UNIBAHIA

MECÂNICA GERAL I

Salvador
2007

ÍNDICE

1. Introdução ..................................................................................................................3 2. Forças Sobre uma Partícula .....................................................................................4 2.1. Forças no plano sobre uma partícula ...................................................................4 2.1.1. Resultante de duas forças sobre uma partícula (triângulo de forças) .............. 5 2.1.2. Resultante de forças sobre uma partícula (componentes ortogonais) ........... 10 2.1.3. Equilíbrio de uma Partícula no plano ................................................................... 14 2.2. Forças no espaço sobre uma partícula ..............................................................17 2.2.1. Vetor força definido por seu módulo e dois pontos de sua linha de ação ..... 19 2.2.2. Equilíbrio de uma partícula no espaço................................................................. 19 3. Corpo Rígido............................................................................................................26 3.1. Momento de uma Força (Torque) ........................................................................26 3.1.1. Vetor do Momento de uma Força ......................................................................... 26 3.1.2. Resultante do momento de forças aplicadas em um mesmo plano ............... 27 3.1.3. Binário ....................................................................................................................... 30 3.2. Principio da Transmissibilidade..........................................................................30 3.3. Sistema Equivalente.............................................................................................31 3.4. Equilíbrio de Corpos Rígidos no Plano ..............................................................33 3.4.1. Apoios para Corpos Rígidos.................................................................................. 33 4. Estruturas Isostáticas Simples e Planas ...............................................................37 4.1. Treliças ..................................................................................................................37 4.1.1. Aplicações das Treliças.......................................................................................... 37 4.1.2. Premissas do Projeto de uma Treliça .................................................................. 38 4.1.3. Métodos de Análise................................................................................................. 38 5. Cargas Distribuídas Sobre Vigas ...........................................................................43 5.1. Centróides de Superfícies Planas .......................................................................43 5.1.1. Centro de Gravidade e Centro de Massa............................................................ 43 5.1.2. Centróides de Superfícies Planas ........................................................................ 45 5.2. Cargas Pontuais Equivalentes a um Sistema de Cargas Distribuídas ............48 6. Momento de Inércia de Áreas.................................................................................52 6.1. Momento de Inércia ..............................................................................................52 6.2. Momento de Inércia de Áreas Elementares........................................................54 6.3. Momento Polar de Inércia de Área ......................................................................55 6.4. Teorema dos Eixos Paralelos para uma Área ....................................................56 6.5. Raio de Giração de uma Área..............................................................................58

Mecânica Geral

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1. INTRODUÇÃO

A disciplina MECÂNICA GERAL tem como propósito o estudo da Estática dos Corpos Rígidos, e para isto o seu desenvolvimento é basicamente dividido em três etapas; estudo de forças sobre uma partícula, estudo de forças sobre um corpo rígido e estudo das propriedades geométricas de áreas planas. Na primeira etapa, forças sobre uma partícula, faremos o estudo do equilíbrio de corpos cujas dimensões nas situações analisadas são desprezíveis. Durante o estudo de forças sobre uma partícula resgataremos alguns conceitos de álgebra vetorial, sistemas lineares e matrizes. Desta maneira faz-se necessário, para um melhor aproveitamento da turma, que os alunos utilizem os conhecimentos adquiridos em disciplinas como Matemática Básica, Álgebra Linear e Física I para encontrarem as soluções dos problemas proposto no curso. No estudo de corpos rígidos (indeformáveis) os alunos irão encontrar elementos que, diferente de uma partícula, apresentam dimensões representativas e, como já visto em Física I, podem ser submetidos a uma rotação a partir da atuação de uma força. Ao estudo de forças sobre uma partícula, esta etapa irá acrescentar o conceito de memento de uma força (torque). Por fim, na terceira etapa, estudo das propriedades geométricas de áreas planas, serão apresentados os conceitos de momento estático de áreas planas, centróides e momento de segunda ordem. Estes conceitos, assim como todos os outros das etapas anteriores, serão vastamente explorados no curso de Mecânica dos Sólidos.

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2. FORÇAS SOBRE UMA PARTÍCULA
Antes de iniciarmos o estudo propriamente dito de força sobre uma partícula, apresentaremos algumas definições gerais.
Grandezas Escalares

Grandezas que são perfeitamente caracterizadas por um valor numérico são denominadas escalar. Como exemplos de grandezas escalares comumente utilizadas na estática podemos citar massa, volume, área e comprimento.
Grandezas Vetoriais

Grandezas que necessitam de um vetor, ou seja, módulo, direção e intensidade, são ditas vetoriais. Como exemplos de grandezas vetoriais comumente utilizadas na estática podemos citar força e momento.
Vetor Força

Uma força representa a ação de um corpo sobre outro. Ela, como todo vetor, é caracterizada por seu ponto de aplicação, sua intensidade, direção e sentido. A intensidade de uma força terá como unidade do SI o newton (N) e seu múltiplo, o quilonewton (KN), igual a 1000N.

fig. 01 – Vetor Força

2.1. FORÇAS NO PLANO SOBRE UMA PARTÍCULA

fig. 02 – Forças no plano sobre uma partícula.

A aplicação de forças no plano sobre uma partícula como apresentada na figura 02 pode gerar apenas dois efeitos; translação ou repouso.

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2.1.1. Resultante de duas forças sobre uma partícula (triângulo de forças) Geometricamente a resultante de duas focas sobre uma partícula, assim como visto desde o ensino médio, poderá ser determinada a partir dos métodos do paralelogramo e do polígono.
-Método do Paralelogramo -Método do Polígono

fig. 03 – Métodos de Composição Vetorial

Determinação do módulo da Resultante de duas forças sobre uma partícula Partindo dos métodos anteriormente apresentados podemos determinar o módulo da força resultante através das leis dos senos e dos cossenos.

- Lei dos senos

fig. 04 – Lei dos senos

h1 = b.sen C = c.sen B ⇒

b c = sen B sen C

(I)

h2 = b.sen A = a. sen B ⇒

b a = sen B sen A

(II)

De I e II concluímos

b a c = = sen B sen A sen C

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c.b. cos 2 A + c 2 .c. Mecânica Geral 6 . cos 2 A a 2 = c 2 (sen 2 A + cos 2 A) + b 2 − 2. cos A) 2 a 2 = c 2 .Lei dos cossenos fig. sen A) 2 + (b − c. cos A a 2 = c 2 + b 2 − 2. 05 – Lei dos cossenos a = h 2 + (b − HA) 2 ⇒ a 2 = (c.b.b. cos A Note bem: • Nos casos de triangulo de força o módulo da força resultante pode ser determinado pela lei dos cossenos e a direção pela lei dos senos. Exercício resolvido 01: Determine o módulo da força resultante e sua direção medida no sentido horário a partir do eixo x positivo. sen 2 A + b 2 − 2.c..

49 kN FR 10 = ⇒ sen 120° sen A 12. Mecânica Geral 7 .Solução: FR = 4 2 + 10 2 + −2.69 ⇒ A = 43.4.10.90° Exercício resolvido 02: Determine os módulos das componentes da força de 600 N nas direções das barras AC e AB da treliça abaixo. cos 120° 2 FR = 156 2 FR = 12.10.49 10 = sen 120° sen A sen A = 0. cos 120° 2 FR = 16 + 100 + −2.4.

direcionada ao longo do eixo y positivo. θ = 60°. Solução: Para que FB seja mínimo a componente deverá ser perpendicular a força FA (conforme a ilustração). Assim. Mecânica Geral 8 . Se a força resultante é de 600 N. os valores de FA e FB são facilmente encontrados pela lei dos senos. Assim. A força de módulo FA atua a um ângulo de 30° com o eixo y. determine FA e FB e a direção θ de modo que FB seja mínimo. conforme ilustração.Solução: Por lei dos senos FCA = 820 N e FAB = 735 N Exercício resolvido 03: A viga da figura é suspensa por meio de dois cabos.

