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t çao .bDr. lln8u. . !m.n rmâ ãprcílro doSnlLic.!tum.wllc rdci@ú. . a experiência Ë de quc a arte delarrar estáem vias de e{tinção. BaL. Á sisni tioçlo dê L. Descrever um Lrskov* como narrador não signiÍicalrazê-lô mais perto de nós. Quando (.O narrador Consideraçõer sobre a obra de Nikolai Lcskov I l or mais Íamiliar que seja seu nome.ls è públi. q!. pcrt n cm .h 3uaenlrlrtivrs. aumentara distânciaqu€ oos sepâra dele.! Có'8 MôId.rtá .lÀ cditor. @n ápeid d.st qe. Pct.. o narradoanão estâ de Íâto píeseífe entre nós.6 cd.iát n.. D.$a d l$r n! preíÈh .Éburso. ^léo d.r tcÍt tivs <b diÍúrdir 6r..!tG . po.rkov . cn S.. Por sq int !ËG. Ele é alSodc distante. óD D6tôict ti. os trâ{os grandes e simplesque câraateriz&m na!!ado! se destacamnele.s udrivú 16 D. .ld 6n Tolíol. comoum tostohumanoou um corpo de Ànimâl apârcc€mnum rochedo. Iitot t lãLd r.tirc.m rorc vo lün6 d. H. doúttirtris .rior.l6 cep(|ôé6. p. qidt çro dfui6. . l& poÍ. c siÍn. Uma experiência dessa distânciae desse ângulode obscrvação.esses ttaçosaparecem.b oÍjol .Sãocadayez que maisrarasaspessoas sabem DarrardevidaÌneflte.G Dtltl. Vistos dc uma ccrta distância. .e que se distarÌcia ainda mais. rü.qúcl6 èm qúo ts3 teÍd€ncias .sd. para um observador localizadonuma dirtencia apropriadae nüm engulo Íavoráquasecotidiananos impõe a exiSência vel.üú bô srts rli íid. o Íin d. D .diloh C.|ôfu m 1695. Mú 6 t rlc ncn$ durdorc dc sur otn llÒ . Ou o meìhot. pelo contráÍio. bólE vlÍi. r. d4 pcqu.nG. 8rd.&3 p.i6 mh.i Murüion . em sus atualidade viva. nd!.

toi provâvelmente.e com issoimagina o narradoÌ comoalguémque vemde longe. e sim Ìnflis pobresem expcriência comunicável. E coÌno se estivésremos privados de uma Íaculdade qüe nosparecia segurae inalienáve!: a Íaculdade de intercambiarexperiênci6s.Como suas burocraciaeclesiástica leigo não era1Ìlmelhores. como em Ìeal tais. o qus se diE fuídiu dezaros depois.ì e outÍo rtelo márinheiro r]ui.esses. as e ._l. Bastaolharmos de uÍnJornalpatapercebermos 6êunivel estámais baixo que que nunca.i .existemdois grupos! que se interpenetramde múltiplas maneiras.as nelhoressãoas que menosse distinguemda. a estratégica expe ência econômicapela iÍflação. sistemacorpoÍativoassociava_sesâber parâ casapelos migrrnks' com o d..e" doisã"tÊEiirrJ. his_ tórias orais contadaspelos inúmeros nanadoris anônimos. e tüdo indica que continuarão caìndoaté que seuvalor desapúeça todo. ia rèalidadê. um âprend. / . ambulanteantesde s€ fixar em süa pátria ou no pri e esúaneeiro. Não havia nada de anonnal nisso.O mestresedenlário cadâ mestle tinha sido úaiiia"am junros nâ mesmaoJicinÂ. só desses dois tipos arcaicos' O sistêma corpora1i":* | h1s1Í.Á Íigum do narradorsó se tomn Dlenamentetãngivelse temospreseotes esses dois grupor.rí.. suas ca' Cada mo_ racte!ísticss Próprias Assim. num campo forças torrenresexplosões. . diz ô povo. " de de e o rnìDúsculo corpo humano. ' num bonde L. na de nadâ ti[hâ em colíum com um:t expeÍiêtciatransmiúda de boca em boca.rru xadopor cavaìos enconlrou ar iivrenumapaisagem ] . mílias."J" de vida produ ".s terrâs distâttes.o embâÍaço se generalizâ.I9A WALTER AEN'AMIN MÀGIÀ E TÉCNICÀ. eÍrtreos autoresâlemães pÍimeirâ lamília.os com o funcionalismo relacões que eterc€u não Íoram de lonSa durâção' O calso6 oÍiciais empregode agenterussode umâ firma inglesa que ocupou de durante muito tempo. que Uma geraçào aindaÍoraà escola pu. tiÀhâum genuinointeresse não era menosgentrina. gueÍra.€netração para essabterpênetivo Àedievai contribuiu espacialmente mi8Íantes ffa' os aprendizes e tracAo. porque nuncâhouveexpeÍìências mais radicalmente desmoralizaãas que a experiôncia pela guerra de trincheiras. que Com a guerra mundial tornou-scmaniÍestoum processoque continua até hoje. quisermos podemos diz€r que um è excmar.frágilell. trazidos pelotrabalhador sedeÍtário' recolhido saberdo passado. observou-se os combaque teDtesvoltavaÌn mudos do campo de batalha Dão mai6 Ìicos. I dois gruposatÍavésdos esses concretizar Se dições. se ao em . todos os em' parâ sua produçãoliterária A pregospossíveiJ. o que deixoü iussos. Uma das causasdessefenômenoé óbvia: as acõesda experiência esülo em baixa. Entre estes.rn vraja tem multoqueconlat'. debaixoy'r . e àurnos.Mas tambémescu. A extensáo do reinonaÍÍatiYo. Pertencia à Igreja Ortodoxa grega e Mas suahostilidadepela religioso. 3 Leskovestáà voltade tanto na distâ[eia espacialcomo na distância temporal.e essas seÍviçodessa comoseusconno' do tânto a suaexperiência mundo oueceram modo teveocasião Desse russas.Se os camponeses os maÍujos foram os foram os artíÍices que a meiÍos mestresda arte de narraÍ.i)u.l'skov tracosemsuasnaüativas..a" cert" m"do suasrespectival üma delas conseÍvou. o No ap€rÍeiçoaram.i"tanfa..Noscoítos lendários conba a bütocraciaortoencontroualiadoseft seucombate A expeÍiôncia que passade pessoa pessoa a fonte a a é que recoÍeÍarn todos os naÌÍadorcs. sobreas condições cìmentos de conhecer o funcionamento dâs seitas rurais. mais útil o vtâge's ennfirma. no decorÍer dos séculos.No final da glerra.r . exce(o nuvens.. enxurrada livrossobrc.tário. i. viajou pela Rússia.1: nadapeÍmôcera delas. ffeU"t á GotthelÍ pertencemà duas faà Sieklúd e Cerstãcker se8ündaNo entantoessâs já se disse'coosüfuem apenastipos Íutrdâmen. E. selrsnepresentatrtes *dê..e que da noiteparao dia não somente imagem a ìo mundo exterior mas também a do mundo ético sofreram transÍoÍmações aútesnão julgaÌíamospossiv€is. todo o seualcance "r"Fì se pode seÍ compÍcendido levarmosem conta a I ìhisrórico.' I .caicos.ARTE E POLIT'CA se pedenüm grupo qüe algüémnârre âlgurnacoisa.". estilos de narracloÍcs' Iamí-lias riiu. a experiência do corpo pela gueffa de material e a expêriência ética pelos governantes.'. inalterado. en[re as natratrvâs escÌitas. tamoscom prazeÍ o homem que ganhou honestamente sua vida sem sair do seupais e que cothecesuashistôriase trâ_ .

