AJUSTADOR

(1."
FASE)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇ~O CULTURA-DIRETORIA DO ENSINO INDUSTRIAL E

Cordenação de:

AGNELO CORRÊA VIANA HELI MENEGALE JOAO B. SALLES DA SILVA LUIZ GONZAGA FERREIRA

Elaboração de:

DEUSDEDIT CAMARA - SENAI - Minas Gerais 1 HELIO NAVES - MEC - Goias HERCULANO LEONARDO SOBRINHO - SENAI LEOLINO DE SOUZA MATTA - SENAI Guan NICOLINO TIANI SENAI São Paulo ROMEU PIRES - SENAI - São Paulo SÉRGIO RIBEIRO - SENAI São Paulo S~LVIO TOLEDO SALLES SENAI - Minas Ger

I

-

-

-

-

-

Programa Intensivo de Prepara~ão da Mão-de-obra Industrial, inaugurado no País em 1964, tem em vista o ensino de técnicas industriais a operários qualificados, agentes de mestria, auxiliares técnicos, técnicos-industriais e a direcáo média das emprêsas fabris. Constitui u m processo complementar da acáo das escolas e visa a conjugar os procedimentos didáticos com a experiência do trabalho industrial, instalando os seus cursos, com a flexibilidade indispensável, onde se facam necessários. Representa, assim, a linha de promoeáo profissional do trababalhador e do aperfeieoamenko das suas atitudes de trabalho. Para realizar tais propósitos, o primeiro elemento com que terá de contar é o INSTRUTOR. Pode-se afirmar que depende do instrutor, n a sua maior parte, o êxito do empreendimento. O instrumento básico da acão do instrutor é o material didático. Cuidou, pois, a direcão do Programa de elaborar o imprescindível material de ensino para os diversos cursos. Reuniu especialistas provindos das mais diversas regiões do País, para o exame de todo o acervo de material didático produzido pelo SENAI, pela CBAI, Diretoria do Ensino Industrial, rêdes estaduais de ensino estadual e escolas particulares. Tendo por base êsse estudo, os especialistas prepararam o material de ensino do Programa, selecionando-o de programas já realizados com proveito ou feitos com a seguranca de bons resultados. Êste manual, que integra uma série, contém programas, instrucões, quadros analíticos, folhas de tarefas e informacões tecnológicas e destina-se a orientar e normalizar o funcionamento dos cursos. Assinalamos, por ser de j u s t i ~ a , representar esta contribuiqio a síntese do esfôrco e da experiência de professôres, técnicos e funcionários das entidades citadas aqui, mais notadamente o SENAI .

0

A R M A N D O HILDEBRAND
Diretor do Ensino Industrial e Coordenador Nacional do Programa Intensivo de Preparacão da Mão-de-obra Industrial

ÍNDICE Apresentação ................................ Objetivos . Condições de Recrutamento e Seleção . Programa ........................... QUADRO ANAL~TICO ...................... Programa de Tarefas e Operações . Programa de ~ ~ n h Técnicos~ ~ i ~ ~ ~ ....... ~ ~ ~ Informações Gerais ........................... Simbolos de Ferramentas e Instrumentos ...... Informações Relativas a cada Tarefa ........... Relação de Material ..........................
de Equipamento ..................... Relação das Fôlhas: FT, FO e FIT da SMO de Ajustador ...............................

3 5 6 7 t 10 13 15 19
20

3. Lima (nomenclatura . conservação . classificação) ............................... 4 . Régua de controle ...................... 5 . Escala ................................. 6. Régua de traçar, riscador e esquadro .... ~7 . ~ ~ ~Martelo ............................... ~ i ~ i . Furadeira . tipos portátil e sensitiva) .............................. Broca helicoidal (nomenclatura e caracte9. risticas) ................................ 10 . Punçáo de bico ........................

35 37 49 51 53 ~ 55 57 59

22 25 39 63 77 91 103 115 129 149 159 187 197 27 41 43 46 47 65 67 79 83 93 105 117 121 123 131 133 135 137 151 163 165 167 189 199 31 33

FOLHAS DE TAREFAS 1. Prisma com duas faces limadas ........... 2 . Chapa para cadeado .................... 3. Bloco limado ........................... 4 . Ferramenta de desbastar à esquerda ..... 5 . Bloco aplainado ........................ 6. Ferramenta de alisar (plaina) ........... 7. Encaixe meia-cana ....................... 8. Martelo de pena ........................ 9. Bloco estriado .......................... 10 . Graminho de ajustador ................. 11 . Suta ................................... 12 . Grampo fixo ............................ FOLHAS DE OPERAÇUES 1. Limar superfície plana .................. 2 . Limar material fino .................... 3. Curvar e dobrar material fino .......... 4 . Escarear furo ........................... Furar na fiiradeira ..................... 5. 6. Limar superfície plana paralela .......... 7. Limar superfície plana em ângulo ...... 8. Afiar ferramenta de desbastar ........... 9 . Serrar material espêsso (à mão) ......... 10 . Aplainar superfície plana e superfície plana paralela ............................. Afiar ferramenta de alisar .............. 11 . 12 . Talhar metal ........................... 13 . Limar superficie c Ô ~ c ~ ............... v ~ 14 . Limar superfície convexa ................ 15 . Afiar broca helicoidal .................. 16 . Limar rasgos e estrias .................. 17 . Recozer aço ............................ 18 . Temperar e revenir ..................... 19 . Aplainar estrias ......................... 20 . Afiar ferramenta manual comum ........ 21 . Roscar com machos na mona ............ 22 . Roscar com cossinete na moma 23 . e m a r (cabeça escareada) .............. R 24 . Estampar a frio ........................ FOLHAS DE INFORMAÇUES TECNOLOGICAS 1 . ao carbono (noções gerais) .......... Aço 2 . Morsa de bancada ......................

...........

11 . Escareador .............................. 61 12 . Paquimetro . nomenclatura . leitura . características . conservação ............. 69 13 . Lima (usos . recomendações) ........... 71 14 . (formas comerciais) ................. 73 Aço 15 . Traçagem com graminho (tinta . mesa de traçagem . graminho) .................. 75 16 . Ferramentas de aço rápido da plaina (ângulos e perfis) .......................... 85 17 . Arco e lâmina de serra ................. 87 18 . Usos industriais dos aços-ligas ........... 89 19 . Ferro fundido (tipos, usos, caracteristicas) 97 Plaina limadora (nomenclatura . caracte20 . risticas) ................................ 99 21 . Ferramentas de corte da plaina (características e formas gerais) ................. 101 22 . Rebôlo ................................ 109 23 . Especificações comerciais dos rebolos .... 111 24 . Abrasivos em ~6 e em pedras . pedras as de afiar ................................ 113 25 . Talhadeira e bedame .................... 125 26 . Gabaritos .............................. 127 27 . Broca helicoidal (ângulos e afiação) ...... 139 28 . Fixação de peças na furadeira ........... 141 29 . têmpera do aço ...................... 143 A 30 . Revenimento do aço ................... 145 31 . Fluidos de corte ........................ 147 32 . Como funciona a plaina limadora (cabeçote e avanços automáticos) ............. 155 33 . anéis graduados da plaina limadora ... 157 Os Recomendações sôbre o trabalho na plaina 34 . limadora ............................... 171 35 . Velocidade de corte, avanço e tempo de corte na plaina limadora ............... 173 36 . Paquimetro de 1/128" ................. 175 37 . Traçagem com graminho (modo de executar) ................................. 177 38 . Rotação por minuto e na de furar ............................... 179 39 . Machos de uso manual e desandadores ... 181 40 . Lima (corte . preparo da superficie da peça) .................................. 183 41 . Lixa ................................... 185 42 . Suta ................................... 191 43 . Goniômetro e transferidor ............... 193 44 . Rebites e ferramentas de rebitagem manual 195 45 . Máquina de serrar horizontal de fita .... 201 46 . Máquina de serrar horizontal alternativa . 203

STMBOLOS DE FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS

Alfabeto

de

oco

Cali brador

tampão

egolador

com cabo

Alicate

universal

ificador de raios

Ferramenta

de

Desandador Compasso de ferreiro C o m ~ a s s o de centrar Compasso de pontas Contra

-

- estampo

aIL

R A

SCMBOLOS DE FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS
i

Nome
Ferramenta cor bonêto de

Símbolo

Ferramenta d e sangrar ( bedame ) Ferramenta de sangrar interno Ferramenta broquear de

A

fl

P,
u

Porca

calibre

F A=
I7
E

Ferramenta d e forma Ferramenta d e f acear interno Ferro d e soldar Ga bari tos

o--$ ~~~

Estampo para rebites Limas Limas murcas bastardas

Verificador de rosca Vazador Vazador Fresa chato escatel

€= l

V

w

Es

(SERIE METÓDICA DE OFICINA)

FOLHAS DE OPERAÇÕES

AJUSTADOR

PRISMA COM DUAS FACES LIMADAS

TAREFA 1

1I1

1 o0

@v
8

Escala 1:l

Tempo previsto: Tempo gasto:

Qualidade:

N.O

ORDEM DE EXECUÇÃO

FERRAMENTAS

1

Lime uma face estriada d'i peça. PRECAU@O: Verifique se a peça está bem prêsa. FO - 111 - 1/2 - 113 - 114, FiT - 111 - 112 - 211 - 212 - 911 - 312.

+
A
D a Ref. FT 9 Material e Dimensões
1 c

2

Verifique com régua de controle e retoque até que ela fique plana. FIT - 411 - 412.

3 4

Lime a outra face estriada. Verifique com régua de controle.

1
N.O

1
Quant.

Prisma (Para Ref. FT 9) Denominações e Observações

Peça
r_

AJUSTADOR

LIMAR SUPERFÍCIE PLANA

F6LHA DE OPERAÇÃO

Esta operação, modernamente, é executada, quase sempre, em máquinas. No entanto, em casos de reparos e ajustes diversos,

o ajustador deve fazer esta operação com lima.

1.a Fase

PRENDA PESA, conservando a parte a A ser limada na posição horizontal e acima do mordente da morsa (fig. 1).

Use mordentes de cobre para proteger faces já limadas. 2.a Fase SEGUREA 3." Fase
LIMA

Fig. 1

(fig. 2).
Fig. 2

LIME A SUPERFÍCIE exercendo esf Ôrço adequado, tanto com a mão direita como com a esquerda, movimentando a lima sempre na horizontal (fig. 2).

Use lima bem engastada no cabo, para evitar ferir a mão.

a) Para equilibrar o movimento dos braços, durante a operação de limar, coloque-se diante da bancada de forma que os pés fiquem, aproximadamente, nas posições indicadas na fig. 3. b) A altura A da parte. superior da morsa deve corresponder, aproximadamente, à altura do cotovelo do operador (fig. 4).

Fig. 3

Fig. 4

AEC

- 1965 - 15.000

I

AJUSTADOR
LIMAR SUPERFICIE PLANA
OPERAÇÁO F ~ L H ADE

112

c) A pressão da lima sôbre a peça é feita apenas durante o avanço. No retorno, a lima deve correr livremente, deslizando sôbre a peça. d) A lima deve ser usada em todo o seu comprimento. e) O movimento deve ser dado apenas com os braços.

f) A cadência de trabalho deve ser mais ou menos 60 golpes por minuto.

Fig. 6 - Para dar acabamento, lima-se e m duas direções.

g) Para cada novo golpe, deve-se deslocar a
lima para o lado de, aproximadamente, metade de sua largura (fig. 7).
Fig. 5 - Para desbastar, lima-se nu-

Fig. 8 - Retira-se o cavaco com a escôva de aço. Fig. 7

h) A lima deve estar livre de graxa ou óleo.
4." Fase

VERIFIQUE SUPERFÍCIE A régua de controle (fig. 9).

LIMADA

com

Desempeno
Fig. 10

No caso de superfície plana de maior precisão, use desempeno untado de zarcão (figs. 10 e 11).
Fig. I 1
MEC

- 1965 - 15.000

I

AJUSTADOR

LIMAR SUPERFÍCIE PLANA

FOLHA DE OPERAÇÁO

8 13

a) Para desbaste, use lima bastarda. Parar acabamento, use lima murça. b) Em casos especiais segure a lima, conforme as figuras 12, 13 e 14.

Modo de segurar a lima muito fina.

\ ),prep

Fig. 12
Modo de segurar a lima para limar furo cego ( nòo vazado)

Fig. 13

Fig. 14

-

1) Por que a peça, ao ser prêsa na morsa, deve ter a parte a ser limada acima do mordente? 2) Por que não se £az pressão durante o retorno da lima?
3) Quando se deve limar cruzado?

4) Para que serve a régua de controle?

5) Na operação de limar, qual a altura mais conveniente da morsa?

AJUSTADOR

AÇO AO CARBONO (NOÇÓES GERAIS)

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA

i~i

I

O aço é O mais importante dos materiais metálicos usualmente empregados nas oficinas. A grande maioria das peças de máquinas são feitas de aço, por ser um material que tem propriedades mecânicas muito convenientes. Sua cor é acinzentada.
A

O aço apresenta inúmeras características. As mais importantes estão ilustradas nas figuras abaixo. O aço é uma liga de ferro e carbono, na qual a quantidade de carbono varia de 0,05 a 1,7 %.

I

I

Pode ser forjado.

Pode ser laminado.

Pode ser estirado e m fios (trefilado).

Pode ser trabalhado por ferramentas de corte.

Pode ser soldado.

Pode ser dobrado.

Pode ser curvado.

Apresenta grande resistência a ruptura.

I

MEC - 1965

- 15.000

-

AJUSTADOR
I

AÇO AO CARBONO (NOÇOES GERAIS)

F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOLóGICA

1/2

Os aços, que têm maior quantidade de carbono, podem ser endurecidos por um processo de aquecimento e resfriamento rápido chamado TÊMPERA. 0 s aços, que têm Pequena quantidade de carbono, não adquirem têmpera: são aços

macios, vulgarmente conhecidos por FERRO ou AÇO DOCE. Quando esmerilhados, desprendem em forma de (fig. 9). Os aços, que têm grande porcentagem de carbono, adquirem têmpera, são mais duros e desprendem fagulhas em formas de "estrelinhas" (fig. 10).

Fig. 10

FASES PARA A O B T E N W O DO AÇO a) Derrete-se o minério de ferro, juntamente com um fundente (pedras calcáreas) em fornos apropriados, usando-se o coque como combustível. Obtém-se, dessa forma, gás de iluminação, escória e gusa. b) A gusa segue para o misturador, podendo ser, também, transformada em peças brutas ou em lingotes. c) Do misturador, a gusa segue para os fornos de transformação em aço, denominados Bessemer, Siemens-Martins e elétricos.

RESUMO

QUESTIONARIO 1) Como pode ser reconhecido o aço?

2) Que é o aço?
3) Todos os aços ao carbono podem ser endurecidos? Por quê?

4) Por que o aço é o material mais empregado nas oficinas mecânicas? 5) Como são chamados os aços de pequena quantidade de carbono?
31
MEC

- 1965 - 15

AJUSTADOR
L

MORSA DE BANCADA

FBLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLóGICA

21 1
I

A morsa serve para fixar, por apêrto, a peça na qual o mecânico trabalha. A adaptação da peça na morsa e seu apêrto são feitos

por meio de um dispositivo de parafuso e porca.

I

A MORSA PARALELA O tipo usual é o da figura 1. É assim chamada porque as faces internas das suas mandíbulas ficam sempre paralelas nos movimentos de abrir e fechar.
É geralmente fabricada de aço fundido ou de ferro fundido. As morsas que suportam maior esfôrço são de aço forjado.

Jl

Fig. 1 - Morsa de bancada de base fixa.

i""""

Fig. 3 Corte transversal.

Fig. 2 - Corte mostrando o dispositivo de movimento da mandíbula.

As figuras 2 e 3 mostram claramente como funciona o mecanismo de abertura e fechamento das mandibulas.
- 1965 - 1 5 . 0 0 ~

AEC

AJUSTADOR

MORSA DE BANCADA

F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

212

A figura 4 apresenta urna morsa paralela giratória. Sua base pode girar horizontalmente, por ser articulada sôbre outra base fixa. Para apêrto ou desapêrto da peça, o manípulo deve ser sempre segurado nas condições indicadas na figura 4. Esta posição aproveita todo o comprinlento do manípulo. Como a alavanca é maior, o mecânico terá que empregar menor esforço. O movimento, no sentido da seta, aperta a peça entre as mandíbulas. O movimento contrário desaperta a mesma.
Fig. 4

MORDENI'ES

FIXÒS

As duas mandíbulas da morsa possuem, em geral, mordentes de aço carbono duro e temperado. Suas faces de apêrto são estriadas. Assim, se evita deslizamento da peça prêsa, em trabalhos que devam suportar choques ou grandes esforços. Exemplos: martelar, cortar, talhar. As figuras 5 e 6 mostram detalhes de mordentes aparafusados nas mandíbulas.

Fig. 5

MORDEN'TES DE PROTEÇÃO
nwdebtu

Servem para proteger as faces já acabadas da peça e são adaptados conforme mostra a figura 7. Devem ser sempre de material mais macio que o da peça. A escolha do mordente depende do material da peça e do tipo de trabalho a executar. Há mordentes de cobre, chumbo, alumínio, madeira e couro. Na proteção de peças de aço e de ferro fundido, é comum o uso de mordentes de chapas de cobre dobradas sobre as mandíbulas.

Fig. 6
Faqr a trabilhsr

Coco 0~8b.d

mo

Fig. 7

QUESTIONARIO 1) Para que servem os mordentes fixos? De que material são feitos?

2) Para que se usam mordentes de proteção? De que são feitos?
3) Por que a morsa é chamada "morsa paralela"? 4) Para que serve a morsa de bancada? 5) Qual o critério para a escolha dos mordentes de proteção? 6) De que materiais são fabricadas as morsas de bancada? 7) Qual o mecanismo que permite apêrto ou desapêrto, na morsa? 8) Como se deve segurar o manípulo no apêrto ou desapêrto? Por quê?

A A C ~- T O A K

- I e. nnn

AJUSTADOR

LIMA (NOMENCLATURA - CLASSIFICAÇÃO CONSERVAÇÃO)

FOLHA DE

TECNOLÓGICA

INFORMACÃO

311

I

I
A lima é uma ferramenta temperada, feita de aço carbono. Suas faces são estriadas ou picadas. Quando a lima é atritada contra a superfície de um material mais macio, desgasta-o, arrancando pequenas partículas (Limalha).
I

PARA QUE SERVE A LIMA Com a crescente utilização de máquinas na indústria, o uso da lima tem diminuído. É hoje usada sòmente em pequenos trabalhos de desbaste leve e acabamento, em peças prèviamente desbastadas em máquinas. Deve ser usada em pequenas espessuras de material a desgastar (cêrca de 0,2 a 0,3 do milímetro). É a ferramenta manual que o ajustador mecânico mais utiliza (fig. 1).

I

Corno

cabo d m ndatnr

Fig. 1

Três fatores influem na classificaqão das limas: picado, seção (ou forma) e comprimento. PICADO Pode ser simples ou cruzado. Os dois podem apresentar estrias mais próxiPICADO SIMPLES

mas, mais afastadas ou em distâncias médias. Existem, assim, três tipos principais de lima, de cuja escolha depende o desbaste ou o acabamento (figs. 2 a 7).

PLCADO CRUZADO

Fig. 2 - L i m a murça.

Fig. 5 - L i m a mzuça,

Fig. 3 - L i m a bastardinha.

Fig. 6 - L i m a bastardinha.

Fig. 4 - L i m a bastarda.

Fig. 7 - L i m a bastarda.

Há ainda o picado grosa (fig. 8) que apresenta dentes isolados e não estrias. É usada em madeira e couro.
Fig. 8 - L i m a grosa.
AEC

- 1965 - 15.000 -

35

i
r

AJUSTADOR

LIMA (NOMENCLATURA - CLASSIFICAÇÃO CONSERVAÇÃO)

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

312

SE~ÃO FORMA - As f i e . 9 a 16 inOU dicam os tipos mais usados.

COMPRIMENTO É dado em polegadas e corresponde à medida do corpo (fig. 1).

Fig. 9 - L i m a paralela.

Fig. 10

- Lima

chata.

Fig. 11 - L i m a de bordos redondos.

Fig. 12 - L i m a faca.

Fig. 13 - L i m a quadrada.

Fig. 14 - L i m a redonda.

Fig. 15 - L i m a meia-cana.

Fig. 16 - L i m a triangular.

EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇOES DE LIMAS Lima paralela bastarda de 10ft, lima redonda muna de 6", lima faca bastarda de 4", etc.

A limalha, prendendo-se entre as estrias do picado, prejudica o corte da lima. É necessário manter o picado sempre limpo: Usa-se, para isso, uma escova de fios de aço e, em certos casos, uma vareta de cobre de ponta achatada (fig. 17).
CONSERVAÇÃO

Fig. 19

1) Não coloque limas em contato, para que seus dentes não se choquem e não se estraguem. 2) Evite choques com a lima. 3) Proteja-a contra a oxidação (ferrugem). 4) Mantenha sempre a lima com cabo próprio. Engaste a espiga no cabo, com firmeza. QUESTIONARIO 1 2 3 4 5 6
- Para que serve a lima? Como a lima ataca a superficie da peça? - De que material é fabricada a lima?

- Quais os cuidados a observar na conservação das limas? - Quando é aconselhável o uso da lima?

- Dê quatro exemplos de especificações completas de limas.

7 - Como são as faces da lima?

- Quais os fatores da classificação das limas? Como se classificam?
MEÇ

8 - Como se faz a limpeza do picado?
36

1 - 1965 - 15.000

L

AJUSTADOR

RÉGUA DE CONTROLE

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

4/ 1

A régua de contrôle serve para o mecânico verificar se uma superfície é plana. Seu emprêgo mais frequente se dá na verificação

das operações de limar ou de raspar superfícies planas.

A RÉGUA DE CONTROLE E SEUS TIPOS A régua de contrôle é um instrumento fabricado de aço ou ferro fundido. As réguas biseladas exigem têmpera. Tôdas são retificadas, para que possam controlar com precisão ou rigor. A régua de controle mais simples apresenta seção retangular (fig. 1). As arestas são vivas. As faces são rigorosamente planas. A retificação se faz cuidadosamente, em faces e arestas. Conforme o tamanho e sua aplicação, utilizam-se réguas de controle de diferentes formas. As réguas biseladas (figs. 2, 3 e 4) são as de uso mais frequente no controle de faces limadas.

Fig. 1

I

Fig. 2

Fig. 3

Fig. 5 Fig. 4

Há réguas de controle que, para verificações de grande rigor, apresentam faces estreitas retificadas. São usadas, em geral, no acabamento final de barramentos de tornos, mesas de máquinas de precisão e ajustes rigorosos de peças deslizantes (figs. 5 a 8). Algumas vêzes, para evitar deformações das faces retificadas de controle e das arestas, as réguas apresentam construção especial. Dois exemplos são mostrados nas figuras 7 e 8. Servem para controlar a planeza de guias e superfícies das peças deslizantes das máquinas.

Fig. 6

Fig. 7

Fig. 8
r

MEC

- 1965 - 15.000

37

L

.

AJUSTADOR

RÉGUA DE CONTROLE

FBLHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA

4/2

USO DA RÉGUA DE CONTROLE Aplica-se o fio retificado da régua, ou a face retificada, se for o caso, sobre a superfície, cuja planeza se quer controlar (figs. 9 a 11). O contato da régua deve ser suave. Não se desliza o fio retificado, ou a face, sobre a superfície a verificar. Para que uma superfície seja aceita como plana, é indispensável que sejam comprovados sucessivos contatos da régua no decorrer da operação de acabamento (limar ou raspar). As direções são as indicadas na figura 12: AB, BD, CD, CA e, ainda, segundo as diagonais AD e BC.

Fig. 10

Fig. 11

I

Fig. 12

CUNSERVAÇÃO
A régua de controle é um instrumento delicado. Por isso, deve ser objeto de todo o cuidado, para sua conservação. CUIDADOS A OBSERVAR a) Não deslize e não atrite a régua contra a superf ície.
b) Evite choques com a mesma.

c) Não a mantenha em contato com outros instrumentos.

d) Após o uso, proteja a régua, contra a oxidação. e) Guarde-a, de preferência, em estojo. f) Em caso de oxidação (ferrugem) nas superfícies da régua, limpe-a com pedra-pomes e óleo. Não use lixa.

Q~YESTIONARI~

2 - Como se usa a régua de controle?

1

- Para que serve a régua de controle?

3 - Para rigor na verificação, que operação se faz nos fios e nas faces de contato das réguas de controle? 4 - ~ u a i ssão os cuidados para a conservação da régua de controle? ' 5 - De que material são fabricadas as réguas de controle? 6 - Em que operações é mais frequente o uso da régua de controle?
38
MEC

- 1965 - 15.000

AJUSTADOR

CHAPA PARA CADEADO

TAREFA 2

111
I

1

Tempo previsto: Tempo gasto: Qualidade:

Escala 1 : 1

N.O

ORDEM DE EXECUÇAO

FERRAMENTAS

1

Desempene as chapas. Lime na largura de 30. FIT - 511 - 512.

2
3
4
I,

8-1 ""
A
8

Lime um topo em esquadro. Trace e lime no comprimento de 6 7 5 Trace e lime os cantos de 6 X6 e 3 X 3. Trace e dobre em esquadro.

+ + A

6

PRE~AUÇXO: Verifique se a-peça está bem prêsa.

FO - 211 - 212 - $11 - 912 - 313 F I T - 611 612 - 711 - 712.
7
Marque e faça os furos. PRECAU~~ES:

-

a) A peça deve estar bem fixada. b) Reduza o avanço da broca ao se aproximar do fim do furo. FO
8

- 1011 - lQ/2.

- 5/1 - 512

F I T - 811

-

812 - 911 - 912

98
-a

-9ph41 8 - . ~ O p

Escareie, verificando com um parafuso. FO - 4/1 FIT - 1111 - 1112.
1 2
Quant. Denaminoções e Observações Peça Chapa para cadeado

e
2 aços 0,18 a 0,30'36C-O 1 8 " x l 1/4"X70
Material e Cimensões

N.O

MEC

- 1965 - 15.090
-

39
- -

--

-

-

1

AJUSTADOR
L

LIMAR MATERIAL FINO

FÔLHA DE OPERAÇÃO

211

Quando se limam pelas de pouca espessura, como, por exemplo, gabaritos, lâminas de instrumentos, verificadores de ângulos, etc. deve-se empregar uma técnica especial.

A principal dificuldade que surge, quando se lima material fino, é a vibração que pode ser evitada com o uso de acessórios, ferramentas e técnica de trabalho apropriados.

FASES DE EXECUÇÃO

1.a Fase
PRENDA PESA de modo a evitar vibraA rões ao limar (figs. 1, 2 e 3).

2
Fig. 1 - Peça prêsa com cantoneiras. Fig. 3 - Peça prêsa com dois calços.

Fig. 2 - Peça prêsa com u m calço.

2 .a Fase
LIME, de modo a evitar vibrações da peça (fig. 4 e 5).

Fig. 4 - A lima se desloca e m posição longitudinal.

Fig. 5 - A lima se desloca e m posição obliqua e m relação h peça.

PRECAUS~ES: a) Cuidado para não ferir a mão no canto do material. b) Verifique se o cabo está bem engastado para evitar acidente.
MEC

-

- .. .

I

Fig. 7

Use apoio de madeira para limar as faces (figs. 8, 9 e 10).

No sistema indicado na figura 10, o apoio de madeira deve ser pouco maior que a peça. Os mordentes de cobre tocam levemente os cantos da peça, o suficiente para evitar que ela deslize sobre a madeira.

\

hadeira

de

oqoio

Fig. 10

QUESTIONARIO
1) Por que se deve manter a lima levemente inclinada ou em posição longitudinal ao limar material fino? 2) Como se prendem materiais finos para limar? Por quê? 3) Como se verificam superfícies curvas em material fino?

AJUSTADOR
I

CURVAR E DOBRAR MATERIAL FINO

F6LHA DE OPERAÇÁO

311

Tanto nas grandes fábricas como nas pequenas oficinas, chapas e barras de vários perfis são dobradas ou curvadas a frio. Existem máquiiias de curvar e de dobrar, porém há trabalhos que não podem ser

feitos nestas máquinas. Sbmente o artífice experiente, usando ferramentas e acessórios, é capaz de executar dobras ou curvas em peças as mais variadas, tais como: braçadeiras, pés para máquinas, cantoneiras, etc.

FASES DE EXEGUÇÃO

1.a Fase

PRENDA A

PESA NA MORSA,

seguindo o

o traçado (fig. 1).

O B S E R V A: ~ E S ~
a) Use mordentes de proteção, quando necessários.

Fig. 1

b) Use mandril, se for necessário (figs. 2, 3 e 4).

Fig. 2

Fig. 3

Fiç. 4

c ) Use cantoneiras e calços para peças maiores que a morsa (figs. 5 e 6).

Fig. 5

Fig. 6

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43

Fig. 8 - C o m martelo e proteção, para evitar sinais de pancada na Peça.

Fig. 9 - C o m macête, n o caso de chapa muito fina o u material não ferroso.

Fig. 10 - C o m estampos apropriados, n o caso de se fazerem vúrias peças.

Fig. 11 - Com talhadeira sem corte, em casos especiais.

AJUSTADOR

CURVAR E DOBRAR MATERIAL FINO
i

FÔLHA DE OPERAÇÃO

313

QUESTIONAR10

1) Como se deve dobrar o "ferro chato" desenhado abaixo?

2) Que acessórios são necessários para curvar a peça desenhada abaixo?

3) Uma chapa de cobre, de aproximadamente 2 mm de espessura, deve ser dobrada de acordo com o desenho abaixo. Como fazer?

MEC

- 1965 - 15.000

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AJUSTADOR
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ESCAREAR FURO

FOLHA DE OPERAÇÁO

411

Escarear furo é uma operação que consiste em chanfrar as bocas dos furos, nos quais serão alojados parafusos ou rebites. Esta operação é executada com brocas,

escareadores ou fresas e é aplicada em juntas de caldeiras, tubulações, máquinas, arruelas, anéis de encosto, réguas de ajuste, etc.

FASES DE EXECUÇÃO

1.a Fase
A PRENDA PESA
OU

segure-a com a mão.

2.a Fase
PREPARE MÁQUINA. A a) Escolha a ferramenta adequada ao serviço (fig. 1) e prenda no mandril. b) ~ e t e r m i n e ' aRPM, consultando a tabela. 3 .a Fase
A ESCAREIE PESA.

Escareodor

8

a) Ligue a máquina. b) Inicie o acareado (figs. 2 e 3). OBSERVAÇÃO: O escareador com guia é usado quando o escareado deve ficar bem centrado. c) Continue a escarear a peça com avanço manual lento. OBSERVAÇÃO: Use fluido de corte adequado ao material.
Fig. 2

Fig. 1

!
~scarsador rebaixodo

~scoroodor furado

Fig. 3

4." Fase
O VERIFIQUE ESCAREADO com parafuso (fig. 4) ou com paquímetro (fig. 5).

OBSERVAÇÃO: Se houver diversos furos a escarear, regule a penetracão do escareador na escala de profundidade da máquina.

Fig. 4

Fig. 5
46
MEC

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AJUSTADOR

FURAR NA FURADEIRA

FOLHA DE OPERAÇÃO

511

A furação é uma operação largamente empregada na execução de peças mecânicas. A furação pode ser feita em peças em

série ou em peças isoladas e é aplicada em estampos, réguas de ajuste, furos de fixação de mancais, etc.

FASES DE EXECUÇÃO l.a Fase
A PRENDA PESA NA MORSA (fig. 1). Use morsa de mão ou grampos para prender peças que não podem ser fixadas diretamente na morsa e proteja a mesa da máquina com um pedaço de madeira (figs. 2 e 3).

Fig. 1
I

,
Fig. 2 Fig. 3

OBSERVAÇÃO : A furação de peças em série geralmente é feita usando-se máscaras, gabaritos ou montagens de usinagem (fig. 4).
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Q
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Fig. 4

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2.a Fase
A PREPARE MÁQUINA.

a) Examine o diâmetro e o ângulo da broca e prenda no mandril (fig. 5). OBSERVAÇÃO: Brocas de haste cônica são prêsas diretaniente no cone da árvore ou usando-se bucha de redução.

b) Determine o AVANÇO e a RPM (número de rotações por minuto), consultando a tabela.

OBSERVAÇÃO:
Para esta consulta, é indispensável considerar o material da broca e o material a ser furado.
Fig. 5

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1

AJUSTADOR
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FURAR NA FURADEIRA

FdLHA DE OPERAÇÃO

512

c) Regule a profundidade de penetração da broca (fig. 6). Encoste a broca na peça e gire a porca reguladora de modo que a distância entre ela e o batente fique igual à profundidade do furo desejado.
3.a Fase

FUREA PESA. PRECAUÇÃO : Verifique se a peça e a broca estão bem prêsas. a) Aproxime a broca da peça, usando o manípulo.

b) Alinhe o centro do furo com a ponta da broca (fig. $7).
c) Ligue a furadeira. d) Inicie o furo. OBSERVAÇÃO: Antes de penetrar toda a ponta da broca, verifique se o círculo por ela produzido está no centro do traçado (fig. 8). Caso a broca se desvie do centro (fig. 9), verifique se a mesma está bem afiada e corrija o desvio com bedame meia-cana (f ig. 1O). e) Continue a furação. OBSERVAÇ~ES: Use fluido de corte adequado ao material.
Fig. 7

2.a) Ao se aproximar do fim do furo, avance a broca lentamente e com muito cuidado.

Fig. 8

Fig. 10
43

Fig. 9
MEC

-

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AJUSTADOR

ESCALA

F6LHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

5/ 1

O mecânico usa a escala para tomar medidas lineares, quando não há exigência de grande rigor ou precisão.

I

ESCALA
A escala (fig. I), ou régua graduada, é um instrumento de aço que apresenta, em geral, graduações do sistema métrico (decímetro, centímetro e milímetro) e graduações do sistema inglês (polegada e subdivisões).

Fig. 1

As menores divisões, que permitem clara leitura nas graduações da escala, são as de milímetro e 1/32 da polegada. Mas estas últimas, quase sempre, sòmente existem em parte da escala, que se apresenta em tamanhos diversos, sendo mais comuns as de 6" (152,4 mm) e 12" (304,8 mm).

USOS DA ESCALA
As figs. 2, 3 .e 4 mostram alguns exemplos.

Mede-se, neste caso, a partir do encosto da escala. Este deve ser bem ajustado na face do ressalto da peça. Esta face deve estar bem limpa.
Fig. 2 - Medição de comprimento c o m face de referência.

Fig. 3 - Medição de comprimento sem encôsto de rejerência.

Fig. 4 - Medição de didmetro.

