Resumo sobre as briófitas- capítulo 16 As briófitas (hepática antóceros e musgos

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• •

São plantas pequenas“folhosas ou talosas”; Em geral crescem em locais úmidos nas florestas temperadas e tropicais ou ao longo das margens de cursos d água;

• No entanto as briófitas não estão restritas a tais habitats;

Muitas espécies de musgos são encontradas em habitats secos (desertos):ex Tortula obtusissima.

• Várias espécies podem formar extensos tapetes sobre rochas expostas; • Poucas espécies de briófitas são aquáticas e algumas são encontradas sobre rochas banhadas por água do mar, embora nenhuma seja verdadeiramente marinha • Evidencias indicam que as primeiras plantas eram muito semelhantes às briófitas modernas ou atuais.

 A importância das briófitas

• Contribuem para a diversidade vegetal; • Armazenam uma grande quantidade de carbono, desempenhando assim um papel importante no ciclo global do carbono; • Juntos com os liquens são importantes colonizadores iniciais de superfície de rochas e solos nus. Obs. Sendo que os liquens e as briófitas são muito sensíveis a poluição do ar e geralmente estão ausentes ou representadas por poucas espécies em áreas poluídas. As relações das briófitas com outros grupos:

As briófitas são uma transição entre as algas verdes carofíceas ou carófitas e as plantas vasculares.

Características compartilhadas por carófitas e plantas (briófitas e plantas vasculares.
Contém cloroplastos com grana bem desenvolvido.

3. A presença do fragmoplastos ou fuso da telófase durante a divisão do citoplasma (citocinese) Obs. A função das células de cobertura está relacionada com o transporte de açucares até o zigoto. Durante o ciclo celular: ruptura do envoltório nuclear durante a mitose. A presença de gametângios masculinos (anterídios).  Possuem uma oosfera não flagelada que é fecundada por um anterozóide flagelado. A presença de um esporófito diplóide multicelulares que resulta em um aumento do n° de meioses e do n° de esporos que podem ser produzidos após cada evento de fecundação 4. . Coleochaetales e Charales . Obs. Meiósporos com a parede contendo esporopolenina.  Coleochaete  Os zigotos são retidos dentro do talo parental e. 2.Apresentam células móveis assimétricas com flagelos que saem lateralmente na célula. Tecidos produzidos por um meristema apical. A retenção do zigoto e do embrião multicelular em desenvolvimento ou do esporófito jovem dentro do arquegônio ou gametófito feminino.A Charales parecem ser mais relacionadas com as plantas. as células que envolvem o zigoto desenvolvem crescimento intrusivos da parede. ao menos uma espécie. que resiste á decomposição e á dessecação 6.  Membros desse grupo: Coleochaete e Chara são similares as plantas por:  Apresentarem reprodução sexual oogamica. e feminino (arquegônios).  Características compartilhadas por briófitas e as plantas vasculares que distinguem das carófitas 1. Lembrando que as Carófitas. com uma camada protetora de célula estéril conhecida como envoltório. Os esporângios multicelulares que são constituído por um envoltório de células estéreis e um tecido interno produtor de esporos (esporógeno) 5. em vez das extremidades.: nas carófitas faltam todas essas características.

Os talos são corpos indiferenciados ou corpos não diferenciados em raiz. Não é ramificados e com muitos esporângios. Embora algumas briófitas apresentem A parede das células condutoras de água é tecidos condutores especializados. ramificado e apresenta um único logo produzem muito esporos esporângio. chamados de xilema e floema. que divergiram dentro da linhagem monofilética das plantas. caule e folha. Alternância das gerações gametofítica e Alternância das gerações gametofítica e espororofítica heteromórficas. estudos revelam que as briófitas incluem os mais antigos grupos de plantas hoje existentes. parede das células condutoras de água não é lignificada. . chamados alimento. O gametófito: é maior e de vida livre. Estrutura e reprodução comparadas de briófitas • • “Talosas” porque seus gametófitos são geralmente aplanados e dicotomicamente ramificados (birfucados em dois ramos iguais. São ligado ao ligado ao gametófito e nutricionalmente dependente deste. permanentemente O esporófito: é maior e de vida livre. formando talos. repetidamente). de xilema e floema. a lignificada. Desse modo pode fornecer informações importantes sobre a natureza das primeiras plantas adaptadas ao ambiente terrestre e os processos pelo qual as plantas vasculares se desenvolveram. espororofítica heteromórficas.Briófitas Briófitas x plantas vasculares Plantas vasculares Briófitas atuais não apresentam tecidos de Apresentam tecidos de condução (tecidos condução (tecidos vasculares) de água e vasculares) de água e alimento. O gametófito: é menor O esporófito: é menor. logo produzem poucos esporos Obs.

