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3-MetrologiaMarcoAntonio

3-MetrologiaMarcoAntonio

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  • 1.Sistema Internacional (SI)
  • 1. Sistema de Unidades
  • 1.1. Unidades
  • 1.2. História
  • 1.3. Sistema Internacional (SI)
  • 1.4. Política IEEE e SI
  • 2. Múltiplos e Submúltiplos
  • 3. Estilo e Escrita do SI
  • 3.1. Introdução
  • 3.2. Maiúsculas ou Minúsculas
  • 3.3. Pontuação
  • 3.5. Agrupamento dos Dígitos
  • 3.6. Espaçamentos
  • 3.8. Unidades Compostas
  • 3.9. Uso de Prefixo
  • 3.10. Ângulo e Temperatura
  • 3.11. Modificadores de Símbolos
  • 4. Algarismos Significativos
  • 4.1. Introdução
  • 4.2. Conceito
  • 4.3. Algarismo Significativo e o Zero
  • 4.4. Notação científica
  • 4.5. Algarismo Significativo e a Medição
  • 4.6. Algarismo Significativo e o Display
  • 4.7. Algarismo Significativo e Calibração
  • 4.9. Algarismo Significativo e Conversão
  • 4.10. Computação matemática
  • 4.11. Algarismos e resultados
  • 2. Estatística da Medição
  • 1. Estatística Inferencial
  • 1.1. Introdução
  • 1.2. Conceito
  • 1.3. Variabilidade da Quantidade
  • 2. População e Amostra
  • 3. Tratamento Gráfico
  • 3.1. Distribuição de Freqüência
  • 3.2. Histograma
  • 3.3. Significado metrológico
  • 4. Médias
  • 4.1. Média Aritmética
  • 4.2. Raiz da Soma dos Quadrados
  • 5. Desvios
  • 5.1. Dispersão ou Variabilidade
  • 5.2. Faixa (Range)
  • 5.3. Desvio do Valor Médio
  • 5.4. Desvio Médio Absoluto
  • 5.5. Desvio Padrão da População
  • 5.6. Desvio Padrão da Amostra
  • 5.7. Fórmulas Simplificadas
  • 5.8. Desvios da população e da amostra
  • 5.10.Coeficiente de variação
  • 5.11. Desvio Padrão Das Médias
  • 5.12. Variância
  • 6. Distribuições dos dados
  • 6.1. Introdução
  • 6.2. Parâmetros da Distribuição
  • 6.3. Tipos de distribuições
  • 6.4. Distribuição normal ou de Gauss
  • 7. Intervalos Estatísticos
  • 7.1. Intervalo com n grande (n > 20)
  • 7.2. Intervalo com n pequeno (n < 20)
  • 7.3. Intervalo com n pequeno (n < 10)
  • 7.4. Intervalo para várias amostras
  • 8. Conformidade das Medições
  • 8.1. Introdução
  • 8.2. Teste Q
  • 8.3. Teste do χ2 (qui quadrado)
  • 8.4. Teste de Chauvenet
  • 8.5. Outros Testes
  • 8.6. Conformidade (goodness of fit)
  • 8.7. Não-Conformidades
  • 3. Quantidades Medidas
  • 1. Quantidade Física
  • 1.1. Conceito
  • 1.2. Valor da quantidade
  • 1.3. Classificação das Quantidades
  • 1.4. Faixa das Variáveis
  • 1.5. Função Matemática
  • 2. Quantidades de Base do SI
  • 2.1. Comprimento
  • 2.2. Massa
  • 2.3. Tempo
  • 2.4. Temperatura
  • 2.5. Corrente Elétrica
  • 2.6. Quantidade de Matéria
  • 2.7. Intensidade Luminosa
  • 2.8. Quantidades Suplementares
  • 4. Instrumentos de Medição
  • Objetivos de Ensino
  • 1. Medição
  • 1.1. Metrologia
  • 1.2. Resultado da Medição
  • 1.3. Aplicações da Medição
  • 1.4. Tipos de Medição
  • 2. Instrumentos da Medição
  • 2.1. Manual e Automático
  • 2.2. Contato e Não-Contato
  • 2.3. Alimentação dos Instrumentos
  • 2.4. Analógico e Digital
  • 2.5. Instrumento Microprocessado
  • 3. Sistema de Medição
  • 3.1. Conceito
  • 3.2. Sensor
  • 3.3. Condicionador do Sinal
  • 3.4. Apresentação do Sinal
  • 4. Desempenho do Instrumento
  • 4.2. Características do Instrumento
  • 4.3. Exatidão
  • 4.4. Precisão
  • 4.5. Parâmetros da Precisão
  • 4.6. Especificação da Precisão
  • 4.7. Rangeabilidade
  • 4.8. Precisão Necessária
  • 4.10. Projeto, Produção e Inspeção
  • 5. Erros da Medição
  • 5.1. Introdução
  • 5.2. Tipos de Erros
  • 5.3. Erro Absoluto e Relativo
  • 5.4. Erro Dinâmico e Estático
  • 5.5. Erro Grosseiro
  • 5.6. Erro Sistemático
  • 5.7. Erro Aleatório
  • 5.8. Erro Resultante Final
  • 6. Incerteza na Medição
  • 6.1. Conceito
  • 6.2. Princípios Gerais
  • 6.3. Fontes de Incerteza
  • 6.4. Estimativa das Incertezas
  • 6.4. Incerteza Padrão
  • 6.5. Incerteza Padrão Combinada
  • 6.6. Incerteza Expandida
  • 5. Confirmação Metrológica
  • 1. Confirmação Metrológica
  • 1.2. Necessidade da confirmação
  • 1.3. Terminologia
  • 1.4. Calibração e Ajuste
  • 1.5. Tipos de calibração
  • 1.6. Erros de calibração
  • 1.7. Calibração da Malha
  • Realização da Calibração da Malha
  • 1.8. Parâmetros da Calibração
  • 3. Padrões
  • 3.1. Padrões físicos e de receita
  • 3.1. Rastreabilidade
  • 4. Normas e Especificações
  • 4.1. Norma
  • 4.2. Especificações
  • 4.3. Hierarquia
  • 4.4. Tipos de Normas
  • 4.5. Abrangência das Normas
  • 4.6. Relação Comprador-Vendedor
  • 4.7. Organizações de Normas
  • 4.8. INMETRO
  • B. Normas ISO 9000
  • Revisão 2000 da ISO 9000
  • Conclusão final
  • Referências Bibliográficas

Metrologia Industrial

Fundamentos da Confirmação Metrológica
6a Edição

Marco Antônio Ribeiro

Metrologia Industrial
Fundamentos da Confirmação Metrológica
6a Edição)

Marco Antônio Ribeiro
Quem pensa claramente e domina a fundo aquilo de que fala, exprime-se claramente e de modo compreensível. Quem se exprime de modo obscuro e pretensioso mostra logo que não entende muito bem o assunto em questão ou então, que tem razão para evitar falar claramente (Rosa Luxemburg)

© 1993, 1994 e 1995, 1996 e 1999, 2004, Tek Treinamento & Consultoria Ltda. Salvador, Outono 2004

Prefácio
Não use adjetivos, use números!
A maioria das pessoas ainda pensa que Metrologia se refere apenas à Dimensão e Comprimento e trata de paquímetros, micrômetros, cálibres e similares. Este preconceito deve ser eliminado, pois Metrologia é a Ciência da Medição e se refere à medição de qualquer grandeza física. A importância da Metrologia é evidente, pois ela é uma ferramenta absolutamente essencial para a garantia da qualidade de qualquer produto ou serviço de engenharia. O presente trabalho foi escrito como suporte de um curso ministrado a engenheiros e técnicos ligados, de algum modo, à medição de alguma grandeza física. Ele enfoca os aspectos técnicos, físicos e matemáticos da medição da grandeza física. Inicialmente, é apresentado o Sistema Internacional de Unidades (SI), com sua história, características e as regras para a escrita correta de nomes, símbolos, prefixos e múltiplos das unidades das grandezas físicas. Os Algarismos Significativos são conceituados e tratados, para que sejam usados e entendidos corretamente. São vistos os conceitos básicos da Estatística da Medição para tratar corretamente os erros aleatórios, conceituando médias, desvios, distribuições e intervalos de confiança da medição. As Quantidades Medidas são definidas e classificadas sob diferentes enfoques e são apresentados os conceitos, unidades, formas e padrões das sete quantidades de base, das duas suplementares e das principais derivadas, nas áreas da física, química, eletrônica e instrumentação. A seguir são vistas os Instrumentos de Medição, onde são apresentados os diferentes métodos de medição, as aplicações da medição na indústria e os diferentes tipos de instrumentos usados nas medições. O desempenho do instrumento é analisado e são apresentadas as especificações típicas e os parâmetros da precisão e da exatidão. Os erros aleatórios, sistemáticos e grosseiros da medição são conceituados e apresentados os meios para eliminar, diminuir ou administrar tais erros, considerando sua fonte de origem. Finalmente, é analisada a Confirmação Metrológica da medição, onde são definidos os conceitos de calibração e ajuste, os diferentes tipos de padrões, as abrangências das normas e a situação dos laboratórios nacionais (INMETRO) e internacionais. São apresentados como Apêndices: o Vocabulário de Metrologia (A), comentários sobre as Normas ISO 9000 (C) e a relação dos Laboratórios da Rede Brasileira de Calibração (D) publicada em MAI 97, pela CQ Qualidade, Editora Banas. O autor ficará mais feliz, se ao fim da leitura do presente trabalho, as pessoas passarem a usar mais números que adjetivos. O trabalho está continuamente sendo revisto, quando são melhorados os desenhos, editadas figuras melhores, atribuídos os créditos a todas as fotografias usadas. Sugestões e críticas destrutivas são benvidas, no endereço do autor: Rua Carmen Miranda 52, A 903, CEP 41820-230, Fone (0xx71) 452-3195 e Fax (0xx71) 452-4286, Móvel(071) 9989-9531 e no e-mail: marcotek@uol.com.br

Marco Antônio Ribeiro
Salvador, BA, Outono 2004

Autor
Marco Antônio Ribeiro nasceu em Araxá, MG, no dia 27 de maio de 1943, às 7:00 horas A.M.. Formou-se pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em Engenharia Eletrônica, em 1969. Foi professor de Matemática, no Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA) (1974-1975), professor de Eletrônica na Escola Politécnica da UFBA (1976-1977), professor de Instrumentação e Controle de Processo no Centro de Educação Tecnológica da Bahia (CENTEC) (1978-1985) e professor convidado de Instrumentação e Controle de Processo nos cursos da Petrobrás (desde 1978).

Foi gerente regional Norte Nordeste da Foxboro (1973-1986). Já fez vários cursos de especialização em instrumentação e controle na Foxboro Co., em Foxboro, MA, Houston (TX) e na Foxboro Argentina, Buenos Aires.

Possui dezenas de artigos publicados em revistas nacionais e anais de congressos e seminários; ganhador do 2o prêmio Bristol-Babcock, no Congresso do IBP, Salvador, BA, 1979. Desde agosto de 1987 é diretor da Tek Treinamento & Consultoria Ltda, firma dedicada à instrumentação, controle de processo, medição de vazão, aplicação de instrumentos elétricos em áreas classificadas, Implantação de normas ISO 9000 e integração de sistemas digitais. Suas características metrológicas são: altura: (1,70 ± 01) m; peso correspondente ã massa de (70 ± 2) kg; cor dos olhos: castanhos (cor subjetiva, não do arco íris)., cor dos cabelos (sobreviventes): originalmente negros, se tornando brancos; tamanho do pé: 40 (aplicável no Brasil, adimensional). Gosta de xadrez, corrida, fotografia, música de Beethoven, leitura, trabalho, curtir os filhos e a vida. Corre, todos os dias, cerca de (10 ± 2) km e joga xadrez relâmpago todos os fins de semana. É provavelmente o melhor jogador de xadrez entre os corredores e o melhor corredor entre os jogadores de xadrez (o que não é nenhuma vantagem e nem interessa à Metrologia).

• 16. 8. A efa e o bato serão duma mesma medida. Porque é abominável ao Senhor teu Deus todo aquele que faz tais coisas. 45 • 10. • 14. Pesos e medidas justas • 13. nem no peso.. Miqueias. um grande e outro pequeno. • 11. uma grande e outra pequena. para expormos o trigo. 6. e aumentando o preço. nem na medida.Bíblia e Metrologia Levítico. • 36: Seja justa a balança e justos os pesos. 25. diminuindo a medida. Tereis balanças justas. de maneira que o bato contenha a décima parte do hômer e a efa a décima parte do hômer.. nem no juízo. Não terás na tua bolsa pesos diferentes. todo aquele que prática a injustiça. Justificarei ao que tem balanças falsas e uma bolsa cheia de pesos enganosos? . Terás peso inteiro e justo. Quando passará a lua nova. 19 • 35: Não façais nada contra a equidade. efa justa e bato justo. Amós. Não terás na tua casa duas efas. • 5. seja justo o alqueire e justa a medida Deuteronômio. • 15. terás efa inteira e justa. e procedendo dolosamente com balanças enganadoras. • 11. para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Ezequiel. nem na regra. para vendermos o grão? E o sábado. o hômer será a medida padrão.

3.5.9. Tipos de distribuições 6.3.10. Algarismos e resultados 21 5.2.5.6.3. Uso de Prefixo 3. Algarismo Significativo e Conversão 17 4. População e Amostra 3.10. Desvio Padrão da População 31 5. Intervalos Estatísticos 7. Não-Conformidades 41 41 41 41 43 44 44 44 i . Conformidade (goodness of fit) 8. Múltiplos e Submúltiplos Prefixo Símbolo Fator de 10 3. Raiz da Soma dos Quadrados 29 29 30 5. História 1. Desvio do Valor Médio 31 5.3. Parâmetros da Distribuição 6. Significado metrológico 25 26 26 28 28 2. Fórmulas Simplificadas 32 5. Algarismo Significativo e a Tolerância 16 4.2. Estatística da Medição Objetivos de Ensino 1. Política IEEE e SI 1 1 1 3 5 2.11.2.8. Variância 34 6. Desvio Médio Absoluto 31 5.2.4.1.8. Algarismos Significativos 12 4.2.Conteúdo 1.12.8. Conformidade das Medições 8. Introdução 3. Desvios 30 4. Pontuação 3.1. Algarismo Significativo e Calibração 16 4. Variabilidade da Quantidade 23 23 23 23 23 24 1.5. Introdução 6. Estatística Inferencial 1.2.2. Média Aritmética 4.7.1. Computação matemática 18 4. Distribuições dos dados 6.Coeficiente de variação 33 5. Introdução 1.7. Notação científica 13 4. Introdução 8. Desvios da população e da amostra 32 5. Sistema de Unidades 1.4. Desvio Padrão da Amostra 32 5. Distribuição de Freqüência 3. Intervalo para várias amostras 39 39 39 39 40 8.9. Teste Q 8. Dispersão ou Variabilidade 30 5. Algarismo Significativo e o Zero 12 4.6.4.4. Desvio Padrão Das Médias 33 5.3. Médias 4. Unidades Compostas 3. Unidades 1. Teste do χ2 (qui quadrado) 8.4. Agrupamento dos Dígitos 3.2.10.9. Intervalo com n pequeno (n < 20) 7.11.2.6. Sistema Internacional (SI) 1. Espaçamentos 3. Faixa (Range) 30 5. Algarismo Significativo e a Medição 14 4. Algarismo Significativo e o Display 15 4. Conceito 1.1.1. Distribuição normal ou de Gauss 35 35 35 35 36 7.3.11. Tratamento Gráfico 3.4.1.3. Histograma 3.1. Plural 3.2. Estilo e Escrita do SI 3.1. Intervalo com n pequeno (n < 10) 7.3. Teste de Chauvenet 8.7.Sistema Internacional (SI) Objetivos de Ensino 1 1 2. Desvio padrão de operações 33 5.6. Intervalo com n grande (n > 20) 7. Índices 3.1.5.4. Conceito 12 4. Ângulo e Temperatura 3. Modificadores de Símbolos 5 5 5 5 6 6 6 7 8 8 9 10 10 11 11 11 4. Introdução 12 4.7.3. Maiúsculas ou Minúsculas 3.1. Outros Testes 8.

Relação entre padrão e instrumento 100 4.6. Norma 4. Apresentação do Sinal 81 81 82 83 87 4.8. Incerteza Padrão Combinada 6.1. Erros de calibração 1. Sistema de Medição 3.8.2. Estimativa das Incertezas 6. Erros da Medição 5. Conceito 1.3. Manual e Automático 2. Confirmação Metrológica Objetivos de Ensino 1.4. Abrangência das Normas 4.1.7. Quantidades Medidas Objetivos de Ensino 1. Calibração e Ajuste 1. Comprimento 2. Desempenho do Instrumento 90 4. Parâmetros da Precisão 93 4. Tipos de Erros 5.4. Faixa das Variáveis 1. Necessidade da confirmação 1.5.1.1. Parâmetros da Calibração 121 121 121 121 121 121 122 123 126 126 127 4 Instrumentos de Medição Objetivos de Ensino 1. Metrologia 1. Tipos de Medição 69 69 69 70 70 70 70 72 2.8.3. Instrumentos da Medição 2.6.5. Padrões 3. Terminologia 1.2.2. Incerteza Expandida 116 116 116 118 118 118 118 119 5.6. Intensidade Luminosa 2.5. Conceito 6.1.6. Quantidade Física 1.1. Erro Dinâmico e Estático 5. Hierarquia 4.3.10. Princípios Gerais 6. Erro Sistemático 5. Erro Grosseiro 5. INMETRO 137 137 138 138 138 138 138 139 139 3.7.1.1.1.4.5.5.2. Rastreabilidade 133 133 134 4.2.8. Valor da quantidade 1. Incerteza na Medição 6.Metrologia Industrial 3.3. Temperatura 2. Conceito 1.2. Aplicações da Medição 1. Erro Resultante Final 106 106 106 107 107 108 109 114 115 2. Tipos de calibração 1. Conceito 3.6.7.3. Especificações 4.4. Função Matemática 45 45 45 45 45 45 48 49 5. Medição 1. Confirmação Metrológica 1. Sensor 3. Resultado da Medição 1. Precisão 92 4.2.4.2. Tipos de Normas 4. Introdução 90 4.9. Incerteza Padrão 6.3. Exatidão 91 4. Projeto. Normas e Especificações 4.6. Condicionador do Sinal 3.4. Corrente Elétrica 2. Analógico e Digital 2.2. Fontes de Incerteza 6. Precisão Necessária 99 4.4. Produção e Inspeção 105 ii .7. Massa 2.4.3.3. Erro Absoluto e Relativo 5.5. Calibração da Malha 1.5. Alimentação dos Instrumentos 2. Erro Aleatório 5.7. Padrões físicos e de receita 3. Contato e Não-Contato 2. Classificação das Quantidades 1. Relação Comprador-Vendedor 4.4. Tempo 2. Instrumento Microprocessado 73 73 74 74 75 78 3.1. Especificação da Precisão 97 4.2. Quantidade de Matéria 2. Quantidades de Base do SI 2.1.5. Quantidades Suplementares 50 51 53 56 58 66 67 68 68 6.4.8. Rangeabilidade 98 4.4.3.3.1. Características do Instrumento 90 4. Organizações de Normas 4. Introdução 5.

Registrador (recorder) 150 4. Incerteza 3.12. Faixa nominal (nominal range) 152 5. Transdutor de Medição (measuring transducer) 149 4. Cadeia de medição (measuring chain) 149 4.13.1.5.4. Mostrador (display. Princípio de medição 2.1. Ruído (noise) 145 145 145 145 145 145 145 145 145 146 146 4. Faixa de indicação (range of indication) 151 4. Deriva (drift) 153 5.1.13.14. Grandeza de modificação 2.8. Valor nominal (nominal value) 152 5.11.5. Instrumento de medição (measuring instrument) 149 4. Resultado da Medição 3.9.2. dial) 150 4. Escala com zero suprimido (supressed zero scale) 151 4.5. Totalizador (totalizer) 150 4.1.2. Indicador (indicator) 149 4. Valor (de uma grandeza) 143 1. dimensão de uma 142 1.19. Incerteza expandida 3.1.14.Metrologia Industrial A. Erro (da medição) 3. Limiar de mobilidade (discrimination.11. Valor verdadeiro convencional (de uma grandeza) 144 1.10. Grandeza (mensurável) 142 1. Resultado corrigido 3. Medida materializada (material measure) 149 4.12.6.2.10. Vocabulário de Metrologia 141 1.11. Valor verdadeiro.6.8.4. Grandeza derivada 142 1. Exatidão da medição 153 5. Unidade. Fator de correção 3.8.7. Estabilidade (stability) 153 5. Condições Limites (limiting conditions) 152 5.3.2. Incerteza padrão 3.5.16.8. Resultado de uma medição 3.6. Resolução (resolution) 153 5.10.15. Incerteza (da medição) 3.6. 18.11.4. Erro aleatório 3.7. Correção (do erro) 3.17.3.3.20. Unidade.17.3.13. Sensor (sensor) 151 4. Avaliação Tipo A (de incerteza) 3. Medição 2. Mensurando (mensurand) 2.15. Condições de Referência (reference conditions) 152 5. Sinal de medição (measurement signal) 2. sistema de 143 1. Valor numérico (de uma grandeza) 145 4.3.2. Sensibilidade (sensitibility) 153 5.12. Escala com zero elevado (elevated zero scale) 151 4. Transmissor (transmitter) 149 4.4.15. Método de medição 2. Medição 2. Escala expandida (expanded scale) 151 4. Grandeza medida (Mensurando) 142 1. Zona morta (dead zone) 153 5.16. Resultado não corrigido 3.8.18.9. Constante de um instrumento (instrument constant) 152 5. Tempo de resposta 153 5.9. Metrologia 2.7.17.10. Erro relativo 3. Discriminação (transparency) 153 5.4. Unidade (de medição) 143 1. Instrumento de Medição 149 2.14. erro e incerteza 144 1. Sistema de medição (measuring system) 149 4. Avaliação Tipo B (de incerteza) 3. Grandeza de influência 2. Amplitude de faixa (span of indication) 151 4. Instrumento analógico (analog instrument) e digital (digital instrument) 150 4.9. Grandeza.5. Condições de Utilização (rated operating conditions) 152 5.16. Índice (index) 150 4. Classe de exatidão 153 5. Característica de resposta (response characteristic) 153 5.14. Escala linear (linear scale) 152 3. threshold) 153 5.10. Escala (scale) 151 4. Repetitividade (de resultados de medições) 154 iii .13. Grandezas e Unidades 142 1. Características do Instrumento de Medição 152 5. Incerteza padrão combinada 3. Erro sistemático 3.12.7. símbolo de 143 1. Fator de cobertura 146 146 146 146 146 147 147 147 147 147 147 147 148 148 148 148 148 148 5.9. Grandeza de base 142 1. Procedimento de medição 2.7.6. Grandeza suplementar 142 1. Valor verdadeiro (de uma grandeza) 143 1.

Conceito de Qualidade 183 2.24. Histórico 4.1.30.1.26.5. Atributo 3.2. Certificação pela ISO 9000 7. Aspectos Legais 3. média 6. Características da Qualidade 3. Medição e Teste 167 7.3.8. ISO 9000 4. Introdução 2. Reprodutibilidade 154 5.1.4.3. Adequação ao uso 183 2. Malha da Qualidade 186 186 186 186 6. Estatística 6. Satisfação do comprador a um preço competitivo 183 3.17. Implementação 170 170 172 iv . ISO 9004 4.12. Philip B. Variável 3.22.5. Característica 6. Joseph M. Qualidade Moderna 181 181 181 181 6.2.4.23.9.4.19. Comprovação Metrológica Revisão 2000 da ISO 9000 175 177 Conclusão final C. Fundamentos da Qualidade 181 Objetivos de Ensino 1. Erro 154 5.10. Controle do equipamento de medição e ensaio 166 5. Estimativa 6.1. Covariância 6. Independência 6.1. Outras normas ISO 163 163 163 164 164 164 165 165 165 165 165 5. História da Qualidade 1. Parâmetro 6.3. Expectativa (de uma variável aleatória ou de uma distribuição de probabilidade.1.2. Aspectos da Qualidade 4. Crosby e sua filosofia 193 8. Qualidade de Projeto 4.2. Medição 191 8.27.2. ISO 9002 4. Variável aleatória 6. Defeito 3. Algumas Filosofias de Qualidade 191 8. Equipamento de Inspeção. Rede Brasileira de Calibração 178 179 D. Erro fiducial (fiducial error) 155 7.25.14.11. Tendência (bias) 155 5. Comparação das Três Filosofias 194 5. Introdução 5. Padrão e Especificação 183 184 184 184 184 184 4. Edwards Deming e sua filosofia 191 8. Freqüência 6.15. Erro no span (span error) 155 5. Função distribuição 6. Correlação 6. Inspeção e Prevenção 6.3. Erro de um instrumento de medição 154 5. Conceitos estatísticos 6. Modo Prevenção 191 191 191 7. W.1. Erro no ponto de controle 154 5. Projeto 7. Primórdios 1.28. Juran e sua filosofia 193 8.3. Erro intrínseco (intrinsic error) 155 5. Qualidade de conformidade 4. Limite de Erro Admissível 154 5. Controle e manutenção do equipamento 166 5.20. População 6. ISO 9001 4.2.2.7. Normas ISO 4. valor esperado. Inspeção 6.3.1. Sistema de Qualidade Total 5.2.13.2. Representação gráfica 156 156 156 156 156 157 157 157 157 157 157 158 158 159 159 160 160 2.3. Não-conformidade 3. Desvio padrão 6.1. Conformidade 183 2.6.Metrologia Industrial 5.16.5.29.3.2.1.3.6. Introdução 191 8. Filosofia da Norma 166 5.1. Variância 6.2. Isenção de Tendência (freedom from bias) 155 5. Normas ISO 9000 1. Erro no zero (zero error) 154 5. Probabilidade 6.5. ISO 9003 4. Calibração do equipamento 166 Referências Bibliográficas Normas 197 199 6. Qualidade de Desempenho 185 185 185 185 B. Gerenciamento da Qualidade Total 5.

Seja justa a balança e justos os pesos. Mostrar a conversão de unidades. nem no juízo. nem no peso. símbolos. metro. Originalmente. em termos da qual outras quantidades da mesma natureza podem ser estabelecidas. Como existe um grande número de dimensões. como: ter dois pesos e duas medidas é abominável para o Senhor (Provérbios. horas.1. a dimensão de comprimento pode ser medida em unidades de kilômetro. Depois. centímetro. prefixos e modificadores das quantidades físicas. também chamado de imperial. Estados Unidos e Canadá. mas mesmo nestes países há 1 . Por exemplo. 1. nem na medida. 4. 8. multiplicação e divisão de algarismos significativos. Sistema de Unidades 1. unidades e símbolos do Sistema Internacional. subtração. seja justo o alqueire e justa a medida (Levítico. pé ou a distância entre o nariz e a ponta do dedo de uma pessoa. minutos. O desenvolvimento tecnológico em transportes e comunicações e o aumento do comércio globalizado tem mostrado a necessidade de uma linguagem comum de medição. anos. dias. 10). onde se tem várias passagens. é necessário um sistema de unidades para se ter medições confiáveis e reprodutíveis e para uma boa comunicação entre todos os envolvidos com as medições. História Bíblia A preocupação de se ter um único sistema de unidades está na Bíblia. e os padrões de comprimento datam de 3000 A. através da análise dimensional. Os babilônicos e os romanos já haviam estabelecido padrões e nomes para unidades. Apresentar as unidades.Sistema Internacional (SI) Objetivos de Ensino 1.C. Sistema inglês O sistema inglês. Apresenta o formato da notação científica dos números. 1. Para cada dimensão há uma ou mais quantidades de referência para descrever quantitativamente as propriedades físicas de algum objeto ou material.1. é usado na Inglaterra. os padrões e unidades eram escolhidos por conveniência prática e se baseavam em medidas do corpo humano.C. 35-36) Antigüidade As antigas civilizações já tinham percebido a necessidade de criação de unidades para a troca de mercadorias. A Bíblia também tinha preocupações metrológicas: Não façais nada contra a equidade. um sistema capaz de medir qualquer quantidade física com unidades que tenham definição clara e precisa e uma relação lógica com as outras unidades. 5. A dimensão do tempo pode ser medida em unidades segundos. 20. Conceituar valor exato e aproximado através de algarismos significativos. 2. 7. 3. Mostrar as regras de arredondamento. Recomendar as regras de formatação e escrita correta das quantidades. que se tornou o Sistema Internacional de Unidades. verificou-se que era preferível desenvolver padrões baseados em fenômenos naturais reprodutíveis em vez de padrões baseados no corpo humano. nem na regra. 19. Os padrões de peso datam de 7000 A. Unidades Unidade é uma quantidade precisamente estabelecida. Relatar como apareceram as unidades e se desenvolveu o sistema métrico. soma.2. 6. Discutir os métodos apropriados para fazer os cálculos e apresentar o resultado de modo conveniente e entendido para todos os ramos da engenharia. meses.

tornou-se necessário definir claramente os significados e as unidades de massa. Esta organização consiste do Comitê International des Poids et Mesures (CIPM) que fornece a base técnica e que possui o laboratório de trabalho Bureau International des Poids et Mesures (BIPM). Algumas pessoas tem a idéia errada que o sistema métrico atual. a jarda (yard) era a distância do nariz ao polegar com o braço estendido do rei inglês Henry I (circa 1100). os líderes da Revolução acreditaram que até o sistema de medição deveria ser mudado porque o existente fora criado pela monarquia. em resposta a uma falta do entusiasmo público para o uso voluntário do sistema. chamado de centímetro-grama-segundo (CGS). seja uma criação recente e intencional para confrontar a tecnologia americana. foi proposto em 1795 e adotado na França em 1799. inclusive o Brasil. o governo francês convidou várias nações para uma conferência internacional para discutir um novo protótipo do metro e um número de padrões idênticos para as nações participantes. Este tratado foi assinado por 20 países. em vez de medidas relacionadas com dimensões humanas. Em 1975. sancionar os resultados de novas determinações metrológicas fundamentais 3. peso e força. Em 1866. os Estados Unidos promulgaram um ato tornando legal o sistema métrico. Por causa do uso crescente do sistema métrico através da Europa. Por exemplo. o padre francês Gabriel Mouton. dando à indústria americana a oportunidade de se mudar voluntariamente para o sistema SI. A CGPM é constituída pelos delegados de todos os estados membros da Convenção do Metro e se reúne de seis em seis anos para: 1. O insuspeito cientista inglês William Thompson. Embora este trabalho tenha iniciado nesta época. para fornecer uma base razoável de unidades de medição precisa e universal. Sistema MKSA Depois do Tratado do Metro. o Tratado do Metro definiu os padrões métricos para o comprimento e peso e estabeleceu procedimentos permanentes para melhorar e adotar o sistema métrico. Nos Estados Unidos ainda há uma resistência para mudar as unidades. O sistema inglês não é coerente e há vários múltiplos entre a maioria das unidades. geralmente do corpo do rei de plantão. fundada em 1666. no início de seu desenvolvimento tecnológico. Foi constituída a organização internacional Conference Generale des Poids et Mesures (CGPM). Sistema CGS O primeiro sistema métrico oficial. pois a mudança altera um modo de vida consagrado e requer uma reeducação e aprendizado de novos termos. 2. principalmente pelos segmentos da indústria que são estritamente domésticos e pelo público em geral. Uma comissão de cientistas franceses foi formada para estabelecer um novo sistema de medição baseado em normas absolutas e constantes encontradas no universo físico. Em 1901. De fato. garantir a propagação e aperfeiçoamento do SI. As unidades decimais foram também consideradas no primeiros dias da Academia Francesa de Ciências. nos Estados Unidos. foi decretado o Ato de Conversão Métrica. Outros países do mundo também adotaram oficialmente o sistema CGS. tornou obrigatório o sistema CGC. baseando-se em medidas da Terra. Em 1873 a Associação Britânica do Avanço da Ciência recomendou o uso do sistema CGS e desde então ele foi aplicado em todas as áreas da ciência. ridículo. a 3a CGPM declara que o kilograma é uma unidade de massa e o termo peso denota uma quantidade de força. definiu uma proposta para um sistema decimal. a maioria das unidades se baseava em medidas do corpo humano. Ele apareceu antes de os Estados Unidos se tornarem uma potência tecnológica. O que tornou o sistema métrico uma realidade foi a aceitação social e política da Revolução Francesa. Barão Kelvin (1824-1907). Isto é natural. A tecnologia americana pode realmente ser melhorada pela coerência do SI. Em 1875. Tayllerand propôs um sistema decimal internacional de pesos e medidas a tous de temps.Sistema Internacional muitas diferenças em seus detalhes. Em 1671. Em 1840 o governo francês. o SI. Em seu entusiasmo para romper as tradições européias existentes. A decisão de definir o kilograma (e grama) de um modo diferente do que foi definido no sistema CGS requer um 2 . Sistema Decimal A idéia de um sistema decimal de unidades foi concebida pelo inglês Simon Stevin (15481620). Por exemplo. a finalização da comissão foi muito demorada e difícil. para o comprimento tem-se 12 polegadas para um pé 3 pés para uma jarda 1760 jardas para uma milha. dizia que o Sistema Imperial Inglês de unidades era absurdo. a tous les peuples. adotar decisões que se relacionem com a organização e desenvolvimento do BIPM. demorado e destruidor de cérebro.

Por exemplo. o ampère. ISO. todos os fatores envolvidos na conversão e criação de unidades são somente potências de 10. o produto da força de 1 N pelo comprimento de 1 m é 1 J de trabalho. incluindo nomes e símbolos de unidades de base e derivadas e prefixos necessários. química. Inglaterra. No sistema decimal.I. onde se tem 1 dia 24 horas 1 hora 60 minutos 1 minuto 60 segundos Único. engenheiros e leigos podem usá-lo e ter noção das ordens de grandeza envolvidas. de modo que as mesmas unidades são usadas ontem. mecânica. OIML.3. relações internacionais. de modo que cientistas. Completo O SI é completo e pode se expandir indefinidamente. com pontos. CEI e por muitas outras organizações ligadas à normalização. simbolizado como SI (Sistema Internacional) e o estabeleceu como padrão universal de unidades de medição. Universal Os símbolos e nomes de unidades formam um único conjunto básico de padrões conhecidos. calorífica ou química. No SI. Com esta adição.Sistema Internacional novo sistema. aceitos e usados no mundo inteiro. No sistema. Sistema Internacional (SI) Em 1960. elétrica. respeitar e usar o SI corretamente. Joule é unidade de energia elétrica. baseado no metrokilograma-segundo. A utilização do SI é recomendada pelo BIPM. Os Estados Unidos. África do Sul adotaram legalmente o SI. metrologia e instrumentação. a Comissão Internacional de Eletrotécnica (IEC) incorpora uma quarta unidade base de corrente. É uma obrigação de todo técnico entender. o sistema ficou conhecido como MKSA (ou Giorgi). ensino e trabalhos acadêmicos e pesquisas científicas. as únicas exceções se referem às unidades de tempo baseadas no calendário. Austrália. independente se ela é mecânica. há somente uma unidade para cada tipo de quantidade física. hoje e amanhã. O SI é simples. 3 . Unidades com tamanhos razoáveis. ou termal. mais de 90% da população do mundo vive em países que usam correntemente ou estão em vias de mudar para o SI. Nova Zelândia. Não degradável O SI não se degrade. Em 1935. Decimal. O SI é um sistema de unidades com as seguintes características desejáveis: Coerente Ser coerente significa que o produto ou o quociente de quaisquer duas unidades é a unidade da quantidade resultante. Poucas Unidades de base As sete unidades de base são separadas e independentes entre si. Atualmente. MKS. Também o Japão e a China estão atualizando seus sistemas de medidas para se conformar com o SI. Conclusão O SI oferece várias vantagens nas áreas de comércio. Os tamanhos das unidades evitam a complicação do uso de prefixos de múltiplos e submúltiplos. SI é um símbolo e não a abreviatura de Sistema Internacional e por isso é errado escrever S. a 11a CGPM deu formalmente o nome de Systeme International d'Unites. Simples e preciso. Não possui ambigüidade entre nomes de grandezas e de unidades.. 1. por definição e realização.

10a CGPM (1954) Define o ponto tríplice da água como igual a 273. Aceita os símbolos l e L para litro. 9a CGPM (1948) Define unidade de forca no MKS.974 7 do ano trópico para 0 janeiro 1900*.15 K. 13a CGPM (1968) Define segundo como duração de 9 192 631 770 períodos da radiação de 133Ce*. Define candela (*). Diferencia o ponto tríplice do ponto de gelo da água (0. farad. ohm. Recomenda uso de unidades SI para volume e abole o litro para aplicações de alta precisão.806 65 m/s2.1. 17a CGPM (1983) Redefine o metro em relação à velocidade da luz no vácuo * . henry e weber. modificada ou completada posteriormente. Define seis unidades de base (metro. siemens (S) de condutância elétrica. joule e watt. 11a CGPM (1960) Estabelece o Sistema Internacional de Unidades. Muda a unidade de temperatura termodinâmica de grau kelvin (oK) para kelvin (K). revogada. Define atmosfera normal como 101. Recomenda o valor da velocidade da luz no vácuo como c = 299 792 458 m/s.000 028 dm3.325 N/m2. 12a CGPM (1964) Propõe mudança no segundo. Redefine o metro baseando-se no comprimento de onda da radiação do Kr-86. Adota sievert (Sv) como unidade SI de equivalente de dose.Sistema Internacional Tab. Revoga e suprime o micron e vela nova. Escolhe grau Celsius entre grau centígrado. Aumenta o número de unidades derivadas. 4 . Define ampère. 14a CGPM (1971) Adota pascal (Pa) como unidade SI de pressão. centesimal e Celsius. kilograma. Adota becquerel (Bq) para atividade ionizante e gray (Gy) para dose absorvida. segundo. 7a CGPM (1927) Define com maiores detalhes o metro físico (*). coulomb. Introduz os prefixos peta (1015) e exa (1018) 16a CGPM (1979) Redefine candela como intensidade luminosa e revoga vela nova. 15a CGPM (1975) Recomenda o tempo universal coordenado. 1. Define unidades fotométricas de vela nova e lumen novo (*). Padroniza a grafia dos símbolos de unidades e números. Acrescenta os prefixos femto (10-15) e atto (10-18).01 oC). a CGPM (1901) 3 Diferencia kilograma massa do kilograma forca. Define litro como o volume ocupado por 1 kg de água com densidade máxima. ampère e candela. Abole curie (Ci) como unidade de atividade dos radionuclídeos. grau Kelvin*. Estabelece a aceleração normal da gravidade como g = 9.Decisão a ser revista. Estabelece 1 L = 1. Define mol como unidade de quantidade de matéria. Introduz as unidades suplementares: radiano e esterradiano. SI. volt. Define segundo como 1/31 556 925. Estabelece a unidade de calor como joule. Decisões da Conferência Geral de Pesos e Medidas 1a CGPM (1889) Estabeleceu padrões físicos para kilograma e metro (*).

elas devem ser modificadas por prefixos fatores de 10. 1. Múltiplos e Submúltiplos Como há unidades muito pequenas e muito grandes. Por exemplo.1 mm). A política não aprova a alternativa de se colocar a unidade SI seguida pela unidade não SI em parêntesis.4. sejam substituídos por produtos com parâmetros em unidades SI. É recomendável usar notas de rodapé ou tabelas de conversão. Foram notadas três exceções: 1. estágio 1.1 milímetros (0. Assim. Para evitar estes números muito grandes e muito pequenos. Deve-se usar apenas um prefixo de cada vez. A implementação do plano não requer que os produtos já existentes. ** Estes prefixos devem ser os preferidos.2 . No estágio 2. a distância entre São Paulo e Rio se torna 400 kilômetros (400 km) e a espessura da folha de papel. como séries de bitola de fios AWG 2. No estágio 3. propõe-se que todas as normas novas e revistas devem usar obrigatoriamente unidades SI. A espessura da folha deste livro é cerca de 1 x 10-7 metros. 0. por terem potências múltiplas de 3 Símbolo Y Z E P T G M k H da d c m µ n p f a z y Fator de 10 +24 +21 +18 +15 +12 +9 +6 +3 +2 +1 -1 -2 -3 -6 -9 -12 -15 -18 -21 -24 5 .Múltiplos e Submúltiplos Prefixo yotta zetta exa peta tera giga mega** kilo** hecto* deca* deci* centi* mili** micro** nano pico femto atto zepto yocto Observações * Exceto para o uso não técnico de centímetro e em medidas especiais de área e volume. Soquetes e plugs Quando houver conflitos com normas ou práticas de indústria existentes. pois isto torna mais difícil a leitura do texto. A política de transição para as unidades SI começou em 01 JAN 96. Tamanhos comerciais. para ocorrer após 01 JAN 2000. O símbolo do prefixo deve ser combinado diretamente com o símbolo da unidade. AS unidades não SI só podem aparecer em notas de rodapé ou em anexos informativos. a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro expressa em metros é de 4 x 109 metros. compreensíveis apenas para os cientistas.20) adotada pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers). que requer que todas as normas novas e revisões submetidas para aprovação devem ter unidades SI. com parâmetros em unidades não SI. dá-se preferencia às SI. devem-se evitar estes prefixos. usam-se prefixos decimais às unidades SI. Os prefixos para as unidades SI são usados para formar múltiplos e submúltiplos decimais das unidades SI.1. a partir de 01 JAN 98. 2. deve haver uma avaliação individual e aprovado temporariamente pelo IEEE. Política IEEE e SI A política (Policy 9. Conexões baseadas em polegadas 3. Tab.

No Brasil. exceto quando no início da frase. O grau é sempre escrito em letra minúscula. devem ser em letras minúsculas quando escritos por extenso. Os símbolos das grandezas fundamentais são em letra maiúscula. quantidades e números. Maiúsculas ou Minúsculas Nomes de Unidades Os nomes das unidades SI. Ele fornece um sistema de referência lógica e interligado para todas as medições na ciência. pontos ou hífen em símbolos compostos.3. g para grama K para kelvin. após uma análise. Antes de 1967. A importância do uso preciso de letras minúsculas e maiúsculas é mostrada nos seguintes exemplos: G para giga. Para o sucesso do SI deve-se evitar a tentação de introduzir novas mudanças ou inventar símbolos. Temperatura No termo grau Celsius. Para realizar o potencial e benefícios do SI. pontuação. A escala Kelvin é defasada da Celsius de 273. Para ser usado sem ambigüidade por todos os envolvidos. O SI usa somente um símbolo para qualquer unidade e somente uma unidade é tolerada para qualquer quantidade. é essencial evitar a falta de atenção na escrita e no uso dos símbolos recomendados. Normalização e Qualidade Industrial. separação silábica. O nome de unidade de temperatura no SI é o kelvin.2. Serão apresentadas aqui as regras básicas para se escrever as unidades SI. Os nomes das unidades com nomes de gente devem ser tratados como nomes comuns e também escritos em letra minúscula. A freqüência é de 60 hertz. O símbolo é invariável. modificador. usando-se poucos nomes. Mas quando se refere à escala. A pressão é de 15. indústria e comércio. s para segundo M para mega e M para a grandeza massa P para peta e Pa para pascal e p para pico L para a grandeza comprimento e L para a unidade litro. Os símbolos das unidades e dos prefixos podem ser de letras maiúsculas e minúsculas. o correto é kelvin. índice ou ponto. grau é considerado o nome da unidade e Celsius é o modificador da unidade. não tendo plural. n para nano T para tera. ele deve ter regras simples e claras de escrita. escrever o nome das unidades SI do mesmo formato que o resto do título. 2. se falava grau Kelvin. escrito em letra minúscula. t para tonelada e T para a grandeza tempo. Os símbolos escolhidos foram aceitos internacionalmente. incluindo os prefixos. 3. de modo análogo aos símbolos para os elementos e compostos químicos. Estilo e Escrita do SI 3. uso de espaços. definindo-se o tipo de letras. depois de muita discussão e pesquisa. escreve-se escala Kelvin. O SI é um sistema universal e os símbolos são usados exatamente da mesma forma em todas as línguas. estas recomendações estão contidas na Resolução 12 (1988) do Conselho Nacional de Metrologia. Exemplos: A corrente é de um ampère. das unidades e dos prefixos. hoje. É incorreto chamálo de abreviação ou acróstico. k para kilo N para newton. S para siemens.1. Introdução O SI é uma linguagem internacional da medição.2 kilopascals. mas Celsius em maiúscula. 3. Quando o nome da unidade fizer parte de um título. O SI é uma versão moderna do sistema métrico estabelecido por acordo internacional.15 graus Símbolos Símbolo é a forma curta dos nomes das unidades SI e dos prefixos. Esta impressão é falsa. vírgulas. A temperatura do objeto é de 303 kelvin. Parece que o SI é exageradamente rigoroso e possui muitas regras relacionadas com a sintaxe e a escrita dos símbolos. Exemplos: A temperatura da sala é de 25 graus Celsius. Somente respeitando-se estes princípios se garante o sucesso do SI e se obtém um conjunto eficiente e simples de unidades. agrupamento e seleção dos prefixos. Os principais pontos que devem ser lembrados são: 1. Deve-se manter a diferença clara entre os símbolos das grandezas. m para mili e m para metro H para henry e Hz para hertz 6 .

metro) A unidade de momentum é o produto N. porém.m A unidade de momentum é o produto N-m Marcador decimal No Brasil. Exemplo correto: O comprimento foi medido em metros. escreve-se um zero antes da vírgula. unidade de resistência. Quando for necessário. O comprimento da estrada é de 110 kms. usa-se o ponto 7 . pois é impossível conciliar a regra de se começar uma frase com maiúscula e de escrever o símbolo em minúscula.0 m. usa-se a vírgula como um marcador decimal e o ponto como separador de grupos de 3 algarismos. onde somente a primeira letra deve ser escrita como maiúscula e a segunda deve ser minúscula. em condições onde não se quer deixar a possibilidade de preenchimento indevido.Sistema Internacional W para watt e Wb para weber Os símbolos são preferidos quando as unidades são usadas com números. Exemplos: Hz é símbolo de hertz. Letra romana para símbolos Quase todos os símbolos SI são escritos em letras romanas. Exemplo correto: Grama é a unidade comum de pequenas massas. a tonelada corresponde a megagrama (Mg) e não a kilokilograma (kkg). Exemplo correto: O comprimento é de 110 km Exemplos incorretos: O comprimento da estrada é de 110km. Aplica-se somente um prefixo ao nome da unidade. Não se deve misturar ou combinar partes escritas por extenso com partes expressas por símbolo. Exemplos: A corrente é de 5 A. exceto no fim da sentença. usar o nome da unidade.) A unidade de momentum é newton metro (A unidade de momentum é newton. Símbolos em títulos Os símbolos de unidades não devem ser usados em letra maiúscula. deve-se usar o nome da unidade por extenso. O comprimento da estrada é de 110 Km. Wb é símbolo de weber.. Exemplo incorreto: O comprimento foi medido em m. Os outros símbolos são escritos com letras minúsculas. Nos outros casos. excepcionalmente o prefixo é aplicado à grama e não ao kilograma. em vez de seu símbolo.3. No caso das unidades de massa. 3. Não misturar símbolos e nomes de unidades por extenso. O comprimento da corda é de 6. a medida foi de 6. Pa é símbolo de pascal. O volume é de 2 L. As duas únicas exceções são as letras gregas µ (mi ) para micro (10-6) e Ω (ômega) para ohm. Assim. O prefixo e a unidade são escritos juntos. que já possui o prefixo kilo. Símbolos com duas letras Há símbolos com duas letras. Pode-se usar um ponto ou hífen para indicar o produto de dois símbolos. P é prefixo peta (1015) Uso do símbolo e do nome Deve-se usar os símbolos somente quando escrevendo o valor da medição ou quando o nome da unidade é muito complexo. (O cabo de 10 m. Correto: ENCONTRADO PEIXE DE 200 KILOGRAMAS Incorreto: ENCONTRADO PEIXE DE 200 KG Símbolo e início de frase Não se deve começar uma frase com um símbolo. O comprimento da estrada é de 110 k m. Prefixos Todos os nomes de prefixos de unidades SI são em letras minúsculas quando escritos por extenso em uma sentença. Nomes dos símbolos em letra minúscula Símbolos de unidades com nomes de pessoas tem a primeira letra maiúscula. Os prefixos são invariáveis. se tem miligrama (mg) e não microkilograma (µkg). O comprimento da estrada é de 110-km. Nos Estados Unidos. Quando o número é menor que um. tinha massa de 20 kg. exceto o símbolo do litro que pode ser escrito também com letra maiúscula (L). Exemplo incorreto: g é a unidade de pequenas massas. W é símbolo de watt. sem espaço ou hífen entre eles. A primeira letra do prefixo é escrita em maiúscula apenas quando no início de uma frase ou parte de um título.1 metros. como nos valores de medições.1 m. Pontuação Ponto Não se usa o ponto depois do símbolo das unidades. não se usa o ponto para indicar o produto de dois nomes. a medida foi de 6. para não ser confundido com o número 1. H é símbolo de henry. como em título. Exemplos corretos (incorretos): O cabo de 10 m tinha massa de 20 kg.

A medição do valor zero fornece um ponto de descontinuidade no que as pessoas escrevem e dizem. palavra composta em que o elemento complementar do nome não é ligado por hífen.8 m -30 oC oC 0 100 oC 3. serem elementos complementares de nomes de unidades e ligados a eles por hífen ou preposição. watts-horas.1.5 m. palavra simples.567. x ou z. termo composto por multiplicação. zero graus Celsius e zero volts.Sistema Internacional como marcador decimal e a virgula como separador de algarismos.5. Por exemplo. kilogramas.99 joule 8 x 10-4 metro 4.890.567 891 345 678. O nome de uma unidade só passa ao plural a partir de dois (inclusive).3. Valores entre +1 e -1 são sempre singulares.891 345.5678 1 234. Certas partes dos nomes de unidades compostas não se modificam no plural por: 1.00 Símbolos Os símbolos das unidades SI não tem plural. Os números são separados em grupos de três dígitos. são lidos como plurais.8 metros por segundo Nomes das unidades sem plural Certos nomes de unidades SI não possuem plural por terminarem com s.5 kilograma 34 kilogramas 1 hertz 60 hertz 1. entre 0 e 9. em que os componentes são independentes entre si. Deve-se usar a forma singular da unidade para o valor zero. Exemplos: 2. para evitar a confusão com os diferentes países onde o ponto ou vírgula é usado como marcador decimal.89 345 678. metros cúbicos. pascalssegundos. porém. watts por esterradiano. Por exemplo. Um número deve ser tratado do mesmo modo em ambos os lados do marcador decimal. O valor do cheque é de R$2.4. Por exemplo: ampères-horas.567 567. 3. Por exemplo: metros quadrados.567 8 Tabelas As tabelas devem ser preenchidas com números puros ou adimensionais.00 Exemplo (Estados Unidos) A expressão meio metro se escreve: 0. todos os números com quatro ou menos dígitos antes ou depois da vírgula podem ser escritos sem espaço. 2. Agrupamento dos Dígitos Numerais Todos os números são constituídos de dígitos individuais. 0 oC e 0 V são reconhecidamente singulares.678.09 1234. lumens por watt.6 m 1m 0. 2. Exemplos: Correto 23 567 567 890 098 34. Exemplos: lux. O correto é zero grau Celsius e zero volt. anosluz.345.236 89 Incorreto 23. unidades astronômicas. newtons-metros. Deve-se deixar um espaço entre os grupos em vez do ponto ou vírgula. joules. corresponderem ao denominador de unidades obtidas por divisão. candelas. Por exemplo. Exemplos: 1 metro 23 metros 0.23 689 3. O valor do cheque é de US$2. elétron-volts. As suas respectivas unidades devem ser colocadas no cabeçalho das tabelas. Não se deve usar vírgula ou ponto para separar os grupos de três dígitos. No texto. kilogramas-força.1 kilograma 1. Exemplo (Brasil) A expressão meio metro se escreve 0.345. adicionando-se um s. volts. Por exemplo: ampères.367.5 m. 8 . Números de quatro dígitos Os números de quatro dígitos são considerados de modo especial e diferente dos outros. kilômetros por hora. ou seja.236. milhas marítimas. kelvins.236 89 345 678.367. for 1. Ver Tab. Exemplos: 1239 1993 1. Não deixar espaço entre os dígitos e o marcador decimal. hertz e siemens. Plural Nomes das unidades com plural Quando escrito por extenso. o nome da unidade métrica admite plural.2349 2345. em cada lado do marcador decimal (vírgula).098 34.

kA milivolt. As unidades e símbolos das quantidades correspondentes são colocadas nos eixos. T Volume. principalmente em números e unidades compostos envolvendo produto (.240 m3/kg Gráficos Os números colocados nos eixos do gráficos (abcissa e ordenada) são puros ou adimensionais. que não devem ser alterados. sua incerteza e os limites de probabilidade.0 kPa Temperatura T = 354. soma e subtração e igualdade. todos os números usam agrupamentos de três dígitos e espaços.569. Espaçamentos Múltiplos e submúltiplos Não se usa espaço ou hífen entre o prefixo e o nome da unidade ou entre o prefixo e o símbolo da unidade. Por exemplo. pode-se usar um hífen entre o valor numérico e o símbolo ou nome.1.621. Números envolvendo números de peça. 1.).95 362.1. O bom senso e a clareza devem prevalecer no uso de hífens nos modificadores.96 366. espaços. Exemplos: Pacote de 5-kg. O valor é expresso por um número e a unidade pode ser escrita pelo nome ou pelo símbolo.3.240 1 2. mV megawatt.35 358.90 dinheiro (real) Símbolos algébricos Deve-se deixar um espaço de cada lado dos sinais de multiplicação. MW Valor da medição da unidade A medição é expressa por um valor numérico. quocientes e por Deve-se evitar confusão.364 7 2. Variação da temperatura e volume com a pressão Números especiais Há certos números que possuem regras de agrupamento especificas. Exemplos: 670 kHz 670 kilohertz 20 mm 10 N 36’ 36 oC Modificador da unidade Quando uma quantidade é usada como adjetivo. usam-se os símbolos. documento. Variação da temperatura e volume específico com a pressão para a água pura Pressão. Adotando este formato.) e divisão (/) e por .0 80. Normalmente. divisão.0 70. Exemplos: R$ 21.h 9 . Vírgulas.51 m3/kg 3. devem ser escritos na forma original. Isto não se aplica aos símbolos compostos que usam os sinais travessão (/) e ponto (. telefone e dinheiro. Exemplos: 4 km + 2 km = 6 km 6N x 8 m = 48 N.0 Temperatura. Assim.67 Pa 100 W : (10 m x 2 K) = 5 W/(m. minuto e segundo são escritos sem espaço entre os números e os símbolos. Não se deve usar hífen com o símbolo de ângulo (o) ou grau Celsius (oC). Filme de 35-mm.Sistema Internacional Tab.35 K Volume específico V = 3.958-15 (071) 359-3195 número de peça CPF telefone K 354. O gráfico da tabela anterior fica assim Fig.0 60. kiloampère. V 16HHC-656/9978 610.m 26 N : 3 m2 = 8. uma única vez. em tabelas ou listagens.7 m3 = 7 kg 15 kW. uma unidade. Não se deve usar nomes de unidades por extenso em equações algébricas e aritméticas.K) 10 kg/m3 x 0. Deve-se deixar um espaço entre o número e o símbolo ou nome da unidade. Temperatura de 36 oC Produtos. Os símbolos de grau. barras.6. se diminui a probabilidade de erros.731 7 2. a primeira linha da tabela significa Pressão P = 50. parêntesis e outros símbolos aplicáveis podem ser usados para preencher os espaços e evitar fraudes.086 9 3. P kPa 50.

Por exemplo. o símbolo correto é kg. Para símbolos derivados de produtos. Quando aplicável. mas é incorreto watt. usa-se metro por segundo quadrado e não metro por segundo por segundo.1. Exemplos: 10 metros quadrados = 10 m2 1 por segundo = s-1 Nomes de unidades Quando se escrevem unidades compostas.6 x 6. Por exemplo. Não usar k. Deve-se usar somente símbolos aceitos das unidades SI. deveria ser escrita em microampères por cada kilovolt da voltagem entre fases. escrever W/(m.mA. dada em microampères por 1 kilovolt da voltagem entre fases.10 ou 1:10 e a tensão mecânica de 100 µm/m pode ser convertida para 0. a não ser que haja parêntesis separando as barras. Por exemplo. sem espaço ou hífen.8. deve-se usar parêntesis ou símbolos exclusivos para evitar ambigüidade e confusão. como metro quadrado. Deve-se usar somente um por em qualquer combinação de nomes de unidades métricas. Para eliminar o problema de qual unidade e múltiplo deve-se expressar uma quantidade de relação como percentagem.01 %. Algumas unidades compostas podem ser escritas como uma única palavra. Por exemplo. Não se deve usar abreviações como qu. Por exemplo. kph ou KPH.K) ou (W/m)/K e não (W/m/K. usar parêntesis para simplificar e esclarecer. um por segundo.m2/s2.s (pascal segundo) kW. mW/cm2. kV/mm. usar somente símbolos. Os modificadores quadrado e cúbico devem ser colocados após o nome da unidade a qual eles se aplicam. Para a maioria dos nomes derivados como um produto.A) 3. Por exemplo. a medição de corrente de vazamento.cm. a inclinação de 10 m por 100 m pode ser expressa como 10%. MΩ. 1 mA/kV é igual a 1 nanosiemens (nS).1 cosa e não 7.m (newton metro) Pa. Como exemplos.cosa Deve-se ter cuidado para escrever unidades compostas envolvendo potências. escrever m/s2 e não m/s/s.Sistema Internacional 3. Quando se escrevem símbolos para unidades métricas com expoentes. fração decimal ou relação de escala.) como símbolo de multiplicação em equações e cálculos. As regras a serem seguidas são as seguintes: Não se deve misturar nomes extensos e símbolos de unidades. usar kg/m3 e não kg/ft3. Seria incorreto interpretar como (kg. Não se usa mais de uma barra (/) em qualquer combinação de símbolos.6. Para potências maiores que três. Como exemplos. kWh/h. m.h ou kWh (kilowatthora) Use 7. Não usar o ponto (. quando escrevendo os nomes por extenso. Não usar o travessão (/) como substituto de por. cu. Outro exemplo.7. 10 . é correto escrever watt hora. aparecem certos fatores com quadrado e cúbico. Não usar kilômetro/hora ou km por hora. watt-hora ou watthora.6. Índices Símbolos São usados índices numéricos (2 e 3) para indicar quadrados e cúbicos. c.m)2/s2 ou (kg. Ω.. N/m2 Para representações complicadas com símbolos. Também. escrever o índice imediatamente após o símbolo.). Por exemplo. No SI. centímetro cúbico. usa-se um espaço ou um hífen para indicar a relação. mas nunca se usa um ponto (. Unidades Compostas As unidades compostas são derivadas como quocientes ou produtos de outras unidades SI.) entre cada símbolo individual. usase um ponto (. kg/m2 . Não se misturam unidades SI e não-SI. na escrita do nome por extenso. 0. kN.hora. Por exemplo.mm2/m. Por exemplo. kΩ. Exemplos: N. Não se usa por para significar por unidade ou por cada (além do cacófato). o símbolo correto para kilômetro por hora é km/h. o correto é kilômetro por hora ou km/h.metro.p. Deve-se usar símbolos sempre que a expressão envolvida for complexa. para kilograma metro quadrado por segundo quadrado.m2/s)2 os símbolos de mesma unidade podem coexistir em um símbolo composto por divisão. a unidade de momento pode ser escrita como newton metro ou newtonmetro e nunca newton. Por exemplo.h. kV/ms.kg/(s3. A palavra por denota a divisão matemática.. os prefixos podem coexistir num símbolo composto por multiplicação ou divisão.

usam-se psia e psig para indicar respectivamente. 106). 10-6. subtrair 30 antes de dividir por 2. Quando se tem uma série de valores de temperatura ou uma faixa de temperatura. Modificadores de Símbolos As principais recomendações relacionadas com os modificadores de símbolos são: Não se pode usar modificadores dos símbolos SI. é comum usar sufixos ou modificadores nos símbolos e abreviações para dar uma informação adicional. os prefixos devem ser convertidos em potências de 10 (exceto o kilograma. Em cálculos técnicos deve-se tomar muito cuidado com os valores numéricos dos dados usados. c. devendo se escrever oC e não o C. Exemplos: A temperatura em Salvador varia de 18 a 39 oC. porém. O correto é escrever 10 A cc ou 10 A ca. é preferível evitar esta prática. deve-se usar o nome por extenso. pode ser escrito de modo arbitrário. O ângulo de inclinação é 27o.. Incorreto: A ferramenta tem 44 mm de largura e 1. É tecnicamente correto usar prefixos SI com os nomes e símbolos. é incorreto colocar sufixos para identificar a medição. Deve-se usar a notação científica para simplificar os casos de tabelas ou equações com valores numéricos com vários dígitos antes do marcador decimal e para eliminar a ambigüidade da quantidade de dígitos significativos. kPa (kilopascal) para pressão kg/m3 (kilograma por metro cúbico) para densidade absoluta. As leituras do termômetro são: 100. Exemplos: Correto: A ferramenta tem 44 mm de largura e 1500 mm de comprimento. a não ser que a diferença em tamanho seja extrema ou uma norma técnica o requeira.. Exemplos: Escrever kJ/s e não J/ms Escrever kJ/kg e não J/g Escrever MJ/kg e não kJ/g Não se misturam de prefixos. Exemplos: 5 MJ = 5 x 106 J 4 Mg = 4 x 103 kg 3 Mm = 3 x 106 m Devem ser evitados prefixos no denominador (exceto kg). sem violar as recomendações anteriores.26 m e não 15 m 260 mm. Quando se descreve a escala de medição e não uma medição. Usa-se 15. Quando é necessário o uso de modificadores das unidades.1 e 1000. Por exemplo.5 m de comprimento. que é uma unidade básica da massa). Não se usam unidades múltiplas ou prefixos múltiplos. Porém. Nas unidades inglesas. Não se deve deixar espaço entre o e C. pois os nomes resultantes são confusos e difíceis de serem reconhecidos.c. Usar kilograma e não kilo Usar megohm e não megs A maioria das temperaturas é dada na escala Celsius. Como o modificador não é SI. Um método simples para comparar altas temperaturas Celsius com temperaturas Fahrenheit é que o valor Celsius é aproximadamente a metade da temperatura Fahrenheit. Ângulo e Temperatura Os símbolos de grau (o) e grau Celsius (oC) devem ser usados quando se escreve uma medição. dc ou corrente contínua. Uso de Prefixo Deve-se usar os prefixos com 10 elevado a potência múltipla de 3 (10-3. para diferenciar a corrente contínua da alternada. 3. Por exemplo. 103. 150 e 200 oC. Por exemplo. Usar pressão absoluta de 13 kPa ou 13 kPa (absoluta) e não 13 kPaA ou 13 kPaa. Exemplos: Usar pressão manométrica de 13 kPa ou 13 kPa (manométrica) e não 13 kPaG ou 13 kPag. como grau Celsius (oC). O erro percentual nesta aproximação é relativamente pequeno para valores Fahrenheit acima de 250.11. Para evitar erros nos cálculos. usar o símbolo de medição somente após o último valor.Sistema Internacional 3. a escala Kelvin é usada somente em aplicações científicas. ele deve ser separado do símbolo ou então escrito por extenso. No sistema SI. Exemplo: A temperatura normal do corpo humano é 36 oC. isto fornece uma precisão razoável até valores Fahrenheit de -40. Para valores menores. Psia significa pound square inch absolute e psig significa pound square inch gauge. como cc. kelvin (K) e grau angular (o). usam-se: mm (milímetro) para desenhos.10. usa-se miligrama (mg) e não microkilograma (µkg) Não usar um prefixo sem a unidade.Exemplos: Os ângulos devem ser medidos em graus e não em radianos. com o modificador separado do símbolo. Por exemplo.9. 11 . Quando conveniente escolhem-se prefixos resultando em valores numéricos entre 0. não se usam Acc ou Aca. 3. É preferível ajustar o coeficiente numérico para não usar o prefixo. pressão absoluta e manométrica.

não há dificuldade em determinar a quantidade de algarismos significativos dos seguintes números: 708 3 algarismos significativos 54. no número 2345. para evitar de dar uma impressão errada de sua exatidão.9 4 algarismos significativos 0.9 3 algarismos significativos 3. os zeros são necessários para posicionar a vírgula e dar a ordem de grandeza do número e por isso pode ser ou não significativo. ele possui quatro algarismos significativos. Qualquer dígito. os algarismos significativos devem indicar a qualidade da medição ou computação sendo apresentada. Algarismo ou dígito significativo em um número é o dígito que pode ser considerado confiável como um resultado de medições ou cálculos. 8 e 9. um tipo de exatidão que é raramente possível na prática da engenharia. As calculadoras e computadores podem apresentar os resultados com muitos algarismos.6 2 algarismos significativos 8. quando incluído em um número. Os microcomputadores se tornam uma parte dominante da tecnologia. tolerância. porém o resultado final deve ter o número de algarismos significativos de acordo com os dados envolvidos. 3. por que ele depende de problemas particulares e envolve outros conceitos de algarismos significativos. Algarismos Significativos 4. Algarismo Significativo e o Zero O zero nem sempre é algarismo significativo.a. Por exemplo. Conceito Dígito é qualquer um dos numerais arábicos 0. Para qualquer número associado à medição de uma grandeza.830 06 5 algarismos significativos Em um número. devese ter em mente que os números sendo usados tem somente um valor limitado de precisão e exatidão. Introdução O mundo da Metrologia é quantitativo e depende de números. 4. pois ele pode ser usado como parte significativa da medição ou pode ser usado somente para posicionar o ponto decimal. Atualmente.2. Porém. O algarismo significativo correto expressa o resultado de 12 . 1. Por exemplo. O status do zero é ambíguo. 6. O número de algarismos significativos em um resultado indica o número de dígitos que pode ser usado com confiança. mecânica ou térmica. dígito mais significativo é o mais à esquerda. 4. Também no número 20 000 os zeros são necessários para dar a ordem de grandeza do número e por isso nada se pode dizer acerca de ser ou não ser significativo. O número de dígitos que podem ser apresentados é usualmente muito menos que 8.007 é 4. dados e cálculos. 4.1. Assim o status do zero nos números 20 000 e 0. entre 1 e 9 e todo zero que não anteceda o primeiro dígito não zero e alguns que não sucedam o último dígito não zero é um algarismo significativo.04 3 algarismos significativos 980. ou 110 V (ca) e não 110 V CA ou 110 V ca. 2. uma medição de forma consistente com a precisão medida. para voltagem de corrente alternada. Os algarismos significativos são todos aqueles necessários na notação científica. 2 é o dígito mais significativo e 5 é o menos significativo.0007 for a indicação de um instrumento digital. Usar kJ e não kJt (kilojoule termal). resolução e conversão. Exemplos: Usar MW e não MWe (potência elétrica ou megawatt elétrico). não apenas para os engenheiros mas para toda sociedade. Fazendo isso. 7. no número 0.Sistema Internacional Sempre deixar espaço após o símbolo da unidade SI e qualquer informação adicional. precisão. 5.301 os dois zeros são significativos pois estão intercalados entre outros dígitos. Por exemplo. que executam desde operações simples de aritmética até operações que um engenheiro nunca seria capaz de fazer manualmente. deduz-se que o resultado é exato até 8 dígitos. A potência e a energia são medidas em uma unidade SI determinada e não há necessidade de identificar a fonte da quantidade.3. se o número 0. A quantidade de algarismos significativos está associado à precisão. Quando se apresenta o resultado de um cálculo de engenharia. Quando se executam cálculos de engenharia e apresentam-se os dados. exatidão e ao método de obtenção destes dados e resultados. geralmente se copiam 8 ou mais dígitos do display de uma calculadora. desde que 100 watts é igual a 100 watts. Exemplo: Usar 110 V c. o dígito menos significativo é o mais à direita. independente da potência ser elétrica. Porém. os cálculos são feitos com calculadoras eletrônicas e computadores. no número 804.0007. Os dados de engenharia e os resultados de sua computação devem ser apresentados com um número correto de algarismos significativos. por que o zero também é usado para indicar a magnitude do número.

Por exemplo. Por exemplo: 1.0) x 10-4 = 4.23 x 109) x (5.000 x 10-3 7. as vezes.41 x 10-4 + 3.0 x 10-4 = (1.0007 e 20 000 possuem apenas 1 algarismo significativo.1) x 103 g Se o quarto dígito decimal é o duvidoso.000 000 12 = 1. 0.2 x 10-7(2 dígitos significativos).000 000 000 051 = 0. como o produto de um número entre 1 e 10 e uma potência conveniente de 10.000 0 x 103. 20 000 = 2 x 103 20 000 = 2. Assim.000 00 x 10-3 -3 Pode-se visualizar o expoente de 10 da notação científica como um deslocador do ponto decimal.4. seja a multiplicação dos números: 1 230 000 000 x 0. o expoente +7 significa mover o ponto decimal sete casas para a direita.000 x103 1 dígito significativo 2 dígitos significativos 3 dígitos significativos 4 dígitos significativos 10 000 000 = 1. se diz que 0. Quando não há informação adicional. se o número 20 000 for escrito na notação científica como 2. os zeros não são necessários para definir a magnitude deste número mas são usados propositadamente para indicar que são significativos e por isso 2. os números acima podem ser escritos como: 4.063 É mais conveniente usar a notação científica: 13 .00 x 107 (3 dígitos significativos) 0. De modo análogo. deve-se escrever M = (1. para expressar diferentes dígitos significativos: 7 x 10 7.8 ± 0. ele terá 5 dígitos significativos. A ambigüidade do zero em números decimais também desaparece. cortando os zeros no fim dos inteiros quando não forem significativos ou mantendo os zeros no fim dos inteiros. Deste modo. quando forem significativos. a fim de se obter os mesmos expoentes de 10.2 + 0. Por exemplo. a não ser que se tenha o erro absoluto máximo de 1 g. o correto é escrever M = (1. No número 2. perde-se o conceito de algarismos significativos.800 ± 0. o número deve ser escrito na notação científica.700 possui quatro dígitos significativos. 1800 g significa (1800 ±1) g.2 x 10-4 + 4.0 x 103 20 000 = 2. Na notação científica. que é o menor número de algarismos das parcelas usadas no cálculo.00 x 103 20 000 = 2. o expoente -7 significa mover o ponto decimal sete casas para a esquerda.3 x 10-3 = 1. então. (1.001) x 103 g 1 dígito significativo 2 dígitos significativos 4 dígitos significativos 6 dígitos significativos A notação científica serve também para se escrever os números extremos (muito grandes ou muito pequenos) de uma forma mais conveniente Por exemplo. Quando não se tem esta precisão e quando há suspeita do segundo dígito decimal ser incorreto.41 + 3. quando se escreve os números na notação científica. é conveniente colocá-los em forma não convencional com o objetivo de fazer contas de somar ou subtrair. Para fazer manualmente os cálculos de números escritos na notação científica.1 x 10-11) = 6.567 000 possui 6 algarismos significativos. com um número entre 1 e 10 seguido pela potência de 10 conveniente.6 x 10-4 Deve-se evitar escrever expressões como M = 1800 g. Os zeros à direita. A multiplicação dos números com potência de 10 é feita somando-se algebricamente os expoentes. pois se os três zeros foram escritos é porque eles são significativos. Por exemplo. os números são escritos em uma forma padrão.2 x 10-4 + 0.0 x 10-3 7. Rigorosamente..700. o resultado final é arredondado para dois algarismos significativos. em números decimais só devem ser escritos quando forem garantidamente significativos.007 pode ser escrito de diferentes modos.Sistema Internacional ambíguo e mais informação é necessária para dizer se o zero é significativo ou não. Nesta operação.3 x 10-2 Na multiplicação acima. o número decimal 0.1 x 10-5 + 0. Notação científica Para eliminar ou diminuir as ambigüidades associadas à posição do zero. Usar a quantidade de algarismos significativos válidos no número entre 1 e 10. Estas formas são obtidas simplesmente ajustando simultaneamente a posição do ponto decimal e os expoentes.

Alguém poderia ler 1. pois a espessura cai exatamente no terceiro traço depois de 0. A leitura da segunda escala será 6.45 V. 1. três algarismos significativos. pois está entre 6 e 7. a primeira escala indicará 6. Os algarismos confiáveis são apenas o 1 e o 4. Na medição 1. 2(c). Para medir o mesmo comprimento.Sistema Internacional 4. Para fazer a medição da distância X.2 . É possível se ler 0. muito próximo de 6. o dígito 4 é garantido e no número 1.6 ou 48.20 pois a leitura cai entre as divisões 2 e 3. O voltímetro analógico (a) indica uma voltagem de 1. é clássico se usar a escala vernier.2. medidores de pequenas dimensões. primeiro Fig. observar a escala da Fig. Também poderia ser lido 6. Fig. O último algarismo.5. que possui duas partes: a unidade principal e a unidade decimal são lidas na escala superior e a unidade centesimal é lida na escala inferior.21 ou 6.49 e a leitura estaria igualmente correta. A segunda escala é dividida em unidades um pouco menores que as unidades da principal. Observar as três indicações analógicas apresentadas na Fig. 3. 2(b) possui apenas dois algarismos significativos. Para que o dígito 4 seja garantido é necessário que haja qualquer outro algarismo duvidoso depois dele. deve-se ter novo medidor com uma escala maior e com maior número de divisões.4500. É errado dizer que a indicação é de 1. pois está se superestimando a precisão do instrumento.Várias escalas de indicação 14 . Na Fig. pois é escolhido arbitrariamente. Se pudesse perceber o ponteiro entre o terceiro e o quarto traço. A leitura de 6. tem-se duas escalas de mesmo comprimento. As medições da Fig. é impreciso dizer que a indicação é de 1.26.450 ou 1. O voltímetro com uma escala com esta graduação pode dar. no máximo.5 ou qualquer outro dígito extrapolado entre 0 e 9. a segunda escala possui maior número de divisões. Na Fig. para melhorar a precisão da medida. Algarismo Significativo e a Medição Todos os números associados à medição de uma grandeza física devem ter os algarismos significativos correspondentes à precisão do instrumento de medição. a medição poderia ser 0.45. 5. A escala vernier é uma segunda escala que se move em relação à principal. A medição da Fig. 2 (b) tem-se a medição de uma espessura por uma escala graduada. Escalas de mesmo tamanho mas com diferentes divisões entre os dígitos. é duvidoso e foi arbitrariamente escolhido. 2(a) e 1(c) possuem três algarismos significativos e o terceiro dígito de cada medição é duvidoso.22. o último é estimado e duvidoso. a indicação é 48. 1.2 e a medição possui apenas dois algarismos significativos. Em paquímetros e micrômetros. que seria igualmente aceitável. Do mesmo modo. Para se ter medições mais precisas. Na Fig.2 onde o dígito 2 é o duvidoso. Por exemplo.3 estaria igualmente correta.4 o dígito 4 é duvidoso.265 e a medição teria três algarismos significativos. 3. também muito próximo de 2. porém.3. com um maior número de algarismos significativos.4 pois é agora está se subestimando a precisão do indicador e não usando toda sua capacidade.

pois se entende que o 2 é um número inteiro exato.3499 Ω < R < 1. os engenheiros e técnicos não estão preocupados com os algarismos significativos.3500 Ω. o odômetro do carro. Devem ser seguidas regras para apresentar e aplicar os dados de engenharia na medição e nos cálculos correspondentes. Obviamente. uma contagem dos pulsos correspondentes. 1. o raio de um circuito é a metade do diâmetro e se escreve: r = d/2.46. que é a linha da escala inferior que se alinha perfeitamente com a linha da escala principal. 800 m. Poucas maratonas no mundo são reconhecidas e certificadas como de 42 195 km. o último dígito é o também duvidoso.4. melhor a precisão do instrumento.06 e a medição final de X é 4. A distância desta pista foi medida com uma fita métrica.5. Para a outra resistência de R = 1. sejam exatos. Porém. de modo que elas indicam 0.35 Ω.454 kilograma. a precisão do instrumento eletrônico digital está relacionada com a qualidade dos circuitos que convertem os sinais analógicos em pulsos ou na geração dos pulsos. O indicador analógico mede uma variável que varia continuamente e apresenta o valor medido através da posição do ponteiro em uma escala. Nos displays digitais.6 km. 5000 m e 10 000 m. 1. Instrumento digital 4 ½ dígitos 15 . Neste caso. As corridas de pista são de 100 m. Por exemplo. Neste caso. quem corre 10 000 metros em uma pista olímpica de 400 metros. não se pode dizer que o indicador digital não apresenta erros. Um indicador digital com quatro dígitos pode indicar de 0. Por exemplo.3048 metro ou 1 libra = 0. Quem corre 10 km numa corrida de rua correu aproximadamente 10 000 metros. um instrumento pode ter display analógico ou digital. o dígito 1 é usado sozinho. Quanto maior a quantidade de dígitos. O indicador digital conta dígitos ou pulsos. 15 km e 21 km.6. Porém. os zeros são significativos e servem para mostrar que é possível se medir com até quatro algarismos significativos. porém isso não significa 89. Também os indicadores digitais possuem uma precisão limitada. As vezes.000 m. a eletrônica pode contar pulsos sem erros. Se o odômetro tivesse 6 dígitos. Outra confusão que se faz na equivalência se refere ao número de algarismos significativos. Por exemplo.36 Ω.3501 Ω Se o resultado de um cálculo é R = 1. O erro admissível para o último dígito decimal não deve exceder a 1. Por exemplo. Depois a leitura continua no centésimo. Ou seja. 1. com medição de 100 metros.0000. melhor a precisão do instrumento e maior quantidade de algarismos significativos do resultado da medição. deve ter corrido exatamente 10 000 metros. pois a medição desta distância é complicada e cara. que são 4. o valor é sempre aproximado e deve ser escrito de modo que todos os dígitos decimais. Fig. Quando o indicador digital apresenta o valor de uma grandeza analógica. Na expressão da medição. Por exemplo. graduada em centímetros. ou seja. é direto o entendimento da quantidade de algarismos significativos.35 Ω é diferente de uma resistência de 1. Na equação. exceto o último. tem-se erro de ±0. Neste exemplo. uma resistência elétrica de 1. Algarismo Significativo e o Display Independente da tecnologia ou da função.423 000 metros. ele indicaria 89 423. pois ele deveria ter 8 dígitos. O indicador com 4 dígitos possui 4 dígitos significativos. não é necessário escrever que r = d/2.000 metros porém há diferenças práticas.001 até 9999. Na prática. 1 km equivale a 1. pois é possível haver erros na geração dos pulsos.358 Ω e o terceiro dígito depois da vírgula decimal é incorreto. O mesmo se aplica quando se usam números inteiros em equações algébricas.3500 Ω a precisão é de 0. Quanto maior a escala e maior o número de divisões da escala. elas se alinham na 6a linha. deve-se escrever R = 1.36 Ω. Outras vezes. é o dígito que está continuamente variando. O indicador digital apresenta o valor medido através de números ou dígitos.423 km rodados. Com a resistência elétrica de R = 1.01 Ω.Sistema Internacional se lê as unidades à esquerda da linha de indicação da régua. quando se diz que 1 pé = 0. as corridas de atletismo de rua tem distâncias de 10 km. A distância foi medida por carro. por bicicleta com hodômetro calibrado ou por outros meios. Atualmente. as regras não se aplicam. com 5 dígitos pode indicar 89.34 Ω < R < 1. 4. internamente há uma conversão analógico-digital e finalmente. não é possível dizer que a distância é exatamente de 10.0001 Ω. ou seja. porém.

Estes instrumentos.145. onde a precisão resultante do sensor. Para se fazer esta calibração. indica o máximo erro relativo.1 = 1).3% a 0. Os instrumentos da oficina devem ser calibrados por outros de laboratórios do fabricante ou laboratórios nacionais.1875" pode realmente ser muito precisa. que é aproximadamente 100% de 9999 (20 000/10 000). que são montados permanentemente no processo. É fundamental entender que a precisão do padrão de referência deve ser melhor que a do 4. A precisão pretendida de um valor deve se relacionar com o número de algarismos significativos mostrados.Sistema Internacional Em eletrônica digital. porque 1% + 0. Algarismo Significativo e a Tolerância O número de dígitos decimais colocados à direita da vírgula decimal indica o máximo erro absoluto. eles foram calibrados. na medição de temperatura com termopar. desde que o último algarismo significativo é 0. instrumento sob calibração. Por exemplo. na instrumentação. fontes de alimentação.01. Quando se usa um padrão de 1% para calibrar um instrumento de medição com precisão de 1%. dos fios e da junta de compensação são da ordem de unidades de grau Celsius. 4.2 ou 100. onde a precisão da medição inclui a precisão do sensor. Por exemplo. a precisão do padrão deve ser entre quatro a dez (NIST) ou três a dez (INMETRO) vezes melhor que a precisão do instrumento sob calibração. devem ser usados também instrumentos de medição. Mesmo os instrumentos de medição. para que ele seja confiável. décimo ou centésimo de grau Celsius. no máximo. da junta de compensação e do display. o erro do instrumento de medição permanece em 1%. amperímetros. sobe-se na escada de calibração. Quando previsto pelo plano de manutenção preventiva ou quando solicitado pela operação. Além da precisão do padrão de referência. Por exemplo. que não incluem os zeros à esquerda do primeiro dígito significativo.01 = 0. menor é o erro relativo. o erro do instrumento de medição passa para 2%. por exemplo.8.01 + 0. A precisão é mais ou menos a metade do último dígito significativo retido. Por exemplo. 2. manômetros. Por exemplo. é possível se ter indicadores com 4 ½ dígitos.135 e 2. fios e junta de compensação é da ordem de ±5 oC. O mesmo raciocínio vale para um display analógico. Se arredondado ou não. O indicador com 4 ½ dígitos pode indicar.4 oC pois a incerteza total da malha é da ordem de ±5 oC.7. Assim.1% = 1% (1+ 0. 19 999. Quanto melhor? A resposta é um compromisso entre custo e precisão. Pode haver dois problemas: 1.14 pode ter sido arredondado de qualquer número entre 2. Não faz sentido ter um display indicando 98. O meio dígito está associado com a percentagem de sobrefaixa de indicação e somente assume os valores 0 ou 1. mesmo os instrumentos padrão de referência devem ser periodicamente aferidos e calibrados. também deve existir uma consistência entre a precisão da malha e o indicador digital do display. o display digital basta ter 2 ½. por que 1% + 1% = 2% ou (0. no caso do quarto dígito depois da vírgula ser 16 . Acima de dez. O número total de dígitos decimais corretos. como voltímetros. Os quatro dígitos variam de 0 a 9.14 polegadas implica uma precisão de ± 0.005 polegada. também devem ser calibrados por outros da oficina. Como as incertezas combinadas do sensor. Abaixo de três ou quatro.02) Quando se usa um padrão de 0. geralmente portáteis. uma quantidade deve sempre ser expressa com a notação da precisão em mente. não faz nenhum sentido ter um display que indique.1%. termômetros. com escala e ponteiro. por exemplo.1% para calibrar um instrumento de medição com precisão de 1%. na medição de temperatura com termopar tipo J. dos fios de extensão. para calibrar um instrumento com precisão de 1%. Algarismo Significativo e Calibração Todos os instrumentos devem ser calibrados ou rastreados contra um padrão. Embora exista uma correlação entre o número de dígitos e a precisão da medição. décadas de resistência. na faixa de 0 a 100 oC. o número 2. os instrumentos começam a ficar caro demais e não se justifica tal rigor. E assim. Antes da instalação. deve-se usar um padrão com precisão entre 0. é também importante definir a incerteza do procedimento de calibração. Quantidades podem ser expressas em dígitos que não pretendem ser significativos. a incerteza do padrão é da ordem do instrumento sob calibração e deve ser somada à incerteza dele. Quanto maior o número de algarismos significativos. tem-se os instrumentos de medição e controle. Como recomendação. 101 oC. estes instrumentos são aferidos e recalibrados. A dimensão 1. o meio dígito só pode assumir os valores 0 ou 1. para indicar.

então o valor métrico correto seria de 23 m. o estabelecimento do número correto de algarismos significativos nem sempre é entendido ou feito adequadamente.1 m. Algarismo Significativo e Conversão Uma medição de variável consiste de um valor numérico e de uma unidade. quando se estabelece o valor nominal de 14. Como o valor envolvido da pressão é o nominal. a conversão de 75 ft para 22. provavelmente por causa da decimalização das frações. A literatura técnica apresenta tabelas contendo fatores de conversão com até 7 dígitos. a não ser que sejam observados alguns procedimentos corretos.0005".01) Uma regra útil para determinar a precisão indicada a partir do valor da tolerância é assumir a precisão igual a um décimo da tolerância. por que a precisão pretendida do valor não garante a retenção de tantos dígitos. O passo inicial na conversão é determinar a precisão necessária. A retenção de um número excessivo de algarismos significativos resulta em valores artificiais indicando uma precisão inexistente e exagerada.7 4. Porém.693 psi. Portanto. ele poderia ser expresso com mais algarismos significativos.9.635 ±0. A unidade da medição pode ser uma de vários sistemas. é necessário determinar uma precisão implicada aproximada antes do arredondamento.000". então é razoável aproximar o valor métrico próximo de 0. enquanto os zeros acrescentados não são significativos no estabelecimento do valor.001" . O corte de muitos algarismos significativos resulta na perda da precisão 17 . Se o arredondamento dos 75 ft foi feito para o valor inteiro mais próximo. elas são muito significativos em expressar a precisão adequada conferida. No último caso. deva ser sempre menor que a tolerância. A precisão indicada é usualmente determinada pela tolerância especifica ou por algum conhecimento da quantidade original. Todas as conversões para serem feitas logicamente. Se a precisão da medição é conhecida. considerando-se cuidadosamente a precisão pretendida da quantidade original. A determinação do número de algarismos significativos a ser retido é difícil.625 ±0. total 0. o recomendável é dizer que 75 ft eqüivalem a 23 m.325 kPa. Uma dimensão 4. Todas as conversões devem ser manipuladas logicamente. Na conversão de um sistema para outro.62 ±0. 2. Quantidades podem ser expressas omitindo-se os zeros significativos. Como a precisão indicada do valor convertido não deve ser melhor do que a do original. Se o comprimento em pés é arredondado para o valor mais próximo dentro de 5 ft.Sistema Internacional significativo ou ela pode ser uma conversão decimal de uma dimensão como 1 3/16. com uma precisão indicada de ± 0. seja um comprimento de 75 ft. A precisão final nunca pode ser melhor que a precisão da medição. O procedimento correto da conversão é multiplicar a quantidade especificada pelo fator de conversão exatamente como dado e depois arredondar o resultado para o número apropriado de algarismos significativos à direita da vírgula decimal ou para o número inteiro realístico de acordo com o grau de precisão implicado no quantidade original.7 psi para 101. necessária. onde a conversão métrica é 22. O primeiro passo após o cálculo da conversão é estabelecer o grau da precisão. obtendo-se 22. garantindo que não é nem exagerada e nem sacrificada. Converter 1 quarto de óleo para 0. com três dígitos depois da vírgula decimal. no caso em que a dimensão é dada com excesso de algarismos significativos.9 m. embora a precisão. Outro exemplo envolve a conversão da pressão atmosférica padrão. Uma dimensão de 1. do valor nominal de 14. O correto seria 4. Isto pode ser feito pelo conhecimento das circunstâncias ou pela informação da precisão do equipamento de medição. devem depender da precisão estabelecida da quantidade original insinuada pela tolerância especifica ou pela natureza da quantidade sendo medida.12. a tolerância total deve ser dividida por 10 e convertida e o número de algarismos significativos retido. A conversão de quantidades de unidades entre sistemas de medição envolve a determinação cuidadosa do número de dígitos a serem retidos depois da conversão feita.003" possui precisão de ±0. Por exemplo. pode ser a única base para estabelecer a precisão.325. A tolerância em uma dimensão dá uma boa indicação da precisão indicada.86 m.125" está escrita incorretamente. como 14.86 m é exagerada e incorreta.046 352 9 litros de óleo é ridículo. A dimensão de 2" pode significar cerca de 2" ou pode significar uma expressão muito precisa. isto fornecerá um menor limite de precisão da dimensão e alguns casos. Enfim.005 (precisão total de 0. que deveria ser escrita como 2. onde o valor métrico correspondente seria 101.