Resposta: 14. Resposta: P= 2990N .8º Exercício proposto 02: Duas peças estruturais B e C são rebitadas ao suporte A. ângulo = 72.Exercício proposto 01: Determine trigonometricamente a intensidade e direção da força P de tal modo que a resultante de P e da força de 900 N seja uma força vertical de 2700N dirigida para baixo. determine graficamente a intensidade. Sabendo-se que a tração na peça B é de 6 kN e que a tração na peça C é de 10 kN.3 kN . ângulo = 19.9º Mecânica Geral 9 . a direção e o sentido da força resultante exercida sobre o suporte.

Para entendermos como funciona esta soma vetorial. Na figura 07 mostramos a soma de três vetores e a sua resultante obtida a partir da soma das componentes ortogonais. Fx e Fy correspondem aos módulos das componentes nas direções dos eixos positivos de x e y. i + F y 3 . 06 – Decomposição vetorial. fig. j F 2 = Fx 2 . 07 . fig. i + F y1 . j → ∧ ∧ → ∧ ∧ → ∧ ∧ F R = (∑ Fx ). j → ∧ ∧ (∑ F ) + (∑ F ) ⎛∑F ⎞ ⎟ θ = arctan ⎜ ⎜∑F ⎟ ⎠ ⎝ FR = 2 x y y x 2 Mecânica Geral 10 . i + (∑ F y ). determinaremos a força resultante a partir da soma das componentes ortogonais. devemos rever o processo de decomposição vetorial.2.1.Resultante obtida a partir da soma das componentes ortogonais. i + F y 2 . F 1 = Fx1 . j F 3 = Fx 3 . Estes métodos são pouco eficientes em casos que envolvem mais de duas forças. Resultante de forças sobre uma partícula (componentes ortogonais) Na seção anterior. método do paralelogramo e o método do polígono. estudamos dois métodos para determinação da força resultante da soma de dois vetores.2. Abaixo está ilustrado um vetor de módulo F com um ângulo θ em relação ao eixo horizontal x e suas componentes ortogonais obtidas por relações trigonométricas. Nestes casos.

198.08 2 + 2.08 ⎠ Mecânica Geral 11 .i + 2.198.192.498. j r r r FR = (1.82.000. cos 150°).08.i + (0 + 800.77 N θ = arctan⎜ ⎛ 2.82 2 ∴ FR = 2.i + (∑ Fy ). sen 150°). cos 60° + 3.34° ⎝ − 1.000 + 800.192. Solução: r r r FR = (∑ Fx). j r r r FR = − 1. j ∴ FR = − 1.198. Solução: Exercício resolvido 05: Determine o módulo da força resultante e sua direção medida no sentido anti-horário a partir do eixo x positivo.000.Exercício resolvido 04: Determine o módulo da força resultante e sua direção medida no sentido horário a partir do eixo x positivo.192. sen 60° + 3.82 ⎞ ⎟ ∴θ = −61.

000.198.192. Determine a faixa de valores para o modulo da força P de modo que a resultante das três forças não exceda 2.4 kN. cos 60° + 3. Solução: r r r FR = ∑ Fx + ∑ Fy FR 2 = (∑ Fx) 2 + (∑ Fy )2 2.P + 3.55 N e P" = 1.396.22 kN e 3.239 P' = 3. Determine o módulo de F e sua direção θ de modo que a força resultante seja direcionada ao longo do eixo x’ positivo e tenha um módulo de 800N.16. sen 60° + 3.4002 ∴ 0 > P 2 − 4. Mecânica Geral 12 .000.822 − 2.400 N.4002 > ( P + 800.Exercício resolvido 06: As três forças mostradas na figura são aplicadas a um suporte. Exercício resolvido 07: As três forças mostradas na figura agem sobre a estrutura de um suporte.22. sen 150°) 2 0 > ( P − 2.17 kN para que a força resultante seja inferior a 2. cos 150°)2 + (800.015.08)2 + 2.173.61N De acordo com o gráfico o valor de P deverá está entre 1.880.

34° ⎝ 858.77 2 = 868.i + 130.600N Mecânica Geral 13 . cos 60° − 200 − 180. j 13 13 F = 858. Quais as componentes horizontal e vertical desta força? Resposta: .97 ⎠ α = arctan⎜ Exercício proposto 03: Uma força de 2.855 kN (vertical) Exercício proposto 04: A tração no cabo de sustentação AB é 650N.77. ).i + (800.5 kN está aplicada a um cabo ligado a um suporte. Resposta: +250N.Solução: r r r r r r r r FR = F + F 2 + F 3 ∴ F = FR − F 2 − F 3 r r r 12 r 5 r F = (800.77 ⎞ ⎟ = 8.2. Determine as componentes horizontal e vertical da força atuante no pino A.87 N ⎛ 130. .97 2 + 130. )).66° (angulo em relação ao eixo x positivo) ∴θ = 21. j = 858.35 kN (horizontal) e 0.97. sen 60° − 0 − (−180.

r FR = 0 ∑ Assim para o caso de forças no plano temos: ∑F r X =0 e ∑F r Y =0 Se comparada a segunda lei de Newton a equação acima também se confirma suficiente para a manutenção do equilíbrio de uma partícula. fig. Desta maneira podemos concluir que uma partícula está em equilíbrio quando satisfizer a primeira lei de Newton. para manter um equilíbrio a força resultante sobre a partícula é nula. r r r FR = m . Mecânica Geral 14 .3. a = 0 ∴ a = 0 ∑ Diagrama de Corpo Livre Este diagrama é tão somente um esquema que mostra a partícula. quando a partícula está em repouso (estático) ou em movimento retilíneo uniforme.1.2. Para encontrar as forças envolvidas no diagrama de corpo livre iremos adotar os métodos para determinação de força resultante até aqui estudados. Exercício resolvido 08: Determine os módulos F1 e F2 de modo que a partícula da figura fique em equilíbrio. com todas as forças que atuam sobre ela. Equilíbrio de uma Partícula no plano Dizemos que uma partícula está em equilíbrio toda vez em que ela se encontra com a sua velocidade vetorial constante. livre de sua vizinhança. 08 – Diagrama de corpo livre do nó A. ou seja.

cos 45° + F 2.F 2 ∑r ∑ Fy = 0 = F1. Solução: Diagrama de corpo livre do ponto A.Solução: r Fx = 0 = − 500 + F1.F1∴ F1 = 257.96 N (I ) ( II ) Exercício resolvido 09: Determine o peso máximo que pode ser sustentado pelo sistema de correntes da figura de modo a não se exceder a uma força de 450N na corrente AB e de 480N na corrente AC.F1 + 0.87.42. sen 30° = 0.F1 Aplicando II em I 0 = −500 + 0.87.71.sen 30° − F ∴ F = 240 N Mecânica Geral 15 .71.F1 + 0.02 N e F 2 = 364.F1 + 0.1.cos 30° ∴ FAC = 519.62 N (não satisfaz pois FAC > 480 N Condição 2 ( FAC = 480 N ) : r ∑ Fx = 0 = − FAB +r480. cos 30° = −500 + 0.cos 30° ∴ FAB = 415.42.5F 2 ∴ F 2 = 1. Condição 1 ( FAB = 450 N ) : r ∑ Fx = 0 = −450 + FAC .71. sen 45° − F 2.69 N (satisfaz as condições) ∑ Fy = 0 = 480.

