Eduardo Batman Júnior

Introdução à Engenharia

AprEsEntAção
É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Introdução à Engenharia, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina. A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidisciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e e-mail. Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: www.unisa.br, a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, bem como acesso a redes de informação e documentação. Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suplemento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal. A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar!

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sUMÁrIo
IntroDUção .................................................................................................................................................. 5 1 o EnGEnHEIro .......................................................................................................................................... 7
1.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................11 1.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................12 2.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................18 2.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................18

2 sIstEMAs IntErnACIonAL DE UnIDADEs........................................................................ 13 3 proDUtIVIDADE ....................................................................................................................................19
3.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................24 3.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................24

4 ConstrUção DE tABELAs E GrÁFICos.............................................................................. 25
4.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................29 4.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................29

5 ConCEIto DE DEsEnVoLVIMEnto DE proJEtos.......................................................31
5.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................33 5.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................33

6 CoMUnICAção .......................................................................................................................................35
6.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................37 6.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................37

7 CrIAtIVIDADE ...........................................................................................................................................39
7.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................40 7.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................40

8 otIMIZAção ..............................................................................................................................................41
8.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................45 8.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................45

9 ConsCIÊnCIA AMBIEntAL E sUstEntABILIDADE .......................................................47
9.1 Resumo do Capítulo ....................................................................................................................................................49 9.2 Atividades Propostas...................................................................................................................................................49

10 ConsIDErAçÕEs FInAIs ...............................................................................................................51 rEspostAs CoMEntADAs DAs AtIVIDADEs propostAs........................................53 rEFErÊnCIAs .................................................................................................................................................57 AnEXo .................................................................................................................................................................59

IntroDUção

Esta apostila tem o objetivo de introduzir o(a) aluno(a) no mundo da engenharia. Todos nós conhecemos algum engenheiro, mas raramente conhecemos as competências e habilidades que formaram esse engenheiro. Nesta apostila, estudaremos o engenheiro de produção e o engenheiro ambiental, seu comportamento, suas atribuições, suas áreas de atuação e o mercado de trabalho. Também estudaremos o Sistema Internacional de Unidades (SI), sua importância e abrangência; aprenderemos o conceito de produtividade e a aplicação prática nas empresas; veremos as boas práticas na construção de tabelas e gráficos, ferramentas tão importantes no dia a dia do engenheiro; faremos menção ao projeto, início de tudo na engenharia; entraremos no tema comunicação para engenheiros, cuja necessidade de aprimoramento muitas vezes passa despercebida; abordaremos a criatividade, que precisa ser muito aguçada e desenvolvida nesses profissionais; e, por fim, mas não menos importante por isso, consideraremos a consciência ambiental e a sustentabilidade, tão comentadas nos dias de hoje, mas que, para que tomem lugar efetivo na vida do engenheiro, precisam ser discutidas desde o primeiro dia de aula.

Bom estudo a todos(as)!

Prof. Eng. Eduardo Batman Jr.

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1 o EnGEnHEIro
Basta olhar ao redor para vermos a importância dos engenheiros. Nossas roupas foram fabricadas em máquinas desenvolvidas por engenheiros. Nosso relógio, nosso telefone celular, o computador, enfim, quase tudo que temos ou usamos, inclusive a energia elétrica e as lâmpadas que estão nos iluminando, foi desenvolvido, projetado e executado por engenheiros. Depois de definir o engenheiro, temos que definir engenharia e, para isso, vamos ao dicionário: “Aplicação de conhecimentos científicos e empíricos, e certas habilitações específicas, à criação de estruturas, dispositivos e processos para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas.” (FERREIRA, 2000, p. 267).

Você sabe o que as personalidades a seguir, De acordo com Bazzo e Pereira (2008), as atricom sobrenomes famosos, têm em comum? buições legais de um engenheiro, dentro de suas Yasser Arafat, Alexandre Gustave Eiffel, Osa- competências técnicas legais, são: ƒƒ administrar; ma Bin Laden, Boris Yeltsin, Henry Laurence Gantt, Henry Ford, Alfred Hitchcock, Karl Benz, Jimmy Carter, Joseph Bombardier, Jacques Cousteau, Rudolf Diesel, Ferdinand Porsche, Alexander Graham Bell, Scott Adams, Edwin Armstrong, Rowan Atkinson, Ray Dolby, Michael Bloomberg, Thomas Edison, William Hewlett, David Packard, Guglielmo Marconi, Arthur Nielsen, Nikola Tesla e George Westinghouse são engenheiros! Todos nós também conhecemos algum engenheiro, no círculo de amigos, na empresa, na vizinhança ou até remotamente, pela televisão, mas vamos agora definir o engenheiro. Segundo Holtzapple e Reece (2006, p. 1),
engenheiros são indivíduos que combinam conhecimentos da ciência, da matemática e da economia para solucionar problemas técnicos com os quais a sociedade se depara. É o conhecimento prático que distingue os engenheiros dos cientistas, que também são mestres da ciência e da matemática. Essa ênfase na praticidade foi eloqüentemente relatada pelo engenheiro A. M. Wellington (1847-1895) que descreveu a engenharia como ‘a arte de fazer bem, com um dólar, aquilo que qualquer outro pode fazer com dois’.

ƒƒ analisar; ƒƒ assessorar; ƒƒ avaliar; ƒƒ construir; ƒƒ consultar; ƒƒ controlar; ƒƒ desenvolver; ƒƒ dirigir; ƒƒ emitir parecer; ƒƒ ensinar; ƒƒ ensaiar; ƒƒ especificar; ƒƒ estudar; ƒƒ executar; ƒƒ experimentar; ƒƒ fiscalizar; ƒƒ gerenciar; ƒƒ manter; ƒƒ operar; ƒƒ pesquisar; ƒƒ planejar; ƒƒ produzir;

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ocupa posição estratégica. Identificar. formular e resolver problemas. O engenheiro. tão corretas quanto essas. ƒƒ supervisionar. ƒƒ vender. oral e gráfica. gerenciamento e melhoria dos sistemas produtivos. Desenvolver e utilizar novas ferramentas e técnicas. vêm discutindo a urgência de um novo modelo que possibilite uma formação mais ampliada do engenheiro. controle. em detrimento do componente físico-manual. Sobre as competências e habilidades dos engenheiros. As novas atribuições dos engenheiros foram amplamente discutidas por Laudares e Ribeiro (2000): As mudanças ocorridas na organização do trabalho passaram a utilizar. Comunicar-se eficientemente nas formas escrita. Atenção O engenheiro de produção deve dedicar-se ao projeto. elaborar e coordenar projetos e serviços técnicos.br . se você pesquisar em livros ou na internet. tecnológicos e instrumentais. outrora baseados numa lógica instrumental e tecnicista. ƒƒ vistoriar. assumindo responsabilidades de gerenciamento de pessoas e processos que lhe exigem conhecimentos humanos e sociais somados àqueles de cunho puramente técnicos.Eduardo Batman Júnior ƒƒ projetar. Agora. Caro(a) aluno(a). produtos e processos. Tabela 1 – Competências e habilitações dos engenheiros. articula-se uma nova base técnica com a lógica sistêmica de organização da produção e formas participativas de atuação. 8 Unisa | Educação a Distância | www. o componente intelectual do trabalhador. Os cursos universitários. Assumir uma postura de permanente atualização profissional. envolvendo questões que incluem as dimensões humana e social. Conceber. Fonte: Bazzo e Pereira (2008. Aplicar conhecimentos científicos. Dessa forma. projetar e analisar sistemas. ƒƒ testar. através de ferramental matemático e tecnológico para a tomada de decisões administrativas e estratégicas que privilegiem sua empresa sem desconsiderar o meio ambiente. Trabalhar com ética e responsabilidade profissional. 89). certamente encontrará muitas ou- tras definições para engenheiro e engenharia. Atuar em equipes multidisciplinares. Bazzo e Pereira (2008) apresentam a Tabela1. em maior escala. Avaliar os impactos sociais e ambientais de suas atividades.unisa. Avaliar a viabilidade econômica de projetos. supervisionar. Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados. implementação. matemáticos. nesse contexto. p. vamos ajustar um pouco mais as definições às nossas habilitações: Engenharia de Produção e Engenharia Ambiental. Planejar. que é deixar claras as atribuições genéricas de um engenheiro. Avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas. mas creio que com elas nós já conseguimos atingir nossos objetivos. econômica e política. operação. Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas.

no VII Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse) citou que. ABENGE e outras organizações não governamentais que tratam a pesquisa. assim como em organizações privadas.” (UNESCO. o ensino e a extensão da engenharia. implantação e operação de sistemas produtivos ambientalmente sustentáveis. há mais demanda por engenheiros do que conseguimos formar. estadual e federal. Luiz Inácio Lula da Silva. Unisa | Educação a Distância | www. Saiba mais A ABEPRO é a instituição representativa de docentes. CNPq. em 24 de setembro de 2009. agroindústrias. O secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. (ABEPRO. o Engenheiro Ambiental é habilitado para trabalhar em indústrias dos mais diversos setores.Introdução à Engenharia O curso de engenharia de produção visa a formar profissionais generalistas. instituições de pesquisa e ensino e Administração pública municipal. junto ao CREA . concessionárias de serviços. em empresas de prestação de serviços. e promover a preservação da qualidade ambiental e da sustentabilidade. CONFEA. otimização e manutenção de produtos (bens e serviços) gerados pelos sistemas de produção. como China e Índia. estruturação. além da proteção dos recursos naturais não renováveis. modelagem. FINEP e órgãos de apoio à pesquisa estaduais). desenvolvimento de projetos. produzindo normas e procedimentos de controle e auditoria. 2010). empresas de comércio. com base científica e conhecimentos amplos e abrangentes em todas as áreas da produção. a graduação na área tecnológica chega a 30% do total de estudantes. econômicos. Atenção O Engenheiro Ambiental deve se dedicar-se ao desenvolvimento. organizado pela primeira vez nas Américas. Organizações Não Governamentais (ONGs). monitoramento. Quanto ao mercado de trabalho. Segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO. seleção. nos países que mais crescem no mundo. As atividades ainda incluem investigação. energéticos. instituições de pesquisa e ensino e órgãos governamentais. enquanto. SBPC. O presidente da República. na abertura do Congresso Mundial de Engenheiros (World Engineers’ Convention – WEC). análise e diagnóstico para avaliação da contribuição de fontes de poluição na degradação ambiental. Geraldo Alckmin. em seu discurso destacou a importância da engenharia para a implementação de infraestrutura e outras melhorias que ofereçam melhores condições de vida à população e a necessidade de formação de novos profissionais da categoria nos próximos anos: “Hoje. no Brasil. situa-se em menos de um quarto desse percentual. projeto e execução de planos e programas para minimizar a ação poluidora sobre a água. para atender às demandas de empresas industriais e de serviços. consultorias. empresas de comércio. programas e tecnologias que permitam a redução de impactos ambientais e a recuperação do meio. qualificação. inclusive. 2009). simulação. hospitais. considerando os aspectos humanos e sociais.unisa. discentes e profissionais de Engenharia de Produção. materiais. 2010) consideram-se atividades típicas do engenheiro de produção a utilização de métodos organizacionais e técnicas de natureza matemática e estatística para projeto. no dia três de dezembro de 2008. o ar e o solo causada pelas ações do homem. avaliação. consultorias. agroindústrias. durante sua preleção. tecnológicos e ambientais. como mercado financeiro. Quanto ao mercado de trabalho. o Engenheiro de Produção é habilitado para trabalhar em indústrias dos mais diversos setores. em empresas de prestação de serviços. além da pesquisa.br 9 . ser interlocutor junto às instituições governamentais relacionadas à organização e avaliação de cursos (MEC e INEP) e de fomento (CAPES. A associação atua há mais de 20 anos assumindo as funções: de esclarecer o papel do Engenheiro de Produção na sociedade e em seu mercado de atuação.