I

No caso das figs. 3 e 4, coincide-se o traço de 1 cm com o extremo da dimensão a medir. Da leitura, subtrai-se depois 1 cm. No indicado pela fig. 3, deve-se ter o cuidado para não inclinar a escala. No indicado pela fig. 4, gira-se a escala mos sentidos indicados pelas flechas, até encontrar a maior medida. Quando se faz a medição em polegada, deve-se coincidir o traço de 1".
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AJUSTADOR

ESCALA

FBLHA DE INFORMAÇ~O TECNOLÓGICA
\

OUTROS TIPOS DE ESCALA As figs. 5, 6 e 7 mostram três tipos de escalas para fins cspeciáis.

i \

Fig. 5

- Escala

de encôsto interno.

Fig. 6 - Escala de profundidade.

Eecbsto lnterno

Fig. 7 - Escala de dois encostos (usada pelo ferreiro).

APLICAÇBES

Fig. 8 - Medição de c o m p r i m e ~ t o com face interna de referência.

Fig. 10 - Medição de profundidade de furo não vazado.

Fig. 9 - Medição de profundidade de rasgo.

CARACTERÍSTICAS DA BOA ESCALA 1) Ser, de preferência, de aço inoxidável. 2) Ter graduação uniforme. 3) Apresentar traços bem finos, profundos e salientados em prêto. As graduações de i/2 milímetro e de 1/64 da polegada na escala são de leitura mais difícil.

CONSERVAÇÃO DA ESCALA

1) Evite quedas e o contacto da escala com ferramentas comuns de trabalho. 2) Não bata com a mesma. 3) Evite arranhaduras ou entalhes que prejudiquem a graduação.

4) Não flexione a escala, para que não se empene e não se quebre. 5) Limpe, após o uso, para remover o suor e as sujeiras. 6) Aplique ligeira camada de 61eo fino na escala, antes de guardá-la.

QUESTIONARIO 1) Quais são as graduações bem visíveis da escala do mecânico?

2) Quais são as características de uma boa escala?
3) Em que casos o mecânico usa escala? 4) Quais são os cuidados a tomar para a conservação de uma escala? 5) Quais são os comprimentos mais comuns da escala (mm e polegada)?

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AJUSTADOR
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F6LHA DE

RIZGUA DE TRAGAR,RISCADOR E ESQUADRO

TECNOL~GICA INPORMAÇIO

6/1

Na maioria das tarefas que executa, o mecânico precisa fazer antes um traçado sôbre uma ou mais faces da peça. Êste traçado orienta-o na execução de diversas fases do seu trabalho. O traçado tem por finalidade marcar linhas ou pontos de referência na peça, tais como: contorno da peça, rebaixos, posições de eixos e de furos, etc. Quando a traçagem é em faces planas, os instrumentos de mais frequente uso são: Régua de traçar, Riscador e Esquadro. RÉGUA DE TRAGAR
É, em geral, uma lâmina de aço (fig. 1) de faces planas e paralelas. Suas bordas ou seus fios são paralelos e retos. Como seus fios são retos,.fazendo-se correr, junto a qualquer dos dois, uma ponta aguda, esta risca uma reta na face plana da peça.

Fig. 1

Fig. 2
cabo

Fig. 3
Cabo

RISCADOR
É uma haste de aço, de ponta aguda, endurecida pela têmpera. Os tipos mais usados estão nas figuras 2, 3 e 4. Deslizando-o, com ligeira pressão, sobre uma superfície de material mais macio, será riscada ou traçada uma linha. Se usado com a régua ou o esquadro, o riscador traça retas. Pode também o riscador ser utilizado juntamente com um Gabarito, que é um molde ou modêlo. Neste caso, fazendo com que sua ponta acompanhe o contorno do gabarito, o riscador reproduzirá êste contorno na superfície plana da peça. Em alguns tipos de riscador (fig. 4), uma das extremidades é curvada, para facilitar certos traçados. A ponta do riscador deve ser sempre afilada na forma cônica.

Fig. 4

Borda entorna

ESQUADRO O esquadro é um instrumento com 1âmina de aço (fig. 5), que serve para o traçado de retas perpendiculares, isto é, de retas que tenham entre si o ângulo de 900 (ângulo reto). Sua base pode ser de aço, alumínio, ou madeira chapeada com metal. A lâmina, de faces paralelas e de fios paralelos e retos, é montada na base. Seus fios

Fig. 5

ou bordas formam ângulo rigoroso de 90° com as faces da base. Estas são também retas e paralelas. Correndo junto a um dos fios da 1âmina, a ponta do riscador traça uma reta, que é perpendicular a qualquer das duas faces da base.

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AJUSTADOR

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R&GUA DE TRAGAR, RISCADOR E ESQUADRO

I

FOLHA DE INFORMASAO TECNOLÓGICA

1

612

CONDIqõES PARA U M BOM TRAGADO
1) Use riscador de aço com ponta bem afilada. 4) Na maioria dos casos, pinte, antes, a superfície a traçar com uma fina camada de ieriiiz ou alváiade. Dessa forma, os 'traços feitos pelo riscador se destacarão com nitidez.

2) Dê traço fino e nítido.
3) Não repasse o riscador em traço já dado.

USO DOS INSTRUMENTOS
(figs. 6, 7, 8 e 9)

Fig. 6

Fig. 8

CONSERVAÇAQ DOS INSTRUMENTOS DE TRACAGEM
1) Limpe e lubrifique os instrumentos de traçagem, após o uso.

2) Evite que sofram choques. Não os ponha
em contato com outras ferramentas.
3) De preferência, guarde-os em estojos próprios.

4) Em caso de oxidação (ferrugem), limpe-os com pedra-pomes e óleo. Jamais use lixa no esquadro ou na régua de traçar. 5) O esquadro merece um cuidado especial. Verifique ou afira a exatidão do ângulo de 900, de vez em vez, em comparação com um ângulo reto padrão, ou por outro processo adequado.

NOTA: O esquadro é de preferência usado para verificar perpendicularidade; neste caso, em trabalhos de precisão, deve ser empregado, de preferência, esquadro de fio retificado (fig. 10). QUESTIONÁRIO
1

- Quais as condições de um bom traçado?

2 - Que é a régua de traçar? Quais as suas particularidades?
3 - Para que serve o traçado nas faces de uma peça? 4 - Quais os cuidados para a conservação dos instrumentos de traçar? 5 - Para que serve o esquadro? Quais as suas particularidades? 6 - No esquadro, qual o ângulo da borda da lâmina coni a face da base? 7 - Para que serve o riscador? Quais as suas particularidades? 8 - Na traçagein em faces planas, há três instrumentos de muito uso. Quais são?
52
MEC

- 1965 - 15.08

AJUSTADOR

I

MARTELO

I

FBLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

I

711

O martelo é uma ferramenta auxiliar do mecânico, de uso frequente na oficina. Serve para produzir choqzies, cuja energia ou potência se aplica: 1) a uma ferramenta de corte, fazendo-a atacar o material (exemplos: talhadeira, bedame);

2) a peças em montagem ou desmontagem
(exemplos: eixos, chavêtas, pinos, cunhas); 3) para obter deformações permanentes (exemplos: trabalhos de forja, rebitagem, dobrar a frio).

MARTELO
Compõe-se de duas partes (fig. 1): 1) Martelo pròpriamente dito, que é uma peça de aço de forma especial.

2) Cabo de madeira, de seção oval, com um
ligeiro estreitamento na parte próxima ao martelo.

Fig. 1 - Martelo de bola (tipo americano).

TIPOS DE MARTELOS São usuais, na oficina mecânica, os tipos apresentados nas figs. l , 2, 3 e 4. Os pesos dêsses martelos variam desde 150 gramas, para trabalhos delicados, até 800 gramas, para tarefas mais pesadas.

Fig. 2
Martelo de pena reta (tipo americano).

Fig. 3 Martelo de pena cruzada (tipo europeu).

Fig. 4 Martelo de pena cruzada (tipo americano).

AJUSTADOR

MARTELO

F6LHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

712

CARACTERISTICAS DAS PARTES DO MARTELO 1) Face de choque (também chamada pancada) ligeiramente abaulada. 2) A bola (semi-esférica) e a pena (arredondada no extremo) são usadas para trabalhos de rebitagem e de forja. 3) O olhal, orifício de seção oval, onde se introduz a espiga do cabo, é geralmente estreitado na parte central. 4) A cabeça e a bola (ou a pena) são temperadas e revenidas, para aumentar a dureza e a resistência ao choque. 5) Madeira do cabo flexível, sem defeitos, de boa qualidade.
6) O estreitamento do cabo aumenta a flexibilidade e ajuda o golpe pois age como amortecedor e diminui a fadiga do punho do mecânico. 7) A seção oval do cabo possibilita maior firmeza para empunhá-lo. 8) O engastamento do cabo no olhal é garantido por uma cunha de ferro cravada no extremo. Esta cunha abre as fibras da madeira e o extremo do cabo fica bem apertado contra a superfície cônica do olhal.

I

CONDIÇõES DE UM BOM ENCABAMENTO 1) Madeira de boa qualidade, flexível, sem defeitos. 2) Ajustamento forçado do extremo do cabo no olha1 do martelo. 3) Uso da cunha para apêrto efetivo. 4) Grossura do cabo de acordo com o pêso do martelo e com as proporções da mão de quem martela. 5) Comprimento do cabo: 30 a 35 centímetros.

MODO DE USAR O MARTELO
A precisão do golpe é a condição essencial. Não se deve empregar muita força, a fim de evitar rápida fadiga. A energia do golpe é bem aproveitada quando se segura o martelo pela extremidade do cabo (fig. 5). Esta é a posição correta, pois, com maior alavanca (distância D), conseguese maior eficiência com menor esforço. No golpe, trabalha sobretudo o punho de quem martela. O ante-braço auxilia apenas o impulso. A amplitude do movimento do martelo é de cêrca de um quarto de círculo (900).
Fig. 5

\

%

QUESTIONARIO

1) Descreva as características das partes do martelo. 2) Como se usa e como se movimenta o martelo? 3) Para que serve o martelo? Indique as três utilidades. 4) Quais são as condições do bom encabamento do martelo? 5) Dê a nomenclatura das partes do martelo e do cabo.

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MSC

- 1965 - 15.000

-

FURADEIRA

(CLASSIFICAÇAO - TIPOS PORTATIL E SENSITIVA)

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOU>GICA

8/ 1

A furadeira é a máquina com a qual se produzem furos circulares nas peças, por meio do giro de uma ferramenta de corte, com certa velocidade. Tem a sua penet~açáo forçada no

material da peça, mediante pressão longitudinal. A ferramenta de corte usada na furadeira é, em geral, uma Broca Ou um Estareador.

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FURADEIRA ELÉTRICA PORTATIL A fig. 1 mostra um tipo ~ ~ s u a l .transA missão da rotação do motor ao eixo porta-broca ou árvore se faz através de um jogo de engrenagens. A pressão axial, para a penetração da broca, é dada pelo esfôr~omanual do operador. O mandril porta-broca é um acessório com garras de aço que serve para fixar a broca. O mais comum é do tipo "Jacobs".

I

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Fig. 1
Palio em

FURADEIRA SENSITIVA DE BANCADA Furadeira sensitiva é toda aquela em que o avanço (penetração da broca) é feito manualmente. Na fig. 2 está um modêlo comum. O funcionamento é claro, à simples vista da figura. A transmissão da rotação se faz por correia adaptada aos gornes de duas polias em degraus, o que permite a mudança da rotação. No caso da fig. 2, a broca pode girar com três velocidades, conforme a correia esteja no 1.O, 2.O ou 3.0 degraus. O mecanismo de penetração (Avanço da Broca) é idêntico ao da fig. 4, referente à furadeira sensitiva de coluna.

Fig. 2

FURADEIRA SENSITIVA DE COLUNA Na fig. 3 se vê uma furadeira sensitiva de coluna. A transmissão da rotação se faz: 1) por polias em degraus e correia, do motor ao eixo intermediário superior; 2) por engrenagem cônica, do eixo intermediário superior ao eixo porta-broca ou árvore.
Fig. 3
MEC

cremo~lrr~ ck

- 1965 - 15.000

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. .

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOL~GICA

FURADEIRA :CLASSIFICAÇKO - TIPOS PORTÁTIL

E SENSITIVA)

8/2

Para o avanço, o mecanismo usado é, geralmente, o que indica a fig. 4: 1) o eixo porta-broca ou árvore gira dentro de uma bainha, em cuja parte posterior há uma cremalheira (fig. 4); 2) o eixo porta-broca ou árvore, ao mesmo tempo que gira, pode abaixar-se (Avanço da Broca) ou elevar-se, por meio da alavanca de avanço ligada ao pinhão; quando se puxa a alavanca, no sentido da seta, o pinhão gira, arrasta a cremalheira, a árvore desce e a broca, girando, exerce, ao mesmo tempo, pressão contra a peça (fig. 4). VELOCIDADE DE ROTAGAO
É definida pelo número de rotações da broca em um minuto (rpm). Depende do motor e da transmissão. No caso da furadeira da

fig. 3, por exemplo. há três velocidades diferentes, conforme a correia esteja no 1.O, no 2.O ou no 3.O degraus da polia.

E;SPECIFICA(X3ES DE UMA FURADEIRA As características a considerar são: 1) Diâmetro máximo do furo que faz. 2) Velocidade de rotação do eixo porta-broca ou árvore. 3) Curso ou avanço máximo da broca. 4) Distância máxima entre a árvore e a mesa. 5) Distância máxima entre o centro da árvore e a coluna.

OKGÃOS ESSENC1;LIS DE UMA FUKAQEI KA 1) O motor elétrico (para o giro da broca). 2) O dispositivo de transmissão do giro do motor à broca. 3) O mecanismo de pressão longitudinal ou axial, para forçar a penetração da broca na peça. 4) O dispositivo fixador da broca (mandril porta-broca). 5) O dispositivo fixador da peça.

CLASSIFICA$XO GERAL DAS FURADEIRAS

- RESUMO

1) Furadeiras portáteis. 2) Furadeiras sensitivas (de bancada e de coluna). 3) Furadeira de avanço automático (geralmente são de coluna).

4) Furadeiras radiais. 5) Furadeiras múltiplas.

QUESTIONÁRIO 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) Quais as partes mais importantes de uma furadeira sensitiva de coluna? Qual a classificação geral das furadeiras? q u e é uma furadeira sensitiva? Cite dois tipos. Quais são os órgãos essenciais de uma furadeira? Como funciona uma furadeira sensitiva? Como é feita a transmissão daarotacãona furadeira elétrica portátil? Quais são os dois movimentos da broca, quando fura?
MEC

,

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I

AJUSTADOR

BROCA HELICOIDAL (NOMENCLATURA E CARACTERÍSTICAS)

FõLHA DE
TECNOL~GICA INFORMAÇÃO

9/ 1

A broca helicoidal é a ferramenta que, adaptada à máquina, produz na peça um furo cilíndrico, em conseqüência de dois movimentos que se realizam ao mesmo tempo: rotação e avanço. O nome "helicoidal" é devido ao aspec-

to da broca, cujo corpo se apresenta com arestas e canais em forma de uma curva denominada hélice. A broca helicoidal é também chamada broca americana.

I
I

MATERIAL DA BROCA
É fabricada, em geral, de aço ao carbono. Para trabalhos que exijam, porém, alta rotação, usam-se brocas de aço rápido. Estas oferecem maior resistência ao corte e ao ca-

lor do atrito, desgastam-se menos, podem trabalhar com mais rapidez, sendo, portanto, mais econômicas.

TIPOS USUAIS E NOMENCLATURA

I-

Hwte

Corpo

I

I

I

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Aresta cortante

Canal/
Fig. 1 - Broca helicoidal de haste cilíndrica.

Anguio do
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Fig. 2 - Broca helicoidal de haste cônica.

As figs. 1 e 2 apresentam dois tipos usuais, que se diferenciam pela haste. As brocas de haste cilíndrica usuais têm, em geral, diâmetros no máximo até 112". São prêsas por meio de mandris. As brocas de haste cônica são, quase sempre, as de diâmetros acima de 112". Prendem-se por meio de adaptação em furo cônico do próprio eixo, ou por meio de buchas de redução de furo cônico.

.\ Aresjo do-wnto

Fig. 3

FUNÇÕES E CARACTERÍSTICAS DAS PARTES DA BROCA

1) Ponta da broca
constituída por duas superfícies cônicas que, no seu encontro, formam a aresta da ponta (figs. 1 a 3). O ângulo destas duas superfícies cônicas é denominado ângulo da ponta.
É
I MEC

A ação da aresta é a de calcar o material, mediante a grande pressão causada pelo movimento de avanço (fig. 3). A aresta da ponta não corta o material.
57
1

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AJUSTADOR

BROCA HELICOIDAL (NOMENCLATURA E CARACTERÍSTICAS)

F6LHA DE INFORMAÇÃ~ TECNOLÓGICA

912

A fig. 4 mostra, bem ampliado, um aspecto da ponta de uma broca helicoidal. As duas superfícies cônicas da ponta da broca se encontram com as superfícies dos canais, formando as Arestas Cortantes (Fios ou Gumes da broca). Na furação, o corte é produzido por estas arestas, como se vê na fig. 5: c é o ângulo do gume, f o ângulo de folga ou de incl'dência e s o Bngulo de saída do cavaco também conhecido por ângulo de ataque.

3) Haste da broca

Destina-se à fixação da broca na máquina. Pode ser cilíndrica ou cônica. As hastes cônicas dão um apêrto mais enérgico. Por isso, são usadas nas brocas de maiores diâmetros, que produzem maior esforço no corte.

2 ) Corpo da broca
a) Guias - São estreitas superfícies helicoidais que mantêm a broca em posição correta dentro do furo, sem produzir corte. O DIÂMETRO DA BROCA É MEDIDO ENTRE AS DUAS GU-TAS (fig. 4). b) Canais - São ranhuras helicoidais (fig. 5). Devido a esta forma helicoidal e ao giro. da broca, os cavacos produzidos pelas arestas cortantes vão sendo elevados e lançados para fora do furo. c) Alma - É a parte central da broca (fig. 4), entre os dois canais. A alma aumenta ligeiramente de espessura à medida que se aproxima da haste, ou seja, os canais vão se tornando mais rasos. Isso aumenta a resistência da broca, que é sujeita constantemente a um esforço de torção, durante o corte.

JS~r-to

do p ~ n t a

Fig. 4
'

O corpo da broca diminui ligeiramente de diâmetro, a partir da ponta até a haste na relação de 1 : 2.000. Dessa maneira, a broca não se agarra à superfície do furo, quando êste fôr profundo.

Fig. 5

QUESTIC

AR10

1) Quais são os tipos usuais de brocas helicoidais (tipos de haste)?

2) Para que servem as guias e os canais?"~ue a alma da broca? é
3) Por que o nome "helicoidal"? Qual o outro nome da broca helicoidal?
4) Explique onde e como se dá o corte, na broca helicoidal. 5) Quais são os materiais de que se fabricam as brocas?
6) Por que as hastes cônicas são usadas nas brocas de maiores diâmetros?

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I

AJUSTADOR

PUNÇAO DE BICO

FÔLHA DE TECNOLÓGICA INFORMACAO

10/1
i

Para localizar o centro de um furo a ser executado, ou para marcar traçados feitos nas faces de uma peça, o mecânico usa um instru-

mento de ponta cônica, chamado Punção de bico.

PUNÇAO DE BICO DE CENTRAR

instrumento de aço cujo corpo se apresenta prismático (sextavado ou octogonal) ou .recartilhado (figs 1 e 2) para que não . deSlize na mão. O bico, agudo, deve ser temperado.

É um

-

Fig. 1 - Punção de centrar de corpo prismático. No traçado de uma peça, o centro de qualquer furo a executar é determinado, em geral, pelo cruzamento de duas retas ou de dois arcos de circunferência. Sôbre êste local, coloca-se a ponta aguda do punção de centrar (fig. 3) e, na sua cabeça, dá-se uma leve, mas firme pan2 - Punção centrar de corpo recartilhado. cada de martelo (fig. 4). Resulta, no lugar, uma marca do bico do punção, que é um minúsculo furo cônico. Esta marca Dá-se ligeira inclinação ajudará, assim, a iniciar bem a ~ ~ e r ~ ~ ã localizar-se a ponpara o ta d o punção. de furar com a broca.

A marca do punção, que resulta
da energia do golpe do martelo, é regulada de acordo com o tamanho do furo a ser executado. O ângulo da ponta do Punção de centrar varia de 900 a 120°, ou seja, aproximadamente igual à variação do ângulo da ponta da broca.

Fig. 3

Fig. 4

PUNÇAO DE BICO DE MARCAR
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I
'*

É um instrumento de aço, de ponta cônica e temperada, semelhante ao punção de bico de centrar. A única ;iferença está no ângulo do bico: no punção de marcar êste ângulo é de 60°.

Fig. 5 - Punção de marcar de corpo recartilhado.

I
L
MEC

Fig. 6 - Punção de marcar de corpo prismático.

- 1965 - 15.000

59

I
I

1
I

AJUSTADOR

PUNÇÃO DE BICO

F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

1012

FINALIDADEPUNÇÁO DE BICO DE MARDO CAR. - Feito o traçado nas superfícies de uma peça, como, por exemplo, se vê na fig. 7, é necessário marcar pontos de referência que permitam manter os traços, pois êstes podem apagar-se durante o trabalho de usinagem. Então sôbre as linhas do traçado, imprimemse pontos de referência, utilizando-se o punção de marcar, em cuja cabeça se dá uma leve e firme pancada com o martelo. Chama-se a isto confirmar o traçado. Pode-se admitir, pois, que êste trabalho de marcar é a fase final do traçado da peça.
O modo de usar o punção de marcar é idêntico ao do punção de centrar (figs. 3 e 4). As marcas do punção devem ser leves e sua

Fig. 7

distribuição feita de modo que possam desaparecer completamente com a usinagem da peça.

PUNÇÃO DE BICO AUTOMÁTICO O punção de bico automático, de pouco uso, dispensa o martelo (fig. 8). Apóia-se a ponta sôbre o traço e calcase o punção. Um mecanismo de mola, dentro da bainha, dispara e produz choque na haste, cujo bico imprime a marca na peça. A pressão pode ser regulada, girando a bainha, para aumentar ou diminuir a profundidade da marca. O punção automático imprime marcas uniformes.

Fig. 8

QUESTIONARIO 1) Em que consiste a confirmação de um traçado? Explique com exemplo.

2) Para que serve o punção de marcar? Qual o ângulo da ponta?
3) Como funciona o punção automático?

4) Para que serve o punção de centrar? Qual o ângulo da ponta?

AJUSTADOR

ESCAREADOR

I

FBLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

I

11/1

Ao mecânico se apresenta, por vêzes, a necessidade de rebaixar furos cilíndricos, de modo a formar um encaixe. Destina-se êste, em geral, à adaptação da cabeça de uma peça de ligação, que, pelas condições do conjunto

mecânico a ser construído, não possa ou não deva ficar saliente. Tais são os casos de alguns tipos de pinos com cabeça, parafusos, rebites de cravação, etc.

TIPOS DE ENCAIXES OU ESCAREADOS Os casos mais comuns são os indicados nas figuras acima: encaixe cilíndrico (fig. l), ou rebaixo cilíndrico, de maior diâmetro que o furo; encaixe cônico, ou escareado pròpriamente dito (fig. 2); fundo esférico (fig. 3).

I

Fig. I

Fig. 2

Fig. 3

ESCAREADOR Para executar a operação de rebaixar o furo ou de escareá-10, usa o mecânico um Escareador. É uma ferramenta de aço ao carbono ou de aço rápido, que, como a broca, se pode adaptar diretamente no eixo porta-broca, ou em bucha de reduqão, ou ainda em mandril. A fig. 4 mostra um escareador cilíndrico, com guia. A fig. 5 apresenta um escareador cônico de haste cilíndrica e a fig. 6 um escareador cônico de haste cônica.

Fig. 5

Fig. 6

- - .. - . -

AJUSTADOR
=
- -

ESCAREADOR

FaLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLóGICA

11/2

A fig. 7 apresenta outro tipo de escareador cônico. Na fig. 8 se vê um escareador es-

férico, com espiga sextavada para encaixe em mandril próprio.
Ecpigo

I

Haste

Fig. 7

Fig. 8

MEDIDAS E ÂNGULOS DOS ESCAREADORES São variadas as medidas, de acordo com os furos cilíndricos em que devem ser usados os escareadores. Quanto aos ângulos dos escareadores cônicos, variam de 60° a 900.

MONTAGEM E CENTRAGEM DO ESCAREADOR Na maioria das vêzes, o escareador é utilizado logo após a execugáo do furo. Em tais casos não há nenhum problema quanto à centragem. Retirando-se a broca, e, montando-se o escareador (ou na árvore, ou na bucha de redução, ou no mandril), já está feita a centragem para o escareador, que é a mesma centragem da broca. No caso de escareador cônico, desejando-se escarear um furo que já tenha sido deslocado, pode-se fazer uma centragem simples que dá resultados aceitáveis. Para isso, deixase ligeiramente frouxa a peça, aproximando-se do furo o escareador em movimento, sem fazer pressão. A própria rotação do escareador centra o furo. Pára-se a furadeira e aperta-se a pesa. Pode-se, depois disso, fazer o escareado no furo.

ESCAREADOR COM GUIA DE NAVALHAS INTERCAMBIAVEIS

A fig. 9 mostra um escareador comn'guia e de navalhas intercambiáveis, usado para rebaixar furos.

As navalhas intercambiáveis se montam com as guias correspondentes, que são cilíndricas, ajustam-se ao furo já executado e mantêm exata centragem.

~ ~ ~ s ~
Corpo o ercamdor

Fig. 9

1) Para que serve o escareador com guia?

2) De que material são feitos os escareadores?
3) 4) 5) 6) 7)
Quanto mede o ângulo do escareador cônico? Como se faz a montagem e a centragem de um escareador cônico? Que é o escareador? Dê a nomenclatura das partes. Para que serve o esceareador cônico? Que vantagem apresenta o escareador-rebaixador de navalhas intercambiáveis?
t

AJUSTADOR

BLOCO LIMADO

TAREFA 3

1 11

O,

Escala 1:l

Qualidade: Tempo previsto: Tempo gasto: Fora de Escala

N.O

ORDEM DE EXECLJÇãO

"

FERRAMENTAS

1

Lime uma face da peça. Prtec~uçho:A peça deve estar bem prêsa na morsa. FIT - lOJ1

-

1212 - 1311 - 1312 - 14-11 - 1412.

e
9g

p ,

2

Lime a outra face paralela à primeira. FO - 611 - 612 - FIT

-

1511 - 1512.

A,
+,TI

3

Lime uma borda em esquadro.

FO

- 711

- 712.

*

Denominações e Observacões
MEC

Material e Dimensões

- 1965 - 15.000

63

AJUSTADOR

I

LIMAR SUPERFÍCIE PLANA PARALELA

I

FOLHA DE OPERAÇÃO

Superfícies planas paralelas são geralmente obtidas em máquinas operatrizes. Na falta destas máquinas, ou ainda em casos de

montagem, o ajustador tem de limar superfícies planas paralelas.

FASES DE EXECUÇÃO 1.a Fase FAÇA CONTROLE no excesso de maUM terial com escala ou paquímetro em diversos pontos da peça (fig. 1).

Fig. 3

Fig. 1

Tome como referência a face pronta. Quando houver possibilidade, trace a peça, colocando-a sobre o desempeno e riscando com graminho, para ter uma linha de referência paralela à base já usinada (fig. 2).

a) Antes de usar uma ferramenta de controle ou de medição, retire as rebarbas da peça (fig. 4).

b) Para melhor qualidade de planeza, faça o controle com desempeno untado de zarcão (f ig. - 5 ) .

2 .a Fase
LIMEO material em excesso.
3 .a Fase
Fig. 5

FAÇAO CONTROLE, cada momento, a com régua, a fim de verificar se os golpes de lima estão sendo bem distribuídos em toda a superfície (fig. 3).

OBSERVAÇÃO: A função do desempeno é orientar o trabalho mostrando os pontos altos da superfície da PeP.
L

_I

MEC

-

1965

- 15.000

65

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AJUSTADOR
L

LIMAR SUPERFÍCIE PLANA PARALELA

FBLHA DE OPERAÇÃO

612

4.a Fase

VERIFIQUE paralelismo e a dimensão O usando paquímetro (f ig. 6). OBSERVA~ÃO :
Para peças de maior precisão, use relógio comparador (fig. 7) ou micrômetro (fig. 8).

Fig. 6

Fig. 7

1) O que indica o contrôle feito com a régua?

2) O que se observa na peça quando se passa a mesma sobre o desempeno?
3) Como pode ser verificado o paralelismo de duas faces planas?
4) Ao limar uma superfície plana paralela, que deve ser observado antes de se usar uma ferramenta de contrôle ou de medição?

5) Como é feito o contrôle do excesso de material em uma superfície plana que está sendo limada?

I

MEC

- 1965 - 15.00

AJUSTADOR

LIMAR SUPERFICIE PLANA EM ÂNGULO

FoLHA DE OPERAÇÃO

711

As peças executadas pelo ajustador têm quase sempre duas faces de referência. Estas faces são geralmente em esquadro. Há, também, casos em que as faces devem formar ân-

gulos obtusos ou agudos como, por exemplo, guias em forma de "rabo de andorinha", gabaritos, "cames", etc.

FASES DE EXECUÇÃO 1.a Fase FAÇAA VERIFICAÇÃO do material, na parte a ser trabalhada (figs. 1 e 2).

2.a Fase
TRACE A PEÇA (figs. 3 e 4).
3.a Fase

LIMEA PEÇA, observando as medidas e deixando material para o acabamento.

Se necessário, para maior rapidez, serre o material em excesso. 4.a Fase
Fig. 1 - Verificação com esquadro.

TERMINE A PEÇA, verificando a superfície limada e o ângulo (fig. 5).

Fig. 3 - Traçado com esquadro. Fig. 4 - Traçado com transferidor.

Fig. 2 - Verificação com transferidor.

Fig. 5 - Verificação de superfdcies em esquadro.

AJUSTADOR OB~ERVAÇ~ES:

LIMAR SUPERFÍCIE PLANA EM ÂNGULO

F6LHA DE OPERA~AO

712

a) Para peças espêssas se necessário, verifique o esquadrejamento da face limada com esquadro, com esquadro e desempeno (fig. 7) ou com cilindro de precisão (fig. 8). b) A verificaçáo de ângulo interno é feita com esquadro (fig. 9), com gabarito (fig. 10), etc.

Fig. 6 - Verificação de superficies com transferidor.

Fig. 8

Fig. 9

I'is. 10
QUESTIONAR10

1) Que se recomenda fazer quando há muito material a ser limado?

2) Como se pode verificar o esquadrejamento de faces limadas em peças espessas?
3) Como se faz a verificaçáo de ângulos internos?

4) Que se entende por face de referência? 5) Qual a diferença entre o esquadro usado para traçar e o usado para verificar?
68

MEC

- 1965 - 15.000

Frequentemente, o mecânico necessita medir com grande rigor ou precisão. Se for exigida uma aproximação de medida da ordem de 1/10 de milímetro, o instrumento que deve usar na medição é o Paquimetro, também chamado Calibre Vernier ou Calibre de Cursor.

A aproximação da medida se obtém por meio de uma graduação especial, o Vernier, gravada numa peça móvel, o Cursor. Há diferentes tipos de vernier, para milimetro e para polegada, conforme a aproximação da medida.

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VI

C

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PAQUÍMETRO
Paquímetro é um instrumento de medida de precisão (fig. l), feito geralmente de aço inoxidável.

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Pnquirnetro com vernier de 1/10 m m (Desenho e m tamanho n a t u ~ a l )

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COMO SE MEDE COM O PAQUÍMETRQ
A fig. 2 mostra um exemplo do uso mais frequente do paquímetro, indicando como segurar a peça e o instrumento. A
pressão do dedo polegar contra o impulsor deve ser suave, para que o encosto móvel dê contacto com a peça, sem ficar forçado.

LEITURA
Lêem-se, na escal~,os milímetros, até antes do "zero" do vernier (na fig. 1: 19 mm). Depois, contam-se os traços do vernier, até o que coincide com um traço da escala (na fig. 1 : 6 . O traço). Exemplo da leitura na fig. 1: 19,6 mm.

mi, zog 0-z r3b

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--

-

FÔLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

AJUSTADOR
b

PAQUf METRO NOMENCLATURA-LEITURA-CARACTERISTICAS CONSERVAÇÃO

12/2
k

CONDIÇõES PARA QUE A MEDIDA SEJA BEM TOMADA 1) O contacto dos encostos com as superfícies da peça deve ser suave. Não se deve fazer pressão exagerada no impulsor ou no parafuso de chamada. 2) Contacto cuidadoso dos encostos com a peça7 mantendo 0 paquímetro em posição bem correta. Qualquer inclinação dêste, altera a medida. 3) Antes da medição, limpe bem as superfícies dos encostos e as faces de contacto da Peça. 4) Meça a peça na temperatura normal. O calor dilata a mesma e altera a medida.

ERROS DA MEDIGÃO COM PAQUÍMETRO
Podem resultar:

2) De quem mede (êrro devido a pressão ou
contactos inadequados, leitura desatenta, descuido na verificação da coincidência de traços, posição incorreta do paquímetro, deficiência de visão, visada incorreta do vernier e da escala).

1) De construção defeituosa ou má conservação do paquíinetro (gradua~ãonão uniforme, traqos grossos ou imprecisos, folgas do cursor, arranhaduras).

CARACTERISTICAS DQ BOM PAQUÍMETRO
1) Ser de aço inoxidável. 2) Ter graduação uniforme. 3) Apresentar traços bem finos, profundos e salientados em prêto. 4) Cursor bem ajustado, correndo suavemente ao longo da haste.

5) Encostos bem ajustados. Quando juntos,
não deixam qualquer fresta. Qualquer empeno do paquímetro, por ~ ~ ~ e que rseja, pode prejudicar 0 rigor da no medição.

CONSERVAÇAO DO PAQUÍMETRO
1) Deve ser manejado com todo o cuidado, evitando-se quedas. 2) Evite quaisquer choques. O paquímetro não deve ficar em contacto com as ferramentas usuais de trabalho mecânico. 3) Evite arranhaduras ou entalhes, que prejudicam a graduação. 4) O paquímetro deve ser guardado em estojo , próprio.

5) Dê completa limpeza após o uso, lubrifique com óleo fino. 6) Não pressione o cursor, ao fazer uma medição. 7) De vez em vez, afira o paquímetro, isto é, compare sua medida com outra medida padrão rigorosa ou precisa.

QUESTIONARIO
1) Cite os erros de medição que podem resultar sòmente do paquímetro. 2) Para que serve o impulsor do paquímetro? 3) Indique as condições para que uma medida seja bem tomada. 4) Cite os erros que podem resultar sòmente da pessoa que mede. 5) Quais são as características de um bom paquímetro? 6) Quais são os cuidados na conservação de um paquímetro? 7) Que é a aferição de um paquímetro?
I 70
I

MEC

-

1965

-

15.000

AJUSTADOR

LIMA (USOS - RECOMENDACÕES)

FOLHA DE INFORMACÁO TECNQLóGICA

131 7

O uso da lima apresenta certas particularidades. O seu conhecimento é indispen-

sável ao mecânico, para que faça melhor trabalho e obtenha maior rendimento.