87 kN. Solução: r Por simetria ∑ Fx = 0 Na condição crítica ( FBA = FBC = 15kN ) : r Fy = 0 = −2. b) TAC = 1500N.5. Se a tração máxima permissível em cada corda é de 2. Determine o comprimento do menor cabo ABC que pode ser utilizado para suspendê-la. TBC = 2600N Exercício proposto 06: Duas cordas estão amarradas em C. a) Para que valor α a tração no cabo AC é mínima? b) Quais os valores correspondentes das trações nos cabos AC e BC? Resposta: a) 30º.L L ∴ L = 10. sen θ + 7 = 0 ∴θ = 13.97 0. o comprimento L será : cos θ = 5 10 = cos(13.31m Exercício proposto 05: Um bloco de 3kN é suportado pelos dois cabos AC e BC.49°) = = 0.49° ∑ Assim. qual é a máxima força F que pode ser aplicada? Em que direção deve atuar esta máxima força? Resposta: F = 2.5 kN.Exercício resolvido 10: A viga mostrada na figura tem um peso de 7kN. considerando que a força máxima que ele pode suportar é de 15 kN. α = 75º Mecânica Geral 16 .15.

i + Fy. j e k . destacou-se o método de soma das componentes ortogonais obtidas por decomposição vetorial. j + Fz. cos θ x F y = F .i + ⎜ ∑ Fy ⎟. Para chegarmos as soluções dos problemas estudamos diversos métodos de composição vetorial.. Para estudarmos resultante de varias forças concorrentes no espaço utilizaremos deste método acrescido apenas de mais uma direção (eixo z).k ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 1 ⎠ ⎝ 1 ⎠ ⎝ 1 ⎠ Mecânica Geral 17 . FORÇAS NO ESPAÇO SOBRE UMA PARTÍCULA Até o presente momento abordamos exemplos que envolviam partículas submetidas à aplicação de forças coplanares. 09 – Componentes ortogonais de uma força tridimensional F x = F .2. θ z (ângulos diretores − ângulos formados r entre F e os eixos de referencia) r r r r F = Fx.2. cos θ y F z = F . Entre os métodos. r r r r ⎛ n ⎞r ⎛ n ⎞r ⎛ n ⎞r F1 + F2 + F3 + .. cos θ z θ x.. j + ⎜ ∑ Fz ⎟. + Fn = ⎜ ∑ Fx ⎟. quando tratada no espaço ( três dimensões) a força deverá ser representada r r r como composição de três vetores nas direções dos vetores unitários i . Assim. θ y.k (notação vetorial ) r F = Fx2 + F y2 + Fz2 (módulo de F ) A soma de vários vetores no espaço ficará definida como apresentada abaixo. fig.

32 ⎞ ⎛ Fy ⎞ ⎟ = 41.i + (∑ Fy ). sen 60° + 300.6º . cos 40°. + 606N Exercício proposto 08: Determine o módulo e a direção da força F= (700N)i – (820N)j + (960N)k.90° ⎟ = arccos⎜ ⎝ F ⎠ ⎝ 502.i + (250.k r r r = 191.5N.3º Mecânica Geral 18 . cos 25° + 300.5N.37 2 = 502. j + (∑ Fz ).37. sen 40°.32. cos 20°). em uma direção definida pelos ângulos θx = 65º e θy = 40º .50 ⎠ ⎛ 128.37 ⎞ ⎛ Fz ⎞ ⎟ = 14. 124. + 957. j + 128.Exercício resolvido 11: Determine o vetor resultante e os ângulos diretores do mesmo.89.33° ⎟ = arccos⎜ ⎝F ⎠ ⎝ 502. 48.50 ⎠ ⎛ 446. Resposta: 1444N. cos 40°).61° ⎟ = arccos⎜ ⎝ F ⎠ ⎝ 502. cos 70°).50 N ⎛ 191.89 ⎞ ⎛ Fx ⎞ ⎟ = 20. Solução: r F r F r r r r F = (∑ Fx ).k ∴ F = 191. j + r (−250.0o .89 2 + 446.50 ⎠ θ x = arccos⎜ θ y = arccos⎜ θ z = arccos⎜ Exercício proposto 07: Uma força de 1250N atua na origem. Determine o valor de θz e as componentes da força.32 2 + 128. Sabe-se também que a componente z da força é positiva.i + 446. 61º . Resposta: 61. + 528.k r r = (250. cos 60° sen 25° + 300. cos 60°.

. 10 – Componentes cartesianas de um vetor de módulo “d”. dy dz dx . A seguir veremos como obter os cossenos dos ângulos diretores a partir das coordenadas dos dois pontos (na ilustração “A e B”) da linha de ação da força.1. Vetor força definido por seu módulo e dois pontos de sua linha de ação Em várias situações os ângulos diretores são apresentados de maneira implícita em sistemas tridimensionais de força.. Fz = F . Nestes casos há a necessidade de se representar a força a partir de coordenadas cartesianas. . fig.2. temos : Fx = F .k ⎝ 1 ⎠ ⎝ 1 ⎠ ⎝ 1 ⎠ temos no equilíbrio : ⎛ n ⎞ ⎜ ∑ Fx ⎟ = 0 ⎝ 1 ⎠ ⎛ n ⎞ ⎜ ∑ Fy ⎟ = 0 ⎝ 1 ⎠ ⎛ n ⎞ ⎜ ∑ Fz ⎟ = 0 ⎝ 1 ⎠ . Fy = F . d d d 2.2.i + ⎜ ∑ Fy ⎟. j + ⎜ ∑ Fz ⎟. cos θ z = d d Assim. d = dx 2 + dy 2 + dz 2 cos θ x = dx d . Equilíbrio de uma partícula no espaço r r r r r ⎛ n ⎞r ⎛ n ⎞r ⎛ n ⎞r seja F = F1 + F2 + F3 + . + Fn = ⎜ ∑ Fx ⎟.. Assim. a força estará sendo representada por seu módulo e dois pontos de sua linha de ação dispostos no espaço.2.2. cos θ y = dy dz .. Mecânica Geral 19 .

6 −6 −6 + FBC .95.FBC ∴ FAC = FBC d DC ⎟ ⎠ Aplicando II e III em I .000 ∴ FCD = ⎟ 0.750 = 0 1.000 = 6.FBC + 0.xinicial) dy(yfinal.FAC − 0.FAC − 0. 8 d DC ⎞ ⎟ = −0.95.32.9. 6.32 Fdc (12-6) = 6 (8-0) = 8 (0-0) = 0 10 Externo -----5000 --------- ∑ Fx = 0 = ⎜ F ⎜ ⎝ ⎛ AC . .95.8 ⎠ ( III ) ∑ Fz = 0 = ⎜ F ⎜ ⎝ ⎛ AC 0 ⎞ ⎟ = 0.32 Fbc (0-6) = -6 (0-0) = 0 (-2-0) = -2 6.95. + FCD .000 ⎟ = 0.FAC ) + 3.FCD = −0.95.6.68 N = FBC Mecânica Geral 20 .FBC − 0.FBC + 0.zinicial) d Fac (0-6) = -6 (0-0) = 0 (2-0) = 2 6.95.6 . d AC d BC d DC 0 + FBC .250 N ( II ) − 5. Solução: Diagrama de corpo livre do ponto C Da ilustração obtemos a seguinte tabela: Esforço dx (xfinal. 0 d BC 2 d BC + FCD .973.FAC = 3.FCD − 5.FCD ⎟ ⎠ (I ) ∑ Fy = 0 = ⎜ F ⎜ ⎝ ⎛ AC .FAC − 0.6.32. + FCD .8.750 ∴ FAC = 1.FBC + 0.yinicial) dz(zfinal. temos : − 0. d AC 2 d AC ⎞ 5.(−0.Exercício resolvido 12: Determine a força em cada um dos cabos de maneira que a carga de 5000N fique em equilíbrio.250 = 2.95. − FBC .

