ÁREA1 - Faculdade de Ciência e Tecnologia

Cursos de Engenharia
Cálculo Diferencial e Integral I
Professor: Álvaro Fernandes Serafim




Apostila de limites e derivadas


“Uma grande descoberta envolve a solução de um grande problema, mas
há uma semente de descoberta na solução de qualquer problema. Seu
problema pode ser modesto; porém, se ele desafiar a sua curiosidade e
fizer funcionar a sua capacidade inventiva, e caso você o resolva sozinho,
então você poderá experimentar a tensão e o prazer do triunfo da descoberta”


George Polya


Última atualização: 26/10/2007

25
x
a
1 lim ln
ax
x
=
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+
+∞ →
.
Qual o valor de a ?
Álvaro Fernandes 2
Índice


Limite e continuidade............................................................................................................. 3

Noção intuitiva de limite........................................................................................................... 3
Tabelas de aproximações........................................................................................................... 4
Cálculo de uma indeterminação do tipo 0/0.............................................................................. 6
Fórmulas de simplificações e propriedades dos limites............................................................ 8
Continuidade............................................................................................................................. 10
Limites infinitos........................................................................................................................ 12
Limites no infinito..................................................................................................................... 13
Expressões indeterminadas....................................................................................................... 15
Limite fundamental exponencial............................................................................................... 17
Limite fundamental trigonométrico.......................................................................................... 19
Funções limitadas..................................................................................................................... 21
Aplicação 1: Problema da área sob o arco de uma parábola..................................................... 23
Aplicação 2: Problema do circuito RL em série...................................................................... 24

Derivada................................................................................................................................... 25

A reta tangente.......................................................................................................................... 25
A reta normal............................................................................................................................ 28
A derivada de uma função num ponto...................................................................................... 28
Derivadas laterais..................................................................................................................... 29
Regras de derivação.................................................................................................................. 31
Derivada da função composta (Regra da cadeia)...................................................................... 33
Derivada da função inversa....................................................................................................... 35
Derivada das funções elementares............................................................................................ 36
Derivada da função exponencial............................................................................................... 36
Derivada da função logarítmica................................................................................................. 37
Derivada das funções trigonométricas...................................................................................... 37
Derivada das funções trigonométricas inversas........................................................................ 40
Tabela de derivadas.................................................................................................................. 42
Derivadas sucessivas................................................................................................................ 43
Derivada na forma implícita..................................................................................................... 45
Derivada de uma função na forma paramétrica........................................................................ 50
Diferencial................................................................................................................................ 54

Aplicações da derivada........................................................................................................... 56

A regra de L’Hospital............................................................................................................... 56
Interpretação cinemática da derivada....................................................................................... 58
Taxa de variação....................................................................................................................... 61
Análise gráfica das funções...................................................................................................... 64
Máximos e mínimos........................................................................................................... 64
Funções crescentes e decrescentes..................................................................................... 67
Critérios para determinar os extremos de uma função........................................................ 68
Concavidade e inflexão....................................................................................................... 70
Assíntotas horizontais e verticais........................................................................................ 72
Esboço gráfico..................................................................................................................... 75
Problemas de otimização......................................................................................................... 80

Álvaro Fernandes 3


Limite e continuidade


Noção intuitiva de limite


Considere a função ( ) f x x = −
2
1. Esta função está definida para todo x ∈ℜ, isto é,
qualquer que seja o número real
o
x , o valor ( )
o
x f está bem definido.

Exemplo 1. Se 2 x
o
= então ( ) ( ) 3 1 2 2 f x f
2
o
= − = = . Dizemos que a imagem de 2 x
o
= é o valor
( ) 3 2 f = .


Graficamente:




Considere agora uma outra função ( ) g x
x
x
=


2
1
1
. Esta função está definida
{ } ∀ ∈ℜ− x 1 . Isto significa que não podemos estabelecer uma imagem quando x assume o valor 1.


( ) ???
0
0
1 1
1 1
1 g
2
=


=


Quando dividimos a por b procuramos um número c tal que o produto bc resulte em a.

a bc c
b
a
= ⇔ = . Por exemplo, 6 2 3 2
3
6
= ⋅ ⇔ = .

Se fizermos 0 x 0 x
0
0
= ⋅ ⇔ = , para qualquer valor de ℜ ∈ x , isto é, infinitos valores de x . Daí a
indeterminação no valor de x...

0
0
simboliza uma indeterminação matemática. Outros tipos de indeterminações matemáticas
serão tratados mais adiante.
Álvaro Fernandes 4
Como a variável x não pode assumir o valor 1 na função g, vamos estudar o comportamento desta
função quando x está muito próximo de 1, em outras palavras, queremos responder a seguinte
pergunta:

Qual o comportamento da função g quando x assume valores muito próximos (ou numa vizinhança)
de 1, porém diferentes de 1?


A princípio o estudo do limite visa estabelecer o comportamento de uma função numa
vizinhança de um ponto (que pode ou não pertencer ao seu domínio). No caso da função f, qualquer
valor atribuído a x determina imagem única, sem problema algum. Mas na função g, existe o ponto
1 x = que gera a indeterminação.

Estudemos os valores da função ( ) g x
x
x
=


2
1
1
quando x assume valores próximos de 1,
mas diferente de 1. Para isto vamos utilizar as tabelas de aproximações.

Observação: Podemos nos aproximar do ponto 1:

• por valores de x pela direita:


• por valores de x pela esquerda:



Tabelas de aproximações

As tabelas de aproximações são utilizadas para aproximar o valor da imagem de uma
função (se existir) quando a variável x se aproxima de um determinado ponto.

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores (pela esquerda) do que 1: (tabela A)

x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999 0,9999
g(x) 1 1,5 1,75 1,9 1,99 1,999 1,9999

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém maiores (pela direita) do que 1: (tabela B)

x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001 1,0001
g(x) 3 2,5 2,25 2,1 2,01 2,001 2,0001

Observe que podemos tornar g(x) tão próximo de 2 quanto desejarmos, bastando para
isso tomarmos x suficientemente próximo de 1. De outra forma, convencionaremos:


“O limite da função g(x) quando x se aproxima de (tende a) 1 é igual a 2”.


Simbolicamente escrevemos: ( ) lim
x
g x

=
1
2 ou lim
x

x
x



=
1
2
1
1
2 .


Álvaro Fernandes 5
Observação:

Os dois tipos de aproximações que vemos nas tabelas A e B são chamados de limites laterais.

∗ Quando x tende a 1 por valores menores do que 1 (tabela A), dizemos que x tende a 1 pela
esquerda, e denotamos simbolicamente por x →

1 . Temos então que:

( ) lim
x
g x


=
1
2 ou lim
x

x
x →



=
1
2
1
1
2

∗ Quando x tende a 1 por valores maiores do que 1 (tabela B), dizemos que x tende a 1 pela
direita, e denotamos simbolicamente por x →
+
1 . Temos então que:

( ) lim
x
g x

+
=
1
2 ou lim
x

x
x →
+


=
1
2
1
1
2



Definição intuitiva de limite (para um caso geral)

Seja f uma função definida num intervalo I ⊂ ℜ contendo a, exceto possivelmente no
próprio a. Dizemos que o limite de f(x) quando x se aproxima de a é L ∈ℜ, e escrevemos
( ) lim
x a
f x L

= , se, e somente se, os limites laterais à esquerda e à direita de a são iguais
à L, isto é, ( ) ( ) lim lim
x a x a
f x f x L
→ →
− +
= = . Caso contrário, dizemos que o limite não existe, em
símbolo ( ) lim
x a
f x

.

Ainda com relação à função ( ) g x
x
x
=


2
1
1
, podemos então concluir, pela definição, que:

2
1 x
1 x
lim
2
1 x
=



, porque os limites lateriais
1 x
1 x
lim
2
1 x


+

e
1 x
1 x
lim
2
1 x




são iguais a 2.

De forma equivalente,

( ) lim
x
g x

=
1
2 porque ( ) ( ) lim lim
x x
g x g x
→ →
− +
= =
1 1
2 .



Será necessário sempre construir tabelas de aproximações para determinar o limite de uma função,
caso ele exista?


Não! Há uma forma bem mais simples, como veremos a seguir.
Obs: O sinal negativo no expoente do
n
o
1 simboliza apenas que x se
aproxima do número 1 pela esquerda.
Obs: O sinal positivo no expoente
do n
o
1 simboliza apenas que x se
aproxima do número 1 pela direita.
Álvaro Fernandes 6
Cálculo de uma indeterminação do tipo
0
0


Sempre que nos depararmos com uma indeterminação do tipo
0
0
, deveremos simplificar
*
a
expressão da função envolvida. Logo após, calculamos o limite da função substituindo, na
expressão já simplificada, o valor de x.

* Para simplificar a expressão você deve utilizar fatoração, conjugado de radical, dispositivo prático
de Briot-Ruffini para dividir polinômios, etc...


Vejamos os exemplos seguintes.

Exemplo 2. Determine ( ) lim
x
g x
→1
, onde ( ) g x
x
x
=


2
1
1
.

Observe que substituindo x por 1 na função g obtemos ( )
0
0
1 g = que é uma indeterminação
matemática! Quando a variável x está cada vez mais próxima de 1, a função g está cada vez mais
próxima de quanto? Devemos então simplificar a expressão da função g e depois fazer a
substituição direta.

( )
( )( )
( )
( ) 1 x , 1 x
1 x
1 x 1 x
1 x
1 x
x g
2
≠ ∀ + =

+ −
=


= Então:

( )
( )( )
( ) 2 1 1 1 x lim
1 x
1 x 1 x
lim
1 x
1 x
lim x g lim
1 x 1 x
2
1 x 1 x
= + = + =

+ −
=


=
→ → → →
. Logo, lim
x

x
x



=
1
2
1
1
2 .

Chegamos à mesma conclusão da análise feita pelas tabelas de aproximações, porém de uma forma
mais rápida e sistemática.

Não mais utilizaremos as tabelas de aproximações para casos semelhantes a este!!

Vale lembrar que a expressão lim
x

x
x



=
1
2
1
1
2 significa que a função ( ) g x
x
x
=


2
1
1
está
tão próxima de 2 assim como x está suficientemente próximo de 1, porém diferente de 1.
Graficamente podemos verificar isso:

Gráfico da função ( ) g x
x
x
x =


∀ ≠
2
1
1
1 , .


Álvaro Fernandes 7
Exemplo 3. Determine
1 x
1 x
lim
2
1 x



(observe a indeterminação matemática
0
0
no ponto 1 x = ).

( )
( )( )( ) ( )( )
4
1
1 x 1 x
1
lim
1 x 1 x 1 x
1 x
lim
1 x
1 x
1 x
1 x
lim
1 x
1 x
lim
1 x 1 x
2
1 x
2
1 x
=
+ +
=
+ + −

=
+
+



=


→ → → →
.

Se você construir as tabelas de aproximações, constatará que a função
1 x
1 x
y
2


= está cada vez
mais próximo de 1/4 a medida que x se aproxima de 1 pela esquerda e pela direita.

Exemplo 4. Determine
12 x 3
8 x
lim
2
3
2 x



(observe a indeterminação matemática
0
0
no ponto 2 x = ).

( )
( )
( )( )
( )( )
( )
( )
1
12
12
2 x 3
4 x 2 x
lim
2 x 2 x 3
4 x 2 x 2 x
lim
4 x 3
2 x
lim
12 x 3
8 x
lim
2
2 x
2
2 x
2
3 3
2 x
2
3
2 x
= =
+
+ +
=
+ −
+ + −
=


=


→ → → →


Constate através das tabelas de aproximações que se 2 x → então 1
12 x 3
8 x
y
2
3



= .

Exemplo 5. Determine
1 x 3 x 4
5 x 3 x 2
lim
2
3
1 x
− −
− +

(observe a indeterminação matemática
0
0
no ponto 1 x = ).

Vamos resolver este limite usando o dispositivo prático para dividir polinômios de Briot-Ruffini.

Precisaremos antes do...

Teorema de D’Alembert: Um polinômio ( ) x f é divisível por ( ) a x − , ℜ ∈ a , se, e somente se, a
é uma raiz de ( ) x f , isto é, ( ) 0 a f = .

( ) x f ( ) a x −
( ) x r ( ) x q

Como o ponto 1 x = anula os polinômios do numerador e denominador, então ambos são divisíveis
por 1 x − . Assim,

( )
( )
( )
( ) ( )
( ) 5
9
1 1 4
5 1 2 1 2
1 x 4
5 x 2 x 2
lim *
1 x
1 x 3 x 4
1 x
5 x 3 x 2
lim
1 x 3 x 4
5 x 3 x 2
lim
2 2
1 x
2
3
1 x
2
3
1 x
=
+
+ +
=
+
+ +
= =

− −

− +
=
+ −
− +
→ → →


.

( ) * Usamos então o dispositivo de Briot- Ruffini para dividir estes polinômios...









Obs.: Faça uma revisão deste dispositivo num livro de matemática do ensino médio.
1 2 0 3 -5
2 2 5 0 = resto


5 x 2 x 2 c bx ax
2 2
+ + = + +
1 4 -3 -1
4 1 0 = resto


1 x 4 b ax + = +
( ) ( ) ( ) ( ) x r x q a x x f + ⋅ − = ⇒ . Assim, ( ) ( ) 0 a r 0 a f = ⇔ = .
Álvaro Fernandes 8
Algumas fórmulas que auxiliam as simplificações nos cálculos dos limites.

Produtos notáveis:

1º) Quadrado da soma: ( )
2 2 2
b ab 2 a b a + + = + .
2º) Quadrado da diferença: ( )
2 2 2
b ab 2 a b a + − = − .
3º) Produto da soma pela diferença: ( )( )
2 2
b a b a b a − = − + .
4º) Cubo da soma: ( )
3 2 2 3 3
b ab 3 b a 3 a b a + + + = + .
5º) Cubo da diferença: ( )
3 2 2 3 3
b ab 3 b a 3 a b a − + − = − .

Fatorações:

6º) Fator comum: ( ) y x a ay ax ± = ± .
7º) Diferença de quadrados: ( )( ) b a b a b a
2 2
− + = − .
8º) Trinômio do 2º grau: ( )( ) ' ' x x ' x x a c bx ax
2
− − = + + , onde ' x e ' ' x são as raízes obtidas pela
fórmula de Bháskara
|
|
.
|

\
|
− = ∆
∆ ± −
= ac 4 b ,
a 2
b
x
2
onde .
9º) Soma de cubos: ( )( )
2 2 3 3
b ab a b a b a + − + = + .
10º) Diferença de cubos: ( )( )
2 2 3 3
b ab a b a b a + + − = − .

Conjugado de radicais:

11º) Conjugado de b a − é b a + , pois ( ) ( ) b a b a b a − = + ⋅ − .
12º) Conjugado de
3 3
b a − é
3 2 3 3 2
b ab a + + , pois ( ) ( ) b a b ab a b a
3 2 3 3 2 3 3
− = + + ⋅ − .


Proposição (unicidade do limite).

Se ( )
1
a x
L x f lim =

e ( )
2
a x
L x f lim =

, então
2 1
L L = . Se o limite de uma função num ponto existe,
então ele é único.


Principais propriedades dos limites.

Se ( ) x f lim
a x→
e ( ) x g lim
a x→
existem, e k é um número real qualquer, então:

a) ( ) ( ) | | ( ) ( ) x g lim x f lim x g x f lim
a x a x a x → → →
± = ± .

b) ( ) ( ) x f lim . k x f . k lim
a x a x → →
= .

c) ( ) ( ) | | ( ) ( ) x g lim x f lim x g x f lim
a x a x a x → → →
⋅ = ⋅ .

d)
( )
( )
( )
( )
( ) 0 x g lim ,
x g lim
x f lim
x g
x f
lim
a x
a x
a x
a x
≠ =




.

e) k k lim
a x
=

.
Álvaro Fernandes 9
Exemplo 6. Calcule
4 x 2
7 x
lim
2
1 x
+


usando as propriedades.

( )
( ) ( )
1
6
6
2 1
7 1
2
1
2 lim x lim
7 lim x lim
2
1
2 x lim
7 x lim
2
1
2 x
7 x
lim
2
1
2 x 2
7 x
lim
4 x 2
7 x
lim
2
1 x 1 x
1 x
2
1 x
1 x
2
1 x
2
1 x
2
1 x
2
1 x
− =

=
+
− +
⋅ =
+
− +
⋅ =
+

⋅ =
+

⋅ =
+

=
+

→ →
→ →


→ → →






Ufa, quanto trabalho!!! Bastaria substituir o ponto 1 x = diretamente na expressão, obtendo logo
1
6
6
− =

.


Atividades (grupo 1).

Calcule os limites abaixo:

a)
x 2
x 4
lim
2
2 x
+

− →
b)
6 x x
3 x 4 x
lim
2
2
3 x
− −
+ −


c)
5 x 5
1 x
lim
3
1 x





d)
2
3
2 x
x 4
x 8
lim

+
− →
e)
3
4
2 x
x 8
16 x
lim




f)
1 x
1 x
lim
1 x





g)
x 2 x
x 1
lim
2
1 x
+ +

− →

h)
49 x
3 x 2
lim
2
7 x

− −


i)
x 5 1
x 5 3
lim
4 x
− −
+ −




Atividades (grupo 2).

Calcule os limites indicados:

a) ( ) f x
x x
x x
=
− ≤
+ >
¦
´
¹
2
1 0
1 0
,
,


, calcule: ( ) ( ) ( ) lim , lim lim
x x x
f x f x f x
→− → → 1 2 0
e .

b) ( ) g x
x x
x
=

=
¦
´
¹
2
2
3 2
,
,


, calcule: ( ) lim
x
g x
→2
.

c) ( ) h x
x x
x x
=

− >
¦
´
¹
4
5 2 1
2
,
,
< 1

, calcule: ( ) lim
x
h x
→1
.

d) ( )
¦
¹
¦
´
¦
≥ −
< ≤ −
<
=
2 x , 6 x 2
2 x 0 , x 1
0 x , 2
x l
2
x



, calcule: ( ) ( ) ( ) ( ) x l lim x l lim , x l lim , x l lim
x x 2 x 0 x
e
+∞ → −∞ → → →
.


Álvaro Fernandes 10
Continuidade

Definição: Seja
0
x um ponto do domínio de uma função f. Dizemos que f é contínua no ponto
0
x se:

( ) ( )
0
x x
x f x f lim
0
=

.

Exemplo 7. A função do exemplo 1 (pág. 3) é contínua no ponto 2 x
0
= , pois ( ) ( ) 3 2 f x f lim
2 x
= =

.
Na verdade esta função é contínua em ℜ, isto é, em todos os pontos da reta (do seu domínio).

Exemplo 8. Algumas funções que não são contínuas no ponto
0
x :

a)

b) c)


Pois...

a) não existe ( ) x f lim
0
x x→
, apesar de ( )
0
x f existir, neste caso ( ) L x f
0
= ;

b) existe ( ) x f lim
0
x x→
, isto é ( )
1
x x
L x f lim
0
=

. Existe ( )
0
x f , neste caso ( )
2 0
L x f = , mas
( ) ( )
0
x x
x f x f lim
0


;

c) não existe ( ) x f lim
0
x x→
, apesar de ( )
0
x f existir, neste caso ( ) L x f
0
= .

Exemplo 9. Verifique se as funções abaixo são contínuas nos pontos indicados:



a) ( ) 4 x ,
4 x , 4 x 2
4 x ,
x 2 8
16 x
x f
0
2
=
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= −



= .
b) ( ) 1 x ,
1 x , x 5 1
1 x ,
x 1
2 x 2
1 x ,
1 x
x 1
x g
0
2
2
=
¦
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
= −
<


>


= .

Soluções: a) Calculando o limite, temos:
( )( )
( )
( )
4
2
4 x
lim
x 4 2
4 x 4 x
lim
x 2 8
16 x
lim
4 x 4 x
2
4 x
− =
+
− =

+ −
=


→ → →
.
Calculando a imagem, temos: ( ) ( ) 4 4 4 2 4 f = − = . Como ( ) ( ) 4 f x f lim
4 x


, então a função não é
contínua (ou descontínua) no ponto 4 x
0
= .
Álvaro Fernandes 11
b) Calculando o limite, temos:


( )( ) ( )( )( )
( )( ) 4 1 x x 1 lim
1 x
1 x x 1 x 1
lim
1 x
1 x
1 x
x 1 x 1
lim
1 x
x 1
lim
1 x 1 x 1 x
2
1 x
− = + + − =

+ + −
=
+
+


+ −
=


+ + + +
→ → → →


( ) ( )( )
( ) ( ) 4 2 2 1 x lim 2
x 1
1 x 1 x
lim 2
x 1
1 x 2
lim
x 1
2 x 2
lim
1 x 1 x
2
1 x
2
1 x
− = − = + − =

+ −
=


=


− − − −
→ → → →


Como os limites laterais são iguais, temos que ( ) 4 x g lim
1 x
− =

.

Calculando a imagem, temos: ( ) ( ) 4 1 5 1 1 g − = − = .


Como ( ) ( ) 1 g x g lim
1 x
=

, então a função é contínua no ponto 1 x
0
= .

Atividades (grupo 3).

Determine, se possível, a constante ℜ ∈ a de modo que as funções abaixo sejam contínuas no ponto
o
x , sendo:

a) ( ) ( ) 1 x
1 x , 2 x
1 x , 2 ax 3
x f
o
2
=
¹
´
¦
≥ −
< +
=


.
b) ( ) ( ) 1 x
1 x , a
1 x , 2 ax
x g
o
2
2
=
¦
¹
¦
´
¦
=
≠ +
=


.


Atividades (grupo 4).

Determine, se possível, as constantes ℜ ∈ b a e de modo que as funções abaixo sejam contínuas no
ponto
o
x , sendo:
c) ( ) ( ) 3 x
3 x , 1 bx
3 x , ax
3 x , 3 x 3
x f
o
2
− =
¦
¹
¦
´
¦
− < +
− =
− > −
=


. d) ( )
( )
( ) 0 x
0 x , x 2 b
0 x , a 3 x 7
0 x , 1 x cos . a 2
x g
o
2
=
¦
¹
¦
´
¦
> −
= −
< + + π
=


.



Propriedades das funções contínuas.

Se as funções f e g são contínuas em um ponto
0
x , então:

i) f ± g é contínua em
0
x ;

ii) f
.
g é contínua em
0
x ;

iii) f / g é contínua em
0
x desde que ( ) 0 x g
0
≠ .
Álvaro Fernandes 12
Limites infinitos


Quando resolvemos um limite e não encontramos como resposta valores numéricos, mas sim
infinito ( ∞ − ∞ + ou ), dizemos então que o limite é infinito.

Exemplo 10. Calcule
1 x
1 x
lim
2
1 x


− →
.

Neste caso, quando fazemos a substituição de x por −1 na expressão
x
x
2
1
1


, encontramos 0
2
0
=

.
Esta não é uma situação especial. Sempre que na substituição de x ocorrer
0
0
k
k , ≠ , o resultado
do limite será sempre zero, naturalmente.

E se na substituição do valor de x ocorrer
k
k
0
0 , ≠ ?

Vamos analisar esta situação num caso particular e depois formalizar uma regra.

Exemplo 11. Estude o seguinte limite: lim
x
x
→0
1
.

Devemos analisar os limites laterais. Vamos recorrer às tabelas de aproximações:

Aproximação do zero pela direita (notação x →
+
0 )

x 1 0,1 0,01 0,001 0,0001
f(x)=1/x 1 10 100 1000 10.000

Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela direita), ( ) f x x = 1 cresce
indefinidamente. Simbolizamos esta situação assim:

lim
x x →
+
= +∞
0
1


Aproximação do zero pela esquerda (notação x →

0 )

x -1 -0,1 -0,01 -0,001 -0,0001
f(x)=1/x -1 -10 -100 -1000 -10.000

Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela esquerda), ( ) f x x = 1 decresce
indefinidamente. Simbolizamos esta situação assim:

lim
x x →

= −∞
0
1


Conclusão: Como os limites laterais são distintos, então lim
x
x
→0
1
.

Veja ao lado o gráfico da função ( ) f x x = 1 .



Álvaro Fernandes 13
Regra (generalização)

Se na substituição do valor de x no cálculo de um limite ocorrer
k
k
0
0 , ≠ , então diremos que a
resposta do limite é:


¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
< ∞ + > ∞ −
< ∞ − > ∞ +
− −
+ +
0 k ,
0
k
, 0 k ,
0
k
,
0 k ,
0
k
, 0 k ,
0
k
,
ocorre se e ocorre se
ocorre se e ocorre se
.

Desta regra podemos perceber que 0
k

∞ ±
. Se o denominador tende ao infinito com o numerador
constante, a razão se aproxima de zero. Como veremos agora.




Limites no infinito


Estamos interessados agora em estabelecer o comportamento de uma função quando a variável x
cresce indefinidamente ( +∞ → x ) ou quando ela decresce indefinidamente ( −∞ → x ). Em algumas
situações, a função se aproxima de um valor numérico (figura 1), noutros pode também crescer
indefinidamente (figura 2) ou decrecer indefinidamente (figura 3).


Figura 1 Figura 2 Figura 3



Exemplo 12.

Na figura 1: 1 1 0 1
x
1
lim
x
= + = |
.
|

\
|
+
+∞ →
.

Na figura 2: ( ) +∞ = +
+∞ →
1 x lim
x
.

Na figura 3: ( ) −∞ = −
+∞ →
2
x
x 4 lim .
Álvaro Fernandes 14
As tabelas abaixo apresentam situações de operações com infinito que usaremos com freqüencia.

Produto:

( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
∞ = ∞ − ⋅ ∞ −
−∞ = ∞ ⋅ ∞ −
−∞ = ∞ − ⋅ ∞
∞ = ∞ ⋅ ∞

Soma:

( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
¦
¹
¦
´
¦
= ∞ − ∞
−∞ = ∞ − + ∞ −
∞ = ∞ + ∞
?


Produto por constante:

( )
( )
( )
( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
< ∞ = ∞ − ⋅
< −∞ = ∞ ⋅
> −∞ = ∞ − ⋅
> ∞ = ∞ ⋅
0 k , k
0 k , k
0 k , k
0 k , k



Soma com constante:

( ) ℜ ∈ ±∞ = + ∞ ± k , k

Quociente:

? =
∞ ±
∞ ±

Potências:

Se n é um natural não nulo, então:

( ) ( )
¹
´
¦
∞ −

= ∞ − ∞ = ∞
ímpar. é se
par. é se
e
n ,
n ,
n n



Atividades (grupo 5). Calcule os limites:

a)
2 x
x
lim
2
2 x


.

b)
( )
2
3 x
3 x
4 x 2
lim



.

c)
( )
2
3 x
3 x
7 x 2
lim



.

d) 6 x 2
x 3
5
lim
3
2
x
+ −
+∞ →
.


Atividades (grupo 6). Calcule os limites:

a)
5 x
x 3
lim
5 x


+

b)
6 x x
x 3
lim
2
2 x
− +




c)
10 x 2
10 x
lim
2
5 x
+


− →

d)
2 x x
2 x
lim
2
1 x
− +

+




indeterminação!

indeterminação!
Álvaro Fernandes 15
Expressões indeterminadas

Vimos que
0
0
é uma expressão de indeterminação matemática. Também são:

0 0
0 , 1 , 0 , , ∞ ∞ × ∞ − ∞



e .

Vamos analisar os quatro primeiros casos. Os outros serão tratados em capítulos posteriores.

A indeterminação do tipo


.

Exemplo 13. Calcule os limites abaixo:

a)
3 x 5
1 x
lim
2
3
x
+
+
+∞ →
b)
x x
1 x
lim
4
2
x
+
+
+∞ →
c)
x x 3
1 x 6
lim
2
2
x
+
+
+∞ →


Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo


, pois quando +∞ → x
as expressões do numerador e denominador também tendem a ∞ + . Não podemos afirmar, a priori,
o valor delas. Vejamos:

a)
( )
( )
+∞ =
∞ +
=
+
+ ∞ +
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
+
+
+∞ →
+∞ →
+∞ → +∞ → +∞ →
5 0 1 5
0 1
x 5
3
1 5 lim
x
1
1 x lim
x 5
3
1 5
x
1
1 x
lim
x 5
3
1 x 5
x
1
1 x
lim
3 x 5
1 x
lim
2
x
3
x
2
3
x
2
2
3
3
x
2
3
x


b)
( )
( )
0
1
0 1
0 1
x
1
1 x lim
x
1
1 lim
x
1
1 x
x
1
1
lim
x
1
1 x
x
1
1 x
lim
x x
1 x
lim
3
x
2
x
3
2
2
x
3
4
2
2
x
4
2
x
=
∞ +
=
+ ∞ +
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
+
+
+∞ →
+∞ →
+∞ → +∞ → +∞ →
2


.

c)
( )
( )
2
0 1
0 1
3
6
x 3
1
1 lim
x 6
1
1 lim
3
6
x 3
1
1 3
x 6
1
1 6
lim
x 3
1
1 x 3
x 6
1
1 x 6
lim
x x 3
1 x 6
lim
x
2
x
2
x
2
2
2
x
2
2
x
=
+
+
⋅ =
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
⋅ =
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
+
+
+∞ →
+∞ →
+∞ → +∞ → +∞ →
.

Observamos que nas três situações analisadas as indeterminações do tipo


produziram respostas
distintas (como era esperado, por isso que é indeterminação!) Você deve ter notado que para
resolver indeterminações deste tipo a idéia é colocar o termo de maior grau em evidência no
numerador e no denominador.
Álvaro Fernandes 16
Atividades (grupo 7).

1. Calcule os limites abaixo:

a)
1 x x 5
1 x 2
lim
3
3
x
+ +

+∞ →
.

b)
1 x 2
x 3 x
lim
2 5
x
+
+
+∞ →
.

c)
4
3 2
x
x 3 x 5
x 2 x
lim
− +
+
−∞ →
.

d)
2
2
x
x 5 1
x
lim

−∞ →
.


A indeterminação do tipo ∞ - ∞

Exemplo 14. Calcule os limites abaixo:

a)
3
x
x x lim −
+∞ →
2
. b) x x 5 lim
2
x
+
−∞ →
.

Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo ∞ - ∞, mas não podemos
afirmar, a priori, o valor delas. Vejamos:

Usando a mesma técnica da indeterminação anterior...

a) ( ) ( ) −∞ = −∞ = + −∞ = |
.
|

\
|
+ − − = −
+∞ → +∞ →
1 1 0 1
x
1
x lim x x lim
3
x
3
x
2
.

b) ( ) ( ) +∞ = +∞ = + + +∞ = |
.
|

\
|
+ + = + +
−∞ → −∞ →
1 0 1 0
x 5
7
1
x 5
1
x 5 lim 7 x 5 x lim
2
2
x
2
x
.

Atividades (grupo 8).

1. Calcule os limites abaixo:

a) x 2 x x lim
3
x
+ −
+∞ →
5
.
b) 6 x 5 x lim
x
− +
−∞ →
4
. c) x 2 x lim
x
− +
∞ →
.


A indeterminação do tipo 0 × ∞


Exemplo 15. Calcule os limites abaixo:

a) ( ) 1 x
x
2
lim
2
3
x
+
+∞ →
. b) ( ) x
x
3
lim
x

+∞ →
.

Álvaro Fernandes 17
Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo 0 × ∞, mas não podemos
afirmar, a priori, o valor delas. Vejamos:

a) ( ) =
+
= +
+∞ → +∞ →
3
2
x
2
3
x
x
2 x 2
lim 1 x
x
2
lim ... Transformamos a indeterminação 0 × ∞ em ∞ ⁄ ∞ . Daí você
já sabe!

... 0 ...
x
2 x 2
lim
3
2
x
= =
+
=
+∞ →
.

b) ( ) = =
+∞ → +∞ →
x
x 3
lim x
x
3
lim
x x
... Novamente transformamos a indeterminação para ∞ ⁄ ∞. Usando a
técnica da racionalização:

... ( ) +∞ = ∞ + = = = ⋅ = =
+∞ → +∞ → +∞ → +∞ →
3 x 3 lim
x
x x 3
lim
x
x
x
x 3
lim
x
x 3
lim
x x x x
.

Atividades (grupo 9).

1. Calcule os limites abaixo:

a) ( ) 3 x
x
1
lim
2
x
+
+∞ →
.
b) ( ) 25 x
5 x-
2
lim
2
5 x
− |
.
|

\
|
+

.


Limite fundamental exponencial (a indeterminação do tipo 1

)

O número e tem grande importância em diversos ramos das ciências, pois está presente
em vários fenômenos naturais, por exemplo: Crescimento populacional, crescimento de populações
de bactérias, desintegração radioativa (datação por carbono), circuitos elétricos, etc. Na área de
economia, é aplicado no cálculo de juros.
Foi o Matemático Inglês Jonh Napier (1550-1617) o responsável pelo desenvolvimento
da teoria logarítmica utilizando o número e como base. O número e é irracional, ou seja, não pode
ser escrito sob forma de fração, e vale aproximadamente:

e ≅ 2,7182818

Como o número e é encontrado em diversos fenômenos naturais, a função exponencial
( )
x
e x f = é considerada uma das funções mais importantes da matemática, merecendo atenção
especial de cientistas de diferentes áreas do conhecimento humano.

Proposição: e
x
1
1 lim
x
x
=
|
.
|

\
|
+
±∞ →
.


A prova desta proposição envolve noções de séries. Utilizaremos o recurso das tabelas de
aproximações e gráfico para visualizar este resultado.
Álvaro Fernandes 18
Tabela
x

( )
x
x
1
1 x f
|
.
|

\
|
+ =
100 2,7048..
1000 2,7169..
100.000 2,7182..
# #
x → + ∞ f(x) → e

Faça uma tabela para x → - ∞.

Gráfico:



Exemplo 16. Calcule os limites abaixo:

a)
x 5
x
x
1
1 lim
|
.
|

\
|
+
+∞ →
. b)
x 4
x
x
3
1 lim
|
.
|

\
|

−∞ →
.


Nestes dois casos percebemos indeterminações do tipo 1

. Vejamos as soluções...

a)
5
5
x
x
5
x
x
x 5
x
e
x
1
1 lim
x
1
1 lim
x
1
1 lim =
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ =
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ = |
.
|

\
|
+
+∞ → +∞ → +∞ →
.

b) Neste caso, usaremos uma mudança de variável...

Faça t 3 x − = . Se −∞ → x então +∞ → t .

Logo,
( )
12
12
t
t
t 12
t
t 3 4
t
x 4
x
e
t
1
1 lim
t
1
1 lim
t 3
3
1 lim
x
3
1 lim


+∞ →

+∞ →

+∞ → −∞ →
=
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ = |
.
|

\
|
+ = |
.
|

\
|

− = |
.
|

\
|
− .

Atividades (grupo 10).

1. Calcule os limites abaixo:

a)
x 2
x x
7
1 lim |
.
|

\
|
+
+∞ →
. b)
x 5
x
x
2
1 lim |
.
|

\
|

−∞ →
. c)
x 2
x
1 x
1 x
lim |
.
|

\
|

+
+∞ →
.
Álvaro Fernandes 19
Conseqüências importantes do limite fundamental exponencial:


i) ( ) e x 1 lim
x 1
0 x
= +

.
ii) ( ) 1 a 0 a , a ln
x
1 a
lim
x
0 x
≠ > =


e .

Atividades (grupo 11). Resolva os dois limites acima com as sugestões a seguir:

• No item (i) faça a mudança de variável
t
1
x = e use o limite fundamental exponencial.
• No item (ii) faça a mudança de variável t 1 a
x
= − e use o item (i).


Atividades (grupo 12).

1. Resolva os limites abaixo:

a) ( )
x 1
0 x
x 2 1 lim +

.
b)
x
1 3
lim
x
0 x


. c)
x 4
1 e
lim
x
0 x


. d)
x
2 e
lim
x x
0 x


.


Limite fundamental trigonométrico

O limite fundamental trigonométrico trata de um limite cuja indeterminação é do tipo
0
0

envolvendo a função trigonométrica ( ) x sen y = . Este limite é muito importante, pois com ele
resolveremos outros problemas.

Proposição:
( )
1
x
x sen
lim
0 x
=

.

A função ( )
( )
x
x sen
x f = é par, isto é, ( ) ( ) x f x f = − , 0 x ≠ ∀ , pois

( )
( ) ( ) ( )
( ) x f
x
x sen
x
x sen
x
x sen
x f = =


=


= − .

Se
+
→0 x ou

→0 x , ( ) x f apresenta o mesmo valor numérico.

Vamos utilizar a tabela de aproximação para verificar este resultado.

