UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Universidade do Vale do Itajaí

Cadernos
Universidade do Vale do Itajaí

de Ensino
... 1

Pró-Reitoria de Ensino

2...

FICHA CATALOGRÁFICA

Projeto
Elisabeth Juchem Machado Leal Simone Ghisi Feuerschutte Elaboração Josiane da Silva Delvan Luciano Dalla Giacomassa Colaboração

Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Elisabeth Juchem Machado Leal Revisão e atualização Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia

José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico Charlles Giovany Faqueti Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Isadora Molleri Editoração Eletrônica

Pedagogico

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Universidade do Vale do Itajaí

Cadernos
Universidade do Vale do Itajaí

elaboração de trabalhos acadêmico-científicos

ITAJAÍ - SC Junho/2011 Ano 2 - nº 4

de Ensino
... 3

Pró-Reitoria de Ensino

.4. Em junho de 2011 o texto deste documento foi atualizado para incorporação das alterações referentes à apresentação de trabalhos acadêmicos contidas na terceira edição da NBR 14. de1990. de abril de 2011.724. bem como daquelas decorrentes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. ..

..3......................................................................................................................................4.............................4 3 3...................................................1 5.................................................16 Procedimentos ............35 Avaliação ............................................................29 Elementos pré-textuais .....................................................................................13 FIChAMEnTO ...........1 6.1 4............31 Avaliação ............2 6..........2 5......................................................................................................3 6............................................................25 Conceito...........................4.........................................................28 Procedimentos quanto à forma de apresentação .............. 09 PARTE 1 ................3......................................................................................................... 39 .....................................................3 5...26 Avaliação ........................................................................................................................................................................................................................................22 A apresentação da resenha ...................................2 3.....................................................17 Ficha de leitura .....................30 Elementos textuais ......18 Avaliação ....................27 Conceito...4 5........................3 4..20 RESEnhA CRÍTICA ....................................................33 Conceito ..............................................25 Propósitos ...................15 Os propósitos do fichamento........................................................................................................................................................Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos .............................2 4.....................................1 2................................3 5..............3 3............2 2.............................................................2 5..........34 Tipos de relatórios ...................5 4 4.................... 5 ........................................................................................21 Propósitos ..........15 Conceito..................................................................................................................................................17 Ficha bibliográfica .27 Procedimentos quanto à elaboração ....................4 6.30 Elementos pós-textuais ......................4 5 5....................................................................................... ...........................................................2 2...............................11 1 2 2.................................................23 Avaliação ........................................................................................................37 MEMORIAl ...........................................................................................................5 7 InTROdUçãO .....................................................27 Propósitos .................4 3..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESEnTAçãO ....................30 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico......................................................................................21 Procedimentos ....................................33 Propósitos ............1 5...............................1 2..........................................................................................................4......................................34 Procedimentos ................................................4 5.....26 ARTIgO CIEnTÍFICO .. Position PaPer OU POSICIOnAMEnTO PESSOAl ................21 Conceito ......31 RElATóRIO .............25 Procedimentos ...........................................................................................5 6 6......................................3 2......................................................................................1 3......................................................................................................................................4.................................24 PaPer..........................

...............2.4........................1 Regras quanto à autoria ..................................6...........1 Localização das referências ................................ 45 1..4......... 39 Procedimentos .6 Regra quanto à paginação ................ 52 1........... 68 3..................................................4....... 72 3... 67 3................................................................. 65 3................................................................................2............................ em meio eletrônico............... 69 3................... 64 3................... 43 1 CITAçõES ...3............................3............................3....2 Partes de publicações périódicas ..2 Monografias no todo em meio eletrônico ......3 Publicações em eventos .............2 Tipos de citação ............................................. 57 3........... 64 3.....4...................................4.... boletim......3......1..................... 65 3......................4.................... 39 Propósitos ..................5 Considerações finais sobre as normas de citação ...Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ................................................4 Conceito..............................2 Citação indireta: paráfrase e condensação ...............................4.....................2...........2 Regras quanto ao título e subtítulo ..1....................................................... 41 PARTE 2 .............4....................2 Eventos como um todo em meio eletrônico ................................... 61 3.................2.............3 7..........................................2.............................................. 72 ............3 Citação da citação ....................... 7... 63 3..................................1 Monografias ................ 48 1........4....................................................... 57 3...3.....................................1 7........................ 68 3.......4 Artigo e/ou matéria de revista......................3...........................................................................................................4 Regras quanto ao local ................... 46 1.........1 Publicação periódica como um todo .4......................................................3 Regras quanto à edição e editora ................................................................................................. 62 3.......... textual ou literal .................................. 70 3............1 Citação direta.. 45 1.3 Partes de monografia ........4 Modelos de elaboração de referências ..4............................................................. dentre outros................. 69 3................................... 70 3.................................3..........4 Normas complementares para citação .......................................2 7.................................. 71 3................2..............1 Regras gerais para citação ..................................3 Alterações na citação..............6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ...............................1.............................................................................1....................................1 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS ................................................................................................5 Artigo e/ou matéria de jornal .................3 Regras gerais para elaboração de referências ............................................... 47 1................... 53 2 2.....3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas .......2 Aspectos gráficos das referências ......................1 Eventos como um todo ................................................................................................4...............2 Publicações periódicas ................................5 Regras quanto à data ...3.........4........ 40 Avaliação ........................... 72 3................................................ 71 3.... 50 1........................2.............. 59 3......... 46 1.............1 Monografias consideradas no todo ............................ 56 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS ................2.......... 58 3............................. 59 3................... 65 3..........................4 Parte de monografia em meio eletrônico ..............................................................................2....... 67 3....................................4............................................................................................................. 55 Exemplos de resumos...............4........

.........................4 Documento jurídico em meio eletrônico ....4...... 80 4 4.................................... 92 APêndICES .....................4..............2 Jurisprudência ..................3 5.........................4...........................3 Trabalho apresentado em evento .................................................................................................................................................................................................................... 73 3.....................11 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico .. 75 3.........................................................3....................7 Documento iconográfico .................... 80 3...................3..................................... 77 3.............4 Documentos jurídicos......... 78 3.4. 87 Paginação..............................................................................................................4......................4..........................Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos....................................... 95 Apêndice A ............................................................ 90 Equações e fórmulas............................................... 76 3.... 74 3.............................. 96 Apêndice B ........................4.............................10 Documento tridimensional .......... 75 3.............................................................4..................4............ 87 Margens e espacejamento..................4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico .........................................................1 4.............5 Patente ................................................4..3 5 5.....Exemplo de sumário ................................ 88 Parágrafo ..................................Capa de trabalhos acadêmico-científicos ...............................................................6................................6 5.... 88 Títulos e indicativos numéricos .....................................1 Documento cartográfico em meio eletrônico.................. 91 REFERênCIAS .............5 5...14 Notas ..........................................4.....8 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS .............4........................................2 5..... 102 Apêndice E ...................................................4..................................................................................UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3........1 Legislação ....4....................................4................................1 Documento iconográfico em meio eletrônico ....................................4.......................................................... 89 Ilustrações................ 79 3............. 84 Elementos pós-textuais ............................................................................ 73 3............ 98 Apêndice C ..............................4....4..............................7 5..................... 78 3. 100 Apêndice D ......................13 Séries e coleções .................................................9 Documento sonoro ...........4....................................................... 76 3.................8 Imagem em movimento ............................................................... 77 3.............................12 Bula de remédio ..................................................3 Doutrina ........................................................................ 7 ....2 4... 89 Tabelas ......................................................... 87 Formato ...............1 5............4.................... 81 Elementos pré-textuais ..... 75 3..............Modelo de página de abertura (artigo científico) ......................... 81 Elementos textuais .........................................................4............................................4..................................................................................................................4.....7......... 103 ................................ 74 3......................... 79 3.......................6 Documento cartográfico .......Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ............................... 74 3.....................................4 5...... 85 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS .................................................................................... 80 3...........

..8..

. Profª Cássia Ferri Pró-Reitora de Ensino . provocou nova revisão e atualização do nº 4 dos Cadernos de Ensino. o paper. orientações detalhadas a respeito dos diversos tipos de trabalhos acadêmico-científicos que serão. nas diversas disciplinas: a resenha crítica. publicada em dezembro de 2005. a versão digital da Elaboração de Trabalhos Acadêmico-científicos foi revisada e atualizada em decorrência da segunda edição da NBR 14. O documento oferece. Para os docentes. detalhando. o memorial. as orientações indispensáveis ao tipo de trabalho acadêmico mais básico. o artigo científico.. assim como aos acadêmicos de cursos de pós-graduação. o “caminho das pedras”. Foi utilizado de início por formadores no Programa de Formação Docentes do Ensino Superior e distribuído aos docentes da Univali participantes das oficinas. também podem ser de utilidade para o acadêmico que tem por hábito examinar criticamente suas produções.724. referências. possibilita ao universitário o domínio progressivo de praticas indispensáveis à atividade científica: a busca. A terceira edição desta norma. publicada em abril de 2011. O exercício de leitura e produção escrita. solicitados por seus professores. Completam o documento as normas para elaboração de resumos. por assim dizer. progressivamente. citações. Posteriormente. são apresentadas sugestões para a avaliação desses diferentes tipos de produções acadêmicas de seus alunos. Em 2006.500 exemplares. ou seja. com uma tiragem de 1. o registro e a apropriação do conhecimento acumulado e tido como válido para seus próprios fins de produção de conhecimento. as quais. antes de submetê-las à avaliação de seu professor. dedicado à elaboração de trabalhos acadêmico-científicos teve sua primeira edição impressa em 2003. foi colocada à disposição da comunidade acadêmica. Oferece também aos acadêmicos dos demais períodos. de fato. especialmente aos acadêmicos que recém ingressam na universidade. cuja atualização incorporou as orientações da então nova edição da NBR 6022 sobre a apresentação de artigos científicos. que gradativamente avança para níveis de maior complexidade. 9 . no link Downloads/Manuais. sua versão digital. os passos necessários para sua elaboração. que ora colocamos à disposição da comunidade acadêmica. o relatório (relacionado a diversas atividades práticas).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESEnTAçãO Este número 4 dos Cadernos de Ensino. na página da Biblioteca Comunitária e na intranet. estrutura e apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. como é o caso dos fichamentos ou relatórios de leitura.

.10.. .

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

Parte 1
Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos

... 11

12...

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

1 InTROdUçãO
A ênfase que vem sendo colocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão, com vistas à elevação do nível de qualidade dos cursos superiores, requer que as atividades referentes à investigação, sistematização e socialização do conhecimento deixem de ter no professor seu principal protagonista e passem a ser compartilhadas por professores e alunos. Por outro lado, um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atuar com competência de modo autônomo e consequente. Ao lado desse fato, devese considerar que a busca, a apropriação e o uso do conhecimento técnico-científico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior, dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem, desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica, no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual, de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento. Demo (1996, p.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos:
[...] escrevam, redijam, coloquem no papel o que querem dizer e fazer, sobretudo alcancem a capacidade de formular. Formular, elaborar são termos essenciais da formação do sujeito, porque significam propriamente a competência, à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento, passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[...] Aprende a duvidar, a perguntar, a querer saber sempre mais e melhor. A partir daí, surge o desafio da elaboração própria, pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma, expressão, contorno, perfil. Deixa-se para trás a condição de objeto.

Esse processo contribui decisivamente para a formação de profissionais cujo perfil compreende as competências necessárias à busca do conhecimento, à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos. A formação universitária, em todas as áreas do conhecimento, se faz, portanto, mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual, atividade central na vida acadêmica. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências, de complexidade e sofisticação crescentes, assim identificadas: - competências referentes ao trato da informação: - ler e compreender textos teóricos, a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área; buscar e adquirir a informação necessária para a realização de trabalhos; registrar a informação e as respectivas fontes ... 13

projeto e relatório de pesquisa. tanto a professores como a acadêmicos. sistemático e intensivo. São muitos os tipos de trabalhos acadêmicocientíficos que poderiam ser incluídos em um documento como este. ou de Metodologia Científica – a criação dessas oportunidades em todas as disciplinas. definir. projetos de pesquisa). papers.competências cognitivas: -referentes ao raciocínio: identificar proposições.redigir: progredir do exercício inicial sob a forma de resumo.analisar e apreciar criticamente textos teóricos. .referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações. No entanto. observar. paper. optou-se pelo fichamento. ou mesmo o ensaio. de resumos de artigos e de referências.14.competências necessárias à capacidade de elaboração própria: . inferir. explicar. bibliográficas. autocorrigir-se (ou reformular o anteriormente formulado). por se considerar que são os tipos de uso mais frequente nas várias disciplinas dos cursos de graduação. orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos. até chegar à elaboração de texto próprio (resenhas. Dessa forma. demonstrar (ou provar) por argumentação. fichamentos. .. bem como de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. . no entanto. .apresentar e discutir temas. Esse conjunto de competências. bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. . parafrasear. . resenha crítica.. dissertação de mestrado e tese de doutorado. subsidiariamente. referências). interpretar criticamente. embora também sejam trabalhos acadêmicocientíficos. A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocientíficos: seu conceito e propósitos. relatório e memorial.ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo. . dominar as praxes de citação e de referência. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. artigos. extrair significados. artigo científico.referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses. não são aqui tratados. O texto ora apresentado pretende oferecer. Na segunda parte são apresentadas orientações para elaboração e uso de citações. documentais ou outras (fazer resumos. . estabelecer relações. os procedimentos para sua elaboração e organização e sugestões para sua avaliação.

os fichamentos ou relatórios de leitura. . Assim sendo. filosófica. monografias de conclusão de curso. como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. ou. a identificação das ideias principais e seu registro escrito de modo conciso. palestras ou conferências. etc. na Universidade. além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos. cujo autor é o “fichador”.1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das ideias s e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica. papers. b) registrar o conteúdo das obras. o que requer a leitura atenta do texto. A prática do fichamento representa. funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos. constituindose em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos.100). seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FIChAMEnTO 2. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. é otimizar a leitura. um importante meio para exercitar a escrita. de elaboração da monografia de conclusão de curso do graduando. sua compreensão. De acordo com Henriques e Medeiros (1999.. portanto. então. para utilização posterior em suas produções escritas.. essencial para a elaboração de resenhas. Fichar um texto significa sintetizá-lo. sejam elas de iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir). de textos para aulas. p. alguns autores. A principal utilidade da técnica de fichamento. A importância do fichamento para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante. coerente e objetivo. preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. seja ele aluno ou professor. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas. d) organizar as informações colhidas”. assim. literária ou mesmo de uma matéria jornalística. 15 . artigos. c) registrar as reflexões proporcionadas pelo material de leitura. da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. como também registrada e documentada. seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. no caso do professor. Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto. a exemplo de Nunes (1997).

