You are on page 1of 14

O PROCESSO DE TRANSIÇÃO PARA AS NORMAS INTERNACIONAIS DE RELATO FINANCEIRO (NIRF

)
Mário da Cunha Guimarães
Revisor Oficial de Contas

Nos últimos anos temos assistido ao reavivar do processo de harmonização contabilística internacional, mais concretamente na União Europeia (UE), na procura incessante de um modelo contabilístico único aplicável às empresas, em prol da comparabilidade da informação financeira contida nas suas demonstrações financeiras. Neste sentido, após uma primeira fase em que as Directivas Comunitárias de cariz contabilístico (v.g. IV e VII Directivas) foram o motor da harmonização contabilística, surgiram posteriormente duas Comunicações da Comissão Europeia ao Conselho Europeu e ao Parlamento Europeu, uma em 1995 intitulada “Harmonização Contabilística: uma nova estratégia relativamente à harmonização internacional – COM 1995 (508)” e outra em 2000 denominada “A estratégia da União Europeia em matéria de informações financeiras a prestar pelas empresas – COM 2000 (359)” . A partir de 2002, surgiu em força a figura jurídica do Regulamento em detrimento da Directiva, uma vez que aquele é um instrumento mais célere e eficaz no acelerar do processo de harmonização. O mesmo será dizer que o disposto num Regulamento tem aplicação directa no ordenamento jurídico dos Estados-Membros (EM) da UE, sem necessidade de transposição através de instrumento jurídico interno, normalmente um Decreto-Lei, como acontece no caso das Directivas Comunitárias, que têm necessariamente que ser transpostas para o direito interno para que tenham força vinculativa. Neste contexto, surgiu o Regulamento (CE) n.º 1606/2002, de 19/7, cujo objectivo é o de contribuir para o bom funcionamento dos mercados de capitais. Assim, veio estabelecer o âmbito (a quem?) e a vigência (a partir de quando?) de aplicação de um único conjunto de regras internacionais de contabilidade de elevada qualidade – as NIC. Neste contexto, exigiu às sociedades da UE, cujos valores mobiliários são admitidos à cotação em mercados regulamentados, bem como a todas as sociedades que elaborem prospectos de ofertas públicas de valores mobiliários, a elaboração das suas contas consolidadas em conformidade com as NIC, impreterivelmente a partir de 2005.

a CNC preparou os projectos dos instrumentos contabilísticos que corporização o novo modelo que se designa de SISTEMA DE NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA (SNC). Contudo. ao que acresce o estado dos trabalhos que estão a ser realizados no seio da UE consequência da Comunicação da Comissão Europeia de 10 de Julho de 2007.52 Temas de Contabilidade. e que visa substituir o Plano Oficial de Contabilidade (POC) e legislação complementar (directrizes contabilísticas. por NIC entende-se as NIC. com excepção da “NIC 32 – Instrumentos Financeiros – Divulgação e Apresentação” e “NIC 39 – Instrumentos Financeiros – Reconhecimento e Mensuração”. uma vez que se encontravam em fase de revisão. Portugal.º 2. Por outras palavras. “COM(2007)394 PT” intitulada “sobre um ambiente simplificado para as empresas das áreas do direito das sociedades comerciais. 16 e 17 que com estas duas normas se relacionam. As NIC 1 e respectivas Interpretações. .º 1725/2003.g. que as necessidades de organização interna (v. Auditoria e Direito das Sociedades Previu ainda a possibilidade dos EM autorizarem ou exigirem às sociedades não cotadas o mesmo conjunto de normas. visando a adaptação das NIC/NIRF ao nosso normativo contabilístico. Comments to be received by 1 October 2007” .cnc. que os profissionais da contabilidade (v. designadas Standing Interpretations Committee (SIC). atendendo a que nos encontramos muito próximo do final do ano de 2007. bem como as SIC 5. as alterações subsequentes a essas normas e interpretações conexas e as futuras normas e interpretações conexas emitidas ou adoptadas pelo IASB. TOC) terão que ser adequadamente formados. procedimentos contabilísticos) daí resultantes são significativas. aprovou em Janeiro de 2003 um documento intitulado “Projecto de Linhas de Orientação para um Novo Modelo de Normalização” .g.min-financas. documento que pode ser obtido no site da CNC em www. cujos trabalhos estarão concluídos durante o exercício de 2008. interpretações técnicas. as NIRF e interpretações conexas (interpretações do SIC/International Financial Reporting Standards Committee (IFRIC)). diplomas legais conexos). Neste âmbito. programas informáticos. a adoptar por aquelas empresas encontram-se elencadas no Regulamento (CE) n.pt. é crível que a data prevista de entrada 1 Nos termos do art.º do Regulamento 1606/2002. estando previsto que tal se possa tornar eficaz a partir de 1 de Janeiro de 2008. Atendendo à aplicação directa no direito interno dos EM da UE dos Regulamentos referidos. e sempre que possível também para as contas individuais. da contabilidade e da auditoria” e do projecto de exposição do IASB. de 21 de Setembro. através da Comissão de Normalização Contabilística (CNC). Fiscalidade. este Regulamento endossa – mecanismo do Endorsement – todas as NIC aos EM que se encontravam em vigor em 14 de Setembro de 2002. intitulado “Exposure Draft of a proposed IFRS for a Small and Medium-sized Entities. de Fevereiro de 2007.