PRESSÃO SOBRE A LIMA
Ao iniciar o golpe (fig. 1): a pressão da mão, no cabo, deve ser MENOR do que a pressão da mão, na ponta, isto é, P1 deve ser MENOR do que Pz, porque a distância da pressão Pi à peça é maior. A medida que a lima avança, a pressão PZ deve ir decrescendo e a pressão PI deve ir aumentando. Assim, no meio do golpe (fig. 2), Pl deve ser IGUAL a Pz, porque as distâncias são iguais. No fim do golpe (fig. 3), Pl deve ser do que Pz, porque a distância de P, à peca é menor. .O movimento de volta da lima se faz ALIVIANDO-SE AS PRESSÓES, pois. no retorno, NÃO SE DANDO O CORTE. deve-se evitar DESMAIOR GASTE OU QUEBRA DOS DENTES.

Nos casos niais cornuns de limar, o modo de segurar a lima deve ser'o indicado nas figuras 1 a 4.

Fig. 1

A m3o direito p r o d u ~ o movlrnento de Idar vaito

Fig. 4

RECOMENDAÇOES SOBRE O USO DA LIMA

1) Não use lima mal engastada no cabo. Ajuste o cabo à espiga.

2) A colocação e a retirada devem ser feitas
como indicam as figuras 5 e 6.

3) Não trabalhe com lima muito gasta ou com lima que tenha limalha agarrada ao picado.

4) Em superfície estreita, não use lima nova.

Fig. 5

Fig. 6

AJUSTADOR

.-

-

-

.

- -

I

LIMA (USOS - RECOMENDAÇõES)

I

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

I

1312

5) Qualquer crosta de ferro fundido, ou de forja, ou oxidada (enferrujada), sòmente deve ser limada com lima bastarda que já tenha bastante uso. 13 aconselhável, às vêzes, eliminar essa crosta, raspando corri a ponta da lima.
6) Para desbaste, use lima bastarda. Para acabamento, limas murças. 7) As limas murças usadas, que não sirvam para aço duro, são as melhores para limar latão e cobre. A lima bastarda não

convém, por que geralmente desliza sôbre o latão e oferece muita resistência ao movimento sôbre o cobre.

8) Não lime com rapidez nem vagarosamente; 60 golpes por minuto é boa média. 9) Não dê golpe de lima nem muito longo, nem muito curto. Use todo o comprimento útil da lima.
10) Não lime continuamente. Controle o trabalho, nos intervalos.

1 - Cite o maior número possível de recomendações sôbre o uso da lima.

2 - Qual a pressão maior, no início do golpe de lima: no cabo ou na ponta?
3
-

Qual a pressão maior, no fim do golpe? E no meio do golpe?

4 - Por que se alivia a pressão, na volta da lima?

5 - Qual é a função da mão esquerda na operação de limar? E da mão direita?
6 - Como é feita a colocação da lima no cabo? E a retirada? 7 - Que se deve observar ao limar peças que tenham crosta de fundição ou de forja?

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- 1965 - 15.000

AJUSTADOR

Aço
(FORMAS COMERCIAIS)

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

1411

Para diferentes usos industriais, o aço se apresenta usualmente sob as formas de Vergalhões, Perfilados, Chapas, Fios e T u b o s . Particularmente a denominaçáo "Perfilados" se reserva aos vergalhões de aço de secções especiais como "L" (cantoneiras), "T", "Duplo T", "Z", "U", etc. Os Aços de baixo teor de Carbono (até 0,30 %) se apresentam em todas as formas acima indicadas. Os Aços de T ê m p e r a , isto é, de médio e alto teor de carbono (acima de 0,30 %) se encontram no comércio mais comumente sob as formas de vergalhões (chatos, quadrados, redondos, sextavados), de chapas e de fios. São também comuns os aços chatos, de têmpera, para molas. As chapas de aço são, em geral: Chapas Pretas, tais como saem dos laminadores, Chapus Galvanizadas, que são revestidas de uma

camada de zinco, por meio de banho, e Chapas Estanhadas (folhas-de-flandres) que, pelo mesmo processo, são revestidas de uma camada de estanho. Os tubos de aço podem ser: C o m costura, comuns, os que resultam da curvatura de chapas estreitas, cujas bordas são encostadas e soldadas por processo automático, e S e m costura, produzidos Por meio de perfuração, a quente, em máquinas dxm~adasPrensas de Extrusão. Ambos OS tipos podem ser galvaniou não.

_ A _ - _

.

l

---""YCIAIL

A título de exemplo, seguem-se tabelas parciais de Aços, com pesos unitários, para cálculos e orçamentos.

AÇO C U T O EM

1

~

E

S

COMPBIIúENTO USUAL PESOS EM "QUILOS" POR METRO

-

6m

ESPESSURA 1/8" 3/16" 1/2" 5/8" 3/4" 7/8" 1" 1/8" 1/4" 3/8" 1/2" 5/8" 3/4" 7/8" 2" 1/81' 1/4" 3/8" 1/2" 0,320 0,400 0,470 0,550 0,630 0,710 0,790 0,870 0,950 1,030 1.110 1,190 1,270 1,350 1,420 1,500 1,580 0,470 0,590 0,710 0,830 0,950 1,070 1,190 1,310 1,430 1,550 1,660 1,780 1,900 2,020 2,130 2,250 2,370

1/4" 5/16" 0,630 0,790 0,950 l,i10 1,270 1,430 1,580 1,740 1,900 2,060 2,210 2,370 2,530 2,690 2,850 3,000 3,160 0,790 0,990 1,190 1,390 1,580 1,780 1,980 2,180 2,370 2,570 2,770 2,970 3,170 3,360 3,570 3,760 3,950

3/8" 7/16" 0,950 1,190 1,420 1,660 1,900 2,140 2,370 2,610 2,850 3,090 3,320 3,560 3,800 4,040 4,270 4,500 4,740 1,110 1,380 1,660 1,940 2,220 2,490 2,760 3,040 3,320 3,600 3,880 4,150 4,430 4,710 4,880 5,260 5,530

1/2" 9/16" 1,270 1,580 1,900 2,210 2,530 2,850 3,160 3,480 3,790 4,110 4,430 4,750 5,060 5,380 5,690 6,010 6,330
-

5/8" 1,980 2,370 2,970 3,160 3,560 3,950 4,350 4,740 5,140 5,540 5,940 6,330 6,720 7,120 7,520 7,910

3/4"

7/8"

1"

ffi 3
O+

5

1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2

3
4

3

1,430 1,780 2,130 2,490 2,850 3,210 3,550 3,910 4,270 4,630 4,990 5,340 5,690 6,050 6,410 6,760 7,120

3,320 3,790 4,430 4,270 4,980 5,690 4..740 5,530 6,320 5,220 6,090 6,960 5,690 6,640 7,590 6,170 7,200 8,220 6,640 7,750 8,860 7,120 8,300 9,490 7,590 8,860 10,120 8,070 9,410 10,750 8,540 9,960 11,390 9,010 10,520.12,020 9,490 11,070 12,650

--

(continua)
MEC

-

1965

-

15.000

73

AJUSTADOR
(continuação)

AS0
(FORMAS COMERCIAIS)

F6LHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA

1412

ACOS QUADRADO, REDONDO, SE;ãTAVbDO (VEEGALBÕES: 6m MEDiDA 1/4" 5/16" 3/8" 7/16" 1/2" 5/8" 3/4" 7/8" 1" 0,320 0,490 0,710 0,970 1,270 1,980 2,850 3,870 5,060

- PESOS EM
MEDIDA 2 1/4" 2 5/16" 2 3/8" 2 7/16" 2 1/2" 2 5/8" 2 3/4" 2 7/8" 3"

"QUILOSu POR hETR0)

@ @
0,250 0,390 0,560 0,760 0,990 1,550 2,240 3,040 3,970 0,280 0,430 0,620 0,840 1,100 1,720 2,500 3,400 4,400

=IDA 1 1/4" 1 5/16' /' 1 38 1 7/16" 1 1/2" 1 5/8" 1 3/4" 1 7/8" 2" 7,910 8,720 9,570 10,460 11,390 13,360 15,500 17,790 20,240

@
6,210 6,850 7,510 8,210 8,940 10,490 12,170 13,970 15,900

@
6,850 7,560 8,290 9,060 9,900 11,570 13,400 15,420 17,500

a

@
20,120 21,250 22,420 23,610 24,840 27,380 30,050 32,850 35,770

@
22,200

25,620 27,060 28,540 30,060 31,620 34,870 38,270 41,820 45,540

-

24,730

-

27,410 30.230 33,170 36,250 39.480

CANTONEIEAS DE ABáS IGUAIS ESPESSOBA DE 1/8" ABAS kg/m 1/2I1x 1/2" 0,570 3/4"x 3/4" 0,860 7/8"x 7/8" 1,040 l"x1" 1,270 11/8I1x1 1/8" 1,350 1 1/4"x1 1/41 1,520 1 1/211x1 1/2" 1,830 1 3/4"x1 3/411 2,140 2 "x2" 2,460 ESPESSURA DE 3/16" ABAS kg/m lnxl" 1,730 1 1/8"xl 1/811 1,960 1 1/4"x1 1/41' 2,190 1 1/2"x1 1/21' 2,660 1 3/4"xl 3/4" 3,150 2 "r2H 3,630 2 1/4"x2 1/4" 4,090 2 1/2"x2 1/2" 4,570 2 3/4"x2 3/4" 5,040

PEBFILADOS "TH DE ABAS IGüAIS ESPESSüRA DE BASE x ALTüRA 1/8" kg/m 1/2"x 1/2"0,510 5/8"x 5/8" 0,740 3/4"x 3/41! O, 910 7/811x 1/81' 1,090 1 "xl" 1,260 1 1/8"x1 1/8" 1,440 1 1/4"x1 1/41! 1,620 ESPESSURA DE 3/16" BASE x ALTURA kg/m 7/8"x 7/8"1,540 1"xln 1,790 1 1/8"x1 1/811 2,040 1 1/4"x1 1/4" 2,310 1 1/211x1 1/2" 2,830 1 3/4"x1 3/4" 3,360

o
T W O S 8WZ COSTIIBA TUBOS GALVANIZADOS

~$&Bo k d m
1 1/21' 13/4" 2" 2 1/41' 2 1/2" 2 34 /' 3" 31/2" 4 l1 2,200 2,500 2,870 3,260 4,140 4,570 5,020 6,440 8,230

nrh~mo INTERNO
1/4" 3/811 1/2 3/41'

kg/m

-

1'' 1 1/4" 1 1/2" 2 l1 2 1/21'

0,659 0,870 1, 210 1,560 2,380 3,250 3,770 5,050 7,280

QUESTIONARIO

1) Como é fabricado o tubo sem costura? E o tubo com costura?

2) Quais são as formas dos aços para usos industriais?
3) Quais são os tipos de chapas?

74

MEC

- 1965 - 1 5 000

TRAÇAGEM COM GRAMINHO (TINTA - MESA DE TRAÇAGEM - GRAMINHO)

FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOL~GICA

15/1

Antes de usiiiar uma peça, o mecânico precisa, às vêzes, executar um traçado em uma ou mais de suas faces, para localizar, com rigor, rebaixos, ranhuras, furos, recortes, planos ou outras superfícies que irão caracterizar e dar a forma definitiva à peça. Tal traçado exige, antes de tudo, que as superfícies da mesma recebam uma pintura que, nos casos mais comuns, é feita com Sul-

fato de Cobre ou Verniz, ou Alvaiade, para que os traços se destaquem com bastante nitidez. Além disso, para essa traçagem num só plano, tornam-se necessários: 1) Um plano rigoroso de referência ou mesa de traçagem, sôbre os quais possa deslizar livremente o instrumento que executa os riscos; 2) O instrumento que faz os riscos.

PINTURA PARA TRAÇAGEM
Passa-se leve camada, por meio de pincel, nas faces da peça que devem receber o traçado. Utiliza-se, geralmente, verniz ou sulfato de cobre em faces já usinadas. Resulta uni fundo com uma cor determinada, no qual, depois, a ponta do instrumento de traçar deixa riscos bem nítidos. Ao usar sulfato de cobre, deve-se tomar cuidado com os instrumentos para não ficarem manchados. Nas faces brutas de peças fundidas ou forjadas emprega-se o Alvaiade, dis'solvido em água.

MESA DE TWÇAGEM
É um bloco robusto, retangular ou quadrado, construído em ferro fundido, com a face superior rigorosamente plana (figs. 1 e 2). Constitui esta face o plano de referência para o traçado com graminho. Sôbre ela se coloca a peça que vai receber o traçado, assim como o instrumento de traçar. Também, sôbre esta face plana, se dispõem os instrumentos necessários para medidas e contrôle, tais como escalas, esquadros, porta-escala (fig. 3), etc. A mesa de traçagern é também conhecida nas oficinas como desempeno de traçagem.

Piono Blaca da f m

Fig. 1 -- Mesa de traçagem.

Fig. 2 - Mesa de traçagem portatil ozi
de bancada. É umu mesa de precisão. c o m dimensões menores.

Fig 3
MEC - 1965

-

15.000

75

AJUSTADOR
,

TRAÇAGEM COM GFUMINHO (TINTA - MESA DE TRAÇAGEM - GRAMINHO)

FGLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

1512

GRAMINHO
É o instrumento que executa os traços ou riscos nas faces da peça (figs. 4 a 6). A base do graminho, cuja FACE INFERIOR É PLANA,se desloca sobre a superfície plana do desempeno. A haste, em graminhos comuns, é perpendicular ao plano da base. A ponta da agulha do graminho, enquanto êste se desloca, risca a face da peça. Qualquer que seja a inclinação da agulha, SUA PONTA T R A ~ A SEMPRE, FACE NA DA PEÇA, UMA LINHA PARALELA AO PLANO DE REFERÊNCIA, SEJA,PARALELA À FACE DA OU
MESA DE TRAÇAR.

As figs. 4 a 6 mostram tipos de graminho. No de precisão (fig. 5), um parafuso de regulagem permite ajustes precisos da ponta da agulha. O graminho da fig. 6 possui

uma graduação na haste suporte e um vernier junto a esta haste. Um parafuso de regulagem produz deslocamentos para ajustes de medida. Neste graminho, as alturas da ponta da agulha são, pois, medidas e aproximadas no próprio instrumento. Para os graminhos que não possuem escala, para se acertar a altura da ponta da agulha para executar o traçado, é necessário uma régua graduada vertical, cujo "zero" esteja no seu topo inferior e que fique montada numa base plana bem ajustada ao desempeno. A fig. 3 apresenta uma régua graduada vertical, montada no porta-escala. Para usála, aproxima-se a ponta do riscador da graduação e acerta-se esta ponta na altura desejada.

Fig. 4

Fig. 5

Fig. 6

1) Quais as tintas mais empregadas na traçagem? Indique os usos. 2) Que é a régua graduada vertical? Para que serve? 3) Como o mecânico localiza, para usinagem de uma peça, os furos e ranhuras? 4) Que é o desempeno? Que é o graminho? . 5) Em graminhos, sem escala, como se determina a altura da agulha para o traçado?

76

MEC

-

1965

- I5

AJUSTADOR

FERRAMENTA DE DESBASTAR A ESQUERDA

TAREFA 4

1/I
I

CORTE AB

Tempo previsto: Qualidade: ~ e m gasto: ~ o
ORDEM DE EXECUÇÁO FERRAMENTAS

Afie a ponta da barra na forma da ferramenta. O a ç ~ w ~ ç Ã a : trabalho é feito como exercício, este

PaEc~uqÃo:Use óculos ou máscara de proteção.
FO

- 8/1 - 8/2 - Q l a - 814 -

TC'l

- IwIL

2
2
3

Corte e lime no comprimento. FO - 911 - 912. Afieobite. OB~FZLVAÇÃO: que êle se aqueça muito. Evite FIT - 18/1

- 1812.

! +

2
1 N.'

1 1
Quant. Peça

Ferromenta Exercício

Bite de aço rápido - (j Aço 0,18 a 0,30 % C -

3/8"
3 8"X35

. ,

-

Denominações e Observoçóes

Moterial e Dimensões

MEC

- 1965 - 15.000

77

AJUSTADOR

AFIAR FERRAMENTA DE DESBASTAR

FÔLHA DE OPERAÇAO

811

i

A ferramenta de desbastar é a mais usada no torneamento e no aplainamento de peças. A preparação e a reafiação de ferramentas constituem importante operação a ser feita pelo torneiro e pelo ajustador, pois de-

las depende a boa execução dos trabalhos de torno e de plaina. As fases de execução da afiação da ferramenta de desbastar à direita são as mesmas para a afiação da ferramenta de desbastar à esquerda (figs. 1 e 2).

Fig. 1 - Ferramenta de desbastar à direita.

Fig. 2 - Ferramenta d e desbastar à esquerda.

FASES DE EXECUÇÃO
l.a Fase

ESMERILHE ÂNGULO O R (fig. 3).

DE RENDIMENTO

Use máscara ou óculos de proteção (fig. 4). a) Segure o bite com os dedos médio e polegar e encoste o indicador (fig. 5).
Fig. 3

Fig. 5 Fig. 4

I

MEC

- 1965 - 15.000

AJUSTADOR

AFIAR 'FERRAMENTA DE DESBASTAR

FOLHA DE OPERACÃO

812

Fig. 6

Fig. 7

b) Apóie o bite sôbre o dedo médio da mão esquerda e êste sôbre a mesa do esmeril (fig. 6). Incline ligeiramente o bite, a fim de obter, ao mesmo tempo, o ângulo de incidência (folga). c) Esmerilhe, fazendo pressão com o dedo indicador (fig. 7). d) Verifique o ângulo com transferidor (fig. 8) ou com verificador fixo (fig. 9), olhando contra a luz.

OBSERVAJÃO : Consulte a tabela de ângulos. e) Verifique o ângulo de incidência (folga) com verificador fixo, estando o bite prêso no suporte e sôbre o desempeno (fig. 10). Se necessário, faça as correções.

OBSERVAJÃO : Êste lado deve ser considerado terminado, quando a porção esmerilliada é suficiente para permitir que, ao concluir a afiação, a ponta da ferramenta fique conforme indicado na figura 1.

80

AJUSTADOR
L

AFIAR FERRAMENTA DE DESBASTAR

FOLHA DE OPERACÃO

813

2.a Fase

ESMERILHE OUTRO LADO, formando o O ângulo de ponta (figs. 11 e 12), repetindo as mesmas fases anteriores.
OBSERVAJÃO :

Consulte a tabela de ângulos.

Fig. 12

Fig. I 1

3.a Fase

OBSERVA~~ES:
a) Deixe a aresta de corte na posicão hori-

FAÇAO ÂNGULO DE ATAQUE (saída), esmerilhando a face de saída ou de ataque.

zontal (fig. 13) e paralela com o rebolo (fig. 14).
b) Consulte a tabela de ângulos.

... . .

..

Fig. 13

Fig. 1 4

81

AJUSTADOR

AFIAR FERRAMENTA DE DESBASTAR

FÔLHA DE OPERACÃO

814

4.a Fase VERIFIQUE O (fig. 16).
ÂNGULO DE CUNHA

com transferidor (fig. 15) ou verificador .fixo

Fig. I 5

a) A ferramenta de desbastar à esquerda é afiada seguindo-se as mesmas fases. b) Nas grandes indústrias existe, geralmente, uma seção para a afiasão de ferramentas, de modo que os profissionais, que vão usá-las, já as recebam afiadas.

a) A afiação de desbaste é geralmente feita em rebolo plano, encostando-se a ferramenta à periferia do mesmo (fig. 17). b) A afiação de acabamento e as reafiações são feitas em rebolo cilíndrico, encostando-se a ferramenta, inclinada no ângulo indicado, à face do mesmo (fig. 18).

Fig. 18

QUESTIONAR10
1) Como podem ser verificados os ângulos?

2) Por que, ao se verificar o ângulo de folga, o bite deve estar prêso
no suporte?
3) Por que se usa, durante a afiação de acabamento, esmeril que corta pela face?
82
MEC

-

1965

-

15.0(

AJUSTADOR

I

SERRAR MATERIAL ESPÊSSO
(A MÃO)

I

FOLHA DE OPERACÃO

I

911

Serrar material espêsso, empregando-se o arco de serra, é muito comum nas oficinas mecânicas. E uma operação simples que permite, em certos casos, maior facilidade e ra-

pidez de execução do que quando se empregam máquinas de serrar, além do menor custo, considerandoae o preço das mesmas.

FASES DE EXECUGÃO l.a Fase

PREPARE ARCO O

DE SERRA.

Fig. I

a) Coloque a serra no arco, com os dentes voltados para a frente (fig. 1). b) Estique a folha de serra, girando a borboleta com a mão.

2." Fase
a) Inicie o corte, guiando a serra com o dedo polegar (fig. 2). Mantenha a serra ao lado do risco e levemente inclinada para a frente (fig. 3).

Fig. 2

Essa inclinaqão facilita o início do corte e evita que se quebrem os dentes da serra.

Fig. 4

QUESTIONÁRIO
1) Por que não se deve exercer pressão exagerada ao serrar?

2) Para que se afrouxa a serra quando a mesma não está sendo usada?
3) Por que os dentes da serra devem ficar voltados para a frente?
4 Por que não se deve girar a borboleta do arco com alicate ou morsa, para esticar a serra?

5) Como se inicia o corte?
6) Por que se deve usar a serra em todo seu comprimento?

AJUSTADOR

FERRAMENTAS DE AÇO W I D O DA PLAINA
(ÂNGULOS E PERFIS)

FaLHA DE INFORMAçAO TECNOLÓGICA

16 / 1

Tendo em vista a obtenção das melhores condições técnicas. e econômicas, em cada tipo de trabalho ou em cada tipo de material a usinar, foram feitos numerosos ensaios e ex-

r

periências, de que resultou o estabelecimento de certos ângulos na ferramenta de corte, assim como de determinados perfis.

A fig. 1 apresenta as três vistas de uma ferramenta de corte da plaina (Ferramenta de desbastar à direita) nas quais estão indicados os seguintes ângulos:
s c

= ângulo de saída ou de ataque posterior.
= ângulo do gume ou ângulo de cunha.

f
sl £1 af
a1

ap ab

= ângulo de folga frontal ou de incidência. = ângulo de saída lateral. = ângulo de folga lateral. = ângulo da aresta de corte frontal. = ângulo da aresta de corte lateral. = ângulo de folga da ponta. = ângulo do bico ou de resistência.

Soma c

+ f = ângulo de corte.

A concordância das arestas frontal e lateral se faz geralmente por um arco de pequena curvatura, sendo o raio r variável de 0,5 mm a 3 mm, conforme a natureza do trabalho (fig. 2). Os ângulos f e fl (folgas frontal e lateral) são sempre de,40 a 50 nas ferramentas de plaina. A tabela abaixo indica valores dos diversos ângulos, para diferentes materiais.

Fig. 2

VALORES USUAIS DOS ANGULOS DA FERRAMENTA DE CORTE MATERIAL A APLAINAR F e r r o fundido duro F e r r o fundido macio Aço e x t r a duro Ago duro Aço doce Bronze e l a t ã o d u r o s Bronze e l a t ã o macios Cobre Aluminioemetaismacios ~lásticos

S A ~ D A CUNHA

s

C

FOLGA f e f l 4Oa 4 a 4 a 4 a 4 a 4 a 4 a 4 a 4 a 5' 5 5 5 5 5 5 5 5

S A ~ D A ARESTA LATERAL LATERAL s1 a1
5Oa 1 0o 12a18 lOal5 12 a 20 15a25 O a(-4') O 8 5 20 a 30 15a20 20 a 35
O*

0' 86Oa 85' 5 81880 10 76a75 20 66 a 65 22a3064a55 O 86 a 85 10 76a75 16 40 70 a 69 46 a 4 5

wgv)
O
r-l

o I% e,,,e

0 o a0g m a"$ i * t: a :d 8

&

n k !a m

O a(-5O) 86 a 90

4 a 5

*

I

AJUSTADOR

I

FERRAMENTAS DE AGO n * r i o O DA PLAINA (ÂNGULOS E PERFIS)

I

FOLHA DE

,NFoIYASío
TECNOLÓGICA

1 1
,612

PARTICULARIDADE DO PERFIL DA FERRAMENTA DE ALISAR

Fig. 3

Fig. 4

Fig. 5

As figs. 3 e 4 mostram as estrias ou ranhuras da superfície aplainada que resultam respectivamente do uso de uma ferramenta de ponta aguda e de uma ferramenta de ponta arredondada.

Para remover essa aspereza basta que, na ferramenta de alisar (Fig. 5), se esmerilhe um pequeno achatamento medindo 1, 5 a 2 vêzes o avanço por golpe.

õ ÂNGULO DE OBLIQUIDADE DO CORTE Na saída lateral da ferramenta de desbastar, devem ser distinguidos dois ângulos. Realmente, além do ângulo sl de saída lateral (que se mede num plano perpendicular ao eixo longitudinal da ferramenta), há o ângulo real de saída lateral ou ângulo de obliquidade do corte, que se mede num plano CC' (Fig. 6) perpendicular à aresta lateral de corte. este ângulo influi no enrolamento do cavaco, ao qual determina a dire~ão saída. de O ângulo de obliquidade do corte depende de três ângulos (Fig. 6): s (saída posterior), sl (saída lateral) e a1 (ângulo da aresta lateral de corte). No caso, por exemplo, da fig. 6, sendo s = 10°, sl = 15O e a1 = 40°, o cálculo de uma fórmula deduzida matemàticamente determina o valor de 170 aproximadamente para o ângulo de obliquidade do corte.

Fig. 6

- Plano

CC' perpendicular à aresta lateral d e corte.

EXEMPLOS DE ALGUNS PERFIS DAS FERRAMENTAS DE CORTE DE PLAINA

I

Fig. 7

Fig. 8

Fig. 9

Fig. 10

Fig. 11

Fig. 12
MEC

86

- 1965 - 15.000

I

AJ US'iADOR

ARCO E LÂMINA DE SERRA

FÕLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

171 1

A operação manual de serrar tem três finalidades: 1) cortar barras ou chapas metálicas em pedaços; 2) cortar segundo um contorno traçado prèviamente; 3) abrir fendas numa peça (com a finalidade, por exemplo, de apertar um parafuso por meio de chave

de fenda, engastar uma mola de lâmina, ou dar à peça certa elasticidade). Para serrar, o mecânico usa o ARCO DE SERRA, ao qual adapta uma LÂMINA DE SERRA ADEQUADA.

Lbminu de cerra

Cabo de madeira

Fig. 1 - Arco de serra do tipo ajustúvel (comum).

~08Iflvo iI@ Ojustogam

para

16minas de cAler-

M G

abo de madelm

Fig. 2 - Arco de serra do tipo ajustúvel (pouco usual).

Fig. 3 - Arco de serra do tipo ajustável, com cabo revólver.

ARCO DE SERRA

13 uma armação de aço, provida de um
cabo de madeira ou de plástico. Apresenta-se, geralmente, num dos tipos indicados nas figs. 1, 2 e 3. Nos arcos de serra ajustáveis ou reguláveis podem-se montar lâminas de 8", 10" e 12" (comprimentos comerciais). Em todos os modelos de arco de serra há um dispositivo, nos extremos, para girar a lâmina num ângulo de 90°. Torna-se, assim,
C

possível serrar grande compriment~ como mostra a fig. 4.

Fig. 4
,,-#.

.-,- - - ---

I

AJUSTADOR

ARCO E LÂMINA DE SERRA

F6LHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

1712

LÂMINA DE SERRA
É uma peça estreita e fina (fig. 5), de aco ao carbono temperável ou de aço rápido. Estas últimas, em geral, são empregadas nas máquinas de serrar. Quando a têmpera abran-

ge toda a lâmina, ela é chamada rígida, devendo ser usada com cuidado, porque se torna frágil. Quando apenas o dentado é temperado, ela é denominada flexível, ou semi-flexível.

Fzg. 5 - Lbrnina d e serra.

A lâmina de serra funciona como se fosse uma lima, de uma só série de dentes. Ela corta atritando e destacando pequenas partículas do material. As figs. 6 a 9 mostram algumas das disposições laterais dos dentes, inclinados para uin e outro lado, com alternações variadas (TRAVA). Assim se evita, como mostra a fig. 10, que a lâmina se agarre na fenda do corte que produz. A fig. I1 indica os ângulos dos dois flancos do dente e também mostra a orientação dos dentes com relação à direção do golpe: o flanco a 90° é o que ataca o material. As lâminas de serra são especificadas pelo comprimento (8", 10" ou 12"), pela largura (112'' ou 1") e pelo número de dentes por polegada. A lâmina de serra deve ser escolhida tendo em conta a natureza do trabalho, a qualidade e a espessura do metal a cortar. Quanto mais duro o metal a trabalhar, mais estreito o dentado da lâmina. Também, quan-

-I

Fig. 6

Fig. 7

6?scQFig. 8

Fig. 9

Fig. 10

v
Fig. 11
MEC - 1965

to mais fino o metal a trabalhar, mais estreito o dentado da lâmina. Comercialmente, o dentado largo é de 18 dentes por polegada; o médio, de 24 dentes por polegada; e o fino, de 32 dentes/polegada.

B

INDIGAÇOES PRATICAS PARA A ESCOLHA DA LAMINA
Os metais muito macios (chumbo, estanho, zinco) não devem ser serrados com 1âmina para metais acima especificada, pois que o dentado se "cega" fàcilmente. É preferível o uso de serras para madeira.

Materiais muito duros ou muito finos usar lâmina de serra de 32 denteslpolegada; materiais de dureza ou de espessura médias - usar lâmina de serra de 24 dentes/ polegada; materiais macios e espessos - usar lâmina de serra de 18 denteslpolegada.
-

88

- 15.000

-

AJUSTADOR

USOS INDUSTRIAIS DOS Aços-LIGAS

FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

1811

' 'O DO I

A,

-LIGA

I ~ W L I >

r

n

I

RACTDDi d I ICAS DO AÇO

OS INDUb I AIA

1 a 10 yo de níquel
ll i
LY

Resistem bem a ruptura e ao choque, quando temperados e revenidos

Peças de automóveis Peças de máquinas Ferramentas

2 gr

t n

I

O

10 a 2 0 % de níquel

Resistem bem -tração Muito duros a Temperáveis em jato de ar

Blindagem de navios Eixos - Hastes de freios Projetis Válvulas de motores térmicos Resistências elétricas Cutelaria Instrumentos de medida Esferas e rolos de rolamentos Ferramentas Projetis - Blindagens

g
20 a 50 Oj', de níquel Inoxidáveis Resistentes aos choques Resistentes elétricos Resistem bem a ruptura Duros Não resistem aos choques Inoxidáveis

Até 6 yo de cromo 11 a 1 7 % de cromo 20 a 30 % de cromo 0,5 a 1,5 % de cromo 135 a 5 % de níquel 8a25% de cromo 18 a 25 % de níquel

I

I

I

Aparelhos e instrumentos de medida - Cutelaria
-

Resistem a oxidação, mesmo a altas temperaturas

Válvulas de motores a explosão Fieiras - Matrizes

Grande resistência Grande dureza - Muita resistência aos choques, torção e flexão Inoxidáveis Resistentes à ação do calor Resistentes à corrosão de elementos químicos

Virabrequins - Engrenagens Eixos - Peças de motores de grande velocidade - Bielas

Portas de fornos - Retortas Tubulações de águas salinas e gases - Eixos de bombas Válvulas - Turbinas

7a20% de manganês

Extrema dureza Grande resistência aos choques e ao desgaste

Mandíbulas de britadores Eixos de carros e vagões Agulhas, cruzamentos e curvas de trilhos Peças de dragas

C!

4
AEC

8

ci,

l a 3 % de silício

Resistência à ruptura Elevado limite de elasticidade Propriedade de anular o magnetismo

Molas - Chapas de induzidos de máquinas elétricas Núcleos de bobinas elétricas

- 1965 - 15.000

---T
I

d

AJUSTADOR

USOS INDUSTRIAIS DOS AÇOS-LIGAS

FÔLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

1812

PORCENTAGEM DA ADIÇAO

SOS IK,,",

1 % silício 1 % manganês

Grande resistência a ruptura Elevado limite de elasticidade

Molas diversas Molas de automóveis e de carros e vagões

1 a 9 % de tungstênio

Dureza - Resistência a ruptura - Resistência ao calor da abrasão (fricção) Propriedades magnéticas

Ferramentas de corte para altas velocidades Matrizes Fabrica~,ão ímãs de

Dureza - Resistência a ruptura - Resistência ao calor da abrasão (fricção)

Não é comum o aço-molibdênio simples - O molibdênio se associa a outros elementos

Uureza - Resistência a ruptura - Resistência ao calor da abrasão (fricção)

Não é usual o aço-vanádio simples - O vanádio se associa a outros elementos

Propriedades magnéticas Dureza - Resistência a ruptura - Alta resistência à abrasão (fricção)

f más permanentes Chapas de induzidos Não é usual o aço-cobalto simples

8 a 20 yo de tungstênio 1 a 5 x d e vanádio Até 8 % de molibdênio

3 a 4 % de cromo

Excepcional dureza em virtude da forma~ãode carbonêto Resistência de corte, mesmo com a ferramenta aquecida ao rubro, pela alta velocidade A ferramenta de aço rápido que inclui cobalto, consegue usinar até o aqo-manganês, de grande dureza

I

Ferramentas de corte, de todos os tipos, para altas velocidades Cilindros de laminadores Matrizes Fieiras Punções

I

I
0,85 a 1,20 % de alumínio 0,9 a 1,80 % de cromo Possibilita grande dureza superficial por tratamento de nitretação (termo-químico)

Camisas de cilindro removiveis, de motores a explosão e de combustão interna Virabrequins

I

.

i

- Eixos

Calibres de medidas de dimen-

I

sões fixas
I
MEC

-

1965

-

15.000

i

I

.. .
TAREFA 5

AJUSTADOR

BLOCO APLAINADO

1/1

Qualidade:

Tempo previsto: Tempo gasto:

N.O

ORDEM DE EXECUÇÃO

FERRAMENTAS

1

Desbaste, aproximadamente, 2,5 milímetros, numa face da peça.

a) De passe de 1 mm de profundidade. b) Encoste o lado usinado da peça contra a mandíbula fixa da morsa.