No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –. b) o fichamento que é feito pelo estudante. o fichamento praticamente se identifica com o resumo. com o propósito de registrar sistematicamente e documentar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio. Ora. mas que. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto. uma monografia. que tanto pode ser uma resenha. com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar nos fichamentos que fará das obras selecionadas. deve apresentar os indispensáveis elementos de identificação.. o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. nesse caso. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação.16. a argumentação do autor da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador.. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho. 2. que pode ser numa ficha manuscrita ou numa folha digitada. Dessa forma. um seminário ou um relatório de pesquisa.2 Os propósitos do fichamento Seja como técnica auxiliar da pesquisa bibliográfica. dos quais se falará mais adiante. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo. Assim. São esses propósitos temáticos que orientam o “fichador ” quando seleciona ideias. nesse caso o fichamento consiste. podem ser considerados dois tipos de fichamento: a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. pelo docente ou pelo pesquisador. em qualquer caso. no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. . em geral. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das ideias. no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor. o docente ou o pesquisador se propôs. conceitos. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante. diferencia-se apenas na sua apresentação. No segundo tipo (b). artigos e textos teóricos. terá como critério selecionador os “propósitos temáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramificações. Dependendo dos seus propósitos. um artigo.

pode ser adotado o uso.referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere.3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados.. 35-45). à direita. 2. devem conter três elementos: . Severino (2000. O seu corpo pode ser constituído de poucas informações. Exemplo de ficha bibliográfica . o conteúdo propriamente dito. de um subtítulo. após o título geral. por exemplo. As fichas. arquivo público.1 Ficha bibliográfica Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto. etc. como. por serem considerados os mais essenciais. apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados. Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer.corpo da ficha.3. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento. 17 . como já foi dito.cabeçalho: no alto da ficha ou da folha. 87-112). p. p. Leite (1985. . Eco (1988. 42-55) e Pasold (1999. .). é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca. 105-121) oferecem importantes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização.. p. ou seja. sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros). um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa. para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. elaborada de acordo com a NBR 6023:2002 da ABNT. p.

47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 23 deste documento. que expresse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. o que tornaria a ficha mais completa. ou seja.. O corpo da ficha consistirá no resumo da obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. p. ao seu final. Para o estudante ou docente que faz um fichamento no contexto da pesquisa bibliográfica. um comentário sobre o texto fichado. deve o professor ter claro que. – apresentar uma sequência corrente de frases concisas. ao solicitar dos alunos um fichamento. – utilizar linguagem clara. Pode ficar a critério do professor. seletivo e objetivo.3. ideia ou argumento. Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4).18. 2. O corpo da ficha de leitura pode ser organizado de diferentes maneiras. para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório. ou não. outras formas podem ser adotadas. objetiva e econômica.2 Ficha de leitura Esse tipo de ficha destina-se ao registro sintético do conteúdo (ou de parte do conteúdo) das obras lidas. ou então pode apresentar o resumo. . A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. no entanto. contendo apenas resumo e citação (no exemplo. Nesse caso. por exemplo. ou seja: – ser sucinto. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. apenas o resumo das ideias do autor e nenhuma citação ou comentário pessoal do fichador. e as citações. juízo de valor destituído de fundamento. a decisão de incluir. Assim sendo. 6465). – respeitar a ordem das ideias e fatos apresentados. diretas e interligadas. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. transcrições mais significativas de trechos do conteúdo. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é. É importante salientar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra. pode ser útil a inclusão no texto das novas ideias que foram surgindo durante a leitura. sempre entre aspas e com indicação da respectiva página. Para sua elaboração. as citações. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura. como sugere Huhne (1992. p. que sintetiza o conteúdo. deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000. Pode conter. optou-se por colocar na margem esquerda da folha o número da página correspondente ao trecho resumido para identificar sua localização na obra..

19 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo de ficha de leitura ..

.A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? .As ideias principais do texto estão contidas no resumo? .20. aquele que é solicitado como exercício acadêmico.2. 2.A obra fichada ou resumida está corretamente referenciada? .4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2. ou seja. As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: .O resumo respeita a ordem das ideias apresentadas pelo autor do texto? ..O resumo é sucinto e objetivo? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .O resumo evidencia uma redação própria do aluno? (ou consiste apenas na justaposição de uma série de frases recortadas do texto?) .O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das ideias?) .A linguagem utilizada obedece a norma culta? .

em decorrência. de um modo geral. destacando a contribuição do autor: abordagem inovadora do tema ou problema. novos conhecimentos. a resenha deve conter: – o resumo das ideias principais da obra.. compreende o resumo e o comentário de uma obra científica ou literária.1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra. para as pessoas cuja atividade profissional ou de estudo requer informações sobre a produção científica. Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação. 21 . 3. ou seja. além do conhecimento especializado do tema.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESEnhA CRÍTICA 3. têm condições de emitir um juízo crítico. em geral. novas teorias. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra.2 Propósitos A resenha de obras científicas é. principalmente. Portanto. . tem o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante. – uma justificativa da apreciação realizada. da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação. Quando realizada como um trabalho acadêmico. que a resenha possibilita. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. feita por cientistas que. A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra.. artística ou cultural em seu campo de interesse.

sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações.. de modo a cumprir sua finalidade. objetivo. 245-246): – Referência: autor(es).: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. econômico.a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra). etc.seu quadro de referências. obras publicadas. preço. figuras. descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra. – Credenciais do autor: informações gerais sobre o autor e sua qualificação acadêmica. gráficos. profissional ou especializada. preciso? A linguagem é correta? d) quanto à forma: é lógica. no entanto. exemplos. títulos.)? e) a quem se destina a obra: grande público. histórico. claro. p. são indispensáveis os seguintes tópicos: . . em relação ao contexto social. . especialistas. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou ideia mais destacada da obra. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as perguntas ou itens relacionados acima. – Resumo da obra: resumo das ideias principais.as conclusões do autor.3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações. político. título. bem como da finalidade ou destino da resenha.. o que muitas vezes depende da obra resenhada. Obs. editora e data de publicação. coerente.o resumo da obra. A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. etc. 3. pelo estudante. local.? b) quanto ao mérito da obra: qual . quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor: a que corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apoia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação): a) como se situa o autor da obra em relação contribuição dada? As ideias são originais.a crítica do resenhista. (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?). às escolas ou correntes científicas ou filosóficas.22. se optar por intitular. . criativas? A abordagem dos conhecimentos é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso. edição. cargos exercidos. . O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991. desenhos. segundo a percepção do resenhista. Para fins de trabalhos acadêmicos. número de páginas. – Conclusão do autor: o autor apresenta (ou não) conclusões? Caso apresente.

A análise textual: etapa em que o estudante A análise interpretativa: o estudante procura tomar uma posição a respeito das ideias enunciadas. bem como a avaliação crítica do resenhista. explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. A redação da resenha obedecerá. 23 . quer dizer.4 A apresentação da resenha Isso não significa que o texto deva. os dados sobre a obra. Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B. a sequência dos elementos relacionados no item 3. os autores citados. ou seja. de um modo geral. baseadas em Severino (2000. trabalho acadêmico distinto da resenha. 51-57). obrigatoriamente. o resumo do conteúdo. como se processa seu raciocínio e argumentação? Qual é a ideia central? Quais as ideias secundárias? 3. compondo um texto harmonioso.3 acima. . identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento.. tanto como preparo para a elaboração de resenhas. Procura estabelecer uma aproximação. do texto para identificar seu plano geral. constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha. avaliando o texto pela sua coerência interna. numa sequência adequada. As diretrizes metodológicas que seguem. têm o propósito de organizar.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ de competências de leitura. seu autor.Texto: a referência bibliográfica da obra resenhada deverá ser apresentada no início do texto. A análise temática: procura interrogar e um juízo crítico. Avalia também sua originalidade. no entanto. sistematizar a abordagem de textos teóricos. sobre o vocabulário (conceitos. aparecem. alcance. os aspectos teóricos. sucinto e de fácil leitura. validade e contribuição à discussão do problema. análise e interpretação de textos científicos. o qual. buscar dados sobre o autor. com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. porém corrida. . A análise crítica: o estudante formula faz uma leitura atenta. termos fundamentais à compreensão do texto). nas resenhas de boa qualidade. marcar e esquematizar as ideias relevantes.. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. em geral. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . como de outros trabalhos acadêmicos. associação e/ ou comparação com as ideias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. p. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. Como trabalho acadêmico.Folha de rosto: é a folha que apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho.

5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: . devendo ser organizado segundo a NBR 6023:2002. devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos.Referências: caso o resenhista tenha se valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada. Quanto à apresentação gráfica.O posicionamento (teórico. Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdividido.As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? .A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .Aponta as características mais relevantes da obra? .A crítica do resenhista é pertinente e fundamentada ou justificada? . esse item é obrigatório.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .a resenha apresenta as ideias principais da obra? . político. 3.24.A obra está corretamente referenciada? . social) do autor é discutido? .As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? . .. o sumário é elemento dispensável..A apresentação das ideias principais é sucinta e objetiva? . econômico.

com objetividade e clareza. pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado. Sua elaboração consiste na discussão. opiniões de especialistas. como os artigos científicos. também. de resultados de estudos ou pesquisas científicas. o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal como forma de avaliar a aprendizagem individual.. o autor desenvolve análises e argumentações. o objetivo do paper é estimular o aprofundamento de um determinado assunto.. a elaboração do posicionamento pessoal gera outras produções acadêmicas.1 Conceito O paper. Em alguns casos. . O paper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular). júri simulado. com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos. dentre outros tipos de publicações. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários. podendo considerar. Position PaPer ou posicionamento pessoal 4. promover o debate em torno de um assunto. 25 . 4. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capacidade críticoanalítica e da criatividade do aluno. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 PaPer. position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema pré-determinado. Na elaboração de um paper. Além disso. pelo autor. exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. estudos de caso ou participação em palestras. artigos especializados ou de informação geral.2 Propósitos No contexto da formação acadêmica.

sistematizando-se determinadas etapas. Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos. artigos. 4. exemplos ilustrativos e mencionando ideias comuns ou contrárias de outros autores. ao final do texto.A análise das ideias é coerente/ consistente? . desenvolvimento e conclusão. 4. as etapas de introdução.Planejamento do paper: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as principais ideias referentes a: a) apresentação do assunto e propósitos do paper.A linguagem utilizada obedece a norma culta? . segue os padrões descritos no tópico 5 da Parte II deste documento referente às normas de apresentação de trabalhos científicos e acadêmicos. Além disso. A apresentação gráfica do paper .3 Procedimentos Para a elaboração do paper é preciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma.Há lógica na organização geral do texto? . entretanto. d) síntese conclusiva..As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? . Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: . Como todo trabalho acadêmico. levantando argumentos. deixando-se claro.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos são respeitadas? . a análise do assunto e as conclusões do seu autor. como todo trabalho acadêmico. pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão. o encadeamento entre as ideias iniciais. etc.26.Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema. c) discussão dos pontos relevantes. o paper deve apresentar em sua estrutura.As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? . remetendo aos propósitos expressos na apresentação... As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente. registros ou anotações de palestras. .O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? . b) destaque dos pontos mais relevantes.4 Avaliação Para avaliar um trabalho do tipo paper pode-se buscar respostas para questões como: . a partir dos quais será desenvolvido o paper. de forma articulada.as principais ideias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? . tais como: textos. filmes.

