FERRAMENTEIRO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA

- DEPARTAMENTO DE ENSINO MÉDIO

Coordenação

de:

LUIZ GONZAGA FERREIRA HELI MENEGALE PEDRO SENNA
Elaboração de:

AÉCIO BATISTA DE SOUZA GUERINO ALEXANDRE BER1 'INI IRINEO CALDERINI JOSÉ ARIOVALDO FRARE PLíNlO JOSE GHERARDI -

-

-

SEI SEI SEk SEI SEI

A evolução no campo industrial e a crescente necessidade de produtos fabricados em série e de boa qualidade, intensificou dentro da metalurgia a produção de peças estampadas. Em particular, a produção de elementos de chapa estampada tem representado um grande avanço da técnica industrial e se pode considerar como uma das mais importantes na produção em série. Atualmente os processos de estampagem entram em quase todos os ramos da técnica industrial, onde poderíamos destacar as indústrias automobilísticas, de brinquedos, artigos elétricos e eletrônicos, ntensílios domésticos, máquinas e calculadores, bicicletas, etc. As técnicas relativas aos trabalhos em prensa, têm por objetivo métodos de fabricação rápidas e econômicas. A fabricação de produtos pelo sistema de estampagem, apresenta as seguintes vantagens: 1 - Capacidade de produção elevada; 2 - Baixo custo por unidade; 3 - Intercambiabilidade absoluta e bom acabamento; 4 - Leveza e boa resistência. Além destas vantagens, os elementos estampados reduzem a aplicação de soldas, parafusos, rebites, como também substituem em muitos casos peças fundidas. De tudo o que foi dito acima, concluímos da grande importância dêste setor no campo industrial, o que o torna de grande interêsse para aquêles que desejam nêle especializar-se ou que pretendem ampliar seus conhecimentos para aplicação segura do desenvolvimento de estudos em outros setores. O ramo de ferramentaria abrange um campo vasto, pois dêle fazem parte trabalhos que se diferenciam de acordo com a natureza do material a ser estampado e as operações que o estampo deve executar, ou sejam: dobrar, cortar, repuxar, moldar, extrudar, cunhar, forjar, etc.

FERRAMENTEIRO

I

ESTAMPOS - ESTAMPAGEM OPERAÇÓES DOS ESTAMPOS

Os estampos são dispendiosos pelo custo elevado dos materiais nêles empregados, pela mão-de-obra especializada e pelo emprêgo de máquinas, equipamentos, instrumentos e aparelhos de boa qualidade e alta precisão, que sua confecção exige.

Dependendo das características dos estampos e das prensas utilizadas, a capacidade de produção varia de 150 a 1.000 peças por minuto. As peças produzidas pelos estampos são denominadas produtos.

Denomina-se estámpagem a série de operações pelas quais a chapa plana é trans-

formada numa peça com forma geométrica final própria, seja esta plana ou não.

OPERA$X3ES DOS ESTAMPOS
As diferentes operações a que são submetidas as chapas de metal através dos estampos, podem ser subdivididas em duas categorias. 1) Seccionamento por ação de corte.

2) Modificação da forma sob pressão.
A primeira abrange todas as operações de corte e a segunda de dobrar, curvar, enrolar, extrudar, formar, calcar, embutir, etc.

Produto

P r o d u t o

Cor t e simples

C o r t e duplo

4

--

- - --

-

--

MEC

- 1971 - 15.0

Corte

parcial Produto

Semi corte Furar e Cortar

Produto

I

Furar

Produto

Separar

C o r t e simultãneo

Produto

.

Separar

.

-

Refilar

Dobra em V

D o b r a em

L

Dobra

em

Z

D o b r a em

U

com

abas

\

CURVAR - ENROLAR

Curvas

cilíndricas

Curva

reverso

C u r v a em

U

EMBUTIR

Repuxo

raso

Repuxo médio

Repuxa

profundo

FORMAR

Formar

relêvo

Formar

abas

EXTRUDAR

E xtrudar

furo

Extrudar

pastilha

-

ESTAMPO PARA FURAR E CORTAR CHAPA FERRAMENTEIR' QUADRADA - DEFINIÇÁO - NOMENCLATURA

FOLHA DE TICNOL~G~CA

1.6

1
I

I

Estampo é um conjunto de elementos que associados e adaptados às prensas ou balancins executam operações em chapas, tais como: cortar, dobrar, formar, enrolar, curvar, repuxar, cunhar, etc. Constroem-se estampos para produção de peças em série.

l

i

As peças produzidas pelos estampos são denominadas Produtos e as sobras da tira Retalho.

Produto

I
I

I
I

Retalho d a t i r a

Retalho
78
-

--

-

MEC
&

-

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I

BASES - Dependendo das características técnicas dos estampos as bases são construídas de aço 1030 A ou de ferro fundido.

MATRIZES - Geralmente emprega-se aso especial indeformável na construção de matrizes.

PUNÇÕES - O material indicado para os punções é o mesmo empregado na construção das matrizes.

FACA DE AVANÇO - O material empregado na construção da faca de avanço também é o aço indeformável.

GUIA DOS PUNÇÕES - O material empregado na construção das guias dos punções varia conforme as características dos estampos. Geralmente usa-se aço 1030 A.

PORTA-PUNÇÃO - O material indicado para êsse elemento dos estampos é aço 1030A.

PLACA DE CHOQUE

-

Constrói-se a placa de choque com o aço 1060 A.

PORTA-ESPIGA - Conforme as características dos- estampos, constrói-se o portaespiga de aço 1030 A ou de ferro fundido.

ESPIGA

-

O material indicado para a construçâo das espigas é o aço 1030 A.

PINOS DE GUIA - Geralmente são feitos de aço prata.

FERRAMENTEIRO

FASES DE CORTE
TECNOLÓGICA

Estampo de corte progressivo para furar e cortar com faca de avanço e tope fixo.

Punção cortador

f
I
I

I

Tope

Fig. i

\ Foca

de a v a n y o-

FASES DE CORTE
/ o Fase

As figuras ao lado mostram a sequência das operações para cortar o produto com o emprêgo da faca de avanço. Na l.a fase a tira avança até o encosto (fig. 1) e recebe o primeiro corte da faca de avanço (fig. 2). Na 2.a fase, a parte cortada L1, avança no comprimento igual ao da faca de avanço. A tira é cortada lateralmente pela 2.a vez e ao mesmo tempo o punção furador faz primeiro furo (fig. 3). Na 3.a fase, repetem-se as operajões anteriores e o punção cortador corta o primeiro produto. Fig. 4.'

Fíg.2
Punçdo furodor

[

Fig. 3

[

20 Fase

7

Punqüo cor tador

'UNJA0 DO T O P E FIXO 1
O tope fixo no estampo com faca de avanço é geralmente empregado para o aproveitamento total da tira.
Top e Punção cortador

AMPO C(
As figuras 5 e 6 mostram quando o tope fixo entra em ação pelo estreitamento "L" da tira.
Tope
I

hrnçõo furador
/

I
i

-

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T I P O DE ESTAMPO COM TOPE-MóVEL FASES DE CORTE

F6LHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

I .9

Como mostra a fig. 7, há outro tipo de estampo que, embora não possua faca' de avanço, permite obter o mesmo produto, por meio de topes-móveis. A escolha dêste ou daquele tipo requer uma análise prévia, a fim de se verificar qual o mais vantajoso, técnica, ou econômicamente, além de se levar em conta o fator precisão do produto de acordo com a tolerância exigida, produção, etc. A figura ao lado mostra um tipo de estampo com 2 topes móveis e um tope fixo fig. 7.

Fig. 7

Fase - A tira é introduzida no estampo e o 1.O tope móvel é pressionado manualmente, a fim de parar a mesma. Pisando-se no pedal da prensa o punção furador entra em ação e fura a tira - Fig. 8.
Fig. 8

Gu ia

l= Tope móvel

ch

I
Fig. 9

2.a Fase - Após ter feito o furo na tira, esta é introduzida novamente e o 2.O tope móvel

agora pressionado limita sua passagem. Picorsando-se no pedal pela 2.a vez, o p u n ~ ã o tador desce e corta o 1.O produto. Fig. 9.

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- 15.000

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T I P O DE ESTAMPO COM TOPE-M6VEL FASES DE CORTE

FGLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

1.1

3." Fase - Nesta fase, os topes móveis não têm mais função isto é, estão em repouso. Agora, o tope fixo tem sua atuação, pois per-

mite o engate do retalho da tira, para limit o passo, até o final da estampagem.

Fig. f O

O passo é a distância compreendida entre o centro de um produto a outro na tira ou, é a medida do produto mais o espaço que separa um produto do outro (Passo = A B).

as medidas B, C, D variam de uma ou duas vêzes a espessura do material. A medida da largura da faca de avanço deve ser rigorosamente a medida do passo.

+

As medidas do espaçamento da tira dependem de vários fatores, tais como: forma do produto, espessura da chapa, e natureza do material. De modo geral, como mostra a figura 11,

Os vazamentos dos estampos podem ser feitos com auxílio do Balancim - Ver páginas 163 e 164.

i Ii i -I

Passo
I
I

I I

I

-

I I
L

I
f

i-

,
I

I Foco de awnco

A d3-0f

_L

I

Fig. l i

!

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- 1971 - 15.

FERRAMENTEIRO

TOLERÂNCIA E AJUSTES MECÂNICOS ISO - NOÇÕES

FÔLHA DE IN FORMACÁO TECNOLÓGICA

1.1 1

NOÇKO DE TOLERÂNCLA Entende-se por tolerância, a variação permitida na medida de uma peça durante sua usinagem. Essa variação é permitida por existir sempre um êrro que não se pode evitar, motivado pela imperfeição dos instrumentos de medição, das máquinas e do operador. Intercambiabilidade - Para que não surjam dificuldades durante a montagem de peças é preciso que as mesmas se ajustem perfeitamente bem nos seus lugares, sem retoque; elas precisam, portanto, ser intercanzbiáveis. Intercambiabilidade é então a propriedade que as peças produzidas em série ou em cadeia têm de poder ser montadas sem retoque e ser substituídas entre si sem prejuízo do seu funcionamento.

SISTEMA INTERNACIONAL DE TOLERÂNCIA (Sistema ISO) Rsse sistema é constituído de uma série de princípios, regras e tabelas que permitem a escolha racional de tolerâncias para a produção econômica de peças mecânicas intercambiáveis. Para tornar mais fácil o entendimento dêsse sistema, seus principais pontos serão a seguir estudados em detalhes.

TOLERÂNCIA {T) a variação permitida na dimensão da peça, dada pela diferença entre as dimensões máxima e mínima. A unidade de tolerância adotada é o micro (milésimo de milímetro).
É

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83

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TOLERÂNCIA E AJUSTES MECÂNICOS ISO - NOÇÕES

FÔLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

1 1.12

Dimensão Máxima (19. máx.)
É

o valor máximo permitido na dimensão efetiva da peça. Ela fixa o limite superior da tolerância.

Dimensão Mínima (D. min.)
É

o valor mínimo permitiido na dimensão efetiva da peça. Ela fixa o limite inferior da tolerância.

Dimensão Efetiva (D. ef.)
Dimensão efetiva ou real é o valor que se obtém medindo a pesa.

Dimensão Nominal (D. nom.) ou linha zero.

E apenas uma dimensão de base, pois, a medida efetiva da peça depende da tolerância. E aquela que vem marcada no desenho, isto é, a cota da peça.
Afastamentos - (As e Ai): Superior - é. a diferença entre as dimensões máxima e nominal. Inferior - é a diferença entre as dimensões mínima e nominal.
Convencionou-se considerar positivos os valores dos afastamentos que se encontram sobre a linha zero e negativos aqueles situados abaixo da mesma.

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Conjunto dos valores compreendidos entre os afastamentos superior e inferior. Corresponde também ao intervalo que vai da dimensão máxima à dimensão mínima. O sistema de tolerância ISO prevê a existência de 21 campos, representados por letras do alfabeto latino, sendo as maiúsculas para os furos e as minúsculas para os eixos.

I

Furos: ABCDEFGHJKMNPRSTUVXYZ

Eixos: abcdefghjkmnprstuvxyz Estas letras indicam as posições dos campos de tolerâncias em relação ilinha zero, indicando as primeiras os ajustes móveis e as últimas os ajustes £orçados sobre pressão.

I

Tolerâncias poro furds

Bm B

1O

O

U:

a

Tolerâncias para eixos

FERRAMENTEIRO

TOLERÂNCIA E AJUSTES MECÂNICOS ISO - NOÇÕES

F6LHA DE iNFoRMAcÃ0 TECNOLÓGICA

1.14

GRUPOS DE DXETS(F,ES O sistema de tolerância ISO foi estudado para a produ~ãode peças mecânicas intercambiáveis com dimensões compreendidas entre 1 e 500 mm. Para simplificar o sistema e facilitar a sua utilização prática êsses valores foram reunidos em 13 grupos de dimensões:

QUALIDADE DE TRABAL H 0 - (Graus de tolerâncias)

A qualidade das peças dos britadores, das tesouras e outras máquinas grosseiras não é a mesma das peças pertencentes a plainas, tornos mecânicos, fresadoras, etc. Enquanto o acabamento das primeiras é apenas regular e os seus ajustes têm folgas consideráveis, as últimas não sòmente exigem um acabamento melhor como também ajustes mais exatos. Justamente por essa razão o sistema ISO estabelece 16 qualidades de trabalho, capazes de serem adaptadas a quaisquer tipos' de produção mecânica. Essas qualidades são designadas por IT 1, IT 2 . IT 16 (I de ISO e T de tolerância). ..

1

-

Puta mechic~i greawír~

I 86

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-

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- 15.0

-

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TOLERÂNCIA E AJUSTES MECÂNICOS ISO - NOÇÕES

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

1.15

ESCOLHA DA QUALIDADE

A escolha da qualidade depende do tipo de construção ou da função desempenhada pelas peças.
Como regra geral pode-se dizer que: a) A s qualidades d e 1 a 5, correspondem à mecânica extraprecisa - é reservada particularmente para calibradores.

b) A qualidade 6, corresponde à mecânica muito precisa. É indicada para eixos das máquinas ferramentas como: fresadoras, retificadoras, etc.
c) A qualidade 7, indica mecânica de precisão. É particularmente prevista para furos que se ajustam com eixos de qualidade 6. d) A qualidade 8, é de média pí-ecisão. Indicada para eixos que se ajustam com qualidade 7. Presta-se também para a execução de peças de máquinas que não exigem muita precisão nos ajustes.
I

I

I
I
I

e) A qualidade 9, designa a mecânica corrente. É indicada para a execução de certos órgãos de máquinas industriais que se podem ajustar com folgas consideráveis.

f) As qualidades 1 0 e 11, indicam mecânica ordinária.
g) A s qualidades q u e vão d e 1 2 a 1 6 são empregadas em mecânica grosseira.

I
I

r

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15.000

- --

- --

-

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TOLERÂNCIA E AJUSTES MECÂNICOS ISO - NOÇÕES

FGLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

1.16

AJUSTE MECÃNICO

E o encaixe obtido entre duas peças de forma inversa (macho e fêmea), sem que entretanto, durante sua usinagem, uma tenha sido verificada com a outra. Se na execução de uma máquina houvesse vários furos com a mesma dimensão, nos quais os eixos devessem, alguns girar, outros deslizar e outros ficar presos, todos os furos poderiam ser executados dentro da mesma tolerância, dando-se entretanto para os eixos tslerâncias diferentes de acôrdo com a função de cada um.

Os mesmos ajustes poderiam ser conseguidos, executando-se todos os eixos com a mesma tolerância e variando-se a tolerância dos furos também de acôrdo com os seus respectivos tipos de encaixes.

No primeiro caso, observa-se que variam as djmensões do eixo; no segundo caso variam as dimensões do furo. A possibilidade de se conseguir todos os encaixes possíveis, variando apenas o eixo ou o furo, deu margem a que se criassem duas classes de ajustes ISO que são: Sistema furo base e sistema eixo base.

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TOLERÂNCIA E AJUSTES MECÂNICOS ISO - NOÇÕES

FOLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

1.17

SISTEMA FURO RASE
O sistema furo base, também conhecido por furo padrão ou furo único, é aquêle em que o afastamento do furo ocupa sempre a mesma posição em relação à linha zero. Os sistemas furo base recomendados pela ISO são os seguintes:

LTnbu zero

SISTEMA EIXO BASE
.O sistema de ajuste eixo base, também conhecido por eixo padrão ou eixo Único, é aquêle em que o afastamento superior do eixo ocupa sempre a mesma posição em relação A linha zero. Os sistemas eixo base recomendados pela ISO são os seguintes:

TIPOS DE AJUSTES
Os diferentes tipos de ajustes mecânicos dependem da função que a peça vai desempenhar na máquina. 1

- Ajuste

com folga - é aquêle em que o afastamento superior do eixo é menor ou igual ao afastamento inferior do furo.

2
3

- Ajuste com interferência - é aquêle em que o afastamento superior do furo é menor
ou igual ao afastamento inferior do eixo.

- Ajuste

incerto - é aquêle em que o afastamento superior do eixo é maior do que o afastamento inferior do furo e o afastamento superior do furo é maior do que o afastamento inferior do eixo.

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I
I

--

-.

-- -- - -

-

-

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TOLERÂNCIAS E AJUSTES MECÂNICOS ISO - TABELA

FdLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

1.18

namentos necessi

-

,
I

Peças que giram

Montagem

I? mão poden-

bri ficados deslo-

de montagens e em de terioração

I

as sem deter1

I

I

90

-

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15 000

-

-

-

-

---

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TOLERÂNCIAS E AJUSTES MECÂNICOS 1SO - TABELA

FÔLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

1.19

AJUSTES RECOMENDADOS

-

SISTEMA FURO BASE

H7

Tolerâncias em milésimos de mi1;metros = I

280

315 355 400 450

+
+

52 0 57
O

- 108 62

-49

- 32
O

-

16 18 I8 20

+ + +
+

4 40 4 45 5

+

20

+ 34
+ 73

315 355 400 450

-

18

+

+ 57

- 119 - 54
- 6 8

-

36
O

+

+

21 63

+

37 80

I30 98 + 144 + 108 + 150
+
+

+

+

-20 -60

+

+

+

500

+

63

-131

- 4 0

-20

+

+23

+ 4 0

I66 126 +I72 180
+

+

202 170 + 226 + 190 + 244 + 208 + 272 232 +292 + 252
+
+

Nota:-

Para pjustes com outros coripos de tolerÚncias, tabelas.

existem outras

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-

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T

1

!

INDICAÇAO DA TOLERÂNCIA NOS DESENHOS
Para a indicação da tolerância nos desenhos, é importante reconhecer-se imediatamente quando se trata de furo ou eixo.

Furos - peças fêmeas
l

i
1

I

Eixos

- peças machos

!

1 I

Há peFas que podem ter partes que são machos e partes que são fêmeas.

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TOLERÂNCIAS E AJUSTES MECÂNICOS ISO - NOÇÕES

FOLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

1.21

Os desenhos das peças com indicasão de tolerâncias deverão ser cotados do modo seguinte: escreve-se a dimensão nominal seguida de u m a letra que, como vimos, indica o campo de tolerância adotado e um número que determina a qualidade. Para peças fêmeas a letra é maiúscula, geralmente H ; para peças machos a letra é minú,scula, e pode variar conforme o tipo de ajuste desejado.

Nos desenhos de conjuntos, onde as peças aparecem montadas a indicação da tolerância poderá ser do seguinte modo:

I

Em casos especiais, poder-se-á ao invés dos sfmbolos recomendados pela ISO, indicar o valor da tolerância diretamente nos desenhos.

I

Este sistema nem sempre é o recomendável, porque, dificulta a determinação do instrumento de verificação, salvo em que a tolerância seja tal que dispense os calibradores fixos e a verificação possa ser feita com instrumento de leitura direta.
MEC - 1971

-

15000

93

LINHAS

TRIGONOMaTRlCAS

O '
O
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 ll 12 13 14 0,~OOOO 0,01745 0,03490 0,05234 0,06976 0,08716 0,10453 0,12187 0,13917 0,15643 0,17365 0,19081 0,20791 0,22495 0,24192

1' 0
0,00291 0,02036 0,03781 0,05524 0,07266 0,09005 0,10742 0,12476 0,14205 0,15931 0,17651 0,19366 0,21076 0,22778 0,24474 3

2' 0 0,00582 0,02327 0,04071 0,05814 0,07556 0,09295 0,11031 0,12764 0,14493 0,16218 0,17937 0,19652 0,21360 0,23062 0,24756 0,26443 0,28123 0,29793 0,31454 0,33106 0,34748 0,36379 0,37999 0,39608 0,41204 0,42788 0,44359 0,45917 0,47460 0,48989 0,50503 0,52002 0,53484 0,54951 0,56401 0,57833 0,59248 0,60645 0,62024 0,63383 0,64723 0,66044 0,67344 0,68624 0,69883
40'

3' 0 0,00873 0,02618 0,04362 0,0610V 0,07846 0,09585 0,11320 0,13053 0,14781 0,16505 0,18224 0,19937 0,21644 0,23345 0,25038 0,26724 0,28402 0,30071 0,31730 0,33381 0,35021 0,36650 0,38268 0,39875 0,41469 0,43051 0,44620 0,46175 0,47716 0,49242 0,50754 0,52250 0,53730 0,55194 0,56641 0,58070 0,59482 0,60876 0,62251 0,63608 0,64945 0,66262 0,67559 0,68835 0,70091
30'

4' 0 0,01164 0,02908 0,04653 0,06395 0,08136 0,09874 0,11609 0,13341 0,15069 0,16792 0,18509 0,20222 0,21928 0,23627 0,25320 0,27004 0,28680 0,30348 0,32006 0,33655 0,35293 0,36921 0,38537 0,40142 0,41734 0,43313 0,44880 0,46433 0,47971 0,49495 0,51004 0,52498 0,53975 0,55436 0,56880 0,58307 0,59716 0,61107 0,62479 0,63832 0,65166 0,66480 0,67773 0,69046 0,70298
R(Y

6' 0

20 21 22 23 24 25

26 2 7

?I
30
--

33 34 35 36 37 38
3Q
I

41

4s 43 44

0,34202 0,35837 0,37461 0,39073 0,40674 0,42262 0,43837 0,45399 0,46947 0,48481 0,50000 0,51504 0,52992 0,54464 0,55919 0,57358 0,58779 0,60182 0,61566 0,62932 0,64279 0,65606 0,66913 0,'68200 0,69466
g' 0

0,34475 0,36108 0,37730 0,39341 0,40939 0,42525 0,44098 0,45658 0,47204 0,48735 0,50252 0,51753 0,53238 0,54708 0,56160 0,57596 0,59014 0,60414 0,61795 0,63158 0,64501 0,65825 0,67129 0,68412 0,69675
60'

0,01454 0,03199 0,04943 0,06685 0,08426 0,10164 0,11898 0,13629 0,15356 0,17078 0,18795 0,20507 0,22212 0,23910 0,25601 0,27284 0,28959 0,30625 0,32282 0,33929 0,35565 0,37191 0,38805 0,40408 0,41998 0,43575 0,45140 0,46690 0,48226 0,49748 0,51254 0,52745 0,54220 0,55678 0,57119 0,58543 0,59949 0,61337 0,62706 0,64056 0,65386 0,66697 0,67987 0,69256 0,70505
1' 0

0,01745 0,03490 0,05234 0,06976 0,08716 0,10453 0,12187 0,13917 0,15643 0,17365 0,19081 0,20791 0,22495 0,24192 0,25882 0,27564 0,29237 0,30902 0,32557 0,34202 0,35837 0,37461 0,39073 0,40674 0,42262 0,43837 0,45399 0,46947 0,48481 0,50000 0,51504 0,52992 0,54464 0,55919 0,57358, 0,58779 0,60182 0,61566 0,62932 0,64279 0,65606 0,66913 0,68200 0,69466 0,70711
O'

89 88 87 86 85 84 83 82 81 80 79 78 77 76 75 74 73 72 71 70 69 68 67 66 65 64 63 62 61 60 59 58 57 56 55 54 53 52 51
60

49 48 47 46 45

Min.