8 pode ser obtido através de dois caminhos diferentes: 1. considerou-se a massa M = 323. o erro pode ser maior se as parcelas forem arredondadas antes da soma. Para arredondar. 3. Em vez de se inventar zeros arbitrários. Em qualquer operação.3.8 g 2.722 para 5. 7. arredonde de modo que o número de algarismos significativos no resultado seja igual ao menor número de algarismos significativos contidos nas parcelas da operação.8 g. Não é necessário interromper a computação em cada Soma e Subtração Quando se expressam as quantidades de massa como M = 323. arredonde de modo que o dígito menos significativo (da direita) do resultado corresponda ao algarismo mais significativo duvidoso contido na adição ou na subtração.1 g m = 5.100. Quando se fazem as operações aritméticas. 5.88 8. Em cálculos mais complexos.455 6. 6. Somando-se os valores de (m + M) obtémse o valor correto de 328. o resultado final deve ter uma quantidade de algarismos significativos igual à quantidade da parcela envolvida com menor número de significativos. também ter bom senso e não seguir as regras rigorosamente.Sistema Internacional o valor correspondente métrico coerente é de 101.001 g. Recomenda-se usar a regra do dígito decimal de reserva. o último dígito retido permanece inalterado. garantir que os resultados finais sejam razoavelmente exatos. Arredonde o número correto de algarismos significativos.822 g é incorreto pois a precisão do resultado não pode ser melhor que a precisão da pior balança. Se as somas e subtrações estão envolvidas para posterior multiplicação e divisão. Se o dígito descartado for igual a 5.8765 8. Fazer a computação de modo que haja um número excessivo de dígitos.10. se o primeiro número descartado for maior que 5.46 6. arredondando-se os dados M = 323. Para multiplicação e divisão. estágio para estabelecer o número de algarismos significativos. arredondar quando necessário e depois fazer a somas e subtrações. O valor correto de 328. Se o dígito descartado for menor que 5. como solução de equações algébricas simultâneas. quando for necessário obter resultados intermediários com algarismos significativos extras.96 10. o número de algarismos significativos da soma é igual ao número da parcela com o menor número de algarismos significativos. deve-se seguir as seguintes recomendações.1 g m = 5. O valor 328. 2.965 10. depois de completar a computação.6 4. A balança que pesou a massa m é cem vezes mais precisa que a balança de M.7 g --------------M + m = 328.1 g. inventando-se por conta própria dois zeros.722 g --------------M + m = 328. Quando há várias parcelas sendo somadas. arredondando-se o resultado final M = 323. fazelas. considerar a precisão global e arredondar os resultados corretamente. Para combinações de operações aritméticas. Porém.8 g Deste modo. 18 . Para adição e subtração. fazer primeiro as multiplicações e divisões.822 g = 328.7. cada número no cálculo é fornecido com um determinado número de algarismos significativos e o resultado final deve ser expresso com um número correto de algarismos significativos. aumente o último número retido de 1. com apenas um dígito depois da vírgula. 1.580 1. 4. a precisão da balança de m é de 0. desprezam-se os dígitos conhecidos da medição de m. 8. Quando executar os cálculos com calculadora eletrônica ou microcomputador. Exemplos de arredondamento para três algarismos significativos: 1. A precisão da balança de M é 0. Computação matemática Na realização das operações aritméticas. usando o bom senso e deixando de lado as regras acima.1 g e m = 5. arredondando 5.722 g significa que as balanças onde foram pesadas as massas tem classes de precisão muito diferentes. Para se obter este resultado. arredondar e depois multiplicar e dividir. o último dígito retido deve ser aumentado de 1 somente se for ímpar.

5%. Quanto mais à esquerda.0 e 43.3 + 0. usam-se métodos de probabilidade para estimar o erro da soma.96 cm2 (5.71 + 4.96 + 46.14 = 201.01/300 = 0.48 ± 0. As regras da subtração são essencialmente as mesmas da soma.Sistema Internacional quando os cálculos são feitos com um dígito extra e o arredondamento é feito somente no final da soma. Deve-se tomar cuidado quando se subtraem dois números muito próximos.96 + 7.1 m É incorreto dizer que a área S = 224.3 cm2 (5. tem-se 10.9.0) 228.2 = 201.236 + 2. Exemplo 4 (327. por que. O dígito na coluna das centenas é mais significativo que o dígito na coluna das dezenas .02) O erro relativo de cada parcela vale aproximadamente 0.646 + 2.2.1521 Com qualquer método. devese considerar que o máximo erro absoluto da soma é maior do que das parcelas. Multiplicação e Divisão Quando se multiplicam ou dividem dois números com diferentes quantidades de dígitos corretos depois da vírgula decimal.1 + 21.7 + 1. os erros se somam.57 ± 0. Exemplo 5 Achar a área S do retângulo com a = 5. com três algarismos significativos.15 = 201. tem-se 132. O resultado da soma ou subtração não pode ter mais algarismos significativos ou dígitos depois da vírgula do que a parcela com menor número de algarismos significativos.06 + 20.828 = 10.7 + 1.3 x 43.96 + 46. é prudente arredondar para um dígito a menos. desprezando-se o último algarismo significativo.57) = 3.38 +8. Quando o número de parcelas é muito grande (centenas ou milhares). Na realidade.3 Usando-se a regra do dígito reserva. Ou seja.91 ± 0. Por isso. na pior situação.063321 + 20.48 + 11.14 Fazendo-se o arredondamento no final.2) N = 5+ 6+ 7+ 8 Usando-se a regra do dígito decimal reserva. O máximo erro absoluto de uma soma ou diferença é igual à soma dos erros máximos 19 . Quando há muitas parcelas. Exemplo 2 Achar a soma das raízes quadradas dos seguintes números. tomam-se os dados com precisão de 0.7 + 1. Se todas as parcelas forem arredondadas antes da soma. O erro relativo do resultado vale cerca de (0. pois a parcela 132. Exemplo 3 Determinar a soma 1.1 x 43. recomenda-se usar dois dígitos decimais reservas.27 + 0.16.001. o número correto de dígitos decimais do resultado deve ser igual ao menor dos números de dígitos decimais nos fatores. que é mais de 1000 vezes maior que o erro relativo das parcelas. dar o resultado com (n-1) algarismos significativos. temse 201. tendo-se duas quantidades com precisões de 0.01) = (0. Por exemplo. a está entre 5.2 Assim.159 Arredondando-se no final. é improvável que todos os erros se somem. o resultado mais conveniente é 33.0 + 46.(326.17 (verificar). se obtém 132. Quando se somam várias parcelas com o mesmo número de algarismos depois da vírgula decimal.1 é lógico entender que a soma ou diferença destas quantidades são determinadas com precisão de 0.274 + 0.1 e 5. quando todas as parcelas tiverem n algarismos significativos.449 + 2. com precisão de 0. que é o menor número de significativos das parcelas.33 = 33. Nestes casos. a área S está contida entre 219. pois isso provoca um grande aumento do erro relativo.01) . 2.02/0. Sem a regra do dígito decimal reserva seria 10.3 b está entre 43.003%.12 m2. Exemplo 1 Seja a soma: 132. mais significativo é o dígito.2 m b = 43.1.7 tem apenas um algarismo depois da vírgula.86 Porém. O dígito na coluna dos décimos é mais significativo que o dígito na coluna dos centésimos. o resultado final deve ter apenas um algarismo depois da vírgula. Um critério é arredondar.01 absolutos das parcelas.

não se justifica praticamente tomar valores de I.0 210.4 + 0.0 691.32 = 127.1 tem dois algarismos significativos e tem incerteza de ±0. Assim.0000 0.2 213. tomam-se as parcelas com três algarismos (com um dígito decimal reserva) e arredonda-se o resultado final para dois algarismos significativos. ambos tem dois algarismos. dado pela expressão L = 2 π r.9 666.24 I2 R t Como a constante (0.47 = 3 7. deve-se arredondar os números antes da multiplicação.1 211. 1. A precisão dos cálculos depende apenas da quantidade de dígitos decimais da medição do raio r. o valor de 2 é exato e pode ser escrito como 2. No resultado final. Resultados Operação x+y x-y x.1 = 3. calculam-se estas parcelas com o arredondamento correto.000 ou como se quiser.7 x 5.2 e 3. Os limites superiores mostrados na tabela são a soma dos limites inferiores de x e y. o erro relativo de a (5.8750 0.8 642. Se os fatores do produto são dados com quantidades diferentes de algarismos decimais corretos. limite inferior calculado 4.4. os dígitos depois do segundo algarismo significativo são duvidosos e a resposta correta para a área é: S = 2. A quantidade y = 3. com apenas dois dígitos significativos. pois podem dar a ilusão de uma precisão maior que a realmente existe.014 A quantidade x = 215 é definida por três algarismos significativos de modo que o dígito 5 é o menos significativo e duvidoso.01389 x.381 x 9.1 para estimar o valor das parcelas. Exemplo 8 Seja x = 215 y = 3.Sistema Internacional Assim. Por exemplo.24) tem dois dígitos decimais corretos.1.43 x 21. resultado calculado 2.1 = 157 Resultado final = 850 Resultado correto: 8.2 x 102 cm2 O número de dígitos decimais corretos e o máximo erro relativo indicam qualidades semelhantes ligadas com o grau de precisão relativa.0 66.1) é muito maior que o de b ( 43. No exemplo do cálculo da área do retângulo.y Resultado 218 212 6.5 x 102 O cálculo com dígitos desnecessários é inútil e pode induzir a erros. As constantes não afetam o número de dígitos decimais corretos no produto ou divisão. então o limite superior é 216 e o inferior é 214. através de Q = 0. Nenhum dos graus de precisão deve ser muito menor ou maior do que o correto. o resultado deve ter (n-1) dígitos decimais corretos.7x102 69 0. S tem a mesma quantidade de algarismos significativos que a.32 x 5. Exemplo 6 Calcular o calor gerado por uma corrente elétrica I percorrendo uma resistência R durante o tempo t. limite superior calculado 3.01442 Limite sup 219. o perímetro do círculo com raio r. se deve considerar só um dígito duvidoso.y x/y y/x Resultado 218. Exemplo 7 Calcular D = 11. o resultado final só poderá ter dois dígitos depois da vírgula.5 69. quando há mais que 4 fatores com igual número de dígitos decimais corretos (n). variando entre 3. 11. A multiplicação ou divisão de números aproximados provocam a adição dos erros relativos máximos correspondentes.43 x 21.0 ou 2. Como ele é incorreto por ±1.2 72. que é descartado no arredondamento do resultado final.3548 0.01495 Limite inf 217. O número π também é conhecido e a quantidade de significativos pode ser tomada arbitrariamente.3. e quando possível. Como 5. resultado final correto Tab.4 = 690 0.381 x 9.1 Calcular: x+y x-y x/y y/x determinando: 1. R e t com mais de três dígitos decimais corretos (o terceiro dígito já é o decimal reserva a ser descartado no final).1) e por isso o erro relativo da área S é aproximadamente igual ao de a. deixando um algarismo decimal reserva. Todos os graus de precisão devem ser coerentes entre si e em cada estágio dos cálculos.1 + 7.4 possui apenas dois algarismos significativos. 20 .

Esta regra tem somente uma exceção importante. Assim. que é o produto de 10 x 10.11. os dígitos 1. A incerteza da grandeza resultante é igual à derivada parcial da grandeza principal em relação a uma grandeza vezes a incerteza desta grandeza mais a derivada parcial da grandeza principal em relação a outra grandeza vezes a incerteza desta outra grandeza.19 (81) +21 (121). Uma expressão como velocidade medida = 6 051. O mesmo argumento poderia ser usado se o primeiro número for 2.0312 956 m/s2 A expressão correta seria gmedida = 9. Por exemplo. se um cálculo resulta em uma incerteza final de δx = 0. ∆z = y ∂f ∂f +x ∂x ∂y 21 . é estupidez expressar o resultado da medição da aceleração da gravidade g como gmedida = 9. Algarismos e resultados Devem ser estabelecidas algumas regras para determinar as incertezas para que todas informações contidas na expressão sejam entendidas universalmente e de modo consistente entre quem escreve e quem lê. Ou seja. um arredondamento para δx = 0. Assim que a incerteza na medição é estimada. Uma conseqüência prática desta regra é que muitos cálculos de erros podem ser feitos mentalmente.1 é uma redução proporcional muito grande de modo que é razoável reter dois algarismos significativos para expressar δx = 0. a expressão correta seria velocidade medida = 6050± 30 m/s Regra para expressar resultados O último algarismo significativo em qualquer expressão do resultado deve ser usualmente da mesma ordem de grandeza (mesma posição decimal) que a incerteza. o valor com a tolerância é de 100 . Outro modo de se chegar a este resultado é considerar que cada lado de 10 ± 1 metro varia de 9 a 11 metros e por isso as áreas finais variam de um mínimo de 81 (9 x 9) e um máximo de 121 (11 x 11) e como a área nominal é de 100. A incerteza de 30 significa que o dígito 5 pode ser realmente tão pequeno quanto 2 ou tão grande quanto 8. 7 e 8 que vem depois do 5 não tem nenhum significado prático. então é recomendável se manter dois algarismos significativos em δx. obviamente ela não deve ser estabelecida com precisão excessiva. porém a redução não é tão grande (metade da redução se o algarismo fosse 1). quando z = f(x.03 m/s2 Regra para expressar incertezas: Incertezas industriais devem ser quase sempre arredondadas para um único algarismo significativo. Por exemplo.Sistema Internacional Exemplo 9 Determinar a área de um quadrado com lado de (10 ±1) metro. Como a quantidade δx é uma estimativa de uma incerteza. A área nominal do quadrado é igual a 100. os algarismos significativos do valor medido devem ser considerados.78 ± 30 m/s é certamente bem ridícula. Claramente. Porém.82 ± 0. Se o primeiro algarismo na incerteza δx é 1.14. sem uso de calculadora ou mesmo de lápis e papel. de modo que a incerteza total da área do quadrado é de ±21 metros! Chega-se a este resultado multiplicando-se 10 ± 1 por 10 ± 1: 10 ± 1 10 ± 1 _____ 100 ± 10 ±10 ± 1 _________ 100 ± 20 ± 1 portanto 100 ± 21 ou mais rigorosamente (100 -19 + 21) m2. y) com x = x ± ∆x y = y ± ∆y a incerteza ∆z é igual a 4.82 ± 0.14. a incerteza de ±1 metro em cada lado do quadrado é multiplicada pelo outro lado. em matemática. Este exemplo é interessante pois é análogo ao cálculo da incerteza de uma grandeza que depende de duas outras grandezas.

g/cm3. A incerteza em qualquer quantidade medida tem a mesma dimensão que a quantidade medida em si.4 então ficaria 78.DOC 22 SET 98 (Substitui 05 ABR 98) 22 . faz o último arredondamento para eliminar o algarismo extra insignificante.04 seria arredondada para 78.43 com uma incerteza de 0. quaisquer números usados nos cálculos intermediários devem normalmente reter. Exemplo densidade medida = 8.05 g/cm3 ou densidade medida = (8.4 Se a incerteza fosse de 4. Por exemplo: corrente medida = (2.54 ± 0. no mínimo. com números associados a potências de 10. para uma expressão de resultado 78.43 ± 0. Assim. No final dos cálculos.4 ± 0. é também mais simples e claro colocar o resultado e a incerteza na mesma forma.23 ± 0.05) g/cm3 Quando se usa a notação científica.54 x 10-6 ± 2 x 10-8 A Apostilas\Metrologia 2SistemsSI. se a incerteza fosse de 40.04 Se a incerteza fosse de 0. V. A. um algarismo a mais do que o finalmente justificado. a expressão ficaria 78 ± 4 Finalmente.Sistema Internacional Por exemplo. seria 80 ± 40 Para reduzir incertezas causadas pelo arredondamento.23 ± 0.02) x 10-6 A é mais fácil de ler e interpretar do que na forma: corrente medida = 2. escrevendo as unidades (m/s2. oC ) após o resultado e a incerteza é mais claro e mais econômico.

2. 2. 4. nem o valor exato da medição e nem o erro associado com a medição pode ser conhecido exatamente. A estatística permite olhar os dados de modos diferentes e tomar decisões objetivas e inteligentes quanto à sua qualidade e uso. É ele que faz a medição e espera-se que ele não influa no valor da medição feita. a partir de um conjunto limitado de medições. Mostrar o tratamento das medidas com grandes desvios. Nenhuma informação nova é criada pela estatística. desvio. controlar a qualidade da mão de obra e dos materiais produzidos na indústria. Apresentar os diferentes tipos de desvio: desvio do valor médio. de população e da amostra. Um dado individual é imprevisível e aleatório. pressão ambiente. controlar e determinar os erros da medição 2. entender e calcular melhor as incertezas associadas à medição 4. Apresentar os intervalos de confiança da medição.1. descrição. 7. Estatística Inferencial 1. facilitar a coleta de dados adequados e confiáveis relacionados com a medição 3. 6. o erro provável de uma medição e 3. flutuação. organização. o valor mais provável de uma medição. Estas condições incluem a temperatura. grupos de dados aleatórios são previsíveis e determinísticos. 8. 1. alimentação externa. Apresentar os fundamentos de estatística aplicados à medição. Porém. Mostrar as expressões matemáticas e significados físicos das diferentes médias: aritmética. 23 . Estatística da Medição Objetivos de Ensino 1. O equipamento de suporte do instrumento de medição incluem outros instrumentos auxiliares. Os métodos estatísticos podem ser úteis para determinar 1. Mostrar a distribuição normal e suas propriedades. Por exemplo. 3. como média. entender. O operador é quem faz a medição e toma nota do resultado. choque mecânico. Ele pode cometer erros grosseiros e acidentais nestas tarefas. As incertezas e os erros da medição devem ser tratados metodicamente para que as medições práticas tenham alguma utilidade e confiabilidade. Por isso. A confiabilidade da medição não depende somente das variações nas entradas controladas mas também das variações em fatores incontrolados e desconhecidos. A metrologia usa estatística por vários objetivos: 1. ponderada e geométrica. A estatística é a parte da matemática que fornece um método organizado para manipular dados que apresentem variações aleatórias. 1. existe o princípio desconfortável da indeterminação. Conceituar o método de regressão para curvas de calibração. Introdução A premissa básica da metrologia é: nenhuma medição é sem erro. Ou na lógica positiva: toda medição possui erro. distribuição. As condições de contorno do instrumento de medição podem influir no seu desempenho. O instrumento de medição é o elo mais importante de toda o sistema de medição.2. Na metrologia. O tratamento estatístico de um conjunto de dados permite fazer julgamentos objetivos relacionados com a validade de resultados. faixa de variação e intervalo. umidade. A estatística revela somente a informação que já está presente em um conjunto de dados. análise e interpretação de dados numéricos. 2. como na física. Conceito A ciência da estatística envolve a coleta. o valor da incerteza na melhor resposta obtida. vibração. Conceituar os parâmetros de medida da precisão: desvio padrão e variância. 5.

A estatística inferencial pode 1. nova calibração do instrumento de medição 4. problemas. novo ajuste do equipamento 3. instalações. instrumentos. Estas variações são causadas por diferenças em materiais. quando se lançam dois dados. festa de Carnaval. A experiência mostra que há diferenças definidas detectáveis entre o padrão natural e o não natural. tipicamente a média aritmética. As variações aleatórias podem ser uma conseqüência natural das experiências ou uma inevitável deficiência do sistema de medição das variações de processo e a estatística tem meios de identificar e separar estas causas. Fig.1. que devem ser eliminadas. jogo da seleção brasileira de futebol 6. Por exemplo. 2. 4+3). 2. definir o intervalo em torno da média de um conjunto dentro do qual a média da população deve estar. A análise estatística não melhora a precisão de uma medição. A soma 2 (1+1) ou 12 (6+6) é menos provável que a soma 7 (6+1. a análise estatística de dois métodos de medição diferentes pode demonstrar a discrepância entre eles.Estatística da Medição o lançamento de um único dado é aleatório e não determinístico. O objetivo do tratamento estatístico não é o de eliminar a variabilidade das medições . material diferente da batelada. determinar o número de medições replicadas necessárias para garantir. os erros aleatórios aparecem como um espalhamento em torno da média destas medições. 3. Assim. Porém. se um instrumento está com um erro de calibração de zero. substituição do operador 5. que devem ser consideradas e pelas variações das características do sistema de medição. é possível encontrar as causas das anormalidades. Inferência estatística 1. variância e espalhamento das medições. 5+2. Qualquer um dos lados. deve-se cuidar de eliminar ou diminuir os erros sistemáticos e evitar os erros de operação. com uma dada probabilidade. antes de fazer o tratamento estatístico dos erros aleatórios. Variabilidade da Quantidade As medições repetidas de um mesmo valor exibem variações. A estatística descritiva usa tabelas. é igualmente provável. As medições de uma mesma variável do processo tendem a se agrupar em torno de um valor central. As leis da probabilidade usadas pela estatística se aplicam somente em erros aleatórios e não nos erros sistemáticos ou do operador. É possível descobrir e estudar estas diferenças por meio de cálculos simples baseados na estatística. gráficos e métodos numéricos para resumir conjuntos de dados da população total ou de amostras. Às vezes.o que é impossível . Quando se faz apenas uma medição sujeita aos erros aleatórios. condições. 12-3-4-5-6. 24 . por uma ou pela combinação das seguintes causas: 1. que é a tomada múltipla e repetida da medição em valores individuais da quantidade. que uma média experimental caia dentro de um intervalo predeterminado em torno da média da população.3. Assim que se conhece o padrão natural. São João ou Natal. manipular os dados da calibração. a soma dos lados já é determinística e não aleatória. equipamentos. Porém. maior que todas as outras. ocorre uma variação não usual. A base da estatística na medição é a replicação. Quando se fazem muitas medições repetidas da mesma quantidade. um tratamento estatístico não removerá este erro. O espalhamento é causado pelas variações da medição. decidir se um valor distante no conjunto de resultados replicados deve ser mantido ou rejeitado no cálculo da média para o conjunto.mas o de restringir esta variabilidade dentro de limites economicamente realizáveis e estabelecer graus de probabilidade de sua localização. operações. 4. Geralmente se tem muitas variações pequenas e poucas grandes variações (diagrama de Paretto). com uma dada probabilidade. A precisão de um instrumento que descreve a concordância entre várias medições replicadas pode ser medida através dos parâmetros estatísticos como desvio padrão. 2. reações psicológicas e condições climáticas. obtém-se pouca informação.

Por exemplo. Ninguém escreve a letra a duas vezes do mesmo modo. 70 e 80 anos. firmas. 2. resultando na vantagem de assumir um risco definido de aceitar uma pequena percentagem de alguns dados com não-conformidade em troca da grande redução do custo e do tempo de inspeção. De qualquer modo. As pessoas vivem até diferentes idades. Embora a amostra seja representativa. tirada aleatoriamente do universo de modo que o represente. A experiência mostra que a distribuição e a flutuação estão relacionadas estatisticamente. Muitos tipos de inspeção de 100% não eliminam todos os produtos fora de conformidade. As companhias de seguro podem prever com precisão a percentagem de pessoas que viverão até 50. Outro exemplo. devese assumir que o conjunto de dados que formam uma amostra representa a população infinita de resultados. 3. 2. a distribuição tende a ter certas características estáveis. 2. Muita inspeção de aceitação é por amostragem. através de distribuições de amostras. Estes erros devem ser minimizados ou então previstos. 3. As leis da estatística se aplicam estritamente a uma população formada apenas de dados aleatórios. Geralmente a inspeção de 100% é impraticável e antieconômica. Ninguém sabe quanto tempo ele viverá. Se as causas que produzem as medições permanecem inalteradas. segundo uma lei ou função de distribuição. Como resultado. O padrão ou formato desenhado pelas medições agrupadas é chamado de distribuição da freqüência. a distribuição observada tende a se aproximar de um limite estatístico. Por exemplo. A amostra deve ser aleatória. que se tornam ainda mais definidas quando se aumenta o número de medições. coletam-se certos dados: olhase o céu. há uma alta probabilidade de se cometer erros na entrada de dados na calculadora ou no computador. quando se faz a computação estatística de um número muito elevado de dados (milhares). O grafologista sabe reconhecer a letra de uma pessoa. incluindo a previsão do rádio de "30% de probabilidade de haver chuva". Partindo-se dos parâmetros da amostra. A incerteza não implica falta de conhecimento. a estimativa estatística acerca do valor dos erros aleatórios também está sujeita a incerteza e por isso ela é expressa somente em termos de probabilidade. Trabalhar com amostras em vez de estudar a população total é uma técnica bem estabelecida e usada. Não se pode saber como o próximo a será diferente do último. da população de onde ela foi retirada. Um evento aleatório é aquele em que as condições são tais que cada membro da população tem uma chance igual de ser escolhido. 60. preços. Se o sistema de causa é constante. quando se sai de casa. indivíduos. escuta-se a televisão. há erros de amostragem. Em qualquer decisão que se toma. Neste exemplo. Quando o tamanho da amostra aumenta. A distribuição é uma massa composta de flutuações e a flutuação está confinada dentro dos limites de uma distribuição. faz-se o compromisso entre a inconveniência de carregar um guarda-chuva e a possibilidade de tomar uma chuva. ela não é uma réplica exata. os valores dos 2. Também. Infelizmente.Estatística da Medição com uma certa variação de dispersão em cada lado. pode-se dizer que 1. toma-se uma decisão. Tudo varia. Inferência estatística é o processo de se deduzir algo acerca de um universo baseandose em dados obtidos de uma amostra retirada deste universo. sujando-se a roupa e pegando um resfriado. em miniatura. onde cada membro da população tem uma igual chance de ser selecionado. tomouse uma decisão baseando-se na incerteza. Os grupos de coisas de um sistema constante de causas tendem a ser previsíveis. baseando-se em poucos dados. Com relação às distribuições e flutuações. corre-se o risco de que ela seja errada. 25 . 1. lê-se a previsão do tempo do jornal. calculados e obtidos mais facilmente. 1. Para usar estas leis. As coisas individuais são imprecisas. esta hipótese não é garantidamente válida. empregados. A população ou universo é o conjunto de todos os itens (produtos. estimam-se as faixas onde devem estar estes mesmos parâmetros da população. No caso de medições replicadas. a qualidade do produto aceito pode realmente ser melhor com amostragem estatística do que a conseguida por inspeção de 100%. mas somente que o resultado exato não é completamente previsível. Depois de avaliar rapidamente todos estes dados disponíveis. A amostra é uma parte da população. 3. carregando ou não um guarda-chuva. A amostragem tem vantagens psicológicas e menos cansaço dos inspetores. medições). Isto é impossível de se conseguir e como resultado. População e Amostra Uma premissa básica da teoria da probabilidade é que ela trata somente de eventos aleatórios.

será apresentado o exemplo. como: 1. o problema: estimativa dos parâmetros da população (média e variância) com os dados disponíveis. qual a sua exatidão e precisão. 3.Estatística da Medição parâmetros da amostra tendem para os valores dos parâmetros da população. e aplicando a estatística t do Student. colocando-os em ordem crescente ou decrescente. 3. mesmo tendo de conviver com os erros da amostragem. Determinar o intervalo de cada classe. trabalha-se com amostras contendo cerca de 4 a 10 pontos. O objetivo destes métodos é o de condensar a informação de uma grande quantidade de números. como são arredondados. Dados completos 1983 2235 2414 2329 2414 2697 2321 2214 2130 2438 2356 2299 2450 2454 2452 2026 2237 2248 2326 2320 2293 2027 2175 2346 2420 2355 2362 2465 2567 2174 2238 2543 2643 2234 2438 2146 2510 2270 2553 2350 2544 2544 2343 2652 2124 3. Na prática. qual o escopo do estudo. A confiabilidade é medida em termos de horas para falhar. 5. 2. 7. 26 . O intervalo da classe pode ser determinado dividindo-se a diferença do maior dado pelo menor dado pelo número de classes. Na prática.1.1. O tamanho conveniente da amostra depende de vários fatores. Os dados consistem de números. a escolha do tamanho da amostra é um compromisso entre a facilidade dos cálculos (amostra muito pequena) e a validade dos valores (amostra muito grande). 3. 3. por exemplo. por conveniência. usam-se 14 classes ( 200 = 14 . O número de grupos não pode nem ser muito grande nem muito pequeno. 6. Assim. Tratamento Gráfico Os dados estatísticos podem ser apresentados e arranjados em tabelas e gráficos. o grau de variabilidade da população fornecido pela experiência anterior. As confiabilidades são as seguintes: Tab. Como regra. Arranjar os dados em uma matriz. o resultado final: estimativa dos parâmetros da população e os graus de confiança associados. Determinar o número de classes ou células. Agrupar os dados em classes ou células.1 ). 2. mostrando as características mais importantes dos dados. 4. que devem ser úteis e confiáveis. amostra com n ≥ 20 é considerada de bom tamanho e representativa do universo. para 200 dados. Alguns autores consideram ideal n ≥ 30. resulta em 5 a 15 grupos. A metodologia da inferência estatística envolve 1. Coletar todos os dados disponíveis. 2. a solução: usa da informação da amostra para obter as estimativas. pode-se tomar a raiz quadrada do número dos dados. Os passos são os seguintes: 1. como eles são coletados. arredonda-se para o inteiro mais próximo. Os limites inferior e superior devem ser escolhidos de modo a não se ter superposições ou dados de fora. Para isso. São tomados 50 registros de uma lote da produção e são feitos testes de falha das lâmpadas. o que na prática. é importante definir a fonte dos dados. que compensa os erros das amostras pequenas. Distribuição de Freqüência O processo para construir uma matriz e uma distribuição de freqüência é simples e direto. tem-se: onde xh é o maior número da matriz xl é o menor número da matriz Exemplo Para fixar idéias. o risco assumido ou o grau de probabilidade determinado. Por exemplo. se há 100 dados. 2. onde se quer desenvolver uma controle de qualidade para a fabricação de lâmpadas de 100-watt. Os dados podem mostrar propriedades físicas variáveis. Matematicamente. Quando o número não for exato. escolhem-se 10 classes ( 100 = 10 ). Construir um gráfico com as classes e os números de dados para cada classe. Construir a distribuição de freqüência. desvio permitido entre o parâmetro e o valor verdadeiro.

deveria se ter: maior dado = 2697 horas menor dado = 1983 horas faixa = 2697 .Estatística da Medição Tab. a terceira classe é de 2100 a 2199. para facilitar os cálculos.22 6/50 = 0. de 2600 a 2699 para acomodar os 4 últimos valores. Constrói-se agora a tabela com os números em cada intervalo de classe. 5. Fazendo-se um gráfico (abcissa = horas de funcionamento até queimar da lâmpada.1983 = 714 horas número de classes = 7 intervalo da classe = 102 Pode-se fazer alguns ajustes finos: 1. a maior concentração de falhas é entre 2300 e 2399 horas. a segunda classe é de 2000 a 2099. Dados em ordem crescente 1983 2235 2329 2414 2510 2026 2237 2343 2417 2544 2027 2238 2346 2420 2543 2124 2248 2350 2438 2564 2130 2270 2353 2438 2567 2146 2293 2355 2438 2565 2174 2299 2356 2450 2643 2175 2320 2362 2454 2652 2214 2321 2387 2452 2680 2234 2326 2414 2465 2697 Os dados agora devem ser agrupados em classes ou células.2. O intervalo da classe é calculado como: As marcas de contagem são convertidas em números. dividindo-se cada freqüência absoluta pelo número total de freqüências. O valor total da freqüência relativa é 1. 3.08 1.00 27 .. Tab.18 12/50 = 0. resultando na distribuição de freqüência absoluta.24 11/50 = 0. . ordenada = freqüência). Se ainda se quer a distribuição da freqüência relativa. tem-se realmente 100 pontos contados entre 1900 e 1999. Tem-se Tab. o intervalo da classe pode ser igual a 100. a primeira classe é de 1900 a 1999.12 4/50 = 0. 3.01 ou 10% (5/50). 2. a maioria das lâmpadas queima entre 2200 e 2500 horas.5. 4.3. a freqüência relativa de falhas para o intervalo de classe de 2100-2199 é de 0.10 9/50 = 0. 2.1983 = 102 7 Assim. 1). a menor taxa de queima da lâmpada é de de 1900 horas e a maior. No arranjo horizontal.0. Tab. O número adequado de classes é de 7 ( 50 = 7 . deve-se ter uma oitava classe. Distribuição da freqüência absoluta Horas Número de falhas 1900-1999 1 2000-2099 2 2100-2199 5 2200-2299 9 2300-2399 12 2400-2499 11 2500-2599 6 2600-2699 4 Pode-se obter as seguintes informações sobre a folha de distribuição de freqüência: 1.4. O arranjo pode ser horizontal ou vertical. porém como a contagem começa de 0. para prever o número de lâmpadas que iriam falhar dentro de um determinado intervalo. calcula-se a freqüência relativa. A freqüência relativa em cada intervalo de classe das confiabilidades das lâmpadas Horas 1900-1999 2000-2099 2100-2199 2200-2299 2300-2399 2400-2499 2500-2599 2600-2699 Falhas 1 2 5 9 12 11 6 4 Freqüência relativa 1/50 = 0. de 2700.02 2/50 = 0.2. 2.. 2. Contagens Marcas de contagem Horas 1900-1999 X 2000-2099 XX 2100-2199 XXXXX 2200-2299 XXXXXXXXX 2300-2399 XXXXXXXXXXXX 2400-2499 XXXXXXXXXXX 2500-2599 XXXXXX 2600-2699 XXXX No exemplo da lâmpada. colocam-se as classes à esquerda e uma marca de contagem (X. percebe-se o centro da distribuição (2350 horas) e como os valores se espalham em torno deste ponto central. ou marcas múltiplas de 5) para cada ponto em cada classe à direita. 2. A fórmula da freqüência relativa é: Frequência relativa = número de observaçõe s no intervalo número total de observaçõe s Intervalo da classe = 2697 . À primeira vista se pensa que o intervalo é de 99 e não de 100.04 5/50 = 0.

980 9.6 Faixa volume.985 9. obtém-se um histograma.968 9.025 ml Desvio padrão = 0.990 9.990 9.982 9.975 9. mL 9 969 a 9 971 9.986 9.986 9. Ou seja. chamada de função de distribuição da densidade da probabilidade das amplitudes da medição de x. Exemplo Sejam os 50 dados replicados obtidos na calibração de uma pipeta de 10 mL (Tab. ml Dado # Volume.2.7) mostrando a distribuição da freqüência usando-se células com largura de 0. o histograma se aproxima de uma curva continua.976 9.982 9. 2. 2.. ml Dado # Volume. gerada com um número infinito de dados.0056 ml A partir dos dados da Tab.6. É interessante observar os tamanhos destas barras: no centro da curva estão as maiores freqüências correspondendo a valores próximos da média das medições.983 9.982 9.983 9.Estatística da Medição 3.972 a 9 974 9 975 a 9977 9 978 a 9980 9 981 a 9983 9 984 a 9 986 9 987 a 9 989 9 990 a 9 992 9 993 a 9 995 Número na faixa 3 1 7 9 13 7 5 4 1 % na faixa 6 2 14 18 26 14 10 8 2 Os dados da distribuição da freqüência da Tab. 2.977 9.971 9. comprimindo os dados em grupos lógicos. as medições se distribuem em torno do valor médio das medições.981 9. o histograma se aproxima da curva contínua da distribuição normal. Aumentando o número de medições e diminuindo a largura da faixa.976 9. Tab.0.978 9.2. Quando os erros são puramente aleatórios. com a metade dos resultados acima e a outra metade abaixo do valor verdadeiro . 2. Freqüência dos dados da Tab.978 9. Pode-se perceber que quando o número de dados medidos aumenta.7. pode-se elaborar uma outra tabela (Tab. Vendo o gráfico pode-se contar diretamente os dados em cada intervalo de classe e determinar o centro e o espalhamento dos dados da distribuição.994 9.991 9. 2.971 9. Plotando a freqüência das ocorrências (número de medições dentro das faixas) e os valores das medições.980 9.3.984 9. O eixo horizontal dos x (abcissa) mostra os intervalos das classes e o eixo vertical dos y (ordenada) mostra a freqüência. Tab. A partir destes dados foram encontrados: Volume médio = 9. Geralmente o menor limite da primeira classe é abaixo do primeiro número e o limite maior da última classe é acima do último número da matriz.6. Cada intervalo de classe tem um limite inferior e um limite superior. Um gráfico comunica a informação mais facilmente que a análise numérica. ml 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 9.988 9.973 9.975 9.986 9.986 9.978 9.992 9. Dados da pipeta de 10 mL Dado # Volume . ou gráfico com barras. pode-se quantizar estes n resultados em valores iguais ou dentro de uma classe de largura ∆x.982 ml Volume mediano = 9.982 9. os resultados das n medições sucessivas são espalhados em torno do valor verdadeiro.982 ml Afastamento = 0.983 9.977 9. absoluta ou relativa.977 9.980 9.978 9. 28 .983 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 9.003 mL e calculando-se a percentagem de medições caindo em cada célula.980 9.988 9.988 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 9.979 3.982 9.6).004 mL.986 9. Histograma Histograma é o gráfico da distribuição de freqüência que ilustra os resultados obtidos da matriz e da folha dos resultados. com maior quantidade de medições próximas da média e com poucas medições longe das médias. 7 podem ser plotados em um gráfico de barras ou histograma.989 9.983 9.981 9. Significado metrológico Quando se tem n medições.981 9.987 9. Nota-se que 26% dos dados residem na célula contendo a média e a mediana de 9 982 mL e que mais da metade dos dados estão dentro de +. Este valor verdadeiro é também chamado de valor médio. O histograma é um gráfico de barras que mostra os resultados da análise da distribuição da freqüência.

A média de dados aleatórios não é mais aleatória mas é determinística. de modo abreviado: Através do conceito dos mínimos quadrados do erro pode-se demonstrar matematicamente que a média aritmética é a melhor estimativa do valor verdadeiro de um dado conjunto de medições. Média Aritmética A média mais usada é a aritmética. ponderada. mediana e moda. 29 . . A média serve como o valor central para um conjunto de medições replicadas. sua média será multiplicada pela mesma constante. se uma constante é somada à variável aleatória. Valor esperado não é o valor mais provável. O valor médio tem as seguintes propriedades matemáticas práticas e úteis à metrologia: 1.2. Também pode se escrever. a média das somas dos pontos obtidos pelo lançamento de dois dados é um número determinado igual a 7. 2. 5. x2. 4. em torno da qual os dados se agrupam pode ser medida por algum tipo de média. melhor será o resultado. quase sempre há uma tendência central destes dados. Quando se tem uma população com o número muito grande de dados (n tende para infinito).. O valor médio é a expectativa matemática do conjunto dos dados. A média é o valor esperado de uma quantidade medida do conjunto das medições tomadas. porém este símbolo é difícil de se obter em datilografia e por isso também se usa xm. harmônica. 3. Nas distribuições formadas pelos dados. a média da soma de duas variáveis aleatórias é a soma de suas médias.7 4. Por exemplo. o símbolo da média é expresso como: µ= ∑ xi i =1 n n com n → ∞ Fig.+ x n n onde xm = x = valor médio ou a média x1.Estatística da Medição 4. O valor médio central é sempre mais confiável do que qualquer resultado individual.1. quando se multiplica uma variável aleatória por uma constante. A média aritmética de um conjunto de medidas é dada por: xm = x = x 1 + x 2 +. xn = valor de cada medição n = número de leituras. A variação nos dados deve fornecer uma medida da incerteza associada com o resultado central. 2. A média tende a ficar no centro dos dados quando eles são arranjados de acordo com as magnitudes e por isso a média é também chamada de tendência central das medidas. Quanto maior o número de medições feitas. geométrica. Histograma da Tab. começando de i igual a 1 e terminando em n dividido por n. Esta tendência central. a média tem a mesma dimensão das medições e fica entre os valores mínimo e máximo das medições... para fins de comparação. Os resultados individuais de um conjunto de medições são raramente os mesmos e usa-se a média ou o melhor valor para o conjunto. Σ é a letra grega Sigma. 2. O instrumentista deve sempre fazer de duas a cinco replicações de uma medição. a média é a melhor estimativa para um conjunto de medições disponíveis. A média ou valor médio é o mais representativo de um conjunto de dados ou medições. eficaz. As médias típicas são: média aritmética.. Médias Os dados podem ser reduzidos a um único número. É comum denotar a média como x (diz-se x barra). n xm = ∑ xi i =1 n Diz-se que a média é a somatória dos valores de x. a mesma constante é somada ao seu valor médio. que é calculada matematicamente como a soma de todas as medidas de um conjunto dividida pelo número total de medidas.

1. ela é empregada para se ter uma idéia aproximada da extensão dos valores espalhados dos dados disponíveis. O desvio padrão para conjuntos com pequeno número de dados (N) pode ser rapidamente estimado multiplicando-se a faixa por um fator k (Tab.2. 194.7 Ω 53. variância. Por exemplo.0 Ω O valor médio destas medições. Raiz da Soma dos Quadrados Quando se tem dados com sinais positivos e negativos e as suas influências se somam. se 5 está no meio de 0 e 10.3 + 517 + 53. Tab. esta relação matemática (algoritmo) é a mais usada para determinar o erro final resultante de vários erros componentes aleatórios e independentes entre si. o desvio padrão estimado pelo fator k da tabela (N = 6) é igual a 9 x 0.34 0. desvio padrão ajustado.49 0. 198. 5. Em estatística.43 0. desvio médio. pode-se dizer que a média da temperatura é boa. para um conjunto de medições de um comprimento. mas a sensação será horrível. a distribuição da área não é simétrica.2. inventou-se a média Raiz quadrada da Soma dos Quadrados (RSQ). mesmo que a distribuição dos valores seja simétrica. 80. coeficiente de variação.6. há também vários tipos de desvios. o desvio padrão (σ) é calculado através de uma relação que também envolve a raiz quadrada da soma dos quadrados dos desvios de cada medição (di). Tem-se σ= 2 2 ( d 1 + d 2 +. Mesmo assim. 7. Ela é fundamental nas cartas para o controle estatístico dos dados. como faixa. ela se baseia somente na dispersão dos valores extremos.37 0. Exemplo As medições do valor do resistor dão: 52. ela deixa de fornecer informação acerca do ajuntamento ou dispersão dos valores observados dentro dos dois valores extremos.4 Ω 51.. 5. Por isso foram desenvolvidos outros parâmetros importantes de dados experimentais associados ao grau de espalhamento do conjunto de dados.6 Ω 4 4. por causa da grande faixa de espalhamento entre as duas temperaturas. 2. a média do produto de duas variáveis aleatórias independentes é igual ao produto de seus valores médios.0 Ω que é grosseiro.1 Ω a cabeça no forno. Por isso. não se pode tirar a média aritmética pois a soma algébrica dos dados cancelam seus valores.+ d n ) 2 n 5. Por exemplo. 203 o espalhamento é igual a 203 . em mm. desvio padrão.+ x n ) 2 Em metrologia. vale 52.4 + 53. embora o mais usado seja o desvio padrão. se alguém tem os pés na geladeira e 30 ..8).8. O desvio padrão calculo de modo convencional é igual a 3. 195.Estatística da Medição 6. As desvantagens associadas com a faixa como medida da dispersão são: 1. Dispersão ou Variabilidade A medida do ponto central isolado não dá uma descrição adequada dos dados experimentais. mas 52 não está no meio de 02 e 102. A faixa é o modo mais simples para representar a dispersão dos dados. Deve-se considerar também a variabilidade ou espalhamento dos dados.38 = 3. que é dada pela expressão: 2 2 X RSQ = ( x 1 + x 2 +.6 Ω.1 . 2... 196.89 0.5. Fatores para estimar desvio padrão N 2 3 4 5 6 7 8 9 10 k 0.3 Ω 53. No conjunto anterior.32 Rm = 52. = 52.35 0. desprezando o valor de 80. pois. 201. Desvios Como ocorre com as médias. Faixa (Range) A faixa ou espalhamento de um conjunto de dados é a diferença entre o maior e o menor valor do conjunto.39 0.194 = 9 mm. 2.59 0.

7 Ω 4 Para distribuições simétricas de freqüência. O desvio do valor médio indica o afastamento de cada medição do valor médio.6 di -0.. respeitando os sinais. O desvio médio absoluto é dado por: σ= onde ∑ ( x i − µ) 2 n D= [x1 ] + [x 2 ] + . a curva da probabilidade das amplitudes é larga e o valor de pico é pequeno e as medições são feitas por um instrumento pouco preciso..µ) é o desvio da média da ia medição.6 52..xm Teoricamente.3 + 0. pois a soma das probabilidades é igual a 1. Para as medições da resistência acima. a resistência acima Ri 52. nem sempre ele é zero. há uma relação empírica entre o desvio médio e o desvio padrão como: desvio médio = 4 (desvio padrão) 5 5. dn = xn . n é o número de dados da população total. Desvio do Valor Médio O desvio é a diferença entre cada medida e a média aritmética. xn da média aritmética xm são: d1 = x1 . Tem-se Onde Ri é o valor de cada resistência Rm é o valor médio das resistências di é o desvio de cada resistência A soma dos desvios não deu zero pois há um erro de arredondamento. + [x n ] n (xi .3 -0. σ. Desvio Médio Absoluto O grau de espalhamento em torno do valor médio é a variação ou dispersão dos dados. dividido pelo número de medições.9 + 0.1 Rm 52...3 51.1 Rm 52. .6 52.4.6 di -0.6. por causa dos arredondamentos de cada desvio. a soma algébrica de todos os desvios de um conjunto de medidas em relação ao seu valor médio é zero. pois a média é de 52. 5.9 +0.xm . Na prática.8 + 0. O desvio médio pode fornecer a precisão da medição.3 -0.7 53. é calculado raiz quadrada da média dos quadrados dos desvios individuais. Em qualquer caso. O desvio médio é a soma dos valores absolutos dos desvios individuais.5 Exemplo De novo.6 52. é uma indicação que os dados tomados variam largamente e a medição não é muito precisa. 31 . Se há um grande desvio médio.Estatística da Medição 5.6 52. O desvio padrão de uma população. Uma medida esta variação é o desvio médio. O desvio médio não é matematicamente conveniente para manipular as propriedades estatísticas pois sua soma geralmente se anula e por isso o desvio padrão é mais adequado e útil para expressar a dispersão dos dados.5 O desvio médio absoluto é calculado tomando-se os di em valor absoluto (positivo) D= 0. Desvio Padrão da População O desvio médio de um conjunto de medições é somente um outro método para determinar a dispersão do conjunto de leituras. Os desvios das medidas x1.7 53. Quando o desvio padrão (σ) é grande.8 +0.63 aproximado para 52. Quando o desvio padrão (σ) é pequeno. a área sob a curva é igual a 1.67 ≈ 0.4 53.4 53. x2. a curva da probabilidade das amplitudes é estreita e o valor de pico é grande e as medições são feitas por um instrumento muito preciso. O desvio padrão pode expressar a precisão do instrumento que fornece o conjunto de medições.5 = 0.6 52. O valor do desvio pode ser positivo ou negativo.8 +0.xm d2 = x2 .6 52.3 51.5.. e não havendo erros de arredondamento. a soma seria zero. Se fosse tomada a soma algébrica.3. Ri 52.9 +0.

a polarização no paramento diminui progressivamente até se tornar desprezível para n grande. s= ∑ (x i =1 n i − x)2 (n − 1) Usa-se o denominador (n .7. Em pequenas amostras (n < 20). Um conjunto com duas medições tem somente uma entrada útil com relação a estimativa da dispersão em torno da média da população.1) por que agora se tem (n . Como conseqüência. Diz-se que (n-1) é o número de grau de liberdade e n é o número total de observações. quando m é desconhecido. somente 9 são independentes. Isto implica que a medição não tem dispersão e como conseqüência. Assim. e o s se iguala a σ. a soma 5. Um grau de liberdade é usado para calcular x . x e s. Desvio Padrão da Amostra O desvio padrão da amostra com pequeno número de dados (n ≤ 20 ou para alguns. xi2 e xi . De um modo mais geral ainda. é mais cômodo e rápido calcular os desvios padrão da população e da amostra com fórmulas que envolvem somente a computação de xi2 .8 (1s) Ω. Quando n aumenta. obtém-se facilmente a relação entre os dois desvios. somente (n . quando se tem somente uma medida. como s= n ×σ n−1 n é conhecido como fator n−1 onde o fator de correção de Bessel.6 (2s) Ω com 95% de probabilidade. Isto é conseguido dividindo-se a soma dos quadrados dos desvios por (n . o fator de Bessel se aproxima de 1. Fórmulas Simplificadas Ás vezes. Assim. para n ≥ 20.1) desvios fornecem medida independente da precisão do conjunto de medições. Porém.8.6 ± 1. por que o conjunto deve fornecer informação acerca da dispersão e acerca da média.Estatística da Medição 5. retendo os sinais dos desvios. Quando se tomam duas ou mais medições. pode-se ter 10 desvios.m) graus de liberdade em um conjunto com n dados e m constantes. Como ainda será visto. 32 .1) desvios. por que o último pode ser deduzido do fato que a soma dos desvios é igual a zero. Na população. Obviamente este resultado é altamente polarizado.1) observações independentes com relação ao desvio padrão da população. o valor do desvio se reduz a zero. pode-se considerar s igual a σ. o valor da resistência é de 51. porque. Estas ∑ ∑ fórmulas são: σ = 2 ∑ ( x i2 ) − ( ∑ x i ) n 2 /n s = 2 ∑ ( x i2 ) − ( ∑ x i ) n−1 2 /n 5. obtém-se um valor menor do que o verdadeiro. Assim. quando se usa n em vez de (n . o valor da resistência deve estar entre o valor médio e uma tolerância de n desvios padrão. Na prática. o último desvio (no) fica conhecido. uma amostra de dois dados fornece só uma observação independente com relação à dispersão. O desvio padrão das medições da resistência é de 0.8 Ω. Assim. com 68% de probabilidade ou 51.6 ± 0. quando se toma somente uma medição nos cálculos. Assim. um conjunto de n dados fornece (n . tem-se (n .1) para calcular s. não tem nenhum erro. O desvio padrão usado para medir a dispersão dos dados sobre de uma lacuna que é sua polarização quando o número de dados é pequeno.1). O n está relacionado com o nível de probabilidade associado. n < 30) ou desvio padrão ajustado é dado por: dos desvios individuais deve ser zero.1) em vez de n.6. Por exemplo. duas quantidades podem ser calculadas de um conjunto cm n dados replicados. O desvio padrão da amostra é também chamado de desvio padrão ajustado. o valor do desvio padrão é ajustado para dar uma estimativa não polarizada da precisão. O número de graus de liberdade se refere ao número de dados independentes gerados de um dado conjunto e usados na computação. Para uma amostra de 10 dados.1) variáveis aleatórias e a na é determinada. computados (n . Desvios da população e da amostra Como o desvio padrão da população envolve n e o desvio padrão da amostra envolve (n .

chamado de desvio padrão das médias. multiplicando-se esta relação por 1000 ppm ou em percentagem. Quando se quer comparar a variação de dois conjuntos separados de dados onde as unidades de medição não são as mesmas ou quando as unidade são as mesmas mas as variações são muito grandes. para toda a população µ s CV = × 100% . O coeficiente de variação (CV) é definido como o desvio padrão relativo multiplicado por 100%: Como o valor médio está no denominador. σ × 100% . o desvio padrão relativa da operação é a raiz quadrada da soma dos quadrados dos desvios padrão relativos dos números envolvidos na multiplicação e divisão. cada uma com N dados. tem-se para uma n amostras com N dados (N ≤ 20). e acham-se as médias de cada conjunto. s= s n CV (%) = desvio padrão × 100% valor médio O desvio padrão das médias é uma melhor estimativa da incerteza interna e é chamado também de erro padrão interno. Ou seja. De um modo análogo. Para uma amostra contendo 10 mg. O desvio padrão da média de cada conjunto é chamado de erro padrão da média e é inversamente proporcional à raiz quadrada do número de séries replicadas de medições com N dados (N ≥ 20). estas médias também se espalham em torno de um valor médio e este espalhamento pode também ser expresso por um desvio padrão. Por exemplo. o desvio padrão absoluto da operação é a raiz quadrada da soma dos quadrados dos desvios padrões absolutos individuais dos números envolvidos na soma ou subtração.9. o coeficiente de variação (CV) para esta amostra é de 2 mg/50 mg x 100%.Estatística da Medição 5. Pode-se notar que a distribuição normal das medições de uma amostra tem menor precisão que a correspondente distribuição normal da amostra das médias da população. não de pode usar o coeficiente de variação quando o valor médio se aproxima de zero.10.11. Quando se fazem n séries de medições replicadas. sy = 2 sa + 2 sb + 2 sc Para a multiplicação e divisão. na computação de medir a dispersão relativa de um conjunto de medições. Desvio padrão de operações matemáticas Para uma soma ou diferença. para uma amostra x CV = O coeficiente de variação é mais conveniente que o desvio padrão absoluto para 33 . 4%.Coeficiente de variação Define-se como desvio padrão relativo a divisão do desvio padrão absoluto pela média do conjunto de dados. O desvio padrão relativo é geralmente expresso em ppm (parte por mil). multiplicando-se a relação por 100%. Ou seja. ou seja. Desvio Padrão Das Médias Os números calculados da distribuição da percentagem se referem ao erro provável de uma única medição. A distribuição normal das médias tem um formato mais estreito e um pico maior que a distribuição normal de uma amostra. o CV é de 20%. na computação de y= a×b c 2 2 2 o desvio padrão relativo a y vale sy ⎛s ⎞ ⎛s ⎞ ⎛s ⎞ = ⎜ a ⎟ +⎜ b ⎟ +⎜ c ⎟ ⎝ a⎠ ⎝ b⎠ ⎝ c⎠ y σ= σ n 5. y = a( ± s a ) + b( ± s b ) − c( ± s c ) o desvio padrão do resultado é dado por: 5. se uma amostra contem cerca de 50 mg de cobre e o desvio padrão é de 2 mg.

A variância (s2) é definida para população muito grande (essencialmente infinita) de medições replicadas de x.52 0. Variância A variância (V) é simplesmente o quadrado do desvio padrão (s2).6284 Média x = 118. Dados da análise química xi ppm Fe ( xi − x ) 2 x −x i N dos quais se tira uma amostra com k dados (base de cálculo do desvio padrão da amostra) s= ∑ (x i − x) 2 i =1 k (k − 1) x1 19. ela não tem os problemas associados com os sinais algébricos dos erros.00 ppm Fe: 19.78 n para grandes populações (n > 20) e onde n é o grau de liberdade da população. A variância também mostra a dispersão das medições aleatórias em torno do valor médio. ela emprega todos os valores dos dados e é sensível a qualquer variação no valor de qualquer dado.011 ppm Fe Erro relativo 19.00 = 0. Tem-se s = xi Variância s2 = 0.9 ≈ 18 ppt 19.0324 x4 19. Mesmo com esta desvantagem. Exemplo Sejam os dados obtidos de uma análise: Fig. chega-se a xi = 118. a variância possui as seguintes vantagens: 1. Tem-se.78 xi = Coeficiente de variação xi = σ2 = ∑ (x i − x) 2 i=1 n 0.7/6 = 19. 2. ela é independente do ponto central ou do valor médio.8 0.354 × 100% = 179 ≈ 18% . 2.2704 Efetuando-se os cálculos.00 × 100% = -1.7 ∑ e se tira a média de um n conjuntos de dados (base de cálculo para o desvio padrão das n médias).354 × 1000 = 17.9. É possível ter um conjunto com N dados (base de cálculo do desvio padrão do universo).3 0. por que ela usa os desvios em relação ao valor médio.78 − 20.20. para pequenas populações (n < 20) Erro absoluto Assumindo que o valor verdadeiro da amostra seja de 10.28 0.0784 x3 19.78 ppm Fe s= s n Desvio padrão 5. seu cálculo é relativamente mais simples.1444 x2 19.00 s2 = ∑ (x i − x) 2 i =1 n (n − 1) 34 .02 0.18 0.4 0.Estatística da Medição Enquanto a unidade do desvio padrão é a mesma dos dados. σ= ∑ ( x i − µ) 2 i =1 N Tab.32 0. ela é aditiva.352 = 0.1024 x6 20. 5.13 (ppm Fe)2 Desvio padrão relativo 0. a variância tem a unidade dos dados ao quadrado.78 . 3.12. 19.38 0.0004 x5 20. 4.3. 2. .1 0.5 0. A unidade da variância é o quadrado da unidade das quantidades medidas.1% 20.6 0. Desvio padrão das médias Deve-se ter o cuidado para não confundir os números envolvidos. ∑ ( x i − x) 2 = 0.

xn com igual probabilidade de 1/n. Dispersão Dispersão é a característica que indica o grau de espalhamento dos dados. as freqüências são números observados de eventos ocorridos e na distribuição da probabilidade. dispersão. onde se determina P(x) a partir de n. Introdução A determinação de probabilidades associadas com eventos complexos pode ser simplificada com a construção de modelos matemáticos que descrevam a situação associada com um evento particular específico. x2. q a probabilidade de falha em cada tentativa. Assimetria (Skewness) Skewness é a característica que indica o grau de distorção em uma curva simétrica ou o grau de assimetria. Parâmetros da Distribuição A distribuição das freqüências mostra os dados em formas e formatos comuns. x1. Por causa de suas características.. Os números tem uma tendência de se agrupar e mostrar padrões semelhantes. onde as duas saídas possíveis podem ser sucesso ou falha. Em metrologia. A dispersão é também chamada de variação. medidos e analisados. Distribuições dos dados 6. Para qualquer valor da medição.. n! = n. os erros sistemáticos possuem distribuição retangular de probabilidade. leptocúrtica (curva com pico estreito e alto) e mesocúrtica (intermediária entre as duas outras). retangular 3. Distribuição Binomial A distribuição binomial se refere a variáveis discretas e se aplica. a distribuição da probabilidade está relacionada com as distribuições de freqüência.Estatística da Medição 6. pode-se usar tabelas disponíveis na literatura técnica. Curtose (Kurtosis) A curtose (kurtosis) é a característica que descreve o pico em uma distribuição. mas com diferente tendência central. x.(n-1)(n-2).3.3. n o número de tentativas. binomial 2.1 Para evitar os enfadonhos cálculos. 6. assimetria e kurtosis Tendência central A tendência central é a característica que localiza o meio da distribuição.. à contagem de eventos. A tendência central natural é a média dos pontos. Distribuição Retangular Na distribuição retangular os valores possíveis são igualmente prováveis. Tipos de distribuições Há três distribuições de probabilidade usadas: 1. 35 . Também. Sendo 6. principalmente quando n for grande. Uma variável aleatória que assume cada um dos n valores. Estes modelos são a distribuição da probabilidade ou função probabilidade.. mas a mesma tendência central. normal. Porém. As curvas podem ter diferentes simetrias e dispersões. principalmente. Estes padrões podem ser identificados. pode-se ter curvas com a mesma simetria e mesma dispersão. Há três classes de curtose: platicúrtica (curva plana e esparramada). P( x ) = C n ( p x )(q n− x ) x onde Cn = x n! x! (n − x )! Cn é a combinação de n elementos tomados x x vezes n! é o fatorial de n. P(x) a probabilidade de se obter x sucessos..1. Na análise dos dados de uma distribuição de freqüências há quatro parâmetros importantes: tendência central. na distribuição de freqüência. p a probabilidade de sucesso em cada tentativa. Uma maior curtose significa um pico maior de freqüência relativa. .2. Os dois lados de uma curva simétrica são imagens espelhadas de cada lado. Uma curva se distorce para a direita quando a maioria dos valores estão agrupados no lado direito da distribuição. ele é constante.2. não maior quantidade de dados. peça normal ou defeituosa. a freqüência é derivada da probabilidade de eventos que podem ocorrer. A distribuição da probabilidade pode ser calculada a partir de dados de amostra retirada da população e também teoricamente. É uma medida relativa para comparar o pico de duas distribuições. Uma curva simétrica possui os lados direito e esquerdo da lei de centro iguais.

2. pode-se construir a curva a partir dos dados. 2. desvios em torno de valores estabelecidos seguem a distribuição normal. mesmo a distribuição binomial tende para a distribuição normal. Por exemplo. No eixo x. Sua importância vem dos seguintes fatos: 1. para o mesmo valor médio. formato mostrando que ocorreram muitos desvios pequenos e poucos desvios grandes. por causa da simetria da curva. a distribuição tem um pico estreito para pequenos valores do desvio padrão e é larga para grandes valores do desvio padrão. 3. pesos. π e exponencial de e: ⎡ 1 ⎛ x − µ ⎞2 ⎤ 1 F( x ) = exp⎢− ⎜ ⎟ ⎥ σ 2π ⎢ 2⎝ σ ⎠ ⎥ ⎣ ⎦ A expressão matemática para uma amostra pequena. Distribuição normal ou de Gauss Conceito A distribuição normal é uma distribuição contínua de probabilidade. 3. os dados produzidos caem dentro da curva de distribuição normal. tem-se: 1/A A Fig. 6. a função distribuição normal ou função de Gauss tem a seguinte expressão matemática. 9. o pico é maior. Distribuição retangular 6. E os cálculos relacionados com a distribuição binomial são muito mais complexos que os empregados pela distribuição normal. A curva de distribuição deve ter as seguintes características: 1.. valor de pico máximo igual ao valor verdadeiro (exata) ou distante (não exata).5. 4. Quando o número de dados é muito grande (tendendo para infinito) e sujeito somente às variações aleatórias. quando o número de dados aumenta muito. o eixo x é uma assíntota da curva. 7. fundamental para a inferência estatística e análise de dados. mesmo que a população de onde foram tiradas as amostras não seja normal. quando o formato for mais estreito. 2. simétrica em relação à média. Os erros aleatórios de uma medição formam uma distribuição normal por que eles resultam da superposição mútua de uma grande quantidade de pequenos erros independentes que não podem ser considerados separadamente. o número de vezes que aparecem os dados. Tem-se média = moda = mediana. 8. pontos de inflexão da curva são x = x ± σ 5. Características O formato de uma curva de distribuição de probabilidade normal é simétrico e como um sino. ele também representa a moda. a área total sob a curva é igual a 1 englobando 100% dos eventos. 4. a mediana é igual à média e como a média ocorre no pico da densidade de probabilidade. indicando que os erros negativos de determinado valor são igualmente freqüentes quanto os positivos. Como a área é sempre igual a 1. as distribuições de freqüência de alturas.4.Estatística da Medição envolvendo os números naturais 2.4. pode-se mostrar que várias estatísticas de amostras (como a média) seguem a distribuição normal. quando normalizada. a equação do valor máximo da densidade de probabilidade vale: Fig. Distribuição normal ou de Gauss Relação matemática Quando se tem uma variável continua. colocam-se os valores dos dados divididos em classes e no eixo y. a distribuição normal possui propriedades matemáticas precisas e idênticas para todas as distribuições normais. 2. leituras de instrumentos. F( x ) = ⎡ 1 ⎛ x − x⎞ 2 ⎤ exp⎢ − ⎜ ⎟ ⎥ s 2π ⎢ 2⎝ s ⎠ ⎥ ⎣ ⎦ 1 Quando a variável for discreta. muitos fenômenos físicos e muitos conjuntos de dados seguem uma distribuição normal. 36 .

3. 68.0 95.0 68. quando pilotadas. ±0.3% que a incerteza de qualquer medição isolada não seja maior que ±1σ. a probabilidade que o valor médio x fique entre um intervalo de x1 e x2 é a área debaixo da curva distribuição neste intervalo. a soma dos quadrados dos desvios dos dados de seus valores estimados é maior que o mínimo.3% da área sob a curva do erro normal fica dentro de um desvio padrão (±σ) a partir da média.10 Limites para grandes populações Limites Percentagem 50.00σ ±1. Do mesmo modo. dão uma curva de distribuição com o valor médio próximo do melhor valor estimado.5% que o erro seja menor que ±2σ.0 99. Estes testes fornecem meios para 1.0 90. detectar se as diferenças entre os conjuntos de medições são devidas a uma razão real (sistemática) ou aleatória.950 0.500 0. Tab. Para estabelecer se os erros aleatórios ou desvios se aproximam da distribuição de Gauss. dão uma curva de distribuição estreita e com o pico grande.29σ ±1. a chance é de 95.7 Probabilidade 0. Área Sob a Curva de Erro Normal A área total sob a curva de distribuição normal é 1.399 = = σ 2πσ 1 10. quando pilotadas. As medições de um instrumento muito preciso. Ou seja. distinguindo as mais e menos confiáveis.64σ ±1.67σ ±1. Precisão e Exatidão A análise do formato da curva de distribuição normal das medições pode mostrar a distinção entre exatidão e precisão. 2. Quando a largura aumenta. Ou seja.2. ruim.00σ Por causa destas relações de área.800 0. tem-se 68.3 80. o pico é elevado e o valor médio é igual (ou próximo) do valor verdadeiro. porque a área sob a curva é igual a 1.96σ ±2. detectar uma chance em um característica de distribuição. Os limites de confiança servem para definir a faixa do erro aleatório da medição.900 0.683 0. precisão e exatidão. 2.58σ ±3.4 99.997 ferramenta útil de previsão. distinguir os erros dependentes e correlatos. 4.00σ ±2. As medições de um instrumento pouco preciso dão uma curva de distribuição larga e com o pico pequeno. As medições são muito exatas e o instrumento é muito preciso quando a curva é estreita.5% de todos os dados caem dentro dos limites de ±2σ da média e 99. o valor do pico deve diminuir. As medições muito exatas de um instrumento. Do mesmo modo. Independente de sua largura. são feitos testes de homogeneidade.7% caem dentro de ±3σ. Limites da distribuição Distribuição Normal. Ou seja. Aplicações Pode-se determinar a probabilidade de as medições replicadas caírem dentro de determinada faixa em torno da média.Estatística da Medição {p( x)} max 0. avaliar as diferentes medições.3% dos dados que formam a população ficam dentro destes limites. a sua curva de distribuição tem o valor médio distante do melhor valor estimado. Esta probabilidade serve como medida da confiabilidade da medição em relação aos erros aleatórios. entre os limites -∞ e +∞ pois todos os resultados caem dentro dela. o desvio padrão de uma população de dados é um 37 .954 0. podese dizer há uma probabilidade de 68. Quando as medições são pouco exatas. a soma dos quadrados dos desvios dos dados de seus valores estimados é mínimo (princípio dos mínimos quadrados).0 95.990 0. Fig. Por exemplo. Deste modo é possível ter quatro combinações de boa. 95. 6.

acha-se que sua freqüência de ocorrência relativa ao seu tamanho é descrita por uma curva conhecida como a curva de Gauss ou a curva do sino. diferentes de acordo com o valor da média central (µ) e do desvio padrão (σ)..2. O eixo dos x das curvas é em afastamento da média em unidades de medição (x . 99. O desvio padrão de uma distribuição normal 1. que é a indicação da confiança que se tem quanto ao erro real estar dentro da margem de incerteza escolhida. tem-se z≈ x−x s A variável z é o desvio da média dado em unidades de desvio padrão. uma probabilidade. quando 38 . As medições são pouco exatas e o instrumento é pouco preciso quando a curva é larga. expresso em ±nσ. o pico é elevado e o valor médio é distante do valor verdadeiro. – Exatidão As medições são pouco exatas e o instrumento é muito preciso quando a curva é estreita. O desvio padrão para a população que produz a curva mais larga e com menor pico (B) é o dobro do desvio padrão da curva mais estreita com o pico maior (A). Ela mostra que a ocorrência de pequenas desvios aleatórios da média são muito mais prováveis que grandes desvios.µ).675σ é provável em 50% das observações. Para fazer isso. é a raiz quadrada da média da soma dos quadrados dos desvios de todas as medições possíveis da média aritmética verdadeira. Qualquer distribuição normal pode ser transformada em uma forma padrão. o pico é baixo e o valor médio é distante do valor verdadeiro. ex. tem a mesma unidade da medição 3. ou seja. Pode-se calcular o erro provável quando se tem apenas uma medição. Ela também mostra que estes grandes desvios são muito improváveis. Quando se usa o desvio padrão para medir o erro. p. Distribuição Normal Padrão Existe uma infinidade de curvas e funções distribuição normal. σ Para uma amostra da população. Como o erro aleatório pode ser positivo ou negativo. Assim. Preciso e não exato Preciso e exato Fig. muda-se a variável x para outra variável z dada por: z= x−µ Não preciso e não exato Não preciso e exato Fig. o pico é baixo e o valor médio é igual (ou próximo) do valor verdadeiro.73% quando se escolhe a margem de ±3σ. Assim.2. a variável x é expressa como o desvio de sua média µ e dividida por seu desvio padrão σ. o erro provável de uma medição é e = ± 0. porém usando como abscissa o desvio da média em múltiplos de desvio padrão [(x-µ)/σ] obtém-se uma curva idêntica para os dois conjuntos de dados. mede o espalhamento da medição em uma dada entrada 2. onde n é uma constante e σ é o desvio padrão 3. 7.675 σ Assim. uma medição possui três partes: 1. 8. um valor indicado 2. uma margem de incerteza ou erro ou tolerância. Plotando as mesmas curvas. que é o intervalo de confiança.Estatística da Medição A curva também indica que os erros aleatórios são igualmente prováveis serem positivos e negativos. pode-se usar a curva para determinar qual a probabilidade de um erro ser maior ou menor que um certo valor σ para cada observação. um erro maior que 0. Gauss foi o primeiro a descobrir a relação expressa por esta curva. As medições são muito exatas e o instrumento é pouco preciso quando a curva é larga. Precisão Distribuição Normal e Erro Provável Se um conjunto aleatório de erros em torno de um valor médio é examinado.

2. com uma dada média (µ) e desvio padrão (σ). Isto significa que quando se tem uma medição com n replicações. x . a teoria estatística permite estabelecer limites em torno da média da amostra.µ) = 2σ. As equações passam para x = x ± fs ou x . para a amostra (n ≤ 20) com média x . Intervalo com n pequeno (n < 20) Quando a amostra tem um número pequeno de dados. Intervalo com n grande (n > 20) 39 . então a medição x pode ser reportada como x = µ ± 2σ ou (95%) F( z ) = e µ . 7. O desvio padrão é igual a 1 (σ = 1). caia dentro destes limites com um dado grau de probabilidade. z é igual a dois desvios padrão. A curva da distribuição normal padrão apresenta as seguintes propriedades: 1. com n dados (n > 20) e achar a média aritmética dos dados desta amostra. de modo que pequenas incertezas são observadas muito mais freqüentemente que as incertezas grandes. Os limites de confiança definem um intervalo em torno da média da amostra que provavelmente contem a média da população total.1.3.fs < x < x + fs (P%) Para o exemplo de probabilidade de 95%. a média µ se torna x . z é igual a um desvio padrão. n < 20. A medição pode ser reportada como: x = µ ± fσ (P%) onde x é o valor da medição x é o valor médio das n medições f é o fator de cobertura associado a P% σ é o desvio padrão da população P% é a probabilidade Pode-se dizer.fσ < x < µ + fσ Por exemplo. torna-se s. o desvio padrão σ se torna s.2σ < x < µ + 2σ (95%) 7. a medição pode ser reportada como x = x ± 2s x . µ.2s < x < x + 2s (95%) (95%) 7. Estes limites são chamados de limites de confiança e o intervalo que eles definem é conhecido como o intervalo de confiança. A estatística z é normalizada e sua expressão matemática vale 2 2π ⎛ z2 ⎜− ⎜ 2 ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ Quando se tem n > 20. nunca pode ser determinado exatamente por que tal determinação requer um número infinito de medições. Nesta situação. pode-se achar diretamente esta área das tabelas de distribuição normal padrão. µ. Estes limites são determinados multiplicando-se o desvio padrão disponível (da população ou da amostra) por um fator de cobertura. 3. µ. o fator de cobertura é 2. Há uma distribuição simétrica de desvios positivos e negativos em torno da média. A média ocorre no ponto central de máxima freqüência e vale zero (µ = 0). Quando (x . a média das medições é µ e o desvio padrão é σ. Intervalos Estatísticos O valor exato da média de uma população de dados. Há uma diminuição exponencial na freqüência quando o valor dos desvios aumenta. 2. que está associado com um grau de probabilidade.Estatística da Medição (x . Porém. Intervalo com n pequeno (n < 10) Populações com n muito grande (n > 20) requerem muito tempo para a computação de 7. (n > 20) com desvio padrão σ e média µ. e garantir que a média da população. para uma probabilidade de 95%.µ) = σ. achar a probabilidade de x cair dentro de um determinado intervalo é equivalente a encontrar a área debaixo da curva limitada pelo intervalo. Na prática. Quando se tem uma particular destruição normal de uma variável aleatória x. com uma probabilidade de acerto de P% que a medição x se encontra entre os limites: µ. P%. 2. f. O que se faz é tirar uma amostra significativa da população. usa-se uma amostra com (n < 20) e tem-se a média x .

78 0.78 s < x < 2.78 (Tab.75 2.72 1.71 1.26 0.71 1.30 0.71 3. exceto que é mais achatada e se espalha mais progressivamente para valores pequenos de n. por exemplo 5 medições.09 0.75 2.64 1.45 0.81 2.11) e se tem 2. a probabilidade associada e o número de medições replicadas.74 2. O parâmetro estatístico t é chamado de t do Student.66 9.13 2. porque o desvio padrão das médias das amostras é mais confiável que o desvio de apenas uma amostra. Para evitar problemas com segredos profissionais.31 12. Aumentar o número de replicações da medição custa tempo e nem sempre o ganho é significativo.82 2. então se obtém o desvio padrão das médias ( s x ) e o fator de cobertura pode ser menor. obtido de tabelas. Gosset publicou o papel sob o pseudônimo Student. Foram desenvolvidos métodos científicos para tornar mínimos os erros quando se manipulam amostras com pequeno número de dados.25 3.72 2. probabilidade de 95%.90 2.50 3.ts < x < x + ts (P%) t obtido de uma tabela que relaciona o seu valor.92 5.73 2. S. 2.Estatística da Medição seus parâmetros e há uma grande probabilidade de enganos nos cálculos. t.00 6.68 1. onde n é o número de dados da amostra e a probabilidade (P). quando ele escreveu o artigo clássico. O teste t permite descobrir se toda a variabilidade em um conjunto de medições replicadas por ser atribuída ao erro aleatório. É mais pratico e rápido trabalhar com populações com número pequeno de dados (n < 10). por que Student foi o pseudônimo usado por W.4.00 0. pois ele é inversamente proporcional a n.23 0. por n . Neste caso. grau de liberdade α = (1 .60 4.96 ∞ ν = (n-1).13 0. Agora. ele descobriu o famoso tratamento estatístico de pequenos conjuntos de dados. para probabilidade de P%. tem-se: x−f sx n <x<x+f sx n (P%) Quando o número de dados de cada amostra é pequeno.58 x = x ± ts ou x .70 2.66 2. para 5 replicações (grau de liberdade 4). Os valores de t caem muito rapidamente no início e depois caem lentamente.36 3. O grau de liberdade (ν) é dado por n-1.69 1.35 3.intervalo de confiança) onde tP é o coeficiente de confiança. Neste caso.03 3. 1908. Gosset era empregado da Guinness Brewery e sua função era analisar estatisticamente os resultados da análise de seus produtos.86 2.84 2.92 4. t vale 2.70 1. 1. Por exemplo. f. divide-se o fator de cobertura.68 1.95 2.36 0.02 2. o desvio padrão aumenta.68 1.17 2. o fator de cobertura se torna o tP do Student e tem-se: x = x ± tP s n (P%) Exemplo 40 . que é Tab. Gosset. Com o resultado de seu trabalho. 6.67 2.04 0. o fator de cobertura é dado pelo t do Student. a partir do grau de liberdade (ν) e da probabilidade (P%). que apareceu na revista Biometrika.70 1.78 s 7. Vol. 2.83 2.94 2. O número compromisso sugere três a quatro replicações 1.71 0. Tabela Resumida de t ν 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 15 20 30 60 t50 t90 t95 t99 63.31 0. Intervalo para várias amostras Quando se tem n conjuntos de amostras com N dados (N ≤ 20). e também a incerteza aumenta. A distribuição t-Student tem formato semelhante ao da distribuição normal.69 1.76 2. Por exemplo. Nr.57 0.84 4.11.18 0.

Teste do χ2 (qui quadrado) O teste de χ2 (lê-se qui quadrado) é usado para verificar se um fenômeno observado se comporta como um modelo esperado ou teórico. não existe uma regra para definir a retenção ou rejeição do dado.40 46.. mas grosseiros.36 + 46. ele pode ser usado para comparar o desempenho de máquinas ou outros itens.32 Desvio -0.32 ± 0. tem-se t = 5.40 + 46.04 -0.20 8.9. Quando um conjunto de dados contem um resultado marginal que difere excessivamente da média. o valor absoluto (sem considerar o sinal) da diferença entre o resultado questionável e seu vizinho mais próximo é dividido pela largura de espalhamento do conjunto inteiro dá a quantidade Qexp Q exp = xq − xn w 8.3. como os dados devem ser relatados para um nível de 99% de confiança? 3. a decisão que deve ser tomada é rejeitar ou reter o dado.2. localizações da linha de centro de furos em 41 . Coeficiente de variação CV = 0. Média x= 46. determinar: 1. Conformidade das Medições 8. desvio padrão estimado 3. Se estabelecem limites indulgentes na precisão e torna fácil a rejeição. ainda há erros aleatórios e longe da média.32 Fig. retira-lo do conjunto de dados 2. A escolha do critério para rejeitar um resultado suspeito tem seus perigos.4 × 0. A vida útil de lâmpadas. Infelizmente. Pontos suspeitos ou outliers 4. Não são sistemáticos nem aleatórios.25 + 46.07 +0. desvio padrão relativo percentual 4. ex. Probabilidade de 99%. Desvio padrão estimado s = 0. p.15% 46. por um teste Q. tem-se α = 0. 8.08 +0. 2. média 2. retenha o dado questionável. Um dado com erro grosseiro é marginal (outlier). instrumentos calibrados e procedimentos cuidadosos.0695 4 = 46. Se Qexp < Qcrit. deve-se: 1. Quando se encontra um erro marginal.28 4 2. Teste Q No teste Q.32 ± 5.0695 3.32 46.36 46. Introdução Mesmo com métodos válidos. identifica-lo Se Qexp > Qcrit. Por exemplo.Estatística da Medição Para o conjunto de medições abaixo.01 Grau de liberdade (4-1) = 3 Da tabela.84 Então o melhor valor da média é 46. Medições 46. provavelmente se jogará fora medições que certamente pertencem ao conjunto.32 46. corre-se o risco de reter resultados que são espúrios e tem um efeito indevido na média. introduzindo um erro sistemático aos dados. rejeite o dado questionável.25 46.0695 × 100% = 0.04 1. Se estabelece uma norma rigorosa que torna a rejeição difícil.32 46.28 Respostas Media 46. dar razões para sua rejeição ou retenção.1.

assumindo que a distribuição está de conformidade com a distribuição original. localizações de tiros de artilharia e missões de bombardeio seguem a distribuição χ2. a normal..fen são as n freqüências esperadas. Se a distribuição da amostra está de conformidade com a distribuição teórica assumida. .. . maior é a discordância entre a distribuição esperada e os valores observados. deve-se ter χ2 = 0. Para comparar as diferentes partes da distribuição observada. A diferença dos valores acima dá a probabilidade se os dois limites cairem ou entre (0 e +∞) ou (0 e -∞). pois os arredondamentos devidos à interpolação na tabela das probabilidades provocam pequenas diferenças.fon são as n freqüências observadas Pode também se falar de uma distribuição χ 2. 5.Estatística da Medição placas. assuma uma variável normal padrão zh e zl para os limites superior e inferior. o parâmetro χ2 é muito útil na análise estatística dos dados.Os valores dependem se é tomado apenas um lado ou os dois lados da curva. por exemplo. ( fe 1 − fo 1 ) 2 fei i =1 n onde n é o número de valores que são somados para produzir o valor de χ2 m é o número de constantes usadas no cálculo das freqüências esperadas 42 . por exemplo. a partir das freqüências esperadas em várias classes. com índice ν. determine as probabilidades da função entre (0 e zh) e (0 e zl). 3. da tabela da distribuição normal. baseada em uma hipótese ou distribuição. calcule o valor médio e o desvio padrão. 4. definida como: ⎡ (O − E ) 2 ⎤ i i ∑⎢ E ⎥ ⎥ ⎢ i ⎦ ⎣ onde Oi é a freqüência da ocorrência observada no io intervalo de classe Ei é a freqüência da ocorrência esperada no io intervalo de classe . Para evitar que as contribuições anormalmente grandes no parâmetro χ2 quando as freqüências esperadas forem pequenas. de modo que a freqüência esperada em cada classe não seja menor que 5. usa-se um fator de correção para fazer a soma das freqüências esperadas igual ao número de observações. para avaliar a validade dos dados. estima-se a freqüência esperada de cada classe. fe2. Quanto maior o valor de χ2. através dos seguintes passos: 1. Isto é explicado pelo fato de os valores relativamente grandes das freqüências esperadas próximas do valor médio dos dados estarem no denominador de χ2.. a soma dos valores acima dá a probabilidade no dado intervalo. menor é a probabilidade que a distribuição observada satisfaça a distribuição observada. em comparação com os valores próximos do valor médio da curva. 7. dividindo-os pela respectiva freqüência esperada de cada classe. Quanto maior o valor de χ2. Estes valores são normalizados em cada classe. 6. assume-se que as medições são uma amostra de alguma distribuição conhecida.m) é o grau de liberdade. Deste modo. fo2. subdividem-se os dados em um número de n classes e determina-se a freqüência observada em cada classe. respectivamente. deve-se reagrupar as várias classes. fo1. 2. O objetivo é determinar se as freqüências observadas e esperadas estão próximas o suficiente para se concluir se elas são provenientes de mesma distribuição de probabilidade. A mesma ordem de desvio nas freqüências esperadas e observadas causa relativamente maior contribuição no parâmetro χ2 nas extremidades da curva dos dados normalmente distribuídos. Para a aplicação do teste do χ2. se o limite superior estiver entre (0 e +∞) e o limite inferior estiver entre (0 e -∞) e vice-versa. Quando se obtém um conjunto de medições.. para cada intervalo da classe. multiplique a probabilidade da distribuição em um dado intervalo de classe pelo número total de observações para obter a freqüência esperada de ocorrências da variável neste intervalo. fe1. determina-se o parâmetro χ 2 pela equação 2 χ (n-m) ν = ∑ (n . O numerador da expressão de χ2 representa os quadrados dos desvios entre as freqüências esperadas e observadas nas n classes e é sempre positivo. como a soma das freqüências esperadas em todas as classes não é necessariamente igual ao numero total de observações. a normal. Depois.