o Ministério da Educação (MEC) ainda dispõe em seu sítio na internet os referenciais nacionais para os cursos de engenharia. o deputado federal Ciro Gomes discursou sobre a conjuntura e os engenheiros e disse: “Esta é uma nação por fazer e faltam engenheiros para tanto. implanta.” (FNE. Gerência de Projetos. ÁREAS DE ATUAÇÃO O Engenheiro de Produção é habilitado para trabalhar em empresas de manufatura dos mais diversos setores. econômicos. a legislação e os impactos ambientais. como bancos. políticos. como atestou ele. Gestão Estratégica de Custos. TEMAS ABORDADOS NA FORMAÇÃO Atendidos os conteúdos do núcleo básico da Engenharia. tecnologias. Qualidade. realiza estudos de viabilidade técnico-econômica. coordena e/ou integra grupos de trabalho na solução de problemas de engenharia. Não há como superar as assimetrias competitivas sem esses profissionais e sem educação. instituições de pesquisa e ensino e órgãos governamentais. que projeta. Gestão de Tecnologia. considera a ética. Engenharia do Produto. opera. incorporando conceitos e técnicas da qualidade em sistemas produtivos. Ergonomia e Segurança do Trabalho. eletroeletrônica. englobando aspectos técnicos. Processos de Fabricação. química.unisa. Nesse mesmo congresso. Ferramentas da Qualidade. ambientais e de segurança. Gestão Econômica. os conteúdos profissionalizantes do curso são: Eletricidade Aplicada.Eduardo Batman Júnior Esses números indicam. a carência na formação de engenheiros para que induzam e contribuam para o desenvolvimento nacional. Instalações Industriais. Mecânica dos Sólidos. REFERENCIAL DO CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL Carga Horária Mínima: 3600h 10 Unisa | Educação a Distância | www. Sistemas de Informação. Gestão do Conhecimento. mecânica. Coordena e supervisiona equipes de trabalho. Transporte e Logística. Mecânica dos Fluídos. emitindo laudos e pareceres. em organizações de prestação de serviços. Para corroborar com nossas definições. construção civil. Estratégia e Organização. Análise e Simulação de Sistemas. 2009). perícias e avaliações. Ciência dos Materiais. materiais. bem como a sua interação com o meio ambiente. sociais. Planejamento e Controle da Produção. Controle Estatístico do Processo. empresas de comércio. éticos. executa e fiscaliza obras e serviços técnicos.br . envolvendo homens. Métodos Numéricos. agroindústria. Planejamento do Processo. analisa a viabilidade econômica. assim dispostos: REFERENCIAL DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Carga Horária Mínima: 3600h PERFIL DO EGRESSO O Engenheiro de Produção é um profissional de formação generalista. Modelagem. a segurança. otimiza e mantém sistemas integrados de produção de bens e serviços. custos e informação. Materiais de Construção Mecânica. Pesquisa Operacional. como metalúrgica. Em suas atividades. e efetua vistorias. Gerência de Produção. Gestão Ambiental.

Legislação e Direito Ambiental. Geologia. Hidrologia. Ciência dos Materiais. Informática. e efetua vistorias. no desenvolvimento sócio-econômico e na qualidade de vida. na Gestão Ambiental e na Engenharia e Tecnologia Ambiental. Cartografia e Fotogrametria. que atua no Planejamento. Líquidos e Gasoso. Poluição Ambiental. Planejamento Ambiental. Análise e Simulação de Sistemas Ambientais. empresas de consultoria técnica e organizações não governamentais (ONGs). ÁREAS DE ATUAÇÃO O Engenheiro Ambiental é habilitado para trabalhar em empresas e órgãos públicos e privados. (BRASIL. Caracterização e Tratamento de Resíduos Sólidos. é o aluno que se formou e saiu da faculdade. Dicionário Egresso: nesse contexto. neste capítulo. Em suas atividades. emitindo laudos e pareceres. abordamos a importância dos engenheiros para o dia a dia da sociedade.br 11 .1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a). Modelagem Ambiental. assessorar. realiza estudos de viabilidade técnico-econômica. a legislação e os impactos ambientais. os conteúdos profissionalizantes do curso são: Ecologia e Microbiologia. tais como: administrar. considera a ética. Hidráulica Ambiental e Recursos Hídricos. pois hoje esses profissionais ocupam uma posição estratégica na empresa ou instituição que estão inseridos.Introdução à Engenharia PERFIL DO EGRESSO O Engenheiro Ambiental é um profissional de formação generalista. As competências e habilitações do engenheiro de Produção e Ambiental também foram mencionadas. Sistemas de Informação. Gestão Ambiental. Climatologia. Unisa | Educação a Distância | www. a segurança. Mecânica dos Fluídos. Geoprocessamento. Citamos as atribuições legais que esse profissional precisa ter e desenvolver. 2010). perícias e avaliações. Ergonomia e Segurança do Trabalho. Pedologia. Coordena e supervisiona equipes de trabalho. Mecânica dos Sólidos. Avaliação de Impactos e Riscos Ambientais. TEMAS ABORDADOS NA FORMAÇÃO Atendidos os conteúdos do núcleo básico da Engenharia. 1. executa e fiscaliza obras e serviços técnicos. Saúde Ambiental. Atua nos aspectos do relacionamento Homem-Meio Ambiente e seus efeitos na cultura. Saneamento Ambiental.unisa. controlar e vistoriar. Métodos Numéricos.

A formação atual de um engenheiro exige novas dimensões de conhecimento. Cite três competências e habilitações dos engenheiros. 12 Unisa | Educação a Distância | www.unisa.Eduardo Batman Júnior 1.br .2 Atividades Propostas 1. Quais são elas? 2.

on-line. o litro e o quilograma. inclusive no Brasil dos tempos do trologia. a Conferência Geral de Pesos e Mebém cuidava do sistema de medidas. Muitos livros e sítios da internet apresentam esses materiais e alguns sítios. para que os negócios pudessem ser fechados. compramos açúcar por quilograma. A Resolução nº 12 de 1988 do Conselho Nacional de Metrologia. demia de Ciência da França que criasse um o segundo. cada região teve seu próprio sistema de medidas. A necessidade de medir é muito grande e antiga e acompanha o homem desde a sua origem. sim foi criado o Sistema Métrico Decimal. didas. por exemplo.br 13 . sistema de medidas baseado numa ‘constante natural’. o que ocasionava muitos transtornos. não arbitrária. Por exemplo. (posteriormente. o quilograma. inclusive. esse sistema seria substituído pelo Sistema Internacional de Unidades – SI) O Sistema Internacional de Unidades – SI foi sancionado em 1960 pela Conferência Geral de Pesos e Medidas e constitui a expressão moderna e atualizada do antigo Sistema Métrico Decimal.unisa. a instituição que cuidava da moeda tam.htm. para fazer uma deliciosa comida. mas estendendo-se completamente a tudo o que diz respeito à ciência da medição. constituído inicialmente de três unidades básicas: o metro. o kelvin.gov. que não é uma imposição da física. ou seja. No SI. o mol e a candela.METRO. Normalização e Qualidade Industrial (INImpério. já fazem o cálculo da conversão automaticamente. Por muito tempo. Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO ratificou a adoção do SI no País e tornou seu uso obrigatório em todo o território nacional. numa construção utilizamos 100 metros de barras de ferro etc. temos a necessidade de medidas. o sítio do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) de São Paulo. numa tentativa de resolver esse sete unidades. decidiu basear o SI em Em 1789. consideradas independentes sob o problema. o objetivo é apresentar o Sistema Internacional de Unidades (SI) e como devemos realizar a conversão de maneira correta. As- Unisa | Educação a Distância | www. neste capítulo. cujo endereço é http://www.ponto de vista dimensional: o metro. numa determinada receita usamos 250 mililitros de água. o ampère. temos duas classes de unidades: as uniPara resolver esses impasses. levando em consideração as vantagens de O IPEM (2010) relata o seguinte em seu sítio adotar um tema prático único para ser utilizado mundialmente nas relações internacionais. pormuito importante converter uma moeda em outra. 2007). como. inclusive na hora do comércio entre as nações. ampliado de modo a abranger os diversos tipos de grandezas físicas. o Governo francês pediu à Aca.ipem.sp. O Brasil adotou o Sistema Internacional de Unidades – SI em 1962.br/5mt/cv2/index.2 sIstEMAs IntErnACIonAL DE UnIDADEs Prezado(a) aluno(a). que deu nome ao sistema. era necessário dades de base e as unidades derivadas. para fabricar um bem ou construir um prédio. compreendendo não somente as medições que ordinariamente interessam ao comércio e à indústria (domínio da metrologia legal). Em De acordo com o Instituto Nacional de Memuitos países. A divisão converter uma medida em outra e também era das unidades nessas duas classes é arbitrária. Para vender ou comprar algo. diferente dos outros. no enna internet sobre a origem do SI: sino e no trabalho científico. gasolina por litro.

Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro). 14 Unisa | Educação a Distância | www. (INMETRO. o kelvin.br . podem ser substituídas por nomes e símbolos especiais. Conforme o Inmetro (2007). o mol e a candela. metro quilograma segundo ampère kelvin mol candela m kg s A K mol cd A segunda classe de unidades do SI elenca as unidades que podem ser formadas combinando unidades de base. que atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia. o segundo.Eduardo Batman Júnior Atenção As unidades de base do SI são: o metro. Tabela 2 – Unidades de base. segundo relações algébricas que interligam as grandezas correspondentes. Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). Saiba mais O Instituto Nacional de Metrologia. Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro – é uma autarquia federal. em razão de unidades de base. o que permite sua utilização na formação de outras unidades derivadas. que é o órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia.unisa. o quilograma. colegiado interministerial. Grandeza Nome Símbolo Comprimento Massa Tempo Corrente elétrica Temperatura termodinâmica Quantidade de matéria Intensidade luminosa Fonte: Inmetro (2007). vinculada ao Ministério do Desenvolvimento. Indústria e Comércio Exterior. 2011). o ampère. diversas dessas expressões algébricas.

unidades frequentemente utilizadas. Esses nomes e símbolos podem ser utilizados para expressar outras unidades derivadas. Grandeza derivada Ângulo plano Ângulo sólido Frequência Força Pressão. que são mencionadas na Tabela 3. trabalho. esforço Energia.unisa. Nome metro quadrado metro cúbico 1 por metro quilograma por metro cúbico mol por metro cúbico metro cúbico por quilograma metro por segundo metro por segundo ao quadrado ampère por metro ao quadrado ampère por metro Símbolo m² m³ 1/m kg/m³ mol/m³ m³/kg m/s m/s² A/m² A/m De acordo com o Inmetro (2007). Nome radiano esferorradiano hertz newton pascal joule watt coulomb volt ohm farad siemens henry weber tesla grau Celsius lúmen lux becquerel gray sievert Símbolo rad sr Hz N Pa J W C V Ω F S H Wb T °C lm lx Bq Gy Sv Expressão em outras unidades SI 1 1 1/s kg·m/s² kg/(m·s²) kg·m²/s² kg·m²/s³ s. quantidade de calor Potência. expressas a partir das unidades de base. Tabela 4 – Unidades SI derivadas possuidoras de nomes especiais e símbolos particulares.Introdução à Engenharia Tabela 3 – Exemplo de unidades do SI derivadas.br 15 . receberam nome especial e símbolo particular. força eletromotriz Resistência elétrica Capacidade elétrica Condutância elétrica Indutância Fluxo magnético Densidade de fluxo magnético Temperatura em Celsius Fluxo luminoso Luminosidade Atividade radioativa Dose absorvida Dose equivalente Fonte: Inmetro (2007). fluxo de energia Quantidade de eletricidade. de maneira mais simples. certas unidades derivadas. carga elétrica Diferença de potencial elétrico. Os nomes especiais e os símbolos particulares permitem expressar.A kg·m²/(s³·A) kg·m²/(s³·A²) A²·s²·s²/(kg·m²) A²·s³/(kg·m²) kg·m²/(s²·A²) kg·m²/(s²·A) kg/(s²·A) – cd cd/m² 1/s m²/s² m²/s² Expressão em unidades SI de base m/m m²/m² – – N/m² N·m J/s – W/A V/A A·s/V A/V Wb/A V·s Wb/m² K cd·sr lm/m² – J/kg J/kg Unisa | Educação a Distância | www. por questões de comodidade. Grandeza Superfície Volume Número de ondas Densidade de massa Concentração Volume específico Velocidade Aceleração Densidade de corrente Campo magnético Fonte: Inmetro (2007).

em uso com ele. Essas unidades têm papel tão importante que é necessário conservá-las para uso geral com o SI. Dicionário Entropia: grandeza que. Unidade minuto hora dia grau minuto segundo litro tonelada neper bel Fonte: Inmetro (2007).001 m³ 1 t = 1000 kg 1 Np = 1 1B= 16 Unisa | Educação a Distância | www. Tabela 6 – Unidades fora do SI. watt por esferorradiano Os usuários do SI precisam empregar conjuntamente certas unidades que não fazem parte dele. cujos nomes e símbolos compreendem unidades SI derivadas tendo nomes especiais e símbolos particulares. a entropia de um sistema caracteriza o seu grau de desordem. mas estão amplamente difundidas.unisa.Eduardo Batman Júnior Tabela 5 – Exemplos de unidades SI derivadas. em termodinâmica.br . Símbolo min h d ° ‘ “ l ou L t Np B Valor em unidade SI 1 min = 60 s 1 h = 60 min = 3600 s 1 d = 24 h = 86 400 s 1° = π/180 rad 1’ = (1/60)° = π/10 800 rad 1“ = (1/60)’ = π/648 000 rad 1 l = 0. permite avaliar a degradação da energia de um sistema. Grandeza Velocidade angular Aceleração angular Momento de força Densidade de carga Campo elétrico Entropia Nome radiano por segundo radiano por segundo por segundo newton metro coulomb por metro cúbico volt por metro Símbolo rad/s rad/s² N·m C/m³ V/m J/K J/(kg·K) W/(m·K) W/sr Expressão em outras Expressão em unidades SI unidades SI de base 1/s 1/s² kg·m²/s² A·s/m³ kg·m/(s³·A) kg·m²/(s²·K) m²/(s²·K) kg·m/(s³·K) kg·m²/(s³·sr) Hz Hz² – – W/(A·m) N·m/K N·m/(K·kg) J/(s·m·K) J/(s·sr) joule por kelvin joule por quilograma por Calor específico kelvin Condutividade térmica watt por metro por kelvin Intensidade de radiação Fonte: Inmetro (2007).

unisa. Nome yotta zetta exa peta tera giga mega quilo hecto deca deci centi mili micro nano pico femto atto zepto yocto Fonte: Inmetro (2007).660 538 782(83) x 10−27 kg 1 ua = 1. Símbolo eV u ua Valor em unidades SI 1 eV = 1. Nome Elétron volt Unidade de massa atômica Unidade astronômica Fonte: Inmetro (2007). algumas outras unidades que não pertencem ao SI. cujo uso é útil em domínios especializados da pesquisa científica.495 978 706 91(30) x 1011 m Unisa | Educação a Distância | www. Tabela 8 – Unidades fora do SI.Introdução à Engenharia Tabela 7 – Prefixos SI. cujo valor em Unidades SI é obtido experimentalmente.602 176 487(40) x 10−19 J 1 u = 1. Símbolo Y Z E P T G M k h da d c m m n p f a z y Fator 1024 1021 1018 1015 1012 109 106 103 102 101 10-1 10-2 10-3 10-6 10-9 10-12 10-15 10-18 10-21 10-24 É necessário admitir. também. em uso com ele.br 17 .

br . suas conversões e importâncias que precisam fazer parte do conhecimento técnico do engenheiro. Quantas toneladas equivalem a 415 kg? 18 Unisa | Educação a Distância | www. neste capítulo. Quais são as sete unidades que servem de base para o SI? 2.unisa.47 a 1 b = 10−28 m² 1 Å = 10−10 m 1 bar = 100 000 Pa 2. Uma fazenda com 78. Quantos segundos têm duas horas e doze minutos? 5. Nome milha marítima nó are hectare acre barn ångström bar Fonte: Inmetro (2007). Qual o significado da palavra quilo (k)? 3.Eduardo Batman Júnior Tabela 9 – Outras unidades fora do SI em uso com ele. que é dividido em 2 classes (unidades de base e derivadas).000m² tem quantos hectares? 4. apresentamos o SI. Símbolo – – a ha – b Å bar Valor em unidade SI 1 milha marítima = 1852 m 1 nó = 1 milha marítima por hora = 1852/3600 m/s 1 a = 100 m² 1 ha = 10 000 m² 40.2 Atividades Propostas 1. 2.1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a).

Segundo Martins e Laugeni (2005).unisa. como a diferença de produção nhecidas com inputs). entenda o conceito de produtividade. surgiram os trabalhos de Frederick W.de ou valor produzido e a quantidade ou valor dos solução de problemas. 11). e insumos utilizados. Inicialmente. ou seja. nos Estados Unidos. aparece a sistematização aumentar a produtividade! do conceito de produtividade. vamos observar alguns concei. A Produção pode ser entendida das como outputs) e as funções de transformação. a procura por melhores métodos de trabalho e processos de produção. como a quantidade produzida de um bem ou serFigura 1 – Sistema de produção. Unisa | Educação a Distância | www. comuns aos engenheiros. Esse objetivo é perseguido até hoje pelas empresas.br 19 . Neles. Todo sistema de produção compõe-se de apenas as técnicas utilizadas. pai da AdminisProduzir mais utilizando menos recursos é tração Científica. no fim Atenção do século XIX. com o objetivo de melhorar a produtiviA Figura 1 é uma representação clássica de dade com o menor custo possível. Taylor.três elementos básicos: as entradas (também cotos importantes. p. mudando-se um sistema de produção.3 proDUtIVIDADE A intenção deste capítulo é fazer com que viço. A M B I E N T E EMPRESA E Mão-de-obra N T Capital R A Energia D A Outros insumos S Funções de transformação S A Í D A S Produtos Serviços A M B I E N T E Fonte: Martins e Laugeni (2005. as saídas (também conhecie produtividade. A produtividade é a relação entre a quantidavocê tenha contato com algumas técnicas para re.

utilizando 150 funcionários. Dessa forma. pode-se falar da produtividade do capital.br . pelas funções de transformação.Eduardo Batman Júnior As entradas ou inputs são os insumos. Saiba mais “As estatísticas de renda per capita são usadas para se ter uma ideia grosseira do nível de vida dos habitantes de vários países e da produtividade industrial desses mesmos países. são do produzido por um dos fatores de produção”. da mão de obra e outros. As saídas ou outputs são os produtos manufaturados. produtividade é produzir mais e melhor. energia elétrica. Em 1950. As empresas calculam a sua produtividade de tempos em tempos para avaliar seu desempenho. os sistemas de produção são aqueles que têm por objetivo a fabricação de bens manufaturados. porque produz algum tipo de bem ou serviço. para verificar seu nível de competitividade. 20 Unisa | Educação a Distância | www. Portanto. a Comunidade Econômica Europeia (CEE) apresentou uma definição formal de produtiVamos examinar alguns exemplos de cálculo vidade como sendo “o quociente obtido pela divide produtividade. serviços prestados ou informações fornecidas.” (SANTIAGO. das matérias-primas. capital. que trabalharam em média 160 horas/mês. ou seja. Exemplo 1 Determinar a produtividade parcial da mão de obra de uma empresa que produziu 180. matéria-prima. entre outros fatores. Em outras palavras. 2010). informações e outros. o conjunto de todos os recursos necessários. como decisões e processos. tais como: mão de obra. consequentemente. Qualquer organização possui uma função produção.000 toneladas de cimento em um determinado ano. com mais valor. As funções de transformação ou função produção são entendidas como um conjunto de atividades que levam à transformação de um bem tangível em outro com maior utilidade e. Também comparam sua produtividade com a dos concorrentes. com foco no lucro e na competitividade. a prestação de serviços ou o fornecimento de informações. Eles são transformados em saídas ou outputs.unisa. em menos tempo e gastando menos.