L
n
I

PR~CAUÇÃO: Use vassourinha para retirar cavacos. FO - lu/, - 10
Vire a peça e desbaste a outra face até a espessura indicada. OBSERVAÇÃO: lado usinado deve continuar apoiado contra a manO díbula fixa da morsa.

r
I1
N.O

1
Quant. Peca

Bloco Denominações e Observações

Ferro fundido até 150 Brinell

- 65 X 65 X

65

I
I

Material e Dimensões

MEC

- 1965 - 15.000

91

I

AJUSTADOR

APLAINAR SUPERFÍCIE PLANA E SUPERFÍCIE PLANA PARALELA

FOLHA DE OPERAÇÃO

1011

Aplainar superfície plana e superfície plana paralela é uma operação executada com muita frequência em plainas limadoras. Quando executada -dentro da técnica reco-

mendada, obtêm-se nas peças superfícies perfeitamente paralelas e convenientemente acabadas. Este tipo de trabalho é aplicado em barramentos, réguas, carros de máquinas, etc.

FASES DE EXECUGÃO I - APLAINAR SUPERFÍCIE PLANA

1.a Fase PRENDA PESA. A a) Limpe a máquina e a morsa.

b) Fixe a morsa na mesa da máquina com parafusos. c) Fixe a peça na morsa da máquina.

a) Verifique se a face a ser aplainada está acima dos mordentes da morsa. Se necessário, use um calço paralelo. b) Bata com o martelo em todas as posições da peça, a fim de que ela se apóie sobre a base da morsa ou o calço, e dê o apêrto final (fig. 1).

Fig. 1

' R %
c) Se o material a aplainar for fino, use cunhas apoiadas às estrias dos mordentes (fig. 2).
Fig. 2

2.a Fase
a) Coloque o suporte da ferramenta na espera e aperte o parafuso (fig. 3).
Fig. 3

EC

- 1965

- 15.000

'

93

-

AJUSTADOR

APLAINAR SUPERFÍCIE PLANA E SUPERFÍCIE PLANA PARALELA

FOLHA DE OPEit&ÃO

b) Fixe a ferramenta de desbastar (fig. 4). OBSERVA~ÃO: O comprimento A deve ser o menor possível. 3.a Fase
A PREPARE MÁQUINA. a) Regule a altura da ferramenta, deixando-a, mais ou menos, 5 mm acima da peça (fig. 5).

Fig. 4

b) Regule o curso da ferramenta (fig. 6).

OBSERVA~AO:

O balanço da ferramenta deve ser o menor possível.

Fig. 6 Fig. 5

4.a Fase
A APLAINE SUPERFÍCIE. a) Ligue a plaina e aproxime a ferramenta da peça até tomar contato.

b) Desloque a ferramenta para fora da peça e pare a máquina (fig. 7). c) Tome referência, girando e fixando o anel graduado no traço zero (fig. 8). d) Aprofunde a ferramenta de 1 mm.

v
0
\+ +

Fig. 7

OBSERVAÇÃO: Tratando-se de material macio, como, por exemplo, ferro fundido cinzento, bronze, latão, etc., pode-se iniciar o desbaste com passes mais profundos.

1
.

Fig. 8
94

MEC - 1965 - 15.000

e) Dê o passe ligando a máquina, aproximando lateralmente a fesrainerita da peca. até tomar contato, e engatando o avanco automático (fig. 9).

OBSER~ACÃO: Para uma superfície bem acabada, dê o último passe com uma ferramenta de alisar (fig.

11 - APLAINAR SUPERFÍCIE PLANA PARALELA

PRENDA P E ~ A(fig. 11 A vações da parte I, 1.a fase).

- Veja

obser-

A APLAINE SUPERFÍCIE (Veja parte I,

A VERIFIQUE MEDIDA e o paralelismo com paquímetro (fig. 12).

a) A medida é tomada com a peça prêsa ila

b) O paralelismo é verificado, medindo-se
em vários pontos. Se necessário, solte, retire as rebarbas e limpe a peça.

TERMINEE ~ A(Veja observação da A P parte I, 4." fase, item e )

QUESTIONARIO
1 ) Em que casos devem ser usadas cunhas de fixação?

2) 3) 4) 5)

O que se deve fazer antes de instalar a morsa na mesa da máquina?
Para que serve o anel graduado? Por que razão o balanço da ferramenta deve ser o menor possível? Qual a utilidade do calco de apoio?

AJUSTADOR

FERRO FUNDIDO (TIPOS, USOS, CARACTERÍSTICAS)

FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

19 / 1

O ferro fundido é um material metálico refinado em fornos próprios, chamados fornos cubilô (fig. 1). Compõe-se, na sua maior parte, de Ferro, pequena quantidade de Carbono e quantidades também pequenas de Manganês, Silício, Enxôfre e Fósforo. Define-se o ferro fundido como uma Liga FerroCarbono que contém de 2,5 % a 5 % de carbono. O ferro fundido é obtido na fusão da gusa; é, portanto, um ferro de segunda fusão.

5) Fácil de ser trabalhado pelas ferramentas manuais e de ser usinado nas máquinas. Pêso específico: 7, 8g/cm3.

6) Funde-se a 1.200° C, apresentando-se muito líquido, condição que é a melhor 'para a boa moldagem de peças.
Pelas suas características, o ferro fundido cinzento se presta aos mais variados tipos de construção de peças e de máquinas, sendo, assim, o mais importante do ponto de vista da fabricáção mecânica.

As impurezas do minério de ferro e do carvão deixam, no ferro fundido, pequenas porcentagens de Silício, Manganês, Enxofre e Fósforo.

O Silicio fauorece a formação de Ferro Fundido Cinzento. O Manganês favorece a formação de Ferro Fundido Branco.
Tanto o silício como o manganês melhoram as qualidades do ferro fundido. O mesmo não acontece com o Enxôfre e o Fósforo, cujas porcentagens devem ser as menores possíveis para não prejudicarem sua qualidade.

CARACTERf STICAS

Ferro fundido cinzento
1) O carbono, neste tipo, se apresenta quase todo em estado livre, sob a forma de palhetas pretas de Grafita.

2) Quando quebrado, a parte fraturada é escura, devido à grafita.
3) Apresenta elevadas porcentagens de care bono (3,5 % a 5 5) de silício (2,5 %).

4) Muito resistente à compressão. Não resiste bem à tração.

Fig. 1

AJUSTADOR

FERRO FUNDIDO (TIPOS, USOS, CARACTERÍSTICAS)

F6LHA DE INFORMAÇÃ~ TECNOL6GICA

1912

Ferro fundido branco 1) O carbono, neste tipo, é inteiramente combinado com o ferro, constituindo um carbonêto de ferro (Cementite). o'branco e pode ser trabalhado com ferramentas comuns de oficina, isto é, sofrer acabamento posterior como aplainamento, torneamento, perfuração, roscamento, etc.; ao passo que o branco só pode ser trabalhado com ferramentas especiais, e, assim mesmo, com dificuldade, ou então com esmeril. Além disso, o ferro fundido cinzento apresenta ainda apreciável resistência à corrosão. Possui, também, mais capacidade de amortecer vibrações do que o aqo. O emprêgo do ferro fundido branco se limita aos casos em que se busca dureza e resistência ao desgaste muito altas, sem que a peqa necessite ser ao mesmo tempo ductil. Por isso, dos dois tipos de ferro fundido, o cinzento é o mais empregado.

2) Quando quebrado, a parte fraturada é
brilhante e quase branca.

3) Tem baixo teor de carbono ( 2 5 a 3 de silicio (menos de 1 yo).

%)

4) Muito duro, quebradiço e difícil de ser usinado. Pêso específico: 7,1 g/cm3.

5) Funde-se a 1.160° C, mas não é bom para a moldagem, porque permanece pouco tempo em estado bem líquido.
Concluímos, assim, que o ferro fundido cinzento é menos duro e menos frágil do que

1) Quais os usos do ferro fundido cinzento?

2) Quais são as características do ferro fundido branco?
3) Quais são as influências do enxofre e do fósforo no ferro fundido?
4) Quais são os dois tipos principais de ferro fundido?
5) Quais são as influências do silício e do manganês no ferro fundido?
6) Quais são as características do ferro fundido cinzento?

1 8

MEC

- 1965

- 15.0

AJUSTADOR

PLAINA LIMADORA (NOMENCLATURA - CARACTERÍSTICAS)

F6LHA DE ~NFORMAÇAO TECNOLóGICA

2011
4

1
I

A Plaina limadora é uma das máquinas que permite a obtenção de Superfícies planas, quando a sua ferramenta cortante ataca o metal de uma peça. A ferramenta de corte da plaina limadora é dotada de um movimento retilíneo de "vaivém" (movimento retilineo alternat ivo). Ao mesmo tempo, a peça, fixada numa

mesa móvel apropriada, tem um deslocamento lateral compassado (fig. 1). Dessa forma, em passes ou passadas paralelas e sucessivas, a ferramenta corta a superfície da peça, da qual arranca cavacos. Pode-se dizer que, na plaina limadora, a ferramenta tem o movimento principal en: quanto a peça tem o movimento de alimentação.

Fig. 1

PARTES PRINCIPAIS DA PLAINA LIMADORA (fig. 1):

1) Corpo, que é a estrutura reforçada de ferro fundido, contendo o mecanismo de movimento. 2) Base de ferro fundido, que suporta o corpo.

3) Cabeçote de ferro fundido, também chamado ariete ou torpedo, que é móvel e ;suporta a ferramenta. 4) Mesa, de ferro fundido, suporte da peça. 5) Motor elétrico, órgão produtor do movimento.

I

-

AJUSTADOR

PLAINA LIMADORA (NOMENCLATURA - CARACTERÍSTICAS)

FGLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA

,

20/2

TRABALHOS QUE A PLAINA LIMADORA PODE EXECUTAR O principal trabalho da plaina limadora é de usinar superfícies planas (figs. 2 e 3). Com dispositivos especiais e peças acessórias pode, entretanto, a plaina limadora
executar: 1) superfícies cilíndricas (figs. 4 e 5); 2) superfícies cônicas (figs. 6 e 7); 3) rodas dentadas cônicas (fig. 8); 4 ) perfis especiais (fig. 9).

Fig. 2

Fig. 3

Fig. 4

B
Fig. 6 Fig. 7 Fig. 8 Fig. 9

ESPEC1I;ICAÇOES DE UMA PLAINA LIMADORA CARACTERISTICAS PRINCIPAIS
1) Curso máximo e curso mínimo do portaferramenta. 2) Deslocamentos máximos da mesa: a) transversal; b) vertical. 3) Distâncias máxima e mínima da mesa ao guia do cabeçote. 4 ) Deslocamento vertical máximo do portaferramenta. 5) Avanços verticais automáticos do portaferramenta. 6) Avanços transversais automáticos da mesa. 7) Golpes do cabeçote, por minuto. 8) Dimensões da mesa. 9) Potência do motor, em HP. 10) Pêso total da plaina.

DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS ENTRE UMA PLAINA LIMADORA E UMA PLAINA DE MESA
1) Na plaina limadora, a FERRAMENTA FAZ O CURSO DO CORTE e a PESA TEM APENAS PEQUENOS AVANJOS TRANSVERSAIS DE ALIMENTAÇÃO.

O curso máximo da plaina limadora é de 600 mm e, excepcionalmente, atinge 1.O00 mm.

2) Na plaina de mesa, a PESA É QUE FAZ O CURSO e a FERRAMENTA O A V A N ~ OTRANSVERSAL. Destina-se a trabalhos grandes de corte superior a 1.O00 mm.

AJUSTADOR

I

FERRAMENTAS DE CORTE DA PLAINA (CARACTERfSTICAS E FORMAS GERAIS)

I

FOLHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

I

21/ 1

O mecânico usa, na plaina limadora, uma ferramenta de corte, de material muito

duro, para usinar o ferro fundido, o aço e outras ligas ou metais.

FORMAS GERAIS DA FERRAMENTA DE CORTE São as indicadas nas figs. 1, 2 e 3. A fig. 1 apresenta uma ferramenta reta, fixada, e apertada por meio de calço, no porta-ferramenta. A fig. 2 apresenta uma ferramenta curva, utilizada apenas nos casos em que o balanço b deva ser muito grande. A forma curva facilita uma certa flexão, evitando que a ferramenta se rompa ou se enterre no material, quando a pressão do corte se torna muito grande. Nas figs. 3 e 4 está a nomenclatura das partes de uma ferramenta de corte. Apresenta-se ela em perspectiva na fig. 3 e em três vistas da extremidade cortante, na fig. 4.

Fig. 1

Fig. 2

.,

Ponta

-w manm

"ant~' Tal&

/

\Fig. 3 Fig. 4

Assim se procura facilitar o conhecimento da forma da parte ativa da ferramenta, para possibilitar, oportunamente, o melhor

entendimento das posições dos diversos ângulos que influem na ação cortante.

CONDIÇÕES A QUE DEVE SATISFAZER A FERRAMENTA DE CORTE 1) Ser de material muito duro e resistente ao desgaste e ao calor. 2) Ser rígida e perfeitamente fixada no seu suporte. 3) Ser bem preparada na parte cortante, de modo a apresentar ângulos que as experiências e a prática indicam como os que dão maior rendimento para a ação cortante. 4) Ter bom acabamento nas superfícies de folga ou incidência (face frontal e flanco) e na superfície de saída do cavaco ou de ataque (face) (fig. 4).

MATERIAL DA FERRAMENTA DE CORTE Para cortar bem e resistir, durante muito tempo, ao calor resultante do atrito, a parte útil da ferramenta deve ser ou de Aço Rápido, ou de um Carbonêto Metálico extremamente duro.

AJUSTADOR

FERRAMENTAS DE CORTE DA PLAINA (CARACTERÍSTICAS E FORMAS GERAIS)

INFORMAÇAO
TECNOL6GICA

F6LHA DE

21/2

O aço rápido é muito empregado porque, uma vez temperado, adquire grande dureza que se mantém inalterada até a temperatura de 550 a 6000 C.

O carbonêto metálico se apresenta em pequenas pastilhas, duríssimas e de diferentes formas, que são soldadas na ponta da ferramenta da plaina. São mais duras que o aço rápido.

CONSTITUIÇÃO DA FERRAMENTA DE CORTE

A ferramenta de corte pode ser: 1) tipo
monobloco, isto é, toda ela de aço rápido (fig. 5) forjada e esmerilhada pelo mecânico; 2) calçada com bico de aço rápido, por meio de solda elétrica ou solda forte (fig. 6); 3) com bico soldado de pastilha de carbonêto metálico

(fig. 7); 4) "bite", ou'seja, pequeno prisma de aço rápido (fig. 8), que se fixa convenientemente em suporte reto (fig. 9) ou inclinado (fig. 10), prendendo-se, por sua vez, o suporte no porta-ferramenta da plaina.

Cor& d

Fig. 6

Bife da o p ropido

Fig. 7

Fig. 8

Fig. 9

Fig. 10

ÃNGULO DE SAfDA DO CAVACO, TAMBÉM CHAMADO ÂNGULO DE ATAQUE

B o ângulo s, que faz com que o cavaco deslize peIa face, diminuindo o atrito. Pode ser um ângulo positivo (fig. 1l), nulo (fig. 12)

ou negativo (fig. 13), conforme as condições de trabalho exigidas e a espécie do material a usinar.

Fig. 11

Fig. 12

.

Fig. 13

102

MEC

- 1965 - 15.000

AJUSTADOR

FERRAMENTA DE ALISAR (PLAINA)

TAREFA 6

111
I

O
CORTE A 8

O

lir*
Escala 1:l

CORTE AB

i"
@ 310"

Tempo previsto: Qualidade: Tempo gasto:

PEÇA

N.O

ORDEM

DE EXEÇUÇAD

FERRAMENTAS

1

1

Afie a ponta da barra na forma da ferramenta.

FO - 1111 - 1112
23Jl - %/2.

-

ll/b

- 1114 - FIT

- 2211 - 22/2 -

o

=p
e
3/8" 3/8"X35

2 2
3

Corte e lime no comprimento. Afie o bite.

OBWVA(ZÃO: Evite que êle se aqueça muito.

FIT - 2411 - 24/2.

2 1
N.O

1 1
Quant.

Ferramenta Exercício

Bite de aço rápidoAço 0,18 a 0,30 Denominações e Observações

%C-•

Material e Dimensões

..--

Peça

.- -

.- - .

L

7

AJUSTADOR

AFIAR FERRAMENTA DE ALISAR

FOLHA DE OPERAFÃO

11 1

Quando a superfície a ser usinada exigir bom acabamento, o mecânico deve usar ferramenta de alisar, também conhecida como ferram.enta de ponta redonda (fig. 1). A ferramenta de alisar tem a ponta arredondada para permitir um melhor acaba-

mento da superfície. Ela deve ser muito bem afiada, porque o estado da superfície usinada depende do acabamento do gume de corte. A ferramenta de ponta redonda (fig. 2) deixa ondulações (restos de corte) menores que a de desbastar (fig. 3).

Fig 1

Fig. 2

Fig. 3

FASES DE EXECUÇÃO Fase
PRECAUJÃO:

ESMERILHE DOS FLANCOS e verifique UM (fig. 4).

Use proteção para os olhos. OBSERVAS~ES:
a) Movimente a ferramenta nos sentidos de A e B (fig. 5).

A

b) Consulte a tabela de ângulos.

J
Eig. 4
Fig. 5

Fig. G

- Verifique o ângulo

da inclinação.
MEC

Fig. 7 - Verifique o ângulo de incidência ou de folga.

Fig. 8 - Verifique a espessura do extremo.
B

- 1965 - 15.000

105

-

--

AJUSTADOR

AFIAR FERRAMENTA DE ALISAR

FOLHA DE OPERAFÃO

1112

2.a Fase

REPITA A

PRIMEIRA FASE

para fazer o

outro flanco (figs. 9 e 10). 3.a Fase

& %
4-I-

a) Faça pequenos chanfros como em A, B, C, D, etc. (fig. 11).

Fig. 9

Fig. 10

Fig. 11

b) Elimine os cantos movimentando a ferrarnenta conforme a figura 12.

4.a Fase
FAJA O ÂNGULO

Fig. 12

DE ATAQUE OU

de saída

(fig. 13) e verifique o ângulo de cunha (fig. 14).
OBSERYAÇÃO:

Consulte a tabela de ângulos.

- ...... .:
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%

I .

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Fig. 13
106

Fig. 14
1

AJUSTADOR

AFIAR FERRAMENTA DE ALISAR

FOLHA DE OPERACÃO

1113

Fig. 15

Fase

COMPLETE AFIAÇÃO da ponta com A pedra de afiar untada de óleo (fig. 15).

a) Nas reafiações nunca esmerilhar a face de saída ou de ataque. b) Nas grandes indústrias existe, geralmente, uma seção para a afiação de ferramentas, de modo que os profissionais que vão usálas já as recebem afiadas.

a) A afiação de desbaste é geralmente feita em rebôlo plano, encostando-se a ferramenta à periferia do mesmo (fig. 16). É indispensável que o rebôlo esteja com a face absolutamente plana; se necessário, para isso, deve-se repassá-lo com retificador apropriado. b) A afiação de acabamento e as reafiações são feitas em rebôlo cilíndrico, encostando-se a ferramenta, inclinada no ângulo indicado, à face do mesmo (fig. 17). Neste rebolo as faces afiadas ficam planas. As máquinas que se destinam a essa afiação, têm, geralmente, a mesa regulável de modo que os ângulos desejados são obtidos com muita facilidade.

Fig. 17

Fig. 18

QUESTIONARIO
1 . Por que a ferramenta de alisar tem a ponta arredondada?

2. Por que se movimenta a ferramenta em relação à face de corte do
esmeril?

3. Por que se completa a afiação com pedra de afiar untada de óleo?

4. Por que não se deve esmerilhar a face de saída, nas reafiações?
5. Por que a a f i a ~ ã o acabamento e as reafiações são, de preferência, de feitas em rebolo cilíndrico?

6. Para que são feitos os pequenos chanfros antes de arredondar a ponta da ferramenta?

AJUSTADOR

REBOLO

FÔLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

22/ 1

O rebolo é a ferramenta cortante que trabalha, girando a grande velocidade, nas esmerilhadoras e nas retificadoras. Na sua forma mais comum, o rebolo é um cilin-

dro de pequena espessura ou um disco (figs. 1 e 2), com um furo central, por meio do qual se adapta no eixo da máquina esmerilhadora.

MONTAGEM DO REBOLO A fig. 3 apresenta o caso do rebolo plano e a fig. 4 o da montagem do rebolo cilíndrico. O primeiro trabalha esmerilhando com sua periferia, enquanto o segundo trabalha esmerilhando na face. NOTA:AS guarnições, de papel grosso especial, são indispensáveis na montagem do rebolo.
Furo

Fig. 1

Fig. 2

CONSTITUIC,ÃO DO REBOLO Os rebolos usados modernamente se compõem de uma substância mista formada de dois elementos:

1O Os A brasivos, que são inúmeros GRÁOS DE . ARESTAS VIVAS, extremamente duros, destinados a produzir o desgaste das peqas em -trabalho, por meio do atrito (fig. 5).
2.O O Aglomerante ou Aglutinante é o material que assegura a adesão das partículas abrasivas (fig. 5). Na massa do rebôlo há ainda espaçamentos ou poros, que são vazios ou cavidades com funqão muito importante na aqão de esmerilhar o metal (fig. 5).

Fig. 4

Fig. 5

ABRASIVOS ARTIFICIAIS Até fins do século passado, sòmente se conheciam os abrasivos naturais. Dêstes, um dos mais empregados era o Esmeril, mineral de cor preta, com cêrca de 40 % de óxido de ferro e 60 yo de óxido de alumínio. Dêle vem a denominaqão comum, mas raramente exaMtC

ta, que se aplica ainda hoje aos rebolos, de maneira geral: Rebolos de Esmeril. O esmeril tem dureza inferior a 9 na Escala de Mohs, que é uma escala padrão de dureza na qual o Diamante ocupa o número 10: o mais duro.

. .- -

- ...- 1965

.- .. -

15.000

AJUSTADOR

REBOLO

FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA

2262
1

No ano de 1891, pesquisas técnicas levaram à descoberta de abrasivos artificiais de dureza muito próxima de 10, mais vantajosos do que o esmeril para os usos industriais. São êles:

1.O A brasivos Siliciosos, constituídos de Carbonêto de Silício, fabricados em fornos elétricos e com dureza 9,6 (Mohs). Nomes comerciais mais comuns: CarborunBRONZE FOSFOROSO. dum (da T h e Carborundum Company) e Crystolon (da T h e Norton Company). A granulação dos abrasivos C classifiRecomendam-se para metais de fraca resistência tração (FERRO FUNDIDO, ~ T Á ~ ,cada por números, correspondentes às quanL tidades de malhas por polegada das peneiras COBRE, A L U M ~ N I O ) e para MATERIAIS NÃO METÁLICOS. nas quais se faz a separação dos grãos.

2.0) Abrasivos Aluminosos, obtidos no forno elétrico, pela fusão da Bauxita (minério de dxidos de Alz~minio,Silicio e Ferro). Dureza Mol-is: 9,4. Nomes comerciais mais comuns: Aloxite (da T h e Carborundum C o m ~ a n y )e Alundum (da T h e Norton Company). Recomendam-se para metais mais resistentes à tração, como o A ~ O O e

Sendo os aglomerantes os retentores ou suportes dos grãos abrasivos, a sua resistência assume grande importância. Esta se chama grau do rebolo. Os tipos de aglomerantes são: 1.') Aglomerante uitrificado, de argila (catb lim) fundida. Muito resistente e empregado na maioria dos rebolos. 2.O) Aglomerante Silicioso, de SILICATO DE sóDIO. Permite desprendimento mais rápi-

do dos grãos abrasivos e, portanto, constante renovação da eficiência do corte. Usado, por isso, nos rebolos de afiação de ferramentas. 3.0) Aglomerantes Elásticos, que podem ser de RESINA, BORRACHA OU GOMA-LACA. SUportam elevado calor na esmerilhação, sendo, pois, usados para os rebolos de alta velocidade, os de corte e os de acabamento.

ESPAFAM

O ENTR

RÃOS ABRASIVOS
De dois rebolos de igual numero (granulação) e igual grau (resistência do aglomerarite), mas de diferentes estruturas (espaçamentos), um cortará mais ràpidamente que o outro. A estrutura do rebôlo pode ser: densa, média ou aberta.

&te espaçamento, chamado estrutz~ra na especificação comercial dos rebolos influi grandemente na ação esmerilhadora. São os vazios (entre os grãos) que retêm as partículas arrancadas do metal, até que sejam expelidas pela força resultante do movimento giratório do rebôlo.

. QUESTIO:
1) Quais são os aglomerantes usuais dos rebolos? 2) Que é o rebolo? Como se monta no eixo?

3) Que influência tem o espaçamento na granulação do rebôlo?
4) Quais são os abrasivos artificiais empregados nos rebolos?

5) Como é constituído o rebolo? Dê ,explicação completa.

110

MEC

-

1965

-

15.000

AJUSTADOR

ESPECIFICAÇOES COMERCIAIS DOS REBOLOS

FÔLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

2311

Os rebolos são especificados comercialmente pelas formas, medidas e constituição da massa. ESPECIFICAÇÕES DE FORMAS E MEDIDAS A figura 1 apresenta o esquema do rebôlo de forrna usual. As figuras 2 a 6 mostram alguns de formas especiais, usados em geral para trabalhos de retificação e afiação.

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Ataque

Fig. I

R,
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A

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Fig. 2

Fig. 3

Fig. 4

Fig. 5

Fig. 6

Fig. 1 - Rêbolo plano ou de disco - Dimensões: Diâmetro X Espessura X Diâmetro do furo. Fig. 2 - Rebôlo plano rebaixado - Dimensões: Diâmetro X Altura X Diâmetro do furo X Diâmetro do rebaixo X Espessuras de paredes. Fig. 3 - Rebôlo de copo, cilíndrico - Dimensões: Diâmetro X Altura X X Diâmetro do furo X Espessuras de paredes. Fig. 4 - Rebôlo de copo, cônico - Dimensões: Diâmetro maior X Diâmetro

menor X Altura X Diâmetro do furo X Espessuras de paredes. Fig. 5. - Rebôlo de prato - Dimensões: Diâmetro maior; X Diâmetro menor X X Altura X Diâmetro do furo X Espessuras de paredes. Fig. 6 - Rebôlo cilíndrico - (Em fornia de anel) - Dimensões: Diâmetro externo X Diâmetro interno X Altura. As setas mais fortes mostram, nas diversas figuras, as faces esmerilhadoras de cada tipo de rebolo apresentado.

ESPECIFICAÇOES DA CONSTITUI(X0 DO REBGLO Os fabricantes de rebolos adotam um código universal, constituído por letras e números, para indicar a constituição da massa. Os elementos dessa codificação definem: tipo de abrasivo (por uma letra); granulação (por um número); grau (por uma letra); estrutzira (por um número); aglomerante (por uma letra). Por exemplo, o rebôlo que, no disco de papel, traz a marcação A80-K5V tem abrasivo aluminoso (A) de granulação 80, resistência do aglomerante de grau K, estrutura ou espaçamento 5, sendo o seu aglomerante vitrificado (V). Se for encontrada, por exemplo, a marcação 38A80-K5VBE, típica da "The Norton Co.", isso indica o mesmo rebôlo anteriormente especificado, com as seguintes particularidades: o abrasivo A (aluminoso) tem um número 38 e o aglomerante V (vitrificado) é de símbolo BE, representando ambos (n.0 38 e símbolo BE) tipos especiais fabricados pela "The Norton Co.". Outro exemplo: Rebolo GA46-H6V10 da "Lhe Carborundum Co.". A letra G é um prefixo particular do fabricante, assim como o número 10 final.

DESIGNAÇÃO DOS ABRASIVOS Letra A para os âbrasivos aluminosos. Letra C para os carbonetos de silício. Letra
MEC - 1965 - 15.000

D para os abrasivos de diamante, usados em casos especiais.
11 1

1

AJUSTADOR

ESPECIFICAÇ6ES COMERCIAIS DOS REBOLOS

F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOLóGICA

2312

DESIGNAGÃO DA GRANLTLAÇÃO Conforme o quadro que se segue:
MUITO GROSSA GROSSA MÉDIA FINA

,

EXTRA-FINA

8 1O
I
I

12 14 16 20 24

30 36 46 6O

7O
8O 90 1O 0 120

150 180 220 240

280 320 400 500 600

DESIGNAÇÃO DO GRAU As letras indicativas da resistência ou dureza do aglomerante seguem a ordem alfabética, à medida do aumento da dureza:

I
I

EXTRA-MACIO

MACIO

MÉDIO

DURO

EXTRA-DURO

1

A-B-C-D-E-F-G

H-I-J-K

L-M-N-O

P-Q-R-S

T-U-W-Z

DESIGNAGÃO DA ESTRUTURA A estrutura não é mais do que o espaçamento entre os grãos abrasivos. Classifica-se a estrutura seguindo o quadro seguinte:
ESPAÇAMENTO CERRADO ESPAÇAMENTO MÉDIO ESPAÇAMENTO ABERTO

I
I

-

0-1-2-3

4-5-6

7-8-9-10-11-12

DESIGNAGÃO DO AGLOMERANTE
I

1

Conforme o quadro abaixo:
VITRIFICADO SILICIOSO RES1NóJ.DE BORRACHA GOMA-LACA

Letra V

Letra S

Letra B

Letra R

Letra E

1) Como são especificados os rebolos de um modo geral, no comércio?
I

2) Dê os nomes de seis tipos de rebolos. 3) Como se especifica a constituição de um rebolo? 4) Interprete as especificações: 1.O) C36-04B 2.O) A46-L4S 3.O) C90-L8V

I
I
I

112

MEC

- 1965 - 15.000

AJUSTADOR

I

ABRASIVOS EM P ó E .EM PEDRAS - AS PEDRAS DE AFIAR -

I

F6LHA DE. TECNOL6GICA

Tem grande importância o afiamento da ferramenta de corte, isto é, o preparo conveniente da aresta de corte formada pela interseção da face de folga ou incidência com a face de saída do cavaco ou de ataque. Com o afiamento, obtém-se uma aresta de corte igual e resistente. A prática indica que as arestas de corte perfeitamente preparadas, ou seja, bem afiadas, concorrem decisivamente para um EXTRAORDINÁRIO AUMENTO DE DURAÇÃO DA FERRAMENTA e para a obtenção, na peça, de superfícies de fino acabamento. Para o preparo final das arestas de corte, depois de desbastadas as faces da ferramenta na esmerilhadora, são frequentemente utilizadas, na oficina, as Pedras de Afiar, constituídas, em geral, de ligas artificiais de Abrasivos muito finos.

A granulação do abrasivo determina o grau de acabamento do trabalho. Comercialmente, a granulação é especificada por números, seguindo os seguintes grupos: 1) Abrasivos muito grossos - n."" 8 e 10; 2) grossos 3) médios
-

n.""2,

14, 16, 20 e 24; 36, 46 e 60;

- n.""O,

4) finos - n."VO, 80, 90, 100, 120; 5) extra-finos - n."" 150, 180, 220 e 240; 6) em pó - n." 280, 320, 400, 500, 600. A classificação dos abrasivos se faz por meio de peneiras, à exceção dos mais finos, em pó, que exigem um processo hidráulico de separação. Esses abrasivos pulverizados, por causa mesmo de sua extrema finura, são os que se usam especialmente para operações de acabamento, capazes de determinar boa qualidade do estado de superfície das peças, precisão de formas e arestas bem iguais e definidas. Usamse assim os abrasivos em pó: 1) diretamente, em seu estado normal, misturado com óleo, para o acabamento das superfícies das pe$as, pela operação que, geralmente, é denominada rodagem; 2) aglomerado, por meio de ligantes especiais, para constituir as pedras abrasivas, também para rodagem ou para afiação.

Abrasivos finos - São denominados abrasivos os grãos de arestas vivas, extrema-. mente duros, destinados a produzir o desgaste das peças em trabalho, por meio do atrito.
Empregam-se, com frequência, para usos industriais os Abrasivos artificiais: 1) Abrasivos Siliciosos, constituídos de carbonêto de silício de dureza Mohs 9,6;

2) Abrasivos Aluminosos, obtidos pela fusão
da bauxita (minério de óxidos de alumínio, silício e ferro; dureza 9,4.

PEDRAS DE AFIAR São peças de abrasivo artificial muito fino que, uma vez aglomerado, recebe prensagem capaz de lhe dar formas variadas (figa I), tais como prismas, cilindros, meias-canas, etc. Para o uso, seja na rodagem, seja na afiação de ferramentas, passa-se óleo na superfície da pedra, a fim de evitar que os poros desta sejam obstruídos e para permitir a remoção das partículas de metal que são arrancadas pela ação do abrasivo. Consiste a rodagem em atritar a pedra oleada, por meio de movimentos constantemente variados, contra a superfície da peça em a~abamento- desgaste se faz progressivaO mente, removendo lentamente as rugasidades e defeitos superficiais até se obter uma superfície polida ou "espelhada".

Fig. 1

I

AJUSTADOR

'

ABRASIVOS EM P b E EM PEDRAS - AS PEDRAS DE AFIAR -

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA

2412

AFIAÇAO NA PEDRA OLEADA
É uma operação de grande importância para o mecânico e que dêle exige muita habilidade e prática, até que consiga obter a melhor aresta de corte possível. Pode-se dizer que, em cada caso, o mecânico adota uma técnica manual especial, resultante da sua experiência e de sua habilidade. Não obstante, apresenta-se na figura 2, um exemplo do uso da pedra de afiar na afiação da aresta cortante de um raspador. Depois de pingadas algumas gotas de óleo na superfície da pedra, o operador segura a ferramenta na posição indicada na figura, com certa inclinação, pressiona-a contra a pedra e dá-lhe movimentos de cêrca de 80 milímetros, para a frente e para trás. A pressão deve ser dada ao empurrar a ferramenta, aliviando-a no golpe de volta. O gume não deve ficar perpendicular à direção do movimento. mas sim inclinado a cêrca de 450.

Fig. 2

QUESTIONARIO

1) Que se obtém com o afiamento da aresta de corte? Quais as vantagens?

2) Que são abrasivos? Para que servem os abrasivos pulverizados?

3) Para que servem as pedras abrasivas? Por que se usa óleo na afiação?

AJUSTADOR

ENCAIXE MEIA-CANA

TAREFA 7

112

Escala 1: 1

Tempo previsto: Qualidade: Tempo gasto:

N.O

ORDEM DE EXECUÇÁO

FERRAMENTAS

1 2

Desempene as chapas. Trace as medidas 35. FO - 1211 - 1212 - 1213 - F I T 2511 - 2512 - 2611 - 2612.

3
4

Prenda a peça e talhe obedecendo o traçado. Repita a mesma operação no segundo material.

.$=E,

0-

1 y k

1
N.O

2
Quant.

Encaixe meia-cana Denominações e Observações

ASO 0,18 a 0,30

% C 0 3/16"Xl 3 / 8 " x 6 5

M a t e r i a l e Dimensões
1

Peça
MEC

-

1965

- 15.000

115

AJUSTADOR
I

ENCAIXE MEIA-CANA

TAREFA 7

1

Ow
(D (U

I
60

Escala 1:1
Tempo previsto: Qualidade : Teinpo gasto:

PEÇA

N.O

ORDEM DE EXECUÇAQ

1-2

1

Lime as chapas nas medidas de 60 ~ 2 8 . Trace as peças, serre deixando material para o ajuste. FO - 1311 - 1312.