Deste modo. que o próprio Governo português. foi emitida a NIRF 1 intitulada “Adopção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro” . • Aplicar as NIC/NIRF na mensuração de todos os activos e passivos reconhecidos. a NIRF 1 exige que se tenham alguns cuidados relativamente ao balanço de abertura do ano em que se aplicam pela primeira vez as NIC/NIRF: • Reconhecer todos os activos e passivos requeridos pelas NIC/NIRF. a NIRF 1 requer que as entidades sigam o disposto em cada NIC/NIRF em vigor na data de referência das demonstrações financeiras em que se aplica pela primeira vez as NIC/NIRF. encontram-se excepcionadas destes procedimentos as áreas específicas onde o custo de produzir a informação poderá exceder os benefícios para os utilizadores .O Processo de Transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) 53 em vigor do SNC seja diferida para 1 de Janeiro de 2009. Contudo. em ordem a proporcionar a oportunidade de uma ampla divulgação e de participação de todos os interessados. dá um sinal claro que será adiada a data de entrada em vigor do SNC. referentes aos períodos iniciados em ou após 1 de Janeiro de 2004. ou componente de capital próprio de acordo com as NIC/NIRF. devendo por isso ser preparada com a devida antecedência. que dispõe o seguinte: «(…)Por outro lado. • Não reconhecer itens como activos ou passivos que não seja permitido pelas NIC/NIRF. passivos ou componentes do capital próprio reconhecidos de acordo com o referencial contabilístico anterior. Tendo em vista estabelecer regras objectivas a adoptar pelas empresas dos EM aquando da alteração da base primária da contabilidade para as NIC/NIRF. de forma a recolher sugestões e outros contributos para o respectivo aperfeiçoamento.(…)” Daqui se depreende. Contudo. Em regra. o Governo vai colocar o projecto de SNC em consulta pública. Em particular. a sua aplicação retrospectiva ao exercício de 2003 foi encorajada. de realçar ainda o disposto no Relatório sobre o Orçamento de Estado para 2008 elaborado pelo Ministério das Finanças e da Administração Pública. que implicará um esforço de adaptação das empresas e profissionais pelas alterações profundas que impõe na organização interna e nos procedimentos. em Junho de 2003. a qual se aplica às entidades que apresentem pela primeira vez as suas demonstrações financeiras de acordo com as NIC/NIRF. A este respeito. passivo. • Reclassificar activos. a transição para o SNC constituirá um processo complexo e exigente. mas que são um tipo diferente de activo. ainda que de forma implícita.