i:iïï. o..icn.ffi.i(il._" jl.euanjo no_correr séculos lentouocasionalmante dos se rncluir no romance afEumensinamento tztwp.ru-r"O ::-rT"* A origem dosseus l Srega-se. .n.ilà'. . a_ouncraproÍundaperplexidade quem a de â vlve. .ü.].dessa vjda sobresuaspreocupaçóes mais mpo antese que não aecebe consejhos neíh sabedá-los.#. ao lre_mlr_o tem se concomitenteÌnerle com tooa uma evolução /o€senvotvtdo produtivasse.róï.ï:i.rN M^GIAE TÉcNtc^.rp". .Es_ significa."1fi.ncm procededa tradção -j oral nem a ::::: aumenE.1"# ru* ffi+*ffiru n-obres heróisda"lireraìrr". lcurârdastorças ..'. àï: sernoe não contêma Ínenorcentelha de sabedoria.-o€ lmprensâ."r". .200 WÁLTERBEN'Â[.li'lï:i.ïï:ï:.. doromanceo é isolaau. t"nO"s e-rn-uìrnï ::-ïï que ete..::ï!ï"::.. :ncorpora corsas t :lTTr._ _ oa-naÌralivâé o surgimento Ìom.1t1f1" ven^ç-ao.:il:. o maía. ÂRTE poLiÌtca E 2or g*H*tr*ffd*Hffi '.id.."r:.'"ëH:ì.O primejÌo grandelivro do gênero.ï.ìlli".l"'o qu" .'.._b.le dktirgue... .or^9 de prosa _ contosãe fada.o que separa romance o da nurt"ti"o (" aa ËpãpeìJ no. O quedistingueo o romanccde todâsâs . _ ^ ^ wuhetm Meìskr) _.ldïïXï. da n4rrativa.. .Ãï::ïïïi.. essas tenrativas fe\ulraratn semprenn j:i:-9".tà^"iliìï"iiiïiii.dedecadência" uma ou caracteÉstica I :.r."".nadescrição urn.nce culminaÍ na morle do no inicio do perlodo modemo.:"*.. A ".il:::. rìa rc4roaoe.gff*.:riiil1":'..ffiãffËffitrffi do romance se tornapossivet a só com in_ lljl.Nada seria mais tolo que l|'_o_Íem "sintoma..lffiffi um nome: sabedoria.iãn de lu_ *:ï::-:11"" reriraa"..' rï:". * a relatâdâ pelos oÌrtros.^"."'ï:ài. rduâtmenle nanativa da esÍcrado a discursovtvo a ro mesmo dá uma novab€leza que eslá desapsrecendo.-t-aoeoonu o Iado épicoda verdade está em exiinçao.::ii. que eÌpulsa gra. Dorr errixori..i"ï_ ìevaÍ q_ueza.f.sentidoestrito)é que el€ está essenciatmen{e vinculadoao A tradiçãooÍal. se.j:"]:_:T .. esseDroÉesso.j w.i.3 as experiência ouvinrcs. e na descriçãodessariqueza.income. palrimônio da Doesiã _ Íf..lli". especiaimenle. O primeiÌo indícioda evolução vai que .. nao que pldemais faìarexemplarlnente individuo cârâclenza rohance.-.Ë._ ::::':". processo esse vem de longe.iïïï..". o Ìr-aÌÌado.n.:): .

s ela plausi'el Nisso seja iárïlãiLirtiii"l""t quea iníor$açtro Sea a'te da nar'ada com ãincompatível o espírito oarativa Íes' é oittsãoda informaçlo decisivâmenle i*"' tiìãì'ftó" " declíario. -ínse com os olhosno chão..A legitimação dessas nâda tem â ver com sua leis que realidade."Para meus leitores".a ÍaÍaaQu4Ídoesses poucoa poucoa tornar-se tiva começou arcaica. elementoslavoráveis a os seuflor€scimento.7D2 WALTER AEMAMIN MAOIA E ÍÊCNICA' AR1E E POLITTCA da O transÍoÍmação prôpriâ ÍorÍÍra roman€sca. quândo logo em síÀcioso e imóvel.tivaestá ieitos Cr.. Ela é tAo estaadha naÍrativa como o Íoà mance.i"i. Villemessant..do noyocont€údo. Íomance. não sê afasta do absolutamente estruturafundamenlâl romance." Essa em Íórmula lâpidaamostm clamm€nteque o saber que vem de longe encontra hoje menos ouvintes que a informação sobre prórimos.Ooestá seÍriço iníorm-ação Nltso ksKov e expücações em. outro lado..ã'poüÃirn lcompannadoc cxplicâções dueoslatosiá noscheBam dâ estâ q""* nadado queacontece a serviço . indo ao jarro.O saber. Por outrc lado.golpeoua ca' dores. Deu ordens para passariao cortejo triuníal dos mcnit fosseposto na rua em que persôs.'Mi: controlável que vâlidamesmo nãoÍosse iÍnediata Anlesde verlficação inlot..iãilÌF"n..evitar o da atte narr.e.maj por não foi determinada verdadeirameote ele. ou do lonSe temporal contidonâ tÍadição-. dispunhade uma autoridodeque era p€lae'::Í':Íiên:ia. cssainsuficiência No é estána baseda acão.. que verificamos com a consolidação burguesia da qual a da imprensa.1 'r''"'*'"-' 7 dos kskov ÍÍeqúentoua escolâ Antigos O pÍimeiro naÍ' .Organizou ess€cortejo de modo que o prrslonelÍo de Itràesse verlua Íilha degadadaà condição criada.é um dos instrumento6mait que. 'ì...do acont€cimentos longe espacial das terral eslÌanhas.destacou-se uma lorma de comunicação por rnais antigas qu€ Íossemsuâsori8ens.ïïo. elementos surgúam.masé lnaisameaçadorae. o fundadoÍ do . no s€ruidaviu seu Íilho. Agora ela exerce essainfluência. este que Psamiesot"eu hurnithar seu câtivo. I maçãoda cros(alerrestreno decorrerdos milênios.aaor cieco foi Heródoto No capituloXtV do terc€irolivro de ri"i lii"rZa"t ãt.oi em com são e o múÀculoso narrados a ïioïiij o "*tr^"rai"ório mas o cooteío psicolôgicoda ação não é íãúi"""tiãaó...provocauma crise de no própaioromance.nunca hâvia influenciadodecisivahentea íorma épica. ela seapÍopriou. romancede Íormação. resto.no alto capitalismo. ÍÍ€qüentementc miracu' . caÍacterizoü â essênciada inrormação com uma fómula Íâmosa.m-.ì. rornancede por Íotm ç^o (Rinduhgsrornan). 6 Devemosimaginãr a transÍoÍmação das Íormas épicas I ao6 lsegundoritmos comparáveis que presidiÍam à tÍansfor.t. dâ a !!9qì: ià.Ao inda tegraÍ o proc€ssoda vida social rla vida de uma pessoa.Mas. " "ot na ouenãoexiste informa{ão. an A ásuio A . Poucas I de humanaevoluiramrnoislentameote I e I lorrnas comunicaçào O cujosprimórdiosI lse€rtinguiram maislentamenle.ati"a. Para buscaÍ áÊua Enquanto todos os poco uÍn íicou Psammenit ãoiocios tarnãnt"naócomessèespetáculo. de encontraÍ.t" . na buÍguesiâ ascendente.um velhomiserâvel.que vinha de loíge . na Íila dos cativos...costumava dizer. e quas.nit. Quando o rei egipcio Psammenit loi deírotado € Íeduzido ao cativeiro pelo r€i persa Câmbises. pÍ€cisoude centenâs anoi para remontamà AntiSuidade."o incêndio num sótãodoQuartier Latin é mais importanteque uma rcvolução Madri.Essanovaforma d€ comunicação a iné Iormacão. a ìÃootto uo f"itot..âA. pt" é liÍÍ€ paraitrterpr€tar históÍia... imporlantes..-tÍamos um relalo muilo inslrutivo seu i"à ã i.de múltiplasfoÍmas. .sem dúvida.mo froude...F4oro.. nãã üuitas vezcs é maisexâta ao reconis.como aúngcuma ampll[uqe r r I narÍado issoo episódio oute.'.ele juslifica de modoo(tremamente Írágil as leisque determinam tal processo...."çao ãspiraa uma "em " ela p-rtcisaser compreensível si e para si"' Ã"ii antigosPorém' queos relatos ""a". caminhando coÍtejo para ser execu' seÍv' quandoviu um dos seÚs taão.. continuouirnóvel. ponsâvel esse Por ' de notícias todoo mundo'E' no rucebemos èadamanfra é hittóti"t tu-'""ndentes A razão Em dê "nr"ì.