2

1

9

Lime a peça nas medidas, usando gabarito.

FO - 14/1 - 1412

2

4

Lime a peça usando a peça 1 como guia e faça o ajuste.

m
- 1/2

-

FERRAMENTAS

*p-

A
4 #

2

1 1
Quant.

Encaixe meia-cana - côncava Encaixe meia-cana

Da Ref. FT 7

1
N.O

- convexa

Da Ref. FT 7 - 1 / 2 Material e Dimensões
MEC

Denominações e Observações Peça

116

- 1965 - -

15000

AJUSTADOR

TALHAR METAL

F6LHA DE OPERAÇÃO

1211
I

A operação de talhar é empregada pelo ajustador no desbaste de material em peças isoladas, montagens, desmontagens e reparação de máquinas. Esta operação é executada com duas ferramentas manuais de corte: o bedame e a talhadeira. O bedame, devido à forma de sua ponta, é usado para abrir canais estreitos e

profundos que facilitem o uso posterior da talhadeira, enquanto esta é usada para desbastar material de superfícies e, também, para cortar chapas ou fios. A operação de talhar metal, usando-se bedame e talhadeira, está sendo empregada cada vez menos nas oficinas e substituída por máquinas.

FASES DE EXECUÇÃO TRABALHO COM BEDAME 1.a Fase

TRACE 1). Se necessário, pinte o (fig. local a ser traçado.

2.a Fase
PRENDA PEÇA. A

OBSERVAÇAO : Use mordentes de cobre, caso as superfícies estejam prontas.

3.a Fase

FAÇA CHANFROS COM LIMA, para facilitar o início do corte e não avariar a peça no fim do rasgo (fig. 2).

OBSERVAÇÃO: Caso seja possível, serre próximo ao risco para auxiliar o corte com bedame (fig: 3).
Fig. 2
CORTE.

4.a Fase
O INICIE

OBSERVAÇÃO: Verifique se a largura da cunha de corte do bedame é aproximadamente 1 mm menor que a do traçado, caso o rasgo tenha que ser limado.

Fig. 3

MEC

- 1965 - 15.000

117

1
AJUSTADOR
I

TALHAR METAL

F6LHA DE OPERAÇ~O

1212

a) Afie o bedame, se necessário. b) Segure o bedame (fig. 4) e empunhe o martelo pela extremidade do cabo (fig. 5).

c) Bata com o na cabeça do olhando para da ferramenta

martelo bedame, o corte (fig. 6).

OB~ERVAÇÃO:
Mantenha o bedame em posição correta (fig. 7) e retire pequena quantidade de material por vez, guiando-se sempre pelo traçado.
Fig. 6

Aumentando a inclinação da ferramenta, esta tende a penetrar no material em forma de cunha (fig. 8) e, diminuindo a sua inclinação, a ferramenta tende a deslizar (fig. 9).

Fig. 8

Fig. 9

PRECAUÇÁO:
No fim do corte, diminua a fôrça das pancadas, a fim de não ferir a mão.

NOTA: *
A forma do bedame varia de acordo com o trabalho a ser feito. Por exemplo, para se fazer canais de lubrificação, emprega-se bedame meia-cana (fig. 10).
r

CORTE A-B

Bedame meio-cano

118

MEC

- 1965 - 15.000

I

AJUSTADOR
I

TALHAR METAL

F6LHA DE OPERAÇÁO

1213

I

TRABALHO COM TALHADEIRA
I

O modo de trabalhar com a talhadeira é semelhante ao do bedame. A talhadeira, além de ser usada no desbaste de superfícies depois que se talha

com bedame (fig. 1l), é de grande utilidade no corte de chapas (fig. 12), rebites (fig. 13) e perfilados (f ig. 14).

Fig. 11

Fig. 12

Fig. 13

Fig. 14

QUESTIONARIO
1) Por que se deve chaníi-ar o material antes de talhá-lo?

2) Por que se deve olhar no corte da talhadeira ou do bedame, quando se está talhando?
i

3) Que é mais rápido: desbastar' com bedame e talhadeira ou com lima bastarda? Por quê?
4) Qual a vantagem de, sempre que possível, serrar próximo ao risco para depois talhar?

--

AJUSTADOR

LIMAR SUPERFíCIE CÔNCAVA
I

FÔLHA DE OPERAÇÃO

131 1

II
I

As superfícies côncavas (figs. 1, 2 e 3) são executadas econômicamente à linia, quando na rnanutenção de máquinas, na execução de peças de guias, na construqão de estampos, dispositivos, etc. É uma operação que apresenta diversas dificuldades, seja na combinação dos movimentos, seja na pressão dada à lima. Sòmente o hábil, ajustador contorna essas dificuldades e executa um bom trabalho.

Fig. 1 - Manca1 regulável.

Fig. 2 - Gabarito d e guia para tôrno copiador.

Fig. 3 - Castanha de apêrto.

FASES DE EXECUÇÃO

I

Fase

TRACEPEÇA (figs. 4 e 5) A
2.a

Fase DESBASTE próximo ao risco. até

Fig. 4

3." Fase

LIME PEÇA. A

Fig. 5

OBSERVAÇ~ES: a) Escolha a lima de acordo com a curvatura (figs. 6 e 7).

Fig. 6

Fig. 7

MEC

- 1965 -

15.000

1

AJUSTADOR

LIMAR SUPERFÍCIE CBNCAVL4

FBLHA DE OPERAÇAO

13/2

b) Movimente a lima no sentido longitudinal, fazendo um pequeno deslocamento lateral

e girando levemente no sentido dos ponteiros do relógio (figs. 8, 9 e 10).

Fig. 9

Fig. 10

I

4.a Fase

VERIFIQUE curvatura com gabarito (figs. 11, 12 e 13). a

Fig. 11

Fig. 12

p
Fig. 13

OBSERVAÇÃO: N o caso de peças espêssas, verifique o esquadrejamento da superfície limada com a face de referência (fig. 14). QUESTIONARIO

\
Fig. 14
MEC

1) Que movimentos se deve fazer com a lima ao se limar superfície côncava?

2) Para que são usados os gabaritos?
3) Como se determina a forma da lima para se limar superfície côncava? 4) Qual é a diferença entre super£ícies convexa e côncava?

I

122

- 1965 - 15.000

-- .

AJUSTADOR

LIMAR sUPERFÍCIE CONVEXA

F~LHA DE OPERAÇAO

1411
I

As superfícies convexas (fig. 1) são executadas na indústria mecânica à máquina ou à lima. Nem sempre é conveniente executar esta operação à máquina, seja pelo custo desta, seja pelo número de peças a confeccionar. É uma operação difícil de ser executada e que o ajustador necessita saber. É uma operação que aparece com muita frequência quando se montam elementos de máquinas e surge a necessidade de serem dados retoques finais. Na confecção de gabaritos, de ferramentas de corte, dobramento, repuxo, etc. também se limam muitas superfícies convexas.

FASES DE EXECUÇÃO
1." Fase

TRACEPESA. A
2.a Fase

Fig. I

DESBASTE próximo ao risco (figs. até

2 e 3)
OBSERVAÇÃO:

Dependendo do caso, o desbaste pode ser feito à máquina. As máquinas comumente usadas para isso são: plaina limadora, fresadora,

serra de fita para metais, etc. No caso de desbastar com lima, o movimento desta é feito numa s6 direção.

Fig. 2

Fig. 3

IA A

Cr

I

"&C

.e

"ri"

AJUSTADOR

LIMAR SUPERFÍCIE CONVEXA

FOLHA DE OPERAÇCO

1412

3 .a Fase

OBSERVA~ÃO : Use morsa de mão para peças pequenas (fig.
6, -

LIMEA P E ~ A ,dando movimentos combinados à lima (figs. 4 e 5).

Fig. 4

a) Posição da lima n o inicio do movimento. b) Posição da lima n o fim do movimento. 4.a Fase

Fig. 6

VERIFIQUE curvatura com gabarito a (figs. 7 e 8).

Fig. 5

No caso de peças espêssas, verifique o esquadrejamento da superfície limada com a face de referência (fig. 9).

Fig. 9

QUESTIONARIO

1) Ao se limar convexo, qual a diferença nos movimentos da lima entre o desbaste e o acabamento?

2) Qual é a referência que indica até onde se deve desbastar?
3) Como é que se seguram peças pequenas?

4) Em que caso se deve verificar, também, o esquadrejamento da superfície limada, com a face de referência?

124

MEC - 1965

- 15.000

AJUSTADOR

I

TALHADEIRA E BEDAME

I

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

I

25 / 1

Quando o ajustador tem necessidade de desbastar, a mão, grandes espessuras do material de uma peça, não deve usar a lima, pois o trabalho se torna penoso e demorado. Também, por vêzes, necessita o mecânico de cortar chapas de certa grossura, por processo manual, sem o uso de um tesourão.

Em ambos os casos - desbaste e corte - é recomendável, então, o emprêgo de ferramenta especial, capaz de cortar ou talhar o material, por meio dos choques resultantes das pancadas de um martelo. Os dois tipos de ferramentas usadas são a Talhadeira e o Bedame.

TALHADEIRA E BEDAME

Fig. I - Talhadeira.

Fig. 2

- Bedame

(vista de frente).

Fig. 3 - Bedume (vista lateral).

São ferramentas de aço forjável e temperável, constituídas de uma simples barra, cujo comprimento varia geralmente de 150 a 200 mm (figs. 1 , 2 e 3). O extremo da cunha, que constitui o Corte, é temperado. As figs. 4 e 5 mostram as seções da cunha e do corte (ou gume) da talhadeira e do bedame. Os ângulos da cunha são de, aproximadamente, 100 na talhadeira

e 350 no bedame. Os do corte variam, conEorme o material:

C = 50°, para talhar cobre.

C = 60°, para aço baixo teôr.
C = 65O, para aco médio e alto teôr. C = 700, para ferro fundido e bronze.

Fig. 4 - ,Cunha e corte da talhadeira.

Fig. 5 - Cunha e
corte do bedame.

AJUSTADOR
I

TALHADEIRA E BEDAME

As faces do corte, nos ângulos indicados, se preparam esmerilhando a cunha da talhadeira ou do bedame e controlando por meio de um verificador de ângulos do tipo indicado na fig. 6. A Aresta do corte deve ser ligeiramente convexa, como indicam as figs. Z e 3. Dessa maneira, o gume tem mais penetração, facilitando cortes de chapas quando se queira acompanhar o traçado. As duas faces do corte devem ser igualmente inclinadas em relação ao eixo longitudinal da talhadeira ou do bedame (figs. 4 e 5). A talhadeira é usada para cortar superfícies livres (faces, topos de peças, etc.). O bedame se destina mais ao corte de ranhuras.

0
Fig. 6

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

25/2

Nestas condiqões, como indica a fig. 3, é necessária, no bedame, uma folga lateral. Assim se evita que fique a ferramenta prêsa ("encravada") entre as paredes laterais da ranhura.

USO DPa, TALHADEIRA E DO BEDAME - ACÃQ CORTANTE

A fig. 7 mostra como se deve empunhar a ferramenta, com a mão esquerda. Com a mão direita dão-se golpes de martelo na cabeça da ferramenta (ta1hadeir.a ou bedame), resul( que faz a ) ' tando u*ila pRBssÃO DE Ponta PENETRAR no material (fig. 8), uma vez que ela ATUA COMO SE FOSSE UMA CUNHA (veja

na fig 9 o exemplo de uma cunha penetrando na madeira). A fig. 8 mostra claramente a açáo cortante da talhadeira ou do bedame e indica os nomes dos ângulos. Vê-se que a mais conveniente da ferramenta é de 380 e que o ângulo de folga ou incidência deve ser de 3 a 8O. O
P

Fig. 7

Fig. 8

Fig. 9

QUESTIONARIO
1) Que é a talhadeira? Que é o bedame? Para que servem?

2) Por que a aresta de corte da talhadeira e do bedame deve ser ligeiramente convexa?
3) e u a i s são os ângulos para o corte de: cobre, ferro fundido ou bronze, aços alto, médio e baixo teor de carbono? 4) Por que o bedame deve possuir uma folga lateral na unha?
MEC

126

- 1965 -

15 000

AJUSTADOR

GABARITOS

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

26/1

A planeza das faces das peças verificase por meio de réguas ou planos de controle. Os ângulos entre faces podem ser verificados por esquadros, goniômetros ou transferidores. Quando, entretanto, o mecânico necessita executar uma peça com um perfil complexo como, por exemplo, o da fig. 1, não bastam os recursos citados. Há curvaturas e formas especiais cujo rigor tem que ser controlado durante a execução da peça, sem o que ela irá apresentar defeitos e não poderá ser utilizada. Em tais casos, o mecânico será obrigado a utilizar modelos ou moldes exatos de partes do perfil. Muitas vêzes, terá mesmo que confeccionar, antes da execução da peça, um ou mais moldes do perfil. Com êsses ins-

trumentos auxiliares de controle, estará então habilitado a verificar a forma que vai dando à peça, em obediência aos desenhos orientadores da sua execução. Tais moldes ou modelos são chamados gabaritos.

Fig. 1

GABARITOS PADROES (COMERCIAIS)
Para curvaturas em arcos de circunferência, de raios determinados, ou para ângulos, de aberturas determinadas, encontram-se no comércio gabaritos padrões, já prontos, constituídos de pequenas lâminas de aço isoladas (figs. 2 e S), em estojo (fig. 4), ou em "canivetes" (figs. 5 e 6). Os gabaritos dos tipos mostrados nas figs. 2, 3, 4 e 5 são também chamados verificadores de curvaturas ou verificadores de raios. Os da fig. 6 são mais conhecidos como verificadores de ângulos. Consiste o uso desses gabaritos em pô10s em contacto com a curvatura ou o ângulo que se quer verificar. Escolhe-se a lâmina adequada a cada verificação, pela indicação (que tem gravada) ,do raio de curvatura ou do ângulo. Verifica-se se há ou não coincidência dos perfis da peça e do gabarito, observandose o contacto contra a luz. Se não passa luminosidade, está per£eita a coincidência. Se passa luz, há frestas correspondentes a irregularidades no perfil da peça. Estas vão sendo corrigidas por meio de verificações e retoques sucessivos.

Fig. 2

Fig. 5

Fig. 4 EstGjo de gabaritos de curvaturas.

Fig. 6
MEC

-

1965

-

15.000

127

.

.

GABARITOS

F6LHA DE INFORMACAO TECNOLóGICA

2612

GABARITOS ESPECIAIS (EXECUTADOS EM CADA CASO) O exemplo dado na fig. 1 reaparece na fig. 7, para melhor esclarecimento. Como se trata de um perfil de forma irregular, deve o mecânico fazer o trabalho preliminar de execução dos gabaritos, recortando-os e dandolhes acabamento preciso. Os gabaritos são placas de aço dos tipos A, B, C e D da fig. 7. Para obter os contornos de contacto, o mecânico recorre ao desenho da peça, em cujas vistas encontra os raios de curvatura, os ângulos e as cotas necessárias. Transporta êsses elementos para a chapa, por meio de traçado. Recorta os contornos traçados. Dá-lhes, por fim, cuidadoso acabamento, por meio de limas de diferentes tipos e também, muitas vêzes, usando um raspador Para melhor compreensão, os contornos de contacto dos gabaritos foram mostrados em traços mais fortes na fig. 7.

Fig. 7

GABARITOS DIVERSOS O ferreiro, o serralheiro e o caldeireiro usam com frequência gabaritos para confeccionarem as suas peças. A maioria dêsses gabaritos é de chapa. Podem ser de dois tipos: 1) chapas recortadas 2) simples traçados sobre chapas. Por vêzes, entretanto, em trabalhos seriados, usam como gabarito uma peça inteira, executada cuidadosamente em primeiro lugar (exemplo: ornatos, peças curvadas, etc.). Na confecção das demais peças iguais, vai o operador dando-lhe formas sucessivas, cada vez mais aproximadas do gabarito, até atingir aquela que com êle coincida.

QUESTIONARIQ 1) Em que se baseia o mecânico para fazer um gabarito?

2) Para que serve um gabarito? Cite os seus tipos.
3) De um modo geral, como o mecânico faz um gabarito?

4) Que são os gabaritos padrões encontrados no comércio?

128

MEC

- 1965 - 15.000

-

AJUSTADOR

MARTELO DE PENA

TAREFA 8

l/l
I

GORTE AB

1 4 0
IOU

Tempo previsto:

I
N.O

Tempo gasto:

Qualidade:

ORDEM DE EXECUCÃQ

FERRAMENTAS

1

Aplaine nas medidas de 24 x 24. Lime um topo no esquadro.

2
3

I Trace a pena e o olhal.
I Afie a broca e fure nos extremos do olhal.
Lime o olhal. FO - 1611 - 1612.

4

5

6

Aplaine e lime a pena.

7 8

1 Faça a chanfros e o abaulado. 1 Tempere e faça o revenimento.
FO - 1711 - 1712 - 1811 - 1812 - FIT - 3012 - 3111 - 3112.

- 2911

I
- 2912 - 3011

1
N.O

1
Quant.

Martelo Denominações e Observoçóes

Aço 0,4 a 0,6

% C (Resist. ao choque) O 1 "
Material e Dimensóes

X 105

Peça
MEC

- 1965 - 15.000

129

AJUSTADOR

AFIAR BROCA HELICOIDAL

F6LHA DE OPERACÁO

1511

Uma broca helicoidal, que não está bem afiada, não permite furar bem; o furo pode desviar-se e o tempo necessário para a furação é aumentado. É, pois, indispensável ao mecânico saber afiar bem a broca helicoidal.

A afiação desta ferramenta é feita em rebolo abrasivo, à mão ou com dispositivo apropriado. A afiaqão manual é uma operação difícil que exige muita habilidade por parte do mecânico.

FASES DE EXECUÇÃO

I - AFIAR A MÃO
Fase CONSULTE A TABELA, a fim de determinar o ângulo da broca. b) Movimente-a, conforme indicado na fig. 3. PRECAUJÃO: Use óculos ou máscara de proteção (figs. 4 e 5).
AFIAJÃO

I

2.a Fase
INICIE A da broca.

Fig. 3

Fig. 4

Ag. 5

AJUSTADOR

AFIAR BROCA HELICOIDAL

FOLHA DE OPERACAO

15/2

3.a Fase
usando verificadores fixos (fig. 6) ou transferidor (fig. 7).
VERIFIQUE O ÂNGULO DA BROCA

5.a Fase

AFIEO OUTRO GUME, fala a verificação e a correcão finais (fig.,8).

Fig. 6 - Usando verificadores fixos.
4.a Fase

Fig. 7 - Usando
transferidor.

REPITA A

SEGUNDA FASE

as vêzes que

forem necessárias, até afiar o primeiro gume.

Se necessário, corrija a posição, para obter os ângulos desejados.

I1 - AFIAR COM APARELHO

O aparelho, montado na espera do rebolo, permite a regulagem precisa da posição da broca. Para a afiação, o operador executa um movimento simples e avança a broca contra o rebolo, por meio de um parafuso de apoio (fig. 9).
Fig. 9

QUESTIONÁRIO 1) Quais os inconvenientes de uma broca mal afiada?

2) Quais as ferramentas de controle usadas na afiação de broca?
3) Para que se usam óculos ou máscara de proteção?
4) Há perigo de "queimar" a broca durante a afiação? Como se pode evitá-lo?
2
MEC

- 1965 - 15.0(

AJUSTADOR

I

LIMAR RASGOS E ESTRIAS

I

F6LHA DE OPERAÇÃO

1 161

Os rasgos servem para guiar, para tornar os volantes solidários a eixos, etc. As estrias prestam-se para dar maior firmeza ao se prenderem peGas, dificultando o seu deslizamento. Rasgos e estrias são feitos, normalmente, à máquina. Entretanto, surgem casos em que o ajustador deve fazer essa operação à lima, sendo, portanto, necessária a sua aprendizagem.

Fig. I - Basgo externo.

Fig. 2 - Rasgo interno.

Fig:3 -.Estrias cruzadas.

Fig. 4

- Estrias paralelas.

FASES DE EXECUGÃO

I - LIMAR ESTRIAS
1." Fase

2.a Fase TRACE estrias (figs. 5 e 6). as

PINTE parte a ser traçada. a

Fig. 5 - Estrias cruzadas.

Fig. 6 - Estrias paralelas.

,

LIMAR RASGOS E ESTRIAS

FOLHA DE OPERACÁO

1612

I

'Sa Fase

c) Termine as estrias com lima.

LIMEas estrias.

A escolha do perfil da lima depende do perfil
das estrias. Para estrias cruzadas, siga o mesmo sistema, executando, primeiro, numa direção e, depois, na outra, observando os ângulos (figs. 9 e 10).
Fig. 7

I

a) Inicie com a lima inclinada (fig. 7) nos dois cantos da peça. b) Verifique se está limando dentro do traçado (fig. 8).
Fig. 9

Fig. 8

Fig. 1 0

I1

-

LIMAR RASGO

1

I

I

2.a Fase

TRACE O rasgo (figs. 11 e 12).

I
Fig. 1 2 - T r a ç a g e m d o rasgo.
'

I

Fig. 11 - Determinação d o centro.

3.a Fase

LIMEO rasgo.
a) Inicie o rasgo com a lima inclinada, da mesma forma que iniciou as estrias. b) Verifique se o mesmo está dentro do traçado. c) Desbaste.
134

Dependendo da finalidade do rasgo, o desbaste pode ser feito coni serra, talhadeira, bedame ou limas bastardas. d) Termine o rasgo com .lima.

I

MEC - 1965 - 15

AJUSTADOR

RECOZER AÇO

FOLHA DE OPERACAO

1711

I

O recozimento deve ser feito em todas as peças que tenham sofrido encruamento em trabalhos de forjamento, estampagem, laminação, etc. Visa a devolver ao aço as características'de origem, isto é, a deixar as pecas com

a sua cristalização homogênea, prontas para serem usinadas. Em certos casos, quando se necessita destemperar uma peça, também se faz o recozimento.

FASES DE EXECUÇÃO

I

1.a Fase A ACENDA

FORJA.

b) Prepare as ferramentas (tenaz adequada e pá de forja para cobrir a peça quente).
4.a Fase

2." Fase
AQUE~A O MATERIAL a ser recozido 3." Fase PREPARE MATERIAL de recozimento. O a) Prepare uma caixa contendo cavacos de ferro fundido, ou cinza, ou cal virgem eni pó, ou, ainda, qualquer outro ingrediente que seja mau condutor de calor. OBSERVA~ÃO: Este material deve ser o mais sêco possível.

RECOZA. a) Abra o conteúdo da caixa, usando a pá (fig. 1). b) Segure a peça quente com a tenaz e transporte-a até à caixa que contém os ingredientes. c) Cubra a peça completamente, evitando a perda de calor (fig. 2). d) Espere a peça esfriar e retire-a da caixa.

Fig. I

Fig. 2

AJUSTADOR

RECOZER AÇO

FaLHA DE OPERACAO

17f2
I

OBSERVAS~ES:
a) A velocidade de'resfriamento deve ser len-

b) Não faça pressão sobre a peça quente, para evitar empenamento.

ta, aproximadamente 500 por hora.

c) O recozimento é normalmente feito em fornos.

QUESTIONARIO
1) Em que casos é necessário recozer uma peça?

2) Quais os ingredientes que podem ser utilizados no recozimento de
uma peça?
3) Quais os cuidados que devem ser observados com o material de recozimento e com a peça durante a execução da operação?
4) Qual a velocidade de resfriamento indicada para o recozimento?

5) Como se faz o recozimento?

6) Por que se deve cobrir completamente a peça quente com o material de recozimento?

136

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AJUSTADOR

I

TEMPERAR E REVENIR

I

FOLHA DE OPERACÃO

118/1

1

I

A têmpem é um tratamento térmico que se faz em determinados tipos de aços comuns e aços-liga. Tem como principal objetivo aumentar a dureza dos aços. O REVENIDO OU REVENIMENTO é um tratamento térmico que, normalmente, acompanha a têmpera, pois elimina a fragilidade provocada por ela. As ferramentas usadas por um mecânico, tanto as de choque como as de corte,

são temperadas e revenidas. Determinadas pe$as, sujeitas ao desgaste, também o são.

TEMPERAR E REVENIR são tratamentos , que podem ser feitos em fornos e forjas. Em fornos, o contrôle das temperaturas é feito pelos pirômetros; na forja, êste controle é feito pela prática que tem o mecânico, o que torna a operação mais difícil. Por êste motivo, é necessária muita atenção durante o aquecimento da peça.

FASES DE EXECUÇÃO I - TEMPERAR EM ÁGUA E REVENIR l.a Fase AQUEJA A

~

PESA NA

FORJA.

OBSERVAÇ~ES : a) As peças de pouca espessura não são cobertas a fim de permitir o contrôle visual do aquecimento e evitar que se "queimem". b) O aquecimento deve ser lento. c) Deve-se aquecer sòmente a parte que vai ser temperada. d) As temperaturas de aquecimento do aço são indicadas nos catálogos, de acordo com o seu fabricante.

2.a Fase
TEMPERE. a) Segure a peça com a tenaz. b) Mergulhe, em água, sòmente a parte da peça que vai ser temperada (fig. I), até o esfriamento total. OBSERVA~ÃO: A água para o esfriamento deve ser limpa e na temperatura ambiente. c) Esfrie toda a peça. d) Verifique com lima murça usada se a peça está temperada (fig. 2).
3.a Fase FAÇA REVENIMENTO. O a) Limpe a parte temperada, usando uma lima coberta com lixa (fig. 3). b) Coloque sobre um tijolo refratário um bloco de aço aquecido. c) Coloque a peça a revenir em cima do bloco de aço aquecido (fig. 4).
Fig. 1

Fig. 2

Fig. 3

'" I

d) Observe atentamente a peça até que a cor desejada apareça e atinja o corte e, a seguir, esfrie o material completamente na água. e) Verifique, novamente, a dureza da peça com lima.

Quando o mecânico tem prática em fazer tratamento térmico, pode, em alguns casos, temperar em água e fazer o revenimento com o próprio calor do corpo da peça (fig. 5). Neste caso, êle esfria a ponta da ferramenta. l i m ~ a , espera que o calor que ficou no corpo se propague até o corte e, no momento que chega a cor desejada, esfria completamente na água.
s. .

Parte ainda aqueada

/

/

I

.

locamento \Parte resfriada

Fig. 5

1 - TEMPERAR EM BANHO DE OLEO E REVENIR 1
Fase AQUEJAA a cor indicadas.
3.a Fase FAÇAO REVENIMENTO. a) Lixe a peça até ficar limpa dos óxidos. b) Coloque a peça a revenir em cima de um bloco de aço aquecido até chegar à coloração desejada. Para que a coloração fique uniforme, mude constantemente a peça de posição. c) Esfrie a peça em óleo.

PEJA

até à temperatura ou

2.a Fase
TEMPERE. a) Segure a peça com a tenaz. b) Mergulhe a peça em óleo, movimentando-a para a saída dos gases que se formam. c) Retire do banho quando a peça estiver fria (o tempo varia de acordo com a massa da mesma).

OBSERVAJÃO: O revenido é bem feito quando as cores aparecem por igual em toda a superfície da peça.

INFORMAGÃO COMPLEMENTAR: REVENIMENTO DE UM MARTELO, DEPOIS DE UMA TÊMPERA T O T A L EM OLEO

l.a Fase
COLOQUEMARTELO a revenir no meio O de dois blocos de aço quente, de modo que a pancada e a bola não fiquem em contacto com os mesmos (fig. 6).

OBSERVA~ÁO : Proceda de modo que a coloração seja igual na bola e na pancada.

2.a Fase
ESFRIE ÓLEO, depois que a bola e a EM pancada atingirem a coloração desejada.
Fig. 6
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AJUSTADOR

BROCA HELICOIDAL (ÂNGULOS E AFIAÇÃO)

FBLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLóGICA

2711

Devido à forma especial da broca helicoidal, é pràticamente impossível medir, diretamente e com exatidáo, os ângulos c (ângulo cortante), f (ângulo de folga ou de incidência) e s (ângulo de saída ou de ataque), que influem nas condições do corte com a broca helicoidal (fig. 1). A prática indica, entretanto, algumas regras que, se observadas na afia~ão broca, da dão-lhe as melhores condições de corte.
Fig. I

CONDIÇBES PARA QUE UMA BROCA FAÇA BOM CORTE l.a) O ângulo da ponta da broca deve ser de 118O, para os trabalhos mais comuns (fig. 2). Valores especiais que a prática já consagrou : 1500, para aços duros; 1250, para aços tratados ou forjados; 100°, para o cobre e o alumínio; 900, para o ferro fundido macio e ligas leves; 600, para baquelite, fibra e madeira. 2.a) As arestas cortantes devem ter, rigorosamente, comprimentos iguais, isto é, A = = A (fig. 3). O ângulo de folga ou de incidência deve ) ter de 90 a 15O (fig. 4 .Nestas condições, dá-se melhor penetração da broca. Estando a broca corretamente afiada, a aresta da ponta faz um ângulo de 1300 com uma reta que passe pelo centro das guias (fig. 6). Quando isto acontece, o ângulo de folO ga tem o valor mais adequado, entre 9 e 150.

I

I
I

Fig. 2

Fig. 3

4.a)No caso de brocas de maiores diâmetros,
a aresta da ponta, devido ao seu tamanho, dificulta a centragem da broca e tamno bém a sua penetra~áo metal. 13 necessário, então, reduzir sua largura. Desbastam-se, para isso, os canais da broca, nas proximidades da ponta (fig. 5 e 7). Ête desbaste, feito na esmerilhadora, tem que ser muito cuidadoso, devendo-se retirar rigorosamente a mesma espessura, num e noutro canal.
Fig. 4 Fig. 5

Fig. 6

Fig. 7

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b

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7

'

AJUSTADOR
b

BROCA HELICOIDAL (ÂNGULOS E AFIAÇÃO)

FBLHA DE

TECNOL6GICA INFORMACÃO

27

I

VERIFICADOR DE WNGULOS DA BROCA
Para a verificação do ângulo da ponta, e dos comprimentos das arestas cortantes, usase o tipo de verificador da fig. 8. . ,

I

Ftg. 9

AFIAÇAO DA BROCA
A afiação se faz numa esmerilhadora,
SENDO RECOMENDÁVEL O USO DE UM DISPOSI-

ANGULAR, como mostra a fig. 9. A broca fica em contacto com a face do rebolo cilíndrico, como se vê na figura. O suporte da broca gira, impulsionado a mão, por meio do eixo E. A amplitude dêsse giro é limitada a um ângulo de cêrca de 65O.
TWO DE SUPORTE

Como o ângulo de inclinação do suporte é 590, para ângulo de ponta de l 180, resulta uma afiação correta, para o que concorre também o uso do verificador (fig. 8), à medida do desenvolvimento do trabalho. O rebolo biselado (à esquerda, na fig. 9) serve para o desbaste dos canais, a fim de reduzir a aresta da ponta da broca.

QUESTIONARIO

1) Quais são os três ângulos do corte?

2) As arestas cortantes devem ter medidas iguais ou desiguais?
3) 4) 5) 6)
Qual o melhor ângulo da ponta da broca, para os trabalhos comuns? Em que máquina se afia a broca? Com que se verifica a afiação da broca? Indique os ângulos da ponta da broca para furar: a) aço duro; b) cobre; c) fibra, baquelite e madeira; d) ferro fundido macio; e) aço forjado. 7) Quais os melhores valores do ângulo de incidência ou de folga? Por quê? 8) Qual a inclinação normal das arestas de corte em relação ao eixo? 9) Qual o ângulo da aresta da ponta com o diâmetro que passa pelas guias?

I

140

MEC

- 1965 -

15.000

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AJUSTADOR

FIXAÇAO DE PEÇAS NA FURADEIRA

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

2811

Para furar uma peça na furadeira, torna-se necessário fixá-la em posição bem determinada e de maneira estável, firme.

Um doi acessórios mais empregados para a fixação de peças na furadeira é a morsa.

MORSA DE MAQUINA
Na forma, a morsa de máquina (fig. 1) se apresenta diferente da morsa de bancada. O princípio de funcionamento é, entretanto, o mesmo. Sôbre uma base fixa, fazendo corpo com a mandíbula fixa, se desloca a mandíbula móvel, por meio de um parafuso de rôsca quadrada, em geral. A porca dêste parafuso se acha no outro bloco da base, que fica oposto à mandíbula fixa. A mandíbuia móvel é guiada no seu deslocamento. Possui um ressalto em sua parte inferior, que se encaixa em um rasgo da base. Por meio de orelhas com rasgos e parafusos com porcas, faz-se a fixação da morsa na mesa da máquina. Tôdas as máquinasferramentas possuem mesa de ferro fundido com ranhuras de seção em "T" (fig. 2). Nestas ranhuras são introduzidas as cabeças quadradas dos parafusos de fixação. Em tais condições, pode a morsa ser deslocada sobre a mesa, pelo desapêrto das porcas. Localizando-a cuidadosamente no ponto desejado, é aí firmada pelo apêrto das porcas.

Dmlh. de Ci110Craod0

Fig. 1

FIXAÇAO DIRETA
Por vêzes, não se pode ou não convém usar a morsa. Prende-se então a peça diretamente na mesa da máquina. Para isso, usam-se dispositivos variados, compreendendo calços, placas com ranhuras, parafusos e porcas, blocos em degraus, blocos em "V", etc. A fig. 3 apresenta um exemplo: montagem diretamente na mesa da furadeira para fixar um cilindro de aço a ser furado.
Placa con ronhum

.

1 ,

BBSERVAÇÃO IMPORTANTE Não é aconselhável o mecânico firmar a peça com a mão, para ser furada, salvo se a broca é fina e a forma da peça permite segurá-la e apoiá-la com firmeza. De outra maMEC

neira,

SÒMENTE SE FURA UMA PEÇA QUANDO FIXADA,
OU NA

ELA SE ACHA FIRMEMENTE

MORSA, OU DIRETAMENTE NA MESA.

l

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AJUSTADOR

FIXAÇÃO DE PEÇAS NA FURADEIRA

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA

28/2

Com a face e m "V" para frente.

C o m a face plana para frente.

Fig. 4 - Morsa de rr~andíbulareversivel.

Fig. 5

- Xorsa reforçada para trabalhos pesados:
Eixo do articulador

O deslocamento da mandíbula móvel, nos casos das morsas das figuras 4 e 5, se faz por meio de uma chave que se encaixa na esPiga de seção quadrada do parafuso.

-

-

w

\Base fixo

Pig. 6 - Morsa universal.

