Christinne Feehan

Jogo Sombrio
(Shadow Game)

Caminhantes Fantasmas 1
Digitalização: LibrosLibrosLibros Disponibilização: Denise Ferreira Revisão: Gis Formatação: Gisacb4 PROJETO REVISORAS TRADUÇÕES

ARGUMENTO: A doutora Lily Whitney foi às instalações de pesquisas dos laboratórios Donovan, a pedido de seu pai para o ajudar em suas investigações, mas, a repentina morte de seu pai a deixa à frente de um estranho experimento centrado nas habilidades psíquicas que parece estar provocando a morte dos sujeitos de investigação. Agora é seu dever e responsabilidade cuidar destes homens que seu pai tanto prejudicou e ensiná-los a viver com suas incomuns habilidades de uma vez e os ajudar a conservar suas vidas.

DEDICATÓRIA: Para meu irmão, Matthew King, muito obrigado por toda ajuda com a investigação necessária para este livro. E para Mackenzie King, por seu sorriso de dinamite e sua ajuda para voltar essas coberturas dos livros na direção correta! Obrigado especial para Cheryl Wilson. Não tenho nem idéia do que faria sem você.

CAPÍTULO 1 O capitão Ryland Miller apoiou a cabeça contra a parede e fechou os olhos com cansaço absoluto. Podia ignorar a dor de cabeça, as facas raiando seu crânio. Podia ignorar a jaula em que estava. Podia ignorar inclusive o fato de que cedo ou tarde, ia cometer um deslize e seus inimigos o matariam. Mas, não podia ignorar a culpa, a raiva e a frustração que ascendia como uma gigantesca onda enquanto seus homens sofriam pelas conseqüências de suas decisões. Kaden! Não posso alcançar Russel Cowlings, você pode? Tinha convencido seus homens a entrar no experimento que acabara com todos eles nas jaulas de laboratório em que agora residiam. Bons homens. Homens leais. Homens que tinham querido servir a seu país e sua gente. Todos tomamos nossa decisão. Kaden respondia a suas emoções, as palavras zumbiram dentro da mente de Ryland. Ninguém conseguiu alcançar Russell. Ryland amaldiçoou brandamente em voz alta enquanto passava uma mão pelo rosto, tentando afastar a dor que lhe provocava o falar telepaticamente com seus homens. O vínculo telepático entre eles se tornou mais forte à medida que todos trabalhavam para desenvolvê-lo, mas somente uns poucos deles podiam mantê-lo por muito tempo. Ryland tinha que proporcionar a ponte, e seu cérebro, com o passar do tempo, se ressentia ante a enormidade de semelhante esforço. Não toquem nas pílulas para dormir que lhes deram. Suspeitem de qualquer medicação. Percorreu com o olhar a pequena pílula branca na beirada de sua mesa. Gostaria de ter uma análise química de seu conteúdo, por que não o tinha escutado Cowlings? Cowlings teria aceitado a pílula para dormir com a esperança de uma breve pausa? Tinha que tirar seus homens dali. Não temos alternativas, devemos tratar esta situação como se estivéssemos atrás das linhas inimigas. Ryland tomou um profundo fôlego, deixando-o escapar lentamente. Já não sentia que tivesse alternativa. Tinha perdido muitos homens. Sua decisão os tacharia de traidores, desertores, mas era a única forma de salvar suas vidas. Tinha que encontrar uma forma de que seus homens escapassem do laboratório. O coronel nos traiu. Não temos mais alternativa que escapar. Solicitem informação e apóiem uns aos outros o melhor que possam. Esperem a minha ordem. Foi consciente da perturbação ao seu redor, às escuras onda de intensa antipatia que raiavam em ódio que precedia ao grupo que se aproximava da jaula em que se encontrava retido. Alguém se aproxima... Ryland cortou bruscamente a comunicação telepática com aqueles de seus homens aos que podia alcançar. Permaneceu imóvel no centro de sua cela, cada sentido flamejando para identificar os indivíduos que se aproximavam.

Esta vez era um grupo pequeno: o Dr. Peter Whitney, o Coronel Higgens, e um guarda de segurança. Ao Ryland divertia que Whitney e Higgens insistissem em que um guarda armado os acompanhasse apesar do fato de estar encerrado atrás de grades e uma grossa barreira de cristal Cuidou de manter seus traços inexpressivos enquanto se aproximavam de sua jaula. Ryland levantou a cabeça, seus acesos olhos cinza tão frios como o gelo. Ameaçador. Não tentou ocultar o perigo que representava. Eles o tinham criado, o tinham traído e queria que o temessem. Havia uma tremenda satisfação em saber que o faziam... E que tinham razões para fazê-lo. O Dr. Peter Whitney liderava o grupinho. Whitney, mentiroso, enganador, fabricante de monstros. Era o criador dos Caminhantes Fantasmas. Criador daquilo em que o Capitão Ryland Miller e seus homens se converteram. Ryland ficou em pé lentamente, um deliberado ondular de músculo, um letal felino estirando-se prazerosamente, desencapando as garras enquanto esperava dentro de sua jaula. Seu olhar gelado tocou os rostos, demorando-se, pondo-os incômodos. Olhos de ultratumba. Olhos de morte. Projetou a imagem deliberadamente, desejando, inclusive necessitando que temessem por suas vidas. O Coronel Higgens afastou o olhar, estudou as câmeras, a segurança, observando com evidente apreensão como a grossa barreira de cristal se abria. Embora Ryland permanecia enjaulado atrás das pesadas grades, Higgens obviamente se sentia intranqüilo sem a barreira, inseguro de quão poderoso Ryland se tornou. Ryland fortaleceu a si mesmo para o assalto aos seus ouvidos, a suas emoções. Ao fluxo de informação indesejada que não poderia controlar. O bombardeio de pensamentos e emoções. A repugnante depravação e avareza que descansava após as máscaras dos que o encaravam. Manteve os traços cuidadosamente inexpressivos, sem deixar escapar nada, não desejando que soubessem o que lhe custava defender sua mente totalmente aberta. — Bom dia, Capitão Miller — Disse Peter Whitney amavelmente — Como vão as coisas esta manhã? Dormiu algo? Ryland o observou sem piscar, tentado a procurar empurrar através das barreiras de Whitney para descobrir o autêntico caráter após a parede que Whitney tinha em sua mente. Que segredos se ocultavam ali? A única pessoa que Ryland precisava entender, ler, estava protegida por alguma barreira natural ou artificial. Nenhum dos outros homens, sequer Kaden conseguiu penetrar na mente do cientista. Não podia conseguir nenhum dado pertinente, defendido Whitney como estava, mas as pesadas ondas de culpabilidade eram sempre emitidas ruidosamente. — Não, não dormi, mas suspeito que já sabe disso. O Dr. Whitney assentiu. — Nenhum de seus homens está tomando sua medicação para dormir. Comprovo que você tampouco. Há uma razão para isso, Capitão Miller? As caóticas emoções do grupo golpeavam Ryland com força, como fazia sempre. Em princípio, costumavam a fazê-lo cair de joelhos, o ruído em sua cabeça

era tão alto e exasperante que seu cérebro repelia, castigando-o por suas habilidades antinaturais. Agora, era muito mais disciplinado. OH, a dor ainda estava ali, como milhares de facas atravessando sua cabeça ante a primeira brecha em seu cérebro, mas ocultava sua agonia além da fachada de gelada e ameaçadora calma. Estava, depois de tudo, bem treinado. Os seus nunca revelavam debilidade ante o inimigo. — A autoconservação é sempre uma boa razão — Respondeu, lutando por reprimir as emissões de onda de debilidade e dor das agonizantes emoções. Manteve seus traços totalmente inexpressivos, negando-se a permitir que eles vissem o custo que pagava. — Que demônio significa isso? — Exigiu Higgens? — Do que nos está acusando agora, Miller? A porta do laboratório tinha ficado aberta, incomum para a segurança extrema da companhia, e uma mulher a atravessou apressadamente. — Sinto chegar tarde; a reunião durou mais do esperado! Neste momento o doloroso assalto de pensamentos e emoções se reduziu, emudecido, deixando Ryland capaz de respirar normalmente. De pensar sem dor. O alívio foi instantâneo e inesperado. Ryland se concentrou nela imediatamente, precavendo-se de que em certa forma estava apanhando as emoções mais intensas e as mantendo a raia, quase como se fosse um ímã para elas. E não era qualquer mulher. Era tão bonita, que roubava seu fôlego. Ryland poderia jurar, quando a olhou, que o chão se ondeou e moveu sob seus pés. Olhou para Peter Whitney, pilhando ao homem estudando suas reações ante a presença da mulher muito atentamente. Ao princípio Ryland se sentiu envergonhado que o apanhassem olhando-a fixamente. Depois compreendeu que Whitney sabia que a mulher tinha alguma aura de habilidade psíquica. Realçava as habilidades de Ryland e esclarecia o lixo de pensamentos e emoções vagas. Whitney sabia o que ela fazia exatamente? O doutor estava esperando uma reação, assim Ryland se negou a lhe dar a satisfação, mantendo sua expressão totalmente em branco. — Capitão Miller, gostaria de apresentar minha filha, Lily Whitney. Doutora Lily Whitney — O olhar de Peter nunca abandonou a expressão de Ryland. — Pedi que se unisse a nós; espero que não se importe. A surpresa não podia ter sido mais completa. A filha de Peter Whitney? Ryland deixou escapar o fôlego com lentidão, encolhendo seus largos ombros informalmente, outro ondular ameaçador. Não se sentia informal. Tudo dentro dele se tranqüilizou. Acalmando-se. Estendendo-se. Estudou a mulher. Seus olhos eram incríveis, mas precavidos, Inteligente, Informada. Como se o reconhecesse, de alguma forma elementar. Seus olhos eram de um azul surpreendentemente profundo, como o centro de uma limpa e fresca piscina. Um homem podia perder a cabeça, a liberdade em olhos como os dela. Não era muito alta, mas tampouco excessivamente baixa. Tinha uma figura de mulher embutida em um traje verde acinzentado de algum tipo que se ajustava para atrair a atenção sobre cada exuberante curva. Caminhava com uma decidida claudicação, mas quando a examinou em busca de danos, não pôde ver

no momento em que viu seu rosto. mas adorarei tentar ajudar. inclusive durante um curto período de tempo. Transpassava-o com o olhar e sabia que a visão não era muito reconfortante. Lily — Disse Peter Whitney. no momento em que ela entrou na habitação. A imagem foi tão vívida que por um momento só pôde olhá-la. ou você esteve de acordo em oferecer-se voluntário para esta missão? — Havia um pequeno desafio em sua voz. Estive procurando uma forma de reverter o processo. . parecia um lutador selvagem. — O Capitão Miller se ofereceu voluntário. mas eu sim. não queria que nenhum deles acreditasse que o enganariam trazendo uma mulher — Porque isso é o que sou.. — Quer dizer como um rato de laboratório? — Perguntou Ryland brandamente. Reconhecer a dela. Não precisamos reverter o processo. sua alma pareceu procurar a dela. — Capitão Miller — Sua voz era tranqüilizadora. Não havia forma de suavizar sua expressão ou minimizar as cicatrizes de sua cara ou barbear a escura sombra que cobria sua mandíbula teimosa.. Em meio de sua luta por sobreviver. O olhar escuro de Lily saltou até sua cara. olhando-a fixamente. — O Capitão Miller é um soldado e ofereceu-se voluntário para esta missão e devo insistir em que a leve a cabo até sua conclusão. Uma mescla de fumaça e calor que o chamuscou diretamente através do estômago. Nunca antes tinha reagido com tanta força a uma voz. O fôlego se imobilizou no interior de seu corpo e só pôde queixarse. A cor se arrastou para cima pelo pescoço feminino. — Não estava preparado para os brutais resultados. mas suas grossas sobrancelhas se uniam em um cenho de desaprovação. Não tive muito tempo para repassar os dados. Whitney tem seus próprios ratos humanos com os quais jogar.nada que indicasse lesões. Olhava fixamente ao Peter Whitney. estou mal informada. Sexy. O som pareceu o envolver em lençóis de cetim. O Dr. — Encantada de o conhecer. Era musculoso. precisamos aperfeiçoálo. carregando a maior parte de seu peso na parte superior do corpo. sua reação física ante ela resultava chocante. No pior. com a constituição compacta de um lutador. deliberadamente. Suas compridas pestanas revoaram e afastou o olhar dele para seu pai. Meu pai pensou que poderia ser de alguma utilidade na pesquisa. parecia um guerreiro. Uma sobrancelha se arqueou. Em seu melhor momento. e se frisava quando não o mantinha rente ao crânio. amável. — Esta habitação está muito exposta. complacente. — Não acredito que esta seja a forma mais apropriada de dirigir isto — Exclamou o Coronel Higgens. Quem realizou o desenho? Para mim seria uma forma muito difícil de viver. — Sinto muito. seus amplos ombros. esfregando e acariciando sua pele até que se sentiu romper a suar. tilintando delicadamente em suas bochechas. acima de tudo isso. Seu cabelo era espesso e negro. até agora tudo o que tentei fracassou. imaginar seu corpo nu contorcendo-se de prazer abaixo do dele. Capitão Miller. peito e braços.

Manteve seu olhar brilhante fixo em Lily Whitney. Ele estava igual de tranqüilo. embora trágica. Whitney continuava com o que obviamente era uma discussão largamente estabelecida entre eles — Já perdemos vários homens. Tomava com calma. sem deixar se intimidar no mais mínimo pelo perigo que emanava dele. as lágrimas alagavam seus olhos. Deliberadamente deu as costas ao homem que se contorcia e andou pela cela. Sua boca se abriu amplamente enquanto ofegava em busca de ar. Negou com a cabeça. disseca-lo para que todos pudessem ver o que ocorria em seu cérebro. São dispensáveis. Higgens entrou em um acesso de tosse. olhando furiosamente ao Miller — Este é um experimento importante. abrindo os dedos lentamente. e tudo o que Higgens temia ele destruía.. e não vale a pena converter-se em assassino por ele. A cabeça de Lily saltou para cima.. limpando sua mente. Parecia tão fria como o gelo. — Tentou me matar. Necessitamos que estes homens funcionem. Basta. Seu olhar desceu até as mãos de Ryland. Observou seus dedos fecharem lentamente como ao redor de uma garganta grossa. A sobrancelha escura de Ryland se arqueou e seu olhar brilhante encontrou ao de Lily. Tomou apoio. A perda de uns poucos. limpando seus pulmões. Peter Whitney suspirou e se aproximou com passos pesados do outro lado da . Deixou escapar um suave protesto entrecortado. A voz na mente de Ryland foi suave. mas toda sua mente se estendeu como uma mão. O homem não queria Lily Whitney em nenhum lugar perto do Ryland ou seus homens. um ligeiro protesto. O coronel cambaleou. A filha do doutor era definitivamente telepática. Fechando-a como um grilhão. todos viram. O coronel é um exímio estúpido. ninguém os considera dispensáveis. tentando abrir o pescoço da camisa. Está disposto a sacrificar a cada um de meus homens. sem aplacar-se nem por um momento. Higgens tossiu deu um grunhido. Ryland não olhou Higgens. Peter Whitney e o jovem guarda se lançaram para o coronel. — Conheciam os riscos — Replicou Higgens. Melhor ainda.Ryland não tinha problemas para ler as emoções do coronel. Apontou com um dedo tremente para Ryland. — Coronel Higgens não creio que compreenda completamente o que estes homens estão passando. O Coronel Higgens tinha medo de Ryland Miller e dos outros homens da unidade paranormal. é uma perda aceitável considerando a importância do que estes homens podem fazer. Ryland deixou escapar o fôlego em um suave e controlado fluxo. o que ocorre a seus cérebros — O Dr. o cientista o agarrou e o baixou até o chão. seu olhar fixo mantinha o seu. Ninguém está disposto a sacrificar aos homens. tentando ajuda-lo a respirar. O que queria era levar Ryland além dos laboratórios e lhe dar um tiro.

era que os Donovan procuravam dinheiro e benefício pessoal. precisamos resultados. somada ao incomum comportamento de seu pai. Ryland podia ler seus pensamentos. Ryland se voltou. é do mais alto nível igual a meu compromisso com este projeto. Estava removendo-se. Ryland se tinha convencido de que não era nada que beneficiaria a ele ou seus homens. seu olhar cinza pensativo enquanto descansava sobre o coronel. — Não quero voltar a ouvir falar de reverter o processo. Tão tranqüila e tão fria como sempre. Sempre há um salto nos sensores do computador quando se produz uma emissão de onda de poder. mas fosse o que fosse o que tramasse Whitney. Se havia uma coisa que Ryland sabia com segurança. Não tenho os dados necessários neste momento. Coronel. A Corporação Donovan fedia a isso. Lily Whitney não tinha nem idéia no que estava se colocando. O experimento para realçar a habilidade psíquica e reunir uma unidade de combate tinha sido seu projeto. não a segurança nacional. mas o homem estava profundamente enterrado na lama.Perguntou Higgens à Lily Whitney. mas posso assegurar que empenharei nele o tempo que seja necessário até encontrar as respostas necessárias — Inclusive enquanto falava. algo que não podia captar. Coronel Higgens. O Coronel Higgens amaldiçoou de novo. sem estar seguro de poder manter o rosto sério enquanto ela mentia ao coronel. Peter Whitney tinha sido o homem que persuadiu Ryland que o experimento tinha mérito. Lily estudava a tela do computador. mas estava disposta a lhe encobrir. Neste momento. — Pode ler o código que seu pai utiliza para suas notas? . manteve-se de costas ao grupo. Não necessitamos outro maldito coração tenro neste projeto. Ryland não podia ler ao doutor como podia fazer agora com a maioria dos homens. Ali havia algo. Não podia recordar a última vez que tinha sorrido. Sua aversão por Higgens. Whitney. sua idéia. Não sei se você está tentando sabotar meu projeto ou tem uma vingança pessoal contra o Capitão Miller. mas o impulso estava ali. Fingia que estava de acordo. — Estou cansado de tanto melodrama. De que seria seguro para seus homens e que serviriam melhor a seu país. A mente de Higgens . Fosse o que fosse que havia na tela a deixava perplexa por muito que seu pai houvesse dito.habitação para estudar o computador. contorcendo-se. Em qualquer caso. Ele não tinha nem idéia ao que jogava Peter Whitney. vou escrever ao general e insistir em que envie outra orientação. Aqui não há nada absolutamente. seu pai tinha lhe dado pouca informação e simplesmente estava medindo. Por que demônio não escreve seu trabalho simplesmente em inglês como um ser humano normal? — Cuspiu a pergunta para Peter Whitney irritadamente. não fez nada absolutamente. e sabe o que penso sobre incorporar sua filha à equipe. perdendo de repente o interesse em Ryland — Jargão se me pergunta. Miller está certamente preso em uma jaula. formulando idéias e crescendo. — Meu grau de segurança. a tinha posto firmemente do lado de Ryland no momento.

olhando ao coronel. Permanecia muito quieta. Seus informes não têm nenhum sentido. — Quando quiser um relatório. atuando como se Ryland não o pudesse ouvir. te tirarei do Donovan tão rápido que não saberá o que te golpeou. deixando aos outros com sua discussão. procurando algum sinal. Parecia relaxada. Whitney era um látego de desprezo. — Cresci lendo seus códigos. À Corporação Donovan. Não tem nada que fazer em meu computador seja aqui ou em meu escritório. Informação que podia utilizar para negociar com o Dr. mas Ryland era muito consciente de que olhava para seu pai. Tem razões pessoais para que te desgoste o capitão? — A voz do Dr. Está pressionando duro meu pai para seguir adiante com o projeto. curvada e subitamente ardilosa. — Quero que faça algo com respeito ao Miller — Disse Higgens. sequer a olhou. um indício sobre como dirigir a situação. Higgens não tem nem idéia que é telepática. Brilhante. reunindo impressões. Lily encolheu os ombros. Peter Whitney franziu o cenho para o Coronel Higgens. Frank? O que tem em mente? Uma lobotomia? O Capitão Miller levou ao cabo cada prova que solicitamos. Sua labareda de excitação devia estar mostrando-se em sua mente porque Lily se voltou e o avaliou com um frio e pensativo olhar. e empapando-se de tudo como uma esponja. Algo que podia utilizar para salvar seus homens. retorcida. — Capitão Miller. Ryland sentiu a perplexidade crescente dela enquanto cravava seus olhos na combinação de números. Ryland sussurrou as palavras na mente de Lily Whitney. e letras na tela do computador. absorvendo informação. Whitney. Voltou o olhar à tela do computador. Só quer o melhor para você e seus homens. Frank? — Exigiu Peter Whitney. terei os dados organizados e o relatório estará terminado e preparado a tempo. símbolos. Ryland observou Lily Whitney. Não sabe de você. — Este não é seu projeto pessoal. Para ele já estou morto. Lily não afastou o olhar do computador nem deu nenhuma outra amostra de estar comunicando-se com ele. colorida e cheia de possibilidades. se você está tendo uma aventura com a esposa . Se sua gente se aproximar de meu trabalho. que claramente vinha de muito antes. Peter — Higgens olhou furiosamente a todos. é obvio que posso lê-lo. Ryland sabia que tinha munição. Whitney não lhe deu nada. escutando. não para terminá-lo. — Que demônios estive fazendo em meus arquivos privados. claramente exasperado. O conhecimento explodiu sobre ele como a luz de um prisma. Não está satisfeito com os resultados e não se mostra de acordo que seja perigoso para todos vocês.parecia uma ravina negra. Lily ocultou sua frustração. Whitney estava ocultando as habilidades de sua filha ao coronel. — Quer que se faça algo? O que significa isso. não me ocultará segredos. apropriadamente digitado em inglês. O Dr. — Também é meu projeto e estou no comando. Minha investigação aproxima muitos projetos que estão em meu computador e você não tem nenhum direito de invadir minha privacidade.

do Coronel Higgens. — Ria tudo o que queira. Foi mais sentir que ver. Ela parecia tão fria como sempre. Quando o pai de Lily se dispôs a sair do quarto. Ryland ignorou a discussão entre os homens. sua sobrancelha escura um arco perfeito. sintonizadas e dispostas a ser utilizadas por todos os homens. Ryland pressentiu que a perplexidade dela era aguda. e. senhor — Disse ela. não rirá quando apresentem demandas contra a Corporação Donovan e o governo dos Estados Unidos depois de seu trabalho incompetente. — Não acredito que seja boa idéia que fique sozinha com ele. Meu pai não é um dos que “mexiam os cordões”. Seu segundo no comando. assim como sabe o que é ou que não é? Foi mais rude do que pretendia. — E isso dará ao Capitão Miller a oportunidade de me pôr ao dia sobre como encaixa ele nisto. mas seus traços não revelaram nenhum de seus pensamentos internos. por nenhum indivíduo. não respondeu. deveria me revelar essa informação imediatamente. Parecia ignorante. As sobrancelhas escuras de Lily se arquearam. Não falou com seu pai. — Vem. Sua voz foi indignada e ligeiramente arrogante. assinalando ao computador. Necessitava que ficasse na habitação. detendo-se justo no vestíbulo. Lily inclinou seu aristocrático nariz para o coronel. Higgens deu a volta. A idéia o punha doente. em vez disso. Peter — Disse o coronel com desprezo — mas. Sua risada foi suave e instigante. E bem? É um Romeo? Havia algo pacífico e sereno em Lily. Coronel? O Coronel Higgens amaldiçoou de novo e abandonou a habitação. Lily? — Perguntou o Dr. mas queria que Lily ficasse na habitação. Nunca havia se sentido tão atraído por uma mulher. Whitney a olhou. conduziu ao Coronel Higgens para a porta. senhor. Certamente um pai não faria experiências com sua própria filha. mas seu pai era com segurança um dos que “mexiam os cordões”. Whitney. ela se esclareceu brandamente a garganta. — Acredito que é melhor que discutamos o projeto mais conscienciosamente se quiser que me incorpore a ele. — Não se assegurou você que as instalações eram seguras. uma princesa dirigindo-se a um ser inferior. apesar do nível de talento. e podemos repassar tudo depois . — Quero comprovar algumas coisas aqui. Ryland pôde sentir a repentina diversão na mente dela. seus traços continuavam impassíveis. E não queria acreditar que fosse parte da conspiração que ameaçava sua vida. porém franziu o cenho para o monitor. mas a sentiu mover-se para ele. O Dr. Nem sequer sabe que demônio está acontecendo. algo que se pulverizava pelo ar ao redor deles. mas Lily tomou bem. Seu pai não lhe dava pistas. acalmava a terrível estática e afinava as freqüências a fim de que estivessem limpas. Kaden era assim. — Nos encontraremos no Antonio's para jantar. um leve intercâmbio entre eles. É um homem perigoso.

caminhando até as grades. Inclusive à amortecida luz azul da habitação. O Coronel Higgens poderia ter razão. — Não suponho uma ameaça para os inocentes. Possivelmente veja algo que eu não. — Repassa minhas notas. Ryland não ouviu indício de sarcasmo. balançando ao redor de seu rosto. sua mente refletia nos dados da tela. —Porque quer que tenham e o projeta. realçando deliberadamente seus próprios medos — Sua voz indicava um interesse pela metade de sua conversa. Dois. Nem o mais mínimo dado. — Apoiadas em. pondo a prova sua voz com ela. — Trazem-na a bordo e nem sequer sabe quanto tempo estamos. Mechas de cabelo caíram soltos do apertado coque em sua nuca. seu cabelo era brilhante. uma boca exuberante.. mas Ryland não podia ler por que. — Inclusive os técnicos de laboratório me têm medo. pediume uma consulta e aceitei. as pessoas não podiam ser assim a menos que . compridas pestanas. eu e meus homens. meu pai. mas continuou cuidadosamente observando os símbolos da tela. — Peter Whitney se negou a enfrentar o olhar direto de sua filha. o doutor abandonou a habitação fechando a porta do laboratório firmemente.de comer. e agarrando-os. Esta é a instalação de mais alta segurança que tem esta corporação e. encerrados neste buraco infernal? Ela girou a cabeça bruscamente. O Dr.. Quero uma perspectiva nova. Tem algum problema com isso? Ele estudou a beleza clássica de seu rosto. em vez disso girou para Ryland e perguntou. Quero que tire suas próprias conclusões. — Quanto tempo leva aqui? Ele se voltou. tenho que esclarecer. mas estava na mente dela. Dr. Ryland era tão consciente de Lily que realmente sentiu o fôlego abandonar os pulmões dela em uma lenta exalação quando a porta do laboratório se fechou e o ferrolho se colocou tranqüilamente em seu lugar. Pode haver uma forma de continuar sem reverter o que temos feito. Capitão. Esperou um batimento de coração. Nunca teve muita sorte com as mulheres e Lily Whitney estava fora de seu alcance. Não o olhou. oculta depois de uma grossa e alta parede que tinha erguido para mantê-lo fora. Maçãs do rosto altas. Whitney. Não podia detectar maldade. — Preciso deixar um guarda armado nesta habitação com minha filha. Capitão? Ryland estudou o rosto do homem que tinha aberto as comportas de seu cérebro a tantos estímulos. — Não sei nada sobre este experimento. Essa parte de sua mente estava fechada a ele. e veja o que tira do processo. Saiu mais rouca do que gostaria. só genuína preocupação. Estava zangada com seu pai. que este não é meu campo de experiência. — Isso é suficiente para mim — Ainda sem olhar a sua filha. — Tem medo de mim? — perguntou Ryland. Whitney. Lily. — Por que deveria? Não sou o Coronel Higgens.

Ryland foi envergonhado por uma mulher. Vários dos homens tinham morrido e tinham sido dissecados como insetos para "estudar e entender". não tenho desculpas. Cruzou a distância do computador até a jaula com um passo lento e pausado que atraiu a atenção de Ryland a sua claudicação. Inclusive com a claudicação tinha uma fluída graça. — Quem desenhou seu cubículo? — Construíram várias jaulas rapidamente quando decidiram que éramos muito poderosos e supúnhamos muito perigo como grupo — Seus homens foram separados e pulverizados por todo o edifício. mas definitivamente ocorreria cedo ou tarde . mas sua mãe lhe arrancaria as orelhas por ser tão grosseiro. Agora estavam prisioneiros. realizando um exame pausado da longitude de sua prisão. Um pequeno sorriso curvou a boca dela. que recolhe sua roupa quando atira ao chão de sua habitação. Isso ganhou sua completa atenção. Sexy. — Provavelmente tem uma criada mal paga cujo nome nem sequer pode recordar. — Não. Capitão Miller.tivessem nascido ricas e privilegiadas. não ia perder a nenhum mais. explorados e utilizados para tudo exceto para a premissa original. sendo estudados. Nós os elitistas aprendem isso à tenra idade quando põem a colher de prata na boca. estou de humor para perdoar. — Sinto muito. Pela primeira vez que pudesse recordar. Sabia que Higgens tinha em mente terminar com os mais fortes. — Está comportando-se como um asno total — Assinalou — mas felizmente para você. Fazia que cada célula de seu corpo fosse instantaneamente consciente de que ele era um homem e ela uma mulher. Sabia o que estava lhes fazendo o isolamento. — Suponho que o criaram sem maneiras. Em realidade não atiro a roupa ao chão do dormitório. Inclusive seus malditos saltos altos tinham classe. Ryland tinha que conseguir tirar os outros antes que lhes ocorresse algo mais. Nunca há desculpa para a rudeza — Lily percorreu a distância até sua jaula. Penduro-a no guarda-roupa — Seu olhar o transpassou para pousar brevemente sobre as roupas espalhadas pelo chão. Ryland se sentia envergonhado. Podia ter crescido no lado equivocado da cerca no proverbial parque de caravanas. Sabia que o tempo estava acabando. As celas tinham sido especialmente desenhadas por medo a represálias. O medo tinha crescido nas últimas semanas. Tinham erguido a grossa barreira de vidro à prova de balas ao redor de sua cela acreditando que isso evitaria que se comunicasse com seus homens. Já tinha perdido um homem. mas com classe. Ofereceu-se voluntário para a missão e tinha convencido aos seus homens para que entrassem no assunto. Ryland estava seguro de que o final chegaria em forma de "acidente". Lily inclinou o queixo para ele. levavam ao cabo contínuas provas e estudos e o preocupava não poder mantê-los unidos. não tem. Estava comportando-se como um asno.

cada matiz. queria utilizar os homens para seu próprio benefício pessoal que não tinha nada a ver com os militares e o país ao que supunha que serviam. Essas pestanas eram ridiculamente cumpridas. Seus homens eram sua responsabilidade. Vejo padrões matemáticos e era uma espécie de jogo quando era pequena. mas o assunto a desgostava. incapaz de comportar-se como nada mais que um completo idiota. e foi consciente disso. Higgens tinha sua própria agenda. Peter Whitney era um dos homens mais ricos do mundo. Ryland não perderia seus homens por causa de um traidor. como se sopesasse as opções cuidadosamente. uma pesada imagem que encontrava fascinante. Foi mais cuidadoso. tentando evitar as acusações. fugaz. se comportava como um parvo por uma mulher. mas ali estava. Caminhantes Fantasmas. inclusive utilizar o computador. Minha mente. por que o computador não pode decifrá-lo? — Ryland baixou a voz para que qualquer um que estivesse escutando não ouvisse sua pergunta. então sua boca suave se esticou. mas sentiu a súbita imobilidade nela e seu olhar de falcão não abandonou a face feminina.. — Minha mente requer estimulação contínua. mas ele observava cada uma de suas expressões. Não sei de que outro modo explicar. consciente do que lhe constava contar. Lily ficou calada durante um momento mais. O Dr. Troca o código com freqüência para me dar algo no que trabalhar. Realmente pode lê-lo? Ela vacilou brevemente. Não permitem nos comunicar — Assinalou à tela do computador — Isso é uma constante fonte de irritação para Higgens..se não encontrava uma forma de libertar seus homens. — Seus homens estão todos confinados em jaulas similares? Não me proporcionaram essa informação — Sua voz era estritamente neutra. — Meu pai sempre escreveu em código. Foi quase imperceptível. se por acaso ela os estava lendo. refreou-se para não ficar olhando. esperando que a morte os derrubasse. com seus homens em perigo. Podia sentir o ultraje que estava lutando por suprimir. Lily Whitney. mas não eliminava o fato de que era um fenômeno. se esse código for real. Um fenômeno como o era ele. Mas Higgens tinha medo do que não podia controlar. Aquilo no que seu pai os tinha convertido. Estava decidindo quanto de honesta seria com ele. — Assim me conte. Preso como estava como um rato em uma armadilha. Todo esse dinheiro poderia ter proporcionado a sua filha uma confiança total. a culpa que colocava diretamente sobre os ombros de seu pai e disfarçava seus pensamentos. mas manteve seu brilhante olhar fixo no dela. com seus grandes olhos fixos nos dele. quando deveriam ter sido uma equipe de elite defendendo seu país. Queria a verdade e silenciosamente desejou que ela a proporcionasse. Sem ter algo complexo com o que trabalhar meto-me em problemas. . Captou um brilho de dor em seus olhos.— Duvidou. Seu queixo se elevou em um gesto minúsculo. É certo que sua gente está tentando romper o código de seu pai.. Uma mulher que muito bem poderia ser sua inimiga.. falando sinceramente esta vez. — Não os vi por semanas. mas não devem ter sido capazes. Como o eram seus homens.

Ela elevou a mão. Arqueou uma escura sobrancelha para ela. habilidade para trabalhar sob condições de pressão. estive aqui nos laboratórios Donovan durante um ano por agora. fatores de lealdade. Sua mente estava tão completamente fechada a ele que soube que estava mentindo. — De verdade? Bom. — Realçou suas habilidades naturais? — Sua mente começou imediatamente a dar voltas a esse retalho de informação. Procuravam um grupo de elite. Ocorreu a ele. terá que empregar nisso tempo extra porque ninguém parecer ser capaz de averiguar como seu pai conseguiu para realçar nossas habilidades psíquicas. Ela estendeu o braço. incluindo eu. Fomos treinados em táticas utilizando habilidades psíquicas em combate. — A quem solicitou e quem o solicitou? — A maior parte de meus homens pertencem às Forças Especiais.. graciosamente. Pelo que se. E asseguro que não podem averiguar como as fazer desaparecer. Não tive oportunidade de trabalhar nele ainda. Pelo que sei as forças da lei fizeram o mesmo. uma e outra vez como se fosse a peça de um quebra-cabeça e procurasse encaixá-la apropriadamente. inclusive um exército inimigo. quantidade e tipo de treinamento de combate. — Falei que sempre escreve em código. Parecia tão serena como sempre. Poderíamos ser utilizados contra postos de drogas. — Uma idéia descabelada. — Recebemos ordens de participar de provas especiais. — E isto faz quanto tempo? — A primeira vez que ouvi falar da idéia faz quase quatro anos. habilidade para funcionar durante compridos períodos de tempo à margem da cadeia de comando. Parecia tão fora de seu alcance que lhe doía o coração. convenceu aos poderosos de que podia fazer-se.negando-se a permitir que afastasse a vista. Impossivelmente elegante. sempre nos mantiveram unidos. quase casualmente. Estivemos nisso durante três anos. A idéia era formar uma força que pudesse entrar e sair sem ser vista. Os militares emitiram um convite especial em busca de voluntários. inclusive no meio do laboratório. para apertar a beira de uma mesa de escritório. e me convenceu e ao resto dos homens de que faríamos do mundo um lugar melhor — . — Realmente te trouxe aqui às cegas. Os nódulos de sua mão ficaram brancos. naturalmente. mas bastante surpreendentemente tomou uns poucos. não que este tivesse algum sentido para mim. A expressão de Lily não mudou. E de quem é este bebê? — De seu pai. Idade. Os homens de várias unidades foram requeridos para levar ao cabo prova de habilidades psíquicas. Havia certos critérios a levar em conta junto com as habilidades. verdade? — Desafiou Ryland. A lista era interminável. mas todos os recrutas se converteram em uma unidade.. terroristas. internados juntos em outras instalações. Queriam que formássemos uma unidade.

o primeiro sinal real de agitação. Sua cara se obscureceu. estivemos incomunicáveis a partir desse momento — Ryland a avaliou com olhos escuros e zangados. Não podemos contar o que está ocorrendo conosco absolutamente. Um de meus homens morreu faz um par de meses e mentiram sobre como morreu. A quantidade que entrega às obras de caridade cada ano alimentaria a um estado. Mas sem esse ímã. sua voz tão baixa que estava quase em sua mente.. Não sabe nada dele. Afirmaram que foi um acidente no campo de treinamento. é um trilhão ou dois ou mais. rompeu-se. E para que saiba. inclusive apesar de rechaçar as acusações e implicações com respeito a seu pai. hemorragia cerebral.. — A avareza é o que saiu errado. Nem a nenhum dos outros homens da unidade.. O olhar vívido dela não vacilou nem um centímetro. Donovan tem um contrato do governo. a surra constante. — Seu cérebro estava totalmente aberto. Lily pressionou os dedos sobre as têmporas e durante só um momento. Peter Whitney praticamente possui esta companhia.Havia muita amargura na voz de Ryland Miller. mas por Deus. — Sabe com exatidão o que matou ao homem de sua unidade? Correm o mesmo perigo o restante de vocês? — Fez a pergunta muito tranqüilamente. Esta corporação poderia desaparecer amanhã e isso não trocaria seu estilo de vida no mais mínimo — Sua voz não se elevou no mais mínimo. Atraem o ruído e as emoções cruas as afastando do restante de nós. ou como quer chamá-lo. A ação pulverizou grampos e fez que algumas mechas caíssem formando uma nuvem ao redor de seu rosto. Suponho que simplesmente não tinha suficiente dinheiro com o milhão ou dois de sua conta bancária. ficou calada. Já não podia fechá-lo. Ryland captou a impressão de uma dor latente. Então somos poderosos e funcionamos. — interrompeu-se e encolheu de ombros — São como partes de cristal ou folhas de barbear atravessando o cérebro. assaltado por todos e tudo o que entrava em contato com ele. — Não temos contato com nossa gente. deixando que seu cérebro processasse a informação. sem dar oportunidade aos guardas invisíveis de escutar as escondidas sua conversação.. — Duvido que meu pai necessite mais dinheiro. Morreu como resultado direto deste experimento e o realçamento de suas habilidades. Não foi uma visão bonita e te asseguro que não gostei dessa olhada a nosso futuro. Seu cérebro não pôde agüentar a sobrecarga. que será a última! Lily passou uma mão pelo cabelo perfeitamente liso. mas ardia com calor e intensidade. Toda comunicação com o exterior deve passar através de seu pai ou do coronel. desafiando-a o chamar mentiroso — Essa não foi a primeira morte. seus olhos cinza se . Capitão Miller. Ryland respondeu na mesma voz suave. Podemos funcionar juntos como grupo porque um par de meus homens são como você. — Obviamente algo saiu errado. Ryland suspirou. assim que sugiro que reserve sua opinião até que os fatos estejam demonstrados. Ela esperou durante um longo momento antes de responder. Foi então quando nos isolaram e separaram.

entrecerraram. — Vêem aqui — Sentia uma autêntica reação física à dor dela. Os músculos de seu estômago se retesaram, duros e doloridos. Cada instinto de proteção, cada instinto masculino nele se elevou e o alagou com uma assustadora necessidade de aliviar o desconforto dela. Os enormes olhos azuis imediatamente se voltaram precavidos. — Eu não toco às pessoas. — Porque não quer saber como realmente são por dentro, verdade? Você também o sente — horrorizava-o pensar que seu pai pudesse ter realizado experimentos também com ela. Desde quando é telepática? Mais ainda, não queria pensar em não tocá-la nunca. Não sentir nunca sua pele sob os dedos, sua boca esmagada contra a dele A imagem era tão vívida que quase podia saboreá-la. Inclusive seu cabelo suplicava ser tocado, uma massa espessa de brilhante seda pedindo simplesmente que seus dedos soltassem o resto das presilhas e o liberasse para sua inspeção. Lily encolheu os ombros informalmente, mas um débil rubor cobriu suas altas maçãs do rosto. Toda minha vida. E sim, pode ser incômodo conhecer os mais escuros segredos das pessoas, aprendi a viver dentro de certos limites. Possivelmente, meu pai começou a se interessar no fenômeno psíquico porque queria me ajudar. Fosse qual fosse a razão, posso o tranqüilizar, não teve nada que ver obtendo benefícios financeiros. Deixou escapar lentamente o fôlego. — Que terrível para você, perder a qualquer de seus homens. Devem estar muito unidos. Espero encontrar uma forma de ajudar a todos. Ryland sentiu sua sinceridade. Suspeitava de seu pai apesar dos protestos dela. É psíquico o Doutor Whitney? Sabia que estava emitindo suas fantasias sexuais um pouco muito forte, mas ela se mantinha firme, dirigindo a intensidade da química entre eles facilmente. E ele sabia que a química ia em ambas as direções. Sentiu o súbito desejo de fazê-la estremecer realmente, transpassar sua fria fachada por uma vez e ver se ardia fogo sob o gelo. Era um assunto infernal no meio da confusão em que estava. Lily sacudiu a cabeça enquanto lhe respondia. Realizamos muitos experimentos e nos conectamos telepaticamente umas poucas vezes sob condições extremas, mas foram contatos sustentados completamente unilateralmente. Devo ter herdado o talento através de minha mãe. — Quando o toca, pode lê-lo? — Perguntou Ryland com curiosidade em voz baixa. Decidiu que depois de tudo os homens não estavam absolutamente muito longe das cavernas. Sua atração por ela era crua, ardente e além de tudo o que tivesse experimentado. Era incapaz de controlar a reação de seu corpo ante ela. E ela sabia. Ao contrário de Ryland, parecia fria e para nada afetada, enquanto ele se sentia sacudido até seu centro. Ela conduzia a conversação como se ele não estivesse ardendo fora de controle. Como se seu sangue não fervesse e seu corpo não estivesse duro como uma rocha e em desesperada necessidade. Como se nem sequer o tivesse

notado. — Raramente. É um desses que tem barreiras naturais. Acredito que é por causa de que crê tão fortemente no talento psíquico, enquanto a maioria das pessoas não o faz. Ser consciente disso todo o tempo, provavelmente erige uma barreira natural. Conheci a muitas pessoas com barreiras de diversos graus. Algumas parecem impossíveis de transpassar e outras são frágeis. E você? Encontrou tais coisas? É um telepata muito forte. — Vêem aqui comigo. O frio olhar azul vagou sobre ele. Despachando-o. — Não creio, Capitão Miller, tenho muito trabalho que fazer. — Covarde — Disse ele brandamente, seu faminto olhar se manteve sobre o rosto. Ela elevou o queixo e dedicou seu arrogante olhar de princesa. — Não tenho tempo para seus joguinhos, Capitão Miller. Seja o que for que está pensando que acontece aqui, não é assim. O olhar de Ryland caiu sobre a boca dela. Tinha uma boca perfeita. — Se o diz. — Foi interessante o conhecer — Disse Lily e lhe deu as costas, afastando-se apressadamente. Tão fria como sempre. Ryland não protestou, em vez disso a observou o abandonar sem um único olhar atrás. Insistiu a olhar atrás, mas ela não o fez. E não voltou a erguer a barreira de vidro ao redor de sua jaula, deixando-o aos guardas.

Capítulo 2 O mar estava enfurecido. As ondas se elevavam, formando cristas de grande altura, borbulhando em um caldeirão de escura raiva. A espuma branca ficava atrás sobre os escarpados quando o mar se retirava, só para voltar, alcançando ondas ainda mais altas. Elevando-se com fome e fúria, com intenção mortal. As águas escuras e insondáveis se dispersavam, um olho escuro procurando. Caçando. Girandose para ela. Lily se obrigou a despertar, lutando em busca de ar. Ardiam-lhe os pulmões. Pressionou o botão para baixar a janela. Ligeiramente desorientada, disse-se a si mesma que tinha sido um sonho, nada mais que um sonho. O ar frio entrou com

rapidez e inalou profundamente. Notou com alívio que estavam quase na casa, já no imóvel. — John, se importaria deter o carro? Gostaria de passear — Conseguiu manter a voz firme, apesar da forma que seu coração palpitava alarmado. Detestava os pesadelos que tão freqüentemente infestavam seu sonho. Lily queria sonhar com o Capitão Ryland Miller, mas, em vez disso sonhava com morte e violência. Com vozes chamando-a, a morte lhe fazendo gestos com um dedo ossudo. O chofer a olhou fixamente através do retrovisor. — Leva saltos altos, Senhorita Lily — observou ele — Está doente? Podia ver sua imagem refletida. Pálida os olhos muito grandes para sua cara, olheiras. Tinha um aspecto infernal. — Não me importa os saltos, John. Necessito exercício — Precisava tirar os restos do pesadelo da cabeça. A sensação opressiva de perigo, de estar sendo perseguida, ainda acelerava o ritmo cardíaco. Lily tentou aparentar normalidade, evitando o olhar de John no espelho. Conhecia-a de toda a vida, e já estava preocupado pelas sombras de seus olhos. Por que tinha que ter esse aspecto tão pálido e pouco interessante quando finalmente conhecia um homem com o qual conectava? Era tão bonito. Tão inteligente. Tão...tudo. Tinha entrado na reunião sem ter nem um pingo de informação e ficou ali olhando como uma parva em vez de parecer o que era, uma mulher de extraordinária inteligência. Provavelmente Miller saía com modelos loiras e magras de peitos grandes, mulheres que ficavam penduradas de cada uma de suas palavras. Lily passou uma mão pela cara, esperando apartar os pesadelos que se negavam a permitir seu descanso. Esperando livrar-se da imagem do Ryland Miller que havia incrustado em seu cérebro. De algum modo se tinha metido profundamente em sua carne e ossos. Vêem aqui comigo. Sua voz lhe tinha sussurrado, atravessando seu corpo, esquentando seu sangue, derretendo as vísceras. Lily não tinha querido olhá-lo. Tinha sido muito consciente das câmeras. Muito consciente de que não sabia nada de homens. John apareceu pela janela e a estudou durante um comprido momento. — Outra vez não esta dormindo, Senhorita Lily. Lily sorriu enquanto passava uma mão pelo espesso arbusto de cabelo escuro. O chofer reclamava estar ainda nos sessenta, mas ela suspeitava que provavelmente estava nos setenta. Atuava mais como um parente que como um condutor e nunca o poderia ver sob nenhuma outra luz que não fosse a de amada família. —Tem razão — Disse ela — Estou sofrendo esses estranhos sonhos que tenho de vez em quando. Intento jogar um sono durante o dia. Não se preocupe por mim, já ocorreu antes. - encolheu-se de ombros com um pequeno gesto indiferente. — Falou com seu pai? — De fato, tinha planejado contar-lhe durante o jantar, mas me deixou plantada

outra vez. Acredito que poderia estar em seu laboratório, mas não responde ao telefone. Sabe se já está em casa? — Se estava em casa, teria umas poucas palavras que lhe dizer. Tinha sido imperdoável deixá-la cair na situação com o Miller sem lhe dar a mais mínima indicação do que estava ocorrendo. Esta vez estava furiosa com seu pai. Miller não tinha por que estar preso em uma jaula como um animal. Era um homem, um homem forte e inteligente, leal a seu país, e fosse o que fosse que estivesse passando nos laboratórios Donovan seria melhor que acabasse imediatamente. E o que era essa tolice com o computador e o código de seu pai? Tinha escrito massas de gírias e atuava como se essa confusão fossem notas legítimas de seu trabalho. Não podia oferecer uma consulta sobre o trabalho do Dr. Peter Whitney sem nada do trabalho do Dr. Peter Whitney, fosse ou não seu pai, tinha muito que responder e tinha evitado seu encontro acordado em uma retirada covarde. A impaciência cruzou a cara do chofer. — Esse homem. Necessita um ajudante que caminhe junto a ele e lhe dê patadas a cada momento para que note que realmente vive no mundo real. - O renomado doutor tinha uma longa história de esquecimentos de momentos importantes na vida de sua filha e isso incomodava ao John. O evento nunca importava...aniversários, saídas planejadas, cerimônias de graduação, o Dr. Whitney simplesmente nunca se lembrava. O chofer tinha assistido a cada um dos eventos, vendo como Lily ganhava honra atrás de honra sem um membro da família presente. Era um tema delicado para John Brimslow que seu chefe tratasse a sua filha com tão pouco cuidado. Lily estalou em gargalhadas. — Isso é o que diz de mim quando estou investigando e esquecendo de vir a casa? — Manteve o olhar centrado no botão superior do casaco do John, esperando haver-se convertido em uma perita em ocultar emoções. Estava acostumada às maneiras distraídas de seu pai no que a ela concernia. Seu encontro para jantar nunca tinha sido o bastante importante para ele para que tentasse recordá-lo e normalmente ela teria entendido. Com freqüência também ela se engolfava em um projeto de investigação e esquecia comer ou dormir ou falar com outros. Logo não podia condenar seu pai por ser igual. Mas esta vez iria aplicar-lhe um sermão bem merecido, e ia sentar-se e lhe contar tudo o que queria saber sobre o Capitão Miller e seus homens, sem desculpas. Seu chofer sorriu sem arrepender-se. — É obvio. — Estarei na casa em uns minutos. Diga a Rosa, por favor, de outra forma se preocupará — Lily se afastou do carro com uma pequena saudação, girando para que John não continuasse olhando seu rosto. Sabia que sua cara tinha emagrecido, fazendo que suas maçãs do rosto se sobressaíssem, e não da forma aduladora de uma modelo. Os pesadelos tinham deixado bolsas escuras sob seus olhos e os ombros encurvados. Nunca tinha havido nela muito que ver, com seus olhos muito grandes e

sua claudicação, e nunca tinha sido elegantemente magra. Seu corpo era curvilíneo desde curta idade e tinha insistido, sem importar quanto exercício fizesse, fazendo-a verdadeiramente feminina. Nunca antes tinha importado muito seu aspecto, mas agora... Lily fechou os olhos. Ryland Miller. Por que não podia ter parecido assombrosamente atrativa só por uma vez? Ele era tão incrivelmente sexy. Nunca havia se sentido muito atraída pela atitude clássica. Miller não era bonito, era muito terrestre, muito poder cru. Seu corpo inteiro ardia só de pensar nele. E a forma em que a olhava...Ninguém a tinha observado assim antes. Parecia faminto dela. Tirou os saltos e olhou para a casa. Adorava São Francisco, e viver nas colinas com vistas à formosa cidade era um privilegio de que nunca se cansava. O seu era um imóvel antigo, com vários andares de altura e infestada de balcões e terraços, que davam um encanto elegante e romântico. A casa tinha mais cômodos de que ela e seu pai teriam possibilidades de utilizar, mas adorava cada centímetro dela. As paredes eram grossas e os espaços amplos. Seu refúgio. Seu santuário. Deus sabia que necessitava um. O vento soprava brandamente, alvoroçando seu cabelo e acariciando gentilmente seu rosto. A brisa trouxe uma sensação de conforto, depois de um pesadelo, a impressão de perigo normalmente se dissipava depois de uns poucos minutos de passeio, mas esta vez permaneceu, um alarme que se estava voltando aterrador. A noite começava a cair. Levantou o olhar para os céus, observando os fios cinza que giravam até obscurecer-se formando nuvens no alto e flutuando sobre a lua. O crepúsculo era uma suave manta que a envolvia. Látegos de névoa começaram a vagar sobre a grama dos terraços, faixas de brancas enredando-se ao redor de árvores e arbustos. Lily girou em círculos, tomando nota durante o giro da grama imaculada, os arbustos e árvores, as fontes e jardins astutamente colocados para agradar à vista. Os acres que se estendiam diante estavam sempre perfeitamente imaculados sem nenhuma folha ou fibra de erva descuidada, mas detrás da casa, os bosques seguiam sendo selvagens. Sempre lhe tinha parecido que ali existia um equilíbrio com a natureza, uma tranqüilidade e uma sensação de paz. Sua casa lhe dava uma liberdade que não podia encontrar em nenhuma outra parte. Lily sempre tinha sido diferente. Tinha um dom...um talento, chamava-o seu pai. Ela o chamava uma maldição. Podia tocar às pessoas e conhecer seus pensamentos privados. Coisas que não deviam dar a conhecer. Escuros segredos e desejos proibidos. Também tinha outros dons. Sua casa era seu refúgio, um santuário com paredes o suficientemente grossas para protegê-la do assalto das intensas emoções que a bombardeavam noite e dia. Felizmente, Peter Whitney parecia ter barreiras naturais assim não podia lhe ler quando a agasalhava na cama de noite quando era menina. Ainda assim, tinha sido cuidadoso com o contato físico, cuidando de que as barreiras de sua mente se mantivessem firmes quando ela estava ao redor. E havia posto grande cuidado em

Lily sabia que seu pai o considerava perigoso. em seus pulmões. aqui cheira maravilhosamente. Fez o jantar? A mulher baixa e gordinha deu a volta. surpreendendo-se ante a persistência do ameaçador pressentimento. Ela mesma sentia que Ryland era perigoso mas não estava segura de que modo. mas sim o movimento se parecia muito mais ao que sentiria se estivesse em um bote enquanto este se balançava sobre as ondas do oceano. De novo sentiu o balanço das ondas. Um pequeno sorriso curvou sua boca. seus sapatos caíram ao chão quando utilizou ambas as mãos para reafirmarse. Certamente tinha um efeito sobre seu corpo. Estava segura dentro das grossas paredes a salvo. dando voltas grosseiramente até que somente o centro esteve claro e escuro e movendo-se implacavelmente. Em qualquer lugar onde olhasse havia brilhantes azulejos e espaços abertos. e atravessava o jardim de chá para uma entrada lateral. enquanto não caísse dormida. Seus olhos escuros se abriram com surpresa.Os dedos de Lily se apertaram até que os nódulos ficaram brancos. Provavelmente era perigoso para todas as mulheres. Por que não entrou pela porta dianteira como se supõe que deve fazer? Lily riu porque era normal que Rosa chamasse sua atenção e necessitava . A cozinha cheirava a pão recém assado. Lily pisou nos degraus de piçarra e a terra se moveu agarrou-se ao corrimão lavrado. Tinha dons e talentos por direito próprio. Lily golpeou a porta com a palma da mão. Lily se dirigiu decididamente para casa. A ansiedade se depositou no fundo de seu estômago e Lily pressionou uma mão sobre a parte mediana. Elevou o rosto para o céu escurecido e viu as nuvens ameaçadoras girando rápido sobre sua cabeça. levou um momento registrar que não era um terremoto. e uma cenoura na outra. um som oco que ressonava através de sua mente. O estômago se esticou em reação. seu santuário. Necessitava algumas respostas que somente ele podia lhe dar. sua respiração saia em bruscos ofegos. — Rosa. As pessoas que a tinham cuidado se converteram em sua família e eram pessoas às que podia tocar com segurança. A visão era tão forte. procurando. Nunca lhe tinha ocorrido até esse momento perguntar ao Peter Whitney como tinha sabido que as pessoas que contratava eram pessoas que sua incomum filha seria incapaz de ler. que rodeava o labirinto. O caminho que tomou era um estreito. Poderia ter jurado que a terra se moveu quando pousou pela primeira vez os olhos nele. que Lily podia cheirar o ar do mar. Ouvia o chapinhar da água contra a madeira.encontrar a outros com barreiras naturais para que sua casa sempre fosse um santuário para ela. Entrou cambaleando. sentir a água salgada salpicando e lhe umedecendo a cara. fechou a porta de repente e se apoiou contra a parede. Sabia que era inútil ignorar uma inquietação contínua tão profundamente incrustada em seus ossos. Lily retirou as mãos do corrimão e correu para abrir a porta da cozinha. Tinha que encurralar seu pai e o obrigar a escutá-la por uma vez. Ryland Miller tinha sido algo totalmente inesperado. — Senhorita Lily! Quase me causa um ataque do coração. Com um suave suspiro. de piçarra azul. Lar. com uma grande faca na mão. Fechou os olhos e inalou o ar de sua casa. procurando.

Lily rompeu a rir. — Por que tenho que entrar pela porta dianteira? — Do que serve uma porta dianteira se ninguém a utilizar? — queixou-se Rosa. — Não podia dizer "ardente" diante de Rosa.Conheceu a alguém. como uma menina. Interrompeu-se em vez de pô-lo em palavras. Rosa sempre a ajudava a livrar-se de seus demônios. Como sempre. você comeu? Está ficando fraca. homens inteligentes com um currículo que meu pai admiraria. Esperei hora e meia. mas nunca me senti atraída por nenhum deles. mas não apareceu. — Ainda não telefonou meu pai? Supõe-se que iria jantar comigo no Antonio's. Tem uns ombros e parecia. — Não o conheci exatamente — protegeu-se Lily. Sempre esperei que conseguisse tirar o nariz de seus livros o suficiente para conhecer alguém. Somente se fixaria nela se pudesse falar em sete idiomas ao mesmo tempo. e depois baixou até os pés nus e as meias rasgadas — Que demônios tem feito agora? E onde estão seus sapatos? Lily gesticulou vagamente para a porta. havia só aceitação na voz de Lily. mas nem de perto tão bom como o teu. mas deve tê-lo esquecido.. estive rodeada por homens vestidos com terno e gravata. Whitney. Rosa se girou rapidamente para ela. — Ah. Um homem de verdade então. A última coisa que precisava era que a governanta repetisse suas estúpidas confidências a seu pai. — Só estou fraca em certos lugares. . Quando Rosa a olhou encolheu de ombros precipitadamente — Comi todo seu pão. os olhos fantasmagóricos. é sexy. não chamou. A Rosa lhe escapou um sorriso. — Esse homem! Não.normalidade. .. Rosa desejou puxar as orelhas ao Dr. ignorando o cenho de Rosa. — Prepararei um prato de verdura fresca e insisto em que coma! Lily sorriu. Era pão recém feito. Rosa franziu o cenho. . Não acredito que os tenha notado sequer. Lily.. — Perturbadora? — Todo este tempo. — Oh. — Seu pai não veria uma mulher embora tivesse uma figura perfeita e estivesse nua diante ele. Rosa — Contradisse Lily.. Seu olhar tomou nota do rosto pálido de Lily.Rosa empurrou um prato de verdura e o lançou para as mãos do Lily.Somente o vi. — Meu pai não estaria muito contente de te ouvir dizer isso. A tiraria do projeto imediatamente se acreditava que se sentia atraída pelo sujeito. — Rosa? — Tamborilou um pequeno ritmo nervoso com a unha — Descobri a coisa mais perturbadora sobre mim mesma hoje. uma amável diversão pelo fato de que seu pai se esqueceu uma vez mais de um encontro com sua filha... — Isso soa bem — levantou-se sobre o balcão.

— A imagem é muito horrenda para ser contemplada — Disse Lily enquanto se deslizava até o chão — Tenho que passar algum tempo estudando esta noite. deixando-a vulnerável e aberta a um ataque. Lily pegou uma maçã quando passava pela fruteira e a acrescentou a seu prato.. — Com uma pequena saudação desceu pelo amplo e espaçoso vestíbulo. — Me fale disso. . Em seu sonho. Normalmente. — Suspirou — Realmente precisava falar com ele esta noite. John Brimslow teria deixado sua maleta sobre o escritório para ela. mas estava rendida até os ossos. nada que a aferrasse a seu mundo. sem apreensão. graças ao John. e a habitação era cálida e confortável. Rosa pôs os olhos em branco. piscando para enfocar a habitação. Preferia trabalhar ali que em seu próprio escritório. — Sabe que não posso fazer isso. Sentia-se como se pudesse dormir durante semanas. Seu pai é como um menino jogando agentes secretos e agora tem a ti fazendo-o também. Lily tomou um profundo fôlego e resolutamente abriu sua mente. O fogo já estava aceso. É toda papelada e trabalho de laboratório. Ultimamente. sabendo justo aonde iria. Lily suspirou e permitiu que suas pálpebras caíssem. sentia-se a salvo em casa. — Todo esse segredo. permitindo que suas paredes protetoras baixassem para poder abraçar o fluxo de informação. A biblioteca era seu santuário favorito e se dirigiu justo para ali. possivelmente possa te ajudar. nada excitante absolutamente.. Rosa. todos os amparos naturais se derrubavam. Se tivesse tido energia teria posto música. É um projeto para a Corporação Donovan. Soprou um beijo a Rosa enquanto a rodeava indo para a porta — Este novo projeto que estou trabalhando me está dando uns quantos problemas. já que sua casa tinha tão grossas paredes. só poria os olhos em branco e de todos os modos me diria que é tudo muito estúpido. entretanto. Lily! Quase ao mesmo tempo ouviu a água. enviando ondas de energia para encontrá-la. de noite. Estava tão cansada. Lily se deixou cair na poltrona profusamente acolchoada. Não tinha âncora. Lily se endireitou e olhou ao redor. ruidosamente e persistente. Fosse o que fosse que espreitava no exterior. sem olhar para as enormes habitações abertas. Papai simplesmente o deixou cair em meu colo sem nenhum dado e não tem sentido. Pequenas cabeçadas durante o dia e durante as horas de trabalho não bastavam. Lily. — Porque sou tão endemoniadamente previsível — Murmurou em voz alta — Só por uma vez gostaria de surpreender a todo mundo. Estava em território familiar e esperava que isso ajudasse. Não podia recordar a última vez que dormiu voluntariamente. exceto a segurança de seu lar. — Desejaria que fosse um assunto de agentes secretos. Lily não pôde evitar sorrir. insistia em alcançá-la. ignorando a maleta que continha seu computador portátil e o trabalho que trouxe para casa.

me escute Lily. Papai. estavam se afastando da beira. Algo familiar. diga onde está. um laboratório que ninguém conhece. Não confie em ninguém. Sinto muito. A cabeça dela. pequena.As ondas ondeavam e palpitavam. depois começou a palpitar alarmado. Há uma habitação. Podia sentir a dor rasgando seu próprio corpo. Traíram-me. como se estivesse desmaiando. Tão ruidoso que pressionou as mãos sobre os ouvidos enquanto forçosamente baixava o som. Revolveu seu estômago. Papai. Nunca devem repetir o experimento. Lily. Conto contigo para que faça o correto. O Capitão Miller e os outros. a dele. tentando chegar até ele. tentando o alcançar avançando além da dor e surpresa. arrastando ar a seus pulmões para centrar-se. Deveria te haver contado o que . Pode me ouvir? Lily? A voz de seu pai era tão débil. É muito tarde para isso. apertando-a entre as mãos para concentrar-se melhor nele. desfocados. toda minha investigação. Sentia as vibrações a seu redor. sua grande determinação apesar da debilidade. Cheirou sangue. Está tudo ali. Mataram-me. nem sequer em nossa gente. Lutou por reprimir sua reação de filha e estender todo o poder de sua mente para permanecer em contato me diga que quer que faça. Peter Whitney não tinha autênticos poderes telepáticos. Lily alcançou freneticamente a almofada de seu pai. Já perdi muito sangue. Papai? Não podia ser. Cheirou a água salgada. Podia sentir seu medo. quase diminuta. mas tinha experimentado com Lily durante anos e algumas vezes tinham conseguido uma débil conexão. tudo o que necessita. Os homens estão prisioneiros. Lily apertou a beira de sua cadeira em busca de apoio. o disco rígido. É minha culpa. Havia armazéns. Há um traidor em nossa casa? Tomou outro profundo fôlego. Faz o correto. suas pernas pareciam de borracha. onde está? Estava em perigo. Alguém da casa descobriu o que estava fazendo. como se sua visão fosse imprecisa. O fedor do pescado era forte. Tem que fazer o correto. Lily. Lily respirou profundamente. Não tinha nem idéia de onde estava. Terá que libertá-los. me deixe enviar ajuda. Estava ferido. tira-os dali. Era ruidoso. Sua gente tinha estado com eles desde que era uma menina pequena. E algo mais. martelava por causa da terrível ferida. mas você tem que fazer o correto por mim. A informação está ali. Havia movimento. e o farei. Onde está? Preciso te encontrar para poder enviar ajuda. Lily. mas os armazéns se faziam menores como se estivesse se afastando deles. O que estava fazendo ele em um bote sobre o oceano? Se nunca usava bote. Sinto muito. onde? No Donovan ou aqui? Onde deveria procurar? Tem que encontrá-lo. o corpo dele. não permita que encontrem. Em nossa casa? Lily estava horrorizada. Tem que se livrar de todos os discos. sentia a violência no ar. não posso ver nada que valha a pena. agora depende de você. Lutou por reprimir o pânico e sua necessidade de gritar pedindo ajuda. Papai. O coração quase deixou de pulsar. Fosse lá o que tentava comunicar era da máxima importância para ele.

Não! Não o deixaria morrer sozinho. mas estava tão envergonhado. Balançou-se atrás e adiante. Podia ouvir a si mesma chorar. o mergulho na água gelada. Não tinha autêntico talento. Continuou ajoelhada ali junto ao fogo. Uma forte diretriz emitida por um homem poderoso. . ajoelhando-se. Lily nunca viu a cara do assassino. mas não tinha você. Pensava que ao final os resultados sempre justificavam o experimento. como lixo. Sentia a queimadura das cordas em seus pulsos. Lily nunca havia se sentido tão só em toda sua vida. para comunicar-se com ela. Donovan. a maior parte de sua força. Lily. procurando algum tipo de consolo. Se somente tivesse permitido que o contato se estabelecesse antes.fazia desde o começo. Ele teve que fechar os olhos. Encontra às outras e faz o correto. Porém. as lágrimas rodando por sua cara. um punho e um relógio. abraçando-se a si mesma. Não pode ficar comigo. Lily não podia suportar o deixar partir. Estava conectada: balançada enquanto o bote de balançava. Mas sentiu o golpe da amurada. as ajude. a dor era tão profunda que mal podia suportá-la. Tinha que alcançar as palavras. Seu pai estava morto. Só ficava uma pequena piscada de vida. Ele tinha sofrido tanta dor. Não podia. desejando que lhe prometesse fazer o correto. Tinha um dom. E sozinha. Recorda que não tinha uma família antes que você chegasse. Mas não se moveu. O que queria dizer que Donovan era responsável? Donovan não era uma pessoa. Captou um breve vislumbre de um sapato. vomitou no cubo de latão das cinzas. Deter o inevitável. sabia no fundo de seu coração que já estava perdido para ela. mas conseguiu para obter o quase impossível. no oceano. Lily obrigou sua mente a recuperar o controle. nos próprios. Rompe a conexão! A ordem foi um rugido. balançando-se. Recorda isso. ainda vivo. Sentia-se fria. mas não tinha sido capaz de salvar a seu próprio pai. balançando-se atrás e adiante. Não podia salvar a seu pai. que realmente a separou da cena do assassinato de seu pai e a deixou indecisa e só. o sujeitar. Esteve muito ocupada protegendo a si mesma. O corpo de Lily se sacudiu quando sentiu que seu pai se arrastava pela coberta. A voz masculina era tão forte. Quero-te. Desvanecia-se com rapidez. depois nada absolutamente. Jogado. Lily. Compreendeu que quem quer que o esteja arrastando acreditava que estava inconsciente. a queda livre. Seu instinto foi correr para John Brimslow e Rosa em busca de consolo. Um vazio negro. as imagens em sua mente. tão autoritária. Havia um vazio completo. Papai! Quem é esse? Quem está te fazendo mal? Lançou a mão como se pudesse o reter ali. Fez-se o silêncio. vazia e assustada. em meio da biblioteca de sua casa. parte agora. seu sangue tinha ficado sobre a coberta do bote e com ele. eliminando todo pânico enquanto se estendia em busca de seu pai. arrojado às geladas águas. Cambaleou até a chaminé. era uma corporação. Lily. não me odeie. um baixo e agudo gemido de pena escapou de sua garganta. mas suportou e forçou à conexão. cheirava o ar do mar e sentia a dor retorcendo o corpo de seu pai.

Tinha que utilizar o cérebro e figurá-lo para o que estava ocorrendo e quem era o responsável pelo assassinato de seu pai. Alguém mais tinha compartilhado o vínculo. mas ele não tinha que expressá-lo com palavras. tinha conseguido atravessar as grossas paredes protetoras de sua casa e. tinha entrado em sua mente. Deveria ter reconhecido sua voz no momento. moveu-se através de seu corpo. mas era impossível ignorar. O prisioneiro apanhado em uma jaula profundamente escondido nos laboratórios Donovan. Sua pena era tão grande que mal podia pensar a causa da dor. em seu estado vulnerável de pena. envolvendo ao redor de seu coração. Resolutamente Lily recostou para trás e olhou fixamente às chamas. limpando as lágrimas do rosto. Culpava-o pelo encarceramento e morte de seus homens. o mesmo homem que a tinha alagado de calidez e consolo. Levou uns minutos reconhecer que não estava sozinha. empurrando através de sua culpa e angústia. Algo. Alguém mais tinha ouvido cada palavra que seu pai tinha sussurrado em sua mente. E sabia quem era. que tinha seus próprios planos e culpava a seu pai da presente circunstância. O Capitão Miller não ameaçou exatamente Peter Whitney. alguém. Até que averiguasse mais sobre o que estava passando. Resultava óbvio que seu pai queria libertar Miller. Sua arrogante voz exigente. aceitar o que estava oferecendo. Reconheceria seu toque em qualquer parte. mas isso não a ajudaria. escorando a resistência de seus muros tão rapidamente como pôde. não permitiria contatos telepáticos com ninguém. mais forte que já conheceu. mas simplesmente ela não tinha suficiente informação para julgar quem era seu inimigo. Não . A ferida aberta e horrenda devia ser deixada a um lado para dar a seu cérebro espaço para manobrar. Não tinha sido seu pai quem tinha ordenado afastar-se em tom tão dominante. O toque era poderoso. e puramente masculino. Não foi agradável. E deveria tê-lo notado no momento em que se intrometeu em sua conexão com seu pai. mas ele tinha odiado a seu pai. o que significava que não podia admitir saber da morte de seu pai. Exsudava poder e sua atitude por si era uma ameaça. O Capitão Ryland Miller. Teria algo que ver com o assassinato de seu pai? Lily rompeu a conexão. já que não tinha uma âncora para sujeitá-la enquanto seu pai morria no mar gelado. Ryland Miller. Queria deixar-se consolar. Uma corrente firme. Lily estremeceu e pressionou uma mão sobre seu dolorido coração. Não queria recordar o último intercâmbio acalorado entre seu pai e Ryland Miller.A calidez alagou primeiro sua mente. Especialmente não com o Ryland Miller. provavelmente salvando-a no processo. Nunca tinha sido muito boa como atriz. mas tinha que se esforçar para atuar um pouco enquanto mantinha a promessa feita ao seu pai. fechando sua mente de repente. Era um homem perigoso. O coronel obviamente esteve em desacordo em qualquer que fosse o segredo guardado nos laboratórios Donovan. Esse alguém tinha sido o bastante forte para cortar uma conexão que ela tinha mantido. Não podia confiar em ninguém da casa ou do trabalho. Sequer com alguém que salvou sua vida.

Caíram sobre os brilhantes azulejos ficando a seu redor. vivendo em sua própria casinha no interior do bosque depois da casa principal.tinha provas de que alguém no Donovan fosse culpado. fazendo que as presilhas se pulverizassem em todas as direções. como orgulhosamente se referia a si mesmo. um homem alto e magro de cabeça arredondada e óculos grossos. Tentaria. Era responsável pela segurança e a eletrônica. Mantinha o imóvel em dia ocupando-se em todo tipo de inventos e aparelhos conhecidos pelo homem. Não tem nenhum sentido — Pela primeira vez desejou poder ler às pessoas da casa. agradecendo que houvesse tão poucas pessoas em sua enorme casa. Arly tinha uns cinqüenta anos. um sabichão. Assim. Não era possível que fosse Arly. se criou ali e se fez cargo das tarefas de seu pai. Era totalmente leal à família e o imóvel. John Brimslow? Esteve com Peter Whitney inclusive antes que Rosa. Arly era mais bem um tio. Sempre ali para consolar. com setenta anos mais ou menos. Vivia e trabalhava ali no imóvel Whitney e tinha sido o mais próximo a uma família e um amigo que Peter tivesse além do Lily. Seu trabalho oficial era de chofer. era completamente dedicada ao Peter e Lily Whitney. Seu pai tinha sido muito cuidadoso ao escolhê-los buscando sua segurança. Um autêntico cérebro. conversar sobre todas as coisas que uma jovenzinha quisesse falar. Tinha o velho Heath. Tinha que limpar o cubo das cinzas. Sentia-se como se um grande peso a esmagasse e suas pernas estavam trementes. ou um irmão. A polícia não acreditaria que teve uma experiência psíquica na qual se conectou com seu pai enquanto este morria. Lily conteve outro soluço. Tinha sido o melhor amigo de Lily e seu confidente enquanto crescia. mas em todos os anos que estavam juntos. —Odeio isto Papai — Sussurrou — Odeio tudo isto. Não podia ser Rosa. o único que tinha a disposição para discutir cada idéia importante que teve. Quais eram suas opções? Ficar em pé foi difícil. Lily descartou a possibilidade imediatamente. . tinha nasceu. Agora tenho que suspeitar que as pessoas a quem amo me estejam traindo. ainda a cargo dos terrenos. Não podia haver evidência de que algo incomum tivesse ocorrido. Tinha lhe ensinado a separar as coisas e depois voltar às unir e a tinha ajudado a reconstruir seu primeiro computador. A única outra pessoa que residia permanentemente na casa era Arly Baker. Rosa vivia e trabalhava na casa. Quem poderia ser o traidor sobre o que seu pai a tinha advertido? Rosa? Querida Rosa? Não podia recordar um tempo em que Rosa não estivesse em sua vida. Lily nunca sentiu falta da uma mãe porque Rosa sempre esteve ali para ela. Caminhou até o banheiro mais próximo. nunca o tinha feito. Lily passou as mãos pelo espesso arbusto de cabelo cor marta. Viveu na propriedade toda a vida. Família. seu benefício. conversar. poderia viver uma vida tão normal como possível. mas só porque insistiu na boina de prato e queria poder tirar os carros e ocupar-se deles enquanto se ocupava também do imóvel.

Lily. Não havia palavras. Inclusive com a pobre iluminação. notaria sua cara marcada de lágrimas. Profundamente em seu interior. rouca e dolorida. Chamem a recepção e perguntem se voltou a assinar — sentiu-se orgulhosa de si mesma por soar tão prática. O que se supunha que tinha que fazer? E o que esteve fazendo ele em seu laboratório privado? E o último desejo do Peter foi que liberasse o Ryland Miller e seus homens. Não realmente preocupada. a não ser ligeiramente divertida ante as contínuas distrações de seu pai. acariciandoa. Por um momento sentiu a calidez alagando-a de novo. ninguém pode encontrar nada no escritório de seu pai e se o fizéssemos. Suas emoções . ouvia um pranto e sabia que era sua própria voz. — Verificou sua agenda no escritório? — Doía-lhe a garganta. — E se não. Tão controlada. Rosa tentou na Donovan. Disseram se saiu com alguém? Possivelmente saiu para jantar com alguém do laboratório. Provavelmente voltou para os laboratórios e simplesmente não se registrou. que me rendi e vim a casa. O que havia dito seu pai? Queria que lhe prometesse que faria o correto. Sabia que se comportava como uma paranóica. E que demônios queria dizer com encontrar às outras? Que outras? — Lily? — John Brimslow abriu a porta e apareceu a cabeça dentro — Chamei seu pai várias vezes. mas nada mais. Unidade. Você é a única que pode entender algo. embora queria estalar de novo em lágrimas e lançar-se a seus braços em busca de consolo.Devolveu o cubo de cinzas à chaminé. — Não acredito que Rosa perguntasse isso. não teria muito sentido. Não se atrevia a olhar diretamente aos olhos. Deixei a mensagem habitual ao Antonio se por acaso aparecia. O som era aterrador por sua intensidade e não tinha nem idéia de como fazia para estar conversando com o John com tanta naturalidade. mas não se apresentou. John. Conhecia-a muito bem. E poderia fazer que comprovassem se estava com esse ridículo carro que insiste em conduzir. — Por favor. Assinou a saída para última hora da tarde. — Havia uma nota preocupada em sua voz — Havia alguma arrecadação de fundos ou algum outro lugar onde seu pai pudesse estar dando um discurso? Lily forçou um cenho pensativo. A quem importaria se tinha movido o cubo três centímetros a um lado ou outro? Estava fazendo coisas corriqueiras para manter sua mente enfocada e ocupada para não gritar e chorar sua pena. — Supunha-se que me encontraria no Antonio's para jantar. colocando-o várias vezes para assegurarse de que o punha no lugar correto. — Irei ver. Que demônios era isso? Tinha sido tão importante para ele. Esperei mais de uma hora. Sacudiu a cabeça. mas a sensação era forte. Consolo. Rodeando-a. pergunta se saiu com alguém. mas não responde. mas não tinha nem idéia do que queria dizer. Estaria nesse estranho código de taquigrafia com que escreve. John resmungou.

Lily? — Só estou cansada. não podia forçar um sorriso. sua dor era uma faca que atravessava seu coração. pesando como uma pedra no meio do peito que apenas o deixava respirar. Precisava chegar a ela mais do que necessitava qualquer outra coisa. Ajuda do mesmo desconhecido que podia ter desejado ver morto ao seu pai. A dor de Lily Whitney o afligia. Ou isso ou o tapete oriental de Papai terá que se ir. Aferrava-se a calidez e a coragem que alagava seu corpo procedente dessa inesperada e indesejada fonte. Como poderia não fazê-lo? Não sabia para quem se voltar. Ryland sacudiu a cabeça. Não queria acreditar que seu pai estivesse no fundo do oceano. Agarrou-se à jaqueta do John Brimslow para salvar-se. você irá com o primeiro grupo. Sentiu o suor umedecer sua pele. John a estabilizou. protegido contra a intrusão da sua. Quem quer que o tivesse traído vivia em sua casa. Kaden. Lily. poderia ter averiguado antes que seu pai estava em perigo. mas sentia sua profunda resolução. e emitiu a primeira mensagem. Lily era um realçador. Ryland Miller se deixou cair pesadamente na única cadeira decente que lhe tinham proporcionado. Teremos que sair todos de primeira ou . Com um suspiro.eram muito fortes e se resvalavam apesar dos amparos. Lily enroscou deliberadamente o pé no principesco tapete oriental que havia no chão e cambaleou. A mente do John estava. Entre eles as emoções eram quase incontroláveis. mas estava apanhado em uma jaula com uma equipe esperando seu plano. Como ele. ajudando-a a voltar a ficar em pé. mas não houve nada absolutamente. mas Ryland tinha trabalhado no cientista. em quem confiar. Requereu uma tremenda concentração e grande quantidade de sobrecarga conectar todos os homens telepaticamente para que pudessem falar em meio da noite. Admirava-a pela forma em que estava tentando agüentar a morte de seu pai. fechou os olhos. — Está bem. Não queria pensar que John pudesse ter traído ao seu pai. amplificando emoções já o suficientemente poderosas para levantar ondas de energia entre eles. Quem quer que planejasse matá-lo tinha que ter estado nessa habitação. Não tinha acreditado no homem. Sentou-se diante do escritório de seu pai e estudou fixamente a multidão de papéis e o montão de livros sem vê-los realmente. Enquanto se aproximava da soleira da porta e ao chofer. Queria reconfortá-la. caindo com força contra ele fazendo que ambos se sacudissem. Agora estavam esperando por ele. Ryland Miller. A única coisa que lhe permitiu caminhar para o escritório de seu pai foi a calidez que se propagava dentro dela. Lily desejava um fluxo de informação para poder estar absolutamente segura de que John era inocente e ter assim um aliado. centrou-se em si mesmo. encontrar uma forma de aliviar sua dor. Já sabe quão torpe posso ser quando estou cansada. como sempre inclusive embora tentou lhe ler. esperando que fosse capaz de liberar Lily da terrível pena e culpa. — Por muito que tentasse. Peter Whitney tinha sido sua única esperança. empurrando sua mente para convencê-lo em ajudar Ryland a traçar um plano de fuga. Era ele seu inimigo? Se não se protegesse a si mesma tão cuidadosamente.

Posso manipular esses.dobrarão a segurança. Tinha passado pela mesma rotina tantas vezes que por volta de anos tinha deixado de pensar nisso. dos Capítulo 3 Lily sorriu ausentemente aos guardas como era habitual enquanto atravessava o espaço entre os detectores de metais... Agora tudo tinha mudado. Todos devem estar preparados. O enorme recinto com suas grades altas eletrificadas e bobinas de arame de puas. Ocuparei-me computadores e fechamentos eletrônicos. a .

quase sem olhá-la. estamos muito preocupados com seu pai. A maior parte dos laboratórios estava em realidade localizado clandestinamente e altamente guardado. o único que tinha conhecido. Nunca tinha pensado muito nas medidas de segurança somente parecia rotina. soube algo de seu desaparecimento? Lily sacudiu a cabeça. Este era seu mundo. ainda movendo-se rapidamente. Meio esperava que a agarrassem e arrastassem até as jaulas subterrâneas. Não era possível que este homem estivesse envolvido no assassinato de seu pai. Conteve o fôlego enquanto passavam e a cumprimentavam. Inclusive quando ia de um departamento a outro. Lily sorriu. as filas de feios edifícios de cimento com seus labirintos de habitações subterrâneas. — Nada absolutamente. códigos e chaves. Agora era consciente a cada momento de que alguém tinha assassinado ao seu pai. não pediram um resgate. Sua vida. A rígida segurança. Não havia forma alguma de ignorar a atração entre eles. os aventais brancos e as equações intermináveis. Não houve nada absolutamente. mantendo sua expressão cuidadosamente em branco. — Muito obrigado por sua preocupação. A idéia era quase tão inquietante como voltar para os laboratórios. sobressaltando-se interiormente quando os guardas armados se apressaram para ela. Estava genuinamente preocupado pela forma em que seu chefe simplesmente se desvaneceu. cada movimento. levantando uma mão a forma de saudação. Lily lhe olhou. Apesar de seu desejo de permanecer calma. as câmeras. Sei que todo mundo lamenta sua perda. Alguém a chamou por seu nome e saudou com a mão como era obrigado. O FBI acredita que logo exigirão dinheiro. — Lamentos tanto. o coração palpitava alarmantemente.. Inclinou-se sobre o escaner de retina.As de onda de simpatia quase a afligiram. E ia ver outra vez Ryland Miller. agarrou um avental branco de um cabide na parede. este tinha sido seu segundo lar a maior parte de sua vida. agora era muito consciente de estar sendo vigiada. via-se intensificada por cada pensamento. abotoando sem perder o passo.. os laboratórios e computadores. Gostava e respeitava Peter Whitney. a segurança estava sempre presente.multidão de guardas e cães. Estava entrando totalmente em um jogo de gato e rato com o assassino de seu pai. só silêncio — Estudava cada emoção que procedia do homem. Seu mundo. Enquanto entrava no interior do laboratório. Os laboratórios Donovan foram construídos no sul de São Francisco. O elevador deslizou silenciosamente até os pisos inferiores profundamente ocultos sob a terra. Esperamos que o encontrem muito em breve. Lily percorreu o estreito corredor. No segundo elevador teclou o código de dez dígitos. Se alguém o seqüestrou por dinheiro. O imenso complexo era decepcionantemente inocente à vista com tantos edifícios dentro da alta grade. — Doutora Whitney? — Um dos técnicos deteve seu decidido avanço. encaixando o olho na lente para as pesadas portas que conduziam aos domínios de seu pai. As portas se abriram e entrou. Onde antes as rígidas rotinas sempre a tinham reconfortado. . Alguém com o qual provavelmente falava a cada dia.

acrescentando-se ao consolador ambiente do laboratório. Doutora Whitney. — Como passou a noite? —Perguntou Lily para saudar o técnico de laboratório moreno. — Pelo que tenho lido nos informe. muito perto da superfície. sua audição é extremamente aguda. Não podia falar. ruminando sua perda. Roger duvido que lhe importe muito sua admissão. Seu passear me está voltando louco. Tinha esperado toda a semana. outra vez não dormiu. — Nada bem. Lily o imobilizou com um agudo olhar. esperando a que um computador invisível analisasse a combinação de seus padrões de voz e mão para verificar sua identidade. Havia passadiços secretos que conduziam clandestinamente e acima aos apartamentos de cobertura. De fundo o contínuo ruído do oceano soava em uma fita. tudo enquanto planejava cuidadosamente cada um de seus movimentos para encontrar ao assassino de seu pai. Tinha revisado meticulosamente as heliografias e planos. não se atrevia. angustiando-se em privado.Estava longe de encontrar o mundo secreto de seu pai. mas carregava um látego de reprimenda. ocultas e não ocultas. O Coronel Higgens esteve extremamente difícil. Segue passeando daqui para lá como um animal selvagem. para solicitar ao presidente da corporação tomar o controle do trabalho de seu pai. O nível de agressividade e agitação se foi elevando dia a dia durante esta última semana. Firmemente pressionou a palma e a gema dos dedos no escaner de traços e se inclinou para pronunciar sua contra-senha. mas havia tantas habitações. perguntou por você repetidamente e cessou toda cooperação nas provas. desde há cinco anos. O som da água se acrescentava à atmosfera tranqüila que se mantinha todo o tempo no laboratório. — Sinto muito — Roger se desculpou imediatamente — Tem razão. mas em vão. convertendo o mundo em um ambiente tranqüilo e comedido. que parecia uma tarefa impossível.Agora mesmo Lily não podia pensar em seu pai e no muito que sentia sua falta. Estava cheio de plantas e cascatas que gotejavam. O laboratório tinha um sistema de iluminação apagado. o assistente de seu pai. Não pensaria que estava sozinha e atemorizada. rasgada entre a impaciência e um medo terrível. verdade? — Sua voz foi baixa. Sem seu pai ao redor para proporcionar . Não se tinha atrevido a mostrarse muito ansiosa e tinha permanecido encerrada em sua casa. Sempre tinha gostado e respeitado. Conhecia Roger Talbot. que tinha se voltado em sua cadeira quando ela entrou. atravessando duas habitações repletas de computadores para deter-se em outra habitação. Estou deixando que o coronel me afete. Não há desculpa para ser tão pouco profissional. Embora não é você o que está preso. Pesada porta se abriu e entrou em outro complexo muito maior. ondas estrelando-se e retirando-se contra a borda. longe inclusive daqueles que chamava família. Suas emoções eram cruas. Lily percorreu rapidamente as filas de tubos de ensaio e queimadores. Tinha procurado um laboratório oculto em sua enorme casa. e esperava que tivesse deixado alguma pista de seu paradeiro em seu escritório no Donovan.

Baixou a voz. Roger. Tome uma pausa. todo mundo sobe pelas paredes. mas é como se tivessem um cérebro coletivo ou algo assim. . Inclinou o queixo. — Isso só o agitaria mais. duvidando ante a porta com uma advertência mais. supunha-se que não eram capazes de comunicar-se com o cristal grosso e tudo isso. Roger não tinha nem idéia de como podia ter desaparecido seu pai e desejava desesperadamente que seu chefe voltasse. ganhaste isso. senta-se aí.um pouco de amortecimento. Verá o que quero dizer quando o vir. o Capitão Miller está diferente. — Simplesmente sei. reconhecendo a derrota. mas arrumou para parecer serena. seu único sinal de agitação — Esteve aqui encerrado com ele muito tempo. despreocupada. Quanto mais gente a seu redor. mas está deixando que os rumores o assustem. — Por que tem a impressão de que se faz mais forte? Roger esfregou as têmporas. Doutora Whitney. Roger percorreu a habitação com o olhar como se fosse possível que não estivessem sozinhos. — Ele se está fazendo mais forte Doutora Whitney. — Deve ser difícil para você — Tentou de novo. Quando estou junto a ele. Temo deixá-la só com ele. — Verei o que posso fazer para o manter longe daqui um tempo — Serenou ela. esperando um batimento de coração. um estremecimento de medo se arrastou por sua espinha dorsal. mas todos outros também o têm feito. — Sobre seu pai. perfeitamente imóvel.. Roger assentiu. Possivelmente os guardas deveriam estar aqui dentro do laboratório com você. Lily estava monitorando suas emoções como fez com o outro técnico. e sabe que o necessitamos tranqüilo.. sinto-o invencível. — Roger se interrompeu quando ela continuou o olhando. mas ele está mudando.. Não estava segura de que fosse verdade. Ficarei aqui um momento. Ela seguiu seu olhar para o outro lado do laboratório. e. — Peça ajuda se a necessitar. Meu pai te escolheu porque sempre mantém a calma. Sei que é ele. e não gosto da sensação. Seu pai falta há mais de uma semana Doutora Whitney. é difícil não saber o que lhe ocorreu. Recolheu seu casaco. Os computadores se voltam loucos. concentrando-se. Nenhum deles está cooperando. Avisarei quando for. diria que sempre confiou em si mesmo — Lily esfregou a gema do polegar sobre o lábio inferior — Estou perfeitamente a salvo com ele — Inclusive enquanto o dizia. — Sim. Roger. pior fica. mas não é um duende. saltam os alarmes. estamos todos. — Estão totalmente isolados uns dos outros — Sua mão voou à garganta. fica muito quieto quando não está andando. Foi treinado nas Forças Especiais. sua mente assimilando a informação.. E acredito que possa ser capaz de falar com outros — inclinou-se mais perto ainda — Não só deixou de cooperar com as provas. — Possivelmente.