O seu Balanço em 31/12/2006 era o seguinte (em euros): 2 Esta norma esteve na base da elaboração da Norma Contabilística e de Relato Financeiro (NCRF) 3 intitulada “Adopção pela Primeira Vez das Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro” aplicável às empresas do Regime Geral do segundo nível de normalização previsto no SNC. benefícios dos empregados). leia-se. Consequentemente. um ano de informação comparativa de acordo com as NIC/NIRF. a reconhecer em reservas de revalorização. justo valor ou revalorização como custo a ser considerado. noutra rubrica de capital próprio (v. se apropriado. Fiscalidade. quando não tenham sido reconhecidos.g. ou. No que concerne ao âmbito da apresentação e divulgação da informação financeira. em especial quando a aplicação retrospectiva poderia requerer um julgamento pelos gestores sobre condições passadas após o desfecho de uma determinada transacção ser conhecido. no que aos ajustamentos diz respeito. tendo utilizado para o efeito a taxa de IRC de 27. impostos diferidos de reservas de revalorização. o seu desempenho financeiro (demonstração dos resultados) e os seus fluxos de caixa (demonstração dos fluxos de caixa) relatados. não estão previstas excepções. Auditoria e Direito das Sociedades das demonstrações financeiras (v.A. de realçar que a NIRF 1 requer ainda que as entidades expliquem de que forma a transição do referencial contabilístico anterior para as NIC/NIRF afectou a posição financeira (balanço). eles resultam de acontecimentos e transacções anteriores à data da transição para as NIC/NIRF e respectivas interpretações.g. Por conseguinte. aqueles ajustamentos e reclassificações contabilísticas derivam do facto de as políticas contabilísticas que cada entidade utiliza no seu balanço de abertura de acordo com as NIC/NIRF e respectivas interpretações poderem diferir daquelas que utilizou para a mesma data usando o referencial contabilístico anterior (v. resultados transitados. Por último. mas devendo-o ser) à data da transição para as NIC/NIRF. Para concretizarmos o exposto. Assim. Na verdade. De notar que. S. pelo menos.5% (inclui derrama de 10%). . concentrações de actividades empresariais.54 Temas de Contabilidade.g. POC). A Assembleia Geral Anual de aprovação das contas teve lugar em 29 de Março de 2007. a NIRF 1 2 prevê algumas excepções à aplicação retrospectiva das NIC/NIRF em determinadas áreas.” encerrou as suas contas em 31 de Dezembro de 2006. uma entidade deverá reconhecer esses ajustamentos directamente nos resultados retidos. apresentamos de seguida um caso prático: Enunciado: A empresa “Transição para as NIC/NIRF. a empresa utiliza o método dos impostos diferidos. tendo sido aprovadas pelo Conselho de Administração em 31 de Janeiro de 2007. as primeiras demonstrações financeiras preparadas de acordo com as NIC/NIRF devem incluir. Ainda assim.

250 .O Processo de Transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) 55 ACTIVO Imobilizações incorpóreas Amortizações acumuladas incorpóreas Imobilizações corpóreas Amortizações acumuladas corpóreas Mercadorias Clientes Caixa e depósitos à ordem Acréscimos de proveitos Activos por impostos diferidos Total do Activo CAPITAL PRÓPRIO Capital social Reserva legal Reservas de reavaliação Resultados transitados Resultado líquido do exercício Total do Capital Próprio PASSIVO Empréstimos obtidos Fornecedores de imobilizado.000 95.583 170.343 812.12.2006 POC 300. c/c Provisões Estado e outros entes públicos Passivos por impostos diferidos Total do Passivo Total do Capital Próprio e do Passivo 31.42.000 1.932 63.788 100.000 45.250 630.667 1.345 .224.750 1.878 1.224.000 .250.625.000 13.450 15.173 310.308 30.000 75.000 0 13.879 0 411.