de acordo com Marconi e Lakatos (2001. documental.2 Propósitos De um modo geral. p. Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. discute e divulga ideias. a partir de novos enfoques ou perspectivas. o artigo científico tende a ser usado como estratégia de ensino para o desenvolvimento da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno.aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas. .discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores). possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada.aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –. O artigo científico. o artigo científico pode abordar conceitos.1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. Ao produzir o artigo...estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos. ou nela se baseiem.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIgO CIEnTÍFICO 5. . difere de trabalhos científicos. a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. Por sua reduzida dimensão e conteúdo. como monografias. embora sucinta. teorias ou mesmo hipóteses de forma a discuti-los ou pormenorizar aspectos. 88): . os propósitos. Isso permite que outros pesquisadores. 27 . ao apresentar de forma completa. o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à linguagem científica que necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclusão de curso. dissertações ou teses. . . Entretanto. processos e resultados de pesquisa científica (bibliográfica. experimental ou de campo). 5. No contexto da formação acadêmica. os procedimentos de uma pesquisa. Além desses objetivos. .resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesquisa. ideias. ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas. métodos e técnicas. buscando a resolução satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada. esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos.

podendose utilizar tabelas e ilustrações). uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa. o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução. fazer comparações. aspectos metodológicos (caracterização da pesquisa e da população. Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre ideias. para sistematizar a comunicação a ser feita. destacam-se os seus resultados. iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo. a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de ideias de diferentes autores. destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho. No desenvolvimento (corpo do artigo). a justificativa do trabalho e suas limitações. Todavia. formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos teóricos ou de evidências empíricas já sistematizadas. O texto contém a exposição e a explicação das ideias e do material pesquisado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesquisa (apresentação de conceitos sistematizados com base na literatura). seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e.2). ainda.reúna as informações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos). de fichamentos. materiais. em primeiro lugar. Por outro lado. De acordo com Leal (2001. que se constitui como dedução lógica do estudo. a elaboração deste plano é útil. Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa. registros de observações ou evidências factuais. fatos ou outros estudos.sistematize um roteiro básico das ideias. desenvolvimento e conclusão. 5. também auxilia como recurso pedagógico para . por fim.28. conceitos. se for o caso.3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. teorias. evitando que o autor se perca durante a elaboração. discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos). independente de ter propósitos distintos. . comparando-se com outros estudos já realizados. explicando e avaliando os resultados. resultados (apresentação e avaliação dos dados encontrados. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. A elaboração de artigos estimula.. porém de forma breve e sintética. são apresentados os dados do estudo.. relacionando-os aos objetivos propostos na introdução. é preciso que o autor: . deve ser estruturado da forma a seguir descrita. é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas.102). técnicas e equipamentos utilizados). e descrição dos métodos. No tópico das considerações finais. p.

no desenvolvimento do artigo. p. destacando sua importância teórica ou prática. o excesso de subdivisões. conferindo “ao conjunto a indispensável unidade e homogeneidade. 2001. seminários.ao apresentar o artigo – na introdução –. . etc. Devem ser evitadas as gírias. bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. sugerindo a continuidade das discussões a respeito.106).. porém. caso isso não aconteça. além de descrever os objetivos e os fundamentos que orientam o trabalho.). Pode. É preciso evitar. o que pode prejudicar a sua compreensão. ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia. textuais e pós-textuais. deve o autor dividir o tema em discussão. as expectativas em relação a ele. A estrutura de artigos científicos compreende elementos pré-textuais.na conclusão. pois. mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado. corre-se o risco de comprometer a aprovação do artigo. para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor.. também. O artigo científico deve ser redigido com objetividade. motivando para a leitura. convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ ou editores.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ reflexão e organização lógica das ideias a serem abordadas.” (LEAL. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetivos desnecessários. É necessário que as referidas partes e respectivas ideias estejam articuladas de forma lógica. subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou importância. ainda. cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. 29 . precisão. coerência e estrita observância das regras da norma culta. o autor apresenta uma síntese das principais ideias trabalhadas no corpo do artigo. . Ao final da introdução deve apresentar. Também é preciso evitar explicações repetitivas ou supérfluas. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003. p. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos. A definição do título do artigo deve corresponder. é conveniente que o autor contextualize o tema. a forma como o artigo está organizado. de forma adequada. Vale ressaltar que as divisões. 5. .103). ao conteúdo desenvolvido. . 2001.

4.4.3 Elementos pós-textuais .Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo. após os elementos pós-textuais. já detalhados na seção 5.30. .Palavras-chave na língua do texto.1 Elementos pré-textuais . precedendo o resumo em língua estrangeira. cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam. onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais. Segundo a NBR 6022:2003.Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira.Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo.. . diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto. 5.Palavras-chave em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão das palavraschave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento).3. .Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética. . . são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos. . elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). o currículo. o desenvolvimento e a conclusão.Resumo na língua do texto. .4.Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento). então. podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E). 5. ou. .. diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos. assim como os endereços postal e eletrônico. 5.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do texto para idioma de divulgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento).2 Elementos textuais Os elementos textuais compreendem a introdução. .

5 Avaliação O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios.referencial teórico claramente identificado.4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo científico devem ser alinhados à esquerda. tais como: a) Quanto ao conteúdo: . as suposições devem ser claras e justificadas. . 31 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigos científicos). muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores.: ANEXO B Estrutura organizacional da Empresa Alfa). Observação: na Parte II deste documento. precedidos por numeração progressiva. SEVERINO. organização.coerência entre as informações e no encadeamento do raciocínio lógico. que complementa. comprova ou ilustra seu conteúdo. . justificativa e importância do artigo.Questionário). ilustrações e tabelas (seção 5). 2001. 5.clareza na apresentação dos objetivos. podem ser descritos vários critérios (AMR1 . Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. o leitor encontrará orientações sobre elaboração/ emprego de citações (seção 1).Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. seguidas de travessão e respectivo título (Ex.apresentação de suposições (hipóteses) sustentadas em teorias e crenças consideradas verdadeiras a partir do paradigma do qual se originam. 5. .ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos. . . . os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. FEITOSA. siglas. equações e fórmulas.4. adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos. coerente e adequado aos propósitos do artigo. sociedade)..ausência de saltos de raciocínio na passagem .: APÊNDICE A . . Para a avaliação de artigos científicos.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5. . .demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto. então.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . são identificados por letras maiúsculas consecutivas.4 da Parte II deste documento). 1999.. .clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivíduo. complementar ao seu trabalho. 2000).identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados). Normalmente.

. . .elaboração de análise e síntese diante de conceitos teóricos semelhantes e/ou divergentes.uso/seleção de literatura pertinente à análise. precisão e coerência na escrita do texto.32. .atendimento aos objetivos propostos.elementos de transição entre parágrafos adequados ao sentido e à lógica dos conteúdos.postura ética no trato do tema e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio).. .objetividade.uso fiel das fontes mencionadas no artigo. .coerência e padronização dos termos técnicos.demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões.resumo claro e informativo. .afirmativas unívocas. -\articulação entre sugestões ou recomendações e as discussões apresentadas no texto.uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto. . . . .adequação do título ao conteúdo.unidade e articulação do texto (encadeamento lógico). . sem duplo sentido.observância das regras da norma culta.uso correto de citações devidamente referenciadas. . . .originalidade e inovação do assunto abordado. . . ou de um conceito para outro. b) Quanto à forma: . com a correta relação com os fatos analisados..linguagem acessível.observância das normas de apresentação de um artigo. . . de um parágrafo para outro.

.] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias.. uma narração. embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados na universidade. 2 Descrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade. 6. após terem sido desenvolvidas. [.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos oferecem.. – as quais.. Vale salientar o detalhamento como uma característica do relatório. experimentos ou testes de laboratório. talvez por ser considerado um trabalho “pequeno” ou “rápido”. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas. Em Michaelis (1998. de menor importância. fatos ou objetos [. descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi observado. seja no seu conteúdo. de uma prática ou de um conjunto de práticas. em diversas disciplinas. o qual. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição.] Relatório é. p. .1808) encontram-se as seguintes: 1 Exposição. então. até mesmo de um objeto. algo que foi realizado). O relatório de que se trata aqui é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –.. etc. em pelo menos uma das definições. esse tipo de trabalho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está redigido um documento ou projeto. ordinariamente por escrito. 4 Parecer ou exposição de um voto ou apreciação. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração. acompanhado dos argumentos que militam a favor ou contra a sua adoção. aplicação de uma determinada técnica. observação de eventos. relação. com vistas a um conjunto bastante variado de propósitos pedagógicos.. viagens de estudo. sobre a sequência de um acontecimento qualquer. não é abordado neste documento. 33 . Embora seja utilizado com frequência. realização de uma intervenção ou procedimento especializado. na sua organização ou apresentação. são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RElATóRIO Incluiu-se o relatório entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação.

cuja síntese. em campo. desde o relatório formal – aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico. podem apresentar diferentes níveis de formalidade. expor conhecimentos aprofundados sobre uma determinada instituição. etc. etc. Inicialmente. em diferentes situações. viagens.. verificações. Quanto à estrutura (partes componentes). Dessa forma. na elaboração de um relatório. Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais. Barrass (1986.168193) apresentam uma útil tipologia de relatório. visitas. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos fazendo. produtos ou tecnologias. é importante que o acadêmico aprenda. SEVERINO.20) aconselha: “Não basta termos uma boa ideia ou executarmos um bom trabalho. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve.2 Propósitos Relatórios podem ter os mais diversos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas. que trata de um único assunto. de alguma extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais). mercados. p. sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes. tem forma de apresentação rigorosa. ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório.. 6. trata de assunto complexo e se destina a grandes audiências. 2000). auditorias. p. vistorias. (MARCONI. LAKATOS. o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal. a elaborá-los. porque o fazemos e com que resultados”. entre esses dois extremos estariam os relatórios semi-informais. O objetivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. como. O relatório é. tais como. 1999.3 Tipos de relatórios Flôres. de uma obra ou sobre as atividades de uma administração. procedimentos técnicos.34. elaborada segundo os propósitos deste documento. A esse respeito. apresenta-se a seguir. . 6. oferecer informações e análises sobre empresas. avaliações. que já requerem uma apresentação técnica. a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. informar sobre o andamento de um projeto. inspeções. durante a sua formação. medições. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do grupo ao qual pertence. observações de campo. pois como profissional certamente será solicitado a fazêlo. qualquer que seja seu tipo. por exemplo.. por conseguinte. Olímpio e Cancelier (1992. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função.

informal ou semi-informal). ou em data previamente estabelecida (ex. para isso são úteis três perguntas: . portanto. semestral. . Os relatórios informativos transmitem informações sem analisá-las ou fazer recomendações. de visita e os relatórios administrativos.. nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo. Subdividem-se em: . são pouco extensos e.por que deve ser relatado? Esta pergunta auxilia a decidir se o relatório será informativo ou analítico e a esclarecer aspectos relativos à abordagem e tratamento das informações e/ou conclusões e recomendações a serem apresentadas.4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados. por exemplo. da Parte II deste documento. etc. . A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade. Os relatórios analíticos são aqueles cujo propósito consiste em analisar fatos ou informações e apresentar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada.relatório informativo de progresso: trata do andamento de uma atividade ou ação. demarcado. .relatório informativo de posição ou de status: descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento. . seja qual for o tipo de relatório. nessa modalidade encontram-se os relatórios de viagem. anual) ou abranger um período de tempo maior. com a ressalva de que a estrutura dos relatórios formais (e.o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergunta resulta um roteiro ou esquema do conteúdo do relatório. pode ser periódico (mensal.Apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos.. .Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá. em decorrência de seus objetivos e destinação. informais ou semi-informais.relatório informativo narrativo: faz o registro de ocorrências ou eventos. 35 . as normas contidas no tópico 5 . A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório. se for o caso.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal. estilo da redação. Quanto à função.: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa). 6. os relatórios podem ser informativos e analíticos. dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do tópico 4 . pelo início e término de uma determinada ação ou projeto.

o quê: identifica a atividade realizada. A melhor maneira de relatar a sequência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara. sugere-se a estrutura a seguir. sendo o sumário dispensável. construção/ teste ou verificação de máquinas. os elementos pré-textuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. que pode ser caracterizado como um relatório do tipo informal ou semiinformal. detalhes desnecessários.. basta a folha de rosto. pela ausência de períodos longos. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Quando se tratar de um relatório de experiências realizadas em laboratórios. o estilo simples. Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa. com maior número de páginas..quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada. conforme a extensão do relatório. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. além da folha de rosto. a partir dessas ideias. criar o modelo de relatório que melhor contemple as necessidades de formação do seu aluno. marcado pelo uso de termos técnicos adequados. . pela correção da linguagem. adjetivação excessiva. 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . . preciso e objetivo. Notase que. deve conter um sumário. aparelhos ou sistemas.36.

O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz. com seus títulos e legendas? . se houver. notas e referências. como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos. são apresentadas de maneira uniforme. antes de entregá-lo ao professor. . e seu sumário reflete isso? .O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? .O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? .. etc. que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito.O relatório se limita ao essencial. Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação.5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório. afastando o supérfluo ou não-pertinente? .As tabelas e figuras. 37 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6.) são aplicadas de forma metódica e homogênea? .As regras de apresentação (citações.É escrito em um estilo simples e preciso? .