Tinham que me pedir isso. passeando daqui para lá como um tigre enjaulado. furiosos. Pesada metade do vidro se deslizou a um lado para deixá-la o olhando fixamente através das grossas grades. livre de qualquer ruído do exterior. Eu mesma me ocuparei de todos seus projetos e do trabalho aqui e também em casa. . passou a mão pelo rosto e tomou outro profundo fôlego antes de girar resolutamente para a habitação no lado mais afastado do laboratório. a fúria bulia no profundo timbre de sua voz. temo que meu tempo é ouro. Roger. As palavras brilharam tênue em sua mente. Seus olhos cinza eram turbulentos. Sabia que estaria. Era toda uma luta manter seu rosto inexpressivo. Moveu-se com a velocidade de um relâmpago. O coração começou a palpitar. O FBI suspeita jogo sujo. nuvens tormentosas traíam a violenta emoção que formava redemoinhos sob sua máscara inexpressiva. Isso a surpreendeu. mediram um ao outro através do grosso cristal da jaula. só o suficiente para que chegasse aos gravadores — Estou segura de que deve ter ouvido que meu pai desapareceu. A sobrancelha dela se elevou. e utilizava o conhecimento desavergonhadamente. A força de seu olhar penetrou diretamente atravessando seu corpo até seu coração. mais como um tigre de Rojão de luzes. A idéia dele sozinho em sua jaula de vidro rompia seu coração. mas a agarrou pelo punho e atirou ela contra as grades. para permitir que a paz da habitação entrasse por seus poros. com a boca pressionada perto de seu ouvido. Ele sabia como a afetava. mas lhe roubava o fôlego. teriam suspeitado. Obedientemente pressionou a seqüência requerida de botões para ativar o mecanismo. Soube o momento que ela entrava no complexo. Todo o laboratório estava sem som. Abre-a. — Farei. — Sabia que não podia voltar aqui sem um convite oficial. O Capitão Ryland Miller estava esperando por ela. Recebi-o esta manhã. dormir e urinar? Deveria ter vindo aqui imediatamente. sua habilidade para utilizar a telepatia crescia mais forte com cada uso. e não finja que não sabe por que — Elevou a voz. — Dificilmente um rato. quão rápido era. — Crê que não sei que estão aí? — Ele vaiou as palavras. — Deliberadamente levantou o olhar para a câmera para lhe recordar que não estavam sozinhos. obrigado — Lily olhou fixamente a porta fechada durante um minuto completo. Mas o coração derreteu ante a palavra "só". Assegurei-me de não mostrar nenhum interesse absolutamente. Lily não resistiu. O cabelo escuro estava despenteado por haver passado as mãos por ele. Se tivesse tentado antes. Tinha pensado que estava a salvo fora de seu alcance. Quando continuou olhando-a fixamente suspirou brandamente.Ela assentiu. — Acredita que não sei que me observam comer. permitindo que o fôlego percorresse lentamente seus pulmões. — Deixou-me aqui só como um rato enjaulado — Exclamou ele.

acusando. obrigado. Acredito que pode. me leia. — Lily continuou olhando aos olhos do Ryland Miller. fazer que um ser humano mate a outro? Negou-se a retirar o olhar dele. de auto-conservação. Não pode pensar que tive algo a ver com sua morte. Seu polegar deixava uma pequena carícia ao longo do sensível pulso interno. consolando-a. Possivelmente é possível se a pessoa já estiver cheia de malícia e é capaz de matar. um movimento reflexo. Não vou negar isso. Possivelmente. Eram dedos quentes. — Havia um fio em sua voz como se não pudesse decidir se ria ante a idéia ou se zangava pela acusação na mente dela. A voz dele mudou completamente. Havia tanta raiva rugindo nele. Diga-me. Acreditava que tinha te metido aqui. mas o polegar acariciava o pulso que pulsava rapidamente. Pode dar ordens à distância. Os dedos dele se fecharam ao redor de seu pulso como um grilhão. mas ele era muito gentil. A voz imaterial do guarda rangeu através do alto-falante. alagava-a de calidez e consolo. Capitão Miller — Fez um supremo esforço por manter a voz suave. se deseja matar. revise a mente. mentiria. Tentou de novo retirar o braço. seu olhar penetrando além da máscara. verdade? Como se atreve a zangar-se comigo! — Por um terrível momento as lágrimas ameaçaram derramando-se e lutou por conte-las. Os dedos ainda rodeavam seu pulso como um grilhão. pode fazê-lo? Você em que crê? Estudou-o durante um longo momento. que era o responsável pela morte dos homens de sua unidade. Lily. — Doutora Whitney. — Não lute. Tive algo que ver com a morte de seu pai? . Não estava seguro se queria ver o que ela via. Lily. apesar de que realmente queria era empreendê-la a golpes com ele — Sabe que meu pai desapareceu. — Baixou a voz inclusive mais — Você está aqui conosco. Mas está me tocando. caindo uma oitava para que sussurrasse em sua mente. Ele não dizia nada. Pode fazê-lo? Ryland não podia afastar o olhar do profundo azul desses olhos. estou perfeitamente bem. Senti que você não gostava dele. entrelaçando-os como se estivessem unidos de algum modo. desafiando. E não estava seguro de poder permitir que ela visse no que se converteu. Pior ainda. um espelho que refletia sua própria alma. vendo o predador rondando justo sob a superfície. é possível que possa manipulá-los para que o façam. terá a cada guarda do complexo correndo para te salvar. precisa de assistência? — Não. lhe respondendo do mesmo modo. enormemente fortes.Seu olhar começou a arder. A intimidade de seu tom roubava seu fôlego. olhando diretamente aos olhos. vendo. — Tem sorte que tenha ao menos vindo. somente continuava sustentando seu olhar.

Uma forte conexão. especulativo. Seu olhar era direto. Em voz alta murmurou brandamente. Sabe que estive ali quando ocorreu. mas tinha amplos ombros e uma constituição musculosa. Sentia-te. Seu desassossego era tão forte que me tocou. O polegar dele acariciou de novo. Seu cérebro processava informação a uma velocidade vertiginosa. Concentrou-se em recavar informação. Lutou por entendê-lo. tomando seu tempo antes de decidir-se por um curso de ação. era muito mais cautelosa. Estudou-o criticamente. um indício de perigo. da cor do aço. Lily. Como estava ali conosco? Meu pai não tinha habilidade telepática. mas quando se tratava de um assunto pessoal. tinha sido do momento em que pousou seus olhos nele. Desumanos. Não necessitava mais complicações em sua vida. mas não ordenei a ninguém que o matasse. Teria sido uma bobagem matar ao único homem que podia salvar nossas vidas. concederei isso. avaliador. — Lamento sua perda. E se supõem que devo acreditar que não pode me ocultar sua verdadeira natureza? Vejo somente o que você quer que veja. sentia-se sozinha. Eu choro por ele — E o fazia. E não confiava em algo tão instantâneo e tão forte. Desejou . e demônios. Vulnerável. Deveria ter falado comigo. Sua resposta sugeria uma conexão entre eles. medindo seu caminho. Olhos tão frios que ardiam. inclusive aqui nesta prisão desenhada para evitar que toque outras mentes. Penetrantes. poder e coordenação. Nunca houve necessidade de cortar o contato comigo. Deixou-me sozinho. Movia-se com fluída graça. Quando o Coronel Higgens esteve aqui antes com meu pai. atrasando-se somente o suficiente para roubar o fôlego de seus pulmões. Lily. pôde lê-lo? Está envolvido na morte de meu pai? Cada músculo do corpo de Ryland se esticou sob a inspeção dela. Necessitava-me. Entendo que precisasse te manter afastada. Não estou derramando lágrimas por sua morte. Abandonada. Seus olhos frios como gelo. como pôde conectar com ele? Como pôde romper minha conexão com ele? Conectei através de você. Para ela era pura magia. Sua mandíbula era forte. mas deveria ter falado comigo. é obvio. sabia a verdade. Não queria reconhecer a implicação de suas palavras. — Peter Whitney era meu pai e o queria. Não era particularmente alto. sua boca uma tentação esculpida. voltando depois para seus brilhantes olhos cinza. Seu cabelo era espesso e tão negro que resultava quase azul. Seu coração deu um tombo. Lily o olhou fixamente durante um comprido momento. Não podia te consolar. mas não podia te consolar. profundamente em seu interior onde ninguém podia vê-lo. lamento por você — Sua outra mão se elevou para deslizar pelo cabelo dela. fazendo errático seu pulso. Lily. Não necessitava ou desejava Ryland Miller. eu te necessitava. Era tão Lily! Estar em sua cabeça dava a vantagem de conhecê-la muito mais intimamente. fez que um calor enroscasse através dela. sua pena.Os olhos azuis dela vagaram por seu rosto. tentando ver além de sua máscara até chegar ao homem que havia debaixo.

— caminhou afastando-se da jaula e depois se voltou para o enfrentar quase resolutamente. como um leito de rosas. Seu olhar se dirigiu momentaneamente para as câmeras de vigilância. seu coração estava fazendo algo curioso que não podia controlar. — Seu pulso estava esquentando onde o polegar dele a tinha acariciado. O estômago de Lily deu um tombo. seus olhos começaram a arder com uma advertência. Lily tomou um profundo fôlego e o deixou escapar lentamente. mas rapidamente se recuperou. — Bem? E você? Há sentido este tipo de conexão com alguma mulher que entre na mesma habitação que você? Esse olhar em seus olhos. O olhar dele era inesperadamente ardente. Avançou até as grades. — Como sabe? Inclinou o queixo para ele. Não sou meu pai e tenho que voltar para trás para me pôr ao corrente. enterrar seu rosto nas fragrantes mechas e inalá-la. Os olhos dela eram quase muito grandes para seu rosto.. — Dá a sensação de ser natural. A cor tingiu suas bochechas. Sua voz tinha uma forma de sussurrar sobre a pele como o roçar de uns dedos. voltando para seu frio e fantasmagórico rol de princesa. Desejou sacudi-la de novo. inclusive com as luzes azuis. Seu cabelo reluzia sob as luzes. Faminto. Terá que ser paciente. E cuida de manter suas posses fora de meu alcance. Tentou ignorá-lo. Devorador. E sua boca. Posso sentir suas emoções quando difunde cólera. mesmo através das . tão brilhante. mas sustentou seu olhar firmemente.. o fazia desejar atirar-se sobre ela. Tinha passado muito tempo fantasiando com sua boca. espessas pestanas e incrivelmente azuladas. inesperadas com seu cabelo escuro. estava cativado. Era valente. Lily piscou. um rouco convite a ardente sexo e momentos selvagens. isso não ajuda. — Alguma vez te incomodou em se perguntar por que estamos tão conectados? Não é natural. Não estavam de acordo em nada. Não detectei nenhum complô contra seu pai.esmagar esse cabelo de seda entre suas grandes mãos. Ryland estudou sua expressão durante um longo momento depois cobriu as mãos dela com as próprias. — Deixe de me olhar desse modo. — Disse em benefício das câmeras. mas nunca se aproxima o bastante para me tocar. E seus pensamentos se converteram de repente em fantasias eróticas. Tinha ficado aturdida durante um momento. tentou não deixar que a afetasse. — Vou às cegas. Cheirava a fresco. Higgens não mantinha em segredo sua aversão por seu pai. — Não posso evitar o que sinto quando está ao redor — Baixou a voz. e os olhos onipresentes. Ryland observou com interesse como o olhava friamente. aferrou-os com os dedos. — Bom! Ninguém sente tanta atração física sem algum tipo de realçamento. Tinha que lhe conceder isso. — Estou assumindo o controle da pesquisa.

Uma desculpa. Lily deu um passo atrás em um intento de permitir uma pausa a ambos. não precisava averiguar quão bastardo era o tipo. Conectando-os intimamente. o sussurro de uma carícia. Lily se afastou dele com súbito alarme. A urgência de beijá-la era tão forte que se inclinou para ela. e ambos estavam cuidando de manter os rostos longe das câmeras para que ninguém pudesse ler seus lábios. Não podiam ser as duas coisas. Do primeiro momento em que entrou na habitação. — Pronunciou seu nome muito brandamente. — Elevou os dedos. fazendo que soasse sensual. Seu corpo estava duro e dolorido e ele era inteligente. Ela sacudiu a cabeça negando. Pensa com o cérebro. Respirou. Era profundo e entristecedor. Beirava a obsessão. desejando que fosse real. Tinha-a esmagado com seu descuidado comentário. Ou seu pai havia esperado que algo ocorresse entre eles quando entrasse na habitação. — Possivelmente não seja isso. Somos diferentes e . mas sua linguagem corporal podia trair facilmente. — Sabe que isto não é real. O que o havia possuído para fazer semelhante acusação? Ela tinha perdido a seu pai. virtualmente me ordenou vir. Ryland atendeu sua petição muito lentamente. temos que sabê-lo.. — Você o que acredita que é? — Não sei. Suas vozes eram muito baixas para ser ouvidas por alguém mais. Ryland fechou os olhos momentaneamente contra o vislumbre da crua dor nela. empurrá-la a seus braços e consolá-la. ele instantaneamente desejou. — Não me contou nada sobre você ou o que estavam fazendo aqui. A atração ia além de algo que tivesse experimentado.grades. Entrei na habitação e te vi e. — Eu te ancoro. se estamos sendo manipulados de algum modo em um experimento. Fez-se um pequeno silêncio enquanto se olhavam. e. Meu pai atuou de forma estranha esse último dia. mas vou averiguar. mas Ryland pôde ver que estava processando a informação. ou não. não só partes do quebra-cabeça. Temos que averiguar tudo o que está passando. faiscando fazendo que parecesse viva. — Pare! – Espetou. — Lily. Em um estranho desdobramento de agitação ela passou a mão pelo cabelo. fazendo gestos para que se aproximasse dela. ela. recorda? Pediu-me que viesse. mas ele insistiu. — Se isto não for real. Provavelmente isso seja tudo. Ela tinha razão. não parecia haver muita diferença. Estava ocupada e falei que o faria outra tarde. Sua mão tremia. Entretanto. necessitou. — Sugeriu Ryland. Lily esteve nos observando juntos. não com outras partes de sua anatomia. O contato pele contra pele servia para aprofundar a atração física. a química entre eles se enchia de eletricidade. — A terra se moveu — Terminou ele tranqüilamente — Filho da puta. — Não! — Olhou de novo para a câmera. Esse maldito cientista de sangue-frio estava nos observando como dois insetos sob seu microscópio. tinha virado presa dela. isso é tudo.. em voz baixa.

Encontrarei a habitação. E se Higgens se sai com a sua alguns de nós estaremos acabados.. sua mente obviamente tentava encaixar mais peças do quebra-cabeça procurando uma explicação lógica. — Ryland — Interrompeu — Diga meu nome.mas.. e ele sentiu o aperto nas vizinhanças de seu coração. — um breve sorriso iluminou seus olhos enquanto se corrigia a si mesma — Ryland creio que já temos suficiente sem isso. Capitão Miller. Não sei se meus homens vão poder sobreviver lá fora. — Tem que ser isso. Tem que cooperar com algo ou Higgens poderia fazer seu movimento antes que estejamos preparados. Tem que ser isso.tenho algum tipo de magnetismo emocional e isso realça. Lily girou afastando-se dele... mas o deixaremos assim se isso te faz sentir melhor. Necessito a informação que contém nessa habitação se for te ajudar. — Seja qual for a razão. — interrompeu-se. — Não sei se poderei revertê-lo. — Realmente acredita poder encontrar uma forma de reverter o processo quando seu pai não pôde fazê-lo? — Tem que encontrá-la.. Como se pertencessem um ao outro — Sentimo-nos atraídos e de algum modo seus dons especiais realçam o que estamos sentindo.. É a forma em que cheira. — Acredito que simplesmente nos sentimos atraídos um pelo outro. a possibilidade de ser excluída seria muito real. Ele conseguia converter o mero feito de pronunciar seu nome em algo íntimo. ou sequer se será necessário. Recebi cópias.Interrompeu-se por um momento. — Está tentando explicar nossa química explosiva chamando-o de realce de feromônio? Isso não tem preço. — Tenho lido todos os informes de meu pai gerados para o coronel. Teve que tomar fôlego. mas temos que ganhar um pouco de tempo. Ele sacudiu a cabeça. – Olhou-o muito firmemente. Ouviu o que ele me disse. Se Higgens não podia ser convencido que ela era imparcial e que estava disposta a fazer o que quisesse o coronel. Como podia não fazê-lo? Sentia-se como se sempre o tivesse conhecido. não há nenhum dado absolutamente sobre como meu pai conseguiu o que conseguiu. Acreditava que era prisioneiro aqui.. Tenho o pressentimento de que sou o número um da lista. É possível que um desses efeitos secundários seja a paranóia? — Lily o animou a atuar para a câmera. — Elevou a voz ao nível normal. Lily — Ela inclusive podia fazê-lo rir em meio de tudo isto. Ryland. — Bem — Ela assinalou — os feromôneos podem lançar sujas armadilhas aos incautos.. Certamente tem um contato no exército ao que eu possa acudir. Não posso encontrar o laboratório de que falou antes que o assassinassem. Tinha o .. mas considere isto: você e os outros sofreram terríveis efeitos secundários. Capitão. Lily Whitney era uma mulher extraordinária e bastante inesperada. Seja o que for que haja aí é importante para nós.. Lily. temendo que a surpresa pudesse mostrar-se em sua cara. — Ryland — Acrescentou.

A sacudida golpeou a ambos como um relâmpago. não posso fazer que a pena por meu pai desapareça. senti-me como se.. — Sinto muito. a forma fria em que oferecia pistas e linhas. de que Higgens queria seguir com o experimento e Ryland Miller se interpunha em seu caminho. — Quero ver meus homens. Ryland passeou por toda a longitude de sua jaula. Isolado da cadeia de mando. encaixaria perfeitamente em sua equipe. O Coronel Higgens sempre nos apoiou. Estou tentando te fazer rir. Quero saber que estão todos bem. — interrompeu-se. Ele assentiu. Ryland. . — Como se o tivesse abandonado. tomando sua mão na dele. verdade? Seria mais fácil se levantasse a barricada de cristal para te proteger? — Não. verdade? Simplesmente nós. Estou-te fazendo mal.. atuando para a câmara. Ryland pressionou uma mão sobre as têmporas. Aproximou-se da jaula e uma vez mais agarrou as barras. Confiava em Higgens. Só porque você tem muito. Verei o que posso fazer. Lily ignorou sua resposta. verdade? Admirava a forma fria em que ela representava sua parte. Passará. — Deliberadamente se interrompeu.. — Agora está tentando me pegar. Ela havia sentido as partes de vidro em mais de uma ocasião quando não podia bloquear as emoções fortes. estirando-se enquanto o fazia. — Todas essas coisas — deixou-se cair pesadamente em uma cadeira e a avaliou com olhos brilhantes e o princípio de um sorriso em sua mente como se zombasse dela. Ryland assentiu. incapaz de pensar com clareza com ele tão completamente concentrado nela. mas quando nos encerrou e separou. um preguiçoso ondear de músculos que ela não pôde evitar notar. — É um pedido razoável.Foi sem pressa até ela. . —Estou bem. Vocês os ricos não podem atuar melhor. — Ele esfregou as têmporas latentes uma última vez enquanto se levantava da cadeira. Com seu cérebro e pensamento rápido.. A comunicação telepática era difícil e seu uso prolongado categoricamente doloroso. Lily esperava ver faíscas voando. Lily se mostrou instantaneamente contrita. Não tenho nem idéia em quem confiar. Sua pena pesa sobre mim como uma laje. Deixado sozinho. como se sopesasse a questão. — Não tinha considerado isso. a única certa corda que podia fazer. Tem preconceitos contra o dinheiro? Realmente zombava dele. Isso te coloca completamente fora de meu alcance. — Acredito que a paranóia induzida pelo experimento é uma possibilidade que devemos considerar.pressentimento de que Ryland poderia ter razão. passou ambas as mãos pelos cabelos. — Não vai desaparecer.

Simplesmente responde à maldita pergunta e me dê um pouco de tranqüilidade. Está completamente louco? Estou tentando te ajudar. Há uma conspiração em grande escala e um assassino anda solto. — O que tem a ver Roger com algo? — Isso é o que estou perguntando. Obviamente ela era um amplificador. — Encaixamos — Proporcionou a palavra — Nós encaixamos. Ele a sujeitou. . Havia um fio em sua voz. igual tinham sido as habilidades psíquicas dele? Podia sintonizar muito mais claramente ao redor dela. — Roger? Que Roger? — Roger. Honestamente. Concentrará no que é importante aqui? Isto é importante para mim. brincando com a língua sobre eles e entre cada osso por separado. seria evidente — Espetou Ryland. Roger está completamente fora de questão. lutando por apartar a mão. — Qual é sua relação com o Roger? Lançou-lhe a pergunta. Ryland reteve sua posse. seus olhos brilhavam com uma gelada ameaça. tomando-a completamente de surpresa ante o inesperado da mesma. Brilhava ali a simples vista para que ela a visse. dói como o inferno. sei que estou te incomodando. obrigado — Lily sorriu para a câmera enquanto apartava a mão do Ryland de um puxão. Afastou sua mão para liberá-la. O fôlego ficou preso na garganta. inclusive seu coração pareceu deixar de pulsar. desafiando ao observador invisível a revelar a si mesmo. o técnico que ponho tão nervoso que quer aos guardas aqui dentro com suas armas — O mais minúsculo látego de desprezo se escondia em sua voz — Como se isso fosse o ajudar chegado o momento. Lily estudou sua cara. — Ryland — Ele não podia ver que a química entre eles tinha que ser artificial? Que estava realçada de algum modo. Está louco por ti. Roger é a questão. A câmera. Tudo em Lily se imobilizou. — Não preciso assistência. — Doutora Whitney? — A voz flutuou através do intercomunicador. Piscou para ele. Ele elevou a cabeça. Acredito que estar nessa jaula finalmente te afetou. Uma promessa. Estremeceu ante o sensual contato. desejando te arrastar pelos cabelos ou algo assim.Durante o mais breve dos momentos seus dentes relampejaram para ela. levantando o olhar para a câmera. Sinto muito. O fogo se estendia e corria sobre sua pele nua cada vez que a língua brincava. Tinha sofrido. Sinto-me como uma espécie de homem das cavernas. sendo substituída por pura posse. Estava sofrendo. Deliberadamente levou os nódulos a calidez de sua boca. Recordou. A diversão nas profundidades de seus olhos tinha desaparecido. Lily. — Necessita assistência? — Se necessitar assistência. um brilho de diversão masculina em seus olhos. tio. Um desafio. seu olhar cruzando com a dela. mas isto está piorando.

necessitava-o assim. Intentávamos manter a um deles com outros todo o tempo no campo de batalha quando estávamos trabalhando. mas nunca pousei meus olhos sobre ele fora deste edifício. Nem tenho intenção de fazê-lo. mas ao mesmo tempo. o ciúmes me estão comendo vivo. tomando um profundo fôlego para reafirmar seus intestinos revoltos. — Averiguarei. — E o homem que morreu recentemente no treinamento? Ryland sacudiu a cabeça. Seu mundo sempre esteve equilibrado. — Estava sozinho e se meteu entre pessoas equivocadas. lógica e séria. fúria e desespero. Vivo em um ambiente muito controlado. Não pudemos silenciá-lo. Lily. Conhecia sua preocupação por seus homens e o admirava por isso. dava muitas oportunidades de expandir sua mente e buscar conhecimento. Não pôde dirigir a sobrecarga de ruído. A atração entre ela e Ryland estava ameaçando o bom sentido de ambos. Roger é um bom homem. Sabia que Ryland Miller acreditava que seu pai o tinha traído e aos seus homens. — Kaden é capaz de arrastar as mais furiosas e mais violentas emoções longe do resto de nós para que possamos lhes fazer frente melhor. Ao menos três dos outros são como ele em diversos graus.— Por que nada disto tem sentido para mim? — Perguntou brandamente. — Para mim tampouco tem sentido — Demônios. Ryland. as coisas ocorriam como a seda e todos os detalhes se voltavam mais claros. Ryland pressionou a frente contra as grades da jaula. É horrendo e incômodo e não gosto muito dele mesmo. Lily. Tínhamos mais poder de projeção. temendo a resposta. Podia sentir o peso da pesada responsabilidade que quase o esmagava. Tinha aberto muitas portas. um amigo. Deixava facilmente a um lado a emoção quando se requeria. Ela era uma pessoa prática. Com o passar dos anos aprendi a levantar barreiras. Quando chegamos até ele era muito tarde. sentia comichão nos dedos ante o desejo de afastar os cachos revoltosos que caíam sobre a frente dele. considerado e amoroso. Acredito que você e os outros poderiam aprender . Havia diminutas gotas de suor sobre sua pele. Tinha sido amável. Tinha te ocorrido alguma vez isto ou a algum dos homens? Ele elevou a cabeça e a olhou e havia uma mescla de turbulência. Acredito que é como você em certa forma. Quando saíamos de patrulha e estava conosco. Seu pai tinha conduzido um experimento sobre seres humanos e algo tinha ido terrivelmente mal. Ela tinha que averiguar exatamente o que e como tinha ocorrido. sua mente tinha desaparecido. Você pode? Sabia que não estava pedindo para si mesmo. Isso me permite descansar o cérebro e me preparar para o bombardeio do dia seguinte. — Que demônios me está ocorrendo? Sabe? Lily sacudiu a cabeça. Seu pai era um homem que a protegia do mundo exterior.

Acredito que por causa de que nasci com isso. Você não experimentou há tanto tempo.Não importa como. — Obrigado Lily. acreditando-a. Ryland — Tranqüilizou-o — Encontrarei a informação que necessitamos para ajudar aos outros. Puro pesar brilhou tênue através da tormenta de seus olhos e quase rompeu ao coração de Lily. Lily. — Honestamente não sei de quanto tempo dispõem meus homens. sem preocupar-se com as câmeras. Qualquer deles pode vir abaixo. Seu cérebro se viu exposto muito rápido. Lily.Disse-o sombriamente. Se perder a algum. minha mente começou a procurar formas de fazer frente. deslizando a mão através das grades para enroscar os dedos ao redor dos dele — Encontrarei as respostas. Ela podia sentir as partes de cristal agora. — A menos que as barreiras desapareçam por bem. sabendo o que lhe custava abrir-se a si mesma ainda mais a ele.. Tinha que encontrar uma forma de salvar a seus homens. Homens que tinham acreditado nele e o tinham seguido — Demônios.Não o vê? Eles acreditaram em mim e me seguiram. Tinha aprendido a tenra idade. Sua frustração e pena a esgotavam.a construir barreiras. procurando. Averiguarei como vai isto. Sentiu o súbito desejo de derrubar as grades. Eram bons homens. lendo sua mente. Quem te ensinou? Lily encolheu de ombros. Somente tem que me dar um pouco de tempo. encontrarei uma forma de te ajudar e a seus homens. . Confia em mim. — Ryland. Durante um breve momento a olhou aos olhos. me olhe — Tocou-o. Não pode agüentá-lo e te proporcionar as barreiras que necessita. Não podia recordar um tempo em que não se protegeu a si mesma. Ele era um homem de ação e o tinham encerrado em uma jaula. — Examinarei as fitas de treinamento esta noite. Puseram sua fé e confiança em mim e os conduzi a uma armadilha.. . dedicados e leais. cortando e perfurando sua própria cabeça. Assentiu. cada um deles. rasgar algo. homens que se sacrificaram por seu país.

Cada vez que caía adormecida. . suaves e persuasivas. A suave música que normalmente escutava para ajudar a mascarar os sons não podia bloquear o bastante assim que a tinha desligado fazia momentos com frustração. embora não podia captar as palavras. Outra vez não ia ser capaz de dormir. Não era seguro. voltando-a louca. as vozes estavam ali. Nem sequer queria dormir. escutando o som de seu próprio coração. mas não tinha nem idéia do que se estava dizendo. Lily deitava-se em sua enorme cama.Capítulo 4 O murmúrio de vozes seguia e seguia. uma invasão zumbindo em sua cabeça. olhando fixamente ao teto. somente que era uma conspiração sussurrada. Sentou-se entre os grossos travesseiros recostados com na intrincada cabeceira esculpida de sua cama. vozes sussurrando sobre perigos e táticas. As vozes reclamavam. enchendo sua mente. mais de uma pessoa. De onde provinham? Táticas implicavam treinamento. Somente que havia grande perigo e um fio de violência nessas vozes. Sabia que havia mais de uma voz.

Estavam tão conectados que de algum modo sintonizava com sua freqüência? Como uma freqüência de rádio. Abriu as portas duplas de seu balcão e vagou pelo frio ar noturno. atando o cinto amplamente ao redor da cintura. e o recolheu ao pesado volume.possivelmente inclusive militares. Palpitava-lhe a cabeça. Estava ouvindo Ryland e seus homens utilizando suas habilidades telepáticas para planejar uma fuga? Era possível? Estavam à milhas de sua casa. profundamente submersos. Poderia havê-lo feito depois do desaparecimento de seu pai. Papai? — Perguntou em voz alta.arrastava-se sobre duas pernas. encolhendo-se na segurança e escuridão do interior de sua habitação.. Suas próprias paredes eram grosas. Seu olhar seguiu os brancos farrapos de névoa que se formavam redemoinhos entre as árvores a um ou dois pés sobre a grama.. Lily afastou a manta com resignação e agarrou seu robe. Por que demônios tomou tantos cuidados em encher sua base de dados dos computadores da Corporação Donovan com absoluto lixo? O arquivo estava marcado como confidencial e supostamente somente com sua contra-senha e códigos de segurança se podia acessar a ele. Tinha querido que ela tivesse um guarda-costas em período integral. Os terrenos estavam protegidos. O vento imediatamente revolveu a espessa massa de seu cabelo formando uma nuvem que revoou ao redor de sua cara e descendo por suas costas. — Sussurrou brandamente — Viria bem seu conselho. mas Higgens obviamente o tinha feito. a banda exata? — O que fez. Era possível que Arly tivesse contratado segurança extra e não houvesse dito. esforçando-se por ver através da escuridão e névoa nos terrenos de abaixo. com um vidro grosso rodeando suas jaulas. mas Lily tinha declinado inflexivelmente. Lily levantou o telefone e pressionou o botão para falar com Arly . Ficou perfeitamente imóvel. Alarmada Lily se retirou do balcão. — Sinto sua falta. mas estava sobrecarregada sensorialmente e temia que seus medos tivessem mais a ver com o contínuo sussurro de vozes que com uma ameaça real a sua casa. Todos eles tinham sofrido terríveis enxaquecas. O como seu pai tinha escapado escrevendo seus informes com semelhantes descrições incompletas do que tinha feito ia além de sua compreensão. Captou um movimento pela extremidade do olho ao bordo dos maciços de flores. Ainda sofria as dolorosas repercussões do uso prolongado? Certamente as sofria anos atrás. retorcendo-o rápida e espertamente em uma trança solta. Tinha lido os relatórios confidenciais sobre o treinamento que os homens tinham suportado. O cabelo estava incomodando. caindo sobre os olhos. pequenos pontos brancos flutuavam ao redor de um ponto negro de dor. mas a sombra não tinha sido um animal. a violenta reação à utilização de talentos psíquicos. Seus sentidos gritavam uma advertência. uma banda de som. Perguntou-se a respeito de Ryland. Só podia sentar-se ali no meio do conforto de seu dormitório familiar enquanto sua mente repassava os fatos das fitas de treinamento que tinha visualizado e os relatórios confidenciais que tinha lido. uma sombra deslizando-se profundamente entre as sombras. papai. As seqüelas de utilizar a telepatia.

Adorava tudo nele. Arly? — Exigiu sem preâmbulos. justo antes de dormir e se sinta muito orgulhoso de si mesmo por se impor sobre mim. — Sim. somente recorda quem tem o coeficiente intelectual mais alto — Com esse patético adendo. Na propriedade. Contratou guardas extras. Lily desligou o telefone. Isso ensinará a não assinar coisas sem ler seu conteúdo. — O que acontece? — Vi alguém na grama. Arly. Senhorita Lily. Um urso fraco emendou com um pequeno sorriso. Arly? — Havia acusação em sua voz. — Alguma vez dorme. Sentou-se na borda da cama e rompeu a rir.automaticamente. baixando a escada em caracol. Utilizava-o somente nas estranhas ocasiões nas que a tinha superado totalmente em algo e se sentia particularmente arrogante. Lily suspirou. — Estava sendo sarcástico. desfrutando em quão preparado é. Seu pai desapareceu. sem acender . Deixa de me morder. ao primeiro toque. Ele odiava que lhe pontuassem de fraco quase tanto como odiava que lhe recordasse que ela tinha um coeficiente intelectual mais alto. Lily. Esteve mais assustada do que queria reconhecer inclusive ante si mesma. assinou e tudo. Acredito que podemos contratar uns poucos homens extra sem risco de nos arruinar. e sua segurança é minha principal preocupação. — Disse Arly — Cuidou para que fosse parte da descrição de meu trabalho. — Sem autorização não pode contratar guardas extras. — Contratou guardas extras para bisbilhotar por minha propriedade. — Teria algo que dizer sobre isso à "Senhorita Lily" ou ao "Doutor Whitney" — grunhiu ela — Quem foi o estúpido que te colocou em uma posição de poder? — Por quê? Foi você. Ele respondeu imediatamente. — Não me chame Senhorita Lily outra vez. tive sempre absoluta autoridade para guardar seu traseiro de qualquer forma que me pareça necessária e não vou deixar de fazê-lo. verdade? — Absolutamente. Passeou pelo vestíbulo descalça. ou terei que praticar meu karatê em você. Agora volta para a cama e me deixe dormir algo. — É obvio que sim. e suficiente terreno para formar seu próprio estádio. mas sua voz era sonolenta. E quando estiver deitado na cama. — Estava sendo respeitoso. — Trapaceiro! Colocou esse papel entre todo o resto que tinha que assinar. posso. em parte pelo intercâmbio de engenhosidades e em parte de puro alívio. Inclusive adorava suas maneiras atrozes e a forma em que grunhia como um velho urso. Lily? — Arly bocejou pesadamente do outro lado do telefone. Agora se deite e me deixe dormir algo. pequena sabichona. Adorava ao Arly. por amor de Deus. não suas dissimuladas idéias sobre a privacidade. Tem uma casa de oitenta habitações.

as luzes. Conhecia o caminho até o escritório de seu pai e esperava que seu aroma familiar, que ainda permanecia ali, proporcionasse-lhe certo consolo. Tinha dito a todos que permanecessem fora do escritório, incluindo o pessoal de limpeza, porque precisava poder encontrar seus papéis, mas, em realidade, tinha sido porque não queria separar-se do aroma de sua pipa que permeava o mobiliário e sua jaqueta. Fechou a pesada porta de carvalho, deixando fora ao resto do mundo, e se sentou na poltrona favorita dele. As lágrimas fluíram, entupindo sua garganta e queimando em seus olhos, mas Lily piscou para conte-las decididamente. Apoiou a cabeça nas almofadas em que seu pai se apoiou tantas vezes enquanto falava com ela. Seu olhar vagou pelo escritório. Sua visão noturna era aguda e conhecia cada centímetro desse escritório assim resultou fácil discernir os detalhes. As estantes do chão até o teto eram simétricas, os livros estavam perfeitamente alinhados e em ordem.Seu escritório estava precisamente alinhado com a janela, sua cadeira colocada dois centímetros para dentro no escritório. Tudo estava em ordem, tão próprio de seu pai. Lily ficou em pé e vagou pela habitação, tocando suas coisas. Sua amada coleção de mapas, pulcramente colocados para estarem facilmente acessíveis. Seu Atlas. Que ela sabia que ele nunca os havia meio que tocado, mas estavam proeminentemente exibidos. Um antigo relógio de sol à direita da janela. Um alto barômetro de cristal sobre uma prateleira perto do enorme relógio do avô com seu pêndulo que balançava. Perto do barômetro havia um grosso relógio de areia em espiral.Lily o elevou, girando-o para observar como os grãos de areia se deslizavam até o fundo. Sua mais apreciada posse era o enorme globo terrestre sobre seu suporte de mogno. Feito de cristais e conchas marinhas, a esfera perfeita com freqüência tinha sido examinada enquanto conversava com ela já tarde na noite. Tocou a lisa superfície, deslizando os dedos sobre a concha mais polida. A pena a atravessou e afundou-se na poltrona mais próxima ao globo, pressionando os dedos contra as têmporas. O estalo do relógio do avô era excessivamente ruidoso no silêncio do escritório. O som golpeava sua cabeça, perturbando sua solidão. Suspirou, ficando inquietamente em pé, e andando até o relógio, acariciando o intrincado entalhe da madeira com dedos amorosos. Era magnífico, de sete pés de altura e quase dois pés de profundidade. Depois do cristal visualizava o mecanismo que trabalhava com precisão e o gigantesco pêndulo de ouro se balançava. A cada hora, junto a um distintivo número romano, um planeta diferente emergia detrás das portas duplas de estrelas fugazes, brilhantes gemas davam voltas através de um céu escurecido, completado com luas que davam voltas. Somente ao meio dia e meia-noite todos os planetas emergiam juntos em um espetacular desdobramento do sistema solar.Ás três horas em ponto emergia um brilhante sol. E às nove se elevava a lua, enchendo todo o relógio com maravilhoso deleite. Sempre lhe tinha encantado o relógio, mas seu lugar estava em uma habitação diferente, onde o ruidoso tic-tac não a voltasse louca a uma enquanto tentava pensar.

Lily se separou da obra professora única e se lançou sobre uma cadeira, estirando as pernas e olhando fixamente os pés sem vê-los. Havia nove planetas, o sol e a lua e o desdobramento do sistema solar, mas durante a noite, o desdobramento lunar estava vazio. E saía fielmente às nove horas da manhã, mas teimosamente se negava a fazer sua aparição às nove da noite. Lily sempre se havia sentido vagamente irritada pela inconsistência da aparição da lua. Um defeito em algo tão precioso. Tinha-a incomodado o suficiente para suplicar ao seu pai que o arrumasse. Era a única coisa que ele não mantinha em perfeitas condições. Ouviu-o vir lentamente, seus olhos fixos no número nove romano forjado em ouro.As imagens entravam claramente em seu cérebro; o padrão se alinhava e podia vê-lo tão perfeitamente, justo como funcionava sempre, endireitou-se, examinando o relógio do avô. Uma onda de adrenalina explodiu através dela, carregada de repentino júbilo. E repentino medo. Lily soube que tinha encontrado o caminho até o laboratório secreto de seu pai. Cuidadosamente fechou com chave a porta do escritório, depois voltou até o relógio, rodeando-o, estudando-o desde cada ângulo. Cuidadosamente, abriu a porta de cristal. Muito gentilmente, girou o ponteiro de relógio das horas em uma rotação completa, nove vezes, terminando no número romano nove. Um suave entalhe lhe disse que tinha encontrado algo. Todo o frontal do relógio se moveu a um lado, revelando uma entrada na parede. O fôlego ficou preso na garganta, encontrou e abriu a porta sem muito problema, entrando no estreito espaço para permanecer ali olhando às paredes. Em realidade não conduzia a nenhuma parte. Lily franziu o cenho para as paredes, passou as mãos acima e abaixo pelos painéis, medindo em busca de algo oculto. Nada. — É obvio que não. O relógio está no relógio — voltou-se para olhar para a porta do relógio. O sistema solar esculpido no fundo do espelho. O sol dourado, tão radiante e justo à vista. Pressionou o sol com força com o polegar. O chão entre as paredes se deslizou a um lado para revelar uma estreita escada pronunciada que conduzia clandestinamente. Lily olhou para a absoluta escuridão, de repente lhe secou a boca, o coração palpitou alarmado. — Não seja covarde, Lily — Murmurou em voz alta. Peter Whitney era seu amado pai e de repente a assustavam os segredos ocultos que jaziam em seu laboratório secreto. Tomando um profundo fôlego, começou a descer as escadas. Para seu horror, quando ia pelo quarto degrau, o chão deslizou em seu lugar sobre sua cabeça com um estranho silêncio que achou aterrador. Imediatamente uma luz débil brilhou ao longo das bordas das escadas, iluminando a descida. Instantaneamente se sentiu claustrofóbica, a sensação de estar enterrada viva era aterradora. A caixa da escada era extremamente pronunciada e estreita, obviamente para fazê-la mais difícil de se encontrar entre as paredes do porão. Lily? A voz formou redemoinhos em sua mente. Lily me fale. Tem medo. Posso

senti-lo e estou preso nesta maldita jaula. Está em perigo? Permaneceu no alto da escada, sobressaltada pela clareza da voz de Ryland Miller em sua cabeça. Ele era tão forte. Lily podia ver por que aterrorizava ao Coronel Higgens. Ryland Miller poderia ser capaz de influenciar a alguém para matar. Poderia ser capaz de influenciar a alguém para cometer suicídio. Ryland amaldiçoou, uma dura e brutal seqüência de palavrões, ventilando sua frustração. Demônios, Lily, juro que se não me responder, vou destroçar esta jaula. Está-me matando sabe? Esta agarrando uma faca e me atravessando o coração. Preciso chegar a ti, te proteger. Não tenho nenhum controle sobre esta sensação. O desespero dele penetrou seu medo. Podia sentir a força e a selvageria de suas emoções. O Capitão Ryland Miller, tão controlado com todos outros e frio sob pressão, tão fora de controle com ela, ardendo como um fogo selvagem que nenhum dos dois podia esperar conter. Lily deixou escapar o fôlego lentamente, esforçando-se por conquistar sua aversão aos espaços fechados. Estava em pé nas escadas, e a compreensão se arrastou até ela. O murmúrio de vozes tinha acabado abruptamente, desaparecendo ante a força da voz de Ryland. Agarrou o corrimão, perguntando-se o que temia mais, averiguar no que estava metido seu pai, ou o fato de que o laço entre Ryland e ela estivesse fortalecendo-se com cada hora que passava. Não podia resistir à súplica rouca na voz dele. Soava rude pela tensão, com os nervos de ponta por causa da necessidade de saber que estava ilesa. A maior parte das pessoas dorme em meio da noite. Você e seus amigos estão jogando com uma tabela Ouija? Estão me chegando alto e claro. Pergunto-me quem mais os estará ouvindo? Sentiu-o deixar escapar o fôlego. Sentiu como a tensão abandonava seus músculos presos e tensos. O que te assustou? Vozes. Suas vozes. Elas... Procurou alguma forma de explicar-se. É como ter um milhão de abelhas... Zumbindo em seu cérebro, terminou ele por ela. Sua voz lhe deu confiança. Levantou o olhar para a porta armadilha e viu os mesmos caracteres esculpidos na porta. Não estava prisioneira. Ao contrário de Ryland e seus homens, tinha uma forma de sair. Lily começou a baixar as escadas. Sei que estão planejando uma fuga, Ryland. Isso é o que estavam fazendo esta noite. Encontrou a uma forma de te comunicar com outros e de algum modo estou na onda. Sinto muito, Lily. Não tinha nem idéia de que estávamos lhe fazendo mal. Farei tudo o que possa para te defender e pedirei aos outros que o façam também. Ela duvidou somente por um momento. Acredito que o encontrei. O laboratório secreto de meu pai. Não faça nenhuma loucura até que veja o que há aqui. Não podemos nos permitir o risco de ficar aqui, Lily. Higgens tem algum plano para livrar-se de nós. Preciso chegar até o General Ranier. Não estou seguro se te acreditará porque Higgens esteve mentindo a nossa gente sobre o que estava passando aqui. O coronel é um oficial condecorado e respeitado. Não será fácil

convencer a ninguém de que é um traidor. Não podia acreditar nisso. Higgens tinha se mantido longe dela, preferindo que Phillip Thornton, presidente da Corporação Donovan, fosse quem lhe pedisse que se ocupasse do trabalho de seu pai. Mas o Coronel Higgens estava tentando conseguir a contra-senha do computador de seu pai e os códigos para acessar às medidas de segurança, que faziam com que seu trabalho se autodestrusse se não se acessava a ele cuidadosamente. Ela sabia que tudo o que havia no computador do escritório de seu pai era lixo, cuidadosamente plantado. Códigos e fórmulas que não tinham nada a ver com um experimento psíquico. Acredito que meu pai começou a suspeitar que Higgens estava tramando algo e que alguém no Donovan estava ajudando-o. Não há nada nos computadores do Donovan e Thornton enviou homens para recolher ao computador do escritório privado de papai. Já o tinha avaliado e ali tampouco havia algo útil. Viu as fitas de treinamento? Havia dor em sua voz. Seu coração se condoeu por ele. Tinha visto as fitas antes e tinha visto dois dos membros originais da equipe no segundo ano de treinamento voltar-se progressivamente instáveis e violentos. Ryland Miller pagou um alto preço junto com seus dois amigos. Tinha sido doloroso observar; devia ter sido algo terrível de suportar. O experimento deveria haver-se acabado justo então. As escadas continuavam descendo, aprofundando clandestinamente, algumas vezes tão estreitamente apertadas entre outras habitações que sentia que mal podia respirar. Mas o ar se movia e a luz brilhava, guiando-a sob o nível do porão. Disse ao Doutor Whitney que todos nós estávamos em perigo, mas Higgens o convenceu que continuasse. Assinalou todas as coisas que poderíamos fazer. Não há outra equipe como nós no mundo, podemos entrar em um acampamento inimigo sendo completamente indetectáveis. Funcionamos num silêncio total. Somos Caminhantes Fantasmas, Lily, e Higgens queria ter êxito a qualquer preço. Inclusive se sofríamos curtos circuitos e tínhamos que ser exterminados. Tive que matar a um de meus amigos e ver como outro se derrubava. Perdi a outro, Morrison, faz um par de meses por causa de uma hemorragia cerebral, era um bom homem que merecia algo melhor do que sofreu. Vou salvar ao resto de algum modo, Lily. Tenho que pô-los a salvo. Estava no fim ao fundo das escadas, olhando para a porta fechada do laboratório. Conhecia cada um dos códigos de segurança e contra-senhas de seu pai. Mas a porta tinha um escaner de traços. Sinto muito, Ryland. Espero averiguar muito mais. Não pode tirar simplesmente aos homens de um ambiente protegido sem um plano real. Seu potencial de grande violência já foi comprovado e existe perigo de perder aos outros como perdeu a seu amigo Morrison. Você não quer isso. Irei amanhã e te farei saber o que averigüei. Tentou não se sentir culpada. Seu pai deveria ter insistido em pôr fim ao projeto, mas tinha permitido encarcerar aos homens, em vez de encontrar uma forma de devolvê-los ao mundo. Envergonhava-se

de Peter Whitney e isso não lhe sentava bem. Demônios!, Lily não posso suportar que se sinta tão culpada. Você não fez isto. Não sabia nada disto e a culpa não recai sobre seus ombros. Destroça-me por dentro sentir sua dor. Lily era consciente de que a conexão entre eles se fortalecia, a atração física, emocional e mental se via realçada e amplificada por algo profundo dentro de ambos que não podiam controlar. Sacudiu a cabeça, desejando a lógica com a que sempre foi capaz de resolver cada problema. Seu laço com Ryland Miller era incômodo e inesperado e algo que não necessitava em meio de uma situação crescentemente perigosa e complexa. Saberá o que eu encontrar, reiterou ela, desejando que soubesse que não o abandonaria. Está segura de que está a salvo? Whitney sugeriu que alguém de sua casa o traía. Teve a impressão de que ele estava apertando os dentes, aborrecido por não poder estar com ela quando necessitava consolo e possivelmente inclusive amparo. Seu coração reagia à necessidade dele, à forma em que desejava estar com ela, à forma em que se estendia para ela. Serpenteava abrindo passo até sua alma. Não importava quantas vezes fortalecera suas defesas, ele simplesmente dizia ou fazia algo que a comovia. Ninguém sabe onde estou, Ryland. Estarei bem. Rompeu o vínculo entre eles, colocando cuidadosamente sua mão no escaner, confiando em que seu pai tivesse codificado seus traços na porta. A porta se fez a um lado simples e silenciosamente. Entrou no laboratório sem duvidar. As luzes piscaram uma vez quando acionou o interruptor, depois se acenderam brilhantemente. Um banco de computadores percorria a parede esquerda. Um pequeno escritório se assentava em meio de uma zona rodeada de prateleiras de livros. O laboratório estava completamente equipado como os laboratórios da Corporação Donovan. Seu pai não tinha regulado em gastos para montar seu santuário privado. Lily olhou ao redor, sentindo uma mescla de incredulidade e traição. Era óbvio que tinha utilizado a habitação durante anos. Deu uma volta por aí, descobrindo as fitas de vídeos e discos, o pequeno quarto abaixo à direita, e outra porta que conduzia a outra habitação. Esta tinha uma pequena parede de observação construída inteiramente de vidro espelhado. Olhou ao interior da habitação e viu o que parecia um dormitório infantil. O estômago revolveu, pressionou uma mão com força na parte média, olhando através do vidro com débeis lembranças formando redemoinhos em sua cabeça. Tinha visto esta habitação antes, estava segura. Sabia que se entrasse na habitação, haveria outro banheiro e um grande quarto de jogos que se chegava através das duas portas que podia ver. Lily não entrou. Em vez disso, permaneceu silenciosamente fora da habitação olhando em volta às doze caminhas, camas infantis, piscando para conter as lágrimas.

e já sabia que não haveria provas nem planos em nenhuma parte que mostrassem a localização do laboratório. mas temia ver que todo o amor que brilhava em seus olhos desaparecia para sempre quando me olhasse — Havia várias rasuras. só de suas extraordinárias habilidades. olhando fixamente as palavras. uma tão profunda que a caneta tinha esmigalhado o papel. nunca conheci sua mãe. Encontrei-a em um orfanato no estrangeiro. não a ela. Seu pai tinha contado uma e outra vez que sua mãe a tinha dado a luz e morrido horas depois. Por favor. seus dedos alisaram a tinta sobre a caligrafia. mas Lily sabia que agora estava vendo a verdadeira razão. Pressionou uma mão sobre a boca tremente. Lily leu a frase uma e outra vez. Sabia que as escadas que conduziam ao laboratório estavam apertadas entre as habitações do porão. Inclusive sabia que cama tinha sido a sua.Seu pai lhe havia dito que tinha levado ao cabo tremendas renovações. biologicamente não o seja. Estas habitações era o que protegia a casa. Ela tinha dormido nessa habitação. lugares sobre os que tinha rabiscado. Deveria ter feito algo com respeito a isto faz anos. Deveria te haver contado a verdade. recorda que é uma mulher extraordinária como foi uma menina extraordinária. Leu a carta em voz alta. temendo o conhecimento que já florescia em seu cérebro lógico. O próprio laboratório estava mais abaixo. Essa habitação cheia de caminhas a adoecia. fazendo mal. Deixou-se cair lentamente na cadeira. aguilhoando. — Sua infância está completamente documentada. — Nunca me casei. advertiu que seu nome estava no calendário do dia. para reconstruí-la da maneira em como adorava os castelos e imóveis ingleses. um enxame de abelhas furiosas. — Minha amada filha. Não tive o valor. Lily. Debaixo havia uma larga carta escrita à mão rabiscada apressadamente. Lily voltou de as costas à visão e percorreu o laboratório cuidadosamente com o olhar. na já enorme casa. Como o bloco de notas estava à vista. Biologicamente não o seja. a quero com todo meu coração. mas um com o que ela estava familiarizada. temendo a resposta. — O que fazia aqui? — Perguntou em voz alta. sem gostar das palavras que tinha escolhido. desejando lhe trazer de novo de retorno à vida. Agarrou-o. Estava escrita em um de seus estranhos códigos. Embora. Lily se aproximou relutantemente até o escritório de seu pai e se voltou para o portátil colocado precisamente no meio do escritório. Não havia registro de seus pais biológicos. Sei que os enganos de meu passado me estão alcançando. tão doloroso que pressionou ambas as mãos sobre as têmporas em um intento de aliviar o batimento do coração — São somente lembranças — Sussurrou para dar-se coragem. — Você é minha filha em todos os sentidos da palavra. um que reconhecia de sua infância. Sempre será minha filha. me perdoe por não ser capaz de encontrar uma forma de contar isso à cara. Não tinha mais escolha que enfrentar seu passado. A adoção é . Havia mais rasuras. A cabeça zumbia mais que nunca. completamente oculto.

Os resultados estão nos vídeos e discos que gravei junto com minhas observações detalhadas. É minha única desculpa. sem emoções. Meus pais e avós me deixaram mais dinheiro do que era bom para alguém. Rindo. O que vai mal? Não queria que ele soubesse. Não se preocupe. Nem sequer sei como e quando começou. Encontrará todas minhas notas no portátil. ou a seu pai. Lily girou a página para encontrar mais. onde ninguém as queria. — Trouxe doze meninas do exterior. quase como se não acreditasse. mas não me deram um legado de amor. Estava procurando crianças com uns critérios muito específicos e você. Encontrei às meninas em orfanatos. o de sua máxima confiança e o que utilizava em todos seus assuntos pessoais. Não mentia. Com todas essas caminhas. — Tinha uma idéia. só estou abrindo lembranças através de notas poeirentas. Lily obrigou ao ar a entrar em seus ardentes pulmões. Recordava vozes. Você fez isso por mim. Tinham dinheiro e cérebro em partes iguais. Lily se derrubou para trás contra o respaldo. ou algo pior. Eram pessoas sem vida. junto com as outras . muito longínqua. não podia revelar a verdade. — Disse que não tinha avós. Todas tinham menos de três anos. lugares que se livravam de seus próprios meninos. Lily. lhes permitir soltar as rédeas. somente que esperava com ilusão despertar pela manhã e verte. Lily? A voz era fraca esta vez. Estava seguro de que podia agarrar a gente que já tivesse desde o começo talentos psíquicos e realçar essas habilidades. Não queria que ninguém soubesse. onde a maioria teria morrido. Escolhi meninas porque havia muitas meninas não desejadas dentre as que escolher. e herdei seu brilhantismo. Chorando. Escolhi países do terceiro mundo. Lily. mas não sabiam como amar. Lily fechou os olhos contra as repentinas lágrimas que ardiam com tanta força. como se Ryland estivesse muito cansado. Lily voltou sua atenção à carta. Recordava essas vozes chorando. Não sabia se estava protegendo a si mesma. Cyrus Bishop tem todos os papéis. até que você chegou a minha vida. Cyrus era um dos advogados do Peter Whitney.completamente legal e o herdará tudo. Sabia o que o resto da carta ia revelar e não queria enfrentar a isso. Minha família está morta. O dormitório. e depois sua presença se esfumou. Os pais raramente abandonam aos seus filhos nesses países. só que nesse momento. Era uma boa idéia. Nada. somente quando queriam me repreender por não fazer o que eles pensavam que devia fazer. Uma pequena dúvida. Ninguém me ensinou a amar. Apenas os vi enquanto fui menino. — Isso não é o pior verdade papai? Poderia me haver dito facilmente que era adotada em vez de maquinar toda esta elaborada história — Deixou escapar o fôlego lentamente e olhou fixamente para a comprida habitação de sua esquerda. Vozes jovens. Cantando.

Tínhamos enfermeiras e provavelmente brinquedos assim que tudo estava bem. Papai. Está tudo nos informe que deixei para você. mas então comecei a notar que nenhuma podia suportar o ruído. a adrenalina bombeava através de seu corpo. cumpria-os. Sou uma órfã não desejada de um país do terceiro mundo a que trouxe para casa junto com outras onze meninas afortunadas para conduzir um experimento sobre nós. mas não podia obrigar-se a fazê-lo depois de tanto tempo. Papai. — Conheço-te muito bem. esforço e dinheiro investido. junto com uma multidão de outros problemas. tentando fazer frente ao mundo sem ajuda. seu pai era um homem jovem. Trouxe todas aqui e trabalhei em realçar suas habilidades. A metade delas poderia estar morta agora mesmo ou em instituições. — E sobre as outras meninas. ia tão contra a natureza. Sei que estou te fazendo mal. — Via-o tão claramente. Lily. Como era possível que tivesse encontrado vestígios de habilidades psíquicas em meninas menores de três anos? O que tinha procurado? A Lily a envergonhava que sua mente desejasse a resposta a essa pergunta quase tanto como se sentia ultrajada ante a idéia do que seu pai tinha feito. Havia mais rasuras indicando extrema agitação. Sabia que devia terminar com seu experimento. — Ao princípio tudo foi bem. Lily se pressionou a palma da mão sobre a frente latente. Cuidei excelentemente de todas vocês. Algumas das meninas não podiam estar sozinhas sem você ou duas ou três das outras. convenci-me mesmo de que lhes estava dando uma vida muito melhor da que poderiam ter tido nos orfanatos. — As lágrimas ardiam em seus olhos e lutou contra elas. — As luzes azuis ajudavam igual ao som da água. — Espero estar entendendo-o bem. atraindo a sobrecarga de ruído e emoções longe delas. mas sim porque eu era a menos problemática. mas isso ajudava. Assim que a manteve. Compreendi que não podia fazer frente a tantas meninas com problemas tão enormes. Como podia ter feito algo tão horrendo? Estava tão mal. — Estava furiosa. Encontrei lares para as outras meninas. e vocês não gostavam que as enfermeiras se aproximassem. Em vez disso voltou sobre seus passos e se sentou ante o escritório de seu pai. — Não porque me quisesse. Mas os problemas não se detiveram aí. Sem você. podiam ficar quase catatônicas. Os ataques eram comuns. Furiosa! E queria chorar. Fiz tudo o que pude para proporcionar uma atmosfera tranqüila e tranqüilizadora e me ocupei de conseguir empregados aos que nenhuma pudessem ler. mas tenho que te . tinha enfermeiras diplomadas para cada uma e admito. Lily deixou cair à carta e caminhou.meninas. escolhendo logicamente à menina que lhe daria menos problemas. Parecia ajudá-las a funcionar. não foi difícil com a quantidade de dinheiro que podia oferecer aos futuros pais. E mantive você. Tive que realçar as barreiras às vezes. sem saber o que ia mal nelas? Abandonou-as. Notei que todas estavam absorvendo muita informação e que não havia forma de lhes desconectar.

não pode desfazer-se e esses homens. Acredito que o Coronel Higgens e alguém do Donovan estão conspirando para conseguir os informes e vender a informação a outros países. Lily. fora no mundo sem uma pista do que lhes tinha ocorrido. Não tenho respostas para Ryland Miller. Contratei a um detetive particular para lhes seguir a pista. Encontrei a algumas. mas vendo seu potencial e ao vê-lo. mas tudo o que podia ouvir era o som de pequenas vozes fundindo-se em risadas e lágrimas. Sentia uma afinidade com as outras meninas. compreendi como beneficiaria uma equipe bem treinada a nosso país. — Já estou zangada e envergonhada. Onde estariam todas agora? Quis atirar a carta de seu pai e encontrar os informes do detetive particular. Foi você a que incorporou esses dois importantes elementos em minha vida. não teria os mesmos problemas. Aprendi de você. lhes ensinar a utilizar partes que simplesmente estavam inativas.contar a verdade ou não acreditará em nada disto. Não há desculpa para minha negligência com respeito a elas. e mais um militar acostumado a obedecer e fazer uso de todo o treinamento. assim que um homem adulto seria mais forte ainda. Acredito que . Lily sacudiu a cabeça. Mulheres agora. não tinha muito coração ou consciência. erigissem as barreiras necessárias quando necessitassem uma pausa. e compreendi o que realmente devia a essas meninas. construíssem escudos. Vendo-a crescer e o amor em seus olhos quando me olhava. Estão-me seguindo. — Tudo voltou a ir mal. Você é capaz de fazê-lo. Você não gostará dos resultados de meu intrometimento mais do que gosto. como pôde? Tentou recordar às outras meninas. Meu amor por você cresceu com o passar dos anos. podia utilizar isso. Decidi que se escolhesse homens com treinamento superior e disciplina. Lily suspirou brandamente e voltou à página. avalio cada um desses dias. Podia confiar em que fizessem todas suas práticas. Lily elevou a cabeça. Em princípio fazia sentido. Observei-te durante anos. esperando que alguém despertasse. — Ryland. com meninas. e irromperam em meus escritórios em casa e no trabalho. Verá os problemas nos discos e informes. te protegendo o melhor que podia. — Pensei que tinha feito mal escolhendo a sujeitos tão jovens. Lily. Papai. porque seus cérebros não estavam desenvolvidos. as mulheres. Mas os meninos são muito jovens. Sou responsável pelos problemas que sei que devem estar sofrendo em suas vidas. — Sussurrou seu nome para lhe proteger. Em vez disso se obrigou a continuar. — Só posso dizer que nesses dias passados. e todos vocês têm que viver com o que eu tenho feito. mas uma vez feito. Não há forma de reverter este processo. Sei que te zangará e se envergonhará de mim. inclusive agora. Esses anos de me seguir a toda parte fazendo tantas perguntas e discutindo comigo. e esses arquivos estão aqui para que os veja. Infelizmente. sabe como funciona minha mente. Tentei encontrar uma forma. — Disse — Como pôde fazer isto? Experimentar com gente. Logo que posso lhe olhar já aos olhos.

Se eu fracassar. Por que matariam ao único homem que poderia proporcionar-lhe? Se não podiam conseguir a informação de um modo. pensa em mim com todo o amor e a compaixão que sei que tem em seu coração. Conhecia seu pai. Podia estar ferida e zangada. Assassinado. Aí não iriam encontrar gravações de seus primeiros passos. Em um ambiente protegido.Miller e sua equipe estão em perigo. Um acidente proporcionaria um sujeito morto. Sem alguém como você. Isso era imperdoável. Alguém queria saber como tinha conseguido realçar as habilidades de alguém com capacidade psíquica. Um calafrio a percorreu.Deve levar uma mensagem ao General Ranier (é o superior direto do Coronel Higgens) e lhe fazer saber o que está passando. Tinha estado tão pouco preparada para tudo isto. Sua vida. ou graduações com honras na universidade. Um que poderiam cortar em pedacinhos e estudar com a esperança de obter o . mas não caíram. Lily tirou o primeiro vídeo da prateleira com dedos trementes. Lily. Peter Whitney provavelmente tinha sido assassinado em um intento de obter a mesma informação que ela possuía. Ele estava no fundo do frio mar. Por favor. terá que ser você a que os ajude em meu nome. Não consigo chegar até ele. Lily se sentou longo tempo com a cabeça baixa e os ombros trementes. útil à sociedade. certamente atacariam a situação desde outro ângulo. nem com a Corporação Donovan nem com o Coronel Higgens ou o general que havia sobre este. Seu nome sempre tinha estado livre de toda recriminação. mas não podia trocar nada do que ele tinha feito. mas tinha levado ao cabo experimentos secretos com crianças. desejando ouvir a voz de seu pai. Não acreditava que pudesse suportar ver até o final. Lily se levantou do escritório e abriu passo até os vídeos. As lágrimas ardiam. sem seu talento para atrair sons e emoções longe deles. Tudo pulcramente numerado pela mão de seu pai. ia ser um frio documentário de uma adepta psíquica com habilidades que tinham de algum modo sido realçadas por um homem que afirmava que a queria. Nem sequer pela paz mental de seu pai. Ryland Miller e sua equipe estava vivo porque seu pai não tinha revelado a informação. — Tenho aberto conta bancárias para a equipe do Miller só no caso de necessitarem. Seu pai não tinha compartilhado o autêntico processo com ninguém. precisarão trabalhar continuamente em encontrar lugares tranqüilos ou cedo ou tarde se verão afligidos. Ali mesmo. Você o conhece bem e não posso imaginar que não te responda. mas viver. mas não recebi resposta. Estuda as fitas. e depois deve encontrar uma forma de minimizar o dano e ensinar a esses homens e às outras a viver como vive você. medo por nós dois e medo por todos esses homens. Olhou para as prateleiras de fitas. um que poderiam dissecar. sabia que acreditava que as leis eram muito estritas e só impediam a investigação em medicina e defesa. lê os informes. Lily olhou para os símbolos familiares. Terá que lhes contar a verdade. mas de algum modo não a surpreendia como deveria. como guardavam muitos pais. Seu nome era reverenciado em muitos círculos. Tenho medo. Deixei incontáveis mensagens para que me chamasse ou viesse ao Donovan.

Peter Whitney filmava e documentava e falava com seu monótono tom impessoal. A voz de seu pai não mostrava inflexão enquanto proporcionava dados e recitava suas crescentes habilidades. Lily apagou o vídeo. enquanto isso. Tentou desesperadamente desagregar-se das emoções como obviamente podia fazer seu pai enquanto observava e filmava à pequena vomitando repetidamente por causa das enxaquecas. Lily olhava fixamente o vídeo. Várias vezes quando ela se desconectou.Teriam muito poder se utilizavam os talentos que o trabalho de seu pai tinha desatado. As luzes faziam mal aos olhos. e. chorava e se balançava e suplicava. Lily inseriu a fita de vídeo no reprodutor e começou. doente ante a idéia de que o homem que tinha chamado pai. O fôlego ficou preso na garganta. o som aos ouvidos. Lily se deitou na terceira cama da esquerda. Tinha que encontrar um lugar protegido e a salvo até que pudesse abrir passo entre toda a informação e encontrar uma forma de ajudá-los. Como Ryland e seus homens. A morte do Morrison realmente tinha sido não intencionada? Tinha sofrido o ataque pelo que Whitney lhe tinha feito ou alguém lhe tinha dado uma droga que causasse o ataque para poder estudá-lo? Sabendo que tinha grande quantidade de informação que repassar em pouco tempo. Lily se sentia absolutamente intumescida enquanto observava à pequena de enormes olhos "jogar" durante horas. Inclusive ordenava à enfermeira ficar a um lado para os primeiros planos enquanto Lily pressionava as mãos sobre os ouvidos. Sendo observada e documentada. retirando-se do mundo. Não importava como. não podiam ficar nos laboratórios Donovan. Nem sequer tinha notado que estivessem ali. Enrolou-se em posição fetal e pressionou ambas as mãos sobre os ouvidos para sossegar o som de seus próprios soluços. Sua cama. as lágrimas corriam por sua cara. o homem que queria como um pai pudesse fazer semelhante coisa a uma menina. Sua mão tremeu quando abriu a porta da habitação onde tinha passado tantos meses de treinamento.segredo. incomodava-se e indicava à enfermeira que a isolasse das outras para que não "infectasse-as com seus métodos retraídos". . Ficava ali de pé filmando tudo enquanto a enfermeira a consolava e ajudava. balançando-se a frente e atrás. no interior de si mesma.

Em seu coração e alma. Ryland estava intranqüilo. um por um.Capítulo 5 Russell Cowlings ainda estava desaparecido.Se permanecessem muito mais nas jaulas dos laboratórios Donovan. desapareceriam. utilizando inclusive mais energia. Tinha articulado para unir todos os homens telepaticamente. Russell não tinha respondido ou tinha sido sentido por ninguém da equipe fazia vários dias. Protegê-la. Era uma faca em seu estômago. A dor golpeou com força. Tinha que convencer Lily de que todos seus homens estavam em perigo. Esfregou as têmporas. Tinha sido uma conversação mais longa do normal. amaldiçoava enquanto subia e baixava seu corpo.Não havia evidência concreta. com a exceção de um. Ryland contou até cem flexões sobre uma mão e continuou com a outra pensando passo a passo em como riscar o plano de fuga. Lily. sentindo-se ligeiramente doente. A necessidade estava viva e arranhava través de seu corpo e mente. Tanta pena como nunca tinha conhecido e nunca queria conhecer. trabalhando em seus músculos. e tinham continuamente posto a prova e fazendo saltar os alarmes e o sistema de segurança com freqüência. pondo-o de joelhos. Por pura frustração Ryland saltou sobre seus pés e passeou inquietamente ao longo de sua prisão. Uma pedra que lhe esmagava o peito. Nesse momento nada mais importava exceto chegar a ela. A cabeça palpitava por sustentar o vínculo telepático tanto tempo para todos os membros da equipe enquanto discutiam como sobreviver fora se escapavam com êxito. lhe dobrando pela metade. . mas pressentia. Encontrá-la e consolá-la. Como Russell.

fora das grossas paredes de sua casa. — Lily disse simplesmente. Amante de sonho. soava desamparada. — Inclusive em seu sonho. Beijos longos e embriagadores que roubavam a habilidade de pensar ou respirar ou inclusive angustiar-se. seguindo o rastro úmido dos olhos até a boca. Ryland. Colocou-se em seu pesadelo para levá-la longe. Uma ponte forte e segura para poder cruzar os limites do tempo e o espaço. — Obrigado por vir para mim. É um Caminhante Fantasma. Ryland desejou que ela confiasse nele o suficiente para lhe contar o que a preocupava. Fica comigo. Sam pode mover objetos. Lily. nosso livre-arbítrio. Raoul o chamamos Gator. Há um montão de talentos entre nós. O peso do conhecimento a esmagava até que mal podia respirar. Quando não pôde deter suas lágrimas. qualquer lugar longe daqui. — Sinto-me tão vazia e perdida. dor e homens monstruosos espreitando entre as sombras. estendendo a mão para ela. — Ryland ficou em pé. começou a lhe beijar a cara. não o vê? Ele roubou nossas vidas. pode controlar aos animais. Conhecia-o. surpreendida de que estivessem fora da jaula. Lágrimas enchendo o mar e salpicando a terra. — Ryland caminhava muito perto dela. mas somente uns poucos somos caminhantes de sonhos. Longe dos segredos guardados clandestinamente. — Como pode estar aqui. Dizia-o a sério. Lily sonhava com um rio de lágrimas. Sonhava com sangue. Pertencemos um ao outro. seu grande corpo roçando o dela protetoramente. O coração deu um tombo peculiar o reconhecendo. simplesmente é assim. fortes e tranqüilizadores. Lily. Nada disto é real. — Não está perdida. sem prestar realmente atenção aonde iam. mas simplesmente apertou sua mão e a tirou de noite. . — Conta-me o Lily. — Aonde você gostaria de ir? — A qualquer parte. proporcionava-lhe uma biografia de paz. mas caminhar junto a ele. Não tinha nem idéia de por que ele a fazia sentir completa quando estava tão destroçada. Não pertenço a nenhuma parte. — Pertence a meu mundo onde não há limites. Não importa como ocorreu. Sonhava com um homem ajoelhado junto a ela. balançando-a atrás e adiante em um intento de consolá-la. simplesmente estando juntos. Beijando-a uma e outra vez. — O que estamos fazendo? — Os dedos dele se fecharam ao redor dos seus. Vagaram juntos pelas ruas obscurecidas. — Queria afastar-se do laboratório e da verdade enterrada sob os pisos da casa. — O que estamos fazendo? — Murmurou ela. Não tenho a ninguém. apertada sob o amparo de seu ombro. — Replicou ele gentilmente. embalando-a entre seus braços e abraçando-a firmemente contra ele. estendendo-se para tomar a mão que lhe oferecia. Ryland? Como pode estar aqui comigo? — Posso caminhar em sonhos. — Não sou nada.Começou a construir a ponte entre eles.

Mas o fogo o percorreu. Escapou um gemido. A energia se arqueava entre eles. Lily. Não me queria. No pesado inchaço de sua virilha. Manterei-a salvo. Que homem? — Abaixou a cabeça.. — Um de meus homens está desaparecido. Fossem quais fossem quão pecados cometeu. Não confiava em nada tão forte. mantendo-a perto. fazendo que o vento soprasse sobre suas caras e pudessem estar simplesmente juntos. — Seriamente? Pensava que sim. Longe de laboratórios e jaulas. sua expressão tão triste que ameaçava romper o coração do Ryland. — Não quero falar dele. a culpa a esmagava. — Seu mundo de sonho começava a dissolver-se nas bordas enquanto a crua realidade se intrometia. — Russell Cowlings. Pequenos relâmpagos estalavam em sua corrente sangüínea. Sua boca foi estranhamente gentil sobre a dela. a cara oculta. Sacudiu a cabeça negando silenciosamente. Sua boca se abriu a dele. Apertou os braços possessivamente. Levantou o olhar para ele. procurando respostas em seu rosto. Ryland lhe emoldurou a cara com as mãos. tomando sua boca. Lily. Nada podia havê-la preparado para a foto instantânea e assustadora de atração física. Lily levantou a cabeça para o olhar. Embalou-a entre seus braços protetoramente. Curativo. mas há toda uma habitação cheia de fitas pulcramente etiquetadas "Lily" que provam outra coisa. Seus corpos voavam livres e podiam ir aonde suas mentes os levassem. Uma pausa para seu cérebro. precisando afastá-la da pena. rangendo e fumegando como se estivesse viva. Queria-te muito. queria-te. Lily se fundiu com ele. Ardeu ao longo de sua pele e tomou por surpresa. Seu pai. Ryland inclinou a cabeça. Isso é o que fez. Ficou com o olhar fixo na noite. suas longas pestanas umedecidas pelas lágrimas. E também as preocupações dele.. Lily. — Não posso pensar nisso. — Não podia olhá-lo. mas a pena caminhava junto a ela em seu mundo de sonho. Supostamente me deu acesso a todo mundo. flexível e disposta. — Não me quis. me conte o que te fez. longe da realidade.Lily sacudiu a cabeça. Não posso lhe alcançar. E não te culpe. Pedirei para falar com todos os homens amanhã. Um beijo que pretendia ser inocente. sequer aqui. Sentia-o em suas veias. Sei o que está pensando. Em suas vísceras. — Lily. seus braços se arrastaram ao redor do pescoço fazendo que ele pudesse sentir seus generosos seios firmemente pressionados contra a parede de músculos do peito. Sabia o que ele queria. não pode ver que há mais que só atração física entre nós? Desejo-a. — O encontrarei. não . tenra e envolvente. — Está a salvo comigo. Ryland. — Vi seus olhos quando te olhava. Sua intenção era consolá-la. Ryland pôde vê-lo em sua cara. transportando-os através do tempo e espaço. De sua pele a dela e outra vez de volta.

Com o polegar acariciava o dorso da mão. Você olha e vejo nuvens em seus olhos quando me devolve o olhar. mas ainda assim não é real. — Passou a mão livre sobre o peito dele. — Ele estava ainda em sua boca. Inclusive mais que manter o vínculo telepático durante um período comprido de tempo. Qualquer lugar absolutamente. — Ryland baixou o olhar para ela e se encontrou sorrindo. — Sinto sua necessidade. entrelaçando os dedos de ambos porque não podia suportar a falta de contato físico. — É o bastante real para ficarmos apanhados nele. Não tem sentido que pareça tão real. Ryland. Descobrimos que era muito estranho e que requer uma tremenda concentração e enfoque. podemos ir a qualquer parte. vivendo neste mundo. — Gostaria de ver os dados registrados sobre isso e ler as notas de meu pai para ver o que pensava. apanhando a palma sobre seu coração. — Não posso ver árvores nessa jaula assim às vezes venho aqui. Ryland. Isso não te diz nada. — Não tinha nem idéia de que fosse possível. — Deixou que os braços caíssem aos lados. Você está aqui comigo. que se pareceria muito ao coma no mundo exterior. As folhas brilhavam como prata à luz da lua sobre sua cabeça. profundamente dentro dela de onde nunca o tiraria. — Atirou dela e Lily se encontrou com ele em um parque. — E. E se ficasse apanhado no sonho.o negarei. — Posso saborear te. É um sonho que ambos compartilhamos. — levou a mão dela ao peito. — Ninguém sabe com segurança como funciona. em sua língua. Imediatamente o sorriso abandonou seu rosto e o coração lhe começou a palpitar. Caminhar em sonhos não é fácil. Seria um estado de “ensonação”. além disso. Lily riu com deleite e levantou o olhar para Ryland. assimilando a informação com grande interesse. Algum dos outros pode caminhar em sonhos? — Um ou dois. incapaz de suportar o tato do corpo feminino quando não lhe desejava. Era a forma em que a . Lily? — Ainda assim é um sonho. pequenas carícias que Lily sentia todo o caminho até os dedos dos pés. Penso em você a cada minuto do dia. Posso te sentir. me falando porque sente minha necessidade. Seu pai foi o que me advertiu que tomasse cuidado. ainda sinto que me necessita. Importa tanto o por quê? — Isto não é real. podemos ficar apanhados? Apanhados no próprio sonho? Ele encolheu seus amplos ombros. para saber que está a salvo. — O que quer dizer. Lily reagiu como esperava que fizesse. mas me sinto triste quando você está triste. Lily. rodeados de árvores. poderia não voltar para outro. Mais que tudo quero fazer o que for para te fazer feliz. Disse que era muito difícil manter a ponte entre este estado e a realidade e que qualquer um na mesma onda poderia entrar e ser capaz de me fazer danos se não o esperava. Nega-te a ver o que há entre nós. através do tempo e do espaço. Lily lhe agarrou a mão.

— O que você sente. Por um momento pensou em lhe tirar a camisa. a pura posse. Não é somente meu Lily. — Este é nosso sonho juntos. sacudindo a cabeça. troca-o. Sem pensamento ou inibição. Lily se esticou. Seu ardente olhar queimava sobre ela possessivamente. Com o peso de seus peitos descansando na calidez da palma dele. o homem perfeito. Seus lábios lhe roçaram o cocuruto. Empurrou com força contra a parede de seu peito. Mostrou-se atrevida e segura. eu sinto. Corpos entrelaçados. Projeta alto e claro e não posso pensar com clareza. incapaz de controlar o fogo selvagem que ardia fora de controle. cada músculo de seu corpo se esticava e desejava satisfação. deixando-a dolorida e ofegante. Não houve nada inocente ou consolador em seu beijo. Roubava-lhe o fôlego. As chamas dançaram em seu sangue e as cores estalaram atrás de suas pálpebras. As mãos dele lhe emolduraram a cara. mas alimentava seu ar. igual de desenfreado. — Disse Ryland tranqüilamente. Estirou os dedos amplamente sobre seu peito. tentando proporcionar ar a seus pulmões e clarear a mente. Suor misturando-se. Disposta a não sentir nada mais que obsessão e desejo. Troca-lhe sonho. isto foi muito longe. lhe reclamando intimamente como ele a estava reclamando. Moveu as mãos instintivamente sobre o corpo dele. Havia um rugido em sua cabeça. A intensidade de sua fome só por ela. Durante só um momento.olhava. O puro desejo que nunca tentava esconder. Com freqüência tinha sonhado com o homem adequado. Seu homem. — Pára. — Não leva nada baixo desta blusa? Seu beijo a fez cambalear. Esquentou lhe o corpo inteiro. Luz de velas. Desejava-o. inclusive enquanto inclinava a cabeça uma vez mais para a dela. Em cada um desses sonhos tinha deixado de lado suas inibições. fogo e cor. Simplesmente se entregou a ele. — supõe-se que isso tem que me fazer sentir mal? Mas bem não quero que . — Seu polegar acariciou o mamilo através do tecido. sentir a calidez de sua pele. Justo diante dela e tudo o que fizesse contaria. Profundamente em seu interior. Lily permitiu que seu corpo controlasse seu cérebro. Queria fundir-se com ele. pele com pele. um calor fundido se formava redemoinhos e acumulava. O amor nu. marcando-a como dele. Suas mãos se moveram sobre a seda da camisola para capturar os peitos. disposta a sonhar. — Murmurou ela. como deveria ser. Ante a paixão estampada ali. tornou-se para trás para ver a cara de Ryland. Inclinou-lhe o queixo para cima para reclamar sua boca. como seria. A palma de Ryland lhe rodeou a nuca. — Isso me temia. Lily descansou a frente contra seu peito. Tudo o que alguma vez tinha sonhado e mais. um estonteante caleidoscópio de pura sensação. — Pela primeira vez em minha vida me sinto assim com alguém. Seda e cetim. Aqui estava ele. — Não. Devolveu o beijo igual de possessivo.

sabendo que não seria capaz de conter-se. — E tinha que sabê-lo. Ela deslizou a mão para baixo pelo peito masculino. Vagava freqüentemente pelo museu. O olhava com esses olhos muito grandes para seu rosto e essa boca tremente e o sacudia até a alma. ligeiro como uma pluma sobre as pálpebras. ter tudo. sabendo que estava sendo provocadora. sentando-se às vezes nos bancos e admirando a beleza das pinturas. — Sabe exatamente o que quero dizer. É importante para ti assim que o é para mim. A fina seda de sua blusa. Detiveram-se ante uma grande escultura cristalina de um dragão alado. Parecia ser o mais importante do mundo. Lily? Tenho que saber. Lily lhe sorriu. atraindo-a até um bosque de fantasia de dragões e feiticeiros. Lily sentiu seu beijo. — Como sabia? — Que você adora estar aqui? — Tomou a mão. Em um sonho podia fazer algo. Não pôde evitá-lo. — E crê que deveria falar de semelhantes coisas aqui em um lugar público? Ryland riu brandamente. Ryland estendeu casualmente a mão e deslizou os dedos dentro do decote da blusa. — Pensou nisso várias vezes. com o coração nos olhos. — Riu brandamente. — Fecha os olhos. Seu olhar imediatamente se deslizou pela figura feminina. Elevou a cabeça para examinar sua roupa. E não posso . As obras de arte nunca deixavam de lhe proporcionar paz. Mas se supunha que tinha que ter roupa interior. podia esquivar as emoções dos que a rodeavam e simplesmente absorver a atmosfera. Fechei-o para nós. e desejava ao Ryland Miller. — Inclusive em seu sonho se ruborizou de um vermelho vívido ante a admissão. Ela elevou a cabeça para o olhar fixamente. — Ordenou ele brandamente. Arqueou uma sobrancelha. — Isso pensava. assinalando suas pinturas favoritas. abriu os olhos com assombro. — Não estou segura do que levo baixo esta roupa. Uma sessão privada. — Esta noite não é público. A comprida camisola que cobria suas pernas até os tornozelos. provocantemente. Era um sonho e tinha intenção de aproveitar qualquer vantagem. — Leva roupa interior. Cada célula ficou em alerta. As gemas de seus dedos roçaram como uma pluma a pele nua. Lily. Comovia-a que tivesse trocado seu próprio sonho no exterior pelo dela no museu. Seu lugar de consolo. Ryland. Por alguma razão. procurando pistas ao mistério. — Muito bonita. Estavam de pé em seu museu favorito. enquanto estava no edifício rodeada de semelhantes tesouros de valor incalculável. mas já não lhe importava. Lily riu brandamente e o conduziu pela habitação. Não posso manter as mãos longe de ti.deseje nenhum outro homem que veja. Amplamente. Ryland a beijou de novo porque não podia evitá-lo. Quando ele levantou a cabeça. — Havia um tom de risada em sua voz. Cada músculo do corpo dele se contraiu e apertou.

E não levava sutiã. lhe proporcionando uma melhor visão da clavícula. era um sonho. Não levo nem rastro de roupa interior sob esta camisa. baixou sua boca até a dela. — Não necessitamos nem temos tempo para uma cama. O beijou. Era perfeita. grosso e cheio de calor. Lily. paixão masculina que instantaneamente acendeu uma chama em resposta no fundo de seu estômago. Não havia nem rastro de calcinhas. duro. embora demorando-se nos escuros mamilos sob o fino tecido. Podia ser erótica. Lentamente. Sem apressar-se. carinho. seus peitos empurrando famintos contra o peito. podia prescindir de inibições. — Está úmida. Justo ali. algo neste lugar me acende. sobre a plenitude do peito. O fôlego dele abandonou de repente os pulmões. — Necessitamos uma cama. Lily. O coração de Ryland começou a troar em reação ao conhecimento. medindo o caminho através do tecido da camisa. seus mamilos se esticassem. — Tenho que sabê-lo. Estava-se rindo dele. perdeu-se em sua força e fome. Estava vez desabotoou um botão. desejava ao Ryland. Não desejava realidade. — Não importava. — Não sei. Lily saboreou o desejo. A mão dele deslizava pela frente de sua blusa. Seus dedos estavam entrelaçados com os dela e puxou para fazê-la perder o equilíbrio e caísse contra ele. seus peitos se inchassem e doessem. — Nunca o teria adivinhado. esfregando deliberadamente seu corpo com o dele. — Agora mesmo. Fez que instantaneamente seu corpo voltasse para a vida. Os dedos passaram sobre seus peitos uma segunda vez. . como tinha suspeitado. escandalosamente desinibido. seus peitos cheios e firmes. ou o que seja que te cobre — Seus dedos se deslizaram mais abaixo. Sua virilha se esticou até o ponto de doer e um fogo se estendeu em seu estômago. Sua boca se voltou mais ardente e pressionou firmemente contra a dela. Látegos de relâmpago estalaram através dele ante o contato com sua ereção palpitante. Sua blusa se abriu ligeiramente. burlando-se dele. suas mãos lhe explorando os músculos das costas. O mundo seria ermo e frio sem Ryland. Lily. Seu corpo reagiu imediatamente. balançando-se gentilmente sob a seda quando caminhava a seu lado. — Respirou em sua boca. pecaminosamente malvado. Seu corpo se moldou ao dele. como se roçasse as bordas de seu Top de seda. em uma habitação cheia de pinturas de centenas de anos de antiguidade.deixar de pensar em sua roupa interior. O banco me está começando a parecer bastante bem. — Sorriu para ela. — O que está fazendo? — Perguntou Lily sem fôlego. em se está completamente nua debaixo dessa camisola. Ryland deslizava as mãos por suas costas. ardente e úmida esperando por mim? Porque estou duro como uma rocha. encaixando perfeitamente. moldando seu corpo. Seus olhos ardiam de desejo.

somente uma prova. Sua língua a acariciou ligeiramente. a intensidade do prazer explodindo em seu corpo. Ele começou a deslizar lentamente a palma para cima para desenhar o contorno de sua perna. estirando as pernas para aliviar o vulto de seu jeans e para empurrar entre suas coxas. Era como descobrir uma obra prima. em sua mente. — O que está fazendo agora? — O fôlego ficou retido na garganta. uma larga estocada que a fez gritar. Respirando com dificuldade. Estava tão formosa em seu desejo por ele.Estaria vazio e o conhecimento de uma traição chegaria arrastando-se como uma faca empurrada através de seu coração. Inclinou a cabeça para saborear seu sabor único. A temperatura da habitação pareceu elevar uns cem graus. Suas pernas se apressaram a abri-la. o calor de seu corpo enquanto os músculos se esticavam firmemente ao redor de seus dedos. Arrastou-a à relativa privacidade de um pequeno espaço enclausurado entre três pinturas estranhas de algum artista que não podia nomear. desejando que ele enchesse seu vazio. O clímax foi selvagem e ele o compartilhou. deliberadamente dominante. Adorava a forma que confiava tão completamente nele inclusive que pensava era somente um sonho erótico. empurrou dois dedos até o interior de sua apertada vulva. longas estocadas para que se movesse com ele. O corpo dela se esticou. Podiam ficar apanhados em um sonho. calor por calor. o ardente líquido. Deliciosa. Instantaneamente se sentiu quente e úmida. sua boca tão exigente como a dele. O corpo feminino se esticou. Enquanto o agarrava pelos ombros com uma apertada garra. verdade? Sua boca era ardente e selvagem. insistentemente. acariciando a parte traseira do joelho. A excitação. arrastando-a para ele e enterrando a língua profundamente. — Têm câmaras de segurança. Ryland sabia que o que estavam fazendo era perigoso. Sentiu-o vir. Ryland não sabia tudo sobre caminhar pelos sonhos. — Recordou. uma vagem quente e úmida em busca de seus dedos. lhe desejando. roçando as coxas. seus músculos se esticaram e palpitaram. mas não poderia haver-se detido nem que sua vida dependesse disso e possivelmente assim era. o princípio de um duro orgasmo. expondo-a mais completamente a ele. seus dedos acariciantes memorizando cada lugar secreto. . Ele tomou seu tempo. Adorava o olhar nublado e luxurioso em seu rosto. saltou. decidida a ficar com ele dentro do cenário que tinham montado. Abriu-se a ele como flor. exigindo resposta. A umidade refulgia nos escuros cachos de seu triângulo. Só para ele. e retirou os dedos. — Estamos sonhando assim não importa. Formosa. Empurrou profundamente. Ryland se sentou no pequeno banco. perdidos juntos para sempre. a explosão ondeante. o puro prazer que lhe alagava em tão intensas quebras de onda fazia difícil recordar que não era de todo real. todo seu corpo se estremecia de antecipação enquanto os dedos dele rodeavam o tornozelo e começavam a subir lentamente lhe levantando a camisola. A lenta revelação de pele quase causou uma explosão no estômago do Ryland.