Solução 1.52 0.13 .741 zh -1.012 0.15 . tem-se 4. Rejeição de espúrios pelo critério de Chauvenet Observações dmax/σ 2 3 4 5 6 7 10 15 25 50 100 1.3084 0.46 0.54-0.82 13.1 e 0. Obtém-se χ2 = 1. determine os valores dos graus de liberdade F que é igual a (n .83 13.48 0.1280 0.4592 0.18 -1.434 1.15 1.525 -0.16.58 foi 3 10 12 16 10 6 3 zl -2.81 Tab.012 O número de grau de liberdade F é (n-m).012 (foi-fei)2/fei Tab.97 2.33 2.361 0.4364 0. Os valores do teste χ2 até o nível de 10%.182 0.Coeficientes e freqüência Coeficiente 0.48-0.0975 0.525 -0.Estatística da Medição 1.87 8.56-0. Usando a tabela da Distribuição Normal.20 Na tabela acima.80 1.54 0. 2.57 15.50 0.4.0360 fei 2.219 0.Freqüências # 1 2 3 4 5 foi 13 12 16 10 9 fei 10. A tabela dá o valor do desvio do ponto para média que deve ser excedido para rejeitar este ponto.03062 2. Tab.485 0.50 0.m).0864 0.51 s = 0. o número de termos que são somados para dar χ2 é n = 5. 8.52-0. resulta que os dados devem ser aceitos ou que os dados estão conforme a distribuição normal. Determinação do valor médio e do desvio padrão: x = 0.96 2.83 Total: foi-fei 0. 2.50-0.57 15.99 7.44-0. 2.38 1.394 P(zl) 0.741 2.2217 0. Assim que todos os pontos espúrios são rejeitados. então F = 5 .56-0.086 0.50-0.54 1.54 0.872 -0.48 0.13 2.57 0.46-0.87 8. determine a probabilidade de a medição real estar de conformidade com a distribuição esperada a partir das tabelas de χ2 ou do diagrama χ2 .52-0.088 1.52 0.44-0.1678 0. m = 3. determinam-se as probabilidades entre os intervalos das diferentes classes.46 0.9.012 não é muito grande e como a probabilidade P(χ2) = 0.87 5.605.56 0.57 2.4952 P(∆z) 0. as freqüências esperadas da primeira e última classe são menores que 5 e por isso elas devem ser combinadas com as classes adjacentes para fazê-las maiores que 5 e obtém os seguintes cálculos: dmax é o desvio máximo aceitável σ desvio padrão da população 43 .54-0.3 = 2 Para 2 graus de liberdade.3617 0. da tabela.F.308 0. porque há três quantidades: número total de observações.57 11.65 1.73 1.62 (obtida da curva onde χ2 =1.Tabela de freqüências # 1 2 3 4 5 6 7 Classe 0. Teste de Chauvenet O teste de Chauvenet estabelece que uma leitura pode ser rejeitada se a probabilidade de se obter um desvio particular da média é menor que 1/2n.0489 0.14 .434 1. o valor de χ2 ao nível de 10% de probabilidade do χ2. o valor médio e o desvio padrão dos dados que são usados no cálculo das freqüências esperadas.58 Freqüência observada 3 10 12 16 10 6 3 Determinar se os valores dos coeficientes de atrito seguem a distribuição normal ou não.439 0. O número m é igual ao número de quantidades obtidas das observações que são usadas no cálculos das freqüências esperadas.46-0. Exemplo Os coeficientes de atrito entre o vidro e a madeira foram medidos no laboratório com uma técnica livre de erros sistemáticos. Como o valor de χ2 = 1.48-0.219 0.872 -0.2545 0. 3.167 0.1939 0. calcula-se uma nova média e um novo desvio padrão para a amostra.088 1. No problema.459 P(zh) 0.17 2.295 0.178 -1. 2.56 0.43 -1. No problema.084 1.436 0.57 11. Os dados obtidos são: Tab. determine o valor de χ2 para os dados disponíveis 2. onde n é o número de observações.012 e F = 2) está entre 0.

pode ser reduzido para 0. Embora isso seja difícil de se encontrar.Estatística da Medição 8. Se o teste estatístico indicar a retenção. Como o teste Q. se o valor da probabilidade no teste χ2 está abaixo do limite inferior prescrito.5.9. Se possível. por qualquer razão. Infelizmente. 3. A aplicação cega de testes estatísticos para determinar a rejeição ou retenção de uma medição suspeita em um pequeno conjunto de dados não é provavelmente mais confiável do que uma decisão arbitrária. A concordância ou discordância entre o dado novo e o original suspeito serve para manter ou rejeitar o dado suspeito. Em certos casos. Não-Conformidades As recomendações para o tratamento de um pequeno conjunto de resultados que contem um valor suspeito são: 1. Reexaminar cuidadosamente todos os dados relacionados com o outlier para ver se um erro grosseiro afetou seu valor. A aplicação de bom julgamento baseado na experiência e conhecimento do processo envolvido é um enfoque válido. quando ocorrer. Apostilas\Metrologia 2Estatística. Outros Testes Existem vários outros testes estatísticos para fornecer critérios para rejeição ou retenção de outliers.9. 4. se for possível. 5. Se o valor de χ2 é muito pequeno e próximo de zero.7. se os valores de probabilidade no teste χ 2 caem entre 0. 8. quando aplicadas a amostras com poucos dados. então o resultado é significante e os dados da amostra são considerados inteiramente diferentes da distribuição assumida. estes outros também assumem que a distribuição dos dados da população seja normal. considerar a mediana no lugar da média do conjunto. aplicar o teste Q ao conjunto existente para ver se o resultado duvidoso deve ser retido ou rejeitado em base estatística. Conformidade (goodness of fit) Os critérios estatísticos para verificar se um conjunto de dados está de conformidade com as distribuições teóricas assumidas são: 1. ou seja. o parâmetro χ2 é muito grande. Se não se tem nenhum dado adicional. na prática. a única razão válida para rejeitar um resultado de um pequeno conjunto de dados é a certeza que foi cometido um erro no processo da medição. chamado de nível de significância. 2. não há razão de duvidar da hipótese.1 e 0.DOC 24 SET 98 (Substitui 01 ABR 98) 44 . o limite inferior da probabilidade χ 2. Enfim. então a probabilidade pode exceder o limite superior de 0. As regras estatísticas que são confiáveis para distribuição normal de dados devem ser usados com extremo cuidado. Repetir a análise.6. Neste caso. então a distribuição observada segue a distribuição assumida. os dados são considerados suspeitosamente bons. 3. A mediana tem a grande virtude de permitir a inclusão de todos os dados em um conjunto sem influência indevida de um valor suspeito.05. esta condição não pode ser aprovada ou reprovada para amostras que tenham muito menos que 50 resultados. 2. Deve-se ter cautela para rejeitar um dado. 8. estimar a precisão que pode ser razoavelmente esperada para estar seguro que o resultado suspeito realmente é questionável.

Mostrar a função linear. no comprimento 10 metros (10 m). sob diferentes aspectos. Cada valor é medido e expresso em unidades. 1. unidades. Em instrumentação há vários números adimensionais úteis como número de Reynolds. ex. padrões e realização física.1. Apresentar os conceitos e notação da função e da correlação. Por exemplo. variáveis ou constantes. Quanto aos valores assumidos. Como exemplos. O valor é também chamado de dimensão. 2. o resultado é sem dimensão ou adimensional. de natureza mecânica. a sua área é uma quantidade física que pode ser expressa por um valor numérico (p. associado à unidade também é adimensional. Weber. É possível se ter quantidades adimensionais ou sem dimensão. O círculo é uma figura geométrica. sendo a unidade do resultado igual à unidade das parcelas. Valor da quantidade O valor é uma característica da quantidade que pode ser definida quantitativamente. Conceituar as quantidades físicas quanto a energia e propriedades: intensivas ou extensivas. Pode-se somar ou subtrair somente quantidades de mesma dimensão e unidade. Para descrever satisfatoriamente uma quantidade para um determinado objetivo. 45 . O valor numérico da quantidade. informação e probabilidade. ex. cujo símbolo é m. 3. Exemplo de quantidade adimensional é a densidade relativa. elétrica. Quantidade Física 1. Froude. 4. metro quadrado). Listar as sete quantidades físicas de base e as duas complementares. A unidade tem um tamanho relativo e subdivisões que são diferentes entre os diversos sistemas de medição. Mach. densidade relativa é uma quantidade física adimensional. tamanho. π. massa é uma quantidade física expressa em kilogramas. velocidade é uma quantidade física expressa em metros por segundo e 3. Porem. 2. unidades e padrões. definida como a divisão da densidade de um fluido pela densidade da água (líquidos) ou do ar (gases). contínuas ou discretas. 1. 1.. Listar as quantidades físicas derivadas mais comumente encontrada na Engenharia.2. Quantidades Medidas Objetivos de Ensino 1. O círculo não é uma quantidade física. continuas ou discretas. pois é caracterizado por uma certa forma geométrica que não pode ser expressa por números. dependentes ou independentes. 1. como eficiência. mostrando seus conceitos. Pode-se multiplicar ou dividir quantidades de quaisquer dimensões e a dimensão do resultado é o produto ou divisão das parcelas envolvidas. Uma quantidade adimensional é caracterizada completamente por seu valor numérico. 5) e uma unidade (p. Geralmente são definidas como a divisão ou relação de duas quantidades com mesma dimensão.3. as quantidades podem ser variáveis ou constantes.. 10 é um número adimensional e metros é a unidade de comprimento usada.3. Classificação das Quantidades As quantidades possuem características comuns que permitem agrupá-las em diferentes classes. amplitude. Conceito Quantidade é qualquer coisa que possa ser expressa por um valor numérico e uma unidade de engenharia. mecânicas ou elétricas. Muitas noções que antes eram consideradas somente sob o aspecto qualitativo foram recentemente transferidas para a classe de quantidade. mostrando seus conceitos. química e de instrumentação. os valores de interesse devem ser identificados e representados numericamente.

calor especifico. Uma transvariável ou variável entre dois pontos (across) é aquela que existe entre dois pontos do elemento. viscosidade. estas classificações se superpõem. maior é o valor da variável extensiva. As variáveis extensivas independem das propriedades das substâncias. 46 . As variáveis de quantidade incluem volume. Todos os objetos em um sistema dinâmico envolvem uma relação medida ou definida entre uma transvariável e uma pervariável. área. massa. as variáveis podem ser intensivas ou extensivas. Quanto maior a quantidade da substância. que a pressão da água é uma quantidade variável em função da altura liquida e a densidade da água é uma quantidade constante em função da altura liquida e do tempo. resistor e indutor elétricos podem ser definidos em termos da relação entre a transvariável voltagem e a pervariável corrente. Por exemplo. nível. Uma perváriável pode ser medida ou especificada em um ponto no espaço. velocidade. Exemplos de variáveis intensivas: pressão. a temperatura é uma quantidade variável contínua de energia intensiva. As variáveis de energia se relacionam com a energia contida no fluido ou no equipamento do processo. densidade e tensão superficial. Porem. as variáveis podem ser pervariáveis ou transvariáveis. Elas independem da quantidade do produto e por isso são intensivas. As variáveis de energia incluem temperatura e pressão. energia especifica. Em um sistema com volume finito. opacidade e turbidez. pH. temperatura e voltagem. Constante ou variável constante é aquela cujos valores permanecem inalterados durante o tempo de observação e dentro de certos limites de precisão. Com relação ao fluxo de energia manipulada. energia. temperatura. porque independem da quantidade da substância. Todas as grandezas especificas são intensivas. sob observação ao longo de um tempo. Energia e Propriedade As variáveis de quantidade e de taxa de variação se relacionam diretamente com as massas e os volumes dos materiais armazenados ou transferidos no processo. transvariável. Exemplos: força. inflamabilidade. em qualquer ponto do tanque. com um determinado grau de precisão. as variáveis podem ser independentes ou dependentes. corrente elétrica e carga elétrica. Por definição. conteúdo de água. Extensivas e Intensivas O valor da variável extensiva depende da quantidade da substância. As principais variáveis de propriedade são: a densidade. por exemplo. Na elaboração de listas de quantidades do processo que impactam a qualidade do produto final é também necessário o conhecimento total das características da quantidade. energia. composição química. Em outras palavras. viscosidade. explosividade. Obviamente. a densidade da água pode ser considerada constante. Por exemplo. elas podem ser variáveis de quantidade ou de qualidade. As variáveis das propriedades das substâncias são especificas e características das substâncias. volume. A colocação e a ligação incorretas do medidor podem provocar grandes erros de medição e até danificar perigosamente o medidor. Sob o ponto de vista de função. seja um tanque cheio de água. os valores intensivos podem variar de ponto a ponto. as variáveis de energia e das propriedades das substâncias são intensivas. umidade absoluta ou relativa. Elas deixam de ser importantes assim que os produtos são feitos. Para se medir corretamente uma quantidade é fundamental conhecer todas as suas características. A pressão que a coluna de água exerce em diferentes pontos verticais é variável e depende da altura. Diz-se. Elas determinam a eficiência e a operação em si do processo.Quantidades Medidas Sob o ponto de vista termodinâmico. o capacitor. condutividade elétrica ou térmica. vazão. Elas podem determinar indiretamente as propriedades finais do produto e podem estar relacionadas com a qualidade do produto. então. o valor especifico é o valor da variável por unidade de massa. usualmente um ponto é a referência. calor especifico e peso especifico. Exemplos: deslocamento. ao mesmo tempo. Exemplos de variáveis extensivas: peso. Pervariáveis e Transvariáveis Uma pervariável ou variável através (through) é aquela que percorre o elemento de um lado a outro. momento. Sob o ponto de vista termodinâmico. a corrente elétrica é uma variável continua de quantidade. Variáveis e Constantes A variável de processo é uma grandeza que altera seu valor em função de outras variáveis. Para medir ou especificar uma transvariável são necessários dois pontos no espaço. extensiva e pervariável. Por exemplo. O valor da variável intensiva independe da quantidade da substância. cor. peso e velocidade de maquinas de processamento.

O volt (V). porem. unidade de resistência elétrica. O ohm (Ω). como comprimento massa e tempo. Deve-se escolher os parâmetros mais significativos entre as várias características do processo. Wilhelm Kohlraush mediu a resistência em termos destas unidades. Nesta época as unidades destas grandezas ainda não eram estabelecidas. é chamada de parâmetro. mas que assume valores diferentes em outras etapas. Na prática. é a resistência elétrica entre dois pontos de um condutor quando uma diferença de potencial constante de 1 V aplicada a estes pontos produz no condutor uma corrente de 1 A. Os valores da tensão elétrica eram estabelecidos em termos de potencial de uma pilha voltaica específica. Variável discreta é aquela que assume somente certos valores separados. na prática sempre há uma variabilidade natural em qualquer grandeza. Estes princípios de Weber formam a base do sistema atual de medições elétricas. a maioria absoluta das variáveis é continua. freqüência que depende apenas do tempo. O objetivo do controle de processo é o de manter constante uma variável ou deixá-la variar dentro de certos limites. Era evidente a necessidade de um sistema universal de unidades no campo elétrico. massa e tempo. A análise dos circuitos elétricos começou em 1827. 47 . Como ela é constante. o condutor não sendo fonte de qualquer força eletromotriz. Por exemplo. São exemplos de quantidades mecânicas: 1. Karl Friedrich Gauss mediu a intensidade do campo magnético da terra em termos de comprimento. é a diferença de potencial entre dois pontos de um fio condutor percorrido por uma corrente constante de 1 A. Em 1861. força. 3. Como.Quantidades Medidas Pode-se considerar incoerente chamar uma constante de variável. raramente se mede continuamente uma constante. massa. quando se faz uma experiência para estudar o comportamento da pressão de líquidos em um tanque. área e volume que dependem apenas do comprimento. Em 1832. Por exemplo. Mecânicas e Elétricas As quantidades mecânicas são as derivadas do comprimento. uma quantidade constante é um caso especial de uma quantidade variável. basta medi-la uma única vez e considerar este valor em cálculos ou compensações. comprimento e tempo 4. dentro dos quais a grandeza se mantém constante. deve-se estabelecer os limites de tolerância. quando há alteração de montagem. a natureza não dá saltos. velocidade e aceleração que envolvem comprimento e tempo. Os valores de resistência eram estabelecidos em termos da resistência de um comprimento particular de fio de ferro com um diâmetro específico. Na natureza. Exemplo de uma variável contínua: a temperatura de um processo que varia continuamente entre 80 e 125 oC. quando a potência dissipada entre estes pontos é igual a 1 W. baseado no fio de liga platina-prata. introduziu um sistema completo de unidades elétricas baseado em unidades mecânicas. em 1851. energia e potência que envolvem massa. A produção contínua de eletricidade se tornou realidade com a invenção da pilha por Volta. A constante é a variável que assume somente um valor fixo durante todo o tempo. Uma variável contínua é medida. Em instrumentação. usando-se líquidos com densidades diferentes entre si. Por exemplo. a diferença de altura do elemento sensor e do instrumento receptor influi na pressão exercida pela coluna líquida do tubo capilar. Parâmetro é uma quantidade constante em cada etapa da experiência. corrente e resistência. uma chave só pode estar ligada ou desligada. Os valores de corrente eram medidos com um arranjo de agulha compasso e bobina. mantida na instalação e considerada na calibração. Contínuas e Discretas Variável contínua é aquela que assume todos os infinitos valores numéricos entre os seus valores mínimo e máximo. relacionadas com as unidades mecânicas já estabelecidas. Porem. As unidades elétricas SI derivadas podem ser definidas em função de quantidades mecânicas. Em 1849. a densidade. o novo valor da altura é considerado na calibração do instrumento. Esta altura é definida pelo projeto. em 1800. constante para cada liquido e diferente entre os líquidos. O número de peças fabricadas é um exemplo de variável discreta. a Associação Britânica para o Avanço da Ciência introduziu o ohm padrão. as variáveis discretas estão associadas a eventos ou condições. unidade de diferença de potencial e força eletromotriz. 2. tempo e temperatura. Wilhelm Weber. quando George Simon Ohm descobriu a relação entre voltagem. Uma variável discreta é contada. Ela não é medida continuamente.

é o fluxo que. geralmente existem alarmes que chamam a atenção do operador para assumir o controle manual do processo. a pressão manométrica pode ter valores positivos e negativos (vácuo). vazão volumétrica ou mássica (mecânica) e nível (mecânica). Quando há falhas no controle automático e estes limites são atingidos. geralmente são estabelecidos outros limites de desligamento (trip ou shut down). todo o processo é desligado. porem o 0% pode ser igual ou diferente de zero. A faixa de calibração deve ser cuidadosamente escolhida e deve ser consistente com a faixa de operação do sistema de medição. resistência. A faixa de medição sempre vai de 0 a 100%. Esta faixa define sua largura de faixa de entrada (span). é a capacitância entre as placas do capacitor onde aparece uma diferença de potencial de 1 V quando é carregado por uma quantidade de eletricidade de 1 C. a temperatura absoluta ou termodinâmica só pode assumir valores positivos. A largura de 48 . viscosidade (mecânica) e composição (química). unidade de quantidade de eletricidade.faixa com zero suprimido -10 a 100 oC . Na prática. O tesla (T) é a densidade de fluxo de 1 Wb/m2.4. unidade de fluxo magnético. Quando a variável atinge os valores de desligamento. Limites de Faixa É importante evitar extrapolação além da faixa da calibração conhecida durante a medição pois o comportamento do sistema de medição não é registrado nesta região. é a indutância de um circuito fechado em que uma força eletromotriz de 1 V é produzida quando a corrente elétrica varia uniformemente à taxa de 1 A/s.Quantidades Medidas O coulomb (C). atuando manualmente nos instrumentos e equipamentos do processo. A temperatura na escala Celsius pode assumir valores negativos ou positivos. O operador deve levar os valores da variável novamente para dentro dos limites de operação normal. para proteger o operador ou os equipamentos envolvidos. Por causa da instrumentação eletrônica. pressão (mecânica). as quantidades elétricas como voltagem.faixa com zero elevado O conceito de faixa com zero elevado ou suprimido é particularmente importante na calibração de transmissores de nível. O weber (Wb). As principais variáveis envolvidas na indústria de processo são quatro: temperatura (grandeza de base). pois elas estão ligadas naturalmente aos instrumentos eletrônicos de medição e controle de processo e de teste e calibração destes instrumentos. capacitância e indutância se tornaram muito importantes.15 oC = 15 oC).faixa normal 10 a 100 oC .xmin De modo análogo. O farad (F).(-15) oC = 45 oC]. A largura de faixa da saída ou fundo de escala de operação é expressa como: ro= ymax . A faixa de temperatura de -15 a 30 oC tem largura de faixa de 45 oC. 1. faixa vale 15 oC. porem. A faixa de operação da entrada é definido como estendendo de xmin até xmax. são também medidas a densidade (mecânica). Porem. uma variável pode ter limites de operação normal e limites de operação anormal. em função do processo e da unidade usada. na instrumentação. Porem. unidade de capacitância. A terminologia das faixas é a seguinte: 0 a 100 oC . expressa como a diferença entre os limites da faixa ri = xmax . a variável continua se afastando dos limites de operação normal. (30 .ymin Por exemplo. a pressão absoluta só pode assumir valores positivos. ligando um circuito de uma volta produz nele uma força eletromotriz de 1 V se for reduzido a zero em uma taxa uniforme de 1 s. [30 . é a quantidade de eletricidade transportada em 1 s por uma corrente de 1 A. Em menor freqüência. Os limites de operação normal são aqueles assumidos pela variável quando não há problemas no controle automático do processo. a faixa de operação da saída é especificada de ymix para ymax. O henry (H). Há variáveis que podem assumir valores negativos e positivos. a faixa de temperatura de um ambiente pode ser de 15 a 30 oC. em kelvin. por motivos de falha em algum equipamento ou instrumento da malha de controle automático. são manipulados os sinais pneumático (20 a 100 kPa) e eletrônico (4 a 20 mA cc). Faixa das Variáveis Faixa e Largura de Faixa Os limites mínimo e máximo definem a faixa (range) de operação do sistema. Quando. unidade de indutância elétrica. Por exemplo.

a medição de vazão com placa de orifício tem incerteza expressa em percentagem da vazão máxima medida ou do fundo de escala. 49 . gráfico. bastaria calibrar dois únicos pontos de uma reta de calibração. O instrumento com erro de zero e de largura de faixa possui precisão expressa em percentagem do fundo de escala. Por exemplo. a pressão de gás com massa constante. As variáveis independentes podem se alterar arbitrariamente e são também chamadas de argumentos. transmissor inteligente de pressão diferencial.5. A função pode ser constante. função pode ser contínua ou discreta. Por exemplo. Domínio ou definição da função é a totalidade dos valores que a variável independente pode assumir. Quando se tem uma relação não-linear é comum e conveniente linearizá-la. Por exemplo. 2. quando assume um único valor. Por exemplo.Quantidades Medidas Faixa e Desempenho do Instrumento Em Metrologia. Uma função matemática pode ser representada por: 1. a temperatura ambiente varia ao longo de um dia ou de um ano. A função é discreta quando ela possui pontos de descontinuidade. a área do círculo S S = π r2 r é a variável independente ou argumento S é a variável dependente ou função. é fácil se fazer interpolação e extrapolação de pontos. Podem existir regras para determinar o valor da variável dependente para cada valor do argumento sem relação matemática conhecida. quando se repete em intervalos definidos. 1. Instrumento com erro devido apenas à largura de faixa possui precisão expressa em percentagem do valor medido. é importante se conhecer a faixa calibrada do instrumento e o seu ponto de trabalho. pois tipicamente. A função é continua quando a variação gradual do argumento resulta em variação gradual da função. na medição da vazão com placa de orifício. através da função matemática inversa. pode-se ter: y = ax + b (linear) onde a e b são parâmetros constantes arbitrários. onde a 1. fórmula analítica 2. Função Linear Na prática. Por exemplo. A função pode assumir valores múltiplos e ser sempre crescente ou decrescente. Por exemplo. Variáveis dependentes tem valores determinados pelos valores de outras variáveis independentes e são também chamadas de funções. A forma geral de uma função linear é: y = ax + b onde y é a função x é o argumento a e b são parâmetros constantes. As funções podem depender de um único argumento (área do círculo em função do raio) ou de dois ou mais argumentos. A função é a lei de correspondência entre os valores das variáveis. dois pontos (ou um ponto e uma inclinação) são suficientes para determinar uma reta e como conseqüência. a função linear é muito interessante e comum. Quando a função é conhecida. tem-se: y = f(x) onde x pode assumir certos valores particulares. sem pulos. Função Matemática Conceito A função é uma regra ou lei de acordo com a qual os valores da variável independente correspondem aos valores da variável dependente. de modo aleatório e imprevisível. A função pode ser periódica. As variáveis podem ser independentes ou dependentes de outras variáveis. tabela de valores 3. p p = RT/V depende da temperatura (T) e do volume do gás (V) e R é uma constante física. Ser linear é conveniente pois. A representação gráfica de uma função linear é uma linha reta. A função é uma relação causal. a precisão do instrumento é expressa ou em percentagem do fundo de escala ou em percentagem do valor medido. onde a é a inclinação da reta b é o ponto onde a reta corta o eixo y -b/a é o ponto onde a reta corta o eixo x A linearidade é um dos parâmetros da precisão do instrumento. turbina medidora de vazão. Notação Quando y é função genérica de x.

I 6. comprimento (metro). porque. Quando se diz que o fumo reduz a duração da vida de uma pessoa. onde há muitas exceções que contradizem a relação.Quantidades Medidas pressão diferencial gerada pela placa é proporcional ao quadrado da vazão que se quer medir. na prática. dimensão: 1. Correlação Correlação é a relação entre duas variáveis aleatórias que não é função determinística. Hoje. A extrapolação linear se processa de modo semelhante. M 3. O incremento de uma função linear é diretamente proporcional ao incremento do argumento: ∆y = k ∆x Esta propriedade do incremento é a base da interpolação linear. na realidade. todas as pessoas mais altas seriam mais pesadas que as mais baixas. Por exemplo. Quantidades de Base do SI As unidades SI são divididas em três classes: 1. J. As grandezas de base eram anteriormente chamadas de grandezas fundamentais. T 4. também há um correlação ou dependência correlativa. quantidade de matéria (mol). A função pode ser substituída por um segmento de reta que 1. Somente a massa tem um padrão material. O coeficiente de correlação -1 indica uma correlação negativa perfeita. O peso não depende unicamente da altura da pessoa. há uma correlação entre a altura e o peso das pessoas. Se o peso fosse função apenas da altura. a termodinâmica (temperatura). e de um modo geral. pessoas de mesma altura tem pesos diferentes e pessoas com alturas diferentes podem ter pesos iguais. quando uma aumenta a outra também aumenta. 2. massa (kilograma). quando uma variável é linear e diretamente proporcional a outra. embora haja muitas exceções. unidades suplementares 3. comprimento. quando se considera a distribuição da probabilidade da duração da vida. O coeficiente varia continuamente entre +1 e -1. A interpolação é usada. Mesmo com tantas exceções. substitua a função por uma linha reta entre x0 e (x0 + h) y −y y = yo + 1 o ( x − xo ) h Tal substituição é possível e válida no caso da função f(x) diferir levemente da função linear no intervalo entre xo e (xo + h). As primeiras quantidades definidas eram de natureza mecânica. N 7. maior do que a dos fumantes. assuma mesmos valores para x0 e (x0 + h) 2. em tabelas com pequenos intervalos e quando os sucessivos valores da função diferem levemente entre si. Quando o coeficiente é zero. O coeficiente de correlação +1 indica uma correlação positiva perfeita. usa-se o extrator de raiz quadrada para tornar linear a relação entre a pressão diferencial e a vazão. quando uma aumenta a outra diminui linearmente. Suponha que se conheçam os valores de uma função y = f(x) para x = xo e x = (xo + h): f(xo) = yo (fxo + h) = y1 mas os valores para a função y para x entre x0 e (x0 + h) sejam desconhecidos. pesquisa-se para se reduzir as unidades a duas independentes: massa e tempo. corrente elétrica (ampere). Deve-se distinguir claramente entre a relação determinística (função matemática). onde não há exceção alguma e a dependência correlativa (correlação). Θ 5. Depois se definiu a grandeza elétrica (corrente). mas que não afetam a validade geral da inferência de probabilidade. Mas. Outro exemplo. Define-se como coeficiente de correlação a medida da interdependência entre duas variáveis. as pessoas mais altas pesam mais que as pessoas mais baixas. temperatura (kelvin). tempo. não há correlação entre as duas variáveis e elas são totalmente independentes. intensidade luminosa (candela). passando pelo valor zero intermediário. L 2. onde uma variável é inversamente proporcional a outra. é a correlação entre o ato de fumar e a duração da vida das pessoas. unidades de base 2. tempo (segundo). luminosa (intensidade luminosa) e a química (quantidade de matéria). unidades derivadas As sete grandezas de base possuem os seguintes nomes (unidades). a relação entre o peso e a altura das pessoas é uma correlação. Há três quantidades totalmente independentes: massa. experimentalmente se verifica que a vida média dos não fumantes é 50 . As sete unidades base foram selecionadas pela CGPM ao longo do tempo e para atender as necessidades dos cientistas em suas áreas de trabalho. As unidades de base são bem definidas e independentes dimensionalmente.

considerar as unidades radiano e esterradiano como unidades derivadas sem dimensão. y.Grandezas e Unidades de Base SI Quantidade Física Comprimento Massa Tempo Temperatura Corrente elétrica Intensidade luminosa Quantidade de substância coordenadas são suficientes para descrever a posição de um ponto no espaço. Unidades A unidade SI de comprimento é o metro. Unidade metro kilograma segundo kelvin ampere candela mol Símbolo m kg s K A cd mol Em 1980. Foram levantadas questões acerca da razão destas unidades não serem adotadas como de base. para medir comprimento relativo o padrão não é fundamental. suplementares e outras derivadas. área (m2). Na 1a CGPM (1889) o metro foi definido como o padrão físico constituído de uma barra de platina (90%) e irídio (10%). elas poderiam ser consideradas como de base.. define-se a posição. Como a CGPM deixou de chamá-las de base ou derivadas. Estes conceitos são muito importantes em robótica. Corte da barra do Metro Protótipo Internacional 51 . O metro atual é aproximadamente igual ao wand. com símbolo m.Quantidades Medidas As duas unidades suplementares foram adicionadas na 11a CGPM (1960). que significa medir e este termo foi usado pela primeira vez em 1670. Usando o mesmo procedimento. unidade padrão de comprimento criada no Egito em 3500 A. z). Em 1790. É diferente medir o comprimento de uma estrutura em termos absolutos e medir a variação da estrutura provocada por uma tensão mecânica. A medição do comprimento absoluto requer um padrão definido. dividindo o ângulo reto em 100 graus (em vez de 90) e o grau em 100 minutos (em vez de 60) e 1000 metros eram a distância de 1 minuto deste grau na superfície da Terra. ângulo plano (radiano) 2. a circunferência da terra tem aproximadamente 40 000 000 m. Comprimento Introdução O comprimento é uma grandeza de base cujo símbolo é L. ao longo do meridiano da terra passando por Dunquerque. basta um comprimento. A classificação das unidades SI em três classes é arbitrária e não é realmente importante para usar e entender o sistema. As três classes de unidades formam um sistema de medição coerente. porem usou múltiplos de 10.1 . pois o produto ou quociente de qualquer quantidade com múltiplas unidades é a unidade da quantidade resultante. elas são consideradas suplementares. Restringindose o grau de liberdade mecânica. pelo padre matemático Gabriel Mouton (1618-1694). Por analogia. Desse modo.1. Para plotar a posição em um plano definido são necessários dois sensores. como variação relativa (m/m). A medição de comprimento pode ser de valor absoluto e relativo. 2. o comprimento vem em outros parâmetros. que era considerado o Metro Protótipo Internacional. 3.853 184 metros atuais. Para medir a posição ao longo de uma reta definida. 1. para medir a variação do nível do Rio Nilo. para fins de coleta de água e irrigação. Na prática. 3.C. Experimentalmente se percebe que o espaço pode ser descrito em termos de três parâmetros de comprimento (x. França e Barcelona. As unidades derivadas são aquelas formadas pelas relações algébricas entre as unidades de base. o metro valeria 1. pois um robô é um controlador de posição. a CIPM decidiu. Tab. Posteriormente. duas cidades ao nível do mar e no paralelo 45o. o metro foi definido de modo a ser igual a 1/10 000 000 da distância do Polo Norte ao Equador. ângulo (m/m). para manter a coerência interna do SI.1. Laplace definiu o metro pelo mesmo procedimento. A etimologia da palavra metro é metron. ângulo sólido (esterradiano). volume (m3). 1000 metros seriam equivalentes a uma milha náutica. porem. Espanha. grego. velocidade (ms-1) e aceleração (ms-2). que definiu 1 metro como 1/10 000 000 da distância entre o Equador e o Polo Norte da Terra. com o ângulo reto de 90 graus e o grau com 60 minutos. Três Fig. ou seja.

Os valores expressos em milímetros devem ser números inteiros. se a velocidade da luz é definida como um número fixo. o principal é que este número somente é conseguido por extrapolação.3. que dá uma precisão de 3 partes em 1011.2. A 17a CGPM (1983) redefiniu o metro como a distância percorrida pela luz.4. porem deve-se ter uma margem adequada para compensar a perda de incerteza toda vez que os padrões são transferidos para um aparato mais conveniente. O uso do milímetro (mm) é comum em desenhos mecânicos. durante a fração de 1/299 792 458 de um segundo. Estes múltiplos e submúltiplos servem para selecionar prefixos que sejam múltiplos de 1000. a não ser que a precisão requeira dígitos depois da vírgula. Na prática industrial. Esta nova definição dá uma exatidão 10 vezes melhor que a da técnica com Kr-86.73 vezes o comprimento de onda da radiação de transição entre as linhas laranja vermelha. por sua natureza. Micrômetro para medir pequenas dimensões com maior precisão que o paquímetro 52 . como pressão (kgf/cm2). As outras unidades de comprimento usadas incluem o milímetro. Pela comparação física das linhas desta barra com um protótipo secundário se consegue uma exatidão dentro de 2 partes em 107 A 11a CGPM (1960) substituiu o padrão físico do metro por padrão de receita. durante um intervalo de tempo t (L = ct) ou 2. de modo que. a despeito destas limitações. Os padrões secundários são calibrados por interferometria. o padrão tempo servirá como um padrão de comprimento. Régua metálica para medição de comprimentos com pequena precisão Fig. a exatidão está dentro de 2 partes em 108. O metro foi definido como o comprimento igual a 1 650 763. 3. a 0o C e à pressão atmosférica normal . A realização do metro recomendada pela 17a CGPM (1983) é obtida por um dos seguintes métodos: 1. 10 mm de diâmetro. no vácuo. no vácuo. igual a 299 792 458 ms-1 é o resultado de padrões numéricos escolhidos para o tempo e comprimento. através do comprimento L do trajeto percorrido por uma onda eletromagnética plana. então. através do comprimento de onda no vácuo de uma onda eletromagnética de freqüência f (L = c/f). aumenta a probabilidade de erro. pois não é possível estender uma quantidade exata de ondas alem de alguns 20 centímetros. centímetro. no mínimo. condutividade (S/cm). níveis 2p10 e 5d5 do espetro do átomo de Kr-86. raramente se exige este grau de exatidão. kilômetro e micrômetro. O valor da velocidade da luz. 3. 3. Assim. Mas. Também é usado em unidades derivadas. desde que exista um aparato conveniente para converter tempo para comprimento através da velocidade da luz. c.Quantidades Medidas A 7a CGPM (1927) definiu o metro como a distância entre dois traços gravados sobre a barra de platina iridiada. situados simetricamente num mesmo plano horizontal à distância de 571 mm um do outro. Paquímetro para medir pequenas dimensões Fig. apoiada sobre dois rolos de. Este procedimento de medição. A realização mais prática do metro é pela medição do comprimento da radiação 630 nm do laser hélio neon estabilizado por iodo. no vácuo. Os padrões de tempo (com incerteza de 10-14) são mais reprodutíveis em termos de incerteza que os de comprimento (incerteza de 10-8). várias medições individuais eram feitas por sucessão e adicionadas. cerca de 2 partes em 10-9. o valor da velocidade da luz não é uma constante fundamental. com precisão de 10-9. Esta definição tem problemas. O centímetro é usado apenas em medidas não técnicas e em produtos de consumo. Para se obter o número requerido de comprimentos de onda para um metro. em princípio. Fig.

a medição de peças é feita através de paquímetros e micrômetros. Os blocos são de aço dimensionalmente estável e duro e formam um conjunto que fornece dimensões precisas em uma grande faixa em pequenos degraus. mas muito caro. Os blocos são os padrões de comprimento da indústria. escolhido em 1889 e praticamente sua definição não sofreu nenhuma modificação ou revisão. 63 duplicações deste cilindro estão distribuídas nos vários laboratórios nacionais de normas e servem como padrão de massa para estes países. pois o padrão deve ser observado por um período longo para garantir que ele seja estável durante a calibração. As oficinas mecânicas devem ter conjuntos de blocos. é fácil calibrar os medidores de comprimento. Conjunto de blocos padrão 2. Elas devem ser calibradas contra interferômetros a laser. única unidade de base com prefixo (kilo = mil). que devem ser periodicamente enviados a um laboratório externo para fins de calibração e certificação. com incerteza de 10-8. pode-se usar o micrômetro (µm) e o nanometro (nm) para números mais exatos. O kilograma padrão protótipo é um cilindro de platina (90%)-irídio (10%) mantido no Bureau de Pesos e Medidas em Sèvres. Apalpadores . A precisão é 1 parte em 109. Em pequenas distâncias. Massa Unidade O kilograma* é a unidade SI de massa com símbolo é kg. onde não se usam mais que três dígitos depois da vírgula. Padrões e Calibração O padrão de comprimento era uma barra de platina irídio preservada em Sèvres. em Xerém.6. o mais usada é a grama) definido como a massa de um centímetro cúbico (cubo com lado igual a 1/100 de metro) de água em sua temperatura de máxima densidade (4 oC). Atualmente o metro é redefinido em termos de receita. Para comprimentos da ordem de metros. o interferômetro a laser é usado. que tem a propriedade de apresentar a menor razão entre a superfície e o volume.5. Esta forma é uma aproximação da esfera. A unidade SI de massa já foi o grama (na prática. única unidade de base definida por um artefato (padrão físico). 2. 3.2. RJ. kg não pode ser símbolo de quilograma. O interferômetro óptico é fácil de usar e é preciso. fitas flexíveis são usadas. 3. França. Fig. porém no presente trabalho será usada a palavra kilograma. o kilograma padrão está preservado no INMETRO. Na prática laboratorial.Quantidades Medidas Em grandes distâncias.. 53 . No Brasil. como em acabamento mecânico e física. por causa do baixo custo e grande facilidade de manuseio. com incertezas de 10-6. usa-se o kilômetro. 1 µg em 1 kg.padrão de comprimento *O correto em português é escrever quilograma. Por coerência de grafia. O kilograma tem as seguintes características: 1. Para aplicações industriais. França. O protótipo possui diâmetro e altura iguais a 39 mm. O problema mais sério da calibração é o grande tempo envolvido. que são calibrados com blocos padrão (gage block). ou seja. 3. Fig. Na prática industrial.

Por exemplo. mesmo quando se tem dois pratos para a pesagem. não usar ou colocar material corrosivo próximo da balança. como: 1. o peso é uma força. Fig. o braço de suporte da balança deve estar sempre engajado. 3. pela comparação do peso desconhecido com um peso conhecido. A balança mecânica se baseia no princípio da alavanca de primeira classe (o ponto de apoio está entre as duas forças). se uma balança de laboratório tem uma capacidade de 200. 2. Como visto.3. 6. O peso padrão é um objeto com massa conhecida. 3. a balança deve ser limpa após o uso. Os laboratórios nacionais estabelecem classes de pesos. A palavra balança ainda é usada.número de intervalos da escala 54 . não colocar objetos além da capacidade nominal da balança. Quando não em uso. Atualmente. são disponíveis balanças eletrônicas. 4. os pesos de Classe S são usados para calibração de rotina e para aferição de balanças analíticas. 5. O sensor da balança é o strain-gage. na capacidade máxima. onde se colocaria o peso conhecido. A etimologia de balança é latina: bilancis ou dois pratos. nivelar a balança.Classificação de Balanças Classe Nome da Classe Intervalos da escala I II III IV a Especial (Fina) Alta exatidão (Precisão) Média exatidão (Comercial) Exatidão ordinária (Grosseira) 50 000 < na 5 000 <n < 100 000 500 < n < 10 000 100 < n < 1 000 n . feito de material resistente à corrosão (bronze. em uma oficina. ligas nobres). platina. com detetor de nulo. todos os pesos devem ser voltados para a posição zero e os pratos colocados na posição suporte.Quantidades Medidas Balança A balança é um instrumento para a comparação de massas e pesos. são usados mola. Tab. pesos calibrados embutidos ou um servomotor. de mármore ou concreto e distante de fontes de calor. cada uma baseada no número de intervalos usados dentro da capacidade da escala. No uso de balanças de precisão são requeridos alguns cuidados para minimizar as incertezas.2). Os objetos são pesados. ouro. A OIML (Organization International de Metrologie Legal) classifica as balanças em 4 classes (Tab. O equipamento usado para pesar coisas é a balança. vibração e corrente de vento. calibrar periodicamente a balança e os pesos associados.7. A balança analítica é um instrumento de pesagem com uma capacidade máxima que varia de uma grama a alguns kilogramas com uma precisão mínima de 10-5. As balanças mecânicas analíticas podem ser do tipo de braços iguais e do tipo de substituição. ela deve ter 20 000 intervalos na escala. com limites de tolerância aceitáveis e especificações para materiais e construção. aço inoxidável. O kilograma padrão Padrões O padrão primário da unidade de massa é o protótipo internacional do kilograma do BIPM. 3. malha de realimentação para controlar a força de balanço e indicação digital com precisão típica de 10-6. fazendo-se a correção do empuxo do ar. prata.2 . Há quatro classes de balanças. Na indústria são usados pesos padrão para calibrar e determinar a exatidão das balanças. Por exemplo. estudar o manual da balança fornecido pelo fabricante. No lugar do segundo prato. 3. qualquer balança deve ser colocada em um suporte sólido. A massa de padrões secundários de 1 kg em liga de platina irídio ou em aço inoxidável é comparada à massa do protótipo por meio de balanças cuja precisão pode ser da ordem de 10-8. 7.00 gramas e ela lê dois decimais.

evitando o uso do peso. A unidade SI para massa é o kilograma. 3. 3. A unidade SI de força é o newton. perpetua a confusão entre força. ela sente o peso correspondente à massa de 70 kg e indica 70 kg. não-SI. quando uma balança indica 70 kg.806 65 N O peso descreve como a massa de um objeto é atraída pela Terra. Por exemplo. ele pesa somente 17. Balança eletrônica analítica. um homem pesa 100 kgf. O peso é uma força. Por exemplo. é o kilograma força. resultante da gravidade da Terra e como tal. O peso P de um corpo com massa m. Peso é a força de atração entre um objeto e a Terra e varia com a posição geográfica. dizer sua massa é igual a.9. porém. Porém. Deve-se evitar o uso da unidade kilograma força. em um local com aceleração da gravidade g. no SI há uma unidade base para massa (kilograma) e outra unidade derivada para força (newton). a unidade depende da altitude do local. A massa é constante e independe do local. Sua massa na Terra e na Lua é a mesma e igual a 100 kg. peso e massa. sua unidade é também o newton. 3. pelo menos por quatro motivos justos: 1. 3. 4. tem-se: 1. o peso também é expresso como kilograma força. vale: P = mg Há confusão entre força e massa. onde: Fig. Em resumo. (Toledo) Massa e Peso (Força) Massa é uma medida invariante da quantidade de matéria de um objeto. Por preguiça. mas na Lua.5 kgf. 55 . onde: 1 kgf = 1 kg x aceleração da gravidade Ao nível do mar. A gravidade não é essencial no SI. na Terra. a unidade possui um prefixo 4. Conceito de massa e peso 1 N = 1 kg . expressa-se o peso em unidade de kilograma. Deve-se usar e medir a massa. kg 2. Em vez de dizer: ele pesa. tem escala para indicar a massa. principalmente por que já foi usada a unidade base de kilograma força para força.Quantidades Medidas A balanças mede peso. criando a confusão: peso é massa ou força? O peso é uma força. O peso não é constante e varia principalmente com a altitude do local. tem-se 1 kgf = 9. não é uma unidade SI 2. Não use kilograma força. 1 m/s2 Outra unidade usada de força. Atualmente. A unidade SI para força é o newton (N).8. Fig.

Qual é a duração de um segundo e como é possível armazenar esta medição? As tentativas da medição do tempo através do movimento do pêndulo se mostraram inexatas por causa da dificuldade de medir exatamente as posições do pêndulo móvel. Fig. Por exemplo. pois é a única cuja unidade não pode ser colocada lado a lado para aumentar ou diminuir uma escala. cerca de 3 segundos por ano. principalmente os ciclos do calendário. Algumas sociedades ainda marcam o tempo com ampulhetas cheias de areia ou líquidos. O tempo de efeméride é baseado nas medições astronômicas do tempo requerido pela Terra para orbitar o Sol. alimentado com bateria e com um pequeno diapasão que mantinha uma freqüência natural de 360 Hz ou aproximadamente a freqüência da nota musical Dó. 10 Definição do segundo O átomo exibe transições de nível de energia hiperfina muito regulares e é possível contar estes ciclos de energia. Pode-se obter precisão de 1 parte em 1012. Tempo Introdução O tempo é a variável mais presente na vida das pessoas embora seja também a menos entendida.3. A 13a CGPM (1967) redefiniu o segundo como a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado básico do átomo de Ce133.974 7 do ano tropical no tempo de 12 h das efemérides de 0 janeiro 1900. A 11a CGPM (1960) redefiniu o segundo baseando-se no ano trópico. o segundo vale 1/31 556 925. foi inventado o mecanismo do relógio. engrenagens e alavancas. O tempo sideral é o tempo de rotação da Terra relacionada com as estrelas distantes e é usado em astronomia.Quantidades Medidas 2. Assim. O segundo é realizado por um relógio de césio. duração de seqüências e de eventos. Os romanos e gregos melhoraram o princípio da sombra com o relógio solar. Definições O tempo é uma grandeza atípica. O tempo de efeméride é uma medida uniforme do tempo definido pelo movimento orbital dos planetas. Quando usados. Há 4000 anos (intervalo de tempo). Por esta definição sugerida pela União Astronômica Internacional e para uso científico. Depois foi criado o relógio eletrônico. Uma falha grave desta definição é que não se pode medir um intervalo de tempo pela comparação direta com o intervalo de tempo definindo o segundo. A medição astronômica do tempo resulta em erro provável estimado de 10-9 que é muito grande em comparação com a definição do segundo. o tempo é definido como o intervalo entre dois eventos e as medições deste intervalo são feitas pela comparação com algum evento reprodutível. como minuto e hora. mês e ano. No século XV. Os ciclos do calendário. gotejamento de água e queima de velas. como dia. o tempo requerido para a Terra orbitar em torno do sol (um ano) e o tempo requerido para a Terra rodar em torno de seu próprio eixo (um dia). com o símbolo s. na Europa. Exemplos destes usos são: velocidade em kilômetro por hora (km/h) e velocidade rotacional de máquina em rotações por minuto (r/min) ou RPM. 3. Além do segundo. os egípcios mediam o tempo através da sombra de uma vara. semana. Atualmente são usados relógios eletrônicos com circuitos integrados e com cristais piezoelétricos (quartzo) para geração de freqüências constantes. O relógio atômico não atrasa ou adianta um segundo em 6 000 anos. No século XVI apareceu o relógio de bolso. O que pode e realmente é medido é a noção de intervalo de tempo. como ano. Percebe-se que o tempo envolvido tem o valor alterado com a passagem de eventos mas não se tem o conceito de tempo absoluto. Estes relógios eram puramente mecânicos e se baseavam em molas. outras unidades continuam sendo usadas. os ciclos do calendário devem 56 . devem ser evitadas pois há muitas interpretações diferentes. dia e os múltiplos do segundo. com precisão de 2 partes em 1011. O tempo solar é o tempo da rotação da Terra com relação ao Sol e é usado na vida diária. foi selecionado um novo padrão mais exato e reprodutível. O segundo foi inicialmente definido como a fração de 1/86 400 do dia solar médio (período médio da revolução da Terra sobre seu eixo) Como o dia solar não é constante mas varia com a velocidade de rotação da Terra. Unidades A unidade base SI do tempo é o segundo.

de modo que o UTC permaneça próximo do tempo definido pela rotação da Terra com aproximação menor que 0.9 s. O oscilador é acionado na freqüência natural do cristal e a realimentação do cristal mantém a freqüência do oscilador igual à freqüência natural durante longos períodos de tempo. Padrões Na indústria.2 x 10-13 s). A estabilidade a curto prazo. escalonadores e contadores. Pequenas variações de freqüência ocorrem devidas ao envelhecimento do cristal e são da ordem de 1 a 10 ppm (parte por milhão) por ano. A 2000 m de altitude ele se mostra mais longo (+2. O circuito oscilador incorpora um cristal piezoelétrico (quartzo) para dar estabilidade ao circuito. são usados contadores eletrônicos. Por exemplo 27 de maio de 1943 deve ser escrito como 1943-05-27. que são instrumentos multitarefa baseados em circuitos digitais para medir tempo e outras quantidades correlatas. de uso geral. Na indústria. O relógio é um oscilador a cristal que gera um trem de pulsos.Quantidades Medidas ser definidos. com incertezas da ordem de 10-13 e 10-14. portas lógicas. se usa também o UTC através dos serviços telefônicos de Hora Certa (ramal 130) das concessionárias. O componentes usados nestes instrumentos incluem um relógio interno. intervalo de tempo e média. Ampulheta para medir tempo 57 . de uma parte em 105 a uma parte em 108. como freqüência. o segundo do TAI é igual ao segundo realizado localmente. relação de períodos. é de uma parte em 109 . É o sistema americano AM (anti meridien) e PM (pos meridien). Os tempos legais dos países estão defasados de um número inteiro de horas (fusos horários) de acordo com o UTC e a cidade de Greenwich (Inglaterra) é a hora de referência. Os sinais horários difundidos por ondas de rádio são dados na escala do Tempo Universal Coordenado (UTC). totalização. A estabilidade a longo prazo da freqüência varia em função da qualidade do oscilador. as unidades de tempo não estão relacionadas em potências de 10. é o sensor de tempo. mês e dia). Por exemplo. Realização Diversos laboratórios credenciados possuem aparelhos para produzir oscilações elétricas com a freqüência de vibração do átomo de Ce-133. período. Para os relógios fixos em relação à Terra e ao nível do mar. A exatidão da medição do tempo pode requerer correções da relatividade. 3. tem-se: 60 segundos equivalem a 1 minuto 60 minutos equivalem a 1 hora 24 horas equivalem a 1 dia A ISO propôs uma nova seqüência de dígitos para indicar datas. A hora do dia pode ser expressa em base de 24 horas por dia ou em 12 horas antes do meio dia e 12 horas depois do meio dia. A nova seqüência sugerida é do tipo YMD (ano. medida em horas. de preço moderado tem uma resposta de freqüência de 10 MHz e possui display de 8 dígitos. comparadores. A diferença UTC-TAI foi fixada em -10 s no dia 1o janeiro de 1972 e tornou-se igual a -22 s em 1o de janeiro de 1985. O relógio interno. que fornece a base de tempo para o contador eletrônico digital. Um contador eletrônico comercial típico. O tempo do dia também pode ser expresso em quatro dígitos. Periodicamente há correções no UTC.11. preferivelmente em fim de dezembro ou de junho (solstícios) ou fim de março ou de setembro (equinócios). Fig. Os padrões de tempo de césio são disponíveis comercialmente. baseados nas 24 horas do dia. um mês pode ser 1/12 do ano ou 30 dias. Excepcionalmente. 12:34 (doze horas e trinta e quatro minutos). O TAI é definido como a escala de tempo coordenada estabelecida por um sinal de referência geocêntrica como a unidade da escala de segundo do SI. tal que ela seja realizada pelo geoide em rotação. principalmente quando os relógios de comparação estão distantes. por exemplo. cujo emprego foi recomendado pela 15a CGPM (1975). O UTC difere do Tempo Atômico Internacional (TAI) de um número inteiro de segundos. Este formato mostra a seqüência lógica em que os dados devem ser cronologicamente armazenados.

Quantidades Medidas
2.4. Temperatura
Conceito A temperatura é uma quantidade fundamental, conceitualmente diferente na natureza do comprimento, tempo e massa. Quando dois corpos de mesmo comprimento são combinados, tem-se o comprimento total igual ao dobro do original. O mesmo vale para dois intervalos de tempo ou para duas massas. Assim, os padrões de massa, comprimento e tempo podem ser indefinidamente divididos e multiplicados para gerar tamanhos arbitrários. O comprimento, massa e tempo são grandezas extensivas. A temperatura é uma grandeza intensiva. A combinação de dois corpos à mesma temperatura resulta exatamente na mesma temperatura. A maioria das grandezas mecânicas, como massa, comprimento, volume e peso, pode ser medida diretamente. A temperatura é uma propriedade da energia e a energia não pode ser medida diretamente. A temperatura pode ser medida através dos efeitos da energia calorífica em um corpo. Infelizmente estes efeitos são diferentes nos diferentes materiais. Por exemplo, a expansão termal dos materiais depende do tipo do material. Porém, é possível obter a mesma temperatura de dois materiais diferentes, se eles forem calibrados. Esta calibração consiste em se tomar dois materiais diferentes e aquecê-los a uma determinada temperatura, que possa ser repetida. Coloca-se uma marca em algum material de referência que não tenha se expandido ou contraído. Depois, aqueça os materiais em outra temperatura determinada e repetível e coloque uma nova marca, como antes. Agora, se iguais divisões são feitas entre estes dois pontos, a leitura da temperatura determinada ao longo da região calibrada deve ser igual, mesmo se as divisões reais nos comprimentos dos materiais sejam diferentes. Um aspecto interessante da medição de temperatura é que a calibração é consistente através de diferentes tipos de fenômenos físicos. Assim, uma vez se tenha calibrado dois ou mais pontos determinados para temperaturas específicas, os vários fenômenos físicos de expansão, resistência elétrica, força eletromotriz e outras propriedades físicas termais, irá dar a mesma leitura da temperatura.

Fig. 3.12. Conceito de frio e quente relacionado com a temperatura A lei zero da termodinâmica estabelece que dois corpos tendo a mesma temperatura devem estar em equilíbrio termal. Quando há comunicação termal entre eles, não há troca de coordenadas termodinâmicas entre eles. A mesma lei ainda estabelece que dois corpos em equilíbrio termal com um terceiro corpo, estão em equilíbrio termal entre si. Por definição, os três corpos estão à mesma temperatura. Assim, pode-se construir um meio reprodutível de estabelecer uma faixa de temperaturas, onde temperaturas desconhecidas de outros corpos podem ser comparadas com o padrão, colocando-se qualquer tipo de termômetro sucessivamente no padrão e nas temperaturas desconhecidas e permitindo a ocorrência do equilíbrio em cada caso. Isto é, o termômetro é calibrado contra um padrão e depois pode ser usado para ler temperaturas desconhecidas. Não se quer dizer que todas estas técnicas de medição de temperatura sejam lineares mas que conhecidas as variações, elas podem ser consideradas e calibradas. Escolhendo-se os meios de definir a escala padrão de temperatura, pode-se empregar qualquer uma das muitas propriedades físicas dos materiais que variam de modo reprodutível com a temperatura. Por exemplo, o comprimento de uma barra metálica, a resistência elétrica de um fio fino, a milivoltagem gerada por uma junção com dois materiais distintos, a temperatura de fusão do sólido e de vaporização do liquido.
Escalas Para definir numericamente uma escala de temperatura, deve-se escolher uma temperatura de referência e estabelecer uma regra para definir a diferença entre a referência e outras temperaturas. As medições de massa, comprimento e tempo não requerem

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Quantidades Medidas
concordância universal de um ponto de referência em que cada quantidade é assumida ter um valor numérico particular. Cada milímetro em um metro, por exemplo, é o mesmo que qualquer outro milímetro. Escalas de temperatura baseadas em pontos notáveis de propriedades de substâncias dependem da substância escolhida. Ou seja, a dilatação termal do cobre é diferente da dilatação da prata. A dependência da resistência elétrica com a temperatura do cobre é diferente da prata. Assim, é desejável que a escala de temperatura seja independente de qualquer substância. A escala termodinâmica proposta pelo barão Kelvin, em 1848, fornece uma base teórica para a escala de temperatura independente de qualquer propriedade de material e se baseia no ciclo de Carnot.
Escala Prática Internacional de Temperatura O estabelecimento ou fixação de pontos para as escalas de temperatura é feito para que qualquer pessoa, em qualquer lugar ou tempo possa replicar uma temperatura específica para criar ou verificar um termômetro. Os pontos específicos de temperatura se tornam efetivamente nos protótipos internacionais de calor. A Conferência Geral de Pesos e Medidas aceitou esta EPIT, em 1948, emendou-a em 1960, e estabeleceu uma nova em 1968 (com 13 pontos) e em 1990 (com 17 pontos).

A Escala Prática Internacional de Temperatura (EPIT) foi estabelecida para ficar de conformidade, de modo aproximado e prático, com a escala termodinâmica. No ponto tríplice da água, as duas escalas coincidem exatamente, por definição. A EPIT é baseada em pontos fixos, que cobrem a faixa de temperatura de -270,15 a 1084,62 oC. Muitos destes pontos correspondem ao estado de equilíbrio durante a transformação de fase de determinado material. Os pontos fixos associados com o ponto de solidificação ou fusão dos material são determinados à pressão de uma atmosfera padrão (101,325 Pa) Além destes pontos de referência primários, foram estabelecidos outros pontos secundários de referência, que são mais facilmente obtidos e usados, pois requerem menos equipamentos. Porém, alguns pontos secundários da EPIT 1968 se tornaram primários na EPIT 1990. Há dois motivos para se ter tantos pontos para fixar uma escala de temperatura: 1. poucos materiais afetados pelo calor mudam o comprimento linearmente ou uniformemente. Tendo-se vários pontos, a escala pode ser calibrada em faixas estreitas, onde os efeitos não linearidade podem ser desprezados. 2. nenhum termômetro pode ler todas as temperaturas. Muitos pontos fixos permite um sistema robusto de calibração.
Tab. 3.3 - Pontos Fixos da Escala Prática Internacional de Temperatura (1990) Ponto Material Estado Temperatura 1 He Vapor -270,15 a -268,15 2 e-H2a -259,346 7 Ponto triplob 3 e-H2 Vapor ~-256,16 4 e-H2 Vapor ~-252,85 5 Ne Ponto triplo -248,593 9 6 O2 Ponto triplo -218,791 6 7 Ar Ponto triplo -189,344 2 8 Hg Ponto triplo -38,834 4 9 H20 Ponto triplo 0,01 10 Ga Fusão 27,764 6 11 In Fusão 156,598 5 12 Sn Fusão 231,928 13 Zn Fusão 419,527 14 Al Fusão 660,323 15 Ag Fusão 961,78 16 Au Fusão 1064,18 17 Cu Fusão 1084,62 Notas: a - eH2 hidrogênio em concentração de equilíbrio das formas ortomolecular e paramolecular, b - Ponto triplo: temperatura em que as fases sólida, líquida e gasosa estão em equilíbrio.

oC

(K)

oF (oR)

100

212
escala

100

180

0

32 0

O

C = ( F - 32)/1,8

o

F=1,8C+32

sensor

Fig. 3.13 - A unidade SI da temperatura termodinâmica é o kelvin, K, que é definido como a 1/273,16 da temperatura termodinâmica do ponto tríplice da água .

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Quantidades Medidas
Entre os pontos fixos selecionados, a temperatura é definida pela resposta de sensores específicos com equações experimentais para fornecer a interpolação da temperatura. Várias definições diferentes são fornecidas, na EPIT de 1990 para temperaturas muito baixas, próximas do zero absoluto. Nestas temperaturas, usa-se um termômetro de gás He para medir a pressão e a temperatura é inferida desta pressão. Na faixa de 13,8033 K e 961,78 oC a temperatura é definida por um termômetro de resistência de platina, que é calibrado em conjuntos específicos de pontos fixos com equações de interpolação cuidadosamente definidas. Acima de 1064,18 oC, a temperatura é definida por pirômetro óptico de radiação, onde a lei de Planck relaciona esta radiação com a temperatura. A EPIT é continuamente revista e uma nova versão pode estender a faixa para o extremo inferior de 0,5 K, substituindo o instrumento de interpolação a termopar com uma resistência de platina especial e atribuir valores com proximidade termodinâmica para os pontos fixos. Atualmente o mínimo valor definido na EPIT é 13,81 K. varia a temperatura do banho na faixa desejada, 3. permite que haja equilíbrio em cada ponto e 4. determinam-se as correções necessárias. Termômetros com sensores de resistência de platina e termopares geralmente são usados como padrões secundários.
Unidades A 9a CGPM (1948) escolheu o ponto tríplice da água como ponto fixo de referência, em lugar do ponto de gelo usado anteriormente, atribuindo-lhe a temperatura termodinâmica de 273,16 K. Foi escolhido o grau kelvin (posteriormente passaria para kelvin) como unidade base SI de temperatura e se permitiu o uso do grau Celsius (oC), escolhido entre as opções de grau centígrado, grau centesimal e grau Celsius para expressar intervalos e diferenças de temperatura e também para indicar temperaturas em uso prático. Em 1960, houve pequenas alterações na escala Celsius, quando foram estabelecidos dois novos pontos de referência: zero absoluto e ponto tríplice da água substituindo os pontos de congelamento e ebulição da água. A 13a CGPM (1967) adotou o kelvin no lugar do grau kelvin e decidiu que o kelvin fosse usado para expressar intervalo e diferença de temperaturas. Atualmente, kelvin é a unidade SI base da temperatura termodinâmica e o seu símbolo é K. O correto é falar simplesmente kelvin e não, grau kelvin. O kelvin é a fração de 1/273,16 da temperatura termodinâmica do ponto tríplice da água. Na prática, usa-se o grau Celsius e o kelvin é limitado ao uso científico ou a cálculos que envolvam a temperatura absoluta. Um grau Celsius é igual a um kelvin, porem as escalas estão defasadas de 273,15. A temperatura Celsius (Tc) está relacionada com a temperatura kelvin (Tk) pela equação:

2.

Fig.3.14. Calibrador de temperatura

A calibração de um dado instrumento medidor de temperatura é geralmente feita submetendo-o a algum ponto fixo estabelecido ou comparando suas leituras com outros padrões secundários mais precisos, que tenham sido rastreados com padrões primários. A calibração com outro instrumento padrão é feita através do seguinte procedimento: 1. colocam-se os sensores dos dois instrumentos em contato íntimo, ambos em um banho de temperatura,

Tc = Tk - 273,15 A constante numérica na equação (273,15) representa o ponto tríplice da água 273,16 menos 0,01. O ponto de 0 oC tem um desvio de 0,01 da escala Kelvin, ou seja, o ponto tríplice da água ocorre a 0,01 oC ou a 0,00 K. Os intervalos de temperatura das duas escalas são iguais, isto é, 1 oC é exatamente igual a 1 K. O símbolo do grau Celsius é oC. A letra maiúscula do grau Celsius é, às vezes, questionada como uma violação da lei de estilo para unidades com nomes de pessoas. A

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Quantidades Medidas
justificativa para usar letra maiúscula é que a unidade é o grau e Celsius (C) é o modificador. A temperatura pode ser realizada através do uso de células de ponto tríplice da água, com precisão de 1 parte em 104. Medições práticas tem precisão de 2 partes em 103. A escala e os pontos fixos são definidos em convenções internacionais que ocorrem periodicamente.
Calibração do termômetro Geral A calibração de um termômetro envolve a determinação de sua indicação de temperatura em um número de temperaturas conhecidas. Estas temperaturas podem ser conhecidas 1. pelo estabelecimento de uma condição altamente reprodutível, como os pontos de mudança de estados de substancias puras (ponto de fusão ou solidificação, ponto de ebulição ou liquefação, ponto triplo) 2. pelo fornecimento de um ambiente isolado termicamente, cuja temperatura é medida precisamente por um termômetro padrão. Para se ter calibrações exatas, a condição de referência de temperatura deve ser mantida constante, dentro dos limites de precisão, durante períodos longos de tempo comparados com as constantes de tempo dos termômetros. A interpolação entra na calibração de dois modos: 1. a escala de temperatura (IPTS-90) é definida em 11 pontos de referência primários e 27 secundários. Apenas 15 destes pontos caem entre 0 e 1000 oC. Não é prático reproduzir mais do que umas poucas destas condições definidas na calibração prática de um termômetro, de modo que deve-se usar a interpolação para determinar a temperatura de outros condições. 2. usando condições de ponto fixo ou um termômetro de referência padrão, a calibração pode ser praticamente feita somente em um número limitado de temperaturas dentro da faixa de aplicação do termômetro a ser calibrado. Uma interpolação da calibração do termômetro entre os pontos de calibração deve ser feita para fornecer uma tabela de calibração de trabalho. Termômetro com resistência de platina padrão é empregado para fornecer temperaturas de referência entre os pontos fixos de 0 e 650 oC na IPTS-91.O termômetro pode ser usado para medir a temperatura de banhos de temperatura com precisão de ±0,01 o C. A precisão de instrumentos de interpolação e das calibrações de termômetros resultantes diminui na proporção que se afasta dos pontos fixos definidos ou pontos de calibração e a situação piora mais ainda quando se extrapola para pontos fora da faixa de temperatura (abaixo do mínimo e acima do máximo). A calibração de termômetros deve sempre incluir, no mínimo, um ponto abaixo e um acima dos limites da faixa de temperatura.

Fig. 3.15. Pirômetro de radiação

Medição da Temperatura A medição pode ser medida por sensores mecânicos e elétricos. Os principais sensores mecânicos são o bimetal e o sistema de enchimento termal. Os principais sensores elétricos são o termopar e o detector de temperatura e resistência (RTD). O sensor bimetal funciona baseando-se na dilatação diferente para metais diferentes. A variação da temperatura medida causa variação no comprimento e no formato da barra bimetal, que pode ser usada para posicionar o ponteiro na escala de indicação de temperatura. O sistema de enchimento termal é formado por um bulbo sensível, um sensor de pressão, um tubo capilar de interligação e um fluido de enchimento. O fluido pode ser gás (tipicamente nitrogênio), fluido não volátil (glicerina ou óleo de silicone) ou um fluido volátil (éter etílico). A temperatura é medida através da variação da pressão do gás ou da pressão de dilatação do fluido não volátil ou da pressão de vapor do fluido volátil. A medição de temperatura por termopar se baseia na militensão gerada pela diferença de temperatura entre as duas junções de dois metais diferentes. A medição de temperatura por resistência elétrica se baseia na variação da resistência elétrica de metais ou termistores depender da variação da temperatura medida.

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usa-se um método mais rápido. o ponto triplo da água. com invólucro de quartzo ou pyrex ou termopar tipo S (Pt – 10% RH/90% Pt).16 K ou 0.Quantidades Medidas Aplicando temperaturas de calibração muito acima de sua faixa máxima pode diminuir a exatidão resultante do termômetro e até mesmo danificar o sensor. que pode ser realizada com exatidão reprodutível de 0. A melhor precisão seria 62 . A indicação de um termômetro sob calibração é comparada com a do termômetro de referência em vários pontos diferentes de temperatura cobrindo toda a faixa desejada. @ pressão atmosférica de 760 mm Hg.05 oC .58 oC.0 oC. Pontos fixos de calibração As calibrações dos termômetros podem ser feitas em vários pontos fixos de temperatura que são realizáveis praticamente em um laboratório. A precisão ou o termômetro padrão é chamado de termômetro de referência.01 oC. Um arranjo típico para a calibração de comparação de temperatura envolve um banho de calibração (banho de gelo ou de óleo). dependendo do tipo do termômetro e seu método de calibração. A variação de 1 mm Hg causa uma variação de temperatura de 0. 10 minutos. Para fazer a calibração. Calibração de Termômetros A calibração de qualquer termômetro requer um meio cuja temperatura seja conhecida com precisão. porém. aplica-se algum método de encaixe de pontos. Para os termômetros industriais.9681 oC. Usam-se vários componentes na calibração por comparação.001 a 0. Ponto de triplo d'água = 273. Os principais pontos são: 1.52 K ou 660. na prática. Por exemplo. que pode ser realizada com exatidão reprodutível de 0.15 K ou 0 oC. define-se a faixa calibração do termômetro 2. mistura de sais. 2. 6.1 oC.1oC. que pode ser realizada com exatidão reprodutível de 0. Ponto de ebulição d'água = 373. simples e prático. no mínimo. é necessário se ter um termômetro padrão para determinar a temperatura de calibração verdadeira. 3. 1.1 oC. obtém-se um conjunto de pares de temperatura (indicada pelo instrumento e pelo padrão) 4. 4. eles são difíceis de implementar. A precisão de uma calibração por comparação é determinada pela precisão dos equipamentos e pelo procedimento de calibração.58 K ou 1064.05 oC .1 oC. Como estes meios requerem um esforço complicado para sua produção e manutenção. que pode ser realizada com exatidão reprodutível de 0. usando banhos comerciais com tempos de repouso de.43 oC. para avaliar as incertezas envolvidas produz-se uma tabela de calibração para o termômetro particular. Ponto de fusão do alumínio = 933. Ponto de fusão do chumbo = 505. câmara fluidizada de sólidos granulares e blocos metálicos equalizados em fornalhas aquecidas eletricamente. seleciona-se o número de pontos fixos ou um banho de temperatura com termômetro padrão 3.37 0. eles são usados principalmente para a calibração de termômetros padrão. Uma escolha óbvia seria usar o meio em que a temperatura seja conhecida através de leis da natureza. Outros pontos de fusão são definidos pela IPTS 90 como temperaturas primarias ou secundarias e podem ser usados para calibração de sensor até o ponto do ouro. Este método é chamado de calibração por comparação.0037 oC. 5. 1227. Ponto de gelo = 273.01 oC. Ambientes de temperatura controlados ou variáveis comumente usados na calibração de termômetros são banhos agitados de água. Ponto de fusão do zinco = 692. diferente da calibração em pontos fixos que envolve o uso dos pontos notáveis de mudança de estado. óleo. o sensor padrão usado é o de platina padrão. envolvendo um meio simples como banho de gelo ou um banho de óleo cuja temperatura seja medida com um termômetro padrão de precisão. que pode ser realizada com exatidão reprodutível de 0. o ponto de fusão do zinco e outros pontos de mudança de estado de substâncias puras. usando equipamento disponível comercialmente .15 K ou 100. que pode ser realizada com exatidão reprodutível de 0. um termômetro de referência e um meio para medir a leitura dos termômetros de referência e sob calibração.05 oC . Ela depende da precisão inicial do termômetro de referência e seu desvio. faz-se uma curva ou uma função matemática que descreva a relação indicação x temperatura 5. Quando se usa ambientes isotermais. Valores típicos para a precisão inicial de um termômetro de referência são 0.73 K ou 419. Precisão do termômetro de referência. Tradicionalmente.1181 K ou 321.

A faixa equivalente para a temperatura seria 0. O erro devido a instabilidade do banho pode também ser reduzido fazendo-se medições múltiplas dos dois termômetros e fazendo-se a media das medições. O desvio possível do termômetro de referência deve ser considerado para o estabelecimento da precisão da calibração. A uniformidade do banho deve ser expressa em termos da máxima diferença de temperatura devida à distribuição espacial da temperatura que pode existir entre a temperatura do termômetro de referência e o termômetro sendo calibrado. tem-se incertezas entre 0. Valores típicos de desvio são 0. 2. 3. galvanômetros e multímetros digitais são usados para medir a saída do termômetro de referência. Estes quatro componentes devem ser considerados para a determinação da precisão com que se pode medir a temperatura do meio ou banho de calibração. que depende da precisão inicial e do desvio do equipamento de medição. fazer medições simultâneas da saída do termômetro de referência e do termômetro sendo calibrado. A não ser que o equipamento de medição tenha sido calibrado recentemente. A contribuição da estabilidade do banho para a precisão da calibração pode ser expressa em termos do desvio padrão das medições. Agora.Quantidades Medidas conseguida com um termômetro com resistência de platina padrão calibrado no NIST. dependendo da qualidade e da manipulação do termômetro de referência. erros de imersão durante a calibração em RTDs e termômetros. erros associados com redução de dados de calibração. Os componentes envolvidos aqui incluem a estabilidade e uniformidade do banho. Neste caso. Considerações do Procedimento Além dos limites de precisão associados com o termômetro de referência e o equipamento de medição. 2. monitorar a estabilidade do banho.05 oC por ano. deve-se incluir um valor de desvio à precisão total da calibração. o computador pode ser programado para 1. Estas considerações indicam que a melhor precisão conseguida para um termômetro industrial não pode ser melhor do que 0. O impacto negativo da uniformidade e estabilidade do banho na precisão final da calibração pode ser ainda minimizada fazendose o seguinte: 1. Isto estabelece a faixa para a precisão que pode ser obtida em um dado ponto de calibração dentro de uma faixa moderada de temperatura.1 oC.01 a 0. mesmo para um sensor 63 . Os pontos adicionais de calibração elevam os erros acima dos limites de 0. Em caso de um termômetro recentemente calibrado que é conhecido ser estável de sua historia passada. Deve-se considerar também a precisão em que se pode medir a saída do termômetro sendo calibrado. O arranjo mais preciso seria um termômetro com resistência de platina como referência e um ponto de relação.55 oC. processar os dados de calibração. deve-se estimar a melhor precisão que pode ser obtida em um ponto de calibração. o desvio pode ser desprezado. Com tal arranjo. Caso contrário. os erros de estabilidade e uniformidade pode ser minimizados. deve-se considerar o procedimento. erros de resistência de isolação. fazer a medição uma ou duas horas depois que a temperatura do banho tenha sido estabilizada em um dado ponto de calibração. Para máxima precisão e eficiência. como pontes. coletar os dados e processar os dados para fornecer a carta de calibração do termômetro. As medições anteriores podem ser realizadas em um arranjo controlado por computador.005 a 0. Os fatores adicionais que introduzem erros na calibração incluem o auto-aquecimento em RTDs. Tipicamente. monitorar e controlar o banho. O computador pode estabelecer a temperatura do banho para um ponto de calibração desejado. Os termômetros devem ser calibrados em mais de um ponto.55 oC em um ponto de calibração.04 a 0. O sistema pode incluir uma unidade de chaveamento para permitir a varredura de vários termômetros calibrados simultaneamente. Isto minimiza o erro de estabilidade. Um bloco equalizador feito de alumínio ou cobre ajuda a se manter o erro de uniformidade o mínimo possível e pode melhorar a estabilidade. fazer medidores e 4. O equipamento de medição. Desvio do equipamento de medição. com a precisão de alguns milésimos de oC. Isto reduz o erro de uniformidade do banho. o desvio deve ser incluído no calculo da precisão total.04 e 0. fazer as medições. a precisão resultante em termos de temperatura seria equivalente a alguns milésimos de oC.1 oC por ano. monitorar a temperatura até que ela fique estável de acordo critérios predeterminados de estabilidade. Precisão do equipamento de medição. Desvio do termômetro de referência.

Uma vez que o termômetro é instalado no processo. O termômetro a bimetal pode ser calibrado e. Depois da calibração. a precisão pode começar a se deteriorar quando o sensor envelhece. Esta voltagem é função da 1. O afastamento da temperatura medida do valor verdadeiro depende de vários fatores: 1. sua instalação. são trançadas juntas para formar duas junções: uma de medição e outra de referência. tipo do termômetro sendo usado.0 oC. o termômetro pode indicar a temperatura verdadeira do processo mas o usuário não pode estar certo de que se está medindo a temperatura melhor do que ±0. faixa de temperatura sendo medida. aplicados fatores de correção ou o termômetro pode ser descartado. condições do processo e do ambiente onde o termômetro está exposto.1 a ±1. 2. Este processo consumia muito tempo e era susceptível a erros potenciais. Em muitos instrumentos. Geralmente. A medição de temperatura nos terminais é necessária porque um termopar contem inerentemente duas junções de metais diferentes e não apenas uma. estes terminais formam agora a junção de referência.1 a ±1. tipo do termopar usado 3. se procurava a temperatura correspondente em tabelas padrão. em faixas moderadas de temperatura. medir a temperatura destes terminais com um termômetro padrão. A técnica antiga consistia em ligar o instrumento receptor do termopar aos terminais de um potenciômetro portátil de militensão. Também. Por exemplo. Para maiores detalhes. 2. requer o conhecimento da temperatura da junção de referência. Um voltímetro ligado em serie irá mostrar uma voltagem termelétrica gerada pelo calor. por causa do uso do microprocessador. para verificar corrosão ou danos físicos evidentes. 3. Como a homogeneidade dos fios componentes do termopar pode se modificar. onde se inspecionam visualmente e verificam as dimensões. A saída de voltagem deste sistema de termopar é afetada pelas temperaturas de ambas as junções. Termômetros de vidro Mesmo um termômetro de haste de vidro deve ser calibrado periodicamente. permanência do pigmento. Finalmente. A taxa desta deterioração depende da qualidade do termômetro.Quantidades Medidas novo que tenha sido calibrado recentemente. 64 . homogeneidade dos metais O mesmo resultado é obtido se as extremidades de referência de dois fios são ligadas diretamente aos terminais do voltímetro. Termômetros a bimetal O termômetro a bimetal possui todos os componentes de medição – sensor. obviamente. é muito mais simples medir com precisão a temperatura ambiente da sala do que a temperatura de 300 oC no processo industrial. uma melhor precisão é conseguida no inicio da faixa do que na extremidade superior da faixa. O que se faz é calibrar o sistema de indicação. diferença de temperatura entre a junção de medição e a junção de referência.0 oC é a melhor precisão que se pode conseguir com um termômetro industrial usado em faixa moderada de temperatura em uma instalação típica industrial. As duas extremidades de dois fios de metais diferentes. ajustado nos pontos de zero e de largura de faixa. As técnicas de calibração do termopar tem sido melhoradas constantemente em velocidade e confiabilidade. a junção de referência ocorre nos terminais de ligação neste instrumento receptor. ajustar a saída do potenciômetro para dar a indicação teórica no receptor e anotar o ajuste do potenciômetro. condicionador e indicador – em um único invólucro. estabilidade do bulbo e precisão da escala. deve se consultar a norma ASTM E 77 – 92: Standard Test Method for Inspeciton and Verification of Thermometers. O sensor a bimetal integral ao instrumento não pode ser calibrado isoladamente mas somente pode ser inspecionado visualmente. podem ser feitas correções. se necessário. Várias normas ASTM cobrem os termômetros clínicos. Termopares Os termopares transformam calor em eletricidade. RTDs oferecem melhor precisão do que os termopares. As limitações de como um termômetro industrial pode ser bem calibrado e manter sua calibração indicam que a faixa de ±0. colocando-se o termômetro em um banho de temperatura e comparando as indicações do termômetro com as indicações de um termômetro padrão colocado junto. A medição da temperatura da junção de medição. deste modo. A calibração consiste em verificar se as suas características se afastaram dentro da tolerância (termopar bom) ou além da tolerância (termopar deve ser descartado). como ferro e constantant®. o termopar e os fios de extensão de termopar devem ser periodicamente calibrados. condições de processo e outros fatores.

Este caso nem sempre é possível.05 0. deve-se calibrar o sensor em si.5 a 1100 e 3 a 1700 0. Para calibrar instrumentos com termopar.5 0.5 a 1100 e 2 a 1450 0.2 A Valores foram extraídos da Circular 590 do National Bureau of Standards (hoje NIST) Em fornos tubulares.3 0. Sem esta ajuda. ele deve ser preferido. 600 e 870 cada 100 cada 50 100. o calibrador simula o termopar.1 0. o sinal com o sistema de medição do próprio calibrador.3 0. por comparação com um RTD de platina calibrado C O microprocessador simplificou muito a calibração do termopar.5 0.5 1 0. 500 e 750 cada 100 cada 100 300. 65 . Vantagens da Calibração Inteligente Os calibradores a microprocessador melhoram muito a precisão. Sua memória pode conter as curvas de temperatura (voltagem x temperatura) para os diferentes termopares. gerando uma tensão correspondente à temperatura e indicando temperatura (e não tensão).Quantidades Medidas Tab. de acordo com tabelas contidas na sua memória e indica digitalmente estes valores. 5.5 2 0. Incertezas de calibração em termopares calibrados pelo método de comparação A Tipo E Faixa. Ele também pode ser calibrado no local se um sensor padrão de referência puder ser instalado temporariamente próximo do termopar de trabalho.5 1 0. indicador. Um calibrador tendo dois canais de entrada torna este método prático. Quando a calibração do instrumento baseado em microprocessador recebe uma voltagem. ele imediatamente translada para a unidade de temperatura (oC).1 0. a técnica básica é fornecer um sinal conhecido para o instrumento receptor para garantir que ele está dando uma indicação precisa e exata. A conversão manual de tabelas pode levar a erros humanos de operação. Estas curvas são geradas usando-se equações publicadas pelo National Institute of Standards and Technology. Assim.2 0. incorporando-a em um resultado compensado corretamente.5 0. 3. 300. o técnico começa com algum erro pelo fato de usar um termômetro separado na junção de referência que não está colocado na junção de referência.5 0.1 0. O sensor pode ser substituído por um sensor novo calibrado ou pode ser removido e calibrado em um laboratório de temperatura. Sua vantagem é que o sensor instalado é aferido em sua condição real de operação. por comparação com um termopar tipo S calibrado D Em banhos líquidos agitados. 900 e 1200 cada 100 cada 50 cada 100 600 e 1200 cada 100 600 e 1200 cada 100 50 e 100 cada 60 Incerteza Pontos observados Valores interpolados 0. controlador). 600.1 0. ao mesmo tempo.1 0.5 0.3 1 a 1100 e 5 a 1700 0. Além de calibrar e ajustar o instrumento receptor (registrador. oC 0 a 870C 0 a 870C 0 a 350D -160 a 0D 0 a 760C 0 a 350D 0 a 1250C 0 a 1250C 0 a 350D -160 a 0D 0 a 1450C 0 a 1450C 0 a 1700C 0 a 1700C 0 a 370D 0 a 100D -160 a 0D Pontos de calibração J K ReS B T cada 100 300. A curva temperatura vs voltagem armazenada no sistema do microprocessador do calibrador é o ponto de referência para gerar uma saída correta. Um instrumento a microprocessador também faz a medição da temperatura da junção de referência. mas quando possível.1 0.1 0. O calibrador fornece este sinal de uma fonte estável e monitora.3 1 a 1100 e 3 a 1450 0.1 0.5 2 0.5 1 0.