-

S E N O

3
I

LINHAS TRIGONOMÉTRICAS

-

(continuqão)

CO-SENO

V
O 1 2
1,00000 0,99985 0,99939 0,99863 0,99756 0,99619 0,99452 0,99255 0,99027 0,98769 0,98481 0,98163 0,97815 0,97437 0,97030 0,96593 0,96126 0,95630 0,95106 0,94552 0,93969 0,93358 0,92718 0,92050 0,91355 0,90631 0,89879 0,89101 0,88295 0,87462 0,86603 0,85717 0,84805 0,83867 0,82904 0,81915 0,80902 0,79864 0,78801 0,77715 0,76604 475471 0,74314 0,73135 0,71934

1' 0
1,00000 0,99979 0,99929 0,99847 0,99736 0,99594 0,99421 0,99219 0,98986 0,98723 0,98430 0,98107 0,97754 0,97371 0,96959 0,96517 0,96046 0,95545 0,95015 0,94457 0,93869 0,93253 0,92609 0,91936 0,91236 0,90507 0,89752 0,88968 0,88158 0,87321 0,86457 0,85567 0,84650 0,83708 0,82741 0,81748 0,80730 0,79688 0,78622 0,77531 0,76417 0,75280 0,74120 0,72937 0,71732

20'
0,99998 0,99973 0,99917 0,99831 0,99714 0,99567 0,99390 0,99182 0,98944 0,98676 0,98378 0,98050 0,97692 0,97304 0,96887 0,96440 0,95964 0,95459 0,94924 0,94361 0,93769 0,93148 0,92499 0,91822 0,91116 0,90383 0,89623 0,88835 0,88020 0,87178 0,86310 0,85416 0,84495 0,83549 0,82577 0,81580 0,80558 0,79512 0,78442 0,77347 0,76229 0,75088 0,73924 0,72737 0,71529

W
0,99996 0,99966 0,99905 0,99813 0,99692 0,99540 0,99357 0,99144 0,98902 0,98629 0,98325 0,97992 0,97630 0,97237 0,96815 0,96363 0,95882 0,95372 0,94832 0,94264 0,93667 0,93042 0,92388 0,91706 0,90996 0,90259 0,89493 0,88701 0,87882 0,87036 0,86163 0,85264 0,84339 0,83389 0,82413 0,81412 0,80386 0,79335 0,78261 0,77162 0,76041 0,74896 0,73728 0,72537 0,71325

40'

50'
89

3
4 5 6 7 8

9 10 1 1 12 13 14 15 16 17 18 19 20

22

21

-------

27 28 29 30

24 25 26

-

31 32 33 34 35 36

37
38
39

40
41 42 43 44

0,99993 0,99989 0,99985 0,99958 0,99949 0,99939 0,99892 0,99878 0,99863 0,99795 0,99776 0,99756 0,99668 0,99644 0,99619 0,99511 0,99482 0,99452 0,99324 0,99290 0,99255 0,99106 0,99067 8,99027 0,98858 0,98814 0,98769 0,98580 0,98531 0,98481 0,98272 0,98218 0,98163 0,97934 0,97875 0,97815 0,97566 0,97502 0,97437 0,97169 0,97100 0,97030 0,96742 0,96667 0,96593 0,96285 0,96206 0,96126 0,95799 0,95715 0,95630 0,95284 0,95195 0,95106 0,94740 0,94646 0,94552 0,94167 0,94068 0,93969 0,93565 0,93462 0,93358 0,92935 0,92827 0,92718 0,92276 0,92164 0,92050 0,91590 0,91472 0,91355 0,90875 0,90753 0,90631 0,90133 0,90007 0,89879 0,89363 0,89232 0,89101 0,88566 0,88431 0,88295 0,87743 0,87603 0,87462 0,86892 -- 0,86748 0,86603 0,86015 0,85866 0,85717 0,85112 0,84959 0,84805 0,84182 0,84025 0,83867 0,83228 0,83066 0,82904 0,82248 O,ã1915 0,82082 0,81242 0,81072 0,80902 0,80212 0,80038 0,79864 0,79158 0,78980 0,78801 0,78079 0,77897 0,77715 0,76977 0,76791 0,76604 0,75851 0,75661 0,75471 0,74703 0,74509 0,74314 0,73531 0,73333 0,73135 0,72337 O,S136 0,71934 0,71121 0,70916 0,707ll
-

88
87 86

85
$4 83

82
80 79

81 78 77 76 75 74 73 72 71. 70 69 68 67 66 65 64 63 62 61 60 59

58

57

56
55 54 53 52 51 50 49 48 47 46 45

50'

4' 0

3' 0
SENO

2' 0

1' 0

V

,

UNHAS TRIBONOMnRICAS

- (c&&)
i

TANGENTE
W w w w 6v -

0,00000 0,01746 0,03492 0,05241 0,06993 5 0,08749 6 0,10510 7 0,12278 g 0,14054 g 0,15838 1 0 0,17633 11 0,19438 0,21256 13 0,23087 14 0,24933 15 0,26795 1 6 0,28675 17 0,30573 28 0,32492 1 9 0,34433 0,36397 0,38386 0,40403 a3 0,42447 24 0,44523 0,46631 0,48773 27 0,50953 28 0,53171 ag 0,55431 8 0 - 0,57735 31 0,60086 32 0,62487 33 0,64941 34 0,67451 35 0,70021 36 0,72654 37 0,75355 38 0,78129 39 0,80978 U) 0,83910 0,86929 42 0,90040 43 0,93252 44 0,96569

o

1 2 3 4

0,00291 0,02036 0,03783 0,05533 0,07285 0,09042 0,10805 0,12574 0,14351 0,16137 0,17933 h19740 0,21560 0,23393 0,25242 0,27107 0,28990 0,30891 0,32814 0,34758 0,36727 0,38721 0,40741 0,42791 0,44872 0,46985 0,49134 0,51319 0,53545 0,55812 0,58124 0,60483 0,62892 0,65355 0,67875 0,70455 0,73100 0,75812 0,78598 0,81461 0,84407 0,87441 0,90569 0,93797 0,97133

0,00582 0,02328 0,04075 0,05824 0,07578 0,09335 0,11099 0,12869 0,14648 0,16435 0,18223 0,20042 0,21864 0,23700 0.25552 0,27419 0,29305 0,31210 0,33136 8,35085 0,37057 0,39055 0,41081 0,43136 0,45222 0,47341 0,49495 0,51688 0,53920 0,56194 0,58513 0,60881 0,63299 0,65771 0,68301 0,70891 0,73547 0,76272 0,79070 0,81946 0,84906 0,87955 0,91099 0,94345 0,97700
#

0,00873 0,02619 0,04366 0,06116 0,07870 0,09629 0,11394 0,13165 0,14945 0,16734 0,18534 0,20345 0,22169 0,24008 0,25862 0,27732 0,29621 0,31530 0,33460 0,35412 0,37388 0,39391 0,41421 0,43481 0,45573 0,47698 0,49858 0,52057 0,54296 0,56577 0,58905 0,61280 0,63707 0,66189 0,68728 0,71329 0,73996 0,76733 0,79544 0,82434 0,85408 0,88473 0,91633 0,94896 0,98270 3' 0

0,01164 0,02910 0,04658 0,06408 0,08163 0,09923 0,11688 0,13461 0,15243 0,17033 0,18835 0,20648 0,22475 0,24316 0,26172 0,28046 0,29938 0,31850 0,33783 0,35740 0,37720 0,39727 0,41763 0,43828 0,45924 0,48055 0,50222 0,52427 0,54673 0,56962 0,59297 0,61681 0,64117 0,66608 0,69157 61,71769 0,74447 0,77196 0,80020 0,82923 0,85912 0,88992 0,92170 0,95451 0,98843
20'

0,01455 0,03201 0,04949 0,06700 0,08456 0,10216 0,11983 0,13758 0,15540 0,17333 0,19136 0,20952 0,22781 0,24624 0,26483 0,28360 0,30255 0,32171 0,34108 0,36068 0,38053 0,40065 0,42105 0,44175 0,46277 0,48414 0,50587 0,52798 0,55051 -0,57348 0,59691 0,62083 0,64528 0,67028 0,69588 0,72211 0,74900 0,77661 0,80498 0,83415 0,86419 0,89515 0,92709 0,96008 0,99420

0,01746 0,03492 0,05241 0,06993 0,08749 0,10510 0,12278 0,14054 0,15838 0,17633 0,19438 0,21256 0,23087 0,24933 0,26795 0,28675 0,30573 0,32492 0,34433 0,36397 0,38386 0,40403 0,42447 0,44523 0,46631 0,48773 0,50953 0,53171 0,55431 0,57735 0,60086 0,62487 0,64941 0,67451 0,70021 0,72654 0,75355 0,78129 0,80978 0,83910 0,86929 0,90040 0,93252 0,96569 1,00000

89 88 87
8fi

85

84 83
$2

81
80 79 78

77 '
76

7 5
74 73 72 7J.
70

69 68

67
65 64 63
G 2

66

61 60 59 58 57 56 55 54 53 52 51
50

49 48 47 46

45

w

1v

COTANGENTE

FERRAMENTEIRO

TECMOLÓGICA

UNHAS TRIGONOMETRICAS

-

(continq&)

TANGENTE

MEC

- 1971 - 15.000

APLiCAÇõES DE PARAFUSOS NOS ESTAMPOS

I

FOLHA DE ~NFORMA~AO TECNOLÓGICA

I 1
1.&5

I

I

I

I

Nos estampos são usados diferentes tipos de parafusos de acorda com sua necessidade. 1.O) Os parafusos de cabeça cilíndrica, tipo "Allen", são os mais utilizados, porque oferecem as seguintes vantagens: a) melhor fixação dos conjuntos. b) possibilita pequenos deslocamentos das pe$as antes da fixação definitiva com os pinos de guia. c) oferecem melhor resistência à tração por

serem de material especial e tratado hermèticamente.
2.O)

Podem ser usadcs os de cabeça c6nica na fixação de peças que não requerem grandes esforços. Os de cabeça cilíndrica com fendas são confeccionados de acordo com as suas funções no estampo. Geralmente aplica-se êste tipo de parafusos em exksatores, prensa-chapas, etc. Possibilita pequenos deslocamentos.

3.O)

NOTA
Ver tabela de dimensões de parafusos. Pág. 100

MEC

- 1971. - 15.000

99

e' dac o pela cota

& I

PARAFI

I

ALOJAMENTO

B

DIMENS~ES DO PARAFUSO D E CABEÇA CIL~NDRI(

PARAFUSO

A

1(

ALOJAMENTO

B

100

MEC

- 1971 - 15.000

----

- -- - .---

-

FERRAMENTElRO

ESTAMPO P A U LINGUETA DE TRINCO MATRIZ COM PARTES POSTIÇAS

A6LHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

2.1

Matrizes com partes postiças, são formadas por segmentos de aqo indeformável encaixados na base. Estes tipos de matrizes facilitam as substituições dos segnlentos nos casos de desgaste ou ruptura.

Os segmentos devem estar perfeitamente encaixados à base e fixados com pinos de guia e parafuso.

PROD

FQRMA

'ERIAL

FASES DE CORTE

OBSERVAJÃO Este tipo de estampo é clenominado "Estampo de Corte de Separação".

Sendo, normalmente, a largura das tiras preparada na tesoura, sua medida pode variar (- 0,5 mm). Por essa razão, o punção deve ser construído conforme a figura abaixo:

A=B+lmm

L = mínimo 5 mm

OBSERVAÇ~ES
- Para assegurar um corte perfeito, "A" deve ser sempre maior que "B", devido à variação que a tira pode apresentar na sua largura.
I
MEC

- Para segurança do punção, a dimensão "IA" não deve ser inferior a 5 mm; porém, iio caso de corte de chapas mais espêssas, sua medida deve ser aumentada. - Os cantos "C" devem sempre ser arredondados para evitar quebras.
I

- 1971

-

15.000

107

r

-

-

FERRAMENTEIRO

FOLGA ENTRE PUNÇÃO E MATRIZ ADEQUADA - INSUFICIENTE - EXCESSIVA

F8LHA DE INFORMACÁO TECNOL6GICA

2.2

Para se obter um bom corte através de um estampo, o punção e a matriz devem ter entre si uma folga adequada. Essa folga obedece a uma determinada percentagem relacionada com a espessura e natureza do material a ser cortado.

Como regra geral, ela será tanto menor quanto mais fina for a espessura da chapa a ser cortada. Dessa folga depende o tempo de vida do estampo e a qualidade do produto.

F=- D-d

2

FOLGA ADEQUADA O desgaste da matriz e do punção será muito menor, quando a folga for bem determinada e bem dividida, como mostra a figura ao lado.
I

I

FOLGA INStJFICIENTE
I

A folga insuficiente pode ocasionar:
1) Maior esforço sobre a matriz, trincamento da mesma, quebra do punção e rebarbas nos contornos do produto e do retalho.

2) Maior desgaste do punção e da matriz,
resultando pequena durabilidade do estampo.

1

FOLGA EXCESSIVA
A folga excessiva pode ocasionar: 1) Deformação e conicidade no bordo do produto.

II
I

!

2) Rebarbas nos contornos do produto e do retalho.

108
I-_ -

-

-

--

MEC

--

- 1971 - 15000

-

FERRAMENTEIRO

FOLGA ENTRE PUNÇÃO E MATRIZ ATRAVÉS DE ENSAIOS

F6LHA DE INFORMACÁO TECNOL6GICA

23 .

Quando há dificuldade para se medir a folga entre punção e matriz é necessário £azer-se ensaios na prensa ou balancim para se determinar a folga adequada. Os bordos dos produtos cortados em estampos, apresentam duas partes distintas: uma lisa e outra rugosa.

Este fenômeno ocorre em função da folga entre punção e matriz, sendo que a parte lisa é cortada e a parte rugosa é rompida. Baseando-se neste princípio podemos controlar a folga entre punção e matriz, examinando o bordo dos produtos estampados durante os ensaios, conforme demonstram as figuras abaixo.

FASES AP:

:NTAC

RAN?

S.a FASE

-

2 ...*i: . .: : .....,...,.*?;..? ,. - - . . ,..:.:,.~,~::'..t;:!;~:~..~.~:;.;~a
.*.-t;?'. .:,>...:.

Rugoso
-5..

. *

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+ , :

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*:r

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2.
e ; <

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...- -..:.*>-:.,$.3 *--x*<-** :---.;*: : .. &..4-*;<:af: *I ::::..-.-:: .; .a
213 Rugoso Máximo de folga admissível

.

-

.-r----..~.*

Lisa

113 Rugoso Mínimo de folga admissível

112 Rugoso Médio

Dependendo das características e espessura do material a ser cortado, pode-se admitir qualquer um dos três casos citados. Exemplos: 1.O caso: para materiais não ferrosos que não oferecem grande resistência a tração, e-por serem dúteis. 2.O caso: para materiais ferrosos que não oferecem grande resistência a tração.

3.O caso: para materiais ferrosos que oferecem maior resistência a tração. Existem materiais especiais que se enquadram em qualquer um dos três casos citados. Exemplo: folha de flandres, chapa de aço silicioso, aço inoxidável, materiais isolantes, plásticos etc.

--

A parte ativa "h" da matriz varia proporcionalmente conforme a espessura do material a ser cortado. Geralmente v a i de 3 a

DESC
8 ângulo de descarga na matriz deve ter urrra inclinação de + 30". Esta inclinação é necessária para possibilitar a descargâ das

res, a descarga pode ser feita alargando-se a parte inferior da mesma de 1 a 2 mm sôbre o diâmetro do corte. Deve-se, porém, sempre que possível fazer-se as descargas côr-icas. As descargâs circulares das matrizes podem ser feitas com alargador cônico.

o
Ue

Ajuste do Punção no porta-punção. O ajuste do punção 110 porta-punção não deve ser forçado, a fim de permitir a centragem do mesmo na matriz, no caso eventual de pequena descentragem.

Z O DQS PU

Para evitar o desgaste na parte ativa da não deve ir matriz e do punção, a penrtra~ão além do necessáiio para cortar o produto. A penetração do punção implica na regulagem Paro efetuar um corte perfeito e livre de rebarbas, o gume da matriz e do p w i ~ ã o devem estar bem afiados. Para isso, quando os produtos começarem a apresentar rebarbas o punção e a matriz devem ser reafiados.

NOTA:as indicações desta tabela são aproximadas.

I

MEC

-

1971

-

15.000

111

I

-

.. .

-

FERRAMENTEIR0

DENOMINAÇÃO E TIPOS DE ESTAMPOS

F6LHA DE INFORMACAO
TECNOLÓGICA

2.6

dINA

O

7s ESTA- _

_

De uma forma geral os estampos recebem o nome da operação que executam, isto é, as operações de dobrar são feitas nos estam-

pos de dobra: as operações de cortar, nos estampos de corte, etc.

- -POS DE ESTAMPOS n.4

*,

Estampos de corte, são aquêles que cortam e furam chapas, delas retirando produtos com perfis desejados. A classificação dêstes estampos varia de acordo com a forma, quali-

dade e quantidade dos produtos a serem estampados. Podem ser Simples, Progressivos, Simultâneos, etc.

Produto

Retalho da
I

Tira

I

I
I

Geralmente são constituídos de uin só punção, que tem a forma do produto. São empregados para se obter produtos simples. Ex.: cortar formas diversas, recortar sobras de

peças embutidas, cortar parcialmente, furar chapas, etc. Um estampo simples pode também ter vários punções. Ex.: fazer vários furos em uma chapa.

I
I

C112

- - .-

.

-

- -

-

----

- -

-- -

MEC - 1971 - 15000

1I

FERRAMENTEIRO

TIPOS DE ESTAMPOS

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

2.7

3GRESSIVO

Produto

Retalho

da

Tira

São aquêles que possuem dois ou mais punções, os quais, a cada passo da tira, executam uma operação no produto.

Um estampo pro-essivo permite a obtenção de peças complicadas, constituídas de várias operações. Ex.: furar, cortar, separar.

ESTAMPOS DE COR7

I

!
I
MEC

São estampos que como o próprio nome indica, separam o produto dando a forma desejada nas extremidades. Nesse tipo de estampo, a largura da tira é a mesma do pro- 1971
15.000

duto. Os estampos são de construção relativamente simples e os produtos obtidos, não requerem muita precisão.

I
113

J

I

-

-

-

O estampo abaixo apresentado é provido de extrator-prensa-chzpa com mola e centrador em ângulo. O extrator assegura o assentamento perfeito da tira na matriz e extraçáo d a mesma prêsa no punção após o corte. Os centradores permitem a ccntragem transversal da tira conseqiieriteinente a centragem longitudinal dos furos.

Corte C-D

FERRAMENTEIRO

T I P O DE ESTAMPO PARA CORTAR E SEPARAR SEM DESPERDÍCIO DE MATERIAL

FBLHA DE INFORMAFIO TECNOL~GICA

2.9

C o r t e

A-B

A -.

. L -

-

TIRA

Vista

do c o n j u n t o i n f e r i o r

NOTAS
- O estampo acima, comparado ao da tarefa, é de custo mais elevado.

-Proporciona,

porém, aproximadamente 5

%

de economia de material na tira.

empregado quando o número de pegas a produzir (5.000 ou mais) justifiquem a sua execuqão.

r

MEC

-

1971

- 15.000

115

FEWRAMENTEIRO

ESTAMPO DE SEPARAR SEM A INVERSÃO DA TIRA

FGLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

2.10

O perfil simétrico do punção separador
possibilita ao separar o produto, formar um dos seus extremos com o contorno desejado. Neste caso não é necessário inverter a posição do produto para completá-lo.

O encosto regulável permite cortar produtos de vários comprimentos.
Estampo de Corte progressivo - Forde mação e ~~~~~~~ã~ F~~~~ simétrica.

I

I

PRODUTO

FASES

DE CORTE

Punções

Neste tipo de estampo a largura da tira é a mesma do produto.

FERRAMENTEIRO

CLASSIFICAÇXO E PROPRIEDADES DE CHAPAS LAMINADAS A FRIO NORMA DIN-1624

F6LHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA

2.12

Tipo DE AÇO CbDIGO

-

TRATAMENTO C6DIGO K G ESTADO FORNEC. DURO RECOZ. MOLE LEVEMENTE RELAMINADO DURO RECOZ. MOLE LEV. RELAM. RELAMINADO A FRIO RECOZ. MOLE LEVEMENTE RELAMINADO

QUALIDADE DA SUPERFÍCIE

RESISTENCIA A TRAÇAO KGIMMP

OBSERVAÇõES

ST O

TIPO BASICO

SEM ESPECIFICAR

LG
K G LG K32 K40' K50 * K60 * K70 # G

COMPOSIÇÃO QUÍMICA yo C. 0,12 MAX. - Mn. 0,20-0.45 P. 0,08 MAX. - S 0,06 MAX. COMPOSIÇÃO QUÍMICA %
C. 0,12 MAX. - Si 0,05-0,2 Mn. 0,20-0.45 - P 0,07 MAX. S. 0,06 MAX.

2 4
Pim

SEM ESPECIFICAR GD, GBK 43 45 32 A 46 40 !A 55 50 A 65 60 A 75 > 70
4 L

W4

ST 1
4

3n

GD, GBK

3 0

2
ST2

22
ll -

GD, GBK

30 A 40 32 A 42 32 A 44 40 A 55 50 A 65 60 A 75 70 28 A 38 30 A 40

COMPOSIÇÃO QUÍMICA O/, C. 0,10 MAX.

Wm

40
2

$2 $1
qcnm

98

LG K32 K40 RELAMINADO Kljo* A .K60#' FR I 0

- Si 0,03-0,2

GD, GBK RP

Mn. 0,20-0,45 - P 0,06 MAX. S. 0,05 MAX.

K7O# G LG

>

&: o
ST

RECOZ. MOLE LEVEMENTE RELAMINADO

GD, GBK

COMPOSIÇÃO QUÍMICA % C. 0,10 MAX. - Si 0,03-0,15 Mn. 0,2-0,45 - P 0,04 MAX. S 0,04 MAX.