Ou possivelmente com indulgência. tão apertada enquanto abria caminho entre suas dobras de veludo. — Foi um protesto. Dois fenômenos da natureza que já não tinham lugar no mundo com todos outros. aqui não. estremecendo-se. com ávida . Suas mãos se moveram sobre o corpo feminino com amorosas carícias. sem preocupar-se de que pudessem ficar apanhados para sempre neste sonho. Sua boca foi dura sobre a dela. — Não me importa se nos encontram juntos. tentando recuperar alguma semelhança de controle. atravessando-a profundamente. abraçando-se enquanto seus corações tentavam normalizar o ritmo. exigente. Nada importava nesse momento exceto a pura indulgência do desejo do um pelo outro. lhe aferrando e lhe ordenhando enquanto começava a mover-se. Era uma tortura. que ainda se sacudiam a causa do orgasmo. e sabia o que era empurrar quase impotentemente. — Lily. Sabia o que era enchê-la. — Nunca poderei manter a ponte. Lily se apartou relutantemente dele. — Murmurou maliciosamente. — Deixa-o chegar. O vulto em seu jeans era enorme. Sabe o que sinto ao te ter tão profundamente dentro de mim? Suas palavras quase lhe destroçaram. Ryland. escorregadia de úmido calor.As pernas de Lily se voltaram de borracha. Sabia o que era a ter montando-o. uma nota rouca de prazer/dor que não pôde afogar. — Mas já era muito tarde. enquanto seus pulmões tentavam encontrar ar. com as mãos na cintura para apartá-la. grosso. Como tinham conseguido estes visitantes para invadir seu sonho? Olhou ao redor. aferrou-se a ela. Podia ver as linhas de tensão. Escapou um grunhido baixo. Ryland quis aferrar-se a ela. respirando profundamente. ali mesmo sobre o banco enquanto os olhos dos retratos os olhavam com surpresa. Estalaram luzes a seu redor. ela simplesmente levantou a camisola e se sentou escarranchada sobre ele. Por um momento as cores pareceram explodir a seu redor. Abriu os olhos para lhe olhar. Os músculos dela. estirá-la. violentamente dentro dela. O rugido começou em sua cabeça. — É muito arriscado. — Disse-lhe. Não podemos. sentindo sua semente gotejar pela face interna da coxa. Os músculos dela lhe rodearam. Visitantes de última hora do museu. abraçá-la. não quando me está distraindo.Uma e outra vez dura e rápida. sentiu como sua culpa se elevava enquanto começava afastar-se dele. sua vagem tão apertada que lhe espremeu em uma explosão tão intensa que não pôde camuflar o grito que rasgou sua garganta. tão úmida. A chama refulgiu em seu estômago. Intrusos em seu mundo de sonho. assinalando um dedo acusador para eles. seus olhos azuis fixavam o olhar nos dele. Uma súplica de piedade. Chegou-lhes o murmúrio baixo de vozes. Simplesmente estendeu a mão para baixo e abriu o zíper fazendo que saltasse fora. Ela se estabeleceu sobre ele lentamente. ereto. cheio de desejo. Estava tão quente. Não era difícil imaginar por que. Aferraram-se um ao outro. Sua cara era tão perfeita que deixou uma carícia sobre a mandíbula marcada de cicatrizes. pequena. nunca. finos tremores tomaram o controle. tão duro como uma rocha. vendo o súbito brilho das luzes de alarme.

ansiedade. Ouvia o suave grito de protesto dele decrescendo enquanto se cambaleava afastando-se da cama. surpresa que seu corpo estivesse palpitando e ardendo. Ignorou completamente a agenda de seu pai. Lily olhou ao redor. Observou a forma em que se movia. Longe do sonho. que Arly insistia em que levasse para emergências. Havia sentido seu tato sobre a pele nua. vermelho e branco. estava sobre a mesa de noite junto a sua cama onde o tinha deixado atirado com absoluto desagrado. observou como examinava o relógio do avô. afastando-a de seu mundo de amantes e conforto de volta à realidade onde a terra se moveu sob seus pés para sempre. Saltou da cama. Com o coração na garganta. com a vista desfocada. dentro dela. não havia telefone . acariciando-a. ligeiramente desorientada. A luz distraía. completamente excitado. laranja. Relâmpagos vermelhos de dor como os golpes de um látego. Fechou a porta brandamente e a habitação ficou absolutamente vazia na tela. Rajadas da mesma iam e vinham como se estivesse soando um alarme. Viu ao obscurecido escritório de seu pai. ocultando tudo exceto os olhos que ela não podia ver claramente na escuridão. era claramente um profissional. Os foguetes estalaram uma vez mais ao redor dela. piscando repetidamente para clarear a visão. depois os devolvendo pulcramente ao lugar exato de onde os tinha tirado. Não tinha sentido que percorresse o escritório de seu pai sem procurar realmente. abrindo e revolvendo as gavetas do escritório de seu pai. Desejava-o ardentemente. A luz vermelha lhe feria os olhos e atravessava como agulhas as paredes de sua mente. voltando o olhar uma vez mais para assegurar-se de que tudo estava em seu lugar. explodiram foguetes a seu redor. Lily podia sentir os músculos dele sob seus dedos. O que estava fazendo? O intruso examinou seu relógio e abandonou a habitação. ainda colocada pulcramente junto ao computador. necessitava-o. sua mão sobre o corpo. sem esbanjar movimentos. decidida a arrancá-la dos braços do Ryland até a fria realidade do dormitório. depois se afastava dele para passar a luz de uma lanterna sobre os títulos dos livros nas estantes. Não importava quanto tentasse aferrar-se a seu sonho. com tremente necessidade. Saiu à habitação exterior e se apressou a encontrar os controles das câmeras que sabia tinha que haver. Uma figura sombria se movia pela habitação. a porta entreaberta apesar do fato de que a tinha fechado. mas a intensidade do desejo era esmagador. Não ganhava nada mentindo a si mesma. como se já soubesse que resultaria inútil. desejando a posse de Ryland. ouvir o coração palpitando com força contra seus peitos. Ao pressionar um botão instantaneamente acendeu uma tela por cima de sua cabeça. piscando vermelho e branco. Uma luz vermelha piscava na habitação. passando as páginas. Por razões óbvias. Tinha ignorado completamente o computador. À fusão de suas bocas. O intruso vestia-se de negro e levava uma máscara sobre a cara. Lily se apalpou o pulso. Tirou vários livros ao azar. uma luz de advertência zumbia insistentemente em sua cabeça. recordando que seu comunicador.

cabeça de vento. mas estava segura de havê-los encontrado todos. Tremia de fúria. mas pelo visto com uma precisa configuração para ela. Precisaria entrar no laboratório para estudar os documentos. Atravessou três sistemas de segurança e não conhecia as salvaguardas. Arly a amaldiçoou em voz baixa desligando o telefone de repente.Tinha suficiente dinheiro ao seu dispor para instalar os últimos joguinhos para permanecer à cabeça de todos outros. encontrando os livros facilmente. alguém tinha ganho a entrada à casa e tinha transpassado a segurança do escritório que ela tinha ativado ao fechar a porta. mas descobrirão que eu não sou tão fácil. mas ainda assim. Ativou um alarme silencioso quando atravessou a porta do escritório de seu pai. negava-se absolutamente a deixar-se intimidar por um intruso em sua própria casa. Arly. — Estou nisso. — Não estou exatamente preocupada. colocando o ponteiro do relógio esculpido no teto às nove horas. — Estou no escritório de meu pai e colocou bichinhos por toda parte. Os traços de meu pai. — Não te mova. Não sabia quem era amigo ou inimigo. — Disse Arly sem preâmbulos. Lily. azar dele. mas ia averiguar e voltar a fazer sua casa segura. pequeno sabichão chauvinista. O intruso devia ter colocado equipamento de vigilância e tinha que encontrá-la antes que a conectasse. mas sabia do resto. Queria os nomes dos conspiradores na Corporação Donovan e entre os militares. Meu pai e você se asseguraram que soubesse me proteger a mim mesma. Lily. Não podia ter a alguém olhando sobre seu ombro todo o tempo. As gavetas. — Fica em sua habitação enquanto lhe rodeamos. A suave boca de Lily se esticou e riscou os restos dos caros instrumentos de .no laboratório oculto de seu pai assim que se apressou a voltar a subir as escadas. Irei por ti quando souber que é seguro. Arly. Seu cérebro tinha gravado o padrão. Não permitiria que a deixa tremente ou escondida sob a cama. marcou o botão da habitação do Arly. Lily começou a procurar os microfones que sabia que o intruso teria deixado cair casualmente no escritório de seu pai. Voltou sob seus passos. Arly poderia fazer logo um repasse à habitação. deixando-a orientada para o número romano IX e observando como a tampinha se abria. — Exclamou. — Me escute. Destruiu cada microfone que encontrou. Queria ao intruso capturado e interrogado. o medo por ela crepitava em sua voz. fecha essa porta e não a abra a ninguém mais que a mim. Bom por seus reforços. — Observou Lily. Agarrando o telefone. Havia uma ordem no azar que podia ver claramente onde os outros não podiam. E como conseguiu transpassar a porta fechada do escritório de meu pai? Necessitaria traços. a mesa de café. — por que demônio não está escondida sob a cama como qualquer mulher normal? — Se pergunte a si mesmo como ele entrou quando tem este lugar fechado. Era um perito em segurança. Podem ter feito a meu pai. A Lily não importou. Arly. Queria o nome do traidor em sua casa.

inquietante e muito incômoda atração física por você. Sou muito consciente de que está fora de meu alcance. Sou rude. criando padrões enquanto esperava.vigilância sobre o escritório de seu pai. mas é parte de minha personalidade. tenho cérebro. Lily. mas você tem que compreender que com o assassinato de meu pai. Deveria ter contatado comigo imediatamente. Se ele continuava forçando sua comunicação. a culpa e um calor ardente eram predominantes. Estou segura de que sabe que sou uma mulher sensata e muito capaz de cuidar de mim mesma. Não queria falar com ele.. Não queria que fizesse uma idéia equivocada dela. Compreendo que estive difundindo emoções extremas. Inquietante e incômoda atração física? Maldita seja por dizer isso. Lily se deixou cair pesadamente na cadeira de seu pai. Pelo que parece minha mente está bastante aberta a seu contato eu queira ou não. Estava tentando fazer frente a muitas coisas. Lily. e agora algo mais vai muito mal Demônios. O silêncio se estendeu durante uma eternidade.. É inteligente e formosa e tão endemoniadamente sexy que não posso respirar quando está na mesma habitação comigo. o conhecimento dos experimentos que fazia e a súbita. afligida pelo pesar. estou preso como um animal em uma jaula e não posso chegar até você. Seu sonho erótico compartilhado lhe tinha drenado e empurrado mais à frente do limite. Havia um bordo afiado em sua voz. que pensasse que necessitava amparo. Surpreendia-a quão longínquo parecia Ryland. Minha cabeça. O golpe na porta fez Lily saltar fora da cadeira. o coração acelerou antes de . A reprimenda a irritou muito mais do que a assustou. estive sob muita pressão. Não é nada. o qual resultava perigoso. Não podia falar com ele. Quando Ryland estava em sua mente ou perto de seu corpo. podia afligi-la facilmente. abre sua mente a mim. Utilizei muito poder mantendo a ponte entre nós. Lamento se minha necessidade de lhe proteger te incomoda de algum modo. mas maldita seja de todas as formas. Sopesou suas opções. dando voltas uma e outra vez. Encontro-te chorando. Espero que não tenha feito uma idéia equivocada de mim. Pôde ouvir a nota de pura frustração. Conte-me. Este lugar tem medidas de segurança que rivalizam com as do Donovan mas um homem entrou na casa. Posso ver exatamente o que é.Fale. Produziu-se um longo silencio. Um intruso. Produziu-se um pequeno silêncio enquanto sentia que algo da tensão lhe abandonava. Notou que continha o fôlego esperando sua resposta. como se seus poderes se estivessem debilitando. Mais que tudo precisava descansar. uma nota implacável que a advertiu de que estava se voltando perigoso. O coração saltou ante a dor em sua voz. A última coisa que queria era que Ryland Miller tentasse afligi-la e sobrecarregá-la. Está emitindo raiva e parece estar no limite de seu controle mas sei por ter estado em sua cabeça que é um homem extremamente controlado. e não há nada a fazer. não a fria lógica. Lily brincou ausentemente com os pequenos restos eletrônicos sobre o escritório. Esperando algo que necessitava dele. Distrai-me muito.

— Era bom.Infelizmente era a verdade. — Demônios. Ryland. — Conhecia o caminho até meu escritório em uma casa de oitenta habitações? Ninguém conhece todas as habitações. Ela deixou escapar o fôlego lentamente. O golpe foi mais forte esta vez. Não tinha tempo para um bate-papo de coração aberto. Suspirou. Mas agora é real. colocou microfones. — Levantou a mão para deter seu protesto. Estava cansada. — Arly formou um punho e golpeou a palma. Lily se esticou. Poderia ter atravessado Ryland a segurança da casa? Estava treinado para introduzir-se em território inimigo sem ser visto. Conhecia a disposição da casa e saiu daqui como um maldito fantasma. Lily. O que nos diz isso? —. Se seu pai te fez formar parte de um experimento que envolve a ambos. — Não o pegamos. Não desejava a intensidade da química que compartilhavam. tão explosiva que mal podiam controlar-se a si mesmos. Meu mundo ficou de pernas para acima. Admirava a ele e sua necessidade de proteger a todos que o rodeavam. Era completamente alheio a sua natureza. Como teria um completo desconhecido essa informação.Inclinou a cabeça para ele em desafio. não posso acabar com isso. mas adorava seu aspecto. Queria fechar os olhos e dormir para sempre. mas se recuperou rapidamente. acompanhado por um grito amortizado. Lily. estou falando de um autêntico profissional. Eu gosto de seu aspecto. Tudo nele a atraía e não confiava nisso. Você não nasceu adepto. Rendida até os ossos. — Que não estou tão ao atualizado em questão de segurança como pensava e você está mais em perigo do que suspeitava. Parecia frenético. nem sequer eu. Arly? Veio diretamente ao escritório de meu pai. Nunca poderei acabar com isso. Esteve bastante ocupado colocando micros e uma câmera ou duas em seu escritório privado. Lily suspirou e se aproximou da porta. não seremos capazes de acabar com isso mais do que posso deter a informação que flui até meu cérebro. alguém tem que estar lhes proporcionando informação. não sei o que você encontrou que resulta tão devastador mas o que há entre nós é real. Ryland. Marcou o código da porta e a abriu para Arly. inclusive lhe franziu o cenho quando ela ficou ali de pé arqueando serenamente uma sobrancelha interrogadora. e fez o mesmo em meu escritório. Lily.poder evitá-lo. Lily não deveria havê-lo admitido ante ele. Gostaria de saber como sabia os códigos e que classe de sistemas temos. Tenho que estar segura. Sonhar para sempre e perder-se em si mesma se o que suspeitava estava certo. Havia outros . Eu gosto de tudo em você. Fizera algo seu pai junto com os desprezíveis experimentos que tinha levado ao cabo sobre meninas e depois sobre homens adultos? Tinha decidido intrometer-se inclusive mais em sua vida? Tinha encontrado uma forma de realçar a atração física entre duas pessoas? Não! Lily. Foi realçado. Arly está aqui.

— Lily apartou seu pulso de um puxão. verdade? Lily riu brandamente. pensava que a casa era impenetrável. — Nunca tive que te repetir as coisas duas vezes. — Trabalhou para Papai durante anos. — O pessoal de dia não teria informação sobre nosso sistema de segurança. e que trabalhavam para seu inimigo? É isso possível? Há outros? — Sinto muito. repassar suas fichas com lupa. mas nunca teriam os códigos. Lily. Poderiam proporcionar a localização de seu escritório ou a do Doutor Whitney. te seguindo por toda parte. . Poderia ter havido outros. — Está morto. Lily. Não vai desmaiar sobre mim ou algo tão estupidamente feminino como isso. Como podia um homem ter feito tanto dano às vidas de tantas pessoas? E como ela não o tinha suspeitado alguma vez? — Lily? — Arly a agarrou pelo braço e a guiou até uma cadeira. bonito. Lily amaldiçoou silenciosamente ao seu pai. Essa é a prova final. Lily. — Estupidamente feminino Arly? Onde encontrou meu pai a alguém que despreza tanto às mulheres como você? — Eu não desprezo às mulheres. o sorriso decaiu. Houve uns quantos homens que foram despachados. Arly. Olhou ao redor em busca de uma cadeira onde sentar. Crê que o fizeram? Só Deus sabe. Arly retrocedeu. Ryland soava completamente esgotado. — É possível. Ryland? Há outros? Arly sacudiu a cabeça.. — Está pálida. — Sou brilhante. — Temos que estar atentos ao pessoal de dia. estudando sua reação. — Fazendo perguntas. de que lhe respalda grande quantidade de dinheiro. Por que será? — Poderia ser pela forma em que franze os lábios cada vez que diz a palavra "mulher". tomando a pulsação. — Ele sorriu de repente. — Sabe que está morto e acredito que um de seus projetos o matou. — Você também o crê. Ninguém fazia tantas perguntas como você. — Desapareceu.Caminhantes Fantasmas? Homens sobre o que não sabia nada.. posso dar mil voltas à maioria dos tios e as mulheres se estremecem ao ver-me. Cresci contigo. Lily captou uma breve faísca de orgulho em seus olhos. Lily. Poderiam havê-los tido em alguma outra parte. — inclinouse para ele. — Está morto e já não tem que ocultar as coisas que fez. simplesmente não as entendo. homens que não encaixavam com os critérios exatos. seus dedos lhe rodeando amplamente o pulso. abaixando-se junto a sua cadeira. — Alguma vez o ajudou com seus experimentos? Neste momento a cara do Arly se fechou. o som amargo e distante. — Sabe que não discuto sobre nenhum dos assuntos de seu pai. — Manteve seu olhar fixo no dele. E não teriam os traços digitais do Doutor Whitney. — Rebateu ele.

Sua mente sempre estava trabalhando em formas de fazer do mundo um lugar melhor e pensando assim. — Sei. conheço seu pai há quarenta anos. OH.. — Mantive este trabalho e meu lar aqui durante trinta anos porque sei manter a boca fechada. Arly.— Possivelmente. — E os homens? — Lançou o golpe ao azar. Não falava com as pessoas. Ela elevou o queixo. — Meu pai está morto. a não ser por causa de suas intermináveis idéias. — Arly. Era um autêntico gênio. exceto possivelmente você. Se não foi sua biologicamente. já tinha suficiente dinheiro para fundar um pequeno país. ou não perguntaria. Mas ninguém era amigo dele. mas nunca o discutimos. mas que diferença faz? Seu pai conhecia mais gente do que temos esperança de conhecer em toda uma vida. teria se assegurado endemoniadamente de que fosse legalmente. perdeu a mão e alguém o matou procurando informações que ele não queria entregar. Lily. Tinha uma grande mente. — Você gostava de meu pai? — Perguntou diretamente. Em todos os anos em que o conheci. Utilizava às pessoas para seus próprios interesses. Estiveram esses homens aqui recentemente? Homens com os que ele poderia estar trabalhando? Arly ficou em pé. Lily. A única coisa que queria em sua vida era a você. Preciso ter todas as peças do quebra-cabeça. passeando pela habitação. Pedi que me atribuíssem esse projeto para encontrar a informação desaparecida. Assim é como funciona simplesmente. — Nunca o vi com uma mulher. Acredito que fosse o que fosse o projeto em que estava trabalhando no Donovan. — Sabia que tinha tido aqui a outras meninas? Arly pareceu incômodo. — Isto é importante. Lily. Arly suspirou. Lily.. não necessitava isso. Respeitava-o muito e admirava sua mente. mas não se incomodava conhecer ninguém. tinha algo há ver com o exército. — Sabia que eu era adotada? Arly encolheu seus magros ombros. utilizava-as como caixas de ressonância. duvido que alguma vez me tenha feito alguma pergunta pessoal. Acreditava que isso o ajudaria a entender como funcionava as pessoas. Ou sua lealdade se inclina para mim e trabalha para mim e é parte de minha família e minha casa ou não. — Lily. deduzi que te teria adotado. — Disse Lily brandamente. Você gostava? Como pessoa? Como homem? Era seu amigo? — Respeitava ao Peter. não em busca de ganância monetária. — Isso foi há anos. . estudando suas reações atentamente. conseguia conhecer os refugos da sociedade. — Algo que tenha que ver com o exército não vejo ou escuto. Arly elevou a mão.

quase caindo. Arly se sentou no chão e a avaliou com olhos firmes. como pode me perguntar isso? — Estou te perguntando isso. Pode lhe ler? Não. — Minha lealdade se inclinou para você no momento em que pousei os olhos em sua pessoa. Não os levou ao seu escritório. — Não trabalho para o governo. sem o deixar apartar o olhar. Arly apartou o braço de um puxão e se cambaleou para trás. seriamente. Você é a única família que tenho. Arly tomou um profundo fôlego. Lily. — Que demônios passa contigo? Está-me culpando disto? Possivelmente é minha culpa. — Não sou eu. — Sinto muito. procurando suas emoções.Necessito essa informação para me manter com vida. — Deliberadamente Lily se estendeu para tomar a mão. — Trabalha para a Corporação Donovan? — Insistiu Lily. Não é mais culpa tua que minha. Agora mesmo tudo em minha vida parece uma confusão. Arly. nem sequer contigo realçando suas emoções para mim. Lily deixou cair à cabeça entre as mãos. mas ela apertou os dedos. Sem você. possivelmente seu pai desapareceu por minha culpa também. Simplesmente não se via a si mesmo como alguém rico e famoso ou que trabalhasse em algo que outros pudessem considerar excepcional. . Não te culpo pelo que ocorreu a papai. Arly tentou apartar-se instintivamente. Adorava essa velharia. Deixava-o conduzir esse velho carro que tanto adorava quando sabia que poderia ser um objetivo para qualquer tipo estranho. — Trouxe homens a este lugar? Militares? E ficaram aqui durante algum tempo? — O olhar de Lily seguiu firme sobre a cara de seu encarregado de segurança. Já sabe. Encontrarão uma pista cedo ou tarde. colocando os dedos ao redor de seu pulso. a não ser às habitações do segundo piso na asa oeste. nota que te está comportando de forma alheia ao seu caráter. me tocando. — É empregado meu ou do governo dos Estados Unidos? — Demônios. — Ajuda-me então! Tenho intenção de averiguar o que está acontecendo e quem matou meu pai. Arly. Tem que estar na habitação. Ligeiramente. Lily. — Havia calor na voz do Arly. ou tenho que tocar algo seu para sintonizar com ele tão claramente. Mas seus dedos encontraram seu pulso. Nunca voltei a vê-los. — Estou seguro de que trouxe três cavalheiros e sei que não se foram nesse mesmo dia. Procurando a verdade nele. — Disse ele rigidamente. Mas alguém nesta casa está filtrando informação e temos que descobrir quem é. Lily. Ninguém poderia ter evitado que conduzisse seu carro. Terá que decidir à idéia de como vai ser isto a partir de agora. — Deixa que se ocupe a polícia. e nunca os vi partir. Não tenho habilidade para fazer isso. Estendeu-se para o Ryland. estou completamente só no mundo. Lily. Tome cuidado.

De todas as habitações de cada piso dessa asa. Arly. mas nenhuma só câmera ou detector de movimento dentro. Seu pai utilizava os túneis para trazer gente que não queria que você visse ou o pessoal. — E leva o transmissor. Um lugar onde possa acudir e onde tenha privacidade absoluta depois do fechamento. ardentes de emoção. a lembrança dessa boca esmagando a sua levantou para zombar dela. Não há necessidade de que fale com eles. Obrigado. — Precisava deixar tudo a alguém. — Arly quero controle absoluto da asa leste da casa. — Ondulou a mão para a enorme casa. — Levarei ali quando partir a polícia. Se encarregue do trabalho você mesmo. — Suponho que o fez. — Arly titubeou e depois tomou um profundo fôlego. Seu corpo instantaneamente se . — Há um túnel subterrâneo sob os níveis do porão. — Prometeu. Informei que resolvemos a questão e me ocuparei da polícia. seus olhos cor mercúrio. — Parece cansada. — Considerará ao menos a possibilidade de um guarda-costas? — Pensarei nisso. Ele assentiu lentamente. — Deveria ter suspeitado de algo assim. Ela forçou um sorriso. Corre sob o imóvel e conduz a duas entradas separadas. No momento em que seu olhar se chocou com o dele. Quero segurança no exterior. E não quero que ninguém mais saiba. ao menos poderia levá-lo. Capítulo 6 Ryland estava esperando. Lily. vá à cama. Mostrará os túneis? Ele assentiu a contra gosto. Tomei o trabalho de pô-lo em seu relógio. Quero privacidade absoluta.— Sabe por que me trouxe aqui meu pai? — Imagino que queria um herdeiro.

Tinha sido um sonho. Sentiu-o profundamente dentro dela. desligando e religando. E ele sabia. Ryland tentou um sorriso.. enchendo-a. voltou-se suave e disposto. Sim.. mas isso não importava. mas no momento em que a viu mudou de idéia. Sonhos ardentes e úmidos de sexo pecaminoso e apaixonadas respostas. mas não assim. sombras que não tinham estado ali antes. Detestava ver os círculos escuros embaixo de seus olhos. Tinha sonhado com este homem. foi formoso. compartilhando cada uma de suas fantasias. Estive fazendo por um tempo. sendo substituído por revoltosas ondas que o faziam imensamente atrativo. Seu corte estritamente militar tinha desaparecido fazia muito. e era implacável uma vez escolhido um caminho. Maldito homem por deixá-la sem nada. sua mandíbula forte. Sentiu-o. Posso desligar as câmeras e os gravadores. Persuadi-la. Mas Lily não acreditava nele. Seus frios olhos cinza descansaram pensativamente sobre a face dela. o cabelo negro caído em sua frente. bate-papo comigo. Tinha necessitado escapar e se lançou a isso com todo seu ser. Não sou eu. — Não o discutirei. Fechou os olhos. uma ligeira cor manchava suas bochechas apesar de sua determinação de aparentar serenidade. Lily afastou o olhar. Tem uma. soube que era a mulher nascida para ele. — Vêem aqui. Whitney tinha feito isso. Lily levantou o olhar até sua cara. Foi agradável ver surpresa em vez de cansaço. não faço isto. Os olhos azuis se abriram muito. que se mostraria envergonhada ou tímida com ele. Juro-lhe isso. De algum modo Ryland esteve com ela. beijando-a. estudando suas longas pestanas. Separou-se dele.imaginação vívida e está projetando muito ruidosamente. Estava zangado com ela. Ryland. Tinha sido incapaz de alcançá-la nem sequer em seu sonho. Preciso conseguir que possamos ir a algum lugar onde os gravadores e as câmeras não nos vigiem. Ele acreditava que seria o sonho erótico compartilhado. sei o difícil que é para você nesse momento. a necessidade dela de o separar. Ele sim. sem inibições. Ela podia não souber. Seduzindo-a — Obrigado por vir. uma parte dela. Detenha. Preciso falar contigo.esquentou e sentiu incômodo. Ryland estava resolvido a deixá-la saber exatamente o que pensava de seu comportamento. Viu então. Poderia ter saltado isso. relembrando como o tinha montado grosseiramente. agora para que não se . faz. — Lily — Pronunciou seu nome amavelmente. — Lily. Obrigando a baixar à gigantesca onda de emoção falou brandamente. tocando-a. O fôlego parou nos pulmões e o saboreou. Não esteve sozinha nesse sonho. inicialmente para praticar. Tenta-la. porque não acreditava em ninguém. Incitando-a. Ela estava sofrendo e ele não pioraria. Ryland deixou passar porque ela não precisava sentir-se incômoda. No momento em que pousou os olhos nela.

acariciando seu corpo até que cada célula voltou para a vida com um desejo afiado e ansioso. Não pôde evitar cruzar a distância até chegar a seu lado. Lily contemplou Ryland. Temia que cada vez que falavam telepaticamente. e provocava uma fome tão profunda. temia pela saúde dele. Seu corpo sob o meu. A química entre eles escapava do controle. seu corpo grande e musculoso roçando contra o dela protetoramente através das grades de ferro — me fale. faria algo com ele. incapaz de continuar olhando seu rosto. Compartilhava seus sonhos eróticos. tão elementar que apenas podia suportar estar separada dele. inclusive embora as ondas soassem furiosas. chocando-se contra as rochas. Às vezes temia que se estivesse livre das grades. uma pura dor — Não posso me mover. Quando durmo sonho contigo.. salpicando a água branca bem alta. E não tinha nem idéia das conseqüências do uso prolongado de uma conexão telepática. esta era rouca e pouco familiar — Isso é tudo. Virou afastando-se dele. nem um passo. Mas mais que isso.. a água consoladora. Demônios tem medo de dormir — Seu tom foi tão baixo que pareceu arder a fogo lento. Podia sentir sua dor constante. Ryland. afogando-se na pura necessidade de seus olhos. justamente ali. Melhor para ele. com seus corpos entrelaçados. Não quer falar comigo. podia lê-la facilmente. Já se acostumaram para não vir diretamente a me dar uma olhada. quer algo que te ajude? — Sabe por que não posso dormir. Se ele podia eliminar a ameaça das câmeras. Agora é você quem está projetando. Era muito íntimo e não confiava na intensidade do que compartilhavam. O desejo de o manter ileso beirava a obsessão. E não podia confiar que não houvesse ninguém mais escutando. A espuma fluindo no ar. com ou sem câmeras. As mãos dele encontraram as suas através das grades inclusive enquanto sentia o peso da energia. — É uma complicação que não esperávamos — esclareceu a voz. pequena? — moveu-se para ela. o vínculo se fortalecia. Ninguém havia dito que seria assim. tranqüilo. silencioso. — O que é. penetrando em seus poros. Está me espancando até não me deixar pensar com clareza. melhor para eles. mantendo a face oculta — Não dormiu em todo o dia. Sabia que sonhava com ela. — Sinto muito — sussurrou as palavras. Meu corpo profundamente dentro de você. Você tampouco pode. essas selvagens fantasias que ela não tinha esperanças de igualar na realidade. Jogando sobre sua pele.fiem. — Alto — A voz dele levantou como uma alavanca. Não queria. sabendo que ele podia ouvi-la. um desejo selvagem que arranhava sua pele. Não se voltou. me conte o que encontrou. — Me olhe! Lily levantou o olhar para ele. sua intensa interferência no equipamento eletrônico. . Lily escutou o som do oceano de fundo. assim. Imaginou correndo para a costa. Saberia. Podemos superar se formos bastante disciplinados. sentir a drenagem de sua força. esquentava seu sangue.

. sequer uma vez. Ryland desejava desesperadamente tomá-la nos braços e defende-la de tudo o que a feria. Fitas de vídeo de mim e outras meninas. O coração de Ryland rompeu junto com a voz dela. Ele permaneceu em silêncio. Ela não pareceu notar. onde comíamos e dormíamos e ele fazia suas provas. Ryland se inclinou mais perto. Lily piscou para ele. Sem sobrenome. Ryland inclinou a cabeça e tomou com sua boca. Este era o golpe mais duro que Lily poderia ter sofrido. com confusão no olhar. permaneceu em silêncio. escapar ao amplo mar aberto com suas selvagens emoções. Levou-nos diretamente a seu laboratório subterrâneo. Esclareceu a garganta e tentou de novo. assim. Ryland. — Disse. tremeu e se rompeu. Foi uma pequena carícia. sentindo a dor como uma entidade viva que respirava. Lily agradeceu que permanecesse em silêncio. Os alicerces do que tinha sido seu mundo estavam rachados. esfregando a mandíbula no cocuruto dela fazendo que seu cabelo ficasse preso entre o restolho de sua barba. Não estava segura de poder contar tudo se ele tivesse protestado ou simpatizado. Compreendeu que estava apertando sua mão muito firmemente e fez um esforço por aliviar sua força.. Seus olhos alagados em lágrimas. Beijando gentilmente suas pálpebras. Uma habitação onde nos mantinha. Lily tomou um profundo e tranqüilizador fôlego. a melhor nutrição. Lily estava tão perto de romper em pedaços como o cristal. — Tentou realçar as habilidades psíquicas primeiro em órfãos. Tinha uma dieta muito rígida. Um experimento. Provou com meninas pequenas de países onde havia abundantes órfãos descuidados. Somente material educativo para ler. O sujeito feminino. Ryland não queria dizer ou fazer nada equivocado. um gesto de afeto e ternura. Olhou-o então. Era uma delas. Ryland — Pronunciou as palavras tão baixo que ele teve que se esforçar para as captar — Isso é o que fui para ele. Meigamente.. não sua filha — Saboreou a amargura da traição ao pronunciar as palavras em voz alta enquanto seu mundo ruía a seu redor. antes de poder piscar para as fazer desaparecer. abraçando-a através das grades. Tudo estava ali. . seriamente. Cada jogo estava desenhado para fortalecer minhas habilidades psíquicas e somar-se a minha educação — passou uma mão instável pelo cabelo — Não sabia nada disso. somente Lily. Saboreando suas lágrimas.. Silenciosamente amaldiçoou as grades que havia entre eles. — Sua voz cambaleou. não só escutar uma fita que soava. deixou escapar lentamente. Nos fez provas e treinou a cada dia de forma muito parecida com o regime pelo que passam vocês.Desejou poder rugir como as ondas. Sua fé e confiança estavam sacudidas.. — Encontrei seu laboratório secreto. assistíamos somente a vídeos educativos. um sujeito feminino. Nunca suspeitei. — esclareceu a garganta — essa sou eu. — Fui um experimento. nunca insinuou isso. Tinha o dinheiro e as conexões e trouxe para o país às que pensou que satisfariam suas necessidades. seu melhor amigo e mentor. Peter Whitney tinha sido seu pai.

andando longe da jaula e de costas para ele. quando resultaram muito problemáticas. e inseriu o gene e o expandiu em uma célula cultivada. Fez um pequeno silêncio enquanto se olhavam.— Conte o resto.. — Como eu. indesejadas. Compreendeu que os velhos antidepressivos como a amitriptilina diminuíam a habilidade psíquica. Repetiu o experimento em nós. pensando as coisas logicamente. Ela ondulou uma mão descartando-o. apertando um punho contra a boca tremente — Não éramos nada para ele. com o cérebro. Papai pôde fazer um estudo post mortem de um vidente. abstraída.. com vocês. refreando suas emoções. assim cruzaria a barreira do sangue no cérebro. Lily. Estava lutando da única forma que conhecia. Sua voz era tão baixa que apenas a ouvia. o clonou. O que fez foi puro gênio. . Não mais que ratos em um laboratório. Ryland. — E o pior é.equivocado. Pronto! De repente a rádio estava sintonizada na emissora adequada. seus olhos azul de causar pena que se sentiu doente. comparado com o normal. Lily assentiu lentamente. O sujeito mostrava um incremento de uma sétima parte nos receptores de serotonina do hipotálamo e a malha amigdálico. O truque estava em manter a molécula solúvel. a puxar. Elucidou a estrutura protéica com um modelo por computador e depois modificou um inibidor de serotonina existente para dar uma alta especificação ao recém descoberto. incapaz de ficar quieta. Elevou a cabeça para estudar seu rosto. Não quis incomodar-se com nossos nomes. enquanto que os inovadores inibidores de serotonina eram neutros ou as realçavam. que os mesmos problemas que teve aqui. Seqüenciou a proteína. e seu coração a acompanhou. assim é como desculpou seu comportamento. tentando agarrar seu braço. ainda caminhando. Como meus homens. era um subtipo de receptor com características de união completamente novas. Além disso. enviou a essas pequenas fora daqui. os teve conosco. somente escuta. não tive oportunidade de averiguar como o fez realmente. e comida. mas não obstante genial. Ryland observou as sombras que cruzavam sua face pálida enquanto andava de cá para lá. Ryland estendeu a mão através das grades de sua jaula. tira fora. — Segundo ele as outras meninas e eu. Isso era mais do que teríamos tido onde nos encontrou. Lily tomou fôlego e continuou. cuidados médicos. assim nos chamou como flores e estações e coisas como Chuva e Tormenta — Arrancou sua mão das de Ryland. Ryland. Meu deus. sem olhar para ele. — Perdi-me. Não importa. algo em seu olhar firme devia tê-la reconfortado. mas já caminhava afastando-se. — Partes do cérebro. desprotegidas. Porém. éramos indesejadas de todas as formas e ele nos estava proporcionando um lar decente. Estava muito envergonhada. — Não vi os dados. como se fosse culpada do que tinha feito seu pai. uma inquieta fúria crescendo. encontrou o gene associado.

— Quando decidiu tentar de novo. — Acabou com os filtros naturais e depois abandonou a todas. Que desejo seja a pessoa a que recorra quando o mundo resulte ser muito entristecedor. seus rápidos e agitados movimentos traíam sua confusão interna. Virou afastando-se de Ryland. Assim me chamava. — Lily — Seu nome era uma dor entre eles. seus olhos azuis nublados pela dor — E o fez. e lhes voltou as costas. Começaram a ter problemas emocionais variados e físicos. perto dele. Que desejo como amante. Whitney podia vê-lo "comprando" às pequenas órfãs aos pais que não as queria de todas as formas. utilizou homens adultos. É a mulher que desejo a meu lado noite e dia. puro. terrores noturnos. Acredito que os impulsos elétricos provavelmente causaram as hemorragias cerebrais. incapaz de conter-se. Seu formoso nome. perto de seu coração aonde pertencia. deslizando a mão ao redor dela. com a esperança de estimular mais atividade. Eram somente meninas. Cada caminho separado proporcionava uma forma de realçar as habilidades naturais. Não era homem que fizesse mal deliberadamente a outro ser humano. Ryland sabia que havia muito mais. tão parecido a ela. mas era desumano em seus métodos. a resposta foi mais drogas. não estou entendendo nenhuma palavra do que diz — Lily não se dava conta. Olhava fixamente além dele para o computador. Como um pobre levantador de pesos. Empurrou-a contra as grades. mas aconchegou-a sob seu ombro. — Nem todos o sujeitos tinham as mesmas habilidades. estava falando mais para si mesma que para ele. — Seu nome é Lily Whitney. uma sobrecarga sensorial. Peter Whitney era um cientista perseguindo um lucro. Ficou comigo porque era uma âncora e esperava me utilizar novamente — Girou a cabeça então. Desejou estrangular seu pai com as mãos nuas. Tinha o dinheiro e as conexões. Eu era um sujeito. histeria. Descobriu que havia umas poucas âncoras e que todas as demais meninas gravitavam para elas. Pensou que era por sua pouca idade. sintomas associados com um trauma severo. mas tinha passado de filha ferida a cientista interessada — Pode falar em cristão para mim? Lily continuou andando. cruzando os braços sobre os peitos. inventando alguma explicação plausível para seus problemas. . Utilizar um programa triplo de treinamento foi um golpe brilhante. Que desejo que seja a mãe de meus filhos algum dia. perfeito e elegante. parecia desolada. mas terei que estudar mais a fundo. já bem disciplinados — Olhou para ele — Nem sequer sei meu autêntico nome. assim se apressou a lhes encontrar famílias. Ryland conseguiu agarrar sua manga e fazê-la cambalear para ele. Éramos somente meninas. Ataque que causavam hemorragias cerebrais. Sujeito Lily. Mas as meninas começaram a cair. queimadas.— Pequena. Estava rígida e resistia. — Compreendeu que as meninas estavam afligidas. E utilizou impulsos elétricos. de forma muito parecida com o que tentaram com o Mal de Parkinson.

Há registros de chamadas telefônicas de meu . as utilizarão. Assegurou-se de não gravar nunca nada que pudesse lhes ser útil. mas. deixou a todas para que nos arrumássemos isso por nós mesmos — Levantou o olhar para ele — Higgens e a gente daqui não podem saber nunca das meninas. acendendo algo que elas não podem apagar. Sabia que o que tinha feito foi ruim e tentava compensar. ataque. sem atrever-se a acreditar porque se estivesse equivocada seria outra faca que atravessaria seu coração. Tenho uma memória fotográfica. Sobrecarga sensorial. Não posso me arriscar a me perder nenhum detalhe. encontrado lares para as meninas. com sujeitos maiores e muito mais disciplinados. mas você foi o mundo de Peter. conduzido por sua necessidade de aprender mais. mas aprendeu a te querer. Peter sabia também. recordo.. Se me livrar delas. mas te manteve porque a queria! Não podia suportar separar-se de você. mas. Ele brincou com seus cérebros. Estava falando das outras meninas. Você fez que soubesse o que era o amor — Ryland diria algo para acabar com sua dor. — Já sabíamos isso. Ryland. um pouco mais refinado. Depois de ler seu relatório. O que leio ou vejo. Seus olhos cinza brilharam com a verdade. mas ao final o resultado foi o mesmo.Ela deixou escapar um suave protesto. Ela sacudiu a cabeça em negação.. Lily. não haverá volta atrás. Vai levar tempo. carinho. e tentou afastar-se dele. um lamento profundo em sua garganta. Pode não tê-la metido em sua vida pelas razões corretas. inclinando-se sobre ela protetoramente. Recorda o que te disse? Queria que encontrasse às outras e fizesse o correto. enquanto pronunciava as palavras. Era um homem sem risadas ou amor. Falhas. mas ele não funcionava na mesma longitude de onda que o resto de nós — Tinha captado os restos das intenções de seu pai na mente dela e utilizou o conhecimento desavergonhadamente. protegendo-a instintivamente da câmera. Ele os queria fora daqui. agarrou seu rosto com as mãos. — Essas fitas são quão único tenho que pode me dar uma pista de como reverter o processo. Lily. e estou preocupada com você e os homens. possivelmente não tenha começado assim. Queria-a. — Estão aí fora. estabelecendo compromissos fiéis para elas. — Tenho que ver todas. sentiu que era verdade. — Sei que agora mesmo não pode escutar quando digo. Seu pai sabia disso ou não te teria pedido que destruísse seus dados. Esteve mau. traumas.e depois as matarão. — Tem que destruir as fitas — Disse Ryland — Não há outra forma de proteger a todo mundo. de proteger a outros no futuro. Repetiu o experimento. Vi como a olhava. Ryland. Estou de acordo com ele em que você e os outros não estão a salvo. Meu pai suspeitava ao menos de duas das mortes. acredito que poderia ter razões para estar preocupado. — Sei. Ela ondulou a mão para a superfície. — Não pode saber isso. pediu-me ajuda. desativando cada filtro natural que tinham. Não poderiam tirar nada de seus discos rígidos. Se as encontram. apesar de que não funcionasse.

— Arly. Pensava que de algum modo isso a reconfortaria. Fiz uma chamada ao Higgens. mas fizeram. mas há patrulhas e câmeras de segurança dentro e fora. Arly está assegurando-se disso e podem utilizar a casa como base. Nunca teria pensado que alguém aqui no Donovan ajudasse a assassinar meu pai. — Está segura de que pode confiar neste homem? Lily encolheu os ombros. Não podemos fingir que não ocorreu. sentindo as ondas de pena e vergonha que a alagavam. — Já visitei seus homens sob a pretensão de pedir sua cooperação em mais prova. mostrou-me duas entradas em túneis que atravessam a propriedade até minha casa. Não conte muito com a lealdade. Comprovei no hospital e assinaram para o transportar em um helicóptero médico vinte minutos após seu ingresso. Meu pai os utilizava quando não queria que ninguém na casa visse às pessoas que trazia. Tentei medir ao General Ranier. Esse é seu departamento. mas não me devolveu. Não pude encontrar Russel Cowlings. Toda a ala oeste de minha casa estará preparada para manter a você e a seus homens ocultos. Não tenho nem idéia de quanto acima chega o fedor na cadeia de comando. Lily sacudiu a cabeça. Ele ficou em silêncio. .pai a vários oficiais do exército. que se encarrega de minha segurança. De acordo com o relatório teve um ataque faz uma semana e o transladaram à unidade médica. — Lily temos que falar sobre ontem à noite. Ryland. Por ele. Demônios era valente e estava disposta ao perigo por seus homens. Tem que imaginar em quem pode confiar. a menos que um de seus homens esteja trabalhando para ele. mas alguém o fez. Ele queria que acreditasse que podia apaixonar-se por ela quando nem sequer a conhecia. Não sabiam nada um do outro. — Obrigado Lily — Seu coração se inchou de orgulho dela. Ryland Miller e seus homens necessitavam um santuário. mas somente reforçava sua crença de que seu pai tinha realçado a química entre eles. nossa fuga não vai funcionar. mas não fui capaz de o alcançar. Há umas quinze habitações junto com meu jogo de habitações e a ala está complemente selada. É amigo da família desde que era menina. Não podia distanciarse dele quando a necessitava tanto. Somente posso esperar que esteja de meu lado. — Meus homens não são traidores — Declarou. mas fez. — Nunca teria acreditado que alguém de minha casa trairia meu pai. Ryland. Ninguém parece ter a papelada sobre ele. — Acredito que Higgens vai preparar mais acidentes e acredito que tem a um Caminhante Fantasma ou dois próprios. Ele assentiu. Darei os códigos que necessita para entrar. seus olhos cinza intensos sobre a cara dela. arriscará seu coração. mas nenhum desligou Higgens. Cujo caso. E nunca teria pensado que meu pai pegasse meninas de um orfanato e experimentasse com elas. — Deixei de estar segura de tudo.

detendo suas palavras antes de poder as pronunciar. um breve brilho que alimentou as brasas profundamente dentro dela fazendo que fumegassem. as câmeras não funcionam. seu polegar se deslizou atrás e adiante em pequenas carícias sobre sua sensível pele interna. Era humilhante saber que não podia controlar as selvagens chamas de desejo que sentia cada vez que estava perto dele. — Isto não é um jogo para mim. Isso é extraordinário. Isto não está bem. desde que a conheceu pela primeira vez. Ela sacudiu a cabeça. o que está fazendo por nós. sabendo que ele podia ouvir. agora se sentia confusa e desfocada. — Lily. verdade? — zombou ele. creia-o ou não! — Agarrou seu pulso de novo. marcados para sempre pelo breve e chamuscando contato dessa boca. desejava-a.. — E se crê estar perfeitamente a salvo — continuou ele — recorda. Lily. arrastando a mão perto de seu próprio corpo. ela retrocedeu afastando-se das grades. com os punhos apertados aos lados — Russell era um bom homem. Ryland. Não está bem e nunca confiarei nisso. Obrigou o ar entrar em seus pulmões. — Não. Virou-se então.. Seus nódulos palpitavam e ardiam. Vai. endireitando os ombros. E compartilhar sonhos não ajudava. — Não joga limpo absolutamente. Não me conhece.— Demônios. como é possível que creia poder me amar? Não conheço a mim mesma. Lily sempre tinha permanecido controlada. Seus olhos sobre os dela. — Me olhe! Lily sacudiu a cabeça silenciosamente. — Sinto muito — Sussurrou as palavras. Nem sequer falamos. não está! — concordou ela — Nada disto está bem. — Os olhos azuis dela vagaram sobre seu rosto. levou sua mão à boca. Necessitá-la o tinha carcomido dia e noite. Você é real — Quando soltou seu pulso à contra gosto. Isso somente o deixava desejando mais. e isso o incomodava endemoniadamente. Vejo o que tem feito. Você é para sempre. — É uma pequena covarde. verdade? Ele amaldiçoou. Seu sorriso realmente chegou até os olhos. — Será melhor que reze para que não seja uma covarde ou não terá nenhuma oportunidade. Desejava-a da pior maneira. Ela era sempre tão profissional. mantendo a face oculta. esmagando sua frustração. Sei o tipo de mulher que é. inclusive se você crê que não sei. Não importa que estejamos em meio de toda esta merda. — Não quero que seja o que for que ocorreu entre nós vá à frente. arrastando-se por seu corpo até compreender o significado da palavra . — Caminhei em sua mente. sua língua saboreando a pele. e concentrando-se nela. Soube que tinha que ser minha no momento em que pousei os olhos em você. Sei exatamente quem é. lançando faíscas pelos olhos. Lily. suas mãos se apertaram em punhos aos flancos. Não se voltou. Lily — Ryland abaixou a cabeça.

Whitney. afiadas lascas de cristal aprofundando em seu cérebro. mas temo o que eles poderiam te fazer. A equipe. passando os dedos pelo rosto em uma gentil carícia — Ryland. Deveria conservar sua energia e deixar de desestabilizar a segurança. Tinha mantido em alto as barreiras. não pode te pôr em perigo por mim. Lily ouviu a pura verdade em sua voz e se apressou até a jaula para o examinar atentamente. Gostaria de poder culpar ao Dr. Cada fantasia que alguma vez tinha tido. A cor se elevou apesar de sua determinação em ignorar suas referências da noite juntos. mas levará um pouco de tempo. Lily não pôde forçar um protesto. Pensava em todo mundo exceto em si mesmo. um breve brilho de sua arrogante confiança. — Os guardas provavelmente estão preocupados comigo neste momento. Poderei descansar quando estiver a salvo contigo. Manter a ponte entre nós fazia-o sozinho — Sua mão deslizou através das grades. É como ter martelos me amassando a cabeça. A dor era real. — Por que não me deixou ver isto? — acalmou-se com a súbita compreensão — Ontem à noite. — Sinto muito. Lily. Ele sacudiu a cabeça. pensei que era uma idéia brilhante. — Meu deus! Ryland! Foi muito tarde para protegê-la. — Não tomarei medicação. Precisa descansar e deixar que seu cérebro relaxe. Seu pulso era muito rápido e gotas de suor se sobressaíam em sua frente. Mas. o melhor que tinha podido em sua debilitada condição. Sempre pude fazer coisas. coisas que outras pessoas não podiam. Tem que descansar. um amplificador. juntos éramos invencíveis. Fez soar tão íntimo. Lily. foi você comprovando aos homens. Só me tire deste inferno. Ryland tinha empregado tanta energia por ela. Posso conseguir algo por mim mesma. — Estava pensando em mim mesmo ontem à noite. receitaria medicação para dormir. Onde está sua família. seu pai. não podia evitar tentar protegê-la. — Descansarei quando eles estiverem a salvo. Agarrou-se às grades de sua prisão com tanta força que os nódulos se puseram brancos. Por seus homens. pensar em você mesmo. Mas. As vozes que ouvia. Ryland permitiu que suas mãos se afastassem dele somente porque precisava . Ryland? — Somente podia o distrair. Sorriu. Está utilizando muito seus talentos. Não é você a que está nesta jaula. Apanhou sua mão contra sua boca. — Ryland. É meu corpo o que está duro de dor e minha mente ruge. Lily. Gostava da idéia de ser capaz de entrar caminhando no acampamento inimigo e "sugerir" ao guarda que olhasse a outro lado e que ele o fizesse. não só em você. Queria fazer mais. Ela era um realçador."obsessão". desejava compartilhar com ela. Convenci a maior parte deles para que entrassem neste experimento. Sentiu sua dor e ecoou dele multiplicando por dez.

— Sim. — Soa impressionante — Lily se sentou em uma cadeira perto da jaula enquanto o computador piscava e os monitores voltavam para a vida. — Estava descansando — Disse ele piedosamente. os microfones estavam queimados. Doutora Whitney. Não acredito que seja eu absolutamente.sentar-se.. Trabalhou e foi às aulas ao mesmo tempo. mas quando entra na habitação certamente não sinto esta obsessiva atração sexual por ele. enquanto seu olhar desinteressado vagava sobre o intruso. Ryland não pôde evitar admirar quão confiada parecia. e terminou o instituto de noite. — Minha mãe me criou sozinha. assinalando que Ryland tinha deixado de interferi-los. em meio de um camping imundo. — Estava projetando flagrante interesse sexual.. Nossa casa era a caravana mais limpa do montão. — Supõe-se que tem que estar descansando — Repreendeu Lily ao Ryland. . — Há uma lição nisto que estou ouvindo? — Provavelmente. — Com freqüência não funcionam — Interrompeu ela — Não vejo razão para romper uma regra cardeal e entrar no laboratório enquanto estou conduzindo uma entrevista privada. ela não acreditava em viver segundo as regras de outros. despachando ao guarda com seu tom arrogante. — Seriamente? Ele começou a sacudir a cabeça e pensou melhor. Teve-me apesar de que todos dizerem que se livrasse de mim. Mãe solteira adolescente sem perspectivas — Havia um sorriso em sua voz que lhe disse que adorava a sua mãe — Entretanto. Lily. Crescia quando discutia a fundo as coisas. — Lamento. A isso ia. Já conhece a história. e. Andou até a cama e se estirou nela. Um pequeno sorriso relutante levantou os cantos da boca de Lily. Kaden é um realçador. — Gostaria de você! — Confirmou — Vivíamos nessa velha caravana. senhora — O guarda se apressou a sair da habitação. mas que ardesse como fogo por ele. ela os arrancava comigo. fechando os olhos para que a luz tênue não perfurasse seu cérebro. estive dando muitos voltas à idéia. até que terminou a escola superior. — Eu? — Girou a cabeça para sorrir — estive pensando nisso. Havia todo tipo de flores e arbustos ao redor dela. Sua face era completamente inexpressiva. Minha mãe sabia o nome de cada flor do jardim e me fazia arrancar os restolhos — Ryland esfregou a fronte com o dorso da mão — Bom. O guarda esclareceu a garganta. A Ryland agradou que parecesse uma princesa de gelo ante todos outros. as câmeras de segurança não funcionavam. visivelmente morto de calor. verdade? — Não. — Apostaria que sim — Lily arqueou uma sobrancelha para o guarda que entrou precipitadamente — Há alguma razão para que nos incomode enquanto falamos? Sua voz foi ultrafria.

Lily piscou para conter as lágrimas. Tinha o dom de dizer sempre o correto exatamente no momento em que precisava ser dito — Como Lily. as sensações são especialmente fortes — Fez o que pôde por soar inocente. Lily. verdade? Não é muito bom mentiroso Ryland. e sendo uma realçadora. — Provavelmente. Não me atrevia a faltar à escola. Somente a voz dela podia o comover. Não sei como.Lily conteve uma risada. Sabia quando ia fazer algo antes que fizesse. Certamente que nunca escapava de uma quando era pequeno — Por alguma razão a idéia dele como um menino de cabelo encaracolado derreteu seu coração. Contou-me que tomou aulas e leu livros para averiguar como criar a um menino — A diversão matizou sua voz — Aparentemente eu não reagia como os . É você quem está gerando toda essa tensão sexual para mim. Pegamos o carro até a loja de comestíveis. Sabia tudo. — Sim. Porém. — Ela sabia — Disse Lily firmemente. mais que tudo era uma mãe maravilhosa. não deixava que notasse. Ryland riu brandamente ante as lembranças. Ela tinha idéias claras sobre a educação. queixava-me bastante para que pensasse que estava lhe fazendo um favor lendo com ela — Havia uma sombra de arrependimento em sua voz. Ryland. Sempre sabia tudo. Podia acabar no quarto de castigo ocasionalmente e me esquecer de fazer meus deveres por praticar esportes com meus amigos. mas nunca deixei de fazer uma só tarefa para casa. Era melhor que a televisão em qualquer dia. Sabia coisas. Tinha uma voz que fazia cobrar vida às histórias. Um condutor bêbado passou o semáforo em vermelho e nos colheu. — O que lhe ocorreu? Fez um pequeno silêncio. — Acredita que fosse uma adepta natural? — Uma psíquica? Possivelmente. — Fundiram seus poucos neurônios. — Isso não tinha nada que ver com minha habilidade para mentir. Pelo que conta deve ter sido extraordinária. Teria me encantado conhecê-la. Ryland sentiu o som todo o caminhar até os dedos de seus pés. suponho que sim. Lily riu em voz alta. — Há fato de menos. — Surpreendi-a com uma visita e decidiu que tinha que me fazer um de seus famosos jantares. — Sinto tanto. Minha mãe tinha olhos na nuca. Sorriu apesar da cabeça palpitante. — Provavelmente confessava tudo e sequer sabia que o tinha feito. — Pensa nisso. Sobrevivi. É obvio. só sabia. o som brincou através do corpo de Ryland como o toque de uns dedos acariciantes. Estava começando a pensar que Lily compartilhava esse mesmo traço. — Que tipo de livros? — Líamos todos os clássicos. Ela comprovava cada uma delas e insistia em que lesse livros cada noite com ela. Adorava escutá-la ler. mas ela não.

Podia sentir sua dolorosa solidão e isso a carcomia. — Possivelmente deveria esperar. — Não posso me permitir deixar passar a oportunidade. Caminharia junto a ele. imersa em seus pensamentos. Livre e adiante. movendose quando ela se movia. Seu corpo era tão flagrante tentação que não podia pensar em muito mais. — Ainda não. Caminhou até as grades. Desfrutava de sua companhia. Lily. o tecido de suas calças se esticava sobre o redondo traseiro. — Dava-lhe um montão de problemas — Admitiu ele — Sempre estava brigando. sem se importar se ela as ouvia ou não. Ambos. somente vá — Seu olhar cinza foi firme sobre o dela. desfrutava conversando com ele — Tenho que ir. Seu avental branco estava sobre suas roupas descuidadamente. Não pareciam importar quão razoáveis fossem seus argumentos. Tenho muito trabalho pendente para fazer. Quando caminhava. inclusive embora cada passo parecia conduzir estacas através de sua cabeça. cuidar de nós dois. deitaria abaixo dele. e Ryland aproveitou a oportunidade para permitir a luxúria de beber de sua voluptuosa figura. desmancharia entre seus braços. Lily. — Por que isso não me surpreende? — Arqueou uma sobrancelha para ele.meninos dos livros. Não havia ângulos duros em Lily. proporcionando intrigantes vislumbres de generosos peitos. — Não. — Ainda é assim — observou ela — É um traço bem encantador — Suspirou com pena. Lily — Pronunciou as palavras em voz baixa. As mãos dele se fecharam ao redor das grades de sua jaula. Estava de perfil. — Vivendo onde o fazíamos. Teria-a. com fatiga em cada músculo de seu corpo. — Está fazendo de novo. mas havia um pequeno sorriso sobrevoando a curva de sua boca que captou a atenção do Ryland. embora ela não aceitasse ainda. algo . Ryland. ainda não. Ela assentiu. passando ambas as mãos pelo cabelo. Era seu casal em todos os sentidos. as palmas lhe picavam por ver se sua pele era tão suave como parecia. cobraria vida. Era o bastante menino para acreditar que tinha que nos defender. Sentou-se na beirada de sua cama. atraindo sua atenção. Ficou em pé. era toda curvas femininas. um pequeno esgar tocou sua boca. Ela conteve o fôlego audivelmente. A necessidade de o ver feliz e são estava se voltando rapidamente essencial para sua própria felicidade. sabendo que o tempo escapava. sem arder em chamas. éramos um bom branco para os comentários. uma gentil reprimenda. Afogou um gemido. a cor flamejando sob sua pele pálida. — Certamente a que não — Lily queria o abraçar e reconfortar. a atração por Ryland só crescia ao estar em sua companhia. Capitão — Recordou. Voltarei antes de sair esta noite para te dar uma olhada. mamãe e eu. Ela ficou ali de pé com aspecto indefeso durante um momento.

não o ouvi. Capítulo 7 A noite era inesperadamente fria. e a jaula o mantendo prisioneiro. Fingiu assustar-se. Ela não levava jaqueta. enroscando-se no pesado arame das cercas. saltando como que sobressaltada. Nuvens escuras formavam redemoinhos no céu. Era um dos homens mais velhas e experientes. sua culpa. — Não deixe que te ocorra nada — Sussurrou antes de girar e o deixar ali só com sua dor. Estudando atentamente. Podia cheirar a tormenta chegando do mar. — O que está fazendo aqui? — Havia um rastro de preocupação em sua voz. embotando as brilhantes estrelas pulverizadas sobre ela.completamente fora de seu caráter. O vento agitava sua roupa e batia mechas de cabelo em seu rosto e olhos. Lily estremeceu enquanto observava a magra forma decrescente da lua. — Doutora Whitney! Pensei que já teria ido a casa — Um guarda alto emergiu dentre as sombras. perguntou-se se tinha sido militar. Fios de névoa branca formavam pequenos redemoinhos. — Assustou-me. estendendo-se para ela como garras afiadas. .

atraída pela culpabilidade e o medo. — Faz frio aqui fora. — Doutora Whitney? — O guarda agarrou seu braço. — Respirando — Respondeu simplesmente — me perguntava se iria a casa dormir algo ou voltar a trabalhar para não ter que enfrentar o fato de que meu pai não vai estar ali — passou os dedos pelo espesso cabelo.. mas uma vez fora do complexo.. Peter Whitney tinha indicado o que queria. flamejando a vida. Acompanharei-a ao seu carro — A nota de preocupação em sua voz fez que ardessem lágrimas atrás de seus olhos.fantasmas em movimento. seu último desejo. aguda. — Sinto muito. Ryland liberaria os outros. estou bem. clara e forte. Caminhantes Fantasmas chamavam-se a si mesmos. Se alguém resultasse ferido na fuga recairia diretamente sobre sua consciência. Sentiu os movimentos. Sabia que Ryland tinha planejado atrair ao Coronel Higgens a sua cela para que a suspeita recaísse diretamente sobre o coronel. Em princípio os homens encontrariam segurança no número. Não tem que me acompanhar. era sua responsabilidade. Doutora Whitney. mantendo-a longe para trabalhar. e não estava segura se o que estava fazendo faria mais mal que bem E se os homens não podiam sobreviver fora das condições do laboratório? Sua fuga daria a Higgens a desculpa que necessitava para levar a cabo qualquer plano que tivesse em mente para terminar com quem se opusesse a ele. entupindo sua garganta. obrigado — Lily não estava segura se alguma vez voltaria a estar bem — Meu carro está no estacionamento junto à primeira torre de guarda.. algo em seu interior ficou muito quieto. enquanto se moviam entre as altas medidas de segurança.Lily estremeceu com o vento gelado. Isto apontaria a qualquer que pertencesse ao exército como desertor. — Me dirigia para ali — Disse ele. O conhecimento floresceu. seriamente. Ryland Miller e cada um de seus homens tinham habilidades psíquicas em graus vários. a presença de outros na noite. urgindo-a na direção que tinha indicado. O plano tinha sido que Lily estivesse longe da zona. Já tinham ocorrido suficiente enganos cometidos pelos Whitney. como sendo o último homem em estar com ele justamente antes que escapasse. Eram sombras dentro das sombras. a vibração de poder que exerciam. na água.. A pena fluiu. Camaleões. Enquanto caminhavam. permitindo que suas variadas habilidades beneficiassem uns aos outros. A culpa alimentava tormentosas emoções. estou bem. Fazia a pena e o conhecimento da morte de seu pai a um lado durante todo o dia. era mais seguro . tudo enquanto sopesava meticulosamente as conseqüências da fuga. mas ao final. confundindo-se com qualquer terreno. em casa entre a escuridão. Era difícil romper a segurança para entrar. na selva e as árvores. colocando seu corpo grande entre ela e o vento. capazes de controlar seus corações e pulmões. fazendo que os guardas olhassem para outro lado com a pura força de suas mentes. mas tinha demorado-se. que seu álibi fosse irrefutável. mas muito mais fácil sair. Lily os sentia. capazes de caminhar entre o inimigo sem ser vistos.

como se silenciado por uma ordem. o distraindo. Era o de talentos mais fortes. evitando que caísse — A noite é escura. A preocupação do guarda quase a estava desfazendo. Suas mãos se moveram e ela captou o brilho de uma faca. A tormenta está chegando mais rápido do que se esperava. a pena por seu pai formava redemoinhos perto da superfície. — Está tremendo.dispersar-se indo de dois em dois ou em solitário até seu destino último. O brilho de luz . Lily colocou seu corpo entre o fantasma e o guarda. O medo a que alguém resultasse ferido ou morto a corroia até que acreditou que poderia gritar. Seus olhos estavam fixos neles. Moviam-se atravessando as medidas de segurança como os fantasmas que chamavam a si mesmos. um relâmpago estalou atravessando o céu. Enfocados. Sem advertência. O guarda apertou a garra sobre seu braço. Firmes. borrando sua visão. Reconheceu-o instantaneamente. — Supõe-se que será uma ruim.. Um cão ladrou em algum lugar a sua esquerda. Nós sempre conversávamos. ameaçando rebelar-se. A labareda iluminou instantaneamente o complexo e a área circundante com um ardente foco. mas os sentia. O animal se deteve bruscamente. Aflição ante o conhecimento de que tinha sido parte dos experimentos científicos de seu pai. Não podia divisálos. sabendo que todos os carros estariam eventualmente sob suspeita e uma limusine podia transportar facilmente vários fugitivos fora do complexo. Sentia o peito inesperadamente apertado. à casa de Lily. Permitiu que seu olhar deslizasse casualmente ao longo das bordas mais profundos dos edifícios. Deveria chegar a casa antes que comece — Aconselhou — As rajadas de vento poderiam alcançar cem milhas por hora e seu carro é pequeno.. A vida dos homens seria muito melhor fora onde ninguém os protegeria? Tinha que dizer a si mesma que ao menos estariam a salvo de um dano deliberado. Os olhos de um predador. Lily forçou uma nota animada em sua voz. Girou a cabeça em direção ao cão. fazendo que o coração martelasse. mas a idéia de enfrentar a uma casa vazia em meio de uma tormenta é aterradora. Lily tropeçou. retendo-a junto a ele. — Sinto muito — Soava mais sem fôlego do que pretendia quando ele a agarrou. As lágrimas brilhavam em seus olhos. Estava muito mais tensa do que se precaveu. Tive semanas para me acostumar ao desaparecimento de meu pai. Doutora Whitney — Observou o guarda — Possivelmente deveria voltar dentro e passar a noite aqui — deteve-se no meio do pátio. só um pouco sacudida. golpeando ao guarda fazendo que caíssem ambos em um enrolado de braços e pernas. Kaden. Culpa pela fuga amassando sua consciência. Tinha recusado a limusine a propósito. o brilho iluminou a forma escura de um homem só a uns metros deles. — Estou bem. repentinamente inquieto. Agora somente há silêncio. Para horror de Lily.

não posso enfrentar voltar para os laboratórios esta noite. puxando-a pelo braço para que se movesse — A levarei de volta ao edifício. deixando atrás uma inevitável escuridão. A voz se arrastou prazerosamente até sua cabeça. — Temos que sair daqui agora mesmo — Disse o guarda. sacudindo a terra sob seus pés e uma vez mais iluminando o complexo. A breve iluminação desapareceu com o som do trovão. Lily mantinha a vista baixa. Vamos a cafeteria — Improvisou velozmente. O alívio a alagou. provocando que um dos guardas chiasse de medo.desapareceu. . rodando sobre seus pés. ziguezagueando do chão ao céu. A idéia enviou uma onda de adrenalina por sua corrente sangüínea. Carregava morte em suas grandes mãos. Lily golpeou a cabeça com força suficiente para que lhe escapasse um suave lamento. a quem proteger. Não vou ferir seu herói. seus olhos se esforçavam por ver por onde ia. A chuva corria por seu rosto e empapava sua roupa. — Estou de acordo — Respondeu ela de todo coração. fixando-se no guarda que imobilizava seus braços. Não pode pegar uma pneumonia por causa da chuva. — Esses homens deveriam descer daí — Chiou ela. atravessando o comprido espaço pavimentado para a longa fila de edifícios. Lily compreendeu que ele esteve olhando em direção oposta. ou advertia-o do autêntico perigo? Relaxe. fumegando e rangendo. É perigoso ficar aqui fora. Os dois golpearam o chão. — Nem sequer deveria considerar conduzir um carro se têm tanto medo de um relâmpago — Advertiu o guarda. E sai da maldita chuva antes que pegue uma pneumonia. Seria melhor voltar para o edifício ou ir para seu carro? Onde estaria mais a salvo o guarda? O relâmpago rasgou as nuvens. Pelo que ela sabia. Mantenha-se longe dos laboratórios. estendendo-se para levantá-la com ele justamente quando o trovão soava ruidosamente. deixando-os presos e vulneráveis em meio da escuridão. em artes marciais. Não via a ameaça quase invisível tão próxima a eles. Tenho dois homens que ainda não saíram. Um par de implacável olhos chapeado percorreram sua cara. dividindo o céu de forma que a chuva caísse muito em compridos correntes. Estava muito mais perto e sacudiu janelas e torres. suas mãos a retinham imóvel para sua inspeção. quando o seguinte raio golpeou. carinho. O ruído foi assombroso. Lily se derrubou contra o guarda. Era muito hábil no combate mão a mão. justamente quando explodia o trovão. mas no brilho viu outra cara. Kaden tinha se fundido com a noite. Ryland estava perto. Mantinha a atenção do guarda centrado nela. tão perto que quase podia estender a mão e o tocar sobre o ombro do guarda. Doíam os ouvidos por causa do impacto. aterrada pela máscara ameaçadora e rude da cara de Ryland. — Porém. Elevou seu rosto molhado pela chuva para o céu e sorriu sem nenhuma razão absolutamente. brincando com seus sentidos como uma luva de veludo. tão alto que quase os derrubou. O guarda a rodeou com um braço em um intento de mantê-la abrigada da chuva e juntos correram. podiam estar rodeados de fantasmas. O guarda amaldiçoou. Não sabia o que fazer.

esquecendo seu corpo molhado e sua roupa empapada.. Não tinha nem idéia de como ia obter algo semelhante. Ao menos ela podia proporcionar suficiente dinheiro para encontrar um lugar onde viver em liberdade. Era ilógico pensar que todos ficariam em seu imóvel sem pigarrear. e conforme acreditava tinha arrumado "acidentes" para eles durante as provas. A fina garoa não podia sufocar os gritos emocionados e ruídos vociferantes enquanto se estendia o rumor de que os Caminhantes Fantasmas tinham escapado. dirigiu-se para seu carro. O medo se estendia como uma enfermidade. rezando por ter feito o correto. Fique aqui ao abrigo da chuva — Aplaudiu-lhe o braço para tranqüilizá-la e partiu. não como humanos. Estariam a salvo. E Peter Whitney e Ryland Miller tinham acreditado que o risco valia a pena. mas as figuras sombrias tinham desaparecido e estava sozinha em meio de uma ruidosa tormenta. mas ainda assim vivendo. — Provavelmente não é nada — Disse ele — A sirene esteve soando regularmente sem explicação. Dependia dela encontrar uma forma de os ajudar a viver de novo no mundo. Sabia disso. guardas correndo em todas direções.. Lily olhou pela janela. mas tenho que ir.. aceitava-o. tratados como ratos de laboratório. Os teriam utilizado. Enviaria aos homens mais fracos com Kaden e ele protegeria suas costas. olhando cegamente. ou possivelmente seja a tormenta. deslizando longe com seus homens. Lily podia sentir as ondas emitidas pelos guardas enquanto . Apoiou a frente sobre o painel de vidro. desejando um último olhar.. procurando à presa. Quando a ferocidade da tormenta amainou. As jaulas estavam vazias e os tigres andavam soltos. luzes brilhantes alterando a noite enquanto varriam continuamente as sombras dos edifícios. Como sobreviveriam os homens em um mundo cheio de cruas emocione. Lily olhava a seu redor freneticamente. Sentiu-se abandonada. protegendo o rosto. arrastando-a com ele. ardendo no ar. Como sobreviveria Ryland Miller sem ela para o proteger do resto do mundo. Choveram faíscas. finalmente. Ryland tinha ido. O complexo estava alvoroçado. Não tinha nem idéia se a água de sua cara era chuva ou lágrimas.— As torres têm pára-raios. Atrás de suas palavras houve uma forte explosão quando a torre suportou um golpe direto. Se os tivesse deixado no laboratório os homens não teriam esperança de encontrar paz. inclusive durante um curto período de tempo? Resultaria tão fácil que ficasse separado dos outros. estarão bem — Tranqüilizou-a o guarda. Mas acelerou o passo.já tinha notado que os guardas e técnicos os despersonalizavam. de violência e dor? A sobrecarga de estimulação podia conduzi-los à loucura. fogo do céu. Era esse seu traço que tanto gostava.uma rajada de vento. A emoção a esgotou como nada mais não podia. Terei que se contentar com isso. O braço do guarda a propulsou até o edifício principal justamente quando soava o alarme. O Coronel Higgens obviamente os queria mortos. Ryland protegeria a outros antes de pensar em sua própria segurança. em reclusão talvez.

O súbito silêncio foi um alívio para sua palpitante cabeça. Reconhecendo a apresentação. medir seu caminho com ele. Alegrou-se quando. Com um pequeno suspiro que comunicava sua relutância. Se encontrasse uma forma de falar com ele a sós poderia falar de suas suspeitas sobre o Coronel Higgens. Matherson puxou uma cadeira para Lily perto do general e frente a Phillip Thornton. Cada uma das cadeiras ocupada e todas as cabeças se giraram para olhá-la. espancadas pelos altos níveis de medo e adrenalina emitidos pelos guardas e técnicos. Não se surpreendeu quando dois guardas pediram que os acompanhasse ao escritório do presidente para uma reunião com uma dupla militar e os executivos do Donovan. Aqui fora. os olhos do general traíam sua fúria. Tinham baixado a barreira e não havia forma de sair. o general olhou Lily fixamente. Com um sorriso agradecido ao ajudante. com as mãos sobre os ouvidos para amortecer o som das estridentes sirenes. o ruído deteve bruscamente. — A Doutora Whitney acaba de assumir o controle de onde seu pai o deixou. Ir com calma.corriam a toda pressa ao seu redor. me atualize sobre este experimento — Era uma ordem. As emoções eram tão altas que resultavam apavorantes. Sabia que sua expressão era absolutamente serena. dando sua aprovação. Thomas Matherson. Lily tomou uma longa ducha em seu banheiro privado e trocou de roupa com a muda que guardava para as muitas noites que passava trabalhando. Lily não podia acreditar em sua boa fortuna. Quase sempre deixava o que considerava tarefas servis a seu assistente. Está se pondo em dia com seus dados. — Posso confiar em que todo mundo nesta habitação tenha o apropriado nível de segurança? . — Quanto sabe? — Lily foi cautelosa. tentando dar sentido a eles para nós. suas próprias barreiras eram frágeis. Foi uma medida de sua agitação que Phillip Thornton desse as instruções ele mesmo. — Cavalheiros — Falou brandamente. Esperou fora de seu escritório. tomou seu tempo para sentar-se. mas ela ondulou a mão para que se sentassem. tinha praticado com suficiente freqüência. quase imperceptível. Sub-repticiamente olhou ao Coronel Higgens. depois de um tempo. sua voz cheia de sua confiança costumeira. concordou. Só podia esperar que Ryland e seus homens estivessem longe e a salvo. Seu assentimento foi ligeiro. A grande habitação estava dominada pela enorme mesa redonda. arqueando uma sobrancelha inquisidora. Dar aos homens tempo para encontrar suas rotas de escape e as utilizar. Queria ser cuidadosa. O terrível nó de seu estômago começou a soltar-se. ajudante de Phillip Thornton. esperava para informá-la. afiada e clara. — Digamos que não sei nada. — Doutora Whitney. Estava esgotada física e emocionalmente e desesperada por se ocultar do mundo. Um general que não tinha conhecimento do experimento. Maior parte dos homens ficou em pé quando entrou.

Voltou a girar para Lily. Sabemos. meu pai. esperando que o general compreendesse a enormidade do que tinham feito a seus homens. Boinas verdes. SEAL.. — Os homens foram recrutados de todos os ramos do serviço. desenvolveu um questionário que ressaltava as tendências clarividentes. — Como. Queria homens de inteligência superior e oficiais que tivessem subido de baixo. Abandonamos esses programas faz anos. a repentina urgência de chamar um amigo justamente quando este estava em dificuldades. O general bufou. Homens que pudessem pensar por si mesmos se a situação requeresse. Há psíquicos geniais — Lily buscava uma forma de fazê-lo entender — Como Einstein em física ou Beethoven em música. inclusive tendência a aceitar a idéia da clarividência porque "sentia-se correta" está positivamente associada ao talento. A sobrancelha do general levantou rapidamente. mas avanços recentes na psicologia do neurocomportamento fortaleceram algumas hipótese. homens altamente habilidosos e capazes de suportar circunstâncias difíceis. Não existe semelhante coisa. O olhar Lily pousou sobre a face dele.. — Todo o experimento foi aprovado desde o começo e tinha mérito. Todos ouvimos falar de uns poucos indivíduos que levaram ao cabo façanhas marcáveis na esfera paranormal. Fez um pequeno silêncio enquanto o general parecia assumi-lo. — É obvio. Lily tentou ser paciente. quer dizer meu pai. Acredito que também tirou homens dentre as filas das forças da lei. O Doutor Whitney. por exemplo. . — Respirou o General McEntire. Cada um deles teve que dar prova de uma predisposição a habilidades psíquicas.— É obvio — Espetou o general — me ponha ao corrente à respeito desses homens. Forças Especiais. Quando não chegou nada encolheu de ombros. O Doutor Whitney. — E como provariam suas habilidades psíquicas? Lily olhou Higgens em busca de ajuda. — Você sabia a respeito deste sem sentido e o passou? Você e o General Ranier? Higgens assentiu. que a capacidade clarividente está geneticamente determinada. Ranger. Pegaram a bons homens e lavaram seus cérebro para que pensassem que eram superiores ao resto de nós. Entende? — Estou seguindo — Disse o general bruscamente. Olhou fixamente para o Coronel Higgens. freqüentes deja vú. — A habilidade de recordar e interpretar sonhos. na neurobioquímica da clarividência atualmente são muito mais coisas que não entendemos das que entendemos. estava procurando um tipo particular de homem. — A parte do crivo foi bastante fácil. — Puro sem sentido.

— interrompeu-se.— Sabemos que a maior parte desses psíquicos não é gênio. a pressão sangüínea. — A questão é que essa energia é importante no plano paranormal e normalmente se filtra a níveis patéticos nos humanos adultos. o predispondo a entender. Como conseguiu que funcionasse? Tentaram este tipo de coisas em todos os paises durante anos e não obtiveram mais que fracassos. Numa determinada freqüência nem sequer se nota que o motor está funcionando até que este se desliga. sacudindo a cabeça. tratando de pensar em uma forma de explicar em termos laicos — Todo objeto entre os 273 graus Celsius ou o zero grau Kelvin emite energia. Pensou em Ryland e nos outros lá fora na tormenta. enquanto evitam outras. O Doutor Whitney encontrou uma forma de diminuir o sistema de filtros. — O Doutor Whitney utilizou mais de um caminho — Tamborilou com o pé. O general deixou escapar um suave suspiro e afundou em sua cadeira depois do escritório. O general tinha recuperado o cenho. As técnicas de bioretroalimentação podem diminuir o ritmo cardíaco.. — Isto está começando a soar muito plausível. É o resultado de sua genética potencial. utilizando técnicas de controle mental-corporal repartidas pelos professores Zen. então de repente é um alívio. e a temperatura corporal. Pense em um fisiculturista. Doutora Whitney — O general começou a tamborilar o escritório com um lápis agitado. O general passou a mão pela cara. meu pai averiguou que as . e menos com Phillip Thornton e o Coronel Higgens. Quanto menos tocassem essa parte melhor. Não tinha intenção de ser específica com nenhum destes homens. censurando apressadamente o "provavelmente drogas de desenho". Meu pai estabeleceu um programa para candidatos potenciais com aptidão para a clarividência. Seu pai tinha sido meticuloso não permitindo que sua fórmula caísse em mãos de ninguém. — Utilizando escaner PET em clarividentes ativos. e. Isso requer energia — Quando o general franziu o cenho. — Por que estou começando a acreditar? Lily permaneceu em silêncio. estrito treinamento. Esses "filtros" se guiam através do sistema nervoso autônomo e usualmente os considera fora do controle consciente. depois desenvolveu um programa de treinamento e realce de seu potencial. esses filtros estão sob controle autônomo. etc. olhou-a. — Por favor. Lily se inclinou para ele — Pense em um refrigerador. Os organismos biológicos tendem a concentrar-se em certas freqüências. ela não ia oferecer-lhe em bandeja à mesma multidão que suspeitava o tinham assassinado.. Esfregando as têmporas. são muito mais bons músicos de nível concerto do que meninos prodígios. Enviou uma silenciosa prece para que estivessem todos a salvo. Inclusive a prolongada atividade sexual por parte dos homens é um exemplo de intervenção somática sobre o sistema nervoso autônomo. continue. desejando que ficasse do lado dos homens. Os professores Zen e ioga são legendários.

— Assim há problemas. de feridas na cabeça — Isso não era exatamente certo. .enviando pensamentos uns aos outros. — Sim. — Os problemas que encontraram não estavam previstos e o Doutor Whitney não pôde resolvê-los — Havia autêntico arrependimento em sua voz. senhor. Não produz psíquicos. O Doutor Whitney os conectou aos escaner e a atividade cerebral era realmente incrível. Também encontrou outros vínculos. em comparação com a população em geral. Reduzir os filtros. somente lhes proporciona ruído. Alguns deles tinham que estar na mesma habitação para comunicar-se desta forma. ela pressentia que havia outra explicação para a hemorragia intracraniana. — A variedade de habilidades está documentada.autista. — Tinham a capacidade de falar entre eles sem fazê-lo em voz alta. Ao princípio os homens estavam alojados em barracões regulares. então. Alguém se voltou louco. Lily suspirou com pesar.. A idéia era formar uma unidade de elite que pudesse utilizar suas habilidades combinadas em certas missões de alto risco. enquanto outros podiam estar do outro lado do complexo — Lily olhou de novo para o Coronel Higgens — Pode ver quão útil um talento semelhante seria em uma missão.regula-a. encontrou problemas. ou hemorragia intracraniana. fitas de vídeo e gravações se quiser ver por si mesmo. e o neocerebelo. Outro morreu de hypoxia cerebral. provavelmente sofrem um filtrado defeituoso. De repente a rádio não pega nada mais que estática de novo.zonas do cérebro mais importantes para a clarividência são as mesmas áreas responsáveis pelo autismo: o hipocampo. O corpo sente muita ação no receptor e baixa. Levitação.. pelo que vejo. Telepatia.. Lily fechou as mãos ao redor da calidez da xícara de chá que Matherson tinha colocado diante dela — Existe uma reação chamada tachyphalaxas. como uma rádio mau sintonizada. Lily tomou um profundo fôlego. — Explique para mim. Alguns dos homens eram capazes de sujeitar objetos e "lê-los” os talentos eram variados. mas não ia aventurar uma hipótese. A unidade recebeu treinamento no campo igual no laboratório. Higgens clareou a garganta. a amigdala. A maior parte dos autistas... na falta de uma melhor forma de explicá-lo. estão sensorialmente sobrecarregados. em realidade. deixando-o escapar lentamente. Alguns só tinham uma. juntos para promover a unidade. A maior parte deles provaram ser capazes de utilizar a telepatia a algum nível. Telequinesia. — Meu Deus — O general sacudiu a cabeça. Chegaram muito além das expectativas de alguém.. outros provaram suas forças em várias delas em diversos graus. Houve algo que produziu incomparáveis ataques por causa da hiper-estimulação. Outros eram também capazes de "ouvir" os pensamentos das pessoas que estavam na habitação com eles. Há um alto nível de habilidade psíquica nos autistas. só autistas. Psicometria.

Em minha opinião o Capitão Miller é um homem perigoso. Eu não a teria aberto com ou sem um guarda armado presente. — Não me importa fazer o que puder para ajudar. tinha sentenciado a morte de seu pai. Recordou como Higgens tinha mudado de repente. No momento em que tinha respondido afirmativamente. Ele se recostou em sua cadeira. Todos os olhos estavam sobre o Coronel Higgens. e depois de repente se voltava hostil para ele. As câmeras me apoiarão nisso. — Esses homens realmente podem fazer sugestões a outros e forçar obediência? — Exigiu o General McEntire — Poderiam ter dado a seu pai algum tipo de sugestão pós-hipnótica? Seu carro foi encontrado nos molhes e houve especulação sobre se ele mesmo teria se lançado no fundo do mar. Lily ofegou. A culpa carcomia as vísceras de Lily. Teremos que enviar tudo o que tenhamos contra ele. Parecia bastante disposto a cooperar e inclusive estava considerando a possibilidade que um dos efeitos secundários do experimento pudesse ser a paranóia. Nem sequer os outros puderam os ajudar. Lily forçou um sorriso e rechaçou com um gesto a preocupação dele. tentou criar uma atmosfera tranqüilizadora e tirou o som. minha companhia também — Ela possuía um grande bloco de ações e quis lhe recordar o fato — Tem alguma idéia de como pode ter ocorrido isto? Falei com o Capitão Miller longo momento esta manhã. Dois se voltaram violentos. Ele ouviu sua resposta quando cometi o engano de perguntar em sua presença se você podia ler o código de seu pai. é quase invencível. Phillip. Esta é. Doutora Whitney. Lily — Disse Phillip Thornton — Sei que está de causar pena e ficou longas horas tentando averiguar isto para nós. — Está insinuando que esses homens fizeram algo para fazer desaparecer a meu pai? Ele era o único capaz de ajudá-los. Incontroláveis. Falava muito agradecidamente do Coronel Higgens.— Houve episódios psicóticos. . — Lamento que isto seja necessário. — Digo que a jaula estava fechada. Apontei para ele e definitivamente estava considerando a possibilidade. Com sua equipe. possivelmente seja você — observou o Coronel Higgens — Ryland Miller pode ter imaginado. como tinha cessado de discutir com seu pai e a tinha olhado com especulação em vez de hostilidade. depois de tudo. — Solicitou me ver — Admitiu o Coronel Higgens — fui falar com ele e me disse algo pelo estilo — esfregou a frente — A jaula estava assegurada quando abandonei essa habitação. Tem uma mente lógica e rápida. Um tremor a sacudiu quando certo conhecimento floresceu. utilizando iluminação e sons naturais tranqüilizadores para aliviar o assalto contínuo ao cérebro. senhor. olhando-os fixamente. — Possivelmente não. — Logo o Doutor Whitney compreendeu qual era o problema. apertando o estômago. um lugar que pudesse isolar aos homens da tortura constante das pessoas que os rodeavam. Fez um repentino silêncio na habitação. — As câmeras voltaram a falhar — Disse Thornton. Regulou a atmosfera.

seus olhos percorreram a habitação — Em que condições viviam? — A implicação de abusos estava ali e Lily lutou por conter a . Não podem abandonar esses homens porque fizessem algo em seu desespero. Acredito que precisamos retroceder a partir deste ponto e tentar averiguar como podemos os ajudar. senhor. Mas ela o conhecia. Retorcia o lápis entre os dedos. Tiveram todas as vantagens que o exército pode proporcionar através do treinamento especial. como se isso pudesse de algum modo deter o que estava ouvindo — É uma possibilidade? — Olhou ao redor às faces da mesa — É uma possibilidade viável? Lily retorceu os dedos apertadamente. — Podemos não ter escolha — Replicou o Coronel Higgens. Não tem nem idéia do que são capazes. Estão sob uma tremenda pressão. — Tem que entender. — Me perdoem. Havia se sentido desanimado. e se viu obrigado a matá-lo — Ela tinha estudado o ataque na fita e foi sangrento e sombrio. Assisti à fita de treinamento — Tomou um sorvo cauteloso de chá. a frustração. A culpa. — Doutora Whitney. — Um dos sujeitos se desorientou durante uma missão na Colômbia e junto com os objetivos voltou-se contra a população inocente. Embora assistia a um filme quase pôde absorver suas emoções. a linha que riscamos entre a clarividência e a loucura é muito fina e algumas vezes inexistente. Eram amigos. Quando o Capitão Miller tentou o conter. Vivem no mesmo mundo. O general não podia conceber o poder que os homens esgrimiam. — Por que quereriam sair se conheciam os riscos de estar fora? — O general franziu o cenho para todos eles. Golpeava a mesa com a ponta. mas em uma dimensão diferente. Inclusive pior tinham sido as fitas das seqüelas de Ryland Miller. Estes homens não se parecem com nenhum dos soldado que você tenha treinado. Assim. que os paranormais estão sujeitos e respondem a estímulos diferentes do resto de nós. cavalheiros — Interrompeu Lily — Sempre há uma escolha. — Infelizmente estes homens são altamente hábeis em condições de combate. voltou-se contra Miller. desesperado. saboreando sua calidez enquanto se assentava em seu estômago. Houve um incidente no primeiro ano de treinamento que envolveu a um deles. amigos próximos. em realidade. a gema de seu polegar golpeava a borracha.— Espero que não esteja insinuando que deveríamos exterminar esses homens — O general olhou com dureza ao Higgens. Lily tomou outro sorvo de chá. — Não acredito que gostarei do que vou ouvir — Disse o General McEntire. a fúria. O capitão não teve mais escolha que defender sua própria vida e a de outros membros de sua equipe. tem alguma idéia de quando serão capazes de sobreviver sem isolamento do ruído e as emoções das pessoas que os rodeiem? — Perguntou Phillip Thornton — Estamos sentados sobre uma bomba relógio? — O que ocorrerá se esses homens se voltam violentos? — Perguntou o general.