O ampere e sua definição SI Unidade O ampere é a unidade SI base de corrente elétrica e o seu símbolo é A. Um oitavo tipo. 2. os Laboratórios Nacionais de Padrão usam bancos de células padrão e resistores como padrões primários mantidos. As curvas destes termopares. controladores e outros tipos de circuitos potenciométricos e pirométricos. Estes termopares são do tipo: B. N. indicadores. A resistência elétrica pode ser medida com precisão de 5 partes em 108 pelo capacitor calculável de Thompson-Lampard e o volt pode ser medido com 3 partes em 108 usando os efeitos Josephson. e também por causa da dificuldade de armazenar o valor realizado do ampere. faixas de temperatura e códigos de cores. que são insatisfatórios. E. Limites superiores sugeridos para termopares protegidos 3. S e T. Os calibradores são portáteis e leves. que mede corrente. Há ainda tabelas gerais. Corrente Elétrica Conceito A 9a CGPM (1948) adotou a definição de ampere. foi definido e está sendo padronizado. 3. Cada termopar tem suas próprias ligas metálicas. no vácuo.5. Os instrumentos a microprocessador podem medir e simular os sete tipos de termopares definidos pela ISA e outros padrões internacionais e adaptados para a maioria das aplicações. mostram tensão (mV) versus temperatura (oC) e podem ser armazenadas na memória do calibrador. como a corrente constante que. Outra definição mais prática e realizável estabelece que 1 ampere é a corrente elétrica que deposita 1. Tolerâncias nos valores iniciais de fem versus temperatura para termopares 2. de seção circular desprezível e colocados em uma distância de 1 m.118 mg de prata em 1 s de uma solução saturada de óxido de prata. há pesquisas e estudos no SI para mudar a unidade padrão elétrica corrente Fig. produzem entre estes condutores uma força igual a 2 x 10-7 N por metro de comprimento. Padrões Como a precisão da realização do ampere pela balança de corrente é muito pobre quando comparada com a precisão de intercomparação de células padrão e resistores. portátil. mais direta e mais precisa. 16 . Fig. R. Os calibradores digitais podem ter outras funções. Coeficientes de polinômios inversos para computação da temperatura aproximada como função de fem de termopares elétrica para tensão elétrica. 3.17 Instrumento multímetro. A calibração com instrumento a microprocessador permite a calibração mais rápida. resistência e freqüência 66 . se mantida em dois condutores retos paralelos de comprimento infinito. J.Quantidades Medidas Usando a técnica de microprocessador. oferecendo uma faixa de características para medir todos os tipos de termopares e fontes de militensões e para calibrar registradores. Coeficientes polinomiais para termopares gerando fem como função de temperatura 4. K.02%. que é mais fácil de se manipular. Realização da Unidade Base SI A corrente elétrica pode ser realizada pela balança de corrente de Ayrton-Jones. disponíveis na literatura técnica. tais como: 1. com precisão de 2 partes em 106. tensão. consegue-se precisão de até 0. Atualmente. com baterias recarregáveis e autocontidas. baseando-se em unidades mecânicas existentes.

erroneamente chamada de peso molecular. 17 e 18). como a molécula e o átomo. o oxigênio (O2-16) era usado como referência. A massa molecular ou atômica tendo o kilograma por mol como unidade deve substituir o peso molecular ou o peso atômico. molécula. ou seja.012 kilograma. por mol de matéria.012 kilograma de carbono C-12.016 043 kg/mol e para o bióxido de carbono é 0. utilizado para designar a grandeza que hoje se chama massa.02 x 1023 moléculas. em 1971. em 1960 houve um acordo entre eles para se usar o isótopo 12 do carbono. o mol é definido indiretamente pela comparação do número de entidades relacionadas com as que constituem 0. O volume molar de um gás ideal nas condições normais de temperatura e pressão (0 oC e 1 atmosfera) é igual a 22. íon. elétron. Não se deve dizer que n é o número de moles. Há situações na química e física onde é desejável basear as medições das propriedades em um componente fundamental da matéria. Quantidade de Matéria Conceito O nome desta grandeza é quantidade de matéria. O termo especifico corresponde a uma quantidade sendo referida à unidade de massa (kg). Unidades O mol é a unidade de base SI de quantidade de matéria e o seu símbolo é mol. A lei de Avogrado estabelece que iguais volumes de gases ideais. Um mol contem a mesma quantidade de átomos que 0. Fig. é conveniente definir uma quantidade base de quantidade de matéria . A palavra molar colocada depois de uma quantidade indica que ela se refere à unidade de quantidade de matéria (mol). Um mol de qualquer gás contem 6.o mol. Para aumentar a precisão das quantidades envolvidas. elétron ou grupo específico destas entidades.6.044 010 kg/mol. a massa molar do metano é 0. mas que n é a quantidade de matéria. O mol não é uma unidade de massa mas deve ser considerada como tendo uma dimensão própria. A unidade elementar pode ser átomo. O mol é numericamente igual à massa molecular em gramas. Como é bem estabelecido que o mesmo número de moléculas e átomos tem a mesma massa e propriedades.18.02 x 1023). criada para os químicos. Uma contagem direta destes itens em um mol substitui a referência das medições de massas. tendo como base o nome francês quantité de matière. porém é usado também o nome quantidade de substancia. Por exemplo. As vezes se 67 . levando a uma precisão maior em termos de mol. Estas duas massas tem exatamente o mesmo número de moléculas. Anteriormente. A unidade elementar deve ser especificada e pode ser átomo. à mesma temperatura e pressão. Mol é a unidade de quantidade de matéria. por desavenças entre físicos e químicos e por causa da existência de três isótopos do oxigênio (16. Deve-se esquecer este significado pois a massa e a quantidade de matéria são grandezas diferentes. contem o mesmo número de moléculas. 3. íon. Instrumento multímetro de oficina 2. Volumes iguais de gases contem números iguais de partículas. molécula. por causa da influencia do inglês amount of substance. porem. O número de moles pode ser expresso como o número de unidades elementares dividido pelo número de Avogadro (6. Este nome recorda o latim quantitas materiae.4 litros. As massas expressas em unidades de kilograma são muito pequenas e com exatidões inadequadas.012 kg de C-12. porém a entidade usada deve ser especificada.Quantidades Medidas pensa que a existência da massa tornaria desnecessária a quantidade de matéria. fóton ou um grupo especifico de tais unidades. O mol é definido no SI como a quantidade de matéria de um sistema que contem um número de unidades elementares igual ao número de unidades contidas nos átomos de C-12 em exatamente 0.

(Candela. A 16a CGPM (1979) redefiniu novamente a candela.566 sr). usa-se mais o grau que o radiano para expressar os ângulos planos. Ângulo Sólido O esterradiano é a unidade de ângulo sólido. A esfera possui 4 π esterradianos (12. 3. Quantidades Suplementares Há duas grandezas suplementares: 1. por sugestão da Comissão Internacional de Iluminação. ângulo plano. Um esterradiano é o ângulo sólido com o vértice no centro de uma esfera compreendido por uma área de superfície esférica igual a de um quadrado tendo lados iguais ao comprimento do raio. O símbolo do esterradiano é sr. 3. O símbolo do radiano é rad. Na prática. a candela é a intensidade luminosa. uma lâmpada incandescente de 100 watts tem aproximadamente intensidade luminosa de 135 candelas (135 cd). Ângulo Plano O radiano é a unidade de ângulo plano.Definições SI de radiano e esterradiano. como a intensidade de luz incidindo na direção perpendicular a uma superfície de 1/600 000 metro quadrado de um corpo negro radiador perfeito.8. Conceito de intensidade luminosa Fig. suas unidades podem ser radiano e esterradiano ou nenhuma dimensão. O círculo possui 2 π radianos (aproximadamente 6. que correspondia à luminância do emissor de radiação de Planck (corpo negro) à temperatura de fusão da platina. 19. unidade radiano (rad) 2.7. por causa da dificuldade prática e realizar o irradiador de Planck em alta temperatura e das novas facilidades da radiometria. APOSTILA\METROLOG 4QuantBas.20 . ângulo sólido. Candela é a unidade base SI de intensidade luminosa. numa dada direção de uma fonte que emite uma radiação monocromática de freqüência 540 x 1012 Hz e com intensidade energética nesta direção de 1/683 W/sr. Intensidade Luminosa As unidades de intensidade luminosa se baseavam em padrões de chama ou lâmpadas de filamento incandescente.2958o. à temperatura de liquefação da platina (2024 K). à pressão padrão (101 325 pascals). ou seja. Por exemplo. Atualmente.DOC 22 SET 98 (Substitui 01 ABR 98) 68 . o que é difícil e impreciso. Ângulo plano e ângulo sólido podem ser considerados adimensionais.2832 rad). O radiano é adimensional. 2.Quantidades Medidas 2. 1 radiano é igual a 57. unidade esterradiano (sr) Embora estas grandezas tenham sido apresentadas como suplementares elas são análogas às grandezas de base. em latim significa vela). A 13a CGPM (1967) redefiniu a unidade candela. A precisão obtida é de 5 partes em 106. A 9a CGPM (1948) substituiu o nome de vela nova por candela. O radiano é mais usado em equações científicas e de engenharia. com símbolo de cd. A realização da candela é conforme a definição. Fig. Um radiano é o ângulo plano com seu vértice no centro de um círculo compreendido por um arco com comprimento igual ao do raio.

11. Apresentar os parâmetros da precisão. zona morta. reprodutibilidade. Diferenciar as expressões de precisão. como exatidão e precisão. conversor A/D e D/A. 3. como linearidade. registrador. apresentação dos dados e atuação no processo. visor. 14. condicionamento do sinal. 6. grosseiros. Mostrar os principais tipos de instrumentos. Conceituar rangeabilidade. em percentagem de fundo de escala e do valor medido. amplificador. Conceituar e especificar os principais instrumentos de display: indicador. 8. velocidade de resposta e confiabilidade. Instrumentos de Medição Objetivos de Ensino 1. filtro. Conceituar as características estáticas e dinâmicas dos instrumentos. Apresentar os principais condicionadores de sinal: transmissor. Conceituar erro e apresentar os diferentes tipos e causas de erros. 12. 15. natureza do sinal. 5. Apresentar as principais funções da medição e controle: detecção da variável. 7. Mostrar as fontes do erro sistemático: inerente ao instrumento. influência. contador-totalizador e controlador. 10. 9. sensitividade. 69 . Mostrar a filosofia para escolher e especificar a precisão necessária do instrumento. atuação. modificação e carga do instrumento. aleatórios e sistemáticos. 13. Apresentar a filosofia para determinação do erro resultante.4. 2. em controle. monitoração e alarme de processos industriais. alimentação. 4. repetitividade. linearizador. origem. terminologia e princípios básicos de funcionamento. pelo princípio de funcionamento. Apresentar o conceito de elemento sensor. Apresentar os tipos de erros em função do tempo. Relacionar as necessidades e aplicações das medições das variáveis.

probabilidade de que o valor medido caia nos intervalos da incerteza.1. As medições são idênticas em espécie às da metrologia técnica mas são revestidas de uma estrutura mais formal. inspetores e aqueles que devem fazer cumprir as leis. Por causa dos erros. associada a uma 4.2) m onde 8. Metrologia Metrologia é a ciência das medições.Instrumentos de Medição 1.0 ± 0.3. conformação a especificações de projeto necessárias para uma função apropriada ou em geral.2 e a probabilidade associada com esta incerteza. por exemplo. (8. manter e disseminar um conjunto consistente de unidades. Estas necessidades podem ser vistas de modo útil como requerendo três classes gerais de medição: 1. Este número é desenvolvido para formar a base de uma decisão afetando algum objetivo humano ou satisfazendo alguma necessidade humana. O número é reportado para representar unicamente a magnitude ou intensidade de alguma satisfação de que depende as propriedades do objeto sob teste.2. A estatística mostra que o valor verdadeiro conseguido em um conjunto de medições é dado por sua média aritmética e a incerteza neste valor é: x = x ± ux (P%) onde x = valor medido x = média das medições da amostra ux = incerteza da medição P = probabilidade que a medição esteja dentro do intervalo (x . índice de refração. Legal Esta classe inclui as medições feitas para garantir cumprimento da lei ou regulação. coeficiente de atrito. para fornecer suporte para o cumprimento de igualdade no comércio por leis de pesos e medidas ou para fornecer dados para controlar qualidade em processos. 3.0 medido esteja entre o intervalo 7. O resultado de qualquer medição de uma grandeza física resulta sempre em três fatores: 1.ux) e (x + ux) O resultado da medição do comprimento de uma peça pode ser. 1. feita por um instrumento real e há uma probabilidade de 95% que o valor 8. Científicas Técnicas Esta classe inclui as medições feitas para garantir a compatibilidade dimensional. Estas medições. a incerteza 0.2 (esta informação deve ser dada pelo fabricante do instrumento e informada no catálogo do instrumento que fez a medição do comprimento) m é o símbolo da unidade de comprimento metro. como densidade relativa. 1. Resultado da Medição Nenhum ramo da ciência ou da técnica. a incerteza da medição. Técnicas 2. Uma medição é uma série de manipulações de objetos ou sistemas físicos de acordo com um protocolo definido que resulta em um número. da indústria ou do comércio pode se organizar sem a existência de medições que determinem as dimensões ou características do produto. Aplicações da Medição Os principais usos da medição em processos industriais e operações são: 1. A importância da incerteza ou erro da medição é que ela obscurece a habilidade de se obter a informação que se quer: o valor verdadeiro da variável medida. O termo é usado em um sentido mais restrito para significar a porção da ciência da medição usada para fornecer.8 e 8. número de Reynolds. a não ser que se complete a informação com a unidade metro. Legais 3.0 é o valor provável do comprimento 0. controle 70 . A palavra metrologia é derivada de duas palavras gregas: metro que significa medição e logia que significa ciência. a exatidão de uma medição nunca é certa. Medição 1. Esta classe se refere a instituições de pesos e medidas. todas as medições feitas para garantir adequação para uso pretendido de algum objeto. Afirmar simplesmente que o resultado é 8 não tem nenhum significado. o valor numérico da grandeza 2. que podem ser chamadas de metrologia científica apresentam problemas especiais. a unidade da grandeza. Há grandezas sem unidades. Científica Esta classe inclui as medições feitas para validar teorias da natureza do universo ou para sugerir novas teorias. a satisfação de que depende das propriedades do objetivo sob teste.2 é a incerteza da medição.

medições e atuações. A técnica básica e a mais usada é através da malha fechada com realimentação negativa (feedback). um modelo matemático do processo sob controle. analisam-se as condições do processo e. é comum usar instrumentos para medir continuamente ou em intervalos uma condição que deve ser mantida dentro de limites predeterminados. 2. O controle manual é de malha aberta e é matematicamente estável. 2. quando os limites críticos de segurança são atingidos. alertar o operador para uma condição anormal. Tipicamente. Esta estratégia envolve 1. envolvendo muitas variáveis de processo simultaneamente. 2. A seqüência descreve a ordem dos eventos. São casos particulares de controle a realimentação negativa multivariável: cascata. onde 1. a medição de todos os distúrbios que afetam a variável controlada. se mede a variável controlada na saída do processo. a atuação em uma variável manipulada. processo ou operação de máquina. display visual e ação do operador. incluindo as ações das chaves de alarme. deslocamento axial ou vibração radial de eixos de grandes máquinas rotativas. 71 . 4. Monitoração Monitorar é supervisionar um sistema. São exemplos clássicos de monitoração: 1. O anunciador de alarme apresenta a informação operando em seqüência. Um caso particular e elementar de controle preditivo antecipatório é o controle de relação de vazões. todas as indicações e registros são avaliados continuamente. Diferentes tons audíveis também podem ser usados para diferenciar condições de alarme e de desligamento. O controle é tão bom quanto a medição da variável controlada. lógica do anunciador. cada seqüência tem quatro objetivos: 1. sonoro) após a ocorrência de uma condição indesejável ou perigosa no processo. O sistema de alarme é usado para chamar a atenção do operador para condições anormais do processo. radioatividade em algum ponto de uma planta nuclear. 3. 4. atua na entrada do processo. Alarme Em sistemas de controle e de monitoração é comum se ter alarmes. 5. No sistema de monitoração. quando o operador atua no processo baseando-se nas medições e indicações de grandezas do sistema. Controle Controlar uma variável de processo é mantê-la constante e igual a um valor desejado ou variando dentro de limites estreitos. através de displays visuais e dispositivos sonoros. Só se controla uma variável. indicar a natureza da condição anormal (alarme ou desligamento). Um sistema de monitoração é diferente de um sistema de controle automático porque não há atuação automática no sistema. compara-a com um valor de referência e 3. reação química em reatores através da análise de composição dos seus produtos. O controle pode ser obtido manualmente. no momento em que há previsão de variação na variável controlada e antecipando-se ao aparecimento do erro. monitoração 3. Há várias técnicas e teorias para se obter o controle automático de processos industriais. Um sistema de alarme possui vários pontos de alarme que são alimentados por uma única fonte de alimentação. faixa dividida (split range) e autoseletor. alarme. O controle automático com realimentação negativa pode se tornar mais complexo. 3. Em instrumentação. de modo a manter a variável controlada igual ao valor desejado ou variando em torno deste valor. de modo automático ou manual. Um sistema de alarme opera dispositivos de aviso (luminoso. requerer a ação de conhecimento pelo operador 4. Não se pode ou não há interesse em controlar grandeza que seja constante. em caso extremo. 3. indicar quando o sistema retorna à condição normal. pode-se desligar o sistema. sinal sonoro. 2.Instrumentos de Medição 2. para manter a variável controlada constante e igual ao valor desejado. Os displays visuais geralmente piscam lâmpadas piloto para indicar condições anormais do processo e são codificados por cores para distinguir condições de alarme (tipicamente branca) e de desligamento (tipicamente vermelha). ou por incapacidade física de atuação ou por causa dos grandes atrasos entre as amostragens. Outra técnica alternativa é o controle de malha fechada preditivo antecipatório (feedforward). para verificar se ele opera corretamente durante sua operação.

garante-se que as tensões são exatamente iguais. substituição Medição direta Como o nome sugere. A comparação real é feita usando-se um galvanômetro que detecta se há passagem ou não de corrente por ele.4. Para os dois instrumentos. esta é a forma mais simples de medição. o processo físico é a rotação da bobina móvel quando a corrente passa por ela.Instrumentos de Medição 1.3. não haverá deflexão do ponteiro. 4. Tudo se resume a uma questão de se ter pesos calibrados conhecidos para que se tenha a pesagem exata de qualquer massa desconhecida. 72 . ligando-o nos terminais apropriados e lendo a voltagem diretamente da posição do ponteiro na escala ou nos dígitos do display. Isto é feito somente em uma posição. se mede a voltagem escolhendo um medidor com a faixa correta de voltagem. Uma situação similar pode ocorrer na medição elétrica. haverá uma deflexão para algum dos lados da balança. A balança de mola se baseia no deslocamento causado pela força da gravidade no peso. Para o voltímetro. Usam-se dois pratos da balança para comparar os pesos da massa desconhecida e da massa conhecida. do número de vezes de calibração do sistema e da qualidade do equipamento usado. Tipos de Medição Os três tipos principais de medição são: 1. dependendo do valor relativo das tensões. Medição comparativa . Não há necessidade de calibração. Em cada medição. medição direta 2.Medição por comparação O método direto de pesagem toma uma balança com mola. comparação 3. Este método. chamado de balanço de nulo. Outro circuito eletrônico baseado em detector de nulo é a ponte de Wheatstone. como uma função da magnitude do sinal de entrada. devido ao envelhecimento e outros efeitos.balanço de nulo O método comparativo de pesagem deve ser muito familiar a todos. Quando se obtém a posição zero (nulo). tipicamente na deflexão de fundo de escala e a precisão da leitura em outros pontos depende da linearidade da resposta do sistema. A ponte de Wheatstone é usada para medir valores de resistência elétrica e pequenas tensões. é necessária uma calibração inicial da posição do ponteiro. Pode-se produzir uma voltagem conhecida e então compará-la com uma voltagem desconhecida. a quantidade desconhecida é comparada diretamente com uma quantidade conhecida. coloca nela o peso desconhecido e lê o deslocamento na escala calibrada.2. é extremamente preciso porque ele não se baseia em qualquer outro sistema físico para se obter o valor da quantidade sendo medida. Fig. Quando as tensões forem diferentes. A precisão da medição direta depende fundamentalmente do sistema físico escolhido como transdutor e processador do sinal. O método direto de medição baseia no comportamento de algum sistema físico (sensor e processador do sinal) para converter a quantidade medida (sinal de entrada) em uma quantidade observável (sinal de saída). Quando um for maior que o outro. que consiste em 4 resistências. haverá passagem de corrente em alguns dos dois sentidos. A precisão contínua do instrumento entre as calibrações depende do valor pelo qual a resposta do sistema pode variar. Medição direta Fig. com a faixa correta. Por exemplo. Quando eles forem iguais. 4. uma fonte de polarização e um galvanômetro detector de zero. Quando elas forem iguais não haverá corrente pelo galvanômetro.

sem alterar as condições de medição. ele não precisa ser calibrado nem precisa dar uma resposta linear.5. Medição por substituição Como já visto. Quando o operador quiser saber o valor medido. O instrumento fica ligado diretamente ao processo. haverá ainda um balanço perfeito? Espera-se que sim. então o valor da resistência desconhecida é também igual a R. agora é necessário remover pesos do prato B. Em uma balança mais precisa deveria haver uma garantia que o peso total no sistema não variasse. método de conversão de energia. Instrumentos da Medição Os instrumentos podem ser classificados de acordo com sua aplicação. O sistema de medição deve ser calibrado somente quando as leituras forem tomadas fora do equilíbrio. suportes e ponteiro. o que é significativo neste novo sistema é que o peso total na balança não foi alterado. Fig. a medição por substituição envolve a recolocação de algo de valor desconhecido por algo de valor conhecido. sentido a variável e indicando continuamente o seu valor instantâneo. seja a resistência de valor desconhecido em um circuito. auto-alimentado e com fonte externa 4. Um método mais preciso ainda de medição elimina qualquer efeito do sistema de medição. 2. Tudo que aconteceu foi a substituição de um peso desconhecido por um peso conhecido e as condições do sistema de medição (balança) não foram alteradas. Todas estas classificações usualmente resultam em superposição. É bem possível que haja uma pequena variação no comportamento do sistema. Agora. analógico e digital 2. que fica balançada exatamente quando há a massa de 200 g em cada prato.Instrumentos de Medição R1 E A R3 D R4 R2 B Fig. Ponte de Wheatstone O sistema de medição é usado apenas para indicar quando se obtém o balanço do nulo. ele se aproxima adequadamente do instrumento e faz a leitura. com a interferência direta de um operador. As medições feitas manualmente geralmente são anotadas pelo operador. modo de operação. A medição pode ser feita de modo automático e continuo. ele pode anotar a leitura feita para uso posterior. de modo que este peso foi medido. O peso removido de B é igual ao peso desconhecido colocado no prato A. Porém. dando um erro na medição da 1 g. R. Porém. O sistema necessita apenas da medição para dar a leitura do zero. manual e automático 2. se estes pesos forem removidos e um peso de apenas 1 g for colocado em cada prato. o método comparativo de medição é fundamentalmente mais preciso do que o método correspondente de medição direta. Foi visto também que uma forma limitada de sistema de medição era usar o registro da posição do balanço do nulo. Exemplos de medição manual: medição de um comprimento por uma régua. medição de uma voltagem com um voltímetro. Assim. 4. Porém. contato e não-contato 3. os instrumentos usados na prática podem ser divididos nas seguintes categorias: 1. 4. Medição por substituição 73 . Como exemplo. Manual e Automático A medição mais simples é feita manualmente. Também neste caso. seja a balança química com dois pratos. Um peso desconhecido M é colocado no prato A. Isto pode ser feito pelo método da substituição. por que se elimina o sistema de medição como meio de interpretar o sinal de entrada sendo medido. Por exemplo. mesmo se forem medidos pesos de diferentes valores. natureza do sinal de saída. para uso posterior. Se ela é substituída por uma resistência de valor conhecido. de modo que a voltagem e a corrente no circuito continuem exatamente as mesmas. A medição manual geralmente é feita por um instrumento portátil.1. Uma balança perfeita é obtida com os pesos calibrados de 200 g no prato B. entre a primeira e a segunda medições foram removidas 398 g do sistema e isto afetará as tensões e resistências presentes nos braços. Para se consiga um novo balanço.4. medição de uma resistência elétrica através de um ohmímetro.

quando o instrumento é alimentado. sem interferência na operação do processo e principalmente. No amperímetro alicate. Contato e Não-Contato Outro critério importante no estudo dos instrumentos de medição é sua colocação e interação com o processo medido. os fios por onde circula a corrente que se quer medir são enrolados externamente à ponta de prova do amperímetro. A condução do calor. 3. Geralmente a alimentação é fornecida por um instrumento montado na sala de controle. Há medições realizadas com o contato físico do instrumento com o processo. à Lua. E eles nunca foram a estes lugares. uma única rápida vez. ele pode alterar a temperatura medida. O amperímetro mede a corrente que circula pelo fio. é possível medir vazões de fluidos com medidores ultra-sônicos.Instrumentos de Medição Quando se necessita do registro continuo da variável. depois de algum tempo. pode-se medir com precisão a vazão volumétrica do fluido. Atualmente é possível. 2. embora menos precisos que os de contato. raramente se usa um instrumento de medição alimentado com uma bateria integral (colocado no seu interior). A principal desvantagem do medidores diretos e com contato é a possibilidade do sensor alterar o valor da variável medida. Instrumentos pneumáticos são alimentados por uma fonte externa de ar comprimido. que opera continuamente. há contato entre o instrumento de medição com o processo. antes e depois da placa de orifício. a pressão estática da tubulação diminui. Analogamente. a velocidade do fluido aumenta e como conseqüência. sem alteração da variável medida. Instrumentos eletrônicos são alimentados por uma fonte externa de voltagem. Dependendo do tamanho. Estes sensores ópticos de temperatura apresentam precisão aceitável e podem medir temperaturas baixa (muitas pessoas acham que eles só podem ser aplicados em medições de alta temperatura. A temperatura é medida à distância. A placa de orifício. Por exemplo. Outro exemplo clássico de medição com contato físico é a medição de vazão com placa de orifício. elemento sensor de vazão. Medição de temperatura com sensores de radiação de infravermelho. é a sua facilidade de aplicação. provoca uma queda de pressão na tubulação e afeta a vazão medida. Qualquer instrumento para funcionar necessita de uma fonte de energia. há muito tempo os astrônomos sabem com relativa precisão a temperatura da 74 . a medição continua de muitas variáveis e a emissão de relatórios de medição através de impressoras de computador. a medição de temperatura com um termômetro clinico. num sistema de aquisição de dados.3. Quem mede o mais difícil. também mede o mais fácil). iguala a temperatura do sensor com a do corpo e o termômetro indica a temperatura medida. usam-se selos e poços para isolar o sensor do processo.2. o bulbo do termômetro entra em contato físico com o corpo do qual se quer medir a temperatura. típica de 24 V cc. As duas fontes clássicas de alimentação de instrumentos são a eletrônica e a pneumática. Pela medição desta diferença de pressão. A principal justificativa do uso de medidores sem contato. massa e temperatura do termômetro. A placa de orifício é uma restrição que é colocada em uma tubulação. Quando a vazão passa por esta restrição. da Lua e do Sol. O amperímetro usado para medir a corrente é colocado fisicamente no circuito de medição. Esta alimentação pode ser feita por um par de fios diferente do par de fios que conduz a informação ou pode ser feita pelo mesmo par de fios que conduz a informação. sem interromper o circuito e sem fazer parte física do circuito. 2. O sinal padrão de transmissão de corrente é de 4 a 20 mA cc. exceto. através de computação da energia captada pelo medidor. usa-se um registrador. Alimentação dos Instrumentos A energia está associada aos instrumentos de dois modos: através da alimentação e do método de transdução. típica É possível fazer medição sem o contato físico entre o instrumento e o processo. Por exemplo. Por questão econômica e de segurança. Na maioria das medições feitas há contato físico entre o elemento sensor e o processo. Medição da corrente e tenso elétricas através de amperímetro alicate. superfície dos planetas. Exemplos clássicos de medição sem contato: 1. A resistência interna do amperímetro pode afetar a medição feita. Esta fonte de energia pode ser externa e explícita. Medição sem Contato 2. As vezes. mas mesmo nestas aplicações. A medição pode ser feita com e sem contato físico. Um terceiro exemplo de medição com contato é a medição de corrente elétrica com um amperímetro. que são não-intrusivos e externos à tubulação.

Instrumentos de Medição de 140 kPa (20 psi). 4. Por exemplo. sob pena de provocar grandes erros de medição. 3. Pulsos só podem ser contados.4. é necessário converter o sinal para digital e depois contar os pulsos correspondentes. O seu algoritmo fundamental. helicoidal. O regulador. O sinal digital é constituído de pulsos ou de bits. PID. Instrumento com display analógico e digital 75 . indicador ou registrador local de vazão com elemento sensor de pressão diferencial (diafragma). que não devem ser excedidos. num estágio final. display Sinal Há funções ou tarefas que são tipicamente analógicas. suave. Sinal padrão pneumático de 20-100 kPa. Fig. O filtro elimina. Saída de pulsos da turbina medidora de vazão. indicador local de pressão. não deveriam provocar erros de medição. onde cada pulso escalonada pode corresponder. umidade e óleo contaminantes do ar comprimido. 2. quando se quer registrar a vazão. Exemplos de indicadores e registradores que não necessitam de alimentação externa são: 1. ajustável ou fixo. Sinal é uma indicação visual. Eles utilizam a própria energia do processo para seu funcionamento. há erros de medição. onde o 20 kPa corresponde a 0% e 100 kPa a 100%. Funções tipicamente digitais são alarme. O controle é também uma função analógica. O controle liga-desliga é um caso particular. O parâmetro fundamental do sinal analógico é sua amplitude. Cada instrumento pneumático montado no campo é alimentado individualmente através de um conjunto filtroregulador ajustável ou fixo. 3. com elemento sensor tipo bourdon C. é matematicamente analógico e continuo. 2. Medir um sinal analógico é determinar o valor de sua amplitude. geralmente abaixa a pressão mais elevada de distribuição para o valor típico de 140 kPa. contagem de eventos e totalização de vazão. bits podem ser manipulados. São exemplos de sinais digitais: 1. variações da alimentação do instrumento não deveriam afetar o desempenho dos instrumento e por isso. como registro e controle de processo. O sinal padrão de transmissão pneumática é de 20 a 100 kPa. onde o 4 mA cc corresponde a 0% e 20 mA a 100%. deve-se converter o sinal de pulsos em analógico. Na prática. Quando se totaliza um sinal analógico proporcional à vazão. Geralmente.6. As variáveis de processo são analógicas. Sinal analógico é aquele que vária de modo continuo. função matemática 3. Quando se totalizam pulsos escalonados de medição de vazão. por exemplo. helicoidal ou fole. basta contá-los. tecnologia 4. indicador local de temperatura com elemento sensor tipo bimetal. de modo continuo. Só é possível registrar um sinal analógico. Existe ainda instrumentos de montagem local que não necessitam de nenhuma alimentação externa para seu funcionamento. a 1 litro/segundo de vazão. Analógico e Digital O conceito de analógico e digital se refere a 1. São exemplos de sinal analógico: 1. com uma saída discreta (digital). 2. 1101. Sinal padrão eletrônico de 4-20 mA cc. assumindo todos os infinitos valores intermediários. Uma pressão de processo pode variar de 20 a 100 kPa. A indicação pode ser indistintamente analógica ou digital. Um controlador digital envolve uma tecnologia digital para executar a função analógica de controle. palavra de 4 bits. Uma temperatura pode variar de 20 a 50 oC. sinal 2. sem saltos em degrau. Idealmente. espiral. tendo-se uma turbina medidora com saída de pulsos. audível ou de outra forma que contem informação. as impurezas. Eles são chamados de auto-alimentados. Sinal digital ou discreto é aquele que só pode assumir valores descontínuos. Função Matemática 2. os fabricantes informam tais limites de alimentação. quando a alimentação excede os limites inferior e superior da alimentação.

O ponteiro se move continuamente sobre a escala graduada. O tempo pode ser medido por um relógio mecânico. o tempo pode ser indicado por um relógio digital. A principal vantagem do display digital é a conveniência de leitura. o ponteiro se move com pequenos saltos. eles devem ter um estágio de conversão analógico-digital e eventualmente. Os números variam de modo discreto. O fator mais importante favorecendo o instrumento digital. A leitura analógica é suscetível a erro. A tecnologia eletrônica pode ser analógica ou digital. NOT). é a facilidade de leitura. constituídos de portas lógicas (AND. Quando o operador lê um instrumento analógico. ele deve se posicionar corretamente. Os componentes ativos (transistores.Instrumentos de Medição Um exemplo relacionando todos estes conceitos é a medição do tempo pelo relógio. quando se posiciona erradamente em relação 76 . de uma escala fixa e um ponteiro móvel (pode haver escala móvel e ponteiro fixo). quando comparado com o analógico. fazer interpolação. Tecnologia Display O display ou readout é a apresentação visual dos dados. subjetiva e demorada. Este mesmo tempo pode ser medido por um relógio eletrônico. Tem-se engrenagens. Basicamente. A base dos circuitos digitais são os circuitos integrados digitais. mostrando que está sendo acionado por pulsos. molas. com tecnologia analógica e mostrador analógico. A indicação é analógica. Finalmente. Um instrumento com display digital é aquele que o circuito de medição é de projeto analógico e somente a indicação é de projeto digital. Instrumento digital é aquele em que o circuito necessário para obter a medição é de projeto digital. Fig. NAND. Porém. capacitor e indutor) servem para polarizar os circuitos. O display são números que variam discretamente. A base dos circuitos analógicos é o amplificador operacional. pinos acionando um ponteiro que percorre uma escala circular graduada. OR. NOR. Os componentes passivos (resistência. A tecnologia do relógio é digital pois tem um microprocessador e um cristal oscilante. descontinuo. O ponteiro se move continuamente. possibilitando a leitura do valor medido. Instrumento digital usa circuitos e técnicas lógicas para fazer a medição ou para processar os dados. Resumindo: a variável analógica tempo pode ser indicada através de relógio analógico (mecânico) ou digital (eletrônico) com display analógico (escala e ponteiro) ou digital (números). quando não se tem a preocupação de cometer erro de paralaxe. Instrumentos com display digital Comparação Analógica Versus Digital Deve-se diferenciar um instrumento digital e um instrumento com display digital. geralmente. A tecnologia do relógio é digital e o indicador é também digital. pois é constituída de escala e ponteiro. um instrumento digital pode ser visto como um arranjo de portas lógicas que mudam os estados em velocidades muito elevadas para fazer a medição. de digital-analógico. ou seja. usar espelho da escala. amplificadores operacionais) operam na região de amplificação linear. todos estes circuitos e lógicas estão integradas no microprocessador. Display analógico é aquele constituído. Os circuitos digitais podem também executar as tarefas analógicas de amplificar e filtrar. contadores e temporizadores. Ele pode ser analógico ou digital. com tecnologia digital mas com mostrador analógico. Atualmente. Um instrumento analógico com leitura digital é geralmente não mais preciso que o mesmo instrumento analógico com leitura analógica. ter um bom olho. multivibradores (flipflop). Display digital é aquele constituído por números ou dígitos. que manipula e computada variáveis analógicas (corrente e voltagem). possibilitando a leitura do valor medido. O tempo é uma grandeza analógica. Necessariamente. 4.7.

em geral. erro de gatilho 4. O erro de gatilho é um erro aleatório causado pelo ruído no sinal de entrada e dentro do contador. A precisão para voltagem ca depende da freqüência. Os psicólogos garantem que se cansa menos quando se fazem múltiplas leituras digitais. Erros do Contador Digital 77 . existe uma incerteza no digito menos significativo de ±1 contagem. por exemplo. Porém. de 4 1/2 dígitos é de ±0. Para medição de intervalo de tempo. A precisão de um multímetro digital da Fluke. mesmo a instrumentação eletrônica sofisticada com tecnologia digital possui medidores que simulam indicações analógicas. Embora a precisão dependa da qualidade e do projeto do instrumento. Por exemplo. Atualmente. erro de ±1 contagem 2. Os principais erros na medição com um contador eletrônico são: 1. há o reaparecimento de relógios com display analógico. principalmente quando se tem comparações entre duas medições. a leitura de instrumento analógico é de mais rápida e fácil interpretação. A maior resolução dos instrumentos digitais reduz o número de faixas necessárias para cobrir a faixa de medição. O contador é o dispositivo de saída do instrumento com display digital. Os instrumentos digitais fornecem melhor resolução que os analógicos. o erro relativo diminui quando a contagem total acumulada cresce. a precisão de um contador eletrônico Hewlett-Packard é de ±1 digito ± erro da base de tempo. O erro causado por esta ambigüidade é em termos absolutos de ±1 contagem para a contagem total acumulada. o controlador single loop possui indicações da medição e do ponto de ajuste feitas através de gráfico de barras.5% do valor medido + 10 dígitos entre 45 Hz e 1 kHz em todas as faixas. pois se sabe o significado de certas posições dos ponteiros das horas e dos minutos. erro da base de tempo 3. Tipicamente.8. O principal efeito do ruído é fazer o gatilho abrir em um período de tempo incorreto. a precisão do digital é de 0. Display analógico ou digital? A exatidão de qualquer instrumento está relacionada com a calibração. porque sua leitura é mais rápida e fácil. Quando uma medição é feita com um contador eletrônico.1% e do analógico é de 1%. Por isso.03% do valor medido + 2 dígitos para a faixa de voltagem cc. Este erro é chamado de erro da base de tempo e é geralmente dado por um número adimensional expresso em partes por milhão. cuja precisão depende apenas da percentagem do fundo de escala. Fig. A precisão é uma segunda vantagem do instrumento digital sobre o analógico. Os relógios digitais foram muito populares na década de 80. o instrumento digital é mais preciso que o analógico de mesmo custo. a precisão do contador é de ± resolução ± erro da base de tempo ± erro do gatilho ± 2 ns.4. Por exemplo. com ponteiros e escala. Qualquer erro que seja resultado da diferença entre a freqüência mestre real do clock e sua freqüência nominal é diretamente transferida em um erro de medição.Instrumentos de Medição ao instrumento de leitura. porque eles eram novidade e mais baratos. Esta incerteza é resultado da não-coerência entre o sinal de clock interno e o sinal de entrada. o instrumento digital requer calibrações mais freqüentes que o instrumento analógico. Como a precisão de um instrumento digital depende da percentagem do valor medido e de mais ou menos alguns dígitos menos significativos (erro de quantização). O erro sistemático existe no instrumento associado com sua calibração e depende de sua qualidade e período de tempo transcorrido depois da calibração. erro sistemático. para o multímetro Fluke 8050A: ±0.

ajustes. os enfoques são totalmente diferentes com relação à estrutura. o microprocessador está sendo usado em toda parte e ganhando novas funções. sem o uso do microprocessador. 2. um instrumento multifuncional era. adaptação fácil a interfaces padrão de bus para sistemas integrados de medição 4. por causa da padronização e simplicidade dos componentes. uma auto-calibração automática 3. operação e uso mais simples. Instrumento Microprocessado Função do Microprocessador Atualmente. O instrumento baseado no microprocessador é chamado de inteligente. Exatidão melhorada A exatidão do instrumento microprocessado foi muito melhorada. um ajuste de zero automático no início de cada medição. funções programáveis. O microprocessador revolucionou a instrumentação eletrônica. As principais vantagens do instrumento microprocessado são: 1. consumo de energia foi reduzido drasticamente. O instrumento multifunção convencional usava lógica fixa com todos os circuitos e fios físicos soldados (hard-wired). O algoritmo de projeto do instrumento ficava inalterado. linearizar e filtrar os 78 . a montagem de várias sub-unidades funcionais em um único invólucro. o usuário escolhia sua função através de chaves convenientes. Houve uma mudança radical na filosofia do projeto do instrumento. analise estatística dos resultados 3. Por este motivo. O microprocessador. tornou a lógica fixa do instrumento multifuncional em programável. na prática. no instrumento inteligente a informação já é interpretada e fornecida num formato mais amigável. O microprocessador fornece 1. Porém. o instrumento microprocessador é também chamado de programa armazenado. Os erros sistemáticos podem ser diminuídos por vários motivos: 1. 2.Instrumentos de Medição 2. multi funcionalidade estendida e expandida em programas flexíveis. Capacidades expandidas O microprocessador estende e expande as capacidades do instrumento. facilidade de controle por causa da interface 5. resultados linearizados e corrigidos 4. Deste modo. abrindo novos caminhos para seus usuários. componentes mais confiáveis por causa do encapsulamento que o torna imune à umidade e temperatura. Isto é principalmente verdade na instrumentação. expandiu suas capacidades. Sempre havia problemas para controlar e chavear as várias funções do instrumento. a informação deve ser interpretada pelo operador inteligente. confiabilidade maior. 5. onde os procedimentos de medição se tornaram mais facilmente administráveis. 3. medição replicada do valor e a computação estatística para dar o resultado mais esperado. A lógica programável tornou o preço do instrumento muito menor. como medição inferencial (indireta) e acumulativa. 4. procedimentos computacionais mais eficientes.5. O programa que executa suas múltiplas funções fica armazenado em memórias eletrônicas (ROM ou PROM). apresentação do resultado em display de modo que os resultados estranhos são descartados. 2. circuito e controle do instrumento. Multifuncionalidade A idéia de instrumento multifuncional não é nova. No instrumento convencional. economizando tempo. auto-teste e auto-diagnose. Esta forma de lógica contradiz a multifuncionalidade e eficiência. como parte integrante do instrumento. A lógica armazenada torna o instrumento fácil de ser programado e de ser atualizado. para compensar. melhorou sua confiabilidade e forneceu uma ferramenta para desempenhar tarefas não imagináveis até então. 6. sem mudanças significativas no circuito. O instrumento a microprocessador se tornou extremamente versátil. de modo que até um operador sem experiência pode entende-la (não necessariamente o operador precisa ser não inteligente). Como o microprocessador se tornou uma parte integral do instrumento. ele montava as várias sub-unidades em uma configuração adaptada para medir a função escolhida. tornando-o adaptável a várias formas de técnicas de medição. por ter poucos componentes. calibração e teste se tornaram automáticos e o seu desempenho metrológico foi melhorado. tamanho miniaturizado 7. O uso de microprocessador em instrumentos aumentou drasticamente sua exatidão. Em serviço. O instrumento microprocessado pode fazer várias medições simultâneas e fazer computações matemáticas complexas destes sinais.

o valor do volume ou massa acumulado e a densidade do gás. o microprocessador pega a técnica de medição certa. subtrair uma constante do resultado 5. Quando o instrumento é religado para fazer novas medições. um computador de vazão microprocessado recebe os sinais correspondentes ao medidor de vazão (transmissor associado à placa. faixas e modos de medição. O instrumento pode ainda fazer correções para os erros devidos a variação da freqüência do sinal (o ganho do condicionador de sinal em uma dada freqüência é diferente do ganho em sua freqüência de referência. Ele elimina o erro de ganho do instrumento. O microprocessador incorporado no instrumento pode eliminar os erros sistemáticos. Por exemplo. o instrumento microprocessado faz comparações e usa um fator de correção para aplicar nas novas medições. faixas e modos. pressão. dividir o resultado por uma constante 6. Em outro exemplo. armazenar o resultado e depois medir a voltagem através do resistor e finalmente computar a potência. seja a medição da potência dissipada através de um resistor por um voltímetro microprocessado. em geral e com sua precisão. armazenando o valor correspondente ao zero do instrumento e subtraindo automaticamente este valor das leituras do instrumento. Deste modo. se pensa que o instrumento multifunção programável é mais complicado. na medição da vazão de gases. temperatura e composição. desvio padrão e erro 79 . armazena os resultados das várias medições diretas. apresentar o erro percentual da medição 4. A medição é indireta. o instrumento microprocessado armazena os resultados das medições repetidas e faz o seu processamento em algoritmos apropriados para determinar média. Melhoria do Desempenho Metrológico As características metrológicas do instrumento são aquelas diretamente relacionados com seu desempenho. apresentar o resultado em unidades logarítmicas linearizar resultados Análise estatística Os instrumentos microprocessados podem gerar o valor médio. Operações matemáticas do resultado É possível que o operador queira uma função matemática de um resultado e não somente no resultado em si. Todos estes erros podem ser minimizado nos instrumentos a microprocessador. como: 1. porém ela parece direta para o operador. Em resposta a um simples comando entrado através de seu teclado. Geralmente. Ele elimina o erro de desvio de zero. Todos estes sinais são computados internamente e o totalizador pode apresentar o valor da vazão instantânea compensada em massa ou volume. Por exemplo. Para o operador. armazenando um número quando o instrumento é desligado e que corresponde a um valor definido da voltagem de entrada. O instrumento inteligente possui um conjunto de teclas (teclado) externo e na sua parte frontal. os erros sistemáticos são provocados por desvio do zero.) O instrumento armazena na memória a sua freqüência de referência e corrige as medições para as diferentes freqüências. vortex). 7. um voltímetro digital tem um teclado com 17 teclas e pode fornecer um total de 44 combinações de funções. aleatórios e acidental. O máximo que o operador pode fazer é minimizar seus efeitos. O instrumento microprocessado pode fornecer várias transformações funcionais. fazendo um tratamento estatístico de todas as medições replicadas. em particular. a variância. Através das teclas diretas ou combinação de teclas se pode selecionar as funções. O operador diz ao voltímetro para medir a resistência do resistor. Há instrumentos microprocessados projetados especificamente para fazer a analise estatística dos sinais. turbina. o desvio padrão de uma variável aleatória sendo analisada e o coeficiente de correlação de duas variáveis aleatórias.Instrumentos de Medição resultados finais. Todo instrumento está sujeito a erros sistemáticos. Os erros aleatórios não podem ser antecipados e evitados. apresentar o erro absoluto da medição 3. desvio do fator de ganho do circuito condicionador de sinal e não linearidades internas do instrumento. multiplicar o resultado por um fator constante 2. faz os cálculos e apresenta o resultado final condicionado no display. O instrumento ainda pode ter alarmes que operam quando o operador faz movimentos errados e aperta teclas incompatíveis. tudo parece como se o computador estivesse fazendo a medição diretamente da vazão mássica. valor eficaz (root mean square). Controle simplificado Inicialmente.

O software associado ao microcomputador é também complexo e pode ter os seus besouros (bugs). por exemplo. testar a hipótese que as probabilidades do erro aleatório são normalmente distribuídas e computar os limites de erros aleatórios. o instrumento deve ser multifuncional. as medições feitas por técnicas indiretas e cumulativas e o procedimento deve ser automatizado 7. Mesmo complexo. em linha do processo 11. Embora a maioria utilize somente uma pequena parte da capacidade total do microprocessador.Instrumentos de Medição aleatório relativo. 80 . Muitos acham que não necessitam de toda a capacidade do microprocessador e por isso a sua aplicação seria ociosa e exagerada. esta complexidade não requer que o seu usuário a entenda. pois o seu custo é maior que o do microprocessador. há necessidade de transformações funcionais matemáticas. Compensação do ruído interno Esta característica melhora a sensitividade do instrumento e estende sua faixa. Embora internamente o microprocessador tenha milhares (e até milhões) de componentes. Outros acham que o microprocessador está associado a um programa (software) que é outro motivo de repulsa. o microprocessador acha o valor eficaz (rms) do sinal e do ruído. os dados devem ser armazenados em memória 5. compensação através de cálculos complexos Por causa de todas estas vantagens. de algumas pessoas que desconhecem o microprocessador ainda duvidam e não aceitam os benefícios transparentes do microprocessador. impossível de ser obtido por métodos convencionais 8. como linearização. Desvantagens Há também várias razões para questionar o uso do instrumento microprocessado. muito mais que qualquer circuito com componentes discretos. o microprocessador chegou e vai ficar por muito tempo nos campos da medição e instrumentação. o sistema de medição deve ser interfaceado com um sistema digital 4. algumas subjetivas e outras objetivas. Todas estas questões são facilmente resolvidas. programável e versátil 2. determinar a média esperada. Geralmente o software está gravado em uma memória ROM (ou PROM) e as eventuais modificações ou melhorias são feitas pelo fabricante e os benefícios são do usuário final. As mais importantes são: Há a barreira psicológica. Vantagens Um instrumento microprocessado é a melhor solução quando: 1. porém o usuário não precisa conhece-lo. possibilitando a medição de valores muito pequenos. o processamento estatístico dos dados deve ser parte do procedimento de medição e feito automaticamente 10. conversão de resultados. Ele é a base do progresso que a ciência e a tecnologia tiveram nos últimos e próximos anos. o sistema de medição deve ser expandido acomodar várias funções 3. o microprocessador é estável e confiável. um grande número de estados lógicos devem ser mantidos na memória 6. são essenciais a autocalibração e autodiagnose 9. O instrumento pode. Para fazer isso. Muitos acham que o microprocessador é muito complicado e economicamente não é atraente. as incertezas das medições devem ser determinadas e apresentadas no display. ainda assim a sua aplicação é economicamente vantajosa. é especificado um alto desempenho metrológico.

dependendo do tipo e da técnica envolvida. 81 . Por exemplo. Sistema de Medição 3. 3. Este instrumento é analógico e seu funcionamento é mecânico. vários níveis de complexidade. A instrumentação para fazer estas medições é vital para a indústria. A apresentação de dados não é feita através do conjunto escala e ponteiro. 3.1. que constituem os elementos condicionadores do sinal. pois utiliza a própria energia da pressão para funcionar. Um sistema completo de medição consiste dos seguintes elementos básicos: 1. filtrando-o de ruídos externos e. que dá a informação da variável medida na forma quantitativa. A resistência do strain-gage faz parte de um circuito elétrico. Eles são: 1. o elemento sensor é o tubo metálico em forma de C. A variação da resistência é linearmente proporcional à pressão medida. O uso de instrumentação em sistemas como casa de força. mas de um conjunto de dígitos. Os instrumentos tem produzido uma grande economia de tempo e mão de obra envolvida. que detecta e converte a entrada desejada para uma forma mais conveniente e prática a ser manipulada pelo sistema de medição. 2. Finalmente. no indicador analógico de pressão com bourdon C. é possível determinar a variação da resistência elétrica do strain-gage. elemento de alimentação externa para facilitar ou possibilitar a operação do elemento sensor. um ponteiro é fixado na engrenagem e executa uma excurso angular sobre uma escala graduada em unidade de pressão. do condicionador de sinal ou do elemento de display. máquinas de produção automática. elemento de realimentação negativa para controlar a variação da quantidade física que está sendo medida. A pressão a ser medida é aplicada diretamente no sensor que sofre uma deformação elástica. sem a interferência do operador externo. Em outro exemplo. indústrias de processo.Instrumentos de Medição 3. As principais funções do condicionador de sinal são as de amplificar. filtrar. amplificandoo. Este instrumento é eletrônico e a indicação é digital. Este pequeno movimento é mecanicamente amplificado por meio de engrenagens e alavancas. Por isso. A medição é fundamental. O elemento sensor é também chamado de elemento primário ou transdutor. 2. chamado de ponte de Wheatstone. Ele constitui a interface do instrumento com o processo. vários enfoques diferentes. convertendo-o para pulsos para dar uma indicação final digital. há um parâmetro em comum no controle. manipulação e segurança revolucionou e substituiu velhos conceitos. Os sistemas de instrumentos agem como extensões dos sentidos humanos e facilitam o armazenamento da informação de situações complexas. O elemento de apresentação de dado é também chamado de display ou readout. com vários dispositivos de controle. que manipula e processa a saída do sensor de forma conveniente. A entrada do sensor é a pressão e a saída é um movimento mecânico. no indicador digital de pressão com strain-gage. o strain-gage é o elemento sensor que detecta a pressão a ser medida. Ele não requer alimentação externa. elemento sensor ou elemento transdutor. Ele constitui a interface do instrumento com o operador do processo. no caso. o elemento de apresentação do dado. a instrumentação se tornou um componente importante das atividades rotineiras da indústria e contribuiu significativamente para o desenvolvimento da economia. monitoração e alarme do processo: a medição das variáveis e grandezas do processo. O conjunto escala e ponteiro constitui o elemento de apresentação de dados. O circuito da ponte também processa o sinal elétrica. elemento condicionador do sinal. produzindo um pequeno movimento mecânico. A pressão medida varia a resistência elétrica do strain-gage. Este elemento possibilita o conjunto funcionar automaticamente. integrar e converter sinal analógico-digital e digital-analógico. Os elementos auxiliares aparecem em alguns instrumentos. elemento de calibração para fornecer uma facilidade extra de calibração embutida no instrumento. Os transmissores inteligentes possuem esta capacidade de auto-calibração incorporada ao seu circuito. A ponte de Wheatstone é um condicionador de sinal. A base de um controle correto é a medição precisa da variável controlada. Através de uma polarização externa e um balanço de nulo. Conceito Embora haja vários tipos de controle. A entrada do straingage é a pressão e a saída é uma resistência elétrica.

A unidade dimensional da entrada geralmente é diferente da unidade da saída. variável sendo medida.Instrumentos de Medição 3. Nem todas as variáveis de processo podem ser medidas mecanicamente. probe. transdutor. superfície. conversor para o instrumento eletrônico onde a entrada e a saída são ambas de natureza elétrica mas com características diferentes. Aplicando este definição. Transdutor de pressão absoluta a straingage amplificador. Sensores mecânicos de pressão Exemplos de elementos sensores mecânicos: tubo bourdon.1 (1982) inclui: 1. 100-160 dB. força ou deslocamento. como o conversor A/D (analógico para digital). dispositivo ou instrumento que recebe a informação na forma de uma quantidade e a converte para informação para esta mesma forma ou outra diferente. detetor. 4. 0-100 kPa. a condutividade elétrica não podem ser medidas por meios mecânicos. eletrônicos As principais vantagens do sinal eletrônico sobre o mecânico são: 1. Quando as unidades forem iguais. 3. proporcional a esta variável. Por exemplo. Os nomes alternativos para o sensor são: transdutor. o nome transdutor. D/A (digital para analógico) e conversor I/F (corrente para freqüência). para a medição de pressão. transmissor para o instrumento onde a entrada é não-padronizada e a saída é padronizada e de naturezas iguais ou diferentes. Exemplos de elementos sensores: 1. a indicação e o registro à distância são mais fáceis. O elemento sensor depende principalmente da variável sendo medida. Transdutor pressão diferencial. 2. O nome correto e completo do transdutor recomendado pela norma ISA 37. proporcional a esta variável. são transdutores: elemento sensor. Sensor O elemento sensor não é um instrumento mas faz parte integrante da maioria absoluta dos instrumentos. 4. Fig. 2. potenciométrico. o pH. conjunto placa de orifício-sensor de pressão diferencial para a medição de vazão. ele é acionado pela própria energia do processo ao qual está ligado. mecânicos 2. transdutor é o elemento. 82 . 0-500 MPa. Terminologia De um modo geral. conversor eletrônico analógico-digital. transdutor i/p e p/i. corrente elétrica. pickup ou pickoff.9. 4. modificadora restritiva da variável. 0-300 oC. O elemento sensor ou elemento transdutor é o componente do instrumento que converte a variável física de entrada para outra forma mais usável. a amplificação é mais fácil de ser obtida 3. a análise química. transmissor. variação de resistência. 4. como movimento. 3. faixa de medição. Para padronizar a linguagem foi publicada a norma ISA 37. elemento transdutor. bimetal. 5. para a medição de temperatura.1 que recomenda o seguinte: 1. Transdutor pressão de som capacitivo. princípio de transdução. não há efeitos de inércia e atrito. elemento primário. temperatura. elemento sensor ou elemento transdutor para o dispositivo onde a entrada e a saída são ambas não-padronizadas e de naturezas iguais ou diferentes. 7. unidade de engenharia. como voltagem. resistivo. 2. transdutor ou transdutor de sinal para o instrumento onde a entrada e a saída são ambas padronizadas e de naturezas diferentes.2. O elemento sensor mecânico não necessita de nenhuma fonte de alimentação externa para funcionar. o elemento funcional pode ser chamado de transformador. Sensores Mecânicos O elemento sensor mecânico recebe na entrada a variável de processo e gera na saída uma grandeza mecânica. 2. capacitância ou indutância. 3. Os elementos sensores podem ser classificados conforme a natureza do sinal de saída como: 1. Sensores Eletrônicos O elemento sensor eletrônico recebe na entrada a variável de processo e gera na saída uma grandeza elétrica.

8. Em outros casos. o sensor deve ter boa exatidão. o sensor deve ter boa precisão. não deve provocar distorção de fase. 10. o conjunto pode ser integrado em um único elemento. capacitivo. 7. um registrador ou um controlador. constituída de linearidade. Características Desejáveis do Sensor Em certos casos. Os elementos ativos geram uma tenso ou uma corrente na saída. A vazão diminui quando se coloca a placa para medi-la. pois são mais facilmente indicados e manipulados. ou seja. Sensores elétricos de temperatura: termopar e RTD Os elementos sensores eletrônicos. Os elementos passivos necessitam de uma polarização elétrica externa para poder variar uma grandeza elétrica passiva para medir a variável de processo. repetitividade e reprodutibilidade.3. o sensor deve ter linearidade de amplitude. o sensor deve suportar o ambiente hostil do processo sem se danificar e sem perder suas características. Praticamente. Fig. pressão.Instrumentos de Medição Há elementos sensores ativos e passivos. a colocação da placa de orifício para sentir a vazão. Os circuitos que condicionam estes sinais necessitam de alimentação externa. respondendo rapidamente às variações da medição. Assim. 2. o sensor deve ser facilmente disponível e de preço razoável. piezoelétrico. indutivo. modificar e converter o sinal de saída do sensor em outro sinal mais adequado em forma e amplitude. Algumas características desejáveis de um elemento sensor que devem ser consideradas em sua especificação e seleção para uma determinada aplicação são: 1. o sensor do sinal de entrada pode aparecer discretamente em dois ou mais estágios. secundário e terciário. a célula de carga (strain gage) para a medição de pressão e de nível. o sensor deve ter boa resposta dinâmica. 5. o sensor não deve induzir atraso entre os sinais de entrada e de saída. o elemento sensor deve reconhecer e detectar somente o sinal da variável a ser medida e deve ser insensível aos outros sinais presentes simultaneamente na medição. Por exemplo. 4. Condicionador do Sinal A saída do elemento sensor geralmente ainda não é conveniente para operar diretamente um indicador. 9. a bobina detetora para a transdução do sinal de corrente para o sinal padrão pneumático. deve-se adicionar um outro elemento para processar. toda variável de processo pode ser medida eletronicamente.10. o sinal de saída do sensor deve ser facilmente modificado para ser facilmente indicado. a capacitância e a indutância. atualmente os sensores eletrônicos são mais preferidos que os mecânicos. 4. podem ser classificados de acordo com o formato da sua saída como analógicos e digitais. strain-gage e de ionização. Por isso. Os elementos sensores eletrônicos digitais podem ser do tipo gerador de freqüência ou codificador digital. Os elementos sensores eletrônicos analógicos podem ser do tipo potenciométrico. o termopar para a medição da temperatura e os eletrodos para a medição de pH. erosão. temperatura e umidade ambientes. sem necessidade de alimentação externa. Por exemplo. transmitido e controlado. 3. As grandezas elétricas variáveis são: a resistência. Exemplo de elementos sensores passivos eletrônicos: a resistência detetora de temperatura. O sensor deve ser imune à corrosão. 3. introduz uma resistência à vazão. como: 83 . O sinal de saída do sensor pode ser alimentado para a entrada do elemento condicionador através de vários modos. o sensor de velocidade deve sentir a velocidade instantânea e deve ser insensível a pressão e temperatura locais. tendo-se o elemento primário. 6. Exemplo de elementos sensores eletrônicos ativos: o cristal piezelétrico para a medição da pressão. registrado. diminuindo-a. o sensor não deve alterar a variável a ser medida. por sua vez.

ar comprimido (pneumático). Compensador Compensar um sinal é eliminar continuamente a interferência de outros sinais. A transmissão do sinal pode ser feita fisicamente através de fios elétricos (corrente ou voltagem) ou através de tubos pneumáticos. filtro elétrico. usando-se ondas de rádio ou linhas telefônicas. um elemento conveniente de amplificação deve ser incorporado no elemento de condicionamento de sinal. multiplica-se a medição por um fator constante. Quando uma medição é influenciada por um parâmetro fixo.Instrumentos de Medição 1. linearização 5. 9. redução da amplitude do sinal mantendo sua forma de onda original. 3. haste. componente eletrônico.. Ele pode amplificar voltagem ou corrente (potência). engrenagem ou sua combinação. O sinal pode também ser transmitido por telemetria. como potenciômetro. seleção de sinal. a pressão e a temperatura. i. Polarizar um sinal é multiplicar o sinal por uma constante. projetado para ter um efeito multiplicador no sinal mecânico de saída do sensor. 3. elemento de amplificação pneumática. multiplicação. Amplificador Amplificar um sinal é aumentar sua amplitude sem afetar sua forma de onda. Como a pressão do processo é assumida constante. que pode ser um dos seguintes. capacitor e indutor. circuitos integrados e elementos de polarização para aumentar a amplitude do sinal do transdutor. espelhos e lâmpadas podem ser combinados para converter pequenos deslocamentos de entrada em maiores sinais de saída para uma indicação conveniente. extração de raiz quadrada. não é necessário medi-la continuamente para fazer a 84 . como engrenagem. Um fluido viscoso no interior de um bourdon amortece as oscilações do ponteiro do manômetro. 2. cabo elétrico. aparece erro na indicação. quando se projeta um medidor de vazão de gás para uma determinada pressão e se trabalha em outra pressão constante. O amplificador eletrônico é o mais versátil e conhecido. Restrições na entrada dos instrumentos pneumáticos eliminam ruídos do sinal de 3-15 psig da transmissão. Filtro Filtrar um sinal é remover os sinais de ruído indesejáveis que tendem a obscurecer o sinal do sensor. a medição de vazão volumétrica de gases é influenciada pela temperatura e pressão do processo. dependendo do tipo do sinal do sensor: 1. usando amplificadores operacionais. 3. consistindo de elementos mecânicos para proteger o elemento sensor dos vários sinais externos de interferência. alavanca. bicos e palhetas. Há filtros ativos. faz-se a polarização da medição. integração 6. Potes capacitivos também são usados para amortecer picos no sinal pneumático. elemento de amplificação óptica. compensação 4. O fenômeno inverso é chamado de atenuação.e. foles. amostragem do sinal 8. 2. É clássico o conjunto bico-palheta-relé pneumático para gerar o sinal padrão pneumático de 3-15 psig. O sinal de saída do sensor precisa ser amplificado para operar os mecanismos de indicação ou registro. Os três sinais entram em um computador analógico que elimina os efeitos da pressão e da temperatura. Por isso. empregando vários tipos de restrições. As operações de condicionamento de sinal mais comuns são: 1. filtro 3. para dar variação significativa na pressão com pequena variação nos parâmetros de entrada. como alavanca. filtro pneumático. empregando transistores. link mecânico. diferenciação. como o máximo. Os filtros servem para eliminar os picos e ruídos devidos aos campos elétrico e magnético. 4. em que lentes. consistindo de restrições e capacitâncias. filtro mecânico. elemento de amplificação mecânica. como soma. O elemento de filtro do sinal pode ser do seguinte tipo. Por exemplo. 4. Faz-se a compensação da medição de vazão de fluido compressível medindo-se continuamente a vazão. eixo. Pode-se dizer que atenuação é uma amplificação com ganho menor que 1. divisão. elemento de amplificação elétrica. capacitores e indutores. subtração. Por exemplo. como óleo (hidráulico). Quando a vazão é constante mas há variação da pressão e da temperatura do processo. mínimo ou médio. conversão analógico-digital ou digitalanalógico 7. amplificação 2. consistindo de resistores. dependendo da natureza do sinal: 1. computação matemática. fluido. 2.

11. registrador e controlador ser compartilhado por centenas ou milhares de sinais. elevação ao quadrado. como tipo K. esta capacidade de computação matemática. é necessário um dispositivo para converter o sinal analógico do mundo externo para um sinal digital. é também necessário converter o sinal digital do sistema para o sinal analógico de atuação no processo. 4. A função de totalização é matemática discreta ou digital. erradamente. uso de uma escala não-linear. extração de raiz quadrada. lineariza-se um sinal quadrático extraindo-se sua raiz quadrada. E e B. incorporados no circuito do transmissor ou do instrumento receptor. uso de circuitos linearizadores (hardware). Cada tipo de termopar Conversor Analógico-Digital As variáveis de processo são analógicas. usa-se uma escala raiz quadrática (que a maioria das pessoas insiste. ou seja. S. uso de programas (software) de linearização em sistemas digitais. o conversor digitalanalógico. subtração. 2. J. a maioria dos instrumentos eletrônicos usa tecnologia digital.Instrumentos de Medição compensação. Quando se usa instrumentação digital. há atuação no processo analógico. é também comum um único indicador. lógica. Para fazer esta operação. em chamar de quadrática). como o instrumento extrator de raiz quadrado do sinal de pressão diferencial proporcional ao quadrado da vazão volumétrica. R. foi 85 . multiplicação. como nos computadores de vazão ou sistemas digitais de aquisição de dados. seqüencial e intertravamento está integrada ao circuito. úteis na compensação e linearização de sinais. assim. aplicando-se a função matemática inversa. deve-se usar a escala especifica do termopar. armazenados em ROMs ou PROMs (firmware). apresenta uma região linear para determinada faixa de temperatura. gerado pela placa de orifício. O instrumento pode apresentar grandes erros quando as condições reais são diferentes das condições especificadas. Compensar é tirar o efeito de um valor variável.divisor extrator raiz quadrada x/÷ PT FY sinal quadrático de vazão √ FY controlador de vazão 3. Com a instrumentação inteligente. baseada em microprocessadores. Por exemplo. Durante a configuração do sistema. Lineariza-se um sinal exponencial aplicando seu logaritmo. São disponíveis instrumentos chamados computadores analógicos que realizam as operações matemáticas de soma. Quando se usam termopares para medição de temperatura incluindo as regiões não-lineares. Tem-se. variam continuamente de 0% a 100% assumindo todos os infinitos valores intermediários. FCV FE Fig. divisão. Linearizador Linearizar um sinal não-linear é torna-lo linear. como no sistema de linearização de baixa vazão em turbinas medidoras. uso de pontos de curva de linearização. Hoje. tais como: 1. escolha da porção linear da curva. FIC sinal linear de vazão FT TT 4. basta conhecer o seu valor e usar um fator de multiplicação na indicação. Quando se usa controle com realimentação negativa. para ser manipulado pelos circuitos digitais. uso de computadores analógicos linearizadores (hardware). Só se lineariza sinais não-lineares. Medição de vazão de gás com compensação da pressão e da temperatura 6. Assim. como na aplicação de medição de vazão por placa de orifício. como na aplicação de medição de temperatura por termopares. polarizar é tirar o efeito de um valor constante. Em instrumentação. T. multiplicador . tecla-se o tipo de não-linearidade do sinal de entrada e o sistema automaticamente lineariza o sinal. A linearização de um sinal não-linear pode ser feita de vários modos diferentes. Na medição das variáveis de processo é importante definir as condições do processo e do ambiente. Como a placa gera um pressão diferencial proporcional ao quadrado da vazão volumétrica. 5.

opcional. o transmissor possui funções adicionais. tais como: 1. São alimentados com a voltagem nominal de 24 V cc. O transmissor sente a variável de processo e gera na saída um sinal padrão. Aliás. Na instrumentação. multiplexação. 2. proporcional ao valor desta variável. São alimentados com a pressão nominal de 120 a 140 kPa e possuem a precisão típica de 0. Mesmo os instrumentos montados no painel central não necessitam obrigatoriamente do transmissor. nível) no sinal padrão de 20 a 100 kPa. São pouco usados: 0 a 20 mA cc (não é faixa detetora de erro). convertem o sinal da variável (pressão. nível) no sinal padrão de corrente de 4 a 20 mA cc. tais como extrator de raiz quadrada. Os sinais padrão de transmissão são: 1. digital-analógico. o tag deste instrumento é FT e não FY.5% do fundo de escala. preferindo-se. conversão digital-analógico e demultiplexação. demultiplexação podem ser incorporados em um único instrumento. chamado de transmissor inteligente (smart transmiter). enviar sinais para manipulação remota. 4. de 10 a 100 KPa (3 a 15 psig) 2. onde o próprio transmissor faz as operações de ajustes de zero e de fundo de escala. pois nem toda malha de indicação.Instrumentos de Medição desenvolvido um circuito eletrônico chamado de multiplexador. Pelo fato de ter um microprocessador. Fig. O transmissor é aplicado para 1. Por exemplo. que faz as funções de multiplexação. economizando espaço e facilitando ligações. de 4 a 20 mA cc. substituindo os computadores analógicos 3. as indicações locais de temperatura com termopar ou resistência elétrica podem ser sem transmissor. Também. numa varredura automática. 10 a 50 mA cc (nível elevado e perigoso). manipula-o e passa para o seguinte. a partir da sala de controle. capacitivos ou resistivos. pneumático.5% do valor medido. o instrumento que recebe o sinal de militensão alternada do tubo magnético deve ser chamado de transmissor de vazão. Transmissor é o transdutor que responde a uma variável medida por meio de um elemento sensor e a converte para um sinal de transmissão padrão que é função somente da variável medida. há uma resistência de chamar o transmissor de vazão de transmissor. registro ou controle necessita do transmissor. Estes circuitos de conversão analógicodigital. conversão analógico-digital. chamá-lo de conversor. 2. modem é um equipamento de modulação-demodulação. a Honeywell lançou no mercado o primeiro transmissor que incorporava o microprocessador em seu circuito eletrônico. Em 1983. há circuito de demultiplexação. Assim. Como a sua freqüência de operação é muito maior que a freqüência natural dos sinais manipulados. 3 ou 4 fios e possuem a precisão típica de 0. 1 a 5 V cc (tensão não é conveniente para a transmissão). vazão. linearização do sinal dos elementos sensores individuais. Transmissor eletrônico Os transmissores eletrônicos se baseiam no amplificador operacional e através de detectores indutivos. erradamente. converte o movimento do elemento de medição (pressão. 86 . vazão. através de 2 (mais usado). eletrônico. Transmissor A transmissão é uma função auxiliar. O circuito toma um sinal por vez. padronizar sinais e 3. Este tempo de não-utilização do sinal é tão pequeno que o sinal não percebe. Por exemplo. temperatura. compensação adequada das variações de temperatura e de pressão estática do fluido que atuam sobre o transmissor. que converte um único sinal em muitos. Os transmissores pneumáticos se baseiam no sistema bico-palheta e através da realimentação negativa por equilíbrio de forças ou de movimentos. temperatura.12. O multiplexador possibilita o uso de um único instrumento por vários sinais de entrada. O medidor de vazão tipo alvo (target) possui um transmissor pneumático ou eletrônico incorporado ao seu circuito. linearização de sinais de termopares específicos. não há problemas práticos quando o sinal fica no ar. isolar sinais. auto-calibração.

para que o sistema não necessite do conversor A/D (para o transmissor) e o D/A (para o instrumento receptor). que pode configurar os transmissores por meio de um programa adequado. porém. A escala pode ser curva ou reta. o conversor são considerados transdutores. 4. Tem-se 87 . O erro de paralaxe é cometido quando se observa o ponteiro obliquamente e lê-se a maior em uma escala crescente. O transmissor inteligente possui a saída de 4 a 20 mA cc além da saída digital (a partir de 1986). quando se está à direita do ponteiro. Este elemento pode ser do tipo display visual (indicador ou visor). informando ao instrumentista a existência de problema no circuito. mudança da faixa calibrada. quando há irregularidades na malha. o transdutor I/P é usado principalmente para casar a instrumentação eletrônica de painel com a válvula com atuador pneumático.4. maior a resolução da medição e maior o número de algarismos significativos. que converte o sinal pneumático no sinal padrão de corrente eletrônica e o transdutor i/p. resposta mais rápida possível. passando de 10:1 para 400:1 5. evitando o erro de paralaxe. A precisão típica do transmissor inteligente é de 0. 3. a computador pessoal. horizontal ou vertical. o elemento sensor. Quanto maior a quantidade de dígitos. O transdutor serve de interface entre a instrumentação pneumática e a eletrônica. 2. Quanto maior o tamanho da escala. Deste ponto de vista. O indicador digital possui números para apresentar o valor da variável medida. Vários transmissores inteligentes podem ser ligados. Os indicadores digitais são classificados de acordo com o número de dígitos totais mostrados. através de um comunicador portátil. que se liga em qualquer ponto da linha de transmissão. deve ser consistente com a precisão do resto do sistema de medição. O transdutor é aplicado para possibilitar a utilização de instrumentos pneumáticos e eletrônicos na mesma malha. Deste modo. fixação do valor da variável no último valor alcançado. tem-se indicadores com 3 ou 4 dígitos. 6. Ele é também chamado de display ou readout. da faixa calibrada e de outros parâmetros. ter a mínima inércia e atrito.1% do fundo de escala. dos dados de configuração. apresenta o mesmo para ser lido pelo operador. através de uma conexão RS 232C. Apresentação do Sinal O elemento de apresentação do sinal recebe o sinal da saída do condicionador e Na leitura de instrumentos analógicos com escala e ponteiro deve-se olhar perpendicularmente à escala. Eles são chamados incorretamente de conversores. o diagnóstico e a natureza do problema. visualização do sinal de saída.Instrumentos de Medição 4. impor o menor arraste possível no sistema. auto-diagnose de seus circuitos e peças internas. O indicador analógico tem uma escala fixa com um ponteiro móvel ou uma escala móvel e um ponteiro fixo. Em instrumentação. que converte o sinal padrão de corrente elétrica em sinal padrão pneumático. O número de algarismos significativos. maior é a resolução da medição e maior o número de algarismos significativos indicado. O elemento de display deve ter 1. transdutor é qualquer dispositivo que altera a natureza do sinal recebido na entrada com o gerado na saída. Transdutor Genericamente. Indicador Indicador é o instrumento de medição que mostra o valor instantâneo da variável no seu display.13. possibilitando o aumento da rangeabilidade da medição. quando se está à esquerda do ponteiro e a menor. Cada um destes dígitos pode assumir valores entre 0 a 9. 7. Erro de paralaxe 3. Por exemplo. tem-se o transdutor p/i. o transmissor. O display pode ser analógico ou digital. transdutor é o instrumento que converte um sinal padrão de transmissão em outro sinal padrão de transmissão. Como o elemento final de controle mais usado é a válvula com atuador pneumático. Fig. registro gráfico (registrador) ou registro magnético em fita ou disco (memória de massa de computador).

com uma escala graduada e a leitura quantitativa do nível é feita Fig. Os visores de vazão oferecem um meio simples e barato de ver o processo e assegurar que o fluido esteja vazando.14. turbidez ou outra propriedade que possa indicar alterações no processo ou estragos no equipamento. para se medir o valor de 10. Dizse. temperatura e pressão. O de 4 dígitos faria a leitura de 10. Seu uso é limitado na indústria. Como será visto. A vantagem de se usar um instrumento com meio dígito são as seguintes: 1. quando os LEDs de indicação do dígito estão queimados. Os parafusos e as tampas são metálicos. Eles são usados geralmente para indicação local no processo industrial. com sobrefaixa de 200% e onde o dígito de ¾ pode assumir valores de 0. O meio dígito só pode assumir valores de 0 ou 1. Por exemplo. Escala analógica de indicador Na leitura do indicador digital não há problema de erro de paralaxe. quando pode operar com temperatura de até 530 oC.024 V. É difícil estimar o valor da vazão e cria-se um perigo se o vidro se quebrar. 1 e 2. 4. Porém. ou seja. a precisão é um conceito relacionado com a qualidade dos componentes e construção de um instrumento e a exatidão está relacionada com a calibração. por exemplo. Estudos mostram que. que pode agüentar até 230 oC e possui boa resistência mecânica e ao choque termal. é possível se ter indicador analógico mais exato e preciso que um digital. psicologicamente.024 V deve-se ter um instrumento com 5 dígitos. um instrumento de 3 ½ dígitos tem aproximadamente o mesmo custo que o de 3 dígitos. pois a relação de leituras com três algarismos depois da vírgula é de 19. o dígito 7 pode ser lido como 1. vidro.999 = 100% Do mesmo modo. na prática. quando o LED central estiver queimado. Fig. tem-se um instrumento pouco mais caro que o de dígito inteiro. é possível se cometer erros de leitura. gaxetas. o instrumento com 4 ½ dígitos pode fazer a leitura de 10. O vidro é normalmente de borossilicato.02. 2. A câmara pode ser feita de vários materiais e pode ter revestimentos de materiais compatíveis com fluidos corrosivos. então que o instrumento com 4 ½ dígitos possui um overrange (sobrefaixa) de 100% em relação ao de 4 dígitos. 88 . Visor O visor é usado para medir diretamente a vazão ou o nível. Indicador digital de pressão Tem-se a tendência errada de considerar qualquer indicador digital mais preciso e exato que o analógico. O vidro pode também ser de vidro de silício ou quartzo. Por exemplo. mantendo leituras com 3 dígitos depois da vírgula até 19. como cor. O visor de nível mede diretamente o nível de liquido dentro de um tanque. Assim. 4. quando o LED superior esquerdo se queimar. pode-se medir com dois algarismos depois da vírgula até 19. pode-se estender a precisão de uma faixa em 100%. tem-se instrumento com 4 ¾ dígitos. Porém. Os tags são FG e LG respectivamente para vazão e nível.15.999.99 (3 ½ dígitos e não apenas até 9.999/9. Ele possui uma parede transparente.99 (3 dígitos). além de poder notar características do processo. o número 8 pode se transformar em 0. O visor completo consiste da câmara.Instrumentos de Medição também instrumento com meio dígito. de materiais compatíveis com o fluido. se cansa menos e comete-se menos erros de leituras quando se trabalha com numerosas indicações digitais. tampas e parafusos.

de grande capacidade de armazenamento de dados. Contagem e totalização de variáveis Fig. o contador basta contá-los e o display é o volume correto acumulado. Mas isso não significa que a totalização é isenta de erros. O acionamento do gráfico pode ser mecânico. Atualmente. O medidor digital que gera pulsos também pode cometer erros na geração destes pulsos. O formato do gráfico pode ser circular ou em tira. Registrador de painel microprocessado. ou multiponto. posteriormente. Registrador O registrador é o instrumento que sente uma variável de processo e imprime o valor desta variável em um gráfico através de uma pena. O gráfico de tira pode ser em rolo ou sanfonado. de possibilidade de mostrar os gráficos em telas de vídeo e de imprimir os dados em formulários contínuos ou em plotadores. O totalizador integra o sinal analógico. ou seja.Instrumentos de Medição pela leitura direta do menisco do liquido na escala. 4. O contador é a saída do totalizador. Ele é semelhante ao visor de vazão. por isso é chamado de integrador. ele os escalona e os conta. 4.4.18. Por exemplo. o erro é de 25% do valor medido. com vantagens. usando circuitos digitais e bits de paridade. elétrico e raramente pneumático. Quanto ao modo do registro. pelo computador digital usado para a aquisição de dados (data logger). 89 . O registro do gráfico pode ser usado. registrador pode estar no campo (local) ou na sala de controle (remoto). Pulso escalonado é aquele que já possui um significado quantitativo do volume. A malha de registro é passiva e aberta. Se o número total de palhetas for quatro e uma estiver quebrada. Em instrumentação eletrônica é possível fazer a contagem de pulsos sem erro. Funcionalmente. pois pode haver erros na conversão do sinal analógico para pulsos. gráfico de tira (Yokogawa) O registro pode ser analógico ou digital e pode ser visualmente indicado ou não. Esta totalização pode ser feita manualmente e sem uso de outro instrumento ou pode se utilizar o planímetro. Quando o integrador recebe diretamente pulsos. O computador digital utiliza suas vantagens inerentes de alta velocidade. o registrador pode ser continuo. quando o integrador recebe um sinal analógico. A vazão pode também ser registrada no local ou remotamente. vai gerar pulsos com freqüência proporcional à vazão medida com um grande erro. ele o converte para sinais de pulsos e conta os pulsos. quanto às características físicas e materiais de construção. Integrador-Totalizador O integrador totaliza um sinal e a sua indicação de saída é um contador. Quando o sinal é em pulsos. Medidor analógico Registro ou Controle Medidor digital Conversor D/A Registro ou Controle Fig. O contador só pode receber pulsos. com 1 a 4 penas.16. com o registro descontinuo de 6 ou 12 ou 24 pontos. O totalizador pode receber sinais analógicos ou digitais. Quanto ao local de montagem. o totalizador conta os pulsos e por isso é chamado erradamente de contador. 17. o registrador está sendo substituído. para o cálculo da totalização da vazão. Registro e controle de variáveis Medidor digital Contador Medidor analógico Conversor A/D Contador Totalizador Fig. uma turbina medidora de vazão que tenha uma palheta do rotor quebrada.

