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EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA MM. VARA ÚNICA DA COMARCA


DE ARRAIAL DO CABO - RJ.

Processo n. 2007.005.002190-7

Rafael Richard Siqueira Barreto, brasileiro,


solteiro, pescador, portador da carteira de identidade de n. 23.547.366-7, IFP/RJ,
do cpf de n. 134.256.557-60, residente e domiciliado na Rua Joaquim Nabuco, n.º
9, bairro Praia Grande, Arraial do Cabo – RJ, CEP. 28.930-000, vem, por seu
advogado infra-assinado (documento de procuração em anexo), com escritório
localizado na Pç. Tiradentes, n. º8, bairro Centro, Cabo Frio – RJ, em
conformidade com o artigo 297 e seguintes do Código de Processo Civil,
apresentar CONTESTAÇÃO a presente ação de alimentos movida por Bernardo
dos Santos Barreto, sendo sua representante legal Fernanda Mendonça dos
Santos, já devidamente qualificados, pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

(1). A representante legal do autor, em sua peça


vestibular, alega que conviveu com o réu por dois anos ininterruptos e que desta
relação adveio o nascimentos do menor Bernardo dos Santos Barreto, autor da
presente ação.

(2). Alega, outrossim, que não tem condições financeira


para arcar com o sustento de seu filho, necessitando inclusive, em algumas
ocasiões, da ajuda de familiares e amigos para tal desiderato..

(3). Não obstante, afirma que às possibilidades do réu


são patentes, pois o mesmo exerce atividade autônoma, e que por essa atividade
recebe como remuneração o valor de R$ 600,00 (seiscentos reais), razão esta que
fundamenta seu pedido de alimentos na base de um salário mínimo e, na hipótese
de restar comprovado vínculo empregatício, a fixação dos mesmos na proporção
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de 35% de seus ganhos líquidos, estes incidindo sobre o seu 13º salário, PIS, FGTS
e demais verbas rescisórias, estas na modalidade provisória e “definitiva”, bem
como a condenação do réu, ao final, no pagamento das custas judiciais e
honorários advocatícios.

(4). Contudo, mister se faz refutar veementemente os


fatos e fundamentos empreendidos pela representante legal do autor, pois, além
de estarem completamente destoantes da verdade, demonstram-se
exageradamente imprudentes tendo em vista o mal que pode advir de tal prática,
podendo, inclusive, repercutir no convívio harmonioso e respeitoso entre os
envolvidos na presente ação, e acarretar prejuízos de ordem financeira de forma
incomensurável, a uma por que o réu não recebe como contraprestação pelos
serviços desempenhados como “PESCADOR” o salário de R$ 600,00, mas sim R$
300,00 (trezentos reais), a duas por que com seu baixo salário, além de já efetivar
o pagamento do pensionamento em questão no valor de R$ 100,00 (cem reais),
ainda tem a responsabilidade de arcar com algumas despesas familiares e
pessoais, pois, é de família humilde e não pode se dar ao luxo de extravagâncias.

(5). Assim, espera o réu que seja obedecido o binômio


necessidade-possibilidade para ambas às partes no processo, pois, sua
respeitabilidade cinge percucientemente o acossado por nossos tribunais pátrios.

(6). Não obstante, é de suma importância ressaltar que


omitiu, a represente legal do autor, em sua peça inaugural, sua condição
financeira, pois, não declarou que possui carteira de trabalho assinada (Posto
Esso), ao contrário do réu, e que por este trabalho recebe um salário que se
aproxima dos R$ 550,00 (quinhentos e cinqüenta reais) mensais, e que em
virtude disso possui responsabilidade solidária com o réu, não podendo, assim,
atribuir total e irrestrita responsabilidade ao mesmo, pois se assim o fizer
demonstrara má-fé no trato processual, além de demonstrar completa inaptidão
na manutenção da guarda do menor que protagoniza a presente ação.

(7). Outrossim, ressalva-se que o réu jamais foi


negligente com seu filho, em seus vários aspectos, privilegiando sempre o cuidado
absoluto à família, razão pela qual jamais deixou faltar harmonia, carinho, amor,
e, sobretudo, amparo financeiro, mesmo depois da separação de fato do casal.

(8). Sendo assim, ciente está o réu da necessidade da


manutenção e regularização de um valor relativo ao pensionamento mensal ao
menor, mas, espera, também, que o mesmo seja estabelecido de forma justa e
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respeitando sua possibilidade e necessidades do menor e de sua representante


legal, afirmando que fará o possível para beneficiar o menor em todos os seus
desdobramentos.

(9). Contudo, não abre mão, o réu, das visitas


legalmente estabelecidas, pois, somente assim poderá assistir ao filho com
carinho e amor paternos, o que está sendo obstado, em algumas ocasiões, pela
autora, sem medir às conseqüências dos seus atos. Em face de tudo o que foi
exposto, requer-se o seguinte:

(a). Que sejam concedidos os benefícios da Lei n.


1.060/50, ou seja, gratuidade de justiça, declarando sob as penas da lei que não se
encontra em condições de arcar com as custas processuais e honorários
advocatícios sem incorrer em prejuízo próprio, bem como de sua família;

(b). entendendo não ser o meio apropriado para o


deferimento de tal pedido, mas, sob forma de se respeitar o princípio da economia
processual, que seja regularizada a visita do réu ao seu filho na forma da lei;

(c). a fixação dos alimentos na proporção de 30 % (trinta


por cento) dos ganhos líquidos do réu, ou, 25% do salário-mínimo vigente,
obedecendo-se, assim, o binômio possibilidade-necessidade que impera na
presente demanda, e até a mudança de sua capacidade econômica-financeira.

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova


em direito admitidos, especialmente documental, testemunhal e depoimento
pessoal da representante legal do autor.

Termos em que,

espera deferimento.

Arraial do Cabo, 23 de outubro de 2007.

Marcelo Carlos Castro


OAB-RJ 109.428

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