..38..

pelo desejo de oferecer orientações sobre sua elaboração aos acadêmicos. Nesse sentido. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade. portanto. bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence. principalmente. Consiste. A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. retratando a subjetividade. e constitui um relato crítico. minucioso e analítico das atividades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqueles que se dedicam à vida acadêmica. os resultados que espera alcançar. 7. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias. 39 . Apresenta. O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor. o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato. o relato destaca os trabalhos de pesquisa. de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional.2 Propósitos Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira. os quais. elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional. Parte de uma reflexão introspectiva. uma vez formados.1 Conceito Para Severino (2000).. as motivações e as escolhas que o levaram a construir uma determinada história profissional. marca de todo trabalho acadêmico. complementarmente. para concorrer a postos no mercado de trabalho. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativa do caminho percorrido que caracteriza a história do autor. configurando uma narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmicoprofissional do autor. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro. em um relato circunstanciado. ainda.. podendo esboçar. precisarão. .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAl 7. como também para o ingresso ou para o exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curriculum vitae. conforme as circunstâncias. as perspectivas futuras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –. pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. ou ainda para fins de concorrer a uma premiação. portanto. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam.

No entanto. ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos.atividades de administração: participação em órgãos colegiados.atividades técnico-científicas. . A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos em .deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial. coordenação e/ou assessoramento. 7. .. especialização e atualização. estágios de aperfeiçoamento. analítico e autocrítico. pelo seu caráter reflexivo. resultados de pesquisas. -ensino: desempenho didático. participação em bancas examinadoras.formação. particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas.40. É relevante na elaboração do memorial deixar claro. cursos e atividades de extensão. exe rcício de funções de direção. . de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada. aperfeiçoamento e atualização: cursos. situando os fatos e acontecimentos no contexto sociocultural mais amplo. participação em congressos.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . as circunstâncias teóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese. científicos ou tecnológicos no âmbito federal.deve-se adotar a forma de um relato cronológico. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor. comitês executivos. simpósios. seminários e outros eventos.recomenda-se que o memorial seja elaborado na primeira pessoa do singular. . dissertações. orientação de monografias. prestação de consultoria especializada. além de servir a tais finalidades. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas. estruturando dessa forma o memorial. . o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. .finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir. artísticoculturais e de prestação de serviços especializados: produção científica. tanto em sua formação como em sua profissão. caracterizando a história particular do autor. teses e pesqui sas de iniciação científica. municipal ou privado. estadual.. o memorial pode constituir uma valiosa produção acadêmica como trabalho conclusivo de curso. é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: . em quais condições foram obtidos os títulos da formação acadêmica. técnica ou artística.utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos para marcar as etapas da trajetória percorrida. analítico e crítico.

A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato. Por outro lado. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados. convém salientar que. o memorial pode se destacar. No entanto. um projeto gráfico de bom gosto.). o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa. a partir da qual elabora um relato contextualizado. nossa história de vida é nossa melhor referência. encadernação sóbria. O autor precisa estar atento para retratar. p.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ sua trajetória profissional e acadêmica. quanto aos seus aspectos físicos. apresentado de forma sequencial e sem comentários. apesar de sua crescente utilização.O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suficientes para a apreciação de sua trajetória? .34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor.. com maior segurança possível. apresentado de forma crítica. Por fim. uma impressão cuidadosa.. 7. o autor precisa se manter atento para o tom do relato. a trajetória real que foi seguida (. p. atraente. pelo esmero na redação do texto. lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial.O autor descreve sua trajetória de modo aprofundado. com textos tão ricamente elaborados que os transformam em verdadeiras obras literárias. como observa França (1999. A boa organização de um memorial é essencial para o julgamento das atividades do autor. 41 . com fidelidade e tranquilidade. expressando as contribuições e perdas de cada momento. pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico. como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato. contextualizando-a em relação a aspectos teóricos... políticos. o que requer.4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico). 2000. deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada. etc.O relato destaca os aspectos mais relevantes da trajetória do autor? A relevância atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? . principalmente.O texto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada. abrangendo sua formação e atuação profissional. que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado.176). . econômicos e/ ou sociais? . nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. (SEVERINO. Relatada com autenticidade e criticamente assumida.

A redação do texto é precisa e coerente? ..As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .42.A linguagem utilizada respeita a norma culta? .Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? .A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? ..Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação. .O conteúdo evidencia uma reflexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? .A organização do texto obedece tanto a sequência cronológica dos eventos como o encadeamento lógico de fatos e argumentos? . relacionando-as com a trajetória pregressa? .

43 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ...

.44. ..

. que deixa para os outros a apresentação de ideias ou de informações. tais como: esclarecimentos pontuais do texto. Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho. que estão sendo expostas.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico).] se se deve citar com profusão ou com parcimônia. DIONNE. Apresentação. da ABNT. nos quais é permitida uma apresentação mais livre. exemplos e modelos. As citações podem ser diretas. Citações em Documentos. deixando para o rodapé outras informações.. Em todo o caso. inspirandose nelas. nelas encontrando ilustrações. as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argumentos como para expor posições contrárias àquelas que estão sendo defendidas. São utilizadas para sustentar.. Recomenda-se o uso no corpo do texto (sistema autor-data). teórica e empiricamente. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou técnico de caráter científico sempre apresenta citações. etc. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras. “De fato. indiretas ou citação de citação. Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obra ou se utilizam informações já publicadas. mesmo Umberto Eco (1988. p. p.. Depende do tipo de tese”. significado de expressões típicas. seguido pela data de publicação da obra e número da página. com o propósito de esclarecer ou complementar as ideias 1..121) considera difícil determinar “[. 45 . observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese.” (LAVILLE. tradução de palavras estrangeiras. fazendo-se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico). deve ser seguido em todo o trabalho. 259).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAçõES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de uma outra fonte. Assim. 1999. nelas buscando apoio para seus pontos de vista. sua elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação. Importante! Qualquer que seja o sistema adotado. Para identificação de fonte da citação apresenta-se o nome do autor. diferentemente de textos literários. Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na aplicação das praxes de citação. o trabalho apresentado.

” (ECO. melhor e com mais segurança se trabalha. como nos exemplos que seguem: .46. p. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002). são inseridas no texto.10): “quanto mais se restringe o campo. 2: no primeiro exemplo.1 Citação direta.2..” Obs.2 Tipos de citação 1.10). o nome do autor faz parte da frase. melhor e com mais segurança se trabalha. ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988. com recuo de 4cm da margem esquerda. sem emprego de aspas. a entrada – no caso. a indicação da página é obrigatória para citação direta. também. 1. como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo. As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente. 1: de acordo com a NBR 10520:2002. Quando se trata de citações curtas (até três linhas). o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas. fonte e espaçamento interlinear menores. Obs.. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais. no segundo exemplo. Vale ressaltar. 1988. textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a ideia original da obra que está sendo consultada. p.

Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica. restaura-se total ou parcialmente o texto fonte. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores... tem-se um caso de plágio. que é reconhecido como [. A paráfrase é a forma de citação indireta que. processo que exige sua interpretação para reconstrução de um novo texto. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional. a escrita do texto original. (CASTRO.]”. de modo reduzido ou abreviado. distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos. 1.2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (ideias alheias. p. da sua curiosidade científica. se ‘encaixar` em temas muito amplos.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa. . mas colocado no seu contexto. p. o que não lhe tira o caráter científico. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa.] o assunto que se deseja provar ou desenvolver. normalmente. destaca-se a identificação do tema a ser estudado.. Nas citações indiretas.. 319). as ideias de um autor sem recorrer à citação direta. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. portanto.] é uma produção de texto [. ou seja. caso ela não seja feita. É geralmente empregada quando se pretende apresentar. O assunto não deve estar solto no espaço. não altera. Todavia. Ao parafrasear. o “trabalho da citação [. segundo Compagnon (1996.. conforme a NBR 10520:2002. caracterizando-se pela substituição de algumas de suas palavras ou expressões. Como se trata de ideias alheias. p. Dentre elas.2. 47 . ‘encomendado’.. a referência à fonte é obrigatória pois. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira.34).. Nesse sentido.. portanto. em tamanho e conteúdo. portanto) utilizando-se de palavras próprias. 1978. o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável sequência de definições de diferentes autores.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001.

pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. 1999). Esta forma de uso de citação é interessante. 1999). sem alterar o seu significado. uma vez que tenha sido bem planejada. porém apresentando apenas as principais ideias do autor. pois pressupõe maior Texto original: articulação de leitura por parte do autor do trabalho. em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. DIONNE. Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação. como uma espécie de piloto automático. DIONNE. É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores. Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. DIONNE. p.85). A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é frequentemente considerada como a fase crucial da pesquisa. deverá desenvolver uma leitura significativa (compreensiva/ interpretativa). para que consiga sintetizar as ideias do texto original. (LAVILLE.. já que. 1999. . Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa. (LAVILLE.48.. Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subsequentes da pesquisa.

pode ser expressa como citação direta ou indireta.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1. p. 1994. Esta ideia. e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada. mas de fazer brotar ideias.” (WERNER. Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa. Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI.: no exemplo acima. 1987 apud GIL. p. p.]”. Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado.. 1997.” 2 Por se tratar de palavra de outra língua (latim). Obs.. deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK.2. GEWANDSZNAJDER.31).123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitui a prática da realização. Obs... BOWER. 49 . “Educar não é uma arte de introduzir ideias na cabeça das pessoas. .: no exemplo acima.3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor. por sua vez. 2001. Para explicar que o autor da ideia original é citado por um outro autor/obra que se está consultando. Patton é o autor da ideia original a que não se teve acesso. usa-se a expressão latina apud2 .173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [. usa-se o itálico. Werner e Bower são os autores da ideia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada. A indicação da fonte de uma citação de citação pode ser apresentada na forma textual ou após a descrição da ideia.

citações longas demais. é admissível o uso da citação da citação. p. então. usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações. 125) aconselha: “[. como qualquer outro material. [. crucial para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes. A citação de citação.” “Evite.. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central.. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo.3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação. somente disponível em língua que se desconhece. também chamada de segunda mão. é obrigatório indicar a alteração feita.] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa. Beaud (1997. p. seja para destacar algum de seus termos ou expressões.50.. No entanto. triagens. 1997.. em que terrenos irá concentrar seus esforços. Nesses casos. 1.]” (BEAUD. 125). igualmente.. b) Em citação com supressão de parte intermediária. tomando notas. ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida. em que materiais irá se aprofundar. .45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a formulação da questão principal da pesquisa. no entanto. só vale pelo lugar que ocupa.. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [. por se tratar de obra rara ou. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997. Em qualquer desses casos..] é preciso fazer escolhas. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima). deve ser usada de modo bastante restrito.. p.

70).21. grifo nosso). 2000. “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional. 1997. quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor.” (GOLDENBERG.” (MARTINS. grifo dos autores). d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período. 51 . deve-se indicar sua autoria: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante. ou então.68.. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. negrito ou itálico) de termos ou expressões. p. ou que faça parte da experiência profissional do estudante.” (GOLDENBERG. .. LINTZ. 1997. p. os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa. mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante. O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo. p. torna o trabalho de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente.

Collective – when a group of cases is studied. 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho. 1997. p. (TELLIS. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época.1. explanatório e descritivo. apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1.quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador. tradução nossa). Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory. em palestras e debates. Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório.. deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses.52. Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso. 1.. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case. and Descriptive. p. (TELLIS. Explanatory. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. . instrumental . 1997. coletivo – quando um grupo de casos é estudado.4 normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal.1). em 25 de julho de 2002.

bem como averiguável por todos. YIN. 2001. p. conforme a lista de referências. esses são separados por ponto-e-vírgula. (MARCONI.. 1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes. 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. 53 . LAKATOS.5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a ideia do autor citado seja compartilhada. 2000. Umberto Eco (1988.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor. em ordem alfabética. Quando não for este o caso. em ordem alfabética.. mencionados simultaneamente. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis. . RICHARDSON. 2001) (BUNGE. 1999. 1999. publicados em um mesmo ano. que se concorde com ela. isto é. a referência deve ser exata e precisa. 1974. Por isso. Deve-se respeitar eventual erro do autor citado. 2001) 1.1988). publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente.126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”. após apresentar a citação. 1972. como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO. SEVERINO. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO. Nesse sentido. 1976. deve-se confrontá-la com o original para evitar erros ou omissões. após a data e sem espacejamento. assim como as citações devem ser fiéis ao texto. faz-se o acréscimo de letras minúsculas.

. .54..

. Leitura. fórmulas. afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”. comentários. projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo. críticas e julgamento pessoal do autor..’ são supérfluas (FRANÇA. 69). Produção textual. dissertações. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo. dissertações e outros) e relatórios técnico-científicos: de 150 a 500 palavras. o método. p.. 2000. essa norma define: . valores numéricos e conclusões. como: objetivos. [.] é a apresentação concisa e seletiva de um texto. Sobre a extensão do resumo. p. dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos. As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo.:Palavras-chave: Narrativa. . Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão. 2000. símbolos.. expressões como: ‘O presente trabalho trata de.” Estabelece ainda que seja “composto de uma sequência corrente de frases concisas. devendo incluir palavras representativas do assunto. p. Quanto ao estilo da redação e conteúdo. . diz: O resumo deve constituir-se num texto redigido de forma cursiva. que o “resumo deve ressaltar o objetivo. seu valor e originalidade. Também não cabem num resumo citações. respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas. seus resultados e conclusões mais importantes. Quanto à redação e estilo de resumos. 69).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses. Ex.para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras.’. os resultados e as conclusões do documento. 69-70). a NBR 6028:2003 estabelece. Limita-se a um parágrafo. concisa e objetiva. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto...para trabalhos acadêmicos (teses. 55 . ‘O autor do trabalho descreve. técnicas de abordagem. como uma das condições exigíveis.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras. (FRANÇA. de acordo com França (2000. equações e diagramas devem ser evitados. Resumo. antecedidas da expressão Palavraschave... . descobertas. O uso de abreviaturas.

