APOSTILA DE MATEMÁTICA

Teoria dos conjuntos

Introdução aos conjuntos
No estudo de Conjuntos, trabalhamos com alguns conceitos primitivos, que devem ser entendidos e aceitos sem definição. Para um estudo mais aprofundado sobre a Teoria dos Conjuntos, podese ler: Naive Set Theory, P.Halmos ou Axiomatic Set Theory, P.Suppes. O primeiro deles foi traduzido para o português sob o título (nada ingênuo de): Teoria Ingênua dos Conjuntos.

Alguns conceitos primitivos
Conjunto: representa uma coleção de objetos. a. O conjunto de todos os brasileiros. b. O conjunto de todos os números naturais. c. O conjunto de todos os números reais tal que x²-4=0. Em geral, um conjunto é denotado por uma letra maiúscula do alfabeto: A, B, C, ..., Z. Elemento: é um dos componentes de um conjunto. a. José da Silva é um elemento do conjunto dos brasileiros. b. 1 é um elemento do conjunto dos números naturais. c. -2 é um elemento do conjunto dos números reais que satisfaz à equação x²-4=0. Em geral, um elemento de um conjunto, é denotado por uma letra minúscula do alfabeto: a, b, c, ..., z. Pertinência: é a característica associada a um elemento que faz parte de um conjunto. a. José da Silva pertence ao conjunto dos brasileiros. b. 1 pertence ao conjunto dos números naturais.

c. -2 pertence ao conjunto de números reais que satisfaz à equação x²-4=0. Símbolo de pertinência: Se um elemento pertence a um conjunto utilizamos o símbolo que se lê: "pertence". Para afirmar que 1 é um número natural ou que 1 pertence ao conjunto dos números naturais, escrevemos: 1 N Para afirmar que 0 não é um número natural ou que 0 não pertence ao conjunto dos números naturais, escrevemos: 0 N Um símbolo matemático muito usado para a negação é a barra / traçada sobre o símbolo normal.

Algumas notações para conjuntos
Muitas vezes, um conjunto é representado com os seus elementos dentro de duas chaves { e } através de duas formas básicas e de uma terceira forma geométrica: Apresentação: Os elementos do conjunto estão dentro de duas chaves { e }. a. A={a,e,i,o,u} b. N={1,2,3,4,...} c. M={João,Maria,José} Descrição: O conjunto é descrito por uma ou mais propriedades. a. A={x: x é uma vogal} b. N={x: x é um número natural} c. M={x: x é uma pessoa da família de Maria}

Diagrama de Venn-Euler: (lê-se: "Ven-óiler") Os conjuntos são mostrados graficamente.

Subconjuntos
Dados os conjuntos A e B, diz-se que A está contido em B, denotado por A B, se todos os elementos de A também estão em B. Algumas vezes diremos que um conjunto A está propriamente contido em B, quando o conjunto B, além de conter os elementos de A, contém também outros elementos. O conjunto A é denominado subconjunto de B e o conjunto B é o superconjunto que contém A.

Alguns conjuntos especiais
Conjunto vazio: É um conjunto que não possui elementos. É representado por { } ou por Ø. O conjunto vazio está contido em todos os conjuntos. Conjunto universo: É um conjunto que contém todos os elementos do contexto no qual estamos trabalhando e também contém todos os conjuntos desse contexto. O conjunto universo é representado por uma letra U. Na sequência não mais usaremos o conjunto universo.

Reunião de conjuntos
A reunião dos conjuntos A e B é o conjunto de todos os elementos que pertencem ao conjunto A ou ao conjunto B. A B = { x: x A ou x B }

Exemplo: Se A={a,e,i,o} e B={3,4} então A B={a,e,i,o,3,4}.

Interseção de conjuntos
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto de todos os elementos que pertencem ao conjunto A e ao conjunto B. A B = { x: x A e x B } Exemplo: Se A={a,e,i,o,u} e B={1,2,3,4} então A B=Ø.

Quando a interseção de dois conjuntos A e B é o conjunto vazio, dizemos que estes conjuntos são disjuntos.

Propriedades dos conjuntos
1. Fechamento: Quaisquer que sejam os conjuntos A e B, a reunião de A e B, denotada por A B e a interseção de A e B, denotada por A B, ainda são conjuntos no universo. 2. Reflexiva: Qualquer que seja o conjunto A, tem-se que: A A=A e A A=A 3. Inclusão: Quaisquer que sejam os conjuntos A e B, tem-se que: A A B, B A B, A B A, A B B 4. Inclusão relacionada: Quaisquer que sejam os conjuntos A e B, tem-se que:

Elemento neutro para a interseção: O conjunto universo U é o elemento neutro para a interseção de conjuntos. temse que: A (B C) = (A B) C A (B C) = (A B) C 6. B e C. Associativa: Quaisquer que sejam os conjuntos A. Elemento neutro para a reunião: O conjunto vazio Ø é o elemento neutro para a reunião de conjuntos. tal que para todo conjunto A. tal que para todo conjunto A. Distributiva: Quaisquer que sejam os conjuntos A. fornece o próprio conjunto vazio.A B equivale a A B = B A B equivale a A B = A 5. se tem: A U=A 10. Comutativa: Quaisquer que sejam os conjuntos A e B. se tem: A Ø=A 8. tem-se que: A (B C ) = (A B) (A C) A (B C) = (A B) (A C) . A Ø=Ø 9. B e C. tem-se que: A B=B A A B=B A 7. Elemento "nulo" para a interseção: A interseção do conjunto vazio Ø com qualquer outro conjunto A.

é a diferença entre os conjuntos A e B. é o conjunto de todos os elementos que pertencem ao conjunto A e não pertencem ao conjunto B. Diferença de conjuntos A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto de todos os elementos que pertencem ao conjunto A e não pertencem ao conjunto B.Os gráficos abaixo mostram a distributividade. ou seja. CAB = A-B = {x: x A e x B} . denotado por CAB. a diferença pode ser vista como: Complemento de um conjunto O complemento do conjunto B contido no conjunto A. A-B = {x: x A e x B} Do ponto de vista gráfico.

.. Anc 3. O complementar da interseção de dois conjuntos A e B é a reunião dos complementares desses conjuntos.. Exemplos: Øc=U e Uc=Ø. (A B)c = Ac Bc 4.. An)c = A1c A2c . An)c = A1c A2c . o complemento do conjunto B no conjunto A.Graficamente. (A1 A2 . Leis de Augustus De Morgan 1. (A B)c = Ac Bc 2. simplesmente utilizamos a letra c posta como expoente no conjunto. Muitas vezes usamos a palavra complementar no lugar de complemento. O complementar da reunião de dois conjuntos A e B é a interseção dos complementares desses conjuntos.. (A1 A2 ... Anc .. O complementar da interseção de uma coleção finita de conjuntos é a reunião dos complementares desses conjuntos. é dado por: Quando não há dúvida sobre o universo U em que estamos trabalhando. para indicar o complemento deste conjunto. O complementar da reunião de uma coleção finita de conjuntos é a interseção dos complementares desses conjuntos.

A B está contida na reunião de A C e de B C. Usar o ítem anterior. A A=Ø (conjunto vazio). 6. 4. 3. B=A B. pode-se mostrar que: 1. mas esta inclusão é própria. 5. isto é: A (B C) = (A B) (A C) 7. B e C. A diferença simétrica é comutativa. A B = { x: x A B e x A B } O diagrama de Venn-Euler para a diferença simétrica é: Exercício: Dados os conjuntos A. isto é: A B (A C) (B C) .Diferença simétrica A diferença simétrica entre os conjuntos A e B é o conjunto de todos os elementos que pertencem à reunião dos conjuntos A e B e não pertencem à interseção dos conjuntos A e B. A=Ø se. A diferença simétrica é associativa. 2. e somente se. O conjunto vazio é o elemento neutro para a operação de diferença simétrica. A interseção entre A e B C é distributiva.

4. Exemplo: Um exemplo simples de teoria axiomática é a teoria dos conjuntos. Ninguém pode ensinar algo que não sabe. 2. Esta compreensão dos números reais não é tão simples como parece. Conjunto e elemento de um conjunto são termos indefinidos. vamos falar um pouco dele. Axiomas são propriedades aceitas como verdadeiras. é importante ter clareza sobre as propriedades dos números reais. Na realidade. A teoria dos conjuntos tem dois axiomas fundamentais (que não são os únicos): . para compreender as funções de uma variável real. Termos indefinidos Relações indefinidas Axiomas relacionando termos indefinidos e relações indefinidas Definições Teoremas baseados em axiomas e definições Os termos e as relações indefinidas também são denominados conceitos primitivos. que não compreende. Compreender como se faz matemática é algo vital para um professor de Matemática. 5. A construção dos números reais Em uma teoria axiomática temos: 1. estuda-se o comportamento de funções e o comportamento de uma função depende dos três elementos importantes que a compõem: domínio. Por isso. O problema começa pelo método de introdução dos reais: o método construtivo ou o método axiomático. Um elemento pertence a um conjunto é uma relação não definida. os cursos de Cálculo começam por um breve estudo dos números reais e um curso de Análise Matemática tem início por um estudo bastante completo e rigoroso destes números. O interessante é que na ponta inicial do método construtivo também está o método axiomático. contradomínio e lei de definição Assim. No Cálculo e na Análise. 2.NÚMEROS REAIS Importância dos números reais Em geral. 3. A razão é simples. 1. o método axiomático fundamenta toda teoria matemática. sem questionamento e sem demonstração.

teoria das funções. consideremos no conjunto dos números naturais a seguinte proposição: P(x): x+4=1 Se considerarmos o universo de trabalho como o conjunto dos números naturais. P(a) é verdadeiro } Com os elementos disponíveis. o século XIX foi caracterizado por grandes controvérsias na Matemática e pela falta de uma fundamentação precisa de conceitos e teorias. então existe um único conjunto B tal que: B = {a: a pertence a A. teoria dos números reais. então: (A B) C=A (B C) Observamos que uma das conseqüências do axioma da especificação é a existência do conjunto vazio. e somente se. Por exemplo.. como a: 1. B e C são conjuntos quaisquer.. pode ser escrito: A B = { x : x pertence a A ou x pertence a B } Agora. com base na definição anterior e no axioma da extensão podemos enunciar a propriedade associativa para a reunião: Teorema: Se A. teoria dos números complexos. . Axioma da Especificação: Se P(x) é uma proposição qualquer e A é um conjunto qualquer. o que em símbolos matemáticos. 4. isto é: B = {x pertence a N: P(x) é verdadeiro } = { } = Ø Observação: Historicamente. o conjunto B acima definido será vazio.. teoria dos conjuntos.Axioma da Extensão: Dois conjuntos A e B são iguais se. 2. a reunião de dois conjuntos: A reunião dos conjuntos A e B é o conjunto de todos os elementos que pertencem a A ou a B. 3. podemos definir novos objetos. cada elemento de A pertence a B e cada elemento de B pertence a A. como por exemplo. e foi na construção destes tipos de teorias que se consolidou o método axiomático. geralmente tão mal compreendido.

O conjunto dos números reais é um conjunto não vazio. Ao primeiro conjunto de axiomas que caracterizam R. Não vamos fazer aqui um estudo completo de todos.y) :RxR x. A partir daí. tal que para todo x em R: x+0=x A4) Simétrico: Todo elemento x de R possui um simétrico -x em R (também denominado oposto).Esperamos ter conseguido elucidar o que é o método axiomático. caracterizado por alguns axiomas. tem-se: (x + y) + z = x + (y + z) A2) Comutatividade: Quaisquer que sejam x e y em R. (x. Isto significa que R é um conjunto não vazio onde se pode definir duas operações fechadas. tem-se: x+y=y+x A3) Elemento neutro: Existe 0 em R (denominado "zero"). denominadas adição: + (x.y R que satisfazem aos seguintes axiomas: Axiomas da Adição e da Multiplicação A1) Associatividade: Quaisquer que sejam x e y em R. tal que: x + (-x) = 0 . podemos voltar ao estudo dos números reais.y) :RxR x+y R e multiplicação: . denominamos de axiomas de corpo. mas daqueles que decorrem propriedades importantes e que são usadas no dia-a-dia no âmbito do Ensino Fundamental e Médio (antigos primeiro e segundo graus).

as operações de subtração: + (x. tem-se: (x . z = x . z Os axiomas A4 e M4 permitem definir. x-1 = 1 Axioma da Distributividade Quaisquer que sejam x. tem-se: x. y e z em R.x M3) Elemento neutro: Existe 1 em R (denominado "um"). (y . Do ponto de vista axiomático não sabemos o que é um número real. . Uma conseqüência muito importante dos axiomas dos números reais. tal que para todo x de R.M1) Associatividade: Quaisquer que sejam x. respectivamente.y=y. possui um inverso x-1 em R tal que x . y) . então estas propriedades não serão demonstradas mas serão admitidas como verdadeiras pois são axiomas. Se estivermos adotando o método axiomático. vale: 1. y + x . é conhecida como a regra dos sinais. mas quais propriedades o conjunto dos números reais satisfaz.y) :RxR* x÷y = x .x=x M4) Inverso multiplicativo: Todo x diferente de zero em R. y e z em R. (y + z) = x . tem-se: x .y) :RxR x+y R e divisão de números reais: ÷ (x. z) M2) Comutatividade: Quaisquer que sejam x e y em R. y-1 R onde R* = R-{0}.

o professor Elon Lages Lima dedica um capítulo à questão quando cita e comenta algumas sugestões encaminhadas à excelente Revista do Professor de Matemática. x = -(-x) Passo 2: x. como aquela velha história de que: O inimigo do meu inimigo é meu amigo No livro "Meu Professor de Matemática e outras histórias". De fato: -x + x = x + (-x) = 0 Somando -(-x) a ambos os membros da igualdade e usando o axioma A1. SBM. obtemos: [-(-x) + (-x)] + x = -(-x) + 0 ou seja: 0 + x = -(-x) ou ainda. mas justificar porque (-1) . Para algumas regras existem justificativas que chamaríamos de naturais.0 = 0. 1991.Regra dos Sinais Um desafio para o professor do curso Fundamental é ensinar e tentar justificar a intrigante regra dos sinais. para todo x em R. a melhor sugestão foi a que mais se aproximou da demonstração algébrica da regra. isto é. Rio de Janeiro. Na opinião do Prof. para todo x em R. (-1) = (+1) é complicado e o pior ainda: algumas justificativas bastante usadas são logicamente falsas. . A regra dos sinais é uma conseqüência dos axiomas de corpo. Vamos conhecer a demonstração através de quatro passos: Passo 1: O simétrico de -x é x. para explicar e justificar a regra acima citada. -(-x)=x. Coleção do Professor de Matemática. e em especial do axioma da distributividade. Elon.

x = 1.y = (-1). Realmente: x + (-1).0 = x.0 = 0 Passo 3: (-1). tem-se: (-x).x = 0.y = x.1 = x Assim: x + x. em particular.(-1).y = (-1).x = [1 + (-1)].Com efeito. x.y) = -(x.(x.x + (-1).(1+0) = x.y) e (-x).y De fato: (-x).y) .x = -x Tomando.0 = x.y = -(x.y = 1. para todo x em R. x=-1.y = [(-1).0 = x Somando -x a ambos os membros da igualdade.1 + x. temos que (-1).(-y) = (-1).x. (-1)x é o simétrico de x. Passo 4: Quaisquer que sejam x e y pertencentes a R. obtemos. ou seja: (-1).y (-x).x.(-y) = x.x].x.x = -x. x + x.x = 0 Logo.(-1).(-1) = -(-1) = 1 onde a última igualdade segue pelo 1o passo.

o chamado rigor matemático. Por outro lado. Fred Gusmão dos Santos.(-2) = 0 ou seja 10 + 5.(-2) = -10 Em seguida.(2-2) = 0 pela lei distributiva vem que: 5. por mais evidentes que possam parecer como as expressas nos passos 1 e 2. como: -5(2-2) = 0 novamente temos que: -5.(-2) = 0 logo 5. comentada pelo Prof. Em Matemática (e também na vida) todo o cuidado é pouco com as chamadas coisas evidentes. de Mogi das Cruzes. são passíveis de demonstração.2 + 5. S.Mostramos estes detalhes para deixar claro que a regra dos sinais é uma conseqüência dos axiomas de corpo e que algumas propriedades. Vejamos agora a sugestão do Prof.P. "Como: 5.2 + (-5)(-2) = 0 ou seja -10 + (-5)(-2) = 0 logo . Elon no mesmo livro acima citado e que tomamos a liberdade de reproduzir. não pode ser aplicado em qualquer nível e seria um absurdo tentar explicar a regra dos sinais para alunos do ensino Fundamental da forma acima exposta.

se um exemplo numérico elucida tudo ? Que resposta você daria ? O Corpo ordenado dos números reais Um segundo conjunto de axiomas caracteriza o conjunto R dos números reais como um conjunto ordenado. existe um conjunto P contido no conjunto R.(-5).(-2) = 10 " Alguém poderia questionar. por que tanto esforço para fazer a demonstração algébrica. Uma propriedade bem conhecida dos números reais e de muitas conseqüências é a que garante que o quadrado de todo número real não nulo é positivo: Propriedade: Para todo x real. diferente de zero.. tem-se que x²=x.x está em P.(-x) = x.. Se indicarmos com -P={-x: x está em P} poderemos escrever: R=P (-P) {0} Os elementos do conjunto -P são denominados números negativos.x está em P Se -x está em P. também conhecidas como inequações. denominado conjunto de elementos positivos de R. Se x está em P. ocorre exatamente uma das três alternativas: x=0 ou x está em P ou -x está em P. é que permite extrair as suas propriedades.x pertence a P . Este fato tem conseqüências importantes com as quais o professor do Fundamental se depara a todo momento. pelo axioma P1: x. convivemos de modo bastante natural com muitos números positivos como os números naturais mas o interessante é que somente uma caracterização formal dos mesmos. Demonstração: Dado x real diferente de zero. No cotidiano. então: (-x). com as seguintes condições (axiomas) satisfeitas: P1: A soma e o produto de números positivos são positivos. P2: Dado x em P. através dos axiomas introduzidos anteriormente. O fato de R ser um corpo ordenado dá sentido às desigualdades. temos que x está em P ou -x está em P. Dizer que R é um corpo ordenado é equivalente a garantir que.

Números Naturais Pela propriedade acima e com o uso do axioma P1. com algumas características indutivas.n. temos o resultado desejado.4.... x+1 está em R. isto é: Ind1: 1 pertence a R. Vejamos: 1 . 1997.. é o "menor" subconjunto indutivo de R que possui a propriedade muito importante conhecida como o Princípio da Indução Finita... podemos construir o conjunto dos números naturais como um subconjunto dos números reais positivos.. Tomos I e II (A inteligência dos homens contada pelos Números e pelo Cálculo!). num certo sentido. = = = 1 2 3 está está está em em em P P P Observação importante: O número 0 não foi incluído no conjunto dos números naturais.. (n) + 1 = (n+1) está em P Assim N={1..... 2.. O conjunto dos números reais é indutivo.. . o que é uma conseqüência óbvia do que apresentamos até aqui. Ind2: Para todo x em R..} É claro que N está contido em P e P está contido em R. é que o conjunto N dos números naturais....2..3. sugiro a leitura do livro de Georges Ifrah: "História Universal dos Algarismos". Livraria Nova Fronteira.e pela regra dos sinais. Para que o interessado possa esclarecer a maioria dos detalhes concernentes ao número zero (0) e conhecer uma enorme gama de detalhes acerca dos algarismos e números. 3. Algo não óbvio e que não será feito aqui. .. pois este número foi criado artificialmente para dar significado ao conceito de nulidade (falta de um elemento) quando da criação do sistema posicional pelos hindús e este conjunto dos números naturais recebe este nome exatamente porque está relacionado com as idéias de contagem de coisas naturais como 1. 1 1 + 1 2 + 1 .

. X coincide com o próprio N. isto é.+n + n+1 = (1+2+3+. Quando introduzimos o conjunto dos números reais pelo método construtivo. o que equivalente a mostrar que (n+1) está em X... Desenvolvendo o membro da esquerda de P(n+1). pois para n=1. 1 pertence a X. Aplicação do PIF: Provaremos que a soma dos n primeiros números naturais pode ser escrita como o semiproduto de n por n+1.... 2. a igualdade P(1) se reduz a: 1 = 1. + n = n(n+1)/2 Mostraremos que também vale a propriedade P(n+1).(1+1)/2 Suponhamos que n pertença a X (Hipótese de Indução). tal que: 1. para todo n>1 Então. para todo n em N. vale a igualdade: P(n): (1+2+3+. obtemos: 1+2+3+.+n) = n(n+1)/2 Demonstração: Seja X o subconjunto dos números naturais tal que P(n) seja válida.+n) + (n+1) = n(n+1)/2 + (n+1) = (n+1)(n/2 + 1) = (n+1)(n+2)/2 . que é válida a propriedade P(n): 1 + 2 + 3 + . o princípio da indução finita é conhecido como o Terceiro axioma de Peano..Princípio da Indução Finita (PIF) Se X é um subconjunto do conjunto dos números naturais N. é usual iniciar pela construção axiomática dos números naturais.. O que importa é que ele é válido e de grande utilidade. 1 pertence ao conjunto X. então (n+1) pertence ao conjunto X. Neste caso. isto é. Se n pertence ao conjunto X.

Astrônomos e físicos procuravam uma linguagem matemática para expressar a atração entre dois corpos. Exercício: Mostrar que são verdadeiras as seguintes proposições: 1. 2. era preciso encontrar um símbolo que permitisse operar com esse número criado. 2x + 10 = 0.Mostramos assim que: (1+2+3+... 3.+(2n-1)=n² P(n): 1²+2²+3²+. Sobre a origem dos sinais A idéia sobre os sinais vem dos comerciantes da época. Quando um corpo age com uma força sobre outro corpo. que pudesse ser a solução de equações tão simples como: x + 2 = 0.. Mas a tarefa não ficava somente em criar um novo número..+n)+(n+1) = (n+1)(n+2)/2 e esta igualdade corresponde exatamente a P(n+1) e dessa forma X é o próprio conjunto N. ou seja.+n3=n²(n+1)²/4 P(n): 14+24+.. 4.. 4y + 4 = 0 As Ciências precisavam de símbolos para representar temperaturas acima e abaixo de 0º C. os matemáticos sentiram cada vez mais a necessidade de um novo tipo de número. por exemplo. Veja como faziam tais comerciantes: ... P(n) é válida para todo n em N. este reage com uma força de mesma intensidade e sentido contrário. de modo prático e eficiente.+n²=n(n+1)(2n+1)/6 P(n): 13+23+33+... P(n): 1+3+5+7+.+n4=n(n+1)(6n3+9n²+n-1)/30 NÚMEROS INTEIROS Introdução aos números inteiros Na época do Renascimento. Os matemáticos encontraram a melhor notação para expressar esse novo tipo de número.

os matemáticos poderiam. 2.. Com essa nova notação. -4.Suponha que um deles tivesse em seu armazém duas sacas de feijão com 10 kg cada. -3. Se esse comerciante vendesse num dia 8 Kg de feijão.. 2..} Exemplos de subconjuntos do conjunto Z (a) Conjunto dos números inteiros excluído o número zero: Z* = {. -1.. o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero.. mas também representar o ganho ou a perda dessas quantidades. tomar a unidade de medida como a distância entre 0 e 1 e por os números inteiros da seguinte maneira: . para se lembrar de que no saco havia 2 Kg de feijão a mais que a quantidade inicial. 1. -2.. -1. 1. 0} Observação: Não existe padronização para estas notações. -2. -4.. Mas se ele resolvesse despejar no outro saco os 2 Kg que restaram.. 4. O conjunto Z dos Números Inteiros Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do conjunto dos números naturais. não somente indicar as quantidades. através de números. considerar o número 0 como a origem e o número 1 em algum lugar... -2. Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen=número em alemão). Reta Numerada Uma forma de representar geometricamente o conjunto Z é construir uma reta numerada. ele escrevia o número 8 com um traço (semelhante ao atual sinal de menos) na frente para não se esquecer de que no saco faltava 8 Kg de feijão. -3. -4. com sinal positivo ou negativo. 0. 4.} (b) Conjunto dos números inteiros não negativos: Z+ = {0.. Este conjunto pode ser escrito por: Z = {. 3.... escrevia o número 2 com dois traços cruzados (semelhante ao atual sinal de mais) na frente. 4. 3... -3. 2..= {. -1.} (c) Conjunto dos números inteiros não positivos: Z. 1. 3..

Exemplos: (a) 3 é sucessor de 2 (b) 2 é antecessor de 3 (c) -5 é antecessor de -4 (d) -4 é sucessor de -5 (e) 0 é antecessor de 1 (f) 1 é sucessor de 0 (g) -1 é sucessor de -2 (h) -2 é antecessor de -1 Todo número inteiro exceto o zero. Exemplos: (a) O oposto de ganhar é perder. possui um elemento denominado simétrico ou oposto z e ele é caracterizado pelo fato geométrico que tanto z como -z estão à mesma distância da origem do conjunto Z que é 0. Ordem e simetria no conjunto Z O sucessor de um número inteiro é o número que está imediatamente à sua direita na reta (em Z) e o antecessor de um número inteiro é o número que está imediatamente à sua esquerda na reta (em Z). . logo o oposto de -5 é +5. o que nos permite pensar que se fosse adotada outra forma. não haveria qualquer problema. (b) O oposto de perder é ganhar. logo o oposto de +3 é -3. Baseando-se ainda na reta numerada podemos afirmar que todos os números inteiros possuem um e somente um antecessor e também um e somente um sucessor. razão pela qual indicamos com uma seta para a direita. Esta consideração é adotada por convenção.Ao observar a reta numerada notamos que a ordem que os números inteiros obedecem é crescente da esquerda para a direita.

Exemplos: (a) -3 + 3 = 0 (b) +6 + 3 = 9 (c) +5 . a soma de dois números inteiros ainda é um número inteiro.x} Exemplos: (a) |0| = 0 (b) |8| = 8 (c) |-6| = 6 Observação: Do ponto de vista geométrico. Soma (adição) de números inteiros Para melhor entendimento desta operação. mas o sinal (-) antes do número negativo nunca pode ser dispensado. .Módulo de um número Inteiro O módulo ou valor absoluto de um número Inteiro é definido como sendo o maior valor (máximo) entre um número e seu elemento oposto e pode ser denotado pelo uso de duas barras verticais | |. ganhar 3 + ganhar 4 = ganhar 7 perder 3 + perder 4 = perder 7 ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (+3) + (+4) = (+7) (-3) + (-4) = (-7) (+8) + (-5) = (+3) (-8) + (+5) = (-3) Atenção: O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado. associaremos aos números inteiros positivos a idéia de ganhar e aos números inteiros negativos a idéia de perder. isto é. Assim: |x| = max{-x.1 = 4 Propriedades da adição de números inteiros Fecho: O conjunto Z é fechado para a adição. o módulo de um número inteiro corresponde à distância deste número até a origem (zero) na reta numérica inteira.

.. pode ser indicado por axb. proporciona o próprio z. isto é: 1 + 1 + 1 + . devemos obedecer à seguinte regra de sinais: .b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras. obteremos: 2 + 2 + 2 + .Associativa: Para todos a. obteremos: (-2) + (-2) + . existe (-z) em Z.c em Z: a + ( b + 2+(3+7)=(2+3)+7 c ) = ( a + b ) + c Comutativa: Para todos a. significa ganhar 30 objetos e esta repetição pode ser indicada por um x. tal que z 9 + (-9) = 0 + (-z) = 0 Multiplicação (produto) de números inteiros A multiplicação funciona como uma forma simplificada de uma adição quando os números são repetidos. como por exemplo...b. ganhar 1 objeto por 30 vezes consectivas. que adicionado a cada z em Z. a. Na multiplicação o produto dos números a e b. Poderiamos analisar tal situação como o fato de estarmos ganhando repetidamente alguma quantidade.. isto é: z 7+0=7 + 0 = z Elemento oposto: Para todo z em Z.. Para realizar a multiplicação de números inteiros.b em Z: a + 3+7=7+3 b = b + a Elemento neutro: Existe 0 em Z. + 1 + 1 = 30 x 1 = 30 Se trocarmos o número 1 pelo número 2. + (-2) = 30 x (-2) = -60 Observamos que a multiplicação é um caso particular da adição onde os valores são repetidos. + 2 + 2 = 30 x 2 = 60 Se trocarmos o número 2 pelo número -2.

podemos concluir que: Sinais dos números Resultado do produto iguais positivo diferentes negativo Propriedades da multiplicação de números inteiros Fecho: O conjunto Z é fechado para a multiplicação.b. a multiplicação de dois números inteiros ainda é um número inteiro.c em Z: . Associativa: Para todos a. isto é.b em Z: a 3x7=7x3 x b = b x a Elemento neutro: Existe 1 em Z.(+1) × (+1) = (+1) (+1) × (-1) = (-1) (-1) × (+1) = (-1) (-1) × (-1) = (+1) Com o uso das regras acima. isto é: z 7x1=7 x 1 = z Elemento inverso: Para todo inteiro z diferente de zero. que multiplicado por todo z em Z. tal que z x z-1 -1 9 x 9 = 9 x (1/9) = 1 = z x (1/z) = 1 Propriedade mista (distributiva) Distributiva: Para todos a. proporciona o próprio z.b.c em Z: a x ( b x 2x(3x7)=(2x3)x7 c ) = ( a x b ) x c Comutativa: Para todos a. existe um inverso z-1=1/z em Z.

Tais leituras são provenientes do fato que área do quadrado pode ser obtida por A=a² onde a é é a medida do lado e o volume do cubo pode ser obtido por V=a³ onde a é a medida do lado do cubo.a x ( b + c ) 3x(4+5)=(3x4)+(3x5) = ( a x b ) + ( a x c ) Potenciação de números inteiros A potência an do número inteiro a. O número a é denominado a base e o número n é o expoente. b.. a potência a³ pode ser lida como: "a elevado ao cubo". usarei Rn[a] para indicar a raiz n-ésima de a. e somente se. Observação: Quando o expoente é n=2. d. c.. é definida como um produto de n fatores iguais. b é a raiz n-ésima de a se. a potência a² pode ser lida como: "a elevado ao quadrado" e quando o expoente é n=3. Observação: Por deficiência da linguagem HTML. que até hoje não implementou o sinal de raiz n-ésima. 25 = 2 x 2 x 2 x 2 x 2 = 32 (-2)³ = (-2) x (-2) x (-2) = -8 (-5)² = (-5) x (-5) = 25 (+5)² = (+5) x (+5) = 25 × a × a × . × a com os exemplos acima. podemos observar que a potência de todo número inteiro elevado a um expoente par é um número positivo e a potência de todo número inteiro elevado a um expoente ímpar é um número que conserva o seu sinal. isto é: . an = a × a a é multiplicado por a n vezes Exemplos: a. simplesmente indicarei a raiz de ordem 2 de um número inteiro a como R[a]. Quando n=2. Leia a observação seguinte para entender as razões pelas quais não uso o símbolo de radical neste trabalho. Radiciação de números inteiros A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em um outro número inteiro não negativo b que elevado à potência n fornece o número a. O número n é o índice da raiz enquanto que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical). Assim. a=bn.

b=Rn[a] se. Aqui não restringimos os nossos cálculos somente aos números não negativos. A existência de um número cujo quadrado é igual a um número negativo só será estudada mais tarde no contexto dos números complexos. é possível extrair a raiz de qualquer número inteiro. pois 2³ = 8. concluímos que: (a) Se o índice da raiz for par. (b) R³[-8] = -2. (b) Se o índice da raiz for ímpar. Erro comum: Freqüentemente lemos em materiais didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas aparecimento de: R[9] = ±3 Mas isto está errado. pois (-3)³ = -27. (c) R³[27] = 3. O certo é: R[9] = +3 Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um número negativo. pois 3³ = 27. Exemplos: (a) R³[8] = 2. . e somente se. a=bn A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a operação que resulta em um outro número inteiro não negativo que elevado ao quadrado coincide com o número a. (d) R³[-27] = -3. não existe raiz de número inteiro negativo. A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que resulta em um outro número inteiro que elevado ao cubo seja igual ao número a. Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de números inteiros. Observação: Não existe a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto dos números inteiros. pois (-2)³ = -8.

. isto é. sendo que n deve ser não nulo.NÚMEROS RACIONAIS Relacionando números racionais com frações Um número racional é o que pode ser escrito na forma m n onde m e n são números inteiros. O número zero é também um número racional. A parte que se repete é denominada período. . Para simplificar a escrita.npppp... então todas as propriedades válidas para frações são também válidas para números racionais. para nossa facilidade de escrita na montagem desta Página. sendo que o número p se repete indefinidamente. é comum encontrarmos na literatura a notação: Q = {m/n : m e n em Z. razão pela qual usamos os três pontos: . onde m. mas. n e p são números inteiros. razão pela qual. Assim. números racionais podem ser obtidos através da razão (em Latim: ratio=razão=divisão=quociente) entre dois números inteiros. n deve ser diferente de zero. o conjunto de todos os números racionais é denotado por Q. Em alguns livros é comum o uso de uma barra sobre o período ou uma barra debaixo do período ou o período dentro de parênteses. muitas vezes usaremos a palavra racionais para nos referirmos aos números racionais. No nosso link Frações já detalhamos o estudo de frações e como todo número racional pode ser posto na forma de uma fração. usaremos o período sublinhado. Freqüentemente usamos m/n para significar a divisão de m por n. indicamos Q+ para entender o conjunto dos números racionais positivos e Q_ o conjunto dos números racionais negativos. n diferente de zero} Quando há interesse. Quando não existe possibilidade de divisão.. simplesmente usamos uma letra como q para entender que este número é um número racional. Dízima periódica Uma dízima periódica é um número real da forma: m. após o mesmo. Como podemos observar.

. 0.0005 + ..12 0. = 12.636363.83 2..03 + 0. utilizaremos diversos exemplos numéricos. 5...003 + 0. 0.9 7..63 Uma dízima periódica é composta se possui uma parte que não se repete entre a parte inteira e o período..... 0.= 0. = 0. .121212. = 0..003 + 0.(63) = 3.333333. deve-se aprofundar o estudo de séries geométricas no âmbito do Ensino Médio ou mesmo estudar números racionais do ponto de vista do Cálculo Diferencial e Integral ou da Análise na Reta no âmbito do Ensino Superior.0003 +.0003 + ... 2. = 0.005 + 0..03 + 0..13 Uma dízima periódica é simples se a parte decimal é formada apenas pelo período. 4. 3.= 0.3333.. Para mostrar como funciona o método. Alguns exemplos: 1. = 0. 3. 0.3 1. Para obter a geratriz de uma dízima periódica devemos trabalhar com o número dado pensado como uma soma infinita de números decimais. A geratriz de uma dízima periódica Dada uma dízima periódica. Para pessoas interessadas num estudo mais aprofundado sobre a justificativa para o que fazemos na sequência. O processo para realizar esta tarefa será mostrado na sequência com alguns exemplos numéricos..= 4.. = 7. = 3. 3.8 + 0..1333333.3 + 0..72535353..7855.78 + 0.9999999..... = 0.. Isto significa que podemos transformar uma dízima periódica em uma fração. = 1.(3) = 0.6666666. A conexão entre números racionais e números reais Um fato importante que relaciona os números racionais com os números reais é que todo número real que pode ser escrito como uma dízima periódica é um número racional.3333333.. 0.. 2. qual será a fração que dá origem a esta dízima? Esta fração é de fato um número racional denominado a geratriz da dízima periódica.6 12.3 2. Por exemplo: 1. 4.8333.. Alguns exemplos são: 1..Exemplos: Dízimas periódicas 1.83333333.7253 Uma dízima periódica é uma soma infinita de números decimais. 0.

0003 + 0.313131.. Observe que o período tem apenas 1 algarismo.003 + 0. obtemos: 10 S .3 + 0.. obteremos: 10 S = 3 + 0... Observe que são iguais as duas últimas expressões que aparecem em cor vermelha! Subtraindo membro a membro a penúltima expressão da última.0031 + 0.. assim: . isto é...33333.3333333..31 + 0.1.3 + 0.03 + 0.003 + 0. T=0.000031 +.. Multiplicando esta soma "infinita" por 101=10 (o período tem 1 algarismo).000031 +. Observe que são iguais as duas últimas expressões que aparecem em cor vermelha.. = 0. Multiplicando esta soma "infinita" por 10²=100 (o período tem 2 algarismos). você saberia mostrar que: 0.3 2....00003 +..99999.31. Iremos escrever este número como uma soma de infinitos números decimais da forma: S = 0.9 = 1 = 0. obtemos: 1 S= 3 Exercício: Usando o mesmo argumento que antes. Vamos tomar agora a dízima periódica T=0.31 + 0. isto é. Seja S a dízima periódica 0.0003 +.3.. obteremos: 100 T = 31 + 0. S=0. Iremos escrever este número como uma soma de infinitos números decimais da forma: T =0.0031 + 0.S = 3 donde segue que 9S=3 Simplificando. Observe que o período tem agora 2 algarismos. = 0...03 + 0..

008 + 0. Multiplique agora a soma "infinita" por 101=10 (o período tem 1 algarismo).8 Assim: 10R .. para obter: 10(R-7..0008 +...1 + 0.. Manipule a soma "infinita" como se fosse um número comum e passe a parte que não se repete para o primeiro membro para obter: R-7.1 = 0.0008 +. multiplicamos toda a expressão por 10 e simplificamos para obter: 90 R = 647 ..1888.31 3.1) = 0. temos que 31 T= 99 = 0..1 = 0.8 + 0..1) = 0.18.08 + 0. Um terceiro tipo de dízima periódica é T=7.(R-7.. Observe que são iguais as duas últimas expressões que aparecem em cor vermelha! Subtraia membro a membro a penúltima expressão da última para obter: 10(R-7. Escreveremos este número como uma soma de infinitos números decimais da forma: R = 7. Observe que existe um número com 1 algarismo após a vírgula enquanto que o período tem também 1 algarismo.1) . isto é. = 0.R + 7.008 + 0.71 .08 + 0. T=7..008 + 0.08 + 0.100 T = 31 + T de onde segue que 99 T = 31 e simplificando.0008 +.8 Para evitar os números decimais.31313131..

004004004 +.004 + 0. U=7.(U-7) = 4 Assim: 1000U ..004004 + 0..1888.. = 7.004004. Observe que o período tem 3 algarismos.18 4.004.004 . isto é. = 7. Um quarto tipo de dízima periódica é T=7.... sendo que os dois primeiros são iguais a zero e apenas o terceiro é não nulo.. Multiplique agora a soma "infinita" por 10³=1000 (o período tem 3 algarismos).004004 + 0.004004004 +...004004004 +.7000 .. Decomporemos este número como uma soma de infinitos números decimais da forma: U = 7 + 0. Manipule a soma "infinita" como se fosse um número comum e passe a parte que não se repete para o primeiro membro para obter: U-7 = 0... para obter: 1000(U-7) = 4 + 0.U + 7 = 4 Obtemos então 999 U = 6997 que pode ser escrita na forma: 6997 T= 999 = 7..004 + 0.004004004.Obtemos então: 647 T= 90 = 7.004004 + 0.004 + 0. Observe que são iguais as duas últimas expressões que aparecem em cor vermelha! Subtraia membro a membro a penúltima expressão da última para obter: 1000(U-7) .

Exercício: Determinar a medida da diagonal de um quadrado cujo lado mede 1 metro. escrevemos: . Representação.. etc. 2... ordem e simetria dos racionais Podemos representar geometricamente o conjunto Q dos números racionais através de uma reta numerada.141592653589793238462643. denotada aqui por R[2] para simplificar as notações estranhas. Esta consideração é adotada por convenção.. centros de gravidade. razão pela qual indicamos com uma seta para a direita. Exemplo: O número real abaixo é um número irracional. dizemos que o número r é maior do que s. Observe que o número de zeros após o algarismo 1 aumenta a cada passo.. são: e = Pi = 3. previsão populacional.718281828459045.... O resultado numérico é um número irracional e pode ser obtido através da relação de Pitágoras. Para indicar que r é menor do que s. o que nos permite pensar em outras possibilidades. que são utilizados nas mais diversas aplicações práticas como: cálculos de áreas. Quando esta diferença r-s é negativa. volumes.. O resultado é a raiz quadrada de 2. Existem infinitos números reais que não são dízimas periódicas e dois números irracionais muito importantes.Números irracionais Um número real é dito um número irracional se ele não pode ser escrito na forma de uma fração ou nem mesmo pode ser escrito na forma de uma dízima periódica.10100100010000100000. embora pareça uma dízima periódica: x=0. Dizemos que um número racional r é menor do que outro número racional s se a diferença r-s é positiva. Consideramos o número 0 como a origem e o número 1 em algum lugar e tomamos a unidade de medida como a distância entre 0 e 1 e por os números racionais da seguinte maneira: Ao observar a reta numerada notamos que a ordem que os números racionais obedecem é crescente da esquerda para a direita.

Todo número racional q exceto o zero. possui um elemento denominado simétrico ou oposto -q e ele é caracterizado pelo fato geométrico que tanto q como -q estão à mesma distância da origem do conjunto Q que é 0. |2/7|=2/7 e |-6/7|=6/7.r<s Do ponto de vista geométrico. da mesma forma que a soma de frações. Como exemplo.q} Exemplos: |0|=0. A distância do ponto real q ao espelho é a mesma que a distância do ponto virtual -q ao espelho. A soma (adição) de números racionais Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração. Do ponto de vista geométrico. um número que está à esquerda é menor do que um número que está à direita na reta numerada. Do ponto de vista geométrico. que é denotado pelo uso de duas barras verticais | |. o módulo de um número racional q é a distância comum do ponto q até a origem (zero) que é a mesma distância do ponto -q à origem. o simétrico funciona como a imagem virtual de algo colocado na frente de um espelho que está localizado na origem. na reta numérica racional. através de: a + b d c = bd ad+bc Propriedades da adição de números racionais . por: |q| = max{-q. definimos a adição entre os números racionais a/b e c/d. Módulo de um número racional O módulo ou valor absoluto de um número racional q é maior valor entre o número q e seu elemento oposto -q. temos que: (a) O oposto de 3/4 é -3/4. (b) O oposto de 5 é -5.