Tabela
x
( )
( )
x
x sen
x f =

±0,1 0.9983341664683..
±0,01 0.9999833334167..
±0,001 0,9999998333333..
±0,0001 0,9999999983333..
±0,00001 0,9999999999833..
±10
-10
0,9999999999999..
# #
0 x → ( ) 1 x f →
Álvaro Fernandes 20
Visualizando o gráfico da função ( )
( )
x
x sen
x f = , podemos perceber também este resultado...



Exemplo 17. Calcule os limites abaixo:

a)
( )
x
x 2 sen
lim
0 x


. b)
( )
( ) x 3 sen
x 5 sen
lim
0 x


. c)
( )
x
1 x cos
lim
0 x


. d)
( )
x
x tg
lim
0 x


.

Soluções:

a)
( ) ( ) ( )
= ⋅ = ⋅ =
→ → →
x 2
x 2 sen
lim 2
x 2
x 2 sen
lim
x
x 2 sen
lim
0 x 0 x 0 x
2 ...

Faça t x 2 = . Se 0 x → então 0 t → . Logo:

...
( )
( ) 2 1 2
t
t sen
lim 2
0 t
= = ⋅ =

.

De uma forma geral,
*
k ℜ ∈ ∀ ,
( )
1
kx
kx sen
lim
0 x
=

. Vamos usar este resultado agora:

b)
( )
( )
( )
( )
( )
( )
3
5
1
1
3
5
x 3
x 3 sen
lim
x 5
x 5 sen
lim
3
5
x 3
x 3
x 3 sen
x 5
x 5
x 5 sen
lim
x 3 sen
x 5 sen
lim
0 x
0 x
0 x 0 x
= ⋅ = ⋅ =


=


→ →
.

c)
( ) ( ) ( )
( )
( )
( ) | |
( )
( ) | |
=
+

=
+

=
+
+


=

→ → → →
1 x cos x
x sen
lim
1 x cos x
1 x cos
lim
1 x cos
1 x cos
x
1 x cos
lim
x
1 x cos
lim
2
0 x
2
0 x 0 x 0 x


( ) ( )
( )
0
1 1
0
1
1 x cos
x sen
x
x sen
lim
0 x
= |
.
|

\
|
+
=
+

⋅ =

.

d)
( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( )
1
1
1
1
x cos
1
lim
x
x sen
lim
x cos
1
x
x sen
lim
x cos x
x sen
lim
x
x tg
lim
0 x 0 x 0 x 0 x 0 x
=
|
.
|

\
|
= ⋅ = ⋅ = =
→ → → → →
.

Atividades (grupo 13).

1. Resolva os limites abaixo usando o limite trigonométrico fundamental:

a)
( )
x 3
x 4 sen
lim
0 x


. b)
( )
2
0 x
x
x cos 1
lim


.
c)
( )
x 3
2 x sen 6 e 2
lim
x
0 x
− +

.
d)
( )
( ) x sen 3 x 2
x sen x 6
lim
0 x
+


.
Álvaro Fernandes 21
Funções limitadas

Definição: Uma função ( ) x f y = é chamada limitada, se existe uma constante
*
k ℜ ∈ , tal que
( ) ( ) f D x , k x f ∈ ∀ ≤ , isto é , ( ) ( ) f D x , k x f k ∈ ∀ ≤ ≤ − . Em outras palavras, ( ) x f y = possui o
conjunto imagem contido num intervalo de extremos reais.

Obs.: ( ) f D significa o domínio da função f.

Exemplo 14. Algumas funções limitadas e seus gráficos.

f(x) = sen(x) e g(x) = cos(x) f(x) = k f(x) = sen(2x
2
+3x-1)





Proposição: Se ( ) ( ) x g 0 x f lim
x
a x
e
ou
=
±∞ →

é uma função limitada, então ( ) ( ) 0 x g . x f lim
x
a x
=
±∞ →

ou
.

Exemplo 18.

a) Calcule
( )
x
x sen
lim
x +∞ →
.

Solução:

( )
=
+∞ →
x
x sen
lim
x
( ) = ⋅
+∞ →
x sen
x
1
lim
x
* 0 =

* Usando a proposição: Se +∞ → x então 0
x
1
→ . Como a função ( ) x sen é limitada, então o
resultado é zero.

Gráfico da função ( )
( )
x
x sen
x f = :


Observe que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude quando +∞ → x . O resultado do limite
permanece o mesmo se −∞ → x .
Álvaro Fernandes 22
b) Calcule
( )
x
x cos
lim
x +∞ →
.

Solução: de forma análoga...

( )
=
+∞ →
x
x cos
lim
x
( ) 0 x cos
x
1
lim
x
= ⋅
+∞ →
.

Gráfico da função ( )
( )
x
x cos
x f = :



Observe que, da mesma forma que a função anterior, as oscilações vão reduzindo a sua amplitude
quando +∞ → x . O resultado do limite permanece o mesmo se −∞ → x .

c) Calcule ( ) x cos
1 x
1 x
lim
2
x
⋅ |
.
|

\
|
+
+
+∞ →
.

0
1 x
1 x
lim
2
x
= |
.
|

\
|
+
+
+∞ →
(Por quê?) e ( ) x cos é uma função limitada. Logo, ( ) 0 x cos
1 x
1 x
lim
2
x
= ⋅ |
.
|

\
|
+
+
+∞ →
.


Gráfico da função ( ) ( ) x cos
1 x
1 x
x f
2

|
.
|

\
|
+
+
= :



Atividades (grupo 14).

1. Resolva os limites abaixo usando o conceito de função limitada:

a) ( ) x sen e lim
x
x

−∞ →
. b)
( )
x
x
x
2
2 x cos 3
lim
+
+∞ →
.
Álvaro Fernandes 23
1. Problema da área sob o arco da parábola
2
x y = no intervalo | | 1 , 0 (Figura 1).
Método dos retângulos.


Figura 1.


Dividindo o intervalo | | 1 , 0 em n subintervalos, cada subintervalo terá comprimento n 1 :


1
o
subintervalo
(
¸
(

¸

n
1
, 0 , 2
o
subintervalo
(
¸
(

¸

n
2
,
n
1
,

3
o
subintervalo
(
¸
(

¸

n
3
,
n
2
, ... , n
o
subintervalo
(
¸
(

¸

n
n
,
n
1 n
. Obs.: 1
n
n
= .


Vamos construir retângulos (Figura 2) cujas bases são ao subintervalos e cujas alturas são as
imagens dos extremos direito
*
de cada subintervalo pela função
2
x y = :

*
a altura pode ser calculada sobre qualquer ponto do subintervalo, neste caso foi tomado o extremo
direito.






Figura 2. Figura 3.


Calculando as área desses retângulo ( h . b A = ), obtemos:

2
2
1
n
1
n
1
A ⋅ = ,
2
2
2
n
2
n
1
A ⋅ = ,
2
2
3
n
3
n
1
A ⋅ = , ... ,
2
2
n
n
n
n
1
A ⋅ = .

A área total desses retângulos (
n
t
A ) nos dá uma aproximação da área (Figura 1) que queremos
calcular:

=
|
|
.
|

\
| + + + +
=
|
|
.
|

\
|
+ + + + = =

=
2
2 2 2 2
2
2
2
2
2
2
2
2 n
1 i
i t
n
n 3 2 1
n
1
n
n
n
3
n
2
n
1
n
1
A A
n
"
"
Álvaro Fernandes 24
( )( ) ( )( )
3 2
n 6
1 n 2 1 n n
n 6
1 n 2 1 n n
n
1 + +
= |
.
|

\
| + +
= .

Obs.: A soma
2 2 2 2
n ... 3 2 1 + + + + é conhecida pela fórmula ( )( ) | | 6 1 n 2 1 n n + + .

Vejamos alguns resultados para alguns valores crescentes de n:

n 6 (Figura 3) 10 100 1.000 10.000 100.000
n
t
A 0,421296 0,385000 0,338350 0,333834 0,333383 0,333338


A área exata que estamos procurando (Figura 1) é calculada pelo limite:

( )( )
3 , 0
3
1
n 6
1 n 2 1 n n
lim A lim
3
n
T
n
n
= =
+ +
=
+∞ → +∞ →
. (Calcule este limite e mostre que é igual a 1/3)



2. Problema do circuito RL em série.


No circuito da figura 4, temos uma associação em série de um resistor (símbolo R) e um
indutor (símbolo L). Da segunda lei de Kirchhoff (lei das voltagens) e do estudo das equações
diferenciais, pode-se mostrar que a corrente i no circuito é dada por

( )
t
L
R
e . c
R
E
t i
|
.
|

\
|

+ = , (1)

onde E é uma bateria de voltagem fixa, c é uma constante real e t é o tempo.


Figura 4.



Unidade de resistência: ohm.
Unidade de indutância: henry.


Exercício 1: Se uma bateria de 12 volts é conectada a um circuito em série (como na fig. 4) no qual
o indutor é de 1/2 henry e o resistor é de 10 ohms, determine o valor da constante c e a corrente
( ) t i . Considere a corrente inicial e o tempo inicial iguais a zero.


Exercício 2: Determine ( ) t i lim
t

+∞ →
, sendo ( ) t i da equação (1).

Obs.: Quando +∞ → t o termo
t
L
R
e . c
|
.
|

\
|

da equação (1) se aproxima de zero. Tal termo é
usualmente denominado de corrente transitória. A razão E/R é chamada de corrente estacionária.
Após um longo período de tempo, a corrente no circuito é governada praticamente pela lei de Ohm
Ri E = .
Álvaro Fernandes 25

Derivada

A reta tangente.

Suponha que a reta r da figura vá se aproximando da circunferência até tocá-la num único ponto.



Na situação da figura 4, dizemos que a reta r é tangente a circunferência no ponto P.

Exemplos de retas tangentes (no ponto P) a algumas curvas:

Fig. 5 Fig. 6 Fig. 7

Na figura 7, apesar da reta tocar a curva em dois pontos, ela tangencia a curva em P, como na figura 4.

Estas retas tocam suavemente as curvas nos pontos P indicados.


Exemplos de retas que não são tangentes (no ponto Q) a algumas curvas:



Fig. 8 Fig. 9.


Estas retas não tocam suavemente as curvas nos pontos indicados como no exemplo da
circunferência (fig. 4). Elas “cortam” , “penetram” as curvas.
Álvaro Fernandes 26
Vamos determinar a equação da reta tangente a uma função (uma curva) num ponto do seu
domínio.

Seja ( ) x f y = uma curva definida num intervalo aberto I. Considere ( )
o o
y , x P , sendo ( )
o o
x f y = ,
um ponto fixo e ( ) y , x Q um ponto móvel, ambos sobre o gráfico de f.

Seja s a reta que passa pelos pontos P e Q e considere β o ângulo de inclinação de s.

Seja t a reta tangente ao gráfico de f no ponto P e considere α o ângulo de inclinação de t.


x
y

α
β
t

s

y

o
y

x
o
x

P
Q
T

f



Considerando o triângulo retângulo PTQ, obtemos o coeficiente angular da reta s como

( )
o
o
x x
y y
x
y
tg


=


= β .



Suponha que o ponto Q mova-se sobre o gráfico de f em direção ao ponto P. Desta forma, a reta
s se aproximará da reta t. O ângulo β se aproximará do ângulo α, e então, a ( ) β tg se aproximará
da ( ) α tg . Usando a notação de limites, é fácil perceber que


( ) ( ) α β tg tg lim
P Q
=

.


Mas quando P Q → temos que
o
x x → . Desta forma, o limite acima fica


( ) ( )
( ) ( )
( ) α α β tg
x x
x f x f
lim
x x
y y
lim tg tg lim
o
o
x x
o
o
x x P Q
o o
=


=


⇔ =
→ → →
.


Assim
( ) ( )
( ) α tg
x x
x f x f
lim
o
o
x x
o
=



.
o
o
x x x
y y y
− = ∆
− = ∆
β
P
Q
T
o
y y −
o
x x −
Álvaro Fernandes 27
Definição: Seja ( ) x f y = uma curva e ( )
o o
y , x P um ponto sobre o seu gráfico. O coeficiente
angular m da reta tangente ao gráfico de f no ponto P é dado pelo limite

( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim m
o −

=

, quando este existir.



Equação da reta tangente

Podemos agora determinar a equação da reta tangente t, pois já conhecemos o seu coeficiente
angular e um ponto do seu gráfico ( )
o o
y , x P .

A equação da reta tangente t é:

a) ( ) ( )
o o
x x m y y − = − , se o limite que determina m existir;

b) A reta vertical
o
x x = se
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −


for infinito.

Exemplo 19. Determine a equação tangente a parábola ( )
2
x x f = no ponto de abscissa 1 x
o
= .

Solução: Temos que determinar dois termos
o
y e m.

( ) ( ) 1 1 1 f y x f y
2
o o o
= = = ⇒ = .

( ) ( ) ( ) ( )
2
1 x
1 x
lim
1 x
1 f x f
lim
x x
x f x f
lim m
2
1 x 1 x
o
o
x x
o
= =


=


=


=
→ → →
" .

Logo a equação da reta tangente é ( ) ( ) 1 x 2 1 y − = − ou 1 x 2 y − = .


( )
( )
o o
x f y
tg m
=
α =

Álvaro Fernandes 28
Equação da reta normal

Definição: Seja ( ) x f y = uma curva e ( )
o o
y , x P um ponto sobre o seu gráfico. A reta normal (n)
ao gráfico de f no ponto P é a reta perpendicular a reta tangente (t).



• A equação da reta normal é ( ) ( )
o o
x x
m
1
y y −

= − , sendo que
( ) ( )
0
x x
x f x f
lim m
o
o
x x
o



=

.
• Se 0 m = , então a equação da reta normal é a reta vertical
o
x x = .
• Se
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −


for infinito, então a reta normal é horizontal e tem equação
o
y y = .

Atividades (grupo 15).

Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico das funções abaixo nos pontos
indicados. Esboce os gráficos das funções com as retas.

a) ( )
3
x x f = no ponto de abscissa 1 x
o
= .

b) ( ) x x f = no ponto de abscissa 4 x
o
= .



A derivada de uma função num ponto

O limite
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −


é muito importante, por isso receberá uma denominação especial.

Definição: Seja ( ) x f y = uma função e
o
x um ponto do seu domínio. Chama-se derivada da
função f no ponto
o
x e denota-se ( )
o
x ' f (lê-se f linha de
o
x ), o limite

( )
( ) ( )
o
o
x x
o
x x
x f x f
lim x ' f
o −

=

, quando este existir.

Forma alternativa para derivada:

Se fizermos
o
x x x − = ∆ , obtemos a seguinte forma para ( )
o
x ' f :

( )
( ) ( )
x
x f x x f
lim x ' f
o o
0 x
o

− ∆ +
=
→ ∆
.
Álvaro Fernandes 29
Outras notações para a derivada da função ( ) x f y = num ponto x qualquer:

• ( ) x ' y (lê-se: y linha de x ou derivada de y em relação a x);
• f D
x
(lê-se: derivada da função f em relação à x);

dx
dy
(lê-se: derivada de y em relação à x).

Exemplo 20. Dada a função ( ) 1 x x x f
2
+ − = , determine ( ) 2 ' f . Use as duas formas da definição.

⇒ Usando ( )
( ) ( )
o
o
x x
o
x x
x f x f
lim x ' f
o −

=

:

( )
( ) ( ) ( )( )
( ) 3 1 x lim
2 x
1 x 2 x
lim
2 x
2 x x
lim
2 x
3 1 x x
lim
2 x
2 f x f
lim 2 ' f
2 x 2 x
2
2 x
2
2 x 2 x
= + =

+ −
=

− −
=

− + −
=


=
→ → → → →
.


⇒ Usando ( )
( ) ( )
x
x f x x f
lim x ' f
o o
0 x
o

− ∆ +
=
→ ∆
:


( )
( ) ( ) ( ) ( )
=

− ∆ − − ∆ + ∆ +
=

− + ∆ + − ∆ +
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆ → ∆
x
2 x 2 x x 4 4
lim
x
3 1 x 2 x 2
lim
x
2 f x 2 f
lim 2 ' f
2
0 x
2
0 x 0 x


( )
( ) 3 0 3 x 3 lim
x
x 3 x
lim
x
x x 3
lim
0 x 0 x
2
0 x
= + = ∆ + =

∆ + ∆
=

∆ + ∆
=
→ ∆ → ∆ → ∆
.


Teorema: Toda função derivável num ponto é contínua neste ponto.

Atividades (grupo 16).

1. Determine a equação da reta tangente à curva
2
x 5 y − = , que seja perpendicular à reta x 3 y + = .

2. Determine a equação da reta normal à curva
3
x y = , que seja paralela à reta 0 x y 3 = + .


Derivadas laterais

Lembre-se que o limite de uma função num ponto somente existe se os limites laterais
existem e são iguais. Como a derivada de uma função num ponto é um limite, esta derivada
somente existirá em condições análogas.

Definição: Seja ( ) x f y = uma função e
o
x um ponto do seu domínio. A derivada à direita de f em
o
x , denotada por ( )
o
x ' f
+
é definida por

( ) =
+ o
x ' f
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −

+

.
Álvaro Fernandes 30
Definição: Seja ( ) x f y = uma função e
o
x um ponto do seu domínio. A derivada à esquerda de f
em
o
x , denotada por ( )
o
x ' f

é definida por

( ) =
− o
x ' f
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −



.


Uma função é derivável num ponto quando as derivadas laterais (a direita e a esquerda)
existem e são iguais neste ponto.

Exemplo 21. Considere a função ( ) 1 x x f + = . Mostre que esta função é contínua no ponto
1 x − = mas não é derivável neste ponto.

f é contínua neste ponto pois ( ) ( ) 1 f 0 0 1 1 1 x lim x f lim
1 x 1 x
− = = = + − = + =
− → − →
.

Sabemos que ( )
¦
¹
¦
´
¦
− =
− < − −
− > +
= + =
1 x , 0
1 x , 1 x
1 x , 1 x
1 x x f

. Vamos calcular ( ) 1 ' f − :

( ) = −
+
1 ' f
( ) ( )
( ) 1 1 lim
1 x
1 x
lim
1 x
0 1 x
lim
1 x
1 f x f
lim
1 x 1 x 1 x 1 x
= =
+
+
=
+
− +
=
+
− −
+ + + +
− → − → − → − →
.

( ) = −

1 ' f
( ) ( ) ( )
( ) 1 1 lim
1 x
1 x
lim
1 x
0 1 x
lim
1 x
1 f x f
lim
1 x 1 x 1 x 1 x
− = − =
+
+ −
=
+
− − −
=
+
− −
− − − −
− → − → − → − →
.

Como as derivadas laterais são distintas concluímos que não existe ( ) 1 ' f − .

Veja o gráfico da função ( ) 1 x x f + = .



Obs.: Quando as derivadas laterais existem e são diferentes num ponto, dizemos que este é um
ponto anguloso do gráfico da função. Neste caso, não existe reta tangente num ponto anguloso.

No exemplo acima a função ( ) 1 x x f + = tem um ponto anguloso em 1 x − = .

Atividades (grupo 17). Verifique se a função abaixo tem derivada no ponto
o
x . Este ponto é
anguloso? Esboce o gráfico da função e constate.

a) ( )
¦
¹
¦
´
¦

> −
=
0 x , e
0 x , x 1
x f
x
2


no ponto 0 x
o
= . b) ( )
¦
¹
¦
´
¦

> + +
=
0 x , e
0 x , 1 x x
x g
x
2


no ponto 0 x
o
= .
Não existe reta tangente
ao gráfico desta função no
ponto 1 x
0
− = .
Álvaro Fernandes 31
Regras de derivação

Vamos apresentar algumas regras que irão facilitar o cálculo das derivadas das funções sem recorrer
a definição.

1. Derivada de uma função constante.

Se ( ) c x f = , c é uma constante real, então ( ) 0 x f
'
= .

( )
( ) ( )
0 0 lim
x
c c
lim
x
x f x x f
lim x f
0 x 0 x 0 x
'
= =


=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆ → ∆
.

2. Derivada da função potência.

Se n é um inteiro positivo e ( )
n
x x f = , então ( )
1 n '
nx x f

= .

Prova: ( )
( ) ( ) ( )
x
x x x
lim
x
x f x x f
lim x f
n n
0 x 0 x
'

− ∆ +
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆


Usando o Binômio de Newton para expandir ( )
n
x x ∆ + , obtemos

( ) = x f
'
( )
( ) ( ) ( )
=


(
¸
(

¸

∆ + ∆ + + ∆

+ ∆ +
− − −
→ ∆
x
x x x nx ... x x
! 2
1 n n
x nx x
lim
n n 1 n 2 2 n 1 n n
0 x


( )
( ) ( ) ( )
=

(
¸
(

¸

∆ + ∆ + + ∆

+ ∆
=
− − − −
→ ∆
x
x x nx ... x x
! 2
1 n n
nx x
lim
1 n 2 n 2 n 1 n
0 x


( )
( ) ( ) ( )
1 n 1 n 2 n 2 n 1 n
0 x
nx x x nx ... x x
! 2
1 n n
nx lim
− − − − −
→ ∆
=
(
¸
(

¸

∆ + ∆ + + ∆

+ = .


Exemplo 22. Calcule as derivadas das funções abaixo:

a) ( ) x x f =
b) ( )
2
x x f = c) ( )
5
x x f =

a) ( ) ( ) 1 x 1 x ' f x x f
1 1 1
= = ⇒ =

. Logo ( ) 1 x ' f = .
b) ( ) ( ) x 2 x 2 x ' f x x f
1 2 2
= = ⇒ =

. Logo ( ) x 2 x ' f = .
c) ( ) ( )
4 1 5 5
x 5 x 5 x ' f x x f = = ⇒ =

. Logo ( )
4
x 5 x ' f = .

Obs.: Se n for um número inteiro negativo ou racional o resultado contínua válido.

Atividades (grupo 18).

1. Mostre, usando a regra e a definição, que a derivada da função ( )
1
x x f

= é ( )
2
x x ' f

− = .

2. Mostre, usando a regra e a definição, que a derivada da função ( ) x x f = é ( )
x 2
1
x ' f = .
Álvaro Fernandes 32

3. Derivada do produto de uma constante por uma função.

Se ( ) x f é uma função derivável e c é uma constante real, então a função ( ) ( ) x cf x g = tem
derivada dada por ( ) ( ) x ' cf x ' g = .


Prova: ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | |
=

− ∆ +
=

− ∆ +
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆ → ∆
x
x f x x f c
lim
x
x cf x x cf
lim
x
x g x x g
lim x ´ g
0 x 0 x 0 x


( ) ( )
( ) x ´ cf
x
x f x x f
lim c
0 x
=

− ∆ +
⋅ =
→ ∆
.

Exemplo 23. Se ( )
3
x 5 x f = então ( ) ( )
2 2
x 15 x 3 5 x ' f = = .


4. Derivada de uma soma de funções.

Se ( ) x f e ( ) x g são função deriváveis, então a função ( ) ( ) ( ) x g x f x h + = tem derivada dada por
( ) ( ) ( ) x ' g x ' f x ' h + = .

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 24. Se ( ) 5 x x 3 x 4 x f
2 3
+ − + = então ( ) 1 x 6 x 12 x ' f
2
− + = .


5. Derivada de um produto de funções.

Se ( ) x f e ( ) x g são função deriváveis, então a função ( ) ( ) ( ) x g x f x h ⋅ = tem derivada dada por
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) x ' g x f x g x ' f x ' h ⋅ + ⋅ = .

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 25.

Se ( ) ( )( ) x 2 x x x f
3
− − = então ( ) ( )( ) ( )( ) 2 x 2 x 6 x 4 1 0 x x x 2 1 x 3 x ' f
2 3 3 2
− + − + − = − − + − − = .


6. Derivada de um quociente de funções.

Se ( ) x f e ( ) x g são função deriváveis, então a função ( )
( )
( ) x g
x f
x h = tem derivada dada por
( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) | |
2
x g
x ' g x f x g x ' f
x ' h
⋅ − ⋅
= .

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 26. Se ( )
x 2
8 x 5
x f
2

= então ( )
( ) ( ) ( ) ( )
2
2
2
2
x 2
8 x 5
...
x 4
2 8 x 5 x 2 x 10
x ' f
+
= =
⋅ − − ⋅
= .
Álvaro Fernandes 33
Atividades (grupo 19).

1. Usando as regras de derivação, calcule as derivadas das funções abaixo:

a) ( ) 1 x 3 x x f
2
+ + =

. b) ( ) ( ) ( ) 3 x x x f
8
+ = . c) ( ) ( )( ) x 6 x x 3 x f
4
− + = .

d) ( ) ( )
3 2
x 2 3 x x f − = . e) ( )
3
x
2
3 x 5
x f +

= . f) ( ) ( ) x 2 x x f
4 1
− = .

g) ( ) 6 x
1 x
x
x f
2
+ +
+
=

.
h) ( )
2
x
x 2
x f

= .
i) ( ) ( )
2 4 3
x 1 x x f − = .

2. Determine os valores das constantes a e b na parábola ( ) b ax x f
2
+ = de modo que a reta de
equação 4 x 8 y + = seja tangente a parábola no ponto 2 x = .

Derivada da função composta (Regra da cadeia)

Até o momento sabemos derivar a função ( )
3
x x g = e também a função ( ) 1 x 2 x f + = .
Considere agora a função composta ( ) ( ) ( ) ( )
3
1 x 2 x f g x gof + = = . Como poderemos obter a derivada
da função composta ( ) x gof sem desenvolver o Binômio? A regra que veremos agora estabelece uma
forma de obter a derivada da função composta em termos das funções elementares f e g.


Regra da cadeia

Se ( ) u g y = , ( ) x f u = e as derivadas
du
dy
e
dx
du
existem, então a função composta
( ) ( ) ( ) x f g x gof y = = tem derivada dada por

dx
du
du
dy
dx
dy
⋅ = ou ( ) ( ) ( ) x ´ u u ´ y x ´ y ⋅ = ou ( ) ( ) ( ) ( ) x ´ f x f ´ g x ´ gof ⋅ = .

As três formas acima são equivalentes, mudam apenas as notações.

Exemplo 27. Calcule a derivada das funções abaixo:
a) ( )
3
1 x 2 y + = b) 3 x 5 y + = c)
5
x 3 1
x
y |
.
|

\
|

=

Para calcular a derivada dessas funções, precisamos identificar as funções elementares ( ) u g y = e
( ) x f u = (cujas derivadas conhecemos) que formam a função composta e aplicar a regra.

a) ( )
3
1 x 2 y + =

¹
´
¦
+ =
=
1 x 2 u
u y
3


Então ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2 2 2
1 x 2 6 2 1 x 2 3 2 u 3 x ´ y x ´ u u ´ y x ´ y + = ⋅ + = ⋅ = ⇒ ⋅ = .

Logo ( ) ( )
2
1 x 2 6 x ´ y + = .
Álvaro Fernandes 34
b) 3 x 5 y + =

¹
´
¦
+ =
=
3 x 5 u
u y


Então ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
3 x 5 2
5
5
u 2
1
x ´ y x ´ u u ´ y x ´ y
+
= ⋅ = ⇒ ⋅ = . Logo ( )
3 x 5 2
5
x ´ y
+
= .

c)
5
x 3 1
x
y |
.
|

\
|

=

¦
¹
¦
´
¦

=
=
x 3 1
x
u
u y
5


Então ( ) ( ) ( ) ( )
( )( ) ( )( )
( )
=
(
¸
(

¸


− − −
⋅ = ⇒ ⋅ =
2
4
x 3 1
3 x x 3 1 1
u 5 x ´ y x ´ u u ´ y x ´ y

( )( ) ( )( )
( ) ( )
6
4
2
4
x 3 1
x 5
x 3 1
3 x x 3 1 1
x 3 1
x
5

=
(
¸
(

¸


− − −

|
.
|

\
|

= .

Logo ( )
( )
6
4
x 3 1
x 5
x ´ y

= .

Proposição: Se ( ) x f é uma função derivável e n é um número inteiro não nulo, então

( ) | | ( ) | | ( ) x ´ f . x f n x f
dx
d
1 n n −
=

Prova: Fazendo
n
u y = , onde ( ) x f u = e aplicando a regra da cadeia, temos

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | | ( ) x ´ f x f n x ´ y x ´ f nu x ´ y x ´ u u ´ y x ´ y
1 n 1 n
⋅ = ⇒ ⋅ = ⇒ ⋅ =
− −
.

A proposição continua válida se n for um número racional não nulo.

Exemplo 28. Calcule a derivada da função
3 3
x x 1 4 y − + ⋅ = .

Podemos escrever ( )
3 1
3
x x 1 4 y − + = e calcular a derivada usando a proposição acima:

( ) ( ) ( )
2
3 2
3
x 3 1 x x 1
3
1
4 x ´ y − ⋅ − + ⋅ =

.

Obs: Com a regra da proposição acima poderíamos calcular todos os exercícios do exemplo 27.
Mas a regra da cadeia é mais completa, ela possibilitará a resolução de outros problemas mais
complicados...
Álvaro Fernandes 35
Atividades (grupo 20). Calcule a derivada das funções abaixo:

a) ( )
6
3
x 2 y − = . b) ( )
3
4
2 x y

− = .
c) 3 x 2 y − = .

d)
( )
( ) x 5 1
x 3 1
y
2
+

= . e)
( )
( )
3
4
x 1
x 2
y

= f)
1 x
x 4 1
y
3
+
+
=


Derivada da função inversa

Se uma função ( ) x f y = admite uma função inversa ( ) y f x
1 −
= , então a função inversa tem
derivada dada por

( ) ( )
( ) x ´ f
1
y ´ f
1
=

, ( ) 0 x ´ f ≠ .

Sabemos que ( ) x x of f
1
=

. Aplicando a regra da cadeia, obtemos que ( ) ( ) ( ) ( ) 1 x ´ f x f ´ f
1
= ⋅

, daí
( ) ( )
( ) x ´ f
1
y ´ f
1
=

, desde que ( ) 0 x ´ f ≠ .



Exemplo 29. Seja ( )
3
x 5 x f y = = . Calcule a derivada ( ) ( ) 40 ´ f
1


invertendo a função e usando a
regra da derivada da inversa.

⇒ Invertendo a função:

( ) ( )
3 1
3
1 3
5
y
5
y
y f x x 5 x f y |
.
|

\
|
= = = ⇒ = =

. Assim ( ) ( )
5
1
5
y
3
1
y ´ f
3 2
1
⋅ |
.
|

\
|
=



Logo ( ) ( ) ( )
( )
60
1
8 15
1
8
15
1
5
1
5
40
3
1
40 ´ f
3 2
3 2
3 2
1
= = = ⋅
|
.
|

\
|
=



.

⇒ Usando a regra da derivada da inversa:

Se 40 y = e ( )
3
x 5 x f y = = , então 2 8
5
40
x
3
3
= = = . Como ( )
2
x 15 x ´ f = , obtemos

( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
( )
60
1
2 15
1
2 ´ f
1
40 ´ f
x ´ f
1
y ´ f
2
1 1
= = = ⇒ =
− −
.
Álvaro Fernandes 36
Atividades (grupo 21).

1. Seja ( ) 3 x 5 x f y − = = . Calcule a derivada ( ) ( ) 2 ´ f
1


usando a regra da derivada da inversa.

2. Seja ( ) 0 x , x x f y
2
> = = . Calcule a derivada ( ) ( ) 3 ´ f
1


usando a regra da derivada da inversa.



Derivada das funções elementares.

Vamos agora apresentar as derivadas das funções elementares do cálculo. São elas as funções
exponenciais, logarítmicas, trigonométricas e trigonométricas inversas.


1. Derivada da função exponencial.

Proposição: Se ( ) ( ) 1 e a 0 a , a x f
x
≠ > = , então ( ) ( ) a ln a x ´ f
x
= .

Prova: ( )
( ) ( )
( ) a ln a
x
1 a
lim a lim
x
1 a a
lim
x
a a
lim x ´ f
x
x
0 x
x
0 x
x x
0 x
x x x
0 x
=


⋅ =


=


=

→ ∆ → ∆

→ ∆
∆ +
→ ∆
.

Lembre-se que
( )
( ) a ln
x
1 a
lim
x
0 x
=



→ ∆
é uma conseqüência importante do limite fundamental
exponencial (item ii pág. 14).

Caso particular: Se ( )
x
e x f = , então ( ) ( )
x x
e e ln e x ´ f = = , onde e é o número neperiano.

Exemplo 30. Determine a deriva da função
x
e 6 y = .

Usando a regra da cadeia, obtemos:

( ) ( ) ( )
x
e 3
x 2
1
e 6 x ´ u u ´ y x ´ y
x u
e 6 y
x
u
u
= ⋅ = ⋅ =
¦
¹
¦
´
¦
=
=
.

Atividades (grupo 22).

1. Calcule a derivada das funções abaixo:


a) ( )
1 x
2 x f
+
= .

b) ( )
x 2
e x f = .

c) ( )
1 x 5 2
e x 3 x f
+
⋅ = .
d) ( )
2
x
2
e
x 1
x f

= .

2. Calcule a área do triângulo retângulo sombreado na figura abaixo, sabendo-se que n é a reta
normal a ( )
x
e x f = no ponto de abscissa 1 =
0
x .


Resp.: 2 e
3

Álvaro Fernandes 37
2. Derivada da função logarítmica.

Proposição: Se ( ) ( ) ( ) 1 e a 0 a , x log x f
a
≠ > = , então ( )
( ) a ln x
1
x ´ f = .

Prova: A função logarítmica ( ) ( ) x log x f y
a
= = é a inversa da função exponencial
( )
y 1
a y f x = =

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar
( ) x ´ f . Assim:

( )
( ) ( ) ( ) ( ) a ln x
1
a ln a
1
y ´ f
1
x ´ f
y 1
= = =


.


Caso particular: Se ( ) ( ) x ln x f = , então ( )
( ) x
1
e ln x
1
x ´ f = = .

Exemplo 31. Determine a deriva da função
( ) x ln
e
y
1 x 4 +
= .

Usando a regra da derivada do quociente
2
g
´ fg g ´ f
´
g
f −
=
|
|
.
|

\
|
e a regra da cadeia na função
exponencial, obtemos:

( ) ( ) | | ( )
( ) | |
2
1 x 4 1 x 4
x ln
x
1
e x ln 4 e
´ y
|
.
|

\
|
− ⋅
=
+ +


Atividades (grupo 23).

1. Calcule a derivada das funções abaixo:

a) ( ) ( ) x 5 log 4 x f
2
= . b) ( ) ( ) 1 x 2 ln x f + = .
c) ( ) ( ) x ln e x f
x 3
⋅ = .
d) ( )
( )
x 2
e
x 3 ln
x f

= .


3. Derivada das funções trigonométricas.

Proposição:

a) ( ) x sen y = ⇒ ( ) x cos ´ y = .
b) ( ) x cos y = ⇒ ( ) x sen ´ y − = .
c) ( ) x tg y = ⇒ ( ) x sec ´ y
2
= .
d) ( ) x g cot y = ⇒
( ) x ec cos ´ y
2
− = .
e) ( ) x sec y = ⇒ ( ) ( ) x tg x sec ´ y = .
f) ( ) x ec cos y = ⇒ ( ) ( ) x g cot x ec cos ´ y − = .

Prova: Vamos provar os itens (a), (c) e (e). Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam
como exercício.
Álvaro Fernandes 38
a) ( ) x sen y = . Aplicando a definição...

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
=

− ∆ + ∆
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆
x
x sen x cos x sen x cos x sen
lim
x
x sen x x sen
lim ´ y
0 x 0 x


( ) ( ) ( ) ( ) | | ( ) ( ) ( ) ( ) | |
=

− ∆
+


=

− ∆ + ∆
=
→ ∆ → ∆ → ∆
x
1 x cos x sen
lim
x
x cos x sen
lim
x
1 x cos x sen x cos x sen
lim
0 x 0 x 0 x


( )
( )
( )
( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) x cos 0 x sen 1 x cos
x
1 x cos
lim x sen
x
x sen
lim x cos
0 x 0 x
= ⋅ + ⋅ =

− ∆
⋅ +


⋅ =
→ ∆ → ∆
.

Lembre-se que
( )
1
x
x sen
lim
0 x
=


→ ∆
é o limite trigonométrico fundamental e
( )
0
x
1 x cos
lim
0 x
=

− ∆
→ ∆

foi resolvido no exemplo 17 (c) da pág. 20.

c) ( ) x tg y =

Como ( )
( )
( ) x cos
x sen
x tg = e já sabemos a derivada função ( ) x sen , podemos aplicar a derivada do
quociente:

( ) ( ) ( ) ( ) | |
( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) x sec
x cos
1
x cos
x sen x cos
x cos
x sen x sen x cos x cos
´ y
2
2 2
2 2
2
= =
+
=
− −
= .

