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Lei do inverso do quadrado da distancia angeloleithold py5aal

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física, eletrônica, profissionalizante, laboratório.
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FACULDADES INTEGRADAS ESPÍRITA BACHARELADO EM FÍSICA

LABORATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL VII: USO DE OSCILOSCÓPIO INSTALADO EM COMPUTADOR PROPAGAÇÃO DE PULSOS ELETROMAGNÉTICOS - FÍSICA MODERNA.

Relatório: Utilização de Osciloscópio Acoplado a Computador Para Verificação da Propagação de Pulsos Eletromagnéticos e a Lei do Inverso do Quadrado da Distância. Professor: Fabiano Thomazzi Equipe: Ângelo A. Leithold, Clarisvaldo Galina de Souza, Geórgia Priscila Gastaldi, Mário Marcos Stacechen, Wanderlei Matricardi. 7° Período Junho de 2010

1. OBJETIVO O presente trabalho teve a finalidade de demonstrar que a partir de um computador e sistema operacional obsoletos, foi possível realizar experimentos didáticos de Física para o ensino médio. A experiência escolhida foi a propagação de pulsos eletromagnéticos e seu desvanescimento com a distância. Para tal, foram construídos dois circuitos eletrônicos simples e duas bobinas, uma transmissora e uma receptora. A primeira foi conectada aos dispositivos geradores de Alta Tensão, e a segunda, à placa de som do computador que digitalizou os sinais. Estes foram lidos por um programa livre que simula um Osciloscópio, Os dados foram inseridos numa planilha, também de programa livre, que os converteu em gráficos, cuja interpretação e análise demonstrou o fenômeno da propagação das ondas hertzianas. 2. INTRODUÇÃO Quando uma carga elétrica oscila, a energia se propaga e tem forma sinusoidal, esta recebe o nome de onda eletromagnética. Tal oscilação pode ser produzida de diversas formas: pelo movimento de um condutor dentro de um campo magnético, por um oscilador eletrônico conectado a uma bobina ou antena, pela vibração mecânica de materiais ferromagnéticos que induzem corrente alternada num condutor enrolado em torno de si, pelo fenômeno piezoelétrico, que é a vibração aplicada em certos cristais (Quartzo) que produzem tensão alternada entre duas placas em faces opostas ao movimento mecânico, etc. A propagação de uma onda num plano vertical, referenciada numa linha base horizontal, chamada linha zero, sempre terá uma parte acima e outra abaixo do plano. A linha zero, no caso, considera-se como tempo-distância, pois, dá noção ao afastamento no tempo e no espaço da onda eletromagnética, com relação à fonte emissora. Aos pontos mais altos da curva sinusoidal denomina-se picos, e são convencionados positivos, os mais baixos vales, negativos. Ao pico positivo, convenciona-se direção positiva, o negativo a direção oposta. A parte mais alta da onda convenciona-se crista, na direção positiva, e a cavada, na direção considerada negativa. A parte frontal, no sentido do deslocamento, bordo anterior, a de trás, bordo posterior, conforme a figura 1.

FIGURA 1: Partes descritivas de uma onda.

Na medida em que uma onda eletromagnética se propaga no espaço, esta sofre uma atenuação, que é a diminuição da sua intensidade com a distância, o campo varia inversamente com o quadrado da distância, ou seja, quanto mais distante do emissor, mais fraco é o campo eletromagnético, e esta redução é logarítmica, como mostrado na figura 2.

FIGURA 2: Atenuação de uma onda eletromagnética.

Baseado neste fenômeno Maxwell estabeleceu algumas leis básicas do eletromagnetismo, ou seja descobriu as correlações do fenômeno da propagação e outros a partir das Leis de Faraday, Coulomb e Ampère, dentre outras, dando assim origem à teoria da eletricidade. Michael Faraday já havia afirmado que era possível produzir um campo a partir de um campo magnético variável, conforme iloustra a figura 3.

Figura 3: Variando a posição do imã é induzida uma corrente num anel metálico nas proximidades.

Maxwell provou também que um campo elétrico variável pode gerar um campo magnético e que a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética, no vácuo, é dada pela expressão (1), e além disto que a atenuação da onda eletromagnética.:

Assim, é possível, à partir de um ''emissor'', e de um ''coletor'' diminuição da intensidade com a distância.

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3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL E DISCUSSÃO Para a execução do presente experimento foi construído um circuito eletrônico em duas etapas, conforme demonstra a figura 4. A primeira, composta por C1, C2, D1, D2, é uma fonte dobradora de tensão, a segunda, composta por C3, C4, R1, R2, DIAC1 , SCR1 e L1, um oscilador de relaxação. L1 é bobina Tesla-núcleo de FeSi ( Figura 5.1), os pulsos de C4, DIAC1 e R2, aplicados no SCR1, fazem-no disparar, descarregando C3 no primário de L1. No secundário aparecem pulsos MAT, (Muito Alta Tensão) que se propagam como PEM (Pulsos Eletromagnéticos). Pois o núcleo de L1 gera o campo eletromagnético, e este se propaga à semelhança de um ''sistema irradiante''. Uma segunda bobina, L2 com núcleo a ar (Figura 5.2), disposta paralelamente (Figura 5.3), ou perpendicularmente (Figura 5.4) é acoplada ao computador, funciona como ''receptora'' e tem induzido em si o PEM de L1, que é registrado (Figura 5.6) no osciloscópio virtual.