Para realizar a multiplicação de números racionais. tal que q + (-q) = 0 Subtração de números racionais: A subtração de dois números racionais p e q é a própria operação de adição do número p com o oposto de q. da mesma forma que o produto de frações. axb. Associativa: Para todos a. a soma de dois números racionais ainda é um número racional.q = p + (-q) Na verdade. isto é: p . proporciona o próprio q.b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras. através de: a × b d c = bd ac O produto dos números racionais a e b também pode ser indicado por a × b. definimos o produto de dois números racionais a/b e c/d. devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática: (+1) × (+1) = (+1) . c em Q: a+(b+c)=(a+b)+c Comutativa: Para todos a. isto é. b em Q: a+b=b+a Elemento neutro: Existe 0 em Q. que adicionado a todo q em Q. a. b.Fecho: O conjunto Q é fechado para a operação de adição. isto é: q+0=q Elemento oposto: Para todo q em Q. existe -q em Q. A Multiplicação (produto) de números racionais Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração. esta é uma operação desnecessária no conjunto dos números racionais.

c em Q: a×(b×c)=(a×b)×c Comutativa: Para todos a. q diferente de zero. o produto de dois números racionais ainda é um número racional. isto é: q×1=q Elemento inverso: Para todo q=a/b em Q. Associativa: Para todos a. isto é: p ÷ q = p × q-1 Provavelmente você já deve ter sido questionado: Porque a divisão de uma fração da forma a/b por outra da forma c/d é realizada como o produto da primeira pelo inverso da segunda? A divisão de números racionais esclarece a questão: . isto é.(+1) × (-1) = (-1) (-1) × (+1) = (-1) (-1) × (-1) = (+1) Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo. tal que q × q-1 = 1 Esta última propriedade pode ser escrita como: a × b a b =1 Divisão de números racionais: A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso de q. b. que multiplicado por todo q em Q. mas o produto de dois números com sinais diferentes é negativo. Propriedades da multiplicação de números racionais Fecho: O conjunto Q é fechado para a multiplicação. proporciona o próprio q. existe q-1=b/a em Q. b em Q: a×b=b×a Elemento neutro: Existe 1 em Q.

O número n é o índice da raiz enquanto que o número q é o radicando (que fica sob o estranho sinal de radical). × q. a divisão é um produto de um número racional pelo inverso do outro. qn = q × q × q × q × .a ÷ b c = d a × b d = c ad bc Na verdade. (q aparece n vezes) Raízes de números racionais A raiz n-ésima (raiz de ordem n) de um número racional q é a operação que resulta em um outro número racional r que elevado à potência n fornece o número q. a potência q³ pode ser lida como: q elevado ao cubo.. O número q é denominado a base e o número n é o expoente. Propriedade distributiva (mista) Distributiva: Para todos a. b. c em Q: a×(b+c)=(a×b)+(a×c) Potenciação de números racionais A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. .. assim esta operação é também desnecessária no conjunto dos números racionais. Isto é proveniente do fato que área do quadrado pode ser obtida por A=q² onde q é a medida do lado do quadrado e o volume do cubo pode ser obtido por V=q³ onde q é a medida da aresta do cubo. a potência q² pode ser lida como: q elevado ao quadrado e se o expoente é n=3. Exemplos: (a) (2/5)³ =(2/5) (2/5)×(2/5) = 8/125 (b) (-1/2)³=(-1/2)×(-1/2)×(-1/2) = -1/8 (c) (-5)² =(-5)×(-5) = 25 (d) (+5)² =(+5)×(+5) = 25 Observação: Se o expoente é n=2.

Quando n=2. Exemplos: (a) R³[125] = 5 pois 5³=125. simplesmente indicarei a raiz quadrada (de ordem 2) de um número racional q por R[q]. (d) R[144] não é igual a -12 embora (-12)²=144. Não tem sentido R[-1] no conjunto dos números racionais. (c) R[144] = 12 pois 12²=144. r²=q. Observação: Não existe a raiz quadrada de um número racional negativo no conjunto dos números racionais. negativos ou o próprio zero. que ainda não implementou sinais matemáticos. A raiz cúbica (de ordem 3) de um número racional q é a operação que resulta na obtenção de um um outro número racional que elevado ao cubo seja igual ao número q. A raiz quadrada (raiz de ordem 2) de um número racional q é a operação que resulta em um outro número racional r não negativo que elevado ao quadrado seja igual ao número q.Leia a observação seguinte para entender as razões pelas quais evito usar o símbolo de radical neste trabalho. Exemplos: . A existência de um número cujo quadrado seja igual a um número negativo só será estudada mais tarde no contexto dos Números Complexos. isto é. denotarei aqui a raiz n-ésima de q por Rn[q]. (b) R³[-125] = -5 pois (-5)³=-125. Assim: r = Rn[q] equivale a q = rn Por deficiência da linguagem HTML. O certo é: R[9] = +3 Não existe um número racional não negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um número negativo. Aqui não restringimos os nossos cálculos são válidos para números positivos. Erro comum: Frequentemente lemos em materiais didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas o aparecimento de: R[9] = ±3 mas isto está errado.

isto é: x1 + x2 + x3 +. 25. concluímos que: (1) Se o índice n da raiz for par. indicado por: p1. x2. (d) R³[-27]= -3. x3. dividida por n.. 84.. xn. x2.. não existe raiz de número racional negativo.. p3. Observação: Obedecendo à regra dos sinais para a multiplicação de números racionais. pois 3³ = 27. A média aritmética entre esses n números é a soma dos mesmos dividida por n. 67. (c) R³[27] = 3. A média aritmética ponderada desses n números é a soma dos produtos de cada um por seu peso. . pn.(a) R³[8] = 2.. p2.... . pois (-3)³ = -27. xn. respectivamente. pois 2³ = 8. 33 então a idade média do grupo pode ser calculada pela média aritmética: 12 + 54 + 67 + 15 + 84 + 24 + 38 + 25 + 33 A= 9 o que significa que a idade média está próxima de 39 anos. (b) R³[-8] = -2. isto é: = 9 352 = 39.+ xn A= n Exemplo: Se um grupo de 9 pessoas tem as idades: 12.. 15. x3. é possível extrair a raiz de qualquer número racional.11 . Média aritmética ponderada: Consideremos uma coleção formada por n números racionais: x1. de forma que cada um esteja sujeito a um peso.. 24.. Média aritmética e média ponderada Média aritmética: Seja uma coleção formada por n números racionais: x1. (2) Se o índice n da raiz for ímpar. 54. 38. pois (-2)³ = -8. .

xn] Exemplo: A a média geométrica entre os números 12.78 Médias geométrica e harmônica Média geométrica: Consideremos uma coleção formada por n números racionais não negativos: x1.b=64. que trabalha (com salário por dia). o mais econômico? A resposta a este tipo de questão é dada pela média geométrica entre as medidas do comprimento a e da largura b. uma vez que a. é dada por: G = R4[12 ×64×126×345] = 76..+ pn Exemplo: Um grupo de 64 pessoas. . x2... isto é.00 10 ganham R$ 60.. x3.. .00 15 ganham R$ 90. xn...x1 p1 + x2 p2 + x3 p3 +.. em uma empresa é formado por sub-grupos com as seguintes características: 12 ganham R$ 50.+ xn pn P= p1 + p2 + p3 +.00 Para calcular a média salarial (por dia) de todo o grupo devemos usar a média aritmética ponderada: 50×12 + 60×10 + 25×20 + 90×15 + 120×7 P= 12 + 10 + 20 + 15 + 7 = 64 3890 =60. qual é o retângulo cujo perímetro é o menor possível. 126 e 345.. 64. A média geométrica entre esses n números é a raiz n-ésima do produto entre esses números.00 20 ganham R$ 25. A média geométrica G entre a e b fornece a medida desejada.00 7 ganham R$ 120. isto é: G = Rn[x1 x2 x3 .013 Aplicação prática: Dentre todos os retângulos com a área igual a 64 cm².

Dessa junção aparecerá um novo segmento AC. trace uma semi-circunferencia começando em A e terminando em C. A medida do segmento BD corresponde à média geométrica das medidas dos segmentos AB e BC. logo só pode ser um quadrado! O perímetro neste caso é p=32 cm. x3. O segmento vertical traçado para cima a partir de B encontrará o ponto D na semi-circunferência. de forma que eles formem segmentos consecutivos sobre a mesma reta. x2.b) [a. (a. Em qualquer outra situação em que as medidas dos comprimentos forem diferentes das alturas. [a.. R: a<x<b}. . Obtenha o ponto médio O deste segmento e com um compasso centrado em O e raio OA. Média harmônica: Seja uma coleção formada por n números racionais positivos: x1.b) = {x em (a.. isto é: Intervalos reais Intervalos finitos: Com estas últimas convenções podemos definir os conceitos de intervalo e da importante função modular.b] = {x em R: a<x<b}.. pondo-se um círculo vazio onde não vale a igualdade e um círculo preenchido onde vale a igualdade. Sejam AB e BC segmentos de reta. podemos visualizar os quatro tipos de intervalos com extremidades finitas. Interpretação gráfica: A média geométrica entre dois segmentos de reta pode ser obtida geometricamente de uma forma bastante simples.b] = {x em R: a<x<b} = {x em R: a<x<b} Geometricamente. xn. Trace um segmento de reta que contenha a junção dos segmentos AB e BC. teremos perímetros maiores do que 32 cm.G = R[a × b] = R[64] = 8 Resposta: É o retângulo cujo comprimento mede 8 cm e é lógico que a altura também mede 8 cm. . A média harmônica H entre esses n números é a divisão de n pela soma dos inversos desses n números.

a) = {x em R: x<a} e também os intervalos: [a.-x} ou usando a raiz quadrada.a] = {x em R: x<a} e uma notação comum é R=(- . isto é: (a. reais maiores do que a.Intervalos infinitos: Definiremos o intervalo (a. . é definido como sendo o maior valor entre x e -x. isto é: |x|=máximo{x. por: ou ainda por: Exemplos: |+5|=5. Módulo de um número real O módulo (valor absoluto) de um número real x.+ ) = {x em R: x>a} (- ) como o conjunto de todos os números .+ ).+ ) = {x em R: x>a} (. |0|=0 e |-6|=6.

Distância entre números reais O conceito de módulo de um número real permite introduzir o conceito de distância entre dois números reais e caracterizar o conceito de proximidade entre dois números reais.O conceito de módulo de um número real desempenha um papel de fundamental importância na Análise Matemática e são valiosas algumas relações de igualdade e desigualdade onde aparecem os módulos. 2. 6. 5.|y| -|x| < x < |x| |x+y| < |x| + |y| |x-y| < |x| + |y| Observação: |x+y| nem sempre é igual a |x|+|y|.+7)=|(-3)-(7)|=|-10|=10. tem-se que: 1.y| = |x|. Com as desigualdades podemos construir a relação de ordem total sobre R: x < y se y-x > 0 com as seguintes propriedades: Reflexiva: Para todo x em R: x<x . Teorema: Quaisquer que sejam x e y em R. 4. Dados x e y em R. 3. |+x| = |-x| |x-y| = |y-x| |x. define-se a distância entre x e y como: d(x.y) = |x-y| Exemplo: d(-3.

ocorre exatamente uma das duas alternativas seguintes: x < y ou x > y Monotonicidade da adição: Se x < y então. para todo z>0. para todo z em R. então: x<z Dicotomia: Dados x em R e y em R. a relação é verdadeira. A última propriedade é muitas vezes motivo de tropeços para muitos alunos e professores. tem-se: x.x=0 logo. Se x=y em R e z=0. . em especial na resolução de desigualdades e pela sua importância.Anti-simétrica: Se x < y e y < x. tem-se: x+z < y+z Monotonicidade da multiplicação: Se x < y então.z < y.z mas se z<0. para todo z em R. então: x=y Transitiva: Se x < y e y < z. então x < y implica: x. faremos a sua demonstração.z > y.z As duas últimas propriedades expressam o fato que a relação de ordem < considerada é compatível com a estrutura de corpo de R. pois 0.

z=y. . temos: (y-x). Conjunto Solução para uma Proposição É o conjunto de todos os valores que satisfazem à proposição dada. teremos: y-x pertence a P e z pertence a P Pela propriedade P1. sendo que este conjunto depende do universo que estivermos trabalhando. 2} mas o conjunto solução no conjunto N dos números naturais é um conjunto unitário.z é um elemento de P ou seja: x.x. dado por: S={2} Dada uma desigualdade. é importante obter o conjunto solução S que satisfaz esta desigualdade. Exemplo: Consideremos P(x): x² .z Se considerarmos x < y e z>0.z < y.z-x.4 = 0 O conjunto solução no conjunto R dos números reais tem dois elementos e é dado por: S = {-2.z Prove a outra parte como exercício.z está em P e pela propriedades distributiva: y. isto é. obter o conjunto de todos os números reais que satisfazem à desigualdade dada e indicar o resultado na forma de um intervalo real ou através da reunião ou interseção de intervalos reais.

2] = {x em R: -3/5 < x < 2} Representação gráfica da reta A relação de ordem total x<y se y-x>0 que existe em R e o fato de R ser completo. fato conhecido por representação gráfica da reta real. obtemos x > -3 Assim. o Conjunto Solução será: S=(-3. para obter 12-15 < 5x+15-15 < 25-15 Simplificando.Exemplo 1: Para resolver a desigualdade real 5x+15>0. podemos somar -15 em todos os termos das desigualdades. obtemos finalmente -3/5 < x < 2 logo o Conjunto Solução será: S=(-3/5. permitem identificar o conjunto dos números reais com os pontos de uma reta. no conjunto dos números reais. . ) = {x em R: -3 < x} Exemplo 2: Para resolver a(s) desigualdade(s) 12<5x+15<25. obtemos -3 < 5x < 10 Dividindo todos os termos das desigualdades por 5: -3/5 < 5x/5 < 10/5 Simplificando. somamos o número -15 a ambos os termos da desigualdade: 5x + 15 -15 > 0 -15 para obter 5x > -15 Dividindo ambos os termos por 5.

é a seguinte: . se este fato não fosse verdadeiro. o enunciado deste axioma exige tantos requisitos que ele só pode (e deve) ser trabalhado com cuidado em um curso mais avançado de Cálculo Diferencial e Integral ou Análise Matemática. com o número um 1 e a partir daí indicam-se os outros valores numéricos. dependendo de sua grandeza em relação à unidade. o conceito de raiz quadrada. Definição de Raiz Quadrada Existe um terceiro axioma que caracteriza o conjunto dos números reais como um corpo ordenado completo. Por R ser completo um fato importantíssimo é o seguinte: Dado um número real não negativo a. Deste axioma é possível obter as propriedades mais importantes do Cálculo e na verdade. tomado por unidade. Portanto: e é errado afirmar que Uma conseqüência desta definição e da definição de módulo de um número real. Mostraremos aqui algumas conseqüências deste axioma. existe um único número real não negativo x tal que x² = a Por definição. Infelizmente. como por exemplo. define-se a raiz quadrada de a. denominado origem. com o número zero 0 e outro ponto.Esta representação é uma linha reta onde se identifica um ponto. como: sendo x>0 e x²=a. dado a>0. este número real não negativo é a raiz quadrada de a e dessa forma. pouco restaria dos conhecidos Teoremas do Cálculo Diferencial e Integral.

) por: e De forma análoga podemos definir a raiz n-ésima de um número real não negativo a. como: se e somente se b > 0 e bn = a. Observação: Todo número b que pode posto na forma em que a e n números naturais. .Dado um número real x qualquer. podemos redefinir então o módulo de um número real de uma terceira forma. Você conseguiria fazer isto? O conceito de raiz quadrada leva-nos sem problemas às funções reais. através do uso da raiz quadrada. deve ser necessariamente um número inteiro ou um número irracional. definidas sobre o conjunto [0.

O eixo horizontal é o eixo das abscissas (eixo OX) e o eixo vertical é o eixo das ordenadas (eixo OY). Associando a cada um dos eixos o conjunto de todos os números reais. Este par ordenado representa as coordenadas de um ponto.b) (b. conforme a figura. a abscissa e a ordenada respectivamente. O plano cartesiano ortogonal é constituído por dois eixos x e y perpendiculares entre si que se cruzam na origem. Os nomes dos quadrantes são indicados no sentido anti-horário. daí vem o nome cartesiano. com as cores da bandeira do Brasil. O nome de Descartes em Latim. indicados entre parênteses.a) se a b. Observe no desenho que: (a.b) do plano cartesiano é formado por um par ordenado de números. Cada ponto P=(a. O segundo número indica o deslocamento a partir da origem para cima (se positivo) ou para baixo (se negativo). obtém-se o plano cartesiano ortogonal. filósofo e matemático francês. era Cartesius.O plano cartesiano Referência histórica: Os nomes Plano Cartesiano e Produto Cartesiano são homenagens ao seu criador René Descartes (1596-1650). O primeiro número indica a medidada do deslocamento a partir da origem para a direita (se positivo) ou para a esquerda (se negativo). . Os dois eixos dividem o plano em quatro regiões denominadas quadrantes sendo que tais eixos são retas concorrentes na origem do sistema formando um ângulo reto (90 graus).

3).3).(b.y): x A e y B } Observe que AxB BxA.4) Segundo + (-4.(c. Se A possui m elementos e B possui n elementos. então AxB possui mxn elementos.(a.Segundo Primeiro Quadrante sinal de x sinal de y Ponto não tem não tem (0.(c.d} e B={1.-2) Produto cartesiano Dados dois conjuntos A e B não vazios.1). por definição: AxØ=Ø=ØxB. denotado por AxB.2. AxB = { (x.b. Exemplo: Dados A={a.2).2).(c.3)} . se A é não vazio ou B é não vazio.(b.(d.1).2) Terceiro Quarto Terceiro (-3. Se A=Ø ou B=Ø.2).3).-7) quadrante quadrante Quarto + (7.0) quadrante quadrante Primeiro + + (2.1).1). o produto cartesiano AxB. terá 12 pares ordenados e será dado por: AxB = {(a.(b.2). como o conjunto de todos os pares ordenados da forma (x.y) onde x pertence ao primeiro conjunto A e y pertence ao segundo conjunto B.(d.3}. definimos o produto cartesiano entre A e B.(a.(d.c.

Exemplo: Se A={1. onde A e B são subconjuntos de R.4}.4)} Domínio e contradomínio de uma relação As relações mais importantes são aquelas definidas sobre conjuntos de números reais e nem sempre uma relação está definida sobre todo o conjunto dos números reais.3). R1={(1. (d. costuma-se definir uma relação R:A B. R2={(1.3).(2.3). Dom(R) = { x A: existe y em B tal que (x. o produto cartesiano é AxB={(1. denotado por CoDom(R). R3={(2. (b.y) R} .2).3)} 3.(2. A relação mostrada na figura acima é: R = { (a. da seguinte forma: O conjunto A é o domínio da relação R.3).3).(2. Uma relação em AxB é qualquer subconjunto R de AxB.4).Relações no plano cartesiano Sejam A e B conjuntos não vazios.(1.4)} e neste caso.3).2).4)} 2.y) R} Im(R)={y B: existe x A tal que (x.2} e B={3. temos algumas relações em AxB: 1. (c. denotado por Dom(R) e B é o contradomínio da relação.3) } Uma relação R de A em B pode ser denotada por R:A B.(1. (c. Para evitar problemas como estes. (d.3).

1).(d.(d.(b.1).1)} R3={(a.2).2).(b.1).2).(b.3).1).(b.3)} .2).(d.2).1).(d.(c.(c.1).Representações gráficas de relações em AxB: R1={(a.3).(a.3)} R2={(a.1).(c.3).(b.(d.(b.(a.3).

b).a).b). para todo x A: (x.f} e R uma relação em AxB.x) BxA: (x. . implicar necessariamente que y está relacionado com x.(c.y) R.c}.(c.c)} Observação: O gráfico da relação inversa R-1 é simétrico ao gráfico da relação R. Propriedades de relações Reflexiva: Uma relação R é reflexiva se todo elemento de A está relacionado consigo mesmo.(e.(c. para todo x A: xRx.(b.(a.(d.b).(b. B={d.a).e. é dada por: R = {(a.(a. definida por R = {(a. ou seja: quaisquer que sejam x A e y A tal que (x. Exemplo: Uma relação reflexiva em A={a.x) R.c).e).(b.y) R } Exemplo: Sejam A={a.b).(f. é definida de B em A por: R-1 = { (y. denotada por R-1.(e. ou seja.(b.d).c).c)} Simétrica: Uma relação R é simétrica se o fato que x está relacionado com y.Relações inversas Seja R uma relação de A em B.c}.d).f). A relação inversa de R.d).f).b.a). segue que (y. em relação à reta y=x (identidade).(f.e). isto é.x) R.(e.b.e).(c.a).(f.f)} Então: R-1 = {(d.(d.

médico.a).a) } Funções no plano cartesiano Referência histórica: Leonhard Euler (1707-1783).x) R implica que x=y.b. ou seja: quaisquer que sejam x A.y) R e (y. é: R = {(a.(b. Uma relação R é anti-simétrica se (x.x) não esteja. Foi o responsável também pela adoção do símbolo f(x) para representar uma função de x.b.(c.a).c). é de equivalência: R = {(a. desenvolveu trabalhos em quase todos os ramos da Matemática Pura e Aplicada.b). função é uma das idéias essenciais em Matemática.c}.b)} Anti-simétrica: Sejam x A e y A. que associa a cada variável x em A.b).(b. é: R = {(a.(b. com destaque para a Análise .b. R é reflexiva. astrônomo e matemático suíço.(a.b). teólogo.c) } Relação de equivalência Uma relação R sobre um conjunto A não vazio é chamada relação de equivalência sobre A se. Hoje.(c.c} então a relação R em AxA. um único y em B.(a.z) R.c).(a.c}.c). é: R = {(a. Uma das notações mais usadas para uma função de A em B. se x está relacionado com y e y está relacionado com z. Alternativamente.a)} Transitiva: Uma relação R é transitiva.a). e somente se. y A e z A. Exemplo: Uma relação anti-simétrica em A={a. se (x.(c.(a.b).z) R então (x.(a.Exemplo: Uma relação simétrica em A={a.b). definida abaixo.a).estudo dos processos infinitos desenvolvendo a idéia de função. implicar que x deve estar relacionado com z. o que significa que o par de elementos distintos (x.b).c}.y) R e (y. simétrica e transitiva. Exemplo: Uma relação transitiva em A={a.(b.b. Exemplo: Se A={a. é: f:A B .y) do conjunto A poderá estar na relação desde que o par (y.(a. uma relação é anti-simétrica: Se x e y são elementos distintos do conjunto A então x não tem relação com y ou (exclusivo) y não tem relação com x. Uma função f de A em B é uma relação em AxB.

(b.3}.Quatro aspectos chamam a atenção na definição apresentada: O domínio A da relação. Neste caso Dom(R)=[-a.2).3). obtemos ordenadas diferentes para a mesma abscissa x.a] e CoDom(R)=[-a. A relação R4 = { (a.3) } não é uma função em AxB.3). . O contradomínio B da relação. Relações que não são funções Seja A={a. Exemplo: A circunferência definida por R={(x. (a.a].2. contida em AxB. (c.y) R²: x²+y²=a²} é uma relação que não é uma função.b. que só pode ser "cortada" uma única vez por uma reta vertical. Cada elemento de A só poderá ter no máximo um correspondente no contradomínio B.1). qualquer que seja esta reta. Todo elemento de A deve ter correspondente em B.c. Estas características nos informam que uma função pode ser vista geometricamente como uma linha no plano. (d. pois associado ao mesmo valor a existem dois valores distintos que são 1 e 3. pois tomando a reta vertical x=0.d} e B={1.

3) } não é uma função em AxB. associa f(x)=ax.1).3). f(x)=(1/2)x+4 Se b é diferente de zero. (b. Uma função afim é uma função f:R R que para cada x em R. f(x)=-3x+1 2.Seja A={a.3}. o gráfico da função afim é uma reta que não passa pela origem (0. pois nem todos os elementos do primeiro conjunto A estão associados a elementos do segundo conjunto B.0). (a. Função linear: Seja a um número real.b. associa f(x)=ax+b. f(x)=2x+7 3. apresentaremos alguns exemplos importantes de funções reais Funções afim e lineares Função afim: Sejam a e b números reais.2. R que . Na sequência.c. sendo a não nulo.2). Exemplos: 1. (c. A relação R5 = { (a. Uma função linear é uma função f:R para cada x em R.d} e B={1.

Exemplos: 1. f(x)=x/2 O gráfico da função linear é uma reta que sempre passa pela origem (0. A função constante associa a cada x R o valor f(x)=b. Função identidade É uma função f:R R que para cada x em R. O gráfico da Identidade é uma reta que divide o primeiro quadrante e também o terceiro quadrante em duas partes iguais. . Funções constantes Seja b um número real.0). associa f(x)=x. f(x)=-3x 2. f(x)=2x 3.

2. . A função quadrática é uma função f:R R que para cada x em R. associa f(x)=ax³+bx²+cx+d. com a não nulo. f(x)=0 O gráfico de uma função constante é uma reta paralela ao eixo das abscissas (eixo horizontal). f(x)=-7 3. f(x)=1 2. b. Funções quadráticas Sejam a. Funções cúbicas Sejam a. f(x)=ax²+bx+c. c e d números reais. A função cúbica é uma função f:R R que para cada x em R. b e c números reais.Exemplos: 1. Exemplos: 1. 4. 3. sendo a diferente de zero. f(x)=x² f(x)=-4 x² f(x)=x²-4x+3 f(x)=-x²+2x+7 O gráfico de uma função quadrática é uma curva denominada parábola.

denotado por Dom(f). f(x)=x³ f(x)=-4x³ f(x)=2x³+x²-4x+3 f(x)=-7x³+x²+2x+7 O gráfico da função cúbica do item (a). então a imagem de x é denotada por f(x). f:[0.Exemplos: 1. como o conjunto de todos os elementos do contradomínio que estão relacionados com elementos do domínio de f. 2. contradomínio e imagem de uma função Como nem toda relação é uma função. A função modular é definida por f:R R tal que f(x)=|x|. Deve estar claro que a raiz quadrada de -1 não é um número real. dessa forma o domínio desta função só poderá ser o intervalo [0.2] R definida por f(x)=x² Dom(f)=[0. isto é: Im(f) = { y em B: existe x em A tal que y=f(x) } Observe que. CoDom(f)=R e Im(f)=[0. como o conjunto onde esta relação f tem significado. se assemelha a uma parábola tanto no primeiro como no terceiro quadrante. f:R R Dom(f)=R. costuma-se definir o Domínio de uma função f. assim como não são reais as raízes quadradas de quaisquer números negativos. Consideremos a função real que calcula a raiz quadrada de um número real. mas no primeiro os valores de f(x) são positivos e no terceiro os valores de f(x) são negativos. alguns elementos poderão não ter correspondentes associados para todos os números reais e para evitar problemas como estes. 3. tem características distintas. denotada por Im(f). Exemplos: Cada função abaixo. Dom(f)=R. ) 2. definida por f(x)=x² 1. se uma relação R é uma função de A em B. então A é o domínio e B é o contradomínio da função e se x é um elemento do domínio de uma função f. Como nem todos os elementos do contradomínio de uma função f estão relacionados. onde a raiz quadrada tem sentido sobre os reais. ) e seu gráfico é dado por: . Domínio. às vezes.2]. CoDom(f)=R e Im(f)=[0. ). 4. CoDom(f)=R e Im(f)=[0. define-se a Imagem de f.4] 3.

pois sempre que tomamos dois valores diferentes para x. sempre possuem imagens distintas em B. A função f:R R definida por f(x)=x²+5 não é injetora. CoDom(f)=R. A função f:R R definida por f(x)=3x+2 é injetora.4. obtemos dois valores diferentes para f(x). isto é: x1 x2 implica que f(x1) f(x2) ou de forma equivalente f(x1)=f(x2) implica que x1=x2 Exemplos: 1.2] e seu gráfico é dado por: Funções injetoras Uma função f:A B é injetora se quaisquer dois elementos distintos de A. Uma semi-circunferência é dada pela função real f:R R. pois para x=1 temos f(1)=6 e para x=-1 temos f(-1)=6. . 2.2]. Im(f)=[0. definida por Dom(f)=[-2.

ou seja. Uma função par possui o gráfico simétrico em relação ao eixo vertical OY. para todo y em B existe x em A tal que y=f(x). Exemplos: 1. . Funções bijetoras Uma função f:A B é bijetora se ela é ao mesmo tempo injetora e sobrejetora. tem-se que f(-x)=-f(x). para todo x do domínio de f. Exemplo: A função f(x)=x² é par. ) é imagem de pelo menos um elemento de R pela função. Uma função ímpar possui o gráfico simétrico em relação à origem do sistema cartesiano. 3. Função ímpar: Uma função real f é ímpar se. A função f:R R definida por f(x)=2x não é sobrejetora. pois todo elemento pertecente a (0. A função f:R (0.Funções sobrejetoras Uma função f:A B é sobrejetora se todo elemento de B é a imagem de pelo menos um elemento de A. para todo x do domínio de f. Observe o gráfico de f! Outra função par é g(x)=cos(x) pois g(-x)=cos(-x)=cos(x)=g(x). ) definida por f(x)=x² é sobrejetora. 2. pois f(-x)=x²=f(x). tem-se que f(x)=f(-x). pois é injetora e bijetora. R dada por f(x)=2x é bijetora. Exemplo: A função f:R Funções pares e ímpares Função par: Uma função real f é par se. pois todo elemento de R é imagem de um elemento de R pela função. pois o número -1 é elemento do contradomínio R e não é imagem de qualquer elemento do domínio. A função f:R R definida por f(x)=3x+2 é sobrejetora. Isto equivale a afirmar que a imagem da função deve ser exatamente igual a B que é o contradomínio da função.

se quaisquer que sejam x e y no Domínio de f. a<b e f(a)<f(b) então a função é crescente. a função é decrescente. . Isto é.Exemplo: As funções reais f(x)=5x e g(x)=sen(x) são ímpares. Para os valores: a=1 e b=2. obtemos f(a)=-6 e f(b)=-14. tivermos f(x)>f(y). Como o gráfico de f é uma reta. tivermos f(x)<f(y). o valor da imagem de x pela função também aumenta. Como o gráfico de f é uma reta. Funções crescentes e decrescentes Função crescente: Uma função f é crescente. Isto é. Exemplo: Seja a função f:R R definida por f(x)=-8x+2. com x<y. pois: f(-x)=5(-x)=-5x=f(x) e g(-x)=sen(-x)=-sen(x)=-g(x). com x<y. conforme o valor de x aumenta. Função decrescente: Uma função f é decrescente. obtemos f(a)=10 e f(b)=18. conforme o valores de x aumentam. se para quaisquer x e y do Domínio de f. Veja o gráfico para observar a simetria em relação à origem. Para a=1 e b=2. os valores da imagem de x pela função f diminuem. Exemplo: Seja a função f:R R definida por f(x)=8x+2. a<b e f(a)>f(b).

Observação importante: Se g é a inversa de f e f é a inversa de g. quaisquer que sejam a em A e b em B. respectivamente. As composições fog e gof são possíveis e neste caso serão definidas por: (f©g)(x)=f(g(x))=g(7x-4)=4(7x-4)+2=28x-14 (g©f)(u)=g(f(u))=g(4u+2)=7(4u+2)-4=28u+10 Como a variável u não é importante no contexto. . ela pode ser substituída por x e teremos: (g©f)(x)=g(f(x))=g(4x+2)=7(4x+2)-4=28x+10 Observação:Em geral. então g(b)=a.Funções compostas Dadas as funções f:A B e g:B C. f©g é diferente de g©f. valem as relações: g©f=IA e f©g=IB onde IA e IB são. gof pode ser lida como "g bola f". Esta característica algébrica permite afirmar que os gráficos de f e de sua inversa de g são simétricos em relação à função identidade (y=x). Exemplo: Sejam as funções reais definidas por f(u)=4u+2 e g(x)=7x-4. é a função definida por (g©f)(x)=g(f(x)). Para que a composição ocorra o CoDom(f)=Dom(g). denotada por g©f. denomina-se função inversa de f à função g:B A tal que se f(a)=b. Exemplo: Consideremos as funções reais definidas por f(x)=x²+1 e g(x)=2x-4. Então: (f©g)(x)=f(g(x))=f(2x-4)=(2x-4)²+1=4x²-16x+17 (g©f)(x)=g(f(x))=g(x²+1)=2(x²+1)-4=2x²-2 Funções inversas Dada uma função bijetora f:A B. a composta de f com g. as funções identidades nos conjuntos A e B. Denotamos a função inversa de f por f-1.

6.10} e a função f:A B definida por f(x)=2x e g:B A definida por g(x)=x/2. Trocando x por y e y por x. Tomando y no lugar de f(x). entre as quais: (f+g)(x) = f(x)+g(x) (f-g)(x) = f(x)-g(x) (f. Observemos nos gráficos as situações das setas indicativas das ações das funções. . B={2. Assim fog=gof=Identidade.g(x) (f/g)(x) = f(x)/g(x).g)(x) = f(x). Operações com funções Dadas as funções f e g. f(x)=x+3.8. teremos x=y+3 e isolando y obteremos y=x-3. Assim.4.Exemplo: Sejam A={1.5}. Obtenção da inversa: Seja f:R R.3.2. Com o gráfico observamos a simetria em relação à reta identidade. teremos y=x+3.4. g(x)=x-3 é a função inversa de f(x)=x+3. podemos realizar algumas operações. se g(x) 0.

Aplicação: As funções polinomiais são muito úteis na vida.. . Função exponencial A função exponencial natural é a função exp:R função logarítmo natural. R+. com a retirada de pequenos quadrados de lado igual a x nos quatro cantos da chapa. CoDom(f)=R e Im(f) dependente de f. isto é: Ln[exp(x)]=x.. Esta é a razão pela qual associamos as palavras quadrado e cubo às funções com as potências 2 e 3. definida como a inversa da exp[Ln(x)]=x O gráfico da função exponencial é obtido pela reflexão do gráfico da função Logaritmo natural em relação à identidade dada pela reta y=x. + a1x + ao sendo Dom(f)=R. Uma aplicação simples pode ser realizada quando se pretende obter o volume de uma caixa (sem tampa) na forma de paralelepípedo que se pode construir com uma chapa metálica quadrada com 20 cm de lado. Concluímos que V(x)=(20-2x)x² e com esta função é possível obter valores ótimos para construir a caixa. Observação: A área de um quadrado pode ser representada pela função real f(x)=x² onde x é a medida do lado do quadrado e o volume de um cubo pode ser dado pela função real f(x)=x³ onde x é a medida da aresta do cubo.Funções polinomiais Uma função polinomial real tem a forma f(x) = anxn + an-1xn-1 + .

Ln[exp(5)]=5 exp[ln(5)]=5 Ln[exp(x+1)1/2]=(x+1)1/2 exp[Ln((x+1)1/2]=(x+1)1/2 exp[3.Ln(x)]=exp[Ln(xk)]=xk exp[(7(Ln(3)-Ln(4)]=exp[7(Ln(3/4))]=exp[(Ln(3/4)]7)=(3/4)7 . 7.Ln(x)]=exp(Ln(x³)]=x³ exp[k. 2. exp(x)>0 se x é real) 2. 4. exp(x)=1 se x=0 4. então a imagem da função exp é o conjunto dos números reais positivos e como a imagem de Ln é o conjunto R de todos os números reais. se e somente se. então o domínio de exp também é o conjunto R de todos os números reais. observamos que: 1. x=Ln(y) Exemplos: 1. 0<exp(x)<1 se x<0 3. a função exponencial é definida a partir da função logarítmica e ciclicamente define-se a função logarítmica em função da exponencial como: f(x)=exp(x).Como o domínio da função Logaritmo natural é o conjunto dos números reais positivos. 5. Observação: Através do gráfico de f(x)=exp(x). 6. exp(x)>1 se x>0 No Ensino Médio. 3.

2.718281828459045235360287471352662497757 Conexão entre o número e e a função exponencial Se x é um número real. um dos primeiros a estudar as propriedades desse número.A constante e de Euler Existe uma importantíssima constante matemática definida por e = exp(1) O número e é um número irracional e positivo e em função da definição da função exponencial. 3. Ln[exp(x)]=x para todo x real.) pode ser escrita como a potência de base e com expoente x. O valor deste número expresso com 40 dígitos decimais. é: e=2. x=Ln(y). e somente se. então o valor de v será igual a e. isto é: ex = exp(x) Significado geométrico de e Tomando um ponto v do eixo OX. 4. exp[Ln(y)]=y para todo y>0. Propriedades básicas da função exponencial Se x e y são números reais e k é um número racional. exp(x+y)=exp(x) exp(y) . a função exponencial exp(. temos que: Ln(e)=1 Este número é denotado por e em homenagem ao matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783). com v>1 tal que a área da região do primeiro quadrante localizada sob a curva y=1/x e entre as retas x=1 e x=v seja unitária. então: 1. y=exp(x) se.

ln(2)]=exp(2)exp(5.Ln(2)]=exp[Ln(25)]=25=32. obtemos: ar=exp[Ln(ar)] Como Ln[ar]=r. consideremos o caso onde o expoente é um número racional r. exp[5. exp(x. 5. axay=ax+y ax/ay=ax-y (ax) y=ax.y (a b)x=axbx (a/b)x=ax/bx a-x=1/ax . então: 1. 4. exp(x-y)=exp(x)/exp(y) 6. 2.Ln(2))=32e². onde x é um número real: ax=exp[x.Ln(a)] Lei dos expoentes Se x e y são números reais.k)=[exp(x)]k Simplificações matemáticas Podemos simplificar algumas expressões matemáticas com as propriedades das funções exponenciais e logaritmos: 1. 3. justifica a definição para g(x)=ax. a e b são números reais positivos. 4. 3. Primeiro. onde a é um número real positivo diferente de 1 e de x.5. Outras funções exponenciais Podemos definir outras funções exponenciais como g(x)=ax. Ln[exp(20x)]=20x. exp[Ln(3)]=3. exp[2+5. 2. a relação acima fica na forma: ar = exp[r. Tomando x=ar na equação x=exp[Ln(x)]. 6.Ln(a).Ln(a)] Esta última expressão. juntamente com a informação que todo número real pode ser escrito como limite de uma sequência de números racionais.

sabendo-se que a temperatura média de um corpo humano normal é de 37 graus Celsius? Partindo de estudos matemáticos pode-se construir uma função exponencial decrescente que passa pelos pontos (21. Astronomia.30) onde abscissas representam o tempo e as ordenadas a temperatura do corpo.Relação de Euler Se i é a unidade imaginária e x é um número real. A curva que descreve este fenômeno é uma função exponencial da forma: f(t) = C eA t então obtemos que: A = Ln(30)-Ln(32) C = 32/ (30/32)21 A função exponencial que rege este fenômeno de resfriamento deste corpo é dada por: f(t) = 124. Psicologia e outras. O legista tomou a temperatura do corpo às 21:00 h e constatou que a mesma era de 32 graus Celsius.0645385t . Biologia. como: Física. Economia.09468 e-0. então vale a relação: eix = exp(ix) = cos(x) + i sen(x) Algumas aplicações Funções exponenciais desempenham papéis fundamentais na Matemática e nas ciências envolvidas com ela. Química. Engenharia. Uma hora depois voltou ao local e tomou novamente a temperatura do corpo e constatou que a mesma estava a 30 graus Celsius.32) e (22. Lei do resfriamento dos corpos: Um indivíduo foi encontrado morto em uma sala com temperatura ambiente constante. Vamos apresentar alguns exemplos com aplicações destas funções. Aproximadamente a que horas morreu o indivíduo.

a e k são constantes positivas.x onde c.e quando f(t) = 37 temos que: t = 18.x cresce rapidamente no começo. Considerando o caso especial em que c=a temos uma das equações básicas para descrever a relação entre a consolidação da aprendizagem y=f(x) e o número de reforços x.. . Thomas Malthus. as curvas exponenciais realizam um papel importante. no trabalho "An Essay on the Principle of Population" formulou um modelo para descrever a população presente em um ambiente em função do tempo. na representação de várias funções de custo e produção. nivela-se e então aproxima-se de sua assíntota y=c. Crescimento populacional: Em 1798. A curva básica para este tipo de estudo é da forma: f(x) = c . Curvas de aprendizagem: Devido ao seu uso por psicólogos e educadores na descrição do processo de aprendizagem.. Chegou à seguinte equação para descrever a população presente em um instante t: N(t)=No ert onde No é a população presente no instante inicial t=0 e r é uma constante que varia com a espécie de população. Considerou N=N(t) o número de indivíduos em certa população no instante t. Observação: Neste exemplo.a e-k. usamos a construção de um gráfico e as propriedades operatórias das funções exponenciais e logarítmicas.a e-k. Estas curvas também são estudadas em Economia.7504. = 18 horas + 45 minutos que pode ser observado através do gráfico. Tomou as hipóteses que os nascimentos e mortes naquele ambiente eram proporcionais à população presente e a variação do tempo conhecida entre os dois períodos. A função: f(x) = c .

o meio ambiente oferece resistência ao seu crescimento e tende a mantê-lo sobre controle.0915510 . Exemplos destes fatores são. após 12 horas havia 600 bactérias. Mas sendo uma função exponencial. guerras. De acordo com esta equação se esta população duplicar a cada 20 minutos. a quantidade disponível de alimentos. Assim. epidemias. acidentes. ele é mais um indicador do potencial de sobrevivência e de crescimento de cada espécie de população do que um modelo que mostre o que realmente ocorre. assim: r=ln(3)/12=0. a forma do gráfico será semelhante ao da função y=Kex. a população obedece ao modelo N=Noert..O gráfico correto desta função depende dos valores de No e de r. Consideremos por exemplo uma população de bactérias em um certo ambiente. Se num certo instante havia 200 bactérias na colônia. consideremos uma colônia de bactérias se reproduzindo normalmente. segue que 12r=ln(3). Desse modo. então N(12)=600=200 er12 logo e12r=600/200=3 assim ln(e12r)=ln(3) Como Ln e exp são funções inversas uma da outra. estaria formando uma camada em volta da terra de 30 cm de espessura.. Quantas bactérias haverá na colônia após 36 horas da última contagem? No instante inicial havia 200 bactérias. se N=N(t) aumenta. então No=200.. Este modelo supõe que o meio ambiente tenha pouca ou nenhuma influência sobre a população. dentro de dois dias. enquanto os efeitos do meio ambiente são nulos. passadas 12 horas havia 600 bactérias. Na realidade. Como aplicação numérica.

após 36 horas da útima contagem ou seja.Finalmente: N(48) = 200 e48. haverá 16200 bactérias. de tal modo que após algum tempo.0915510) = 16200 bactérias Então.000 anos Para o Carbono 14. apresentamos indicadores de meia-vida de alguns elementos químicos: Substância Meia-vida T Xenônio 133 5 dias Bário 140 13 dias Chumbo 210 22 anos Estrôncio 90 25 anos Carbono 14 5. sem qualquer influência externa sofrem transições para um átomo de um novo elemento químico e durante esta transição eles emitem radiações. tem valores diferentes para substâncias diferentes. constantes que são obtidas experimentalmente.500. temos No/2 = No e-k. Alguns átomos são naturalmente instáveis. então: N(t) = No e-k.568 anos Plutônio 23. Na prática usamos uma outra constante T. No o número de átomos no instante t=0 e k é uma constante positiva chamada de constante de decaimento.T assim T=Ln(2)/k Na tabela. Se N=No/2 para t=T. Rutherford formulou um modelo para descrever o modo no qual a radioatividade decai. denominada meia-vida do elemento químico. Se N=N(t) representa o número de átomos da substância radioativa no instante t.t esta constante de decaimento k. que é o tempo necessário para que a quantidade de átomos da substância decaia pela metade.103 anos Urânio 238 4. 48 horas do início da contagem. a constante de decaimento é: k = Ln(2)/T = Ln(2)/5568 = 12.(0.000.3386 por ano . Desintegração radioativa: Os fundamentos do estudo da radioatividade ocorrerram no início do século por Rutherford e outros.