Lembre-se que ( ) ( ) 1 x sen x cos
2 2
= + é a relação trigonométrica fundamental.

e) ( ) x sec y =

Como ( )
( ) x cos
1
x sec = e sabendo-se que a derivada da função ( ) x cos é ( ) x sen − , podemos aplicar
a derivada do quociente:

( ) ( ) ( ) ( ) | |
( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
( )
( ) ( ) x tg x sec
x cos
x sen
x cos
1
x cos
x sen 1
x cos
x sen 1 x cos 0
´ y
2 2
= ⋅ = =
− −
= .

Exemplo 32. Calcule a derivada das funções compostas abaixo:


a) ( )
2
x 3 sen y = .

b) ( ) x cos y
3
= .

c) ( )
x 5
e x tg y ⋅ = . d)
( )
( ) x sec
1 x tg
y

= .

Soluções:

a) ( )
2
x 3 sen y =

Usando a regra da cadeia, obtemos:

( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2
2
x 3 cos x 6 x 6 u cos x ´ u u ´ y x ´ y
x 3 u
u sen y
= ⋅ = ⋅ =
¹
´
¦
=
=
.
Álvaro Fernandes 39
b) ( ) x cos y
3
=

Usando a regra da cadeia, obtemos:

( )
( ) ( ) ( ) ( ) | | ( ) ( ) x cos x sen 3 x sen u 3 x ´ u u ´ y x ´ y
x cos u
u y
2 2
3
− = − ⋅ = ⋅ =
¹
´
¦
=
=
.


c) ( )
x 5
e x tg y ⋅ =

Usando a regra da derivada do produto ( ) ´ fg g ´ f ´ g f + = ⋅ e a regra da cadeia, obtemos:

( ) ( ) ( ) 5 e x tg e
x 2
1
x sec ´ y
x 5 x 5 2
⋅ +
|
|
.
|

\
|
= .


d)
( )
( ) x sec
1 x tg
y

=

Usando a regra da derivada do quociente
2
g
´ fg g ´ f
´
g
f −
=
|
|
.
|

\
|
e a regra da cadeia, obtemos:

( ) | | ( ) | | ( ) | | ( ) ( ) | |
( ) x sec
x tg x sec 1 x tg x sec x sec
´ y
2
2
− −
= .

Mostre que esta expressão é igual a
( )
( ) x sec
1 x tg
´ y
+
= . Simplifique-a utilizando a relação trigonométrica
( ) ( ) x sec x tg 1
2 2
= + se necessário.


Atividades (grupo 24).

1. Calcule a derivada das funções abaixo:


a) ( ) ( )
2
x sec x 3 x f + = .
d) ( )
( )
( ) x g cot 1
x sen
x f
+
= .


b) ( ) ( ) ( ) x 2 cos x sen x f = . e) ( )
|
.
|

\
|

+
=
1 x
1 x
ec cos x f .


c) ( ) ( )
3
x tg x f = . f) ( )
|
|
.
|

\
|
=
x
e
cos x f
x
.


Álvaro Fernandes 40
4. Derivada das funções trigonométricas inversas

Proposição:

a) ( ) x arcsen y = ⇒ 2
x 1
1
´ y

= .

b) ( ) x arccos y = ⇒ 2
x 1
1
´ y


= .

c) ( ) x arctg y = ⇒
2
x 1
1
´ y
+
= .

d) ( ) x g cot arc y = ⇒
2
x 1
1
´ y
+

= .

e) ( ) x sec arc y = ⇒
1 x ,
1 x x
1
´ y
2
>

= .

f) ( ) x ec arccos y = ⇒
1 x ,
1 x x
1
´ y
2
>


= .

Prova: Vamos provar os itens (a), (c) e (e). Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam
como exercício.

a) Seja | | | | 2 , 2 1 , 1 : f π π − → − definida por ( ) ( ) x arcsen x f y = = . Esta função tem como inversa
a função ( ) ( ) y sen y f x
1
= =

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para
determinar ( ) x ´ f . Assim:

( )
( )
( )
( )
2 2
1
x 1
1
y sen 1
1
y cos
1
y f
1
x ´ f

=

= = =

.

Observe que | | 2 , 2 y π π − ∈ . Neste caso o sinal da função ( ) y cos é positivo. Usando a relação
trigonométrica fundamental ( ) ( ) 1 y sen y cos
2 2
= + , obtemos ( ) ( ) y sen 1 y cos
2
− = .


c) Seja ( ) 2 , 2 : f π π − → ℜ definida por ( ) ( ) x arctg x f y = = . Esta função tem como inversa a
função ( ) ( ) y tg y f x
1
= =

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para
determinar ( ) x ´ f . Assim:

( )
( ) ( ) ( )
2 2 2 1
x 1
1
y tg 1
1
y sec
1
y f
1
x ´ f
+
=
+
= = =

.

Lembre-se que ( ) ( ) y tg 1 y sec
2 2
+ = .
Álvaro Fernandes 41
e) Seja ( ) x sec arc y = . Podemos reescrever esta expressão como 1 x ,
x
1
arccos y > |
.
|

\
|
= . Usando o
item (b) da proposiçãoe a regra da cadeia, obtemos:

1 x x
1
1 x x
x
x
1 x
x
1
x
1 x
x
1
x
1 x
x
1
x
1
x
1
1
1
´ y
2 2 2 2
2
2
2
2
2
2
2
2
2

=

=

=

=

=
|
|
.
|

\
| −

|
.
|

\
|


= .

Obs.: lembre-se que
2
´
x
1
x
1 −
= |
.
|

\
|
.

Exemplo 33. Calcule a derivada das funções abaixo:

a) ( ) 1 x 2 arcsen y − = . b)
|
|
.
|

\
|
+

=
2
2
x 1
x 1
arctg y .

Solução:

a) ( ) 1 x 2 arcsen y − = . Usando a regra da cadeia, obtemos:

( )
( ) ( ) ( ) ( )
( )
2 2
1 x 2 1
2
2
u 1
1
x ´ u u ´ y x ´ y
1 x 2 u
u arcsen y
− −
= ⋅

= ⋅ =
¹
´
¦
− =
=
.

b)
|
|
.
|

\
|
+

=
2
2
x 1
x 1
arctg y . Novamente a regra da cadeia...

( )
( ) ( ) ( )
( )( ) ( )( )
( )
=
(
(
¸
(

¸

+
− − + −

|
.
|

\
|
+
= ⋅ =
¦
¹
¦
´
¦
+

=
=
2
2
2 2
2
2
2
x 1
x 2 x 1 x 1 x 2
u 1
1
x ´ u u ´ y x ´ y
x 1
x 1
u
u arctg y


( ) (
(
¸
(

¸

+


(
(
(
(
(
¸
(

¸

|
|
.
|

\
|
+

+
=
2
2
2
2
2
x 1
x 4
x 1
x 1
1
1
simplifique esta expressão e mostre que é igual a
4
x 1
x 2
+

.

Logo ( )
4
x 1
x 2
x ´ y
+

= .

Atividades (grupo 25).

Determine a derivada das funções:

a) ( ) 1 x arccos y
2
− = . b) ( )
x
e arctg x 3 y ⋅ = .
Álvaro Fernandes 42
Tabela de derivadas


Vamos fazer um resumo das derivadas das principais funções vistas até aqui. Nesta
tabela u é uma função derivável na variável x. São constantes reais c, n e a.


( )
( )
( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ).u' u ec cos y' u g cot y 10
.u' u sec y' u tg y 9
.u' u sen y' u cos y 8
.u' u cos y' u sen y 7
u
u'
y' 0 u , u ln y 6
a ln u.
u'
y' , u log y 5
.u' a ln . a y' a y 4
.u' n.u y' u y 3
nx y' x y 2
0 y' c y 1
2
2
a
u u
1 n n
1 n n
− = ⇒ =
= ⇒ =
− = ⇒ =
= ⇒ =
= ⇒ > =
= ⇒ =
= ⇒ =
= ⇒ =
= ⇒ =
= ⇒ =



( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
1 u u
' u
' y 1 u , u arc y 18
1 u u
' u
' y 1 u , u s arc y 17
u 1
' u
' y u c arc y 16
u 1
' u
' y u t arc y 15
u 1
' u
' y u c arc y 14
u 1
' u
' y u sen arc y 13
.u' u g cot u ec cos y' u ec cos y 12
.u' u tg u sec y' u sec y 11
2
2
2
2
2
2

− = ⇒ > =

= ⇒ > =
+
− = ⇒ =
+
= ⇒ =

− = ⇒ =

= ⇒ =
− = ⇒ =
= ⇒ =
cosec
ec
otg
g
os




Regras operacionais

Se u e v são funções deriváveis, então:

2
v
v u v u
y
v
u
y
v u v u y v u y
v u y v u y
′ ⋅ − ⋅ ′
= ′ ⇒ |
.
|

\
|
=
′ ⋅ + ⋅ ′ = ′ ⇒ ⋅ =
′ ± ′ = ′ ⇒ ± =
3)
2)
1)
Álvaro Fernandes 43

Derivadas sucessivas

Em algumas aplicações precisamos derivar uma função mais de uma vez. Se uma
função ( ) x f y = for derivável, isto é, existe ( ) x ´ f , podemos pensar na derivada de ( ) x ´ f e assim
sucessivamente.

Definimos e denotamos as derivadas sucessivas de uma função ( ) x f y = de acordo com a tabela
abaixo:

Como lê-se: Notação:


1
a
derivada ou derivada de 1
a
ordem
( )
dx
dy
ou x ´ f

2
a
derivada ou derivada de 2
a
ordem ( )
2
2
dx
y d
ou x ´´ f

3
a
derivada ou derivada de 3
a
ordem ( )
3
3
dx
y d
ou x ´´´ f

4
a
derivada ou derivada de 4
a
ordem
( )
( )
4
4
4
dx
y d
ou x f
# #

n
a
derivada ou derivada de n
a
ordem
( )
( )
n
n
n
dx
y d
ou x f

Justificativa para as notações:

• ( ) ( ) | |´ x ´ f x ´´ f = , ( ) ( ) | |´ x ´´ f x ´´´ f = , a partir da quarta derivada usamos o cardinal.

• |
.
|

\
|
=
dx
dy
dx
d
dx
y d
2
2
,
|
|
.
|

\
|
=
2
2
3
3
dx
y d
dx
d
dx
y d
, e assim sucessivamente.

Exemplo 34.

a) Se ( ) 1 x 2 x x f
4
− + = , então:

( ) 2 x 4 x ´ f
3
+ =
( )
2
x 12 x ´´ f =
( ) x 24 x ´´´ f =
( )
( ) 24 x f
4
=
( )
( ) 0 x f
5
=

...

( )
( ) 0 x f
n
= , para todo 5 n ≥ .
Álvaro Fernandes 44
b) Se ( )
x 2
e x f = , então:

( )
x 2
e 2 x ´ f =
( )
x 2
e 4 x ´´ f =
( )
x 2
e 8 x ´´´ f =
( )
( )
x 2 4
e 16 x f =

...

( )
( )
x 2 n n
e 2 x f = .


c) Se ( ) ( ) x sen x f = , então:

( ) ( ) x cos x ´ f =
( ) ( ) x sen x ´´ f − =
( ) ( ) x cos x ´´´ f − =
( )
( ) ( ) x sen x f
4
=

...

( )
( )
( )
( )
( )
( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=
= −
= −
=
=
,... 12 , 8 , 4 n , x sen
,... 11 , 7 , 3 n , x cos
,... 10 , 6 , 2 n , x sen
,... 9 , 5 , 1 n , x cos
x f
n



Atividades (grupo 26).

1. Calcule as derivadas sucessivas até a ordem n indicada.

a) 4 n 9 x 2 x 3 y
4
= − − = , .

b) 3 cx+d, n bx ax y
2 3
= + + = .

c) 3 n
x 1
1
y =

= , .

d) ( ) 5 n x 5 sen y = − = , .

e) ( ) 3 n x 1 ln y
2
= − = , .


2. Marque a alternativa correta. O valor de
( )
( ) 97
0
f , sendo ( ) ( ) x 3 sen e x f
x 3
+ = é:

a)
97
3 2⋅ b)
194
3 c)
97
6 d)
194
6 e)
97
2 3⋅
Álvaro Fernandes 45
Derivada na forma implícita

Até agora sabemos derivar funções que são expressas na forma ( ) x f y = . Agora iremos
determinar uma maneira de derivar expressões que não tenham a variável y isolada (explicitada)
em um dos membros. São exemplos dessas expressões 1 y x
2 2
= + , ( ) 4 y ln xy
2
= + , etc. Em
algumas situações é inconveniente ou até mesmo impossível de explicitar a variável y nessas
expressões. O método da derivação implícita permite encontrar a derivada de uma expressão desta
forma, sem a necessidade de explicitá-la.


Uma função na forma ( ) x f y = , onde a variável y aparece isolada no primeiro membro é chamada
de função explícita. Entretanto, algumas vezes as funções estão definidas por equações nas quais a
variável y não está isolada. Por exemplo

x 1 y x y 2
2
= + +

não está na forma explícita ( ) x f y = . Mesmo assim, esta equação ainda define y como uma função
de x, pois podemos escrevê-la como

2 x
1 x
y
2
+

= .

Caso quiséssemos calcular ´ y , poderíamos utilizar esta última expressão.


Uma equação em x e y pode definir mais do que uma função. Por exemplo 1 y x
2 2
= + que
representa graficamente uma circunferência de centro ( ) 0 , 0 e raio unitário (figura 1). Explicitando a
variável y encontramos duas funções

2
x 1 y − ± = .


A função
2
x 1 y − + = representa a semicircunferência superior (figura 2) e
2
x 1 y − − =
representa a semicircunferência inferior (figura 3).


figura 1 figura 2 figura 3


Caso quiséssemos calcular ´ y , poderíamos utilizar uma das expressões
2
x 1 y − ± = . Ainda neste
caso é possível explicitar a variável y, mesmo sabendo que parte do gráfico é suprimido neste
processo.
Álvaro Fernandes 46
Às vezes o processo para explicitar a variável y é bastante longo e trabalhoso, como é o caso da
expressão

0 xy 3 y x
3 3
= − +

e até mesmo impossível por qualquer método elementar, como neste caso

( ) 0 y xy sen = − .

O método da derivação implícita permitirá encontrar a derivada ´ y sem a necessidade de explicitar
a função como ( ) x f y = .

Definição: Uma expressão na forma ( ) 0 y , x F = define implicitamente uma função ( ) x f y = se o
gráfico de ( ) x f y = coincide com alguma parte do gráfico de ( ) 0 y , x F = .

Exemplo 35. Exemplos de funções definidas implicitamente:

a) 0 x 1 y x y 2
2
= − + + .

b) 0 1 y x
2 2
= − + .

c) 0 xy 3 y x
3 3
= − + .

d) ( ) 0 y xy sen = − .

Vamos agora mostrar como obter a derivada ´ y , nos casos do exemplo 35, sem explicitar y.
Usaremos a regra da cadeia para derivar os termos da expressão ( ) 0 y , x F = que envolvem y.

a) 0 x 1 y x y 2
2
= − + + . Esta expressão define y como uma função de x implicitamente, logo:


( ) ( )
( ) ( ) ( )
( )
( )
.
2 x
xy 2 1
´ y
xy 2 1 2 x ´ y
0 1 ´ y x xy 2 ´ y 2
0 1
dx
dy
x xy 2
dx
dy
2
0 x 1
dx
d
y x
dx
d
y 2
dx
d
0
dx
d
x 1 y x y 2
dx
d
2
2
2
2
2
2
+

=
− = +
= − + +
= − + + +
= − + +
= − + +

Observe que usamos a derivada de um produto em ( ) y x
dx
d
2
.
Derivamos ambos os membros em relação a x.
Derivada de uma soma de funções.
Apenas mudamos os símbolos: ( ) ´ y x ´ y
dx
dy
= = .
Álvaro Fernandes 47
Poderíamos obter a derivada ´ y derivando diretamente
2 x
1 x
y
2
+

= . Vejamos:

( )( ) ( )( )
( ) ( ) ( )
2
2
2
2
2
2 2
2
2
2
2 x
x x 2 2
2 x
x 2 x 2 2 x
2 x
x 2 1 x 2 x 1
´ y
+
− +
=
+
+ − +
=
+
− − +
= , logo
( )
2
2
2
2 x
x x 2 2
´ y
+
− +
= .

Você pode estar se perguntando:

Obtivemos
( )
2
2
2
2 x
x x 2 2
´ y
+
− +
= , mas anteriormente calculamos
2 x
xy 2 1
´ y
2
+

= . Estas expressões são
distintas?

Obviamente não, pois se fizermos
2 x
1 x
y
2
+

= na expressão
2 x
xy 2 1
´ y
2
+

= , vamos obter
( )
2
2
2
2 x
x x 2 2
´ y
+
− +
= :


( )
2
2
2
2
2
2 2
2
2
2
2
2
2 x
x x 2 2
2 x
2 x
x 2 x 2 2 x
2 x
2 x
x 2 x 2
1
2 x
2 x
1 x
x 2 1
´ y
+
− +
=
+
|
|
.
|

\
|
+
+ − +
=
+
|
|
.
|

\
|
+


=
+
|
.
|

\
|
+


= .

Atenção: Não é necessário verificar se as derivadas calculadas nas formas explícita e implícita
coincidem, mesmo porque em alguns casos não é possível mesmo isolar a variável y.


Caso queiramos calcular o valor da derivada ´ y num ponto, por exemplo 2 x
o
= , basta
encontrarmos o valor da imagem
o
y , substituindo
o
x na expressão 0 x 1 y x y 2
2
= − + + . Depois
calculamos ´ y com estes dois valores, pois
2 x
xy 2 1
´ y
2
+

= depende de duas variáveis. Vejamos:

6
1
y 0 2 1 y 4 y 2 0 x 1 y x y 2
o o o o o
2
o o
= ⇒ = − + + ⇒ = − + + .

( )
18
1
2 2
6
1
2 2 1
2 x
y x 2 1
´ y
2 2
o
o o
=
+
|
.
|

\
|

=
+

= .

Observe que encontramos este mesmo valor usando
( )
2
2
2
2 x
x x 2 2
´ y
+
− +
= no ponto 2 x
o
= :

( )
( )
18
1
36
2
2 2
2 2 2 2
´ y
2
2
2
= =
+
− +
= .

Mas lembre-se: nem sempre é possível isolar a variável y para calcular ´ y .
Álvaro Fernandes 48
b) 0 1 y x
2 2
= − + .

( ) ( ) ( ) .
y
x
´ y 0 ´ yy 2 x 2 0 0 y
dx
d
x 2 0
dx
d
1 y x
dx
d
2 2 2
− = ⇒ = + ⇒ = + + ⇒ = − +


c) 0 xy 3 y x
3 3
= − + .

( ) ( ) ( ) ( ) ⇒ = − + ⇒ = − + 0 xy
dx
d
3 y
dx
d
x 3 0
dx
d
xy 3 y x
dx
d
3 2 3 3


( ) | | ( ) .
x y
x y
´ y
x 3 y 3
x 3 y 3
´ y x 3 y 3 x 3 y 3 ´ y 0 ´ xy y 1 3 ´ y y 3 x 3
2
2
2
2
2 2 2 2


= ⇒


= ⇒ − = − ⇒ = + − +



d) ( ) 0 y xy sen = − .

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | | 0 ´ y ´ xy y 1 xy cos 0
dx
d
y
dx
d
xy sen
dx
d
0
dx
d
y xy sen
dx
d
= − + ⇒ = − ⇒ = −

( ) ( )
( )
( )
.
1 xy cos x
xy cos y
´ y 0 ´ y xy ´cos xy xy cos y

− = ⇒ = − + ⇒


Vejamos alguns exemplos que ocorrem com maior freqüência em derivação implícita:


( ) ´ y ny y
dx
d
1 n n
⋅ =

.

( ) | | ( ) ´ y y sec y tg
dx
d
2
⋅ = .

| | ´ y e e
dx
d
y y
⋅ = .

( ) | | ´ y
y
1
y ln
dx
d
⋅ = .

( ) | | ´ y
y 1
1
y arctg
dx
d
2

+
= .

Álvaro Fernandes 49
Atividades (grupo 27).

1. Determine a derivada ' y das curvas dadas implicitamente por:

a) 4 y x
2 2
= + b) y 2 x y 2 xy
3 2
− = + c) ( ) 0 y sen x y x
2 2
= +

d) 3 y x e
xy
− + =
e) 0
y x
y x
y
3
=
+


f) ( ) 1 xy y tg − =


2. Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo, nos
pontos indicados.

a) ( )
2
y x y ln + = no ponto ( ) 1 , 1 P − .

b)
y 3
2 . y x = , no ponto em que a normal é vertical.

c) 19 y 13 x 6
2 2
= + (elipse), nos pontos onde a normal é paralela à reta 0 7 y 12 x 26 = − − .


3. Seja C a circunferência dada implicitamente por 1 y x
2 2
= + e t a reta tangente à C no ponto de
abscissa 2 2 x
o
= , como mostra a figura abaixo. Calcule o valor da área sombreada.




4. Determine a área do triângulo AOB na figura abaixo sabendo-se que r é a reta tangente a curva C,
dada implicitamente por ( ) x 3 1 x cos 2 e
2 xy
= − + , no ponto ( ) 0 , 1 A .




Álvaro Fernandes 50
Derivada de uma função na forma paramétrica


Função na forma paramétrica

Sejam
( )
( )
¹
´
¦
=
=
t y y
t x x
funções de uma mesma variável t, | | b , a t ∈ .

A cada valor de t no intervalo | | b , a corresponde um único par ( ) ( ) ( ) t y , t x P no plano cartesiano. Se
as funções ( ) t x x = e ( ) t y y = forem contínuas, quando t variar de a até b, o ponto P descreverá
uma curva no plano.



As equações
( )
( )
¹
´
¦
=
=
t y y
t x x
são chamadas de equações paramétricas da curva e t é chamado de
parâmetro.

Se a função ( ) t x x = admite uma inversa ( ) x t t = , podemos escrever ( ) ( ) x t y y = , eliminando o
parâmetro t. Neste caso, temos y como uma função de x, isto é, ( ) x y y = .

Mesmo quando a função ( ) t x x = não admite inversa, em alguns casos, podemos obter uma forma
implícita da curva, eliminando o parâmetro t de forma conveniente.

Dizemos que as equações
( )
( )
¹
´
¦
=
=
t y y
t x x
definem a forma paramétrica de uma curva plana.

Exemplo 36.

a) As equações ℜ ∈
¹
´
¦
=
+ =
t ,
t 2 y
1 t x
, definem a reta de equação 2 x 2 y − = . Para verificar isto basta
isolar o parâmetro t na equação 1 t x + = e substituir em t 2 y = .


b) As equações ℜ ∈
¹
´
¦
− =
− =
t ,
1 t y
t 1 x
2
, definem a parábola de equação x 2 x y
2
− = . Para verificar
isto basta isolar o parâmetro t na equação t 1 x − = e substituir em 1 t y
2
− = .


c) As equações
( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
=
=
2 , 0 t ,
t sen 2 y
t cos 2 x
, definem a circunferência de equação 4 y x
2 2
= + .

Pois as equações ( ) t cos 2 x = e ( ) t sen 2 y = satisfazem 4 y x
2 2
= + , para todo ℜ ∈ t .
Álvaro Fernandes 51
( ) | | ( ) | | ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 4 t sen t cos 4 t sen 4 t cos 4 t sen 2 t cos 2 y x
2 2 2 2 2 2 2 2
= + = + = + = + .

Observe neste caso que a função ( ) t cos 2 x = não admite inversa no intervalo | | π ∈ 2 , 0 t e a forma
encontrada para a curva foi implícita.

Caso geral:
( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
+ =
+ =
2 , 0 t ,
t sen a y y
t cos a x x
o
o
, 0 a > , definem a circunferência de equação

( ) ( )
2 2
o
2
o
a y y x x = − + − .

Prove!

d) Forma paramétrica da Elipse:

( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
+ =
+ =
2 , 0 t ,
t sen b y y
t cos a x x
o
o
, b a ≠ e ambos positivos, definem a elipse de equação

( ) ( )
1
b
y y
a
x x
2
2
o
2
2
o
=

+

.

Pois ( )
( )
a
x x
t cos
o

= , ( )
( )
b
y y
t sen
o

= e ( ) ( ) 1 t sen t cos
2 2
= + .


Vamos ver agora como obter a derivada de uma função na forma paramétrica.


Seja
( )
( )
¹
´
¦
=
=
t y y
t x x
a forma paramétrica que define y como uma função de x.

Suponha que as funções ( ) t y y = , ( ) t x x = e a sua inversa ( ) x t t = sejam deriváveis.

Podemos então obter a composta ( ) ( ) x t y y = e aplicar a regra da cadeia para calcular ( ) x ´ y :

( ) ( ) ( ) x ´ t t ´ y x ´ y ⋅ = .

Vimos no estudo da derivada da função inversa que ( )
( ) t ´ x
1
x ´ t = . Daí, temos que

( ) ( )
( )
( )
( ) t ´ x
t ´ y
t ´ x
1
t ´ y x ´ y = ⋅ = .

( )
( )
( ) t ´ x
t ´ y
x ´ y = é a derivada de uma função na forma paramétrica.
Álvaro Fernandes 52
Exemplo 36.

a) Calcule a derivada ( ) x ´ y da função ( ) x y y = definida na forma paramétrica por
ℜ ∈
¹
´
¦
− =
− =
t
t 6 1 y
5 t 3 x
, .

( )
( )
( )
2
3
6
t ´ x
t ´ y
x ´ y − =

= = .

Poderíamos obter este resultado eliminado o parâmetro t, obtendo a função ( ) x y y = e calculando
diretamente ( ) x ´ y :

9 x 2
3
5 x
6 1 y
3
5 x
t 5 t 3 x − − = |
.
|

\
| +
− = ∴
+
= ⇒ − = . Daí, ( ) 2 x ´ y − = .

b) Calcule a derivada ( ) x ´ y da função ( ) x y y = definida na forma paramétrica por
ℜ ∈
¹
´
¦
+ =
− =
t
t t y
t 1 x
2
, .

( )
( )
( )
1 t 2
1
1 t 2
t ´ x
t ´ y
x ´ y − − =

+
= = .

Para obter a derivada em função de x, basta substituir t por x 1 − :

( ) ( ) ( ) ( ) 3 x 2 x ´ y 3 x 2 1 x 1 2 x ´ y 1 t 2 x ´ y − = ∴ − = − − − = ⇒ − − = .
Observe que novamente poderíamos obter este resultado eliminado o parâmetro t, obtendo a função
( ) ( ) x 1 x 1 y
2
− + − = e calculando ( ) ( )( ) 3 x 2 1 1 x 1 2 x ´ y − = − + − − = .


c) Determine a equação da reta tangente a elipse
( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
+ =
+ =
2 , 0 t ,
t sen 4 2 y
t cos 2 1 x
no ponto
4
t
π
= .

A equação da reta tangente é ( )
o o
x x ´ y y y − = − .

Cálculo de
o
x : 2 1
2
2
2 1
4
cos 2 1 x
o
+ = + = |
.
|

\
| π
+ = .

Cálculo de
o
y : ( ) 2 1 2 2 2 2
2
2
4 2
4
sen 4 2 y
o
+ = + = + = |
.
|

\
| π
+ = .

Cálculo de ´ y no ponto
4
t
π
= :

( )
( )
( )
( )
( ) ( ) 2 1 2
4
g cot 2 ´ y . t g cot 2
t sen 2
t cos 4
t ´ x
t ´ y
´ y − = − = |
.
|

\
| π
− = ∴ − =

= = .


Logo, a reta tangente é igual a ( ) ( ) 2 1 x 2 2 1 2 y − − − = + − ou ( ) 2 1 4 x 2 y + + − = .
Álvaro Fernandes 53
Gráfico:


Atividades (grupo 28).

1. Calcule a derivada ( ) x ´ y das funções definidas parametricamente nos pontos indicados.

a)
3
t ,
t 3 cos y
t 2 sen x
π
=
¹
´
¦
=
=
. b)
6
t ,
t sen y
t cos x
3
3
π
=
¦
¹
¦
´
¦
=
=
.

2. Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo, nos
pontos indicados.

a)
(
¸
(

¸
π π
− ∈
¹
´
¦
=
=
2
,
2
t ,
t 2 sen y
t sen x
,
no ponto
6
t
π
= .
b)
( )
( )
1 t 0 ,
t 1 t 6 y
t 1 t 6 x
1
2 2
1
2
≤ ≤
¦
¹
¦
´
¦
+ =
+ =


,
no ponto de abscissa
5
12
.

3. Determine o valor da área sombreada na figura abaixo. Sabe-se que r é a reta tangente a elipse

( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
=
=
2 , 0 t ,
t sen y
t cos 2 x
: C , no ponto
3
t
π
= .

Obs.: A área da elipse é dada pela fórmula ab A π = , onde a e b são os comprimentos dos semi-
eixos.


Resp.: ( ) 6 3 3 8 π −
Álvaro Fernandes 54
Diferencial

Até agora
dx
dy
tem sido visto apenas como uma simples notação para a derivada de uma função
( ) x f y = em relação a variável x, isto é, ( ) ( ) x ´ f x ´ y
dx
dy
= = . O que faremos agora é interpretar
dx
dy

como um quociente entre dois acréscimos (diferenciais).


Acréscimos e decréscimos

Se a partir de um determinado valor x somarmos ou subtrairmos um determinado valor
*
x ℜ ∈ ∆ ,
estaremos fazendo um acréscimo ou decréscimo na variável x.

Nesta figura temos que ∆x > 0.


Sem perda de generalidade, podemos supor 0 x > ∆ para a nossa análise.

Seja ( ) x f y = uma função derivável e x ∆ um acréscimo na variável x.

Definição: O diferencial de x, denotado por dx, é o valor do acréscimo x ∆ , isto é, x dx ∆ = .

Considere t a reta tangente ao gráfico de ( ) x f y = no ponto x. Seja α o ângulo de inclinação de t.

Definição: O diferencial de y, denotado por dy, é o acréscimo na ordenada da reta tangente t,
correspondente ao acréscimo dx em x.



De acordo com a figura podemos observar que o quociente ( ) α = tg
dx
dy
. Mas ( ) ( ) x ´ f tg = α , pois
esta é a interpretação geométrica da derivada. Logo

( ) ⇒ = x ´ f
dx
dy
( ) dx x ´ f dy ⋅ =
O acréscimo dy pode ser visto como uma aproximação para y ∆ . Esta aproximação é tanto melhor
quanto menor for o valor de dx. Isto é,

se 0 dx → , então 0 dy y → − ∆ .

Daí podemos dizer que dy y ≈ ∆ se dx for bem pequeno.

( ) ( ) x f dx x f y − + = ∆
Álvaro Fernandes 55
Como ( ) ( ) x f dx x f y − + = ∆ e ( ) dx x ´ f dy ⋅ = , obtemos que


( ) ( ) ( ) dx x ´ f x f dx x f ⋅ ≈ − + , ou seja, ( ) ( ) ( ) x f dx x ´ f dx x f + ⋅ ≈ + .


Exemplo 37.

1. Calcule o diferencial dy das funções abaixo:

a) x 2 x y
3
+ = . b) ( )
2
x sen y = .
c) ( ) ( ) x sec ln y = .

Soluções:

a) ( )dx 2 x 3 dy
2
+ = . b) ( )dx x cos x 2 dy
2
= .
c) ( )dx x tg dy = .

2. Calcule um valor aproximado para ( )
2
9 , 19 usando diferenciais.

Solução:

Podemos pensar na função ( )
2
x x f = onde queremos calcular um valor aproximado para ( ) 9 , 19 f .

Para isto vamos utilizar ( ) ( ) ( ) x f dx x ´ f dx x f + ⋅ ≈ + , onde podemos fazer 1 , 0 dx 20 x − = = e .

( ) x 2 x ´ f = .

Daí,

( ) ( ) ( ) x f dx x ´ f dx x f + ⋅ ≈ +

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 20 f 1 , 0 20 ´ f 1 , 0 20 f + − ⋅ ≈ − +

( ) ( ) ( ) ( ) 396 400 4 400 1 , 0 40 20 1 , 0 20 2 9 , 19 f
2
= + − = + − ⋅ = + − ⋅ ≈ . Logo ( ) 396 9 , 19 f ≈ .

O valor exato é 396,01.

Lembre-se: quanto menor o valor de dx, melhor é a aproximação.


Atividades (grupo 29).

1. Encontre dy y e ∆ para os valores dados nas funções abaixo e compare os resultados ( ) dy y ≅ ∆ :

a) . 0 x ; 02 , 0 x ; x 6 x 5 y
2
= = ∆ − = b) . 1 x ; 1 , 0 x ;
1 x
1 x 2
y − = = ∆

+
=


2. Usando diferencial, calcule um valor aproximado para: a)
2
5 , 12 . b)
3
1 , 4 . c) 13 .
Álvaro Fernandes 56

Aplicações da derivada


A regra de L’Hospital

Esta regra permite calcular certos tipos de limites (cujas indeterminações são do tipo


ou
0
0
)
aplicando as regras de derivação.

Sejam f e g funções deriváveis num intervalo aberto I, exceto possivelmente, num ponto I a ∈ .
Suponha que ( ) a x I x , 0 x ´ g ≠ ∈ ∀ ≠ e .

a) Se ( ) ( )
( )
( )
L
x ´ g
x ´ f
lim 0 x g lim x f lim
a x a x a x
= = =
→ → →

e , então

( )
( )
( )
( )
L
x ´ g
x ´ f
lim
x g
x f
lim
a x a x
= =
→ →

;


b) Se ( ) ( )
( )
( )
L
x ´ g
x ´ f
lim x g lim x f lim
a x a x a x
= ±∞ = =
→ → →

e , então

( )
( )
( )
( )
L
x ´ g
x ´ f
lim
x g
x f
lim
a x a x
= =
→ →

.

Exemplo 38.

Calcule os limites abaixo usando a regra de L’hospital.

a)
x
1 - e
lim
x
0 x


. b)
1 x
2 x x
lim
2
4
1 x

− +

.
c)
( )
2 e e
x x sen
lim
x x
0 x
− +



.
d)
2
x
x
x
e
lim
+∞ →
.
e) ( )
x
2
0 x
x 2 x lim +
+



Soluções:

a)
x
1 - e
lim
x
0 x


. (verifique a indeterminação do tipo
0
0
)

1
1
e
lim
x
1 - e
lim
x
0 x
x
0 x
= =
→ →
.

Álvaro Fernandes 57
b)
1 x
2 x x
lim
2
4
1 x

− +

. (verifique a indeterminação do tipo
0
0
)

2
5
x 2
1 x 4
lim
1 x
2 x x
lim
3
1 x
2
4
1 x
=
+
=

− +
→ →
.

c)
( )
2 e e
x x sen
lim
x x
0 x
− +



. (verifique a indeterminação do tipo
0
0
)

( ) ( )
x x
0 x
x x
0 x
e e
1 x cos
lim
2 e e
x x sen
lim






=
− +

Observe que ainda há uma indeterminação do tipo
0
0
.

Neste caso podemos continuar aplicando a regra...

( ) ( )
0
2
0
e e
x sen
lim
e e
1 x cos
lim
x x
0 x
x x
0 x
= − =
+

=






. Logo,
( )
0
2 e e
x x sen
lim
x x
0 x
=
− +



.

d)
2
x
x
x
e
lim
+∞ →
. (verifique a indeterminação do tipo


)

x 2
e
lim
x
e
lim
x
x
2
x
x

+∞ → +∞ →
= Observe que ainda há uma indeterminação do tipo


.

Neste caso podemos continuar aplicando a regra...

+∞ = =
→ +∞ →
2
e
lim
x 2
e
lim
x
0 x
x
x
. Logo, +∞ =
+∞ →
2
x
x
x
e
lim .

e) ( )
x
2
0 x
x 2 x lim +
+

. Verifique que a indeterminação agora é do tipo
0
0 . Neste caso, precisamos
transformá-la em 0 0 ou ∞ ∞ para poder aplicar a regra de L´Hospital. Vamos usar duas
propriedades dos logarítimos. São elas: ( ) ( ) a ln x a ln
x
= e
( )
x e
x ln
= .