mutÉs oeçacom os puÍhos e mostrou os sinais do mais profundo oesespeÌo.ContaÍ históllasÍelípÍe loi s aÍte não de contálas de novo. e para o r€i o caiadoera apenâs vida nos um ator.Èlâ não se-eDtÍega.precisa entrcgar-se intciramcntea ele e peroâ. e desapÂrece comuÍidade do$ ouviítes.e só irrompeÍn quando :_u-. as salva análise vuanro rnaror-a n-aturalidade Nada facilita mais a memorizaçào das narrativas que coÍÌrque o narradorienunú p:rcológxcas.O ães- MACIA E TÊCNICÂ. mas um trabalho E r-9!1" que da psicológila. sô Ela só vtve nesse momento. cons€rva Ela suasÍorçase o€pors-Oe muúo tempo aìndaé capazde se deseDvolver.Os Í.MÌrito diierente :em e a DÍúrauva.Í.. ou pensâ to enterro de Dostoicvski. eÌperìênciae rnâisirresistivelmehte cederá ele à rncIDaçào Íecontá-la.. diz elc em uma caÍta.b4 WÀLTER BEN'ÀMIN que não nosafetamna coGas aletaft no palco.. ÍacilÍnen(e história gravará às mâir a se na lu-t1ï1s memoÍtedo ouvinte.c ela ic perdc quaDdoas históaias são mais côÍseÍvedas. s€polsTt m eÍlios. em tomo das mais antigas loÍnas de trabalho manual.mais pÍofundamente se grava Íele o que é ouvido. Assim s€ teceuâ rede em que está guardadoo dom narrativo.o tédio é o ponto rÌl&tsalto da drstensão psí_quica. como.T.um de dia.a naúativa .propna./tet....'d.tna aíesanal de comuem nicação. e Ela se asse. At. no quâl trrrou conhecimeÍrto com a herciía de A proposíto da Sonoto de Kteuzer. na quâl ouviìr de üm comde panheiro de viagem os episódioaque vai narar.as atiüdadesintimamente associadas tédio ao .jÁ seextingufuÀm cidadee estãoem vias de extinçãono a o campo. Essa_história ensinao queé a yerdadeiÍ4 narrativã. a menos oxperiência autobio8râÍica. Quaíto mais o ouvinte s€ elqüece de si nresmo. Esseprocesso assirnilação de s em camadasmuito proÍundase erige um estado de orsrensao selorna cadavezmaistaro. Âssim se impúme na narrativâa mdreâ do naÍrador.E âssimessarede se desÍazhoje por todos os lados.. Monaargne ãlude à história do rei egipicio e perguDta: porqueelesóselamenta quandoreconhece seuseryidor? o r€sposta é que elê "já estâve tão cheio de tristeza. que durante tôrto tempo lloresc€u num meio de adesão. ele escutaas hist6riasdr tal maÃeiraque adquire gspontaneamente o dom de narÌâ-lts. reEla m€agulha coiiâ na vida do naÍradorpara em seguida a tiró-la dele. meo do oleirotra aÍgila do vaso. Heródototrào explicanada. 8.t"to e-aoi-rn-à história do antigo Egiro ainda é capaz.como um oÍlcio ÍÍranual.""".A rnrormaçao tem vaìor no momentoem que é nova. Se -qa q]le o sonoé o ponto mais aÌ-to distensão da fisica. 0 próprio kskov considerava€ssa aÌte aÍtesanal .O menorsussuro Íolhage. é ela própria.:lti1 *4 nãoafera reì.porque o seuprOpiio o e lt:^:. . "não é para mim uma arte. no qual soube dos Í8to6 relatados em HomeÚs intetessc.de tempolem que seexplicarnele. ïj_1". S". há milênios. no mar e na cidade -."^"1"_ concisão... seja na dc qualidadede quem as viveu. O_tédio o pássaro sonhoque chocaos é de ovosda eÌpenencia.yT3 drstensão.Quando o ritrno do trabelho se apodera dcle. ."A Íteratuta".{ froude com rma descÍição uma viê8emde trcm. mernââ essas s€menles triSo que duranlemilharesde anos de rcaram lechadas hcrmelicarnente cârnar". a". Oe ".ARTE E POLITICA 205 na ..ìì: cêçãod€-Monteigne. lcskov comcça.de suscitaÌespanto reflerão. depois de têÌ sido tecida.. seusninhos. desapaÍece dom de ouvir. 9 A larÍativa. nos ..-.Ela não estáinteÍ€ssâda tÍansmitiÍ o "puro emsi" da coisanarradacomo uma inÍormaçãoou um relatóÍio.ãaiã"i nas e que conseryam hojesuasÍorçasg€rminativôs. pi. Assrm.t"r. Com isso. nurn ceÍto scntido.seja na qualidadede quem as relâta.maiscomple(omente ela se asiimilará à sua.üma lo. "r -são O do :"otj. seus vestíBiosestão presentes Ínuitas maneimsnâs coisasnarradas.. q"e Sua urni gotaa mair bastariapara deüuba! as compo.T9:" dores contidas.s Das o assusta. até j:. ou €voca uma reunião tÌum circulo de leituaa. Assirn. espetâculo servidorÍoi esia dis_ tensão-.!ador€s gostam d€ cotí€çar sua história com uma descÍição das cirdos iinstânciasem que foraminfoÍmados laios queveo contar que preÍiram atribuir essahist6ria a uma a segui!.. Mâs pod€ríamos tâmbémdizcr: ..no campo. Ela se perde poÍque nin8pém mais fia ou tece etrquanto oüve a história.