/dez. v. Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos. enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto. Mots-clés (francês). deve ser apreendido. A maioria dos periódicos acadêmico-científicos exige. Schlusselwörter (alemão). p. Parole chiavi (italiano). resumo em pelo menos uma outra língua. em suas dimensões políticas. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. R. n. 65-76 . também.69. Educação e Sociedade. 1999. Palabras clave (espanhol).3 O processo de globalização. set.O. As artes e o desenvolvimento cultural do ser humano.56.25. aperfeiçoamento e/ou especialização). Resumen (espanhol).1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. Globalização: em direção a um mundo só? Estudos Avançados. Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L.20. Riassunto (italiano). Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. dez. embora conduzido pela economia. a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos.4 . conforme o caso. As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês). p. H. Em artigos científicos. v. os resumos (acompanhados das palavras-chave) na língua vernácula e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais. 34-59. de acordo com a NBR 14724:2011. n. histórico-culturais e espaciaisecológicas. Zusammenfassung (alemão).9. 1995. 4 RATTNER. TCCs e TGIs de cursos de graduação. além do resumo na língua do público a que este se destina. o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais. os seguintes cabeçalhos: Abstract ou Summary (inglês). Usam-se. Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global.V..S. dissertações. de acordo com a NBR 6022:2003. Em trabalhos acadêmicos (teses. Dentre este cenário de tendências contraditórias. 3 JAPIASSU.. Résumé (francês). 2.

. ao fim de cada capítulo. segue-se a ordem numérica crescente para apresentação das listas. Independentemente do tipo de fonte ou autoria mencionada no trabalho. A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem. 3. As notas de rodapé ficam. desta forma. dicionário. ibidem (ou id. antecedendo apêndices e anexos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS As referências de um trabalho acadêmicocientífico consistem na listagem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto. manuais.cit. as referências são apresentadas antecedendo tais textos. dissertações ou monografias. Já em resumos e resenhas. etc. enciclopédias. consistem em obras como livros. No sistema numérico. seminários. as referências podem aparecer: em listas após o texto. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto.) e op.1 localização das referências Os sistemas mais utilizados para apresentação das referências são o alfabético (ordem alfabética de entrada. são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002. cd-rom . . jornais. as listas são apresentadas em ordem alfabética única. jornadas. ibid. ao fim do artigo. também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto). é obrigatória a sua identificação na lista das referências. teses. que também podem estar localizadas ao final do texto. relatórios técnicos e legislação. homepage . Além disso. dentre outros. conforme a natureza do trabalho. Vale destacar que a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página. e-mail . da ABNT.. artigos de publicações científicas ou especializadas (periódicos). os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes.. capítulo ou artigo. No primeiro caso. publicações periódicas on-line ) ou eventos técnicocientíficos como congressos. documentos oficiais. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas. 57 . Nestas situações.

antes da editora (São Paulo: Atlas). n.2. após a cidade onde o periódico é publicado. 1997). . M. edição (7. O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito). -o ponto-e-vírgula.. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios. seguido de espaço. . Alfredo (Org. são alinhadas à margem esquerda do texto.usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR. set. pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título. 3. de forma abreviada (Coord. R. entre o número do ano/volume e o número do periódico. digitadas em espaço simples e separadas entre si por um espaço simples em branco (NBR 14724:2011). para o título. T.15-21.. v. este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento. é usado para separar os autores (FLEURY. Humberto). grau nas monografias de conclusão de curso e especialização. Em caso de referência de periódicos. após o número do periódico e após as páginas da revista/periódico (Política e Administração. p.3. FISCHER. .). .2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a sequência dos elementos do documento a ser referenciado. ao final do trabalho.. porém são conhecidos [1991]. já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos). .). ..a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO. quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas).. e no final da referência.o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referenciada.). Comp.58. respeitandose os seguintes padrões: . Org. Por exemplo: ao optar pela utilização abreviada do prenome do autor. Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade.os dois pontos são usados antes do subtítulo. após a editora. Rio de Janeiro.. que caracteriza função na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI.os parênteses são usados para indicar série. As referências. teses e dissertações (Mestrado em Educação). M. .. João. isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista.). ed. e depois do termo In:.).as reticências são usadas para indicar supressão de parte de títulos (Anais. também deve ser uniforme em todas as referências. Ao ser definido um tipo de destaque.10-15) e entre datas de fascículos sequenciais (19981999). conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002).)).o hífen é utilizado entre páginas (p. usa-se vírgula: após o título da revista/periódico. após o título. L. Quanto à pontuação.

1986.3 Regras gerais para elaboração de referências 3. GUATTARI. ed. Rio de Janeiro: Graal. é facultado indicar todos os autores. São Paulo: Brasiliense. FLEURY. acrescentando-se a expressão latina et al. do tipo de participação.). separados por ponto-e-vírgula.3. São Paulo: Atlas. 1989. etc. M.).) em coletâneas de vários autores. (e outros). PAIVA. 59 . (Coord.quando há dois ou três autores. 1986. Micropolíticas: cartografias do desejo.. Sueli.1 Regras quanto à autoria .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. R. . mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra. M. L. se for o caso). ROLNIK. 10. ed. Paulo et al. Coordenador. Em caso de projetos de pesquisa. Cultura e poder nas organizações. no singular. Perspectivas e dilemas da educação popular. seguido da abreviação. . FREIRE. FISCHER. entre parênteses.. Vivendo e aprendendo. de indicação de produção científica em curriculum vitae ou em relatórios para órgãos de financiamento. 2. a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis. seguido de espaço.. Félix. Vanilda (Org. Petrópolis: Vozes.quando há mais de três autores menciona-se apenas o primeiro autor.quando houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador. . 1986. Editor. T.

. Gerência da vida: reflexões filosóficas. Carlos. Lenilson Naveira. 10. desde que seja a forma adotada pelo autor.60. instituições). 1990..quando os autores têm sobrenomes compostos. Tristão de. etc. 212-213. Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná. Quando a entidade tem uma MINISTÉRIO DA EDUCAÇãO E DO DESPORTO. b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. Florianópolis.quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita. Rio de Janeiro: Schmidt. . p. Rio de Janeiro: Record. como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN. .. .em caso de publicação assinada por entidade (órgãos governamentais. empresas. 2001. Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª séries. Curitiba. Gabriel.. Caio. 1931. ed. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇãO. editoriais. a entrada é feita pelo título. Debates pedagógicos. 1993. em letras maiúsculas. este deve constar na referência. SANTA CATARINA. In: SILVA. Brasília: SEF. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES. Secretaria da Saúde. associações. esta deve ser indicada como autor. 1979. 1979. 1997. . d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. Ilse. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. congressos. Anais. PROCURA-SE um amigo.. ATHAYDE. denominação genérica. 3 v.quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. 3. estes devem ser escritos na ordem em que aparecem.). Relatório de atividades.. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro.. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO.

1997b 3. 61 . São Paulo: Saraiva. [Trabalhos apresentados]. substitui-se o nome do autor das referências subsequentes por um traço sublinear equivalente a seis espaços. São Paulo: Hucitec. Turismo. 1997a.. deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento. Em caso do uso do subtítulo. Brasília: Ministério da Educação.o título e subtítulo (se for usado) devem ser apresentados tal como figuram no documento. São Paulo: Hucitec. Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital. seguido de ponto. 2002.quando se referenciam várias obras do mesmo autor em uma mesma página.. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇãO. . entre colchetes.2 Regras quanto ao título e subtítulo . na sequência alfabética ascendente. RODRIGUES. . .quando não existir título. RODRIGUES.em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano. separados por dois pontos. I.3.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . 1997b. Adyr Balastreri. 1989.. CHIAVENATO. ______. Salvador. sem chegar aos dois pontos. 1989. RODRIGUES. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar. apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico). acrescentam-se letras minúsculas ao ano. modernidade e globalização. 2. 1997a.

rev.n. SEVERINO. esta deve ser identificada na referência. os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada.quando não se tem o nome da editora. Já se forem três ou mais. abreviando-se os números ordinais e a palavra edição. 2001. ZARIFIAN. e ampl. ed. São Paulo: Atlas. Ana Maria. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque. Porto Alegre: Bookman. 3. ambos na língua do documento. 1974.A.3 Regras quanto à edição e editora de informações complementares à edição. P Objetivo competência: por uma nova lógica.História da ciência: o mapa do conhecimento. . 2. . Belo Horizonte: [s.. Antonio Joaquim. . I. Carlos A. Estudo de caso: planejamento e métodos.: (No livro: Editora Atlas S. Robert K. Obs. desde que sejam dispensáveis para a identificação. (Coord. indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s. .a partir da segunda edição. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura.].]. indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades).62.o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento. 21. São Paulo: EDUSP 1995.) . MAIA.3. Das mulheres e das flores. ed. Em caso YIN.. 2001. São Paulo: Cortez.n. 2000. abreviando-se os prenomes e suprimindo-se as designações da natureza jurídica ou comercial. ALFONSO-GOLDFARB. VALENCIA. Metodologia do trabalho científico.). . .em caso de haver duas editoras.

4 Regras quanto ao local . dentre outros.n.]. [São Paulo]: SDF Editores. J. LAZZARINI NETO..]. entre colchetes.]: Ex Libris. C. MG.l. Em caso de haver cidades com o mesmo nome. deve-se utilizar a expressão sine loco. Viçosa. de M. . . 1981..quando houver mais de um local para uma só editora. OS GRANDES clássicos das poesias líricas. AL. . 1930.l.l. utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine. .quando a cidade não aparece no documento. mas pode ser identificada.o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. CASTRO. acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país.: No documento de que trata a referência acima. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. indica-se o primeiro ou o mais destacado.3. RJ . Discursos do pregador. [S. Viçosa. [S. abreviada e entre colchetes [S. 1977. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid. deve ser indicada entre colchetes. BELTRãO III. 63 .quando o local é desconhecido. Cria e recria. Obs. abreviadas. 1994. Viçosa.: s.quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento. A prática da pesquisa. Sylvio.

ao final da referência devem ser indicadas. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta. 2001.quando em indicações de meses. primavera 2000.. registra-se uma data aproximada. distribuição. seja ela de publicação.3. 3. (publicação sem número de páginas) Paginação irregular. . 2002. Aug. divisões por bimestres.1995. por isso. trimestres. mar. as expressões: Não paginado.. semestres ou estações do ano. no idioma original da publicação./Sept. 1995. 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] . 2. trimestre e semestres abreviados. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres. no lugar dos meses. as estações do ano tal como figuram na publicação. (publicação com paginação irregular) . 1996. 3. após o ponto final. Autumm 1970. maio/dez.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular. Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada. sempre deve ser indicada.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e. bim.6 Regra quanto à paginação . entre colchetes.3.64. 3. sem. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca. estes devem aparecer de forma abreviada. impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico.quando a publicação indicar.

abreviado(s) ou não). b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada. como livros. ao final da referência. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar. ed.. enciclopédias.1. B. Marina de A. são acrescentados elementos complementares para melhor identificálo. quando necessário e de acordo com o documento a ser referenciado. São Paulo: Atlas. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. dicionário. podendo variar conforme o tipo de documento.4. Número da edição (a partir da segunda edição. 3. Livros GRAMSCI. Assim. menção à edição exclusiva para assinante. a política e o Estado moderno. manuais. ano de publicação. São Paulo: Hucitec.1 Monografias 3. LAKATOS. Maquiavel. Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula.. se houver). 2000. Metodologia científica. informações descritivas sobre o documento (por exemplo: a) em caso de jornal.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência. c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. define monografia como o documento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam. 5 Para fins de elaboração de referências. trabalhos acadêmicos (teses.4. ao final da referência). RODRIGUES. a NBR 6023:2002 da ABNT. Tradutor: Luiz Mário Gazzaneo. . Antônio. indicação de coeditores. 65 . ISBN. MARCONI.4 Modelos de elaboração de referências 3. 1988. tradutores. A. b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da ABNT são: número de páginas do documento. monografias). Caso seja indicado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.. Local (nome da cidade): Editora.1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor. 1997. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico. dissertações. a não ser em casos de nomes próprios). Eva Maria.

dissertação. Belo Horizonte. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. 30 v. 1989. local. Rio de Janeiro. Bíblia Sagrada. ed. ..Faculdade de Ciências Econômicas. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo.] (o grau) – vinculação acadêmica. etc. 3. Título: subtítulo. ano da defesa. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. Número de folhas ou volumes. Dissertação (Mestrado em Administração) . Edição Ecumênica. Dicionário AULETE. 5 v. Caldas. M. Ano de apresentação. Tipo de documento [tese. 2002. V. Chicago: Encyclopaedia Britannica. abreviados ou não). Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa. Português. Qualidade de vida no trabalho. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica. Rio de Janeiro: Delta. RODRIGUES. 1980. trabalho de conclusão de curso. Bíblia BÍBLIA. Normas Técnicas ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 180 f. Universidade Federal de Minas Gerais.. 1980. Instituição.66. 1986. 1989. Prenome e outros Sobrenomes (se houver.