Unisa | Educação a Distância | www. sabendo que a empresa gastou $500.000 H.000 toneladas/ano P = OUTPUT= 180.br 21 .hora/ano Ou 150 H x 160 h x 12 m = 288.000 unidades.00 com todos os insumos utilizados. em um período de 6 semanas produziu 480. que foram vendidas a $ 3. fabricante de lâmpadas. OUTPUT: 180.000.50/unidade.h m ano ano Em que cortamos mês (m) com mês (m) e sobra H.h/ano como unidade.000 H.h Resposta: A produtividade é 0.h/ano Em que cortamos ano com ano e sobra t/H.Introdução à Engenharia Solução: A fórmula da produtividade é: P = OUTPUT/INPUT Para calcular o INPUT: INPUT: 150 Homens x 160 horas/mês x 12 meses/ano = 288.H. = 0.000 t/ano INPUT 288.000 Homens. que significa que cada homem trabalhando durante uma hora produz para a empresa 0. Exemplo 2 Outra empresa. Determine a produtividade total nesse período. em média.63 t/h.h como unidade.63 t/H.63 tonelada de cimento.unisa.

ou seja.00 OUTPUT: 480.00 Nesse caso.36 INPUT $500. cortamos cifrão com cifrão e temos unidade.36 vezes maior que o valor investido em todos os insumos.000. Determine as produtividades em 2006 e 2007 e sua variação.br 22 .000 toneladas P = OUTPUT = 840. Exemplo 3 Uma empresa fabricante de alimentos produziu.530 homens OUTPUT: 840. em 2006.000.00 unidade = $1.680.680.000. sua produção foi de 799. com o emprego de 6.000.000 toneladas com o emprego de 7. Em 2007.50/unidade = $1.000 toneladas.Eduardo Batman Júnior Solução: INPUT: $500. Solução: Em 2006: INPUT: 7.00 = 3. dessa forma: 3. que podemos transformar em porcentagem.unisa.000.36 x 100 = 336% Resposta: Podemos dizer que produtividade total é 3.790 colaboradores.530 colaboradores.36 (ou 336%) e entender que o valor faturado pela empresa é 3. um número puro.000 unidade x $ 3. 840.00 unidade P = OUTPUT = $1.530 H Unisa | Educação a Distância | www.000 t = 111.55 t/H INPUT 7.680.

790 homens OUTPUT: 799.000 t = 117.br 23 .790 H P (2006) = 111. Unisa | Educação a Distância | www.67 t/H Para calcularmos a variação da produtividade.67 t/H INPUT 6.unisa. utilizaremos a seguinte fórmula: Variação = rP = P depois P antes Onde: rP = 117.000 toneladas P = OUTPUT = 799.Introdução à Engenharia Em 2007: INPUT: 6.55 Resposta: A produtividade aumentou 5%.55 t/H P (2007) = 117.05 ou x 100 = 105% 111.67 = 1.

em uma área de 12. No ano seguinte. Um fabricante de molas.980. a produtividade de: a. b. 3. Quanto foi a porcentagem de aumento da produtividade dessa empresa? 2. 3. (Fundação Carlos Chagas – 2008 – METRÔ-SP – Analista Trainee) Nos anos de 2006 e de 2007.000. que trabalharam em média 9 horas por dia. durante 18 dias. Qual dos dois teve a maior produtividade da mão de obra? 24 Unisa | Educação a Distância | www.2 Atividades Propostas 1. em 2007.unisa.000m². d. 2006 é igual à de 2007. 2006 é 50% maior que a de 2007.000 molas utilizando 14.000 metros de arame. e. 2006 é maior que a de 2007.000 dúzias de laranja.Eduardo Batman Júnior 3. Qual dos dois teve a maior produtividade por área plantada? b. a empresa AlfaMetro obteve os seguintes resultados de produção: Analisando os dados da AlfaMetro. utilizando 28 funcionários. também produtor de laranjas. produziu 6. durante 24 dias.000 molas utilizando 14. fabricou 7. Pergunta-se: a. utilizando 34 funcionários. Seu vizinho.000 m². em uma área de 18. 2006 é 50% menor que a de 2007. que trabalharam em média 8 horas por dia. 2006 é menor que a de 2007. colheu 70.000 metros de arame. após melhorias no processo produtivo.000 dúzias. Um fazendeiro colheu 50. neste capítulo apresentamos algumas técnicas para a resolução de problemas envolvendo o conceito de produtividade. respectivamente.1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a).br .200.750. c.

convenção verbal. Neste capítulo nosso objetivo é sugerir boas práticas na construção destes. quem foi o responsável pelo levantamento dos dados. Dado desconhecido – Dado omitido X Dado inexistente Dicionário Convenção: acordo. ƒƒ O cabeçalho sempre deve ser delimitado por traços horizontais. ou seja. ƒƒ Se uma tabela precisar ser dividida em mais páginas. pois são ferramentas valiosas e muitos dados são apresentados dessa forma. podem constar as unidades de medida que serão utilizadas no corpo da tabela. alternadas ou com espaçamentos diferentes e alternados. pois o excesso pode desviar a atenção das comparações que realmente são importantes. ƒƒ Sempre que possível. Nele. ƒƒ Utilize somente as casas decimais necessárias. ƒƒ Todas as tabelas devem ter um título e este deve ser autoexplicativo. ƒƒ Se uma tabela tiver muitas linhas em seu corpo. por convenção temos: .. o cabeçalho deve ser repetido em todas as páginas. ƒƒ Toda tabela deve ter uma fonte. aquilo que está geralmente admitido ou tacitamente contratado. convenções sociais.unisa. Tabelas: ƒƒ As tabelas devem explicar um determinado evento. para facilitar a visualização.br 25 .. com o título apresentado apenas na primeira página. ordene os dados de colunas e/ou linhas de sua tabela de maneira crescente ou decrescente. Unisa | Educação a Distância | www. devem ter significado próprio.4 ConstrUção DE tABELAs E GrÁFICos Todo engenheiro deve saber construir e interpretar tabelas e gráficos. ƒƒ As células de uma tabela não devem ficar em branco. ƒƒ As tabelas devem ter totais de linhas e/ou colunas para que as comparações sejam facilitadas. estas devem estar em cores diferentes. contrato. ou seja. pacto. Na linguagem vulgar.

a escala cresce de baixo para cima e deve ser escrita à esquerda do eixo. devemos fazer uma indicação de “quebra” nos eixos para mostrar esse deslocamento. ƒƒ Todos os gráficos devem ter um título. a escala cresce da esquerda para direita e deve ser escrita embaixo do eixo. os gráficos devem explicar um determinado evento. acima ou abaixo do gráfico. ƒƒ Para cada tipo de evento.unisa. A escala deve ser iniciada em zero. ou seja. devem ter significado próprio. ƒƒ Quando o gráfico tem como base um eixo cartesiano. existe um tipo gráfico mais apropriado. para serem interpretados sem necessidade de explicações adicionais. e este deve ser autoexplicativo.br . Atenção Nunca exagere nas ilustrações que acompanham o gráfico para não o “poluir” visualmente. no eixo das ordenadas. devemos utilizar a mesma escala. exibido no seu rodapé. quando esta estiver deslocada. inclua uma legenda para facilitar o entendimento do gráfico. Preste muita atenção na escolha do gráfico. mas. devem estar inclusas as unidades de medida e podem ser utilizadas setas para indicar essa orientação. Para comparar as informações de dois os mais gráficos. dificultando o entendimento do que realmente importa. quem foi o responsável pelo levantamento dos dados. Em ambos. ƒƒ Todo gráfico deve ter uma fonte. no eixo das abscissas (x). Vamos ver agora os principais tipos de gráficos: 26 Unisa | Educação a Distância | www. ƒƒ As escalas dos eixos são muito importantes para não distorcer as informações que se pretende transmitir.Eduardo Batman Júnior Exemplo de tabela: Gráficos: ƒƒ Assim como as tabelas. Também devem ter escala. ƒƒ Sempre que necessário. ou seja.

mas. as categorias são organizadas na horizontal e os valores são distribuídos na vertical. Gráfico de colunas ou barras: deve ser utilizado para demonstrar as alterações de dados em um período de tempo ou representar comparações entre dados. ao invés de colunas (verticais). estes melhor representam comparações entre dados individuais. No gráfico de colunas. Exemplo de gráfico de colunas: Fonte: Fictícia Unisa | Educação a Distância | www. temos barras (horizontais). para enfatizar as variações ao longo do tempo. Gráfico de linhas: deve ser utilizado para mostrar evolução ou tendências nos dados no mesmo intervalo de tempo.unisa. Exemplo de gráfico de linhas: Fonte: Fictícia 2.Introdução à Engenharia 1.br 27 . Os gráficos de barras são semelhantes.

esse gráfico serve para mostrar o tamanho proporcional de itens que constituem uma série de dados e é muito útil quando você deseja dar ênfase a um dado em relação aos outros.unisa. por sua forma característica.br . Exemplo de gráfico circular: Fonte: Fictícia 28 Unisa | Educação a Distância | www.Eduardo Batman Júnior Exemplo de gráfico de barras: Fonte: CETESB 3. Gráfico circular: também chamado gráfico de pizza.

770 VENDA 8. 4.342 61. Quando devemos utilizar um gráfico de linhas? 2.770 52.254 Unisa | Educação a Distância | www. dando o significado correto do que está sendo representado.170 69.590 9.br 29 .Introdução à Engenharia 4.1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a). Quando devemos utilizar um gráfico circular? 4.2 Atividades Propostas 1.850 7.560 76. neste capítulo.unisa. Quando devemos utilizar um gráfico de colunas ou barras? 3.420 6.342 61.170 69. mostramos alguns exemplos de tabelas e gráficos que o engenheiro deve saber construir e interpretar.560 DEVOLUÇÃO 30 22 18 44 TOTAL 76. Quais os elementos faltantes na tabela a seguir? MÊS JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL ESTOQUE 84.

conforme a Figura 2. iremos apresentar alguns conceitos de desenvolvimento de projetos. que será tratado em outras disciplinas do curso. ƒƒ implementação: execução do plano. De acordo com Holtzapple e Reece (2006). é o que move a engenharia. Unisa | Educação a Distância | www. para satisfazer alguma necessidade humana. Neste capítulo. Essa transformação do imaginário em real. técnicas de engenharia e economia para quantificar o desempenho das várias opções. ƒƒ análise: uso de matemática. o método de projeto de engenharia contém os seguintes elementos: ƒƒ síntese: combinação de vários elementos em um todo integrado.unisa. transformar uma ideia em algo tangível depende de um projeto. Este método pode deve ser desdobrado em fases.br 31 . mas nosso objetivo é instigar os(as) alunos(as) ao estudo de projetos. sem a menor pretensão de esgotar o assunto. ƒƒ comunicação: apresentações escritas e orais.5 ConCEIto DE DEsEnVoLVIMEnto DE proJEtos Caro(a) aluno(a).

de viabilidade de produção. podemos abranger com mais recursos todas as variáveis do projeto. pode usar muitas técnicas. qualidade. 32 Unisa | Educação a Distância | www. eliminar necessidades etc. pois sempre existe uma maneira melhor. de tempo (ou prazo). segurança. para isso. trocar funções. O tamanho da equipe deve ser proporcional ao tamanho e complexidade do projeto. 84). mas o engenheiro deve definir o problema. pois. desempenho. como identificar os parâmetros críticos. entre muitos outros critérios. manutenção. ou mais viável. de pessoas.. separar funções. para satisfazer uma necessidade. custo. Quanto aos critérios de sucesso. Fonte: Holtzapple e Reece (2006. podemos citar a estética (ou design). ƒƒ Fase 1: a identificação da necessidade pode ser realizada por qualquer pessoa. p. com pessoas das mais variadas áreas.Eduardo Batman Júnior Figura 2 – Método de projeto de engenharia. entre outros fatores. Atenção Fase 4: buscar soluções significa que o engenheiro deve sempre pensar na melhor solução para o problema apresentado e.br . Essas limitações podem ser de orçamento. dessa forma. ƒƒ Fase 3: os projetos sempre apresentam limitações. utilizar analogias. ƒƒ Fase 2: a montagem da equipe de projeto deve ser multidisciplinar. de legislação.unisa.