W Z, 4 38 2
0

a

5

ST4

' 485
888

R32 K40 . RELAMINADO K50* A K60' FRIO K70 * G RECOZ. MOLE LEVEMENTE LG RELAMINADO
. K32

GD, GBK

RP, RPG

32 A 42 40 A 50 50 A 60 60 A 70 > 70 28 A 38 30 A 40

GD, GBK

COMPOSIÇÃO QUÍMICA % C. 0,10 MAX. - Si 0,03-01 Mn. 0,2-0;45 - P 0,03 MAX. S 0,035

$22

K40 RELAMINADO K~O* A K60* FRIO K70

GD, GBK RP, RPG

32 A 42 40 A 50 50 A 60 60 A 70 > 70

Para Espessuras de Chapa Superiores a 4 mm não se pode obter dureza de laminação superior a K 40. As abreviaturas para os estados de laminação a frio correspondem às seguintes designações LG = 1116 dura K32 = 118 dura K40 = 1/4 dura K50 = 1/2 dura K60 = 314 a 44 dura K70 dureza de mola
Qualidade de Superfície GD = Recozido Escuro - Cor Cinza Azulada, Admissivel Escamas Fortemente Aderidas GBK = Recozido Polido - Superfície Polida RP = Sem Rachaduras ou Porosidades - Aspecto Liso e Uniforme RPG = Sem Rachaduras ou Porosidades de Brilho Claro - Superf. Lisa e Brilhante

1 8

MEC

-

1971

- 15.000

I

- -

-

--

.

-

-

-

-

-

FERRAMENTEIRO

AÇOS - CARACTERÍSTICA E APLICAÇÃO

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

2.13

ForneCOMPOS1~AO QUf MICA

APLICAÇÓES

dureza cida Brinell

Forjar

Recozer

Temperar

Penetração Têmpera

Dureza RC ap6s revestimento a O C 100 200 300 400 500 60C 650

C Cr Mo W Co V

- 0,8 yo Aço ultra-rápido com 10 (r, - 4,5 0/, cobalto. - 1,O 0/, Trabalho pesado e prolonga- 18,5 % do das ferramentas cortantes. - 10,5 0/, Necessário para a usinagem - 1,6 yo de aço-construção não reco-

1.100 zido ou beneficiado, aço ino9000 C xidAvel, aços temperados, aço manganês e ferramentas para 270-300 tomos automáticos.

8500 C 280 Brinell 1.280° C 61eo ou ar

completa

64 63 62 61 63 66 62

C Cr W V

- 0,72 0/, Aço rápido 1 8 4 1 para con- 4,5 % fecção de ferramentas de cor- 18,O % te para trabalhar a altas ve- 1.2 yo locidades: frezas, brocas, es-

pirais, machos e cossinetes, talhadeiras para repicar, limas para tadas as ferramentas para tornos e plainas assim como ferramentas para trabalho a quente, matrizes, punções etc. para ferramentas sujeitas a choques violentos recomendamos têmpera em 2X)-260 temperatura mais baixa.

8500 C 240 Brinell PC AL, 2 a 3 horas na temperatura final 1.150 RL, 100C/ 900°C hora até AL 6000 C, deRL com PC pois resfriamento ao ar

1.1801.280° C 61eo ou ar PC AL at6 850° C depois R R temperatucompleta ra final

65 64 63 63 64 64 60

C Cr W

- 0,28 yo Aço de alta liga para ferra- 3,O <r, mentas que trabalham em - 9,s 4/, altas temperaturas, grande

V

-

0,3 % resistência ao calor. conservando dureza e tenacidade em temperaturas elevadas. Matrizes a quente para parafusos, rebites, pinos, matrizes para extrusão de aços e metais, matrizes para fundição sob pressão de aluminio, latão, etc. Matrizes e moldes para metais em estado derretido ou semi-derretido. 220-250

1.150 8500 C AL 8000 C AR temperatura final RL em forno. cinza, etc.

8500 c PC/230 Brinell RL em forno att 6500 depois R R

1.0501.150° C óleo ou ar PC AL 8000 C AR temperatura final completa

52 52 52 51 50 46 36

I

C --0,55 yo Um aço com têmpera proMn - 0,4 0/, funda, grande resistência à Cí - 1,5 qb brasão e fadiga e extrema Ni - 3,O % tenacidade após a têmpera. Para trabalhos a frios como matrizes de cunhageni de talheres e cutelaria. matrizes com impressões profundas, navalhas grandes. A quentes para matrizes em martelo de queda, moldes grandes para baquelite plástico etc. 220-250

1.050 800° C AK temperatura final RL em forno, cinza, etc.

780° C 230 B RL 6000 C 100 C/hora, depois RR reaquecimente a 610OC 630° C durante 10 horas com resfriamento no ar

800-8400C em 61eo AL 650° C AR temperatura final PC boa

59 56 53 49 45 40

-

C Si Cr W V

- 0,5 % Aço com tenacidade extraor- 0,75 0/, dinária em combinação com - 1,25 0/, boa dureza. Indicado para ta- 2,5 7, lhadeiras, ferramentas pneu- 0,2 <r, máticas, punções de alta capacidade. btima resistência contra choques por ex.: em marteietes e pistões para ferramentas pneumáticas. Tam1.O00 btm em ferramentas a quen800° C te para fundição sob pressão RL de zinco. REGIN 3 pode, também, ser cementado sem perder as suas qualidades. 190-220

7100 c 210 Brinell a pernanecendo 10 a 20 horas em 7100 C RR ao ar

880-920° C em 61eo ' 860-9000C em hgua até 700° C depois AR

aprox. 4 mm

60 58 55 52 47

- 119

MEC

-

1971

-

15.000

FERRAMENTEIRO

AÇOS - CARACTERÍSTICA E APLICAÇAO

TECNOL6GICA

FdLHA DE INFORMAÇÁO

2-14

COMPOS1çAO QUÍMICA

APLICAÇOES

Fornecida dureza Brinell

Forjar

Recozer

Temperar

Penetração Têmpera

3ureza RC após revestimento a O C 100 20t 300 400 500 600 650

C MN Cr W

- 2,05 yo - 0,75 % - 13,O % - 1,25 %

Aço altamente indeformável indicado para estampos e matrizes, que exijam grande capacidade de corte e resistência ao desgaste. Ótimo para piinçóes, matrizes para chapa siliciosa, serra em fita, calibres, ferramentas de medição, mandris de tubos, matrizes para cerâmica, facas para trabalhar madeiras, facas circulares para chapa e fita de aço etc. 220-260

1.O50 950° C AL até 700° C depois AR R L

850° C 240 Brinell PC RL até 650° C 100 C por hora depois livre ao ar

940-980° C óleo ou ar PC AL até 700° C depois AR

com têmpera em óleo completa penetração para qualquer bitola 66 64 60 59 57 46

-

I
C MN Cr W V 0,9 % 1,2 % 0,5 yo 0,5 yo 0,1 0/, Tipo indeformável-intermediário. A qualidade mais usada dos aços para têmpera em óleo sem deformações. Tipo universal para os mais 950 8000 C variados fins como por ex.: machos cossinetes, fresas, esRL tampos, cunhos, matrizes, roletes para rebordar latas, cilindros laminadores para ouro e rebarbadores a frio. Também para peças de construções mecânicas como engrenagens, guias, pinos etc. 190-210 780° C 200 Brinell PC AL até 6500 C depois AR RL até 650° C 150 C por hora depois RR ao ar 790-8100 C dim. pequenas 810-8300 C completa dim. gran- até aprox. des em Óleo 40 mm PC AL até 650° C depois AR

63 60 56 51 46

-

-

I

C

Tipo extra tenaz, duro para - 1,05 0/, punções, matrizes, cunhos, estampos, fresas, machos para abrir roscas etc. Especialmente indicado para punções de letras e números, estampos com gravura, etc.

950 7500C RL 160-180

750° C 170 Brinell PC RL até 650° C 200 C por hora depois RR ao ar

770-800' C água PC AL 770-800' C em água PC AL

2-3mm

66 63 55 47

-

- -

C - 0,6 yo Si - 1,6 Sr, Mn - 0,5 yo Cr - 0,5 0/, Especialmente indicado para pinças de tornos. Utilizado tamb6m em navalhas para corte de secções pequenas, escopros, talhadeiras e matrízes para fundição sob pressão de estanho, chumbo e zinco. 200 950 7500 C resfriar ao ar 7600 C 200 820-8600 C pc AL até 'leO 6500 C, 2 0 0 por ~ hora depois R R no ar

-

62 61 58 54 42 -

-

máx. 0,06 0/, Cr - 17,O % Ni - 11,5 0/, Mo - 2,5 0/,
C

-

Aço inoxidável, austenitico, não temperável do tipo resistente aos ácidos. Aplicado especialmente na indústria química para aparelhos que necessitam melhor resistência Li corrosão do que as qualidades 18-8. 150

1.150 "O0 C resfriar ao ar

Qualidades não temperhveis. Por meio de usinagem a frio com laminação a frio, torneamento fresagem, repuxo, etc. as qualidades austeniticas podem entretanto serem endurecidas consideràvelmente.

-

- - - - - - -

MEC

- 1971

m - ,~ .f iu "u u i

-

L

COMPOS1~AO QUf MICA

APLICAÇóES

Fornecida dureza Brinell

Forjar

Recozer 770° C 180B resfriamento ao ar 800-820° C 170 B RL em forno

Temperar 9751.O250 C em 6leo ou ar. Peças const. mecânica: revenido

Penetração Têmpera

-

Dureza RC ap6s revestimento a O C 100 200 300 400 500 600 650

C Cr Ni

- 0,18 yo Aço inoxidável martensitico - 13,5 yo temperável. Indicado para

- 0,7 % eixos de bombas hidráulicas, facas +jordan, matrizes para baquelite e plásticos. Qualidade não soldável. 170-200

1.100770° C AL

C Cr W V

- 1,l yo - 0,25 yo - 1,O yo - 0,l %

Para brocas espirais, guias de matrizes, eixos e peças de máquinas e aparelhos de precisão, brocas dentárias, frezas pequenas, ferramentas pe950 quenas de precisão geral, 7500 C punções, pinos passadores. 180-210 RL

RL atC PC 650° C AL depois R R

em 61eo

66 64 59 53 45 -

-

AL =Aquecimento lento e uniforme à temperatura indicada
AR = Aquecimento mais rápido
RL = Resfriamento Iento geralmente em forno ou mergulhado em cinza, areia, ou p6 de carvão quente.

R R = Resfriamento mais rápido geralmente ao ar. PC = Proteção contra descarburação da superfície por meio de empacotamento em caixas bem fechadas em serragem de ferro fundido (ou banho de sal).

(

FERRAMENTEIRO

TABELA DE EQUIVALÊNCLA DO AÇO

I

FÓLHA P E INFORMAÇAO TECNOLóGICA

1
A-6 2.140 2.419 01

2.16

(

A-2 SIS - 14 WERKSTOFF NR SAE/AISI VILARES BOFORS SODERFORS ALPINE FHONIX BOHLER MARATHON ROCHILING UDDEHOLM 2.756 2.750 3.355 T 1 VW-Super P 10 25 Komalp 3H Pluto G Super Rapid Extra Rapid Spezial Gigant 50 Castor 3

A-3 2.730 2.581

A-4 (2.550) (2.721)

A-5 2.312 2.436 D6 VC-131 RT

3.265 -

íT5 IT6)
Q- 10

H 21 VW-9 RT

-

V C O HRO-1.243 85

V N D RT-1.733 16 (Statos Extra) Idelit Amutit

- 45

- 60
62

28 Grandios Extra Hansa Spezial K10 CC Kobalt 1 Gigant 88

22/0,30 WMW S-G W K Z ~pezial-w RCW-2 Valand

ANp-3
(BSTIDBS) N B S (CNK-2) RAB-W Grane

(Statos) (~pecial)w Triumphator Special-KR Bora RCC-W Sverker 3

-S

Veresta RUS-4 Arne

- UHB

Castor 9

SIS - 14 WERKSTOFF NR SAEIAISI VILARES BOFORS SODERFORS ALPINE FHONIX BOHLER MARATHON ROCHILING
'

I

2.343 4.436 316 VCN - 182 RIM

0,7

VW - 1

- 215

1

T P - 24

18

-

4.

511 Blanco-H
I

(AHD AHA) Tirann Extra My

- Extra

I
I

-

Etd
I

I

1
I

Etd ETD-180 SS4/KSN

1
I

(ARH ZAEH) Kz,"

Masb

Rótex

Durax-W-Z Robust Regin

1.810-SSW RNO Stainless 31 Stainless 24

WS-1 Extra

I

UDDEHOLM - UHB

I

Tirfing

RT-9/10 UHB - 20

I

1

Borez

122

MEC

-

1971

-

15.000

~ o / r m u l o e Exemplo

E

=

3 d E s f 6 r F o de Corte

E =

2 7.000

Espessura
MEC

do

Matriz

" E " em mm
123

- 1971

-

15.000

.-

- --

7
I

-

-

- -

FERRAMENTEIR0

T I P O DE ESTAMPO DE CORTE PROGRESSIVO FURA - CORTA - SEPARA E DOBRA EM DIREÇÕES OPOSTAS

FaLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

3.1

Para produtos que pela sua forma requerem operações de corte, dobra ou repuxo, constroem-se estampos que nas suas fases consecutivas de corte, não destacam o produto, mantendo-o prêso à tira, para ser destacado e formado simultâneainente na fase final. No exem-

plo abaixo o perfil do produto foi subdividido em quatro partes, cada uma correspondendo à forma de um lado do produto. Cada lado do produto é cortado em partes distintas, dando no final, a forma do seu contorno.

PRODUTO

FORMA P R I M I T I V A

DO M A T E R I A L

ESTAMPO PARA

:

FURAR

-

FORMAR

- SEPARAR-

DOBRAR

Neste caso, a disposição dos punqões permite que na sua fase de corte, o produto se mantenha prêso à tira, até o momento de

NOTA Nos estampos que tenham mais de duas fases de corte, pode-se aplicar duas facas de avanço, que permitem o aproveitamento final da tira.

MEC

-

1971

-

15.000

129

L

FERRAMENTEIR0

TIPO DE ESTAMPO DE CORTE PROGRESSIVO FURA - CORTA - SEPARA E DOBRA EM DIREÇQES OPOSTAS

FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

3.2

I

FASES DO DOBR

'RA:

Nesta fase, o p u n ~ ã o separa o produto da tira e dobra as abas laterais. Durante a fase as cunhas se apóiam nas chavêtas fixadas nas colunas.
- 1971 - 15.0

130

MEC

FERRAMENTEIRO

TIPO DE ESTAMPO .DE CORTE PROGRESSIVO FURA - CORTA - SEPARA E DOBRA EM DIREÇõES OPOSTAS

FGLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

3.3

NOTA Nesta fase, as cunhas introduzindo-se nos rasgos das. colunas permitem a descida do pun-

ção e do suporte, dobrando assim, as abas longitudinais do produto.

MEC

-

1971

- 15.000

131

FERRAMENTEIRO

TIPO DE ESTAMPO DOBRA

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

3.5

ESQUEMAS DE ESTAMPOS PARA DOBRAR EM "L e Z"

Punção dobrador

III

Peça d o b r a d a em " L "
ESTAMPO PARA DOBRAR EM "L"

Peça dobrada em "z"

ESTAMPO PARA DOBRAR EM 2'

MEC

-

1971

- 15.000

133

FERRAMENTEIRO

TIPO DE ESTAMPO DOBRA

FOLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

3.6

DOBI

SIMULTÂNEAMENTE A 90 % EM DUAS DIREÇÕEs
cima. Ao terminar o curso do punção as operações de dobrar se completam em direções opostas. Estampo para dobrar a 90° simultâneamente em duas diregões.

O sistema de planos inclinados pode ser aplicado em estampos para dobrar produtos em duas direções opostas. No momento em que o punção inicia as dobras para baixo, as matrizes móveis são acionadas pelas rampas do punção, iniciando as outras dobras para

PRODUTO

FORMA

ANTERIOR

DO PRODUTO

Fig. I

I

ESTAMPO PARA DOBRAR A 90° EM DUAS DIREÇõES OPOSTAS

nada

I

As partes inclinadas do punção não se assentam completamente sobre as superfícies planas das matrizes móveis, para permitir a

calibragem final do produto entre a superfície plana do punção e da matriz fixa, dando a forma final no produto.
- 15.000

134

MEC

1971

--r
I

- _ _ _ _ _ _ .

- -

--

P

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO DE DOBRA COM PRENSA-CHAPA

FBLHA DE INFORMACÁQ TECNOLÓGICA

37 .

1
I
I I

-

-LNSA-CHAPA
A escolha da prensa deve ser ao menos igual ao esfôr~o dobrar, aumentada da pode tência das molas da prensa-chapa. O estampo com prensa-chapa permite dar ao produto maior precisão na dobra do que o estampo de dobra simples.

E a peça que prende a chapa a ser dobrada, por meio de molas, afim de evitar um escorregamento da mesma no momento em que está sendo dobrada. A fbrça necessária para impedir este deslizamento é de aproximadamente 40 D/, do esforço da dobra.

I
I

EXEMPLO:

ESTAMPO PARA DOBRA EM "L" (com prensa-chapa)

I

I

i
I
I

MEC

- 1971 - 15.000

135

Para enrolar tubos com paredes

"GROS

1
IZ P r é - e n r o l a r

2% Enrolar

FERRAMENTEIRO

TIPOS DE ESTAMPOS PARA ENROLAR TUBOS E CURVAR ARAMES

FÔLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA

3.9

Em duas fases tubos com paredes: "MÉDIAS" e "GROSSAS"

Estampo para pré-enrolar

I

i

19

FASE

Tubos com paredes "MÉDIAS" e "FINAS" (Em uma fase)

Para curvar arames

MEC

-

1971

-

15 000

131

Extrator prensa-chapa

O extrator prensa-chapa com mola, tem a finalidade de prender a peça no início do dobramento e expulsá-la depois de dobrada.

Como calcillar o desenvolvimento "X" da peça representada na figura, abaixo, antes de dobrá-la.

-- O desenvolvimento do arco AB =

4 eixoneutro X 3,14

2

-

9X3.14

2

= 14,13

- O desenvolvimento total "X" = L

+ AB + L' = (30 - 5) + 14,13 + (10 - 5) = 44,13
A

1

138

I .

MEC

- 1971 - 15.1

-

- - --

FERRAMENTEIRB

CALCULOS:

,

w
I

--

Figura

5 = diâmetro internoadI bJ=diânaetro do eixo neutro
Figura

I

2

X = o desenvolvime~itodo arco AB
9 eixo neutro X

X 135'

6 X 3.04 X 135O

- Para satisfazer as condi~õesda figura 2 (AB = 135O), toma-se como rnedida do dsmetro interno "d" cinco vêzes a espessura "e" da chapa. Alterando-se esta relação cunsequenteniente alterar-se-á o ângulo de 135O e o desenvolvimento AB.

Quanto maior for a relação entre o diâmetro "d" e a espessura "e" melhores serão os resultados. - Porém o diâmetro "d" nunca deve ser menor que duas vezes a espessura "e".
-

MEC

- 1971 - 15.000

139
-

FERRAMENTEIRO

TIPOS DE ESTAMPO PARA CURVAR

Espiga

Punção

Peça a c u r v a r

-r
1

FERRAMENTEIRO

TIPOS DE ESTAMPO PARA CURVAR E ENROLAR

FBLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

3.13

1
I
I

.I
I

I
I

I
I

A figura acima, mostra um estampo que
dá formas curvas e cilíndricas (enrola), em chapas ou produtos planos. Quando se trata de baixa produção, pode-se construir estarnpos simples, que fazem várias operações simultâneamente e independentes.
Fig. 1

Este tipo de estampo além de curvar enrola o produto. Invertendo-se a posiçáo dos calços laterais, A e B pode-se enrolar produtos como o das figuras 1 e 2.

i

1I
I

I

I

I

I

Flg. 2

I

I
I

I

MEC

- 1971

- 15.000 -

141
A

--

-

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA DOBRAR EM "U"

OPERAÇAQ DE DOBRAR
operação mecânica efetuada em máquinas especiais chamadas dobradeiras, em dispositivos ou estampss, que adaptados às prensas, executam essa operação. Através da operação de dobrar, obtêm-se peças com formas angulares, partindo-se de peças plainas. O produto obtido pela açáo de
Éa

dobrar, poderá retornar à sua forma plana primitiva, pela simples operação de desdobrar, porém, isso não ocorre na prática em virtude de um deslocamento molecular das fibras do metal, ou seja, um alongamento das mesnias.

Fase anterior - Peça desenvolvida

PRODUTO

Produto

-

O esquema do estampo ao lado, nos mostra a operação de dobrar eni "U" partindo-se punc60 de um produto plano obtido de um estampo Tira de corte. Este tipo de estampo é de construção relativamente simples. A extração do produto pode se dar por meio de molas colocadas sob o extrator no próprio estampo, ou por meio de pinos extratores, quando a prensa utiiizada possui mola na sua parte inferior. O raio interno rnínimo aceitável das dobras é igual à espessura da chapa. Deve-se evitar, sempre que possível, as dobras ern ângulo vivo.

12

MEC

-,

1971

- 15.000

FERRAMENTEIRO

CALCULOS DA PLANIFICAÇAO DE PESAS DOBRADAS A 900

FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

3.16

LCULOS
Como calcular o comprimento da peqa desenhada abaixo, antes de dobrá-la:

O

/
I
Q

Eixo neutro

<\1

-.

i

1

-

2e
fo

- O desenvolvimento do arco AB =

3

. 0,9 . 3,14
4

= 3,11

- O comprimento da peça = 2

. (10 - 2e) + AB =

- 2 . (10- 1,8)+2,11 = 2

. 8,2+2,11 = 18,51

NOTAS O eixo para calcular o desenvolvimei~to da peça a dobrar deve ser considerado: - No "CENTRO" até um milímetro de espessura.

- UM "TÊRÇO" na parte interna para es- Um "QUINTO" na parte interna para espessura dobrada com prensa-chapa com mola. pessura maior.

I

-.-.

Punção
I

i

I
U

i

Matriz
.---.

-MEÇ

144

-

- 1971 - 15.000

-

FERRAMENTEIRO

DOBRAS EM "V" GENERALIDADES

FGLHA DE INFORMACÁO TECNOL6GICA

3.17

i I I

I

Para se obter peças em forma de cantoneira, dobradas em ângulo qualquer, o estampo utilizado é um estampo em "V". Exemplo:

Ele se compõe de um punção dobrador e de uma matriz, anibos com o ângulo da peça a dobrar.

I

I I
I

I I

!
I I

I I
I

Posicionador
I
- -,--

7

I

Matriz

Para dobrar a 90° o punção deve ter: = 90° até menos 6O. Esta variação no ângulo do punção é mais ou menos acentuada, para compensar o retorno do material, ocasionado pela elasticidade do mesmo.
L'

Raio do punção: o raio do punção evita
trincas ou quebraduras na peça a dobrar; varia conforme a natureza do material a ser dobrado. Para aços em geral: r = e Para metais não ferrosos o raio varia de O a 0,6 de "e".