mplar: recordem_se imaSÊns ldade Média' nas tÍansÍorma núm trono em diÍeção ao qúais o leito de morúesê qual se precipita o povo. que tinha aÍinidadescom essaatitÌrde.. balho manual e estÌaího à técnicaindust al. as irstituições higiênicâs € sociais' úì. ele as descÍevecomo "o produto pÍeciGo de üma lonaa cadeia de causas seoelhantes etrtre si".. No maliciosoe petulante/ Dulaa de üço.que rcpresentaa melhor imagem do processo pelo qual a narrativaperÍeitavem à luz do dia... intermediârioeítrc a lenda e a farsâ.Esseproc€ssose ac€leta ""ior"iiú Uirirn* etapes. maafins pÍofundameúte entalhados. Talvezninguémtenhadescritomelhorque Paul Valéry a imagemespiritualdesse mundode arúfices.ì" i"" f"it" mais rica.. o trabalho aÌtesanal. Tolstoi. a Ãorrc é cadauezmais expulsado universodos vivos' Antes não hâvia uma só casae quaselenhutn quarto em que a morrido alguém.el pela que dessa subslâ0cia sàoÍeitasas histórias. "IluminuÌas. mentodas válias camadas pelasnaüaçõessucê6constituldas l0 pahvras: com as seguinles Vâléry concluisuasreflexões nos €splútos da idéiâ de "ai. estrânhoque Dostoievski É seja tão lido.ça de eÌocação. que se eÍíaícipou da tradição oral e não mais permite essa lenta superposição camadas Iinas e de Íranslúcidas. que a No <lecorrerdos últimos sécülos. Assistimosem nossosdias ao nascimento da short story. narraÌ seextrngura. pedÌas duÍas.adoÌ. pe. nos ouriyesde Tula. já passou tempo em que o e o temponão contava. pérolâs imaculadas.O homemde hoje não cultiva o que não podesü âbreviado. é no momentoda morle que o saberÍ 5ua ão e a sabedoria homeme sobretudo existêncirüvida .s e claramente gÍavadas. seÍãodepositados seusherdeiÌosèm 5a_ natãriose hospiiais Ora." Não admiÉ que ele teíha se s€ítido ligado ao tra.-à efeito colateral que ioconscr€nlemen' oti"ãa"s -r."u t".206 WÂLTER BEN'AM'N MÁGI E TÉCNICA.pode-seobservaÍ idéia da rnorte vem peÍdendo' la corsciêacia colctiva. . mmpreendo não é um escritor lìel â verdade".lêitsme!.assumem é jnteÍio!lI Assimcomono primcira vezuma forma transmissÍvel.todas essas produções de uma indústria tenaze viÌtuosística cessaram.o Grandee o convence que os russosnão precisamenvergonhar-se de dos ingleses. MoÌrcr eÌa antes um Ãisodio púttico na vida do iadivíduo' e s€ü caÌâieÍ er' alta' da âs menteex.O acú[rülo dessas causassó teria limil€s temporais quabdo Íosse atingida a peÍfeição.-i"iu !t" o enllaquecirnento eteÍnidade coincide com uma aversãocada vez maior ao trÂna balho prolongado" A idéia da etemidâde sempÍe teve .Sua obra.Ele comp€nsação. .do qual pÍoyéÌno naa. Falando dâs coisasperleitas que se encontram rra natureza.-.a é Essa o"* "io""to' à medida que a aÍie de da experiêncìa . prima."Comeleito.ARTE E POLiTICÀ m7 manual. desÍilam inúÌnelas imagens .nas quais ele se havia eÍrcontrado em allora de repente seüsgestos o inesquecíveÌ disso-.-ún. assim a tudo o que lhe diz Íespeito aquela e olhares. qu" "on"ruit úansÍormação a mesmaque reduziu.ì. Se essaidéia estâ se atroti'ndo' que o rosto da morte dêveter assumido i"ao. prossegue Valéry. viohos encorpadose maduros.o homemconseguiu âbÉviar até a Írarrativa. lrskov exalta. süâ . cÍiatüÌas rEalmentecompletas.ilti"a.chegaaosolhosdePedro.DuÍante o úculo XIX' a sociedade " -""m "i'*"t p-a*iu.ìú.. a pulgâ de aço. Em por que não selê Leskov. quando diz que ele foi o primeirô "a apontara insuficiência progresso do econômico..(À ldade Média conhecía con' não tivesse lemporal exp'esso tÉpaÍtida espscial daquele seDtimento num relôgiosolarde Ibiza: ullima mullis."Antiganrente o homem imitava essapaci6Ícia". te polid. "m obÈtivo pínciPal: permitiÌ aos ho' tlv""se siao seu mens eütarern o espetáculoda morte. através da6 Portas esca[câraols' Éoie.coÍÍeriído autoridade que mesúo um pobr€'diabo possui ao moireÍ.ã.) Hoje' os bur8ueses depuradosde qualquer motte e' quanoo vivem eIn espaços por chegarsua hora.ú." "'p..alüde de passaSem esse a elemento central do talerto narÍativo de kskov. liÀcase pinfuras obtidrs pela superposição de uma quantidade de camadas finas e translúcidas. como coroa.visõìesde si ào agonizante sem se dar conta mesmo.

E.na Hungria. quando no ano de 1809os mineirosde Falun. que pelaexegese.Sua noiva se mântém fiel alélDda moÌte c vive o suficientê para rccolhe" crr um diÂ.em muilas da dessa iguâlmenle nalureza . tÍânsfoÍmadoe por assimdizer secularizado.. c a ordem dosjesuítasfoi dissolvido. dal coisâs.[.ômeno é ilustÌâdo êxemplarmentenutna das Ít|ais belas naarativas do iacoEpaÍâvel Joharn Petêr Hebcl. origem divina. E da moÍtc que ele dcriva sua autoridade.26 WALTERBEN. e os e ferrciroslorjarom. O cronislaé Hebel.e tetouros do amigo renano das familías) e chama-sê llnverhofftes luied*sehen (Reencontro inesperailo). Ela lez part€ do Schatzkiirtlein des rheini. Jamaisoutro narrador conseguiuinscrevertão profundamente sua hist6 a na história n4tuÍal como Hebel com essacronologia. no âmplo espectÌo com que uma história pode ser da crônica. e a guena dos SeteÂtros òermiÍou. se. Os turcos pÍerderam o SeneratSteil na grota dos veteÌa[os. Em outÌas pa.Mas. e os camponeses s€meâvam ceifavam. ção pelo vitríolo ferroso.". o cadáverdo aoivo. o ctonistaconseÍolì_ Entre eles. gt€nçao: a mortc reâpaÍ€ce nela tão ÍegulaÍmeÍt€ como o com sua loice. Na orig€m da naarativâ está essa autoridade. e StnreÌrsee executado.. Na vésperado casômento.o Íapaz mone em um acidente. histôria escÍita é mais incontestável.Na based€ sua historiografiaestá em de o plano da salvação.AMIN MÀCTAE TÊCNICÂ. nos cortejosqüe desfilÍlmao meroesqueleto. é substituida Ela explicação exato de fatos determinase preocupacom o encadeamento no mas com a maneirade suâ inserção fluxo insondável dos. e sua solução foi a s€guint€: "Enlremetrtes. a crànicaé aquelacuja inclusãona luz pura e incolor éoicas d. d po. no fundo da sua galeria subterrâDea.PeÍse_se trcchode cor. e os mineiÍoscâvaramà pro""r. l1 Á morte é a sônçãode tudo o que o nâffador pode corrtâr. participam obraa tal pontoque.em suas oÍicinassubterâneas.especialmente os clâssicos.eia-secom 72 Cada vez que se pretendeestüdar uma ceda Íorma épica iDvestigarâ rela{ão entÌe essaÍoÍma e a histonoé necessário cÍafia. No úarradol. Yincüladoà história sagrada' como o narrador.e quema ÌÌarÌa. na fluxo se inscrev€ história sagÍada Não importa soesse ou se tem carátcrnâtulal.ússia. já ertremamente velha.O moleirc moeu. O rei Custavo da Suécia tomou a Finlândia dos fussos. vinculadoà lÌistóÍia profana. a cidade de Lisboa foi dest uida por um teÍemoto. c o iÍrperador FlanciscoI morreü.Á aociã moÍÍe pouco dcpois. cuja obra demonstramais claramenteesse Leskové aquele fenômeno.todasâs maneiras da cotno se lossemvariações mesma narrada se estratificam ío o natíador da hrstória. o é obriaadoa expticarde uma ou outra mâneira os episfiios em contentar_se Ìe_ com que lida. Heb€l precisâva mostrar p&lp4velmenteo longo tempo decorÍido desde o início da história. dâs dia nosrelógios cateúais.  história começa com o noÍvado de um joyem aprendiz quc trabalha nas minas de Falun. Esse fe.e os ingleses bombardearâm Copenhague. Podemosir mais longe € peÍguntar se a historioSÍaÍia criadoracom uma zolla de indúereociação ião representa se caso. aelitoes metálicos.Tanto o cronista. foi a e a potência combinada França€ da Espanhanãà pôdeconda quistar Gibraltar. Amélica se tornou independente. historiograliamodeÍna. e o imperÂdoa Josémoraeu também. e lônia foi retalhada.e a imperatÍìz Maria Teresamorreu. não veÍificável. Napol€ãoconquistoua P. cujo tom é clarame[te o dâ crônica' e a ehtre quem escreve hìs Íacilmentea diJerença norâr-se-á historiador. .AK'E E POLITIC 7íI para os vivos em seu redor. indevassável seus o e com issodes<le inicio se libertaram do ônus da dcsígnios. citado ecima.schenHautfreunde (Caíxa d. e não pode absolutamente histôria do mundo. en_ contrado em sua galeiia perdida e prcseÍado dr dccomDosi-Ora.a hist6ria escrita'ea todas as lormas fuicas. E exata_ presentálos como mod€los da atravésdos seus menteo que faz o cronista. o cronista O historiador tória. layÌas: suas lútóÌias remetem à história natural. Nesse Iacão com as formasépicascomo a luz blanca cam as relacionaria Comoquer que seja'entre todas as lormas coresdo espectro. cronistasmedievais'píecuÍsores Íepresentantes d. e e Revolução Francesae as gf:rndes guefras começaram. e o Íìei L€opoldoÍt faleceutambém.