Os gametófitos de algumas hepáticas (hepática folhosas) e musgos são diferenciados em filídios e caulídios. Órgãos semelhantes a raiz estão ausentes nas briófitas.• Os talos são em geral relativamente delgados o que facilita a absorção tanto de água como de CO2 Em algumas briófitas. Ex: os poros da hepática talosa Marchantia. como o solo pelo rizóide. (não são folhas e caule verdadeiro. Os rizóides das briófitas geralmente servem apenas para ancorar as plantas. Os rizóides das hepáticas e antóceros são unicelulares. As briófitas geralmente abrigam fungos e cianobactérias simbiontes. os gametófitos apresentam adaptações especiais na superfície superior para aumentar a permeabilidade ao CO2 e ao mesmo tempo reduzir a perda de água. A cutícula dos esporófitos está estreitamente relacionada com a presença de estômatos (funcionam na regulação da troca gasosa). que podem auxiliar na aquisição de nutrientes minerais. porque a absorção de água e íons inorgânicos ocorre direta e rapidamente através de todo o gametófito. Tais células podem ser precursores evolutivos do floema e dos tecidos vasculares lignificados. Os talos certas hepáticas e musgos contêm. • • • • • • A bioquímica e o desenvolvimento da cutícula de briófitas são poucos conhecidos. apresentam estruturas especiais e outras adaptações estruturais que auxiliam no transporte externo da água e na sua absorção pelos filídios e caulídios. cada um consistindo em uma fileira linear de células. a qual é comum encontrá-la na superfície da folha e do caule verdadeiros nas plantas vasculares. • • • • • . em particular. porque ocorrem na geração gametofítica e não apresentam xilema e floema). Os rizóides de musgos são multicelulares. • • Os gametófitos das briófitas talosa e folhosas são geralmente fixos ao substrato. sobretudo porque as cutículas de briófitas é mais difícil de ser removida para análise química do que a cutícula das vasculares. As células dos tecidos das briófitas estão interligadas por plasmodermos. Os poros da hepática talosa Marchantia são análogos aos estômatos. Na superfície de algumas briófitas ocorre uma camada superficial que lembra a cutícula. um cordão de células que parece ter a função de condução. Os musgos. na região central.

Obs. que envolve as numerosas células espermatógenas. • Cada células espermatógenas forma um único anterozóide biflagelado.• Os plasmodermos das briófitas são semelhantes aos das plantas vasculares porque possuem componente interno conhecido como desmotúbulo. Acredita-se que esta característica seja uma retenção evolutiva das algas verdes ancestrais. bem como as células apicais e/ou reprodutivas de muitas briófitas. frequentemente em gametófito feminino e masculinos separados. pequenos fragmentos ou partes de tecidos formam um gametófito completo Outro meio de reprodução assexuada de ampla ocorrência nos musgos e nas hepáticas é a produção de gemas-corpos multicelulares que originam novos gametófitos. • • • • Durante a divisão celular: as células das briófitas e das plantas vasculares formam a banda da pré-prófase. O desmotúbulo é derivado de um segmento tubular do retículo endoplasmático que fica aprisionado durante a formação da placa celular na citocinese. Nas Carófitas falta a banda da pré-prófase. O anterídio esférico ou alongado é comumente pedunculado e consiste em um envoltório estéril (não pode produzir anterozóide) formado por uma única camada de células. constituída por microtúbulos que especificam a posição da futura parede celular. As células da maioria das briófitas lembram aquelas das plantas vasculares porque apresentam muitos plastídios pequenos e em forma de discos. Todas as células de algumas espécies de antóceros. os anterozóides são as únicas células flageladas produzidas por briófitas • A perda de produzir zoósporos está correlacionada com a ausência de centríolos no fuso mitótico das briófitas e de outras plantas. Os anterozóides são as únicas células flageladas produzidas pelas briófitas e necessitam de água para nadar até a oosfera • Muitas briófitas podem reproduzir-se assexuadamente por fragmentação (propagação vegetativa). como na atual Coleochaete que continham somente um grande plastídio por célula. que podem produzir zoósporos flagelados para a reprodução assexuada. • • Diferentemente de algumas Carófitas. que deve nadar na água para alcançar a oosfera localizada no interior de um arquegônio. têm apenas um único e grande plastídios por célula. . • • A reprodução sexuada: envolve a produção de anterídios e arquegônios.