8

I>

iI
1
I

I
I

- A profundidade "h" na matriz deve ser "h" = 5 a 6 "e". - O canal "B" da matriz é igual ao ângulo de peça "B" = 90°.

O canto "A" da matriz deve ser arredondado a fim de evitar riscar o produto. O punção e a matriz devem ser temperados ou endurecidos para evitar desgaste prematuro.
I

I
I

MEC

- 1971

- 15.000

145

,

CALCULOS
Para calcular e medir uma dimensão em canal V com 90° de abertura proceder como nos exemplos :

1.O

Calcular X

-

AO = 1/ 2 Diagonal

2.O

Medir X através de Y

Na medição de quotas em posiqões angulares, mede-se indiretamente por meio de um cilindro ou esfera.

FERRAMENTEIRO

CALCULO DE PLANIFICAÇÃO DE PEÇAS DOBRADAS
-

F6LHA DE
.

-I

PLANIFICAÇÃO = A . B. C .

"A" e "B" devem ser conhecidos: O arco "C" é determinado na tabela, mediante "r" e "e".

EXEMLOS
I1 A = 15 B = 20 e = 0,8 r = O (canto vivo) Planif. = 15.20.0,3 = 35,3

I

B = 20

m
----+.vwx-.,w,sa, s,.G\

-

e = 2,5 r = 3,5 Planif. = 15.20.7,2 = 422

'AI

LA D c

V1 ,ORES "C"

OBSERVASÃO

Quando a dobra não fôr a 90' deve-se tomar o valor "CJ' da tabela acima e fazer uma -relação.

A =15 B =20 e =2 r = 3,5 8 = 450 NOTA

A.B. (C.8) 90

148

Planif. = 15.20.(6,8.45O) = 38,4 90 Essa tabela é o resultado de ensaios práticos. Os valores de "C" são aproximados. --- MEC

- 1971 - 15.000

DOBRA SIMULTANEAMENTE,

, ,

,JO EM DUPC

n T

f g FASE

20 F A S E

As abas transversais são dobradas para baixo pela ação do punqão dobrador. As molas ainda não cederam, não sofreram compressão.

O punção dobrador venceu a reação das molas. Estas cedendo, as abas longitudinais são dobradas para cima.

MEC

- 1971 - 15.000

A

149.

-

FERRAMENTEIRO

I

MOLAS PRATO TABELA - F6RMULAS

I

FaLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA

1

32 .2

As Molas Prato são empregadas cada vez mais na ferramentaria em substituição às

molas espirais, por oferecer uma resistência à compressão muito maior.

D mm
10 i 2,5 1 4 i6 16 20 25 28 28 3 1,5 3 f,5 35,s 40 45 50 56

d
mm 52 682 7.2 882 882 10,2 f 2,2 f4,2 f 4.2 16,3 f 6,3 i8.3 20,4 22,4 25,4 2 8,5

e
mm 0,4 Ot5 018 O,6 099 01 8 fv 5 i
j

h mm

H
mm 087 0,85 !#I !,O5 i , 25 1,35 2,05 1~8 2, r5 2,15 2,45 58 3,15
35 8

Flex. máx. Carga máx f Q mm kg 0,22 0,26 0,22 O, 34 O,26 0,4 f 0,4 f Q6 O 99 , 0,65 0,52 0,s 067 O, 75 O, 82 fr2 21 30 80 42 f 05 77 300 li5 290 195 400 530 350 790 i250 480

3

i,25

1,75 2 2,25 &5 3 2

083 0,35 083 0,45 0,35 O, 55 0,55 018 0,6 5 0, 9 097 098 49 i i,i i88

4, f 3,8

MONTAGEM DAS MOLAS PRATO

Na aplicação de duas ou mais molas, além de ficar duplicado ou triplicado o valor de " Q , pode-se ainda acrescentar ao mesmo, o esforço gerado pelo atrito entre as molas, na percentagem de: 12 % no caso de 4 molas 2 a 2 - 18 yo no caso de 6 molas 3 a 3 24 % no caso de 8 molas 4 a 4 - 30 % no caso de 10 molas 5 a 5

Na montagem, as molas podem ser guiadas com parafusos embuchados ou simplesmente torneados. Entre o diâmetro interno "d" das molas e o diâmetro "d" dos pai-afusos-guia deve existir ainda uma determinada folga. A parte decimal 0,2-0,3-0,4-0,5 dos números da coluna "d" indica o valor dessa folga.
'

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PA

T A DO PORTA-

INFORMACÁO

Pode-se construir estampos cujo corte não é feito em todo p,erfil do produto, como acontece nos estampos de separaqão. A largura

da tira já tem a medida dos lados do produto, razão pela qual os lados do produto não serão cortados.

I

C o r t e A-B

I

\ Tope

móvel

V i s t o do c o n j u n t o i n f e r i o r

Estes tipos de estampos são construidos para produtos que não requerem precisão. Considerando que apenas uma parte do produto é cortada, haverá conseqüentemente uma redução no esfôrgo de corte. As partes do contorno da matriz que
>

não cortam o produto, dispensam a operagáo de vazamento facilitando a sua execução. O tope móvel tem a funcão de limitar a tira para a primeira estampa. Nas demais estampas, os avanGos (passo) da tira passam a ser limitados pelo centrador com mola, alojado no punção.

MEC

- 1971 - 15.000

159

-

FERRAMENTEIR0

MATRIZ BIPARTIDA COM DIFERENÇAS DE ALTURA FASES DE CORTE

F&HA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

4.2

O estampo com matriz bipartida e com diferença de altura, é empregado, não só para facilitar a execução da matriz, mas também para diminuir o esforço de corte proporcionado por essa diferença. O produto é formado em duas etapas: a

primeira parte é cortada pela matriz mais alta e a segunda pela matriz mais baixa, completando assim o produto. Estampo de corte progressivo de furação e formação com centrador móvel.

PRODUTO

Material Estampo paro

.'

Aço 1030 B

-

4 0 Kg/rnrn

2

m

furor

- corta r

FASES

DE

CORTE

1 '

Fase

20 Fase

I

Corte A-B

- Neste
I 160

estampo, a matriz 2 é mais baixa para diminuir o esforço de corte; - A espiga está descentralizada para o lado do punção "P" porque o esforço do mesmo
,

é superior aos demais. Dessa forma, o esforço geral do corte, fica centralizado racionalmente.
MEC

- 1971

- 15.00

FERRAMENTEIR0

COMPORTAMENTO DA CHAPA SOB A A W O DO CORTE TIPOS DE ESTAMPOS

FdLHA DE INFBRMAÇAO TECNOL6GICA

4.3

A pressão exercida pelo punção sobre a chapa ou tira, tem por efeito seccionar o metal. No momento que o mesmo penetra apro-

ximadamente 113 da espessura da chapa esta se rompe. O desenho abaixo nos dá a idéia dêste fenômeno.

Chapa

Matriz

Motriz

- Estampo de corte progressivo com matriz bipartida e seis punções de corte.

Matriz

7 .

- Estampo de corte progressivo com matriz bipartida e quatro punções de corte.

- Fases progressivas da tira.

I
MEC

Os dois estampos apresentados trabalham com desperdício de material.
- 1971 - 15.000
- -

I
161

FERRAMENTEIRB

ESFORÇO DE CORTE - CALCULO ESCOLHA DA PRENSA

F8LHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

4.4

ESFORÇO DE CORTE

- CALCULO

O cálculo do esfôrço de corte permite escolher a prensa de capacidade mais adequada para o trabalho a ser realizado. Na operação de corte, o material é submetido à ação de uma pressão, motivando a sua ruptura. Para se calcular o esforço necessário para cortar ou furar, aplica-se a seguinte fórmula: Ec=P.e.Rc
Ec P e Rc
- Esforço de corte - Perímetro - Espessura do material - Resistência ao corte

Qual é o esfôrço necessário para cortar o produto representado ao lado? (Fig. 1).

4
Fig. 1

PERf METRO

DADOS e = 1,5 mm Rc = 32 Kg/ mm2

CALCULO
Ec= 120.1,5.32

Ec = 5.760 Kg
Ec = 5.760 T.

ESCOLHA DA PRENSA

Assim, para cortar esse produto, a prensa adequada deve ter uma tonelagem equivalente à encontrada no cálculo, acrescida de uma margem de segurança, de aproximadamente 20 %. Para êste caso, uma prensa de 7 toneladas pode ser usada com segurança.

62

MEC

- 1971

-

15%

FERRAMENTEIRO

TIPOS DE BALANCINS

FOLHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

4.6

Existe balancim, cujo corpo é de uma só peqa e de construção reforçada. O suporte de aço quadrado desliza em guias ajustáveis. (Fig. 1).

Fig. 1

A figura 2 mostra outro tipo de balancim cujo corpo é feito de uma só peça, e é de construção robusta. O suporte é sòlidamente ligado com o parafuso por meio de dois tirantes e desliza em guias prismáticas, que são reguliveis por uma cunha cônica. (Fig. 2).

Fig. 2

=

164

MEC

-

1971'

- 15.000

- - -

FERRAMENTEIRO

PRENSAS EXCÊNTRICAS NOMENCLATURA - CARACTERÍSTJCAS FUNCIONAMENTO

7

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

4.8

PRENSA D

CORPO FIXO

As prensas de corpo fixo podem ter a mesa móvel, possibilitando o uso de estampos de diversas alturas, evitando o uso de calços.

NOMENÇLATURA B - Biela C - Base D - Barra de Comando E - Eixo Excêntrico F - Fuso Regulador G - Guias do Martelo H - Furo Expedidor M - Mesa Regulável P - P~dal R - Régua de Ajuste U - Ajuste de curso (bucha excentrica) V - Volante

PRENSA DE MESA FIXA

As prensas de mesa fixa, limitam-se a uma determinada altura máxima dos estampos. A variação da altura dos estampos é compensada por calços, para que o martelo trabalhe normalmente nas guias. Estes tipos de prensas são utilizados para trabalhos de corte, dobra, repuxo leve, extrusão, etc.

MEC

- 1971 - 15.000

I

.
FERRAMENTEIRO
REGULAGEM DO CURSO E b A POSIÇÃO DO MARTELO
F6LHA DE I N FORMACÃO TECNOLóGICA

4.9

A = Eixo do motor B = Biela.

G = Anel
M = Flange

E = Bucha excêntrica

P = Parafuso regular

NOTAS

O curso do martelo se regula:
- Tirar o anel "G" - Desengrenar o flange "M" da bucha "E" - Girzr a bucha "E" até conseguir o curso desejado

A posição mais alta ou mais baixa do martelo, referente à mesa, se obtém por meio do parafuso "P".
MEC

I
167

-

1971

- 15.000

I

FERRAMENTEIRO

MONTAGEM DO ESTAMPO NA PRENSA

I

FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

4.10

Para fixar o estampo na prensa, proceder como segue:
- Introduzir os punçóes na guia do estampo até atingir um ou dois milímetros da parte ativa da matriz. - Regular o curso do martelo tomando por base a altura da matriz.
I

- Regular a posição do marte10,de modo que
fique apoiado no porta-espiga.
- Apertar o parafuso central e depois as duas porcas. - Fixar cuidadosamente os grampos na base, para evitar. que a mesma saia da posição e force os punções no sentido lateral. - Levantar o martelo e descer outra vez, controlando cuidadosamente a penetração dos punções na matriz.

- Manobrar o volante com a mão, descendo lentamente o martelo ao seu ponto máximo. - Retirar o mandril.
-

1
I
I

- Lubrificar

Colocar a espiga na sede.

- Colocar o mandril e apertar levemente as duas porcas.

os punções antes de iniciar o funcionamento do estampo, para evitar que os mesmos engripem-se nas guias.

- Antes de fixar os grampos na base do estampo, verificar se a mesma está totalmente apoiada sobre os calços ou mesa de prensa.

168
--

--

..

-

-

-

--

-

-

.

-

-

-.---

-

MEC

- 1971

-

15.000

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS

INFORMACÁO

FOLHA DE

D

A

8

'

C

r
3

D4 Métrica fina
14 x
1,s 1.5 1,5

E

F

G
5

25

13

23

13

18 x
27 x

20

215

38

19

34

19

4

30

4

8

50

25

46

25

5

36

x

1,5

40

5

1O

73.5

31

57

3f

6

44 k

1,5

50

6

f2

1

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS PORTA-ESPIGA

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

4.13

PORTA-ESPIGA Sua finalidade é permitir a conexão enatravés tre os punções e o martelo da ~ r e n s a da espiga. Existem outros tipos de porta-espiga para estampos de grandes dimensões, usados em prensas especiais. Sua fixação é feita por meio de parafusos ou garras diretamente no martelo da prensa. Para evitar possíveis desregulagens, principalmente quando o estampo não tem guia dos punções, deve-se rebitar a espiga no porta-espiga.

NOTA Na montagem de um estampo na prensa, a superfície superior do porta-espiga deve estar totalmente apoiada na base do martelo da prensa.

IEC

- 1971

-

15.000

171

FERRAMENYEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS E PORTA-PUNÇÃB

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICÂ

4.14

PLACA DE CHOQUE
Situa-se entre o porta-espiga e o portapunção. Sua principal função é receber os choques produzidos pela ação dos punções, evitando a formação de cavidades no portaespiga e folgas excessivas nos punc;ões, prejudicando o bom funcionamento do estampo. A sua espessura varia proporcionalmente, conforme a espessura e natureza do material a ser cortado. Quanto mais grosso e duro for o material a ser cortado, mais espêssa deverá ser a placa de choque. Estas placas devem ser de aço carbono temperadas e revenidas com dureza de 56 a 58 R. C. e retificadas posteriormente. Quando as placas são muito grandes, para evitar excessivo empenamento lia têmpera, deve-se fazê-las em várias partes.

Em alguns casos, pode-se colocar discos de aço encaixados no porta-espiga, ao invés de plâca de choque comum.

PORTA-PU N çao
Sua função é manter os punções nos seus devidos lugares, auxiliado pelo portaespiga com apoio na placa de choque. Os escariados ou rebaixos do porta-punção servem para alojar as cabeças das punqões. As cabeças dos punções devem facear com a superfície da placa de choque.
choque
Placa de

Cabetos dos ~UnçÕes Superf superior 1

I
172
. -

-

MEC

-

1971

- 15.0í

--

i

.+ -

L---

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS GUIA DOS PUNÇÕES E BASE

INFORMACÃO

FOLHA DE

PECNOLQGICA

4.15

GUIA DOS PUNCGES
Sua função é guiar os punções na matriz e soltar a tira que se prende nos mesmos. O material empregado na construção das guias é o aço de baixo teor de carbono. A espessura das guias variaaconforme o tamanho do estampo, o curso do punção e as possibilidades de desgaste do mesmo. Em casos especiais, quando a quantidade de produtos produzidos pelo estampo fôr muito grande, deve-se estudar a possibilidade de encaixar postiços temperados para gixiarem os punções e centradores. O canal para a passagem da tira deve ser a medida da largura desta, com 0,l a 0,2 mm para mais e a a1tur.a do canal, 1,5 vêzes a espessura da tira. Devido a questões técnicas relativas ao ponto de contato entre o produto e a matriz, a guia deve ser executada com a parte superior voltada para baixo, pois, com isso, teremos um início de furo com absoluta precisão no ponto crítico da ferramenta, evitando os desvios de broca, frequentes, que poderiam causar a iriutilização da guia.

I

b

r

g

u

r

a daiira +O$

'

1

/ '

/ '

'
(com postiços)

Guia dos punçÓes

BASE
É o elemento responsável por g-rande parte da segurança do estampo durante o seu f uncionamerito. A base recebe todos os efeitos de pressão do estampo quando os punções golpeiam a chapa a ser estampada. Desta forma, se a base não tiver uma espessura suficiente, poderá vergar e romper a matriz. Em alguns casos, poderá ocasionar a perda total do estampo. As partes laterais da base destinadas a suportar as garras de fixajão, nunca poderão ser os lados por onde entrará ou sairá a tira.

Os furos para a saída, descarga do produto ou dos retall-ios, são feitos na base, sempre que possível acompanhando o perfil daqueles, em continuação às partes cônicas ou inclinadas dos furos de descarga da matriz. A fim de evitar o acúmulo de retalhos e produtos sobre a mesa da prensa, faz-se um canal em toda a extensão da base, na parte inferior. O canal possibilita a retirada dos retalhos de produtos, evitando que os mesmos se comprimam sôbre a mesa da prensa, causando danificação ao estampo.

Matriz

Base com rebaixo para saida do Produto

AEC

-

1971

-

15.000
8

173

- FERRAMENTEIRO
ELEMENTOS DOS ESTAMPOS CENTRADORES - TIPOS E FINALIDADES

-

-.

--

I

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOL6GICA

4.1 6

Os centradores têm por objetivo levar a tira já furada, na posição exata para o corte de um produto que não permita descentralização de furos devido às tolerâncias exigidas. O uso dos tentador-s é particularmente eficaz e recomendável para chapas que tenham menos de 0,5 mm de espessura. São colocados da mesma maneira como o são os punções comuns, isto é, no portapunção. O diâmetro dêsses elementos deve ser sempre inferior ao do punção que fez 0 furo onde êle deverá se alojar. Em geral, essa diferença vai de 0,05mm a 0,l mm. O material usado pode ser aço prata,

temperado e revenido, com dureza de 56 a 58 R. C. Nem sempre êle é fixado no portapunção. As vêzes, pode ser alojado no punção cortador, desde que produto seja na fase anterior. Quando o produto não tiver furo, o centrador ou centradores devem ser colocados lateralmente, aproveitando o espaçamento da tira, de preferência na direção do retalho existente de um produto a outro. O comprimento dos centradores, ou seja, da parte paralela, é maior que o comprimento dos punções que cortam, de uma espessura da chapa, pois os centradores deverão chegar antes do pufição do corte.

r = d
rf = 0,3

d

A figura abaixo apresenta uma tira perfurada onde serão introduzidos os centradores.

Çentradores

Punções furadores

/

-7-7--

Punçdo cortador

MEC

- 1971 - 15.000

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS PINOS DE GUIA

,

FGLHA DE INFORMACÁO TECNOLóGICA

4.17

Também conhecidos por pinos passadores, são elementos que têm por objetivo posicionar as placas dos estampos, no lugar exato, sem que as mesmas possam se mover, corrigindo também as folgas existentes na fixação das placas pelos parafusos. O ajuste nos furos das placas deve ser forçado. Deve-se passar o alargador nos furos onde serão introduzidos os pinos de guia. São feitos de aço prata, temperados e re-

recomendável que os mesmos sejam colocados nas extremidades das placas, bem distanciados, próximo aos parafusos. Sempre que possível, os seus diâmetros devem ser iguais aos dos parafusos. Geralmente, são em número de dois ou mais. Aconselha-se fazer os furos para os pinos sempre passantes para facilitar a passagem do alargador, bem como a montagem e desmontagem do estampo quando necessário.
É

Quiu dos Purp~Oe-E

FERRAMENTEIRO

DIMENSIONAMENTO DE PUNÇõES E MATRIZES

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

4.18

i

Para se estabelecer as medidas dos punçòes é necessário destacar-se quais as suas funções no estampo: furar ou cortar. Considerando-se a folga entre punção e matriz pode-se também determinar as medidas dos furos da matriz. As dimensões do produto e suas tolerâncias serão o ponto fundamental para estabelecermos essas medidas. O punção furador deverá ter a medida do furo do produto acrescida da tolerância para mais, pois o furo tem tendência a "fechar". Para o furo da matriz que corta o pro-

duto, deve-se dar a medida com tolerância para menos, pois o produto tem tendência a "crescer". Considerando-se que o produto é uma arruela, podemos estabelecer as medidas dos punções furador e cortador, bem como os respectivos furos da matriz. A seguir, damos um exemplo para se determinar as medidas dos punções e matrizes para furar e cortar arruelas, conforme desenho abaixo. Como vimos anteriormente, a medida do punção furador deverá ter a medida do furo da arruela acrescida de tolerância para mais, ou seja: 13,1 mm. Consultando-se a tabela de folga, (FIT 2.5) vamos encontrar para chapa de aço 1030 A de 2 mm de espessura uma folga de 0,10 que nos permite estabelecer também as medidas do furo da matriz, ou seja: 13,l

+

Aço

1030

Punção cortador

7 -

M a triz

Fora de escala

O furo da matriz que corta o produto deverá ser a medida da arruela, com tolerância para menos, ou seja: 24,9 mm.

Através da folga que é 0,10 podemos também estabelecer a medida do punção cortador, ou seja: 24,9 - 2.0,10 = 24,7.

176

MEC

- 1971 - 15.000

1

I

FERRAMENTEIRO

TIPOS DE FORNOS " TEMPERA - PUNÇÕES E h" A " '"""

INFORMACHO

FGLHA DE

O aquecimento das matrizes e punções para têmpera, pode ser feito em fornos de câmara ou banhos de sais. (Figs. 1 e 2).

Sempre que possível, a têmpera em punções e matrizes deve ser feita em banhos de sais, o que é em si uma proteção contra a descarbonetação. )E SAL

bi
G ~ e Oxigênio S

Fig. 1

Fig. 2

Quando o aquecimento para têmpera é feito em fornos de câmaras, as matrizes e punqões devem ser protegidos contra a oxidação. Esta proteção pode ser feita pelo empacotamento das peças em uma caixa bem fechada. (Fig. 3). A caixa deve conter no seu interior pó de carvão vegetal ou limalha de ferro fundido, onde as peças são mergulhadas.

A oxidação importa na descarbonetação, diminuindo assim, na superfície, a dureza das peças temperadas.
Para evitar que a limalha ou pó de carvão vegetal adira à superfície das peças, é aconselhável embrulhá-las com papel embebido em óleo.

I

NOTA

A temperatura e o processo de resfriamento na têmpera dos aços variam de acordo com as características dos mesmos. De preferência, seguir instruções dos fabricantes.

Pó de carvão ou limalha de ferro fundido -

Caixa de aço

Peças para têmpera

MEC

FERRAMENTEIRO

REVENIMENTO - PUNÇõES E MATRIZES TABELA COMPARATIVA DE DUREZA

F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA

4.20

I
Depois da têmpera, submete-se os punções e matrizes ao tratamento térmico de revenimento, cujo motivo principal é diminuir a fragilidade e aumentar a tenacidade.
1

O revenimento torna o aço menos quebradiço e mais resistente, o que é de importância fundamental no caso de estampos.

As especificações a respeito de têmpera, revenimento e dureza devem seguir, à risca, as temperaturas e processos de reshiamento

indicados pelos fabricantes de aços para punções e matrizes. Abaixo, damos uma tabela de dureza, para alguns tipos de matrizes, punções e elementos dos estampos.

)E DCKELA EM HRC

PEÇAS

J

I

a
E S

ç

CORTADORES DOBRADORES REPUXADORES CORTADORES DOBRADOS CORTADORES REPUXADORES

I

60 - 62 56 - 58 58 - 60 58 - 60 58 - 60 60 - 62 58 - 60 60
-

I

MATRIZES EM GERAL MATRIZES COM PERIGO DE QUEBRA FACA DE AVANÇO EXTRATORES LEVANTADORES DE TIRAS COLUNAS DE GUIA BUCHAS DE GUIA PINOS DE GUIA
.

