PINTURA INDUSTRIAL COM TINTAS LÍQUIDAS DT 12

(Desenvolvimento Tecnológico Nº 12)

A Solução para cada Aplicação

INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE TINTAS LÍQUIDAS PINTURA INDUSTRIAL E MANUTENÇÃO ANTICORROSIVA

Elaboração: Silvio Domingos da Silva Janeiro de 2009 Rev. 3

...........2........ 25 5..............................................................................................1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA ....................2..................................1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS..............3 CORROSÃO SOB ATRITO.................... 13 2................................................4 LIMPEZA COM FERRAMENTAS MECÂNICAS MANUAIS .............. 26 5........4 PREPARO DE SUPERFÍCIES PINTADAS PARA MANUTENÇÃO OU REPINTURA ................................................net ......................2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE ......................................2.......................................3.............................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89................................................................................................................................... 10 2.......................................................................................................................... 20 2........................................ 18 2................................................................................................................................................................................................................ 42 7...................... 19 2...........................................................................270-000 – Guaramirim .......................3 LIMPEZA MANUAL ..................................... 18 2.........2.............................2 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA CORROSÃO................................................................................................................6........................................................................ 11 2................................................................................................................. 22 4....... 34 6........................................................8 1........A..................................... 17 2........................................................................ 28 5............................................2.. 42 7............5 FORMAS DE CORROSÃO ...................................... 23 4................6..................1 LIMPEZA QUÍMICA.....................................................................................2.........................................7.......................... 28 5............ 33 5......................................................................................................................4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS............................................ 13 2....................................................................................................................................................................... 38 7..................2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS ....................7.....................7 MEIOS CORROSIVOS ................................. 24 4................................................................................................................................................................................................................................2................ 23 4....................SUMÁRIO PREFÁCIO................................................................................1 CORROSÃO GALVÂNICA .....................................................................................9 FOSFATIZAÇÃO ........................................ 27 5.....7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA .....................................................................5 LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO........................................................................................................................................2........................................ ............................. OBTENÇÃO DO AÇO...... PRÁTICAS DE PROJETO................................3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO ..................................................................................................................................................................................................................................................1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO...................6....................2 REVESTIMENTOS METÁLICOS...................................................................................................................... 27 5............ 32 5.....2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS .......................................................................................................... DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE.......6..... 21 2............ 13 2...............6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRA-ALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING .................4 CORROSÃO POR AERAÇÃO DIFERENCIAL .......................................... 10 2....... REVESTIMENTOS PROTETORES.......................................................................................................................8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO .............................3 TIPOS DE PROCESSOS DE CORROSÃO ......................................................................................................4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS.......................................................... 32 5.........................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www...... 20 2...........2 CORROSÃO QUÍMICA ................................7........1 GRAUS DE CORROSÃO...................3..... 43 4 WEG Indústrias S....................... 23 4.......................................3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS ...........................................................................................................................................................weg..............................................................1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO)..............2 DESENGRAXE COM SOLVENTE ......................2 CORROSÃO ELETROLÍTICA .............................. 10 2..2............................................................ 28 5...............3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS....................................... 21 3.... 12 2................... 41 7.. 41 7................................................. PREPARO DE SUPERFÍCIES NÃO FERROSAS............................................................... 12 2....................................... 27 5.................... CORROSÃO...................................................................1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO ......................................

...............................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89......................1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO ...........................................................................................................................................................7... 59 9.....................................................................1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica).................................................................................................. 69 12....... 70 12.............. PLANOS DE PINTURA ....................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www...................................................................................................................................................... 66 12..................... 69 12..................................................13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) ...............................net .................4 CONSTITUINTES FUNDAMENTAIS DAS TINTAS . 68 12..... 56 8........................................3 PIGMENTOS ............................................................................1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA ...................2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO ..................................................................................................................................................4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO ............................................................................................. 45 8...........2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO ...4.......................................................................................................................... 45 8...................... 60 9............................................................3 ESQUEMAS DE PINTURA................................................11........................... 68 12.... 45 8.......................... CONTROLE DE QUALIDADE ........................................2 RENDIMENTO PRÁTICO – Rp (Considerando Perdas)..............................................................weg.................................................... 68 12......4.........................4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL..................................................................................................... 72 12............................................................... 72 12..................................2 NÃO-VOLÁTEIS EM VOLUME (SÓLIDOS POR VOLUME)...............................1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA............... 66 12............... 46 8......................................4 ADITIVOS................................................ 71 12................................14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) .... 62 11.......................................... .................................................................................... 59 9............4................................................................................................................................................ 63 12................................................... 44 8.. 67 12......................................................................................................................... PROCESSOS DE FABRICAÇÃO....................................................................3 POLIMERIZAÇÃO POR CONDENSAÇÃO ................................................... 52 8.....4.............................................................................................................2 SOLVENTES.......................................................................................................................3....................................A......................................................15 NATUREZA DA RESINA .........................................................................................................................11..................................................................................................... 71 12................................................... 68 12................2 CONCEITOS BÁSICOS / TERMINOLOGIA ............270-000 – Guaramirim .................. 58 9......................................................................................................................................................................................................... 68 12................................................. 54 8...........................3 ESTIMATIVA DE CONSUMO DE TINTAS ........................ TINTAS ................................................................... 59 9......... 61 10............................................................................. FUNDAMENTOS DA PINTURA INDUSTRIAL.............................................. 72 5 WEG Indústrias S.................................. 57 8...............................4........... 45 8. 67 12..............1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL ....... 70 12.........................10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO ..................1 VEÍCULO OU RESINAS..........................3.......................................................6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO .................................................. 66 12........................................7 MECANISMO DE PROTEÇÃO DA PELÍCULA........................................................................................................5 QUANTIDADE DE DILUENTE NECESSÁRIA .............................................. 46 8..............................................................7 MASSA ESPECÍFICA.................... 69 12....................................11 TEMPOS DE SECAGEM...............12 PODER DE COBERTURA ..............8 VISCOSIDADE..............................6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA ................................................................. 66 12......................................................1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO ......................................................................................................... 57 8...................................................................3............................................................5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA..... 70 12...................................................................................................................9 CONSISTÊNCIA...............................................................................................................................16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO....................................... 72 12.........................................................4..............3 RENDIMENTO REAL ..1 NÃO-VOLÁTEIS EM MASSA (SÓLIDOS POR MASSA)..

.................................................................... 75 12................ 93 17........................................................ 88 16...........1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO............3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES..1............................ 82 15................... 87 16........18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA ............................................................................................................................................. 74 12............ 103 17............................. 82 15.....1..................................................................................................7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO........net ...................................................................................... 76 13................................................................................................ 77 14................................................12........................... 89 16.... 77 14... 89 16.....................................................19 RESISTÊNCIA À UMIDADE RELATIVA DE 100%..................................................................................................................................... 89 16..................................................................................................................................... 75 12................................................. 89 16.................................................................................2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA .................................................................................................. 77 14...........................................................................1..................................... 77 14.............24 BRILHO .. 76 13.........................................................................................................................................20 RESISTÊNCIA AO SO2 ........ 82 15.....................................................................1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO....2 QUALIDADE DAS TINTAS UTILIZADAS........................................................................................................................................................ 103 17............................................. 92 16......................................3 PONTO DE ORVALHO ..................................................................................4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS)............................................1.......................... 83 15.............................1..... 86 15........ 78 14..................................................................................................................................26 INTEMPERISMO..................................................... APLICAÇÃO DA TINTA....................................................................... 72 12....................................................................................3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL ................................................................................... 103 17.................................................................................................................... 86 15......................................................1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA ...........................1........................... 103 17..25 COR ............................................ 76 12.........................................................................4 MISTURA.............................................................................SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www............... 104 6 WEG Indústrias S...................................................................... 88 16...........2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO ............................................................5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA .......................4 ELABORAÇÃO DE PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO..............Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89....................................................................1 MISSÃO DA SEGURANÇA ....................................................................................... 88 16.................................................... 74 12.......................... MÉTODOS DE APLICAÇÃO ............... HOMOGENEIZAÇÃO E DILUIÇÃO DAS TINTA .......2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS.........................4 MANUSEIO DE TINTAS E SOLVENTES .................... 75 12...................21 ENSAIOS DE IMERSÃO ....1 ACÕES DE PREVENÇÃO DE DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO................................................................................................. 88 16....... 74 12......................................................................................................................................................6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES....3 PISTOLA CONVENCIONAL ...............5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO.......................................................................................................................22 ESPESSURA POR DEMÃO ................................................. SEGURANÇA......................................1 TRINCHA (Pincel de formato chato).....3 IDENTIFICAÇÃO.......................................................................................................... 88 16................................................... 74 12............. 76 13...................................................................... 84 15................. ................... DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES........................................................................................................................270-000 – Guaramirim .....weg........................ ORIGENS E CORREÇÃO DE DEFEITO............................................................................................................................ ARMAZENAMENTO DE TINTAS ...................................17 ADERÊNCIA (ABNT 11003)..........................................................A................................................................................................................................................................................................6 PINTURA ELETROSTÁTICA.................2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA .......................................................................................................23 ENSAIOS DE DUREZA...................................................................................7 IMERSÃO ..................................2 ROLO....................................................... 78 14............................................................. 86 15........................5 PINTURA NA FÁBRICA OU NO CAMPO ..............................1.....

.....17.............weg..................... 105 17............................... BIBLIOGRAFIA...8 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI....................................6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA............7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS ......................................................................................A............. 108 18............5 CUIDADOS NO MANUSEIO DE TINTAS E VERNIZES................270-000 – Guaramirim ............................. 106 17....................... 111 7 WEG Indústrias S..........SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www...... .............................. 104 17.........................net ............................................................Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89................................

O objetivo deste curso é proporcionar a oportunidade de uma troca de informações com os profissionais da área de pintura visando uma ampliação de conhecimentos no que diz respeito a produtos.net . Pistolas com caneco. Os conhecimentos que até então eram empíricos. observando e anotando em formulários as condições atmosféricas. bem como principais problemas e suas correções. O conhecimento era artesanal e passado de pai para filho através das gerações. levando-os por vezes. sentiu-se a necessidade de não apenas decorar. sistemas de aplicação. fosfatização. e foi quando os químicos iniciaram suas atividades na área de pintura. O hidrojateamento tem sido usado com sucesso em áreas onde se deseja efetuar a remoção de películas de tintas velhas restaurando a superfície e tornando-a apta para receber nova aplicação. segurança. concreto ou alvenaria. a resultados pouco produtivos e inadequados para o fim a que se destina. Pistolas com Tanque. que pode causar danos a saúde das pessoas e ao meio ambiente (Jato úmido e Jato em circuito fechado). com completa remoção de materiais estranhos ou contaminantes presos na superfície. Pistolas Airless com maior taxa de transferência (maior pressão hidráulica para pulverizar a tinta).weg. . com ferramentas adequadas. APLICAÇÃO DAS TINTAS Deve ser realizada por profissionais devidamente qualificados. mas também fundamentalmente.A. Pistolas HVLP com 8 WEG Indústrias S. Nas indústrias. são usados vários métodos de preparação de superfície. Apenas a partir do final do século passado iniciou-se efetivamente uma indústria de pintura. quando necessário criando rugosidade (de acordo com a especificação) no substrato para uma melhor aderência da tinta. visando amenizar a emissão de poeira. com as seguintes finalidades: Proteção do patrimônio.270-000 – Guaramirim . usando de técnicas e equipamentos adequados.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Aplicação e a Tinta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. com um aumento gradual de seu consumo. O sucesso de uma tinta não depende exclusivamente de sua qualidade e características técnicas. rolos. mas principalmente proteger as superfícies. jateamento com granalha em que o abrasivo é projetado contra a superfície por jato de ar ou por turbinas centrífugas. PREPARAÇÃO DA SUPERFICIE Deve ser realizada por profissionais treinados. Novos métodos foram criados. principalmente em locais onde não é permitido a realização de jato abrasivo. tratamento de superfícies. Durante a idade média e até o começo do século a pintura tinha finalidade quase que exclusivamente decorativa. tais como: desengraxe. do estado e preparo das superfícies em que serão aplicadas. surgida através da necessidade de proteção de máquinas e equipamentos que foram se desenvolvendo com o início da revolução industrial. A partir daí. As etapas são: Preparação da superfície. É composta por três etapas onde cada uma delas tem um importante papel para garantir o desempenho da Pintura. Podem ser utilizados desde a aplicação com Pincéis (Trinchas).PREFÁCIO Os recobrimentos de superfície vêm sendo utilizados há milhares de anos. Acrescenta-se a isso o fato de que muitas pessoas que vão utilizar esses produtos apresentam um desconhecimento justificável. IMPORTÂNCIA DA PINTURA INDUSTRIAL A pintura tem por objetivo depositar um filme de tinta sobre uma superfície metálica. passaram a ter um tratamento científico.

assim como a importância da qualificação dos pintores e adoção de bons equipamentos de aplicação. As tintas tolerantes quebram paradigmas e tornam mais fácil a vida do profissional da pintura.A. Entretanto ainda não são descartadas as necessidades de processos de preparação de superfície antecedendo a pintura. para a aplicação destas tintas. com preparo de superfície mecânica ou Hidrojateamento. pois. Visando atender a necessidade de mercado em relação a pinturas. por isso. pincel e pistola em camadas únicas.maior volume de ar e baixa pressão de pulverização. o avanço tecnológico elaborou produtos com características mais tolerantes. há a necessidade de um mínimo de preparação. As tintas tolerantes se destinam a preencher necessidades específicas para as quais foram determinadas. atendem as especificações de VOC e legislações rígidas de prevenção do meio ambiente. A escolha deve ser criteriosa e deve resistir a agressividade do ambiente. No entanto. ou seja. como aplicação sobre superfícies úmidas. isto é. Na seleção das tintas que comporão o sistema deve ser levado em conta as condições em que ficaram expostas. tintas que toleram um grau de preparo de superfície menos rigoroso do que normalmente é recomendado e também a elaboração de tintas que permitem a aplicação em condições ambientais em que as tinta convencionais não seriam recomendadas. além disso. TINTAS Tem que ter tecnologia de formulação.270-000 – Guaramirim . Geralmente são de alta espessura e. Algumas toleram aplicações sobre resíduos de ferrugem e umidade na superfície.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. controle rigoroso de qualidade das matérias primas e do processo de fabricação. se trata de tintas de dupla função (Primer e Acabamento). . 9 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. foi possível desenvolver tintas com altos teores de sólidos que podem ser aplicadas pelos métodos tradicionais.net . com remoção das partes soltas como carepas desagregadas e ferrugens volumosas. de emissão de baixos teores de solventes voláteis orgânicos e também devido a isenção de metais pesados. As novas tintas tolerantes se enquadram na filosofia de tintas ecologicamente corretas e seguras. mão de obra e podem ser aplicadas por rolo. pois. economizam tempo e dinheiro.weg.

A. à flexão. A corrosão é um processo que corresponde ao inverso dos processos metalúrgicos de obtenção do metal e pode ser assim esquematizada: Corrosão Metal Metalurgia Composto + Energia 10 WEG Indústrias S. o minério – cuja origem básica é o óxido de ferro (FeO) – é aquecido em fornos especiais (alto fornos). obtém-se o denominado ferro-gusa. aços com diferentes graus de resistência mecânica. à compressão. de maneira que ele possa ser usado comercialmente. forjado. hematita vermelha (Fe2O3) com cerca de 65% de ferro. por sua vez. CORROSÃO 2. Este processo tem o nome de Redução. siderita ou ferro espático (FeCO3) com alto teor de manganês. enxofre. por fim. os aços possuem excelentes propriedades mecânicas: resistem bem à tração. FeS2.net . e como é um material homogêneo. Após uma análise química do ferro. silício. por sua composição química. OBTENÇÃO DO AÇO Os Minérios de Ferro encontrado na natureza. Os aços diferenciam-se entre si pela forma. De maneira geral. entre outros.0% de carbono em sua estrutura. ou seja. Primeiramente. A partir disso. obtendo-se através da adição de determinados elementos químicos. Os minérios são encaminhados as Siderúrgicas. onde será finalmente transformado em aço.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. levando a perda de suas propriedades. O aço. soldabilidade. que contém de 3. fósforo. controlando-se o teor de carbono para no máximo 2%. A usina siderúrgica é a empresa responsável pela transformação do minério de ferro em aço.weg. O objetivo desta primeira etapa é reduzir ao máximo o teor de oxigênio da composição FeO. ao reagir com o seu ambiente. Os principais são: magnetita (Fe3O4) com cerca de 60% de ferro. manganês entre outros elementos. estriado e suas propriedades podem ainda ser modificadas por tratamentos térmicos ou químicos. o mesmo segue para uma unidade da siderúrgica denominada ACIARIA.1 CONCEITOS BÁSICOS DE CORROSÃO Corrosão pode ser definida como sendo a deterioração de um material (geralmente metálico). . estampado. pode ser laminado. 2. ductilidade.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. em que se verificam os teores de carbono. resistência à corrosão.1. Esta pode ser alterada em função do interesse de sua aplicação final. presente em aproximadamente 5% da crosta terrestre são encontrados em combinações químicas de metais contidos nas rochas. é produzido a partir deste.270-000 – Guaramirim . é formada de materiais indesejáveis ao processo de fabricação). tamanho e uniformidade dos grãos que o compõem e. que. é claro. em presença de carbono (sob a forma de coque ou carvão vegetal) e de fundentes (que são adicionados para auxiliar a produzir a escória.5 a 4. será o resultado da descarbonatação do ferro gusa.

petroquímica. Dos processos de proteção anticorrosiva utilizados. evitando-se paradas operacionais não-programadas e lucros cessantes.net . evitando-se acidentes e problemas de poluição ambiental. totalizam custos mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas. Os problemas de corrosão são freqüentes e ocorrem nas mais variadas atividades. que se consegue entre outras formas pelos fenômenos de polarização e passivação. mas também as indiretas. estima-se que uma parcela superior a 30% do aço produzido no mundo seja usada para reposição de peças e partes de equipamentos e instalações deterioradas pela corrosão. Físico-Química. eletrodomésticos. ferroviário. Sob o ponto de vista de custo. de construção civil. em sistemas de telecomunicações. dentre os quais podem ser destacados: § § § § § § Química. . os quais. na odontologia (restaurações metálicas. As perdas indiretas são mais difíceis de serem avaliadas. naval. instalações industriais. proteção catódica. b) Manter a Integridade Física Equipamentos e instalações industriais.5% do Produto Interno Bruto o dispêndio com a corrosão em países industrializados. dos c) Garantir a Máxima Segurança Operacional.A. e custos e manutenção dos métodos de proteção (pinturas anticorrosivas. na medicina (uso de implantes cirúrgicos na ortopedia) e na preservação de 11 WEG Indústrias S. Enquanto na metalurgia adiciona-se energia ao processo para a obtenção do metal. Em termos de quantidade de material danificado pela corrosão. Com o avanço tecnológico. proporcionam a utilização econômica e segura dos materiais metálicos. Eletroquímica.2 IMPORTÂNCIA CORROSÃO DO ESTUDO DA A importância do estudo da corrosão está consubstanciada em: a) Viabilizar economicamente as instalações industriais construídas com materiais metálicos. Sendo a corrosão um processo espontâneo. aparelhos de prótese).270-000 – Guaramirim . São perdas diretas: custos de substituição de peças ou equipamentos que sofreram corrosão. Cinética Química. associados aos processos de proteção. nos meios de transporte aéreo.weg. pode-se prever que a maioria dos metais seria imprópria à utilização industrial. por exemplo. Esta utilização é. Metalurgia. no entanto. deterioração de automóveis. etc. estima-se em 3.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. estruturas metálicas. nas indústrias química. na corrosão observa a volta espontânea do metal à forma combinada. O estudo da corrosão envolve conhecimento de vários campos da ciência.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Na avaliação econômica dos processos corrosivos não devem ser levadas em consideração somente as perdas diretas. em muitos casos. a pintura industrial constitui o de maior importância se considerados os aspectos de viabilidade técnica e econômica e extensão de sua aplicação. Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo instante da nossa vida diária. petrolífera. d) Garantir a máxima Segurança Industrial. mundialmente alcançado. Pode-se citar como exemplo de perdas indiretas: 2. como. com conseqüente liberação de energia.As reações de corrosão são espontâneas. incluindo-se energia e mão-de-obra.). Este ciclo é denominado de “ciclo dos metais”. mas pode-se afirmar que. o custo da corrosão se eleva tornando-se um fator de grande importância. marítimo. Termodinâmica. etc. monumentos históricos. possível graças ao retardamento da velocidade das reações.

restaurações. f) Superdimencionamento nos projetos de reatores. A pilha de corrosão eletroquímica é constituída de quatro elementos fundamentais: Área anódica: superfície onde se verifica o desgaste (reações de oxidação). .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. vasos de pressão. Em alguns setores. os processos corrosivos podem ser classificados em dois grandes grupos. b) Interrupção de comunicações: corrosão em cabos telefônicos e em sistemas de telecomunicações. c) Perda de eficiência proveniente da diminuição da transferência de calor através de depósitos ou produtos de corrosão.A.net . perdas de vidas humanas. em geral na temperatura ambiente. Área catódica: superfície protegida onde não há desgaste (reações de redução). d) Perda de carga em tubulações de condução de água potável devida aos depósitos de tubérculos de óxido de ferro.270-000 – Guaramirim .a) Paralisações acidentais. para consolidação de fraturas ósseas que devem resistir à ação corrosiva do soro fisiológico (solução aquosa com cerca de 1% de cloreto de sódio). Eletrólito: solução condutora ou condutor iônico. componentes da chuva ácida que não só ataca materiais metálicos. etc. d) Inconvenientes para o ser humano: a odontologia e diferentes setores da medicina utilizam diferentes materiais metálicos sob a forma de instrumental cirúrgico. devido à formação de uma pilha ou célula de corrosão. que envolve simultaneamente as áreas anódicas e catódicas. embora a corrosão não seja muito representativa em termo de custo direto deve-se levar em consideração o que ela pode representar em: a) Questões de segurança: corrosão localizada muitas vezes resulta em fraturas repentinas de partes críticas de equipamentos.weg. Também denominada corrosão em meio aquoso. Ligação elétrica: entre as áreas anódicas e catódicas. mas também ocasiona a deterioração de materiais não metálicos como mármores e argamassa de cimento.1 CORROSÃO ELETROQUÍMICA Corrosão eletroquímica é um processo que se realiza na presença de água. b) Perda de produto. oleodutos. c) Preservação de monumentos de valor históricos inestimável: corrosão atmosférica acelerada pelos poluentes atmosféricos como óxidos de enxofre que formam ácido sulfuroso e sulfúrico. gás ou água através de tubulações corroídas. podem custar relativamente pouco. próteses e implantes cirúrgicos. e) Conservação de reservas naturais: tendo em vista a destruição dos materiais metálicos pela corrosão. tanques de armazenamento. Esses grupos podem ser assim denominados: 2. como perdas de óleo. abrangendo a maior parte dos casos de deterioração por corrosão existente na natureza. e) Contaminação de produtos por sais metálicos provenientes da corrosão de embalagens metálicas ou tubulações metálicas. aviões e pontes causando além de perdas materiais. para limpeza de permutadores ou trocadores de calor ou para substituição de tubos corroídos. 2.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. como no caso de caldeiras de trocadores de calor.3 TIPOS CORROSÃO DE PROCESSOS DE De uma forma geral. há necessidade de produção adicional para repor o que foi destruído. mas a parada da unidade representa grandes custos no valor da produção. usados em obras de grande importância histórica.3. Os processos de corrosão eletroquímica são os mais freqüentes na natureza e se caracterizam basicamente por: 12 WEG Indústrias S.

Esses processos são menos freqüentes na natureza e surgiram basicamente com a industrialização. havendo um deslocamento dos elétrons envolvidos entre os dois locais. apresentando fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu diâmetro. por alguns de corrosão generalizada. Ao meio corrosivo: Corrosão atmosférica. placas. grafítica. 2. amônia NH3. Como conseqüência do funcionamento das pilhas tem-se a reação de oxidação em um local e a reação de redução em outro. Alveolar: a corrosão se processa produzindo sulcos ou escavações semelhantes a alvéolos. Às formas da corrosão: Uniforme. puntiforme.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. .5 FORMAS DE CORROSÃO A corrosão pode ocorrer. necessariamente na b) Realizarem-se em temperaturas abaixo do ponto de orvalho. de maneira generalizada em toda a superfície metálica. formando placas com escavações. Tais processos corrosivos se caracterizam basicamente por: a) Realizarem-se ausência de água. carbono e gases contendo carbono.2 CORROSÃO QUÍMICA Também denominada corrosão em meio não . intergranular. e o conhecimento das formas é muito importante no estudo de um processo corrosivo. em torno de solda e empolamento pelo hidrogênio. pelo solo.3. quanto ao aspecto. Pode-se ter a presença de substâncias agressivas associadas a temperaturas elevadas. produzindo pites. de escama de ferrugem. É chamada. vapor de água. 2. dezincificação.270-000 – Guaramirim . com formação. Entre os meios corrosivos a altas temperaturas estão: enxofre e gases contendo enxofre. Também conhecidos como corrosão ou oxidação em altas temperaturas.A. como no caso do ferro.aquoso ou corrosão seca. e outras fundidas. corrosão sob atrito. hidrogênio. Ao mecanismo eletroquímico de corrosão: Corrosão galvânica e corrosão eletrolítica. sódio e vanádio. pela água. por microorganismos e em temperaturas elevadas. c) Realizarem-se devido à formação de pilhas de corrosão. corrosão – erosão. Uniforme: a corrosão se processa em toda a extensão da superfície. sendo a grande maioria na temperatura ambiente. não havendo deslocamento de elétrons. o que não é aceito de maneira ampla. pois se pode ter também corrosão por alvéolos ou pites. ocorrendo perda uniforme de espessura. A caracterização da forma de corrosão auxilia bastante no esclarecimento do mecanismo e na aplicação de medidas adequadas de proteção. Puntiforme: a corrosão se processa em pontos ou em pequenas áreas localizadas na superfície metálica. como no caso das pilhas de corrosão eletroquímica. tendo-se em relação: 13 WEG Indústrias S. Em b) Realizarem-se devido à interação direta entre o metal e o meio corrosivo.a) Realizarem-se presença de água. Às condições operacionais: Corrosão sob tensão fraturante. Algumas substâncias agressivas atuam no estado de gás ou vapor.net . corrosão por pilhas de concentração e corrosão por aeração diferencial. Placas: a corrosão se localiza em regiões da superfície metálica e não em toda sua extensão.weg. corrosão sob fadiga. trasgranular. filiforme. sob diferentes formas. esfoliação. envolvendo operações em temperaturas elevadas.4 CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS CORROSIVOS A classificação dos processos corrosivos pode ser apresentada segundo diferentes pontos de vista. alveolar. que são cavidades apresentando profundidades geralmente maiores que seus diâmetros. cinzas de óleos combustíveis contendo enxofre. necessariamente na 2.

níquel. tendo-se. As ligas de cobre em presença de soluções amoniacais e solicitações mecânicas sofrem facilmente a corrosão sob tensão fraturante. Quando a solicitação mecânica é permanentemente aplicada temse a corrosão sob tensão fraturante e. ele se transforma em hidrogênio molecular (H2). como inclusões e vazios. contrastando com a característica coloração amarela dos latões. ou não metálico (tintas). Esfoliação: a corrosão se processa em diferentes camadas e o produto de corrosão. as que trazem maiores inconvenientes aos equipamentos. porém não em profundidade. Nessas duas formas de corrosão. . Filiforme: a corrosão se processa sob a forma de filamentos que se propagam em diferentes direções. H. é comum estudálos em livros de corrosão. Evidentemente elas assumem maior gravidade do que aquelas anteriormente apresentadas. que atinjam o substrato. produzem nas superfícies pintadas. ocasionando perfurações em áreas localizadas. embora não haja perda de massa significativa. 14 WEG Indústrias S. fraturas no material metálico. daí o nome de empolamento. porém.decorrência do aspecto tem-se a conhecida corrosão por pite ou por “pitting”. O hidrogênio atômico. a superfície metálica. Ocorre geralmente em superfícies metálicas com revestimentos a base de estanho. Corrosão grafítica: a corrosão se processa no ferro fundido cinzento e o ferro metálico é convertido em produtos de corrosão. tem-se a corrosão sob fadiga. os quais perdendo suas propriedades mecânicas podem fraturar quando solicitados por esforços mecânicos tendo-se então. os filamentos que fazem com que a película de tinta se desprenda. Observa-se que a área corroída fica com aspecto escuro. quando a solicitação é cíclica.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. penetra no aço carbono e como tem pequeno volume atômico. a espessura da parede permanece com a sua dimensão praticamente original. ocorre o comprometimento das características mecânicas dos materiais metálicos. exercendo pressão e originando a formação de bolhas no material metálico.weg. isto é. mesmo com corrosão grafítica. Intergranular (intercristalina): a corrosão se processa entre os grãos da rede cristalina do material metálico. Deve-se considerar que não existem limites rígidos na diferenciação das formas de corrosão alveolar e puntiforme. ou falhas. Transgranular (transcristalina): a corrosão se processa atravessando os grãos da rede cristalina do material metálico. pode ser originado da corrosão do material metálico. separa as camadas ocasionando o inchamento do material metálico.A. em presença de umidade relativa elevada.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. devida ao cobre. a corrosão sob tensão fraturante. e outros. observa-se que. A corrosão grafítica e a dezincificação podem ser consideradas exemplo de corrosão seletiva. Ela se inicia. comumente. Empolamento pelo hidrogênio: embora não sendo considerados por alguns autores como forma de corrosão. afastada do cordão de solda. causador do processo. formado entre a estrutura de grãos alongados. restando à grafite intacta.270-000 – Guaramirim . nos dois casos. Em tubulações de ferro fundido para condução de água potável. isto é. pois o hidrogênio atômico. chamada também. não mais se difundindo.net . Em torno de solda: é a corrosão que se observa ao longo e ligeiramente. Embora não ocasionando grande perda de massa do material metálico. da ordem de 85% e revestimentos mais permeáveis a penetração de oxigênio e água. não constante. difundi-se rapidamente para o interior do material metálico e em regiões com descontinuidades. que pode ser facilmente retirada com uma espátula. característico da grafite. corrosão sob tensão ou por “estress”. em risco. considerar que elas são entre as quatro formas de corrosão apresentadas. em revestimentos. Dezincificação: é a corrosão que ocorre em ligas de cobre-zinco (latões) observando-se o aparecimento de regiões com a coloração avermelhada. pois se tem a corrosão preferencial do ferro e zinco respectivamente. sendo importante.

270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A. .net .15 WEG Indústrias S.weg.

TABELA DE POTENCIAIS DE OXIDAÇÃO + H2 (oxiEXTREMIDADE ANÓDICA (MENOS NOBRE) 1 . 14 . 19 .Aço inoxidável (ativo) AISI-304 (18-8 Cr-Ni). Assim quando o ferro (Fe) é atacado por ácidos. 4 .5 Cu.Titânio.Platina. Os potenciais se alteram com mudança da solução do meio corrosivo. a consulta à tabela de potenciais é de grande utilidade.(oxidação) H2 (redução) Fe2+ revestir totalmente os dois materiais com tinta ou plástico como o teflon. 20 .Liga de chumbo e estanho (solda). quando for inevitável a junção de dois materiais metálicos diferentes. 27 . 5 .Aço carbono. nem sempre são encontrados dados suficientes na literatura especializada que permitam caracterizar o material que funcionará como anodo.Ferro fundido. para se determinar o potencial e a área anódica. 40-10 Ni).Cupro níqueis (60-90 Cu. Essas tabelas permitem caracterizar o material que terá tendência a funcionar como ânodo (aquele que será corroído).Cobre. 28 . 18 . no meio corrosivo em que o equipamento irá operar.Zinco.6 MECANISMO ELETROQUÍMICO DE CORROSÃO Oxidação é a perda de elétrons por uma espécie química e redução é o ganho de elétrons. Quando se tem necessidade de unir dois materiais metálicos de potenciais diferentes. 17 . 13 . e como estes são vários. diminuindo portanto a diferença de potenciais e conseqüentemente o processo corrosivo ou 16 WEG Indústrias S.Prata. quando os metais perdem elétrons. 7 .Estanho.5 Mg. Assim em presença de ar e umidade verifica-se que o ferro se oxida mais do que o níquel e o ouro não se oxida. como.6 Mn). portanto. sofrendo.2. 29 .Alumínio comercialmente puro (1100). 11 .Ouro. 9 . 23 . Neste caso devem ser realizadas experiências com alguns pares metálicos. É. 24 .Inconel (ativo). 32 .A.Grafite. e= elétrons) Logo. sendo o sistema formado pelo metal e a solução vizinha do metal. 16 . Em alguns casos se procura.Magnésio e suas ligas. Verifica-se. 25 . 1. 10 . eles se oxidam. .Cádmio.Aço inoxidável AISI-304 (passivo).Níquel (ativo).Aço inoxidável ao cromo (11-13 Cr passivo) 26 . 22 . 21 . 30 .Inconel (passivo). Fe 2H+ +2eFe + 2H+ redução) Fe2+ + 2e. portanto corrosão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Essa tabela é conhecida por tabela de potenciais de oxidação. experimentalmente.Aço inoxidável (ativo) AISI-316 (1810-2 Cr-Ni-Mo). 0.Ni-Resistente (ferro fundido com alto níquel).Aço inoxidável (13 Cr ativo).weg.Monel (70 Ni 30 Cu).Solda prata. 12 .Bronze (Cu-Sn).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Aço inoxidável AISI-316 (passivo). de grande ajuda para o estudo de processos eletroquímicos de corrosão dispor os metais em tabela que indique a ordem preferencial de ceder elétrons. 3 . 31 .Níquel (passivo). obtem-se as reações de oxi – redução. por exemplo: clorídrico ou muriático (HCl). que os metais apresentam diferentes tendências a oxidação. 2 . fazer em um deles um revestimento metálico que permita uma aproximação de potenciais. 6 .Chumbo.270-000 – Guaramirim . 8 . 15 . EXTREMIDADE CATÓDICA (MAIS NOBRE) No caso de um metal qualquer tem-se a equação geral de oxidação: M Mn+ + ne(n= números de elétrons perdidos.Latões (Cu-Zn).net .Liga de alumínio (4.

ou verde escuro. hidróxido de ferro (ll). a formação de magnetita. aquela em contato imediato com o metal. alumínio e zinco como ânodos para proteção do ferro: daí o grande Produto de corrosão: íons Fe2+ e OHmigram e formam o produto de corrosão Fe (OH)2. 2H2O + 2eH2 + 2OH– (não aerado) 2OH(aerado) H2O + ½ O2 + 2e- Verifica-se.270-000 – Guaramirim . em presença de umidade e oxigênio: 4Fe + 2O2 + 4H2O 2Fe + 3/2O2 + H2O 4Fe (OH)2 Fe2O3. a corrosão do material metálico que funciona como anodo é muito mais acentuada que a corrosão isolada deste material sob ação do mesmo meio corrosivo. Fe Fe2+ + 2e - § é verde quando hidratada e preta quando anidra. permanecendo protegido por ter funcionado como cátodo de uma pilha galvânica.net . que pode ser escrito também sob a forma de Fe2O3. isto é não sofre corrosão. logo zinco será anodo e o ferro cátodo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. gerando uma transferência de cargas elétricas de um para o outro. isto é.H2O As reações explicam as colorações observadas na corrosão atmosférica do ferro ou suas ligas.H2O. nesse caso. Esse hidróxido sofre transformações e de acordo com o teor de oxigênio pode-se ter: § em meio deficiente de oxigênio. logo será o ânodo e o cobre Cátodo. que o ferro tem maior potencial de oxidação. ocasionando profundas perfurações no material metálico que funciona como ânodo. Fe (OH)3. coloração preta. Pilha Zn-Fe: consultando-se a tabela de potenciais verifica-se que o zinco tem maior potencial de oxidação. os materiais agrupados apresentam pequena diferença de comportamento na água do mar. que: 1) O metal que funciona como cátodo fica protegido. bem como a razão de serem usados magnésio. em meio neutro.1 CORROSÃO GALVÂNICA Resulta do acoplamento de materiais metálicos com diferentes potenciais quando colocados acoplados em presença de um eletrólito (exemplo: água do mar). da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos e a natureza do produto de corrosão são as pilhas formadas pelos metais ferro. cobre e zinco. branco) Cátodo: reações de redução possíveis. Fe3 O4. com a formação de hidróxido de ferro (III). Esta conclusão explica o mecanismo da proteção catódica com ânodos de sacrifício ou galvânicos. . por terem potenciais elétricos diferentes. verifica-se. Ela se caracteriza por apresentar corrosão localizada próxima à região do acoplamento. Pode-se concluir. característica do Fe(OH)2 ou Fe3O4.weg. Pilha Fe-Cu: consultando-se a tabela de potenciais. aquela em contato com mais oxigênio. Exemplos que permitem explicar o mecanismo da corrosão galvânica. em meio aerado tem-se a oxidação do hidróxido de ferro (II). 2. que o ferro não sofreu corrosão.6. Produto de Corrosão: Zn+2 + 2OHZn (0H)2 • (hidróxido de zinco. portanto. na sua parte inferior. usando-se como eletrólito água salgada. Ânodo: oxidação de zinco Zn Zn2+ + 2eCátodo: mesmas reações anteriormente apresentadas para a pilha Fe – Cu. coloração alaranjada típica do Fe2O3. onde se observa que o produto de corrosão ou ferrugem apresenta. Podem-se também considerar as reações de corrosão do ferro. Quando materiais metálicos de potenciais elétricos diversos estão em contato.Nota: nesta série. que 17 WEG Indústrias S.H2O. e na parte superior.