FBC + 0.32 0.60 0.00 0.00.95 0.00 FDC 0 Para estes tipos de sistemas temos as seguintes definições: Matriz Principal (A): A matriz formada com os coeficientes das incógnitas: − 0.48 = 6.00 0.68 − 0. (A) .FAC – 0.95 Matriz FBC = 0.FBC + 0.95 − 0. (X) = (B) − 0. FDC ) / (Det.00 0.976. FAC ) / (Det.250. Principal=-0.95 − 0. Mecânica Geral 21 .32.00 0.00.00 0. Det. FAC = -948.80.: Os resultados apresentados estão diferentes devidos as aproximações aplicadas na primeira resolução.48 = 1.FAC – 0.68 / -0.60 FDC =>5000 = 0.00 − 0.FAC – 0. Principal) = -3000.80 .00 0.00 0.95 0.00.00.60 FDC 0 = 0.95 − 0.32.32.00 0.32 0.00 − 0.00 / -0.00 FDC => 0 = -0.00 Daí.FAC – 0.42 N FDC = (Det.80 .42 N FBC = (Det.FDC =>0 = 0.Resolução com o uso de Matrizes: Seja o seguinte sistema 0 = -0.32 0.32 5000 0.32 0 0.80 .00 − 0. Det. Det.00 0.80.95.32 0.32 0.95 0. Det.68 / -0. No exemplo citado a matriz do coeficiente FAC seria obtida a partir da substituição da 1ª coluna da matriz principal pela matriz resultado (B).95.00 Matriz das Incógnitas: Matriz obtida pela substituição de uma das colunas da matriz principal (A) pelos valores da matriz dos resultados (B). 0. as incógnitas podem ser determinadas da seguinte maneira: FAC = (Det.32 0.00 N Obs.FAC + 0.48 = 1.32.00 FDC O sistema acima pode ser representado da seguinte maneira. FBC = -948.95. Principal) = -948.976.60 0.60 0.00 0.95 Matriz FDC = 0.FDC – 5000 0 = 0.FBC + 0. Principal) = -948.00 0.FAC + 0. FDC =-3000. FBC = 5000 − 0.FBC + 0.60 FAC 0.00 5000 . FBC ) / (Det.FBC + 0.48 − 0.FBC + 0.68 0.80 .95.00 Matriz FAC = 5000 − 0.

29 -0.00 FAB Equilíbrio 857.00 Det.00 0.50 FAC 6.470.00 0.29 0.00 6.29 FAC 0.43 0.86 0.86 FAD 857.00 12.43 0.86 FAD 0.470.29 -0.00 -1.86 Matriz -0.00 FAD 4.86 FAC 0. FAB -390.00 0.00 0.43 0.29 0.00 12.00 0.00 -0.86 FAC 0. FAC 0.00 4.86 0.00 0.00 0.29 0.00 14.29 0.50 N Carga 0.00 -6.00 Det.29 -0.86 0.43 0.45 Det.00 * Todas os esforços estão medidos em Mecânica Geral 22 .29 -0.86 0.00 14.Exercício resolvido 13: As extremidades dos três cabos mostrados na figura são fixadas ao anel A e às bordas de uma placa uniforme de 150 kg.86 0.470.43 0.43 0.86 Det Principal -0.00 1.43 0.43 0. Determine a tração em cada um dos cabos para a condição de equilíbrio.29 0.43 0.00 1.29 0.86 Matriz FAB 0.00 dx/d dy/d dz/d FAB -0.00 12.43 0.29 FAD 0.00 Matriz -0.43 0.00 14. Solução: Diagrama de corpo livre do ponto A FAB dx dy dz d Matriz Principal -4.00 1.470. FAD -390.43 0.

FAD − 12900 = 0.00 FAC 6.86 FAD 0. Depois de testar a condição crítica em todos os cabos.43.29. Diagrama de corpo livre do ponto A FAB dx dy dz d -4. logo está condição não é válida.29 0.00 14.43.86.15000 − 0.86 FAC 0.00 Carga 0.F AD = 0.F AB + 0.m = 0.00 14.470.29.FAD − 9.15000 + 0.43FAD ∑ F Z = 0 = 0.00 -1.F AD = 0 = 0.F AD = −0.00 14.29.F AB + 0.FAD − 9.86.86.00 dx/d dy/d dz/d FAB -0.86.00 12.00 12.43.8.m Solução do sistema: sistema apresentado é impossível.29.F AB − 0.00 -6.86.FAB + 0.FAB + 0.m Das equações acima temos o seguinte sistema − 6450 = −0.F AB + 4350 − 0.29.86.29 0.00 FAD 4. Solução: Para determinar a massa máxima deveremos verificar se na condição crítica de um dos cabos (15 kN) os demais cabos estão solicitados por uma tensão igual ou inferior a 15 kN e em seguida determinar o valor da massa que atende a condição de equilíbrio. determine a maior massa que a placa pode ter considerando que cada cabo pode suportar tração máxima de 15 kN.43.15000 + 0.FAD − 4350 = 0. a massa será a maior das que atenderem todos os requisitos necessários.00 12.00 0.00 4.29.43 0.43.86 Condição crítica 1 (FAC = 15 kN) ∑FX ∑FY → → → = 0 = −0.43 0.FAD − 9.Exercício resolvido 14: De acordo com a figura do exemplo anterior. Mecânica Geral 23 .29 -0.F AB + 0.FAB + 12900 + 0.29.86.FAB + 6450 + 0.8.8.00 6.43.43 0.

FAC − 0.86.29.FAC + 0.43.15000 + 0.15000 + 0. FAD = 15000 e m =2.43.m = 12900 + 0.86.8. Admita que a força em cada barra atue ao longo de seu próprio eixo.86. quando FAB está em estado crítico FAD também estará em estado crítico e FAC será nula e a massa para o equilíbrio será 2.43.43.28 kg Pelos resultados apresentados.F AC + 0.28 kg.m Solução do sistema: FAC = 0 .29 F AC + 0.FAD = 6450 + 0.Condição crítica 2 (FAB = 15 kN) ∑ F X = 0 = −0.FAD ∑ F Y = 0 = 0.00 N e Fdb = 3.FAD − 9.43FAD ∑ F Z = 0 = 0.FAD − 9.29.29.FAC + 0.00 N Mecânica Geral 24 .520.29.8.520.FAC − 0.29.640.FAD = −4350 + 0.8.F AD − 6450 = 0.29. Determine a força compressiva ao longo de cada uma das barras AB e CD e a tração no cabo do guindaste DB.FAC + 0.00 N.628.29. Resposta: Fab = 2. Exercício proposto 09: O guindaste mostrado na figura é utilizado para puxar 200 kg de peixe para a doca.F AD − 12900 = 0.29.86.FAC + 0.F AD − 9.43.m Das equações acima temos o seguinte sistema → → → 4350 = 0.15000 + 0.86.43. Fcb = 2.FAC − 0.628.

Resposta: Fab = 250 N. Fac = 388.89 N e Fad = 194.Exercício proposto 10: Determine a força em cada cabo necessária para suportar o cilindro de 500 lbf.44 N Mecânica Geral 25 .

1. Em uma partícula os efeitos da atuação de forças eram apenas a translação ou repouso. poderá ocasionar rotação (momento de uma força). além de poder promover translação ou repouso. 12 – Vetor momento de uma força. CORPO RÍGIDO Diferentemente de uma partícula o corpo rígido é dotado de dimensões que poderão ser importantes para a determinação das forças externas envolvidas nos sistemas de força. sendo estudadas em resistências dos materiais. Mecânica Geral 26 . 11 – Momento da força de módulo F em relação ao ponto B. a atuação de forças. MOMENTO DE UMA FORÇA (TORQUE) Também conhecido como torque. Assim: M B = Fe. quando há riscos de ruptura da estrutura. estas deformações são pequenas e não alteram sensivelmente as condições de equilíbrio ou de movimento da estrutura em estudo.d = F . Vetor do Momento de uma Força fig. 3. no entanto. As estruturas e as maquinas reais. no entanto. considerando-se como corpo rígido aquele que não se deforma.1. A maioria dos corpos tratados na mecânica elementar são supostos rígidos. nunca são absolutamente rígidas e deformam-se sob as cargas a que estão submetidas.3. São importantes. fig.d 3. A intensidade do momento é definida como produto da componente da força que efetivamente promove o giro (Fe) e a distância (d) (braço de alavanca) do ponto de aplicação da força e o ponto de giro (polo). sen θ . Mas normalmente.1. o momento de uma força aplicada em A em relação a um ponto B representa a tendência da força aplicada em A em causar um giro no corpo em torno do ponto B. Já em corpos rígidos.