A morsa universal, do tipo apresentado
na figura 6, permite a fixação da peça em posições inclinadas. Para isso, possui um corpo basculante em torno de um eixo e duas hastes articuladoras, com borboletas, para fixar a peça na posição desejada.

O calço regulável de apêrto (fig. 7) é usado, de preferência, na fixação de peças muito grandes que não cabem entre as mandíbulas de morsas comuns. A peça é apertada entre a mandíbula móvel e um encosto montado na mesa da máquina. Podem ser utilizadas também dois calços dêste tipo, fixadas à mesa.

Fig. 7 - Calço regulável de apêrto.

1) Como deve ser prêsa a peça a ser furada?

2) Quais os meios de fixação direta da peça na mesa da furadeira?
3) Para que serve a morsa, como acessório da furadeira?

4) Quais as diferenças entre a morsa de máquina e a morsa de bancada?

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AJUSTADOR

A TEMPERA DO AÇO

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOL661CA

2911

FASES DA OPERAÇÃO 1.O) AQUECIMENTO lento e uniforme até que o aço adquira por completo a temperatura de têmpera (aproximadamente 50° acima do ponto de transformação). De Aços meio-duros (0,4 a 0,6 Aços duros (0,6 a 0,8 um modo geral, como exemplo, a temperatura de têmpera pode atingir aproximadamente os valores a seguir:

%

de carbono): 750° 735O

de carbono):

Aços extra-duros (0,8 a 1,5 % de carbono): 720° 2.O) MANUTENÇÃO DA TEMPERATURA DE TÊMPERA - Entre o momento em que o PIRBMETRO (aparelho indicador da temperatura do forno) mostra a temperatura da têmpera e o momento em que a peça se torna totalmente aquecida, passam alguns minutos. Deve-se manter a peça no forno, portanto, mais algum tempo: cêrca de 3 minutos para peças delgadas e 10 minutos para peças pesadas.

+ + +

50° 50° 50°

= = =

800° C 785O C 770° C

3.O) RESFRIAMENTO - Passa-se a peça o mais ràpidamente possível do fogo para o banho de resfriamento. Deixa-se que se resfrie ràpidamente até cêrca de 400° C. A partir daí, a temperatura deve baixar lentamente. O resfriamento, assim em duas fases, diminui as possibilidades de deformação da peça e de ocorrência de fendas ou fissuras na massa do aço, devido às tensões internas.

TEMPERATURAS E CBRES DE AQUECIMENTO 1.O) Os técnicos ou operários de grande experiência avaliam as temperaturas, com grande aproximação, por meio das cores caCastanho escuro Castanho avermelhado Vermelho escuro 520° C racterísticas por que passa a superfície da peça. Eis uma tabela:

- 580° C Vermelho cereja escuro 580° C - 650° C Vermelho cereja
650° C

- 750° C

Vermelho cereja claro

- 780°C 780° - 800° C 800° - 8.30' C
750'

Êsse método de avaliação pelas cores, ainda que muito usado, conduz a erros até 150° C aproximadamente, pois depende de apreciações pessoais pouco rigorosas. Não é aconselhável em têmperas de responsabilidade, das quais devam resultar propriedades muito especiais do aço. 2.O) A determinação precisa das tem-

peraturas exige um aparelho de medida sensível e delicado, que se denomina PIRBMETRO. Os tipos usuais são: a) b) c) d) pirômetro termoelétrico; pirômetro 6tico; pirômetro de dilatação; cones fusíveis.

MEíOS IjE AQUECIMEN,*õ

-F

:NOS DE TRATAMENTO TÉRMICO

1) Para trabalhos comuns de tratamento térmico (ferramentas manuais), realiza-se o aquecimento na forja, com carvão ligeiramente umedecido e envolvendo bem a peça (fig. 1). 2) Ainda em trabalhos comuns, usa-se o aquecimento, por vêzes, por meio do maçarico de oxiacetileno.
Fig. 1
MEC

- Aquecimento

na forja.
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AI "STADOR

A TZMPERA DO AÇO

F6LHA D5 INFORMAÇnO TECNOL6GICA

2912

I

-

-

Fig. 2 - Aquecimento no forno a óleo.

Fig. 3 - Aquecimento no forno elttrico.

3) Em trabalhos de responsabilidade, utilizam-se os fornos a óleo (fig. 2), ou a gás (do mesmo tipo), ou ainda os fornos elétricos (fig. 3). 4) Também em têmperas de responsa-

bilidade, usam-se líquidos em elevada temperatura: sais químicos (cloretos e nitratos); chumbo em fusão; óleos minerais. As peças são mergulhadas totalmente nesses banhos, durante o tempo necessário.

MEIOS DE RESFRIAMENTO
Os fluidos usados na têmpera têm a finalidade de provocar o resfriamento rápido das pegas, das quais êles retiram O calor. São usados, em geral, um dos seguintes banhos de têmpera: 1) água, com temperatura de 15 a 20° C (água fria). Produz a chamada TÊMPERA SRCA, que endurece bem o aço, sendo rápido o resfriamento; 2) solução de água e soda ou cloreto de sódio. Produz a chamada TÊMPERA MUITO SECA; 3) óleos vegetais e minerais. Produz têmpera mais suave, sendo lento o resfriaaos dois primeiros fluidos mente em citados;

4) corrente de ar frio, para fraca velocidade de têmpera. É usada na têmpera de aços rápidos;
5) banhos de sais químicos ou de chumbo fundido, OU de zinco fundido. São também usados para a têmpera de aços rápidos.

1) Quai's são os meios de aquecimento para tratamento térmico?

2) Indique as particularidades das fases da operação de têmpera do aço.
3) Quais as temperaturas de têmpera? Quais os meios de resfriamento?

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AJUSTADOR

REVENIMENTO DO AÇO

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

3011

O revenimento do ajo tem a importante finalidade de anular pràticamente a hagilidade que resulta da têmpera do metal, à cus-

ta de pequena diminuição da dureza. Assim, pois, o revenimento é um tratamento térmico que só se aplica ao aço temperado.

NOÇÃO DO FENOMENO DO REVENIMENTO Devido ao resfriamento rápido, a têmpera produz tensões internas, que tornam o aço muito frágil. ~ e a ~ u e c e n d o -o e s aço, após a têmpera, até que uma gota d'água borbulhe na superfície do aço (ou seja, até cêrca de 100°), êsse reaquecimento apenas alivia as tensões internas. A partir daí, prosseguindo-se no aquecimento, dá-se gradualmente diminuição da dureza e diminuição da fragilidade. Nos aços de boa têmpera, sobretudo os destinados a ferramentas de corte (com 0,7 % ou mais de carbono), as experiências demonstram que reaquecendo-se após a têmpera, entre 200° e 325O, isto é, révenindo-se, pràticamente se anula a fragilidade (o aço fica com alta resiliência). Continua entretanto muito satisfatória a dureza, apesar de inferior à da têmpera. Conforme, pois, as instruções do fabricante do aço, em certa temperatura da faixa acima indicada (200° a 325O), faz-se cessar o aquecimento, mergulhando-se a peça na água ou no óleo ou expondo-a naturalmente ao ar.

AQUECIMENTO DO AÇO PARA O REVENIMENTO Em instalaçoes industriais importantes, faz-se o aquecimento em fornos a gás, em fornos elétricos ou em banhos de óleo aquecido ou ainda em banhos de sais minerais, ou chumbo em fusão. O controle da temperatura se faz por meio de pirômetros. Comumente, na oficina mecânica, para as ferramentas manuais comuns, usa-se um dos processos indicados nas figuras 1 e 2. AO REVENIMENTOCALOR DA FORJA (fig. 1). A ferramenta, após a têmpera, é exposta acima do fogo da forja, recebendo o calor por irradiação. Como o controle da temperatura é visual (pelas côres do revenimento), tal processo sujeita o mecânico a erros, pois as fumaças de carvão, que se desprendem, dificultam apreciar a coloração adequada ao revenimento. , , REVENIMENTO CALOR DE U M BLOCO AO DE A ~ O AQUECIDO (fig. 2). É êste o processo mais aconselhável nos trabalhos usuais da oficina. Um bloco volumoso de aço de baixo teor é aquecido ao vermelho. A ferramenta temperada, e polida na. parte a ser revenida, é exposta, nessa região, ao forte calor que se irradia do bloco. A £erramenta vai sendo progressivamente aquecida até surgir a coloração que indique o momento de revenir. OBSERVA~ÁO: Tratando-se de peças mais espêssas, deve-se apoiá-las diretamente no bloco aquecido.

Fig. 1

Fig. 2

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1

AJUSTADOR

REVENIMENTO DO AÇO

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

30/2
I

CORES DO REVENIMENTO Se uma barra temperada for bem polida e depois submetida ao calor, nota-se que adquire sucessivamente diversas côres, à medida que aumenta a temperatura. São as chamadas côres do revenimento. Resultam das diferentes camadas de óxido que se vão formando em virtude do aquecimento. As cores do revenimento são úteis para indicar as temperaturas aproximadas, à simples vista, quando o operário ou o técnico adquire bastante prática. Eis a tabela das cores.

Amarelo claro Amarelo palha Amarelo Amarelo escuro Amarelo de ouro Castanho claro Castanho avermelhado Violeta Azul escuro Azul marinho Azul claro Azul acinzentado

210° C 320° C 230° C 240° C 2500 C 260° C 270° C 280° C 290° C 300° C 310° C 320° C

MANUTENÇÃO DA TEMPERATURA DO REVENIMENTO Como no caso da têmpera, uma vez atingida a temperatura desejada (acusada pelo pirômetro ou pela cor), mantém-se a peça ao calor por alguns momentos, de modo a permitir que o grau de aquecimento se torne uniforme na peça.

RESFRIAMENTO Alcançada a temperatura adequada, fazse cessar a exposição ao calor e, em geral, se deixa a peça resfriar-se naturalmente ao ar. É êste um meio de resfriamento lento, que evita a criação de tensões internas. A velocidade de resfriamento não influi no revenimento. Deve-se, entretanto, sempre que possível, em peças de responsabilidade, evitar o resfriamento rápido, que poderá causar fissuras ou fendas. Usam-se, além do ar, outros meios de resfriamento tais como a água e o óleo.

QUESTIONÁRIO 1) 2) 3) 4) 5) 6) Por que não convém o revenirnento com aquecimento na forja? Qual a finalidade do revenimento? Aplica-se ao aço doce? Por quê? Quais os dois processos comuns de aquecimento para revenir? Explique-os. Como se resfria a peça no revenimento? Quais os limites de temperatura para o revenimento? Cite as cores e as respectivas temperaturas mais usuais no revenimento.

2

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FLUIDOS DE CORTE

FOLHA DE INFORMACÀO TECNOLÓGICA

3111

A usinagem de qualquer metal produz sempre calor, o qual resulta da ruptura do material pela ação da ferramenta e do atrito constante entre os cavacos arrancados e a superfície da mesma (£ig. l). O calor assim produzido apresenta dois inconvenientes: 1.0) aumenta a temperatura da parte temperada da ferramenta, o que pode alterar suas propriedades;

Para evitar êstes inconvenientes, utilizam-se, nas oficinas mecânicas, os Fluidos de Corte.

2.0) aumenta a temperatura da peça, provocando dilatação, erros de medidas, deformações, etc. FLUIDOS DE CORTE Os fluidos de corte geralmente empregados são: 1) Fluidos Refrigerantes; 2) Fluidos Lubrificantes; 3) Fluidos Refrigerantes-Lubrif icantes. 1) Fluidos refrigerantes - Usam-se, de preferência, como fluidos refrigerantes: a) ar insuflado ou ar comprimido, mais usado nos trabalhos de rebolos; b) água pura ou misturada com sabão comum, mais usadas na afiaçáo de ferramentas, nas esmerilhadoras. Não é recomendável o uso de água, como refrigerante, nas máquinas-ferramentas, por causa da oxidação das peças. . 2) Fluidos lubrificantes - Os mais empregados são os óleos. São aplicados, geralmente, quando se deseja dar passes pesados e profundos, nos quais a ação da ferramenta contra a peça produz calor, por motivo da deformação e do atrito da apara (cavaco) sôbre a ferramenta.

Fig. 1 (ampliada).

Função refrigerante
Como o calor passa de uma substância mais quente para outra mais fria, êle é absorvido pelo fluido (fig. 3). Por esta razão, o óleo deve fluir constantemente sôbre o corte. Se fôr usado em quantidade e velocidade adequadas, O calor será eliminado quase imediatamente e as temperaturas da ferramenta e da peça serão mantidas em níveis razoáveis.
I

Fig., 2 (ampliada).

Função lubrificante
Durante o corte, o óleo forma uma película entre a ferramenta e o material, impedindo quase totalmente o confácto direto entre os mesmos (fig. 2).

Função anti-soldante
Algum contacto, de metal com metal, sempre existe em áreas reduzidas. Em vista da alta temperatura nestas áreas, as partículas de metal podem soldar-se à peça ou à ferramenta, prejudicando o seu corte. Para avitar isto, adicionam-se, ao fluido, enxofre, cloro ou outros produtos químicos.

-

- -

Fig. 3 (ampliada).

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AJUSTADOR
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FLUIDOS DE CORTE

FOLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

31 /2

3) Fluidos refrigerantes-lubrificantes - Rstes fluidos são, ao mesmo tempo, lubrificantes e refrigerantes, agindo, porém, muito mais como refrigerantes, em vista de conterem grande proporqáo de água. São usados, de preferência, em trabalhos leves. 0 fluido mais utilizado é uma mistura, de aspecto leitoso, contendo Agua (como re-

frigerante) e 5 a 10 Oj, de Óleo Solúvel (como lubrificante). O uso dos fluidos de corte, na usinagem dos metais, concorre para maior produ$20, melhor acabamento e maior conservaqão da ferramenta e da mhquina. A seguir, figura uma tabela, que contém 0s fluidos de corte recomendados de do com o trabalho a ser executado.

TIPO
iATERInb A TRABALBtln

DE

TRABALHO
-o ponta

Tornear F u r a r
1
2

Fresar
2
3

nar
2 3 3 3 1
7

BOSCAR c, machos dé i e r r . on'tsrraxa 2 8 3 9 3 4
6 9

Aço a o carbono 0.18 a 0,30%C Rt- 50 kg/mm2 Aço ao carbono 0.30 a 0,60%C - A o s - l i g a Rt= 90 k g / p Aço ao carbono acima de 0,60%C -A o s - l i g a Rt- 90 kg/mm

2

1 O 10
1 O

8
8

P

3
3

3
3

8

3

8

Aços i n o x i d á v e i s Ferro fundido
-

3
1 5

3 13 1
7

3
1

12 10
1 1 1 1 1 1

7
8

Aluminio e s u a s l i g a s Bronze e l a t ã o Cobre

7 1 2

7
2 2

7
1 8 4

7

2
7

1 2

8

I

7

1 2
3
4

Aseco k u a com 5% de Óleo s o l ú v e l Água com 8% de Óleo s o l ú v e l b l e o m i n e r a l com 1 2 % de gordura animal Querosene 12

5
6
7
i

Gordura animal com 30% de a l v a i a d e 1 3 Querosene com 30% de Óleo m i n e r a l

2iade,

Oleo minera1,com 1% de e n x o f r e em po 61eo m i n e r a l com 5% de e n x o f r e em Agua,c/l% de c a r b o n a t o de s ó d i o , 1% de borax e 0.5% de o l e o m i n e r a l Á a com 1% c a r b o n a t o de s ó d i o e de l$de b á r a r Água com 1 $ ~ c a r b o n a t o de s ó d i o e de 0.5% de Óleo m i n e r a l u a r r a z , 40% ~ n x Ô f r e , 30% Ai30%

-

-

QUESTIONARIO 1) Quais são as duas propriedades características do óleo de corte?

2) Cite as três classes de fluido de corte.
3) Para que servem os fluidos de corte?

4) Qual o fluido de corte recomendado pela tabela para tornear alumínio?
148
MtL

.,..... - .-,- IYO5

.-e--

I3.UUU

L..

.

.

DETALHE I
ESCALA 10:l

Qualidade:

AJUSTADOR

APLAINAR ESTRIAS

FOLHA DE oPERA@Áo

1912

5." Fase DETERMINE NÚMERO DE DIVIS~ES, de O que se deve deslocar a mesa, para obter o passo da estria (fig. 4).
6." Fase
A LIGUE MÁQUINA.

Consulte a tabela e determine a velocidade de corte.

7 .a Fase
APROXIME FERRAMENTA A tamente, até riscá-la.
DA PESA,

len-

Fig. 4

Tome referência, no anel graduado, do movimento vertical da ferramenta.

8." Fase
PAREA MÁQUINA, levante a ferramenta e desloque a mesa de um valor correspondente a 10 passos da estria.
9." Fase
MÁQUINA LIGUE-A
F,

FAÇA NOVO RISCO.

10." Fase com PAREA MÁQUINA E VERIFIQUE, escala ou paquímetro, se a distância entre os riscos corresponde a dez passos (fig. 5). Não estando certo, redetermine o número de divisões, de que se deve deslocar a mesa, e faça novos ensaios, até conseguir o passo desejado.

12." Fase
11." Fase
A LOCALIZE primeiro sulco.

FERRAMENTA

para abrir o

Determine o número de divisões de que se deve aprofundar a ferramenta, para obter a profundidade desejada.

DÊ os PASSES NECESSARIOS, até atingir a profundidade. a) Ligue a máquina. b) Avance, verticalmente, a ferramenta todas as vêzes que, ao terminar o movimento de ida e volta, ela se encontrar na posição indicada na figura 3, até atingir a profundidade desejada.

152

MEC - 1965 - 15.00

I
AJUSTADOR
APLAINAR ESTRIAS

F6LHA DE OPERAÇÃO

1913

OBSERVA~ÃO: Consulte a tabela para verificar de quantas divisões se deve aprofundar a ferramenta para cada passe.

13 .a Fase PARE MÁQUINA E SUBA A FERRAMENTA A até o ponto do primeiro passe.
Fiç. 6

14." Fase DESLOQUEMESA do número de diviA sões correspondentes ao passo da estria.

15.a Fase F A ~ A SEGUNDA ESTRIA seguindo os A mesmos passos e, assim, sucessivamente.

OBSERVA~ÃO: Se as estrias forem cruzadas, fixe a morsa no ângulo indicado e termine numa direção (fig. 6). A seguir, gire e fixe a morsa na posição conveniente e faça as novas estrias cruzadas com as primeiras (fig. 7).

NOTA: Quando as estrias podem ser feitas com um só passe e a distância entre as mesmas permitir, pode-se trabalhar com o avanço automático. Neste caso, deve-se determinar o número de dentes correspondentes ao passo e fazer a regulagem do avanço automático (fig. 8). Para passos grandes de estrias, pode-se levantar a ferramenta e deixar que o torpedo dê o número de golpes necessários sem cortar, até que a ferramenta se encontre na posição da estria imediata. Nesse momento, baixa-se a ferramenta e faz-se a estria. Êste método exige muita habilidade e atenção.

QUESTIONARIO

1) Por que a verificação do passo da estria é feita em uma distância de 10 vêzes o mesmo?

2) Como se procede para fazer estrias cruzadas?
3) Que métodos de execução podem ser adotados quando a estria pode ser aberta com um só passe?
MEC

-

1965

-

15 000
-

153

AJUSTADOR

COMO FUNCIONA A PLAINA LIMADORA (CABEÇOTE E AVANÇOS AUTOMATICOS)

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

321 1

Quanto ao funcionamento, podem-se distinguir dois tipos de plainas limadoras: 1) Plaina limadora mecânica, na qual os movimentos do cabeçote, da mesa e do PortaFerramenta são de transmissão mecânica;

2) Plaina limadora hidráulica, na qual o Motor elétrico aciona uma Bomba a óleo que, por meio de diversos comandos e válvulas, produz os movimentos principais. Será estudada nesta fôlha apenas a plaina limadora mecânica.

MECANISMO DO MOVIMENTO DO CABEÇOTE

Fig. 2 - Volante.

Fig. 1

Fig. 3 - Balancim.

O movimento rotativo do motor elétrico (transmitido através da caixa de mudança de velocidade) é transformado em movimento retilineo alternativo ("vaivém") do cabeçote, por meio de um. sistema de Biela oscilante ou Balancim (figs. 1 e 3) e de manivela instalada no Volante OU Engrenagem principal (figs. 1 e 2). O da é, a distância do pino ao centro do volante) pode ser regulado (fig. 2), de modo a ser aumentado ou diminuído o curso do cabeçote: se o pino está mais distante do centro, o curso é maior; se está mais perto, o curso do cabeçote é menor. Para isso, a chave de regulagem do curso (no outro lado da plaina) move a engrenagem cônica (fig. 2 , faz girar o para) fuso e desloca o pino.
MtC

Quando o pino descreve o arco ABC (fig. I), o balancim vai da posição P1 a P2 e arrasta o cabeçote ou torpedo, com certa velocidade é o curso atino ou de corte. Quando o pino completa a circunferência, descrevendo o arco cda, o balancim volta à posição P1, com maior velocidade, porque 0-arco cda é menor do que o arco abc, e traz, em recuo, o cabeçote: é o curso de retorno. Neste curso não ha corte, devido a um ~ i s p o s ~ t ~ v o adequado do porta-ferramenta, que é articulado e sòmente recebe pressão no avanço. A posição do golpe do cabeçote é regulada pelo mecanismo mostrado na fig. : ParaUSO, porca articulada com balancim e dispositivos de manobra: chave, engrenagem cônica e trava.
1C 9

..-- -

.-*IY03

-

.---e

I3.UUU

AJUSTADOR
I

COMO FUNCIONA A PLAINA LIMADORA (CABEÇOTE E AVANÇOS AUTOMATICOS)

FÔLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

32/2
x

MECANISMO DO MOVIMENTO DE ALIMENTAÇAQ Este mecanismo, que produz o deslocamento transversal da mesa, fica fora do corpo da plaina, o que está indicado na fig. 4. A cada retorno do cabeçote, o excêntrico (fig. 4) aciona, pela alavanca AJ a unha U Esta engrena na roda dentada R, que está montada no eixo do parafuso de avanço transversal (fig. 4)que parafuso dá uma fração de giro e arrasta a mesa, por meio de uma porca, O avanço é regulado pelo deslocamento do pino B do excêntrico, afastando-o ou aproximando-o do centro.

u
R

Fig. 4

MECANISMO DE AVANÇO VERTICAL AUTOMATICO DO PORTA-FERRAMENTA

Muitos tipos de plainas são equipados com êste mecanismo. No cabeçote, há uma alavanca de deslocamento em conexão com eixos, engrenagens cônicas e porca, que transmitem giro ao parafuso do carro porta-£erramenta (fig. 5). Na guia da plaina está instalado um batente. No curso de volta do cabeçote, a alavanca entra em contato com o batente, dá uma fração de giro no seu eixo, resultando o avanço do carro porta-ferramenta. A amplitude do avanço é regulada pelo seletor.
156

Paro fuso

do carro

Fig. 5

MEC

- 1965 - 15000

FBLHA DE

AJUSTADOR

OS ANÉIS GRADUADOS DA PLAINA LIMADORA

;;;~~y:$,:p~

3311

Há, na plaina limadora, em geral, dois Anéis graduados, também denominados Colares micrométricos: um funciona ligado ao parafuso de movimento do carro porta-ferramenta; outro, ao parafuso de movimento transversal da mesa. Ambos obedecem ao mesmo cada divisão do anel corresponde ao desloca-

mento de uma £ração determinada (1/ 10 mm, por exemplo) do passo do parafuso. Dessa forma, por meio do anel graduado, pode-se fixar antecipadamente ou uma profundidade de passe (no carro porta-ferramenta) ou um avanço transversal da peça (no carro suporte da mesa).

ANEL GRADUADO DO CARRO PORTA-FERRAMENTA
É muito comum, nas plainas nacionais, a graduação de 40 divisões iguais no anel, correspondendo a um passo de 4 mm do parafuso do carro (figs. 1 e 2). Quando se desloca apenas uma divisão do anel, em relação a um traso de referência, resulta, então, como medida v do avanço vertical da ferramenta:

v=

4 mm 4 --40 divisões - 40 1 -- = 0,l mm - 10

Fig. 1

Fig. 2

Como exemplo, suponha-se que é necessário dar um passe de 1,5 mm de profundidade na peça. Manobra-se a manivela e encosta-se a ponta da ferramenta na face superior da peça (fig. 3). Ajusta-se o anel graduado no "zero" e aperta-se o parafuso de fixação.
Fig. 3

I
I

da

Fig. 4

Desloca-se a mesa e gira-se novamente a manivela até que o traço "15" do anel coincida com o traço de referência (fig. 4). O passe é de 1,s mm, pois a ponta da ferramenta baixou de 15 divisões X 0,1 mm = 1,5 mm. Outro exemplo: se fosse necessário dar um passe de 2 mm, far-se-ia a coincidência do traço "20" com a referência, pois: 20 divisões X 0,l mm = 2 mm. Nas plainas com graduações em polegadas (norte-americanas e inglêsas) encontra-se, por exemplo, o anel graduado com 250 divisões (fig. 5) e o parafuso do carro com 4 fios por polegada. Então, profundidade de passe correspondente a Fig. 5 u m a divisão do anel graduado será: 114 polegadas 114

1

1

1

- 0,001''

-

AJUSTADOR
L

OS ANÉIS GRADUADOS DA PLAINA LIMADORA

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

3312

ANEL GRADUADO DO CARRO SUPORTE DA MESA Nas plainas nacionais há, por exemplo, a graduação de 50 divisões iguais (fig. 6), correspondendo a um passo de 5 mm do parafuso de movimento transversal da mesa. Deslocando-se sòmente uma divisão do anel, a partir do traço de re£erência, ter-se-á como medida do avanço lateral 1 da mesa:
1=
Cacr&w
ab mesa

5 mm 5 1 - 0,l mm 50 divisões - 50 - 10
v -

Exemplos: 1) Deseja-se um avanço transversal da mesa de 2,6 mm. Coloca-se o "zero" do anel na referência, aperta-se o anel, movendo-se em seguida a manivela do avanço lateral até o "26". Tem-se, de fato: 26 divisões X 0,l mm = 2,6 mm, que é o deslocamento desejado da mesa. 2) Deseja-se um avanço transversal da mesa de 3,5 mm. Gira-se a manivela até que a referência coincida com o traço "35", porque: 35 divisões X 0,l mm = 3,5 mm. Nas plainas norte-americanas e inglêsas (graduações em polegadas), pode-se encontrar, por exemplo, o anel graduado com 200 divisões (fig. 7) e o parafuso do movimento transversal com 5 fios por 1". O avanço lateral correspondente a uma divisão do anel graduado será então:

1/ 5 polegada 1/ 5 200 divisões - 200 -

5

x

Fig. 7

158

MEC

- 1965 - 15.000

AJUSTADOR

GRAMINHO DE AJUSTADOR

TAREFA 10

114

o*
IXI

-

50

-

.-.

Escala 1:1

Tempo previsto: Qualidade: Tempo gasto:

N.O

ORDEM DE EXECUÇAO

FERRAMENTAS

1

Aplaine nas medidas de 60 x 50 x 17. F I L - 3411 - 3412 - J5/1

- 3512.

.

2
3

Aplaine os rebaixos. Fure conforme o desenho e passe os machos.

FO - 20/1 - 20/2 - FIT - 3611 - 3612 - 5711 - 3712 - 9811 3812 - 3911 - 3912.
4

-

Lime os chanfros de 1 X 1, dê acabamento geral e quebre os cantos vivos da face inferior. F I T - 4011 - 4012.

Ferramentas de desbastar R alisar, Esquadro, Graminho, . Punção de bico, Martelo, Compasso de pontas, Brocas helicoidais, Machos, Limas murças chata e redonda, Desandador para machos, Paquímetro.

1
N.O

1
Quant.

Base Denominações e Observações

Da Ref. FT 3 Material e Dimensões

Peça

I
I

-

A1UITADOR

GRAMINHO DE AJUSTADOR,

TAREFA 10

214

-

I

Tempo previsto: Qualidade: Tempo gasto:

PEÇA

N.O

IRDEM DE EXECUÇAQ

FERRAMENTAS

2

1

Faça a rosca. FO - 2111 - 2' '".

3

2
3
4

Lime nas medidas de 26

x

16.X 14 e faça os chanfros 2 X 2.

Marque, fure e passe machos. Marque e faça o rasgo.

Limas chatas bastardas e murças, Brocas helicoidais, Machos, Cossinetes, Desandadores para machos e cossinetes, Chave de fenda, Martelo, Punção de bico, Escala, Graminho, Compassos de pontas e de centrar, Paquímetro, Esquadro, Arco de serra.

.

3
2
N.O

1
1
Quant.

Cursor Haste (recebe torneado) Denominações e Observa@es

Aço 0,4 a 0,6 Aço tref. 0,18

%C

- O

314" x 28
318" x 165

a 0,30

% C -O

Material e Dimensões
MEC - 1965

Peça

--

15.000

Qualidade:

Tempo previsto: Tempo gasto:

PEÇA N.O

ORDEM DE EXECUÇÃO

FERRAMENTAS

1

Faça uma das pontas no rebolo.
I

2212 - 42
Limas chatas bastarda e

ZIECAUÇÃO: Use óculos ou máscara de proteção.

4

2
3

Curve, obedecendo ao desenho. Faça a outra ponta, obedecendo ao comprimento. Tempere as pontas e faça o revenimento.
I

1

4
I

5
6

5
6
I

Faça a rosca Lime nas medidas de 8 X 14 X 22. Faça os furos.
1

7
8

murça, Punção de bico, Brocas helicoidais, Arco de serra, Tenaz, Macête, Martelo, Machos, Cossinetes, Desandadores para machos e cossinetes, Escala, Paquímetro, Esquadro, Graminho, Compasso de pontas, Gabarito.

Lime as superfícies convexas. Faça o rasgo.

9

6 5 4
N.O

1

Suporte da agulha Parafuso (recebe torneado) Agulha Denorninacões e Observações

Aco 0,18 a 0,30 % C Aço 0,18 a 0,30 % C

O

318" x 518" x 25 718" x 50 1/8" X 160

1
1

-O

Aço 0,4 a 0,6 % C - O

Quant. Pega

Material e Dimensões

MEC

1

-

1965

-

I
15.000

I

161

I

Escala 1:1

Te~npo previsto: Tempo gasto:

N.O

ORDEM DE EXECUÇÃO

FERRAMENTAS

1

Ajuste as peqas.

2
3

Dê acabamento geral. FIT - 41 / 1 - 41 12.
Faça a montagem.

Lima chata murça.

N.O

1
Quant.

Montagem Denominações e Observações

Da Ref. FT 10 (1/4, 2/4 e 3/41 Material e Dimensões
MEC - 1965 - 15 000

Peça

162

AJUSTADOR

AFIAR FERRAMENTA MANUAL COMUM

FOLHA DE OPERAÇÁO

2011

A afiação de ferramentas de. uso corrente, tais como talhadeiras, riscadores, punções, pontas de compassos, etc., deve ser feita sempre que necessário, para a obtenção de um bom resultado no serviço a executar. Todos os trabalhos executados com rebolos implicam na necessidade de proteger os olhos.

.

FASES DE EXECUGÃO

1." Fase

3." Fase
FERRAMENTA EM

SEGUREA

posição de

afiar (Veja figs. 1, 4, 5 e 6).

da ferramenta com verificador ou transferidor (figs. 2 e 3).
VERIFIQUE O ÂNGULO

a) O ponto de contato deverá ficar acima do centro do rebolo. b) Segure a ferramenta com firmeza e aproxime-a do rebolo cuidadosamente.

2.a Fase
e .movimente a ferramenta no sentido das setas indicadas nas figuras, mantendo-a na inclinação.
LEVE PRESSÃO

Os ângulos de ferramentas, tais como compassos e riscador, geralmente, não são verificados com instrumentos, pois uma pequena diferença no seu valor tem pouca influência no trabalho a ser executado com as mesmas.

FASA UMA

Evite que a ferramenta se aqueqa muito, esfriando em água, se necessário.

Cuidado com as pontas das ferramentas depois de afiadas.
Zig. 1 - Afiação do punção de bico.

I

Fig. 2

Fig. 3

MEC - 1965

- 15.000

AJUSTADOR

AFIAR FERRAMENTA MANUAL COMUM

FBLHA DE OPERACÃO

2012
-

1

Fig. 4 - Afiação da talhadeira.

I

Fig. 5 Afiação do riscador. A ponta do riscador deve tocar .de leve n o rebôlo.

Fig. 6 Afiação da ponta de compasso. Sò,mente a parte e x t e r n . ~da ponta é que deve tocar o rebÔ1.o.

QUESTIONARIO
1) Por que as ferramentas de corte ou de tragagern devem estar sernpre bem afiadas?

2) Por que se deve fazer pouca pressão contra o rebôlo, quando se
I

I

afiam ferramentas?
3) Por que se deve proteger a vista quando se trabalha no esmeril?

I

4) Por que se afiam as pontas do compasso sòmente no lado de fora?

164
I

MEC - 1965

- 15.000

AJUSTADOR

ROSCAR COM MACHOS NA MORSA

FBLHA DE OPERAÇÃO

2111

Na junção de peças de máquinas é muito utilizado o sistema porca-parafuso. As porcas, isto é, os furos roscados são muitas vêzes feitos com machos.
ROscar com

é, portanto, uma

operação que quência.

O

ajustador faz com muita fre-

Os furos roscados têm dimensões variadas e o tipo de rosca pode ser à direita ou à esquerda. O perfil do filête também pode variar: por exemplo, triangular, trapezoidal, etc. A forma e a dimensão da rosca dependem da função que a peça vai desempenhar no conjunto.

FASES DE EXECUÇÃO

1.a Fase COLOQUE PRIMEIRO MACHO NO FURO O e inicie a rosca, dando umas três voltas.

4.a Fase

TERMINE A ROSCA, passando o segundo e o terceiro machos.

OBSERVA~ÃO: Use desandador adequado ao tamanho do macho. 2.a Fase
A VERIFIQUE PERPENDICULARIDADE macho (fig. 1) e, se necessário, corrija.

O B S E R V A:~ ~ E S a) AO passar êSteS machos, não é necessário girar o desandador em sentido contrário.

do

3 .a Fase

TERMINE DE PASSAR
*

O

primeiro macho.

OBSERVA~~ES: a) Consulte a tabela e use um fluido de corte adequado ao material.
Fig. 1

b) Sendo grande a resistência encontrada, gire o macho ligeiramente em sentido contrário, a fim de quebrar o cavaco (fig. 2).
c) Para roscas direitas, o corte é feito girando-se o desandador no sentido dos ponteiros do relógio.
Fig. 2

MEC

- 1965 - 15.000

AJUSTADOR
r

ROSCAR COM MACHOS NA MORSA

FGLHA DE OPERAÇÁO

2112

b) Para roscas de pequenos diâmetros, devese movimentar o desandador com as pontas dos dedos (fig. 3). Neste caso é muito importante observar o tamanho do desandador, pois, não sendo o mesmo proporcional ao diâmetro do macho, êste poderá vir a quebrar-se. c) Gire o desandador com mais cuidado em furo não passante (fig. 4), a fim de que, no caso de atingir o fundo do mesmo, o macho não se quebre. 5.a Fase

Fig. 3

FAÇAO CONTROLE DA ROSCA com o calibrador (fig. 5) ou com um parafuso (fig. 6). O calibrador é utilizado na verificação de rôscas de precisão para ajustes de peças.