é necessário converter o sinal de saída em outro mais manipulável e conveniente. 4. A saída do elemento sensor pode ser um deslocamento mecânico ou uma variável elétrica. armazenamento em sistema digital. todas as outras variáveis que 4.2. ou extraindo ou adicionando energia. FI FT FQ 0 13 5 0 4 FE (a) Totalização de sinal analógico FT 0 13 5 0 4 FE M (constante K) (b) Totalização de pulsos escalonados Fig. expressa por limites de erro ou de incerteza. mas preservando a informação contida no sinal original. um número que mostra quantas vezes a unidade padrão está contida na quantidade medida e 2. Um sistema é chamado de estático se sua relação 90 . registro pelo conjunto pena gráfico. sinal pneumático ou movimento mecânico. resistência. como tensão. A medição é uma descrição das propriedades do objeto. a unidade de engenharia da quantidade.19. O elemento sensor primário produz uma saída que é função da variável medida. não a descrição do objeto. Desempenho do Instrumento 4. 3. ela é necessária e felizmente existem metrologistas para definir e monitorar os padrões. Estático significa entradas e saídas estacionárias e dinâmico quer dizer entradas e saídas não estacionárias. O elemento de apresentação dos dados depende da função do instrumento: indicação pelo conjunto ponteiro escala ou através de dígitos. Sistema de totalização de vazão 4. seguindo as instruções de operação e entendendo corretamente os conceitos básicos associados. A medição é a comparação de uma quantidade desconhecida com um valor padrão predeterminado adotado. O instrumento possui características estáticas e dinâmicas. A leitura feita pelo observador no elemento apresentador dos dados possui erros inerentes aos equipamentos e ao método da medição. O sensor é tanto melhor quanto menos influenciar a variável medida. tornando impossível a medição perfeita e sem erro. segundo uma lei matemática conhecida. Toda leitura apresenta erro e possui uma precisão. O instrumentista confia na folha de especificação do fabricante onde estão definidas a precisão e as características do instrumento e deve proceder corretamente para obter a medição confessável. Características do Instrumento As características de desempenho do instrumento são importantes pois elas constituem a base para a escolha do instrumento mais apropriado para a aplicação especifica. O resultado completo de uma medição inclui: 1. corrente. O processo que inclui a variável medida possui outras variáveis que podem influir e perturbar a medição. de modo a descreve-los quantitativamente. a tolerância da medição. A quantidade medida é sempre modificada pela medição. Porém. preservando a natureza física da variável medida. O elemento de manipulação da variável condiciona o sinal de saída do elemento sensor para que o instrumento desempenhe a sua função. O valor da variável medida deve ser apresentado na unidade de engenharia e não em termos de corrente elétrica. O elemento sensor intrusivo sempre perturba a variável medida.Instrumentos de Medição interferem nela devem ser mantidas constantes para não haver erro. A metrologia é a ciência da medição e é considerada monótona e desinteressante por muitos técnicos. Para se medir uma variável. Mede-se uma variável de processo. capacitância. registro ou controle. direta ou indiretamente. Para o instrumento desempenhar sua função de indicação. Introdução A medição é o processo experimental de atribuir números para as propriedades dos objetos ou eventos no mundo real.1.

na mesma faixa. embora já tenha sido criado o neologismo de acurácia.Instrumentos de Medição entrada/saída é independente da velocidade de variação da entrada. Exatidão Conceito O autor traduz o termo accuracy como exatidão. É usualmente medida como uma inexatidão e expressa como exatidão. ele pode ser calibrado com um instrumento com erros menores que ±0. Por exemplo. A exatidão medida é expressa pelo desvio máximo observado no teste de um instrumento sob determinadas condições e através de um procedimento especifico. O valor atribuído a uma quantidade somente será conhecido com alguma incerteza ou erro.. a confiabilidade. dado por um instrumento de medição padrão disponível. Elas são conseguidas através do processo de calibração do instrumento e incluem a exatidão. 4. uma mola mecânica opera com variação de entrada lenta e relação força-deslocamento constante. Os instrumentos podem ter respostas dinâmicas de ordem zero (potenciômetro com deslocamento). devido a várias causas. Os sistemas de instrumentação são dinâmicos. Por exemplo. o termo estático é usualmente acompanhado por uma limitação que especifica a faixa para a qual o sistema é estático. Quando o instrumento perde a exatidão e deixa de indicar a média coincidente com o valor verdadeiro. NIST) recomendam (mas não exigem) que o instrumento padrão deva ter um erro de 4 a 10 vezes menor que o instrumento a ser calibrado. A precisão possui os parâmetros constituintes de linearidade. ANSI/ASQC M1-1987. As características dinâmicas do instrumento são: a velocidade de resposta. O comportamento transitório e dinâmico de um instrumento é mais importante que o estático. como a inércia da massa. ex. Valor Verdadeiro O valor verdadeiro é o valor real atribuído à quantidade. Assim.. Neste caso. o segundo instrumento fornece o valor verdadeiro convencional. primeira (termômetro com enchimento termal) e segunda (balanço da mola). o atraso e o erro dinâmico. Em grandes variações da entrada. o tempo de resposta do elemento sensor é projetado e selecionado de modo a ser muito mais rápido que o sistema medido. Um sistemas é chamado dinâmico se sua relação entrada-saída depende da taxa de variação da entrada. reprodutibilidade e sensitividade. Na prática. O objetivo de toda medição é o de obter o valor verdadeiro da variável medida e o erro é tomado como a diferença entre o valor medido e o valor verdadeiro. Por exemplo. As características estáticas são aquelas consideradas quando as condições do processo são constantes. Algumas normas (p. A exatidão é a habilidade de um instrumento de medição dar indicações equivalentes ao valor verdadeiro da quantidade medida.. Os instrumentos raramente respondem instantaneamente às variações da variável medida. como a faixa de freqüência estendendo de zero até algum valor limite. a capacitância termal. mas exibem um atraso. Exatidão é o grau de conformidade de um valor indicado para um valor padrão reconhecidamente aceito ou valor ideal. mas eles são projetados para ter constantes de tempo menores e freqüências naturais maiores do que as do sistema sendo medido. rangeabilidade e precisão. a resistência de transferência de energia.3. a massa da mola se torna um fator importante e a mola não se comporta mais como um dispositivo estático. O sistema dinâmico tem armazenagem de energia e sua descrição requer mais de uma equação diferencial. O tempo de resposta de um sistema dinâmico é caracterizado por sua constante de tempo e freqüência natural. repetitividade. O valor verdadeiro da quantidade nunca pode ser achado e não é conhecido. American National Standard for Calibration Systems) e os laboratórios de calibração (p. A exatidão se relaciona com a calibração do instrumento. A coluna do algarismo significativo duvidoso do instrumento calibrado corresponde a um algarismo garantido no padrão de calibração. ele precisa ser calibrado 91 . em um sistema de controle com realimentação negativa.1% do valor medido. elétrica e fluídica. ex. o valor verdadeiro é substituído pelo valor verdadeiro convencional. se um medidor é considerado capaz de fornecer medições com erro menor que ±1% do valor medido. Todos sistemas físicos eventualmente violam esta definição quando a velocidade de variação da entrada aumenta.

embora seja mal entendido. A precisão é a qualidade que caracteriza um instrumento de medição dar indicações equivalentes ao valor verdadeiro da quantidade medida. 4. mas descalibrado. 4. Quando o instrumento deteriora a sua precisão. a medição precisa das variáveis de processo é um requisito para um controle eficiente. Precisão e exatidão são conceitos diferentes. Isto é perigoso e errado. Pode-se ter um instrumento muito preciso. rangeabilidade (rangeability ou turn down). o termo é pobremente definido e muito mal interpretado. Grande precisão Pequena exatidão Pequena precisão Grande exatidão Pequena precisão Pequena exatidão Grande precisão Grande exatidão Fig. em expressar numericamente a precisão de modo a parecer que seus produtos apresentam uma precisão maior do que real ou maior que a dos instrumentos concorrentes. utilizando peças originais e conservando o projeto original não melhora a precisão nominal do instrumento. aferição. então ela é também conhecida com exatidão. A precisão está relacionada com a qualidade do instrumento. alargando a dispersão de suas medidas do mesmo valor. de modo que sua medição não é exata. Para ele estar exato. um relógio de boa qualidade é preciso. há a tendência de alguns fabricantes. logo depois de calibrado. os conceitos de precisão (precision e accuracy). mesmo que ele forneça uma medição exata. não é suficiente. Em inglês.Instrumentos de Medição Precisão (precision) é o grau de concordância mútua e consistente entre várias medições individuais. ele precisa ter sido acertado (calibrado) corretamente. agora e no futuro com um pequeno 92 . por má fé ou por desconhecimento. porém. Desde que o relógio preciso esteja exato. fornecida pelo fabricante quando novo mas evita que ela se degrade e ultrapasse os limites originais.21. 2. 4. Fig. Mas um instrumento com pequena precisão.4. A manutenção criteriosa do instrumento. Precisão Conceito A precisão é um dos assuntos mais importantes da instrumentação. Para o instrumento ser sempre exato. Precisão e exatidão 4. calibração e manutenção nem sempre são bem definidos. Sua importância é grande pelos seguintes motivos: 1. ele necessita de manutenção. Expressão da precisão Por exemplo. A precisão é uma condição necessária para a exatidão. A precisão é uma medida do grau de liberdade dos erros aleatórios do instrumento. há duas palavras accuracy e precision que são traduzidas indistintamente como precisão para o português.20. Exatidão e Precisão É tentador dizer que se uma medição é conhecida com precisão. 3. ele marcará as horas. com o tempo ele se desvia e não mais fornece medições exatas. principalmente relacionada com repetitividade e reprodutibilidade. é necessário ser preciso e estar calibrado.

A tolerância é a faixa total que uma quantidade especifica é permitida variar. Assim. Para encontrar este erro máximo. Porém.1 e 100.valor verdadeiro A precisão relativa é um parâmetro mais útil e é expressa em percentagem e definida pela relação: valor medido . Variações significativas são encontradas em lotes de resistores. Quando ele medir a resistência de cada resistor. 2. Um instrumento impreciso é também inexato. capacitores. em que o usuário compra um lote de resistores de 100 Ω de um fornecedor com tolerância de 0. ele achará valores diferentes entre si e do valor cotado pelo fabricante de 100. ao operador que faz a medição 4.2 Ω distribuídos aleatoriamente em torno de 100. a medição de temperatura com erro de ±1 oC. No exemplo. o instrumento é testado contra um padrão e a precisão de cada ponto é calculada teoricamente. Isto teoricamente removeria o erro devido a incerteza da resistência mas é demorado e caro. Esta é a prática mais comum. às condições ambientais variáveis 4. a sua imprecisão fará com ele marque o tempo com grandes erros. Logo depois de calibrado. à execução de uma calibração. A precisão absoluta pode ser dada apenas pela diferença entre o valor medido e o verdadeiro: precisão = valor medido . haverá um pequeno desvio no desempenho ideal projetado. de conformidade com os limites de erro combinados.4 Ω.0 Ω e aceitando que todos os resistores tenham desvios tolerados de ± 0. ele marcará a hora com exatidão. do diâmetro e do desgaste dos pneus. Este fenômeno de dispersão dos valores em torno de um valor esperado é encontrado em qualquer lote de elementos iguais. termistores. Tolerância Tolerância é o máximo afastamento permissível de uma medição para o seu valor verdadeiro ou nominal. para um lote de elementos. em qualquer caso. Mesmo que ele esteja exato. strain-gages. A tolerância da freqüência.2 Ω. ele pode desenvolver um sistema de medição muito preciso para medir cada resistência do lote e só usar as resistências com medidas iguais a 100.5. A exatidão de sua indicação depende de como as rotações são contadas e de como as rotações refletem a distância percorrida. termopares.0 Ω. Por exemplo. cujo erro assimétrico é dado por +2% e -5% é de 7%. A variabilidade natural das medições é devida: 1. devido à precisão limitada da medição. a 20 oC. com o passar do tempo. a tolerância é de 0. haverá um limite de ±0. O usuário do resistor tem duas escolhas: 1. com precisão muito maior que a do instrumento de medição. Repetitividade 93 . tolerância é a diferença algébrica entre o valor máximo e mínimo dos limites de erros permitidos. pode-se dizer que os valores dos parâmetros estão estatisticamente distribuídos em torno do valor médio. pois a tolerância aumenta quando se afasta do ponto de calibração. ele deve rejeitar todos os resistores com valores menores que 99. porém.99. dentre outros fatores. Fornecer a tolerância em um ponto é inadequado.0 . com o tempo ele se afasta do valor verdadeiro e dará grande erro. ele está realmente definindo o erro máximo possível quando o instrumento estiver sendo usado sob condições definidas. tem a tolerância de 2 oC.8 e maiores que 100. Numericamente.2 Ω de cada lado de 100 Ω. O contador pode não ter erros e ser exato porém a distância percorrida depende.9 100.0 Ω.valor verdadeiro precisão = × 100% valor verdadeiro O valor medido é o dado pelo instrumento e o valor verdadeiro é a leitura do instrumento padrão. Parâmetros da Precisão Quando um fabricante define a precisão do instrumento.8 . Será obtida uma faixa de valores tais como 99. Outro exemplo é o odômetro de um automóvel.100.2 ohm.1 Ω.0. Seja agora um relógio de má qualidade e impreciso. A tolerância pode ser melhorada usandose vários pontos de calibração. ele pode projetar seu sistema de medição usando o valor do fabricante de 100. E também continua havendo uma incerteza residual no valor da resistência.Instrumentos de Medição erro.2 Ω. às diferenças de materiais e procedimentos empregados na fabricado de um produto 2. e como conseqüência. Quando um fabricante declara em sua especificação que a resistência é de 100 Ω e com limites de erro de ±0. que pode ter até seis algarismos significativos para indicar a distância percorrida através da contagem de rotações do eixo. 3.

A perfeita reprodutibilidade significa que o instrumento não apresenta desvio. o desvio de zero é causado por variações no circuito devidas ao envelhecimento dos componentes. maior é a repetitividade do instrumento. usa-se uma escala não-linear. depois de uma semana. fazendo-se a linearização por segmentos de reta ou por polinômios. A repetitividade não inclui a histerese. Em um instrumento eletrônico. pela variação na constante da mola de uma das partes do instrumento. incorpora-se um circuito linearizador antes do fator de conversão. É usualmente medida como não repetitividade e expressa como repetitividade em % da largura de faixa. mesma posição. observação diferente). instrumento diferente. mesmo local. usa-se uma lógica para avaliar a relação não linear e gravam-se os pontos na memória digital (ROM. O desvio no instrumento eletrônico ou pneumático-mecânico pode ser compensado e eliminado pela inspeção periódica e calibração do instrumento. envolvendo compra e venda de produtos. a calibração do instrumento não se desvia gradualmente. A repetitividade é um parâmetro necessário para a precisão mas não é suficiente. por estar descalibrado. Quando a medição é uma linha reta não passando pela origem. como temperatura. mesmo instrumento. o instrumento necessita de ajuste de zero. O desvio intermediário envolve um componente do instrumento. Ele pode ser corrigido pelo reajuste do zero do instrumento. Isto pode ocorrer quando uma parte mecânica é super forçada ou pela alteração da característica de um componente eletrônico. A repetitividade é a proximidade entre várias medições consecutivas da saída para o mesmo valor da entrada. Em um instrumento eletrônico. com o decorrer do tempo. local diferente. 3. em um sistema mecânico. Quando a curva é não linear: 1. desvio da largura de faixa e desvio intermediário. mudanças nas condições de contorno. PROM) do instrumento. com a função matemática inversa (impossível em indicadores digitais). Quando a medição é não linear aparecem desvios da linha reta de calibração. Tais erros podem ser provocados por folgas e desgastes de peças ou por erros de angularidade do circuito mecânico do instrumento. alterando sua calibração. Pode ser causada. mesmo método. Reprodutibilidade A reprodutibilidade é uma expressão do agrupamento da medição do mesmo valor da mesma variável sob condições diferentes (método diferente. Um desvio de largura de faixa envolve uma variação gradual na calibração. mantidas as mesmas condições. 2. Pode-se também entender a reprodutibilidade como a repetitividade durante um longo período de tempo. umidade. o instrumento com alta repetitividade pode ser inexato. Quanto mais próximos estiverem os valores das medições consecutivas da mesma entrada. histerese. como no desvio do zero. geralmente provocado pela angularidade ou pela histerese. O instrumento preciso possui grande repetitividade. ou seja. As formas mais comuns são: desvio de zero. porém. Em controle de processo e atuação de chaves liga-desliga. Quando a medição se afasta da linha reta e os valores da medição aumentando são diferentes dos valores tomados com a medição decrescendo. o instrumento necessita de ajuste de largura de faixa ou de ganho. o desvio de largura de faixa pode ser provocado. Em um sistema mecânico. durante um longo período de tempo. campos eletromagnéticos. sob as mesmas condições de uso (mesma variável. A vantagem de se ter uma curva linear de calibração é que a leitura do instrumento se baseia somente um fator de conversão. Linearidade A linearidade do instrumento é sua conformidade com a linha reta de calibração. a repetitividade é mais importante que a exatidão.Instrumentos de Medição A repetitividade é a habilidade de um medidor reproduzir as leituras da saída quando o mesmo valor medido é aplicado a ele consecutivamente. banda morta e drift. mesmo ambiente de contorno) e na mesma direção. quando a medição se move do zero para o fim da escala. por uma variação da característica de algum componente. Quando a medição é uma linha reta. sob as mesmas condições de operação. o desvio de zero é usualmente devido ao deslize de um elo no mecanismo. um mês ou até um ano. a repetitividade e a exatidão são igualmente importantes. A reprodutibilidade inclui repetitividade. passando pelo zero porém com inclinação diferente da ideal. 94 . mesmo valor. mesmo observador. Ela é usualmente medida em não-linearidade e expressa como linearidade. A repetitividade é calculada a partir de sucessivas medições da variável. o instrumento apresenta erro de histerese. Em sistemas de custódia.

m. pode reduzir a zona morta. A sensitividade. após se atingir o estado de regime permanente. Por exemplo. deve-se estabelecer o valor da entrada.e. o indicador mostra um pouco menos de 100 volts. se o instrumento for linear. A diferença das indicações obtidas quando se aproxima por baixo e por cima é a zona morta. a aplicação repentina de uma grande voltagem pode causar um erro de leitura. O erro de zona morta é devido a atritos. oscila e estabiliza em um valor. 4. partindo de 200 volts. começando de 0 volt. a indicação pode ser maior que o valor verdadeiro. a maioria das pessoas consideram zona morta e histerese o mesmo fenômeno.22. Expressão da linearidade Sensitividade Sensitividade é a relação da variação do valor de saída para a variação do valor de entrada que a provoca. é 10 cm/volt. Se a última oscilação ocorreu acima do valor. O bom projeto do instrumento e o uso de materiais especiais para suportes. O inverso da sensitividade é o fator de deflexão do instrumento. Quando se quer indicar 0.5 cm.5 volts. Neste caso. Não há correlação entre a sensitividade e o erro. A relação é constante na faixa. Rigorosamente zona morta é diferente de histerese. agora.05 volts. um medidor com uma faixa de 1 volt seria a solução. A sensitividade pode ser também a habilidade de um instrumento responder e detetar a menor variável na medição de entrada. campos magnéticos assimétricos e folgas mecânicas. Quando se mede 100 volts. se a parte usável da escala é 10 cm. Na prática. Para um instrumento não-linear. É expressa como a relação das unidades das duas quantidades envolvidas.Instrumentos de Medição 100 75 50 25 B% f. porém. o ponteiro marca um pouco mais de 100 volts. O termo sensitividade pode ser interpretado como a deflexão do ponteiro do instrumento dividida pela correspondente alteração do valor da variável.e. a sensitividade do voltímetro é 10 cm/200 volts ou 0. Um modo efetivo para diminuir o efeito da zona morta é tomar várias medições e fazer a média delas. ela é também chamada de resolução ou de discriminação. -A% v. Tempo de Resposta A tempo de resposta é o intervalo que o instrumento requer para responder a um sinal 95 .23. Fig. Quando se mede 100 volts. se ocorreu abaixo do valor.4. Expressão da sensitividade Zona Morta O efeito da zona morta aparece quando a medição cai nas extremidades das escalas. É obvio que este indicador tem dificuldades para indicar voltagens menores que 0. Instrumento linear Saída qo Saída ∆qo ∆qi Sensitividade = ∆qo/∆qi Calibração ideal Tolerância total Ponto em que A% do vm = B% f. Entrada qi 0 Saída qo 25 50 Entrada 75 100 Instrumento não linear Entrada qi Fig. pois o ponteiro produz uma ultrapassagem (overshoot).05 volt produziria uma deflexão na indicação de 0. magnetos e molas.5 volt ou entre 150 e 150.05 cm/volt. um sinal de 0. a indicação pode ser menor que o valor verdadeiro.

quando o sinal varia rapidamente e continuamente. quando se aumenta o número de medições replicadas. Por exemplo. o ponteiro fica oscilando e nunca fica em equilíbrio. resultando no valor que se quer medir. Padrões com certeza conhecida são usados para comparações e calibrações. Ela é comumente somada e expressa em MTBF (mean time between failures . quanto coleta-los. Às vezes. As condições operacionais podem depender do tipo do instrumento mas devem ser completamente identificadas. O tempo de resposta é desprezível quando o sinal varia lentamente. Resultados que não especialmente exatos podem ser valiosos se os limites de incerteza são conhecidos. sempre deve-se fazer julgamentos para a exatidão provável dos resultados. umidade. no fim. A calibração de instrumentos aumenta a qualidade dos dados. Testes estatísticos são aplicados aos dados. frio. O termo falha não significa necessariamente o desligamento completo do instrumento. precisas. deixar de operar. uso de displays eletrônicos sem ponteiros (digitais). pessoa que procura fazer medições com a máxima exatidão e precisão. é tão trabalhoso garantir a qualidade dos resultados experimentais. A função pretendida identifica o que constitui o não desempenho ou falha do instrumento. Quando a indicação de um instrumento se afasta do valor verdadeiro. Medidas válidas são feitas por procedimento corretos. mas que o instrumento deixou de manter sua especificação de erro. Os artifícios para diminuir o tempo de resposta do indicador incluem a diminuição do ponteiro. parece ter uma interpretação filosófica de confiabilidade. fungos. a confiabilidade pode ser definida. Porém. uso de materiais mais leves. Medidas consistentes são aquelas cujos valores ficam cada vez mais próximos do valor verdadeiro. dentro da qual é altamente provável que os resultados da medição estejam. O instrumentista no campo ou no laboratório. As condições de operação e do ambiente não podem causar ou contribuir para o aparecimento de falhas. O tempo de resposta depende da massa do ponteiro. Mesmo assim. calculada. A incerteza é normalmente expressa por uma faixa ou limites de confiabilidade. dias ou semanas de trabalho adicional. Infelizmente. maresia. Medidas precisas são repetitivas e reprodutivas. O período especificado pode variar de uma operação instantânea (fusível. se pode fazer tais estimativas porque dados de confiabilidade desconhecida são inúteis. Medidas exatas estão próximas do valor verdadeiro ideal. com pouca dispersão em torno do valor esperado. vibração e choque mecânico. durante um período de tempo especificado e sob condições de operação determinados. O instrumento que requer calibrações muito freqüentes é pouco confiável. Em sua determinação de constantes fundamentais. Instrumento confiável é estável.tempo médio entre falhas). disco de ruptura) ou operações que duram anos ininterruptos. tem um enfoque operacional e procura o melhor valor pratico possível. Confiabilidade Os instrumentos de medição podem falhar. testada e verificada. autentico e garantido. ele procura um valor verdadeiro mais fisicamente possível. operar intermitentemente ou degradar prematuramente seu desempenho quando exposto a condições desfavoráveis de temperatura. Melhor implica simplesmente que a incerteza para uma dada medição foi reduzida até um valor menor que um número predeterminado. resistência da mola de retorno e da criação e desaparecimento do campo magnético. porque apresenta problema estrutural. porém. O desempenho sob condições estabelecidas refere-se às condições de operação e do ambiente.Instrumentos de Medição tipo degrau aplicado à sua entrada. A confiabilidade pode ser avaliada de diferentes modos. A confiabilidade da medição inclui o intervalo de tempo durante o qual o instrumento permanece calibrado. Uma das primeiras questões a levantar antes de fazer a medição é: qual é o máximo erro tolerado no resultado? A resposta a esta questão determina quanto tempo se gastará na análise dos dados. É difícil estimar a confiabilidade de dados experimentais. molas com menores constantes. pressão. Nenhuma destas opções é perfeita e. ou está mal aplicado ou é de má qualidade. sua calibração está variando com o tempo e sua reprodutibilidade piora. Ninguém pode pretender gastar tempo gerando 96 . não há método simples para determinar a confiabilidade dos dados com certeza absoluta. por definição e verificação. Confiabilidade é a probabilidade de um instrumento executar sua função prevista. exatas e consistentes. O olho humano também tem dificuldade de acompanhar variações muito rápidas do ponteiro. Esta expectativa de confiabilidade pode parecer subjetiva. O metrologista. Medições confiáveis devem ser válidas. um aumento de 10 vezes na confiabilidade pode resultar em horas. impedindo a leitura exata da indicação.

compatibilidade e intercambiabilidade de instrumentos e peças. Instrumento muito disponível é aquele que raramente se danifica (grande tempo médio entre falhas) e quando isso ocorre. 6. Percentagem do Fundo de Escala Os medidores que possuem os erros devidos ao ajustes de zero e de largura de faixa possuem a precisão expressa em percentagem relativa ao fundo de escala. armazenamento. percentagem da largura de faixa da medição. 4.E. padronização e disponibilidade dos componentes reservas. Vazão L/s Erro absoluto L/s Erro relativo % 100 50 30 10 1 1 1 1 1 1 1 2 3 10 100 Por exemplo. tipicamente em % por ano ou ±unidade por ano. A estabilidade pode ser expressa como taxa de desvio (drift rate). As condições que facilitam a manutenção incluem: 1. Mesmo que os valores numéricos sejam iguais para um determinado valor da medição. 2. 8. 10. auto-diagnose dos defeitos. o instrumento A. a classe de precisão do instrumento pode ser diferente ao longo de toda a faixa. Todo instrumento. Geralmente. 7. o erro absoluto é igual a 1% x 100 = 1 97 . acesso fácil. com precisão de ±1 % do valor medido. 4. O instrumento microprocessado (inteligente) possui a característica de auto-diagnose. documentação técnica. freqüentemente. marcações e etiquetas completas e claras. por melhor qualidade que tenha. seu reparo é rápido (pequeno tempo médio para reparo). Facilidade de Manutenção Nenhum instrumento opera todo o tempo sem falha ou com o desempenho constante. Esta classe de instrumentos aparece principalmente na medição de vazão e um exemplo é o erro da placa de orifício em percentagem do fundo de escala. Normalmente. na medição da vazão de 0 a 100 L/s. transporte. 5. mesmo que não tenha peças moveis. quando ele informa ao operador o afastamento do desempenho do desejado. conjuntos modulares substituíveis. percentagem do valor real medido. percentagem do fundo de escala da medição.1. com a precisão de 1% do fundo de escala. A estabilidade do medidor é sua habilidade de reter suas características de desempenho durante um longo período de tempo. Os instrumentos com erro dado em percentagem do fundo de escala apresentam um erro absoluto constante (valor da percentagem vezes o fundo da escala) e o erro relativo aumenta quando a medição diminui. Mesmo assim. A estabilidade do instrumento é um parâmetro básico para a determinação dos intervalos de calibração do instrumento. identificação clara das peças na documentação e no instrumento. com precisão de ±1 % do fundo de escala tem desempenho de precisão diferente do instrumento B. unidade de engenharia da variável. ambos calibrados para medir 0 a 10 L/s. 3. O erro da medição é igual somente para a vazão de 10 L/s.4. As especificações fornecidas pelo fabricante se referem a um instrumento novo. A combinação do tempo médio entre falhas (MTBF) e o tempo médio para reparo (MTTR) dá a disponibilidade do instrumento. Estabilidade O desempenho de um instrumento de medição varia com o tempo. 5. 4. 9. recém calibrado e testado nas condições de laboratório. a exatidão do instrumento se degrada com o tempo. A facilidade de manutenção de um instrumento pode ser quantitativamente calculada como o tempo médio gasto para seu reparo. todas as plantas possuem programas estabelecidos de manutenção preventiva e preditiva. percentagem do limite superior da capacidade do instrumento 3. o instrumento requer manutenção corretiva. que são muito mais favoráveis que as condições reais de processo. facilidade de manuseio. número limitado de ferramentas e acessórios de suporte. pontos de testes estrategicamente localizados.Instrumentos de Medição medições que sejam mais confiáveis que o necessário.6. 2. Erros de instrumento com imprecisão % do F. quando o valor medido é igual ao fundo da escala. Especificação da Precisão A precisão industrial de um instrumento pode ser expressa numericamente de vários modos diferentes: 1. Por exemplo. em algum tempo necessita de alguma inspeção e manutenção. Tab.

na medição de -100 a 0 oC. ela é estabelecida como de 10:1. as precisões referidas à largura de faixa e ao fundo de escala são idênticas. o erro de ±1% da largura de faixa é de ±0.8 oC. 4. os fabricantes também expressam a incerteza dos instrumentos em percentagem do limite superior do instrumento (URL . deve-se medir apenas vazões acima de 30 L/s. o erro em fundo de escala se refere a 100 e não a 0 oC. Se a imprecisão for de 0. o erro relativo aumenta quando a medição diminuir. 4.2. a largura de faixa é maior que o valor do fundo de escala e quando a faixa de medição é com zero suprimido. Quando a faixa de medição é com zero elevado. há duas palavras. Percentagem da largura de faixa Quando a faixa de medição se refere a zero. Em inglês.Instrumentos de Medição L/s mas o erro relativo aumenta hiperbolicamente (sentido rigoroso e não figurado). para se ter um erro menor que 3%. Tab. o erro de ± 1% do fundo de escala ainda é ±1 oC. Teoricamente. o nominal. A incerteza de uma capsula de transmissor deve ser função de como ela foi construída e não de como ela é calibrada para uso. o erro relativo se comporta como o erro do instrumento com percentagem do fundo de escala. exatamente como no instrumento com percentagem do fundo de escala. porém. se uma cápsula é feita para medir de 0 a 10 000 mm H20. Por exemplo. mas sim de largura de faixa. Como exemplo numérico. este instrumento teria uma rangeabilidade infinita. Percentagem do Valor Medido Os medidores que possuem somente os erros devidos ao ajustes de largura de faixa e não possuem erros devidos aos de zero. Numericamente.5 0. o erro relativo para a faixa calibrada de 0 a 100 é de 10%. para a faixa de 0 a 1000 é de 1% e somente para a faixa de 0 a 10 000 mm H20 o erro é de 0. o erro absoluto depende do valor medido.M. Usamos o neologismo de rangeabilidade para expressar esta propriedade. a largura de faixa é menor que o valor do fundo de escala.upper range limit ou URV .1 0. O erro relativo da medição vale sempre ±1%. 98 . na prática. as precisões de ±1% do fundo de escala e ±1% da largura de faixa são ambas iguais a ±1 oC. sua imprecisão deve estar associada a esta capacidade. o erro de ±1% da largura de faixa é de ±1. na medição de 0 a 100 oC. Obviamente. Vazão L/s Erro absoluto L/s Erro relativo % 100 50 30 10 1 1 0. Rangeabilidade Tão importante quanto à precisão e exatidão do instrumento. Nesta aplicação. Erros de instrumento com imprecisão % do V.7. é sua rangeabilidade. Para uma faixa de 20 a 100 oC. pois expressa a incerteza do instrumento em função de suas características de fabricante e não de suas características de aplicação. com a precisão de 1% do valor medido.01 1 1 1 1 1 Unidade de Engenharia É possível ter a precisão expressa na forma do erro absoluto dado em unidades de engenharia. É uma filosofia mais realista. Os instrumentos com erro dado em percentagem do valor medido apresentam um erro relativo constante (valor definido pela qualidade do instrumento) e o erro absoluto aumenta quando a medição aumenta. Porém. pois a condição de zero é exatamente definida. no termômetro com erro absoluto de ±1 oC. quer ela seja calibrada para faixa de 0 a 100 ou 0 a 1000 ou 0 a 10 000 mm H20. independente da medição. possuem a precisão expressa em percentagem do valor medido. porém. por causa do rigor metrológico dos usuários. Em faixas com zero elevado ou zero suprimido não se deve expressar a precisão em percentagem do fundo de escala. O erro absoluto aumenta linearmente com o valor da medição feita.upper range value). Para uma faixa de -20 a 100 oC. Por exemplo. Por exemplo. o erro de ± 1% do fundo de escala é de ±1 oC. rangeability e turndown para expressar aproximadamente a extensão de faixa que um instrumento pode medir dentro de uma determinada especificação.3 0.1%. Como o erro absoluto é constante. porém.1% desta faixa. sua incerteza é de 10 mm H20.2 oC. seja a medição da vazão de 0 a 100 L/s. Percentagem do limite superior do instrumento (URL) Atualmente.

A válvula com igual percentagem. automaticamente há um limite de vazão mínima medida. Por exemplo. Na prática. raiz quadrática e logarítmica. definese rangeabilidade da válvula de controle a relação matemática entre a máxima vazão controlada sobre a mínima vazão controlada. o conceito de rangeabilidade é também muito usado em válvulas de controle. Ou seja. Na prática.3%. a rangeabilidade se aplica principalmente a medidores de vazão. instrumentação. cujo ganho é uniforme em toda a faixa de abertura da válvula. Um instrumento com pequena rangeabilidade é incapaz de fazer medições de pequenos valores da variável. Pode-se medir valores abaixo de 30%. há uma tendência natural de se estabelecer as classes de precisão maiores possíveis. Na válvula linear. Não se pode medir em toda a faixa por que o instrumento é não linear e tem um comportamento diferenciado no início e no fim da faixa de medição. cujo ganho em vazão baixa é pequeno. Ou seja. com diferentes rangeabilidades Para expressar a faixa de medição adequada do instrumento define-se o parâmetro rangeabilidade. a medição de vazão com placa de orifício. por exemplo. abaixo do qual é possível se fazer a medição. 99 . o erro é maior que ± . pois essa definição requer conhecimentos de projeto. tem rangeabilidade de 100:1. porém. Em medição. Geralmente. abaixo do qual é possível fazer medição. com o mesmo desempenho. Por exemplo.24. porém. tem se em 10%. Rangeabilidade é a relação da máxima medição sobre a mínima medição. Sempre há um limite inferior da medição. acima de 10% (rangeabilidade 10:1). De modo análogo. sua rangeabilidade é cerca de 10:1. Em controle de processo. Para estabelecer a faixa aceitável de medição. 4. dentro uma determinada precisão. A rangeabilidade da válvula está associada à sua característica inerente. o projetista deve estabelecer as precisões dos instrumentos compatíveis com as especificações do produto final. Por exemplo. isso não acontece. Na medição de qualquer quantidade se escolhe um instrumento pensando que ele tem o mesmo desempenho em toda a faixa. Instrumentos lineares possuem maior rangeabilidade que os medidores quadráticos (saída do medidor proporcional ao quadrado da medição). sem nenhum critério consistente com os resultados finais e até sem saber se o instrumento com tal precisão é comercialmente disponível. a precisão se degrada e aumenta muito. tem precisão de ±3% com rangeabilidade de 3:1. com precisão degradada. controle e estatística. ou de 33% (3:1). a dificuldade está na medição de pequenos valores. A rangeabilidade está ligada à relação matemática entre a saída do medidor e a variável medida. processo. logo é instável o controle para vazão baixa. depois que a máxima é determinada. porém. Sua rangeabilidade vale 3:1. Nem sempre isso é feito com critério técnico. o erro é de 100% quando se mede 1% do valor máximo. Escalas linear. Precisão Necessária Instrumentos de Processo Quando se faz o projeto de uma planta. a mesma dificuldade e precisão que se tem para medir e controlar 100% da vazão. Por exemplo. associa-se a precisão do instrumento com sua rangeabilidade. A válvula de abertura rápida tem uma ganho muito grande em vazão pequena. Por insegurança.8. a precisão da medição é igual ao menor que 3% apenas nas medições acima de 30% e até 100% da medição. pois o comportamento do instrumento depende do valor medido. a rangeabilidade estabelece a menor medição a ser feita. o instrumento com precisão expressa em percentagem do fundo de escala tem o erro relativo aumentando quando se diminui o valor medido. A sua faixa útil de trabalho é acima de determinado valor. Sempre que se dimensiona um medidor de vazão e se determina a vazão máxima. A maioria dos instrumentos tem um desempenho pior na medição de pequenos valores. 4.Instrumentos de Medição 100 90 80 70 60 10 :1 50 40 30 20 10 0 Linear 3 :1 90 80 70 60 50 40 30 20 0 Raiz Quadrática 30 :1 100 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Logaritmica Fig. o erro é de 10% quando se mede 10% do valor máximo.

3. como entre padrões de trabalho e padrões de laboratório. O erro de medição potencial pode ser minimizado com a seleção adequada de relações entre o padrão de calibração e o instrumento de medição e teste. sempre que possível. no futuro. Embora nenhuma norma obrigue. Quando a precisão dos instrumentos de processo tem classe de precisão de ±n% e os instrumentos de calibração e teste tem classe de ±n% (iguais). A incerteza de ±n% passa para os instrumentos de medição durante a calibração. A precisão de uma malha de instrumentos é sempre pior que a precisão do instrumento da malha de pior precisão. a incerteza final das medições feitas com os instrumentos calibrados é de ±2n% (±n% devidos ao instrumento em si mais ±n% devidos ao padrão de calibração. Também não há uma preocupação de se ter instrumentos com precisões iguais em uma malha de medição ou no sistema total de controle. custo mais elevado do indicador e. problemas na operação da instrumentação com recalibrações freqüentes e desnecessárias do instrumento. Mesmo depois de se especificar o instrumento. Quando a precisão dos instrumentos de processo tem classe de precisão de ± 0. uma baixa (1:1) irá refletir um baixo grau de confiança da medição. haverá problemas técnicos de especificação do produto. Por outro lado. É freqüente a modernização dos instrumentos de medição e controle da planta. sucessivamente até chegar aos padrões nacionais e internacionais. pois a incerteza do padrão não passa para o instrumento calibrado. o pessoal de metrologia e de instrumentação deve montar um laboratório de calibração e aferição com padrões e instrumentos de referência para calibrar os instrumentos de processo. haverá desperdício de dinheiro na compra de instrumentos com precisão além da necessária. Não adiantou nada investir muito dinheiro no instrumento de medição e não investir no instrumento de calibração. pois a tentativa de se obter um controle melhor que o necessário é uma causa de perda de controle. Tudo se resume a uma questão de consistência: 1. Uma alta relação (10:1) entre o padrão e o item calibrado (instrumento ou padrão inferior) irá fornecer um alto grau de confiança da medição.n% (10 vezes melhor). 2. recomenda-se que o instrumento padrão tenha incerteza de 4 vezes a 10 vezes menor que a do instrumento calibrado. A primeira questão que aparece é: qual deve ser a relação entre as precisões do instrumento e do padrão? A relação típica varia de 1:1 a 10:1. Por exemplo. tem-se a situação ridícula onde o padrão é pior que o instrumento sendo calibrado. O ideal é ter instrumentos de processo com classe de precisão ±n% e instrumentos de teste e calibração com classe de ±0. Assim. a classe de precisão pode aumentar de fatores de 10 e até de 100.) Estas comparações feitas entre as classes de precisão dos instrumentos de medição com os instrumentos padrão de trabalho se aplicam exatamente para as outras interfaces da escada de rastreabilidade da calibração. não se tem o rigor de verificar se o instrumento comprado e recebido está conforme com a precisão especificada. Uma relação de precisões de 1:1 reflete uma área de 1% de incerteza e portanto todas as medições que caem dentro de uma faixa de 100 .1 oC. a seleção das relações de precisão entre o comparador e o item que está sendo calibrado deve ser maior que 2:1 e preferivelmente maior que 4:1.Instrumentos de Medição pretender que uma indicação de temperatura tenha incerteza de ±0. compra-se o instrumento com precisão pior que a necessária e haverá problemas futuros com a especificação do produto. Nestas situações. Relação entre padrão e instrumento A calibração correta de um instrumento requer um padrão rastreado. além do obvio custo mais elevado. passando de instrumentação pneumática para eletrônica analógica.9. quando o processo requer incerteza de ±1 oC implica. Neste caso. Nestas trocas de instrumentação. Instrumentos de Teste e Calibração A partir da classe de precisão dos instrumentos de medição e controle da planta. por exemplo. é obrigatória a modernização e melhoria dos instrumentos de teste e de calibração.n% e os instrumentos de calibração e teste tem classe de ±n% (10 vezes pior). Também é freqüente comprar instrumento com precisão melhor que a necessária. no presente. Às vezes. 4. Os instrumentos de aferição e calibração devem ter classe de precisão consistente com a dos instrumentos a serem aferidos e calibrados. entre padrões de laboratório e padrões externos secundários. de eletrônica analógica para digital e até de pneumática para eletrônica digital.

Quando as medições caem dentro da área de aceitação. SAT = 0. Os fatores para determinar as relações de precisões são: R = relação TP = tolerância do produto M&TAT = tolerância da precisão do equipamento de medição e teste SAT = tolerância da precisão do padrão secundário PAT = tolerância da precisão do padrão primário Seleção da relação a. sempre que possível.001" Relação R 1 101 . Uma relação de incertezas de 1:1 pode não fornecer a confiança necessária para a medição.001” Discriminação do comparador: Tolerância ( ± ) T 0. ela pode requerer ações corretivas e aumentar os custos da qualidade. Uma relação de precisões de 4:1 reflete uma área de aceitação de 75% e uma área de incerteza de 25%.001" = 5:1 (nominal) = relação Relação entre padrão secundário da medição e equipamento de teste e medição: R= M & TAT 0. quando as medições caem dentro da área da incerteza.0001" = 10:1 (nominal) = relação Relação entre padrão primário e padrão secundário: R= SAT 0. uma decisão para aceitar ou rejeitar uma medição pode ser questionável. É importante notar que a relação de incertezas de 1:1 pode ou não indicar que os itens calibrados sob estas condições estão de conformidade com as tolerâncias prescritas.000 1” d. Equipamento de medição com um alto nível de precisão irá ajudar grandemente o técnico em tomar a decisão correta e aceitar ou rejeitar leituras medidas. uma decisão deve ser tomada com relação ao impacto nas condições de fora de tolerância. O uso da relação 10:1 ou maior irá fornecer uma maior confiança na medição e reduzirá o erro potencial da medição. Quando as medições caem dentro da área de incerteza. uma relação de 10:1 ou maior é recomendada. Tolerância do produto do fabricante = 0. Além disso.005" = M & TAT 0.000 1" = PAT 0.001" = = = 0. Porém. Uma relação de precisões de 10:1 reflete uma área de aceitação de 90% e uma área de incerteza de 10%.Instrumentos de Medição tolerância do item irão ficar na área da incerteza.000 004” Relação entre tolerância do instrumento e tolerância do produto: R= PT 0. a confiança da medição pode ser alcançada.001" = SAT 0. M&TAT = 0.000 004" = 25:1 (nominal) = relação Tolerância do item = ± 0. Porém.001” c.005” b. PAT = 0. Não se tem dúvida para rejeitar um valor medido para estes itens onde a medição cai fora das tolerâncias permitidas. Uma relação maior que 4:1 é aceitável. O técnico deve assegurar que as relações de precisões entre o instrumento de medição e teste e a tolerância do produto e entre o padrão e o instrumento são adequadas para o objetivo pretendido.

deve-se verificar o seu impacto nas tolerâncias permitidas.001’ b) Área de incerteza: 0.099” e 1. A área de incerteza é igual à precisão do comparador.001” Conclusão: a medição pode ser aceita em 1.0015” 0. 3.001” 0.000 25" Relação R 4 Tolerância + Área de incerteza 0.000 25” d) Deste modo. 102 .000 75” e 1. 4. Por exemplo.00125”.001’ b) Área de incerteza: 0. a medição é considerada estar entre 1.27.00125” Conclusão: a medição pode ser aceita em 1. Deste modo. a medição é considerada estar entre 1.001" = = = 0.26. uma tolerância permissível para um diâmetro de 1 “ é ±0.001”: a) Medição real: 1. Exemplo de uma relação 4:1 Comentários: 1. Exemplo de uma relação 1:1 Área de incerteza Área de aceitação Comentários: 1. 4.001 0. 3. Fig. Quando as medições caem na área de incerteza. a área de incerteza é total e a área de aceitação é zero.001” 0. A área de incerteza é igual à precisão do comparador.001” c) Discriminação permitida ±0.099” ou rejeitada em 1.Instrumentos de Medição Relação 1:1 Relação 4:1 Comparador 0.000 75” ou rejeitada em 1. Todas as medições caem na área de incerteza e sempre deve se considerar o seu impacto nas tolerâncias permitidas. Por exemplo.001”. uma tolerância permissível para um diâmetro de 1 “ é ±0.001” Discriminação do comparador: Tolerância ( ± ) T 0. No caso. 2.001” 4.001 Tolerância do item = ± 0.00025” 0 Linha vertical acima do zero representa o tamanho nominal de uma característica Fig.001”: a) Medição real: 1.000 25” c) Discriminação permitida ±0. 2.

a medição é considerada estar entre 1.0018” 0.000 020” 0.001 143” 0. há um 2:1 grande impacto nas exigências de precisão do padrão e instrumento.001”: Medição real: 1.0011”. 3.001 167” 0.000 9” e 1.001" = = = 0.001 1” Conclusão: a medição pode ser aceita em 1. Investigar todos os fatores mostrados abaixo. Está é uma condição importante que requer ação corretiva imediata.001” 0.000 100” 0. Quando as medições caem na área de incerteza.001 500” 0. 103 .001 125” 0. Por exemplo.001 333” 0. 4.001” 0.001” Discriminação do comparador: Tolerância ( ± ) T 0.001 000” 0. Exemplo de uma relação 10:1 Comentários: 1.000 010” Área de incerteza 100% 50% 33% 25% 20% 16% 14% 13% 11% 10% 2% 1% Área de aceitação 0% 50% 67% 75% 80% 84% 86% 87% 89% 90% 98% 99% Área de aceitação Área de incerteza As condições de fora de tolerância do padrão e do instrumento são colocadas em três categorias gerais: Relação padrão e /intrumento Impacto nas exigências da precisão Fig. Relações de incertezas entre tolerâncias do produto e o instrumento de medição e teste Relação Discriminação do Tolerância do item = ± 0. 2:1 a menor Quando a precisão do instrumento que 4:1 deteriora da condição A para B.28.001” 0. Relação Quando a precisão do instrumento menor que deteriora para a condição C.000 1" Relação R 10 Comparador 0.000 1” Discriminação permitida ±0. 4:1 a 10:1 ou A adequação do padrão e instrumento maior será mantida satisfatoriamente.000 9 ” ou rejeitada em 1.4.001 110” 0. deve-se verificar o seu impacto nas tolerâncias permitidas.001’ Área de incerteza: 0. Nenhuma ação é necessária.001 250” 0.000 1” Deste modo.001” 1:1 2:1 3:1 4:1 5:1 6:1 7:1 8:1 9:1 10:1 50:1 100:1 comparador 0. 2. investigar os fatores aplicáveis abaixo.001 200” 0.3. uma tolerância permissível para um diâmetro de 1 “ é ±0. A área de incerteza é igual à precisão do comparador.Instrumentos de Medição Relação 10:1 Tab.

001” 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 104 .29. Curva representativa para uma tolerância de produto de 0. 4.Instrumentos de Medição 10:1 9:1 8:1 7:1 6:1 5:1 4:1 3:1 2:1 1:1 Área de incerteza Área de aceitação Fig.

2. deve haver controle estatístico do processo para avaliar as tolerâncias. instrumentos calibrados. assumindo instrumentos e equipamentos novos. porque elas são difíceis de serem satisfeitas e por que ele não entende as razões do rigor. mantendo-as. 5. ele se limita a fazer o que ele acha que é o melhor. Para isso ocorrer menos freqüentemente. ele será informado que a produção deverá produzir de conformidade com a especificação nominal. Cada uma dessas pessoas tem uma visão diferente da tolerância da especificação do produto. operadores bem treinados. durante todo o tempo. o instrumento perde a calibração e tudo isso contribui para o produto final se afastar das especificações nominais. 4. instrumentos críticos requerem tolerâncias mais rigorosas. produção e inspeção. A partir desta visão. este pessoal igualmente não respeitará as especificações criticas e não críticas. não atingíveis na prática com o grau de economia do processo industrial. cria uma cultura nociva de falta de respeito a especificações por parte do pessoal de produção e inspeção. as tolerâncias devem ser coerentes entre si. o homem da produção quer a máxima produção possível e o inspetor julga se o produto final está dentro das especificações nominais. Isto é errado! O projetista deve conhecer o resultado das inspeções e as capacidades da produção e usar estas informações para alterar ou manter as especificações originais. Produção e Inspeção A especificação de produto ou instrumento envolve as áreas de projeto. 3. É muito comum se ouvir é trabalho do projetista estabelecer o que é necessário. No ambiente competitivo e de qualidade atual deve haver trabalho de equipe. resultando em produtos usáveis e economicamente viáveis. é trabalho do inspetor testar e aceitar os procedimentos para descobrir se as especificações foram cumpridas. Ele faz o melhor que pode. instrumentos calibrados. deixe cada lado fazer seu próprio trabalho. que o operador falha. por causa de muitos refugos e retrabalho. matérias primas constantes e processos de produção mais complexos. mas nem sempre ele avalia como ele pode melhorar o que ele já faz. O homem de produção sabe. 6. é importante que as especificações criticas sejam cumpridas. 105 . tolerância muito rigorosa é difícil de ser conseguida. o inspetor tenderá a uma posição política de compromisso. Não se pode relaxar a inspeção. aumentando-as ou diminuindo-as em função dos resultados obtidos. equipamentos ajustados. O projetista pensa no produto ideal. pois assim ela perderia sua validade. O projetista trata de condições ideais. Se o pessoal da inspeção e produção tende a não respeitar as especificações do projeto. as especificações das tolerâncias devem ser estabelecidas com critério técnico. as tolerâncias podem ser diferentes. as tolerâncias devem ser estabelecidas de comum acordo e envolvendo o pessoal de projeto. supervisão competente.1% a mais não irá fazer nenhuma diferença prática. matérias primas dentro das especificações nominais. 9. Entre esta briga de foice no escuro ainda há o inspetor do produto. instrumentos de mesma malha de medição devem ter tolerâncias de mesma ordem de grandeza. Quando o inspetor escuta o operador que trabalha no chão de fabrica. instrumentos não críticos podem ter tolerâncias menos rigorosas. o equipamento não está ajustado corretamente. tolerância muito rigorosa aumenta o custo final do produto. a tolerância final do malha não será melhor que a maior tolerância de algum instrumento. requer pessoal de operação treinado. Projeto. suas tolerâncias são pequenas e às vezes. 8.10. Porém. Sendo humano e sob pressão para produzir o máximo possível. a matéria prima não é constante.Instrumentos de Medição 4. ele aceita ou estabelece tolerâncias maiores. 7. Psicologicamente. todas as tolerâncias das especificações devem ser cumpridas. ele será informado que a conformidade com as tolerâncias irá parar a produção e que 0. Quando o inspetor escuta o projetista que trabalho no ar condicionado do escritório. Às vezes. de sua experiência prática. Resumindo: 1. Quando se tem tolerâncias pequenas que são desrespeitadas sem nenhuma conseqüência grave. produção e inspeção. tolerância pouco rigorosa também aumenta o custo final do produto. Pode ser até que as condições ideais do processo possam ser conseguidas durante alguma parte do processo mas nunca por longo período de tempo.

o erro pode ser positivo ou negativo. causa e previsibilidade. o comprimento de (9. Por exemplo. Se A é um valor exato e a o valor aproximado medido. o comprimento deve estar entre 8. os erros podem ser classificados como 1. Erros da Medição 5.0 + 0. Cada medição é influenciada por muitas incertezas.Instrumentos de Medição 5.30 . o valor provável do erro da medição pode ser avaliado. intrínsecos ao instrumento 2. O valor ideal é obtido subtraindo-se este valor do indicado. Introdução É impossível fazer uma medição sem erro ou incerteza. O erro é a diferença algébrica entre a indicação e o valor verdadeiro convencional. O valor ideal é obtido somando-se este valor ao indicado. Neste caso os erros são assimétricos. intrínseco ao instrumento e devido ao ajuste de zero. aleatório e espúrio Os erros sistemáticos podem ser divididos em 1. As incertezas da medição nunca podem ser completamente eliminadas. O valor verdadeiro é o valor da variável medida sem erro. e=A-a Sob o ponto de vista matemático. Um erro negativo denota que a medição do instrumento é menor que o valor ideal. Assim. Porém.1) mm significa que o valor verdadeiro de 9.9 e 9. pois o valor verdadeiro para qualquer quantidade é desconhecido. como expressão matemática. grosseiros 2. Na realidade.2. É possível definir os limites dentro dos quais o valor verdadeiro de uma quantidade medida se situa em um dado nível de probabilidade. um erro pode ser simultaneamente estático.2 mm e um erro para menos de 0.1.Erros sistemático. Quanto à expressão matemática. relativos Quanto ao tempo. influência 3.2 0. Tipos de Erros Os erros da medição e do instrumento podem ser classificados sob vários critérios. Por exemplo. que se combinam para produzir resultados espalhados. os erros estáticos podem ser classificados como 1. os erros podem ser 1. então o erro é o desvio do valor aproximado do exato. responsabilidade. sistemáticos 3. estáticos Quanto à origem. modificação Os erros intrínsecos podem ser determinados indeterminados Por sua vez. Na maioria dos casos os erros são simétricos de modo que o valor medido é dado por (A ± e) = a.2 mm. Um erro positivo denota que a medição é maior que o valor ideal.1 mm. Erro é a quantidade que deve ser subtraída algebricamente da indicação para dar o valor ideal. os erros do instrumento determinados podem ser: zero largura de faixa ou ganho angularidade quantização Os erros indeterminados poder ser devidos a uso e desgaste atrito inércia Os erros de influência podem ter origem: mecânica elétrica física química 5. 4. 106 . sistemático. previsível. resposta no tempo. dinâmicos 2. É possível haver grande superposição de erros. absolutos 2. Matematicamente. ideal. aleatórios Exatidão Precisão Espúrio Fig.0 mm possui um erro para mais de 0. o que se procura é manter os erros dentro de limites toleráveis e estimar seus valores com exatidão aceitável.

Instrumentos de Medição
5.3. Erro Absoluto e Relativo
Erro absoluto Erro absoluto é simplesmente o desvio da medição, tomado na mesma unidade de engenharia da medição. No exemplo de 9,0 ± 0,1 mm, o erro absoluto é de 0,1 mm. O erro absoluto não é uma característica conveniente da medição. Por exemplo, o erro absoluto de 1 mm pode ser muito pequeno ou muito grande, relação ao comprimento medido. Por exemplo, 1 mm de erro em 100 mm vale 1% 1 mm de erro em 10 mm vale 10% 1 mm de erro em 1 mm vale 100% Erro relativo A qualidade de uma medição é melhor caracterizada pelo erro relativo, tomado como

er =

e × 100% a

onde er é o erro relativo, e é o erro absoluto a é o valor da grandeza medida O erro relativo é adimensional e geralmente expresso em percentagem. A precisão entre ±1% e ±10% é geralmente suficiente para a maioria das aplicações residenciais e até industriais; em aplicações científicas tem-se ±0,01 a ±0,1%. O erro absoluto pode assumir valores negativos e positivos, diferente do valor absoluto do erro, que assume apenas valores positivos.

5.4. Erro Dinâmico e Estático
Erro dinâmico Erro dinâmico é aquele que depende do tempo. Quando uma medição altera seu valor significativamente durante a medição, ela pode ter erros dinâmicos. O erro dinâmico mais comum é devido ao tempo de resposta ou tempo característico do instrumento, quando há atrasos na variável medida. O erro dinâmico pode desaparecer naturalmente com o transcorrer do tempo ou quando as condições de operação se igualarem às condições especificadas para uso. Por exemplo, quando se faz a medição de temperatura sem esperar que o sensor atinja a temperatura medida, há erro dinâmico que desaparece quando a temperatura do sensor for igual a temperatura do processo que se quer medir. Se a temperatura leva 3 minutos

para atingir o valor final medido, qualquer medição antes deste tempo apresentará erro dinâmico. Se a temperatura estiver subindo, todas as medições antes de 3 minutos serão menores que a medida. Quando se faz a medição de um instrumento eletrônico, sem esperar que ele se aqueça e se estabilize, tem-se também um erro de medição que desaparecerá quando houver transcorrido o tempo de aquecimento do instrumento. O instrumento pode apresentar erro de calibração a longo prazo, devido ao envelhecimento dos componentes. Tais erros dinâmicos são chamados também de desvios (drift). Porem, neste caso, os tempos envolvidos são muito longos, como meses ou anos. O erro dinâmico pode ser eliminado, conhecendo-se os tempos de resposta do instrumento, constante de tempo da variável medida e condições previstas para entrada em regime permanente do instrumento medidor. Esse tipo de erro, que pode ser grosseiro e facilmente evitável, pode ser considerado como um erro do operador. Uma questão associada com o erro dinâmico é o atraso de bulbos e poços de temperatura e selos de pressão. Teoricamente, um bulbo e um poço de temperatura apenas introduzem atraso na medição da temperatura. Se a temperatura fosse constante, depois do tempo de atraso, a temperatura com o bulbo e o poço seria igual à temperatura sem bulbo e poço. Como há uma variabilidade natural da temperatura constante, na prática a colocação de bulbo e poço introduzem erro de medição. A questão é análoga com a medição de pressão e o selo. Na prática, o selo de pressão introduz um erro de medição. Como regra geral, tudo que é colocado na malha de medição introduz uma parcela do erro final.
Erro Estático Erro estático é aquele que independe do tempo. Quando uma medição não altera seu valor substancialmente durante a medição, ela está sujeita apenas aos erros estáticos. Os erros estáticos são de três tipos diferentes: 1. erros grosseiros 2. erros sistemáticos 3. erros aleatórios

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Instrumentos de Medição
5.5. Erro Grosseiro
O erro grosseiro é também chamado de acidental, espúrio, do operador, de confusão, de lapso, freak ou outlier. A medição com um erro grosseiro é aquela que difere muito de todas as outras do conjunto de medições. Muitas medições requerem julgamentos pessoais. Exemplos incluem a estimativa da posição do ponteiro entre duas divisões da escala, a cor de uma solução no final de uma analise química ou o nível de um liquido em uma coluna liquida. Julgamentos deste tipo estão sujeitos a erros uni direcionais e sistemáticos. Por exemplo, um operador pode ler o ponteiro consistentemente alto; outro pode ser lento em acionar um cronômetro e um terceiro pode ser menos sensível às mudanças de cores. Defeitos físicos são geralmente fontes de erros pessoais determinados. Uma fonte universal de erro pessoal é o preconceito. A maioria das pessoas, independente de sua honestidade e competência, tem uma tendência natural de estimar as leituras da escala na direção que aumenta a precisão em um conjunto de resultados. Quando se tem uma noção preconcebida do valor verdadeiro da medição, subconsciente mente o operador faz os resultado cair próximo deste valor. A polarização é outra fonte de erro pessoal que varia consideravelmente de pessoa para pessoa. A polarização mais comum encontrada na estimativa da posição de um ponteiro em uma escala envolve uma preferência para os dígitos 0 e 5. Também prevalente é o preconceito de favorecer pequenos dígitos sobre grandes e números pares sobre os ímpares. A vantagem dos instrumentos digitais sobre os analógicos é que sua leitura independe de julgamentos, eliminando-se a polarização. Porém, todo indicador digital apresenta erro de quantizacao, devido à sua natureza discreta. A maioria dos erros pessoais pode ser minimizada pelo cuidado e auto-disciplina. É um bom hábito verificar sistematicamente as leituras do instrumento, os fatores e os cálculos. A maioria dos erros grosseiros é pessoal e é causada pela falta de atenção, preguiça ou incompetência. Os erros grosseiros podem ser aleatórios mas ocorrem raramente e por isso eles não são considerados como erros indeterminados. Fontes de erros grosseiros incluem: erros aritméticos, transposição de números em dados de registro, leitura de uma escala ao contrário, troca de sinal e uso de uma escala errada. A maioria dos erros grosseiros afeta apenas uma medição. Outros, como o uso de uma escala errada, afetam todo o conjunto das medições replicadas. Erros grosseiros podem também ser provocados pela interrupção momentânea da alimentação dos instrumentos. O erro grosseiro causado pelo operador é devido a enganos humanos, tais como 1. leitura sem cuidado, 2. anotação equivocada, 3. aplicação errada de fator de correção, 4. engano de fator de escala e de multiplicação, 5. extrapolação ou interpolação injustificada, 6. arredondamento mal feito e 7. erros de computação. Alguns erros de operador podem ser sistemáticos e previsíveis, quando provocados por vicio ou procedimento errado do mesmo operador. Maus hábitos podem provocar erros sistemáticos. A solução é colocar mais de uma pessoa para fazer as medições. Por exemplo, o erro de paralaxe da leitura é devido à postura errada do observador frente a escala do instrumento. É um erro grosseiro confundir números e errar a posição do marcador decimal. É catastrófico ler, por exemplo, 270 graus em vez de 27,0 graus no mapa de vôo de um avião (já houve um acidente de aviação, no norte do Brasil, onde, segundo o laudo da companhia aérea, o comandante cometeu esse erro grosseiro). Alguns técnicos acham que fazer 10 medições da mesma grandeza, nas mesmas condições, com o mesmo instrumento e lidas pela mesma pessoa é inútil, pois todos os valores vão ser iguais. Elas desconhecem a variabilidade da constante. Ou seja, na natureza até as constantes variam levemente em torno do valor constante. Em tabelas de calibração, é freqüente encontrar números inventados e repetidos, sem que o instrumentista tenha feito realmente as medições. A rotina pode levar o operador a não fazer efetivamente as leituras e a inventá-las, pois o processo está normal e os valores esperados já são conhecidos. Os erros grosseiros normalmente se referem a uma única medição, que deve ser desprezada, quando identificada. Ele é imprevisível e não adianta ser tratado estatisticamente. O erro grosseiro ou de operação pode ser evitado através de 1. treinamento, 2. maior atenção, 3. menor cansaço, 4. maior motivação e 5. melhoria nos procedimentos.

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Instrumentos de Medição
5.6. Erro Sistemático
Erro sistemático é também chamado de consistente, fixo, determinável, previsível, avaliável e de polarização (bias). As características do erro sistemático são as seguintes: 1. se mantém constante, em valor absoluto e sinal quando se fazem várias medições do mesmo valor de uma da variável, sob as mesmas condições, 2. varia de acordo com uma lei definida quando as condições variam, 3. é devido aos efeitos quantificáveis que afetam a todas as medições 4. é devido a uma causa constante, 5. é mensurável 6. pode ser eliminado pela calibração. Os erros sistemáticos podem ser constantes ou dependentes do valor da variável medida. O erro determinado constante independe do valor da quantidade medida. Os erros constantes se tornam mais sérios quando o valor da quantidade medida diminui, pois o erro relativo fica maior. O erro proporcional aumenta ou diminui na proporção do valor da quantidade medida. Uma causa comum de erros proporcionais é a presença de contaminantes na amostra. Os erros sistemáticos causam a média de um conjunto de medições se afastar do valor verdadeiro aceitável. O erros sistemáticos afetam a exatidão dos resultados. Os erros sistemáticos podem ser devidos 1. aos instrumentos, 2. às condições de modificação e 3. às condições de interferência do ambiente. Sob o ponto de vista estatístico, a distribuição dos erros aleatórios é retangular, onde o erro é constante em toda a faixa de medição.
Erro Inerente ao Instrumento Os erros sistemáticos inerentes ao instrumento podem ser determinados ou indeterminados. Os erros sistemáticos do instrumento determinados são devidos principalmente à calibração. Como estão relacionados à calibração, eles podem se referir aos pontos de zero, largura de faixa e não-linearidades provocadas pela angularidade dos mecanismos. Os erros do instrumento indeterminados são inerentes aos mecanismos de medição, por causa de sua estrutura mecânica, tais como os atritos dos mancais e rolamentos dos eixos móveis, a tensão irregular de molas, a redução ou aumento da tensão devido ao manuseio incorreto ou da aplicação de pressão

excessiva, desgaste pelo uso, resistência de contato, atritos e folgas. Os erros sistemáticos do instrumento determinados e devidos à calibração podem se referir a erro de 1. determinação, 2. hipótese 3. histórico 4. zero 5. largura de faixa 6. angularidade 7. quantização. O erro de determinação resulta da calibração incorreta do instrumento ou do cálculo inadequado com os dados obtidos. O erro de hipótese aparece quando se espera que a medição siga uma determinada relação característica diferente da real. O erro histórico são resultantes do uso, do desgaste, do envelhecimento dos materiais, de estragos, de má operação, de atritos, de folgas nos mecanismos e nas peças constituintes do instrumento.
Erro de largura de faixa (span) O erro de largura de faixa (span) ou de sensitividade do instrumento ocorre quando a curva de resposta tem inclinação diferente da ideal. Em outras palavras, o instrumento está com erro associado ao seu ganho ou sensitividade. O erro de largura de faixa é eliminado através do ajuste correspondente. Instrumento que possui apenas erro de largura de faixa possui precisão expressa em percentagem do valor medido.

100,5%

100 75 50 25
99,5% Calibração ideal ±0,5% valor medido

Saída

0

25

50
Vazão

75

100

Fig. 4.31 - Erro de largura de faixa (span)

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Instrumentos de Medição

PADRÃO

MENSURAND

Rastreabilidade

Valor verdadeiro

Calibração Resolução
INSTRUMENTO

Repetitividade Reprodutibilidade

Valor verdadeiro convencional

Medição

Erro
Sistemático Exatidão Aleatório Precisão

Incerteza
Fig. 4.32. Terminologia da medição

110

34. 4. Z Fig. Erros de modificação e de influência 111 .33. 4. Classificação dos erros do instrumento Erros de modificação Erros de influência Sensor de X Condicionamento Sinal Sinal Display Variáveis Y.Instrumentos de Medição ERROS DO INSTRUMENTO Tempo Dinâmicos Estáticos Fonte Sistemáticos Aleatórios Intrínsecos (irreversíveis) Influência (reversíveis) Modificação (compensados) Determinados Indeterminados Mecânicos Zero Largura de faixa Angularidade Quantificação Uso Desgaste Atrito Contato Elétricos Físicos Químicos Fig.

Depois de uns 4 ou 5 anos. mas o erro da idade já é de 11 meses. Outros instrumentos possuem erro de zero gerado pela variação da temperatura ambiente. aplicação de fatores de correção. a idade da pessoa sempre tem um erro. O melhor modo de entender o erro de quantização. a idade passa a ser expressa em meses. Há instrumentos. passando de 40 para 41 anos. Erro de quantização O erro de quantização se refere a leitura digital e resulta do fato de tornar discreto o valor de saída da medida.yL(x) onde eL(x) é o erro de linearidade que aparece por causa do comportamento real e não linear do sistema. Linearidade só existe uma. Logo depois do aniversário. Assim que uma criança nasce. tem-se o erro de angularidade. mas o erro de quantização é de um mês. Um mês antes de fazer 41 anos. por exemplo de 40 anos. as especificações do instrumento de medição usualmente fornecem uma expressão para a linearidade esperada da curva de calibração estática para o instrumento. tais como as variações ambientais de temperatura. Os erros sistemáticos intrínsecos do instrumento podem ser eliminados ou diminuídos principalmente através da 1. A curva de calibração estática tem a forma geral: yL = a 0 + a1x (1. a pessoa ainda tem 40 anos. a idade continua de 40 anos.Instrumentos de Medição Erro de zero O erro de zero ocorre quando a curva de calibração não passa pela origem (0. A idade expressa em dias tem erro em horas. elétrica. física e química. Os erros de influência são reversíveis e podem ser de natureza mecânica. 100 75 50 25 Calibração ideal ±0. pois sua expressão é discreta. como o ohmímetro. Um mês depois do aniversário. a expressão de uma possível não linearidade é especificada em termos do erro máximo esperado de linearidade: %( eL )max = [eL ( x )]max × 100 ro (9) A não linearidade é o desvio da resposta real de uma reta ideal. seleção criteriosa do instrumento 3. Saída 0 25 50 Vazão 75 100 Fig. aumentando de 1 em 1 ano. Os erros mecânicos são devidos à posição. Então. choque e ação da gravidade. A idade expressa em meses em erro de quantização de semanas ou dias.5% fundo escala teoricamente linear. mas há várias não-linearidades. O erro ou desvio de zero pode eliminado ou reduzido pelo ajuste correspondente no potenciômetro ou parafuso de zero. Como resultado. na vida real.7) onde a curva yL(x) fornece um valor de saída previsível baseado na relação linear entre x e y. Erro de Influência Os erros sistemáticos de influência ou interferência são causados pelos efeitos externos ao instrumento. a pessoa tem 40 anos. sua idade é expressa em dias. inclinação. que é um afastamento da linearidade devido aos ângulos retos não estarem retos. a pessoa tem idade exata em anos. Porém. No primeiro ano. que possui ajuste de zero para ser atuado antes de cada medição. A relação entre yL(x) e o valor medido y(x) é uma medida do comportamento não linear do sistema: eL(x) = y(x) . calibração 2. Em instrumentos mecânicos a balanço de movimentos. No dia do seu aniversário. vibração. 4/35 . meses e dias. 0). Instrumento que possui erro de zero possui precisão expressa em percentagem do fundo de escala. inerente a todo instrumento digital que sempre possui uma incerteza de ±n dígitos em sua leitura é o erro da idade de uma pessoa. como instrumento digital eletrônico. a idade da criança passa a ser expressa em anos e o erro de quantização passa a ser de meses.Erro de zero do instrumento Erro de linearidade Muitos instrumentos são projetados para fornecer uma relação linear entre uma entrada estática aplicada e valores indicados da saída. pressão barométrica e umidade. Para um sistema que é 112 . o comportamento linear verdadeiro só é conseguido aproximadamente.

Na medição de temperatura por termopar. a pressão exercida por uma coluna de liquido em um tanque depende da altura. a temperatura do gás pode ser não uniforme. Outro exemplo. pelo uso de blindagens elétricas e aterramento dos circuitos. diz-se que o instrumento de medição carregou o circuito. Na medição de vazão compensada de gases. sendo observados durante todo o conjunto das medições. Nestas aplicações. a corrente que circula no circuito sem o amperímetro é diferente da corrente do circuito com o amperímetro. o erro devido a variação da densidade do liquido é um erro de modificação. observáveis durante uma medição ou são demorados. produzindo erro por causa da posição do sensor. o amperímetro que é inserido no circuito elétrico para medir a corrente que circula pode modificar a corrente medida. pode alterar o perfil da velocidade da vazão. Erro Causado Pelo Sensor O elemento sensor do instrumento pode também causar erros na medição. Os efeitos da influência podem ser de curta duração. As variações na temperatura da junta de referência provocam erros na medição. O modo de eliminar os erros de modificação é fazer a compensação da medição. medem-se os sinais proporcionais à vazão. Por exemplo. No exemplo da medição de nível com pressão diferencial. 3. 2. pelo uso de reguladores de alimentação. As medições elétricas sofrem influência dos ruídos e do acoplamento eletromagnético de campos. através de computação matemática. 1. pressão e temperatura. é que a interferência ocorre no instrumento de medição e o de modificação ocorre na variável sendo medida. Por exemplo. a impedância do voltímetro pode alterar a voltagem a ser medida. da densidade do liquido e da aceleração da gravidade. Os efeitos químicos influem na composição química. Por exemplo. 113 . a temperatura da junta de referência é continuamente medida e o sinal correspondente é somado ao sinal da junta de medição. Quando se mede o nível do liquido no tanque através da medição da pressão diferencial. Os erros de influência podem ser eliminados ou diminuídos pela colocação de ar condicionado no ambiente. da configuração e da absorção da potência. mede-se também a densidade variável do liquido e divide-se este sinal pelo sinal correspondente ao da pressão diferencial. a medição da vazão volumétrica de gases é modificada pela pressão estática e temperatura. mesmo pequeno. a colocação de um amperímetro introduz uma resistência parasita no circuito elétrico. Sujeiras. o sensor pode absorver (RTD) ou emitir (termopar) potência. A resistência interna no amperímetro modificou a corrente do circuito. por causa do modelo. pela selagem de componentes críticos. Os sinais são computados de modo que as modificações da vazão volumétrica provocadas pela pressão e temperatura são canceladas. Erro de Modificação A diferença entre o erro de interferência e o de modificação. umidade e óleo no ar de alimentação também podem provocar erros nos instrumentos pneumáticos. O erro sistemático de modificação é devido à influência de parâmetros externos que estão associados a variável sob medição. na medição da temperatura de um gás de exaustão de uma máquina. O amperímetro deve ter uma impedância igual a zero. Também o instrumento pneumático pode apresentar erros quando a pressão do ar de alimentação fica fora dos limites especificados. a colocação de um bulbo de temperatura absorve energia do processo. O sistema de medição também pode introduzir erro na medição. a colocação da placa de orifício produz uma perda de carga na linha. Finalmente. a introdução do sensor. Por exemplo. potencial eletroquímico e pH. alterando a temperatura do gás. Erro Causado Pelo Instrumento O próprio instrumento de medição pode introduzir erro na medição. o instrumento de medição é uma carga adicional ao circuito. A milivoltagem gerada pelo termopar depende da diferença de temperatura da medição e da junta de referência. Compensar uma medição é medir continuamente a variável que provoca modificação na variável medida e eliminar seu efeito. é na medição de temperatura através de termopar. Esse erro é devido ao casamento das impedâncias do circuito e do amperímetro. Ou seja. A impedância ideal do voltímetro é infinita. a introdução do poço termal causa turbulência na vazão.Instrumentos de Medição Os erros elétricos são devidos às variações da voltagem e freqüência da alimentação. Voltímetro com impedância infinita não introduz erro na medição da voltagem. Amperímetro com resistência interna zero não modifica a corrente medida. Os efeitos físicos são notados pela dilatação térmica e da alteração das propriedades do material. Analogamente.

atrito. Eles são imprevisíveis e aparecem por causas irregulares e probabilísticas. fazendo-se muitas medições. que é a variação da saída para uma dada entrada fixa. mas nenhuma delas pode ser positivamente identificada ou medida. Erro de histerese O erro de histerese se refere à diferença entre uma medição seqüencial crescente e uma decrescente. As expressões da repetitividade são baseadas em testes múltiplos de calibração (replicação) feitos dentro de um dado laboratório em uma unidade particular. faz os dados de um conjunto de medições replicadas flutuarem aleatoriamente em torno da média do conjunto. Backlash é máxima distância ou ângulo que qualquer peça de um sistema mecânico pode ser movida em uma direção sem aplicação de força ou movimento apreciável para uma próxima peça em uma seqüência mecânica. Banda morta O erro de banda morta é aquele provocado quando se altera a variável medida e a indicação do instrumento se mantém constante. Reprodutibilidade A reprodutibilidade. mas estatisticamente conhecidos. O efeito acumulado dos erros indeterminados individuais. O erro de histerese é dado por eh = ycrescente . o uso. resultados de testes de repetitividade separados. erros intrínsecos ao instrumento dependentes da qualidade dos circuitos e mecanismos. Banda morta é a faixa de variação da entrada que não produz nenhum efeito observável na saída do instrumento. %(eR )max = 2s x × 100 ro A repetitividade do instrumento reflete somente o erro encontrado sob condições controladas de calibração. Os erros aleatórios afetam a precisão das medições. Os erros aleatórios fazem as medições se espalharem mais ou menos e simetricamente em torno do valor médio. O seu tratamento é feito por métodos estatísticos. Eles são diferentes em medições repetidas do mesmo valor de uma quantidade medida. erros irregulares devidos à histerese. Alguma histerese é normal em algum sistema e afeta a precisão do sistema. porque muitas delas são pequenas e não podem ser detectadas individualmente.7. o atrito e a resistência de contato. sx. banda morta. como atrito e amortecimento viscoso em partes móveis ou carga residual em componentes elétricos. se refere aos 114 . restam os erros aleatórios. a reprodutibilidade é a repetitividade em todos os pontos da faixa de calibração. Há muitas fontes deste tipo de erro. porém. Os erros intrínsecos indeterminados relacionados com o desgaste. quando reportada na especificação de um instrumento. Toda medição possui um erro.ydecrescente A histerese é especificada usualmente para um sistema de medição em termos do erro máximo de histerese como uma percentagem do fundo de escala da saída: %(eh )max = [eh ( x )]max × 100 ro A histerese ocorre quando a saída de um sistema de medição depende do valor prévio indicado pelo sistema. Ela não inclui os erros adicionais incluídos durante a medição devidos a variação na variável medida ou devidos ao procedimento. Erro Aleatório Os erros aleatórios são devidos à probabilidade e chance.Instrumentos de Medição 5. A repetitividade se refere a um único ponto. variabilidade natural da constante. sob as mesmas condições. A banda morta é produzida por atrito. Quando são tomados todos os cuidados para eliminar os erros de operação e de calibração. Tal dependência pode ser provocada por alguma limitação realística do sistema. Os erros aleatórios não podem ser eliminados. As causas dos erros aleatórios são devidas a 1. erros de influência que aparecem de uma variação rápida de uma variável de influência. 2. 4. A repetitividade se baseia em uma medida estatística chamada de desvio padrão. 5. verificando a distribuição e a freqüência da ocorrência. Repetitividade do instrumentoo A habilidade de um sistema de medição indicar o mesmo valor sob aplicação repetida e independente da mesma entrada é chamada de repetitividade do instrumento. A reprodutibilidade se baseia em múltiplos testes de repetitividade (replicação) feitos em diferentes laboratórios em um único instrumento. 3. backlash ou histerese.

Cada componente de um sistema ou passo de um procedimento de contribui com algum erro na medição. como na compra e venda de produtos.8. questão de bom senso. Esta relação de 1:4:6:4:1 é uma medida da probabilidade de um desvio de cada valor. assumindo que as incertezas se somam no mesmo sentido. 3. uma medição não pode ser mais confiável que o componente ou passo menos confiável. Para se ter uma idéia qualitativa de como pequenos erros produzem uma incerteza total. Somente uma combinação de erros dá o desvio de +4U. A tabela mostra todas os modos possíveis dos quatro erros serem combinados para dar o desvio indicado da média. O otimista pode achar que as incertezas se anulam e a resultalnte mais provável é igual a 0. Erro Resultante Final O erro na medição não está somente no instrumento de indicação (display) mas em todos os componentes da malha de medição. Inversamente. Mede-se a incerteza total em vez de calculá-la. Pode-se obter vários resultados válidos da soma de duas incertezas iguais a ±1 e ±1. onde se admite que todos os erros são na mesma direção e se acumulam. 2. onde a maioria dos erros é de erros pequenos e a minoria de erros é de erros grandes. 5. O pessimista pode obter a incerteza final de +2 ou -2. pode-se explicar e justificar qualquer um deles. seguindo a máxima de metrologia: não imagine quando puder calcular e não calcule quando puder medir. Quando se aumenta o número de medições. imagine uma situação em que quatro erros pequenos se combinam para dar um erro total. Se o objetivo do sistema é ter medições repetitivas e não necessariamente exatas. A tabela mostra a distribuição teórica para dez incertezas de igual probabilidade. Ou seja. 1. além da repetitividade se requer a exatidão. Os erros negativos tem a mesma combinação. Ou seja. quatro combinação dão um desvio de +2U e seis combinações dão um desvio de 0U. como sensor. que é um valor intermediário entre 0 e ±2. de máximo desvio 10U ocorre somente em uma vez em 500 medições. a distribuição dos erros aleatórios é normal ou gaussiana. Pode-se ainda determinar a precisão final como a média ponderada das precisões individuais. pois se quer os valores absolutos. pode-se esperar uma distribuição de freqüência como a mostrada na figura. A ordenada no gráfico é a freqüência relativa de ocorrência de cinco combinações possíveis. é que define o tratamento a ser dados às medições.Instrumentos de Medição Sob o ponto de vista estatístico. há sistemas onde o que importa é a repetitividade e a precisão. Embora os três resultados sejam muito diferentes. sendo suficiente a medição inexata. linearizador e filtro. elemento condicionador de sinal. deve-se usar um padrão que dê diretamente o valor verdadeiro e comparar com a leitura final obtida. O conhecimento do modo que os erros se propagam são importantes no uso e projeto de instrumentos e procedimentos. considera-se somente a precisão do pior instrumento e desprezam-se as outras precisões melhores. não se importando muito com o erro de sistemático. Não há uma regra única ou recomendação de como proceder. Alguém mais otimista poderia estabelecer a precisão final do sistema como igual à pior precisão entre os componentes. aleatória ou sistemática. é importante apenas reduzir o erro aleatório. Uma questão importante levantada é: qual o erro total do sistema ou da malha? A precisão da medição pode assim ser definida como a soma dos erros sistemáticos e aleatórios de cada componente do sistema ou da malha. Quando realmente se quer saber a precisão real do sistema. O conhecimento das fontes de erros dominantes e desprezíveis de um sistema é muito importante e o conhecimento de sua fonte. Isto é uma hipótese pessimista. O realista intermediário faz a soma conservativa: 12 + 12 = ±14 . Um sistema de medição não pode ser mais preciso que o componente menos preciso. Visto como um sistema dinâmico. Seja cada erro com uma igual probabilidade de ocorrer e que cada um pode fazer o resultado final ser maior ou menor por um valor ±U. A ocorrência menos freqüente. É uma 115 . se o interesse do sistema é ter o valor exato da medição. Novamente se verifica que a ocorrência mais freqüente é a de desvio zero da média.