• • Os arquegônios das briófitas têm a forma de uma garrafa com um longo colo e uma porção basal dilatada. Durante este período substâncias químicas são liberadas para atrair o anterozóide. as células do canal do colo. a qual abriga uma única oosfera A camada externa de células do colo e do ventre forma o envoltório estéril e protetor do arquegônio. uma seta e uma cápsula ou esporângio. Células centrais do colo. cuja parede é representada por um extenso crescimento intrusivo muito ramificado que aumenta muito área de superfície da membrana plasmática. E a ocorrência de células placentária em coleochaete sugere que a matrotofia já teria se desenvolvido cãs Carófitas ancestrais das plantas • Com o desenvolvimento do embrião das briófitas. o ventre. A placenta é constituída por células de transferência. aminoácidos e outras substâncias fornecidas pelo gametófito. o zigoto permanece dentro do arquegônio. onde é nutrido com açucares. através da qual ocorre o transporte ativo de nutrientes. • • • • • Obs. o zigoto sofre repetidas divisões mitóticas gerando o embrião multicelular. As células de transferência na junção entre o pé e o arquegônio constituem a placenta. através do qual o anterozóide nada até a oosfera.• A água é necessária para a fecundação das briófitas. desintegram-se quando a oosfera está madura. O transporte de nutrientes é aploplástico . Com este suprimento. Essa forma de nutrição é conhecida como matrotofia (“alimento derivado da mãe”). O ventre alargado do arquegônio é chamado de caliptra. resultando num tubo preenchido com um fluido. O termo “Embriófitas” È um sinônimo apropriado para as plantas . acompanhando o crescimento do jovem esporófito. o qual se desenvolve num esporófito maduro. Após a fecundação. sendo análogo à placenta dos mamíferos. Células de transferência ocorrem na interface gametófito-esporófito das plantas vasculares (Ex: Arabidopsis e soja) e na junção haplóide-diplóide de coleochaete. O transporte é facilitado pela placenta que ocorre na interface entre o esporófito e o gametófito parental. • Obs. Na maturidade: o esporófito consiste em um pé que permanece inserido no arquegônio.os nutrientes se movem ao longo das paredes celulares. o ventre sofre divisões celulares.

após a meiose no esporângio. nas quais a meiose foi retardada até depois de algumas divisões mitóticas tivessem ocorrido. • A parede das células epidérmica dos esporófitos de musgos e hepáticas esta impregnada com substâncias fenólicas resistentes à decomposição e que protegem o desenvolvimento dos esporos • Os esporófitos de antóceros são recobertos por uma cutícula protetora A Parede de Esporopolenina dos Esporos de Briófitas tem valor de Sobrevivência • Os esporos de briófitas. A produção de um grande n° de esporos por evento de fecundação pode também ter colaborado para compensaras baixas taxas de fecundação. induzido pela perda de vapor d’agua através dos estômatos que evidentemente quando fechados retardam esta perda. • Acredita-se que a geração esporofítica das plantas evoluiu a partir de um zigoto. A vantagem da matrotrofia e da placenta vegetal é que elas estimulam a produção de um esporófito diplóide multicelular. maior será o esporófito formado e maior o n°de esporos que podem ser produzidos. Essa condição deve ter propiciado uma vantagem significativa às primeiras plantas quando elas começaram a ocupar o ambiente terrestre. geneticamente diversos. ou seja. .• Em todos os grupos de plantas. Faltam estômatos nos esporófitos das hepáticas que são menores e mais efêmeros do que os musgos e antóceros. semelhante àquelas produzidas pelas Carófitas. estão envoltos por uma espessa parede impregnada com um biopolímero resistente à decomposição e aos agentes químicos. desde as briófitas até as angiospermas há ocorrências de um embrião multicelular e matrotófico.quanto mais divisões mitóticas tivessem ocorrerem entre a fecundação e a meiose. com de todas as outras plantas. gerar um fluxo de água e nutrientes entre o esporófito e o gametófito. Essas células podem ser usadas para produzir muitos esporos haplóides. em que cada célula é geneticamente equivalente à oosfera fecundada. quando a água se tornava escassa. • Obs. a esporopolenina . • A epiderme do esporófito de antóceros e de musgos: contém estômatos – cada um com duas células-guardas que se assemelham aos estômatos das plantas vasculares. Funções dos estômatos: é auxiliar a absorção do CO2 pelo esporófito para a fotossíntese. • Obs. Obs. É a base para o termo embriófitas como um sinônimo para as plantas.