( )
( ) ( )
( )
= = = = = = +
+
+



+
+

+

+

+
→ →
+ + + + + +
x 2 x
x 2 x 2
0 x
x 1
x 2 x
2 x 2
0 x
x 1
x 2 x ln
0 x
x 2 x ln x
0 x
x 2 x ln
0 x
x
2
0 x
2
2 3
2
2 2
2
x
2
e lim e lim e lim e lim e lim x 2 x lim

1 1 lim e lim e lim e lim
0 x
0
0 x
2
0
0 x
2 x
x 2 x 2
0 x
2
= = = = =
+ + + +
→ →


+
+


.

Podemos aplicar esta mesma técnica para resolvermos indeterminações do tipo
0
∞ .

Atividades (grupo 30).

Calcule os seguintes limites usando a regra de L’hospital:

a)
x sen x
x 2 e e
lim
x x
0 x

− −


. b)
( )
x 2
x sen
lim
2 x

π

.
c) ( ) ( ) x tg x sec lim
2 x

π →
. d) ( ) | |
x 2
0 x
x sen 1 lim +
+

.


Álvaro Fernandes 58
Interpretação cinemática da derivada

Vamos agora interpretar a derivada do ponto de vista da cinemática, que estuda o movimento dos
corpos. Veremos que a velocidade e a aceleração de um corpo podem ser determinadas através das
derivadas de primeira e segunda ordem, respectivamente, quando conhecemos a função horária do
movimento do corpo.


Velocidade. Considere um corpo que se move em linha reta e seja ( ) t s s = a sua função horária,
isto é, o espaço percorrido em função do tempo. O deslocamento do corpo no intervalo de tempo
t t t ∆ + e é definido por ( ) ( ) t s t t s s − ∆ + = ∆ .

A velocidade média do corpo neste intervalo de tempo é definida por
( ) ( )
t
t s t t s
t
s
v
m

− ∆ +
=


= .

A velocidade média do corpo não dá uma informação precisa sobre a velocidade em cada instante
do movimento no intervalo de tempo t t t ∆ + e . Para obtermos a velocidade instantânea do corpo
no instante t, precisamos calcular a velocidade média em intervalos de tempo cada vez menores,
isto é, fazendo 0 t → ∆ .

A velocidade instantânea do corpo no instante t é definida por

( )
( ) ( )
( ) t ´ s
t
t s t t s
lim
t
s
lim v lim t v
0 t 0 t
m
0 t
=

− ∆ +
=


= =
→ ∆ → ∆ → ∆
. Assim, ( ) ( ) t ´ s t v = .


A velocidade instantânea ( ) t v é a primeira derivada da função horária ( ) t s .



Aceleração. De forma análoga ao conceito de velocidade vem o de aceleração:

A aceleração média do corpo no intervalo de tempo t t t ∆ + e é definida por

( ) ( )
t
t v t t v
t
v
a
m

− ∆ +
=


= .

A aceleração instantânea do corpo no instante t é definida por

( )
( ) ( )
( ) t ´ v
t
t v t t v
lim
t
v
lim a lim t a
0 t 0 t
m
0 t
=

− ∆ +
=


= =
→ ∆ → ∆ → ∆
. Assim, ( ) ( ) t ´ v t a = .


Como ( ) ( ) t ´ s t v = podemos escrever a aceleração instantânea como a segunda derivada dos espaço
em relação ao tempo. Assim ( ) ( ) t ´´ s t a = .

Obs.: No M.R.U.V. a função horária é do segundo grau ( ) ( )
2
at
t v s t s
2
0 o
+ + = , sendo constantes
o
s o espaço inicial,
o
v a velocidade inicial e a a aceleração do movimento. Neste caso, a
velocidade instantânea é dada por ( ) ( ) at v t s t v
o
+ = ′ = e a aceleração instantânea é dada por
( ) ( ) a t v t a = ′ = .
Álvaro Fernandes 59
Exemplo 39.

a) Suponha que um corpo em movimento retilíneo tenha função horária definida por ( )
2
t 2 t 12 t s − =
e no instante 0 t = ele inicia o movimento. Considere o espaço medido em metros e o tempo em
segundos. Determine:

i) a velocidade média do corpo no intervalo de tempo| | 3 , 1 ;
ii) a velocidade do corpo no instante 1 t = ;
iii) a aceleração média do corpo no intervalo de tempo| | 3 , 1 ;
iv) a aceleração do corpo no instante 1 t = .

Solução:
i)
( ) ( ) ( ) ( )
s / m 4
2
8
2
10 18
1 3
1 s 3 s
t
t s t t s
t
s
v
m
= =

=


=

− ∆ +
=


= .

ii) ( ) ( ) ( ) s / m 8 4 12 1 v t 4 12 t ´ s t v = − = ∴ − = = .

iii)
( ) ( ) ( ) ( )
2
m
s / m 4
2
8 0
1 3
1 v 3 v
t
t v t t v
t
v
a − =

=


=

− ∆ +
=


= .

iv) ( ) ( ) ( )
2
s / m 4 3 a 4 t ´´ s t a − = ∴ − = = .

b) Uma partícula em movimento retilíneo tem a função horária dada por ( ) 3 t 60 t 21 t 2 t s
2 3
+ + − = .
Considere o espaço medido em metros e o tempo em segundos. Determine:

i) Em que instante a partícula pára, isto é, tem velocidade nula?
ii) Determine a aceleração da partícula no instante s 5 , 4 t = .

Solução:

i) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )( ) 5 t 2 t 6 10 7 t 6 t v 60 t 42 t 6 t ´ s t v
2 2
− − = + − = ⇒ + − = = .

( ) ( )( ) s 2 t 0 5 t 2 t 6 0 t v = ⇔ = − − ⇔ = ou s 5 t = . Assim a partícula tem velocidade nula
nos instantes s 2 t = e s 5 t = .



ii) ( ) ( ) ( ) ( )
2
s / m 12 42 5 , 4 12 5 , 4 a 42 t 12 t ´´ s t a = − = ∴ − = = .
Álvaro Fernandes 60
Atividades (grupo 31).

1. Do solo um projétil é disparado verticalmente para cima. Sua altura (em metros) é dada em
função do tempo (em segundos) por ( )
2
t 10 t 160 t h − = . Determine:

i) As funções velocidade e aceleração do projétil;
ii) Em que instante 0 t > o projétil pára?
iii) Quantos segundos dura todo o trajeto do projétil?
iv) Com que velocidade e aceleração o projétil atingirá o solo?


2. A equação do movimento de uma partícula é ( )
3
2 t t s + = , s em metros e t em segundos.
Determine:

i) o instante em que a velocidade é de m/s 12 1 ;

ii) a distância percorrida até este instante;

iii) a aceleração da partícula quando t = 2s.


3. A equação horária do movimento retilíneo de uma partícula é ( ) ( )
2
3
5
t
6
t
4 t
15
4
t s + − + = .
Considere s em metros e t em segundos. Determine em que instante 0 t > a aceleração da partícula
é nula.

Álvaro Fernandes 61
Taxa de variação


Vimos na seção anterior que se ( ) t s s = é a função horária do movimento retilíneo de um corpo, a
velocidade média é dada por
t
s
v
m


= e a velocidade instantânea é a dada pela derivada
( ) ( )
( ) ( )
t
t s t t s
lim
t
s
lim t ´ s t v
0 t 0 t

− ∆ +
=


= =
→ ∆ → ∆
. Da mesma forma, a aceleração média é
t
v
a
m


= e a
aceleração instantânea é dada pela derivada ( ) ( )
( ) ( )
t
t v t t v
lim
t
v
lim t ´ v t a
0 t 0 t

− ∆ +
=


= =
→ ∆ → ∆
.

As razões
m m
a v e são exemplos de taxas médias de variação num intervalo e as razões
( ) ( )
t
s
lim t ´ s t v
0 t


= =
→ ∆
e ( ) ( )
t
v
lim t ´ v t a
0 t


= =
→ ∆
são exemplos de taxas instantâneas de variação
num ponto, ou simplesmente taxas de variação num ponto.


Definição: De uma forma geral, se ( ) x f y = é uma função, a razão
x
y


é chamada de taxa média
de variação da função f no intervalo | | x x , x ∆ + e a derivada
( )
( ) ( )
x
x f x x f
lim
x
y
lim x ´ f
0 x 0 x

− ∆ +
=


=
→ ∆ → ∆
é chamada de taxa de variação da função f no ponto x.

“Toda taxa de variação pode ser interpretada como uma derivada”.

Interpretando a derivada desta forma, podemos resolver diversos problemas das ciências que
envolvem razões instantâneas de variação.


Exemplo 40. Suponha que um óleo derramado através da ruptura do tanque de um navio se espalhe
em forma circular cujo raio cresce a uma taxa de 2m/h. Com que velocidade a área do
derramamento está crescendo no instante em que o raio atingir 60m?

Solução:

A taxa com que o raio cresce é de 2m/h. Podemos interpretar e denotar esta taxa de variação como
h / m 2
dt
dr
= .

Queremos calcular a taxa com que a área cresce em relação ao tempo. Podemos denotar esta taxa de
variação como
dt
dA
. A área do derramamento é circular, logo
2
r A π = .

Queremos calcular
dt
dA
e temos
dt
dr
. A regra da cadeia relaciona estas razões através de
dt
dr
dr
dA
dt
dA
⋅ = . Assim, r 4 2 r 2
dt
dA
π = ⋅ π = . Quando o raio atingir 60m a área do derramamento
estará crescendo a uma taxa de ( ) h / m 240 h / m 60 4
2 2
π = π .
Álvaro Fernandes 62
Diretrizes para resolver problemas de taxa de variação


1. Desenhe uma figura para auxiliar a interpretação do problema;

2. Identifique e denote as taxas que são conhecidas e a que será calculada;

3. Ache uma equação que relacione a quantidade, cuja taxa será encontrada, com as quantidades
cujas taxas são conhecidas;

4. Derive esta equação em relação ao tempo, ou use a regra da cadeia, ou a derivação implícita
para determinar a taxa desconhecida;

5. Após determinada a taxa desconhecida, calcule-a em um ponto apropriado.


Exemplo 41. Um tanque de água tem a forma de um cone circular invertido com base de raio 2m e
altura igual a 4m. Se a água está sendo bombeada dentro do tanque a uma taxa de 2m
3
/min, encontre
a taxa na qual o nível da água está elevando quando a água está a 3m de profundidade.






2
h
r
4
2
h
r
= ⇒ = . Assim,
3
2
h
12
h
2
h
3
1
V
π
= |
.
|

\
|
π = .


Derivando ambos os lados em relação ao tempo t, obtemos

dt
dV
h
4
dt
dh
dt
dh
h 3
12 dt
dV
dt
dh
dh
dV
dt
dV
2
2

π
= ⇔ ⋅
π
= ⇔ ⋅ = .

Substituindo min m 2
dt
dV
3
= e h = 3m, temos

min m 28 , 0
9
8
2
3
4
dt
dh
2

π
= ⋅
π
= .
Dado min m 2
dt
dV
3
= , devemos encontrar
dt
dh

quando h = 3m. As grandezas V e h estão
relacionadas pela equação h r
3
1
V
2
π = , que é o
volume do cone. Para obter o volume V como função

da altura h, podemos eliminar a variável r usando

semelhança de triângulos:
Álvaro Fernandes 63
Atividades (grupo 32).

1) Uma bola de neve esférica é formada de tal maneira que o seu volume aumenta à razão de 8
cm
3
/min. Com que velocidade aumenta o raio no instante em que a bola tem 4 cm de diâmetro?

2) Um automóvel que viaja à razão de 30 m/s, aproxima-se de um cruzamento. Quando o automóvel
está a 120 m do cruzamento, um caminhão que viaja à razão de 40 m/s atravessa o cruzamento. O
automóvel e o caminhão estão em rodovias que formam um ângulo reto uma com a outra. Com que
velocidade afastam-se o automóvel e o caminhão 2s depois do caminhão passar pelo cruzamento?

3) Uma escada com 13m de comprimento está apoiada numa parede vertical e alta. Num
determinado instante a extremidade inferior, que se encontra a 5m da parede, está escorregando,
afastando-se da parede a uma velocidade de 2 m/s. Com que velocidade o topo da escada está
deslizando neste momento?

4) Um balão está a 60 m acima do solo e se eleva verticalmente à razão de 5 m/s. Um automóvel
passa por baixo do balão viajando à 12 m/s. Com que velocidade varia, um segundo depois, a
distância entre o balão e o automóvel?

5) Despeja-se água num recipiente de forma cônica, à razão de 8 cm
3
/min. O cone tem 20 cm de
profundidade e 10 cm de diâmetro em sua parte superior. Se existe um furo na base, e o nível da
água está subindo à razão de 1 mm/min, com que velocidade a água estará escoando quando esta
estiver a 16 cm do fundo?

6) Um lado de retângulo está crescendo a uma taxa de 17 cm/min e o outro lado está decrescendo a
uma taxa de 5 cm/min. Num certo instante, os comprimentos desses lados são 10 cm e 7 cm,
respectivamente. A área do retângulo está crescendo ou decrescendo nesse instante? A que
velocidade?

7) Dois resistores variáveis
2 1
R R e são ligados em paralelo. A resistência total R é calculada
pela equação ( ) ( )
2 1
R 1 R 1 R 1 + = . Se
2 1
R R e estão aumentando às taxas de
s ohm 02 , 0 s ohm 01 , 0 e respectivamente, a que taxa varia R no instante em que
ohms 90 R ohms 30 R
2 1
= = e ?

8) Um triângulo isósceles tem os lados iguais com cm 15 cada um. Se o ângulo θ entre eles varia à
razão de rad 90 π por minuto, determine a variação da área do triângulo quando θ rad 6 π = .
Álvaro Fernandes 64
Análise gráfica das funções


Máximos e mínimos

Definição: Uma função ( ) x f y = tem um ponto de máximo relativo em
0
x x = , se existe um
intervalo aberto A, contendo
0
x , tal que ( ) ( ) x f x f
0
≥ , para todo A x ∈ .

( )
0
x f é chamado de valor máximo relativo.


Definição: Uma função ( ) x f y = tem um ponto de mínimo relativo em
1
x x = , se existe um
intervalo aberto B, contendo
1
x , tal que ( ) ( )
1
f x f x ≤ , para todo B x ∈ .

( )
1
x f é chamado de valor mínimo relativo.




Exemplo 42. A função ( )
2 4
x 4 x x f − = tem um ponto de máximo relativo em 0 x = e dois pontos
de mínimos relativos em 2 x ± = . O valor máximo relativo é 0 y = e o valor mínimo relativo é
4 y − = .



A proposição seguinte permite encontrar os possíveis pontos de extremos relativos (máximos
relativos ou mínimos relativos) de uma função.
Álvaro Fernandes 65
Proposição: Seja ( ) x f y = uma função definida num intervalo aberto ( ) b , a I = . Se f tem um
extremo relativo em I k ∈ e ( ) x ´ f existe para todo I x ∈ , então ( ) 0 k ´ f = .

Podemos interpretar geometricamente esta proposição da seguinte forma:

A reta tangente ao gráfico de f no ponto k x = é horizontal, visto que ( ) 0 k ´ f = .





Definição: Um ponto ( ) f D c ∈ tal que ( ) 0 c ´ f = ou ( ) c ´ f não existe é chamado de ponto
crítico de f.

Se houverem extremos relativos numa função, estes ocorrem em ponto críticos.


Exemplo 43. Algumas funções e seus pontos críticos.

a)


b)

c)


3
x y = 2 1 x y + − =
( ) 1 1 x y
2
+ − =


Observações:

• No exemplo a) ( ) 0 0 ´ f = , mas 0 x = não é um ponto de extremo da função.
• No exemplo b) não existe ( ) 1 ´ f , mas 1 x = é um ponto de extremo (mínimo relativo) da
função.
• No exemplo c) ( ) 0 1 ´ f = e 1 x = é um ponto de extremo (mínimo relativo) da função.

Álvaro Fernandes 66

Uma função ( ) x f y = pode admitir num intervalo ( ) b , a mais do que um ponto de extremo relativo.
O maior valor da função num intervalo é chamado de valor máximo absoluto. Analogamente, o
menor valor é chamado de valor mínimo absoluto.




Algumas funções podem não apresentar extremos relativos num intervalo. Por exemplo
( ) 2 , 2 x , x y − ∈ = .



Funções crescentes e decrescentes


Definição: Uma função ( ) x f y = , definida num intervalo I, é crescente neste intervalo se para
quaisquer I , x x
1 0
∈ ,
1 0
x x < , temos que ( ) ( )
1 0
x f x f < . (ver Fig. 1)

Definição: Uma função ( ) x f y = , definida num intervalo I, é decrescente neste intervalo se para
quaisquer I , x x
1 0
∈ ,
1 0
x x < , temos que ( ) ( )
1 0
x f x f > . (ver Fig. 2)


Fig. 1 Fig. 2


Podemos identificar os intervalos onde uma função é crescente ou decrescente através do estudo do
sinal da derivada da função. Segue a proposição.
o
x é o ponto de máximo absoluto de f;

( )
0
x f é o valor máximo absoluto de f;

1
x é o ponto de mínimo absoluto de f;

( )
1
x f é o valor mínimo absoluto de f.
Álvaro Fernandes 67
Proposição: Seja f uma função contínua no intervalo | | b , a e derivável no intervalo ( ) b , a .

a) Se ( ) 0 x ´ f > para todo ( ) b , a x ∈ , então f é crescente em | | b , a ;
b) Se ( ) 0 x ´ f < para todo ( ) b , a x ∈ , então f é decrescente em | | b , a .

Noção geométrica:

a) Se a função derivada é positiva para todo ( ) b , a x ∈ então, geometricamente, a reta tangente tem
inclinação positiva para todo ( ) b , a x ∈ .





( ) ( )
o
tg x f 90 0 0 ´ < < ⇒ > = α α .

b) Se a função derivada é negativa para todo ( ) b , a x ∈ então, geometricamente, a reta tangente tem
inclinação negativa para todo ( ) b , a x ∈ .





( ) ( )
o o
180 90 0 tg x ´ f < α < ⇒ < α = .


Exemplo 44. Determine os intervalos de crescimento e decrescimento da função ( )
2 4
x 4 x x f − = .

Solução: Vamos analisar o sinal da derivada desta função.

( ) ( ) 2 x x 4 x 8 x 4 x ´ f
2 3
− = − = .


Logo:

f é crescente para todo | | | | +∞ ∪ − ∈ , 2 0 , 2 x , pois a derivada é positiva nestes intervalos.
f é decrescente para todo | | | | 2 , 0 2 , x ∪ − ∞ − ∈ , pois a derivada é negativa nestes
intervalos.

Observe o gráfico da função ( )
2 4
x 4 x x f − = no exemplo 42.
Álvaro Fernandes 68
Critérios para determinar os extremos de uma função


Teorema: (Critério da primeira derivada para determinação de extremos)
Seja f uma função contínua num intervalo fechado | | b , a que possui derivada em todo ponto do
intervalo ( ) b , a , exceto possivelmente num ponto k:

a) Se ( ) 0 x ´ f > para todo x < k e ( ) 0 x ´ f < para todo x > k, então f tem um máximo relativo em k;



b) Se ( ) 0 x ´ f < para todo x < k e ( ) 0 x ´ f > para todo x > k, então f tem um mínimo relativo em k;



Interpretação geométrica:

a) A função f é crescente para todo x < k , pois ( ) 0 x ´ f > e é decrescente para todo x > k , pois
( ) 0 x ´ f < . Desta forma, f assume um ponto de máximo relativo em k x = .



b) A função f é decrescente para todo x < k , pois ( ) 0 x ´ f < e é crescente para todo x > k , pois
( ) 0 x ´ f > . Desta forma, f assume um ponto de mínimo relativo em k x = .




Exemplo 45. Determine os extremos da função ( )
2 4
x 4 x x f − = .

Como vimos no exemplo anterior o sinal de ( ) x ´ f é .

Então, de acordo com a proposição, 2 x ± = são ponto de mínimo relativo e 0 x = é ponto de
máximo relativo. Observe o gráfico da função ( )
2 4
x 4 x x f − = no exemplo 42.

Álvaro Fernandes 69
O seguinte teorema também é utilizado para determinação de extremos de uma função. Ele é
aplicado quando a análise do sinal da primeira derivada não é imediata (simples).

Teorema: (Critério da segunda derivada para determinação de extremos)
Seja f uma função derivável num intervalo ( ) b , a e k um ponto crítico de f neste intervalo, isto é,
( ) 0 k ´ f = . Então:

a) ( ) ⇒ < 0 k ´´ f f tem um máximo relativo em k;
b) ( ) ⇒ > 0 k ´´ f f tem um mínimo relativo em k.

Exemplo 46. Determine os extremos da função ( )
2 4
x 4 x x f − = , usando o teste da segunda
derivada.

( ) ( ) 2 x x 4 x 8 x 4 x ´ f
2 3
− = − = . Os pontos críticos de f são 2 x 2 x 0 x
2 1 o
− = = = e , .

( ) 8 x 12 x ´´ f
2
− = .

( ) 0 8 0 ´´ f < − = , logo 0 x
o
= é ponto de máximo relativo.
( ) 0 16 2 ´´ f > = , logo 2 x
1
= é ponto de mínimo relativo.
( ) 0 16 2 ´´ f > = − , logo 2 x
2
− = é ponto de mínimo relativo.

Este resultado está de acordo com o exemplo 45.

Exemplo 47. Determine os extremos da função ( ) ( ) 0 x , x x ln x f
2
> − = , usando o teste da segunda
derivada.

( ) x 2
x
1
x ´ f − = .

( )
2
2
x
2
1
x x 2
x
1
0 x 2
x
1
0 x ´ f
2
± = ⇒ = ⇒ = ⇒ = − ⇒ = . Como 0 x > , temos que
2
2
x =
é o ponto crítico de f.

Vamos agora determinar o sinal de
|
|
.
|

\
|
2
2
´´ f :

( ) 2
x
1
x ´´ f
2
− − = . Assim 0 4
2
2
´´ f < − =
|
|
.
|

\
|
e então
2
2
x =

é ponto de máximo relativo de f.

Veja o gráfico da função ( ) ( ) 0 x , x x ln x f
2
> − = ao lado.

Álvaro Fernandes 70
Concavidade e ponto de inflexão

Sabemos que a parábola 0 a c bx ax y
2
≠ + + = , , tem concavidade voltada para cima quando 0 a >
e concavidade voltada para baixo quando 0 a < . Não existe mudança de concavidade nos gráficos
destas funções. Situação diferente acontece em ( ) x sen y = ou ( ) x cos y = , onde verificamos essas
mudanças. Os pontos de mudança de concavidade são chamados de pontos de inflexão. Através da
derivada (segunda) podemos determinar os intervalos onde uma função tem concavidade voltada
para cima ou para baixo e os pontos de inflexão. Estes conceitos são úteis no esboço gráfico de uma
curva.





Definição: Dizemos que uma função f tem concavidade voltada para cima (C.V.C) num intervalo
( ) b , a se ´ f é crescente neste intervalo. Em outras palavras, se o gráfico da função estiver acima de
qualquer reta tangente.



Figura 1

Definição: Dizemos que uma função f tem concavidade voltada para baixo (C.V.B) num intervalo
( ) b , a se ´ f é decrescente neste intervalo. Em outras palavras, se o gráfico da função estiver abaixo
de qualquer reta tangente.



Figura 2


Através do estudo do sinal da segunda derivada podemos determinar os intervalos onde uma função
tem concavidade voltada para cima ou para baixo. Vejamos a seguinte proposição.
Álvaro Fernandes 71
Proposição: Seja f uma função contínua e derivável até a segunda ordem no intervalo ( ) b , a :

a) Se ( ) 0 x ´´ f > para todo ( ) b , a x ∈ , então f tem concavidade voltada para cima em ( ) b , a ;

b) Se ( ) 0 x ´´ f < para todo ( ) b , a x ∈ , então f tem concavidade voltada para baixo em ( ) b , a .

Prova:

a) Como ( ) 0 x ´´ f > para todo ( ) b , a x ∈ , então ( ) x ´ f é crescente em ( ) b , a . Desta forma, o gráfico
de f tem o aspecto do gráfico da figura 1 anterior. De forma análoga prova-se o item b.


Definição: Um ponto ( ) ( ) k f , k P do gráfico de uma função contínua f é chamado de ponto de
inflexão (P.I.) se ocorre uma mudança de concavidade na passagem por P.



Figura 3

Figura 4


Para verificar a existência de um ponto de inflexão ( ) ( ) k f , k P no gráfico de uma função f, basta
verificar a mudança de sinal da segunda derivada na passagem por k.

Observe simbolicamente como isto ocorre:

Na figura 3 temos


Na figura 4 temos



Exemplo 48.

Determine os intervalos onde a função ( )
2 4
x 4 x x f − = tem concavidade voltada para cima, para
baixo e os pontos de inflexão.
Álvaro Fernandes 72
Temos que ( ) x 8 x 4 x ´ f
3
− = e ( ) 8 x 12 x ´´ f
2
− = .

( )
3
2
x
3
2
x
3
2
12
8
x 0 8 x 12 0 x ´´ f
2 2
− < > ⇒ = > ⇒ > − ⇒ > ou .

( )
3
2
x
3
2
3
2
12
8
x 0 8 x 12 0 x ´´ f
2 2
< < − ⇒ = < ⇒ < − ⇒ < .



Assim, f tem C.V.C. no intervalo ( ) ( ) ∞ + ∪ − ∞ − , 3 2 3 2 , e tem C.V.B. em
( ) 3 2 , 3 2 − . Os pontos de inflexão ocorrem nas abscissa
3
2
x
0
− = e
3
2
x
1
= .




Assíntotas horizontais e verticais

Em algumas aplicações práticas, encontramos gráficos que se aproximam de uma reta.



Estas retas são chamadas de assíntotas.

Vamos tratar mais detalhadamente das assíntotas horizontais e verticais.
Álvaro Fernandes 73
Definição: A reta de equação k x = é uma assíntota vertical do gráfico de uma função ( ) x f y = ,
se pelo menos uma das seguintes afirmações for verdadeira:

i) ( ) +∞ =
+

x f lim
k x
;

ii) ( ) +∞ =


x f lim
k x
;

iii) ( ) −∞ =
+

x f lim
k x
;

iv) ( ) −∞ =


x f lim
k x
.


Exemplo 49

a) A reta de equação 0 x = é assíntota vertical da função ( ) x ln y = , pois ( ) −∞ =
+

x ln lim
0 x
.

Observe o gráfico da função ( ) x ln y = :






b) A reta de equação 1 x = é assíntota vertical da função
( )
2
1 x
l
y

= , pois
( )
+∞ =


2
1 x
1 x
1
lim .

Observe o gráfico da função
( )
2
1 x
l
y

= :





Álvaro Fernandes 74
Definição: A reta de equação k y = é uma assíntota horizontal do gráfico de uma função
( ) x f y = , se pelo menos uma das seguintes afirmações for verdadeira:

i) ( ) k x f lim
x
=
+∞ →
;

ii) ( ) k x f lim
x
=
−∞ →
.


Exemplo 50

a) A reta de equação 1 y = é assíntota horizontal da função
2
2
x 1
1 x
y
+

= , pois 1
x 1
1 x
lim
2
2
x
x
=
+

−∞ →
+∞ →

ou
.
Observe o gráfico da função
2
2
x 1
1 x
y
+

= :




b) A reta de equação 0 y = é assíntota horizontal da função
( )
x
x sen
y = , pois
( )
0
x
x sen
lim
x
x
=
−∞ →
+∞ →

ou
.
Graficamente podemos perceber que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude e o gráfico da
função
( )
x
x sen
y = vai se aproximando da reta 0 y = .




Percebemos neste exemplo que a assintota horizontal toca o gráfico da função.


Álvaro Fernandes 75
Esboços de gráficos

Utilizando todos os resultados da análise gráfica das funções, podemos resumir numa tabela os
procedimentos para esboçar o gráfico de uma função.

Passos Procedimento

1
o
Encontrar o domínio da função;
2
o
Calcular os pontos de interseção da função com os eixos (quando não requer muito cálculo);
3
o
Calcular os pontos críticos da função;
4
o
Determinar os intervalos de crescimento e decrescimento da função;
5
o
Encontrar os pontos de máximos e mínimos relativos da função;
6
o
Determinar a concavidade e os pontos de inflexão;
7
o
Determinar as assíntotas horizontais e verticais (se existirem);
8
o
Esboçar o gráfico.


Exemplo 51. Esboce o gráfico da função ( )
1 x
x
x f y
2

= = .


1
o
passo (Domínio):

1 x 1 x 1 x 0 1 x
2 2
± ≠ ⇒ ± ≠ ⇒ ≠ ⇒ ≠ − . Logo ( ) { } 1 , 1 f D − − ℜ = .


2
o
passo (Pontos de interseção com os eixos):

( )
( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= ⇒

= =
= ⇒

= =
ponto mesmo O : ) (faça eixo o com
ponto o temos Logo : ) (faça eixo o com
. 0 , 0 . 0 y
1 0
0
y 0 x y
. 0 , 0 . 0 x
1 x
x
0 0 y x
2
2



3
o
passo (Pontos críticos):

( )
( ) ( )
( ) ( )
2
2
2
2
2
2
1 x
1 x
...
1 x
x 2 x 1 x 1
x ' f

− −
= =

− −
= .

( )
( )
1 x 0 1 x 0
1 x
1 x
0 x ' f
2 2
2
2
2
− = ⇔ = − − ⇔ =

− −
⇔ = . Não existem pontos críticos,
pois não existe ℜ ∈ x tal que 1 x
2
− = .
Álvaro Fernandes 76
4
o
passo (Intervalos de crescimento e decrescimento):


( )
( )
2
2
2
1 x
1 x
x ' f

− −
= . Estudando o sinal da derivada...




A função é decrescente { } 1 , 1 x − − ℜ ∈ ∀ .



5
o
passo (Pontos de máximos e mínimos relativos):

Como o sinal de ( ) x ' f não muda (é sempre negativo), então não existem extremos relativos para f.



6
o
passo (Concavidade e pontos de inflexão):

( )
( )( ) ( )( )( )( )
( )
( )( )
( )
3
2
2
4
2
2 2
2
2
1 x
3 x x 2
...
1 x
x 2 1 x 2 1 x 1 x x 2
x ' ' f

+
= =

− − − − − −
= .

Estudando o sinal da segunda derivada...




f tem C.V.C. ( ) ( ) ∞ + ∪ − ∈ ∀ , 1 0 , 1 x .

f tem C.V.B. ( ) ( ) 1 , 0 1 , x ∪ − ∞ − ∈ ∀ .


Como 1 x − = e 1 x = não fazem parte do domínio da função f , então o único ponto de inflexão é
0 x = pois ' ' f muda de sinal quando passa por ele.
Álvaro Fernandes 77
7
o
passo (Assíntotas horizontais e verticais):



Vertical:
( )( ) ( )( )
( )( ) ( )( )
( )( ) ( )( )
( )( ) ( )( )

¸

− =
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
−∞ = =


=
− +
=

+∞ = =


=
− +
=

=
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
−∞ = = =
− +
=

+∞ = = =
− +
=

− −
− → − →
+ +
− → − →
− −
→ →
+ +
→ →
− −
+ +
− −
+ +
assíntota. é reta A


assíntota. é reta A


1 x
.
0
1
2 0
1
1 x 1 x
x
lim
1 x
x
lim
.
0
1
2 0
1
1 x 1 x
x
lim
1 x
x
lim
1 x
.
0
1
0 2
1
1 x 1 x
x
lim
1 x
x
lim
.
0
1
0 2
1
1 x 1 x
x
lim
1 x
x
lim
1 x
2
1 x
1 x
2
1 x
1 x
2
1 x
1 x
2
1 x





Horizontal: assíntota. é reta A
l) (L´Hospita
l) (L´Hospita
0 y
. 0
x 2
1
lim
1 x
x
lim
. 0
x 2
1
lim
1 x
x
lim
x
2
x
x
2
x
=
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= = =

= = =

−∞ → −∞ →
+∞ → +∞ →




8
o
passo (Esboço do gráfico):

Reunindo todos o elementos calculados, podemos agora traçar o gráfico:





Álvaro Fernandes 78
Atividades (grupo 33)


Pontos críticos.

1. Determinar os pontos críticos das seguintes funções, se existirem.

a) ( ) f x x = + 3 2.
d) ( ) f x e x
x
= − .

b) ( ) f x x x = − +
2
3 8 . e) ( ) ( ) 4 x x x f
2
− = .

c) ( ) f x x = − 3
3
. f) ( ) f x x x = − 4 12
3 2
.


Crescimento e decrescimento.

2. Determinar os intervalos nos quais as funções a seguir são crescentes ou decrescentes.

a) ( ) f x x = − 2 1.
e) ( ) f x x e
x
=

. .

b) ( ) f x x x = + + 3 6 7
2
.
f) ( ) f x x
x
= +
1
.

c) ( ) f x x x x = + − +
3 2
2 4 2 .
g) ( ) ( ) ( ) | | f x x x x = + ∈ 2 2 0 2 cos sen , , π .

d) ( ) f x e
x
=

. h) ( ) ( ) 1 x x x f
2
− = .


Pontos de extremos relativos.

3. Encontrar os pontos de máximos e mínimos relativos das seguintes funções, se existirem.

a) ( ) f x x x = + +
3 2
3 1.
d) ( ) f x x x = − 5 25
5 3
.

b) ( ) f x x x = − 8 4
2 3
.
e) ( ) ( ) ( ) 1 x 1 x x f + − = .

c) ( ) ( ) ( ) 5 x 6 2 x 3 x x f
2 3
+ − + = . f) ( ) f x xe
x
= .

4. Encontre os pontos de máximos e mínimos relativos da função
( ) ( ) ( ), x 2 cos x sen 2 x f + = | | π ∈ 2 , 0 x , usando o critério da segunda derivada.
Álvaro Fernandes 79
Concavidade e ponto de inflexão.

5. Determinar os intervalos onde as funções têm concavidade voltada para cima (C.V.C.) e
concavidade voltada para baixo (C.V.B.). Determine também os pontos de inflexão (P.I.).

a) ( ) f x x x x = − + +
3 2
2 1.
d) ( ) ( ) f x x = −
2
2
1 .

b) ( ) f x x x = − + 3 4 6
4 3
. e) ( ) f x x = −
5
1.

c) ( ) f x x x = − 2 6
6 4
. f) ( ) f x xe
x
= .



Assíntotas.

6. Determine as assíntotas horizontais e verticais das funções abaixo, se existirem.

a) ( ) f x x x = − +
3 2
3 2 .
d) ( ) f x
x
x x
=

− −
2
2
2
.

b) ( ) f x
x
x
=

2
9
2
2
.
e) ( )
( )
f x
x
x
=
sen
.

c) ( ) f x
x
x
=

+
2
9
. f) ( )
( )
f x
x
x
=
ln
3
.



Esboço gráfico.

7. Para cada função a seguir, determine (se possível): o domínio, as interseções com os eixos, as
assíntotas horizontais e verticais, os intervalos de crescimento e decrescimento, os máximos e
mínimos relativos, os intervalos onde o gráfico tem concavidade para cima e onde o gráfico tem
concavidade para baixo, os pontos de inflexão e o esboço gráfico.


Obs: Para confirmar a sua resposta, construa os gráficos utilizando um software matemático.

a) ( ) f x x x x = + − − 10 12 3 2
2 3
.
d) ( ) f x e
x
=

2
.

b) ( ) ( ) ( ) 1 x 1 x x f − + = . e) ( ) ( ) f x x x = .ln .

c) ( ) f x x x = − + −
4 2
6 3 . f) ( ) x e x f
x
= .

Álvaro Fernandes 80
Problemas de otimização

Agora apresentaremos os problemas de otimização. Nestes problemas buscamos
soluções que são ótimas, do ponto de vista matemático. Por exemplo: uma empresa deseja produzir
potes cilíndricos de 300ml para armazenar certo tipo de produto. Sabe-se que estes potes devem ter
área total mínima para reduzir o custo de impressão dos rótulos. De todos os cilindros de volume
igual a 300ml, qual possui menor área total (raio da base e altura)? Devemos então buscar uma
solução que minimize a área total do cilindro, reduzindo assim o custo de impressão dos rótulos nos
potes. Variados problemas práticos, semelhantes a esse, em diversos ramos do conhecimento, são
resolvidos com o auxílio das derivadas.

Iniciaremos resolvendo este problema.

Exemplo 52. De todos os cilindros de volume igual a 300ml, qual possui menor área total (raio da
base e altura)?

Abrindo o cilindro nós temos


Sabe-se que o volume do cilindro é h r V
2
π = e a área total é rh 2 r 2 A
2
π + π = .