62

56 - 58 56 - 58

I

58 - 59 58 - 59 56 - 58 56 - 58
-

PINOS DE ENCOSTO PLACAS DE CHOQUE PINOS CENTRADORES

54 - 56 58 - 60

NOTA Tôdas as peças devem ser temperadas e revenidas.

No caso de pequena produção e quando o material a cortar for mole, a matriz pode dispensar a têmpera.

.

178
.

L

-

-

----

MEC

--

-

1971

- 15.000

FERRAMENTEIR0

ESTAMPO PARA SUPORTE DO PILOTO DE RADIO

F6LHA DE INFORMACAO TECNOLóGICA

5.1

Este tipo de estampo serve para produtos que não necessitam de muita precisão. A posição do punção no estampo evita o retalho da tira entre dois produtos consecutivos.

O contorno total do produto não é cortado de uma só vez, razão pela qual forma uma pequena saliência na interseção dos cortes.

I
I

ODUTO

FORMA PP TIMITII , - , -_ITE---, _

--

A

Material

.'

Aço 1030

1---4MPO

P

-

'

FURAR E CORTAR

FASES DE CORv-

--

'

TIRA

FASE

FASE

Retalho

Neste estampo, o encosto angular centraliza a tira para ser cortada em seguida, pelo punção.

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA SUPORTE DO PILOTO DE RADIO

FGLHA DE INFORMAÇ~O TECNOL~GICA

5.2

JRA "

TIRA

t i
. TIRA

i

i I

Fig. 1 Para se obter o produto (fig. 1) calcula-se a largura "X" como segue: AB = a diagonal do quadrado ABCD com - lado 30. AB = 30.1,414 = 42,42 ou X = 43.

NOTA A largura da tira deve ser um pouco maior que a largura da peça, para assegurar um corte perfeito.

CALCULO DQ PASS(

I
I
I

- Quando se dispõe a peça inclinada a 45O,
calcula-se o passo "P" como segue:

-

-

ab = a diagonal do quadrado abcd com lado 12. ab = 12.1,414 = 16,968 ou P = 16,97.
-

I 184
MEC
1971
15.000

. .

FERRAMENTEIRO

TABELA PARA DETERMINAR OS ESPAÇAMENTOS E LARGURA DA TIRA

FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

5.4

OBSERVAÇÃO: Quando a tira levar centradores conforme figura, as medidas de C e B, saem em função da colocação de E e F. NOTA:As medidas indicadas na tabela podem ser alteradas quando fbr provada a sua conveniência.

MATERIAL

ESPEÇSURA

A
até 10 10- 30 30-100 100-300 até 10 10- 30 30- 100 100 - 300 10 até 10-30 30 - 100 100 - 300 até 10 10- 30 30 - 100 100 - 300 até 10 10- 30 30 - 100 100 - 300 até 10 10- 30 30 - 100 100 - 300 até 10 10- 30 30 - 100 100 - 300 até 10 10- 30 30 - 100 100 - 300 até 10 10- 30 30 - 100 100 - 300 até 10 10- 50 50 - 200 até 10 10- 50 50 - 200 até 10 10- 50 50 M O

B
0,s - 1,2 1 2-2 2 -3 3 -5 1 -1,5 1,s - 2 2 - 3,5 3,5 - 5,5 1,s 2 2 -2,s 2,5 - 3,5 3,5 - 6 2 - 225 2 3 - 3,5 3,5 - 6 5 -6 3 - 3,5 3 3 -4 4 -5 5 -6 5 -5.5 5,s - 6 6 -8 8 -10 2 - 2,5 2,5 3 3 -4 4 -5 2,5 - 3 3 -4 4 -6 6 -8 3 -4 4 -5 5 - 6,5 6,5 - 10

C
0,5 0,5 - 1 1 -2 2 -3 1 1 - 1,5 1,5 - 2 2 - 3,5 1,s 1,5 - 2 2 -2,5 2,5 - 3,5 2 2 - 2,5 2,5 3,5 3,5 -3 3 3 - 3,5 3,5 - 4,5 4 5 -6 5 5 - 5,5 5,5 - 6 6 -8 2 2 - 2,5 2,5 - 3 3 -4 2,s 2,5 - 3 3 -4 4 -6 3 3 -4 4 -5 5 - 6,5

a
1 1 - 1,s 1,5 - 2 2 - 2,5 1,5 1,5 - 2 2 - 2,5 2,5 - 3 2 2 2,5 2,5 - 3 3 83 23 2,s 2,5 - 3 3 3,5 33 3,5 - 4

E

P
3 3 3,5 4 3 35 4 4 3 3,5 4 5 3,5 - 4 4 5 4 4 6 5 5 6 8 3 3y5 4 6 3 33 4 6 3 33 5 6 3 3,5

A

le

0,2 até incl. 0,s 0,s
até incl.

Ago 1020 a 1050

1
E

1 até incl. 1,s 1,5 até incl.

-

-

-

Alumini

0,s 0,5 0,5 - 1 1 -2 1 1 1 -2 2 -3 1,5 1,5 1,5 - 2,5 29-5- 3,5 2

2
2 até incl. 3 3 até incl. 5 02 até incl. 0,5 0,s até incl. 1 1 até incl. 2 Presspan 02 até ind. 05 0,5 até ind. 15 1,5 até ind. 3

-

2
2 -3 3 -4 3 3 4,5 - 6 5 6 6 -8 8 - 10 13 1,5 - 2 2 - 2,5 2,5 - 3 2 - 2,5 2,5 - 3 3 -4 23 2,5 - 3 3 -4 4 -6 0,5 0,5 - 1,5 1,5 - 3 1 1 1,5 1,5 - 3

,

-

-

Patinax
OU

material isolante

4,5 - 5 5 5 -6 6 -7 7 -8 25 2,5 - 3 3 -4 4 -5 25. 2,5 - 3 3 -4 4 -5 3 3 -4 4 -5 5 -6 2 2 -3 3 -5

I
I

2

1 1 -3 3 -5 1,5 1,5 - 3,5 3,5 5,5

0,5 0,5 - 2 2 -4 1,5 1,5 - 3 3 -5 3 3 -5 5 -7

4
3 3,5 4

papelão meio duro
i

-

3 3 -4 4 -5
5 6

-

.

1

-

3 3 -6 6 - 10

7

23 2,5 - 4 4 -5
MEC

3 33 5

184

- 1971 - 15.000

-.

.

- .- --

--

-

.

. -

-

- - --

-

FERRAMINTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS FORMAS E FIXAÇÃO DOS PUNÇõES

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOL6GICA

jm5

PUNGÃO
É a parte do estampo que pressiona a chapa ou tira, contra as cavidades da matriz, dando forma ao produto. Sua função varia conforme a finalidade do estampo, ou seja: furar, cortar, dobrar, enrolar, embutir, etc. O material empregado na construção dos punções é o aço indeformável, ou aço especial, resistente ao desgaste e ao choque; deve ser temperado e revenido em temperatura conforme indicação dos fabricantes de aço. A dureza em R. C. deve chegar entre 60 e 62 para que trabalhe em condições ideais. A fim de evitar a ruptura dos punções durante a prensagem, não é recomendável utilizá-los com diâmetro de espessura inferiores à espessura da chapa a ser cortada. Para punções cilíndricos, o diâmetro mínimo deve ter a espessura da tira mais 20 %. Ex.: para furar uma chapa de 3 n ~ m de espessura, 0 dihnetro mínimo do punção deve ter: d=3+3X20 100 d = 3,6 mm

NOTA: Os punções cilíndricos até o diâmetro de 11 mm geralmente são feitos de aço prata.

1
I

fi
Fig. 1
Quando o comprimento do punção ultrapassar a 10 vêzes o seu diâmetro, há o perigo de ocorrer a flambagem e consequentemente a ruptura do punção. Neste caso, deve ser o mesmo, bem guiado e para garantir um bom trabalho, sem risco de quebra costuma-se fazê-lo mais grosso e rebaixá-lo conforme mostra a figura 2.

I
I

I

I
I

1

Punção

Camisa

A parte rebaixada não deve ser maior que 8 a 10 mm em seu comprimento e ser concordada com o diâmetro maior, por meio de um raio, que lhe dê reforço, (Fig. 2). Além dêsse caso, os punções de pequenos diâmetros se fazem geralmente de duas peças, isto é, o punção pròpriamente dito, paralelo, e uma bucha ou camisa de aço prata que o envolve (Fig. 3).

I

Fig. 2

Fig. 3

MEC

-

1971

-

15.000

187

7

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS FORMAS E FIXAÇÃO DOS PUNÇõES

F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

5.6

Esse tipo substitui com vantagem o anterior, pois, no caso de ruptura do punção, êste poderá ser substituído rapidamente por outro sem perda de tempo. Damos a seguir algumas formas de punções e tipos de fixagão dos mesmos no porta-punção.
FORMAS DE PUNÇBES
Cabecas remoshadas Cabecos torneados

I

I

'3p pf@ oq
' 1

'- =/ e

\$

~,t

4

com camiso

diretornente

torneado

torneado e com face de encosto

Vários são os sistemas de fixação dos punções no porta-punção; eis abaixo alguns exemplos:

FIXAÇÃO DOS PUNGUES
resina
7

com pino de guio

com resina

com parafuso

MEC
.

- 1971 - 15.01

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS FORMAS E FIXAÇÃO DOS PUNÇõES

F6LHA DE TECNOL6GICA INFORMAÇÁO

5.7

Porto

- punçÜe

NOTA
-Quando o punção tem uma base de apoio suficiente, pode ser fixado no porta-punção por meio de, no mínimo, dois parafusos e dois pinos de guia.

Pino

guia

VANTAGENS:
-Dispensa o encaixe para o punção no porta-punção. - Economiza material de custo elevado porque pode ser mais curto.

MEC

-

1971

-

15.000

189

- ..-

T-

FERRAMENTEIRO
-

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS FORMAS E FIXAÇAO DOS PUNÇÕES

FGLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

5.8

I

Fig. 1

Fig. 2

I

Os sistemas de fixação apresentados nas figs. 1-2 e 3, são usados para punções de pequenos diâmetros e oferecem as seguintes vantagens: - Fig. 1 - Economia de material de aço especial.

- Fig. 2 - Maior economia de material e de mais simples execução. - Fig. 3 - Além de apresentar as mesmas vantagens da fig. 2, o punção pode ser regulado conforme o desgaste.
>

B ?
Fig. 4

Furos paro extroção

I
I

Fig. 5
NOTAS Na fig. 5, a matriz e o punção são fixados mediante uma esfera sob a ação de uma mola. A extração é feita por intermédio de um pino, o qual, através de um furo, empurra a esfera contra a mola, soltando o pungão ou a matriz.
MEC

II
1-

As figuras 4 e 5, apresentam sistemas de fixação de punções e matriz que permitem sua troca com grande facilidade, evitando a desmontagem do estampo fixado na prensa. , Na fig. 4, o pungo é fixado com simples apêrto de uma porca.

190

- 1971

-

15.000

I

. .

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS ESFBRÇO DE CORTE PUNÇÕES ESCALONADOS E SEGMENTADOS

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOL6GICA

5.9

ESFBRÇO DE CORTE Para reduzir o esforço de corte, afia-se a parte ativa dos punções ou matrizes, conforme figuras abaixo.

Usam-se êstes tipos de corte, geralmente para cortar chapas grossas. A parte ativa da matriz ou punção afiados com inclinação, reduz o esfôrço de aproximadamente 2 / 3. Fórmula = E c = P . e . 2 . R c 3

Ec = Esforço de corte P = P.erímetro a ser cortado Rc = Resistência ao corte em Kg/mmz (Ver tabela) Rstes tipos de matrizes e punsões usam-se geralmente para cortar chapas grossas. a

PUNÇOES ESCALONADOS Existe outro processo para reduzir o esforço de corte, que é o de punções escalonados, ou seja, punções com comprimentos diferentes.

P o r t a espigaPlaca de c h o q u e

Porta p u n ç õ o -

A diferença entre os comprimentos dos punções varia entre meia a uma espessura
do material a ser cortado.

1

MEC

- 1971 - 15.000

191

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS ESFORÇO DE CORTE PUNÇÕES SEGMENTADOS E ESCALONADOS

F6LHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

5.10
-

r U L ~ Ç Õ ESE-_/ldNTADOS S

Os punções de grandes dimensões que ultrapassam o limite da têmpera, ou seja, mais

ou iiierios 250 mm, devem ser executados com l~locospostiços.

I
I

O suporte dos segmentos postiços deve ser feito de aço 1020 ou aço fundido. Os segmentos postiços são feitos de aço indeformável, temperado e retificado.
I

Eles devem ser bem ajustados nos encaixes do suporte e sua fixação é feita por parafusos e pinos de guia.

I

I

1

192

MEC - 1971 - 15.000

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS MATRIZES

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA

5.1 1

4Tn "
É a parte do estampo que forma o produto, sob a ação do punção.

2 - Com postiços encaixados
3 - Segmentadas O primeiro tipo se refere às matrizes executadas em uma só placa, de aço indeformável. 13 o tipo mais comumente usado em estampos convencionais. Exemplo:

Podemos destacar três tipos principais de matrizes de corte: 1 - Inteiriças

Corte A 8
\

.L-:.$+
----.

--

+
i

--e-

rl
.-. -.--

--8

- .+.-

-.+.+..
.

uAS MATRIZES INTEIRI As matrizes para corte de chapas até 2 mm de espessura são sobrepostas na base. Neste caso a fixação será por meio de parafusos e no mínimo de dois pinos de guia. Os pinos deverão manter entre si o maior espaçamento possível.

MATRIZES COM POSTIÇOS ENCAIXADOS

O segundo tipo diz respeito a matrizes cujas partes ativas são postiços de aço especial, indeformável, encaixadas em placas de aço de baixo teor de carbono. Considerando que o aço especial é mais caro, haverá uma economia de material.

MEC

- 1971 - 15.000

-

193

-

-

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS MATRIZES

FOLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

5.12

Estes tipos de matrizes são aconselháveis quando a mão-de-obra não encarece a sua execução. Também a vantagem de serem fàcilmente substituídas no caso de desbaste ou ruptura.

I

I

Motriz

7
I

Motriz

Constroem-se matrizes segrnentaaas, por duas razões principais: 1 . O ) Nos casos de matrizes de grandes dimensões, para reduzir as deformações decorrentes na têmpera e
1.O

2.O)

permite uma manutenção mais econômica; Para facilitar a sua construção quando os contôrnos de corte forem complicados.

CASO

Corte A - 8
Pino de guia

Parafuso

I

Base

- - -

-

.

- -

.

--

--

MEC

-

-

1971

- 15.000

I

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS MATRIZES

FÔLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA

5.13

2." CASO
Cada segmento deve ser perfeitamente ajustado na base. A base pode ser aço 1030 A ou aço fundido. A fixaqáo dos segmentos n a base é feita por anel e parafusos.

Ma triz

/

CORTE A-6

I

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS MATRIZES

FdLHA DE TECNOL~GICA INFORMAÇÃO

5.1

Para cortar chapas de 2 mm de espessura as matrizes podem ser parcialmente ou totalmente encaixadas.

As matrizes serão encaixadas em todo o contorno externo, se os esforços laterais provenientes do corte forem da mesma ordem de grandeza. A fixação, neste caso, será feita sòmente com parafusos.

I
I

AÇ Os materiais empregados na construção de matrizes são, na totalidade, aços especiais, indeformáveis, resistentes ao desgaste. As matrizes devem ser temperadas e revenidas conforme indicação dos fabricantes. Para trabalhar em condições ideais, a dureza H . R . C. deve ser de 60 a 62. Recomendam-se aços que tenham as seguintes características: 1) Alto teor de cromo e carbono. 2) Coeficiente razoável de não deformação. 3) Resistência ao desgaste. 4) Ser fàcilmente usinável. A espessura da matriz depende do esforço de corte.

II
I

196

MEC

- 1971 - 15.

i

FERRAMENTEIR0

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS SISTEMAS DE FIXAÇAO DE MATRIZES

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

5-15

-Vários são os sistemas de fixação das matrizes na base; eis abaixo alguns exemplos:

Quando os punções não são guiados pela guia fixada na matriz, podem ser guiados mediante colunas fixadas no porta-punção como no exemplo abaixo:

guia -

MEC

-

1971

-

15.000

197

Base

Base com calços paralelos

Quando a descarga dos retalhos e produtos coincide com o furo da mesa da prensa, não é necessário a abertura de canais, nem a colocação de calços.

I

FERRAMENTEIRO
I

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS BASES E PORTA-ESPIGA

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA

5.17

i
I

Além das bases convencionais, existem bases e cabeçotes de ferro fundido, que se encontram no comércio, já prontos, apenas necessitando de algumas usinagens e ajustes, de acordo com a necessidade. Damos a seguir alguns exemplos dos tipos mais usados.

-. . - .

FERRAMENTEIR0

ESTAMPO PARA CUNHAR E CORTAR PLACA DE IDENTIFICAÇÁO FASES DE CORTE

FGLHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA

6.1

A estampagem de letras, em peças, pode
ser feita pela simples penetração dos punções, que afastam as moléculas do material, for-

mando cavidades. Estas cavidades ficam com a forma das letras, dadas pelo punção.

1

Estampo para

.' Furar - Estampar

letras

- Cortar

PRODUTO

Corte A

-A

Neste estampo o encosto fixo está disposto de modo a não permitir o espaçamento entre os cortes sucessivos, havendo uma economia do material. Uma parte do produto não é cortado, havendo também uma redução no esforço de corte.

O avanço da fase é determinado por um pino de encosto móvel. Os avanços sucessivos são determinados por um encosto fixo na guia.

I - 1971' - 15.000 MEC

1
213

FERRAMENTEIR0

OUTRO TIPO DE ESTAMPO PARA FURAR E CORTAR PLACA DE IDENTIFICA@O COM ESPAÇAMENTO NA TIRA

F6LHA DE INFORMACÃO TECNOL~GICA

6.2

Neste tipo de estampo, os avanços da tira são limitados por três topes, sendo dois móveis e um fixo. Para a primeira estampagem pressiona-se o tope móvel n.O 1 que limita o 1." avanço da tira.

I

PRODUTO

Acionando-se o pedal da prensa, o p u n ~ ã o furador entra em ação e fura a tira.
Ia. Fase -

2o.Tope rndvel (em repouso)
Espessura I Mat.: ai'uminio

O

Para a segunda estampagem, pressiona-se o tope móvel n.O 2, que limita o segundo avanço da tira. Acionando-se o pedal da prensa, os punções furadores e cortadores entram em ação, furando e cortando simultâneamente a tira e o produto. Para as demais estampagens, os dois topes móveis perma- 1 , fixo necem em repouso, enquanto que os avanços da tira 3a.Fase passam a ser limitados pelo tope fixo.

D

20.iope móvel (em repouso)

[3

[3

lo.Tope móvel (em repouso)

Retalho da tira após a 30. estompagem

.

.

-

I
I
214
MEC

-

1971

- 15.000

I

FERRAMENTEIRO

E X E C U S Ã O DE L E T R A S E N U M E R O S

FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLóGICA

63 .

-

A execução das letras e dos números deve ser feita ao inverso de como são lidas, exceto aquelas de fornia simétrica.

- Abaixo, exemplos de letras e números de fôrma:

ASSI MÉTRICA

NOTAS
- O número seis usa-se também como número nove.
MEC

- Pode-se ler no verso desta fôlha (virada contra a luz) a leitura correta de todos os números e letras Simétricas.
215

-

1971

- 15.000

LETRAS A ESTAMPAR

-

-

FERRAMENTEIRO

PRENSA DE FRICÇÃO NOMENCLATURA - CARACTERÍSTICA FUNCIONAMENTO

F6LHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA

6.5

A prensa de fricção é uma máquina de construção robusta, cujos movimentos intermitentes e alternativos, permitem fazer-se trabalhos de cunhagem e estampagem a quente.

A cunhagem de moedas,' medalhas e
moldes para cunhagem de peças são trabalhos típicos de prensa de fricção.

NOMENCLATURA

A = Corpo
B = Bucha C = Parafuso D = Volante

E = Eixo F = Disco de fricção
G = Disco de fricção

H = Martelo

K = Guia do martelo
L = Alavanca de comando dos discos
M = Inversor

Descida do Martelo

Subida do Martelo
Acionando a alavanca "L" para cima, o volante "F" desloca-se, pressionando o disco "D", invertendo a sua rotação, fazendo subir o martelo "H".

A descida do martelo é feita pelo acionamento da alavanca "L" para baixo, por intermédio do inversor "M", que aperta o disco "G" contra o volante "D", pondo-o em movimento, juntamente com o parafuso "C", que faz descer o martelo "HJ'.

1

MEC

- 1971

L

- 15.000

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA DOBRAR E GRAVAR LETRAS SIMULTÂNEAMENTE

F8LHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

6.6

Este estampo tem a parte frontal livre para colocar e retirar com facilidade o produto. A estampagem de letras neste estampo é feita simultâneamente com as dobras. A

placa suportada pelas molas tem duas funções : a) pressionar o produto contra o punção para evitar o seu deslocamento e b) extrair o produto após as operações de dobrar e estampar as letras.

IVRE PARA DOBRAR E SIMULTÂNEAMENTE

,, ,

Fig. i
Material.' Alumínio ( d o tarefa N r i 3 J

NOTA
Os estampos que têm a parte frontal livre, permitem também aproveitamento de retalhos ou subprodutos.

As colunas servem de guia, permitindo perfeito funcionamento entre as partes superior e inferior do estampo.

1

i18

MEC

-

1971

-

15.OC

--

-

FERRAMENTEIRO

CALCULO DO DESENVOLVIMENTO A B C D

FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLBGICA

6.8

Exemplo para calcular o desenvolvimento ABCD

Considerando o triângulo AOB se obtém:

O desenvolvimento ABCD é = 5,38

+ 8 + 5,38 = 18,76

- A função da placa de choque

é evitar que a cabeça temperada do punção, sob a ação do golpe de trabalho, penetre no portaespiga que é de aço comum. - Aplica-se a placa de choque, quando a superfície da cabeça do punção é pequena e, também, quando a cabe~ado punção

coincide com a rosca da espiga. Sua espessura varia entre 3 a 8 mm.
- A placa de choque deve ser temperada. Porém, quando o golpe de trabalho não é excessivo, pode ser simplesmente de aço duro.

,

A aplicação da borracha na execução dos estampos oferece as seguintes vantagens: - Evita gravuras de baixo relêvo nas matrizes, o que é trabalhoso e de custo elevado; - Substitui molas no impulsionamento dos extratores e dos prensa-chapas;

- Substitui punções no corte de chapas finas, porque sendo a matriz que corta, o punção tem simplesmente a função de pressionar o material contra o gume da matriz.

!20

.