• A parede de esporopolenina permite que os poros das briófitas sobrevivam à dispersão pelo ar. nos musgos denominam-se protonemas (do grego. não estão envoltos por uma parede de esporopolenina. • Os esporos de briófitas germinam para formar estágios juvenis de desenvolvimento. Os esporos das Carófitas: são tipicamente disperso em meio aquoso. filamento). embora alguns gêneros formem primeiramente filamentos de células semelhantes a protonema. Entretanto os zigotos estão envoltos por uma parede de esporopolenina e podem. tais como solo. A maioria dos gametófitos das hepáticas desenvolve-se diretamente dos esporos. tolerar a exposição ao ambiente e ao ataque microbiano. primeiro. proto. . e nema. rochas ou tronco e ramos de árvore.000 espécies • As plantas são geralmente pequenas e inconspícuas. • Os gametófitos continuam a crescer a partir de um meristema apical. • • Podem formar agrupamentos relativamente grandes em habitats favoráveis. • Dos protonemas desenvolvem-se o gametófito e os gametângios. permanecendo viáveis por longos períodos. dos quais os gametófitos maduros se desenvolvem. que são sombreados e úmidos. • Os protonemas característicos de todos os musgos são também encontrados em algumas hepáticas. de um ambiente úmido para outro. portanto. por meio de mudanças no período de deposição da esporopolenina. • Obs. Hepáticas: filo Hepatophyta • Grupo com cerca de 6. • Existem 3 tipos principais de hepáticas que podem ser diferenciados com base na estrutura e agrupados em dois clados. Todas as análises filogenéticas indicam que as briófitas são parafiléticas. mas não em antóceros  As briófitas estão agrupadas em três filos:   Hepatophyta (as hepáticas) Anthocerophyta (os antóceros) Bryophyta (os musgos)  Obs. Acredita-se que os esporos de plantas cujas paredes contêm esporopolenina originaram-se dos zigotos de carófitas.

cada uma com um grande poro. . Os esporófitos de Riccia. Ricciocarpus estão profundamente inseridos nos gametófitos dicotomicamente ramificados e são pouco maiores que os esporângios. Ricciocarpus está entre as mais simples. como nos vasos de plantas em estufas. • As Hepáticas Talosas Complexas Incluem Riccia. Neste esporófito não existe um mecanismo especial para a dispersão dos poros e quando a porção do gametófito que contém esporófitos maduros morre e se decompõem. Os órgãos sexuais são distribuídos ao longo da superfície dorsal do talo   Riccia:   Algumas espécies são aquáticas. As estruturas dos esporófitos de Riccia. os esporos são liberados • • • • Obs. rica em clorofila e numa porção (ventral) mais espessa e sem coloração. e aproximadamente 10 células de espessura nas porções laterais estão bem diferenciadas numa porção superior (dorsal) fina. Os gametófitos podem ser unissexuados ou bissexuados. A fragmentação é o principal meio de reprodução assexuada nas hepáticas e a produção de gemas  Ricciocarpus:  Cresce na água ou solo encharcado e é bissexuado – isto é ambos os órgãos sexuais originam-se na mesma planta. que conduz a uma câmara aerífera subjacente.• Um clado consiste nas hepáticas talosas complexas – apresentam tecidos internos diferenciados Outro clado contém as hepáticas folhosas e as talosas do tipo simples – são constituídas por lâminas de tecido pouco diferenciado. contudo a maioria é terrestre. O talo: apresenta cerca de 30 células de espessura na sua região central. Os órgãos sexuais são distribuídos ao longo da superfície dorsal do talo   Marchantia:  Com ampla distribuição. bem como fileiras de escamas. e em outros habitats adequados. A superfície ventral apresenta rizóides. Ricciocarpus e Marchantia • • As hepáticas talosas podem ser encontradas em barrancos úmidos e sombreadas. A superfície dorsal está dividida em regiões elevadas.