Amortizações acumuladas .Fluxos operacionais futuros esperados (FOFE).800 ¤ 195.Inventários.12.56 Temas de Contabilidade. Fiscalidade.040¤ 5.12.Valor bruto .260 ¤ 4.2006 .000 ¤ A B C D E 100 950 100 150 200 Sabe-se ainda que os custos de armazenamento não são necessários no processo prévio de produção a uma nova fase de produção e que o valor dos impostos é recuperável pela empresa.2006 .Taxa de desconto utilizada 140. as quais se consideram todas materialmente relevantes: 1. Os dados relevantes da contabilidade e do estudo realizado são os seguintes.540¤ 32.460¤ 8% 2.560 ¤ 49.A.2006 supra. Preço de compra unitário 130¤ 200¤ 150¤ 160¤ 120¤ Impostos totais 2.000 ¤ 40.Valor residual no final de 2010 actualizado a 31. . De acordo com o preconizado na NIC/IAS 2 . A empresa XYZ. Artigo Qt. O valor constante da rubrica “Mercadorias” do balanço em 31. respeita aos bens apresentados no quadro seguinte.000¤ 64.2006 .12.950 ¤ 20.150¤ 5.000¤ 35. Auditoria e Direito das Sociedades Desta empresa conhecem-se ainda as seguintes situações. tem afecto ao seu negócio um conjunto de activos imobilizados relativamente aos quais a Administração desencadeou um estudo tendo em vista analisar a adequação da quantia escriturada. S. cujos resultados não foram tidos em conta no encerramento das contas de 2006: . actualizados a 31.900 ¤ 3.12. efectue os ajustamentos que considerar necessários.730¤ 39.Preço de venda ilíquido .000 ¤ 2.Investimentos de manutenção em 2008 actualizados a 31.Comissão de venda a pagar .540 ¤ 10.040¤ Custos de armazenamento total 100¤ 950¤ 100¤ 150¤ 200¤ Custos de transporte totais 100¤ 475¤ 100¤ 75¤ 400¤ Valor realizável líquido 10.

os quais têm vindo a ser depreciados em linha recta num prazo estimado de 6 anos: .500¤ e os juros a 7. Em imobilizado incorpóreo estão incluídos os seguintes dispêndios. ocorridos no ano de 2005. ao abrigo da NIC/IAS 17 – Locações.O Processo de Transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) 57 3. 6. à data de 31 de Janeiro de 2007.000 ¤ de dispêndios com rendas (capital e juros) de um contrato de locação celebrado em início de Janeiro de 2006 e que a empresa considerou como sendo de natureza operacional.500¤. A conclusão da obra está prevista para finais de 2007. quando. O resultado líquido do exercício de 2006 inclui 30.000¤ 150.Despesas com a constituição da sociedade . é mais provável do que menos provável. O processo judicial será concluído no segundo semestre de 2007.Formação 10. tendo o departamento jurídico da empresa informado que. O valor inscrito no balanço na rubrica “Provisões” em 31/12/2006 refere-se a um processo do foro fiscal movido pela Administração Tributária decorrente de acontecimentos que ocorreram em finais de 2006. O IVA das rendas foi correctamente deduzido e contabilizado. O valor residual da máquina é de 5% sobre o valor de aquisição. cuja vida útil esperada é de 10 anos.A. pois. Na sequência de um concurso público..000¤ .000¤.500 ¤ 3.Despesas com pesquisa .500¤ 1. a construção de um edifício pelo preço de 1. o valor das amortizações de capital efectuadas ascendeu a 22. A informação disponível é a seguinte: Descrição 1 – Custos incorridos 2 – Custos estimados para a conclusão da obra 3 – Facturação emitida 31. em Fevereiro de 2006 foi adjudicada à empresa ABC.350¤ 960. de um contrato de locação financeira de uma máquina industrial de valor de aquisição de 100.2006 169. na verdade.12. Durante o ano de 2006. Trata-se.000¤ 4. deveria ter sido considerado de natureza financeira.500. 5. a entidade ser condenada ao pagamento de 50% daquele montante a título de indemnização. S.000 ¤.