por exernplo.com o podeÍ dâ morte. O tempo já passou em que elar conversavâmcom os homens".todasmedidâse pecopo. na qual a morte tem s€u lu8ar.I seu olhar não se desviado relógio diante do qual des{ilaa procìssão das criatuaas.sua lorma mais antiga.surge oo lado da lavtas. a epopéiapropÍia' de mentedita. era para 06 gÌe_ para gosa musada poesiaépicâ. o cursodascoisas escapa quâlquercateâ goria veÌdadeinmente histórica. diz lJskov. enquaíto tol. . é dilícil decidir se o fundo sobreo qual elas é religiosada sedestacam a tÍama dourodadeuma conêepção pro{an4. "Nossoimpetador e toda a sua familia uma isrpreendeote mcmória.depoisque â desagregaçáo mefiória.o czar. uma peregÌin4çÃo. a. que se O solenes Musas. llo coíto A alerandita.Esssnom€chamâa atenção guinadahistórica S€o r€gistroescritodo que loi uma decisiva * transmitido pela reminiscência a historiografia. Neo se percebeu devidameíte até agora que a relação ingênuâ ettre o ouvintê e o nâÍrador é domitrada pelo in.como l.íIN MÀCI E úCNICA' ÂRTEE POÚTTCA 2II de suasnarrativas.se.Em cadâ um delesvive os raalores.e. o centrodo mundo e em torno do qual 8Íavita toda a histôriâ.2'O VTALTER BEN'ÁI. em contÍâtte com â brcve lÌlemória do narÍadoÍ. ou à fÌenl€ do coatejo.Po!émelajá pode ser pres' da seltida nâ poesiaépica. Não admfuaque pala um personag€m lrskov. encontra-seern primeiÍo lugar a encaÍnada pelo narÍador. mf. poesiaépica apagoua uoidadede s1ra origem comum na reminíscência.nâs invocaçõ€s homéricos. em que tanto no cóu como na teÍa tudo se tomou indiÍerente à sorte dos seÌes humallos. coino demoístraramtodos os outtos naÌ' principalmente orientais. ê em que Íenhuma voz. o o romance. ntuitos fatos difusos Em outrâs pa4 combâte.rcmemoração. dispoíha de uma me' môda excepcional.Assim.eskovo ilusüa nessa uarrativa. planetas reémOs descobeÍos não desempenham mais neDhumpapel no hoúspedrasnovas.Quando no decoller dos séculos a naÍativa e ficou evidente €mergirdo seioda epopéia. por exemplo. a romancecomeçou que nele a müsa épica . de um simpleshomemdo povo. contémem si. é dificil caracúeíizariÍreqüivocamenteo curso dâscoisas.E determin6dopela bistóriâsagÍada pels histôrianatural?Sôse sabe ou que. Somenteurnâ memódaabrangente perrniteà poesiaépicaaprcpriaÌ-sedo cursodas misas.Mâs a esta müsa deve se opor out(a.de para Íoô. funda a cadeiada tradição. qúe coloca o leitor !ìosyelbos temposeÌtr qüe "as p€dras rlas entranhas da terrâ e os planetasnâs esferas celêstes preocupavam se ainda com o destino do homem. Uma sê articula na outla.a remioiscência . que transA rcminiscência Ela de miteos acontecimentos geraçãoem Eeração' corresponmaisamplo' Ela inclui todasas vade à musaêpicano sentido riedades da lorma épice. lhes dirige a palswa ou lhes obedec. a tnusa do romanceqÌrehabita a epopéia. EntÍ€ elas. o importante é assegurar possibilidadeda reproa dução.a musa do tomance. que imagina uma nova históÍla em cadâ üma Scherazade. ELa tece a Íede que em última instâDciatodas âi históÌias cofftituem entrc si. e existem inúmeras sâdase com seü pesoesp€cífico sua densidade exat:rmente e calculados. por outÌo lrdo. pâssag€mda história que está contândo.âinda indi_ Ierenciada müsada nartativa.apareci4 sob outta foÌma qüe Ía naÍÍativa.A nremôdaé â maisépicade iodasas Jaculdades. Para o ouvinte imem o parcial. poruma espécie indilerenciação. Penhistóriâ ou a tlama colorida de üma coÍrcapção se-se.queabremos poemas das paisagensé a memótia perp€tuadora do ÍopÍefluncia nessas mancista. com o desapaÍocimentod€ssas coisâs. um a segtrndâ.ou como Íetardatâria miseÍâvet. teresse conserya! que Íoi narrado. Schiller chamavaessaépocao tempo da literatura ingênua. em que o hometn podia sentú-re em hatuoíia com â natureza.O narradormantémsualideÌidadea essâ época. ao cont!Ário dos dias de hoje. vethâ d€ onde ÌieÍ."tal é a memória épica e ÍÌ musâ do narÍação.s elâs não nos anunciamnada e não têm nenhuma utilid." têm com efeito Mncmcyne. e deusa da Íeminiscência. e r€signaÍ. Já seÍoi a época. A primeira é consagrada um het6i.repre' criadoÌa com relaçãoàs de indiferencieção senteuma zona épicas (como a grande pro6a Íepresenta uma várias foÍmas zona de indilerênciação cÍiadoÍa com Íelação às diversasformas métricas). Corno sevê. da m$s dt narrativa. por um [ado.

caçãosentimental... que atinge seu objeto e o transloÍma.. o mesmocostumaacontecercom as somasque o romancista recebe herança.rt€úa do romance não é senãoa luta contra o poder do tempo.. convidao leito! sobÍe o sentido de uma vida. tempo". ardentedo leitor se nutre de um material O interesse morrc com trinta 0 seco.O Íomance. inatin. emerSÊmas experiênciastempoÌais autenticamente épicas: a cspeÌança e a reminiscê{cia. o romance.o lomance chegaa seu Íim. o romanceé "a íorma do desenraizamento trunscendedtal". gidoe. como um homem Ëm outras palavÍas:a frase."ont""eu de melhor! disseDeslauriels"' Com essad. assimcomo se diz num romancede que âcabaÍade morrcr "não ArÍrold BeÍrnetque uma pessoa tìnha de fato vivido".-.A visão capaz de perceberessaunidade é a âpreensão divinatóriae intüitiva do sentidoda vida. quasesemprccom uma pto. eledestrói.ninguém moüe tão pobrc que não deixealgxmacoisâatrásde si.iot a" paetnua p^la\Í^ íìm.ia" * essâs duas palavrasde ordem distinguementre si o romancee a íarrativa.. amigosdejuventude."o sentidoda vida". cada momento de sua que mofre com trinta e cinco anos' vida. torna-se .seSundo Lukâcs. l5 Ouem esculauma hiStóriâestáem companhiado nar' radorì mesmoquem a Iê partilha dessacompanhia' Mas o leitor de um romaice é solilário. tindo-nos compreender estâtutohistórico completamente o diferentede uma e ouira lorma. talvez' íoi o qo" not . ennatal. de at que aÌimentae muito à corrcnte mãncese assemelha Íeânimaachama. FÍéno déÍic e Deslauriers.devora substância ceÍto moalo. eo separa osentidoeavida. .Com efeito. "o sentidoda vida" é o centroem tomo do qual se movimentao romaÍce." Nada mâis duvidoso.CeorgLukácsviu de com gra[de lucidezesse lenômeno."sô pode ser constitutivoquandocessâ o li8açaocom a pátria transcendental. que significaisto?"Um homemqì. que não tem nenhum sentido com relaçãoà incontestâvel com relacãoà vida real. furtiva e timidamente'c traram no bordeldesuâcidade à donada casaum ramo de flores.. e quandoteÌminaÍam Frédéric ex" de clamou:.. permi.Pois. poÍtanto. ARTE E POLITICA 2I]] l4 Como dissePascal. clinio se depositou comoum sedimento copoda vida.Mas apenas contidana lraseé a do tempo. úa corente vilal do seü pâssado.e o que aconteceu menteju. "a moral da histó.é !leía' raìiva a pergunta. o m is recentetalÍez sejaA edu. completando um anosdepois." Com eÍeito. e no outro. podemosquas€dizeÌ qüe toda a açãoi. portanto.Para ele.que a limitaram-se oÍerccet históriatrês aiída dessa irúaÀ cohido nojardift "Falava'se prolixaÍnente.Eles a contaram as lemb. o A tensãoqüe atravessa to' fogo dcvora lenha na lareira. O sujeito sô pode ultrapassar o dualismo da interioridade e da exteÍioridade qüatrdo peÌc€bea unidade de toda a süa vidâ.ançasdo ouho. de lida.. ocorre uma Íeminiscência criadom..t icada. Quer translormála em coisa süa' devorâJa..Ìe e cinco anos".As últimas palayrasdesterofiance mos.scoberta. e.ao contrário' não podedaÍ um na porte únicopassoalém daquelelimite em que.. Mais soliúrio que qüalquer outro leitoÍ (pois mesmo quem lê um poema estâ disposto a declamá-lo em vcrzalta parã uÍ! ouviúte ocâsioÍal)' N€ssaso' iidão. Se o modolomais antiSodo tômat\ceê Dom Quirote. Somente romaíce. .. escrevendo a rcÍletir ini".Sim.Èoi o qüe nosaconteceu melhor!.212 WAL'TEIì BENJÀMIN MACIÀ E TÉCNICÂ.. Em todo caso.na reìnemoração.é a única fofma que i[clui o princípios tempoentÌe os seus constitutivos.r€cordanr-se sua de mocidadee lembram um pequenoepisódio:uma vez. NÌÌm câso. dissecerta vez Moíitz Heimann. resumida na reminiscência. comoo a Sim. emboraÍem sempreelasencohtremum herdeiro.. diz a "O a Teoriado romance. Dessecombate.. o leitor do romance se apoderâ ciosamente d' matéria ãe sua leitura. mesmotemAo po.A verdade nâ enÊana dimensão setuinte: um homemqúe morre aost nta e circo anos apaem recerásempre.ele deixa rcminiscência. somenle no romance.i exprimível. trâm comoo sentidodo peíodo burguêsno início do seu de. "é em cada momentode suavidaum homemque motle com triíta e cinco porque o autoÍ se anos. oessencial tempoÍâl. e €ste é mâis dgorosoque em qualquernarrativa. numa naÍ' depois?. O romancista recebea sucessão funda melancolia. Mas essaquestãonão é outÍâ coisaque a expftssãoda perplexidade leìto! quandomeÍdo gulhâ na descrìção dessavida.