sen θ ∴ M = F xd → → → ⎡→⎤ ∴ ⎢ M ⎥ = F . ou seja.2. as forças envolvidas irão gerar apenas momentos paralelos. Mecânica Geral 27 . podemos facilmente concluir que o momento é uma grandeza vetorial obtida do produto vetorial entre F e d . Circulando o ponto de análise com os dedos da mão direita. assim como toda grandeza vetorial. assim.m Direção: Perpendicular ao plano que contem o vetor F e d . pode ser fruto da composição de outros momentos.d . → → - Sentido: Determinado pela regra da mão direita. o módulo do momento resultante será soma dos módulos dos momentos (se tiverem o mesmo sentido) ou será a diferença (se tiverem o sentidos contrários). 3. Resultante do momento de forças aplicadas em um mesmo plano O momento. sen θ ⎣ ⎦ - Unidade de Medida: Sistema Internacional: [M ] = N . Estudaremos apenas situações de equilíbrio de corpos rígidos no plano.d .d .m Sistema Técnico: [M ] = kgf . de acordo com o giro que o torque promover.A partir da equação da intensidade do Momento de uma força M = F . → → M = F . o dedo polegar indicará o sentido do vetor momento no plano perpendicular ao do giro. sen θ ⎣ ⎦ Características do Vetor Momento Módulo: ⎡→⎤ ⎢ M ⎥ = F . sen θ e dos conhecimentos adquiridos em Matemática Básica.d .1.

cos 20° = 37.11N .41 − 7. Mecânica Geral 28 .03 = +0.59.0.m Exercício resolvido 16: Se a força F=100 N.0. sen 20° = 13. determine o ângulo θ (0° ≤ θ ≤ 90°) de modo que ela gere um momento de 20N.m (sen tido anti − horário) Fy Fy = 40.52 N .m no sentido horário em relação ao ponto O.Exercício resolvido 15: Determine o momento da força aplicada em A de 40N relativamente ao ponto B.68.20 = −7. Solução: Com as componentes ortogonais poderemos achar o momento resultante a partir da soma dos momentos gerados por cada uma das componentes sobre o ponto B.68 N ∴ M B = 13.59 N ∴ M B = 37. Fx Fx = 40.41 N .52 = −7.m (sen tido horário) Momento Re sul tan te r r Fx r Fy M R = M B + M B ∴ M R = 0.

z 2 − 1239.76. cos θ .88 = cos θ ∴θ = 28. Resposta: 46. cos 2 θ .(0.m Momento Re sul tan te r r Fx r Fy M R = M B + M B ∴ M R = −30.( x) = 100. sen θ N .z + 175 .21° e z´´= 0.76. ∆ = 840.98. cos θ + 959. apenas θ=28.98.05 + y ) = 100.2.36° é válido.98. cos θ = z ∴ 225.17 = cos θ ∴θ = 80.(0. cos θ + 15.(0.2. cos θ N . cos θ ∴ 15.Solução: Fx Fx = F .90m como na figura.m Mecânica Geral 29 . cos 60°) = 15. sen θ .20 N.41 z´= 0. sen θ ∴ M O = F . sen 60°) = −30.3.76. A equação I só admite uma única solução verdadeira.98.m Fy Fy = F .z 2 ∴ 0 = 1184. Determinar o momento da força em relação a O.z + 959.2. 1 − cos 2 θ = −20 + 30.36° Testando os valores de θ na equação I. sen θ = −20 como. cos θ ∴ M O = F . cos θ .05 + 0. cosθ ) 2 2 225. sen θ . 1 − cos 2 θ (I ) ( ) = (− 20 + 30.(1 − cos 2 θ ) = 400 − 1239. 1 = cos 2 θ + sen 2 θ ∴ 15.3. Exercício proposto 11: Uma força de 150 N atua na extremidade de uma alavanca de 0.(1 − z 2 ) = 400 − 1239.

→ fig.Exercício proposto 12: Sabendo que a distância AB é 250 mm. sen θ conclui-se que o momento gerado pelo binário é Efeitos do Binário: F RESULTANTE = 0 M = 2. Sendo M A = M B = F . sen θ . Binário Um binário corresponde ao momento gerado em um sistema constituído por duas forças de mesma intensidade. PRINCIPIO DA TRANSMISSIBILIDADE Toda força pode ser transmitida ao longo da sua linha de ação. 13 – Sistema Binário de Forças. determine o máximo momento em relação a B que pode ser produzido pela força de 150N e em que direção deve atuar a força para que isso aconteça. sen θ 3. 14 – Força transladada em sua linha de ação.3. sentidos opostos. igual a M Binário = 2. Mecânica Geral 30 . mesma direção.α = 20º 3. Resposta: 37.d .2.5 N.1. sem que as condições de equilíbrio do corpo se alterem.F .F .d .d .m . fig.

fig.3. ela só produz um efeito equivalente. se a ela for somado um vetor binário. 3. fig. 16 – Sistemas equivalentes de força. Redução a um Sistema Equivalente Para reduzir um sistema de força a um equivalente representado por apenas uma força e um momento. Determinar o vetor força resultante. cujo momento é igual ao momento que ela produzia na posição original (momento de transporte). Para qualquer pólo adotado eles devem produzir um momento resultante equivalente. Mecânica Geral 31 . 15 – Força transladada para fora de sua linha de ação. deve-se cumprir as seguintes etapas: • • • • Estabelecer os eixos de referência. SISTEMA EQUIVALENTE Dois sistemas de ação mecânica são denominados equivalentes quando eles satisfazem simultaneamente dois quesitos: • • Mesma força resultante. Obs.Quando uma força é transladada de um ponto para outro fora de sua linha de ação. Determinar o momento da força resultante em relação ao ponto O. Determinar a localização da força em relação ao ponto O.: Momento da força resultante em relação ao ponto O é a soma vetorial de todos os momentos atuante no sistema mais os momentos gerados por todas as força atuantes em relação a este ponto.

Solução: ∑ M O =1200.00 = 11 m 600 “ d ” representa a localização da força resultante em relação ao ponto de referencia estabelecido “O”. Onde: d= ∑MO ∑ FO = 66.4 − 600.Exercício resolvido 17: Substitua as três forças mostradas na figura por uma força resultante e um momento equivalente em relação ao ponto O.7 = −6600 N . Mecânica Geral 32 .2 − 1200.m ∑ F = 1200 − 1200 − 600 = − 600 N O sistema anteriormente apresentado também é equivalente ao da ilustração abaixo. Exercício proposto 13: Substitua as duas forças mostradas na figura por uma força resultante e um momento equivalente em relação ao ponto O.

4.1. nulo. EQUILÍBRIO DE CORPOS RÍGIDOS NO PLANO fig. 17 – Corpo rígido submetido a forças no plano Da mesma forma que foi abordado no equilíbrio de uma partícula no plano poderemos desenvolver os cálculos para equilíbrio de um corpo rígido no plano a partir das seguintes equações: → → ∑F X → =0 (I ) ( II ) ( III ) ∑F y =0 ∑M =0 Note que a equação III não foi considerada no estudo do equilíbrio de uma partícula. devido à aplicação de forças em diferentes pontos de diferentes linhas de ação.3. em relação a um ponto qualquer. no estudo de equilíbrio de corpos rígidos se faz necessário considerar a soma dos momentos. Apoios para Corpos Rígidos No estudo do equilíbrio dos corpos rígidos é fundamental o conhecimento dos tipos de apoios que são comumente utilizados. é necessário saber quais os tipos de reação que cada apoio pode oferecer para que possam ser representadas no diagrama de corpo livre do corpo rígido e em seguida determina-las pelas equações de equilíbrio. 3. Nas questões de equilíbrio geralmente são solicitadas as reações nos apoios.4. porém. Assim. Mecânica Geral 33 .

Exercício resolvido 18: Determine as reações nos apoios A e B da viga ilustrada abaixo.Em vigas os apoios mais utilizados são os seguintes: Apoio ou Conexão Reação Normal a superfície de apoio Linha de ação sobre a conexão Duas Reações. Uma Normal a superfície de apoio e a outra paralela. Três Reações. outra força Paralela a superfície e um momento. Solução: Diagrama de corpo livre da viga Mecânica Geral 34 . Uma força Normal a superfície de apoio.