adutoras. retificadoras de correntes e. e alta resistividade. observa-se a corrosão sob atrito. desde que haja frestas. emprego de revestimento e emprego de proteção catódica. também chamada corrosão sob fricção ou corrosão por atrito oscilante. § Ligas de ferro-silício-cromo. Ela tem um campo de aplicação maior do que a proteção catódica com ânodos de sacrifício. para cascos de navios. Na pilha formada a região anódica. apresentam livre do produto de corrosão e. As medidas mais usuais de proteção são: drenagem de corrente. entende-se perfeitamente porque se procura como medidas de proteção: § Usar massas de vedação. ou instalação metálica. em pouco tempo tem-se a formação de pites ou alvéolos com a conseqüente perfuração das tubulações. Ocorre também no contato entre superfícies metálicas e não metálicas. Nesse caso a estrutura a ser protegida é colocada como cátodo da pilha usando-se anodos inertes. ocorre em tubulações enterradas. menos usuais. aplicando – se em estruturas situadas em eletrólitos ou meios de baixa. É comum ocorrer essa pilha quando se têm superfícies metálicas superpostas e em contato. é aquela onde a concentração do íon metálico é menor. em contato e sob carga. tanques de armazenamento de petróleo ou tanques de navio que apresentam lastros de água salgada. minerodutos e cabos telefônicos. for sujeita a pequenos deslizamentos relativos. para fechar o circuito elétrico. portanto corroída. havendo. como anodos de sacrifício. Geralmente as áreas corroídas se 18 WEG Indústrias S. originados comumente por vibrações. . estacas de plataformas marítimas etc. Quando elas atingem instalações metálicas enterradas podem ocasionar corrosão nas áreas onde abandonam essas instalações para retornar ao circuito original através do solo ou da água. à base de silicones. ou selantes. e chumbo-antimônio – prata. baterias convencionais. para o eletrólito ou meio ambiente (solo ou água). mas sim uma fonte de corrente contínua para imprimir a corrente necessária para proteção. A fresta deve ser suficientemente estreita para manter o meio corrosivo estagnado e suficientemente larga para permitir que o meio corrosivo penetre nela. Essas fontes são. baterias solares e termo geradores. titânio platinizado e nióbio platinizado: em água do mar. adutoras e estacas de píeres de atracação. Essa proteção é chamada proteção catódica por corrente impressa ou forçada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. como oleodutos. 2. como visto nos casos anteriores. e a região catódica é aquela onde a concentração do íon metálico é maior. pode-se concluir que as áreas corroídas serão aquelas em que as correntes de fuga saem da tubulação. não um metal. pequenas frestas por onde o eletrólito possa penetrar. ferro silício e magnetita: no solo. Logo.uso de ânodos de zinco. Definida como sendo a deterioração de um material metálico forçado a funcionar como ânodo ativo de uma célula ou pilha eletrolítica. Conhecendo-se o mecanismo desse processo corrosivo. Os ânodos mais usados são: § Grafite. E muito usada em grandes instalações como oleodutos.2 CORROSÃO ELETROLÍTICA Corrosão por eletrólise ou eletrolítica ou corrosão por correntes de fuga. entre elas.270-000 – Guaramirim . epóxi ou asfalto em locais onde possa 2.3 CORROSÃO SOB ATRITO Se as duas superfícies. gasodutos. como é uma forma de corrosão localizada. Essas medidas podem ser usadas isoladas ou conjuntamente. alumínio e magnésio para a proteção catódica.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A. Pode-se estabelecer uma pilha em que se tenha como fonte doadora de elétrons. 2) A ligação entre materiais metálicos deve ser precedida de consulta à tabela de potenciais ou as tabelas práticas a fim de se prever a possibilidade de caracterização do ânodo e do cátodo. gasodutos. das quais pelo menos uma metálica. mais freqüentemente. da pilha possivelmente resultante e indicação de medidas protetoras. aterramento adequado de máquinas de solda.weg.net .6.6.

ou permutadores. embora totalmente enterradas. como estacas de píeres de atracação e plataformas submarinas para prospecção de petróleo. principalmente por corrente impressa ou forçada. Procurase evitar a colocação de tubulações parcialmente enterradas. aplicado nas estacas já montadas: faz-se na área de variação de maré o jateamento e a seguir aplica-se a massa epóxi. areia. que a área mais atacada.net . As reações que se passam na corrosão por aeração diferencial são: Área anódica (onde ocorre a corrosão) Fe Fe2+ + 2e.270-000 – Guaramirim . casos de corrosão por aeração diferencial em tubulações que. resulta uma baixa concentração de oxigênio no eletrólito que se encontra em contato com o metal fora das frestas. cujas áreas anódicas vão se deslocando conforme a maré vai subindo ou descendo. ficando as regiões 19 WEG Indústrias S. Pode-se justificar este admitindo-se que além. 2. portanto. atravessam solos com regiões de composição diferentes.H2O 2Fe (OH)2 + ½ O2 + H2O É uma corrosão localizada e. a fim de não ocorrer à corrosão por aeração diferencial: as regiões mais atacadas são aquelas localizadas pouco abaixo do nível do solo. Observam-se também. Daí. Costuma-se também observar problemas de corrosão por aeração diferencial em tubulações onde há possibilidade de deposição de partículas sólidas. para evitar a corrosão por aeração diferencial nesses equipamentos. observa-se corrosão mais acentuada na faixa de variação de maré e de respingos.4 CORROSÃO DIFERENCIAL POR frestas e AERAÇÃO É a corrosão que ocorre quando se tem um mesmo material metálico em contato com um eletrólito diferentemente aerado. Alguns chamam este caso de corrosão sob depósito. . o emprego de revestimento com massa epóxi a dois componentes. crescimento biológico. com conseqüente diferença de aeração.A.(menos aerada) Área catódica (mais aerada) H2O + 2e. como óxidos. Nota-se.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A corrosão por aeração diferencial é responsável por grande número de casos de corrosão nas mais variadas instalações e equipamentos industriais. Na pilha de aeração diferencial o ânodo é a área menos aerada e o cátodo a mais aerada. recomenda-se velocidade adequada para a água e conservação dos tubos limpos. Fe2+ + 2OHFe (OH)2 Fe2O3. Evidentemente as regiões sob esses sólidos funcionarão como áreas anódicas devido ao menor teor de oxigênio.6. como nessas frestas a aeração é pequena. Em tubulações de condensadores e trocadores. Em estruturas metálicas colocadas no mar.weg. Fe2O3. que permitem uma maior ou menor permeabilidade. Para proteção das partes sempre submersas recomenda-se o uso de proteção catódica. Na junção de peças metálicas por rebites ou parafusos podem existir frestas e.haver formação de presença de eletrólito.+ 1/2 O2 2OHA ferrugem. com bons resultados. de calor pode ocorrer essa corrosão quando partículas sólidas ficam aderentes à superfície interna dos tubos e a pequena velocidade de circulação da água não provoca o deslocamento das mesmas. nas áreas confinadas.H2O. tem sido bastante usado. portanto menos aeradas. vai-se formar numa região intermediária entre a área catódica e a anódica. que polimeriza mesmo debaixo da água. Para evitar esta corrosão. No caso do alumínio há formação de óxido de alumínio poroso e não-aderente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. por exemplo. produz ataque acentuado em determinadas regiões ocorrendo à formação de pites ou alvéolos. ou corroída é no interior das frestas. atingindo-se espessura de cerca de 3 mm. da ação mecânica da água do mar associada com ondas haja a formação de pilhas de aeração diferencial. Casos de corrosão por aeração diferencial têm sido observados em chapas de alumínio e de aço galvanizado superpostas em presença de umidade: observa-se a formação de um resíduo esbranquiçado.

As chapas de zinco nessas regiões perdem seu aspecto original. por isso. no projeto e operação de trocadores tubulares de calor. ao mínimo necessário. sais em suspensão (especialmente na orla marítima).A. No caso de aço galvanizado. são freqüentes e. na presença de sais ou gases de enxofre. áreas de estagnação ou outras regiões favoráveis à acumulação de sólidos. Usar juntas soldadas ao invés de juntas parafusadas ou rebitadas. Usar soldas contínuas. Evitar cantos. esse processo é conhecido como corrosão ou oxidação branca do aço galvanizado e é freqüente em peças recentemente galvanizadas quando indevidamente embaladas ou armazenadas. Especificar juntas de topo e ressaltar a necessidade de penetração completa do metal de solda. exceto aquelas impregnadas com inibidor de corrosão. dentro dos tubos dos trocadores. Não usar embalagens que sejam feitas de material absorvente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. § 20 WEG Indústrias S. como apoio para superfícies metálicas como chapas. portanto não protetores. Evitar o uso de madeira. quando não se observam certas precauções. que podem iniciar corrosão sob depósito ou resultar em turbulência local. principalmente em meios aquosos. 2. aplicação de revestimentos protetores e completa drenagem. e formados nessas condições. Os processos de corrosão por concentração iônica e por aeração. a possibilidade de frestas.7 MEIOS CORROSIVOS Os meios corrosivos no campo da corrosão eletroquímica são responsáveis pelo aparecimento de eletrólito.7. Usar filtros adequados nas linhas de água dos trocadores ou permutadores de calor para evitar obstruções locais. O eletrólito constitui-se da água que condensa na superfície metálica. Indicar. podem acelerar o processo corrosivo. usar tanques ou reservatórios apoiados em pilares e não no solo. Outros constituintes como poeira e poluentes diversos.corroídas com maior rugosidade e conseqüentemente com aspecto diferente nas regiões não atacadas. têm muita importância as seguintes medidas que visam minimizar as possibilidades de ocorrência de condições causadoras: § Reduzir. não aderente e.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. etc. Estabelecer uma rotina de freqüente e completa limpeza nas áreas § § § § § § metálicas sujeitas ao acúmulo de depósitos e incrustações. limitado pelas dimensões. Evitar frestas entre um isolante e o material metálico.1 PRINCIPAIS MEIOS CORROSIVOS Os principais meios corrosivos e respectivos eletrólitos são: Atmosfera: o ar contém umidade. Devido ao resíduo branco formado. nas superfícies em contato com o solo. ou material que fique facilmente umedecido e retenha água. em ambientes de umidade relativa elevada. poeira. Tanques ou reservatórios de aço. O eletrólito é uma solução eletricamente condutora constituída de água contendo sais.weg. Procurar. apoiados no solo.net . tubos e pilares. contendo eletrólitos ou oxigênio dissolvidos. gases industriais (especialmente gases de enxofre). Impedir a penetração do meio corrosivo nas frestas por meio de massas de vedação ou selagem.270-000 – Guaramirim . Remover sólidos em suspensão. Especificar desenhos que permitam uma fácil limpeza da superfície. . ácidos ou bases. há formação de óxido de zinco ou carbonato de zinco. § § § § § § § 2. ou ainda outros líquidos como sais fundidos. brancos. um fluxo uniforme de líquido com velocidade adequada e com um mínimo de turbulência e entrada de ar. para evitar a permanência até mesmo de pequenas fendas. devem ser devidamente instalados para se evitar a presença de frestas. que poderiam ocasionar corrosão por aeração diferencial no fundo dos mesmos.

imersão em produtos químicos. Águas naturais (dos rios. é a água salgada aerada. neste caso.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.2 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES CORROSIVOS Os ambientes corrosivos ou as condições que favorecem a corrosão podem ser descritos da seguinte forma: e) Atmosfera urbana e semi-industrial: ocorre nas cidades onde se tem uma razoável quantidade de gases provenientes de veículos automotores e uma indústria razoavelmente desenvolvida. com predominância de valores superiores a 75%. Alguns solos apresentam também características ácidas ou básicas. 2.7. poluentes diversos e gases dissolvidos.A. ATMOSFERA a) Atmosfera marinha: sobre o mar e na orla marítima (até 500 metros da praia).3 CLASSIFICAÇÃO DE AMBIENTES E CONDIÇÕES CORROSIVAS A fim de facilitar a seleção dos esquemas de pintura. apresentados a seguir: Atmosfera altamente agressiva: é considerada atmosfera altamente agressiva a atmosfera marinha e industrial ou ainda a úmida. os ambientes e condições corrosivas serão agrupados em cinco tipos. Imersão: a imersão envolve quatro subcasos: imersão em água salgada. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. Superfícies quentes: as superfícies quentes envolvem quatro subcasos: de 80° a 120°C. imersão em água doce. Produtos químicos: os produtos químicos. que é função da presença de sais ou gases dissolvidos. A pior condição. Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo. com exceção do espaço de vapor em tanques de armazenamento que pode conter H2S e tornar-se bastante agressivo e do petróleo bruto.net . c) Produtos químicos: a agressividade dependerá da presença de água ou de umidade e do grau de ionização da substância química. .7. quando conjugada com qualquer uma das anteriores. em geral no interior. desde que em contato com água ou com umidade e sendo ionizáveis.Solos: os solos contêm umidade e sais minerais. 2. podendo provocar corrosão eletroquímica. Outros constituintes como gases dissolvidos. d) Atmosfera úmida: locais com umidade relativa do ar média acima de 60%. particularmente gases oriundos de combustíveis com alto teor de enxofre e outros processos industriais. dos lagos ou do subsolo): estas águas podem conter sais minerais. 21 WEG Indústrias S. imersão em produtos de petróleo. b) Atmosfera próxima à orla marinha: aquela situada além de 500 metros da praia e até aonde os sais possam alcançar. f) Atmosfera rural e seca: locais. podem acelerar o processo corrosivo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. onde não há gases industriais ou sais em suspensão e a umidade relativa do ar se apresenta com valores sempre baixos. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos.270-000 – Guaramirim . sempre associado à água salgada. b) Derivados de petróleo: são de modo geral pouco agressivos. sendo desta forma um eletrólito por excelência. eventualmente ácidos ou bases. c) Atmosfera industrial: envolvem regiões com muitos gases provenientes de combustão. com ventos predominantes na direção da estrutura a ser pintada. Água do mar: esta água contém uma quantidade apreciável de sais. formam um eletrólito. resíduos industriais.weg. IMERSÃO a) Líquidos aquosos: a agressividade dependerá da resistividade elétrica.

a urbana e a semi-industrial. evitar o aparecimento de pilhas de corrosão. A fim de evitar a presença de água. depósito de sólidos (rebarbas). não havendo aumento significado no desempenho do equipamento. bem como assegurar um adequado controle da corrosão. um desgaste menor e mais uniforme nas áreas anódicas. Atmosfera pouco agressiva: é considerada atmosfera pouco agressiva a atmosfera rural e seca. a sobreespessura de corrosão perde totalmente o significado. PRÁTICAS DE PROJETO São métodos que consistem na utilização de práticas reconhecidas como eficazes na proteção anticorrosiva de equipamentos e instalações industriais. em segundo lugar. o metal de adição possui quase sempre características diferentes do metal de base. a fim de que possam ser inspecionadas periodicamente e realizados os trabalhos de manutenção necessários. deve-se prever declividade nas chaparias planas e perfis.A.weg. corrosão é uma prática de projeto bastante aplicável quando o equipamento ou a instalação estiverem sujeitos a um processo corrosivo uniforme e generalizado. a fim de assegurar uma menor taxa de corrosão e. de 250° a 500°C. as tensões introduzidas pela soldagem junto ao cordão de solda tornam essas regiões mais suscetíveis à corrosão. conseqüentemente.270-000 – Guaramirim . acima de 500°C. Como se sabe. Prever drenagem de águas pluviais: as águas pluviais. Todas essas práticas visam. O desgaste do material poderá ser ainda mais acelerado quando o processo erosivo for acompanhado de corrosão.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Estão incluídos neste caso locais junto à orla marítima. quando retidas em contato com a superfície metálica. boa prática evitá-los. em virtude dos processos corrosivos. aceleram os processos corrosivos. portanto.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A sobreespessura de 22 WEG Indústrias S. Evitar frestas: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas de aeração diferencial e concentração diferencial. posicionar corretamente os perfis a fim 3. Prever sobreespessura de corrosão: os equipamentos devem ser projetados prevendo-se uma sobreespessura de material. sendo. Evitar cantos vivos: os cantos vivos são regiões onde os revestimentos e películas protetoras são de maior dificuldade de aplicação e mais facilmente danificáveis. desde que não recebam os ventos predominantes na direção da instalação ou da estrutura a ser pintada e seja localizada a nível próximo do mar. ou de qualquer outra origem. Quando a corrosão se processa de forma localizada. as soldas são regiões mais propensas à corrosão.de 120° a 250°C. com afastamento superior a 500 metros (m). Evitar grande relação entre área catódica e área anódica: quando existirem áreas anódicas e catódicas. além de contribuírem para o aparecimento de concentração de tensões. Evitar mudanças bruscas de direção no escoamento de fluidos contendo sólidos em suspensão: fluidos contendo sólidos em suspensão provocam erosão em regiões onde haja mudanças bruscas de direção. as áreas anódicas devem ser substancialmente maiores que as catódicas. Dentre esses métodos estão incluídos: Evitar contato de metais dissimilares: desta forma evita-se o aparecimento de pilhas galvânicas. por dois aspectos principais: em primeiro lugar.net . Prever soldas bem acabadas: soldas com falta de penetração e outros defeitos superficiais podem propiciar o acúmulo de fluidos. Prever fácil acesso para manutenção às áreas suscetíveis à corrosão: os equipamentos ou instalações devem possuir acesso às regiões sujeitas a corrosão. de modo geral. . nos casos em que se torna absolutamente inevitável a sua existência. que será consumida durante a vida útil do equipamento. e. Atmosfera medianamente agressiva: são consideradas atmosferas medianamente agressivas a atmosfera úmida.

net . Assim. O 4. 4. das forças de coesão e adesão. trincas. que a própria película é atacada pelo meio corrosivo ou danificada por ações mecânicas. com exceção. prever furos para escoamento da água. Os processos de revestimentos metálicos mais comuns são: Cladização: os clads constituem-se de chapas de um metal ou ligas. resistentes a corrosão. Para que a proteção seja efetiva. Deposição por imersão a quente: pela imersão a quente obtém-se. quando constituídas de um metal mais catódico que o metal de base. poderá também proteger por inibição anódica ou por proteção catódica.A. faz-se necessária à presença do eletrólito. objetivando minimizar a degradação da mesma pela ação do meio. se houver um mecanismo adicional de proteção (inibição anódica ou proteção catódica). etc. como é o caso das tintas de fundo contendo cromato de zinco. aço inoxidável e titânio sobre aço carbono.2 REVESTIMENTOS METÁLICOS Consistem na interposição de uma película metálica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. esta separação será tão mais longa quanto for o tempo para que o eletrólito chegue ao metal protegido. entre outros. Este fato ocorre quando se utiliza revestimento metálico menos nobre que o metal a se proteger. O principal mecanismo de proteção dos revestimentos é por barreira. haverá um prolongamento da vida do revestimento.de não acumularem água. onde não haja estanqueidade e acesso para a pintura: a entrada e o conseqüente acúmulo de eletrólito entre as duas superfícies podem provocar forte processo corrosivo. dentre outros.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. quando aplicados sobre a superfície metálica. ao invés de evitá-la. enquanto que. As películas metálicas protetoras. neste tempo. Influenciará. A duração de um revestimento pode ser ampliada quando se possui pigmentos inibidores. a falha do revestimento dá-se sempre por corrosão embaixo da película. as superfícies zincadas e as estanhadas. depois de algum tempo. tão logo o eletrólito chegue a superfície metálica. da sua espessura e da permeabilidade à passagem do eletrólito através da película.. revestindo e protegendo um outro metal com função estrutural. . iniciará o processo corrosivo. para que se evite que diante de uma eventual falha provoquem corrosão na superfície metálica do metal de base. etc.270-000 – Guaramirim . Desta forma. ou tintas com pigmento de zinco. também. fosfato de zinco. para que a pilha de ação galvânica ocorra. entre outras. forma-se uma pilha galvânica entre o metal de base e o metal ou pigmento metálico do revestimento. se a proteção é somente por barreira.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os mecanismos de proteção das películas metálicas podem ser: por barreira.. O tempo de proteção dado por um revestimento depende do tipo de revestimento (natureza química). o eletrólito chegará à superfície metálica e iniciara um processo corrosivo. tendem a separar a superfície do meio corrosivo. As películas mais anódicas podem ser imperfeitas porque elas conferem proteção catódica à superfície do metal base. dependendo da sua natureza. Evitar regiões em contato entre si (apoiadas). é claro. petroquímica e de petróleo são os de monel. dos casos em 23 WEG Indústrias S. Esta proteção é denominada de proteção por barreira ou por retardamento do movimento iônico. Outra forma de ampliar a vida de um revestimento é quando ele possui um mecanismo adicional de proteção denominado proteção catódica.weg. os quais conferem um mecanismo de inibição anódica. mas. 4. por proteção catódica. Os clads mais usados nas indústrias química.1 MECANISMOS DE PROTEÇÃO Os revestimentos. devem ser perfeitas. ou seja. Em virtude da porosidade da película. REVESTIMENTOS PROTETORES São películas aplicadas sobre a superfície metálica. isentas de poros. o mecanismo de proteção. que dificultam o contato da superfície com o meio corrosivo. Neste caso.

principalmente. em fogões. Por metalização fazem-se revestimentos com zinco. que. Fosfatização: consiste na adição de uma camada de fosfato à superfície metálica. muito utilizados em peças com formato delicado e cheias de reentrâncias.. A camada de cromatos passivante aumenta a 24 WEG Indústrias S. A camada de fosfato inibe processos corrosivos e constitui-se. Revestimentos com argamassa de cimento: consiste na colocação de uma camada de argamassa de cimento.270-000 – Guaramirim . cádmio. A oxidação superficial pode ser por banhos oxidantes ou processo eletrolítico. tubulações de água de incêndio e água potável. cobre. níquel. seguindose a pintura. maquinas de lavar. Deposição química: consiste na deposição de metais por meio de um processo de redução química.processo de zincagem por imersão é também denominado de galvanização. por ser um metal muito tóxico. é aplicado por este processo. com espessura da ordem de 3 a 6 mm. Este revestimento é muito empregado na parte interna de tubulações e. A fosfatização é um processo largamente empregado nas indústrias automobilísticas. prata. Os metais de deposição são fundidos em uma fonte de calor gerada no bico de uma pistola apropriada. estanho e. O revestimento interno com cimento é empregado em tubulações para transporte de água salgada. Em tubulações de grande diâmetro é comum usar-se um reforço com tela metálica. arco elétrico. Após o processo de desengraxe da superfície metálica. A superfície a revestir é colocada no Cátodo de uma célula eletrolítica. aplica-se a fosfatização. neste caso.3 REVESTIMENTOS NÃO-METÁLICOS INORGÂNICOS Consistem na interposição de uma película não-metálica inorgânica entre o meio corrosivo e o metal que se quer proteger. especialmente no alumínio. Esta camada é aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. previamente preparada (jateamento Sa 2 ½). Se considerarmos os aspectos técnicos e econômicos. O alumínio anodizado é um exemplo muito comum da anodização. .weg. Revestimento com vidro: consiste na colocação de uma camada de vidro sobre a superfície metálica. quando aplicada em camada fina e uniforme. essencialmente. sobre a superfície metálica.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Este revestimento é usado em alguns utensílios domésticos.net . muito utilizada na indústria química. camadas de materiais metálicos. é aplicado normalmente por centrifugação. etc. estanho. em água de refrigeração. por meio de combustão de gases. São os denominados cobre e níquel químico. cobre e diversas ligas. o revestimento com argamassa de cimento e areia é a melhor solução para tubulações transportando água salgada. Eletrodeposição: consiste na deposição eletrolítica de metais que se encontram sob a formar iônica em um banho. Os mecanismos de proteção são. Por eletrodeposição é comum revestir-se com cromo. por barreira e por inibição anódica. Metalização: é o processo por meio do qual se deposita sobre uma superfície. Por este processo é comum revestir-se com cobre e níquel. Revestimento com esmalte vítreo: consiste na colocação de uma camada de esmalte vítreo (vidro + cargas + pigmentos) aplicada sob a forma de esmalte e fundida em fornos apropriados. em virtude da sua rugosidade.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. plasma ou por detonação. resistência á corrosão da superfície metálica que se quer proteger. Revestimento com material cerâmico: consiste na colocação de uma camada de material cerâmico de alta resistência a 4. chumbo. alumínio. móveis e de eletrodomésticos. ouro. Consegue-se uma película de alta resistência química. em uma excelente base para pintura. Cromatização: consiste na reação da superfície metálica com soluções ligeiramente ácidas contendo cromatos.A. Anodização: consiste em tornar mais espessa a camada protetora passivante existente em certos metais.

Basicamente. A pintura é um revestimento de pequena espessura. ainda. em alguns deles usar reforçantes como véu de fibra de vidro.4 REVESTIMENTOS ORGÂNICOS Consiste na interposição de uma camada de natureza orgânica entre a superfície metálica e o meio corrosivo. em geral orgânico. São utilizados. alcalinidade. Por melhor que seja o revestimento. Só em casos especiais é empregado em estruturas enterradas. pode-se chegar a 1. Estes revestimentos possuem uma série de características para que possam cumprir as suas finalidades. Baixa taxa de absorção de água. É praticamente impossível encontrar um revestimento que atenda a todas estas características com perfeição. . 25 WEG Indústrias S. então. Revestimentos para tubulações enterradas ou submersas: as tubulações enterradas ou submersas. Boa flexibilidade. sais e bactérias do solo. em função da tubulação que se quer proteger e das características do meio corrosivo. Boa estabilidade sob efeito de variação de temperatura.ácidos. Boa e permanente resistência elétrica (resistividade elétrica). sendo que. aqueles que atendem ao maior número de características.270-000 – Guaramirim . Este revestimento é utilizado na indústria química em equipamentos e tubulações que trabalham com meios altamente corrosivos. 4. de modo a permitir o manuseio dos tubos revestidos e as dilatações e contrações do duto. tais com navios. é normalmente a melhor alternativa em termos técnicos e econômicos para proteção anticorrosiva. todos os plásticos podem ser usados como revestimentos. entre outros. utilizado principalmente para revestimentos de pisos e canais de efluentes. largamente empregado para o controle de corrosão em estruturas aéreas e para estruturas submersas que possam sofrer manutenção periódica em dique seco. É um revestimento que pode assumir diversas durezas. escamas de vidro. gasodutos. Economia. etc. Facilidade de aplicação e reparo.net . utilizando-se o processo de vulcanização. etc. são. dependendo do tipo de borracha e do processo de vulcanização. Em se tratando de estruturas aéreas.A. situando-se na faixa de 40 a 500 µm (micrometros).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. bóias. por meio de colagem. Resistências à acidez. protegidas contra a corrosão por revestimentos de alta espessura. especialmente ácidos. Boa resistência à água. somente em casos muito especiais. Revestimentos com borrachas: consistem no recobrimento da superfície metálica com uma camada de borracha. podendo-se. Revestimentos com plásticos e plásticos reforçados: são revestimentos obtidos através da aplicação de diversos tipos de plásticos sobre materiais metálicos. a eficiência é sempre inferior a 100% surgindo. a necessidade de complementação com o uso de proteção catódica. Os principais revestimentos orgânicos são os seguintes: Pintura industrial: é um revestimento.000 µm. em geral.weg. deposição ou extrusão. adutoras. pela dificuldade de manutenção apresentada nestes casos. O mecanismo básico de proteção é por barreira entre o metal e o meio corrosivo. então. embarcações. O tipo de borracha é selecionado em função destas características de agressividade. Boa resistência mecânica. vapor e produtos químicos. Dentre elas podem ser mencionadas: § § § § § § § § § § § Boa e permanente aderência ao tubo. Durabilidade. oleodutos.

por limpeza manual e mecânica. envolve três operações importantes: 1 . bem como avaliação do estado inicial de oxidação. deve-se proceder a remoção por esmerilhamento.501-1 estabelecem quatro estados iniciais de oxidação de chapas de aço que apresentam carepa de laminação aderente. 5.1 GRAUS DE CORROSÃO A fim de facilitar a caracterização de uma superfície a ser submetida ao jateamento e de racionalizar a inspeção de aplicação de pintura industrial. É sem dúvida o pior inimigo da pintura. são formadas pela laminação dos lingotes aquecidos a uma temperatura em torno de 1250ºC. A carepa é constituída de uma mistura de óxidos de ferro.270-000 – Guaramirim .Limpeza por ação manual e mecânica: após a limpeza com solvente e a remoção de defeitos superficiais. impregnação de abrasivos. e sua tendência natural é se desprender do aço. em geral.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. O estado inicial de oxidação é usualmente estabelecido com base nos padrões Norma SIS 05 59 00 e ISO 8. TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE A preparação de superfície para pintura. qualquer sistema de pintura aplicado sobre a carepa. . no formato de “carepa” (ou escama de laminação) conhecida por chapa preta.5. etc. vergalhões. tubulações.net .501-1.weg. o que resulta. se não forem removidas. defeitos superficiais. prejudicarão a aderência da película da tinta. a Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. O QUE É CAREPA DE LAMINAÇÃO? As chapas de aço laminadas a quente. também comumente denominadas de graus de intemperismo ou oxidação. graxas. graxa ou gordura. deve-se proceder à limpeza com solvente. pois. recémsaído da laminação. Chapa ou perfil com 26 WEG Indústrias S.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Chapa ou perfil.A. Carepa formada no aço: Fe2O3 Hematita Fe3O4 Magnetita FeO Wustita Fe0 Grau A – superfície de aço com a carepa de laminação aderente intacta.Limpeza com solvente e remoção de defeitos superficiais: nos locais onde haja manchas de óleo. 2 . Nos locais onde haja defeitos superficiais. oxigênio do ar e a água de resfriamento. mas também em vigas. gorduras. a fim de assinalar locais onde haja manchas de óleos.Inspeção: deve-se proceder a uma inspeção visual geral da superfície a ser pintada. Estas substâncias gordurosas. A carepa não é aço. por reação com o Grau B – superfície de aço com princípio de desprendimento de carepa de laminação devido à corrosão atmosférica e dilatação diferencial carepa-metal. Esta carepa é encontrada não apenas em chapas. impregnação de abrasivos. procede-se a limpeza da superfície de modo a deixar a superfície com o grau de limpeza e com o perfil de rugosidade requerida pelo esquema de pintura. cobrindo toda a chapa de ambos os lados. poderá se desprender junto com ela. com pouca ou nenhuma oxidação ao longo de sua superfície. 3 . Parte da carepa de laminação que é formada sai durante a laminação e parte fica aderida ao aço.

Diluentes.weg.1 LIMPEZA QUÍMICA Grau C – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica uniforme generalizada.2. Existem graxas saponificáveis. bem como a remoção de poeiras. apresentando pits e alvéolos. Por isso quando usados. § Limpeza manual. Grau D – superfície de aço onde toda a carepa de laminação foi eliminada e na qual se observa uma corrosão atmosférica severa e generalizada. 5. 27 WEG Indústrias S. passíveis de serem removidos com uso de produtos alcalinos (soda cáustica). são: § Limpeza química. contudo. As peças geralmente são limpas por meio de imersão ou banhos de spray a quente (40 a 60ºC). § Limpeza com ferramentas mecânicas manuais. sem. Chapa ou perfil que sofreu um completo intemperismo desagregando toda a carepa de laminação podendo o restante ser removido por raspagem. 5. Solvenraz. Embora pouco eficiente. cavacos e outros. A maioria das graxas e óleos são insolúveis em água. também na remoção de sais e óxidos solúveis. lubrificantes e óleos protetivos que restam depositados sobre as superfície após operações de usinagem e manuseio. etc. E muito importante lavar bem as peças após a aplicação dos tensoativos para remover possíveis resíduos do mesmo que irá interferir na aderência da tinta. Chapa ou perfil que sofre uma exposição exagerada à atmosfera.A.270-000 – Guaramirim . são tidos como tóxicos. em seguida é efetuado uma boa lavagem com água limpa.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Algumas empresas ainda utilizam solventes clorados. isto é. apresentar sinais de formação de cavidades visíveis. Alguns tipos de óleos minerais não são saponificáveis e para a sua remoção se faz necessário o uso de solventes orgânicos apropriados.2 TIPOS DE LIMPEZA DE SUPERFÍCIE Os principias tipos de limpeza para a pintura de equipamentos e instalações industriais.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. óleos solúveis. deve-se sempre ser instalado em locais muito bem ventilados. é importante conhecer o tipo de contaminante a ser removido.2 DESENGRAXE COM SOLVENTE Antes de definir qual a forma de desengraxe a ser usado.net . Os solventes usados podem ser de muitos tipos: Thinners de limpeza. . embora não inflamáveis. resultando em processo corrosivo. § Limpeza com jateamento abrasivo. esse método ainda é muito utilizado para remover graxas. 5. § Hidrojateamento. § Fosfatização. ou de tensoativos em formas de soluções (Detergentes) que é muito eficiente.2.início de oxidação e da qual a carepa começou a se desprender ou que sofreu pequena ação de intemperismo.

o método tem ainda como inconveniente a possibilidade de polir a superfície e.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. É um tipo de limpeza ainda precário. lixadeiras. por meio da aplicação de um jato abrasivo de granalha de aço. Grande risco para a saúde e incêndio. Na limpeza por jateamento abrasivo. não se consegue um grau de limpeza adequado para aplicação de tintas que não tenham boa adesividade ou que atuem pelo mecanismo de proteção catódica. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8.2. dentre outros. por razões técnicas ou econômicas. Método que requer muita mão de obra envolvendo perda de solvente por evaporação.501-1. . spray.3 LIMPEZA MANUAL Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes. graxa e poeiras e não tem efeito sobre ferrugem e carepa de laminação. de rendimento de execução relativamente baixo.A. lixas.2.2. marteletes de agulha (Agulheiros). por meio de ferramentas mecânicas manuais. 5.net . dificultar a adesão da tinta. desengraxe por vapor (solventes clorados). impulsionadas por um fluído. escória de cobre. por ser de grande rendimento de execução. deixam de limpar e apenas espalham os contaminantes.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. sobre a superfície. É um tipo de limpeza precária. bem como os equipamentos ou utensílios empregados. sugere-se que seu valor seja relacionado com a espessura total do filme. Só remove óleo. imersão. 28 WEG Indústrias S. Logo.4 LIMPEZA COM MECÂNICAS MANUAIS FERRAMENTAS Consiste na remoção da camada de óxidos e outros materiais não muito aderentes. Dependendo da ferramenta utilizada. de baixo rendimento de execução e recomendável apenas quando não for possível a aplicação de um método mais eficiente. como conseqüência. em geral o ar comprimido. por meio de ferramentas manuais. é fácil de aplicar e o método não requer grandes espaços.270-000 – Guaramirim . 5. proporcionar uma limpeza adequada e deixar na superfície uma rugosidade excelente para uma boa ancoragem da película de tinta. Este tipo de limpeza corresponde ao padrão St2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8. O jato abrasivo é obtido pela projeção. tais como escovas de aço. distinguem-se quatro graus de jateamento. Desvantagens: Os solventes.weg. raspadores. ficam rapidamente impregnados com óleo e graxa. porém melhor que a limpeza manual.501-1. Para que o desempenho do esquema de pintura não seja prejudicado por um eventual excesso de rugosidade da superfície.O método de aplicação de solventes consiste em: Fricção com panos limpos (brancos).5 LIMPEZA ABRASIVO COM JATEAMENTO Escova Manual Raspadeira Consiste na remoção da camada de óxidos e outras substâncias depositadas sobre a superfície. etc. tais como escovas rotativas. de partículas de abrasivo. Este tipo de limpeza é um dos mais recomendados para aplicação de pintura. Vantagens: Os solventes removem bem os óleos e graxas com facilidade. Por este método. Escova rotativa 5. etc.

net . . onde se pode verificar que nos bicos tipo venturi a área de alto impacto ocupa toda a superfície de jato.os quais devem ser realizados em superfícies de aço cujo estado inicial de oxidação é também classificado em quatro graus. escórias. pouco comum em pintura industrial.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A válvula de mistura ar-abrasivo deve ser de características compatíveis com o equipamento. Abaixo pode-se observar as áreas de impacto de bicos tipo retos e venturi. por um capacete e uma máscara com entrada de ar puro. conduzindo a uma maior efetividade 29 WEG Indústrias S. O ar deve ser desumidificado no separador de umidade e ter o óleo removido no filtro. Esferas de aço. Estes abrasivos são ainda de pouca aplicação no Brasil. em circuitos fechados.Abrasivo O jatista deve ser protegido. ferro fundido ou vidro: usados apenas para pequenos trabalhos de limpeza e para tratamento mecânico de endurecimento superficial. de modo geral.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O equipamento para jateamento abrasivo constitui-se basicamente dos seguintes componentes: no jateamento. sendo. Só é economicamente viável quando o jateamento é feito em ambiente onde o abrasivo pode ser recuperado e reaproveitado. em especial no seu Convencional Venturi Esquema dos bicos convencional e venturi 1 – Compressor 2 – Mangueira de ar 3 – Vaso de pressão 4 – Mangueira de ar-abrasivo 5 – Bico 6 – Válvula de controle remoto 7 – Separador de umidade 8 – Separador de óleo 9 – Jato abrasivo 10 – Capacete com ar puro 11 – Separador de óleo do ar 12 . a fim de se ter o máximo de reaproveitamento. portanto. rendimento. vestuário adequado e luvas.A. O vaso de pressão deve ser de duplo compartimento e possuir válvula de segurança e uma válvula automática para enchimento. O compressor deve fornecer o ar com uma pressão da ordem de 0.6 MPa (100 psi) no bico e uma vazão de ar compatível com o tamanho do equipamento de jato e com o diâmetro interno do bico. para sua perfeita segurança. e até mesmo materiais plásticos. quase sempre.270-000 – Guaramirim . Granalhas sintéticas: são usadas granalhas de material duro como carbonetos. TIPOS DE ABRASIVOS Granalha de aço: é usada.

deve se lavar as peças com água limpa e secar rapidamente com ar comprimido limpo e seco. 3) Num turno normal de trabalho. 2) Equipamentos já montados devem ser protegidos com lonas e exigem atenção especial.2 1.. . instalar exaustores com mangotes para jogar a poeira longe do local de pintura ou equipamentos Não se deve jatear quando a umidade relativa do ar for maior que 85%. carbonetos duros. bem como eventual impregnação com partículas grosseiras.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.... um jatista usando bico de 4... 0. ORIENTAÇÃO NA APLICAÇÃO DO JATEAMENTO PERFIL DE RUGOSIDADE EM FUNÇÃO DO ABRASIVO ABRASIVO TAMANHO MÁXIMO PARTÍCULA Abertur a da peneira (mm) Altur a máxima de perfil (µm) Rugo sidad e médi a (µm) DA Nºda penei ra ASTM e-11 Granalha de aço (Partícula angular) Nº G 50 SAE Nº G 40 SAE Nº G 25 SAE Nº G 16 SAE Granalha de aço (esféricas) Nº S 230 SAE Nº S 280 SAE Nº S 330 SAE Nº S 390 SAE 1) Os trabalhos de limpeza com jato devem ser de modo a não danificar a pintura já realizada.Outros materiais: poderão ser usados em condições especiais..7 18 16 14 12 80 85 90 95 65 70 75 80 Após a operação de jateamento abrasivo... por exemplo...270-000 – Guaramirim .. sendo o mais empregado até o momento o nitrito de sódio.. pode-se adotar um perfil de rugosidade de cerca de 2/3 da espessura da primeira demão. o que pode ser evitado com o uso de inibidores de corrosão.7 25 18 16 12 85 90 100 200 70 75 80 150 1. O jateamento com areia úmida apresenta o inconveniente da oxidação rápida sofrida até a evaporação da água... dentre outros....80 m2/dia/bico Jato comercial .weg....5 mm (3/8") como pressão de 7 kg/cm2 .7 1. particularmente com abrasivos.A...net .deve render em média o seguinte: Jato branco .4 1. O perfil de rugosidade obtido no jateamento da superfície é função principalmente da granulometria do abrasivo. escórias de cobre. evitando-se assim problemas de deficiente adesão de tinta.0 1. bauxita sinterizada.. 70 .. Após o jateamento à úmido.Sa 2 ½ .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Sa 3. a superfície a ser pintada deve ser limpa com ar seco.(100 psi) .Sa 2 ... como. sendo comum adotar-se um perfil médio de rugosidade do material de cerca de 1/4 a 1/3 da espessura total da camada de tintas prevista pelo esquema de pintura.2 1.Sa 1.100 m2/dia/bico Jato ligeiro . deve ser proporcional à espessura mínima 30 WEG Indústrias S.. A rugosidade da superfície após a limpeza..... recomendada pelo esquema de pintura. acima de 150 m2/dia/bico 4) Em situações de jateamento em áreas confinadas. Nos casos onde o intervalo de tempo entre a aplicação da primeira demão e da demão subseqüente é grande e o ambiente é agressivo. Como alternativa de limpeza de superfície pode-se utilizar o jateamento com a areia úmida e o hidrojateamento. evitando-se assim oxidação após a aplicação desta primeira demão. a qual deve ser protegida adequadamente......0 1.60 m2/dia/bico Jato quase branco . removendo-se a poeira proveniente do mesmo..