Elaborar o Balanço de Abertura de 2007 de acordo com as NIC/NIRF e respectivas interpretações. Auditoria e Direito das Sociedades Sabe-se ainda. Além disso. que as estimativas de custos até à conclusão da obra são fiáveis.58 Temas de Contabilidade. em vez da codificação e designações previstas no SNC que aguarda aprovação governamental para entrar em vigor. manteremos a codificação das contas e respectivas designações do POC. Pedido: 1. a não ser os custos incorridos e a facturação emitida em 2006. . 2. tendo como objectivo a transição para o referencial NIC/NIRF 3 e respectivas interpretações. Efectuar os lançamentos contabilísticos de ajustamento necessários ao Balanço Final do exercício findo em 31. na resolução do presente exercício. Fiscalidade. Justifique.12. a empresa não procedeu à mensuração e reconhecimento dos resultados desta obra. face às dúvidas de aplicação da NIC/IAS 11 – Contratos de Construção. 3 O disposto na NIRF 3 do IASB é em tudo semelhante à NCRF 3 adoptada pelo SNC. Resolução: Para mais fácil compreensão.2006.

000 50. é necessário saber quanto é que o Valor Recuperável (VR) representa no Valor Líquido Contabilístico (VLC).000 A=Ajustamento R=Reclassificação Valor A/R LANÇAMENTOS RELATIVOS AO RECONHECIMENTO DA PERDA POR IMPARIDADE: Conta Débito REDUÇÃO DO VALOR BRUTO REDUÇÃO DAS AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS RECONHECIMENTO DA PERDA POR IMPARIDADE: ELIMINAÇÃO DA RESERVA DE REAVALIAÇÃO 56 .2006: 140.000 76. o diferencial é debitado na conta 59 (§ 60 da NIC 36).00% VALOR INICIAL 140.260 4.O Processo de Transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) 59 Pedido 1: Norma aplicável: NIC 36 Cálculos Auxiliares (Teste de Imparidade): Valor Bruto Amortizações Acumuladas Quantia escriturada Valor Recuperável: (maior entre PVL e Valor Uso) • Preço de venda líquido (PVL) = 40.000 38.000 RECONHECIMENTO NOS RESULTADOS TRANSITADOS 59 .460 38.12.000 32.000 32.00% VALOR PERDA POR CORRIGIDO IMPARIDADE 70. Valor Recuperável (VR) Valor Líquido Contabilístico (VLC) ou Quantia Escriturada (QE) VR ÷ VLC Descrição VALOR BRUTO AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS VALOR LÍQUIDO CONTABILÍSTICO 38.Resultados Transitados NB: Como a perda por imparidade é superior ao saldo da conta 56.000 –» FOFE actualizados –» Investimento manutenção em 2008 actualizados –» Valor residual em 2010 PERDA POR IMPARIDADE: Para determinarmos qual o ajustamento a efectuar quer no valor bruto quer nas amortizações acumuladas.000 38.000 38. .000 A 30.740 35.000 29.Imobilizações 70.000 76.Reservas de reavaliação Conta Crédito 42 .000 76.2.000 • Valor de Uso (VU) em 31.000 % 50.000 64.00% 50.000 70.000 .000 64.000 8.000 38.Amortizações acumuladas 32.540 -10.000 corpóreas 482 .00% 50.