comunicação e implementação. colaboradores devem ser treinados e o projeto executado. que. deverá ser documentado e comunicado à gerência. obtendo sucesso. A solução escolhicom outra. neste capítulo. Um projeto é constituído das seguintes etapas: síntese. ƒƒ Fase 8: depois de documentadas. Cite três limitações e três critérios de sucesso de um projeto. de gostos.1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a). análise. para finalmente ser encaminhado para a realização de um projeto detalhado. Se produto atender às especificações do projeto. ƒƒ Fase 9: normalmente. este deve ser encontrado e corrigido. nessa fase. ele deverá ser testado e submetido a avaliações. Qual o objetivo do protótipo? 3. Se tudo funcionar bem. Qual a vantagem de uma equipe multidisciplinar trabalhando em um projeto? 2. 5. Depois. as soluções devem ser levadas ao conhecimento da gerência para que seja novamente discutido o assunto e aprovado para a realização do projeto detalhado. ƒƒ Fase 7: nessa etapa. os engenheiros devem documentar as soluções escolhidas. fornecedores deverão ser desenvolvidos. analogia de formas.br 33 . essa proposta deve ser transformada em um projeto preliminar.2 Atividades Propostas 1. semelhança de uma coisa da viabilidade econômica. ƒƒ Fase 6: a escolha da melhor solução também deve ser realizada de acordo com a viabilidade econômica e deve ser aprovada em um projeto preliminar. de acordo com as expectativas. Caso haja algum problema com a produção. Unisa | Educação a Distância | www.unisa. o trabalho estará terminado. uma linha de produção deverá ser montada. um protótipo deverá ser construído a partir dos documentos produzidos. de acordo com a viabilidade econômica e o projeto preliminar. apresentamos o conceito de desenvolvimento de projetos. da deverá ser economicamente viável. ƒƒ Fase 10: depois que o primeiro produto sair da linha de produção. 5.Introdução à Engenharia ƒƒ Fase 5: a análise de cada solução em potencial Dicionário deve ser realizada primeiramente no âmbito Analogia: relação.

as apresentações orais se dividem em: ƒƒ introdução: é aqui que você cativa ou não a sua audiência. pratique. resumos. pesquisa: revistas técnicas. 3. Segundo Holtzapple e Reece (2006). ƒƒ recursos visuais: busque a simplicidade sempre. treine. mapas e slides. desenhos etc. estatísticas. pernas bambas. seleção do tema: que pode ser livre ou direcionado. anais de conferências. catálogos de bibliotecas. gastrite. ƒƒ ansiedade de falar em público: suor. além da memória e raciocínio. a capacidade de se expressar com clareza em suas ideias e soluções para os problemas. mas outras formas são: oral. Para que o profissional seja completo. maquetes. tabelas. Exemplos: mapas. todas elas têm o seu uso. entre outras coisas. fique bem preparado. explicar ao chefe os resultados de uma determinada análise. relatórios governamentais. A forma mais importante de comunicação é a escrita. é preciso que saiba utilizar. o engenheiro deve levar em conta três passos: 1.br 35 .6 CoMUnICAção Somente as técnicas básicas adquiridas no curso de engenharia não são suficientes para ser um excelente profissional. patentes etc. Dicionário Modelos icônicos: são representações em escala reduzida. conectando os ouvintes ao seu mundo. aumento dos batimentos cardíacos e da respiração são sinais típicos da ansiedade pré-apresentação. ƒƒ corpo: é o coração da apresentação. organização: conhecer sua audiência e planejar o que irá apresentar. livros.unisa. Para escrever ou se preparar para uma apresentação oral. 2. embora alguns estudantes coloquem em segundo plano a importância da comunicação escrita e falada na engenharia. Unisa | Educação a Distância | www. esquemas. Use capítulos para que o público se situe quando você mudar os tópicos. plantas. gráficos. Para dominar esses sintomas. Atenção Desenvolver bem o trabalho e se comunicar com eficácia em sua área de atuação é um objetivo a ser alcançado pelo engenheiro que pretende ser bem-sucedido. Pense em qual mensagem você quer deixar para o público. Os mais usados são quadros de palavras. gráfica ou através de modelos icônicos. ƒƒ conclusão: você deve fechar a apresentação com pontos importantes. internet. artigos. Como engenheiro(a). Na engenharia. fotografias. com muita semelhança e clareza. do sistema real. você precisará fazer propostas a clientes..

o desenho é outro instruprecisa.Eduardo Batman Júnior A linguagem técnica deve ser clara e objetiva. Eis algumas dicas de Holtzapple e Reece (2006): ƒƒ evite frases fragmentadas e muito longas. pois permite visualizar escrita exige editoração. para usarmos uma terminologia adecom a voz alta e confiante. Ao usarmos essa linguagem. O engenheiro precisa escrever de forma Para o engenheiro. com duplo sentido. 36 Unisa | Educação a Distância | www. ƒƒ evite linguagem informal. Segundo Bazzo e Pereira (2008) um texto técarrumado para mostrar respeito pela nico deve ser: audiência e seja otimista. ƒƒ elimine redundâncias.executar a visão espacial. elaborar relatórios técnicos para clientes ou diretores. A boa mento de muita utilidade. prefira frases com poucas palavras. não se distraia com seu reló. pomposa. preparar memoranpróprio trabalho. ƒƒ estilo: olhe nos olhos do seu público. fale público-alvo. para que o corpo esteja bem sem dar margem a outras interpretações.br . clara e fácil de entender. Expedir pedidos ou ordens ƒƒ modesto e cortês: sem engrandecer o aos funcionários da empresa. co-alvo) aquele texto. ƒƒ use menos preposições. ƒƒ evite linguagem muito rebuscada. balho do engenheiro. ou seja. redigir cartas comerciais ou propostas ƒƒ claro: preciso. Ler com frequência e consultar gio. e se entregue ao público. e escrever artigos em revistas técnicas são alguns exemplos. se exercite horas antes.unisa. dos. anel ou moedas no bolso. Permita-se cometer erros. Esteja bem dicionários enriquece o vocabulário técnico. nada de improvisação e os sistemas espacialmente. ƒƒ evite infinitivos modificados por advérbios. A comunicação escrita é essencial ao traƒƒ objetivo: sem ressalvas. ƒƒ use referências claras e pronomes. ƒƒ impessoal: redigido na terceira pessoa. breve. ƒƒ evite a linguagem burocrática. não se fixe quada para que o público seja atingido sem ruído nos slides. ele é capaz de sempre se colocar no lugar de quem irá ler (públi. temos que levar em conta o relaxado. ƒƒ evite palavras vagas. pois o objetivo maior é expressar e não impressionar. ƒƒ prefira voz ativa.na comunicação.

utilizando sua memória e o raciocínio para escrever e desenhar. focamos a importância do engenheiro em se comunicar de forma clara. precisa.unisa. esse profissional precisará elaborar e enviar propostas a clientes.Introdução à Engenharia 6. pois. apresentar relatórios técnicos aos superiores e subordinados. qual a importância da comunicação no dia a dia de um engenheiro? 2. conduzir reuniões. em sua atividade diária. com frequência. Como deve ser um texto técnico? Unisa | Educação a Distância | www. de textos gerais e específicos de sua área profissional.br 37 .1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a). Escrever bem é muito importante.2 Atividades Propostas 1. 6. neste capítulo. Em sua opinião. Expressar-se bem depende também de leitura.

te bem compartimentada. mas nentes. cas quantitativas. Normalmente. ƒƒ pergunta por que: é curioso em relação uma grande dose de criatividade. do. para isso. Justamente por isso. fluxos. a solução pode ção dos dois outros tipos. múltiplos e. formação é armazenada em vários locais. Segundo Holtzapple e Reece (2006). é inato do para melhorar o projeto que está sendo ser humano e precisa ser estimulado e desenvolviproduzido. a criatiƒƒ nunca está satisfeito: fará o que puder vidade é um talento que não é ensinado. há maior probabilidade de enpoderá comunicar relações espaciais. Quem faz analogias armazena as E qual a origem da criatividade? Holtzapple e informações em locais múltiplos. Para o pensador criativo. com links úteis e facilidade de resolução rápida e eficaz do problema. para satisfazer as necessidades humanas. usando. Números e processos desentrutura. quando a informação é neƒƒ habilidade para desenho: dessa forma. Os fatos podem ser armazenados volvem o subconsciente para um modeem locais múltiplos. limitadas pelas leis da física e da economia. muitas vezes ƒƒ persistência: um engenheiro de sucesso o engenheiro precisa inovar. Os fatos são ƒƒ desenvolve entendimentos qualitativos armazenados em locais únicos e recupee quantitativos: o engenheiro deve derados com facilidade quando necessásenvolver não apenas aptidões analítirios. ordens de preparação. Reece (2006) classificam as pessoas em: ƒƒ generaliza: para que o sucesso de um projeto seja aproveitado em outras situƒƒ pensadores organizados: têm uma menações. ao mundo e à solução de problemas. Uma mente aparecer em um novo arranjo de compocriativa é organizada e estruturada. a criatividade também deve ƒƒ aprende com erros e acidentes: muitas ser estimulada tonificando os “músculos de síntedescobertas foram feitas por acidente.7 CrIAtIVIDADE Quais são as características de um engenheiO engenheiro é um profissional que precisa ser criativo. pois muitos imaginam que este se uti. rado. girando ou duplicando.unisa. o engenheiro deve ter grande ƒƒ faz analogias: as analogias aumentam as criatividade. mas. dicontrá-la. mas de difícil reculo qualitativo. de maneira muito mais eficaz. sem ignorar algumas restrições peculiares à engenheiro deve ser sensível ao inespefunção. a inmensões. peração quando necessários. cessária. mas também aptidões ƒƒ pensadores desorganizados: não têm esqualitativas. Unisa | Educação a Distância | www. O se”.br 39 . chances de encontrar a solução de problemas. ƒƒ habilidade de visualização: muitas soluções envolvem visualização tridimenƒƒ pensadores criativos: são uma combinasional. Para o engenheiro. liza apenas de técnicas prontas para a resolução de são elas: problemas ou elaboração de projetos.ro criativo? Conforme Holtzapple e Reece (2006). com boa a informação é armazenada em locais aptidão espacial. não desanima.