Fig. 5

Fig. 6

I ) Onde são empregados furos roscados?

2) Como se verifica se o macho está penetrando no furo em posição
correta?
3) Por que se gira, ligeiramente, o macho em sentido contrário, à medida que êle vai penetrando no furo?

4) Por que se deve ter mais cuidado quando o macho se aproxima do fundo do furo?

5) O tamanho do desandador depende do tamanho do macho? Por quê?

166

MEC

- 1965

- 15.000

AJUSTADOR
I

ROSCAR COM COSSINETE N A MORSA

FaLHA DE OPERAÇÁO

2211

Os eixos roscados, parafusos, estojos, etc. são geralmente executados em tornos ou em máquinas especiais. Há, entretanto, alguns casos em montagens de aparelhos e máquinas,

em que o mecânico executa essas peças ou as repara manualmente, com cossinete. O modo de executar roscas com cossinete varia, conforme o mesmo seja inteiriço ou bipartido.

Cossinete inteiriço.

Tarraxa.

Cossinete bipartido.

FASES DE EXECUÇÃO

T - ROSCAR COM COSSINETE INTEIRIÇO
l.a Fase PRENDA MATERIAL na morsa, usando O mordente apropriado (fig. 1). OBSERVAÇÃO: Caso o material não esteja chanfrado, chanfre-o com lima (fig. 2) ou no esmeril, a fim de facilitar o início da rosca. O diâmetro d do chanfro (fig. 3) deverá permitir que o cossinete penetre um pouco no eixo.

Fig. 1

Fig. 2

Fig. 3

.At-P

.m,-

.. -.a

-

--

i

AJUSTADOR

I

ROSCAR COM COSSINETE NA MORSA

FBLHA DE OPERAÇÁO

2212

I

2.a Fase
COLOQUE O COSSINETE NO DESANDADOR

e prenda-o por meio dos parafusos de regulagem (fig. 4).
3 .a Fase

INICIE ROSCA, girando o desandador A (fig. 5).

Exerça pressão uniforme nos dois braços, a fim de manter o cossinete perpendicular ao eixo que está sendo roscado. Para roscas direitas, o corte é feito girando-se o desandador no sentido dos ponteiros do relógio.
Fig. 5

4.a Fase

CONTINUE E X E C U ~ Ã ODA ROSCA; senA do grande a resistência encontrada, gire o desandador ligeiramente em sentido contrário, a fim de.quebrar o cavaco.

Use um fluido de corte adequado ao material (fig. 6).
Fig. 6

5.a Fase
CONTROLE COMPRIMENTO DA ROSCA O com escala ou paquímetro (fig. 7).
6.a Fase

TERMINE O PRIMEIRO
tarraxa.

PASSE

e retire a

Retire o cossinete cautelosamente e tome cuidado para não ferir a mão em cavacos ou rebarbas.
Fig. 7
68
MEC

- 1965 - 15.0

AJUSTADOR

ROSCAR COM COSSINETE NA MORSA

FaLHA DE OPERAÇAO

2213

7 .a Fase
ROSCA com o calibrador (fig. 8) ou com porca-calibre (fig. 9).
VERIFIQUE A

Fase
CA,

REGULE COSSINETE O se necessário.

E TERMINE A ROS-

I

V

Fig. 8

Fig. 9

I1 1.a Fase
PRENDA A
PESA.

-

ROSCAR COM COSSINETE BIPARTIDO

2.a Fase
COLOQUE OS COSSINETES e aperte contra o corpo a ser roscado (fig. 10).

3.a Fase

Fig. 10

INICIEA ROSCA e continue até o comprimento desejado.
4." Fase

5.a Fase
VERIFIQUE OBSERVAÇÁO :

e termine a rosca.

VOLTEOS COSSINETES ATÉ O início da rosca e dê novos passes, apertando o parafuso de regulagem.

A execução de rosca com êste tipo de cossinete facilita o esquadrejamento, porém é mais demorada que a feita com cossinete inteiriço.

QUESTIONARIO

1) Para que serve o chanfro?

2) Como se consegue o esquadrejamento da rosca com cossinete inteiriqo?
3) Por que não se marca o comprimento e sim verifica-se com escala ou paquímetro?
4) Por que se deve dar vários passes quando se usa cossinete bipar-

tido?
- -167

MEC

>

-

1965

- 15.000

-

1

AJUSTADOR ,

RECOMENDAÇGES SOBRE O TRABALHO NA PLAINA LIMADORA

FBLHA DE INFORMASAO TECNOLÓGICA

34,

,

Manivela de movtrnuifo
posses v e r t i c a i s

h v o regulodoío &

pos&oõ

do golpe do c a b e ~ f c
Chove fixadom de powigoõ

Cwred+@a C& abarEIcumen)e

des/ocomonfc,

lohrol do mesa

1) Conserve a plaina limpa e bem lubrificada.

2) Empregue a chave ou a manivela adequada. Quando não estiver em uso, guarde-a em lugar próprio.

5) Assegure-se de que não há cavacos nas superfícies de assentamento ou de fixaçáo da morsa, dos calços e da peça.
6) Remova cuidadosamente as rebarbas resultantes de aplainamento anterior, a fim de evitar defeitos no assentamento e na fixação da peça.

3) A mandíbula de morsa defeituosa, arranhada ou amassada é prejudicial. O mecânico verdadeiro é cuidadoso. Na fixação de material grosseiro (em barras, peças fundidas ou forjadas) use latão, cobre ou papelão para proteger as mandíbulas.

7) Escolha a ferramenta apropriada, esmerilhando-a e afiando-a na pedra. O profissional é frequentemente julgado pelas ferramentas que usa.
8) Para assentar a peça, empregue um macête de material macio (metal). Nunca use uma chave da plaina.

4) 0 s calços de fixação e a ~ ê r t o devem ser mantidos limpos, sem rebarbas, sem empenos, com faces paralelas e esquadrejadas. Examine-os antes de usá-los. Esteja certo de que, pelo menos, se acham limpos e sem rebarbas. Não martele com uma peça grosseira ou áspera sobre um calco de fixação.
MEC

9) Não martele a peça enèrgicamente com o macête. Bata-o levemente na peça, o bastante para conseguir o assentamento desta.
J
171
a

I

- 1965 - 15.000

10) Não dê novo apêrto na morsa, depois de assentada a peça. Se o fizer, poderá resultar provàvelmente um ligeiro levantamento da mesma em relação ao seu assento.
11) Para determinar rigoroso assentamento da peça, use tiras de papel de sêda, como "calibradores de espessura", entre os calços e a própria peça.
12) Não aperte enèrgicamente uma peça delgada entre as mandíbulas da morsa. Se o fizer, poderá acontecer que ela se deforme e fique empenada, mesmo depois de afrouxado o apêrto. 13) Antes de fixar novamente a morsa, que tenha sido retirada da mesa, certifique-se de que estão limpas e sem mossas ou rebarbas as superfícies da mesa e da face inferior da base da morsa. 14) Para ajustar a ponta da ferramenta de corte a uma superfície já acabada ou à face de um bloco padrão, proceda assim: a) verifique se o porta-ferramenta está firme e na posiçáo adequada;

b) coloque uma tira de papel de sêda sobre a superfície e embaixo da ferramenta; c) mova a manivela do carro porta-ferramenta, baixando a ferramenta até que sua ponta toque de leve o papel.

5) Ao fixar uma peça de forma complexa ou irregular, verifique se o porta-ferrainenta e, também, a parte inferior do cabeçote passarão livremente pela pesa em todo o comprimento do golpe e, também, em toda a largura do corte.
16) Certifique-se sempre de que o porta-ferramenta está adequadamente colocado e de que trabalhará livremente. Qualquer descuido pode causar a inutilização da peça17) Para inclinar a base do porta-ferramenta, nunca use o martelo. Se o fizer, podem resultar mossas que provàvelmente concorrerão para emperrar o bloco portaferramenta. 18) Mantenha boa conservação para todos os acessórios da plaina.

(RECOMENDAÇbES TRADUZIDAS DO LIVRO "MACHINE TOOL OPERATION", DE HENRY D. BORGHARDT E AARON AXELROD

- EDIT. MAC. GRAW-HILL

BOOK)

AJUSTADOR

VELOCIDADE DE CORTE, AVANÇO E TEMPO DE CORTE NA PLAINA LIMADORA

F6LHA DE INFoRH ACAO TECNOLóGICA

35,1

.

VELOCIDADE DE CORTE A velocidade de corte V da ferramenta da plaina é um VALOR PRÁTICO, que se exprime em METROS POR MINUTO e que resulta de experiências científicas. Varia com a natureza do material a cortar e com qualidade do material da ferramenta de corte. As experiências, no sentido de determinar os valores adequados da velocidade de corte em diferentes casos, visam a conseguir economia e melhor técnica de usinagem.

I

VELOCIDADES DE CORTE NA PLAINA (em metros por minuto) COM FERRAMENTA DE AÇO CARBONO COM FERRAMENTA DE AÇO RAPIDO

MATERIAL A APLAINAR

Ferro fundido duro Ferro fundido médio Ferro fundido macio Aço baixo teor de 40 a 60 kg/mm2 Aço duro de 80 a 90 kg/mm2 Aço fundido Aço para ferramentas Bronze duro Bronze macio Latão e alumínio RELAÇÃO ENTRE A VELn71DADE DE CORTE E O %T-%MERp n?Lp-0
'

Sendo V a velocidade de corte em metros por minuto, N o número de golpes por minuto e C o curso, em milímetros, da ferramenta da plaina, a fórmula da velocidade assim se apresenta:

ou seja, 2 C milímetros. Para se ter o percurso correspondente a cada golpe, em METROS, basta dividir 2 C mm por 1 000:

2C metros. 1000
No fim de 1 MINUTO, tempo durante o qual o cabeçote da plaina dá N golpes, tem-se a velocidade de corte C v=-12O00 X N metros,

Realmente, por definição da mecânica, a velocidade é o percurso realizado por um móvel na unidade de tempo. No presente caso, a velocidade é o curso da ferramenta, em METROS, durante o tempo de 1 MINUTO. Ora, em cada golpe, a ponta da ferramenta percorre C milímetros na ida e C milímetros no retorno,

pois êsse é o percurso na unidade de tempo. "3RTE PLAINA

luri

I

1

A prática aconselha velocidade da plaina adequada a cada tarefa. Consiste então o problema em determinar o valor de N mais aproximado de uma das velocidade (golpes por minuto) da plaina, tendo em conta que se deve adotar a velocidade de corte que seja a

indicada para o material da peça a aplainar e para o aço da ferramenta de corte. Da Última fórmula se tira o valor de N:

N=

1000 V

2C

'

AJUSTADOR

VELOCIDADE DE CORTE, AVANÇO E TEMPO DE CORTE NA PLAINA LIMADORA

TECNOL6

Obtido o valor de N pelo cálculo desta fórmula, basta compará-lo com a escala de velocidades da caixa de mudança (número de golpes por minuto), para se adotar a velocidade conveniente ao trabalho. Desloca-se então a alavanca de mudança para a posição do número de golpes LOGO ABAIXO DO CALCULADO OU do número igual ao calculado, se, por coincidência, existir na gama de velocidades. Exemplo - Deseja-se aplainar uma medida de 250 mm (1 = 250 mm) em uma peça de ferro fundido de dureza média (V = 14 metroslmin). Calcular o número de golpes a adotar se a gama de velocidades da plaina é: 8 - 11 - 17 - 2 3 - 35-50 - 7 4 - 102 g01peslmin. Tem-se (fig. 1) C = 250 mm (com folgas) e

Fig. I

+ 20 min = 270 mm

aproximadamente. Usa-se então a velocidade imediatamente inferior da gama da plaina, isto é, 23 golpes/minuts.

I "1

1

AVANÇO E TEMPO DE EXECTJGXO DO CORTE NA PLAINA
Além dos elementos velocidade e curso, já considerados, intervém, nos problemas de cálculo de aplainamento, o avanço a, ou seja, a alimentação ao corte que a peça oferece à ferramenta, numa profundidade p ou passe, ao ser dado cada golpe. Aplicação ao cálculo do tempo de corte

- Calcular o tempo de execução de uma pas-

sada completa de profundidade fi (passe do anel graduado do porta-ferramenta) na peça da figura, sendo V = 14 m/min, L (largura) = 40 mm, 1 (comprimento) = 250 mm e a = 0,2 mm (avanço por golpe). Velocidades da plaina:
- 102 golpes por minuto.

8

- 11 - 17 - 23 - 35

- 50

- 74

Adota-se a velocidade logo abaixo de N, isto é, 23 golpeslminuto. Resulta então: 40 mm 40 - 8 minutos e 7 décimos aproximadamente. 0,2 mm X 2 3 = 4 , 6 -

t=

PAQUÍMETRO COM VERNIER DE 1/128"
Fig. I
Paquimetro com vernier de 1/128 da polegada

Para medir com aproximação de 1/64 da polegada, usando a escala ou régua graduada, a leitura é imprecisa, porque os traços a 1/64" de distância são muito próximos. Além disso, é comum existirem as graduações 1/64", e mesmo as de 1/32", apenas em parte da escala. Conclusão: só se faz boa leitura na escala, quando a sua menor graduação fôr de 1/ 16". Daí ser comum, atualmente, nas oficinas mecânicas, o uso do Paquimetro, capaz de aproximar até 1/128", ou seja, até a metade de 1/64". Também são usuais os paquímetros que dão aproximação de 1/1000" (1 milésimo da polegada). Sòmente será estudado nesta folha, o Paquimetro com vernier de 11128".

Consiste o vernier numa graduação móvel especial, que dá a aproximação desejada, isto é, neste caso, a aproximação extrema de 1/ 128" (fig. 1). Isso não significa que a parte hacionária tenha sempre o denominador 128. Se, feita a leitura, o numerador fôr um dos números pares 2, 4, 6 ou 8, resultam as indispensáveis simplificações seguintes: 2/ 128" = 1/64" 4/128" = 1/32" 6/ 128" = 3/64" 81128" = 1/16" Como se vê, a fração 8/ 128" equivale à menor graduação (1/ 16") da escala do paquímetro. LEITURA DA MEDIDA COM O VERNIER Lêem-se, na escala, até antes do zero do vernier, as polegadas e frações (as frações poderão ser: meia polegada ou quartos, oitavos ou dezesseis avos). Na fig. 1, por exemplo, tem-se: 0" 11/ 16" = 881128". Em seguida, contam-se os traços do vernier, até o que coincide com u m traço da escala. Na fig. 1, por exemplo: três traÇOS, seja, 31128". OU Por fini, soma-se: 881128" 3 / 128" = 91/ 128".

+

AJUSTADOR

PAQUÍMETRO DE 1/ 128"

FdLHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA

3612

Por vêzes, aparecem simplificações na leitura, como se exemplificará a seguir, surgindo resultados com aproximações em 64 ou em 32 avos. 1.O exemplo: - Escala: I-1" 16 SOMA: 1--Jy7=1 2O exemplo . SOMA: 2 3O exemplo . SOMA: 2
-

1" 6 " - Vernier: 6.0 traço, ou ---. Ora, 16 128
"

6 " 3 -- --128 64

"

'

3

4" 3" r+---- 164
"

7 " 64
-

Escala: 2

--

3 4

Vernier: 4.0 traço, ou

4" 128

. Ora,

- -

4 " - 1" -- 128 32

-4+-g2
3"

1"

24" =2T+$2-

1

"

-2

---.

25" 32
- ----

- Escala: 2
7" T+-=

7"
8 1" 64

-

2 " - Vernier: 2.0 traço, ou ----. Ora, 128 56" 1 " 64 57" 64

2" 128 -

1" 64

'

ZT+--

EXPLICAÇA~DO VERNIER DE i / 128 DA POLEGADA
O vernier que aproxima até 11128 da polegada tem o comprimento total de 7/16 da polegada e é dividido em 8 partes iguais (fig. 2). Cada divisão mede, portanto, . . . . . 7/16" t 8 = 7/16" X 118 = 7/128".
i
VCIIIEI O
I I I

I

l

l

1 1 1 1 1

I*

1 1 I

l~t'llf'il
I

R
8

Vi&

I

I

I

I.

l l l l

Fig. 2 - Vernier de 1/128" (Desenho ampliado)

Fig. 3 - Leitura 1 29/128" (Desenho ampliado)

Ora, cada divisão da escala mede 8/ 128" (= 1/16"). Resulta que cada divisão do vernier é 1/ 128" menor do que cada divisão da escala. A partir, pois, de traços em coincidência (de "0" para "8" ou, no sentido contrário de "8" para "0") os 1.OVraços do vernier e da escala se distanciam de 1/ 128"; os 2."" traços de 2 / 128" (ou 1/64"); os 3.OVraÇOS de 3/ 128"; os 4."" traços de 4/ 128" (ou 1/32"); os 5.""raços de 5/ 128"; os 6."~raços de 6 / 128" (ou 3/64"); os 7."Vraços de 7 / 128". Exemplo - Na fig. 3, a leitura é 1 29/128", porque o zero do vernier está entre 1 3/16" e 1 4/16" e a coincidência se dá no 5.0 traço. Então: 3 " 16 5
"

24 " -1- 128

5 + 128"

- -- -1-

29 " 128

QUESTIONARIO Escreva abaixo de cada figura, a leitura correspondente :

t"

I II I

I
' i!'

C

I

i

1 I

I I i i I I

I

1 1

2-

I

176

MEC

- 1965 - 15.000

.

- .- --

- --

--

-

-

.

- --

-

AJUSTADOR

TRAÇAGEM COM GRAMINHO (MODO DE EXECUTAR)

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GlCA

3711
I

I I
A s faces aqui vistas d o bloco são A , C e E. Traçados #nasfaces A, C e E . Traçados faces C

U

Fig. 1

Peça jd usinada em parte.

&
Cent~agern furos. dos

Fig. 2

Fig. 3

Peça pronta: usinada e furada.

- .
Fig. 4

A

Fig. 5

Fig. 6

Para a traçagem, depois de passado na face da peça o verniz de sulfato de cobre, ou alvaiade, conforme o caso, o mecânico coloca a peça sobre a mesa de traçar. Em certos casos, a colocação é direta, ficando a peça apoiada sobre uma das suas faces. Em outros casos, é necessário o emprêgo de acessórios para apoiar e manter estável a peça sobre a mesa de traçar.
1.O

CASO

- O BLOCO METALICO

OU A

- Estando bem limpos o plano da mesa e cada face de apoio da peça, esta vai sendo sucessivamente apoiada nas faces e traçada com o graminho nas faces que lhe são perpendiculares. É o que mostram, de maneira esquemática, as figs. I a 6. O traçado sempre se faz deslizando o graminho sobre o plano da mesa de traçar. A ponta do riscador traça, nas faces da peça, linhas paralelas ao plano da mesa. Estas linhas
LARES DUAS A DUAS

PEÇA

JA

TEM FACES USINADAS E PERPENDICU-

localizam os planos, ranhuras, rebaixos, etc., a serem usinados. Também, com as interseções das linhas traçadas pelo graminho (fig. 5), se determinam OS furos a executar. As alturas da ponta do riscador são fixadas, em cada traçado, por meio da régua graduada vertical, apoiada também no desempeno. Feitos os diversos traços, determinados os centros dos furos e ainda os pontos de concordância de arcos e retas, as circunferências ou os arcos são traçados seguindo a técnica do traçado no plano. Segue-se a marcação, com o punção, dos centros e dos pontos de referência que permitam reavivar o traçado, se necessário.
2 . O CASO PEÇAS FORJADAS OU FUNDIDAS COM FACES NÁO PLANAS Neste caso,

-

-

há o emprêgo de acessórios, destinados a dispor convenientemente a peça, em posição estável, sobre o plano da mesa de traçar.

--

-I
,

AJUSTADOR

TRAÇAGEM COM GRAMINHO (MODO DE EXECUTAR)

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

3712

- estão indicados nas figuras 7, 8 e 9.
Para prender a peça.

Três dos acessórios comumente empregados - cantoneira, macaco e bloco em "V"

Para calçar a pega. Fig. 7 - Cantoneira (ângulo reto). Fig, 8 - Macaco ( e m jogo de três). Fig. 9 Bloco e m "V".

Para apoiar peças cilindricas.

O Esquadro é usado frequentemente, Para 0 contrôle das diversas P o S ~ Ç Õ ~ S Peça da sobre a mesa de traçar. A finalidade do traçado é situar, na peça, furos, pontos de concordância, planos ou outras superfícies a serem minadas. Torfia-se necessária, então, a escolha na peça - de três planos ideais de referência, perpenL

diculares entre si, para que a peça seja sucessivamente apoiada no desempeno, paralelamente a tais planos. Para a colocação da peça, utilizam-se, conforme o caso, calços comuns, macacos, cantoneiras OU outros acessórios. As figs. 10 a 15 dão um exemplo de colocação e traçado.
T m ç u d o paralelo d base.

Peça fwndida (em bruto),

Peça acabada.

... ....

.... .

... ~. .

...

Fig. 10 Traçado paralefo ao eixo de simetria. Traçada paralelo ao tbpo.

Fig. 12

Fig. 13

Fig. 14

Fig. 15

É INDISPENSÁVEL O TRA~ADODAS LINHAS DE CENTRO OU
DESTAS LINHAS OU EIXOS QUE SE TOMAM AS MEDIDAS
NO OU CENTROS.

EIXOS, pois que é

A PARTIR

PARA LOCALIZAR LINHAS DE CONTÔR-

QUESTIONARIO
1) Por que é indispensável o traçado de linhas de centro ou de eixos?

2) Como se maneja o graminho para fazer o traçado?
3) Quais são as referências para a colocação de uma peça qualquer no desempeno?

4) Como se colocam no desempeno peças com faces já usinadas e perpendiculares? 5) Como se colocam peças de forma qualquer? Faça esboços de alguns acessórios.
L
178
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I

AJUSTADOR

ROTAÇÃO POR MINUTO E AVANÇO NA OPERAÇÃO DE FURAR

F&LHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

381 1

A eficiência da broca, ao furar, depende: 1) da afiação tècnicamente correta da mesma; 2) da velocidade de rotação; 3) do

avanço por rotação. Esta folha, portanto, informará sobre velocidade de rotação e avanço, fatores de grande importância dos pontos de vista técnico e econômico.

VELOCIDADE DE ROTAÇÃO A ação cortante da broca sòmente pode ser eficaz quando a rotação se faz a uma velocidade conveniente. A velocidade de rotação de uma broca é o número de voltas que ela dá e m u m minuto. As voltas ou rotações por minuto são indicadas pela abreviatura "r.p.m.". elevada, há a produção de excessivo calor, devido ao aumento dos efeitos do atrito. Resulta o rápido desgaste ou a inutilização da broca. Se, ao contrário, é baixa a rotação, perde-se tempo inùtilmente. Além disso, nesse caso, a broca não exerce a mesma ação cortante que teria se operasse a uma velocidade conveniente. Os valores das velocidades de rotação são dados por tabelas, de acordo com experiências, para diferentes diâmetros das brocas e para diferentes materiais a furar. Apresentam-se, a seguir, como exemplos, duas tabelas, para brocas de aço ao carbono e de aço rápido.

OBSERVAÇÃO:
No caso de furação no torno, com a broca prêsa no cabeçote móvel, a velocidade de rotação a ser considerada é a da peça, pois, nêste caso, a broca fica parada. Não se deve trabalhar com velocidade de rotação arbitrária. Se a rotação é muito

DIAMETROS
DAS.
BROCAS Em Em poleg

mm

ROTAÇÃO POR MINUTO PARA BROCA DE ACO AO CARBONO i r . p . m ) MATERIAIS A FURAR Aço DE AÇO BRONZE FERRO FERRO A ~ O E FUNDIDO FUNDIDO Aç&D;f; DE FERAS0 TEOR DE FORJADO TEOR DE IATãO MACIO DURO CARBONO CARBONO IiAMENTA FUNDIDO
' , '

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-7

- b

1
ROTAÇÃO POR MINUTO E AVANÇO NA OPERAÇÃO DE FCIRAR
FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA

AJUSTADOR

38/2

I

/i
1

ROTAÇÃO POR MINUTO PARA BROCAS DE AÇO RAPIDO ( r . g . m ) DIÂMETROS MATEBIAIS A FURAR DAS AÇO DE Aço DE m10 BROCAS BBONZE FERRO FERRO AÇO Aço AÇO BAIXO EM EM E FUNDIDO FUNDIDO TEOR DE FEOR DE DE FERFORJmO FUNDIDO CARBONO R A m A p1g 0.. LATXO CARBONO JiUcro DURO 9 170 1/16" 1.6 4 278 6 11 1 3 660 3056 2440 9170 1/8" 2 139 4 584 3 056 3,2 1 830 2 745 1 528 1 220 6 112 3/16" 3 056 1426 2037 1210 1830 1019 4.8 807 4585 1/4" 2 292 1 070 1 528 915 6,3 1 375 764 610 3 660 5/16" 1 833 856 1 222 732 1 138 611 7.9 490 3/8" 3056 1 528 713 1 019 9.5 610 9 15 510 407 2 614 7/16" 11.1 1 310 611 873 52 2 784 437 3 48 2 287 1/2" 1 2 . 7 1 146 535 764 382 688 458 305 15.9 1 830 9 17 428 5/8" 611 366 569 306 245 19.0 1525 3/4" 764 357 305 509 458 2 55 203 22.2 1 307 655 7/8" 306 436 26 1 3 92 218 174 1143 573 267 1" 2 5 , 4 382 349 229 191 153 306 1 1/4" 3 1 , 7 9 15 458 214 275 1 83 153 122 1 1 / 2 " 38,O 762 382 178 212 153 255 1 27 102 1 3/4" 44.4 654 327 153 131 218 196 109 87 50.8 571 287 134 172 115 191 95 77 2"

-

'

L

1

i

I

Qualquer máquina de furar tem número limitado de velocidades de rotação, por exemplo: 142 rprn - 226 rprn - 350 rprn 555 rprn - 890 rprn - 1410 rpm. Consultando-se a tabela, para determinada broca e determinado material a furar, deve-se adotar, na fu~adeira, velocidade logo a abaixo do valor da tabela. EXEMPLO: Entre as seis velocidades acima indicadas, para r'urar aço de baixo teor de carbono com uma broca de aço rápido de 3/8" (2.a tabela) deve-se pôr a furadeira a funcionar na velocidade de 890 rpm. este é o valor logo

abaixo de 915 rpm, velocidade recomendada pela tabela.
A V A N Ç O - Na execução do furo, à medida que a broca gira, é necessário que ela penetre no material, quer por pressão manual, quer automàticamente. O avanço da broca é a medida da sua penetração n o material, e m milimetros o u f ração de milimetro por volta (abreviadamente mm/volta ou mm/v ou mm/r).

1
I

O avanço manual não pode ser medido porque é irregular, depende da ação pessoal. O avanço automático, porém, é regulado. Há furadeiras automáticas com um ou mais avanços, por exemplo, 0,l mm/v - 0,2 mm/v 0,3 mm/v.

!

QUESTIONARIO 1) Que é a velocidade de rotação? Como se exprime e qual a abreviatura?

2) Que é o avanço da broca? Como se exprime e qual a abreviatura?
3) Determine as rprn para furar latão com broca de aço ao carbono de 3/8" (tabela). 4) Determine as rprn para furar aço fundido com broca de aço rápido de 3/4"(tabela).

- -J

MtC

-- -

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- .-.15.000

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L

MACHOS DE USO MANUAL E DESANDADORES

F6LHA DE 1NFORMAÇÁO TECNOL601CA,

391 1

As vêzes, necessita o mecânico abrir rosca manualmente, ou num furo passante, ou num furo não passante. Utiliza, então, uma ferramenta chamada macho (fig. I), capaz de penetrar, pouco a pouco, por meio do movimento de rotação que lhe dá outra ferra-

menta chamada desandador (fig. 1) num furo feito em medida conveniente. O desandador funciona como uma alavanca, que possibilita imprimir o movimento de rotação necessário à penetração do macho no furo.
Dcaoadndar

MACHOS
São ferramentas de aço de boa qualidade, temperado e revenido. Seu corpo apresenta a maior parte roscada e interrompida por quatro ranhuras longitudinais (figs. 2, 3 e 4). Não se usa o macho isoladamente. Em geral, são repassados no furo três tipos de machos que apresentam entre si algumas diferenças.

MACHO DESBASTADOR Reconhecido pelo n.O 1, ou por entalhe circular, ou por um colar na haste - É cônico em certa porção, a partir da extremidade roscada, tendo, por isso, alguns filêtes achatados (fig. 2).

Fig. 2 - Macho desbastador.

(Encolxc

Q U P ~ ~ O ~ O ~

MACHO INTERMEDIARIO N.0 2, ou com dois entalhes circulares - Sua parte cônica é menor do que a do macho n.O l, apresentando uns poucos filêtes achatados (fig. 3).

I

N.O 3, ou com três entalhes circulares - Apenas a entrada (cêrca de dois filêtes achatados) é cônica. O restante do corpo apresenta dentes de perfil triangular de vértice agudo (fig. 4). DESANDADORES Os desandadores são de aço. Para machos grandes e médios usa-se o tipo mostrado na fig. 1 (vista lateral) e na fig. 5 (vista de planta).

Fig. 5
MEC

-

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-

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181

,

AJUSTADOR

MACHOS DE USO MANUAL E DESANDADORES

FêLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA

3912

Neste tipo os braços são rosqueados. Dêsse modo, é possível a adaptação, no corpo, de braços de comprimentos diferentes, conforme o esfôrço exigido pela operação. Sendo C o comprimento total do desandador e d o diâmetro do macho, a experiência aconselha

adotar os seguintes valores: C = 25 d, para metais duros. C = 18 d, para metais macios. Os furos mais profundos exigem maior esfôrço para a penetração.

O desandador funciona como alavanca. Assim, quanto maior fôr o seu comprimento, menor esfôrço será necessário para a penetração do macho. Para roscar com machos pequenos, o que exige menor esfôrço, empregam-se os desandadores dos tipos apresentados nas figs. 6 e 7.

Enoaixa da macha

MODO DE ROSCAR COM MACHO E DESANDADOR A fig. 8 mostra a posição de segurar o desandador para girar o macho e fazê-lo penetrar no furo. É necessária, a princípio, certa pressão nos braços do desandador, para que as arestas cortantes dos filêtes do macho ataquem a parede do furo, penetrando no metal. A partir de certo ,momento, o esfôrço de corte é dificultado pela acumulação dos cavacos de metal nas ranhuras do macho. Gira-se então o desandador em sentido contrário, evitando-se assim que, pelo excesso de pressão, venha o macho a quebrar-se. Para roscar furos passantes, bastam os machos n.OS 1 e 2 (desbaste e corte). Para furos não passantes é que se torna necessário o n.0 3.

C

d&r

3

Fig. 7

TABELAS DE FURAÇAO PARA PASSAR MACHOS
RÔSCA MÉTRICA NORMAL

ROSCA

WHITWORTH NQBMAL

Diâmetro ~ i ã m t r o ~ i â m t r o Diâme t r o e e externo do da broca externo do da broca macho em em macho e m em mm mm mm mm
2.6 3 4 5 5.5 6 7 8 9 10 11 2,05 2,5 3.3 4.2 4.6 5 6 6.8 7 8 8.5 9.5 10.5 12 14 18 20 22 24 27 3O 33 36 39 42 45 48 52 15.5 17.5 19.5 21 24 26.5 29.5 32 35 37.540,5 43

~ i ã m e t r o ~ i â m t r o Diâme tro Diâmetro e externo dc da broca externodo da broca macho en em macho em em polegada polegada polegada polegada
1/16 " 3/32 " 1/8 " 5/32 " 3/16' 7/32" 1/4" 5/16" 3/8 " 7/16" 1/2 " 9/16" 5/8 " 3/4" 3/64" 5/64" 3/32" 1/8 " 9/64" 11/64" 13/64" 1/4" 5/16" 23/64" 27/64" 31/64" 17/32" 21/32 " 7/8 " 1" 11/8" 1 1/4" 13/8" 1 1/2" 1 5/8" 1 3/4" 1 7/8" 2" 2 1/4" 2 1/2" . 2 3/4" 3"
MEC

12
14 16
182

47

49/64 " 7/8 " 63/64" 1 7/64" 17/32" 1 11/32" 1 7/16" 1 9/16" 1 21/32" 1 25/32" 2 1/64" 2 17/64" 2 31/64" 2 47/64"

- 1965 - 15.000

LIMA (CORTE - PREPARO DA SUPERPICIE DA PEÇA)

FBLHA DE IMFORMAÇÃO TECNOLOGICA

401 1

A ação cortante da lima depende de três fatores: picado (tipo d e dente), qualidade do aço da lima e têmpera da parte picada. MODO DE AÇÃO DA LIMA SOBRE A SUPERFÍCIE DA PEGA A pressão sobre a lima deve ser feita durante a fase de ida (fig. 1). Na volta, aliviase essa pressão.
DenW8 do limo

Fig. 1

Fig. 2

T

Covacor H llmolka!

. $ i

O picado da lima (a figura 2 mostra uma parte aumentada) é um conjunto de numerosos dentes de aço. Como recebem pressão e, além disso, são pontiagudos e mais duros que o material da peça, os dentes fazem inúmeros riscos na superfície que está sendo limada. É, assim, arrancada uma grande quantidade de pequenos cavacos (Limalha). Pouco a pouco, a superfície da peça vai sendo desgastada. Conforme o tipo da lima, o picado apresenta certa distância entre os dentes ou entalhes. Distâncias aproximadas, nos tipos usuais:

- 1 milíinetro Em lima bastarda Em lima bastardinha - 0,4 do milímetro - 0,2 do milímetro Em lima murça

A qualidade do Aço da lima deve ser tal que produza eficiente desgaste do material a limar. Além disso, o próprio picado da lima deve resistir ao uso, o mais possível. Na fabricação das limas é empregado Aço carbono especial, cuja qualidade é bem controlada por análises e experiências. A têmpera da parte picada da lima é para o fim de endurecê-la, dando-lhe, pois, melhores condições de corte.

ACABAMENTO DA SUPERFSCIE DA PEGA A profundidade dos riscos feitos pelos dentes da lima é que determina o grau de acabamento da superfície da peça. A aspereza ou iugosidade causada pelos riscos será diminuída pelo emprêgo de limas de picado mais fino e por uma técnica de trabalho mais eficiente (limagem a traços cruzados).