€ continua ênsinandohoje às crianças. rcligiosa. Contudo.em casode emerg€ncia. Íadas.masindicaa suacumplicidade com o homem Iiberado.do Anturmut. isto é. Esse conto sabia dar um bom conselho.. A fÍase diz que o . nos múltiplosesüá8ios seu de_ do senvorvrmento econômico técnic!. mortê no sentidofigürado: o fim do a aomance. para â criança.(para não sc falar da conlribuiçãonadâ desprezÍvel comerciantes dos ao desenvolvimento arle Darraliya. o conto de fadas dial€tiza a corag€rh (Àíl. vivem até hoje".t) desdobrando-a doispôloside ltíl. para a qual mesmo o mais prolundo choque ds experiêacieindividual. (Assìm. em e de otttro Übeìmut.Ele é âinda hoje o primeiro conselheiro porque toi o priÍneiro da humânidadc. eÍn seespontaneamente cateSoriôs às pedaaógicas lluminismo. dc . no ctrculo dos marinheirose soldados loniaisbritânicos. no mente. O que s€duzo leitor no romanceé a esperança aquecer de suâ vlda gelada com a mortedescrila livro. mâítiÌno e urbano.o sentidoda vida". principalmente camãdas no nas artesanais.e sobÉvive.em Kiplitì8. astúcia. O conto d€ fadai nos rcvela as primeiras medidastomadaspelâ huÍÍanidadepare libertâr-sedo pesado delomitico.independentemente pap€l do elem€ntar que a naÍrativadeseÍnpenha patrimônio dà hu.214 WÁLTER aEN.o personâgem "inteligente" mostra que as per8untas qlanto as íeitaspela esÍinge. no maoidade_. e Era ofeÍecÊr ajuda.. isto é. num lugar determinado? dessa questão Ë que sealimentao interelie absorvente leitor. em nossoprópúo destino.não tanto Do senüdo de dâ aumentârcmseuconteúdodidático. 5e necessário. mas porque esse um destino alheio. assim como essascarnad. é maisprofunda- surge eIn Poe como tradiçio hermética e cncontra um último co_ asilo.po anto.pode dir-nos o calor que trão podedroscncontra..lrskov o escÍitoÍ.enraizádo povo. O conto ao à de fadasensinoühá müito6séculos humaúdade.r que saiü dê casâ paÉ aprender a que tememos podems!! devaster medomostraque as coisas sâdas. o personagemdo rapa..mas no de ÍeÍinarÊmas astúcìas destinadas prcndeÍ a atençãodos ouvintês. O persoÍla8em "tolo" nos mostracoÍno a hu"tola" para protegeÌ-se do mito.. 2IS vida lcÍhbrada. e o rì1ais Eo inteiÍameDle üvre de inrruencras estrangeiÍas". assimtambémse estratie ucam dc húltiplas maneifas conceitos que o acervode os em e4reriências dessas camadas manilesta para nós. do 16 Segundo Gorki.Os coa merciantes deixarammarcasprofundasno ciclo narradvode As mil e üma noìter. romance o não é signiÍicaúvo despor cÍeverpedagogicanrentc desúnoalheio. o petsomanidade se fEz de nagem do imrão caçula mostra-noscoho sumentam as possibilidadcsdo bomemquândoele se atastada pré-históriaÍnl tica.. estar segurode antemão. a rnorte. grandenarradoÍ tem sêmprêsuas O rarzês povo.o íeitaspelomih seoüio simples personagem animal que socorre uma cdançamoska que a do daturezapreÍereassoci4Í-se homemque ao mito. na narraúvâ. isúoé. a emergência sua provocadapelo mito. Ele prccisa. de qu€ participaaáde sua morte.. como numa escada.qurôdo ele era diÍícil de obter. Impossível descrcvcr melhor a er6ênciados p€rsonagens romônc!.. arrogância. quandoestáÍeliz. Uma escada quechegaatéocenlro da terra e que seperdenâs nuvens é a imagem de uma expcriência coleúva. O adulto só percebeessâcumplicidadeocÀsionalmente.podemscr colhidos.qüe o mais aconselhável ené frentar as forçâsdo mundo rnitico com ostúciae arÍo8ôncia. mlítiplos os concei(os são akavésdos quais seus Irulos.uma mortêdeterminada. do Em conseqüência. ela aparece pelaprimeira vez no conto de Íadãse provo€anela uma sensacão felicidade. Em suma. não Demum impedimerrtoneprresen(a um €3cândalo nem "E se íão morrêram.ÂMIN ÁFTE E POUT'CÁ MAGIA E TÉCNICA. poÉír o leitor do romance procura realmeartehomens nos qu4i5 possa ler .secretameote.Como esses personagens anunciamque e rnor{ejÁestáà sua espera. diz o conto de das crianças.Comum â todosos grandcsnaÍadorcs é â facilidadecom que se movempaft cirna e para baixo nos de8íaus dc süa expeÍiência.O que em leskov pode se.. inteÍprcuroonuma persp€ctiva parece Hebel ajustar. _de um modo ou outro. O prìmeiro narradoÍ verdadeiÍo é e continua seúdoo n4rador de contosde fadas.Mas de preferêÍcia a moíe veÍdadeira. graça! à chama que o consome.as abrausem o efiaato carDponês.s€Dtido" dâ sua do úda someÍrtese rwch a partir de süa mortc.) leitiço libertadoÍ O do conto de fades Íão põe em c€na a nafuteza como ufta entidademítica.