que surpreende. Manter a perseverança e a liberdade de pensar faz com que estimulemos a criatividade e saiamos da mesmice profissional. ƒƒ interesses amplos: é preciso ter equilíbrio entre as necessidades intelectuais. sem ficar restrito a uma única habilitação. a experiência e o bom-senso são vitais para a atuação do engenheiro. que inova. Anotar ideias é um bom hábito para o processo criativo. Registrar faz com que as ideias não se percam nem sejam esquecidas ou se transfor- mem em traços vagos. físicas e emocionais. ƒƒ visão da ideia. Além da criatividade. um engenheiro criativo. ƒƒ possui uma “caixa de ferramentas” de engenharia: o engenheiro precisa de uma grande “caixa” para armazenar todas as ferramentas adquiridas com sua experiência. Por que os engenheiros devem desenvolver a criatividade? 2. 7. pois.1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a). as etapas do processo criativo são: ƒƒ preparação. ƒƒ afastamento do problema. Problemas difíceis precisam de informações especializadas. realmente se destaca em sua atuação: “pense fora da caixa!”. ƒƒ esforço concentrado. Fique atento(a) às suas soluções. Atenção Sintetizar ideias e concatenar combinações são atividades dos criativos e o engenheiro deve desenvolver a criatividade para potencializar a quantidade e qualidade de soluções. assim.2 Atividades Propostas 1. A capacidade de síntese também deve ser estimulada e desenvolvida. ƒƒ revisão das soluções. Cite três características de um engenheiro criativo. que nem sempre estão disponíveis. ƒƒ informação especializada: problemas fáceis podem ser resolvidos com informações largamente difundidas.unisa.Eduardo Batman Júnior ƒƒ pensamento sem fronteiras: é pensar na engenharia em geral. de maneira generalista. exercitando sempre a imaginação. A criatividade é uma capacidade inerente ao ser humano e todos podem desenvolver esse potencial.br . Dica: tenha o hábito de anotar ideias! 7. Conforme Bazzo e Pereira (2008). 40 Unisa | Educação a Distância | www. a imaginação é exercitada. ƒƒ trabalha com a natureza: a natureza poderá guiar o engenheiro até a solução de um problema. combinando conhecimentos de todas as especialidades.

portadas de países mais desenvolvidos para gesƒƒ proximidade. os engenheiros tiveram um aumento considerável de atividades. ƒƒ buscar reduzir os defeitos a zero. como. Devemos identificar claramente o problema e entender que sempre podemos melhorar algo. devemos primeiramente entendê-lo e. O 5W1H é um tipo de lista de verificação utilizada para informar e assegurar o cumprimento de um conjunto de planos de ação.br 41 . século passado. Vamos começar com o conceito de processo: em uma empresa industrial. o que os torna um profissional muito Estágio 1 mais completo e desejado pelo mercado.unisa. com um grau determinado de transformação. Chamamos esse procedimento otimização: busca da melhor condição para a solução de situações que envolvam custos. que situação desagradável o problema causa. recorremos a representações gráficas e modelos conceituais. é constituído de diversas operações. através de padronização. consumo ou tempo. entendemos como processo o percurso realizado por um material desde que entra na empresa até que dela sai. As coisas objeto de análise devem ser relacionadas em quatro categorias: Unisa | Educação a Distância | www. ƒƒ identificar as causas dos problemas. da forma como é sentido naquele momento particular: como afeta o processo. Agora vamos ver o conceito de operação: é o trabalho desenvolvido sobre o material por homens ou máquinas em um determinado tempo. a melhoria dos processos industriais se compõe de quatro estágios e um estágio preliminar. normalmente. Segundo Martins e Laugeni (2005). o 5W1H. como afeta as pessoas. devemos: ƒƒ observar as máquinas e equipamentos e tentar descobrir problemas. descrevendo-o por escrito. Estágio 2 Para conseguir uma melhoria num processo.8 otIMIZAção ƒƒ causa e efeito. Sabemos que houve uma mudança muito grande nas atribuições dos engenheiros desde o ƒƒ oposição. De aplicador de tecnologias imƒƒ similaridade. o engenheiro precisa estar focado sempre no aumento do rendimento de sistemas e de sua produtividade. tores de departamentos e até de empresas. diagnosticar um problema e planejar soluções. Essa técnica consiste em equacionar o problema. Atenção Para que tenha sucesso na administração de empreendimentos. Vamos rever os conceitos de processos e operações e entender como podemos melhorar processos industriais. Um processo. para isso. é importante ver as coisas sob todos os aspectos e ter uma nova maneira de pensar. No estágio preliminar. ƒƒ examinar as operações comuns a produtos diferentes e procurar reduzir custos. Na área industrial. por exemplo. mesmo que isso pareça impossível.

pois causam inibições e desvios dos objetivos. ƒƒ HOW: Como deverá ser realizada cada tarefa/etapa (método). No processo. 4. 2.unisa. ƒƒ WHY: Por que deve ser executada a tarefa (justificativa). as ideias originais devem ser preservadas. juntamente ao brainstorimaginação. um dos mais negligenciados. ƒƒ mudar e combinar: é permitido que alguém apresente uma ideia que seja uma modificação ou combinação de outras ideias já apresentadas. utilizar o método das “12 perguntas instigato prazo. colocando-a a serviço de seus objetivos. para que seja entendido claramente. ƒƒ WHEN: Quando cada uma das tarefas deverá ser executada (tempo). melhor. abordagens a serem usadas ou ações a 1. é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa do indivíduo. ƒƒ liberdade total: nenhuma ideia é ruim o bastante para ser desprezada.Eduardo Batman Júnior ƒƒ WHAT: O que será feito (etapas). conceitos e soluções para qualquer assunto ou tópico num ambiente livre de críticas e de restrições à Podemos também. ƒƒ quantidade é importante: quanto mais ideias.br . O brainstorming. ƒƒ WHERE: Onde cada etapa será executada (local). possíveis causas de um problema. É uma ferramenta para geração de novas ideias. ƒƒ igualdade de oportunidade: todos devem ter chance de apresentar suas ideias. Isso é normal ou excepcional? Brainstorming: a tradução do inglês é algo como “tempestade cerebral”. Pode ser que ela sirva de inspiração para outras ideias excelentes. Pode ser eliminado? serem tomadas. A clara definição do problema é um dos pontos mais importantes e. Regras do brainstorming que devem ser seguidas: ƒƒ não julgar: são proibidos os debates e as críticas às ideias apresentadas. o que é sempre fixo e o que é variável? 42 Unisa | Educação a Distância | www. Exemplo do 5W1H: WHAT O que Limpar as cabeças de impressão HOW Como Seguindo as operações do manual WHY Por que Para melhorar a qualidade de impressão WHERE Onde No painel de controle WHEN Quando A cada 2 semanas WHO Quem João Estágio 3 Planejamento das melhorias. frequentemente. Uma das maneiras mais eficazes para a geração de ideias é o método do brainstorming. ƒƒ WHO: Quem realizará as tarefas (responsabilidade). mais que uma técnica de dinâmica de grupo. Pode ser feito inversamente? Dicionário 3. uma grande quantidade de ideias sobre doras”. proposto por Martins e Laugeni (2005): um assunto a ser resolvido. Devem ser realizadas as seguintes tarefas: ƒƒ envolvimento no problema. É útil quando se deseja gerar. Contudo. ƒƒ geração de ideias para resolvê-lo. em curming.

e paralelo? o tempo gasto em cada uma delas. obteve grandes resultados. determinou que a disponibilidade das matérias-primas ‘nobres’ – como níquel. As operações podem ser realizadas em qual estão demonstradas as atividades.gam. pois além de conseguir redução de custos. Fonte: Martins e Laugeni (2005.unisa. Há diferenças ou características comuns tempo e concentrar-se nas atividades que agrea peças e operações? gam valor. Saiba mais A Análise do Valor teve origem durante a 2ª Guerra Mundial. A atividade que agrega valor é aquela que rações em uma só? adiciona algo no produto que o cliente valoriza e 8. ficasse reservada exclusivamente para uso da indústria de material bélico ou de interesse militar. ferramentas e se dispõe a pagar. notou melhorias tanto na qualidade como no desempenho dos produtos analisados. Miles. A escala do projeto modifica variáveis? as atividades que agregam valor das que não agre7. em geral sentisse a necessidade de encontrar materiais alternativos para mantê-la em funcionamento. 2011). Há backup de dispositivos. O objetivo da 10. temos uma carta AV/NAV. Isto fez com que a indústria. Pode-se mudar a sequência das operaempresa é verificar a possibilidade de extinguir as ções? atividades que não agregam valor ou diminuir seu 11. na 9. Terminada a guerra. Lawrence D.br 43 . como resultado da aplicação de conceitos desenvolvidos por Lawrence D. separadas nas que agregam e nas que não agregam valor. aplicando o seu raciocínio lógico e os conceitos por ele desenvolvidos. com o intuito de substituir as soluções tradicionais por outras mais econômicas. É possível aumento e redução nas variáveis do processo? 12. (ABEAV. p. 99). cromo e platina. o Governo dos Estados Unidos. Há movimentos ou deslocamentos em vazio? Figura 3 – Carta AV/NAV. Unisa | Educação a Distância | www. meios de armazenamento de materiais? Na Figura 3. Miles estende a aplicação destes conceitos para a concepção de um produto. era engenheiro do Departamento de Compras da General Eletric Co. no qual se separa 6. Podem-se combinar duas ou mais ope.Introdução à Engenharia Também pode ser utilizado um modelo de registro de atividades que Agregam Valor (AV) e que Não Agregam Valor (NAV). Durante a guerra. 5. Miles que na época.

sem que haja interferência. transporte ou armazenamento. tais como: ƒƒ prevenir possíveis problemas. ou seja. caso tenha ocorrido. criatividade e intuição para que ele aperfeiçoe uma situação problema. retorna a melhor condição. Os modelos homeostáticos (que mantêm algumas de suas variáveis dentro de limites especificados) são exemplos de modelos otimizantes. ƒƒ impedir que o problema se alastre.Eduardo Batman Júnior Estágio 4 Implementação das melhorias. As simulações matemáticas são exemplos desse método. de acordo com Bazzo e Pereira (2008). ƒƒ resistência: aumentar significa conseguir maior eficiência. Fonte: Bazzo e Pereira (2008). Não é eliminada a causa. segundo Bazzo e Pereira (2008).br . Para finalizar. Devemos entender o cenário e tomar diferentes ações para que a implantação dê resultado. com a utilização de menos material. consegue-se resistir a um mesmo nível de carga. os métodos de otimização se dividem em: 44 Unisa | Educação a Distância | www. eliminando as causas do problema em potencial. Serão exigidas do engenheiro muita arte. ƒƒ rendimento e melhoria: significam diminuição de perdas ou aumento de produção. pois. mas procura-se eliminar os danos decorrentes. Segundo Bazzo e Pereira (2008). ƒƒ remover os efeitos gerados pelo problema ocorrido. A geladeira é um sistema homeostático. pois as pessoas apresentam resistência. a Figura 4 ilustra o conceito de otimização. Toda mudança organizacional tende a causar problemas. ƒƒ modelo entrada-saída: as variáveis do sistema são substituídas por valores numéricos apropriados (entradas) e é determinado o valor de uma variável que é dependente das demais (saídas). Quando ao ser alimentado com parâmetros de entrada e executados os procedimentos operacionais adequados. de produção. pois o termostato regula automaticamente a temperatura interna entre o máximo e o mínimo desejado. Figura 4 – Otimização.unisa. Ainda de acordo com Bazzo e Pereira (2008) podemos identificar dois modelos de otimização: ƒƒ modelo otimizante: permite a determinação direta da condição ótima. as principais variáveis encontradas serão sempre: ƒƒ peso: deve ser reduzido para diminuir custos.