É uma exigência para todos os laboratórios credenciados de calibração que os resultados reportados em um certificado sejam acompanhados de uma declaração descrevendo a incerteza associada com estes resultados. O laboratório deve usar procedimentos documentados para a estimativa. tempo. Quando aplicado a teste. mais usada porque ela mais exatamente satisfaz as necessidades da metrologia industrial e não é consistente com a anterior. o nível de emissão de ruído ou radiação eletromagnética. O que é a dispersão de se o valor verdadeiro não pode ser conhecido? Ela também implica que incerteza é somente relevante se várias medições são feitas e ela falha . Incerteza na Medição 6. que é tomada do Vocabulário de Metrologia da ISO. Incerteza estendida é Obtida pela multiplicação da incerteza padrão combinada por um fator de cobertura.2.375 -2U -4U 4 1 4/16=0.comprimento. Os laboratórios devem consultar seu corpo de credenciamento para qualquer orientação específica que possa estar disponível para a calibração ou teste.250 1/46=0.Instrumentos de Medição Tab. Para laboratórios de calibração. o termo genérico mesurando pode cobrir muitas quantidades diferentes. 116 . eg. a concentração de uma solução. a resistência de um material. onde a incerteza é relevante para validar ou aplicar o resultado. associado com o resultado de uma medição. onde a incerteza afeta a conformidade a uma especificação ou limite.0625 4/16=0. Combinações Possíveis de 4 Incertezas Iguais Combinações das incertezas +U1+U2+U3+U4 -U1+U2+U3+U4 +U1-U2+U3+U4 +U1+U2-U3+U4 +U1+U2+U3-U4 -U1-U2+U3+U4 +U1+U2-U3-U4 +U1-U2+U3-U4 -U1+U2-U3+U4 -U1+U2+U3-U4 +U1-U2-U3+U4 +U1-U2-U3-U4 -U1+U2-U3-U4 -U1-U2+U3-U4 -U1-U2-U3+U4 -U1-U2-U3-U4 Tamanho Erros 4U +2U Número combinaçõe s Freqüência Relativa 1/16=0. isto pode ser qualquer parâmetro da medição dentro de campos reconhecidos da medição . Há problemas associados com esta definição de incerteza de medição. 6. e. Incerteza padrão é o desvio padrão estimado Incerteza padrão combinada é o resultado da combinação dos componentes da incerteza padrão. Uma definição mais prática. É também exigência para os laboratórios de testes. pressão. o método genérico de medição e o procedimento específico detalhado da medição. de modo que a significância associada com o resultado de uma medição deve considerar esta incerteza Incerteza é um parâmetro.1. massa.por não mencionar valor verdadeiro para invocar o conceito de rastreabilidade. sob as seguintes circunstâncias: 1. a quantidade de microorganismos.0625 A propagação do erro aleatório pode ser rastreada matematicamente usando-se uma medida da precisão. tratamento e relatório da incerteza. como o desvio padrão e desenvolvendo as equações que descrevem a dinâmica do sistema. 1. corrente elétrica. Os laboratórios credenciados devem ter uma política definida cobrindo a provisão de estimativas das incertezas das calibrações ou testes feitos. que caracteriza a dispersão dos valores que podem razoavelmente ser atribuídos à quantidade medida.g. A terminologia usada aqui é consistente com a do Guide. Os meios pelos quais os laboratórios credenciados devem tratar as incertezas da medições são definidos em detalhe na ISO Guide: Guide to the Expression of Uncertainty in Measurement.250 1 4 0 6 6/16=0. Conceito Todas as medições são contaminadas por erros imperfeitamente conhecidos. é a seguinte: Incerteza é o resultado da avaliação pretendida em caracterizando a faixa dentro da qual o valor verdadeiro de uma quantidade medida é estimado cair. 6. O erro sistemático pode também ser rastreado através dos dados das calibrações anteriores e dados do catálogo do instrumento. geralmente com uma dada confiança. onde isto é requerido pela especificação do teste 3. Uma medição começa com uma especificação apropriada da quantidade medida. onde isto é requerido pelo cliente 2. Princípios Gerais O objetivo de uma medição é determinar o valor de uma quantidade específica sujeita à medida (mesurando)..

por exemplo. Realmente. por causa de alguns efeitos. Uma incerteza expandida é usualmente requerida para satisfazer as necessidades da maioria das aplicações. Assim. A incerteza da medição compreende. 117 . Estes erros peramecem constantes quando uma medição é repetida sob as mesmas condições por isso eles não revelados pelas medições repetidas. que podem também ser caracterizados por desvios padrão. É recomendado fornecer um intervalo maior acerca do resultado de uma medição quando a incerteza padrão com. em vez do artigo definido o. 4. aumentando o número de observações e aplicando análise estatística. O Guide adotou o enfoque de agrupar os componentes da incerteza em duas categorias baseadas em seus métodos de avaliação. evita certas ambiguidades. o resultado de uma medição é somente uma aproximação do valor da quantidade medida e é somente completa quando acompanhado por uma expressão da incerteza desta aproximação. conhecido como incerteza padrão combinada. consequentemente. por causa da incerteza da medição. No limite. especialmente onde se envolve segurança. Erros sistemáticos aparecem de efeitos sistemáticos. o valor verdadeiro nunca pode ser conhecido. Todas as outras informações relevantes. 5. 2. Valores aceitos de constantes associadas com materiais e quantidades. deve ser usado em conjunto com valor verdadeiro por que pode haver mais de um valor consistente com a definição de uma quantidade particular. Erros aleatórios aparecem das variações aleatórias das observações. ie um efeito no resultado de uma quantiade que não está incluído na especificação da quantiade medida mas que influencia no resultado. Seu efeito é introduzir um deslocamento entre o valor da medição e o valor médio determinado experimentalmente. em geral. um componente aleatório de incerteza em uma medição pode se tornar um componente sistemático em outra medição que tem como sua entrada o resultado da primeira medição. por julgamento baseado em: 1. usando métodos estatísticos. Esta classificação de métodos de avaliação. Como conseqüência. uma maior probabilidade do que envolve o valor verdadeiro convencional da quantidade medida. ele pode mesmo não existir. Tipo A e Tipo B. Experiência com ou o conhecimento geral do comportamento e propriedades de materiais e equipamentos iguais. Dados de certificados de calibração. Alguns podem ser calculados da distribuição estatística dos resultados de uma série de medições e pode ser caracterizados por desvios padrão experimentais. Os outros componentes. Elas não podem ser eliminadas mas a incerteza devido a seus efeitos pode ser reduzida. Um número de fontes pode contribuir para a variabilidade cada vez que uma medição é tomada e sua influência pode estar continuamente mudando. A escolha do fator é baseada no nível de confiança requerido. muitos componentes. Incertezas individuais são avaliadas pelo método apropriado e cada uma é expressa como um desvio padrão e é referida a uma incerteza padrão. por exemplo. Uma série de medições produz um espalhamento em torno de um valor médio. Avaliação do Tipo A é feita pelo cálculo de uma série de leituras repetidas. a contribuição deve ser tomada como sistemática. Ela é obtida multiplicando-se a incerteza padrão combinada por um fator de cobertura. em vez dos componentes em si. efeitos aleatórios de várias fontes afetam o valor medido. 3. Especificações dos fabricantes. Eles não podem ser eliminados mas podem ser reduzidos. que possibilita correções a serem feitas e incertezas do Tipo B a serem atribuídas.Instrumentos de Medição Nenhuma medição ou teste é perfeito e as imperfeições fazem aparecer erro de medição no resultado. Por exemplo. k. Avaliação do Tipo B é feita por meios diferentes dos usados no método B. 6. a incerteza total cotada em um certificado de calibração de um instrumento incluirá o componente devido aos efeitos aleatórios. As incertezas padrão individuais são combinadas para produzir um valor total de incerteza. fazendo correções para o tamanho conhecido de um erro devido a um efeito sistematico reconhecido. Dados de medições anteriores. mas quando este valor total é subsequentemente usado como a contribuição na avaliação da incerteza em um teste usando este instrumento. A cada momento que a medição é tomada sob as mesmas condições. Por exemplo. Também deve ser notado que o artigo indefinido um. são calculados das distribuições de probabilidade assumidas baseadas na experiência ou em outra informação. gráficos históricos podem ser construídos e podem fornecer informação útil acerca das mudanças dinâmicas.

a temperatura de um teste pode ser dada como temperatura ambiente. auditorias de medição e cross checking interno de resultados por diferentes meios. os seguintes pontos gerais se aplicam a muitas áreas de calibração e teste: 1. Valores atribuídos aos padrões da medição (de trabalho e de referência) e materiais de referência certificada. É por esta razão que os laboratórios credenciados encorajam . eg. em adição. devido as imperfeições inevitáveis nos materiais ou sistemas usados. temperatura. eg. flutuações rápidas no ambiente local. Estimativa das Incertezas A incerteza total de uma medição é uma combinação de um número de incertezas componentes.5. que muitas vezes tem sido expressos com um maior nível de confiança. Incerteza Padrão A incerteza padrão é definida como um desvio padrão. Erro pessoal de polarização na leitura de instrumentos analógicos. 3. mesmo quando as condições de teste estão claramente definidas pode não ser possível produzir as condições teóricas. 6. quando possível. Cálculos subsequentes se tornam mais simples se. variabilidade no desempenho do operador que faz o teste. Estas fontes não são necessariamente independentes e. 7.g. todos os componentes são expressos do mesmo modo. e. 9. Variações nas leituras repetidas feitas sob condições parecidas mas não idênticas tais como efeitos aleatórios podem ser causados.3. uma definição prática de desprezível pode ser um componente que não é maior do que um quinto do tamanho do maior componente. isto reduz a tomar a raiz 118 . Em algumas disciplinas. 5. Para estimativas do Tipo B. como percentagem. pode ser muito difícil obter uma amostra representativa. Mesmo uma única leitura do instrumento pode ser influenciada por vários fatores. usando toda informação relevante na variabilidade possível de cada fator (Tipo B). Em muitos casos. por exemplo. Realização imperfeita do procedimento de teste. de modo que os obtidos dos certificados de calibração e outras fontes.a amostra pode não ser totalmente representativa. Isto podoe requer ajuste de alguns valores da incerteza.Instrumentos de Medição 6.4.a exigência pode não ser claramente descrita. Alterações nas características ou desempenho de um instrumento de medição desde a sua última calibração. umidade e pressão do ar. Em muitos casos. efeitos sistemáticos não reconhecidos podem existir que não podem ser levados em conta mas contribuem para o erro. 6. 8. como teste microbiológico. Porém. 11. Definição incompleta do teste . 4. Uma quantificação aproximada inicial pode ser valiosa em possibilitar que alguns componentes sejam reconhecidos como desprezíveis e não necessitam de uma avaliação mais rigorosa. 6. os princípios e práticas da calibração ou teste e a influência do ambiente O próximo passo é quantificar as incertezas componentes por meios apropriados. na prática.4.e muitas vezes insistem em . 6. Valores de constantes e outros parâmetros usadas na avaliação dos dados. Alguns componentes podem ser quantificados pelo cálculo do desvio padrão de um conjunto de medições repetidas (Tipo A) como detalhado no Guide. Fontes de Incerteza Há várias fontes possíveis de incerteza. Amostragem . O potencial para erros em um estágio posterior da avaliação pode ser minimizado expressando todas as incertezas componentes como um desvio padrão. ruído elétrico em instrumentos de medição. Como elas dependem da disciplina técnica envolvida. 10.. ou ppm ou mesma unidade de engenharia usada para o resultado reportado. A quantificação de outros componentes pode requerer o julgamento. Incerteza Padrão Combinada As incertezas componentes devem ser combinadas para produzir uma incerteza total usando o procedimento estabelecido no Guide. Conhecimento inadequado dos efeitos das condições ambientais no processo da medição ou medição imperfeita das condições ambientais. A consideração cuidadosa de cada medição envolvida na calibração ou teste é necessária para identificar e listar todos os fatores que contribuem para a incerteza total. não é possível dar recomendações detalhadas aqui. o conjunto de informações pode incluir alguns ou todos os fatores listados no parágrafo 2. Resolução ou limite de discriminação do instrumento ou erros na graduação da escala. 2. Aproximações e hipóteses incorporadas no método e procedimento da medição. Este é um passo muito importante e requer um bom entendimento do equipamento de medição.participação em comparações interlaboratoriais. envolvendo múltiplo do desvio padrão (2 ou 3).

doc 24 SET 98 (Substitui 26 MAI 97) 119 . isto pode ser facilmente visto e os componentes interdependentes podem ser somados algebricamente para dar um valor final. uma aproximação é aceitável. 2. tais como. da incerteza padrão combinada.6. como derivadas parciais distribuição t. Isto pode causar a incerteza expandida ser maior do se as contribuições individuais da incerteza fossem somadas aritmeticamente e é claramente uma situação pessimista. para aplicações mais críticas. em casos mais complexos. por exemplo. A ausência de um número significativo de incertezas componentes tendo distribuições de probabilidade bem comportadas. Incerteza Expandida Em muitos casos. ou. podem-se usar métodos matemáticos mais complexos para tias componentes correlatos. um fator de cobertura kp deve ser obtido de uma Apostila\Metrologia 43MedErro. Porém. Deve também ser notado que se erros de incertezas do Tipo A em um sistema de medição são comparáveis aos do Tipo B.Instrumentos de Medição quadrada da soma dos quadrados das incertezas padrão componentes (método da raiz da soma dos quadrados). normal ou retangular. a distribuição da probabilidade pode ser assumida como normal e que um valor de 2 para o fator de cobertura define um intervalo tendo um nível de confiança de aproximadamente 95%. alguns componentes podem ser interdependentes e podem. a incerteza expandida pode ser uma subestimativa. baseada nos graus de liberdade efetivo. νef. Nestas circunstâncias. Inclusão de uma incerteza componente dominante. 6. que um valor de 3 define um intervalo tendo um nível de confiança de aproximadamente 99%. ou seja. a não ser que um grande número de leituras repetidas26 MAI 97 tenha sido feito. Isto deve refletir o nível de confiança requerido e. se cancelarem entre si ou se reforçarem entre si. será ditado pelos detalhes da distribuição de probabilidade caracterizado pelo resultado da medição e sua incerteza padrão combinada. Porém. em termos estritos. Em muitos casos. Porém. é necessário cotar uma incerteza expandida e a incerteza padrão combinada portanto necessita ser multiplicada por um fator de cobertura apropriado. as computações extensivas requerida para combinar as distribuições de probabilidade são raramente justificadas pelo tamanho e confiabilidade da informação disponível. Exceções a estes casos precisam ser tratados em uma base individual e devem ser caracterizados por um ou ambos dos seguintes: 1. Em muitos casos.

Instrumentos de Medição 120 .

5. NIST e Código de Defesa do Consumidor. 2. aferição e ajuste.1. faz-se o ajuste. A confusão é previsível. calibrar e aferir possuem o mesmo significado para a operação de verificar um atributo de um sensor ou instrumento e ajustar é a operação que além disso. Embora já exista uma portaria do Inmetro. calibração. A manutenção de padrões e a calibração de equipamentos de teste é um processo muito caro. como exatidão e precisão. 3. mas apenas calibração para verificar atributo e ajuste para atuar no instrumento. 1. Há ainda quem não admite a aferição.2. Embora o equipamento de medição muito exato seja caro. baratear este equipamento significa piorar o seu desempenho e diminuir sua precisão. O termo confirmação metrológica é um termo criado recentemente e inclui. quando necessário. calibrar e aferir possuem o mesmo significado. calibração ajuste manutenção lacração marcação com etiqueta. através de projeto. Necessidade da confirmação A exatidão de qualquer medição é uma comparação da conformidade desta medição com o padrão. para o autor e no presente trabalho. Confirmação Metrológica Objetivos de Ensino 1. Apresentar os cuidados de monitoração dos instrumentos de medição e teste. Terminologia Há algumas confusões clássicas de terminologia. garantia de que a medição do instrumento é exata. no 29. Os principais motivos para justificar a calibração de um instrumento são: 1. que é uma atuação no instrumento para 1.5. Na prática. Conceituar e diferenciar os vários tipos de normas. atendimento de exigências legais ou de contratos comerciais. secundários e de trabalho. inclui a atuação no instrumento para adequá-lo a uma determinada condição. de 10 MAR 95 (Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia). melhorar e manter a qualidade do sistema que depende da medição do instrumento. Apresentar a cadeia de calibração e rastreabilidade dos diferentes padrões. 3. Para outros. Apresentar um caminho típico para obter a certificação da ISO 9000. aferir é a operação de verificar um atributo de um sensor ou instrumento e calibrar é a de fazer ajuste no instrumento. a maioria das pessoas ainda chama esta atividade de calibração-aferição. INMETRO. Para estar de conformidade com a portaria do Inmetro. quando deveria chamar de calibração-ajuste. Conceito Comprovação ou confirmação metrológica é o conjunto de operações necessárias para assegurar que um dado instrumento de medição esteja em condições de conformidade com os requisitos para o uso pretendido (ISO 10 012-1. ainda há resistência para se usar a terminologia recomendada. Conceituar calibração e ajuste. 121 . 1993). implantação e comprovação metrológica. 2. Durante a calibração. Para alguns.3. 1. principalmente quando estão envolvidas a compra e venda de produtos através da medição. pois o primeiro passo da calibração de um instrumento é a sua aferição. Apresentar a ABNT. Confirmação Metrológica 1. entre outras atividades. mas o desempenho de todo os sistema depende diretamente da exatidão de cada componente do sistema. Para o autor calibrar é uma operação de verificação. 4. primários. Conceituar padrões físicos e de receita.

por pessoas especialistas com habilidade e experiência com o procedimento. Calibração pode também consistir na determinação da relação saída/entrada do sistema de medição. para verificar o status de chegada do instrumento. em seus procedimentos e comunicações os termos e seus significados e como estamos no Brasil. a calibração de um único ponto é suficiente e portanto. Se a resposta saída/entrada de um sistema é uma reta. correlacionar. 5. As calibrações posteriores são necessárias para confirmar o valor deste fator K. escritos pelo executante. o termopar deve ser jogado fora e substituído ou degradado de sua função. totalizador. o dispositivo é descartado. para detectar. como a turbina e o medidor magnético. pressão e umidade conhecido e quando necessário. como termopar e resistência detectora de temperatura. documentando os registros. Calibrar medidores de vazão que possuem o fator K. Se os valores estiverem dentro dos limites estabelecidos. conforme procedimentos claros e objetivos. Podem ser calibrados instrumentos e sensores que não possuem dispositivo de ajuste. degradado ou o seu atributo é modificado em todas suas aplicações. alterando-se escalas ou usando-se fatores de correção. controlado 4.4. calibrar pode incluir ou não a operação de ajuste. Calibração e Ajuste Calibração Calibração é a operação de verificar o valor de um atributo de um sensor ou de um instrumento. Também neste trabalho. são calibrados. Podem ser ajustados instrumentos que tenham pontos de atuação. o novo fator K deve ser considerado na medição. a determinação da escala de um indicador ou da saída de um transmissor. Como no ajuste. 6. porém é a calibração. na calibração há os seguintes passos: 1. antes do ajuste. após o qual ela deve ser refeita. 4. Se os valores estiverem de conformidade com os 122 . 3. passando de termopar padrão para termopar de medição de processo. registrador. devemos seguir a portaria do Inmetro. Comparação do sinal lido com o valor teórico. mas que tem um atributo inerente à sua função. na prática. Para eliminar estas ambigüidades. faz-se a calibração. quando se gera uma temperatura conhecida e medida por um termômetro padrão. que é a comparação do instrumento de exatidão conhecida com outro padrão ou instrumento de ordem superior. Não é disponível nenhum dispositivo de ajuste e por isso só há verificação. o termopar pode ser usado. como transmissor. consiste na determinação deste fator K. se estiverem diferentes. Uma curva de calibração forma a lógica pela qual uma saída indicada do sistema de 1. Calibração e ajuste estão associadas com a função dos instrumentos ou dispositivos. A calibração só é confiável e tem significado quando for feita: 1. deve ser empregado um conjunto de entradas conhecidas do padrão para a calibração das saídas correspondentes do sistema. Leitura do sinal de saída do dispositivo através de outro padrão rastreado. 2. O primeiro passo do ajuste. dados por tabelas ou por curvas. De um modo mais específico para o instrumentista. indicador. 5. válvula de controle.Confirmação Metrológica torná-lo exato. Sensores. Os ajustes são feitos em potenciômetros ou parafusos disponíveis nos instrumentos. Ajuste Ajuste é a operação que tem como objetivo levar o instrumento de medição a uma condição de desempenho e ausência de erros sistemáticos adequada ao seu uso (ISO 10 012-1). Calibrar um termopar é verificar se a voltagem gerada por ele corresponde aos valores teóricos. qualquer variação na exatidão do item sob calibração. reportar ou eliminar por ajuste ou reparo. dentro dos limites de incerteza consistentes. usando em seu lugar o termo calibração. com leitura deste sinal por um padrão rastreado. 2. 3. baseando-se em medições replicadas e usando-se as medições como base de decisão. Aplicação de sinal na entrada do dispositivo. por exemplo. No presente trabalho se evitará usar o termo aferição.. teóricos. Esta relação pode ser. estabelecendo-se um período de validade. por escrito. apenas um ponto conhecido do padrão é empregado. cada usuário deve definir. em ambiente com temperatura. Se a resposta do sistema é não-linear. Quando o valor se alterar. Podem ser calibrados elementos sensores e instrumentos medidores de vazão com fator K. Se os valores estiverem fora dos limites. o dispositivo está adequado ao uso.

uma curva de calibração pode ser usada como parte para desenvolver uma relação funcional. 6. faz-se um relatório de não conformidade. Fig. para garantir que as análises dos efluentes estejam dentro dos valores ecologicamente corretos 123 . Repetem-se os passos 1 e 2. balanço de materiais. Depois da manutenção o instrumento deve ser novamente calibrado e se necessário. ajusta-se a posição do ponteiro. ele deve ser calibrado. facilmente obtida de um gerador de tensão. Além disso. para verificar rendimentos de processos. conforme a imprecisão do instrumento. Por exemplo. conforme valores listados na literatura técnica (curvas ou tabelas de tensão x temperatura). Gera-se o sinal de entrada do indicador. Toda calibração deve ter estes parâmetros. indicando-o com um manômetro padrão e ajusta-se a posição do ponteiro na escala. mas depois de qualquer manutenção de instrumento. 3. Caso os valores estejam dentro.5. em vez de se simular a temperatura. equipamentos. Quando o instrumento não permite a calibração. 9. A calibração pode incluir a inspeção visual do instrumento. 7. 1. Caso os valores estejam fora. pesquisa de defeitos funcionais explícitos e óbvios e testes operacionais. A manutenção não é calibração. ambiente conhecido. 5. 4. 2. Por exemplo. em vez de se aplicar a grandeza medida pelo instrumento. procedimento escrito. o instrumento está com problema.1. Caso os valores estejam dentro dos limites estabelecidos. molhada e cara. 3. envia-o para a manutenção. o valor indicado pelo sistema de medição. na calibração de um transmissor de temperatura a termopar. a calibração terminou (alguém diz que isto é uma aferição! Realmente é apenas uma verificação e não houve ajuste. reagentes e catalizadores. 2. Se necessário. pois ele não permite ser calibrado. está se fazendo a calibração do transmissor). simulase uma milivoltagem na entrada do transmissor. quando o transmissor pertencer ao sistema de qualidade. 8. Aplicar uma pressão conhecida na sua entrada.Confirmação Metrológica medição pode ser interpretada durante uma medição real. registro documentado e ter um período de validade. 10. por conveniência de tempo e custo. que é uma operação demorada. É recomendável que a pessoa que faz a manutenção seja diferente da que faz a calibração. 5. para assegurar que os instrumentos estejam indicando dentro dos valores seguros do processo. a calibração terminou. Paralelamente. Calibrar um indicador de pressão é quase a mesma coisa. o instrumento é encaminhado para a manutenção. uma equação conhecida como uma correlação entre a entrada e saída. Ajuste de transmissor (Rosemount) Às vezes. segurança. Comparar os valores lidos com os estabelecidos pelo procedimento. mas para o autor. A correlação pode então ser usada em medições posteriores para determinar o valor de entrada desconhecido baseado no valor da saída. Calibrar um transmissor eletrônico de pressão consiste em: 1. Um instrumento pode ser calibrado. Caso os valores estejam fora. indicada por um amperímetro padrão rastreado. pode-se simular o sinal de saída do sensor. custódia. ajustamse os potenciômetros de zero e de span. ecologia. Medir a saída de corrente. por questão de 1. Tipos de calibração Toda calibração deve incluir: padrão rastreado. operador treinado. acima. indicada por um padrão de pressão rastreado. 4. Tem-se o preconceito errado de considerar que apenas as calibrações relacionadas com ISO 9000 requerem estas exigências. Uma correlação tem a forma y = f(x) e é determinada aplicando relação física e técnicas de adequação de curva para a curva de calibração. a curva de calibração é a base para fixar a escala do display de saída em um sistema de medição. ajustado. para garantir que a compra e venda de produtos feita através de tubulações com medidores em linha estejam dentro dos limites contratuais.

o usuário possui poucos instrumentos 2. Calibração programada e emergencial Calibração programada é aquela feita para atender um cronograma já estabelecido. É também muito freqüente o laboratório reportar uma calibração de modo incompreensível. A norma ISO 9000 requer um programa de calibração dos instrumentos de medição. instrumentos comuns. a primeira vítima é o instrumento. padrões de trabalho e padrões de laboratório. Em um sentido amplo. É muito comum se enviar um instrumento para ser calibrado e ajustado e o laboratório fazer apenas a calibração. para satisfazer exigências legais e de normas técnicas. Nas calibrações estáticas. legal. faz-se uma calibração dinâmica além da calibração estática. justificando economicamente ter um laboratório para a calibração periódica destes instrumentos. 6. Quando variáveis dependentes do tempo são medidas. ISO 9000. isto é. Justifica-se enviar um instrumento para ser calibrado externamente quando 1. Geralmente. Uma calibração dinâmica determina a relação entre uma entrada de comportamento dinâmico conhecido e a saída do sistema de medição. quando a calibração requer padrões com precisão muito elevada e portanto de altíssimo custo 3. pelo fabricante do instrumento ou por laboratório nacional ou internacional que tenha padrões rastreados. quando há um problema com o produto final. preferivelmente por laboratório credenciado da Rede Brasileira de Calibração. é a de relacionar causa e efeito. 124 . Geralmente os períodos são estabelecidos em semanas. para comparação interlaboratorial 4. teste e inspeção. as variáveis dinâmicas são dependentes do tempo. A maioria dos instrumentos que vão para a calibração está dentro dos limites da calibração e não precisava de calibração. tanto em magnitude como em freqüência. que requerem um padrão disponível na própria planta. Calibração estática ou dinâmica O tipo mais comum de calibração é conhecido como calibração estática. Calibração seqüencial ou aleatória Uma calibração seqüencial aplica uma variação seguida no valor de entrada sobre a faixa desejada de entrada. O único modo de evitar estes inconvenientes é ter um contrato escrito claro e preciso. em todos os aspectos. quando a quantidade de instrumentos é grande. Calibração própria ou externa A calibração pode ser feita pelo próprio usuário. somente as magnitudes da entrada conhecida e a saída medida são importantes. falando explicitamente sobre esses parâmetros. um valor conhecido é entrada para o sistema sob calibração e a saída do sistema é registrada.Confirmação Metrológica 5. envolvendo os instrumentos de medição. A relação das magnitudes entrada-saída entre um sinal de entrada dinâmico e um sistema de medição depende da dependência do tempo do sinal de entrada. o método empregado. Neste procedimento. definindo o que o laboratório deve fazer. Justifica-se calibrar nas próprias oficinas do usuário: 1. dentro dos quais os instrumentos permanecem dentro de seu desempenho nominal. o responsável final pela calibração é o usuário. 2. sem informar o algoritmo de cálculo da incerteza de calibração. Os pontos medidos de uma curva típica de calibração estática descrevem a relação entrada-saída para um sistema de medição. A calibração também pode ser feita por externamente. Calibração de emergência é aquela feita para atender um chamado extraordinário do pessoal do processo que considera o instrumento descalibrado. Usualmente tais calibrações envolvem um sinal senoidal ou um degrau como o sinal de entrada conhecido. para atender suas exigências relacionadas com a incerteza. Isto é realizado aumentando o valor de entrada (crescente) ou diminuindo o valor de entrada (decrescente) sobre toda a faixa de entrada. para o pessoal de processo. Qualquer quer seja o local da calibração. por exigência legal. Uma das coisas difíceis da vida. em função da disponibilidade dos instrumentos e dos períodos ótimos. Quando a calibração é feita externamente. o usuário deve ter um contrato escrito bem claro. continuidade operacional e qualidade do produto final. de precisão industrial. principalmente dos instrumentos de níveis mais baixos. relatórios com preenchimento com números com algarismos significativos sem significado. O termo estático se refere ao procedimento da calibração em que os valores das variáveis envolvidos permanecem constantes durante uma medição. eles não variam com o tempo. Uma curva polinomial acomoda os dados que podem ser convenientemente usados para descrever esta relação.

mas usa constantes internas armazenadas durante a configuração e caracterização do transmissor. As correções feitas pelo programa interno elimina a necessidade de remover o instrumento para fazer ajustes físicos. Como vantagens da calibração aleatória estática temse: 1. No caso da calibração do transmissor de pressão.2. quebra dos efeitos da histerese 3. periodicamente deve ser feita a calibração convencional para verificar o status do sensor do instrumento. que fica facilmente automatizado. Fig. por analogia à calibração a seco. A calibração a seco é efetivamente uma calibração do transmissor eletrônico ou pneumático. Calibração molhada. diminuição dos erros de leitura 4. usa-se o padrão de pressão na entrada do transmissor. A calibração a seco geralmente se restringe ao elemento secundário e assume-se que o elemento primário seja descrito com precisão por relações empíricas desenvolvidas de medidores eletrônica ou hidraulicamente semelhantes. Conceito de calibração a seco (Fluke) 125 . Por exemplo. Calibração a seco e molhada A calibração seca ou a seco ou calibração de artefato (Fluke) é uma aferição que contorna o sensor do instrumento. porém. simulação mais parecida com a situação real da medição 7. tendência a minimizar o impacto da interferência 2.3.Confirmação Metrológica A calibração seqüencial é um diagnóstico efetivo para identificar e quantificar o erro de histerese em um sistema de medição. fornecimento de um diagnóstico para delinear as características de erros de linearidade. Calibração a seco de transmissor inteligente Por exemplo. zero. garantia que cada aplicação do valor de entrada seja independente da anterior 5. é a convencional. bypassando o seu elemento sensor. A calibração seca é feita por comparação usando relação e medição embutidas no próprio instrumento sendo calibrado. Nesta calibração. podem-se alternar duas ou três calibrações a seco com uma calibração convencional. estão incluídos todos os componentes do instrumento. Este processo de armazenar constantes baseando-se na comparação com padrões externos foi então adaptado para a calibração a seco. redução do erro sistemático da calibração 6. pois ele foi projetado para armazenar e usar fatores de correção em programa para compensar erros de ganho e de zero. a calibração a seco é tão válida e confiável como a convencional. Em programa de qualidade de ISO 9000. simplificando o processo de calibração. usando padrões externos para calibrar o instrumento. inclusive o elemento sensor Fig. span e repetitividade. a calibração a seco de um transmissor inteligente de pressão não requer um padrão externo de pressão. O instrumento microprocessado aumenta a sua capacidade de operação e simplifica o processo de calibração. 5. sem usar o padrão da variável medida pelo instrumento. 5. A calibração aleatória se aplica a seqüências selecionadas aleatoriamente de valores de uma entrada conhecida sobre a faixa de calibração pretendida. que é contornado nas calibrações a seco.

3. 3. tem-se a medição e não o cálculo da incerteza. erros associados ao instrumento calibrado. os instrumentos são retirados da malha e é feita a calibração de cada instrumento isolado. aparece uma incerteza no valor conhecido da entrada em que a calibração é baseada. os erros sistemáticos do padrão usado na calibração. A malha é considerada conforme e nenhum ajuste é feito. pois todos os efeitos da instalação estão considerados inerentemente.7. Os erros de calibração tendem a entrar através de várias fontes. 3. A principal desvantagem relacionada com a calibração de malha é a necessidade de se ter padrões que possam ser usados na área industrial.6. No Relatório de Calibração de cada instrumento já devem estar listados os valores limites aceitáveis. 75% e 100% da faixa. os erros associados ao operador. para ter sua integridade preservada. coerente com a recomendação metrológica de não imaginar quando puder calcular e não calcular quando puder medir. 4. pois não se tem o risco de descalibrar o instrumento na sua retirada. 2. 25%. a malha é considerada não conforme. Qualquer um destes efeitos será incorporado aos dados de calibração. Calibração da Malha Justificativa Sempre que possível deve ser feita a calibração da malha in situ (como regra) e em caso de não conformidade. Por exemplo. a calibração é mais exata. pode haver uma diferença entre o valor fornecido pelo padrão e o valor realmente sentido pelo sistema de medição.Confirmação Metrológica 1. para que sua presença não aumente o risco de explosão ou incêndio do local. mas simplesmente reduz estes erros a valores aceitáveis. erros associados ao método de calibração Tab. os padrões elétricos devem ter classificação elétrica compatível. Assim.1. Além disso. os erros associados ao ambiente. 6. 4. a calibração em si não elimina os erros sistemáticos. se faz a calibração por instrumento (como exceção). As malhas são calibradas em pontos definidos nos procedimentos específicos. Quando não for disponível padrão elétrico com classificação elétrica compatível com a área. gasta-se menos tempo pois uma malha típica possui três instrumentos. normalmente nos pontos de 0%. pode haver uma diferença entre o valor do padrão usado e o valor do padrão primário que ele representa. 2. As vantagens de se fazer a calibração da malha em vez do instrumento isolado incluem: 1. Fontes de Erro de Calibração j 1 2 3 4 5 6 Fonte de erro Padrões envolvidos na rastreabilidade Método da calibração Ambiente onde se realiza a calibração Operador que faz a calibração Instrumento que está sendo calibrado Quantidade física envolvida na calibração 2. Se a área for classificada. Assim. Realização da Calibração da Malha A calibração da malha inclui: 1. tais como: 1. 1 lista erros elementares relacionados com a calibração. Quando algum valor estiver fora dos limites. erros associados à variável medida. 5. Registro dos valores efetivamente lidos e ajustes feitos no Relatório de Calibração. se interna ou externa. 126 . quando os valores lidos estiverem dentro dos limites estabelecidos e anotados nos registros de calibração de cada malha 4. considerando-se a tolerância exigida pelo processo e a incerteza instalada calculada. Erros de calibração Teoricamente. deve-se garantir com meios positivos que não há presença de gases flamáveis no local e durante a calibração e para isso deve-se conseguir uma permissão especial (hot permission). a calibração é mais confiável. Os erros de calibração incluem aqueles erros elementares que entram no sistema de medição durante o ato da calibração. a operação deve ser informada através do formulário Relatório de Calibração. Os padrões devem ter classificação mecânica compatível com a área. Leitura e registro dos valores da variável. transporte e recolocação. o padrão típico do laboratório usado na calibração também é aproximado. Variação da variável medida ou geração de sinal equivalente ao gerado pelo sensor da variável no local próximo da medição. A Tab. 5. 50%. com valore crescentes e decrescentes. na sala de controle. 1.

Padrão rastreado Toda calibração requer um padrão para fornecer os valores verdadeiros convencionais envolvidos. Parâmetros da Calibração Além dos aspectos comerciais envolvidos e. conforme procedimentos específicos. 1. período de validade administrado Medições replicadas Toda calibração deve ter várias medições de cada ponto de calibração. Incerteza da calibração da malha No formulário Registro de Calibração deve ser informada a incerteza do processo de calibração. ipj é a incerteza dos padrões de calibração. às vezes. A decisão entre calibrar o sensor existente ou substituí-lo por um novo rastreado é uma decisão baseada na relação custo/benefício. registro documentado 7. que estabelecem o executante. Os padrões de referência devem possuir exatidão maior que a dos instrumentos ou padrões sob calibração. quando a calibração da malha indicar que ela está não conforme.Confirmação Metrológica na bancada da oficina de instrumentação. o NIST recomenda a relação mínima de 4:1. Tipicamente.8. O padrão fornece o valor confiável. fiduciário da variável calibrada. conforme procedimentos correspondentes. Também. fazendo-se apenas duas medições de cada ponto. no local da medição para se calibrar a malha e calibra-se o elemento sensor na bancada ou o substitui por um novo rastreado e certificado. A repetição das medições tem a finalidade de verificar linearidade. maior o custo dos padrões da escada metrológica) e técnicos (quanto maior o número. Os padrões de referência selecionados através das especificações do fabricante devem ser continuamente acompanhados e monitorados para comprovar a estabilidade e o ip = 2 ∑ ipj j =1 n onde ip é a incerteza do processo de calibração. padrões rastreados 3. todos estes números são sugestões e não são mandatórios. nos casos de termopares e resistores detectores de temperatura. que garanta sua confiabilidade. Os padrões de referência de ordem superior devem ser rastreados aos padrões credenciados ou nacionais ou derivados de constantes físicas. os instrumentos são retirados da malha e levados para calibração individual. deve-se fazer inspeção visual e física periódica e apenas substituí-la quando esta inspeção o indicar. Calibração do Instrumento Isolado As malhas que não puderem ser calibradas inteiramente como um único instrumento. menor a interferência da incerteza do padrão na incerteza do instrumento calibrado). 25. procedimento escrito 4. O risco aceitável associado com a medição varia com cada processo e em uma mesma planta. é comum se fazer apenas uma medição ascendente e outra descendente. Depois de calibrado o instrumento é armazenado na oficina ou substitui o existente. Por questão de economia de tempo. O resultado final desta escolha é um compromisso entre os valores de aceitação e de incerteza. Os pontos de calibração preferidos são: 0%. No caso de placas de orifício. Por exemplo. Quando o instrumento não pegar calibração. medições replicadas 2. com valores crescentes e decrescentes da variável calibrada. pessoal treinado 6. por causa da dificuldade de se simular a variável do processo no campo. ambiente conhecido 5. As normas e os laboratórios recomendam números limites entre as exatidões dos instrumentos calibrados e dos padrões. 75 e 100%. com j variando entre 1 e n. geralmente se simula o sinal de saída do sensor. 50. deve-se fazer a substituição em vez de calibração. Calibração do Elemento Sensor Embora o elemento sensor faça parte da malha de medição. podem se adotar relações de incertezas diferentes. Porém. esclarecem a disponibilidade da malha pela operação e a substituição do instrumento. dos aspectos legais. devem ter seus instrumentos componentes calibrados individualmente. ele é submetido à manutenção corretiva e depois calibrado e todos estas operações devem ser anotadas em sua Folha de Cadastro. Padrão rastreado significa que ele foi comparado com um outro padrão superior. O estabelecimento da relação se baseia em aspectos econômicos (quanto maior a relação. a calibração 127 . que é dada pela relação: para ser válida e confiável deve cuidas dos seguintes aspectos: 1. repetitividade e histerese do instrumento. o INMETRO recomenda a relação 3:1 e as normas militares falam de 10:1.

do tipo da indústria. 5. da idade dos instrumentos. 7. características de construção do instrumento. a área deve ser limpa. da calibração. que a tendência atual é fazer a calibração dos instrumentos na área industrial. A maioria dos instrumentos de processo não requer condições ambientais controladas. posição. formulários para a coleta e anotação dos dados. 2. Os instrumentos de trabalho devem ser calibrados periodicamente por padrões secundários ou de transferência. Os procedimentos devem ser usados pelo pessoal envolvido e responsáveis pela calibração. comparações e correções 8. Uso incorreto requer recalibração imediata. instrumentos com peças moveis requerem calibrações mais freqüentes.Confirmação Metrológica desempenho. Podem ser alterados em função de: 1. condições do ambiente. normas de referência e recomendações do fabricante 3. Estes procedimentos não são os manuais de calibração do fabricante. Os procedimentos devem garantir que: 1. Os instrumentos de transferência secundária devem ser calibrados com padrões primários ou de referência. envolvendo preparação. Os períodos de cada calibração dependem da qualidade do instrumento. ajustes. legislação vigente 3. tabelas e certificados. pontos de teste e ligações 5. 4. pressão. escolha dos padrões e dos acessórios e mudança do técnico calibrador. Os procedimentos devem incluir os aspectos técnicos destes manuais de operação. Maior agressividade do ambiente implica em menor período de calibração. blindagem a ruídos elétricos e acústicos 7. Eles devem ser elaborados com a participação ativa deste pessoal. de medição e de teste de oficina) requerem calibrações mais freqüentes que os do topo (mais precisos. menor tolerância do produto. vibração. das condições ambientais. 128 . instrumento mais frágil requer calibrações mais freqüentes. Medição envolvendo segurança. 8. porem devem ser mais abrangentes. por causa de eventuais fatores de correção para os padrões usados. do treinamento do pessoal envolvido. Procedimentos de Calibração Devem ser escritos procedimentos de calibração de instrumentos para eliminar fontes de erros devidas às diferenças de técnicas. Os procedimentos devem ser escritos numa linguagem simples. 6. Os períodos não são imutáveis e nem fixos. severidade e agressão ambiental. Intervalos de calibração Os instrumentos de medição industriais devem ser calibrados periodicamente por instrumentos de teste de trabalho. no mínimo. 9. calibração mais freqüente dos instrumentos envolvidos. umidade. fontes de alimentação. estabelecimento da próxima data de calibração. Isto é tão verdade. leituras. instruções. No Apêndice A há um procedimento típico para a calibração de malha de instrumento de processo. Quando requerido. passo a passo. estabelecimento das condições ambientais do local onde será feita a calibração: temperatura. precisão dos instrumentos em relação à tolerância do produto ou da medição. recomendações do fabricante. menor período de calibração. a mesma pessoa obtenha o mesmo resultado quando calibrando o mesmo instrumento em épocas e locais diferentes. freqüência de utilização (maior uso implica em períodos mais curtos). relatórios. sem vibração mecânica. da manutenção corretiva dos instrumentos. 2. As condições envolvidas na calibração não precisam ser controladas mas sempre devem ser conhecidas. objetivo do procedimento 2. padrões primários). 1. pessoas diferentes obtenham o mesmo resultado quando calibrando instrumentos iguais ao mesmo tempo. implica em menor intervalo de segurança. clara e acessível e o seu conteúdo deve ter. maior a conseqüência do erro. descrição do princípio de medição ou teoria do método empregado 6. através de calibrações sucessivas. criticidade e importância da medição efetuada. lista dos instrumentos de teste. lista dos padrões requeridos 4. posição na escada hierárquica de rastreabilidade: geralmente instrumentos mais próximos da base da pirâmide (menos precisos. sem interferências eletrostáticas e eletromagnéticas quando houver envolvimento de equipamentos elétricos e com a temperatura na faixa de 17 a 21 oC e umidade relativa entre 35 e 55%. Condições Ambientais As condições ambientais de calibração do instrumento devem ser as recomendadas pelos procedimentos e pelos fabricantes do instrumento e dos padrões envolvidos. medição envolvendo vidas humanas.

As seguintes informações devem ser facilmente disponíveis: 1.4. Substituir Registros documentados A documentação registrada garante e evidencia que os prazos de validade da calibração estão sendo seguidos e que a exatidão dos instrumentos está sendo mantida. encontrado fora das tolerâncias de calibração. Status do Instrumento A Avaria C Conforme F Fora Tab.2: Para a aplicação do critério.4. O critério mostrado a seguir se baseia no critério de Schumacher. procedimento da calibração 5. Designa instrumento encontrado conforme com sua tolerância durante a calibração. A cada calibração feita. Indica redução do ciclo de calibração ao seu intervalo mínimo admissível.2. Indica que o intervalo entre calibrações deve ser reduzido. 5.3 e Tab. deve ser consultada a Tab. 1. Classificação do Instrumento Ciclos Anteriores Condições no Recebimento CCC FCC ACC CF CA FC FF FA AC AF AA A P P P M M P M M P M M F D D D M M M M M D M M C E P E P P P P P P P P Designa problema que prejudica um ou mais parâmetros ou funções do instrumento. Não se altera o intervalo anteriormente estabelecido * Retirar Instrumento de Uso. 5. intervalo de calibração. Revisão dos intervalos de calibração Um sistema eficiente de calibração deve ter ferramentas que permitam a revisão dos intervalos de calibração. exatidão do instrumento 2. com critérios baseados em dados obtidos das calibrações anteriores e que seja um compromisso entre se ter menos trabalho de calibração e menos não conformidades por causa de instrumentos descalibrados.Confirmação Metrológica obrigação legal de calibração. Ações a serem tomadas E Estender D Diminuir M Máxima Redução) P Permanece 10 12 14 16 18 20 24 28 32 36 52 D 9 11 13 14 16 18 22 25 29 32 47 Indica que o intervalo entre calibrações deve ser estendido.3.5. 5. local de uso atual 3. relatório da última calibração 6. histórico de manutenções e reparos Todas as calibrações para serem válidas devem ser devidamente certificadas. conforme a Tab. com data de vencimento 4. 5. Tab.5. apesar de apresentar bom funcionamento. geralmente com períodos definidos por lei. Os 129 . Tab. Designa instrumento. Determinação do próximo ciclo Ciclo Atual Novo Ciclo (Valores Em Semanas) E P M 13 10 * 15 12 8 17 14 8 19 16 10 21 18 12 24 20 13 28 24 15 32 28 19 37 32 21 41 36 24 52 52 37 Com base na situação encontrada de conformidade nos ciclos anteriores.5. será tomada uma das ações da Tab. o instrumento é classificado em relação aos resultados obtidos.5.1: Tab.

teste e padrão da empresa. laboratório ou padrão rastreado 4. recebimento do instrumento calibrado 5. conhecer e credenciar os laboratórios externos para fins de intercâmbio laboratorial e mútua rastreabilidade. data de calibração 3. elaborar plano de calibração. desvios e fatores corretivos a serem aplicados. encaminhamento do instrumento para o usuário responsável 7. oficina. armários do chefe. Há laboratórios de usuários que são tecnicamente aceitáveis. preservação e operação dos instrumentos de teste e padrões. se necessário. adquirir os padrões necessários e justificados 4. baseando-se em fatores econômicos. implantar arquivo para documentação de todos os históricos 11. estabelecer os padrões e instrumentos mestres necessários para a empresa. manuseio e preservação dos instrumentos e padrões 12. com data da última calibração. nacional). voltagem e resistência elétrica. treinar o pessoal para as atividades de operação. 3. guarda. listar individualmente todos os instrumentos de medição. 5. 2. Elaborar procedimentos para calibrações internas. pesquisar. nome da pessoa responsável pela calibração. laboratórios. elaborar cronogramas de tais calibrações. através de certificado.Confirmação Metrológica certificados devem ser arquivados e devem conter. quando as condições da calibração forem diferentes das condições padrão 7. mesmo não tendo o credenciamento legal do INMETRO 7. 6. como temperatura. atualização das datas e dos documentos 6. retirada do instrumento de operação 3. aviso de vencimento de prazo de validade ao responsável do instrumento 2. para envio e recebimento de instrumentos para laboratórios externos 10. colocação de etiquetas nos instrumentos. garantia que o padrão superior estava confiável e rastreado. Sistema de Calibração A implantação adequada de um sistema de calibração de instrumentos requer as seguintes providências: 1. prover local adequado para armazenamento. pressão. condições físicas nas quais foi feita a calibração 5. definir a escada de rastreabilidade. 1. 130 . descrição do padrão referido: exatidão. O responsável do arquivo deve providenciar: 1. Deve haver um responsável pela organização e atualização do arquivo. técnicos. quando feito em laboratório externo (credenciado. vazão. segurança. implantar laboratórios de calibração das variáveis. descrição do procedimento e pessoal envolvido 8. data da próxima calibração e identificação do instrumento. acompanhando as datas de vencimento 9. tipo 6. calibração. separando os instrumentos que podem ser calibrados internamente e os que devem ser enviados para laboratórios externos 8. número de série do instrumento correspondente 2. incluindo os do processo. encaminhamento do instrumento para a calibração interna ou externa 4. no mínimo. armazenamento. produção e qualidade do produto.

span e outros aplicáveis conforme MF Aplicar sinais de entrada Ler sinais de saída Comparar com limites do Relatório de Calibração SIM DENTRO NÃ O Fazer manutenção corretiva conforme procedimento Etiquetar instrumento como não adequado ao uso Anotar valores finais no Relatório de Calibração MANUTENÇÃO Desfazer ligações com padrões Arquivar Relatório de Calibração Desfazer ligações FIM Etiquetar instrumento calibrado Proteger e lacrar pontos de ajuste Fig. 5.Diagrama de blocos da calibração de instrumento isolado Fazer relatório de Não Conformidade e distribui-lo para ações corretivas FIM 131 .Confirmação Metrológica Fazer ligações com padrões conforme Procedimento ou MF Aplicar sinais de entrada Ler sinais de saída CALIBRAÇÃO Comparar com valores limites do Relatório DENTRO SIM Desfazer ligações com padrões Etiquetar instrumento calibrado Proteger e lacrar pontos de ajuste Arquivar Relatório de Calibração FIM AJUSTE NÃ O Fazer ajustes de zero..4.

.Confirmação Metrológica Fazer ligações com padrões conforme Procedimento ou MF Aplicar sinais na entrada da malha Ler sinais da variável no display da sala de controle CALIBRAÇÃO DA MALHA Anotar valores lidos na Ficha Calibração Comparar com limites estabelecidos SIM DENTRO NÃO CALIBRAÇÃO E AJUSTE DOS INSTRUMENTOS Desfazer a malha e calibrar cada instrumento individualmente Desfazer ligações com padrões Etiquetar malha calibrada Arquivar Ficha de Calibração Calcular incerteza da malha combinada com a do sensor FIM Comparar com tolerância do processo MENOR NÃO SIM Malha não conforme para calibração mas conforme para o processo Malha não conforme para processo. Fazer relatório de não conformidade FIM Fig.Diagrama de blocos da calibração de malha completa FIM 132 . 5.5.

3. estabelecimento de padrões de medição. trocando peças e componentes. em um laboratório ou oficina. estabilidade temporal e espacial com mínima sensibilidade às fontes externas do ambiente. o padrão primário atribui um único valor a uma unidade por definição. 133 . ele é comparado com algum padrão cujo valor é presumivelmente conhecido.1. as unidades são definidos por acordo internacional através do uso de padrões primários. Quando o desempenho estiver fora dos limites predeterminados. Periodicamente. disponibilidade global 2. Componentes para a indústria de entretenimento. Depois de consensado. Calibração do instrumento. Para evitar confusão.Confirmação Metrológica Calibração e manutenção O objetivo da calibração é o de eliminar os erros sistemáticos que aparecem ou aumentam com o passar do tempo. onde e quando se verifica se o desempenho do instrumento está dentro do esperado. fornecendo os meios para descrever a unidade com um único número que pode entendido por todos e em todo lugar. Esta manutenção é chamada de corretiva. ferramentas adequadas. Neste caso o instrumento requer manutenção. O valor esperado das várias medições replicadas de um mesmo valor da variável medida tende a se afastar do valor verdadeiro convencional e por isso o instrumento deve ser calibrado. Na data marcada. As principais características procuradas em um padrão são: 1. Se um metro é o comprimento do braço do rei ou a distância que a luz percorre em uma fração de segundo depende somente de como alguém quis definí-lo. Tipicamente se faz manutenção preventiva em instrumento com peças móveis que se desgastam de modo previsível e estimado. ele deve definir a unidade exatamente. o padrão primário forma a definição exata da unidade até que ela seja mudada por algum outro acordo posterior. 3. instrumentos que tenham peças que se desgastam de modo previsível. ajustado. Quando os ajustes no instrumento forem incapazes de levar o instrumento para o seu desempenho nominal. confiabilidade continuada 3. A manutenção deve ser criteriosa e devem ser tomados cuidados para que o desempenho do instrumento não se degrade. A manutenção preventiva só deve ser feita em instrumentos que tenham causa constante. respectivamente. 2. é necessário fazer manutenção. em um país e no mundo. não operante ou com desempenho deteriorado. usando-se peças originais. uma solução com propriedade química bem conhecida ou uma técnica conhecida e bem aceita para produzir um valor confiável. que tenha vantagens sobre a definição anterior. periodicamente. massa. comprimento e tempo descrevem dimensões básicas. Durante a calibração do instrumento podese verificar a necessidade de fazer manutenção no instrumento. de modo programado. ele deve ser calibrado e se necessário. A manutenção pode ser feita de periodicamente. metro e segundo. Padrões físicos e de receita A medição requer a definição de unidades. Nem sempre é possível se programar a data para a manutenção preventiva para qualquer tipo de instrumento. Este padrão pode ser outro instrumento. levando o instrumento para o seu desempenho nominal. Um padrão primário define o valor de uma unidade. com as quais associamos as unidades de kilograma. Como tal. Um padrão é a base de todas as medições. Uma unidade define uma medida de uma dimensão. por que o valor atribuído a uma é arbitrário. Por exemplo. mais fáceis de serem encontrados porém são menos confiáveis e com menor vida útil. um objeto tendo um atributo físico bem conhecido a ser usado como comparação. faz-se a manutenção do instrumento. em uma indústria. fazem-se os ajustes. O valor fundamental associado com qualquer dimensão é dada por uma unidade. A manutenção deve ser feita quando o instrumento estiver visivelmente danificado. Tipicamente temse: 1. o INMETRO também calibra seus próprios padrões de transferência. Padrões primários são necessários. os padrões primários (referência) e secundários (transferência) são mantidos no INMETRO. Também com o passar do tempo o instrumento tende a piorar o seu desempenho e apresentar uma incerteza além dos limites estabelecidos para a incerteza nominal. Uma dimensão (em um sentido mais amplo) define uma variável física que é usada para descrever algum aspecto de um sistema físico. Padrões Quando um sistema de medição é calibrado. No Brasil. Depois da manutenção corretiva ou preventiva do instrumento. componentes de qualidade industrial. Assim. ou seja. são mais baratos.

estão os padrões primários mantidos pelos laboratórios nacionais através do mundo. como uma quantidade de metal ou um comprimento de uma barra de metal. Brasil. tendo sido domínio dos astrônomos por milhares de anos. a exatidão pode somente ser estimada. pressão e umidade especificas e ser rastreado periodicamente. ex. procedimentos e métodos específicos. a exatidão da calibração depende. O padrão primário é usado como referência para o padrão secundário. Exemplo de padrão físico é kilograma físico.000 030 kg. França e uma réplica dele está guardada no INMETRO. todas as outras unidades são fixadas por meio de definições de receitas.Confirmação Metrológica formação de escalas e comparação de quantidades medidas com as escalas. passa-se do padrão primário (referência). manômetro Fig. Obviamente. no vácuo. sempre com um grau de precisão menor ou com maior incerteza.. bomba peso morto 3. da exatidão do padrão usado. existe uma hierarquia de padrões secundários Padrão trabalho P. permitindo que a incerteza do instrumento seja certificada. deve haver um valor de incerteza razoável no uso de padrões que são réplicas dos padrões primários. ex. O padrão de receita substitui o padrão físico por causa da maior facilidade de reprodução e de disponibilidade. Em 1960. o padrão primário real pode ser impraticável como padrão para usar em uma calibração normal. que consiste em um cilindro de platina-irídio. em Xerém. No Brasil.73 vezes o comprimento de onda da luz laranjavermelha de uma lâmpada de Kr86. o INMETRO mantém os padrões primários e secundários e os procedimentos padrão recomendados para a calibração dos sistemas de medição. E chegando na França. balança pressão Inmetro Padrão secundário P. na França. Padrão de receita pode ser reproduzido em qualquer laboratório do mundo. o metro foi redefinido em função do trajeto percorrido por uma onda eletromagnética plana. O padrão secundário é uma aproximação razoável do primário e pode ser mais facilmente acessível para calibrações. para o secundário (transferência). para o local e para o padrão de trabalho. ex. Foram estabelecidos os conceitos de padrão material e de receita. Rastreabilidade dos padrões Rastreabilidade (traceability) é o princípio em que a incerteza de um padrão é medida contra um padrão superior. RJ. ex. consistindo de uma barra de Pt-Ir guardada em Sèvres. padrão de massa no SI. Mas.. Assim. Este padrão está preservado e guardo em Sèvres. O padrão material é físico e deve ser armazenado em condições de temperatura. de 134 . a única unidade definida como padrão material é o kilograma. Cada nível de hierarquia é derivado por calibração contra o padrão do nível anterior mais alto. Quando se move para baixo da pirâmide. Não é razoável viajar para Sèvres. por razões práticas. como sendo equivalente a 1 650 763. para calibrar uma balança analítica de laboratório que necessita de um peso padrão. baseando-se em fenômenos físicos. a unidade de comprimento foi redefinida em termos de padrão de receita óptico. Atualmente. que é usado como transferência. Rastreabilidade O valor conhecido da entrada para um sistema de medição durante uma calibração é o padrão na qual a calibração se baseia. Como a calibração determina a relação entre o valor de entrada e o de saída. durante 1/299 792 458 de segundo. Isto é conseguido por uma auditoria para cima. E a confiança desta estimativa depende da qualidade do padrão e da técnica de calibração usada. No topo da pirâmide de hierarquia. Porém. em parte. Mas o padrão de trabalho usado contem algum erro e como a exatidão é determinada? No máximo. manômetro master Aumento da precisão Instrumento calibrado P. Em 1983. que tentam duplicar os padrões primários. o acesso ao kilograma padrão nem seria permitido. com 39 mm de altura e de diâmetro e que recentemente engordou. eles servem como referência por causa da exatidão. O tempo foi a última unidade a ser substituída. Antes de 1960 a unidade de comprimento era um padrão físico. Padrão físico ou material é baseado em uma entidade física.. O padrão fornece a ordem de comparação e a base de toda calibração. Padrão primário P. passando para 1.1. 5.6.. logo abaixo do padrão primário.

Quanto menor o fator (4). referidas a padrões de oficina. é fundamental que as quantidades físicas envolvidas tenham os seus padrões definidos e disponíveis. Pode-se até fazer a calibração com um instrumento com mesma classe de precisão (cross checking). A principal função de um padrão primário é a calibração e verificação dos padrões secundários. o equipamento é empregado como um padrão secundário. de trabalho e de oficina Padrão Internacional e nacional Os padrões internacionais são os dispositivos projetados e construídos para as especificações de um fórum internacional. Os padrões internacionais são primários.Confirmação Metrológica padrões mais baixos para padrões superiores. Padrão primário ou de referência Os padrões primários são dispositivos mantidos pelas organizações e laboratórios nacionais. 1. Eles representam as quantidades fundamentais e derivadas e são calibrados de modo independente. precisão. o problema seja realizar este padrão. RJ. primário e secundário 3. internacional e nacional 2. Os certificados mostram a data de calibração. Há um padrão primário para cada unidade. O laboratório de Vazão do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (São Paulo. de modo que massas semelhantes possam ser comparadas com o protótipo com precisão de 10-8. em diferentes partes do mundo. Há vários tipos diferentes de padrões de medição. os primários não são disponíveis para o usuário final. quando necessário. após transporte para verificação de violações ou antes da data do vencimento de calibração. Eles estão guardados em Sèvres e não são disponíveis para o usuário comum e suas necessidades diárias de calibração. Todos os padrões primários precisam ter certificados. Após a calibração primária. França. onde o padrão inferior que é calibrado contra um padrão superior é certificado e sua incerteza é garantida. Periodicamente. ou seja. ES) está credenciado pelo INMETRO para referência de temperatura. corrente e resistência elétrica. o laboratório industrial da Yokogawa (São Paulo. Eles representam as unidades de medição de várias quantidades físicas na maior precisão possível que é obtida pelo uso de técnicas avançadas de produção e medição. tem-se uma calibração primária. Na prática. há um bloco cilíndrico de Pt-Ir guardado em Sèvres. Para isso. O Apêndice D mostra os laboratórios da Rede Brasileira credenciados até JAN 96. Os padrões primários são os mais precisos existentes. não sendo acessível como objeto de calibração industrial e é necessário padrões práticos para as quantidades derivadas. maior o custo do padrão. No caso da massa. apenas para verificar a manutenção da exatidão. Todo sistema válido de padrões deve se conformar com este princípio da rastreabilidade. Os instrumentos de medição das variáveis do processo requerem calibrações periódicas. Os laboratórios da Rede servem de referência para calibrações secundárias. de 4 a 10. Estes padrões primários não saem do INMETRO. que podem ser estabelecidas localmente. O padrão primário é certificado por padrões com maior hierarquia. O laboratório industrial da Companhia Siderúrgica de Tubarão (Vitória. Por exemplo. Geralmente é aplicada no recebimento de instrumentos. por exemplo. referência e transferência 4. os padrões de oficina também devem ser calibrados e rastreados com outros padrões interlaboratoriais e padrões de referência nacional. Os padrões internacionais são definidos de modo que possam ser reproduzidos em um grau aceitável de exatidão e quando definidos. classificados conforme a função e o tipo de aplicação. Como os padrões internacionais. A exatidão do nível superior deve ser maior que a do nível inferior de um fator variando. condições ambientes onde a precisão é válida e um atestado explicando a rastreabilidade com o Laboratório nacional. No Brasil. os equipamentos e procedimentos envolvidos requerem laboratórios altamente especializados. SP) é credenciado pelo INMETRO para calibrar voltagem. Quanto maior o fator (10). As outras quantidades são definidas por padrões primários reprodutíveis. Eles servem para calibrar os secundários. O resistor e a célula padrão. no Rio de Janeiro. Quando o sistema é calibrado contra um padrão primário. dentro de determinadas faixas. SP) está credenciado pelo INMETRO para rastreabilidade de medidores de vazão de líquido. 135 . O padrão primário é também chamado de padrão de referência. O INMETRO. o INMETRO credencia os laboratórios que forma a Rede Brasileira de Calibração. Ele é fixo e reprodutível. A principal função dos padrões primários é a de calibrar e certificar periodicamente os padrões secundários. é responsável legal pela manutenção dos padrões primários no Brasil. a exatidão do padrão influi e interfere na exatidão do instrumento calibrado. através de medições absolutas. Padrão nacional é o de mais alto nível dentro de um país.

018 636 V @ 20 oC. ele grampeia um determinado valor de vazão que passa por ele. Cada laboratório industrial é responsável exclusivo de seus padrões secundários. Há ainda um outro significado para padrão primário. A placa de orifício é considerada um padrão primário de vazão. bocal sônico. Os padrões de oficina devem ser mantidos em condições especificas de temperatura e umidade. Eles não são usados para o trabalho diário de medições. que é usado para fazer as medições rotineiras do trabalho. 136 . diodo zener e resistência de precisão. Esta propriedade pode ser usada para calibrar outros instrumentos ou padrões de menor precisão. o diodo zener é um padrão primário de tensão elétrica. numa determinada situação passa por ele uma vazão conhecida e constante. Instrumento padrão de oficina (HP) Padrão de Oficina Os padrões de oficina são dispositivos de alta precisão e comercialmente disponíveis. eles são chamados também de padrões primários. Os padrões secundários são usados como um meio para transferir o valor básico dos padrões primários para níveis hierárquicos mais baixos e são calibrados por padrões primários. por construção e sob determinada corrente. 5. Existem instrumentos e dispositivos que. de modo que. mas somente um padrão de pressão diferencial. mas com a sua fabricação.7. Uma célula Weston é um padrão primário de tensão elétrica. Cada laboratório industrial deve periodicamente enviar seus padrões secundários para os laboratórios nacionais para serem calibrados contra os primários. de modo que ela mede a vazão teórica dentro de determinado limite de incerteza e desde que sejam satisfeitas todas as condições do projeto. O voltímetro padrão serve para calibrar um voltímetro de menor precisão. Padrão secundário ou de transferência Os padrões secundários são também instrumentos de alta precisão mas de menor precisão que a dos padrões primários e podem tolerar uma manipulação normal.Confirmação Metrológica comercialmente disponíveis são exemplos de calibração primária. com relacionado com o seu grau de precisão ou posição na pirâmide de rastreabilidade. por construção. Por exemplo. A calibração de um sistema de medição com placa de orifício não requer um padrão de vazão. pois ela é dimensionada e construída segundo leis físicas aceitas e confirmadas experimentalmente. Um bocal sônico é também um padrão primário de vazão. pois. diferente do extremo cuidado necessário para os padrões primários. célula Weston. são considerados padrões primários a placa de orifício. Após a calibração. os padrões secundários retornam ao laboratório industrial com um certificado de precisão em termos do padrão primário. mas servem como referência de calibração para os instrumentos de uso geral e diário. Ele é dimensionado e construído segundo uma geometria definida e valores de pressão a montante e jusante teóricos. A calibração secundária é a mais usada na instrumentação. que é o sinal gerado pela placa e relacionado com a vazão medida. Ele é o padrão disponível e usado pelos laboratórios de medição e calibração na indústria. ela fornece uma tensão constante e igual a 1. Fig. usados como padrões dos laboratórios industriais. que pode ser usada para calibrar outros medidores de vazão. Mesmo que estes padrões não tenham a menor incerteza da pirâmide metrológica de sua quantidade física. Usa-se um dispositivo de calibração secundária para a calibração de um equipamento de pior precisão. Sob este enfoque. Por construção e teoria. o diodo zener mantém constante uma tensão nominal através de seus terminais e esta tensão conhecida e constante pode ser usada para calibrar outros medidores de tensão. Analogamente ao bocal sônico. Por construção e por causa do efeito Zener e em determinada condição de polarização e temperatura. possuem uma propriedade conhecida e constante dentro de determinado limite de incerteza. A calibração com os padrões de oficina é chamada de calibração secundária. O padrão secundário é o padrão de transferência. a célula padrão pode ser usada para calibrar um voltímetro ou amperímetro usado como padrão de trabalho.

medidores de vazão. Normas e Especificações 4. Uma norma técnica é uma regra para uma atividade especifica. materiais. Deve-se tomar cuidados especiais com o uso dos instrumentos padrão elétricos portáteis em local industrial. solução padrão de pH para calibrar e ajustar indicadores e transmissores de análise de pH. o órgão credenciado para gerar normas é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). uma norma é um documento que estabelece as limitações técnicas e aplicações para itens. águas de chuva e sedimentos de rio e efluentes. Existem normas de conduta para uma sociedade política e normas técnicas para uma sociedade tecnológica. pelo próprio usuário ou podem ser comprados de laboratórios nacionais ou internacionais. polímeros. Eles são usados para o trabalho diário de medições. A norma fornece limites na faixa de materiais e propõe métodos aceitáveis. 2.1. vidros. Geralmente os materiais de referência certificada tem prazos de validade e requerem o controle da idade (age control). para não danificar o instrumento e principalmente. 5. é comum se ter os Materiais de Referência Certificada ou Materiais de Referência Padrão que contém 137 . misturas de gases. Geralmente são portáteis e de uso coletivo e por isso sua precisão se degrada rapidamente e requerem calibrações freqüentes. formulada e aplicada para o beneficio e com a cooperação de todos os envolvidos. Os materiais de referência certificadas podem ser preparados por síntese. Norma Norma é algo estabelecido pela autoridade. métodos ou procedimentos de fabricação. 5. credenciados ou com padrões rastreados. Instrumento de medição (Foxboro) Padrão de trabalho Os padrões de trabalho são dispositivos de menor precisão e comercialmente disponíveis.8. 4. nãogovernamental. No Brasil. chapas de aço com revestimento definido para calibrar e ajustar indicadores de espessura a raios-X. Geralmente. observando e cumprindo as exigências de classificação mecânica. Fig. termômetros. métodos. misturas de hidrocarbonetos. sem fins lucrativos. usuário ou consenso geral como um modelo ou exemplo a ser seguido. credenciado pelo INMETRO. Fig. os fabricantes de instrumento desenvolveram padrões de trabalho robustos e precisos para calibração dos instrumentos da área industrial. elétrica e de temperatura. A norma é um documento que indica materiais. que é uma empresa.Confirmação Metrológica uma propriedade com nível de incerteza conhecida. 4. usados como padrões para calibrar os instrumento de medição do processo e dos laboratórios industriais. minerais. com a tendência de se calibrar a malha de processo in situ. operação. há normas para manômetros. não explodir a área. processos. pós.9. Atualmente. manutenção ou testes de uma certa classe de equipamentos ou instrumentos. São exemplos: 1. Instrumentos padrão de trabalho (HP) Materiais de Referência Certificada Em laboratório químico e físico. gases de pureza definida para calibrar cromatógrafos 3. vasos e tabulações de alta pressão. Por exemplo. de modo que um produto ou procedimento possa satisfazer o objetivo para o qual ele foi projetado. rochas. projetos e práticas de engenharia.

Às vezes. produção. resposta e confiabilidade do produto sendo aplicado. As especificações e normas formam a base do sistema industrial. As normas de valor são as de mais alto nível. Tipos de Normas A ABNT edita seis tipos diferentes de normas: 1. 6. normas ou elas podem ser derivadas e resultados de uma norma. A especificação pode ter a mesma função da norma e algumas especificações são. As especificações usualmente são mais detalhadas e menos genéricas para uma aplicação particular do que as normas. norma da indústria desenvolvida tipicamente por uma sociedade ou associação profissional. o governo adota normas preparadas pela iniciativa privada mas outras vezes elas podem ser escritas por um pequeno grupo. Relação Comprador-Vendedor As normas e especificações possuem as funções comercial e legal de 1. 3. Hierarquia Pode-se identificar uma hierarquia de normas usadas pela sociedade. 2. que são produzidas pela indústria. usado internamente para projeto. estabilidade. configuração e condições do processo que podem afetar o desempenho. 138 . compra ou controle de qualidade. explicações de símbolos. governo e consumidores. O usuário quer um bom produto e não uma excelente especificação mas nenhum produto comercialmente disponível. método de teste descreve os procedimentos para determinar uma propriedade de um material ou desempenho de um produto. usuários. 2. O consenso para estas normas é entre os membros da organização. Estas normas tratam da regulação de radioativadade e da necessidade de água e ar limpo. 2. Para tanto: 1. 3. 4. As normas regulatórias são derivadas das normas de valor básicas. é o nível mais baixo. abreviações e acrósticos. em termos de seu impacto na sociedade. funções e desempenho do produto. 3. tornando possível a padronização básica para o sistema de fabricação em massa industrial. publicas e privadas em uso nos Estados Unidos. prática é o procedimento ou instrução para auxiliar a especificação ou método de teste. guia oferece uma série de opções ou instruções mas não recomenda um modo de ação especifico. 4. Abrangência das Normas A norma pode ter quatro níveis em função do grau de consenso necessário para seu desenvolvimento e uso. universidades. de modo que o preço do produto seja acessível e o seu desempenho seja bom.5. O usuário deve estabelecer: faixa de medição. classificação define os arranjos sistemáticos ou divisões de materiais ou produtos em grupos baseados em características similares.Confirmação Metrológica 4.2. norma de consenso total é o tipo de norma desenvolvido por todos os setores representativos. especificação é uma declaração concisa das exigências a serem satisfeitas por um produto. Há três tipos de normas regulatórias: 1. normas regulatórias consensuais produzidas pelos membros das associações de normas e governo. norma governamental reflete muitos graus de consensos. incluindo fabricantes. Especificações A função de uma especificação é a descrição de um produto em termos da aplicação que o usuário pretende fazer dele. terminologia fornece as definições e descrições dos termos. O consenso é entre os empregados da companhia. códigos e regulações da indústria. norma de companhia. 4. 1. o usuário deve saber o que quer e ter clara a função do produto a ser aplicado. 3. 4. 2. estabelecer níveis de aceitação do produto entre fabricante e comprador 2. As especificações são essenciais a toda operação de compra-venda. exatidão. que meios serão empregados prelo fabricante para se garantir que o produtor está dentro destes limites e que meios o usuário 4. fornecer os níveis de qualidade. 5. A norma deve ter o bom senso de estabelecer limites tolerados razoáveis.3. material ou processo. o usuário deve conhecer as normas técnicas e legais e determinar como elas devem ser usadas para se obter o desempenho projetado do produto. 4. o usuário e o fornecedor devem concordar no documento de compra em que partes da especificação aplicam-se os limites concordados. normas regulatórias mandatórias que são produtos exclusivos dos governos. Há cerca de 85 000 normas governamentais. de fato.4.6.

Confirmação Metrológica deve empregar para verificar se o produto entregue. Quando se fala de exatidão. materiais de referência certificada. padrões físicos. o INMETRO criou a Rede Brasileira de Calibração. O uso inteligente de normas e especificações garante produtos melhores e medidores mais exatos e confiáveis nas aplicações do usuário. credenciando laboratórios para emitir certificados de calibração de grandezas físicas especificas. 4.8.Conselho Nacional de Metrologia.7. O SINMETRO estabelece o Sistema Nacional de Medição (SNM) e é composto de: 1. de fato. legal e ética para todas as medições. o INMETRO tem o nível mais alto com os padrões nacionais. Normalização e Qualidade Industrial NIST . National Bureau of Standards) Bureau International de Poids et Mesures National Physical Laboratory Physikalisch-Technische Bundesanstalt (PTB) Instituto de Metrologia Gustavo Colonnetti EUA França UK Alemanha Itália Apostilas\Metrologia 5Calibração. O INMETRO estabelece a base técnica. Organizações de Normas Qualquer medição é feita com relação a outra medição.Instituto Nacional de Metrologia. O INMETRO é também o depositário destes parâmetros. INMETRO . Nesta rede.DOC 24 SET 98 (Substitui 02 ABR 98) 139 . 4. Normalização e Qualidade Industrial. 5. O processo de medição envolve amostras. satisfaz as especificações e as normas envolvidas. Para realizar esta tarefa extensa. normas e procedimentos. Os padrões nacionais para todas as medições no Brasil estão guardados no INMETRO. INMETRO O Sistema Nacional de Metrologia. Tab. 2. Normalização e Qualidade Industrial (SINMETRO) foi criado pela lei 5966 de 11 DEZ 73.4. Normalização e Qualidade Industrial. Laboratórios Nacionais de Metrologia País Brasil Laboratório INMETRO . com a finalidade de formular e executar a política de Metrologia. implica em uma medição comparada com algum padrão aceitável para esta medição.Instituto Nacional de Metrologia. CONMETRO . Normalização e Certificação de Qualidade dos produtos brasileiros.National Institute of Standards and Technology (exNBS. garantia da qualidade metrológica.

5.Confirmação Metrológica B.M IMGC Itália NRLM Japão INMETRO Brasil NIST EUA PTB Alemanha Rede Brasileira de Calibração Laboratório do IPT Laboratório de Furnas Laboratório CST Laboratório USP Observatório Nacional Temperatura Eletricidade Pressão Massa Vazão Outros Padrão Referência Padrão Transferência Padrão Trabalho Instrumento do Usuário Fig. Cadeia ou pirâmide da rastreabilidade de padrões 140 .P.9.I.

Os termos estão também consistentes com a Portaria 29. Bureau Internacional de Poids et Mesures (BIPM). International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC). International Organization of Legal Metrology (OIML). Nas definições seguintes. de 10 de março de 1995. International Union of Pure and Appplied Physics (IUPAP) e 7. . publicado pela ISO. Os termos em negrito em alguns notas são termos metrológicos adicionais definidos nestas notas. 141 . 3.A. International Electrotechnical Comission (IEC). 2. do Instituo Nacional de Metrologia. Organization International of Standardization (ISO). Vocabulário de Metrologia As definições dos termos metrológicos gerais relevantes para este trabalho são dadas a partir do International vocabulary of basic and general terms in metrology (abreviado VIM). explicita ou implicitamente. Normalização e Qualidade Industrial INMETRO. 2a ed. International Federation of Clinical Chemistry (IFCC). O VIM deve ser a primeira fonte consultada para as definições dos termos não incluídos aqui. 5. 4. 6. elaborado por especialistas e em nome das sete organizações que suportam seu desenvolvimento: 1. o uso de parênteses em torno de certas palavras de alguns termos significa que as palavras podem ser omitidas se isto não causar confusão.

Os nomes e símbolos para as grandezas são dados pelo SI (Sistema Internacional de Unidades) CO2 = 0.1. temperatura.009 35 1.6. Grandeza medida (Mensurando) O primeiro passo na medição é especificar a grandeza a ser medida ou o mensurando. 2. para a extensão que lhe deixa espaço para interpretação. 2. aceleração é uma grandeza derivada da velocidade dividida por tempo ou do comprimento dividido pelo tempo ao quadrado 5. Assim. concentração e grandeza de substância. Exemplo . Exemplos: 1.15 K e pressão p = 101 325 Pa. algumas com nomes e unidades próprias. Grandeza.2. temperatura 5. quando pode ser considerada também de base. intensidade luminosa 1. resistência elétrica. dimensão de uma Expressão que representa uma grandeza de um sistema de grandezas. calor. corpo ou substância que pode ser distinguido qualitativamente e determinado quantitativamente. circunferência. comprimento 2. Grandeza de base No Sistema Internacional de Unidades (SI). é chamada de suplementar. ângulo sólido 1. massa 3. Por questão histórica. área é uma grandeza derivada do quadrado do comprimento. Grandezas de mesma espécie são expressas com a mesma unidade SI. tempo. massa. um mensurando não pode ser completamente descrito sem uma grandeza infinita de informação. Exemplos de grandezas derivadas: 1. Grandeza derivada Grandeza definida. 1. em princípio. volume é uma grandeza derivada do cubo do comprimento 3. Grandeza (mensurável) Grandeza ou grandeza é o atributo de um fenômeno.4.7808 O2 = 0. trabalho. é a grandeza aceita como independente de uma outra grandeza. tempo 4. Grandezas e Unidades 1.000 35 à temperatura T = 273. A definição de um mensurando especifica certas condições físicas. força é uma grandeza derivada da massa multiplicada pelo comprimento e dividida pelo quadrado do tempo. por convenção e função. grandezas particulares: comprimento de uma dada barra. em um sistema de grandezas.3.5. Exemplos: 142 . ângulo plano 2. espessura. por convenção e função. resistência elétrica de um dado fio de cobre concentração de etanol em uma dada amostra de vinho. Porém. a definição incompleta do mensurando introduz na incerteza do resultado de uma medição uma componente de incerteza que pode ou não pode ser significativa com relação à exatidão requerida da medição. O termo grandeza pode se referir a uma grandeza no sentido geral (ver exemplo 1) ou a uma grandeza particular [ver exemplo 2). A grandeza derivada é geralmente obtida pela multiplicação e divisão de grandezas de base e outras derivadas. As duas grandezas suplementares são: 1. Por exemplo: 1. energia 2. como função de grandezas de base deste sistema. 1. como produto das potências (positivas ou negativas) dos fatores que representam as grandezas de base deste sistema. velocidade é uma grandeza derivada do comprimento dividido por tempo 4. Grandeza suplementar No SI. O mensurando não pode ser especificado por um valor mas somente por uma descrição de uma grandeza. grandeza no sentido geral: comprimento. As grandezas que podem ser colocadas em ordem de valor relativo a uma outra são chamadas de grandezas de mesma espécie. há sete grandezas de base: 1.1095 Ar = 0. raio de círculo e comprimento de onda.A velocidade do som no ar seco de composição (fração molar): N2 = 0. Grandezas da mesma espécie podem ser agrupadas juntas em categorias de grandezas. corrente elétrica 6. quantidade de substância 7.Vocabulário de Metrologia 1. Há uma infinidade de grandezas derivadas. é a grandeza aceita como independente de uma outra grandeza. Atualmente.

O artigo indefinido um. (símbolo de Sistema Internacional de Unidades). universal.9. símbolo de corrente elétrica é A. símbolo de kilograma é kg. usam-se submúltiplos.8. Por exemplo. Dimensão de velocidade: LT-1 4. Quando os números associados do valor da grande forem muito grandes. 1. 3. é usado em conjunto com valor verdadeiro. grandeza adimensional não tem dimensão. Este é um valor que seria obtida por uma medição perfeita 2. Hoje. Na prática. Notas: 1. Unidades de grandezas de mesma dimensão podem ter os mesmos nomes e símbolos. Dimensão de área: L2 2. MKSA.11. Unidade. termodinâmica ou mecânica) tem unidade de joule. 4. Valor (de uma grandeza) O valor é a magnitude ou a expressão quantitativa de uma grandeza particular geralmente expresso como uma unidade de medição multiplicada por um número. com a qual outras grandezas de mesma natureza são comparadas para expressar suas magnitudes em relação àquela grandeza. O SI é um sistema de unidades coerente. Por exemplo. negativo ou zero. em vez do artigo definido o.10. química. suplementares e derivadas. massa de um corpo: 0. 1. Dimensão de aceleração: LT-2 5. Símbolo não é abreviatura. O valor de uma grandeza pode ser positivo. Valor verdadeiro (de uma grandeza) O valor verdadeiro é aquele consistente com a definição de uma dada grandeza particular.34 m ou 534 cm. coeficiente de atrito 3. O valor de uma grandeza pode ser expresso em mais de um modo. inglês e chinês. 2. símbolo m. indeterminados 3. 1. Outro exemplo: a unidade de comprimento é o metro. densidade relativa (densidade de fluido dividida pela densidade da água ou do ar) 2. Unidade (de medição) Grandeza específica definida e adotada por convenção. Dimensão de força: MLT-2 Os fatores que representam as grandezas de base são chamados de dimensões dessas grandezas. 143 . símbolo kg. grandeza de substância de uma amostra de água (H2O): 0. Exemplos comprimento de uma barra: 5. por natureza. 1. energia (elétrica.7. mesmo quando as grandezas não são de mesma natureza. Os valores das grandezas de dimensão 1 são expressos como números isolados. Grandeza adimensional é aquela onde todos os expoentes das dimensões das grandezas de base são zero. kilômetro é um múltiplo de metro e milímetro é um submúltiplo de metro. completo. definido de acordo com regras específicas. Símbolo de metro é m.152 kg ou 152 g. número de Reynolds 1. Exemplos: 1. o sistema de unidades a ser usado por todo técnico é o SI. símbolo de Símbolo de uma unidade é um sinal convencional que a designa. número de Mach 4. 1. Por exemplo. Cada grandeza deve ter uma única unidade de medição. Unidade. Uma grandeza que não pode ser expressa como uma unidade de medição multiplicada por um número pode ser expressa por referência a uma escala padrão convencional ou por um procedimento de medição ou por ambos. Já existiram vários sistemas de unidades: CGS. Unidades de medição tem nomes e símbolos aceitos por convenção. Dimensão de volume: L3 3. A área possui dimensão de comprimento ao quadrado. sistema de Sistema de unidades de medição é um conjunto das unidades de base. porque pode haver vários valores verdadeiros. a unidade de massa é o kilograma.012 mol ou 12 mmol. Valores verdadeiros são. devese usar múltiplos decimais ou quando forem muito pequenos. decimal. simbolizada por J. para um dado sistema de grandezas.Vocabulário de Metrologia 1.

neste caso. o valor atribuído à grandeza realizada por um padrão de referência pode ser tomada como um valor verdadeiro convencional. a difração e os efeitos não lineares devem ser considerados. cada mensurando tem uma incerteza intrínseca que pode.022 136 7 x 1023 mol-1. O resultado de uma medição da grandeza realizada é corrigido para a diferença entre esta grandeza e o mensurando de modo a prever o que o resultado da medição teria sido se a grandeza realizada. 1. Freqüentemente. ser estimada de algum modo.13. a especificação do mensurando deixa muitos outras informações em dúvida que poderiam afetar a espessura: pressão barométrica. Por exemplo. por causa de uma definição incompleta do mensurando. A temperatura do material na hora da medição e a pressão aplicada são determinadas. O resultado não corrigido da medição da grandeza realizada é então corrigido levando em conta a curva de 144 .12. melhor estimativa do valor. Para obter um valor da grandeza em questão tendo uma menor incerteza requer que o mensurando seja definido com mais detalhes. o afastamento da temperatura do equipamento da temperatura especificada e a leve compressão da peça sob a pressão aplicada. A espessura do material neste local e temperatura. em princípio. deve ser reconhecido que isto pode nem sempre ser praticável. um número de resultados de medições de uma grandeza é usado para estabelecer um valor verdadeiro convencional. Em algum nível. a velocidade do som implica ondas planas infinitas com pequena amplitude. umidade. atitude da folha no campo gravitacional. este valor verdadeiro seria consistente com a definição do mensurando porque o último não especificou que a espessura era para ser determinada neste determinado ponto da folha. satisfizesse totalmente a definição do mensurando. Embora um mensurando seja definido em detalhe suficiente. No exemplo. Assim. suponha que o mensurando é a espessura de uma dada folha de material em uma especificada temperatura.Vocabulário de Metrologia 1. em um determinado local. 2. algumas vezes por convenção. 2. erro e incerteza O termo valor verdadeiro tem tradicionalmente sido usado em publicações sobre incerteza mas não neste trabalho pelas seguintes razões. 1. Para o objetivo que a medição não satisfaz estas condições. ser incompleta porque ela não especifica parâmetros que deveriam ser assumidos. A definição pode. calibração do micrômetro. por exemplo. Porém. A peça é trazida para a temperatura próxima da temperatura especificada e sua espessura. injustificavelmente. Valor verdadeiro. é a grandeza realizada. a grandeza realizada teria sido diferente com um diferente valor verdadeiro. 1. de fato. 3. Valor verdadeiro convencional (de uma grandeza) O valor verdadeiro convencional é aquele atribuído a uma grandeza particular e aceito. b) o valor recomendado pelo CODATA (1986) para a constante de Avogrado: 6. ou ela pode implicar condições que nunca são totalmente satisfeitas e cuja realização imperfeita é difícil de considerar. Embora o resultado final corrigido final seja geralmente visto como a melhor estimativa do valor verdadeiro do mensurando. o valor verdadeiro tem uma incerteza que pode ser avaliada das medidas feitas em diferentes pontos da folha. O valor verdadeiro convencional é geralmente chamado de valor atribuído. tendo efeito desprezível. Exemplos a) em um dado local. é medida com um micrômetro. valor convencional ou valor de referência. o modo como ela é suportada. O resultado da medição da grandeza realizada é também corrigido para todos os outros efeitos sistemáticos significativos reconhecidos. como tendo uma incerteza apropriada para um dado objetivo. Especificação inadequada do mensurando pode levar a discrepâncias dos resultados das medições da ostensivamente mesma grandeza feitas em diferentes laboratórios. Esta é a mínima incerteza com que um mensurando pode ser determinado e cada medição tem tiver esta incerteza pode ser vista como a melhor medição possível do mensurando. Como exemplo. de modo que qualquer incerteza resultante de sua definição incompleta seja desprezível em comparação com a exatidão requerida da medição. sob a pressão aplicada pelo micrômetro. verdadeiro no sentido que é o valor da grandeza que se acredita satisfazer totalmente a definição do mensurando mas tem o micrômetro sido aplicada a diferença parte da folha de material. na realidade o resultado é simplesmente a melhor estimativa do valor da grandeza que se quer medir. O resultado corrigido pode ser chamado a melhor estimativa do valor verdadeiro.