por jateamento ligeiro e comercial. Não é recomendável. GRAUS DE LIMPEZA COM JATEAMENTO ABRASIVO Limpeza ligeira ou jato de escovamento: constitui-se numa limpeza ligeira e precária. b) Em trabalho ao ar livre é difícil estabelecer com segurança um intervalo máximo para aplicação da pintura. TIPO DE ISO LIMPEZA 8501-1 Limpeza manual Limpeza com ferramenta mecânica manual Jateamento ligeiro ou de escovament o (brush off) Jateamento comercial ou ao metal cinza Jateamento ao metal quase branco St2 St3 NORMA NORMA SIS 05 SSPC 59 00 St2 SP 2 St3 SP 3 NORMA PETROBRÁS N-6 N-7 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 B Sa1 C Sa 1 D Sa1 B Sa 2 C Sa 2 D Sa 2 SP 7 N-9 (Grau Sa 1) N-9 (Grau Sa 2) SP 6 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ Jateamento A Sa 3 ao metal B Sa 3 branco C Sa 3 D Sa 3 A Sa 2½ B Sa 2½ C Sa 2½ D Sa 2½ A Sa 3 B Sa 3 C Sa 3 D Sa 3 SP 10 N-9 (Grau Sa 2 ½) N-9 (Grau Sa 3) SP 5 Notas: 1. em termos práticos. de acordo com a conveniência da obra. As Normas Sueca ISO 8. Limpeza ao metal cinza ou jateamento comercial: constitui-se numa limpeza de superfície com a retirada de óxidos. deixar a superfície jateada exposta. 2. com o “shopprimer” especificado. em geral pouco empregada para pintura.INTERVALO ENTRE JATEAMENTO E PINTURA Após o jateamento. exceto em alguns casos de repintura. Contudo.501-1 e a Sueca SIS 05 59 00 não prevêem a limpeza. devido a dificuldade de remoção da carepa que é muito aderente.501-1. que apresentarem qualquer deterioração ou oxidação visível. em cerca de 50% da 31 WEG Indústrias S. etc.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. carepa de laminação. com intervalo máximo de até 2h.501-1 e a SIS 05 59 00 não prevêem também para o Grau A limpeza manual e com ferramentas mecânicas manuais. d) Superfícies jateadas que sofrerem condensação de umidade. quando o trabalho está sendo realizado em ambiente abrigado.weg. é possível considerar intervalos máximos de 4 ou até 6 horas. A retirada do produto de corrosão neste caso situa-se em torno de 5%. As Normas ISO 8. deverão ser rejateadas. a superfície de aço fica em estado vulnerável. como dentro de galpões com atmosfera limpa e umidade relativa em torno de 70%. para superfície cujo estado de oxidação é o Grau A. Corresponde ao padrão Sa 1 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e de ISO 8.270-000 – Guaramirim .net . ou ainda sob condições meteorológicas desfavoráveis. ou ainda que não tiverem sido pintadas no mesmo dia de trabalho. é necessário observar as considerações seguintes: a) Um intervalo de até 4 horas entre o jateamento e a pintura é bastante seguro. é de importância vital que a pintura seja aplicada o mais rápido possível. e nem é boa prática. Devem ser previamente considerados o grau de poluição atmosférica existente no local. as condições meteorológicas da época do ano e a temperatura e umidade relativa do ambiente na ocasião do trabalho.. c) Sob condições muito favoráveis de tempo seco e em atmosfera com um mínimo de poluição.A. enquanto que sob condições de atmosfera industrial ou marítima.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. devendo ser protegida imediatamente com a primeira demão do sistema de pintura ou. . no máximo de 75%.

acionado por motor Diesel.. A principal exigência deste equipamento é que a máquina atinja o mínimo de 1. porém. Este processo também não produz faísca. etc. além da contaminação não visível (a olho nu) impregnados no substrato.weg. ferrugem ou outro material de que não faça parte da estrutura da superfície metálica ou de alvenaria. PROBLEMAS COMUNS NO PROCESSO DE JATO • • • • • • • • • Pré-limpeza com solvente insuficiente. plástico. É portanto próprio para superfícies anteriormente pintadas.2. borracha. carepa de laminação.6 HIDROJATEAMENTO COM ULTRAALTA PRESSÃO ATRAVÉS DO PROCESSO HYDROBLASTING O hidrojateamento é de grande eficácia na retirada de materiais soltos. que pela não geração de material particulado sólido em suspensão na atmosfera local. etc. onde já existia perfil. produtos de corrosão. Abrasivo contaminado. Abrasivos não são usados no hidrojateamento SPSA (Sistema de Preparação de Superfície com Água). 5. a saber: 5. Trata-se de um equipamento com bomba de altíssima pressão de 06 pistões. Abrasivo de tamanho inadequado.501-1. bem como seu custo de remoção.. o processo de hidrojateamento pode ser executado em qualquer região rural ou industrial.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Há algumas tentativas de promover o perfil de rugosidade através da inclusão de pequeno percentual de abrasivo na água do hidrojato.501-1. Não desgasta a superfície jateada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . corte de concreto e metal. por questões de poluição ambiental e doenças profissionais. Corresponde ao padrão Sa 2 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8. Perfil de rugosidade inadequado. Este sistema é ideal para aplicação em áreas onde. retirando apenas a tinta.2. sendo desta forma viável a aplicação em áreas de riscos (sujeitas à explosão). etc. que compromete a vida útil das tintas. Reutilização da areia. tubulações internas e externas. admitindo-se cerca de 5% da área limpa com manchas ou raias de óxidos encrustados.. atendendo os requisitos ambientais. Corresponde ao padrão Sa 3 da Norma Sueca SIS 05 59 00 e da ISO 8. Técnica irregular de jato. Manuseio com as mãos na peça. carepa de laminação. sendo que o jato de água é dirigido por um ou mais bicos rotativos / diretos sobre a superfície com altíssima energia concentrada. Corresponde ao padrão Sa 2 ½ da Norma Sueca SIS 05 59 00 e ISO 8.5011. Limpeza ao metal quase branco: constituise numa limpeza de superfície com a retirada quase total dos óxidos.270-000 – Guaramirim . deixando-se a superfície do metal completamente limpa. . A água em alta pressão é distribuída por meio de mangueiras e pistolas especiais para hidrojateamento. Condições ambientais inadequadas. por conseguinte os problemas causados por poluição de pó e pela disposição de abrasivos gastos são eliminados. sem 32 WEG Indústrias S.7 HIDROJATEAMENTO NA REMOÇÃO DE TINTA Hidrojateamento é uma técnica para remoção de tinta ou limpeza de superfície que confia na energia da água o efeito de limpeza completo.A. Velocidade do jateamento. etc. mais a propriedade de ser aplicado com qualquer condição de alta umidade do ar. pisos. Pode ser realizado em qualquer tipo de serviço de manutenção anticorrosiva.superfície a ser pintada. encontramos os seguintes tipos de pressões operacionais. remoção de tintas. limpeza de superfícies metálicas. ferrugens e incrustações de difícil remoção em estruturas. o uso de material abrasivo. No hidrojateamento. Limpeza ao metal branco: constitui-se numa limpeza com a retirada total de óxidos.000 psi) de pressão. É importante salientar. poeiras. não promove perfil de rugosidade. não é possível utilizar granalha de aço ou vidro.700 bar (25.

Não interessa o aspecto “visual da chapa”. este sistema apresenta a solução ideal. Este filme forma parte do substrato e não apresenta um problema de contaminação para as tintas.A. tinta e corpos estranhos com acabamento no metal com ou sem manchas. As superfícies sujeitas ao processo de Hydroblasting poderão apresentar colorações diferentes que vão do metal branco.000 psi (340 bar). quando for operado com pressões acima de 1.000 psi).2. Limpeza com água a alta pressão de 5. O hidrojateamento é muito eficiente na remoção de contaminantes: sais solúveis. WJ-2 – limpeza com acabamento visual da chapa. VANTAGENS DO SISTEMA HIDROJATO § § O hidrojateamento não danifica as tubulações.270-000 – Guaramirim . tintas soltas ou não bem aderidas em forma uniforme.000 psi (1. O processo nanocerâmico além de isento de fosfato e metais pesados é menos complicado que o processo convencional de fosfatização. inclusive para contato com superfícies úmidas ou molhadas. Hidrojateamento com Ultra Alta Pressão.000 psi (340 bar) até 10.weg.700 bar). O seu aspecto pode ser semelhante ao metal branco S3 ou metal quase branco Sa 2 ½ em locais com forte ferrugem ou cinza claro até cinza escuro conforme grau de óxido ferrítico. Devido à perfeita limpeza. acima de 25. sendo que as mesmas servem como base para novas camadas de primer. ou seja. mesmo que fortemente aderidas. obtemos com resultado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Entretanto estudos recentes demonstraram que a utilização de nanocerâmicos (nanopartículas de cerâmica) como prétratamento. sendo 95% da superfície livre de resíduos visíveis e restando 5% em forma aleatória dispersa de manchas de óxido ferrítico e tintas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a qualidade da superfície. é de alta qualidade. No Hydroblasting. Quando uma película de revestimento é removida pelo hidrojateamento. isto indica claramente a sua alta e perfeita aderência ao substrato. No caso de tubulações de cobre ou de aço inox. graxa e óleo. a melhor troca térmica e serviços de limpeza mais espaçados. O processo de Hydroblasting atende as especificações da ISO 14. Pode ser utilizado em 33 WEG Indústrias S. § 5. dentro dos padrões ecológicos.000 psi (700 bar).8 TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE COM NANOCERÂMICO Um dos tratamentos de superfícies metálicas mais utilizadas é a fosfatização. PADRÕES DE HIDROJATEAMENTO NA LIMPEZA DE SUPERFÍCIE WJ-1 – superfície livre de todo o óxido. não sendo necessário a utilização de inibidores de corrosão para a aplicação do primer. mas sim. Atualmente. Estas manchas não são possíveis de serem removidas por este processo. cinza claro até cinza escuro. placas de corrosão e películas de tinta. gera menos resíduo e é economicamente viável. . WJ-3 – limpeza com acabamento visual da superfície deixando • da superfície livre de resíduos (exceto carepa) e ficando o restante contendo em forma aleatória. WJ-4 – remoção de toda ferrugem solta. já estão disponíveis no mercado tintas especiais compatíveis com o sistema de hidrojateamento. Em muitos casos não é necessária à paralisação do equipamento em funcionamento para a execução do Hydroblasting ou aplicação das tintas. mancha de ferrugem e tintas. o perfil de ancoragem original é regenerado.net . não produz riscos na superfície dos tubos.000. particularmente em substratos metálicos com corrosão severa e pites. caso apareça algumas regiões onde não foi possível a remoção total das tintas velhas.§ § § Limpeza com água a baixa e media pressão até 5.700 bar (25. As tonalidades na cor cinza escuro são filmes de óxido ferrítico.

2. .270-000 – Guaramirim . Redução do tempo de imersão. disposição final dos resíduos. Consiste nas seguintes etapas: • Desengraxe alcalino e Lavagem • Decapagem ácida e Lavagem • Refinador • Fosfatização e Lavagem • Passivação e Lavagem • Secagem das peças A cada etapa do processo se faz necessário um bom controle de: tempo de permanência das peças nos banhos. fosfatizante. produto os decapante e 34 WEG Indústrias S. PROCESSO DE IMERSÃO OU SPRAY FOSFATIZAÇÃO: Além das vantagens acima relacionadas. • Aumenta sensivelmente a ancoragem da tinta ao substrato. lavagem das peças antes de entrar no próximo banho e análise dos banhos para verificar a sua concentração de acordo com cada fornecedor e evitar contaminações. obtendo uma superfície limpa. o que diminui gastos com tratamento de água. o processo é menos poluente que a fosfatização. A finalidade da fosfatização é melhorar a aderência de tintas e tornar a superfície mais resistente a corrosão. Economia de energia. e possui excelente capacidade de ancoragem da tinta. A única restrição deste processo é a necessidade de água deionizada (livre de íons) para os enxágües do processo. de superfície anticorrosiva.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. É o método mais eficiente de limpeza e preparação de superfície por meio do processo de fosfatização industrial. Vantagens na utilização do tratamento com nanocerâmico: § § § § Aplicação à temperatura ambiente. A peça tratada (aço. menos lodo é produzido. Protege temporariamente a peça a ser recoberta.A. pois. ETAPAS DO PROCESSO DE FOSFATIZAÇÃO ETAPA 1 . Obs: A camada adere fortemente ao substrato. 5.DESENGRAXE Consiste na remoção de óleo e sujidades das superfícies provenientes das operações de manufatura ou oleamento de usina.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e confere melhor adesão da tinta ao substrato e proteção anticorrosiva em comparação ao fosfato de ferro. Geralmente empregado por aplicação por spray ou manual por fricção com pedaços de tecido ou estopas.weg. Não necessita do processo de passivação (diminui custos). pois se origina de uma reação química com o material base.9 FOSFATIZAÇÃO É um processo químico a partir do qual é obtida uma camada de fosfato de pequena espessura cristalizada sobre superfícies metálicas. • Oferece proteção contra a corrosão durante o tempo de vida do produto.superfícies que receberão tinta líquida ou em pó e pode ser realizado por imersão ou por spray. isenta de impurezas. PROCESSOS DE FOSFATIZAÇÃO 3 EM 1 Forma de tratamento simples com boa resistência contendo em um único componentes: desengraxante.net . temperatura dos banhos. alumínio) recebe uma fina camada inorgânica que fica fortemente aderida superfície. manutenção e limpeza dos banhos.

Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A maioria destes tensoativos possui alto poder espumogêneo e. O banho pode ser reciclado via remoção de FeSO4 precipitado em baixas temperaturas (25 a 30°C). neutros. Dodecilsulfonato de Sódio C12H25 . Ácido Fosfórico (H3PO4): custo elevado. pois. É muito prejudicial ao meio ambiente e não recomendado para alguns tipos de substrato. especiais. é usado em temperaturas de 60 a 90 °C em concentrações de 5 a 30%. que reagem com a camada de óxido formada produzindo sais solúveis de fácil remoção por meio de lavagem. ácidos. por outro lado.270-000 – Guaramirim .CRITÉRIOS PARA A SELEÇÃO DE UM DESENGRAXANTE • • • • Tipo de substrato Forma de aplicação Tipo de contaminantes Processo posterior b) Catiônicos: a carga da molécula é positiva: amina e grupo quaternário de nitrogênio. Apresentam boa solubilidade em meios neutros ou alcalinos e são muito utilizados em banhos de fosfatos com aspersão devido ao baixo poder espumogêneo. a desvantagem é que a camada leve formada de fosfato de ferro pode inibir processos posteriores de fosfatização. gravadores.net .SO3. Os decapantes mais comuns são a base de ácidos. portanto é inviável sua utilização para aspersão. Existem três tipos de tensoativos: a) Aniônicos: a carga da molécula é negativa: carboxilato. aderem à sujidade na superfície. desfosfatizantes. se utiliza para leves decapagens devido ao baixo poder de solubilidade do ferro. Tipos de Desengraxantes Para materiais ferrosos: alcalinos. Ex. Formas de Aplicação • Aspersão (ação mecânica) • Imersão (com recirculação) • Equipamento portátil de pressurizada (com aquecimento) • Eletrolítico (corrente elétrica) água Fatores que afetam a eficiência de um desengraxante • • • • • • Concentração (quanto maior a concentração melhor a eficiência 0. protetivos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. c) Não Iônicos: a molécula não possui carga e é caracterizada pelos grupos C-OH e C=O onde a solubilidade em meio aquoso é conseguida por ligações de hidrogênio.DECAPAGEM (fase opcional e de pouco uso) Consiste na remoção de camadas de óxidos do metal base que pode ter sido formada durante o processo de laminação a quente ou da ferrugem formada pela ação do tempo durante o transporte ou armazenamento.Na + 35 WEG Indústrias S.A. TENSOATIVOS Tensoativo é uma molécula com uma parte solúvel em óleo e outra solúvel em água. neutros. Para materiais não ferrosos: levemente alcalinos. .weg. Esta solubilidade faz com que o tensoativo atue na interface do meio aquoso/não aquoso. Ácido Sulfúrico (H2SO4): é largamente utilizado. A grande vantagem do ácido fosfórico é sua utilização manual. Não são usados para processos de tratamento de superfície. apresenta baixo custo. ao invés de limpar a peça. Ácido Clorídrico (HCl): é usualmente utilizado quando não há aquecimento.5 a 5. 0 %) Temperatura (varia em torno de 28 a 80°C dependendo do substrato) Contaminação / Tempo de uso do banho Tipo e concentração de tensoativos Agitação (no caso de imersão) Pressão (no caso de aspersão) ETAPA 2 . sulfato e etc.

converte a superfície metálica que é sensível a corrosão. ou lubrificantes nas operações de deformação a frio ou em partes móveis. evitando falhas ou imperfeições da camada de fosfato depositado para não comprometer a qualidade do processo. 2H2 + O2 2H2O Formação da Camada 3Zn2+ + 6H2PO4Zn3(PO4)2 .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. quando associada à pintura. Ni e Mn) Excelente absorção de lubrificantes. 2H2O↓ (lama borra amarela) 36 WEG Indústrias S. pois. de fosfato e com isso mais resistente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. em uma superfície não metálica. preparando para receber revestimentos orgânicos. 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio hopeíta) 3Zn2+ + Fe2 + 6H2PO4Zn2Fe(PO4)2 .A. .+ O2 2FePO4 .net .ENXAGUE PÓS-DESENGRAXE Trata da remoção dos resíduos das superfícies provenientes do estágio de decapagem ácida. Características: Caracteriza-se por trabalhar em regime de transbordamento contínuo para minimizar contaminação do estágio posterior. 4H2O + 4H3PO4 fosfofilita modificada) Formação da Lama 2Fe2+ + H2PO4.270-000 – Guaramirim . evitando a contaminação do estágio subseqüente do processo. A fosfatização sozinha não tem muito valor protetivo contra a corrosão nas superfícies metálicas. podendo ser aplicado por aspersão ou imersão.REFINADOR DE CRISTAIS Sua finalidade é condicionar as superfícies a serem fosfatizadas para obtenção de uma camada de fosfato uniforme.ETAPA 3 . podendo ser aplicados por aspersão ou imersão. além de melhorar a aderência da tinta. Imersão/ Aspersão Reações Químicas envolvidas Ataque Fe + 2H+(aq.weg.) Fe2+ + H2 (g) • (oxidação – microanodo) Depolarização ETAPA 5.FOSFATIZAÇÃO É a deposição sobre as superfícies de uma camada de fosfatos metálicos flexíveis e firmemente aderida ao substrato. protetivos óleos de Imersão/ Aspersão Aplicação Imersão/ Aspersão ETAPA 4 . densa e microcristalina. proporcionando melhor aderência e resistência à corrosão. ela assume uma importância muito grande. porém. Características: Consiste basicamente em fosfatos metálicos dissolvidos em solução aquosa de ácido fosfórico (H3PO4). Tipos de Fosfato Características Classificação Estrutura Amorfa Fosfato Ferro Boa aderência das tintas Boa resistência à corrosão Estrutura Cristalina Fosfato de definida Zinco Excelente aderência das tintas Excelente resistência à corrosão Melhor controle visual Estrutura Cristalina Fosfato definida Tricatiônico Melhor controle visual (Zn. 4H2O+ 4H3PO4 (Aço Laminado a frio fosfofilita) 3Zn2+ + Mn2+ + 6H2PO4 (aço galvanizado Zn2Mn(PO4)2 . Características: Utilizam-se compostos a base de fosfato de titânio.

ETAPA 6 . Características Trabalha com água contendo baixo teor de sais.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. subprodutos de reação e acidez proveniente do estágio de fosfatização. ETAPA 7 – PASSIVAÇÃO Finalidade: Selar as porosidades existentes na camada de fosfato. ETAPA 8 ENXAGUE DEIONIZADA (DI) – ÁGUA Decantador (vista superior) Tanque com Fundo Inclinado (vista lateral) Trata da remoção dos sais solúveis residuais e do excesso de acidez proveniente da passivação. Características dos passivadores: . para evitar formação de blisters e focos de corrosão. em regime de transbordamento contínuo. A passivação aumenta a resistência à corrosão melhorando a aderência da tinta.FORMAS DE REMOÇÃO DA BORRA Filtro Prensa (vista lateral) água com o mínimo de contaminação possível.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. evitando o empolamento e corrosão filiforme.ENXAGUE PÓS-FOSFATO Tem como objetivo a remoção dos sais residuais.weg. . . Características Trabalha em regime de transbordamento contínuo para manter a 37 WEG Indústrias S. independente do tipo de cristal. pois a mesma apresenta certo grau de porosidade.Inorgânicos: Composto ácido a base de cromo ou zircônio.Orgânicos: Composto ácido a base de resinas orgânicas ou polímero sintético. com pH e condutividade controlada. ETAPA 9 – SECAGEM DAS PEÇAS Secar as peças em estufa a temperatura na faixa de 100ºC. Geralmente as peças passam por fornos ou sopros de ar quente e toda a umidade da superfície que possa formar bolhas e prejudicar a pintura é eliminada. para evitar contaminação do estágio posterior.270-000 – Guaramirim .A.net . Tipos de substratos que podem ser fosfatizados: Aço Laminado a frio Aço Laminado a quente Aço Galvanizado a quente por imersão (zincado) Aço Galvanizado por eletrodeposição (minimizado) Liga de Galvalume (70% Zinco + 30% Al) Alumínio Ferro Fundido Liga Zamak (Cobre e Zinco).

A. após uma minuciosa limpeza do tanque de fosfato. nos casos mais graves. FALHA CAMADA NA Falhas com aspecto brilhante. retornar para banho previamente filtrado.weg. Nenhum sistema de revestimento pode cobrir adequadamente ou proteger as laminações. OBS: O banho novo só deverá ser colocado. elas devem ser removidas por esmerilhamento ou lixamento rotativo. Se o problema for com o passivador. LAMINAÇÕES DA SUPERFÍCIE Esses defeitos provavelmente ficarão expostos após o jateamento. apesar de todos os controles estarem dentro do especificado. alumínio ou excesso de ferro no banho de fosfato. PEÇAS COM RESÍDUO DE PÓ Peça com excessivo resíduo de pó de fosfato. sacrificar algumas cargas de peças. Caso a contaminação seja pequena. Após retirar toda a borra do fundo. descartar todo o banho.net . se não. os defeitos na superfíc ie contribuem para o aparecimento de falhas no revestimento e precisam ser retificadas como parte do processo de preparação.270-000 – Guaramirim . Toda laminação deve ser removida com esmeris ou lixas rotativas 38 WEG Indústrias S. Banho de insuficiente. Concentração ou temperatura baixa no banho desengraxante ou no fosfato. Banho de fosfato apresenta muita borra no fundo do tanque. Peças com aspecto enferrujado.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. de peças CORREÇÕES Aumentar o tempo de enxágüe e baixar o pH da água a faixa usual. limpar as peças com ar comprimido.DEFEITOS EM PEÇAS FOSFATIZADAS DEFEITO CAMADA MANCHA-DA IDENTIFICAÇÃO Oleosidade ORIGENS Pouco tempo de enxágüe ou renovação deficiente da água após o desengraxe. portanto. MANCHA DE FERRU-GEM decapagem MANCHA AMARE-LADA Peça manchada Concentração do acelerador ou problema com o passivador. quando eles tendem a se projetar acima da superfície. descartar todo banho. preparar uma nova solução. Tratamento enferrujadas. DEFEITOS OBSERVADOS NA SUPERFÍCIE Embora não sejam considerados estritamente como contaminantes. Verificar todas as peças para que as mesmas entrem no desengraxamento sem nenhum tipo de oxidação. Se o resíduo for pequeno. BANHO CONTAMINADO Banho não funciona. 6. Corrigir os parâmetros de trabalho para faixa usual. chumbo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Corrigir a concentração do acelerador para a faixa usual. transferir o banho de fosfato para outro tanque. . Contaminação com arsênio.

weg. De acordo com a necessidade de cada cliente.RACHADURAS E FISSURAS PROFUNDAS Esse tipo de defeito pode conter umidade.A. Por isso. evitando que ocorra o deslocamento da tinta e conseqüente exposição da peça que ficará sujeita a apresentar início de pontos de corrosão nestes locais. Depois.270-000 – Guaramirim . Recomenda-se que as bordas afiadas sejam suavizadas a um raio de 2-3 mm. BORDAS AFIADAS OU CANTO VIVO A tinta úmida tende a escorrer das bordas afiadas. a superfície pode ser preenchida com solda e suavizada se necessário. .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. inclusive as carepas de laminação não removidas na cabine automática de jateamento. devem ser removidas por descascamento e esmerilhamento. a menos que sejam muito profundos. deixando um filme fino que se rompe com facilidade.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. todas as bordas afiadas devem ser esmerilhadas.net . inclusive as bordas cortadas a maçarico. a qual cria células de corrosão. caso em que devem ser preenchidos com solda e depois suavizados. 39 WEG Indústrias S. INCLUSÕES Todas as inclusões nas superfícies das chapas de aço. as tintas podem ser melhoradas quanto à característica de melhor desempenho nas peças nos pontos de cantos vivo. Esses defeitos devem ser esmerilhados.

portanto.net .weg. mas as soldas manuais podem ter bordas afiadas ou irregulares que podem causar a ruptura do revestimento. Os defeitos de porosidade devem ser preenchidos com solda e suavizados.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. As irregularidades devem ser removidas por esmerilhamento. As “mordeduras” substanciais devem. .POROSIDADE DA SOLDA Não é possível encobrir a porosidade da solda.A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . 40 WEG Indústrias S. ser reparadas por esmerilhamento e preenchimento. CORDÕES DE SOLDA IRREGULARES Os cordões de solda automáticos são geralmente lisos e não apresentam problemas de revestimento. POROSIDADE DA SOLDA . Células de corrosão se formam nos defeitos levando à ruptura do revestimento.“MORDEDURA” DA SOLDA As “mordeduras” da solda podem ser difíceis de recobrir e podem levar ao aparecimento de falhas no revestimento.

270-000 – Guaramirim . tais como: não é inflamável. livres de umidade e corrosão: iniciar a pintura imediata após a limpeza. deve-se tratar o galvanizado como uma superfície de aço enferrujada. ou seja. . pode ser biodegradável. após exposição a intempéries.weg. Trocar os panos com freqüência. Galvanizado antigo Enquanto a chapa não apresentar corrosão vermelha. Preparação: a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Recomenda-se a aplicação de tinta do tipo “wash primer” (fundo fosfatizante) ou “shop primer epóxi” sobre superfícies de alumínio limpo como promotor de aderência. Constitui prática errada aplicação de “primer” de aderência à base de ácido fosfórico (tipo wash primer) sobre chapa de zinco.1 AÇO GALVANIZADO ELETROLÍTICO (FLORES DE ZINCO) Galvanizado novo O aço é zincado por meio de banhos onde o zinco é depositado por meio de corrente elétrica. e resulta em formação de hidrogênio gasoso e. limpos e embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade. surgem bolhas na película de acabamento. Importante: Superfícies limpas. b) Escovar (escova manual) a superfície até a eliminação total de resíduos. mediante indicação da área técnica e jamais. seguido de raspagem/ lavagem com água doce e limpa/ desengraxe com solvente. Chapas de Cobre A superfície também deverá ser desengraxada com panos limpos embebidos em solventes para a remoção de óleos e graxas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. PREPARO FERROSAS DE SUPERFÍCIES NÃO 7.7. Galvanizado pintado a) Remover tintas anteriormente aplicadas (aderência comprometida) com removedor. com o primer promotor de aderência. o aparecimento da corrosão do zinco em superfícies revestidas com “primer” de zinco ou mesmo na galvanização metálica do aço. Um eletrodo de zinco vai se decompondo para que o zinco se transfira para a peça a ser revestida. Em determinadas situações. produtos de corrosão do aço. Chapas de aço revestidas com Zinco É comum.A.net . isto se deve ao mecanismo de proteção. Observação: Solvente não remove a corrosão! Somente aplicar um tratamento com lixa. As estruturas são porosas e absorvem o ácido que as corrói. Corrosão branca é parcialmente solúvel em água. pode-se tratar como descrito para aço zincado a quente novo. É muito conhecido como galvanizado eletrolítico. Chapas de Alumínio A superfície deverá ser desengraxada com pano limpo embebido em solventes para a remoção de óleos e graxas. pode ser adotado um lixamento na superfície visando riscar a mesma para criar um perfil de ancoragem melhor para a tinta. bastando um vigoroso esfregão úmido com escovas de cerdas de nylon ou fibra vegetal. remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens. Se a corrosão já esta num estágio mais avançado e a camada de zinco já estiver comprometida. c) Desengraxar com panos brancos. aplicar um tratamento através de escovas rotativas ou jato abrasivo. conseqüentemente. Poderá ser aplicado um “shop primer epóxi” para base de aderência. Não utilizar somente solventes para remoção de óleos ou gorduras que possam conter sobre a superfície. 41 WEG Indústrias S. Geralmente adotando o processo de limpeza por meio de jateamento abrasivo ou limpeza mecânica.

não utilizar primer promotor de aderência que em sua composição contenha ácidos tais como: wash primer.270-000 – Guaramirim . esfregando com escovas de nylon ou piaçaba. Reage com a superfície. além de produzir rugosidade para garantir a perfeita aderência do sistema. Nota: Iniciar a pintura imediata após a limpeza com o primer promotor de aderência. Lavar bem o piso com máquina de pressão “vap”. 7. .2 LIGAS METÁLICAS NÃO FERROSAS Tratamento da superfície idêntico ao indicado para aço galvanizado novo. 42 WEG Indústrias S. pode ser biodegradável. b) Desengraxar. PISO: Concreto Novo Não aplicar revestimento sem que o concreto esteja seco e curado pelo menos por 28 dias.processo conversão . Galvanizado a Fogo (envelhecido) a) Lavar substrato para remoção de sais solúveis. Aguardar o piso secar por período de 5 a 10 dias certificando que não há presença de umidade no piso através de teste com fixação de filme plástico ou de papel alumínio no piso (Conforme ASTM 4263). Nota: Sobre superfície galvanizada por aspersão térmica.weg.a) Escovamento / lixamento manual ou mecânico até a total remoção de “corrosão branca” e oxidação vermelha em áreas com o zinco já exaurido. Deixar secar. b) Desengraxar com pano limpo embebido em solvente até a total eliminação de oleosidade e deposição de impurezas. Efetuar a aplicação da primeira demão de verniz selador ou tinta.net . lavar com água doce (potável). O jato deve ser bem superficial. Certificar-se de que no piso não fique pontos com poças d’água. treinar bem o pessoal para não forçar muito o jato e gastar a camada de zinco perdendo a proteção. PISO: Tratamento com ferramenta mecânica Usar lixadeiras de disco de pedra para promover tratamento superficial removendo parte da nata superficial formada no cimento e regularizar a superfície eliminando relevos indesejáveis. tais como: não é inflamável. Aço Zincado por Aspersão Térmica Caso a superfície apresente corrosão branca do zinco. Galvanizado a fogo (novo) a) Desengraxar a peça galvanizada esfregando a superfície com panos brancos limpos embebidos em diluente até a total eliminação de oleosidade e gorduras. água e um agregado constituído de areia e pedra que após a mistura destes componentes leve a formar uma massa compacta e de consistência mais ou menos plástica e que endureça com o tempo. seguido de escovamento (sem polir). d) Fosfatização NBR 9209 . se faz necessário.A. PISO: Tratamento com ácido Utilizado para promover rugosidade no piso de concreto.3 SUPERFÍCIES DE CONCRETO Deve ser feita mediante indicação da área técnica lembrando que concreto é uma mistura em proporções prefixadas de cimento.cristais de fosfato que proporcionam aderência. Nota: Para utilização deste método. c) Jateamento abrasivo ligeiro (Padrão Sa 1). 7. Trocar os panos com freqüência. O tratamento de superfície tem como objetivo eliminar a “nata” superficial do cimento formada e qualquer outro tipo de contaminante superficial (a presença de pó solto). remove os sais e compostos solúveis por ser aplicado por meio de uma solução aquosa e a oleosidade por ser um tensoativo. b) Atualmente existe a opção limpeza da peça com a utilização de um detergente (tensoativo) que apresenta algumas vantagens.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. criando perfil de ancoragem. a 25ºC e com umidade relativa do ar em torno de 50% ou período equivalente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Não utilizar lixa. c) Alternativa: jato ligeiro.

em ordem de importância. evitando a formação de poças.0). b) Limpo e boa rugosidade – Varrer bem o piso e efetuar a pintura. . Se não houver condensação ou mancha o piso esta apto para receber pintura.atuando no cimento reduzindo a sua alcalinidade. Manter por um período de mínimo 16h (de um dia para o outro durante a madrugada). Deixar a solução reagindo com o concreto. Lavar com água em abundância para eliminar todo o resíduo de ácido. Observar se há presença de umidade condensada ou manchas na parte inferior do material fixado no piso.weg. Cuidado: Recomendado mais para piso ao nível do solo. comprometendo toda a estrutura. até que se perceba a formação de uma rugosidade parecida com uma lixa grana 80 – 100 em algumas situações por um período de tempo de 3 a 10 minutos em contato com a superfície. certificando-se que a mesma esteja próximo de pH neutro (pH 7. visando a remoção de partículas soltas. o ácido pode reagir com a estrutura de metal ou ferragem causando oxidação. c) Contaminado: Presença de óleos. PISO: Concreto elaborado a mais tempo a) Limpo e liso – Proceder com o mesmo tratamento destinado a concreto novo. Em algumas situações este fresamento tem apresentado bom desempenho com a remoção de alguns milímetros. b) Limpeza não satisfatória da superfície antes da pintura. Fixar a cada 46 m2. a superfície não poderá ser pintada. graxas e gorduras. A pressão da água infiltrada pode gerar no local pintado a formação de empolamento ou bolhas. Deixar secar bem após efetuar a pintura. PISO – Teste verificar a presença de umidade em concreto e alvenaria Procedimento baseado na norma ASTM D 4263. Certificar-se para que não haja riscos de infiltrações. com os fatores seguintes: a) Danos mecânicos na película. Espalhar uniformemente a solução sobre o piso utilizando-se de escova de nylon. 43 WEG Indústrias S. Aplicação do ácido: preparar uma solução com 15% de ácido clorídrico (HCl) ou muriático em água.A. a utilização de ferramentas mecânica rotativa (Fresa) para gerar um desgaste superficial do piso no local impregnado. lavar com água e detergente. caso contrário. recomenda-se a consulta de um especialista.4 PREPARO PINTADAS PARA REPINTURA DE SUPERFÍCIES MANUTENÇÃO OU A proteção mediante pintura não é por tempo indeterminado e necessita a realização do serviço de manutenção da pintura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Se a infiltração de contaminante é profunda. Se necessário.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. d) Umidade: Em situações mais complicadas de contaminação ou infiltração de umidade no piso gerada por elevação do lençol freático ou excesso de umidade em local próximo do piso. Umedecer previamente toda a superfície antes com água para evitar que o ácido seque e precipite sais.270-000 – Guaramirim . a solução pode variar desde a destruição parcial do piso e posterior reconstituição ou. As falhas na pintura que podem ocorrer estão relacionadas. 7. Medir o pH da umidade superficial do piso de concreto. O tratamento com ácido não elimina a presença de óleo impregnada no piso. até parar de formar borbulhas (evitar secar). certificando-se de sua correta fixação e vedação. Estima-se um consumo de aproximadamente 1 litro a cada 15 m2. pois.net . Fixar ao piso um filme plástico ou de papel alumínio (com a face brilhante virada para a superfície a ser avaliada) na medida de aproximadamente 45 X 45 cm com uso de fita adesiva.

Lixamento com lixa nº 120 ou 180. 44 WEG Indústrias S. Quando for decidido também efetuar a restauração do aspecto estético. Repintura Considera-se pintura quando a área danificada for superior a 25%. resíduos de sulfato. O procedimento é o mesmo usado em retoques de áreas grandes. tubulações ou objeto a ser retocado. e ferramentas mecânicas como escovas rotativas.weg.net . deverá ser limpa manual ou mecanicamente de maneira muito minuciosa. trincha ou rolo. tubulações ou objeto a ser retocado. Por exemplo.c) Má aplicação Inspeções posteriores e periódicas fazem-se necessárias para identificar sinais de corrosão localizada.A. de acordo com a natureza do resíduo presente.1 CLASSIFICAÇÃO DA PINTURA DE MANUTENÇÃO Retoques De modo geral. Aplicação das duas últimas demãos. fazer a remoção do pó. lixa quando a área danificada apresentar corrosão leve. Posteriormente. Manutenção geral Considera-se manutenção geral quando as áreas a serem restauradas forem de 5 à 20% da área total. . Este lixamento deverá se estender a uma pequena porção da área adjacente à danificada.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. aconselha-se após o retoque com lixa nº 120 ou 180 a aplicação de duas demãos do acabamento em toda área. consideram-se retoques de pequenas áreas com falhas na pintura.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e resíduos de graxa ou óleos são removidos com o referido solvente. conforme a área envolvida e o grau de corrosão encontrado.4. Se a superfície for de aço carbono ou ferro fundido. usando-se. especificado para o equipamento. a pincel. não superiores a 5% da área total. Área com tinta danificada sem corrosão Limpeza da superfície com água ou solvente a base de hidrocarboneto alifático. Aplicação do sistema de pintura completo. escovas de aço para áreas médias e com pouca corrosão. a qual tem origem em espessuras baixas ou limpeza não satisfatória em pequenas áreas: 7. Área com tinta danificada com corrosão A limpeza da superfície deverá ser como descrito no primeiro sub-item do retoque anterior. pistoletes de agulhas ou outros tipos para áreas maiores com corrosão média.270-000 – Guaramirim . cal ou sal são removidos com água. do sistema de pintura originalmente especificado para o equipamento.