Queremos determinar os valores do raio (r) da base e a altura (h) de um cilindro de 300 ml de
volume (V) que possua mínima área total (A).

Já sabemos determinar o ponto de mínimo de uma função através dos dois critérios vistos, mas a
função área possui duas variáveis r e h. Poderemos resolver este problema isolando uma das
variáveis em h r V
2
π = (com 300 V = ) e substituí-la em rh 2 r 2 A
2
π + π = .

2
2
r
300
h h r 300
π
= ⇒ π = .

Temos então que
r
600
r 2
r
300
r 2 r 2 A
2
2
2
+ π =
π
π + π = . Conseguimos então tornar a função área como
função de uma única variável. Vamos determinar o ponto crítico desta função:

2
r
600
r 4 ´ A − π = . Resolvendo agora a equação 0 ´ A = :

cm 6 , 3
4
600
r
4
600
r
r
600
r 4 0
r
600
r 4
3
3
2 2

π
= ⇒
π
= ⇒ = π ⇒ = − π .

Como 0
4
600
´´ A
3
>
|
|
.
|

\
|
π
(verifique!), temos que
3
4
600
r
π
= é ponto de mínimo da função A (pelo 2
o

critério para determinação de extremos). Substituindo
3
4
600
r
π
= em
2
r
300
h
π
= , obtemos cm 2 , 7 h ≈ .
Álvaro Fernandes 81
Diretrizes para resolução de problemas de otimização

1. Leia cuidadosamente o problema. Esboce uma figura para auxiliar a sua interpretação;
2. Identifique e denomine com variáveis as quantidades informadas no problema;
3. Determine algumas relações (ou fórmulas) entre as variáveis;
4. Determine qual variável deve ser otimizada (maximizada ou minimizada) . Expresse esta variável
como função de uma das outras variáveis;
5. Determine o ponto crítico da função obtida o item anterior;
6. Determine o(s) extremo(s) com o auxílio dos critérios da 1
a
e 2
a
derivadas.

Exemplo 53. Determine as dimensões (base e altura) do retângulo de área máxima que pode ser
inscrito em um semicírculo de raio constante a, como mostra a figura.


Podemos dizer que este retângulo tem base igual a b e altura igual a h.



Queremos maximizar a área do retângulo bh A = , sabendo-se que as variáveis b e h obedecem o
teorema de Pitágoras
2 2
2
a h
2
b
= +
|
.
|

\
|
. Podemos então tornar a função área como função de uma
única variável (b), pois
2
b a 4
2
b
a h
2 2
2
2

= |
.
|

\
|
− = :

2 2
2 2
b a 4 b
2
1
2
b a 4
b A − ⋅ =

⋅ = . Lembre-se que a é uma constante!

Resolvendo a equação ( ) 0 b ´ A = , obtemos:

2 2
2 2 2
2 2
2 2
b a 4 2
b
2
b a 4
b a 4 2
b 2
2
b
b a 4
2
1
´ A



=


⋅ + −
|
.
|

\
|
= .

⇔ = ⇔ = − ⇔

=

⇔ =
2 2 2 2 2
2 2
2 2 2
a 4 b 2 b b a 4
b a 4 2
b
2
b a 4
0 ´ A

a é o raio do semicírculo.
Álvaro Fernandes 82
2 a b a 2 b
2
= ⇔ = ⇔ .

Substituindo 2 a b = em
2
b a 4
h
2 2

= , obtemos
2
2 a
h = .

Verifique que realmente 2 a b = é o ponto de máximo da função área
2 2
b a 4 b
2
1
A − ⋅ = usando
o critério da segunda deriva ( ) 0 2 a b ´´ A < = .


Atividades (grupo 34)

1) De todos os retângulos de comprimento fixo L, qual possui maior área? Determine a base e a
altura de tal retângulo.

2) Uma reta variável passando por
( )
P 12 , corta o eixo Ox em
( )
A a,0 e o eixo Oy em
( )
B b 0, .
Determine o triângulo OAB de área mínima, para a e b positivos.

3) Dentre os retângulos com base no eixo Ox e vértices superiores sobre a parábola
2
x 12 y − = , determine o de área máxima (base e altura).



4) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo. Se o custo de
produção é dado por ( ) C x x x x = + + + 2 6 18 6
3 2
e a receita obtida na venda é dada por
( ) R x x x = − 60 12
2
, determinar o número ótimo de unidades que maximiza o lucro L.
Obs.: Lucro = Receita - Custo, isto é, ( ) ( ) ( ) L x R x C x = − .

5) Usando uma folha quadrada de cartolina, de lado igual a 60 cm, deseja-se construir uma caixa
sem tampa, cortando seus cantos em quadrados iguais e dobrando convenientemente a parte
restante. Determinar o lado dos quadrados que devem ser cortados de modo que o volume da caixa
seja o maior possível.


Álvaro Fernandes 83
6) A potência P de uma bateria de um automóvel é dada por P VI I R = −
2
, sendo I a corrente para
uma voltagem V e resistência interna da bateria R. São constantes V e R. Que corrente corresponde
à potência máxima?

7) O departamento de trânsito de uma cidade, depois de uma pesquisa, constatou que num dia
normal da semana à tarde, entre 2 e 7 horas, a velocidade do tráfego é de aproximadamente
( ) V t t t t = − + − 2 27 108 35
3 2
quilômetros por hora, onde t é o número de horas transcorridas após o
meio dia. A que horas do intervalo de 2 às 7 o tráfego flui mais rapidamente e a que horas flui mais
lentamente, e com que velocidade?

8) Faz-se girar um triângulo retângulo de hipotenusa dada H em torno de um de seus catetos,
gerando um cone circular reto. Determine o cone de volume máximo (raio da base e altura).

9) Um gerador de corrente elétrica tem uma força eletromotriz de ε volts e uma resistência interna
de r ohms. ε e r são constantes. Se R ohms é uma resistência externa, a resistência total é (r + R)
ohms e se P watts é a potência então, ( ) ( )
P R r R = + ε
2 2
. Qual o valor de R que consumirá o máximo
de potência? Interprete o resultado.

10) Corta-se um pedaço de arame de comprimento L em duas partes. Com uma das partes faz-se
uma circunferência e com a outra um quadrado. Determine o raio da circunferência e o lado do
quadrado para que a soma das áreas compreendidas pelas duas figuras seja mínima.

11) Um construtor deseja construir um depósito com as seguintes características: capacidade de 30
m
3
, teto plano, base retangular cuja largura é três quartos do comprimento. O custo por metro
quadrado do material é de R$ 36,00 para o chão, R$ 204,00 para os lados e R$ 102,00 para o teto.
Quais as dimensões do depósito que minimizarão o custo?

Índice
Limite e continuidade............................................................................................................. 3 Noção intuitiva de limite........................................................................................................... 3 Tabelas de aproximações........................................................................................................... 4 Cálculo de uma indeterminação do tipo 0/0.............................................................................. 6 Fórmulas de simplificações e propriedades dos limites............................................................ 8 Continuidade............................................................................................................................. 10 Limites infinitos........................................................................................................................ 12 Limites no infinito..................................................................................................................... 13 Expressões indeterminadas....................................................................................................... 15 Limite fundamental exponencial............................................................................................... 17 Limite fundamental trigonométrico.......................................................................................... 19 Funções limitadas..................................................................................................................... 21 Aplicação 1: Problema da área sob o arco de uma parábola..................................................... 23 Aplicação 2: Problema do circuito RL em série...................................................................... 24 Derivada................................................................................................................................... 25 A reta tangente.......................................................................................................................... 25 A reta normal............................................................................................................................ 28 A derivada de uma função num ponto...................................................................................... 28 Derivadas laterais..................................................................................................................... 29 Regras de derivação.................................................................................................................. 31 Derivada da função composta (Regra da cadeia)...................................................................... 33 Derivada da função inversa....................................................................................................... 35 Derivada das funções elementares............................................................................................ 36 Derivada da função exponencial............................................................................................... 36 Derivada da função logarítmica................................................................................................. 37 Derivada das funções trigonométricas...................................................................................... 37 Derivada das funções trigonométricas inversas........................................................................ 40 Tabela de derivadas.................................................................................................................. 42 Derivadas sucessivas................................................................................................................ 43 Derivada na forma implícita..................................................................................................... 45 Derivada de uma função na forma paramétrica........................................................................ 50 Diferencial................................................................................................................................ 54 Aplicações da derivada........................................................................................................... 56 A regra de L’Hospital............................................................................................................... Interpretação cinemática da derivada....................................................................................... Taxa de variação....................................................................................................................... Análise gráfica das funções...................................................................................................... Máximos e mínimos........................................................................................................... Funções crescentes e decrescentes..................................................................................... Critérios para determinar os extremos de uma função........................................................ Concavidade e inflexão....................................................................................................... Assíntotas horizontais e verticais........................................................................................ Esboço gráfico..................................................................................................................... Problemas de otimização......................................................................................................... 56 58 61 64 64 67 68 70 72 75 80

Álvaro Fernandes

2

Limite e continuidade
Noção intuitiva de limite Considere a função f ( x ) = x 2 − 1. Esta função está definida para todo x ∈ℜ , isto é, qualquer que seja o número real xo , o valor f ( xo ) está bem definido. Exemplo 1. Se xo = 2 então f ( xo ) = f (2 ) = 2 2 − 1 = 3 . Dizemos que a imagem de xo = 2 é o valor f (2 ) = 3 . Graficamente:

x2 − 1 . Esta função está definida x −1 ∀x ∈ℜ − {1} . Isto significa que não podemos estabelecer uma imagem quando x assume o valor 1.
Considere agora uma outra função

g( x ) =

g (1) =

12 − 1 0 = ??? 1−1 0

Quando dividimos a por b procuramos um número c tal que o produto bc resulte em a.

a 6 = c ⇔ bc = a . Por exemplo, = 2 ⇔ 3 ⋅ 2 = 6 . 3 b
Se fizermos

0 = x ⇔ 0 ⋅ x = 0 , para qualquer valor de x ∈ ℜ , isto é, infinitos valores de x . Daí a 0 indeterminação no valor de x... 0 simboliza uma indeterminação matemática. Outros tipos de indeterminações matemáticas 0 serão tratados mais adiante.

Álvaro Fernandes

3

Como a variável x não pode assumir o valor 1 na função g, vamos estudar o comportamento desta função quando x está muito próximo de 1, em outras palavras, queremos responder a seguinte pergunta: Qual o comportamento da função g quando x assume valores muito próximos (ou numa vizinhança) de 1, porém diferentes de 1? A princípio o estudo do limite visa estabelecer o comportamento de uma função numa vizinhança de um ponto (que pode ou não pertencer ao seu domínio). No caso da função f, qualquer valor atribuído a x determina imagem única, sem problema algum. Mas na função g, existe o ponto x = 1 que gera a indeterminação.

x2 − 1 Estudemos os valores da função g( x ) = quando x assume valores próximos de 1, x −1 mas diferente de 1. Para isto vamos utilizar as tabelas de aproximações.
Observação: Podemos nos aproximar do ponto 1:

• •

por valores de x pela direita: por valores de x pela esquerda:

Tabelas de aproximações As tabelas de aproximações são utilizadas para aproximar o valor da imagem de uma função (se existir) quando a variável x se aproxima de um determinado ponto. Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores (pela esquerda) do que 1: (tabela A)

x g(x)

0 1

0,5 1,5

0,75 1,75

0,9 1,9

0,99 1,99

0,999 1,999

0,9999 1,9999

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém maiores (pela direita) do que 1: (tabela B)

x g(x)

2 3

1,5 2,5

1,25 2,25

1,1 2,1

1,01 2,01

1,001 2,001

1,0001 2,0001

Observe que podemos tornar g(x) tão próximo de 2 quanto desejarmos, bastando para isso tomarmos x suficientemente próximo de 1. De outra forma, convencionaremos: “O limite da função g(x) quando x se aproxima de (tende a) 1 é igual a 2”. Simbolicamente escrevemos: lim g( x ) = 2
x →1

ou

x2 − 1 lim = 2. x →1 x −1

Álvaro Fernandes

4

lim g( x ) = 2 porque x →1 x → 1− lim g( x ) = lim g( x ) = 2 . em símbolo x→a lim f ( x ) . se. pela definição. e escrevemos lim f ( x ) = L . isto é. Álvaro Fernandes 5 . lim− f ( x ) = lim+ f ( x ) = L . e denotamos simbolicamente por x → 1+ . x →1 x →1 Definição intuitiva de limite (para um caso geral) Seja f uma função definida num intervalo I ⊂ ℜ contendo a. x→a x→a x →a Ainda com relação à função g( x ) = x2 − 1 .Observação: Os dois tipos de aproximações que vemos nas tabelas A e B são chamados de limites laterais. Temos então que: lim g( x ) = 2 ou − lim − x2 − 1 =2 x −1 Obs: O sinal negativo no expoente do no 1 simboliza apenas que x se aproxima do número 1 pela esquerda. exceto possivelmente no próprio a. Temos então que: lim g( x ) = 2 ou + lim + x2 − 1 =2 x −1 Obs: O sinal positivo no expoente do no 1 simboliza apenas que x se aproxima do número 1 pela direita. e denotamos simbolicamente por x → 1− . porque os limites lateriais lim+ x →1 x − 1 x −1 x →1 lim− x2 − 1 são iguais a 2. x →1 x →1 ∗ Quando x tende a 1 por valores maiores do que 1 (tabela B). Caso contrário. os limites laterais à esquerda e à direita de a são iguais à L. + x →1 Será necessário sempre construir tabelas de aproximações para determinar o limite de uma função. x −1 De forma equivalente. podemos então concluir. ∗ Quando x tende a 1 por valores menores do que 1 (tabela A). caso ele exista? Não! Há uma forma bem mais simples. dizemos que x tende a 1 pela direita. dizemos que x tende a 1 pela esquerda. dizemos que o limite não existe. como veremos a seguir. e somente se. Dizemos que o limite de f(x) quando x se aproxima de a é L ∈ℜ . que: x −1 e lim x →1 x2 − 1 x2 − 1 = 2 .

Cálculo de uma indeterminação do tipo 0 0 0 . x2 − 1 = lim x →1 x − 1 x →1 x −1 Logo. Gráfico da função g( x ) = x −1 Álvaro Fernandes 6 . lim x →1 x2 − 1 = 2. x2 − 1 . Logo após. Graficamente podemos verificar isso: x2 − 1 . x −1 Chegamos à mesma conclusão da análise feita pelas tabelas de aproximações. Exemplo 2.. Vejamos os exemplos seguintes. calculamos o limite da função substituindo. a função g está cada vez mais próxima de quanto? Devemos então simplificar a expressão da função g e depois fazer a substituição direta. onde g( x ) = x →1 x −1 0 que é uma indeterminação 0 matemática! Quando a variável x está cada vez mais próxima de 1. etc.. conjugado de radical. porém diferente de 1. dispositivo prático de Briot-Ruffini para dividir polinômios. porém de uma forma mais rápida e sistemática. ∀x ≠ 1 Então: = (x − 1) x −1 lim g ( x ) = lim x →1 x →1 (x − 1)(x + 1) = lim (x + 1) = 1 + 1 = 2 . na expressão já simplificada. Sempre que nos depararmos com uma indeterminação do tipo * Para simplificar a expressão você deve utilizar fatoração. ∀x ≠ 1. Observe que substituindo x por 1 na função g obtemos g (1) = g (x ) = x 2 − 1 ( x − 1)( x + 1) = ( x + 1). Não mais utilizaremos as tabelas de aproximações para casos semelhantes a este!! x2 − 1 x2 − 1 = 2 significa que a função g( x ) = está Vale lembrar que a expressão lim x →1 x −1 x −1 tão próxima de 2 assim como x está suficientemente próximo de 1. o valor de x. Determine lim g( x ) . deveremos simplificar* a 0 expressão da função envolvida.

1 2 2 0 2 3 5 -5 0 = resto 1 4 4 -3 1 -1 0 = resto ax 2 + bx + c = 2 x 2 + 2 x + 5 ax + b = 4 x + 1 Obs. Determine lim (observe a indeterminação matemática no ponto x = 2 ).. Álvaro Fernandes 7 . f (a ) = 0 . f (a ) = 0 ⇔ r (a ) = 0 . 2 0 x3 − 8 Exemplo 4. a ∈ ℜ . a é uma raiz de f ( x ) . 0 x −1 2 lim x →1 x −1 x −1 x +1 = lim 2 ⋅ = lim x − 1 x →1 x − 1 x + 1 x →1 2 (x − 1) (x − 1)(x + 1)( x +1 ) = lim x →1 (x + 1)( 1 x +1 ) = 1 . Determine lim x →1 0 x −1 (observe a indeterminação matemática no ponto x = 1 ). x →2 3 x 2 − 12 0 lim x →2 x3 − 8 x3 − 23 = lim = lim 3 x 2 − 12 x→2 3 x 2 − 4 x→2 ( ( ) ) (x − 2 )(x 2 + 2 x + 4 ) = lim x →2 3( x − 2 )( x + 2 ) (x 2 + 2 x + 4 12 = =1 3( x + 2 ) 12 ) Constate através das tabelas de aproximações que se x → 2 então y = x3 − 8 → 1. Assim. Teorema de D’Alembert: Um polinômio f ( x ) é divisível por ( x − a ) .Exemplo 3. se. Como o ponto x = 1 anula os polinômios do numerador e denominador. Assim. Determine lim 2 (observe a indeterminação matemática no ponto x = 1 ). Precisaremos antes do.. isto é. 3 x 2 − 12 0 2x3 + 3x − 5 Exemplo 5. f (x ) r (x ) (x − a ) q(x ) ⇒ f ( x ) = ( x − a ) ⋅ q( x ) + r ( x ) . 4 Se você construir as tabelas de aproximações.: Faça uma revisão deste dispositivo num livro de matemática do ensino médio. x →1 4 x − 3 x − 1 0 Vamos resolver este limite usando o dispositivo prático para dividir polinômios de Briot-Ruffini. 2x3 + 3x − 5 = lim lim 2 x →1 4 x − 3 x + 1 x →1 2 x3 + 3x − 5 (x − 1) 2 4 x − 3x − 1 (x − 1) 2 x 2 + 2 x + 5 2(1) + 2(1) + 5 9 = (* ) = lim = = . x →1 4x + 1 4 (1) + 1 5 2 (* ) Usamos então o dispositivo de Briot. e somente se.Ruffini para dividir estes polinômios... então ambos são divisíveis por x − 1 . constatará que a função y = x −1 está cada vez x −1 mais próximo de 1/4 a medida que x se aproxima de 1 pela esquerda e pela direita.

Se lim f ( x ) = L1 e lim f ( x ) = L2 . Se lim f (x ) e lim g ( x ) existem. 10º) Diferença de cubos: a 3 − b 3 = (a − b ) a 2 + ab + b 2 . 2 1º) Quadrado da soma: (a + b ) = a 2 + 2ab + b 2 . 7º) Diferença de quadrados: a 2 − b 2 = (a + b )(a − b ) . então: x→a x→a a) lim [ f ( x ) ± g ( x )] = lim f (x ) ± lim g ( x ) . x→a x→a x→a b) lim k . 3 4º) Cubo da soma: (a + b ) = a 3 + 3a 2 b + 3ab 2 + b 3 . onde ∆ = b 2 − 4 ac  . Produtos notáveis: 2º) Quadrado da diferença: (a − b ) = a 2 − 2ab + b 2 . lim g ( x ) ≠ 0 . g (x ) lim g ( x ) x →a x→a e) lim k = k . 8º) Trinômio do 2º grau: ax 2 + bx + c = a(x − x' )( x − x' ' ) . x→a x→a então ele é único. 3 Fatorações: 6º) Fator comum: ax ± ay = a ( x ± y ) . ) Proposição (unicidade do limite). x→a x→a x→a d) lim x→a f ( x ) lim f ( x ) = x→a . ( ( ) ) Conjugado de radicais: 11º) Conjugado de 12º) Conjugado de 3 a− b é a −3 b é 3 a + b . e k é um número real qualquer. pois ( a− b ⋅ 3 a 2 + 3 ab + 3 b 2 ) ( a + b )= a − b . Se o limite de uma função num ponto existe. f ( x ) = k . fórmula de Bháskara  x =   2a   3 3 2 2 9º) Soma de cubos: a + b = (a + b ) a − ab + b . onde x' e x' ' são as raízes obtidas pela   −b± ∆ . 3º) Produto da soma pela diferença: (a + b )(a − b ) = a 2 − b 2 .lim f ( x ) . . x→a x→a c) lim [ f (x ) ⋅ g (x )] = lim f ( x ) ⋅ lim g (x ) . pois ( a − b )⋅ ( a + ab + 3 3 2 3 3 b2 = a − b . 2 5º) Cubo da diferença: (a − b ) = a 3 − 3a 2 b + 3ab 2 − b 3 . Principais propriedades dos limites. então L1 = L2 . x→a Álvaro Fernandes 8 .Algumas fórmulas que auxiliam as simplificações nos cálculos dos limites.

 x + 1. x →−1 x →2 x →0 b) g( x ) =  x2 . x →2 4 − x 2 . Álvaro Fernandes 9 . x ≠ 2 . Calcule lim x →1 x2 −7 usando as propriedades. 3 . x ≥ 2 calcule: lim l ( x ). 6 Atividades (grupo 1). x > 0 calcule: lim f ( x ) . 0 ≤ x < 2 . quanto trabalho!!! −6 = −1 . x →1 2 x . 2x + 4 2 2 2 x2 −7 x2 −7 1 x 2 − 7 1 lim x − 7 1 lim x +xlim − 7 1 (1) + (− 7 ) − 6 →1 x →1 x →1 lim = ⋅ = = −1 = ⋅ = lim = ⋅ lim = ⋅ x →1 2 x + 4 x →1 2( x + 2 ) 2 x→1 x + 2 2 lim x + 2 2 lim x + lim 2 2 1+ 2 6 x →1 x →1 x →1 Ufa.  2 x − 6 . x > 1 calcule: lim h( x ) . Bastaria substituir o ponto x = 1 diretamente na expressão. obtendo logo Calcule os limites abaixo: 4 − x2 a) lim x →−2 2 + x d) lim 8 + x3 x →−2 4 − x 2 x2 − 4x + 3 b) lim 2 x →3 x − x − 6 e) lim x→2 c) lim x3 − 1 x →1 5 x − 5 x 4 − 16 8 − x3 f) lim x →1 x −1 x −1 3− 5+ x 1− 5 − x 1 − x2 g) lim x →−1 x + 2 + x h) lim x →7 2− x−3 x 2 − 49 i) lim x →4 Atividades (grupo 2). Calcule os limites indicados:  x 2 − 1. 5 − 2 x . lim l ( x ) e x →0 x→2 x → −∞ x → +∞ lim l ( x ) . x = 2 calcule: lim g( x ) . lim f ( x ) e lim f ( x ) . x ≤ 0 a) f ( x ) =  .Exemplo 6. x < 0  d) l ( x ) = 1 − x 2 . lim l ( x ). x < 1 c) h( x ) =  .

neste caso f ( x0 ) = L2 . x = 4    x0 = 4 . Soluções: a) (x − 4 )(x + 4 ) = lim − (x + 4 ) = −4 . Verifique se as funções abaixo são contínuas nos pontos indicados:  1 − x2 . Existe f ( x0 ) . isto é x → x0 lim f ( x ) = L1 . Exemplo 8. em todos os pontos da reta (do seu domínio). x →2 Exemplo 7. pois lim f ( x ) = f (2 ) = 3 . neste caso f ( x0 ) = L . apesar de f ( x0 ) existir. x≠4  8 − 2x   a) f ( x ) =  . apesar de f ( x0 ) existir. x 2 − 16 = lim x→4 x→4 8 − 2 x x →4 2(4 − x ) 2 Calculando a imagem. x >1  x −1    2 2x − 2 b) g ( x ) =  . 3) é contínua no ponto x0 = 2 . x0 = 1 . A função do exemplo 1 (pág. x<1  1− x   1 − 5 x . . x→ x0 x→ x0 lim f ( x ) . Algumas funções que não são contínuas no ponto x0 : a) b) c) Pois. temos: lim x→4 contínua (ou descontínua) no ponto x0 = 4 ... Álvaro Fernandes 10 . temos: f (4 ) = 2(4 ) − 4 = 4 . Na verdade esta função é contínua em ℜ . então a função não é Calculando o limite. mas c) não existe lim f ( x ) . Exemplo 9. x = 1    x 2 − 16 . 2 x − 4 . Como lim f ( x ) ≠ f (4 ) . isto é. neste caso f ( x0 ) = L .Continuidade Definição: Seja x0 um ponto do domínio de uma função f. x→ x0 b) existe x → x0 lim f ( x ) ≠ f ( x0 ) . a) não existe lim f ( x ) . Dizemos que f é contínua no ponto x0 se: x → x0 lim f ( x ) = f ( x0 ) .

Álvaro Fernandes 11 . iii) f / g é contínua em x0 desde que g ( x0 ) ≠ 0 . então: i) f ± g é contínua em x0 . temos que lim g ( x ) = −4 . x > 0  Se as funções f e g são contínuas em um ponto x0 . então a função é contínua no ponto x0 = 1 . x < 1 (xo = 1) . 2a. b) g ( x ) =  2 a . a constante a ∈ ℜ de modo que as funções abaixo sejam contínuas no ponto x o . Determine. Determine. x < 0  (xo = 0 ) . Calculando a imagem.b) Calculando o limite. x →1 Atividades (grupo 3). x < −3  Propriedades das funções contínuas. g é contínua em x0 . sendo: 3ax 2 + 2 . x ≥ 1 ax 2 + 2 . ii) f . cos(π + x ) + 1. c) f ( x ) = ax . d) g ( x ) = 7 x − 3a . Como lim g ( x ) = g (1) . x > −3  ( x o = −3 ) . a) f ( x ) =  x − 2. se possível. x = 1  Atividades (grupo 4). as constantes a e b ∈ ℜ de modo que as funções abaixo sejam contínuas no ponto x o . sendo: 3 x − 3. temos: g (1) = 1 − 5(1) = −4 . x ≠ 1  (x o = 1) . temos: 1 − x2 x −1 = lim+ x →1 x →1 lim+ (1 − x )(1 + x ) ⋅ x −1 x +1 x +1 = lim+ x →1 (1 − x )(1 + x )( x −1 x +1 ) = lim x →1+ − (1 + x ) x + 1 = −4 ( ) x →1 lim− 2x2 − 2 2 x2 − 1 = lim− = 2 lim− x →1 x →1 1− x 1− x ( ) (x − 1)(x + 1) = 2 lim 1− x x →1 x →1 − − ( x + 1) = 2(− 2 ) = −4 Como os limites laterais são iguais. se possível. x = −3 bx 2 + 1. x = 0 b − 2 x 2 .

k ≠ 0 . k ≠0? 0 Vamos analisar esta situação num caso particular e depois formalizar uma regra. f ( x ) = 1 x cresce indefinidamente. Simbolizamos esta situação assim: lim+ 1 = +∞ x x →0 Aproximação do zero pela esquerda (notação x → 0 − ) x f(x)=1/x -1 -1 -0.0001 -10. quando fazemos a substituição de x por − 1 na expressão E se na substituição do valor de x ocorrer k .000 Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela direita).1 10 0. então 1 .001 1000 0.0001 10. Estude o seguinte limite: lim x →0 1 . mas sim infinito ( + ∞ ou − ∞ ). naturalmente. x Devemos analisar os limites laterais. Álvaro Fernandes 12 .01 -100 -0. Exemplo 11. dizemos então que o limite é infinito. o resultado k do limite será sempre zero. Neste caso.01 100 0. Sempre que na substituição de x ocorrer . x −1 x2 − 1 0 . Vamos recorrer às tabelas de aproximações: Aproximação do zero pela direita (notação x → 0 + ) x f(x)=1/x 1 1 0. x Veja ao lado o gráfico da função f ( x ) = 1 x .1 -10 -0. encontramos =0. x −1 −2 0 Esta não é uma situação especial. Simbolizamos esta situação assim: lim− 1 = −∞ x lim x →0 x →0 Conclusão: Como os limites laterais são distintos.001 -1000 -0. Exemplo 10. Calcule lim x → −1 x2 − 1 .Limites infinitos Quando resolvemos um limite e não encontramos como resposta valores numéricos. f ( x ) = 1 x decresce indefinidamente.000 Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela esquerda).

Se o denominador tende ao infinito com o numerador ±∞ constante.Regra (generalização) Se na substituição do valor de x no cálculo de um limite ocorrer resposta do limite é: k  + ∞ . Figura 1 Figura 2 Figura 3 Exemplo 12. Como veremos agora.k < 0 0+ k . a função se aproxima de um valor numérico (figura 1). Em algumas situações.k < 0 0− k → 0 . e + ∞ . se ocorre k . então diremos que a 0 e − ∞ . k > 0 0  k . Desta regra podemos perceber que Limites no infinito Estamos interessados agora em estabelecer o comportamento de uma função quando a variável x cresce indefinidamente ( x → +∞ ) ou quando ela decresce indefinidamente ( x → −∞ ). x → +∞ x   Na figura 2: lim ( x + 1) = +∞ . se ocorre . se ocorre 0 + . noutros pode também crescer indefinidamente (figura 2) ou decrecer indefinidamente (figura 3). se ocorre − . k > 0    k − ∞ . a razão se aproxima de zero. k ≠ 0 . x → +∞ Na figura 3: lim (4 − x 2 ) = −∞ . x → +∞ Álvaro Fernandes 13 . 1  Na figura 1: lim  + 1 = 0 + 1 = 1 .

então: (∞ )n = ∞ e (− ∞ )n =   ∞ . − ∞ . Calcule os limites: a) lim+ x →5 3− x x−5 b) lim− x→2 3−x 2 x + x −6 c) lim− x → −5 x 2 − 10 2 x + 10 d) lim+ x →1 x−2 x +x−2 2 Álvaro Fernandes 14 . Atividades (grupo 5). k > 0 k ⋅ (− ∞ ) = −∞ . d) lim x → +∞ 5 − 2x3 + 6 . c) lim x →3 . se n é par. 2 3x Atividades (grupo 6). x→2 x − 2 b) lim x →3 ( x − 3 )2 ( x − 3 )2 2x − 7 2x − 4 .As tabelas abaixo apresentam situações de operações com infinito que usaremos com freqüencia. Calcule os limites: x2 a) lim . k < 0  Soma com constante: (± ∞ ) + k = ±∞ . se n é ímpar. Produto: (∞ ) ⋅ (∞ ) = ∞ (∞ ) ⋅ (− ∞ ) = −∞   (− ∞ ) ⋅ (∞ ) = −∞ (− ∞ ) ⋅ (− ∞ ) = ∞  Soma: (∞ ) + (∞ ) = ∞  (− ∞ ) + (− ∞ ) = −∞ (∞ ) − (∞ ) = ? indeterminação!  Produto por constante: k ⋅ (∞ ) = ∞ . k ∈ ℜ Quociente: ±∞ = ? indeterminação! ±∞ Potências: Se n é um natural não nulo. k < 0 k ⋅ (− ∞ ) = ∞ . k > 0   k ⋅ (∞ ) = −∞ .

o valor delas. Vejamos: Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo a) 1  1  1     x 1 + 3  lim x 1 + 3  x 3 1 + 3  x → +∞ x +1 x  + ∞(1 + 0 ) + ∞ x  x    = lim = lim  = = = = +∞ lim 2 x → +∞ 5 x + 3 x → +∞ 3  3  3  x →+∞  5(1 + 0 ) 5  2 5 1 + 2  lim 5 1 + 2  5x 1 + 2  5 x  x →+∞  5x  5x    3  x2 1 + x +1  b) lim 4 = lim x → +∞ x + x x → +∞  x4 1 +  2 1 x2 1 x3    = lim  x → +∞   1  1    lim  1 + 2  1 + 2  x → +∞ (1 + 0 ) = 1 = 0 .Expressões indeterminadas Vimos que 0 é uma expressão de indeterminação matemática. 1∞ . ∞ Exemplo 13. Também são: 0 ∞ . 0 0 ∞ e ∞0 . a priori. pois quando x → +∞ ∞ as expressões do numerador e denominador também tendem a + ∞ . ∞ − ∞ . por isso que é indeterminação!) Você deve ter notado que para resolver indeterminações deste tipo a idéia é colocar o termo de maior grau em evidência no numerador e no denominador. Os outros serão tratados em capítulos posteriores. 0 × ∞ . x  x    = = 1  + ∞(1 + 0 ) + ∞ 1    x 2  1 + 3  lim x 2  1 + 3  x → +∞ x  x    1  1  1     lim  1 + 2  6 x 2 1 + 2  61 + 2  x → +∞ 6x + 1 6 x  6 (1 + 0 ) 6x  6x  6   = ⋅ =2. Vamos analisar os quatro primeiros casos. Observamos que nas três situações analisadas as indeterminações do tipo Álvaro Fernandes 15 . c) lim = ⋅ = lim = lim 2 x → +∞ 3 x + x x → +∞ 1  3 (1 + 0 ) 1  x →+∞  1  3  2 lim  1 + 3x 1 + 3 1 +    x → +∞ 3x  3x  3x    2 ∞ produziram respostas ∞ distintas (como era esperado. Calcule os limites abaixo: a) lim x3 + 1 5x 2 + 3 x → +∞ b) lim x → +∞ x2 + 1 x4 + x c) lim 6 x2 + 1 3x 2 + x x → +∞ ∞ . A indeterminação do tipo ∞ . Não podemos afirmar.

Calcule os limites abaixo: a) lim x 5 − x 3 + 2 x .  1  a) lim x 2 − x 3 = lim − x 3  − + 1 = −∞(0 + 1) = −∞(1) = −∞ . x → +∞ b) lim 5 x 2 + x . x → +∞ x → +∞  x  7   1 b) lim x + 5 x 2 + 7 = lim 5 x 2  + 1 + 2  = +∞(0 + 1 + 0 ) = +∞(1) = +∞ . a priori.∞ Exemplo 14. Calcule os limites abaixo: 2x3 − 1 a) lim .Atividades (grupo 7). 1. x → −∞ 5 x + 3 − x 4 x2 . x → −∞ Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo ∞ . Vejamos: Usando a mesma técnica da indeterminação anterior. 1. x → −∞ x → −∞ 5x   5x Atividades (grupo 8). x → −∞ c) lim x + 2 − x . x3 ( ) b) lim 3 x x → +∞ (x ) . Calcule os limites abaixo: a) lim x 2 − x 3 . x → +∞ 5 x 3 + x + 1 b) lim x → +∞ x 5 + 3x 2 . Calcule os limites abaixo: a) lim x → +∞ 2 2 x +1 . x → −∞ 1 − 5 x 2 d) lim A indeterminação do tipo ∞ . mas não podemos afirmar. x →∞ A indeterminação do tipo 0 × ∞ Exemplo 15. 2x + 1 c) lim x2 + 2x3 .. o valor delas. x → +∞ b) lim x 4 + 5 x − 6 . Álvaro Fernandes 16 .∞..

. = lim 3x x x → +∞ = lim 3x x x → +∞ ⋅ x x = lim 3x x = lim 3 x = 3(+ ∞ ) = +∞ .7182818 Como o número e é encontrado em diversos fenômenos naturais. merecendo atenção especial de cientistas de diferentes áreas do conhecimento humano.Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo 0 × ∞. crescimento de populações de bactérias. x x A prova desta proposição envolve noções de séries. Álvaro Fernandes 17 .. Usando a . mas não podemos afirmar... Utilizaremos o recurso das tabelas de aproximações e gráfico para visualizar este resultado. a função exponencial f ( x ) = e é considerada uma das funções mais importantes da matemática.. Calcule os limites abaixo: a) lim 1 x → +∞ (x 2 + 3). Transformamos a indeterminação 0 × ∞ em ∞ ⁄ ∞ . não pode ser escrito sob forma de fração. desintegração radioativa (datação por carbono). x → +∞ x → +∞ x Atividades (grupo 9).. Vejamos: a) lim 2 2 2x2 + 2 = .. é aplicado no cálculo de juros. a priori. por exemplo: Crescimento populacional. x Proposição:  lim  1 + x → ±∞  1  = e. ou seja. x → +∞ x3 x x técnica da racionalização: x → +∞ b) lim 3 (x ) = xlim → +∞ 3x = . = lim = .. circuitos elétricos. x→5 +  x-5  ( ) Limite fundamental exponencial (a indeterminação do tipo 1∞) O número e tem grande importância em diversos ramos das ciências.. = 0 . e vale aproximadamente: e ≅ 2. Na área de economia. pois está presente em vários fenômenos naturais. Novamente transformamos a indeterminação para ∞ ⁄ ∞. O número e é irracional.. o valor delas. Daí você x + 1 = lim x → +∞ x3 x3 x → +∞ ( ) já sabe! 2x 2 + 2 . x  2  2 b) lim   x − 25 . etc. 1. Foi o Matemático Inglês Jonh Napier (1550-1617) o responsável pelo desenvolvimento da teoria logarítmica utilizando o número e como base.