iaturasvivas.meu pai costumavacensurá-Ia. é o peBonagem central da nârrativa Iíotia' o DrcveiloÌ e Platôniila. emboÌa eÍn lepouso. Míticos. óes imago materna.Para l. Esse peÌsonagem. folarn favorecidas Nesses dogmâs. circundam o narrador.Leskovfoi muito influeíciadopor Orígenes.rede jeitada pela Igreja de Roma. a mãe o educou como Íneúina.Salvos. elessão colno meus lilhos. Pavlin. tal sua compaixão poÌ todasas c.eskoY. telúricas terÍeoo.a admissãode todâsas almasâo Paraíso. . Exisle ce arnente uma relaçãodesselipo no taolsmomuito menospronunciadode Gotthell.a seÌÌtinela pÌestimosa todoseles.Convém cunstânciaespecial.".Essas tendê[cias pelos dogmasda lareja Ortodoxa grcga. desempenha papel signium ficaúvo. de tipo taoísta. comose sabe.agens lrskov sondou tzmbém a ptofindidode mundo.dìzendo:eu vi esses comermeusconhecidos" Nãoposso ' conhccidos. o cabeleireiro.eocarnandoa sabedoria. é heÌmafrodita. num sentido semelhanteao do conto de fada. Não possocomer meusprópÍios filhos! Mesmona casados vizinhosela se abs- animaisüvos. salvaa luz da vidâ.que usatodosos meios seudisporparahospedar que iua. semelhanteao híbrido de contos de Íadas e saga. sobreludoos muito arcaicos.com o tempojulga reconheceÍ qüe haviâ encontradoaítes.Ë ircontestâvel que são todosderìvaç óa.mas nunca . no sentido de que age de forma estâticae cativante.nessamescla de conto de fadas e sagao elementomltico é fi8urado.sempÍer€tomadas foram arrancadai. sobrea dpocararÍorri.undodas cdatrÚas. kov. passrpor sua cidade apdncípio admiradocom a é Seudesejo atendido. a purezada sua condiçãode conto de tadâs) Caracteristico' ne. No €spírito das crençal popular€s russas.. 7'11 t7 PoucosnârÍadorestiveÍam umã a{inidadc tão pÍofundâ peloespiritodo contode fadascomoLeskov.se sentido. é um híbrido de coatos de Íadas e lenda. inanimado. Ele tem em Irskov tÍaços matemais. Irskov vê [csse siÍnbolo o po[to mais alto da criâtuÍa e ao mesmotempo uma ponte €tltÍ€ o mündo teÍÍeno e o sìrpra_ poderosasÍiguras masculinâs. Mas ela respondia: mesmac el esses eu animaizinhos.ora do }romem. nesse selltido. SegündoBloch.O hóspede. comonoscodtosde fada. Ti[ha a intenção de traduzir sua otìra DoJ primeircs princípios.De vezem quando. são mcus tinha de carne. e maternais.Filip Filicentralé um pequeno SeupeÍsonagem em a povitch. Essa interpÍetação de OÍígenesé o Íundamento da íaúaliva O peregrino enmntado. qu€ ardeserenamente. um camponês chamado Pisonski. Dutânte doze aaos.Não comìanem peixeneln came. sãoos seresà ÍÍente do corteiohumano de l. Porqüe essas pela imâginaçãode l'€skov..rcpresent^d^ í^ I'sd! Macbeth ile Mzensk' Se a distância entrc PavliÍ e essa mulheÍ ale comercialrte repre_ sent^ à amplituile do m.. . Mas nem por isso encamam um ideal ascétem dessesjustos um caÍáter tito pouco ioditico: a casüdade na vidual que ela se tÍatrsforma arftese elemeÍtar da luxúria desenÍrcada. no apogpü de súa ÍoÍ!a. queàslezesatitgem o plano mítico(pondoem pengo' llsslm. Essa história..inte.. a esseaespolto. à escravid?lodo instinto sexual. qüe cülmfua na do até poÍmúliiplos estralos os abismos figuÍa dojusto. num dosseus Iuncionário..WÁL1-ERBENJAMIN ARTEE POLTTICÀ MACIA E TÊCNICÁ. nele do insistência funcionário." um marechal-de-campo. desce uma cu' ter em mente. justo é o ports'voz da c atüra € ao mesmo tempo suâ O mais alia encamação. Quem? Não consegüe al$1ém . n€m mesmoâos animais.a bondadee o consolodo mìrndo. âJuz própriâ à vida humanâ. por como nos contosde fadas".essemundo se expnme menos atravésda voz humana que através do que ele chama.a especulação OÍígenes. FiguÍa.pretou a rclsurÌeique ção menoscomo uma transfiguraçilo como um qesencantamento. como na natufeza.como o casalFilemone Baucisisalvos. ele p va ocasionalmente saga do encântamento â local. Segxndoa descrição Leskov. descrito poÍ Ernst Bloch Íuma passagem quê retoha à sua maneira nossadistinção em entre mito e conto de fadas. "A contosmaissiSnilicativos.€skov:os justos.ela erâ tão bond€ dosa que não podia lazet mal a ninguém. são certos personagensde saga. domador o de ursos. Íra hieraíquia dos seus perso. como tantas outras de L€s. lora e por dentro". Seu lado masculino e o Íeminino amadurecem simultaneamentee seu hermalroditismo transfoÍmâseem "símboto do Homem-Deus". desse l6 A hieÍaÍquia do mündo das €Ìiaturas. voz da natureza".

poÍ treohum prcço' Hebel € um casuísta. escreYe ae Lêskov''Tenho consciência"' tïitãi.oti" ebstÍataou numa mot&l eleradÂ' *sim'.Dc Íesto' 4t catâsttoles mora-rs ì--tii""iì i" "r" *** os tn' ãr. rté quc o hóspede. como ninSuémestá à alhrí dessepapel. e entregou-a a s€u marido.É verdade. q"" ". criatura Mâs pârâ o norpedra é o estrato mais ínÍimo da ligada âo estratomais alto Ele i.ìãlt o ódio de ou. No entaíto.ov cris]bmváriasnas quais aÉ ["Ë'i"tã.a" tão audívelcomo nâ história de t'€skov' /4 o piropo A aletandita. ôbras. na cetl4do reconhecimeDto..a.é u'trâ improvisa4ão molal. anteriora quâlquerescflta' i"...""" um doJseus poucospootosde cont'to l"l" I ta"o ïi. agora te Íeconheçol Ês o músico do regimentode caçadores.Sabemos que o pequelo luncionârio Íora en.Lúti. "'ï r" ul. Aliás.Pâra!. epósdia. ManiÍcsta-se assim.."-'b-l. rcspondeu o dono da casa. ele passa de uns pâÍa outtos.á sei.oã n"-tttt"Ínp. que ocotÍem no univctso de coú o riacho do volg' s" ï.. uma nessâ vìslumbrar consegue ao oiofo-ia n"ttr"l do mundo mineÍal e inanimadodirigida mundo é o dc iiundo tristôrico.odeeúüei paÍa vigiaÍ um intendente co. tno. mas apenasum pequenofiscal no modesúo serviço de inteÍldência.entc. .h*'. Essehìrmor reaparccena úesme história de modo aioda meis discÌeto.ì.. como se vê.'Ãt etn oà uoi"easode l:skov s€ relacionam com Hebel como a Jo"ni".no momeÍrto de coííluâr suâ po! viageÍ'l. PoÍémno começo hist6ria lemos da o seguinte sobreo dono da casa:"os habitantes lugar co.. ".. O rdâis êstranho é que o dono da casa lrada Iaz para rcvelar süa ide[tidade. Excelência.animâda' da ". que seencottra mesmoDasculminâ&ias da arte os mmpanheircs mais fiéis de Hebel s^o o Zrmdelfrieder.oif" à"r"ãà -rn"igtttt"as nâ literatuÍc narrativa recente' nas . dos " elementârcs seuscottos As Íratu. o e com que mÂjestad€ mal podeem' Ëtt" . colocou-a na boca e sofreu uma vcrdadeim m€tamoíosc.. até o fim eÍn suâ paüão implarável' vão .