540 15. Fiscalidade.450¤).000¤. Reconhecimento do ajustamento em Mercadorias: 59 39 ou 32 50.450 310. VRL = Valor Realizável Líquido Diferença Artigo A B C D E Qt.000 De acordo com o enunciado.000 A/R A 3. A/R Reconhecimento em resultados transitados das despesas incorridas 59 43 15.800 190.560 24.000 260.075 49. Norma aplicável: NIC 2 – Inventários CM VRL [6]=[1]x[2]+[5] [7] 13. Conclusão: O ajustamento contabilístico a efectuar ao valor das Mercadorias inscrito no Balanço (310.450 50. [1] 100 950 100 150 200 PCU [2] 130 200 150 160 120 IT [3] 2730 39900 3150 5040 5040 CAT [4] 100 950 100 150 200 CTT [5] 100 475 100 75 400 < entre [6] e [7] 10. = Quantidade. CT = Custo Total. PCU = Preço de Compra Unitário.60 Temas de Contabilidade. uma vez que os CTT não são necessários ao processo produtivo. Auditoria e Direito das Sociedades 2.400 20.100 32.475 15. ter-se-á que anular o valor bruto e as depreciações acumuladas respectivas. o mesmo será dizer.150 Legenda: Qt. que as existências do Balanço estão sobreavaliadas em 50. os IT são recuperáveis (dedutÍveis) pela empresa pelo que não são de acrescer ao custo de aquisição. são um gasto do período e não um custo adicional de compra.100 10.000 A Anulação das depreciações que não deveriam ter sido reconhecidas 483 59 5. é de 50.000 267.075 20.950 24.475 195. Norma aplicável: NIC 38 – Activos Intangíveis Comentário: Dado que as despesas já foram depreciadas em 2005 e 2006. IT = Impostos Totais.000 A .100 24.000¤. CAT = Custos de Armazenamento Totais Balanço CTT = Custos de Transporte Totais. Da mesma forma.800 190.

500 Lançamentos contabilísticos: Anulação do excesso de gastos reconhecidos em 2006 Reconhecimento do valor de aquisição Reconhecimento das depreciações acumuladas respectivas A/R A A A 26 42 59 59 26 48 22. ou seja. em 50%.500 Rendas (juros): conta 681 – 7. pelo que deveria ser contabilizado como tal. mas apenas 50%.500 100.500 Cálculos Auxiliares: Vida Útil = 10 anos.000¤ já reconhecida deverá ser desreconhecida em 50% por já não existir parte da incerteza subjacente à sua constituição. Atendendo a que a empresa utiliza o Método dos Impostos Diferidos. VR = 5% s/VA = 5. Norma aplicável: NIC 17 – Locações Comentário: O contrato de locação tem a natureza financeira e não operacional.875 5. Assim.000 ÷ 5. então. em igual proporção. estes terão que ser revertidos com a anulação da provisão. Norma aplicável: NIC 37 – Provisões.000 – Rendas (Capital): conta 261 – 22.000) + 10 = 9. NIC 12 – Imposto sobre o rendimento Comentário: Dado que é mais provável do que menos provável que a empresa seja condenada. passivos contigentes e activos contingentes.000 Depreciações Acumuladas (DA) – 9.000 9.000 6.O Processo de Transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) 61 4.000 = > DA = (100. a provisão de 10. Locação Operacional Financeira Valor Aquisição (VA) – 100. contabilizou Activos por Impostos Diferidos (AID).500 .500 Rendas (capital e juros): FSE e Custos Financeiros 30. A/R A A Desreconhecimento da provisão em resultados transitados Desreconhecimento dos AID referentes à provisão desreconhecida 293 59 59 2761 50..