7182. x 5x  x + 1 c) lim   ..Tabela x 100 1000 100. x 5x 3  b) lim  1 −  .000 x→ +∞ Faça uma tabela para x → . Gráfico: 1  f (x ) =  1 +  x  2. x → −∞ x  4x Nestes dois casos percebemos indeterminações do tipo 1∞ . x → +∞ x  x   x →+∞      5 5 b) Neste caso..∞. f(x) → e x Exemplo 16. Se x → −∞ então t → +∞ .7048.. Calcule os limites abaixo:  a) lim  1 + x → +∞  1  .7169. 2. Calcule os limites abaixo:  7 a) lim  1 +  x x →+∞  2x . x → +∞ x − 1   2x Álvaro Fernandes 18 . 2. lim  1 −  x → −∞ x  4x 3   = lim  1 −  t → +∞ − 3t   4 ( −3 t ) 1  = lim  1 +  t → +∞ t  −12 t t  1   =  lim  1 +   t  t →+∞    −12 = e −12 . Atividades (grupo 10).... 1. usaremos uma mudança de variável. 3  Logo. 1  a) lim  1 +  x → +∞ x  5x x x   1  1   = lim  1 +   =  lim  1 +   = e 5 . Vejamos as soluções.  b) lim  1 − x → −∞  2  . Faça x = −3t ..

. 0. ∀x ≠ 0 . 0. f ( x ) apresenta o mesmo valor numérico.001 ±0.. O limite fundamental trigonométrico trata de um limite cuja indeterminação é do tipo Proposição: lim x→0 sen( x ) = 1. 0. pois x f (− x ) = sen(− x ) − sen(x ) sen( x ) = = = f (x ) .9983341664683. pois com ele resolveremos outros problemas. Tabela x f (x ) = sen( x ) x ±0.9999999983333. Resolva os dois limites acima com as sugestões a seguir: • • 1 e use o limite fundamental exponencial. 0.0001 ±0. x A função f ( x ) = sen( x ) é par.00001 ±10-10 x→0 0. 0. ii) lim x →0 ax −1 = ln(a ). isto é. f (− x ) = f ( x ) . t No item (ii) faça a mudança de variável a x − 1 = t e use o item (i). 1x x →0 b) lim x →0 3x − 1 . x Limite fundamental trigonométrico 0 0 envolvendo a função trigonométrica y = sen( x ) .9999999999999. x c) lim x →0 ex − 1 ..9999998333333..1 ±0. Vamos utilizar a tabela de aproximação para verificar este resultado.9999833334167.Conseqüências importantes do limite fundamental exponencial: i) lim (1 + x ) x →0 1x = e.01 ±0. a > 0 e a ≠ 1 . f (x ) → 1 19 Álvaro Fernandes . 4x d) lim x →0 ex − 2x . Este limite é muito importante. 1. x Atividades (grupo 11). −x −x x Se x → 0 + ou x → 0 − . No item (i) faça a mudança de variável x = Atividades (grupo 12)..9999999999833.. Resolva os limites abaixo: a) lim (1 + 2 x ) .

x Exemplo 17... Vamos usar este resultado agora: kx De uma forma geral.. 3x b) lim 1 − cos( x ) x 2 x →0 x →0 . ∀k ∈ ℜ* . x cos( x ) + 1  1 + 1  tg ( x ) sen( x ) sen(x ) 1 sen( x ) 1  1 = lim = lim ⋅ = lim ⋅ lim = 1  = 1 . t sen(kx ) = 1 .. sen(3 x ) c) lim cos( x ) − 1 . Calcule os limites abaixo: a) lim x →0 sen(2 x ) . = 2 ⋅ lim t →0 sen(t ) = 2(1) = 2 . 2 x + 3 sen( x ) Álvaro Fernandes 20 . 1. Se x → 0 então t → 0 . podemos perceber também este resultado.. Resolva os limites abaixo usando o limite trigonométrico fundamental: a) lim sen(4 x ) . x →0 sen(3 x ) x →0 sen(3 x ) sen(3 x ) 3 1 3 3 ⋅ 3x lim x →0 3x 3x c) lim x →0 − sen 2 ( x ) cos ( x ) − 1 cos( x ) − 1 cos( x ) + 1 cos 2 ( x ) − 1 = lim ⋅ = lim = lim = x →0 x x cos( x ) + 1 x →0 x[cos( x ) + 1] x →0 x[cos ( x ) + 1] = lim x →0 sen( x ) − sen(x )  0  ⋅ = 1 =0. c) lim x →0 3x d) lim x →0 6 x − sen( x ) .Visualizando o gráfico da função f ( x ) = sen( x ) . x b) lim x →0 sen(5 x ) . lim x →0 sen(5 x ) sen(5 x ) lim ⋅ 5x sen(5 x ) 5 x →0 5 x 5 1 5 b) lim = lim 5 x = ⋅ = ⋅ = . Logo: .. x →0 x d) lim tg ( x ) . 2e x + 6 sen( x ) − 2 . x →0 x →0 x 2x 2x Faça 2 x = t . x →0 x cos ( x ) x →0 x →0 x →0 cos ( x ) x x cos( x ) x  1 d) lim x →0 Atividades (grupo 13). x →0 x Soluções: a) lim x →0 sen(2 x ) sen(2 x ) sen(2 x ) = lim 2 ⋅ = 2 ⋅ lim = .

Em outras palavras. O resultado do limite permanece o mesmo se x → −∞ . − k ≤ f ( x ) ≤ k . ∀x ∈ D( f ) . Exemplo 14. isto é . f(x) = sen(x) e g(x) = cos(x) f(x) = k f(x) = sen(2x2+3x-1) Proposição: Se lim f ( x ) = 0 e g ( x ) é uma função limitada. y = f ( x ) possui o conjunto imagem contido num intervalo de extremos reais.: D( f ) significa o domínio da função f. se existe uma constante k ∈ ℜ* . Álvaro Fernandes 21 . x→a ou x → ±∞ x→a ou x → ±∞ Exemplo 18. então lim f ( x ). tal que f ( x ) ≤ k . Como a função sen(x ) é limitada.Funções limitadas Definição: Uma função y = f ( x ) é chamada limitada. Gráfico da função f ( x ) = sen( x ) : x 1 → 0 . ∀x ∈ D( f ) . Obs. então o x Observe que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude quando x → +∞ . Algumas funções limitadas e seus gráficos. x → +∞ x 1 sen( x ) = lim ⋅ sen( x ) = * = 0 x → +∞ x → +∞ x x lim * Usando a proposição: Se x → +∞ então resultado é zero.g ( x ) = 0 . a) Calcule lim Solução: sen( x ) .

. O resultado do limite permanece o mesmo se x → −∞ .b) Calcule lim x → +∞ cos( x ) . x → +∞ x + 1    x+1   x+1  lim  2  ⋅ cos(x ) = 0 . 1 cos( x ) = lim ⋅ cos( x ) = 0 . Logo.. Resolva os limites abaixo usando o conceito de função limitada: a) lim e x ⋅ sen( x ) . x → −∞ b) lim x → +∞ 3 cos(x ) + 2 x .  x+1  c) Calcule lim  2  ⋅ cos( x ) . 1. 2x Álvaro Fernandes 22 . lim  2 x → +∞ x + 1 x → +∞ x + 1      x+1  Gráfico da função f ( x ) =  2  ⋅ cos( x ) :  x + 1 Atividades (grupo 14). as oscilações vão reduzindo a sua amplitude quando x → +∞ . x → +∞ x → +∞ x x lim Gráfico da função f ( x ) = cos( x ) : x Observe que. x Solução: de forma análoga. da mesma forma que a função anterior.  = 0 (Por quê?) e cos( x ) é uma função limitada.

1] (Figura 1). . n n Obs. . n n2 A3 = 1 32 ⋅ . Figura 1. * Figura 2. Dividindo o intervalo [0 . 1 n2 ⋅ . .1...  . Calculando as área desses retângulo ( A = b. Problema da área sob o arco da parábola y = x 2 no intervalo [0 . n n2 A área total desses retângulos ( Atn ) nos dá uma aproximação da área (Figura 1) que queremos calcular: 1  12 2 2 3 2 Atn = ∑ Ai =  2 + 2 + 2 + nn n n i =1  n n2 + 2 n  1  12 + 2 2 + 3 2 + =   n n2   + n2  =   Álvaro Fernandes 23 . 1] em n subintervalos.. no subintervalo  n n n  n Vamos construir retângulos (Figura 2) cujas bases são ao subintervalos e cujas alturas são as imagens dos extremos direito* de cada subintervalo pela função y = x 2 : a altura pode ser calculada sobre qualquer ponto do subintervalo.: n = 1. . Método dos retângulos. n 2 3 n − 1 n . neste caso foi tomado o extremo direito. obtemos: A1 = 1 12 ⋅ . cada subintervalo terá comprimento 1 n :  1 1o subintervalo 0 . n n2 An = Figura 3.h ).  . n n2 A2 = 1 22 ⋅ .  .  n 1 2 2o subintervalo  . 3o subintervalo  . ..

333338 A área exata que estamos procurando (Figura 1) é calculada pelo limite: n → +∞ lim ATn = lim n → +∞ n(n + 1)(2 n + 1) 1 = = 0 . Exercício 1: Se uma bateria de 12 volts é conectada a um circuito em série (como na fig. Unidade de resistência: ohm. pode-se mostrar que a corrente i no circuito é dada por −  t E i (t ) = + c.= 1  n(n + 1)(2n + 1)  n(n + 1)(2 n + 1) .000 0. Figura 4. Vejamos alguns resultados para alguns valores crescentes de n: n Atn 6 (Figura 3) 0. Tal termo é usualmente denominado de corrente transitória.421296 10 0. temos uma associação em série de um resistor (símbolo R) e um indutor (símbolo L). R R (1) onde E é uma bateria de voltagem fixa. Após um longo período de tempo. c é uma constante real e t é o tempo. determine o valor da constante c e a corrente i (t ) .  = n 6n2 6n3  Obs. Problema do circuito RL em série. t → +∞ Obs. A razão E/R é chamada de corrente estacionária.333383 100.000 0.e  L  . sendo i (t ) da equação (1).3 . a corrente no circuito é governada praticamente pela lei de Ohm E = Ri . 4) no qual o indutor é de 1/2 henry e o resistor é de 10 ohms.385000 100 0. Considere a corrente inicial e o tempo inicial iguais a zero.338350 1... + n 2 é conhecida pela fórmula [n(n + 1)(2 n + 1)] 6 .: A soma 1 2 + 2 2 + 3 2 + .: Quando t → +∞ o termo c. Unidade de indutância: henry. Da segunda lei de Kirchhoff (lei das voltagens) e do estudo das equações diferenciais.333834 10. Exercício 2: Determine lim i (t ) .e  L  da equação (1) se aproxima de zero. (Calcule este limite e mostre que é igual a 1/3) 3 6n3 2. R −  t Álvaro Fernandes 24 .000 0. No circuito da figura 4.

6 Fig. Exemplos de retas tangentes (no ponto P) a algumas curvas: Fig. Na situação da figura 4. “penetram” as curvas. 8 Fig.Derivada A reta tangente. 5 Fig. Exemplos de retas que não são tangentes (no ponto Q) a algumas curvas: Fig. Estas retas não tocam suavemente as curvas nos pontos indicados como no exemplo da circunferência (fig. Elas “cortam” . apesar da reta tocar a curva em dois pontos. ela tangencia a curva em P. 9. 4). como na figura 4. Suponha que a reta r da figura vá se aproximando da circunferência até tocá-la num único ponto. Estas retas tocam suavemente as curvas nos pontos P indicados. 7 Na figura 7. dizemos que a reta r é tangente a circunferência no ponto P. Álvaro Fernandes 25 .

Usando a notação de limites. Considere P( xo . x − xo x→ xo x − xo Q→ P x → xo Assim lim x → xo f ( x ) − f ( xo ) = tg (α ) . ambos sobre o gráfico de f. O ângulo β se aproximará do ângulo α. Seja t a reta tangente ao gráfico de f no ponto P e considere α o ângulo de inclinação de t. a tg (β ) se aproximará da tg (α ) . o limite acima fica lim tg (β ) = tg (α ) ⇔ lim y − yo f ( x ) − f ( xo ) = lim = tg (α ) . sendo y o = f ( x o ) . Seja y = f ( x ) uma curva definida num intervalo aberto I. Desta forma. Desta forma. e então. y o ) . Q→ P Mas quando Q → P temos que x → xo . Seja s a reta que passa pelos pontos P e Q e considere β o ângulo de inclinação de s. y ) um ponto móvel. = ∆x x − xo Q β P x − xo y − yo T Suponha que o ponto Q mova-se sobre o gráfico de f em direção ao ponto P.Vamos determinar a equação da reta tangente a uma função (uma curva) num ponto do seu domínio. um ponto fixo e Q( x . y t s y yo Q P T f ∆y = y − yo ∆x = x − xo β α xo x x Considerando o triângulo retângulo PTQ. x − xo Álvaro Fernandes 26 . a reta s se aproximará da reta t. é fácil perceber que lim tg (β ) = tg (α ) . obtemos o coeficiente angular da reta s como tg (β ) = ∆y y − yo .

b) A reta vertical x = xo se lim f (x ) − f (xo ) for infinito. se o limite que determina m existir. y o ) um ponto sobre o seu gráfico. x − xo x → xo Exemplo 19. A equação da reta tangente t é: a) ( y − y o ) = m(x − xo ) . y o = f ( xo ) ⇒ y o = f (1) = 12 = 1 . y o ) . Solução: Temos que determinar dois termos y o e m. O coeficiente angular m da reta tangente ao gráfico de f no ponto P é dado pelo limite m = lim x → xo f (x ) − f (xo ) . quando este existir. f (x ) − f (xo ) f ( x ) − f (1) x2 − 1 m = lim = lim = lim = x → xo x →1 x →1 x − 1 x − xo x −1 = 2. x − xo m = tg (α ) y o = f (xo ) Equação da reta tangente Podemos agora determinar a equação da reta tangente t. Determine a equação tangente a parábola f ( x ) = x 2 no ponto de abscissa xo = 1 .Definição: Seja y = f ( x ) uma curva e P( xo . Logo a equação da reta tangente é ( y − 1) = 2( x − 1) ou y = 2x − 1 . Álvaro Fernandes 27 . pois já conhecemos o seu coeficiente angular e um ponto do seu gráfico P( xo .

Equação da reta normal Definição: Seja y = f ( x ) uma curva e P( xo , y o ) um ponto sobre o seu gráfico. A reta normal (n) ao gráfico de f no ponto P é a reta perpendicular a reta tangente (t).

• • •

( ) ( ) −1 (x − xo ) , sendo que m = xlim f x − f xo ≠ 0 . → xo x − xo m Se m = 0 , então a equação da reta normal é a reta vertical x = xo . f (x ) − f (xo ) Se lim for infinito, então a reta normal é horizontal e tem equação y = y o . x → xo x − xo
A equação da reta normal é ( y − y o ) =

Atividades (grupo 15).

Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico das funções abaixo nos pontos indicados. Esboce os gráficos das funções com as retas. a) f ( x ) = x 3 no ponto de abscissa xo = 1 . b) f ( x ) = x no ponto de abscissa xo = 4 .
A derivada de uma função num ponto

O limite lim

x → xo

f (x ) − f (xo ) é muito importante, por isso receberá uma denominação especial. x − xo

Definição: Seja y = f ( x ) uma função e xo um ponto do seu domínio. Chama-se derivada da função f no ponto xo e denota-se f ' ( xo ) (lê-se f linha de xo ), o limite
f ' ( xo ) = lim f (x ) − f (xo ) , quando este existir. x − xo

x → xo

Forma alternativa para derivada:

Se fizermos ∆x = x − xo , obtemos a seguinte forma para f ' ( xo ) :
f ' ( xo ) = lim f ( xo + ∆x ) − f ( xo ) . ∆x

∆x →0

Álvaro Fernandes

28

Outras notações para a derivada da função y = f ( x ) num ponto x qualquer:
• • •
y' ( x ) (lê-se: y linha de x ou derivada de y em relação a x); D x f (lê-se: derivada da função f em relação à x); dy (lê-se: derivada de y em relação à x). dx

Exemplo 20. Dada a função f ( x ) = x 2 − x + 1 , determine f ' (2 ) . Use as duas formas da definição.

⇒ Usando f ' ( xo ) = lim f ' (2 ) = lim
x→2

f (x ) − f (xo ) x − xo

x → xo

:

(x − 2 )(x + 1) = lim (x + 1) = 3 . f ( x ) − f (2 ) x2 − x + 1 − 3 x2 − x − 2 = lim = lim = lim x→2 x→2 x→2 x→2 x−2 x−2 x−2 x−2
f ( xo + ∆x ) − f ( xo ) : ∆x
2

⇒ Usando f ' ( xo ) = lim

∆x →0

f ' (2 ) = lim

∆x →0

(2 + ∆x ) − (2 + ∆x ) + 1 − 3 = lim 4 + 4 ∆x + ∆x 2 − 2 − ∆x − 2 = f (2 + ∆x ) − f (2 ) = lim ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x ∆x

= lim

3∆x + ∆x 2 ∆x(3 + ∆x ) = lim = lim (3 + ∆x ) = 3 + 0 = 3 . ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x

Teorema: Toda função derivável num ponto é contínua neste ponto. Atividades (grupo 16).

1. Determine a equação da reta tangente à curva y = 5 − x 2 , que seja perpendicular à reta y = 3 + x . 2. Determine a equação da reta normal à curva y = x 3 , que seja paralela à reta 3 y + x = 0 .

Derivadas laterais

Lembre-se que o limite de uma função num ponto somente existe se os limites laterais existem e são iguais. Como a derivada de uma função num ponto é um limite, esta derivada somente existirá em condições análogas.
Definição: Seja y = f ( x ) uma função e xo um ponto do seu domínio. A derivada à direita de f em xo , denotada por f + ' (xo ) é definida por

f + ' ( xo ) = lim+
x → xo

f (x ) − f (xo ) . x − xo

Álvaro Fernandes

29

Definição: Seja y = f ( x ) uma função e xo um ponto do seu domínio. A derivada à esquerda de f em xo , denotada por f − ' ( xo ) é definida por

f − ' ( xo ) = lim−
x → xo

f (x ) − f (xo ) . x − xo

Uma função é derivável num ponto quando as derivadas laterais (a direita e a esquerda) existem e são iguais neste ponto. Exemplo 21. Considere a função f ( x ) = x + 1 . Mostre que esta função é contínua no ponto
x = −1 mas não é derivável neste ponto.

f é contínua neste ponto pois lim f ( x ) = lim x + 1 = − 1 + 1 = 0 = 0 = f (− 1) .
x → −1 x → −1

 x + 1, x > −1  Sabemos que f ( x ) = x + 1 = − x − 1, x < −1 . Vamos calcular f ' (− 1) : 0 , x = −1  f + ' (− 1) = lim+
x → −1

f ( x ) − f (− 1) x +1−0 x+1 = lim+ = lim+ (1) = 1 . = lim+ x → −1 x → −1 x + 1 x → −1 x+1 x+1 f ( x ) − f (− 1) − x −1−0 − ( x + 1) = lim− = lim− = lim− (− 1) = −1 . x → −1 x → −1 x → −1 x+1 x+1 x+1

f − ' (− 1) = lim−
x → −1

Como as derivadas laterais são distintas concluímos que não existe f ' (− 1) . Veja o gráfico da função f ( x ) = x + 1 .
Não existe reta tangente ao gráfico desta função no ponto x0 = −1 .

Obs.: Quando as derivadas laterais existem e são diferentes num ponto, dizemos que este é um ponto anguloso do gráfico da função. Neste caso, não existe reta tangente num ponto anguloso.

No exemplo acima a função f ( x ) = x + 1 tem um ponto anguloso em x = −1 .
Atividades (grupo 17). Verifique se a função abaixo tem derivada no ponto xo . Este ponto é anguloso? Esboce o gráfico da função e constate.
2  1 − x , x > 0 no ponto x o = 0 . a) f ( x ) =  x e , x ≤ 0 

 2  x + x + 1, x > 0 no ponto x o = 0 . b) g ( x ) =  x e , x ≤ 0 

Álvaro Fernandes

30

Regras de derivação

Vamos apresentar algumas regras que irão facilitar o cálculo das derivadas das funções sem recorrer a definição.
1. Derivada de uma função constante.

Se f ( x ) = c , c é uma constante real, então f ' ( x ) = 0 . f ' ( x ) = lim
∆x →0

f ( x + ∆x ) − f ( x ) c−c = lim = lim 0 = 0 . ∆x →0 ∆x ∆x → 0 ∆x

2. Derivada da função potência.

Se n é um inteiro positivo e f ( x ) = x n , então f ' ( x ) = nx n −1 .

(x + ∆x ) − x n f ( x + ∆x ) − f ( x ) = lim Prova: f ( x ) = lim ∆x →0 ∆x → 0 ∆x ∆x
n '

Usando o Binômio de Newton para expandir ( x + ∆x ) , obtemos
n

n(n − 1) n − 2  n 2 n −1 n n −1 n  x + nx ∆x + 2! x (∆x ) + ... + nx(∆x ) + (∆x )  − x  f ' ( x ) = lim  = ∆x →0 ∆x n(n − 1) n − 2  n−2 n −1  x (∆x ) + ... + nx(∆x ) + (∆x )  ∆x nx n −1 + 2!  = = lim ∆x →0 ∆x n(n − 1) n − 2  n−2 n −1  = lim nx n −1 + x (∆x ) + ... + nx(∆x ) + (∆x )  = nx n −1 . ∆x →0 2!  
Exemplo 22. Calcule as derivadas das funções abaixo:

a) f ( x ) = x

b) f ( x ) = x 2

c) f ( x ) = x 5

a) f ( x ) = x 1 ⇒ f ' (x ) = 1x 1−1 = 1 . Logo f ' ( x ) = 1 . b) f ( x ) = x 2 ⇒ f ' ( x ) = 2 x 2 −1 = 2 x . Logo f ' ( x ) = 2 x . c) f ( x ) = x 5 ⇒ f ' ( x ) = 5 x 5 −1 = 5 x 4 . Logo f ' (x ) = 5 x 4 .
Obs.: Se n for um número inteiro negativo ou racional o resultado contínua válido. Atividades (grupo 18).

1. Mostre, usando a regra e a definição, que a derivada da função f ( x ) = x −1 é f ' ( x ) = − x −2 . 2. Mostre, usando a regra e a definição, que a derivada da função f ( x ) = x é f ' ( x ) = 1 2 x .

Álvaro Fernandes

31

Se f ( x ) = 5 x 3 então f ' ( x ) = 5 3 x 2 = 15 x 2 . 6. ( ) ( ) ( ) Se f (x ) e g ( x ) são função deriváveis. Se f (x ) = então f ' ( x ) = 2x 4x2 2x2 Álvaro Fernandes 32 ( ) . então a função h( x ) = h' ( x ) = f ' ( x ) ⋅ g ( x ) − f ( x ) ⋅ g' ( x ) f (x ) tem derivada dada por g (x ) [g (x )]2 . Se f ( x ) = x 3 − x (2 − x ) então f ' ( x ) = 3 x 2 − 1 (2 − x ) + x 3 − x (0 − 1) = −4 x 3 + −6 x 2 + 2 x − 2 . então a função g ( x ) = cf ( x ) tem derivada dada por g' ( x ) = cf ' ( x ) . Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo... Exemplo 25. Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo. ( ) Se f ( x ) e g ( x ) são função deriváveis. então a função h( x ) = f (x ) ⋅ g ( x ) tem derivada dada por h' ( x ) = f ' (x ) ⋅ g ( x ) + f ( x ) ⋅ g' ( x ) . Derivada de um quociente de funções. Se f ( x ) = 4 x 3 + 3 x 2 − x + 5 então f ' ( x ) = 12 x 2 + 6 x − 1 . Se f (x ) e g ( x ) são função deriváveis. Derivada do produto de uma constante por uma função. (10 x ) ⋅ (2 x ) − 5 x 2 − 8 ⋅ (2 ) = . 5x2 − 8 Exemplo 26. Derivada de um produto de funções. 5. Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo. Exemplo 24. 4. Derivada de uma soma de funções. = 5 x 2 + 8 . Se f ( x ) é uma função derivável e c é uma constante real. Prova: g´ ( x ) = lim ∆x →0 g ( x + ∆x ) − g ( x ) cf ( x + ∆x ) − cf ( x ) c[ f ( x + ∆x ) − f ( x )] = lim = lim = ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x ∆x = c ⋅ lim ∆x →0 f ( x + ∆x ) − f ( x ) = cf ´ ( x ) . então a função h( x ) = f ( x ) + g ( x ) tem derivada dada por h' ( x ) = f ' ( x ) + g' ( x ) .3. ∆x Exemplo 23.

g) f ( x ) = x + x −2 + 6 . ( ) ( ) ( ) 2. Exemplo 27. f) f ( x ) = x 1 4 (2 − x ) . Derivada da função composta (Regra da cadeia) Considere agora a função composta gof ( x ) = g ( f ( x )) = (2 x + 1) . As três formas acima são equivalentes. calcule as derivadas das funções abaixo: a) f ( x ) = x −2 + 3 x + 1 . 3 Até o momento sabemos derivar a função g ( x ) = x 3 e também a função f ( x ) = 2 x + 1 .Atividades (grupo 19). a) y = (2 x + 1) y = u3  u = 2 x + 1 3 Então y´ (x ) = y´ (u ) ⋅ u´ (x ) ⇒ y´ ( x ) = 3u 2 ⋅ 2 = 3(2 x + 1) ⋅ 2 = 6 (2 x + 1) . mudam apenas as notações. Calcule a derivada das funções abaixo: a) y = (2 x + 1) 3 b) y = 5 x + 3  x  c) y =    1 − 3x  5 Para calcular a derivada dessas funções. Determine os valores das constantes a e b na parábola f (x ) = ax 2 + b de modo que a reta de equação y = 8 x + 4 seja tangente a parábola no ponto x = 2 . Como poderemos obter a derivada da função composta gof ( x ) sem desenvolver o Binômio? A regra que veremos agora estabelece uma forma de obter a derivada da função composta em termos das funções elementares f e g. então a função composta dx dy dy du = ⋅ dx du dx ou y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) ou gof ´ ( x ) = g´ ( f ( x )) ⋅ f ´ ( x ) . 5x − 3 3 + x. 2 2x . 2 Álvaro Fernandes 33 . Usando as regras de derivação. d) f ( x ) = x 2 − 3 2 x 3 . Regra da cadeia Se y = g (u ) . x+1 b) f ( x ) = x 8 e) f ( x ) = h) f ( x ) = ( ) (x + 3) . x −2 c) f ( x ) = 3 x 4 + x (6 − x ) . precisamos identificar as funções elementares y = g (u ) e u = f ( x ) (cujas derivadas conhecemos) que formam a função composta e aplicar a regra. 2 2 Logo y´ ( x ) = 6 (2 x + 1) . u = f ( x ) e as derivadas y = gof ( x ) = g ( f ( x )) tem derivada dada por dy du e du existem. 1. i) f ( x ) = 4 x 3 1 − x 2 .

. ( ) Obs: Com a regra da proposição acima poderíamos calcular todos os exercícios do exemplo 27. temos y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) ⇒ y´ ( x ) = nu n −1 ⋅ f ´ ( x ) ⇒ y´ ( x ) = n[ f ( x )] n −1 ⋅ f ´ (x ) . A proposição continua válida se n for um número racional não nulo. onde u = f ( x ) e aplicando a regra da cadeia. Álvaro Fernandes 34 . Podemos escrever y = 4 1 + x − x 3 ( ) 13 e calcular a derivada usando a proposição acima: y´ ( x ) = 4 ⋅ 1 1 + x − x3 3 ( ) −2 3 ⋅ 1 − 3x 2 . Proposição: Se f ( x ) é uma função derivável e n é um número inteiro não nulo. f ´ (x ) dx Prova: Fazendo y = u n . Logo y´ ( x ) = 5 2 5x + 3 . então d [ f (x )]n = n[ f (x )]n−1 . Exemplo 28.. ela possibilitará a resolução de outros problemas mais complicados.  x  c) y =    1 − 3x  y = u5   x u = 1 − 3x  5  (1)(1 − 3 x ) − ( x )(− 3 )  Então y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) ⇒ y´ ( x ) = 5u 4 ⋅  = (1 − 3 x )2   4 5x4  x   (1)(1 − 3 x ) − ( x )(− 3)  .b) y = 5 x + 3 y = u  u = 5 x + 3 Então y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) ⇒ y´ ( x ) = 1 2 u ⋅ (5 ) = 5 2 5x + 3 . = = 5 ⋅   (1 − 3 x )2 (1 − 3 x )6  1 − 3x    Logo y´ ( x ) = (1 − 3 x )6 5x4 . Calcule a derivada da função y = 4 ⋅ 3 1 + x − x 3 . Mas a regra da cadeia é mais completa.

Calcule a derivada f regra da derivada da inversa. Calcule a derivada das funções abaixo: a) y = 2 − x 3 . Seja y = f ( x ) = 5 x 3 .Atividades (grupo 20). então a função inversa tem ( f )´ ( y ) = f ´1x ) . e) ( ) −3 . f) y = 3 (1 − 3 x )2 y= (1 + 5 x ) (2 x )4 y= (1 − x )3 1 + 4x x+1 Derivada da função inversa Se uma função y = f ( x ) admite uma função inversa x = f derivada dada por −1 (y). ( )´ (40 ) invertendo a função e usando a −1 ⇒ Invertendo a função: y = f (x ) = 5 x 3 ⇒ x = f Logo f 1 ( )´ (40 ) = 3  40    5 −1 −1 (y) = 3 ⋅ y  y =   . c) y = 2 x − 3 . = 5 15 60 15(8 ) ⇒ Usando a regra da derivada da inversa: Se y = 40 e y = f ( x ) = 5 x 3 . d) ( ) 6 b) y = x 4 − 2 . Sabemos que f −1 of ( x ) = x . daí −1 Exemplo 29. Aplicando a regra da cadeia. ( −1 f ´ (x ) ≠ 0 . desde que f ´ (x ) ≠ 0 . f ´ (x ) ( )´ ( f (x )) ⋅ f ´ (x ) = 1 . Assim f 5 5 13 1 y ( )´ ( y ) = 3  5    −1 −2 3   ⋅ 1 5 −2 3   1 1 (8 )−2 3 = 1 2 3 = 1 . Como f ´ ( x ) = 15 x 2 . obtemos que f ( f − 1 )´ ( y ) = 1 . então x = 3 40 3 = 8 = 2 . obtemos 5 ( f )´ ( y ) = f ´1x ) ( −1 ⇒ ( f )´ (40 ) = f ´12 ) = 1 ( 15(2 ) −1 2 = 1 . 60 Álvaro Fernandes 35 .

d) f ( x ) = 1 − x2 ex 2 . sabendo-se que n é a reta normal a f ( x ) = e x no ponto de abscissa x0 = 1 . Calcule a derivada ( f )´ (3 ) usando a regra da derivada da inversa. Determine a deriva da função y = 6 e x . Resp. trigonométricas e trigonométricas inversas. Proposição: Se f ( x ) = a x . Calcule a derivada das funções abaixo: a) f ( x ) = 2 x +1 . logarítmicas. São elas as funções exponenciais. Prova: f ´ ( x ) = lim ∆x →0 a x + ∆x − a x a x a ∆x − 1 a ∆x − 1 = lim = lim a x ⋅ lim = a x ln(a ) . Seja y = f (x ) = x 2 ( )´ (2) usando a regra da derivada da inversa. 1. obtemos:  y = 6eu    u = x y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) = 6 e u ⋅ 1 2 x = 3e x x . 14). b) f ( x ) = e . então f ´ ( x ) = a x ln(a ) . 2x c) f (x ) = 3 x ⋅ e 2 5 x +1 . Seja y = f ( x ) = 5 x − 3 . Derivada da função exponencial. x > 0 . (a > 0 e a ≠ 1) . 1. Calcule a derivada f 2.Atividades (grupo 21). então f ´ ( x ) = e x ln(e ) = e x . Usando a regra da cadeia. onde e é o número neperiano. 1. . 2.: e 3 2 Álvaro Fernandes 36 . Atividades (grupo 22). ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x ∆x ( ) ( ) Lembre-se que lim −1 = ln(a ) é uma conseqüência importante do limite fundamental ∆x →0 ∆x exponencial (item ii pág. −1 −1 Derivada das funções elementares. Vamos agora apresentar as derivadas das funções elementares do cálculo. (a ∆x ) Caso particular: Se f ( x ) = e x . Exemplo 30. Calcule a área do triângulo retângulo sombreado na figura abaixo.

c) f ( x ) = e 3 x ⋅ ln x . Álvaro Fernandes 37 . Derivada das funções trigonométricas. Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam como exercício. Proposição: a) b) c) d) y = sen( x ) y = cos( x ) y = tg ( x ) e) y = sec(x ) ⇒ f) y = cos ec(x ) ⇒ y = cot g ( x ) ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ y´ = − cos ec (x ) . então f ´ ( x ) = Prova: A função logarítmica 1 . Determine a deriva da função y =  f  f ´ g − fg´ Usando a regra da derivada do quociente  ´ = g g2   exponencial. 2 y´ = sec 2 ( x ) . y´ = sec( x )tg (x ) . e− 2 x 3. Derivada da função logarítmica. ln( x ) Caso particular: Se f ( x ) = ln( x ) . b) f ( x ) = ln(2 x + 1) .2. (c) e (e). x ln(a ) x = f −1 ( y ) = a y . y´ = − sen( x ) . y´ = cos( x ) . obtemos: e a regra da cadeia na função (e y´ = Atividades (grupo 23). então f ´ (x ) = Exemplo 31. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar f ´ ( x ) . x ln(e ) x e 4 x +1 . Proposição: Se f ( x ) = log a ( x ). y´ = − cos ec( x ) cot g ( x ) . Calcule a derivada das funções abaixo: a) f ( x ) = 4 log 2 (5 x ) . f ´ ( y ) a ln(a ) x ln(a ) 1 1 = . (a > 0 e a ≠ 1) . Prova: Vamos provar os itens (a). 4 x +1 1 ⋅ 4 [ln( x )] − e 4 x +1    x 2 [ln(x )] ) ( ) 1. Assim: f ´ (x ) = y = f ( x ) = log a ( x ) é a inversa da função exponencial ( ) −1 1 1 1 = y = . ( ) d) f ( x ) = ln(3 x ) .

d) y = tg ( x ) − 1 . ∆x → 0 ∆x →0 lim cos(∆x ) − 1 =0 ∆x c) y = tg ( x ) Como tg ( x ) = quociente: sen( x ) e já sabemos a derivada função sen(x ) . 2 2 2 cos ( x ) cos ( x ) cos ( x ) Lembre-se que cos 2 ( x ) + sen 2 ( x ) = 1 é a relação trigonométrica fundamental. podemos aplicar cos(x ) a derivada do quociente: Como sec( x ) = y´ = (0 ) cos(x ) − (1)[− sen(x )] = (1) sen(x ) = 1 ⋅ sen(x ) = sec(x )tg (x ) .. sec( x ) a) y = sen 3 x 2 Usando a regra da cadeia. cos 2 (x ) cos 2 (x ) cos( x ) cos(x ) Exemplo 32. Aplicando a definição. c) y = tg ( x )⋅ e 5x . e) y = sec(x ) 1 e sabendo-se que a derivada da função cos( x ) é − sen(x ) . Calcule a derivada das funções compostas abaixo: a) y = sen 3 x 2 . obtemos:  y = sen(u )  2 u = 3 x y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) = cos(u ) ⋅ 6 x = 6 x cos 3 x 2 . podemos aplicar a derivada do cos( x ) y´ = cos( x ) cos( x ) − sen( x )[− sen( x )] cos 2 ( x ) + sen 2 ( x ) 1 = = = sec 2 ( x ) . y´ = lim = lim ∆x →0 sen(x + ∆x ) − sen(x ) sen( x ) cos(∆x ) + sen(∆x ) cos( x ) − sen( x ) = lim = ∆x →0 ∆x ∆x ∆x →0 sen(∆x ) cos( x ) + sen( x )[cos(∆x ) − 1] sen(∆x ) cos( x ) sen(x )[cos(∆x ) − 1] = lim + lim = ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x ∆x sen(∆x ) cos(∆x ) − 1 + sen( x ) ⋅ lim = cos( x ) ⋅ (1) + sen( x ) ⋅ (0 ) = cos( x ) . ( ) Álvaro Fernandes 38 . ∆x →0 ∆x ∆x e = cos( x ) ⋅ lim ∆x →0 Lembre-se que lim sen(∆x ) = 1 é o limite trigonométrico fundamental ∆x foi resolvido no exemplo 17 (c) da pág. Soluções: ( ) ( ) b) y = cos 3 (x ) . 20.a) y = sen( x ) ..