A. poliuretânicas. o peso molecular é pequeno. por representarem uma classe de veículos adequados a uma grande variedade de tintas que. conseqüentemente. Alguns oligômeros são usados como reticulantes. um polímero é constituído pela repetição de pequenas unidades químicas ligadas entre si por ligações covalentes. Os oligômeros são muito importantes na indústria de tintas. eletrodomésticos.2 POLIMERIZAÇÃO POR ADIÇÃO Os polímeros obtidos através da polimerização são muito importantes na indústria de tintas. pois permite modificar as propriedades de forma a torná-los úteis em aplicações industriais. sendo as principais: alquídicas. A estrutura da macromolécula é constituída pela repetição de unidades estruturais ligadas entre si por ligações covalentes. o monômero é o composto químico (geralmente uma pequena molécula) que origina essas unidades repetitivas que constituem a cadeia polimérica. epóxi. maleicas. por exemplo. pois. particularmente em sistemas de altos sólidos e sistemas de cura por irradiação. A diversidade de materiais poliméricos empregados por essa atividade industrial é ampla.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Oligômero: é um polímero de baixo peso molecular. O processo de obtenção de derivados de compostos poliméricos é de grande importância. pois. na maioria das vezes. borracha clorada. idênticos ou não. é fundamental para obtenção das propriedades desejadas do revestimento correspondente. resultando em um sistema polimérico com estrutura tridimensional. a importância desta etapa química é grande. A química dos polímeros é extremamente importante em tintas. melamínicas.8.net . etc. etc. 8. repintura automotiva. A secagem de uma tinta é.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. tintas para manutenção especializada. A tabela abaixo relaciona alguns 45 WEG Indústrias S. na maioria dos casos.3 POLIMERIZAÇÃO CONDENSAÇÃO POR A polimerização por condensação ocorre em etapas e. As tintas representam uma das aplicações mais importantes dos polímeros.1 POLÍMEROS E POLIMERIZAÇÃO Os polímeros são substâncias químicas de alto peso molecular obtidos pela reação denominada polimerização. é constituído por um número pequeno de unidades repetitivas. os polímeros por adição são veículos de tintas para a indústria automotiva. Assim.270-000 – Guaramirim . atendem a uma enorme diversificação de revestimento. De forma similar. TINTAS 8. acrílicas. tintas látex para produtos arquitetônicos. pois reagem com o polímero-base da tinta. 5 a 15 unidades. uréicas. 8. através da quais compostos químicos de baixo peso molecular (monômeros) reagem entre si para formar macromoléculas. poliésteres. Dímeros: são moléculas formadas pela combinação de dois monômeros. através da reação entre grupos funcionais diferentes. Polimerização: é a reação química através da qual os monômeros se transformam no polímero. por sua vez. através de grupos funcionais. o trímero é constituído pela combinação de três moléculas monoméricas. Como conseqüência deste tipo de reação. um processo de polimerização. pois permite obter o sistema polimérico adequado para uma determinada aplicação.weg. vinílicas. . TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES Monômero: como já foi mencionado.

onde as tintas constituídas deste veículo. 8. A escolha do tipo de tinta identificará o tipo de resina e esta escolha dependerá das características físico-químicas desejadas para a pintura. Incluem-se neste caso as tintas a óleo ou óleo modificadas que secam por oxidação e as tintas polimerizáveis. estirenoacrilato. neste caso. é o constituinte ligante ou aglomerante das partículas de pigmentos e responsável pela formação da película e adesão ao substrato.net . poliuretanas. na maioria das vezes.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. vinílicas e borrachas cloradas. após a evaporação do solvente. como se estivesse sendo constituída através da união de pedaços. sendo as duas últimas citadas polimerizáveis. não sofre nenhuma reação química. Veículos inorgânicos: são os veículos também convertíveis. como a água. fenólicas modificadas com óleo. Veículos não-convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias com propriedades filmógenas. porém de natureza inorgânica.270-000 – Guaramirim . 1 . nitrato de celulose.weg. que são incorporados apenas a alguns tipos de tintas. é freqüente a formação de produtos secundários.A. formam a película seca.4 CONSTITUINTES DAS TINTAS FUNDAMENTAIS As tintas apresentam constituintes que são considerados básicos e constituintes considerados eventuais ou aditivos. etc. Veículos convertíveis: são os veículos constituídos por substâncias que sofrem reação química após a aplicação da película de tinta. à medida que a reação se processa. Polímero Poliésteres Poliamidas Melamínicas Poliuretanos Epóxi Fenólicas Reação Poliácidos + Poliálcoois Poliácidos + Poliamidas Melamina + Formol Poliisocianatos + Polióis Bisfenol + Epicloridina Fenóis + Formol 8. tetrâmeros e oligômeros. etc. alquídicas modificadas com óleo. que secam por reação de polimerização. epóxis.TINTAS CONVENCIONAIS Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser 46 WEG Indústrias S. Exemplos: tintas a óleo. e devem ser retirados. Exemplos: resinas acrílicas. conforme as características do veículo.1 VEÍCULO OU RESINAS A resina além de ser o constituinte que mais caracteriza a tinta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. pois a macromolécula vai se formando através da reação de monômeros. como exemplos: • Plastificantes • Secantes • Tensoativos ou dispersantes • Antinatas • Espessantes e geleificantes TIPOS DE VEÍCULOS OU RESINAS As tintas podem ser classificadas em três grandes grupos. Os veículos das classificados em: tintas podem ser É uma polimerização por etapas. O exemplo clássico são os silicatos que dão origem ao silicato de zinco. composições betuminosas (asfaltos e piches). .. O veículo.4. dímeros. para conferir propriedades especiais. Os constituintes básicos das tintas são: • Veículos • Solventes • Pigmentos Como constituintes eventuais das tintas podem ser citados.polímeros importantes obtidos pelo processo de condensação e a reação correspondente. trímeros.

recomendáveis para ambientes úmidos ou imersão em trabalhos 47 WEG Indústrias S. como é o caso dos óleos de mamona e de coco. Alguns óleos nãosecativos podem também ser utilizados na formulação de tintas. São obtidas pela reação entre poliálcoois e poliácidos. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. c) Tintas de resinas fenólicas modificadas com óleo: as resinas fenólicas são obtidas pela reação entre o fenol e um aldeído.270-000 – Guaramirim . mamona. O óleo de mamona. O poliácido normalmente utilizado é o ácido ftálico. enquanto que os poliálcoois mais empregados são o glicerol (glicerina) e o pentaeritritol. Usos recomendados: • Ambientes industriais de baixa e média agressividade. • Estruturas abrigadas em locais secos. A secagem dá-se somente pela evaporação do solvente. d) Tintas betuminosas: são as tintas fabricadas através da solução de asfaltos e piches. torna-se secativo. soja.A. Os principais óleos usados em tintas são: óleos de linhaça. • Construção civil (Pintura doméstica). pela oxidação do óleo secativo. óleo de oiticica. • Máquinas e motores que trabalham em ambientes abrigados. portanto. muitas dessas propriedades foram melhoradas em virtude da ampla possibilidade de combinação de matériasprimas. resultando em um poliéster. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte pela oxidação do óleo. Estas tintas têm maior resistência química e a umidade comparada com as tintas a óleo e as alquídicas modificadas com óleo e boa resistência a ação de raios ultravioleta. tungue e oiticica).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. óleo de tunge.net . óleo de soja.weg. Os óleos secativos possuem molécula não-saturada e secam pela adição de oxigênio as mesmas. A secagem destas tintas dá-se em parte por evaporação do solvente ou coalescência e.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Apresentam temperatura limite de utilização da ordem de 60 a 80°C. principalmente. em parte. pela oxidação do óleo secativo. Os óleos apresentam o inconveniente de terem secagem muito lenta. na forma anidrido ftálico. sendo. • Produtos seriados de pequena importância. quando desidratado. a fim de que possam curar à temperatura ambiente. Por este fato. . As tintas a óleo possuem secagem mais demorada e são saponificáveis. A palavra alquídica origina-se do inglês Alkyd (alcohol and acid) e se refere à poliésteres que são modificados por óleos e/ou ácidos graxos (óleos de linhaça. A reação de polimerização das resinas fenólicas necessita de energia térmica. São tintas de boa resistência à umidade e. principalmente. elas são usadas modificadas com óleo. portanto. Com o advento das resinas alquídicas. b) Tintas de resinas alquídicas modificadas com óleo: as resinas alquídicas surgiram da necessidade de se melhorar as propriedades físico-químicas das tintas. baixa resistência as intempéries e amarelamento. Praticamente não são mais fabricadas. com a função plastificante.a) Tintas a óleo: as tintas com veículo a óleo são aquelas cujo agregante são os óleos secativos. TINTA LÍQUIDA SINTÉTICA Características básicas: • Tinta monocomponente (em uma embalagem) • Facilidade de compra • Baixa resistência a: Umidade elevada Imersão em água Meios alcalinos Produtos químicos Solventes fortes • Aplicadas em baixa espessura (3040 Micra) • Ultrapassado o tempo para demão subseqüente. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e. recomendáveis somente para atmosferas pouco agressivas e não devem ser usadas em pinturas de imersão. em parte.

bem como resistência a óleos e graxas. 48 WEG Indústrias S. as tintas de nitrocelulose. sendo. as tintas de acetato de celulose. polivinil acetais e as acrílicas. através da esterificação. Uma das combinações de maior utilização no campo da proteção anticorrosiva envolve a mistura de resinas betuminosas. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. Requerem da mesma forma que as anteriores. as alquídicas-silicones. A secagem destas tintas dá-se somente pela evaporação do solvente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Apresentam alguns problemas que limitam o seu uso como. sendo. As tintas com veículo de estirenoacrilato se caracterizam por uma razoável retenção de cor e de brilho. sendo. liberando ácido clorídrico.weg. um pouco resistentes a raios ultravioleta. não amarelando quando expostas a intempéries. c) Tintas vinílicas: as resinas vinílicas são obtidas a partir de cloreto e acetato de vinila. etc. b) Aparecimento de poros. por exemplo: a) Degradação pelo calor por volta de 65°C. que secam por coalescência e se tornam resistentes à água após a secagem. devido a sua grande resistência à decomposição pelos raios ultravioleta. “wash-primer” e tinta de acabamento. As tintas de borracha clorada de boa qualidade devem ser isentas de óleos secativos. Podem também ser obtidas a partir de reações que produzem o polivinilbutiral. há ainda.de pouca responsabilidade e onde a cor preta puder ser aplicada. acetato de polivinila (PVA). As tintas com veículo acrílico caracterizam-se pela excelente resistência aos raios ultravioleta. com resinas epoxídicas. portanto. São recomendadas para atmosferas medianamente agressivas. d) Tintas de estirenoacrilato: as resinas de estirenoacrilato são obtidas através da polimerização de estireno com acrilonitrila.net . 2 . sensíveis aos seus solventes. portanto. que além da excelente resistência a umidade. mais precisamente o alcatrão de hulha. portanto.A. As tintas fabricadas com estas resinas são resistentes a ácidos e álcalis e são pouco tóxicas. As resinas sintéticas termoplásticas mais comumente usadas em revestimento de superfícies são as chamadas vinílicas cloreto de polivinila (PVC). Sua principal característica é a excelente retenção de brilho.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. que se copolimerizam em cloreto e acetato de polivinila. uma boa limpeza de superfície. não saponificáveis. As tintas de boa qualidade devem ser isentas de óleo e. que secam por coalescência. . Neste caso. São recomendadas especialmente para tintas de acabamento em equipamentos e instalações onde seja importante certo grau de retenção de cor e brilho. Existem ainda as hidrossolúveis. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. portanto. A utilização mais indicada é para atmosferas medianamente agressivas. as acrílicas-vinílicas. A secagem destas tintas dá-se somente por evaporação do solvente. As resinas acrílicas. Outras tintas: além das citadas. quando incorporadas em formulações com outras resinas. c) Fissuras devido ao processo de plastificação. São geralmente usadas em: “primer” (ou tintas de fundo). Existem ainda as acrílicas hidrossolúveis. temos as chamadas tintas à base de alcatrão de hulha-epóxi. b) Tintas de borracha clorada: as resinas de borracha clorada são obtidas a partir da cloração da borracha. conferem ao conjunto todas essas propriedades. sensíveis a seus solventes.270-000 – Guaramirim . apresenta boas propriedades mecânica e boa resistência química. Dentro deste grupo podem ser destacadas as seguintes tintas: a) Tintas acrílicas: as resinas acrílicas são obtidas a partir dos ácidos acrílicos e metacrílico.TINTAS SEMINOBRES Caracterizam-se pela secagem por evaporação do solvente e são eventualmente denominadas de lacas. ocasionando falha precoce.

A secagem ou cura das tintas epóxi dá-se por polimerização (polimerização por condensação). Além disso.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. das resinas epóxi. particularmente em locais onde o jateamento abrasivo for de difícil execução. o máximo de reatividade entre os componentes. 49 WEG Indústrias S. para obtenção de tintas de alta espessura e de grande utilização nos esquemas para imersão. diminuindo ainda o custo final do produto. dos alcatrões. Estas tintas tem tido um grande incremento em seu uso em manutenção industrial. • Fácil aplicação. que são de qualidade inferior e comparável as alquídicas e fenólicas modificadas com óleos.net . TINTAS NOBRES Dentro deste grupo podem destacadas as seguintes tintas: ser a) Tintas epóxi: as resinas epóxi são obtidas pela reação entre a epicloridrina e o bisfenol.TINTAS NITROCELULOSE Característica principal: Secagem por evaporação do solvente.A. As resinas epóxi podem também ser modificadas com óleo secativo. devido ao elevado número de oxidrilas ao longo do de sua cadeia. Característica: • Tinta bi-componente Propriedades gerais: • Tintas insaponificáveis em meio alcalino. no entanto. São fornecidas em dois componentes um contendo o pré-polímero epóxi e o outro o agente de cura que é em geral uma amina. • Boa dureza. com a excelente resistência a imersão em água. • Para maior brilho. amida ou isocianato. A fim de obter. dando origem as chamadas éster de epóxi. Tais tintas associam as propriedades de excelente resistência química. Desvantagens: • Tendência ao branqueamento de acordo com a temperatura e umidade. • Proporcionam película de baixa espessura. • Não tem resistência a maior parte dos solventes. micáceo ou alumínio. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance e de grande uso no Brasil. As tintas epóxis. • Permite Lixamento rápido. proporcionando excelente proteção por barreira. amina ou isocianato. • Tendência ao amarelamento. geralmente são formuladas em alta espessura (da ordem de 120 a 150 µm por demão) e com pigmentos lamelares do tipo óxido de ferro. Vantagens: • Secagem rápida. • Resistência à solvente tipo aguarrás e gasolina. . • Calcinam quando expostas ao intemperismo. introduz-se na cadeia da resina epóxi um número maior de oxidrilas. TINTA EPÓXI Tipos genéricos: Epóxi modificado com amida.weg.270-000 – Guaramirim . necessita polir. As resinas epóxi podem ainda reagir com os isocianatos. A cura se dá a temperatura ambiente em aproximadamente sete dias. • Baixa resistência química. As resinas epóxi podem ser misturadas com produtos betuminosos (alcatrão). embora com poliamida e com isocianato tenha maior resistência. o isocianato alifático é ótimo promotor de aderência para metais não ferrosos.

Impacto. intermediário ou acabamento em interiores de tanques e tubulações de produtos químicos e solventes.270-000 – Guaramirim . Essas tintas também se caracterizam por uma excelente estabilidade da cor. Compatível com diversos acabamentos. • Excelente resistência física e química Cura com Isocianato (Shop Primer) • Bom desempenho de aderência em aço galvanizado. não ferrosos e poliéster reforçado com fibra de vidro (fiberglass).• • Ultrapassado o tempo de demão subseqüente. esses isocianatos são resistentes à ação dos raios ultravioleta. Epóxi-Poliamina Como primer. São catalisadas com catalizador aromático ou alifático. Aplicado em baixa espessura (25 micras). pois. Catalizador Aromático: são recomendados para ambientes abrigados apresentando boa aderência e boa secagem do filme. . SHOP PRIMER ISOCIANATO Características: • Primer de aderência sobre metais não ferrosos. • Bom desempenho quanto a: Aderência. Apresentam baixa resistência ao ultravioleta e a estabilidade da cor. com excelentes propriedades de resistência a intempéries. Usos recomendados: Epóxi-Poliamida Como primer. alumínio. Secagem rápida. Produtos químicos. intermediário ou acabamento de plataforma marítima. Características: 1) Tintas bi-componente (duas embalagens). Ótima resistência mecânica. não ferrosos e “Fiberglass” (Fibra de vidro). • Primer de pré-montagem em superfícies de aço carbono. pela excelente resistência aos raios ultravioleta (especialmente as resinas obtidas com isocianatos alifáticos). exterior portuário ou indústria.weg.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. combustíveis e lubrificantes. Ácidos e bases fracas. Cura com Poliamida • Boa resistência a: Umidade e Imersão em água. As tintas fabricadas com estas resinas são de alta performance. Cura com Poliamina • Alta resistência a: umidade e imersão em água. b) Tintas Poliuretano: as resinas poliuretanas são obtidas da reação de um isocianato com um álcool. Epóxi-isocianato Como primer em aço galvanizado. Tipos genéricos: Poliéster ou Acrílico modificado com isocianato alifático ou aromático. na maioria das tintas e até 24 horas nas mais modernas. Solventes.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. alta resistência a agentes químicos. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. Epóxi-betuminoso Como revestimento único em peças e estruturas submersas ou enterradas. Boa resistência à abrasão (utilizando pigmentos resistentes) • • • • • • • Tempo de vida útil da mistura (Pot Life): É o tempo disponível para utilizar a tinta (componente base + catalisador) após a mistura variando de 3 a 8 horas a 25ºC. 2) Maior custo por galão (constituintes caros). Não interfere na qualidade e processos de solda. Secagem ou cura: Reação entre dois componentes: a base onde estão os pigmentos (resina de poliéster) e o agente de cura (catalizador) a base de isocianato alifático ou aromático. Resistência ao intemperismo durante os seis primeiros meses de montagem. 3) Bom desempenho quanto a: Flexibilidade.A.net . 50 WEG Indústrias S. resistentes a abrasão e retenção de cor e brilho. Custo médio. Abrasão. Flexibilidade e Impacto. Catalizador Alifático: poliisocianatos alifáticos e ciclo-alifáticos permitem obter tintas poliuretanas.

d) Tintas ricas em zinco: são tintas de alta performance. vantagens em termos de facilidade de aplicação. para utilização como tinta de fundo. Assim é que os veículos epóxi. com teor de pó de zinco. em geral. Importante: Este grupo possui algumas características fundamentais em comum. • Admite maiores intervalos entre demãos subseqüentes. com alta resistência ao intemperismo. o silicato inorgânico de zinco e o etil-silicato de zinco.net . de alta performance. para atmosferas altamente agressivas e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. É usada como tinta de fundo. • Mecanismo de formação de filme. O zinco epóxi é uma tinta com veículo epóxi e pode ser curada com amina ou amida. com tintas nobres. • Indicadas para ambiente altamente agressivo ou para condições severas de utilização (imersão. porém têm a vantagem de não necessitar aquecimento para a cura. sendo comum à aplicação sobre jateamento. subseqüente.4) Ultrapassado tempo de demão. As tintas mais importantes dessa categoria são: o zinco epóxi. As tintas pigmentadas com pó de zinco requerem teores mínimos de zinco para poderem proteger catodicamente. • Rapidez de secagem. requerem teores da ordem de 95% em peso. sendo bastante comum à modificação com resinas alquídicas e acrílicas. em relação à de silicato inorgânico de zinco. Possui razoável resistência a abrasão. etc. São empregadas para pintura de equipamentos até 500 ou 600°C. Estas tintas ricas em zinco. ou seja. . devido a características de isolante elétrico do mesmo. é feito à taxa de 50°C por hora.).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Para cura é necessário que o equipamento seja aquecido. • Recomendado a aplicação em espessuras até 75µm. como: • Pode ser aplicado com elevadas umidades relativas do ar. por coalescência. sendo que as tintas pigmentadas em alumínio são as de melhor performance. quando formuladas em borracha clorada e éster de epóxi. É usada como tinta de fundo. para fundo e as pigmentadas em alumínio. dentre as quais se pode destacar: • Exigência de excelente limpeza de superfície. de alta performance. jateamento ao metal quase branco. admitindose que acima de 300°C parte da resina se volatilize. uma vez que as partículas de zinco precisam estar em contato entre si. em peso. 51 WEG Indústrias S. também.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A secagem destas tintas dá-se em parte pela evaporação do solvente e em parte por conversão térmica. a camada deve ser lixada para proporcionar boa aderência entre demãos. ao passo que os de etil-silicato requerem somente 75%. superfícies quentes. As tintas fabricadas com estas resinas são indicadas para pintura de superfícies que trabalham em temperaturas superiores a 120°C. entre 75 a 95% na película seca. para acabamento. O aquecimento. Requerem para perfeito desempenho uma excelente limpeza de superfície. Poliéster aromático: Como fundo para acabamento alifático ou como acabamento em locais abrigados c) Tintas de silicone: são resinas semiorgânicas em cujas moléculas existem átomos de silício.A. As tintas de silicone modificadas com estas resinas podem ser usadas somente até 250°C.weg. em geral por polimerização ou conversão. Usos recomendados: Poliéster ou Acrílico alifático: Como acabamento. são monocomponentes e não são consideradas. Apresenta. neste caso. As tintas de silicone mais usadas são as pigmentadas em zinco. para atmosfera altamente agressiva e para imersão em produtos de petróleo e produtos químicos. sendo que as hidrossolúveis secam. São altamente pigmentadas em zinco. para permitir continuidade elétrica. O silicato inorgânico de zinco é uma tinta de dois componentes. • Requer mão-de-obra de aplicação especializada. As resinas de silicone podem ser modificadas.270-000 – Guaramirim . sobre fundo epóxi ou poliuretana aromático.

Os solventes são. Os solventes classificados em: também podem ser CLASSIFICAÇÃO DAS TINTAS QUANTO AO SOLVENTE Tintas com Solventes Orgânicos: apresentam grandes vantagens em termos de aplicação e de desempenho. até nos casos em que forem da mesma natureza e especificação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Solventes verdadeiros: são os solventes capazes de solubilizar o veículo. Pode provocar o aparecimento de poros e pontos fracos após a evaporação. A regra mais adequada a seguir é adquirir solventes para acerto de viscosidade do mesmo fabricante da tinta. procurando balancear sua proporção visando conseguir: uma boa solvência. veículo. contribuem para a diminuição da viscosidade (Diluir a tinta). porém tem como inconvenientes: • • Representa custo adicional às tintas. Alguns componentes orgânicos são muito tóxicos e por isso o seu uso em tintas deve ser evitado. o fabricante utiliza uma mistura de solventes.8.4. ésteres e outros compostos orgânicos. acrílica. com conseqüente diminuição da espessura da película. • Tipos de solventes: hidrocarbonetos (alifáticos ou aromáticos). tempo de secagem apropriado. de modo geral. o de butila. sem contaminantes e com pH neutro ou ligeiramente básico. o butílico e o isopropílico. vem sendo contestadas neste final de século.A. cetonas (solvente verdadeiro para resinas epóxi. havendo uma forte tendência em substituí-las pelas solúveis em água. pura. Desta forma.). . usadas na construção civil e das tintas hidrossolúveis de uso industrial. Exemplos: aguarrás (solvente verdadeiro para óleos e resinas modificadas com óleos). como é o caso do benzeno e dos solventes clorados (por exemplo. etc. Na formulação de tintas de um modo geral. Geralmente composto por misturas de solventes de evaporação Exemplo: Misturas de xileno.net . além. necessários às tintas para conferir viscosidade adequada para aplicação. perfeita formação da película. o xileno (xilol) e as naftas aromáticas. o de isopropila e o de etilglicol. como é o caso das tintas de emulsão (látex). devido às perdas por evaporação. A água usada como solvente deve ser tratada. Os álcoois são o etílico. glicóis (álcool). porém em face da inflamabilidade e particularmente da toxidez dos solventes orgânicos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. porém aumentam o poder de solubilização do solvente verdadeiro. As acetonas de uso mais geral são a metil-etil-cetona (MEK). Os hidrocarbonetos aromáticos são o tolueno (toluol). Diluentes: são componentes que embora não sendo solventes do veículo. Parte volátil das tintas. cetonas. Os ésteres comumente empregados são o acetato de etila. por evaporação após a secagem. máquinas e equipamentos para a pintura. não é recomendado o uso de um solvente de uma tinta em outra. naturalmente do menor custo possível. Thinner: são misturas de solventes a base de cetonas (acetatos). Recomendado para diluição de Tintas nitrocelulose e muito utilizado para limpeza de peças.weg.270-000 – Guaramirim . o tricloroetileno). aromáticos e outros. poliuretana. O solvente poderá também ser água. a metil-isobutilcetona (MIBK) e a ciclo-hexanona. tolueno e glicóis (diluente para tintas epóxi e poliuretana). ésteres (solvente verdadeiro para acrílicas e vinílicas). Solventes auxiliares: são os solventes que sozinhos não são capazes de solubilizar o 52 WEG Indústrias S. Exemplo: tolueno (solvente auxiliar para as resinas acrílicas e vinílicas).2 SOLVENTES São compostos capazes de solubilizar as resinas e diminuir a viscosidade das tintas. álcoois. porém de fabricantes diferentes. Os hidrocarbonetos alifáticos mais usados são a nafta e a aguarrás mineral.

Dentro desta categoria. pois. As tintas em pó são normalmente aplicadas com pistolas eletrostáticas. não contaminar o meio ambiente e não oferecer riscos a saúde dos pintores. VANTAGENS Sem presença de solventes aromáticos. tanto para fundo quanto para acabamento e. permitem pintar em locais confinados e com pouca ventilação. A água é responsável pela dispersão. de grande importância na pintura de fábrica. permitindo películas bastante impermeáveis e de grande utilização na pintura de eletrodomésticos.A. e reduzir conseqüentemente o uso das tintas com solventes orgânicos. sem riscos para a saúde e não inflamável.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 53 WEG Indústrias S. Tinta Base de Solvente DESVANTAGEM Presença aromáticos. Produto não inflamável. à Tintas sem solventes ou Tintas em pó: as tintas sem solventes para aplicação pelos processos tradicionais (pincel. As grandes vantagens destas tintas consistem em não apresentar cheiro. estes não se exporão a solventes orgânicos prejudiciais a saúde. de solventes (tecnologia Produto inflamável. sendo para isso necessária a presença de pequena percentagem de solvente orgânico coalescedor (menos de 5% na tinta).weg. Tecnologia em crescimento. VANTAGENS Secagem rápida. rolos e pistolas a ar e sem ar) são de uso mais restrito. onde este constituinte é responsável pela dispersão. DESVANTAGENS Secagem lenta. acrílicas e epoxídicas. Apresentam como mecanismo básico de secagem a coalescência. A emissão de solventes orgânicos é mínima.net .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Atualmente têm sido produzidas com bons resultados as tintas hidrossolúveis alquídicas. sem odor. Produto tradicional conhecida). não tóxico. em face da alta viscosidade. o caráter ecológico do revestimento. outras resinas serão usadas na formulação de tais tintas. Maior cuidado quanto preparação de superfícies. Custo inferior (comparado com tintas hidrossolúveis). quanto à saúde dos operadores. necessidade de uma estufa p/acelerar processo de secagem.270-000 – Guaramirim . isto é. Em conseqüência. certamente em breve. Diminui riscos tanto ao patrimônio da empresa. entretanto.Tintas Hidrossolúveis: são na verdade tintas emulsionadas em água. Tinta Hidrossolúvel COMPARATIVO ENTRE TINTAS BASE SOLVENTE E TINTAS HIDROSSOLÚVEIS A grande vantagem de se ter a água como solvente de uma tinta é. surgem às tintas em pó. sem os perigos de formação de misturas explosivas ou danosas ao homem. evidentemente. É importante ressaltar a forte tendência em se utilizar cada vez mais as tintas solúveis em água. e acarreta poucos riscos para o aplicador ou usuário. . justamente pela dificuldade de aplicação.

Os bronzes em pó têm uso na obtenção de cores púrpuras. Pigmentos metálicos: o mais importante é o alumínio. Existem dois tipos de pigmentos alumínio: Leafing (auto brilho metálico) e Não Leafing (Baixo brilho metálico).A. Outros pigmentos brancos de menor importância são: o óxido de zinco e o litopônio (30% de sulfato de zinco e 70% de sulfato de bário).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Pigmentos amarelos: amarelo hansa. com objetivo tintorial. Pigmentos laranjas: laranja de cromo (cromato básico de chumbo). que é responsável pelo aspecto metálico das tintas de acabamento. encorpar a película ou conferir propriedades anticorrosivas. Os pigmentos brancos são todos de natureza inorgânica. vermelho para-red (para-nitroanilina e p-naftol). porém podem ser usados como cargas e como anticorrosivos. c) A ação: em ativos e inertes. Eles se caracterizam por ser de baixa densidade. sendo o rutilo de maior opacidade e resistência a luz. vermelho de molibdênio (molibdato de chumbo). .3 PIGMENTOS Os pigmentos são substâncias em geral pulverulentas adicionadas à tinta para dar cor.CARGAS Estes pigmentos são também denominados reforçantes e encorpantes. que diferem em sua forma cristalina. anticorrosivos e especiais. verdes de cromo (azul da Prússia e amarelo de cromo). possuir alto brilho e fraca resistência química e a ação de raios ultravioleta do sol. 1) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A NATUREZA Pigmentos orgânicos: os pigmentos orgânicos são utilizados principalmente para dar opacidade e cor. vermelho naftóis e vermelho cinquásia (vermelho quinacidrona). Pigmentos pretos: óxido de ferro (Fe3O4).4. Os principais pigmentos deste tipo são: Pigmentos brancos: o mais importante é o dióxido de titânio (TiO2). dentre outros. amarelo de cádmio. vermelho de cádmio. O aspecto final da película pode ser liso ou texturizado. pretos de carbono (negro de fumo) e grafite. mas de menor brancura que o anatásio. podendo ser classificados de acordo com: a) A natureza: em orgânicos e inorgânicos. epóxi-poliéster (Híbridas) e poliéster. ou seja. amarelo de zinco.Os sistemas mais comuns são: o epóxi.270-000 – Guaramirim . possuir menos brilho e maior resistência química e a ação de raios ultravioletas. Pigmentos inorgânicos: os pigmentos inorgânicos são utilizados também com o objetivo tintorial. Eles são adicionados às tintas para cobrir o substrato. Pigmentos verdes: verdes de ftalocianina (azul de ftalocianina clorado). Pigmentos violetas: violeta cinquásia. laranja molibdato.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. b) A finalidade: em tintoriais. amarelo de cromo. sendo considerado uma matéria-prima básica na formulação de tintas. laranja bezendina e laranja dinitronilina. não possuem bom poder de cobertura. PIGMENTOS . vermelho toluidina. Eles se caracterizam por ser de maior densidade que os primeiros. utilizadas em objetos decorativos. Pigmentos azuis: azuis de ftalocianina. Existem duas variedades: o rutilo e o anatásio. cargas. Pigmentos vermelhos: óxido de ferro (Fe2O3). 8. 54 WEG Indústrias S. azul da Prússia e azul ultramarino. azul molibdato.net .weg. Os dois primeiros para ambientes abrigados do sol e o último para exterior. quase não 2) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A FINALIDADE TINTORIAIS São os pigmentos utilizados para dar opacidade e cor. óxido de cromo verde e verde molibdato.

Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg. são citadas como galvanização a frio. A barita possui elevada resistência química a ácidos. pela formação de um precipitado sobre as áreas anódicas das células de corrosão. porém pelo elevado peso especifico. O emprego destes pigmentos pode ser sintetizado em dois aspectos principais: como recurso para aumentar o teor de sólidos nas tintas de alta espessura. PRINCIPAIS TIPOS DE CARGAS Carbonatos: os mais importantes são os carbonatos de cálcio (calcita) e o carbono de cálcio e magnésio (dolomita). que possui excelente ação inibidora. conferindolhes propriedades especiais.A. álcalis e ação do intemperismo. Este pigmento vem sendo progressivamente utilizado em substituição ao zarcão. sendo translúcidos quando incorporados à maioria dos formadores de filme. 4Zn(OH)2). b) Cromato básico de zinco ou tetroxicromato de zinco: constituído de cromato básico de zinco (ZnCrO4 .270-000 – Guaramirim . d) Óxido de Ferro. tais como imersão em produtos químicos. PIGMENTOS ESPECIAIS Estes pigmentos são utilizados finalidades específicas. produtos de petróleo. mas possui boa ação inibidora. É um pigmento de coloração amarela. atmosferas altamente agressivas (especialmente atmosferas marinha) e temperaturas elevadas. O pigmento de zinco não tem a sua importância ligada a cor e sim a proteção anticorrosiva. promovem tendência ao esfacelamento das películas de tinta. como recurso econômico. formada pela deposição dos organismos marinhos em antigas eras geológicas.interferem na tonalidade. c) Fosfato de zinco: é constituído de fosfato de zinco Zn3 (PO4)2. Estes pigmentos desempenham importante papel na formulação das tintas.2H2O. tais como: com 55 WEG Indústrias S. diminuindo a intensidade das pilhas de corrosão. PIGMENTOS . obtendo-se assim uma tinta mais barata. Estes pigmentos têm fraquíssima resistência a meios ácidos e. o ortosilicato de alumínio e potássio (mica) e o silicato de magnésio fibroso (amianto). Possuem maior resistência química frente a ácidos. regulando o brilho e a consistência. reforçando a película. devido ao seu baixo poder de refração. em alguns trabalhos. promovendo inibição anódica.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. um pouco menos solúvel que o cromato de zinco. quando usados em exteriores. substituindo parte do pigmento anticorrosivo (ativo) e parte da resina. que é uma sílica amorfa. O zinco metálico é o pigmento amplamente usado em tintas de fundo altamente pigmentadas. Podem ser de dois tipos: 1) Pigmentos inibidores: são adicionados nas tintas de fundo.net . o silicato de alumínio hidratado (caolim). 2) Pigmentos protetores: são pigmentos metálicos presentes na tinta de fundo que promovem proteção catódica galvânica. nas massas e nas tintas foscas. tende a sedimentar com facilidade durante o armazenamento da tinta. por possuir propriedades anticorrosivas similares e menor toxidade. Silicatos: os mais importantes são o silicato de magnésio hidratado (talco). Sílicas: a mais importante é a sílica diatomácea. Sulfatos: os mais importantes são o sulfato de bário (barita) e o sulfato de cálcio (gesso). .ANTICORROSIVOS Estes pigmentos se caracterizam por conferir propriedades anticorrosivas à película de tinta. Estas tintas são utilizadas em condições severas. especialmente a de fundo. Os mais importantes são: a) Cromato de zinco: é constituído de cromato de zinco e potássio e é um pigmento amarelo esverdeado de excelente ação inibidora. As tintas deste tipo são chamadas tintas ricas em zinco e.