Figura 4: Diagrama de montagem do experimento.

Figura 5:1-Bobina de Tesla L1; 2- Bobina núcleo a ar L2; 3-Expiras paralelas; 4- Espiras perpendiculares; 5-Montagem do circuito e bobina de Tesla no interior do gabinete; 6-Imagem do pulso no Osciloscópio.

O registro do sinal ocorre porque a placa de som capta a variação de tensão induzida pelo pulso emitido de L1 na bobina L2, a placa de som amplifica e digitaliza o sinal. O Programa (Software Livre) PC-Oscilloscope V-2.51 processa o sinal digitalizado e converte em imagem gráfica, além de fornecer dados numéricos no eixo X em milisegundos e no eixo Y como unidades de sinal (Figura 6). A tensão em milivolts pode ser obtida a partir de uma calibração com um multiteste, contudo, somente índices de ordem numérica ordinária interessam pois são unidades de diferença de potencial.

Figura 6: Pulso eletromagnético registrado no computador.

A variação numérica do eixo y e a variação da distância de L2 foram inseridos na Tabela 1. Os dados coletados a partir do procedimento de variação de distância, conforme sugere a figura 5.6, foram inseridos numa planilha Open Document, e a partir desta foi gerado um gráfico (Gráfico 1) que demonstrou uma variação de intensidade de campo com a distância.
Tabela 1: Diferença de potencial x distância

Gráfico 1: Variação da Diferença de Potencial do pulso eletromagnético em relação à distância entre a fonte emissora e receptora

4. CONCLUSÃO O trabalho realizado teve o objetivo de comprovar a viabilidade do uso de computadores antigos, com sistemas operacionais obsoletos (Windows 98) e programas de leitura ''ultrapassados'' para o ensino da física moderna para o ensino médio e superior. O sistema operacional, por estar trabalhando sem nehum tipo de conexão ou programas desnecessários, se mostrou extremamente rápido eficiente e estável. O programa Oscilloscope V- 2.51, escrito para o Windows 3.11, um dos primeiros S.O. da Microsoft, rodou com extrema rapidez e confiabilidade, o que veio a comprovar que muitas máquinas que são ''sucateadas'', podem perfeitamente servir para o ensino em laboratório. O circuito oscilador que gerou os pulsos de muito alta tensão, emitiu, através da bobina L1, um forte pulso eletromagnético, que induziu na bobina L2, uma força eletromotriz, que por sua vez, foi lida pela placa de som Sound-Blaster 16 do computador. Este, por sua vez digitalizou o sinal, que lido pelo osciloscópio virtual, foi convertido em dados numéricos. Estes possibilitaram a construção de uma tabela onde as d.d.p. dos PEMs foram relacionadas com a distância. A partir da tabela, foi construído um gráfico que demonstrou que a Lei do inverso do quadrado da distância é válida, ou, diminuição da intensidade de campo sugere uma exponencial (Gráfico 1). É claro que necessitaria que a fonte emissora fosse puntual, para configurar uma esfera de energia se propagando. O problema foi facilmente resolvido usando um pulso eletromagnético de duração muito curta, que de certa forma simulou uma onda se propagando esfericamente. Trabalhos futuros poderão ser elaborados a partir deste, e poderão demonstrar com maior precisão, tanto quantitativamente quanto qualitativamente a validade de outras leis do Eletromagnetismo e da Física Moderna.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Lei do inverso do quadrado da distância; Protocolos das Aulas Prácticas – 2006 / 2007 Física Radiológica. ( Disponível em; http://w3.ualg.pt/~cmsilva/documentos/Lei%20do%20inverso%20do %20quadrado%20da%20dist%C3%83%C2%A2ncia.pdf - Acesso: 17/06/2010.) Betioplo, N. F.; Martinazzo, C. A.; AQUISIÇÃO DE DADOS VIA COMPUTADOR NO ENSINO EXPERIMENTAL DE FÍSICA NA VISÃO DE ESTUDANTES, PROFESSORES E DIREÇÕES DAS ESCOLAS ESTADUAIS, MUNICIPAIS E PRIVADAS DA CIDADE DE ERECHIM/RS EM 2006. ( Disponível em: http://www.uricer.edu.br/~mclao/RIENFES_1_1_1.pdf – Acesso: 11/06/2010.). Borba, J. T.; Leithold, A. A; O Ensino da Física Através de Computadores Antigos; ( Disponível em: http://sites.google.com/site/lacecunibempy5aal/home ; Acesso: 11/06/2010.). Coelho, R. O.; O Uso da Informática no Ensino de Física de Nível Médio; ( Disponível em: http://www2.pelotas.ifsul.edu.br/coelho/inf_ens_fis_med.pdf ; Acesso: 11/06/2010.). Fiolhais,C.; Trindade, J.; Física no computador: o computador como uma ferramenta no ensino e na aprendizagem das ciências físicas; ( Disponível em: http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=549701 - Acesso: 10/06/2010.).

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