( ) d) f ( x ) = sen( x ) . obtemos: g g2   y´ = [sec 2 (x )] [sec(x )] − [tg (x ) − 1] [sec(x )tg (x )] . 1. 1 + cot g ( x )  x + 1 e) f ( x ) = cos ec . d) y = tg ( x ) − 1 sec( x )  f  f ´ g − fg´ Usando a regra da derivada do quociente  ´ = e a regra da cadeia. c) y = tg ( x )⋅ e 5x ´ Usando a regra da derivada do produto ( f ⋅ g ) = f ´ g + fg´ e a regra da cadeia.   c) f ( x ) = tg ( x ).  x − 1  ex f) f ( x ) = cos  x   . obtemos: y = u3  u = cos( x ) y´ (x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) = 3u 2 ⋅ [− sen( x )] = −3 sen( x ) cos 2 ( x ) . Atividades (grupo 24). Calcule a derivada das funções abaixo: a) f ( x ) = 3 x + sec x 2 .b) y = cos 3 ( x ) Usando a regra da cadeia. 3 Álvaro Fernandes 39 . Simplifique-a utilizando a relação trigonométrica sec(x ) Mostre que esta expressão é igual a y´ = 1 + tg 2 ( x ) = sec 2 (x ) se necessário. sec 2 ( x ) tg ( x ) + 1 . b) f ( x ) = sen( x ) cos(2 x ) . obtemos: y´ = sec 2 ( x ) 2 1 x e       5x + tg ( x )e 5x ⋅ (5 ) .

⇒ y´ = . = = 2 2 sec ( y ) 1 + tg ( y ) 1 + x 2 Lembre-se que sec 2 ( y ) = 1 + tg 2 ( y ) . π 2] definida por y = f ( x ) = arcsen( x ) . Prova: Vamos provar os itens (a). Esta função tem como inversa (y) = 1 1 1 . a função x = f −1 ( y ) = sen( y ) . Neste caso o sinal da função cos( y ) é positivo. π 2 ) definida por y = f ( x ) = arctg (x ) . Assim: f ´ (x ) = 1 f −1 a) Seja f : [− 1. Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam como exercício. obtemos cos( y ) = 1 − sen 2 ( y ) . Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar f ´ ( x ) . Assim: f ´ (x ) = 1 f −1 (y) = 1 1 1 . Esta função tem como inversa a função x = f −1 ( y ) = tg ( y ) . = = 2 2 cos( y ) 1 − sen ( y ) 1− x Observe que y ∈ [− π 2 . Usando a relação trigonométrica fundamental cos 2 ( y ) + sen 2 ( y ) = 1 . b) y = arccos( x ) c) y = arctg ( x ) d) y = arc cot g (x ) ⇒ y´ = . Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar f ´ ( x ) . e) y = arc sec( x ) f) y = arccos ec( x ) ⇒ y´ = x x −1 −1 x x2 − 1 2 . 2 . ⇒ y´ = ⇒ y´ = . Álvaro Fernandes 40 . c) Seja f : ℜ → (− π 2 . (c) e (e). 1] → [− π 2 . x > 1.4. x > 1. π 2 ] . Derivada das funções trigonométricas inversas Proposição: a) y = arcsen( x ) ⇒ y´ = 1 1− x −1 1 − x2 1 1 + x2 −1 1 + x2 1 .

 x x Exemplo 33. 1 + x4 Atividades (grupo 25).. Novamente a regra da cadeia. obtemos: y´ =  − 1 1 = ⋅   2= 2 x2 − 1 1  x   x2 x2 1−  2 x  x −1 ´ 1 x2 − 1 x 2 = x2 1 x2 − 1 x = x x2 x2 − 1 = 1 x x2 − 1 . Determine a derivada das funções: a) y = arccos x 2 − 1 . ( ) Álvaro Fernandes 41 . Calcule a derivada das funções abaixo: a) y = arcsen(2 x − 1) .   2 2   (− 2 x ) 1 + x − 1 − x (2 x )  ⋅ =  2   1 + x2     y = arctg (u )   1 − x2 u=  1 + x2    1  = 2 1 +  1 − x    1 + x2    1 y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) =  2 1+ u ( ) ( ( ) )   − 2x   − 4x  .: lembre-se que   = 2 . Usando a regra da cadeia. Solução:  1 − x2 b) y = arctg   1 + x2   . Podemos reescrever esta expressão como y = arccos  . obtemos:  y = arcsen(u )  u = 2 x − 1 y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) = 1 1−u 2 ⋅ (2 ) = 2 1 − (2 x − 1) 2 .1 e) Seja y = arc sec( x ) . −1 1 Obs.  1 − x2 b) y = arctg   1 + x2    . ( ) b) y = 3 x ⋅ arctg e x . Usando o  x item (b) da proposiçãoe a regra da cadeia. ⋅  simplifique esta expressão e mostre que é igual a 2   2 2 1 + x4    1+ x         ( ) Logo y´ ( x ) = − 2x . x > 1 ..   a) y = arcsen(2 x − 1) .

u' y = cos ec(u ) ⇒ y' = − cos ec(u ) cot g (u ). u > 1 ⇒ y' = y = arc cosec(u ). ln(a ) u' u (11) (12 ) (13) (14 ) (15 ) (16 ) (17 ) (18 ) y = sec(u ) ⇒ y' = sec(u )tg (u ).u' y = arc sen(u ) ⇒ y' = u' 1− u2 u' 1− u2 y = arc cos(u ) ⇒ y' = − y = ln(u )(u > 0 ) ⇒ y' = .u' y = arc cotg (u ) ⇒ y' = − y = arc sec(u ).u n −1 . ⇒ y' = u' u. Nesta tabela u é uma função derivável na variável x.u' y = log a (u ).u' y = cos(u ) ⇒ y' = − sen(u ). São constantes reais c.Tabela de derivadas Vamos fazer um resumo das derivadas das principais funções vistas até aqui. ln(a ).u' y = cot g (u ) ⇒ y' = − cos ec 2 (u ).u' y = tg (u ) ⇒ y' = sec 2 (u ). então: 1) y = u ± v ⇒ y ′ = u ′ ± v′ 2) y = u ⋅ v ⇒ y ′ = u ′ ⋅ v + u ⋅ v′ u 3) y =   ⇒ v y′ = u ′ ⋅ v − u ⋅ v′ v2 Álvaro Fernandes 42 . y = arc tg(u ) ⇒ y' = u' 1+ u2 u' 1 + u2 u' u u2 − 1 u' u u2 − 1 y = sen(u ) ⇒ y' = cos(u ).u' y = a u ⇒ y' = a u . u > 1 ⇒ y' = − Regras operacionais Se u e v são funções deriváveis. n e a. (1) (2 ) (3) (4 ) (5 ) (6 ) (7 ) (8 ) (9 ) (10 ) y = c ⇒ y' = 0 y = x n ⇒ y' = nx n −1 y = u n ⇒ y' = n.

f (n ) (x ) = 0 . =  dx 3 dx  dx 2    Exemplo 34. então: f ´ (x ) = 4 x 3 + 2 f ´´ ( x ) = 12 x 2 f ´´´ ( x ) = 24 x f (4 ) ( x ) = 24 f (5 ) ( x ) = 0 . isto é. podemos pensar na derivada de f ´ ( x ) e assim sucessivamente. Álvaro Fernandes 43 . e assim sucessivamente. Se uma função y = f ( x ) for derivável. dx 2 dx  dx  f (n ) ( x ) ou f ´´´ ( x ) = [ f ´´ ( x )] .. ´ d 2 y d  dy  =  . ´ d3y d d2y  . Definimos e denotamos as derivadas sucessivas de uma função y = f ( x ) de acordo com a tabela abaixo: Como lê-se: 1a derivada ou derivada de 1a ordem 2a derivada ou derivada de 2a ordem 3a derivada ou derivada de 3a ordem 4 derivada ou derivada de 4 ordem a a Notação: f ´ (x ) ou f ´´ ( x ) ou f ´´´ (x ) ou f (4 ) dy dx d2y dx 2 d3y dx 3 d4y dx 4 dny dx n (x ) ou na derivada ou derivada de na ordem Justificativa para as notações: • • f ´´ (x ) = [ f ´ (x )] . a partir da quarta derivada usamos o cardinal. a) Se f ( x ) = x 4 + 2 x − 1 .. para todo n ≥ 5 . existe f ´ ( x ) .Derivadas sucessivas Em algumas aplicações precisamos derivar uma função mais de uma vez.

então: f ´ ( x ) = cos( x ) f ´´ ( x ) = − sen(x ) f ´´´ ( x ) = − cos( x ) f (4 ) ( x ) = sen( x ) . c) Se f ( x ) = sen( x ) . n = 2 .  Atividades (grupo 26). (n ) f (x ) =  − cos( x ). 1. b) y = ax 3 + bx 2 + cx+d..11. 1− x d) y = sen(− 5 x ).6 . c) y = 1 .. Calcule as derivadas sucessivas até a ordem n indicada.5 . n = 3 .. n = 5 ... n = 3.7 . f (n ) (x ) = 2 n e 2 x .. n = 4 . n = 4 ... O valor de f (097 ) . ( 2...9 .. n = 3 . sendo f ( x ) = e 3 x + sen(3 x ) é: ) ( ) a) 2 ⋅ 3 97 b) 3194 c) 6 97 d) 6 194 e) 3 ⋅ 2 97 Álvaro Fernandes 44 .. sen( x ). a) y = 3 x 4 − 2 x − 9. n = 1.. então: f ´ ( x ) = 2e 2 x f ´´ ( x ) = 4e 2 x f ´´´ ( x ) = 8e 2 x f (4 ) ( x ) = 16 e 2 x .b) Se f ( x ) = e 2 x . Marque a alternativa correta.  − sen( x ). e) y = ln 1 − x 2 .8 ..10 . n = 3 .12 . cos( x )...

sem a necessidade de explicitá-la. Agora iremos determinar uma maneira de derivar expressões que não tenham a variável y isolada (explicitada) em um dos membros. algumas vezes as funções estão definidas por equações nas quais a variável y não está isolada.Derivada na forma implícita Até agora sabemos derivar funções que são expressas na forma y = f ( x ) . pois podemos escrevê-la como y= x −1 . Explicitando a variável y encontramos duas funções y = ± 1 − x2 . poderíamos utilizar uma das expressões y = ± 1 − x 2 .0 ) e raio unitário (figura 1). Uma função na forma y = f ( x ) . Mesmo assim. figura 1 figura 2 figura 3 Caso quiséssemos calcular y´ . São exemplos dessas expressões x 2 + y 2 = 1 . Álvaro Fernandes 45 . poderíamos utilizar esta última expressão. x2 + 2 Caso quiséssemos calcular y´ . onde a variável y aparece isolada no primeiro membro é chamada de função explícita. etc. O método da derivação implícita permite encontrar a derivada de uma expressão desta forma. xy 2 + ln( y ) = 4 . Uma equação em x e y pode definir mais do que uma função. Entretanto. Por exemplo x 2 + y 2 = 1 que representa graficamente uma circunferência de centro (0 . Ainda neste caso é possível explicitar a variável y. A função y = + 1 − x 2 representa a semicircunferência superior (figura 2) e y = − 1 − x 2 representa a semicircunferência inferior (figura 3). mesmo sabendo que parte do gráfico é suprimido neste processo. esta equação ainda define y como uma função de x. Em algumas situações é inconveniente ou até mesmo impossível de explicitar a variável y nessas expressões. Por exemplo 2 y + x2 y + 1 = x não está na forma explícita y = f ( x ) .

Esta expressão define y como uma função de x implicitamente. O método da derivação implícita permitirá encontrar a derivada y´ sem a necessidade de explicitar a função como y = f ( x ) . ( ) Derivada de uma soma de funções. a) 2 y + x 2 y + 1 − x = 0 . dx ( ) 2 y´ +2 xy + x y´ −1 = 0 y´ x 2 + 2 = 1 − 2 xy y´ = 1 − 2 xy .Às vezes o processo para explicitar a variável y é bastante longo e trabalhoso. Vamos agora mostrar como obter a derivada y´ . logo: d d (0 ) 2 y + x2 y + 1 − x = dx dx d (2 y ) + d x 2 y + d (1 − x ) = 0 dx dx dx 2 dy dy + 2 xy + x 2 + (− 1) = 0 dx dx 2 ( ) Derivamos ambos os membros em relação a x. Usaremos a regra da cadeia para derivar os termos da expressão F ( x . como neste caso sen( xy ) − y = 0 . x2 + 2 Apenas mudamos os símbolos: dy = y´ ( x ) = y´ . b) x 2 + y 2 − 1 = 0 . nos casos do exemplo 35. Observe que usamos a derivada de um produto em d 2 x y . dx ( ) Álvaro Fernandes 46 . como é o caso da expressão x 3 + y 3 − 3 xy = 0 e até mesmo impossível por qualquer método elementar. d) sen( xy ) − y = 0 . c) x 3 + y 3 − 3 xy = 0 . Definição: Uma expressão na forma F ( x . y ) = 0 que envolvem y. y ) = 0 . sem explicitar y. Exemplo 35. Exemplos de funções definidas implicitamente: a) 2 y + x 2 y + 1 − x = 0 . y ) = 0 define implicitamente uma função y = f ( x ) se o gráfico de y = f ( x ) coincide com alguma parte do gráfico de F ( x .

Vejamos: x +2 2 y o + xo y o + 1 − xo = 0 2 ⇒ 2 yo + 4 yo + 1 − 2 = 0 ⇒ yo = 1 . Estas expressões são x2 + 2 1 − 2 xy . vamos obter x2 + 2 na expressão y´ = (x 2 + 2) 2 : 2  x − 1  1 −  2x − 2x   2 1 − 2 x 2   x +2   x +2   = = y´ = x2 + 2 x2 + 2  x2 + 2 − 2x2 + 2x      2 + 2x − x2 x2 + 2  = . Álvaro Fernandes 47 . basta encontrarmos o valor da imagem y o . 2 x2 + 2 x2 + 2 ( ) Atenção: Não é necessário verificar se as derivadas calculadas nas formas explícita e implícita coincidem. Depois 1 − 2 xy calculamos y´ com estes dois valores. pois y´ = 2 depende de duas variáveis. pois se fizermos y´ = 2 + 2x − x2 y= x −1 x2 + 2 2 + 2x − x2 (x 2 +2 ) 2 . = y´ = 2 2 18 2 +2 xo + 2 Observe que encontramos este mesmo valor usando y´ = 2 + 2(2 ) − 2 2 2 1 = . Caso queiramos calcular o valor da derivada y´ num ponto. logo y´ = 2 + 2x − x2 (x 2 + 2) 2 . por exemplo xo = 2 . 6 1 1 − 2(2 )  1 − 2 xo y o 6  = 1 .Poderíamos obter a derivada y´ derivando diretamente y = x −1 . 36 18 2 + 2x − x2 (x 2 +2 ) 2 no ponto xo = 2 : y´ = (2 2 +2 ) 2 = Mas lembre-se: nem sempre é possível isolar a variável y para calcular y´ . substituindo xo na expressão 2 y + x 2 y + 1 − x = 0 . mas anteriormente calculamos y´ = 1 − 2 xy . mesmo porque em alguns casos não é possível mesmo isolar a variável y. Vejamos: x2 + 2 (1)(x 2 + 2 ) − (x − 1)(2 x ) = y´ = (x 2 + 2) x2 + 2 − 2x2 + 2x 2 (x 2 + 2) 2 = 2 + 2x − x2 (x 2 + 2) 2 . Você pode estar se perguntando: Obtivemos y´ = distintas? Obviamente não.

dx 1+ y ( ) [ ] Álvaro Fernandes 48 . dx y d [arctg ( y )] = 1 2 ⋅ y´ . d 2 d (0 ) x + y2 − 1 = dx dx ( ) ⇒ 2x + d 2 y +0 =0 dx ( ) ⇒ 2 x + 2 yy´ = 0 ⇒ x y´ = − . dx d [ln( y )] = 1 ⋅ y´ . x cos( xy ) − 1 ⇒ cos( xy )[(1) y + xy´ ] − y´ = 0 y cos( xy ) + xy´cos (xy ) − y´ = 0 Vejamos alguns exemplos que ocorrem com maior freqüência em derivação implícita: d n y = ny n −1 ⋅ y´ . d 3 d (0 ) x + y 3 − 3 xy = dx dx 3 x 2 + 3 y 2 y´ −3[(1) y + xy´ ] = 0 ( ) ⇒ 3x 2 + d 3 d y − 3 ( xy ) = 0 dx dx ( ) ) ⇒ 3 y − 3x 2 3 y 2 − 3x y − x2 . dx d y e = e y ⋅ y´ .b) x 2 + y 2 − 1 = 0 . y2 − x ⇒ y´ 3 y 2 − 3 x = 3 y − 3 x 2 ( ⇒ y´ = ⇒ y´ = d) sen( xy ) − y = 0 . y c) x 3 + y 3 − 3 xy = 0 . dx d [tg ( y )] = sec 2 ( y ) ⋅ y´ . d (sen(xy ) − y ) = d (0 ) dx dx ⇒ ⇒ d d d (0 ) sen( xy ) − ( y ) = dx dx dx ⇒ y´ = − y cos( xy ) .

1. como mostra a figura abaixo. Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo. nos pontos onde a normal é paralela à reta 26 x − 12 y − 7 = 0 .2 y .1) .Atividades (grupo 27). no ponto em que a normal é vertical. a) ln( y ) = x + y 2 no ponto P(− 1. 4. Seja C a circunferência dada implicitamente por x 2 + y 2 = 1 e t a reta tangente à C no ponto de abscissa xo = 2 2 . Determine a derivada y' das curvas dadas implicitamente por: a) x 2 + y 2 = 4 d) e xy = x + y − 3 b) xy 2 + 2 y 3 = x − 2 y e) y 3 − x− y =0 x+ y c) x 2 y 2 + x sen( y ) = 0 f) tg ( y ) = xy − 1 2. Calcule o valor da área sombreada. b) x 3 = y . dada implicitamente por e xy + 2 cos(x 2 − 1) = 3 x . 0 ) . no ponto A(1. c) 6 x 2 + 13 y 2 = 19 (elipse). Álvaro Fernandes 49 . nos pontos indicados. Determine a área do triângulo AOB na figura abaixo sabendo-se que r é a reta tangente a curva C. 3.

Mesmo quando a função x = x(t ) não admite inversa. eliminando o parâmetro t de forma conveniente.Derivada de uma função na forma paramétrica Função na forma paramétrica  x = x(t ) Sejam  funções de uma mesma variável t. x = 1 − t b) As equações  . quando t variar de a até b. Neste caso. isto é. 2π] .  x = x(t ) As equações  são chamadas de equações paramétricas da curva e t é chamado de  y = y (t ) parâmetro. temos y como uma função de x. b] . Para verificar 2 y = t − 1 isto basta isolar o parâmetro t na equação x = 1 − t e substituir em y = t 2 − 1 . o ponto P descreverá uma curva no plano. definem a parábola de equação y = x 2 − 2 x .  y = y (t ) A cada valor de t no intervalo [a . y (t )) no plano cartesiano.  y = 2 sen(t ) Pois as equações x = 2 cos(t ) e y = 2 sen(t ) satisfazem x 2 + y 2 = 4 . eliminando o parâmetro t. podemos escrever y = y (t ( x )) . para todo t ∈ ℜ . x = t + 1 a) As equações  .  y = y (t ) Exemplo 36. t ∈ [0 . definem a reta de equação y = 2 x − 2 . Álvaro Fernandes 50 . podemos obter uma forma implícita da curva. em alguns casos. y = y ( x ) .  x = x(t ) Dizemos que as equações  definem a forma paramétrica de uma curva plana. Para verificar isto basta  y = 2t isolar o parâmetro t na equação x = t + 1 e substituir em y = 2t . definem a circunferência de equação x 2 + y 2 = 4 . t ∈ [a .  x = 2 cos(t ) c) As equações  . Se as funções x = x(t ) e y = y (t ) forem contínuas. t ∈ ℜ . b] corresponde um único par P( x(t ). t ∈ ℜ . Se a função x = x(t ) admite uma inversa t = t ( x ) .

Vimos no estudo da derivada da função inversa que t´ ( x ) = y´ ( x ) = y´ (t ) ⋅ y´ ( x ) = y´ (t ) x´ (t ) y´ (t ) 1 = . a > 0 .  x = x(t ) Seja  a forma paramétrica que define y como uma função de x. t ∈ [0 . 2 π] e a forma encontrada para a curva foi implícita. temos que x´ (t ) é a derivada de uma função na forma paramétrica. x´ (t ) x´ (t ) 1 . 2 2 ( ) Observe neste caso que a função x = 2 cos(t ) não admite inversa no intervalo t ∈ [0 .  y = y (t ) Suponha que as funções y = y (t ) . a ≠ b e ambos positivos. Daí. Prove! d) Forma paramétrica da Elipse:  x = x o + a cos(t ) . Vamos ver agora como obter a derivada de uma função na forma paramétrica. Álvaro Fernandes 51 . Pois cos(t ) = (x − xo ) a .  x = x o + a cos(t ) Caso geral:  . definem a circunferência de equação  y = y o + a sen(t ) ( x − x o )2 + ( y − y o )2 = a 2 . sen(t ) = ( y − yo ) b e cos 2 (t ) + sen 2 (t ) = 1 . t ∈ [0 . definem a elipse de equação   y = y o + b sen(t ) ( x − x o )2 a2 + ( y − y o )2 b2 = 1. 2 π].x 2 + y 2 = [2 cos(t )] + [2 sen(t )] = 4 cos 2 (t ) + 4 sen 2 (t ) = 4 cos 2 (t ) + sen 2 (t ) = 4 . x = x(t ) e a sua inversa t = t ( x ) sejam deriváveis. Podemos então obter a composta y = y (t ( x )) e aplicar a regra da cadeia para calcular y´ ( x ) : y´ (x ) = y´ (t ) ⋅ t´ ( x ) . 2 π] .

basta substituir t por 1 − x : y´ ( x ) = −2t − 1 ⇒ y´ ( x ) = −2(1 − x ) − 1 = 2 x − 3 ∴ y´ ( x ) = 2 x − 3 . a reta tangente é igual a y − 2 1 + 2 = −2 x − 1 − 2 ( ) ( ) ou y = −2 x + 4 1 + 2 . 4  y = 2 + 4 sen(t ) A equação da reta tangente é y − y o = y´ ( x − x o ) .   y = 1 − 6t y´ ( x ) = y´ (t ) − 6 = = −2 . 2 4 π : 4 ( ) Cálculo de y´ no ponto t = y´ = y´ (t ) 4 cos(t ) π = = −2 cot g (t ).Exemplo 36.2π] no ponto t = . ∴ y´ = −2 cot g   = −2(1) = −2 . ( ) Álvaro Fernandes 52 . x´ (t ) − 2 sen(t ) 4 Logo. 2 4 2 π y o = 2 + 4 sen  = 2 + 4 =2 + 2 2 = 21+ 2 . Cálculo de x o : Cálculo de y o : 2 π x o = 1 + 2 cos  = 1 + 2 =1+ 2 . t ∈ [0 . x´ (t ) −1 Para obter a derivada em função de x. a) Calcule a derivada  x = 3t − 5 .  2 y = t + t y´ ( x ) = y´ (t ) 2t + 1 = = −2t − 1 . obtendo a função 2 y = (1 − x ) + (1 − x ) e calculando y´ ( x ) = 2(1 − x )(− 1) + −1 = 2 x − 3 .  x = 1 + 2 cos(t ) π c) Determine a equação da reta tangente a elipse  . x´ (t ) 3 y´ ( x ) da função y = y ( x ) definida na forma paramétrica por Poderíamos obter este resultado eliminado o parâmetro t. t ∈ℜ. Observe que novamente poderíamos obter este resultado eliminado o parâmetro t. t ∈ℜ. 3  3  y´ ( x ) da função y = y ( x ) definida na forma paramétrica por b) Calcule a derivada x = 1 − t . obtendo a função y = y ( x ) e calculando diretamente y´ ( x ) : x = 3t − 5 ⇒ t = x+5  x + 5 ∴ y = 1 − 6  = −2 x − 9 . Daí. y´ ( x ) = −2 .

Calcule a derivada y´ ( x ) das funções definidas parametricamente nos pontos indicados. onde a e b são os comprimentos dos semieixos. Resp. t ∈ − . t ∈ 0 . 5 ( ( ) ) 3.  . 2π . Determine o valor da área sombreada na figura abaixo. a)  3  y = cos 3t  x = cos 3 t π  b)  . −1  y = 6t 2 1 + t 2  12 no ponto de abscissa .: 8 3 − 3π 6 ( ) Álvaro Fernandes 53 . no ponto t = .  x = sen t  π π . 6  x = 6 t 1 + t 2 −1  b)  . Sabe-se que r é a reta tangente a elipse  x = 2 cos(t ) π C: . t= .  x = sen2t π . nos pontos indicados. a)   2 2  y = sen 2t π no ponto t = . Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo. 1.: A área da elipse é dada pela fórmula A = πab . t= . 3  y = sen(t ) [ ] Obs. 3 6  y = sen t  2.Gráfico: Atividades (grupo 28).0 ≤ t ≤ 1 .

Seja α o ângulo de inclinação de t. Isto é. Sem perda de generalidade. Definição: O diferencial de x. O que faremos agora é interpretar dx dx como um quociente entre dois acréscimos (diferenciais). Mas tg (α ) = f ´ ( x ) . ∆y = f (x + dx ) − f ( x ) De acordo com a figura podemos observar que o quociente esta é a interpretação geométrica da derivada. pois dx dy = f ´ (x ) ⋅ dx O acréscimo dy pode ser visto como uma aproximação para ∆y . estaremos fazendo um acréscimo ou decréscimo na variável x. = y´ ( x ) = f ´ ( x ) . é o acréscimo na ordenada da reta tangente t. Álvaro Fernandes 54 . então ∆y − dy → 0 . dx = ∆x . isto é. isto é. é o valor do acréscimo ∆x . Seja y = f (x ) uma função derivável e ∆x um acréscimo na variável x. denotado por dy. Definição: O diferencial de y. Logo dy = f ´ (x ) ⇒ dx dy = tg (α ) . Acréscimos e decréscimos Se a partir de um determinado valor x somarmos ou subtrairmos um determinado valor ∆x ∈ ℜ* . denotado por dx. podemos supor ∆x > 0 para a nossa análise. Esta aproximação é tanto melhor quanto menor for o valor de dx. Nesta figura temos que ∆x > 0. Daí podemos dizer que ∆y ≈ dy se dx for bem pequeno. se dx → 0 . correspondente ao acréscimo dx em x. Considere t a reta tangente ao gráfico de y = f ( x ) no ponto x.Diferencial Até agora dy tem sido visto apenas como uma simples notação para a derivada de uma função dx dy dy y = f ( x ) em relação a variável x.

Encontre ∆y e dy para os valores dados nas funções abaixo e compare os resultados (∆y ≅ dy ) : a) y = 5 x 2 − 6 x.1) + 400 = −4 + 400 = 396 .1.9 ) ≈ 396 . O valor exato é 396.1)) ≈ f ´ (20 ) ⋅ (− 0 . 1. f ( x + dx ) ≈ f ´ ( x ) ⋅ dx + f ( x ) f (20 + (− 0 . x −1 2.1 3 . f ( x + dx ) ≈ f ´ ( x ) ⋅ dx + f ( x ) . Atividades (grupo 29).9 ) ≈ 2(20 ) ⋅ (− 0 . calcule um valor aproximado para: a) 12 .1) + 20 2 = 40 ⋅ (− 0 . c) y = ln(sec( x )) . x = 0. Para isto vamos utilizar f ( x + dx ) ≈ f ´ ( x ) ⋅ dx + f ( x ) . Calcule um valor aproximado para (19 . Soluções: a) dy = (3 x 2 + 2 )dx . ∆x = 0 . ou seja.02. f ´ (x ) = 2 x . b) y = 2x + 1 .1 . Lembre-se: quanto menor o valor de dx. onde podemos fazer x = 20 e dx = −0 .1) + f (20 ) f (19 .01. c) dy = tg ( x )dx . Álvaro Fernandes 55 . Exemplo 37. b) 4 . c) 13 .5 2 . 2 b) y = sen(x 2 ). Logo f (19 . ∆x = 0 . melhor é a aproximação. 2.Como ∆y = f (x + dx ) − f ( x ) e dy = f ´ ( x ) ⋅ dx . obtemos que f (x + dx ) − f (x ) ≈ f ´ (x ) ⋅ dx . Calcule o diferencial dy das funções abaixo: a) y = x 3 + 2 x .9 ) usando diferenciais.9 ) . 1. Daí. x = −1. b) dy = 2 x cos (x 2 )dx . Usando diferencial. Solução: Podemos pensar na função f ( x ) = x 2 onde queremos calcular um valor aproximado para f (19 .

e x -1 . Calcule os limites abaixo usando a regra de L’hospital. e x + e−x − 2 ex d) lim 2 . então g´ ( x ) f (x ) f ´ (x ) = lim = L. (verifique a indeterminação do tipo ) x 0 lim x →0 e x -1 ex = lim = 1. 0 ∞ ) ou 0 ∞ Sejam f e g funções deriváveis num intervalo aberto I. num ponto a ∈ I . então g´ (x ) lim x→a b) Se lim f ( x ) = lim g ( x ) = ±∞ x→a x→a e lim x→a lim x→a f (x ) f ´ (x ) = lim = L. g ( x ) x →a g´ ( x ) Exemplo 38. a) Se lim f ( x ) = lim g ( x ) = 0 x→a x→a e lim x→a f ´ (x ) = L . ∀x ∈ I e x ≠ a . x →1 x2 − 1 c) lim x →0 sen( x ) − x . exceto possivelmente. g ( x ) x →a g´ ( x ) f ´ (x ) = L . Suponha que g´ ( x ) ≠ 0 . x →0 1 x Álvaro Fernandes 56 .Aplicações da derivada A regra de L’Hospital Esta regra permite calcular certos tipos de limites (cujas indeterminações são do tipo aplicando as regras de derivação. x → +∞ x e) lim+ (x 2 + 2 x ) x →0 x Soluções: a) lim x →0 e x -1 0 . a) lim x →0 x x4 + x − 2 b) lim .

x→π 2 d) lim+ [1 + sen( x )] . Atividades (grupo 30). (verifique a indeterminação do tipo ) 2 0 x −1 lim x →1 x4 + x − 2 4x3 + 1 5 = lim = .. São elas: ln(a x ) = x ln(a ) lim (x + 2 x ) = lim e ( 2 x + e e ln ( x ) = x .b) lim x →1 x4 + x − 2 0 .. x −x −x 0 e + e − 2 x →0 e − e Neste caso podemos continuar aplicando a regra. x → +∞ x 2 x → +∞ 2 x ∞ Neste caso podemos continuar aplicando a regra.. x →0 x →0 Podemos aplicar esta mesma técnica para resolvermos indeterminações do tipo ∞ 0 . x →0 x − sen x b) lim sen(πx ) . precisamos ∞ ∞ para poder aplicar a regra de L´Hospital. ln x 2 + 2 x x →0 x →0 + ) = lim e x ln (x x 2 +2 x x →0 + ) = lim e x →0 + ln x 2 + 2 x 1x ( ) = lim+ e x →0 2 x+2 x2 +2 x −1 x 2 = lim+ e x →0 − 2 x3 + 2 x 2 x2 +2 x = = lim+ e x →0 − 2 x2 +2 x x+2 = lim+ e x →0 − 0 2 = lim+ e 0 = lim+ 1 = 1 . lim 2 = +∞ .. lim x →0 cos( x ) − 1 − sen( x ) sen( x ) − x 0 = lim x = − = 0 . x →1 2x 2 x2 − 1 sen( x ) − x 0 . Logo. Neste caso. (verifique a indeterminação do tipo ) x −x 0 e +e −2 c) lim x →0 lim x →0 sen( x ) − x cos( x ) − 1 0 = lim x Observe que ainda há uma indeterminação do tipo . x x →0 Verifique que a indeterminação agora é do tipo 0 0 . ex ex ex lim = lim = +∞ . (verifique a indeterminação do tipo ) 2 x → +∞ x ∞ ex ∞ ex lim = lim Observe que ainda há uma indeterminação do tipo . x −x x →0 e + e − x x →0 e + e − x − 2 2 e −e d) lim ex ∞ . lim x =0. Calcule os seguintes limites usando a regra de L’hospital: e x − e−x − 2x a) lim . Logo. Vamos usar duas transformá-la em 0 0 ou propriedades dos logarítimos. x→2 2 − x c) lim sec( x ) − tg ( x ) . x → +∞ x x → +∞ 2 x x →0 2 e) lim+ (x 2 + 2 x ) . 2 x x →0 Álvaro Fernandes 57 .

isto é. Assim. Para obtermos a velocidade instantânea do corpo no instante t. Álvaro Fernandes 58 . v o a velocidade inicial e a a aceleração do movimento. A velocidade média do corpo neste intervalo de tempo é definida por v m = ∆s s (t + ∆t ) − s (t ) = . v(t ) = s´ (t ) .: No M. a função horária é do segundo grau s (t ) = s o + v0 (t ) + . fazendo ∆t → 0 . A velocidade instantânea do corpo no instante t é definida por v(t ) = lim v m = lim ∆t →0 ∆t →0 ∆s s (t + ∆t ) − s (t ) = lim = s´ (t ) . Assim a (t ) = s´´ (t ) . O deslocamento do corpo no intervalo de tempo t e t + ∆t é definido por ∆s = s (t + ∆t ) − s (t ) . at 2 Obs.V. Aceleração. quando conhecemos a função horária do movimento do corpo. De forma análoga ao conceito de velocidade vem o de aceleração: A aceleração média do corpo no intervalo de tempo t e t + ∆t é definida por am = ∆v v(t + ∆t ) − v(t ) = . a velocidade instantânea é dada por v(t ) = s ′(t ) = v o + at e a aceleração instantânea é dada por a (t ) = v ′(t ) = a . isto é. ∆t ∆t A velocidade média do corpo não dá uma informação precisa sobre a velocidade em cada instante do movimento no intervalo de tempo t e t + ∆t . Neste caso. precisamos calcular a velocidade média em intervalos de tempo cada vez menores. ∆t ∆t A aceleração instantânea do corpo no instante t é definida por a(t ) = lim a m = lim ∆t →0 ∆t →0 ∆v v(t + ∆t ) − v(t ) = lim = v´ (t ) .R.U. ∆t ∆t ∆t →0 Como v(t ) = s´ (t ) podemos escrever a aceleração instantânea como a segunda derivada dos espaço em relação ao tempo. ∆t ∆t →0 ∆t A velocidade instantânea v(t ) é a primeira derivada da função horária s (t ) . a (t ) = v´ (t ) . Veremos que a velocidade e a aceleração de um corpo podem ser determinadas através das derivadas de primeira e segunda ordem. que estuda o movimento dos corpos. Assim. Considere um corpo que se move em linha reta e seja s = s (t ) a sua função horária. sendo constantes 2 s o o espaço inicial. respectivamente.Interpretação cinemática da derivada Vamos agora interpretar a derivada do ponto de vista da cinemática. o espaço percorrido em função do tempo. Velocidade.

a) Suponha que um corpo em movimento retilíneo tenha função horária definida por s (t ) = 12t − 2t 2 e no instante t = 0 ele inicia o movimento.5 s . Considere o espaço medido em metros e o tempo em segundos. Determine: i) Em que instante a partícula pára. Álvaro Fernandes 59 . iii) a aceleração média do corpo no intervalo de tempo [1.5 ) − 42 = 12m / s 2 . ii) a velocidade do corpo no instante t = 1 .Exemplo 39. Considere o espaço medido em metros e o tempo em segundos.3] . ∆t ∆t 3−1 2 iii) a m = iv) a(t ) = s´´ (t ) = −4 ∴ a(3) = −4 m / s 2 . Solução: ∆s s (t + ∆t ) − s(t ) s (3) − s (1) 18 − 10 8 i) v m = = = = = = 4m / s . isto é. ∆t ∆t 3−1 2 2 ii) v(t ) = s´ (t ) = 12 − 4t ∴ v(1) = 12 − 4 = 8 m / s . ii) a(t ) = s´´ (t ) = 12t − 42 ∴ a(4 .5 ) = 12(4 . Assim a partícula tem velocidade nula ( ) ⇔ 6 (t − 2 )(t − 5 ) = 0 nos instantes t = 2 s e t = 5 s .3] . Determine: i) a velocidade média do corpo no intervalo de tempo [1. ∆v v(t + ∆t ) − v(t ) v(3 ) − v(1) 0 − 8 = = = = −4 m / s 2 . Solução: i) v(t ) = s´ (t ) = 6 t 2 − 42t + 60 v(t ) = 0 ⇒ v(t ) = 6 t 2 − 7 + 10 = 6 (t − 2 )(t − 5 ) . tem velocidade nula? ii) Determine a aceleração da partícula no instante t = 4 . ⇔ t = 2 s ou t = 5 s . b) Uma partícula em movimento retilíneo tem a função horária dada por s (t ) = 2t 3 − 21t 2 + 60t + 3 . iv) a aceleração do corpo no instante t = 1 .