A. Para referenciá-las. Local: Editora.L. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula.html>.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra.L. O ESTADO DE SãO PAULO.. cd-rom. 5 CD-ROM. 51 f. sem negrito ou itálico). MORGADO. .2 Monografias no todo em meio eletrônico São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento. seguidos de ponto.. In: SOBRENOME.estado. NBR 6023:2002). precedida da expressão Acesso em:. 67 . Tese (Livre Docência) Escola Politécnica. (ABNT. G.1. São Paulo. M. 3. Acesso em: 19 maio 1998. Reimplante dentário. 1990. Universidade Camilo Castelo Branco. Obs. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais. volumes. Documentos on-line6 Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >. capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada.1. 1998. seguem-se as normas dos documentos monográficos no todo. 6 Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes. Enciclopédia e dicionário digital 98. Título da obra: subtítulo (se for o caso). Documentos em CD-ROM KOOGAN. São Paulo: Delta: Estadão. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. 1990. etc. Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. se houver). 1997. São Paulo. 1990. 1990. Prenome do autor da obra como um todo. HOUASSIS. São Paulo. O padrão da referência é: SOBRENOME.4. excetuando-se nome próprio. Edição (a partir da segunda. 105 f. on-line. A. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares.br/redac/manual.4. Disponível em: <http://www1.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS.3 Partes de monografia Inclui as referências de capítulos. acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico. Universidade de São Paulo. 3. ano..com. Manual de redação e estilo. (Ed).C.

Capítulo de livro LAKATOS. reportagens.). matérias jornalísticas. Fernando C.. 1988. Viagem astral aos domingos. etc. número de jornal ou caderno de jornal completo. In: MOTTA.4. Curitiba. Coesão organizacional e ilusão coletiva. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas. (Org. In: ______. SOUZA. Prestes. In: TOLEDO. p. 122-143. Os primeiros agregados humanos. Rio de Janeiro: FGV.). Maria Ester de (Org. S. História das doutrinas políticas. Artigo de coletânea7 AMADO.4. In: ______. 7. p.68.br/ livrosonline/leitura_32>.).. as publicações periódicas também são referenciadas segundo as características específicas de cada tipo. MACEDO. Sociologia da administração. G. editoriais. 103-115. Acesso em: 25 jul. Rio de Janeiro: Guanabara.refletindo. . 3.1. geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador. Organizador.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas. fascículo ou número de revistas. Editor. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. 1997. Disponível em: <http://www.1990. Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial. G. Eva Maria. p. Gilles. B. Da mesma forma que nas referências de monografias (completas ou partes).14-16. 2000. 5. Reflexões para o silêncio. etc. FREITAS. cap. Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra.. BOUTHOUL. 1987.). A. São Paulo: Atlas.com.. bem como matérias apresentadas em um número. 7 Parte de uma obra MOSCA. Nas coletâneas. ed.4 Parte de monografia em meio eletrônico Seguem-se as normas anteriores para referenciar partes de monografias. Vida psíquica e organização. seções. 3.

4.2. acrescido de hífen e sem ponto final. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. São Paulo: Abril. A referência padrão é: TÍTULO DA PUBLICAÇãO. Campinas: PUCCAMP 1989-1997. TRANSINFORMAÇãO.31. 69 . datas de início e encerramento da publicação. 15 jan. Local de publicação (cidade): Editora. . .1. numeração do ano e/ou volume. 3.. apresenta-se o ano de início. quando houver. VEJA. numeração do fascículo.: quando a publicação está em vigor.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. CIÊNCIA DA INFORMAÇãO. editoras ou livreiros. O padrão de referência é: TITULO DO PERIÓDICO. Local: Editora. fascículo. 1972- Obs. números especiais e suplementos. datas de publicação. n.. informações de períodos.2. v. 1998. sem título próprio.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume.1 Publicação periódica como um todo Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas.4.

Elisabeth J. n. Local. 1 CD-ROM. além dos artigos. em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas.2. numeração correspondente ao volume e/ou ano.2. História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. entrevistas. 26.ibict. São Paulo. n. Rio de Janeiro. comunicações.4. GURGEL.4. Reforma do Estado e segurança pública.4 Artigo e/ou matéria de revista.70. VIEIRA.br/cionline/>. set.99-109. dentre outros.2. Teoria & Educação.: se necessário. 4. A internet e o valor da “internetização”. volumes. p. Itajaí. Política e Administração. SOBRENOME.15-21. Acesso em: 18 maio 1998./set. podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento. 3.. 3. v. MALOFF. abr. página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria). editoriais. n. NUNES.151-182. . 2001. resenhas. Porto Alegre. Turismo: visão e ação. 1997.6. Cássio Leite. v. Título da parte. Brasília. A queda do cometa. fascículo ou número (conforme o caso). Edição especial. Pesquisa e produção escrita.2. Disponível em: <http://www. LEAL. inverno 1994. Joel. 1997. C. Marcelo. data ou intervalo de Obs. Rio de Janeiro. 3. Exame. artigo ou matéria. boletim. n. reportagens e outros.8. Clarice. acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico. números especiais e suplementos (com título próprio). M. set. LOPES. p. Título da Publicação.. GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar. v. n.3. Prenome do Autor. conforme os tópicos anteriores.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos. Neo Interativa. 1992. p. 2002. Ciência da Informação.

Acesso em: 3 nov. comunicações.com. Disponível em: <http://www. 3. resenhas e outros. Prenome do Autor (se houver).4. 3.4. razão e fé.htm>. A fome dói. Seção. Viviane. HISTÓRIA.br/fsp/opiniao/inde03112002. Título da matéria. Paulo Online. 2002. São Paulo.5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais. a página da matéria ou do artigo precede a data. 1999.2. seção ou parte. 2002. 3 nov. p. Diário Catarinense. Rio de Janeiro. BEVILACQUA. Local de publicação. caderno ou parte do jornal. Folha Opinião.. data de publicação.4. Página Quatro. Obs. 71 . reportagens. p.. diz José. . Folha de S. Florianópolis. acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico. 2002. MP fiscaliza com autonomia total. entrevistas. 25 abr. Jornal do Brasil. A referência padrão é: SOBRENOME. Título do Jornal.2.: quando não houver caderno.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior. N. página da matéria. LEAL. um brasileiro. 3 nov.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. L.uol.

. . O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO. proceedings. 1996.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo...propesq. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe.4. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing 3. ano. 1996. 1996... Anais eletrônicos.72. Disponível em: <http://www. 3.ufpe. local (cidade) de realização.htm>. 1996. dentre outros. Recife: UFPe. proceedings. Recife. anais.. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations. Acesso em: 21 jan. Anais. atas. 1997....br/anais/anais. como atas. etc.4. 4.4.1 Eventos como um todo Constitui um tipo de publicação com o conjunto de documentos/trabalhos apresentados ou reunidos em um evento. resultados. Florianópolis. Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers. data da publicação. Recife.. 2000.3 Publicações em eventos 3. Título. 2.3..) Local de publicação: editora. 4.3. do documento (anais. 2000. numeração (se houver). Recife: UFPe. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe.

abreviados ou não).4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico Segue a norma de referência indicada no item anterior. (Anais. Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver. Recife. 10. V. data de publicação.. dentre outros trabalhos apresentados em eventos técnico-científicos. A educação à distância e a biblioteca universitária. 455468.) Local de publicação: Editora. Belo Horizonte. comunicações. R...3.. N..htm>... Proceedings.. p. SILVA. 73 . Anais. Resumos. 1996. 4. Anais eletrônicos.. Uma investigação na qualidade de vida no trabalho.propesq. OLIVEIRA. Fortaleza: Tec Treina. 1 CD-ROM. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD. numeração do evento (se houver). Disponível em: <http://www. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação. 1997. 1996. In: NOME DO EVENTO. Fortaleza.ufpe. projetos. A referência deve apresentar os seguintes elementos e forma: SOBRENOME DO AUTOR. etc. 13. M.. Anais… Belo Horizonte: ANPAD.br/anais/anais/ educ/ce04. acrescida das informações do meio eletrônico utilizado. 1989.. In: CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. R.4. 1998.4.3. 1998. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. 1989. . Título. GUNCHO. 3.. RODRIGUES. ano..3 Trabalho apresentado em evento São os artigos.. local de realização do evento.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. Recife: UFPe. página inicial-página final do trabalho referenciado. M. Acesso em: 21 jan. Título do trabalho apresentado. R.

4. SãO PAULO (Estado).16. circular. caso sejam necessários.4 documentos jurídicos 3. 3. São Paulo. Constituição (1988).4. textos legais (leis ordinárias. p. 3. 1995. Obs. 62. JURISDIÇãO (ou cabeçalho da entidade. de 9 de novembro de 1995. normas de instituições públicas e privadas (resoluções. de 1 de maio de 1943. data. instrução normativa.217-220. comunicado. Especificação do documento (ex. decretos.74. São Paulo: Saraiva. de 20 de janeiro de 1998. resoluções do Senado Federal).4. podendo ser acrescentados elementos complementares. 1943.4. Decreto nº 42.822. BRASIL. 1994. 7. portarias. conforme o caso). Lex: coletânea de legislação e jurisprudência. Código civil. v. 3. ordem de serviço. entre parênteses..: quando a referência for de Constituições e suas emendas. Título do documento. Supremo Tribunal Federal. Lex: legislação federal e marginália. medidas provisórias. ed. São Paulo. Código civil.1966. São Paulo.1 legislação Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição. In: ______. v.2 Jurisprudência BRASIL. 46. Aprova a consolidação das leis do trabalho. emendas constitucionais. n. Súmulas. p. Lex). BRASIL.. Decreto-lei nº5.452.4. Súmula nº 14. caso tratar-se de normas). BRASIL. 1995. dentre outros).59. v. numeração (volume. Suplemento. 1998. Local (cidade). entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil.: Diário Oficial. p. out. A referência é elaborada com base na norma padrão. Lex: coletânea de legislação: edição federal. número e páginas./dez. seguida do ano de promulgação. Emenda constitucional nº 9. .

[S.com. n. 19. Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos. 103. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação. n.l. 1995. mar. BARROS. por ato administrativo. papers. Número da patente. 1999. 10. Unidade de Apoio. Súmula nº 14. Superior Tribunal de Justiça. 1 CD-ROM. 6 de dezembro de 1994.636-1. 3. 3. artigos de periódicos. restringir. v. EMBRAPA.]: DATAPREV. Medidor digital multissensor de temperatura para solos.4. 30 maio 1995. Raimundo Gomes de.html>. da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 53-72.4 documento jurídico em meio eletrônico Para este tipo de documento.1998.4.4. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados. 3. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais. . BR n. DF. v.1998. datas do período de registro. 236-240.. Disponível em: <http:// www. inscrição em concurso para cargo público. Acesso em: 29 nov. Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social.truenetm. SP). Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Título. etc. p. São Paulo. Não é admissível. In: Sislex: Sistema de Legislação. ago.5 Patente ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ BRASIL. Brasília.. PI 8903105-9. o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores).4. BRASIL.3 doutrina Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias. 139. 26 jun. Supremo Tribunal Federal. 1989. Regulamento dos benefícios da previdência social. p. Hábeas-corpus nº 181. 75 . acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. Paulo Estevão Cruvinel. BRASIL. São Paulo.br/jurisnet/sumusSTF. em razão de idade.4.

000.ufl. Itajaí (local).. IR04. Escalas variam. 557 Kb (tamanho do arquivo). 3. 1999. mapa.flmnh. Gainesville. FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY. data de publicação. 2002. NBR 6023:2002. 1 disquete. Local: Editora. p. Título. 1 atlas. GOES-08: SE. 1999 (data da captação)..000. globo e fotografia aérea. Especificação do documento. São Paulo. 1 atlas. 13 jul. . 3 ½ pol. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks. SP). 557 Kb. ESTADOS UNIDOS. 1981.edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil. 3. O padrão de referência é: AUTOR. Obs. SE (localização geográfica). Escala 1:40. 13 jul.6 documento cartográfico Abrange: atlas. GOES (denominação do satélite).76. ATLAS Mirador Internacional. GIF. UNIVALI (instituição geradora). Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil. 1 mapa. Disponível em: <http://www. Acesso em: 15 jan. 17:45Z.4. IR04 (banda). 08 (número do satélite na série). Regiões de governo do Estado de São Paulo. porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. Escala 1:2. 1994. National Oceanic and Atmospheric Administration. 1999071318. 17:45Z (horário zulu). color. Escala. 1999.000. 1 imagem de satélite.1 documento cartográfico em meio eletrônico O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente. INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo.GIF (título do arquivo).jpg>. [2000?].: Nota sobre a referência/arquivo digital8 : 1999071318. Itajaí: UNIVALI. 8 ABNT.6.11.4.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

3.4.7 documento iconográfico Refere-se a gravuras, fotografias, pinturas, transparências, cartazes, desenho técnico, diafilme, diapositivo, dentre outros. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é:
AUTOR. Título. Data. Especificação do documento.

Quando não existir título para o documento, deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência, caso seja necessário.

BRITTO, Romero. [Sem título]. 1999. 1 gravura, color., 25 cm x 25 cm. NOVAS descobertas para o terceiro milênio. São Paulo: UMIBO, 1982. 19 transparências, color., 25 cm x 20 cm. KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia.