468 271 Normas Fiscais 150.532 Do quadro supra depreende-se que o RL de 2006 de acordo com o normativo fiscal (206.000 1.00% 150.468¤) difere do obtido segundo a NIC 11 (225. então utiliza-se o Método do Grau (ou percentagem) de Acabamento (ou do progresso físico).468 75.096 .º do Código do IRC e Circular 5/90.000 0 225.000 10. em 18.468 0 75. Lançamento contabilístico: Reconhecimento dos Passivos por ID A/R A 59 2762 5.468 59 75.532¤.000 Resumo Demonstração dos Resultados por Natureza Créditos de prestações de serviços (conta 72) Variações produção (conta 81) Impacto no Resultado Líquido (RL) de 2006 Balanço Produtos trabalhos em curso (conta 35) Acréscimos de proveitos (conta 271) NIC11 225.468 18. Fiscalidade. 2006 169.00% Custos incorridos Custos estimados para a conclusão da obra Grau (%) da Acabamento Facturação emitida Valor do contrato % de Facturação De acordo com o normativo fiscal (art. Normas aplicáveis: NIC 11 – Contratos de construção.000 75.000¤).532 56. Auditoria e Direito das Sociedades 6.000 56.62 Temas de Contabilidade.000 Diferença 75.000 18. NIC 12 – Impostos sobre o rendimento Comentário: De acordo com a NIC 11. de 17/1): % Acabamentos > % Facturação = > Produtos e trabalhos em curso De acordo com a NIC 11: % Acabamentos > % Facturação = > Acréscimos de proveitos Lançamentos contabilísticos: Reconhecimento dos acréscimos de proveitos de acordo com a NIC 11 75.000 56. Assim.468 0 56.000 A/R A 56.468 206.500.º 19. dado que as estimativas disponíveis são fiáveis.350 960.000 56.000 15. há que efectuar correcções fiscais no Quadro 07 da Declaração de Rendimentos Modelo 22 do IRC e proceder ao reconhecimento dos impostos diferidos respectivos.

000 6.000 5. 59 59 483 4.000 15.000 9.875 22.O Processo de Transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) 63 Em resumo.000 5.096 .000 50.000 30. 293 59 5.500 100.000 8.500 75. 482 56 59 2. 271 59 39 ou 32 43 59 59 2761 59 26 48 59 2762 Débito Crédito 42 Valor (em ¤) 70. 26 42 59 6.000 32. os lançamentos de ajustamento a efectuar são os seguintes: Situação 1. 3.000 50.

000 75.000 58.345 -602.000 13. em 31 de Dezembro de 2007.596 60.450 15.000 6. ORDEM DOS REVISORES OFICIAIS DE CONTAS (2004).288 50.263 1.000 Abertura 2007 285.64 Temas de Contabilidade.612 170. no caso em apreço.284.224.250.096 32.280. Ana Isabel (2005).879 0 411.250 A/R NIC -15. o Balanço de Abertura do exercício de 2007 é o seguinte: BALANÇO ACTIVO Imobilizado Incorpóreo Amortizações acumuladas incorpóreas Imobilizado corpóreo Amortizações acumuladas corpóreas Mercadorias Clientes Caixa e depósitos à ordem Acréscimos de proveitos Activos por impostos diferidos Total do Activo CAPITAL PRÓPRIO Capital Social Reserva legal Reserva de reavaliação Resultados transitados Resultado líquido do exercício Total do Capital Próprio PASSIVO Empréstimos obtidos Fornecedores de imobilizado c/c Provisões Estado e outros entes públicos Passivos por impostos diferidos Total do Passivo Total do Capital Próprio e do Passivo A/R = Ajustamentos / Reclassificações 31.788 100.875 60.029 28. Fiscalidade.450 15. Áreas Editora.343 840.000 5.224.879 5.875 75.583 170.000 -42. Normas Internacionais e de Relato Financeiro. Auditoria e Direito das Sociedades Pedido 2: Após a feitura dos lançamentos contabilísticos constantes do quadro supra.625 De notar que.000 75.000 -37. Adopção em Portugal das Normas Internacionais de Relato Financeiro.000 45.875 1.345 -625. .500 -50.961 63.000 95.000 22.308 0 71. BIBLIOGRAFIA COSTA LOURENÇO. Publisher Team. João (2003).932 63.000 -6.878 1.000 1.875 630.096 444.000 30.029 77.673 260.500 -50.308 30.625 -30.000 5.878 1.2006 POC 300.284.000 75.250 630.750 1.173 310.667 1. de acordo com a NIRF 1 / NCRF 3.000 173.12.000 45.000 1. RODRIGUES.343 812. Isabel e MORAIS. Aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade.000 0 13. o balanço de abertura não carece de ser apresentado nas demonstrações financeiras da data de relato.