No valor do comprimento de uma barra: 5. Método de medição Método é a seqüência lógica de operações. Exemplo. 2.3. substituição 3. 3. um único valor verdadeiro é apenas um conceito idealizado. 2. tratando de seus aspectos teóricos e práticos. Por exemplo . 0. efeito termelétrico aplicado à medição de temperatura. efeito Josephson aplicado à medição de diferença de potencial elétrico. 4. efeito Raman aplicado à medição do número de onda de vibrações moleculares. 2. Desde que grandeza particular é geralmente entendida para significar uma grandeza definida ou especificada. 2.34 é o valor numérico.2. bem como os fenômenos tais como flutuações rápidas do instrumento de medição e grandezas tais como temperatura ambiente. materiais de referência e dados de referência dos quais o resultado de uma medição pode depender.8. usada para fazer medições Métodos de medição podem ser qualificados em vários modos. assim valor de um mensurando significa valor de uma grandeza particular sujeita à medição. tais como: 1.pressão de vapor de uma dada amostra de água a 20 oC. freqüência na medição da amplitude de uma diferença de potencial elétrica alternada. comparação ou balanço de nulo 2. 3. Mensurando (mensurand) Mensurando é o objeto da medição ou a grandeza particular sujeita à medição. 5. Exemplos 1. Valor numérico (de uma grandeza) O valor numérico é o número que multiplica a unidade na expressão do valor de uma grandeza. Além disso. Medição 2. 2. descrita genericamente. 4. Grandeza de influência É a grandeza que não é o mensurando mas que afeta o resultado da medição. temperatura e pressão.Vocabulário de Metrologia O termo valor verdadeiro de um mensurando ou de uma grandeza (muitas vezes truncado para valor verdadeiro) é evitado neste trabalho porque a palavra verdadeiro é vista como redundante. Medição Medição é um conjunto de operações com o objetivo de determinar um valor de uma grandeza. 2. A grandeza de influência inclui valores associados com padrões de medição. Grandeza de modificação 145 . temperatura de um micrômetro usado para medir comprimento 2. No valor da massa de um corpo: 0. como indicado na discussão acima. A especificação de um mensurando pode requerer declaração acerca de grandezas como tempo. pressão barométrica e umidade. As operações podem ser feitas manualmente ou automaticamente.4. 2.o valor verdadeiro do mensurando (ou grandeza) é simplesmente o valor do mensurando (ou grandeza). em todos os campos da ciência ou da tecnologia. concentração de bilirubin na medição de concentração de hemoglobina em uma amostra de plasma sangüíneo do homem.7. Metrologia Metrologia é a ciência que trata das medição. Exemplos 1. efeito Doppler aplicado à medição de velocidade ou de vazão.152 kg. 2.14. Princípio de medição Princípio é a base científica de uma medição. incluindo a incerteza. descrito especificamente e usado para fazer medições particulares de acordo com um dado método Um procedimento de medição é usualmente registrado no documento que é geralmente chamado de procedimento de medição (ou um método de medição) e é usualmente em detalhe suficiente para possibilitar um operador fazer uma medição sem informação adicional. Procedimento de medição Procedimento é um conjunto de operações.152 é o valor numérico. direto 2. o adjetivo verdadeiro em valor verdadeiro de um mensurando (ou em valor verdadeiro de uma grandeza) é desnecessário . 1.6.5.34 m. Mensurando significa grandeza particular sujeita à medição.1.

o erro é geralmente chamado de erro absoluto da medição.média de vários valores 2. os erros dos valores medidos destas grandezas contribuem para o erro do resultado da medição. posição relativa entre instrumento de medição e fonte de ruído 2.um resultado corrigido . quando se fazem as medições que afetam a variável medida e o cálculo matemático para eliminar a modificação. Desde que um valor verdadeiro não pode ser determinado. tensão ou força eletromotriz de um termopar usado para medir a temperatura de um processo.1. Por exemplo.2. ele pode ser filtrado. 146 . Como o volume depende da pressão e da temperatura do gás. densidade na medição de nível de líquido através da pressão diferencial. blindado. Resultado não corrigido Resultado de uma medição antes da correção devida aos erro sistemáticos.uma indicação . A saída do divisor é proporcional apenas ao nível. o sinal de saída pode ser considerado resposta. diretamente no elemento sensor. porém deve preservar inalterada a informação da medição. 3. deve ficar claro se ele se refere a . sinal padrão de 20 a 100 kPa na saída de um transmissor pneumático de nível. que não deve ser confundido com o valor absoluto do erro. Exemplos 1. Resultado da Medição 3. medem-se a pressão diferencial e a densidade do líquido e aplicam-se os dois sinais a um divisor de sinais. Erro (da medição) Erro é o resultado de uma medição menos um valor verdadeiro do mensurando. O sinal contem a informação. Ruído (noise) Grandeza da mesma natureza que o sinal que afeta a medição. Uma apresentação completa do resultado de uma medição inclui informação acerca da incerteza da medição. Por exemplo. blindagem e aterramento quando ruído for de natureza elétrica 3. 1. 3. o nível é modificado pela densidade. obtido por medição. 2. deslocamento na saída de um sensor mecânico de pressão 2. provocando erro de influência. 3. como 1. Resultado de uma medição É o valor atribuído a um mensurando. Resultado corrigido Resultado de uma medição depois da correção devida aos erros sistemáticos. sinal padrão de 4 a 20 mA na saída de um transmissor eletrônico de temperatura 3. 4. aceleração da gravidade e da altura do líquido. Exemplos de sinais: 1. compensado. Se o resultado de uma medição depende dos valores de outras grandezas diferentes do mensurando. Quando um resultado é dado.3.Vocabulário de Metrologia É a grandeza que não é o mensurando mas que afeta o resultado da medição. alterando o seu valor justo na medição. na medição de nível de líquido com densidade variável através da pressão diferencial. A modificação pode ser eliminada ou diminuída através da compensação da medição. temperatura e pressão na medição da vazão volumétrica de gás. na prática é usado um valor verdadeiro convencional. O ruído pode ser eliminado ou diminuído através de várias técnicas. amplificado.10. 1. Sinal de medição (measurement signal) Sinal é a grandeza que representa a quantidade medida ao qual está funcionalmente relacionada.um resultado não corrigido . Quando for necessário distinguir erro de erro relativo. estas variáveis modificam o valor medido da vazão volumétrica do gás.4. 2. convertido em outra forma de energia. 2. Como a pressão diferencial exercida pela coluna líquida depende da densidade do líquido.9. 3. que é o módulo do erro. O sinal pode sofrer várias modificações ao longo do sistema de medição. O sinal de entrada de um dispositivo pode ser considerado estímulo. 2.

3. contribuem para a dispersão. em geral. na prática. 2. um desvio padrão (ou um dado múltiplo dele) ou a meia largura de um intervalo com determinado nível de confiança. 1. 3. O erro do resultado de uma medição pode geralmente ser considerado como resultante de um número de efeitos aleatórios e sistemáticos que contribuem com componentes individuais para o erro do resultado. Erro aleatório Erro aleatório um resultado de uma medição menos a média que resultaria de um número infinito de medições do mesmo mensurando feitas sob as condições de repetitividade. 3. 1. Fator de correção Fator numérico pelo qual o resultado não corrigido de uma medição é multiplicado para compensar o erro sistemático 3. Os outros componentes.9. o erro sistemático é chamado de polarização (bias) 4. Como o erro sistemático não pode ser perfeitamente conhecido. O parâmetro pode ser. são avaliados de distribuições de probabilidade assumidas baseadas na experiência ou em outras informações. O resultado da medição é a melhor estimativa do valor do mensurando e todos os componentes da incerteza. 1.7. é usado um erro verdadeiro convencional. Erro sistemático Erro sistemático é média que resultaria de um número infinito de medições do mesmo mensurando feitas sob as condições de repetitividade menos um valor verdadeiro do mensurando. 3. por exemplo. Erro sistemático é igual ao erro menos o erro aleatório. Correção (do erro) Correção do erro é o valor somado algebricamente ao resultado não corrigido de uma medição para compensar o erro sistemático 1. 2. 2. A palavra incerteza significa dúvida e assim em seu sentido mais amplo incerteza da medição significa dúvida acerca da validade do resultado de uma medição.10. uma estimativa caracterizando a faixa de valores dentro da qual cai o valor verdadeiro de um mensurando. as incertezas associadas com os efeitos aleatórios e sistemáticos que provocam o erro podem ser avaliados.Desde que um valor verdadeiro não pode ser determinado. A correção é igual ao negativo do erro sistemático estimado. muitos componentes. Embora estes dois conceitos tradicionais sejam válidos como ideais.6.Vocabulário de Metrologia 3. 2.5. é possível determinar somente uma estimativa do erro aleatório. Outros conceitos de incerteza da medição podem ser: 1. Como pode ser feito somente um número finito de medições. uma medida do erro possível no valor estimado do mensurando como o fornecido pelo resultado de uma medição. 3. Incerteza (da medição) A incerteza da medição é um parâmetro associado com o resultado de uma medição que caracteriza a dispersão dos valores que podem razoavelmente ser atribuídos ao mensurando.8. o erro sistemático e suas causas não podem ser completamente conhecidos. A definição anterior de incerteza de medição é um operacional que focaliza o resultado da medição e sua incerteza avaliada. Erro aleatório é igual ao erro menos o erro sistemático. Erro relativo Erro relativo é erro da medição dividido por um valor verdadeiro do mensurando Nota . Incerteza 147 . Mas mesmo se as incertezas avaliadas são 3. tais como os componentes associados com correções e padrões de referência. que também podem ser caracterizados por desvios padrão. respectivamente. a compensação não pode ser completa. 3. incluindo os que aparecem de efeitos sistemáticos. Para um instrumento de medição. Uma vez que os valores exatos das contribuições para o erro de um resultado de uma medição são desconhecidos e desconhecíveis. Como o valor verdadeiro. 2. Alguns destes componentes podem ser avaliados da distribuição estatística dos resultados de séries de medições e podem ser caracterizados por desvios padrão experimentais.11. A incerteza de uma medição compreende. eles envolvem grandezas desconhecidas como o erro do resultado de uma medição e o valor verdadeiro do mensurando (em contraste com o seu valor estimado).

Assim. ele é simplesmente uma estimativa da probabilidade de proximidade ao melhor valor que é consistente com o conhecimento atualmente disponível.g. para a determinação de uma correção ou na avaliação do conhecimento incompleto. Um fator de cobertura. O nível de confiança que pode ser atribuído a este intervalo pode ser conhecido somente na extensão em que tais hipóteses possam ser justificadas. iguais à raiz quadrada positiva de uma soma de termos. muito da discussão deste Anexo não se aplica. quando padrões ou instrumentos são calibrados usando padrões de referência bem conhecidos que são rastreáveis a padrões nacionais. k.14. 2. com graus variáveis de credibilidade. Felizmente. não há um valor mas um número infinito de valores dispersos em torno do resultado que são consistente com todas as observações e dados e seu conhecimento do mundo físico e que. A fração pode ser vista como a probabilidade de cobertura ou nível de confiança do intervalo.15. Incerteza expandida Grandeza que define um intervalo dentro do qual o resultado de uma medição que é esperado incluir uma grande fração da distribuição de valores que podem razoavelmente ser atribuídos ao mensurando.12. Todavia. 3.16. Fator de cobertura Um número que. Avaliação Tipo A (de incerteza) Método de avaliação da incerteza por análise estatística de séries de observações. 1. Exemplos são quando o mensurando é adequadamente bem definido. A incerteza expandida é também chamada de incerteza total. Incerteza padrão combinada Incerteza padrão do resultado de uma medição quando este resultado é obtido dos valores de várias outras grandezas. um efeito sistemático pode sido omitido por que ele não é reconhecido. quando multiplicado pela incerteza padrão combinada. 3.. para um dado mensurando e um dado resultado da medição dele. 3.13. 95%) da distribuição dos valores que podem razoavelmente ser atribuídos à grandeza medida. geralmente aplicado às incertezas aleatórias.Vocabulário de Metrologia pequenas. produz um intervalo (incerteza expandida) em torno do resultado da medição que pode ser esperado englobar uma grande fração especificada (e. e quando as incertezas das correções da calibração aparecem de efeitos aleatórios nas indicações de instrumentos ou de um número limitado de observações. é tipicamente na faixa de 2 a 3. A incerteza da medição é assim uma expressão do fato que. Avaliação Tipo B (de incerteza) Método de avaliação da incerteza por meios diferentes de análise estatística de séries de observações. 3. Associar um nível específico de confiança com o intervalo definido pela incerteza expandida requer hipóteses explícita ou implícita com relação a distribuição de probabilidade caracterizada pelo resultado da medição e sua incerteza padrão combinada. em muitas medições práticas. podem ser atribuídos ao mensurando. cuja distribuição é normal ou gaussiana. ainda não há garantia que o erro no resultado da medição é pequeno. Incerteza padrão Incerteza do resultado de uma medição expressa como um desvio padrão. geralmente aplicado às incertezas sistemáticas. 148 . 3. 3. 3. Fator numérico usado como um multiplicador da incerteza padrão combinada de modo a obter uma incerteza expandida. cuja distribuição não é normal e geralmente é retangular. a incerteza de um resultado de uma medição não é necessariamente uma indicação da probabilidade que o resultado da medição está próximo do valor do mensurando.17. os termos sendo as variâncias ou covariâncias destas outras grandezas com pesos de acordo com o modo que o resultado da medição varia com alterações destas grandezas. o conhecimento incompleto das grandezas de influência e seus efeitos podem geralmente contribuir significativamente para a incerteza do resultado de uma medição.

equipamento 10. Solução padrão de pH 4. Medida materializada (material measure) Dispositivo destinado a reproduzir ou fornecer. Exemplos: 1. aparelho 9. Sistema de medição (measuring system) Conjunto completo de instrumentos de medição e outros equipamentos associados para executar uma determinada medição. porém há uma 149 . medidor 7.7. sistema de medição Em Instrumentação.Vocabulário de Metrologia 4. Um sistema de medição pode incluir medidas materializadas e reagentes químicos. célula extensiométrica para medir pressão eletricamente 4. Massa padrão 2. Instrumento de Medição Há muitos termos empregados para descrever os artefatos utilizados nas medições. isolado ou em conjunto com outros dispositivos complementares. desde o estimulo (entrada) até a resposta (saída). de maneira constante durante seu uso.5. um ou mais valores conhecidos e confiáveis de uma dada grandeza. alguns são genéricos outros são específicos. malha de medição 11. usar o sinal remotamente 2. isolar processo do display 3. display relação matemática definida entre ambas. com ou sem escala graduada) 4. As formas de energia na entrada e saída são diferentes. parte 4. transformador de corrente 3. Transdutor de Medição (measuring transducer) Genericamente. Medida de volume (de um ou vários valores. termômetro 4. instrumento de medição 8.2. que podem estar fisicamente separados ou alojados em um único invólucro: 1. padronizar sinais 4. dispositivo de medição 6. Cadeia de medição (measuring chain) Seqüência de elementos de um instrumentos ou sistema de medição formando o trajeto do sinal de medição. 4. Pode ser de natureza eletrônica (sinal de 4 a 20 mA cc) ou pneumática (sinal de 20 a 100 kPa). Uma cadeia de medição de temperatura pode ser formada por: termopar. Os principais nomes são: 1. Sistema de medição instalado de modo permanente é chamado de instalação de medição. elemento 2. junta de referência e indicador de temperatura. Exemplos: 1. Indicador (indicator) Instrumento de medição que sente uma variável e apresenta o resultado instantâneo em uma escala com ponteiro ou através de dígitos. transdutor de medição 5. instalação de medição 12. componente 3. Alguns são precisos outros são ambiguos. eqüivale à cadeia ou malha de medição. da entrada para a saída. O instrumentista diz: malha de medição (measuring loop). termopar 2. Exemplos: 1. sensor 2. outros por leigos. Instrumento de medição (measuring instrument) Dispositivo utilizado para realizar uma medição. frequencímetro 3. Transmissor (transmitter) Instrumento que sente uma variável de processa e gera na saída um sinal padrão proporcional ao valor da variável medida.3.1.6. 4. Gerador de sinal padrão 6. fios de extensão. transdutor é qualquer dispositivo que modifica a forma de energia. alguns são usados por técnicos. eletrodo de pH 4. uma malha de medição é constituída dos seguintes componentes. Em certos casos. condicionador 3. 4. Bloco padrão de comprimento 3. É também chamado material de referência certificado. É utilizado para 1. manômetro 4.4. Eles não são mutuamente excludentes. Resistor elétrico padrão 5. voltímetro 2.

9. pena de registrador 5. porém é possível ter display analógico. registrador de vazão. Quando analógico. instrumento analógico é aquele que apresenta a indicação através do conjunto escala e ponteiro e instrumento digital é aquele que apresenta a indicação através de dígitos. de modo simultâneo ou um valor de cada vez. pneumático ou mecânico 4. O indicador pode também estar associado às funções de 1. está-se referindo implicitamente ao display e não necessariamente aos outros três parâmetros. que apresenta o valor totalizado no tempo em volume ou massa. sinal 2. que apresenta o valor totalizado no tempo em distância. display Na prática. ponto luminoso 3. função 3. quando cada ponto de registro é feito um de cada vez. o conjunto de dígitos. O totalizador multiplica a variável totalizada por um intervalo de tempo. É também chamado de integrador. que são nomes ambíguos e devem ser evitados.11. tecnologia 4. de modo selecionável manual ou automaticamente. totalizador de velocidade. através de dígitos. Exemplos: 1. reto horizontal. O registrador pode também estar associado às funções de 1. Um indicador pode apresentar os valores de várias grandezas independentes. com uma a quatro penas independentes ou pode ser discreto. da vazão volumétrica é volume. Sua saída é sempre um contador. 2. durante determinado intervalo de tempo. 4.Vocabulário de Metrologia A indicação pode ser analógica. Registrador (recorder) Instrumento de medição que sente uma variável e imprime o resultado historico ou de tendência em um gráfico através de penas com tinta.10. que apresenta o valor totalizado no tempo em energia. registro 3. ponteiro 2. em uma seqüência fixa definida (registrador multiponto). reto vertical. pressão e temperatura O registro pode ser contínuo. cada um podendo analógico ou digital: 1. Geralmente a integração é feita em relação ao tempo. Totalizador (totalizer) Instrumento de medição que determina o valor de uma grandeza por meio do acúmulo dos valores parciais. através de escala e ponteiro ou digital. Quando um totalizador pára de totalizar. mostrador ou medidor. O mostrador pode ter diferentes 1. superfície de um líquido 4. princípios de operação ou acionamento: eletrônico. de modo que a integração da velocidade é distância.12. registrador de temperatura 2. transmissão 2. controle O leigo também chama o indicador de relógio. 3. 4. Instrumento analógico (analog instrument) e digital (digital instrument) O fato de um instrumento ser analógico ou digital depende de quatro parâmetros. é o conjunto escala e ponteiro e quando digital. O totalizador pode receber em sua entrada sinal analógico ou digital. indicação 2. da potência é energia. 4. totalizador de potência elétrica. a sua saída fica congelada no último valor acumulado. tamanhos 3. cuja posição em relação às marcas da escala define o valor indicado. Exemplos: 1. cores 4. Mostrador (display. formatos: circular. Índice (index) Parte fixa ou móvel de um dispositivo mostrador. Um registrador pode apresentar os valores de várias grandezas independentes. 2. Assim. dial) Mostrador é a parte do indicador que apresenta a indicação. (contínua ou discreta). lâmpadas ou LEDs (diodo emissor de luz) que se acendem em um conjunto 150 . O índice pode ser 1.8. de modo simultâneo ou um valor de cada vez. totalizador de vazão. controle 4. quando se fala de um instrumento analógico ou digital. O display do contador é geralmente digital. de modo selecionável manual ou automaticamente.

tubo magnético de vazão que gera uma fem proporcional à vazão volumétrica de um líquido eletricamente condutor que passa em seu interior Às vezes. captador. Geralmente. que gera uma tensão em função da diferença da temperatura medida e a de referência 2.19.17. Escala com zero elevado (elevated zero scale) Escala cuja faixa de indicação onde o valor 0% é negativo e por isso o zero está elevado em relação ao 0%. o sensor pode ser mecânico (saída é um deslocamento ou movimento) ou eletrônico (saída é uma tensão ou variação de parâmetro eletrônico. que vai de 35 a 42 oC.15. Escala expandida (expanded scale) Escala na qual parte da faixa de indicação ocupa um comprimento da escala que é desproporcionalmente maior do que outras partes. a escala é fixa e o ponteiro é móvel. um dos dois é fixo e o outro. escala do termômetro clinico. o sensor é determinado pela variável medida. sem fornecer necessariamente o seu valor numérico. Escala com zero suprimido (supressed zero scale) Escala cuja faixa de indicação não inclui o valor zero. Exemplos: 1. Por exemplo. O valor 0 o C está elevado em relação ao 0% (-20 oC). papel tornasol para indicar apenas se uma solução é ácida ou básica.13. O início da escala (0%) e o fim da escala (100%) podem ser iguais a zero. sobre a qual um ponteiro se posiciona para fornecer o valor indicado da medição. bóia de um sistema de medição de nível 6. termopar. O 0% é o limite inferior e o 100% é o limite superior da indicação. 4. Amplitude de faixa (span of indication) Diferença algébrica. 4. 151 . Nomes alternativos de sensor: detector. A graduação da escala pode ser uniforme ou linear ou pode ser não linear específica.14. escala de índice de octanas para gasolina. escala de termômetro que vai de -20 a 50 oC. bourdon C que gera um pequeno deslocamento em função da pressão aplicada 5. O sensor depende umbilicalmente da variável medida. em ordem crescente ou decrescente. 4. escala de pH. Exemplos: 1. O sensor detecta a variável. maior é a precisão e resolução da indicação e maior é a quantidade de algarismos significativos no resultado da indicação. negativos ou positivos. do limite máximo (100%) e mínimo (0%) da faixa de indicação. Por exemplo. a faixa de indicação é igual à faixa da escala. Escala (scale) Régua graduada do indicador. indutância. móvel. A faixa de indicação pode ser expressa em unidade de engenharia ou em percentagem. capacitância). detector de vazamento de gases. Quanto maior a escala e o número de marcas (divisões). Largura da faixa de -20 a 100 oC é 120 o C 4. Escala de valor de referência ou escala de referência convencional é usada para comparar grandezas específicas. probe.Vocabulário de Metrologia 4. 4. Por exemplo. Para o indicador analógico. 4. Faixa de indicação (range of indication) Conjunto de valores compreendidos entre 0 e 100% das indicações. ou seja.16. elemento transdutor. placa de orifício que gera uma pressão diferencial proporcional ao quadrado da vazão volumétrica medida 4. como resistência. Largura da faixa de 0 a 100 oC é 100 oC 2. elemento primário. detector de temperatura a resistência (RTD) que varia a resistência elétrica em função da temperatura medida 3. o sensor indica apenas a presença ou ausência de uma grandeza. Largura da faixa de 20 a 100 oC é 80 oC 3. Largura da faixa de -40 a -20oC é 20 oC 4. gerando um sinal proporcional a ela. Em função de seu sinal de saída. No conjunto escala e ponteiro.18. contínua ou discreta. em valor absoluto. como a escala de dureza Mohs. Sensor (sensor) Sensor é o elemento de um instrumento de medição ou de uma malha de medição que é diretamente afetado pela quantidade medida.

ela pode ser corrigida imediatamente por alguma operação não linear inversa. As condições de referência geralmente incluem os valores de referência ou as faixas de referência para as grandezas de influência que afetam o instrumento de medição. As condições de utilização geralmente especificam faixas ou valores aceitáveis para a quantidade medida e para as grandezas de influência. arredondando ou aproximado de uma característica do instrumento de medição que auxilia na sua utilização. 5. Condições de Referência (reference conditions) Condições de uso prescritas para ensaio de desempenho de um instrumento de medição ou para intercomparação de resultados de medições. As condições limites podem incluir valores limites para a quantidade medida e para as grandezas de influência. Quando não se diz qual é a constante. têm várias constantes que correspondem. transporte e operação podem ser diferentes. 5. 5. posição. de 0. temperatura e pressão ambientes. HCl. incluindo o sensor. por exemplo. Quando o sinal de medição que chega à escala é linear.4. O instrumento possui escala linear quando há uma relação constante entre as saídas e entradas de todos os componentes da malha de medição. instrumento ou programa. ela geralmente não é indicada no instrumento. Condições de Utilização (rated operating conditions) Condições de uso para as quais as características metrológicas especificadas de um instrumento de medição mantém-se dentro dos limites especificados. a diferentes posições de um mecanismo seletor. 5. que relaciona o seu sinal de saída 152 . Recipiente volumétrico de 1 L 3. como valor e freqüência da alimentação. usa-se uma escala linear. 5.1. entende-se que ela é igual a 1. geralmente chamada de quadrática – o que é incorreto!). usa-se uma escala não linear específica.Vocabulário de Metrologia 4. Faixa nominal (nominal range) Faixa de indicação que se pode obter em uma posição específica dos controles de um instrumento de medição. as quais são mantidas nas condições de funcionamento em utilizações subsequentes. 24 oC como temperatura de referência para calibração de um instrumento. 5. Medidores de vazão possuem uma constante. Condições Limites (limiting conditions) Condições extremas nas quais um instrumento de medição resiste sem danos e degradação das características metrológicas especificadas. Instrumentos de medição com diversas faixas com uma única escala. Quando a constante é igual a 1.6. Valor nominal (nominal value) Valor teórico.2. Quando aparece uma não linearidade na malha.5. 5.3. Escala linear (linear scale) Escala linear possui graduações ou marcações uniformemente separadas. quando for não linear. vibração mecânica. As condições limites de armazenagem. Concentração da quantidade de matéria de uma solução de ácido clorídrico. Resistor padrão de 100 Ω. através de circuito. As escalas não lineares mais utilizadas em instrumentação são a logarítmica (escala do ohmímetro analógico) e a raiz quadrática (associada à medição de vazão com placa de orifício. Constante de um instrumento (instrument constant) Fator pelo qual a indicação direta de um instrumento de medição deve ser multiplicada para se obter o valor indicado do mensurando ou de uma grandeza utilizada no cálculo do valor do mensurando. Características do Instrumento de Medição Alguns dos termos utilizados para descrever as características de um instrumento de medição podem ser igualmente aplicáveis a sensores. ruídos externos. Exemplos: 1. 2. A faixa nominal coincide geralmente com a faixa de medição ou de calibração do instrumento.1 mol/L 4.20. condicionadores de sinal ou sistema de medição e também a medida materializada ou material de referência certificada.

A zona morta pode depender da taxa de variação. por exemplo: 1. pode ser deliberadamente ampliada. Deriva (drift) Variação lenta de uma característica metrológica de um instrumento de medição. 5. em termos da variação de uma característica em um determinado período de tempo. Este fator K ou constante deve ser periodicamente calibrada. O termo precisão não deve ser usado para exatidão. 5.14. é a variação na indicação quando o dígito menos significativo (o da extrema direita) varia de um dígito. 5. Exatidão é um conceito qualitativo 2. Tempo de resposta Intervalo de tempo entre o instante em que uma entrada é submetido a uma variação brusca e o instante em que a resposta atinge e permanece dentro de limites especificados em torno do seu valor final estável. de modo a prevenir variações na saída (resposta) para pequenas variações na entrada (estímulo). Exemplos: a força eletromotriz de saída do termopar como função da entrada de temperatura. pelo tempo no qual a característica metrológica varia de um valor determinado ou 2. Estabilidade (stability) Aptidão de um instrumento de medição em conservar constantes suas características metrológicas ao longo do tempo. por exemplo.Vocabulário de Metrologia com o valor da vazão medida. 5. 5. sendo a variável no sinal de entrada lenta e uniforme. Zona morta (dead zone) Intervalo máximo no qual uma entrada (estímulo) pode variar em ambos os sentidos.9. Característica de resposta (response characteristic) Relação entre a saída (resposta) e a entrada (estímulo) de um instrumento. 3.7. Geralmente a deriva é devida à variação da temperatura ambiente ou do tempo ou de ambos.13. Quando a saída varia em função do tempo. Exatidão da medição Exatidão é o grau de concordância entre o resultado de uma medição e um valor verdadeiro do mensurando 1. A exatidão é obtida através da calibração periódica do instrumento. A estabilidade pode ser estabelecida em relação a outra grandeza que não o tempo. 5. atrito e também do valor da entrada (estímulo).11. 4. tabela numérica ou gráfico. A estabilidade pode ser quantificada de vários modos. A classe de exatidão é geralmente indicada por um número ou símbolo adotado por convenção e denominado índice de classe. Classe de exatidão Classe de instrumentos de medição que satisfazem a certas exigências metrológicas destinadas a conservar os erros dentro de limites especificados. threshold) Maior variação da entrada (estímulo) que não produz variação detectável na saída (resposta) de um instrumento de medição. 153 .16.12. Para mostrador digital. 5.10. Limiar de mobilidade (discrimination. 5. Resolução (resolution) Menor diferença entre indicações de um dispositivo mostrador que pode ser percebida significativamente. sem produzir variação na saída (resposta) de um instrumento de medição . Discriminação (transparency) Aptidão de um instrumento de medição em não alterar o valor da quantidade medida. Sensibilidade (sensitibility) Variação da saída (resposta) de um instrumento de medição dividida pela correspondente variação da entrada (estímulo). do ruído.17. 5. a forma característica de resposta é a função de transferência da resposta dividida pela da entrada. A relação pode ser expressa por uma equação matemática.15. sob condições definidas. 5. algumas vezes.8. mas isto deve ser explicitamente declarado. A exatidão está relacionada com os erros sistemáticos do instrumento. A zona morta. A sensibilidade nem sempre é linear e pode depender do valor da entrada. O limiar de mobilidade pode depender. 5.

Vocabulário de Metrologia
5. 18. Repetitividade (de resultados de medições)
Repetitividade é o grau de concordância entre os resultados de medições sucessivas do mesmo mensurando feitas sob as mesmas condições de medição A repetitividade representa o grau de dispersão de várias medidas repetidas feitas de um mesmo valor do mensurando. 1. Estas condições são chamadas de condições de repetitividade 2. As condições de repetitividade incluem o mesmo procedimento de medição o mesmo observador o mesmo instrumento de medição, usado sob as mesmas condições o mesmo local repetições em um curto período de tempo 3. A repetitividade pode ser expressa quantitativamente em termos da dispersão característica dos resultados. 4. A repetitividade é a precisão do instrumento. 5. A precisão está relacionada com os erros aleatórios do instrumento. 6. A precisão é mantida através da manutenção programada do instrumento. inadequada das correções para os efeitos sistemáticos e o conhecimento incompleto de certos fenômenos físicos (também efeitos sistemáticos). Nem o valor da grandeza realizada nem o valor do mensurando pode ser conhecido exatamente; tudo que pode ser conhecido são seus valores estimados. No exemplo acima da medida da espessura da chapa pode estar com erro, isto é, pode diferir do valor do mensurando (a espessura da chapa), por causa de cada uma das seguintes contribuições para um erro desconhecido para o resultado da medição: a) pequenas diferenças entre as indicações do micrômetro quando é repetidamente aplicada à mesma grandeza realizada; b) calibração imperfeita do micrômetro; c) medição imperfeita da temperatura e da pressão aplicadas; d) conhecimento incompleto dos efeitos da temperatura, pressão barométrica e umidade na peça ou no micrômetro ou em ambos. O resultado de uma medição menos um valor verdadeiro da grandeza medida (não precisamente quantificável por que o valor verdadeiro cai em algum ponto desconhecido dentro da faixa de incerteza).

5.22. Limite de Erro Admissível
Valor extremo de um erro admissível por especificação, norma, legislação, para um dado instrumento de medição.

5.19. Reprodutibilidade
Reprodutibilidade é a proximidade de consenso entre os resultados de medições sucessivas do mesmo mensurando feitas sob condições diferentes de medição 1. Uma expressão válida da reprodutibilidade requer a especificação das condições variadas. 2. As condições variadas podem incluir: - princípio de medição - método de medição - observador - instrumento de medição - padrão de referencia - local - condições de uso 3. A reprodutibilidade pode ser expressa quantitativamente em termos da dispersão característica dos resultados. 4. Os resultados são aqui entendidos como os resultados corrigidos.

5.23. Erro de um instrumento de medição
Indicação de um instrumento de medição menos um valor verdadeiro da grandeza de entrada correspondente. Como, na prática, não existe um valor verdadeiro, usa-se o valor verdadeiro convencional, dado por um padrão confiável. Para uma medida materializada, a indicação é o valor atribuído a ela e o valor verdadeiro convencional é o fornecido por padrão rastreado.

5.24. Erro no ponto de controle
Erro de um instrumento de medição em uma indicaçãoo especificada ou em um valor especificado do mensurando, escolhido para controle do instrumento.

5.20. Erro
Um resultado correto da medição não é o valor do mensurando - isto é, ele está com erro - por causa da medição imperfeita da grandeza realizada devido a variações aleatórias das observações (efeitos aleatórios), determinação

5.25. Erro no zero (zero error)
Erro no ponto de controle de um instrumento de medição para o valor zero do mensurando. Um instrumento apresenta erro de zero, quando sua saída for diferente de zero

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Vocabulário de Metrologia
para entrada igual a zero. Diz se que um instrumento apresenta erro de zero quando a curva real de calibração que deveria passar pela origem, não passa.

5.26. Erro no span (span error)
Um instrumento apresenta erro de zero, quando a inclinação de sua curva de calibração for diferente da inclinação nominal. Diz se que um instrumento apresenta erro de span quando a curva real de calibração tem inclinação diferente da ideal.

5.27. Erro intrínseco (intrinsic error)
Erro de um instrumento de medição, determinado sob condições de referência.

5.28. Tendência (bias)
Erro sistemático da indicação de um instrumento de medição. A tendência de um instrumento de medição é normalmente estimada pela média dos erros de indicação de um número apropriado de medições repetidas.

5.29. Isenção de Tendência (freedom from bias)
Aptidão de um instrumento de medição dar indicações isentas de erro sistemático.

5.30. Erro fiducial (fiducial error)
Erro de um instrumento de medição dividido por um valor especificado para o instrumento. O valor especificado é geralmente chamado de valor fiducial e pode ser, por exemplo, a amplitude da faixa nominal ou o limite superior da faixa nominal do instrumento de medição.

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Vocabulário de Metrologia

6. Conceitos estatísticos
As definições dos termos básicos estatísticos dados aqui foram tiradas da ISO 3534-1 [7]. Esta norma deve ser a primeira fonte consultada para as definições de termos não incluídos aqui. F(x) = Pr(X ≤ x)

6.1. Estatística
Uma função das variáveis aleatórias da amostra. Uma estatística, como uma função de variáveis aleatórias, é também uma variável aleatória e como tal, assume diferentes valores para a amostra. O valor da estatística obtida usando-se os valores observados nesta função pode ser usado em um teste estatístico ou com uma estimativa de um parâmetro da população, tal como uma média ou um desvio padrão.

Distribuição de probabilidade (de uma variável aleatória Uma função dando a probabilidade que uma variável aleatória tome qualquer valor dado ou pertença a um dado conjunto de valores. A probabilidade de um conjunto inteiro de valores da variável aleatória é igual a 1. Função densidade de probabilidade (para uma variável aleatória contínua) A derivada (quando ela existir) da função distribuição:

6.2. Probabilidade
Um número real na escala 0 a 1 atribuído a um evento aleatório. A probabilidade pode se referir a uma freqüência relativa de ocorrência em longo período de tempo ou a um grau de confiança que um evento possa ocorrer. Para um alto grau de confiança, a probabilidade é próxima de 1.

f(x) = dF(x)/dx f(x)dx é o elemento probabilidade: f(x)dx = Pr(x < X < x +dx)
Função massa da probabilidade Uma função dando, para cada valor xi de uma variável aleatória discreta, a probabilidade pi que a variável aleatória X seja igual a xi: pi = Pr(X = xi) Desvio padrão (de uma variável aleatória ou de uma distribuição de probabilidade A raiz quadrada positiva da variância:

6.3. Variável aleatória
Uma variável que pode tomar qualquer valor de um específico conjunto de valores e com a qual é associada uma distribuição de probabilidade. 1. Uma variável aleatória que pode tomar somente valores isolados é chamada de discreta. Uma variável aleatória que pode tomar qualquer valor dentro de um intervalo finito ou infinito é chamada de contínua. 2. A probabilidade de um evento A é denotada por Pr(A) ou P(A).
Variável aleatória centrada Uma variável aleatória cuja expectativa é igual a zero. Se a variável aleatória X tem uma expectativa igual a µ, a variável aleatória centrada correspondente é (X - µ).

σ = V( X)
Momento central de ordem 1 Em uma distribuição de uma única característica, a média aritmética da qa potência da diferença entre os valores

observados e sua média

x é:

1 ∑ (x i − x)q n i =1
O momento central de ordem 1 é igual a zero.
Momento central de ordem q Em uma distribuição com uma variável, a expectativa da qa potência da variável aleatória centrada (X - µ):

n

6.5. Função distribuição
Uma função dando, para cada valor x, a probabilidade que a variável aleatória X seja menor ou igual a x:

E[(X - µ)q] O momento central de ordem 1 é a variância da variável aleatória X.

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Vocabulário de Metrologia
Distribuição normal; distribuição de Laplace-Gauss A distribuição de probabilidade de uma variável aleatória continua X, a função de densidade de probabilidade de que é

No caso de uma variável aleatória, a distribuição de probabilidade é considerada para definir a população desta variável.

6.9. Freqüência
O número de ocorrências de um dado tipo de evento ou o número de observações caindo em uma classe específica.
Distribuição de freqüência A relação empírica entre os valores de uma característica e suas freqüências ou suas freqüências relativas. A distribuição pode ser graficamente apresentada como um histograma, gráfico de barra, polígono de freqüência cumulativa ou como uma tabela de duas vias.

f(x) =

1 σ 2π

e

1 ⎛ x −µ ⎞ − ⎜ ⎟ 2⎝ σ ⎠

2

para -∞ < x < +∞ µ é a expectativa e σ é o desvio padrão da distribuição normal.
Distribuição t; (Student) A distribuição t ou distribuição de Student é a distribuição de probabilidade de uma variável aleatória continua t cuja função densidade de probabilidade é

p( t, ν) =

⎡ ν + 1⎤ ⎛ ν + 1⎞ −⎜ Γ⎢ ⎟ 2 ⎥ 1 ⎣ 2 ⎦ ⎡1 + t ⎤ ⎝ 2 ⎠ ⎢ ⎥ πν Γ ⎡ ν ⎤ ⎣ ν ⎦ ⎢2⎥ ⎣ ⎦

6.10. Expectativa (de uma variável aleatória ou de uma distribuição de probabilidade; valor esperado; média
1. Para uma variável aleatória discreta X tomando os valores xi dentro das probabilidades pi, a expectativa, se existir, é:

onde Γ é a função gama e ν > 0. A expectativa da distribuição t é zero e sua variância é ν/(n 2) para ν > 2. Quando n → ∞, a distribuição t se aproxima da distribuição normal com µ = 0 e σ=1. A distribuição probabilidade da variável

µ = E( X ) = ∑ pi x i
a soma sendo estendida sobre todos os valores de xi, que pode ser tomado por X. 2. Para uma variável aleatória contínua X tendo a função densidade de probabilidade f(x), a expectativa, se existir, é

( z − µ z ) / s( z) é a distribuição t se a variável aleatória z é normalmente distribuída com
expectativa µz, onde z é a média aritmética de n observações independentes zi de z, s(zi) é o desvio padrão experimental de n observações e s( z ) = s( z i ) /

µ = E( X ) = ∫ xf ( x )dx
a integral sendo estendida sobre todo o intervalo de variação de X.

n é o desvio padrão

experimental da média z com n = ν - 1 graus de liberdade.

6.11. Desvio padrão
O desvio padrão é a raiz quadrada positiva da variância. Uma vez que uma incerteza padrão do Tipo A é obtida tomando a raiz quadrada da variância estatisticamente calculada, é geralmente mais conveniente quando determinando uma incerteza padrão do Tipo B para avaliar um desvio padrão não estatístico equivalente primeiro e depois obter a variância equivalente elevando ao quadrado o desvio padrão. O desvio padrão da amostra é um estimador não polarizado do desvio padrão da população.
Desvio padrão experimental

6.6. Parâmetro
Uma grandeza usada para descrever a distribuição de probabilidade de uma variável aleatória.

6.7. Característica
Uma propriedade que ajuda a identificar ou diferenciar entre itens de uma dada população. A característica pode ser quantitativa (para variáveis) ou qualitativa (para atributos)

6.8. População
A totalidade de itens sob consideração.

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chamado incorretamente de erro padrão da média.. q é uma estimativa não polarizada da média µq e s2(qk) é uma estimativa não polarizada da variância σ2.12. o número de termos em uma soma menos o número de limitações nos termos da soma. nível de confiança A probabilidade que o valor da grandeza medida caia dentro da faixa cotada de incerteza. s( qk ) = ∑ ( q k − q) k =1 n 2 n−1 a qk sendo o resultado da k medição e q sendo a média aritmética dos n resultados considerados 1. desta distribuição. 6. A expressão s( qk ) / n é uma estimativa do desvio padrão da distribuição de q e chamado de desvio padrão experimental da média. 1. que ele contem no mínimo uma proporção especificada da população. Coeficiente de confiança. o intervalo tem dois lados. Assim. Variância Uma medida da dispersão. 6. O termo média pode se referir a um parâmetro da população ou ao resultado de um cálculo dos dados obtidos em uma amostra. Porém. a partir de observações em uma amostra. Média aritmética A soma dos valores dividida pelo número de valores. Também chamado de intervalo de tolerância estatística. A variância é n/(n . Graus de liberdade Em geral. média harmônica. A variância de uma variável aleatória é a expectativa de seu desvio quadrático em relação a sua expectativa. Quando um dos dois limites não é finito ou consiste do limite da variável. às vezes. A média de uma única amostra aleatória tomada de uma população é um estimador não polarizado da média de sua população. podem também ser usados. Estimado O valor de um estimador obtido como um resultado de uma estimativa. mediana ou moda. Intervalo estatístico de cobertura Um intervalo para o qual se pode estabelecer. Um resultado desta operação pode ser expresso como um valor único (ponto estimado. valores numéricos para os parâmetros de uma distribuição escolhida como o modelo estatístico da população da qual a amostra é retirada. o intervalo é de um lado. que é a soma dos quadrados dos desvios de observações de sua média dividida por um menos o número de observações. x2. Por exemplo. outros estimadores. 3.1) vezes o momento central de ordem 2. O desvio padrão experimental da média é.Vocabulário de Metrologia Desvio padrão para uma série de n medições do mesmo mensurando é a grandeza s(qk) caracterizando a dispersão dos resultados e dado pela fórmula: 2.. tais como média geométrica. a variância 158 . 2. xn com média x= 1 n ∑ xi n i=1 1 n ∑ (x i − x)2 n − 1 i=1 a variância é s2 = 1. 2. para n observações x1. 1. com um dado nível de confiança. A variância da amostra é um estimador não polarizado da variância da população. ou como um intervalo estimado.. Quando dois limites são definidos por estatística. Estimativa A operação de atribuir. Este termo não deve ser usado porque ele pode causar confusão com intervalo de tolerância. 2. Estimador Uma estatística usada para estimar um parâmetro da população. A variância definida aqui é mais apropriadamente chamada de estimativa da amostra da variância da população.13.. Considerando a série de n valores como uma amostra de uma distribuição. A variância de uma amostra é usualmente definida para ser o momento centro de ordem 2 da amostra.

s( y i . z) σ( y)σ( z) 159 . O fator (n -1) na expressão de s2(zi) vem da correlação entre zi e z e reflete o fato que há somente (n . Se a expectativa µz de z é conhecida. z)dydz − µ y µ z z= e zi são n observações independentes de z. a variância pode ser estimada por: onde p(y.z) ou s(yi. A covariância cov(y.z)] também denotada por ν(y. A variância σ2(z) pode ser estimada por s 2 ( zi ) = onde 1 n ∑ ( z i − z) 2 n − 1 i=1 1 n ∑ zi n i=1 = ∫ ∫ ( y − µ y )( z − µ z )p( y. ν(y. Coeficiente de correlação O coeficiente de correlação é uma medida da dependência mútua relativa de duas variáveis.z)] pode ser estimada por x(yi. z i ) = onde 1 n ∑ ( yi − y)( zi − z) n − 1 i=1 s 2 (zi ) = 1 ∑ (zi − µ)2 n i =1 n z= 1 n ∑ zi n i =1 A variância da média aritmética das observações. 1.zi)/n Matriz de covariância Para uma distribuição de probabilidade multivariável.y) σ 2 ( z) = ∫ ( z − µ z ) 2 p( z)dz onde µz é a expectativa de z. z ) = s(yi.Vocabulário de Metrologia da variável aleatória z com função densidade de probabilidade p(z) é dada por covariância de variáveis aleatórias y e z é definida por: cov(y.z) é a função densidade de probabilidade conjunta de duas variáveis y e z.zi) são as covariâncias. são as variâncias e os elementos fora da diagonal. A ρ( y. igual à relação de suas covariâncias para a raiz quadrada positiva do produto de suas variâncias. Assim.15. y)ν( z.z) = cov (z. ν(z. z)dydz = ∫ ∫ yzp( y. Muitas medidas estatísticas de correlação medem somente o grau de relação linear. Correlação A relação entre duas ou várias variáveis aleatórias dentro de uma distribuição de duas ou mais variáveis aleatórias. A variância da média aritmética de uma série de n observações independentes zi de z é dada por A covariância estimada de duas médias y e z é dada por s( y .y) = E{[y-E(y)][z . é a medida apropriada da incerteza de um resultado da medição.zi) = s2(zi). Covariância A covariância de duas variáveis aleatórias é uma medida de sua dependência mútua. z) = ρ( z. no lugar da variância das observações individuais.14.z) = σ2(z) ou s(zi.zi) obtido de n pares independentes de observações simultâneas yi e zi de y e z. a matriz V com elementos iguais às variâncias e covariâncias das variáveis é chamada de matriz covariância. z) ν( y.1) itens independentes no conjunto {zi . z) = ν( y. Os elementos diagonais.z) = cov (z.E(z)]} que leva a cov(y. e é estimada pela variância experimental da média s 2 ( z) = n s 2 ( zi ) 1 = ∑ ( z i − z) 2 n n(n − 1) i=1 Variância (de uma variável aleatória ou de uma distribuição de probabilidade A expressão do quadrado da variável aleatória centrada σ 2 = V( X ) = E{[ X − E( X )] 2 } 6. y) = ν( y. A variância de uma variável z deve ser cuidadosamente distinguida da variância da média z . σ 2 ( z) = σ 2 ( zi ) n 6.z ) 2.

O erro exato de um resultado de uma medição é. 1. 2 mostra algumas das idéias ilustradas na Fig. sua covariância e coeficiente de correlação são zeros. 1 e na Fig. Desde que ρ(y.16. Somente se há uma base boa para acreditar que tudo isso possa ser feito corretamente. 1. junto com suas incertezas padrões (desvios padrão estimados).y) = 1 e r(yi. Para distribuições de probabilidade multivariáveis. uma seta que ilustra a correção para um erro é igual em comprimento mas aponta no sentido oposto à seta que ilustra o erro e viceversa. enquanto as covariâncias são usualmente grandezas com dimensões físicas e tamanhos inconvenientes. instrumentos. Como r e r são números puros na faixa de -1 a +1 inclusive.doc 01 DEZ 97 160 . em geral. os elementos da diagonal desta matriz são 1. Notas 1. y i ) = s( y i . 3. 2. Na Fig.yi) = 1. r( y i . Se duas variáveis aleatórias são independentes. ela também mostra a idéia que pode haver muitos valores do mensurando se a definição do mensurando é incompleta (entrada g da figura). Independência Duas variáveis aleatórias são estatisticamente independentes se sua distribuição de probabilidade conjunta é o produto de suas distribuições de probabilidades individuais. z i ) = r( z i . a matriz de coeficientes de correlação é usualmente dada no lugar da matriz de covariância. pode-se assumir que o resultado da medição é uma estimativa confiável do valor do mensurando e que sua incerteza padrão combinada é um medida confiável do erro possível.17. A incerteza resultante deste definição incompleta como medida pela variância é avaliada da medição de realizações múltiplas do mensurando. 6. O texto da figura torna claro se uma seta particular ilustra uma correção ou um erro. como mostrado. então o coeficiente de correlação associado com xi e xj é estimado aproximadamente por r( x i . 1(a) as observações são mostradas como um histograma para fins ilustrativos. 1 mas de modo diferente. assim elas se somam linearmente. na Fig. Ela ilustra por que o foco deste trabalho é a incerteza e não o erro. Mais ainda. os coeficientes de correlação são geralmente mais úteis que as covariâncias. Ela também pode ser usada para calcular a variação aproximada em uma estimativa de entrada devido à variação em outra se o coeficiente de correlação for conhecido. A correção para um erro é igual ao negativo da estimativa do erro. Na coluna Variância as variâncias são entendida serem as variâncias ui2(y) definidas na eq. Assim. mostra algumas das idéias discutidas na cláusula 3 deste trabalho e neste Anexo. z i ) s( y i )s( z i ) O coeficiente de correlação é um número puro tal que -1 ≤ ρ ≤ +1 ou -1 ≤ r(yi. 2.Vocabulário de Metrologia com estimativas pode fazer é estimar os valores das grandezas de entrada. incluindo correções para os efeitos sistemáticos reconhecidos. z i ) s( y i . desconhecido e desconhecível. (11). ou de distribuições de probabilidade desconhecidos que são amostradas por meio de observações repetidas ou de distribuições subjetivas ou a priori baseadas em um pool de informação disponível e então calcular o resultado da medição dos valores estimados das grandezas de entrada e a incerteza padrão combinada das incertezas padrão destes valores estimados. usando o mesmo método. 6. Tudo que se Apostila\Incerteza CalculoIncerteza1. local. mas o inverso nem sempre é verdade. Se as estimativas de entrada xi são correlatas e se uma variação δi em xi produz uma variação δj em xj. com nenhum efeito sistemático significativo tendo sido omitido. x j ) = u( x i )δ j u( x j )δ i Esta relação pode servir como base para estimar experimentalmente os coeficientes de correlação. z i ) = s( y i .zi) ≤ +1. y i )s( z i . Fig. 2. Representação gráfica A Fig.

Ilustração gráfica de valor. Valor do mensurando não conhecido Fig. erro e incerteza 161 .Vocabulário de Metrologia (a) Conceitos baseados em grandezas observáveis Média aritmética não corrigida das observações Média aritmética corrigida das observações A média aritmética corrigida é o valor estimado do mensurando e o resultado da medição das observações Incerteza padrão da média não corrigida devida à dispersão das observações Correção de todos efeitos sistemáticos conhecidos Incerteza padrão combinada da média corrigida Inclui a incerteza da média não corrigida devida à dispersão das observações e à incerteza da correção aplicada (b) Conceitos baseados em grandezas desconhecidas Distribuição desconhecida (aqui assumida ser normal) da população inteira de observações não corrigidas possíveis Distribuição desconhecida da população inteira de observações corrigidas possíveis Média da população desconhecida (expectativa) com desvio padrão desconhecido (indicado pelas linhas verticais) Erro aleatório desconhecido da média não corrigida das observações Erro desconhecido devido a todos efeitos sistemáticos conhecidos Erro desconhecido na média corrigida devido ao erro aleatório desconhecido na media não corrigida e ao erro desconhecido na correção aplicada Erro residual desconhecido na média corrigida devido ao efeito sistemático não conhecido. 1.

2.Vocabulário de Metrologia Grandeza Valor (não em escala) Valor crescente Variância (não em escala) a) Observações não corrigidas Única medição b) Média aritmética não corrigida das observações c) Correção de todos os efeitos sistemáticos conhecidos d) Resultado da medição (Não inclui a variância devida à definição incompleta do mensurando) e) Erro residual (desconhecível) f) Valor do mensurando (desconhecível) g) Valores da mensurando devidos à definição incompleta (desconhecível) h) Resultado final da medição Fig. Ilustração gráfica de valores. erro e incerteza 162 .

A ISO 9000 é aceita por todos os órgãos nacionais de normas. 9002. 9001. estabelecendo que sem a certificação ISO não há negócio. A Europa adotou estas normas como parte de seu tratado do mercado comum. as normas ISO são distribuídas através da ANSI e pela American Society for 163 . Nos EUA. Elas foram adotadas no Brasil em 1990. As normas não fornecem informações específicas de como fabricar ou fabricar um produto com qualidade. produção. incluindo o Brasil. de um modo muito genérico. Podese levar mais de um ano para se ficar pronto para uma primeira auditoria. Introdução As normas de qualidade ISO apareceram de uma necessidade crescente de os países garantirem. Elas são projetadas para modelar um sistema de qualidade que irá encorajar um vendedor a satisfazer as exigências de qualidade que um comprador pode esperar do produto final. Mesmo uma companhia que já tenha um programa de gerenciamento de qualidade pode ter muito trabalho para ficar de conformidade com as exigências do certificador ISO. instalação e serviço. As normas não garantem que o fabricante certificado fornece um produto com qualidade. Quality Vocabulary. Em 1992. No Brasil. em Genebra. computadores. Como as normas são muito genéricas. também adotam a ISO 9000 como norma adicional. transporte e nuclear. As industriais que já possuem suas próprias normas rigorosas. As definições dos conceitos de qualidade estão descritas em outro documento.B. 9002 e 9003. como farmacêutica e de alimentos. As normas ISO 9000 não foram escritas pela e para a Comunidade Européia. os países envolvidos concordam que este conjunto de normas de qualidade são muito importantes no mercado mundial.usadas para documentar. As normas ISO 9000 são uma série de cinco normas . especialmente em eletrônica.ISO 9000. apresentando três modelos de sistema de qualidade. mas por uma organização mundial. Em algumas situações. qualquer país pode fazer pequenas modificações e alterações de linguagem e publicá-las com títulos diferentes. a qualidade de todas as práticas de fabricação e para garantir um certo nível de consistência no valor dos produtos e serviços. ISO 8402. assumindo a numeração NB 900X . a série de normas foi traduzida e adaptada pela ABNT. Aspectos Legais A norma ISO 9000 é voluntária. Embora isso seja exagerado. Elas fazem isto. porém apareceram na Europa no início dos anos 1980 e foram adotadas nos EUA em 1987. As normas apenas garantem que um fabricante possui um sistema de qualidade no local e que estes procedimentos do programa de qualidade estão documentados e são observados por todos os empregados. As normas são escritas de um ponto de vista de contrato com duas partes. A ISO 9001 é o modelo para projeto e desenvolvimento. aproximadamente 52 países.ISO 900X (X variando de 0 a 4) e registrada no INMETRO como NBR 1900X. com mais de 100 membros. implementar e demonstrar um programa de garantia da qualidade da empresa. resumidos nas normas ISO 9001. aeroespacial. A certificação ISO 9000 é dolorosa para companhias que não estão preparadas. O guia para o uso destas normas está incluído na ISO 9000 e o guia para desenvolver o gerenciamento de qualidade e os elementos do sistema estão descritos na ISO 9004. As normas não são específicas. O processo de auditoria em si pode levar de meses até alguns anos. mas simplesmente exigem que "todos os instrumentos sejam calibrados corretamente" e que seja "escrito um manual de qualidade". porém se torna compulsória para muitos fabricantes e fornecedores das principais firmas internacionais. 9003 e 9004 . O Brasil é representado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). já tinham adotado oficialmente as normas ISO 9000. de algum modo. uma empresa não governamental responsável pelas normas brasileiras. Suíça. 2. Normas ISO 9000 1. A ISO 9002 se aplica à produção e instalação e a ISO 9003 se aplica à inspeção e teste finais. ela substitui outras normas nacionais.

calibração e medição 3. A norma se envolve no projeto. fornecedores. Qualidade é adequação ao uso.Gerenciamento da Qualidade e Normas de Garantia da Qualidade (1987) Diretrizes para Seleção e Uso ISO 9000-1 . normas. A norma pode não transformar todo o processo industrial em algo altamente produtivo. reduzir desperdícios. sistemas de gerenciamento da qualidade. 4. um estilo de vida. Estas medições devem estar monitoradas pelos órgãos nacionais de calibração e medição. Ela possui implicação entre fornecedor e cliente. desde a compra dos componentes até a expedição do produto acabado. A norma relaciona e trata de: 1. A maioria das atividades humanas utiliza medições. Também é necessário um sistema de testes e aferições dos equipamentos de ensaio. Deve-se prevenir em vez de acompanhar e corrigir. Ela capacita os usuários com maior consistência. Torna acessível o chão de fábrica. normas do produto 2. O controle é preditivo antecipatório (feedforward) e não a realimentação negativa (feedback) A demonstração da norma ISO 9000 é aberta. 4. sistema.1. Histórico A norma ISO 9000 foi publicada em 1987 pela ISO (International Organization for Standartization . desempenho no processo. ensaios finais e assistência técnica pós venda. 1992). 164 . eliminar a ineficiência da mão de obra 4. hoje há um crescimento epidêmico da ISO 9000 no Brasil e no mundo. O sistema satisfatório opera virtualmente sem inspeção final e sem departamento de controle da qualidade. A calibração e a medição dentro do processo industrial constituem parte integrante da norma. proteção do meio ambiente. A ISO 9000 é uma norma para um sistema de gerenciamento integrado da qualidade no ambiente industrial. inspeção. Por tudo isso. diminuir tempo de paralisação 3. É o produto projetado e fabricado para executar apropriadamente a função prevista.Projeto do Comitê (rev. produção. A maior parte dos produtos utilizados na vida cotidiana apresenta normas. O treinamento de todo o pessoal envolvido é exigido pela norma.Organização Internacional de Normalização). 3. Deve-se fazer certo desde a primeira vez. mostra a relação entre os membros da equipe. Ela se baseou principalmente na norma inglesa BS 7750. fabricação e conformidade com especificações dos produtos. É uma atitude. expõe cada setor.Normas ISO 9000 Quality Control (ASQC) e os documentos são ANSI/ASQC Q90 a Q94. fornecedor 4. 2. A norma ISO 9000 relaciona os cinco grupos legais de interesse: 1. conhecidas como ISO 9000. 3.1992 (IEC 300-1). 2.1991 como ISO 9000-3. instalação. Projeto funcional planejado para 1996 (1992) ISO 9000-2 . É necessário um sistema de medição para o suprimento. ISO 9002 e ISO 9003 Projeto da norma ISO/DIS 9000-2 (1992) ISO 9000-3 . mas eliminará muitos erros e confusões nas comunicações e fornecerá um sistema pratico de controle. mostrando ao cliente uma organização aberta. materiais recebidos. feita através de procedimentos detalhados.Aplicação de Gerenciamento de Confiança . proprietário 3. transparente. A conformidade com a norma ISO 9000 pode: 1. aumentar a produtividade. definição dos objetivos. desenvolvimento. ISO 9000-4 . Ela é um mecanismo pronto para incorporar e controlar os regulamentos compulsórios. ISO 9000 ISO 9000 . Normas ISO Há cinco normas internacionais relacionadas com a garantia da qualidade. O gerenciamento da qualidade envolve: 1. clareza e compreensão. atribuídos a cada etapa. que precisam ser aceitas. cliente 2. É a conformidade às exigências e especificações. conservação de energia e dos recursos naturais.Diretrizes Genéricas para a Aplicação da ISO 9001.Diretrizes para Aplicação da ISO 9001 em Desenvolvimento. atribuídas a componentes. A definição dos objetivos e os procedimentos não são suficientes. Também se dedica a discussões de bom senso a respeito da qualidade. empregador 5. Suprimento e Manutenção do Software . inspeção final e expedição. sociedade Ela menciona explicitamente a saúde a segurança no local de trabalho.

resolução de diferenças da proposta e avaliação da capacidade do fornecedor de atender as exigências contratuais.4.6. A inspeção.Sistemas de Qualidade .Sistemas de Qualidade .Gerenciamento dos Programas de Auditoria (1991) 165 . ISO 10011-1 .Projeto do comitê ISO/DIS 9004-5 (1991) ISO 9004-7 . inclusive de fabricação e fornecimento de produtos. Desenvolvimento. específicos. técnicas estatísticas e treinamento.Diretrizes para Auditoria dos Sistemas da Qualidade . empacotamento e expedição também são tratados. Inclui alterações no projeto.Modelo de Garantia da Qualidade no Projeto.1991. Outras normas ISO ISO 8042 (1986). envolve o planejamento.Modelo de Garantia da Qualidade na Produção e Instalação . Rev. sistema de manuseio e armazenamento.Projeto da norma ISO/DIS 9004-3 (1992) ISO 9004-4 . ISO 9004-3 . JUL 1994.Auditoria (1990) ISO 10011-2 .1987. A norma estabelece a noção de revisão do contrato. 1992. 4.1987. ISO 9004 ISO 9004 . É a mais comum para fabricantes. Rev.1987.Sistemas de Qualidade . inspeção e ensaio.Diretrizes para Auditoria dos Sistemas da Qualidade .2. A ISO 9004 trata de todas as formas de serviços. ISO 9004-1 . A ISO 9002 demonstra a capacidade do fornecedor na produção e instalação. armazenamento.Gerenciamento da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade Diretrizes para Materiais Processados .Gerenciamento da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade Diretrizes para Aperfeiçoamento da Qualidade Projeto da norma ISO/DIS 9004-4 (1992) ISO 9004-5 . controle da produção. produção. identificação do produto e marcação.Modelo de Garantia da Qualidade em Inspeção e Ensaio Finais . No controle do projeto. O restante da norma é rotineiro: inclui compra. aprovação e distribuição do documento. revista em 1992 Vocabulário do Gerenciamento da Qualidade e Garantia da Qualidade. com definição e documentação do contrato.Rev. Rev. entradas e saídas e verificação do projeto. Projeto funcional para 1996. Projeto funcional para 1996. instalação e assistência técnica. desenvolvimento.Critérios de Qualificação para Auditores do Sistema da Qualidade (1991) 4.Projeto do comitê ISO/DIS 9004-7 (1992) 4. 1992.Gerenciamento da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade Diretrizes . Projeto funcional para 1996. 1992.3. controle de produtos reprovados nos ensaios ISO 10011-3 .Gerenciamento da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade Diretrizes para Gerenciamento da Configuração . medição e calibração tanto do ensaio como do próprio equipamento de medição estão incluídas.Gerenciamento da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade Diretrizes para Serviços . É a norma mais abrangente e completa pois trata do projeto. 4. É menos rígida que a 9001.Gerenciamento da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade Diretrizes .Diretrizes para Auditoria dos Sistemas da Qualidade .Normas ISO 9000 4. A ISO 9001 destina-se a empresas que precisam assegurar a seus clientes conformidade às exigências especificadas é atendida por todo ciclo. Produção. Quase metade dos elementos da ISO 9004 é exigida neste caso. ISO 9001 ISO 9001 . controlando as alterações no documento. identificação e rastreabilidade do produto. Instalação e Assistência Técnica . atribuição de atividades.Gerenciamento da Qualidade e Elementos do Sistema da Qualidade Diretrizes para Planos de Qualidade .5. organização de interfaces. desde o projeto até a assistência técnica pós venda. A ISO 9003 demonstra a capacidade de inspeção e ensaio de produtos.1987. ISO 9003 ISO 9003 . controle de equipamento de medição e ensaio. Projeto funcional para 1996. Ela inclui controle de documentação. ISO 9002 ISO 9002 . Manuseio. auditoria e treinamento. ISO 9004-2 . pois são registros da qualidade. pois isso constitui controle de produtos não-conformes.

auditoria das unidades representativas da amostra.9 – g) 166 . Uma companhia de grande porte deve ter um laboratório interno próprio de calibração e ensaio. O princípio é prevenção e não deteção. que inclua a lista de equipamentos que requerem calibração e qual a frequência de calibração exigida. A ISO 9000 exige a verificação completa do produto para acrescentar às inspeciones e aos ensaios durante a produção e recomenda: 1. A norma exige: 1. física e pneumática. com dois sub itens: 1.Requisitos de Garantia da Qualidade para Equipamento de Medição Controle do Processo de Medição (Projeto funcional. O artigo seminal da norma ISO 9001 é o 4. 4. eletrônica. deve ser incluído no sistema de calibração. Controle de equipamentos de inspeção. a ISO 9001 exige a manutenção adequada de equipamentos para assegurar a continuidade da capabilidade do processo (art. Toda calibração segue uma norma nacional. Se possível. Calibração do equipamento Todo equipamento usado para medir qualquer parâmetro. além da manutenção. Todo equipamento pertencente ao sistema de calibração deve ter uma etiqueta afixada com detalhes sobre a próxima data de calibração.1. solicitação periódica para calibração 4. a manutenção foi identificada como fator secundário apenas quanto à eficácia que produziria uma economia considerável.Diretrizes para Desenvolvimento de Manuais da Qualidade Projeto do comitê ISO/CD 10013 (1992) ISO XXXXX . Deve existir um Procedimento de Calibração. precisão. quando necessário. o equipamento deve ser verificado quanto a tendências e precisão. a verificação total de cada produto proveniente da produção.Economia em Qualidade Projeto funcional. se controlada.11. 2. Todos os operadores dos equipamentos de inspeção e ensaios são responsáveis para 5. 5. calibração inicial antes do uso 3.2. especificação e aquisição adequadas: amplitude. Porém. Para cada item do sistema de calibração. Isto implica em laboratórios de ensaio e calibração e centros nacionais de calibração. O cronograma deve ser cumprido. tendências.3. envolvendo toda espécie de medição.Requisitos de Garantia da Qualidade para Equipamento de Medição Sistema de Confirmação Metrológico para Equipamento de Medição (1992) 5. de modo regular e recalibrado sempre que necessário. Controle do equipamento de medição e ensaio Não basta testar a precisão de um medidor. é impossível operar uma fabrica dentro de um nível satisfatório de gerenciamento da qualidade sem um programa de manutenção preventiva. incluindo nova verificação na ordem de compra ou amostragem do lote e amostragem contínua. medição e ensaios. Deve ser feito um Cronograma de Calibração. ação corretiva. será removido imediatamente e levado para o Gerente da Qualidade. 5. com instruções. Deve haver um Procedimento de ação corretiva. Quando o equipamento estiver fora da calibração. evidencia documentaria dos itens anteriores 5. data imprevista) ISO 10013 . há um arquivo com detalhes dos resultados de todas as calibrações. deverá rastrear seus equipamentos contra um centro nacional.. elétrica. química. que se estiver impreciso pode afetar criticamente a qualidade. rastreabilidade quanto às normas de referência 6. Na década de 1980. Filosofia da Norma A filosofia da norma não é ensaiar com o propósito de encontrar falhas e sim ter o produto adequado na primeira vez e usar a inspeção e o ensaio para garantir sua conformidade. Controle e manutenção do equipamento Antes da ISO 9000 havia maior consideração quanto ao controle da produção e da engenharia de manutenção.Normas ISO 9000 ISO 10012-1 . Procedimento de controle ISO 10012-2 . Com relação à norma ISO 9000. Generalidades 2. porém. o equipamento deve ser substituído e enviado para recalibração. data e número ainda desconhecidos. é necessário um sistema para controlar a exatidão dele quanto a medição. robustez e durabilidade 2. Na revisão de 1994.

contra equipamentos certificados tenham uma relação valida conhecida com padrões nacional ou internacionalmente reconhecidos. processo e final e teste. Isto inclui as medições do produto comprado. 6. O fornecedor irá a) determinar as medições a serem feitas e a exatidão requerida e selecionar os equipamentos apropriados de inspeção. instalação e serviço de um produto para fornecer confiança em qualquer decisão ou ação baseada nos dados de medição. Deve-se garantir que todo equipamento usado com propósitos de medição seja adequado à sua aplicação. medições de controle de processo e medições do produto acabado ou serviço. que é atribuído no recebimento. medição e ensaios (incluindo software de ensaio) utilizados pelo fornecedor para demonstrar a conformidade do produto com os requisitos especificados. O controle deve ser exercido sobre indicadores locais. Os itens de equipamento de medição e ensaio classificados como inativos ou usados como referência e que não exijam calibração devem ser identificados como tal. equipamentos. através de auditorias de fornecedores. Porém. os métodos estatísticos são O fornecedor precisa identificar todas as medições necessárias para demonstrar que o produto está de conformidade com as necessidades. através de uma etiqueta de Calibração Não Exigida. robustez e confiabilidade nas condições reais de serviço. O fornecedor irá b) identificar todos dos equipamento de inspeção. O equipamento referido aqui é restrito ao usado para controlar e verificar a qualidade do produto. Medição e Teste A cláusula 4. a base usada para calibração deve ser documentada.11. independente do objetivo. A instrumentação da planta e os equipamentos de testes fornecidos para a segurança. procedimentos. O fornecedor deve estabelecer e manter procedimentos documentados para controlar. medição e teste fornece dados requeridos pelo sistema de qualidade. a instrumentação de processo que pode afetar as características especificadas de um produto ou serviço deve ser controlada convenientemente. Ela se aplica a equipamentos usados na satisfação das exigências das inspeções de recebimento. Equipamento de Inspeção. Para cada equipamento de medição e teste deve ser especificado e selecionada aquele que fornece a precisão.11 da Norma ISO 9000 apresenta de controle de equipamentos de inspeção. fabricação. controle ambiental. 167 . Deve-se manter um controle suficiente sobre todos os sistemas de controle usados no desenvolvimento. medição e ensaios. Quando não existirem tais padrões. sensores.Normas ISO 9000 garantir que o equipamento esteja aferido. verificando as etiquetas. calibração e mantido de acordo com as especificações da cláusula 4. Além disso. pessoas e condições ambientes. sempre que o instrumento de inspeção. conservação de energia ou material. Deve-se garantir que todos os fornecedores ou subcontratados utilizados no projeto e fabricação do dispositivo tenham um sistema de calibração satisfatório. calibrar e manter os equipamentos de inspeção. teste ou medição no sistema de garantia da qualidade para medições. medição e ensaios que possam afetar a qualidade do produto e calibrá-los e ajustá-los a intervalos prescritos ou antes do uso. Em particular. Para os sistemas de medição de produto e serviço. ferramentas valiosas para conseguir e demonstra conformidade com as especificações. então o equipamento deve ser identificado. Os equipamentos de inspeção. medição e ensaios devem ser utilizados de tal forma que assegurem que a incerteza das medições seja conhecida e consistente com a capacidade de medição requerida. instrumentos. exatidão. equipamento de teste e programas de computador. inclua todos os equipamentos críticos de inspeção. Todo item do equipamento de medição e ensaio deve ter um número de inventário. os métodos estatísticos são ferramentas preferidas no preenchimento da exigência global que "equipamento deve ser usado de modo que garanta que a incerteza da medição seja conhecida e seja consistente com a capacidade de medição requerida". É útil enfocar este elemento da perspectiva de que cada sistema de medição é um processo envolvendo materiais. Em termos gerais. podem permanecer fora do sistema de qualidade. Estes métodos podem também ser usados para monitorar e manter sistemas críticos de medições em um estado de controle estatístico. medição e ensaios com exatidão e precisão necessárias. controlador.

Estes estudos devem ser conduzidos usando procedimentos aceitos. Quando fora do critério de aceitação. são comuns equipamentos e procedimentos de medição complexos. 3. o laboratório do comprador nos estudos de métodos de testes para produtos acabados. onde apropriado. aprovados. Uma orientação nas exigências gerais para garantir a qualidade da calibração pode ser encontrada na norma ANSI/ASQC Standard M1-1987 . como a norma ASTM 4691-87 Standard Practice for Conducting an Interlaboratory Test 168 . Fabricantes de instrumentos padrão de medição especificam e. medição e ensaios. A indústria de processo freqüentemente usa materiais de referência internos. o usuário deve remover a causa antes da recalibração. quando entregues. fazer a ação corretiva. A preparação e testes destes padrões internos devem estar de acordo com procedimentos documentados e aprovados. para mostrar a situação da calibração. verificando a conformidade com a exatidão e precisão necessárias. aceitação ou limites e frequência dos testes. fazer recalibração. O fornecedor irá d) identificar equipamento de inspeção. 2. 3. Recalibração excessiva pode aumentar a variabilidade total. O equipamento e. medição e ensaios com um indicador adequado. identificação única. Quando reconhecidamente estes padrões não existirem. O software e procedimentos de controle de equipamento automático de teste também devem ser verificados. Considerar. Fazer a rastreabilidade dos padrões de calibração até os padrões nacionais e internacionais. ou registros de identificação aprovados. os materiais usados no teste devem ser verificados. Estes procedimentos devem definir o critério de Na indústria de processo. inclusive. usar padrões internos. método de conferência. Os procedimentos de calibração devem ser documentados. frequência de conferência. medição e teste deve incluir o seguinte: 1. critérios de aceitação e a ação a ser tomada quando os resultados forem insatisfatórios. localização.Calibration Systems. incluindo detalhes como: tipo de equipamento. medição e teste. O uso de um material de referência certificado para verificar a exatidão (incerteza sistemática) geralmente invalida somente parte de um dado processo de medição. calibrados e mantidos de acordo com procedimentos escritos. se eles existirem.Normas ISO 9000 A calibração de equipamento de inspeção. ajustes ou reparos para restabelecer a exatidão e precisão em operação. Estas especificações ou certificados de capacidade devem ser comparadas com as exigências do processo. A recalibração geralmente deve ser feita somente quando os testes indicarem que o sistema de medição estiver estatisticamente fora de controle. A verificação da capacidade do dispositivo contra a especificação ou certificado do fabricante é recomendada. existe uma causa especial). O critério de aceitação deve ser a precisão e exatidão requeridas para o teste mais exigente para que este equipamento é usado. Onde um sistema de medição é determinado estar fora de controle ou fora dos limites de aceitação. O desenvolvimento de sistemas especiais de medição deve incluir determinações da precisão e exatidão. geralmente.e. O intervalo de tempo entre as verificações de calibração e manutenção devem ser razoáveis para a necessidade: o fornecedor determinar isto baseado na experiência e conhecimento de como o equipamento é usado. mantidos e controlados como uma parte do sistema de qualidade. O fornecedor deve considerar a seguinte recomendação nos procedimentos de desenvolvimento e documentação: 1. 2. fornecem certificação da precisão e exatidão de seus equipamentos. Fazer verificações programadas periódicas dos sistemas de medição. A revisão dos registros de controle estatístico é geralmente necessária e útil para identificar quando e se ações corretivas são necessárias. Se os registros estatísticos mostram que o processo de medição está fora de controle (i. Verificação inicial da calibração antes de colocar em operação. 4. juntos com métodos estatísticos para validar o processo completo de medição. O fornecedor irá c) definir o processo empregado para a calibração de equipamentos de inspeção. contrato. Esta informação deve ser incluída na documentação do sistema de qualidade para o equipamento de inspeção. sistema de qualidade e métodos de teste..

medição e teste. medição e teste quando sua data de calibração está vencida. medição e ensaios sejam tais que a exatidão e a adequação ao uso sejam mantidas. preservação e armazenamento dos equipamento de inspeção. é necessário testar o desempenho do software antes dele ser usado para liberar material para uso ou venda. como parte do sistema de medição. medição e ensaios. ex. inspeções. esta parte do sistema requer uma análise das medições anteriores obtidas com o sistema de medição. O fornecedor irá g) assegurar que as condições ambientais sejam adequadas para calibrações. soluções analíticas padrão soluções buffer) devem ser identificadas por um número de etiqueta ou de algum outro modo que satisfaça as exigências de segurança e indique a data de expiração do material. Quando um sistema de medição é encontrado fora de calibração ou fora do controle estatístico. os registros de cada parte do equipamento de inspeção. O fornecedor irá e) manter registros de calibração para os equipamentos de inspeção. Esta seção da Normal contem exigências para garantir que a capacidade de todo equipamento de inspeção. As condições ambientais apropriadas para o sistema de medição devem ser continuamente mantidas. onde centenas de dispositivos de medição são usados no processo de produção. Para cada sistema de medição incluído no escopo desta exigência. O controle de procedimentos de amostragem é uma parte necessário do controle do sistema de medição. Os registros devem ser mantidos dos resultados da verificação da medição. 169 . alternativas práticas podem ser usadas.Normas ISO 9000 Program to Determine the Precision of Test Methods. medição e teste é protegido contra dano ou ajustes errados. medições e ensaios que estejam sendo executados. O usuário deve ser capaz de demonstra que o sistema efetivamente evita o uso de medição de um equipamento critico de inspeção. incluindo tanto materiais e equipamentos como software para ensaios. A avaliação de qualquer capacidade de sistema de medição deve incluir estudos da variação devido a amostragem. blindagens e instruções de trabalho devem ser incorporados ao sistema de qualidade para proteger este equipamento. O fornecedor irá h) assegurar que o manuseio.. a identificação da pessoa que fez a calibração e a próxima data de calibração. f) avaliar e documentar a validade dos resultados de inspeção e ensaios anteriores quando os equipamentos de inspeção. Além do status de calibração. Um método muito usado para evidenciar a calibração é a colocação de etiquetas físicas em cada peca do equipamento de inspeção. medição e teste. medição e ensaios. contra ajustes que poderiam invalidar as condições de calibração. devem incluir todos os dados da cláusula 4. Os materiais particulares (p. a variância devida aos procedimentos de amostragem é geralmente muito significativa. Na indústria petroquímica.11 (c). Dispositivos apropriados de proteção. Onde é usado software de computador. A etiqueta é marcada com a identificação do dispositivo. A manutenção de rotina e a verificação da precisão e exatidão dos sistemas de medição durante a produção devem incluir o arranjo dos dados obtidos usando amostras de referência ou padrão. j) proteger as instalações de inspeção. medição ou ensaios forem encontrados fora de aferição. incluindo qualquer substituição de medições incorretas nos registros do sistema de qualidade. Na indústria petroquímica. como registros baseados em computador com condições de verificar o status da calibração. o status corrente de sua calibração. é necessário identificar o equipamento e materiais usados para fazer as medições. Os produtos originados enquanto as medições estavam erradas podem requerer novos testes para verificar a conformidade com as especificações.

como sensores. objetivo e eficaz. utilizado ou instalado. moldes ou tintas usadas para preparar amostras para teste 2. devem ter outros programas. conservação de energia. O usuário sempre pode requerer e rever estes dados para verificar se os sistemas fornecidos são adequados. fios de extensão de termopares. desenvolvimento. Este diagrama deve ser claro.Normas ISO 9000 A situação de inspeção e ensaios do produto deve ser identificada através de meios adequados. Em instrumentação. Esta filosofia deve ser alterada e paralelo ao programa de Calibração e Ajuste dos Instrumentos da Qualidade. Deve-se ter. monitoram e controlam as variáveis de processo por vários motivos. para fins de cronograma de calibração 3. conversores. 4. mas que devem ser periodicamente calibrados e aferidos. há uma busca frenética da certificação pela ISO 9000. Todos estes procedimentos. a qualquer momento. fragrância e outros fatores 4. Certificação pela ISO 9000 7. Procedimentos Técnicos para classes de instrumentos e Tabelas Técnicas para os instrumentos específicos. Projeto Introdução Atualmente. custódia. programa de sistema de teste para análise de espectro 5. os quais indiquem a conformidade ou não do produto com relação a inspeção e ensaios realizados. controle do sistema de medição devem ser mantidos. economia de energia. 3. para assegurar que somente produto aprovado pela inspeção e ensaios requeridos ou liberado sob concessão autorizada seja expedido. igualmente cumpridos. Composição da Malha de Instrumentos. relacionados com segurança. Composição da Malha de Instrumentos. Somente a perseverança e insistência de um pessoal chave fará o sistema funcionar. custódia. se medem. segurança. registradores. Deve-se desenvolver Procedimentos Administrativos. para fins de cálculo de incertezas instaladas. plaquetas padrão de cor 3. A sistemática deve garantir que qualquer alteração (retirada ou colocação) deva ser feita por consenso entre os responsáveis envolvidos (Operação e Manutenção). os seguintes Procedimentos 1. qualidade. instalação e serviços associados do produto.1. ecologia e saúde ocupacional. balanço. 170 . todas as áreas tendem a incluir neste programa outros instrumentos que não impactam a qualidade. saúde ocupacional Atualmente. Lógica do Sistema Deve-se ter um Diagrama de Fluxo (Flow Chart) para cada atividade do sistema e para a elaboração dos Procedimentos. 6. devem ser consistentes entre si. no Brasil. A exigência relacionando o equipamento ou programa de computador de teste se aplica a tais coisas como: 1. no mínimo. direta ou indiretamente e que garantam a continuidade operacional da planta. ecologia e 7. Calibração dos instrumentos componentes da Malha. 2. ao longo da produção . 2. através de auditorias sérias. qualquer firma deve ter um Sistema de Calibração e Calibração dos instrumentos. 5. O seguimento sistemático e o rastreamento contínuo de todos os passos do processo nas áreas envolvidas. como o Programa de Calibração e Ajuste dos Instrumentos é o que possui o melhor marketing promocional e tem o suporte da alta direção da empresa. transmissores. equipamento de cromatógrafos a gás Os registros e dados de projeto. amostras de referência usadas para avaliar aparência. mesmo com enfoques diferentes. entre os quais se destacam: 1. Abrangência O Sistema de Calibração e Ajuste deve incluir todas as malhas que impactam a qualidade. Para tal. A identificada da situação de inspeção e ensaios deve ser mantida como definido no plano de qualidade ou procedimentos documentados. deve sustentar o Sistema e lhe dar credibilidade. O ponto de partida da implantação de um Sistema eficiente e eficaz é o treinamento de todo o pessoal envolvido no processo. balanço de processo. indicadores. 7. O pessoal deve ter curso de Metrologia onde sejam mostrados as bases teóricas e os aspectos técnicos para começar a dominar com segurança o sistema e passar a trabalhar de modo sistemático e transparente para implantar o Sistema de Qualidade que seja aceito e certificado conforme as normas ISO 9000.

com algumas dezenas de malhas incluídas no Sistema de Qualidade da ISO 9000 deve ter necessariamente um cadastro de instrumentos. com nomes e símbolos corretos devem ser as do SI (símbolo de Sistema Internacional de Unidades). Abreviaturas e símbolos Os nomes e símbolos das unidades estão claramente definidos no SI e devem ser seguidos. e largura de faixa em vez de span. Quantidade de documentos Há uma crítica generalizada de que o Sistema de Calibração e Ajuste envolve muita papelada e que esta papelada é inútil e perda de tempo. Tabelas Na elaboração de tabelas para registros de calibração e ajuste. uma única vez e não deve ser repetida em todas os quadros da tabela. Deve-se padronizar a linguagem técnica e usar somente termos em português. Deve haver uma consolidação dos procedimentos e uma padronização de linguagem. registros de calibração e ajuste. descritos na documentação estão sendo implementados e funcionando adequadamente. É muito difícil convencer alguém a escrever o que ele faz e ele acreditar que estes registros são úteis para a melhoria de seu trabalho e não é um meio para patrulhar o seu trabalho. ele visita os locais. Nas malhas de controle. esclarecer se é percentagem do fundo de escala ou do valor medido 4. preferivelmente 2. É muito difícil mudar a mentalidade de uma pessoa que durante anos fez o seu trabalho sem documentá-lo e sem preencher relatórios e registros. É necessário haver um programa de manutenção preventiva e corretiva do instrumento para garantir sua precisão e é necessário haver um programa de calibração para garantir sua exatidão.. somente o sensor. Quando os processos são 171 . Dados Técnicos Somente o essencial deve ser escrito nos procedimentos administrativos. usar faixa em vez de range. pois alguns procedimentos serão usados em mais de uma área (Manutenção e Laboratório). inicialmente o auditor verifica se a documentação trata dos elementos da qualidade. Unidades de engenharia Assim como os procedimentos devem ser escritos em português gramaticalmente correto. Uma planta típica. técnicos e relatórios. Deve se fazer um procedimento para abreviar os nomes de áreas. incorporando os símbolos usados nas normas de simbologia de instrumentos e usando os termos consagrados pela Instrumentação. Na documentação. deve-se colocar a unidade da grandeza em um quadro superior. o Sistema de Calibração dos Instrumentos de Laboratório e por isso deve haver comunicação e consenso entre os sistemas da Manutenção e do Laboratório. para que se possa verificar diretamente a adequação ao uso da malha instalada 3. não entrando o controlador nem o elemento final de controle. Tolerâncias As tolerâncias ou incertezas devem ser expressas em 1. deve-se também padronizar de nomes e de abreviaturas de nomes. Também faz parte do Sistema e geralmente é esquecido pelo pessoal de Instrumentação. pois isso é fundamental para se ter uma manipulação correta dos dados nos programas de computador.g. Qualquer dado técnico só deve ser escrito e constar em um documento se for utilizado pelo usuário. necessitando de um mínimo de definições adicionais. A filosofia do Sistema deve considerar apenas as malhas abertas de indicação e registro. uso do ponto e do espaço e colocação de preposição. algarismos significativos consistentes entre si e com a precisão dos instrumentos. o Sistema de Garantia da Qualidade deve contemplar o Sistema de Calibração – Ajuste e um Sistema de Manutenção Preventiva e Corretiva. Numa auditoria do sistema de qualidade da ISO 9000.Normas ISO 9000 Todo instrumento apresenta incerteza devida à precisão e incerteza devida à exatidão. Por isso. equipamentos e instrumentos. condicionador de sinal e indicador ou registrador fazem parte do sistema. e. Linguagem A linguagem empregada nos procedimentos deve ser simples e clara. na mesma unidade. O início da sabedoria é chamar as coisas pelos seus próprios nomes. quando expressa em percentagem. procedimentos administrativos e técnicos. empregando-se termos conhecidos por todos os envolvidos. as unidades de engenharia. unidades de engenharia. Todos os instrumentos do Sistema devem ser cadastrados. Posteriormente. definindo a quantidade de letras na abreviatura. coletando e analisando evidências para verificar se os controles do sistema.