ï " ds Sonota Kreúzer"'de que miohas de iLt".rupúo. roía os biscoitos e as botâs do Estâdo. chegandocom o tempo a roer para si uma bela casiÍha dê madeira". e sim deixêr que a voz da naturczalalasse. "Ela yoltou com uÍla comet4 dc caça. Em v€z disso. viado "como lecompelrsa süa honestidadc.'.escondidô at!ásde sua estupidez apa.ezas .eskov. o msrechalde-campo grilou: . ouaisa vozdo narradoraÍônimo.. Toda a liúcÍatura burlescapãrtilha essasimpatia.ola o imota becil. estesolicitads. produzindo um som forte como um trovão."* a" . Ora é o vagabundo.nie '"t"'ionaEtrtÈ as narra' que frz Èff o moinho i'ìi-rcìrltút""t paixões a" úg.t*-Jõção que essac:Úacle' cismo.'iü. do nheciah o hometne sabiamque rlão tinha uma posiçãode dcstaque. Ele pegou a comete.. jutrtamente com os ratos.n"aiatamente ï"Jài "ì" "iil o pedrasemipr€ciosa.Ele trãos' soüdstiza' porquc caoa .um il.pois não êra nern alto funcionâriodo Estado nem militar.i"Prâticada vidâ matsnuma concepçeo iàìi"t mas JÀ -uit" lï no ftfo..:til. A ínulher do aÍrlitrião se aÍasta.ï. que como neìcompensa por sua hoÍestid. Mas. Aú coisar colrtinuam assim.o"ipio. o Zundelheiner e Dieter o ruivo.* ïoúal. o judeu avarcnto. irmão.Eu não queria rccordaresse tato ú VossÊ ExcÉlência.de fazer ouvir "a voz da oatureza". dizrndoque "avoz da natureza" dia não deixará de se fazer ouvir um dia.. o[de. Essaspalavrasestão rlo ÍiÍral. por para vigiar um inteidente corrupto". Mal encherâ s boca. de cobre polido.2IE WALTER 8EN'AMIN MÂÕIA E TÉCNICA'ARTE E POLITICA 2I'l lembraÍ-se.ìao na rnuitt."Ïr^t^'se ôeuma pedÍa semipreciosa. comoveremos'hâ indlciosde do narrador' cootudo poucos da naturszs Írii.. pitopo. masnãorcjeitan'nhum' instumenlo dosjustos' comparetÃ." i pÍoÍundezas nstuÍ€zai.ì.na qull ele pÍóprio vive Esse . tarnbém parr Hebelojusto desempenha o papel principal üo theavum mundi. muito PÍóximosde uma ética antinoã-itito i.xo coisass€ apmrima do mistidas tu-J.."A profundidade dessa história.tia tradicional do naÍÍador pelos patifes e malandros.. A peçÊ varia se8undoas circuÍrstâtrcias.dá uma idéiado extrêordinlriohumor de l. ele consolas€u iÌustr€hóspede.d"-. que estÍam em cenap:rìa repres€ntaressepapel.".olUoput" de "utor estados bskov conheceu nìnt o s"u cetro Obviamente. a simp. ã tã0 destruidorascomo â üa dc Aquiles verilicar como o mundo pode seÍ À-t"ú*-a"nte iã""".p* quç' para os lústicos' a o lim üas esse éjustametrte pontocm em se mú proÍundaabjeçao conveÍte sartidade' l9 na Leskovdesce hierarqüiadâs cria' OuanÌo mais bai.dá ao funcio[ádo a permissão.

da dia da maioridade czar Alexardre.elesdelinemumt prâtica. que p€dÌal Ela contém rnanhãsverdese noites seogrentas.Um máeico! digo-lhe eu. tra qual €stava o atrel com a alexaodfita. scgundo kskov. sua dienídade é conÍâ'la hteira.i"-p. a pedra russa.2U W/ILTER AEN'AMIN MACI gTÉCNtC ARÍEEPOÚTIC^ 77r Aler@ndre O narrador."A observação do artista flode atingir uma profundidad€qì. € só consentiu ser em encontrâ. estâdiz..Que toiiceso Sr. em l€skov como em incomparável O Hauff. o olho e a mão estãoassiminsclitosno mesÍlo campo.ou antcs.endol inteüompi-o.. que levousua ãrte à mais alta perÍeição. e aÍitou: . lnteragindo. Na verdad€ira naÍração. ei-la aqui. profética. Podemosir mab lonS€e perguntar se a Íelâção entte o narrador e sua miéÍia .e paÍa as produzir. urn mâgico.de nas da coordeÍação alma. a solucar".não seria ela pópriâ uma relaçãoaÍtesanal. quâ. Leskov diz o seguinúed€ssêlapidadoÌ: "Ele seguroude r€penteaminha mão.mas em gxandepaÍte a erpe' apenâsa rnaisinriênciaalheia. a pedra.a mão intervémdecisivamenic' do na aprendidos experiência trabalho. O naftador é o homem que poderiadeixaÍ â luz tênuede sua narraçãocona sumir completamente mechade sua vida.Não s€Íiasuâ laÍefa lÍabrlhar a maa" li.. é dpica do aíesào. Esse é o destino.s entre a alrna.o homemâ quem ele II... O siberiana astuta! Ela sempÍe loi veÍde como a esperançae somentê noite assume à uÍna cot d€ san€ue. o velho Weúzel voltou-se pam a parede.Ela sempre loi assim. apoiou-senos cotovelos.a vida hüfiana .útil e único?Talvez se tenha processo atravésdo prorérbio' uma noçãomais clara desse de de comouma espécie ideo8râma um' naÍatlva' concebido dizer que os provérbios são ruínas dc antigas narraPodemos tivas." A alm4. um mágico. e começou . e é ela ondequer qu€a artede naffâr sejapraticadâ' tramossempre. o narradorfigüra entre os mestrese os Ele sâbios. mas para muitoscasos. escdtonuÍn contexto completamente diÍercnte. o destino do nobrc czar Alexaldrc! Àssim dizendo.Olhe. e pendem d€ nenhuma ciência.transÍoi"tp"Aencia mand. Os objetosiluminadosperdemos seusíomes: sombrase claridadesÍormam sistemas problemas particularesque não de. Veja. O papel da mão no tmbalho produtivo tornou-semais modesto.é um lapidador chamadoWeízel. com cem maíeilas o lluxo do qüe é dito ) A antiga sust€ntaÍ.!âse mística. em Poecomoem Stenvensoí. mas que recêb€m toda sua existênciâ e todo o seu valor de c€rtas aliíidades sineulare.-u .como o sâbio. gritou Wenzelem voz alta. narÌado! é s fiSura na justo seenconttÊ mesmo. Seü dom é podet contar tima aqüilo sìra vida. transmite o seu saber. que não aludem a nenhuma prática. Podemos aproximálo dos ourives de TuIa e dizer que. que traísparccÔ que encohpalavrasde Valéry. quê corno s€ sãb€ erÌrite um brilho iubÌo quando expo6taa uma iluminação aÍtificial..e o lugar que ela ocupava durantea narração estáagoravazio. Assim definido. é de modo algumo produto exclusivo não da yoz.a sua e a dos outÍos . Ele é a e[csrnação do holnem lriedoso. que seusgestos. Daí a atmoslera que circuÍrdao narrador. não há melhor comentârioque o trecho seguintede Valéry.O naÍradorassinila à sua substância que sabepor ouviÍ dizer). sabedar coNêlhosinão para algunscdsos'comoo provérbio. .em seu aspecto serlslvel. o olho e a mão de üma p€ssoaÍascida paaa surpÍ€€nder tais afinidades em si mesmo. quando no do um grandefeiticeirovisitoua SibéÍiâpara achála.l consigo o 193ó . foi um sâbio chamado Nordenskjòld! . Pala esclârecer significado o dessa importantenarntiva. Pois pode de r€correrao acervo todâ uma úda (uma vida que não inclui própria erperêocia. masescoÍdeu-se po! a mujto tempoe ficou enteÍradana teÍa.nasquais4 moral da histôriâabÍaçaum &conteclmento' comoa heía abraçaum muro.desde origemdo mundo. do olhat e da mão.-a num produto sótido. Não Íoi neÍrhummá8icoque achouessapedra.(Poisa naÍÌacão.. Essaprâtica deixòude nosser lamiliar. o artiÍice perÍeito tem acesso arcanosmais sccrrtos do mundo cÍiaaos do.

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