Estes reduzem o tempo de secagem de tintas. portanto. os anticorrosivos e os especiais. ou seja.270-000 – Guaramirim . entretanto. com retorno a viscosidade original. A ação destas tintas se dá pelo auto polimento do filme e pela migração dos biocidas utilizados evitando a incrustação. mariscos. Os tensoativos atuam também como dispersantes e facilitam tanto na fabricação. Após a aplicação. tais como cracas. dentre outras. 3) CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A AÇÃO Ativos: são os pigmentos que têm uma ação bem definida dentro da tinta e. Antipeles ou antinatas: são aditivos que evitam a formação de uma pele ou uma nata na parte superior da lata. São eles os pigmentos tintoriais. Eles são constituídos pelos pigmentos reforçantes e encorpantes. durante a armazenagem da tinta. são muito usados em tintas de fundo. etc. caso ocorra pequena sedimentação.A. Aditivos espessantes. Pode-se. formular uma 56 WEG Indústrias S. Para tintas de alta espessura consegue-se com agitação. que interferem na tensão superficial das tintas. Aditivos tensoativos ou umectantes: os aditivos tensoativos são aqueles que aumentam a molhabilidade do pigmento.4.net . quanto na aplicação da tinta. de modo a evitar a incrustação de organismos. tinta sem tais componentes. como o caso das micas e do alumínio lamelar. Fluorescentes e fosforescentes: são utilizados em tintas de sinalização e demarcação para ressaltar a ação da luz em faixas de demarcação. retardando a sedimentação. Antiincrustante (anti-fouling): são adicionadas as tintas de uso marinho. São utilizados em tintas muito duras para evitar o fendilhamento ou gretamento e melhorar a aderência. diminuir a viscosidade. placas.4 ADITIVOS Os aditivos são constituintes que aparecem de acordo com a conveniência do formulador da tinta. Aditivos nivelantes: são aditivos constituídos de produtos tensoativos. 8. Os antisedimentantes produzem um gel coloidal que diminui a tendência à sedimentação e. Inertes: são os pigmentos que pouco ou quase nada influem na cor. portanto. Os óxidos de ferro que protegem também por barreira.Impermeabilizantes: são adicionados em tintas de fundo e de acabamento para aumentar a proteção por barreira. bóias. corais. evitam que seja um sedimento duro e compacto.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . influem decisivamente na formulação. São aditivos denominados antioxidantes dos veículos e devem ser suficientemente voláteis para não retardar a secagem após a aplicação da tinta. Os componentes tradicionalmente usados são de cobre (óxido cuproso – Cu2O). Os principais aditivos usados em tintas são: Plastificantes: são aditivos que visam dar a película maior flexibilidade. geleificantes ou tixotrópicos: são aditivos com a finalidade de dar a tinta consistência adequada para aplicação em superfícies verticais. por exemplo. carbonatos de chumbo ou de bismuto. Eles são necessários. não se tem escorrimento. nas tintas que secam por oxidação de óleos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Secantes: são aditivos que atuam como catalisador da secagem. para ajustar uma determinada formulação quantos às características e propriedades desejadas. melhorando o espalhamento e evitando o aparecimento de marcas deixadas pelas cerdas de pinceis e trinchas. com objetivo de melhorar certas características ou propriedades da mesma. ostras e algas.weg. pelas chamadas cargas. Perolados: são adicionados para dar um tom acetinado as tintas de acabamento. para cascos de embarcações. na proteção anticorrosiva e nas propriedades básicas da tinta.

asfaltos. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. borrachas cloradas. Também. que dependerá. Os mecanismos de formação da película de tintas mais importantes são: Evaporação do solvente: este mecanismo está presente praticamente em todas as tintas de uso industrial. Mesmo naquelas que usam outros mecanismos. bolhas ou crateras na película seca de tinta. de forma a apresentar uma película continua. O mecanismo consiste na oxidação dos óleos secativos (óleos vegetais).Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Resistência à abrasão: consiste na resistência ao desgaste provocado pela ação mecânica do meio.270-000 – Guaramirim . após secagem e/ou cura. que é seu estado final. há uma série de características gerais que ela poderá apresentar em maior ou menor grau. Polimerização: este mecanismo está presente nas principais famílias de tintas de alto desempenho e alto poder impermeabilizante. podemos citar: óleos secativos. alquídicas. as quais. etc. como sais. A evaporação do solvente pode introduzir poros. pelas forças de atração de natureza molecular. bolhas. de cor e de espessura. Adesão ao substrato: consiste na perfeita e permanente aderência à superfície a ser protegida. podem-se citar: acrílicas. Como exemplos de tinta que utilizam este mecanismo. A aderência ao substrato é obtida em maior grau pela ancoragem mecânica de tinta nas irregularidades da superfície e. em parte. vinílicas. Além das características fundamentais. ésteres de epóxi. que são mandatórias em qualquer película de tinta. trincas etc. em que este é o único mecanismo presente. a evaporação dos solventes contribui na formação da película. Resistência ao intemperismo: capacidade da película de resistir à ação dos agentes naturais. formando uma película sólida pela entrada de oxigênio na molécula dos óleos. que evapora após a aplicação. chuvas e ventos.A. com reduzida perda de brilho. a penetração de água através da película.net .8. levando a uma diminuição da sua impermeabilidade e conseqüente diminuição da proteção anticorrosiva por barreira. etc. entre outros fatores da permeabilidade e da sua aderência. para a película seca. No entanto. São substâncias já polimerizadas ou que possuem características filmógenas. para efeito de aplicação são dissolvidas em um solvente. estirenoacrilatos. alcatrões de hulha. podendo ser melhoradas quanto a aceleração no tempo de secagem. devido ao contato com o ar após a aplicação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. crateras. Oxidação de óleos: Este mecanismo esta presente nas tintas a óleo e óleo modificadas. conforme aplicada. havendo então a formação da película na superfície que se quer proteger. Neste mecanismo podem-se destacar dois tipos de polimerização: 57 WEG Indústrias S. 8. As tintas a base de óleo modificadas normalmente são de secagem lenta. fenólicas modificadas com óleo. isenta de falhas como poros.5 CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS E GERAIS DA PELÍCULA A película de tinta deve apresentar as seguintes características fundamentais: Coesão: consiste na coesão entre os diversos constituintes do revestimento. Resistência química: consiste na capacidade da película de resistir ao ataque dos agentes químicos existentes no meio corrosivo. existem várias famílias de tintas. dentre as quais se pode destacar: Absorção e transferência de umidade: resistência a penetração de água nas moléculas ou por entre as moléculas. .6 MECANISMO DE FORMAÇÃO DA PELÍCULA DA TINTA Entende-se por mecanismos de formação a passagem da película úmida.weg.

Como exemplo: Tintas epóxi e poliuretanas. Como exemplo de tintas que apresentam este mecanismo. etc. Consiste na reunião das partículas dispersas após a evaporação da água sob a ação do solvente coalescedor. as acrílicas e as industriais com veículos alquídicos. epóxi. acrílicos.) e pela baixa densidade destes metais em comparação ao zinco. No entanto. fenólicas e epóxi-fenólicas b) Polimerização de condensação: ocorre nas resinas em que se usa um semipolímero como um dos reagentes e um agente de cura que. Proteção por pigmentos inibidores: este mecanismo é encontrado nas películas de pintura aplicadas como tinta de fundo (primer). que contem determinados pigmentos inibidores. apenas as ricas em zinco têm se mostrado satisfatórias.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. o que dificulta a formação de película altamente pigmentada. a quantidade mínima de zinco é de 85%. 58 WEG Indústrias S. dão início ao processo de polimerização. quando o veículo é o silicato de etila. Por exemplo. baixa solubilidade. Como exemplo: alquídica-melamínicas. podemos citar as arquitetônicas com veículos vinílicos de acetato de vinila. em termos práticos. que contem elevados teores de pigmentos anódicos. Com a evaporação deste forma-se uma película sólida e resistente à própria água. . sendo o mecanismo fundamental nas tintas de acabamento. não se polimerizam. havendo necessidade de uma energia térmica de ativação.270-000 – Guaramirim .a) Polimerização térmica: ocorre nas resinas que. tais como: cromato de zinco.7 MECANISMO PELÍCULA DE PROTEÇÃO DA Os mecanismos básicos de proteção da película de tinta são: Proteção por barreira: Presente em praticamente todas as películas de tinta. nas tintas a base de zinco. O mecanismo de proteção por barreira atua procurando impedir o contato entre o meio corrosivo e a superfície que se quer proteger. tão logo misturados. se o veículo é uma resina epóxi. As tintas que apresentam este mecanismo possuem teor de 75 a 85% em peso de pigmento metálico na película seca. Coalescência: ocorre nas tintas hidrossolúveis usadas na pintura industrial e na pintura arquitetônica. permitida a formação da pilha eletroquímica. ou seja. ao passo que. Proteção catódica por pigmentos metálicos anódicos: este mecanismo é encontrado nas películas de tinta aplicadas como tinta de fundo (primer).A. 8. em relação à superfície metálica que se quer proteger contra a corrosão. a quantidade mínima de zinco é de 75% na película seca. Teoricamente. etc. tintas ricas em magnésio e alumínio poderiam apresentar de forma eficiente este mecanismo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. dentre outros. Nas tintas que atuam pelo mecanismo de proteção catódica. destacando-se entre elas as tintas ricas em zinco. provavelmente pelas características desfavoráveis dos produtos de corrosão daqueles metais (alta resistividade elétrica. fosfato de zinco. o teor de pigmentos metálicos tem que ser de tal ordem que impeça que o veículo dificulte a continuidade elétrica entre as partículas do pigmento responsável pela proteção catódica.net . Isto é devido a maior resistividade elétrica apresentada pelo epóxi em relação ao silicato de etila. na temperatura ambiente.

1 CONCEITO DE PINTURA INDUSTRIAL O termo genérico pintura pode ser estendido a três ramos da atividade humana: a) Pintura artística.9. aderente. Sistema de pintura ou especificação de pintura menciona além do conjunto de tintas. portanto. sendo também empregado com excelentes resultados em estruturas submersas (casco de embarcações) e ainda em alguns situações para estruturas enterradas. chama-se também de pintura a tinta já aplicada. etc. cabines de aplicação e estufas. Esta pintura é.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. c) Pintura industrial. Diminuição da rugosidade. colorido . graxas. primer e acabamento. uma preparação da superfície. em maior ou menor grau. A pintura artística é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de expressar uma arte. tais como cabines de jateamento abrasivo ou banhos de soluções químicas. Apresenta. pistolas ou outros equipamentos para a aplicação das tintas. 9. para que haja um perfeito contato entre a tinta de fundo e a superfície que esta sendo protegida. Impermeabilização. outras finalidades complementares. murais. por exemplo: preparo da superfície com remoção de óleos. FUNDAMENTOS INDUSTRIAL RAMOS DA PINTURA DA PINTURA jateamento abrasivo. exercida pelos artistas. com espessuras inferiores a 1 mm. A pintura arquitetônica é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de tornar agradáveis os ambientes. É usada na construção civil e. tais como: § § § § § § § § Estética: torna a apresentação agradável. pastosa ou sólida (forma de pó) que ao secar ou após o processo de cura. geralmente liquida.net . painéis. um maior detalhamento.weg. Podem ser aplicados em instalações industriais e portuárias. A pintura industrial é aquela cuja finalidade principal é a proteção anticorrosiva. embarcações e estruturas metálicas diversas. Identificação promocional. . porém. que usam na execução de quadros. No que diz respeito a desempenho e custo. 9.obliterante. Permitir maior ou menos absorção de calor. Pintura é a hábil técnica de se aplicar tintas. Tipos de Pintura Industrial Pintura industrial de fabricação em série: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações fixas. Auxílio na segurança industrial. visa fundamentalmente o embelezamento das superfícies revestidas. São pinturas realizadas pela interposição de uma película de tinta capaz de formar uma película sólida após a secagem ou cura. Atuam como barreira entre o meio corrosivo e o material metálico que se quer proteger. A limpeza da superfície é uma fase de grande importância porque as tintas sempre exigem. Pintura industrial de campo: é aquela cuja aplicação das tintas é feita por meio de instalações móveis. forma um filme duro. Facilitar a identificação de fluídos em tubulações ou reservatórios. não obstante possa ter também finalidade protetora. para limpeza e condicionamento de superfície.2 CONCEITOS TERMINOLOGIA BÁSICOS / Tinta é uma composição pigmentada. gorduras e principalmente produtos de corrosão (óxidos).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. b) Pintura arquitetônica. Impedir a aderência de vida marinha no casco das embarcações e bóias. a pintura é o método de controle de corrosão praticamente absoluto para estruturas aéreas.A. Esquema de tinta ou de pintura refere-se simplesmente ao conjunto de tintas específicas para um determinado fim. por exemplo.270-000 – Guaramirim . tais como máquinas para 59 WEG Indústrias S.

Aço galvanizado. o teor de pigmento deve ser alto. Em condições adversas.net . Nota: Mencionar observações quando necessário. a preparação da superfície objetiva criar um perfil de rugosidade. externo. perfil de rugosidade. 2) Numero de demãos de tinta. As tintas de baixo PVC reflete praticamente todo feixe de luz incidente. Alumínio. Manual.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e periodicamente sofram uma manutenção. para que os pigmentos inibidores de corrosão tenham sua ação mais edificante. grau de limpeza. por isso a superfície aparenta o brilho da fonte de luz. que pode ser desde um simples retoque até substituição de toda tinta velha por outra nova. 8) Tipo de equipamento de pintura? Pistola. chega a uma vida útil de 5 anos ou mais. As tintas de manutenção são formuladas para permitirem que as estruturas e equipamentos permaneçam por grandes períodos sem corrosão. 6) Tempos de secagem. 3) Intervalo de repintura entre demãos mínimo e máximo.3 ESQUEMAS DE PINTURA 1) Preparo de superfície. mais impermeáveis. Aço galvanizado a fogo. . Alguns fatores devem ser considerados: 1) Qual a superfície a ser pintada? Aço carbono. em condições favoráveis. Pincel. ou seja. Mecânico. 7) Esquema de tintas. Quando se trata de tintas de fundo anticorrosivas. Quanto maior o teor de pigmento. 2) Tipo de ambiente de exposição? Rural. “Critical Pigment Volume Content”.270-000 – Guaramirim .weg. ou seja: “Pigment Volume Content”. mais permeável é a tinta e maior é a tendência à formação de ferrugem no aço. As tintas de acabamento devem ser formuladas com “PVC” próximo ao “CPVC” – teor crítico de pigmento em volume. Tintas com baixo teor de pigmento são mais brilhante. Marítimo. 60 WEG Indústrias S. O teor de pigmento em volume é referido pelos fabricantes de tintas como sendo o PVC. 3) Ambiente de instalação? Interno. e o brilho da fonte de luz chegue fraco à vista do observador. 5) Diluente e diluição. espessura de película seca e úmida para cada tinta. 9) Tipo de tinta e relação de mistura. Industrial. Combinações. capaz de facilitar a adesão mecânica da tinta. É o caso das tintas “ricas” em zinco.A. 8) Pot Life da tinta. As tintas de alto PVC apresentam inúmeras partículas dos pigmentos sobressaindo na superfície. As pinturas podem ter um desempenho que. Tudo vai depender do meio ambiente e do esquema de pintura empregado. Concreto. o que faz com que o feixe de luz incidente seja refletido em várias direções. Itens compostos no detalhamento do sistema de pintura: INFLUÊNCIA DO TEOR DE PIGMENTO O teor de pigmento pode interferir em diversas propriedades das tintas. Urbano. Por outro lado. sobre a qual a tinta foi aplicada. 9.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a mesma pintura poderia durar cerca de 1 ou 2 anos. 10) Rendimento teórico (com e sem % de Perdas). Rolo. 6) Regime de operação? Contínua ou Intermitente 7) Possibilidade de que tipo de tratamento? Jateamento. mais flexíveis e menos porosas. 4) Método de aplicação.Além disso. as tintas com alto teor de pigmento são mais foscas e mais permeáveis. 4) Contato com produtos químicos? Presença de vapores tóxicos Imersão em liquido (Tipo) Estrutura sujeita a derrames ou respingos 5) Temperatura de operação? Ambiente Quente ou Frio.

Deve-se procurar padronizar as cores usadas. Cor branca: para tanques de armazenamento de petróleo e derivados leves. 4) Amarelo: pintura de passadiços. 3) Branco e branco com faixas pretas: para demarcação de tráfego. extintores. Os principais usos das cores são: 1) Vermelho: para indicação de equipamentos de segurança de um modo geral. vasos de pressão. As cores mais freqüentemente usadas com o objetivo de identificação são: Cor alumínio: para tanques de armazenamento.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . escadas e outras áreas onde se deve ter cuidados especiais e uma boa visibilidade. São produtos mais baratos comparados com a tinta de fundo. 7) Azul: indica precaução. tubulações de água e fluidos de combate ao incêndio. 61 WEG Indústrias S. reatores. Fundo ou fundo acabamento (dupla função). 8) Púrpura: indica radiação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. c) Tintas de Acabamento: São responsáveis por proteger o sistema contra o meio ambiente e dar a cor desejada. 2) Verde: para equipamentos de proteção pessoal. podem ou não conter pigmentos inibidores de corrosão. ASPECTO DE IDENTIFICAÇÃO As tintas são usadas como mencionado anteriormente para dar cor aos equipamentos e instalações industriais. por exemplo. b) Tintas Intermediárias: Oferecem espessura ao sistema. como.4 CORES NA PINTURA INDUSTRIAL ASPECTOS PSICOLÓGICOS ESTÉTICOS E Na pintura industrial procura-se aplicar esquemas capazes de proteger adequadamente contra a corrosão. permutadores de calor. 5) Amarelo com faixas pretas: áreas perigosas. Ao se pintar.net . equipamentos de injeção de espuma.270-000 – Guaramirim . Auxiliam na proteção. 6) Alaranjado: área onde se deve estar alerta. próximo a equipamentos em reparos.A. instalações de hidrocarbonetos 9. por exemplo: veículos de combate a incêndio. estruturas metálicas em geral. visando a reduzir o número de tintas. etc. procura-se também dar um aspecto agradável e esteticamente favorável aos equipamentos e instalações. mas não se deve esquecer dos aspectos estéticos e psicológicos envolvidos. tubulações (executando-se as utilidades).Num esquema de Pintura as Tintas podem ser classificadas em: a) Tinta de fundo: Responsáveis pela adesão do esquema ao substrato. ASPECTOS DE SEGURANÇA INDUSTRIAL As cores obtidas pela aplicação de tintas desempenham um importante papel na segurança industrial. entre outros. Conhecidas como TIE COAT.

Cor cinza-escuro: eletrodutos Cor verde: para tubulações de água. 2) Pré-mistura: consiste na formação de pasta do veículo e pigmento (dispersão). enquanto que as cores claras.weg. aditivos. de Cor vermelha: para tubulações e instalações de combate á incêndio.gasosos em especial o gás liquefeito de petróleo e vapor. as tintas podem ser fornecidas em tambores de 200 litros. Para execução destas operações. Este fato é extremamente importante na pintura de superfícies expostas ao sol. provoca menores perdas por evaporação que qualquer outra cor. Em grandes trabalhos de campo. moinhos para dispersão de pigmentos no veículo (moinhos de esferas de vidro ou zircônio. promovem grande absorção de calor. bem como superfícies externas que possam absorver calor e trazer inconvenientes ao interior. de modo a diminuir perdas por evaporação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 4) Completagem: consiste na adição e no ajuste dos constituintes. Desta forma. normalmente. Cor cinza-claro: vácuo. É ainda importante que se utilize pintura em branco nos tanques de armazenamento de petróleo e derivados claros. ASPECTOS RELATIVOS À MAIOR OU À MENOR ABSORÇÃO DE CALOR E ENERGIA RADIANTE A escolha das cores. especialmente solvente. que são mais econômicos. Cor azul: para tubulações de ar comprimido. os de rolo são muito utilizados). principalmente o branco. a utilização de cores claras é muito importante na obtenção de maior luminosidade e maior conforto nos ambientes industriais.net . 10. mesmo quando suja. em especial o preto. PROCESSOS DE FABRICAÇÃO As fábricas de tintas recebem. seja por problemas de perda de energia. 5) Acertos finais: consiste na adição de aditivos. 62 WEG Indústrias S. Cor preta: para combustível de viscosidade (óleo combustível). até a proporção desejada. podem também ser considerada em relação a maior ou menor absorção de calor. alta As fases de fabricação são as seguintes: 1) Pesagem das matérias-primas: acordo com a formulação. Para usos industriais utilizam-se baldes de 5 galões (18 litros) ou embalagens de 20 litros. acertos de cores e outros necessários para definição do produto final. provocam pouca absorção. As tintas são embaladas em recipientes de um galão (3. Em relação à temperatura ambiente. constituída de tanques de armazenagem de matériasprimas. as matérias-primas (veículos.270-000 – Guaramirim . seja por questão de conforto. tanques de mistura.A. tanques de completagem e ajustes finais e unidade de enlatamento e embalagem. solventes. em geral. A pintura em branco. as cores escuras. .6 litros) ou fração ou ainda tamanhos correspondentes em litros. 3) Moagem: consiste na passagem da prémistura em moinhos para a moagem dos pigmentos. pigmentos) em condições de efetuar as misturas de acordo com a formulação desejada. uma fábrica de tintas é.

com tratamento de superfície por desengraxamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.1 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. Alquídico Cores 120 35 35 10 - 5 24 Alquídico 1024 Nota: Diluição 20 %. óxido Cores 105 35 40 11. tipo de aplicação. A durabilidade de todo sistema de pintura.µm Úmida Seca NVV % Rend. Abaixo apresentamos alguns modelos de sistemas de pintura de acordo com o tipo de peça. lixamento ou limpeza seguida de jateamento Sa 2½. controle das condições climáticas durante a aplicação e cura.A. Máx Diluente 01 Fundo acab. aplicação das tintas. ambiente de exposição: 11. poderá haver fabricantes alternativos e por sua vez estes apresentarem desempenho de durabilidade diferente. deve ser considerado o tipo de substrato. e quando a temperatura estiver abaixo de 10°C ou acima de 40°C.4 - 5 24 Alquídico 1024 Alquídico 1024 01 Esmalte Sintético 105 35 40 11.Santa Catarina Fone +55 47 3276. Fundo + Acabamento. Fundo Acabamento. do tipo de equipamentos ser revestido e das condições ambientais.µm Úmida Seca NVV % Rend.net .1 abaixo). no momento da aplicação. Máx Diluente Br. 280 Km 50 .weg.Guaramirim .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. UMIDADE RELATIVA DO AR E TEMPERATURA: Deve ser evitada a aplicação dos produtos quando a umidade for superior a 85%. Plano técnico e Comercial: Data: Cliente: Substrato: Preparo de Superfície: Perfil de Rugosidade: Diluição: 20 % Espessura . forma de tratamento da superfície a ser adotado. ambiente de exposição e outros pontos relevantes (vide modelo no item 11. 63 WEG Indústrias S. Deve ser considerado que para um mesmo tipo de tinta. BOLETINS TÉCNICOS: Fazem integrante desta especificação. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Pode apresentar variações dependendo do método de aplicação escolhido. lixamento ou limpeza e após jateamento Sa 2½.5500 CEP 89270-000 Caixa Postal 33 Nº Demãos Produto Cor 01 Primer Alquídico Verm. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. controle das espessuras. .11.270-000 – Guaramirim . esta associado ao preparo correto de superfície. parte 11. com tratamento de superfície por desengraxamento.2 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano não agressivo. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. do perfil de rugosidade do substrato. PLANOS DE PINTURA Na elaboração de planos de pintura.4000 Fax +55 047 3276.4 - 5 24 RENDIMENTO: Rendimento prático calculado com 30% de perda.

6 8 12 30 dias 24 Epóxi 3005 Epóxi 3005 01 Acabamento Epóxi 102 40 47 10 8 4 Nota: Diluição 20 %. 64 WEG Indústrias S. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Máx Diluente 01 01 Primer PU Arom. Fundo + Acabamento.weg.µm Úmida Seca NVV % Rend. com tratamento de superfície por desengraxamento.A. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Máx Diluente 01 Primer acabam. com tratamento de superfície por desengraxamento.6 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano.µm Úmida Seca NVV % Rend. 11.4 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. 11. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Máx Diluente 01 GalWEG 717 Cinza 83 15 19 12.net . m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 11.6 4 5 24 Nota: Diluição 5 %. Fundo + Acabamento. Nº Demãos Produto Cor Espessura . com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.µm Úmida Seca NVV % Rend. Máx Diluente 01 Primer Epóxi Verm. PU Alifático Cinza Azul 105 100 35 35 35 37 10 10.µm Úmida Seca NVV % Rend. Fundo + Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos. epóxi Cinza 137 100 80 8 4 8 - Epóxi 3005 Nota: Diluição 10 %.5 – Pintura de chapas de aço galvanizadas ou alumínio para ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Óxido Cinza 95 50 63 12. Máx Diluente 01 Fundo Acab.7 8 6 - Epóxi 3005 PU 5001 01 Acab.7 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano.270-000 – Guaramirim . 11. Pu Alifático Azul 122 50 45 9 4 12 48 PU 5003 Nota: Diluição 10 %. . Fundo Acabamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. com exposição a intempéries e sem contato com produtos químicos.6 4 4 5 5 24 24 PU 5001 PU 5001 Nota: Diluição 5 %. Nº Demãos Produto Cor Espessura .3 – Pintura de aço carbono em ambiente urbano e indústrial sem contato com produtos químicos. Fundo Acabamento. Nº Demãos Produto Cor Espessura . com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. a temperatura ambiente. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Acab.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Pu alifático Cinza 100 35 37 10.11.

6 3 3 3 8 8 8 20 20 20 3002 3002 3002 Nota: Diluição 10 %. Nº Demãos Produto Cor Espessura . .2 6. Fundo + Intermediário + Acabamento. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Máx Diluente 01 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio 71 30 42 14 - 40’ 8 - 11.11 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e indústrial. Nº Demãos Produto Cor Espessura . Fundo + Intermediário + Acabamento. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Fundo + Intermediário + Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend.12 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água potável em ambiente urbano e indústrial. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.10 – Pintura interna de tanque de aço carbono para armazenamento de água industrial em ambiente urbano e industrial. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. 11.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.270-000 – Guaramirim . Máx Diluente Epóxi 01 01 01 Nota: Diluição 10 %. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½.µm Úmida Seca NVV % Rend. Máx Diluente 01 01 01 WEG Póxi N 2630 WEG Póxi N 2629 WEG Póxi N 2629 Verm.µm Úmida Seca NVV % Rend. trata-se de um mist coat (Aplicação bem diluída em fina camada).µm Úmida Seca NVV % Rend.5 16 12 12 48 24 24 Epóxi 3005 - Nota: Diluição do fundo 10 %.8 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano e indústrial.net .5 1.2 42 14 8 - 16 40’ 40’ 8 8 Etil 9001 - Nota: A 2ª demão. Nota: Diluição do fundo 20 %.11. Nº Demãos Produto Cor Espessura . m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín.2 6. Máx Diluente 01 01 01 Etil Silicato de Zinco N 1661 Alumínio Silicone 600ºC Alumínio Silicone 600ºC Cinza Alumínio Alumínio 166 24 71 75 10 30 54 42 42 7. Nº Demãos Produto Cor Espessura . 11.6 7.A.6 7. 11.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.9 – Pintura de chaminé de aço carbono em ambiente urbano.2 6 6 2 1.2 2 2 2 12 12 12 24 24 24 3005 3005 3005 65 WEG Indústrias S. com tratamento de superfície por desengraxamento e após jateamento Sa 2½. Máx Dias Diluente Epóxi 01 01 01 WEG Fenóxi WEG Fenóxi WEG Fenóxi Branco Cinza Branco 145 145 145 100 100 100 76 76 76 7. Fundo + Intermediário + Acabamento.µm Úmida Seca NVV % Rend. AE AE AE Branco Rosa Branco 177 177 177 150 150 150 93 93 93 6.weg. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Branco Branco 134 167 167 100 150 150 82 90 90 8. m2/L Pot Life (h) Repintura (h) Mín. Acabamento.

tinta.não.de. 6) A responsabilidade pelo controle da qualidade da aplicação é do aplicador.(%) = Massa.net . .volátil. § Método da Película: previsto na Norma ABNT. o da ISO 9000. 12. ou seja. os requisitos de qualidade de tinta a ser comprada.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. deve ser comprada de um fabricante preliminarmente qualificado. 4) Ao cliente compete ainda efetuar inspeção de recebimento de cada lote de recebido. 1) A qualidade da tinta é responsabilidade do fabricante. para que a qualidade prevista para o esquema de pintura seja efetivamente alcançada. o procedimento consiste em se tomar certa massa de tinta e colocá-la a secar no ar ou em estufa. 3) Deve ainda exigir que o fabricante apresente.A. Alguns deles podem ser realizados rotineiramente outros ocasionalmente. é importante que sejam claramente definidas as responsabilidades. a depender de sua complexidade. obtém-se o teor de sólidos por massa pela seguinte expressão: Matéria.2 NÃO-VOLÁTEIS EM (SÓLIDOS POR VOLUME) VOLUME Determina o teor de não voláteis em volume de matéria da tinta. 5) A contratação dos serviços de aplicação do esquema de pintura deve ser feita junto a empresas preliminarmente qualificadas.270-000 – Guaramirim . para cada lote de tinta fornecido. CONTROLE DE QUALIDADE RESPONSABILIDADE PELA QUALIDADE Qualquer que seja a decisão em termos de compra das tintas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. o volume de material que não se evapora após a secagem do solvente.3 ESTIMATIVA TINTAS DE CONSUMO DE Uma questão complexa é a estimativa da quantidade de tinta a ser usada. 7) O pessoal de aplicação e controle da qualidade deve ser preliminarmente avaliado em termos de capacitação técnica.residual .1 NÃO-VOLÁTEIS (SÓLIDOS POR MASSA) EM MASSA Determina em porcentagem. Esta parte nãovolátil é constituída pelo veículo. com isso. Os principais ensaios realizados no controle da qualidade iniciam no recebimento das matérias primas estendendo-se durante o processo de fabricação de tintas. um certificado de qualidade. até a retirada de amostras para análise a nível de laboratório. determina-se a massa e. Decorrido o tempo fixado no método e nas condições descritas. 12. que deve elaborar e implantar um sistema de qualidade que assegure que a aplicação seja feita em conformidade com os requisitos do cliente. particularmente quando da decisão de 66 WEG Indústrias S. dentre eles podemos citar: § Método de Disco: previsto na Norma ASTM D2697 e PETROBRÁS N1358.líquida 12.12. Durante a formulação de uma tinta todos os ensaios devem ser realizados. aquilo que permanece após a volatilização. ou seja. principalmente do solvente. como por exemplo. Para isto. × 100 Massa.weg. Em linhas gerais. Há vários métodos para a determinação do teor de não-voláteis em volume. através de uma norma técnica ou qualquer outra especificação. atestando a conformidade da mesma com seus requisitos. que pode abranger desde uma simples análise do certificado de qualidade da tinta. 2) O cliente deve definir. pelos pigmentos e aditivos não-voláteis. que disponha de um sistema de qualidade implantado na fábrica. a massa não-volátil da tinta.

o consumo de tinta. Ou seja. já que o solvente. A aplicação por trincha leva a perdas menores do que por pistola. caso queira o volume de galão deverá utilizar-se o fator 36 e assim por diante. A multiplicação pelo fator 10 é para encontrar o resultado expresso em m2/litro.3 m2/litro = m2/litro Rt = Rendimento teórico (m2/litro) 67 WEG Indústrias S. Aplicando a fórmula de rendimento. por volatilizar-se.comprar a tinta em separado da contratação dos serviços de aplicação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Para obter o rendimento teórico do produto a ser aplicado devemos utilizar a fórmula: Rt = SV × 10 EPS SV = Sólidos por volume (%) EPS = Espessura de película seca (µm) 10 = Fator Os sólidos por volume (NVV) são fornecidos no boletim técnico do produto ou no plano de pintura indicado. Um elevado perfil de rugosidade aumenta a superfície específica a ser pintada e.2 RENDIMENTO PRÁTICO (Considerando Perdas) – Rp Consiste em estimar as perdas considerando o processo de aplicação. A aplicação à pistola em locais com ventos fortes leva a um consumo de tinta exagerado. conseqüentemente. evitando a falta de tinta e transtornos na aplicação tais como: • Atraso na entrega • Ociosidade da mão de obra • Diferenças de cor de lote a lote • Atraso no pagamento • Dificuldade na compra de pouca tinta Rp = Rt – (% Perdas) Exemplo: Aplicação na pistola convencional SV = 45% EPS = 50 micra Rt = 9 m2/litro Perda estimada = 30 % Logo: Rp = 9 – (30%) = 6. § Estado inicial de oxidação da superfície a ser pintada.3.weg. não fica incorporado na película. § Condições ambientais. 12.A. para uma cada seca de 50 um teremos: 12.net . conseqüentemente. o rendimento teórico precisam estar claramente definidos na especificação que será usada para efeito de compra da tinta. § Método de aplicação. § Tipo de preparo da superfície. O rendimento teórico é uma propriedade que esta diretamente ligada ao percentual de sólidos por volume da tinta. o rendimento prático ou real variará em relação ao teórico em função dos seguintes fatores: § Volume de sólidos de tinta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Portanto. Entretanto. tal propriedade e. particularmente o perfil de rugosidade obtido.501 – 1 leva a um maior consumo de tinta.3. § Tipo de tinta usada. O grau de corrosão D da ISO 8. conhece-se o rendimento teórico (m2/Litro) de cada tinta a ser usada. . o que da origem à película é o volume de sólidos apresentado pela tinta aplicada.270-000 – Guaramirim .1 RENDIMENTO TEÓRICO = Rt (Ficha Técnica) O rendimento teórico da tinta não inclui no seu cálculo as perdas devidas ao método de aplicação. A partir da especificação usada na compra ou da folha de dados do fabricante. ás condições de aplicação e ao treinamento do pintor.

Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. È muito importante efetuar as medições de espessuras de película seca aplicada e suas variações. portanto. Rt = 45 x 10 = 9 m2/litro 50 Rp = 9 – (25%) = 6.6 Litros = 41..1 COMO CALCULAR A QUANTIDADE DE TINTA NECESSÁRIA PARA PINTURA Devemos levar em consideração: • Área a ser pintada (m2) • Sólidos por volume da tinta (%) • Espessura da película seca da tinta (µm) • Método de aplicação (Fator perdas) • Número de demãos Exemplo: Pintura de 1000 m2 de aço carbono com tinta epóxi na espessura de 50 micra. pois. Para o exemplo acima a quantidade de diluente necessária para 148. O sólidos por 12.15 litros de tinta. É importante lembrar sempre da quantidade necessária de diluente para efetuar a limpeza do equipamento de pintura e todos os seus acessórios envolvidos (espátula.).3 RENDIMENTO REAL Obtido ao efetuar o levantamento da metragem final pintada e comparação com o total de tinta consumido.4 CUSTO POR METRO QUADRADO DO PRODUTO Para se obter o custo teórico do produto a ser vendido tem que utilizar a fórmula: CLT + (CLS × (%)diluição) CMQ = RT Em que: CMQ = custo por metro quadrado CLT = Custo do litro de tinta CLS = Custo do litro do solvente RT = Rendimento da tinta Exemplo: Custo de 1 litro de tinta Custo de 1 litro de solvente % Diluição Portanto: Rendimento de 1 litro de tinta CMQ = 10. A espessura sobre os picos é que é importante em relação à performance. isto irá influenciar diretamente no consumo e valor de rendimento real da tinta no final da obra. tanque de pressão.A.75 = 148. Na aquisição das tintas geralmente ocorre o esquecimento de comprar o diluente. Porém o fabricante já tem associado que o mesmo deve ser enviado mediante informação do boletim técnico na proporção recomendada de diluição.15 Litros de tinta ou 148.96 R$/m2 5. (geralmente as embalagens são de 5 litros cada) ou de 06 galões. 12. 00 × 0.5 QUANTIDADE NECESSÁRIA DE DILUENTE R$ 10. Aplicar em 2 demãos.6 EFEITO DO PERFIL DE JATEAMENTO Quando o aço se torna rugoso através de jateamento abrasivo e depois pintado. 20) 12. Não está inclusa a quantidade de diluente para a limpeza dos equipamentos de pintura.3. .00 20% 5.00 R$ 2. um elcometer.. pode ser considerado que a tinta 68 WEG Indústrias S. Pode ser adquirido um diluente compatível mais barato para efetuar a limpeza e que não poderá ser usado na diluição para a pintura.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.3 m2 = 1. a espessura realmente medida é a mais próxima da média das medidas sobre picos e vales. 15 Galões de tintas.0 + ( 2. volume da tinta é de 45% e a aplicação será por pistola convencional com perda estimada em 25% e diluição de 20%.15 Litros / 3.12.75 m2/litro Quantidade de tinta necessária = 1000 / 6.3 Corresponde ao preço para se pintar um metro quadrado com este tipo de tinta. será: 29. pistola. 12. se a espessura do filme aplicado for medida através de um instrumento magnético.63 litros de diluente ou arredondando 30 litros.270-000 – Guaramirim . por exemplo (ou instrumento similar).weg.net .4.

obtida da seguinte forma: § Determina-se a massa do picnômetro vazio. preparar o cronômetro e dispará-lo no instante em que se tira o dedo do orifício.270-000 – Guaramirim . A operação consiste em tapar o furo com um dedo. Consiste em determinar-se o grau de dificuldade de uma haste girar no interior do frasco contendo tinta a 25ºC. Seu desligamento se faz quando o fluxo da tinta se interrompe. isto é.que não contribui para essa espessura é “perdida” no perfil do aço.A. desde o instante em que a tinta começa a fluir até o momento em que o fluxo se interrompe.weg. § Determina-se a massa específica que é dada pela diferença de massa entre o picnômetro cheio com o material a ser ensaiado e o picnômetro vazio. um dos viscosímetros mais utilizados é o Copo Ford de orifício de diâmetro 4. Consiste em um vaso de capacidade de 100 mL (mililitro) com fundo cônico e um orifício na parte inferior rigorosamente calibrada. é medido com um cronômetro e corresponde a viscosidade. Nos locais onde o aço for jateado por granalha esférica de aço e pintado com “primer” de montagem. § Determina-se a massa do picnômetro cheio.7 MASSA ESPECÍFICA A determinação da massa específica é feita a temperatura de 25ºC. dividindo-se o valor por 100. Experiências de laboratório têm mostrado que a “perda” na espessura de película seca equivalente à metade do perfil de jateamento é usual. particularmente com granalha grossa. que mede o grau de consistência da tinta em unidade Krebs (KU). A viscosidade Ford é uma medida principal das condições reológicas da tinta. com um volume conhecido de tinta (o volume do picnômetro pode ser previamente determinado com água destilada). A rugosidade da superfície produzida por jateamento e daí a extensão das “perdas de tinta” é proporcional à dimensão do abrasivo usado. a influência é pequena.8 VISCOSIDADE Para boa parte das tintas convencionais. em um 69 WEG Indústrias S. A viscosidade é o tempo. utilizando-se de um picnômetro de alumínio ou latão de volume conhecido. encontrando assim a massa específica expressa em g/cm3. em segundos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . Na parte superior o viscosímetro possui uma calha para receber o excesso de tinta. mas quando for feito jateamento na ocasião da pintura. que a tinta leva para escorrer do viscosímetro à temperatura de 25ºC.• 12. 12.net .9 CONSISTÊNCIA Outro tipo de viscosímetro muito empregado para tintas é o viscosímetro Stormer. então o acréscimo necessário para a “tinta perdida no perfil” é considerável. encher o viscosímetro completamente até que escorra um excesso para a calha. das suas condições de escoamento e de aplicação. 12. As “perdas” tabuladas de espessura do filme seco não são relacionadas com as rugosidades mais relevantes e a probabilidade de serem encontradas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. O tempo de escoamento. 6 e 8 mm onde o Nº 4 é considerado padrão.