A hipérbole equilátera Seja a função real f(x)=1/x definida para todo x diferente de zero. sendo que um ramo da hipérbole está no primeiro quadrante e o outro está localizado no terceiro quadrante. acima do eixo y=0. estudos em economia.1). telescópios. que está no desenho colorido de vermelho. denotado por Ln(u). lentes. Esta curva tem importantes aplicações em Ótica e construções de óculos. denotado por Ln(u). em anexo. A área em vermelho representa o logaritmo natural de u.u) Se u>1. muitas vezes. . o que significa que esta função é crescente para valores de u>0. a região possuirá uma área bem definida. Em função do gráfico. O gráfico desta função é a curva plana denominada hipérbole equilátera. etc. como a área da região plana localizada sob o gráfico da curva y=1/x. Assim: Ln(1)=0 Quando aumentamos os valores de u. usaremos a definição: Ln(u)=área(1. pode ser definido do ponto de vista geométrico. possui área nula) e neste caso tomaremos Ln(1)=área(1. Definição de logaritmo O logaritmo natural (ou neperiano) de u. mas tomando u=1. estudos de química. esta função também aumenta os seus valores. a região se reduzirá a uma linha vertical (que não posssui área ou seja. entre as retas x=1 e x=u.

O conceito de Integral de uma função real. (1/2)Ln(4t²)-Ln(t)=Ln[(4t²)½]-Ln(t)=Ln(2). 2. (atribuído a Euler) tal que Ln(e) = 1 . Ln(a)+L(b)-Ln(c)+Ln(10)=Ln(10a. Ln(1)=0 Ln(x.Ln(3)=Ln(5)+Ln(34=Ln(5.y)=Ln(x)+Ln(y) Ln(xk)=k. Ln(5)+4. justifica a forma como apresentamos o Logaritmo natural de um número real. é possível demonstrar várias propriedades dos Logaritmos naturais (o que não será feito aqui). normalmente estudado na disciplina Cálculo Diferencial e Integral. 3. então: 3 Ln(2) = Ln(8)<Ln(9) = 2 Ln(3) Base para um logaritmo Existe um importante número real e=2. 4. se t>0 3.b/c) Exercício: Qual dos números é o menor: 2.Ln(3) ou 3. desde que tenham sentido as expressões matemáticas: Propriedades básicas dos logaritmos naturais 1.71828.34)=Ln(405) 2. Exemplos: 1.Ln(2)? Observamos que: 2 Ln(3) = Ln(3²) = Ln(9) 3 Ln(2) = Ln(2³) = Ln(8) e como a função Ln é crescente.. Propriedades gerais de logaritmos Com o uso deste conceito fundamental da Matemática. para números reais positivos x e y e para qualquer número real k.Ln(x) Ln(x/y)=Ln(x)-Ln(y) Algumas simplificações matemáticas As propriedades dos Logaritmos podem ser usadas para simplificar expressões matemáticas..

A partir do exposto acima. mas devemos observar que em contextos mais avançados. Log(1/10)=Log(10-1)=-1 5. Quando escrevermos Log a partir daqui neste trabalho. o que nos faz pensar que para todo x real positivo vale a relação: Log(10x) = x .A partir da observação anterior. a base decimal tem pouca utilidade. Log(10)=Log(101)=1 4. Log(0) não tem sentido 3. Log(1/1000)=Log(10-3)=-3 9. Log(1)=0 2. Log(10-n)=-n A partir da propriedade Log 10n=n temos que o Logaritmo de 10n na base 10 é o expoente n. sendo que ambas devem ser diferentes de 1. Log(1/100)=Log(10-2)=-2 7. Log(1000)=Log(10³)=3 8. Log(100)=Log(10²)=2 6. usa-se bastante a base 10. temos algumas características interessantes com os logaritmos das potências de 10 1. entenderemos o Logaritmo na base decimal e escrevemos: y = Log(x) para entender que y é o Logaritmo de x na base 10 e nesta base 10. Log(10n)=n 10. o número e representa a base para os logaritmos naturais e poderemos escrever: Ln(u) = Loge(u) que lemos como "logaritmo do número real u na base e". Loga(b) = Ln(b) / Ln(a) Exercício: Você saberia a razão pela qual não é possível definir logaritmo de um número na base 1? Logaritmo decimal No âmbito do Ensino Médio. uma vez que neste ambiente a base decimal recebe as preferências para o trabalho com o nosso sistema de numeração. temos uma propriedade que possibilita a mudança logarítmica de uma base positiva para outra base positiva.

e somente se. x = be Em livros de Matemática elementar. assim.304 O ideal é encontrar outras potências de 10 que estejam próximas de potências de 2. Define-se a exponencial em função do logaritmo. Cálculos de logaritmos de alguns números Com a definição estranha é possível obter o um valor aproximado para o Log(2).Definição estranha de logaritmo A última expressão mostrada acima é correta e existe uma outra relação muito mais geral do que esta. temos que Log(2) é positivo e menor do que 1. e somente se.308 é 0. teremos: 3<10 Log(2)<13 Log(2)<4 então 0.300 e 0.300=3/10<Log(2)<4/13=0. isto é: Logb(x) = e se. o que pode ser visualizado através da tabela mostrando algumas de tais potências: . Por exemplo: 1000<1024=210 8192=213<10000. pois 1<2<10 assim 0<Log(2)<1 É interessante obter dois números que sejam potências de 2 e que estejam muito próximos de potências de 10. isto é: Log(2)=0. Consideremos que y=Log(2) e 10y=2. pois o Logaritmo de um número real positivo x na base b é igual ao número e se. aplicando o logaritmo de base 10. esta é tomada como a definição de Logaritmo de um número em uma certa base. logo 1000<1024<8192<10000.304. o que é estranho pois tal definição é cíclica: Define-se o logarítmo em função da exponencial.308 e a média aritmética entre 0. o que não é fácil para alguém que não tenha uma calculadora que opere com muitos decimais. que é uma boa estimativa para Log(2). x pode ser escrito como a potência b elevada ao expoente e. Inicialmente.

60206 8. Log(1/4)=Log(2-2)=(-2)Log(2)=-0. para obter Ln(3).300 104<216<105 4/16<Log(2)<5/16 0..90309 9.20412 10. Log(8)=Log(2³)=3Log(2)=0.313 10³<210<104 3/10<Log(2)<4/10 0. Ln(1+x) = x .325 Em Cálculo Diferencial e Integral. Log(1/16)=Log(2-4)=(-4)Log(2)=-1.289 106<220<107 6/20<Log(2)<7/20 0.60206 2. ] Por exemplo.269 104<214<105 4/14<Log(2)<5/14 0.(1/2) x² + (1/3) x³ . Log(1/8)=Log(2-3)=(-3)Log(2)=-0. Voltando ao estudo básico. Log(2-n)=(-n). Log(1/32)=Log(2-5)=(-5)Log(2)=-1.250 10²<28<10³ 2/8<Log(2)<3/8 0...20412 4. tomamos y=3 e deveremos ter x=1/2 para satisfazer à relação y=(1+x)/(1-x).306 105<219<106 5/19<Log(2)<6/19 0. e com este valor.(1/4) x4 + (1/5) x5 + . podemos desenvolver a função Ln através de uma série de potências de x para calcular logaritmos de números reais positivos com 1<x<1..321 104<215<105 4/15<Log(2)<5/15 0. Uma outra série mais eficiente.375 10<25<10² 1/5<Log(2)<2/5 0.Log(2) .3010299956639812.250 4 10<2 <10² 1/4<Log(2)<2/4 0. podemos obter os logaritmos das potências de 2.282 105<217<106 5/17<Log(2)<6/17 0. Log(1/2)=Log(2-1)=(-1)Log(2)=-0. Ln(y) = 2 [ x + (1/3) x³ + (1/5) x5 + (1/7) x7 + . como por exemplo: 1.50515 11.393 105<218<106 5/18<Log(2)<6/18 0.350 10³<211<104 3/11<Log(2)<4/11 0. Log(32)=Log(25)=5Log(2)=1.90309 3..318 10³<212<104 3/12<Log(2)<4/12 0.292 10³<213<104 3/13<Log(2)<4/13 0. Log(2n)=n.50515 5.. Log(2)=0. Log(4)=Log(2²)=2Log(2)=0. Log(16)=Log(24)=4Log(2)=1.Log(2) 6.500 1<2²<10 0<Log(2)<1/2 0.300 10<26<10² 1/6<Log(2)<2/6 0. permite obter o valor de Ln(y) para qualquer y real desde que se saiba o valor de x para o qual y=(1+x)/(1-x).30103 7.Intervalo Valores Média 1<2 <10 0<Log(2)<1 0.

002 ¯3.30103 0. o que nos permite realizar uma grande quantidade de cálculos com logaritmos.8451 pode ser obtida com a média aritmética entre Log(6) e Log(8). para calcular alguns logaritmos. Número Logaritmo Característica Mantissa 0.903 Log(9)=Log(3²)=2 Log(3)=0.840 Característica e mantissa de um logaritmo na base 10 Se um número está entre duas potências consecutivas de 10.301+0.30103 0 0.301 e Log(3)=0.30103 2000 3. se a divisão de dois números é um múltiplo de 10.30103 3 0. visando mostrar que. Log(5)=Log(10/2)=Log(10)-Log(2)=1-0.30103 Esta notação simplifica operações com logaritmos.47712. Com Log(2) e Log3.30103 -1 0.30103 -2 0.699 Log(6)=Log(2.477=0.02 ¯2. 1. não é possível calcular os logaritmos dos números primos maiores do que 5.3)=Log(2)+Log(3)=0.30103 2 0. . Exemplo: Usaremos Log(2)=0. isto é: Log(7)=0. 4.778 Log(8)=Log(2³)=3 Log(2)=0.301=0.30103 20 1.30103 -3 0. o expoente da menor delas é a característica do logaritmo deste número e a diferença entre o logaritmo do número e a característica é a mantissa que é a parte decimal do logaritmo.30103 1 0.2 ¯1. mas é possível obter uma grande quantidade de logaritmos de números naturais.30103 2 0. Observação: Na tabela abaixo aparece o sinal negativo para o logaritmo apenas para o número que está antes da vírgula.Temos também que Log(3)=0. 3.477.30103 200 2. 2. basta mudar a característica e preservar a mantissa do logaritmo.954 Uma estimativa razoável para Log(7)=0.30103 0.

Em estudos mais avançados. an são números reais. a2. existem várias observações importantes: 1.. denominados coeficientes do polinômio. que tem algumas características utilizadas em estudos de Cinemática. . O valor numérico de um polinômio p=p(x) em x=a é obtido pela substituição de x pelo número a. que aqui será denotado por gr(p). o polinômio será chamado mônico. é o expoente de seu termo dominante. 3. Um polinômio pode ser ordenado segundo as suas potências em ordem crescente ou decrescente..+ anxn onde ao..Polinômios e equações A função polinomial Um polinômio (função polinomial) com coeficientes reais na variável x é uma função matemática f:R R definida por: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +. a1.. 4. o polinômio será dito incompleto. Se os coeficientes são números inteiros. .. o termo de mais alto grau que possui um coeficiente não nulo é chamado termo dominante e o coeficiente deste termo é o coeficiente do termo dominante. para obter p(a). Acerca do grau de um polinômio. Uma das funções polinomiais mais importantes é f:R f(x) = a x² + b x + c O gráfico desta função é a curva plana denominada parábola. Quando existir um ou mais coeficientes nulos. antenas parabólicas e faróis de carros. 2. o polinômio é denominado polinômio inteiro em x. O grau de um polinômio p=p(x) não nulo. Um polinômio nulo não tem grau uma vez que não possui termo dominante. Se o coeficiente do termo dominante de um polinômio for igual a 1. Exemplo: O valor numérico de p(x)=2x²+7x-12 para x=3 é dado por: p(3) = 2×(3)²+7×3-12 = 2×9+21-12 = 18+9 = 27 R definida por: Grau de um polinômio Em um polinômio. Ver o link A função quadrática nesta mesma página para entender a importância da função polinomial quadrática. O coeficiente ao é o termo constante. radares. define-se o grau de um polinômio nulo mas não o faremos aqui.

1.2. para todo k=0. É comum usar apenas uma letra p para representar a função polinomial p=p(x) e P[x] o conjunto de todos os polinômios reais em x. ... e somente se. definidos por: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +... um polinômio: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +. é o polinômio: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ + ...+ anxn será nulo se. Assim..n: ak= 0 O polinômio nulo é denotado por po=0 em P[x].. Igualdade de polinômios Os polinomios p e q em P[x]. e somente se.3..2... para todo k=0.. Se o grau de um polinômio completo for n.3. para todo k=1.n: ak=bk Teorema: Uma condição necessária e suficiente para que um polinômio inteiro seja identicamente nulo é que todos os seus coeficientes sejam nulos.3. 6. 7. o número de termos deste polinômio será menor do que n+1.1. Um polinômio será completo quando possuir todas as potências consecutivas desde o grau mais alto até o termo constante.5. Se o grau de um polinômio incompleto for n.2. O polinômio unidade (identidade para o produto) p1=1 em P[x].....+ bnxn são iguais se.n.. o número de termos deste polinômio será exatamente n+1.+ anxn q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +..+ anxn tal que ao=1 e ak=0...

.... Elemento oposto: Para cada p em P[x]. r em P[x].. q em P[x]. a estrutura (P[x]. tem-se que: p+q=q+p Elemento neutro: Existe um polinômio po(x)=0 tal que po + p = p qualquer que seja p em P[x]... existe outro polinômio q=-p em P[x] tal que p+q=0 Com estas propriedades...+ bnxn Definimos o produto de p e q..+) é denominada um grupo comutativo.+) formada pelo conjunto de todos os polinômios com a soma definida acima. q em P[x]. dados por: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +..+ cnxn tal que: ck = aobk + a1bk-1 + a2 bk-2 + a3bk-3 +. + anxn q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +. tem-se que: (p + q) + r = p + (q + r) Comutativa: Quaisquer que sejam p.+ anxn q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +. + bnxn Definimos a soma de p e q.. Produto de polinômios Sejam p..+(an+bn)xn A estrutura matemática (P[x]. q. possui algumas propriedades: Associativa: Quaisquer que sejam p. definidos por: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +.+ ak-1 b1 + akbo .Soma de polinômios Consideremos p e q polinômios em P[x]. como um outro polinômio r em P[x]: r(x) = p(x)·q(x) = co + c1x + c2x² + c3x³ +.. por: (p+q)(x) = (ao+bo)+(a1+b1)x+(a2+b2)x²+.

r em P[x]. Espaço vetorial dos polinônios reais Embora uma sequência não seja um conjunto mas sim uma função cujo domínio é o conjunto dos números naturais.·) é denominada anel comutativo com identidade. usaremos neste momento uma notação para sequência no formato de um conjunto. a soma do índice de a com o índice de b sempre fornece o mesmo resultado k. q.. r em P[x]. Existe uma propriedade mista ligando a soma e o produto de polinômios Distributiva: Quaisquer que sejam p.0. as sequências da forma: p = (ao..a4.a3. q em P[x]. possui várias propriedades: Associativa: Quaisquer que sejam p..+. A unidade polinomial é simplesmente denotada por p1=1... O conjunto P[x] de todos os polinômios pode ser identificado com o conjunto S das sequências quase-nulas de números reais . tem-se que: (p · q) · r = p · (q · r) Comutativa: Quaisquer que sejam p..0..) .m+n).para cada ck (k=1. A estrutura matemática (P[x].a1.. q. tem-se que: p · (q + r) = p · q + p · r Com as propriedades relacionadas com a soma e o produto. Observamos que para cada termo da soma que gera ck. a estrutura matemática (P[x]. tem-se que: p·q=q·p Elemento nulo: Existe um polinômio po(x)=0 tal que po · p = po qualquer que seja p em P[x].. Elemento Identidade: Existe um polinômio p1(x)=1 tal que p1 · p = p qualquer que seja p em P[x].. isto é..2.·) formada pelo conjunto de todos os polinômios com o produto definido acima.an.3.a2.0.

a1+b1.b1... tal que: p = (ao. distributivo e possui elementos: neutro.+ ak-1b1+akbo para cada ck (k=1. oposto.0.) a multiplicação de p em S por um escalar k.0....0.am..ka4.b4......0.c2. assim nós temos somente uma quantidade finita de números não nulos..0.0..) sendo que ck = aobk + a1bk-1 + a2bk-2 + a3bk-3 +..3. Sejam p e q em S.a2.m+n).ka1..+ anxn e colocamos os mesmos entre parênteses e após o n-ésimo coeficiente colocamos uma quantidade infinita de zeros.. Definimos a soma de p e q. como: k..a1. como: p+q = (ao+bo.ka2..a1. Vamos considerar S o conjunto das sequências quase-nulas de números reais com as operações de soma.a3.a2...) q = (bo.. todos os termos da sequência são nulos....kam.c4. O conjunto S com as operações definidas é: associativo..0. dadas abaixo.. que são estruturas matemáticas onde a soma dos elementos e a multiplicação dos elementos por escalar têm várias propriedades.0..bn.ka3.0.2.p = (kao.0...0..a2+b2..Isto significa que após um certo número natural n.a4.. Esta forma de notação p = (ao.0.a4.a3.c3..0.c1.) e o produto de p e q em S como: p·q = (co.an+bn.b2.0.b3... multiplicação por escalar e de multiplicação.... razão pela qual tais sequências são denominadas sequências quase-nulas.0..an. unidade...) funciona bem quando trabalhamos com espaços vetoriais. . A identificação ocorre quando tomamos os coeficientes do polinômio p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +...0. identidade.cn... comutativo.) e vamos supor que m < n.0......

. podemos escrever: p(x)=(x-c) q(x)+p(c) .Características do grau de um polinômio Se gr(p)=m e gr(q)=n então gr(p.q) = gr(p) + gr(q) gr(p+q)<max{gr(p). teremos: p(x)-p(c) = a1(x-c) + a2(x²-c²) + a3(x³-c³) +. Assim..+ ck-2x+ck-1 ) então para p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +.+ anxn Como para todo k=1...p(c)=(x-c) q(x) onde q=q(x) é um polinômio de grau n-1.+ an(xn-cn) o que garante que podemos evidenciar g(x)=x-c para obter p(x).3. dizemos que q divide p se existe um polinômio g em P[x] tal que p(x) = g(x) q(x) Se p em P[x] é um polinômio com gr(p)=n e g é um outro polinômio com gr(g)=m<n.+ anxn temos que p(c) = ao + a1c + a2c² + a3c³ +...gr(q)} Algoritmo da divisão de polinômios Dados os polinômios p e q em P[x].2... tal que: p(x) = q(x) g(x) + r(x) Um caso particular importante é quando tomamos g(x)=x-c e p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +.n vale a identidade: xk-ck = (x-c)( xk-1 + cxk-2 + c²xk-3 +... então existe um polinômio q em P[x] e um polinômio r em P[x] com gr(r)<gr(g)..+ ancn e tomando a diferença entre p(x) e p(c)....

sse. ela será chamada equação polinomial. 3x²+7x½=2x+3 A função exponencial exp(x)=ex pode ser escrita como um somatório com infinitos termos contendo potências de x: ex = 1 + x +x²/2! + x³/3! + x4/4! + x5/5! +. r(x)=f(c)=0 o que é equivalente a: c é um zero de p. . Zeros de um polinômio Um zero de um polinômio real p em P[x] é um número c.. tal que p(c)=0. Exemplos 1. subtração.e é claro que r(x)=p(c) é um polinômio de grau 0. Uma consequência do Algoritmo da Divisão de polinômios é que: x-c é um fator de p se. 2x²+3x+7=0 2. e somente se. divisão e radiciação de termos envolvendo a variável x. Quando a equação é da forma: p(x) = 0 onde p é um polinômio real em P[x]. x-c é um divisor de p=p(x) Equações algébricas e transcendentes Uma equação algébrica real na variável x é uma relação matemática que envolve apenas um número finito de operações de soma. produto. a equação x²+7x=ex não é uma equação algébrica. assim.. o que equivale a dizer que esta equação é transcendente. que pode ser real ou complexo. Quando uma equação possui a variável sob um sinal de radiciação ela é chamada equação irracional. O zero de um polinômio também é denominado raiz do polinômio.

dadas por: x1=(-b+R[b²-4ac] / 2a x2=(-b. Observação: Uma equação algébrica irracional sempre poderá ser colocada na forma de uma equação polinomial.grau) onde você poderá encontrar material mais aprofundado sobre o assunto. Equação do 1o. as raízes da nova equação poderão não coincidir com as raízes da equação original e as raízes obtidas desta nova equação que não servem para a equação original são denominadas raízes estranhas. mas a segunda não é polinomial. admite exatamente três raízes no conjunto dos números complexos que podem ser obtidas pela fórmula de Tartaglia (Cardano). Exercício: Apresentar uma equação irracional que tenha raízes estranhas. Equação cúbica: A equação ax³+bx²+cx+d=0 com a não nulo.Exemplo: 2x²+3x+7 =0 e 3x²+7x½=2x+3 são equações algébricas. admite uma única raíz dada por: x = -b/a Equação do 2o. A primeira é polinomial.grau que é um formulário onde você entra com os coeficientes e obtém as raízes sem muito esforço. grau. Para obter apenas o cálculo das três raízes de uma equação do 3o. não existem métodos algébricos para obter todas as raízes. Equação quíntica: Para equações de grau maior ou igual a 5. Quando uma equação algébrica irracional é transformada em uma equação polinomial.R[b²-4ac]/ 2a onde R[z] é a raiz quadrada de z. do 3o. grau: A equação ax²+bx+c=0 com a diferente de zero. admite exatamente quatro raízes no conjunto dos números complexos que podem ser obtidas pela fórmula de Ferrari. Equação quártica: A equação ax4+bx³+cx²+dx+e=0 com a não nulo. mas existem muitos métodos numéricos que proporcionam as raízes de tais equações com grande precisão. Esta segunda é uma equação irracional. Nesta página há dois links que tratam sobre o assunto: Equações do Segundo grau que dá um tratamento mais detalhado sobre o assunto e Cálculo de raízes de uma Equação do 2o. grau. grau: A equação ax+b=0 com a diferente de zero. Métodos de resolução algébrica Alguns tipos especiais de equações podem ser resolvidos. vá ao nosso link Raízes de uma Equação do 3o. . Veja o nosso link O método de Tartaglia (Eq. admite exatamente duas raízes no conjunto dos números complexos.

no conjunto dos números complexos. há um excelente livro que trata sobre Equações Algébricas e a história da Matemática subjacente: "O Romance das Equações Algébricas. admite no conjunto dos números complexos. Consequência: Toda equação algébrica polinomial real de grau n. Áreas onde existem muitas aplicações para as desigualdades são a Análise Matemática e a Programação Linear. pelo menos uma raiz. admite exatamente n raízes. Makron Books. Teorema equivalente: Toda equação algébrica polinomial de grau n. (a+b)/2 > R[a. Em Português. Algumas identidades polinomiais Ver o link Produtos Notáveis nesta mesma página onde existem 33 identidades polinomiais. Algumas desigualdades polinomiais Algumas desigualdades bastante comuns que podem ser obtidas a partir das identidades polinomiais: 1. Gilberto G. Há vários livros de Matemática dedicados somente a desigualdades pois uma grande parte da Matemática é construída através deste conceito. sendo algumas não triviais.Existe uma versão da planilha Kyplot disponível gratuitamente na Internet. admite no máximo n raízes. que dispõe de um mecanismo capaz de calcular com grande precisão raízes de equações polinomiais de grau n." Teorema fundamental da álgebra Teorema (Gauss): Toda equação algébrica polinomial com coeficientes reais ou complexos. .b] 3. com coeficientes reais ou complexos. a²+b² > 2ab 2. São Paulo. a²+b²+c² > ab+ac+bc onde R[x] é a raiz quadrada de x e o símbolo > significa maior ou igual. 1999. Garbi. no conjunto dos números reais.

O grau de um polinômio p=p(x) não nulo. antenas parabólicas e faróis de carros.. o polinômio será dito incompleto. Um polinômio nulo não tem grau uma vez que não possui termo dominante. é o expoente de seu termo dominante. 4. Exemplo: O valor numérico de p(x)=2x²+7x-12 para x=3 é dado por: p(3) = 2×(3)²+7×3-12 = 2×9+21-12 = 18+9 = 27 R definida por: Grau de um polinômio Em um polinômio. .+ anxn onde ao. Quando existir um ou mais coeficientes nulos.. o polinômio é denominado polinômio inteiro em x. 3.Polinômios e equações A função polinomial Um polinômio (função polinomial) com coeficientes reais na variável x é uma função matemática f:R R definida por: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +. radares. denominados coeficientes do polinômio.. o termo de mais alto grau que possui um coeficiente não nulo é chamado termo dominante e o coeficiente deste termo é o coeficiente do termo dominante.. an são números reais. que tem algumas características utilizadas em estudos de Cinemática. define-se o grau de um polinômio nulo mas não o faremos aqui. para obter p(a).. Em estudos mais avançados. Ver o link A função quadrática nesta mesma página para entender a importância da função polinomial quadrática. Uma das funções polinomiais mais importantes é f:R f(x) = a x² + b x + c O gráfico desta função é a curva plana denominada parábola. . o polinômio será chamado mônico. que aqui será denotado por gr(p). Acerca do grau de um polinômio. O valor numérico de um polinômio p=p(x) em x=a é obtido pela substituição de x pelo número a. Se os coeficientes são números inteiros. a2. O coeficiente ao é o termo constante. Se o coeficiente do termo dominante de um polinômio for igual a 1. existem várias observações importantes: 1. a1. Um polinômio pode ser ordenado segundo as suas potências em ordem crescente ou decrescente. 2.

.. o número de termos deste polinômio será exatamente n+1. para todo k=0. e somente se..+ anxn será nulo se.+ anxn tal que ao=1 e ak=0. para todo k=1.+ bnxn são iguais se. Se o grau de um polinômio incompleto for n. 6. .+ anxn q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +... Igualdade de polinômios Os polinomios p e q em P[x]. definidos por: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +.2...... para todo k=0.n. o número de termos deste polinômio será menor do que n+1...n: ak= 0 O polinômio nulo é denotado por po=0 em P[x].2. Um polinômio será completo quando possuir todas as potências consecutivas desde o grau mais alto até o termo constante.5.3...3.. O polinômio unidade (identidade para o produto) p1=1 em P[x].1. É comum usar apenas uma letra p para representar a função polinomial p=p(x) e P[x] o conjunto de todos os polinômios reais em x.2.3. é o polinômio: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ + .. 7. Assim.1. um polinômio: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +. e somente se...n: ak=bk Teorema: Uma condição necessária e suficiente para que um polinômio inteiro seja identicamente nulo é que todos os seus coeficientes sejam nulos.. Se o grau de um polinômio completo for n..

q.. q em P[x].Soma de polinômios Consideremos p e q polinômios em P[x].+) formada pelo conjunto de todos os polinômios com a soma definida acima. tem-se que: p+q=q+p Elemento neutro: Existe um polinômio po(x)=0 tal que po + p = p qualquer que seja p em P[x]. Elemento oposto: Para cada p em P[x].+(an+bn)xn A estrutura matemática (P[x]. como um outro polinômio r em P[x]: r(x) = p(x)·q(x) = co + c1x + c2x² + c3x³ +.+ anxn q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +... r em P[x]. Produto de polinômios Sejam p. + bnxn Definimos a soma de p e q...+ ak-1 b1 + akbo . q em P[x]...+ bnxn Definimos o produto de p e q. definidos por: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +....+ cnxn tal que: ck = aobk + a1bk-1 + a2 bk-2 + a3bk-3 +.+) é denominada um grupo comutativo. por: (p+q)(x) = (ao+bo)+(a1+b1)x+(a2+b2)x²+.. tem-se que: (p + q) + r = p + (q + r) Comutativa: Quaisquer que sejam p.. + anxn q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +. a estrutura (P[x]. possui algumas propriedades: Associativa: Quaisquer que sejam p.. existe outro polinômio q=-p em P[x] tal que p+q=0 Com estas propriedades.. dados por: p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +.

·) é denominada anel comutativo com identidade. tem-se que: p·q=q·p Elemento nulo: Existe um polinômio po(x)=0 tal que po · p = po qualquer que seja p em P[x].. usaremos neste momento uma notação para sequência no formato de um conjunto...an. q. Espaço vetorial dos polinônios reais Embora uma sequência não seja um conjunto mas sim uma função cujo domínio é o conjunto dos números naturais.+. q.para cada ck (k=1..) . tem-se que: (p · q) · r = p · (q · r) Comutativa: Quaisquer que sejam p. O conjunto P[x] de todos os polinômios pode ser identificado com o conjunto S das sequências quase-nulas de números reais . Elemento Identidade: Existe um polinômio p1(x)=1 tal que p1 · p = p qualquer que seja p em P[x]. Existe uma propriedade mista ligando a soma e o produto de polinômios Distributiva: Quaisquer que sejam p. Observamos que para cada termo da soma que gera ck. tem-se que: p · (q + r) = p · q + p · r Com as propriedades relacionadas com a soma e o produto. as sequências da forma: p = (ao.0.a3..a1..2. q em P[x].0...3.0. A estrutura matemática (P[x].a4. r em P[x]..·) formada pelo conjunto de todos os polinômios com o produto definido acima.a2. possui várias propriedades: Associativa: Quaisquer que sejam p.. r em P[x].. A unidade polinomial é simplesmente denotada por p1=1. a soma do índice de a com o índice de b sempre fornece o mesmo resultado k. a estrutura matemática (P[x]. isto é.m+n).

b3.a4.. razão pela qual tais sequências são denominadas sequências quase-nulas.c1.p = (kao..c2.am. que são estruturas matemáticas onde a soma dos elementos e a multiplicação dos elementos por escalar têm várias propriedades.2.. comutativo.a2.a3..kam... todos os termos da sequência são nulos..0.b1. unidade.. tal que: p = (ao.) e vamos supor que m < n. multiplicação por escalar e de multiplicação...a1.0..an..0.0.0.bn.... distributivo e possui elementos: neutro....0.0. .an+bn.0.0.) a multiplicação de p em S por um escalar k.0. Definimos a soma de p e q....0.. oposto.ka1....c3....ka4.ka3.a4..+ ak-1b1+akbo para cada ck (k=1.m+n).0.0..) q = (bo.a3.) e o produto de p e q em S como: p·q = (co.cn. dadas abaixo.+ anxn e colocamos os mesmos entre parênteses e após o n-ésimo coeficiente colocamos uma quantidade infinita de zeros.a2+b2.) sendo que ck = aobk + a1bk-1 + a2bk-2 + a3bk-3 +..... como: p+q = (ao+bo.a1+b1.. O conjunto S com as operações definidas é: associativo..0.ka2...0...a1.) funciona bem quando trabalhamos com espaços vetoriais.3.Isto significa que após um certo número natural n. A identificação ocorre quando tomamos os coeficientes do polinômio p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +.b2..... Sejam p e q em S. Esta forma de notação p = (ao.0. como: k. identidade.b4.a2.0. Vamos considerar S o conjunto das sequências quase-nulas de números reais com as operações de soma. assim nós temos somente uma quantidade finita de números não nulos....c4....

..gr(q)} Algoritmo da divisão de polinômios Dados os polinômios p e q em P[x].3..+ anxn Como para todo k=1. dizemos que q divide p se existe um polinômio g em P[x] tal que p(x) = g(x) q(x) Se p em P[x] é um polinômio com gr(p)=n e g é um outro polinômio com gr(g)=m<n.2. tal que: p(x) = q(x) g(x) + r(x) Um caso particular importante é quando tomamos g(x)=x-c e p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +....n vale a identidade: xk-ck = (x-c)( xk-1 + cxk-2 + c²xk-3 +..p(c)=(x-c) q(x) onde q=q(x) é um polinômio de grau n-1. Assim.+ anxn temos que p(c) = ao + a1c + a2c² + a3c³ +.+ an(xn-cn) o que garante que podemos evidenciar g(x)=x-c para obter p(x).+ ancn e tomando a diferença entre p(x) e p(c)..q) = gr(p) + gr(q) gr(p+q)<max{gr(p).... então existe um polinômio q em P[x] e um polinômio r em P[x] com gr(r)<gr(g).+ ck-2x+ck-1 ) então para p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +... teremos: p(x)-p(c) = a1(x-c) + a2(x²-c²) + a3(x³-c³) +.Características do grau de um polinômio Se gr(p)=m e gr(q)=n então gr(p. podemos escrever: p(x)=(x-c) q(x)+p(c) ..

x-c é um divisor de p=p(x) Equações algébricas e transcendentes Uma equação algébrica real na variável x é uma relação matemática que envolve apenas um número finito de operações de soma.e é claro que r(x)=p(c) é um polinômio de grau 0. assim. o que equivale a dizer que esta equação é transcendente. Exemplos 1. divisão e radiciação de termos envolvendo a variável x. 2x²+3x+7=0 2. sse. Zeros de um polinômio Um zero de um polinômio real p em P[x] é um número c. que pode ser real ou complexo. Quando uma equação possui a variável sob um sinal de radiciação ela é chamada equação irracional. ela será chamada equação polinomial. subtração. r(x)=f(c)=0 o que é equivalente a: c é um zero de p. e somente se. Quando a equação é da forma: p(x) = 0 onde p é um polinômio real em P[x]. 3x²+7x½=2x+3 A função exponencial exp(x)=ex pode ser escrita como um somatório com infinitos termos contendo potências de x: ex = 1 + x +x²/2! + x³/3! + x4/4! + x5/5! +. Uma consequência do Algoritmo da Divisão de polinômios é que: x-c é um fator de p se.. . O zero de um polinômio também é denominado raiz do polinômio. tal que p(c)=0. produto. a equação x²+7x=ex não é uma equação algébrica..

grau: A equação ax²+bx+c=0 com a diferente de zero. Nesta página há dois links que tratam sobre o assunto: Equações do Segundo grau que dá um tratamento mais detalhado sobre o assunto e Cálculo de raízes de uma Equação do 2o.grau que é um formulário onde você entra com os coeficientes e obtém as raízes sem muito esforço. Veja o nosso link O método de Tartaglia (Eq.Exemplo: 2x²+3x+7 =0 e 3x²+7x½=2x+3 são equações algébricas. Equação do 1o. Exercício: Apresentar uma equação irracional que tenha raízes estranhas. Esta segunda é uma equação irracional.grau) onde você poderá encontrar material mais aprofundado sobre o assunto. admite exatamente três raízes no conjunto dos números complexos que podem ser obtidas pela fórmula de Tartaglia (Cardano). . Equação quártica: A equação ax4+bx³+cx²+dx+e=0 com a não nulo. mas existem muitos métodos numéricos que proporcionam as raízes de tais equações com grande precisão. grau. Métodos de resolução algébrica Alguns tipos especiais de equações podem ser resolvidos. grau. Equação cúbica: A equação ax³+bx²+cx+d=0 com a não nulo. Equação quíntica: Para equações de grau maior ou igual a 5. Para obter apenas o cálculo das três raízes de uma equação do 3o. do 3o. Observação: Uma equação algébrica irracional sempre poderá ser colocada na forma de uma equação polinomial.R[b²-4ac]/ 2a onde R[z] é a raiz quadrada de z. mas a segunda não é polinomial. admite exatamente duas raízes no conjunto dos números complexos. dadas por: x1=(-b+R[b²-4ac] / 2a x2=(-b. vá ao nosso link Raízes de uma Equação do 3o. grau: A equação ax+b=0 com a diferente de zero. as raízes da nova equação poderão não coincidir com as raízes da equação original e as raízes obtidas desta nova equação que não servem para a equação original são denominadas raízes estranhas. admite uma única raíz dada por: x = -b/a Equação do 2o. Quando uma equação algébrica irracional é transformada em uma equação polinomial. admite exatamente quatro raízes no conjunto dos números complexos que podem ser obtidas pela fórmula de Ferrari. não existem métodos algébricos para obter todas as raízes. A primeira é polinomial.

admite no máximo n raízes. com coeficientes reais ou complexos. 1999. admite no conjunto dos números complexos. no conjunto dos números complexos. pelo menos uma raiz. . Algumas identidades polinomiais Ver o link Produtos Notáveis nesta mesma página onde existem 33 identidades polinomiais. Algumas desigualdades polinomiais Algumas desigualdades bastante comuns que podem ser obtidas a partir das identidades polinomiais: 1. Consequência: Toda equação algébrica polinomial real de grau n. Teorema equivalente: Toda equação algébrica polinomial de grau n.b] 3. admite exatamente n raízes.Existe uma versão da planilha Kyplot disponível gratuitamente na Internet. a²+b² > 2ab 2. sendo algumas não triviais. Garbi." Teorema fundamental da álgebra Teorema (Gauss): Toda equação algébrica polinomial com coeficientes reais ou complexos. Há vários livros de Matemática dedicados somente a desigualdades pois uma grande parte da Matemática é construída através deste conceito. São Paulo. Gilberto G. que dispõe de um mecanismo capaz de calcular com grande precisão raízes de equações polinomiais de grau n. a²+b²+c² > ab+ac+bc onde R[x] é a raiz quadrada de x e o símbolo > significa maior ou igual. (a+b)/2 > R[a. Makron Books. Em Português. há um excelente livro que trata sobre Equações Algébricas e a história da Matemática subjacente: "O Romance das Equações Algébricas. no conjunto dos números reais. Áreas onde existem muitas aplicações para as desigualdades são a Análise Matemática e a Programação Linear.

a probabilidade é a razão entre o número de maneiras igualmente provável de um evento ocorrer e o número igualmente provável de todos acontecimentos ocorrerem. PROPRIEDADES O cálculo da probabilidade de um evento A deve satisfazer as seguintes propriedades: a) 0 (menor ou igual) P(A) (menor ou igual) 1 b) P(S) = 1. sendo S o conjunto de todos os resultados possíveis ou universo. sendo nA o numero de casos favoráveis relativo a sua realização e ñA o número de casos contrários a probabilidade de A pode ser definida como: p(A) = nA/(nA + ñA) De outra forma. formam-se: Fenótipo Meninos de olhos castanhos Meninos de olhos azuis Meninas de olhos castanhos Meninas de olhos azuis Descrição XY AXY aa XX AXX aa Probabilidade P(XY) P(A-) = ½ x ¾ = 3/8 P(XY) P(aa) = ½ x ¼ = 1/8 P(XX) P(A-) = ½ x ¾ = 3/8 P(XX) P(aa) = ½ x ¼ = 1/8 LEIS DE PROBABILIDADE Lei da soma para eventos mutuamente exclusivos . Do casamento entre genitores heterozigotos(Aa x Aa). em que a condição Adetermina olhos castanhos e aa determina olhos azuis.PROBABILIDADE Dado um acontecimento A. c) P( ) = 0 Como ilustração é considerado a cor dos olhos na espécie humana.

1/8 A necessidade de subtrair a probabilidade de meninos de olhos azuis na P(A ou B) pode ser constatada pois tanto a valor P(menino) quanto P(olhos azuis) inclui a possibilidade de sair menino de olhos azuis.Eventos mutuamente exclusivos são aqueles cuja ocorrência de um elimina a possibilidade de ocorrência do outro. tem-se: P(A) = P(menino de olhos castanhos) = 3/8 P(B) = P(meninas de olhos azuis) = 1/8 P(A ou B) = P(A) + P(B)= 3/8 + 1/8 = 1/4 Lei da soma para eventos mutuamente exclusivos Neste caso podemos definir a seguinte expressão de probabilidade P(A ou B) = P(A) + P(B) . Assim. P( menino e olhos azuis) = P(menino) . P(olhos azuis) =(1/2)(1/4) = 1/8 Lei do produto para eventos dependentes (ou condicionais ou ligados) . será estimada a probabilidade de nascer um menino ou uma criança de olhos azuis.P(A e B) Exemplo: No casamento especificado. será estimada a probabilidade de nascer um menino de olhos castanhos ou uma menina de olhos azuis.P(A e B) = 1/2 + 1/4 . A expressão que define a lei do produto para eventos independentes é a seguinte: P(A e B) = P(A) . Assim. Neste caso a probabilidade de ocorrência de um ou outro evento é expressa por: P(A ou B) = P(A) + P(B) Exemplo: No casamento especificado. consequentemente esta probabilidade estaria sendo somada duas vezes caso não houvesse aquela subtração. tem-se: P(A) = P(menino) = 1/2 P(B) = P(olhos azuis) = 1/4 P(A e B) = P(meninos de olhos azuis) = 1/8 P(A ou B) = P(A) + P(B ) . Lei do produto para eventos independentes Dois eventos são independentes quando a probabilidade de ocorrer B não é condicional à ocorrência de A. P(B) Exemplo: Em uma família será estimada a probabilidade do ser menino e ter olhos azuis.

tem-se as descendências: Gametas XD Xd XD XD XD XD Xd Y XD Y Xd Y Conclui-se que: P(menino) = P(menina) = ½ P(Normal) = ¾ P(Daltonismo) = ¼ Exemplo: No casamento especificado. P(B/A) = P(B) . e um homem normal. portadora. que: P(menina daltônica) # P(menina) x P(daltônica) Ao contrário. neste caso. tem-se: P(menina daltônica) = P(menina) x P(daltonica/menina) = ½ x 0 = 0 .Neste caso temos a seguinte expressão de probabilidade: P(A e B) = P(A) . Verifica-se. Tratase de um gene ligado ao sexo. em que: Mulheres normais : XD XD ou XD Xd Mulheres daltônicas : Xd Xd Homens normais : XDY Homens daltônicos : XdY Considerando o casamento entre uma mulher normal. será estimada a probabilidade de nascer uma menina daltônica. (P(A/B) Será considerado agora o gene que deteramina o daltonismo na espécie humana.

Em muitas outra situações é necessário a reposição dos dados. O binômio (ou multinômio) é formado pelas probabilidades de cada acontecimento elevado ao número total de ocorrências.DISTRIBUIÇÃO BINOMIAL Utilização A distribuição poderá ser empregada na determinação da probabilidade quando no evento especificado se deseja calcular a probabilidade de uma acontecimento composto estabelecido por vários eventos. Animal 2o. Animal 3o. Neste caso. A probabilidade de sair um animal sem chifre é igual a S (S = ¾) e a probabilidade de sair com chifre igual a C (C = ¼). dentro do acontecimento. considerando três nascimentos. não influencia o cálculo da probabilidade. Conceito Entende-se por distribuição binomial como sendo aquela em que os termos da expansão do binômio (ou multinômio) correspondem às probabilidades de todos os eventos possíveis do espaço amostral. para que se possa usar a distribuição binomial ou multinomial. Assim. tem-se as seguintes situações. Acontecimentos 3 Com chifres 1o. Animal Probabilidade Com Com 2 Com e 1 Sem chifres Com Sem Com 1 Com e 2 Sem chifres Sem Sem 3 Sem chifres Sem Com Com Sem Com Sem Com Sem Sem Com Sem Com Com Sem Sem Com Sem S³ 3CS² 3C²S C³ . os eventos que constituem o acontecimento devem ser independentes e a ordem dos eventos. Ilustração Para exemplificar será considerado o exemplo dos bovinos.

pode-se estimar as probabilidades utilizando-se o termo geral da distribuição multinomial. é impraticável obte-los para n relativamente grande e. Para contornar os problemas. Este procedimento é mais adequado pois permite estimar a probabilidade do evento desejado sem ser necessário conhecer qualquer outro termo do multinômio. para se obter a probabilidade de um evento é necessário conhecer a probabilidade de todos os outros que constituem o espaço amostral. consequentemente. A expansão do binômio resultará em n + 1 termos e. portanto. ni = número de ocorrências do evento i N = = número total de ocorrências pi = probabilidade de ocorrência do evento i . Sendo probabilidade. estabelecendo-se. se verifica: C³ + 3C²S + 3CS² + S³ = 1 b) Corresponde a expansão do binômio: (C + S)³ = C³ + 3C²S + 3CS² + S³ = 1 DISTRIBUIÇÃO MULTINOMIAL A obtenção da probabilidade através da expansão do binômio apresenta inconvenientes quando o valor de n (número total de ocorrências) é relativamente grande.A seqüência C³ + 3C²S + 3CS² + S³ tem dois significados: a) Cada elemento corresponde a uma probabilidade de um evento do espaço amostral. Outro aspecto de dificuldade ocorre quando se tem vários eventos. O termo geral é expresso por: em que. um multinômio.

5 3 8 9 6 3. b. fazendo-se extrações com reposição. 2 5 10 25 32 . 2 e 3. fazendo-se extrações sem reposição. e. b. d. e. c. c. e. Retirando-se sucessivamente duas bolas dessa urna. b. obtém-se um par ordenado. 2 e 3. é: a. 2 e 3. O número de conjuntos possíveis é: a. c. Lançando-se uma moeda usual 5 vezes. O número de seqüências possíveis é: a. O número de pares ordenados possíveis. Uma urna contem três bolas numeradas com 1. d. Uma urna contem três bolas numeradas com 1. obtém-se um par ordenado. e. Uma urna contem três bolas numeradas com 1. 9 6 5 8 3 2. seus resultados formam uma seqüência.PROBABILIDADE 1. O número de pares ordenados possíveis. d. é: a. b. d. Retirando-se sucessivamente duas bolas dessa urna. c. Retirando-se simultaneamente duas bolas dessa urna. 8 5 6 3 9 4. obtém-se um conjunto.

b. O número de elementos do espaço amostral desse experimento é: a. 3. d. b. b. Considere o seguinte experimento aleatório: "lançar dois dados e observar os números obtidos nas faces superiores". c. Então: a. o número de elementos do evento A a. Uma moeda é lançada três vezes.20. n(E)=6en(A)=3 n(E)=6en(A)=4 n(E)=8en(A)=4 n(E)=8en(A)=6 n(E)=8en(A)=3 7. d. c. b. e.5. c. Sorteia-se uma bola dessa urna. Lançando-se um dado honesto duas vezes. e. é: a. 2. d. e.. c. Uma urna tem 20 bolas numeradas com 1. 16 15 13 14 12 B é: . o número de resultados que apresentam soma 7. 4 5 6 7 3 8. Vamos representar por n ( E ) o número de resultados possíveis e representar por n( A ) o número de resultados que apresentam apenas duas caras.. d. Considere os seguintes eventos: Evento A : Ocorrência de um número primo Evento B : Ocorrência de um divisor de 30 Nesse experimento. 6 12 2 64 36 6. e.

20 19 90 45 32 11. A probabilidade de o algarismo das unidades ser zero é: a. b. então o número de elementos do espaço amostral é: a. B tem mais chance de ganhar que A A não tem chance de ganhar A tem mais chance de ganhar que B B não tem chance de ganhar Ambos tem as mesmas chances 10. c. 5 1/2 4/9 5/9 1/5 . 120 220 150 290 160 13.9. b. e. O jogador A ganha se tirar. b. pode-se afirmar corretamente que: a. uma única vez um par de dados. d. Num jogo. b. no seu lança. 36 18 15 20 21 12. b. c. e. é: a. c. de modo que sua soma seja sempre par. c. e. Denomina-se espaço amostral ao conjunto formado por todos os resultados possíveis de um experimento aleatório. e. d. d. de uma sala contendo dez pessoas. O número de possibilidades de escolha de 3 números naturais distintos de 1 a 10. O número de resultados favoráveis a A é: a. O número da chapa do carro é par. e. ao acaso. O jogador A ganha se a soma dos resultados for 6 e B. um número de pontos maior ou igual ao lance do jogador B. c. d. Dois jogadores disputam um jogo onde é lançado. Se um experimento consistem em se escolherem duas pessoas. Nessas condições. cada jogador lança um dado uma única vez. d. se a soma for 10.

é: a. d. a probabilidade de não obter a bola número 7 é igual a: a. e. d. na escolha ao acaso de uma das permutações dos algarismos 1. 2. em duas jogadas de dado. d. e. De uma urna contendo 90 bolas numeradas de 0 a 89. é sorteada uma bola. c. c. d. 1/3 1/2 1/4 1/12 1/6 18. 5 1/5 1 4 1/4 15. 3.14. e. 3 vermelhas e 5 azuis. c. 4 e 5 ? a. 1/48 1/36 1/24 1/12 1/6 17. 1/90 1/89 1/6 15/89 89/90 . Qual a probabilidade de se obter um número divisível por 5. A probabilidade de se ter duas vezes o número 5. b. ao se retirar uma única bola de uma urna contendo 4 bolas brancas. b. Uma urna tem 10 bolas idênticas. numeradas de 1 a 10. A probabilidade do número dessa bola estar na cartela do jogador é: a. 2/9 1/10 1/5 9/10 9/11 16. e. b. Se retirarmos uma bola da urna. é: a. b. Um jogado recebeu uma cartela com 15 números distintos entre os números 0 e 89. e. A probabilidade de uma bola branca aparecer. c. c. b. d.

d. 1/8 3/8 7/8 5/8 1/3 20. 1/6 5/36 1/12 1/18 1/36 21. Se um certo casal tem 3 filhos. Timista enviou 150 cartas para um concurso. c. pelo menos uma vez é: a. e. Jogando-se uma moeda 3 vezes. 1/2 1/3 1/4 1/5 1/6 . b. d. d. um elemento do conjunto dos divisores de 60. c. No lançamento simultâneo de dois dados distintos e não viciados. c. b. b. então a probabilidade de os 3 filhos serem do mesmo sexo. Escolhido. c. d. no qual seria sorteada uma só carta de um total de 5500 cartas. e. c. b. 3/55 3/110 1/5350 1/5499 1/5500 22. A probabilidade dele uma das cartas do senhor O . qual a probabilidade de se obter a soma dos pontos igual a 7 ? a. e. 1/3 1/2 1/5 1/4 1/6 23. b. O senhor O . vale: a. dado que o primeiro filho é homem. ao acaso.Timista ser sorteada é: a.19. e. d. a probabilidade de que ele seja primo é: a. a probabilidade de se obter cara. e.

24. Com os dígitos 1, 4, 7, 8 e9, são formados números de 3 algarismos distintos. Um deles é escolhido ao acaso. Qual a probabilidade de ser ímpar ? a. b. c. d. e. 2/5 1/2 10.6 3/5 4/5

25. Com os algarismos de 1 a 9, forma-se um número de 4 algarismos distintos. A probabilidade de qe o número formado seja menor que 6000 é: a. b. c. d. e. 1/9 1/3 4/9 5/9 2/3

26. Escolhem-se ao acaso dois números distintos, de 1 a 20. Qual a probabilidade de que o produto dos números escolhidos seja ímpar ? a. b. c. d. e. 9/38 1/2 9/20 1/4 8/25

27. Uma urna tem 100 cartões numerados de 101 a 200. A probabilidade de se sortear um cartão dessa urna e o número nele marcado ter os três algarismos distintos entre si é: a. b. c. d. e. 17/25 71/100 14/25 73/100 37/50

28. Retirando-se uma carta de um baralho comum e sabendo-se que saiu uma dama, qual a probabilidade de que a carta seja de ouros ? a. b. c. d. e. 1/3 1/4 4/13 1/13 1/52

29. Num grupo de 60 pessoas, 10 são torcedores do São Paulo, 5 são torcedores do Palmeiras e as demais do Coríntians. Escolhido ao acaso um elemento do grupo, a probabilidade de ele ser torcedor do São Paulo ou do Palmeiras é: a. b. c. d. e. 0,40 0,25 0,50 0,30 0,33

30. Uma urna contem 2 bolas brancas, 3 verdes e 4 azuis. Retirando-se uma bola da urna, qual a probabilidade de que seja branca ou verde ? a. b. c. d. e. 4/7 3/8 5/9 2/15 3/7

31. Uma urna contem 4 bolas brancas e 6 pretas. Retirando-se, sucessivamente e sem reposição, 2 bolas, a probabilidade de sair bola preta e bola branca, nesta ordem, é de: a. b. c. d. e. 6/25 1/5 1/50 4/15 7/30

32. Um número é extraído ao acaso entre os 20 inteiros, de 1 a 20. A probabilidade de o número escolhido ser primo ou quadrado perfeito é: a. b. c. d. e. 1/5 2/25 4/25 2/5 3/5

33. Sorteando um número de 1 a 30, a probabilidade de que ele seja par ou múltiplo de 3 é: a. b. c. d. e. 3/4 2/3 1/6 5/33 1/3

34. Um juiz possui três cartões no bolso. Um é todo amarelo, outro é todo vermelho e o terceiro é vermelho de um lado e amarelo de outro. Num determinado lance, o juiz retira, ao acaso, um cartão do bolso e mostra a um jogador. A probabilidade de que a face que o juiz vê ser vermelha a de a outra face, mostrada ao jogador, ser amarela é: a. b. c. d. e. 1/2 2/5 1/5 2/3 1/6

35. Uma roleta esta dividida em 8 partes iguais numeradas de 1 a 8. Ela é girada 3 vezes. Qual é a probabilidade de, nos três giros, ela parar em números iguais? a. b. c. d. e. 1/512 1/8 1/3 1/64 1/72

36. Três pessoas, A, B e C, vão participar de um concurso num programa de televisão. O apresentador faz um sorteio entre A e B e ,em seguida, faz um sorteio entre C e o vencedor do primeiro sorteio, para decidir quem iniciará o concurso. Se cada sorteio as duas pessoas tem a mesma chance de ganhar, qual a probabilidade de A iniciar o concurso ? a. b. c. d. e. 125% 75% 50% 25% 90%

37. Numa urna foram, colocadas 30 bolas: 10 bolas azuis numeradas de 1 a 10, 15 bolas brancas numeradas de 1 a 15 e 5 bolas cinzas numeradas de 1 a 5. Ao retirar-se aleatoriamente uma bola, a probabilidade de obter-se uma bola par ou branca é: a. b. c. d. e. 29/30 7/15 1/2 11/15 13/15

38. Um par de dados honestos é lançado. Se os dois números que aparecem são diferentes, a probabilidade de que ocorram, os números 2 ou 3 é: a. b. c. d. e. 1/2 2/3 3/5 5/9 11/18

39. Dois dados não viciados distintos são lançados , e o números observados . Pode-se afirmar que: a. b. c. d. e. A probabilidade de se obterem números iguais é 1/2 A probabilidade de obter soma dos números iguais a 10 '2 1/10 Os números observados nunca somarão 12 A probabilidade de se obter 15 como soma é maior que zero; A probabilidade de se obterem números iguais é 1/6

40. Uma urna contem apenas cartões marcados com números distintos escolhidos de 1 a 9. Se, nessa urna, não há cartões com números repetidos, a probabilidade de ser sorteado um cartão com um número menor que 500 é: a. b. c. d. e. 3/4 1/2 8/21 4/9 1/3

41. Uma doença congênita afeta 1 em cada 700 homens. Numa população de um milhão de homens, a probabilidade de que um homem, tomado ao acaso, não seja afetado é: a. b. c. d. e. Superior a 0,99 Igual a 0,99 Menor que 0,98 Igual a 1/700 1/2 ou 50%

42. Jogando-se simultaneamente dois dados ( um dado é um cubo com as faces numeradas de 1 a 6 ), a probabilidade da soma dos números obtidos ser par é: a. b. c. d. e. 1/2 1/3 1/8 1/16 1/32

43. Você faz parte de um grupo de 10 pessoas, para três das quais serão distribuídos prêmios iguais. A probabilidade de que você seja um dos premiados é: a. b. c. d. e. 1/10 1/5 3/10 1/3 2/5

Análise combinatória
Introdução à Análise Combinatória Análise Combinatória é um conjunto de procedimentos que possibilita a construção de grupos diferentes formados por um número finito de elementos de um conjunto sob certas circunstâncias. Na maior parte das vezes, tomaremos conjuntos Z com m elementos e os grupos formados com elementos de Z terão p elementos, isto é, p será a taxa do agrupamento, com p<m. Arranjos, Permutações ou Combinações, são os três tipos principais de agrupamentos, sendo que eles podem ser simples, com repetição ou circulares. Apresentaremos alguns detalhes de tais agrupamentos. Observação: É comum encontrarmos na literatura termos como: arranjar, combinar ou permutar, mas todo o cuidado é pouco com os mesmos, que às vezes são utilizados em concursos em uma forma dúbia!

Arranjos São agrupamentos formados com p elementos, (p<m) de forma que os p elementos sejam distintos entre sí pela ordem ou pela espécie. Os arranjos podem ser simples ou com repetição. Arranjo simples: Não ocorre a repetição de qualquer elemento em cada grupo de p elementos. Fórmula: As(m,p) = m!/(m-p)! Cálculo para o exemplo: As(4,2) = 4!/2!=24/2=12. Exemplo: Seja Z={A,B,C,D}, m=4 e p=2. Os arranjos simples desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 12 grupos que não podem ter a repetição de qualquer elemento mas que podem aparecer na ordem trocada. Todos os agrupamentos estão no conjunto: As={AB,AC,AD,BA,BC,BD,CA,CB,CD,DA,DB,DC} Arranjo com repetição: Todos os elementos podem aparecer repetidos em cada grupo de p elementos. Fórmula: Ar(m,p) = mp. Cálculo para o exemplo: Ar(4,2) = 42=16. Exemplo: Seja C={A,B,C,D}, m=4 e p=2. Os arranjos com repetição desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 16 grupos que onde aparecem elementos repetidos em cada grupo. Todos os agrupamentos estão no conjunto:

Ar={AA,AB,AC,AD,BA,BB,BC,BD,CA,CB,CC,CD,DA,DB,DC,DD} Arranjo condicional: Todos os elementos aparecem em cada grupo de p elementos, mas existe uma condição que deve ser satisfeita acerca de alguns elementos. Fórmula: N=A(m1,p1).A(m-m1,p-p1) Cálculo para o exemplo: N=A(3,2).A(7-3,4-2)=A(3,2).A(4,2)=6×12=72. Exemplo: Quantos arranjos com 4 elementos do conjunto {A,B,C,D,E,F,G}, começam com duas letras escolhidas no subconjunto {A,B,C}? Aqui temos um total de m=7 letras, a taxa é p=4, o subconjunto escolhido tem m1=3 elementos e a taxa que este subconjunto será formado é p1=2. Com as letras A,B e C, tomadas 2 a 2, temos 6 grupos que estão no conjunto: PABC = {AB,BA,AC,CA,BC,CB} Com as letras D,E,F e G tomadas 2 a 2, temos 12 grupos que estão no conjunto: PDEFG = {DE,DF,DG,ED,EF,EG,FD,FE,FG,GD,GE,GF} Usando a regra do produto, teremos 72 possibilidades obtidas pela junção de um elemento do conjunto PABC com um elemento do conjunto PDEFG. Um típico arranjo para esta situação é CAFG.

Permutações Quando formamos agrupamentos com m elementos, de forma que os m elementos sejam distintos entre sí pela ordem. As permutações podem ser simples, com repetição ou circulares. Permutação simples: São agrupamentos com todos os m elementos distintos. Fórmula: Ps(m) = m!. Cálculo para o exemplo: Ps(3) = 3!=6. Exemplo: Seja C={A,B,C} e m=3. As permutações simples desses 3 elementos são 6 agrupamentos que não podem ter a repetição de qualquer elemento em cada grupo mas podem aparecer na ordem trocada. Todos os agrupamentos estão no conjunto: Ps={ABC,ACB,BAC,BCA,CAB,CBA} Permutação com repetição: Dentre os m elementos do conjunto C={x1,x2,x3,...,xn}, faremos a suposição que existem m1 iguais a x1, m2 iguais a x2, m3 iguais a x3, ... , mn iguais a xn, de modo que m1+m2+m3+...+mn=m.

ARARTA.DBAC.BDCA.1)=15. Todos os agrupamentos estão no conjunto: Pr={AAARRT.. AATRRA.AAARTR. a letra R ocorre 2 vezes e a letra T ocorre 1 vez.ACBD.CADB.ADCB.C(2.C(6-4.C(64-1.T} em agrupamentos de 6 elementos são 15 grupos que contêm a repetição de todos os elementos de C aparecendo também na ordem trocada.4).C(m-m1-m2.ARAATR.BDAC.CBDA.1)=C(6.DACB.4).CABD. C(mn. m4=1 e m=6.DBCA.Fórmula: Se m=m1+m2+m3+.2).m1).. logo: Pr(6)=C(6.2).ABDC.R...BADC. De quantos modos distintos estas pessoas poderão sentar-se junto a uma mesa circular (pode ser retangular) para realizar o jantar sem que haja repetição das posições? Se considerássemos todas as permutações simples possíveis com estas 4 pessoas.BCDA. BCAD.m2).+mn. Fórmula: Pc(m)=(m-1)! Cálculo para o exemplo: P(4)=3!=6 Exemplo: Seja um conjunto com 4 pessoas K={A.ADBC.ATARAR} Permutação circular: Situação que ocorre quando temos grupos com m elementos distintos formando uma circunferência de círculo. teriamos 24 grupos.B.AARRTA. Cálculo para o exemplo: m1=4. m3=1.C.CDBA.CBAD.AARRTA.C(m-m1.DCAB.ARAART.ARAART. dados por: . m2=2.D}.ACDB.BACD.ARARAT. A letra A ocorre 3 vezes. Exemplo: Quantos anagramas podemos formar com as 6 letras da palavra ARARAT.AAATRR. CDAB. DABC.mn) Anagrama: Um anagrama é uma (outra) palavra construída com as mesmas letras da palavra original trocadas de posição. As permutações com repetição desses 3 elementos do conjunto C={A.C(1.ATAARA.AARTTA.DCBA} Acontece que junto a uma mesa "circular" temos que: ABCD=BCDA=CDAB=DABC ABDC=BDCA=DCAB=CABD ACBD=CBDA=BDAC=DACB ACDB=CDBA=DBAC=BACD ADBC=DBCA=BCAD=CADB ADCB=DCBA=CBAD=BADC Existem somente 6 grupos distintos.m3) . apresentados no conjunto: Pc={ABCD. então Pr(m)=C(m. ARAATR.

DC. BC=CB.BD. As combinações simples desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 6 grupos que não podem ter a repetição de qualquer elemento nem podem aparecer na ordem trocada.AC. então a escolha de um ou . m=4 e p=2.DD} Regras gerais sobre a Análise Combinatória Problemas de Análise Combinatória normalmente são muito difíceis mas eles podem ser resolvidos através de duas regras básicas: a regra da soma e a regra do produto. Combinação simples: Não ocorre a repetição de qualquer elemento em cada grupo de p elementos.CD.ABDC.ACDB.CA. AD=DA.2)=5!/[2!3!]=10 Exemplo: Seja C={A.D}. todos os agrupamentos com 2 elementos formam um conjunto com 16 elementos: Cr={AA.AD. Regra da soma: A regra da soma nos diz que se um elemento pode ser escolhido de m formas e um outro elemento pode ser escolhido de n formas.D}. (p<m) de forma que os p elementos sejam distintos entre sí apenas pela espécie.B.CB. Todos os agrupamentos estão no conjunto: Cs={AB.p) = m!/[(m-p)! p!] Cálculo para o exemplo: C(4. AC=CA.AC. Fórmula: Cr(m. são: Cr={AA.BA.2)=C(4+2-1. Fórmula: C(m. m=4 e p=2.BB.AC.CC.Pc={ABCD.BC.DD} mas para obter as combinações com repetição.CC. assim as combinações com repetição dos elementos de C tomados 2 a 2.ADBC.BD.C. pois AB=BA.AB.p)=C(m+p-1.ACBD.2)=4!/[2!2!]=24/4=6 Exemplo: Seja C={A.p) Cálculo para o exemplo: Cr(4.C.DB.CD.BD.AD.BC. As combinações com repetição desses 4 elementos tomados 2 a 2 são 10 grupos que têm todas as repetições possíveis de elementos em grupos de 2 elementos não podendo aparecer o mesmo grupo com a ordem trocada.BC.ADCB} Combinações Quando formamos agrupamentos com p elementos.AD.2)=C(5.DA. deveremos excluir deste conjunto os 6 grupos que já apareceram antes. BD=DB e CD=DC.B. De um modo geral neste caso.BB.CD} Combinação com repetição: Todos os elementos podem aparecer repetidos em cada grupo até p vezes.AB.

cm-1. Construiremos uma sequência com os m elementos de C.. Vamos supor que a escolha tenha caído sobre o m-ésimo elemento de C. c2. c1. rm e a segunda s contem n outros pontos distintos marcados por s1. temos m possibilidades. c1.. Número de Arranjos simples Seja C um conjunto com m elementos. desde que tais escolhas sejam independentes.. . depois ligando r2 a todos os pontos de s e assim teremos n segmentos. r3. s2. cm Cada vez que um elemento for retirado... c5.. Para escolher o primeiro elemento do conjunto C que possui m elementos. um outro elemento M pode ser escolhido de n formas diferentes. De quantas maneiras diferentes poderemos escolher p elementos (p<m) deste conjunto? Cada uma dessas escolhas será chamada um arranjo de m elementos tomados p a p. Exemplo: Consideremos duas retas paralelas ou concorrentes sem que os pontos sob análise estejam em ambas. c3.n formas. . cm-2.M) nesta ordem poderá ser realizada de m.. . sendo que a primeira r contem m pontos distintos marcados por r1. c4. c3. cm .. Como existem m pontos em r e n pontos em s.. s3. cm-1. cm-2. e continuamos até o último ponto para obter também n segmentos. De quantas maneiras podemos traçar segmentos de retas com uma extremidade numa reta e a outra extremidade na outra reta? É fácil ver isto ligando r1 a todos os pontos de s e assim teremos n segmentos..outro elemento se realizará de m+n formas.. c2. sn. Regra do Produto: A regra do produto diz que se um elemento H pode ser escolhido de m formas diferentes e se depois de cada uma dessas escolhas. r2. teremos m. c5.n segmentos possíveis. a escolha do par (H. c4. indicaremos esta operação com a mudança da cor do elemento para a cor vermelha.. nenhuma das escolhas de um elemento pode coincidir com uma escolha do outro. . isto é.

Para escolher o segundo elemento, devemos observar o que sobrou no conjunto e constatamos que agora existem apenas m-1 elementos. Suponhamos que tenha sido retirado o último elemento dentre os que sobraram no conjunto C. O elemento retirado na segunda fase é o (m-1)-ésimo. c1, c2, c3, c4, c5, ..., cm-2, cm-1, cm Após a segunda retirada, sobraram m-2 possibilidades para a próxima retirada. Do que sobrou, se retirarmos o terceiro elemento como sendo o de ordem (m-2), teremos algo que pode ser visualizado como: c1, c2, c3, c4, c5, ..., cm-2, cm-1, cm Se continuarmos o processo de retirada, cada vez teremos 1 elemento a menos do que na fase anterior. Para retirar o p-ésimo elemento, restarão m-p+1 possibilidades de escolha. Para saber o número total de arranjos possíveis de m elementos tomados p a p, basta multiplicar os números que aparecem na segunda coluna da tabela abaixo: Retirada Número de possibilidades 1 m 2 m-1 3 m-2 ... ... p m-p+1 No.de arranjos m(m-1)(m-2)...(m-p+1) Denotaremos o número de arranjos de m elementos tomados p a p, por A(m,p) e a expressão para seu cálculo será dada por: A(m,p) = m(m-1)(m-2)...(m-p+1) Exemplo: Consideremos as 5 vogais de nosso alfabeto. Quais e quantas são as possibilidades de dispor estas 5 vogais em grupos de 2 elementos diferentes? O conjunto solução é: {AE,AI,AO,AU,EA,EI,EO,EU,IA,IE, IO,IU,OA,OE,OI,OU,UA,UE,UI,UO} A solução numérica é A(5,2)=5×4=20. Exemplo: Consideremos as 5 vogais de nosso alfabeto. Quais e quantas são as possibilidades de dispor estas 5 vogais em grupos de 2 elementos (não necessariamente diferentes)?

Sugestão: Construir uma reta com as 5 vogais e outra reta paralela à anterior com as 5 vogais, usar a regra do produto para concluir que há 5x5=25 possibilidades. O conjunto solução é: {AA,AE,AI,AO,AU,EA,EE,EI,EO,EU,IA,IE,II, IO,IU,OA,OE,OI,OO,OU,UA,UE,UI,UO,UU} Exemplo: Quantas placas de carros podem existir no atual sistema brasileiro de trânsito que permite 3 letras iniciais e 4 algarismos no final? XYZ-1234 Sugestão: Considere que existem 26 letras em nosso alfabeto que podem ser dispostas 3 a 3 e 10 algarismos que podem ser dispostos 4 a 4 e em seguida utilize a regra do produto.

Número de Permutações simples Este é um caso particular de arranjo em que p=m. Para obter o número de permutações com m elementos distintos de um conjunto C, basta escolher os m elementos em uma determinada ordem. A tabela de arranjos com todas as linhas até a ordem p=m, permitirá obter o número de permutações de m elementos: Retirada Número de possibilidades 1 m 2 m-1 ... ... p m-p+1 ... ... m-2 3 m-1 2 m 1 No.de permutações m(m-1)(m-2)...(m-p+1)...4.3.2.1 Denotaremos o número de permutações de m elementos, por P(m) e a expressão para seu cálculo será dada por: P(m) = m(m-1)(m-2) ... (m-p+1) ... 3 . 2 . 1 Em função da forma como construímos o processo, podemos escrever: A(m,m) = P(m) Como o uso de permutações é muito intenso em Matemática e nas ciências em geral, costuma-se simplificar a permutação de m elementos e escrever simplesmente:

P(m) = m! Este símbolo de exclamação posto junto ao número m é lido como: fatorial de m, onde m é um número natural. Embora zero não seja um número natural no sentido que tenha tido origem nas coisas da natureza, procura-se dar sentido para a definição de fatorial de m de uma forma mais ampla, incluindo m=0 e para isto podemos escrever: 0!=1 Em contextos mais avançados, existe a função gama que generaliza o conceito de fatorial de um número real, excluindo os inteiros negativos e com estas informações pode-se demonstrar que 0!=1. O fatorial de um número inteiro não negativo pode ser definido de uma forma recursiva através da função P=P(m) ou com o uso do sinal de exclamação: (m+1)! = (m+1).m!, 0! = 1

Exemplo: De quantos modos podemos colocar juntos 3 livros A, B e C diferentes em uma estante? O número de arranjos é P(3)=6 e o conjunto solução é: P={ABC,ACB,BAC,BCA,CAB,CBA} Exemplo: Quantos anagramas são possíveis com as letras da palavra AMOR? O número de arranjos é P(4)=24 e o conjunto solução é: P={AMOR,AMRO,AROM,ARMO,AORM,AOMR,MARO,MAOR, MROA,MRAO,MORA,MOAR,OAMR,OARM,ORMA,ORAM, OMAR,OMRA,RAMO,RAOM,RMOA,RMAO,ROAM,ROMA} Número de Combinações simples Seja C um conjunto com m elementos distintos. No estudo de arranjos, já vimos antes que é possível escolher p elementos de A, mas quando realizamos tais escolhas pode acontecer que duas coleções com p elementos tenham os mesmos elementos em ordens trocadas. Uma situação típica é a escolha de um casal (H,M). Quando se fala casal, não tem importância a ordem da posição (H,M) ou (M,H), assim não há a necessidade de escolher duas vezes as mesmas pessoas para formar o referido casal. Para evitar a repetição de elementos em grupos com a mesma quantidade p de elementos, introduziremos o conceito de combinação. Diremos que uma coleção de p elementos de um conjunto C com m elementos é uma combinação de m elementos tomados p a p, se as coleções com p elementos não tem os mesmos elementos que já apareceram em outras coleções com o mesmo número p de elementos.

Aqui temos outra situação particular de arranjo, mas não pode acontecer a repetição do mesmo grupo de elementos em uma ordem diferente. Isto significa que dentre todos os A(m,p) arranjos com p elementos, existem p! desses arranjos com os mesmos elementos, assim, para obter a combinação de m elementos tomados p a p, deveremos dividir o número A(m,p) por m! para obter apenas o número de arranjos que contem conjuntos distintos, ou seja: C(m,p) = A(m,p) / p! Como A(m,p) = m.(m-1).(m-2)...(m-p+1) então: C(m,p) = [ m.(m-1).(m-2). ... .(m-p+1)] / p! que pode ser reescrito C(m,p)=[m.(m-1).(m-2)...(m-p+1)]/[(1.2.3.4....(p-1)p] Multiplicando o numerador e o denominador desta fração por (m-p)(m-p-1)(m-p-2)...3.2.1 que é o mesmo que multiplicar por (m-p)!, o numerador da fração ficará: m.(m-1).(m-2).....(m-p+1)(m-p)(m-p-1)...3.2.1 = m! e o denominador ficará: p! (m-p)! Assim, a expressão simplificada para a combinação de m elementos tomados p a p, será uma das seguintes:

Número de arranjos com repetição Seja C um conjunto com m elementos distintos e considere p elementos escolhidos neste conjunto em uma ordem determinada. Cada uma de tais escolhas é denominada um arranjo com repetição de m elementos tomados p a p. Acontece que existem m possibilidades para a colocação de cada elemento, logo, o número total de arranjos com repetição de m elementos escolhidos p a p é dado por mp. Indicamos isto por: Arep(m,p) = mp Número de permutações com repetição Consideremos 3 bolas vermelhas, 2 bolas azuis e 5 bolas amarelas. Coloque estas bolas em uma ordem determinada. Iremos obter o número de permutações com repetição dessas bolas. Tomemos 10 compartimentos numerados onde serão colocadas as bolas. Primeiro coloque as 3 bolas vermelhas em 3 compartimentos, o que dá C(10,3) possibilidades. Agora coloque as 2 bolas azuis nos compartimentos restantes para obter C(10-3,2) possibilidades e finalmente coloque as 5 bolas amarelas. As possibilidades são C(10-3-2,5). O número total de possibilidades pode ser calculado como:

Tal metodologia pode ser generalizada.

Número de combinações com repetição Considere m elementos distintos e ordenados. Escolha p elementos um após o outro ordene estes elementos na mesma ordem que os elementos dados. O resultado chamado uma combinação com repetição de m elementos tomados p a p. Denotamos número destas combinações por Crep(m,p). Aqui a taxa p poderá ser maior do que número m de elementos. e é o o

Seja o conjunto A=(a,b,c,d,e) e p=6. As coleções (a,a,b,d,d,d), (b,b,b,c,d,e) e (c,c,c,c,c,c) são exemplos de combinações com repetição de 5 elementos escolhidos 6 a 6. Podemos representar tais combinações por meio de símbolos # e vazios Ø onde cada ponto # é repetido (e colocado junto) tantas vezes quantas vezes aparece uma escolha do mesmo tipo, enquanto o vazio Ø serve para separar os objetos em função das suas diferenças:

a.c.p-1) Exemplo: C(12.c.2)=66. Assim: Crep(5. Podemos construir um símbolo pondo exatamente 6 pontos em 10 lugares.10)+C(11.c) equivale a ØØ######ØØ Cada símbolo possui 10 lugares com exatamente 6# e 4Ø.10) = C(12.(a.m-p) Exemplo: C(12.10)=C(11.c.d. Relação do triângulo de Pascal C(m.b.c.9)=605 . Após isto.p) Propriedades das combinações O segundo número.p)+C(m-1. os espaços vazios são prenchidos com barras.p)=C(m. indicado logo acima por p é conhecido como a taxa que define a quantidade de elementos de cada escolha.d.b. Para cada combinação existe uma correspondência biunívoca com um símbolo e reciprocamente. Isto pode ser feito de C(10.p) = C(m+p-1.b.e) equivale a Ø###Ø#Ø#Ø# (c.p)=C(m-1. Taxas complementares C(m.d.6) Generalizando isto.c.6) = C(5+6-1.d) equivale a ##Ø#ØØ###Ø (b. podemos mostrar que: Crep(m.6) modos.

somente que.. 4 e 5.2)=28.p) é chamado Coeficiente Binomial ou número binomial. não podemos mais utilizar a notação de combinação C(m.1415926535.. escreveremos mp no lugar de C(m. Tais cálculos são úteis em Probabilidade e Estatística. são: (a+b)2 = a2 + 2ab + b2 (a+b)3 = a3 + 3 a2b + 3 ab2 + b3 (a+b)4 = a4 + 4 a3b + 6 a2b2 + 4 ab3 + b4 (a+b)5 = a5 + 5 a4b + 10 a3b2 + 10 a2b3 + 5 ab4 + b5 A demonstração segue pelo Princípio da Indução Matemática. neste caso.. Teorema Binomial Se m é um número natural.+mmbm . denotado na literatura científica como: Exemplo: C(8.+mmbm Alguns casos particulares com m=2. indicado antes por C(m. 3...Número Binomial O número de combinações de m elementos tomados p a p. Iremos considerar a Proposição P(m) de ordem m. tomado a uma taxa inteira p. dada por: P(m): (a+b)m=am+m1am-1b+m2am-2b2+m3am-3b3+..p) pois esta somente tem sentido quando m e p são números inteiros não negativos. Como Pi=3.. Extensão: Existe uma importante extensão do conceito de número binomial ao conjunto dos números reais e podemos calcular o número binomial de qualquer número real r que seja diferente de um número inteiro negativo. Então: (a+b)m = am+m1am-1b+m2am-2b2+m3am-3b3+. para simplificar um pouco as notações. então: A função envolvida com este contexto é a função gama.p).

deveremos chegar à conclusão que: (a+b)k+1=ak+1+(k+1)1akb+(k+1)2ak-1b2+...1)=C(k+1......+kkabk = +akb+k1ak-1b2+k2ak-2 b3+k3ak-3b4+...k-1)=C(k+1.[ak+k1ak-1b+k2ak-2b2+k3ak-3b3+...+(k+1)(k+1)bk+1 (a+b)k+1= (a+b).3)+C(k. ..+kk bk] ak+1+k1akb+k2ak-1b2+k3ak-2b3+..+kkbk] = k k-1 k-2 2 k-3 3 +b..k)=(k+1)k E assim podemos escrever: (a+b)k+1= ak+1+(k+1)1akb + (k+1)2ak-1b2 + (k+1)3ak-2b3 +(k+1)4ak-3b4 +. temos: k1+k0=C(k.3)=C(k+1.1)+C(k.k)+C(k.(a+b)k = (a+b).4)=(k+1)4 .1)=(k+1)1 k2+k1=C(k...[ak+k1ak-1b+k2ak-2 b2+k3ak-3b3+..2)=C(k+1.k-2)=C(k+1.+ (k+1)k-1a2bk-1 + (k+1)kabk + kkbk+1 que é o resultado desejado. ..P(1) é verdadeira pois (a+b)1 = a + b Vamos considerar verdadeira a proposição P(k).+kkbk para provar a propriedade P(k+1).0)=C(k+1.+[kk-1+kk-2]a2bk-1+[kk+kk-1]abk+kkbk+1 Pelas propriedades das combinações.. kk-1+kk-2=C(k....k-1)=(k+1)k-1 kk+kk-1=C(k..2)+C(k. .+[kk-1+kk-2]a2bk-1+[kk+kk-1]abk+kkbk+1 ak+1+[k1+k0] akb+[k2+k1]ak-1b2+[k3+k2]ak-2b3 = k-3 4 +[k4+k3]a b +.+kkbk+1 ak+1+[k1+1]akb+[k2+k1]ak-1b2+[k3+k2]ak-2b3 = +[k4+k3] ak-3b4+. Para que a proposição P(k+1) seja verdadeira.. .2)=(k+1)2 k3+k2=C(k.4)+C(k.+kkbk] a. com k>1: P(k): (a+b)k=ak+k1ak-1b+k2ak-2b2+k3ak-3b3+...k-1)+C(k..[a +k1a b+k2a b +k3a b +.3)=(k+1)3 k4+k3=C(k..

n=4 Resposta: N=1×2×3×4=24 5.5. Resposta: N=2×P(4)=2×24=48 7.3. Auxílio: Resposta: P(5)=120.9. n=3 Resposta: N=1×2×3=6 3. Quantos são os anagramas possíveis com as letras: ABCDEFGHI? Resposta: P(9)=9! . 2.I. De quantos modos distintos podemos colocar 3 livros juntos em uma estante de biblioteca? Auxílio: P(n)=n!.Exercícios de permutações simples 1.5.7. n=5 Resposta: N=1×2×3×4×5=120 4.E.E e I.7.O e U. Quantos números com cinco algarismos podemos construir com os números ímpares 1. Quantos números com cinco algarismos podemos construir com os números ímpares 1. De quantos modos distintos 5 pessoas podem sentar-se em um banco de jardim com 5 lugares? Auxílio: P(n)=n!. Auxílio: Cada conjunto com os algarismos 13 e 31 forma um grupo que junto com os outros. Consideremos um conjunto com n letras. Com as vogais: A. fornece 4 grupos. 6.9. quantas permutações podem ser formadas contendo as letras: A. Qual é o número possível de anagramas que se pode montar com as letras da palavra AMOR? Auxílio: P(n)=n!.3. desde que estejam sempre juntos os algarismos 1 e 3. Quantas permutações começam por uma determinada letra? Resposta: N=P(n-1)=(n-1)! 8.

2 com camisas azuis e 2 com camisas brancas. De quantos modos podemos perfilar todas essas 10 pessoas de modo que os grupos com as camisas de mesma cor fiquem juntos? Auxílio: Temos 4 grupos de camisas. P(3). respectivamente.B. B ou C? Auxílio: Começando por uma das letras A. Quantos são os anagramas possíveis com as letras: ABCDEFGHI. Quantos são os anagramas possíveis com as letras: ABCDEFGHI. começando por AB? Resposta: P(7)=7! 11. Resposta: N=P(3)×P(6)=6×120=720 (???) 15. começando por uma das letras A.C: P(8)=8! Resposta: N=3×P(8)=3×8! 13. Quantos são os anagramas possíveis com as letras: ABCDEFGHI. Quantos são os anagramas possíveis com as letras: ABCDEFGHI. P(3). P(2) e P(2). Quantos são os anagramas possíveis com as letras: ABCDEFGHI. Resposta: N=P(4)×P(3)×P(3)×P(2)×P(2)=3456 . Há 10 pessoas em um local. começando pelas três letras do grupo ABC? Auxílio: Começando pelas letras do grupo ABC: P(3)=3!=6 Resposta: N=P(3)×P(6)=6×120=720 14. Quantos são os anagramas possíveis com as letras: ABCDEFGHI.9. começando por A? Resposta: P(8)=8! 10. começando por ABC? Resposta: P(6)=6! 12. 3 com camisas amarelas. sendo 3 com camisas verdes. começando por uma vogal e terminando por uma consoante? Auxílio: 3 são as vogais e 6 são as consoantes. logo P(4) posições para as equipes e os grupos podem permutar as suas posições.

Quantos são os anagramas possíveis com as letras da palavra: ARARA? Auxílio: A letra A aparece 3 vezes e a letra R aparece 2 vezes.2+1) Pr(p. Quantos são os anagramas possíveis com as letras da palavra: MATEMATICA? .M=1. Qual é o número possível de anagramas que se pode montar com as letras da palavra AMAR? Auxílio: N=(p1+p2+p3)!/(p1!p2!p3!). Quantos são os anagramas possíveis para a palavra: ULYSSES? 18. Qual é o número possível de anagramas que se pode montar com as letras da palavra ARARUNA? Auxílio: N=(p1+p2+p3+p4)!/(p1!p2!p3!p4!).Exercícios de permutações com repetição 16. N=Pr(3.A=2.2+1+2+1+2+1+1)=10!/8=453600 25. n(2)=n(4)=n(6)=n(9)=1 Resposta: Pr(10. Quantos são os anagramas possíveis para a palavra: ULYSSES terminando por S? 20. O número Pi com 10 algarismos (sem considerar a vírgula) é indicado por 3141592653. Quantos são os anagramas possíveis para a palavra: ULYSSES começando por U? 19. Quantas são as permutações diferentes que podemos construir com estes 10 algarismos Auxílio: n(1)=n(3)=n(5)=2. A=3. p2=n(M)=1. Resposta: Pr(5. Qual é o número possível de anagramas que se pode montar com as letras da palavra AMA? Auxílio: p1=n(A)=2.R=1 Resposta: N=4!/(2!1!1!)=12 23. R=2.p1+p2)=(p1+p2)!/(p1!p2!) Resposta:N=3!/(2!1!)=3 22.3+2)=5!/(3!2!)=10 17. U=1 Resposta: N=7!/(3!2!1!1!)=420 24. Quantos são os anagramas possíveis para a palavra: ULYSSES começando por U e terminando por S? 21. N=1.

Quantos grupos de 3 pessoas podem ser montados com 8 pessoas? Auxílio: C=C(m.3+2+2+1+1+1) = 10!/[3!2!2!1!1!1!] =151200 Exercícios de permutações circulares 26.p)=m!/[p!(m-p)!]. m=1000. a letra I aparece 1 vez e a letra C aparece 1 vez. Um indivíduo possui 25 livros diferentes. Quantos grupos de 2 pessoas podem ser montados com 1000 pessoas? Auxílio: C=C(m. n=5 Resposta: N=1×2×3×4=24 27. Quantas combinações com 4 elementos podem ser montadas com as 10 primeiras letras do alfabeto? Conceito: Combinação Auxílio: C=C(m. a letra T aparece 2 vezes. De quantos modos distintos 5 pessoas podem sentar-se em volta de uma mesa circular? Auxílio: N=P(n-1)=(n-1)!. m=10.Auxílio: A letra A aparece 3 vezes. p=4 Resposta: C=10!/(4!6!)=(10×9×8×7)/(1×2×3×4)=210 . p=2 Resposta: C=1000!/(2!998!)=1000×999=999000 31. De quantas formas distintas ele poderá empacotar tais livros em grupos de 6 livros? 29.p)=m!/[p!(m-p)!].p=3 Resposta: C=8!/(3!5!)=(8×7×6)/(1×2×3)=56 30.p)=m!/[p!(m-p)!]. m=8. n=5 Resposta: N=1×2×3×4=24 Exercícios de combinações simples 28. Resposta: Pr(10. a letra M aparece 2 vezes. a letras E aparece 1 vez . De quantos modos distintos 5 pessoas podem sentar-se em volta de uma mesa retangular? Auxílio: N=P(n-1)=(n-1)!.

C(7.p-p1).p1). p=4. contendo H mas não M? c. de tal forma que sempre comecem pela letra A? Auxílio: C=C(m1.p1). Quantos quadriláteros convexos podem ser traçados contendo pontos de duas retas paralelas. p1=1 Resposta: C=C(2. m=10. de tal forma que não contenham nem as letras A e B? Auxílio: C=C(m1. m=10. m1=2. p1=0 Resposta: C=C(2. 39.p1). p1=1 Resposta: C=C(1. mas não as duas? Auxílio: C=C(m1. Quantas combinações com 4 elementos podem ser montadas com as 10 primeiras letras do alfabeto. m1=2.1).2)=(1×8×7)/2=28 34. m1=2. com 4 homens e 2 mulheres? b.C(8. Consideremos H um certo homem e M uma certa mulher. p1=2 Resposta: C=C(3.32. de tal forma que sempre estejam juntas as letras A e B? Auxílio: C=C(m1.1). p=4.C(9.C(m-m1.C(m-m1. sabendo-se que em uma reta existem 6 pontos e na outra reta existem 5 pontos? 41. há 10 homens e 6 mulheres.p1). m1=3.p1). contendo M mas não H? .p-p1). Quantos triângulos podem ser traçados contendo pontos de duas retas paralelas.C(m-m1.C(m-m1. Calcular o valor de m tal que 5 C(m+1.B e C? Auxílio: C=C(m1. sabendo-se que em uma reta existem 6 pontos e na outra reta existem 5 pontos? 40.2).2)=(3×7×6)/2=63 37.2).p-p1). p=4.C(m-m1. p=4. de tal forma que somente uma das letras A ou B esteja presente.3)=(2×8×7×6)/6=112 36.3)=(1×9×8×7)/6=84 33. Quantas combinações com 4 elementos podem ser montadas com as 10 primeiras letras do alfabeto. m1=1. m=10. p1=2 Resposta: C=C(2.p-p1). Quantas combinações com 4 elementos podem ser montadas com as 10 primeiras letras do alfabeto. m=10.0).2).C(8. p=4. Quantas combinações com 4 elementos podem ser montadas com as 10 primeiras letras do alfabeto. Quantas combinações com 4 elementos podem ser montadas com as 10 primeiras letras do alfabeto. m=10.p-p1).C(8. 18 mulheres e 22 homens. Em uma classe com 16 pessoas. Quantas comissões podem ser montadas nesta sala contendo 3 mulheres e 5 homens? 38.3)=2 C(m+2.4)=(1×8×7×6×5)/24=70 35. Quantos grupos podemos formar: a. de tal forma que contêm 2 dentre as 3 letras A. Em uma sala existem 40 pessoas.

Quantos números diferentes maiores do que 100 e menores do que 1000 podem ser construídos com os algarismos 1.2)=3 triângulos para cada ponto. que cada algarismo aparece somente uma vez? b. Qual é o número de diagonais de um prisma regular cuja base tem 6 lados? 55. Num plano colocamos n pontos. devemos formar comissões com 3 professores e 2 alunos.2)=n(n-1)/2 50. Quantas comissões terão somente 2 professores? 46. os números ímpares sem repetição? e. os números pares com repetição? f. sendo que 3 deles são não colineares. 51.2)=30×6=180 44. Qual é o número possível de retas que passam por esses pontos? Resposta: C(n. sendo: a. Qual é o número possível de retas que passam por esses pontos? Resposta: C(4.4.3. os números pares sem repetição? d.2. Quatro pontos são postos num plano. Qual é o número possível de triângulos construídos com esses pontos? Auxílio: C(3. Desejamos formar comissões de 6 pessoas entre cinco pais de alunos e quatro professores.2)-n=n(n-1)/2-n=n(n-3)/2 52. contendo somente H ou somente M? 42. Desejamos formar comissões de 6 pessoas entre cinco pais de alunos e quatro professores. os números ímpares com repetição? 43. Desejamos formar comissões de 6 pessoas entre cinco pais de alunos e quatro professores. Para resolver um assunto entre 6 professores e 4 alunos. Quantas comissões terão no mínimo 2 professores? 47.5 e 6. Qual é o número de diagonais de um prisma regular cuja base tem n lados? .3)×C(4. que cada algarismo pode repetir até 3 vezes? c. Qual é o número de diagonais de um prisma regular cuja base tem 5 lados? 54. contendo H e M? e. Quantas comissões terão somente 1 professor? 45. Desejamos formar comissões de 6 pessoas entre cinco pais de alunos e quatro professores. Quantas comissões terão no mínimo 3 professores? 48. Qual é o número de diagonais de um polígono regular de n lados? Resposta: N=C(n. Qual é o número de diagonais de um cubo? 53. Num plano existem 4 pontos. sendo que 3 deles são não colineares.2)=6 49.d. sendo que 3 deles são não colineares. Quantas são as possibilidades? Resposta: N=C(6.

Determinar o número de combinações com 4 elementos tomados com repetição de 7 livros. Determinar o número de combinações com repetição de 4 objetos tomados 2 a 2. Com as 5 vogais: A. podemos formar com os dígitos: 0.I.4)=210 62.5. Com as letras: A.G e H.E.6.8 e 9. m=4. Quantos números diferentes com 1 algarismo. p=2 Resposta: Cr=Cr(4. p=4 Resposta: Cr=Cr(7. construir o conjunto que contém todas as combinações tomadas 2 a 2.5.2.p).4. Quantas digonais possui um prisma triangular regular? Resposta: N=0 Exercícios de combinações com repetição 61. podemos formar com os algarismos: 0.6. 58.56. Quantas digonais possui o tetraedro regular? Resposta: N=0 60.C.D.1)=9 64. Auxílio: Os números iniciados por 0 não terão 2 dígitos e sua quantidade corresponde a A(9.1).3. m=7.p)=C(m+p-1.U.2)=C(5.4)=C(7+4-1.7.p). Resposta: N1=A(9. Quantas digonais possui um dodecágono? Resposta: N=12×9/2=54 59.3.O.1. .7. Resposta: N=P(5)=120.p)=C(m+p-1. Quantos números distintos com 2 algarismos diferentes. Auxílio: Cr=Cr(m.B.2.2)=10 Exercícios de arranjos simples 63. determinar o número das permutações possíveis que começam por ABC.1.4.2)=C(4+2-1. Auxílio: Cr=Cr(m.E.F.8. 57.9.4)=C(10.

.p)=m!/(m-p)!. Usando-se os algarismos 0.U.4.1. Quantos números distintos menores que 10000 podem ser formados com algarismos diferentes da coleção: {0.3)=5040-504=4536 67.6. Com as 5 vogais: A. Resposta: N3=A(10. podemos formar com: 0..5..4.2.2.1.4.E.Z quantos arranjos distintos com 3 letras podem ser montados? .O.p)=m!/(m-p)!.7.2). Auxílio: Os números iniciados por 0 não terão 3 dígitos e sua quantidade corresponde a A(9. Usando-se apenas os algarismos 1. m=5.3. m=10.7. Auxílio: Os números iniciados por 0 não terão 3 dígitos e sua quantidade corresponde a A(9.B. Resposta: N4=A(10.2.3). podemos formar com os dígitos: 0.3.9}.1)=10×9-9=90-9=81 65.4)-A(9.1.4.6. 70. obter o conjunto solução que contém todos os arranjos tomados 2 a 2.. Quantos números distintos com 4 algarismos diferentes.3. No sistema decimal de numeração.7.9 quantos números com 4 algarismos podem ser montados? Auxílio: A=A(m.8 e 9.5.3.5.8. Usando-se as 26 letras do alfabeto: A.3. p=3 Resposta: A=5!/2!=60 71.1.5.8 e 9. Resposta: N=9000-4536=4464 69.7.D. p=4 Resposta: A=10!/6!=5040 72.8.5.6. Quantos números distintos com 3 algarismos diferentes.2)=720-720=648 66.2.I.6.7.Resposta: N2=A(10. quantos números existem com 4 algarismos com 2 algarismos repetidos? Auxílio: A quantidade de números distintos com 4 algarismos é 4536 e a quantidade total de números (com repetição ou não) com 4 algarismos é 9000. Resposta: N=N1+N2+N3+N4=9+81+648+4536=5274 68.9 quantos números com 3 algarismos podem ser montados? Auxílio: A=A(m.2)-A(9.3)-A(9.C.

3..6.6. m=26. Consideremos um baralho contendo 52 cartas distintas. Quantas trincas distintas podem ser formados tendo pelo menos um "Ás" e um "Rei"? Exercícios de arranjos com repetição 75.0)=10-1=9 79.1.9.4)=175760000 78.7. Quantas trincas distintas podem ser formados tendo pelo menos um "Ás"? g.Auxílio: A=A(m.p)=m!/(m-p)!.2.24=15600 73.3)=263=17576 77.1)-Ar(10. n=10.p)=m!/(m-p)!.B. Quantas palavras com 3 letras podemos formar com as 26 letras de nosso alfabeto? Resposta: Ar(26. p=3 Resposta: A=26!/23!=26.D.3)..Z e os algarismos 0.8 e 9. Com as 26 letras do alfabeto: A. Quantas placas são possíveis em nosso sistema de trânsito. Resposta: Ar(10. q=4 Resposta: A=(26!/23!). quantos números existem com 1 algarismo? Resposta: N1=Ar(10.1.5. No sistema decimal de numeração.5. quantos números existem com 2 algarismos (repetidos ou não)? .2. Quantas trincas distintas podem ser formados? c.25. p=3.3.Ar(10. Quantas quadras distintas podem ser formados? d. se em todas devem aparecer 3 letras seguidas por 4 números? Resposta: N=Ar(26.4. Quantos números com 4 algarismos podemos formar com os algarismos: 0.. a.(10!/6!)=78624000 74.4)=104=10000 76. m=26. quantas placas de carros podem ser escritas contendo 3 letras seguidas de 4 algarismos? Auxílio: A=A(m.8.7. Quantos pares distintas podem ser formados tendo pelo menos um "Ás" e um "Rei"? f. No sistema decimal de numeração. Quantos pares distintos podem ser formados? b..C.4. Quantos pares distintos podem ser formados tendo pelo menos um "Ás"? e.

3 e 4? .1)=102-101=100-10=90 80. Resposta: N3=Ar(10. No sistema decimal de numeração. existem quantos números pares com 4 algarismos (repetidos ou não)? 85. podem ser formados com os algarismos 1. No sistema decimal de numeração.3) os números com 4 dígitos iniciados por 0.n-1)=bn-bn-1=(b-1)×bn-1 84. Resposta: N4=Ar(10. quantos números existem com 4 algarismos (repetidos ou não)? Auxílio: São 100=Ar(10.n-1)=10n-10n-1=9×10n-1 83. Resposta: N2=Ar(10.1) os números com 2 dígitos iniciados por 0. No sistema decimal de numeração.2.n-1) os números com n-1 dígitos iniciados por 0.3). existem quantos números pares com 4 algarismos (repetidos ou não)? 89.000.n-1) os números com n-1 dígitos iniciados por 0. No sistema decimal de numeração. quantos números existem com n algarismos (repetidos ou não)? Auxílio: São Ar(10.680 88.4)-Ar(10. Resposta: N4=Ar(10. No sistema decimal de numeração. existem quantos números pares com 4 algarismos (repetidos ou não)? 90. existem quantos números pares diferentes com 4 algarismos? 87. existem quantos números ímpares com 4 algarismos (repetidos ou não)? 86. No sistema decimal de numeração. existem quantos números ímpares diferentes com 4 algarismos? Resposta: N=5. Quantos números menores do que 10. quantos números existem com n algarismos (repetidos ou não)? Auxílio: São Ar(b. No sistema decimal de numeração.n)-Ar(b. quantos números existem com 3 algarismos (repetidos ou não)? Auxílio: Existem 100=Ar(10.Ar(10. No sistema decimal de numeração. No sistema decimal de numeração.2)=103-102=900 81.A(8. Resposta: N4=Ar(b.2)-Ar(10. Num sistema de numeração com a base tendo b algarismos.2) números com 3 dígitos iniciados por 0.3)=1.n)-Ar(10.Auxílio: São 10=Ar(10.3)=104-103=9000 82.

p1).A(2.D.B. m1=1. p=3. m1=2.6. tomados 4 a 4. p1=1 Resposta: N=(3-1+1). Quantos números de 3 dígitos podem ser formados com 5 algarismos? Auxílio:Fórmula Ar(m.A(m1.B.D.4) Resposta: N= 41+42+43+44= 4+16+64+256=340 91.E.1)+Ar(4.p1).A(4.2). p=4. tomados 3 a 3.B. Com os algarismos 0. m=5.2)=36 95. p1=2 Resposta: N=A(3.C.4.E.A(m-m1. m=10. 4!/2!=72 93.2).B e C? Auxílio: N=A(m1.F.p1). m=5.Auxílio: N=Ar(4.C. Quantos arranjos dos elementos A.3.A(m-m1.A(3. m=6.p-p1).A(m-m1. tomados 3 a 3.1)=18 96.2. começam com duas letras dentre A.p-p1) m=7.p-p1). p=3.1).C.D.A(m1.p1). p1=1 .A(m-m1. m1=5.2). Dentre os arranjos de 5 letras: A.p-p1).3)+Ar(4. quantos números podem ser formados tendo nas duas posições iniciais algarismos que são números ímpares? Auxílio: N=A(m1. tomados 6 a 6.p-p1).2)=3!/1! .C.B.4)=5!/3! .D.F.2)+Ar(4. p=6.p1). Dentre os arranjos de 5 letras: A. quantos contêm a letra A? Auxílio: N=(p-p1+1). m1=3.9. quantos contêm juntas as duas letras A e B? Auxílio: N=(p-p1+1). p=4. p1=2 Resposta: N=A(5.8.5. Dentre os arranjos de 6 letras: A. p1=2 Resposta: N=(4-2+1).A(1. p=3 Resposta: Ar=53=125 Exercícios de arranjos condicionais 92. quantos contêm a letra E? Auxílio: N=(p-p1+1).A(m-m1. 5!/1!=2400 94.1.E. m1=1. m=5.A(5.p)=mp.A(4.G tomados 4 a 4.E.A(m1.7.

2).A(2.C. tomados 3 a 3.A(m1.A(m-m1. Usar o PIF (Princípio de Indução Matemática). m=4. m=4.p)=(n-p)·C(n.A(m1.1).E.p1).A(1.A(m-m1. Dentre os arranjos de 4 letras: A.p-p1). Se C(n.1)=4 100.A(1.A(3.2)+.p-p1).B.A(m-m1.D. m1=3. p=3. 102.A(2.2)? Usando o desenvolvimento binomial de (1+1)n. m1=1.2). 103. demonstrar que: C(n.p).2).D.1).p1). p=4.A(3. tomados 4 a 4. Dentre os arranjos de 6 letras: A. quantos contêm juntos as letras A e B? Auxílio: N=(p-p1+1).0)+C(n. quantos começam pelas letras A e B? Auxílio: N=A(m1.3)=240 97.F. p1=1 Resposta: N=(3-1+1). tomados 3 a 3. p=3.B.n)=2n 104. p1=2 Resposta: N=(4-2+1). quantos contêm a letra A? Auxílio: N=(p-p1+1).1)+C(n. 105.Resposta: N=(4-1+1). p1=2 Resposta: N=(3-2+1).C e D. m1=2. m=4.B e C? Auxílio: N=(p-p1+1).C.1)=8 Exercícios com o fatorial 101..A(2. p=3. m=6.A(m1.A(3.p1). para demonstrar que: n·C(n-1.p1).2)=18 99.p-p1). qual é o valor de n? Resposta: n=8.+C(n.C e D. para demonstrar que: (p+1)·C(n.A(m-m1.3)=C(n. Usar o PIF (Princípio de Indução Matemática).p).A(5.p-p1). p1=2 Resposta: N=A(2. Dentre os arranjos de 4 letras: A.2)=108 98. quantos contêm juntas 2 das 3 letras A.B. Existe um número n natural tal que C(n. tomados 3 a 3..2)=28. Dentre os arranjos de 4 letras: A. m1=2.p+1)=(n-p)·C(n. .B.

p)/A(n-k. Usar o PIF (Princípio de Indução Matemática). Demonstrar que 1/2!+2/3!+3/4!+. Usar o PIF (Princípio de Indução Matemática). Usar o PIF (Princípio de Indução Matemática). Demonstrar que para todo k natural 1/k! . qual é o valor de n? Resposta: n=7. assim basta usar o fato que para todo k<n...(4n-2)=(2n)!/n! 111.+n/(n+1)!=1/(n+1)! Auxílio: Como esta é uma série telescópica.." 108. 112. para demonstrar que: 2·6·10·14·18·22. Usar o PIF (Princípio de Indução Matemática). para demonstrar que: 2·4·6·8·10·. ..p).. 107. então n é um divisor de C(n.k) se k<n. . para demonstrar que: Pr(n.k+(n-k))=C(n. vale a relação: k/(k+1)!=1/k! .106.1/(k+1)! . Usar o PIF (Princípio de Indução Matemática).. para demonstrar que: 1·(1!)+2·(2!)+3·(3!)+. . para demonstrar que: A(n.1/(k+1)! =k/(k+1)!. Justificar a afirmação: "Se n é um número primo e p<n. para demonstrar que: 1·3·5·7·9· ...2n=(2n)n! 109.. Usar o PIF (Princípio de Indução Matemática). Se A(n.k)=A(n.+n·(n!)=(n+1)!-1.p-k) se k<p.2)=42. segue que cada termo pode ser escrito como a diferença de dois outros que se anulam em sequência. 115.. 113. 114. (2n-1)=(2n)!/[2n·n!] 110.

116.p) = p [A(n-1. p=3. Demonstrar que A(n. e três estradas ligando as cidades B e C.p-1)] Exercícios com a regra do produto 117. p=4. p=3.. De quantas maneiras possíveis eles podem ser apresentados? Auxílio: N=p×q. Numa festa. Quantas possibilidades existem para que uma pessoa possa entrar e sair desta sala? Auxílio: N=p×q.. três meninos devem ser apresentados a 5 meninas. Existem quatro estradas ligando duas cidades A e B. q=3 Resposta: N=3×3=9 . De quantos modos diferentes uma pessoa pode se deslocar da cidade A até a cidade C? Auxílio: N=p×q. q=5 Resposta: N=3×5=15 118.+A(p-1. q=3 Resposta: N=4×3=12 119.p-1)+A(n-2. Uma sala possui 3 portas.p-1)+.

b): a e b são números naturais } Uma relação importante em N×N é: Smn={(i.2) .j) é indicada pelo par ordenado (i. a(1.Matrizes. 4.2). isto é: N×N={(a. a(2.n-2).1) . Ordem: Se a matriz A tem m linhas e n colunas. a(1.j).n-4).b).} O produto cartesiano N×N indicará o conjunto de todos os pares ordenados da forma (a.2) .1) a(2.. a(m..n-3).j)].. i. 3... onde a e b são números naturais.. .. Uma forma comum e prática para representar uma matriz definida na forma acima é através de uma tabela contendo m×n números reais (ou complexos). m=n.j): 1<i<m.6. a(2.j) onde i=j. 2.1) a(1.2. a(4.n) Definições básicas sobre matrizes 1. .j) no conjunto Smn associa um número real (ou complexo).5... como: N={1.1) a(m.n) . a(m.. a(3...7. a(n.3. 6. na forma: A=[a(i. a(5. A diagonal secundária de uma matriz quadrada de ordem n é indicada pelos n elementos: a(1. Posição de um elemento: Na tabela acima a posição de cada elemento aij=a(i.n).4. a(n-1. 1<j<n} Definição de matriz Uma matriz real (ou complexa) é uma função que a cada par ordenado (i. Notação para a matriz: Indicamos uma matriz A pelos seus elementos..n-1).e.. Diagonal principal: A diagonal principal da matriz é indicada pelos elementos da forma a(i. Matriz quadrada é a matriz que tem o número de linhas igual ao número de colunas. 5.. Identificaremos a matriz abaixo com a letra A.2) . .... dizemos que a ordem da matriz é m×n.n) a(2. determinantes e sistemas lineares Elementos básicos para a construção de matrizes Aqui tomaremos o conjunto N dos números naturais. ....

8. denotada por Id. Matriz diagonal é a que tem elementos nulos fora da diagonal principal. Matriz identidade.7. Matriz real é aquela que tem números reais como elementos. Matriz nula é aquela que possui todos os elementos iguais a zero. Exemplos de matrizes Matriz 4x4 de números reais: 12 -6 7 18 -23 -24 0 0 0 0 Matriz 4x4 de números complexos: 12 -6+i 7 -i -24 0 0 0 0 0 0 i 0 9 0 0 5 0 0 9 5+i 5-i Matriz nula com duas linhas e duas colunas: 0 0 0 0 Matriz nula com três linhas e duas colunas: 0 0 0 0 0 0 Matriz identidade com três linhas e três colunas: 1 0 0 0 1 0 0 0 1 . 11. 10. Matriz diagonal é aquela que tem todos os elementos nulos fora da diagonal principal. Alguns elementos da diagonal principal podem ser nulos. 12. 9. Matriz complexa é aquela que tem números complexos como elementos. tem os elementos da diagonal principal iguais a 1 e zero fora da diagonal principal.

definida por: c(i. -23 10 7 9 10 5 8 9 -13 15 15 18 + = Propriedades da soma de matrizes A1: Associativa: Para quaisquer matrizes A.j) = b(i. de mesma ordem m×n.j) = a(i.j)]. é uma outra matriz C=[c(i.j) em Smn.Matriz diagonal com quatro linhas e quatro colunas: 23 0 0 0 -56 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 100 Matrizes iguais Duas matrizes A=[a(i. de mesma ordem m×n. são iguais se todos os seus correspondentes elementos são iguais. Exercício: Determinar os valores de x e y para que sejam iguais as matrizes abaixo.j) para todo par ordenado (i. isto é: a(i.j)]. Exemplo: A soma das matrizes A e B é a terceira matriz indicada abaixo.j)] e B=[b(i.j)] de mesma ordem m×n.j) + b(i. B e C.j)] e B=[b(i. vale a igualdade: (A + B) + C = A + (B + C) .j) para todo par ordenado (i.j) em Smn. isto é: 1 2 3 4 x-1 y-1 x+y x2 = Soma de matrizes e suas propriedades A soma (adição) de duas matrizes A=[a(i.

cuja soma entre ambas fornecerá a matriz nula de mesma ordem.A = 0 E3: Distributividade das matrizes: Para quaisquer matrizes A e B de mesma ordem e para qualquer escalar k. existe uma matriz -A. a(i. fornecerá a própria matriz A. Exemplo: A multiplicação do escalar -4 pela matriz A. denominada a oposta de A. como uma outra matriz C=k. isto é: 0+A=A A4: Elemento oposto: Para cada matriz A. definida por: c(i.j)] uma matriz. isto é: A + (-A) = 0 Multiplicação de escalar por matriz e suas propriedades Seja k um escalar e A=[a(i.j) para todo par ordenado (i. isto é: 0. de mesma ordem m×n. isto é: 1. Definimos a multiplicação do escalar k pela matriz A. fornecerá a própria matriz A.A = A E2: Multiplicação pelo escalar zero: A multiplicação do escalar 0 por qualquer matriz A.j) em Smn.A.A2: Comutativa: Para quaisquer matrizes A e B. definida por: -2 10 7 9 -8 -40 28 36 -4 = Propriedades da multiplicação de escalar por matriz E1: Multiplicação pelo escalar 1: A multiplicação do escalar 1 por qualquer matriz A. tem-se: k (A+B) = k A + k B .j) = k. vale a igualdade: A+B=B+A A3: Elemento neutro: Existe uma matriz nula 0 que somada com qualquer outra matriz A de mesma ordem. fornecerá a matriz nula.

. a11 a12 a13 a14 a21 a22 a23 a24 a31 a32 a33 a34 a41 a42 a43 a44 × b11 b12 b13 b14 b21 b22 b23 b24 b31 b32 b33 b34 b41 b42 b43 b44 = c11 c12 c13 c14 c21 c22 c23 c24 c31 c32 c33 c34 c41 c42 c43 c44 multiplicar os primeiros elementos da 2a.v) para todo par (u.j)] de ordem m×n e a matriz B=(b(k. linha e 3a. . a coluna em azul na segunda matriz e o elemento em azul na terceira matriz. 4. devemos: 1. coluna da matriz produto C=A. + a(u. Para obter o elemento da 2a.v) em Smr. coluna. Basta observar a linha em azul na primeira matriz. somar os quatro produtos obtidos anteriomente. multiplicar os quartos elementos da 2a. 2. Assim: c23 = a21 b13 + a22 b23 + a23 b33 + a24 b43 Podemos visualizar esta operação através das matrizes seguintes. coluna. isto é.2) b(2.B. linha e 3a.3). linha e 3a.v) + a(u. multiplicar os terceiros elementos da 2a.m) b(m.l)) de ordem nxr. coluna.B. definida por: c(u..1) b(1. tem-se: (p + q) A = p A + q A Multiplicação de matrizes Seja a matriz A=[a(i.v) + . coluna. 5. 3. linha e 3a. multiplicar os segundos elementos da 2a. o elemento c(2.E4: Distributividade dos escalares: Para qualquer matriz A e para quaisquer escalares p e q.v) = a(u. Definimos o produto das matrizes A e B como uma outra matriz C=A. linha e 3a. Observação: Somente podemos multiplicar duas matrizes se o número de colunas da primeira for igual ao número de linhas da segunda.

tal que: 0 1 0 0 0 5 0 0 0 2 0 0 0 5 0 0 × = × mas as matrizes A e B são diferentes. A×B é diferente de B×A. como é o caso do produto que segue. . isto é: AB=0. como é o caso do produto: 0 1 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 1 2 7 9 2 4 6 × 3 5 × = M6: Nem sempre vale o cancelamento: Se ocorrer a igualdade AC=BC. então nem sempre será verdadeiro que A=B. temos algumas propriedades: M1: Nem sempre vale a comutatividade: Em geral. B e C que podem ser multiplicadas.Propriedades da multiplicação de matrizes Para todas as matrizes A. embora nem A nem B sejam matrizes nulas. onde A está cor vermelha e B em cor preta: 1 2 3 3 6 9 M2: Distributividade da soma à direita A (B+C) = A B + A C M3: Distributividade da soma à esquerda (A + B) C = A C + B C M4: Associatividade A (B C) = (A B) C M5: Nulidade do produto: Pode acontecer que o produto de duas matrizes seja a matriz nula. pois existem exemplos de matrizes como as apresentadas abaixo.

fornecerá a própria matriz A. definimos a transposta da matriz A como a matriz At = [a(j. Propriedades das matrizes transpostas T1: A transposta da transposta da matriz é a própria matriz. se: Ak = 0 2. As matrizes A e B são comutativas.j)] de ordem m×n. se: Ak+1= A 3. (At)t = A T2: A transposta da multiplicação de um escalar por uma matriz é igual ao próprio escalar multiplicado pela transposta da matriz. se: AB=-BA 6. Uma matriz A é idempotente. A matriz identidade Id multiplicada por toda matriz A. se: A B = Id e B A = Id A transposta de uma matriz e suas propriedades Dada uma matriz A=[a(i. Uma matriz A é nilpotente de índice k natural. se: AB=BA 5. Uma matriz A é periódica de índice k natural. se: A2 = A 4. A matriz A será a inversa da matriz B. Id A = A 7. As matrizes A e B são anti-comutativas.Matrizes com propriedades especiais 1. quando o produto fizer sentido.i)] e segue que as linhas de A se transformam nas colunas de At. .

At) . então A sempre pode ser decomposta como a soma de uma matriz simétrica S com uma matriz anti-simétrica T. e neste caso: S =(1/2)(A + At) e T =(1/2)(A . S3: Se A é uma matriz quadrada de ordem n. A=S+T. a matriz k. (A + B)t = At + Bt T4: A transposta do produto de duas matrizes é igual ao produto das transpostas das matrizes na ordem trocada. então para todo escalar k.A é simétrica. (A B)t = Bt At Matrizes simétricas e anti-simétricas e suas propriedades Uma matriz A é simétrica se é uma matriz quadrada tal que: At = A Uma matriz A é anti-simétrica se é uma matriz quadrada tal que: At = -A Propriedades das matrizes simétricas e anti-simétricas S1: Se A é uma matriz simétrica de ordem n. S2: Se A é uma matriz quadrada de ordem n. então a matriz B=A-At é anti-simétrica. então a matriz B=A+At é simétrica. isto é.(kA)t = k (At) T3: A transposta da soma de duas matrizes é a soma das transpostas dessas matrizes. S4: Se A é uma matriz quadrada de ordem n.

como: det(A) = a11a22a33 + a21a32a13 + a31a12a23 . dada por: A= a11 a12 a21 a22 definimos o determinante de A. a11 a12 a13 a11 a12 a21 a22 a23 a21 a22 a31 a32 a33 a31 a32 Marcamos 3 diagonais que descem.a11a32a23 .Determinante de uma matriz quadrada Se A é uma matriz quadrada A de ordem 2. como: det(A) = a11 a22 . de acordo com algumas cores. denotado por det(A).a21a12a33 .a31a22a13 Regra prática de Saurus Dada a matriz A de ordem 3: a11 a12 a13 A= a21 a22 a23 a31 a32 a33 Repetimos as duas primeiras colunas após a terceira coluna. dada por: a11 a12 a13 A= a21 a22 a23 a31 a32 a33 definimos o determinante de A. de forma a montar uma matriz com 3 linhas mas com 5 colunas. Os produtos obtidos nas diagonais que descem devem ter o sinal positivo.a21 a12 Se A é uma matriz quadrada A de ordem 3. a11 a12 a13 a11 a12 Produto cor amarela +a11a22a33 a21 a22 a23 a21 a22 Produto cor verde +a12a23a31 a31 a32 a33 a31 a32 Produto cor azul +a13a21a32 .

Os produtos obtidos nas diagonais que sobem devem ter o sinal negativo. então: det(In) = 1 2. onde k é um escalar.a31a22a13 Observamos que esta regra não funciona para matrizes de ordem diferente que 3. 1. conservados os sinais: det(A) = a11a22a33 + a21a32a13 + a31a12a23 .det(A) . consideraremos matrizes quadradas de ordem n>2. a11 a12 a13 a11 a12 Produto cor rosa -a11a22a33 a21 a22 a23 a21 a22 Produto cor bege -a12a23a31 a31 a32 a33 a31 a32 Produto cor khaki -a13a21a32 O determinante da matriz A é a soma dos seis produtos. Se uma linha (ou coluna) da matriz A for nula. possuem o mesmo determinante de A. então: det(B) = kn det(A) 7. Se N é uma matriz nula. então: det(B) = . isto é: det(At) = det(A) 5. A matriz A bem como a sua transposta At. então: det(A) = 0 4. Se B é a matriz obtida pela troca de duas linhas (ou colunas) de A. então: det(N) = 0 3.a21a12a33 . Se B é a matriz obtida pela multiplicação de uma linha (ou coluna) da matriz A por um escalar k. Propriedades dos determinantes Em todas as situações abaixo. Se In é a matriz identidade. de acordo com outras cores.Marcamos agora 3 diagonais que sobem.a11a32a23 . então: det(B) = k det(A) 6. Se B=kA.

Na sua vida. Se uma linha (ou coluna) de A for múltipla de uma outra linha (ou coluna) de A. o determinante de A será uma função linear da linha (ou coluna) não fixada da matriz. Ao fixar todas as linhas (ou colunas) de uma matriz exceto uma delas. As capacidades dos recipientes são dadas pela matriz: Tipo do Recipiente I II III A 432 B 523 C 223 Quais são os números de recipientes x1. Segundo ele. As equações lineares assim como os sistemas de equações são muito utilizados no cotidiano das pessoas. x2 e x3 de cada categoria A. B e C. Exemplo: Uma companhia de navegação tem três tipos de recipientes A. 27 do tipo II e 33 do tipo III? Montagem do sistema linear 4 x1 + 5 x2 + 2 x3 = 42 3 x1 + 3 x2 + 2 x3 = 27 2 x1 + 2 x2 + 2 x3 = 33 Arthur Cayley (1821-1895): Matemático inglês nascido em Richmond. que carrega cargas em containers de três tipos I. então: det(A) = 0 9. B e C. Cayley encontrou rivais em Euler e Cauchy sendo eles os três maiores produtores de materiais no campo da Matemática. diplomou-se no Trinity College de Cambridge. II e III. Se A tem duas linhas (ou colunas) iguais. as matrizes são . Ao multiplicar (ou dividir) uma linha (ou coluna) de uma matriz por um número real k. Em 1858. 12. então: det(A) = 0 10.8. o determinante da matriz será multiplicado (ou dividido) por k. se a companhia deve transportar 42 containers do tipo I. Se a diferença entre os elementos de duas linhas (ou colunas) de uma matriz A é uma mesma constante. Cayley apresentou representações por matrizes. Introdução aos sistemas lineares Esta página trata sobre equações lineares e inicia mostrando uma aplicação de matrizes e sistemas lineares. então: det(A) = 0 11.

. isto é. 4x+3y-2z=0 2 x .2 z = 2-5i Notação: Usamos R[x] para a raiz quadrada de x>0. y=6 e z=7 na equação dada. isto é: a11 r1 + a12 r2 + a13 r3 + a14 r4 = b1 Exemplo: A sequência (5. a partir do exame de sistemas de equações. Cayley desenvolveu uma Álgebra das matrizes quadradas em termos de transformações lineares homogêneas. b1 é o termo independente (número real ou complexo).. 2. 2. x2.6.. .3 y + 0 z . + a1n xn = b1 onde x1. a11. Exemplos de equações lineares 1. Equação linear É uma equação da forma a11 x1 + a12 x2 + a13 x3 + . Exemplos de equações não-lineares 1.. que ele denominou: o sistema.r2... . teremos: 2×5 + 3×6 .2×7 = 14 . xn são as incógnitas. 3 x + 3y R[x] = -4 x2 + y2 = 9 x+2y-3zw=0 x2 + y2 = -9 Solução de uma equação linear Uma sequência de números reais (r1.. 4.a1n são os coeficientes (reais ou complexos).. 3. tomando x=5.r3. 4. 3.7) é uma solução da equação 2x+3y-2z=14 pois.2 x2 + 5 x3 = 1 4i x + 3 y . a12.desenvolvidas a partir da noção de determinante.w = -3 x1 .r4) é solução da equação linear a11 x1 + a12 x2 + a13 x3 + a14 x4 = b1 se trocarmos cada xi por ri na equação e este fato implicar que o membro da esquerda é identicamente igual ao membro da direita.

.. isto é.. Exemplo: O par ordenado (2. . ..r2... ... Um sistema linear pode ser representado na forma: a11 x1 + a12 x2 +. Solução de um sistema de equações lineares Uma sequência de números (r1..rn) é solução do sistema linear: a11 x1 + a12 x2 +.. am1 x1 + am2 x2 +....+ a1n xn = b1 a21 x1 + a22 x2 +.. .+ a2n xn = b2 ... o sistema é determinado..... b1....Sistemas de equações lineares Um sistema de equações lineares ou sistema linear é um conjunto formado por duas ou mais equações lineares. am1 x1 + am2 x2 +.. x2...+ amn xn = bn onde x1.. .+ a2n xn = b2 ... amn são os coeficientes. .. b2. bm são os termos independentes... .+ amn xn = bn se satisfaz identicamente a todas as equações desse sistema linear. . xn são as incógnitas. os dois membros de cada igualdade serão iguais em todas as equações. a11. Se tem uma única solução. Consistência de sistemas lineares O número de soluções de um sistema linear determina a sua classificação de duas maneiras com relação à sua consistência: Sistema possível ou consistente: Quando tem pelo menos uma solução... a. .0) é uma solução do sistema linear: 2x + y = 4 x + 3y = 2 x + 5y = 2 pois satisfaz identicamente a todas as equações do mesmo. .+ a1n xn = b1 a21 x1 + a22 x2 +.. Se tem mais que uma solução. b. o sistema é indeterminado.. se substituirmos x=2 e y=0.... a12...

Na sequência trabalharemos com um exemplo para mostrar como funcionam essas operações elementares sobre linhas. Notação: Quando dois sistemas S1 e S2 são equivalentes. . x + 3y = 4 x + 3y = 5 Sistemas equivalentes Dois sistemas são equivalentes se admitem a mesma solução.-2) como interseção. você encontra a operação que foi realizada. Exemplos de sistemas com respeito às suas soluções Sistema com uma única solução: As equações lineares abaixo representam duas retas no plano cartesiano que têm o ponto (3. 4x + 2y = 100 8x + 4y = 200 Sistema que não tem solução: As equações lineares representam retas paralelas no plano cartesiano.y = 8 Sistema com infinitas soluções: As equações lineares representam retas paralelas sobrepostas no plano cartesiano. O segundo sistema (o que aparece à direita) já mostra o resultado da ação da operação elementar. Nas linhas iniciais de cada tabela. Exemplo: São equivalentes os sistemas S1 e S2 indicados abaixo: 3x + 6y = 42 2x . x + 2y = -1 2x .Sistema impossível ou inconsistente: Se não admite qualquer solução. Operações elementares sobre sistemas lineares Existem três tipos de operações elementares que podem ser realizadas sobre um sistema linear de equações de forma a transformá-lo em um outro sistema equivalente mais simples que o anterior.2y = 6 S1 S2 pois eles admitem a mesma solução x=10 e y=2.4y = 12 1x + 2y = 14 1x . não existem pontos que pertençam às duas retas. usamos a notação S1~S2. logo existem infinitos pontos que satisfazem a ambas as equações (pertencem a ambas as retas). logo.

z = -15 -4x + y -5z = -41 Observação: Usamos Li+Lj->Lj para indicar a soma da linha i com a linha j com o resultado na linha j. podemos resolver sistemas lineares. Passo 1: L1-L2->L1 3x + 1y + 1z = 20 1x + 2y + 2z = 35 ~ 2x .1y . Multiplicação de uma equação por um número não nulo Multiplica a Linha 1 pelo número 3 x + 2y . Exemplo: Consideremos o sistema com 3 equações e 3 incógnitas.1. Usamos k Li->Li.5z = -85 -4x+1y-5z=-41 -4x+1y-5z=-41 .1z = -15 2x-1y-1z=-15 -4x+1y-5z=-41 -4x+1y-5z=-41 Passo 2: L2-2.1z = -15 0x .5y .5z = 9 ~ 2x-3y+2z=0 2x-3y+2z=0 4x + y .L1->L2 1x + 2y + 2z = 35 1x+2y+2z=35 ~ 2x . para indicar que multiplicamos a linha i pela constante k e o resultado ficou na linha i. Troca de posição de duas equações do sistema Troca a Linha 1 com a Linha 3 x + 2y .2y .5z = 9 6x . 3x + y + z = 20 2x .z = 2 4x + y . Adição de duas equações do sistema Adição da Linha 2 com a Linha 3 x+2y-z=2 3x+6y-3z=6 2x -3y + 2z = 0 ~ 2x-3y+2z=0 4x + y .y .z = 2 3x + 6y . Vamos mostrar como funciona este processo através de um exemplo.3z = 9 A equação resultante fica na linha 3 Resolução de sistemas lineares por escalonamento Com o auxílio das três Operações Elementares sobre linhas.1y .5z = 9 x + 2y .3z = 6 ~ 2x-3y+2z=0 2x-3y+2z=0 4x+y-5z=9 4x+y-5z=9 A equação resultante fica na linha 1 3.z = 2 2.

(1/3)L3->L3 1x+2y+2z=35 1x+2y+2z=35 ~ 0x . . Este tipo de sistema poderá ser determinado se admitir somente a solução trivial ou indeterminado se admitir outras soluções além da trivial.5z = -41 0x + 9y + 3z = 99 Passo 4:(-1/5)L2->L2. Assim.2z = -18 0x + 0y + 1z = 9 Passo 7: L2-L3->L2 1x+2y+2z=35 1x+2y+2z=35 ~ 0x + 1y + 1z = 17 0x + 1y + 0z = 8 0x + 0y + 1z = 9 0x+0y+1z=9 Passo 8: L1-2. todo sistema linear homogêneo é possível. observamos que a solução obtida é exatamente fornecida pelo último sistema. que é a solução identicamente nula. Todo sistema linear homogêneo admite pelo menos a solução trivial. Sistemas lineares homogêneos Um sistema linear é homogêneo quando os termos independentes de todas as equações são nulos.5y .2z = -18 Passo 6: (-1/2)L3->L3 1x+2y+2z=35 1x+2y+2z=35 ~ 0x+1y+1z=17 0x+1y+1z=17 0x + 0y .L2-2.Passo 3: L3+4.L3->L1 1x + 2y + 2z = 35 1x + 0y + 0z = 1 0x + 1y + 0z = 8 ~ 0x+1y+0z=8 0x + 0y + 1z = 9 0x+0y+1z=9 Passo 9: Simplificar coeficientes 1x + 0y + 0z = 1 0x + 1y + 0z = 8 ~ 0x + 0y + 1z = 9 x=1 y=8 z=9 Após o escalonamento.L1->L3 1x + 2y + 2z = 35 1x+2y+2z=35 ~ 0x-5y-5z=-85 0x-5y-5z=-85 -4x + 1y .L2->L3 1x+2y+2z=35 1x+2y+2z=35 ~ 0x + 1y + 1z = 17 0x+1y+1z=17 0x + 3y + 1z = 33 0x + 0y .5z = -85 0x + 1y + 1z = 17 0x + 9y + 3z = 99 0x + 3y + 1z = 33 Passo 5: L3-3.

. an1 an2 .... b2 .......... an1 an2 . ....... anj ... ..Exemplo: O sistema 2x . Matriz da incógnita xj a11 a12 ......... a2j .. ... ann .. Regra de Cramer Esta regra depende basicamente sobre o uso de determinantes.. . y=0 e z=0.+ a1n xn = b1 a21 x1 + a22 x2 +.+ anj xj +. a1n b1 a21 a22 .... Para indicar o determinante de uma matriz X..+ a2n xn = b2 ... escreveremos det(X).. Matriz Aumentada a11 a12 . ... .......... .. .... a1j . .... a1n a21 a22 .. .. a2j ........ a1n a21 a22 .. pelos termos independentes das equações do sistema. .. . .... aqui indicada pela letra A. pois possui a solução x=0. Matriz dos coeficientes a11 a12 .. a2n b2 ..+ a1j xj +. Seja um sistema linear com n equações e n incógnitas: a11 x1 + a12 x2 +. . a2n .. a2n .. an1 xn + an2 xn +. .y + 2z = 0 é determinado.+ a2j xj +. ann Matriz Aumentada do sistema: Formada todos os coeficientes das incógnitas do sistema e também pelos termos independentes... b1 ... ann bn Matriz da incógnita xj: É a matriz Aj obtida ao substituirmos a coluna j (1<j<n) da matriz A. .z = 0 x ... . an1 an2 .. anj .y + 3z = 0 4x + 2y . . a1j .... bn .+ ann xn = bn A este sistema podemos associar algumas matrizes: Matriz dos coeficientes: Formada pelos coeficientes das incógnitas do sistema.....

Se det(A) é diferente de zero. tanto det(A)=0 como todos os determinantes das sub-matrizes 3×3 da matriz aumentada são nulos. isto é: xj = det(Aj) / det(A) Se det(A)=0.2y + 3z = 15 3x + 1y + 7z = 40 A matriz A e a matriz aumentada Au do sistema estão mostradas abaixo. Se existir pelo menos um deles não nulo. o sistema será impossível e este é o caso pois é não nulo o determinante da sub-matriz 3x3 formada pelas colunas 1. é comum escrever Ax.2. 2 1 3 3 -2 1 4 3 7 2 1 3 3 -2 1 4 3 7 27 15 40 Como det(A)=0. se todos os determinantes nxn da matriz aumentada do sistema forem iguais a zero.. é possível obter cada solução xj (j=1. então o sistema é possível e indeterminado.2y + 3z = 15 3x + 1y + 7z = 42 A matriz A e a matriz aumentada Au do sistema. estão abaixo: 2 1 3 3 -2 1 4 3 7 2 1 3 3 -2 1 4 3 7 27 15 42 Aqui. y e z. Neste caso..n). devemos verificar se todos os determinantes das sub-matrizes 3×3 da matriz aumentada são nulos. dividindo det(Aj) por det(A)...3 estão relacionadas com x1. Ay e Az. Um sistema impossível: Seja o sistema 2x + 3y + 4z = 27 1x . 2 e 4 da matriz aumentada: 2 3 27 1 -2 15 3 1 40 Um sistema indeterminado: Consideremos agora o sistema (Quase igual ao anterior: trocamos 40 por 42 na última linha!) 2x + 3y + 4z = 27 1x . o sistema ainda poderá ser consistente. x2 e x3 e substituídas pelas incógnitas x. observamos que a última linha é a soma das duas primeiras e como estas duas .Quando as posições j=1.

Ay e Az. e tais matrizes são obtidas pela substituição 1a. y e z. o sistema admite uma única solução que depende dos determinantes das matrizes Ax. det(Ay)=1 e det(Az)=14. você poderá encontrar as soluções. 27 15 40 2 1 3 3 -2 1 4 3 6 Como det(A)=7. temos: 27 15 40 3 -2 1 4 3 6 2 1 3 27 15 40 4 3 6 2 1 3 3 -2 1 27 15 40 Ax= Ay= Az= Como det(Ax)=65.2y + 3z = 15 3x + 1y + 6z = 40 A matriz A e a matriz dos termos independentes do sistema estão indicados abaixo. Um sistema com solução única: Seja o sistema 2x + 3y + 4z = 27 1x .primeiras dependem de x. por exemplo. e 3a. a solução do sistema é dada por: x = det(Ax)/det(A) = 65/7 y = det(Ay)/det(A) = 1/7 z = det(Az)/det(A) = 14/7 . colunas da matriz A pelos termos independentes das três equações. 2a. de x e y em função de z..

sendo que essas definições e postulados são usados para demonstrar a validade de cada teorema. então todo o segmento tendo estes dois pontos como extremidades. ângulos. etc. o segmento que tem estes pontos como extremidades.Geometria plana A Geometria está apoiada sobre alguns postulados. médias. Polígono No. Alguns desses objetos são aceitos sem demonstração. Se dois pontos pertencem a um polígono convexo.Os pontos de intersecção são denominados vértices do polígono. contiver pontos que estão fora do polígono. . definições e teoremas. planos dos mais variados tipos. de lados Polígono No. retas especiais. A região interior ao polígono é muitas vezes tratada como se fosse o próprio polígono Polígono convexo: É um polígono construído de modo que os prolongamentos dos lados nunca ficarão no interior da figura original. axiomas. você deve aceitar tais conceitos porque os mesmos parecem funcionar na prática! A Geometria permite que façamos uso dos conceitos elementares para construir outros objetos mais complexos como: pontos especiais. isto é. Algumas definições Polígono: É uma figura plana formada por três ou mais segmentos de reta que se intersectam dois a dois. centros de gravidade de objetos. Os segmentos de reta são denominados lados do polígono. estará inteiramente contido no polígono. de lados Triângulo 3 Quadrilátero 4 Pentágono 5 Hexágono 6 Heptágono 7 Octógono 8 Eneágono 9 Decágono 10 Undecágono 11 Dodecágono 12 Polígono não convexo: Um polígono é dito não convexo se dados dois pontos do polígono.

Retângulo: É um paralelogramo com quatro ângulos retos e dois pares de lados paralelos. Paralelogramo: É um quadrilátero cujos lados opostos são paralelos. A soma de dois ângulos consecutivos vale 180o. Pode-se mostrar que o segmento que liga os pontos médios dos lados não paralelos de um trapézio é paralelo às bases e o seu comprimento é a média aritmética das somas das medidas das bases maior e menor do trapézio. Os ângulos opostos são congruentes.Segmentos congruentes: Dois segmentos ou ângulos são congruentes quando têm as mesmas medidas. 4. O quadrado possui quatro lados com a mesma medida e também quatro ângulos retos. Trapézio: Quadrilátero que só possui dois lados opostos paralelos com comprimentos distintos. 2. 3. As diagonais cortam-se ao meio. Quadrado: É um paralelogramo que é ao mesmo tempo um losango e um retângulo. Os lados opostos são congruentes. Pode-se mostrar que num paralelogramo: 1. denominados base menor e base maior. Losango: Paralelogramo que tem todos os quatro lados congruentes. As diagonais de um losango formam um ângulo de 90o. .

Este quadrilátero é obtido pela retirada de um triângulo isósceles menor superior (amarelo) do triângulo isósceles maior. existem dois ângulos congruentes e dois lados congruentes. este é um problema simples na sua proposição mas envolve muita matemática para a sua resolução. "Pipa" ou "papagaio": É um quadrilátero que tem dois pares de lados consecutivos congruentes. Neste caso. sugiro que o visitante interessado neste problema. tente resolvê-lo sem ver os procedimentos apresentados aqui pois. mas os seus lados opostos não são congruentes. Solução: Embora a solução esteja apresentada na sequência. 6 unidades de B e 8 unidades de C e ao final obter a sua área.Trapézio isósceles: Trapézio cujos lados não paralelos são congruentes. pode-se mostrar que as diagonais são perpendiculares e que os ângulos opostos ligados pela diagonal menor são congruentes. . Neste caso. Geometria Plana: Um triângulo equilátero Problema: Construir um triângulo equilátero ABC no plano cartesiano sabendo-se que existe um ponto P que está distante 7 unidades de A.

u3 = 2.w) localizado a distâncias 7.01590146 . u4=-2. obtemos quatro respostas: u1=12. obtemos o valor de v em função de u: v = (u + 13/u)/2 Ao substituir este valor v na Eq2. Aqui R[z] significa a raiz quadrada de z>0. Em função da fórmula da distância entre dois pontos no plano. B e C do triângulo.0). respectivamente dos vértices A. obteremos duas respostas para w: w' = R[170-169/u²-u²]/2 w" = -R[170-169/u²-u²]/2 Substituindo agora v e w na Eq3. existe um ponto P=(v.Vamos supor que exista um triângulo equilátero com lado de comprimento igual a u unidades.R[3]/2) do plano cartesiano. B=(u. podemos escrever: (Eq1) v² + w² = 49 (Eq2) (v-u)² + w² = 36 (Eq3) (v-u/2)² + (w-u. Podemos construir este triângulo com os vértices nos pontos A=(0. Pela informação do problema.01590146.0) e C=(u/2.R[3]/2)² = 64 Subtraindo membro a membro as equações Eq1 e Eq2.0389427. grau: x² -149 x + 589 = 0 Resolvendo esta equação e voltando às variáveis originais u. obteremos uma equação biquadrada na variável u: u4 -149 u² + 589 = 0 Tomando u²=x.0389427. u2=-12. obteremos uma equação do 2o. 6 e 8 unidades.u.

Em princípio, eu esperava obter apenas uma solução com u positivo! Para cada resposta obtida para u, obtemos valores correspondentes para v e para w, assim temos quatro respostas: [u1,v1,w1]=[ 12.03894270, 6.559385873,2.444270233] [u2,v2,w2]=[-12.03894270,-6.559385873,2.444270230] [u3,v3,w3]=[ 2.01590146, 4.232314683,5.575617670] [u4,v4,w4]=[ -2.01590146,-4.232314683,5.575617670] Com um pouco de cuidado e muito cálculo, observamos que [u1,v1,w1] e [u4,v4,w4] satisfazem ao problema, mas [u2,v2,w2] e [u3,v3,w3] não satisfazem ( estas são denominadas soluções estranhas ao problema). Podemos agora construir os dois primeiros triângulos para esta situação: Triângulo 1: (primeiro quadrante) A=(0,0), B=(12.0389427,0), C=(6.01947135,18.05841405), P=(6.559385873,2.444270233) Triângulo 2: (segundo quadrante) A=(0,0), B=(-2.01590146,0), C=(-1.007950073,1.745821876) P=(-4.232314683,5.57561767) Usando um pouco a imaginação, é possível observar que existem também dois outros triângulos simétricos em relação ao eixo horizontal com as mesmas propriedades. A única diferença é que as coordenadas de w devem mudar de sinal.

Triângulo 3: (Terceiro quadrante) A=(0,0), B=(-2.01590146,0), C=(-1.0079501,-1.7458219) P=(-4.2323147,-5.5756177)

Triângulo 4: (quarto quadrante) A=(0,0), B=(12.0389427,0), C=(6.01947135,-18.05841405) P=(6.559385873,-2.444270233) Em qualquer das 4 situações, a área do triângulo é dada pela fórmula Área = a.b.sen(U)/2, onde U é o ângulo formado pelos lados de medidas a e b.

Assim, a área do triângulo de área maior será A(maior) = 62.75919017 e a área do triângulo de área menor será A(menor) = 1,759702435.

Passatempo: Para você aprender um pouco mais de Geometria, observe o desenho ao lado e calcule o valor de h, apenas com as informações contidas no desenho.

O dobro da medida h corresponde à média harmônica entre os números 8 e 10, assim, você tem uma representação geométrica para a média harmônica entre dois segmentos!

Geometria Plana: Ângulos em um triângulo Isósceles

Problema: Dado o triângulo isósceles com base horizontal CF, de modo que o ângulo oposto ao segmento CF tenha A=20 graus. A partir de C trace um segmento de reta que forma um ângulo de 60 graus com o segmento CF até encontrar o lado oposto ao ângulo C no ponto D. A partir de F trace um outro segmento de reta que forma um ângulo de 50 graus com o segmento CF até tocar o lado oposto ao ângulo F no ponto B. Ligue os pontos B e D. Qual é a medida do ângulo y correspondente ao ângulo ABD? Observação: Todos os detalhes desta construção podem ser vistas no desenho, em anexo. Solução: Apresentamos uma solução não trivial do Prof. Matias (Dep. de Matemática da Universidade Est.de Londrina-PR) para o problema de encontrar um certo ângulo num triângulo isósceles, a partir de algumas informações dadas. Esta solução é construtiva e objetiva demonstrar que os triângulos ABD e CBE (sombreados em amarelo no desenho) são semelhantes. Tal fato seguirá em virtude de ambos possuírem ângulos de 20 graus e os dois lados que formam tais ângulos serem proporcionais. Usaremos a notação mais simples sen(WZ) para o seno de WZ graus.

Procedimento: 1. Tome p=m(AC) e b=m(CF), onde m(XY) é a medida do segmento XY. 2. Fazendo uso da Lei dos senos sobre o triângulo ACD, temos: AD = sen(20) sen(140) AC = sen(140) P

3. Como sen(140)=sen(40)=2sen(20)cos(20), então: b sen(50) CE = sen(70) 4. e o segmento AD pode ser escrito em função de p como: AD = p = p

2 cos(20)

2 sen(70)

5. Usando a Lei dos senos sobre o triângulo ABF, obtemos: AB = sen(30) sen(130) p

6. Como sen(130)=sen(50) e sen(30)=1/2, o segmento AB pode ser escrito em função de p como: p AB = 2 sen(50) 7. Usando a Lei dos senos sobre o triângulo BCE, obtemos: CE = sen(50) sen(110) BC

8. Como os ângulos CBF e CFB têm medidas iguais a 50, o triângulo BCF é isósceles, assim m(BC)=b. 9. Como sen(110)=sen(70), segue que: CE = sen(50) sen(70) b

10. Dessa forma, podemos escrever a medida do segmento CE em função de b como: b sen(50) CE = sen(70) 11. Observamos que: p AD = 2 sen(70) e AB = 2 sen(50) p

12. Com a divisão de AD por AB obtemos o mesmo valor numérico que a divisão de CE por b, o que significa que: AD = AB b CE = BC CE

13. A última proporção garante que os segmentos AD e AB são proporcionais aos segmentos CE e BC, pois formam o ângulo de BAD de 20 graus no triângulo BAD e o ângulo BCE de 20 no triângulo BCE, garantindo que os triângulos ABD e CBE são semelhantes. Como m(CBE)=50 e m(ABD)=y e como os ângulos CBE e ABD são congruentes, segue que y=50 graus. Logo, o ângulo ADB mede 110 e o ângulo BDC mede 30, o que garante que o ângulo BDF mede 70 graus.

14. O resto é fácil!

A importância da circunferência A circunferência possui características não comumente encontradas em outras figuras planas, como o fato de ser a única figura plana que pode ser rodada em torno de um ponto sem modificar sua posição aparente. É também a única figura que é simétrica em relação a um número infinito de eixos de simetria. A circunferência é importante em praticamente todas as áreas do conhecimento como nas Engenharias, Matemática, Física, Quimica, Biologia, Arquitetura, Astronomia, Artes e também é muito utilizado na indústria e bastante utilizada nas residências das pessoas. Circunferência e círculo Circunferência: A circunferência é o lugar geométrico de todos os pontos de um plano que estão localizados a uma mesma distância r de um ponto fixo denominado o centro da circunferência. Esta talvez seja a curva mais importante no contexto das aplicações.

Círculo: (ou disco) é o conjunto de todos os pontos de um plano cuja distância a um ponto fixo O é menor ou igual que uma distância r dada. Quando a distância é nula, o círculo se reduz a um ponto. O círculo é a reunião da circunferência com o conjunto de

Diâmetro: Diâmetro de uma circunferência (ou de um círculo) é uma corda que passa pelo centro da circunferência. Pontos interiores de um círculo e exteriores a um círculo Pontos interiores: Os pontos interiores de um círculo são os pontos do círculo que não estão na circunferência. os segmentos de reta OA. No gráfico acima. enquanto o círculo é toda a região pintada de verde reunida com a circunferência. Observamos que o diâmetro é a maior corda da circunferência.pontos localizados dentro da mesma. a circunferência é a linha de cor verde-escuro que envolve a região verde. Na figura. Raio. Corda: Corda de uma circunferência é um segmento de reta cujas extremidades pertencem à circunferência. . o segmento de reta AC é um diâmetro. corda e diâmetro Raio: Raio de uma circunferência (ou de um círculo) é um segmento de reta com uma extremidade no centro da circunferência e a outra extremidade num ponto qualquer da circunferência. Na figura. OB e OC são raios. Pontos exteriores: Os pontos exteriores a um círculo são os pontos localizados fora do círculo. os segmentos de reta AC e DE são cordas. Na figura.

Este ponto é conhecido como ponto de tangência ou ponto de contato. a "secante AC" pode significar a reta que contém a corda BC e também pode ser o segmento de reta ligando o ponto A ao ponto C. então o segmento de reta OM é perpendicular à reta secante s. podemos dizer que ON é o raio da circunferência. Do mesmo modo.Posições relativas de uma reta e uma circunferência Reta secante: Uma reta é secante a uma circunferência se essa reta intercepta a circunferência em dois pontos quaisquer. mas é usual dizer que o raio ON da circunferência mede 10cm ou que o raio ON tem 10cm. 2. Por exemplo. Raios e diâmetros são nomes de segmentos de retas mas às vezes são também usados como os comprimentos desses segmentos. "A tangente PQ" pode significar a reta tangente à circunferência que passa pelos pontos P e Q mas também pode ser o segmento de reta tangente à circunferência que liga os pontos P e Q. Na figura ao lado. o ponto P é o ponto de tangência e a reta que passa pelos pontos E e F é uma reta tangente à circunferência. Se uma reta s. secante a uma circunferência de centro O. Reta tangente: Uma reta tangente a uma circunferência é uma reta que intercepta a circunferência em um único ponto P. Tangentes e secantes são nomes de retas. Por exemplo. Observações: 1. mas também são usados para denotar segmentos de retas ou semi-retas. intercepta a circunferência em dois pontos distintos A e B e se M é o ponto médio da corda AB. Propriedades das secantes e tangentes 1. podemos dizer também que é a reta que contém uma corda. .

Posições relativas de duas circunferências Reta tangente comum: Uma reta que é tangente a duas circunferências ao mesmo tempo é denominada uma tangente comum. temos uma reta tangente comum externa. Uma circunferência é externa à outra se todos os seus pontos são pontos externos à outra. Há duas possíveis retas tangentes comuns: a interna e a externa. Se uma reta s. um em cada circunferência. estão no mesmo semi-plano. Toda reta perpendicular ao raio OP é tangente à circunferência no ponto de tangência P. a perpendicular à reta s que passa pelo centro O da circunferência. um em cada circunferência. secante a uma circunferência de centro O. . onde O é o centro e P um ponto da circunferência. Toda reta tangente a uma circunferência é perpendicular ao raio no ponto de tangência. se todos os pontos do círculo C1 estão contidos no círculo C2. Tangente comum interna Tangente comum externa Ao traçar uma reta ligando os centros de duas circunferências no plano. passa também pelo ponto médio da corda AB. esta reta separa o plano em dois semi-planos. intercepta a circunferência em dois pontos distintos A e B. 4.2. Circunferências internas: Uma circunferência C1 é interna a uma circunferência C2. Se os pontos de tangência. Seja OP um raio de uma circunferência. estão em semi-planos diferentes. temos uma reta tangente comum interna. Se os pontos de tangência. 3.

se elas são tangentes à mesma reta no mesmo ponto de tangência. são tangentes uma à outra. Quadrilátero circunscrito Triângulo circunscrito Propriedade dos quadriláteros circunscritos: Se um quadrilátero é circunscrito a uma circunferência. Circunf. . então esses segmentos AP e BP são congruentes. tangentes externas Circunf. dizemos que esta circunferência está inscrita no polígono. Circunferências tangentes: Duas circunferências que estão no mesmo plano. tangentes internas As circunferências são tangentes externas uma à outra se os seus centros estão em lados opostos da reta tangente comum e elas são tangentes internas uma à outra se os seus centros estão do mesmo lado da reta tangente comum. Ao mesmo tempo. Polígonos circunscritos Polígono circunscrito a uma circunferência é o que possui seus lados tangentes à circunferência. Segmentos tangentes: Se AP e BP são segmentos de reta tangentes à circunferência nos ponto A e B.Circunferências concêntricas: Duas ou mais circunferências com o mesmo centro mas com raios diferentes são circunferências concêntricas. a soma de dois lados opostos é igual a soma dos outros dois lados. Circunferências secantes: são aquelas que possuem somente dois pontos distintos em comum.

a linha vermelha indica o arco menor AB ou arco menor ACB. Se numa circunferência de centro O. Arco menor: É um arco que reúne dois pontos da circunferência que não são extremos de um diâmetro e todos os pontos da circunferência que estão dentro do ângulo central cujos lados contém os dois pontos. e isto indica que os raios de uma circunferência são segmentos congruentes. o ângulo a é um ângulo central.Arco de circunferência e ângulo central Seja a circunferência de centro O traçada ao lado.. dizemos que AB é o arco correspondente ao ângulo AÔB. Pela definição de circunferência temos que OP=OQ=OR=. um ângulo central determina um arco AB. Na figura a parte azul é o arco maior. Aqui a palavra raio refere-se ao segmento de reta e não a um número. assim é frequentemente usado três letras para representar o arco maior. Na figura. o ponto D está no arco maior ADB enquanto o ponto C não está no arco maior mas está no arco menor AB. Arco maior: É um arco que liga dois pontos da circunferência que não são extremos de um diâmetro e todos os pontos da circunferência que estão fora do ângulo central cujos lados contém os dois pontos. o ângulo central é aquele cujo vértice coincide com o centro da circunferência.. Na figura. Circunferências congruentes: São circunferências que possuem raios congruentes. Semicircunferência: É um arco obtido pela reunião dos pontos extremos de um diâmetro com todos os pontos da circunferência que estão em um dos lados do . Ângulo central: Em uma circunferência.

(Situação 1). Se os extremos de uma corda não são extremos de um diâmetro eles são extremos de dois arcos de circunferência sendo um deles um arco menor e o outro um arco maior. Em circunferências congruentes ou em uma simples circunferência. então: m(DE)+m(EF)=m(DF). arcos que possuem medidas iguais são arcos congruentes. . 5. O arco RTS é uma semicircunferência da circunferência de centro P e o arco RUS é outra. A medida do arco menor é a medida do ângulo central correspondente a m(AÔB) e a medida do arco maior é 360 graus menos a medida do arco menor m(AÔB). cordas congruentes possuem arcos congruentes e arcos congruentes possuem cordas congruentes. qualquer segmento de reta que contém o ponto X é um segmento bissetor do arco AB. Se um ponto X está em um arco AB e o arco AX é congruente ao arco XB. o centro do arco é o centro da circunferência que contém o arco. a expressão arco de uma corda se referirá ao arco menor e quanto ao arco maior sempre teremos que especificar. 3. O ponto T obtido pela interseção dessas duas retas é o ponto que determinará um extremo do segmento OT cuja medida representa a distância entre o ponto e a reta. Além disso. Se o ponto E está entre os pontos D e F. Propriedades de arcos e cordas Uma corda de uma circunferência é um segmento de reta que une dois pontos da circunferência. temos que: 1. 2. Quando não for especificada. que são extremidades de um arco menor. 2. extremidades de um arco maior: m(DE)+m(EF)=m(DEF). Apenas esta última relação faz sentido para as duas últimas figuras apresentadas. 3. traçamos uma reta perpendicular à reta dada passando pelo ponto O. Para obter a distância de um ponto O a uma reta r. O ponto médio do arco não é o centro do arco. se um ponto E está entre os pontos D e F. o ponto X é o ponto médio do arco AB. A medida da semicircunferência é 180 graus ou Pi radianos. 4. Observações 1. Em uma circunferência. Observações: Em uma circunferência dada. Em uma mesma circunferência ou em circunferências congruentes.diâmetro.

isto é a soma dos ângulos opostos é 180 graus e a soma de todos os quatro ângulos é 360 graus. o ângulo AVB é inscrito e AB é o arco correspondente. Propriedade dos quadriláteros inscritos: Se um quadrilátero está inscrito em uma circunferência então os ângulos opostos são suplementares. . (Situação 2). 5. Situação 1 Situação 2 Situação 3 Polígonos inscritos na circunferência Um polígono é inscrito em uma circunferência se cada vértice do polígono é um ponto da circunferência e neste caso dizemos que a circunferência é circunscrita ao polígono. Um diâmetro que é perpendicular a uma corda é bissetor da corda e também de seus dois arcos. cordas que possuem a mesma distância do centro são congruentes.  + Î = 180 graus Ê + Ô = 180 graus  + Ê + Î + Ô = 360 graus Ângulos inscritos Ângulo inscrito: relativo a uma circunferência é um ângulo com o vértice na circunferência e os lados secantes a ela. Na figura à esquerda abaixo. Em uma mesma circunferência ou em circunferências congruentes.4. (Situação 3).

ou seja. . Se um triângulo inscrito numa semicircunferência tem um lado igual ao diâmetro. a metade de seu arco correspondente. pergunta-se: Qual é o lugar geométrico de todos os pontos do plano que contém os vértices dos ângulos cujos lados passam pelos pontos A e B sendo todos os ângulos congruentes ao ângulo k? Este lugar geométrico é um arco de circunferência denominado arco capaz. Este ângulo determina um arco (menor) sobre a circunferência. Observação: A medida do ângulo semi-inscrito é a metade da medida do arco interceptado. isto é: m = n/2 = (1/2) m(AB) Ângulo reto inscrito na circunferência: O arco correspondente a um ângulo reto inscrito em uma circunferência é a semi-circunferência. o outro lado secante à circunferência e o vértice na circunferência. a reta secante passa pelos pontos A e B e o arco correspondente ao ângulo semi-inscrito BAC é o arco AXB onde X é um ponto sobre o arco. No gráfico ao lado. Ângulo semi-inscrito e arco capaz Ângulo semi-inscrito: Ângulo semi-inscrito ou ângulo de segmento é um ângulo que possui um dos lados tangente à circunferência. Arco capaz: Dado um segmento AB e um ângulo k. Na figura.Medida do ângulo inscrito: A medida de um ângulo inscrito em uma circunferência é igual à metade da respectiva medida do ângulo central. então ele é um triângulo retângulo e esse diâmetro é a hipotenusa do triângulo. a medida do ângulo BÂC é igual a metade da medida do arco AXB.

os ângulos que passam por A e B e têm vértices em V1. com lados passando pelos pontos A e B são congruentes e isto significa que. 7.Construção do arco capaz com régua e compasso: 1. V3. Com o compasso centrado no ponto O e abertura OA. 6. 4. 3. Observação: Todo ângulo inscrito no arco capaz AB. . Se a reta AB é tangente à circunferência no ponto B então o segmento AB é o segmento tangente de A até a circunferência. isto é: m(arco AB) = 2 medida(m) = medida(n) Outras propriedades com cordas e segmentos Agora apresentaremos alguns resultados que fazem a conexão entre segmentos e cordas. . Na figura abaixo à esquerda. que não são evidentes à primeira vista. Na figura acima à direita. Se a reta RT é uma reta secante que intercepta a circunferência em S e T e R é um ponto exterior a circunferência. Pelo ponto A. então RT é um segmento secante e RS é a parte externa do segmento secante. Obter o ponto O que é a interseção entre a reta p e a mediatriz m. V2. 8. 5. trace uma reta t formando com o segmento AB um ângulo congruente a k (mesma medida que o ângulo k). Traçar uma reta p perpendicular à reta t passando pelo ponto A. O arco que aparece em vermelho no gráfico ao lado é o arco capaz. traçar o arco de circunferência localizado acima do segmento AB. 2. o segmento de reta AB é sempre visto sob o mesmo ângulo de visão se o vértice deste ângulo está localizado no arco capaz... são todos congruentes (a mesma medida). o arco capaz relativo ao ângulo semi-inscrito m de vértice em A é o arco AVB. Traçar um segmento de reta AB. Se n é ângulo central então a medida de m é o dobro da medida de n.. Determinar o ponto médio M do segmento AB. Traçar a reta mediatriz m ao segmento AB.

então o produto da medida do segmento secante PA pela medida da sua parte exterior PB é igual ao produto da medida do segmento secante PC pela medida da sua parte exterior PD.(PB)=(PC). (AP). a reta secante passando pelos pontos A e B e a reta tangente passando pelo ponto T de tangência à circunferência. Se uma das retas passa pelos pontos A e B e a outra reta passa pelos pontos C e D da circunferência. temse que (PA). o produto (PA). Este produto (PA). .(PB) = (CP).(PB) é também denominado a potência do ponto P em relação à circunferência. então o produto das medidas das duas partes de uma corda é igual ao produto das medidas das duas partes da outra corda. Secante e tangente interceptando fora da circunferência: Se uma reta secante e uma reta tangente a uma mesma circunferência se interceptam em um ponto P fora da circunferência.(PD) Potência de ponto (2): Se P é um ponto fixo fora da circunferência.(PB) é denominado a potência do ponto P em relação a esta circunferência. Secantes interceptando fora da circunferência: Consideremos duas retas secantes a uma mesma circunferência que se interceptam em um ponto P localizado fora da circunferência.(PB) é constante qualquer que seja a corda AB passando por este ponto P. (PA).(PD) Potência de ponto (1): A partir de um ponto fixo P dentro de uma circunferência. então o quadrado da medida do segmento tangente PT é igual ao produto da medida do segmento secante PA pela medida da sua parte exterior PB.(PB) é constante qualquer que seja a reta secante à circunferência passando por P. Este produto (PA). usaremos a notação (PZ) para representar a medida do segmento PZ. Cordas interceptando dentro da circunferência: Se duas cordas de uma mesma circunferência se interceptam em um ponto P dentro da circunferência.Na sequência. em função das dificuldades que a linguagem HTML proporciona para a apresentação de materiais de Matemática.

o que significa que se uma das partes do segmento medir 4cm.(PT)2 = (PA). . BC e AC. Os pontos dos lados do triângulo ABC bem como os pontos do interior do triângulo ABC são pontos da região triangular. observamos que o segmento PD é maior que o segmento PC e concluímos que (PD)=10cm e (PC)=4cm. Cada uma das regiões planas abaixo é a reunião de três regiões triangulares não sobrepostas. obtemos: x=4 ou x=10.(PB) e podemos escrever que x(14-x)=5×8. Tomaremos (PD)=x. (PB) = 8cm. (PD). se a interseção é vazia. é um ponto ou é um segmento de reta. Triângulo ABC Região triangular ABC Duas ou mais regiões triangulares não são sobrepostas. a outra medirá 10cm. para podermos escrever que (CP) = 14-x e somente utilizaremos a unidade de medida no final. (CD) = 14cm. de onde segue que x²-14x+40=0. Pela figura anexada. o triângulo ABC é a reunião dos segmentos de reta AB. Iremos obter a medida do segmento PD.(PB) Exemplo: Consideremos a figura ao lado com as cordas AB e CD tendo interseção no ponto P. Resolvendo esta equação do segundo grau. A região triangular ABC é limitada pelo triângulo ABC. A reunião de todos os pontos localizados no triângulo e também dentro do triângulo é chamada uma região triangular. Desse modo. com (AP) = 5cm.(PC)=(PA). Triângulo e região triangular No desenho abaixo.

Se dois triângulos são congruentes então as regiões limitadas por eles possuem a mesma área. é um conjunto finito de pontos. Exemplo: A área da figura poligonal ABCDEFX pode ser obtida pela decomposição da região poligonal em regiões triangulares. 2. b. Uma região poligonal pode ser decomposta em várias regiões triangulares e isto pode ser feito de várias maneiras Duas ou mais regiões poligonais são não-sobrepostas quando a interseção de duas regiões quaisquer. é um segmento de reta ou é um conjunto finito de pontos e um segmento de reta. adotaremos as seguintes práticas: a. O estudo de área de regiões poligonais depende de alguns conceitos primitivos: 1. Na gravura abaixo. 3. Usaremos expressões como a área do triângulo ABC e a área do retângulo RSTU no lugar de expressões como a área da região triangular ABC e a área da região limitada pelo retângulo RSTU.O conceito de região poligonal Uma região poligonal é a reunião de um número finito de regiões triangulares nãosobrepostas e coplanares (estão no mesmo plano). A cada região poligonal corresponde um único número real positivo chamado área. Se uma região poligonal é a reunião de n regiões poligonais nãosobrepostas então sua área é a soma das áreas das n-regiões. Observe que uma região triangular é por si mesmo uma região poligonal e além disso uma região poligonal pode conter "buracos". é vazia. apresentamos quatro regiões poligonais. Observação: Para facilitar o estudo de regiões poligonais. . Os desenhos de regiões poligonais serão sombreadas apenas quando houver possibilidade de confusão entre o polígono e a região.

Após isto. o quilômetro. A área do retângulo ABCD é a soma das áreas destes seis quadrados. traçamos um quadrado cujo lado tem uma unidade de comprimento. . O segmento horizontal que passa no meio do retângulo e os segmentos verticais. realizamos as somas dessas áreas triangulares. etc. O número de unidades de área do retângulo coincide com o obtido pelo produto do número de unidades do comprimento da base AB pelo número de unidades da altura BC.. Esta unidade pode ser o metro. que mede 3 unidades de comprimento e 2 unidades de altura. Área do retângulo A figura ao lado mostra o retângulo ABCD. dividem o retângulo em seis quadrados tendo cada um 1 unidade de área. Área(ABCDEFX)=área(XAB)+área(XBC)+.+área(XEF) Unidade de área Para a unidade de medida de área. o centímetro..

a área do retângulo será dada por: A = b×h A = (120cm)×(200cm) = 24000cm² ..20m. assim. a área A do retângulo é o produto da medida da base b pela medida da altura h. tem o nome de quadrado de x e a área A do quadrado é obtida pelo quadrado da medida do lado x. etc. quilômetro. a área será obtida através de: A = b×h A = (1. A = b×h A = (8u)x(5u) = 40u² No cálculo de áreas em situações reais. Exemplo: Para calcular a área de um retângulo com 2 m de altura e 120 cm de base. A = x² Exemplo: Obter a área do retângulo cujo comprimento da base é 8 unidades e o comprimento da altura é 5 unidades.40m² 2. podemos expressar a área em metros quadrados ou qualquer outra unidade de área.. 1.20m)×(2m) = 2. Transformando as medidas em centímetros Como h=2m=200cm e b=120cm. centímetro.O lado do retângulo pode ser visto como a base e o lado adjacente como a altura. A=b×h Área do quadrado Um quadrado é um caso particular de retângulo cuja medida da base é igual à medida da altura. Esta é a razão pela qual a segunda potência do número x. A área do quadrado pode ser obtida pelo produto da medida da base por si mesma. usamos medidas de comprimento em função de alguma certa unidade como: metro. indicada por x². Transformando as medidas em metros Como h=2m e b=120cm=1.

onde R[z] denota a raiz quadrada de z>0.Área do paralelogramo Combinando os processos para obtenção de áreas de triângulos congruentes com aqueles de áreas de retângulos podemos obter a área do paralelogramo. com o Teorema de Pitágoras. A=b. Demonstração da fórmula Área do triângulo A área de um triângulo é a metade do produto da medida da base pela medida da altura. isto é. isto é. Demonstração da fórmula Exemplo: Mostraremos que a área do triângulo equilátero cujo lado mede s é dada por A=s²R[3]/2. No paralelogramo RSTV acima à direita. os segmentos verticais tracejados são congruentes e qualquer um deles pode representar a altura do paralelogramo em relação à base AB. No paralelogramo ABCD abaixo à esquerda. A=b×h. escrevemos h²=s²-(s/2)² para obter h²=(3/4)s² garantindo que h=R[3]s/2. Realmente. Qualquer lado do paralelogramo pode ser tomado como sua base e a altura correspondente é o segmento perpendicular à reta que contém a base até o ponto onde esta reta intercepta o lado oposto do paralelogramo. A área A do paralelogramo é obtida pelo produto da medida da base b pela medida da altura h.h/2. os dois segmentos tracejados são congruentes e qualquer um deles pode representar a altura do paralelogramo em relação à base RV. .

Propriedade: A razão entre as áreas de dois triângulos semelhantes é igual ao quadrado da razão entre os comprimentos de quaisquer dois lados correspondentes. Área de ABC = Área de RST r² a² = s² b² = t² c² . é possível obter a razão entre as áreas desses triângulos.Como a área de um triângulo é dada por A=b. Comparação de áreas entre triângulos semelhantes Conhecendo-se a razão entre medidas correspondentes quaisquer de dois triângulos semelhantes.h/2. então segue que: A = s × R[3] s/2 = ½ R[3] s² Observação: Triângulos com bases congruentes e alturas congruentes possuem a mesma área.

isto é. A=(d1×d2)/2. Existem duas circunferências associadas a um polígono regular. A=(b1+b2). A área A do trapézio é o produto da média aritmética entre as medidas das bases pela medida da altura. Demonstração da fórmula Área do trapézio Em um trapézio existe uma base menor de medida b1. uma base maior de medida b2 e uma altura com medida h. isto é.h/2. que é uma circunferência que passa em todos os vértices do polígono e que contém o polígono em seu interior. .Área do losango O losango é um paralelogramo e a sua área é também igual ao produto do comprimento da medida da base pela medida da altura. podemos construir uma circunferência circunscrita (por fora). Circunferência circunscrita: Em um polígono regular com n lados. A área do losango é o semi-produto das medidas das diagonais. Polígonos regulares Um polígono regular é aquele que possui todos os lados congruentes e todos os ângulos congruentes.

Elementos de um polígono regular 1. isto é. . podemos colocar uma circunferência inscrita (por dentro). 2. uma circunferência que passa tangenciando todos os lados do polígono e que está contida no polígono. o ângulo central de um hexágono regular mede 60 graus e o ângulo central de um pentágono regular mede 360/5=72 graus. Ângulo central é o ângulo cujo vértice é o centro do polígono e cujos lados contém vértices consecutivos do polígono. Raio da circunferência circunscrita é a distância do centro do polígono até um dos vértices.OF Ângulo central: AOF Apótema: OX. Raio da circunferência inscrita é o apótema do polígono.Circunferência inscrita: Em um polígono regular com n lados. Raios: OA. Medida do ângulo central de um polígono com n lados é dada por 360/n graus. Raios: OR. 3.OT Ângulo central: ROT 5. a distância do centro do polígono ao ponto médio de um dos lados. Centro do polígono é o centro comum às circunferências inscrita e circunscrita. Apótema: OM. Por exemplo. isto é. 4.

eles podem ser decompostos no mesmo número de triângulos e cada triângulo é semelhante ao triângulo que ocupa a posição correspondente no outro polígono. Assim. Dos vértices correspondentes A e L traçamos diagonais decompondo cada pentágono em três triângulos.Áreas de polígonos regulares Traçando segmentos de reta ligando o centro do polígono regular a cada um dos vértices desse polígono de n-lados. . a fórmula para o cálculo da área da região poligonal regular será dada pela metade do produto da medida do apótema a pelo perímetro P. parecem semelhantes. Assumiremos que tal propriedade seja válida para polígonos semelhantes com n lados. isto é: A = a × Perímetro / 2 Comparando áreas entre polígonos semelhantes Apresentamos abaixo dois pentágonos irregulares semelhantes. Observação: Se dois polígonos são semelhantes. o que pode ser verificado diretamente através da medição de seus ângulos com um transferidor. Os pares de triângulos correspondentes ABC e LMN. iremos decompor este polígono em n triângulos congruentes.

.Este fato e o teorema sobre razão entre áreas de triângulos semelhantes são usados para demonstrar o seguinte teorema sobre áreas de polígonos semelhantes. temos três regiões poligonais regulares inscritas em círculos congruentes. Área de ABCDE. O perímetro. aproximando-se da circunferência do círculo como um limite. Teorema: A razão entre áreas de dois polígonos semelhantes é igual ao quadrado da razão entre os comprimentos de quaisquer dois lados correspondentes. 3. = Área de A'B'C'D'E'. aproximando-se do raio do cículo como um limite.. aproximando-se da área do círculo como um limite. à medida que o número de lados do polígono aumenta.. Neste trabalho não é possível apresentar uma definição precisa de limite e sem ela não podemos construir uma expressão matemática para o cálculo do perímetro ou da área de uma região poligonal regular inscrita num círculo. Quando aumenta o número de lados do polígono inscrito observamos que també aumenta: 1. A idéia de limite nos permite aproximar o perímetro da circunferência pelo perímetro do polígono regular inscrito nessa circunferência.. O apótema. 2. . A área. (s')² s² = (t')² t² O círculo como o limite de regiões poligonais regulares Nas figuras abaixo.

. Área do círculo é o valor limite da sequência das áreas das regiões poligonais regulares inscritas no círculo quando o número n de lados das poligonais aumenta arbitrariamente. As fórmulas para a área do círculo são: Área = r² = ¼ D² Proporção com áreas: Sejam dois círculos de raios. denominada Pi. Para todo círculo (e também circunferência). Uma aproximação para Pi com 10 dígitos decimais é: = 3. Sejam duas circunferências de diâmetros D1 e D2.. com perímetros P1 e P2. respectivamente. Como o diâmetro é o dobro do raio. áreas A1 e A2 e diâmetros D1 e D2.O mesmo ocorre com o cálculo da área do círculo. Este também é um processo através de limites. a razão entre o perímetro e o diâmetro é uma constante. pois à medida que o número de lados da região poligonal inscrita aumenta. o diâmetro D=2r. Perímetro do círculo e da circunferência Perímetro da circunferência de um círculo é o valor limite da sequência dos perímetros dos polígonos regulares inscritos de n lados na circunferência à medida que o número n de lados aumenta indefinidamente. Nesse caso. o mesmo ocorre para a razão entre os raios r1 e r2. as áreas dessas regiões se aproximam da área do círculo. A razão entre as áreas desses dois círculos é a . Área do círculo Área de um círculo de raio r é o limite das áreas das regiões poligonais regulares inscritas no mesmo. denotada pela letra grega que é um número irracional (não pode ser escrito como a divisão de dois números inteiros). então. iguais a r1 e r2. A1 = A2 D2 D1 = r2 r1 3.. Relações associadas ao perímetro 1. A razão entre os perímetros P1 e P2 é igual à razão entre os diâmetros D1 e D2.1415926536. Com base nestas duas definições temos um importante resultado sobre a relação existente entre o perímetro e o diâmetro da circunferência: A razão entre o perímetro e o diâmetro de uma circunferência é uma constante 2. respectivamente.

. o perímetro da circunferência coincidirá com o comprimento do arco da mesma e é dado por: Perímetro da circunferência = 2 r Comprimento do arco: Seja um arco AB em uma circunferência de raio r e m a medida do ângulo correspondente. . O comprimento de um arco AB de uma circunferência de raio r é o valor limite da soma dos comprimentos destas n cordas quando n cresce indefinidamente.mesma que a razão entre os quadrados de seus raios ou os quadrados de seus diâmetros. P1P2. Imaginemos o arco AB contendo vários pontos A=Po. Pn=B. O comprimento do arco pode ser obtido (em radianos) por: Comprimento do arco AB = r m/180 = r m Tais fórmulas podem ser justificadas pelas seguintes regras de três simples e diretas. P2. Pn-1B... .. Pn-1. P3. . Se o raio da circunferência for r.. P1. formando n pequenos arcos e também n pequenos segmentos de reta de medidas respectivas iguais a: AP1. A idéia aqui é tomar um número n bastante grande para que cada segmento seja pequeno e as medidas dos arcos sejam aproximadamente iguais às medidas dos segmentos. sendo m tomado em graus ou em radianos.. A1 = A2 (D2)² (D1)² = (r2)² (r1)² Arcos O comprimento de um arco genérico AB pode ser descrito em termos de um limite. Um arco completo de circunferência corresponde a um ângulo que mede 360 graus=2 radianos.

Tomando m como a medida do arco ACB (em graus ou radianos). 2. a área do setor circular OACB será dada por: Área do setor circular OACB = r² m/360 = ½ m r² Basta usar regras de três simples e diretas. obtemos: 360 graus ……… Área do círculo m graus ……… Área do setor OACB . Se o ângulo relativo ao arco AB mede m graus. Usando a figura acima. obtemos: 2 Pi rad ……… 2 Pi r m rad ……… comprimento de AB assim Comprimento do arco AB = r m radianos Setor circular Setor circular é uma região limitada por dois raios e um arco do círculo. podemos extrair algumas informações: 1. obtemos: 360 graus ……… 2 Pi r m graus ……… Comprimento de AB logo comprimento do arco AB = m r / 180 Se o ângulo relativo ao arco AB mede m radianos. 5. 3.Se o ângulo relativo ao arco AB mede m graus. 4. OACB é um setor circular OADB é um setor circular r é o raio de cada um dos setores ACB é o arco do setor OACB ADB é o arco do setor OADB. 6.

Na figura abaixo. Curiosidades sobre o número Pi 1. era redondo 3. A área do segmento ACB pode ser obtida subtraindo a área do triângulo AOB da área do setor OACB.Área(triângulo AOB) A área do segmento ADB pode ser obtida subtraindo a área do segmento ACB da área do círculo ou somando a área do triângulo AOB à área do setor OADB. Área(segmento) = Área(setor OACB) . "Fez também o mar de fundição. no primeiro livro de Reis 7:23. cinco . e media dez côvados duma borda à outra. existe a passagem: 2. existem dois segmentos circulares: o segmento ACB e o segmento ADB. obtemos: 2 Pi rad ……… Área do círculo m rad ……… Área setor OACB assim Área(setor OACB) = ½ m r² radianos Segmento circular Segmento circular é uma região limitada por uma corda e um arco do círculo.logo Área(setor OACB) = Pi r² m / 360 Se o ângulo relativo ao arco AB mede m radianos. Na Bíblia Sagrada.

Arquimedes (287-212 a.C. 9.14160 Observe na tabela que quanto maior o número de lados de cada polígono mais dígitos decimais coincidem para obter o valor do número Pi.14157 3.4. 10.14163 1024 3." sugerindo que os construtores da casa de Salomão usavam o valor 3 para a razão entre o diâmetro e o comprimento da circunferência. já foi realizado o cálculo do valor exato de com mais de cem mil dígitos decimais. 5.14159 3.14145 3.13935 3. Com um polígono de 1024 lados. inclusive em cálculos de navegação.15967 48 3. predominantemente quando determinamos perímetros. usado para a razão entre o diâmetro e o comprimento da 6. pelo valor limite de polígonos regulares circunscritos no círculo quando o número de lados desse cresce arbitrariamente. áreas.14188 256 3.14609 96 3. 8. informações sobre segmentos e setores circulares e elípticos. Perímetro polígono inscrito < 2r < 2r Perímetro polígono circunscrito Tais relações estão na tabela com dados sobre o polígono regular dado: Número de lados Perímetro do polígono Perímetro do polígono do polígono inscrito dividido por 2r circunscrito dividido por 2r 6 3.14151 3. O número exerce um papel muito importante na Matemática e nas ciências.14272 192 3. Com o uso de computadores. é impossível construir um segmento de comprimento Pi através de régua e compasso.21540 24 3. tanto para os polígonos inscritos como para os circunscritos. O valor de correto com 10 dígitos decimais foi usado no cálculo do comprimento da linha do Equador terrestre. O símbolo circunferência somente foi introduzido no século XVIII. .13262 3. centros de gravidade. 7. Detalhes sobre o cálculo de Pi: De modo análogo ao resultado obtido através do limite de polígonos regulares inscritos também podemos aproximar o perímetro e a área do círculo de raio r. côvados de altura e trinta de circunferência. Uma vez conhecida uma unidade de comprimento.00000 3.14103 3.) mostrou que o valor da razão entre o diâmetro e o comprimento da circunferência estava entre 3+1/7 e 3+10/71. etc.14175 512 3.46411 12 3. praticamente temos 4 algarismos exatos.10582 3.

O sistema de Coordenadas Ortogonais é conhecido por Sistema de Coordenadas Cartesianas e tal sistema possui quatro regiões denominadas quadrantes. é: A forma mais rápida que conhecemos para obter Pi.2) Terceiro (-3. Na verdade. Os pares ordenados de pontos do plano são indicados na forma P=(x. x representa a distância entre as duas retas verticais indicadas no gráfico e y é a distância entre as duas retas horizontais indicadas no gráfico. sendo uma delas horizontal e a outra vertical.Outra forma (lenta) para obter o número Pi.4) Segundo + (-4.y) onde x será a abscissa do ponto P e y a ordenada do ponto P.-7) Terceiro Quarto Quarto + (7. A horizontal será denominada Eixo das Abscissas (eixo OX) e a Vertical será denominada Eixo das Ordenadas (eixo OY). Segundo Primeiro Quadrante sinal de x sinal de y Ponto quadrante quadrante não tem não tem (0.-2) quadrante quadrante . é: Eixos coordenados Consideremos um plano e duas retas perpendiculares.0) Primeiro + + (2.

isto é.Distância entre dois pontos do plano cartesiano Teorema de Pitágoras: Em um triângulo retângulo.R)]2 + [d(Q.0) e um ponto P=(x.y) é dada por: . O segmento PQ é a hipotenusa do triângulo retângulo PQR.y1) e Q=(x2. o quadrado da medida da hipotenusa a é igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos b e c. Dados P=(x1. traçando as projeções destes pontos sobre os eixos coordenados.y2). o segmento PR é um cateto e o segmento QR é o outro cateto.y2| 2 = (y1 .R)]2 = | x1 . obtendo um triângulo retângulo e usando o Teorema de Pitágoras.R)] 2 = | y1 . logo: [d(P. a2=b2+c2.12) é A distância entre a origem O=(0.x2)2 e [d(Q.3) e Q=(5.y2)2 então Exemplos: A distância entre P=(2.Q)]2 = [d(P.R)]2 Como: [d(P. obtemos a distância entre P e Q.x2| 2 = (x1 .

ym = (y1 + y2)/2 Observação: O centro de gravidade de um triângulo plano cujas coordenadas dos vértices são A=(x1.y2). xm = (x1 + x2)/2. B=(x2. (y1+y2+y3)/3 ) Retas no plano cartesiano Na Geometria Euclidiana.Ponto médio de um segmento Aplicação: Dados os pares ordenados P=(x1. .y1) e Q=(x2. uma vez para as abscissas e outra vez para as ordenadas. pode-se obter o Ponto Médio M=(xm.y1) e P2=(x2.y1) e P2=(x2. Para a determinação da equação de uma reta existe a necessidade de duas informações e dois conceitos importantes são: o coeficiente angular da reta e o coeficiente linear da reta.ym) que está localizado entre P e Q. com x1 o coeficiente angular k da reta que passa por estes pontos é o número real x2.y2) e C=(x3. dados dois pontos P1=(x1. O ponto médio é obtido com o uso da média aritmética.y3). é: G=((x1+x2+x3)/3.y2).y2) no plano cartesiano. Coeficiente angular de uma reta: Dados os pontos P1=(x1.y1). existe uma única reta que passa por esses pontos.

Declividade de uma reta: A declividade indica o grau de inclinação de uma reta. o sinal do coeficiente angular é negativo. a reta é horizontal. Se um coeficiente angular é negativo e o módulo deste é maior que o módulo de outro coeficiente. a abscissa do ponto onde a reta cortou o eixo OX.w) onde a reta cortou o eixo das ordenadas. Se o ângulo está no primeiro quadrante ou no terceiro quadrante. Assim. Retas horizontais e verticais: Se uma reta é vertical ela não possui coeficiente linear e coeficiente angular. temos que a reta associada ao mesmo decresce mais rapidamente que a outra. o sinal do coeficiente angular é positivo e se o ângulo está no segundo quadrante ou no quarto quadrante. a reta é indicada apenas por x=a. Se o coeficiente angular é nulo. Coeficiente linear de uma reta: é a ordenada (altura) w do ponto (0.Significado geométrico do coeficiente angular: O coeficiente angular de uma reta é o valor da tangente do ângulo alfa que a reta faz com o eixo das abscissas. . O fato do coeficiente angular ser maior que outro indica que a reta associada a este coeficiente cresce mais rapidamente que a outra reta.

Equação reduzida da reta Dado o coeficiente angular k e o coeficiente linear w de uma reta.y1) e (x2. podemos obter a equação da reta que passa por estes pontos com: .yo = k (x . Se k=5 e w=-4. Se k=0 e w=5. Se uma reta passa pela origem e tem coeficiente angular k= -1.yo) e tem coeficiente angular k.5) pertence a uma reta que tem coeficiente angular k=8. Se k=1 e w=0. Reta que passa por um ponto e tem coeficiente angular dado: Uma reta que passa por um ponto P=(xo. temos a reta y=5. 3. Reta que passa por dois pontos: Se dois pontos (x1. então poderemos obter a equação da reta através de sua equação reduzida dada por: y=kx+w Exemplos 1.y2) não estão alinhados verticalmente. é dada por: y .xo) Exemplos 1. Se P=(1. então a equação da reta é y=8(x-1)+5. então a reta é dada por y=5x-4. ordenada do ponto onde está reta corta o eixo OY. então a sua equação é dada por: y=-x. 2.Se uma reta é horizontal. o seu coeficiente angular é nulo e a equação desta reta é dada por y=b. temos a reta (identidade) y=x. 2.

b=1 e c=-1. 3. As retas y=5x+10 e y=(-1/5)x-100 são perpendiculares. 3. ou. 2. Se a=0. Se a=-1. x=3 e x=7 são retas paralelas. As retas y=34 e y=0 são paralelas. 2. As retas y=x+3 e y=-x+12 são perpendiculares. Exemplos 1. tem-se a reta y=0. Equação geral da reta Toda reta no plano cartesiano pode ser escrita pela sua equação geral: ax+by+c=0 Exemplos 1. b=0 e c=5 . Exemplos 1. pois k'=5. As retas y=2x+5 e y=2x-7 são paralelas. b=1 e c=0. tem-se a reta x+5=0. 2. pois k'=1. Retas perpendiculares: Duas retas no plano são perpendiculares se uma delas é horizontal e a outra é vertical. tem-se a reta -x+y-1=0. . se elas têm coeficientes angulares k' e k" tal que k'k"=-1.Retas paralelas e perpendiculares Retas paralelas: Duas retas no plano são paralelas se ambas são verticais ou se têm os mesmos coeficientes angulares. k"=-1 e k'k"=-1. k"=-1/5 e k'k"=-1. Se a=1 .

y1) à reta que contém os outros dois pontos.y3) e a altura do triângulo que é a distância de (x1. apresentamos um procedimento equivalente muito bonito. pode-se calcular a área do triângulo cujos vértices são estes três pontos.y2) e (x3.y3).r) do ponto P à reta r pode ser obtida pela fórmula abaixo: Exemplo: A distância de (0.yo) e uma reta r no plano definida por ax+by+c=0.y1) localizado fora de uma reta que passa pelos pontos (x2.y2) e (x3. A área do triângulo é dada pela metade do valor absoluto do determinante da matriz indica pela expressão: . simples e fácil de memorizar. A distância d=d(P. Como o processo é bastante complicado. bastando para isto determinar a medida da base do triângulo que é a distância entre (x2.0) à reta 5x+12y+25=0 é: Área de um triângulo no plano cartesiano Dado um ponto (x1.Distância de um ponto a uma reta no plano Seja um ponto P=(xo.

Exemplo: A área do triângulo cujos vértices são (1. Exemplo: Os pontos (2.1) e (0.a)2 + (y . Um processo simples sugere que estes três pontos formem um triângulo de área nula.b)2 = r2 Disco circular é a região que contém a circunferência e todos os pontos contidos no interior da circunferência.0).2). A equação desta circunferência é dada por: (x . uma circunferência com centro no ponto (a. (x2. é o lugar geométrico de todos os pontos (x. assim basta verificar que o determinante da matriz abaixo deve ser nulo.y1).y) deste plano que estão localizados à mesma distância r do centro (a. (3.2) é igual a 8.y3) são colineares se pertencem à mesma reta. . pois: Colinearidade de 3 pontos no plano: Três pontos no plano.b).2) são colineares pois: Circunferência no plano Do ponto de vista da Geometria Euclidiana. (x1.y2) e (x3. (1.b) de um plano e tendo raio r.4) e (9.

3) e raio r=8 é: x2 + y2 .Exemplo: A equação da circunferência com centro em (2.6y .b) da circunferência e um outro ponto Q=(xo. (1.51 = 0 Equação da circunferência com centro em um ponto e passando em outro: Dado o centro O=(a. Exemplo: A circunferência centrada em (3. pode-se obter o raio da mesma através da distância entre O e Q e se utilizar a equação normal da circunferência para se obter a sua equação. a sua equação é dada por: (x-3)2 + (y-5)2 = 146 Equação da circunferência que passa por 3 pontos: Quando conhecemos três pontos da circunferência. B e C através de um sistema linear com 3 equações e 3 incógnitas.4) e (-3.5) que passa em (8.16) tem raio tal que: r2 = (8-3)2 + (16-5)2 = 25+121 = 146 logo.4x . utilizando a equação geral da circunferência: .2).yo) que pertence à circunferência. recebe o nome de forma canônica da circunferência e é dada por: x2 + y2 = r2 Equação geral da circunferência: Dada a equação (x-a)2+(y-b)2=r2.2)2 + (y .3)2 = 82 A equação da circunferência com centro na origem (0. Exemplo: Seja uma circunferência que passa pelos pontos (2. Dessa forma.0) e raio r. podemos desenvolver a mesma para obter a forma geral da circunferência: x2 + y2 + A x + B y + C = 0 Exemplo: A equação geral da circunferência com centro em (2.3) e raio igual a 8 é: (x . podemos utilizar a equação geral da circunferência para obter os coeficientes A.1).

como: retas.B= . do ponto de vista prático. Circunferência e Elipse . Muitos confundem os nomes das linhas que envolvem regiões planas com as próprias regiões. hipérboles. circunferências. elipses. Iremos colorir algumas regiões fechadas para dar mais destaque às curvas que as contém. podemos obter: A= . que são as relações matemáticas.C= assim a equação geral desta circunferência é: x2 + y2 + ( )x + ( )y + ( ) = 0 Relações importantes no plano cartesiano Uma relação em um plano é qualquer subconjunto deste plano. parábolas. são as que podem ser representadas por linhas. mas as mais importantes relações.x2 + y2 + A x + B y + C = 0 substituiremos estes pares ordenados para obter o sistema: (-2)2 + (1)2 + A(-2) + B(1) + C = 0 ( 1)2 + (4)2 + A( 1) + B(4) + C = 0 (-3)2 + (2)2 + A(-3) + B(2) + C = 0 que pode ser simplificado na forma: -2 A + 1 B + 1 C = -5 1A+4B+1C= 5 -3 A + 2 B + 1 C = 13 e através da Regra de Cramer.

teremos duas retas concorrentes. teremos uma circunferência. 3. horizontal e passar pelo vértice do cone. Equações de algumas seções cônicas Nome -------------Ponto Reta Parábola Circunferência Elipse Hipérbole Duas retas Equação ------------x²+y²=0 y=kx+w y=ax²+bx+c x²+y²=r² x²/a²+y²/b²=1 x²/a²-y²/b²=1 x²/a²-y²/b²=0 . teremos uma elipse. teremos apenas um ponto.Parábola e Hipérbole Seções cônicas Todas as curvas apresentadas anteriormente podem ser obtidas através de seções (cortes planos) de um cone circular reto com duas folhas como aquele apresentado abaixo. teremos uma hipérbole. paralelo à linha geratriz do cone. tangente ao cone. 2. 4. Se o plano for : 1. teremos uma parábola. vertical e passar pelo vértice do cone. 7. Tais curvas aparecem como a interseção do cone com um plano apropriado. 6. inclinado. teremos uma reta. horizontal e passar fora do vértice. 5. vertical e passar fora do vértice.

relativa ao lado a. podemos extrair as três relações: b²=m²+h². estas últimas expressões. obtemos: b²-c² = m²-n² = (m+n)(m-n) = a(m-n) assim m+n=a m .n = (b²-c²)/a Somando e subtraindo membro a membro.. b e c e o seu perímetro é indicado por 2p=a+b+c.Área de uma região triangular Teorema: Se um triângulo possui os lados medindo a. segue que: m = (a²+b²-c²)/2a n = (a²+c²-b²)/2a Como a+b+c=2p. então a área da região triangular será dada por A = R[p(p-a)(p-b)(p-c)] onde R[x] é a notação para a raiz quadrada de x>0. Os lados b e c têm projeções ortogonais. aparecem as três expressões: . a=m+n Subtraindo membro a membro a 2a. e usando a 3a. Tomando h como a medida da altura do triângulo. indicadas por m e n sobre o lado a. Demonstração: Seja o triângulo com a base a e os outros lados com b e c. c²=n²+h². Temos a formação de mais dois pequenos triângulos retângulos e com eles. relação da 1a.h/2. segue que a área da região triangular será dada por A=a.

2(p-a).2(p-b).85cm² Definição de vetor Um vetor (geométrico) no plano R² é uma classe de objetos matemáticos (segmentos) com a mesma direção. obtemos: A = R[p(p-a)(p-b)(p-c)] Exemplo: Para obter a área da região triangular cujos lados medem 35cm. c=50. Assim: A = R[65(65-35)(65-45)(65-50)] = R[585000] = 764.a+b-c = a+b+c-2c = 2p-2c = 2(p-c) a+c-b = a+b+c-2b = 2p-2b = 2(p-b) b+c-a = a+b+c-2a = 2p-2a = 2(p-a) Temos então que 4a²h² = 4a²(b²-m²) = 4a²(b+m)(b-m) = 4a²[b+(a²+b²-c²)/2ab)][b-(a²+b²-c²)/2ab)] = (2ab+a²+b²-c²)(2ab-a²-b²+c²) = [(a+b)²-c²][c²-(a-b)²] = (a+b+c)(a+b-c)(a+c-b)(b+c-a) = 2p. A direção é a da reta que contém o segmento.h/2.2(p-c) = 16p(p-a)(p-b)(p-c) Como A=a. b=45. 45cm e 50cm. basta tomar a=35. O sentido é dado pelo sentido do movimento. 1. para obter 2p=35+45+50 e desse modo segue que p=65. O módulo é o comprimento do segmento. 2. 3. então A² = (1/4)a² h² = p(p-a)(p-b)(p-c) Extraindo a raiz quadrada. . mesmo sentido e mesmo módulo (intensidade).

quase sempre é o vetor com a origem está em (0. soluções de equações diferenciais. funções.0) e a extremidade em (a. ele é dado por v=(6.b+d) Propriedades da soma de vetores 1. muito mais ampla do conceito de vetor envolvendo uma gama variada de objetos matemáticos como: matrizes.10) Esta classe de objetos é representada por um segmento de reta (representante) desta família que tem as mesmas características. Associativa: Para todos os vetores u. etc.b) no plano cartesiano e que será denotado por v = (a. definimos a soma dos vetores v e w.b) e w=(c.12). v e w de R²: u + (v + w) = (u + v) + w . Observação: Existe uma definição.2) e extremidade em (7.10). conjuntos. não necessariamente geométrica. por: v + w = (a+c.d).b) Soma de vetores e suas propriedades Se v=(a. Exemplo: Se um vetor v tem origem em (1. O representante escolhido. pois: v = (7. a soma u+v está em R². Fecho:Para quaisquer u e v de R².2) = (6. Comutativa: Para todos os vetores u e v de R²: v+w=w+v 3.Uma quarta característica de um vetor é formada por dois pares ordenados: o ponto onde ele começa (origem) e um outro ponto onde ele termina (extremidade) e as coordenadas do vetor são dadas pela diferença entre as coordenadas da extremidade e as coordenadas da origem.12)-(1. 2.

2. 5. Elemento neutro: Existe um vetor Ø=(0.kb) Propriedades do produto de escalar por vetor Quaisquer que sejam a e b escalares.y2 ) e v3=(x3 .d). a (v + w) = a v + a w (a + b) v = a v + b v Exercício: Dados os vetores v=(3. w. y1 ). se tem: Ø+u=u 5.y2 ). v+w e v-w.y3 ).b-d) Produto por escalar e suas propriedades Se v=(a.0) em R² tal que para todo vetor u de R².4) e w=(8. o ponto médio deste segmento é dado por m=(x. definimos a diferença entre v e w.12).y) onde x=(x1 + x2 )/2 e y=(y1 + y2 )/2 Centro de gravidade de um triângulo: Tomemos os vértices de um triângulo como as extremidades dos vetores v1=(x1 . -w. . 3. -v. por: k.4. então a = b.y) onde x=(x1 + x2 + x3 )/3 e y=(y1 + y2 + y3 )/3 Diferença de vetores Se v=(a. Elemento oposto: Para cada vetor v de R².b) é um vetor e k é um número real. construa no plano cartesiano os vetores: v.b) e w=(c. v e w vetores: 1. v2=(x2 . por: v-w = (a-c. 1v=v (ab) v = a (b v) = b (a v) Se a v = b v e v é um vetor não nulo. O centro de gravidade deste triângulo é dado pelo vetor g=(x. y1 ) e v2=(x2 . 4. existe um vetor -v em R² tal que: v + (-v) = Ø Aplicações geométricas Ponto médio de um segmento: Dado um segmento de reta. cujas extremidades são também as extremidades dos vetores v1=(x1 . definimos a multiplicação de k por v.v = (ka.

d.b) é um número real não negativo. Se k>1 então |w|>|v|. que formam a base canônica para o espaço R². 4. basta dividir o vetor v pelo módulo de v. Se k<0 então w tem sentido oposto ao de v. Observações 1. o vetor v=(cos(t). c. isto é: 3. definido por: Vetor unitário: é um vetor que tem o módulo igual a 1. b. Para obter um versor de v. dados por: i=(1.1) 2. Todo vetor v=(a.Módulo de um vetor e suas propriedades O módulo ou comprimento do vetor v=(a.0) e j=(0. Se 0<k<1 então |w|<|v|. . Exercício: Mostrar que para todo t real. a. w e v serão paralelos.sen(t)) é unitário. Para obter um vetor w paralelo a um vetor v. Se k=0 então w será o vetor nulo.4)? Qual é o módulo deste vetor? Esboce um gráfico desta situação no plano R². Nesse caso. que é um vetor unitário u com a mesma direção e sentido que o vetor v.b) do plano cartesiano possui uma projeção horizontal (sobre o eixo OX) que é o vetor a i e uma projeção vertical b j (sobre o eixo OY) e o vetor v pode ser escrito como a soma destas projeções: v=ai+bj Exercício: Qual é a projeção vertical do vetor v=(3. basta tomar w=kv onde k é um escalar não nulo. Existem dois vetores unitários.

c + b. com muito cuidado nas medidas e mostre as posições dos vetores v e w do último exemplo.d Exemplos: O produto escalar entre v=(2.12) é dado por: v.w = a.w = 2. 6. como o número real obtido por: v. pois: . 3. podemos obter o ângulo q entre dois vetores quaisquer v e w.w) |kv| = |k||v| |u. Com ela.Produto escalar Dados os vetores v=(a.(-5) + 5. v.(-7) + 5.(12) = 56 O produto escalar entre v=(2.2) é: v.v v.(2) = 0 Exercício: Faça um gráfico em R². 5. definimos o produto escalar ou produto interno entre os vetores v e w. u.w = w.w (kv).w = 2.w = v.5) e w=(-5.v = |v| |v| = |v|² u.v|<|u||v| (desigualdade de Schwarz) |u+v|<|u|+|v| (desigualdade triangular) Ângulo entre dois vetores Outra forma de escrever o produto escalar entre os vetores v e w é v.b) e w=(c. 2. Propriedades do produto escalar: Quaisquer que sejam os vetores.v + u. 7.(kw) = k(v.(v+w) = u. v e w e k escalar: 1.5) e w=(-7.d).w=|v||w|cos(q) onde q é o ângulo formado entre v e w. 4.

Construa geometricamente estes vetores.1416.desde que nenhum dos vetores seja nulo. Exercício: Faça uma análise quando q=0. Nunca se esqueça de construir gráficos com esses objetos vetoriais..w = 0 Exercício: Dado o vetor v=(3. Vetores ortogonais Dois vetores v e w são ortogonais se: v.. q=pi/2 e q=pi. Determine o ângulo entre os vetores v=(1. Construa geometricamente estes vetores.7). Neste caso 0<q<pi=3. tal que: v=kw Exercício: Obter pelo menos dois vetores do plano que sejam paralelos ao vetor v=(3.1).0) e w=(1. Vetores paralelos Dois vetores v e w são paralelos se existe uma constante real k diferente de zero. obtenha pelo menos dois vetores do plano que sejam ortogonais a v. .7).

Duas retas (segmentos de reta) no espaço R3 podem ser: paralelas. são: pontos. ângulos e superfícies. Pode-se pensar de uma reta r desenhada no chão de uma casa e uma reta s. áreas de superfícies e volumes de regiões sólidas. não paralela a r. As retas perpendiculares são retas concorrentes que formam entre si um ângulo reto. Tomaremos ponto. Planos e retas Um plano é um subconjunto do espaço R3 de tal modo que quaisquer dois pontos desse conjunto. segmentos de retas. reta e plano como conceitos primitivos. Retas reversas: Duas retas são ditas reversas quando uma não tem interseção com a outra e elas não são paralelas. Isto significa que elas estão em planos diferentes. retas. planos. Os principais tipos de cálculos que podemos realizar são: comprimentos de curvas. os quais serão aceitos sem definição. podem ser ligados por um segmento de reta inteiramente contido no conjunto. Retas concorrentes: Duas retas são concorrentes se elas têm um ponto em comum.Geometria espacial A Geometria espacial (euclidiana) funciona como uma ampliação da Geometria plana (euclidiana) e trata dos métodos apropriados para o estudo de objetos espaciais assim como a relação entre esses elementos. . Os objetos primitivos do ponto de vista espacial. desenhada no teto dessa mesma casa. Retas paralelas: Duas retas são paralelas se elas não possuem interseção e estão em um mesmo plano. concorrentes ou reversas. curvas.

A distância do ponto ao plano é a medida do segmento de reta perpendicular ao plano em que uma extremidade é o ponto P e a outra extremidade é o ponto que é a interseção entre o plano e o segmento. se existe uma reta s inteiramente contida no plano que é paralela à reta dada. Um ponto e um segmento de reta que não contém o ponto. Três pontos não colineares (não pertencentes à mesma reta). a distância é nula. 5. relacionando uma reta e um plano no espaço R3. 6. . Posições de retas e planos Há duas relações importantes.Posições de pontos. Reta paralela a um plano: Uma reta r é paralela a um plano no espaço R3. retas e planos Um plano no espaço R3 pode ser determinado por qualquer uma das situações: 1. Duas retas concorrentes. Distância de um ponto a um plano Seja P um ponto localizado fora de um plano. Se o ponto P estiver no plano. 4. Dois segmentos de reta concorrentes. Dois segmentos de reta paralelos que não se sobrepõe. Reta perpendicular a um plano: Uma reta é perpendicular a um plano no espaço R3. 3. Duas retas paralelas que não se sobrepõe. 7. 2. se ela intersecta o plano em um ponto P e todo segmento de reta contido no plano que tem P como uma de suas extremidades é perpendicular à reta. Um ponto e uma reta ou um segmento de reta que não contém o ponto.

Ângulo diedral: É ângulo formado por dois planos concorrentes. se não fosse assim. "Na casa de meu Pai há muitas moradas. para o lado e para cima. A Bíblia Sagrada Uma primeira tentativa para explicar isto. Pelo conceito expresso. Planos concorrentes no espaço R3 são planos cuja interseção é uma reta. O que é espaço? O que é o espaço? Reconhecemos e usamos o espaço. é dizer que é tudo o que nos envolve e é o local onde podemos nos mover para a frente. 5. para o lado e para cima. Quando afirmamos que vamos andar para a frente. 4. muitos irão ter dificuldades em explicar. observamos que vivemos em um ambiente tridimensional. Para obter o ângulo diedral. logo necessitamos conhecer uma origem para o sistema e identificar este ponto como . eu vo-lo teria dito. Na verdade. dizemos que tais planos formam um diedro. devemos quantificar e identificar o quanto iremos nos deslocar nestas direções. Planos normais são aqueles cujo ângulo diedral é um ângulo reto (90 graus). mas se alguém perguntar o que é o espaço. 2.Posições entre planos 1. basta tomar o ângulo formado por quaisquer duas retas perpendiculares aos planos concorrentes. Basta então conhecer as três direções para identificar a posição relativa que ocupamos. é mais fácil explicar o que se pode fazer com este ente primitivo que não tem definição para nós. 3. vou preparar-vos lugar." João 14:2. Planos paralelos no espaço R3 são planos que não tem interseção. Diedro: Quando dois planos são concorrentes.

Se este mesmo indivíduo se deslocasse para a posição final P=(3.y. A palavra cartesiano se deve a René Descartes.0.10) e podemos observar que as unidades não são necessariamente as mesmas. Outros sistemas de localização Existem outras formas de localização no espaço tridimensional como é o caso do sistema de coordenadas cilíndricas. y indicará a quantidade deslocada na direção positiva do eixo que contem os deslocamentos para o lado e z indicará a quantidade deslocada na direção positiva do eixo que contem os deslocamentos para cima. O sistema tridimensional é o conjunto de todos os ternos ordenados (x. Eixo OY e Eixo OZ. . O sistema cartesiano plano é um caso particular do sistema cartesiano espacial tridimensional.10. depois andar para o lado 5 quadras e depois subir até o 10o.0) pois esperamos que ele esteja localizado a uma distância num ponto de referência para todos os outros pontos. sistema de coordenadas esféricas. conhecido como cartesius. sendo que ordem não pode ser mudada sob pena de nos deslocarmos para outro lugar.5. O sistema cartesiano tridimensional Um um procedimento matemático simples é tomar genérico como: P=(x.y.z) onde x indicará a quantidade deslocada na direção positiva do eixo que contem os deslocamentos para frente. Particularmente importantes são os sistemas de corrdenadas no plano.0. ponto Exemplo: Se um indivíduo está no centro da cidade em uma posição O=(0. dentre outros. Para facilitar as coisas do ponto de vista matemático.5). mas existe um outro sistema muito importante que é o sistema de coordenadas polares.0) e quer andar para a frente 3 quadras. y o nome de afastamento e z o nome de cota. x recebe o nome de abscissa.z). iremos denominar tais direções por: Eixo OX. andar de um prédio a posição final do mesmo após o percurso será o ponto P=(3.(0. certamente chegaria a um lugar diferente.

Existe um sistema que considera uma linha básica horizontal de referência.0. O ângulo deverá ser um parâmetro tal que 0<t<2Pi. e t = arctan(y/x) Exemplo: Para um indivíduo pontual se deslocar da origem O=(0. mantendo a mesma coordenada z.O sistema de coordenadas polares (R²) Vamos considerar agora um mundo plano onde os pontos são indicados por P=(x. Neste caso o ângulo deverá ser um parâmetro tal que 0<t<2Pi. 36.87 graus com o Eixo OX.0) ao ponto P=(x. Consideremos que a distância da origem O=(0. uma linha de referência no plano do chão como o Eixo OX indicado positivamente. o ponto será descrito como P=(3.4) ou em Coordenadas Polares como: P=(5.y).y. um ponto P=(x.y) seja indicada por r e que o ângulo formado entre o segmento OP e o Eixo OX indicado positivamente seja indicado por t. ele deverá se deslocar 5 unidades na direção da reta que forma um ângulo de t=36. .t.0) ao ponto P=(3. por exemplo.87 graus = 0. uma outra linha de referência como o Eixo OZ e o ângulo indicado por t e formado pela projeção no plano do chão do segmento OP e o Eixo OX indicado positivamente. Assim. o Eixo OX indicado positivamente e outra forma de indicar um ponto P=(x.y). um ponto será indicado por P=(r.75 = 3/4. Assim.87) A tangente de 36. No sistema bidimensional a medida x recebe o nome de abscissa e a medida y recebe o nome de ordenada.z) será indicado por P=(r. conhecida na literatura como a cota z.4).t) onde r = (x2+y2)½.z) Observamos que este sistema é uma mera ampliação das coordenadas polares.0). O sistema de coordenadas cilíndricas Este sistema considera duas linhas básicas que passam pela origem O=(0. Assim.

0.87. o ponto P=(x.y.v) onde r = (x2+y2+z2)½ .z) será indicado por P=(r.0) ao ponto P=(3.y.z).0) e o ponto P=(x.0.0) e determinamos as coordenadas polares do par ordenado (x.z).y. pois este ângulo chega a ser no máximo um ângulo raso. Enquanto o ângulo u pode ser tal que 0<u<2Pi pois a projeção de OP sobre o plano do chão pode dar uma volta completa. Neste sistema.0. Assim. u o ângulo formado entre projeção no plano do chão do segmento OP e o Eixo OX indicado positivamente e v o ângulo formado entre o segmento OP e o Eixo OZ indicado positivamente.10) ou em coordenadas cilíndricas como: P=(5. 36.87 graus com o Eixo OX e subir 10 unidades. ele deverá se deslocar 5 unidades na direção da reta que forma um ângulo de t=36.u.4. o ângulo v pertence ao intervalo 0<v<Pi.y.z) é indicado por três medidas: r a distância entre O=(0. A projeção deste ponto no plano do chão que é indicada pelo plano z=0 é o ponto Po=(x. 10) O sistema de coordenadas esféricas Este sistema considera o plano do chão (z=0) que passa pela origem O=(0. logo o ponto será descrito como P=(3.y.10).0) contendo o Eixo OX orientado positivamente e o Eixo OZ orientado positivamente. Exemplo: Para um indivíduo se deslocar da origem O=(0.0.A idéia básica para indicar um ponto neste sistema é construir um cilindro circular reto com o centro na origem 0=(0. um ponto P=(x.y) considerado como um ponto de um plano e não do espaço.0) e que passe exatamente pelo ponto P=(x.4. u = arctan(y/x) e v = arccos(z/r) . que é uma linha reta perpendicular ao plano do chão.

Um sistema geográfico Há um Sistema Geográfico de identificação de posição na face da Terra que leva em consideração outros objetos como: meridianos e paralelos. nem mesmo 1 segundo depois! Até o momento já observamos como é possível estender o conceito de espaço a algo além daquilo que possamos desenhar ou conceber geometricamente. Para entender melhor. para indicar a longitude e a latitude do ponto na superfície do globo terrestre. exija um sacrifício de uma pessoa e a coloque parada (se possível. assim. talvez você esteja num sistema tetradimensional? Na verdade.4. razão pela qual este sistema pode ser indicado como: P=(M.b. um corpo está em constante movimento e dependendo dos estímulos recebidos das mais diversas fontes.z) Exemplo: O Terminal Rodoviário da cidade XYZ está localizada na posição (a. terá alteração. . vivemos num sistema R4. E´ lógico que cada local está localizado com a cota z acima do nível do mar.12) não é o mesmo objeto colocado às 13:00 h no mesmo ponto (3. Você acha que uma árvore plantada em um local por mais de 20 anos é a mesma a cada instante? O corpo humano também é composto de átomos que se movem a uma velocidade que não pode ser visualizada. que tomaremos como o ponto (3.4. os cientistas dividiram 360 graus por 24 (horas) para obter 15 graus por hora.P. logo não será o mesmo de antes. Um objeto colocado às 12:00 h no ponto (3.12). mesmo que você não tenha observado. Como uma circunferência de círculo tem um arco com 360 graus. Fizeram o mesmo com linhas horizontais na planificação e denominaram tais linhas de paralelos. estática) às 12:00 h em um local de sua casa.4. pois são necessárias 4 coordenadas para indicar a posição relativa de um objeto. Consideraram a planificação do globo terrestre traçaram linhas imaginárias geodésicas (verticais) sobre a superfície terrestre.c). as quais passam pelos polos Norte e Sul e estas são denominadas meridianos e a referência básica foi a cidade de Greenwich (Inglaterra) que tem o meridiano 0. Você espera que esta pessoa seja a mesma pessoa às 13:00 h? É óbvio que aconteceram modificações no comportamento da mesma. Hoje podemos observar a localização de uma cidade em qualquer lugar do mundo situada no meridiano M e paralelo P. O sistema cartesiano R4 Você já pensou que ao invés de estar num sistema tridimensional como dissemos antes. Resolva este problema para a sua cidade.12).

Ha uma necessidade do ser humano alterar o seu comportamento para ver algo além das coisas comuns desse mundo. A nossa capacidade multidimensional Rn. no entanto você não consegue desenhar o gráfico da mesma nesse ambiente tridimensional que você vive. D(Dívida Interna). que é uma mera extensão dos espaços bidimensional e tridimensional.D. Isto não quer dizer que a inflação é uma função construída para enganar o povo. E(etc) e outros "objetos".Co. que nos diz que existem outros ambientes (espaços) que o senso de um homem comum é incapaz de conceber. Há muitas pessoas que olham para uma parede de uma casa e não conseguem ver nada além dela. I(Indecisão do governo).Uma idéia sobre o Rn Quando o governo calcula a inflação de um determinado período. mas uma coisa é óbvia: O governo não leva em consideração os fatores que realmente distorcem o processo inflacionário pois não considera nesses cálculos os fatores que geram tal inflação mas somente alguns elementos da cesta básica que nada tem a ver com a realidade nacional. logo o gráfico desta função deve estar em R9. que inf = f(X.Ca. ele afirma que a inflação inf é uma função que depende de várias variáveis como X(xuxu). Ca(Carro).E). ainda é muito pequena para entender um espaço Observemos a passagem bíblica citada no início deste trabalho.I. Na verdade.I.A. Isto indica que você está trabalhando em um sistema com as 8 coordenadas (X. Com este exemplo.Co.E. eu espero ter dado uma idéia sobre o significado do espaço Rn. Uma pessoa normal colocaria o Xuxu ou limão como um dos itens para a análise e cálculo da inflação? Isto significa a um matemático sério. E(Escola). Você já se imaginou num quarto de uma casa. A(abacate).D.A. Co(Condomínio).Ca.E) e é logico que esta função é bem construída e é consistente. nossos velhos conhecidos. pensando exatamente que estivesse no quarto vizinho com todas as coisas boas ou ruins que o mesmo possui? Será que você é daqueles que percorre o trajeto de sua casa até o seu serviço sempre usando o mesmo caminho? Você já pensou que na outra rua existem (coisas ruins e) coisas belas que você nunca percebeu porque nunca passou por lá? . Para obter seriamente a inflação você precisa medir o comportamento de n (ou centenas de) variáveis e não somente de poucas. o que deveria ser feito para obter a inflação é a consideração das principais variáveis que causam esta alteração no Sistema Financeiro Nacional.E.

. Aplicações práticas: Os cilindros abaixo sugerem alguma aplicação importante em sua vida? A construção de cilindros Seja P um plano e nele vamos construir um círculo de raio r e tomemos também um segmento de reta AB que não seja paralelo ao plano P e nem esteja contido neste plano P. faça uma medida mês a mês dos custos de cada ítem e monte uma função com várias variáveis para determinar o custo mensal condomínio. objetos. Observamos aqui que este indivíduo já é um ente pentadimensional e talvez não tivesse percebido isto. Existem outras formas cilíndricas diferentes das comuns. Nas cozinhas encontramos aplicações intensas do uso de cilindros. Exercício para o governo: Tome a conta do Condomínio do local onde você mora. pois além de ser tridimensional. ferramentas. observamos caixas d'água. como por exemplo o cilindro sinuzoidal obtido pela translação da função seno. Exercício para você: Simule as carcaterísticas principais do ser humano e considere tais objetos como coordenadas de um sistema cartesiano.Exercícios de criatividade Exercício de criatividade sobre o R5: Pense em uma pessoa no espaço R³ e simule a possibilidade dessa pessoa ter duas outras características como idade e beleza. todos eles com formas cilíndricas. Um cilindro circular é a reunião de todos os segmentos congruentes e paralelos a AB com uma extremidade no círculo. vasos de plantas. Nas construções. ele tem pelo menos 2 outras características. Introdução aos cilindros O conceito de cilindro é muito importante. Analise a variação entre dois meses consecutivos e observe que a inflação de seu condomínio não tem absolutamente nada a ver com a inflação do governo.

2. Área lateral: É a medida da superfície lateral do cilindro. Objetos geométricos em um cilindro Em um cilindro. Superfície Total: É o conjunto de todos os pontos da superfície lateral reunido com os pontos das bases do cilindro. A reta que contém o segmento AB é denominada geratriz e a curva que fica no plano do "chão" é a diretriz. podemos identificar vários elementos: 1. obtidos pelo deslocamento paralelo da geratriz sempre apoiada sobre a curva diretriz. mas muitas vezes vale a pena considerar o cilindro como a região sólida contida dentro do cilindro. Eixo: É o segmento de reta que liga os centros das bases do "cilindro". . 3. Em função da inclinação do segmento AB em relação ao plano do "chão". Altura: A altura de um cilindro é a distância entre os dois planos paralelos que contêm as bases do "cilindro". "cilindro" e quando for à superfície. Superfície Lateral: É o conjunto de todos os pontos do espaço. respectivamente. 7.Observamos que um cilindro é uma superfície no espaço R³. Num cilindro existem duas bases. isto é. 6. o cilindro será chamado reto ou oblíquo. que não estejam nas bases. 5. 4. se o segmento AB for perpendicular ou oblíquo ao plano que contém a curva diretriz. Área total: É a medida da superfície total do cilindro. Quando nos referirmos ao cilindro como um sólido usaremos aspas. simplesmente escreveremos cilindro. Base: É a região plana contendo a curva diretriz e todo o seu interior.

seno ou outra curva simples e suave num plano. . Cilindro circular oblíquo: Apresenta as geratrizes oblíquas em relação aos planos das bases. Por exemplo. 3. 2. Este tipo de cilindro é também chamado de cilindro de revolução. Extensão do conceito de cilindro As características apresentadas antes para cilindros circulares. Em função da curva diretriz. hipérbole. pois é gerado pela rotação de um retângulo. hiperbólico. se a diretriz é uma curva retangular. Cilindro eqüilátero: É um cilindro de revolução cuja seção meridiana é um quadrado. temos uma situação patológica e o cilindro recebe o nome especial de prisma. parabólico. como: elipse. parábola. sinuzoidal (telha de eternit). Classificação dos cilindros circulares 1. ainda assim existem cilindros obtidos quando a curva diretriz é formada por uma reunião de curvas simples. o cilindro terá o nome de cilindro: elíptico. são também possíveis para outros tipos de curvas diretrizes. Cilindro circular reto: As geratrizes são perpendiculares aos planos das bases.8. Mesmo que a diretriz não seja uma curva conhecida. Seção meridiana de um cilindro: É uma região poligonal obtida pela interseção de um plano vertical que passa pelo centro do cilindro com o cilindro.

. onde r é o raio da base e h é a altura do cilindro. A área total corresponde à soma da área lateral com o dobro da área da base.h = pi r². Neste caso.h.141593. Calcular a área lateral. o volume é dado pelo produto da área da base pela altura.r.2r = 2 pi r³ Exercício: Seja um cilindro circular reto de raio igual a 2cm e altura 3cm.. A(total) = A(lateral) + 2 A(base) A(total) = 2 pi r h + 2 pi r² A(total) = 2 pi r(h+r) Exemplo: Um cilindro circular equilátero é aquele cuja altura é igual ao diâmetro da base. isto é h=2r. a área total e o volume. Sugestão: Veja nesta mesma Página um material sobre a área da região elíptica. V = A(base) h Se a base é um círculo de raio r. e pi=3.Volume de um cilindro Em um cilindro. dadas por: A(lateral) = 4 pi r² A(base) = pi r² A(total) = A(lateral) + 2 A(base) = 6 pi r² Volume = A(base). Área lateral e área total de um cilindro circular reto Em um cilindro circular reto. área total e o seu volume. para calcular a área lateral. então: V = pi r² h Exercício: Calcular o volume de um cilindro oblíquo com base elíptica (semi-eixos a e b) e altura h. a área lateral é dada por A(lateral)=2pi. podemos usar as fórmulas. ..

r²h = pi. 3. Base de um cone é a região plana contida no interior da curva. .r. inclusive a própria curva. podem ser identificados vários elementos: 1.h = pi.h = 2. o eixo é o segmento de reta que passa pelo vértice P e pelo centro da base. Eixo do cone é quando a base do cone é uma região que possui centro. Em um cone. Vértice de um cone é o ponto P.3 = 12 pi cm² A(total) = A(lateral) + 2 A(base) = 12pi + 8pi = 20 pi cm² Volume = A(base).3 = 12 pi cm³ O conceito de cone Considere uma região plana limitada por uma curva suave (sem quinas).2² = 4 pi cm² A(lateral) = 2. fechada e um ponto P fora desse plano. Denominamos cone ao sólido formado pela reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade em um ponto P (vértice) e a outra num ponto qualquer da região. onde concorrem todos os segmentos de reta.pi.A(base) = pi.pi. 2.r² = pi.2.4.

8. Um cone circular reto é denominado cone de revolução por ser obtido pela rotação (revolução) de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos A seção meridiana do cone circular reto é a interseção do cone com um plano que contem o eixo do cone.4. Em função das bases. 6. Superfície do cone é a reunião da superfície lateral com a base do cone que é o círculo. um cone é dito circular se a base é um círculo e é dito elíptico se a base é uma região elíptica. Por exemplo. Geratriz é qualquer segmento que tenha uma extremidade no vértice do cone e a outra na curva que envolve a base. Na figura ao lado. os cones podem ser classificados como retos ou oblíquos. a seção meridiana é a região triangular limitada pelo triângulo isósceles VAB. Superfície lateral de um cone é a reunião de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade em P e a outra na curva que envolve a base. 7. 5. Ao observar a posição relativa do eixo em relação à base. Seção meridiana de um cone é uma região triangular obtida pela interseção do cone com um plano que contem o eixo do mesmo. os cones recebem nomes especiais. Ao lado apresentamos um cone oblíquo. Observação: Para efeito de aplicações. os cones mais importantes são os cones retos. . Um cone é dito reto quando o eixo é perpendicular ao plano da base e é oblíquo quando não é um cone reto. Altura é a distância do vértice do cone ao plano da base.

g A Área total de um cone circular reto pode ser obtida em função de g (medida da geratriz) e r (raio da base do cone): A(total) = pi. todas as geratrizes são congruentes entre si. então: .r.r² = = pi.(g+r) Cones equiláteros Um cone circular reto é um cone equilátero se a sua seção meridiana é uma região triangular equilátera e neste caso a medida da geratriz é igual à medida do diâmetro da base. Se g é a medida da geratriz então. pelo Teorema de Pitágoras. logo h²=4r²-r²=3r². temos uma relação notável no cone: g²=h²+r².r. que pode ser "vista" na figura abaixo: A Área Lateral de um cone circular reto pode ser obtida em função de g (medida da geratriz) e r (raio da base do cone): A(lateral) = pi.Em um cone circular reto. A área da base do cone é dada por: A(base) = pi r² Pelo Teorema de Pitágoras temos que (2r)²=h²+r². assim: h=r Como o volume do cone é obtido por 1/3 do produto da área da base pela altura.r.g + pi.

r²h V = (1/3) pi. Como sen(60o)=h/20. A geratriz de um cone circular reto mede 20 cm e forma um ângulo de 60 graus com o plano da base. g=20cm e A(lateral)=pi.r.g = pi.r² então a área total será dada por: A(total) = 3 pi r² Exercícios resolvidos Notação: Usaremos a notação R[3] para representar a raiz quadrada de 3. escreveremos: A(lataral) = pi.R[3].10 R[3] V = (1/3) 1000. então: V = (1/3) pi.g.10².r.g = pi.r. então (1/2) R[3] = h/20 h = 10 R[3] cm Como V = (1/3)×(A(base).V = (1/3) pi Como a área lateral pode ser obtida por: r3 A(lateral) = pi. área total e o volume do cone.h.r.10.20 = 200.pi.2r = 2.pi cm² A(total) = A(lateral) + A(base) .pi cm³ Se r=10cm. Determinar a área lateral. 1.

= pi. A hipotenusa de um triângulo retângulo mede 2cm e um dos ângulos mede 60 graus.r²h = (1/3). Como a área da base é dada por A(base)=pi. temos que 6.r.r²=pi.c².h = (1/3) pi. Qual é o seu volume? Como sen(60º)=r/2. V = 16 pi = (1/3) pi c² b 7.(10+20) = 300 pi cm² 2.(r+g) = pi. o que garante que bc=4. Como a área do triângulo mede 2m². O prisma tem altura 12 cm e volume igual ao dobro do volume do cone. na relação g²=h²+r². R[3]/2 = r/2 4. Se h(prisma) = 12 A(base do prisma) = A(base do cone) = A V(prisma) = 2×V(cone) . As áreas das bases de um cone circular reto e de um prisma quadrangular reto são iguais.A(base). segue que: (1/2)bc=2.g + pi. Determinar a altura do cone. e a sua área mede 2m². segue que: 3.3 = pi cm³ 5. Os catetos de um triângulo retângulo medem b e c. O cone obtido pela rotação do triângulo em torno do cateto b tem volume 16 pi m³. Girando-se o triângulo em torno do cateto menor.r² = pi. obtem-se um cone. c = 12 m 8.r. r = R[3] cm Substituindo os valores de g e de r. obtemos h = 1cm V = (1/3). Obteremos a medida do cateto c.pi.10.

muitas vezes necessitamos falar palavras que sejam entendidas pela coletividade.r². Qual é o volume do espaço (vazio) compreendido entre a lata e a casquinha de sorvete? V = V(cilindro) . razão pela qual muitas pessoas calculam o volume da esfera. Há outras esferas.(1/3). herança da Geometria Euclidiana. mesmo raio r e mesma altura h da casquinha. .assim: A×h(prisma) = 2(A h)/3 A 12 = (2/3)A h h = 18 cm 9.r². a esfera é tratada como se fosse um sólido.-1} Por exemplo.h cm³ 10.h = pi.V(cone) = A(base). Um caso interessante é a esfera na reta unidimensional: So = {x em R: x²=1} = {+1. o que significa que podemos obter medidas de área e de comprimento mas o volume tem medida nula. Conceito de esfera A esfera no espaço R³ é uma superfície muito importante em função de suas aplicações a problemas da vida.r². 12. Anderson colocou uma casquinha de sorvete dentro de uma lata cilíndrica de mesma base. a esfera S1 = { (x.h . Na maioria dos livros elementares sobre Geometria. Do ponto de vista matemático. Embora não seja correto.(1/3) A(base). cada uma definida no seu respectivo espaço n-dimensional. De um ponto de vista mais cuidadoso.h . a esfera no espaço R³ é confundida com o sólido geométrico (disco esférico) envolvido pela mesma. 13.y) em R²: x² + y² = 1 } é conhecida por nós como uma circunferência de raio unitário centrada na origem do plano cartesiano. 11.pi. a esfera no espaço R³ é um objeto matemático parametrizado por duas dimensões.h = (2/3) pi.

A seguir apresentaremos elementos esféricos básicos e algumas fórmulas para cálculos de áreas na esfera e volumes em um sólido esférico. a esfera poderia ser considerada a película verde (casca) que envolve a fruta. Uma notação para a esfera com raio unitário centrada na origem de R³ é: S² = { (x. Em uma melancia esférica. cilíndricos ou esféricos e cilíndricos é a necessidade de realizar cálculos de volumes de regiões esféricas a partir do conhecimento da altura do líquido colocado na mesma. Por exemplo. quando um tanque é esférico.y.x. Este não é um problema trivial. Se houver interesse em . É comum encontrarmos na literatura básica a definição de esfera como sendo o sólido esférico.Aplicação: volumes de líquidos Um problema fundamental para empresas que armazenam líquidos em tanques esféricos.z) em R4: w² + x² + y² + z² = 1 } Você conseguiria imaginar espacialmente tal esfera? Do ponto de vista prático. observa-se o nível de líquido que fica impregnado na vara e esta medida corresponde à altura de líquido contido na região esférica.y. ele possui um orifício na parte superior (polo Norte) por onde é introduzida verticalmente uma vara com indicadores de medidas. como observaremos pelos cálculos realizados na sequência. A superfície esférica A esfera no espaço R³ é o conjunto de todos os pontos do espaço que estão localizados a uma mesma distância denominada raio de um ponto fixo chamado centro. Ao retirar a vara. no entanto não se deve confundir estes conceitos. a esfera pode ser pensada como a película fina que envolve um sólido esférico.z) em R³: x² + y² + z² = 1 } Uma esfera de raio unitário centrada na origem de R4 é dada por: S³ = { (w.

z) em R³ tal que: (x-xo)² + (y-yo)² + (z-zo)² < R² Da forma como está definida. Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o centro da esfera pelo ponto (0. logo podemos fazer passar os eixos OX. O disco esférico é o conjunto de todos os pontos do espaço que estão localizados na casca e dentro da esfera.aprofundar os estudos desses detalhes.yo. a esfera centrada na origem pode ser construída no espaço euclidiano R³ de modo que o centro da mesma venha a coincidir com a origem do sistema cartesiano R³. pelo ponto (0. Em uma melancia esférica. OY e OZ. Do ponto de vista prático. a equação da esfera é dada por: x² + y² + z² = R² e a relação matemática que define o disco esférico é o conjunto que contém a casca reunido com o interior. isto é: x² + y² + z² < R² Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o centro da esfera pelo ponto (xo.y. a equação da esfera é dada por: (x-xo)² + (y-yo)² + (z-zo)² = R² e a relação matemática que define o disco esférico é o conjunto que contém a casca reunido com o interior.0). o conjunto de todos os pontos (x.0. o disco esférico pode ser visto como toda a fruta.0). .0. isto é.zo). deve-se tomar algum bom livro de Geometria Diferencial que é a área da Matemática que trata do detalhamento de tais situações. o disco esférico pode ser pensado como a reunião da película fina que envolve o sólido esférico com a região sólida dentro da esfera.

Na prática. Existem infinitas circunferências maximais em uma esfera. construiremos duas calotas em uma esfera.Seccionando a esfera x²+y²+z²=R² com o plano z=0.q) tal que p²+q²=R² e rodarmos este arco em torno do eixo OZ.p. obteremos duas superfícies semelhantes: o hemisfério Norte ("boca para baixo") que é o conjunto de todos os pontos da esfera onde a cota z é não negativa e o hemisfério Sul ("boca para cima") que é o conjunto de todos os pontos da esfera onde a cota z não é positiva. obteremos a esfera através da rotação e por este motivo. usarei "calota esférica" com aspas para o sólido e sem aspas para a superfície. a esfera é uma superfície de revolução. o plano x=0. as pessoas usam o termo calota esférica para representar tanto a superfície como o sólido geométrico envolvido pela calota esférica.0.-R). Se rodarmos esta circunferência maximal C em torno do eixo OZ. Se seccionarmos a esfera x²+y²+z²=R² por um plano vertical que passa em (0.R) e (0.0. de modo que as extremidades dos arcos sejam (0.r. y² + z² = R2 sendo que esta circunferência intersecta o eixo OZ nos pontos de coordenadas (0.0.R) e (0. Se tomarmos um arco contido na circunferência maximal cujas extremidades são os pontos (0.-s) com r²+s²=R² e retirarmos estas duas calotas da esfera.0). por exemplo.-R) e (0.p.0.0. . Para evitar confusões. teremos uma circunferência maximal C da esfera que é uma circunferência contida na esfera cuja medida do raio coincide com a medida do raio da esfera.R) e (0.q) com p²+q²=R² no primeiro caso (calota Norte) e no segundo caso (calota Sul) as extremidades dos arcos (0. teremos uma superfície de revolução denominada zona esférica.0. obteremos uma superfície denominada calota esférica. A partir da rotação. construída no plano YZ e a equação desta circunferência será: x=0.

usaremos esfera tanto para o sólido como para a superfície. algumas vezes denominada zona esférica. V será o volume. raios das bases r1>r²) Estas fórmulas podem ser obtidas como aplicações do Cálculo Diferencial e Integral. mas nós nos limitaremos a apresentar um processo matemático para a obtenção da fórmula do cálculo do volume da "calota esférica" em função da altura da mesma.De um ponto de vista prático. de tal modo que os planos das bases de ambas sejam paralelos. raio da base r) Relações e fórmulas Volume = (4/3) Pi R³ A(total) = 4 Pi R² R² = h (2R-h) A(lateral) = 2 Pi R h A(total) = Pi h (4R-h) V=Pi. cortamos uma "calota esférica" superior e uma "calota esférica" inferior. O que sobra da melancia é uma região sólida envolvida pela zona esférica. A(lateral) será a área lateral e e A(total) será a área total. "calota esférica" para o sólido envolvido pela calota esférica. a letra maiúscula R para entender o raio da esfera sobre a qual estamos realizando os cálculos.h²(3R-h)/3=Pi(3R²+h²)/6 R² = a² + [(r1² -r2²-h²)/2h)]² A(lateral) = 2 Pi R h A(total) = Pi(2Rh+r1²+r2²) Volume=Pi. consideremos uma melancia esférica.h(3r1²+3r2²+h²)/6 Segmento esférico (altura h. . Consideremos uma "calota esférica" com altura h1 e raio da base r1 e retiremos desta calota uma outra "calota esférica" com altura h2 e raio da base r2. Algumas fórmulas (relações) para objetos esféricos Objeto Esfera Calota esférica (altura h. A região sólida determinada pela calota maior menos a calota menor recebe o nome de segmento esférico com bases paralelas. No que segue. Com uma faca.

R) com raio R. isto é.0.Volume de uma calota no hemisfério sul Consideremos a esfera centrada no ponto (0. A equação desta esfera será dada por: x² + y² + (z-R)² = R² A altura da calota será indicada pela letra h e o plano que coincide com o nível do líquido (cota) será indicado por z=h. 0<t<2Pi A integral dupla que representa o volume da calota em função da altura h é dada por: ou seja .(h-R)² Obteremos o volume da calota esférica com a altura h menor ou igual ao raio R da esfera. usaremos a letra r para indicar: r² = R² .(h-R)² = h(2R-h) A região circular S de integração será descrita por x²+y²<R² ou em coordenadas polares através de: 0<m<R.R] e neste caso poderemos explicitar o valor de z em função de x e y para obter: Para simplificar as operações algébricas. A interseção entre a esfera e este plano é dado pela circunferência x² + y² = R² . h pertence ao intervalo [0.

(2/3)Pi[(R-h)³ .2R] .R³] e assim temos a fórmula para o cálculo do volume da calota esférica no hemisfério Sul com a altura h no intervalo [0. dada por: VC(h) = Pi h²(3R-h)/3 Volume de uma calota no hemisfério norte Se o nível do líquido mostra que a altura h já ultrapassou o raio R da região esférica.R].Escrita em Coordenadas Polares. podemos separá-la em duas integrais: ou seja: Com a mudança de variável u=R²-m² e du=(-2m)dm poderemos reescrever: Após alguns cálculos obtemos: VC(h) = Pi (h-R) [R² -(h-R)²] . então a altura h está no intervalo [R. esta integral fica na forma: Após realizar a integral na variável t.

R] ou [R. então para h no intervalo [R.2R].Lançaremos mão de uma propriedades de simetria da esfera que nos diz que o volume da calota superior assim como da calota inferior somente depende do raio R da esfera e da altura h e não da posição relativa ocupada. onde d é a altura da região que não contém o líquido. O ponto V recebe o nome de vértice da pirâmide. para obter: V(h) = 4Pi R³/3 .2R]. poderemos escrever o volume da calota vazia em função de h: VC(h) = Pi (2R-h)²(R+h)/3 Para obter o volume ocupado pelo líquido. O conceito de pirâmide Consideremos um polígono contido em um plano (por exemplo.2R] ou de uma forma geral em [0. Tomaremos a altura tal que: h=2R-d. o cálculo do volume ocupado pelo líquido é dado por: V(h) = Pi h²(3R-h)/3 Utilizaremos R[z] para denotar a raiz quadrada de z>0. basta tomar o volume total da região esférica e retirar o volume da calota vazia. . Uma Pirâmide é a reunião de todos os segmentos que têm uma extremidade em P e a outra num ponto qualquer do polígono. em função da altura. Aproveitaremos o resultado do cálculo utilizado para a calota do hemisfério Sul.Pi (2R-h)²(R+h)/3 que pode ser simplificada para: V(h) = Pi h²(3R-h)/3 Independentemente do fato que a altura h esteja no intervalo [0. o plano horizontal) e um ponto V localizado fora desse plano. Como o volume desta calota vazia é dado por: VC(d) = Pi d²(3R-d)/3 e como h=2R-d.

Eixo: Quando a base possui um ponto central. 8. 3. quando a região poligonal é simétrica ou regular. que serviam a finalidades de adoração aos seus deuses. 9. podemos identificar vários elementos: 1. Base: A base da pirâmide é a região plana poligonal sobre a qual se apoia a pirâmide. Em uma pirâmide. o eixo da pirâmide é a reta que passa pelo vértice e pelo centro da base. 7. eram utilizadas para sepultar faraós. Arestas Laterais: São segmentos que têm um extremo no vértice da pirâmide e outro extremo num vértice do polígono situado no plano da base. 5. Vértice: O vértice da pirâmide é o ponto isolado P mais distante da base da pirâmide. bem como as pirâmides no México e nos Andes. As formas piramidais eram usadas por tribos indígenas e mais recentemente por escoteiros para construir barracas. Faces laterais: São regiões planas triangulares que passam pelo vértice da pirâmide e por dois vértices consecutivos da base. isto é. 6. Superfície Lateral: É a superfície poliédrica formada por todas as faces laterais. 2. Apótema: É a altura de cada face lateral. .Exemplo: As pirâmides do Egito. 4. Altura: Distância do vértice da pirâmide ao plano da base. Aresta da base: É qualquer um dos lados do polígono da base.

Isto pode ser realizado se tomarmos o sólido de forma que a sua superfície externa seja feita de papelão ou algum outro material. depois reunimos as regiões obtidas num plano que pode ser o plano de uma mesa. Tal processo é conhecido como a planificação desse sólido.Classificação das pirâmides pelo número de lados da base triangular quadrangular pentagonal hexagonal base:triângulo base:quadrado base:pentágono base:hexágono Pirâmide regular reta Pirâmide regular reta é aquela que tem uma base poligonal regular e a projeção ortogonal do vértice V sobre o plano da base coincide com o centro da base. . a idéia é tomar uma tesoura e cortar (o papelão d)a pirâmide exatamente sobre as arestas. No caso da pirâmide. R r l ap h al raio do circulo circunscrito raio do círculo inscrito aresta da base apótema de uma face lateral altura da pirâmide aresta lateral As faces laterais são triângulos isósceles congruentes Área lateral de uma pirâmide Às vezes podemos construir fórmulas para obter as áreas das superfícies que envolvem um determinado sólido.

Como A(lateral)=n. assim: A(face) = b h/2 = 6. cuja aresta da base mede 6cm e cujo apótema mede 4cm. Como a base é um hexágono regular temos que r=(a/2)R[3]. Primeiro vamos calcular a medida do apótema da face lateral da pirâmide hexagonal.12 = 48 cm² Exemplo: A aresta da base de uma pirâmide hexagonal regular mede 8 cm e a altura 10 cm. Calcularemos o raio r da base. então a soma das áreas das faces laterais recebe o nome de área lateral da pirâmide e pode ser obtida por: A(lateral) = n A(face) Exemplo: Seja a pirâmide quadrangular regular que está planificada na figura acima. Se considerarmos uma pirâmide regular cuja base tem n lados e indicarmos por A(face) a área de uma face lateral da pirâmide. Calcular a área lateral. assim r=8R[3]/2=4R[3] e pela relação de Pitágoras. segue que (ap)²=r²+h². Tomaremos a aresta com a=8 cm e a altura com h=10 cm.A(face) e como a pirâmide é quadrangular temos n=4 triângulos isósceles. logo: (ap)²= (4R[3])²+10² = 48+100 = 148 = 4·37 = 2R[37] A área da face e a área lateral. a área da face lateral é igual à área de um dos triângulos.As regiões planas obtidas são congruentes às faces laterais e também à base da pirâmide. são dadas por: .4/2 = 12 A(lateral) = 4.

1 = 8 m³ Logo. Calcular a área da base.R[37] A(lateral) = n. A(base) = 2. isto é: Volume = (1/3) A(base) h . área lateral e a área total.A(face) e como cos(60º)=(lado/2)/a. Para isso. Qual é a área total? Já vimos que A(lateral)=n. A barraca tem 4 passos escoteiros de lado da base e 2 passos de apótema. então 1/2=9/a donde segue que a=18. a área total da barraca é A(total) = A(lateral) + A(base) = 8+4 = 12 m² O volume de uma pirâmide pode ser obtido como um terço do produto da área da base pela altura da pirâmide.2.R[37] = 48.h/2 = (18. isto é: A(total) = A(lateral) + A(base) Exemplo: As faces laterais de uma pirâmide quadrangular regular formam ângulos de 60 graus com a base e têm as arestas da base medindo 18 cm. eles usam medidas escoteiras.R[37] Área total de uma pirâmide A área total de uma pirâmide é a soma da área da base com a área lateral.A(face) = 6.2[37]/2 = 8. Cada dois passos de um escoteiro mede 1 metro.A(face) = 8.162 = 648 A(base) = 18² = 324 Concluímos que: A(total) = A(lateral) + A(base) = 648+324 = 970 Exemplo: Um grupo de escoteiros quer obter a área total de suas barracas. as quais têm forma piramidal quadrangular. assim: A(face) = b.18)/2 = 162 A(lateral) = 4.2 = 4 m² A(lateral) = 4.8.

então as seções transversais localizadas à mesma distância do vértice têm áreas iguais. temos que A(base)=a²=4cm. Como V(pirâmide)=A(base).h/3. as suas arestas correspondentes são proporcionais. A altura h da pirâmide pode ser obtida como a medida de um cateto de um triângulo retângulo cuja hipotenusa é dada pela altura L=6cm da aresta lateral e o outro cateto Q=2×R[2] que é a metade da medida da diagonal do quadrado. se onde segue que h²=36-8=28 e assim temos que h=2R[7] e o volume será dado por V=(1/3). Em uma pirâmide qualquer. isto é. 2. . Dessa forma h²=L²-Q². Se duas pirâmides têm a mesma altura e as áreas das bases são iguais. Observações sobre seções transversais: 1. A curiosa Juliana quer saber o volume de perfume que o frasco contém. A seção transversal tem a mesma forma que a base. a seção transversal e a base são regiões poligonais semelhantes. Ao seccionar uma pirâmide por um plano paralelo à base. A razão entre a área da seção transversal e a área da base é igual ao quadrado da razão de semelhança.Exemplo: Juliana tem um perfume contido em um frasco com a forma de uma pirâmide regular com base quadrada. devemos calcular a área da base e a medida da altura.2R[7]=(32/3)R[7]. obtemos outra pirâmide menor (acima do plano) semelhante em todos os aspectos à pirâmide original.16.4cm=16 cm². Seção transversal de uma pirâmide é a interseção da pirâmide com um plano paralelo à base da mesma. 3. Para isso ela usou uma régua e tirou duas informações: a medida da aresta da base de 4cm e a medida da aresta lateral de 6cm. Como a base tem forma quadrada de lado a=4cm. A razão entre uma aresta da seção transversal e uma aresta correspondente da base é dita razão de semelhança.

sabendo-se que a altura do tronco da pirâmide é 3cm? Como V(pirMenor)/V(pirâmide) = h³/H³ V(pirMenor)/108 = 6³/9³ V(pirMenor) = 32 então .Volume da seção até o vértice (volume da pirâmide menor) V(piram) Volume da pirâmide (maior) Área da seção transversal A(seção) (base da pirâmide menor) A(base) Área da base da pirâmide (maior) Distância do vértice à seção h (altura da pirâmide menor) V(seção) H Altura da pirâmide (maior) Assim: V(seção) = V(base) A(piram) h² = A(base) H² A(seção) · H h A(seção) Então: V(seção) = V(base) H³ h³ Exemplo: Uma pirâmide tem a altura medindo 9cm e volume igual a 108cm³. obtido pelo corte desta pirâmide por um plano paralelo à base da mesma. Qual é o volume do tronco desta pirâmide.

. Outra definição: Dados quaisquer dois pontos de um poliedro convexo. n: Número de lados da região poligonal regular (de cada face). As interseções das faces são as arestas do poliedro. deverá estar inteiramente contido no poliedro. F: Número de faces. o que significa que o mesmo número de arestas se encontram em cada vértice.V(tronco)=V(pirâmide)-V(pirMenor)= 108cm³-2cm³ = 76 cm³ Poliedro Poliedro é um sólido limitado externamente por planos no espaço R³. A: Número de arestas. As interseções das arestas são os vértices do poliedro. a: Medida da aresta A e m: Número de ângulos entre as arestas do poliedro convexo. o segmento que tem esses pontos como extremidades. Tetraedro Hexaedro (cubo) Octaedro Características dos poliedros convexos Notações para poliedros convexos: V: Número de vértices. Poliedros regulares Um poliedro é regular se todas as suas faces são regiões poligonais regulares com n lados. Cada face é uma região poligonal contendo n lados. As regiões planas que limitam este sólido são as faces do poliedro. Poliedros convexos são aqueles cujos ângulos diedrais formados por planos adjacentes têm medidas menores do que 180 graus.

você pode observar o cumprimento de tais relações para os cinco (5) poliedros regulares convexos. o número V de vértices. Poliedro regular Cada face Faces Vértices Arestas Ângulos entre convexo é um (F) (V) (A) as arestas (m) triângulo Tetraedro 4 4 6 12 equilátero Hexaedro quadrado 6 8 12 24 triângulo Octaedro 8 6 12 24 equilátero pentágono Dodecaedro 12 20 30 60 regular triângulo Isocaedro 20 12 30 60 equilátero . m=2A Na tabela abaixo. F + V = A + 2. o número A de arestas e o número m de ângulos entre as arestas.Característica do poliedro convexo Relação de Euler Número m de ângulos diedrais Ângulo diedral Medida da característica V+F=A+2 m=2A Raio do círculo inscrito Raio do círculo circunscrito Área da superfície externa Volume do sólido poliédrico Relações de Euler em poliedros regulares As relações de Euler são duas importantes relações entre o número F de faces.

Prisma Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces planas. no qual as bases se situam em planos paralelos. a notação R[z] significa a raiz quadrada de z>0. os prismas podem ser retos ou oblíquos.Raios de círculos e ângulo diedral Poliedro Raio do círculo Raio do círculo Ângulo regular inscrito (r) circunscrito (R) diedral (d) Tetraedro (a/12) R[6] (a/4) R[6] 70o31'44" Hexaedro a/2 (a/2) R[3] 90o00'00" Octaedro (a/6) R[6] (a/2) R[2] 109o28'16" Dodecaedro (a/100)R{50+22R[5]} (a/4)(R[3]+R[15]) 116o33'54" Icosaedro (a/2)R{(7+R[45])/6} (a/4) R{10+R[20]} 138o11'23" Nesta tabela. Quanto à inclinação das arestas laterais. Prisma reto Aspectos comuns Bases são regiões poligonais congruentes A altura é a distância entre as bases Arestas laterais são paralelas com as mesmas medidas Faces laterais são paralelogramos Objeto Arestas laterais Arestas laterais Faces laterais Prisma reto têm a mesma medida são perpendiculares ao plano da base são retangulares Prisma oblíquo têm a mesma medida são oblíquas ao plano da base não são retangulares Prisma oblíquo . a notação R[z] significa a raiz quadrada de z>0. Áreas e volumes Poliedro regular Área Volume 2 Tetraedro a R[3] (1/12) a³ R[2] 2 Hexaedro 6a a³ Octaedro 2 a2 R[3] (1/3) a³ R[2] Dodecaedro 3a2 R{25+10·R[5]} (1/4) a³ (15+7·R[5]) Icosaedro 5a2 R[3] (5/12) a³ (3+R[5]) Nesta tabela.

. Princípio de Cavalieri: Consideremos um plano P sobre o qual estão apoiados dois sólidos com a mesma altura. os prismas mais comuns estão mostrados na tabela: Prisma triangular Prisma quadrangular Prisma pentagonal Prisma hexagonal Base:Triângulo Base:Quadrado Base:Pentágono Base:Hexágono Seção transversal: É a região poligonal obtida pela interseção do prisma com um plano paralelo às bases. então os volumes dos sólidos também serão iguais. Se todo plano paralelo ao plano dado interceptar os sólidos com seções de áreas iguais. Seção reta (seção normal): É uma seção determinada por um plano perpendicular às arestas laterais.Quanto à base. sendo que esta região poligonal é congruente a cada uma das bases.

Esta envoltória é uma "superfície" que pode ser planificada no plano cartesiano. . Planificação do prisma Um prisma é um sólido formado por todos os pontos do espaço localizados dentro dos planos que contêm as faces laterais e os planos das bases. Exemplos: Um prisma triangular regular é um prisma reto cuja base é um triângulo equilátero. A planificação é útil para facilitar os cálculos das áreas lateral e total. Tal planificação se realiza como se cortássemos com uma tesoura esta envoltória exatamente sobre as arestas para obter uma região plana formada por áreas congruentes às faces laterais e às bases. Um prisma quadrangular regular é um prisma reto cuja base é um quadrado.Prisma regular É um prisma reto cujas bases são regiões poligonais regulares. As faces laterais e as bases formam a envoltória deste sólido.

acima da base inferior e abaixo do plano seccionante é denominado tronco de prisma. A(lateral) = P. multiplicamos a média aritmética das arestas laterais do tronco de prisma pela área da base. mesmo sentido e mesma intensidade. Na verdade. O representante escolhido.c). Definição: Um vetor (geométrico) no espaço R³ é uma classe de objetos matemáticos (segmentos de reta) que tem a mesma direção. o que diferencia são as aplicações mais ricas que existem em R³.b. basta tomar a área lateral como: A(lateral) = n A(Face Lateral) Uma forma alternativa para obter a área lateral de um prisma reto tendo como base um polígono regular de n lados é tomar P como o perímetro desse polígono e h como a altura do prisma.c) do espaço R³.0. Esta classe de equivalência de objetos com as mesmas características é representada por um segmento de reta desta família (representante). a região espacial localizada dentro do prisma.b.Volume de um prisma O volume de um prisma é dado por: V(prisma) = A(base).h Tronco de prisma Quando seccionamos um prisma por um plano não paralelo aos planos das bases. Vetores no espaço R³ Existe uma estreita relação entre vetores no espaço R2 e no espaço R³. razão pela qual denotamos este vetor por: v=(a. o conceito de vetor geométrico nos espaços euclidianos é sempre realizado da mesma forma. Como neste caso todas as áreas das faces laterais são iguais. quase sempre é o vetor v cuja origem é (0. Para calcular o volume do tronco de prisma.h Área lateral do prisma reto com base poligonal regular A área lateral de um prisma reto que tem por base uma região poligonal regular de n lados é dada pela soma das áreas das faces laterais. .0) e extremidade é o terno ordenado (a.

2.v3) e w=(w1. O centro de gravidade deste triângulo é dado pelo vetor g=(x. Elemento neutro: Existe um vetor Ø=(0. cujas extremidades são também as extremidades dos vetores v1=(x1.z1). y = (y1+y2)/2.0) do sistema R³. 5. Elemento oposto: Para cada vetor v de R³.3) = (6.3) e extremidade em (7. ele é dado por v=(6.(1.0. Fecho: Para quaisquer u e v de R³. definimos a soma de v e w.12. funções.15) .2. 3.w2. dados pelas extremidades dos vetores v1=(x1.z1) e v2=(x2.y1. Comutativa: Para todos os vetores u e v de R³: v+w=w+v. realizamos a diferença entre a extremidade e a origem do vetor.z2) e v3=(x3.15).0) em R³ tal que para todo vetor u de R³.y3. Por exemplo. v2+w2.12). por: v + w = (v1+w1.z) onde x = (x1+x2)/2. y =(y1+y2+y3)/3. v2=(x2. z = (z1+z2)/2 Centro de Gravidade de um triângulo: Consideremos os vértices de um triângulo.w3). o ponto médio deste segmento é dado por m=(x. pois: v = (7.12) Existe uma definição mais ampla do conceito de vetor (não necessariamente geométrica) que envolve uma gama variada de objetos matemáticos como: matrizes. v e w de R³: u+(v+w)=(u+v)+w.z) onde x =(x1+x2+x3)/3. 4. conjuntos.y1.z2). existe um vetor -v em R³ tal que: v+(-v)=Ø. se tem: Ø+u=u.v2. v3+w3) Propriedades da soma de vetores 1. Soma de vetores Se v=(v1.y2.10.Se a origem do vetor não é a origem (0.y.12.10. Aplicações geométricas Ponto Médio de um segmento: Dado um segmento de reta.z3). 2. z =(z1+z2+z3)/3 .y2. se um vetor v tem origem em (1.y. Associativa: Para todos os vetores u. a soma u+v está em R³. etc. soluções de equações diferenciais.0.

0.w3). k = (0. v+w e v-w.3. definimos a multiplicação de k por v. b. Exemplo: Existe um importante conjunto com três vetores unitários de R³.12).y.v3-w3) Exercício: Dados v=(1.w2. c) e k é um número real.1.0). j = (0.w = (v1-w1. i = (1. por: v .kc) Propriedades do produto de escalar por vetor Quaisquer que sejam os escalares a. b e c e os vetores v e w teremos: (E1) 1 v = v (E2) (a b)v = a (b v) = b (a v) (E3) a v = b v com v não nulo.v2. -v.kb. definimos a diferença entre v e w.Diferença de vetores Se v=(v1.v3) e w=(w1. w.0.8. construir os vetores v. -w. então a=b.1) .0). como: k.v2-w2.z) é definido por: Um vetor unitário é o que tem o módulo (comprimento) igual a 1. Produto de vetor por escalar Se v=(a.v = (ka.4) e w=(1. (E4) k (v + w) = k v + k w (E5) (a + b)v = a v + b v Módulo de um vetor e vetores unitários O módulo ou comprimento do vetor v=(x.

Estes três vetores formam a base canônica para o espaço R³.c).2. vz=(a.12) é: v. Produto escalar Dados os vetores v=(v1.w = 2.w2. Y=0 e Z=0.(-7) + 5.2. basta tomar v multiplicado por um escalar.c) = a i + b j + c k Para obter um versor de v. com muito cuidado nas medidas e mostre as posições dos vetores v e w do último exemplo. vy=(a.-7. um vetor unitário com a mesma direção e sentido que um vetor v.c).4.b. dadas por: vx=(0.w3).c) sobre os planos X=0.w = 1. definimos o produto escalar (produto interno) entre v e w.0.8) e w=(-5. isto é: w=kv As três projeções ortogonais do vetor v=(a. isto é. como o escalar real: v. basta dividir o vetor v pelo seu módulo. j e k. .v2.2 + 2.c). então: v = (a.0) Exercício: Quais são os vetores que representam as projeções ortogonais do vetor v = (3.0 = 0 Exercício: Faça um gráfico.v3) e w=(w1.0) é: v.b.b. isto é.w = v1w1 + v2w2 + v3w3 Exemplos: O produto escalar entre v=(1. se v=(a.b.5.5) e w=(2. o que significa que todo vetor no espaço R³ pode ser escrito como combinação linear dos vetores i. isto é: u = v / |v| Para construir um vetor w paralelo a um vetor v.(-5) + 5. são respectivamente.12 = 48 O produto escalar entre v=(2.b.12)? Quais são os módulos de todos estes vetores? Esboce um gráfico com estes vetores.2 + 8.

|w|) Exercício: Realizar uma análise acerca do produto escalar de dois vetores.w) (PE5) |k v| = |k| |v| (PE6) |u.0) e w=(1.w (PE4) (k v).w = v. v e w e o escalar k: (PE1) v. quando é reto e quando é raso.(k w) = k (v.v (PE2) v.1.Propriedades do produto escalar Quaisquer que sejam os vetores u. Exercício: Determinar o ângulo entre os vetores v=(1.(v + w) = u. Observamos que este ângulo pode ser maior ou igual a zero.w) / (|v|.w = |v| |w| cos(t) onde t é o ângulo formado pelos vetores v e w.1.w = w. quando o ângulo t é nulo. . cos(t) = (v. mas deve ser menor do que 180 graus (pi radianos).v + u.v = |v| |v| = |v|² (PE3) u.v| < |u|.|v| (desigualdade de Schwarz) (PE7) |u+v| < |u|+|v| (desigualdade triangular) Ângulo entre dois vetores (produto escalar) O produto escalar entre os vetores v e w pode ser escrito na forma: v. através do cosseno deste argumento t. Nunca se esqueça de construir um gráfico com esses objetos matemáticos.1). podemos obter o ângulo t. Com esta última definição.

0).6. u×v= Exemplo: Dados os vetores v=(1.v3) e w=(w1.0.w2. o produto vetorial entre v e w é dado por v×w=-3i+6j-3k=(-3.0) e j=(0. denotado por v×w. . que estão no plano do z=0.v2. o produto vetorial v×w é um vetor ortogonal a v e também ortogonal a w.Vetores ortogonais Dois vetores v e w são ortogonais se o produto escalar entre ambos é nulo.2.1) que é um vetor que está fora deste plano. o produto vetorial destes dois vetores será v×w=(0.w=0.w3). isto é. definimos o produto vetorial (produto exterior) entre v e w. o produto vetorial é ortogonal ao plano que contém os dois vetores v e w. Exercício: Dado o vetor v=(2.5. Observamos que o produto vetorial é um vetor em R³. daí a razão deste produto ser denominado exterior. obtido a partir do "determinante".7). u×v= = (-3. isto é.6).1.-3).-3) Tomando i=(1. como o vetor obtido pelo objeto matemático que não é um determinante mas que pode ser calculado como se fosse um determinante. Em geral. Produto vetorial Dados os vetores v=(v1.0.3.6.3) e w=(4. quais e quantos são os vetores ortogonais a v no espaço R³? Construa geometricamente esta situação. v.

obtemos: |v × w| = |v| |w| sen(t) e isto significa que.pi]. . e U é um vetor unitário que é paralelo ao produto vetorial v x w. através de: sen(t) = (v × w) / (|v|.w × v (PV2) u × (v + w) = u × v + u × w (PV3) k (v × w) = (k v) × w = v × (k w) (PV4) i × i = j ×j = k × k = 0 (PV5) i × j = k. j × k = i. k × i = j (PV6) Se v×w=0 (v e w não nulos) então v e w são paralelos Ângulo entre dois vetores (produto vetorial) O produto vetorial entre os vetores v e w pode ser escrito na forma: v × w = |v| |w| sen(t) U onde t é o ângulo formado pelos vetores v e w.Propriedades do produto vetorial (PV1) v × w = .|w|) sendo que t é um número real pertencente ao intervalo [0. Tomando o módulo em ambos os lados da igualdade acima. podemos obter o ângulo T entre dois vetores v e w. com esta última definição de produto vetorial. logo U é perpendicular a v e também a w.

com origens no mesmo ponto. v e w representa o volume do tetraedro (pirâmide com base triangular) que tem as 3 arestas próximas dadas pelos vetores u. definimos o produto misto entre u.w]| . v e w.v3) e w=(w1. denotado por [u. Isto é.v.v. A(paralelogramo) = | v × w | Área do triângulo: A metade do módulo do produto vetorial entre v e w pode ser interpretada como sendo a área do triângulo que tem dois lados como os vetores v e w. o módulo do produto vetorial entre v e w pode ser interpretado como a área do paralelogramo que tem v e w como lados contíguos.v. sendo que estes vetores têm a mesma origem. v e w. de modo a formar um ângulo diferente de zero e também diferente de pi radianos. v e w.(v×w). Volume do tetraedro: Um sexto do módulo do produto misto entre u.w3). isto é: A(triângulo) = ½ | v × w | Produto misto Dados os vetores u=(u1. v=(v1.u2.v2.w]|.v.u3). V(paralelepípedo)=|[u.w] = u·(v×w) = Aplicações do produto misto Volume do paralelepípedo: O módulo do produto misto entre u.Aplicações do produto vetorial Área do paralelogramo: Se tomarmos dois vetores v e w com um mesmo ponto inicial.w] ou por u.w2. sendo que estes vetores têm a mesma origem. V(tetraedro) = (1/6) |[u. v e w representa o volume do paralelepípedo que tem as 3 arestas próximas dadas pelos vetores u. como o número real obtido a partir do determinante [u.

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