0 kN e que pode ser admitido concentrado no centro da viga.5 − 30.78kN. Exercício proposto 16: Ainda de acordo com a ilustração da questão anterior. determine as reações nos apoios A e B.5 + VB. VB=127. C e D.22 kN. determine as reações no apoio E. VA= 7. com o auxilio da corda que passa pelos pontos B.0 kN. Resposta: HA= 0. temos: ∑ F x = 0 = HB ∑ F y = 0 = VA − 75 + VB − 30 − 30 ∴ VA = 135 − VB R ∑ M A = 0 = −75. determine as o módulo da força F.1. sustenta uma carga de 8. HB= -100 kN .5.Das equações do equilíbrio.5 ∴ VB = 105 kN Aplicando III em II encontramos VA = 30 kN Exercício proposto 14: → → (I ) ( II ) ( III ) Sabendo que a carga P aplicada no braço engastado a viga tem módulo igual a 100 kN.6.5 − 30. Exercício proposto 15: A viga ilustrada abaixo. Mecânica Geral 35 . Sabendo que o peso próprio da viga é de 4.4.

Resposta: HA= 400 N.Exercício proposto 17: Determine as reações nos apoios da treliça ilustrada. HD= 0 . Mecânica Geral 36 . VD=900 N. VA= 300 N.

ao mesmo tempo. coberturas. TRELIÇAS Chamamos de treliça um sistema reticulado cujas barras têm todas as extremidades rotuladas e cujas cargas estão aplicadas apenas em seus nós. 18 – Estabilidade estrutural da treliça Mecânica Geral 37 . telhados. Treliça Simples. fig. fig.1.4. etc. 4.1. A treliça e um dos principais tipos de estruturas da engenharia. A primeira estrutura sem dúvida perderia o equilíbrio enquanto a treliça se manteria inalterada.1. 4. uma solução prática e econômica a muitas situações de engenharia. Aplicações das Treliças Entre as principais aplicações destacam-se os usos em pontes. A seguir trataremos de um relevante exemplo de estrutura isostática. Ela oferece. ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS SIMPLES E PLANAS Dizemos que uma estrutura é isostática ou estaticamente determinada toda vez em que as suas reações envolvem incógnitas que possam ser determinadas exclusivamente pelas equações da estática. 18 – Estabilidade estrutural da treliça Na figura 18 fica clara a maior estabilidade da treliça em relação a outra estrutura se imaginarmos uma força diagonal atuando no nó (conexão entre barras) B.

Assim. Premissas do Projeto de uma Treliça • • • • As cargas deverão ser aplicadas nos nós.1. As barras deverão ser solicitadas apenas por esforços axiais (tração ou compressão).4. 4. • Método dos Nós Neste método os esforços nas barras são determinados a partir da análise do equilíbrio de cada nó que compõem a estrutura.3.1. Os eixos geométricos das barras que formam o nó deverão ser concorrentes. Solução: Diagrama de Corpo Livre do Nó B Mecânica Geral 38 . para determinar as cargas de tração (quando tente a alongar) ou compressão (quando tende diminuir) nas barras. Método dos Nós e Método das Seções (Seções de Ritter). Métodos de Análise Comumente são utilizados dois métodos para resolução de problemas envolvendo treliças isostáticas. Os pesos das barras deverão ser admitidos desprezíveis. deveremos expor as mesmas no diagrama de corpo livre do nó e determinar os valores das cargas para o equilíbrio do nó da mesma forma que determinamos o equilíbrio de uma partícula. Exercício resolvido 19: Usando o método dos nós. determine a força na barra AB e BC da treliça ilustrada.2.

cos(45°) ∴ FCD = −0.71kN • Método das Seções (Seções de Ritter). sen(45°) − 1000 ∴ FBC = 1. sen(45°) ∴ FBC = 0.00 kN Exercício resolvido 20: → → (I ) ( II ) Usando o método dos nós.71kN ∑ F y = 0 = − FCD − 1. Solução: Diagrama de Corpo Livre do Nó C ∑ F x = 0 = − FBC + 1. determine a força na barra BC e CD da treliça ilustrada. 20 – Caso Particular de Redução de Sistemas de Forças Mecânica Geral 39 . → → Enquanto o método dos nós representa a aplicação do equilíbrio de uma partícula para determinação dos esforços nas barras de uma estrutura treliçada. o método das seções utiliza do estudo do equilíbrio de copos rígidos para determinação dos esforços. neste método além do equilíbrio das forças também é levado em consideração o equilíbrio dos momentos para determinação imediata dos esforços. cos(45°) + FAB ∑ Fy = 0 = FBC . Assim. fig.41 kN Aplicando II em I . FAB = −2.∑ Fx = 0 = FBC .

12 − 400. Solução: Determinação das reações nos apoios ∑ F x = 0 = 400 − Ax → → ∴ Ax = 400 N (I ) ∑ F y = 0 = Ay + Dy − 1. Isto ajudará na resolução dos problemas de treliças pelo método das seções.8 + Dy.3 ∴ Dy = 900 N ( II ) Aplicando II em I . GC e BC da treliça ilustrada. o memento resultante será sempre nulo. Exercício resolvido 21: Determine as forças atuantes nos elementos GE.Em caso de forças concorrentes.200 ∑M → R A = 0 = −1200. temos Ay = 300 N Diagrama de Corpo Livre da Seção que Corta as Barras em Questão Mecânica Geral 40 . como mostrado na figura 20.

Exercício proposto 17: Determine as forças atuantes nos elementos BC. CF e FE. FDE= 1200 N (C). Verifique se os elementos estão sob tração ou compressão. Indique se os elementos estão sob tração ou compressão. Resposta: FCD= 467 N (C). Remova as cargas externas de 3 kN e 2kN e determine a força aproximada em cada elemento devido ao peso próprio da treliça. Resposta: Exercício proposto 18: Cada elemento da treliça mostrada na figura é uniforme e tem um massa de 8kg/m. metade das quai9s atua em cada uma das extremidades de cada elemento. FBD= 314 N (C). Mecânica Geral 41 . Resolva o problema admitindo que os pesos dos elementos podem ser representados por força verticais. FAD= 736 N (T). FBC= 389 N (T).

Determine as forças nos elementos DE. FMG= 45 kN (T).Exercício proposto 19: A treliça Howe de uma ponte está sujeita ao carregamento mostrado na figura. EH e HG e indique se estes estão sob tração ou compressão. Resposta: FDE= 45 kN (C). FEN= 5 kN (T). Mecânica Geral 42 .

Vamos supor que o eixo L esteja na posição horizontal e imaginemos que ele possa girar livremente em torno de um ponto P. Cargas Distribuídas. Para seguirmos com o estudo de cargas distribuídas precisamos relembrar os conceitos de centro geométrico de área (centróide) e sistemas equivalentes de força vistos em Física I. 22 – Sistema de uma alavanca em equilíbrio Mecânica Geral 43 . Centro de Gravidade e Centro de Massa Inicialmente. o peso do objeto fará girar L no sentido horário. Entre os vários exemplos comuns de cargas distribuídas podemos citar o carregamento de uma laje sobre uma viga.d2 (I) fig. localizadas sobre um eixo L. CARGAS DISTRIBUÍDAS SOBRE VIGAS Em todo conteúdo apresentado até agora estudamos apenas forças aplicadas de forma pontual. de peso e espessura insignificantes. 21 – Sistema de uma alavanca Se colocarmos sobre L um objeto de peso w1 a uma distância d1. peso próprio de cabos.1. Em nosso curso só veremos aplicações sobre vigas. vamos descrever o conceito de centro de gravidade de um sistema constituído por um número finito de partículas. Colocando um objeto de peso w2. CENTRÓIDES DE SUPERFÍCIES PLANAS 5. 5.d1 = w2. Neste capítulo estudaremos situações de carregamentos mais próximas da realidade.1. força das águas sobre as comportas de uma barragem etc. o peso desse objeto fará L girar no sentido antihorário. como se nesse ponto fosse colocada uma articulação. Colocando simultaneamente os dois objetos sobre L o equilíbrio ocorre quando w1. à direita de P.1. a uma distância d2 à esquerda de P.5. fig.