12. o que permite a medida de uma vasta gama de viscosidades. Secagem ao Toque: É o tempo necessário para que o filme de tinta não fique aderido na ponta do dedo (limpo e desengordurado) ao se efetuar um leve toque superficial na película. Para veículos incolores.270-000 – Guaramirim .A. Apertar a película de tinta com o polegar (limpo e desengordurado).SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. da seguinte forma: 12. Passar levemente uma flanela ou estopa no local. em unidades de minutos ou horas. A medida de viscosidade consiste em encher o tubo de medida padrão com o líquido em teste.11 TEMPOS DE SECAGEM O tempo de secagem esta relacionada com a espessura da camada aplicada. É o tempo necessário para Viscosímetro Stormer Viscosímetro Brookfield 12. Exprime-se a viscosidade em letras Gardner.10 ESTABILIDADE / SEDIMENTAÇÃO O ensaio consiste em determinar a viscosidade de tinta. tais como. em lata hermeticamente fechada e determinar a viscosidade após resfriamento. O filme deve ficar seco o suficiente para não marcar a impressão digital. classificadas de A-5 até Z-10.net . fazendo-se medições de viscosidade de um mesmo produto. em baixa e alta rotação. resinas e vernizes. Por outro lado. . Não há uma correlação exata entre as viscosidades “Ford” e Krebs. exercendo o máximo de força com o braço sobre o filme. Medida efetuada geralmente logo após a aplicação da tinta passando-se rapidamente a ponta do dedo (limpo e desengordurado) sobre o filme de tinta e verificando o momento em que não mais ocorre a marcação superficial no filme. para eliminar possíveis impressões digitais que podem confundir as avaliações. estar isento de pegajosidade ou “teic”. enrugamento ou outra evidência de distorção. desprendimento. A medida da consistência é dada em unidades Krebs (KU) e é constantemente chamada também de viscosidade. Secagem ao Manuseio: Colocar o painel de teste em posição horizontal. Outro viscosímetro que mede consistência em diversas rotações é o viscosímetro “Brookfield”. desplacamento. É determinado com diversas finalidades e especificado para as tintas.1 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: INDÚSTRIA Secagem ao Pó: É o tempo necessário para que o filme de tinta não absorva as partículas de pó presentes no ambiente. igualar a temperatura com os demais tubos com líquidos padrões e verificar qual dos tubos com líquido padrão tem viscosidade de deslocamento da bolha de ar igual a da amostra de teste. 70 WEG Indústrias S. e ao mesmo tempo girar o dedo polegar no plano da película em um ângulo de 90º.weg.viscosímetro denominado viscosímetro Stormer.11. Este ensaio mede na verdade a possível instabilidade observada na tinta e que pode resultar inclusive em sedimentação. Nota: A película será considerada seca “ao manuseio” quando não houver nenhuma alteração na superfície. numa altura tal que quando o polegar é colocado sobre a película o braço do operador fique em linha vertical à superfície da placa. tem-se o seu índice de tixotropia. geralmente emprega-se o viscosímetro “Gardner” que consiste num conjunto de tubos de medidas padrões. submetê-lo ao calor de uma estufa geralmente na temperatura de 60ºC. Ele é muito versátil possuindo diversos tipos de palhetas e cilindros.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. contendo líquidos com viscosidades certas.

.11. fixadas numa moldura e unidas uma a outra.net . O poder de cobertura é especialmente importante nas tintas de acabamento. um intervalo para repintura.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.12 PODER DE COBERTURA Consiste em se verificar a capacidade do pigmento em ocultar o substrato ou tintas de fundo. para permitir a aplicação da demão subseqüente sem prejudicar a anterior. uma branca e outra preta. e é fator preponderante na determinação da espessura da película para recobrir o substrato ou demãos anteriores. Quando houver a remoção da película. A película é considerada seca ao manuseio quando não houver nenhuma alteração na superfície do filme avaliado. portanto. 12. Completamente Endurecida (Total): Pressionar a unha do polegar contra a película. a peça ou o equipamento pode ser manuseado.270-000 – Guaramirim .2 DETERMINAÇÃO DE SECAGEM: MANUTENÇÃO Secagem livre da pegajosidade ou ao toque: Tocar levemente a película de tinta com a ponta do dedo. 002 “chamado de placa 2 e 0. O poder de cobertura depende da qualidade do pigmento e de seu teor na tinta e grau de dispersão. Exercer a máxima pressão sobre o dedo e o filme. Na extremidade direita de cada lâmina temos uma escala milimétrica gravada.weg. Para sua determinação usamos um aparelho denominado “Criptômetro de Pfund” que é composto de duas lâminas. O mínimo. ao mesmo tempo. que têm um mínimo e um máximo. Neste momento. para que não se tenha a superfície excessivamente lisa (vítrea) e. forçando o filme de tinta com o polegar ou outro dedo (Limpo e desengordurado). 12. Cada uma delas possui duas ranhuras paralelas no sentido do comprimento. aplicadas anteriormente. Nota: A película é considerada seca “ao toque” quando não mais aderir ao dedo e não oferecer muito atrito quando o dedo tocar levemente sobre a superfície da película. esta não pode estar pegajosa. Em uma das extremidades do vidro existem dois apoios de aço a altura de 0.manusear a peça. Observar se alguma parte do revestimento é transferida para o dedo. sua maior parte é colocada no vidro branco e se for de tom escuro o inverso. Secagem à pressão: é o tempo necessário para a secagem. girar o dedo a um ângulo de 90º. Este tempo é sempre um mínimo. deslizando-a sobre a mesma. Secagem para repintura: é o tempo necessário à secagem. Para uma determinação colocamos uma porção de tinta na união das placas. 007” chamado de placa 7. Se a tinta for de tom claro. A aplicação da demão subseqüente antes do tempo mínimo para repintura pode provocar problemas de sangramento ou perda de adesão. deslocamo-la no sentido do comprimento do aparelho até o momento da tinta ocultar o ponto de união das lâminas preta e branca. de modo que se possam transportar a peça ou o equipamento sem causar danos à pintura. O aparelho possui duas lâminas de vidro transparente. cada uma com duas ranhuras semelhantes às dos vidros branco e preto. É o tempo necessário para que a tinta esteja suficientemente seca para não aderir à “pele” quando tocada com a ponta do dedo e não haver impregnações. Com a placa de vidro 2 ou 7 apoiada sobre as lâminas coloridas. Nota: A película será considerada completamente endurecida quando não for possível a sua remoção com a unha e quando a marca do polegar for totalmente removida pela operação de lustragem. Os tempos de secagem são determinados com base na ASTM D 1640. limpo e desengordurado.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Fazemos a leitura na escala graduada lateral. do ponto 71 WEG Indústrias S. Lustrar levemente a área contraída com um pano limpo. com exceção de tintas polimerizáveis. e o máximo.A. sem a adequada ancoragem mecânica. que termina no ponto de união delas. ou seja. de modo que possam ser aplicadas as demãos subseqüentes.

12.15 NATUREZA DA RESINA Consiste em determinar a natureza química de resina usando-se a técnica de espectrofotometria infravermelha.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim .weg. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície.em que se encontra a extremidade de vidro. o ensaio de tração e o ensaio de corte em X.net . Cada corte deve ter um comprimento de 20 mm. Consiste na determinação da flexibilidade de uma película seca pela passagem em um mandril cônico que produz um esticamento ou alongamento da chapa e 72 WEG Indústrias S. Os cortes devem ser efetuados num único movimento. formando aglomerados que precisam ser quebrados na moagem.A. A distância entre os cortes está estabelecida na Tabela abaixo. . A determinação de finura de moagem é feita em um aparelho denominado de grindômetro. CCT 11 8 DISTÂNCIA ENTRE CORTES (mm) 1. formando-se grade de 25 quadrados. começa a surgir rachaduras a partir do menor diâmetro do cone.0 12. 12.13 TEMPO DE VIDA ÚTIL (POT LIFE) Consiste em determinar o tempo. sendo o mais comum riscar quadrados de 1 (um) a 2 (dois) milímetros de lado.16 DOBRAMENTO SOBRE MANDRIL CÔNICO O método tem como objetivo a verificação da propriedade de acompanhar os movimentos da superfície em que foi aplicada. contínuo e uniforme com velocidade de 2 a 5 cm/s. em horas. Há três métodos usuais para este ensaio: o ensaio de corte em grade. partículas. Examina-se então o risco para constatar qual a proporção de película que foi removida após aplicação de uma fita adesiva. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor ou igual a 125 Acima de 125 MÉTODO DE ENSAIO Corte em grade Corte em "X" 12. Consiste em determinar a eficiência da moagem através do grau de dispersão. de modo a alcançar o substrato. TIPOS DE TESTE DE ADERÊNCIA DAS PELÍCULAS DE TINTA Método do corte em X e teste quadriculado de acordo com a espessura da película da tinta. que tintas de dois ou mais componentes têm para serem aplicadas após a mistura dos conteúdos das embalagens. oposto dos suportes.17 ADERÊNCIA (ABNT 11003) O teste mais difundido atualmente consiste em se riscar a película em uma série de pequenos quadrados. As partículas de pigmentos são fornecidas aos fabricantes de tintas com diâmetros da ordem de 5 a 10 um.14 DIMENSÃO DAS PARTÍCULAS DO PIGMENTO (FINURA DE MOAGEM) Esse método determina o grau de moagem dos pigmentos no veículo de uma tinta. 12. ESPESSURA DA PELÍCULA SECA (µm) Menor que 50 entre 50 e 125 NÚMERO CORTES ESTILETE 6 6 DE AP. O produto é estendido em um sulco graduado do aparelho. aglomerados ou ambos são visíveis na superfície da tinta. MÉTODO DE CORTE EM GRADE Efetuar. Chamamos este número de grau de fineza da tinta que pode ser expresso em micra ou Hegmann (H). cortes cruzados em ângulo reto.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Observa-se na escala do aparelho Hegmann o nº correspondente do aparecimento das partículas. Após extensão da tinta com uma cunha. Consiste em se determinar o grau de adesão da película ao substrato. Durante a estocagem há uma compactação. com auxílio do estilete e gabarito ou aparelho cross-cut-tester (CCT).0 2.

dois cortes com um comprimento de 40 mm cada. devendo a lâmina estar posicionada num ângulo de aproximadamente 45º com a superfície. Os cortes devem alcançar o substrato em apenas um movimento uniforme e contínuo. com auxílio do estilete e gabarito. Nas tabelas abaixo. .A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. X1 Destacamento até 1 mm ao longo das incisões X2 Destacamento até 2 mm ao longo das incisões X3 Destacamento até 3 mm ao longo das incisões X4 Destacamento Acima de 3 mm ao longo das incisões 73 WEG Indústrias S. interceptados ao meio. CÓDIGO X0 Nenhum destacamento longo das incisões FIGURA ao Importante: A norma NBR 11003 não menciona detalhes quanto ao resultado do teste de aderência quanto a aprovado ou rejeitado. semi transparente de alta performance com 25 mm de largura na região do corte (fornecedor 3 M).weg. Este valor deverá ser acordo em um procedimento de inspeção.net . DESTACAMENTO AO LONGO DAS INCISÕES DO CORTE EM “X” No teste deve ser utilizado aplicação de fita filamentosa para teste de aderência.DESTACAMENTO NA INTERSECÇÃO DO CORTE EM “X” CÓDIGO Y0 Nenhum destacamento na intersecção CORTE EM GRADE Y1 Destacamento até 2 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y2 Destacamento até 4 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y3 Destacamento até 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção Y4 Destacamento acima de 6 mm em um ou em ambos os lados da intersecção FIGURA MÉTODO DE CORTE EM "X" Efetuar. podemos verificar a classificação da interpretação dos testes de aderência das tintas de acordo com a norma NBR 11003 sobre destacamentos na intersecção e ao longo das incisões dos testes de corte em X em grade.270-000 – Guaramirim . cujo menor ângulo deve ter entre 35 e 45º.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.

ocorre o aparecimento de bolhas (blister).DESTACAMENTO NA ÁREA QUADRICULADA CÓDIGO Gr 0 Nenhuma área destacada FIGURA da película Gr 1 Área da película destacada. assim como as condições gerais de permeabilidade e resistência à umidade. 12. determinando-a em dias de exposição ao produto sem apresentar sinais de corrosão aparente. . 12.20 RESISTÊNCIA AO SO2 Consiste na exposição de plaquetas pintadas em câmaras de SO2. Quando a resistência é fraca. 74 WEG Indústrias S.1ºC.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. cerca de 35% da área quadriculada Gr 4 Área da película destacada.270-000 – Guaramirim . ocorre o aparecimento de bolhas (blister). Esse método representa a resistência da película a um gás poluidor presente na maioria das atmosferas industriais. cerca de 5% da área quadriculada Gr 2 Área da película destacada. água destilada.18 RESISTÊNCIA À NÉVOA SALINA Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara de névoa salina ou salt spray. Os ensaios de imersão na medem a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 1000 horas. NaOH e outros.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.21 ENSAIOS DE IMERSÃO Consiste em analisar a resistência à imersão em produtos. 12. Ele é realizado em câmaras especiais e expresso em rondas em número de 1 a 6. cerca de 65% da área quadriculada 12. Quando a resistência é fraca. É o ensaio de corrosão realizado em câmara especialmente preparada onde é pulverizada uma solução de 5% de cloreto de sódio a 40 +/.weg. As chapas podem ser cortadas com um “X” passando pelas suas diagonais e atingindo a chapa nua. O ensaio mostra o grau de resistência à corrosão.net . Este ensaio mede a permeabilidade da película durante o período que varia de 24 a 240 horas.1ºC. Painéis para ensaio são pintados no sistema de pintura completo e submetidos a exposição na câmera por períodos variados em números de horas. Este método pode ser realizado por imersão de chapas pintadas em água a temperatura ambiente.19 RESISTÊNCIA RELATIVA DE 100% À UMIDADE Consiste na exposição de plaquetas pintadas em uma câmara com umidade relativa do ar aproximadamente de 100% umidade a temperatura de 40 +/.A. cerca de 15% da área quadriculada Gr 3 Área da película destacada. tais como água salgada. solventes.

sendo a dureza considerada a do grafite que conseguir marcar a película. Pode-se também determinar a dureza riscando a película com lápis de desenho padronizado. que tem duas bases de apoio na peça na mesma altura e outros “dentes” com variações na sua altura. baseados em pêndulos.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.23 ENSAIOS DE DUREZA Consiste na determinação da dureza superficial de películas de tinta. 2B. 3H. MEDIDA DE ESPESSURA UMIDO DA TINTA (EPU) DE FILME Serve para orientar o pintor durante a aplicação. Há três métodos de determinação de dureza: os métodos Sward e Koning.270-000 – Guaramirim . 2H. A dureza das tintas é determinada na grande maioria dos casos pelo método “Sward-Rocher” que consiste em uma roda metálica formada por dois aros que oscilam na película de tinta conforme NBR 5845. Quanto maior a dureza. B. EPU = EPS x (100 + % Diluição) = micra SV Exemplo: Se a espessura seca especificada é de 125 µm.A.22 ESPESSURA POR DEMÃO Consiste em determinar a espessura aplicada em um (micrometro) através de diversos métodos. Através destes dados pode-se calcular qual será a EPU a ser aplicada: 12. e nos de má resistência. . maior o número de oscilações. observando qual foi o dente de maior valor que foi molhado na tinta e o primeiro que não molhou. A espessura de película seca (EPS) é especificada no sistema de pintura. Após a aplicação os solventes contidos na tinta começam a evaporar e a espessura do filme vai diminuindo. 6H ß Menor dureza Maior dureza à 12. quanto a deposição da quantidade de tinta sobre a peça. adotando-se o valor do maior dente que foi molhado com a tinta. remoção das películas. os sólidos por volume (SV) é informado no boletim técnico e o percentual (%) de diluição é informado também no esquema de pintura. de acordo com o teor de não voláteis em volume de cada produto. Importante método de controle de qualidade durante a aplicação.24 BRILHO O brilho da tinta é medido pela quantidade de luz refletida na película. Método de medida de EPU Apoiar o medidor de filme úmido sobre o filme de tinta aplicado. 3B. e o método Buchholz.O ensaio com água quente mede uma possível lixiviação dos componentes da tinta. As áreas usadas são a série H. Nos casos de pequenas falhas na resistência aparecem bolhas.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. formando após o processo de cura da tinta o filme seco de acordo com a especificação da película recomendada. com um medidor de espessura de película úmida (pente de aço inox). 4B.net .weg. 4H. A medida deve ser feita imediatamente após a aplicação. auxiliando também no controle de consumo de tinta. que vai até 6H para as películas mais duras e a série B para as mais moles. baseado em penetração. H. A leitura do valor de EPU pode ser obtida. captada por uma 75 WEG Indústrias S. 6B. 5H. F. geralmente variando de 25 em 25 µm. HB. o teor de sólidos por volume é de 80% e a diluição recomendada é 10 %. logo: EPU = 125 x (100 + 10) = 172 micra 80 12. 5B.

bem ventilados e identificados. . O aparelho mais comum para essa medição é o “glossmeter” com ângulo de inclinação da luz incidente de 60º. Esta comparação deve ser feita em condições de luz apropriadas. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. sol e chuva. Neste período verifica-se o estado da película quanto à desagregação. perda de brilho. b) Manter o produto longe das fontes de calor. de modo a simular os diversos graus de luminosidade. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. 13.net . adotado para todos os tipos de brilho.célula fotoelétrica que a transmite a um galvanômetro graduado de zero a 100. solventes voláteis que podem incendiar mediante contato com faíscas elétricas ou mecânicas. No primeiro caso os painéis pintados dentro dos sistemas completos são colocados em uma estante especial.A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Consiste na determinação do grau de reflexão da superfície pintada em relação a padrões. fissuramento. No teste acelerado emprega-se um aparelho denominado “Wheatherometer” no qual os painéis são submetidos à luz produzida por lâmpadas especiais.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.25 COR Consiste na determinação da cor por comparação com padrões.26 INTEMPERISMO É realizado tanto ao natural como aceleradamente. mantidos em ângulos de 45º e voltados para o norte para receber raios solares durante o dia. calor e pulverização com água. 76 WEG Indústrias S. variando de três meses a alguns anos. ARMAZENAMENTO DE TINTAS O piso do local deve ser impermeável. afastado de alimentos e agentes oxidante. 12. d) O ideal é que a área de estocagem fique em uma sala em separado do galpão a pelo 12.270-000 – Guaramirim . cobertos. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção. 13. Devemos lembrar que as tintas contem em sua composição.weg. Estes ensaios são demorados. rachaduras. empolamento. cor etc. A estocagem em locais improvisados para as embalagens de tintas e diluentes pode resultar em perdas de qualidade e na quantidade de produto. Têm-se utilizado cada vez mais espectrofômetros computadorizados para determinação e comparação de cores.1 CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos.

14. g) Remover as latas das caixas de papelão. f) A etiqueta do produto contém muitas informações importantes para o pintor.6 litros 20 litros 200 litros Empilhamento Máximo 10 5 3 lado contrário a colocação da etiqueta para não obstruir os dados sobre o produto. número de lote. I) Instalar no local extintores de pó químico seco. 14. e) Dispor o material sobre sistema de palets e não diretamente sobre o piso evitando que ocorra oxidação das embalagens metálicas e conseqüentemente vazamento de tintas. Tipo de Embalagem Galão Balde Tambor Capacidade 3. vindo a causar possíveis vazamentos. as chuvas e os ventos. l) A temperatura da sala de armazenamento não deverá ultrapassar a 40ºC.270-000 – Guaramirim . para não danificar as tampas. a temperatura ambiente. h) Identificar a área com placas de sinalização bem visíveis: “PROIBIDO FUMAR”. qual componente utilizar e diluente recomendado. prazo de validade. c) Efetuar o empilhamento de embalagens de acordo com a orientação abaixo. pois. f) O local deve ser de fácil acesso e com as vias de acesso sempre desimpedidas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e) Ao remover a tinta de dentro da embalagem. que devem abranger aspectos teóricos e práticos.2 CONDIÇÕES AMBIENTAIS A aplicação das tintas em condições ambientais adversas pode introduzir vários tipos de defeitos nas películas de tintas.weg.net . a temperatura do substrato abaixa tornado possível que a umidade do ar se condense prejudicando o desempenho da tinta. catalisadores e diluentes. como nome do produto. se possível com luz natural. maior será a condensação. ultrapassando assim o seu prazo de validade. evitando que ocorra danos nas embalagens de baixo. d) Tomar muito cuidado ao abrir as embalagens de tintas. j) O local deve ser bem iluminado. 13. A água quando evapora. Quanto mais umidade houver no ar e quanto mais baixa for a temperatura da superfície. 14.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . APLICAÇÃO DA TINTA A seleção adequada do método de aplicação e a observância de alguns requisitos básicos durante todo o período de aplicação têm influência tão grande no desempenho do esquema de pintura quanto as tintas utilizadas. Esta água presente no ar atmosférico é chamada de umidade relativa do ar (URA). Em termos gerais. entornar a tinta sempre pelo 77 WEG Indústrias S.1 CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE APLICAÇÃO A empresa ou o órgão responsável pela aplicação das tintas devem ser avaliados em termos de recursos materiais e humanos. permanecendo no fundo as latas mais antigas. tanto na área interna como externa em local visível. quando enviadas embaladas nas mesmas. fica no ar na forma de vapor. A capacitação do pessoal responsável pela aplicação da tinta deve ser feita através de amplos programas de treinamento. Isto impede que as lata recebidas sejam colocadas na frente.2 CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO a) Armazenar as embalagens de forma que possibilite a retirada em primeiro lugar das latas de lotes mais antigos.menos 15 metros de distância em área térrea. as mesmas deveram ser permanecer bem fechadas enquanto não estiver em uso. as condições meteorológicas que influenciam as propriedades das tintas são a umidade relativa do ar. Quando o diluente evapora do filme de tinta aplicado. através de janelas com vidros aramados. código do produto. Este processo possibilita maior vedação da tampa pelo lado interno e diminuição de provável sedimentação. proporção de catalisação. b) Pode-se armazenar as latas de tamanho de galão e menores nas prateleiras inicialmente com a boca para baixo e que sejam invertidas a cada 3 meses.

poderá ocorrer uma pequena redução no brilho quando o filme ficar exposto. em velocidade baixa para não amassar as partículas do pigmento e não deixar a tinta 78 WEG Indústrias S. Nota 2: Para as tintas tolerantes a superfície úmidas. Além disso. passando para o estado líquido. dando origem a uma substância denominada quetimina.A umidade relativa do ar. que deixa a película com aspecto esbranquiçado na superfície ou mesmo com aspecto de um gel endurecido. É por esse motivo que as tintas de base epóxi endurecidas com aminas são muito sensíveis à umidade. A depender da profundidade desta alteração. conhecidas como orvalho.3 PONTO DE ORVALHO É a temperatura na qual a umidade presente no ar. Determinação do ponto de orvalho 14. a aplicação das tintas sobre superfície com temperatura superior a 40ºC pode provocar vários tipos de defeitos. A ação preventiva nestes casos é procurar evitar a utilização de tintas epóxi endurecidas com aminas em regiões cuja umidade relativa do ar esteja permanentemente superior a 85%. b) Quando subsuperficial pode requerer a remoção de toda a película. Ao contrario.270-000 – Guaramirim . acarreta perturbações nas reações físico–químicas que darão origem à película de tinta seca. ao possibilitar a introdução de partículas de água na película de tinta úmida. se condensa. pode ser eliminada com um leve lixamento da película. a homogeneização tem que ser feita com cuidado. como o fendilhamento ou gretamento (caso típico das tintas inorgânicas de zinco). alteram por completo as condições de cura ou secagem da tinta. a película poderá estar comprometida ou não. a velocidade da aplicação. No caso específico das tintas inorgânicas à base de silicato de etila. como abaixo de 10ºC ou acima de 40ºC. Geralmente na parte da manhã são notadas gotas de água nas peças expostas ao tempo durante a noite. poros ou crateras (caso típico das tintas de acabamento de base epóxi) e o enrugamento (caso típico das tintas de alumínio fenólico). Recomenda-se que as tintas não devam ser aplicadas se a temperatura da superfície não estiver no mínimo 3ºC acima do ponto de orvalho. na forma de vapor de água. Deve ser feita em seu recipiente original.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. comprometendo a evaporação e alterando as propriedades da película seca. a) Quando bem superficial.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . introduzindo falhas que variarão com o tipo de tinta usada. admitindo-se que parte pode ser retirada temporariamente para facilitar a homogeneização. HOMOGENEIZAÇÃO DILUIÇÃO DAS TINTA E A homogeneização da tinta é muito importante para que todos os seus componentes fiquem uniformes e em condições de uso. a aplicação de tintas em temperaturas muito elevadas faz com que sua secagem dê-se muito rapidamente.A. resultante da condensação do vapor da água.weg. No caso de tintas a base de pigmentação alumínio. o fenômeno do fendilhamento ocorre à temperatura já a partir de 40ºC. a formação de bolhas. Temperaturas abaixo de 10ºC retardam a secagem da tinta. Pode-se usar aquecer as peças a serem pintadas dentro dos limites de temperatura do substrato. Temperaturas externas. comprometendo intervalos entre demãos recomendadas pelo fabricante e conseqüentemente. Nota 1: Esta temperatura de 3ºC é considerada de margem de segurança para evitar que ocorra a condensação da URA.4 MISTURA. 14.net .

Esta dispersão deve ser feita preferencialmente por meio de agitadores pneumáticos (exceto para tintas pigmentadas com alumínio. são válidas as mesmas observações quanto à diluição requeridas para as tintas mono componentes. 2A : 1B (2. Algumas pigmentadas com pigmentos pesados. A depender das condições de armazenamento. otimizar a aplicação. e) Se necessário efetuar a diluição na proporção recomendada. o aumento dos tempos de secagem é uma indicação evidente de sua degradação. d) Homogeneizar bem a mistura com agitação vigorosa. mexer a sedimentação com a espátula buscando a sua dispersão. pode ser utilizado da balança e efetuado a mistura. A sedimentação ocorre devido a tintas serem constituídas de compostos em suspensão (Pigmentos) e que pela força da gravidade se sedimentam formando uma pasta no fundo das embalagens. Seqüência de mistura para Tintas BiComponente: a) Homogeneizar bem o componente A. entretanto. tenha se degradado.270-000 – Guaramirim . que podem ter as partículas de pigmento quebradas) ou alternativamente por meio de ferramentas manuais. para efeito de ajustar sua viscosidade e. As relações de misturas mais comuns são: 1A : 1B (3.A. Nota: Pode ser usado agitador pneumático.2L) . O tempo de estocagem varia para cada tipo de tinta. geralmente da ordem de 10 . respeitando a relação de mistura.20 minutos para as tintas de base epóxi.net . b) Homogeneizar bem o componente B. particularmente a viscosidade e os tempos de secagem. Em algumas situações. formam sedimentações duras impossíveis de serem dispersados mesmo por diluição. pode descaracterizar por completo as propriedades da tinta.ficar com uma aparência mais escura (chumbada). Para as tintas de base epóxi. requerem cuidados especiais em termos de proporção de mistura. torna-se necessário efetuar uma diluição da tinta imediatamente antes da aplicação.9L) Nota: Quando fornecida a relação de mistura em peso pelo fabricante. a falta ou excesso de um dos componentes pode produzir uma tinta com características diferentes da que foi recomendada. pois. A realização de alguns testes de laboratório é a forma ideal de analisar se a tinta está em condições de uso ou não. Entretanto.weg. 79 WEG Indústrias S.7L : 0.6L) . Quando a tinta estiver em estoque por muito tempo: 1) Abrir a lata e verificar se há sedimentação no fundo da embalagem com uma espátula (plástico ou madeira) 2) Se houver sedimento. conseqüentemente. formando uma nata ou mesmo endurecendo. O tempo de estocagem deve ser informado pelo fabricante da tinta. A não-observância da relação de mistura e do tempo de indução. uma tinta pode ter seu tempo de estocagem vencido sem que. Por exemplo. Não devem ser usadas tintas cujo tempo de estocagem (shelf life) tenha sido ultrapassado. Inspeções visuais de campo também podem indicar a degradação ou não da tinta. 3A : 1B (2. c) Adicionar o componente B ao componente A. as tintas a base de silicato de etila formam nódulos gomosos (grumos). tintas de fundo.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . No que diz respeito às tintas fornecidas em dois ou mais componentes.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.6 L : 3. 3) Caso não consiga uma boa homogeneização e a tinta estiver dentro do seu prazo de validade. As tintas a óleo ou óleo modificadas oxidam–se superficialmente. a depender das características da tinta e do processo de aplicação. Proporção de Catalisação: As recomendações de mistura entre o componente A e B devem ser respeitadas pelos pintores na hora da catalisação.4 L : 1. informar ao fabricante.

entretanto. da ordem de duas a oito horas. . também em termos de tempo de mistura.A mistura em peso é mais prática e segura. pot life. Alguns estudos mostram que esquemas epoxídicos aplicados com tempo de indução conveniente apresentam desempenhos superiores aos mesmos esquemas aplicados imediatamente após a mistura dos componentes. uma tinta de base epóxi depois de diluída e misturada só pode ser aplicada nas poucas horas seguintes.A. A diluição depende do tipo de peça a ser aplicada. sejam observados os tempos de vida útil da mistura. Tal providência é indispensável em tintas como a fenólica pigmentada com alumínio (lamelar) e a etil silicato de zinco. a película pode ficar mole e pegajosa ou endurecer demais e ficar com o filme trincado e rachado. atentar para o fato de o peneiramento acarretar à retirada de material capaz de desbalancear a tinta. Algumas tintas quando fornecidas em viscosidades baixas (22” CF 4 a 25ºC). Quando o pintor vai utilizar toda a quantidade do galão fornecido. Em casos de aplicação de apenas um dos componentes. O ideal é que a mistura e a diluição das tintas seja feita imediatamente antes da aplicação. das condições de aplicação e da habilidade do pintor.weg. logicamente desde que observado o tempo de indução que. incompatibilidade. fervura. 80 WEG Indústrias S. esse tempo entre a mistura e a aplicação é fundamental para uma maior afinidade entre a resina epóxi e o agente de cura. É também chamado de pré-reação. porém exige uma balança no local de preparação. O pot life é o tempo que uma tinta pode ser misturada e diluída e mantenha suas propriedades tixotrópicas capazes de dar origem à formação da película. É importante que para estes casos. Embora a reação comece imediatamente. A diluição serve para afinar a tinta permitindo que o ar comprimido usado pulverize o líquido que será lançado sobre a peça a ser pintada de forma que a mesma forme um filme uniforme seja formado. particularmente nas pigmentadas com zinco.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim . rolo ou pistolas apropriadas sem diluição. pois. Esse tempo varia em função de cada tipo de tinta. Por último. Muitas tintas podem e devem ser aplicadas a pincel. não há necessidade de se preocupar com as proporções de misturas. O tempo de indução varia de acordo com o tipo de tinta epóxi. retardo na secagem. que necessitam ter um teor de zinco tal que mantenha a continuidade elétrica e assim atuem protegendo catodicamente. tais como: perda de brilho. É recomendável que. Deverá ser removida toda a tinta. com granulometria recomendada pelo fabricante da tinta. Diluição das tintas As tintas são fornecidas com viscosidade mais alta e devem ser ajustadas ou diluídas de acordo com a necessidade seguindo a orientação do fabricante. Assim. O tempo de indução é o tempo necessário para que o esquema epoxídico comece a reagir. evitando a sedimentação. é em geral de 15 minutos. sejam observados as instruções do fabricante. empoamento.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. estabelecidos pelos fabricantes das tintas. casca de laranja. os fornecimentos são feitos em embalagens com as devidas proporções entre os componentes a serem misturados. A viscosidade mais alta ajuda a manter os pigmentos em suspensão. um cuidado que deve ser observado nas etapas de mistura e diluição das tintas diz respeito à necessidade de passar a mistura em peneiras. Deve-se. para o caso das tintas epóxi. evitando desta forma que ocorra problemas na aplicação e pintura. tende a formar uma pasta mole ou dura no fundo das embalagens. O boletim técnico indica qual o diluente correto para a diluição e a sua substituição somente deve ser feita mediante autorização do fabricante .

pois o filme superficial da tinta ira secar muito rápido. pois logo após a aplicação da primeira demão de tinta começa a evaporação do solvente e a formação do filme seco e haverá um tempo certo a ser aguardado para aplicar a próxima demão.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. As tintas misturadas e diluídas que não serão aplicadas de imediato devem ser armazenadas em recipientes fechados e serem novamente homogeneizadas antes de serem usadas. o tempo decorrido entre o início do preparo da superfície e o término da aplicação da primeira demão de tinta de fundo não deve exceder a três ou quatro horas. baixando o brilho em alguns locais da peça. Pintura antes do intervalo entre demão: No filme aplicado. Na diluição de tintas destinadas a indústrias. c) Empoamento (ou over spray) ou pulverização a seco. é recomendado que os pintores adotem o uso de copos de medida de viscosidade conhecidos como copo ford de diâmetro de orifício de 4 mm (CF 4) para determinar a correta viscosidade de aplicação de acordo com a sua instrução de trabalho. Para uma boa diluição na proporção correta o pintor pode adotar um copo graduado de plástico resistente a solvente (polipropileno). . pois. Esta medida é determinada com o uso de um cronômetro e dado em segundos (Ex: 16 a 22” CF4). Na orla marítima. 81 WEG Indústrias S. enrugamento durante a secagem da tinta. a tinta perde o solvente de diluição durante a sua pulverização fazendo com que a tinta chegue seca na peça (como pó). Uso de Diluente com baixo poder de diluição: a) Coagulação. A pintura não deve ser continuada com a próxima demão fora do prazo . O resultado posterior do teste de aderência será máximo. possibilita maior superfície de contato com a tinta a ser aplicada e assim melhora a aderência entre as demãos. Poderá haver escorrimentos em superfícies verticais. adicionando à tinta a quantidade de diluente necessária. Pintura durante o intervalo de repintura certo: Haverá tempo suficiente para evaporação do solvente da demão anterior e a secagem do filme será adequada. Quando ultrapassado o intervalo entre demãos. o filme de tinta fica com aparência de espessura exagerada. Aplicando outra demão. b) Escorrimento em superfícies verticais. deve ser observado pelos pintores. a aderência poderá ser prejudicada gerando destacamentos entre demãos. não havendo tempo suficiente para um bom alastramento ou formar filme liso.270-000 – Guaramirim . b) Casca de laranja. o procedimento de lixamento superficial da camada é necessário para criar sulcos ou ranhuras. Os boletins técnicos informam qual deverá ser este tempo e também em qual condição de temperatura do ambiente. demora para secar. ainda há presença de solvente retido que não teve tempo para evaporação. Uso de diluente com solvente pouco volátil: a) Demora na secagem.Uso de diluente com solvente muito volátil: a) Problema de bolhas ou fervuras.net .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. poderá gerar problemas. cuja rugosidade.A. Pintura após ultrapassar o intervalo entre demãos: Caso isto ocorra e nenhuma providência for tomada. O intervalo de tempo entre demãos ou o tempo que deve ser aguardado para aplicação da demão subseqüente ou ainda tempo de repintura. O intervalo de tempo entre o preparo da superfície e a aplicação da primeira demão da tinta de fundo varia em função das condições atmosféricas do meio ambiente. ocorre separação entre o diluente e a tinta. Este processo de lixamento é chamado de quebra superficial no brilho.weg. como conseqüência da elevada umidade relativa do ar e da presença de cloretos. Salvo algumas exceções das tintas de alta espessura que tendem a esta característica.

weg. requerendo então um lixamento mais vigoroso. para permitir que a demão subseqüente tenha adesão mecânica sobre a mesma.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Em regiões mais secas e sem a presença de cloretos e compostos de enxofre na atmosfera. por ser uma ferramenta simples e. a tinta aplicada não será capaz de permitir a impregnação de abrasivo ou pó.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. que prejudicaria o desempenho do esquema de pintura. como a pistola eletrostática e a eletroforese. armazenamento e instalação. nem sempre muito superficial. ou pelo menos repor sua espessura. conseqüentemente de baixo custo.net . Nesta condição. altas e baixas temperaturas. cantos vivos e demais acidentes. Quando a paralisação ocorrer por período de tempo muito longo. não tendo alcançado o tempo de secagem total. mesmo reparados. A observância destes intervalos faz com que a tinta base. poderão sofrer danos de tal ordem que. que prejudicam consideravelmente a aplicação no campo. uma outra questão a ser analisada diz respeito à interrupção ou não da seqüência de aplicação. após uma interrupção muito prolongada. uma vez o jato interrompido e aplicado a primeira demão de tinta de fundo. como é o comum em equipamentos cujo preparo da superfície seja feito no campo. Quando a superfície é muito grande e o jateamento efetuado naqueles intervalos de tempo não contempla toda a superfície. A aplicação da primeira demão da tinta de fundo deve ocorrer sempre na mesma jornada de trabalho da execução do preparo da superfície. tornando necessário repetir-se a aplicação da demão da tinta desbotada. até que o preparo da superfície seja terminado. que provoca uma significativa redução da espessura. . como as epóxi e as poliuretanas. Sempre que ocorrer a interrupção do esquema de pintura por período superior ao tempo de secagem para repintura. A segunda é a menor influência das condições atmosféricas. ao reiniciar a aplicação a última demão de tinta aplicada deve ser submetida ao um leve lixamento. permita uma perfeita adesão química entre as demãos. Com isto. pode ocorrer uma degradação da última demão de tinta aplicada. É o método mais indicado para aplicação da primeira de mão de tinta em cordões de solda. onde outros 82 WEG Indústrias S. consegue-se uma satisfatória proteção durante o período de interrupção da aplicação do esquema de pintura. Isto é imprescindível quando se trabalha com tintas de elevada resistência química. como ventos. Ainda com relação a grandes superfícies. imediatamente antes da montagem. 15. A primeira grande vantagem é a possibilidade de utilização de equipamentos sofisticados de aplicação. 14. que se pintados na fábrica. Entretanto. MÉTODOS DE APLICAÇÃO 15. o reinício da execução do preparo da superfície só deve ocorrer quando a tinta tiver alcançado o tempo de secagem ao toque. não tenha suficiente resistência química ao solvente da demão subseqüente e. e o defeito mais comum é o empoamento. durante as operações de transporte. para a repintura.5 PINTURA CAMPO NA FÁBRICA OU NO A aplicação do esquema de pintura na fábrica apresenta uma série de vantagens em relação à aplicação no campo. poderão comprometer o desempenho do esquema de pintura. O desejável é que todo o esquema de pintura seja aplicado em conformidade com os tempos de secagem.270-000 – Guaramirim . é freqüente a interrupção da aplicação do esquema de pintura após a aplicação da primeira demão da tinta de acabamento. por não poderem se controladas. reentrâncias. além de não requerer grande capacitação do aplicador. É o caso típico de grandes equipamentos de caldeiraria.1 TRINCHA (Pincel de formato chato) É o mais elementar dos métodos de pintura. elevadas umidades relativas do ar e chuvas. a aplicação no campo pode tornarse mais vantajosa.A. assim. a depender das particularidades dos equipamentos que estão sendo pintados e do local onde serão utilizados. Em alguns casos. o intervalo não deve exceder a seis horas. previsto na especificação da tinta que vai receber a demão subseqüente.