O advento dos computadores contribuiu muito para o desenvolvimento e aplicação desse método. o consumo e o tempo sejam os menores possíveis. Cite quatro atividades que não agregam valor em uma produção industrial. ƒƒ por intuição: habilidades para boas soluções sem uma justificativa com base científica. cálculo diferencial etc. Unisa | Educação a Distância | www. que é inerente ao processo do projeto.unisa. por exemplo.2 Atividades Propostas 1. ele deve dominar com excelência a otimização dos processos. programação geométrica. ocorreu em decorrência da evolução da tecnologia dessa indústria. neste capítulo. Entre os tipos de otimização que utilizam a matemática. programação dinâmica. somente intuitiva. ƒƒ técnica gráfica: utiliza-se de esquemas e desenhos.Introdução à Engenharia ƒƒ por evolução: a melhoria nos processos de industrialização de alimentos.1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a). que auxiliam na definição de proporções e formas. ƒƒ por tentativa: iniciada com esboço preliminar da solução e. vimos que o engenheiro precisa ser um profissional completo e diferenciado no mercado.br 45 . Qual a diferença entre processo e operação? 2. ƒƒ método analítico: baseado na teoria matemática da otimização. 8. a fim de que os custos. estão: programação linear e não linear. 8. através de tentativas. Para isso. chega-se à melhor solução.

o uso do meio ambiente para a produção de mercadorias ocorre. e surgiu no Relatório Brundutos. criado pela Comissão Mundial sobre Meio não geração.br 47 . para o completo entendimento do capítulo. a grande maioria desses recursos não é renovável. Como abordaremos o meio ambiente como cenário. para isso. ciliar dois objetivos: o desenvolvimento da economia e a conservação do meio ambiente. a pujança de nossa indústria foi caracterizada por chaminés soltando grande quantidade de fumaça preta no ar. (2008). de forma a utilizar. ambiental esgota os recursos para o futuro. por meio da exploração dos recursos naturais. É nesse contexto que as técnicas de Produção Mais Limpa (P+L) surgem para aumentar a eficiência nos processos das empresas.P+L. com benefícios ambientais e zação das Nações Unidas (ONU) para discutir e coneconômicos para os processos produtivos. 2010) é suprir as necessidades da geração atual. a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas. mas não esgotar. sobretudo. ao dar-lhes tratamento. eles são limitados em nosso planeta. água e energia. Podemos encontrar muitas definições de Outra definição importante e muito difundida é a de desenvolvimento sustentável.9 ConsCIÊnCIA AMBIEntAL E sUstEntABILIDADE Caro(a) aluno(a). voltemos ao Dicionário Aurélio: “meio ambiente é o conjunto de condições e influências naturais que cercam um ser vivo ou uma comunidade e que agem sobre eles. algumas definições se fazem necessárias. entre muitas.” (FERREIRA. Desenvol. Entretanto. ou seja. maior era a capacidade produtiva da empresa e maior o seu poder. O controle corretivo ou as técnicas de fim de tubo para tratar os resíduos industriais já não são sufiUnisa | Educação a Distância | www. o Fim de Tubo só é válido para tratar aqueles resíduos que não puderam ser evitados no processo. seus recursos. De acordo com Batalha et al. criada pela Organiresíduos gerados. mas a elaborada pela United Nations Indusvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de trial Development Organization (UNIDO. 2000). através da dtland. é o desenvolvimento que não tínua de uma estratégia econômica. este deve ser o primeiro a ser conceituado e. Quanto mais fumaça. Portanto. Vem daí a preocupação com a conservação do meio ambiente.unisa. fazendo com que estas gerem menos resíduos. Essa é a principal e tecnológica integrada aos processos e prodefinição. Dicionário Técnicas de fim de tubo: são ações que apenas ajudam a diminuir o impacto ambiental de determinados resíduos. Durante muitos anos. sendo considerado uma alternativa de remediação (FIESP. minimização ou reciclagem de Ambiente e Desenvolvimento. garantin. 2010).bem completa: do a capacidade de atender às necessidades das Produção Mais Limpa significa a aplicação confuturas gerações. O tempo passou e as mudanças climáticas trouxeram consigo o alerta de que o caminho da humanidade estava errado. cientes para diminuir a agressão ao meio ambiente quando pensamos no conceito de sustentabilidade.

Os benefícios da P+L (FIESP. Nosso planeta clama pela utilização racional de seus recursos e as gerações futuras dependem de como estamos administrando o mundo atualmente. Podemos observar. Figura 5 – Modelo de desenvolvimento. o modelo de desenvolvimento escolhido pelos seres humanos até os dias de hoje. um engenheiro que não tenha consciência ambiental e que não se preocupe com a sustentabilidade em seus projetos. 48 Unisa | Educação a Distância | www. ƒƒ redução de riscos. ƒƒ diminuição do custo final. ƒƒ redução de resíduos e emissões. (2002). energia e água. ƒƒ reciclagem de resíduos. Ecodesign (projeto para o meio ambiente) ou Design Ambiental. promovendo a utilização de materiais alternativos. ƒƒ uso de material reciclável para novos produtos. remete ao conceito de avaliar o efeito que um produto tem sobre o meio ambiente em todos os estágios do seu ciclo de vida. na Figura 5. e planejando o desenvolvimento. Atenção É impossível imaginar.br . para que seu trabalho seja eficaz. Todo engenheiro de produção deve preocupar-se com o meio ambiente quando desenvolve um projeto e todo engenheiro ambiental deve conhecer os processos produtivos. 2010) são: Para a produção: ƒƒ redução no consumo de matéria-prima. ƒƒ reuso de resíduos de processo. grandes geradores de resíduos. Para os produtos: ƒƒ redução de desperdícios (Ecodesign). a produção. Energia Fonte: Braga et al. o uso e o descarte (ou pós-uso). procurando minimizar o impacto causado pela produção sobre o meio ambiente.unisa.Eduardo Batman Júnior Saiba mais Esse tipo de projeto deve ser o alvo de todo engenheiro. Outra palavra que surgiu recentemente. menos tóxicos e mais abundantes ou reciclados. nos dias de hoje.

e fica ainda o desafio em desenvolver outras. caminhando para que os impactos negativos ao meio ambiente para o colapso do planeta? sejam minimizados. ou seja. ver resíduos para evitar a deterioração da com o crescimento populacional. a degradação do meio ambiente e a poluição.Introdução à Engenharia A engenharia tem muita responsabilidade Eis algumas premissas que precisam ser consideradas para que haja sobrevivência no planeta.de. Contudo. ƒƒ controle da poluição. (2002). grandes centros urbanos. populacional é incompatível com a finitude do amcomo a de utilizar tecnologias de produção mais biente.br 49 . O que é mais preocupante é o desenvolviA partir disso. incentivando sua equipe e empresa a gerarem menos resíduos e reutilizarem materiais extraídos do meio ambiente. Em sua opinião.2 Atividades Propostas 1. 9. pois ela colocou à disposição das pessoas tecnologias de geração de ƒƒ suprimento de energia e matéria (que é energia. aumentaram muito nos últimos anos. saneamento. Segundo Braga et al.1 Resumo do Capítulo Prezado(a) aluno(a). ƒƒ capacidade de reciclar matéria e absor. O engenheiro deve se preocupar com as técnicas de P+L. a engenharia precisou criar mento da sociedade humana. reciclar a matéria. Estaremos. ƒƒ controle do crescimento populacional (estabilização da população). responsável e sustentável tar o desperdício).unisa. 9. então. como um engenheiro pode contribuir para a sustentabilidade? Unisa | Educação a Distância | www. sobre esse novo panorama. pois o meio ambiente é o cenário no qual se desenvolvem os projetos e sabemos que os recursos naturais são finitos.consciência ecológica. Qual a diferença entre as técnicas de fim de tubo e a P+L? 2. para as próximas gerações. pois o crescimento práticas para combater a degradação ambiental. focamos que o engenheiro deve ter desenvolvida a consciência ambiental e sustentável. dos recursos naturais e da capacidade de limpa. e proporcionar o desenvolvimento diário de uma ƒƒ uso racional da energia e da matéria (evi. favorecer a reciclagem e o reuso dos materiais para a restauração do meio ambiente ƒƒ dependência de energia do Sol. transportes. saúde e conforto para o ser humano. benefícios para que houvesse longevidafinito e conhecido). neste capítulo. construção civil. principalmente nos qualidade de vida. o modelo de deA chave para o sucesso é racionalizar o consenvolvimento sustentável tem a seguinte base: sumo de recursos.

Esses atributos vão muito além da parte técnica. para que o conteúdo seja fixado e o aproveitamento seja satisfatório. Unisa | Educação a Distância | www. são diferenciais para os egressos que terão a responsabilidade de conduzir o crescimento sustentável do Brasil.10 ConsIDErAçÕEs FInAIs Para que um engenheiro tenha sucesso na profissão escolhida. otimizando todos os processos. produtivos ou administrativos. da empresa. o caminho nem sempre é fácil. sem desconsiderar os princípios éticos. O aluno deve ter o estudo como hábito. mas o destino é recompensador. A estrada é longa. mas devem ser acrescentados a ela. o estudo tem de ser um ato contínuo. que devem ser desenvolvidos durante todo o curso de graduação. não podemos esquecer o principal: estudar! Cabe a todo estudante de engenharia dedicar-se muito aos estudos. e o desenvolvimento de projetos levando em conta a maior produtividade através da produção mais limpa.br 51 . ele precisa de muitos atributos. o uso correto e eficiente da comunicação. O conhecimento das ferramentas da engenharia e de sua aplicação é fundamental para uma formação sólida. mas a criatividade na solução de problemas. Não adianta deixar para estudar na véspera da prova. Para conseguirmos isso. que não pode ser deixada de lado nunca. reservando algumas horas todos os dias para ler e fazer exercícios.unisa.

ƒƒ identificar. portanto. 1 t = 1000 kg. o ampère. 2. Portanto.8 hectares. econômica e política. Capítulo 2 1. 5.415 t. 2 h = 7200 s. o kelvin. um kg é o mesmo que mil gramas.br 53 . o quilograma. ƒƒ projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados. 5. portanto.48 unidades/m ou 0. Por exemplo. tecnológicos e instrumentais. 12 min = 720 min.750. Podemos citar as seguintes. 415 kg = 0.000 unidades = 0. Finalmente. 4. formular e resolver problemas. envolvendo questões que incluam as dimensões humana e social. 78. Os cursos universitários vêm discutindo um novo modelo que possibilite uma formação mais ampliada do engenheiro. Capítulo 3 1. O metro.unisa. matemáticos.000 m² têm 7. 2h12min = 7920s.000 m 2008: Unisa | Educação a Distância | www. 2. 3. Quilo é um prefixo que significa mil. portanto. 2007: P = OUTPUT = 6. 1 min = 60 s.000. 1 h = 3600 s. o mol e a candela.48 molas/metro de arame INPUT 14. o segundo. 1 ha = 10 000 m². entre outras: ƒƒ aplicar conhecimentos científicos.rEspostAs CoMEntADAs DAs AtIVIDADEs propostAs Capítulo 1 1.