localizadas na superfície dorsal (superior) do gametófito As gemas são dispersas. • Os filídios das Hepáticas folhosas.  Cresce sobre solos e rochas úmidas.000 das 6. o esporângio maduro contém células alongadas chamadas elatérios. que apresentam espessamentos de parede helicoidais e que são higroscópicos (que absorvem a umidade). após a deiscência (dessecamento e abertura) da cápsula que forma segmentos semelhantes a pétalas. Seus gametófitos dicotomicamente ramificados são maiores do que os de Riccia. As gemas são produzidas em estruturas especiais em forma de taça chamadas de conceptáculos. geralmente apresentam uma simples camada de células indiferenciadas. São abundantes nos tópicos e subtrópicos. pelas gotas de chuva. Ricciocarpus. como dos musgos. A parede dos elatérios é sensível a ligeiras mudanças de umidade e sofre um processo de contração que auxilia na dispersão dos poros. Além dos esporos. em regiões de muita chuva ou umidade alta. chamada de anteridióforos Os arquegônios originan-se em gametóforos com a parte superior semelhante a um guarda-chuva. bem como outras superfícies vegetais. . Os gametângios são originados em estruturas especializadas chamadas de gametóforos ou gametangióforos Os gametófitos são unissexuados e os gametófitos masculinos e femininos são facilmente separados por seus gametóforos distintos. As Hepáticas folhosas estão bem representadas nas regiões temperadas. • • As plantas são geralmente bem ramificadas e formam pequenos tapetes. onde crescem sobre as folhas e troncos de árvores. chamado de arquegonióforos A geração esporofítica consiste em um pé. uma seta curta e uma cápsula. Mais ou menos 4. Os anterídios originan-se em gametóforos com a parte superior (“cabeça”) discóide.          As Hepáticas folhosas Têm uma estrutura e/ou um Arranjo Foliar Distintos • • • As Hepáticas folhosas são um grupo muito diverso.000 espécies do filo Hepatophyta.

Numerosos esporófitos podem desenvolver-se no mesmo gametófito. Os filídios são em geral inteiros. • O gênero Antóceros apresenta diversas cavidades internas que são habitadas por cianobactérias do gênero Nostoc (fixam nitrogênio. O gênero Antóceros é o mais familiar dos seis gêneros. Antóceros: Filo Anthocerophyta • • • • Constituem um pequeno filo. •  Nas Hepáticas: Os filídios estão presentes em duas fileiras iguais e uma terceira  Musgos: Os filídios são geralmente iguais em tamanhos e têm disposição espiralada no caulídio. com anterídios agrupados em câmaras. com um pirenóide como nas algas verdes Coleochaete. Têm cerca de 1 a 2 cm de diâmetro. . Ex: as células da maioria das espécies geralmente possuem um único cloroplasto grande.• Os anterídios geralmente ocorrem num curto ramo lateral com filídios ramificados. • Os anterídios e os arquegônios estão inseridos na superfície dorsal do gametófito. mas existem características que indicam uma distancia entre eles. bem como do arquegônio a partir do qual ele se desenvolve. A maioria dos filídios está disposta no caulídio num arranjo tridimensional. fileira de filídios menores ao longo da superfície inferior do gametófito. conhecidos como androécios. mas uns poucos musgos têm filídios aplanados. Cerca de 100 espécies. Nas hepáticas os filídios não têm a região da costa mediana espessadas. Possuem filídios aplanados. • Os gametófitos dos Antóceros são geralmente em forma de roseta e suas ramificações dicotômicas não são visíveis. Os filídios algumas vezes tema região da costa mediana espessadas. O gametófito dos Antóceros assemelha-se as hepáticas talosas. O desenvolvimento do esporófito. Os filídios muito lombados ou partidos. fornecendo-o para as plantas hospedeiras) • Os gametófitos de algumas espécies de Antóceros são unissexuados enquanto outros são bissexuados. Algumas espécies de Antóceros apresentam células com muitos cloroplastos pequenos sem pirenóides Obs. é caracteristicamente envolto por uma bainha tubular conhecida como perianto.