MUDANÇA DE LIMAS Partindo de supei-fície bruta, atinge-se gradualmente o acabamento fino, usando-se sucessivamente limas de picado mais fino. Para Lima bastarda Lima bastardinha Lima murça cada tipo de picado são aconselháveis os seguintes limites na espessura do material a desgastar na peça:

remover espessuras de 0,3 mm até 0,2 mm - Para remover espessuras de 0,2 mm até 0,l mm - Para remover espessuras abaixo de 0,l mm

- Para

MEC

I

- 1965 - 15.000

--

AJUSTADOR
L

LIMA (CORTE

- PREPARO DA

SUPERFfCIE DA PEÇA)

4012 TECNOL681C~
INFORMAAO
1

FBLHA DE

Não se deve usar lima bastardinha ou lima murça senão depois do desbaste por lima

bastarda, para que o trabalho não seja cansativo.

LIMAGEM A TRAGOS CRUZADOS
Não se consegue bom acabamento, limando sempre na mesma direção. Convém limar a traços cruzados (figs. 3 e 4). O cruzamento em duas direções reduz a profundidade dos riscos da lima. Além disso, dá um controle visual do trabalho, pois os últimos riscos da lima se distinguem bem dos anteriores. CUIDADOS OBSERVAR, na limagem a A traços cruzados: a) A lima deve ser inclinada a 45O. b) Em cada golpe, NO RETORNO DA LIMA, desloque-a lateralmente cêrca de metade da sua largura. c) Dê uma passada, a 45O, de um extremo a outro da peça. d) Cruze a passada seguinte, a 45O, de um extremo a outro da peça, e assim sucessivamente.

Aspecto da paga em &uo& possodoi sUOessivos.

Fig. 3

Fig. 4

QUESTIONARIO 1 - Quais as distâncias aproximadas entre dentes das limas bastarda, bastardinha e murça?

2 - De que fatores depende a ação cortante da lima?
3 - Por que o picado da lima arranca cavacos (limalha) da peça?

4

- Quais os limites de espessura de material (a ser removido da peça) que aconselham
os usos de limas bastarda, bastardinha ou murça?

5 - Qual o efeito da têmpera no picado?
6

- Quais os cuidados a observar, quando se lima a traços cruzados?

7 - Na operação de limar, quando se exerce pressão sobre a lima?

I 184

MEC

1 - 1965 - 15.000

..

AJUSTADOR

LIXA

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

41 I1
L

A Lixa serve para o polimento das superfícies das peças, por meio de um material abrasivo. Apresenta-se, para o uso, sob as for-

mas de fitas, folhas retangulares ou discos de pano ou de papel, nos quais está colada a substância abrasiva.

U r l LIA

A figura mostra, para maior clareza, um
corte bem aumentado de uma lixa, segundo a direção transversal. Encontram-se três partes distintas:

1.O) A granulação abrasiva, constituída de inúmeros grãos duríssimos e de arestas vivas. São êstes grãos que, por atrito, arrancam minúsculas partículas da superfície da peça.
2.O) O aglomerante ou aglutinante, ao qual é aplicada a granulação abrasiva, para
Fundo

que os grãos fiquem ligados uns aos outros e também ao fundo. É uma cola animal ou vegetal, ou uma resina sintética. 3.O) O fundo, de papel ou de pano, que constitui o suporte comum de toda a granulação abrasiva: 1) de papel tipo manilha ou de fibra de juta (lixas para madeira, couro e materiais macios); 2) de pano (lixas para metais e lixas de fita ou esteira).

INULAÇÃO ABR

I

I I I

Conforme as aplicações, encontram-se, no comércio, lixas de abrasivos naturais (esmeril, "flint'; e "garnet") e de abrasivos art'ificiais (siliciosos e aluminosos). 1) 0 Esmeril é um mineral constituído da mistura de óxidos de ferro e de alumínio.

3) O "GarnetJJou Granada tem a dureza de 7.5 a 8 na -escala de Mohs.

4) O Carborundum e o Crystolon são as marcas comerciais dos abrasivos artificiais de carbonêto de silício mais usados. Dureza 9,6 na escala de Mohs. 5) O Durexite e o A l u n d u m são as marcas mais comuns dos abrasivos artificiais de óxido de alumínio. Dureza 9,4 na escala de Mohs.

Dureza de
Mohs.

a

na

de dureza de

2) O "FlintJJou Pederneira é o abrasivo natural de menor eficiência. Dureza de 6,8 a 7 na escala de Mohs.

ESCALAS DE GRANU
Na fabricação, o abrasivo é moído em vários tamanhos e separado por peneiramento (grãos), ou por meio de deposição lenta das partículas na água (pós). A escala antiga de granulação adotava uma numeração arbitrária. Na escalq moderna, há correspondência com os números das peneiras. Assim, a granulas50 n.O 20 indica que os grãos passam nos orifícios de uma peneira de 20 orifícios por polegada linear, ou

LÇÃO

seja, 400 orifícios (20 X 20) por polegada quadrada. As peneiras de malhas mais finas (peneiras de sêda) são as de n.O 240, isto é, com 57.600 orifícios por polegada quadrada (240 X X 240). Para pós mais finos, os números correspondem aos tempos que as partículas levam para se depositarem no fundo, sendo a profundidade determinada e a água de densidade também determinada.

MEC

.---

-

- 1965 - 15.000 .

I
AJUSTADOR
I

LIXA

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOL6GICA

41/2

O quadro abaixo compara as escalas antigas e modernas.

QUESTIONARIO
1 ) Para que serve a lixa? Quais são as suas partes constituintes? 2) Quais sáo os abrasivos naturais e quais os artificiais usados nas lixas?

3) Explique como é estabelecida a escala moderna de granulação dos abrasivos.

I

186

MEC

- 1965 - 15.01

AJUSTADOR

SUTA

TAREFA 11

112

OW
t P

0 : n t '
150
\

O

(U

----

a-

I

45

130

@v
Escala 1: 1

0 ,
---120

$ ---.

QT
_ti
/

Qualidade:

Tempo previsto: Tempo gasto:

PECA

N.O

ORDEM DE EXECUÇAO

FERRAMENTAS

1

I

Desempene a chapa e lime uma borda.

PIT - 42f 1

- 4212.

Q - e 4/

2
3
4

Trace e marque. Fure e lime o rasgo. Lime o contôrno e as faces. Lime uma borda da chapa. Trace, corte e lime nas medidas. FIT - 4311

8 A
si

2

5
6

- 4312.
x 20.

3

7
8

Aplaine nas medidas de 4

@

a ç i IF-=q
YC3,
114" X 718" X 250

Trace, serre e lime as extremidades.

!!
Aço 0,) 8 a 0,30 % C - O Chapa preta

3 2

2
1

Base Calço Lâmina Denominações e Observações

#

16 - 22 X 40 1 6 - 2 2 X 155

1

1
Quant. Peça

Chapa de aço 0,4 a 0,6 % C - # Material e Dimensões

N.O

MEC

-

1965

- 15.000

187

AJUSTADOR

SUTA

TAREFA 11

212

-

Escala 1: I Tempo previsto: Qualidade:
7

1 empo gasto:

-

PEÇA

N.O

ORDEM DE EXECUÇÃO

FERRAMENTAS

5

1

Lime no comprimento e abra a rosca calibrando com a peça 4. Junte as peças, marque e faqa o furo para a rôsca de 114". Aumente o furo de uma das peças para machos na outra.

sfi

Çrbm

2

3 3

+ 7,

escareie e passe

r

3 e 5

4

Monte o parafuso, rebite e dê acabamento. Monte o conjunto, marque os furos para os pinos, fure e escareie. Monte os pinos, rebite e dê acabamento.

5
1 a

, a m9
---C-

-eu
O

i

i

'h

5

6

FO

- 2311 - 23/2 - F1T - 4411

- 4412.

5 4
N.O

1
1

Montagem Parafuso Porca (Recebe torneoda) Denominações e Observações

Borboleta de ferro de 5/16" Aço trefilado 0,18 a 0,30 % C Aço 0,18 a 0,30 % C
1 18" X 4 0

-O
O

1/4" X 26

1
Quant.

Aço 0,18 a 0,30 % C -

314" X 18

Material e Dimensões
MEC

---

Peça

-

1965

. . . - 15.000 .

AJUSTADOR

REBITAR (CABEÇA ESCAREADA)

FÔLHA DE OPER~ÃO

2311

A rebitagein (cabeça escareada) é feita quando se deve unir duas ou mais peças, de modo que a superfície não tenha saliência. É o caso de certas peças de máquinas, ferramen-

tas, etc. que são unidas por êste processo. Neste caso, a operação é feita pelo ajustador, que deve saber executá-la muito bem.

FASES DE EXECUÇÃO 1.a Fase PREPARE O
REBITE.

c) Repuxe (fig. 3).
d) Bata com a pancada do martelo (fig. 4).

Se necessário, corte no comprimento. 2.a Fase F A ~ A REBITAGEM. A a) Coloque o rebite (fig. 1). b) Apóie sobre uma base sólida (fig. 2).

e) Termine de rebitar, batendo com a bola (fig. 5). 3." Fase
O ELIMINE excesso de material. Use, para isso, lima, talhadeira ou esmeril, conforme o caso.

Fig. 1

Fig. 2

Fig. 3

Fig. 4

Fig. 5

MEC

- 1965 -

15.000

18

AJUSTADOR

REBITAR (CABEÇA ESCAREADA)
\

OBSERVAJÃO : Não havendo rebite apropriado, use um pino cilíndrico e proceda do modo seguinte: a) Prenda o material na morsa (fig. 6). Se necessário, use um molde (fig. 7) para evitar de£ormação. b) Rebite um lado. c) Corte o material em excesso e rebite o outro lado. d) Dê acabamento, com lima ou esmeril, conforme o caso.
I

Fig. 6

: NOTAS

Pig. 8

a) Quando o material entrar justo no furo, corte-o no comprimento, apóie-o sobre uma base sólida e rebite, dando inicialmente pancadas bem centradas para que êle se encorpe (fig. 8); a seguir, termine a rebitagem com a bola do martelo. b) Use um contra-estampo, quando se tratar de rebitagem de peça coni escareado de um só lado (fig. 9).

Fig. 9

QUESTIONARIO
'

1) Por que se repuxa, para depois fazer a rebitagem?

2) Por que se termina a rebitagem batendo com a bola do martelo?
3) Por que se usa contra-estaiiipo. quando se rebitam peças com escareado só de um lado?
4) Corno se procede, .quando não há rebite apropriado?

190

MEC

- 1965 -

15.000

AJUSTADOR

SUTA

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA

421 1

As vêzes, necessita o mecânico transportar ou verificar um ângulo, na tarefa que está executando. O instrumento que lhe permite êsie transporte, ou essa verificação, de-

nomina-se Suta. É comum chamar-se também o instrumento de "falso esquadro". Deve-se porém evitar tal denominação.

A SUTA

Fig. 1

O tipo mais comum de suta é o apresentado na figura 1. O instrumento compõese de duas peças principais, ambas de aço (a Base e a Lâmina), sendo suas bordas temperadas, paralelas e retificadas, e de uma Porca borboleta, com a respectiva arruela, para a fixação das peças principais. Dois rasgos longitudinais, um na lâmina, outro na base, permitem variadas disposições de uma peça em rela~ão outra. à Para se tomar uma abertura determi-

nada de ângulo, afrouxa-se ligeiramente a borboleta, desliza-se a lâmina, faz-se a sua abertura em relação à base. Em seguida, adapta-se o instrumento ao ângulo, seja êle um ângulo de duas faces de uma medida padrão ou de um transferidor. Aperta-se, em seguida, a borboleta, tendo-se, nesse momento, o cuidado necessário para que não haja qualquer deslocamento, capaz de falsear a medida tomada. Fica assim a suta transformada em um' instrumento de verificação de um determinado ângulo da peça, no valor que foi fixado.

OUTROS TIPOS DE SUTA As figuras 2 a 5 mostram outros tipos . de suta. A da figura 2 é uma suta de articulação simples: não há rasgo na base para o deslizamento da lâmina. A da fig. 3, semelhante à da figura 1, apresenta, como particularidade, lâmina bem mais longa que a base.

MEC

I

Fig. 2

Fig. 3
191

- 1965 - 15.000

--

-

-

-

AJUSTADOR

SUTA

FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLóGICA

4212

A da figura 4 é uma suta de lâmina angular, muito usada para a verificação de dentes inclinados nas engrenagens e para cônicos. A da figura 5 é uma suta dupla: a 1â-

mina (com um rasgo longitudinal) e a base são articuladas por meio de uma outra lâmina com rasgo e duas borboletas.

Fig. 5

EXEMPLOS DO USO DA SUTA

Fig. 6
A suta c o m u m na verificação de um perfil oitavado.

Fig. 7
A suta c o m u m aplicada a u m a ponta cônica.

Fig. 8 A suta dupla verificando o ângulo de u m perfil sextavado.

A suta c o m u m usada n o traçado de retas paralelas.

QUESTIONÁRIQ
1) De que material é a suta? Caracterize as partes da suta.

2) Como a suta pode traçar retas paralelas?
3) Para que serve a suta? Como funciona?

4) Exemplifique dois usos da suta.
192

I

MEC

- 1965 - 15.000

I

--

AJUSTADOR

GONIUMETRO E TRANSFERIDOR

FBLHA DE INFORMAÇIO TECNOL6GICA

43/ 1

O mecânico tem necessidade de medir ou verificar ângulos nas pejas que executa, a fim de usinar ou preparar determinadas superfícies com o rigor indicado pelos desenhos.

O instrumento que usa, para medir ou verificar ângulos, é um Goniômetro ou Transferidor.

MEDIÇÃO DE UM ANGULO A mediçáo ou verificação de um ângulo qualquer, numa peça, se faz ajustando-o entre a régua e a base do goniômetro. Este instrumento possui graduações adequadas, que indicam a medida do ângulo formado pela régua e pela base, e, portanto, do ângulo da peça. A unidade prática de medida angular
é o grau. Dividindo-se um círculo qualquer em 360 partes iguais, o ângulo central correspondente a uma parte é o ângulo de 1 grau. O grau se divide em 60 minutos de ângulo e o minuto se divide em 60 segundos de ângulo. Os símbolos usados são: grau (O), minuto (') e o segundo ("). Assim, 54O 31' 12" se lê: 54 graus, 31 minutos e 12 segundos.

\

Em geral, o goniômetro, ou inbtrumento de medida angular, pode apresentar, ou um círculo graduado (360°), ou um semi-círculo graduado (1800), ou um quadrante graduado ( 0 ) PrAticamente, 1 grau é a menor divisão 9°. apresentada diretamente na graduação do goniômetro. Quando possui vernier, pode dar aproximação de 5 minutos. O goniômetro de alta precisão aproxima até 1 minuto. Um tipo de goniômetro muito usado na oficina é o Transferidor universal (fig. 1). Suas duas peças fazem parte de um conjunto denominado Esquadro combinado ou Esqua-

dro universal, que possui mais duas peqas (esquadro de centrar e esquadro com meia esquadria). O fixador prende o disco graduado e a régua. O alinhamento dos traços extremos do disco (900 - 90°) fica paralelo aos bordos da régua. No arco, encontra-se um traço "0"de referência. Quando a base é perpendicular à borda da régua, a referência "0" do arco coincide com o "90°" do disco. Quando a base é paralela à régua, os "zeros" do disco e do arco coincidem.

Fig.

1

- Transferidor universal.

Angulo que se lê na figura: 500 ( o u o suplemento 1300).

1
AJUSTADOR

.

-- -

-

-

GONIOMETRO E TRANSFERIDOR

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA

43/2

I
Para usos comuns, em casos de medidas angulares que não exijam extremo rigor, o instrumento indicado é o transferidor simfiles (figs. 2, 3 e 4). No transferidor indicado na fig. 4, a 1âmina, além de girar na articulação, pode deslizar através da ranhura.

I
I

i

a

I

Fig. 4

I

EXEMPLOS DE USOS DE GONLBMETRO E DO TRANSFERIDOR As figs. 5 a 7 apresentam alguns casos.

Èig. 6

Fig. 7

CARACTERÍSTICAS 1) Ser de aço inoxidável.

BOM GONIOMETRO OU TRANSFERIDOR
3) Ter as peças componentes bem ajustadas.

2) Apresentar graduação uniforme, com traços bem finos e profundos.

4) O parafuso de articulação deve dar bom apêrto e boa firmeza.

CONSERVAÇÃO DO GQNIOMETRO OU TRANSFERIDOR 1) O goniômetro deve ser manejado com todo o cuidado, evitando-se quedas e choques. 4) Guarde-o em estojo próprio.

5) O goniômetro deve ser aferido, isto é, de2) Evite ranhuras ou entalhes que prejudivem ser comparadas diferentes aberturas quem a graduação. com ângulos padrões precisos. 3) Faça completa limpeza, após o uso, e lubrifique-o com óleo fino. QUESTIQNARIO
1) 2) 3) 4) 5) 6) Quais são as caracteristicas do bom goniômetro ou transferidor? Que é grau? Que é minuto de ângulo? Que é segundo de ângulo? Para que serve o goniômetro ou transferidor? Qual é a menor divisão angular de um transferidor ou goniôrnetro? Quais as condições de conservação do goniômetro ou transferidor? Como o mecânico mede um ângulo de uma peça com o goniôrnetro ou transferidor?

REBITES E FERRAMENTAS DE REBITAGEM MANUAL

I

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

I

4411

Um dos processos usados para unir firmemente duas ou mais chapas de metal, ou duas ou mais peças chatas de metal, é a rebi-

tagern. Consiste na ligação por meio de rebites, geralmente do mesmo metal das peças que devem ser unidas.

O REBITE
É

uma peça de aço, cobre, alumínio ou latão, de um dos formatos indicados nas figs. 1 a 3, nos casos mais comuns.

Fig. 1 - Rebite d e cabeça redonda.

Fig. 2 - Rebite de cabeça escareada.

Fig. 3 - Rebite de cabeça chata o u plana.

Na fabricação dos rebites observam-se certas proporções das suas partes, em relação ao diâmetro, conforme está indicado em cada uma das figuras. Os comprimentos variam de acordo com a espessura total das chapas que devem ser unidas. Exemplos de especificações: Rebite de aço de g'' X 1/2" (1/4" = diâmetro e 1/2 = comprimento útil c), de cabeça redonda - Rebite de latão de l/sr' X g", de cabeça escareada - Rebite de alumínio de 3/32" X g " , de cabeça chata. O rebite é introduzido através de furos coincidentes das peças que devem ser unidas, e depois martelado ou ESTAMPADO na extre-

midade oposta à cabeça (figs. 4 a 6). Nestas figuras está'indicado como determinar o excesso do material necessário para formar a cabeça. Resulta um apêrto enérgico de uma chapa contra outra, ficando ambas firmemente unidas. Consiste a estampagem no uso de um molde que dá, à outra extremidade, uma forma semelhante à da cabeça do rebite. Os furos nas pesas a rebitar devem ter diâmetro pouco maior do que o do rebite. A rebitagem em aço pode ser feita a frio até rebites de cêrca de 6 mm de diâmetro. Para os de maiores dimensões, a rebitagem deve ser a quente, com os rebites aquecidos até a cor vermelho-claro.

'

-tabop,

Fig. 4

Fig. 5

Fig. 6

1
I

i*

AJUSTADOR

REBITES E FERRAMENTAS DE REBITAGEM MANUAL

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

4412

REBITAGEM MANUAL
Para rebitar por processo manual, usa o mecânico as seguintes ferramentas: o Contra-Estampo (fig. 7), o Repuxador (fig. 8), o Estampo (fig. 9) e o Martelo.
Cor o

4

Fig. 8 - R e p u x a d o r para rebites.
Ponta kP0

7

Cabeça 7

Fig. 7 - Contra-estampo. Fig. 9 - Estampo para rebite.

I
A profundidade P do escareado, para trabalhos gerais, varia de 0,4 a 0,5 D (fig. 10).
O contra-estampo, em cujo rebaixo se aloja a cabeça do rebite (figs. 11 e 12) é apertado entre as mandíbulas da morsa de bancada ou introduzido no furo quadi-ado de uma bigorna. O repuxador para rebite tem a face encostada na chapa superior. No seu furo se aloja a extremidade livre do rebite. Com o martelo, dão-se golpes na cabeça do repuxador, a fim de que as chapas se ajustem bem no local da rebitagem (fig. 11). O Estampo, que também recebe choques do martelo, deforma a extremidade livre do rebite, até dar-lhe a conformação adequada, determinando o apêrto definitivo das chapas (fig. 12).
Fig. 10

Fig. I 1

Fig. 12

QUESTIONARIO
1) 2) 3) 4) 5) 6)
I

Explique o uso dos instrumentos de rebitagem manual. Quando é feita a rebitagem a frio? Quando é feita a quente? Que é a estampagem de um rebite? Para que serve a rebitagem? Que é um rebite? Como se determina o excesso de material necessário para formar a cabeça? Qual a fórmula que dá a profundidade do escareado para a rebitagem?
MEC

196

- 1965

- 15.000

I

-

AJUSTADOR

GRAMPO FIXO

TAREFA 12

111
I

Escala

Qualidade:

Acabamento:

w

Tempo previsto: Tenipo gasto:

ORDEM DE

EXECUGO

1

Serre e lime nas medidas.

: IT
2
3

/1

- 4512

- 46/2.

Faça as estrias e a rôsca. Lime e estampe. , "O - -411 - 24/2.

4

Faça o furo. Faça a rosca e o furo.

5
6

1

Faça a montagem e rebite o manipulo e o encôsto m6vel.

Brocas helicoidais, Machos, Cossinetes, Desandadores para machos e cossinetes, Limas chatas e redondas bastardas e murças, Lima triangular murça, Escala, Riscador, Graminho, Esquadro, Punções de bico, Compasso de pontas, Arco de serra, Régua de controle, Paquímetro, Transferidor, Suta, Martelo.

1
1

5 4 3 2 1

1
1

2
1

1
1

Cabeça (recebe torneada) Man.ípulo (recebe torneado) Parafuso (recebe torneado) Encosta móvel Corpo

Aço Trefilado 0,18 a 0,30 % C Aço Trefilado 0,18 a 0,30 % C Aço 0,18 a 0,30 % C - O Chapa preta

-O -O

1 /2" X 20

1 /4" X 80

1
1

518" X 70

1

16 - 25 X 25 Aço 0,18 a 0 , 3 0 % C - 0 3/'4"X23/4"X65

#

Denominações e Observações
I
MEC

Material e Dimensões
I
'

- 1965 - 15.000

I

197

I I

---. - -

_

.

-

AJUSTADOR

ESTAMPAR A FRIO

FÕLH* DE OPERAÇÃO

2411

Peças estampadas a frio, como, por exemplo, colheres, conchas, panelas, cinzeiros, prendedores para papéis, suportes e partes diversas de máquinas são executadas em estampos construidos para trabalhar com máquinas especiais para êsse fim (prensa).

Êsses estampos, de grande precisão e construidos com material especial, resistem a estampagem de um grande número de peças. Em pequenas oficinas, porém, e tratando-se da estampagem de um reduzido número - peças pequenas, constroem-se estampas simples que não necessitam de prensa.

FASES DE EXECUÇÃO

1 - ESTAMPAR CÔNCAVO
1.a Fase

APÓIEA (fig, 1).

MATRIZ

sobre superfície firme

2." Fase
COLOQUE MATERIAL, ser estampaO a do, no rebaixo.
3 .a Fase

AJUSTE PUNÇÃO sobre o material, a O ser estampado, em posição perpendicular e dê pancadas firmes com o martelo.

F
Punção

1.3 Se necessário, recoloque a peça na matriz e repita a operação até terminar a

PeP.

2.a) A estampagem manual a frio sòmente é possível em chapas finas.

Fig. 1

I1 - ESTAMPAR COM PUNÇÃO PLANO
1.a Fase

RISQUE NO
2.a

MATERIAL

as linhas de referência para as dobras.

Fase
APÓIE O MATERIAL

na matriz, ajustando pela linha de referência (fig. 2).

5." Fase
ASSENTE PUNÇAO SOBRE O
O

material e dê pancadas firmes.
4

b4EC

- 1965 - 15.000
. -

1
-

.
AJUSTADOR
L

ESTAMPAR A FRIO

FÔLHA DE OPERAÇÃO

2412

Tratando-se de braçadeira, a peça pode ser terminada dobrando-se as abas na morsa com o punção servindo de mandril (fig. 3).

Fig. 3
Fi;. 2

I11
l.a Fase

- ESTAMPAR COM PUNÇÃO EM ÂNGULO (fig.
LUGAR

4).

O RISQUE

da dobra.

2.a Fase
APÓIE O
MATERIAL

e o punção perfeitamente alinhados na matriz.

3.a Fase DOURE, com pancadas firmes.

AJUSTADOR

MAQUINA DE SERRAR HORIZONTAL DE FITA

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA

4511

A máquina de serrar horizontal de fita, devido ao movimento contínuo da fita de ser-

ra, apresenta maior rendimento que a máquina de serrar alternativa.

NOMENCLATURA E FUNCIONAMENTO A fig. 1 apresenta o aspecto geral de uma serra horizontal de fita de um dos modelos mais modernos. A fig. 2 mostra a mesma máquina, destacando apenas, entretanto, os mecanismos mais importantes que, na fig. 1, estão encobertos pela caixa da armação da serra e pelo barramento. Os volantes ou as polias da serra têm os seus eixos girando em mancais adaptados a uma armação complexa, de cantoneiras e placas de aço. Serve ela, ao mesmo tempo, de assento para a cobertura de chapa que constitui a caixa da armação. Estas partes não aparecem na fig. 2, para não complicá-la. As polias ou volantes da serra de fita estão dispostas num mesmo plano, inclinado em relação ao plano superior do barramenta. A fita de serra é adaptada nos gornes dos vdlantes e esticada por um dispositivo de parafuso. Nas guias, há três rolos, dois horizontais e um vertical (fig. 3), entre os quais passa a fita de serra, em posição vertical. Como os volantes são inclinados, resulta que a fita de serra sofre uma certa torção, antes e depois de passar entre os rolos. A peça, apertada horizontalmente na morsa, é cortada pela serra segundo um plano vertical.

pr

.

Fig. 1

Rdor
Fenda de
p0uagnn

Fig. 2

do fito

Fig. 3

A mola helicoidal, prêsa ao pé e à armação, facilita o levantamento desta e serve para aliviar a pressão da serra (fig. 4). Por outro lado, a bomba a óleo, com o corpo prêso ao barramento e o êmbolo articulado com a armação, serve para permitir seguro e mnstante avanço à fita de serra, à medida que executa o corte (fig. 4).
MEC

Fig. 4
20 1

-

1965

- 15.000

AJUSTADOR
r

MAQUINA DE SERRAR HORIZONTAL DE FITA

FaLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

4512

A transmissão do motor elétrico ao volante condutor se dá por polias em degraus e correia, e por meio de um mecanismo de redução de velocidade. No tipo de máquina apresentado nas figs. 1 e 2, as polias permitem 4 velocidades e o mecanismo redutor de velocidade é o que está esquemàticamente mostrado na fig. 5: o eixo da polia, em degraus, superior, com um parafuso sem fim, engrena com uma roda dentada prêsa no mesmo eixo do pinhão dentado que, por sua vez, engrena com a engrenagem interior do volante condutor da serra de fita. VELOCIDADES PRATICAS Menores velocidades para materiais mais duros; maiores velocidades para materiais mais macios.

Fig. 5

VELOCIDADE 1

VELOCIDADE 2

VELOCIDADE 3

VELOCIDADE 4

Aços de ferramentas Aços duros

Bronze Aço forjado a frio Ferro fundido Perfilados leves de aço Aço de baixo teor em Latão (tubos e barras) perfilados pesados Tubos de aço e ferro

4
Cobre Alumínio Madeira

I
L

NOMEROS DE DENTES POR POLEGADA DA FITA DE SERRA MATERIAIS DENTES POR POLEGADA

I
14 12 1O 8 6

Pèrfilados de aço doce leves, tubos de aço e de ferro. Perfilados de aço doce pesados,. tubos de latão. Aços duros, bronze, ferro fundido, latão em vergalhões. Alumínio, cobre, metal patente, aço forjado a frio. Madeira.

-

QUESTIONARIO

1) Por que a serra de fita dá mais rendimento no corte que a alternativa?
2) Num esboço esquemático simples, mostre o funcionamento da serra horizontal de fita. Explique como a fita de serra passa nas guias.

3) Indique, por materiais, quatro velocidades práticas da serra (faça 4 esquemas).
4) Indique, por materiais a cortar, os números de dentes da fita de serra (5 casos).

202

I

MEC

- 1965 - 15.000

I

A máquina de serrar horizontal alternativa é usada exclusivamente para o fracionamento de materiais em pedaços a serem trabalhados depois manualmente ou em outras máquinas. Para se tornar máquina de

grande produ~ão, tem sido constantemente aperfeiçoada, a partir de um tipo simples, de total acionamento mecânico, até os tipos modernos, com certos movimentos hidráulicos e dotados de diferentes velocidades de corte.

I I I

NOMENCLATURA E FUNCIONAMENTO DA SERRA HORIZONTAL ALTERNATIVA O mecanismo principal da máquina, que é o de acionamento da lâmina de serra, obedece, em qualquer tipo, ao princípio de A fig. 1 apresenta o tipo mais simples de máquina de serrar horLonta1 alt;rnativa, de uma só velocidade. A rotação do motor, através de correia e polias, pinhão e engrenagem, se transmite ao volante da biela. A articulação biela-manivela faz com que o arco da serra deslize na corrediça, em movimento retilíneo alternativo (movimento de "vaivém"). A cada rotação completa do volante, no sentido da seta, corresponde um golpe da serra, em duas fases: a de corte ou ativa na ida, e a de retorno, na qual a lâmina não corta.
transformação do movimento circular contínuo do motor elétrico, por meio do sistema de biela-manivela e corrediça, em movimento retilíneo alternativo.

A corrediça é articulada e tem um suporte que lhe dá guia para o levantamento e o abaixamento do arco, quando se procede à colocação e ao apêrto do material na morsa. Caso se torne necessário aumentar a pressão da serra sôbre a peça, usa-se o contra-

pêso, que é deslocável. Compreende-se que, na máquina da fig. 1, o contrapêso, deslocado para a esquerda, faz com que a pressão da lâmina sôbre o material aumente, acontecendo o contrário quando o contrapêso é movido para a direita.

MAQUINA DE SERRAR HORIZONTAL HIDRAULICA
Excetuando o mecanismo do movimento alternativo (para o qual a transmissão é mecânica por meio do sistema biela-manivei
'

Ia), os movimentos da máquina de serrar da fig. 2 são de transmissão hidráulica.

MEC

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1965

- 1 5 000

203

I

AJUSTADOR

MAQUINA DE SERRAR HORIZONTAL ALTERNATIVA

F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA

4612

Os órgãos da bomba hidráulica (válvulas, cilindros, etc.) constituem um só mecanismo, cu~as partes interiores trabalham em banho de óleo. A lâmina da serra corta no curso de volta. O dispositivo hidráulico permite: 1) avanço progressivo da lâmina, durante o corte, isto é, a pressão da lâmina sôhre o material aumenta com regularidade; 2) na segunda fase do curso, a lâmina não tem contato com o material; 3) no final do corte completo, automàticamente o arco se levanta e o motor é desligado.

-"kmwbm

Ç I K d r de wk R ao

Fig. 2

A máquina do tipo da fig. 2 tem três velocidades de trabalho: 80, 100 ou 135 golpes da lâmina por minuto. As maiores veloci-

dades são para materiais macios e as menores velocidades para materiais duros.

RELAÇÃO ENTRE O NOMERO DE GOLPES DA LÂMINA E A VELOCIDADE DE CORTE Sejam: D o diâmetro da biela (em mm) e N o número de golpes por minuto. Em cada golpe, o caminho percorrido por um dente qualquer da lâmina é 2D. No fim de N golpes (ou seja, em 1 minuto), tem-se a velocidade V:

2 DN DN 500 V = 2 X D X N milímetros ou V = 1 O00 m/min ou V = -m/min
Resulta, como valor de N: N = 500 V D tar, na máquina, a velocidade de trabalho (n.O de golpes por minuto) que mais se aproxime do valor calculado da fórmula.

A velocidade V é um valor obtido por experiências e, em geral, dado por tabelas, conforme o material a cortar. Regulando-se a biela, mede-se D. Dessa forma, pode-se ado-

NrSNERO DE DENTES DA 1,ÂMINA São muito usadas as lâminas de 14 dentes por polegada. Em materiais mais macios, empregam-se as de 10 dentes/ l ". QUESTIONARIO 1) 2) 3) 4) Explique o funcionamento da máquina de serrar horizontal alternativa. Dê a nomenclatura das partes da máquina, usando uma gravura de catálogo. Indique quais as particularidades da serra horizontal alternativa hidráulica. Deduza as fórmulas da velocidade de corte (V) e da velocidade de trabalho (N).
,
MEC

204

-

1965

- 15 000

Presidente da República

MARECHAL HUMBERTO DE ALENCAR CASE
Ministro da Educação e Cultura

FLAVIO SUPLICY DE LACERDA
Diretor do Ensino Industrial

ARMANDO HILDEBRAND

M A N U A I S TÉCNICOS EDITADOS PELO MINISTÉRIO D A EDUCACÃO E CULTURA - DIRETORIA DO ENSINO INDUSTRIAL, PARA O "PROGRAMA INTENSIVO DE PREPARACÃO D A MÃO-DE-OBRA INDUSTRIAL":

Mecânica

1 3 4 5

2 - Torneiro Mecânico

6 - Soldador Oxi-acetilênico 7 - Controle de Qualidade Dimensionol 8 - Cronometrogem 9 - Tecnologia Mecânica 10 - Serralheiro 11 - Reporador de Aparelhos Domésticos de Refrigeração 1 2 - Mecânico de Refrigeração 13 - Ferramenteiro
Mecânica de Autos

- Ajustador - Fresodor - Retificador - Soldador Elétrico

14 15 16

- Mecânico de Suspensão - Eletricista de Autos - Afinador de Motores - Modelodor de Fundição - Moldodor de Fundição

e de Alinhamento de Rodas

Fundicão

17 18

Construcão Civil

19 - Carpinteiro de Obras 2 0 - Instalodor de Agua e Esgoto 2 1 - Pedreiro 22 - Pintor de Obras
Desenho Técnico

23 24

- Desenhista - Leitura de

Mecânico Desenho Técnico Mecânico

Rádio e Televisão

2 5 - Reporador de Rádio Receptor 2 6 - Reparador de Televisores
Eletricidade

2 7 - Eletricista Enrolador 28 - Reparador de Aparelhos Eletrodcmésticos 29 - Eletricista Instalador
Organizacáo

30

- Conceitos

Básicos para a Eloboroção de Séries Metódicos de Oficina

Servi~o Gráfico e Papel da Comp. Melhoramentos de 500 Paulo

- Ind.

de Popel

-

Ruo Tito. 479

- Sã0 Paulo

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