A cada novo início de espalhamento da tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Os rolos fabricados a partir de pêlo de carneiro são de melhor qualidade para aplicação da maioria das tintas utilizadas em pintura industrial. A inclinação deve ser ao contrário da volta. como cantoneiras e tubulações de pequeno diâmetro. devido principalmente a respingos. porcas. O nivelamento e alisamento da camada se fazem com longas pinceladas sobre as iniciais. frestas e arestas Comentários Maior rendimento da pintura Evita desperdício de tinta Fazer penetrar nas frestas e saliências 15. e a seguir secas e adequadamente armazenadas (apoiados pelo cabo e nunca pelas cerdas).weg. o rolo deve ser imediatamente limpo com solvente.A.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. As trinchas normalmente utilizadas têm em torno de 125 mm de largura e suas cerdas são de pêlos de animais. . além de alcançar maior produtividade que a trincha. Exigem diluições ligeiramente superiores às exigidas pela trincha. as trinchas devem ser de imediato limpas com solvente adequado. de forma a remover qualquer depósito de tinta.métodos de aplicação poderiam deixar falhas. É um método de baixa produtividade. mediante passes sucessíveis. normalmente não alcançando a 5%. tende a dar origem a películas não-uniformes. sem apertar muito para evitar marcas das cerdas no filme.net . espalhando-se a tinta na superfície dada uma sobreposição de 50 mm. O rolo mais utilizado tem largura de 150 mm. para facilitar o deslizamento. Método de aplicação: O rolo não deve ser mergulhado todo na tinta. Ao final da aplicação.2 ROLO É um método de aplicação que viabiliza a obtenção de elevadas espessuras por demão. Terminada a aplicação. Tipo de Trabalho Áreas grandes e planas Áreas pequenas e planas Parafusos. Método de aplicação: Deve ser feita mergulhando de 2/3 até a metade do comprimento das cerdas na tinta (evitam-se desperdícios de tinta e perda da própria trincha).270-000 – Guaramirim . que pode gerar escorrimentos ou desperdícios. devido a isto é importante fazer o repasse em sentido contrário ao primeiro movimento uniformizando a camada. porém. cordões de solda. na presença de ventos. o fato de se conseguir espessuras mais uniformes do que aquele método tende a igualar suas perdas. particularmente em termos de espessura. para que possa ser reaproveitado. Para superfícies muito rugosas o rolo deve ser passado em várias direções indo e voltando para fazer a tinta penetrar nas irregularidades. o rolo acumula muita tinta e no final do percurso já esta com pouca. que possui uma região que permite a retirada de excessos. fibras sintéticas ou vegetais. Tipo de Pincel Medida de 75 a 125 mm (3 a 5 “) Medida de 25 a 50 mm (1 a 2”) Medida de 75 a 125 mm (1-1½ “) conforme especificado. devido à dificuldade de penetração ou à cavidade e às demais regiões de difícil acesso. onde a aplicação à pistola a elevadas perdas de tinta. sendo eventualmente utilizado o de 50 mm para superfícies de menor dimensão. Deve ser mergulhada na tinta depositada em uma bandeja ou recipiente. As pinceladas devem ser dadas com uma pequena inclinação na trincha. Por maior que seja a habilidade do aplicador. depositando-se a tinta em uma região ainda não coberta e depois a espalhando em passes cruzados. O método de aplicação a rolo é particularmente aplicável à pintura de grandes áreas planas ou com grande raio de curvatura. As perdas de tinta durante a aplicação são em principio superiores à da trincha. A perda de tinta durante a aplicação é mínima. O mesmo se aplica as tubulações de variados diâmetros. conferindo-se a medida de filme úmido obtido 83 WEG Indústrias S. A pressão do rolo sobre a superfície deve ser controlada para obter um filme de espessura uniforme.

como acontece com o primeiro equipamento.weg. tem como característica a obtenção de espessura de película quase que constante ao longo de toda a superfície pintada. são significativos. b) No outro.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. a tinta depositada no recipiente é expulsa em direção ao bico da pistola pela ação da pressão do ar. e os riscos de segurança. que deve ser seco. A primeira é que. que é feita em função das propriedades tixotrópicas da tinta. O método de aplicação por pistola convencional apresenta ainda como limitação o fato de levar à excessivas perdas de tinta durante a aplicação.net . uma vez que o recipiente onde a tinta é depositada não fica acoplado à mesma. ou pistola a ar. Existem dois tipos de equipamentos tidos como pistola convencional.270-000 – Guaramirim . observados quando a aplicação é feita em ambientes fechados. não só na pintura de campo como na de oficina.3 PISTOLA CONVENCIONAL Na pistola convencional. chega até a pistola. evitando paradas para reabastecimento. a tinta é depositada em um grande recipiente e. para adequar sua viscosidade. Este elenco de parâmetros definirá o leque do fluido constituído da mistura tinta e ar que sai do bico da pistola. a partir de instruções fornecidas pelo fabricante da mesma) e fonte supridora de ar. Outro é a seleção do bico da pistola. Tipos de Pistola Convencional Alimentação Comentários Sucção Caneca: a tinta é transferida por sucção para a pistola. 84 WEG Indústrias S. apresenta grande produtividade. devido ao excessivo acúmulo de solventes. Na aplicação da tinta pelo método da pistola convencional. através de mangueiras. o método tem duas desvantagens significativas. Tanque de pressão: muito usado na indústria onde há necessidade de produtividade. com a evaporação do solvente. A instalação para aplicação das tintas pelo método de pistola convencional. consiste: manômetro. o recipiente é acoplado diretamente a pistola (pistola de caneco). O primeiro é a correta diluição da tinta. Pressão Tanque: A tinta é empurrada para a pistola devido a pressão gerada no tanque Pistola de caneco: usado em oficinas de repinturas ou na indústria para operação de peças pequenas. pistola (com bico que é selecionado em função da tinta que se quer aplicar. da ordem de 30 %. uma série de cuidados devem ser observados. . regulador de pressão e válvulas de entrada de ar e saída da mistura ar e tinta. É um método de aplicação de tinta muito utilizado em pintura industrial. procurando-se ajustar sua viscosidade a uma aplicação adequada. A aplicação da tinta pelo método da pistola convencional requer que a mesma seja diluída mais que qualquer outro método. Como conseqüência dessa excessiva diluição. Alguns tanques trazem acoplado um agitador pneumático para homogeneizar a tinta constantemente. a) Nos mais simples. mangueiras de ar e da mistura ar e tinta. pela ação da pressão do ar injetado dentro do recipiente. A pressão e a vazão do ar que é injetado no tanque de pressão também devem ser selecionadas em função das propriedades da tinta que se quer aplicar. de forma que ela possa fluir do recipiente até a pistola pela ação da pressão do ar. A caneca quando cheia pesa em torno de 1 Kg dependo da tinta.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A.15. cansando o pintor. O tanque permite a colocação de um volume maior de tinta preparada. O pequeno recipiente do primeiro equipamento acarreta freqüentes interrupções da aplicação para enchimento do mesmo com tinta. A vantagem do segundo equipamento é que a pistola fica mais leve. há uma sensível redução da espessura da película úmida para seca.

com a pistola muito distante.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A velocidade de passagem do leque de fluido em um sentido e outro também pode causar tais defeitos. O defeito do overspray é ainda muito comumente observado em aplicação de tintas pelo método de pistola convencional quando o pintor não tem a necessária qualificação e é influenciado pela diluição. deve haver uma sobreposição da passada subseqüente para que haja continuidade da película aplicada. A distância do bico da pistola à superfície deve oscilar entre 15 e 20 cm.net .270-000 – Guaramirim .A. A aplicação com a pistola muito próxima da superfície causa o defeito de escorrimento da película e. Neste movimento de ida e volta. A sobreposição deve ser da ordem de 50%. incidindo perpendicularmente em relação à superfície a pintar e deslocada em movimentos de ida e volta paralela aquela superfície.Método de aplicação: A pistola deve ser posicionada com o leque do fluído constituído de tinta e ar.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. pressão do ar. o efeito de sobreposição ou overspray (depósitos sobre a superfície em forma de pó ou grânulos). .weg. seleção do bico. COMO MOVIMENTAR A PISTOLA PERANTE A PEÇA COMO DEVE SER FEITA A APLICAÇÃO COM A PISTOLA O PULSO ESTÁ MUITO RÍGIDO COMO SEGURAR A PISTOLA PERANTE O PAINEL COMO SEGURAR A PISTOLA COMO COBRIR UM PAINEL SOBREPONDO CAMADA Mantenha o pulso flexível Movimente a pistola perpendicular à peça COMO POSIONAR A PISTOLA EM RELAÇÃO A PEÇA PERTO DEMAIS TINTA MUITO CARREGADA TENDE A ESCORRER COMO COBRIR UM PAINÉL SOBREPONDO CAMADA LATERAL LONGE DEMAIS CASCA DE LARANJA ACABAMENTO ARENOSO FORMAÇÃO DE PÓ 85 WEG Indústrias S. distância inadequada da pistola à superfície e movimentos irregulares.

para pressurizar à tinta. estes retornem facilmente ao reservatório.4 PISTOLA SEM AR (AIR LESS) Ao contrário da pistola convencional.A.270-000 – Guaramirim . A distância entre o bico da pistola airless e a superfície a ser pintada é de 25 a 50 cm. Nestes casos. capacidade de geração de ar suficiente para manter boa pressão durante o processo de aplicação. dependendo do tipo de 15. acionada pneumaticamente. Pressões da ordem até 7.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. em volume e pressão suficientes. 15. Na aplicação da tinta pelo método da pistola sem ar devem ser observados os mesmos cuidados já descritos para a aplicação da pistola convencional em termos de diluição. dependendo do volume de ar necessário. em local seco para evitar o acúmulo de água no reservatório causado pela umidade presente no ar e ventilado para melhorar o resfriamento do cabeçote. reguladores de pressão com manômetros em bom estado de funcionamento. quanto à distribuição das partículas de tinta permitindo um acabamento mais uniforme. sem a necessidade de diluição e em espessuras elevadas. e a energia com que a mesma chega ao bico da pistola provoca sua pulverização. COMPRESSOR DE AR A instalação dos compressores deve ser em local limpo para evitar que a poeira venha a entupir o filtro de entrada do ar. é de elevada produtividade e tem perdas de tinta na aplicação bastante reduzidas. 15.5 PISTOLA AIRLESS ASSISTIDA Método de aplicação misto entre o sistema airless e o convencional.6 PINTURA ELETROSTÁTICA A pintura eletrostática é um método de aplicação de tintas muito utilizado na aplicação de pintura de fábrica e somente há poucos anos passou a ser usada na aplicação de esquemas de pintura no campo.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. filtros separadores de água e óleo e mangueiras com comprimento e diâmetro adequado. Vem sendo largamente utilizada na pintura de tubos que são usados na construção de dutos enterrados ou submarinos. Um sistema de geração de ar é composto de: Compressor. A alimentação da pistola é feita com bombas hidráulicas e a atomização das tintas é produzida pela passagem da tinta sob alta pressão através de um orifício de diâmetro muito pequeno. utilizando a técnica de pressurização com pressões de 3.000 Libras/pol2. Utilizado para melhorar as propriedades de aplicação e pulverização em tintas sem diluentes.500 Libras/pol2. enquanto nas pistolas convencionais a pressão no tanque fica por volta de 20 a 60 Libras/pol2. . A aplicação de tintas pelo método da pistola sem ar requer cuidados de segurança por parte do pintor. e possui capa com chifres e com orifícios para a saída do ar comprimido para auxiliar na pulverização. O óleo de lubrificação deve ser verificado diariamente e efetuado o dreno da água acumulada no reservatório diariamente. seleção do bico e movimentos de aplicação. da ordem de 15%. tubulações de diâmetro suficiente.net . Além de ser um método que permite a aplicação de películas de tintas com propriedades uniformes em termos de espessura e baixa incidência de falhas. TUBULAÇÃO DE AR Deve ser de aço galvanizado com bitolas de ¾ a ½ polegada. a aplicação da pintura dos tubos é 86 WEG Indústrias S. Isto permite que sejam aplicadas com este método tintas com elevadas quantidades de sólidos por volume (tintas sem solventes). Deve ser a mais direta possível para evitar perda de pressão e instalada com inclinação no sentido do compressor. a pintura sem ar utiliza uma bomba. para que em caso de acúmulo de água e óleo. equipamento usado. Adotam-se as mesmas técnicas de aplicação para a pistola convencional. que utiliza o ar para atomização da tinta.LINHA DE AR COMPRIMIDO O ar deve chegar limpo e seco à pistola.000 a 4.weg. Deve estar nivelado e em local de fácil acesso para facilitar a sua manutenção. dadas às elevadas pressões envolvidas.

responsáveis por fornecer maior ou menor polaridade. quando a peça é retirada do banho.weg. pois. porém. Desta forma. Estes produtos devem ser fornecidos dentro das faixas de condutividade (faixa de 10 a 30 micro amperes . com espessura na faixa 20-40 •m. entre a peça e a tinta onde ela está mergulhada. e as juntas são aplicadas eletrostaticamente no campo. este recipiente possui uma região para recuperação da tinta que se escoa da peça.270-000 – Guaramirim .4 a 0. uso de pessoal não especializado e qualificado. podendo ser tintas líquidas ou em pó.net . é removido por posterior lavagem. as partes de cima sempre terão menor espessura que as partes de baixo. 15. baixa espessura de película (salvo em casos especiais) etc. não aderida. Imersão eletroforética: neste processo. . Geralmente usa-se a quantidade mínima de 02 Galões de tintas catalisada e diluída no abastecimento da bomba. entretanto. Recomenda-se realizar medições da viscosidade durante o processo visando garantir uma boa aplicabilidade. Após a peça é introduzida em 87 WEG Indústrias S. As tintas utilizadas na pintura eletrostática baseiam-se na seleção dos aditivos e solventes.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Consiste em utilizar uma bomba pneumática para fazer circular a tinta e espalhar a mesma na peça situada sobre uma caçamba. O excesso de tinta. onde o excesso da tinta escorre para o centro da caçamba sendo recolhida e bombeada novamente para a peça. Este processo oferece uma série de vantagens.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. que permitem a sua polarização. após sua retirada do “banho”. serem atraídas para a peça. Utilizado na pintura de tanques e radiadores de transformadores. tais como: Economia. As tintas usadas possuem. uma diferença de potencial. de modo que a tinta seja atraída pela peça (que.8 megaohms . conseqüentemente. uma formulação especial. O aproveitamento da tinta neste método é maior devido as partículas que seriam perdidas durante a pulverização. fácil operação.7 IMERSÃO Pode ser dividida em dois processos: Imersão simples em que se mergulha a peça a ser revestida em um “banho” de uma tinta contida em um recipiente.feita na oficina. a peça fica completamente recoberta. O ajuste da viscosidade e escolha do produto é muito importante para se conseguir um bom alastramento e boa camada na peça. Pintura por flooding: Método de aplicação de tintas bi-componentes. toda a peça fica recoberta com uma camada uniforme e aderente de tinta. é mantido o mesmo princípio da imersão simples. prejudicando o aspecto estético. As desvantagens são: espessura irregular. depressões ou ressaltos na peça. não havendo pontos falhos sem aplicação de tinta. tendência a apresentar escorrimentos.M•) de acordo com o equipamento de aplicação. a tinta escorre pela superfície e. utilização mínima de operadores e equipamentos. A tinta é eletrizada na pistola durante a pulverização e projetada contra a peça que deve ser aterrada com carga de sinal contrário. principalmente nos pontos onde existam furos.µA) ou resistividade (faixa de 0. Normalmente. utilizando pequenos volumes por meio de um esguicho. só desperdiça solvente). Usando esta propriedade a peça é ligada a retificadores e estabelece-se. por minimização de perdas (apesar da evaporação que. obviamente tem de ser metálica).A.

estufa para que a película venha a se formar por ativação térmica. Tanto para imersão simples quanto para a eletroforética, deve-se manter o banho em constante agitação, para manter os sólidos (principalmente pigmentos) em suspensão. Estas tintas possuem baixo teor de pigmentação, para que a suspensão seja facilitada. Este processo é usado para pequenas peças e até carrocerias de automóveis

§ § § § §

Especificação das tintas a serem utilizadas; Intervalos entre demãos a serem observadas; Espessuras por demão das películas de tinta; Método de aplicação a serem utilizados; Ensaios a serem realizados, durante e após a aplicação, com os respectivos critérios de aceitação ou rejeição.

ESTIMATIVA DE PERDA DE TINTA DURANTE A APLICAÇÃO Método de Aplicação Convencional “Air Less” Eletrostático Imersão Pincel ou Rolo Perda de Tinta 20 a 40% 10 a 20% 05 a 15% 05 a 08% 04 a 08%

Deve-se certificar se o esquema de pintura explicitado é adequado às particularidades do meio ambiente, das condições operacionais do equipamento que esta sendo pintado e das condições da aplicação (acesso, implicações do jateamento abrasivo etc.)

16.1.2 QUALIDADE UTILIZADAS

DAS

TINTAS

16. DEFEITOS DE PELÍCULA E SUAS CORREÇÕES Não é raro observarmos esquemas de pintura, que teoricamente seriam de grande desempenho, falharem rapidamente por aspectos associados à má qualidade da aplicação. O tradicional controle da qualidade com ênfase em inspeção do produto final, apesar de ser a abordagem mais freqüente, é totalmente contra-indicada em se tratando de aplicação de tintas.

16.1 ACÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS ANTES DA APLICAÇÃO

DE

Deve-se certificar se as tintas a serem utilizadas na aplicação do esquema de pintura estão em conformidade com o especificado. Isto pode ser feito de duas formas. Na primeira, enviar as tintas para o laboratório e através de ensaios, comparar as propriedades das tintas com o especificado. Esse processo é demorado e de elevado custo. A forma mais adequada e preventiva é efetuar uma qualificação preliminar do fornecedor da tinta. Esta qualificação deve contemplar aspectos de capacitação fabril, capacitação de pessoal e sistema da qualidade implantado pelo fabricante. Nestes casos, exige-se que a tinta venha acompanhada de um certificado de qualidade e eventualmente é enviada ao laboratório para comprovar o atendimento ao especificado.

16.1.1 EXPLICITAÇÃO DO ESQUEMA DE PINTURA O esquema de pintura deve ser explicitado por escrito contendo o seguinte conteúdo mínimo: § Preparo da superfície a ser alcançado, definindo grau de limpeza e rugosidade a ser alcançada;

16.1.3 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DO PESSOAL Trata-se talvez da ação preventiva mais importante na otimização do desempenho de esquemas de pintura. A aplicação de tintas, apesar de não ser uma atividade complexa, requer cuidados especiais que dependem não só da

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habilidade do profissional como do conhecimento de uma série de técnicas aplicáveis. O treinamento e a capacitação do pessoal devem abranger principalmente os jatistas, os pintores, os supervisores ou encarregados de campo e os inspetores de controle de qualidade. O treinamento deve ser teórico e envolver também aspectos de motivação e conscientização para a importância da qualidade.

§ § § § § §

16.1.4 ELABORAÇÃO PROCEDIMENTOS DE APLICAÇÃO

DE

Definição das etapas da aplicação que serão inspecionadas; Definição do procedimento de inspeção de cada etapa; Definição da freqüência de inspeção de cada etapa; Definição da época de inspeção de cada etapa; Definição da amostragem e critérios de aceitação ou rejeição a serem observados; Definição dos pontos de parada obrigatória para inspeção (hold points).

A idéia da elaboração preliminar deste documento é fazer com que o pessoal responsável pela execução dos trabalhos de aplicação das tintas possa familiarizar–se com os requisitos do esquema de pintura, bem como explicitar detalhadamente como os atenderá. Isto faz com que o pessoal responsável pela execução planeje sua atuação, minimizando a possibilidade de ocorrerem surpresas durante a aplicação das tintas, que possam comprometer a qualidade do esquema de pintura. Um procedimento de aplicação de tintas deve conter o seguinte conteúdo mínimo: § Esquema de pintura a ser usado; § Normas do esquema de pintura a ser usado; § Condições de recebimento e armazenamento das tintas, abrasivos, etc.; § Preparo da superfície a ser executado; § Seqüência de aplicação do esquema de pintura, com intervalos de tempo entre demãos; § Processo de aplicação de cada tinta; § Tintas a serem usadas, incluindo fornecedores e respectivas referências comerciais; § Métodos de retoques no esquema de pintura. 16.1.5 ELABORAÇÃO DE PLANOS DE INSPEÇÃO O plano de inspeção deve contemplar o seguinte conteúdo mínimo:

16.1.6 CALIBRAÇÃO DOS APARELHOS E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E TESTES Não há controle da qualidade que seja confiável se é feito com instrumentos não calibrados periodicamente. As condições de uso, características construtivas dos instrumentos e as condições climáticas são alguns fatores que podem provocar alterações nos instrumentos, que levam a erros de leitura. Assim, é desejável que os mesmos sejam periodicamente calibrados. Esta periodicidade variará em função dos três fatores anteriormente mencionados. O pessoal de controle de qualidade do aplicador das tintas deve elaborar e implementar um “plano de calibração dos aparelhos e instrumentos de medição e testes”, indicando para cada um: § Periodicamente da calibração; § Entidade calibradora, que deve ser credenciada pela Rede Brasileira de calibração (RBC), coordenada pelo INMTRO; § Procedimento de calibração; § Padrão de referência; § Exatidão do aparelho ou instrumento; 16.1.7 AÇÕES DE PREVENÇÃO DEFEITOS DURANTE A APLICAÇÃO DE

INSPEÇÃO VISUAL DA SUPERFÍCIE A SER PINTADA A inspeção é feita visualmente, objetivando identificar a presença de óleo ou graxa sobre a superfície, que devem ser removidos por solvente, além de identificar o

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estado inicial de oxidação da superfície, que será necessário para avaliar o grau de sua limpeza através de comparação com os padrões das Normas ISO 8.501-1 e SIS 05 59 00. Essa inspeção permite ainda identificar eventuais defeitos superficiais, tais como incrustações de escória, respingos de soldas e massas, que normalmente necessitam ser removidos. AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS As condições atmosféricas influenciam todas as etapas do processo de aplicação do esquema de pintura, desde o preparo da superfície até a cura das tintas. Devem ser determinadas as umidades relativas do ar e a temperatura ambiente. A umidade relativa do ar interfere na limpeza da superfície e na cura das tintas. A superfície, após a limpeza, fica sensível a umidade do ar. Após um jateamento ao metal branco, qualquer contato com o ar úmido provoca oxidação da superfície. Por isto, é desejável que durante o jateamento seja feito um controle da umidade relativa do ar, procurando somente executála quando for inferior a 80%. O controle da umidade relativa do ar é feito normalmente com o higrômetro. As tintas epóxi endurecidas com aminas são sensíveis à umidade relativa do ar, dando origem a películas com propriedades diferentes das desejadas. Constituem uma exceção a esta regra as tintas de etil silicato de zinco, que curam tanto melhor quanto maior for à umidade relativa do ar. Recomenda-se seguir a orientação abaixo, durante todo o período de preparo da superfície e aplicação das tintas: § Umidade relativa do ar que deve ser inferior a 85%; § Temperatura ambiente que não deve ser inferior a 5°C; § Temperatura da superfície (medida através de termômetro de contato), que não deve ser inferior a um valor correspondente a 3°C acima do ponto de orvalho (ou 2°C, a que for maior) e nem superior a 45°C (ou

40°C para as tintas inorgânicas de zinco). INSPEÇÃO ABRASIVO DE RECEBIMENTO DO

A inspeção deve ser feita para cada lote de abrasivo recebido. Avaliando-se o certificado de análise e / ou através da determinação da granulometria. A determinação da granulometria deve ser feita através de ensaio passa-não-passa, em peneiras com aberturas preestabelecidas de acordo com cada abrasivo. Nota: Norma SAE J444,

INSPEÇÃO TINTAS

DE

RECEBIMENTOS

DAS

Deve-se exigir do fabricante um certificado de qualidade de cada lote fornecido, cabendo ao usuário confrontar os valores constantes do certificado com os critérios de aceitação previstos na norma ou na especificação da tinta comprada. A inspeção de recebimento das tintas não deve limitar-se à verificação da sua qualidade. Por exemplo, com relação à embalagem, uma série de verificações deve ser feita: § Se existe deficiência de enchimento; § Se o fechamento está correto; § Se existem problemas de vazamento, amassamento, cortes, falta ou insegurança da alça e marcação deficiente; § Se está dentro da data de validade de utilização; § Se há presença de pigmento sedimentado; § Se há presença de Pele. Qualquer não-conformidade dentre as verificações citadas deve ser motivo de abertura de registro de reclamação junto ao fabricante da tinta. AVALIAÇÃO DO GRAU DE LIMPEZA DA SUPERFÍCIE Um preparo de superfície deficiente leva o esquema de pintura a problemas de adesão e desempenho. Assim, o pessoal do controle da qualidade deve inspecionar 100%

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WEG Indústrias S.A. - Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.270-000 – Guaramirim - SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.weg.net

as películas de tinta ficam sujeitas a falhas que podem comprometer seu desempenho. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta. A luminosidade do ambiente deve ser a mais adequada possível. a seleção do método de aplicação é uma atividade típica do pessoal de execução.270-000 – Guaramirim . Verificar o grau de limpeza. AVALIAÇÃO DO MÉTODO DE APLICAÇÃO DAS TINTAS À semelhança da mistura e da diluição. particularmente ventos. § Fiapos. § Má capacitação dos aplicadores. normalmente ocasionados pela execução de jateamento sem que uma tinta anteriormente aplicada tenha alcançado a secagem ao toque. menores serão as suas repercussões em termos de gastos com materiais e mão-de-obra. toda a superfície pintada deve ser inspecionada visualmente ou com auxilio de algum instrumento ótico. deve verificar se a mesma não tem poeira depositada. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. antes de efetuar a medição do perfil de rugosidade. Após a aplicação de cada demão de tinta. vestígios de óleo. adição inadequada de solvente ou temperatura de superfície elevada. AÇÕES DE DETECÇÃO DE DEFEITOS Quanto mais cedo qualquer defeito for detectado.A. por exemplo). ACOMPANHAMENTO DA DILUIÇÃO DAS TINTAS MISTURA E Apesar das atividades de mistura e diluição das tintas serem tipicamente de responsabilidade do pessoal de execução. normalmente observados em tintas inorgânicas de zinco aplicadas em grandes espessuras. são muito freqüentes em algumas tintas epóxi de acabamento ou acrílicas. AVALIAÇÃO DE EVENTUAIS DAS PELÍCULAS DE TINTA FALHAS Como conseqüência de deficiências de aplicação. porém compete ao pessoal do controle da qualidade efetuar o acompanhamento. como ventos. para identificar eventual aparecimento das seguintes falhas: § Poros. . § Enrugamento. § Escorrimento. Tais falhas têm origem em 91 WEG Indústrias S.weg. re-execução de trabalhos e lucros cessantes. A inspeção deve ser visual ou eventualmente com o auxilio de lupa. normalmente ocasionados por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. normalmente ocasionados por seleção inadequada do método de aplicação (bico da pistola.net . ao pessoal do controle da qualidade compete acompanhá-las para certificar-se de que estão sendo conduzidas em conformidade com as recomendações dos fabricantes. § Gretamento ou fendilhamento.da superfície limpa. são muito freqüentes em tintas acrílicas. normalmente ocasionadas por má qualidade da tinta ou adição inadequada de solvente. § Método de aplicação inadequadamente selecionado ou utilizado. § Impregnação de abrasivos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. uma das seguintes causas. § Bolhas ou empolamento. inabilidade do aplicador ou inadequação das condições climáticas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. normalmente observadas em tintas de alumínio MEDIÇÃO DO PERFIL DE RUGOSIDADE Um inadequado perfil de rugosidade pode levar a falhas do esquema de pintura por falta de adesão. normalmente ocasionados por diluição excessiva ou deficiência de capitação do aplicador. atuando isoladamente ou em conjunto: § Má qualidade da tinta. § Interferência das condições climáticas. § Crateras. temperatura ou umidade relativa do ar.

3) Impregnação de abrasivos: este defeito ocorre pela impregnação de abrasivos. que dependem de muitos fatores. comprometem o aspecto estético e podem prejudicar a proteção anticorrosiva. inabilidade do aplicador. A medição da espessura é feita inicialmente com a película úmida durante a aplicação e finalmente com a película seca. 92 WEG Indústrias S. podendo ser ocasionado por um acumulo excessivo de tinta na superfície. quando a espessura é muito inferior à especificada. além. até porque algumas são inevitáveis. As tintas inorgânicas de zinco podem apresentar problemas de fendilhamento quando aplicadas em espessura 10% superior à prevista. . o recurso de impregnar com abrasivo uma tinta ainda úmida pode ser usado em superfícies planas de convés e passadiços. ou ainda aproximação Não existem critérios precisos para aceitação ou rejeição das falhas anteriormente citadas. dentre outras. as partículas de abrasivo são incorporadas à tinta e. Entretanto. dependendo do tipo de tinta. deve ser de 20 ou 10%. quando a espessura é muito superior. devido à operação de jateamento nas proximidades de uma tinta recém aplicada e que não tenha atingido ao tempo de secagem ao toque ou livre de pegajosidade. 2) Consumo elevado: consiste em rendimento real ou prático muito aquém do esperado. evitando descontinuidades ou consumo exagerado de tinta. Neste caso. na maior parte das vezes.A.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. e deficiência na proteção. MEDIÇÃO DAS ESPESSURAS PELÍCULAS DE TINTA DAS Esta é a mais tradicional das ações de controle da qualidade durante a aplicação de um esquema de pintura. normalmente ocasionado quando da aplicação de demão subseqüente com incompatibilidade química.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Variações excessivas constituem-se em custos adicionais.270-000 – Guaramirim . 16. Os principais defeitos de película são: 1) Espessura excessivamente desuniforme: a espessura de película seca deve situar-se numa faixa de 10% a menos até o máximo 30% mais que a espessura nominal especificada. pois visa controlar as condições de aplicação.§ fenólico aplicadas em superfícies com temperatura excessiva. Deve ser feita para cada demão de tinta aplicada. Com base naquela norma. entre eles a aplicação. em relação à demão anterior ou nãoobservância do intervalo mínimo entre demãos ou tempo de secagem para repintura. naturalmente. Sangramento.net . Este valor máximo. determina se o defeito é aceitável ou não. As causas de consumo elevado podem ser: rugosidade excessiva. A impregnação pode ocorrer também devido à poeira ou outros materiais em suspensão que venham se depositar sobre a tinta. condições d vento excessivo para aplicação a pistola. de desperdício da tinta pelo não-aproveitamento total do conteúdo do recipiente ou por endurecimento de tintas bi-componentes misturas e não aplicadas em tempo hábil recomendado pelos fabricantes. a Norma da PETROBRAS N-13 aceita empolamento até o tamanho 8.weg. Constitui exceção à Norma ASTM-D-714. é praticamente impossível a aplicação de tintas sem a ocorrência de qualquer poro. A medição da espessura da película úmida é normalmente feita pelo próprio pessoal de execução. por defeitos de formulação (viscosidade e consistências baixas da tinta). com o objetivo de se obter um piso antiderrapante. a qualidade da tinta e até mesmo a seleção inadequada do esquema de pintura. Por exemplo. A experiência do inspetor é que. superfície muito fria. que estabelece um método para qualificação do empolamento em função do tamanho e da distribuição das bolhas. equipamento de aplicação inadequado para o tipo de estrutura.2 TIPOS DE DEFEITOS DA PELÍCULA Os defeitos de película são basicamente de dois tipos: os relacionados à aplicação e aspectos estéticos e os defeitos de ordem geral. 4) Escorrimento: neste defeito a tinta apresenta-se escorrida. pequena densidade para tintas a base de esmalte epóxi e acrílica. como são partículas grosseiras.

em especial os orgânicos. devido a particularidade da manufatura ou restrições relacionadas ao desempenho do produto. no caso de aplicação com este equipamento. devido a solvente muito volátil. observando-se os seguintes pontos: • • • • Se a identificação do defeito foi correta Se todas as causas prováveis foram consideradas O uso dos materiais corretos (lotes de tinta e tipos) Qual o substrato empregado 93 WEG Indústrias S. Com esta degradação tem-se liberação dos pigmentos e a conseqüente perda de brilho e. As propostas corretivas para os defeitos apresentados podem não ser específicas de um determinado defeito. 16. pequenos defeitos de nivelamento em chaparias planas. como.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. A possibilidade de haver mais de uma causa contribuindo para um único defeito não deve ser descartada. por exemplo. em seguida.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. A resistência a raios ultravioleta é uma característica fundamental das resinas. consiste na quebra da película devido à perda de flexibilidade. É um defeito característico de formulações mal balanceadas. Ao se perceber que a falha persiste após a aplicação da solução indicada. muito usadas como defeito decorativo. A combinação de várias soluções (duas ou mais alternativas) normalmente é mais eficaz. também denominado em outras publicações de fraturamento e craqueamento.excessiva da pistola. Algumas tintas que formam películas duras têm mais tendência a fraturas quando aplicadas em maiores espessuras.A. determinar sua causa. quando aumentada por aditivos apropriados à base de silicone. ou falta de plastificante na tinta.3 IDENTIFICAÇÃO. Este defeito pode ser previsto propositalmente em pequena escala para disfarçar.weg. atomização inadequada (pouca pressão na pistola) ou aproximação excessiva da pistola em relação à superfície a pintar. em alguns casos. como as acrílicas e estirenoacrilato. Há aquelas que são altamente resistentes aos raios ultravioletas. 6) Empolamento: consiste na formação de nódulos sob a película pelo aprisionamento de um fluido.net . origina as chamadas tintas marteladas. e aquelas de resistência razoável. aquelas que possuem uma fraca resistência. A casca de laranja. como a epóxi e as alquídicas. as poliuretanas alifáticas. até da cor. deve-se retornar à fase de identificação (diagnóstico). CORREÇÃO DE DEFEITO ORIGENS E O primeiro passo na solução de qualquer problema com relação a tintas é identificá-lo corretamente e. Este defeito pode manifestar-se ou ser agravado também pela degradação de pigmentos. porem as mais importantes são as condições ambientais inadequadas para aplicação (umidade relativa do ar superior a 85% e temperatura de chapa inferior a 10°C). É gerado normalmente na aplicação a pistola. semelhante de uma casca de laranja. 8) Fendilhamento ou gretamento: este defeito. ainda. Em exemplo clássico é o silicato inorgânico de zinco. As causas deste defeito são diversas. É um defeito característico de certas resinas. retenção de solvente ou processos corrosivos acelerados. . pois os efeitos são mais facilmente eliminados dessa maneira. por ilusão de ótica. 7) Empoamento ou calcinação: este defeito é também denominado de engizamento e consiste na degradação da resina pela ação de raios ultravioleta do sol.270-000 – Guaramirim . e há. 5) Casca de Laranja: é um defeito em que a película de pintura apresenta-se rugosa.

lixar as partes afetadas. podendo ou não apresentar um pequeno orifício central ORIGENS 1) Evaporação muito rápida do solvente 2) Aplicação sobre superfícies quentes 3) Tinta formulada inadequadamente para aplicação a rolo 4) Uso de Diluente/Thinner inadequado 5) Espessura muito alta 6) Não atendimento dos intervalos entre demãos 7) Necessidade de Flash Off 8) Temperatura ambiente CORREÇÕES 1) Após secar. 8) Eliminar a umidade do ambiente 9) Rever especificação da tinta 1) Utilizar produtos adequados.270-000 – Guaramirim .A. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Aplicar espessura correta 4) Usar solvente menos volátil. líquidos ou gases. Marcas de Trincha Falta de nivelamento.weg.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. 2) Usar solventes de evaporação mais lenta (retardador) 3) Treinamento de Pintor 4) Utilização de pincel mais macio.DEFEITO Fervura (ver foto 1) IDENTIFICAÇÃO Presença de várias bolhas pequenas que aparecem em parte de superfície ou em toda a superfície pintada. 3) Inabilidade do pintor ou pincel de cerdas muito duras. 8) Uso de tinta muito porosa (inadequada ao ambiente) Empolamento ou Bolhas (ver foto 3) 1) Após secar. 1) Pode ser motivado por películas muito espessas ou por solventes extremamente voláteis 2) Secagem superficial muito rápida 3) Formulação da tinta (uso solventes muito voláteis) 4) Não atendimento dos Ondulação da película. sentido de aplicação 2) Solvente de evaporação rápida. 1) Encapsulamento de ar na tinta devido processo de mistura e preparação 2) Processo de aplicação que envolve bombeamento 3) Secagem superficial rápida do filme 4) Uso de solvente de evaporação rápida 5) Superfície mal preparada ou oleosa. 7) Solvente retido no substrato devido à secagem rápida da tinta. 94 WEG Indústrias S. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Se necessário remover tudo 3) Uso de menor proporção de solventes de evaporação rápida na formulação 4) Melhorar a limpeza superficial. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação e usar solvente mais pesado. 1) Tinta com desbalanceamento pintura estriada no tixotrópico. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Usar solvente menos volátil.net . intervalos entre demãos ocasionada por uma secagem irregular Formação de bolhas ou vesículas contendo sólidos. 5) Tratamento de superfície próximo orla marítima (Maresia) 6) Eliminar a umidade no substrato. . 6) Excesso de umidade no substrato ou ambiente. parecida com um tecido amassado. 3) Uso de retardador 4) Deixar esfriar o substrato 5) Usar tinta aditivada com tensoativos / antiespumantes para aplicação a rolo 6) Usar Diluente / Thinner correto 7) Aplicar na espessura recomendada 8) Respeitar os intervalos recomendados entre demãos 9) Aumentar o tempo de Flash Off para forneio (Cura em estufa) 1) Após secar. 5) Diluir corretamente Enrugamento (ver foto 2) Presença de microrugas na superfície ou encolhimento da película de tinta aplicada em parte ou em toda a superfície. lixar as partes afetadas. lixar as partes afetadas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.

6) Diluição inadequada 7) Não observância dos intervalos entre demãos CORREÇÕES 1) Treinamento do Pintor 2) Respeitar intervalos entre demãos 3) Respeitar intervalos entre demãos 4) Seguir orientação de diluição 5) A tinta aplicada deve ser de dureza adequada ao fundo. 2) Esperar secar e polir com Massa de Polir 3) Em casos mais graves. 7) Não observância dos intervalos entre demãos 8) Sedimentação na embalagem 1) Treinamento do Pintor 2) Acertar a viscosidade conforme orientação do fabricante.DEFEITO Gretamento ou Craqueamento (ver foto 5) IDENTIFICAÇÃO A superfície apresentase com aspecto de textura igual ao couro de jacaré (alligatoring) ORIGENS 1) Inabilidade do Pintor 2) Aplicação de tintas Etil Silicato de Zinco (Alta Camada) 3) Aplicação de tinta de alta dureza sobre fundo de menor dureza. 6) Usar solvente adequado. 4) Não usar qualquer tipo de thinner Descoramento (branqueamento) (ver foto 7) Perda de cor degradação pigmentos ou fotodegradação resina. por dos por da em 1) Pigmentos ou resinas inadequados para a finalidade. a se deslocar enquanto líquidas.1) Intervalos entre demãos se com minúsculas menores que o estipulado.270-000 – Guaramirim . 6) Falta de tixotropia. 4) Secagem superficial rápida.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 3) Aplicar espessuras recomendadas de filme úmido 4) Usar solventes mais voláteis. 1) Obedecer ao tempo recomendado pelo fabricante para repintura. úmidos e chuva. 3) Camada muito espessa. 5) Camada muito espessa. trincas. 4) Uso de diluentes inadequados 5) Desbalanceamento de solventes. 5) Utilizar produtos de boa qualidade técnica. 1) Inabilidade do Pintor 2) Viscosidade muito baixa da tinta. 1) Empregar tintas de formulação adequada para resistir às condições ambientais específicas. 3) Ganho ou perda de água (quando a superfície é de madeira). adicionar de 5 a 10% em volume de Retardador. por ação da gravidade. 2) Usar Diluente recomendado pelo fabricante 3) Selar o substrato da madeira convenientemente. 6) respeitar intervalos recomendados entre demãos 7) Misturar bem as tintas Trincamento A superfície apresenta.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . lixar com lixa de grana fina. 7) Aplicar espessuras conforme recomendação 8) Seguir recomendação de intervalo entre demão 9) Caso a tinta for Etil Silicato de Zinco – Derrubar tudo jateando. em forma de onda ou gotas até a parte inferior. 2) Uso excessivo de solvente nas camadas subseqüentes.A. 2) Ocorre com mais freqüência em dias frios. enquanto a película continua pastosa por retenção do solvente.net . aguardar secagem completa.weg. Geralmente ocorre Tintas Epóxi. 95 WEG Indústrias S. Escorrimento ou Coladuras (ver foto 4) Em superfícies verticais as tintas tendem.