. Esses grupos são muito distintos uns dos outros. e têm varias camadas de células fotossintetizantes e apresenta estômatos.  Vale ressaltar que os musgos são genuínos e são membros do Filo Bryophyta que é constituído por três classes:   Sphagnidae (os musgos-de-turfeita). Andreaeidae (os musgos-de-granito). algas. consistindo em um pé e em uma cápsula longa e cilíndrica ou esporângio Um aspecto único do esporófito de Antóceros: muito cedo. • A deiscência dos esporângios é feita por fendas longitudinais. Obs.são liquens. • Entre os esporos existem estruturas estéreis alongadas. hepáticas e até plantas vasculares.• O esporófito de Antóceros é uma estrutura ereta e alongada. diferindo nas diversas características importantes. • O esporófito é verde.  Obs.500 espécies.  Sphagnidae. Musgos: Filo Bryophyta • Diversos grupos de organismos contêm membros que são comumente chamados de “musgos”. formando valvas semelhantes a fitas. é recoberto por uma cutícula. geralmente multicelulares. Existem pelo menos 9. Bryidae (os musgos verdadeiros). A presença de estômatos nos esporófitos de Antóceros e de musgos é considerada como uma evidência de um importante elo evolutivo com as plantas vasculares • A maturação dos esporos e a deiscências do esporângio começam próxima ao ápice. • • Esse meristema basal permanece ativo enquanto as condições são favoráveis para o crescimento. no seu desenvolvimento. Andreaeidae: divergiram mais cedo na principal linha de evolução dos musgos  Bryidae: contém a grande maioria das espécies de musgos. que se assemelham aos elatérios das hepáticas. os pseudoelatérios. um meristema ou uma zona com células em divisão ativa forma-se entre o pé e o esporângio.

A reprodução sexuada de Sphagnum envolve a formação de anterídios e arquegônios nas extremidades de ramos especiais localizados nos ápices do seu gametófito. e o gás que escapa carrega uma nuvem de esporos para fora da cápsula. os seus tecidos internos encolhem-se e a pressão interna do ar aumenta. • • • • • • • No ápice da cápsula está o opérculo. indicam que Sphagnum divergiu cedo na principal linha de evolução dos musgos Gênero Sphagnum está amplamente distribuído no mundo. A fecundação ocorre no final de inverno. 4 meses depois. As cápsulas avermelhadas a castanho-enegrecidas são geralmente esféricas e elevadas num pedúnculo. com um ruído audível. Esporófito tem uma seta curta. os esporos maduros são liberados pelos esporângios.Musgos-de-turfeita Pertencem a Classe Sphagnidae • • A Classe Sphagnidae consiste em um gênero grande. • A reprodução assexuada por meio de fragmentação do talo é muito comum. Sphagnum forma grandes agregados densamente compactados. ocorrendo em áreas úmidas. • O opérculo é eliminado explosivamente. • Ramos jovens e porções do caulídios que se separam do gametófito e filídios injuriados podem regenerar novos gametófitos. Três características Distinguem Sphagnidae de Outros Musgos • • • O protonema pouco comum A morfologia peculiar dos gametófitos O mecanismo de abertura explosivo do opérculo. o pseudopódio. sendo valioso comercial e ecologicamente. Sphagnum As características que distinguem os gametófitos e os esporófitos. Como resultado. separada do restante da cápsula por uma reentrância circular. Os esporófitos de Sphagnum são bem distintos. • Quando as cápsulas estão maduras e secas. estrutura semelhante a uma tampa. qual faz parte do gametófito e pode ter até 3 mm de comprimento. além das sequências comparadas de DNA.  O protonema: .

As paredes externas das células mortas do filídios e dos caulídios são perfuradas. Cada filídio consiste em células mortas. 1° estágio de desenvolvimento do gametófito – Sphagnidae não é formado por um amplo grupo de filamentos multicelulares e ramificado Cada protonema consiste em uma lâmina de células.         . resultando numa estrutura que se assemelha a uma escova.    A morfologia peculiar dos gametófitos:  O gametófito ereto se origina de uma estrutura semelhante a uma gema. Tanto os ramos quanto os caulídios apresenta. que estão cercadas por células vivas. com uma camada de espessura. grandes e com espessamentos circulares nas paredes. formando os tecidos dos filídios e do caulídio. enquanto os filídios são verdes. contendo vários plastídios discóides. Os filídios apresentam um padrão celular bem distinto de qualquer outro musgo. O caulídio dos gametófitos de Sphagnum apresentam agrupados. Nos musgos-de-turfeita contribuem para a acidez do seu próprio ambiente devido á liberação de íons H+. no centro das turfeiras. geralmente cinco em cada nó – estão densamente disposto próximo ao ápice do caulídios. verdes ou ocasionalmente avermelhadas. mas os filídios do caulídios geralmente têm pouca ou nenhuma clorofila. Essa estrutura contém um meristema apical que se divide em três direções. o PH é frequentemente menor que 4 – muito ácido e pouco comum para um ambiente natural. As paredes das células vivas e mortas de Sphagnum estão impregnadas com compostos fenólicos resistentes à decomposição e apresentam propriedades anti-sépticas. A capacidade de retenção de água dos musgos-de-turfeita é até 20 vezes o seu peso. elas rapidamente preenchem-se de água. estreitas. O protonema de Sphagnum é semelhante aos talos em forma de discos de coleochaete. que cresce através de um meristema marginal cujas células pode dividir-se em uma das duas direções possíveis. que cresce de uma das células marginais.