∑ mi = 0 i =1 i =1 n n x= ∑ mi.( xi − P) = 0 i =1 n se a aceleração da gravidade for constante ∑ mi.(x1 – P) = w2.( xi − P) = 0 i =1 n <=> ∑ mi. orientar L e faze-lo coincidir com o eixo dos x do sistema de coordenadas cartesianas. respectivamente.g. ∑ mi.( xi − x) = 0 i =1 n ∑ mi.xi i =1 n n ∑ mi i =1 Mecânica Geral 44 . Se a aceleração da gravidade for constante em todo o sistema este ponto coincide com o centro de massa do corpo. x2. …. respectivamente podemos reescrever a equação I como w1. Se duas partículas de peso w1 e w2 estão localizadas nos pontos x1 e x2.(P . w2.(x1 – P) + w2. …. agora.(x2 . wn estejam colocadas nos pontos x1.x = 0 i =1 i =1 n n ∑ mi. 23 – Sistema orientado de uma alavanca em equilíbrio Supondo que n partículas de pesos w1.xi − x.Vamos.x2) ou w1. o sistema estará em equilíbrio ao redor de P quando ∑ wi. xn.( xi − P) = 0 i =1 n Denominamos de centro de gravidade o ponto de um determinado eixo de referencia de coordenada x onde a soma dos momentos de um sistema é nulo (P).P) = 0 fig.xi −∑ mi.

Ai i =1 4 4 ∑ Ai i =1 y= ∑ yi. deveremos utilizar na equação III o processo de integração ao invés de somatórios.L.Ai.L. Centróides de Superfícies Planas fig.dA ∫A dA y= ∫A y. Todo desenvolvimento feito até aqui foi baseado em somatória de partes discretas.L. Porém quando analisamos um corpo ou uma área real eles são compostos de infinitas partes e representam a integração destas partes. 24 – Corpo Prismático Se um sistema tridimensional é constituído por um material de densidade constante e de volume gerado pela translação de uma área composta por pequenas regiões A1.Ai.L.dA ∫A dA Mecânica Geral 45 . Analogamente poderíamos analisar as demais coordenadas deste ponto a partir das seguintes equações: x= ∑ mi.zi i =1 n n ∑ mi i =1 (II) 5. yi i =1 n n ∑ mi i =1 z= ∑ mi.1.xi. Estas são as coordenadas do centróide ou centro geométrico da referida face. A3 e A4 em uma distancia L (corpo prismático) a equação II poderá ser representada da seguinte maneira.Ai i =1 y= ∑ ρ . x= ∑ ρ . Desta maneira.xi i =1 n n ∑ mi i =1 y= ∑ mi.xi i =1 4 4 ∑ ρ .A última equação mostra a localização do centro de massa de um sistema na direção x. yi i =1 4 4 ∑ ρ . Ai i =1 ou x= ∑ . x= ∫A x. A2. Ai i =1 4 4 ∑ Ai i =1 (III) A última equação nos oferece as coordenadas “x e y“ do centro de massa projetadas na face que gerou o corpo.2.

Exercício resolvido 22: Determine as coordenadas do centróide do perfil ilustrado abaixo. Mecânica Geral 46 . fig. 25 – Centróide de áreas elementares No nosso estudo a determinação de centróides de áreas será feita a partir das equações que envolvem apenas somatórios (equação III) e o conhecimento dos centróides das áreas elementares. Solução: O perfil apresentado é a composição de duas áreas retangulares (vide figura a seguir).Abaixo são apresentadas áreas elementares e as respectivas coordenadas do centróide determinadas com base nas equações acima.

000 = 50 mm 4.000 140.Todas as medidas são em relação a O.800 4.000 496.Ai 100.000 y 150 70 ----- y.000 x= ∑ .000 2.000 240. Ai 2. Mecânica Geral 47 .000 = 103.000 196.33 mm 4.xi. Ai i =1 4 4 ∑ Ai i =1 => x= 240.800 Exercício resolvido 23: Determine as coordenadas do centróide da área ilustrada abaixo. Ai i =1 4 4 ∑ Ai i =1 y= ∑ yi.800 e y= 496. A1 A2 Somatório Assim.Ai 300.800 x 50 50 ----- x.

Mecânica Geral 48 .00 7.800 60 -768.280.000.Solução: Todas as medidas são em relação a O.xi.000 100 2.000.Ai y y.000 = 100. Assim.Ai 20. Ai x x. CARGAS PONTUAIS EQUIVALENTES A UM SISTEMA DE CARGAS DISTRIBUÍDAS Relembrando o que já foi visto anteriormente.000 ----720.200 ----232.000 A1 -12.200 e y= 720.000 Somatório (*) Área extraída. dizemos que dois sistemas de forças são equivalentes quando satisfazem simultaneamente dois quesitos: • • Mesma força resultante Para qualquer pólo adotado eles devem produzir um momento resultante equivalente No caso de um sistema submetido a um carregamento distribuído. portanto o valor é negativo.000 A2 (*) 7.000 = 32. Ai i =1 4 4 ∑ Ai i =1 => x= 232.2.200 5. Ai i =1 4 4 ∑ Ai i =1 y= ∑ yi.000 100 -1. x= ∑ . temos que este é equivalente a um sistema de carga pontual aplicada no centróide da área do perfil do carregamento cuja intensidade é numericamente igual referida área.22 7.000 50 1.

5 = 25 kN 2 A força resultante localiza-se no centróide da área do perfil do carregamento distribuído. Mecânica Geral 49 .fig. a área do trapézio. FR = (8 + 2). ou seja. 26 – Sistema de cargas distribuídas fig. 27 – Sistema de carga pontual equivalente ao de cargas distribuídas apresentado na figura 26. Solução: O módulo da força resultante é numericamente igual a área do perfil do carregamento distribuído. Exercício resolvido 24: Determine o módulo e a localização da força resultante sobre a viga ilustrada.

95 ≈ 3.00 74.Subdivisão do perfil do carregamento em áreas elementares Área A1 15 A2 10 Somatório 25 Valores medidos a partir do apoio A x= X 3.95 ∑ x. determine as reações nos apoios.A 49. A = 74. Solução: Determinado o sistema equivalente de carga pontual para o sistema equivalente de carga distribuída determinamos as reações nos apoios da mesma forma que resolvemos nas aulas anteriores.50 --------- X.33 2.00 m ∑ A 25 Sistema de carga pontual Exercício resolvido 25: Ainda de acordo com a questão anterior. Diagrama de corpo livre da barra Mecânica Geral 50 .95 25.

25 + 5. Mecânica Geral 51 . Ay = 10 kN Exercício proposto 20: (I ) ( II ) Determine o módulo e a localização da força resultante sobre a viga ilustrada e as reações no apoio A.∑ Fx = 0 = Ax ∴ Ax = 0 ∑ Fy = 0 = Ay + By − 25 R ∑ M A = 0 = −3.By ∴ By = 15 kN Aplicando II em I .

na posição P1.r1 . onde resistiria a um momento inferior (M2).∑ ri .dm2 = ϖ 2 .dm1 + v 2 . Desta maneira. MOMENTO DE INÉRCIA fig.1.r2 . com distancias r1 e r2 do eixo de rotação as partículas tem. A esta resistência ao giro em torno de um eixo chamamos de momento de Inércia. Mecânica Geral 52 . respectivamente. 29 – Sistema de cargas discretas submetidas ao giro. Na rotação de duas partículas de massas dm 1 e dm 2 ao redor de um eixo fixo com a velocidade angular ω . E= 1 1 1 2 1 2 2 2 v1 .dm2 2 2 2 2 2 1 2 E = ϖ 2 . 28 – Laje apoiada por vigas iguais e em diferentes posições. um corpo rígido girando em torno de um eixo de referencia. como se nota experimentalmente. MOMENTO DE INÉRCIA DE ÁREAS A figura abaixo mostra uma laje sustentada por duas vigas de perfil retangular de dimensões idênticas e diferentes posições de apoio. na primeira posição a viga resistiria um maior momento (M1) do que se a mesma estivesse na posição P2. Isso se deve ao fato de que. a viga oferece uma maior resistência ao momento gerado pelo peso próprio da laje em torno do eixo x. fig.r1 e V 2 = ϖ .r2 .dm1 + ϖ 2 . Portanto o sistema formado pelas duas partículas terá a seguinte energia cinética. a energia cinética seria dada por integração de acordo a equação abaixo.dmi 2 i =1 Generalizando a ultima equação para um sistema constituído por infinitas partículas girando com o mesmo valor de ω em torno de um eixo de referencia. ou simplesmente. Note que P1 é a posição que freqüentemente é adotada em situações do cotidiano.6. velocidades V1 = ϖ . 6.