3.4.7.1 documento iconográfico em meio eletrônico

GEDDES, Anne. Geddes 135.jpg. 2000. Altura: 432 pixels. Largura: 376 pixels. 51 Kb. Formato JPEG. 1 disquete, 5 ¼ pol.

... 77

78...

3.4.8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes, DVD, videocassetes, dentre outros. Deve-se seguir o seguinte padrão:

TÍTULO. Diretor. Produtor (conforme as informações disponíveis). Local: Produtora, data e especificação do suporte em unidades físicas.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Rio de Janeiro: Riofilme, 1998. 1 bobina cinematográfica (106 min), son., color., 35 mm.

PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Departamento Nacional. Brasília: SENAI/DN, 2001. 1 video sonoro.

3.4.9 documento sonoro Compreende discos, CDs (compact disc), fitas cassete, etc. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas, também deve ser seguido o seguinte padrão:
COMPOSITOR (ou intérprete, entrevistado, conforme o caso). Título. Local: Gravadora (ou equivalente), data. Especificação do documento.

VELOSO, Caetano. Circuladô vivo. São Paulo: Polygram, 1992. 1 CD.

SILVA, Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 1991]. Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia. São Paulo: SENAI-SP 1991. 2 cassetes sonoros. ,

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

3.4.10 documento tridimensional Abrange as esculturas, maquetes, objetos e suas representações (fósseis, esqueletos, objetos de museu, monumentos, animais empalhados, dentre outros). A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão:

AUTOR (criador artístico do objeto, quando identificado). Título (caso não exista, atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes). Data. Especificação do objeto.

DUCHAMP Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável. ,

BULE de porcelana. [China: Companhia das Índias, 18-]. 1 bule.
9 As mensagens de correio eletrônico “devem 3.4.11 documento de acesso exclusivo em meio ser referenciadas quando eletrônico9 somente dispuser não se de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens Abrange os documentos do tipo base de dados, listas de discussão, arquivos em disco rígido, trocadas por e-mail têm programas de computador, mensagens eletrônicas, etc. O padrão para referência é: caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparecem AUTOR(es)se for o caso. Título (do serviço ou produto). Versão (se houver). Descrição física do rapidamente, não sendo meio eletrônico. recomendável seu uso como fonte científica ou técnica de pesquisa.” (ABNT, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas.doc. Curitiba, 1998. 5 NBR 6023:2002, p. 13). disquetes.

MICROSOFT Project for Windows 95. Version 4.1. [S.l.]: Microsoft Corporation, 1995. 1 CD-ROM.

... 79

1978. Tim.12 bula de remédio RESPRIN: comprimidos. 1991. M. HINDLE. Responsável técnico Delosmar R. sem destaque. Radiologia Brasileira. Disponível em: <http://www. (Primeiros Passos. 1997. Bastos. Niterói. LEAL. São Paulo: Brasiliense.4.ed. 1985.80. 2. documentos mimeografados e digitados. Mensagem recebida por <simonegf@sj. O que é sociologia? 7. (Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal).univali... RUBIROSA. 1984. Carlos B. 2002. se houver. Os princípios da gestão moderna.bdt. n.br/acaro/sp/>. 3. L. Massa calcificada da naso-faringe. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência. apostilas.ed. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração. No prelo. 1990. entre parênteses. J. São Paulo: Publifolha. Apostila. Tubarão. Digitado. ao final da referência. Base de Dados Tropical.23. Bula de remédio. Acesso em: 30 maio 2002. 1999. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. MARINS.4. MARTINS. 3.org. Italvino. São José dos Campos: Johnson & Johnson. E.13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações.4. Memorial [mensagem pessoal]. SC. textos não publicados. 57). In: FUNDAÇãO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELLO”. Como fazer apresentações. J. 3.br> em 11 nov.fat. . C. São Paulo. podem ser acrescentados. M. ÁCAROS no Estado de São Paulo. MARQUES.14 notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2011 da ABNT que define os princípios gerais para elaboração de teses. dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma.1 Elementos pré-textuais . Suas orientações também se aplicam. trabalhos de conclusão de cursos de graduação . . b) nome do autor. Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação. c) identificação de volume. f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado.. uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria. a trabalhos de graduação intra e extraclasse. 81 . d) subtítulo. textuais e pós-textuais. e) número de volumes (se houver mais de um. 4. se houver. para elaboração de teses. as seguintes informações: a) nome da instituição (opcional). trabalhos de graduação interdisciplinares . trabalhos de conclusão de curso de aperfeiçoamento e/ ou especialização e outros. deve ser especificado o respectivo volume em cada capa).. b) título do trabalho. Por outro lado.Capa (obrigatório): é a cobertura externa do trabalho com as informações indispensáveis à sua identificação (Apêndice A).TGI. Deve conter. se for o caso. papers e relatórios. g) ano da entrega (4 dígitos).TCC. . dissertações. c) título. A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos pré-textuais. onde constam: a) nome do autor.Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. resenhas. esses elementos podem ser adaptados ou até mesmo desconsiderados. no que couber. sequencialmente. tais como fichamentos.

Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s). trabalho de conclusão de curso. No verso da folha de rosto. após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário. b) título principal do trabalho (claro. o nome da instituição e a área de concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita.. (Apêndice C): a) nome do autor trabalho.82. Essa ficha deverá ser confeccionada por profissional bibliotecário. . como as teses. etc. obtenção de determinado grau.: “Na folha de rosto e na folha de aprovação. apresenta-se a ficha catalográfica. devem ser apresentados. e) data de aprovação. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver). 10).) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina. d) número do volume: se houver mais de um. a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha. .Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho.Folha de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as seguintes informações. área de concentração.). titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem.” (NBR 14724: 2011. e) nota contendo a natureza do trabalho (tese. As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se . .. d) área de concentração. . sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). o objetivo. c) texto contendo a natureza. deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume. Aparecem em folha separada. p. em sequência. f) nome.Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha). c) subtítulo (se houver. em caso de trabalhos que devam ser depositados em biblioteca. nome da instituição a que é submetido. o tipo do trabalho. conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. . h) ano de entrega (4 dígitos). com a identificação do conteúdo que permita a indexação). dissertação.Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. objetivo e nome da instituição a que é submetido. dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização. Obs. com as respectivas correções. b) título do trabalho e subtítulo (se houver). etc.A data de aprovação e as assinaturas são colocadas após a aprovação do trabalho. preciso. os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho. g) local (cidade) da instituição.

) na ordem em que aparecem no texto. e)os títulos e subtítulos (se houver). na ordem em que se apresentam no texto. com respectivos nomes e números de página. (Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais . 2). gráficos. ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar. seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho).” (NBR 6027:2003.. com respectivos nomes e números de página. 83 . na ordem em que aparecem. Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado. . Epígrafes também podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos). escrito por extenso. Sua elaboração é detalhada no tópico 2 (Resumos de trabalhos acadêmico-científicos). também denominadas seções primárias). c) os elementos pré-textuais não devem aparecer no sumário. . com o respectivo significado. da Parte II deste documento). .ver seção 5. organogramas.Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração. Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . p.ordenadas segundo determinado critério.Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas. Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice. . seguidas do seu significado (expressões ou palavras correspondentes). abaixo do texto. que localiza e remete para as informações contidas no texto..Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas contidas no texto.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 . que seguem os indicativos das seções. b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto.3 da Parte I deste documento).Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros. pensamento. . .4. da Parte II deste documento. Se necessário. Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada um dos tipos (abreviatura ou sigla). d) os indicativos das seções que compõem o sumário. desenhos. por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto. devem ser alinhados à esquerda. Consiste na transcrição de uma frase. mapas. são alinhados . na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto. se houver. . que é uma lista “de palavras ou frases.Epígrafe (opcional): aparece após os agradecimentos. fora de parênteses.Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma sequência de frases objetivas e seguidas de palavras-chave.Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. fluxogramas. esquemas. A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito. etc.Sumário (obrigatório): é a relação enumerada das divisões.

finalizando com uma conclusão. O sumário é o último dos elementos pré- textuais.Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem. está localizado. área de conhecimento ou metodologia adotada. pela margem do título correspondente ao indicativo mais extenso. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes.: 32). separados por hífen (ex. de um modo geral. . Da mesma forma que na introdução. teorias e principais ideias sobre o tema focalizado. análise e interpretação dos resultados. resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa.. .Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho. apenas que esta é a sequência usual de qualquer texto acadêmico. apresentação. No entanto. há distintos modos de organizar o texto. com uma definição clara. Em caso de relatórios de pesquisa científica. além de aspectos metodológicos. contextualiza-o. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa. constituem-se com base no tipo e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico. Isso não significa dizer que essas partes sejam necessariamente assim intituladas ou subdivididas. os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões.: 32-49). . portanto.2 Elementos textuais Os elementos textuais.84. na(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (revisão bibliográfica). 4.. ou os números das páginas inicial e final. Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento. à qual se segue o desenvolvimento. ou seja. Se o trabalho compreender mais de um volume. concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado. excetuados os elementos obrigatórios. Nela são descritos os conceitos. destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. o texto acadêmico-científico se inicia com uma introdução. Conforme o tipo de trabalho. metodologia. de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. assim como os prétextuais. f) para a paginação pode-se utilizar o número da primeira página (ex. fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização).

Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho.Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de elementos descritivos. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Referências de Trabalhos AcadêmicoCientíficos. . que complementa..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . .. Pode também indicar questões dignas de novos estudos. comprova ou ilustra o seu conteúdo.Conclusão Como parte final do texto. Nos trabalhos acadêmico-científicos a listagem de referências deve identificar as fontes/documentos mencionados (referidos) no texto. possibilitando sua identificação individual. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas. 4. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. dentre outros). -Glossário (opcional): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específicos de uma determinada área. A conclusão deve apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos previamente estabelecidos do trabalho. 85 . da Parte II deste documento. assuntos. utilizados no trabalho.Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas. As orientações para sua elaboração. .: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista). além de sugestões para outros trabalhos. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. . nomes geográficos.: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). complementar ao seu trabalho.3 Elementos pós-textuais . seguidos de suas respectivas definições. apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. extraídos de um documento. consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido. segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. com a indicação de sua localização no texto.

..86. .

Também os títulos das subseções são separados do texto que os precede e que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. e de tamanho menor e uniforme para citações longas (mais de três linhas). abaixo da primeira letra da primeira palavra. algumas normas gerais devem ser seguidas. Entretanto. Os elementos pré-textuais são digitados no anverso da folha (frente). notas de rodapé. São alinhadas. inclusive capa. nome da instituição a que é submetido e área de concentração) que devem ser digitadas em espaço simples. objetivo. as margens esquerda e superior são de 3 cm e direita e inferior de 2 cm.. O texto deve ser digitado com espaço 1. As notas de rodapé são digitadas dentro das margens. que é impressa no verso da folha de rosto. para o verso das páginas. de modo a destacar o número que lhes corresponde. como prescreve a NBR 14724:2011 da ABNT.1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco ou reciclado. 5. referências. a partir da margem esquerda.2 Margens e espacejamento Para o anverso das páginas. Para digitação recomenda-se a utilização de fonte tamanho 12 para todo o texto. separadas do texto por um espaço simples e por filete de 5 cm. 87 . com exceção da ficha catalográfica. 5. legendas de ilustrações e de tabelas. a partir da segunda linha. na parte superior da folha.5. com formato A-4 (21 cm x 29.7 cm). paginação.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICOCIEnTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor. as margens direita e superior são de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm. com exceção das citações longas (com mais de três linhas). notas de rodapé.5. Na folha de rosto e na folha de aprovação. sem espaço entre elas. Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados no anverso e verso das folhas. Os títulos das seções devem começar em página ímpar (anverso). o nome da instituição e a área de . a segunda linha é alinhada abaixo da primeira letra da primeira palavra do título. a nota de identificação do trabalho e de seu objetivo. dados internacionais de catalogação-na-publicação. As referências apresentadas ao final do trabalho devem ser separadas entre si por um espaço simples. digitados na cor preta (podendo-se usar outras cores nas ilustrações).. São separados do texto que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. legendas e fontes de ilustrações e tabelas.5 entre linhas. no caso de dissertações e teses. Quando o título ocupar mais de uma linha. precedidos pelo respectivo indicativo numérico em algarismo arábico. ficha catalográfica e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto (indicando a natureza do trabalho.

alinhado à margem esquerda. contendo a exposição ordenada do assunto. etc.1 2. 5. 5. a 2 cm da borda superior. Empregam-se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto.2. é colocada no canto superior direito da folha.1.1 2. por sua vez. concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita (Apêndices B e C).3 3. no verso. a qual.1 1. pode se dividir em seção secundária.2 2. suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal..2.1. terciária.1 2. A numeração (algarismos arábicos) aparece a partir da primeira folha da parte textual: em trabalhos digitados apenas no anverso.” (NBR 6024:2003). 3 Seção secundária Seção terciária Seção quaternária 1.1. a partir da folha de rosto.2 1. no canto superior esquerdo. Havendo apêndice(s) e anexo(s). Exemplo: Seção primária 1 2 precede o título da seção. é colocada no anverso da folha. quaternária. No caso de haver mais de um volume.1.1 2.1.1 2.. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções. em trabalhos digitados no anverso e no verso.88. seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto e separado por ponto.1.1. no canto superior direito e. “O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence. sendo dele separado por um espaço. embora não sejam numeradas.1.1. a numeração das páginas é sequencial do primeiro ao último volume.2 2. Esse indicativo numérico.3 Paginação As folhas preliminares (pré-texto) do trabalho são contadas sequencialmente.1.1 .4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento.1 3. A principal divisão do texto de um documento é denominada seção primária.