o qual é rapidamente decomposto a CO2 por microrganismos. Obs. Ex: as coníferas e os rododentros.  O gênero Andreaea:  Apresenta cerca de 100 espécies de pequenos tufos de musgos verdeenegrecidos Ocorre em regiões árticas ou montanhosas. frequentemente sobre rochas graníticas. Por apresentarem propriedades anti-sépticas e absorção. Esforços estão sendo feitos para o desenvolvimento de técnicas para a regeneração das turfeiras. As turfeiras são de particular importância no ciclo global do carbono porque armazenam uma grande quantidade de carbono orgânico. gramíneas e outras plantas que crescem com eles. • A turfa é formada pela acumulação e compressão dos próprios musgos. A Ecologia de Sphagnum Tem Importância Mundial • • • Áreas de turfeira de Sphagnum – ocupam mais do que 1% da superfície da terra Sphagnum é umas das plantas mais abundantes no mundo. Obs. como meio para cultivo e aditivo para o solo. Os jardineiros misturam os musgos-de-turfeira com o solo para aumentar a capacidade de retenção de água e torná-lo mais ácidos para as plantas que preferem solo ácido. juncos. Obs. a turfa seca é queimada e usada como combustível industrial e para o aquecimento doméstico Obs. e como curativos para feridas e furúnculos. Os ecólogos estão preocupados de que o aquecimento global possa resultar na oxidação do carbono das turfeiras. o musgo Sphagnum foi utilizado por populações nativas como materiais para fraldas. Na Irlanda e algumas regiões do norte. Sphagnum é ainda utilizado em horticultura como material de embalagem para plantas enraizadas.  . O processo de exploração de Sphagnum proveniente da turfeira é uma indústria de milhões de dólares e trás preocupações ecológicas – pode resultar em serias degradação de algumas áreas úmidas. Os Musgos-de-Granito Pertencem à Classe Andreaeidae • Classe Andreaeidae compreende 2 gêneros: Andreaea e Andreaeobryum. juntamente com ciperáceas. isto poderia elevar mais os níveis de CO2 e a temperatura global. Obs. devido á sua importância ecológica.

5 mm ou ter 50cm ou mais. As cápsulas são diminutas e cada cápsula é marcada por 4 linhas verticais com células mais frágeis. crescendo sobre rochas calcárias. Muitos musgos apresentam tecidos Especializados para a Condução de Água e Substâncias Orgânicas • Os gametófitos dos musgos exibem um variável grau de complexidade e podem ser tão pequenos – 0. • Em poucos gêneros de musgos. é diferente de qualquer musgo. os musgos são facilmente distinguíveis das algas verdes pelas paredes transversais inclinadas de suas células. • Os gametófitos folhosos desenvolvem-se a partir de diminutas estruturas semelhantes a gemas no protonema.       O gênero Andreaeobryum:   Com uma única espécie. Está restrito ao noroeste do Canadá e adjacências do Alasca. o protonema é persistente e assume as principais funções fotossintéticas. por meio de fendas na cápsula. mas permanece intacta acima e abaixo destas linhas de deiscência. abrindo-se quando o ar está seco – Os poros podem ser transportados em distancias pelo vento. Os rizóides são poucos comuns e consistem em duas fileiras de células. “Os Musgos Verdadeiros” Pertencem à classe Bryidae • À classe Bryidae contém a maioria das espécies de musgos “musgos verdadeiros” Os musgos verdadeiros – os filamentos ramificados dos protonemas são compostos por uma fileira de células e lembram as algas verdes filamentosas. Esse mecanismo de liberação de esporos. • • Contudo. O protonema é pouco comum porque tem duas ou mais fileiras de células. . As 4 valvas resultantes são sensíveis á umidade do ar ao seu redor. por onde ela se fende. em vez de uma única fileira. como na maioria dos musgos. enquanto os ramos folhosos do gametófito são diminutos. E fechando-se quando o ar está úmido.