Logo. o momento de inércia de área em relação ao eixo x é maior na posição P1. ao oferecer uma mesma quantidade de energia cinética a dois corpos. Agora analisando novamente o caso da laje sustentada por duas vigas. cm4. 31 – Perfil retangular apoiado em diferentes posições.dm 2 Chamamos de momento de Inércia o termo I = ∫ r 2 .dm = ∫ r 2 .ρ . fig. ou seja. in4. Na posição P1 a viga resistirá mais a rotação em torno de x. (I) De acordo com a equação I. Por este motivo. em relação a um mesmo eixo de referencia.∫ r 2 .L.L. dizemos que o memento de inércia representa a resistência à rotação de um corpo em relação a um determinado eixo de referencia.dA . verificamos que na posição P1 há uma maior distribuição ( y ) da área em relação ao eixo de rotação x do que na posição P2.dA I = ρ . obterá o menor valor de ω o que tiver maior valor de momento de inércia. Chamamos o termo ∫r 2 . : dm = ρ . ou seja. em m4. Ao analisarmos corpos formados pela translação de uma determinada área A (corpos prismáticos) e de densidade constante ρ notamos que: massa = ρ . Obs. 30 – Corpo prismático de base A e altura L. fig.dm da equação acima. onde ρ e L são constantes.dA de momento de inércia de área.: O momento de inércia de área é medido no S. podendo também ser medido em mm4.∫ r 2 .L. em corpos prismáticos.dA Assim.I.dA I = ∫ r 2 . em função da forma e distribuição geométrica da área que gerou o corpo de translação. Mecânica Geral 53 .1 E = ϖ 2 .L. ft4. a variação do memento de inércia se dará em função do termo ∫r 2 . A .

x 3 3 b b b − 2 − 2 − 2 b 2 b 2 b 2 b 2 − b 2 = b 3 . Mecânica Geral 54 . . ∫ y 2 .dy = b.h 3 = 12 1 Iy = ∫ x 2 .h 12 6.dy = h.dA = ∫ x 2 .dA = ∫ y 2 . y 3 3 h h h − 2 − 2 − 2 h 2 h 2 h 2 h 2 − h 2 b. . MOMENTO DE INÉRCIA DE ÁREAS ELEMENTARES Como mostrado no exercício resolvido 26. ∫ x 2 .Exercício resolvido 26: Determine o momento de inércia de área do retângulo em relação aos eixos x e y passando pelo centróide.dy = h.2.h. Abaixo apresentamos o momento de inércia de algumas áreas elementares em relação aos eixos x e y de referencia passando pelo centróide.b. Solução: Analisando Momento em relação ao Analisando Momento em relação eixo x (Ix) variando o valor de y ao eixo y (Iy) variando o valor de x 1 Ix = ∫ y 2 .dy = b. o momento de inércia de áreas pode ser determinado por processo de integração.

dA .r 4 4 1 Iy = .b. 6.3.b 3 36 Iy = Círculo 1 Ix = . 32 – Corpo prismático de base A e altura L.r 4 4 fig. 33 – Momento polar de inércia.dA .b 3 12 Iy = Triângulo Retângulo Ix = 1 .h 3 12 1 h. Para toda a área o momento polar de inércia é expresso por J = ∫ r 2 . Este é referenciado como momento polar de inércia de área dJ = r 2 .Área Elementar Retângulo Momento de Inércia de Área Ix = 1 b.π .π .dA + ∫ y 2 dA ou J = Ix + Iy fig. Neste caso r é a distancia perpendicular do pólo (eixo z) até o elemento dA.dA como r 2 = x 2 + y 2 J = ∫ ( x 2 + y 2 ).h 3 36 1 . : J = ∫ x 2 . Mecânica Geral 55 . MOMENTO POLAR DE INÉRCIA DE ÁREA Podemos também formular o momento de uma área em relação ao pólo O ou eixo z.h.

então. consideraremos o cálculo do momento de inércia da área sombreada mostrada na figura em relação ao eixo x. pois o eixo x’ passa pelo centróide da área. o que ocorre com freqüência. pois y' = 0 .dy 2 Mecânica Geral 56 .dA . o resultado final fica Ix = Ix + A.dA + + 2. TEOREMA DOS EIXOS PARALELOS PARA UMA ÁREA Se o momento de inércia de uma área em relação a um eixo que passa pelo centróide é conhecido. A segunda integral (momento estático ou momento de primeira ordem) é nula.dA Ix = ∫ y' 2 . Ix . Neste caso.dA = y' . Lembrando que a terceira integral y' = ∫ ∫ ∫ dA representa a área total. para toda a área fig.4. onde a distância fixa entre os eixo paralelos x e x’ é definido por dy Uma vez que o momento de inércia de dA em relação ao eixo x é dIx = (y’ + dy)2.dA. : y'.dA + dy 2 ∫ dA A primeira integral representa o momento de inércia em relação ao eixo que passa pelo centróide. isto é.6. 34 – Teorema dos eixos paralelos. Ix = ∫ ( y '+ dy ) 2 . dA = 0. Para derivarmos esse teorema. o mento de inércia dessa área em relação a um eixo paralelo é determinado através de Teorema dos Eixos Paralelos. um elemento infinitesimal dA é localizado a uma distância arbitrária y’ em relação ao eixo x’ que passa pelo centróide. ∫ y'.dy ∫ y '.

143/12 = 457.h 3 4 Ix b.h 3 b.h3/3 Exercício resolvido 28: Determine o momento de inércia de área da figura em relação ao eixo x. O momento de inércia de área de todo perfil em relação a x será igual a soma dos momentos de inércias de áreas parciais em relação a x.h dy2 A.h 3 + = 4 12 3 Assim Ix = b.h 3 b.7 = 49 28 1372 Ix 14.33 = 8138. dy2 h2 ⎛h⎞ ⎜ ⎟ = 4 ⎝2⎠ 2 b. Solução: A figura é a composição de duas áreas.33 + 1372 = 1829.h 3 12 Ix b.33 2.15 = 225 6300 7.66 Respostas: Ix = 8.33 3 Ix 9. Solução: A b.2 /12 = 9.66 cm4 Mecânica Geral 57 .33 457.33 + 1829.33 + 6300 = 6309.33 6309. A1 A2 Total A dy2 A.Exercício resolvido 27: Determine o memento de inércia da área retângula abaixo em relação ao eixo x em função de “b e h”. dy2 28 15.138.

os raios de giração são determinados pelas fórmulas abaixo.6.06 cm 56 Mecânica Geral 58 . kx = Exercício resolvido 29: Ix A ky = Iy A k0 = Jo A Determine o raio de giração em relação a x da figura do exemplo 03.138. Solução: Atotal = 28 + 28 = 56 cm2 Ix = 8. Sendo as áreas e os momentos de inércia conhecidos. RAIO DE GIRAÇÃO DE UMA ÁREA O raio de giração de uma área plana ( k ) tem a unidade de comprimento e é a quantidade freqüentemente utilizada pela mecânica estrutural no projeto de colunas.66 cm4 kx = 8138.5.66 = 12.

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