MEC

-

-

-

-

--

- .-

-

-

- 1971 - 15.0(

--

-

-

FERRAMENTEIR0

ESTAMPO DE CORTE MúLTIPLO PARA TRÊS ARRUELAS - FASES DE CORTE CALCULO DE "X" E DE "L"

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA

7.1

Faca de avanço

I

-i
le F a s e

i

I I

1

I

A -.

V i s t o do conjunto i n f e r i o r

~ Ú l c u l o do valor de Seno de 60e=
0,866

*x"e

de "L*

x =2 h

- ~h+ e h = 0,866 x (Ote1
L = X + D + 2e

--

h D+e
-

--

0 - Diametro do Punçüo L = Largura d a Tira X = ir tância e n t r e Puneões e =Espessura d a Chapa P=Passo
MEC

50

Fase

-

1971

- 15.000

23 1

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO DE CORTE MÚLTIPLO PARA DUAS ARRUELAS - CALCULO FASES DE CORTE

FÔLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

7.2

Tiro

1s Fase

Produto

=P

30 F a s e (duas peças por golpe 1

I

I

D = D i 6 m e t r o do Punçdo L = L a r g u r a da T i r o

distância e n t r e Punções e~ Espessura d a T i r a
P= Passo

Ssn. 60°

=

h D+e

h = A l t u r a do t r i â n g u l o

232
-

- --

-- .

---

--

MEC

-

1971

- 15.0

FERRAMENTEIRO

FASES DE CORTE DE ESTAMPOS PARA DUAS E TRÊS ARRUELAS - ECONOMIA DE MATERIAL

FGLHA DE INFORMAGÃO TECNOLóGICA

7.3

ESQUEMAS DE ESTAMPQS DE CORTE MúLTIPLQ PROGRESSIVO

Matriz

Matriz

TIRA

13ase

Produto Produto

-.eaiiç."'

7-

t

0
*

F-To12J;;o
gfx..<
: & .-< .:, > &a" $;j '

"~~o$oo o?, 0
Retalho
,
r-.,.,

da

tira.

.

.i(.,-..

?i. i.

$5

g{ 4 @g
R e t a l h o do t i r a
I

Fig. 1

Fig. 2

- Os esquemas acima representam tipos de estampos de Corte Múltiplo Progressivo, respectivamente, para duas e três arruelas. - Com êsses tipos de estampos, o desperdício de material é muito reduzido. - A fig. 2, com respeito à fig. 1, apresenta uma economia de material de aproximadamente 30 '%.

MEC

-

1971

- 15.000

233

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA ARRUELA COM CENTRADOR - CARACTERÍSTICAS FASES DE CORTE

FÔLHA DE INFORMACAO TECNOL6GICA

7.4

O estampo abaixo caracteriza-se pelo tipo de centrador. A figura 1, mostra um estampo com centrador móvel, cuja finalidade é levar a tira, já furada, na posição para o corte do produto, além disso simplifica a execução do estampo, pois, substitui em certos casos, a aplicação de outros topes ou faca de avanço. O centrador é mantido, sobre a tira,

sempre com uma lev,e pressão exercida pela mola, facilitando assim, sua introdu~ãono furo, pelo avanço da tira.

A fig. 2 mostra as fases de corte de um
estampo progressivo, com tope móvel na primeira fase e centrador móvel para os cortes sucessivos.

Material

.' Aço

1030

Porta -espiga Porta ~ u n c ã o Punção Centrador

Centrador

-

Guia dos Punções
11

I$

k~ope móvel

h Parte otiva
da Motriz

II

Matriz

/

/

Base Pino oassador
I

I
I

Produto es ssivas
'

I

Fig. 2

Os centradores móveis são usados em estampos cujos produtos não requerem grande precisão. Estes tipos de estampos são para baixa produqão. Denominamos estampos de corte simples quando o produto requer apenas uma operação.

I

234

MEC

- 1971 - 15.000

I

FERRAMENTEIR0

TIPOS DE ESTAMPOS PARA ARRUELAS CORTE PROGRESSIVO DUPLO EFEITO

INFORMAÇAO

F6LHA

DE

TECNOLóGICA

7.5

ESTr-- -- 3 DE COR

PRODUTO

Tope de encôsto

NOTA O tope de encôsto tem a funsáo de ajustar a tira na face lateral da guia.

P R O D U T O

I

NOTAS - O extrator inferior é acionado por efeito da elasticidade da borracha. - O extrator superior é acionado por dispositivo mecânico, existente na prensa.

MEC

- 1971 - 15.000

L

235

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS FACA DE AVANÇO

FOLHA DE INFORMAGO TECNOLÕGICA

7.6

I

Sua função nos estampos é cortar o bordo da tira, permitindo o avanço da mesma

a cada golpe da prensa, n o comprimento rigorosamente igual ao do passo.

Punções
r
d

As facas de avanço podem ter as suas espessuras variadas, proporcionalmente à grossura do material a ser cortado. Sua ajustagem e fixação obedecem as mesmas regras dos punções.

Para evitar o desgaste da guia causado pelas consecutivas pancadas da tira e pelo atrito da faca de avanço, pode-se colocar um encosto de aço temperado conforme figura abaixo.

I

\

Encõsto temperado

\

\

\faca

Para o bom funcionamento da faca de avanço o encosto deve ser muito bem ajustado entre a guia e a faca de avanço.

A faca de avanço deve ter arestas bem vivas para evitar cortes com rebarbas que poderão impedir a passagem da tira pelo canal.

236

MEC

- 1971 - 15.000

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS FACA DE AVANÇO

FaLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA

7.7

As figuras abaixo mostram a sequência das operações para o corte de uma peça com dois punções, e com o emprêgo da faca de avanço.

I

Peça cortada

Na primeira operação, a tira avanja até o ponto (p) que é o encosto limitador do avanço da tira feita na própria guia. A tira nessa posição, receberá o primeiro corte do punção A e da faca de avanço. Feito o primeiro corte, a parte já cortada pela faca de avanço entra no canal de largura L, de um comprimento igual ao passo. A tira é guiada pràticamente sem folga e em posição de receber o segundo corte, quando o punção B cortará uma peça e, ao mesmo tempo, o punção A puncionará a peça seguinte e a faca de avanGo cortará o bordo da tira para permitir o seu avanço igual ao passo. A largura da tira na entrada da matriz

é igual a L X e na saída da matriz é igual a L. A tira deve ficar constantemente encostada sobre a guia direitk. A guia da esquerda deve ser construída de tal modo que na entrada da tira o canal tem uma largura L X folga, e na saída uma largura L. Um estampo com faca de avanço permite uma marcha contínua da prensa. Na prática, não se emprega faca de avanço para o corte de material com espessura superior a 3 mm. Em alguns casos as facas de avanço podem ter uma saliência que permanece sempre dentro da matriz, a qual substitui o encosto temperado, conforme mostra a figura abaixo.

+

I

+ +

Foco de ovonco
Material

7
Matriz

/

FERRAMENTEIRO

ELEMENTOS DOS ESTAMPOS FACA DE AVANÇO - CENTRADORES

INFORMAQO

FOLHA DE

TECNOLÓGICA

7.8

A posição da faca de avanço no estampo
não influi no seu funcionamento, mas sim, n o mell-ior aproveitamento do material. Em caso de estampos com dois ou vários grupos de punções, devido às formas das pe-

ças e à dispcsição na tira, aconselha-se fazer estampos com duas facas de avanço, para meIhor aproveitamento do material e evitar perdas de peças inacabadas, como ilustra a figura abaixo:

Punção

P e ç a cortada
I

Passo

- Passo -

Posso

Nesse processo com duas facas de avanço a distância entre a faca A - 1 e o punção C é superior a um passo. Nesse caso, a boa utilização da tira é sòmente no seu início de corte, porque, quando a faca terminar o corte total da tira, ficará uma sobra de material com comprimento de xy sem ser utilizado. Para aproveitar essa perda do material,

coloca-se então, unia seguiicla raca de avanço do outro lado da tira. A posição dessa segunda faca é totalmente independente da primeira; é simplesmente para permitir a utilização completa da tira. A faca pode ser colocada depois do punção de corte.

238

MEC

-

1971

-

15.0(

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO DE CORTE PROGRESSIVO PARA FURAR, CORTAR E SEPARAR

FÔLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

7.10

Tope móvel "

Faca

de a v a n ç o
-TIRA

Q

8

@
I

Q

I
I

I

1

TIRA

-TIRA
l

i
,

. ..

NOTAS

- Na l.a fase, a tira é furada e cortada lateralmente na medida do produto (84 mm). - Na 2.a fase, o terminal "A" da parte cortada da tira avança até o tope móvel "B".
I

Novamente são executados os furos, o corte lateral e formados os dois primeiros produtos. - Na 3.a fase, são repetidas, simultâneamente, a primeira e segunda fase e separados os dois segundos produtos.

I

!

h

I

1-

240

MEC

-

1971

- 15.000

---

-

- 1

FERRAMENTEIRO

FUNÇÁO DA FACA DE AVANÇO

FBLHA DE I NFORMACA0 TECNOLÓGICA

7.1 1

A faca de avanço tem a função de determinar com exatidão o avanço da tira, o qual deve ser igual ao "Passo".

,
A
2

SaIiencios

,
A

EncÔsto

Faca de avanço

TIRA
Desgaste nos contos
vivos

- Geralmente a faca de avanço sofre desgaste nos seus cantos vivos (fig. acima), dando origem a pequenas saliências na tira, as quais impedem o normal deslizamento da mesma na guia.

- Rsse inconveniente é eliminado fazendo-se o punção com um comprimento maior que o passo e aplicando-se um tope móvel.

'OPE I

O tope móvel tem a fuiição de permitir que a faca de avanço tenha um comprimento maior que o "Passo" e tainbéin garantir, que

o mesmo corte a saliência formada em conseqüência do posterior desgaste nos cantos vivos de sua parte ativa.

MEC

- 1971 - 15.000
A

24 1

I

FERRAMENTEIR0

OUTROS TIPOS DE FACA DE AVANÇO

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

7.12
I

Neste tipo de faca de avanço a saliência "s" formada em conseqüência do desgaste

do mesmo, é eliminada no corte sucessivo.

Passo
I

C o r t e da saliência

\
"

Formacõo da saliência ' S

i

OB~ERVA~ÃO Por ser o de.nte "D", normaln~ente,de

pequena dimensão há o perigo de ruptura do mesmo.

Neste tipo de faca de avanço, as saliências formadas não precisam ser eliminadas,

porque as mesmas não interferem no deslizamento da tira na guia.

OBSERVA~ÁO Nesta forma de faca de avanço, evita-se

a formação do dente "D" e conseqüentemente o perigo da ruptura é menor.

L

242

-

MEC

-

1971

- 15.000

FERRAMENTEIR0

TIPO DE ESTAMPO DE CORTE COM PUNCKO DE CORTE LATERAL E TOPE M6VEL

zc"N"O!zÃ& 7-13

FaLHA DE

A medida da largura da faca de avanço
corresponde à medida do passo. Nos casos em que o passo requer um grande avanço, pode-se empregar o sistema que determina o avanço por um punção de corte lateral e por um tope móvel, como mostra a figura abaixo.

CORTE L

TERAL

Considerando o fator aproveitamento do material, deve-se estudar a disposição do produto na tira, que pode ser no sentido longitudinal, transversal e oblíquo.

I

DETERMINAÇÃO DE cotg s =

"8"

B+C A

32 cotg 8 = ----2,56 12,5

Sen . S

Sendo S igual a a', teremos:
D = A . cos 8" = 12,5 . 0,93148 = 11,64

Y=2r+2D=2

. 3 + 2 . 11,64=28
. 0,95=31,18

L = Y +2e=29,28+2

O passo "P" deve ser exatamente igual a "X". Isto para garantir, na 2.a fase, a perfeita centralização dos furos nas abas do produto.

FERRAMENTECRO

ESTAMPO PARA. FAZER FIXADOR DO MOSTRADOR E PILOTO - DETALHE

FGLHA DE INFORMACÃO TECNOLóGiCA

8.1

Sempre que possível, quando a quantidade das peças a serem estampadas fôr em grande escala, deve-se construir estampos que executem tôdas as operações necessárias para a formação final do produto.

A figura abaixo nos dá um exemplo de um estampo que executa tôdas as operações que o produto requer, ou seja: furar, separar, dobrar, e cortar.

Material

: A G O 0,3 %

I

f 9 Fase

Produto "A" 7

Pino de encosto

Existem produtos que pela sua forma complexa dificultam a fabricação de estainpos que requerem diversas fases, implicando na sua manutenção e custo. Nestes casos é conveniente dividir-se as operações em dois ou mais estampos.

MEC

- 1971 - 15.000

25 1

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PROGRESSIVO DE FURAR - SEPARAR E DOBRAR COM PRENSA-CHAPA

FOLHA DE
IN FO RMACÃO

TECNOLÓGICA

8.2

----.

iSOBRE

-

1 - A razão da diferença "d" entre o puncão "PM" e os demais é necessária para evitar a penetração demasiada dêstes na matriz, o que poderia causar quebra ou desgaste da parte ativa. 13 boa norma que a penetração do punção na matriz seja de 1 ou 2 min após o corte. 2 - O punção "P" é móvel para funcionar como prensa-chapa e garantir que o punção "PM" execute o corte de separação antes do dobramento. 3 - Na fase, há um desperdício de ou - 2 mm, para assegurar o perfeito esquadrejamento da tira e conseqüentemente, posicionamento exato do: avanço, dobramento, rasgos e furos. 4 - Após o assentamento do punção "P" na base, o punção "PM" deve descer ainda,

+

para con~pletaro dobramento, metade da sua abertura "aJ'menos "XJ'.

Abaixo um exemplo:

espessura da chapa

e- 2
2 x e = 4

I

5 - O produto "A" se obtém com o avanço sucessivo normal da tira.

O produto "B" se obtém virando a tira após a foimação de cada produto " A .

252

MEC

-

1971

- 15.000

FERRAMENTEIR0

ESTAMPO PARA FAZER A BASE DA SARJETA

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

8.3

Regra geral, nos estampos, os punções funcionam no conjunto superior e a matriz no conjunto inferior. Em alguns casos, pode-se inverter esta ordem, colocando-se a matriz no conjunto superior (matriz - punção) e o punção no conjunto inferior (punção - matriz). este processo nos dá um produto de alta precisão, reduz o tamanho do estampo e as fases de corte, porém, torna-o mais complexo, dificultando a sua execução pelo agrupamento dos punções em um espaqo limitado. ESTAMPO DE
-

I

(

FORK

'

PRIMITIV ' DO R" TER1 '

i

I

T I R A

\
Fig. f

Material .' Chapa preta

F UNÇÃO Seno

VALOR

IFÓRMULAS VALOR (

D-C

~ e n o=~a

Co-seno 07 ~ón~ente E Cofangente A X

Cos.~ = t g . ~ = a+b cotb = b +a

+c b +C

= Cos.4 = s8n.0~ = c0t.s = tg. s

CÁLCULO Exemplo de como calcular a cota "Y" (figura abaixo) depois de curvada a peça.

OB = . tg a = 9 . 1,327 = 11,943 valor de Y Ver tabela de funções trigonométricas - FIT 1 .22 a 1 .25.

-

FERRAMENTEIR0

TIPOS DE ESTAMPOS FURAR E CORTAR EM DUAS ETAPAS

FBLHA DE i N FORMAÇÁo TECNOLÓGICA

8.5

Quando o produto for de forma simétrica. êle pode ser cortado em duas etapas com a inversão da tira. Neste caso tanto a matriz como o punção, possuem um único perfil para a forma@o dos dois extremos do produto.

VI

t

I

I30

.RA FURAR -

-

Inversõo manual

para f

Este tipo de estampo é de fácil execução, pois, a guia e matriz não são inteiriças, evitando assim a operação de vazamento. A construção dêste estampo justifica-se
-- -. - - ---

quando o produto não requer grande precisão. Não é recomendável para alta produção. A inversão da tira torna mais demorada a operação de estampagem.

-

FERRAMENTEIR0

DETERMINAÇÃO DOS ÂNGULOS

FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA

8.7

PARA DETERMINAR O VALOR DO ÂNGULO "a" PROCEDE-SE C O M 8 SEGUE:

1) Determinar o valor do ângulo a = 20- 8= 12 b=50+ 2=25 tga 1 = 12 + 25 = 0,84 tga 1 = 0,84 a 1 = 25'38' Fig. 1

"ai"

(fig. 1)

2) Determinar-se o valor do ângulo "a2" (fig. 2) d = 8 (raio) c = a + sena 1 = 12 + 0,43261 Sena 2 = 8 t 27,73 = 0,28849 Sena 2 = 0,28849 a 2 = 16046'

I

Fig. 2

3) Concluindo-se, o valor do ângulo será: (fig. 3)
- 90' -

"a"

a

2

(25'38'
a

+ 16'46')

= 47'36'

2 a = 2 X 47036' a = 95'12' Fig. 3 PARA DETERMINAR O VALOR DO ÂNGULO "B" PROCEDE-SE COMO SEGUE:

a r 2 X-

Fig. 4
MEC

-

1971

-

15.000

I 257

FERRAMENTEIRO

TIPO DE ESTAMPO PARA CUJZVAR COM PLANO I N C L I N A D O

FaLHA DE INFõRMACÁO TECNOL6GICA

8.8

Para a formação de determinados produtos, constroein-se estampos que permitem, através da descida do punqão, o fechamento simultâneo da matriz bi-partida, provocado por um plano inclinado. Pode-se utilizar êste processo para formar os produtos das figuras 1 e 2, que requerem curvas superiores a 180°.

LRA CURVAR EM DUAS FASES DISTINTAS PLANO INCLINADO

PRODUTOS

Fig. '1

J

M a t r h móvel

Cursor de apóio

O cursor de apoio serve para reter a matriz até o momento de iniciar o fechamento da mesma.
I

258

MEC

- 1971 - 15.000

I

FERRAMENTEIR0

TIPO DE ESTAMPO PARA CURVAR COM PLANO INCLINADO

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA

p.9

Abaixo, outro tipo de estampo para produzir o mesmo produto da folha anterior.

Neste estampo, o p u n ~ ã oé encaixado no porta-pun~ão para facilitar a sua usinagem e substituição.

C JI

MI'‘"--"Em seguida, por ação dos planos inclinados do porta-punção, as matrizes fecham-se completando o curvarnento.

Durante a descida, o p u n ~ ã ofaz uma parte do curvamento até penetrar na sede aberta das matrizes, que ainda estão paradas.

Corte

A-i3

MEC

- 1971 - 15.000

259

FERRAMENTEIRQ

T I P O DE ESTAMPO PARA FURAR - CHANFRAR E CURVAR

F8LHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

8.10

O estampo da figura abaixo, caracteriza-se, pelo tipo de punção que permite fazer várias operações de uma só vez. Além de furar, chanfrar e curvar, separa o produto. Estes tipos de punções são usados apenas para materiais que necessitam de pequeno

esforço para formar e cortar o produto, como é o caso do alumínio.

ESTAM

,

CHANFRAR, CUR1

T I R A

Material
Fiq. 1

: - ~lumÍnio

- Na I.a fase, são formados o rasgo, os chanfros e a curva. - Na 2.a fase o produto é separado.

Formação do char?ro

\

Corte de separação
20 F A S E

O extrator além de soltar a tira que se prende ao punção-furador, serve para guiá-lo. O punção-furador ao penetrar na tira evita o deslizamento da mesma durante a formação da curva.

60

MEC

-

-

1971

- 15.0(

R =8 r : e

e 2 + -= 8 + 2- = 9 (raio neutro maior) 2

- -= 1 (raio neutro menor) 2 - 2

2

NOTA Para alumínio, descontar

f

5 % devido ao estiramento do material.
FORMULAS

- Esforço "E" para DOBRAR: E =

CXRXLXe2 L

(Tarefa n.O 1) (Tarefa
n.O

4 - Esforço "E" para CORTAR: E = P X e X -R 5

8)

FERRAMENTEIRO

CALCULO DA MEDIDA "X" E "Y" NA 1 . I E 2." FASE RESPECTIVAMENTE

F6LHA DE INFORMASAO TECNOLÓGICA

8.12

CALCULO DA MEDIDA "X" (l.a fase)
a

50

i

L.-

-

-.-

.1

-

AB = CD =

2 X 1,9 X 3,14 4

= 2,98 = 11,46

2 X 3,65 X 3,14 2

ABCDEF = (2 X 2,98)

+ (2 X 3,18) + 11,46 = 23,78

Diminuicão no comprimento = 23,78 - 11,l = 12,68

X = 50 - 12,68 = 37,32

CALCULO DA MEDIDA "Y" (S." &se)

AB = BC =

,

2 X 1,9 X 3,14 360°

X 125O= 4,14

2 X 3,65 X 3,14 360°

X 250" = 15,91

ABCD = (2 X 4,14)

+ 15,91 = 24,19
MEC

Diminuição no comprimento = 24,19 - 9,l = 15,09 Y = 50 - 15,09 = 34,91
262
L -

-

--

--

-

-

--

-

-

-

-. -

-

L

1971

- 15.000

I

FERRAMENTEIRO

T I P O DE ESTAMPO DOBRAR E CURVAR

FOLHA DE INFORMn~iãO TECNOLÓGICA

8.13

O estampo da figura abaixo, possui um punção móvel que dobra as abas do produto a 900, sob a reação das molas.
I

Após, a dobra a 90° o punção móvel se desloca juntamente com o produto para completar a curva a 1800 pelo deslizamento na matriz.

,

Fig. I

Resistência

do m a t e r i a l

: 15

kg/mm2

I*
Curva

Fase a
90°

I

i
20

Fase

Completa a 180°

Neste tipo de estampo as molas têm a fungão de suportar a carga para dobrar a 90° na primeira fase.

MEC

- 1971 - 15.000

263

-

.

FERRAMENTEIR0

T I P O DE ESTAMPO DE CURVAR COM MATRIZES MÓVEIS

FÔLHA DE INFBRMAQXO TECNOLÓGICA

8.1 4

O estampo abaixo é composto por matrizes móveis, acionadas por intermédio de cunhas. Na l.a fase, a chapa é curvada a 90°, sob a acão da mola do punção. O prensa-chapa,

tendo a mola com resistência inferior à do punção, cede até assentar-se na base. Na 2." fase, a chapa é curvada a 1800, sob a ação das cunhas, que continuando a descer acionam as matrizes, completando a formação do produto.

PRODUTO

IVme

29 Fase

I

264

MEC

- 1971 - 15.OC

PRODUTO Curvar
1 2 Fase

Estampo paro enrolar (completo a peço a n t e r i o r )

t

~unção

r

r

b

Motriz
L

J

PRODUTO Enrolar
2 0 Fase

-

--

-

FERRAMENTEIRO

APLICAÇÃO DE MOLAS HELICOIDAIS EM ESTAMPOS DE DOBRAR

F6LHA DE INFORMA-O TECNOLÓGICA

8.17

Nos estampos em que 'as molas devem suportar grandes esforços para dobrar, é necessário colocar-se molas de arame grosso, as quais ocupam grandes áreas para os seus alojamentos. Para evitar que isso aconteça, pode-se utilizar molas de arames mais finos que

funcionam umas dentro das outras, cuja soma de esforços que suportam é igual ao de uma mola com arame grosso. As molas de arame fino têm maior flexibilidade e são mais fáceis de serem construídas.