agradecimentos. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito. usam-se alíneas. esquemas.2. no interior de uma seção..1 Os títulos de errata. No entanto. As alíneas. deve ser mantida em todo o trabalho.. apêndice(s). que obrigatoriamente corresponde ao título da seção. A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: . em 2... estas devem começar com um hífen.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto. . 5. grifo e redondo. qualquer que seja a forma adotada. adotando-se. com exceção da última. terminam em ponto-e-vírgula. a dedicatória e a(s) epígrafe(s). de abreviaturas e siglas e de símbolos. .27 cm). mapas. quadros. 5. na seção 3 relatou-se.6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos. organogramas.. Os títulos das seções são destacados gradativamente. porém. pois do contrário não contribuirão para a análise. preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1. sumário.. A identificação de ilustrações deve aparecer na parte superior. fluxogramas.1. 89 .. dentre outros. b) as letras indicativas das alíneas são reentradas em relação à margem esquerda. O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. as demais linhas da subalínea iniciam igualmente abaixo da primeira letra. Dispõem-se as alíneas na sequência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente... d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha. referências. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente.. caixa alta ou versal. porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação. se inicia em outra linha. resumos. sem que haja necessidade de intitulálos. ver 1.. Muitos autores. são elementos sem título e sem indicativo numérico.. exceto a última que termina em ponto. hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título. precedida da palavra . glossário. fotos.5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida. O texto. anexo(s) e índice(s) não recebem indicativos numéricos e devem ser centralizados (NBR 14724:2011). gráficos. nesse caso.. listas de ilustrações. o espaçamento duplo entre os parágrafos. A folha de aprovação. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas. dele separado por um espaço.. Havendo necessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula.

p. após o fio de fechamento. As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente e seguem as orientações da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . . tais indicações devem ser feitas sem abreviações. Quando não couber em uma folha. Quadro 5). de forma clara e concisa. O título indica a natureza e as abrangências geográfica e temporal dos dados numéricos. O cabeçalho da tabela indica o conteúdo das colunas com palavras ou notações claras e concisas.se tiver poucas colunas. repetindo-se o cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha. travessão e do respectivo título. . seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto em algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1. .cada página deve ter uma das seguintes indicações: continua para a primeira. b) ter moldura para estruturar os dados numéricos e termos necessários a sua compreensão. preferencialmente sem abreviações. legenda. sintetizadas a seguir. três traços horizontais paralelos: o primeiro separa o topo. lado a lado. precedida da palavra Tabela e de seu número de ordem em algarismos arábicos.cada página deve ter o contéudo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte. quanto à sua localização e apresentação gráfica. uma única página. 5.cada página deve ter colunas indicadoras e seus respectivos cabeçalhos. Na parte inferior da ilustração. também é preciso seguir alguns critérios: . outras informações necessárias a sua compreensão.90. o segundo.IBGE (1993). se for o caso. As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior (topo). o rodapé.7 Tabelas As tabelas servem para descrever dados e informações relevantes para o estudo ou ilustrar o conteúdo em desenvolvimento. conclusão para a última e continuação para as demais. . Quanto à disposição das informações. A indicação da(s) fonte(s) das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem em seu rodapé. pode ser apresentada em duas partes. 28): . Figura 3.o conteúdo do rodapé deve ser apresentado na página de conclusão. c) ocupar. a tabela deve ser apresentada em duas ou mais partes (IBGE.se ultrapassar o tamanho da página em número de colunas e tiver poucas linhas. . são indicadas: fonte consultada (mesmo que seja produção do próprio autor). o espaço do cabeçalho e o terceiro. deve: a) estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere. A tabela não deve ter traços verticais delimitadores à direita e à esquerda. A moldura compreende. designativa. A tabela. no mínimo. pode ser apresentada em duas ou mais partes. preferencialmente.o traço horizontal da moldura que separa o rodapé deve ser apresentado somente na página que contenha a última linha da tabela. na mesma página. com um traço vertical duplo separando as partes e repetindo-se o cabeçalho.. notas e.. uma abaixo da outra. . 1993. por extenso.

caso seja necessário.. p. ‘observação direta’. no uso de maiúsculas e nos sinais gráficos utilizados. podem ser utilizadas como fonte as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’. ‘entrevistas realizadas’. índices e outros)” (NBR 14724:2011.8 Equações e fórmula internacional: b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos. ‘questionários aplicados’. entrevistas ou observação). utiliza-se como fonte o autor. para tanto existem símbolos estabelecidos por convenção fontes. Exemplo: x 2 + y2 = z 2 (x2 + y2)/5 = n (1) (2) . devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição. quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados. As tabelas de uma publicação devem apresentar uniformidade gráfica nos corpos e tipos de letras e números. 11). multiplicação e divisão. quando os dados se originarem de diversas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura e. 91 . Quando as equações ou fórmulas ultrapassarem uma linha por falta de espaço. 5. os nomes ou siglas são separados por vírgula. subtração. c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física.. alinhados à direita. conforme o caso.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a) não se deve deixar “casas” vazias em uma tabela. numeradas com algarismos arábicos entre parênteses. ‘formulários preenchidos’. responsável pelos dados levantados e apresentados. “Na sequência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes. a partir de pesquisa de campo (com o uso de questionários. por exemplo). alinhandose à margem esquerda da primeira coluna. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela.

Arte da tese: como preparar e redigir uma tese de mestrado. MEDEIROS. Redação: o texto técnico/científico e o texto literário.L.M. 1997. A. 2003. FEITOSA. e aum.. P Educar pela pesquisa. 1992.1986. Rio de Janeiro. 2002. J. V. descrição.ed.M.C. HENRIQUES. Rio de Janeiro. 2.A. O método nas Ciências Naturais e Sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 1998. 2011.ed. Rio de Janeiro. ECO. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. da UFSC. Campinas: . da escolha do assunto à .B.N... São Paulo: Perspectiva. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro. J. A. 1978. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Memórias de um orientador de tese. 1997. São Paulo: Pioneira. Florianópolis.92.L. São Paulo: Atlas. 1989. REFERênCIAS ALVES-MAZZOTTI. GIL. R. 2.ed. BEAUD. da UFMG. 2003. 2002.. 1996. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos.ed. U. 2003. 2003. ______. A. uma monografia ou qualquer outro trabalho universitário. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. narração. ______. 1996. Rio de Janeiro. L. relatório. p. N. Autores Associados. 1988. Rio de Janeiro. FLÔRES. Rio de Janeiro. de O. resumo. Redação de textos científicos. Rio de Janeiro: Record.. rev. A aventura sociológica: objetividade. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas. 4. (Org. GEWANDSZNAJDER. 2000. 5. E. GOLDENBERG. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. 2001. 3. ______. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. CANCELIER. ______. L. A. Metodologia do ensino superior. 1997.C. DEMO.L.307-326. COMPAGNON. C. dissertação. Monografia no curso de Direito: trabalho de conclusão de curso: metodologia e técnicas de pesquisa.ed.). ______. improviso e método na pesquisa social. Ed. Queiroz. São Paulo: T. paixão. Rio de Janeiro: Zahar. Como se faz uma tese. In: NUNES.. CASTRO. ______. Belo Horizonte: Ed. engenheiros e estudantes. Belo Horizonte: Editora UFMG.J. FRANÇA. BARRASS. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. O trabalho da citação. ______. F. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. M. Campinas: Papirus. M. Rio de Janeiro. OLÍMPIO.

São Paulo: Saraiva. 1994. MARCONI. 104. H. São Paulo: Companhia Melhoramentos. Rio de Janeiro: IBGE. IBGE. SEVERINO. Centro de Documentação e Disseminação de Informações. Florianópolis: Ed. S. In: The Qualitative Report. A. L.). 1985.. E.. 5. M. LINTZ./set. 2001.ed.W. 2000. O olhar no espelho: «conversas» sobre a pesquisa em Ciências Sociais. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em Ciências Humanas. 21.html Acesso em 26/02/02. J. trabalhos acadêmicos: um guia metodológico.A. A . São Paulo: Atlas. L. 2001. Escrevendo e normalizando .ed. 3. 2. 1997. Disponível em: http://www. 1999. de O. Normas de apresentação tabular.ed. E.M. LAVILLE.. n.K. São Paulo: EPU. 1993. SELLTIZ. E. Metodologia do trabalho científico.ed. J. Fundamentos de metodologia científica.. de A.A. da UFSC. ROESCH.99-109. C.ed. 2. p. W.M. M.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ apresentação gráfica. TELLIS.M. A monografia jurídica. E. 1997. 1999. WRIGHTSMAN. 2001. 5. 3. 1999. e ampl. abr. M.8. R. 3. Metodologia do trabalho científico. Metodologia científica: caderno de textos e técnicas.ed.. COOK.ed.L (Org. G.L.. LAKATOS. SOUZA. São Paulo: Atlas. LEAL. TOMANIK. 1975. Florianópolis: OAB/ SC. Maringá: EDUEM. C. Manual da monografia jurídica. MICHAELIS: moderno dicionário da Língua Portuguesa. 1991. ano 4. . Prática da pesquisa jurídica: ideias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito. MARTINS. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor. NUNES. São Paulo: Cortez. E. de A. Application of a Case Study Methodology. ed. HUHNE. São Paulo: Atlas. Belo Horizonte: Editora UFMG. São Paulo: Cortez. Pesquisa e produção escrita. F das C.R. Estudo de caso: planejamento e métodos. MARCONI. 1992.edu/ssss/QR/QR3-3/tellis2. 1997.A. 3. Projetos de estágio e de pesquisa em Administração: guia para estágios.S. trabalhos de conclusão. LAKATOS. sept.ed. rev. PASOLD. dissertações e estudos de caso. J. C. v. Porto Alegre: Artmed. 2. de A. n. 1999.. 93 . Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas.. Métodos de pesquisa nas relações sociais. São Paulo: Atlas. L. p. LEITE. Guia para elaboração de monografias e trabalhos de conclusão de curso. . DIONNE. 1993. 19. KIDDER. M. YIN. Porto Alegre: Bookman. 1998. nova. Turismo: visão e ação. 2000.. S. Rio de Janeiro: Agir.

.94. ..

95 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APêndICES ..

. Apêndice A Capa de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME DA INSTITUIÇãO NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas .. excetuando-se a 1ª letra] . título em maiúsculas e sub-título em minúsculas .fonte 12] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas.96.fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.

..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 . 97 .

Apêndice b Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Identificação centrada em letras maiúsculas . Www Yyyyyy Local Ano 2 cm [Letras minúsculas.. Centro de Ciências zzzz. Orientador: Prof(a).98.. título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas .fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.fonte 12] Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Xxxx. excetuando-se a 1ª letra] . na Universidade do Vale de Itajaí.

99 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale de Itajaí. Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 . Orientador: Prof.. Dr. Centro de Ciências Sociais Aplicadas .CTL.

. da Universidade do Vale do Itajaí. Dra .......................... Prof.... ...... [Identificação centrada em letras maiúsculas ..100.......... UNIVALI – Centro de .... Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍTULO: subtítulo (se houver) Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de ..... Membro 2 cm .............. ...... UNIVALI – Centro de ... Centro de ...................... Orientador Profa......... [dia] de [mês] de [ano].... e aprovada pelo Curso de ........ Dr. sub-título em minúsculas fonte 12] 3 cm Área de Concentração: 2 cm [Local]... UNIVALI – Centro de. Membro Prof................fonte 12] [Título em maiúsculas............. MSc..............

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí. Prof. 14 de fevereiro de 2003.CTL Membro Prof. Pedro Alves UNIVALI – CECIESA . Marília Mendonça Farias UNIVALI – CECIESA . Dra. Msc..Turismo e Lazer Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú. Centro de Ciências Sociais Aplicada ..CTL Membro . Dr. 101 . Emílio Vieira UNIVALI – CECIESA .CTL Orientador Profa.

.2 4................................... 50 Expectativas e aspirações ............... 64 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................2 2 2................................................................ 57 Resistência........................1 INTRODUÇãO . 14 Concepções teóricas ...................................1 Breve história das principais concepções do passado .......................................................2 3....................................................................................1 4........3 4 4.............................................................................................................................................1 1.........................................102..................................................................................................................................................................................................................... 16 2....................................... 27 3 3.........3 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............. 13 O PROBLEMA DA PESQUISA ..................................................1................................................................................................ 46 RESULTADOS ............................... 40 Fontes documentais ..... aceitação e cooperação ......................... 18 2.................................2 As principais correntes teóricas da atualidade .................................. 39 Contexto e sujeitos da pesquisa .............1 3................................................................. 11 Objetivos da pesquisa .. 49 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa ....................................................1............. 43 Estratégias e instrumentos ..................................................................................................................................................................................................................... 71 REFERÊNCIAS .............. 77 APÊNDICES ................................................... Apêndice d Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 1.. 10 Justificativa .................................................................................................. 80 ............................................................................................................

) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) .. é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado.. contendo de 100 a 250 palavras. 103 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo. elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful