UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

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Cadernos
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de Ensino
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Pró-Reitoria de Ensino

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FICHA CATALOGRÁFICA

Projeto
Elisabeth Juchem Machado Leal Simone Ghisi Feuerschutte Elaboração Josiane da Silva Delvan Luciano Dalla Giacomassa Colaboração

Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Elisabeth Juchem Machado Leal Revisão e atualização Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia

José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico Charlles Giovany Faqueti Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Isadora Molleri Editoração Eletrônica

Pedagogico

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elaboração de trabalhos acadêmico-científicos

ITAJAÍ - SC Junho/2011 Ano 2 - nº 4

de Ensino
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Pró-Reitoria de Ensino

Em junho de 2011 o texto deste documento foi atualizado para incorporação das alterações referentes à apresentação de trabalhos acadêmicos contidas na terceira edição da NBR 14. de abril de 2011.724.4.. .. bem como daquelas decorrentes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. de1990.

......................................28 Procedimentos quanto à forma de apresentação ..........................4 3................... ............................11 1 2 2......................................................26 Avaliação .............4......................................................................................1 3............................................4 5 5..................................................................27 Propósitos ...............................................................................5 4 4...............................................................2 5................1 4..............................................................................21 Conceito .... Position PaPer OU POSICIOnAMEnTO PESSOAl ...........................................................................................................................23 Avaliação .......................................................................4.......................................25 Procedimentos .......26 ARTIgO CIEnTÍFICO ............................4 3 3..........1 6...............................3....13 FIChAMEnTO ..................17 Ficha de leitura ............................................5 6 6........................33 Conceito .......................................................................................3 6........................5 7 InTROdUçãO ..................37 MEMORIAl .....................................................................................................................................................................................................................................33 Propósitos ..........................................Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos ..............................................................UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESEnTAçãO .........................................22 A apresentação da resenha ...................................................................................................................................................................................................................................2 5........3 4....................................................................................2 2.....................................30 Elementos textuais ............................................................................... 09 PARTE 1 ...............................27 Procedimentos quanto à elaboração .......................................................4 6........15 Conceito............................................................................................................................................... 5 ..............................................................3 2................................3 3........................................................24 PaPer...............................29 Elementos pré-textuais ...........21 Propósitos ...............................31 Avaliação ...............................4 5.......................................18 Avaliação .................................................31 RElATóRIO ...............................................................................................3 5..........................20 RESEnhA CRÍTICA .............................16 Procedimentos ...........................................21 Procedimentos ..30 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico........................................17 Ficha bibliográfica ...........2 4....................................................................4 5..............................................35 Avaliação ...........................3 5....................................................................................................... 39 ......................4.1 2...............................1 5.............34 Procedimentos ..........................................................27 Conceito.............................................2 6.............2 3.................................30 Elementos pós-textuais ...............1 5.........34 Tipos de relatórios .........25 Propósitos ....................15 Os propósitos do fichamento.3........25 Conceito......4...........2 2...................................................1 2..............................................................

...................................................................2...................... 46 1... 59 3.........4 Parte de monografia em meio eletrônico ..........1 Citação direta......6...................3 Regras quanto à edição e editora ...................... 67 3.................4 Artigo e/ou matéria de revista............. 45 1...........................4 Conceito............... 47 1..............................2...................................................................2 Eventos como um todo em meio eletrônico .............3 Publicações em eventos ....................5 Artigo e/ou matéria de jornal . 69 3................3.......... 46 1...........................................2 7............................................... 57 3..................................................3 7..................... 39 Procedimentos .. 43 1 CITAçõES ...............................3 Partes de monografia ...1 Regras quanto à autoria .4................. 39 Propósitos ................................................................ 40 Avaliação .... 52 1..5 Considerações finais sobre as normas de citação ............4......... 65 3..........................................1.......... 64 3...................6 Regra quanto à paginação .....1.......... 64 3..........................................................................................3 Regras gerais para elaboração de referências .........................................2.....................................Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ...................................................... 58 3.....................1.......................... 69 3................................4............ 45 1......4................................................................................................. 72 3... 61 3....2 Citação indireta: paráfrase e condensação .....................................3................. boletim......................4.................................. 53 2 2..........................................................2 Publicações periódicas .....................................2......4.......................... 50 1... 68 3..................2 Regras quanto ao título e subtítulo ..............2................. em meio eletrônico.....4.........4....................................... 59 3.................................3......................2..............................4........ 63 3.......................4..................1................................................................................................1 Monografias .........3... 71 3..............2 Tipos de citação ......................3...................................4 Regras quanto ao local ..................................... 71 3................................................ 72 3.........................1 Eventos como um todo .........2 Aspectos gráficos das referências ................... 65 3.....3 Citação da citação ................ 65 3.........4................................................ 68 3..........................1 Regras gerais para citação ................2 Partes de publicações périódicas ....................... textual ou literal ....3 Alterações na citação...4...................3...............4.... 70 3.......................................................................2....4 Normas complementares para citação ........................................4. 57 3...........................................................................6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ........... 67 3...........................2................................... dentre outros.......3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas ..............1 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS .......... 56 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS .....................................................5 Regras quanto à data ....1 Monografias consideradas no todo ........................................... 62 3..............................................3...................................4 Modelos de elaboração de referências ......................................3......................................................................1 Publicação periódica como um todo .............................................4....... 55 Exemplos de resumos................2........... 70 3............1 Localização das referências ...... 72 .........................................2 Monografias no todo em meio eletrônico ........ 41 PARTE 2 .......................... 48 1....................................................................... 7...........1 7................................

.........................................................3 Trabalho apresentado em evento ...........6 Documento cartográfico ....................................................................4........................................4..........................12 Bula de remédio .......................................4...................4....................................... 74 3.......7.................. 80 4 4..................2 Jurisprudência ................4.................................Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ...5 Patente .........................................................................3 5 5.......................... 76 3........10 Documento tridimensional ..........................................................................................Exemplo de sumário ...........................Modelo de página de abertura (artigo científico) ..2 4........UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3...................4 Documentos jurídicos.. 74 3...........................11 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico .......4..............................................Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos...................................................... 88 Parágrafo ......................4....................... 81 Elementos pré-textuais ....14 Notas ...................................................... 102 Apêndice E ........ 75 3................................................................ 90 Equações e fórmulas...................... 81 Elementos textuais ........................ 92 APêndICES .............................4...........................................4...........................................................................4........ 77 3.........4........................ 89 Tabelas .............3 5...................................4.. 91 REFERênCIAS ............ 76 3....................................8 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS ........................................................... 79 3..................................................................................4 Documento jurídico em meio eletrônico ..... 87 Margens e espacejamento..................................4................................. 84 Elementos pós-textuais ..................4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico . 73 3........... 73 3................................................ 88 Títulos e indicativos numéricos ..............................................................................................................................................4......................................5 5...6 5................ 87 Paginação.......................................................... 87 Formato ..........................................................................4 5.......................................... 100 Apêndice D ...........4... 80 3... 79 3.......................................1 Documento iconográfico em meio eletrônico .............................4........ 95 Apêndice A ....... 75 3...........................4.................2 5............................................1 Legislação ................... 98 Apêndice C .............................8 Imagem em movimento .... 103 .....................................4..Capa de trabalhos acadêmico-científicos ....................3................ 78 3. 74 3............................................7 5.......................1 4.......................................................................4.......3.....................4..9 Documento sonoro ... 96 Apêndice B ............ 77 3. 89 Ilustrações.................................................................................................6.......... 85 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS ............................................1 5...............................................................................................................................................1 Documento cartográfico em meio eletrônico...................................... 78 3........ 75 3.......3 Doutrina ........................4........................................................ 7 ............................4................... 80 3.........................13 Séries e coleções ......................4.....................7 Documento iconográfico ......................................................................................

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publicada em dezembro de 2005. referências. citações. Para os docentes. o relatório (relacionado a diversas atividades práticas). especialmente aos acadêmicos que recém ingressam na universidade. A terceira edição desta norma. são apresentadas sugestões para a avaliação desses diferentes tipos de produções acadêmicas de seus alunos. que ora colocamos à disposição da comunidade acadêmica. ou seja. estrutura e apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. provocou nova revisão e atualização do nº 4 dos Cadernos de Ensino. Profª Cássia Ferri Pró-Reitora de Ensino . o “caminho das pedras”. 9 . o artigo científico. as orientações indispensáveis ao tipo de trabalho acadêmico mais básico. por assim dizer. Completam o documento as normas para elaboração de resumos. possibilita ao universitário o domínio progressivo de praticas indispensáveis à atividade científica: a busca. de fato. que gradativamente avança para níveis de maior complexidade.. solicitados por seus professores. Posteriormente. como é o caso dos fichamentos ou relatórios de leitura. com uma tiragem de 1. no link Downloads/Manuais. progressivamente.724.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESEnTAçãO Este número 4 dos Cadernos de Ensino. publicada em abril de 2011. nas diversas disciplinas: a resenha crítica. sua versão digital.. na página da Biblioteca Comunitária e na intranet. o registro e a apropriação do conhecimento acumulado e tido como válido para seus próprios fins de produção de conhecimento. detalhando. antes de submetê-las à avaliação de seu professor. assim como aos acadêmicos de cursos de pós-graduação. orientações detalhadas a respeito dos diversos tipos de trabalhos acadêmico-científicos que serão. Em 2006. Oferece também aos acadêmicos dos demais períodos. a versão digital da Elaboração de Trabalhos Acadêmico-científicos foi revisada e atualizada em decorrência da segunda edição da NBR 14. dedicado à elaboração de trabalhos acadêmico-científicos teve sua primeira edição impressa em 2003.500 exemplares. O exercício de leitura e produção escrita. os passos necessários para sua elaboração. foi colocada à disposição da comunidade acadêmica. Foi utilizado de início por formadores no Programa de Formação Docentes do Ensino Superior e distribuído aos docentes da Univali participantes das oficinas. O documento oferece. cuja atualização incorporou as orientações da então nova edição da NBR 6022 sobre a apresentação de artigos científicos. também podem ser de utilidade para o acadêmico que tem por hábito examinar criticamente suas produções. o paper. o memorial. as quais.

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Parte 1
Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos

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1 InTROdUçãO
A ênfase que vem sendo colocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão, com vistas à elevação do nível de qualidade dos cursos superiores, requer que as atividades referentes à investigação, sistematização e socialização do conhecimento deixem de ter no professor seu principal protagonista e passem a ser compartilhadas por professores e alunos. Por outro lado, um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atuar com competência de modo autônomo e consequente. Ao lado desse fato, devese considerar que a busca, a apropriação e o uso do conhecimento técnico-científico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior, dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem, desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica, no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual, de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento. Demo (1996, p.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos:
[...] escrevam, redijam, coloquem no papel o que querem dizer e fazer, sobretudo alcancem a capacidade de formular. Formular, elaborar são termos essenciais da formação do sujeito, porque significam propriamente a competência, à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento, passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[...] Aprende a duvidar, a perguntar, a querer saber sempre mais e melhor. A partir daí, surge o desafio da elaboração própria, pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma, expressão, contorno, perfil. Deixa-se para trás a condição de objeto.

Esse processo contribui decisivamente para a formação de profissionais cujo perfil compreende as competências necessárias à busca do conhecimento, à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos. A formação universitária, em todas as áreas do conhecimento, se faz, portanto, mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual, atividade central na vida acadêmica. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências, de complexidade e sofisticação crescentes, assim identificadas: - competências referentes ao trato da informação: - ler e compreender textos teóricos, a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área; buscar e adquirir a informação necessária para a realização de trabalhos; registrar a informação e as respectivas fontes ... 13

parafrasear. extrair significados. projeto e relatório de pesquisa.competências cognitivas: -referentes ao raciocínio: identificar proposições. definir. dominar as praxes de citação e de referência. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo. fichamentos. . relatório e memorial. . bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. bem como de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. referências). São muitos os tipos de trabalhos acadêmicocientíficos que poderiam ser incluídos em um documento como este.analisar e apreciar criticamente textos teóricos.ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões. observar. . bibliográficas.redigir: progredir do exercício inicial sob a forma de resumo. documentais ou outras (fazer resumos. os procedimentos para sua elaboração e organização e sugestões para sua avaliação. de resumos de artigos e de referências..14. Dessa forma. optou-se pelo fichamento. resenha crítica. demonstrar (ou provar) por argumentação. . estabelecer relações. A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocientíficos: seu conceito e propósitos. por se considerar que são os tipos de uso mais frequente nas várias disciplinas dos cursos de graduação. orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos.apresentar e discutir temas. artigo científico. interpretar criticamente. no entanto. embora também sejam trabalhos acadêmicocientíficos. . papers. ou mesmo o ensaio. .referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses. . paper. projetos de pesquisa). explicar. autocorrigir-se (ou reformular o anteriormente formulado). subsidiariamente. Na segunda parte são apresentadas orientações para elaboração e uso de citações. Esse conjunto de competências.. . inferir. O texto ora apresentado pretende oferecer. ou de Metodologia Científica – a criação dessas oportunidades em todas as disciplinas. até chegar à elaboração de texto próprio (resenhas.referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. artigos. dissertação de mestrado e tese de doutorado. tanto a professores como a acadêmicos. No entanto. sistemático e intensivo.competências necessárias à capacidade de elaboração própria: . não são aqui tratados.

os fichamentos ou relatórios de leitura. filosófica. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. alguns autores. o que requer a leitura atenta do texto. seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. constituindose em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos.. etc. sejam elas de iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir). funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos. então.1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das ideias s e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica. como também registrada e documentada.. p. cujo autor é o “fichador”. um importante meio para exercitar a escrita. essencial para a elaboração de resenhas. seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –. preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. A importância do fichamento para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante. . a exemplo de Nunes (1997). Assim sendo. papers. na Universidade. De acordo com Henriques e Medeiros (1999. de textos para aulas. assim. no caso do professor. 15 . coerente e objetivo. b) registrar o conteúdo das obras. artigos. para utilização posterior em suas produções escritas. c) registrar as reflexões proporcionadas pelo material de leitura. de elaboração da monografia de conclusão de curso do graduando. Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura. Fichar um texto significa sintetizá-lo. palestras ou conferências. além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos. A prática do fichamento representa. é otimizar a leitura. monografias de conclusão de curso. como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas. literária ou mesmo de uma matéria jornalística. ou. d) organizar as informações colhidas”. a identificação das ideias principais e seu registro escrito de modo conciso. portanto.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FIChAMEnTO 2. A principal utilidade da técnica de fichamento. sua compreensão. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto.100). seja ele aluno ou professor.

No segundo tipo (b). Assim. no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor. diferencia-se apenas na sua apresentação. deve apresentar os indispensáveis elementos de identificação. ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar nos fichamentos que fará das obras selecionadas. com o propósito de registrar sistematicamente e documentar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho.2 Os propósitos do fichamento Seja como técnica auxiliar da pesquisa bibliográfica. 2. um seminário ou um relatório de pesquisa. em qualquer caso. mas que. o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação. dos quais se falará mais adiante. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. Dessa forma. Ora.. São esses propósitos temáticos que orientam o “fichador ” quando seleciona ideias. nesse caso.. com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos.16. a argumentação do autor da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador. Dependendo dos seus propósitos. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio. conceitos. No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –. b) o fichamento que é feito pelo estudante. o docente ou o pesquisador se propôs. podem ser considerados dois tipos de fichamento: a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. . artigos e textos teóricos. em geral. terá como critério selecionador os “propósitos temáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramificações. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo. nesse caso o fichamento consiste. pelo docente ou pelo pesquisador. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto. uma monografia. no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. que tanto pode ser uma resenha. um artigo. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das ideias. que pode ser numa ficha manuscrita ou numa folha digitada. o fichamento praticamente se identifica com o resumo.

p. arquivo público.3. o conteúdo propriamente dito. sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros). para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer. dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa. de um subtítulo.referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere. à direita.3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2. etc. p. 17 . 42-55) e Pasold (1999. As fichas. apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados..cabeçalho: no alto da ficha ou da folha. 2. como. p. 105-121) oferecem importantes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização. devem conter três elementos: . .corpo da ficha. Severino (2000.1 Ficha bibliográfica Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto. Exemplo de ficha bibliográfica . 87-112). 35-45). após o título geral. Eco (1988. por serem considerados os mais essenciais.. um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. O seu corpo pode ser constituído de poucas informações.). pode ser adotado o uso. . p. como já foi dito. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento. ou seja. elaborada de acordo com a NBR 6023:2002 da ABNT. por exemplo. Leite (1985. Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca.

. 6465). as citações. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. o que tornaria a ficha mais completa. diretas e interligadas.18. Para sua elaboração. e as citações. 47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 23 deste documento. – utilizar linguagem clara. pode ser útil a inclusão no texto das novas ideias que foram surgindo durante a leitura. optou-se por colocar na margem esquerda da folha o número da página correspondente ao trecho resumido para identificar sua localização na obra. – apresentar uma sequência corrente de frases concisas. por exemplo. apenas o resumo das ideias do autor e nenhuma citação ou comentário pessoal do fichador. ou seja. transcrições mais significativas de trechos do conteúdo. Pode conter. . como sugere Huhne (1992. O corpo da ficha consistirá no resumo da obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. p. O corpo da ficha de leitura pode ser organizado de diferentes maneiras. deve o professor ter claro que. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade. Assim sendo. para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório. Pode ficar a critério do professor. A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. É importante salientar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra. p. 2. – respeitar a ordem das ideias e fatos apresentados. outras formas podem ser adotadas.. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura. que expresse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. ou então pode apresentar o resumo. Para o estudante ou docente que faz um fichamento no contexto da pesquisa bibliográfica. ao solicitar dos alunos um fichamento. Nesse caso. ou seja: – ser sucinto. Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4). no entanto. ou não. a decisão de incluir. juízo de valor destituído de fundamento. ao seu final. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é. ideia ou argumento.2 Ficha de leitura Esse tipo de ficha destina-se ao registro sintético do conteúdo (ou de parte do conteúdo) das obras lidas.3. objetiva e econômica. um comentário sobre o texto fichado. seletivo e objetivo. que sintetiza o conteúdo. deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000. contendo apenas resumo e citação (no exemplo. sempre entre aspas e com indicação da respectiva página.

19 ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo de ficha de leitura ..

O resumo respeita a ordem das ideias apresentadas pelo autor do texto? . ou seja.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .20.A linguagem utilizada obedece a norma culta? ..2. aquele que é solicitado como exercício acadêmico. 2.O resumo evidencia uma redação própria do aluno? (ou consiste apenas na justaposição de uma série de frases recortadas do texto?) .O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das ideias?) . As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: .As ideias principais do texto estão contidas no resumo? .A obra fichada ou resumida está corretamente referenciada? .O resumo é sucinto e objetivo? .A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? .4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2..

têm condições de emitir um juízo crítico. a resenha deve conter: – o resumo das ideias principais da obra. destacando a contribuição do autor: abordagem inovadora do tema ou problema. além do conhecimento especializado do tema. A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra.1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação. da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea.2 Propósitos A resenha de obras científicas é. compreende o resumo e o comentário de uma obra científica ou literária. de um modo geral. Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação. ou seja. Portanto. – uma justificativa da apreciação realizada.. novos conhecimentos. que a resenha possibilita.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESEnhA CRÍTICA 3. principalmente. . em geral. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. tem o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante. para as pessoas cuja atividade profissional ou de estudo requer informações sobre a produção científica. novas teorias. em decorrência. 3. feita por cientistas que. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra. artística ou cultural em seu campo de interesse.. Quando realizada como um trabalho acadêmico. 21 .

bem como da finalidade ou destino da resenha. claro. edição. etc. econômico. de modo a cumprir sua finalidade. . se optar por intitular.. A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. número de páginas. Para fins de trabalhos acadêmicos. preciso? A linguagem é correta? d) quanto à forma: é lógica. no entanto.a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra). às escolas ou correntes científicas ou filosóficas. 3.22. profissional ou especializada. quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor: a que corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apoia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação): a) como se situa o autor da obra em relação contribuição dada? As ideias são originais. 245-246): – Referência: autor(es).. . descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra.: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. são indispensáveis os seguintes tópicos: . (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?).o resumo da obra. etc. títulos. – Credenciais do autor: informações gerais sobre o autor e sua qualificação acadêmica.? b) quanto ao mérito da obra: qual . cargos exercidos. figuras. preço. editora e data de publicação. especialistas. – Resumo da obra: resumo das ideias principais. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as perguntas ou itens relacionados acima. o que muitas vezes depende da obra resenhada. p. O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991.)? e) a quem se destina a obra: grande público. – Conclusão do autor: o autor apresenta (ou não) conclusões? Caso apresente. obras publicadas. histórico. político. criativas? A abordagem dos conhecimentos é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso. local. gráficos.seu quadro de referências. coerente. desenhos. sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações. Obs. exemplos. segundo a percepção do resenhista.a crítica do resenhista. pelo estudante. objetivo.as conclusões do autor.3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou ideia mais destacada da obra. . em relação ao contexto social. . título.

com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha. avaliando o texto pela sua coerência interna. análise e interpretação de textos científicos. tanto como preparo para a elaboração de resenhas. Procura estabelecer uma aproximação.Texto: a referência bibliográfica da obra resenhada deverá ser apresentada no início do texto.Folha de rosto: é a folha que apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho. como se processa seu raciocínio e argumentação? Qual é a ideia central? Quais as ideias secundárias? 3. nas resenhas de boa qualidade. termos fundamentais à compreensão do texto). baseadas em Severino (2000. A redação da resenha obedecerá. A análise textual: etapa em que o estudante A análise interpretativa: o estudante procura tomar uma posição a respeito das ideias enunciadas. porém corrida. bem como a avaliação crítica do resenhista. Como trabalho acadêmico. . a sequência dos elementos relacionados no item 3.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ de competências de leitura. têm o propósito de organizar. marcar e esquematizar as ideias relevantes.4 A apresentação da resenha Isso não significa que o texto deva.. 23 . Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B. trabalho acadêmico distinto da resenha. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . alcance. As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. associação e/ ou comparação com as ideias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. buscar dados sobre o autor. o qual. do texto para identificar seu plano geral. A análise temática: procura interrogar e um juízo crítico. quer dizer. numa sequência adequada. obrigatoriamente. Avalia também sua originalidade. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. p. os autores citados. identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento. compondo um texto harmonioso. 51-57). sucinto e de fácil leitura. no entanto. explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. seu autor. o resumo do conteúdo. As diretrizes metodológicas que seguem. sistematizar a abordagem de textos teóricos. ou seja.. os dados sobre a obra. os aspectos teóricos. . sobre o vocabulário (conceitos. de um modo geral. A análise crítica: o estudante formula faz uma leitura atenta. em geral. validade e contribuição à discussão do problema. aparecem. como de outros trabalhos acadêmicos.3 acima.

A obra está corretamente referenciada? .5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: . Quanto à apresentação gráfica. social) do autor é discutido? . esse item é obrigatório.Referências: caso o resenhista tenha se valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada.A apresentação das ideias principais é sucinta e objetiva? . devendo ser organizado segundo a NBR 6023:2002.Aponta as características mais relevantes da obra? . Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdividido.24. o sumário é elemento dispensável. 3.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .O posicionamento (teórico. .As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? . econômico.As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? .A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .A crítica do resenhista é pertinente e fundamentada ou justificada? ...a resenha apresenta as ideias principais da obra? . devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos. político.

o autor desenvolve análises e argumentações. Sua elaboração consiste na discussão. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários. como os artigos científicos. artigos especializados ou de informação geral. júri simulado. a elaboração do posicionamento pessoal gera outras produções acadêmicas. também. Além disso. o objetivo do paper é estimular o aprofundamento de um determinado assunto. promover o debate em torno de um assunto.. Em alguns casos. position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema pré-determinado. 25 . com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos. Na elaboração de um paper. 4. exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. dentre outros tipos de publicações. opiniões de especialistas. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo.1 Conceito O paper.2 Propósitos No contexto da formação acadêmica. com objetividade e clareza. estudos de caso ou participação em palestras. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capacidade críticoanalítica e da criatividade do aluno. Position PaPer ou posicionamento pessoal 4. pelo autor. pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado.. de resultados de estudos ou pesquisas científicas. o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal como forma de avaliar a aprendizagem individual. O paper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 PaPer. . podendo considerar.

4. o encadeamento entre as ideias iniciais. . Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos.O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? . ao final do texto.As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos são respeitadas? . a análise do assunto e as conclusões do seu autor. segue os padrões descritos no tópico 5 da Parte II deste documento referente às normas de apresentação de trabalhos científicos e acadêmicos. c) discussão dos pontos relevantes. o paper deve apresentar em sua estrutura. tais como: textos.. etc. levantando argumentos. sistematizando-se determinadas etapas. As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente. filmes.4 Avaliação Para avaliar um trabalho do tipo paper pode-se buscar respostas para questões como: .3 Procedimentos Para a elaboração do paper é preciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma. remetendo aos propósitos expressos na apresentação. artigos. exemplos ilustrativos e mencionando ideias comuns ou contrárias de outros autores.As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? .A análise das ideias é coerente/ consistente? . desenvolvimento e conclusão.26.Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema. 4. como todo trabalho acadêmico. a partir dos quais será desenvolvido o paper.Planejamento do paper: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as principais ideias referentes a: a) apresentação do assunto e propósitos do paper. deixando-se claro. as etapas de introdução.as principais ideias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? . Além disso. A apresentação gráfica do paper . de forma articulada. Como todo trabalho acadêmico. pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão.A linguagem utilizada obedece a norma culta? . d) síntese conclusiva.As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? .Há lógica na organização geral do texto? . registros ou anotações de palestras. b) destaque dos pontos mais relevantes. Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: ... entretanto.

1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. o artigo científico tende a ser usado como estratégia de ensino para o desenvolvimento da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno. . ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas. Entretanto. 88): .discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores). Isso permite que outros pesquisadores. experimental ou de campo).aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas. Ao produzir o artigo. a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. ao apresentar de forma completa. ideias. buscando a resolução satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada.. . de acordo com Marconi e Lakatos (2001. dissertações ou teses. O artigo científico. o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à linguagem científica que necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclusão de curso. o artigo científico pode abordar conceitos. . processos e resultados de pesquisa científica (bibliográfica. Por sua reduzida dimensão e conteúdo. . p. difere de trabalhos científicos. os procedimentos de uma pesquisa. os propósitos. 27 .. ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –. No contexto da formação acadêmica. . métodos e técnicas. 5. documental. ou nela se baseiem.aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. Além desses objetivos.estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos. esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos.2 Propósitos De um modo geral. o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. teorias ou mesmo hipóteses de forma a discuti-los ou pormenorizar aspectos. como monografias. a partir de novos enfoques ou perspectivas. Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. embora sucinta.resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesquisa.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIgO CIEnTÍFICO 5. discute e divulga ideias. possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada.

3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. técnicas e equipamentos utilizados). ainda. fazer comparações.sistematize um roteiro básico das ideias. em primeiro lugar. teorias. De acordo com Leal (2001. por fim. podendose utilizar tabelas e ilustrações). a elaboração deste plano é útil. o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução. porém de forma breve e sintética. resultados (apresentação e avaliação dos dados encontrados. fatos ou outros estudos. é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5. conceitos. A elaboração de artigos estimula. a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de ideias de diferentes autores. a justificativa do trabalho e suas limitações. iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo.. é preciso que o autor: . .28. são apresentados os dados do estudo. relacionando-os aos objetivos propostos na introdução. destacam-se os seus resultados. Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre ideias. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. No tópico das considerações finais. Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa. discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos). p. O texto contém a exposição e a explicação das ideias e do material pesquisado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesquisa (apresentação de conceitos sistematizados com base na literatura). para sistematizar a comunicação a ser feita. desenvolvimento e conclusão. comparando-se com outros estudos já realizados. formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos teóricos ou de evidências empíricas já sistematizadas. destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho. de fichamentos. No desenvolvimento (corpo do artigo). deve ser estruturado da forma a seguir descrita. registros de observações ou evidências factuais. Todavia. independente de ter propósitos distintos. também auxilia como recurso pedagógico para . se for o caso. seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. Por outro lado. evitando que o autor se perca durante a elaboração. explicando e avaliando os resultados. Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas. e descrição dos métodos.2).reúna as informações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos). materiais. que se constitui como dedução lógica do estudo. 5. aspectos metodológicos (caracterização da pesquisa e da população. uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa..102).

. pois. é conveniente que o autor contextualize o tema. É preciso evitar. . Pode.na conclusão. ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia.” (LEAL. convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ ou editores. ainda. além de descrever os objetivos e os fundamentos que orientam o trabalho. Ao final da introdução deve apresentar. destacando sua importância teórica ou prática. deve o autor dividir o tema em discussão. Devem ser evitadas as gírias. A definição do título do artigo deve corresponder. motivando para a leitura. seminários. de forma adequada. para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003.. p. . subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou importância. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetivos desnecessários. sugerindo a continuidade das discussões a respeito. . 2001. Também é preciso evitar explicações repetitivas ou supérfluas.106). A estrutura de artigos científicos compreende elementos pré-textuais. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos. as expectativas em relação a ele. 2001. o que pode prejudicar a sua compreensão.no desenvolvimento do artigo. o excesso de subdivisões. 5.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ reflexão e organização lógica das ideias a serem abordadas.103). precisão. ao conteúdo desenvolvido. caso isso não aconteça. conferindo “ao conjunto a indispensável unidade e homogeneidade.. Vale ressaltar que as divisões. p. o autor apresenta uma síntese das principais ideias trabalhadas no corpo do artigo. É necessário que as referidas partes e respectivas ideias estejam articuladas de forma lógica. a forma como o artigo está organizado. porém. cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. O artigo científico deve ser redigido com objetividade. também. textuais e pós-textuais. etc. mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado. coerência e estrita observância das regras da norma culta. 29 .ao apresentar o artigo – na introdução –.). bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. corre-se o risco de comprometer a aprovação do artigo.

Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do texto para idioma de divulgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento).2 Elementos textuais Os elementos textuais compreendem a introdução. cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto. . assim como os endereços postal e eletrônico. após os elementos pós-textuais. 5. .Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam.4.3. diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos.3 Elementos pós-textuais .Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo. elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).Resumo na língua do texto. . onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais. já detalhados na seção 5. o desenvolvimento e a conclusão..1 Elementos pré-textuais .4. 5.Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento). então. Segundo a NBR 6022:2003. .Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética.. são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos. . . . ou. podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E). precedendo o resumo em língua estrangeira. .4. o currículo. 5.30.Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo. .Palavras-chave na língua do texto.Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira.Palavras-chave em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão das palavraschave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento).

complementar ao seu trabalho. coerente e adequado aos propósitos do artigo. precedidos por numeração progressiva.ausência de saltos de raciocínio na passagem . . tais como: a) Quanto ao conteúdo: . .Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor.5 Avaliação O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios. justificativa e importância do artigo. podem ser descritos vários critérios (AMR1 .clareza na apresentação dos objetivos.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. 31 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigos científicos). organização. ilustrações e tabelas (seção 5). as suposições devem ser claras e justificadas. adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos. 2001.clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivíduo.apresentação de suposições (hipóteses) sustentadas em teorias e crenças consideradas verdadeiras a partir do paradigma do qual se originam.4. Para a avaliação de artigos científicos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . 5. muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores. Normalmente. decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. 1999. 5. conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5.identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados). Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. .. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. equações e fórmulas. siglas. FEITOSA. ..: ANEXO B Estrutura organizacional da Empresa Alfa). . Observação: na Parte II deste documento. que complementa. sociedade). . .ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos. .coerência entre as informações e no encadeamento do raciocínio lógico. os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação. são identificados por letras maiúsculas consecutivas. 2000). comprova ou ilustra seu conteúdo.4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo científico devem ser alinhados à esquerda. . seguidas de travessão e respectivo título (Ex. . SEVERINO. o leitor encontrará orientações sobre elaboração/ emprego de citações (seção 1).4 da Parte II deste documento).demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto.: APÊNDICE A .referencial teórico claramente identificado.Questionário). então.

elaboração de análise e síntese diante de conceitos teóricos semelhantes e/ou divergentes. .coerência e padronização dos termos técnicos. precisão e coerência na escrita do texto.objetividade. b) Quanto à forma: . .atendimento aos objetivos propostos. . de um parágrafo para outro. . -\articulação entre sugestões ou recomendações e as discussões apresentadas no texto.observância das normas de apresentação de um artigo. sem duplo sentido.32.observância das regras da norma culta. com a correta relação com os fatos analisados.resumo claro e informativo. ou de um conceito para outro. .uso fiel das fontes mencionadas no artigo. . .afirmativas unívocas.. . .unidade e articulação do texto (encadeamento lógico). .uso correto de citações devidamente referenciadas. .adequação do título ao conteúdo.demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões. . .linguagem acessível.originalidade e inovação do assunto abordado.elementos de transição entre parágrafos adequados ao sentido e à lógica dos conteúdos.postura ética no trato do tema e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio).uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto.. . . .uso/seleção de literatura pertinente à análise. . . .

viagens de estudo. descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi observado. 33 . 6.] Relatório é. 4 Parecer ou exposição de um voto ou apreciação.. embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados na universidade.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RElATóRIO Incluiu-se o relatório entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação. Embora seja utilizado com frequência. após terem sido desenvolvidas. etc. na sua organização ou apresentação. são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização. uma narração.. [. – as quais. esse tipo de trabalho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração. Em Michaelis (1998. seja no seu conteúdo. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição. então.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos oferecem. com vistas a um conjunto bastante variado de propósitos pedagógicos. algo que foi realizado). observação de eventos. fatos ou objetos [. até mesmo de um objeto. realização de uma intervenção ou procedimento especializado. o qual. experimentos ou testes de laboratório.. ordinariamente por escrito. em pelo menos uma das definições. não é abordado neste documento. de menor importância.. . sobre a sequência de um acontecimento qualquer.] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias. p.. acompanhado dos argumentos que militam a favor ou contra a sua adoção. 2 Descrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade.. talvez por ser considerado um trabalho “pequeno” ou “rápido”. em diversas disciplinas. aplicação de uma determinada técnica. Vale salientar o detalhamento como uma característica do relatório.1808) encontram-se as seguintes: 1 Exposição. de uma prática ou de um conjunto de práticas. O relatório de que se trata aqui é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –. relação. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está redigido um documento ou projeto.

20) aconselha: “Não basta termos uma boa ideia ou executarmos um bom trabalho. 6. que trata de um único assunto. ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório. elaborada segundo os propósitos deste documento. LAKATOS. 2000). como. por conseguinte. produtos ou tecnologias. Barrass (1986. entre esses dois extremos estariam os relatórios semi-informais.34. Dessa forma.2 Propósitos Relatórios podem ter os mais diversos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas..3 Tipos de relatórios Flôres. p. sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve. Olímpio e Cancelier (1992. pois como profissional certamente será solicitado a fazêlo. cuja síntese. que já requerem uma apresentação técnica. a elaborá-los. medições. tais como. O objetivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. durante a sua formação. auditorias. verificações. qualquer que seja seu tipo.168193) apresentam uma útil tipologia de relatório. etc. viagens. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função. de alguma extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais). Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais.. (MARCONI.. avaliações. visitas. etc. porque o fazemos e com que resultados”. é importante que o acadêmico aprenda. em campo. expor conhecimentos aprofundados sobre uma determinada instituição. vistorias. A esse respeito. informar sobre o andamento de um projeto. observações de campo. 1999. apresenta-se a seguir. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos fazendo. inspeções. . podem apresentar diferentes níveis de formalidade. Quanto à estrutura (partes componentes). na elaboração de um relatório. mercados. a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. SEVERINO. em diferentes situações. tem forma de apresentação rigorosa. de uma obra ou sobre as atividades de uma administração. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do grupo ao qual pertence. procedimentos técnicos. O relatório é. 6. o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal. por exemplo. Inicialmente. trata de assunto complexo e se destina a grandes audiências. desde o relatório formal – aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico. oferecer informações e análises sobre empresas. p.

Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá. A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório. . se for o caso. estilo da redação. anual) ou abranger um período de tempo maior. etc. nessa modalidade encontram-se os relatórios de viagem. seja qual for o tipo de relatório. 6. de visita e os relatórios administrativos. informal ou semi-informal). A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade.4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios.relatório informativo narrativo: faz o registro de ocorrências ou eventos.. 35 . Os relatórios analíticos são aqueles cujo propósito consiste em analisar fatos ou informações e apresentar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada. da Parte II deste documento. nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo. . informais ou semi-informais. demarcado.o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergunta resulta um roteiro ou esquema do conteúdo do relatório. dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do tópico 4 . em decorrência de seus objetivos e destinação. semestral. pode ser periódico (mensal. . os relatórios podem ser informativos e analíticos. as normas contidas no tópico 5 .. Quanto à função.por que deve ser relatado? Esta pergunta auxilia a decidir se o relatório será informativo ou analítico e a esclarecer aspectos relativos à abordagem e tratamento das informações e/ou conclusões e recomendações a serem apresentadas. com a ressalva de que a estrutura dos relatórios formais (e. ou em data previamente estabelecida (ex. por exemplo.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal.relatório informativo de progresso: trata do andamento de uma atividade ou ação.: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa). Os relatórios informativos transmitem informações sem analisá-las ou fazer recomendações. pelo início e término de uma determinada ação ou projeto. portanto.Apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados.. . . Subdividem-se em: .relatório informativo de posição ou de status: descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento. para isso são úteis três perguntas: . são pouco extensos e.

basta a folha de rosto. deve conter um sumário. preciso e objetivo. marcado pelo uso de termos técnicos adequados. Notase que. aparelhos ou sistemas. 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . com maior número de páginas. . conforme a extensão do relatório. adjetivação excessiva.. pela correção da linguagem. criar o modelo de relatório que melhor contemple as necessidades de formação do seu aluno. o estilo simples. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. detalhes desnecessários. Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa.quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada.o quê: identifica a atividade realizada.36. que pode ser caracterizado como um relatório do tipo informal ou semiinformal. construção/ teste ou verificação de máquinas. sugere-se a estrutura a seguir.. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Quando se tratar de um relatório de experiências realizadas em laboratórios. os elementos pré-textuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. além da folha de rosto. pela ausência de períodos longos. A melhor maneira de relatar a sequência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara. . a partir dessas ideias. sendo o sumário dispensável.

notas e referências. afastando o supérfluo ou não-pertinente? .) são aplicadas de forma metódica e homogênea? .5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório. e seu sumário reflete isso? .É escrito em um estilo simples e preciso? .O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? . . se houver. que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito. Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação. 37 .. com seus títulos e legendas? .O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz. antes de entregá-lo ao professor.O relatório se limita ao essencial. são apresentadas de maneira uniforme. como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos.As regras de apresentação (citações. etc.O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6..As tabelas e figuras.

..38..

como também para o ingresso ou para o exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias. A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. podendo esboçar. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativa do caminho percorrido que caracteriza a história do autor. marca de todo trabalho acadêmico. precisarão. portanto. . 39 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAl 7. pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. minucioso e analítico das atividades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqueles que se dedicam à vida acadêmica. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam.. as perspectivas futuras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –. retratando a subjetividade. o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curriculum vitae. de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade.2 Propósitos Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira. Nesse sentido. principalmente. os resultados que espera alcançar. ainda. conforme as circunstâncias. portanto. o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato. Apresenta. pelo desejo de oferecer orientações sobre sua elaboração aos acadêmicos. Parte de uma reflexão introspectiva. ou ainda para fins de concorrer a uma premiação. bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence. 7. configurando uma narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmicoprofissional do autor. o relato destaca os trabalhos de pesquisa. O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor. em um relato circunstanciado. uma vez formados. Consiste. as motivações e as escolhas que o levaram a construir uma determinada história profissional.1 Conceito Para Severino (2000).. elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional. e constitui um relato crítico. complementarmente. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro. os quais. para concorrer a postos no mercado de trabalho.

analítico e autocrítico. seminários e outros eventos. as circunstâncias teóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese.recomenda-se que o memorial seja elaborado na primeira pessoa do singular. participação em bancas examinadoras. caracterizando a história particular do autor. o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. especialização e atualização. No entanto. pelo seu caráter reflexivo. teses e pesqui sas de iniciação científica. estágios de aperfeiçoamento.atividades técnico-científicas. ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos. municipal ou privado. prestação de consultoria especializada.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . 7. . -ensino: desempenho didático. . artísticoculturais e de prestação de serviços especializados: produção científica.. é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: . analítico e crítico. A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos em . . É relevante na elaboração do memorial deixar claro. de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor. em quais condições foram obtidos os títulos da formação acadêmica. dissertações. resultados de pesquisas.finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir. coordenação e/ou assessoramento. participação em congressos. aperfeiçoamento e atualização: cursos.atividades de administração: participação em órgãos colegiados. além de servir a tais finalidades.. simpósios. estruturando dessa forma o memorial.utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos para marcar as etapas da trajetória percorrida. científicos ou tecnológicos no âmbito federal. . técnica ou artística. cursos e atividades de extensão.deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial. estadual. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas. tanto em sua formação como em sua profissão. orientação de monografias. particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas.40. o memorial pode constituir uma valiosa produção acadêmica como trabalho conclusivo de curso. exe rcício de funções de direção.formação. situando os fatos e acontecimentos no contexto sociocultural mais amplo. .deve-se adotar a forma de um relato cronológico. . comitês executivos.

econômicos e/ ou sociais? . No entanto. A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato. lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial.O texto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato. etc. 7.O autor descreve sua trajetória de modo aprofundado. apresentado de forma crítica. p. atraente. Relatada com autenticidade e criticamente assumida. principalmente. 2000.176). com fidelidade e tranquilidade. A boa organização de um memorial é essencial para o julgamento das atividades do autor. apresentado de forma sequencial e sem comentários. pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico. quanto aos seus aspectos físicos. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado. políticos. (SEVERINO.O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suficientes para a apreciação de sua trajetória? . o que requer. uma impressão cuidadosa.O relato destaca os aspectos mais relevantes da trajetória do autor? A relevância atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? . que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada. Por outro lado. abrangendo sua formação e atuação profissional. . Por fim. O autor precisa estar atento para retratar.34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato. pelo esmero na redação do texto. nossa história de vida é nossa melhor referência.4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ sua trajetória profissional e acadêmica. com maior segurança possível. a partir da qual elabora um relato contextualizado. o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa. deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada. encadernação sóbria. 41 . a trajetória real que foi seguida (.. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor. nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. como observa França (1999.). que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional.. o autor precisa se manter atento para o tom do relato. contextualizando-a em relação a aspectos teóricos. p. convém salientar que. um projeto gráfico de bom gosto. o memorial pode se destacar. expressando as contribuições e perdas de cada momento. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados. com textos tão ricamente elaborados que os transformam em verdadeiras obras literárias.. apesar de sua crescente utilização..

.Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? .O conteúdo evidencia uma reflexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? ..A redação do texto é precisa e coerente? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .. relacionando-as com a trajetória pregressa? .42.A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? .A linguagem utilizada respeita a norma culta? .A organização do texto obedece tanto a sequência cronológica dos eventos como o encadeamento lógico de fatos e argumentos? .Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos . 43 ...

...44.

Recomenda-se o uso no corpo do texto (sistema autor-data). Assim. mesmo Umberto Eco (1988. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou técnico de caráter científico sempre apresenta citações. exemplos e modelos. 1999. Importante! Qualquer que seja o sistema adotado. tradução de palavras estrangeiras. Apresentação.. Em todo o caso.] se se deve citar com profusão ou com parcimônia. inspirandose nelas. Depende do tipo de tese”. 45 .121) considera difícil determinar “[. tais como: esclarecimentos pontuais do texto. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras. nelas encontrando ilustrações. DIONNE. que deixa para os outros a apresentação de ideias ou de informações. Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAçõES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de uma outra fonte. 259). nelas buscando apoio para seus pontos de vista. p. significado de expressões típicas. diferentemente de textos literários. Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obra ou se utilizam informações já publicadas. fazendo-se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico).. p. seguido pela data de publicação da obra e número da página. que estão sendo expostas.” (LAVILLE. Citações em Documentos. Para identificação de fonte da citação apresenta-se o nome do autor.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico). as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argumentos como para expor posições contrárias àquelas que estão sendo defendidas.. observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese. As citações podem ser diretas. nos quais é permitida uma apresentação mais livre. etc. Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na aplicação das praxes de citação. São utilizadas para sustentar. teórica e empiricamente. com o propósito de esclarecer ou complementar as ideias 1. deve ser seguido em todo o trabalho. .. o trabalho apresentado. sua elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação. da ABNT. “De fato. indiretas ou citação de citação. deixando para o rodapé outras informações.

ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988. a entrada – no caso. 2: no primeiro exemplo. o nome do autor faz parte da frase. 1988.” Obs. como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo. melhor e com mais segurança se trabalha. Quando se trata de citações curtas (até três linhas). como nos exemplos que seguem: .1 Citação direta.2.46. fonte e espaçamento interlinear menores. também. são inseridas no texto. com recuo de 4cm da margem esquerda. p. a indicação da página é obrigatória para citação direta.. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais.” (ECO.2 Tipos de citação 1. 1: de acordo com a NBR 10520:2002.10): “quanto mais se restringe o campo. sem emprego de aspas. Obs. p. no segundo exemplo. melhor e com mais segurança se trabalha.10). o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002). textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a ideia original da obra que está sendo consultada. Vale ressaltar. As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente. 1..

destaca-se a identificação do tema a ser estudado. 47 .. mas colocado no seu contexto. se ‘encaixar` em temas muito amplos. 1978.] é uma produção de texto [. p.. que é reconhecido como [.34). p.. ou seja. (CASTRO.. Nesse sentido. tem-se um caso de plágio. o que não lhe tira o caráter científico.. 319).2. Nas citações indiretas. o “trabalho da citação [.. Todavia. ‘encomendado’. portanto. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. restaura-se total ou parcialmente o texto fonte. caracterizando-se pela substituição de algumas de suas palavras ou expressões. O assunto não deve estar solto no espaço. normalmente. a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional. em tamanho e conteúdo. A paráfrase é a forma de citação indireta que. Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica. conforme a NBR 10520:2002. processo que exige sua interpretação para reconstrução de um novo texto.] o assunto que se deseja provar ou desenvolver.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa. Como se trata de ideias alheias.. de modo reduzido ou abreviado. distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos. Dentre elas. a escrita do texto original. as ideias de um autor sem recorrer à citação direta. portanto) utilizando-se de palavras próprias. não altera. p. a referência à fonte é obrigatória pois. segundo Compagnon (1996.]”. o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável sequência de definições de diferentes autores. da sua curiosidade científica. . É geralmente empregada quando se pretende apresentar. 1. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. Ao parafrasear.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa..2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (ideias alheias. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores. caso ela não seja feita. portanto.

(LAVILLE.48. Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa. uma vez que tenha sido bem planejada. pois pressupõe maior Texto original: articulação de leitura por parte do autor do trabalho. pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação.. 1999). para que consiga sintetizar as ideias do texto original. 1999. Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. 1999). DIONNE. já que. É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores. DIONNE. A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é frequentemente considerada como a fase crucial da pesquisa.85). como uma espécie de piloto automático. em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. (LAVILLE. Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subsequentes da pesquisa. p. Esta forma de uso de citação é interessante. . deverá desenvolver uma leitura significativa (compreensiva/ interpretativa).. DIONNE. porém apresentando apenas as principais ideias do autor. sem alterar o seu significado.

BOWER.. Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado.31). .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1. 1997.3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor.. 1987 apud GIL. Obs. A indicação da fonte de uma citação de citação pode ser apresentada na forma textual ou após a descrição da ideia.173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [. mas de fazer brotar ideias. Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI. GEWANDSZNAJDER. Esta ideia. Obs. Patton é o autor da ideia original a que não se teve acesso. por sua vez. pode ser expressa como citação direta ou indireta. p. usa-se o itálico. 1994. e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada. Werner e Bower são os autores da ideia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada. usa-se a expressão latina apud2 . p.123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitui a prática da realização.” 2 Por se tratar de palavra de outra língua (latim).: no exemplo acima. deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK. “Educar não é uma arte de introduzir ideias na cabeça das pessoas..]”. Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa. p. Para explicar que o autor da ideia original é citado por um outro autor/obra que se está consultando..2. 2001.: no exemplo acima. 49 .” (WERNER.

. citações longas demais. Em qualquer desses casos. p. triagens. em que terrenos irá concentrar seus esforços. 125) aconselha: “[. crucial para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes.. 1. usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações.. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima). deve ser usada de modo bastante restrito.. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa.3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação. só vale pelo lugar que ocupa.45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a formulação da questão principal da pesquisa.” “Evite. ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida. por se tratar de obra rara ou. A citação de citação. No entanto. é admissível o uso da citação da citação. b) Em citação com supressão de parte intermediária. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original..] é preciso fazer escolhas. seja para destacar algum de seus termos ou expressões.50. Nesses casos. também chamada de segunda mão. . Beaud (1997.. tomando notas. p. somente disponível em língua que se desconhece. p. 1997. igualmente. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central.. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final.]” (BEAUD. então.] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação. como qualquer outro material. é obrigatório indicar a alteração feita. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997. em que materiais irá se aprofundar. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [. [.. no entanto. 125).

ou então. p. os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa..” (MARTINS.68. 1997. 51 . quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor.” (GOLDENBERG. mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante. grifo nosso). LINTZ. “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional. O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. negrito ou itálico) de termos ou expressões. 2000.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo. p. 1997. . d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período. deve-se indicar sua autoria: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante.21. grifo dos autores). p. torna o trabalho de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente. 70). ou que faça parte da experiência profissional do estudante.” (GOLDENBERG..

coletivo – quando um grupo de casos é estudado. (TELLIS. .1.quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador. Explanatory. tradução nossa).. Collective – when a group of cases is studied. Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório. (TELLIS. Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer. p. em 25 de julho de 2002. apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1. 1997. deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses. Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso.4 normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal. 1. and Descriptive.1). explanatório e descritivo. 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho. em palestras e debates.52. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época. 1997. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory.. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. instrumental . p.

1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente. 1974. 1999. 2001. após a data e sem espacejamento. 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. Por isso. RICHARDSON. assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes. Quando não for este o caso. 1972.. Nesse sentido. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor. que se concorde com ela. conforme a lista de referências. em ordem alfabética. 1976. 1999. 2001) 1. em ordem alfabética. 2000. isto é. (MARCONI. LAKATOS. publicados em um mesmo ano. Umberto Eco (1988. . como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO. após apresentar a citação. esses são separados por ponto-e-vírgula. p. mencionados simultaneamente. deve-se confrontá-la com o original para evitar erros ou omissões. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO.1988).. a referência deve ser exata e precisa. assim como as citações devem ser fiéis ao texto. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. 53 . YIN. faz-se o acréscimo de letras minúsculas. 2001) (BUNGE.5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a ideia do autor citado seja compartilhada. bem como averiguável por todos. Deve-se respeitar eventual erro do autor citado. SEVERINO.126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”.

54.. ..

Também não cabem num resumo citações. Resumo. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras. 2000. (FRANÇA. Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão. dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos. dissertações e outros) e relatórios técnico-científicos: de 150 a 500 palavras.” Estabelece ainda que seja “composto de uma sequência corrente de frases concisas. Produção textual.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. O uso de abreviaturas. 55 . como: objetivos. seu valor e originalidade. Quanto à redação e estilo de resumos. 2000. descobertas. .’ são supérfluas (FRANÇA. . essa norma define: . o método. ‘O autor do trabalho descreve. 69). projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo. Quanto ao estilo da redação e conteúdo.. p. valores numéricos e conclusões... símbolos. como uma das condições exigíveis. comentários. As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto. Ex. respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas. p. [. 69-70).. antecedidas da expressão Palavraschave. que o “resumo deve ressaltar o objetivo.para trabalhos acadêmicos (teses. críticas e julgamento pessoal do autor. dissertações. concisa e objetiva. 69). p. diz: O resumo deve constituir-se num texto redigido de forma cursiva. afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”.’. de acordo com França (2000. seus resultados e conclusões mais importantes..] é a apresentação concisa e seletiva de um texto. Sobre a extensão do resumo. a NBR 6028:2003 estabelece. devendo incluir palavras representativas do assunto..para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras. As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo.. expressões como: ‘O presente trabalho trata de. Limita-se a um parágrafo. Leitura.:Palavras-chave: Narrativa. técnicas de abordagem. os resultados e as conclusões do documento. . equações e diagramas devem ser evitados.. fórmulas.

Parole chiavi (italiano). de acordo com a NBR 14724:2011. Educação e Sociedade.56. H. Mots-clés (francês). dez.20. Resumen (espanhol). Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global. Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos.O. n. 3 JAPIASSU.9. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. TCCs e TGIs de cursos de graduação.S. Schlusselwörter (alemão). Em trabalhos acadêmicos (teses.4 . Résumé (francês). 65-76 . também. Zusammenfassung (alemão). n. histórico-culturais e espaciaisecológicas. embora conduzido pela economia. deve ser apreendido. R. a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos. Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. v.. Globalização: em direção a um mundo só? Estudos Avançados./dez. As artes e o desenvolvimento cultural do ser humano. 34-59.3 O processo de globalização. 1999. dissertações. set.V. v.69. p.1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. Em artigos científicos. enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto. os seguintes cabeçalhos: Abstract ou Summary (inglês). em suas dimensões políticas. de acordo com a NBR 6022:2003. p.25. Riassunto (italiano). os resumos (acompanhados das palavras-chave) na língua vernácula e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais. As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês). A maioria dos periódicos acadêmico-científicos exige. resumo em pelo menos uma outra língua. Usam-se. além do resumo na língua do público a que este se destina. Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L. 2. Dentre este cenário de tendências contraditórias. conforme o caso. 4 RATTNER. 1995. o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais. Palabras clave (espanhol). aperfeiçoamento e/ou especialização)..

jornais. seminários. Nestas situações.. dicionário. teses. relatórios técnicos e legislação. Vale destacar que a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página.. capítulo ou artigo. é obrigatória a sua identificação na lista das referências. que também podem estar localizadas ao final do texto. as referências podem aparecer: em listas após o texto. segue-se a ordem numérica crescente para apresentação das listas. 3. antecedendo apêndices e anexos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS As referências de um trabalho acadêmicocientífico consistem na listagem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto. os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes. da ABNT. Independentemente do tipo de fonte ou autoria mencionada no trabalho. ao fim do artigo. as referências são apresentadas antecedendo tais textos. manuais.1 localização das referências Os sistemas mais utilizados para apresentação das referências são o alfabético (ordem alfabética de entrada. ao fim de cada capítulo. Já em resumos e resenhas.cit. dentre outros. 57 .. artigos de publicações científicas ou especializadas (periódicos). também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto). e-mail . Além disso. etc. as listas são apresentadas em ordem alfabética única.) e op. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto. . jornadas. homepage . conforme a natureza do trabalho. cd-rom . documentos oficiais. dissertações ou monografias. enciclopédias. são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002. As notas de rodapé ficam. No primeiro caso. ibidem (ou id. No sistema numérico. ibid. A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas. publicações periódicas on-line ) ou eventos técnicocientíficos como congressos. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem. consistem em obras como livros. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas. desta forma.

Humberto). O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito). ao final do trabalho.).58. também deve ser uniforme em todas as referências. digitadas em espaço simples e separadas entre si por um espaço simples em branco (NBR 14724:2011). de forma abreviada (Coord. -o ponto-e-vírgula. quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas). após a editora. após a cidade onde o periódico é publicado. entre o número do ano/volume e o número do periódico. As referências. . . p. edição (7. porém são conhecidos [1991]. . para o título. . seguido de espaço.).3. conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002). Org.2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a sequência dos elementos do documento a ser referenciado. são alinhadas à margem esquerda do texto. n. FISCHER. e depois do termo In:.os parênteses são usados para indicar série. João. ed. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios. 1997).a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO. que caracteriza função na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI..2. Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade. respeitandose os seguintes padrões: . L.as reticências são usadas para indicar supressão de parte de títulos (Anais. set.. R. é usado para separar os autores (FLEURY. Rio de Janeiro... Por exemplo: ao optar pela utilização abreviada do prenome do autor.. . T. 3. este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento.o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referenciada. Alfredo (Org.o hífen é utilizado entre páginas (p. M..)).10-15) e entre datas de fascículos sequenciais (19981999). e no final da referência. . usa-se vírgula: após o título da revista/periódico.).os dois pontos são usados antes do subtítulo. pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título.). v. Ao ser definido um tipo de destaque.). Em caso de referência de periódicos. isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista. após o número do periódico e após as páginas da revista/periódico (Política e Administração. grau nas monografias de conclusão de curso e especialização. . após o título. M.15-21. já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos).. Quanto à pontuação. antes da editora (São Paulo: Atlas). Comp. teses e dissertações (Mestrado em Educação).usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR.

ed. ed. é facultado indicar todos os autores. entre parênteses. seguido de espaço. 1986. L. São Paulo: Brasiliense. acrescentando-se a expressão latina et al. (Coord. 2.quando há mais de três autores menciona-se apenas o primeiro autor. FLEURY.3. Editor.3 Regras gerais para elaboração de referências 3.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. São Paulo: Atlas.) em coletâneas de vários autores. Micropolíticas: cartografias do desejo. Félix.. 1986. Perspectivas e dilemas da educação popular. FISCHER. 1986. Em caso de projetos de pesquisa. . 10. Petrópolis: Vozes. etc. ROLNIK.).1 Regras quanto à autoria . Coordenador. . de indicação de produção científica em curriculum vitae ou em relatórios para órgãos de financiamento. separados por ponto-e-vírgula. a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis. (e outros).quando houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador. do tipo de participação. se for o caso). Vanilda (Org. no singular. M. M. 59 . R. Sueli.. GUATTARI. Rio de Janeiro: Graal. 1989.). Vivendo e aprendendo. Paulo et al. Cultura e poder nas organizações. PAIVA. seguido da abreviação.. T.quando há dois ou três autores. mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra. . FREIRE.

60. Florianópolis. SANTA CATARINA. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO. 2001. ed. etc. Tristão de.quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. Gerência da vida: reflexões filosóficas. Curitiba. PROCURA-SE um amigo. instituições). b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES.. Carlos. p. este deve constar na referência. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. Anais. 10. 1990. Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná. esta deve ser indicada como autor. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro. Rio de Janeiro: Record. Lenilson Naveira. 1931. como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN. 1993. . Rio de Janeiro: Schmidt. . 3 v. Gabriel. Caio. ATHAYDE.. congressos.em caso de publicação assinada por entidade (órgãos governamentais. O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. editoriais. Brasília: SEF..quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita. 1997. Secretaria da Saúde. Relatório de atividades.). a entrada é feita pelo título.. em letras maiúsculas. 1979. d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. Quando a entidade tem uma MINISTÉRIO DA EDUCAÇãO E DO DESPORTO.quando os autores têm sobrenomes compostos. 3. Debates pedagógicos. estes devem ser escritos na ordem em que aparecem. desde que seja a forma adotada pelo autor. empresas. In: SILVA. . CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇãO. Ilse. denominação genérica. 212-213... . . 1979. Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª séries. associações.

apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico).2 Regras quanto ao título e subtítulo . 61 ... SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇãO. I.quando não existir título.. CHIAVENATO. São Paulo: Hucitec. Turismo. . Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital. Adyr Balastreri. RODRIGUES. na sequência alfabética ascendente. sem chegar aos dois pontos.quando se referenciam várias obras do mesmo autor em uma mesma página. 1997b 3.o título e subtítulo (se for usado) devem ser apresentados tal como figuram no documento. [Trabalhos apresentados]. . Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . seguido de ponto. 1989. acrescentam-se letras minúsculas ao ano. separados por dois pontos. RODRIGUES. RODRIGUES. 1997a. Em caso do uso do subtítulo. 1989. entre colchetes. São Paulo: Saraiva. 2. 2002. deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento.em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano. 1997b. ______. modernidade e globalização. substitui-se o nome do autor das referências subsequentes por um traço sublinear equivalente a seis espaços. Salvador. Brasília: Ministério da Educação.3. . São Paulo: Hucitec. 1997a.

). Metodologia do trabalho científico. indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades).3. Obs. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura. 2000.62.3 Regras quanto à edição e editora de informações complementares à edição. . SEVERINO. Antonio Joaquim. (Coord. ALFONSO-GOLDFARB. MAIA.a partir da segunda edição. São Paulo: Cortez.em caso de haver duas editoras.. indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s.].) . ed. Carlos A. esta deve ser identificada na referência. os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada. Já se forem três ou mais. São Paulo: EDUSP 1995. 3. Em caso YIN. Robert K. . 21. abreviando-se os números ordinais e a palavra edição. I. 2001.A.quando não se tem o nome da editora. abreviando-se os prenomes e suprimindo-se as designações da natureza jurídica ou comercial. Das mulheres e das flores. e ampl. . P Objetivo competência: por uma nova lógica. Porto Alegre: Bookman..História da ciência: o mapa do conhecimento. ambos na língua do documento.n. rev. ed. ZARIFIAN. 1974. . desde que sejam dispensáveis para a identificação.: (No livro: Editora Atlas S. . Estudo de caso: planejamento e métodos. São Paulo: Atlas.o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento. Ana Maria. 2.]. 2001.n. VALENCIA. . Belo Horizonte: [s. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque.

acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país. AL.l. OS GRANDES clássicos das poesias líricas. Cria e recria. mas pode ser identificada. abreviada e entre colchetes [S.quando houver mais de um local para uma só editora. Em caso de haver cidades com o mesmo nome.4 Regras quanto ao local . . A prática da pesquisa. deve-se utilizar a expressão sine loco.3. Obs. . 1994.]. [S. [S. 1930. indica-se o primeiro ou o mais destacado. LAZZARINI NETO.]: Ex Libris.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. . 1977.]. abreviadas. Viçosa.quando a cidade não aparece no documento. 63 . utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine. CASTRO. . Sylvio. 1981. Viçosa. entre colchetes. J. dentre outros. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid.: No documento de que trata a referência acima. Discursos do pregador. C. MG. Viçosa.l. RJ . de M.: s. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. [São Paulo]: SDF Editores.quando o local é desconhecido.. deve ser indicada entre colchetes. BELTRãO III..quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento.l.n.o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento.

.6 Regra quanto à paginação . no idioma original da publicação. no lugar dos meses. ./Sept. seja ela de publicação.1995. mar. ao final da referência devem ser indicadas.64. Aug. Autumm 1970. 2. 1996. divisões por bimestres. as expressões: Não paginado. trimestres. sem.3. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres.3. 3. 1995. semestres ou estações do ano. distribuição. as estações do ano tal como figuram na publicação. maio/dez. por isso.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e. registra-se uma data aproximada. após o ponto final. (publicação com paginação irregular) . 2002. 3. trimestre e semestres abreviados. (publicação sem número de páginas) Paginação irregular. estes devem aparecer de forma abreviada. sempre deve ser indicada.. primavera 2000. 2001.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular. 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] . 3.quando a publicação indicar. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta. impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico. bim.quando em indicações de meses. entre colchetes. Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada.

MARCONI. 65 . são acrescentados elementos complementares para melhor identificálo. dicionário. Caso seja indicado. informações descritivas sobre o documento (por exemplo: a) em caso de jornal. ano de publicação. 1997. ao final da referência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 3. Livros GRAMSCI. A. ISBN. a não ser em casos de nomes próprios). menção à edição exclusiva para assinante.1. Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência. 5 Para fins de elaboração de referências. São Paulo: Atlas. 2000. São Paulo: Hucitec. 1988. Antônio.. . Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula. Número da edição (a partir da segunda edição. ao final da referência). tradutores.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. Marina de A. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico. b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada. Assim. a NBR 6023:2002 da ABNT. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar. quando necessário e de acordo com o documento a ser referenciado. Tradutor: Luiz Mário Gazzaneo. podendo variar conforme o tipo de documento. como livros. dissertações.. b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da ABNT são: número de páginas do documento. Maquiavel. ed. LAKATOS. c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. manuais. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. define monografia como o documento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam.4. indicação de coeditores. Metodologia científica. abreviado(s) ou não). se houver). B. enciclopédias.1 Monografias 3. trabalhos acadêmicos (teses. Local (nome da cidade): Editora. a política e o Estado moderno. RODRIGUES. Eva Maria.1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor.4..4 Modelos de elaboração de referências 3. monografias).

5 v. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. local. 30 v. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. ed. Português..] (o grau) – vinculação acadêmica. Instituição. Rio de Janeiro. 180 f. Dicionário AULETE. trabalho de conclusão de curso. Caldas. Tipo de documento [tese.Faculdade de Ciências Econômicas. Universidade Federal de Minas Gerais. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. . 1986. M. Normas Técnicas ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. abreviados ou não). Dissertação (Mestrado em Administração) . Chicago: Encyclopaedia Britannica. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica.. V. 2002. Edição Ecumênica. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. 3. Ano de apresentação. RODRIGUES. etc.66. dissertação. Título: subtítulo. Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo. ano da defesa. 1989. 1989. Bíblia BÍBLIA. Belo Horizonte. Bíblia Sagrada. Qualidade de vida no trabalho. Rio de Janeiro: Delta. 1980. 1980. Número de folhas ou volumes.

com. ano. Manual de redação e estilo. Enciclopédia e dicionário digital 98. 1990. Documentos on-line6 Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >. 1998. Local: Editora. . 1990. São Paulo.L. Tese (Livre Docência) Escola Politécnica. 3.1. sem negrito ou itálico).. acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico. 5 CD-ROM. cd-rom. Título da obra: subtítulo (se for o caso).html>.4. Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. Universidade Camilo Castelo Branco. excetuando-se nome próprio. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais. 1990. São Paulo. Para referenciá-las. O padrão da referência é: SOBRENOME. precedida da expressão Acesso em:.2 Monografias no todo em meio eletrônico São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS. HOUASSIS.. (ABNT. seguem-se as normas dos documentos monográficos no todo. 105 f. etc.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula.L. In: SOBRENOME. on-line. A. Disponível em: <http://www1. seguidos de ponto. Universidade de São Paulo. Obs. Acesso em: 19 maio 1998. MORGADO. 1997. Edição (a partir da segunda. Documentos em CD-ROM KOOGAN. São Paulo. 3. 51 f.C. volumes. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares.1. 6 Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes. se houver). Reimplante dentário. capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. NBR 6023:2002). 1990.3 Partes de monografia Inclui as referências de capítulos. A. Prenome do autor da obra como um todo. M.. São Paulo: Delta: Estadão. O ESTADO DE SãO PAULO.estado.br/redac/manual. G.4. 67 . (Ed).

fascículo ou número de revistas.68. Eva Maria. Da mesma forma que nas referências de monografias (completas ou partes). Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra. Curitiba. bem como matérias apresentadas em um número. p. 2000. Gilles. 7. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas. Acesso em: 25 jul. 3.). SOUZA. geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador. Vida psíquica e organização. Artigo de coletânea7 AMADO. Maria Ester de (Org. 1987. (Org.1. editoriais. In: ______.). In: MOTTA. B. G.14-16. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. Nas coletâneas. Organizador. In: ______. Capítulo de livro LAKATOS. as publicações periódicas também são referenciadas segundo as características específicas de cada tipo. G. seções. . S. ed. matérias jornalísticas. Prestes.com. 7 Parte de uma obra MOSCA.4. 1997. cap. Fernando C.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas.br/ livrosonline/leitura_32>. p. número de jornal ou caderno de jornal completo. 1988. 3.4. etc.. BOUTHOUL.4 Parte de monografia em meio eletrônico Seguem-se as normas anteriores para referenciar partes de monografias. 103-115.1990. FREITAS.. 122-143. 5. Reflexões para o silêncio. Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial.). A. Disponível em: <http://www. In: TOLEDO. Viagem astral aos domingos. História das doutrinas políticas..refletindo. Editor.. p. MACEDO. etc. Os primeiros agregados humanos. Rio de Janeiro: Guanabara. reportagens. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: FGV. Coesão organizacional e ilusão coletiva.). Sociologia da administração.

quando houver. O padrão de referência é: TITULO DO PERIÓDICO. . 3. 1998.. VEJA. apresenta-se o ano de início.31.4. A referência padrão é: TÍTULO DA PUBLICAÇãO. CIÊNCIA DA INFORMAÇãO. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. v. Local de publicação (cidade): Editora. sem título próprio. fascículo. TRANSINFORMAÇãO.. datas de início e encerramento da publicação.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. n. acrescido de hífen e sem ponto final. 15 jan. . Local: Editora. informações de períodos. numeração do ano e/ou volume. números especiais e suplementos. datas de publicação. 1972- Obs.2. 69 .4. editoras ou livreiros.1 Publicação periódica como um todo Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas. numeração do fascículo.2. São Paulo: Abril. Campinas: PUCCAMP 1989-1997.1.: quando a publicação está em vigor.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume.

2001. LEAL. Joel. C. inverno 1994. A internet e o valor da “internetização”.4 Artigo e/ou matéria de revista. Disponível em: <http://www. volumes. data ou intervalo de Obs. 3. editoriais.151-182.2.2. São Paulo. 3. reportagens e outros. Política e Administração. LOPES. NUNES. História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas. artigo ou matéria. 1 CD-ROM. set. set.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos. 4. Neo Interativa. p. 2002. 1997.70. n. Clarice.2. números especiais e suplementos (com título próprio). v. GURGEL. Elisabeth J.15-21. Prenome do Autor. 1992. página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria). p. p. acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico. A queda do cometa. Cássio Leite. Turismo: visão e ação. Pesquisa e produção escrita.6. 3. v. Acesso em: 18 maio 1998. Porto Alegre. Local.4. fascículo ou número (conforme o caso). 1997. n. v. Brasília. Ciência da Informação. Rio de Janeiro. Título da Publicação.2. . Título da parte. conforme os tópicos anteriores. n. VIEIRA. Marcelo. n. boletim.ibict.3. SOBRENOME. Itajaí. entrevistas. Rio de Janeiro.8. Exame. Reforma do Estado e segurança pública. comunicações..4. GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar. MALOFF.br/cionline/>. 26. abr. podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento.. Teoria & Educação. Edição especial. M. dentre outros. resenhas.99-109.: se necessário./set. além dos artigos. numeração correspondente ao volume e/ou ano. n.

N.com.htm>. 2002. Página Quatro. Disponível em: <http://www. Paulo Online. 2002. Rio de Janeiro. a página da matéria ou do artigo precede a data. 1999.uol.4. um brasileiro. resenhas e outros. comunicações.. Título da matéria. Viviane. Acesso em: 3 nov. Prenome do Autor (se houver). entrevistas. São Paulo. A fome dói. 71 . Título do Jornal. BEVILACQUA. Seção. Obs. p. 2002.4. reportagens. acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico. Jornal do Brasil. 3 nov.4. A referência padrão é: SOBRENOME. p. HISTÓRIA. Florianópolis. 3. .2. MP fiscaliza com autonomia total. seção ou parte. razão e fé. Local de publicação. Folha Opinião.br/fsp/opiniao/inde03112002. página da matéria.. 3 nov. data de publicação.2. 3. Diário Catarinense. caderno ou parte do jornal. diz José.: quando não houver caderno. Folha de S. L.5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais. 25 abr.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior. LEAL.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.

htm>.. Recife.. local (cidade) de realização. 4.3 Publicações em eventos 3. do documento (anais. dentre outros.4.3. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. como atas. data da publicação. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing 3. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations.1 Eventos como um todo Constitui um tipo de publicação com o conjunto de documentos/trabalhos apresentados ou reunidos em um evento. 2000. numeração (se houver).. Florianópolis.propesq. O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO. 1997. 4. resultados. . Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers. 2. atas. Recife: UFPe.. anais... Título. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. 1996.. proceedings. 2000.72. Anais eletrônicos. Disponível em: <http://www.. Anais.. 1996..4.) Local de publicação: editora.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo. etc.ufpe.br/anais/anais. Acesso em: 21 jan. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. 1996. Recife: UFPe.3.. 1996. Recife. ano.4. proceedings. 3.

1998. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS.) Local de publicação: Editora. 1989.4. 4. 1997. projetos. Acesso em: 21 jan.ufpe. In: CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação. 10. R. Título. SILVA. página inicial-página final do trabalho referenciado. Anais eletrônicos.3. (Anais.br/anais/anais/ educ/ce04... A referência deve apresentar os seguintes elementos e forma: SOBRENOME DO AUTOR. Disponível em: <http://www.. M.. Recife. R. Anais. 1998. Fortaleza: Tec Treina. etc.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. Proceedings....3.3 Trabalho apresentado em evento São os artigos.. ... 1 CD-ROM. 13.. OLIVEIRA. Fortaleza. N. numeração do evento (se houver). In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD. Recife: UFPe. 1996.4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico Segue a norma de referência indicada no item anterior. abreviados ou não). data de publicação. Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver. R. V. Anais… Belo Horizonte: ANPAD..propesq.. Resumos. 1996. In: NOME DO EVENTO. 73 . comunicações. 3. A educação à distância e a biblioteca universitária. acrescida das informações do meio eletrônico utilizado.htm>. Uma investigação na qualidade de vida no trabalho. GUNCHO. dentre outros trabalhos apresentados em eventos técnico-científicos. 455468.. 1989. local de realização do evento. ano. Título do trabalho apresentado.4. p. RODRIGUES. Belo Horizonte. M.

4. entre parênteses.74. p. caso tratar-se de normas). conforme o caso). seguida do ano de promulgação. Supremo Tribunal Federal. 1995. Súmula nº 14. podendo ser acrescentados elementos complementares.452. ed.2 Jurisprudência BRASIL. Decreto-lei nº5.16. 3. São Paulo. Emenda constitucional nº 9. número e páginas. In: ______. São Paulo. p. Especificação do documento (ex.1 legislação Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição. . 7. Aprova a consolidação das leis do trabalho. entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição. de 9 de novembro de 1995. v. 1994. v..1966. normas de instituições públicas e privadas (resoluções. BRASIL. 3. Local (cidade). n.4.4.4.4. 1943. BRASIL. out. portarias. Título do documento. Obs. p.59. A referência é elaborada com base na norma padrão. Código civil. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência. 1998. de 1 de maio de 1943. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil. numeração (volume. resoluções do Senado Federal). comunicado. v.217-220. decretos. São Paulo. 1995. textos legais (leis ordinárias.: Diário Oficial. Lex: legislação federal e marginália. Código civil. JURISDIÇãO (ou cabeçalho da entidade. 62. Decreto nº 42. Constituição (1988). São Paulo: Saraiva. 3. data. 46. dentre outros). Suplemento.822. SãO PAULO (Estado). de 20 de janeiro de 1998.: quando a referência for de Constituições e suas emendas. circular. ordem de serviço. caso sejam necessários. BRASIL./dez. instrução normativa. Lex).4 documentos jurídicos 3. medidas provisórias.. emendas constitucionais. Lex: coletânea de legislação: edição federal.

Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados. [S. p. BR n. 139. Número da patente.. Brasília. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. In: Sislex: Sistema de Legislação. Unidade de Apoio. Acesso em: 29 nov.4. Título. DF. 3. etc. 3.5 Patente ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor. datas do período de registro. 1999. 75 . Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. SP). artigos de periódicos. n.4. Regulamento dos benefícios da previdência social. 1 CD-ROM.636-1. da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 26 jun. n.4.]: DATAPREV. 30 maio 1995. papers. Paulo Estevão Cruvinel.4.l. EMBRAPA.. .3 doutrina Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias. v.truenetm. restringir.1998.html>.1998. Hábeas-corpus nº 181. BARROS. 1989. BRASIL. 10. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação. Súmula nº 14. BRASIL. o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores). São Paulo. PI 8903105-9.4. 6 de dezembro de 1994.com. ago. São Paulo. p. 19. por ato administrativo. 1995. mar. em razão de idade. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais.4 documento jurídico em meio eletrônico Para este tipo de documento. Raimundo Gomes de. v. Supremo Tribunal Federal. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos. Não é admissível. inscrição em concurso para cargo público. 236-240. Medidor digital multissensor de temperatura para solos.br/jurisnet/sumusSTF.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ BRASIL. 103. 3. Disponível em: <http:// www. Superior Tribunal de Justiça. 53-72.

jpg>. Acesso em: 15 jan. 557 Kb (tamanho do arquivo).000. Regiões de governo do Estado de São Paulo.11. 08 (número do satélite na série). 3 ½ pol. color. 8 ABNT.edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil. GIF. National Oceanic and Atmospheric Administration.000. 1999071318. 1999. 1981. 17:45Z (horário zulu). Gainesville. SE (localização geográfica).. 557 Kb. globo e fotografia aérea.1 documento cartográfico em meio eletrônico O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente. Título. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil.000. Disponível em: <http://www..4. IR04 (banda). O padrão de referência é: AUTOR.: Nota sobre a referência/arquivo digital8 : 1999071318. FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY.76. Local: Editora. 1999 (data da captação). GOES (denominação do satélite). GOES-08: SE.4. 3. 1 atlas. [2000?]. 17:45Z. Escala 1:2. Escala 1:40. porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. UNIVALI (instituição geradora). NBR 6023:2002. INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo. p. 13 jul. 1 disquete.ufl. 3. Especificação do documento. data de publicação. Escalas variam.6 documento cartográfico Abrange: atlas. 1994. 1 mapa. mapa. . São Paulo. 1 imagem de satélite.GIF (título do arquivo). 1 atlas. IR04. 2002. Escala. 1999. Obs. SP). ATLAS Mirador Internacional.flmnh. 13 jul.6. Itajaí: UNIVALI. Itajaí (local). ESTADOS UNIDOS.

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3.4.7 documento iconográfico Refere-se a gravuras, fotografias, pinturas, transparências, cartazes, desenho técnico, diafilme, diapositivo, dentre outros. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é:
AUTOR. Título. Data. Especificação do documento.

Quando não existir título para o documento, deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência, caso seja necessário.

BRITTO, Romero. [Sem título]. 1999. 1 gravura, color., 25 cm x 25 cm. NOVAS descobertas para o terceiro milênio. São Paulo: UMIBO, 1982. 19 transparências, color., 25 cm x 20 cm. KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia.

3.4.7.1 documento iconográfico em meio eletrônico

GEDDES, Anne. Geddes 135.jpg. 2000. Altura: 432 pixels. Largura: 376 pixels. 51 Kb. Formato JPEG. 1 disquete, 5 ¼ pol.

... 77

78...

3.4.8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes, DVD, videocassetes, dentre outros. Deve-se seguir o seguinte padrão:

TÍTULO. Diretor. Produtor (conforme as informações disponíveis). Local: Produtora, data e especificação do suporte em unidades físicas.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Rio de Janeiro: Riofilme, 1998. 1 bobina cinematográfica (106 min), son., color., 35 mm.

PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Departamento Nacional. Brasília: SENAI/DN, 2001. 1 video sonoro.

3.4.9 documento sonoro Compreende discos, CDs (compact disc), fitas cassete, etc. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas, também deve ser seguido o seguinte padrão:
COMPOSITOR (ou intérprete, entrevistado, conforme o caso). Título. Local: Gravadora (ou equivalente), data. Especificação do documento.

VELOSO, Caetano. Circuladô vivo. São Paulo: Polygram, 1992. 1 CD.

SILVA, Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 1991]. Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia. São Paulo: SENAI-SP 1991. 2 cassetes sonoros. ,

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3.4.10 documento tridimensional Abrange as esculturas, maquetes, objetos e suas representações (fósseis, esqueletos, objetos de museu, monumentos, animais empalhados, dentre outros). A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão:

AUTOR (criador artístico do objeto, quando identificado). Título (caso não exista, atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes). Data. Especificação do objeto.

DUCHAMP Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável. ,

BULE de porcelana. [China: Companhia das Índias, 18-]. 1 bule.
9 As mensagens de correio eletrônico “devem 3.4.11 documento de acesso exclusivo em meio ser referenciadas quando eletrônico9 somente dispuser não se de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens Abrange os documentos do tipo base de dados, listas de discussão, arquivos em disco rígido, trocadas por e-mail têm programas de computador, mensagens eletrônicas, etc. O padrão para referência é: caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparecem AUTOR(es)se for o caso. Título (do serviço ou produto). Versão (se houver). Descrição física do rapidamente, não sendo meio eletrônico. recomendável seu uso como fonte científica ou técnica de pesquisa.” (ABNT, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas.doc. Curitiba, 1998. 5 NBR 6023:2002, p. 13). disquetes.

MICROSOFT Project for Windows 95. Version 4.1. [S.l.]: Microsoft Corporation, 1995. 1 CD-ROM.

... 79

(Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal).br> em 11 nov.4. Italvino. textos não publicados. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. São Paulo: Publifolha. 57). documentos mimeografados e digitados. 3.fat. No prelo. 3. In: FUNDAÇãO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELLO”.13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações.23. Memorial [mensagem pessoal]. Radiologia Brasileira. M. apostilas. 1985. Tubarão. Acesso em: 30 maio 2002. Carlos B. LEAL. O que é sociologia? 7. 1999. J. . M. Mensagem recebida por <simonegf@sj. ÁCAROS no Estado de São Paulo. 3. Bula de remédio.ed. São Paulo. Responsável técnico Delosmar R. se houver.org. 1990.14 notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo.bdt. RUBIROSA. Base de Dados Tropical. Niterói. podem ser acrescentados. n.4. ao final da referência. São José dos Campos: Johnson & Johnson. MARINS. C. MARQUES.ed. 2. 1991.univali. Massa calcificada da naso-faringe. Os princípios da gestão moderna. 1984. Tim.4. entre parênteses. 1978. E. Disponível em: <http://www. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência. SC. Como fazer apresentações. 1997. sem destaque.80.12 bula de remédio RESPRIN: comprimidos. Apostila. HINDLE. Bastos.. São Paulo: Brasiliense.. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração. Digitado. L. (Primeiros Passos. MARTINS. J. 2002.br/acaro/sp/>.

. trabalhos de graduação interdisciplinares . Deve conter. d) subtítulo. Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação. se houver. resenhas. f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado. papers e relatórios. trabalhos de conclusão de cursos de graduação . c) título. onde constam: a) nome do autor. b) nome do autor. textuais e pós-textuais. dissertações. sequencialmente. A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos pré-textuais.. as seguintes informações: a) nome da instituição (opcional). se for o caso. e) número de volumes (se houver mais de um. g) ano da entrega (4 dígitos). deve ser especificado o respectivo volume em cada capa). no que couber. tais como fichamentos. a trabalhos de graduação intra e extraclasse.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2011 da ABNT que define os princípios gerais para elaboração de teses. 81 .TGI.1 Elementos pré-textuais .Capa (obrigatório): é a cobertura externa do trabalho com as informações indispensáveis à sua identificação (Apêndice A).. trabalhos de conclusão de curso de aperfeiçoamento e/ ou especialização e outros. Por outro lado.Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. b) título do trabalho.TCC. 4. c) identificação de volume. para elaboração de teses. esses elementos podem ser adaptados ou até mesmo desconsiderados. Suas orientações também se aplicam. uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria. . dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma.

obtenção de determinado grau.).) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina. etc. . b) título do trabalho e subtítulo (se houver). preciso. e) data de aprovação.Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s). como as teses. a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha. p. . trabalho de conclusão de curso. d) área de concentração. Essa ficha deverá ser confeccionada por profissional bibliotecário. 10). objetivo e nome da instituição a que é submetido.82. apresenta-se a ficha catalográfica. dissertação. dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização. .Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. h) ano de entrega (4 dígitos).Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha).Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. No verso da folha de rosto. Aparecem em folha separada. c) subtítulo (se houver. As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se . com a identificação do conteúdo que permita a indexação). . conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. o objetivo. g) local (cidade) da instituição. deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume. c) texto contendo a natureza. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver). (Apêndice C): a) nome do autor trabalho. titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. etc.. área de concentração.. sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). o nome da instituição e a área de concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita. f) nome. nome da instituição a que é submetido.A data de aprovação e as assinaturas são colocadas após a aprovação do trabalho. os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho. o tipo do trabalho. e) nota contendo a natureza do trabalho (tese. após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário.” (NBR 14724: 2011. b) título principal do trabalho (claro. Obs. com as respectivas correções. .Folha de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as seguintes informações.: “Na folha de rosto e na folha de aprovação. em caso de trabalhos que devam ser depositados em biblioteca. devem ser apresentados. d) número do volume: se houver mais de um. em sequência.

Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado. Epígrafes também podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos).Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas contidas no texto. . escrito por extenso. . na ordem em que se apresentam no texto.. Consiste na transcrição de uma frase. . pensamento. na ordem em que aparecem. fora de parênteses. também denominadas seções primárias). Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada um dos tipos (abreviatura ou sigla). por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho. e)os títulos e subtítulos (se houver).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . fluxogramas. são alinhados . etc. seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho). organogramas. com respectivos nomes e números de página. devem ser alinhados à esquerda. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto. 83 . esquemas. que é uma lista “de palavras ou frases. .) na ordem em que aparecem no texto.Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros. da Parte II deste documento).Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. que seguem os indicativos das seções. da Parte II deste documento.Epígrafe (opcional): aparece após os agradecimentos.3 da Parte I deste documento).ver seção 5. d) os indicativos das seções que compõem o sumário.Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma sequência de frases objetivas e seguidas de palavras-chave.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 . A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito. Se necessário. .” (NBR 6027:2003. desenhos. c) os elementos pré-textuais não devem aparecer no sumário. . seguidas do seu significado (expressões ou palavras correspondentes).Sumário (obrigatório): é a relação enumerada das divisões. que localiza e remete para as informações contidas no texto. p. Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice. na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto. abaixo do texto.. com respectivos nomes e números de página. com o respectivo significado.Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas. b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto. (Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais . recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração.ordenadas segundo determinado critério. se houver. gráficos. Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D). ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar. . 2).Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. mapas. Sua elaboração é detalhada no tópico 2 (Resumos de trabalhos acadêmico-científicos).4.

de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. excetuados os elementos obrigatórios. área de conhecimento ou metodologia adotada. análise e interpretação dos resultados. fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização). concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado. com uma definição clara. Se o trabalho compreender mais de um volume.Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho. está localizado. apresentação. Conforme o tipo de trabalho. Da mesma forma que na introdução. assim como os prétextuais.Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. portanto. ou os números das páginas inicial e final. em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem. ou seja. de um modo geral. resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes. . além de aspectos metodológicos.: 32). 4. constituem-se com base no tipo e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico. metodologia. separados por hífen (ex. teorias e principais ideias sobre o tema focalizado. Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento. há distintos modos de organizar o texto. o texto acadêmico-científico se inicia com uma introdução.: 32-49). na(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. contextualiza-o.2 Elementos textuais Os elementos textuais. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa. Nela são descritos os conceitos. f) para a paginação pode-se utilizar o número da primeira página (ex. Isso não significa dizer que essas partes sejam necessariamente assim intituladas ou subdivididas. à qual se segue o desenvolvimento. Em caso de relatórios de pesquisa científica. os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (revisão bibliográfica). os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões. O sumário é o último dos elementos pré- textuais... destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. . No entanto. apenas que esta é a sequência usual de qualquer texto acadêmico.84. . pela margem do título correspondente ao indicativo mais extenso. finalizando com uma conclusão.