Quando se coloca, molas dentro de outras, deve-se inverter a direção das espiras, ou seja, uma esquerda e outra direita para evitar. que as espiras se entrelacem. A carga máxima admissível das molas para dobrar, deve ser igual ou superior ao esforço necessário para dobrar.

Quando o material a ser dobrado requer um esforço grande, não possibilitando o emprêgo de molas nos estampos, utiliza-se prensas com molas. Ver tabela de molas - Página, 269.

. .--

- --.

- - ---

NOMENCLATURA
d = diâmetro do arame D = diâmetro interno P = passo r = raio médio L = comprimento da mola, sem carga L1 = comprimento da mola, com carga máxima L2 = comprimento da mola, com excesso de carga n = número de espiras úteis N = número total de espiras C = carga máxima admissível em kg. f = cedimento por espira F = flexão total ativa T = campo de flexão inativa

NOTAS

O aumento de 1,5 espiras, no número de espiras úteis, se faz necessário para o perfeito assentamento das extremidades da mola. - A resistência da mola aumenta até o limite máximo de flexão F.

- No campo de flexão T, não há aumento de resistência, existindo porém, o perigo de deforma550 permanente da mola. Deve, portanto, ser evitado.

I
268

---

-

__.

__

_

-

--

.- -

-

MEC

- 1971 - 15.000

A mola é um dispositivo mecânico com que se dá impulso ou resistência ao movimento de uma peça. São diversos os tipos de molas existentes, sendo as molas helicoidais as de maior emprêgo. Seguem as representa~ões normais, simplificadas e esquemáticas, segundo as Normas Técnicas.
Na representação de molas helicoidais indicamos o diâmetro do fio, o número de espiras, o diâmetro interno da .espira e o comprimento livre.

D = Diâmeno interno

d = DeCamewo do m m e &e aço

C = Carga m Kg

P = PWSO
f = Deform@a por es@ra
269
L

MEC

- 1971 - 15.000

1

FERRAMENTEIRO

RESINAS FUNDÍVEIS EM ESTAMPOS APLICAÇÃO - FIXAÇÃO DE PUNÇÕES E MATRIZES - EXEMPLOS

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

8.20

As aplicações de resinas fundíveis em estampos trazem uma série de vantagens:
1) Melhor qualidade das ferramentas a ) Diminui o atrito entre punções e guias.
b) Permite alta qualidade no ajuste entre punções e guias.

2) Na fixação de: punqões - matrizes - buchas - colunas.

c) .Ajuste perfeito nos perfis dos punções. 2) Baixo custo das ferramentas. Facilita a execução.

PLICAÇÕES
1) Na execução das partes ativas nas guias de punção.

- Usa-se a resina na fixação de punqões de perfis irregulares para evitar a usinagem difícil e trabalhosa das sedes dos mesmos. - Usa-se também no caso de vários punções cilíndricos no mesmo estampo, para facilitar e assegurar uma perfeita centragem.

Ofis~~v~~õas - Os escariados não deixam a resina deslocar-se para baixo ou para cima. - Os canais na periferia evitam eventual tor70

gão na ieaiila e coiisecliieiileiiieii~e clo punção. - As paredes laterais da resina variam entre 2 a 5mm.
MEC

-

1971

-

15.000

I FUNDÍVEIS EM ESTAMPOS

FIXAÇÃO DE 1L

IIZES - BUCHAS - COLUNAS

I

Porta -matriz

KFCUÇÃO

n A PAK

7

Resina

r - 7 Resina 7

PREPARASAO DOS ALOJAMENTOS PARA APWWÇAO DE RESINA

G U I A DOS PUNSOES

Face de kontacfo/

'

Como mostra a figura 2 o ajuste do punção na pequena espessura que restou após ter feito o alojameilto para a resina torna o vazamento mais fácil.
L

I

272

MEC

-

1971

- 15.000

I

FERRAMENTEIRO

PREPARAÇÃO DA RESINA FUNDÍVEL

FOLHA DE INF~RMAÇÃO TECNOLÓGICA

82 .3

São inúmeras as aplicações de resinas na indústria. Para cada tipo de trabalho como em ferramentaria pode ser utilizada resina n a confecção de estampos. Sua aplicação justifica-se pela alta qualidade e eliminação de grande parte do trabalho especializado. O T i p o de Resina usado na confecção de estampos, é a "Araldite CW. 214" à qual antes de ser aplicada, adiciona-se um outro produto chamado Endurecedor. Para cada 100 gramas de Resina, adiciona-se 8,5 gramas de Endurecedor.

PREPARAÇAQ DA RESINA PARA O TRABALHO
A resina deve ser revolvida, a fim de se misturar de modo homogênio o material de enchimento qu,e estiver assentado no fundo do recipiente - (lata). O Endurecedor é adicionado à resina, e depois de cuidadosamente misturado, a massa deve ser fundida antes de ultrapassar um período de 20 minutos numa temperatura de trabalho de 25O a 50° C.

NOTA Para remover a resina e misturar o endurecedor pode-se utilizar a máquina de furar.

MÈTCIDO DE APLICAÇÃO DA RESINA
Deve-se lavar os alojamentos da resina e o punção com benzina para eliminar da superfície matérias gordurosas. Cola-se um protetor de aproximadamente 5 mm de altura, em virtude da decantação do pó de ferro existente na resina.

Protetor de papelão ou de metal

Em seguida, com um pincel aplica-se no macho, o produto separador. O produto separador é um líquido que impede a aderência do punção na resina.
L
MEC

- 1971

-

15.000
.

--

-

-

-

-

-

FERRAMENTEIRO

MÉTODO DE APLICAÇÁO DA RESINA FUNDÍVEL

F6LHA DE INFORMAÇÂO TECNOLÓGICA

8-24

Sua secagem é rápida e é aplicado em camadas milesimais. A aplicação de um determinado número de camadas permite a folga. Quando o conjunto estiver pronto para receber a resina êle deve antes ser aquecido a -t 500 C. Êste aquecimento pode ser feito com lâmpada ou estufa.

ESQUADREJAMENTO DO PUNÇAO NA

(

O esquadrejamento do punção na guia é uma operagáo que deve ser feita com muito cuidado pois ela garante o bom funcionamento e tempo de vida do estampo. Logo após o aquecimento é feito o enchimento.
Punção

7

Depois de despejado o composto, deixa-se endurecer lentamente. Pode-se acelerar o endurecimento levando novamente à estufa. Depois de retirada a camada excedente superficial faz-se o enchimento do portapunção.

274
--

MEC

-

1971

- 15.000

s

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA REPUXAR ANEL

F6LHA DE INF0RMAÇ;íiO TECNOLóGICA

9.1

I l I

Os estampos de repuxo são aquêles que têm por finalidade transformar chapas planas em peças ocas, de formas cilíndricas, elípticas, cônicas, quadradas, retangulares, etc. Os estampos de repuxo para alta produção, geralmente possuem diversas fases de operações, através das quais, o produto vai

tomando sua forma, até completar-se na fase final. Quando se trata de estampos de repuxo para baixa produção, pode-se construir dois ou mais estampos simples, de fácil construcão. Nestes casos cada estampo executa apenas uma das operações que o produto requer.

ESTAMPO PARA REPUXAR EM DUAS PASSAGENS COM A SUBSTITUIÇÃO DE MATRIZES, PUNÇBES E GUIAS PRODUTO FORMA ANTERIOR DO MATERIAL

M a t e r i a l .' Chapa preta N o 2 2

ESTAMPO PARA EMBUTIR

l.a passagem

2.a passagem

este estampo necessita de duas operações para a formação do produto. Sua construção permite a substituição do punção, matriz e guia para executar a segunda operação.

FUNÇÃO DAS GUIAS " G ' E ""Gl"
- A função da guia " G , na l.a passagem, é de guiar o punção durante a fase de trabalho. - A função da guia "Gl", na passagem, é de sòmente centralizar o punção durante a fase de fixação do estampo na pr,ensa, após o que, deve ser r,etirada para permitir a entrada do produto da l.a passagem.
I
MFC i 1971

- 1 5 nnn

Calcular o diâmetro "D" do disco, para se obter o produto como na figura abaixo.

RAÉTODO GRÁFICO
Para se determinar gràficamente o raio do disco, constrói-se um triângulo o qual deve ter um cateto "h" correspondente à altura do produto, e uma hipotenusa igual à altura "h" mais a metade do diâmetro "d" que determina o outro cateto correspondente ao raio "r" do disco "D".

I

Para maior aproximação, desenhar o gráfico em Escala bem ampliada,

Fórmula

D = b/625 f 1 200
= V' 1 825 D = 42,7

,

284

MEC

- 1971

- 15.0

FERRAMENTEY R 0

DIÂMETROS SUCESSIVOS DOS REPUXOS
CALCULO

FBLHA DE INFORMACAO

TECNOLóGICA

9.3

Para se obter um repuxo racional, a altura "h" não deve ultrapassar a medida do diâmetro "d" do produto. Quando "h" for superior à metade de "d" deve-se calcular o número de passagens. . Através de experiências práticas, consta-

tou-se que, na primeira passagem deve haver, aproximadamente, uma redução de 40 Cr, (0,6) do diâmetro "D" do disco, para se determinar "dl". Para as passagens sucessivas a r e d u ~ ã o será de 20 % (0,B) de "dl", d2.

I

NOTA Os valores encontrados podem ser arredondados. EXEMPLO Calcular as dimensões "d" e "h" em passagem de um produto cujas dimensões são: h - 80 e d - 20.

Consegue-se em casos excepcionais, altura "h" igual ao diâmetro "d" dependendo isso da utilidade da chapa, do lubrificante

empregado- e principalmente, usando estampos executados em perfeitas condições de trabalho.

NOTA
O número racional de passagens Evita: Alongamento excessivo, quebraduras e encruamento do material.
MEC

- 1971

- 15.000

285

FERRAMENTEIRO

DIPERENÇA "f" ENTRE MATRIZ E PUNÇÃO LUBRIFICANTES PARA REPUXAR

F6LHA DE INFORMASAO TECNOLÓGICA

9.4

DII--- ENÇA "f
A diferença "£" entre o diâmetro da matriz e o diâmetro do punção deve ser: - para chapas finas (até 1 mm), f = 2 . e - para chapas mais espêssas, f =2. e t t = 40 yo da tolerância máxima de laminasão.

+

I

-

EXEMPLO Para embutir uma chapa de "e" = 3 inm, cuja tolerância de laminação é de -+ 0,l mm, qual deverá ser a diferença "f", entre os diâmetros da matriz e do punção? Teremos: e = 3,l (espessura máxima da chapa)

f = 2 . 3 , l 0,04 = 6,24 NOTAS - Se essa diferença for maior o produto apresentará pequenas ondulações na sua parede lateral. - Se essa diferença for menor, o produto se esticará e até poderá romper-se. no caso de ficar superado o limite de elasticidade. - Além da justa diferença entre os diâmetros da matriz e do punção, suas partes ativas devem ser perfeitamente lisas, e durante o funcionamento lubrificadas.

+

L U ~ K ~ F I C A N T E SIRA REPU-' -

'

-.

AÇO -gordura (vegetal ou animal) misturada com cêra virgem - óleo de rícino (em casos especiais) ALUMÍNIO E SUAS LIGAS - querosene - terebentina - óleo de coco - vaselina ZINCO-CHUMBO ESTANHO METAL BRANCO - óleo mineral denso BRONZE
'

L A T A 0 - COBRE
I

- óleo solúvel - óleo mineral denso

I

1
I
286
.-i.-

- -- - .

MEC
- - -*.. .

- 1971 - 15

FERRAMENTEIRO

VALORES DOS RAIOS " R - "Y"

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA

9.5

Para obtenção do produto na gem ou no caso de uma só passagem AGO R = 6 a 10e r = 2 a 4e ALUMfNIO R = 3 a 5e r =e

passa-

Para obtenção da produto nas passagens sucessivas

-

O raio "r" do punção, na última passagem, será igual ao exigido pelo produto. Aumentando-se ou diminuindo-se excessivamente os raios "R" e "r" há, respectivamente, o perigo da formação de ondulações ou ruptura devido ao estiramento demasiado do material.

FUROS PARA SAfDA DE AR

-

Para facilitar o assentamento da peça a ser embutida, na parte frontal do punção e a sua saída após a embutidura, deve-se executar no punção, furos para a saMa do ar.

-

.

r

-

I
MEC

-

1971

- 15.000

287

FERRAMENTEIRO

ESTIRAMENTO DO MATERIAL DURANTE O REPUXO

FBLHA DE INFORMA~AO TECNOL6GICA

9.6

I

I
I
i

Supondo subdividir-se a superfície entre os diâmetros "D" e 'd" em pequenos retângulos "A" e extraindo os triângulos "T" intermediários se obtém, dobrando êsses retângulos em ângulo reto, a formação cilíndrica da peça, cuja altura "hJJserá igual ao comprimento do retângulo.

Porém, os trilngulos "T" constituindo o excesso de material que deverá, neceasàriamente, expandir-se para cima, formará um anel de altura "Y" e de área igual à soma das áreas de todos os triângulos "T".

!

I

OBSERVAÇÃO A superfície lateral do produto durante a embutidura, além do estiramento causado pelo excesso de material acima demonstrado,
se estira um pouco mais, devido ao atrito entre punção e matriz.

I I

288

MEC

-

1971

-

15.000

FERRAMENTEIRO

ESFÔRÇO PARA REPUXAR CALCULOS

FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

9.7

O esforço para embutir é determinado pela fórmula:
E=dl.r.e.R.N dl = diâmetro do punção da primeira passagem e = espessura da chapa a ser embutida R = resistência a tração em kg/mm2 D = diâmetro do disco a ser embutido dl N = coeficiente da relação D

TABE

Calcular o esforço necessário para embutir uma peça cilíndrica com as dimensões indicadas abaixo.

D = 106 (diâmetro do disco)

dl = 0,6 . 106 = 64 (diiirrietro do punqão na l.a passagem) dl 64 -- = 0,6; pela tabela correspondente a N = 0,86 D - 106 Aplicando a fórmula E = d l . r . e . R . N E = 64 . 3,14 :2 . 40 . 0,86 = 13836 kg

MEC

- 1971

-

15.000

- Nos estampos da folha, após o repuxo, o diâmetro do produto aumenta ligeiramente, devido à elasticidade do material; - Na subida do punção, devido a êsse aumento, o produto é extraído ao encontrar o bordo da matriz.

NOTA
- Quando a elasticidade do material não garante um suficiente aumento, usam-se dispositivos como o exemplo da figura ao lado.

OUTRO TIPO "7 EST

so

- chapa

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA REPUXAR PRENSA-CHAPA

FaLHA DE

IN FORMACHO
TECNOLÓGICA

9.9

PRESSÃQ DO PRENSA-CHAPA

Ao se repuxar uma peça, além do esforço para repuxar já considerado, deve-se juntar e levar ,em conta o esforço Pc que o prensa-chapa deve exercer sobre a chapa, para um bom resultado do trabalho. O papel do prensa-chapa é o de impedir a formação de rugas, ou de ondulações no produto. É necessário, portanto, conhecer a pressão certa que se deve dar para que o trabalho se realize em boas condições. Todavia, essa pressão não deve ser qualquer. Muito fraca, sua ação não seria eficaz e não impediria a formação de rugas no produto. Muito forte, seu efeito seria nocivo e teria como resultado, um aumento da superfície em oposição ao seu deslocamento radial,

podendo mesmo causar a sua ruptura pelo alongamento do metal, quando o limite de resistência do material é ultrapassado. Calculado o esfôrço, (em Kg) são escolhidas as molas e distribuídas no estampo, em disposição simétrica tantas quantas forem necessárias. Para isso, consultar uma tabela de molas. Sendo D o diâmetro ao disco a repuxar, o diâmetro do punção repuxador e U a pressão específica por mm2 a exercer sobre o metal, os ensaios práticos nos conduzirão a aplicar a fórmula seguinte para se obter o valor de Pc.

Os

valôres de U são dados pela tabela seguinte Materia 1 u kg/mmZ
i

. *

AlumI'nio Zinco Duraluminio Latão Aço i n o x i d d v e l Aço para repuxo

O , 12 O , i5 0,16 0,20 O ,20 0,25

MEC

-

1971

-

15.000

291

REPUXO DE PRODUTOS DE SECÇÃO CIRCULAR

I

FOLHA DE iNFORh4A~iO TECNOLÓGICA

1 1
9.1 0

F6RMULAS PARA O CALC

-292

M E C - 1971

-

15000

FERRAMENTEIRO

JLAS PARA O CALC'L--

DO DIÂMETRO "ri

30 DISCO

A=f(fds - 2 r h
S

I

= Desenvolvimento

Os diâmetros "D" dos discos, calculados através das fórmulas acima, são teóricos.
-

Na prática as dimensões dos produtos, de um modo geral, apresentam pequenas alterações devido a variacão do coeficiente de elasticidade do material empregado.

FERRAMENTEIRO

T I P O DE ESTAMPO DE FORMAR

FOLHA DE INFORMACAo TECNOL~GICA

9.12

;TAMPO DE EORMP
São estampos que têm por finalidade formar nervuras, pequenas reentrâncias e saliências, etc.

P r o d u t o

2 94

MEC

-

1971

-

15.000

FERRAMENTEIRO

OUTRO TIPO DE ESTAMPO (DUPLO EFEITO)

FOLHA

DE

TECNOL6GICA

INFORMA~O

9.1 5

P R 0 DUTO

O estampo acima, corta o disco (D = 43,6), embute e fura o produto (+ = 8) em uma só fase de trabalho. Este tipo de estampo denomina-se de duplo efeito.
MEC

- 1971 - 15.000

297

~ a ú o r paro o ~ á ~ c u ~ o Espessura da c h a p a ,
D i â m s t r a maior do punçgo (conhecido ) ~it?rnetra menor do punção. Comprimento da parte ,paralelo, no dlometra menor do punçüo. R a i o s de orredondarnontos da pungdo. DIametro do furo da m a t r i z . Raio da m a t r i z . A l t u r a do r e p u x o .

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA FAZER A BASE DO ENCADERNADOR

FBLHA DE INFORMA-O . TECNOLÓGICA

10.1
I

Para facilitar a estampagem de certos produtos pode-se inverter as posições dos punções e matrizes no estampo. a) A matriz é fixada no porta-espiga e guiada mediante colunas; b) Os punções são fixados na base através do porta-punção.
Ã

1 DE FORMA

E C E D A T> A

PRODUTO
Q

FORMA PRIMITIVA DO MATERIAL

Corte de SEPARAÇÃO sem desperdício de m a t e r i a l
/

Foser

sucessivos

O extrator neste estampo tem três funções:
a) Extrair o produto que se prende no punção; b) Prensar a tira na matriz para evitar possíveis deslizamentos; c) Guiar a tira.

MEC

- 1971 -

15.000

309

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA FAZER A BASE DO PRENDEDOR DE PAPEL

FOLHA DE INFORMAWO TECNOLÓGICA

10.2

I

Nestes estampos, a penetração dos punções nas cavidades da matriz, além de cortar, dobra o produto. O punção corta apenas três partes do PRODUTO

contôrno formando a dobra no produto na secção não cortada. Estampo para corte de formação e dobramento - Simultâneo.

MATERIAL A l u m i n i o latonado 1 x 1 2 5 x 190 mm

Fig. I
ESTAMPO PARA CORTAR

- DO1

Coluna de guia

A parte ativa do punção é inclinada. As arestas do punção e da matriz que fazem a dobra, são arredondadas.

MEC

- 1971 - 15.01

FERRAMENTEIRO

I

DETALHES DO ESTAMPO PARA CORTAR E DOBRAR SIMULTÂNEAMENTE

I

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

I

10.3

NOTAS - A inclinação na parte ativa do punção (2 vêzes a espessura da chapa) permite uma diminuição do esfôrço de corte aproximadamente de 213. Isto facilita o corte e o inicio do dobramento. - Para facilitar o dobramento, a matriz e o punção devem ter forma como na figura acima. - A folga "F" entre punção e matriz deve ser igual à espessura da chapa acrescida de 0,l

e 0,2 mm, para facilitar a entrada do punção e conseqüentemente o dobramento. - O arredondamento "r" evita riscas na parte dobrada da chapa. - A função da descarga "D" é facilitar o dobramento e evitar que a peça fique prêsa na matriz devido ao acréscimo de material, que se origina, nos laterais da parte dobrada. Esta uma vez solta da matriz, subird prêsa aos pui~ções será expulsa por meio e do extrator.

AEC

-

1971

- 15.000

3I

FERRAMENTEIR0

ESTAMPO DE CORTE ESFBRÇO PARA EXTRAÇAO DO RETALHO DA TIRA

F6LHA DE lNFORMA6ÁO TECNOL6GICA

10.4

Após a estampagem de um furo, ou do corte de um produto, a tira se agarra nos punções que a furaram e sobe juntamente com êstes, porérn a guia dos pun@es impede que

ela continue a subir e a tira fica retida no canal da p i a , sobre a matriz pois a guia funciona como extrator fixo do retalho da tira.

O esforço para a extração do retalho da tira é considerável e neste caso, os parafusos de fixação das placas o suportam. Porém, há casos de estarnpos em que a guia ou extrator não são fixos, são suspensos ou flutiiantes, e ambos funcionam como extrator do retalho da tira por meio de molas que atuam sobre os mesmos. O esforço das molas deve vencer o esforço de extração para que o retalho se desprenda dos punções furadores.

O esfôrqo para extração deve ser calculado baseado no esforço de corte correspondente. Aproximadamente, considera-se de 2 a 5 % do esforço de corte.
Assim após calculado o esforço de extra$50, escolhem-se as molas, tantas cyuantas forem necessárias, consultando-se uma tabela de molas.

1

112

MEC

-

1971

-

15.0(

FERRAMENTEIRO

COLUNAS E BUCHAS

FÔLHA DE INFORMA-O TECNOLÓGICA

10.6

As colunas também conhecidas por colunas de guia como o próprio nome indica, servem para guiar e manter um perfeito movimento retilínio uniforme entre as partes inferior e superior do estampo em funcionamento. São feitos de aço cromo níquel, cementadas e retificadas. Sua dureza deve estar entre 58 a 59 RC. Geralmente, são fixadas diretamente

na base do estampo, com pressão (H7m6)e na parte superior elas devem deslizar em buchas de aço, encaixadas no cabeçote ou trabalha diretamente no mesmo. Em certos casos podem ser fixadas na parte superior do estampo quando o trabalho assim o exige, porém, não é recomendável, pelo perigo que oferece ao prensista e ainda, por acumular detritos na bucha, os quais podem causar a danificação do estampo.

I

LISA

REBAIXADA LISA

REBAIXADAS E COM RANHURAS

COM FIXAÇÃD NA PARTE SUPERIOR E RANHURAS

As colunas podem ser lisas ou ranhuradas para reter o lubrificante.