Descascamento do filme de tinta do substrato. 5) Contaminação da superfície a ser pintada após a limpeza 6) Rugosidade inadequada (pouca rugosidade) 7) Incompatibilidade entre linhas 8) Inobservância dos intervalos para repintura.net . especialmente em tintas polimerizáveis 9) Contaminação da superfície entre demãos. 1) Superfície mal preparada. 2) Consultar o fabricante quanto a recomendação de produtos Descascamento (falta de aderência) (ver foto 8) 1) Melhorar a limpeza superficial 2) Controlar o perfil de rugosidade 3) Eliminar partículas sólidas soltas.270-000 – Guaramirim . especialmente pelo afloramento da cor da tinta de fundo. 1) Escolher tintas de formulação adequada para resistir as radiações ultravioleta e as intempéries. ORIGENS 1) Poeira do ambiente depositada sobre a pintura enquanto ainda não curada. pressionando o filme de tinta. Migração parcial dos com o conseqüente pigmentos. Sangramento (ver foto 11) Consiste no manchamento de uma película. . CORREÇÕES 1) Evitar pinturas em ambientes com presença de poeira. 3) Pintura sobre superfície aquecida. parcial ou totalmente. que se desprende.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.weg. 4) Medir a temperatura do substrato 5) Rever possíveis pontos de contaminação durante o manuseio da peça 6) Ajustar a viscosidade de maneira a garantir a tensão superficial baixa pra uma completa umectação da superfície. 2) Umidade no substrato sob efeito do calor ambiental passa ao estado de vapor. 2) A ação de solventes fortes da tinta de acabamento provoca a dissolução da tinta de fundo. 4) Reação da tinta com o substrato em compostos solúveis em água. 1) Remover totalmente a pintura e repintar com a cor desejada. Consiste na perda de aderência entre a película e o substrato ou das diversas demãos entre si. Calcinação (ver foto 9) Envelhecimento superficial das pinturas resultando no seu engizamento (chalking) 1) Degradação da resina das tintas sob o efeito dos raios solares (Tintas Epóxi). 96 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. contaminada com gorduras ou partículas sólidas soltas. 2) Nas tintas brancas e pastéis uso de pigmento (dióxido de titânio) inadequado. 7) Nunca usar tintas convencionais sobre superfícies aquecidas acima de 50ºC.A. manchamento do acabamento. 1) O solvente do novo acabamento dissolve a tinta antiga. geralmente vermelhos e 3) Aplicação de tintas sobre marrons da pintura tintas a base de alcatrão antiga para a película do novo acabamento. 2) Presença de sedimentação na tinta 3) A tinta não foi devidamente homogeneizada antes da aplicação. 2) Homogeneizar a tinta completamente e filtrar se necessário.DEFEITO Aspereza IDENTIFICAÇÃO Após a secagem da tinta a superfície se apresenta áspera ao toque. com partículas sólidas salientes e aderidas ao filme.

weg. 2) Usar tintas que contenham agentes fungicidas. cores diferentes 2) Utilização de produtos com viscosidades incorretas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 4) Regulagem inadequada do revólver de pulverização. ocorrendo o manchamento da pintura.net . 1) Treinamento do Pintor 2) Após secagem completa. 5) Velocidade de aplicação e distância entre o revólver e a superfície incorreta. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.A. 7) Intervalo insuficiente entre demãos. 3) Uso incorreto do revólver de pulverização. 2) Peça jateada sem controle do perfil de jato. 3) É importantehomogeneizar bem o produto antes da sua aplicação 4) Conferir as espessuras do filme aplicado Diferença de tonalidade (ver foto 10) Manchas na superfície 1) Uso de thinners/solventes com impressão de serem inadequados. 3) Contaminação. 4) Número inadequado de demãos. 2) Temperatura ambiente entre 0ºC e 40ºC e oxigênio favorecem o desenvolvimento de fungos.270-000 – Guaramirim . 2) Umidade no substrato. 3) Aplicar a tinta em espessuras uniformes 4) Controlar o perfil de jato 97 WEG Indústrias S. 3) Diminuir a umidade aquecendo o ambiente e aumentando a ventilação. 4) Aplicação de espessura de filme irregular 1) Adequar e controlar camadas secas.DEFEITO Desenvolvimento de fungos ou bolor IDENTIFICAÇÃO Formação de colônias de fungos que se desenvolvem escurecendo a superfície. 8) Inabilidade do Pintor 1) Inabilidade do Pintor 2) Pressão muito baixa ou distância insuficiente do revólver em relação à superfície. 4) Aplicar esquemas de pintura que tornem as superfícies niveladas. 6 Aceleração da secagem com jato de ar. livres de micro cavidades e imperfeições onde os fungos se alojam. Manchamento das cores metálicas Concentração de alumínio em pequenas áreas. lixar e repintar 3) Usar apenas o diluente recomendado pelo fabricante Oxidação Prematura Manchas de oxidação 1) Insuficiência de espessura vindas do substrato seca final. 5) Homogeneização inadequada antes da aplicação Irregularidades da Superfície pintada lembrando o aspecto de casca de laranja (filme não uniforme. 3) Uso de Thinners ou solventes de evaporação lenta. micro relevos) 1) Ambiente muito quente durante a pintura 2) Alta viscosidade da tinta grossa 3) Uso de thinners ou solventes não recomendados. Casca de laranja (ver foto 12) 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Treinamento do Pintor 3) Consultar fabricante quanto ao Diluente adequado 4) Ajustar corretamente a viscosidade de aplicação da tinta 5) Obedecer aos intervalos entre demãos. 1) Se necessário remover totalmente o filme aplicado 2) Corrigir a tonalidade com as cores mixing. ORIGENS 1) Umidade elevada associada à presença de materiais orgânicos em decomposição ou parasitas de plantas. CORREÇÕES 1) Lavar a superfície com solução de hipoclorito de sódio ou formol.

1) Observar o tratamento de superfície quanto a presença de óleo 2) Instalar purgadores de ar próximo as pistolas de pintura 3) Efetuar a purga do compressor com certa freqüência 4) Eliminar anti-respingos e desmoldantes a base de silicone dos locais de realização de solda 5) Homogeneizar bem a tinta antes da preparação. 1) Superfície contaminada por óleos. Também conhecida com olho de peixe. .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. gerando o aspecto leitoso e falta de brilho. Pode apresentar-se de forma perfurante e apenas superficial. 1) Após secar. lixar as partes afetadas.270-000 – Guaramirim . da superfície e podem. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Controlar a umidade e temperatura dos ambientes de pintura 3) Usar diluentes de evaporação mais lenta Impurezas no filme (Pontos) São defeitos semelhantes minúsculos grânulos que ocorrem aleatoriamente na superfície 1) Impurezas impregnadas na superfície 2) Presença de partículas gelificadas de resinas na tinta 3) Presença de impurezas no ambiente 4) Impregnação de abrasivo 1) Avaliar como está a estabilidade do produto 2) Observar a limpeza do substrato 3) Passar ar comprimido nas peças antes da pintura 98 WEG Indústrias S.net . 1) Ocorre durante a aplicação da tinta em condições de alta umidade 2) Uso de diluentes / thinners inadequados 3) Presença de muita umidade no ambiente de pintura 4) Demão muito carregada.A. 3) Se necessário. retardando a secagem. Sais inorgânicos de Superfície de alvenaria contendo coloração esbranquiçada alto teor de umidade.weg. A água condensada no filme provoca a precipitação das resinas e pigmentos. 2) Utilizar fundo selado alcalino resistente e repintar com tinta adequada.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. sem estar que migram do interior suficientemente curada. inclusive. graxas ou gorduras 2) Ambiente de pintura contaminado por silicones 3) Uso de anti-respingos e desmoldantes a base de silicone em áreas próximas a pintura 4) Ar comprimido contaminado 5) Umidade sobre a peça e no ar 6) Falta de instalação de purgadores e filtros de ar 7) Pouca homogeneização da tinta Névoa Branqueamento (Brushing) É o esbranquiçamento da superfície pintada com Tinta Nitrocelulose Durante a aplicação. a evaporação dos solventes provoca o resfriamento do filme até temperaturas abaixo do ponto de orvalho. romper a película de tinta. Crateras Formação de uma pequena depressão arredondada sobre a superfície pintada.DEFEITO Eflorescência IDENTIFICAÇÃO ORIGENS CORREÇÕES 1) Raspar o substrato e aguardar cura completa do mesmo. neutralizar previamente a superfície com solução de ácido muriático.

270-000 – Guaramirim .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 1) Após secar.A. solicitando a correção 2) Implantar sistema de utilização sempre do lote mais antigo 3) Diluir de acordo com orientações do fabricante 4) Utilizar produtos revalidados primeiro 5) Implantar melhorias nas áreas de armazenamento 6) Após diluir se ocorrer sedimentação.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. . 5) Verificar a catalisação se está correta Diferenças de Espessuras Diferença nas espessuras de tintas aplicadas geralmente geradas em função da geometria da peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Falta de controle de filme úmido.DEFEITO Marcas de lixa IDENTIFICAÇÃO Aspecto de riscos no filme de tinta sobre o substrato retratando parcial ou totalmente a peça ORIGENS 1) Uso de lixa de grana muito grossa para o preparo da superfície 2) Uso de ferramentas manuais e mecânicas inadequadamente CORREÇÕES 1) Corrigir com massa rápida ou poliéster o local 2) Lixar com lixa de grana mais fina 3) Treinamento dos operadores Sedimentação Decantação de substâncias sólidas ou pastosas no fundo das embalagens de difícil homogeneização 1) Problema de formulação 2) Produto muito tempo armazenado 3) Tinta diluída e guardada por longo período 4) Excesso de diluição 5) É produto que foi solicitado a sua revalidação ? 6) Ambiente de armazenamento inadequado 7) Sedimentação apenas após diluir a tinta ? 1) Emitir registro de reclamação para o fabricante. trazendo como conseqüência após a secagem o aparecimento do aspecto áspero ao passar a mão sobre a peça 1) Inabilidade do Pintor 2) Ambiente de pintura muito quente 3) Pressão de aplicação muito alta 4) Uso de Thinner inadequado 1) Treinar os Pintores 2) Controlar a temperatura ambiente 3) Regular a pressão de aplicação geralmente de 40 a 60 Lb / pol2 4) Diluir conforme recomendação do fabricante 5) Usar Thinner ou diluente de secagem mais lenta 6) Controlar a temperatura do substrato 99 WEG Indústrias S. 3) Uso de tintas eletrostáticas 4) Geometria da peça que gera as diferenças de espessuras Secagem Lenta Filme pegajoso ao 1) Produto vencido efetuar o manuseio ou 2) Excesso de espessura toque superficial com os 3) Excesso de umidade no dedos ambiente de pintura e secagem 4) Diluição incorreta 5) Inabilidade do Pintor 6) Catalisação errada Empoeiramento (Over Spray) Formação de muita nuvem de tinta durante a aplicação.net .weg. quando aplicável. preparar a superfície e repintar conforme a especificação técnica 2) Treinar os Pintores 3) Quando possível adotar o uso de pente úmido 1) Treinar os Pintores 2) Seguir a recomendação de diluição das tintas 3) Controlar a temperatura e umidade relativa do ar no ambiente de pintura e secagem 4) Cuidar com a aplicação quanto a camada. lixar as partes afetadas. homogeneizar com mais freqüência.

anéis. manuseio e preparação das tintas 2) Controlar a diluição via medição da viscosidade 3) Comunicar a Fábrica. 2) Usar tintas de formulação adequada. manchas ou mesmo diminuição do brilho. Mudança no aspecto da superfície como resultado do contato com a água diretamente sobre o filme ou o substrato. 3) Efeitos de sais do substrato sobre o veículo da tinta ou sobre os pigmentos/cargas. 4) Produto inadequado 5) Presença de umidade no substrato e ambiente. lixar as partes afetadas. se desmancha ou deixa sinais da operação. 5) Eliminar a causa da umidade no substrato e ambiente. .net . 1) Contato com umidade ou outro produtos antes do seu período de cura total 2) Fixação de sujeiras em áreas de maior porosidade ou de fusão térmica. podendo gerar marcas semelhantes a pontos.DEFEITO Baixa Cobertura IDENTIFICAÇÃO Característica de filme aplicado onde aparece o fundo da chapa ou a cor da tinta de fundo (Primer) após a aplicação da tinta ORIGENS 1) Falta de homogeneização da tinta 2) Preparação inadequada. sujeiras por lavagem 2) A formulação não é adequada com sabão neutro. preparar a superfície e repintar conforme especificado 2) Observar período após aplicação antes de colocar em contato com produtos químicos ou umidade 3) Rever produto junto ao fabricante 4) Lavar a superfície.A. Manchas (Úmidas ou químicas) (ver foto 6) 1) Após a secagem.270-000 – Guaramirim .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Baixa resistência à lavabilidade Ao tentar remover 1) A tinta não está curada.weg. para que seja avaliada a possibilidade de melhoria da tinta para os próximos lotes a serem fornecidos 1) Deixar a tinta atingir a cura total antes de lavar. a tinta para ser lavada. 100 WEG Indústrias S.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. com excesso de diluição 3) Produto inadequado 4) Falta de procedimento na linha de pintura CORREÇÕES 1) Implantar procedimento na pintura com orientações de uso.

Empolamento 4 .270-000 – Guaramirim .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Escorrimento 5 .A.weg.Craqueamento 6 .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.Fervura 2 .net .Manchas 101 WEG Indústrias S.Enrugamento 3 .1 . .

Diferença de Tonalidade 11 .Calcinação 10 .Falta de Aderência 9 .7 .Branqueamento 8 . .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A.270-000 – Guaramirim .weg.Casca de Laranja 102 WEG Indústrias S.net .SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Sangramento 12 .

. Enfermeiros do Trabalho. Auxiliares de Enfermagem do Trabalho e os Inspetores de Segurança do Trabalho. toda a sistemática de Prevenção de acidentes esta fundamentada na atuação destes dois órgãos: os serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho e as CIPAs.1 MISSÃO DA SEGURANÇA Ponto importante na implantação de qualquer programa de Prevenção de Acidentes. de acordo com as Políticas e Diretrizes traçadas pelas empresas. Dentro deste contexto. se inspiravam nos modelos americanos para esboçarem os primeiros passos em direção à instituição de Programas de Prevenção de Acidentes que viessem a satisfazer as suas necessidades. Baseia-se em que todos os Acidentes Podem e Devem ser Prevenidos. Aconselhar. quer sejam por Atitudes Incorretas. Quer sejam por Condições Inseguras. se não levar em consideração a Prevenção de Acidentes. como em qualquer outra atividade. 103 WEG Indústrias S.net .3 ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES § 62% dos Acidentes ocorrem quando as pessoas “cortam caminhos”. Qualquer Profissional jamais será Qualificado.A. Impor práticas seguras para prevenir qualquer acidente do trabalho que possa causar ferimentos pessoais. a qual passa a ser de TODOS. também de profissionais igualmente especializados. contemplando a elaboração de Normas e Regulamentos que viessem a anular os crescentes Riscos impostos pelo avanço tecnológico. Na Pintura Industrial a Missão não poderia ser diferente. Posteriormente classificados como Supervisores de Segurança e atualmente chamados de Técnicos de Segurança do Trabalho. o caminho mais fácil é aquele que nos conduz ao fato de que o Responsável pela Segurança dos trabalhadores em geral é o Órgão de Segurança.270-000 – Guaramirim . Nela. imposição da supervisão ou chefia imediata. danos ao meio Ambiente. Sendo assim já se tinha um Órgão Especializado e constituído. Compreender.17.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. 17. Atualmente. já que ela esta inserida no contexto das atividades de Risco Elevado. Surgiram os Engenheiros de Segurança. a partir de 1972 surgiram as primeiras Legislações acerca da Segurança Industrial. seja por auto-imposição. O que se via àquela época era a ação de algumas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs – que a rigor. Logo. Vendas e Lucros. Torna-se necessário que as empresas operem baseadas em que a Segurança dos Trabalhadores é algo de máxima Importância. a Missão é: Estabelecer.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. quando estão com pressa. poucas eram as empresas que conheciam e praticavam a Prevenção de Acidentes. e a todos os níveis. eles são Causados. com isso. quando são pressionadas para acabar logo sua atividades. a atividade está centralizada na Participação. paralelamente com: Produção. 17. com sua Ação de inspeção e fiscalização. Como se pode verificar. Médicos do Trabalho. pois. Aos órgãos de Segurança cabe a Missão de implantar e desenvolver o programa de Previdência de Acidentes. SEGURANÇA Até meados de 1972. não planejam adequadamente as operações. e prejuízos a empresa. fazse necessária a participação de todos.weg. Principalmente aquele que tem a seu cargo a Supervisão de determinadas atividades ou tarefas. 17.2 FILOSOFIA DA SEGURANÇA Os Acidentes não acontecem por acaso. E é tal Participação que promove a descentralização da Responsabilidade. muito menos Especializado. As CIPAs cabem o papel não menos importante de transformar-se no Braço Forte do Programa de Prevenção de Acidentes.

dependendo do grau de intoxicação. à morte. Por sua forma. pois. por estocagem e guarda inadequada. ou quanto ao contato exagerado do produto: Os vapores de solventes.§ 41% dos Acidentes ocorrem em função de treinamento inadequado ou feito em local não familiar. Vernizes e Solventes por sua constituição básica . espuma ou CO2. uso de creme não oleoso. § 21% dos Acidentes ocorrem por erro humano. por exemplo. e as poeiras de tintas são altamente tóxicas. é a partir deste instante que os Vapores (Inflamáveis. § No caso de contato com os olhos banhe-os imediatamente com água potável. § § Proteja-se dos gases com equipamentos de respiração Não apague o fogo com água. distúrbios passageiros. DERRAMAMENTOS Ventilar a área para remover os vapores. já que os solventes (e resinas) flutuam na água. Emoções. falha de Liderança Gerencial. tóxicos. conseqüentemente contaminá-lo. CONTATO COM OLHOS E PELE § Usar sempre proteção para os olhos e luvas para as mãos. . fígado. problemas pessoais.5 CUIDADOS NO TINTAS E VERNIZES MANUSEIO DE EM CASO DE FOGO ENVOLVENDO TINTAS § Usar extintor de pó químico. ou de solvente. FOGO E EXPLOSÃO A maioria das tintas contém solventes orgânicos inflamáveis. Enxugar o produto com material absorvente “sem solvente”. Os materiais de limpeza deverão ser colocados em recipientes metálicos e fechados. alcoolismo ou drogas. podem dotar-se de arrestas cortantes podendo ferir o trabalhador. má avaliação ou pânico. § 35% dos Acidentes ocorrem por distrações externas como: Tensão. . como.4 MANUSEIO SOLVENTES DE TINTAS E Tintas.A. § Dermatites. § 21% dos Acidentes ocorrem por condição física deficiente doenças. § Utilizar roupas de trabalho adequadas. intoxicação e através da pele (Dermatites).weg. tóxicos ou corrosivos. etc. ou mesmo características da forma de abrir. ou até mesmo danos irreversíveis a saúde ou a integridade física do Trabalhador. Os fatores básicos na prevenção são: ventilação adequada e eliminação de chamas expostas. § Problemas nos rins.270-000 – Guaramirim . 17. os mais diversos. 17. e isto ajuda a propagação do fogo. § Intoxicações diversas que podem conduzir inclusive. cérebro e outros órgãos vitais.net . durante pelo menos 10 104 WEG Indústrias S. as mais diversas. Alguns recipientes podem vir a constituir-se em risco de acidentes. A EXPOSIÇÃO EXAGERADA A TAIS PRODUTOS CONDUZ A: § Problemas respiratórios. . Problemas quanto à aspiração. A simples atividade de abrir uma embalagem de tinta. § Áreas do corpo que sejam difíceis de proteger (pescoço e pulso) devem ter proteção adicional. que cubram o máximo possível do corpo.são elementos altamente inflamáveis. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos: vias respiratórias. fadiga. § 15% dos Acidentes ocorrem por má conservação de máquinas e equipamentos. já se constitui em um risco na atividade de Pintura Industrial. uma alergia. ou corrosivos) começam a entrar em contato com o ambiente e. capaz de provocar desde uma simples reação superficial. faíscas ou quaisquer outras fontes de ignição. § 18% dos Acidentes ocorrem por falha na linha gerencial de engajamento na Segurança.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. peso.

270-000 – Guaramirim . EQUIPAMENTOS COLETIVA DE PROTEÇÃO HIGIENE PESSOAL § § Remova anéis e relógios de pulso. deve-se providenciar assistência médica urgente. em seguida consulte o médico. Bloqueado. b) Manter o produto longe das fontes de calor. ARMAZENAMENTO As instalações elétricas devem obedecer às normas NEC ou IEC e/ou ABNT. CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO a) Estocar o material em locais secos. Escolha roupa de trabalho com fibras naturais. ou áreas de trabalho. SOLVENTES DE TINTAS PODEM PROVOCAR § Dor de cabeça.§ minutos. devido à formação de eletricidade estática. limpe-a com um produto de limpeza adequado ou lave-a com água e sabão. § § § 105 WEG Indústrias S. No caso de contato com a pele. § Nunca fume. antes de iniciar o trabalho. utilização de agitadores pneumáticos.weg. as fibras sintéticas quando friccionadas. § Se a tinta ou solvente for ingerido acidentalmente. eles podem reter tinta junto à pele.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. c) Evitar expor o produto a temperaturas elevadas. Use somente equipamentos a prova de faíscas e assegure-se de que o mínimo de equipamentos elétricos seja usado na área de trabalho.6 SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA CONCIÊNCIA PREVENCIONISTA 1) O Local de trabalho deve ser Isolado. Nunca use solvente.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.A. berços para os tambores e recipientes semelhantes. produzem faíscas. INGESTÃO § Sempre armazenar a tinta longe de gêneros alimentícios e fora do alcance das crianças. Isto minimiza os perigos vindos do exterior. coma ou beba em depósitos de tinta. bem ventilados e identificados. afastado de alimentos e agentes oxidante. 17. principalmente todo o pessoal envolvido na operação.net . Use sapatos a prova de faíscas. A grande preocupação da Segurança e da Engenharia nos tempos atuais são definidos como aqueles que têm como objetivos proteger toda a planta e. que podem provocar a ignição dos vapores de solventes. Torna-se importante dar-se atenção: Ventilação do ambiente. não combustível e que contenha valas que permitam o escoamento para os reservatórios de contenção. sol e chuva. INALAÇÃO § A inalação de vapores de solventes e poeiras de tintas deve ser evitada. § Espaços ventilados = máscaras contra pó § Espaços com pouca ventilação = máscara com alimentação de ar externo § Nunca use pano envolto sobre a boca. Limpo e Arrumado. cobertos. Tonturas. aterramento de todos os equipamentos e utensílios. . e alerta o pessoal para os riscos potenciais da área. Por outro lado. a arrumação e a limpeza dos locais conduz a um clima de satisfação do pessoal que chega a facilitar o aprendizado. Irritabilidade e Atitudes não espontâneas. Nunca fume na área de trabalho. Tanques de estocagem devem ser circundados por diques de contenção e ter drenos para o caso de vazamento. O piso do local deve ser impermeável. Perda da consciência (podendo ser fatal).

Máscara com Traquéia ou ar mandado: Protege toda a face.2) Separar. manter as embalagens a pelo menos 6 metros do compressor de ar ou de outras fontes de Ignição. As latas vazias também representam fontes de perigo. principalmente quando o produto é armazenado em grandes recipientes. minimiza a quantidade de vapores inflamáveis no ambiente e permite um melhor controle. Respiração naso-oral. vernizes e Solventes deve-se tomar cuidados específicos. as duas latas deverão estar aterradas. 17. que rapidamente tornam a área inviável para a presença dos trabalhadores e adicionam o risco de incêndios e explosões. Como o problema básico da pintura é a evaporação de solventes. 7) Todas as latas vazias devem ir para a Sucata Não é permitido que as latas vazias sejam queimadas. um extintor deverá ser utilizado para evitar a propagação e maiores danos. Facilita a arrumação. levando em consideração a produção de energia Estática suficiente para provocar a Ignição dos vapores inflamáveis. Máscaras Descartáveis: Protege a respiração naso-oral. tendo adaptador para o nariz e é presa na cabeça por elásticos.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. inflamáveis e / ou tóxicos. além de não permitir a acumulação de latas de tintas e Solventes no local de Pintura. o qual recebe o ar do exterior com pressão positiva regulável. ou equipamentos semelhantes devido produzirem centelhas e. Retornar com elas ao canteiro e deixar secar bem antes de colocá-las no Armazenamento de sucatas. O extintor poderá ser portátil do tipo CO2 ou Pó Químico e estar localizado a cerca de 10 metros do local ou área de manuseio das Tintas.7 TRABALHOS EM TANQUES OU EM OUTRAS ÁREAS CONFINADAS Estabelecer critérios de inspeção e de Trabalho Seguro.weg. 8) Usar os EPI’s adequados. Geralmente. 106 WEG Indústrias S. 6) Todas as latas de Tintas e outros recipientes vazios deveram ser removidos do local de trabalho ao final de cada dia. faz-se necessário atentar-se para detalhes de ventilação ambiente quando possível visando à proteção coletiva e individual.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. reduz os custos de transporte. mesmo que somente para manusear as embalagens. eleva-se o risco de incêndios ou explosões. para minimizar a evaporação de vapores de solvente. etc. devido aos restos de tintas. A traquéia é conectada com elementos filtrantes a cintura do trabalhador. áreas internas de tubulações. em quantidade igual ou superior a um Galão. . Inspecionar e levar para o local de trabalho somente o que será utilizado no dia. assim sendo. orientando para remover o máximo possível das Tintas das embalagens e quando possível usar o Solvente de diluição para lavar a sobra adicionando após a própria Tinta. 5) Ao adicionar o conteúdo de uma lata dentro da outra. quando da mistura ou homogeneização da Tinta. 9) O extintor de incêndio deverá estar próximo Para evitar-se a propagação de chamas no caso de as mesmas ocorrer. uso de abrasivos e o fumar. Utilizar máscaras de acordo com o tipo de pintura e ambiente.270-000 – Guaramirim . Devemos atentar para algumas providências básicas: 1) Todas as fontes de ignição foram elaboradas? § Proibir o uso de operações de corte e solda. 3) Manter todas as latas fechadas e distantes das fontes de ignição Os recipientes devem permanecer fechados até o momento exato da utilização. Importante. Proteger as mãos com luvas adequadas. cada empresa monta um procedimento.net . quando da entrada a execução de serviços no interior de espaços confinados. Durante o manuseio de Tintas. Máscaras de Cartucho: Com filtro de carvão ativo cambiável. Compartimentos diversos como: interiores de tanques.A. 4) Para misturar as Tintas só se deve utilizar equipamentos Pneumáticos Jamais se deverá usar misturadores elétricos.

cérebro e outros órgãos vitais. Dependendo das condições físicas do trabalhador. Todo o equipamento de pintura deverá estar aterrado.net . assim como as entradas para os compartimentos. Nestas eventualidades.270-000 – Guaramirim .A. e igualmente importantes. 4) Estabelecer sistema de rodízio entre os trabalhadores autorizados O tempo médio de permanência no interior de qualquer espaço confinado deverá ser de 30 minutos por 10 de descanso. § Dermatites as mais diversas. aumentando ou diminuindo de acordo com as condições do serviço. 6) Providenciar a Linha de Vida Constitui-se de uma corda instalada a partir do exterior e amarrada á cintura de cada um dos trabalhadores no interior do compartimento confinado. Poderá ser feita através de um “Linha de vida”. todos os trabalhadores por orientação prévia. Os problemas acima enumerados. deverá ser providenciados cópias da listagem e entregar aos Supervisores. Sendo inclusive o meio de comunicação entre os trabalhadores e o exterior. inclusive para possibilitar remoções rápidas do pessoal. 8) Verificar se os acessos ao interior do tanque e ventilação são adequados. . são altamente tóxicos. Todas as aberturas para ventilação. e como tal. 2) Todo o pessoal tem o crachá de autorização para trabalho em espaço confinado? A entrega do crachá deve ser precedida de uma orientação detalhada quanto aos trabalhos a serem executados. 5) Providenciar “VIGIAS” para as entradas de todos os espaços confinados. e o PROTEÇÃO À INTEGRIDADE FÍSICA DO TRABALHADOR Os vapores de solventes.weg. até que a luz de emergência seja acionada pelo vigia. deverão permanecer onde estão. Proporcionar a condição ideal para indivíduo dentro do compartimento. 10) Verificar se a Iluminação esta adequada. O sistema de ventilação deverá estar instalado e funcionando. quanto através da pele. § Intoxicações diversas que podem conduzir. recomenda-se: § Verificar se fios e cabos elétricos não possuem emendas ou rachaduras. A exposição exagerada a tais produtos podem conduzir a: § Problemas respiratórios. deverão ser de dimensões adequadas. § Problema nos: rins. nem sempre produzem os sues efeitos imediatamente. inclusive. Durante as atividades de pintura eles podem ser absorvidos – tanto através das vias respiratórias. Para evitar risco de incêndios ou explosões causados por centelhas.§ § § Todo o sistema de iluminação deverá estar em perfeitas condições. Será ele que ira permitir a dissipação para o solo da eletricidade estática. assim como quanto aos riscos envolvidos. dependendo do grau de intoxicação. a morte. 11) Iluminação de emergência No caso de falta de energia. fígado. 3) Foi feita uma listagem nominal do pessoal autorizado a trabalhar no espaço confinado? Visa facilitar a identificação dos trabalhadores. 7) Espaço confinado está Limpo Descontaminado. Visa evitar a entrada de estranhos e o vigia estará atento para qualquer eventualidade. § Uso de equipamentos elétricos a prova de explosão. 9) Verificar se o aterramento foi providenciado. o vigia deverá ter a mão uma lanterna portátil – a prova de explosão – para agir imediatamente. as seqüelas podem levar alguns anos para chegarem e se pronunciar e produzirem os seus efeitos maléficos. § Que nenhuma tomada esteja no interior do Tanque.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. os mais diversos. e as poeiras de tintas. 107 WEG Indústrias S. eventualmente cancerígenas.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.

chegando-se à pintura propriamente dita. lembrar que exposições – por mínimas que sejam – podem conduzir a quadros clínicos alarmantes. os andaimes bem posicionados e amarrados. para cada atividade também especifica.weg. apesar de todas essas providencias.Enfatizamos que todos – indistintamente – estão sujeitos aos efeitos das tintas e seus vapores: desde o pintor. Passamos a expor alguns desses equipamentos. No caso dos serviços de pintura.8 EQUIPAMENTOS INDIVIDUAL – EPI DE PROTEÇÃO Torna-se importante salientar que todas as medidas de Segurança evidenciadas até o presente momento dizem respeito à Proteção Coletiva.270-000 – Guaramirim . Quaisquer outros modelos similares poderão ser adotados. porém. 108 WEG Indústrias S. e via de regra. É nesse que enfatizamos. quase que exclusivamente. todos os aparatos relativos ao espaço físico no qual o trabalho é realizado. são vários os equipamentos a serem usados. para a proteção individual. e o fluxo constante pode ser regulado através da válvula situada à altura do cinto. Em qualquer situação.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. a ventilação e a iluminação adequadas. nem sempre elas são suficientes para dar ao trabalhador toda a proteção que ele necessita. 17. até os elementos que supervisionam as atividades. para uso do pessoal envolvido no manuseio e preparação de tintas. raspa. Máscaras com ar mandado. passando-se pelo manuseio de tintas e. as operações fundamentais de jateamento. É nesse ponto que a Engenharia de Segurança volta a sua atenção. Deverá ser dotado de mangueira para fornecimento de ar. Modelo básico para a proteção do jatista contra a ação do abrasivo. com costa e punho de lona. protegem o jatista contra os problemas da sílica e contras os abrasivos. enfim. deverá ser filtrado adequadamente. passa-se a adotar o uso de Equipamentos de Proteção Individual – EPI. . fornecendo as informações acerca da sua utilização: Capuz ou elmo: Podendo ser usado em conjunto com o Avental e as mangas de Luvas de raspa. finalmente.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www.net . As luvas de plástico são mais conhecidas. também. Deverão estar em uso mesmo quando a ventilação for boa. Conforme se espera ter ficado evidenciado. poderá persistir o Risco de Acidentes. O ar deverá ser filtrado antes de chegar à máscara. para serviços de pintura em ambientes confinados. Entretanto. Como. Pode-se adiantar a existência de um equipamento especifico. O ar é fornecido por meio de compressores. ou da concentração dos vapores no ambiente.A. a principal preocupação deve ser a Proteção Coletiva: as máquinas em bom estado. a responsabilidade inerente a cada trabalhador em particular: zelar pela sua própria segurança. isso não altera as características. Luvas em PVC. dependendo do material em contato.

Os cartuchos deverão ser trocados periodicamente. assim como por quaisquer outros trabalhadores que estejam envolvidos nas atividades de pintura industrial. para utilização nos locais onde haja a presença de poeira em suspensão. . Para uso geral. a princípio. quando pelo jatista.A. reduzem os ruídos a níveis suportáveis.weg. e o compressor. elas servem para dar 109 WEG Indústrias S. Filtro de ar. Como deve ser utilizado entre o suprimento de ar para o trabalhador.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Máscara do tipo descartável.net . Além dos equipamentos acima.Deverão ser usados nas operações de jateamento. quer seja de aplicação de tintas em espaço a céu aberto. em função do barulho produzido pelo ar no bico de jato.270-000 – Guaramirim . O seu uso não deverá ser dispensado em qualquer momento que o trabalhador tenha que usar ar mandado. Para utilização no manuseio de tintas ou na aplicação das mesmas. deveria ser classificado como um Equipamento de Proteção Coletiva. Ele deverá ser usado tanto pelo pintor. Protetores auriculares do tipo plug. quer a céu aberto. Máscara de cartucho duplo. Óculos com proteção lateral deverá ser usado nas operações em que ocorra a presença de abrasivos. vulcanizada.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. Botina de couro. com fixação por tirantes. com cadarços e com solado antiderrapante. As toucas também fazem parte da indumentária do pintor. o mesmo se enquadra como mais um equipamento de proteção individual. uma ênfase especial deve ser dada ao macacão. quer em espaços semi-abertos onde a ventilação seja relativamente boa.

“O MAIS IMPORTANTE É SABER O QUE DEVE SER USADO E. Não esquecer que os resíduos de tinta vão se acumulando nas mesmas e que. . seria o mesmo que estar levando para casa os males que atingem o trabalhador no local de trabalho. o que agravaria a situação. antes. Isso poderia conduzir à transmissão de várias doenças apesar de .proteção a cabeça e ao pescoço do pintor. Nesse caso.270-000 – Guaramirim . sempre que o mesmo estiver trabalhando em alturas superiores a 2 metros. lavar as roupas de trabalho juntamente com as da família. não deve transformar-se em um meio exclusivo de imagem promocional descabida. Caso tal ponto não venha a existir. Deve-se usar somente o estritamente necessário. nesse caso. equipamento que deverá. As roupas de trabalho devem receber um tratamento também criterioso. RECOMENDAÇÕES QUANTO AO USO DE EPI Em relação aos equipamentos. em conseqüência disso. Nunca deverá estar situado abaixo. crianças poderão estar sendo afetadas. Tal equipamento deverá ser dotado de talabarte e mosquetão que permitam a fixação à estrutura ou qualquer outro ponto fixo e próximo ao pintor. Entretanto. Jamais se deve permitir que vários trabalhadores utilizem a mesma máscara sem que. em particular as máscaras e roupas deve ser tomado alguns cuidados em relação a cada um deles. ela tenha sido devidamente higienizada após ter sido utilizada pelo trabalhador precedente.supostamente – todos estarem em boas condições de saúde.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Finalmente.” 110 WEG Indústrias S.net .Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89. principalmente quando levadas para casa. a sua fixação – poderá ser um olhal – deverá ser providenciada a aproximadamente 1 metro acima de onde o trabalhador estiver operando. evitando possíveis irritações e infecções.weg. Aconselha-se que sejam lavadas “em separado”. CONSEQUENTEMENTE. elas passam a ser – quase – tão tóxicas quanto as tintas sendo manuseadas. Só que. USAR SEMPRE. Enfatizamos que o uso do EPI é uma necessidade. atenção especial deverá ser dispensada ao cinto de segurança. também. mantendo-se sempre limpas.A. ser usado por todo e qualquer trabalhador.

São Paulo. Rio de Janeiro: Editora Interciência. Jorge M. 1998. Tintas & Vernizes – Ciências e Tecnologia. 3ª ed.SC – Fone (47) 3276-4000 – Fax (47) 3276-5500 – www. Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. . Rio de Janeiro. GENTIL. Inspetor de Pintura Nível I. Associação Brasileira de Corrosão.A. 111 WEG Indústrias S. Editora Guanabara. R. Corrosão. LOBO. Alfredo Carlos O. Pintura Industrial na Proteção Anticorrosiva.Tintas Rodovia BR 280 – km 50 – 89.18. Laerce de Paula. Fev de 1988. Rio de Janeiro. FAZENDA.net .weg.270-000 – Guaramirim . BIBLIOGRAFIA NUNES. (coordenador). Vicente. 2ª ed. Edgard Blücher. ABRACO. 2005.