através de ações corretivas. Justificar o estabelecimento da freqüência de calibração de cada instrumento. Para este programa ser futuramente empregado. 12. somente o computador não resolve. Implementação Organização O maior obstáculo à implantação do Sistema é passar a mensagem da Qualidade a todos os funcionários. que deve ser simples e agradável. quanto à posição e condições ambientais. de modo informal. 172 . é necessário que todo o pessoal já tenha familiaridade com a informática. Faça sempre como está escrito. quando necessário e sempre de modo oficial.2. Qualquer sistema confiável e eficiente de Calibração deve alterar consistente e dinamicamente os intervalos de calibração e isso só pode ser feito se houver um programa de computador. que seja entendido e aplicado por todos os envolvidos. 11. O processo exige a participação consciente e voluntária de todos os funcionários simultaneamente. As atividades de reparo e calibração devem ser demonstravelmente separadas. Registre o que realmente é feito e não perca tempo com o que deveria ser feito. através de critério técnico confiável e evidente. ordenação. que devem ser simples. 7. que não o substitui totalmente.Normas ISO 9000 simples e com muitas malhas iguais repetidas. 5. Escreva tudo de importante que é feito. compreensíveis e úteis. 4. de modo que o responsável pelo reparo de um instrumento nunca esteja envolvido na subsequente calibração e certificação deste instrumento. 2. sempre em ordem cronológica. Atuar para modificar e não modificar sem atuar. seleção e separação. Evitar que as não conformidades se repitam contínua e sistematicamente. 9. atuando nas causas e não nos efeitos. Para que o Sistema de Calibração da Qualidade seja implementado com sucesso é necessário: 1. Ter sempre Procedimento Técnico para fazer calibração e manutenção de instrumento específico e não usar apenas o manual do fabricante. 6. Fazer registros de não conformidade devida a instrumentos de processo com defeito. Fazer as correções e revisões dos procedimentos administrativos e técnicos. 10. cuidando da calibração dos instrumentos de processo e um Laboratório de Metrologia calibrando estes instrumentos de calibração. Informatização e instrumentação No Brasil. 8. Armazenar os instrumentos em locais adequados e previstos para tal. Seguir as recomendações do fabricante. Estabelecer mecanismos para que a modernização dos instrumentos de controle de processo implique também na modernização consistente dos instrumentos de calibração e ajuste destes instrumentos do processo. Identificar e separar os instrumentos sem condição de uso. ainda há poucos computadores usados como ferramenta de suporte para a manutenção preventiva e corretiva dos instrumentos. é necessário se criar antes uma infraestrutura organizacional eficiente. além de um gerenciamento competente e dedicado prioritariamente ao sistema. separando os registros diferentes e agrupando na mesma pasta os registros do mesmo tipo. Porém. Ter disciplina na organização da documentação. Identificar os instrumentos de processo sobressalentes que devem estar separados dos outros não pertencentes ao Sistema de Qualidade. principalmente entre os instrumentos padrão das áreas (padrões terciários) e os instrumentos padrão do Laboratório de Metrologia (padrões secundários). exatos. Controlar uso de instrumento com Restrição de Uso por causa da calibração incompleta devida à falta de padrões secundários adequados. não calibrado. resumidos. fazendo correções a lápis nos procedimentos. Infra-estrutura Deve-se ter uma Oficina de Manutenção. Use sempre os procedimentos existentes. Estabelecer uma política clara e definida nos procedimentos para utilizar os instrumentos que atendam as exigências metrológicas. A evidência do cumprimento de um sistema de qualidade é a documentação. a quantidade de procedimentos se torna relativamente pequena. 3. cuidando-se da limpeza. completos. Formação e qualificação do pessoal 7. não pertencente ao Sistema de Qualidade. Usar o instrumento padrão somente com o correspondente Registro de Calibração.

escopo 4. seqüência de passos da calibração. um Procedimento Técnico relacionado com determinado registrador eletrônico. O procedimento deve refletir a maneira pela qual as coisas são realmente feitas. Procedimentos O Sistema de Calibração de uma planta pode envolver dezenas e até centenas de procedimentos administrativos e técnicos. simultaneamente. conservada. Documentação A documentação do sistema deve ser atual. Faltam encontros internos agendados onde se possa levantar e discutir problemas potenciais. No sistema de qualidade. valores encontrados antes do ajuste 3. política 2. um registro de calibração e ajuste deve ter os seguintes campos: 1. valores limites aceitáveis 173 . com entrada de milivoltagem de termopar e deve haver uma tabela com valores específicos para determinada aplicação de registro de temperatura. 2.Normas ISO 9000 O investimento nos equipamentos deve ser complementado com o investimento no pessoal. Este apoio significa 1. Para dominar o Sistema de Calibração e Ajuste de Instrumentos. por programação ou por acidente. mesmo de outra atividade totalmente diferente. Por exemplo. diagrama de blocos (flowchart) 8. Gerência O gerenciamento do Sistema de Calibração e Ajuste deve ser bem dominado por todos os supervisores das áreas. quadro de pessoal suficiente. Aliás. chegando-se aos mesmos resultados. padrões. Toda calibração correta envolve o instrumento a ser calibrado. É também fundamental aprender com as experiências bem sucedidas de outras empresas. Metrologia e Estatística. Copene. IBM. Petrobrás. 4. que devem ter o total apoio da alta direção. O treinamento do pessoal é tão importante na qualidade que é mencionado nas cláusulas 4. toda pessoa envolvida deve ter conhecimentos sólidos de Instrumentação. tag. objetivo 3. dados a serem tomados e o grau de conformidade a ser conseguido. Toda pessoa necessita de treinamento e sempre o faz. No mínimo. um procedimento administrativo deve ter os seguintes tópicos: 1. Vale do Rio Doce.11 (ISO 9003). facilidade de se programar e executar treinamento do pessoal. identificação do instrumento (serial. 4. responsabilidades 5. procedimento 10. um critério para o cadastro e escolha do fabricante de instrumento deve ser a disponibilidade de catálogos claros e úteis. O objetivo de um procedimento é assegurar que uma tarefa seja feita do mesmo modo. modelo 2. divulgada entre todos os envolvidos e bem dominada pela maioria. fabricante. Para tornar a tarefa objetiva. A pessoa bem treinada fica motivada para fazer melhor o seu trabalho e a um menor custo para a empresa. Catálogos Os catálogos técnicos dos instrumentos são úteis para se fazer corretamente sua manutenção e calibração. distribuição e registros Registros Nos registros devem ser anotadas as leituras dos instrumentos e nada mais que as leituras. valores lidos depois do ajuste 4. No mínimo. 3.18 (ISO 9001). facilidade de compra de equipamentos de calibração e ajuste adequados. Celpav e CSN. operador e um procedimento escrito. feita pela mesma pessoa em tempos diferentes ou feita por pessoas diferentes. como Xerox. o procedimento deve tirar toda subjetividade e vontade do operador. Os catálogos de instrumentos são a fonte de consulta para a determinação das incertezas dos instrumentos e por isso eles devem ter as informações acerca de exatidão e precisão bem explícitas. É demorado aprender tudo sozinho. os valores encontrados e os valores limites para se fazer os ajustes de calibração. O procedimento administrativo (PA) deve indicar quando se deve fazer os ajustes necessários e o procedimento técnico (PR) e o registro (PP) devem indicar especificamente a classe de incerteza dos instrumentos padrão usados. documentos associados 7. é muito útil a troca de experiência entre as áreas.17 (ISO 9002) e 4. O procedimento escrito de calibração é o meio de tirar o máximo do bom equipamento e do operador treinado. pois se aprende com os erros dos outros. deve haver um Procedimento Administrativo relacionado com a calibração de registradores eletrônicos. definindo a interligação. facilidade de obtenção de microcomputadores modernos. definições 6. descrição do diagrama de blocos 9. disseminar experiências que deram certo e corrigir rumos.

nome e assinatura do responsável pela aprovação 12. o INMETRO recomenda 3:1). É comum se encontrar registros sucessivos com as leituras idênticas e redondinhas (4. pode ser adequada para atender as necessidades metrológicas de um processo pouco exigente. Produção. nome e assinatura do executante 11. apresentar certificados de calibração com melhor estética e mais compreensíveis ao usuário. O Laboratório de Metrologia deve ter um ambiente controlado. voltagem ou corrente elétrica que podem ser calibradas e a exatidão correspondente. pois esta relação depende do risco associado com o processo de medição.00. gravidade e campos de interferência de rádio frequência (RF) devem ser conhecidos.00. mas escreveu os valores nominais esperados ou então usou instrumento com classe de precisão insuficiente. Deve-se ter um ambiente limpo e agradável de se trabalhar. todos devem entender e administrar as conseqüências desta relação. Equipamentos e instrumentos Instalações de Processo A maioria das instalações de medição e controle de processo está adequada para as necessidades metrológicas do processo. Estes registros não podem ser considerados evidências de calibração.ajuste 9. 6.00. o Laboratório de Metrologia deve ter métodos de calibração mais rigorosos e controlados. correções devidas à temperatura diferente da teórica e outros fatores. 8. A chave é um conjunto fixo de procedimentos e a disciplina em sua aplicação. 10. Esta aprovação deve ser séria e feita somente após a leitura atenciosa dos dados registrados. Com dinheiro suficiente. volume e nos parâmetros elétricos indiretos das substâncias. O Laboratório de Metrologia deve ter métodos de calibração monitorados por computador. área. qualquer pessoa pode sair por aí e comprar um instrumento de calibração. Estas anotações indicam que o instrumentista não leu corretamente as leituras dos instrumentos. quando se tem padrões de pressão a pistão e a peso morto. diminuir a probabilidade de erros. A aceleração da gravidade local deve ser conhecida. Estes cuidados e exigências do Laboratório de Metrologia devem ser bem entendidos. A umidade altera a isolação de plásticos e placas de circuito impresso e a condução de superfícies. A calibração de instrumentos de pressão absoluta requer o conhecimento exato da pressão atmosférica. Mesmo uma instrumentação pneumática. com locais adequados para se armazenar e separar os instrumentos de processo e de teste. o Laboratório de Metrologia deve ser o modelo de disciplina e rigor no cumprimento dos procedimentos escritos.00.00 e 20 mA cc). 18. com condições ambientais estabelecidas 7. que varia para cada processo. A pressão atmosférica afeta o empuxo e o peso das massas. Algumas normas sugerem e justificam determinadas relações (MIL STD 45662 recomenda o mínimo de 4:1. O Laboratório de Metrologia deve ter instrumentos padrão que sejam mais precisos que os instrumentos calibrados. Laboratório de Metrologia O Laboratório de Metrologia deve ser a referência metrológica de todas as áreas da empresa (Manutenção. instrumentos padrão utilizados com rastreabilidades válidas 6. Deve-se ser íntegro. escrevendo o que se lê e não o que deva dar e nem o que o chefe quer. Se uma empresa determina que a relação mínima entre as incertezas do instrumento calibrado e do padrão seja de 3:1. com mais de dez anos de uso. 16. Nenhuma norma estabelece números obrigatórios de relação entre incerteza do padrão e do instrumento calibrado. Embora os instrumentos geralmente não sejam sensíveis à iluminação. Isto é estatisticamente impossível de ocorrer. que sozinho não garante boas calibrações. local de calibração. onde seja possível se calibrar muito mais pontos. principalmente o Laboratório de Metrologia.00. umidade relativa entre 20 a 60%. temperatura. O Laboratório deve produzir uma listagem ou gráfico que mostre as variáveis físicas. os operadores o são. data da próxima calibração programada 10. critério de aceitação 8. data de calibração . A pressão atmosférica. Laboratório).Normas ISO 9000 5. como pressão. Oficinas de Manutenção e de Reparo A oficina de Manutenção e Reparo deve ser reaparelhada para se adequar às exigências do Sistema de Calibração e Ajuste. por isso sugerindo varias relações.00. mas são apenas sugestões. Consistentemente. Estes registros são totalmente inúteis e não permitem o Controle Estatístico de Processo que já é recomendado pela norma ISO 9001 (JUL 94) e certamente será obrigatório na próxima revisão. Por isso. 12. A temperatura influi em comprimento. Os registros preenchidos devem ser aprovados pelo Chefe de Divisão e pelo Supervisor da área. pois 174 . com a temperatura igual a 23 ± 5 oC.

g. faz-se o consenso. com incertezas menores. que se não forem bem entendidos e aplicados. 2. o Laboratório deve 1. mantidos no Laboratório de Metrologia.3. Ter padrões acima desta relação é um desperdício de dinheiro e não há nenhuma vantagem prática detectável. os padrões secundários. é necessário entender e usar corretamente 1. O discernimento de detectar os instrumentos que afetam a incerteza da medição em malhas multivariáveis. Devolver o instrumento e não pagar o serviço quando estas exigências não forem cumpridas. mesmo quando mecânica. 3. e. há as seguintes etapas: 1. dá resultados totalmente errados. 2. 3. malha de indicação de vazão com compensação de pressão e temperatura.Normas ISO 9000 seu objetivo é calibrar e aferir os instrumentos padrão que calibram os instrumentos de processo. o instrumento herda a incerteza do padrão e a incerteza da medição com o instrumento calibrado é igual à soma das duas incertezas. 175 . mantidos nas oficinas de área. de modo didático. quando algumas tolerâncias requeridas devem ser aumentadas. para calibrar os padrões terciários. 4. 3. onde a malha de indicação inclui a interface entrada/saída (I/O) e a indicação do monitor de vídeo (tubo de raio catódico). 5. Exigir que os padrões usados na calibração tenham uma determinada incerteza (sugestão: mínima de 5 vezes). para adequar ao uso os instrumentos instalados. O conceito de malha de instrumentos. onde apenas o indicador de painel é usado pelo operador para tomar decisões. Para ser eficiente. há muitos anos atrás. 7. As sugestões das normas estabelecem também uma relação máxima entre as incertezas do instrumento calibrado e do padrão. definindo o número de degraus da cadeia de rastreabilidade metrológica e deve seguir esta política. mantendo-se os instrumentos existentes ou alguns instrumentos são mudados. para calibrar os instrumentos de processo. instrumentos de processo. Quando se tem um instrumento calibrado com incerteza igual à do padrão. tipicamente em 10:1. Tem-se uma malha com um tacômetro. um indicador local. o registro ou a totalização. O conceito de multiplexação. padrões secundários. 2. O Laboratório de Metrologia de uma empresa é para atender as exigências do chão de fábrica e não um laboratório científico para enviar foguetes no espaço sideral. um condicionador de sinal e um instrumento de display. que tipicamente possui um sensor. a Instrumentação calcula ou mede as incertezas dos instrumentos já instalados. Solicitar a probabilidade ou o limite de incerteza real (2σ ou 3σ) O Laboratório de Metrologia deve orientar claramente. para atender as incertezas requeridas. Exigir que o algorítmo de cálculo de incerteza seja definido 5. um indicador no painel e um registrador de painel. o uso de instrumento degradado ou estabelecer Procedimento para a adequação ao uso deste instrumento. o Processo lista as malhas de instrumentos que impactam a qualidade do produto. quando se tem vários sensores. estabelecendo os limites de incerteza para cada grandeza indicada. com vários condicionadores de sinal. preferivelmente os da Rede Brasileira de Calibração. A filosofia recomendada para a cadeia metrológica de uma empresa de tamanho médio seria: 1. se usa a indicação do indicador. 2. a indicação do controlador. O conceito de modularidade aplicado à instrumentação de SDCD e CLP. Por isso. 4. A empresa deve estabelecer a sua política. Para isso. O comportamento do operador na sua tomada de decisão. Comprovação Metrológica Introdução Na implantação do Sistema de Calibração e Ajuste para a certificação da ISO 9000. 3. podendo ter várias combinações de malhas. 4. vários registradores e um único indicador. Garantir através de pedido bem especificado que todo instrumento enviado para os laboratórios externos seja calibrado e ajustado e não apenas aferido.. comprados sem nenhuma critério metrológico. um conversor. Estas tarefas envolvem vários conceitos importantes de Instrumentação. padrões terciários. toda aquisição de padrão deve ser criteriosamente analisada sob o ponto de vista metrológico e econômico. calibrados fora da empresa O Laboratório de Metrologia é a interface entre a empresa e os laboratórios externos.

necessidade de medir as condições de calibração (temperatura. tem-se a medição e não o cálculo da incerteza. Obviamente. registro). Geralmente. elemento condicionador de sinal e o instrumento de display (indicador ou registrador). errados por má fé ou por incompetência ou inexistentes. em linha com o processo. Compatibilidade metrológica A incerteza da malha de instrumentos instalada deve ser menor que a incerteza requerida pelo processo. O que Sistema cuida é que a indicação esteja dentro dos limites de incerteza estabelecidos pelo processo. as incertezas requeridas pelo processo são arbitrariamente estabelecidas pela Produção ou. Ocorre uma não conformidade quando se pensa que a indicação está correta e se verifica que ela está errada.. Composição das malhas Para fins de qualidade. eles não são informados à Instrumentação. 3. tem-se várias outras vantagens. e por isso deve ser definida uma relação numérica entre estas incertezas (não use adjetivos. o operador percebe a não conformidade e. A partir dessa não conformidade. quando isso for previsto por contrato. Como conclusão. é vantajoso se fazer a calibração por malha (como regra) e. desde que a empresa faça a calibração por malha e não por instrumento. ambiente). transporte e recolocação dos instrumentos. 4. influência do meio ambiente agressivo e do padrão de calibração indevido. em vez de calcular a incerteza total a partir das incertezas dos instrumentos componentes. quando se faz a aferição do instrumento indicador. Há casos em que a incerteza calculada é maior que a requerida pelo processo. Isto é conseguido facilmente. Em algumas situações. Não é necessário considerar os instrumentos de controle e o elemento final de controle. em caso 176 .Normas ISO 9000 6. atua no processo para levar a indicação para os limites previstos pelo processo. O aceitável é considerar a incerteza medida do instrumento não-conforme associada com as incertezas máximas dadas pelo catálogo dos fabricantes dos instrumentos. pode-se concluir que 1. 2. pois não se tem o risco de descalibrar o instrumento na retirada. consistente com a política metrológica de toda a empresa. a calibração é mais confiável. coerente com a recomendação metrológica de não imaginar quando puder calcular e não calcular quando puder medir. o produto sai fora da especificação e instantaneamente. pois uma malha típica tem três instrumentos. 3. a incerteza requerida pelo processo está errada e poderia ser maior ou 2. a calibração por malha tem algumas desvantagens. a malha de instrumentos não impacta a qualidade final do produto. Os cálculos das incertezas devem ter a referência bibliográfica (catálogo de fabricante. a malha de instrumentos inclui apenas o elemento sensor. devem ser tomadas ações corretivas e preventivas. necessidade de reescrever os procedimentos orientados para calibração de instrumentos individuais. gasta-se menos tempo na calibração por malha. Cálculos de incertezas das malhas No cálculo das incertezas das malhas do Sistema de Qualidade. é preferível medir a incerteza da malha. literatura técnica. os valores das incertezas requeridas pelo processo são estabelecidos depois que a Instrumentação calcula os valores das incertezas instaladas. onde os dados metrológicos são incompletos. secundários e em toda cadeia de rastreabilidade. umidade. quando há critérios. Este menor é vago. Quando há problemas no controlador ou no elemento final de controle. use números). As informações contidas nos catálogos dos fabricantes. devidos ao envelhecimento. 7. disponibilidade de padrões que possam ser usados na área industrial. Calibração por malha Não imagine quando puder calcular e não calcule quando puder medir. a calibração é mais exata. pois todos os efeitos da instalação são considerados naturalmente. Além de se ter um tratamento mais realista das não conformidades. como: 1. como a empresa já funciona há muitos anos e o seu produto está dentro da especificação nominal. o algoritmo de cálculo típico é aquele onde a incerteza total é a raiz quadrada da somas dos quadrados das incertezas individuais. inclusive rastrear o produto. Mas. determinando-se estes fatores através de dados estatísticos e experimentos de laboratório. pois há implicações nas incertezas dos padrões terciários. Porém. tais como: 1. 2. O bom senso para se usar fatores de degradação e drift.

Beamex. Transmation. Fluke. Prevendo esta tendência mundial. fazer a calibração dos instrumentos individuais (exceção). Hathaway. Eutron. 177 . antes da finalização e publicação das normas ISO 9001 e 9004. Unomat).Normas ISO 9000 de não-conformidade. Revisão 2000 da ISO 9000 As normas ISO 9000 terão uma revisão em 2000. Já há testes de implementação do rascunho (draft) desta revisão. Rochester. os fabricantes de instrumentos de teste e calibração desenvolveram vários instrumentos multitarefa para executar calibrações na área industrial (Altek. Ronan.

implantar um sistema de Controle Estatístico do Processo para os dados dos registros de calibração. drift e influências da instalação. estabelecer uma filosofia de calibração do sistema para aferição por malha. principalmente os procedimentos técnicos e administrativos. como exceção. 5. 3. ao ceticismo de uns e à omissão de outros. estabelecer com critério a lista das malhas que impactam a qualidade e garantem a continuidade operacional da planta. estabelecer uma política e procedimentos do Laboratório de Metrologia. Como recomendações finais. 6. 9. 2. escolher um programa de gerenciamento do Sistema de Calibração e Aferição que atenda as especificidades da empresa e rode nos computadores acima. 8. implantar um sistema adequado de microcomputadores na Oficina de Manutenção. como regra e aferição por instrumento. Apostila\Metrologia ApB-ISO9000. estabelecendo a comunicação adequada com a Produção e Laboratório. um Sistema de Calibração e Ajuste dos Instrumentos pode funcionar bem e receber a certificação ISO 9002. considerando os parâmetros de especificações nominais. com as suas respectivas incertezas. Laboratório de Metrologia e Laboratório Químico-Físico. para haver um posicionamento mental orientado para a equipe e para elevar o moral e a eficácia do pessoal.Conclusão final Mesmo com as dificuldades inerentes à mudança de hábitos e motivação de pessoal. adequando os conceitos de instrumentação e uniformizando a terminologia. 4. programar e executar um treinamento de todo pessoal envolvido no Sistema. 10. fazer criteriosamente os cálculos das incertezas das malhas requeridas pelo processo.doc 26 MAI 97(Substitui 04 JUN 96) 178 . tem-se: 1. 7. fazer um Manual de Qualidade e escrever um conjunto de documentos. adquirir instrumentos de teste e aferição (padrões terciários) em quantidade apropriada e com precisão metrologicamente consistente. Todo mundo deve ter um treinamento contínuo. tornando-o centro de referência de todas as áreas da empresa.

Fundação Centro Regional em Tecnologias Inovadoras Cetec . RS Joinville. SP Petrópolis. RJ Vitória. BA São Paulo.Centro de Pesquisas de Energia Elétrica Certi .Instituto Fluminense de Metrologia SC Ltda INPE . RJ Florianópolis. RJ São Paulo. SP São Paulo. SP São Paulo. Pesquisa e Inovação Tecnológica Furnas Centrais Elétricas SA Ibametro – Instituto Bahiano de Metrologia.Instituto Nacional de Tecnologia IOPE Instrumentos de Precisão Ltda IPEI . RJ São José dos Campos. PR Volta Redonda. SP Piedade. Embraco – Empresa Brasileira de Compressores Fucapi – Fundação Centro de Análise. SC Belo Horizonte.C. SP Rio de Janeiro. MG Simões Filho.Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais Instituto Presbiteriano Mackenzie INT .A. SP (035) 523-1001 (071) 394-1172 (011) 815-2423 (0242) 21-2652 (012) 325-6274 (011) 236-8766 (021) 253-9294 (011) 265-4577 (011) 419-0200 Eletricidade Eletricidade Pressão Temperatura Eletricidade Tempo Dimensão Força Força Temperatura Dimensão 179 .Centro Técnico Aeroespacial Dresser Indústria e Comércio Ltda – Divisão de Manômetros Willy Ecil S. SP São Paulo.Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais Cetemp/Senai RS . ES São José dos Campos.Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais Cidade. Normalização e Qualidade Industrial IEE/USP . UF São Paulo. SC Curitiba. BA Rio de Janeiro. MG Porto Alegre. SP São Paulo.Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo IFM . Rede Brasileira de Calibração Laboratório ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland ABSI .Centro Tecnológico de Mecânica de Precisão CMPJ – Centro de Mecânica de Precisão de Joinville Copel – Companhia Parananense de Energia CSN – Companhia Siderúrgica Nacional CST – Companhia Siderúrgica Tubarão CTA . SP São Bernardo do Campo.Indústria e Comércio Ltda Balitek – Instrumentos e Serviços Ltda Ceman – Central de Manutenção Ltda Cepel . SP Telefone (011) 268-5111 (011) 914-8987 (011) 215-0088 (071) 832-8586 (021) 767-2111 (0482) 34-3000 (031) 486-1000 (051) 592-5618 (047) 432-0133 (041) 366-2020 (0243) 44-705 (027) 348-2162 (012) 340-3355 (011) 453-5477 (0152) 44-3000 (047) 441-2686 (092) 237-5858 Grandezas Dimensão Força Pressão Dimensão Pressão Dimensão Pressão Eletricidade Tempo Dimensão Força Pressão Força Dimensão Dimensão Eletricidade Dimensão Eletricidade Pressão Temperatura Dimensão Pressão Temperatura Dimensão Dimensão Eletricidade Tempo Massa Furnas. SP Camaçari.

Maio 1997. RS Rio de Janeiro Manaus.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Senai/RJ – Cetec de Metal Mecânica Euvaldo Lodi Sharp do Brasil S. (0474) 26-1712 São Paulo.A. AM São Paulo. p. RJ Santos.Centro de Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas Yokogawa Elétrica do Brasil Indústria e Comércio Ltda Fonte| CQ Qualidade. SP (011) 37418417 (021) 270-5888 (013) 227-5666 (0192) 39-1103 (011) 548-2666 Apostila\Metrologia ApD-RedeCalibração. Siemens S. 42 São Paulo. SP Rio de Janeiro.doc 26 MAI 97 (Substitui 11 MAI 96) 180 .Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC/RS . SP (011) 268-2211 K&L Assistência Técnica em Instrumentos de Medição Mitutoyo do Brasil Indústria e Comércio Ltda Naka Instrumentação Industrial Ltda PUC/RJ . SP Campinas. RJ Porto Alegre. SP São Paulo. SP Rio de Janeiro.Rede Brasileira de Calibração IPT .Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo SA São Paulo. SP (011) 478-4544 (011) 417-1177 (021) 259-5197 Dimensão Eletricidade Força Massa Pressão Temperatura Dimensão Dimensão Pressão Dimensão Força Pressão Temperatura Eletricidade Rádio freqüência Dimensão Dimensão Tempo Dimensão Força Pressão Tempo Eletricidade Tempo Dimensão Eletricidade Pressão Dimensão Eletricidade Tempo (051) 339-1511 (021) 569-1322 (092) 614-2533 (011) 833-4405 Tektronix Indústria e Comércio Ltda Tridmensional Leka’s Medições Ltda Triel Engenharia Ltda Unicamp .A. SP São Paulo.

Os gregos e romanos mediam os edifícios e aquedutos para garantir que eles estavam de conformidade com as especificações. os estudantes e aprendizes cumpriam rigorosos programas de treinamento e acompanhamento dos mestres. 1. Os produtos e os processos se tornaram mais complicados. os egípcios mediam as pedras que usavam nas suas pirâmides.D. igrejas. especialista. Durante a Idade Média até os anos 1900. Os inspetores verificavam a qualidade do produto após determinadas operações e no final. com um grande salto. tapeçaria. inspeção 3. O volume de produção aumentou.1. controle de qualidade 4. Apresentar a história da qualidade. História da Qualidade 1. pontes. Durante a produção. Para garantir a uniformidade. Há quatro mil anos atrás. 3. O volume da produção era pequeno. ficou impossível o supervisor controlar rigorosamente as operações individuais de cada trabalhador. rejeitados. A qualidade era determinada e controlada pelo próprio indivíduo ou pelo grupo. 2. O supervisor que dirigia a operação se tornou o responsável pela qualidade do produto final. os itens eram separados. Primórdios As técnicas de qualidade são usadas desde os tempos antigos. que é responsável pela coordenação das diferentes tarefas e operações. O período de 1920 e 1940 foi chamado de Controle de Qualidade por Inspeção. esculturas e arquiteturas. As estruturas e arquiteturas dos romanos para edifícios. características e aspectos. supervisor 2. Havia o conflito entre as mensagens de "produção a qualquer custo" e "qualidade é o mais importante". garantia da qualidade 5. estradas até hoje causam admiração e inspiração. Inspeção A qualidade moderna começou na década de 1920. Os departamentos de inspeção não eram independentes. a qualidade do produto melhorava muito lentamente. Crosby e Juran 1. O resultado foi o 181 . a produção de bens e serviços era confinada a indivíduos isolados ou grupos pequenos de indivíduos. Os itens não-conformes podiam ser retrabalhados e quando isso não fosse possível. independente da qualidade. Quando haviam discrepâncias entre o padrão e o item do produto. a partir de 1900 evoluiu através dos seguintes estágios: 1. tem-se o período chamado de Controle de Qualidade do Supervisor A Revolução Industrial gerou a produção em massa.2. roupas. A desvantagem deste enfoque é a perda do senso de acompanhamento e identificação do trabalhador com o seu produto. Conceituar qualidade e listar sua terminologia. Mostrar as três filosofias básicas de qualidade. Havia padrões para serem comparados com os produtos. segundo Deming. Nesta configuração apareceu a figura do supervisor. eles geralmente se reportavam ao departamento de fabricação cujos esforços eles inspecionavam. Fundamentos da Qualidade Objetivos de Ensino 1. a função qualidade nas organizações modernas. O autor do trabalho se orgulhava dele e esta motivação garantia a qualidade. Este período foi chamado de Controle de Qualidade do Trabalhador Os artesões especificavam. Como o número de trabalhadores se reportando ao supervisor se tornou muito grande. Neste ambiente. Qualidade Moderna Segundo Feingenbaum. mas somente de uma porção ou parte do produto. pois o departamento de inspeção rejeitava uma batelada de produtos não-conformes e o departamento de fabricação queria aproveitar essa batelada de produtos para venda. O indivíduo não era mais responsável pelo produto inteiro. mediam. Isso apresentava um conflito de interesses. os inspetores mediam os produtos contra especificações. Os primeiros grupos de qualidade eram os departamentos de inspeção. controlavam e garantiam a qualidade das tintas. gerenciamento da qualidade total Supervisor Entre 1900 e 1920.

total quality management) ou o gerenciamento da qualidade em toda a companhia (CWQM . O início da Segunda Guerra Mundial requereu produtos militares sem defeitos. desde o comitê executivo que estabelece a política de qualidade até a recepcionista na portaria da firma. associada à qualidade. calibração dos instrumentos. Edwards Deming (1950) e Joseph M. A qualidade está associada com cada indivíduo. O comitê executivo define uma política realística. como Walter A. Controle da qualidade No período de 1940 a 1960. Qualidade. análises técnicas. Esse conceito era adequado para a NASA (National Aeronautics and Space Administration) em lançamento de foguetes e satélites. desenvolvendo e implantando uma ética e cultura de qualidade.zero defect). H. QA evolui para o Gerenciamento da Qualidade Total (TQM . foi desenvolvida a série de normas MIL-STD-105. Embora as condições fossem idéias para se explorar os benefícios do controle estatístico da qualidade. a fase da evolução é chamada de Controle Estatístico da Qualidade. que foram aceitos e estudados. era controlada durante a produção. A inspeção de 100%. foram desenvolvidos os fundamentos estatísticos da qualidade e a Bell Telephone Laboratories montou uma equipe de pioneiros do estudo da qualidade. Romig e H. baseado no estilo participativo do gerenciamento. Para fabricar um produto com qualidade ou entregar um serviço com qualidade requer a atenção e envolvimento de todos da organização. O departamento QC era separado da fabricação. treinamentos. A qualidade do produto era crucial para ganhar a guerra e isso somente seria garantido se o departamento de inspeção pudesse controlar os processos de produção. o controle da qualidade evoluiu para Garantia da Qualidade (QA quality assurance). Stewhart (controle estatístico de processo). orientado para o usuário e realizado competitivamente. do instrumentista que mantém os instrumentos em operação. para ter autonomia e independência. os grupos de inspeção evoluíram para os departamentos de Controle da Qualidade (QC). as indústrias americanas se mostraram preguiçosas e pouco interessadas com estas teorias relacionadas com qualidade. confiáveis e atraentes. O foco do programa é toda a companhia. os americanos W. que era agora considerado o guardião da qualidade. os gerentes estabelecem objetivos atingíveis. teste dos produtos e inspeção da matéria prima. foi substituída pelos planos de amostragem. do responsável pela embalagem do produto. Foram para o Japão. que são obtidos através de consulta e discussão em grupos informais.Os grupos de qualidade da companhia são menores. Em 1950. 182 .company-wide quality management). com mais autoridade e menor responsabilidade direta pela qualidade. Nesta etapa. No Japão. Em 1946. geralmente impraticável. como consultores e professores. É responsabilidade da pessoa que faz diretamente o trabalho. definida como conformidade com a especificação. Garantia da Qualidade Na década de 1960. Neste período surgiu o conceito de Defeito Zero (ZD . da telefonista que se comunica com o mundo externo. em vez de ser inspecionada nos produtos. as recepcionistas são gentis e eficientes e os operadores fabricam um produto sem defeitos.Fundamentos da Qualidade Durante este período. Este princípio assume que a produtividade irá aumentar através de um moral elevado e motivação. totalmente destruído pela guerra. Cada elemento da organização. contribui para o êxito ou boicote do esforço da qualidade. G. Dodge (planos de amostragem). Foi o Japão. formouse a American Society for Quality Control (ASQC). o grupo de qualidade tem autoridade para impedir a saída de um produto defeituoso da porta da fábrica. O QA é uma área funcional responsável pela inspeção dos produtos. Gerenciamento da Qualidade Total Na década de 1970. A qualidade não fica apenas em um departamento.F. O programa de qualidade total envolve toda a organização. Os consultores de QA atuavam nos departamentos onde realmente estava a responsabilidade pela qualidade. do gerente que supervisiona os empregados. Por exemplo. da recepcionista que atende alegremente as pessoas. enquanto a responsabilidade do controle de qualidade atua no operador do departamento de fabricação. os engenheiros projetam produtos funcionais. que se baseava na obtenção de produtividade através do envolvimento do trabalhador. surgiu o conceito de círculos de controle de qualidade. A responsabilidade pela qualidade foi transferida para um departamento independente (QC). Juran (1954). O departamento de garantia da qualidade assegurava a qualidade do processo e do produto através de auditorias operacionais. que adotou rigorosamente os planos de controle de qualidade e se submeteu a programas intensivos de treinamento e educação. quando o assunto qualidade se tornou mais crítico.

183 . privada ou pública. 7. 3. Adaptar significa projetar produtos estéticos. Estas características podem ser agrupadas de vários modos: estrutural. confiabilidade. estética e 8. um produto com uma imperfeição pode ser adequado ao uso se tal imperfeição não afeta seu desempenho. A especificação de acabamento de superfície foi desenvolvida para um produto de consumo.3. sensorial. satisfação das vontades. baseado no usuário. tem especificações e normas. 6. área. utilidade. Muitos clientes não compram um produto ou serviço. transcendental.2. Conformidade Toda organização. necessidades e expectativas do comprador a um custo competitivo 4. É possível se ter um produto que esteja de conformidade com o uso em termos de satisfação do comprador mas não se conforme com a especificação.1. 4.Fundamentos da Qualidade A orientação para o cliente final é essencial. Um produto ou serviço é adequado para uso se ele satisfaz as necessidades e exigências do comprador. As especificações foram escritas para todas as superfícies. Porém. ela não influencia negativamente na sua decisão de compra e portanto a nãoconformidade é aceita. ainda sendo capaz de ter lucro. 2. Por exemplo. massa. Esses elementos são chamados de características da qualidade. mas o fabricante ou o fornecedor do serviço deve ter o seu lucro. cheiro de um perfume. adequação (fitness) ao uso (Juran) 3. de fabricação. viscosidade. A condição do acabamento da superfície é importante porque ela melhora a aparência do produto e sua facilidade de venda. Esta definição envolve os dois lados da questão: o fornecedor e o comprador. Qualidade é: 1. É uma definição baseada no mercado e no comprador. Ainda foram identificados oito atributos na definição da qualidade: 1. Uma organização deve projetar e produzir e entregar o que o cliente quer e não o que a organização pensa que o cliente quer. percepção da qualidade. as especificações detalham limites dimensionais. peso. 3. baseada no valor. 2. Adequação ao uso A associação da qualidade com a adequação ao uso é de Joseph Juran. baseada na fabricação e 5. beleza de um modelo. confiabilidade. Conceito de Qualidade A noção de qualidade pode ser dividida em cinco categorias: 1. 4. adequação do produto ou serviço ao seu uso pretendido como requerido pelo usuário. internas e externas. As características que dependem do tempo incluem a garantia. 2. desempenho. serviços. segurança ou atração para a venda. 2. 5. densidade e muitas outras variáveis de processo incluídas na instrumentação e controle do processo. atributos físicos de uma característica da qualidade de uma peça. dependendo do enfoque e perspectiva do usuário. se a superfície interna do produto não está de conformidade com a norma e como ela não pode ser vista pelo comprador. O comprador é a razão da existência da organização. durabilidade. As características sensoriais incluem o gosto de uma comida. baseada no produto. Satisfação do comprador a um preço competitivo A qualidade do produto ou serviço é a habilidade do produtor ou prestador de serviço satisfazer as necessidades do comprador. em uma operação de fabricação. As características estruturais incluem as grandezas físicas como comprimento. pois suas necessidades mudam e a organização deve detectar essas variações e se adaptar para atendê-las. volume. 2. que são elaboradas por organizações para medir o desempenho e corrigir os desvios dos níveis esperados. fabricar produtos sem defeitos. conformidade com especificações e normas aplicáveis (Crosby) 2. as normas estabelecem os métodos aprovados de comportamento ou serviço. Em uma operação de serviço. O termo qualidade pode ser definido de vários modos. entregar os produtos em tempo e com lucro. a não ser que ele tenham um preço razoável. Características da Qualidade Pode haver um ou mais elementos para definir o nível de qualidade de um produto ou serviço. 3. conformidade. 2. resistência. Assim. tempo e ético. características. se lucrativa ou sem fins lucrativos.

boa ou ruim. de aplicação limitada ou específica. Uma unidade não-conforme é aquela que possui uma ou mais não-conformidades.1 mm é conforme e boa.8 (adimensional) 4.1.0 ±0. Uma norma ou especificação se refere ao estabelecimento preciso que formaliza as necessidades do usuário. o cheiro de um perfume. relacionada com características físicas.0 ±0. Por exemplo. produto. Eles podem ser referir a produto ou processo ou serviço.Fundamentos da Qualidade mantenabilidade.2. conforme ou não-conforme. para uso principalmente em compra e fabricação. de aplicação geral ou restrita. Padrão e Especificação Como a definição de qualidade envolve a satisfação do usuário. rejeitada e jogada fora.3.2 mm. como 0. seria comparar o diâmetro do eixo com um padrão ou inserir o eixo em um furo padrão. O atributo é a característica da qualidade que geralmente não pode ser medida em uma escala numérica.0 ± 0. Por exemplo. 1987): Defeito é um afastamento de uma característica de qualidade de seu nível ou estado pretendido que ocorre com uma gravidade suficiente para fazer o produto ou serviço associado não satisfazer a exigência de uso pretendida. A gravidade de um ou mais defeito em um produto ou serviço pode determinar se ele é aceitável ou não (defeituoso). como 10. funcionais. a densidade relativa de um fluido em relação à agua. 3. Uma peça com o peso e o comprimento fora das tolerâncias estabelecidas é uma unidade nãoconforme e como tal. material. convenção. Por exemplo.1 mm 2. método de teste. incapaz de funcionar como previsto. A grande vantagem de considerar o indicador bom ou não-bom é a economia de tempo no teste. Uma alternativa mais rápida.2 cm. processo.0 litro. a resistência elétrica de uma bobina. Norma é um conjunto escrito de condições e necessidades. 5. Defeito Defeito está associado com uma característica de qualidade que não satisfaz a especificação. As características éticas incluem honestidade. produto ou serviço. a especificação de uma peça pode incluir o diâmetro interno de 4. de modo que a unidade não é capaz de satisfazer a especificação estabelecida e portanto. como 8. As características da qualidade podem ser agrupadas em duas grandes classes: variáveis e atributos. o diâmetro de um eixo a ser usado em um conjunto.3 cm. deve ser retrabalhada ou se isso não for possível. 3. Às vezes.2 kg 3. o volume de um frasco. uma variável pode ser considerada como atributo. como 24 Ω.3 mm tem a espessura não-conforme e deve ser retrabalhada para ficar dentro do especificado. desempenho ou de conformidade. pois são caracterizados como aceitável ou nãoaceitável. que fornece uma descrição detalhada do procedimento. Variável Variável é a característica que pode ser medida e expressa por um valor numérico. comprimento de 12.4. o diâmetro de eixo. diâmetro externo de 10. procedimento. A definição do American National Standards Institute (ANSI) e American Society for Quality Control (ASQC) é a seguinte (ANSI/ASQC A3. processo. a massa de um corpo. 3. é rigorosamente uma variável.0 ±0. de modo visível 3. como 1. O termo moderno para item defeituoso é item não-conforme. unidade e um limite de incerteza. estabelecida por uma autoridade ou acordo.1 cm. 3. Por exemplo. unidade e tolerância. com uma dimensão. Não-conformidade Uma não conformidade é uma característica de qualidade que não satisfaz a especificação requerida estabelecida. uma arruela com 5. de modo que ele seria classificado rapidamente como conforme ou não-conforme. de acordo com uma determinada especificação. São exemplos de variáveis: 1. dentro das tolerâncias estabelecidas. as necessidades do usuário devem ser documentadas. O eixo poderia ser medido por um paquímetro ou micrômetro e o operador iria classificá-lo como 184 . cortesia. para ser satisfeita por um material. Atributo Atributo é uma característica de qualidade se ela só pode ser classificada como conforme ou não conforme. Isto significa que uma peça aceitável deve satisfazer cada uma das dimensões acima. Uma arruela com espessura de 5. seja a espessura nominal de uma arruela de 5.5. Normas podem ser referidas ou incluídas em um especificação.0 ±0. Segundo o National Institute of Standards and Technology (NIST).5 ±0. amizade. satisfaz ou não satisfaz. especificação é um conjunto de condições e exigências. a cor de um tecido são atributos.

o produto é fabricado com esta especificação. Porém. Se for possível fabricar pinos somente com a tolerância de 20.0 ±0. A procura de defeito é conduzida através de inspeção. Assim. qualidade de conformidade e qualidade de desempenho. custo. prevenção de defeito 2. Por exemplo. no mínimo. o valor do produto aumenta de um modo crescente no início e depois permanece praticamente constante. Quando se projeta tal cabo. Se o sistema de produção consegue esta peça com esta especificação. deve-se ter um projeto envolvendo ferramentas.4 mm.4. 4. Esta fase consiste de três etapas: 185 .0. materiais e métodos que produza o pino com esta especificação. para satisfazer as necessidades do usuário.2. Geralmente. A prevenção de defeito significa evitar a ocorrência de defeitos e é usualmente conseguida através de técnicas de controle estatístico de processo. É claro que deve ser possível produzir o que é projetado. a fase do projeto deve ser revista. 1. certamente com aumento do custo final do produto.1. esta tensão. Se o processo é capaz de produzir a peça com especificação de 20. A qualidade de projeto depende de fatores como: tipo do produto. o cabo pode suportar tensão de 125 kg/cm2. Qualidade de Projeto A qualidade de projeto trata das condições restringentes que o produto ou serviço deve possuir. quando se projeta um cabo com 25% além da especificação. de modo que a que a condição desejada seja excedida. procura de defeito 3. A figura mostra as curvas do custo do produto e o seu valor. Por exemplo. deve-se alterar a ferramenta ou o método de produção. Com relação ao setor de fabricação. no mínimo. deve-se fazer ajustes nas fases de projeto e de conformidade. Qualidade de conformidade A qualidade de conformidade implica que o produto fabricado ou serviço prestado deve satisfazer as normas selecionadas na fase de projeto. 4. O projeto deve ser o mais simples e o mais barato e ainda satisfazer as expectativas do usuário. desde a compra das matérias primas até a entrega para o comprador. esta fase está relacionada com o grau onde a qualidade deve ser controlada. além de um determinado nível de qualidade.0 +.2 mm. A satisfação de suas expectativas é o principal objetivo. o cabo é superdimensionado. Isso implica que o produto ou serviço deve ser projetado para satisfazer minimamente as necessidades do consumidor. quando se aumenta o nível de qualidade projetada. a especificação do produto é alterada. A qualidade de projeto tem um impacto na qualidade de conformidade. seja um cabo de aço cujo nível de qualidade requeira uma resistência para suportar 100 kg/cm2.3. o custo sobe de modo exponencial.0 ±0. Observa-se que abaixo do nível de qualidade c. o valor é sempre menor que o custo do produto. Na prática.2 mm. análise do defeito e conserto. Enfim. selecionam-se os parâmetros do cabo para ele suportar. 4. A qualidade de desempenho é função da qualidade de projeto e da qualidade de desempenho. teste e análise estatística dos dados do processo. o custo fica maior que o valor do produto e ele fica impraticável. Se um produto não funciona como é esperado. além do nível. Qualidade de Desempenho A qualidade de desempenho está relacionada com a operação do produto quando realmente posto para usar ou quando o serviço foi executado e se mede o grau de satisfação do consumidor. política de lucro. 4. O teste final do produto é sempre feito pelo consumidor. Caso seja mandatória a especificação de 20. deve haver uma constante interação entre o projeto e a produção de modo que o projetado possa ser realmente fabricado. disponibilidade de peças e materiais e segurança. se a especificação de projeto para o comprimento de um pino de aço é 20. Finalmente. demanda do produto. Esta curva serve para escolher o nível mais conveniente de qualidade de projeto. as causas de defeito são investigadas e são tomadas ações corretivas. Aspectos da Qualidade Três aspectos são usualmente associados com a definição de qualidade: qualidade de projeto.Fundamentos da Qualidade Padrão é a representação física de uma unidade de medição ou uma receita que define o método para se obter uma unidade de medição.0 ± 0.

Este carro. O maître toma o pedido do cliente com todas as especificações da comida. produtos com defeito 2. detectar. Gerenciamento da Qualidade Total 5. quando se pede uma refeição no restaurante. O objetivo do programa é medir. pois estes parâmetros estão quase sempre associados. a International Standards Organization (ISO) desenvolveu normas (série 9000) para estabelecer uma linguagem comum e entendimento dos principais termos e conceitos na qualidade. reduzir. identificar as necessidades do cliente.3. 5. Assistência técnica e manutenção 11. Um sistema de qualidade é estabelecido na estrutura operacional de toda a companhia e planta. Marketing e pesquisa de mercado 2.Fundamentos da Qualidade Qualidade Quando a qualidade dos bens e serviços complexos deve ser controlada e garantida. a componente serviço da comida é tão importante quanto a componente produto.2. Planejamento e desenvolvimento do processo 5. para orientar as ações coordenadas das pessoas. Por exemplo. o garçom entrega a comida e serve o cliente. Venda e distribuição 9. Introdução Em uma economia global. um fabricante de produtos é também um entregador de serviços. Aspectos da qualidade Qualidade de Desempenho 5. deve pagar o seu alto preço. deve-se implantar um programa de qualidade total. entregas demoradas 4. da concepção. E a conta deve ser honesta para o cliente e deve dar lucro ao dono do restaurante. Instalação e operação 10. fabricação e entrega. montar o carro no Brasil e vendê-lo e prestar assistência técnica na Arábia Saudita. Descarte depois do uso Marketing e pesquisa de mercado A responsabilidade do marketing é identificar o mercado. Na maioria dos casos. Produção 6. teste e exame 7. As normas ANSI são tecnicamente equivalentes às normas ISO. o American National Standards Institute (ANSI) é a organização responsável pela emissão de normas. Uma indústria automobilística pode ter o gerenciamento na Alemanha. engenharia e desenvolvimento do produto 3. Malha da Qualidade Os principais elementos da malha de qualidade de um programa de gerenciamento de qualidade total. serviços descorteses 3. Este produto tem um preço normalmente muito elevado. o cozinheiro faz a comida usando produtos comprados de diversos fornecedores. O ambiente deve ser adequado para a conversação. documentado em procedimentos efetivos e integrados relativos ao gerenciamento e trabalhos técnicos. Pode-se desenvolver um produto totalmente novo para um mercado novo. que é a comida em si. a fabricação de produtos e a execução de serviços não possui fronteiras. eliminar e evitar deficiências na qualidade. conforme são os seguintes: 1. Um mercado pode ser inteiramente novo. Projeto. já estabelecido ou um segmento de um mercado estabelecido. Nos Estados Unidos. de modo educado e cuidadoso. deve incorporar qualidade. desenvolver uma descrição resumida do produto e estabelecer um sistema de controle à realimentação negativa (feedback). 186 . Procurement 4. máquinas e informações da companhia e planta do modo melhor e mais prático possível para garantir a satisfação da qualidade do usuário e custos econômicos da qualidade. para recuperar alguns custos de desenvolvimento e pesquisa. Deficiências podem ser 1. fabricar o motor no México. Embalagem e armazenamento 8. As normas se referem à fabricação de produtos e execução de serviços. 2. especificação. Esse novo produto inicialmente não tem competição e de modo que se alguém quiser comprá-lo. falta de assistência pós-venda Qualidade de Conformidade 5. Inspeção.1. com música ambiente suave e temperatura adequada. Na Europa. Sistema de Qualidade Total Qualidade de Projeto Fig.

que é tão importante quanto o componente produto. pesquisas e outras fontes. o engenheiro projeta um produto no terminal do computador e não solicita informação ou ajuda quanto à sua capacidade de ser construído. estética. A qualidade no projeto é essencial para um produto final ser livre de defeitos. eles são repetidos em cada produtos fabricado. O projeto também deve considerar a confiabilidade. transforma as necessidades do usuário em especificações técnicas para materiais. O marketing acredita que a organização pode desenvolver um produto ou serviço para satisfazer estas exigências. No estágio de maturidade. Projeto ruim causa falha prematura do produto. através da propaganda. as pessoas tomam conhecimento de seus benefícios potenciais ou de sua habilidade de satisfazer suas necessidades. Por exemplo. preço. ele vende pouco. o marketing estabelece uma informação. facilidade de fabricação e de teste e qualidade do projeto. Pode-se também desenvolver um produto especializado para um segmento de um mercado estabelecido. Às vezes. no estágio de declínio. elas são comunicadas à organização em termos de um conjunto de necessidades resumidas em uma especificação do produto. o efeito a longo prazo da qualidade. as vendas podem ser baixas por que as pessoas ainda não conhecem o produto ou não conhecem os benefícios resultantes de seu uso ou o produto pode ter um preço muito alto. às vezes. vontades e expectativas de produtos e serviços. 187 . custo. o mercado é rico mas não é um mercado de massa. Produto confiável é aquele que raramente se estraga. seguro e confiável. Se os erros de projeto não são corrigidos. Esses quatro estágios mostram o perfil de vendas de um produto. são considerados os seguintes parâmetros: necessidades do usuário. Finalmente. O instrumento é considerado muito disponível quando raramente se estraga e é facilmente consertado. As necessidades do cliente se transformam gradualmente em especificações do produto e do serviço. Finalmente.Fundamentos da Qualidade Para um mercado estabelecido. Quando um produto é introduzido no mercado. os produtos e serviços irão envelhecer e não mais irão satisfazer as necessidades do usuário. Quando estragado. A engenharia então determina se é possível desenvolver o produto dentro do tempo e orçamento estabelecidos. como características de desempenho. engenharia e desenvolvimento do produto A engenharia usando o resumo do produto. os custos do produto e sua entrada são sempre considerados. embalagem. as vendas caem. De qualquer modo. resultando em mortes (Chernobyl e Three Mile Island). impossível de ser fabricado ou operado. A maioria dos produtos segue um ciclo de vida consistindo de quatro estágios: introdução. ou um produto similar com preço mais baixo. as necessidades. O marketing também identifica as necessidades. Um produto projetado com pequenas tolerâncias é. maturidade e declínio. pode-se ter uma versão melhorada do produto existente com preço equivalente. exigências legais. causadas pela interferência de peças muito encaixadas ou muito folgadas. As vendas crescem. Tolerâncias muito pequenas ou muito grandes podem resultar em falhas prematuras. Em seu estágio de crescimento. O marketing deve obter informações dos grupos enfocados. As vendas permanecem estáveis. quem compra um microcomputador IBM compra também o serviço que está associado com o nome IBM. Se não houver esta adaptação. Se uma planta nuclear não é projetada e construída com a segurança em mente. Assim que as necessidades do usuário são identificadas. No desenvolvimento do produto. um acidente pode liberar radioatividade na atmosfera. vontades e expectativas do usuário são vagas e a engenharia somente tem uma ideia abstrata do mercado. Quase todo produto tem um componente serviço associado. monitoração e sistema de realimentação negativa. produtos e processos. As necessidades do usuário se alteram e uma organização deve continuamente se acomodar a essas alterações através do ciclo de vida do produto. Esse produto satisfaz as necessidades de um segmento específico do mercado alvo. O projeto bom implica em segurança e saúde. crescimento. os competidores desenvolvem produtos melhores com mesmo preço ou produtos com igual desempenho mas com preço menor. A engenharia primeiro desenvolve uma ideia e o conhecimento do que o usuário quer ou espera. o produto deve ser rapidamente consertado. Projeto. Geralmente. Mesmo durante as considerações da satisfação do cliente. especificação. a competição força a organização desenvolver novos produtos ou abaixar o preço do produto existente. Se um produto tem um alto preço e uma imagem de qualidade. amostragens.

a compra e o controle de compra das matérias primas e peças de terceiros são fundamentais para a qualidade do produto final. calibrados e controlados conforme programas elaborados para fabricar produtos sem defeitos. Produção é um termo abrangente que inclui montagem. identificações precisas de estética e grau de qualidade 5. As instruções de trabalho e manutenção são seguidas. ambiente de operação 4. ele é controlado manual ou automaticamente para garantir as características de qualidade e quantidade do produto. montagem ou fabricação. As necessidades do usuário devem incluir: 1. instruções de inspeção 6. as variações nos processos e produtos podem ser medidas 4. com desenhos. custo e legislação vigente. Produção A produção torna realidade o projeto da engenharia. risco ao produtor. que engloba as seguintes idéias básicas: 1. Pode-se implantar o controle estatístico de processo. produção e os instrumentos de medição são monitorados. que estabelece testes. com preço competitivo. as variações seguem padrões identificáveis 5. produtos envolvendo a saúde e segurança públicas tem riscos associados com o produtor e o consumidor. Se o programa de qualidade é apenas retórico ou teórico. devem ser planejados para que operem corretamente sob condições controladas. A seleção dos fornecedores é um processo formal que avalia os fornecedores quanto à sua habilidade de fabricar um produto sem defeito. Os desenhos e especificações são transformados em produto. entregue no tempo combinado e com suporte de serviço adequado. ordens de compra e contratos. dentro de limites determinados. Inspeção. A variabilidade causada pelos operadores. se o produto falha. O comprador deve comunicar aos seus fornecedores as suas especificações detalhadas. processos e produtos variam sempre 3. O controle estatístico também envolve a determinação da habilidade de um processo fabricar um produto que satisfaça as especificações ou necessidades desejadas. teste e exame são aplicados a processos e produtos. especificações do produto Processo. quer sejam de inspeção. muitos fabricantes usam cerca de 70% de seu material de fornecedores externos. qualidade é a conformidade com as especificações 2. métodos e máquinas é mantida dentro de limites mínimos exequíveis. características de serviço 3. características de qualidade do produto 2. Um produto final só é de boa qualidade quando os seus componentes adquiridos forem de boa qualidade. as variações devidas a causas assinaláveis distorcem o formato da distribuição normal 6. Por exemplo. Assim que um processo entra em operação. A monitoração dos fornecedores garante que seus produtos estão de conformidade com as especificações. Isto implica que qualquer instrumento de medição deve ser exato e preciso para fornecer o gerenciamento com suficiente confiança nas decisões e ações 188 . As operações de produção são detalhadas. planejamento e desenvolvimento Os processos de produção. rejeita-a e não se empenhará para que o produto final tenha a qualidade desejada. O nível de teste depende do produto. materiais. Deve-se selecionar e monitorar os fornecedores. Um fabricante é um comprador de seus fornecedores. A responsabilidade pela qualidade fica com o operador e o supervisor de produção. O supervisor de produção deve comunicar a importância da qualidade ao pessoal da linha de montagem. Isto significa que os equipamentos de fabricação. A monitoração inclui auditorias nas dependências do fornecedor relativas ao seu sistema de qualidade. Assim. produtos alimentícios e farmacêuticos possuem legislação federal específica.Fundamentos da Qualidade Matéria prima Dependendo do produto e da indústria. teste e melhoria do produto. A qualidade do produto é somente tão exata quanto os instrumentos de medição usados para verificar sua qualidade. fabricação e inspeção em linha. Deve haver uma dedicação honesta na perseguição e obtenção da excelência e uma interminável e contínua melhoria. O controle estatístico de processo envolve a comparação da saída de um processo ou serviço com uma norma ou padrão e a tomada de ações corretivas em caso de discrepância entre as duas. que incluem testes e inspeção. Por exemplo. do risco ao consumidor. O pessoal envolvido é treinado. o trabalhador da linha de produção ou o operador do processo sente a manipulação. as variações são detectadas e controladas através do controle estatístico do processo. Este tipo de produto deve ser regulado por leis governamentais. fabricação e distribuição. teste e exame Inspeção.

manipulação e embalagem. o comprador de um produto técnico ou complexo poderia requerer assistência técnica para manter sua operação. Se a qualidade de um produto é essencial ao desempenho do produto. armazenados. quando reparável. reparo. Assistência técnica e manutenção Assim que o produto é vendido. Vendas e distribuição Assim que o produto é vendido. instalação e operação. Por exemplo. lista de peças de reposição e informação de serviço do produto. Serviço pós-venda de equipamento complexo pode significar o envio de um técnico especializado para reparar. as máquinas e produtos complexos devem ter manuais detalhados e claros. em qualquer nível hierárquico deve ser calibrado ou aferido também em intervalos regulares. instrumentos e equipamentos de teste automático devem ser escolhidos para satisfazer ou exceder as exigências do usuário. Depois que um produto sai da malha de qualidade. em linha com o processo ou através da inspeção final. por que os produtos devem se adaptar às variações do mercado ou desaparecer. circuitos eletrônicos integrados devem ser embalados em sacos envelopes antiestáticos. Instalação e operação Produtos industriais complexos podem requerer ferramentas. com padrões apropriados. isso deve ser feito de modo a não prejudicar a segurança. O controle estatístico do processo é usado para controlar o desempenho em linha do processo. substituir. Em um mínimo. manipulados e transportados adequadamente. A matéria prima examinada quando chega. produtos alimentícios perecíveis devem ser transportados em containers refrigerados. Todo instrumento de medição deve ser calibrado ou aferido em intervalos regulares. a malha recomeça com um outro produto. manter ou modificar uma peça sofisticada do equipamento. Todo padrão. então o produto pode ser 100% inspecionado. A inspeção final ocorre antes que o produto é enviado para a estocagem ou para o usuário. Se ele deve ser jogado fora. Por exemplo. A embalagem adequada protege o conteúdo contra perigos devidos a vibração. equipamentos que entram em contato direto com oxigênio. Se o produto não tem mais vida útil. choque mecânico. mesmo antes de ser usado. O grau e a frequência da inspeção depende da importância da característica da qualidade e da capacidade do processo. A documentação de instalação e operação inclui instruções de montagem. A qualidade do produto pode ser verificada através da entrada. ele deve ser jogado fora. que gera novas vendas. cria-se uma má impressão do produto. Alguns produtos requerem cuidados especiais no armazenamento. equipamentos. o problema deve ser tratado efetiva e eficientemente com o comprador. nas próprias dependências ou em laboratórios externos. É importante monitorar e corrigir essa situação porque ela afeta as vendas futuras. A assistência técnica pós-venda cria lealdade ao produto ou à marca. abrasão e corrosão. Jogada fora depois do uso Após o uso. Há muito poucos produtos ou serviços que não seguem a malha da qualidade. Embalagem e armazenamento A qualidade somente pode ser mantida se os produtos são embalados. métodos especializados ou pessoal treinado para a sua instalação e operação.Fundamentos da Qualidade baseadas nas medições. Porém. no prazo combinado e de modo cortês. um produto pode ter sua vida estendida. Assistência técnica pode se resumir em responder perguntas por telefone. calor. cloro ou outro oxidante forte deve ser isento de pó e óleo. Indicadores locais. novo ou melhorado. saúde ou ambiente. um produto descartável deve ser jogado fora de modo adequado e seguro. que descrevem a instalação e operação seguras. Se o produto é danificado durante o transporte. ele deve ser entregue ao comprador em estado intacto. Se o pessoal de entrega é mal educado. a legislação cuida e regula o lixo de produtos químicos tóxicos. 189 .

190 . conforme ANSI/ASQC Norma Q94: Quality Management and Quaality System Elements – Guide lines. teste e exame ig. 6.Fundamentos da Qualidade Valor adicionado Custo adicionado Máquina Operador Material Métodos Ambiente Processo Inspeção Consumidor Produto retrabalhado Custo adicionado Produto descartado Custo adicionado Modo detecção – inspeção Valor adicionado Máquina Operador Material Métodos Ambiente Consumidor satisfeito Processo Medição Ajustes Modo prevenção – controle de processo Fig. 4. Comparação entre operações de inspeção e prevenção Marketing e pesquisa de mercado Jogado fora depois do uso Engenharia do projeto e especificação do produto Assistência técnica e manutenção Compra de matéria prima e peças constituintes Instalação e operação Planejamento e desenvolvimento do processo Venda e distribuição Embalagem e armazenamento Produção Inspeção. Malha típica de qualidade.

mas 8. Juran Todas as filosofias centram a qualidade no gerenciamento e no seu comprometimento com o programa da qualidade. Edwards Deming. não conformidades. E. As entradas são as mesmas nos processos de inspeção e prevenção: máquina. material. artigos.1. A diferença básica entre inspeção e prevenção é que durante o processo. a saída de um instrumento complexo de medição pode variar com o tempo. Mais ainda. o processo pode ter de um a 100 passos e adiciona-se valor em cada passo. Modo Prevenção No modo prevenção. Philip B. Se rejeitado. a partir do término da Segunda Grande Guerra.1. perde-se valor. Cada uma dessas entradas é uma causa potencial de dispersão ou variação das características do produto. Crosby e Joseph M. melhora os processos e eventualmente diminui os custos. com PhD. as entradas são as mesmas. Algumas Filosofias de Qualidade 8. Deming foi um consultor que se tornou famoso com o trabalho de qualidade feito no mundo industrial japonês. unidades de medição do SI 2. A prevenção diminui os defeitos. No modo prevenção. falhas e imperfeições é a filosofia básica do programa de qualidade. equipamento e treinamento. os instrumentos podem estar podem estar mal aplicados. calibração periódica dos instrumentos 5. A medição exata requer: 1. um operador pode inspecionar ou testar o produto para verificar sua conformidade com a especificação. Introdução Várias pessoas fizeram grandes contribuições no campo do controle da qualidade. Estes pioneiros são W. o produto é jogado fora ou enviado de volta para o processo para retrabalho. o operador continuamente mede peças e ajusta o processo se a característica desvia dos limites calculados. em 1928. adiciona-se valor ao produto em termos de trabalho direto. O objetivo é enviar produtos sem defeitos ao usuário. Medição A qualidade é somente tão boa quanto o instrumento de medição. através de seus ensinamentos. Se aceitável. método e ambiente.Fundamentos da Qualidade 6. Neste ponto. Assim como o produto de um processo de fabricação pode variar durante um período de tempo. 7. O controle da qualidade é responsável pela seleção do instrumento apropriado e pela manutenção de sua exatidão. O operador evita que ocorram defeitos. Aqui serão vistas as contribuições de três pioneiros que tiveram um papel fundamental na adoção e integração da garantia e do controle da qualidade na indústria. queda. Edwards Deming e sua filosofia W. operação e manutenção feita por pessoal treinado e motivado. ultrapassados e estragados. transferência e referência) 7. matérias primas. operador. da Universidade de Yale. calibração dos instrumentos após abuso. W. abusados. Um processo pode ter de um até 100 passos. Pelo tempo que o produto é processado. controlando a saída da operação. adicionando valor em cada passo operacional. Ele tinha um grande 191 . calibração envolvendo padrões com exatidão de 4 a 10 vezes melhor que a do instrumento calibrado 6. A exatidão é estabelecida e mantida através de um programa sistemático de calibração periódica. As operações de fabricação ou montagem processam as entradas. Inspeção A prevenção de defeitos. seleção do instrumento de exatidão necessária 3. Inspeção e Prevenção 6. programa de aferição e calibração dos padrões envolvidos (trabalho. Também. No final do primeiro passo ou no centésimo passo. nem sempre isso é garantido. 6. Os conceitos de inspeção e prevenção são diferentes. se um produto é jogado fora ou retrabalhado. A medição é importante por que a qualidade das decisões de gerenciamento subsequentes é somente tão confiável quanto os dados obtidos através dos instrumentos de medição. 8. armazenamento seguro e manuseio correto.2. Muitas análises de qualidade assumem que os dados da medição são exatos e precisos. o processo é controlado. o produto é embalado e enviado para o comprador. defeito 4. Os instrumentos de medição podem ser de má qualidade (imprecisos) ou descalibrados (inexatos).2. livros e consultorias. Ele era matemático e físico.

No centro da filosofia está a necessidade de os gerentes e trabalhadores falarem a mesma linguagem e a linguagem sugerida pelo matemático Deming é a estatística. A verdade é mais estranha que a versão. Assim. Durante os últimos 40 anos o produto japonês passou a ser sinônimo de qualidade. Deve-se alterar fundamentalmente o estilo de gerenciamento e a cultura da empresa. Por exemplo. Não houve uma visão a longo prazo e nem evolução. Tal programa leva inevitavelmente para os objetivos estabelecidos. Deve haver um planejamento a longo prazo e um plano de ação a curto prazo. Até hoje são válidos e aplicados os princípios de Deming no Japão. Já foram ganhadoras do Prêmio Deming firmas como Toyota. O americano Deming foi agraciado com a Medalha de Segunda Ordem do Tesouro Sagrado pelo imperador Hirohito e no Japão existe o Prêmio Deming para pessoas ou firmas que tenham se destacado no campo da qualidade. navios melhores que os escandinavos. máquinas fotográficas melhores que as japonesas. Em 1950 ele foi convidado pela União de Cientistas e Engenheiros Japoneses (JUSE) para ir ao Japão.não havia outra alternativa. A Texas Instruments foi a primeira firma americana a ganhar este prêmio (1985). Nissan. como os lucros trimestrais. Os gerentes e trabalhadores devem trabalhar juntos. Deming acredita na adoção de programa de qualidade total e enfatiza a natureza contínua e interminável do controle da qualidade e na sua melhoria. praticada e usada como um meio de vida na organização. de modo que ambos trabalhem em harmonia. Ele afirma a necessidade de se desenvolver uma cultura na organização onde se abandonam os objetivos imediatos. para lidar com os fornecedores e investidores. Na filosofia de Deming a gerência deve criar um ambiente de segurança para os trabalhadores sentirem orgulho de seu trabalho e serem recompensados de acordo. A filosofia de qualidade deve ser adotada. mas foi um processo lento e contínuo. O Japão passou a fabricar relógios melhores que os suíços. A filosofia de Deming oferece um plano de ação para se obter resultados a longo prazo. As firmas americanas rejeitaram as idéias de Deming. logo depois da guerra. pouco se fez para melhorar a qualidade. Nippon Steel e Hitachi. no Brasil. é que as indústrias americanas começaram a adotar a filosofia de controle e garantia de qualidade.Fundamentos da Qualidade conhecimento de estatística que ele aplicou no controle de qualidade. Esta adaptação era o único meio de sobrevivência . a maioria dos problemas é devida ao gerenciamento. o gerente não pode fugir da responsabilidade e tentar culpar os outros. Mesmo com estas condições iniciais adversas. A filosofia Deming só produz resultados notáveis quando todo o pessoal envolvido com o processo entende os princípios fundamentais de estatística para usar no controle e melhoria do processo. ele olha a lua e não a ponta do dedo! 14 pontos de Deming O foco da filosofia de Deming está no gerenciamento. A cultura da organização deve remover o medo do sistema de modo que os trabalhadores possam se sentir confortáveis em recomendar alterações 192 . Os princípios devem ser reaprendidos e refinados baseando-se na experiência acumulada de cada firma. Neste período a demanda era muito grande. quando ele aponta para a lua. Filosofia A filosofia de Deming enfatiza o gerenciamento. Os trabalhadores tem a responsabilidade de comunicar a informação que eles tem sobre o sistema para o gerente. Enfim. nos Estados Unidos. Embora uma minoria dos problemas sejam devidos aos fornecedores ou trabalhadores. Somente depois que os produtos japoneses substituíam os produtos americanos. como uma equipe. Para Deming a organização é uma entidade integrada. Para Deming. as idéias fundamentais tratam do entendimento e uso de ferramentas estatísticas e uma mudança na atitude de gerenciamento Os 14 pontos de Deming fornecem uma referência para a ação aos gerentes e um caminho a ser seguido para ser competitivo por muito tempo. equipamentos eletrônicos melhores que os americanos. Até esta data o Japão tinha uma reputação ruim em qualidade e estava falido depois da guerra. maior produtividade e menores custos totais a longo prazo. só se pensa em ganhos rápidos e imediatos. Como tudo que era produzido era vendido. a qualidade aceitável. É irônico que o primeiro nome em qualidade no Japão seja um americano. A melhoria da qualidade não foi repentina. Estas tarefas envolvem mudança no sistema de operação e não são influenciadas pelos trabalhadores. Ele elimina o erro de se pensar que o aumento da qualidade também aumenta os custos e diminui a produtividade. Deming conseguiu desenvolver e inocular produtos japoneses com qualidade. de um dia para outro. Quase 85% dos problemas da indústria podem ser resolvidos apenas por gerenciamento.

Deve haver confiança entre empregados e gerentes. árbitro e diretor. Otimize através dos objetivos e propósitos da companhia os esforços da equipe. Crosby trabalhou 14 anos na ITT como responsável pelas operações de qualidade da companhia em todo o mundo e atualmente é o presidente da Philip Crosby Associates (1979). Elimine o gerenciamento por objetivos. que oferece consultoria e treinamento de gerenciamento em qualidade. Dia do zero defeito 10. além de ter 193 . a alta gerência e todo mundo. Entenda o objetivo da inspeção para a melhoria dos processos e redução dos custos. Medição da qualidade 4.Fundamentos da Qualidade do produto ou do processo. 11. Crie confiança. Estabelecimento de objetivo 11. A adoção destes princípios garantem e sustentam a produtividade e competição da companhia por muito tempo. Treinamento de supervisores 9. entendimento e atitude do gerenciamento 2. julgamento (wisdom) 5. Institucionalize o treinamento 7. 12. Em vez disso. Acabe com a prática de considerar o negócio somente na base do preço final. 4. Crie um clima de inovação. Os 14 pontos de Deming fornecem o sentido da direção. 1. Remoção da causa de erro 12. Medição: a medição do desempenho é o custo da qualidade. serviço. Faça isso sempre. Sua grade de gerenciamento da qualidade fornece um método de identificar onde está a operação de qualidade existente e aponta as 8. Elimine o medo. Comprometimento da gerência 2. Juran é o fundador e presidente emérito do Instituto Juran. Crosby e sua filosofia Philip B. 2. 13. Definição de qualidade: qualidade significa conformidade com necessidades. 8. Ensine e institucionalize a liderança. Elimine os exageros para a força de trabalho. manipulação do problema 4. 3. certeza (certainty) Há seis categorias de gerenciamento que ajudam na avaliação do processo: 1. retrabalho.4. Despertar da qualidade 6. 4. O enfoque Crosby começa com uma avaliação do sistema de qualidade existente. Sistema para obtenção da qualidade: o enfoque racional é a prevenção de defeitos. sumário da postura de qualidade da companhia. Equipe de melhoria da qualidade 3. Reconhecimento 13. entenda as capacidades do processo e como melhorá-las. O gerenciamento deve demonstrar constantemente a responsabilidade de seguir esta declaração. Encoraje a educação e a competência de todos. Remova as barreiras que tiram o orgulho da mão de obra das pessoas. Aja para acompanhar a transformação operações que podem ser melhoradas. 10. ações para a melhoria da qualidade 6. conhecimento (enlightenment) 4. Padrão de desempenho: o único padrão de desempenho é zero defeito. Crie e publique para todos os empregados a declaração dos objetivos e propósitos da companhia. incerteza (uncertainty) 2. Os métodos de Deming incorporam ferramentas estatísticas. 6. Ação corretiva 7. Joseph M. inspeção e teste. Elimine as cotas numéricas para a produção. Ad hoc comitê para programa de zero defeito 8. 1. 4 premissas do gerenciamento da qualidade Para entender o significado de qualidade. Juran e sua filosofia O engenheiro e advogado Joseph M. Philip B. Em vez disso. Crosby identificou quatro premissas do gerenciamento da qualidade: 1. 5. 2.3. 8. que inclui refugo. despertar (awakening) 3. entenda e institua métodos para a melhoria. 3. custo da qualidade como % de vendas 5. Desde 1924 Juran desenvolve uma carreira na indústria como engenheiro. Avaliação do custo da qualidade 5. grupos e pessoal técnico. 14. status da qualidade da organização 3. Seminários de qualidade 14. Melhore constantemente e pelo futuro todo o sistema de produção e serviços. Aprenda a nova filosofia. 9. Esta grade é dividida em cinco estágios de maturidade: 1. 14 passos para a melhoria da qualidade Crosby também tem o número cabalístico de 14 passos para a melhoria da qualidade.

Fundamentos da Qualidade
sido administrador do governo e professor universitário. Possui vários livros sobre planejamento, controle, gerenciamento e melhoria da qualidade. Começou a dar cursos no Japão (1954) e depois repetiu os seminários durante mais de 30 anos, em mais de 40 países e todos os continentes. Juran define qualidade como adequação ao uso. O foco da qualidade é a necessidade do usuário final. Há várias não-uniformidades em uma companhia que atrapalham o desenvolvimento de um processo, como 1. Há funções múltiplas, como marketing, projeto e desenvolvimento, fabricação e venda do produto, onde cada função se julga a mais importante, a única e a especial. 2. A presença de níveis hierárquicos na estrutura da organização cria grupos de pessoas com diferentes responsabilidades. Estes grupos variam em formação e tem diferentes conceitos acerca da qualidade. 3. Há várias linhas de produto que diferem em mercado, processos de produção, causando uma perda de unidade. Juran propõe um modo universal de pensar qualidade. Este conceito deve ser o mesmo para todas as funções, níveis de gerenciamento e ilhas de produto. A qualidade requer continuamente 1. planejamento 2. controle 3. melhoria.
Planejamento O planejamento da qualidade inclui: 1. Identificação do cliente, interno e externo. 2. Determinação das necessidades do cliente. 3. Desenvolvimento das características do produto que atendam as necessidades do cliente. 4. Estabelecimento dos objetivos da qualidade que satisfaçam igualmente às necessidades dos clientes e fornecedores, a um custo combinado mínimo. 5. Desenvolvimento de um processo que possa fabricar as características necessárias do produto. 6. Prova da capacidade do processo. Controle O controle da qualidade inclui: 1. Escolha das características a serem controladas 2. Escolha das unidades de medição. 3. Estabelecimento das medições. 4. Estabelecimento das especificações e padrões.

5. Medição do desempenho real. 6. Interpretação da diferença entre o real versus o padrão. 7. Eliminação das diferenças.
Melhoria A melhoria da qualidade envolve: 1. Prova da necessidade da melhoria. 2. Identificação dos projetos específicos para a melhoria. 3. Organização para conduzir os projetos. 4. Organização dos diagnósticos para descobrir as causas. 5. Procura das causas. 6. Tomada de ações corretivas. 7. Prova de que as ações corretivas são efetivas nas condições de operação. 8. Fornecimento de controle para manter os ganhos.

8.5. Comparação das Três Filosofias
As três filosofias de qualidade de Deming, Crosby e Juran tem o mesmo objetivo de desenvolver um sistema integrado de qualidade total com uma atuação contínua na melhoria. Há muitas semelhanças e algumas diferenças entre estes três planos. Como disseram Lowe e Mazzeo, são três pastores e uma única religião.
Definição A definição de Deming trata a qualidade como uma uniformidade previsível do produto, conseguida através do controle estatístico do processo. A qualidade do produto é refletida na qualidade do processo, que é o seu foco de atenção. A sua definição não dá muita importância ao usuário final, como o fazem Crosby e Juran. Deming inclui o usuário no conceito de processo estendido. Crosby define qualidade como conformidade à necessidade. A necessidade é formulada em função do usuário. O desempenho de zero defeito implica em procurar estar sempre satisfazendo um conjunto de exigências. Juran define qualidade como adequação do produto a um uso estabelecido e incorpora o usuário. A definição relaciona claramente a satisfação da necessidades do cliente. Compromisso da gerência Todos os três especialistas enfatizam a importância do comprometimento da alta gerência no programa de qualidade. Deming fala da criação de um objetivo permanente e constante em direção à melhoria da qualidade e define as tarefas da gerência.

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Fundamentos da Qualidade
Crosby fala da criação de uma cultura de qualidade, que só pode ser obtida através do envolvimento da gerência. Juran fala do planejamento, controle e melhoria do processo de qualidade com o suporte da gerência em todos os níveis. Assim, em todas as três filosofias, o suporte da alta gerência é fundamental.
Estratégia Deming estabelece uma estratégia para a alta gerência. A gerência deve seguir os primeiros 13 pontos e deve criar uma estrutura para promover continuamente esses 13 pontos em um ciclo interminável de aprimoramento (o 14o ponto cria esta estrutura). O enfoque de Crosby é estruturado. Seu segundo ponto sugere a criação das equipes de melhoria de qualidade. Juran recomenda a criação de equipes de pessoas para orientar o processo de melhoria da qualidade, diagnosticando e resolvendo os eventuais problemas. Medição Os três especialistas consideram a qualidade uma entidade possível de ser medida, assumindo diferentes graus. Às vezes, se quer saber os efeitos da boa qualidade em dinheiro, em economia, em aumento de produtividade. Um objetivo fundamental da estratégia de qualidade é eliminar refugos e retrabalho, que irá reduzir o custo da produção e aumentar a produtividade. O custo total da qualidade pode medido dividindo-se a qualidade em itens como prevenção, avaliação, falha interna e externa. É mais difícil medir o custo da não-qualidade ou o prejuízo provocado pela não-satisfação do cliente. Crosby dizia que a qualidade é grátis, é a nãoqualidade que custa. Processo interminável Todas as três filosofias de Deming, Crosby e Juran acreditam em um processo sem fim de melhoria da qualidade. Os 14 pontos de Deming são repetitivos em relação à melhoria da qualidade e há o ciclo PDCA (Plan-DoCheck-Act - planejar, fazer, verificar e agir). Crosby e Juran recomendam o ciclo contínuo de planejar, controlar e melhorar a qualidade. Educação e treinamento É fundamental para a melhoria da qualidade a existência de um pessoal que seja treinado na filosofia e nos aspectos técnicos da qualidade. Deming se refere ao treinamento em seu ponto 6, que recomenda o treinamento de todos os empregados e no ponto 13 que descreve a necessidade de retreinamento para se manter sintonizado com as mudanças das

necessidades do cliente, através de alterações no produto e no processo. A educação é também citada por Crosby em seu ponto 8, que enfatiza a necessidade do desenvolvimento de uma cultura de qualidade dentro da organização para haver um clima propício à qualidade. Juran não fala explicitamente em educação e treinamento. Porém, estes conceitos estão implícitos, por causa da necessidade de diagnosticar os defeitos e determinar as ações corretivas, só possível com um pessoal com conhecimento do processo e das relações causa e efeito do sistema.
Eliminação das causas dos problemas Deming usa os termos causas especiais e causas comuns para denominar os problemas que aparecem devido à ocorrência de algo imprevisto ou que sejam inerentes ao sistema, respectivamente. Exemplos de causas especiais são os problemas devidos à qualidade inferior de um vendedor nãoqualificado ou uso de uma ferramenta inadequada. As causas comuns não possuem razões especiais e podem ser eliminadas com mudanças no sistema. Exemplos de causas comuns são a variabilidade natural da máquina e da capacidade do operador. Deming e Juran estabelecem que cerca de 85% dos problemas são controláveis pelo gerenciamento. Assim, ações de gerenciamento podem eliminar diretamente os problemas ou podem fornecer a autoridade e as ferramentas para os trabalhadores eliminarem os problemas. O centro da filosofia de Deming é o uso de técnicas estatísticas para a identificação das causas especiais e das causas comuns. Deming atribui as variações fora dos limites de controle como especiais. Estas variações podem ser controladas pelo operador e os operadores devem tomar providências para eliminá-las. As variações dentro dos limites de controle são consideradas comuns. Estas variações são controláveis pelo gerenciamento e requerem ação da sua parte para serem removidas. Juran diz que as causas especiais criam problemas esporádicos e as causas comuns criam problemas crônicos. Juran fornece recomendações detalhadas para identificar os problemas esporádicos. Por exemplo, os erros do operador podem ser acidentais, propositais ou devidos a treinamento inadequado e técnica imprópria. Juran e Crosby fornecem especificações para se obter o desempenho padrão de zero defeito. Crosby sugere a ação para a remoção da causa de erro em seu ponto 11.

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Fundamentos da Qualidade
Estabelecimento de objetivo Deming diz claramente que se deve evitar estabelecer objetivos numéricos arbitrários. Ele acha que objetivos numéricos impedem, em vez de apressar a implementação de um sistema de qualidade total. Não se deve estabelecer objetivos de curto prazo baseados em níveis de produtividade sem considerar a qualidade. Deming não vê necessidade de objetivos de curto prazo pois enfatiza que o processo de melhoria da qualidade nunca acaba. Crosby e Juran recomendam o estabelecimento de objetivos. O ponto 10 de Crosby trata do estabelecimento de objetivos, onde os empregados sob a orientação dos seus supervisores, devem estabelecer objetivos mensuráveis mesmo para curto prazo, de 30 a 90 dias. Juran recomenda um programa anual de melhoria de qualidade com objetivos estabelecidos. Ele acredita que tais objetivos ajudam na medição do sucesso dos projetados de qualidade aplicados em um dado ano. Os objetivos devem se basear nas necessidades dos consumidores. O desempenho do programa é medido pela obtenção dos objetivos numéricos estipulados. Plano estrutural Os 14 pontos de Deming para a melhoria da qualidade enfatizam o uso de ferramentas estatísticas em todos os níveis. Primeiro, se leva o processo para um estado de controle estatístico, através de cartas de controle e depois procura-se melhorar o processo. A eliminação das causas especiais para levar o processo para o estado de controle ocorre nos níveis inferiores da estrutura da organização. Quando essas causas são removidas e o processo fica sob controle estatístico, requer a atenção dos níveis superiores da gerência para conseguir melhoria adicional. O plano de Deming é de baixo para cima. Crosby enfatiza uma mudança na cultura de gerenciamento. Depois de se implantar a nova cultura, se propõe um plano para gerenciar a transição. O se plano é de cima para baixo. Juran enfatiza a melhoria da qualidade através de um enfoque projeto-por-projeto.

Apostila\Metrologia. ApA-FundQual.doc

27 MAI 97 (Substitui 27 MAI 96)

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Referências Bibliográficas

Referências Bibliográficas
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