314

MEC - 1971 - 15.000

A -Coluna cilíndrica B --Coluna com reduçio C --Bucha

FERRAMENTEIRO

COLUNAS E HUCHAS ANÉIS

v 31 6

MEC

-

1971

-

15.000

I

FERRAMENTEIRO

BUCHAS, COLUNAS COM ESFEKAS

As buchas com esferas são aplicadas em colunas, quando se trata de estampos cpe requerem perfeito funcionamento e grande precisão.

Disco de aluminio - 1 mm espessura

M o n t ~ g e m curso da s bucho com rolamento

Detalhe de fixu@o das esferas

MEC -

FERRAMENTEIRO

BUCHAS, COLUNAS COM ESFERAS

FBLHA DE INFORMACÃO TECHOLÓGICA

10.1 0

I

318

MEC - 1971

- 15.000

!
I
I
I

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO PARA CORTAR AS PARTES FIXA E M6VEL DO PORTA-CADEADO

FOLHA DE INFORMAWO TECNOLÓGICA

11.1

/

Considerando-se o fator econômico que sempre deve ser evidenciado na construção de estampos, pode-se recorrer ao processo de estampagem de duas peqas diferentes num só

estampo. Nestes casos, o desperdício de material é mínimo, pois o retalho da tira serve para completar outra peça.

I

ESTAMPO

I

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1 : -

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I

F

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Punção
Chapa p r e t a

No22

I

Fig. 1

Fig.

Corte 6 - i 3

O punção dêste estampo não tem a forma dos produtos a serem cortados. O seu perfil irregular forma em etapas os produtos

como se pode observar nas fases de corte da fôlha 11.2.

1

MEC - 1971 - 15.000

325

I

FERRAMENTEIRB

ESTAMPO PARA CORTAR AS PARTES FIXA E McbVEL DO PORTA-CADEADO

FGLHA DE INFORMA-O TECNOL6GICA

11-2

Nesta fase são cortados: - os furos de 4 3,5 mm - o rasgo retangular de 3.15 mm - o chanfro de 4.450 - um lado da peça 2 O posicionamento da tira nesta fase é feito sem auxílio de encosto.

Nesta fase são cortados: - 0 s furos de 4 3,5 mm - novamente - o rasgo retangular - novamente - os chanfros de 4.450 - novamente - o contorno da peça 2 (completando-o) - o contorno da peça 1 (menos um lado) O posicionamento da tira é determinado pelo encôsto existente na guia de punção.

;E
Nesta fase, e nas sucessivas, - é repetida a fase 2 - é completado o corte de formação da peça 1. Desta fase em diante, em cada golpe da prensa, é sempre produzido um par de peças.

Peça - 1 -

NOTAS
Observa-se pelas fases de corte, que com êste tipo de estampo não há desperdício d e nzaterial da tira. Observa-se ainda, que em uma tira de 52 mm de largura, se obtém duas peGas com comprimentos de 30 e 37 mm resp.ectivamente. (Veja fase).

326

MEC

- 1971 - 15.000

L

FERRAMENTEIRO

LOCALIZAÇAO DA ESPIGA PROCESSO GRAFICO E ANALÍTICO CENTRO DE GRAVIDADE DE FIG. GEOM.

FÔLHA DE

I N ' F o R ~ Ã ~
TECNOLÓGICA

11,a

A localização racional da espiga nos estampos é determinada: mediante o Centro Teórico de tôdas as solicitações sustentadas pelo punção ou mais punções durante a ação de corte. A aplicação da espiga na localização certa E V I T A o desequilíbrio da massa em
PQ "CESSO

movimento, solicitaçrjes irregulares, e às vêzes, quando o estampo não tem colunas de guia, a sobreposição dos punções ila matriz. A localização da espiga é determinada mediante dois processos - GRAFICO (Polígono Funicular) - ANALfTICO (Teorema de Varipon). GRAFICO

I

, ligono Funicular)

Fig. I

As medidas dos diâmetros dos furos que o estampo faz: são transportadas em escala, para os eixos "X" e "Y" (Fig. 2), iniciando-se ein "A" como segue: 1.O - Da esquerda para a direita (fig. l ) , os diâmetros 8-10-7, sôbr,e o eixo "X". 2.O - Sôbre e eixo "Y", os mesmos diâmetros, porém, de baixo para cima (10-7-8). 3.O - Completar a fig. 2 com as linhas de construção 1-2-3-4-5-6.

4.0 - O ponto "Pl" é determinado transportando-se paralelas às linhas 4-3-2-1 da fig. 2 para a fig. 3 as quais devem cruzar, em sequência, os eixos dos furos 8-10-7. 5.O - O ponto "P2" (fig. 4) é determinado mesmo processo, mediante as linhas 4-5-6-1, cruzando os eixos dos furos 10-7-8. 6.O - A localização rcicional da espiga é determinada pelo cruzamento.

I MEC

1871

- 15.000

.

.

327

'

FERRAMENTEIR0

LOCALIZAÇÃO DA ESPlGA PROCESSO GRAFICO E ANALÍTICO CENTRO DE GRAVIDADE DE FIG. GEOM.

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLóGICA

11.4

Localização da espiga

4

Y = 34.8

I

\

1

Cálculo de "X"

Cálculo de "Y"

Os valores "X" e " Y calculam-se multiplicando os diâmetros pela distância corres-

pondente e dividem-se as somas dos produtos pelas somas dos diâmetros.

328

MEC

-

1971

- 15.000

-

FERRAMENTEIRO

LOCALIZAÇÃO DA ESPIGA PROCESSO GRAFICO E ANALÍTICO CENTRO DE GRAVIDADE DE FIG. GEOM.

FGLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

11.5

3 A ~ I - @ @ A

A XT

A T ~

T

P

T

~

An

v ~@ A

ínn A P

n

A P

C T T n T ; ' n T i I O T n

NOTAS
- Com o processo ANALÍTICO s,e obtém a localização da espiga com mais rapidez e com maior exatidão. - Quando o estampo faz corte misto (redondo, quadrado, retangular, etc.) considera-se para efeito de cálculo da localização da espiga, quer pelo processo gráfico ou analítico, as ÁREAS das superfícies a

serem cortadas e não os diâmetros dos furos como nos exemplos precedentes. - Quando as áreas a cortar são de forma regular, (como na fig. 1) para efeito de cálculo, consideram-se os eixos, passando pe10s centros de gravidade dos mesmos. - Quando essas áreas são de forma irregular, (como na fig. 2) devem ser decompostas em áreas regulares.

Fig. I

Fig.

2

OBSERVA~~ES
-

A localização certa da espiga é indispensável quando a diferença das superfícies de corte dos punções é grande ou quando a disposição dos mesmos é assimétrica.

- Quando o cálculo demonstrar que a descentralização é mínima, a localização da espiga pode ser feita no centro do portaespiga.

MEC
.

-

1971

- 15.000

32

..

Paralelogramo

O centro de g r a v i d a d e é a i n t e r s e ç i o das diagonais

FERRAMENTEIR0

ESTAMPO PARA CORTAR AS PARTES FIXA E M6VEL DO PORTA-CADEADO

F6LHA DE INFORMACÃO TECNOL6GICA

2 - Produz menor número de peças sobre
O estampo acima, em comparação com o estampo apresentado na FIT 11.1 apresenta as seguintes vantagens e desvantagens: um mesmo número de tiras. Exemplo: Para se produzir 5.000 pares de peças, com tiras de 1.000 mm de comprimento, usando-se o estampo da FGlha 1/ 6 seriam necessárias :

Vantagens:
de mais fácil execução. 2 - Sendo o punção "P" mais robusto, oferece menor risco de quebra. 3 - Seu perímetro de corte é menor. 4 - É mais indicado para corte de chapas mais espêssas. 1

- I-,

5.000.20 1.000 = 100 tiras
Usando-se o estampo acima, seriam necessárias:

5.000.68 = 340 tiras 1.000 3 - Em conseqüência disso fica:

Desvantagens:
I

1 - Em cada golpe, desperdiça material da tira, igual ao comprimento "A", enquanto que no estampo da F I T 11.1 o desperdício é mínimo.

3 . 1 - aumentado o número de cortes da tesoura, na preparação das tiras. 3 . 2 - diminuída a produção das peças no mesmo período de tempo.

FERRAMENTEIR0

DISPOSITIVO DE USINAGEM REGULAVEI.

FGLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

I

11.8

As características técnicas dos produtos e a quantidade que se deseja produzir, são os fatores que determinam os processos de fabricação, razão pela qual, certas operações não podem ser feitas através de estampos. Nestes casos constrói-se, ao invés de estampos, dispositivos de usinagem. Muitas vêzes determinadas operações

podem ser feitas em estampos, porém quando se trata de pequena série, não compensa pelo alto custo dos mesmos. Nestes casos também se constroem dispositivos de usinagem por serem mais simples e mais baratos. A seguir damos um exemplo de um dispositivo de usinagem regulável para furar uma pequena série de peças.

P R O D U T O

PQRMã ANTERIOR
I

I
h

Moteriol

.' Aço 0,3% C.
-. -

( I

O

No de furos

=5

DISPOSITIVO

REOULAVEL

332

MEC

-

1971

-

15.000

NS de divisões

cota X = 2(seno a x 50) = 2(seno 120° x 50) 2 2

FERRAMENTEIRO

DIVISÃO DE UMA CIRCUNFERENCIA EM PARTES IGUAIS

FBLHA DE INFORMACÃO TECNOL6GICA

11 10

Exemplo: Dividir uma circunferência de raio 70 mm, em 7 partes iguais. Consultando a tabela abaixo, encontramos na coluna do N.O de Divisões, o n.0 7 concordando no sentido horizontal com o N.O constante 0,8671, que multiplicado por 70 (raio da circunferência a dividir) dará 60,7 mm, abertura que se deve ao compasso (comprimento da corda).

Número de Divisões 3

Angulo central correspondente

Comprimento da corda correspondente ao raio = 1

Número de Divisões

Ângulo central correspondente

Comprimento da corda correspondente ao raio = 1

1200 900 72O 60° 51° 25' 450 400 36O 320 43' 30° 270 41'
,

1,7320 1,4142 1,1755 1,0000 0,8672 0,7653 0,6840 0,6 180 0,5632 0,5176 0,4784 0,4448 0,4158 0,3901 0,3763 ,0,3473 0,3289

20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33

18O 17O208' 16O 21' 15O 39' 15O 140 24' 13O 50' 13O 20' 120 51' 12O 24' 12O 110 36' 110 15' 100 54' 1O 0 35' 100 17'
10°

0,3128 0,2979 0,2845 0,2722 0,2610 0,2506 0,2408 0,2321 0,2235 0,2 160 0,2090 0,2021 0,1957 O 1899 , 0,1841 0,1789 O 1743 ,

4 5 6 7 8 9 1O 11 12 13 14 15 16 17 18 19

25O 42' 24O 22O 30' 21° 10' 20° 180 56'

. 34
35 36

334

MEC - 1971

- 15.000

L

FERRAMENTEIRO

DESENVOLVIMENTO DO ARCO 'AB" NUMERO DE DIV1SõES "N" D1STÂNCI.S " X E "Y"

FL A BH

DE

INFORMAÇÃO

11.11

TECNOLÓGICA

CALCULOS
A

- Calcular o desenvolvimento do arco "AB", o número de divisões "N" e as distâncias

"x" e "y" para marcar e furar rasgos circulares (como na figura abaixo).

Rasgo

/

- Os furos devem estar localizados entre si, o mais pr6ximo possivel. - O furo "D" deve ser executado com broca menor (2 1 mm), controlando, eventualmente corrigindo e terminando conforme a dimensão do rasgo. - O diâmetro "d" deve ser sempre menor (* 1 mm) que o diâmetro "D".

- Considera-se para a figura acima

R = 100
a

= 160'

D = 15
d = 14
- Determinar AB
A
, -

"N"- "X" - "Y"

AEC

- 1971 - 15.000
i )

- -

33

FERRAMENTEIRO

FERRAMENTA PARA A EXECUÇÃO DA CÂMARA "C"

F6LHA DE INFORMACAO TECNOLóGICA

11.13

- A câmara "C" pode ser executada com uma das ferramentas desenhadas abaixo:

@

1

Fig. I

Fig. 2

Fig. 3

i

I

CARACTERfSTICAS DA FERRAMENTA

- A lâmina cortadora pode ser de aço rápido
ou de aço carbono (temperado e revenido) e deve ser bem ajustada na própria sede.
- As dimensões da lâmina, devem ser iguais ou proporcionais às da tabela apresentada 'na folha. - Quando a lâmina for de dimensões muito reduzidas (como no caso desta tarefa) a execu~ão sede para a mesma, pode ser da simplificada, ajustando-se e soldando-se convenientemente no rasgo pré-executado "P" (fig. 1). a peça posti~a

- A dimensão "A" deve ser igual ao diâmetro da câmara a ser executada.
- O diâmetro "d" da haste deve ser igual ao diâmetro menor do pino expansível. - A fixação da lâmina pode ser feita mediante o pino cônico (fig. l), parafuso (fig. 2). - Para pequena série de peças a serem usinadas, usa-se geralmente a lâmina cortadora apresentada nas figuras 1 e 2. - Para grande skrie e quando o produto exige melhor acabamento, usa-se o tipo de fresa apresentada na figura 3.

AEC

-

1971

- 15.000

337

FERRAMENTEIRO

EXECUÇÃO DA CÂMARA "C"

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA

11.14

1 -Centralizar corretamente, o vértice do prisma em "V" com o eixo da broca e fixar com grampos.

2 -Colocar a peça sobre o prisma e furar (4 7). 3 -Substituir a broca pela haste e introduzi-la no furo até permitir a montagem da 1âmina cortadora, em sua sede.
4 - Reduzir a R.P.M. da furadeira (aproximadamente 50 %). 5 - Broquear, avançando lentamente, até a profundidade estabelecida. ATEN ÇÁO Pare a máquina antes de levantar a broca ou a haste.

338

MEC

- 1971 - 15.000

FERRAMENTEIRO

OUTROS TIPOS DE DISPOSITIVOS

F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA

11-16

H

Corte Y - Y

IY

Corte X - X

Fig. f

- Na figura 1 apresenta-se uma máscara para a furaçáo radial de uma bucha. - No corpo "A" aloja-se a bucha a furar "B". A fixaçao da mesma se efetua mediante o parafuso "C", a arruela de apêrto "D" e o suporte móvel "E", o qual, girando sobre o parafuso "F", permite a saída da bucha já furada. - Outro detalhe importante são as três canaletas "G", opostas às buchas de guia "H".

- A finalidade das mesmas

é deixar livre a passagem da rebarba formada na parte inferior dos furos executados.
.

- A figura 2 apresenta outra máscara muito simples, para furar uma peça com assento de forma irregular.

- Na canaleta "A" da base está introduzido
o suporte articulado "B".

-~

~ ~ parafuso o i aciona;re ~ ~ a garra "D" que atuando sobre a peça a furar "E" efetuará sua fixação.

I

Fig. 2

L

3i4iO

MEC

- 1971 - 15.000

FERRAMENTEIR0

MOLDES PARA RESINA FORMAÇÃO DE PRODUTOS

F6LHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA

11.18

- A formação de produtos de resina termoendurecente se obtém por:

PRESÇAO, INJEC;ÃO E EXTRUSÃO
POR PRESSA0

Matriz aquecido

/-----

NOTAS Para êste processo usam-se prensas com assento superior e inferior aquecidos, para transmitir, ao punção e à matriz, a temperatura necessária. - De acordo com o tipo de termoendurecente empregado, essa temperatura varia entre 1000 a 160°.

- Para permitir uma boa transformação química da resina, após a prensagem é necessário conservar o estampo fechado durante um espaço de tempo, que varia de 20 a 45 segundos por milímetro de espessura da parede do produto. - A pressão mínima a exercer sobre o material deve ser de 150 kg/cm2.

MEC - 1971 - 15.000 - .

II

FERRAMENTEIRO

MOLDES PARA RESINA FORMAÇÃO DE PRODUTOS

FBLHA

DE

TECNOL6GICA

INFORMACÃO

1 19

- A formação de produtos de resina termoplástico se obtém por:

INJEGãQ - EXTRUSAO - INSUFLAÇÃO

-

ESTAMPAGEM

C a n a l de i n j

-

Regulador térmico

Pressõo

,

NOTAS - O material é aquecido e, pela ação do pistão, entra no estampo através do canal de injeção. - Os produtos de termoplástico, para evitar deformação, devem ser extraídos dos estampos convenientemente frios. Para isso, são feitos nos estampos, furos de circulaçãõ de água que garantem a refrigeraçáo dos mesmos. - Para produtos de pequenas dimensões essa refrigeração pode ser dispensada.

MEC

- 1971 - 15.000
A

-

-

343

RESINAS TERMOENDURECENTE E TERMOPLASTICO

- Termoendurecente e termoplástico são resinas sintéticas comumente chamadas plásticos. - Os principais materiais dos quais se obtêm são: CARVÃO FOSSIL, BENZOL.
RESINAS SINTÉTICAS MAIS USADAS
Terrnoendurecentes (à base de feno1 e serragem) - Polopas (à base de ureia) - Melopas (à base de melarnina) - Poliester (à base de poliestireno)
- Baquelite

- Bolietileno (à base de gás de óleo cru) - Poliamyde - "Nylon" (à base de óleo de mamona) - Galalite (à base de caseína)

NOTAS
- A resina termoendurecente é um material IRREVERSfVEL.

Durante a formação do produto o material sofre uma transformação química e conseqüentemente, não pode voltar ao estado primitivo.

- A resina termoplástico é um material REVERSfVEL. Durante a formação do produto o material não sofre alteração química e conseqüentemente pode voltar ao estado primitivo.

344
A

MEC

-

1971

- 15.000

-----c

-

v

-- -

-

-

.
1

5 s

---

-

-

--A

FERRAMENTEIRO

RESINAS TERMOENDURECENTE E TERMOPLASTICO

F6LHA DE INFQRMACHO

TECNOLOGICA

~

I

11 -21

1

TERMOENDURECENTE

- Nesfe processo o material é introduzido na câmara de enchi1nento que, como todo o estampo, com exceção do pistão, deverá estar aniieriJa . - Pela ação do pistão, o material é injetado na seae do produto a.través do canal de injeção. - Usa-se êste processo, quando pela sua forma, o produto não pode ser obtido pelo processo a pressão.
7

1

Pis t h

- Este processo é usado para se obter: tubos, barras e outros perfilados.

FERRAMENTEIRO

RESINAS TERMOENDURECENTE E TERMOPLASTICO

F6LHA DE INFORMACÁO TECNOL6GICA

11-22

TER

LASTICO

Aquecimento, Regulador t é r m i c o
\

\

Material

/--gem

\Plano
I

de g u i a

Impulsionodor helicoidal

I

I

u
l

-Este processo é usado para se obter: tubos, barras e outros perfilados. - O material é injetado por meio do eixo impulsionador .helicoidal.

Folha de materiol aquecido
\

Furo para c i r c u l o ~ ã 6do vapor

i

l

Produto

/

iI

1
i .

I. I
1
346

- Neste processo usa-se o material em folhas e não em pó ou grãos como nos casos precedentes. - O vapor aquece o material e o ar comprimido empurra até assentá-lo na matriz. - Para o perfeito assentamento do material na parte ativa, a matriz e o porta-matriz, devem ser providos de furos para a saída d o ar.
MEC - 1971
. ;
- h

-

- 15.000

--

e .

-

-

FERRAMENTEIRO

ESTAMPO ARTICULADO PARA RESINA IRREVERSÍVEL - POR PRESSÃO

FBLHA

DE

INFORMAÇAO TECNOLóGICA

11 2 .3

-Formação de um produto em termoendurecimento, por pressão, em um estampo articulado.

I

FUNCIONAMENTO
- O parafuso "A" é roscado no punção "B".

-Após o enchimento da câmara "C", o punção descendo comprime o material formando o produto.
- Na subida simultânea do expulsor "E" e do punção "B", a matriz abre-se permitindo a extração do produto.

I
I

MEC

-

1971

- 15.000

- -

- -

-

-

-

. -

..

-

34;

-"

FERRAMENTEIRO

FORMAÇÃO DE PRODUTOS SAÍDA DE AR NOS ESTP """^"

F6LHA DE INFORMACÃC~

11-24

POR ESTAMPAGEM

\

Produto

-

Este processo é pràticamente o mesmo usado para embutir chapas de metal.
-

-

A única diferenga é que, sendo a tira de
v

termoplástico, deve ser aquecida para permitir inaior estiramento. Normalmente o aquecimento é feito fazendo-a passar em água fervente.
l" i

I l lil.ll

\

-

Os canais feitos nos estampos permitem a saída do ar e também a saída dos gases que se formam na transformaqão do material durante a estampagem.
-

de largura e 0,3 a 0,5 mm de profundidade. Essas medidas dependem das dimensões do produto. Em certos casos os canais podem ser substituídos por pequenos furos.

-

As medidas dos canais variam de 1 a 3 ,mm

-

NOTA Quando o produto é de pequena dimensão os canais ou furos para a saída do ar podem ser dispensados.

34 8

MEC

- 1971

-

1

FERRAMENTEIRO

CARACTERÍSTICA DO AÇO ACABAMENTO E DEFEITOS MAIS COMUNS

INFORMACÁO FOLHA DE TECNOLÓGICA

1 1.25

CAKACTERÍSTICAS DO AÇO PARA MATRIZ E PUNÇÃO O aço empregado para construir a matriz e o punção dos estampos para resina sintética, além de ser temperável e indeformável deve possuir resistência ao calor e ótima homogeneidade estrutural.

ACABAMENTO DAS PARTES ATIVAS DO PUNÇÃO E DA MATRIZ As partes ativas da matriz e do punção devem ser rigorosamente lisas pois o mínimo risco ou rasura se reproduzirá n o produto. Um ótimo acabamento se consegue brunindo, ou melhor, cromando essas partes ativas.

CUIDADOS DURANTE A ESTAMPAGEM
- Antes de estampar, lubrificar as partes ativas dos estampos, com uma liga composta de:

Cêra de carnaúba . . . . Parafina . . . . . . . . . . . Benzo1 . . . . . . . . . . . . .

60 % 28 % 12 70

- No caso de estampagem de material à base de algodão ou amianto é mais indicada à seguinte liga:

Estearina . . . . . . . . . . Petróleo . . . . . . . . . . .

78 % 12 %

- Antes de cada estampagem limpar cuidadosamente as partes ativas, se possível com jato de ar.

DEFEITOS MAIS COMUNS

1 - O produto tende a aderir na parte ativa. Esse inconveniente pode s.er causado por riscos, rasuras, pouca conicidade ou insuficiente polimento. 2 - O produto estampado não fica suficientemente endurecido, apresentando-se opaco ou com trincas. Elimina-se aumentando a temperatura e o tempo de estampagem.

3

- O produto apresenta falhas nos pontos
mais distantes do canal de injeção. Elimina-se aumentando a pressão. O produto, durante o eshiamento, se contrai demasiado e se apresenta com superfícies azuladas. Elimina-se diminuindo a temperatura e o tempo de

4 -

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