• Os gametângios podem ser produzidos por gametófitos folhosos maduros. A Reprodução Sexuada nos Musgos É semelhante Àquelas de Outras Briófitas • O ciclo sexual nos musgos é semelhante àquelas das hepáticas e antóceros. • Os anterídios estão frequentemente agrupados dentro de estruturas foliares chamadas de taças-de-respingo.• Todos têm rizóides multicelulares e os filídios apresentam normalmente uma camada de células de espessura. Em muitos musgos os caulídeos dos gametófitos e dos esporófitos têm um cordão central de tecido condutor de água chamado hadroma. que são delgadas e muito permeáveis a água. os leptóides e os elementos crivados são células vivas. que apresentam algumas semelhanças estruturais e de desenvolvimento com os elementos crivados condutores de substâncias orgânicas nas plantas vasculares sem sementes. os anterídios são formados na mesma planta. sendo células mortas na maturidade. • • As células condutoras de substâncias orgânicas. As células condutoras de água são conhecidas como hidróides. tanto no ápice do eixo principal quanto num ramo lateral. • • • • Nos hidróides faltam os espessamentos de paredes especializadas contendo lignina. Os hidróides lembram os elementos traqueais condutores de água das plantas vasculares porque em ambos falta o protoplasto. no que se refere à formação de gametângios masculinos e femininos. • Os leptóides são células alongadas. conhecida como leptóides. . os gametófitos são unissexuados. e com pequenos poros. Os hidróides são células alongadas. O tecido condutor de substâncias orgânicas é chamado de leptoma. com paredes transversais inclinadas. • Na maturidade. apresentam protoplastos com núcleo degenerado e as paredes transversais inclinadas. Ao esporófito matrotrófico (nutrido materialmente) não ramificado e aos processos especializados de dispersão de esporos. • Em alguns gêneros. exceto na região da costa mediana. circundam o cordão de hidróides.

• A caliptra derivada do arquegônio. que fornecem nutrientes para ele. • Antes da dispersão dos esporos. Os insetos podem também transportar. as gotas de água ricas em anterozóides. geralmente apresentando esporófitos terminais. como os de antóceros e hepáticas. nascem nos gametófitos. • As setas dos esporófitos apresentam um feixe central de hidróides que em algumas espécies estão circundadas pelos leptóides. cda um capaz de originar um novo gametófito. Os musgos Apresentam Formas de crescimento do Tipo “Coxim” ou do tipo “pinado” • Tipo “Coxim” ou “almofada”: os gametófitos são eretos ou poucos ramificados. Um pequeno pé na base da seta está inserido no tecido do gametófito. • Em geral as células dos esporófitos jovens e maduro contêm cloroplastos e realizam fotossíntese.que circunda a abertura. • O peristômio é uma característica da classe Bryidae e está ausente nas duas outras classes de musgos. a caliptra protetora cai e o opérculo rompe-se. • As setas podem alcançar de 15 a 20 cm de comprimento. . • • As cápsulas dos esporângios levam 6 a 18 meses para alcançar a maturidade. • A reprodução assexuada ocorre por fragmentação. mas podem ser muitos curtos ou ausentes. depois alaranjado e finalmente castanho.• Os anterozóides de vários anterídios são liberados numa gota de água dentro de cada taça. • Os estômatos estão presentes na epiderme dos esporófitos dos musgos. de uma planta para outra. e as células do pé e do tecido gametófito adjacente funcionam como células de transferência na placenta. • Os estômatos estão margeados por única célula-guarda. • No entanto quando o esporófito está maduro ele gradualmente perde sua capacidade de fotossíntese e torna-se amarelado. • Os esporófitos de musgos. de formato circular. revelando um anel de dentes – o peristômio. • Uma cápsula libera até 50 milhões de esporos haplóides.

mas não os parasitando. com uma variedade invertebrada. levando a extensas perdas de espécies de briófitas e animais associados. alguns dos quais vivem. • As briófitas apresentam interações importantes. Plantas semelhantes a essas. reproduzem-se e alimentam-se dos musgos Alguns especialistas estão preocupados com o crescimento das populações humanas que pode alterar drasticamente os ambientes naturais. Obs. • .é comumente encontrado naquele musgos pendentes dos ramos de árvores na floresta pluvial temperadas e na floresta tropical nublada.• Tipo “pinado”: os gametófitos são muitos ramificados e “pinados’’ são rastejantes e os esporófitos desenvolvem-se lateralmente.são chamadas epífitas. que crescem sobre outros organismos.