— As condições de vida. Coronel Higgens. — Seu pai era o único ao cargo deste experimento — Disparou o Coronel Higgens de volta — É o responsável pelos resultados. Quando se fez patente que estava machucando aos homens. inclusive uns dos outros. Coronel Higgens. O General McEntire estava enterrado até suas povoadas sobrancelhas no engano e a traição.urgência de cuspir toda a história. seu polegar deslizou sobre a borracha. cumpriram as ordens apesar de saber que se deterioravam rapidamente. As emoções formavam redemoinhos. Esticou-se. Havia dinheiro pelo meio. Seguindo suas ordens. uma mescla de violência e impaciência pelo plano frustrado. Procurou formas em que os homens estivessem mais cômodos. São seres humanos. — Não há desculpa para esquecer a dignidade. Tenho lido suas ordens diretas. O lápis entre os dedos do general se rompeu. o outro permaneceu em sua mão. Como tinham sido isolados os homens. Estava contendo sua fúria ante a idéia que Ryland Miller e sua equipe tivessem escapado. sendo o que e quem era. um extremo rodou para Lily. apresentou as repercussões. enquanto cresciam em poder e habilidade. inclusive. o Doutor Peter Whitney. Ela não estava lhe contando nada que já não soubesse. — Por seu próprio bem — Espetou Higgens — estavam se voltando muito poderosos. depois se afastou. senhor. tentando imediatamente encontrar formas de ajudá-los a fazer frente às repercussões. absorvendo automaticamente as texturas. e Phillip Thornton assinou essas ordens. Suas ordens. imediatamente fez um alto no realçamento dos estranhos talentos. conduziu o experimento de boa fé. Ryland estorvava. — Pelo que pude averiguar — Disse Lily tranqüilamente — meu pai. podiam fazer coisas que não tínhamos esperado. absorvendo as pesadas emoções. estudados como animais em jaulas. ninguém o escutou. insistindo em que os homens seguissem adiante. Sujeitos a provas contínuas. Coronel. com aspecto tão crédulo e sereno como pôde quando o que desejava era saltar sobre McEntire e o tachar de traidor de seu país e exigir que reconhecesse sua participação na morte de seu pai. e quando você ordenou que os homens fossem isolados uns dos outros . Lily agarrou o extremo do lápis antes que caísse da mesa. o Capitão Miller ordenou a seus homens que obedecessem a suas ordens de continuar e ele e seus homens assim o fizeram. Lily uniu as mãos cuidadosamente sobre a mesa. Por que sentiriam esses homens necessidade de escapar? — Estavam isolados uns dos outros — Lily obrigou sua voz a funcionar. homens entregues ao serviço a seu país. Infelizmente. seu olhar deslizou para tocar ao general. As objeções de meu pai estão bem documentadas. foram continuar o treinamento sob uma variedade de condições e os homens. Coronel. seu controle se desfazia. separado-os da cadeia de comando. Sequer seu pai esperava que seus poderes combinados fossem o que eram. não ratos de laboratório — Objetou Lily friamente.

Não pude encontrar os dados originais. — Será melhor deixar esta discussão para mais tarde quando todos tivermos as cabeças mais frias e tenhamos dormido mais. e como o fez — Assinalou Thornton — nos pode explicar isso passo a passo? — Sinto muito. Muito útil ao infiltrasse em acampamentos inimigos ou terroristas e em situações hostis. Doutora Whitney proporcionou-nos um pouco de informação. — Seu pai se negou a me dar os dados que necessitava — O Coronel Higgens se voltava de um vermelho brilhante quando estava zangado — Queria reverter o processo e atirar pela amurada tudo por causa de uma ou duas perdas aceitáveis. — Mantenhamos assim. São capazes de lucros incríveis. Coronel. levantou a mão. o General Ranier e os técnicos aqui no laboratório. disparando os alarmes. senhor.disse que lhes faria as coisas mais difíceis. Precisamos conter isto e limpá-lo logo que seja possível. mas realmente precisamos saber exatamente que fez a esses homens. Higgens soprou com desgosto. praticando o último par de semanas. só uns poucos! — Respondeu o Coronel Higgens — Deixando a um lado aos que estão nesta habitação. salpicando líquido escuro sobre a polida superfície. O general explodiu de raiva. Phillip Thornton. Agora mesmo temos que encontrar uma forma de conter esta situação. sua cara estava tão vermelha que Lily temeu que pudesse lhe dar um ataque. O general empurrou sua caneca de café através da mesa. não posso. — Acreditamos que estiveram pondo à prova a segurança. passando mãos pelo cabelo — Dei-lhes toda a informação que tenho neste momento. Temos acesso a algumas das mentes mais eminentes do mundo para nos ajudar. Não estavam em seu escritório aqui ou em casa. Era parte de seu treinamento inicial — Explicou ela pacientemente — Plantar uma sugestão para olhar a outro lado. como podem ter escapado? Fez-se um pequeno silêncio. Utilizam suas mentes para coagir ao inimigo sem que este . Ignorou tudo o que disse e obteve os resultados de suas próprias decisões estúpidas. — Quem está a par disto? — É um assunto classificado. E não há perdas aceitáveis. mas continuarei procurando. — Meu pai tentava encontrar uma forma de restaurar os filtros e desativar a parte do cérebro que tinha estimulado. apagando as câmeras e manipulando aos guardas. se soubermos exatamente o que fez seu pai. senhor. Como demônios pôde ocorrer isto? Pode explicar-me alguém isso? Com tanta segurança. Não pôde. De novo foi Higgens o que respondeu. — Já o expliquei. suas mãos se fecharam em dois punhos apertados. estamos falando de vidas humanas. Tentei em ambos os computadores e agora estava repassando seus informes para ver se posso tirar algo em claro que me ajude a averiguá-lo — Lily permitiu que sua extrema fadiga se mostrasse. — O que quer dizer com manipulando aos guardas? — Rugiu.

e inclusive com o tremendo controle do Ryland. Raoul "Gator" Fontenot caiu sobre seu estômago e engatinhou pelo chão para o som dos cães que uivavam. Todos eles se sentiam doentes pela tremenda energia que estava sendo gerada. — Estes homens foram escolhidos por sua lealdade. Doutora Whitney. agarrando-se aos elos. Quebras de onda de medo e agressão se derramavam dos guardas. Havia muitos guardas ao longo da rota de fuga. escalando e caindo do outro lado em um só movimento. Seu trabalho era dirigir aos cães guardiões longe dos outros membros da equipe. A cordilheira da cerca surgiu ameaçadoramente e Ryland a saltou. Com uma faca entre os dentes. inclinando os troncos quase pela metade. que nunca trairão ao seu país. A telepatia era uns de seus talentos mais débeis. manipulá-los a todos eles era quase impossível. e não cabe engano. varrendo o chão com os ramos. Permaneceu agachado no chão e assinalou silenciosamente para o homem de sua esquerda. por necessidade. Gator voltou o olhar para o Ryland. senhor. isso é justo o que são: Desertores! Capítulo 8 O vento rasgava as árvores.saiba. Chegando a você agora. captando o movimento de seus dedos. Posso lhe assegurar. aterrissando curvado sobre os pés. e . desejando que o relâmpago permanecesse entre as nuvens. Último homem livre. moveu-se através da erva ao longo da linha da cerca. Gator. pior ainda. mas sintonizava com os animais. homens que muito bem poderiam converter-se em mercenários ou. aumentando o perigo para a equipe. dispersaram-se. — Sua lealdade se começou a questionar no minuto em que se converteram em desertores. — E esses homens estão aí fora em alguma parte agora mesmo? Bombas relógio ambulantes. seu patriotismo. que poderiam somar-se ao outro bando? Lily elevou o queixo para o homem. Requeria um esforço coletivo e.

Uma matilha de cães de caça nos mordendo os calcanhares não é nada para você. respirando brandamente. uma palavra de protesto ante a idéia de ter tantas vidas em suas mãos. Nesse momento sentiu o movimento dos outros e soube que Ryland estava tão sintonizado com ele que já estava dirigindo ao resto da equipe para frente. mantendo a posição para proteger ao membro mais fraco da equipe. recolhendo os aromas. Os cães estavam ansiosos. inaudível. E não podia preocupar-se com ver visto ou capturado. A chuva golpeava. Tinha que ficar deitado ali em plena vista. Esse era o Capitão Miller. Quase bruscamente se detiveram. Um grande pastor tomou a dianteira. Gator. e se arrastou sobre a barriga. Um deslize e estariam todos mortos. Um passeio pelo parque. Esta parte do bolo é sua. o estômago de Gator se tranqüilizou um pouco. apressavam-se para a cerca. mas não podia preocupar-se com eles. Capitão. Pelo que eram. Gator se encontrou sorrindo ante a idéia de Kaden solto pelo mundo. O vento uivava e gemia como se estivesse vivo e protestava pela falta de natureza do que estavam fazendo. Os cães estavam agora frenéticos. como se estivesse desfrutando da quebra de onda de adrenalina depois do confinamento forçado. McGillicuddy deitava-se junto ao Hollister em alguma parte detrás de Ryland. Kaden fez sua contribuição. Apenas tinha conseguido passar sobre a alta cerca metálica com ajuda de Gator e Ian McGillicuddy. varejaram o chão. procurando os guardas e cães enquanto seus perseguidores se aproximavam da cerca. Ryland se esforçou por perfurar o escuro véu de chuva noturna. Transferiu a faca a sua mão direita. para seus camaradas. sempre à frente. com voz risonha. sem obedecer a seus treinadores que os instigavam a avançar.assentiu seu entendimento. Hollister estava em má forma. giraram em círculos. Confiava em Kaden para manter aos outros em movimento. um assalto firme. a folha plana contra seu pulso ocultando o revelador brilho do aço. A enormidade de sua tarefa o sacudiu por um momento. Gator pressionou a frente latente contra a suave e úmida terra em um esforço por aliviar a dor provocada por tão intensa concentração e uso de energia. ladrando ruidosamente. Seu trabalho era proteger ao Gator e os dois homens que havia atrás dele: Ryland estava preocupado pelo Jeff Hollister. dirigindo-se para o sul. Os outros cães se apressaram a segui-lo. Aos guardas haviam dito que os fugitivos . Os homens seriam fantasmas movendo-se na tormenta. Fez o que pôde com sua falta de telepatia. confiando em que seu capitão manteria aos guardas olhando para outro lado enquanto ele dirigia os cães para depois de uma pista falsa. lutando por não atrasar à equipe. Gator pôs seu destino nas mãos de seu chefe de equipe e estreitou seu mundo aos cães que se aproximavam. mas o bastante em funcionamento. dispondo-se a ser parte da terra. O medo emanava dos guardas como uma enfermidade que se estendia e infectava a todo aquele com o qual entrava em contato. longe dos prisioneiros fugitivos. equilibrando-se para eles.

Espera não mais de cinco minutos e depois leve ao Jeff. aproximando-se uma vez mais ao Gator. Gator limpou nosso rastro. Inclusive doente como estava Jeff Hollister. Agüenta. Amaldiçoando silenciosamente ao Peter Whitney. Ryland o sentiu então. podia ver as linhas esculpidas ali. Não vamos te deixar atrás. mas não vai durar. Estou atrasando-os. adivinhando sua posição e retrocedendo tão silenciosamente como pôde. Ryland temia que Jeff tivesse um ataque se o assalto a seu cérebro continuava. Espaçoso. da escuridão da noite.eram assassinos perigosos e todos eles estavam extremamente nervosos. Aproxima-se rápido. A agonia na cabeça do Jeff irradiava a partir dele e tocava a cada membro da equipe. Olhou para Jeff Hollister. Suas mãos encontraram o vulto sólido de carne e osso. Instintivamente rodou para proteger ao Gator. Podia sentir aproximar o perigo. áspera pela dor. Leva-os para frente. Jeff. Já estamos quase fora. Histeria em massa. mas não durma. É uma ordem. Estamos justo atrás de você. Começaram a abrir caminho centímetro a centímetro através do prado aberto.Mova-se. a rajada de maligna energia derramando-se sobre ele. OH! Sim! temos problemas. mas lhes dava uns poucos preciosos minutos mais para cobrir seu rastro e alcançar a segurança. Ryland estendeu a mão e tocou ao Gator para lhe fazer saber que seu tremendo esforço era apreciado. freou o passo inclusive mais. corram agachados para os carros. . temendo que fosse muito perigosa. Jeff. O coração do Ryland se inchou de orgulho. Ian? Ian McGilliCuddy era uma antena humana para os problemas. Ryland avançou sobre o estômago. Agora se perguntava se tinha assinado a sentença de morte do Jeff com essa ordem. Jeff necessitava a medicação que Ryland lhes tinha ordenado não tomar. Levante-o Ian. Jeff. Você e McGillicuddy limpem em cinco minutos. Não se comunique! Protestou Ryland bruscamente. Inclusive apesar das nuvens negras e a viciosa chuva. A cara do homem estava sulcada pela dor. Despistar aos cães não funcionaria por muito tempo. A voz do Ryland foi consoladora na cabeça palpitante do Gator. cobrindo as costas do homem inclusive enquanto se colocava de bruços. Temia por seus homens. Sei que está muito cômodo aí. um repentino calafrio que pressagiava perigo. Ryland estava intranqüilo. flanqueando ao Hollister e McGillicuddy. Gator rodou para o Ryland. A ansiedade crescia nele. Não pode se permitir o esforço. punha aos membros da equipe acima de tudo. Conseguiremos médicos para que lhe dêem uma mão. A voz do Jeff era instável. Kaden informava que seu grupo tinha alcançado o outro lado do prado sem incidente.

Ryland sentiu a ponta da faca atravessar a pesada camisa. Ryland o lançou sobre sua cabeça. chamando os guardas pedindo ajuda. Ian informou com sua voz usualmente tranqüila. Russel. O reconhecimento lhe golpeou. desembaraça — Ordenou Ryland enquanto apanhava o braço de Cowlings. Russ? Higgens te convenceu que vamos morrer? Cowlings amaldiçoou e cuspiu no chão. sua mão elevando-se para apartar a faca quando o homem veio para ele pela segunda vez. por que nos trai? — Você chama traição. Cowling tentou um varrido com as pernas. elevando a folha para machucar ao máximo às partes brandas do corpo. Gator. Ryland saltou sobre seus pés. — Sim. Russel Cowlings tinha saído de noite e os atacava. Movendo-se em direção oposta. Chiou enquanto o fazia. — Vamos. Cowlings girou o pulso para controlar a folha da faca. rodou e se levantou meio agachado. Cowling se viu forçado a deixar cair à faca ou permitir que lhe rompesse a mão. Girou a cabeça para levantar o olhar para Ryland. enviando a arma girando a certa distância entre a erva mais alta. Homem abatido. Foram os reflexos e o treinamento que os salvaram. o fazendo voar e aterrissar com força. uma chave de tesoura em um intento de derrubar ao Ryland. eu os chamo desertores — Cowlings fintou outro ataque. Cowling foi rápido. — É isso o que disse Higgens? É por isso que nos vendeu.Não viu a faca. levando com ele ao homem mais pesado. Giraram em círculos cautelosamente. plantando um vicioso golpe para trás diretamente na coxa de Cowlings. — Vamos. A faca caiu ao chão e Ryland a chutou com força. Que mal há em utilizar nossas habilidades para fazer dinheiro? Sabe o que vale Peter Whitney? O que vale essa filha dele? Por que eles devem ter todo o dinheiro enquanto nós confrontamos todos os riscos? Os empregados do Donovan ganham mais que nós. à altura do estômago. mas a sentiu vir velozmente para ele. atirando os dedos para trás para que o corpo do homem os seguisse. lançando-se para frente enquanto Ryland dava um passo a um lado. Está tendo um ataque. Gator — Repetiu Ryland. já sabe. agachando-se e esquivando. Ryland rodou longe do Gator. — É tão cabeça-dura. Ajuda ao Ian a tirar o Jeff. Ambos os punhos foram bloqueados e Ryland se vingou com um golpe corporal direto para . Rye. o envie longe — Cuspiu Cowlings — Não importa. Ryland se moveu de lado. Cowlings aterrissou com um suave golpe. apanhando o pulso do Cowlings e o derrubando. Plantando seu pé em ângulo reto contra o peito do Cowlings. — Por que. lançando os dois punhos para a mandíbula de Ryland. morrerão todos. sua mão se fechou solidamente ao redor do pulso do assaltante lutando por controlar a arma. Já estava dando a volta. Jeff está cansado.

Você te interpõe no caminho. — Morrerão todos. desde o começo com sua atitude do Boy Scout. Ryland estava imerso em uma batalha de vida ou morte. Os guardas de segurança e a matilha de cães estavam já muito perto. atraindo a atenção dos cães. lhe amassando o osso.na garganta. Enquanto corriam em paralelo a ele. — Sempre me necessitará. Russ. não da morte? — Exclamou Ryland — Não tem medo de morrer. Não poderá salva-los e então a quem necessitarão? Higgens me necessitará. Cowlings se arrumou para cambalear para trás. Seu mundo se estreitou. Alguém tinha ouvido o grito do Cowlings e tinha dado a volta à matilha. correram ao longo da cerca para sua posição e longe de seus homens. Nesse momento os cães correram até a cerca metálica e começaram a tentar rasga-la com frenesi. e McGillicuddy. O ar vaiou abandonando seus pulmões e caiu como uma pedra. Miller. utilizando a rapidez pela que era conhecido. Crê que o coronel atua pelo melhor interesse de seu país? Está nos vendendo. Deu a volta e correu pelo prado afastando-se do Gator. Não sentiu nenhum dos golpes que Cowlings conseguiu para conectar. Levaram um momento reagir. a adrenalina o protegia. Ele sabe e não vai matar a galinha dos ovos de ouro. concentrado em seu oponente. verdade? Por que será? Higgens deu a todos algo para causar esses ataques? Cowlings riu. Hollister. escapando apenas do letal ataque. um borrão de mãos e pés. Ryland se moveu veloz. fazendo ruído. As botas de Ryland golpeavam o barro duro. Cowlings. fazendo retroceder ao Cowlings. O ruído dos cães se aproximava. Miller. o vão intento dos guardas de iluminar a zona. Ryland ziguezagueou através da erva. do som de vozes excitadas aproximando-se. Ryland voltava a ser consciente dos cães. Demônios! Tentamos te matar duas vezes e simplesmente não morreu. outros inclusive cavar. só com a cerca separando-os. aproximando-se do Ryland em uma carreira a morte. Até o último deles. esperando nocauteálo. — É o suficientemente inteligente para ver o que todo esse dinheiro pode conseguir. Russel Cowling o queria morto. outros escalá-la. mas fizeram o que ele queria. Alguns cães tentaram saltar. Os animais ladravam grosseiramente. lutando por respirar. Posso lhe contar coisas que ninguém mais pode. — Isto é por dinheiro então. — Higgens se livrará de você no minuto em que não te necessite. . Havia poucos que pudessem o derrotar em combate mão a mão. — Está dançando com o diabo. Cowlings grunhiu quando Ryland conectou um direito nas costelas. fazendo mais ruído para que os guardas pudessem ouvir sobre o latido dos cães. Pequenos círculos de luz dançavam e vacilavam entre os lençóis de chuva. Ryland chutou ao Cowlings com força na cabeça. não é assim? Trata-se de sua avareza. atirando de suas correias até que seus tratadores os deixaram soltos.

Fiquem fora da zona. ampliando a abertura para permitir que os cães passassem. Seus homens estariam a salvo nos carros que Lily tinha esperando-os. sem arriscar-se a desenhar sua silhueta contra o céu perante guardas de gatilho fácil. Não terei que explicar o que acontecia a um cérebro super estimulado. Seu encarregado de segurança. Passaria um momento antes que um helicóptero pudesse voar nos céus tormentosos em um intento de rastreá-los. Ryland engatinhou pelo teto. A sorte de Ryland agüentou e o relâmpago não caiu perto dele. Isso deu ao Ryland uns poucos minutos preciosos para cobrir mais terreno e que assim seus homens tivessem tempo de levar ao seu camarada cansado. Fica em posição. o trovão e o relâmpago nos céus. Correu pelo teto e saltou ao revestimento do seguinte edifício. tinha deixado vários carros estacionados em diferentes pontos a menos de duas milhas dos laboratórios. . passando agachados pela cerca em encarniçada perseguição. Saltou. Ryland voltou para olhar ao Jeff que estava tão quieto e pálido sobre o assento. Os guardas os seguiram. Ian indicava que tinham localizado um dos carros e estavam a uma distância segura. simplesmente se arrastou até o extremo mais afastado do edifício e espiou sobre ele à rua. O rugido do vento enquanto mostrava sua fúria. As nuvens ferviam no alto. Agradecia o vento forte e a chuva torrencial. Era uma das seções menos povoadas da cidade e os edifícios eram velhos em ruínas. Dê sua posição. Havia um pequeno toldo à sombra do edifício. Podemos dar a volta e te recolher. Estamos fora. permitindo que se deslizasse silenciosamente pela rua até a esquina onde esperava o carro com o motor ligado e a porta do passageiro aberta. As botas de Ryland amassavam ruidosamente o pavimento enquanto corria pela rua e saltava sobre o teto de um sedan estacionado. Apressaram-se em manada para Ryland. Um dos guardas tesourou a cerca. ansiosos por caçar a sua presa.nenhum pensou em deter-se e cortar a cerca para deixar que os cães a atravessassem. correndo para o próximo grupo de edifícios. Se Cowlings dizia a verdade e já tinha sido objetivo duas vezes. Têm aberto fogo. negros caldeirões de escuros e furiosos fios estendendo veias de relâmpago que se arqueavam de nuvem em nuvem. Arrumarei isso sem vocês. O teto tinha uma porta que conduzia a um pequeno oco de escada. Necessita atenção médica. Saltou ao assento. havia boas possibilidades de que aos guardas tivesse ordenado disparar a matar. fechando a porta de repente enquanto Gator arrancava tão rápido que abanaram a traseira na estrada empapada pela chuva. A porta estava fechada. Arly. Estava escorregadio pela chuva e se deslizou precariamente. Ryland ouviu o estalo continuado de advertência da cerca e girou afastando-se dela. seus dedos se agarraram às bordas de uma fachada. Sé se ouvia o som da chuva enquanto caía dos céus. mas a madeira agüentou enquanto se arrastava pelo teto. Jeff? Ryland queria cuidados médicos para o homem logo que fosse possível. Ryland não esbanjou tempo. caindo sobre o traseiro justo quando uma saraivada de balas assobiava junto a ele.

Ryland Miller. Não podia pensar em seu pai. Era estranho quase aterrador o abandonada que se sentia. Espero que a senhora doutora saiba o que está fazendo ou vamos perdê-lo. Lamento te haver obrigado a sair. — Deixa de preocupar-se tanto por mim. — Sinto muito. Ele a olhou enquanto abria a porta do condutor. cambaleando de cansaço. A porta da garagem se abriu brandamente e a limusine entrou rodando na enorme garagem. — Esteve inconsciente do ataque. Lily olhava pela janela da limusine deslizando pelas ruas molhadas pela chuva. — Tenho a sensação de que sempre me preocuparei com você. verdade? Nenhuma só coisa. Fechou os olhos e aí estava ele. Assustava o muito que precisava vê-lo. depois de suas pálpebras. toca-lo. ouvir sua voz. ou na conspiração. Estávamos todos preocupados contigo. mas não pudemos despertá-lo. é um assunto classificado que tem que ver com o exército — deslizou fora do carro. obrigado por vir em meio desta horrível tormenta. Tinha que saber se estava vivo ou morto. Podia ouvir o vento uivando às portas da garagem e estremeceu — Que noite tão horrenda. não uma delicada florzinha. não quando o risco era tão alto e ele necessitava total concentração onde estivesse. Gator e eu o carregamos até o carro. Não esperava sentir-se desta forma. Muito se tinha perdido já. Não podia pensar nos outros homens aí fora em alguma parte em meio da feroz tormenta lutando por abrir passo até a liberdade. juvenil e ilógico. — Não comeste hoje. Lily. Era revoltoso. John. compartilhando sua pele. Por um momento. Desejava-o. John. Não se atrevia a estender-se até ele telepaticamente. Para seu alívio havia vários carros mais estacionados ali. Fez um silêncio no carro. Tinha deixado seu pequeno carro no estacionamento e agradecia que John tivesse vindo apanhá-la. A limusine deteve e seu chofer desligou o motor. apoiou a cabeça contra o banco e se permitiu respirar lentamente. Nenhum deles sabia se era inevitável ou não. Não podia obrigar seus pensamentos a afastar-se dele. — Alegra-me que me chamasse. mas nada disso importava. Senhorita Lily. ou se estava ferido. — John. Este . Só podia pensar nele. Onde estava Ryland? Teria chegado a casa? Sentia-se quase intumescida de terror por ele. Sou uma mulher forte. Lily se inclinou e lhe beijou o cocuruto. mas estava tão cansada e não queria ficar no Donovan e passar a noite — Nada podia havê-la induzido a ficar nos laboratórios agora que Ryland já não estava ali. mas se absteve de dizer uma só palavra sobre o desaparecimento e reaparecimento de carros empapados pela tormenta em sua garagem. Por que havia tantos guardas registrando o carro? Nunca antes o tinham feito — O chofer se voltou para olhá-la com uma sobrancelha arqueada.— Está alerta? Ian sacudiu a cabeça.

sabe como chegou meu pai a me adotar? John se moveu incômodo. uma navalhada a sua mente desprotegida. Tinha seguido seus passos até que algo lhe tinha aberto os olhos. Lily fechou os olhos um momento.. A sua estranha maneira a queria muito. — Todo mundo na casa sabe que não sou biologicamente filha dele? John Brimslow se esticou. Queriam um cérebro altamente desenvolvido e tudo o que ele fazia sendo menino estava destinado a esse fim... E se fosse seqüestro por resgate. — Quem te disse isso? — Ele — Disse ela — Em uma carta. o abraçando. John. Você nos trouxe o brilho do sol.lamento-o muitíssimo — John sacudiu a cabeça — Pensava que o encontrariam. Seus pais e avós tinham estado levando ao cabo alguma classe de experimento para obter um menino de grande inteligência. Colocou uma mão sobre seu braço. Exatamente como seus pais. — Era meu amigo. a tintura cinza de sua coloração. John passou a mão pela cara. — Duvidou —. Queria comprovar com Arly e assegurar-se de que tinham chegado e estavam a salvo entre as grossas paredes de sua casa.. Lily.chegou — Improvisou — Peter jurou que não seria como seus pais. Isso a pegou de surpresa.. De repente John parecia frágil e aparentava sua idade. Arly se deitou com multidão de mulheres. Sempre soube de mim. Lily. nunca te ocultei quem sou. Lily. simplesmente um produto da mescla de genes corretos. Não era querido. Lily o rodeou com seus braços quando saiu do carro. . mas nunca faltou durante tanto tempo. Lily podia ver as rugas de idade em seu rosto. Conheci seu pai quando era menino. retrocedendo torpemente para baixar o olhar para ela. — Você foi tudo para o Peter — esclareceu garganta — E para mim. preocupada com Ryland Miller e seus homens. Lily. Eu sabia que te feria que não recordasse as ocasiões especiais — Sacudiu a cabeça tristemente — Ele te queria. Sua vida foi um inferno ali. Somos uma família de inadaptados. Seus pais nunca falavam com ele a menos que fosse para insistir em que estudasse. mas nunca pôde tolerar muito tempo à companhia de ninguém que não seja ele mesmo.assunto de seu pai. A compaixão fluiu enquanto estudava seu chofer. Meu pai trabalhava para sua família. agradecendo suas palavras. depois lhe aferrou os braços. Construímos a família ao redor de você. Não queria perder ao John. ou inclusive segredos de algum tipo já o teríamos sabido.. Rosa nunca poderá ter filhos. Lamento por nós dois — A pena dele a estava golpeando profundo. Para todos nós. E quando você. — Sei o muito que o queria. Falei com ele muitas vezes sobre suas ausências. minha família. Mas Peter Whitney tinha sido como seus pais. Não lhe permitia praticar esportes ou brincar com brinquedos ou sequer mistura-se com outros meninos. Lily sorriu. — John. Acredito que fui o único amigo que teve crescendo nesta casa.

Peter a escolheu como sua babá e finalmente acabou levando-a a casa para todos nós — Sorriu para ela — Em princípio desaprovava meu estilo de vida. Não sei quanto dinheiro esteve envolvido. — Deixei o procura na bilheteria. nem uma vez demonstrou que nenhum modo. Não posso enfrentar o perder a ninguém mais de minha família. que te desaprovasse. Atravessaram a entrada do vestíbulo que conduzia da garagem a casa. — Rosa era jovem então. Rosa explodiu atravessando a porta da cozinha e lançou os braços ao redor de Lily. — Chamei-te uma e outra vez. enquanto ele continuava. pensei que devia ter tido um acidente — Rosa se agarrava a ela. Lily. surpresa de que a dura Rosa estivesse tão afetada porque tivesse chegado tarde. John. Ainda lhe fiz de menos.— Seu pai viajou ao estrangeiro. Rosa fala muita bem e afetuosamente de você. mas importa isso agora? Você não tinha família e nós tampouco. A mão de Lily metida no oco do cotovelo do John. Lily. Lily. Foi muita desconsideração de minha parte. Chegou a me aceitar e ao final cuidou do Harold devotamente. Não sei o que teria feito sem ela — bateu-lhe na mão — Ou sem você. Sei que estava mais distraído que o normal estas últimas semanas. Tem suficiente dinheiro e uma casa bonita. Para seu horror. mas era enfermeira e necessitava um trabalho para ficar no país. mal falava inglês. perseguindo as pessoas que houvesse em sua cozinha com panos. Elevou o queixo e roçou um beijo em seu cocuruto. Peter nunca me julgou. — Isso foi nos velhos tempos quando você era somente uma coisinha. nunca terá que trabalhar se não quiser. — A tormenta era tão selvagem. — Arly não te disse que pedi que enviasse ao John por mim? — Lily olhou a seu chofer em busca de ajuda. Não se meta no que seja que estava metido Peter. Rosa era propensa aos acessos de gênio. mas nunca chorava como se fosse . Lily a abraçou com força. por palavra ou ação. mas Rosa temia que de algum modo eu te prejudicasse por minha perversão. Lily. Sinto-o seriamente. Por que não me chamou? Não disse que iria chegar tarde e quando chamei o Donovan não disseram nada exceto que tinha havido problemas. — Gostaria que recordasse quão importante é para nós. Rosa e Arly. Era tão parte de nossa família como você. soluçava. Alguns poderiam dizer que te comprou. Já naquela época tinha conhecido ao Harold e vivíamos como casal. Deveria haver te chamado. — Queria ao Harold. Nunca esquecerei que ficou perto de mim ante a tumba me rodeando a cintura com o braço e soluçando comigo. e sei que a você também — Deixou de caminhar justo antes da cozinha onde sabia que Rosa estaria esperando por ela — Tem feito uma revisão médica recentemente? Quero que descanse e cuide muito bem de você mesmo. Rosa. alternando entre abraços e tapinhas nas costas de Lily. — John! — Protestou Lily — Ela nunca.

Nunca pude ter filhos próprios. Lily. Havia culpa nas profundezas de seus olhos. franzindo o cenho enquanto o fazia. Rosa agachou a cabeça sobre a mesa e continuou chorando. sem querer soar acusadora. Ninguém pode saber nunca dessa habitação ou essas pobres meninas. Lily se sentou bruscamente. Lily ficou perto da mulher mais velha. Esperou que o pior da tormenta de lágrimas amainasse antes de colocar uma xícara de chá ante Rosa. atacando a adivinhação desde vários ângulos. primeiro esquentando uma pequena chaleira com um pouco de água para o bule. importa-se? John beijou a Rosa no cocuruto. nunca fale de semelhantes coisas.romper o coração. antinatural. John pôs a água no bule para ferver. — Shi!. Ele chegou a vê-lo e tentou encontrar bons lares para essas garotas. assombrada por seu comportamento.. Rosa só sacudiu a cabeça. O simples ritual esclareceu sua mente permitindo que funcionasse como preferia. — Por que alguma vez me falou de meu pai. possivelmente deveria falar com Rosa a sós. Esteve mal. ficará doente. Lily suspirou. Sente.. — Rosa estou perfeitamente bem. John a rodeou com os braços. Lily tomou seu tempo para fazer o chá. Não tinha aonde ir. Lily — girou afastando-se da jovem e cobriu o rosto com as mãos. — Tem isto algo a ver com o fato de ter sido minha enfermeira quando meu pai me trouxe aqui com todas essas outras meninas pequenas? — Fez a pergunta muito brandamente. — Nunca deveria ter aceitado isso. — Rosa. — Quando a polícia não chamou para informar de um acidente temi que alguém te tivesse raptado. Você foi minha filha. Abriu os olhos quando quase resultou . Rosa? Por que não me falou dessa horrível habitação e todas essas outras pobres garotinhas? Rosa olhou ao redor com temor. — Não adoeça. querida. farei um chá — Ajudou-a a sentar-se na cadeira mais próxima. juntando o fato de que Rosa era enfermeira e Peter Whitney a tinha introduzido no país.. Prometo pôr mais cuidado e te chamar. negando-se a olhar Lily. e te queria tanto. Rosa? Conte-me. Lily esperou até que a porta da cozinha se fechou. pesar e remorso. sem inflexão. OH. Este é um momento difícil para todos nós. soluçando incontrolavelmente. Rosa gritou e olhou Lily com surpresa. — John. depois separando a água antes de medir as folhas de chá e derramando a água fervendo para a beberagem. O Doutor Whitney não deveria ter contado isso nunca. Todo o momento sua mente seguia funcionando. Rosa continuou sacudindo a cabeça. — O que acontece. Não chore mais. O que fez foi malvado. Culpa.

Foi uma vítima tanto como eu. Seu pai só tinha a uns poucos aos que permitia entrar em seu mundo. — Quero-te. mas tinha tanto medo. É uma cidadã legal aqui. — Ameaçaram-me Lily. — Arly me disse que alguém invadiu a casa. Tudo isso passou faz muito tempo. Disseram que podiam me fazer abandonar o país. Lily. Nada poderá trocar isso nunca. — Por que está tão alterada. obviamente temerosa de ser ouvida. Nunca me perdoará e é a única família que tenho. — Quem te disse isso? — Dois homens me pararam quando saía com meu carro da loja de comestíveis. Lily permitiu que o fôlego abandonasse seus pulmões em uma pequena rajada. John era uma grande parte desse mundo.morta. Rosa acreditava que o pai de Lily tinha contado tudo. enquanto colocava a xícara no pires — Tive tantos pesadelos e papai nunca me contou isso. Obviamente. Arly. Disse que sabiam onde estava exatamente seu escritório e o de seu pai. — Rosa. Disseram que podiam me criar problemas com meus papéis de cidadania. Nossos advogados nunca permitiriam que ninguém te enviasse longe. — Minha perna — Disse. — John sabia das outras meninas? Sabia algo sobre o experimento? — Lily não podia olhar à mulher que a tinha criado. simplesmente esperando. Prometeu-me que nunca te faria voltar fazer nada parecido — Rosa estava sussurrando. que claramente dizia que havia muito mais que não queria ouvir. Rosa? Conte-me. — Não posso contar isso Lily. Lily — Protestou Rosa — Teria golpeado ao Peter quase até matá-lo e depois teria se despedido. Esta é minha casa. Como pôde pensar que permitiríamos que a levassem longe? — Disseram que simplesmente me jogariam na rua e me enviariam longe e ninguém saberia nunca o que me tinha ocorrido. Eram amigos de infância e ao John nunca importaram as maneiras excêntricas de Peter. — OH não. John. sabe que é economicamente independente e que meu dinheiro é seu dinheiro. Seu pai estava devastado. você e seu pai são meu mundo inteiro. Tinham placas e vestiam terno. Nunca te culparia por algo que fez meu pai. Disseram que nunca te voltaria a ver. Lily tomou um precavido sorvo de chá. Permaneceu em silêncio. Lily estendeu o braço sobre a mesa e tomou a mão de Rosa. Vive neste país durante anos. Não podia olhar à cara coberta de lágrimas. Peter necessitava ao John para que o mantivesse humano. Depois disseram que podiam fazer que também você desaparecesse. Seus dedos se apertaram ao redor da mão de Rosa tranqüilizando-a. Disse que tinham os códigos da casa — Rosa olhava miseravelmente sua xícara de chá. . Lily estudava a cara de Rosa atentamente. Deveria ter contado isso. — Foi um terrível acidente. Não gosto de verte tão alterada.

Sabia que alguém de nossa casa estava lhes proporcionando informação e acreditava que era uma questão de dinheiro ou política. — Ninguém vai fazer me machucar. Essa gente não pode te tocar. me ajude. Tentei lhes dar coisas sem muita importância. mas não sabia que era importante. — Falou-lhes do laboratório? Rosa chiou de terror. temos que pagar pelo que fizemos então. Lily se inclinou e beijou a Rosa. era simplesmente uma mulher assustada que tinha feito o que podia por proporcionar informação de pouca importância a aqueles que a ameaçavam. — Não tem nem idéia do alívio que supõe ouvir isto. O alívio foi entristecedor — Se voltarem a contatar contigo. Lily. um fluxo fresco de lágrimas brilhavam em seus olhos — E se esses homens foram os que fizeram desaparecer seu pai? Sinto-me tão envergonhada de mim mesma. Sua procedência de um ambiente pobre. junto com a culpa que sempre tinha sentido por sua participação na utilização de meninas pequenas em um experimento. Não quero ver esses homens — inclinou-se para Lily. Rosa nunca tinha prestado atenção à vida fora da casa Whitney. — Já não saio da casa. tinha ajudado a mantê-la segregada do mundo exterior. Por favor. — Não falo desses tempos. Isso é tudo o que direi sobre o tema. Lily. . Há outras coisas em jogo e preciso averiguar como arrumar tudo. Deveria tr contado ao Arly mas não queria que soubesse que tinha falado sequer com esses homens. Copiei alguns dos papéis do escritório de seu pai. Rosa abaixou a cabeça. faça-me saber ou conta ao Arly.Pensei que Arly os agarraria tivessem ou não os códigos. Lily. — Rosa. Rosa sacudiu a cabeça ficando em pé. Seu pai fez coisas que não eram naturais e eu ajudei. mas não é somente simples curiosidade. Não. — Sinto muito. — Se fizemos mal isso nos perseguirá para sempre. levando sua xícara de chá a pia. Rosa — Rosa não era uma traidora. — Nunca falo desse lugar ímpio. Rosa. Faço que nos tragam as provisões. Vai para cama. Tentei esquecer que existia. Rosa. que fiz para atrair sobre mim a atenção de Peter Whitney em primeiro lugar? O que me diferenciava tanto das outras? Deve ter havido outras que pudessem fazer o que fazia. Não importa o que façamos agora. Lily. E se a separam de mim? Tenho tanto medo. Lily a seguiu. E se alguma vez desaparecesse. Rosa se benzeu e girou para Lily com um suspiro indefeso. moveria céu e terra para te encontrar. Seu pai deveria havê-lo destruído — Elevou seu olhar aflito para o de Lily — Sinto muito. Parece pálida e cansada. Preciso saber umas poucas coisas mais sobre o momento em que meu pai te contratou pela primeira vez. Ele tem todos esses estúpidos cacarecos que tanto adora. Há um traidor em nossa casa.

Não estou de humor para suportar seu ego super inflado. Arly e necessitarei nosso estojo de primeiro socorros. Está se apagando como uma luz. — Quem? Quem é? Ele encolheu os ombros. Lily. Lily. — Bom. seu olhar se entrecerrou ao registrar sua agitação. — Não sei. preciso saber. Lamento-o se teve algum inconveniente e perdeu seu precioso sono. As pernas se voltaram de borracha. deixando-a olhando para ela. erguendo-se sobre ela. Dizem que teve um ataque e todos eles estão preocupados com uma possível hemorragia cerebral. esses tempos passaram faz muito. Rosa beijou Lily e saiu da cozinha. — Se me der algum problema esta noite. Rosa. alisar sua plumagem desgrenhada. — Por favor. — Inclusive sendo menina podia fazer que as coisas voassem no meio do ar. alguém a quem chamam Jeff. Agarrou-se à manga do Arly. Agachou a cabeça sobre a pia e grunhiu de pura frustração. — Acreditava que nunca chegaria. — O que têm feito? Arly ficou em pé. O coração caiu ao chão. — Me leve a eles. definitivamente é a maior praga de minha vida — Suspirou —Um dos homens está em má forma. Arly. ou te escutar expor seus maus humores favoritos. Lily. Lily franziu o cenho ante a moléstia e a acusação de seu tom. O problema com as mulheres é que nunca têm as prioridades em seu lugar. Não quero pensar nesses tempos. verdade. Lily elevou uma prece de agradecimento por não ser Ryland. Enrugou o nariz quando viu Arly esperando por ela sob as escadas. Temos uma boa vida. Rosa sempre tinha sido teimosa nas questões mais estranhas. Tentei com força compensar haver ajudado. — Sempre disse a seu pai que tinha inclinação à violência. podemos nos . Por que não podia ser uma dessas meninas “nunca vistas nunca ouvidas” — Grunhiu Arly. juro que vou te amassar. tive uns poucos problemas que tratar esta noite. Agora para cama e dorme. Lily se separou da pia e caminhou através da casa obscurecida para a escada. — Está de um humor de cães esta noite. Arly. — Sim. Pressioná-la para conseguir mais informação era inútil. Deixou-me na estacada. Arly? Beijou o cocuruto e depois lhe alvoroçou o cabelo como se fosse uma menina. sua família tinha tendência a revoar.— As coisas que ele fez estavam mal. — Agora quer saber. Não é bom pensar nessas coisas. Se quisesse seu leite e éramos muito lentos ao trazer podia pegar isso você mesma. — Depois dos primeiros cinco minutos em sua companhia tomei a decisão de ser a praga de sua vida — Lily apoiou a cabeça contra seu peito cansadamente e logo levantou o olhar para ele — Sou. Deveria saber que estaria ali. — Está segura disto? Se esses homens são capturados aqui.

— Jeff Hollister. agradecendo que estivesse vivo. O coração dele era reconfortantemente estável e os músculos sólidos sob suas mãos. Precisando percorrer seu corpo com as mãos e assegurar-se de que estava ilesa. mas não podia conter-se. só importava que estivesse. Estava ali quando ocorreu a fuga e Higgens e Thornton me pediram que me unisse a eles e explicasse tudo — Nesse momento não importava a razão pela qual era tão importante para ela que Ryland estivesse a salvo. Que seu mundo podia continuar e podia voltar a respirar. Tinha que lhe tocar. notando quão pálida estava. Não fomos capazes de o despertar — Juntou-lhe as mãos entre . Está preparada para isso? — Está você preparado para a alternativa? Capítulo 9 Ryland se encontrou com ela na porta. empurrou-a até seus braços. tomando nota de cada sombra. Sem preâmbulos. — Estava tão preocupada contigo. Necessitando-a. Precisando senti-la contra ele. Queria chorar de alívio. Ryland. Lily descansou contra a dura fortaleza de seu corpo. seu olhar chapeado devorou sua cara. Lily notou que tinha os dedos enterrados possessivamente entre o cabelo do Ryland. Retiveram-me nos laboratórios. — Arly me disse que alguém tinha tido um ataque — Tinha tanto medo por ti. — Por que demônios chega tão tarde? Não pensou em que estaria preocupado por você? Não tenho a energia necessária para uma comunicação — deu-lhe uma pequena sacudida. Estava revelando muito de seus sentimentos.colocar em um montão de problemas. Tinha que falar com o General McEntire.

Inclinou-se para sussurrar excessivamente forte ao ouvido. Resistiu ao desejo de lhe chutar a tíbia. — Fecha a boca. Um homem de olhos frios e cara de um deus grego. você não é responsável por todo o mundo. . Arly cambaleou atrás dela. Estar com Lily. Lógica. — É impossível que pareça um mentecapto ante alguém. agora que o menciona. podia senti-la ali. senhora. mas. muito consciente de que não estavam sozinhos quando o necessitava tão desesperadamente. Utilizando sua energia para isso. Ciência. Lily pôs os olhos em branco. A comunicação telepática é difícil no melhor dos casos e ele já estava cansado.as suas e levou seus dedos a calidez da boca. teria que dizer que é uma de minhas especialidades — Kaden não parecia arrependido. exceto homens. — Onde puseram Jeff Hollister? Gostaria de lhe jogar uma olhada. Tinha sido egoísta.. Tentou controlar o débil rubor mas o olhar de falcão dele definitivamente o notou. Gostava de estar com ela. Algo. Lily apertou os dedos ao redor dos dele. apressando-se a alcançá-la. — Sabe se tomou algo para dormir ontem à noite? — Estava muito mal. E sorria para ela. Faz ficar mal ao gênero masculino. — Sim. — Ryland. Queria consolar Lily. Eu estava tentando manter a ponte para todo mundo. ouvir sua voz. Ryland viu que os lábios dela se curvavam somente um momento. levantando seu nariz patrícia.. E alguém pensou em trazer essas pastilhas para dormir para poder as analisar? — Recorreu ao que melhor sabia fazer. menino preparado — Vaiou enquanto passava junto ao Arly mantendo a cabeça alta — Está caçando moscas. Tinha querido caminhar em sonhos. Lily se voltou para encarar Kaden. observar suas expressões. tinha sido incapaz de proporcionar muito mais para os outros. Havia tanta compaixão em seus olhos. a culpa atacou com força. disposta a brigar por Ryland. — Acredito que sim — A voz era profunda e raiada de humor. Conhecimento. mas conseguia manter a cara séria. Lily podia o pôr do avesso assim facilmente. Tinha-a feito ruborizar-se deliberadamente. — Também fala de você todo momento não podemos fazê-lo calar. Estava enterrada em seu coração. Kaden era alto e com avultados músculos e tendões. Não o é. — Nós não a educamos para ser uma pequena provocadora. — Se interrompeu. Arly a olhava como se lhe tivessem crescido duas cabeças. lutando por serenar em lugar disso. Acredita-se responsável pelo mundo inteiro — Os olhos negros se moveram para zombar de Ryland — Está fazendo o parvo olhando-a como um mentecapto. As sobrancelhas de Ryland se arquearam. — Fez disso um hábito se aproximar às escondidas às pessoas? — Lily estava tentando não rir. Só a forma que o olhava fazia sentir-se diferente por dentro. Gostava. — Só lhe pergunte.

— Jeff é de San Diego. Avermelhou minha cara te olhando. não pode trazer Rosa aqui. Estava tão imóvel. Ryland ficaria tão devastado como a família de Jeff Hollister se ela não pudesse encontrar uma forma de salvá-lo. esses que supõe que ninguém sabe nada? — Disse Lily docemente — Acidentalmente os assisti no canal equivocado. jargão em sua maior parte. Ryland abriu a porta da habitação do homem ferido. — Não estava dizendo nada contra ela. — Vocês dois soam como dois irmãos briguentos. É assombrosa a educação que podemos receber. Califórnia. é enfermeira e se for necessário. Embora Lily tinha equipado o quarto com luzes azuis.é muito religiosa. inclinando-se para aplaudir o ombro do homem — Fala como um idiota. — OH. O nó em sua garganta cresceu. minha governanta. cheias de cicatrizes por causa das numerosas brigas. — Não é estranha — Defendeu Lily imediatamente — Simplesmente não acredita nos experimentos — Franziu o cenho para Arly. mas foi sério quando te disse faz algum tempo que revisasse os óculos. inclusive apesar das grossas paredes da casa. É. Arly esclareceu garganta. — Sabe ao menos seu nome? Vou contar a Rosa. É um campeão de surfe — Disse Ryland. eram tão gentis sobre o ombro de Jeff Hollister.. depois se inclinou para examinar ao . posso chamar um médico que será discreto. Sua mãe lhe envia bolachas todos os meses e recebe carta de todos os irmãos e irmãs que tem. tocando seu ombro com um breve gesto de solidariedade — Já sabe como Rosa fala sempre sobre sua família... Ela não pode saber disto. estas tinham sido obscurecidas e a princípio foi difícil ver Jeff Hollister. esta era necessária para proporcionar uma pausa consoladora aos homens. Lily observava como as grandes mãos de Ryland. — Ah! O único de que alguma vez estive ciumenta é de seu corpo mirrado. — Lily. que parecia uma estatua de cera. você gostaria de me fazer acreditar que não o acariciava como ao seu gato favorito. com a cara pálida e o cabelo loiro platino. mas tem um alto coeficiente intelectual e um título do MIT. carinho — Disse Arly. Falarei de sua coleção de filmes. — Adiante. Lily fez um gesto com a cabeça. Os óculos grossos de fundo de garrafa podem ser muito úteis. Ryland riu brandamente.— Não sei o que acredita ter visto. Rosa. Lily se apoiou nele somente um momento. — Ela sempre esteve ciumenta de meu intelecto superior — Explicou Arly. Sua família ficaria desolada se ocorresse algo. Onde aprendeu a se comportar assim? — Sabe esses filmes que vê todo o tempo.. — Terá que deixar que o examine. Arly manteve o passo junto a ela. sem romper sequer a pernada.estranha. Ouviu o CD que soava com música suave sobre o som da chuva.

mas disse que somente queria dormir para escapar da dor e sonhar com a areia. de cabelo castanho que parecia vermelho à luz débil do abajur. é obvio. Lily compreendeu que os homens mantinham vigília sobre seu camarada cansado. Em alguma parte na escuridão se ouviu um bufo humorístico ante o uso formal do nome. — Algum de vocês tomou um comprimido para dormir? — Demônios. Não quero ter que dar a nenhum destes meninos uma lição de maneiras. — Não podemos nos arriscar a trazer um médico aqui. Precisa cuidado médico além do que você possa lhe proporcionar. — Não. Alegra-me vê-lo bem. o surfe e o lar que era melhor que saber que estava morrendo de uma hemorragia cerebral. ficando em pé lentamente até que pareceu haver um gigante com ela na habitação. — Disse se tinha tomado ou não um comprimido para dormir? Ian sacudiu a cabeça. O arrependimento que flertava em sua cara e desaparecia. Olhou-os. Estava suando e para mim se sentia atordoado. agudos e inteligentes. Jeff sempre esteve no exterior e tem um moreno que não desaparece nunca. senhora. Recorda-me? Como poderia esquecer? Tinha lido sua ficha antes de ir vê-lo mas nada poderia havê-la preparado para o puro poder que irradiava dele. não. Surpreendeu o silenciosamente que tinha cruzado a habitação para alcançar seu lado — Ian McGillicuddy. Deu a volta para ver um homem grande movendo-se. A absoluta resolução. Era alto e musculoso. e viu a diversão que bailava em seus olhos escuros. Movia-se com uma velocidade e um silêncio que pareciam impossíveis para um homem tão grande. senhora — Um homem alto de pele escura e olhos negros saiu de entre as sombras — O capitão disse que não tocássemos nada e não o . mas me surpreendeu vê-lo tão branco. — Bem. senhora. Quem viu o que lhe passava? — Esse seria eu. suponho que não podemos nos permitir isso. — Me chame Ian. Estivemos encerrados e não o tinha visto. Posso dizer que tinha medo. Seguia tocando a nuca enquanto dizia. — Não. Preocupava-o nos atrasar e seguia me dizendo que o deixasse. levaremos a algum outro lugar. — Sim. senhora — A voz chegou do canto mais escuro da habitação e quase fez que Lily saltasse fora de sua pele. Disse que sentia como se fosse explodir a cabeça.Hollister. Senhor McGillicuddy. Chame-me Lily e esquecerei o "senhor". Quer me descrever tudo o que possa recordar sobre sua condição? — Estava muito pálido. Ryland sacudiu a cabeça. Seus olhos eram de um marrom escuro. e Jeff é valente. e notou o brilho resistente em seus olhos. Lily levantou a vista para sua cara. É um desses do tipo kamikaze que sempre vão lançados. Não comprometerei sua segurança muito mais do que já temos feito.

lhe passando os dedos pelo crânio. Seu pai tinha muito que responder. O que pode fazer? — Perguntou Lily. — Você é Tucker Addison — Recordava sua ficha. Ryland começou a protestar. Um músculo saltou em sua mandíbula quando retrocedeu. e o pulso pulsava com força em suas têmporas. — Levaram-no ao hospital recentemente? Alguém mais além de mim o visitou a sós? — Estava furiosa. processando dados. Mantínhamo-nos na onda para que continuasse engrenado mas lhe dissemos que não respondesse a menos que fosse imperativo — Ryland levou a mão dela à boca. Então as gemas de seus dedos encontraram as cicatrizes: definitivamente Jeff tinha receptores atrás das orelhas. — O que é? O que encontrou? — Perguntou Ian. Estava longe deles. Sua pele estava mais fria que o normal. Doutora Whitney. e ali mesmo. foram incrivelmente amáveis. enquanto ajudava ao Ian a dar a volta ao Jeff Hollister. — Jeff se queixava de dores de cabeça e faz um par de dias o levaram ao hospital e supostamente o trataram. Ryland estendeu a mão. Enquanto estava ocupada ele tomou seu tempo para examinar seus homens. Inclusive comprovou sua própria cabeça. medindo seu caminho depois das orelhas do homem. Lily vaiou uma maldição enquanto se endireitava. procurando cicatrizes reveladoras. Ryland se aproximou rapidamente e passou os dedos pelo crânio de Jeff. diante de todos seus homens. Seus dedos se fecharam em um punho apertado. Se tiver as chaves da casa. aparentemente sem notar que os homens se afastavam de seu caminho. seu pulso firme. Gentilmente apartou o cabelo de seu pescoço e examinou a pele.fizemos. Quando se assegurou de que todos os outros estavam limpos. Tucker e Ian deitaram Jeff Hollister de costas sobre os lençóis. por nos deixar estabelecer um posto de mando e acampamento aqui em sua casa — Suas mãos. Tratava ao homem como se fosse um bebê. deixou escapar um pequeno suspiro de alívio. Lily? O que acredita que ocorre aqui? Ela se separou bruscamente. encontrando as mesmas cicatrizes. não as deixe por aí . Ryland a observou. somente parecia estar dormido. mas Arly sacudiu a cabeça ligeiramente. respirando ar quente no centro de sua palma — O que acontece. Lily se inclinou sobre Jeff Hollister. assinalando a necessidade de silêncio. o cenho de sua cara. os movimentos velozes e intranqüilos de seu corpo. — Preciso saber quais são seus talentos. Não podia ver nenhum sinal visível de inchaço ou rupturas. caminhando pela habitação. Deixou de utilizar qualquer forma de telepatia. Jeff disse que as dores de cabeça estavam pior que antes. Importaria de ajudar Ian a lhe dar a volta com cuidado? — Só queria lhe dar obrigado. começou a abrir os dedos do Lily. — Jeff pode mover objetos. Furiosa. tinha servido em uma unidade anti-terrorista e tinha ganho várias medalhas — Preciso examinar o pescoço e a nuca. Sua respiração era normal. passando os dedos cuidadosamente sobre cada cabeça.

— Em princípio fazíamos uma tremenda quantidade de exercícios mentais. nós queríamos ação. — Pode levitar? — Lily olhou para Ryland em busca de confirmação — Como demônios faz isso? E como encaixa isso em suas habilidades? — Havia assistido as primeiras fitas das meninas. — Mas faziam exercícios para defender a vocês mesmos de informação e emoções indesejadas — Insistiu Lily.porque pode levantar isso tão docemente que nem se inteira — Disse Tucker — E pode fazer essa coisa do molho. concentrando-se em Tucker. nos fazia passar por uma série de provas. Houve várias reuniões e ao final. — Pode levitar. falei com Ryland. Passávamos três dias fora e dois com os eletrodos gravando cada um de nossos movimentos. — Ao redor de três ou quatro meses — Esteve de acordo Ian — Era assombroso. — Sinto muito. Se subir muito mais alto. mas seu corpo traía suas profundas emoções. ou para que podia ser útil — E o que. Provavelmente ela não compreendia que estava zangada. Foi Kaden quem respondeu. nos enfrentar contra equipes não-psíquicas — Explicou Kaden. Sabia melhor que . Tem enxaquecas todos os dias — Explicou Ryland — Algumas das habilidades não valem a pena o esforço que requer as utilizar. mas então o Coronel Higgens exigiu resultados mais rápidos. Queria-nos em missões de treinamento. dói-lhe a cabeça. — Quanto praticaram em realidade para poder utilizar seus talentos? — Perguntou Lily. e decidi me unir. — Infelizmente. — Não posso acreditar que lhes permitisse sair com a sua. não estou familiarizada com essa coisa do molho. Podíamos fazer toda classe de coisas. Lily passeou pela habitação uma vez mais..mas agora sou civil. Uma vez fortalecidas nossas habilidades. passei o treinamento com o Ryland. Assombrada. Sentar-nos em uma pequena habitação com eletrodos na cabeça resultava aborrecido — Disse Ryland — Seu pai nos advertiu que era muito cedo. Tucker encolheu de ombros. — Não. Nenhuma delas tinha conseguido levitar e não tinha considerado essa possibilidade. Era membro das Forças Especiais. todos nos comprometemos. Começamos a treinar como equipe psíquica sob condições militares. — Treinamos como unidade militar vários meses enquanto o Doutor Whitney.. Ouvi falar do projeto. Ryland estava começando a reconhecer a emoção que encerravam seus passos rápidos. trabalhamos bem juntos durante algum tempo — Olhou aos outros em busca de confirmação.. É um truque de feira ou algo assim e simplesmente gosta de presumir.de fato. Lily piscou. detetive de homicídios da polícia. simplesmente flutua no ar? — A uns poucos centímetros do chão. seu pai.. não pode — Negou Ian rapidamente — Ninguém pode fazer isso na realidade.

— Isso é o que consegue por falar consigo todo o momento. — Meu pai disse "um ou dois". Inclusive detrás das grades a havia posto nervosa. especialmente quando tinha dados anteriores. e ninguém mais admite poder fazê-lo. — Você tentou? — Perguntou Kaden — Deveria ter me dito. dando a clara impressão de um perigoso predador esperando simplesmente sua oportunidade. Recordava seus olhos seguindo-a enquanto se sentava perfeitamente imóvel no centro de sua jaula. — Nico? — Advertiu Ryland — É capaz de caminhar em sonhos? — Sempre fui capaz de fazê-lo — A voz fazia jogo com a imagem. Já se movia para a porta. Sabe que a norma número um é ter sempre uma âncora. Tentou ver seus traços. — Alguém sabe se Hollister pode caminhar em sonhos? — Estudadamente evitou os brilhantes olhos do Ryland. — Caminhar em sonhos se considera um molho estranho igual à levitação — Disse Kaden. Whitney nos disciplinou a respeito disso. Nascido e criado em uma reserva até os dez anos. — Descobri que podia fazê-lo por acidente. Percorreu a habitação com a vista. . Falei com o Doutor Whitney e foi inflexível sobre ser muito perigoso para perder tempo com isso. Fez um pequeno silêncio no que os homens trocaram olhares. Sabia quem era. Você nos disciplinou com isso. — Falando de molho estranho — Murmurou Tucker. Um franco-atirador do exército com mais medalhas das que ela podia contar e mais mortes das que queria saber. lhe seguindo facilmente a corrente. Lily deixou escapar um ruído grosseiro. A pouco tempo lhe perguntei se algum dos outros podia caminhar em sonhos e me disse que um ou dois — Percorreu o olhar a dirigindo-o ao homem sentado silenciosamente entre as sombras mais profundas. Ryland se encolheu de ombros. Lily teve uma impressão de escuridão e força pura. — O Doutor Whitney dizia que entrar no sonho de outra pessoa podia ser perigoso e nos desalentou a explorar o assunto.ninguém que supunha comprometer a segurança. Nicolas Trevane. De algo letal movendo-se perigosamente. mas a luz tênue do abajur não o podia alcançar. seu olhar atravessou a escuridão — É um talento inútil. Viveu outros dez anos no Japão. Ryland suspirou. enviando um estremecimento de medo pela espinha dorsal de Lily. Se Ryland e o Senhor Trevane podem caminhar em sonhos. Acaba acreditando ter uma conversação você sozinha. Arly trocou deliberadamente de tema desviando a atenção do assunto. existe a possibilidade de que o Senhor Hollister também possa — Filosofou Lily em voz alta. Ryland. Lily se deteve no ato como se tivesse esquecido que estavam na habitação com ela. — Dados anteriores? — Repetiu Kaden.

. — Espera um minuto e me explique isto. O tempo se deteve.olhe. acredito que é importante que eu saiba — Ryland lhe deu uma pequena sacudida — O que têm feito a meus homens? — Honestamente não sei. enquanto aflorava sua surpresa. sua mente dava voltas às várias possibilidades — Tenho que ter mais informações para fazer algum tipo de valoração lógica. Ryland agarrou seu braço. de qualquer um ou algo que me rodeie. mas se crê que alguém está dando eletrochoque em meus homens.. Ryland. Ryland simplesmente inclinou a cabeça e tomou posse de sua boca. seu pulso é forte e respira normalmente.. Para o caso. — Sinto muito. detendo seu progresso. o corpo se amoldou imediatamente ao dele. mas de que serve fazer acusações infundadas? — Aonde vai? — Seus olhos chapeados brilhavam com uma turbulência sugerindo que uma tormenta se preparava sob a superfície. Não sou completamente idiota. Sabia que com freqüência era brusca e estirada quando sua mente estava em algum outro lugar. — Gostaria de algum tipo de explicação seja técnica ou não. Os muros caíram enquanto a fazia girar saindo dos limites do mundo e para as estrelas. Arly lhe recordava com bastante freqüência e era famoso o mesmo comportamento em seu pai. admitindo que ele tinha todo o direito de estar aborrecido pela aparição de mais ameaça potencial para seus homens. embora estranho. Lily deixou escapar o fôlego lentamente. A palma de Ryland se fechou ao redor de sua nuca e a atraiu contra sua dura força.abrindo espaço aos empurrões entre o grupo de homens. Ryland saiu com ela. Não quero me arriscar a fazer nada para despertar se não for seguro. só o observem atentamente. Lily. Tenho intenção de consultar as notas de meu pai — Tentou evitar que o aborrecimento se filtrasse em sua voz. — Lily — Disse Ryland agudamente — Aonde vai? Ela se deteve. A hemorragia cerebral é um efeito secundário. mas tenho minhas suspeitas. fazendo algum tipo de lobotomía elétrica. Tenho umas poucas suspeitas. Lily. Preciso investigar um pouco. — Me fale. Tendo a me perder em meu trabalho e esquecer o que acontece ao meu redor. e tenho direito a avaliar a ameaça para meus homens. Lily esperou um batimento de coração antes de responder. necessito mais informação. Assim deixe estar. seguindo-a vestíbulo abaixo. Sinto se te estou entretendo. perturbada por seu tom. obrigando-a encará-lo. — Se dei a impressão de não acreditar que pudesse entendê-lo. desculpe-me. Os braços dela rodearam seu pescoço. — Acabo de dizer. . introduzindo onda concentrada em um pequeno ponto — Caminhava rapidamente.. tomou o rosto dele entre suas mãos. O que está passando com ele? Quais as suspeitas? — Acredito que alguém pode ter induzido eletricidade em seu cérebro.

E escolheu a ti — Arly olhou ao homem de cima abaixo. — É brilhante. não. já sabe. É como uma máquina que se alimenta de dados. Tomando nota das mãos machucadas. chegando por trás deles — que fazê-lo em um vestíbulo era coisa de adolescentes. Ryland tomou seu tempo. Miller. Lily riu brandamente. nunca estive no instituto de adolescentes e nunca me beijaram no vestíbulo. — OH. evidência de brigas. Ainda poderia te jogar na rua. esteve bem — Tranqüilizou-a Ryland — Só te recordava que estou pelos arredores. — Para alguém sem a necessária experiência teria que te dar um sobressalente em beijar nos vestíbulos. Não me decidi. — Obrigada — Replicou Lily timidamente — Estou segura de que poderia haver feito melhor se Arly me tivesse dado uns minutos mais. seu olhar se desviou para Arly. — Ela é especial. Tem algo contra o exército? — Deixando de lado o fato de que provavelmente é um jóquei de adrenalina ou não teria se aproximado em nada às Forças Especiais ou ao Doutor Whitney e seu amalucado experimento? Ou que os tipos como você acabam mortos porque não aprendem alguma vez que suficiente significa suficiente? Ou que te mova entre as mulheres como peixe na água? — Arly apontou para as mãos de Ryland com o queixo — E que provavelmente tenha visto o interior de mais de um cárcere por causa das . cheias de cicatrizes. Quando levantou a cabeça relutantemente. Vestíbulo ou não. Lily fez uma careta para Arly enquanto passava junto a ele em direção a larga escada sinuosa que a conduziria aos pisos inferiores. — Já vejo. Arly. Há poucas pessoas no mundo que possam fazer isso. o corpo musculoso e duro e a cara asperamente esculpida — Deixando de lado o fato de que provavelmente está na lista dos mais procurados do FBI. mas em minha opinião. mas seu sorriso já decaía enquanto girava para descer apressadamente as escadas. Diferente em formas que não pode nem imaginar. Arly sacudiu a cabeça. Ryland mantinha o passo.— Sempre pensei — Disse Arly ruidosamente. tem alguma outra aptidão sobre a que eu pudesse querer saber? — Aptidões? — Repetiu Ryland — Está perguntando de forma tortuosa quais são minhas intenções? — Ainda não — Arly estava sendo honesto — Primeiro quero averiguar se quero se quer saber suas intenções. em qualquer momento é um dever. beijar Lily em qualquer lugar. — É um pouco duro para o ego de um homem. beijando Lily conscienciosamente. Ryland assentiu seu acordo mas seu cenho permaneceu. quero que recorde minha existência. — Não saberia dizer. — Interessante ponto de vista. Ryland observou como o olhar distante voltava a seu rosto e suspirou.

Cuido de Lily e isso é tudo o que posso dirigir. Arly? E tornou a fazer uma varredura no escritório de meu pai. Sem isso. Tem necessidades especiais e seu cérebro requer informação constante sobre o que trabalhar. obviamente debatendo sobre como expressar sua opinião — Lily não é como outros Miller. — Disse que havia outras. Ela prosperou porque seu pai se ocupou de que o fizesse. não tema ferir meus sentimentos. Finalmente sacudiu a cabeça impotentemente. não funciona bem. se lhes oferecerem mais. Estou contando isto porque verdade seja dita. E é rica além de seus sonhos mais selvagens. — Não tenho intenção de ferir seus sentimentos. Lily é como uma filha para mim. — Sei que precisará de cuidados. olhando ao redor cautelosamente. Tiveram que se apressar escada abaixo e através do labirinto de corredores para alcançar Lily. depois que o pessoal de dia se foi da casa — Admitiu Arly — Assim é onde somos mais vulneráveis. — Agora está caminhando sobre gelo muito fino — Advertiu Ryland — Não quero o dinheiro do Lily. É minha família. que não drenam sua energia e a espancam dia e noite com emoções indesejadas. Não importa o muito que pague. mas não são necessariamente leais ao imóvel. o que sabe delas? Como sobreviveram sem os benefícios do dinheiro de Whitney e seu ambiente protegido? — Perguntou Ryland com curiosidade. — Está seguro de que não há câmeras nesta zona. Genial. Gente como eu ao seu redor. Lily introduziu o código para abri-la e duvidou. Igual aos seus homens que requererão circunstâncias especiais na escolha de seus lares e ambientes de trabalho. Não pode afastar-se daqui muito tempo. Estas paredes. Isso vai encaixar realmente bem com a encantadora personalidade dela — ficou em silêncio durante uns poucos minutos. — Por cima é arrogante. Descobrirá que os membros desta casa a querem e iriam muito longe para protegê-la. também é assim para Lily. Esta casa. Não necessita um caça-fortuna que entre dançando uma valsa e a derrube em um colchão com uns quantos beijos. Arly tragou várias vezes antes de replicar. A sobrancelha de Arly se elevou. Agora serão mulheres. Sou perfeitamente capaz de manter aos dois. Ryland vaiou brandamente. proporcionarão informação e possivelmente inclusive irão tão longe para . Pelo que a mim concerne pode dá-lo todo à caridade. Ela parou à porta do escritório de seu pai.brigas. — Me diga o que pensa na realidade. — Não tenho nem idéia sobre as outras. verdade? — Faz poucas horas. Necessitamos ao pessoal. acredito que é sincero e ela é tão endemoniadamente teimosa que não poderei persuadi-la que se afaste de você se já tomou uma decisão. — Não cuidados Miller.

sim. Obrigado pelos detectores de movimento. — Estabeleci um posto de comando no terceiro piso — Disse Ryland — traçamos várias rotas de fuga. E parece cansada. — Vou monitorar a casa de minhas habitações — Anunciou Arly — Estará bem? — Com mordacidade ignorou Ryland ao formular a pergunta para Lily. sobre você e seus homens. e habitações ocultas. Está apertada entre duas das paredes do porão. Lily retrocedeu para permitir que os dois homens a precedessem ao interior do escritório. Lily abraçou seu corpo fraco. Certamente faz que os homens se sintam mais seguros. Ryland observou o homem mais velho partir. Queria assegurar-se de que a porta estava fechada. Arly. Tenho a sensação de que poderia me voltar do avesso se pensasse que não sou o bastante bom — Observou com interesse como Lily ia para o relógio do avô e fazia algo que não pôde ver com o ponteiro de relógio das horas. se quer dizer passadiços. Conduz sob os porões subterrâneos e não acredito que esteja nos planos. — Me explique sobre os pulsos elétricos. — E ponha o relógio. Arly. Irei à cama logo que possa e dormirei todo o dia. Arly tinha trocado o código de segurança no caso de outro intruso conseguir entrar na casa. — Isso é o que temo — Disse Arly. subindo ao teto e baixando aos túneis. Fez-me um segundo grau. Preciso entender o que acontece . — Esta casa tem muito destas habitações? — Seguiu-a baixando a estreita e pronunciada escada. Lily. Seus ombros roçavam as paredes em ambos os lados. assim que o laboratório de meu pai é muito secreto. assim como. Enquanto isso. Lily. Depois encontrou a si mesmo olhando fixamente uma abertura no chão. mas não há provas da existência desta escada. terão que compreender que o pessoal diurno é nosso grande risco de segurança. Lily me contou que vai trabalhar contigo e os outros para preparar a todos para o ambiente exterior e com sorte minimizar o risco de complicações. — Não podem abandonar os parâmetros que fixei — Advertiu Arly — Não podemos garantir segurança se o fizerem. Em uma estranha amostra de afeto se inclinou para beijá-la na bochecha — Não leva seu relógio. mas obrigada por preocupar-se. Arly. — Não se preocupe por mim. Para sua surpresa a frontal do relógio se moveu para frente para revelar uma câmara oculta na parede. — Bom. — Isto não pode esperar. Está equipado com uma biblioteca atualizada inteira de documentação sobre seu experimento anterior.bisbilhotar nas zonas fora dos limites ou deixar cair pequenos dispositivos de escuta. — É um tipo duro quando se trata de você. Possivelmente deveria dormir umas poucas horas antes de se colocar direto em sua investigação. — Acredito que o Capitão Miller conhece todo tipo de truques na luta mão a mão — Disse ela sarcasticamente.

Os micro-eletrodos registraram ação gerada por neurônios individuais. — Toda a idéia da hemorragia cerebral como efeito secundário me incomoda — Disse Lily enquanto começava a comprovar dados na pulcra coleção de discos — Todo mundo parece aceitar como normal mas não é. — Estudava a reação das ondas cerebrais? — Ryland observou os dados aparecerem na tela a uma velocidade que não podia seguir. assombrado dos detalhes meticulosos do laboratório particular de Peter Whitney. mas inclusive enquanto falava. — Jeff Hollister tem evidências de cirurgia. Estive funcionando durante anos sobre-estimulada por emoções e informação indesejada.com Jeff — Ryland percorreu o laboratório com o olhar. E o que provoca os ataques? Prolongada exposição a onda de energia altamente emocionais? Utilizar a telepatia sem uma âncora ou uma salvaguarda? Isso poderia ser. e podia mostrar-se visualmente e inclusive converter-se em sons através de um audiomêtro. Mas não posso imaginar que papai repetisse um engano tão terrível. muito lixo entrando. Não deveria estar surpreso. filtrados. um cenho. Os neurônios têm padrões de atividade característicos que podem ser visualizados e ouvidos — Murmurou a informação ausentemente. Perdemos dois homens por hemorragias cerebrais. uma ligeira pausa enquanto sacudia a cabeça. — Assim crê que todos temos essas coisas implantadas? — Não pôde evitar passar as mãos sobre a cabeça uma e outra vez procurando cicatrizes. — Ainda não sei o que significa isso. Implantou eletrodos cirurgicamente diretamente sobre as zonas que queria realçar. Sim. Os ataques teriam que ser maciços e contínuos para causar as hemorragias. — Meu pai tentou utilizar pequenos pulsos de eletricidade para estimular a atividade cerebral em seus experimentos iniciais. Os sinais elétricos eram amplificados.. tenho enxaquecas e é muito exaustivo mas não tenho ataques e não sofro hemorragias cerebrais. Seria incrivelmente estranho. esquadrinhando mais atentamente a tela. interesse. . Lily inseriu um disco no computador. — E as escutando. Lily parecia estar computando-os. a fúria formava redemoinhos em seu estômago. mas seria mais provável que produzisse enxaquecas. A idéia o adoecia.. — Demônios. A investigação era a vida de Whitney e tinha o dinheiro para ser indulgente com suas necessidades. Lily! Está dizendo que em alguma parte de nossos cérebros temos implantado tudo o que nos têm feito? Ninguém acessou isso — esfregou as têmporas latentes. depois mais dados. Observou as expressões que cruzavam seu rosto. ao menos isso é o que nos disseram que ocorreu. mas este equipamento só poderia ser encontrado nos melhores centros de investigação. o cérebro está sobrecarregado.um dos estranhos efeitos secundários que encontrou faz anos foram às hemorragias cerebrais e decidiu que não valia a pena os resultados.

a pessoa teria que saber o que estariam fazendo. Lily encolheu de ombros. e não pudessem ser utilizados para propósitos militares. — Demônios. Suspeitava que alguém manipulava indevidamente a você e aos seus homens. — Se alguém estava forjando acidentes ou tentando fazer que o experimento psíquico parecesse um fracasso. — Como alguém saberia que os eletrodos na cabeça causariam hemorragias cerebrais? Eu não sabia — Admitiu Ryland — Se Higgens estiver por trás disto. como teria sabido? — Thornton saberia — Ante seu cenho atônito. a informação poderia ser vendida facilmente a um país estrangeiro. o realçamento funcionava sem muitas complicações. papai declarou absolutamente que não se arriscaria a repetir os problemas associados com o primeiro experimento. Ryland amaldiçoou de novo em voz baixa. afastando-se e voltando de novo para ela. Certamente estão equipados para isso. mas que em realidade. — O que? Sabotagem? — Ryland passou uma mão pelo cabelo — Maldita seja. Ranier nunca devolveu a chamada. Se pudessem fazer que parecesse que todos estavam em perigo se saíssem ao exterior. Thornton e eu tivemos uma longa discussão sobre isso faz uns meses. de fato. poderiam ter feito algo a qualquer de vocês na unidade de cirurgia do Donovan. Ryland. isso poderia ter disparado o interesse se procuravam uma forma de sabotar o experimento. Teriam que encaixar no paciente um suporte para a cabeça que se prenderia ao crânio e a uma mesa. como nos estão afetando? — Haveria evidências. E se papai mencionou que pensaria e desprezou a idéia por ser muito perigosa. Olhe isto. existe a possibilidade que tenhamos eletrodos em nossos cérebros e não possamos senti-los? E se os temos. Papai enviou quatro cartas e . Lily. explicou — O presidente do Donovan. as fitas estão aqui em alguma parte. Ryland. — A maior parte das vezes este tipo de conspiração tem a ver com dinheiro.Lily sacudiu a cabeça. inclusive apesar de que agora seria capaz de mapear um branco com uma exatidão precisa — Olhou-o — O relatório da autópsia foi feito no Donovan e papai não acreditou. O paciente teria que estar acordado. Utiliza-se um computador para o mapeado exato. Além disso. há várias conversações com seu ajudante. Recordo-o porquê estava muito interessado no procedimento e sua utilização. Certamente a idéia tinha mérito e outros investigadores estavam muito interessados em ver para que mais podia utilizar o procedimento. É muito preciso. — É um procedimento complexo. assim teria sabido o que lhe estavam fazendo. aparentemente gravadas por parte de papai. Faz uns poucos anos os médicos começaram a investigar em um projeto utilizando uma profunda estimulação cerebral para a enfermidade de Parkinson. mas não estava seguro. Ou política. Soava tão fascinada que o incomodou. Ryland — Esquadrinhou a tela — Papai tentou repetidamente falar com o General Ranier.

mail e nenhum foi respondido — Tamborilou no computador — Tudo está aqui mesmo em seus diários. algo muito parecido a um marca-passo. depois o teriam submetido a uma alta freqüência magnética produzida por uma fonte externa. não estou segura de como ou se puderam fazê-lo em realidade. amaldiçoando em voz baixa. Ryland. Levá-la em seus braços à cama e envolver seu corpo ao redor do dela protetoramente. Vamos dar lhe uma olhada. É magnético. os eletrodos foram colocados sem seu conhecimento ou consentimento do que estavam lhe fazendo. Baixar as mãos por seus ombros em uma massagem consoladora. — Estou cansada — Admitiu — Só ficam umas poucas coisas que comprovar aqui e depois comprovarei ao Jeff uma vez mais. e. . os círculos escuros sob seus olhos eram mais pronunciados que nunca. Estou falando hipoteticamente. Lily. Ela comprovou o terceiro disco rapidamente. Se Jeff estiver a salvo por agora. O General Ranier é um amigo da família. Ryland caminhou. assim. Ele agarrou sua mão. é obvio — Lily desligou o computador — Vamos. se foi o que ocorreu ao Jeff. deveríamos dormir um pouco. Não tinha nem idéia de que papai tinha tentado contatar com ele tão freqüentemente. Deveria ir à cama. Nenhum de vocês tem uma bateria. levaria uma pequena bateria.vários e. A menor descarga produziria resultados. — E um comprido dia — Concordou. Foi uma longa noite. — Precisa deitar um momento. detendo-se duas vezes silenciosamente absorta em mais material técnico. Lily cambaleava de cansaço. — Por quê? De que serviria lhe fazer isso? — Para matá-lo. — Se fosse um experimento legítimo. — Como fariam passar a eletricidade? — Perguntou Ryland com curiosidade. Queria embalá-la entre seus braços e apertá-la. Ligá-lo-ia você mesmo.

Vazia e caprichosa. Sentia-se ofegante. Obviamente tinha dormido até bem entrada a noite. Havia trabalhado durante a maior parte da manhã e da tarde. Mesclar-se com ele muito mais. mas não tinha nem idéia de como comportar-se com um homem de carne e osso que esperava uma sereia. Rindo ante sua necessidade. Sonhava com seu corpo. esperando ler mais em seus diários. Não ia sair à procura de Ryland. Era bastante fácil ser completamente desinibida em um sonho. Por que tinha compartilhado esse sonho com ele? Ruborizou-se de vívido vermelho. mantê-lo perto. Ryland estava na mesma habitação com ela. Pensar nele interferia em sua habilidade para concentrar-se em ajudá-lo. desejava-o. seus olhos se esforçaram por perfurar a escuridão nos cantos de seu dormitório. A voz era clara e forte. tinha voltado para laboratório secreto de seu pai. Da sensação de sua pele.Capítulo 10 Necessito-te. gemeu. com o coração palpitando de medo. Nunca estaria à altura do sonho erótico que tinham compartilhado. Rodou e esquadrinhou sob a cama. disse a si mesma firmemente. Lily se recostou contra o travesseiro. Depois de deixá-lo com Jeff Hollister. Transbordava de fome. O som de sua voz ajudou a afogar a desilusão que se apossava de seu corpo. ou possivelmente de antecipação. A melhor forma de ajudar Ryland Miller e aos outros era averiguar tudo o que pudesse sobre como seu pai tinha conseguido abrir seus cérebros às ondas de energia. A tentação de sua boca. por dentro e por fora. mas Ryland tinha sido inflexível sobre trazer ajuda médica. saboreando-a. Lily temia fazer algo que pudesse machucar Hollister. Ao Ryland Miller. Era muito mais importante encontrar respostas. Lily despertou com um sobressalto. Desta vez não era um sonho. Seu corpo. Tinha proporcionado um refúgio seguro e abundante comida. Despertou ardendo e sozinha. . olhando para o teto. Lily passou uma mão por seu espesso cabelo alvoroçando-o ao redor de seu rosto. A prata afiada de seus olhos. suas mãos e sua boca tocando-a. poderia pôr tudo em perigo. e escondeu o rosto entre as mãos. caindo na cama pouco antes das cinco.

obrigando sua mente a considerar outras coisas além de homens toscos e ardentes. Seria melhor que não estivesse em sua habitação. aproveitou a oportunidade para dar a si mesma um severo sermão. Encurvada. Seus pensamentos. Deixa de pensar nele! — Lily tentou ser firme consigo mesma. te concentre. duro e ardente. O Coronel Higgens eventualmente suspeitará de ti.era possível que o desejasse tanto que estivesse imaginando coisas. A voz de Ryland ronronou. Era mais que patético. A voz deslizou em sua mente. Estava muito pálida. Atribuí a você uma área de segurança e minhas habitações privadas não estão incluídas nela — Fez a pergunta em voz alta. um impulso patético do qual estava ligeiramente envergonhada. Tinha-a roubado.. Fechou os olhos. Seu corpo. envolvendo-a com sua presença como um abraço. Umas mãos subiram por suas coxas. Utilizando o espelho para procurar pela habitação cuidadosamente. — Está aqui na habitação comigo? Porque será melhor que não o esteja. Ele a tinha deixado no laboratório junto com o resto de sua roupa. Ronroneios que atravessavam seu corpo. Cedo ou tarde encontrará uma forma de penetrar a segurança. A imaginação já a tinha metido em problemas uma vez. não ia permitir que voltasse a ocorrer. quer ser amada por quem é. não porque tenhamos uma química explosiva — Seus olhos eram muito grandes para seu rosto. Era muito íntimo um intercâmbio com ele em sua mente. pressionado contra . Real. arrastava-se por seu corpo inteiro. Os olhos de Lily se abriram de repente para cravar os olhos na cara dele sobre a própria. queria que ele respondesse em voz alta. pronta para enviar à lavanderia. fazendo-a arder. Lily se esticou.ou nele. O coração palpitava com uma mescla de medo e excitação. Lily. Vestia somente uma camisa larga. Lily.. mas se sentia eternamente agradecida de ter feito. Suspirou. deslizando-se sobre a curva de seus quadris. seus dedos se fecharam na borda do lavabo. Pelo amor de Deus. Queria vê-lo. Eu gosto de suas fantasia. Não podia estar em sua habitação. — De acordo. A camisa de Ryland. A conexão era muito forte entre eles. Ryland se apertava contra ela. Deslizou-se sobre seu corpo como um toque físico. Tomando seu tempo para lavar o rosto. — Não quer que se afaste. Homem. Ainda retinha seu aroma. É imperativo encontrar respostas. esquadrinhou seu rosto no espelho. Lily. emoldurando seu torso. Não confiava nisso. era realmente tortuoso. afastando a um lado as largas abas da camisa.. A cor não estava sé em seu rosto. Jogou para trás as mantas e percorreu descalça a habitação até o banho azulejado.— Pensa em outra coisa. Por que não tinha nascido magra como uma modelo e bonita? Com um bronzeado perpétuo? A química explosiva funciona. e outra o enfrentar a sós e vulnerável na privacidade de suas habitações. Como um grande gato satisfeito. é uma mulher adulta. Não podia acreditar que se viu reduzida a roubar uma camisa. Arly só acredita que faz milagres. Suas fantasias. mas temia estar a sós com ele. e movendo-se mais acima para embalar o peso de seus peitos com palmas ásperas. E levava sua camisa. Uma coisa era sonhar com ele..

Havia linhas esculpidas na cara dele que não estavam ali antes. Uma mão estava deslizando ligeiramente sobre seu estômago. Já não era Lily a não ser uma parte de Ryland. Sei o que necessita agora mesmo. Os dentes de Ryland rasparam gentilmente seu pescoço. mas ele a atraiu mais perto. Deveria ter gritado um protesto. eram possessivas. suas mãos tenras enquanto acariciava o cabelo sedoso — Sei que está confusa. A surpresa. que era uma reação química. Podia ver sua fome. posso funcionar. Pura e dura. Não te faça mal assim — À contra gosto suas mãos abandonaram o refúgio do corpo dela. — Agora mesmo não está se controlando — Não estava completamente segura de querer que se controlasse. Como se não houvesse Lily sem ele. evidência da urgente demanda de seu corpo. Podia sentir o vulto duro pressionando contra ela. Mas ela não era o que ele pensava. os dedos se moviam em uma carícia. O corpo dele era protetor. Ryland — Desejavao mais que à própria vida. algo para afastá-lo. O descanso virá logo. Suas mãos. Eu também necessito. O desejo era um calor ardente que subia em espiral por seu corpo. Como se seu lugar fosse com ele. uma massagem impossível de ignorar. Lily tomou fôlego para dizer que estava equivocado. enviando um fogo que percorreu sua pele. Posso controlar o que me está ocorrendo. Ryland observou o rosto dela no espelho. Não posso explicá-lo de outro modo. Os olhos de ambos se encontraram no espelho. Sei o que deseja. seus braços a envolveram. — É um inferno estar sem você. Sua respiração presa na garganta. encaixando seu corpo comodamente contra o seu. — Está louco? Como me encontrou? Não deveria estar aqui. Lily ofegou. Sei que não acredita que o que há entre nós.suas costas. Sentia-se como se lhe pertencesse. seus polegares acariciando os mamilos até convertê-los em tensos pináculos. em vez disso ficou muito quieta absorvendo a sensação das mãos dele sobre seu corpo. O prazer. a conheço. O medo florescente. — Não faça isso. — Não se preocupe. inclusive se em sua mente zombava de si mesma por sua falta de experiência real. Lily. Não pôde evita o estremecimento de excitação que a percorreu. Havia sombras e certo fio no corte sensual de sua boca. Lentamente inclinou a cabeça para deslizar os lábios pelo pescoço. que não se amavam. Algo que façamos estará perfeitamente bem entre nós. Girou para o amparo de seu peito. — Acreditava que algo poderia me manter longe de você? — As mãos eram possessivas ao redor de seus peitos — Não tenha medo. cada terminação nervosa saltava à vida. Lily. seus dedos se esticaram na borda do lavabo. . Imediatamente a mão dele deixou de se mover. Lily. Contigo. Fechou os olhos contra a sensação e inesperadas lágrimas arderam atrás de suas pálpebras. Nunca poderia igualar a fantasia erótica que tinham tecido juntos. sob o fino tecido da camisa.

— Lily. — Acredito que temos que ter um pequeno bate-papo. inalou sua fragrância. deslizando-se sobre as coxas nuas dela. Sempre tinha sabido que sua pele seria assim. carícias gentis para sentir a pétala suave de sua pele. esmagando as espessas mechas em seu punho. Ruborizou de novo de vívido vermelho. Tudo. O coração saltou grosseiramente. me olhe. Adoro o som de sua voz. — Você está esperando que seja como.. Ryland acariciou seu cabelo. Sua camisa. seu corpo bloqueava a soleira da porta. Seu corpo se derretia e não podia pensar com clareza. seu sorriso. Não estava segura de poder voltar a olhá-lo alguma vez. Penso em você todo o tempo. Ryland era um homem grande. Inclinou a cabeça. Ele estendeu a mão. o que sente. Lily. céu. de seu corpo sólido. ou que essa emoção forme parte de tudo isto. mas estavam entre os pequenos limites do banheiro e suas costas tropeçavam contra o lavabo. Lily pensou em pôr distância entre eles. Isto era quão último esperava. Era formosa e perfeita e sua boca era um pecado total. Enfrentou-o. Não é somente sexo. Inalou seu aroma. Lily. — Não acredito que um pequeno bate-papo vá ajudar. E não quero falar disto — Era muito humilhante. e puxando-a até que relutantemente o seguiu ao dormitório escurecido. ondulando a mão. sacudindo a cabeça. Cada vez que estava perto dele não podia lhe negar nada. seus ombros largos enchiam a habitação. Era tão ridículo como inútil que pudesse fazê-la sentir assim só com o tom aveludado de sua voz. — Não deveria estar aqui. Não podia o olhar. — Não é isso — Lily girou a cabeça para descansá-la no lugar preciso em que o coração dele pulsava tão firmemente. Lily. seus olhos azuis estavam tristes. — Franziu o cenho. Não posso ser essa mulher de nosso sonho. — Não quero te decepcionar. Era impossível . puxando pela mão até que caiu contra ele.. onde foi muito consciente de não ter posto nada sob a camisa. esperando que a escuridão cobrisse o que resultava uma sombra espantosa. Ryland. como é. — Para mim seria impossível ficar decepcionado contigo. mas está equivocada. Já estava se comportando como uma completa estúpida por sua própria conta. Estava voltando a ocorrer tudo de novo. Ryland ficou muito quieto. Ela se afastou de seu calor. Nunca estive realmente com um homem. Ele se sentou comodamente. Sacudiu a cabeça sem palavras. — Quero ler os livros que esteve lendo — Suas mãos pareciam ter mente própria. Lily era o epítome da confiança. Isso foi tudo imaginação e leitura. Agradava-o que levasse sua camisa. entrelaçando seus dedos com os dela. Colocou-a em seu regaço. Permitiu que a empurrasse para a grande poltrona junto ao abajur.seja real. Sua Lily. procurando uma palavra — Ela — Sua ardente mulherzinha da fantasia que pode fazer qualquer coisa.