Do solo um projétil é disparado verticalmente para cima. s em metros e t em segundos. Determine: i) o instante em que a velocidade é de 1 12 m/s . Determine em que instante t > 0 a aceleração da partícula é nula. A equação horária do movimento retilíneo de uma partícula é s (t ) = 15 6 Considere s em metros e t em segundos. Sua altura (em metros) é dada em função do tempo (em segundos) por h(t ) = 160t − 10t 2 . iii) a aceleração da partícula quando t = 2s. 1. 3. 4 t3 5 (t + 4 ) − + t 2 . Determine: i) As funções velocidade e aceleração do projétil. ii) Em que instante t > 0 o projétil pára? iii) Quantos segundos dura todo o trajeto do projétil? iv) Com que velocidade e aceleração o projétil atingirá o solo? 2.Atividades (grupo 31). ii) a distância percorrida até este instante. Álvaro Fernandes 60 . A equação do movimento de uma partícula é s (t ) = 3 t + 2 .

∆x →0 ∆x ∆x →0 ∆x ∆y é chamada de taxa média ∆x [x . x + ∆x] e a derivada “Toda taxa de variação pode ser interpretada como uma derivada”. dt Queremos calcular a taxa com que a área cresce em relação ao tempo. a ∆s velocidade média é dada por v m = e a velocidade instantânea é a dada pela derivada ∆t ∆v s (t + ∆t ) − s (t ) ∆s . Podemos interpretar e denotar esta taxa de variação como dr = 2m / h . logo A = πr 2 . Quando o raio atingir 60m a área do derramamento dt dr dt dt estará crescendo a uma taxa de 4 π(60 )m 2 / h = 240 πm 2 / h . dt dA dr e temos . Assim. ou simplesmente taxas de variação num ponto. Podemos denotar esta taxa de dA variação como . Suponha que um óleo derramado através da ruptura do tanque de um navio se espalhe em forma circular cujo raio cresce a uma taxa de 2m/h. Com que velocidade a área do derramamento está crescendo no instante em que o raio atingir 60m? Solução: A taxa com que o raio cresce é de 2m/h.Taxa de variação Vimos na seção anterior que se s = s(t ) é a função horária do movimento retilíneo de um corpo. Da mesma forma. a razão de variação da função f no intervalo f ( x + ∆x ) − f ( x ) ∆y f ´ ( x ) = lim = lim é chamada de taxa de variação da função f no ponto x. Definição: De uma forma geral. Queremos calcular Álvaro Fernandes 61 . Interpretando a derivada desta forma. a aceleração média é a m = ea = lim v(t ) = s´ (t ) = lim ∆t →0 ∆t ∆t →0 ∆t ∆t v(t + ∆t ) − v(t ) ∆v . = 2 πr ⋅ 2 = 4 πr . A área do derramamento é circular. podemos resolver diversos problemas das ciências que envolvem razões instantâneas de variação. Exemplo 40. aceleração instantânea é dada pela derivada a(t ) = v´ (t ) = lim = lim ∆t →0 ∆t ∆t →0 ∆t As razões v m e a m são exemplos de taxas médias de variação num intervalo e as razões ∆s ∆v v(t ) = s´ (t ) = lim e a(t ) = v´ (t ) = lim são exemplos de taxas instantâneas de variação ∆t →0 ∆t ∆t →0 ∆t num ponto. A regra da cadeia relaciona estas razões através de dt dt dA dA dr dA = ⋅ . se y = f ( x ) é uma função.

Desenhe uma figura para auxiliar a interpretação do problema. Após determinada a taxa desconhecida. Um tanque de água tem a forma de um cone circular invertido com base de raio 2m e altura igual a 4m. ou a derivação implícita para determinar a taxa desconhecida. que é o 3 volume do cone. Exemplo 41. 4. Ache uma equação que relacione a quantidade. calcule-a em um ponto apropriado. dh dV = 2 m 3 min . temos dt dh 4 8 = 2 ⋅2 = ≈ 0 . Identifique e denote as taxas que são conhecidas e a que será calculada.Diretrizes para resolver problemas de taxa de variação 1. V = π  h = h . podemos eliminar a variável r usando semelhança de triângulos: r 2 = h 4 ⇒ r= 1 h π 3 h . dt π3 9π Álvaro Fernandes 62 . devemos encontrar dt dt quando h = 3m.28 m min . 3. cuja taxa será encontrada. 5. Assim. ou use a regra da cadeia. 2. com as quantidades cujas taxas são conhecidas. encontre a taxa na qual o nível da água está elevando quando a água está a 3m de profundidade. Se a água está sendo bombeada dentro do tanque a uma taxa de 2m3/min. Derive esta equação em relação ao tempo. Para obter o volume V como função Dado da altura h. obtemos dV dV dh = ⋅ dt dh dt ⇔ π dV dh 3h 2 ⋅ = dt 12 dt ⇔ dh 4 dV = 2⋅ . As grandezas V e h estão 1 relacionadas pela equação V = πr 2 h . 2 3 2 12 2 Derivando ambos os lados em relação ao tempo t. dt πh dt Substituindo dV = 2 m 3 min e h = 3m.

aproxima-se de um cruzamento. com que velocidade a água estará escoando quando esta estiver a 16 cm do fundo? 6) Um lado de retângulo está crescendo a uma taxa de 17 cm/min e o outro lado está decrescendo a uma taxa de 5 cm/min. está escorregando.02 ohm s respectivamente. e o nível da água está subindo à razão de 1 mm/min. Num determinado instante a extremidade inferior. O automóvel e o caminhão estão em rodovias que formam um ângulo reto uma com a outra. à razão de 8 cm3/min. Álvaro Fernandes 63 . 1) Uma bola de neve esférica é formada de tal maneira que o seu volume aumenta à razão de 8 cm3/min. afastando-se da parede a uma velocidade de 2 m/s. a distância entre o balão e o automóvel? 5) Despeja-se água num recipiente de forma cônica. que se encontra a 5m da parede. Um automóvel passa por baixo do balão viajando à 12 m/s. Num certo instante.01 ohm s e 0 . O cone tem 20 cm de profundidade e 10 cm de diâmetro em sua parte superior. Quando o automóvel está a 120 m do cruzamento. respectivamente. Se existe um furo na base. Com que velocidade aumenta o raio no instante em que a bola tem 4 cm de diâmetro? 2) Um automóvel que viaja à razão de 30 m/s. um caminhão que viaja à razão de 40 m/s atravessa o cruzamento. Se R1 e R 2 estão aumentando às taxas de 0 . um segundo depois.Atividades (grupo 32). A resistência total R é calculada pela equação 1 R = (1 R1 ) + (1 R 2 ) . Se o ângulo θ entre eles varia à razão de π 90 rad por minuto. A área do retângulo está crescendo ou decrescendo nesse instante? A que velocidade? 7) Dois resistores variáveis R1 e R 2 são ligados em paralelo. os comprimentos desses lados são 10 cm e 7 cm. Com que velocidade afastam-se o automóvel e o caminhão 2s depois do caminhão passar pelo cruzamento? 3) Uma escada com 13m de comprimento está apoiada numa parede vertical e alta. Com que velocidade o topo da escada está deslizando neste momento? 4) Um balão está a 60 m acima do solo e se eleva verticalmente à razão de 5 m/s. Com que velocidade varia. a que taxa varia R no instante em que R1 = 30 ohms e R 2 = 90 ohms ? 8) Um triângulo isósceles tem os lados iguais com 15 cm cada um. determine a variação da área do triângulo quando θ = π 6 rad .

se existe um intervalo aberto B. se existe um intervalo aberto A.Análise gráfica das funções Máximos e mínimos Definição: Uma função y = f ( x ) tem um ponto de máximo relativo em x = x0 . para todo x ∈ B . A proposição seguinte permite encontrar os possíveis pontos de extremos relativos (máximos relativos ou mínimos relativos) de uma função. O valor máximo relativo é y = 0 e o valor mínimo relativo é y = −4 . f ( x1 ) é chamado de valor mínimo relativo. A função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 tem um ponto de máximo relativo em x = 0 e dois pontos de mínimos relativos em x = ± 2 . Álvaro Fernandes 64 . Definição: Uma função y = f ( x ) tem um ponto de mínimo relativo em x = x1 . Exemplo 42. tal que f ( x1 ) ≤ f ( x ) . contendo x0 . para todo x ∈ A . contendo x1 . tal que f ( x0 ) ≥ f ( x ) . f ( x0 ) é chamado de valor máximo relativo.

mas x = 1 é um ponto de extremo (mínimo relativo) da função. então f ´ (k ) = 0 . Algumas funções e seus pontos críticos. visto que f ´ (k ) = 0 .b ) . Podemos interpretar geometricamente esta proposição da seguinte forma: A reta tangente ao gráfico de f no ponto x = k é horizontal. f ´ (c ) não existe é chamado de ponto Se houverem extremos relativos numa função. Exemplo 43. estes ocorrem em ponto críticos. Se f tem um extremo relativo em k ∈ I e f ´ ( x ) existe para todo x ∈ I . No exemplo c) f ´ (1) = 0 e x = 1 é um ponto de extremo (mínimo relativo) da função. Álvaro Fernandes 65 . No exemplo b) não existe f ´ (1) . a) b) c) y = x3 y = x −1 + 2 y = ( x − 1) + 1 2 Observações: • • • No exemplo a) f ´ (0 ) = 0 . Definição: Um ponto c ∈ D ( f ) tal que f ´ (c ) = 0 ou crítico de f. mas x = 0 não é um ponto de extremo da função.Proposição: Seja y = f ( x ) uma função definida num intervalo aberto I = (a .

definida num intervalo I. x1 ∈ I . temos que f ( x0 ) > f ( x1 ) . x0 < x1 . x1 ∈ I .2 ) . Analogamente. f ( x0 ) é o valor máximo absoluto de f. x0 < x1 . é crescente neste intervalo se para quaisquer x0 . 2 Podemos identificar os intervalos onde uma função é crescente ou decrescente através do estudo do sinal da derivada da função. Funções crescentes e decrescentes Definição: Uma função y = f ( x ) . Segue a proposição. x ∈ (− 2 .Uma função y = f ( x ) pode admitir num intervalo (a . Algumas funções podem não apresentar extremos relativos num intervalo. temos que f ( x0 ) < f (x1 ) . 1) Definição: Uma função y = f ( x ) .b ) mais do que um ponto de extremo relativo. x1 é o ponto de mínimo absoluto de f. é decrescente neste intervalo se para quaisquer x0 . Álvaro Fernandes 66 . xo é o ponto de máximo absoluto de f. (ver Fig. 2) Fig. Por exemplo y = x . O maior valor da função num intervalo é chamado de valor máximo absoluto. definida num intervalo I. 1 Fig. (ver Fig. f ( x1 ) é o valor mínimo absoluto de f. o menor valor é chamado de valor mínimo absoluto.

b ) então. f ´ ( x ) = 4 x 3 − 8 x = 4 x (x 2 − 2 ) . Logo: f é crescente para todo x ∈ − 2 . Solução: Vamos analisar o sinal da derivada desta função. 0 ∪ [ f é decrescente para todo x ∈ − ∞ . então f é decrescente em [a . Determine os intervalos de crescimento e decrescimento da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 . a reta tangente tem inclinação negativa para todo x ∈ (a . então f é crescente em [a .b] .b ) .b] e derivável no intervalo (a . [ ] [ 2 . 2 . b) Se a função derivada é negativa para todo x ∈ (a . b) Se f ´ ( x ) < 0 para todo x ∈ (a . a reta tangente tem inclinação positiva para todo x ∈ (a .b ) . Exemplo 44.b ) . ] Observe o gráfico da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 no exemplo 42. − intervalos. geometricamente. Noção geométrica: a) Se a função derivada é positiva para todo x ∈ (a . +∞ . f ´( x ) = tg (α ) > 0 ⇒ 0 < α < 90 o .Proposição: Seja f uma função contínua no intervalo [a . Álvaro Fernandes 67 . f ´ ( x ) = tg (α ) < 0 ⇒ 90 o < α < 180 o . pois a derivada é negativa nestes ] 2 ] ∪ [0 . geometricamente.b ) então.b] . pois a derivada é positiva nestes intervalos.b ) . a) Se f ´ ( x ) > 0 para todo x ∈ (a .b ) .

pois f ´ ( x ) < 0 . x = ± 2 são ponto de mínimo relativo e x = 0 é ponto de máximo relativo. b) Se f ´ ( x ) < 0 para todo x < k e f ´ ( x ) > 0 para todo x > k. Como vimos no exemplo anterior o sinal de f ´ ( x ) é . Determine os extremos da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 . Desta forma. pois f ´ ( x ) < 0 e é crescente para todo x > k . b) A função f é decrescente para todo x < k .b] que possui derivada em todo ponto do intervalo (a . f assume um ponto de máximo relativo em x = k . Então. pois f ´ ( x ) > 0 . de acordo com a proposição. Interpretação geométrica: a) A função f é crescente para todo x < k . exceto possivelmente num ponto k: a) Se f ´ ( x ) > 0 para todo x < k e f ´ ( x ) < 0 para todo x > k. Álvaro Fernandes 68 .Critérios para determinar os extremos de uma função Teorema: (Critério da primeira derivada para determinação de extremos) Seja f uma função contínua num intervalo fechado [a . Exemplo 45. então f tem um mínimo relativo em k. Observe o gráfico da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 no exemplo 42. então f tem um máximo relativo em k.b ) . Desta forma. pois f ´ ( x ) > 0 e é decrescente para todo x > k . f assume um ponto de mínimo relativo em x = k .

Álvaro Fernandes 69 . f ´´ (− 2 ) = 16 > 0 . x > 0 ao lado. x ⇒ f ´ (x ) = 0 1 − 2x = 0 x ⇒ 1 = 2x x ⇒ x2 = 1 2 ⇒x=± 2 2 . logo xo = 0 é ponto de máximo relativo. f ´ (x ) = 4 x 3 − 8 x = 4 x x 2 − 2 .O seguinte teorema também é utilizado para determinação de extremos de uma função. Como x > 0 . ( ) ( 2 ) = 16 > 0 . Ele é aplicado quando a análise do sinal da primeira derivada não é imediata (simples). isto é.  2  Vamos agora determinar o sinal de f ´´   2 :   f ´´ ( x ) = −  2 1 2  − 2 . usando o teste da segunda derivada. x1 = 2 e x 2 = − 2 . Este resultado está de acordo com o exemplo 45. Os pontos críticos de f são xo = 0 .b ) e k um ponto crítico de f neste intervalo. Então: a) b) f ´´ (k ) < 0 f ´´ (k ) > 0 ⇒ f tem um máximo relativo em k. f ´´ ( x ) = 12 x 2 − 8 . Exemplo 47. ⇒ f tem um mínimo relativo em k. logo x = − 2 é ponto de mínimo relativo. Exemplo 46. f ´´ 1 2 f ´´ (0 ) = −8 < 0 . Determine os extremos da função f ( x ) = ln( x ) − x 2 . f ´ (k ) = 0 . logo x = 2 é ponto de mínimo relativo. Determine os extremos da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 . Assim f ´´  2  2  = −4 < 0 e então x = 2 x   é ponto de máximo relativo de f. usando o teste da segunda derivada. Veja o gráfico da função f ( x ) = ln( x ) − x 2 . x > 0 . f ´ (x ) = 1 − 2x . Teorema: (Critério da segunda derivada para determinação de extremos) Seja f uma função derivável num intervalo (a . temos que x = 2 2 é o ponto crítico de f.

Em outras palavras. Álvaro Fernandes 70 . a ≠ 0 . se o gráfico da função estiver abaixo de qualquer reta tangente.Concavidade e ponto de inflexão Sabemos que a parábola y = ax 2 + bx + c. Através da derivada (segunda) podemos determinar os intervalos onde uma função tem concavidade voltada para cima ou para baixo e os pontos de inflexão. se o gráfico da função estiver acima de qualquer reta tangente. Estes conceitos são úteis no esboço gráfico de uma curva. Em outras palavras. Figura 2 Através do estudo do sinal da segunda derivada podemos determinar os intervalos onde uma função tem concavidade voltada para cima ou para baixo.C) num intervalo (a .V. onde verificamos essas mudanças.V.B) num intervalo (a . Definição: Dizemos que uma função f tem concavidade voltada para cima (C. tem concavidade voltada para cima quando a > 0 e concavidade voltada para baixo quando a < 0 . Situação diferente acontece em y = sen( x ) ou y = cos( x ) . Vejamos a seguinte proposição. Os pontos de mudança de concavidade são chamados de pontos de inflexão. Não existe mudança de concavidade nos gráficos destas funções.b ) se f ´ é crescente neste intervalo.b ) se f ´ é decrescente neste intervalo. Figura 1 Definição: Dizemos que uma função f tem concavidade voltada para baixo (C.

basta verificar a mudança de sinal da segunda derivada na passagem por k.b ) .b ) . f (k )) no gráfico de uma função f.b ) : a) Se f ´´ ( x ) > 0 para todo x ∈ (a . Figura 3 Figura 4 Para verificar a existência de um ponto de inflexão P (k . então f ´ ( x ) é crescente em (a . De forma análoga prova-se o item b. Definição: Um ponto P (k .b ) .b ) . então f tem concavidade voltada para cima em (a . para baixo e os pontos de inflexão.Proposição: Seja f uma função contínua e derivável até a segunda ordem no intervalo (a . Observe simbolicamente como isto ocorre: Na figura 3 temos Na figura 4 temos Exemplo 48.) se ocorre uma mudança de concavidade na passagem por P.b ) . f (k )) do gráfico de uma função contínua f é chamado de ponto de inflexão (P. b) Se f ´´ ( x ) < 0 para todo x ∈ (a .b ) . o gráfico de f tem o aspecto do gráfico da figura 1 anterior. Desta forma. Álvaro Fernandes 71 . então f tem concavidade voltada para baixo em (a . Determine os intervalos onde a função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 tem concavidade voltada para cima.I. Prova: a) Como f ´´ ( x ) > 0 para todo x ∈ (a .

⇒ f ´´ ( x ) > 0 ⇒ 12 x 2 − 8 > 0 x2 > 8 2 = 12 3 8 2 = 12 3 ⇒ x> 2 2 ou x < − . Os pontos de inflexão ocorrem nas abscissa x0 = − ) 2 3 2 3 . Vamos tratar mais detalhadamente das assíntotas horizontais e verticais.Temos que f ´ ( x ) = 4 x 3 − 8 x e f ´´ ( x ) = 12 x 2 − 8 . 3 f ´´ ( x ) < 0 ⇒ 12 x 2 − 8 < 0 ⇒ x2 < ⇒ − Assim. − 2 3 ∪ ) ( 2 3 .B.C.V. em e x1 = (− 2 3 . f 3. 3 3 2 <x< 3 2 . Assíntotas horizontais e verticais Em algumas aplicações práticas.+ ∞ ) e tem C. encontramos gráficos que se aproximam de uma reta. 2 tem C.V. no intervalo (− ∞. Estas retas são chamadas de assíntotas. Álvaro Fernandes 72 .

x →0 Observe o gráfico da função y = ln( x ) : b) A reta de equação x = 1 é assíntota vertical da função y = l 1 . x→k iii) lim+ f ( x ) = −∞ . x→k iv) lim− f ( x ) = −∞ . x→k ii) lim− f ( x ) = +∞ . pois lim+ ln( x ) = −∞ .Definição: A reta de equação x = k é uma assíntota vertical do gráfico de uma função y = f ( x ) . 2 x →1 ( x − 1)2 (x − 1) Observe o gráfico da função y = l : (x − 1)2 Álvaro Fernandes 73 . pois lim = +∞ . x→k Exemplo 49 a) A reta de equação x = 0 é assíntota vertical da função y = ln( x ) . se pelo menos uma das seguintes afirmações for verdadeira: i) lim+ f (x ) = +∞ .

x → −∞ Exemplo 50 a) A reta de equação y = 1 é assíntota horizontal da função y = x −1 : 1 + x2 2 x2 − 1 x2 − 1 . x → +∞ x x ou x → −∞ Graficamente podemos perceber que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude e o gráfico da sen( x ) vai se aproximando da reta y = 0 . pois lim =0. pois lim = 1. função y = x Percebemos neste exemplo que a assintota horizontal toca o gráfico da função. x → +∞ 1 + x 2 1 + x2 ou x → −∞ Observe o gráfico da função y = b) A reta de equação y = 0 é assíntota horizontal da função y = sen( x ) sen(x ) . x → +∞ ii) lim f ( x ) = k . Álvaro Fernandes 74 .Definição: A reta de equação y = k é uma assíntota horizontal do gráfico de uma função y = f ( x ) . se pelo menos uma das seguintes afirmações for verdadeira: i) lim f (x ) = k .

Logo D( f ) = ℜ − {− 1. Determinar as assíntotas horizontais e verticais (se existirem). −1 pois não existe x ∈ ℜ tal que x 2 = −1 . 1} . Encontrar os pontos de máximos e mínimos relativos da função. Calcular os pontos críticos da função. Esboce o gráfico da função y = f ( x ) = x .. O mesmo ponto (0 . Exemplo 51.. Esboçar o gráfico.   x −1  com o eixo y (faça x = 0) : y = 0 ⇒ y = 0. Não existem pontos críticos. Logo temos o ponto (0 . Calcular os pontos de interseção da função com os eixos (quando não requer muito cálculo). x −1 2 1o passo (Domínio): x2 − 1 ≠ 0 ⇒ x2 ≠ 1 ⇒ x≠± 1 ⇒ x ≠ ±1 . = (x − x2 − 1 2 −1 ) 2 . 0 ). Álvaro Fernandes 75 . 2 f ' (x ) = 0 ⇔ (x − x2 − 1 ) 2 =0 ⇔ − x2 − 1 = 0 ⇔ x 2 = −1 .Esboços de gráficos Utilizando todos os resultados da análise gráfica das funções. 2o passo (Pontos de interseção com os eixos): x  com o eixo x (faça y = 0) : 0 = 2 ⇒ x = 0. Determinar os intervalos de crescimento e decrescimento da função. Determinar a concavidade e os pontos de inflexão. podemos resumir numa tabela os procedimentos para esboçar o gráfico de uma função. Passos 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o Procedimento Encontrar o domínio da função. 0 ).  02 −1  3o passo (Pontos críticos): f ' (x ) = 1 x 2 − 1 − x(2 x ) ( (x ) 2 −1 ) 2 = .

. f tem C. + ∞ ) . = (2 x )(x 2 + 3) . 0 ) ∪ (1..V.B. f ' ' (x ) = (x 2 −1 ) 4 (x 2 −1 ) 3 Estudando o sinal da segunda derivada. − 1) ∪ (0 . então não existem extremos relativos para f. 6o passo (Concavidade e pontos de inflexão): (− 2 x )(x 2 − 1)2 − (− x 2 − 1)(2 )(x 2 − 1)(2 x ) = .. 5o passo (Pontos de máximos e mínimos relativos): Como o sinal de f ' ( x ) não muda (é sempre negativo). 1) . A função é decrescente ∀x ∈ ℜ − {− 1. Como x = −1 e x = 1 não fazem parte do domínio da função f .4o passo (Intervalos de crescimento e decrescimento): − x2 − 1 2 f ' (x ) = (x −1 ) 2 .C. 1} .. ∀x ∈ (− ∞ ..V.. Estudando o sinal da derivada. Álvaro Fernandes 76 . então o único ponto de inflexão é x = 0 pois f ' ' muda de sinal quando passa por ele. ∀x ∈ (− 1. f tem C.

 lim+ 2  x →−1 x − 1 x→−1 ( x + 1)(x − 1) 0 (− 2 ) 0 A reta x = −1 é assíntota.7o passo (Assíntotas horizontais e verticais): Vertical:  x x 1 1  xlim+ x 2 − 1 = xlim+ ( x + 1)( x − 1) = (2 ) 0 + = 0 + = +∞.  →1   x x 1 −1 = lim+ = + = + = +∞.  lim− 2  x →−1 x − 1 x →−1 ( x + 1)( x − 1) 0 (− 2 ) 0   ( ) ( ) ( ) ( ) x 1   xlim x 2 − 1 = (L´Hospital) = xlim 2 x = 0. x 1  lim = (L´Hospital) = lim = 0.  x x 1 −1 = lim− = − = − = −∞. →1 →1  A reta x = 1 é assíntota.   x x 1 1 lim  xlim− x 2 − 1 = x →1− ( x + 1)( x − 1) = (2 ) 0 − = 0 − = −∞. → +∞  → +∞ Horizontal:  A reta y = 0 é assíntota. podemos agora traçar o gráfico: Álvaro Fernandes 77 .  x → −∞ x 2 − 1 x → −∞ 2 x  8o passo (Esboço do gráfico): Reunindo todos o elementos calculados.

e) f ( x ) = ( x − 1) ( x + 1) . Álvaro Fernandes 78 . Encontre os d) f ( x ) = 5 x 5 − 25 x 3 . x ∈[0 . 4. d) f ( x ) = e x − x . usando o critério da segunda derivada. a) f ( x ) = 2 x − 1 . da função pontos de máximos e mínimos relativos x ∈ [0 . b) f ( x ) = 3 x 2 + 6 x + 7 . e) f ( x ) = x x 2 − 4 . h) f ( x ) = x 2 ( x − 1) . e − x . Determinar os intervalos nos quais as funções a seguir são crescentes ou decrescentes. e) f ( x ) = x . 1. ( ) ( ) f) f ( x ) = xe x . Encontrar os pontos de máximos e mínimos relativos das seguintes funções. 2. c) f ( x ) = 3 − x 3 . f) f ( x ) = 4 x 3 − 12 x 2 . x g) f ( x ) = 2 cos( x ) + sen( 2 x ) . b) f ( x ) = 8 x 2 − 4 x 3 . ( ) Crescimento e decrescimento. d) f ( x ) = e − x . f) f ( x ) = x + 1 . f ( x ) = 2 sen( x ) + cos(2 x ).Atividades (grupo 33) Pontos críticos. 2 π] . c) f ( x ) = x 3 + 2 x 2 − 4 x + 2 . c) f ( x ) = x 3 3 + x 2 2 − 6 x + 5 . 3. se existirem. Pontos de extremos relativos. 2 π] . a) f ( x ) = x 3 + 3 x 2 + 1 . Determinar os pontos críticos das seguintes funções. b) f ( x ) = x 2 − 3 x + 8 . a) f ( x ) = 3 x + 2 . se existirem.

b) f ( x ) = ( x + 1) ( x − 1) . 5. as assíntotas horizontais e verticais.I. Para cada função a seguir.). Determine também os pontos de inflexão (P. 6. os intervalos onde o gráfico tem concavidade para cima e onde o gráfico tem concavidade para baixo. x2 − x − 2 sen( x ) . x+9 ln( x ) .B. d) f ( x ) = e) f ( x ) = f) f ( x ) = − x2 . os pontos de inflexão e o esboço gráfico. 2 e) f ( x ) = x . determine (se possível): o domínio.C.V. 9 − x2 c) f ( x ) = x−2 . Determine as assíntotas horizontais e verticais das funções abaixo. a) f ( x ) = 10 + 12 x − 3 x 2 − 2 x 3 . f) f ( x ) = e x x .ln( x ) . se existirem. d) f ( x ) = ( x 2 − 1) . Assíntotas. a) f ( x ) = x 3 − 2 x 2 + x + 1.) e concavidade voltada para baixo (C. 3 x Esboço gráfico. f) f ( x ) = xe x . b) f ( x ) = 3 x 4 − 4 x 3 + 6 . 2 e) f ( x ) = 5 x − 1. construa os gráficos utilizando um software matemático. 7. Obs: Para confirmar a sua resposta. c) f ( x ) = 2 x 6 − 6 x 4 . Álvaro Fernandes 79 . a) f ( x ) = x 3 − 3 x 2 + 2 . c) f ( x ) = − x 4 + 6 x 2 − 3 .Concavidade e ponto de inflexão. x 2x2 b) f ( x ) = . Determinar os intervalos onde as funções têm concavidade voltada para cima (C. d) f ( x ) = e − x . os intervalos de crescimento e decrescimento. os máximos e mínimos relativos.V. as interseções com os eixos.).

reduzindo assim o custo de impressão dos rótulos nos potes. 4π  600  600 o 3  Como A´´  3  4 π  > 0 (verifique!). Iniciaremos resolvendo este problema.6 cm . Vamos determinar o ponto crítico desta função: Temos então que A = 2 πr 2 + 2 πr A´ = 4 πr − 600 . são resolvidos com o auxílio das derivadas. De todos os cilindros de volume igual a 300ml. 4π πr 80 . Já sabemos determinar o ponto de mínimo de uma função através dos dois critérios vistos. Sabe-se que estes potes devem ter área total mínima para reduzir o custo de impressão dos rótulos. 300 = πr 2 h ⇒ h= 300 . Poderemos resolver este problema isolando uma das variáveis em V = πr 2 h (com V = 300 ) e substituí-la em A = 2 πr 2 + 2 πrh . qual possui menor área total (raio da base e altura)? Abrindo o cilindro nós temos Sabe-se que o volume do cilindro é V = πr 2 h e a área total é A = 2πr 2 + 2πrh . Variados problemas práticos. Queremos determinar os valores do raio (r) da base e a altura (h) de um cilindro de 300 ml de volume (V) que possua mínima área total (A). temos que r = 4 π é ponto de mínimo da função A (pelo 2   critério para determinação de extremos). mas a função área possui duas variáveis r e h. De todos os cilindros de volume igual a 300ml. Nestes problemas buscamos soluções que são ótimas. Por exemplo: uma empresa deseja produzir potes cilíndricos de 300ml para armazenar certo tipo de produto. Resolvendo agora a equação A´ = 0 : r2 4 πr − 600 =0 r2 ⇒ 4 πr = 600 r2 ⇒ r3 = 600 4π ⇒ r=3 600 ≈ 3. semelhantes a esse.2cm .Problemas de otimização Agora apresentaremos os problemas de otimização. Exemplo 52. em diversos ramos do conhecimento. obtemos h ≈ 7 . do ponto de vista matemático. πr 2 300 600 . Conseguimos então tornar a função área como = 2 πr 2 + 2 r πr função de uma única variável. Substituindo r = 3 Álvaro Fernandes 600 300 em h = 2 . qual possui menor área total (raio da base e altura)? Devemos então buscar uma solução que minimize a área total do cilindro.

Determine qual variável deve ser otimizada (maximizada ou minimizada) . Determine algumas relações (ou fórmulas) entre as variáveis. sabendo-se que as variáveis b e h obedecem o b teorema de Pitágoras   + h 2 = a 2 . 4. como mostra a figura. Determine o ponto crítico da função obtida o item anterior. Determine as dimensões (base e altura) do retângulo de área máxima que pode ser inscrito em um semicírculo de raio constante a. 6. Podemos então tornar a função área como função de uma 2 b única variável (b). Lembre-se que a é uma constante! 2 2 Resolvendo a equação A´ (b ) = 0 . Leia cuidadosamente o problema. Exemplo 53. 3. Queremos maximizar a área do retângulo A = bh . Expresse esta variável como função de uma das outras variáveis. 5. obtemos: b − 2b 1 A´ =   4 a 2 − b 2 + ⋅ = 2 2 4a 2 − b 2 2 A´ = 0 ⇔ 4a 2 − b 2 b2 = 2 2 4a 2 − b 2 4a 2 − b 2 b2 .Diretrizes para resolução de problemas de otimização 1. Determine o(s) extremo(s) com o auxílio dos critérios da 1a e 2a derivadas. a é o raio do semicírculo. Esboce uma figura para auxiliar a sua interpretação. pois h = a −   = 2 2 2 2 4a 2 − b 2 : 2 4a 2 − b 2 1 A = b⋅ = ⋅ b 4 a 2 − b 2 . − 2 2 4a 2 − b 2 ⇔ 4a 2 − b 2 = b 2 ⇔ 2b 2 = 4 a 2 ⇔ Álvaro Fernandes 81 . Podemos dizer que este retângulo tem base igual a b e altura igual a h. Identifique e denomine com variáveis as quantidades informadas no problema. 2.

2) corta o eixo Ox em A(a. obtemos h = 2 2 Verifique que realmente b = a 2 é o ponto de máximo da função área A = o critério da segunda deriva A´´ b = a 2 < 0 .0) e o eixo Oy em B(0. 4) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo. cortando seus cantos em quadrados iguais e dobrando convenientemente a parte restante. deseja-se construir uma caixa sem tampa. . 2) Uma reta variável passando por P(1.⇔ b = 2a 2 ⇔ b=a 2.b) .: Lucro = Receita . 3) Dentre os retângulos com base no eixo Ox e vértices superiores sobre a parábola y = 12 − x 2 . para a e b positivos. Substituindo b = a 2 em h = 4a 2 − b 2 a 2 . qual possui maior área? Determine a base e a altura de tal retângulo. isto é. L( x ) = R( x ) − C( x ) . determinar o número ótimo de unidades que maximiza o lucro L. Obs. Se o custo de produção é dado por C( x ) = 2 x 3 + 6 x 2 + 18 x + 6 e a receita obtida na venda é dada por R( x ) = 60 x − 12 x 2 . Determine o triângulo OAB de área mínima. Álvaro Fernandes 82 .Custo. de lado igual a 60 cm. Determinar o lado dos quadrados que devem ser cortados de modo que o volume da caixa seja o maior possível. 5) Usando uma folha quadrada de cartolina. Atividades (grupo 34) ( ) 1 ⋅ b 4 a 2 − b 2 usando 2 1) De todos os retângulos de comprimento fixo L. determine o de área máxima (base e altura).

teto plano. onde t é o número de horas transcorridas após o meio dia. ε e r são constantes. e com que velocidade? 8) Faz-se girar um triângulo retângulo de hipotenusa dada H em torno de um de seus catetos. entre 2 e 7 horas. Quais as dimensões do depósito que minimizarão o custo? Álvaro Fernandes 83 .00 para o teto. Qual o valor de R que consumirá o máximo de potência? Interprete o resultado.6) A potência P de uma bateria de um automóvel é dada por P = VI − I 2 R . R$ 204. gerando um cone circular reto.00 para os lados e R$ 102. A que horas do intervalo de 2 às 7 o tráfego flui mais rapidamente e a que horas flui mais lentamente. base retangular cuja largura é três quartos do comprimento. Que corrente corresponde à potência máxima? 7) O departamento de trânsito de uma cidade.00 para o chão. depois de uma pesquisa. a velocidade do tráfego é de aproximadamente V ( t ) = 2t 3 − 27 t 2 + 108 t − 35 quilômetros por hora. Determine o cone de volume máximo (raio da base e altura). 9) Um gerador de corrente elétrica tem uma força eletromotriz de ε volts e uma resistência interna de r ohms. O custo por metro quadrado do material é de R$ 36. Determine o raio da circunferência e o lado do quadrado para que a soma das áreas compreendidas pelas duas figuras seja mínima. 10) Corta-se um pedaço de arame de comprimento L em duas partes. 11) Um construtor deseja construir um depósito com as seguintes características: capacidade de 30 m3. Se R ohms é uma resistência externa. Com uma das partes faz-se uma circunferência e com a outra um quadrado. P = (ε 2 R) (r + R) 2 . a resistência total é (r + R) ohms e se P watts é a potência então. São constantes V e R. constatou que num dia normal da semana à tarde. sendo I a corrente para uma voltagem V e resistência interna da bateria R.

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