Conclusão Como parte final do texto. segundo a NBR 6023:2002 da ABNT.. extraídos de um documento. -Glossário (opcional): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específicos de uma determinada área. possibilitando sua identificação individual. utilizados no trabalho. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. A conclusão deve apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos previamente estabelecidos do trabalho.: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). seguidos de suas respectivas definições. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas..Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de elementos descritivos. . assuntos.Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas. 85 . . . 4. Nos trabalhos acadêmico-científicos a listagem de referências deve identificar as fontes/documentos mencionados (referidos) no texto. consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. além de sugestões para outros trabalhos. da Parte II deste documento. apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. comprova ou ilustra o seu conteúdo. Pode também indicar questões dignas de novos estudos. complementar ao seu trabalho. .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . As orientações para sua elaboração.3 Elementos pós-textuais . encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Referências de Trabalhos AcadêmicoCientíficos. nomes geográficos. com a indicação de sua localização no texto. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. que complementa. seguidas de travessão e respectivo título (Ex.: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista). dentre outros).

.86.. .

Entretanto.5 entre linhas. nome da instituição a que é submetido e área de concentração) que devem ser digitadas em espaço simples. Na folha de rosto e na folha de aprovação. a nota de identificação do trabalho e de seu objetivo. Também os títulos das subseções são separados do texto que os precede e que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. dados internacionais de catalogação-na-publicação. referências. de modo a destacar o número que lhes corresponde. com exceção da ficha catalográfica. no caso de dissertações e teses.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICOCIEnTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor. a partir da margem esquerda. O texto deve ser digitado com espaço 1. com exceção das citações longas (com mais de três linhas).5. Para digitação recomenda-se a utilização de fonte tamanho 12 para todo o texto. digitados na cor preta (podendo-se usar outras cores nas ilustrações).7 cm). 5.. 87 . ficha catalográfica e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto (indicando a natureza do trabalho. abaixo da primeira letra da primeira palavra. legendas de ilustrações e de tabelas. que é impressa no verso da folha de rosto. algumas normas gerais devem ser seguidas. São separados do texto que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. Quando o título ocupar mais de uma linha. notas de rodapé. paginação. a segunda linha é alinhada abaixo da primeira letra da primeira palavra do título.. para o verso das páginas. o nome da instituição e a área de . As referências apresentadas ao final do trabalho devem ser separadas entre si por um espaço simples. as margens esquerda e superior são de 3 cm e direita e inferior de 2 cm. legendas e fontes de ilustrações e tabelas. Os títulos das seções devem começar em página ímpar (anverso).1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco ou reciclado.5. as margens direita e superior são de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm. As notas de rodapé são digitadas dentro das margens.2 Margens e espacejamento Para o anverso das páginas. sem espaço entre elas. Os elementos pré-textuais são digitados no anverso da folha (frente). Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados no anverso e verso das folhas. São alinhadas. com formato A-4 (21 cm x 29. precedidos pelo respectivo indicativo numérico em algarismo arábico. a partir da segunda linha. objetivo. e de tamanho menor e uniforme para citações longas (mais de três linhas). 5. notas de rodapé. na parte superior da folha. como prescreve a NBR 14724:2011 da ABNT. inclusive capa. separadas do texto por um espaço simples e por filete de 5 cm.

concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita (Apêndices B e C).1. 5. etc.1.88.1.1. A numeração (algarismos arábicos) aparece a partir da primeira folha da parte textual: em trabalhos digitados apenas no anverso.” (NBR 6024:2003). a numeração das páginas é sequencial do primeiro ao último volume.. A principal divisão do texto de um documento é denominada seção primária. por sua vez.2. a partir da folha de rosto.. pode se dividir em seção secundária.3 3. a qual.1 1.1. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções.1 2.2 2. sendo dele separado por um espaço.4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento. é colocada no anverso da folha.1 3. terciária.1 2. embora não sejam numeradas.3 Paginação As folhas preliminares (pré-texto) do trabalho são contadas sequencialmente.1. suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. no canto superior direito e.1. alinhado à margem esquerda.1 2. 3 Seção secundária Seção terciária Seção quaternária 1. no canto superior esquerdo. seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto e separado por ponto.1. Empregam-se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto.1 2. a 2 cm da borda superior. “O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence. no verso. é colocada no canto superior direito da folha. quaternária. No caso de haver mais de um volume. Esse indicativo numérico. 5.2 1. Havendo apêndice(s) e anexo(s).1 .2 2. em trabalhos digitados no anverso e no verso. contendo a exposição ordenada do assunto. Exemplo: Seção primária 1 2 precede o título da seção.1.2.1 2.1.

fotos. quadros. organogramas. esquemas. com exceção da última. 5. b) as letras indicativas das alíneas são reentradas em relação à margem esquerda... de abreviaturas e siglas e de símbolos.6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos.. porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação.. deve ser mantida em todo o trabalho. gráficos.. o espaçamento duplo entre os parágrafos. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente. grifo e redondo. fluxogramas.5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida.. No entanto. . . hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título. são elementos sem título e sem indicativo numérico. porém. agradecimentos.. adotando-se. mapas. anexo(s) e índice(s) não recebem indicativos numéricos e devem ser centralizados (NBR 14724:2011). Muitos autores. exceto a última que termina em ponto. A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: . A identificação de ilustrações deve aparecer na parte superior. apêndice(s). sem que haja necessidade de intitulálos.. no interior de uma seção. em 2.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto. precedida da palavra . que obrigatoriamente corresponde ao título da seção. 89 . na seção 3 relatou-se. listas de ilustrações. Havendo necessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. qualquer que seja a forma adotada. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas. resumos.1. dentre outros. Dispõem-se as alíneas na sequência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente. as demais linhas da subalínea iniciam igualmente abaixo da primeira letra. d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha. usam-se alíneas..2. terminam em ponto-e-vírgula.1 Os títulos de errata.27 cm). caixa alta ou versal.. O texto.. referências.. nesse caso. A folha de aprovação. glossário. Os títulos das seções são destacados gradativamente. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito. estas devem começar com um hífen. 5. a dedicatória e a(s) epígrafe(s). dele separado por um espaço.. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula. O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço. sumário. pois do contrário não contribuirão para a análise.. As alíneas. se inicia em outra linha. preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1. ver 1.

c) ocupar. As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente e seguem as orientações da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .cada página deve ter o contéudo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte. Figura 3. . A indicação da(s) fonte(s) das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem em seu rodapé. conclusão para a última e continuação para as demais.90.o traço horizontal da moldura que separa o rodapé deve ser apresentado somente na página que contenha a última linha da tabela. são indicadas: fonte consultada (mesmo que seja produção do próprio autor). seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto em algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1. repetindo-se o cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha. .o conteúdo do rodapé deve ser apresentado na página de conclusão. A moldura compreende. A tabela não deve ter traços verticais delimitadores à direita e à esquerda. . de forma clara e concisa.cada página deve ter uma das seguintes indicações: continua para a primeira. b) ter moldura para estruturar os dados numéricos e termos necessários a sua compreensão. quanto à sua localização e apresentação gráfica. outras informações necessárias a sua compreensão. por extenso. pode ser apresentada em duas partes. designativa. . deve: a) estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere.IBGE (1993). com um traço vertical duplo separando as partes e repetindo-se o cabeçalho. uma única página. legenda. uma abaixo da outra. 28): . preferencialmente sem abreviações. travessão e do respectivo título. Quadro 5). três traços horizontais paralelos: o primeiro separa o topo.cada página deve ter colunas indicadoras e seus respectivos cabeçalhos. lado a lado. também é preciso seguir alguns critérios: . Quanto à disposição das informações. no mínimo. o rodapé. 1993. As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior (topo). tais indicações devem ser feitas sem abreviações. pode ser apresentada em duas ou mais partes. sintetizadas a seguir. p. A tabela. precedida da palavra Tabela e de seu número de ordem em algarismos arábicos. o espaço do cabeçalho e o terceiro. Na parte inferior da ilustração. . após o fio de fechamento. na mesma página. Quando não couber em uma folha.7 Tabelas As tabelas servem para descrever dados e informações relevantes para o estudo ou ilustrar o conteúdo em desenvolvimento. . notas e.se ultrapassar o tamanho da página em número de colunas e tiver poucas linhas. se for o caso. 5. o segundo. O cabeçalho da tabela indica o conteúdo das colunas com palavras ou notações claras e concisas. O título indica a natureza e as abrangências geográfica e temporal dos dados numéricos.. a tabela deve ser apresentada em duas ou mais partes (IBGE.. preferencialmente.se tiver poucas colunas.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a) não se deve deixar “casas” vazias em uma tabela. subtração. Quando as equações ou fórmulas ultrapassarem uma linha por falta de espaço. no uso de maiúsculas e nos sinais gráficos utilizados. c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física. Exemplo: x 2 + y2 = z 2 (x2 + y2)/5 = n (1) (2) . p.. por exemplo). alinhandose à margem esquerda da primeira coluna. para tanto existem símbolos estabelecidos por convenção fontes. devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição. utiliza-se como fonte o autor. 5. entrevistas ou observação). As tabelas de uma publicação devem apresentar uniformidade gráfica nos corpos e tipos de letras e números. 91 . ‘questionários aplicados’.8 Equações e fórmula internacional: b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos. ‘observação direta’. ‘entrevistas realizadas’.. ‘formulários preenchidos’. 11). numeradas com algarismos arábicos entre parênteses. responsável pelos dados levantados e apresentados. multiplicação e divisão. quando os dados se originarem de diversas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura e. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela. índices e outros)” (NBR 14724:2011. conforme o caso. “Na sequência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes. quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados. os nomes ou siglas são separados por vírgula. caso seja necessário. podem ser utilizadas como fonte as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’. alinhados à direita. a partir de pesquisa de campo (com o uso de questionários.

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.94...

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APêndICES . 95 ...

. título em maiúsculas e sub-título em minúsculas .fonte 12] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas.fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.. Apêndice A Capa de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME DA INSTITUIÇãO NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas .96. excetuando-se a 1ª letra] .

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 .. 97 ..

excetuando-se a 1ª letra] .fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha. Centro de Ciências zzzz. Apêndice b Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Identificação centrada em letras maiúsculas . título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas . Www Yyyyyy Local Ano 2 cm [Letras minúsculas. na Universidade do Vale de Itajaí. Orientador: Prof(a)..98.fonte 12] Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Xxxx..

Orientador: Prof.. Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale de Itajaí. Centro de Ciências Sociais Aplicadas . Dr. 99 .CTL..

..................... UNIVALI – Centro de .......... Centro de ............ Orientador Profa...... sub-título em minúsculas fonte 12] 3 cm Área de Concentração: 2 cm [Local].. UNIVALI – Centro de .... MSc....................100..................... [Identificação centrada em letras maiúsculas ...........fonte 12] [Título em maiúsculas... UNIVALI – Centro de. Membro Prof. Dra ..... e aprovada pelo Curso de ... da Universidade do Vale do Itajaí.... Dr... . ... [dia] de [mês] de [ano]............. Membro 2 cm ... Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍTULO: subtítulo (se houver) Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de ..................... Prof.....

Pedro Alves UNIVALI – CECIESA . Dra.CTL Orientador Profa.Turismo e Lazer Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú. Marília Mendonça Farias UNIVALI – CECIESA . 14 de fevereiro de 2003.CTL Membro Prof. Prof.. Emílio Vieira UNIVALI – CECIESA . Msc.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí.. Centro de Ciências Sociais Aplicada . Dr. 101 .CTL Membro .

...........2 2 2.... Apêndice d Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 1.................................... 71 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................................2 4........... 64 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............... 13 O PROBLEMA DA PESQUISA ................. 40 Fontes documentais ..............................................................................................1 3..........................................................2 As principais correntes teóricas da atualidade ...........3 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .......... 43 Estratégias e instrumentos ................................................................................................................................................................... 57 Resistência.2 3....................................... 46 RESULTADOS ....................................................................... 18 2........1 1..............................................................1............................................................................................................................. 16 2.......................................................1 4........................................... 39 Contexto e sujeitos da pesquisa .................................................................................. 77 APÊNDICES ......................................................... 80 ..................................1...................................................................................... 11 Objetivos da pesquisa ........... 27 3 3............................................................. aceitação e cooperação .........................................102....................1 INTRODUÇãO .... 14 Concepções teóricas ............................................ 10 Justificativa .......... 50 Expectativas e aspirações .........................................................................................................................................................3 4 4..........................................................1 Breve história das principais concepções do passado ....... 49 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa ............................................................................................

. é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado.) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) . 103 . contendo de 100 a 250 palavras. elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo..

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