E o que seria pior? Tê-lo e vê-lo partir afastando-se dela? Ou não tê-lo alguma vez e sentir-se vazia o resto de sua vida? Ao menos teria a lembrança de uma experiência real em vez de um sonho. — Acredita que está fazendo isto muito mais fácil para qualquer dos dois? — Lily saltou como se seu toque a tivesse queimado. massageando e acariciando até que Lily pensou que poderia voltar-se louca. Para mim nunca será suficiente. Lily sacudiu a cabeça e retrocedeu para longe dele. Primário. Desejo. Perigoso. Ele se levantou em um movimento fluído. Odiava-se a si mesma por ser tão covarde.Se te deixar... Quero minhas mãos tocando realmente sua pele. Dele! — Depois.manter as mãos longe dela. Os dedos que tão amplamente se envolviam ao redor de seu pulso como um bracelete de repente se fechou. Ele não se sobressaltou ante o conhecimento nos olhos dela.. Nesse momento Lily foi consciente de seu corpo nu movendo-se intranqüilo sob a camisa. Seu fôlego chegava em ásperos ofegos. — Sabemos que me deixará cedo ou tarde. espreitando-a diretamente até o outro lado da habitação. Lily — Sua voz abriu caminho até sua corrente sangüínea. palpitando em busca de alívio. As pernas dele se estiraram confortavelmente e a observou. — Lily? — Sua voz era suave veludo como a noite mesma. mas não sabia se para que acreditasse. Só importará que queiramos nos agradar um ao outro. seu olhar se movia lentamente. Quero estar profundamente dentro de seu corpo. não importava. confusa e ligeiramente desorientada — E o que acredita que vai passar se nós. Desejava-o. — Espero que não. E outra vez. puxando-a bruscamente — Lily o que estou sentindo agora mesmo? Obrigou a encontrar seu olhar. Seriam espetaculares juntos e depois ele se afastaria e a abandonaria. Seus peitos estavam doloridos e sentia o corpo pesado. E outra vez. Será muito mais duro quando se for. Permitiu a si mesma absorver suas cruas emoções. deslizando para cima para embalar seu traseiro nu. daqui para lá. Suas mãos seguiram o caminho das coxas. — Ryland. Já estava profundamente em seu interior.. Embora fechasse os olhos para bloquear a visão dele. Devorando cada centímetro dela. Estava queimando-a. desfrutar um do outro. Quero que seja real. ou para que a persuadisse. Lily retrocedeu apressadamente para evitá-lo. Não vai importar que não tenha experiência. Era afiado. — Como pode acreditar que há separação entre seu corpo e sua mente e seu .. Caminhou pelo chão de madeira. criando um rio fundido. Lily. não será igual ao sonho — sentia-se como se estivesse suplicando.. A força do desejo por seu corpo a surpreendeu. devorando seu corpo. Nesse momento ficou muito quieta. — Não pode ser muito mais duro do que é. Estendeu a mão com incrível velocidade e segurou seu pulso com os dedos. espero que tudo volte a começar outra vez. seu estômago se sobressaltou.? — Olhou-o por debaixo de suas longas pestanas — Depois.

um desejo . ardente e imediatamente fora de controle. Ardo por você. seu corpo pulsava. de cores e sensações. Lily. Uma tentação. Não posso pensar quando te desejo. A boca dele se endureceu. Roçando. Desejo-te. Suave veludo. cansada de lutar contra a atração entre eles. desejoso. Tire-me de minha miséria. A sensação resultou surpreendente sendo ele tão tenro. pequenos mordiscos. Sentia o sangue espesso e quente de desejo. tão controlado. — Estou perdendo a prudência. um som de pura necessidade. — Esqueceu de respirar — O fôlego dele era quente sobre sua pele. corria velozmente. complacentes e acolhedores. A outra riscou a linha de suas costas. Lily. pressionando-a contra a grossa evidência de sua excitação. Doíam-lhe os peitos. Sua boca se moveu baixo da dele. Como podia explicar como era para ele? Dia e noite pensando nela. É isso tão aterrador? Tem tanto medo de mim? De estar comigo? Havia uma nota ferida em sua voz? Soava sempre tão mandão. Ryland se inclinou mais perto. Lentamente centímetro a centímetro. Tudo enquanto a mantinha cativa pelo poder de seus brilhantes olhos. Cada centímetro quadrado de ti. Lily se sentia fraca de desejo. Uma chama saltou em seu sangue. Línguas de fogo correndo por sua pele. seus lábios esfregando-se sobre os dela. O calor se enroscou em seu estômago. brincando com os cantos de sua boca. uma droga em seu sangue. "Desejar" era uma palavra tão insípida. sonhando com ela. Eram lábios suaves. Gentilmente. esfregandoa até que a fricção foi quase demais para suportá-lo. compelindo-a que a abrisse para ele. carinho. baixando lentamente a cabeça até ela. As mãos dele embalavam o traseiro. mas havia uma curiosa vulnerabilidade nele quando estava com ela. acumulando-se em uma dor doce.coração? Necessito-te. Continuou o olhando. Ryland gemeu. Seu pulso. uma gentil persistência completamente em contradição com o tremor de intenso desejo que circulava sob a superfície de seu corpo. incapaz de romper o contato com seu olhar hipnotizador. dia e noite — As palavras foram sussurradas contra sua boca aberta — Não é cômodo ou agradável. Suas mãos foram gentis. seu escuro feiticeiro reclamando seus direitos. dói como o demônio. Cada terminação nervosa voltando para a vida. voltando-se ardente e perigosa. Uma incitação. Lily. A tentação do calor e o fogo lhe roubavam o bom sentido. até que jogou os braços ao redor do pescoço e seu corpo se amoldou ao dele. levantando-a. Tocando apenas. Nesse momento se viu lançada a outro mundo. a curva de seus quadris para descansar sobre seu traseiro. Ajude-me. Sua língua riscou a linha dos lábios. enquanto uma delas se fechava ao redor da nuca para mantê-la imóvel. persuadindo sua resposta em vez de exigindo-a. respirando por ela. seus lábios suaves. Seus lábios se moveram contra os dela. sob a gema do polegar dele. Sentia o corpo desejoso. tenras inclusive. sobre sua boca. Ryland se moveu então. selvagem. um de puro sentimento. compartilhando o mesmo ar de seus pulmões. Com o puro desejo que via ali.

Suas palmas viajaram sobre a pele lentamente dos ombros. Haveria tempo suficiente para desejos selvagens. O fôlego alcançou primeiro sua pele. Ryland gemeu brandamente.aqui mesmo. Lily saltou sob a boca inquisidora. Seus dedos tremiam enquanto acariciavam seus peitos.que não podia ser satisfeito. devorando-a. — É assombroso quão suave é sua pele. abaixo em sua garganta. tudo o que importava era agradar à Lily. sem palavras. seus olhos ardiam. As palavras palpitavam como uma litania em sua cabeça. Não havia palavras suficientemente adequadas. sua língua dançou sobre o mamilo endurecido quando sugou. incitando-a deliberada e maliciosamente. necessitando mais. enrolando-a meigamente para que se perdesse no inferno construído entre eles. Lily — Levantou-a facilmente. agora mesmo. em algum lugar entre um grunhido e um ronrono. decididas. Úmido. Quente. Seu corpo estava sempre ardente e implacavelmente duro. possessivas inclusive enquanto vagavam sobre seu corpo. Os lábios foram suaves. enquanto sua língua lutava com a dele. dando seu consentimento com as mãos.. Suas mãos sobre o traseiro nu embalando seus músculos firmes começaram uma lenta e íntima massagem. te olhar — Sua voz. — Tire a roupa. sobre a plenitude de seus peitos. no momento tão sensível que inclusive o roçar de seu cabelo era erótico contra sua pele. arqueou-se para ele. Lily pôde sentir a frescura dos lençóis quando a pressionou contra o colchão. Ele inclinou a cabeça lentamente até seus peitos. atirando-a descuidadamente ao chão. Deixou que seu corpo respondesse por ela. . Sempre mais. Suas mãos eram fortes. Devagar. a permanecer controlado. um úmido apertão. Lily não podia respirar sem o desejar. para descrever as noites de lençóis empapados de suor com os jeans estirados tão endemoniadamente apertados sobre seu corpo duro que pensava que nunca seria capaz de dar outro passo sem dor. Fechou a boca ao redor do suave montículo. o vaio de sua respiração. Não queria que tivesse medo ou ficasse nervosa. deslizando-se possessivamente sobre o corpo masculino. Seu toque era surpreendentemente gentil. Ryland estava decidido a ir devagar.. Quão último queria era assustá-la. Sua cara estava esculpida por profundas emoções. — Estou sonhando neste momento. Devagar. Lily estava tremendo sob suas mãos. Arrancou a camisa. Ouviu seu ofego. o som rouco em sua garganta. Adorando-a. casualmente. ao longo de seu estreito torso até sua estreita cintura e o espaço plano de seu estômago. Ryland — Suplicou — Quero te tocar. Sua boca se apressava para a dela. o suficientemente intensas. completamente contrário a terrível fome que ardia em seus olhos. sua boca vagando pelo rosto e garganta dela enquanto a levava a cama — São tantas às vezes que sonhei com isto. querendo seu toque. reter seu terrível desejo por Lily sob algum tipo de rédea. Lily gritou. nem sequer por um momento.

precisando sentir cada músculo. A forma em que a tocava. — Estou tentando ser gentil. Suas mãos se moveram sobre ele. deitada na escuridão. Não com seu corpo nem com sua mente. Respeitando seu plano. Ansiosamente. não uma boneca de porcelana. — me olhe. Não aceitaria nada menos. Deveria ter tido medo de seu desejo. A curva do quadril. Ryland. Profundamente dentro dela bulia um vulcão. desejando averiguar como agrada-lo. Desenfreadamente. Nada do que tinha lido ou visto a tinha preparado para o que estava sentindo. mas dentro de seu corpo. mas em vez disso celebrava a forma em que ele a olhava. Sentia-se dolorida e pesada além da razão. o estômago plano. espesso e preparado para a erupção. uma obsessão. Suas mãos já estavam tirando a roupa. justo como ele precisava explorar seu corpo. eletricidade e fogo. Soube no momento que pousou os olhos nele que o desejava e imediatamente tinha começado a educar-se a si mesma. Riscou as costelas. .faminta de desejo. ardente. utilizando uma lenta tortura para excitá-la até um ponto aterrador. um desejo. seu corpo tinha estado em contínuo estado de excitação durante tanto tempo. sua boca ardente e úmida. faminta por ele. pequena — Disse ele brandamente. estudou seus olhos nublados. O coração pulsava como um trovão. cada oco. Tinha pensado que seria embaraçoso e daria medo estar nua diante dele. havia lava fundida. Sei exatamente o que desejo. brincou com sua língua. — Sou uma mulher. estava em seu coração e sua alma. Sugou seus exuberantes peitos. a sacudindo. embora seja um pouco. por favor — O corpo de Lily estava tão sensível que temia tornar a chorar de desejo por ele. Suas bocas se fundiram. encontrou seus próprios desejos secretos. que temia que nada que pudesse dizer descreveria o que sentia por ela. nas esquinas sombrias de sua alma. Cada músculo de seu corpo estava fraco de desejo por ele. dirigindo o olhar dela para a pesada ereção — Sou um homem grande e me amaldiçoarei se te faço mal. lançandoa a um lado. A forma em que seu olhar ardia sobre ela tão possessivamente. Não havia palavras. estendeu-se para ele. carinho — Tentou explicar. cada célula ardendo em busca de seu toque. sua suave boca avermelhada pelos beijos devoradores. seus dentes rasparam gentilmente. Ela era uma febre em seu sangue. Deixava-a sem fôlego. aprendendo tanto como podia sobre apetites sexuais. Desejava cada um dos segredos de Lily. — Ryland. mas as palavras ficaram apanhadas em seu coração. formando redemoinhos na superfície para igualar cada uma das demandas dele. da intensidade de sua terrível fome. Tinha fantasiado com este momento tão freqüentemente. Como podia dizer isso? — Juro que não te farei mal — Dizia a sério. Lily o olhou. Com os dedos acariciou o calor úmido dela e quase a levantou do colchão. Ryland elevou a cabeça. hipnotizada pela escura paixão esculpida profundamente em seu rosto. Não havia gelo correndo por suas veias.

E desejava cada momento com ele. enchendo-a com tal plenitude que ardeu e pulsou. carinho. — Isto não deveria doer. medindo seu caminho. a fricção elétrica. mas não pôde evitar empurrar contra sua mão. quase inexistente barreira. o prazer era tão intenso que beirava a dor. surpreendente em sua intensidade. Estimulou-a a mover-se com ele. disposta a fazer o que lhe vinha naturalmente. farei que o desfrute — Sussurrou. Confiava nele inexplicavelmente. Confia em mim. O orgasmo dela o banhou em calor ardente. verdade. pressionando a cabeça contra a úmida entrada. abandonada. Pronunciadas na noite — Ensina-me como te agradar. obrigando seus músculos apertados a permitir sua entrada. Também queria tudo dele. Nenhum deles esperava a reação. lentamente. estudando sua expressão atentamente em busca de sinais de desconforto enquanto empurrava profundamente em seu corpo. brincando e voltando-a louca de forma que não podia ficar quieta. Ele empurrou mais profundamente. — Quero ser sua fantasia erótica — As palavras chegaram de nenhuma parte. Lily era apaixonada. Lily lutava por respirar. . retirouse. Lily levantou o olhar até a cara dele e sua beleza masculina a deixou sem fôlego. Nosso lugar onde estaremos juntos — Ryland tomou sua ereção com a mão. de que seria ele quem lhe ensinaria. Ryland a animou a empurrar contra sua mão enquanto lentamente colocava o dedo no interior do apertado canal. Estava ardente e escorregadia mas muito apertada para tomar sua grossa ereção. arrancando seu coração do corpo. desejando que fosse bom. propagandose como uma gigantesca onda. acariciando. A honestidade de sua voz o sacudiu. ondas de feitiço a atravessaram. Estava fazendo coisas profundamente dentro dela. Apertou as mãos sobre os quadris enquanto começava um ritmo lento e firme. detendo-se ante a fina. Lily. internando lentamente dois. depois aprofundando com um empurrão mais duro. Não queria que Ryland se detivesse nunca. abrindo caminho através de suas ardentes dobras. fazendo que se deslizasse outro par de polegadas para dentro. lhe apartando as coxas. lutava por manter o controle onde não havia nada. lançando-a inesperadamente pela borda. era inclusive mais excitante. empurrou profundamente outra vez lentamente. Era muito mais grosso do que Lily tinha esperado e estirou seu corpo. procurando alívio desesperadamente. colocando seu peso ali — nos olhe. Seu corpo se esticou e sugou o dele. — Vou te estirar um pouco mais. Lily? — Retirou um dedo. Era óbvio que não tinha estado com ninguém mais e a idéia de ser o único para ela. só relaxe. Ryland. tão apertado que ele chiou os dentes. carinho. Desejando que fosse perfeito para ela.— Está-me torturando — Disse ela. Seus quadris empurravam contra as mãos desenfreadas. A sensação era tão prazerosa que resultava alarmante. Gritou quando entrou mais profundamente.

— Tudo. Se queria saber algo por que não me perguntou simplesmente? Seus dedos encontraram a seda do cabelo dele. Ryland começou a mover-se de novo. Lily gritou de novo. Teremos tudo. profundos e perfeitos. mas não tinha compreendido o que havia entre eles. Agarrou seus quadris entre as mãos. sabia que era mais que seu corpo e sua mente. Lily ofegou quando o calor a engoliu. apertando-a firmemente. — Sempre é assim? Li todos esses manuais. Seu tom era . compridos e lentos empurrões. Quero conhecer seu corpo melhor que você. sorrindo para ela na escuridão — Essa é você. Você conseguindo toda a diversão e para mim resultando decepcionante. Lily — Prometeu — Isto é somente o princípio — permitiu a si mesmo deixar-se levar. apertando-a entre seus braços. a alegria se estendia através dele. que isto era para sempre. Um presente inapreciável. Ryland paralisou junto a ela. nunca tinha experimentado nada nem remotamente parecido. o sacudindo. mais rápido. desejando que tomasse tudo. as ondas de choque ondulavam profundamente dentro dela. — Seriamente? — Ele estava sorrindo. redobrando seu prazer. Sabia que a desejava. Não é fácil falar com alguém com experiência sobre assuntos íntimos. — Poderia ter sido embaraçoso. — Sua voz ficou aguda quando a língua dele formou redemoinhos. foi explosivo. seus quadris empurraram profundamente dentro do estreito canal uma e outra vez. inclinando seu corpo enquanto aprofundava ainda mais.. sabendo que cada vez que sugava com força ou lambia com a língua. um tesouro além de seus sonhos. E que lhe havia devolvido. já a conhecia. Quando chegou o orgasmo. seguindo sua liderança. — Acreditava que fosse doloroso para as mulheres na primeira vez — Disse ela — Esperava que fosse muito diferente. A cabeça rugia e seu corpo se esticava e ardia. Tudo nela o fazia sorrir.. O corpo dela respondia tanto ao dele. mas. o prazer derramava através dela. Essa era a Lily que conhecia. Lily fechou os olhos. — Só estamos começando. quando ele trocou a velocidade. atravessando seu corpo com uma força que retorceu seu estômago. Estava arraigada em sua alma. conduzindo mais duro. os levando mais alto do que acreditava possível. mas não queria que o êxtase terminasse nunca. lendo um livro para experimentar a vida. em sua garganta. carinho. quando a encheu completamente. quase fazendo voar a tampa dos miolos. analisando seus dados — Suponho que estava pensando em algum outro homem te fazendo amor — Deliberadamente atraiu o peito dela ao calor de sua boca. Estava tão firmemente enfronhada dentro dele. baixo. Mais que seu coração. penteando-o e apertando-o. Ficou sobressaltado pela intensidade do prazer que tinha proporcionado. Estava franzindo o cenho. seu corpo ainda profundamente no dela. enterrando sua cara contra a suavidade dos peitos. Lily. — Manuais? — Ryland elevou a cabeça. Quero que cada centímetro quadrado de você me pertença.

o maravilhosamente bem que cheirava. Não fiz exatamente segredo do fato de que te desejava. A parte visual era assombrosa. — Onde conseguiu exatamente esses livros? — Na internet. — Não estou segura que tenha algum filme. Há informação muito explícita e gente disposta a responder a todas suas perguntas. A forma em que um cacho revoltoso caía pela frente sem importar o muito que o penteasse para trás. Milagres. A textura de sua pele. sim. Bastante atrevidamente para uma mulher sem experiência. cada oco. muito melhor que o manual sem vida. provavelmente colocou algum tipo de dispositivo de segurança para me manter longe deles.. Ryland a beijou porque não podia evitar saboreá-la. Banhava-o em calor líquido e enviava prazer através de seu corpo — Notei imediatamente. Mas em realidade. — Sempre falamos de tudo. endurecendo-se quando deveria ser impossível. Suas mãos se moveram sobre o corpo. seus músculos contraindo-se ao redor dele e seu fôlego abandonando os . carinho. Ela riu maliciosamente. Ela esfregou o rosto contra sua garganta. unido a ela em um mundo particular de calor e paixão. Estava preocupado que me dissesse que realmente tinha assistido aos filmes do Arly.— Deixou um rastro de beijos ao longo de sua garganta.. Ryland esclareceu garganta. Não pôde evitar passar as mãos sobre suas costas para sentir os músculos definidos ali — Estava acostumada me perguntar a respeito dos milagres. O que poderia considerar um autêntico milagre. — Tem uma veia maliciosa — Ryland se inclinou e mordiscou seu seio tentador — Cheira tão endemoniadamente bem. esse tipo de coisas! É uma adivinhação interessante que tanta gente no mundo tenha uma forma de culto e crença. — Aposto que sim! Creio que gostaria de ver esses seus livros. — Bom. Podia me haver dito que não tinha experiência. sacudido pela emoção nua na voz dela.tão científico. — Milagres? — Ele repetiu a palavra. Era entristecedor o muito que amava nele. — Gostava de nossos sonhos. sobre sua mandíbula para brincar com os cantos de sua boca. Simplesmente uni-los e desejar permanecer desse modo. Descobriu que só respirar sobre o tenso mamilo causava uma contração em resposta no seu centro mais profundo. A forma em que amava a sua mãe. Podia sentir cada ondear de seus músculos. Ele gemeu em voz alta. Não estava realmente segura de que fosse fisicamente possível fazer as coisas que falavam os livros. O punha do avesso com esse tom de voz. mas podia sentir como seu corpo tremia. memorizando cada linha. mas o corpo de Ryland reagiu. os pequenos tremores ainda a estremeciam. mas se os tiver. Poderia ter baixado o tom de nossos sonhos eróticos. — Adoro seu tato — E a forma em que cuidava de seus homens. A forma que ela reagia. Lily — Seu corpo ainda estava unido ao dela.

O corpo exuberante de Lily era o paraíso. sem desejar romper o contato. enquanto se deslizava ao longo dele. Lily jogou a cabeça para trás. esticando os músculos enquanto se levantava. Lily fechou os olhos e se permitiu o puro prazer de experimentar. Nesse momento agarrou seus quadris com as mãos. montando-o escarranchado. se tiver qualquer pergunta sobre sexo. crescendo. deslizando sobre ele. O corpo de Lily estava ruborizado pela febre da paixão. passando os dedos por seus músculos. — Lily. Lily ofegou quando se encontrou a si mesma sentada. movendo-se mais rápido e mais forte até que teve que abrir os olhos e ver a paixão nua na cara dele. Montou-o com força. eletrificava-a. cada gesto. lhe levando com ela ao limite. Seus peitos se moviam sugestivamente com cada empurrão de seus quadris. A sombra escura de sua mandíbula. um ofego de maravilha. Adorava seus traços rudes e curtidos. A forma que seu olhar era tão ardente. enquanto seu corpo ondulava com força e vida ao redor dele. o som de sua voz. de respeito. Tirava-lhe o fôlego e fazia que seu corpo derretesse. tão intenso. Veludo suave. trazendo seu corpo à vida. seu corpo profundamente dentro dela. desejando permanecer enterrado na estreiteza de seu corpo ardente e escorregadio. Inclusive a forma que se movia e podia parecer tão arrogante com sua boca tentadora e seus frios olhos azuis. seus dedos roçavam e acariciavam. Era uma sensação assombrosa permitir-se simplesmente desfrutar de cada sensação. O cabelo caía ao redor em uma nuvem alvoroçada. Elevou a cabeça para olhá-la. engrossando. Moveu-se devagar em princípio. Desfrutou de ver como ele a observava. Seus olhos se nublaram. incrivelmente desinibida. . respondendo a seus movimentos. Sentiu-o profundamente dentro dela. segurando-a um momento enquanto retomava o passo. sua respiração se tornou aguda. a tinha encontrado. Em meio de um inferno que ele tinha ajudado a criar. apertando os músculos. Seu sorriso. calor feroz. gritando seu nome. Ryland não podia separar o olhar dela. de agora em diante. guiando seus movimentos para que seu corpo encaixasse com o dele. Era impossível sentir-se envergonhada quando ele obviamente desfrutava da visão e da sensação de seu corpo. empurrando dentro dela.pulmões em um ofego de prazer. Experimentou. me pergunte — Agarrou-a pela cintura enquanto rodava sobre as costas. julgando a reação dele. arqueando as costas para proporcionar uma boa vista de seus peitos balançando-se tentadoramente. arranhando o estômago plano com as unhas e brincando com os escuros cachos de cabelo. mostrando quanto desfrutava do corpo dele com cada toque. Ela era seu milagre. Moveu os quadris. O brilho de seus olhos chapeados. Começou um lento rodeio. Depois se voltou mais atrevida. as mechas sedosas brincavam com a pele sensível. Um suave som escapou de sua garganta. tocava-a. uma chama líquida envolta apertada a seu redor. Suas mãos subiram para embalar os generosos peitos. se acostumando a tomar a liderança.

unido a ela. . levou aos lábios. Dorme. Lily. e utilizou a língua desavergonhadamente em um emparelhamento simulado. Ele pegou a colcha no chão onde tinha caído e os cobriu antes de envolvê-la firmemente em seus braços. Há várias formas de fazer amor e desfrutarmos um do outro. Desejou permanecer dentro dela. e utilizou a língua para lamber sensualmente ao redor de seu dedo antes de arrastá-lo até a úmida pulsação de sua boca. é muito tarde — Sua voz era ofegante desejando o que pudessem compartilhar juntos. Ryland. — Que tipo de planos? Tomou a mão. E estava realmente assombrado de quão abandonado se sentiu quando ela se deslizou fora dele e deitou a seu lado. carinho precisa descansar.Ryland se assombrou de quão masculino esta ação tão simples o fazia sentir. mas estava exausta e sabia. Lily ruborizou de vívido vermelho. Lily. — Meu cérebro já se fundiu. Os olhos de Lily se abriram ante a forma em que seu corpo reagiu quando sugou seu dedo. uma temerária promessa de prazer. Tenho planos. mas seu corpo ardeu quente e selvagem. — Temos tempo. compartilhando a mesma pele. — OH! Só acabamos de começar. não vou a nenhuma parte. enchendo-a. Olhou-o suspeitamente.

tão ardente que não havia necessidade de mantas. — Sua coragem. Não sou assim. Alguém pode morrer por fazer o amor muitas vezes? Os dentes mordiscavam sua nuca. mas escapou.Capítulo 11 Lily sentia os braços de Ryland a seu redor. suas mãos embalando os peitos possessivamente. Não posso manter minhas mãos longe de você. embora duvide. firmemente pressionado contra ela. Realmente não posso. — Eu também. Lily. Ryland estava enroscado ao redor de seu corpo. Lily girou entre seus braços. Seu olhar azul vagou por sua cara até que a sentiu mover-se à direita de seu corpo. seus peitos suaves roçaram intimamente. e simplesmente nunca pensei no sexo como agora. Outra vez não. Conheço-me muito bem. sua lealdade — Respondeu imediatamente — Crê que não posso ver essas coisas em você? Estou treinado para ler às pessoas. Ryland. — Se afaste! — Sua voz gemeu a ordem — Não posso me mover. Lily? — Seu polegar tentava um mamilo simplesmente para poder senti-la tremer em reação. Não posso imaginar como. mas reagimos tão violentamente um ao outro. mas estou disposto a tentar se você estiver — Havia pura alegria no fato de despertar nos braços de Lily — Isto é o que quero para o resto de minha vida — Não tinha intenção de dizer em voz alta. Defende seu pai . ainda te desejaria. — Honestamente não sei. mas seria impossível para ele forçar as emoções de alguém. como asas de mariposas. — Supondo que constatemos que o fez. um suave murmúrio. Inalou a fragrância de seu cabelo — Que diferença faria? Pode ter encontrado uma forma de manipular as sensações sexuais. mas honestamente não sei se o que sentimos é real ou foi criado artificialmente por meu pai. — Por quê? O que vê de tão especial em mim para querer passar o resto de sua vida comigo? — Sua voz foi muito baixa. — Não sei. Se não pudesse ter seu corpo. Ryland. Poderia ter feito algo para realçar o que sentimos? E se mais tarde averiguamos que o fez? — Acredita que seja possível? Ela franziu o cenho pensando.

porque não sou tão formosa como acredita — Lily se sentou. Olhou realmente meu corpo. ainda cobrindo cuidadosamente a boca — Tem mais de um? Notei sua tendência de ser um pouco arrogante. Tomou sua perna entre as mãos. provavelmente deveria fazê-lo. — Nunca sou arrogante. Brilhantes. tão exausta que quer se arrastar dentro de um buraco.inclusive apesar de tudo o que averiguou sobre ele. As pequenas coisas chegam com o tempo. mas coxeio seriamente quando estou cansada — Estudava o rosto dele atentamente em busca de sinais de repugnância. Estava falando de minha perna — Tirou fora para que a visse. Não crê que posso te ver caindo no chão. — É exatamente assim. Beijou o franzido de sua boca. imbecil. Demônios Lily poderia ter nos dado às costas. Produziu um silêncio enquanto ela estudava sua expressão. Está tão disposta a nos ajudar quando não tinha que nos abrir sua casa. para fazer o certo para outros. e passou os dedos em uma larga carícia do tornozelo à coxa. Vejo a forma em que toca Jeff. mas é um defeito menor. Vejo o amor que professas a sua família. Deve ter notado. — Não sou assim. de acordo. Ontem à noite tinha se deixado levar entre seus braços. Tem esse olhar de princesa do castelo que lança aos simples plebeus quando passamos da conta — Disse ele alegremente — Notei. faria uma diferença para você? É isso o que está tentando me dizer? — Olhou-me realmente ontem à noite. mas te mantém de pé por outros. Quem não se apaixonaria por uma mulher assim? Ela sacudiu a cabeça. Todo o poder dos olhos azuis de Lily se fixou nele. mas as coisas importantes já sei. Ryland se inclinou aproximando para inspecionar a coxa. E coxeio quando estou cansada. Ryland. Bom. um perfeito desconhecido. que estava funda e fraca onde parte do músculo obviamente tinha desaparecido — É feia. Lily era uma mulher. à luz do dia. Tem um grande senso de humor. estava resolvida a falar de seus "defeitos". mas agora. mas com amabilidade e cuidado. com franca determinação no rosto — Há um montão de coisas que não estão bem em mim. com o qual posso viver. Seu estômago revolveu em uma agonia de medo repentino — Se descobrisse que seu pai nos fez algo. fazendo alarde de seu corpo. As cicatrizes arruinavam sua coxa. E pode levar uma conversa inteligente — Sorriu para ela — Posso não saber o que está dizendo parte do tempo. o montando desavergonhadamente. esfregando a boca para ocultar uma diversão que não podia evitar. Ryland? Estava escuro. coxeio a maior parte do tempo. — Defeitos. Defeitos. Como podia estar insegura dele? Arrancou o coração do corpo e o tinha embrulhado para dar de presente a ela. Ela . Só sou eu. mas soa bem. Ryland se sentou também. — Claro que sim. no plural? — esfregou o queixo desta vez. — Minha perna.

Sorriu enquanto a via ficar em pé.Perguntou ele inocentemente. agarrando a camisa dele para cobrir seu corpo. quase arruinando sua perfeita atuação rindo. Gosto de seu aspecto. Lily. mas seus olhos dançavam. Tenho que dar uma olhada em Jeff Hollister. tão fria e arrogante como a havia descrito. — Mais do que terminamos. Fez que . — Vou tomar banho e me vestir primeiro — Tentou soar insolente. inclinando-se para beijar a pior das cicatrizes. Sua boca estava sobre a dela. — Não podemos fazê-lo — Ofegou Lily. A voz dele era sincera e seu olhar firme como uma rocha. Ryland riu e a empurrou. mas conseguiu controlar-se. Dirigiu seu olhar mais frio. desejo. carinho. — Vejo que terei de fazer uma inspeção — Replicou ele com humor — Está bem. Estou gorda em alguns lugares e magra em outros. Se afaste. me deixe dar uma olhada. — Não terminamos a conversa. verdade? . O calor acendeu instantaneamente entre eles. A sobrancelha dele se elevou. detendo os protestos antes que começassem. — Não sou exatamente uma modelo. afiado e elementar. — Acredito que ainda está pensando no sexo. mas um sorriso abriu caminho de todos os modos. levantando-a e abrindo a água para que caísse em cascata sobre ambos. Sua língua riscou o estranho padrão. retrocedendo para longe dele. seus braços deslizavam ao redor do pescoço para lhe embalar a cabeça enquanto ele lambia a água de seu peito. mas a prendeu firmemente. Pareço que vou arrebentar. Havia uma qualidade consoladora em seu toque. Ryland. — Gorda? — Seu olhar era ardente quando percorreu possessivamente o corpo feminino. Lily cruzou os braços sobre seus generosos peitos. Ela elevou o nariz no ar. Olhou-o por cima do nariz. Não acredito que meu coração pudesse enfrentar o fato de que caminhe por aí diante de meus homens coberta só por minha camisa. Como demônios consegue que sua pele seja tão suave? Tentou olhá-lo fixamente e inclusive considerou seu assim chamado olhar arrogante. — É impossível. E minhas pernas são magras assim pareço uma galinha.afastou. Lily não o ouviu atrás dela e quase saltou fora da pele quando seu corpo se apertou contra o dela no box de cristal. Lily deslizou longe de seu alcance. — Não sei. retirando-se. Supõe-se que estamos falando a sério — resistia em separar a perna de seus dedos acariciantes. mas tenho uma veia ciumenta. Isto é a vida. — Sabe muito bem que meus quadris são enormes e também minha frente. — Isto não é um defeito. Ryland a seguiu completamente nu. Sentia-se formosa inclusive quando sabia que não era.

explorando já possibilidades — Ponha os braços ao redor de meu pescoço. — Temos que fazê-lo — Rebateu ele e fechou a boca sobre a tentação de seu peito — Te desejo tanto que não posso suportar.debilitasse suas pernas. Nunca seria capaz de resistir a ele. — Não estará realmente preocupada com algum defeito imaginário que tem e do qual creia que deveria estar ao par? — Perguntou enquanto passava uma toalha pelo corpo. mas obedeceu porque era tão tentador que não podia resistir a ele. descobri que saber dançar era boa coisa porque às garotas gostam de dançar e me fez muito popular. encantados fazendo o amor. Seu corpo suave e disposto. que quando fui ao Instituto. Foi divertido. Lily teve que rir de sua expressão. no salão de baile do primeiro piso. Minha mãe escutava de tudo e insistia em que escutasse também. Lily tentou não ficar olhando seu corpo com fascinação absoluta. — Bom. caindo sobre a cara enquanto franzia o cenho a sua mãe em protesto. Estou apontando o fato que não sabemos muito um do outro — por que demônios seus olhos estavam fixos no traseiro dele? Não importava quanto tentasse. conversaram brandamente. — Quando tem dez anos e é um menino. Meus amigos eram deixados de lado bastante . — Isso importa? — É obvio que importa. E estava rindo dela. Quando ele fechou a ducha e atirou a Lily uma toalha. aqui em casa. sem desejar nada mais que tê-lo enchendo-a para sempre. encontrando prazer em estar juntos. Também me fez tomar aulas de dança — Fez uma careta enquanto passava a camisa pela cabeça. Vou levanta-la e somente envolve as pernas ao redor de minha cintura. instantaneamente dolorido de desejo. mas esses músculos realmente se ondeavam sob a pele. não podia se obrigar a separar o olhar. Lavaram um ao outro. Podia o imaginar como um jovenzinho com seu cabelo encaracolado despenteado e revoltoso. — Você está tão quente como eu — Suas mãos estavam roçando e acariciando. — Notou que sequer sei que tipo de música gosta? Ryland sorriu e estalou a toalha para ela antes de caminhar completamente nu sem o mínimo traço de modéstia. Não tinham nem idéia do passar do tempo. — Sou muito pesada — Protestou ela. Lily gritou quando se colocou sobre ele. Tive toda aula de instrutores. riram com freqüência. — Tomei aulas de dança — Apontou ela — Aulas particulares. captou seu cenho franzido. esquecendo cada protesto. acredito que vamos cair se segue fazendo isso. Tive que me defender e amassar a cada menino da vizinhança durante dois anos até que me deixaram em paz — Sorriu enquanto agarrava seu jeans — É obvio. crê que é o fim do mundo. — Adoro todo tipo de música.

— Ryland — Sua voz foi tremente — Isto é normal? . — Sua mãe parece muito interessante. inclusive uma mola de suspensão. e me sentia amada. e. mas sou capaz de funcionar no mundo quando tenho que fazê-lo. Seus nódulos tocaram os peitos. — Gostava especialmente do baile latino. Na realidade não me importava tanto. Nunca teria pensado dançar. Foi Rosa quem insistiu que aprendesse e saiu com a sua porque Arly tinha insistido que aprendesse artes marciais e papai tinha aprovado. possivelmente mais. — Era simplesmente papai. Ryland estava fascinado com sua lingerie uma tira vermelha que vestiu sem ter a mínima idéia que seu corpo estava ficando duro somente a observando. Arly e John são mais como pais ou tios. mas não passava tempo comigo a menos que tivesse algo a ver com o trabalho. mas sempre encontrava uma forma de nos conseguir as aulas — Olhou para Lily — Seu pai dançava? — Papai? — Lily estalou em gargalhadas — Céus! Não. Ryland. Papai era distraído com a paternidade. Ryland estendeu a mão para o último dos diminutos botões perolados porque tinha que tocá-la. Adorava vê-la dançar. Ria e seus olhos cintilavam. Ela utilizou a aproximação educação-completa. mordiscar e brincar e ver seus olhos nublados de paixão e sua pele rosada só por ele. O olhar vívido dela encontrou o seu e se olharam fixamente com fome impotente. — Arly dançava comigo. Espero dar isso ao menos a você e aos outros. Tenho intenção de acostumar seus homens. Tive professores de arte. Não havia uma só ruga no tecido que se colava a seu adorável traseiro — Foi bom comigo. os mamilos se esticaram imediatamente em resposta. Sequer em mim — encolheu os ombros e vestiu de um par de calças cinza que moldaram seus quadris. mas se contentou beijando-a conscienciosamente em vez disso. Tinham quase tanto a me dizer enquanto crescia como meu pai. Instrutores de quase tudo foram trazidos aqui em casa. Sua mãe esteve interessada em cada aspecto de sua vida. Não tínhamos dinheiro para a roupa adequada ou os sapatos adequados. Não estava interessado o mínimo nas pessoas. sempre se divertia muito. Vivo em um ambiente protegido. Tinha que o conhecer. Aprendi a disparar uma arma. Queria colocar sua boca diretamente sobre essa seda e sugar seus peitos. Segurando unidos os lados da blusa. Não podia recordar um tema que não tivessem falado. inclinou a cabeça lentamente e tomou posse de sua boca. mas sim como ela pensasse. música e dicção.rapidamente. Pôs uma blusa de seda sobre um soutien de encaixe etéreo. — Não te importava isso? — Sua voz tão prática o deixava atônito. a utilizar arco e flechas. Às vezes não recordava que eu existia durante dias se estivesse trabalhando em algo. Havia exercícios que insistia que fizesse diariamente para fortalecer as barreiras de minha mente. Podia imaginá-lo popular com as garotas. Parecia uma uva sem semente com seus cachos negros e olhos mordazes.

é uma cidadã útil. Ryland agarrou seu rosto entre as mãos. — Sinto muito. E havia lhe trazido mais problemas. O pessoal diurno entrando e saindo em questão de um par de horas e nunca entro em contato com eles. acariciando-a com o nariz através da seda. recordando continuamente sua posse. Lily. completamente inconsciente de levar o coração nos olhos. inclinando a cabeça só um momento para plantar um beijo na ponta de seus peitos. Você tem um trabalho. Estar aqui. não os prepararam apropriadamente para o assalto a seus cérebros. Contamos que nos ensine a viver de novo no mundo. Tenho todas as gravações dos trabalhos anteriores com as meninas. saindo de seu sonho. A quantidade de terreno que rodeia a casa. Passou uma mão pelo cabelo. Voltava-o louco pensar que não soubesse o que valia. As paredes são muito grossas e cada habitação individual é a prova de som — Olhou-o sobriamente — Esse é outro defeito. procurando seus sapatos. parece normal para nós e isso é o bastante para mim — Resolutamente terminou de abotoar a blusa. O olhou. Lily deixou cair uma mão sobre sua cabeça. — Não me importa o que necessite para viver. deveria proporcionar alivio a todos. — Também espero. — É obvio que têm que estar aqui. Tudo aqui está desenhado para manter meu mundo protegido. enquanto o faça. enquanto a língua.— Nunca me senti assim com outra mulher. Como demônios saberei se é normal ou não? — Beijou as pálpebras. — Lily — Pronunciou seu nome e ela piscou para ele. Permitir-nos voltar a viver. Lily tinha esperado rechaço. Ryland. Acabava de perder seu pai e estava descobrindo mais sobre este e sobre sua própria vida do que podia dirigir ao mesmo tempo. Acredito que isso foi grande parte do problema. deslizando-se sobre seu corpo como se lhe pertencesse — Não temos trabalho que fazer? — Trate de não me distrair tanto — Ordenou ela — Tenho uma idéia que poderia ajudar Hollister. Esperamos que possa fazer isso por nós. Isso é tudo o que me importa. permitindo que arriscasse tudo ocultando fugitivos em sua casa. Lily sentiu o louco desejo de agarrar sua nuca e empurrar para seus peitos doloridos. nesta casa. penteando com os dedos o cabelo úmido. Podia sentir sua dor fervendo sob a superfície e seu coração sofria por ela. já sabe. simplesmente o mantendo ali. Estavam muito ansiosos para utilizá-los no campo. Seu corpo estava machucado. mas tão deliciosamente. os dentes e o calor de sua boca faziam sua magia sobre ela. conectando-os. compreendendo que suas mãos estavam riscando os músculos dele. Vou prescrever exercícios que deve fazer várias vezes ao dia. Lily. girando e afastando-se dela. Necessito esta casa em ordem para sobreviver. Nunca serei normal. não tinha nenhum outro lugar aonde os levar — sentou-se pesadamente sobre a cama. Abriram as comportas e não proporcionaram nem as mais . os cantos de sua boca — Seja como for. Ryland. comigo.

A pesquisa em que estive trabalhando nos últimos quatro anos poderia salvar vidas — andou pelos azulejos de mármore até a reluzente geladeira — Quem quer que assassinou meu pai está no Donovan e o vou encontrar — Não houve desafio. Tenho que entrar aí e revisar os registros. Eu dei a você uma noite de sexo incrível e não cozinho. Só falei que tomei lições. Rosa os mantém sortidos com a esperança de que coma mais. nem provocação. — É obvio que sim. Todos confiavam em suas âncoras. O homem bem poderia ter estado falando em grego — Sorriu — Bom. E uma vez os separados somente os âncoras podiam existir sem uma dor contínua. Sua mente dava voltas ao problema. Dele. Possuo ações da companhia.frágeis barreiras para protegê-los. só uma calma e tranqüila declaração. quase pensando em voz alta em vez de conversando. . Sua Lily. É uma forma de arte e não tenho talento criativo absolutamente. Ryland a seguiu em seu despertar. vê se o pega. — Felizmente. Saboreou o som. Olhou-o com olhos frios. Estava escutando o tom da voz dela. mas sentiu o tremor de resposta nela e isso o agradou — Acredito que tem potencial para ser muito criativa — Sussurrou sugestivamente — Somente escolheu a forma equivocada de arte. Ryland arqueou uma sobrancelha para ela. sou um grande cozinheiro — Beijou-a na têmpora. Ele a rodeou com os braços. empurrando-a sob seu ombro. — Não disse isso exatamente. Admite. um simples roçar de seus lábios. — Estou intrigado. Lily — Ela saía energicamente da habitação para a pequena cozinha. examinando-o de cada ângulo e encontrando soluções a grande velocidade. com o coração na garganta — Sabe endemoniadamente bem que não vai voltar para esse lugar. Ofereceu um copo de leite. Pertencia-lhe em todos os sentidos. — Ah. — OH! já vejo como é a coisa. Isso o fazia sorrir. — Que é isto? — Olhou fixamente o líquido branco — Nada de café? Nada de café da manhã? Dou-te uma noite de sexo incrível e você me dá um copo de leite? Lily sorriu zombadoramente. bebendo um ela mesma. Realmente sabe cozinhar? De repente Lily encontrava o mosaico de azulejo da pia interessante. posso falar grego. Miller. A mulher incrivelmente inteligente não sabe cozinhar. ver se as mesmas pessoas trabalhavam cada vez que ocorreu. Não servia de nada discutir com ela quando estava no presente humor. Lily. não em grego. Nunca. — Separa-los de seus âncoras provocou em todos contínuas viagens ao hospital. — Tomei lições de gourmet com um dos melhores chefs do país — Ondulou a mão para as despensas — Sinta-se livre em preparar algo para você mesmo. Trabalho lá. mas não podia entender nenhuma palavra do que dizia esse tipo. Desconectou-se de novo dele. — Espera. Lily enxaguou seu copo na pia.

De repente descobria que era muito mais criativa do que alguma vez tinha imaginado. Deixe de lado a emoção só por uns minutos e considera outras possibilidades. Tenho trabalho a fazer com Hollister e os outros. a forma em que o protegiam. descendo pelo pescoço abrindo a blusa de seda para passar roçando sua carne nua. com um cenho na cara — Não fique científica comigo. Nunca se sentia fria ao lado dele. quando esticaram a manta ao redor de Jeff Hollister. Inclusive o tom de sua voz deslizava sob sua pele e esquentava seu sangue. Seu tom era impessoal. Digamos que o experimento teve um alto grau de êxito. — Houve problemas — Disse ele. As palmas picavam com o desejo de sacudi-la. foram gentis. Umas poucas mortes as chamariam. aproximadamente por de dez minutos pareceu intranqüilo. Houve várias mortes e os homens sofriam ataques e hemorragias cerebrais. — Estou te tentando. Lily pôde ver os homens reunidos. Demos à volta. Sempre tenho o louco desejo de derreter a princesa de gelo. só para ocuparem-se de suas necessidades. Lily tomou fôlego contra o rastro de chamas que deixava sobre sua pele. obrigando sua mente a considerar os fatos. Não podia imaginar passando despercebido em um acampamento inimigo. Tem que aprender a dar um passo atrás. Lily realizou um segundo exame em Jeff Hollister. — Deixa de me tentar. Sacudiu a cabeça firmemente. um computador calculando — É que umas poucas mortes não valem o preço a pagar. Lily — Podia sentir como instigava seu gênio. — Está demasiado perto. Ontem à noite. É a natureza humana. Eles esperavam essa reação. Não replicou. possivelmente abordamos isto de forma equivocada. Ryland. Lily? Sempre parece tão fria. Não os reduzamos a ratos de laboratório. passando junto a ela para abrir a porta da habitação de Jeff Hollister. — Ryland. — Não diria que isso é um alto grau de êxito — Manteve o andar. Eles os utilizaram em missões de treinamento e sua equipe se desincumbiu bem. mas suas mãos. capazes de ser letais se a ocasião o requeresse. prestando particular atenção .Lily se viu ruborizando. Ryland. ainda mantendo vigília junto a seu companheiro cansado. Lily suspirou. — É obvio que não. o homem parecia um linha de fundo. Você mesmo disse que o primeiro ano tudo foi suave como seda. senhora. Os resultados não valem o preço a pagar. mas dizendo tolices tranqüilizadoras a um amigo quando estava cansado. mas depois voltou a recostar-se de novo. À luz do dia. — Demônios. A mão dele deslizou de seu ombro. Retorcia-lhe a fibra sensível. Estes homens são seres humanos com famílias. Homens grandes e duros. São bons homens. e. — Alguma mudança? — Perguntou à Tucker Addison. — Não. sentados quando dispunham camas cômodas.

praticaram cirurgia. Somente Jeff Hollister mostrava sinais de cirurgia. Poucos podiam o ultrapassar em uma briga física. Os homens que iam ao hospital terminavam todos mortos em poucas semanas. Tinha sido instrutor nas Forças Especiais — Estava em campo e tive um pequeno ataque durante uma missão. Olhou fixamente para o homem. Aparentemente tinha um conhecimento extenso das ervas medicinais. Lily examinou aos demais homens. Ele sabe um pouco de “mumbo jumbo”. — Mas nunca voltou a ocorrer — Terminou Lily por ele — Recorda se tinha sofrido enxaquecas antes do ataque. mas ele olhava diretamente para frente como se não . o outro único afro-americano além de Tucker Addison na habitação. Se ocorresse de novo. — Algum de vocês sofreu ataques? — Eu. gostaria de examinar a todos os homens. Gator ficou em pé de um salto. Ryland. senhor — Disse Sam. senhora. Ryland aproveitou a oportunidade para esbofetear Gator na cabeça. possivelmente um dia ou pouco antes? — Tive uma endemoninhada enxaqueca depois. — Bom. — Obrigado. Ryland. um homem famoso no combate mão a mão. ligeiro de pés. olhando para o canto mais escuro onde Nicolas estava sentado tão silenciosamente — Falamos disso e decidimos que seria melhor não. Um por um. O olhar de Lily era frio e calculador. Por isso não apareceu em um relatório. — Alguma vez informou verbalmente? — Não. — Apalpa isto. Levaram-no apressadamente ao hospital para aliviar o inchaço faz uns três meses — Disse Ryland — Provocaram um buraco na cabeça. mais provavelmente foi então quando implantaram os eletrodos — ficou um momento olhando para Ryland — Sei que você o fez ontem. Era um homem grande. um par de portas abaixo e à esquerda. — Seu único problema é que tem o crânio muito duro. senhora — Admitiu Sam Johnson. Pensei que a cabeça me explodiria. — Raoul Fontenot se oferece como voluntário. definitivamente há evidência de cicatrizes cirúrgicas. senhora — Sorriu sedutoramente — Poderíamos utilizar minha habitação.a seu crânio. cura de velhas. mas não será necessário — Respondeu Lily. O vídeo e a voz de minha câmera e a de meu companheiro não funcionavam esse dia assim não houve registros disso. Ryland deu a volta. mas não me atrevi a ir ao hospital assim agüentei com um pouco de ajuda de meu sócio. e maldita seja se não funcionaram também! Lily soube imediatamente que o companheiro que sabia de "mumbo jumbo" era Nicolas. — Duvido que aliviassem a pressão de seu cérebro. Quero estar absolutamente segura. informaria. passando os dedos sobre seu crânio enquanto vários dos homens riam dissimuladamente — Está bem. mas se ninguém se importa.

tivesse ouvido uma só palavra. — O que houve antes disso? — Tínhamos treinado durante um par de dias e me separaram do Nicolas. Ele é uma âncora, e eu não podia bloquear todo o lixo que me chegava. Sentia o cérebro ardendo. Comecei a vomitar essa noite e não podia ver, assim, pedi medicação. — Quem te separou de sua âncora? — Perguntou Lily. — As ordens chegaram de baixo — Disse Sam. Olhou para Nicolas — Do Capitão Miller. Ryland sacudiu a cabeça. — Nunca dei ordem de separar às âncoras dos homens atribuídos a elas. Isso comprometeria toda a missão — Seu olhar fixo encontrou ao Nicolas — Pensou que havia sido eu. — Não estava seguro, Rye, e não ia me arriscar com sua vida. Vigiei-te e esperei. Se tivesse sido você... — Nicolas se encolheu de ombros casualmente. Lily estremeceu quando os olhos frios e duros se moveram sobre Ryland. Nicolas não tinha expressado sua ameaça em voz alta, estava em seus olhos, em seu encolhimento casual. — Russel Cowlings entregou a ordem — Admitiu Sam — Não havia razão para pensar que você não a tinha dado. — Maldita serpente — Disse Gator — Atacou-nos e intento matar ao capitão. — Se estou entendendo isto bem, Gator — Disse Tucker — Russ fez mais que isso. Preparou a morte de Sam. Não é isso o que pensa você, senhora? — Acredito que o fez, sim. Acredito que Sam teve uma violenta dor de cabeça depois de ser separado de sua âncora e quando pediu medicação, lhe deu algo que ativou o ataque. Não acredito que os ataques sejam causados pelo processo de realçamento, ou se são, é um estranho efeito secundário. E não acredito que as hemorragias cerebrais sejam causadas pelos ataques. Acredito que os homens que perderam por causa dessas complicações foram levados em algum momento ao hospital e, sob a pretensão de aliviar o inchaço, submeteram-nos à cirurgia e lhes implantaram eletrodos em partes específicas do cérebro. Eventualmente, os homens foram submetidos a campos magnéticos de freqüência extremamente alta. O calor gerado machucou a malha e causou a hemorragia. — Como puderam se dar bem em algo como isso? — Exigiu Ryland. — Eles realizaram as autópsias, verdade? Eles determinaram à causa da morte. Que melhor forma de sabotar o projeto que matar um a um aos membros da unidade e fazer assim que parecesse que estavam morrendo devido a complicações ou efeitos secundários? Tucker amaldiçoou em voz alta, afastou-se dela para percorrer a habitação com frustração e fúria. Era um homem grande, muito musculoso, e dava a impressão de imenso poder e pura força. — Que demônios ganhariam? — Perguntou — Não entendo, o que ganhariam? Ryland suspirou e passou as mãos pelo cabelo.

— Dinheiro, Tucker. Uma fortuna. O que nós podemos fazer vale uma fortuna para qualquer governo estrangeiro! Inclusive as organizações terroristas estariam dispostas a pagar pela informação. Podemos sussurrar e fazer que os guardas olhem a outro lado. Podemos desestabilizar os sistemas de segurança. As possibilidades são ilimitadas. Convenceram-nos que temêssemos nos fortalecer e utilizar o que já tínhamos conseguido para ofuscar os avanços... — Olhe aqui. Não estou dizendo que eu tenha razão — Advertiu Lily — Peter Whitney era meu pai e o queria muito. Preferiria pensar que conduziu um experimento de boa fé e que seguiu adiante com ele até que foi consciente da sabotagem deliberada. Poderia estar completamente equivocada. — Assim, o que fazemos pelo Jeff? — Perguntou Ian McGillicuddy. — Primeiro temos que despertá-lo e depois teremos que levá-lo a um cirurgião. Conheço um que nos ajudará — Lily olhou Ryland — Acredito que Hollister é um caminhante de sonhos. Acredito que tomou medicação de alguma tipo... Ian sacudiu a cabeça. — Ryland disse que não era seguro. Ele não transgrediria as ordens. — Mas esta pílula provavelmente deram muito antes, quando estava no hospital, assim acreditou que era segura. Não considerou que estivesse descumprindo uma ordem...não tocou nada do que lhe deram essa noite. — Como crê que podemos despertá-lo sem lhe causar dano? — Perguntou Nicolas. Sua voz era muito baixa, mas atravessou a habitação e silenciou as conversas sussurradas entre os homens — Tentei desapertá-lo ao velho modo, mas resiste. Lily foi muito consciente do repentino silêncio na habitação. Todos os homens a olhavam expectantes. Deixou escapar o fôlego lentamente. — Acredito que temos que entrar em seu sonho e o trazer de volta. E acredito que podemos esperar problemas. Ryland se aproximou da cama para estudar a cara pálida de Jeff Hollister. — O que quer dizer com problemas? Lily estudava Nicolas. Sua expressão não mudava o mais mínimo. Permanecia imóvel, mas os olhos negros estavam intensamente fixos nela. — Lily — Ryland era insistente — no que está pensando? — Está pensando que Jeff Hollister é uma armadilha — Respondeu Nicolas com sua voz tranqüila, casual — E acredito que tem razão. Pressinto-o. Quando tentei conectar com ele, senti como seu espírito me advertia que me afastasse. Ian olhou de Lily para Nicolas e depois ao Ryland. — Não estou seguro do que estão dizendo. Como poderiam utilizar ao Jeff como armadilha? Lily aplaudiu o ombro de Jeff que estava dormindo tão pacificamente. — Se estou no caminho certo, tomou uma pílula contra a dor que recebeu em uma estadia anterior no hospital. Acredito que o nocauteou o suficiente para que alguém entrasse em sua jaula e criasse um campo magnético de tão alta freqüência

que os eletrodos reagiram. Acredito que foi um atentado contra sua vida. Os impulsos elétricos foram muito fortes e causaram uma hemorragia cerebral. Hollister agüentou, provavelmente por pura força de vontade, enquanto levavam a cabo sua fuga. Teve um ataque, sabia que estava com problemas, e se pôs a salvo, utilizando sua habilidade como caminhante de sonhos. — Assim está em algum outro lugar. — Provavelmente foi unicamente o que pôde fazer para salvar a si mesmo. Se estiver certa alguém mais tem a mesma habilidade para caminhar em sonhos e o estão utilizando como ceva para o resto de vocês. Não me perguntem como. Estou supondo. Se fizermos com que desperte, teremos que avaliar qualquer dano que lhe tenham feito. Quero chamar o Doutor Adams...é um renomado cirurgião cerebral e estaria disposto a nos ajudar. Ryland sacudiu a cabeça. — Somos fugitivos, Lily. Pela lei tem que nos entregar. — Sim, bom...— Lily fez um rodeio — Hollister necessita atenção médica imediatamente. Garantirei a cooperação do Doutor Adams. Enquanto isso temos que tirar Jeff de seu sonho. — Lily, deixa de dizer "nós". Você não pode vir — Disse Ryland firmemente — E antes que proteste, me escute. Se tiver razão e estão utilizando Jeff para nos apanhar de algum modo, então a necessitaremos aqui como âncora com Kaden. Mais importante ainda, se alguém mais nos está esperando, não podem te identificar. Esta casa é nosso único refúgio. Meus homens precisam aprender esses exercícios dos quais segue falando. Não temos nenhum outro lugar aonde ir. Lily tinha de admitir que ele tinha razão, mas isso não o punha mais fácil. Tinha um mau pressentimento, uma sensação de perigo que não desaparecia. E Nicolas também sentia. — Necessitaremos a todo mundo conectado à mesma onda de energia para o caso de necessidade — acrescentou Ryland. Os homens estiveram de acordo sem duvidar. Uma vez mais Lily ficou comovida pela camaradagem que os homens mostravam entre si, voluntariamente punham suas vidas e sua saúde mental em jogo. Nicolas se sentou ao estilo índio no meio do chão, fechando os olhos e concentrando-se em si mesmo. Ryland se colocou sobre a cama junto à Jeff Hollister. Lily observou como procuravam dentro de si mesmos, uma pratica de meditação essencial para qualquer um que tivesse de tratar com o mundo psíquico. Soube o instante em que ambos os homens se fundiram, por suas respirações lentas e firmes. Ryland olhou ao redor com curiosidade. Estava sobre uma duna de areia, olhando para o oceano. É obvio que Jeff escolheria um lugar familiar. As dunas se estendiam interminavelmente, e as ondas golpeavam a beira, apressando-se para ele e rompendo sobre as rochas, varrendo mar dentro. Começou a caminhar para a praia, sabendo que Jeff estava perto. Nicolas apareceu brevemente a sua esquerda, correndo sobre as dunas longe dele, fazendo

sombra sobre os olhos e olhando por volta do mar aberto. — Está aí fora — Nicolas ondulou a mão para o oceano — montando as ondas. E não quer voltar. — Bom, pois isso está endemoniadamente mau. Tem uma família em que pensar — Disse Ryland. Eu não gosto disto. A mim tampouco. Mantenho minha posição. A água subiu, a onda cresceu maior e começou a ir para a borda da praia. Ryland avistou Jeff sobre sua tabela de surfe deslizando para eles enquanto a onda começava a enroscar-se, formando um comprido tubo. Por um momento ficou embevecido pelo atletismo e a pura maestria de Jeff, a maneira em que parecia fazer parte da natureza, antecipando-se à onda para sair disparado através do tubo e terminar exatamente quando a onda se derrubava. Ryland desviou seu olhar fascinado de Jeff e começou a esquadrinhar a água em busca de possíveis ameaças. Estava completamente alerta, seu olhar averiguou minuciosamente o céu, o mar, e as dunas de areia. Sabia que Nicolas estaria fazendo o mesmo. Não tinha que comprovar... Nicolas estava acima de tudo e sempre alerta. Tinha passado meses atrás das linhas inimigas, meses rastreando a um só objetivo. Os homens como Nicolas nunca caíam em emboscadas, faziam-nas. Ryland se alegrava de tê-lo guardando suas costas. Nicolas pôs os dedos na boca e assoviou, um som agudo e peculiar que foi levado pelo vento. Ryland deu a volta e correu pela direita, para a beirada e Jeff. Jeff Hollister deslizou imediatamente em busca da beirada, salpicando água, colocando automaticamente a prancha sob o braço enquanto corria para eles. — O que fazem aqui? — Te levar para casa — Ryland apontou para a relativa cobertura das colinas mais próximas, longe das dunas abertas. Deu dois passos por detrás de Hollister, lhe cobrindo as costas. — Cowlings está aqui em alguma parte. Avistei-o um par de vezes me observando — Hollister deixou a prancha de lado, correndo descalço pela praia — Não devia ter vindo, Capitão. Não posso voltar. Não quero viver com o cérebro eletrocutado. — Economize o fôlego — retrucou Ryland — E corre, maldito seja. O assovio cortou o ar uma segunda vez, uma única nota esta vez. Ryland saltou sobre o Jeff, derrubando-o, atirando sobre a areia. Ryland aterrissou em cima, o defendendo enquanto as balas golpeavam a areia diante deles. Não tinha nem idéia do efeito que teria a morte em sonho sobre o corpo físico...porém, temia os resultados. Ambos rodaram para as palpitantes ondas e ficaram em pé rapidamente. Nenhum olhou atrás, correram, ziguezagueando para converter-se em objetivos mais difíceis. — Agora! — Ryland deu a ordem justo quando o assovio cortava o ar de novo. Ambos os homens se lançaram imediatamente à areia, engatinhando para frente, arrastando-se sobre o estômago para uma cobertura. As balas arrancavam partes de

rochas sobre suas cabeças. Lançaram-se atrás das rochas e se sentaram, obrigando seus pulmões a baixar o ritmo. — Não tem o cérebro queimado, idiota! — disse Ryland, golpeando Jeff afetuosamente — Está preso em um sonho — Olhou ao redor — Onde está a garota? Hollister riu. — Estava aqui até que vi essa rã do Cowlings. Supus que estivesse tramando algo quando não fez seu movimento contra mim. Compreendi que estava aqui para me matar. Quando esperou, entendi que acreditava que apareceria. — Não contava com o Nicolas — Ryland sorriu, tirou uma arma de sua camisa, e a ofereceu a Jeff — Se tivesse cérebro em primeiro lugar, teria compreendido que não podia estar morto cerebralmente ou não teria sido capaz de imaginar todo isso. Jeff se deitou sobre o estômago e serpenteou por uma depressão pouco profunda entre duas rochas para dar um olhar cauteloso. — Olhe quem fala, que caiu na armadilha — Disparou três rajadas rapidamente e aproveitou o momento para garantir uma melhor posição após uma rocha maior e plana que oferecia uma melhor visão. Ryland o observava cuidadosamente. Era um sonho, mas Jeff já não recordava que estava sonhando e arrastava uma perna. — Não é uma emboscada souber que o estão esperando. Ninguém escapa quando Nicolas caça. Simplesmente ficaremos aqui de pic-nic um momento e o deixaremos fazer o que melhor faz. Cowlings não sabe que Nicolas pode caminhar em sonhos — Inclusive enquanto falava, Ryland se arrastava longe de Jeff Hollister pondo distância entre eles. A armadilha tinha sido armada para Ryland. Se Ryland não tivesse ido para levar Hollister de volta, Cowlings finalmente teria feito seu movimento contra ele. Tira o Jeff, Kaden. Puxa-o. Ryland deu a ordem através do vínculo telepático com seu segundo ao comando. Jeff tinha criado o sonho, assim, sua saída acrescentaria a carga de suportar o esforço à Ryland. Hollister deixou escapar um pequeno grito de protesto, mas a força combinada de todos os homens foi mais forte que sua vontade. Jeff sentiu o suave colchão sob suas costas e esperou a dor paralisante. Abriu os olhos cautelosamente. Lily Whitney estava inclinada sobre ele, falando brandamente, fazendo uma dúzia de perguntas, mantendo sua mente ocupada todo o tempo para evitar que pensasse na possibilidade de um dano cerebral. Pode alcançá-lo, Nicolas? Ryland sentiu uma súbita onda de energia no ar ao redor deles. Vigia, está tentando projetar. Preciso me aproximar mais. Está em movimento. Está correndo. O vento levantou de repente, ferozmente, criando uma instantânea tormenta de areia. Ryland amaldiçoou e avançou através da areia, trocando velozmente de posição, a areia picava sua pele. Manteve os olhos fechados, mas permitiu que seus sentidos se estendessem através da paisagem,

Lily. Quando passou junto de Kaden. Cowlings simplesmente desapareceu. — O que era? — Perguntou Kaden. — Acredito que alguém utilizava Cowlings como conduto. Nicolas e Ryland se olharam através da segurança da habitação. Seus poderes telepáticos não são nem de perto tão fortes — Disse Ryland. Fez um curto silêncio. estirando-se. Nesse momento ouviu o ruído de passos correndo pela areia. esta se incrustou nas rochas onde tinha estado. Agora! Nicolas. E não se preocupe por me buscar porque deixei meu carro aqui e posso dirigir para casa. Ryland elevou a cabeça para esquadrinhar cuidadosamente por cima da pequena rocha que utilizava como cobertura. Tenho um pressentimento. — Alguém no Donovan. Nicolas ficou em pé. Atrás dele o mundo se converteu num inferno. — O que pensa que era? — Perguntou Nicolas a Ryland. porém. — Quem sou eu para te dizer o que fazer. e.procurando onda de energia que indicassem atividade "quente". Existe todo tipo de energias — Ryland olhou para Lily — Quem saberia como manipular voltagem ou fazer adquirir massa no meio do ar? Lily suspirou. desperta! Titubeou somente o bastante para se assegurar que Nicolas o obedecia antes de seguir. Ele não poderia produzir tanta energia. John — Disse ela — Não posso me atrasar muito. Ryland sentiu a instantânea onda de pura energia. Kaden! Tire-nos agora. com a esperança de que Lily dissesse que desse a volta e a levasse para casa. Ouviu o gemido de uma bala. bateu em seu ombro agradecendo. Sei que falou várias vezes com os investigadores que investigam o . e se aproximou do lado de Jeff Hollister. Não desligou o motor. Nicolas se levantou dentre as dunas. chovia fogo dos céus e explodia na areia. um caldeirão fervente de chamas vermelhas e alaranjadas. Capítulo 12 — Está certa quer voltar aqui. John suspirou. com uma faca em punho. Justamente antes que a alcançasse. mas não gosto disto. — Tenho muito trabalho. — Não era Cowlings. Estamos tratando com energia. — Sentiram isso? — Perguntou Ryland aos outros. A areia picou seus olhos. mas captou uma olhada de Cowlings correndo para o que parecia uma porta. Lily? — Perguntou John Brimslow.

Nunca deveria ter mencionado isso.. — John! — Estava alarmada. parecia mais velho. Desde o desaparecimento de seu pai. Tenho uma arma — Confiou-lhe. Podia vê-lo esbofeteando a alguém com uma luva branca e desafiando ao duelo.. John — Disse tranqüilamente. O olhar dele vacilou. sabendo que ela tinha razão — O que quer dizer com levando ao cabo experimentos com seres humanos? Do que fala quando se refere à comportas psíquicas? Lily deixou escapar o fôlego lentamente para recuperar sua calma habitual. estudando seus traços. as aranhas temem tecer um simples fio. — John. O rosto de John ruborizou de um tom escuro por causa da raiva. . Atirado de um bote no oceano.ou me encerrarão? Seria a filha histérica. ou pior ainda. Havia certa inocência. Lily. — Sinto muito. Por favor. Não pode continuar fazendo-o. de porque não pode voltar para este lugar. — Arly sabe tudo isto? Lily apoiou a cabeça contra o assento e olhou ao ancião. sacudia a cabeça tristemente. Lily. não devia dizer isso. — Já tem a fortuna — Apontou John. e estive fazendo isso durante quase trinta anos.desaparecimento de seu pai. Alguém tem que cuidar de você agora. John. esquece-o e não nunca diga uma palavra a alguém sobre isso — Era uma medida de seu medo e nervosismo que tivesse cometido um engano tão tolo. John? Que meu pai levava a cabo experimentos com seres humanos e abriu uma comporta psíquica que não pôde fechar? Que estava conectada com ele enquanto morria e me disse antes que o atirassem pela amurada que alguém no Donovan era o responsável? Crê que me acreditarão.. — Um intruso conseguiu entrar. Temos que falar com a polícia. — Está morto. Poderia bater-se em duelo com eles. mais magro. uma fragilidade em John que sempre afazia desejar o proteger. — Razão demais. — O que disseram? — Sei que está morto. mas não podia lhe ver apertando um gatilho e tomando uma vida — Em que demônios está pensando? — Estava comovida por sua devoção — Arly assegurou essa casa. Sinto-o morto. não estará ficando acordado pelas noites. Foi assassinado. a filha que herda uma fortuna quando seu pai desaparece. verdade? — Perguntou suspeitamente. mas ainda estava vivo quando entrou no frio mar — passou a mão pela cara — Alguém daqui — Balançou a mão para o extenso complexo de edifícios — tem algo a ver com sua morte. Sabe que papai pesquisava para o exército e com freqüência se via envolto em projetos de máxima segurança. e não vou perder você. separando-se do seu. uma elegante luta de espadas. — E o que vamos dizer. Não podia imaginar John disparando a alguém. — Estive dormindo na velha cadeira sob as escadas que conduz a sua ala. Tinha sangrado muito assim quase se foi. porém..

— Quase sinto pena dele. Podia intimidar se alguém fosse o suficientemente tonta para permitir. A Princesa de gelo.— Quero-te. Arly voltou a percorrer a casa com todo tipo de novos artefatos. Estarei perfeitamente bem — Esperando que fosse verdade. John Brimslow. — Doutora Whitney! Deu a volta. mas queria que um especialista levasse a frente à terapia. porém. qualquer homem mais magro que eu merece que o apresentem uma falha ou duas. e deixa de se preocupar. Havia um pouco de intumescimento em seu rosto e tremores ocasionais em sua mão direita. Repreendeu-o em dois idiomas e acredito que a palavra "incompetente" surgiu mais de uma vez — John esboçou um sorriso em resposta ante a lembrança. Seriamente. discutindo e ameaçando irromper nas instalações para mantê-la vigiada. Não lhe importava o mínimo ser arrogante ou comportarse como uma princesa de gelo com Higgens. Jeff necessitava escaner cerebrais e ajuda além da que ela podia proporcionar. e estou eternamente agradecida que esteja em minha vida — Disse absolutamente Não há absolutamente nenhuma necessidade de me proteger. Surpreende-me o ver aqui. Cortês. — Obrigado Coronel. — Perdão? — Continuou atravessando os vestíbulos energicamente para seu escritório — A que situação se refere? — Os homens que escaparam. Doutora Whitney. O lado direito de Hollister estava débil. — Thornton e eu estivemos falando da situação. Deseje-me sorte. Tem um ego bastante grande e está realmente chateado porque alguém tenha passado apesar de todos seus joguinhos absolutamente Sorriu maliciosamente — Também passei um momento adorável destacando isso. uma perna em particular estava insensível. um que ardia a fogo lento e explodia até a superfície como um vulcão em erupção. e gostaria de vê-la antes de tudo em seu escritório. beijou-o na bochecha. E queria saber se os eletrodos deviam ser extirpados ou se era mais seguro deixá-los. e caminhou para a entrada. Lily sorriu. Tinha a impressão que os coronéis estavam sempre fazendo inspeções militares e geralmente fazendo que todo mundo se estremecesse — Atravessou as pesadas medidas de segurança com um pouco de impaciência — Não é chato tudo isto? É como se Thornton aumentasse a segurança depois que as galinhas tenham voado do galinheiro. — Me deixe acompanhá-la até seu escritório. Felizmente era imperativo levar Jeff Hollister até o Doutor Adams. saiu do carro. Por alguma razão as palavras zombadoras de Ryland a reconfortavam. Esse homem tinha um temperamento extraordinário. um calafrio desceu por sua espinha dorsal quando o Coronel Higgens se apressou a alcançá-la. Todos sabiam. . Não pôde detectar nenhum problema de memória significativo ou problemas de fala. Ryland tinha se enfurecido com ela quando compreendeu que iria ao Donovan. — Não tão bom como o que passou Rosa. John.

Se não tiver nada de grande importância que compartilhar. — Ninguém os encontrou. — OH! Pelo amor de Deus! Esperava que Rosa ficasse histérica. Higgens a seguiu. — Sinto muito. seu olhar firme sobre a cara dele. Inclusive cheirava a ovos podres. você não. Esperou até que ele se retorceu visivelmente. Lily vestiu seu jaleco branco. Tem medo por mim. — Rosa não é a única preocupada com você. O Coronel Higgens e eu pressentimos que há um perigo muito real que o Capitão Miller e sua equipe possa decidir te raptar. Com freqüência trabalho em casa. — Mesmo assim acredito que teríamos que te atribuir uma equipe — Disse Phillip. No momento em que permitiu que esses homens escapassem. aborrecida. mas. A violência e a avareza se apegavam a ele. Phillip. Acreditam que você poderia estar em perigo. Coronel Higgens. Chamou-me para uma consulta. — Lily! Estava preocupado. Lily. Chamei a sua casa ontem. pôde sentir as ondas de desgosto emanando de Higgens. Por que me raptaria Miller? Não sei nada sobre este projeto. uma sobrancelha perfeitamente arqueada. mas sua governanta se negou a te passar o telefone.— Encontraram-nos? — Deixou de caminhar para enfrentá-lo — Foram capazes de funcionar fora do ambiente protegido do laboratório? — Inclusive com suas barreiras e seus escudos elevados. Tentei tranqüilizar Rosa para poder fazer meu trabalho. o qual foi um favor a meu pai e a Phillip Thornton. e. Eu pensaria que quer a um de vocês. Phillip. cheguei tarde e sei menos que vocês dois. vou ter que pedir que saia. Aprecio sua preocupação. depois do desaparecimento de meu pai. Phillip Thornton irrompeu em seu escritório. já sabe. — Estou em perigo de não conseguir terminar meu trabalho. Era mais que desgosto. Rosa não queria que voltasse a trabalhar. seriamente. ante um homem que não tem absolutamente nenhuma conexão com meu trabalho. Coronel. — Não tenho por costume me explicar a ninguém. Lily apoiou o quadril contra a beira de seu escritório e cruzou os braços. com um cenho escuro na cara. Não me ocorreu que se preocuparia comigo. menos ainda. — Thornton está a caminho daqui agora mesmo. deixei de ter algo a ver com esse projeto. mas tenho um excelente encarregado de segurança. e compreendeu que Higgens o tinha aterrorizado. Por que não trabalhou ontem? Lily permaneceu em silêncio. Sentiu as ondas de medo. O estômago revolveu em protesto. — Uma equipe? — A sobrancelha de Lily levantou inclusive mais — Minha . Estou extraordinariamente ocupada e não tenho tempo para dedicar a um projeto que está basicamente morto — Deu-lhe um sorriso educado e cortês e se meteu em seu escritório.

depois voltou bruscamente. Mais de sessenta por cento de nossos recursos podem provir desse único evento. acredito que fazer que soldados me protejam já é muito. O que quer dizer com "uma equipe"? — O Capitão Miller é o líder de um grupo de soldados de elite.família se conformaria com um guarda-costas. — Esqueci completamente todo o assunto. tranqüiliza sua mente. procurarei por aí e verei se posso tirar algo a limpo. soube com segurança que Phillip Thornton estava envolvido na morte de seu pai. temia falar. como se tivesse algum. — É compreensível. Lily — Disse ele — e não pediria isso se não fosse . De acordo — Concedeu Lily com um suspiro — Em meu tempo livre. sua expressão completamente imóvel. Duvido que tenha lhe causado alguma impressão de algum tipo. Lily. Acredito que estão exagerando em razão do desaparecimento de meu pai. todos com antecedentes nas Forças Especiais — Disse o Coronel Higgens — Um só guarda-costas não seria capaz de protegê-la deles. Tinha conhecido Phillip Thornton durante a maior parte de sua vida. Lily o estava olhando. Nesse momento. Phillip. e necessitarei sua ajude. mas agora sabia. No súbito aroma de suor de seu corpo. Sou uma civil. Tenho uma equipe de soldados. Teremos algumas pessoas muito importantes e vários generais ali. Thornton conduziu Higgens fora do escritório o precedendo. mas o Capitão Miller somente me viu um par de vezes. — Sabe como é importante este evento para nossa companhia e os investidores individuais. Estava escrito na culpa que o afligia. Não é possível que eu possa ajudá-lo. — Tudo é importante. — Ainda quero que faça o que possa com isto. Phillip. segura de que se dissesse algo revelaria seu repentino conhecimento. seriamente. altamente treinados. Estamos todos um pouco alterados. O baile de gala anual para angariar fundos é na quinta-feira de noite. Seu pai faria um discurso. É importante. participou de muitos. incluindo o McEntire e Ranier. Apertou os dedos ao redor do encosto da cadeira. — Isto não tem sentido. preparados e dispostos a dar uma mão. pedirei a Arly que encontre a alguém. realmente estiver preocupado. Temia mover-se. esquecia por completo. Mas ter que passar por todos os controles de segurança aqui e ter alguém comigo seria um autêntico aborrecimento. — OH. Tinha tido suspeitas. Já conhece o tema. — Simplesmente me deixe trabalhar — Lily sorriu para cortá-lo — Sabe que aprecio sua preocupação. E não é como se estivesse no exército. — Posso te encontrar alguém com credenciais de segurança — Ofereceu Thornton. seu coração de repente palpitando com força. ficando no lugar. Lily conseguiu fazer um breve assentimento. mas. Thornton sabia que estava derrotado. Na forma que seu olhar se separava do seu. repassar todas as coisas de seu pai e tentar averiguar que diabos fez. Por que iria Miller por mim? Sabe que não sei nada. É impossível que possa justificar o uso de soldados em meu amparo. Lily.

A arrecadação de fundos proporcionaria a oportunidade perfeita para ler ao general e averiguar se. arrastando-o pelo cabo. Passou várias horas trabalhando em seu laboratório. Quando puxou o teclado. Quando finalmente compreendeu quanto tempo tinha passado. Repassou cada entrada que pôde encontrar relacionada com Ryland e seus homens. Pode cheirar ainda ao cachimbo de seu pai igual em seu escritório de casa. encontraria uma forma de chegar a ela. desta vez dirigindo-se ao escritório de seu pai. passando os controles de segurança para acessar aos registros que necessitava. Surpreendia-a estar tão segura dele. Comprovou as entradas pertinentes. perdendo-se entre fórmulas e padrões. O general Ranier estaria ali e sempre pedia uma dança. Sabia o que a esperava em um evento público semelhante. Ela assentiu. estava envolvido. Lily sempre via os padrões e certamente havia um. seu olhar preso à tela diante dela. incomodou-se consigo mesma. Lily buscou sob o escritório com o pé. Os dedos de seu pé golpearam o bloco de cimento o suficientemente forte para enviar um golpe de dor acima por sua perna. sua súplica conseguiria inclusive mais dinheiro do normal. — Claro Phillip — Abanou a mão o tirando da oficina. embora seus papéis obviamente tinham sido revisados. chorando. saber que viria. Pôs suas notas em ordem precipitadamente e se apressou pelos vestíbulos para o elevador até que esteve sobre a superfície. — Irei. Pôs a culpa de lado. perto da parede. Seria a primeira vez que assistiria a um acontecimento tão grandioso sem seu pai. Todo mundo espera que esteja ali. O hospital era pequeno. O mouse estava muito atrás. não querendo emitir muito alto e arriscar-se a conectar com Ryland. Lily tinha esquecido completamente o evento mais importante do ano para o Donovan. do presidente até os técnicos de laboratório. .necessário. Ninguém havia limpado seu escritório. Não estava alinhado com a parede. Depois começou a investigar ao pessoal. Foi diretamente para o escritório e ligou o computador. como seu colega General McEntire. A idéia a entristeceu. e apressando-se em voltar aos laboratórios de baixo. anotando nomes. Suspirando seu mal-estar. mas tinha um equipamento que faria qualquer hospital ou centro de trauma chorar de inveja. procurando um padrão. Teve que se meter sob o escritório para recuperá-lo. Sentou-se um momento ante seu escritório. Viu-se alagada de condolências. é claro que irei. Se ele pensava que estava chateada ou em perigo. comprovando entradas para averiguar quem tinha estado de guarda quando tinha ingressado cada homem. Phillip. — E fará um discurso? — Ambos sabiam que com o desaparecimento de seu pai. Todo mundo estava procurando uma forma de mostrar seu apoio a Lily e já sabia o que ocorreria na arrecadação de fundos. derrubou o mouse no chão sob o escritório. jogando de menos. Lily assinou a entrada. Lily olhou sob o escritório. Lily tinha começado a sair debaixo do escritório quando a esquerda do bloco de cimento chamou sua atenção.

Nunca deveria ter permitido que Lily voltasse para os laboratórios. Ryland se sentia incômodo com o plano. captando com olhar impreciso a um homem. endireitando-se para enfrentar a ameaça iminente. mas não havia indício de perigo. Seu pai tinha desaparecido e isso era suficiente desculpa para que passasse um tempo sem trabalhar. viu nesse momento que seu pai tinha cavado a zona atrás do bloco para criar um pequeno espaço. Não ocorreu nada quando tentou reproduzir o disco. Agarrou o gravador em uma mão e se inclinou para procurar nas gavetas debaixo. sabendo que já era muito tarde. Quando conseguiu liberá-lo. mas dedicou-se. trabalhando em afrouxá-lo. Tudo se voltou branco e diminutas estrelas fugazes estalaram atrás de seus olhos. enquanto saía engatinhando debaixo do escritório. Pôde ver um disco que já estava na máquina e deixou cair o segundo disquete no bolso de seu jaleco branco. Estava muito escuro sob o escritório. mas ouviu sua viciosa maldição e sentiu o segundo golpe que fez estalar a parte de trás de sua cabeça e depois caiu no chão. que não prestou atenção a seu próprio sistema de alarme. Tinha de convencê-la que tomasse férias. esperando encontrar provas contra seus assassinos. Podia ouvir aos guardas correndo pelo vestíbulo fora do escritório. se inclinou sobre o pequeno gravador. A escuridão havia caído e era sua oportunidade para mover Jeff Hollister. arranhando-o no rosto com as unhas. golpeando a cabeça com a borda da mesa. Não foi fácil tirar o bloco de cimento. Sem advertência. Ela tinha . abrindo um buraco nos caros tapetes. Tinha estado tão ocupada querendo ouvir a voz de seu pai. de maldade se derramaram sobre ela. assim. Onda de violência. revolveu as gavetas em busca de pilhas. rasgando-lhe a camisa enquanto caía. Um punho grande a golpeou diretamente ao lado da têmpora. Sobressaltada se levantou pela metade. Deixou escapar o fôlego lentamente ao fechar os dedos ao redor dele. Sua segurança era mais importante que qualquer ilusão de normalidade que estivesse tentando criar. Amaldiçoando em voz baixa. Tinha andado a maior parte do dia. justamente antes de tudo explodir. soaram os alarmes ao longo dos edifícios. Havia um diminuto gravador apoiado na parede. mas sentiu um diminuto disco. ignorou a comoção para tirar o gravador da parede. Ryland não gostava da idéia de o tirar da casa. perecia estar encaixado. Teve que agachar a cabeça sob o escritório enquanto se metia mais profundamente. Lily escutou o alarme um momento. Tremiam-lhe as mãos quando se sentou no escritório de seu pai e.Sentou-se no chão olhando-o fixamente durante um momento. tão pequeno que quase passou despercebido. Não havia cobertura. Soube inclusive antes de girar. mas Lily insistia que seu amigo Doutor Adams tinha equipamentos dos mais avançados instalados em sua casa. Não havia pilhas de nenhum tamanho nas gavetas superiores. nada o protegia do pó e sujeira. Não o pôde ver. Girou a cabeça. Lily tentou agarrar seu atacante.

que poderia ter tido muito êxito se houvéssemos aprendido o que supõe que teríamos que ter aprendido. são traidores de nosso país — Assinalou Ryland — Agora têm que nos matar. depois igualmente brusco abandonou silenciosamente a habitação. — Nico preciso que explore para nós. mas. não temos provas. isso significa que pode ser comprado. Parece que Ranier pode estar também. Nico. apanhando a de Nicolas. . — Será um grande surfista. inclinou-se para Hollister. Capitão. não comigo vigiando — Disse Ian — E Nico nunca perde nada. Não queremos nenhuma evidência de que estivemos em algum lugar próximo à casa de Lily. Não tirem os olhos de Jeff. nem sequer por um momento. — Estou nisso. — Fica com Jeff. Assim que dominemos os escudos seremos capazes de caçar aos responsáveis. Havia gelo em sua voz. um brilho desumano em seus olhos. Avalie cada possível posição inimiga. te ensinando ou não. não vou perder outro homem. Utiliza o túnel perto dos bosques.uma caminhonete e dois carros esperando por eles à entrada dos bosques e fora do imóvel propriamente dito. — Somente aprendo com o melhor. Ela diz que se os aprendermos todos temos boas possibilidades de poder viver no mundo em condições medianamente normais. e o General McEntire. Jeff levantou uma mão tremente. Voltaram para a habitação de Hollister onde outros esperavam impacientemente. senhor? — A voz era tranqüila. Ryland não arriscaria por nada a vida de Hollister. Hollister. Ian assentiu de acordo. Um de vocês ficará sempre desperto. — Ela acredita que Higgens matou os outros? — Perguntou Ian a seco. Capitão? — Quero a todo mundo trabalhando na série de exercícios que Lily nos deu. Nico. Quero que Nico e você se ocupem de sua segurança. Acredita que o experimento não foi um fracasso. — Não atue. Capitão. Se Lily o está pagando. — Necessitaremos dois homens protegendo ao Jeff na casa do médico. — Tem alguma idéia como vamos sair desta confusão. assim tem que te pôr em pé — Nicolas apertou com força a mão de Jeff. — Higgens está envolvido. — Estou trabalhando endemoniadamente duro por essas aulas de surfe que me prometeu. Não queremos percorrer muita distância com Jeff. Procederiam como se estivessem em território inimigo. Não são só assassinos. Ian. Arly tinha assegurado que o doutor manteria silêncio. Nicolas assentiu entendendo. Não têm outra escolha. Ryland fez gestos a Ian McGillicuddy e ambos saíram ao vestíbulo. — Não ocorrerá. sim. — E se toparmos com o inimigo. Não sabemos nada deste médico.

Jonas tomou bem. tiraremos Jeff — Disse Ryland — Tucker. simplesmente o seguem vindas de todos os lados. isso é certo — queixou-se Gator — Ninguém faz bolachas como a mãe de Jeff. Fez uma idéia totalmente errada. — Assegurarei que não o deixe cair mais de uma vez. O menino bonito Hollister vai pela rua e não temos necessidade de procurar mulheres. Sam vaiou e empurrou Jonas com o pé. Sam deu um golpezinho de bom humor. atirando acidentalmente um golpe ao Gator enquanto o fazia. — Isso não conta. Os dentes de Tucker eram muito brancos ao sorrir para Jeff. tratarei como a um recém-nascido. — Assim ouvi também — Disse Kyle — exceto que as gêmeas estavam escondidas debaixo de sua cama. Teria que ser eu a enfrentar sua mamãezinha — Ryland estremeceu. Jonas. — Impressionava quando trabalhava no circo — Disse Jonas — Pensavam que era sexy. Jonas levantou a mão. menino surfista. — Sei que não acaba de me chamar tolo — Disse Jeff — Está se aproveitando. Jonas. — Você gostaria que pensassem ser sexy — Sua última noiva não atirou a cerveja em sua cabeça? A risada estalou. As mulheres fogem quando você entra na habitação. Não quero que machuque um só cabelo da cabeça do menino surfista. — Sem mencionar — Jonas Harper levantou o olhar onde estava afiando uma faca de quatro centímetros com amoroso cuidado — que é um ímã para as garotas. Kyle Forbes esticou as pernas e estalou em gargalhadas. . Quero que o leve nos braços. — Lançar facas na realidade não impressiona as mulheres. Jeff atirou seu travesseiro em Jonas. Gator tem esse ardente sangue cajún e Jeff só fica aí olhando como um parvo e as mulheres caem a seus pés. Jonas. embora poderia acabar te arrumando se aterrissar de cabeça. Tucker recuperou o travesseiro. — Isso não é o que ouvi. Jonas. Sam. Pegou-me com as gêmeas Nelson sentadas no colo. — Não posso acreditar que fará que me leve nos braços. você é o mais forte. — Isso é porque ele não está sempre acariciando uma faca. — Não se preocupe. — Já não conseguiríamos bolachas. Ouvi que te pegou na cama com as gêmeas. Mais vaias acompanhou o comentário de Kyle.— Assim que Nico nos der sinal. porque estou preso a esta cama. Jeff gemeu. — Você cobrirá as costas. — Todos vocês estão em plena forma nessa questão. sorrindo timidamente.

que cometemos crimes. Rye. beijando o polegar. Sam os cobrirá. Rye. E não são civis. que estão aqui para vigiar à mulher. A menos que sua vida ou a de um membro da equipe esteja em jogo. Normalmente era um homem extremamente calado. Diga ao Tuck que dê uma corrida. participou da conversa para manter alto o moral de Jeff Hollister. todos acreditam que somos fugitivos. todas essas pessoas. — Recordem. Sua única responsabilidade é manter Jeff e a vocês mesmos com vida. Tucker deixe-o atirado sobre seu traseiro aí nos bosques. Se o lugar estiver quente. Com você fora do jogo. Ficou olhando-os durante um comprido momento. Jeff — Disse Ryland amavelmente. Nico está esperando. — Então é você quem pega as fotos de minhas irmãs. Ambos agarraram os ombros de . Ryland gesticulou e apontou Kyle e Jonas. está se esquecendo de suas irmãs? Tira as fotos de suas irmãs da carteira e as beija cada maldito dia. Tinha sido sua decisão utilizar a comunicação telepática apesar de Cowlings. Kyle levantou uma sobrancelha. acertando Jonas na parte de atrás da cabeça. Envio Tucker com Jeff. Faz um sinal quando estiver tranqüilo. — Temos caminho livre. Encontraremos na casa do médico.Jonas sorriu maliciosamente. — Jonas. Sabemos que estão aí fora. seu pervertido estouvado lança facas. Por isso suponho. Isso é um em frente? Podemos fazer que Jeff os passe? Ryland tinha fé completa no julgamento de Nicolas. Não estão tomando sua missão muito à sério. civis. Estão aborrecidos e não muito alerta. sabemos que estão vigiando. É um em frente então. Não têm nem idéia de que estamos aqui e estão seguros que não vamos aparecer. Crê que alguma dessas garotas vão te olhar se não levar seu precioso irmãozinho são e salvo a casa? A almofada saiu voando pelo ar uma vez mais. Ian será o condutor. Hollister. Ninguém nunca o tinha visto excitado ou nervoso. um gênio com os explosivos. Caminhem como os fantasmas que somos e atravessem suas linhas. saiam imediatamente e voltem aqui. mas não podem averiguar que estamos aqui. soldados. São suscetíveis. estará nos fazendo a todos um favor. Uma vez ali se mantenham firmes até que tenhamos avaliado o terreno. O resto de nós controlamos os vigias. O homem tinha pouca habilidade telepática e Ryland julgava que o risco que estivesse suficientemente perto para captar era mínimo. poderia ter uma oportunidade com essas as gêmeas Nelson. As duas estão caminho de ser santas — Jeff se benzeu. Assentiu para o Tucker — Kyle e Jonas irão à frente. Esta é a questão. Não podemos pôr Lily em perigo. — Estive pensando bastante. Temos vigias. Nicolas falava sempre naquele mesmo tom baixo. Nem sequer olhe para minhas irmãs. não utilizem força máxima. Não acredito que tenhamos muitos problemas. Vigiem seu rastro ao voltar.

Fica com Jeff. O guarda começou a passear inquietamente de cá para lá. Que fossem cegos a movimentos e sons. Ryland manteve a mão em alto. altamente suscetível às ondas de energia que os aguilhoavam. Uma vez que o pessoal diurno partiu. mantendo-se entre as sombras. Mantenha-nos a salvo. um acidente crível. Que olhassem para outro lado enquanto Ryland orientou Tucker e Sam que tirassem Jeff Hollister. Cortou a distância com o guarda até ficar sozinho a escassos pés do homem. deslizando sobre o terreno acidentado sem um som. Envia-os para cá. Concentrou-se na conexão. empunhando a arma. Utilizemos-los. sacudindo-a como se precisasse limpa-la. . mas jamais ocuparia o lugar da confiança em si mesmos. Tinham esperado que o sol se pusesse e a escuridão se estendesse. preocupar-se com ele. ver o machucado em seu lado direito. sussurrando na noite. eram capazes de se mover livremente sem temor de serem descobertos. Ryland dirigiu os guardas para longe do caminho do bosque que Tucker tomaria para reunir-se com Ian no carro. Ryland deixou escapar o fôlego lentamente. Tucker era tão grande quanto um tronco. Tinha sido um dia comprido. Permitiu que seus músculos relaxassem. movendo-se rapidamente. Seu momento. ordenou Ryland. Este estava reagindo ao empurrão mental esfregando a cabeça. Ryland saiu do primeiro túnel. Podem criar nossa diversão.Hollister com força e depois seguiram Ryland saindo da habitação. levava Jeff protetoramente embalado contra seu enorme peito. Tinha que parecer um acidente. Para um homem grande. justamente para o guarda. informou Nicolas. construindo a ponte para os jovenzinhos que avançavam furtivamente pelos bosques com uma lanterna e armas de ar comprimido. vigiar Jeff. Ao menos podiam fazer algo ativamente. procurando os vigias. Ryland abriu o caminho. Mudaram de direção imediatamente. escapulindo na escuridão. silenciosamente. dirigindo-se rapidamente para o túnel. Acumulou sua energia. informou Nicolas. Adolescentes. Podia sentir a onda de energia construindo-se enquanto os homens começavam a projetar. constantemente. Tinham todo tipo de tecnologia ao seu dispor. indicando a Tucker que se fundisse com as sombras com sua carga. Ryland murmurou uma prece pedindo perdão se algo saia mal Aproximam-se dois meninos. o alívio se propagou. mas incapazes de fazer algo para ajudar. Jeff não era um homem pequeno. plantando a urgente necessidade de conversar com seu companheiro. Tucker Addison se movia como o fantasma que era. pressionando os dedos sobre os olhos. sua força. para ver a beleza da noite. Retrocedo para te cobrir. seus olhos se moviam inquietamente. dizendo aos guardas que olhassem para as estrelas. Quando os fantasmas passeavam. Deixou-se cair sobre o estômago e engatinhou acercando-se do guarda. Concentrou-se em "empurrar" ao homem mais forte. mas parecia um menino frente aos músculos vultosos de Tucker. Sam mantinha o passo atrás deles. dirigindo-se para os guardas mais resistentes.

Ryland indicou que seguissem adiante enquanto começava sua própria retirada. Ryland entrou por uma porta deslizante de vidro. Foram muito cuidadosos. girando. calmamente. Rodearam a casa. Kyle passou direto. desdobrando-se para cobrir mais terreno. Tranqüilo. respeitando as normas de trânsito. Percorreu as habitações. evitando ramos e folhas que os delatariam. Um homem alto e magro se apressou a descer as escadas. Rye. Podia ouvir ao médico movendo-se escada acima. A campainha repicou melodiosamente. Tranqüilo. checando cada posição onde alguém pudesse estar esperando para emboscá-los.O guarda deu a volta alerta quando os meninos riram em voz alta de uma brincadeira que um deles tinha feito. permanecendo entre as sombras. não queriam arriscar-se a que um policial os parasse. Ian tinha apagado a luz do teto da caminhonete para que Tucker e Sam pudessem colocar Jeff cuidadosamente sem o brilho da luz que os delataria. ganhando a entrada através de uma janela do segundo piso. Estava vazia. mantendo seu corpo entre eles e os guardas. como disse Adams a Lily que estaria. Nicolas deslizou dentro do carro junto a Kaden. Ryland levou a cabo a varredura tão minuciosamente como se aplicava a cada tarefa. de algum modo inclusive nas áreas mais escuras. A fechadura era uma piada. afastando-se cautelosamente do guarda. Vestia . Estamos fora. Digo que sigamos. Não havia ninguém perto da casa. Tucker atravessou o bosque velozmente. Ryland tomou posição após as escadas. Às costas do guarda estavam Tucker e os demais. Ryland e Jonas já estavam explorando. seguindo quase um quilômetro estrada abaixo. Ian os recolheu. cegando-os temporariamente. Sua luz iluminou aos dois meninos no rosto. Informou Kaden. Era uma casa grande e formosa rodeada de grama imaculada e cercas de ferro forjado. que saiu da sarjeta antes que a porta se fechasse. obtendo uma sensação da casa. Ryland foi o último homem no terceiro veículo. urgindo Kyle para que estivesse em movimento antes de estar completamente dentro do carro. Kaden continuou percorrendo a lateral da casa. Nicolas e Kaden rodeavam o imóvel pelo outro lado. permanecendo baixo e utilizando a explosão de conversação como cobertura. Kaden e Nicolas subiram e saltaram o corrimão alto que rodeava o amplo alpendre. Sam corria em paralelo com Tucker e Jeff. Acrescentou Nicolas. e voltando a passar frente ao imóvel. Freou o suficiente para permitir que Ryland e Jonas se baixassem antes de passar direto uma segunda vez. profundamente entre as árvores. Ian? Tem algum mau pressentimento que gostaria de compartilhar conosco? Não. A casa do Doutor Brandon estava a vários quilômetros do imóvel Whitney. Encontrou um pequeno estacionamento além da casa e estacionou o carro sob os ramos balançantes de uma árvore. Tranqüilo. estamos fora. Estão fora. Nicolas entrou no piso inferior através da porta traseira. O tragam.

Perguntou Sam. — É muito necessário. Somente estava interessado em seu sujeito. Fechei minha pequena clínica recentemente e tenho tudo o que necessitamos à mão — O doutor abriu caminho através das espaçosas habitações — preparei uma habitação na mesma parte de atrás da casa e dei ao meu pessoal uns poucos dias livres. — Suas fechaduras são do tipo Standard — observou Sam — Um menino poderia as forçar. Também tinha insistido que seguissem trabalhando em seus exercícios. Ryland deu sinal aos outros e abandonaram a casa com o mesmo sigilo com que tinham entrado. Lily tinha providenciado o envio de comida mais que suficiente quando ouviu que os homens iriam ficar. — Não importa que reforcemos sua segurança. Tucker não esperou um convite. Doutor? . doutor. O nó no estômago de Ryland aliviou. mas pôs Jeff para dentro. Adams ondulou a mão vagamente. Sam abriu os armários e todas as portas anexas. — Levem-no para parte de trás. Ian entrou e fechou as pesadas cortinas. Sua voz era despistada. Abriu a porta sem duvidar. — Se os faz sentir melhor. — Contou-lhe que vamos ficar? — Perguntou Ian — Faremos turnos para ficar com ele.calças folgadas e camisa branca. Sam e Ian o seguiram. mas não se preocupe. Não em Jeff Hollister. ambos gritavam dinheiro. O Doutor Brandon Adams tinha uma mente similar a de Lily. A habitação era grande e arejada com uma vista tremenda. As sobrancelhas do doutor se arquearam. Vamos. O médico nunca soube que estiveram ali. Lily disse que o queria de volta logo que fosse possível. Entendia-o. fechando a porta atrás deles e passando o ferrolho casualmente. verdade. não nos intrometeremos em seu caminho. mas duvido que seja necessário. — Não sei o que quer dizer com isso. Inclinava-se sobre Jeff Hollister. Somos auto-suficientes — Disse Ian enquanto deixava seu pacote sobre a mesa — trouxemos nossas rações. — Tenho um cadeado na porta dianteira e dos fundos — O doutor na realidade não estava prestando atenção à conversa. O Doutor Adams não tinha nenhum interesse absolutamente no tema da segurança. — Gostaríamos de assegurar a casa — Disse Ian. aproximando-se para esquadrinhar seus olhos. Acredito que estará bem. . só em seu cérebro e no que este podia revelar. É todo seu Nico. — Como quiserem.

E estava preocupado por Lily.Capítulo 13 A casa seguia vigiada. Um guarda acendeu um cigarro. moveu-se como Caminhante Fantasma. mas não tinha respondido. Ryland foi se preocupando progressivamente. os homens ocultos entre as sombras não eram civis. Ao longo da tarde e a noite. Uma vez cruzou com um rádio ruidosamente no ar crispado da noite. Não tinha compreendido quanto contava com a conexão entre eles e o perturbava não poder tocá-la. Ian tinha ido a ele duas vezes. Não ajudava que não pudesse tocar a Lily. Franzindo o cenho. protegendo o . Estendeu-se para ela uma e outra vez nas últimas horas. Ryland tentava ignorar a equipe militar que obviamente guardava a casa. porém. concentrou-se em Lily. dizendo que "sentia" perigo. Uma vez conseguiu que Jeff Hollister estivesse a salvo. A Ryland preocupava ter sua equipe dividida. mas tinha sido incapaz de estabelecer qualquer tipo de ponte. deslizando atrás das linhas para saber das posições do inimigo. Arly tinha guardas de segurança patrulhando. mas não podia dizer por que.

Essa gente tinha conseguido assassinar seu pai. mas nada disso parecia importar. Seu pranto era mais do que podia suportar. que com o passar do tempo e sem poder encontrar rastro dos Caminhantes Fantasmas. silencioso. estava chorando. O som rasgou seu coração. Ryland passou facilmente por dois guardas que mantinham uma aborrecida conversa perto da entrada do túnel mais próximo. não resultava muito masculino em um homem das Forças Especiais. Inclusive as luzes noturnas estavam apagadas. Deixou de mover-se. O pessoal de dia se foram fazia muito. Alcançou a linha das árvores logo atrás do imóvel. A escuridão o saudou. para as habitações privadas de Lily. utilizando os grandes troncos das árvores como cobertura enquanto se introduzia mais profundamente no bosque. Recordava a si mesmo cada dia que era uma perda de controle. Ela estava em casa e seu mundo voltava a estar bem. Ryland os observou durante algum tempo. observando seu aborrecimento. mas tinha feito mais do que se sentia seguro. sua Lily. Subiu as escadas. e menos ainda se Peter Whitney pôde realmente tê-lo manipulado de algum modo. Não acreditava que pegar uma dúzia permitiria que passasse despercebido entre os vigilantes despreparados. tinha entrado em uma floricultura na volta de quando viu Jeff. moveu-se infalivelmente para sua meta. porém virou à direita. Ryland percorreu velozmente as voltas e curvas do estreito túnel. todos os sentidos alerta. Fazia-o sentir débil e convertia suas vísceras em uma massa. Amortecido. atravessou a porta cuidadosamente. Permaneceu de pé dentro de seu dormitório. o coração tinha palpitado na garganta cada vez que pensava nela sozinha no Donovan. Satisfeito. moveu-se como o vento. ocupou-se disso pessoalmente. o som o golpeou primeiro. tudo o que Lily . Burlando a segurança. Suave. a integridade e a lealdade. deslizando pela enorme casa com rapidez. Seus dedos se fecharam ao redor da rosa. Levou um profundo fôlego até seus pulmões.brilho vermelho com a mão. Higgens cedesse ao pânico. O dia tinha sido muito comprido. um punho apertado contra semelhante engano. A passagem chegava aos vestíbulos superiores. e Ryland temia. Arly havia dito que a cerca estava protegida com sensores e no solo havia detectores de movimento espalhados pela zona. deixado o dinheiro para uma só rosa perfeita sobre o balcão para que ser encontrado depois por um empregado assombrado. mortífero. reteve-o e deixou escapar lentamente. preparado para tudo. Inclusive assim. Não importava. Mais que tudo respeitava a coragem. Encontrou-se diretamente sob a escada que conduzia aos pisos superiores e à ala da casa onde seus homens estavam esperando. mas o aroma flutuou no vento. A noite ia ser longa e fria para os vigias. A rosa de caule comprido que sustentava na mão estava desprovida de espinhos. Desejou ter uma dúzia delas para Lily. Ryland avançou de sombra em sombra. tão sacudido que realmente tremia. Mesclou-se com os padrões salpicados das árvores e arbustos ao longo da linha da alta cerca. Lily. Finalmente divisou uns faróis e depois o carro de Lily subindo pelo passeio sinuoso.

Pôs a boca contra sua orelha. O . um suave feixe quando acendeu a vela aromática. estirou-se junto a ela. meigamente. que tinha ido verificar Jeff — Havia um fio em sua voz.Sangue! — Que demônios? — Suas mãos apertaram possessivamente — O que te passou? Onde está ferida? Lily se agarrou a ele. — Vou acender uma vela e te examinar. Levaram o gravador. seu fôlego quente sobre a pele.tinha em abundância. procurei por lá. Deixou cair o fósforo no candelabro e agarrou seu queixo firmemente. — Lily. girando longe dele. Ryland se deteve um momento duvidando. Caí para trás e voltaram a me golpear enquanto caia. Não querendo sobressaltá-la. Todo instinto masculino e guerreiro em seu interior ficou imóvel. Ryland. — O que faz aqui. humilhada por ter sido surpreendida em um momento tão vulnerável. Havia tanta pena em seus olhos azuis que o golpeou. não. Muito lentamente. inseguro quanto a seu aspecto. sei quanto significava para você — sentou na beirada da cama. Ouviu apesar do som amortecido pelo travesseiro. com uma mescla de calor e fumaça. Enterrou o rosto no travesseiro. antes de posar a rosa cuidadosamente sobre o travesseiro junto a ela. A fúria foi veloz. Lily. relaxando no refúgio de seu corpo. e depois atirou sua camisa ao chão junto à cama. somente te consolar. O ofego de Lily foi audível. girou a cabeça para olhar a rosa. Ryland? Arly me disse que tinha ido. Estendeu a mão para o abajur da mesa de noite. Ryland se aproximou. Quando não respondeu. depois desviou o olhar para a cara dele. Roçou com as pétalas aveludadas da flor um caminho ao longo da bochecha úmida pelas lágrimas. — Lily — Pronunciou seu nome brandamente. Nada mais. — Não — agarrou o pulso dele — Por favor. enterrando a cara em seu amplo peito. Um momento de debilidade. para não alarmá-la. carinho. verdade? Não pode estar chorando por que sente medo por mim-—A idéia o alarmou e agradou ao mesmo tempo. É tudo. não estaria preocupada comigo. Isso é tudo o que quero fazer agora. Quanto grave é a ferida e onde demônios estavam esses idiotas de guardas de segurança? — Chiou a pergunta para ela. Com infinita ternura a puxou para seus braços — Me deixe te abraçar. vulcânica. Algo na voz dela o advertiu. Inalou profundamente e cheirou. Não quero que volte a chorar assim nunca. tirando cuidadosamente os sapatos. Lily se aconchegou contra ele. e encontrei um pequeno gravador ativado pela voz. um tremor percorreu seu corpo. Amaldiçoou muito brandamente em voz baixa. o debilitando. Esperando. Lily estremeceu. — Não é por meu pai. Alguém entrou e me golpeou com força. Ele se esticou. girando seu rosto de um lado a outro para inspecionar o dano. A chama era pequena.. Ryland se estendeu ao redor dela para encontrar os fósforos em sua mesa de noite. — Foi no escritório de meu pai.. — Sinto muito por seu pai.

— Sabe que foi exclusivamente minha decisão e ninguém poderia me deter — Quando o sentiu se esticar continuou apressadamente — Disparou um alarme.estômago se esticou. — Gosto de ser tortuoso.. e deixo que um civil entre desprotegido em uma situação perigosa. o Coronel Higgens se encontrou comigo e me acompanhou ao meu escritório. As mãos dele se moveram sobre sua cabeça. Nesse momento. . Lily. — Quando cheguei esta manhã. colocando-se mais perto do calor do corpo dele sem ser completamente consciente ao fazê-lo. Fez o mais pesado silêncio até que ele pôde tragar sua fúria. Ryland se inclinou para frente para roçar as têmporas e bochecha com o calor de sua boca. — É tão escandaloso. — Supõe-se que tem guardas no Donovan. um pouco rígida. — Demônios! Lily viu quem foi? — Insistiu.. Os guardas correram para ver se a segurança estava comprometida — Disse Lily cansadamente.Tinha deixado ir ela. brilhando nas profundezas de seus olhos. — Justamente estava me virando quando me golpeou.. Somente a você ocorreria algo tão tortuoso. . porque temiam que você pudesse tentar me raptar. mas viva. Insinuaram que podia ter sido você quem me atacou. Ryland. Mediu um grande vulto perto da têmpora e ela se sobressaltou quando as gemas de seus dedos a examinaram gentilmente. Phillip Thornton se uniu a nós e me disseram que queriam que tivesse guardas militares. Deliberadamente seus dentes brancos surgiram. Demônios! Sou um oficial do exército. um sorriso malvado que fez que seus olhos brilhassem de prata. carinho. Ele esfregou o nariz contra seu pescoço. Recostou atrás. estava ferida. Ambos os homens sabiam que ele nunca faria mal a uma mulher. — Te raptar tem um lado muito erótico — zombou. querendo o consolar. Tocou-lhe o rosto gentilmente. A voz dele era tão formosa que se filtrava através de seus poros até enterrar-se profundamente em seu corpo. Como sempre a comoveu como nada mais podia fazer. quando você está implicada — Seus dentes mordiscaram o lóbulo de sua orelha. De algum modo sua cabeça pulsava menos com a preocupação dele. uma ameaça que a fez estremecer. Um pequeno sorriso de resposta curvou a boca suave e tremente dela apesar do ataque.. algo muito perigoso fluía dentro dele rugindo para que o liberasse. Uma expressão escura e predadora cruzou sua cara. Tive uma breve impressão dele e depois estava no chão — Riscou o cenho dele com a gema de seu dedo — Estou bem. Onde demônios estavam esses inúteis? Onde estavam quando ocorreu tudo isto? Por que não estavam te vigiando? Nunca deveria ter deixado que voltasse ali.

com o coração nos olhos — Sinto o mesmo por você. Atravessaria o inferno para te proteger. Leve como uma pluma. Lily. — Arrancou-me o coração no ato. Não me veja assim. Ryland — Era verdade. Arly. Não há necessidade. Soube exatamente nesse pulsar de coração em que meu cérebro se voltou louco. Lily. Entrou na habitação. — Não quero que seja diferente. — Ryland. Ele pegou a rosa do travesseiro e a colocou cuidadosamente na mesa de noite junto à vela. Fui teu depois. mas não há maneira de desaparecer esse instinto. levando as mechas ao rosto para esfregá-las ao longo de sua mandíbula. Atraiu-a mais perto dele. se voltarão loucos. E isto me dá uma grande desculpa para faltar ao trabalho um par de dias e ninguém pensará nada estranho. — É mágica. Tem um cérebro. porque não sou. Ryland — Tocou com o dedo a perfeição esculpida de sua boca.. esperei até chegar em casa. queria me deitar na escuridão e me compadecer de mim mesma. toda minha. não os conhece. sentindo o corpo suave render-se ao dele. tão protetor. Está presa ao homem que sou. seriamente. senhora. sentir nada mais. com mais valor em seu dedo mindinho que a maior parte das pessoas em seu corpo inteiro. Ryland lutou por conter a reação de seu corpo. só um galo e uma dor de cabeça. — Não! Não pode fazer isso. não podia evitar amá-lo como era. O coração deu Ryland deu um tombo. Ryland. Demônios! não pude fazer nada mais. Ele apertou o cabelo sedoso em sua mão grande. E é minha. Lily. John. Sinto-me atraído por você porque é Lily Whitney. a não ser desejar te proteger. Lily. Vou chamar Arly e fazer que traga um médico para te examinar. Não acredito que o que sinto por você tenha algo absolutamente a ver com o realçamento. porém estamos ambos realçados. — Não. — Necessita uma xícara de chocolate quente. — Olhou-a. — Tomou algo para sua dor de cabeça? — Não tomaria nada deles. Apesar de si mesma. Não estou com sono ou cansada somente. Lily. — Não recordo assim. Tudo o que sentimos é simplesmente mais intenso. estudando-o de todos os ângulos. estava tão condenadamente formosa que machucava.. Podia sentir a dor palpitando em sua cabeça. Rosa. a pele arrepiou e minhas vísceras se ataram tão apertadamente que pensei que explodiria. — Pensei nisso. soava imensamente cansada. Estou bem. Ele roçou um beijo sobre seu rosto. sabendo que ela necessitava consolo. — Não o que? Que não queira te proteger? Sinto muito. Não sou um desses homens agradáveis que sempre conheceu em seu mundo protegido. Soube nesse dia em que entrou na habitação. um senso de humor e um sorriso .— Há coisas mais interessantes que fazer — Apesar de seu intento brincalhão de sorrir. pura magia. — Não quero que volte ali.

seus dedos a envolvendo possessivamente. Encaixavam em suas palmas. Meu pai gastou uma fortuna nos melhores instrutores de autodefesa do mundo. Sobressaltou-se. quero te arrancar a roupa. O fôlego de Ryland ficou preso na garganta. Fechou os olhos brevemente. inclusive antes. a luz se derramou sobre a face machucada de Lily. Mau porque acreditava que tinha que lhe proteger. — Não vai me perder — Suas pestanas se elevaram para proporcionar um olhar de seus faiscantes olhos azuis — Sabia que tiraria colação no sexo cedo ou tarde. Lily Whitney estava a seu lado para sempre. Deslizou as mãos ao redor dela para embalar seus peitos sob o lençol. Aceitação incondicional. — Acredito que é você o que tem suas mãos em meu corpo. Simplesmente embalava seus peitos entre as mãos. Ainda lhe revolvia o estômago. — Estava procurando pelo escritório de papai. Capitão Miller. uma potente tentação — Deixa de me distrair deliberadamente. quero te dar um sermão. seu corpo suave muito perto do dele. Seu sorriso foi afetado e satisfeito. soube que haveria problemas. Um ardor lento. muito consciente que não o tinha chamado no momento do ataque. — A idéia de suas mãos sobre meu corpo é alarmante. e cada vez que estou perto de você. esperava encontrar algo que . gemendo em voz alta ante as possibilidades que as palavras murmuradas dela conjuravam para ele. quentes e suaves pétalas. Tinha o coração nos olhos. Já sabe.que me deixa fora de combate. Ryland permaneceu em silêncio. mas ela sentia o calor começando a estender das mãos dele até seu corpo. Estava tremendo. tomando a fragrância dela em seus pulmões onde formou redemoinhos. As coisas que poderia fazer com sua boca poderiam resultar interessantes. sabendo que ela precisava falar disso. Bom porque lhe pertencia. sem ocultar nada. não ao contrário. Um delicioso ardor. — Deliciosamente e pecaminosamente malvada. — Sinto-me tão estúpida. ela abriu os olhos observando seu rosto que revoava a centímetros do seu. A boca dela se curvou. E demônios! Não vou te perder. separando o olhar dele. sua intrigante covinha apareceu. Amor. Ela o olhava sem malícia. Pior ainda. Então começo a pensar no que poderia vir depois. Lily. — E pecaminosamente malvada. Podia fazer que um homem duro caísse com força. verdade? — Deliciosamente extenuante — Concordou ele.Tem uma boca tão formosa. — A vida contigo será extenuante. — Esqueci de dizer que sempre cheira tão bem — Inalou profundamente. E isso era ao mesmo tempo bom e ruim. Lily. A chama da vela oscilou. Sua reação oscilava entre a dor e a fúria. no minuto em que dispararam os alarmes. Uma pequena risada escapou.

Provavelmente imaginaram que o gravador tinha as anotações sobre o experimento que lhes diriam como seu pai fez para realçar nossas habilidades psíquicas ou algo incriminador. todas as noites. mas quando encontrei o gravador. Lily. Voltou a deitar. Assim tive que me agachar sob o escritório para recolher o mouse e pude ver que o bloco não estava alinhado com a parede. E não se mecha tanto. sofri de visão estreita. .pudesse me mostrar quem o matou. Se ficar comigo. Ele riu brandamente. Golpeei meu dedo do pé quando estava tirando a cadeira para me sentar no escritório. Lily suspirou. Estive em seu escritório uma dúzia de vezes e sei que Thornton o averiguou minuciosamente. não querendo que mudasse de opinião e o despachasse. resmungona. Ryland tirou rapidamente os jeans. devem ter uma câmera escondida no escritório. — Bem. abraçando-a. — É natural querer encontrar às pessoas que matou seu pai. tire a roupa. não podiam deixar que você o tivesse. — Deixa passar. mas seguia pensando que encontraria algo. carinho. Soava sonolenta. atirei o mouse no chão. — Gostaria de ficar toda à noite contigo. e detendo-se — Está pensando em dormir sobre mim? — Sabia que ela dormiria pensando no ataque. — Sim. dói-me tudo. Ele beijou o galo sobre sua têmpora. Odiaria que a casa incendiasse. Íntima. Fez um pequeno silêncio. Ocorreu um pequeno silêncio enquanto seu coração pulsava e seu sangue palpitava através de seu corpo. e tentando controlar seu corpo ao encaixá-lo protetoramente ao redor do dela. — Bem. De qualquer forma. seguindo abaixo para o oco do ombro. — Sabia que tinham uma câmera. — Encontrei o gravador atrás de um bloco solto de cimento. Qualquer um teria revisado o gravador — Seus lábios deslizaram pela pulsação em seu pescoço. — Tenho um plano. fiquei tão completamente envolvida pelo achado que não pensei nisso. inalando sua cálida essência. A calidez se estendeu por seu corpo. — Respira muito forte. Lily se derrubou para trás contra o travesseiro. E o faremos. Sempre fui consciente disso. guarda para si mesmo um momento. — E é obvio. na fita perdida. assim estavam observando cada um de seus movimentos. deixando beijos ligeiros abaixo por sua face até a bochecha machucada. Estava oco e simplesmente o tirei de seu lugar. dói-me a cabeça. carinho. Quando me agarrei ao escritório para me estabilizar. mas não durmo vestido. apaga a vela.

Lily. suas mãos cálidas. E sei que você não comeu nada — Saiu de sob as mantas. Por outro lado. — Se dá conta que fica resmungona quando está faminta? Já tinha percebido antes. Com um pequeno suspiro de arrependimento por perder sono. — Não me sinto muito faminta — Observou Lily. Tenho que conseguir comida. continuou caminhando. tenho planos para depois quando não estiver tão machucada — voltou para olhá-la sobre o ombro. Ela deixou escapar um som suave e satisfeito e se aconchegou mais contra seu corpo. Seu olhar percorreu seu corpo possessivamente. fortes e consoladoras em meio da noite. Nem sequer com um microondas apropriado. Não podia desgrudar os olhos dele. Sorriu amplamente até parecer um idiota. mas seus mamilos . jogou para trás o lençol e o seguiu. Com ele era diferente. Suave. Vulnerável. Seus músculos se ondeavam e seu corpo se deslizava. tão controlada. verdade? Seus dentes fortes mordiscaram o lóbulo da orelha. saindo do dormitório como um grande felino da selva. — Estará faminto amanhã. Ryland a deixava sem fôlego com seu jeito completamente desinibido de sempre. — Vai me chatear até que se saia com a sua. Estava massageando sua pele. — Você sempre está faminto — Repetiu Lily — Vai à cozinha? Está louco! Estamos no meio da noite — apressou-se atrás dele. avidamente. tão perfeita no trabalho ou em público. pegou várias velas de uma prateleira de mogno. — Absolutamente. seus olhos cinzas brilhavam maliciosamente. Ninguém mais a via assim. Concentrou-se na vela. magnificamente sensual. Lily estava profundamente impregnada em seu coração e mente e sabia que nunca desapareceria.fazendo coisas curiosas a seu coração. O corpo de Lily estava relaxado e sua dor de cabeça aliviava sob seus cuidados. — Estou faminto — Ryland não se voltou. Resmungona. carinho. Enquanto atravessava o espaço aberto do vestíbulo. Ryland — Soava cansada. — Sou bom cozinheiro. as abas da camisa roçavam suas coxas nuas enquanto caminhava — Não estava brincando quando disse que não podia cozinhar. O sorriso dele estava em sua voz. fluído e poderoso. Abraçá-la era o céu e o inferno de uma vez. Ardente. suspirou brandamente. movendo o ar até que a chama se extinguiu e a habitação ficou uma vez mais escura. — Não necessita muito mais força. vestindo a camisa dele sem abotoá-la. Não parecia saber o que significava a palavra "modéstia". mas podia com isso. — Estou faminto. Lily Whitney. acariciando suas suaves curvas abertamente — Preciso recuperar as forças. Seus dentes mordiscaram o ombro nu.

cobrindo seu corpo. Acerta para pô-lo no forno eu mesma. Seu corpo se inchou inclusive mais ante o conhecimento do exame. — Estaria melhor se dissesse a verdade — Enquanto entravam na cozinha Ryland acendeu despreocupadamente as velas e as colocou sobre o balcão para iluminar. Ele deteve seu movimento para olhá-la cinicamente. Desejava estar com ela. tomando nota de cada centímetro de seu corpo. queria um compromisso. E se movia com facilidade pela cozinha. — Não vi muita resistência enquanto estava te examinando. Necessitava ouvir o tom calmo de sua voz. Seu corpo se esticou em reação ao toque dele. Aí é onde se equivocou seu chef gourmet. tenho suficiente resistência à dor para intumescer a um elefante. A sobrancelha dela se arqueou.se esticaram sob o ardente olhar e profundamente em seu interior floresceu a excitação — Tem pelos dois. deslizando a mão sobre o estômago plano. Não tinha alma. Estava em forma. Inclinou-se para espiar dentro da geladeira. mas abrindo-se para revelar intrigantes olhadas de seus suaves peitos. estou bem. semi-erecto e sem preocupar-se com isso. — Fui um menino maravilhoso. Podia ver as sombras do escuro triângulo de cachos na conjunção de suas pernas. — De acordo. As bordas da camisa tentavam a seus sentidos com rápidos vislumbres quando ela se movia. — Deve ter sido um menino terrível. Ryland desfrutava tendo seus olhos sobre ele. tudo enquanto sabia que o olhava. — Rosa deixa com freqüência massa de pão porque sabe que adoro pão fresco. — Vamos ter um filho? — Ao menos um. Escutando o som de sua risada. não só unindo seus corpos. Sua camisa sobre ela era muito grande. Aqui tem massa de pão. cada músculo marcado. Um estremecimento de excitação a percorreu. refletindo sobre o conteúdo. tirando vários artigos. acariciando. Certamente conseguia algo quando lançava a sua mãe esse teu sorriso matador — apoiou-se contra o balcão mais afastado e o estudou. roçando a ponta de seus dedos brincando com os cachos negros na união das pernas antes de avançar para a pia — Lily! Olhe isto. Lily encolheu seus ombros. escreveu as instruções e as guardo na gaveta junto ao forno — . E para sua informação. Adorava sua falta de modéstia e a forma que nunca parecia o incomodar o não poder esconder o muito que a desejava. Sorriu para ela — Cozinhar a luz de velas faz toda a diferença do mundo. ocultando tesouros. totalmente nu. — Pressionou muito forte sob a camiseta! Honestamente. Sentia-se satisfeito estando perto dela. E um par de filhas também — moveu-se passando junto a ela. Lily estalou em gargalhadas. Lily — Disse — Como será nosso filho. Seu corpo a fascinava quase tanto como sua mente.

o incitando. Colocou a palma da mão sobre seu próprio estômago. Lily sacudiu a cabeça. o excitando instantaneamente. Fica em algum lugar nas sombras. Lily se sentou lentamente no pequeno tamborete. — Não posso imaginar como vai ajudar me — Aventurou. Abaixou uma pequena prateleira diretamente diante dele. Lily esfregou a gema do polegar pelo lábio inferior. — Acredito que poderia ser útil um pouco de ajuda — Estava olhando as mãos dele trabalhando a massa. — Estou trabalhando. E fazendo seu melhor esforço por ignorá-la enquanto trabalhava. O ar abandonou de repente os pulmões do Ryland. Ryland levantou de novo o olhar. guardando inconscientemente a um menino. Começou bater ingredientes em uma pequeno tigela misturando-os. Seu corpo nu estava perto. — Não algum dia — Corrigiu ele — Logo. tem um alto coeficiente intelectual. não a ele. desejando toca-lo — Quer ter meninos algum dia? — A idéia de ter seus filhos crescendo em seu interior a comoveu. Ryland. seus movimentos seguros e práticos. e a luz da vela sobre seu peito me distrai. não queria romper o feitiço sensual que Lily estava tecendo. uma idéia atrevida formando-se em sua cabeça. verdade? — Sente-se — Deu a ordem grunhindo. mas sua voz tinha uma nota rouca e sensual. Ryland? Ele produziu um ruído grosseiro enquanto começava a combinar os ingredientes em uma tigela. Não estou ficando mais jovem — Levantou o pequeno pano de cozinha que cobria a massa de pão — Cilindros de canela. roubando o fôlego. o obrigando a se afastando do mostrador. Estava tão seguro de si mesmo. — Tenta seguir o fio. . Uma única palavra foi tudo o que pôde pronunciar. Deve ter se metido em problemas todo o tempo — caminhou até o outro lado do balcão. Não se atrevia a falar. — Deve ter sido um menino monstruoso.aproximou-se. Rodeou o balcão para colocar-se junto a ele. colocando-se diretamente de frente para ele. — Estava acostumado a subir nisto quando pequena e queria chegar às despensas — Puxou a prateleira de tudo para que ele pudesse ver as perna desdobradas — Pensava me sentar aqui simplesmente e te observar trabalhar. ardente e duro. sua voz tão rouca que apenas a reconheceu. uma pequena tabela que usava como tamborete onde subir quando menina. Um calor escuro o atravessou. Sei que pode se tentar. você o que acha? — Estendeu a mão para pôr o forno em préesquentar. Lily puxou os músculos cordados das pernas dele. — Comigo? Quer ter filhos comigo. carinho. o observando intensamente. soa bem. Não se importa.

aveludada e muito avermelhada cabeça. embora tinha pouca experiência e agora que tinha insistido. sobretudo fazendo que o prazer disparasse por seu corpo e explodisse como um vulcão em seu estômago. Abre sua mente para mim. Agarrou seu cabelo na mão.— Sabia que seria a altura perfeita. Necessitava paixão e amor e que a sacudissem a cada certo tempo. brincando com ele. — Lily — Foi uma ordem. desejando que a visão ficasse gravada em seu cérebro para sempre. temia o decepcionar. seu quente fôlego fluindo sobre a pesada. é tão fácil captar o que queremos. Tudo enquanto o prazer percorria seu corpo. Um estremecimento o percorreu quando a boca dela se apertou e sua língua o lambeu. isto é tão intenso entre nós. seus quadris empurrando . Desejava isto. esmagando as mechas em sua palma — Tudo o que faz me agrada. as mãos urgiam seus quadris para encontrar seu ritmo. Lily se inclinou para frente e o tomou em sua boca. Quentes. — Tem algumas idéia interessantes — ela admitiu. Suas mãos se imobilizaram enquanto se via deslizando dentro e fora da boca dela. moldando a massa que estava fazendo. Nada menos. Ela riu brandamente. Amassou a massa cálida. Estava tão bonita com o cabelo sedoso e a escura paixão de seus olhos. E estava decidido a converter cada uma das fantasias de ambos em realidade. O mundo de ambos. carinho — disse ele meigamente. Ryland lhe dava o mesmo em troca. Era muito tentador para resistir. — Não tem paciência. Lily tinha sonhado com isto. quente. úmida e apertada. cristalizados e especiais. Sua fantasia. — Está seguro que não te distrairei? — Deliberadamente prolongou o momento. e Lily as roçou cuidadosamente com a ponta dos dedos. Lily o necessitava em seu mundo perfeito. Está tudo em minha cabeça. Por um momento sua mente desejou romper em pedaços com o prazer pulsante que o rasgava. mais duro. acariciando. estendendo-a sobre o balcão diante dele. Ryland obrigou a suas mãos a moverem-se. Antes que ele pudesse responder. sugando gentilmente. como me abre seu corpo. sua língua dançou em uma carícia — Porque não quero te distrair. As coxas dele eram fortes colunas. incitando-o a dar um passo mais perto. Os cilindros de canela soam muito bem. Quando estamos assim. Lily o amando. ansioso pelo sedoso calor de sua boca. Você simplesmente trabalha e me deixe ver o que posso fazer para te manter relaxado. sentir-se poderosa e de posse do controle. cada fantasia erótica que tive sobre você. E cada uma das que você teve sobre mim. Isto era como supunha que devia ser. verdade? — Queria o voltar louco. — Igual você — observou ele. Suas mãos encontraram suas nádegas. Já estava mais grosso. — Posso ler seus pensamentos. sua língua brincando e dançando. A luz das velas jogava sobre a cara dela. suas mãos rítmicas. A respiração de Ryland disparou.

Arrastou-a mais perto. Hipnotizava-a com seu calor e fome. As mãos dele foram gentis enquanto a emolduravam. tirando o cabelo do rosto. — Estava me divertindo — queixou-se ela. Ryland estendeu a mão em sua busca. Sorriu. largas e lentas estocadas. movendo-se sobre ela. o olhar em sua cara fez que o coração pulsasse de antecipação. A luz da vela brincava adoravelmente sobre as curvas e ocos de seu corpo. detendo todo movimento antes que fosse muito tarde — Suficiente. com a respiração presa na garganta. Envolveu a mão ao redor de sua dura ereção. assim seus peitos ficaram completamente expostos. Lily. suave e tentador. sua boca tão quente como as chamas que rugiam na barriga dele. Sua mão acariciou a úmida entrada. seus olhos ardentes. seguindo o ritmo dele. Como se fosse a única mulher no mundo. — Pensei que havia dito que era eu o impaciente — Juntou rapidamente a massa. pausadamente. mordendo-se para conter outro gemido enquanto a levantava até o balcão — Sente-se aqui. A ação abriu a camisa. Agarrou-a. Ryland apertou os dentes. apertando. só se sente aqui. e a seguir fortes e exigentes. Os dedos de Lily eram como asas de mariposas às vezes. Quando se voltou para ela. Era a forma em que a olhava. abrindo suas pernas amplamente para acomodar seu grande corpo. depois a inclinou para trás. Lily estremeceu de prazer. sua existência parecia estar concentrada no calor de sua sedosa boca. Um som escapou da garganta de Ryland. — Nem sequer começamos com as coisas escandalosas — Murmurou ele e inclinou a cabeça. Como se estivesse tão faminto dela que não pudesse passar a noite sem ela e não importasse quem soubesse. seguindo com brincalhona insistência. — Sabe o formosa que é para mim. inserindo a mistura na tigela com o resto — Teremos suficiente tempo uma vez que tenhamos isto no forno — Já estava convertendo as palavras em ação. Observando-o. — Acredito que encontramos onde esconde sua criatividade. Aproximou-se como um tigre à espreita. sua língua seguindo o rastro de morango. Não poderia ter se movido nem que sua vida dependesse disso. queimando com intensidade. não faça nada. não para mim — Arrastou-a fora da pequena prateleira. toda brincadeira sumida. tocando e acariciando com luz vacilante. A sensação da língua lambendo sua pele.para frente enquanto a boca dela se apertava. Tem uma forma maravilhosa de demonstrá-la — Todo seu ser. tombando-a sobre o balcão. o coração de Lily se acelerou. quero que esta vez seja para você. Seu corpo se deslizou sobre o dele. seguindo a luz brincalhona. — Sei que te deixo me fazer coisas escandalosas — Disse ela. Lily? — Casualmente afundou o dedo em um pequeno jarro de geléia de morango e pintou uma linha para baixo no vale entre os peitos até o umbigo. aumentava a . como se tivesse todo o tempo do mundo para desfrutar dela. o ar frio brincou com seus mamilos até convertê-los em picos tensos e ágeis. mas sem entrar nunca completamente.

formando redemoinhos ao redor do umbigo. as costas arqueadas. Não tinha pensado em outro homem desde que tinha pousado seus olhos nele. apunhalando profundamente. procurando alívio. Como ele queria pertencer a ela. arrastando-o mais perto. e seus dedos agarraram seus cabelo. Simplesmente sorriu. mantendo o ritmo lento. que pudesse raciocinar. a sensação quase a levantou do balcão. Antes que ela pudesse pensar. montando sua mão. Ofegou quando os dentes arranharam seu mamilo. Tudo enquanto sua boca e seus dedos a levavam ao limite. e soube o que seria estar enterrado profundamente dentro dela. acordado com uma dura e dolorosa ereção e sem Lily para proporcionar alivio. Ryland. cada sombra. Empurrando os dedos profundamente. estendida ante ele. Pensando que se aliviou. Seus quadris se moveram inquietamente em convite. retirou os dedos completamente e os substituiu por sua língua. Ele respirava fogo entre suas pernas. ela empurrou. não posso mais — Dizia a sério. quando a boca se fechou sobre seu peito. mantendo-a aberta à sua sedutora exploração. Ela deixou escapar um som. levantando a cabeça para poder observar como seus olhos se nublavam. Seu corpo irrompeu tremor atrás de tremor. . com algum outro homem. afundando a cabeça para captar o sabor dos apertados cachos. estabelecendo sua reclamação. Aumentava seu próprio prazer ver como respondia. Seu corpo estava ardendo em chamas e estava se afogando. aberta para ele. pode.antecipação. os peitos saltando tentadoramente quando se movia. — Deixa de falar e tenhamos um pouco de ação — Implorou. Estava quente. Permitiu-se ser indulgente consigo mesmo. — Por favor. em alguma parte entre um grito e um gemido. Queria-a assim. Depois seguiu o morango por seu estômago. afogando na sensação. Vou te conhecer tão intimamente que nunca pensará em me deixar. Tinha sonhado com isto tantas vezes. Quero que saiba que nenhum outro homem te fará nunca isto. Ele respondeu empurrando dois dedos profundamente com tentadora lentidão. Lily tomou fôlego só para ser conduzida diretamente até as nuvens uma segunda vez. quando agarrou suas coxas firmemente. E certamente nunca tinha desfrutado da idéia de fazer nenhuma das coisas que estava fazendo com ele. enredando-se profundamente nos cachos. Suas mãos se moveram sobre seu corpo. Lily — disse ele brandamente. um inferno feroz. levando-a a ponto de alívio só para se deter. retrocedendo enquanto ela se retorcia e suplicava. incitando-o a enchê-la completamente. elevando a cabeça. explorando cada oco secreto. Soava tão arrogante que Lily sorriu. soprando ar quente contra o montículo quente. deixando que ela soubesse que lhe pertencia. Lily quase soluçava de desejo. Quando se retirou. — Sim. agarrando-a profundamente. — Está me matando — Suas mãos encontraram seu cabelo. chupando o sabor dela de seus dedos — vai tomar-me totalmente em seu interior onde pertenço. A cabeça arremessou para trás. seu sabor e gritos o levando à loucura.

Tomava o que queria. explorando. indefesa na posição que a tinha forçado a tomar. o balanço de seus quadris era sempre tão tentador. empurrando para trás contra sua mão. mantendo-a em posição enquanto sua palma áspera acariciava as nádegas.Ele capturou seus quadris. — Não. Ela riu brandamente. mas não importava. movendo a boca contra a nuca dela — Não te fiz mal. tão apertada que era como se um punho feroz lhe apertasse. Afundou-se uma e outra vez. Ryland? Embalou seus peitos. Empurrava para trás ansiosamente enquanto ele empurrava com força. seus polegares roçaram os mamilos. e. Lily. Adorava observá-la caminhar. — Lily. Lily se deixou levar. Ryland. — Alguém alguma vez te disse quão formoso é. tomando ferozmente. Ela não podia mover-se. incapaz de mover-se. Ela igualava seu ritmo. nunca deixava de olhála. As mãos dele riscaram a linha de suas costas. Seu corpo estremeceu. gritando brandamente enquanto seu corpo estremecia de prazer. exausta. de forma que pôde colocá-la de costas sobre a prateleira baixo. movendo-se dentro e fora. forçando seu corpo suave e flexível a tomar cada centímetro dele. tolo? Mas quando recuperar suas forças. Ele nunca deixava de tocá-la. a sensação tão assustadora que lutou por não chorar de puro prazer. completamente relaxada. Seguiu bombeando dentro dela. espero que me leve nos braços à cama. Totalmente satisfeita. e isso lhe proporcionava uma sensação de poder. O calombo em sua cabeça estava palpitando. Mediu-a uma última vez. ainda muito frouxa para mover-se. querendo assegurar-se de que estava preparada para ele. com Ryland profundamente enterrado dentro dela. mas obrigado! Ela girou a cabeça para lhe sorrir. o orgasmo a atropelou como um trem de mercadorias. Uma mão a agarrou pela nuca. — Não sei o que fiz para merecer isto. me diga que está sentindo o que sinto — Disse ele. uma paixão brutal o aferrava. você me parece preciosamente magnífica — E dizia a sério. Passou um longo momento antes que conseguisse levantá-la entre seus braços . saboreando a forma em que os músculos dela se esticavam a seu redor com cada roçar. — Não estou pensando em minha cabeça agora. duras estocadas. sua mão separando suas pernas enquanto pressionava insistentemente em seu ardente canal. — Está cômoda com a cabeça assim baixa? Não quero te fazer dano. enchendo-a por completo. suficientemente quente para fazê-lo arder em chamas. massageando. verdade? — Ajo como se me tivesse feito mal. Já estava no limite do controle igual a ela. adorando. mas lhe dava muito mais em troca. Tinha um traseiro bonito. arrastando-a fora do balcão e a voltou. destroçando-a com imensa força. Não voltarei a caminhar nunca. mas não me importo absolutamente se quer me dizer isso Agora mesmo. Ela era suave veludo. empurrando profundamente. Ficou ali debilmente. apertasse e sugasse.

Esse tinha sido um engano muito grave. — Não acredito que poderá ocultar esse arroxeado de Arly — disse Ryland — Está muito. Nenhuma quantidade de maquiagem ocultaria as marcas púrpuras e azuis — vou ter que enviar Arly ao Alaska em missão especial.colorida. O hematoma em sua bochecha era muito pronunciado para ser ignorado. Vou me esconder todo o dia.e leva-la de volta a sua habitação... nem sequer pronuncie seu nome. Aquela parte dele escura e perigosa tinha sido despertada. Mas era uma boa desculpa para não ir trabalhar. — OH. Lily devolveu o telefone a Ryland. Possivelmente poderia mentir por mim e dizer que fui ao laboratório — Franziu o cenho e tocou a zona negro-azulada. provavelmente seus olhos se alagariam de lágrimas. — Sua verdadeira cara começa a se mostrar. o doce John. Tem uma veia teimosa — Esquadrinhou seu próprio rosto de novo. e ficou olhando enquanto discava e deixava mensagem ao Thornton dizendo que trabalharia em casa até que o inchaço do rosto sumisse. — Tenta se aproximar desse lugar! — desafiou Ryland — e te delatarei tão rápido ao Arly que sua cabecinha balançará de um lado a outro. Deleitaram-se com os cilindros de canela e presunto antes de tomar uma longa e muito erótica ducha juntos. Fez uma careta. Alguém se tinha atrevido a pôr as mãos sobre Lily. Ryland seguia olhando ao teto. — Tenta não parecer tão arrogante — disse-lhe — Tinha toda a intenção de ligar . Muito depois que Lily dormisse entre seus braços. Arly e Rosa iriam se pôr como visgo com ela. — Conquanto não volte para o Donovan hoje — Ryland ofereceu o telefone. Capítulo 14 Lily examinava seu rosto no espelho. E John. A bochecha estava vermelha e havia um galo inconfundível em sua têmpora.

Quero ver esse livro que segue se referindo. Sua língua se enroscou ao redor da pele. — Fico pior se alguém tenta me dizer o que devo fazer. Dizia que eu tinha problemas com as figuras autoritárias — sua mão acariciou a leve barba do queixo e nesse momento um delicioso tinido começou instantaneamente na conjunção de suas coxas. — Isto é uma dessas coisas de mulheres? — A sobrancelha de Ryland se arqueou — Porque se é. Os homens obedecem minhas ordens porque confiam que sei o que estou fazendo em situações de alto risco — Ninguém desobedecia ou questionava suas ordens. Foi um protesto involuntário. — A que custa contentar? — repetiu ele — Lily. não me soava muito estimulante.hoje. Lily pareceu divertida. Acredito que dar ordens a seus homens subiu a sua cabeça. Inclusive meu pai se rendia após um momento. — Pequeno problema de ego? Não tem nada mau com meu ego! Como demônios conseguiu dar a volta para isto? Mulher! Segue assim e vai se inteirar o quão duro sou realmente. Quando estão perdendo numa discussão. — Gostaria que remediasse a situação para você? — Ofereceu Ryland com exasperação — Estarei mais que feliz de te proporcionar um exemplo. — Seriamente? — Olhou-o por debaixo do nariz. não teve absolutamente nada a ver com suas maneiras mandonas. se está rindo de mim. te porei sobre meus joelhos. A mão dele capturou a sua e empurrou seus dedos dentro da boca. — Foi um grunhido. seus dedos atrasando só um momento em um cacho em espiral — Não se preocupe. senhora. Um por um. Lentamente. Lily. verdade? — Perguntou Lily séria e um arco aristocrático de sua sobrancelha perfeitamente arqueada. — Isso foi um grunhido? Tem algum tipo de aflição que precise me falar? — Não estava grunhindo. agora que conheço seu pequeno problema de ego. está louca. Tenho lido sobre isso. os homens saem com implicações sexuais. farei o que possa para parecer arrebatada quando se golpear o peito. mas nunca tive uma experiência dura. Lily o ignorou e recolheu o cabelo num coque apertado. — É obvio. Um lento ardor começou profundamente em seu centro. molhando. Sugou cada dedo. Não acredito que tenha nem idéia do que diz. Até que chegou Lily. Sempre é tão chata? Ela se inclinou para beijar sua sombreada mandíbula. aumentando seu prazer. As mulheres pensam as coisas e decidem por si mesmas o que fazer — Aplaudiu-lhe a cabeça. e maldita seja. Seu olhar saltou até ele quando emitiu um ruído com a garganta. e por que poderia estar protestando agora? É uma pessoa que custa contentar. . de princesa a plebeu — Os homens obedecem as suas ordens por causa de sua profissão. Deduzo que está se referindo a sexo duro como algum tipo de gratificação de homem das cavernas. volta a se olhar ao espelho. Pergunta ao Arly. brincando e dançando. Sexo. Poderia sentir novamente o raspar contra sua pele.

agradado por sua resposta. uma família. Ryland. Sua boca se abriu. Provavelmente estão todos preparados para uma sessão murro de peito. Os olhos dela abriram. Simplesmente decidi não continuar com esta estúpida discussão quando há trabalho a fazer. Quando crê que teremos notícias do doutor sobre o estado do Jeff? — Estou segura que me chamará hoje — afastou-se dele e caminhou para as habitações exteriores. sem olhá-lo. Lily. Têm que ter lutado. Tentou fazer o correto por você. poderiam te ver. Sua voz foi tão estranhamente gentil. — O pessoal de dia está aqui e não é seguro. O sorriso dele ampliou fazendo que seus olhos cinza prata se iluminassem. Lily pulou longe dele. Não se sinta culpada por querê-lo. Lily. — Estou ilegal. Lily. Aprendeu o que era bom e o que era mau e os princípios morais através da experiência e de te amar. Isso não está bem. Lily sacudiu a cabeça. Fez-me bastante mal. porém às outras meninas. — Não perco — Ela espetou instantaneamente — Nunca perco. Seus olhos dançando. tenho trabalho a fazer. O que fez foi mal. Não quer que veja essas fitas de sua infância. Lily.estendendo calor líquido como um fogo através de suas veias. Poucas pessoas são totalmente más ou totalmente boas. — Aprendeu a amar através de você. mas não saiu nada. Dois pares de olhos são melhor que um. — Posso despistar seu pessoal diurno sem problemas. essa não é a razão pela qual reluta em me deixar ir contigo. Nunca estará bem e nada do que eu faça mudará isso. Sabia que era inadequado. assim se cercou de outros que encheriam os ocos. Ryland sorriu. Ryland manteve o passo facilmente. que não tiveram o luxo desta casa e as pessoas que moram nela. que o coração de Lily deu um tombo e teve que piscar para conter as lágrimas. Ela assentiu. Sua pele ruborizada. O que funciona o que não. Ryland agarrou sua mão. — Deveria ser ilegal. sentirei como se estivesse traindo a ele. pressionando um pequeno beijo em sua palma aberta. uma sensação de propósito. Deteve-se no lugar. talvez inclusive estejam em instituições. E não me importa que adule meu ego quando é genuíno. — Não é tão divertido quando há somente uns poucos homens. Há sombras de ambas as coisas na maior parte das pessoas. mulheres agora. E lhes deu um lar. e se você as vê. — Sinto-me traída quando as vejo. Tenho de encontrar todas as fitas que filmou meu pai sobre o primeiro experimento e repassar cada um dos exercícios. — Vou contigo. . tão tenra. — Vai. — Lily recorre à ciência e ao trabalho quando está perdendo. Vai e chateia seus homens.

— Já sei. detendo-se bruscamente quando notou que a mão dela tremia. Ela permaneceu tensa. Lily. e não tem que pedir perdão por isso. ainda negando-se a olhá-lo. vou encontrar a cada uma dessas mulheres. sua voz foi amarga — Ele nos comprou e quando tudo foi mal utilizou seu dinheiro para se livrar do problema. mas isto dói. o ultrapassando. mantendo-se separada dele. Ryland. Não há nada do que se envergonhar nisso. então deveria averiguar agora. Não sabe o que vai sentir por mim quando vir essas fitas. por que se empenha em passar por isso? — Necessito a informação por todos nós. elevando seu rosto — adorarei a essa pequena porque ela está em você. Posso ouvir a impaciência quando não fazia as coisas a seu gosto. Realmente pensa isso de mim? Ela fechou os olhos durante um momento. Não signifiquei absolutamente nada para ele naquela época. — Se fosse tão frívolo. Você goste ou não. — Lily. e me assegurarei de que cada uma delas estejam bem. Por seus homens. por essas meninas. e parece muito diferente. que não sentisse o mesmo por você porque foi maltratada quando menina. Lily — Agarrou-a pelo queixo. Ryland. Sei que gostava de seu pai. sua dor o afligia. embora me leve toda a vida. sentia sua confusão interna. Entrar nessa horrível habitação e a volta dessas lembranças. Não sabe isso. Não será tão difícil se estivermos juntos. Esse homem te queria e fez o que pôde para te proporcionar um lar. — Nesse momento. arrastando-a sob o amparo de seu ombro — Enfrentaremos juntos. Ryland? — Pela primeira vez. — Ryland. tenta me consolar e lhe grita todo o tempo — pressionou a mão contra a cabeça. Rosa que era a enfermeira então. Simplesmente é duro para mim me sentar ali e vê-lo. era uma mulher muito mais jovem.. — Não é essa a questão. Não posso permitir que me veja assim — Não podia encontrar as palavras para explicar quão diminuída se sentia. — Não tem que estar sozinha ao vir às fitas — Apertou os dedos ao redor dos dela — Somos companheiros em todos os sentidos da palavra. sou parte de você. Lily apartou a cabeça. Morria por ela. Quando isto acabar. Ryland a veria assim. Sinto o que você . Lily. Reduzia-se a essa menina assustada e indesejada em uma casa cheia de desconhecidos. Ele nunca me preparou. — A vergonha está em que você veja — Insistiu Lily — Ele me olha como se eu fosse um espécime. — Só tenha em mente que seu pai aprendeu a te amar. Deu-lhe algo que nem todo o dinheiro do mundo poderia comprar. Saber que é realmente certo.. Não quero que veja isso. e a melhor educação que pôde. não tinha nem idéia de nada. Observar essas fitas e ouvir sua voz. Não podia suportar isso. — Quero-te. uma família. não conhecia outro caminho — Deslizou o braço ao redor dela. — Não. — Sou parte de você. Lily. não. Começou a protestar.

— Sua perna é algo malvado? — Ryland não sabia se zangava ou ria. esperando pacientemente enquanto ela abria a fechadura da porta do escritório de seu pai. desejando que entendesse. — Estou evitando Arly. Sentiu o súbito desejo de voltá-la para cima e encerrá-la em algum lugar seguro. estejamos separados ou não. Está aí. deslizou junto aos trabalhadores com facilidade. Não quero que Rosa saiba nada disto até que tudo termine. A informação dessas fitas era de valor incalculável para eles. porque esta vez tinha que ver tudo. — Como ocorreu? Lily encolheu de ombros enquanto entrava no laboratório. Privacidade. e o estômago dele esticou com força quando teve outra visão do hematoma negro-azulado na bochecha e na têmpora. isto não é diferente. formou redemoinhos na superfície. me proponho encontrar a alguém que nos ajude. assim compra na loja de comestíveis todo o tempo. não o podemos evitar. não podia permitir o luxo de estender esta tarefa no tempo. Os dedos dele massageavam sua nuca. inclusive enquanto com seu corpo a instigava a descer pelo comprido vestíbulo para as sinuosas escadas. — Não tinha notado que voltava a coxear. — Sei o que se sente ao querer cuidar de outros. notando que coxeava mais do habitual — A perna dói? Ela se voltou para olhá-lo. de necessidade de ação violenta. — Providenciou que Arly soubesse onde estaríamos? Lily fez uma careta. — Em realidade ninguém nunca fala disso. Lily — Seguiu-a escada abaixo. Lily. — Confiou completamente em mim ontem à noite. . Se não for Ranier. Tinha que ver todas as fitas desta vez. — Para ir limpando aos homens. Procurando algo. Leve me contigo! Lily o olhou então. E possivelmente para as meninas dessas fitas. Uma onda de raiva. Devia-lhes algo. Entrou e depois retrocedeu para observá-la fechar para evitar que alguém os incomodasse. e sempre estará aí. — Isto não se refere somente a mim — Sussurrou. Não resto muita atenção. Lily. Seu olhar azul percorreu sua cara. Está contrabandeando comida às costas de Rosa para seus homens. Necessitava-o ali. É inato e foi inculcado em nós. Lily sabia que iria com ela.sente. desejando que compreendesse o que estava lhe pedindo. encontraremos a alguém acima dele. Algumas vezes os músculos se endurecem e é doloroso. Estavam todas essas outras meninas. Compartilha isto comigo e me deixe fazer isso mais fácil. Diz que não fala de coisas malvadas. Ao ter que cuidar de outros. Tem que acreditar em mim. Elevou uma silenciosa prece esperando que encontrasse. Felizmente sempre teve uma suíte completamente privada. Amparo. Se o trago à luz Rosa se aborrece e se benze. Ryland era sincero em suas palavras. Tinha uma obrigação com Ryland e seus homens. estudando traço a traço. Respeito.

Separou às âncoras e reproduziu vários sons e inclusive fez que duas enfermeiras gritassem furiosamente uma à outra. Olhou para Lily. Cair ao solo pode ser malvado se aterrissar mal. mas havia uma apreensão indiscutível nela quando tirou vários vídeos da prateleira. balançando-se atrás e adiante. gritando com desgosto se choravam. fitas e discos estavam alinhados nas paredes — Estão organizados. A terceira fita mostrava Lily menina sentada no chão em uma das pequenas habitações sem som. Ryland sentiu retorcer o coração quando compreendeu que a pequena à esquerda da tela era Lily. observando cuidadosamente cada exercício que Whitney encarregava às meninas e seus comentários sobre quais pareciam fortalecer os escudos e permitir alguma pausa do assalto exterior de som e emoção sobre elas. imóvel. Peter Whitney parecia esquecer que eram meninas. sua expressão estava cuidadosamente em branco e olhava diretamente em frente à tela. Ryland a observou deslizar a mão sobre a coleção de vídeos. permitindo funcionar melhor. as sombras escuras nas profundezas de seus olhos desvaneceram instantaneamente — Com Rosa tudo é potencialmente maligno. incapaz de expressar em palavras como se sentia. Quando uma pequena se queixou de dor de cabeça. Pôde senti-la relaxar com ele. Não era fácil enfrentar essa fria habitação com Ryland a seu lado. Ryland observou às pequenas levar a cabo cuidadosamente exercícios mentais. Cada menina estava penteada com tranças e vestidas todas com camiseta cinza sobre calças jeans. De repente os brinquedos espalhados a seu redor começaram a cobrar vida. Quem sabe? Não indago muito atentamente as estranhas idéias de Rosa — Ondulou a mão para a parede mais afastada onde livros. tolo! — Lily estalou em gargalhadas. mas também tinha vários diários conjuntos a cada vídeo nos quais acrescentou mais dados e seus pensamentos sobre o que averiguava — Lily tentou manter a voz estritamente neutra. quanto significava que se importasse o suficiente para insistir em estar com ela. Durante as seguintes três horas. Acredito que as primeiras fitas contêm a maior parte dos exercícios que estamos procurando. Peter Whitney obviamente tinha passado muitas horas nestas habitações e devia ter utilizado o sofá para dormir. sem expressão no rosto. Lily ligou o vídeo. Lily permaneceu em silêncio durante as duas primeiras fitas. Várias meninas pequenas estavam sentadas em carteiras. as recriminando por vagabundear. As pequenas se paralisaram. Ryland se acomodou no comprido sofá. disse que era sua culpa por não trabalhar o suficientemente duro. e finalmente tiveram que ser sedadas. agarrando as cabeças. Os . Ficou sentada longo tempo. — A maioria das fitas é narrada por meu pai. Lily se sentou ereta e se inclinou para frente com o olhar preso à tela. Whitney cedo observou que certas meninas pareciam ser âncoras para as outras.— Não minha perna. Havia tantos. Lily sorriu.

as bonecas dançavam. porém se voltou e fez o mesmo. Não pôde olhá-la quando Lily trocou as fitas para ver a seguinte série. odiou sua infância. Ryland sentiu lágrimas arder em seus olhos. Já acreditava que Peter Whitney podia ter manipulado a forte atração física entre eles. — Ao final aprendeu. o sujeito Lily foi rotulada como filha do diabo. — Este é o primeiro exemplo da história repetindo a si mesma — Lily passou a mão pelo rosto — Não é terrível como as famílias perpetuam os círculos de violência ou atividade criminal? Neste caso. — Animei-a a jogar com seus brinquedos de determinada maneira e descobri que o talento se fortalece. Rosa permanecia em pé atrás. experimentos? Papai deveria ter sido mais inteligente. suas mãos se fechavam em apertados punhos. A única forma de obter sua cooperação é isola-la das outras meninas. Requereu dezesseis horas de isolamento antes que o sujeito mostrasse interesse nos objetos que lhe proporcionamos. mas estava sintonizado com suas emoções. as bolas saltavam no ar. quando bebê. e. A menina sacudia a cabeça furiosamente. por que ainda assim experimentou com vocês? A voz continuava ao fundo. de fato o está refinando. — O fez? Se. A voz de Peter Whitney narrava suas observações na fita. Lily. Esta vez a menina. podia ver suas unhas enterrando-se nas palmas. aprendeu Ryland. Excitei-me quando ouvi as histórias de como fazia girar seu berço e soube que tinha que adquiri-la. Peter Whitney não tinha feito nada para consolar à menina. — O sujeito Lily está se fortalecendo em sua habilidade para controlar objetos. Lily. A Lily adulta adiantou a fita até que voltaram a ver ação. Agora quase cada brinquedo da habitação está em movimento em perfeito controle. sem atrever-se a olhá-la.objetos da habitação estavam se movendo. A menina da fita pôs-se a chorar de repente e pressionou as mãos contra a cabeça. — É muito pequena para fazê-lo. Mostra pouco interesse em jogar com objetos quando as outras meninas estão ao redor. Whitney vaiou com frustração e Rosa correu entrando na habitação embalando à chorosa menina. Maldito homem. Os brinquedos caíram ao chão e ficaram imóveis. verdade. — Tem razão — Disse Lily brandamente — Nas fitas anteriores controlava uma ou duas bonecas e os movimentos eram torpes. estava sentada só na mesma pequena habitação de observação. Tem um forte talento natural e com o realçamento pode provar ser útil para futuras gerações. Uma enfermeira do orfanato observou este fenômeno e. Ryland poderia pensar que estava absolutamente tranqüila. Lily? — Havia uma brincadeira na voz . O comentário de Whitney poderia reforçar essa idéia em sua mente. Lily tinha que ser consciente das implicações que insinuava. Ryland se esticou. Somente tinha mostrado seu desagrado e frustração ante a interrupção de seu experimento. Maldito até o inferno por isso. pressionava uma mão sobre a boca e corriam lágrimas por seu rosto.

os . a menina caiu. lentamente. obviamente muito pesada. Apoiou-se contra a parede. quase no teto. Rosa saltou aparecendo junto ao Doutor Whitney. sei que pode. O homem estava em pé em completo estado de choque. Doente. Ryland observou com o coração na garganta a grande caixa. apertava com força e gritava instruções a seu chefe. seus enormes olhos. balançando no ar. — Concentre-se! — Whitney ladrou a ordem. Ele também começou a suar. centímetro a centímetro. atravessando a carne. sua postura corporal gritava que a deixasse em paz. — Agora a mova pela habitação. Cada músculo do corpo de Ryland estava tenso. A menina se sobressaltou. A caixa estabilizou. A caixa de madeira se fez em lascas no impacto. Não tinha nem idéia do peso da caixa porque haviam passado a fita para frente. mas Lily se moveu a certa distância. Pode fazê-lo. começando a viajar para trás. A menina suava. Ryland observou como a caixa começava a abrir caminho pela habitação. elevar-se inclusive mais alto e começar a flutuar pela habitação. e fixou resolutamente o olhar na grande caixa com pernas no canto da habitação. um desafio zombador. Sua cara branca. esparramando pesos pelo chão. mas somente se moveu um pé desde sua posição original. A menina pressionou a mão sobre as têmporas. mas seu olhar nunca vacilou. Golpeou a perna de Lily. Quis embalá-la contra ele. Bateu ambas as mãos contra as têmporas. abraçá-la protetoramente. estremecendo instavelmente. Lily. Linhas de tensão apareceram ao redor de sua boca. a cor tinha abandonado seu rosto. com as pernas esticadas diante dela. Esta tremia visivelmente. Quanto mais a caixa se aproximava de Lily. Ryland estava observando à menina. voou soltando-se. Segue controlando — Havia um ânsia feroz na voz de Whitney.do Peter Whitney. gritando de dor. mas seu olhar permaneceu resolutamente sobre a caixa. a caixa começou a levantar do chão. A caixa se elevou mais alta. Whitney emitiu um som de desgosto. dar voltas. um triunfo maravilhado. Observar a infância de Lily desdobrada ante ele o punha doente. A caixa se balançou mais. O queixo de Lily se elevou e seus olhos cintilaram. Tremia pelo esforço de manter a caixa firme. girando. Estava alta. encurvada. Uma das pernas começou a ziguezaguear. — Mais alto Lily. estendendo ambas as mãos para a perna de Lily. caindo em um extremo. Recordou a tremenda concentração que requeria mover um objeto e a dor sofrida por tudo o que era capaz de obtê-lo. rasgando o músculo. E eles eram homens adultos. A caixa caiu como uma pedra de sua posição perto do teto. Lily gritou histericamente quando o sangue salpicou e se acumulou ao seu redor. Centímetro a centímetro lentamente. mas tinha o pressentimento que era extraordinariamente pesada. Igualmente rápido. Telequinesia. mais controle parecia ter a menina. esmigalhando o osso. Tinha os braços cruzados protetoramente sobre o peito e tinha recolhido os joelhos.

Queria tocá-la. uma pena para a qual ele não tinha palavras de consolo.se nos intuitos de Deus. mantendo a mão elevada para evitar que a tocasse.. Lily tinha escudos que havia desenvolvido durante anos e para ela era automático utilizá-los. particularmente a telepatia. Se algum dos exercícios foi omitido ou não praticado diariamente. Levantou bruscamente e desligou o aparelho. Só conhecê-la e saber que estava no mundo tinha elevado a moral de todos. Não havia forma de explicar quão humilhante tinha sido essa cena para ela. um Caminhante Fantasma que funcionava na sociedade. Afastou-se dele rapidamente. O olhar de Ryland foi até as mãos dela. Era profundo até o osso. num gesto protetor. Cowlings seria capaz de encontrá-los utilizando a onda de energia quando se aproximava o suficiente. A dor de Lily era muito crua para não notar. Agora tem que arrumá-lo! Faça o que digo! A mão de Lily foi a sua garganta. Se suas emoções se mesclavam quando faziam o amor. Aqui tudo o que importa é permitir que todos vocês voltem a se unir à sociedade em algum nível. — Doutor Whitney me ajude! — Rosa rosnou a ordem. poderíamos acostumar aos homens. uma pausa do ruído do mundo. Que bem nos faz? Isso atraiu o olhar dela como sabia que faria. passando de tremente moça tímida a mulher firme em uma crise — Você fez isto intrometendo. Todos estavam desfrutando do descanso e praticando diligentemente os exercícios mentais que Lily tinha indicado. Ryland tinha observado o rosto de Peter Whitney. — Não vejo por que quer ver estas fitas. Ryland não tinha tentado penetrar os escudos de Lily nenhuma vez na casa. Com sorte como pessoas completamente funcionais. — Lily — Ryland estendeu o braço para ela. compartilhar sua dor.. . — As fitas nos dão informações que podemos comparar com seus dados. A casa com seus grossos muros sem som e a distância de outras moradias supunha ser um santuário para eles. Parecia emocionada. aceitava-as agradecidamente e devolvia os sentimentos intensificados para ela. Era um exemplo para eles. um sinal seguro de agitação. seus olhos como fantasmas. Seus dedos esbeltos se retorciam. Os homens sabiam o que podia fazer e que estava disposta a os ajudar. Seus homens faziam o que possível para evitar qualquer uso de talentos psíquicos. Lily. a menos que fosse estritamente necessário. Sempre acreditou que as coisas que podia fazer eram antinaturais e nunca deveríamos falar delas.olhos sobre a pequena que se retorcia de dor. Esse havia sido o momento definitivo. Mais de uma vez disse para me assegurasse de não fazer nada "antinatural" ou Deus me castigaria — Involuntariamente esfregou a perna dolorida. Ryland não podia ver mais. sentir o que ela estava sentindo. estudando sua atônita expressão enquanto via a menina destroçada caída indefesa sobre o chão. Quando Peter Whitney tinha compreendido que a pequena era um ser humano. Preocupados. — Por isso Rosa nunca fala de minha perna.

mas a onda de ódio e malevolência me chocou. Temia-o. Tratou-os inclusive com menos respeito do que dedicou a essas meninas. É bom fazendo dinheiro. Estava do outro lado da habitação. — Não. Ryland. carinho! — Sacudiu a cabeça — Não entendo! Já não está sozinha e não tem que sentir pena ou dor por si mesma. — Não posso. Sempre foi politicamente correto. Lily. que estava errado. Lily. Seu dinheiro e sua reputação certamente lhe davam muito mais licença que a outros. Homens que saem aí e se arriscam para manter a outros a salvo. mas Ryland agarrou o queixo. mas é um adoentado. sabendo que não lhes tinha deixado nenhuma barreira natural e não haviam construído outras novas? Como pôde fazer isso? — Possivelmente não teve escolha. Simplesmente se desculpou. Ryland. e saiu. Nunca se oporia ao meu pai. em vez disso explorada. Por que permitiu que sequer um de vocês abandonasse a segurança dos laboratórios e suas âncoras. Ela afastou o rosto rapidamente. Nunca. Lily. Esse acidente foi o catalisador que deu um giro completo a sua vida. Foi algo terrível. Avançou ligeiramente sem parecer mover-se absolutamente. Mas eu também a vi sofrer. Teria muito medo. Lily. Meteu-os em jaulas e não os protegeu quando deveria havê-lo feito. Tinha sido o rato de laboratório que Ryland chamou a si mesmo a primeira vez que se conheceram. Seu pai se enfureceu e ordenou que saísse imediatamente. por isso papai o respaldou para a presidência da companhia. Ryland. dizendo as coisas corretas. — Então por que fez de novo? — Explodiu Lily. Você o via todo-poderoso. Sem você. as lágrimas brilhavam em seus olhos — por que sequer pensaria? Colocou-os em jaulas. Espero que entenda. — E também vi esse homem abrir os olhos e ver pela primeira vez. Quando estiver bastante forte poderá olhar de novo e verá o que vi. Homens que perseguem assassinos. e me adoece que esse homem pudesse fazer tal coisa. Tem direito a se lamentar por essa menina. mas estava na cama com alguma gente bastante poderosa. — Odiava seu pai. um bracelete que se apertou e puxou até que seu corpo rígido esteve contra o dele — Não posso fazer que desapareça. mas ao final. sem esse acidente. Vi em seu rosto. Thornton entrou no laboratório enquanto estávamos trabalhando em alguns testes e nos interrompeu. Para isso estou aqui — Seus dedos pousaram amplamente ao redor de seu pulso.Não tinha sido uma menina absolutamente. sorriu. Se tivesse que supor quem quereria ver seu pai morto. Significou algo. Nem sequer teria notado que o mundo necessitava essas coisas. ele seria meu principal suspeito. Homens que serviam a seu país. — Phillip Thornton é um gnomo. mas seus olhos eram frios e duros e se concentravam em seu pai. Não se mostrou no rosto de Thornton. visto com as pessoas corretas. fez de Peter Whitney um ser humano. nunca teria doado dinheiro a caridade e trabalhado para mudar as coisas para melhor. Há possibilidades que tivesse algo a ganhar? — É obvio — Lily deslizou longe da calidez dos braços de Ryland e caminhou . Vi uma menina que devia ter sido amada e protegida.

pela habitação. poderia ter ocorrido. Lily pressionou as mãos contra a cabeça. todas suas companhias. — Acredito que preciso voltar a rever todos esses exercícios. Em qualquer caso sei que Phillip está envolvido nisto com Higgens. E isso se trabalhar duro na terapia que recomendará Adams. É natural que tenha dores de cabeça — Procurou algo para separar sua mente de seu pai — Sinto-me como se estivéssemos todos de volta à escola. Todo mundo se queixando de seu último exercício. O lápis é somente o princípio. Papai me deu de presente em meu vigésimo aniversário. meu nome está em tudo o que papai possuía. Também odiava ao meu pai. Ryland sacudiu a cabeça. Deveria ver Jonas controlando o lápis e bloqueando ruídos. Entre mim e meu pai temos a maior parte das ações da companhia. Se ele e Thornton estavam em desacordo sobre algo e papai queria que se fosse. uma energia inquieta alimentando sua graça veloz — O voto de meu pai contava muito. apertando com força — Se arrumarmos as coisas com o exército e todos serem reintegrados sem encargos. — Acredito que deveríamos gravar o Kyle fazendo a dança do frango para chantageá-lo depois. tudo. Suas mãos subiram até os ombros em uma massagem gentil. Lily estalou em gargalhadas exatamente como sabia que faria. Ryland. — Você herda as ações? — Herdo-o tudo. A influência de papai contava muito entre os acionistas. Terá que controlar coisas maiores. Dói-me a cabeça. . — Realmente os homens são como meninos. mas autorizei um publicitário que trabalhasse em fortalecer nossa imagem como empresa sólida e parece ter funcionado. Tenho um enorme fundo fiduciário. O que há sobre o Coronel Higgens? Ele é meu suspeito. aprendendo o que deveríamos ter aprendido faz meses. porém não teria mais importância para ele que esmagar uma aranha. Se não tiverem barreiras suficientes como pensam que sobreviverão se os capturam e retêm em território inimigo? Inclusive trabalhando juntos em uma missão. sabe que Jeff Hollister sempre terá uma debilidade em seu lado direito. se entrarem e Gator se separa de sua âncora teria que ser capaz de funcionar por si mesmo — Lily estendeu a mão para trás capturando as de Ryland. Felizmente. enquanto Kyle fazia a dança do frango pela habitação. bloqueando ruídos enquanto Kyle agita as asas e mantém uma conversação telepática. E diga ao Jonas que é um bebê. — Está sob uma tremenda tensão. mas sem seu corpo. É de sangue-frio. com o Higgens não é algo pessoal. Poderia vê-lo livrarse de alguém que se interpõe em seu caminho. — Não. será complicado. Lily. Ryland a conduziu ao sofá e a estimulou a sentar-se. — Teremos uma rebelião. Sofremos uns poucos reversos no mercado quando ele desapareceu. assim posso assinar os papéis necessários para manter as coisas em funcionamento. A casa é minha e o foi durante anos. Estive fazendo essas coisas desde os cinco anos.

— Percebi isso, Lily. Acredito que ele também o teme. — Não quero dizer que alguém o notará, mas ele o fará, e duvido que permitam que funcione como membro de sua equipe se mantiverem a todos juntos. — Kaden é civil. Uniu-se somente à unidade anti-terrorista, chamavam-no quando era necessário. É detetive de policia e um endemoniadamente bom. Provavelmente porque sua intuição é um autêntico talento psíquico. Será interessante ver é capaz de incrementar seu recorde de prisões e encontrar malfeitores inclusive mais rápido. Sempre foi excepcional. Passamos o treinamento juntos faz anos e seguimos amigos após. — Conhecia algum dos outros antes disto? — Nico. Kaden, Nico e eu nos conhecemos no acampamento e também terminamos o treinamento nas Forças Especiais juntos. Lily estremeceu. — Nicolas é um pouco horripilante, Ryland. — É um bom homem. Não pode estar em seu negócio e não ter nada sobre si. Essa é uma das razões pelas que esteve de acordo em entrar neste projeto. — Pode vê-lo como civil? Ryland encolheu de ombros. — Nico é o epítome do Caminhante Fantasma. Pode desaparecer e nunca ser encontrado se for isso o que quiser. — Mas não abandonará ao resto. — Não, a menos que nos agarrem e então se ocultaria até que pudesse nos libertar. É leal, Lily, e se for seu amigo irá até o final por ti. — Te teria matado se houvesse sido você quem deu a ordem de separar às âncoras. Vi em seus olhos, Ryland. — Não teria esperado menos dele, Lily! — Replicou tranqüilamente — Alguém estava matando aos nossos homens. Ela ficou em pé com essa rápida e graciosa forma que tinha de fazê-lo, completamente inconsciente que fazia seu coração dar um salto mortal. — Vive em um mundo diferente, verdade? — desta vez foi Lily a que estendeu a mão para ele. Ryland se inclinou para ela, seu corpo roçando o seu. — Estou diretamente em seu mundo, Lily, e também os outros. Os Caminhantes Fantasmas não têm mais escolha que permanecer unidos. O repentino sorriso de Lily iluminou seu rosto, atraindo a atenção para seus enormes olhos. — Foi Nico a quem ocorreu esse nome? — Está começando a conhecer aos homens — Ryland estava encantado. — Estou começando a conhecer a você — Passou a mão por sua mandíbula — Tem uma forma curiosa de fazer me sentir sempre melhor. Não sei o que passará no futuro, mas se por acaso me esqueci de lhe dizer isso me alegro de que entrasse em minha vida.

Beijou a palma de sua mão. Ela ainda não conhecia Ryland Miller, mas o faria. Lily era sua outra metade. Sabia com o coração e a alma, com cada fôlego que tomava. Não conhecia o futuro, mas sabia que fosse o que fosse o que lhes reservava, estariam juntos. E mais que provavelmente os outros homens estariam ao redor. Seus homens. Lily captou seu débil sorriso e arqueou uma sobrancelha. — O que? — Só estava pensando nos meninos. — Que meninos? — Perguntou Lily suspeitamente. — Os que temos escada acima.

Capítulo 15 Jeff Hollister estava de volta a casa no dia da arrecadação de fundos. Lily passava a maior parte do tempo trabalhando com os homens, assegurando-se de que faziam seus exercícios mentais. Podia assegurar que não seria capaz de contê-los muito mais. Eram homens de ação e esconder-se, apesar do treinamento ser necessário, não lhes sentava bem. Queixavam-se, embora de bom humor, cada vez que ela aumentava o nível de ruído e lhes dava múltiplas tarefas que fazer. — Pobres pequeninos — zombava ela, percorrendo com o olhar a habitação de Hollister onde todos tendiam a reunir-se. Adorava a forma que se mantinham unidos, sem deixar nunca sé ao camarada cansado. — É uma feitora, Lily — Disse Sam. Não podia olhar ao Ryland. Passou as duas últimas noites despertando entre seus braços no meio da noite, chorando como um bebê. Inclusive na escuridão, quando estavam sozinhos, não tinha reunido o valor para lhe contar o que ia fazer. Resmungou diante dos outros, esperando que não ficasse como um visgo com ela. — Não recordo se mencionei ou não, mas tenho que sair esta noite e chegarei tarde — Olhou seu relógio para criar efeito, tentando parecer casual — Ainda tenho que me vestir. Tenho que dar um discurso na arrecadação de fundos do Donovan. Houve um instante de silêncio. Todos os homens pareceram inclinar-se para

frente, olhando-a como se acabasse de anunciar que estava grávida. Passearam o olhar dela para Ryland. Ele não os decepcionou. — Que demônios quer dizer com que tem que ir a uma arrecadação de fundos? Perdeu a cabeça, Lily! — A voz de Ryland foi muito baixa, recortada entre os dentes apertados. Lily sentiu que o coração saltava. Teria preferido que levantasse a voz. A repentina tensão na habitação se acrescentou ao seu nervosismo. Ryland deu um passo para ela. — Thornton está metido até as sobrancelhas nesta confusão. Não pode entrar em sua casa, assim que está te atraindo a campo aberto. Se não começar a tomar sua segurança a sério, Lily, terei que fazer algo a respeito. Lily aplaudiu o ombro de Jeff Hollister antes de endireitar-se e girar para olhar Ryland. Tentou aparentar que não a afetava sua fúria, mas estava se encolhendo contra a cama como uma covarde. — Acredito que esteve muito tempo encerrado com o Arly. Acredite-me, não me arriscaria conscientemente em questão de segurança, ele me tiraria as digitais e me encerraria — Penteou para trás o cabelo de Jeff, esperando mudar de tema. Incomodou-a que sua mão tremesse e que os olhos de Ryland notassem. — Está fazendo esses exercícios que te disse? Sei que está débil Jeff, mas é importante. Se puder construir um escudo mental, pode estar em público e ter pessoas ao redor durante longos períodos de tempo. Não difere de exercitar seu corpo para levantar pesos. — É muito duro — Objetou Hollister, tentando parecer tão patético como possível — Acabo de voltar e a viagem foi dura para mim. Esse doutor cérebro me furou e aguilhoou o crânio. O pobre não está preparado para todo esse exercício muscular. — Esse exercício muscular te capacitará para voltar para casa com sua família. Deixa de se queixar — ordenou ela — E agora, se todos me perdoam, tenho que me preparar para esta noite. Elevou-se um protesto instantâneo. Nico realmente se levantou, um fluído ondear de músculos que fez seu coração pulsar mais rápido alarmado. Retrocedeu para a porta — Simplesmente sigam trabalhando e se comportem. Todos vocês. Voltarei mais tarde e contarei como foi — apressou-se a sair da habitação. Pareciam todos perigosos. Ryland a seguiu vestíbulo abaixo, seus olhos brilhavam ameaçadores. — Pensava que tinha um alto coeficiente intelectual, mulher. Não pode ver quão arriscado pode ser isto? — A arrecadação de fundos foi planejada com meses de antecipação. Meu pai pronunciaria um discurso, e vou fazê-lo em seu lugar. Ocorreu a você que se não contínuo atuando normalmente e levando a cabo minha vida diária, estarei sob suspeita e então todos estaremos em perigo? — Pelo amor de Deus, Lily, tem uma equipe militar estacionada fora de sua

cerca, patrulhando os perímetros do imóvel e tentando ouvir cada palavra que se diz utilizando aparelhos que não entenderia. Ela girou para olhá-lo, com uma sobrancelha arqueada. — De acordo, possivelmente os entenderia — ele concedeu — mas demônios! Está sob suspeita. Tem que começar a voar baixo. Lily subiu as escadas de dois em dois, tentando inconscientemente afastar-se de Ryland. Ele tinha razão, é obvio, e ela sabia. Havia certo perigo em fazer algo que Phillip Thornton quisesse dela, mas era um risco calculado e bem valia a pena pelo que a ela concernia. — Lily! — Ryland acompanhou seu passo com facilidade. Deteve-se justamente fora de sua sala de estar. — Tenho que ir, Ryland. Prometi que faria o discurso e, acredite ou não, a arrecadação de fundos é importante. Vários dos pesquisadores necessitam recursos. Seu trabalho é importante. Meu pai nunca a perdia e detestava as festas igualmente a qualquer outra coisa que o separasse de seu trabalho, mas insistia em que eu fosse. — Duvido seriamente que acreditasse que era tão importante para arriscar sua vida. Já a atacaram uma vez, Lily. — Porque encontrei a fita — deteve-se no meio do dormitório — Havia outro disco, Ryland, coloquei no bolso do avental de laboratório antes de sair debaixo do escritório. Certamente nem sequer deram conta de que estava ali. Por que suporiam? Como posso havê-lo esquecido? Provavelmente está no bolso de meu avental agora mesmo, pendurado em meu escritório — Olhou-o — Tenho que consegui-lo. — Esta noite não, Lily. Está me voltando louco. Isto não vale sua vida. Poderiam te haver matado — Seus dedos se fecharam em um apertado punho. Seu estômago se agitava de medo por ela — por que demônios têm que ser tão teimosa nisto?! Se quiser o maldito disco, irromperei nos laboratórios e o recuperarei para você. — Não o fará! — O alarme se mostrou em seus olhos. Certamente ele era capaz de fazer algo semelhante — Ryland, não se volte louco por mim. Tenho que ir a este evento. Realmente tenho que fazê-lo. É muito político. Congressistas, senadores, todo aquele que tenha influência estará ali. Todos estarão representados incluindo o exército. Não compreende o que isso significa? O General Ranier estará ali. Conheço-o desde que era menina. Quando o vir saberei se está mentindo. Se falar com ele ao telefone não serei capaz de dizê-lo. Lily deslizou no interior de seu closet onde seu vestido já estava preparado. Meteu-se trêmula no traje de noite, um vermelho que se colava adoravelmente a seus peitos e cintura como uma segunda pele, mas descendo atrevidamente sem costas quase até suas nádegas. Ao longo da curva de seus quadris, o vestido começava a cair, lhe deixando espaço para dançar. Resplandecentes diamantes adornavam os lóbulos de suas orelhas e um pequeno pingente de diamantes descansava justo sobre seus peitos. — O general assistiu à arrecadação de fundos durante os últimos três anos e sempre dança comigo. Conheço-o há anos e sempre o consideramos um bom amigo.

É a oportunidade perfeita para falar com ele! — Inclinou a cabeça a um lado, estudando sua imagem no espelho enquanto prendia o cabelo levantado para ver que estilo ia melhor ao vestido. Encontrou o olhar dele através do espelho e riu inconscientemente — Raramente arrumo o cabelo ou me maquilo para estas coisas. Alguém está acostumado a vir aqui em casa. Não quis chamar alguém desta vez no caso de aproveitarem essa oportunidade de colocar alguém na casa e pôr a todos em perigo. Mas, não sou muito boa nisto. Tinha passado uma hora no banheiro e outra escolhendo o vestido, antes de ir ver os homens. Lily se olhou mais atentamente e franziu o cenho a sua imagem. — Deixa-o solto — A voz de Ryland foi áspera, sua expressão intimidadora quando se aproximou por trás — Está preciosa. Muito formosa para sair sozinha — Sua mão roçou ligeiramente a curva de seu traseiro — Tenho que me preocupar com o que leva abaixo desta coisa? Apoiou-se contra ele, encaixando comodamente em seu corpo. — Está muito obcecado com minha lingerie. — Não com sua lingerie, porém, com a falta dela. Há uma diferença. — Bom, olhe, Ryland, não há muito espaço para a roupa interior, danifica as linhas — Sorriu no espelho — Não prefere as linhas lisas? — Não tem costas. Não há tecido absolutamente — Sua mão se aproximou das bordas do vestido, do tecido apertado que embalava tão adoravelmente seus peitos — vai iniciar um distúrbio com este vestido. — Você gosta do vestido — Seus olhos estavam começando a faiscar. — Vai provocar ataques do coração nos anciões — acariciou com os nódulos a linha do inchaço de sua carne —E todos os homens vão ter dolorosas ereções — Empurrou contra ela para que não houvesse dúvidas sobre o que queria dizer. Lily riu dele, girando entre seus braços, sua boca procurou a dele. Entregou-se completamente a seu beijo, ardendo entre seus braços, alimentando as chamas de seu estômago, fazendo que cada célula de seu corpo ardesse de desejo por ela. Necessitando-a. Desejando-a. Ryland apertou os braços ao redor dela. Por que se sentia sempre como se ela fosse escapar dentre os dedos? Em um minuto lhe pertencia, compartilhava sua mente, sua pele, e no seguinte se ia tão longe que não podia alcançá-la. Lily deixou escapar um som e ele compreendeu que a estava esmagando. — Sinto muito, céu — murmurou, roçando beijos sobre seu rosto — É que não quero arriscar sua segurança só para que possa falar com o general, se ele formar parte disto, e pelo que parece assim é... —Então saberei, verdade? Sempre fui capaz de lê-lo quando dançamos; inclusive se nos apertamos às mãos poderia sentir suas emoções. Está muito ocupado pensando em outros para proteger-se a si mesmo — Lily escapou de seus braços — Estarei bem. Deixa de se preocupar — estudou sua imagem no espelho — Graças a Deus em uns poucos dias baixou o inchaço. Ao menos posso dissimular os hematomas com maquiagem.

conspirações. alimentando-se da dela. era importante para ela. O roçar de corpos quando se tocavam secretamente. A música era ruidosa e rítmica. marcando-a. com os dedos contra os lábios. e rumores corporativos. caminhando través do salão de baile. E possivelmente o fazia. Lia a cada pessoa enquanto estreitava mãos ou trocava abraços e beijos falsos. . A mão de Ryland se fechou ao redor da nuca dela e a arrastou de volta a ele. entrou no modo automático de arrecadação de fundos. Enquanto Lily se movia pela habitação. Este era o tipo de lugar que adoraria compartilhar com Ryland. Peter Whitney tinha inculcado a importância de conhecer às pessoas corretas. o arqueamento de uma sobrancelha. Era difícil manter as barreiras eretas e não se sentir afligida pela tremenda efusão de energia emocional que rangia no ar ao seu redor. Lily ficou olhando em sua direção um longo momento. Era estranho como sentia Ryland com ela. Especulando. A música palpitante conseguia lhe dar algum alívio frente à excitação e a tensão sexual. Lily observou às mulheres com suas roupas apertadas seduzindo aos homens. Simples olhares. O sistema de iluminação tênue do salão era muito para seus olhos. Lily deslizou mais profundamente entre as sombras. sua boca foi dura e exigente. O sabor dele ardia em sua boca. quase como se uma parte dele morasse dentro dela. em seu corpo muito depois de ter chegado ao hotel e ter começado sua ronda de saudações a outros convidados. A habitação era enorme e ainda assim a multidão se apertava nos vestíbulos e o no salão. Nunca antes tinha notado como a música podia arrastar-se dentro do corpo e esquentar o sangue. —Esse mesmo. a corrente subterrânea de affairs. as discussões que flamejavam aqui e acolá. Vagou entre a multidão. Agora. A música palpitava através de seu corpo. Olhares. conversando e rindo. Bruscamente girou e saiu da habitação. Ele pode ocupar-se de mim. O de cúpula de cristal e no que tem que levar terno para que deixem atravessar a porta. —Arly sabe. É no Hotel Vitória. unindo-se em um momento roubado na habitação sombreada e apartando-se de novo. Havia tanta gente que se sentia esmagada. dizendo todo o correto. e. Esteve esperando para dançar contigo toda à noite. o batimento do coração era forte e insistente. um sussurro ao ouvido. mais que nunca. — Lily. Enquanto saboreavam seus jantares exoticamente preparados ela soltou seu apaixonado discurso sobre ajudar à humanidade e a necessidade que os pesquisadores tinham de recursos. palpitando com um batimento do coração que parecia consumi-la. pondo as de seu lado. —É obvio.—Onde será essa coisa? Ela se encolheu de ombros. trabalhando à multidão. querida — Phillip Thornton a brindou com sua taça — Quero lhe apresentar ao Capitão Ken Hilton. Sexys. observando os bailarinos. Ela prometeu uma grande soma para pôr-se a rodar a bola e sorriu com o toque correto de confiança enquanto a aplaudiam. Avaliando.

— É uma pena. ondeando a mão para conseguir a atenção do barman. Hilton a mantinha perto enquanto empurrava. Uma mulher com muito dinheiro e vulnerável por causa do desaparecimento de seu pai. Enquanto a fazia girar perto das sombras do vestíbulo. — Meu pai era o famoso Doutor Whitney. — Lily — sorriu ela. No momento em que sua mão se deslizou na dele. Hilton a levou espertamente à pista de baile. — Você é uma excelente bailarina. sorrindo em troca ao capitão — É um prazer o conhecer.Está maravilhosa. — Obrigada Phillip! — Lily ignorou o súbito retorcer em seu estômago. Seu pai estaria orgulhoso de seu discurso. depois girou longe dele. — Está aqui com o Coronel Higgens? — Olhou-o com os olhos tão abertos como podia — Ou com o general? —Com o General McEntire — disse o Capitão Hilton — E me chame Ken. — Desejava conhecer a famosa Doutora Whitney há muito tempo — disse ele. Quase tropeçou. e meio excitada ao pensar que realmente se arriscou a correr semelhante perigo por ela. As luzes eram tão tênues que resultava quase impossível ver. Tão frios como o gelo. meio aterrada de que ele pudesse ser realmente tão arrogante para vir. Agarrou seu cotovelo como se tivesse medo de perdê-la entre a massa de corpos. As pestanas de Lily revoaram e se voltou aproximando de seu corpo. sua força e confiança se mostravam em seu aperto. Permitiu que o conhecimento a alagasse antes de elevar suas barreiras e deslizar pela pista de baile com ele. Ninguém tão formoso como você deveria estar encerrado em um laboratório. Ele se movia com completa segurança. Olhos que os seguiam ao redor da pista enquanto o corpo permanecia tão imóvel como uma pedra. As mãos dele a guiaram aproximando-a e quando a atraiu de volta a ele. O que Nicolas estava fazendo ali? Se Nicolas estava ali. isso significava que Ryland estava em algum lugar no salão de baile? Em alguma parte entre a multidão? Não podia concentrar-se em dançar. foi mais possessivo. teve que agarra-lo um pouco para recuperar-se. Lily captou uma olhada de um par de olhos os observando. sorriu a seu companheiro. Ele a acreditava uma presa fácil. Imaginava que deveria manter um olho nela e depois de toda sua tarefa poderia ter algum benefício adicional. Inclusive enquanto procurava dentre os mais escuros cantos da habitação. . Olhos tão negros como a noite. Capitão. — Possivelmente poderíamos conseguir uma bebida. Ele riu. Não era o primeiro homem que queria seu dinheiro e não seria o último. Naturalmente o capitão pensou que o tinha feito de propósito. Doutora Whitney. evitando tocar Thornton. abrindo passagem para o bar. Fico oculta no laboratório. Lily o olhou fixamente.

Estava rasgada entre o medo e a excitação. porém. O sorriso dela era brilhante. o primeiro sorriso genuíno que tinha visto até então. — Deseja-o — brincou Lily. a sutil influência sobre o capitão e a mulher predadora. O capitão parecia confuso.Um homem com terno escuro caiu sobre Lily. Ninguém me pedirá para dançar se ficar aqui tão grande e tão sério. a . — Queria ter a oportunidade de conhecê-la. Porém. estabilizou. Inesperadamente o Capitão Hilton sorriu para ela. com os olhos sobre a mulher. E prometi ao General Ranier a próxima dança. A mulher estava olhando flagrantemente para Hilton. Posso enfrentar a um par de homens com armas e facas sem fraquejar jamais. Lily entendia completamente a energia coletiva que saturava o ar ao redor deles. Seu grande corpo a atraiu mais perto — Possivelmente isto não seja tão boa idéia. Por acaso Phillip Thornton pediu que cuidasse de mim? O capitão se congelou no ato de atrair um copo para eles. O Capitão Hilton se afastou dela. — Não pode. Isso deveria tê-la zangado. O capitão sacudiu a cabeça. não viu nenhum outro rosto familiar. — Um pouco de atropelo nunca faz mal a ninguém. —Tire-a para dançar — sugeriu Lily — Viva um pouco. seus lábios cor rubi formando um beijo. — Uma mulher como essa comeria vivo. mas em vez disso se sentia amada e protegida. mas fugiria se ela me olhasse duas vezes. — Simplesmente me apegarei a você em busca de amparo. Apresentei-me voluntário para a tarefa — Hilton amaldiçoou em voz baixa quando uma mulher com um vestido vermelho chama quase transparente se roçou contra ele enquanto passava. Capitão. Hilton. sorrindo sedutoramente. fazendo revoar suas pestanas. — Vá para ela! —disse ela em voz baixa enquanto acrescentava sua energia a dos Caminhantes Fantasmas. — Doutora Whitney? — Hilton parecia preocupado. os sentia. olhando fixamente à mulher que parecia querer tão flagrantemente o seduzir. os sussurros exigentes. Lily lhe aplaudiu o ombro. e se moveu de volta ao interior da multidão quase antes que ela pudesse o identificar como Tucker. ela é muito mais seu tipo. o corpo leve de roupa esfregando-se contra ele enquanto o casal se deslizava entre as sombras. Lily riu. porque o olhou mais de uma vez. O General McEntire e o Coronel Higgens acreditam que você poderia estar em algum tipo de perigo. murmurou uma desculpa. Deveria ter sabido que Ryland estaria perto. — Será melhor que calce suas sapatilhas de correr. Lily observou as largas unhas arranhando para cima pelo braço dele. Estavam todos ao seu redor. Lily olhou ao redor.

Deve vir jantar uma noite. Alegro-me tanto em vê-lo de novo. porém. como está realmente? E hei ouvido . Não pôde evitar que seu olhar vagasse entre as sombras. mantive-me a par da investigação. assentia e saudava as pessoas. — Obrigado Lily — Thornton sorriu amplamente para ela. principalmente trabalho em casa. — O convite era a sério. pequena Lily. e o General McEntire. Estava em meio de uma multidão de homens que incluía o Coronel Higgens. Estive viajando muito e seguia sem te localizar quando chamava. obviamente procurando o Capitão Hilton. — Lily! — O abraço do general quase a esmagou — O desaparecimento de seu pai é um golpe terrível. Enquanto se aproximava. Lily afivelou seu sorriso de festa.adrenalina aguçava todos seus sentidos. — Sinto-me honrado. Uma noite excelente. Naturalmente. — Cavalheiros — saudou regiamente. Phillip tem sido maravilhoso — Lançou ao presidente do Donovan um sorriso doce e voltou sua completa atenção ao General Ranier — adoraria dançar com você. O general tomou sua mão imediatamente. movendo-se ao redor do perímetro exterior da pista de baile. Como vai? A verdade! Délia está aqui em alguma parte e esteve bastante preocupada com você. Délia está preocupada com que se enterre em seu trabalho. O Coronel Higgens os olhou astutamente enquanto o general a guiava até a pista de baile. instantaneamente distraído por completo. Abriu passagem para a parte dianteira da habitação. como sempre se superou a si mesmo! Acredito que o jantar e o baile são um completo êxito. inclusive enquanto sorria. Não deveria estar sozinha rondando por essa monstruosidade de casa que tanto adorava seu pai. — Enviou-me uma carta adorável. o coronel se moveu e seu olhar percorreu o salão de baile. — Agora me diga a verdade. Isso foi muita consideração por parte de ambos. — Meu homem favorito. Phillip Thornton. senhor. deslizando junto ao Higgens para colocar sua mão no oco do braço do General Ranier — Que prazer vê-los todos aqui. Avistou ao General Ranier e trocou de direção para interceptá-lo. Lily olhou justo através dele. Phillip. levandoa fora da vista do grupo com o qual estiveram falando. A valsa proporcionava a Lily oportunidade perfeita para ter uma conversa. guiando-a sabiamente através da multidão de bailarinos. esse é sempre o momento culminante de minha noite — Lily fez uma graciosa reverência. General! — reconheceu Lily — me convidando a me hospedar com vocês. sem se dignar a advertir seu grosseiro comportamento. Ela se elevou sobre a ponta dos pés para beijar a bochecha do general. — Fui aos laboratórios um par de vezes. O general a fez girar.

Nesse momento Lily sentiu a advertência. — Você está ciente que meu pai chamou ao seu escritório quatro vezes. inclusive então. Consegue que se mova. O olhar de Lily procurava entre as sombras. — Não deixou mensagens. Conheço-a desde que tinha onze anos. assim. roçando ligeiramente o braço de Lily. estava completamente no comando. alguém te atacou outro dia no escritório de seu pai? Lily estava tentando encontrar alguma evidência de maldade. não pode parecer que estejamos discutindo nada exceto tópicos ligeiros. mas sempre comprovo minhas mensagens. Adorava o som de sua risada. Lily o avaliou sem sobressaltar-se.mail. e falava como uma adulta. não pode parar. senhor. Encontrou a si mesma rindo em voz alta. insistindo na verdade. Acreditava que se conheciam. hein!? — Seu ajudante? Não o conheço. — Quem o disse? — OH! Mantenho uma orelha pega ao chão no que se refere ao bem-estar de minha garota favorita. Estávamos viajando. mantenha-o tranqüilo. Lily. A audácia dos Caminhantes Fantasmas a assombrava. Ela captou o brilho de dentes e os olhos sorridentes de Gator enquanto ele levava a sua companheira de voltas à multidão. Lily. — Por favor. verdade? — Estava dançando com seu irmão. mas o General Ranier a afligia com sua preocupação. Ele telefona diretamente para minha casa. O capitão é um menino brilhante. Se ele não fizer parte da conspiração. O general se deteve no ato sobre a pista de baile. Lily? — Agora já não ficava nada da voz de tio. de culpa ou malevolência. Suborno ao Roger para que me mantenha informado. O Capitão Ken Hilton é irmão de meu ajudante. Délia e eu nunca tivemos filhos depois de que perdemos nosso filho e você preencheu esse buraco aberto para nós. assim como enviou vários e. e eles acreditarem que sabe muito. O General Ranier respondeu imediatamente. revoando em sua mente. o matarão. A voz de Ryland sussurrou sobre sua pele. Tinha os olhos maiores e mais solenes. não temos que aborrecer meu ajudante. jogando a cabeça para trás e rindo enquanto a levava mais profundamente entre as sombras e ao anonimato da multidão. — Assim você também acredita que é um pouco muito enrijecido. . porém um pouco enrijecido. — O que está insinuando. urgindo ao General a voltar para os passos de baile. Ela se moveu ao ritmo da música. Um casal girou perigosamente perto. Lily. Seus olhos escuros estavam fixos no rosto dela. Lily deu voltas à informação em sua mente.corretamente. na semana anterior ao seu desaparecimento? E que escreveu várias cartas detalhando sua preocupação pela equipe das Forças Especiais? Também chamou a sua residência repetidamente.

verdade? Poderiam estar metidos nisto e são perigosos. Lily. lê-la em sua mente. O dia que desapareceu desci aos laboratórios.. os homens.. Acredita-me.. desacreditar aos homens e os isolar completamente de uma legítima cadeia de comando. verdade? Não posso acreditar que se foi realmente — Ela podia ouvir a pena em sua voz. Advertiu repetidamente ao Coronel Higgens que necessitavam fortes escudos. General. — Matarão a você também... Você é a única oportunidade que têm esses homens. A música terminou e o general passeou com ela pela borda da pista de danças.mail de meu pai. me diga que não tem nada ver com a fuga. um homem de honra. Resultaram em três mortes que não posso prová-lo. . Lily. Lily. Porei-te sob prisão domiciliar em minha residência e te protegerei dia e noite. — General. — Lily. — Sabe com segurança em quem pode confiar? Temia falar com você disto.. Isto é perigoso. O General McEntire era consciente do projeto muito antes da fuga dos homens e suas fingidas exigências de ser incluído. Higgens poderia controlar facilmente a situação. Tem contato com esses homens? — Sua voz foi brusca. Não sabe onde esses homens estão. Tenho informe! — Só recorde quem escreveu esses informes. Lily. — Interrompeu-se e seus traços endureceram. Os homens estavam isolados uns dos outros. esses homens a matarão se acreditarem que sabe algo. Não fale com ninguém — Deu-lhe uma ligeira sacudida — Se o que suspeito é certo. Pense no dinheiro que outros governos e grupos terroristas pagariam para pôr as mãos sobre esta habilidade. despersonalizados e vivendo em jaulas onde não tinham nenhuma privacidade absolutamente. digo a sério. sabe que está acusando a um oficial respeitado? O Coronel Higgens é um homem respeitado. Conspiração. — Não é somente o Coronel Higgens. Lily? Está falando de assassinato. — No que. mas suspeito foram assassinados e um intento de assassinato que posso provar. — Lily. General. são perigosos. porque não respondeu às chamadas ou e. — Essas são alegações sérias. — Nunca recebi mensagens de seu pai ou suas cartas. Não podia fingir semelhante tristeza. Tinha-os enviado a missões de campo contra as especificações específicas de meu pai. pode ter destampado precisamente o que estávamos procurando. Não fale com ninguém absolutamente. Fazer parecer que o experimento houvesse sido um fracasso total. Se fosse você teria muito cuidado com seu ajudante. exigindo uma resposta — Proíbo-te que se ponha em perigo. — Lily.— Meu pai me pediu uma consulta sobre o projeto. São oficiais de alta patente dos Estados Unidos. Phillip Thornton está nisto também. Délia ficaria devastada se te ocorresse algo. Não permitirei. Um músculo saltou ao longo de sua mandíbula — Por Deus. Aposto que é ele quem está ao cargo de encontrá-los e os qualificou como perigosos. Já mataram meu pai.

celebrando seu olhar. bastante arrogante. A excitação ia florescendo. — Não se preocupe comigo. Moveu-se através da multidão. murmurando convites. Lily. Chama e fala com a Délia e nos faz saber que tudo vai bem. Sedutor. sabendo que ele estava observando seu efeito sobre os outros homens enquanto se movia com completa confiança através da maré de corpos. — Farei. Os homens a detinham brevemente. Ela podia sentir sua profunda pena. Seus peitos estavam doloridos e sentia a pele quente. Lily. Lily o observou avançar a pernadas entre a multidão antes de dar a volta para examinar aos bailarinos. coronéis e conspirações. — Sinto muito. Ponha-se em contato comigo. Não tem nem idéia do aliviada que me sinto. bastante louco para atrever-se a segui-la até ali quando estava muito mais em perigo do que nunca poderia estar ela. Terão medo do que nos poderíamos ter dito um ao outro. Uma parte dela. E se souber algo sobre esses homens e seu desaparecimento. . Podia ouvir sua fome crua. Medo. Para Lily. eu. Lily começou a passear pelo perímetro da pista de baile. Seu pulso saltou. seu corpo estava vivo. Terá que atuar com naturalidade diante deles até que encontremos provas. General — Beijou sua bochecha — Obrigado por ser simplesmente você. O General Ranier a abraçou. Fique fora disto. Moveu-se como somente uma amante podia mover-se. com ela.— Atiraram-no ao oceano. O General Ranier suspirou. — Não nós. Sabia que a observava com olhos famintos e ardentes. Tantas emoções. Estava ali na mesma habitação. Digo a sério. — Temo que a pobre Délia vai ter uma terrível dor de cabeça depois do próximo par de bailes. General. acumulando abaixo para pulsar ao ritmo da música. a fúria começando a remover-se nele. Ryland Miller. seu corpo dizia sem palavras o que seu coração não podia. Lily. considere uma ordem. Ali no meio do perigo e da intriga sabia no que estava pensando e não tinha nada que ver com generais. Arly se ocupa de que esteja perfeitamente a salvo. Ofegante. Um lento e pausado circuito. seu coração corria a toda velocidade. a cada dia. Ninguém vai me incomodar em minha casa — tranqüilizou-o — estivemos juntos muito tempo. A afronta de que podia conhecer os homens responsáveis. existia somente seu amante fantasma. Esperança. negando com a cabeça. Soube quando morreu. bastante atrevido. será melhor que me diga isso agora. Seu sangue se espessou e esquentou. era um grande homem e meu amigo. uma parte da música palpitante. Lily sabia que ele a observava. Cada instinto feminino nela se elevou ante seu chamado. Lily permaneceu teimosamente em silêncio. Apenas os notava. Lily. Em alguma parte entre as sombras. Vêem comigo. intensas e difíceis de controlar. podia sentir o peso de seu olhar. A voz de Ryland acariciou sedutoramente no interior de sua mente.

tocando-se brevemente. Fingindo que ia encontrar-se com ele na pista de baile. Seu corpo deslizava aproximando-se do dela. seu corpo chamava seu amante. Enquanto a fazia girar aproximando-a. seus corpos se roçavam intimamente. seus corpos se balançavam em perfeita harmonia com a música. Ryland estava em perigo inclusive somente ao aproximar-se dela. Seu corpo se amoldou ao de Ryland. no calor de seu desejo. esperando.Lily sabia que devia partir. sua mão guiando os passos dela com absoluta maestria. Erótico. Moveu-se com ela. Que pensasse em suas costas tão atrevidamente nuas todo o caminho até a curva de suas nádegas. seus . O fogo correu através dela. mal se tocando. girando com ela entre a massa de casais. abraçando a curva de seus quadris. perto do dela. suas mãos acariciaram os lados dos peitos. Lily agradeceu a luz pulsante que ajudava a ocultar aos casais na grande pista de baile. justamente sob seu peito fazendo que ela se arqueasse em busca de seu toque. deslizando o tremulante vestido sobre sua pele perfumada. pele contra pele. a cada passo se esfregavam um no outro. Passos intrincados. O calor de seu corpo. Lily levantou o olhar para ele quando seus corpos se uniram. Era excitante. encontrado a cremosa pele com o passar da borda de tecido de seu vestido. Não queria apartar o olhar dele. não cair na tentação. sobre eles. seu vestido brincasse com a fricção. um luxurioso convite enquanto serpenteava dentro e fora da multidão na borda da pista de baile. lhe mostrando o vestido que amorosamente acariciava seus peitos. Confiava que Ryland saberia. A expectativa cresceu. um úmido e rico convite. Ryland. Seu cabelo negro se esparramava ao redor de sua cabeça em sedosos cachos. intimamente. os rodeando com fogo e paixão. em que vigiassem atentamente ao coronel e o mantivesse afastado. ao refúgio de seus braços. Seus quadris se balançaram. Agradecia haver-se vestido com tanto cuidado antes. Levantou o olhar e lhe roubou o fôlego. fingindo que era para ele. É obvio que ele tinha lido a fantasia em sua mente enquanto estava de pé diante do espelho. Tinha desejado que ele a desejasse enquanto estava fora. Fazer o amor sobre a pista de dança era justo como ela sabia que seria. e se separaram. Lily não olhou para ver onde estavam seus inimigos. Confiava que seus homens lhes protegessem. chamas que lambiam sua pele como diminutas línguas ferozes. Seus mamilos estavam tensos provocando que cada vez que ela se movia. possessivamente. O calor girou lentamente. Seu coração se elevou e se encontrou sorrindo. Seus olhos cinza brilhavam como prata fundida. A música se moveu através deles. os dedos estendendo-se ao redor de sua cintura. Sentiu seu primeiro fôlego na nuca. Ele a atraiu perto de novo. Os olhos de Ryland mantinham aos dela cativos. Seu corpo voltou para a vida. Não podia separar o olhar dele. mantendo-a contra ele durante vários pulsar de coração. Queria perder-se ali para sempre. Sua mão deslizando. Lily continuou seu passo lento ao redor da habitação. uma perfeita união enquanto a tirava a pista de baile. Mas o risco de serem descobertos somente acrescentava a seus sentidos intensificados e faiscantes.

Não somente chama. sua boca roçou seu pescoço. e seus quadris empurravam sugestivamente. O capitão tinha as mãos cheias. seu sangue se espessou. Somente Ryland seguia sendo real com seu corpo duro e seus brilhantes olhos. afastando-se de qualquer observador. temendo que estivessem dançando sobre a pista demasiado tempo para escapar à detecção. Tinha intenção de deixá-la partir. A fez girar afastando-a de novo dele. Os nódulos dele roçaram deliberadamente seus mamilos. perigoso para qualquer que tentasse interferir. mas sim uma tormenta de fogo ardendo fora de controle. de consciência total. tão ardente ao desenfreio dele. Mas seu corpo ardia em chamas no momento em que estava com ela. atraindo-a de volta. Queria cortejá-la como Lily merecia.peitos contra os pesados músculos do peito dele. sua feroz ereção roçou a curva do quadril durante um breve momento de expectativa. satisfeito com o breve contato. as luzes baixaram ainda mais. As palavras roçaram sua mente. A mulher do vestido vermelho chama do bar tinha aceitado a sugestão de Ryland rapidamente e com facilidade. Saídas compartilhadas. Ryland abriu passagem através da massa de corpos em movimento. Cada movimento enviava relâmpagos que arqueavam através de seu sangue quando sua grossa ereção entrava em contato com o corpo suave e flexível dela. Não pense em outro homem. A paixão da música era um batimento do coração em sua cabeça e em seu corpo. O fôlego abandonou precipitadamente seus pulmões. Era perigoso para ela. Ela era tão endemoniadamente sexy. as mãos dele deslizando ao longo da curva de seu quadril. esperando que ele se deslizasse fora. Com Lily entre seus braços. Girou a cabeça sobre o ombro dele para olhar ao coronel. balançando juntos. Esperando que devolvesse Lily à segurança da . inclusive à luz tênue. a mão dele deslizando perigosamente sobre sua coxa. pensa somente em mim. todo seu controle desaparecia ao redor dela. Tinha de ouvir como ela continha o fôlego em sua garganta. Sabia que seus homens estavam entre as sombras. observá-la dar voltas pela habitação. uma cativa entre suas pernas. acariciando seu traseiro. Ardente. Manteve-a ali enquanto seu corpo se movia pulsando ao ritmo da música. as últimas notas morriam. Um calor crescente que ardia a fogo lento e respirava com vida própria. suas coxas apanharam sua perna. A seguinte música era lenta e sonhadora. mas pequenos martelos estavam atravessando seu cérebro e doía tanto que temia não ser capaz de caminhar para tirar ambos com segurança da pista de dança. acariciando próximo do vértice de suas pernas. A música estava terminando. Todo pensamento cordato desapareceu. fazer todas as pequenas coisas que uma mulher necessitava que fizesse um homem. seu coração falhou. Ele queria que fosse diferente esta vez. Moveram-se. a sensação de sua pesada ereção pressionando contra ela a cada passo. O bate-papo íntimo. Seu corpo inteiro se esticou. Os murmúrios risonhos. os outros bailarinos se desvaneceram. brilhante e perigosa. ver seus olhos tão luxuriosos.

Onde a necessitava. Não podia responder. ou lançar-se para ele e o beijar até o deixar sem sentido. Explorando o hotel. tinham miras aqui dentro. Não sabia se o esbofeteava por ser tão completamente arrogante e seguro de si. Levou-a sob as escadas. Riu brandamente e disse: — Nos bons tempos. — Me beije. e. Nicolas tinha mostrado o esconderijo no caso de uma emergência. Ainda pode ver as marcas. Capítulo 16 A escada de caracol era uma estrutura maciça. seus braços se esticaram possessivamente. Conduzia a uma diminuta habitação particular que provavelmente tinha sido utilizada para assuntos ilegais. o edifício tinha sido reformado após. e desceu uma pequena série de degraus até a porta do armário. dentro do armário de limpeza havia uma pequena e estreita porta que tinha sido recoberta com papel. Nicolas tinha descoberto o nicho escondido no oco da escada.casa agora que tinham assegurado sua segurança e tinham permitido a ele esta única dança. Tenho que ter sua boca. Seu corpo empurrou o dela profundamente entre as sombras do oco da escada. . Tomou a decisão por ela. Lily. Olharam-se. Não teve problemas em forçar a pesada fechadura e fazê-la passar diretamente à pequena e estreita habitação onde tantos outros se ocultaram ao longo dos anos. Não respondeu. Construído nos anos trinta. girando uma esquina. Ryland comprovou que esses olhos não estivessem seguindo seu progresso enquanto internava Lily mais profundamente entre as sombras onde a queria. o calor flamejava implacavelmente entre eles. Ryland estava seguro que isto era uma emergência.

percorrendo com a ponta de seus dedos suas próprias curvas amplas. Desejava arrancar a camisa e que seus olhos dessem um festim com seu peito. detendo-se. seu corpo enterrado profundamente no dela. apanhando seu corpo ali na escuridão. A música invadia o pequeno espaço atravessando as gretas das finas paredes. Quentes. Deslizou a mão para cima pela lateral do vestido. separando pouco a pouco até expor um peito cheio. desejando devorá-la. pondo de lado cada inibição. Nunca poderia resistir à urgência de seu desejo. Podia ver a silhueta de seus mamilos. Saboreou o desejo. lentamente inclinou a cabeça para a tentação. Desejava-o ali mesmo. Ryland elevou a cabeça. cada medo. marcá-la. escuros. Deslizou a palma para cima pela panturrilha. Seu fôlego esquentou o ar sobre o mamilo já tenso. O corpo de Ryland se endureceu inclusive mais. Necessitava-a. O ar frio sobre a pele quente dela somente acrescentou a sua aguda sensibilidade. Sua . a atração do proibido. e massageando.Não pôde resistir à dor de sua voz. Estava devorando-a. suas mãos embalavam seu traseiro para alinhar seu corpo melhor com o dele. os peitos tentavam seus sentidos intensificados. fogo com fogo. seus olhos estavam obscurecidos de pura paixão quando contemplou o olhar azul dela. A visão o atraiu. Pertencia a ela. risadas. fechou-se sobre o peito. precisava enterrar seus dedos profundamente dentro dela. subindo suas mãos. enchendo a diminuta habitação oculta. Ela gemeu quando sua boca. afastando o tecido das costelas dela. pressionada contra a parede. Lily se moveu deliberadamente. Parecia licenciosa. mais que tudo. sua mão encontrou a fenda do vestido. contra seu corpo. celebrando a forma em que o ardente olhar dele a seguia. Ela parecia exuberante e sexy. ali mesmo entre as sombras. A língua dele acariciava e adulava. sentir seu desejo por ela crescendo em sua mão. Seus dedos seguiram o caminho que ela tinha tomado sobre seus peitos. riscando um caminho para baixo por seu estômago plano. quente e úmida. fazendo que respondesse a ele. Seu corpo estava dolorosamente excitado e o olhava. Somente alguns metros dali chegava o murmúrio de vozes. tentou-o. O vício dele estava além de tudo que tivesse experimentado ou houvesse concebido possível. tão ruidosa que quase sacudia o chão. roçando a carne suave. Famintos. Lily jogou a cabeça para trás. atrasando um momento enquanto riscava as cicatrizes com amoroso cuidado. com os lábios inchados e obscurecidos por seus beijos. Sugou com força. Nesse momento. Sentiu que o corpo dela tremia em resposta. desejava suas mãos sobre ela. Sua língua dançou com a música. rodeando o tornozelo com os dedos. empurrando contra o fino e tenso tecido do vestido. Ryland se pressionou mais perto dela. acariciando. apunhalando e acariciando. Saboreou a paixão. aturdida. o elegante vestido brilhava suavemente. Desejava-a. percorrer com suas mãos os músculos. Este homem era dela. ofegando quando os lábios dele se fundiram com os seus. e o tinido de gelo nos copos. Precisava sentir sua úmida resposta.

seus pulmões careciam de ar. Ryland empurrou seu corpo contra o úmido calor.. — Está ardendo por mim.. Isto era pura loucura. os sons de pés nas escadas. Possivelmente seja o lugar errado e o momento equivocado.. afogada na sensação. Tão necessária. Era tão formosa. e seu corpo apertado. mas me deseje de todas as formas. — Ryland — murmurou entre seu cabelo escuro — vou arder em chamas. Sussurrou-a. inclusive enquanto suas mãos encontravam a parte dianteira das calças dele. selvagem e fora de controle e tão faminto por ela que não tivesse possibilidade de esperar. tão tentador que se sacudiu com a urgência de enterrar-se nela. Ryland fechou os olhos e simplesmente se permitiu ser indulgente com sua fome por ela. — Me desabotoe. Lily fechou os olhos quando o sentiu. Pressionou o dedo profundamente nesse calor. envolvendo-a ao redor de sua cintura inclusive enquanto a empurrava mais contra a parede. Desejavao tanto. ali mesmo. — Desejo-te mais que tudo — admitiu. Os dedos de Lily se enroscaram em seu cabelo. Não nos encontrarão aqui — Empurrou o vestido mais acima. Lily. grosso e palpitante de desejo. — Ryland. Os dedos dele frisaram seu cabelo. Seus dentes mordiscaram o lado de um peito —Acreditei que não levava roupa interior. Agarrou-lhe a perna. Lily. Ryland estava rígido por causa da necessidade. Arde por mim — Os dedos encontraram a diminuta parte de roupa interior. deixando-a completamente exposta a ele — Me deseje outra vez. — Foi um suave protesto sem respiração.. A sexy e pequena tira não foi obstáculo quando empurrou o dedo dentro dela. — Interrompeu-se. Suas mãos encontraram a diminuta tira vermelha e a rasgaram.. justo assim. grosso e duro. Ela não tinha nem idéia do que significava para ele. Sua boca abandonou o peito para viajar para cima pela garganta até o queixo. sujeitando-o contra ela.. Ouviu seu próprio gemido amortecido quando ele encontrou o calor de seus cachos úmidos.mão acariciou o joelho. Deseje-me assim. Sinto-me tão decepcionado. suave veludo. Deveríamos ir para casa. Parecia impossível ali na diminuta habitação com suas miras e sua historia. A música os envolvia. seus dedos enviando línguas de fogo que corriam para cima pelo duro eixo enquanto obedecia — Isto é uma loucura. sua boca era ardente e insistente sobre o peito. Seu ofego o excitou mais ainda. comprovando sua entrada. Lily — respirou a tentação. Nunca necessitei tanto algo — Não desejando lhe dar a oportunidade de negar-se. Lily embalou sua cabeça. duro. recolhendo-o ao redor da cintura — Não me deixe assim. céu? — sussurrou — não diga que não. esfregando-se sugestivamente contra . Um desespero. — Quero que o faça. Uma maliciosa e pecaminosa súplica. Os músculos de sua fogosa vagem se apertaram firmemente. perdendo-se na tentação de seu corpo. comprovando a profundidade de sua resposta para ele. Ele era grande. E era perigoso. deslizando para cima pela coxa nua. as vozes e risadas.

centímetro a centímetro. encontrando deliberadamente um ritmo ardente e apaixonado que igualava ao batimento do coração exuberante da música que os rodeava. Os suaves sons que surgiam de sua garganta estavam o voltando louco. Levantou-a. montando o corpo dele. Ávido dele. profundo e duro. Seu cabelo era uma nuvem escura ao redor dela. seus músculos se esticaram e apertaram. Ryland começou a mover-se. Escorregadia de calor e umidade aceitou-o.ele. seu corpo pesado como se tivessem drenado sua força. escutando a . Ryland murmurou algo que ela não captou. Ela se moveu. tome tudo! — Murmurou a tentação. o prazer que estava lhe dando. A fricção era quase incrível. observando seu rosto. não queria que acabasse nunca. abrindo-a mais completamente a sua posse. Lily se esqueceu de onde estava. sobre ele. seu corpo estava feito para o dele. apertando-se. Suas pernas pareciam de borracha. sua frente pressionada contra a dela. Afundou-se mais profundamente. O corpo dela era um inferno. movendo-se com o batimento do coração. estremecendo de prazer enquanto seu corpo girava fora de controle. seu fôlego chegando em pequenos ofegos de prazer. suas mãos se apertaram sobre ela. Podia sentir seu corpo serpenteando. uma parte dela. Rápido e lento. Empurrou profundamente uma última vez quando a música chegou ao crescendo. Ficaram assim. a cor quente. enquanto seu corpo explodia. Pesados músculos amorteceram seus gritos enquanto permitia que uma perna voltasse a cair ao chão. Também a necessitava. vamos. cada músculo deslumbrado e vivo. lutando por recuperar sua capacidade de respirar. entrelaçados. esticando-se ao redor dele. — Me monte. Exigindo-o. ainda o agarrando firmemente. sacudindoa onda atrás de onda. Sentiu um grito de agudo prazer surgindo e se apressou a enterrar o rosto contra o ombro de Ryland. Desejando-o. Suas unhas arranhavam suas costas. tanto prazer que era quase dor. mordendo profundamente enquanto empurrava ferozmente. o fogo derramando sobre ela enquanto jogava para trás a cabeça e era indulgente consigo mesma. suas mãos agarraram sua cintura. suave veludo. De quem era. tentando seus peitos enquanto estes se arqueavam descaradamente. Lily tentou recuperar sua capacidade de respirar. pequena. Ela era tão apertada. um ardente vulcão que quase lhe arrancou a cabeça. forçando-a a fechar ambas as pernas ao redor dele. Luzes dançantes explodiram atrás de seus olhos e os fechou. seu fôlego chegava em pequenos ofegos. compartilhando o mesmo corpo. Lily jogou a cabeça para trás. e seus olhos estavam nublados de calor. deslizando-se acima e abaixo. Apoiou-a contra a parede. contra a parede em busca de apoio. precisando manter-se em pé. Precisava estar enterrado profundamente dentro dela. Encheu-a até que esteve ofegando. a única forma de permanecer em pé. seguindo o batimento do coração da música como ele tinha feito. Somente existia o prazer atravessado seu corpo.

— Quero passar horas simplesmente te fazendo o amor. e. Seus dedos pareceram demorar-se e acariciar sua carne sensibilizada fazendo que esses pequenos tremores começassem outra vez. Ainda apoiada contra a parede. seu pé caiu ao chão. Com uma perna ainda enroscada possessivamente ao redor da cintura dele. Ele voltou a oferecer a pequena tira de imprestável lingerie. tomou o tecido. Um lento sorriso estava estendendo pelo rosto dele. cobrindo sua boca com a dele. Ela não pôde evitar o lento sorriso em resposta que curvou sua boca. Realmente te amo — Sua mão fechou ao redor da nuca dela. brincando e provocando. Viria bem uma ajudinha aqui. Ryland agarrou sua mão. ardendo com rapidez e ardor. Lily baixou o olhar para o esmigalhado tecido com surpresa elevando depois o olhar para Ryland. no vestido recolhido ao redor da cintura e os peitos empurrando para ele. não posso acreditar que queira ficar aqui contigo. Lily Whitney. — Tem que se deter ou gritarei e todos virão correndo. de cada fôlego. — Te amo. — Você não crê que possa fazê-lo — disse ele com absoluta confiança. Era muito consciente de cada um dos movimentos de Ryland. Lily se surpreendeu de não cair quando Ryland finalmente foi capaz de moverse. — Não posso acreditar que estejamos neste quartinho sujo. seus dedos dançando dentro dela. Onde antes jogavam fumaça. um lento derreter. o corpo tremente e dolorido. Ligeiramente surpresa de não sentir vergonha. urgindo seu corpo a mover-se contra seu polegar acariciante. Lily se agarrou a seu ombro em busca de apoio. seu polegar elevou seu queixo para que tivesse que encontrar o aço de seus olhos. Parecia amada e consciente. — Demônios! Tão duro quer dizer? Sinto-o cada vez que me toca. desejando mais tempo com ela. A boca estava vermelha por seus beijos e podia ver sua semente gotejando para baixo pela coxa. seus corpos seguiam intimamente unidos. Autosatisfação masculina. Sua perna se desenroscou de algum modo. agora ardiam a fogo lento. da mão que acariciava a panturrilha. — É indubitavelmente a mulher mais formosa que já vi. Seu simples toque estava produzindo uma dor que nunca ficaria satisfeita. Ryland a estudava. Deixa de ser tão condenadamente teimosa. lenta e caprichosa. Beijou-a. Lily. o liberando. Quando me beija. lentamente levou ao cabo tal tarefa.seguinte canção. beijando-a no pescoço e endireitando-se lentamente. Ryland se apoiou nela. — Sei que adora meu corpo. — Não pode fazer isso — sussurrou ela. Ela percorreu com o olhar o pequeno quarto andrajoso. Pior ainda. Lily utilizou casualmente a tira vermelha para limpar a perna. . Ela chegou ao limite tão forte e tão rápido que o orgasmo a tomou por surpresa.

Teve piedade dele.— Duplamente demônios! — disse Lily pensativa — Rodeou-lhe o pescoço com ambos os braços. esfregando e acariciando. — Está muito seguro de si. Embora o armário seja maior que a caravana em que cresci — Inspecionou-a cuidadosamente. Ryland abaixou o vestido resolutamente. Seu corpo inteiro se esticou. . Não o ajudou. porém tinha confiança e sabia que ele a desejava. — Não sobreviverei a isto. Lily! — estava suplicando clemência. — Serei insistente. Requereu o esforço mesclado de todos nós manter ao Higgens e os demais afastados de vocês dois. seguiu olhando com seus enormes olhos bebendo dele. Onde o conseguiu em tão pouco tempo? E todos os outros? Devem estar vestindo ternos. Quando vai me apresentar a Rosa? Estou me cansando de se colocar sob sua cama e me esconder no armário pelas manhãs. e mordiscando os cantos de sua boca. verdade? — Sua língua dançou na orelha dele. Penso que poderíamos voltar para casa e retomar esta conversa em nossa cama. — Lily. Seus dentes mordiscaram o pescoço. Lily. estremeceu e ardeu em chamas ante a dança íntima do toque dela. mas sim. Colocou seus peitos dentro do vestido. Arriscou-se bastante falando com ele. mas a vida real se intrometia e podia perceber a crescente tensão de Ryland. o marcando como seu antes de voltar a recolhê-lo em suas calças negras. descendo mais abaixo. endireitando o broche do pescoço. Ele ouviu a suave nota de zombaria em sua voz e o duro nó de seu estômago começou a relaxar. — Arly. Lily sorriu. — Não é maravilhoso? — Não sei se iria tão longe. — Não disse quão bonito está de terno. — Acredito que o capitão te deve um grande favor. A mão de Lily acariciou seu peito sugestivamente. — Tinha em mente encontrar um marido bonito e serviçal —disse Ryland — Estava vestida para seduzir e obviamente ele estava decidido a seduzir. Essa mulher vai leva-lo a casa e o fazer passar um bom momento. está brincando com fogo — Afastou-se dela — Em dois segundos a tomarei de novo e realmente poderiam nos apanhar — Um deles tinha que ser forte. Lily podia não ter experiência. apoiando os peitos cheios e generosos contra o dele. me porá ao corrente sobre o capitão e o general. jogando seu cabelo sobre o ombro — depois que saiamos daqui. a mandíbula — Suponho que terei que dedicar algum pensamento a isto se será tão insistente. céu. É um homem muito útil. O rol de sedutora era algo que Lily estava encontrando adorável. Quase o desafiando. atirando até que caiu ao redor dela graciosamente. quando decide trazer seu chá.

É obvio que partiria imediatamente.— Não me olhe — disse Lily. Não vou irei sem você. Os homens esperarão até que esteja fora daqui comigo. a nuvem escura de seu cabelo deslizava ao redor dela. Lily. não a deixaremos aqui desprotegida. Arriscou sua vida por nós. inclusive enquanto observava aos bailarinos. Não vamos nos separar. segurou seu pulso e puxou-a ao seu lado. Não posso contê-los muito mais. Mais tarde diria ao Phillip Thornton que sua cabeça doía e iria para casa descansar. Tenho muito para te contar — Não queria que pensasse ser sua idéia que partisse. Lily estava de um vermelho vistoso. como descobriu. rindo — Não queria ter nada com esse homem. para conseguir informação para nos ajudar. não a mim. — Estava te tocando como se lhe pertencesse. — Só faz o que digo e fica calada. Isso era o que desejava. sexy e atrativo. atraindo a atenção. Havia aço nele. A multidão estava perto. penetrando entre as pessoas. o alcançarei. porém. Todos eles sabiam que nunca te deixaria vir sozinha. até a curva de seu traseiro. — Vá sem mim. porém. assim não desperdice tempo discutindo. Lily compreendeu que estava pondo Ryland em perigo. agarrando sua mão. . E foi somente uma dessas idéias fugazes. Ryland reagiu instantaneamente. — Como se quisesse que lhe pertencesse — Lily procurou sua mão — Dedicou um ou dois pensamentos ao dinheiro. Tinha ordens de colar em mim e aposto que amanhã pela manhã terá muito que explicar. Ryland percorreu um dedo por sua espinha dorsal. se por acaso está pensando em discutir comigo. Lily esfregou o queixo ao longo do ombro dele. correndo para a porta do armário. — Não se importará — disse Ryland confiante — Pensará que ela valeu a pena. Se oferecesse seu casaco sua própria camisa branca seria um sinal de néon. por certo. — Como conseguiremos sair daqui? — Lily tentou não se sentir ansiosa. A advertência de Nicolas foi tão forte que inclusive Lily captou a urgência em sua voz. Tire-a pelas escadas de trás os cobrirei. Lily. Passou através do primeiro piso. Outra faceta de seu apaixonado amante que podia ser tão tenro e amoroso. arrastando-a escada acima e girando a esquina até que se pressionaram contra a parede sob a escada caracol. Ryland exsudava tremenda confiança — Os outros se foram? Alguém está vigiando Higgens? — Não ficarão para trás. Higgens está enviando homens em todas direções em busca de Lily. Isso estava fora de discussão. Seus hematomas eram a desculpa perfeita. não se preocupe por eles — Ryland arrastou-a através da diminuta habitação para o armário — virá comigo. utilizando a multidão como cobertura. John está esperando com a limusine —Tentou soltar seus dedos dos dele. Levava um traje escuro e podia fundir-se com as sombras e mesclar-se. Um forte braço se fechou ao redor de sua cintura. separada em pequenos grupos procurando privacidade para falar de negócios. —Estou cansada e a perna falhará depois de tanto dançar. Ryland confiou em seus instintos.

não Ryland Miller. Houve um breve momento em que não tiveram mais escolha do que caminhar pelo vestíbulo iluminado. deliberadamente. O casaco de Lily era cumprido até o chão e com capuz. Pede que . a captarem um vislumbre de um vestido vermelho e apressarem-se atrás da mulher enquanto esta virava uma esquina. A chapelaria ficava junto ao elevador. os dois homens. Sabia. grudada à parede. impaciente por sair da multidão. ao longo das paredes e esquinas escuras. defendendo o pequeno corpo com o dele para minimizar o risco de ser vista. Ryland sabia que os soldados estavam procurando Lily e seu sexy vestido vermelho. seu corpo inteiro protegendo-a de olhos curiosos. Estavam procurando uma mulher. procurando infalivelmente através da turba de pessoas. uma larga cortina de veludo negro. alerta. — Ocorre que gosto destes sapatos! — disse ela — Não quero perdê-los. Ryland agarrou o número de Lily e caminhou até o assistente. Agora Lily estava definitivamente coxeando. Tentou livrar-se de sua mão. um homem ansioso para estar a sós com seu amante. até encontrar aos homens de aspecto severo que abriam passagem através do salão de baile. Tudo enquanto ela sentia o fluxo de energia crescendo ao redor deles até ranger no ar. pela longa experiência. Lily. Querem nos descobrir. com diversão em sua voz como se estivessem compartilhando alguma brincadeira secreta e íntima. Estou borrando sua imagem um pouco. — Mulheres! Preocupada com os sapatos em um momento como este —Ryland revisou os olhos e puxou sua mão — estarão nos esperando em um dos pisos de abaixo. Os olhos chapeados se moviam inquietamente. O que me farão aqui diante de todas estas pessoas? Voltarei para o salão de baile e me unirei a um grupo. um amante apaixonado. que seus músculos começariam a ter espasmos e finalmente arrastaria a perna.Olhou a intensa concentração na cara dele. — É você quem está em perigo. Juntos. Ryland apressou imediatamente Lily para as escadas. pressionando-a atrás de uma multidão de arbustos e vasos de barro. Ryland atraiu Lily até seus braços. dando as costas a sua direita. Impeliu-a em descer o longo vestíbulo. induziram os soldados vestidos de negro a olhar para outro lado. À sua direita. — Tire os sapatos — ordenou ele quando estiveram na relativa segurança do vão da escada — Não quero que seus saltos altos nos atrasem se tivermos que correr. não eu. Somente esperava que a capa fosse o bastante longa para cobrir a barra vermelha do vestido enquanto Lily caminhava rapidamente. — Porquê? A menos que soubessem que estão aqui? Poderiam tê-lo visto ou a um dos homens mais cedo? — Duvido — desceram dois lances mais. apresentando o cartão. Ryland. Agradecidamente a envolveu em sua calidez. Lily apoiou em seu braço com uma mão e tirou as sandálias de tiras com a outra. sabendo que o estava atrasando. Ele a teria divisado imediatamente. Desceram correndo dois lances de escadas. Murmurou brandamente.

Ela sentiu sua súbita imobilidade. Alguém está esperando. — Minha perna. Ryland congelou. A idéia a assustou. Ryland! — começou. Tentou imitar seu silêncio. Fique perto da parede e mantém a capa ao seu redor. levando a maior parte do calor com eles. Lily! — exclamou Ryland. Lily tentou conter o fôlego durante a descida até o patamar do segundo piso. Inclusive assim soava ruidosa no silêncio do oco de escada. A onda de adrenalina provocou violento tremor em seu corpo. Pôde sentir o ondear de seus músculos. colocando os pés cuidadosamente e fazendo o possível para controlar sua respiração. seu coração palpitava com mais força. mas sente as ondas de energia. Permaneceram imóveis até que a porta se fechou de repente atrás das vozes. apertando-a contra ele. Seu braço estava rodeando-a. Seu coração estava começando a palpitar. não se deteriam porque sua seguinte vítima seria um general. Seus dedos se entrelaçaram e apertou aos seus tranqüilizando-a. A mão dele tocou a sua. Sua capacidade telepática é quase nula. Ele não fazia som algum enquanto espreitava escadas abaixo como o predador que era. mantendo a mão elevada para indicar que congelasse no lugar. — É Cowlings. fazendo-a retroceder até o patamar do terceiro piso sobre as escadas. Os braços de Ryland deslizaram longe dela. Posso sentir. A palma de Ryland cobriu sua boca. sua expressão era sombria — Isto não é uma democracia — Seus dedos se fecharam como grilhões no pulso dela. O aroma de fumaça de cigarro vagou para baixo. Vamos descer as escadas. até que temer que explodisse fora de seu peito. O que poderia ter alertado ao Coronel Higgens sobre a presença de Ryland no edifício? Ou realmente estava procurando-a por ter permanecido tanto tempo com o General Ranier? Possivelmente o general estava tão zangado que inadvertidamente sugeriu a verdade ao Higgens. Ele espiou para baixo. puxando Lily para baixo outro lance de escadas. — Segue se movendo.Arly envie John por mim. Ela assentiu para indicar que entendia. Ela não podia sentir nada exceto a terrível dor nos músculos de sua panturrilha esticados e seus pulmões ardendo por descer correndo vários lances de escadas. com a boca pressionada contra seu ouvido. permaneceu imóvel. Ranier estaria em perigo. sua esposa. deixando o silêncio. Ryland estava . Lily tocou suas costas em busca de tranqüilidade. Se Higgens e Thornton se dispuseram a arriscar-se em cometer assassinato quatro vezes já. enquanto ele se arrastava escada abaixo. — A escada está iluminada debaixo de nós. Uma porta se abriu brevemente sobre eles e uma risada ruidosa se derramou fora. Os lábios de Ryland se moveram. Lily se encolheu contra o corrimão quando ele começou a descender à escura região abaixo deles. possivelmente inclusive Delia. sua voz era tão baixa que mal pôde captar as palavras.

passando junto aos dois homens que lutavam e se engalfinhavam ferozmente. Nicolas era extremamente forte e o conhecia. aterrissando sobre as costas do observador. Se Cowlings estava perto em alguma parte. Ele aterrissou vários passos abaixo. Não podia detectar que o ritmo do coração dele houvesse se acelerado absolutamente e seu polegar estava esfregando nervosamente à frente e atrás sobre o pulso dela. Lily deslizou para baixo pelos degraus ao mesmo tempo em que Ryland surgia . Lily piscou. espreitando-a na escuridão. sem ceder ao impulso de procurar telepaticamente por Ryland. tomando o lance de escadas. Nicolas. Lily tentou fazer-se menor. sentiria a súbita onda de energia. Lily odiou o silêncio. Lily tentou correr. e puxaram-na bruscamente. Pouco a pouco. Agora. não Ryland. Pressentia que teria conseguido lhe enviar uma mensagem clara. o brilho de triunfo. Pareceu passar uma hora. Titubeou um batimento de coração e depois fez o que lhe ordenavam. agarraram seu tornozelo. decidido a pôr as mãos sobre ela. O tempo se acalmou. sem confiar nessa conexão que não era forte e íntima como a que sempre tinha com Ryland. tremendo. Dando forças para esperar a ameaça que se estendia para ela. Foi unicamente o que a salvou. quando este normalmente era seu refúgio. obrigando o ar a atravessar seus pulmões até que acalmou seu coração e conseguiu que sua respiração estivesse sob controle novamente. abraçada à parede. e se encontrou sentada justamente no meio da escada. De repente se tinha ido e ela estava sozinha. Confiando nele. Suas mãos se estenderam. conteve o fôlego. divisou uma sombra sigilosa surgindo ameaçadoramente grande. Lily procurou dentro de si mesma durante um momento tranqüilizador. Mantendo-se firme. lançando ambos os corpos sobre o patamar. esperando. Para ela. Temerosa. Não se ouvia nenhum som absolutamente. sentido mais que ouvido. O homem a teria golpeado diretamente nas costas se não tivesse caído. Esperou. Houve um sussurro de movimento. Tal como foram as coisas. atirando com força. A mão de Ryland estava deslizando longe. não pôde captar as palavras. A urgência de se mover foi repentina e imediata. Lily permaneceu imóvel.tão firme como uma rocha. se obrigou a permanecer imóvel. e engatinhou para ela. Lily quase cai escada abaixo pela força do impacto. Podia senti-lo perto dela. Uma sombra se abaixou e correu para ela. enganchando seu pescoço. Tensa. saltando. porém. chutou-a no ombro quando seu corpo se lançou sobre o dela. Os dois homens estavam agora de pé. deu a volta. respirando com ela. Algo pesado caiu de cima. Tudo nela gritava que começasse a correr. porém. envolta em sua capa de veludo. Roupa roçando-se contra a parede muito perto dela. Começou a descer o lance de escadas. sozinha na escuridão. Confiando em Ryland. olhando para trás. Quase se deteve. Podia ver seus olhos. Esperou. A perna paralisou. esmagada contra a parede no quarto degrau do patamar. Olhou diretamente em direção ao som. Um som sussurrado em sua cabeça. apesar de sua perna ruim. Ela pôde ouvir o doloroso golpe de punho contra carne. Seus músculos travaram. vamos! A voz aguda e clara na cabeça de Lily.

— Vamos. lançando-se em picado. Miller — exclamou Cowlings. — Ryland? — Não é nada. É um arranhão. Lily se concentrou em um quadro na parede à direita de Ryland e este começou a tremer violentamente. — Vou te matar. o vidro e moldura e aterrissando ao redor de seu pescoço. saltou livre e voou para Russell Cowlings. Lily estaria em perigo.acima. Atrás de você. apressado para descer ao último lance de escadas até a entrada do primeiro piso. Cowlings agachou e se afastou. Inclusive seus olhos estavam inchados. Ryland se lançou sobre ele. Sua perna falhou e ela caiu. Quase inútil. Ryland se agachou entrando rapidamente em um quarto. Cowlings parecia mais estupefato que ferido. Lily. nada mais. tentando desesperadamente evitar o ataque. empurrando Lily longe dele enquanto se voltava para enfrentar Cowlings. Ryland abriu a porta com um empurrão. igual aos seus homens. tinha uma faca na mão. olhou ao redor. esta se estendeu e girou ao redor dela. subitamente em perigo de sufocar-se. Balançou e girou. suas mãos percorreram seu corpo para comprovar que estava ilesa. o distraindo. rompendo lona. limpando o sangue do nariz destroçado. atraiu-a para ele. envolvendo-a em rolos de tecido. mas ele a arrastou para cima. Não podia suportar que ela testemunhasse. Lily era incapaz de ver ou lutar com as pesadas dobras. Sua perna estava palpitando tão imperfeitamente que a fazia sentir doente. Lily — Ryland não tinha escolha. A cortina estava tão apertada que a ameaçava sufocar. longe de Lily. Pode andar? — Não sei. É assim. Cowlings cambaleou para trás. Ryland! O pânico a golpeou. Pela vida de todos eles. — Está ferida? Machucou-te? A mão dela deslizou para baixo pelo peito dele. Sabia que ele lutava por sua vida. Os dois homens giraram cautelosamente. Se deixasse vivo seu inimigo. coxeando pesadamente enquanto se ia. uma escura e sólida ameaça. e a dirigiu para uma porta lateral. Inclusive se . surgindo pegajosa e úmida. ganhando velocidade e elevando rapidamente. Seu chute acertou Cowlings diretamente na cabeça. arrastava-se para a saída. voltando sua atenção a seu oponente humano. A pesada cortina ao longo da parede do quarto de repente cobrou vida. A pintura caiu com força o golpeando na cabeça. fingindo um ataque. seu braço rodeou sua cintura. algumas vezes funciona bem e então simplesmente se paralisa completamente quando o músculo está muito estendido — queria subir sua camisa para examinar seu peito. presa nas apertadas dobras. A advertência chegou enquanto Cowlings saía precipitadamente do vão da escada. Ryland a agarrou. ofegou o nome dele em sua mente. — É bem-vindo a tentar — respondeu Ryland brandamente. Seus braços estavam presos aos lados. Lily obedeceu. O homem caiu para trás. Sua cara parecia uma polpa. De repente.

alto. Deu a volta para encontrar os enormes olhos de Lily olhando-o com horror. arriscando-se o distrair. Ryland deixou Lily no chão. não olhou para Nicolas quando ele surgiu de outra porta e caminhou junto a ele. dirigindo-se a ambos os lados do assento traseiro. Disse a Lily — Chama . Explodiu na noite. Lily nunca havia sentido tanto pânico em sua vida. Separaram-se no carro. bloqueando os golpes e empurrando lentamente para dentro. Ryland tentou não sentir nada. mas não pôde conter a si mesma.envergonhava de estar implorando sua ajuda. Ela saía engatinhando debaixo das pesadas cortinas. Arly. Ryland lutou por controlar a urgência de mover-se muito rapidamente. fechou os olhos e começou a utilizar o cérebro. Lily começou a lutar pelo controle das pesadas cortinas. Higgens saberá que não parti imediatamente — protestou Lily. Ryland a agarrou pela cintura. Ela tinha um tremendo poder. Observá-lo lutar por respirar. dirigindo rapidamente o canto da mão contra a garganta de Cowlings. justamente dentro do quarto. levantou-a nos braços. obrigando o metal a cair lentamente. Esse era Nicolas. um controle tremendo. necessitava um final rápido. correndo para a esquina onde sabia que Arly esperava no carro. Ele era mais forte fisicamente e uma vez pusesse suas mãos sobre Cowlings tudo se acabaria. concentrou-se no cilindro. Russell Cowlings estava preocupado em lutar e ele nem de perto era tão forte como ela. Cowlings era um lutador cruel e rápido. Tranqüila. Sempre foi um dos melhores no combate mão a mão e era bastante inteligente para se manter fora de alcance. estava controlando as câmeras de segurança e afastando do quarto a qualquer passeador noturno. e correu para a porta. O cilindro redondo era feito de metal. A batalha não foi longa. Ryland foi baixo e direto. Anos de prática haviam forjado suas habilidades. — Vamos. Cowlings não tinha resistência para uma prolongada luta mental. Bloqueando vários golpes cruéis. uma tarefa impossível. Instantaneamente. flutuando ligeiramente para o chão espessamente atapetado para evitar que fizesse ruído. Era assombroso que pudesse ouvi-lo quando estava gritando tão ruidosamente em sua cabeça. vamos já! —A voz de Ryland era áspera. Ryland entrou em ação. nem tinha as habilidades necessárias para manter sua atenção dividida. tentando engatinhar para o Cowlings com a vaga idéia de ajudá-lo. tomando tempo. Tentou sentir-se morto por dentro. Se a limusine permanece estacionada e esperando por mim. Sua respiração era superficial. Ryland não reduziu a velocidade. provocando que este cambaleasse para trás. Inclusive enquanto mantinha sua lenta perseguição ao Cowlings. enviou o cilindro a rodar entre as pernas de Cowlings. Deixou mal ver o homem cair. Nicolas estava perto. porém. Ryland captou um vislumbre de um cinzeiro de dois andares. esmagando tudo a seu caminho enquanto se afundava. lançando uma série de golpes duros para obrigar Ryland a manter-se longe dele. — Tenho que ir com o John. Limpem! Limpem! Há muitos baixando e não posso contê-los.

Estavam encantados por jogar um pouco. olhava fora pela janela. Nico. seu olhar fixo era turbulento. — Ela poderia ter morrido. Prometeu ir para casa imediatamente. Lily levantou o olhar para a expressão sombria de Ryland e obedeceu. Somente necessitando sua presença. queria saber o que passava. Ryland não respondeu. seus dedos encontraram e percorreram as espessas mechas sedosas do cabelo de Lily. — Kaden levou aos meninos para casa. Sabia que tinha que ser eliminado. Fechou o punho e a reteve desse modo. Ryland recostou a cabeça contra o assento e fechou os olhos. Eu queria algo mais de excitação. Rye. pensei em ficar por aqui —Inclinou-se para examinar o rosto de Lily — Está bem? Está ferida? — Ryland está! Cowlings tinha uma faca — disse ela. Ignorante. — Deveria tê-lo matado a primeira vez que lhe pôs as mãos em cima lá atrás na cerca quando escapamos. — Demônios. assim. John protestou. Capitão! — disse Nicolas — Deveria ter lhe quebrado o pescoço quando o teve a primeira vez. Ia atrás dela para te fazer fraquejar. Nicolas encolheu de ombros. Nicolas encolheu seus amplos ombros com estudada despreocupação. Acredita que não sei? — Ryland girou a cabeça para olhar fixamente a Nicolas. — Obrigado por ficar atrás e cobrir-nos — disse Ryland. — Que demônios aconteceu? — Só dirige — exclamou Ryland — É um arranhão. Proporcionou-lhe deliberadamente um branco de si mesmo.John pelo celular e diga que saia dali. . Arly torceu a cabeça para olhá-los fixamente. nada mais — acrescentou em protesto quando Lily ficou de joelhos e Nicolas levantou a camisa para examiná-lo. —Tem uma sorte endemoninhada. já sei. enquanto sua bílis se elevava. Lutou por contê-la. mas a urgência de sua voz finalmente o convenceu.

Capítulo 17 — Maldita seja. deixando áspera sua voz — Era um bom soldado. O ombro palpitava onde Cowling fez contato em seu salto pela escada e sabia que tinha um terrível hematoma ali. Não podia olhá-la. Sentia o doente que se sentia e quão furioso estava consigo mesmo. crua emoção contida fervendo sob a superfície e revolvendo-se. Se não era. Lily prendeu o cabelo e entrou no calor do banho. Resolutamente se manteve de costas a ela enquanto se andava pelo dormitório uma e outra vez. Sentia sua dor. Lily. mas sabia que sua raiva feroz estava em realidade dirigida contra si . Não sei que demônios lhe ocorreu! — recordava ao Russell Cowlings e as lembranças doíam. Lily. Deixei-o ir a primeira vez porque estava preocupado pelo que você pudesse pensar. Ele poderia tê-la matado. sua capa de veludo atirada despreocupadamente sobre o encosto da poltrona acolchoada. Lamentava-se pelo Ryland. Uma boa pessoa. significava que tinha duvidado porque Cowlings tinha sido um amigo. Estava gritando a ela. Gostava dele. Demônios! — as palavras explodiram dele — Sou bom no que faço. rezando que este ajudasse a aliviar os músculos que se atavam em sua perna. má coisa. Desejava que fosse verdade. Não se tinha incomodado em comprová-lo. acabo de matar a um homem. Que demônios quer que faça? — Ryland estava andando daqui para lá. Não pode simplesmente me olhar com acusação e me sacudir fazendo que não possa funcionar. De qualquer forma merecia o látego na voz do Nicolas. E isso era ruim. Tem alguma idéia do que teria ocorrido se ele tivesse conseguido escapar? Teria posto a todos os homens em perigo por evitar matá-lo diante de você — esperava que isso fosse verdade. Ele o recolheu e esmagou o tecido entre suas mãos — Poderia ter morrido. Lily estava ainda no banheiro. Seu sexy vestido vermelho era um montão no chão. não podia ver novamente o horror nos olhos dela. Estive na casa de seus pais. as lágrimas corriam por seu rosto e duvidava que pudesse sequer ver sua imagem no espelho.

chorando e perguntando por que alguém com seu cérebro não tinha nem idéia do que fazer. Seu cabelo estava despenteado e encaracolado pelo vapor. A água borbulhando e acariciando . céu. que não podia respirar sem ela. Sabe bem que não o farei. Esteve ali quando ela averiguou que tinha sido um experimento. em sua alma. Não chore por mim — Onde em seu estômago houve um apertado nó. Conseguiria uma úlcera antes de arrancar dela um compromisso. Apesar dos hematomas. esfregando-o contra sua mandíbula. como se não pudesse suportar sua visão. Sentia como se tivesse recebido um presente de Natal. — Perceba! Não estou chorando porque o tenha matado. Ela não o tinha olhado nem uma vez desde que tinha saído correndo do hotel. Ryland não tinha nem idéia de como tinha ocorrido ou quando. Ryland se aproximou mais. Não tenho nem idéia de como te ajudar — envergonhada. mas estava tentando matar nós dois. Sentiu-a na habitação apesar do peso da culpa que ele sentia. o que me treinaram para fazer! Demônios! Não o olhou. até a ponta de seus peitos. Não podia pensar em nenhum modo de eliminar sua dor. — Lily? — Ryland descansou o quadril contra o batente da porta do banheiro. Estou chorando por você.mesmo. Ryland. a fúria o abandonou. Gotas de água corriam por sua suave pele. com seu vestido ainda enrugado na mão. E ela somente podia sentar-se em um jacuzzi de mármore gigante. Punha-o do avesso com umas poucas frases. Lamento que esteja morto. sentada ali com o vapor frisando seu cabelo e lágrimas caindo na água. mas estava tão firmemente enterrada em seu coração. —Tudo isto é por mim? Está chorando por mim? — Isso era o que ela fazia. agora havia um quente brilho. Ele se estendeu para ela quando seu pai foi assassinado. Essa pequena nota lhe permitiu respirar de novo. Lily ouviu a nota em sua voz. Fazia muito tempo que ninguém derramava lágrimas por ele. O que faria com ela? — Lily. ele suspirou pesadamente. — Não chore. Ele guardou silêncio. Felicidade. Isto é o que faço. Seria uma razão estúpida para acabar conosco — Levou o tecido vermelho à cara. Não podia o reconfortar. estudando o rosto que o evitava. está destroçando meu coração. lançou água ao rosto para cobrir suas lágrimas. Girou a cabeça para o olhar sobre o ombro. Quando ainda assim não respondeu. Não ia perdê-la. Podia ver o feio hematoma negro e púrpura se formando acima em seu ombro. Não poderia tê-lo machucado mais se lhe tivesse enterrado uma faca em suas entranhas — Bem poderia entender algo aqui e agora. cheia de fumegante água quente. O vapor subiu ao redor dela quando Lily obrigou seu corpo a entrar na água quente. — Está me escutando? — A raiva áspera tinha desaparecido de sua voz — Não vou te deixar escapar porque me viu fazer algo que era necessário. olhava diretamente para frente. Suas longas pestanas estavam abaixadas. Lamento ter tido que matá-lo — Sua voz foi muito baixa e controlada — Por favor deixa de chorar. não faça isso. Nenhuma só vez. era uma visão atrativa ali sentada.

Não acreditava que o sangue de um amigo pudesse ser lavado jamais de suas mãos. Deixava-o sem fôlego. — Vi a tua. — Inventou essa coisa quando era menina. Por que tem que ser tão formosa? — Não se referia a beleza física. Humilhava-o com sua generosidade.mail. Queimava como o inferno! Nada poderia sobreviver a isso.amorosamente seu corpo. Queria o salvar por você — Estendeu a mão para ele. Ryland. mas se sabe que as feridas de faca são famosas pelas infecções — Soava ansiosa. — Não se preocupe. uma princesa que ele não merecia. — Estou bem. — Desejaria ser formosa. E suas costelas? Arly diz que limpou o arranhão. não recebeu nenhuma das mensagens que meu pai enviou. mas não podia separar uma da outra. em nada a perfeitamente tranqüila Lily. Ryland a olhou fixamente. mordiscando os dedos. Sentia a garganta áspera pela dor. Ryland levou a mão dela à boca. estendendo a mão sob a água borbulhante procurando sua panturrilha. sinto-me agradecida de que esteja em minha vida. Você me faz sentir formosa — Seu vívido olhar azul vagou mal humorado sobre as feições rudes dele — Como pôde acreditar que te culparia por salvar nossas vidas? Senti o que isso te custa. Arly a limpou com alguma coisa pestilenta que chamou suco de inseto. em meio do que parecia um palácio de cristal. ou seus e. trabalhando seus músculos atados com infinita gentileza. — Não posso pensar quando me olha assim. punha isso nos joelhos e deixava a pele de um feio tom púrpura. Esperando. Sentia-se doente em seu coração pelo que havia feito. Acredito que a idealizou em um laboratório como o proverbial cientista louco. até que ele tomou seus dedos e se aproximou da borda da jacuzzi — Estamos conectados de algum modo. Você o queria salvar — Ryland piscou para conter as lágrimas que ardiam inesperadamente em seus olhos. Ryland. Aparentemente. Não importa se meu pai encontrou uma forma de manipular a atração entre nós. Conheci-o a maior parte de minha vida e não estava segura se poderia suportar que estivesse envolvido em um complô contra meu pai. Nem suas cartas. O que pensa? — Dizia-me a verdade — disse Lily — Estou tão aliviada. Cada vez que caía. — Foi isso. mas que reteria. — Vi sua expressão. Ele se ajoelhou junto à banheira. Senti quando o fez. Começou uma lenta e profunda massagem. — Dói-te o ombro? — inclinou para frente para roçar um beijo contra o feio hematoma. mas. resistindo a urgência de abraçá-la. e nenhuma . justamente isso! — Sentiu-a sobressaltar sob seus dedos massageadores e suavizou seu toque inclusive mais — Me fale do Ranier. Lily. Roubava seu coração. Ela chorava por ele. Ryland riu. nem sequer o germe mais diminuto. E tem razão. algo como as lágrimas dela tinha conseguido fazê-lo.

o homem que o Coronel Higgens enviou para me manter vigiada — Estendeuse sob a água. Resulta bastante interessante. de um ponto de vista puramente científico! — Me ofereci voluntário. E o General McEntire. destruiu as notas originais de seu pai sobre o experimento. Seu prontuário é impecável. Acredito que faz bastante que há uma falha de segurança e de repente somou dois mais dois. eu e os homens. Ryland — Inclinou-se para frente. Pode guardar as fitas dos exercícios. — Acredita que Cowlings eram um infiltrado? Alguém que o Coronel Higgens colocou no programa? Lembro de quando li seu prontuário. o ajudante do general é irmão de Hilton. verdade? Ele não queria que se repetisse. Ryland soube imediatamente que a discussão tinha passado de pessoal à clínica.. se por acaso as necessita para as outras mulheres quando as encontrarmos. Sua voz tinha voltado para seu tom profissional e completamente interessado. Isso foi realmente genial. Certamente em princípio preferi acreditar que era seu pai o que estava nos traindo a todos. como terão que proteger a si mesmos o resto de suas vidas para evitar terminar em uma instituição. Tudo isto foi um pesadelo. Sim. Lily. A investigação seria interna. Pensei que o tinha incluído porque papai quisesse ver se o realce funcionaria em alguém com pouco ou nenhum talento natural. Tem que respeitar isso. E o fez. Os dores de sua perna estavam começando lentamente a aliviar baixo os cuidados dele e a água quente. porém. — Só ao princípio — disse ele tranqüilamente. Em vez de incomodá-lo. o restante tem que destruí-lo para que isto não se repita nunca. seu olhar azul vivo de interesse — O que fez foi absolutamente brilhante. Se tivesse ocorrido um problema. É um pesadelo. — Papai pensou que o experimento tinha fracassado — observou ela. lhe dando uma pequena sacudida — Pensa em como se sentiu. — Lily.chamada telefônica. mas certamente era capaz de dominar um objeto inanimado. — Pode não ter sido telepático. Vendo a si mesma. agarrando seu pulso — O General Ranier estava de repente muito preocupado. Lily. Pensa em como se sentam agora essas mulheres e o que devem ter passado em todos estes anos. Lily soltou um suspiro de alívio e se afundou mais profundamente entre as borbulhas. como se estivesse conectando os pontos de algo. do ponto . Lily. Ninguém suspeitaria do Coronel Higgens. isso o fez desejar sorrir. mas você e as outras meninas não tiveram escolhas. E meus homens. vendo essas pequenas.ainda é difícil acreditar que esteja envolvido em vender a seu país. Seus dedos a sacudiram — Suspeitava que alguém o tinha sabotado e ainda se sentia o suficientemente forte para dizer a você que se liberasse de seu trabalho. — Foi brilhante. pontuou abaixo na maior parte dos critérios de habilidade psíquica.. — Possivelmente. não o teríamos advertido. O que Peter Whitney fez foi absolutamente mal de um ponto de vista humanitário — Os fortes dedos de Ryland rodearam seu tornozelo. Lily.

Lily. Não posso acreditar que sequer contemple a idéia de continuar. quando pus as mãos em cima pela primeira vez. Ela riu. — Sei.de vista de uma operação militar. céu — respondeu ele imediatamente— Vamos à cama. — Não sei nada de meninos. Eles não têm seu dinheiro e esta luxuosa casa para ajudar a proporcionar um santuário em que viver. — Não estou me queixando — O sorriso deixou seu rosto — Sinto o do Russell Cowlings. Lily. — Sem. Você não teve mãe e eu não tive pai. Podemos esclarecer tudo isto pela manhã. Fazem-me sentir como se ainda estivesse aqui. Esses livros foram muito informativos. obrigada — Apagou os jorros da jacuzzi e saiu. Lily. — Não há problemas. — Sinto muito. na forma em que o estava treinando. Mas Ryland. Deixei-o partir... Sei que dói perder a um pai. Seguia pensando em seus pais. — Me alegro que te incomode. já sabe. o experimento pode ter sido um êxito. tentando cobrir com a mão. com a ajuda que nos está dando agora. Em vez disso. — Vamos. — Não. Ryland. inclusive. Deveria havê-lo terminado imediatamente. Vamos ser uns pais interessantes quando tivermos filhos. Têm que manter a essas famílias. Não queria que terminasse assim. Seriamente que não. — Muito divertido. A mão dele se enredou entre seu cabelo. Estes homens e mulheres merecem uma vida normal. Lily olhou fixamente. a coloquei em perigo! — Acariciou ligeiramente seu ombro machucado — Nunca te teria feito mal. sempre pode conseguir livros na Internet. E seguia pensando em como não poderia me perdoar matá-lo. Ryland se inclinou sobre a borda da banheira para lhe beijar o cocuruto da cabeça. Entretanto. dissipando as sombras de seus olhos. Ryland. Desejam famílias. sentando-se sobre o banco de azulejos para secar-se. porém. Foi genial. se simplesmente tivesse feito meu trabalho. Sem um âncora para atrair o excesso de energia longe deles vão ter sempre problemas para viver uma vida normal. sei que me preocuparia — Lily bocejou. Lily soltou um pequeno suspiro. Sente melhor a perna? Lily assentiu. sei. não posso evitar achá-lo interessante e bastante brilhante — Abaixou a cabeça — Mal posso suportar a idéia de me liberar de algo que foi de meu pai. Ryland tirou a toalha das mãos e levou a tarefa a cabo com longas e lentas . Mas a questão é que temos que funcionar como grupo. A garra dele se apertou. ser capaz de dividir minha energia e lutar com o Russell Cowlings. Se fosse fácil para você. Nicolas tinha razão. por certo. Especialmente de suas notas manuscritas. céu. — Muito melhor. enquanto estava trabalhando com o outro lado de meu cérebro.

Estará procurando uma forma de transpor a segurança de minha casa ou utilizar a alguém a quem amo. — Lily. — Talvez tenhamos provas. Pensarão que estou um pouco louca. Lily! — Você gostará menos amanhã. No que está pensando? — Estou pensando que o Coronel Higgens não é idiota e quando descobrir que o corpo de Russell Cowling nesse quarto. à luz do dia quando Higgens e Thornton tenham oportunidade de se reagrupar e traçar um plano. Lily coxeou passando junto dele até o dormitório. — Desejaria poder proporcionar provas ao General Ranier. Não fui a nenhum médico até que cheguei em casa por não confiar em nenhum. Lily ficou muito quieta. Conheço o Thornton. Uma família poderia viver nele —Tirou de suas mãos a camisa que ela tentava vestir pela cabeça — O que está fazendo? — Irei ao Donovan conseguir essa fita — puxou a camisa para si. poderia ser a prova que necessitamos contra Higgens. seus olhos totalmente aberto. Como posso ter esquecido algo tão importante? — Possivelmente porque alguém te golpeou na cabeça e te nocauteou? — aventurou ele. Poderia estar em branco. puxando-a sobre seus generosos peitos — Esta é minha oportunidade de conseguir o disco. Agora mesmo estará bêbado e dormindo em casa. Ele não sabe nada dele. Ryland. Arly. John. Pendurei-o no cabide de dentro da porta de meu escritório quando voltei da clínica. .. selecionando um par de calças. — Não me agrada. esfregando as pequenas e tentadoras gotas de água. Higgens arrumará um pequeno acidente ou seqüestro ou simplesmente um assassinado em meu escritório.. Acreditará que o arquivo do disco que está em seu poder é tudo o que há. Isso não vai me liberar de um conselho de guerra. Sei que isto é um risco calculado. Desejaria tê-lo recordado nesse momento. mas não tenho nada mais que conjeturas neste ponto. Higgens não sabe nada do disco. depois que obviamente o enviou a me vigiar. mas se não for assim. ou Rosa. Vou ali a toda as horas. Esse disco. Doía-me tanto que simplesmente vim para casa. terei uma possibilidade de conseguir esse disco e sair sem problemas. — Duvido-o. — inclinou-se e beijou sua boca — Não pareça tão preocupado. — São quatro da manhã! Não crê que isso poderia levantar suspeita de um guarda da segurança? Ela encolheu de ombros.para chegar até mim — rebolou no interior da camisa. e vestindo-as —Lily.. mas vale a pena. mal pode andar. Deixaria limpo a você e aos outros e o General Ranier teria que escutar. — Estive querendo te falar deste armário. são quatro da manhã. Se for agora. Não espera que vá ali. Ryland franziu o cenho quando ela separou camisas em seus cabides..carícias. Está ainda no bolso de meu avental de laboratório. Nem sequer sei se existe algo. abrindo de um puxão as portas de seu armário. Não estará para nada perto do Donovan.

valeria a pena o risco. Nem sequer Lily podia sair simplesmente dançando a valsa. Não tem que se preocupar. inclusive as suspeitas de Peter Whitney. enquanto Lily procurava uma jaqueta. Se for necessário. atravessaram os túneis e uma vez mais utilizaram suas forças combinadas para dirigir a atenção dos guardas a algum outro lugar. também afastar aos guardas para que eu possa sair. mas era Lily a que se arriscava. Podia fazer-se. — Só entrarei correndo e voltarei a sair. Temos que agir com rapidez. Teriam que arriscar a sair sob o nariz dos guardas militares de Higgens. podemos utilizar isso. Tenho medo. Ryland chamou Arly para alertá-lo. Que saibamos. colocados ao redor do imóvel e isso não era fácil. O disco era muito importante para deixá-lo escapar. Se contiver alguma informação. Apressaram-se para se adiantarem à saída do sol. Agora mesmo! — Lily. Ela pôs revirou os olhos. céu. Ele também pode me monitorar. aparentando aborrecimento enquanto o guarda iluminava com a lanterna o carro e comprovava cuidadosamente a identificação de . mas assentiu com a cabeça. Você e os outros podem ficar aqui. não ele. desligou. Cowlings era o único que podia detectar a comunicação telepática e está morto. Não vou me arriscar para nada. Tocou-lhe o braço. e. — Adoro quando se põe em plano macho. se quisermos esse disco. se necessitar ajuda. Arly conduziu Lily a certa distância do Donovan com o segundo carro os seguindo de perto. detendo-se poucos quarteirões da cerca metálica que rodeava a propriedade. — Você e um par dos outros podem ficar de guarda se necessito ajuda. — Deixe de pôr empecilhos quando sabe que tenho razão. Não haverá forma que entre andando nesse lugar dentro de umas poucas horas. temos que ficar perto de você para ser de alguma utilidade — Falou pelo telefone em voz baixa. Requeria uma tremenda quantidade de coragem decidir ir e não queria discutir. mal pode andar. Podia ler a luta na expressão de Ryland. e se voltou para ela — Não discuta isto ou não vai a nenhuma parte. sabendo que ela tinha razão. e. Os guardas informariam Higgens imediatamente. Era mais fácil quando os guardas estavam sonolentos. mas gosto bastante saber que está perto. Ryland. mas era difícil. Não quero que lhe façam mal. esta é nossa oportunidade de consegui-lo. — Não vamos esperar aqui.Estou dizendo-o. temendo que pudesse voltar atrás quando sabia que era uma necessidade. Nicolas e Kaden correram para a garagem após a guarita do guarda para pegar dois carros. agora mesmo! Ryland amaldiçoou brandamente. o farei saber —Olhou seu relógio — Arly colocou um minicomunicador em meu relógio. É agora ou nunca — Levantou o queixo. Teria ido a um batimento de coração. — Farei Arly saber que precisaremos usar os veículos que tem de reserva fora da propriedade — Ryland capitulou completamente — Reunirei à equipe. Ryland. Arly se deteve na grade.

não discuta. Thornton e o Coronel Higgens estão preocupados por minha segurança — Soava aborrecida. Saudou os guardas. Lily baixou o olhar para sua perna. era consciente das muitas câmeras que seguiam seu progresso. Você somente entra e sai rápido — Arly a olhou ansiosamente — Digo a sério. Milhares de asas de mariposas retomando o vôo de uma vez. Ela assentiu. O guarda assentiu e se afastou do carro. tentou ser casual. Estava segura que deviam ter colocado uma câmera em seu escritório. . fechando-a atrás de si. Ainda coxeava e sua perna estava reagindo mal. Lily esteve tentada a falar consigo mesma para dar-se valor. Agora. Esqueceu-se de fazer todo o necessário para evitar que sua perna se ressentisse e agora estava pagando o preço. — Farei. diretamente a seu escritório e volta. atravessando a segurança com despreocupação. Só as luzes tênues ao longo do centro do vestíbulo iluminavam o interior. Ao primeiro vislumbre de problema tinha planejado correr como um coelho. Podia sentir o pânico florescendo no fundo de seu estômago. não quero que o agarrem também. Sempre foi John quem dirigia a limusine ou simplesmente conduzia sozinha o Jaguar — Lily suspirou — Se disser que saia daqui.Lily. vestindo seu avental branco como fazia sempre e indo diretamente para seu escritório como se tivesse esquecido algo importante. Isto era culpa dela. — Novo chofer. Inclusive sua boca ficou seca quando entrou no elevador vazio e baixou às regiões inferiores onde estava localizado seu escritório. assim. Com freqüência preferia trabalhar de noite justamente para evitar o ruído das pessoas e a energia e confusão emocional que os rodeava. Lily. Definitivamente não tinha madeira de heroína. Se me agarrarem. não se preocupe por mim. Doutora Whitney? — perguntou. movendo-se quando ela se movia. com tudo o que está acontecendo por aqui. Seu estômago começou a revolver-se em uníssono com o frenético pulsar de seu coração. Ela encolheu de ombros. ligeiramente irritada — Suponho que não fará mal aplacá-los. como se a seguissem. somente vai. Arly. enquanto ouvia seus próprios passos ressoando no vestíbulo vazio. dançar várias músicas sem descanso entre elas. Abriu a porta de seu escritório privado e entrou. — Deveria ter considerado que essa mudança de chofer poderia fazer que o guarda suspeitasse. — Meu homem de segurança. Tudo parecia impossivelmente tranqüilo. Correr escada abaixo. Fazer amor grosseiramente. — Prometo — Tinha o coração na garganta. Arly levou o pequeno Porsche lentamente até o estacionamento e seguiu suas instruções até o bloco de edifícios onde estava localizado seu escritório. Sombras horripilantes que nunca tinha notado antes estavam por toda parte.

— Abandonou a arrecadação de fundos cedo. ainda lutando por respirar. não tenho conhecimento de como meu pai conseguiu realçar a habilidade psíquica nos homens. suposições. Passou a palma da mão pelo rosto. muito mais ameaçador por sua falta de fúria. verdade? — Higgens continuou rodeando-a. deixando a chave cair no bolso do avental e apalpando a fita enquanto o fazia. — Não acredito. Acredito que tem uma muito boa idéia de . Sabia que estava olhando ao ajudante do General Ranier. abriu de um puxão a porta de seu escritório. estava segura de que nunca divisariam o disco ou notariam sequer que existia. Era muito pequena e capaz de encaixar no micro-gravador. Recordou o estranho arranhão em ziguezague ao longo do interior perto da costura. Doutora Whitney. Coronel.Lily começou a rebuscar nas gavetas. Você não é tola. deslizando o disco no bolso de suas calças. você já tem acesso. Lily encolheu de ombros. Colocou as mãos em seus quadris como se estivesse frustrada. medindo o pequeno rebite de seu relógio. — Se tivesse os arquivos os teria dado ao Phillip. O Capitão Hilton a golpeou na parte de atrás da cabeça. — Não. sem o olhar. Com um grande suspiro de alívio. as passei ao General McEntire. Abriu a fechadura da gaveta inferior. Espero que haja uma razão para que esteja tentando me intimidar. Higgens olhou para ela com seu frio e lacônico olhar. porque vou chamar aos guardas de segurança. sem tentar levantar-se. certamente você é muito mais descarada do que acreditei que fosse — caminhou pelo chão. Lily esfregou a perna machucada. Tinha-os visto antes em alguma parte. Tem os arquivos de seu pai. Além disso. deixou a chave cair em sua bolsa e pendurou o avental. todos eles. Lily o olhou. deu um repasse a seu escritório. Não importava quantas vezes alguém visse a fita. O código que meu pai utilizou no computador daqui e em seu escritório de casa não dizia absolutamente nada. — Dificilmente acredito que partir logo mereça que seu amigo me empurrasse ao chão. empurrando-a para trás. Também as passei para o computador e enviei a você e ao Phillip uma cópia. As coisas que reuni. Levantou o olhar para Higgens — Suponho que está me ameaçando de algum modo. Com fingida irritação. Lily baixou o olhar aos sapatos dele. — Sabe que um homem foi assassinado no primeiro piso do hotel esta noite? — Higgens a rodeou. Coronel. Mãos duras a golpearam solidamente no peito. — Não brinque comigo. bem. Lily fechou todas as gavetas. alertou Arly do problema e rezou para que partisse. não tinha nem idéia. Pressionando o botão. piscando com surpresa e alarme. fazendo-a aterrissar no chão. depois uniu seus dedos no regaço. seus sapatos roçaram suas calças. — Bem. Um homem musculoso que se parecia muito ao Capitão Ken Hilton da arrecadação de fundos andou pelo escritório enquanto o Coronel Higgens fechava tranqüilamente a porta. conjeturas. Tudo o que li em seus relatórios.

cobrindo a distância com absurda velocidade e alojando-se na pele de Hilton. Não permitiria O Coronel Higgens se agachou. lançando-a de novo ao chão. — Vamos. Voltou a jogar para trás o punho. Seu olhar caiu sobre essas mãos. Se acreditasse que conheço o processo. cada objeto pontudo da habitação de repente tinha um objetivo em mente. Os livros voaram das prateleiras. O processo inteiro. Pura energia alagou a habitação. Higgens a empurrou longe dele fazendo que cambaleasse para trás contra sua mesa de escritório. Um sapato arranhado. Lily rodou e afundou o punho no plexo solar. sequer tiravam os olhos dela por um momento. Tinha sido somente o mais breve dos momentos. — Vou te matar com minhas mãos nuas. porém. que ele não teve tempo de bloqueá-la. Seu relógio. Canetas e lápis. com os olhos totalmente abertos e acusadores. mas ela tinha visto o que via seu pai. Lily olhou-o então. Sua perna pulsava. O abajur de seu escritório explodiu. para olhar Lily. lhe roubando o fôlego. Hilton — disse ele com desgosto — Levante do chão antes que te golpeie eu mesmo. tendo cãibras cruelmente. mas olhava aos dois homens sem expressão. Lily lutou para manter a perna má baixo dela. .como o fez e vai escrever tudo para mim. pesados tomos lançados pelo ar como mísseis. Coronel? É isso o que faz? Vender nosso país? Hilton estendeu a mão casualmente e a golpeou. Hilton girou a cabeça. junto ao homem que se retorcia. Tem uma perna inútil e ainda assim te chutou o traseiro. Foi tão inesperado. o abridor de cartas. destroçando o cristal em fragmentos. o Coronel Higgens a agarrou por debaixo dos braços e a arrastou longe do homem caído. Sua perna estava muito fraca. agarrou um punhado de seu cabelo. e a arrastou para cima. Feito ondas tão poderosas que as luzes piscaram. Lily não lutou. Reconheceu suas mãos. Lily seguiu com uma joelhada na virilha. Reconheceu seu pulso. não me tocaria. — Acredita que seu amigo aqui vai me golpear na cabeça e me tirará isso. o bastante furiosa para ir a sua garganta uma segunda vez. O arranhão. atraída por uma força mais poderosa que sua vontade. mas se negou a chorar. Seguiu olhando os sapatos. Mãos o arrastando pela murada de um navio. Não havia forma que pudesse fugir. Lily se agarrou à borda para estabilizar-se. gemendo todo o tempo. o deixando cair ao chão e chutando sua cabeça com força. ainda sobre mãos e joelhos. permitindo que Higgens a ajudasse a chegar até o escritório onde se sentou na borda. atingindo Hilton. — Está vendendo a informação ao melhor impostor. Apoiou o quadril no escritório para aliviar o peso de sua perna ruim. utilizando a lateral exterior de sua perna forte. Nesse momento sua perna débil se paralisou baixo dela. As lágrimas alagavam seus olhos. Hilton rodou e conseguiu ficar de joelhos. somente caiu para trás pelo golpe. golpeando cruelmente com o canto da mão. Lily amaldiçoou e foi diretamente para sua garganta.

com tom conversador. O Coronel Higgens tirou casualmente sua arma e disparou no escritório a centímetros de Lily. Lily afastou o olhar da arma. sem rancor. — Estava interessado no realce psíquico e o que podia fazer porque eu tinha uma habilidade natural. Por isso meu pai queria realçar as capacidades psíquicas. — Assim. tentando dar a volta e apontar em direção ao Hilton. Hilton cambaleou sobre seus pés. Seu olhar azul direto. — Vou te cortar em pedacinhos e alimentar contigo aos tubarões —exclamou. Hilton rugiu para ela. Doutora Whitney — exigiu Higgens — Necessito seu cérebro.Ele caiu gritando. — Seriamente? Será melhor que se assegure de segurar bem a faca enquanto o faz. Surpreendida. seu pai obviamente realçou a você também. — Antes me estava comportando. o inconveniente de um talento natural é que não dura muito tempo. Cuidado céu. Ele estava sendo teimoso. mas não o resto de você. Viu o que eu podia fazer e quis ver se podia desenvolver uma extensão muito maior em outros. É um homem inteligente. Não vá muito longe. estremecendo enquanto tentava tirar vários objetos da pele. — Assim discutiu isto com ele. Coronel. Felizmente para ele usava jaqueta e isso ajudou que a maior parte das canetas e lápis deixassem feridas pouco profundas. Deveria ter direcionado o vidro diretamente através de seu crânio — Sorriu para ele — Não se preocupe. mas soava longínquo. A sobrancelha de Lily se arqueou. Doutora Whitney. — Só no caso de se perguntar onde estão as duas agulhas que estavam no escritório. Apontava a arma justamente à sua cabeça. Discutimo-lo durante anos — Inclinou a cabeça — Fez você matar a meu pai ou o fez Ryland Miller? — Por que quereria seu pai morto? — Exigiu Higgens — Necessitava o processo. Se não quer que lhe dispare à perna. as encontrará em sua corrente sangüínea. A mão começou a tremer. ela desviou sua atenção e os objetos da habitação caíram inofensivos ao chão. — Deixe-o. — Não ofereceu o adequado. abrindo caminho para seu coração — disse ela serviçalmente. de outro modo será você o que acabará cortado em pedacinhos e alimentando aos tubarões — Enquanto falava. será melhor que se comporte. Estou cansada. Observou os olhos de Hilton abrir com alarme. para fazê-las mais fortes e mais resistentes. a arma vacilou. — É obvio que discutimos. A voz de Ryland roçou as paredes de sua mente. Infelizmente. Queria-o morto. Lily e Higgens se olharam. Parecia quase tão assustado como zangado. . concentrou-se na arma na mão do Coronel Higgens. Onde está Miller? — Sua voz era tão fria como o gelo.

Hilton agarrou as mãos de Lily e puxou-a para frente. sabendo que tinha a vida do general em suas mãos — Estava preocupado comigo. adiante e me mate. O que disse Ranier? — O General Ranier? O que tem a ver com isto? — Passou muito tempo com ele — disse o Coronel Higgens. Não. Doutora Whitney. seus olhos se entrecerraram em diminutas frestas. Sempre é tão fria como o gelo. Temos homens o buscando. Lily! Não o empurre muito. Descartei a conversa porque não queria que suspeitasse. Saiamos daqui — Lily desceu do escritório. verdade? Nunca teria imaginado. — Ele matou meu pai — apontou ela — Sabe onde está Miller? — Ainda não. Mostre-me o corpo e lhe darei o processo. Podia sentir as ondas de malícia desprendendo de Higgens. pondo a prova sua perna má. vamos ter que pô-la em custódia preventiva. — Se Miller matou meu pai. Demônios. — Ninguém está a salvo de Miller. — Quer ao Miller? — perguntou Higgens. A intenção de violência. Nunca averiguará por sua conta. Delia queria que ficasse com eles depois do desaparecimento de meu pai. É para o que foi treinado. Lily sentiu um instantâneo estremecimento descer por sua espinha dorsal. mas nunca afastou seu vingativo olhar do rosto dela. Deteve-se abruptamente quando Higgens levantou a mão em uma silenciosa ordem. — Você é uma mulher sedenta de sangue. Com a pretensão de ver se estavam solidamente fechadas puxou seus pulsos para frente e atrás maliciosamente. arrastando a perna. Ela não esteve bem e o general queria que considerasse a idéia em seu benefício tanto como no meu. — Acredito que por sua segurança. quero-o. — Mencionou Miller? — Eu o fiz — Lily aproveitou a oportunidade — Esperava que Miller tivesse contatado com ele. Ryland foi inflexível. Não tão inteligente. estará muito mais segura conosco — O coronel assentiu para Hilton. Um camaleão. então. mas nunca se agüentaria firme se . Fez que matassem meu pai e está utilizando ao mesmo valentão em mim. Fez um pequeno silêncio enquanto o coronel pensava. é perigoso. Lily o ignorou. Depois disso falamos de Delia. Acredito que Miller é uma autêntica ameaça para você. Podia coxear. sim. Hilton finalmente conseguiu endireitar-se. Poderia estar na mesma habitação conosco a simples vista e não saberíamos. De outro modo. Você o encontre e mate-o.Lily lançou a nuvem de cabelo negro sobre seu ombro. — Suficiente Hilton. mas o general não sabia nada que fosse de utilidade. mas não pode desaparecer sem mais. Forçou um casual encolhimento de ombros. o agarraremos. fechando umas algemas apertadamente ao redor de seus pulsos. atirou a último das canetas ao chão e deu um passo para Lily. É um maldito fantasma. — Minha casa é bastante segura.

os Caminhantes Fantasmas estavam esperando. Camaleões. Pequena mentirosa. Requeria infinita concentração. Lily jogou o cabelo para trás e revirou os olhos. — Farei que Hilton traga o carro para que não tenha que caminhar tanto — . Lily franziu o cenho. Phillip Thornton estava metido no que fosse que o Coronel Higgens também estivesse e devia ter insistido em que Higgens obtivesse completa cooperação. Lily estava furiosa consigo mesma por não haver-se cuidado melhor para adquirir a habilidade. uma energia enfocada com certeira precisão e habilidade. Inclusive depois de estudar como trabalhavam. Lily. E não quero que faça que o agarrem. Os guardas tinham sido conduzidos para algum outro lado dos laboratórios. Utiliza sua perna. Capítulo 18 Lily não estava o minimamente surpresa pela falta de guardas de segurança. Nunca tinha sido boa com as fechaduras. raramente tinha êxito em abri-las. concentrada no mecanismo de fechamento das algemas. Com um suspiro de resignação. Manteve a cabeça baixa. Ryland soava muito crédulo. arrastando sua perna má um pouco mais. por algum milagre. Fora. Não queremos que o coronel te acredite capaz de correr. Não sou capaz de correr. Ryland pudesse vê-la. Esperava que fossem tudo o que o coronel havia dito. A zombadora diversão em sua voz a esquentou. em alguma parte. Estamos em posição.tivesse que correr. se. O Coronel Higgens pôs uma mão sobre seu ombro. Necessita que te resgate. mas atrasou seu passo.Ficando à espera para emboscar a seus seqüestradores. Atrasa-os. seguiu Hilton. Foi somente então quando compreendeu que estava tiritando de medo. Posso sair desta.

Os guardas cabecearam para o Higgens. O veredicto é que ninguém utiliza esse termo antiquado. mas intumescia a dor de sua perna. Outra voz interrompeu. Sinto muito. Gosta de mim. Hilton. muito perto uns dos outros.Agora que pensava que ela acreditava que Miller tinha despachado seu pai. Doutora Whitney. Deveria ter utilizado "valentão"? Isso seria mais moderno? A sobrecarga de adrenalina a estava fazendo tremer. Somente queriam ir para . Não se atrevia a olhar para Higgens. umas poucas risadas e bufos de negação. Pensei que fosse tão “mono” quando te vi pela primeira vez. Tinha pouco controle sobre os guardas do nível térreo e qualquer um deles podia divisar as algemas — Dispararei a qualquer um que tente nos deter — advertiu — Esta é uma missão de segurança nacional. Acalma-o. Deteve-se para agarrar dois aventais de laboratório de uma pequena habitação perto dos elevadores. Está enviando seu homem de confiança para o carro. A repentina calidez que a rodeava era forte. atirando uma ao Hilton. — Parece um pouco pior levando essa roupa e coberto de sangue — O outro avental colocou sobre os pulsos de Lily para ocultar as algemas — vamos sair caminhando todos juntos. temendo que sua expressão a delatasse. Tem a oportunidade de salvar vidas. Os guardas não queriam ver nada incomum. podia permitir-se ser civilizado. Você escolhe. escutando. Este homem matou meu pai. animou-a Ryland. Os homens eram escandalosos em seu esforço de serem tranqüilizadores. apesar da perigosa situação. para o distrair. céu. Nenhum dos dois é muito brilhante. Mudança de guarda. — Parece-se com o capitão com o qual dancei no traje de gala — aventurou Lily. enquanto se apressavam a passar. Certamente. Compreendeu imediatamente que os outros homens estavam conectados na onda telepática de energia. Gator arrastou as palavras com seu acento cajún. Lily teve que se conter para não rir. Antiquado? Seu fôlego quase se deteve nos pulmões quando avistou dois guardas de segurança aproximando-se deles quase ao final do comprido corredor. quase muito. É a expectativa por nos ver de novo. Gator. Lily. mas são úteis — O coronel pôs a mão sobre sua arma quando entraram no elevador. Houve um murmúrio coletivo de negativas. esperando e preparados para golpear em seu benefício. Quando tinha deixado de estar sozinha e desolada por pertencer a alguém? De verdade que alguém utiliza o termo "homem de confiança" ? Perguntou Ryland. Uns poucos minutos mais. — São irmãos. permitindo funcionar apropriadamente. Seu coração está pulsando muito depressa. Isso a fez sentir parte de algo. você traz o carro e nos recolhe. Todo mundo estava cansado. Higgens não era tão estúpido depois de tudo.

— Foi inteligente ficar calada com os guardas. arrastando a perna. Coronel. Alguém é responsável por matar meu pai e vou encontrá-lo. A idéia a irritava. O golpe alcançou Higgens precisamente no plexo solar. Não as posso suportar — Ela era a fase um. . Kaden se ergueu atrás dele. depois girou para observar o que deixavam atrás. Não está pensando que é mono?! Que demônios é “mono” de qualquer modo? Você não assinalou Gator. — Demônios. Pequena preciosidade. O objeto recuperado. Não quer sangue em suas mãos. Kaden não vacilou. Não precisa seguir olhando ao Gator. — Espero que o faça. Sorriu. Não me incomoda a violência sob as circunstâncias adequadas. Seus olhos eram frios. Doutora Whitney. Hilton abriu as portas e a conduziu através delas. O carro estacionou junto deles. Enquanto caía. Lily podia ver a arma em sua mão. terminando o trabalho dela com um golpe cruel no pescoço. decidiu Ryland. vamos — Fase um completada. — Nos deterão na grade — Assinalou Lily — Kaden. Lily levantou a cabeça para olhar diretamente seus olhos. Lily — replicou ele gentilmente — Somente uns poucos minutos mais. assim estava rodeada. Gostaria de dirigi-lo alguma vez — Soava muito esperançado. fazendo-o se paralisar como um balão desinflado. — Arly saiu? — Estava olhando ao motorista num esforço de identificá-lo. jogando seu peso para trás. Seguiu caminhando até que Higgens a pegou pelo braço. Lily girou para deslizar no assento do passageiro. Tirou o carro diretamente pela grade. — Vamos. Ryland emoldurou seu rosto com as mãos e a beijou com força. — Estamos de posse da grade no momento. empurrou Lily no interior do carro e entrou atrás dela. fazendo-a deter bruscamente. Ela manteve a cabeça baixa e caminhou lentamente. Lily sentia a sombria tensão acumulando-se em suas vozes. Jonas a olhou pelo espelho e fez uma careta. O homem uniformizado simplesmente abriu a porta e deslizou para o outro lado de Lily. tirando-lhe o ar dos pulmões. Temos recuperação. Higgens estendeu o braço para abrir a porta. O Coronel Higgens caiu no asfalto como uma pedra. Lily! Vou encontrar uma habitação acolchoada e te trancar nela onde saberei que está a salvo! — disse. — Não deixe que o fato de ser uma mulher o engane. me tire as algemas. Apesar da brincadeira. esse carro. Repito. Estava morto. mas não tanto como as algemas de metal nos pulsos. Até que saibamos que está limpo. Em vez disso soltou um golpe frontal. Só que ainda não sabia. temos recuperação. Lily não o olhou.casa com suas famílias e descansar. As portas duplas conduziam ao exterior do complexo que surgia ameaçador. Vestia o avental branco de laboratório que Hilton levava. — Arly está esperando fora da grade com o Porsche. Hilton partiu trotando.

— Logo que cheguemos à garagem no bosque. céu. não é nem de perto tão excitante como ler sobre isso. enquanto Ryland conduzia entrando e saindo do tráfico ligeiro. seu polegar deixou pequenas carícias sobre o pulso. Na vida real. Mas. Lily. desejando desesperadamente encolher-se em sua cama. tomando as chaves de Arly antes que o homem pudesse protestar. Arly estava fora do carro e andando de lá para cá. os laboratórios estremeceram com várias ruidosas explosões. As algemas estavam muito apertadas. Mas tenho o disco e Higgens não suspeita nada — Fechou os olhos — Hilton foi quem atirou meu pai pela amurada. é obvio. Realmente tive medo. Gosta de fazer voar coisas. verdade? — Não exatamente. Lily sacudiu a cabeça cansada sem abrir os olhos. Jonas estacionou o carro junto ao Porsche. e. o conhecendo tão bem como o conhecia. imaginar a maior parte. — Li sobre este tipo de coisas nesses livros. já sabe. Elevou os pulsos maniatados — Pode me tirar isto? Soava tão próxima às lágrimas que o coração dele deu um tombo. —Sei. — Não conhece o processo. Está tudo em seu computador portátil no laboratório de casa. estava realmente. preocupado. Está ferida? Feriram-na? — Queria deter o carro e examinar cada centímetro dela. Pelo que a mim concerne o lugar pode arder até os alicerces — Um músculo saltava em sua mandíbula — Poderiam tê-la matado. Terá que abraçar ao Arly depois. Nesse momento quero te afastar do Donovan tão rapidamente como é possível. Agüenta um pouco mais. — Ele estava preocupado? — Ryland trocou de marcha com mais força da necessária — Tiraste-me dez anos de vida. Ryland tirou Lily do assento traseiro e a pôs no Porsche. — Em realidade não. — Podia fazer muito com uma cena de submissão — disse ele forçando . — O que está fazendo? — perguntou Lily. não seria difícil. — Sequer pude abraçar Arly — disse ela — Deve ter se preocupado muito. Ryland franziu o cenho. céu.Atrás deles. Estavam a quatro quarteirões dos laboratórios e podiam ouvir as sirenes soando com alarme. A fumaça ondulava no céu. cortando a pele. Tudo está ali. Ryland a olhou fixamente. Ela recostou a cabeça contra o assento. — Há um montão de gente inocente trabalhando aí! — apontou ela. — Sei. Ela girou para olhar pela janela traseira. Ryland pôs sua mão sobre as delas. — Quem fez isso? — Kyle. Sinto muito. Lily baixou o olhar a suas mãos. Teria inventado algo para Higgens — Estava exausta. — Nos afastando deste lugar com rapidez — replicou Ryland. realmente assustada. Vejo por onde meu pai ia. Matariam depois de me arrancar o processo.

É como se fosse você meu escravo em vez do contrário. Mas. Seria sua escrava. céu.especulação em sua voz. Inclinou a cabeça para raspar os dentes maliciosamente no pescoço dela. Ele sorriu maliciosamente. realmente fazem mal. Lily colocou a cabeça contra o ombro de Ryland. — Não temos que esperar aos outros para que façam os guardas ao redor da casa olhem para outro lado? — Estava cansada. O sol matutino filtrava raios de luz através da densa copa sobre eles. — Amo? Já vejo. — Não me importa. esperando fazê-la rir. te atar à cama e tomar meu tempo explorando seu corpo me soa bem. Lily riu brandamente. — Te levarei nos braços. Os pássaros chilreavam daqui para lá a outros apesar do bate-papo e repreensão dos esquilos. Poderia levar um pouquinho de tempo. — Acredito que é certo pensar que o sexo está na mente dos homens a cada . — Peso muito — Somente estava agradecida de estar sem algemas. lhe rodeando o pescoço com os braços. Um por um. Tem que ter mais discernimento. sua língua formou redemoinhos para aliviar os leves beliscões. Avisarei para combinarmos nossas energias — Ryland a levantou e levou para o edifício entre a espessura do bosque. O olhar azul dela colidiu com o dele. só me tira isso — Não ia chorar agora que estava segura e quase em casa. — Obrigada por afastar minha mente das algemas. Se chorasse. assim tenho que me concentrar. Entregou-as a ela enquanto a levantava nos braços. Lily. Tinha esquecido que existiam as coisas formosas. Não me importaria tomar umas poucas horas só para te dar prazer. E me fazem sentir apanhada. quando vai por aí experimentando com a submissão — Ondulou as sobrancelhas — Eu seria um grande amo. — Já estamos aqui. céu. rasgaria seu coração — Acredito que ataduras de seda seriam melhor que algemas de metal — Seu polegar riscou os hematomas circulares que se formavam no pulso — Isto nunca ocorreria comigo. Lily olhou ao redor surpresa. Ramos e folhas balançando e dançando ao leve vento. somente um par de minutos mais — prometeu enquanto colocava o Porsche na garagem e fechava a porta. Queria dormir para sempre. Levou uns poucos minutos. — Essa é uma forma de ver. Ryland trabalhava habilmente e com precisão até que ela sentiu que as algemas se soltavam e caíam. Ryland deixou escapar um ruído e a tirou do pequeno carro. — Isso parece parte desse assunto de submissão. — Podemos fazer nós mesmos. sumindo-os na escuridão. Seu corpo inteiro ruborizou ante a idéia. Ela quase se engasgou. Sinto-me quase como se não pudesse respirar com elas. Estendeu-se em busca das mãos dela — Não tenho meu jogo de ferramentas.

Ryland examinou sua panturrilha cuidadosamente. Ryland. Ryland — admitiu — Não posso pensar nisso. Ele pôs o precioso disco sobre a mesinha de noite e se ajoelhou junto à cama para tirar seus sapatos. não me assombra pensar em sexo todo tempo. inclusive antes de deitá-la sobre a cama. Ele deu a ordem. — Estou inspecionando o dano — disse ele. Lily. cru e mortal. atirando-as para o lado. levando-a diretamente através do labirinto de corredores próximo até suas habitações. Passa de me assustar a me seduzir. — Esqueci que não leva lingerie. Ryland jogou seus sapatos de lado e baixou suas calças.três segundos. tocando onda. Havia um princípio de hematoma na coxa. sei que não foi fácil. Como demônios consegue cheirar tão endemoniadamente bem todo o tempo? — Lily sentiu a mudança nele. Ele acenou para sua esquerda. Somente quero me jogar aqui e te olhar. Pelo amor de Deus. vestindo somente sua camisa. Não se esticou. A luz do sol filtrava através das janelas. permitindo que Ryland assumisse o comando. Havia algo na forma que ele a olhava que sempre conseguia esquentar seu sangue. É obvio que sim. com os olhos fechados. verdade? — Fala como se fosse algo ruim. sugerindo um passeio na outra direção. entregando-se ao vínculo comum. Lily levantou o olhar para seu rosto. — Quero examinar sua perna. Toda essa conversa me está aguçando. mas quero dormir um mês. Um pequeno e relutante sorriso subiu os cantos de sua boca. massageando os músculos duros. O tecido subiu. Ryland se moveu rápido. alimentandoa. Lily abriu os olhos uma diminuta fresta. mas havia poder percorrendo seu corpo. passando da brincadeira aos negócios. Ela ficou tranqüilamente sob seus cuidados. Obrigada por tirar as algemas. Está pensando em sexo em vez de em guardas. mostrando seu umbigo e a parte inferior de um peito. Havia uma presença estranha no bosque. conhecendo o caminho. liberando o caminho até a entrada do túnel. Fechou as cortinas. Dói? — Estou tão cansada. O sutil fluxo de poder persistiu até que o guarda se afastou passeando. Lily sentiu a interrupção do fluo natural da natureza que os rodeava. — Não tenho energias para encontrar um gravador — Tirou o pequeno disco do bolso de sua calça e o ofereceu — Arly terá um em alguma parte. Ryland deslizou a mão possessivamente para cima pela coxa. — Está em minhas costas e em meu peito — murmurou sonolentamente — Estou dolorida por toda parte. — Como estou te seduzindo? Só estou aqui deitada — A idéia teria tido mérito se não estivesse tão completamente exausta. E o estava fazendo. Uma vez dentro. . Fechou os olhos. — Não sei o que pensa estar fazendo.

Dê-me uma hora para dormir e poderemos ir ao General Ranier e ver se nos ajudará — Sua voz foi baixando mais e mais de volume até que Ryland esteve seguro que simplesmente adormeceu. Hilton me golpeou e perdi a cabeça durante um minuto — Girou de lado. — Demônios! — Pronunciou a palavra brandamente enquanto inclinava a cabeça para beijar os círculos púrpura. As nádegas eram duas manchas azuladas. as girando de um lado a outro. franzindo o cenho ante as escuras marcas de hematomas dos punhos. Lily! Ela não abriu os olhos. Ryland levantou a mão frouxa de Lily e examinou seu pulso machucado à luz do sol da manhã. Havia satisfação em sua voz — Teria levado a golpes ao inferno se Higgens não houvesse interferido. — Lançou-te ao escritório justo com a perna ruim? — Ryland passou a mão pelo rosto — Demônios. Estão me saindo ganas. Sustentou a mão sobre seu próprio peito. — Não necessito uma desculpa pobre para ver seus peitos — disse ele — Quero ver o machucado — simplesmente agarrou a lateral da camisa e puxou até que ela se rendeu e levantou o corpo o suficiente para ele. mas sorriu. Provavelmente me fiz o hematoma da coxa quando ele me lançou para meu escritório. Arrastou o lençol sobre seu corpo e deitou perto dela até estar seguro que dormia. lutou por manter a voz amável. — Não vou deixar ver meu peito — Sua risada estava amortecida — Te afaste e deixe dormir. devolvi — respondeu ela. — Esbofeteou-te? Que mais fez? — Ryland puxou o tecido de seu top para cima nas costas. aconchegando-se contra o travesseiro — Fui por ele. — Como te fez o hematoma da perna? — Havia raiva acumulando-se no fundo de seu estômago. Estava tão completamente imerso em seu desejo de curar as marcas de Lily. Mas com ar satisfeito. — Sou muito moderna para deixar que algum homem das cavernas me golpeie — defendeu-se ela. mas lutou por mantê-la sob controle.Gentilmente ele tomou suas mãos. Os dedos dele massageavam a panturrilha. — Não pareça tão agradada. — Não sei. procurando o machucado. — Diz muito isso. Estava tão zangada que não senti muita dor. Estava começando a desejar poder matar a um homem duas vezes. — E te golpeou no peito? Deixe ver. tentando encontrar a forma de curá-la. . — Estou realmente cansada. — Não se preocupe. Saltaram lascas de madeira por toda parte. Leve o disco ao Arly e veja se vale a pena todos os problemas que nos deu. Houve uma briga. Teve uma briga a mão limpa com esse homem? Acreditaria que a filha de um bilionário seria mais sofisticada que isso. Ryland. sobre seu coração como se de algum modo o pulsar de seu coração por ela eliminasse as marcas. Essa é uma desculpa pobre para ver meus peitos.

A mulher enchia a habitação inteira com sua presença. A mulher o fazia sentir-se como um adolescente que penetrou na habitação de sua noiva. — Bom. Fez um súbito silêncio aturdido. não pôde evitar parecer um esquilo assustado — É complicado. Realmente lhe atirou as algemas obrigando-o a agachar-se. Ryland saltou da cama e tentou detê-la. Não queria dizer “amante". Rosa chiou. Estava emoldurada na soleira da porta. mas "amigos" parecia ridículo quando estava sentado na cama de Lily e ela estava nua sob o lençol. De repente sentia a camisa muito apertada e gotas de suor começavam a se formar sobre sua pele. sua voz se elevou e sacudiu os vidros. Isso foi o único que o salvou. Ryland sentiu a cor subir por seu pescoço. Tentaram raptá-la. Não podia dizer se ia desmaiar ou gritar. ou. Lily e eu somos. Rosa realmente apertava seu próprio peito. não é isso absolutamente.tão concentrado nela.. — Ryland estava encurralado entre a risada ante o que ela estava pensando e o desespero pela idéia que pudesse tentar jogá-lo a golpes — Rosa.. cacarejando sua desaprovação enquanto se aproximava da cama.. abrindo a porta com um puxão — Este é um desses romances de trio? Ensinou isto a minha garotinha? — Inspecionou cada canto do armário — Diga que saia aqui e me enfrente! — Senhora. Tinha o pressentimento que ela tinha utilizado cada maldição que conhecia e algumas que acabava de inventar. Lily foi atacada ontem à noite por um inimigo. Não tinha a mais remota idéia do que faria se ela se pusesse a correr gritando pela casa.. senhora. Outro o fez. mas algo o fez levantar o olhar e se encontrou olhando a uma mulher mais velha. Rosa se agachou para recolher as ofensivas algemas e as sustentou ante de seu rosto. — Sim. Não faça uma idéia equivocada — disse ele — Não lhe pus essas algemas. Não houve som. — procurou apressadamente uma palavra. agarrar algo e golpear sua cabeça. Prorrompeu em uma corrente de espanhol. — O que ocorreu a minha menina? — O olhar de Rosa caiu sobre as algemas descartadas e seus olhos se abriram com surpresa. sou Rosa — Olhava-o fixamente — por que Arly não me falou de você? Ele deve saber que está na casa. com uma mescla de surpresa e medo no rosto. — Não me parece muito complicado — Rosa entrou na habitação. que não ouviu ou sentiu nenhuma perturbação. senhora — A mulher o tinha imobilizado com seu olhar atento e Ryland. o intimidando como ninguém tinha feito. — Você deve ser Rosa — disse com seu tom mais encantador — Sou Ryland Miller. Muito lenta e gentilmente Ryland colocou as mãos de Lily sobre o lençol e se sentou. — Bom. um homem adulto. Qualquer palavra. . Ryland ficou aturdido em silêncio. Avistou o círculo púrpura escuro nos punhos de Lily e chiou com horror. Acalorada reclamação se estendeu até que teve que buscar fôlego. Ninguém pode estar na casa sem seu conhecimento. — Há outro homem aqui dentro? — A cabeça de Rosa girou ao redor e se aproximou do armário.

— Não estava gritando — negou ela inflexivelmente — Foi Rosa! Saiam todos. Lily se moveu. — Não precisa gritar — assinalou Kaden. queria jogar a um jogo de submissão comigo. Está planejando o algemar? Porque ficarei vendo. Ela se agarrou ao lençol. — Lily! — A voz de Rosa silenciou instantaneamente a habitação — Quem são . e voltando-se para avaliar Rosa com olhos sonolentos. Ryland se voltou para encontra Kaden e Nicolas de pé na porta com Arly atrás deles. Basta. Alguém fez um som risonho e ruidoso. abaixando. Rosa ofegou com ultraje. Esta é sua amalucada família e pode tratar com eles. — Que filmes? — interveio Gator — Está nos escondendo isso? Tem bom material de submissão e não está compartilhando? — Estão todos obcecados com submissão — sentiu-se compelida a observar Lily. — A armadura de meu cavalheiro parece ter rachaduras. Na cama. um coração doce. — Ryland te assustou? — Eu? — Ryland passou um dedo pelo colarinho da camisa — Como pode dizer isso? Ela acredita que estive jogando a algum jogo de submissão contigo. O que ocorreu com o direito à intimidade? Estou segura de que estou contemplada por ele. mulher. Ryland levantou as mãos para o ar em derrota e voltou a sentar-se pesadamente na beirada da cama de Lily. expondo a carne cremosa e tentadora. vai despertar aos mortos. — Meu deus. por favor. o isolamento não havia servido de nada. A suave risada de Lily brincou sobre sua pele como o toque de seus dedos. Quero dormir. Vários dos outros homens se pressionavam atrás dele. — Não se mova. somente seja agradável — voltou-se e o lençol baixou perigosamente. Os vizinhos chegaram. verdade? — Havia diversão na suave nota sonolenta de sua voz. tentando olhar ao interior. — Não acredito que tivesse o sono em mente — aventurou Kaden — Sem dúvida te ouvi dizer que Ryland estava interessado em submissão. As pestanas de Lily tremeram. atraídos pelos gritos de Rosa. te animando — Estava começando a suar sob o olhar desaprovador de Rosa.— Não. — Lily. As pálpebras de Lily levantaram e ofegou ante a multidão reunida em sua habitação. — Lily. pelo amor de Deus. — Bom. Ryland agarrou o lençol e o arrastou até o queixo de Lily. — Esteve assistindo aos meus filmes! — acusou Arly. acorda. Com a porta totalmente aberta. Rosa é inofensiva. estava te fazendo rir. levantando a cabeça ligeiramente.

Meu pai estava envolvido em algo no Donovan. Arly a ajudou a sentar-se. Soube no momento de seu desaparecimento. — Sei. utilizando o lençol como tela. O olhar de Rosa nunca abandonou o rosto de Lily. Fizeram-no assassinando aos homens um por um e fazendo que parecesse ser resultado de efeitos secundários. Um dos homens está se recuperando de uma lesão cerebral. — Fez essa coisa malvada depois de tudo o que passamos antes? Lily assentiu. Rosa empalideceu sob sua lisa pele morena e procurou uma cadeira. Rosa. — Estou ensinando os exercícios que funcionam para mim e me ajudam a funcionar no mundo exterior. Não conseguiram. Para conseguir. querendo reconfortá-la — Papai começou a suspeitar que as mortes eram devido à sabotagem e não aos efeitos secundários e me pediu que desse uma olhada. — Isto está mal. beijando o polegar. Queriam o processo para si mesmos para vender no mercado a governos estrangeiros e organizações terroristas. — Minha mãe! — Rosa sufocou um grito de alarme e se estendeu em busca da mão de Arly. Não têm nenhum outro lugar para ir. apertando-a firmemente — Está segura. Um experimento para realçar o talento psíquico — Olhou fixamente a Rosa. e se os entregarmos. não querendo que esta desmaiasse. essa gente pensou que poderia lhes proporcionar o processo de realce. . mas continuaram tentando. Ryland encontrou um para ela e. graças ao Arly. tinham que convencer papai de que o experimento era um fracasso. Lily continuou tenazmente.essas pessoas e o que está se passando em minha casa? Exijo uma resposta imediatamente. está morto. Alguém queria suas anotações. Rosa — disse Lily brandamente. Rosa estava sacudindo a cabeça furiosamente em protesto. Ajudei-os a escapar do Donovan e os trouxe aqui. — As coisas começaram a ir mal. Prometeu que nunca voltaria a fazer algo semelhante. Rosa se balançou atrás e adiante. — Sinto muito. Buscam-nos. Muito mal. Lily? Mataram-no? — Sinto muito. Desafortunadamente. uma vez entrei no projeto. os matarão. Senhorita Lily. Por que o fez? — Esses são os homens com os quais estava trabalhando. Rosa. obviamente. Inclusive no setor particular. ajudou-a a vestir-se para que pudesse sentar-se. Essas mesmas pessoas tentaram usar seu medo para entrar nesta casa e procurar o trabalho de papai. Não me disse nada. Lily. Rosa. Rosa se benzeu. o realce poderia dar benefícios. Agora está morto. Assim mataram papai e atiraram seu corpo ao oceano. sim. Lily olhou ao redor procurando um robe. Deveria ter dito. — Isto não está bem. esperando que avaliasse as coisas sem induções.

mas tão claramente no silêncio da habitação. Não gosta que frustrem seus planos — apoiou-se em Ryland — Tinha razão sobre ele. se não for assim. Temos um disco. — Lily! — Os olhos de Rosa se alagaram de lágrimas — Não fale em partir. Arly e eu somos tudo o que têm. sua atenção captada. que foi impossível não ouvir. Realmente quer que os envie longe para que morram? Um soluço escapou da garganta de Rosa. Não deixarão que ninguém incomode Jeff — tranqüilizou Kaden com absoluta confiança. Definitivamente virá aqui com uma ordem de algum tipo. partiremos. Você. — Quero ouvir o disco — disse Arly. Rosa. . seguiremos trabalhando para encontrar provas. Arly se agachou junto a sua cadeira e rodeou seus ombros com um braço. Assim.Rosa negou com força com a cabeça. Sempre será sua casa. enquanto a sacudia em negação. Espero que haja provas incriminadoras nele. Todos nós. Ryland atirou o diminuto disco ao encarregado de segurança. Esta é sua casa. Esta é sua casa. — Também é sua casa. — Agora virão atrás de você. Rosa levantou o olhar. Lily entrelaçou seus dedos com os de Ryland. sussurrando algo suave. Minha fuga só vai fazer que o Coronel Higgens se volte mais louco. Irei com eles. Levava-a comigo pensando que poderia ser útil se nos detivessem — Colocou o disco no gravador depois de tirar o disco em branco. — Rosa! Estou apaixonada por Ryland! — Lily admitiu em tom baixo. Você é minha mãe e nenhuma filha poderia te querer mais do que te quero. tentará te matar — disse Ryland sombriamente. Fez um pequeno silêncio depois uma voz saltou para eles. tudo irá bem. Se for necessário posso passar por cima dele. Como eu! Aonde mais podem ir? Necessitam um lar. enquanto necessitem. Não será fácil e nunca encontrará aos túneis ou aos homens — Olhou Kaden e Nicolas — Terão que proteger realmente ao Jeff. Sei que posso. mas sem entusiasmo. — Absolutamente. — Amo-o e quero passar o resto de minha vida com ele. rebuscando em seus bolsos até que tirou um diminuto gravador. Quem está com ele agora? — Ian e Tucker. Ela apoiou a cabeça contra o ombro de Arly. Se de verdade não quiser que Ryland e estes homens estejam aqui. — Sei. Encontrará uma forma de revistar a casa. John. farei cópias e entregarei uma ao General Ranier. — Eles são como eu. Se não puder te agarrar. Posso ajudar. sem olhar para Lily. — Bem. algo que meu pai gravou e ocultou. Ele não será capaz de se mover com rapidez. — Tem algo com o que reproduzi-lo? Arly apanhou o disco e o manteve em alto. Quero que seja a deles também. Se isso limpar seus nomes. Lily! O Coronel Higgens sabe que meteu a mão.

— Por que não descansamos todos um pouco? Estivemos acordados toda noite e já é quase meio-dia. — Acreditava que teríamos o dia livre — protestou Gator — Jogados no sofá. Parecerá acidental. Um cabo defeituoso servirá. Tive tudo o que posso suportar de sua insubordinação. Diga ao Ken que quero que se ocupe do Miller esta noite. mas de repente se voltou e partiu velozmente para a cama. Cedo ou tarde Whitney conseguirá chegar ao Ranier. leve-o à clínica e fritem seu cérebro.. Acerta que Hollister tenha um colapso para que possamos causar um pequeno dano cerebral e nos libertar desse bastardo do Miller. Olhando fixamente Ryland recolheu as algemas e as levou com ela. Estou muito cansada para vigiar para que os façam. Farei várias e guardaremos o original na pequena habitação segura de Lily — Arly fez uma careta para ela. bem poderíamos tomar um descanso — Ryland queria que Lily dormisse. — A criada diz que estão passando o dia fora e voltarão amanhã pela manhã. Deixem ver esse homem que está doente. Quero-o morto amanhã — O som da voz do Coronel Higgens era áspero — E quando Miller tome sua pílula para dormir esta noite. Higgens amaldiçoou. mata ao filho da puta. — Lily se deslizou mais profundamente sob o lençol — providencia que façam esses exercícios. vendo velhos filmes de submissão. Aplique em seu cérebro umas descargas de eletricidade e parecerá que teve um ataque. possivelmente um incêndio. Não podemos nos aproximar dele se estiver acordado. — Diria que isto será suficiente para convencer Ranier. — Rosa. Arly pode fazer cópias para nós? — Sem problemas. Ryland deixou escapar o fôlego lentamente e olhou Lily. Posso arrumar algo para o Ranier. Se isso não convencer ao Whitney de que seu experimento é um fracasso. Winston. Depois de uma breve conversa olhou aos outros com frustração. Não posso matar sem mais a um general e a sua esposa sem que haja uma investigação.— Levem-no à clínica. — Posso preparar uma comida para todos — ofereceu Rosa. Quero ao Hollister morto e Miller como um vegetal. — Miller não dorme muito. Ao menos está tomando precauções. — Ken não pode interceptar as chamadas do Whitney para sempre. Encha-o dessa merda. Consiga desta vez realizar o trabalho.. O primeiro é o primeiro. Havia um silêncio absoluto na habitação. — Não deve tomar nunca um dia livre dos exercícios — arreganhou Rosa — É importante fazê-los cada dia — Começou a conduzir os homens fora do dormitório. Os hematomas de seu corpo estavam mais aparentes com cada hora que passava. mostrando seu apoio total da única forma que sabia — E sou enfermeira. . Se não pudermos falar com o Ranier. Lily pegou o telefone e chamou à casa do general. Não me dirá aonde foram.

e voltará preparado para a batalha. despenteando os cachos — por que todo mundo acredita que utilizaria algemas de metal? Utilizaria seda — inclinou-se sobre Lily. Lily riu e girou para enfrentá-lo. — É o homem mais bonito já vi. não posso ver nenhum outro — As pontas de seus dedos riscaram o contorno do rosto. Teremos uma séria conversa sobre roupa interior. — Terei que me assegurar de estar sempre ao redor. — Não estava pensando em utiliza-las! — Ryland passou uma mão pelo cabelo escuro.. Quando você está ao redor. — interrompeu-se de novo e estremeceu. as pequenas cicatrizes. Lily reuniu suficiente força para lhe bater com o travesseiro. Isso sim é horripilante. — Sim fariam. A risada dela ficou amortecida pelo travesseiro quando enterrou a cara nele. — Bem. Não se deterá até que esteja morto ou tenha ganhado — Rodeou seu corpo com os braços. enroscando seu corpo ao redor do dela protetoramente. mas utilizaria seda. Arly. sou — admitiu ele — Mas somente contigo. assim. Foi a alguma parte para pôr a salvo sua esposa. Não é possível. sua teimosa mandíbula.. Nem sequer pense nesses dois fazendo algo juntos. Tudo enquanto o olhava com amor. é Arly — Olhou Ryland e sacudiu a cabeça — Não. Os homens sabem essas coisas — Deixou cair sua roupa ao chão e deslizou sob o lençol. Isso ganhou um golpe no braço. não me esclareça sobre Arly e Rosa se estão ou não se vendo. Crê que o General Ranier e Délia estão realmente bem? — Acredito que Ranier é um tigre ardiloso e Higgens agarrou a cauda errada. Encontrou as linhas duras. — Não quero saber. embalando o peito na palma possessivamente — Não gostei muito ter todos esses homens aqui dentro sabendo que não usava nada mais que um lençol. — Não estava pensando utilizar comigo. . — Viu isso? — exigiu Ryland — Levou as algemas. pressionando um beijo entre seus peitos — Não me importaria te atar. inclinou-se e sussurrou maliciosamente a seu ouvido. E levou as algemas e saiu rindo da habitação com esse aficionado da submissão. Ele a olhou com aquele olhar. Rosa acredita que é um pervertido. mas se podia ouvir Rosa rindo enquanto fechava a porta atrás dela. Ryland riu dela. — Isso é asqueroso. — Pobrezinho! ninguém te acreditará. — Acredito que isso seria uma boa idéia — ela acordou. andando junto a ela. Eles nunca fariam.Arly. Lily rebolou fora do robe e deixou cair ao chão. Rosa é como minha mãe e Arly. verdade? — disse ele. Isso é o que eu faria. Seu olhar vagou amorosamente sobre seu rosto. bem.

ou assentia. não só seu corpo. De onde tinha saído? Como conseguido encontrá-la? Exclusiva Lily. a textura da pele dela. encaixada contra ele como uma luva. esticando-se na cama. — O que está fazendo? — Contemplando o que é meu — esperou um batimento de coração — . Devorá-la com olhos famintos. Seu coração palpitou quando a olhou. Tinha comprovado aos homens várias vezes com o passar do dia. raramente falava. O ar fresco golpeou o corpo dela e se moveu. Ryland se esticou prazerosamente. Nicolas estava sempre acordado. Cada célula a necessitava. seu cabelo escuro alvoroçado como seda sobre os travesseiros. Toda ela. andou até a janela e lentamente jogou a pesada cortina a um lado deixando que a luz da lua se derramasse sobre a cama e iluminasse a pele de Lily. Lily era muito importante para que deixasse que escapasse. Poucas coisas lhe escapavam quando caçava. Roubava-lhe o fôlego enquanto ficava ali dormindo. Ser capaz de afastar o lençol de seu corpo e simplesmente desfrutar da vista. A maioria dormia. Simplesmente sorria. sempre de guarda. Deitado escutava a suave respiração de Lily. Lily girou a cabeça para ele infalivelmente. o corpo pressionado firmemente contra o seu. tentando a um homem sedento. também seu coração e alma e sua brilhante mente. Achava surpreendente que ela não reconhecesse sua própria beleza.Capítulo 19 Ryland despertou logo após o pôr-do-sol. suaves pétalas de rosa. ou saudava. deslizou sobre sua pele áspera. — Ryland? Tudo bem? — Simplesmente perfeito Lily — respondeu ele. mas não na facilidade com que todo mundo parecia ameaçar o dormitório de Lily. Desejava-a. uma mão no travesseiro dele como o buscando. Estava estendida perto dele. Quando trocou de posição. porém. mas. Algumas vezes sentia como se ela fosse água que retinha na palma de sua mão. mas. Era excitante estar ali entre as sombras e observá-la dormir. Seu corpo se endureceu dolorosamente. assegurando-se completa privacidade. Sua mandíbula se endureceu. confiava nos sistemas de alarme de Arly. como se pressentisse o perigo na escuridão. recordando sempre a beleza de uma mulher. Lily. somente para escoar-se justamente quando tomaria um gole. Saiu da cama e fechou a porta. Nu.

só me deixe. brincando e fazendo que a respiração fechasse em seus pulmões. — Não. As palavras saíram entre seus dentes. — Bom. Ryland — chamou ela brandamente. cada linha clássica. Seu corpo estava duro como uma rocha e as carícias persistentes bem poderiam o matar. como me faz sentir. seu pequeno nariz . Quero que esqueça os pesadelos e a tristeza e pense somente em mim. Você o sentirá também — disse ele. desejando vê-la feliz. As palmas eram ardentes sobre suas coxas. fazendo ofegar de prazer. Seu corpo se converteu instantaneamente em calor líquido. Não era absolutamente o que Lily esperava que ele dissesse. Depois a mão embalou seu testículo. Gostou de observar seus dedos sobre ele. suave convite — Está pensando em me levar a alguma parte? A mão de Ryland embalou seu próprio corpo. quando outros não estejam ao redor. — Vêem aqui onde possa vê-lo — Lily ria suave e alegremente em convite — Sempre pensei que ser indulgente com cada fantasia seria divertido. quero eliminar cada hematoma de seu corpo. compartilharei isto contigo. Sua forma. Ele se aproximou do lado da cama. Como era possível resistir a ele quando podia dizer coisas como estas tão sinceramente? — Vêem aqui então. as unhas arranhavam sua pele ligeiramente. — Nisso acredito. aproximandose centímetro a centímetro a ele. Ryland percebia que isto era importante para ela. sua indulgência com as fantasias. duro e exigindo alívio urgentemente. Quero te memorizar. então — havia uma suave diversão em sua voz. Ela trocou sua postura para aproximá-lo. — Mais que tudo. — Algum dia. Estava observando o rosto dela emergindo das sombras. Quero que seja feliz e quero ser o homem que te faça feliz. Acariciou suas coxas e a deixou fazer. deslizando sobre a dura ereção. Com suas mãos. Com seu corpo.Pensando em todas as formas que quero te fazer o amor. mas era uma súplica de piedade. dançando sobre ele. Ele podia fazê-la perder a cabeça tão facilmente. — Lily — protestou ele. Lily sentiu uma sensação curiosa na região do coração. observando-a girar de lado. Ela queria saber que podia fazer o mesmo. esticar o braço em busca de seu corpo com dedos acariciantes. Quero te livrar de cada ponto sensível e substitui-lo com uma boa sensação. sabendo instintivamente que ela queria explorar seu corpo do mesmo modo que ele precisava explorar o dela. O que é o que quer exatamente agora? Ryland pensou nisso. Ryland era um homem selvagem quando se tratava de sexo e estava sobre ela com um olhar predador na cara e puro desejo em seus olhos. Sua boca. Seu corpo estava quente. inclusive se for somente por uns poucos minutos. Era formosa. porém. lhe dando forma. imaginou que morreria feliz. atestando sua resposta. apertando ligeiramente e brincando. Adoro a forma em que posso te sentir — A luz da lua se derramava pelo corpo dele. Que eram iguais em poder.

Tudo enquanto o corpo dela respondia a cada toque. sua pele quase derretida abaixo dele. deslizando sobre ele. Tomou seu tempo. quando te faço o amor. — Lily quero que esta noite seja para você. relutantemente. quero que sempre saiba que não é somente sexo. Encontrou os hematomas e os pontos sensíveis. As mãos dela estavam por toda parte. Levantou o olhar para ele e se sentiu cair para frente nesses olhos. Ryland caminhou até o extremo da cama e se ajoelhou ali. rogando sua posse. Suas longas pestanas. tentando empurrá-lo para ela. — Tem palavras bonitas. gentilmente. Era sempre assim quando ele a tocava. Encontrou cada ponto sensível. Sua entrada . Suas mãos se fecharam entre o cabelo dela. Ela ofegou pedindo clemência. As mãos de Ryland sujeitaram seus quadris. os polegares acariciaram as sedosas mechas. Em sua língua quando a rodava sobre as marcas descoradas em uma preguiçosa e doce cura.patrício. Queria que ela soubesse que não havia ninguém mais no mundo para ela. A boca dela era ardente. Ou para ele. Tomou seu tempo. sua língua executando algum tipo de dança que fazia explodir seu cérebro fora de seu crânio. ao prazer que lhe dava. sua boca cheia e generosa. Lily gritou quando onda atrás de onda de êxtase a balançou. E seu conhecimento era considerável. Ryland se arrastou por cima das pernas dela. suplicando que a tomasse. adorando seu corpo. tirando seu fôlego. entregando-se completamente a ela. Deixou que sua cabeça caísse para trás e fechou os olhos. Há muito mais entre nós. Estabelecendo sua reclamação. apertada e úmida. Riscou suas costelas. Seus quadris embalaram os dele amorosamente. desfrutando de seu sabor. Estava em seus lábios quando tocavam cada hematoma. roubando sua capacidade de falar. baixando o olhar para ela. Foi uma luta recuperar o fôlego. Ryland — protestou ela. Não tenho palavras bonitas para descrevê-lo. Simplesmente agarrou seus quadris e a arrastou mais perto. emoldurando suas firmes nádegas. deixando-a aberta e vulnerável para ele. E tinha razão. uma preguiçosa exploração. estimulou seus quadris a um lento e preguiçoso ritmo. Quando soube que em qualquer momento perderia o controle. Tudo o que posso fazer é mostrar isso — O olhar dela percorreu seu rosto. deslizando ao longo das colunas de suas coxas. aumentando seu prazer de cada forma possível que conhecia. A forma em que a amava enchia seus olhos de lágrimas. encontrando seus apertados cachos escuros. Quando a toco e beijo. Quero que sinta o muito que te amo. cada vão. Ela estava frenética. Os dedos dele estavam massageando os músculos da panturrilha. Lily quase caiu da cama. Ela podia sentir seu amor. Ryland colocou seu corpo sobre o dela. lhe sussurrando ali na escuridão da noite. E seus olhos. Fluía através de seus dedos quando acariciava as cicatrizes e cada músculo machucado. Sentiu sua suavidade. explorando seus quadris. afastou-se. comprometendo-se a memorizar cada resposta. cada sombra. encontrar uma forma de obrigar suas pesadas pernas a mover-se. enquanto chamas de sensualidade lambiam seu corpo. e explorando ali em busca do tesouro.

Quero-o dentro de mim. feliz. Ali na cama.era ardente e úmida aceitando-o. Ryland era constituído . — Notei — Seus dedos pentearam seus cabelos. Ryland. saciada. o mesmo corpo enquanto seus corações palpitavam freneticamente e cada mínimo movimento de um ou outro enviava uma onda que derramava através dos dois. A sensação o rasgou por dentro — Sente isso. Sempre seria parte dela. O olhar dela percorreu seu rosto. Ryland se equilibrou sobre os cotovelos para tomar parte de seu peso. somente a grossa cabeça fazendo que banhasse em chamas. Ela era tudo o que ele não era. na mesma pele que ela. fogo e paixão onde nada mais importava e ela era toda dele. Seu fôlego abandonou de repente os pulmões. mas negando-se a soltar seu corpo. sem inibição. Viam muito. montando-a dura e profundamente. Longas estocadas desenhadas para conduzir ambos para fora de suas mentes. Lily ouviu seu próprio grito. cada cicatriz. seu estreito canal agarrando. — Encaixamos. Parecemos um com o outro — Empurrou mais profundamente dentro dela. suas mãos agarradas a ele. Ryland podia ver a inteligência ali. — Dizer o que? Acredito que já está me ouvindo. seu corpo encontrando grosseiramente ao dele. igualando cada ritmo que ele fixava sem duvidar. não ando procurando a outro homem. Inteligente. ele era parte dela. — Amo-te. uma explosão de sacudidas. Lily? Crê que alguma vez estará assim com algum outro? Crê que estaria alguma vez? — Empurrou um pouco mais profundamente. Tinha mais educação do que ele poderia ver em sua vida. só para suavizar-se e lhe dar a bem-vinda. Afastá-los da realidade do mundo e ao interior de outro mundo de calor. Sofisticada. aonde pertence. O que quer de mim? Os olhos dela eram muito azuis. Onda atrás de onda de prazer a sacudiram. Necessito que diga em voz alta. Diga. Amava cada relevo. Atrasando-se em sua boca. ouvindo um som na garganta dele quando as chamas o engoliram. Conte. Ela seguiu sua liderança com absoluta confiança. — Diga-me isso Lily. Deixou beijos acima e abaixo pelo rosto dela. Reafirmou seu apertão sobre ela e se afundou com força e profundamente. deixando-a unida a ele. Levando a si mesmo ao limite de seu controle. — Adoro tudo em você. A seu modo. Rica. Pertencendo. Conscienciosamente. Seus dedos se fecharam possessivamente ao redor dos quadris dela. Enroscou os braços firmemente ao redor dele como se o pudesse manter ali. Sua amada face. entregando-se completamente a ele. resistindo. foi recompensado com os gritos dela. Empurrou entre suas aveludadas dobras. a sombra azul de barba que nunca podia livrar de tudo. mantendo-a imóvel enquanto tomava lentamente. Cachos. à luz da lua. quando o mundo explodiu ao redor deles deixando atrás tintas e luzes e tanto prazer que só pôde deitar ofegando em busca de fôlego e olhando para cima à face dele.

— Sabe que estúpida é essa ameaça? Se quisesse manter a habitação intacta. e dizê-lo a sério. Lily. Lily. O que há nessa habitação não importa se me ama do mesmo modo que a amo. apoiou-se nele. Diga que o que quer que encontremos nunca nos separará — emoldurou seu rosto com as mãos. As mãos de Ryland se esticaram sobre os ombros dela. Ele sacudiu a cabeça. ou não. Não me importa assinar um acordo pré-nupcial por seu maldito dinheiro e não me importa não entender o que faz a metade do tempo. sua boca. nossos filhos possam ser o resultado. Ou me quer para sempre e te importo como você a mim. seu corpo cobrindo o dela — Se pode me dizer isso. Os olhos dela se abriram. beijou seu nariz. juro que destruirei tudo em mim mesmo. ainda não se comprometeu comigo. ver cada vídeo. Lily. Diga que não. seu coração subitamente correndo. Que tenha filhos comigo. verdade? — Lily. não supor. o ligeiro movimento de tentar libertar-se. então digo que mantenhamos a habitação. — Isso não é justo. . Lily se remexeu. — Temos que fazê-lo e a sério. Tenho que descobrir o que há nessa habitação. seus olhos. Tudo. Mas quero saber. mas tinha brilhantes cachos negro-azulados na cabeça. muito menos falar! — protestou ela — Já não posso processar nenhum pensamento. estudando a intensidade de sua expressão. Você sente o mesmo? Houve um momento de silêncio enquanto a olhava. o aço de seus brilhantes olhos. Ele sentiu a resposta no corpo dela. — Mentir não faz seu estilo. Há muito que ainda não sei. — Lily. se não puder me olhar aos olhos e dizer a sério. Quero que se case comigo. lhe dando uma pequena sacudida. Quero esse compromisso de você. Fiz uma promessa a meu pai e tenho intenção de mantê-la. Mas se não puder. Ryland. Podemos necessitar a perícia de seu pai. Tenho que procurar a essas mulheres. Podemos manter essa maldita habitação e ler cada arquivo. — Quero deixar umas quantas coisas claras. saber que me ama e me deseja do mesmo modo que eu a você. — Não posso pensar. Criou curto-circuito em meu cérebro. O vívido olhar azul de Lily vagou sobre sua face. encontrar a essas mulheres juntos e nos assegurar de que suas vidas são boas. Adorava isso. — Está falando em me deixar? É isso o que está dizendo. Um lento sorriso curvou sua boca. Não quero menos. — Preciso saber que isso não te importará. é obvio que quero essas coisas contigo. estou dizendo que estou disposto a aceitar suas promessas a seu pai. Lily. simplesmente te mentiria. — Isto soa suspeitamente como um desses momentos de "temos que falar" dos filmes. Um lento sorriso curvou sua boca.de bordas duras. só que não sei se será possível. Quem sabe.

Ryland! — disse Lily com um pequeno cenho — Sempre há alguém ali. Lily. Não é normal e isso me preocupa. Lily se comprometa! É tão endemoniadamente difícil? Viu primeiro em seus olhos. E ninguém os ensinou a fina arte de bater na porta? — Dirigiu seu olhar aos homens e ao traidor Arly. Tudo o que estou pedindo em troca é o mesmo de você. Nossos meninos são professores em invasão de moradia. esperando que todos estivessem surpresos. Vários levantaram as mãos para proteger-se. Lily. Esses homens aí fora não têm nenhum lugar aonde ir sem ajuda. — Todo mundo sabe que vai se casar com ele. não vou te deixar aqui. Rosa e John minha família. — Chega companhia — rodou fora dela rapidamente. — Por que não fechou a porta? — Fechei a porta — disse ele — Isso não detém nenhum deles. onde contava. Kaden encolheu descuidadamente de ombros. — Genial.Estou disposto a viver aqui contigo se for isso o que necessita para ser feliz. — Isso é bastante para mim. Lily olhou Ryland fixamente. Iremos para lá agora mesmo. Sua boca encontrou a dela e tomou as palavras. Estou disposto a fazer de Arly. Lily puxou o lençol até o queixo. — Perguntei uma dúzia de vezes — protestou Ryland — É ela a que dúvida. A porta da habitação se abriu de repente e vários dos homens entraram. — Ian tem um mau pressentimento — anunciou Kaden quando a risada morreu — Acredita que algo vai mal com o General Ranier agora mesmo. Ryland ficou sério imediatamente e estendeu o telefone a Lily. sorrindo como macacos enquanto o faziam. Amaldiçoou. — Que demônios está passando? Não têm nada melhor que fazer que me acossar em meu próprio dormitório? Ocorre que acabam de interromper um pedido de casamento — Lily tentou sentir-se ultrajada. as tragando para que encontrassem o caminho até sua alma. Que aceite a mim e minha família. fechando as pernas ao redor de sua cintura para o manter profundamente dentro dela. Ian — disse Ryland enquanto lutava com sua roupa sem a mínima modéstia — Mova-se. Sente por eles o mesmo eu. Sempre foi um pouco lento. Seu coração quase explodiu em seu peito. Profundamente. Sua Lily para sempre. Podemos comprovar e ver houve algum problema. — Ninguém responde. esperando os torrar no ato. — Chame e os prepare. Ela riu e devolveu o beijo. — O que quer dizer? — Quero dizer que os meninos não estão dormindo em suas camas. Não confio em . Ryland elevou a cabeça alerta. — Acabo de ter um péssimo pressentimento — concordou Ian — Poderíamos chegar muito tarde se esperarmos muito mais. Dia e noite há pessoal de serviço.

Higgens. Lily se voltou para fazer uma careta para Ryland. — Antes te dispararia — advertiu Ryland ao Gator... Kaden. Lily. em dois edifícios separados. De modo limpo e sem armas. mas todos sorriram zombadoramente. Conto quatro na casa e dois guardas no lado norte. — Aprecio sua oferta — disse Lily — e pode ser que a aceite. e caminhou para o armário. Pelo que suponho. e Jonas se ocupem dos guardas. — Está suscetível. Sabia que iria aprovasse ou não. verdade? — Ao menos dez pares. Há alguém dentro e se for o general. envolveu-se nele. Então não temos escolha. Avisem quando fizerem e tenhamos via livre. Não posso ver tão bem para saber se é do serviço ou um ajudante. E. se fazia tão pequena como possível. Capitão. Kyle. Um no teto para a rua. Ryland considerou a situação. — É um bebê grande. Absoluto silêncio. ofereceu Kaden. mas se apressou a entrar no banheiro para lavar-se rapidamente e tentar meter-se no macacão — Parecerei uma salsicha. Alguma evidência que o general esteja dentro? Homem abatido na cozinha perto da mesa. São dois franco-atiradores. Jonas acrescentou. um pouco de privacidade ajudaria — Agarrou o lençol. Temos que entrar na casa. isso significa escura — Ryland pôs um traje negro ajustado de lycra de uma peça na mão — Isto estará bem. Tem um par. assim. E ponha sapatilhas esportivas. — Te ajudarei — ofereceu-se Gator. sarcástico! Não estou segura de poder colocar meu corpo nesta coisa — disse. Lily revirou os olhos. Esse era Nicolas inspecionando o interior. Lily — disse Gator. Cobriu sua boca e lançou um olhar cerrado para seus homens. emite a grande ordem. mas não seria capaz de evitar que o coronel te apanhasse. Nico limpe os telhados. Ian rodou sob a cerca e se aproximou arrastando-se para Ryland. — Roupa de noite. o general está na casa e tem companhia indesejada. isso é o que acontece — disse ela ao Gator e se colocou junto ao Ryland enquanto se apressavam para o túnel. — Só está fazendo o macho diante de todos vocês. “Senhor Cabeça Dura” estarei preparada. Franco-atirador no telhado. Encontrei nessa casa que chama armário. Sabia que Ryland tinha deixado um dos . — Não gosto absolutamente da sensação deste lugar. Estava a um quarteirão de distância da ação. Nenhum deles teve a audácia de fazer um comentário. Apoiou-se perto dele — Não há forma possível de levar lingerie com este traje. Tenho a dois na casa e um guarda no balcão deste lado. Se não souberem de que lados estão sejam suaves. não está sozinho. Arly pode manter Rosa e John a salvo. Lily estava agachada no canto do carro. Esse era Kaden dando seu relatório.

Não é que me importe ir por aí furtivamente. Ryland seguiu esperando. Ryland suspirou. quanto tempo faz que Rosa e você estão juntos? — Tentou soar informal. Higgens havia trazido com . Os telhados estão limpos. Rosa pediria minha cabeça se te ocorresse algo. traindo sua própria ansiedade tamborilando os dedos no volante. E por nós. Se fosse possível limpar os telhados. Isso fazia muito mais difícil decidir. correndo a lhe encontrar quase excluindo aos outros. Os homens de Ryland os estão eliminando — informou Lily e apoiou-se no assento — Arly. Suspeitava que era Tucker. Assim disse que sim. — Rosa é muito velha para ter filhos. Ele a olhou penetrantemente. — Quanto faz que sabe? — Por que queriam manter segredo? — Não queria manter segredo. — Eu também. Por todos eles. — Essa deve ter sido uma proposta encantadora — Lily se recostou sobre o assento para o beijar — Me alegro. disse Kyle. necessita de alguém que a mantenha no prumo — Tomou um profundo fôlego — Desta vez realmente tenho medo. Isso acrescenta um pouco de faísca. arderíamos no inferno se não se casasse comigo.. Limpo. Ian era muito mais sensível às intenções de violência e assassinato. Bom — fez rodeio— você e seu jovem. Sempre porque não podia ter filhos.. estou ficando velho para subir janelas e me arrastar por vestíbulos. o outro definitivamente duro. — Alguém colocou guardas ao redor da casa do general. o que importa isso? — Isso é o que disse ontem. sem mostrar nem um ápice de seus sentimentos.. mas estava aí fora voltando a fazer segura a noite. informou Kaden. informou Nicolas com o mesmo tom suave que sempre utilizava. Disse que me ocupasse pessoalmente que voltasse a salvo. Limpo. Limpo.homens perto. Arly apertou sua mão. Um suave. John e Rosa. Nicolas o faria. Mas. as maliciosas ondas de energia saíam em sua busca. Adiante. Ela disse não. Ian estava mostrando sinais de extremo desconforto. Ryland podia ver o suor formando em sua pele. Não podia vê-lo. Pelo Ryland. — Não deveria estar aqui — disse ela nervosamente — Não posso acreditar que viesse conosco.. Pelo general. Pedi que se case comigo mil vezes. já que ele tinha uma forma de fazer que qualquer um se sentisse absolutamente seguro. Arly estava sentado no assento dianteiro. repetiu Jonas. Mas vi alguns homens duros tratar com situações duras e apostaria em seu Ryland e em sua gente contra eles. — Disse que sim? — Disse lhe que com as coisas que fazíamos. qualquer dia da semana. Arly. — Estão a salvo. Isso era mau sinal.

Há poucos na companhia com esse tipo de créditos. — Não tem sentido que Higgens tenha tantos homens dispostos a trair seu país neste projeto. Não queria distraí-los enquanto caminhavam para a casa. — interrompeu-se. uma pessoa que poderia ler facilmente a debilidade em outros. Era mais arriscado entrar em uma situação sabendo que alguns dos homens eram incautos inocentes. — Esteve muito tempo no serviço.. Arly. Arly. — O Coronel Higgens é parte disso? — Não que eu saiba — Tamborilou na beirada do assento — Isto poderia ser realmente ruim. indo em quatro direções. Tomou a decisão. Incapacitar e seguir em movimento. Os homens estavam irrompendo na casa. levantando-se com as armas carregadas e prontas. Temos quatro na fachada da casa. As expôs a Arly. Inclusive a informação de comunicações estaria disponível para ele. Arly se encolheu de ombros. Lily. um foi para esquerda. o outro à direita. Ryland já caminhando através do amplo espaço do gramado.. mas tinha algumas questões sobre as que refletir. permanecendo abaixado no campo aberto. OH não! Poderíamos estar realmente em problemas. ambos ao nível do chão e rodando para tomar posição. Ryland e Ian entraram quase simultaneamente. sua mente correndo — Temos vários contratos em questão de segurança. Arrastando-se sobre o estômago. A entrada estava limpa. Donovan tem contratos de defesa com satélites de inteligência. Ian se colocou em posição ante a porta. É um oficial. movendo-se em todas as direções. nenhuma luz acesa. Thornton não tem esse conhecimento de creditação de segurança.. mas tratem a todos igual. Sombras escuras abundavam ao redor da casa. Se o general estiver em casa. Devem assumir que há membros do serviço. silenciosas como os fantasmas que chamavam a si mesmos. mas temia o distrair. — Mas Phillip Thornton e Donovan.ele soldados. precisando pensar atentamente nas coisas. homens que simplesmente seguiam ordens. é ali onde estará. Se Higgens tiver acesso a esses dados de algum modo seria capaz de vender as localizações dos satélites americanos — Seus dedos se afundaram no braço do Arly — Teriam informações sobre nossos sistemas de alarme ou nossa capacidade de resposta contra um ataque em grande escala. Tem que ter um longo histórico para ser capaz de recrutar e confiar em mais de um par de homens. e rodando longe da beirada para proporcionar espaço ao Ian o seguir. Só um ou dois eram seus cúmplices. Eliminem tudo entre vocês e o general.. Forcem a entrada nos quatro setores e façam uma varredura. caindo silenciosamente sobre o piso de madeira. Certamente Thornton não é tão parvo para vender segredos nacionais — Lily queria passar a informação para Ryland. mas. Ryland deslizou sobre o corrimão do alpendre. A casa estava às escuras. Uma piscada e desapareceram. demorando tão pouco em forçar a fechadura que esta apenas os atrasou. . Lily fez uma careta quando ouviu a ordem.

Rodeiem. em algum lugar ladrou um cão. — Sinto ter chegado tarde. Tenho via livre? Necessito via livre agora mesmo. Voltou-se. Os outros dois soldados da habitação ofegaram com surpresa. Miller. Coronel.Fora. Você conhece seu recorde de mortes. Ryland sentiu a energia já alagando a habitação. Seus homens estavam alimentando aos dois soldados com um fluxo ininterrupto de sugestão a obedecer. — Sei que crêem no que o Coronel Higgens há dito — disse Ryland brandamente aos dois soldados — Ele está aqui para matar ao General Ranier e os está convertendo em seus cúmplices. Ryland se apressou para o general enquanto Ian se ocupava dos dois soldados. com a arma na mão. Podia ouvir o murmúrio de vozes chegando da sala aberta a sua direita. Viu o homem cair como uma pedra diretamente diante do general. — Maldito seja. Têm uma arma apontada à cabeça de Ranier. senhor. Baixe a arma. sentando-se no chão com as costas na parede e os dedos entrelaçados detrás da cabeça. uma bala se alojou com precisão entre os olhos do homem que mantinha Ranier como refém. — O advirto uma última vez. Quando Nico levou a cabo o silencioso disparo. Ryland ajudou o general a ficar em pé. utilizando o poder de suas mentes para girar a arma que apontava ao General Ranier longe dele. Interfere em sua pontaria. Não há nenhum modo absolutamente de que dispare ao general sem acompanhá-lo. Ele estava esperando-o e resistia. Fez um sinal ao Ian e se colocaram para cobrir todo o quarto. Tem via livre. Tem um tiro limpo? Exigiu Ryland. Levante-se. Os dois homens se olharam quase impotentemente e ambos colocaram seus fuzis no chão e retrocederam com as mãos altas. procurando um objetivo. mas não podia ver os homens. Higgens viu o buraco florescendo em meio da frente do homem. parecendo chegar de todas as direções. Imediatamente o fluxo de telepatia coletiva seguiu para influenciar ao Coronel Higgens. vamos sair daqui — declarou Higgens. deveria tê-lo matado quando tive a oportunidade — Higgens grunhiu seu ódio ao capitão. General. A única segurança que tinha era o general. — Matarei-o. Seus olhos eram selvagens enquanto olhava ao redor. Tocou a cabeça e sua mão ficou pegajosa de sangue. Estavam confusos e dispostos a cooperar. não houve oportunidade que a arma disparasse e matasse ao general. retrocedendo em busca de amparo. Estão em uma posição indefensável — Sua voz cavalgou a onda de energia. O General Ranier cambaleou até uma cadeira com a ajuda de Ryland. Como sempre não havia tensão na voz de Nicolas. Ryland sentiu a breve onda de energia e o animal se acalmou. E nunca falha. O convite não nos chegou apropriadamente. lutando pela posse de seus próprios atos. girou e correu. respondeu Nicolas. — Esse traidor me golpeou com a pistola — Afundou-se pesadamente na . Apontou sua arma para ele. Baixem as armas e retrocedam. Nico o tem no ponto de mira.

senhor. com a cabeça curvada. descansando a cabeça contra o couro — Se tivesse acreditado. Temos três civis abatidos que necessitam um médico. E pelo que posso ver. Nicolas o fez chegar até uma cadeira e o empurrou a ela. e. — Senhor. mas nunca pensei que funcionasse realmente — recostou-se em sua cadeira. Meus homens estão procurando a sua gente. — Olhe-se! Olhe isto. — Então não vejo nenhuma razão para que alguém acredite que se ausentaram sem permissão. Tenho um homem ferido — Ryland olhou ao Higgens — Pode acrescentar intento de assassinato a todos os outros encargos que apresente contra ele. mas seus frios olhos nunca abandonaram Ryland. — Era meu guarda-costas — disse Ranier pesadamente — Um bom homem. arrojando-se diretamente para o General Ranier. chamamos aos médicos. sua pele estava quase cinza. Estava disposto a vender informação. Um Nico de cara sombria empurrou o Coronel Higgens ao interior da habitação. Alguém chamou uma ambulância? Ryland deveria estar deitado! O general a abraçou. É um militar. — A casa está assegurada. tinha ordens.cadeira. Sou o Capitão Ryland Miller — saudou sucintamente. Capitão. você é o homem pelo que segue toda esta confusão. — Estou bem. a menos que estivesse ativo há algum tempo. Peter costumava me falar de realçar a habilidade psíquica. — Obrigado. O homem da cozinha está morto. Tentei encaixar as peças desde que nos falamos. sua missão foi um êxito. Levei Delia e me assegurei que estivesse a salvo. não se alvoroce. é isso o que tem feito? — Sim senhor assim é. suponho. — Assim. — Bom! Capitão acredito que recebeu expressamente a ordem de fazer o que fosse necessário para proteger a seus homens e os segredos de nosso país quando lhe atribuiu este destino. Higgens deve estar vendendo segredos há algum tempo — disse Lily. estarão aqui em breve. Higgens não disse nenhuma palavra. Tinha o pressentimento de que tentariam e ela estaria em perigo — Olhou ao Coronel Higgens — matou a um bom homem esta noite. Assegurem a casa e tragam Lily aqui. Ryland pôde ver que parecia velho e cansado. senhor. sem permissão. Ryland ofereceu uma toalha limpa para pressionar contra sua cabeça. mas não poderia ter tantos homens de seu lado tão rapidamente. Lily. Só me sacudiu um pouco. Chamem os médicos. Na medida de seu conhecimento. — Tem que ser o contrato de defesa. finalmente estive de acordo com seu amalucado experimento. teria prestado mais atenção ao que se passava. Lily irrompeu na habitação. depois voltei aqui para que viessem por mim. . — Meus homens e eu estamos ausentes. baixando a voz — O experimento foi somente um plus para ele. Nós gostaríamos de nos render a sua custódia. Anos.

trabalhou em construir e operar satélites espiões. Sequer sabia dele ao princípio. Deve ter deixado o gravador ligado em segredo. verdade? Assim. Quando era jovem estava atribuído ao Escritório Nacional de Reconhecimento. Não faziam sentido quando não estava utilizando impulsos elétricos. Mas. Suspeitávamos de uma possível fuga de informação. — Desde quanto isto acontece? — Nego tudo. Lily. mas o Coronel Higgens nunca foi suspeito. começou a suspeitar das hemorragias cerebrais. Mas ele era muito mais preparado do que você supunha. Algo realmente valioso e pela primeira vez você levava a dianteira. e. ou evitar que qualquer suspeita chegasse a você. . — O General McEntire? — repetiu Ranier — Começou nas Forças Aéreas. Inventaram toda a história em um intento de encobrir sua própria covardia e culpabilidade — replicou o coronel— Nego-me a discutir este sem sentido sem a presença de meu advogado. — Acredito que o General McEntire está envolvido. Em princípio não pensava deixar que seu chefe McEntire se inteirasse verdade? Higgens a olhou com malevolência.— Não pode tê-lo feito sozinho. Arly fez cópias e temos o original para utilizá-lo em uma comprovação de voz. Papai suspeitava muito do coronel. com seu amigo McEntire. compreendeu que ninguém mais conhecia o potencial. Lily — admitiu o General Ranier. O General Ranier olhou o Coronel Higgens d outro lado da habitação. Seu histórico é impecável. — Assegurarei que entenda perfeitamente quantos homens ele matou por um ganho monetário — disse Lily — Passará o resto de sua vida na prisão. Influiu em conceder o contrato de defesa ao Donovan. sei que é seu amigo. acredito que ele é o articulador e Higgens trabalha para ele. — Tenho uma fita que meu pai gravou. senhor — disse Lily com pesar. e. Na fita. Ele falou com o Thornton do perigo. espero que tenha desfrutado de cada centavo enquanto teve oportunidade de gastá-lo. Em realidade. para que meu pai pensasse que era um fracasso e que o projeto se encerrasse. utilizou isso para matar aos homens. é possível ouvir claramente ao coronel planejando sua morte e a de Délia em um incêndio em sua casa para que parecesse "acidental". Depois. Nunca esteve comprometido no programa de satélites de defesa — assinalou o General Ranier — Acredito o mesmo. sabendo que estava esmagando ao Ranier — Sinto muito. — Perdi-me. Nada desse dinheiro que conseguiu vendendo seu país e assassinando. — Foi você quem decidiu sabotar o experimento. Acredito que Hilton estava infiltrado em seu escritório para vigiá-lo e também para colocar documentos incriminatórios se houvesse necessidade. os viu em ação. Coronel. em algum lugar em que estava seguro que o coronel falaria abertamente. E então. assim. você próprio não acreditava que funcionasse. lhe trará algum bem. Como as numerosas mensagens de meu pai — Olhou para Higgens — McEntire não tinha nada a ver com o experimento.

— É muito amigo do Thornton — observou Lily. Capítulo 20 . — Sinto muito. General — disse Lily e o rodeou com os braços. — Foram juntos à escola — disse o General Ranier tristemente — Todos o fizemos.

espionagem e vários crimes mais. Thornton estava nisso pelo dinheiro. Gostavam da excitação e sentir que eram mais preparados que todos os que os rodeavam era metade da recompensa. — Thornton falou tanto que não sabiam como o calar. como ela os chamava. Quando não está fazendo isso está com o treinamento físico. Higgens. e Thornton sempre ficava como um asno. Phillip Thornton. Uma vez começou a imaginar desprezos. Inclinou-se e beijou Rosa diretamente na boca. estavam todos se fortalecendo e praticavam os exercícios que Lily havia dito serem importantes. Rosa fingiu não notar. Desfrutou ajudando Higgens a atraí-lo para o oceano onde o poderiam matar. Demônios. esteve muito ocupada. . o que levou tanto? — General McEntire e o Coronel Higgens eram homens respeitáveis. — O que pensa que está fazendo? Coma uma maçã! Tucker fez uma careta para Jeff e deslizou um pacote de batatas do balcão até onde ele estava apoiado no batente da porta. não pôde esperar para livrar-se de Whitney. e vários outros são acusados de assassinato. teve — Jeff agarrou um molho de batatas fritas — Desde que o General Ranier a pôs a cargo de nossa operação. Ryland assentiu com a cabeça. Esteve de acordo em ajudar Higgens a sabotar o experimento psíquico porque odiava Peter Whitney. Whitney era mais preparado e tinha mais dinheiro e poder que Thornton. E depois a terapia. consolando-se a si mesma com o fato de que "os meninos". lá na escola quando decidiram que eram mais preparados que o resto do mundo e pensaram que seria genial serem espiões. passou a maior parte do tempo inventado exercícios masoquistas para fortalecer nossos cérebros. Queria algum tipo de trato.— A história estalou esta manhã nos periódicos e rádio — anunciou Arly. Sua imagem era tudo para ele. Tinham se chocado um par de vezes. Arly se sobressaltou. verdade? Ryland sacudiu a cabeça. — OH sim. com prontuários impecáveis — disse Kaden — A podridão começou faz anos. Essa mulher é uma feitora de escravos. — Lily não estava ali para ouvir isso. não teve tempo para nada mais. Não está seguindo algum tipo de plano nutricional? Rosa ofegou e tirou as batatas de Jeff com um tapa. tentando manter Donovan em pé e salvar os postos de trabalho e a reputação da corporação. sorrindo desavergonhadamente quando lhe bateu com um periódico enrolado — McEntire. — Levou bastante tempo completar a investigação — queixou-se Jeff. — Não. Disse que tinha informação importante para dar sobre Higgens e Peter estava o bastante preocupado para ir sozinho. Apoiavase pesadamente — Acreditava que morreria de velho antes que a terminassem. — Só está aborrecido porque convidou sua família para vir vê-lo e sua mãe ficou do lado dela com sua terapia — assinalou Ryland — E será melhor que não te pegue comendo batatas fritas.

— Sabia que viria. Fechou a porta atrás dele. Ele pôde ver a evidência de lágrimas em seu rosto quando levantou o olhar enquanto se aproximava dela. Foi infalivelmente ao escritório do pai dela. Todos eram mais fortes pelas coisas que ela tinha feito e a casa que lhes tinha proporcionado. Também continha segredos inconfessados do realce psíquico. Sua Lily. Estava aqui sentada decidindo se meu pai era um monstro. . Trabalhando secreta e silenciosamente em encontrar às jovens cujas vidas tinham sido manipuladas a tão tenra idade. Com freqüência. Suas longas pestanas estavam abaixadas e úmidas. cada passo o aproximava mais e mais dela. sempre consciente da segurança. Como Ryland. Ela tinha compartilhado generosamente sua casa com os homens. O laboratório oculto era um armazém de conhecimento. Ryland abriu caminho para baixo pelas estreitas e pronunciadas escadas. As coisas não podiam ir melhor para eles. Sabia aonde ela iria no dia de suas bodas. Ryland ficou em pé um momento no meio do brilho da cozinha. Lily olhava para a imagem congelada de uma menina na tela de vídeo. Compensando os enganos de seu pai. Não foi aos laboratórios esta manhã.— Onde está Lily? — perguntou Arly — Não a vi hoje. A habitação estava vazia. Lançou ao Nicolas um débil sorriso e saiu pausada e casualmente quando não se sentia nada casual. Sentia-a. o que eram capazes de fazer seus homens. Não podia culpar Lily por querer aprofundar nisso. Tentando freneticamente salvar postos de trabalho e vidas. Agora a sentia facilmente. Lily sorriu. Lily levantava no meio da noite para descer as escadas e ler mais. e só olhá-la lhe fez mal. absorvendo a risada e a camaradagem que Lily de algum modo tinha proporcionado a todos. Lily estava fascinada com isso. A habitação representava a infância dela. Sempre sentiria. agradecendo ter pedido a Arly que incluísse seus traços no código de segurança de abertura da pesada porta. Queria saber simplesmente o que era capaz de fazer. Agora que sua unidade estava funcionando com êxito sem a ameaça de morte. E soube que viria. Havia dividido seu tempo e conhecimento. Sua Lily. verdade? — No dia de suas bodas? — Rosa estava horrorizada — Será melhor que não tenha feito. assim como de Lily. que seu pai tinha registrado cuidadosamente. queria saber como se fortalecer. Lily estava suportando a carga de tudo. a profunda tristeza que sempre parecia ser parte dela. mas sabia que estava clandestinamente. Uma vida de êxitos e fracassos. sentia-se atraído por ela. Inclusive Jeff tinha progredido notavelmente bem. disposta a carregar os pecados de seu pai e voltar a pôr o mundo em seu lugar. O General Ranier estava tomando parte ativa em suas operações cotidianas. Apesar do horror que sentia pelo que tinha feito. Toda a equipe de Ryland estava reabilitada com seu comandante e a unidade estava funcionando bem em missões práticas.

Meus homens são capazes de sair a campo aberto durante extensos períodos e. Ryland. — Tudo isso não fui somente eu.Ryland agarrou sua mão. esfregando seus nódulos atrás e adiante em uma pequena carícia sobre seus lábios. — É obvio. para conter e avaliar o dano real que fez. Ele conquistou isso. verdade? —Murmurou as palavras contra a garganta dele. — Queria-o muito. Se me odiará quando me ver — olhou-o — Tenho que encontrá-la. Lily. apertando seus dedos firmemente. seu corpo protetoramente perto. Admirava a ele e ao seu brilhantismo. deu forma a sua vida. Parece tão perseguida — Havia todo um mundo de compaixão em sua voz. Tentei com força cumprir suas expectativas para mim. Encontraremos a todas. sua coxa apertada contra a dela. Deu-nos esperanças e um lar e um lugar seguro. Converteu-o em alguém que valia a pena e ele fez o que pôde pela humanidade depois disso — Sentou perto dela. fomos honrados por salvar ao General Ranier e tirar tudo isto à luz. Ela apoiou a cabeça em seu ombro. Você o mudou. a história está nos periódicos de hoje. Pode imaginá-lo. — Temos que fazer as coisas de uma de cada vez — ele recordou gentilmente — A investigação terminou. Meus homens e eu estamos completamente limpos e não há nada em nossos prontuários que possa prejudicar nossas carreiras. As coisas se arrumaram por si mesmas — Olhou à imagem da menina — A olho e me pergunto onde estará. Temos vários arquivos e lugares por onde começar que seu pai nos proporcionou. podem passar sem suas âncoras longos períodos de tempo. Ryland? Quase tenho medo de contatá-las. — Estava tentando pensar como me sentiria se fosse uma das outras. tenho que encontrá-la — estava rogando que entendesse. Beijou-o. Levou a mão dela à boca. De fato. A investigação particular está em curso. Se me tivessem abandonado porque era defeituosa. como terá sido sua infância. Lily. Não há nada ruim em que uma filha queira a seu pai. Jeff melhora dia a dia. Deu uma reviravolta a nossas vidas. não ao homem que foi uma vez. Também ele estava muito orgulhoso de você. sua língua riscava pequenos desenhos sobre a pele enquanto seus dedos começavam um estranho tamborilar dançante sobre os repentinamente inchados jeans. Ryland. McEntire e Higgens estava vendendo segredos durante anos a governos estrangeiros. de alguma forma. De algum modo. melhor ainda. Lily. Lily. — Sei que o fez. Todo mundo está brincando de correr por aí. . Ryland instantaneamente emoldurou seu rosto com as mãos. Tomou posse de sua boca como uma professora — Sempre sabe o que dizer. Juntos! — Também sabia que diria isso — apoiou-se nele. — Foi um homem com uma vida triste até que você chegou a ela. inclusive sabendo que posso ajudar se o necessitarem — Tocou o rosto na tela — Olhe seus olhos. Recorda ao pai que conheceu.

dissipando sua tristeza. — Por que não? Todo mundo entra em meu dormitório quando estou nua sob meu lençol — apontou ela. Não há muitos de nós no mundo e temos que permanecer unidos. — Então faz outra vez. já está completamente bem? Ainda vai se casar comigo esta tarde? Lily riu. É para nossa noite de bodas. — Somos sócios. Faz outra vez. Sócios na vida. Lily agarrou o controle remoto e desligou o vídeo — Sempre acerta para me fazer sentir como se fossemos sócios. Caminhantes Fantasmas. — Sim. Os dedos dela continuaram roçando e tamborilando e acariciando até que pensou que perderia a cabeça. — Agora não posso. voltando a colocar o mundo em seu lugar. Lily —disse ele firmemente. — Suponho que sim. Tenho um alto coeficiente intelectual. — Tenho que ler esse livro. agora tem que fazer algo a respeito. Realmente Ryland estava operando sua magia. — O livro. queria te surpreender com meu truquezinho especial. provocou-me a ereção. É nossa noite de bodas.— O que está fazendo? Lily! Isso está me voltando louco. Não vou te deixar escapar. é obvio. — Não posso me pôr diante de toda essa gente com uma ereção. FIM . Ela riu dele. — Absolutamente. bom. Acreditei que uns poucos truques especiais estariam bem. — Fazer outra vez o que? — Essa coisa com a língua e os dedos. Tudo enquanto a língua dela mantinha o mesmo ritmo em sua garganta. Agarrou seu queixo. Onde demônios aprendeu esse pequeno truque? — Como ela podia ter um efeito tão instantâneo nele? Podia pôr seu corpo tão duro e tão quente com um simples movimento. — Assim.

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