Desenho mentalmente, Todos os dias, Os traços do teu rosto Que nunca me será indiferente.

É depois do Sol-posto, Durante as noites frias, Que deixo escorregar O lápis pelo papel pálido;

E é assim que me deixo levar Com um nó de cordel Preso às amarras da dor Que nunca me deixarão Ver belezas numa flor.

Deixo-me ir por sonhos e pesadelos, Mas nunca sei quando irei perdê-los.

Anseio para que seja em breve (Apesar de que toda minh’alma apenas a ti serve) Para que não acabe enclausurada Numa armadilha apenas por mim montada.

Não é este o amor Que se traduz nos meus dias sem cor?

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