000 unidades = 0.200. 2006: P = OUTPUT = 10.56 molas/metro de arame INPUT 14.0000 dúzias de laranja = 4.unisa.980.032 Hh 54 Unisa | Educação a Distância | www.000 m² Vizinho: P = OUTPUT = 70.200 unidades INPUT 2007: P = OUTPUT = 15.0000 dúzias de laranja = 3. 2.56 unidades/m ou 0.17 ou x 100 = 117% 0.56 = 1. e.br .000 unidades = INPUT 1.17 dúzias de laranja/m² INPUT 12.0000 = 50.250 Homens hora 12 unidades/Homens hora 850 Homens hora = 12 unidades/Homens hora 3.Eduardo Batman Júnior P = OUTPUT = 7.40 dúzias de laranja/Homem hora INPUT 28x8x18 4.000 m² Mão de Obra: Fazendeiro: P = OUTPUT = 50.000 m rP = 0.000 = 12.88 dúzias de laranja/m² INPUT 18.48 Resposta: A produtividade aumentou 17%. Área Plantada: Fazendeiro: P = OUTPUT = 50.

unisa. Pois. ƒƒ Critérios de sucesso: estética (ou design). Um protótipo representa um modelo simplificado do produto que será fabricado. dessa forma.br 55 .0000 = 70. ƒƒ Limitações: orçamento. Resposta pessoal. 2. 3. Capítulo 5 1. desempenho e qualidade. quem foi o responsável pelo levantamento dos dados.344 Hh Resposta: O fazendeiro teve maior produtividade em área plantada e em mão de obra do que seu vizinho. 4. ƒƒ Impessoal: redigido na terceira pessoa. O gráfico circular serve para mostrar o tamanho proporcional de itens que constituem uma série de dados e é muito útil quando você deseja dar ênfase a um dado em relação aos outros.000 = 9. O gráfico de linhas deve ser utilizado para mostrar evolução ou tendências nos dados no mesmo intervalo de tempo. ƒƒ Claro: preciso. ƒƒ Todas as tabelas devem ter um título e este deve ser autoexplicativo.53 dúzias de laranja/Homem hora INPUT 34x9x24 7.Introdução à Engenharia Vizinho: P = OUTPUT = 70. O gráfico de colunas ou de barras deve ser utilizado para demonstrar as alterações de dados em um período de tempo ou representar comparações entre dados. Unisa | Educação a Distância | www. ou seja. Capítulo 6 1. ƒƒ Modesto e cortês: sem engrandecer o próprio trabalho. 3. 2. Capítulo 4 1. A confecção do protótipo tem o objetivo de testar todas as suas características e verificar falhas ou pontos que podem ser melhorados antes da produção. ƒƒ Toda tabela deve ter uma fonte. podemos abranger com mais recursos todas as variáveis do projeto. tempo (ou prazo) e pessoas. 2. ƒƒ Objetivo: sem ressalvas.

pois. muitas vezes precisa inovar. As técnicas de fim de tubo são utilizadas para tratamento e disposição final dos resíduos gerados. para isso. Operação: é o trabalho desenvolvido sobre o material por homens ou máquinas em um determinado tempo. normalmente.br . 2. O engenheiro é um profissional que precisa ser criativo. Resposta pessoal. usando.Eduardo Batman Júnior Capítulo 7 1. é constituído de diversas operações. 2. 56 Unisa | Educação a Distância | www. enquanto a P+L se preocupa com a economia de recursos e diminuição da geração de resíduos. estocagem e inventário.unisa. Inspeção. Capítulo 9 1. para satisfazer as necessidades humanas. Processo: percurso realizado por um material desde que entra na empresa até que dela sai com um grau determinado de transformação. movimentação. ƒƒ Nunca está satisfeito: fará o que puder para melhorar o projeto que está sendo produzido. ƒƒ Pergunta por que: é curioso em relação ao mundo e à solução de problemas. ƒƒ Persistência: um engenheiro de sucesso não desanima. 2. uma grande dose de criatividade. Capítulo 8 1. Um processo.

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d) Não se associar a qualquer empreendimento de caráter duvidoso ou que não se coadune com os princípios da ética. escolas e órgãos de divulgação técnica e científica. contribuindo. ou ainda que possam prestar-se a malícia ou dolo. ilustração técnica.br 59 . c) Não nomear nem contribuir para que se nomeiem pessoas que não tenham a necessária habilitação profissional para cargos rigorosamente técnicos. ciência aplicada e investigação científica. somente fazê-lo com conhecimento da finalidade da solicitação e se em benefício da coletividade. b) Prestigiar as entidades de classe. c) Não se expressar publicamente sobre assuntos técnicos sem estar devidamente capacitado para tal e. sempre que solicitado.Considerar a profissão como alto título de honra e não praticar nem permitir a prática de atos que comprometam a sua dignidade. Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Cooperar para o progresso da profissão.Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade contribuir com seus conhecimentos. quando solicitado a emitir sua opinião. para o sucesso das suas iniciativas em proveito da profissão. b) Despender o máximo de seus esforços no sentido de auxiliar a coletividade na compreensão correta dos aspectos técnicos e assuntos relativos à profissão e seu exercício. trazendo seu concurso intelectual e material para as obras de cultura. 2009): São deveres dos profissionais da Engenharia. da Arquitetura e da Agronomia: 1º . mediante o intercâmbio de informações sobre seus conhecimentos e tirocínio. Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Cooperar para o progresso da coletividade. 2º . de acordo com a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE.unisa. e contribuição de trabalho às associações de classe. dos profissionais e da coletividade.AnEXo Código de ética profissional do engenheiro. capacidade e experiência para melhor servir à humanidade. e) Não aceitar tarefas para as quais não esteja preparado ou que não se ajustem às disposições vigentes. Unisa | Educação a Distância | www.

possa prejudicar legítimos interesses de outros profissionais.Eduardo Batman Júnior f) Não subscrever. que se cometa injustiça. h) Não intervir num projeto em detrimento de outros profissionais que já tenham atuado ativamente em sua elaboração. b) Não criticar de maneira desleal os trabalhos de outro profissional ou as determinações daquele que tenha atribuições superiores. 60 Unisa | Educação a Distância | www. d) Não solicitar nem pleitear cargo desempenhado por outro profissional. f) Não tentar obter emprego ou serviço à base de menores salários ou honorários. Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Não se aproveitar nem concorrer para que se aproveitem de idéias. não expedir e nem contribuir para que se expeçam títulos. neste caso. direta ou indiretamente. nem pelo desmerecimento da capacidade alheia. nem criticar de maneira desprimorosa sua atuação ou a de entidades de classe. impedindo toda e qualquer manifestação que possa comprometer o conceito da sua profissão ou de colegas. 5º . planos ou projetos de autoria de outros profissionais.br . senão às pessoas que preencham os requisitos indispensáveis para exercer a profissão. licenças ou atestados de idoneidade profissional.unisa. sem a necessária citação ou autorização expressa. sem seu conhecimento prévio. de maneira falsa ou maliciosa. b) Não injuriar outro profissional.Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais. tendo presentes os preceitos legais vigentes. na medida do possível. a reputação. a situação ou atividades de um colega. diplomas.Não praticar qualquer ato que. g) Realizar de maneira digna a publicidade que efetue de sua empresa ou atividade profissional. evitar. salvo com o consentimento deste e sempre após o término de suas funções. g) Não rever ou corrigir o trabalho de outro profissional. c) Não se interpor entre outros profissionais e seus clientes sem ser solicitada sua intervenção e. c) Não substituir profissional em trabalho já iniciado. direta ou indiretamente. 3º . 4º . h) Não utilizar sua posição para obter vantagens pessoais. e) Não procurar suplantar outro profissional depois de ter este tomado providências para a obtenção de emprego ou serviço. Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Não prejudicar.Não cometer ou contribuir para que se cometam injustiças contra colegas. quando ocupar um cargo ou função em organização profissional.

ou. d) Se atuar como consultor em outro país. adotar as estabelecidas pela FMOI – Fédération Mondiale de Organisations d’Ingénieurs. eficiência e ao grau de perfeição do serviço que executam. justiça e humanidade. no caso de inexistência de normas específicas. limitar seus pareceres às matérias específicas que tenham sido objeto da consulta. b) Não propor serviços com redução de preços. Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Na qualidade de consultor.Introdução à Engenharia Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Não competir por meio de reduções de remuneração ou qualquer outra forma de concessão. salvo se. devendo.br 61 . Unisa | Educação a Distância | www. Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Facilitar e estimular a atividade funcional de seus empregados. perícia ou comissão técnica. para proceder de modo diverso. 6º . observar as normas nele vigentes sobre conduta profissional. sem distinção. agir com absoluta imparcialidade e não levar em conta nenhuma consideração de ordem pessoal. 7º . d) Não aceitar registro diferenciado entre a remuneração constante na carteira de trabalho e o que efetivamente lhe é pago. após haver conhecido propostas de outros profissionais. b) Quando servir em julgamento. dedicação e honestidade para com seus clientes e empregadores ou chefes. quando consultor. Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Considerar como confidencial toda informação técnica. salários adequados à responsabilidade. salários e dados de custo recomendados pelos órgãos de classe competentes e adotá-los como base para serviços profissionais. c) Não atuar como consultor sem o conhecimento dos profissionais encarregados diretamente do serviço. c) Manter-se atualizado quanto a tabelas de honorários. financeira ou de outra natureza. somente expressar a sua opinião se baseada em conhecimentos adequados e convicção honesta.Exercer o trabalho profissional com lealdade. 8º . tiver havido consentimento de todas as partes interessadas.Atuar dentro da melhor técnica e do mais elevado espírito público. perito ou árbitro independente. que obtenha sobre os interesses de seu cliente ou empregador. c) Não praticar quaisquer atos que possam comprometer a confiança que lhe é depositada pelo seu cliente ou empregador.unisa. não criando obstáculos aos seus anseios de promoção e melhoria.Ter sempre em vista o bem-estar e o progresso funcional dos seus empregados ou subordinados e tratá-los com retidão. e com espírito de justiça e eqüidade para com os contratantes e empreiteiros. b) Defender o princípio de fixar para seus subordinados ou empregados. b) Receber somente de uma única fonte honorários ou compensações pelo mesmo serviço prestado.

da Arquitetura e da Agronomia.unisa. 62 Unisa | Educação a Distância | www. para o CONFEA – Conselho Federal de Engenharia. visando a cumpri-la corretamente. religiosas. conforme dispõe a legislação vigente. a fim de que seja prestigiado e defendido o legítimo exercício da profissão. políticas. de pensamento e de associação. b) Procurar colaborar com os órgãos incumbidos da aplicação da lei de regulamentação do exercício profissional e promover. a melhor composição daqueles órgãos.Eduardo Batman Júnior c) Reconhecer e respeitar os direitos de seus empregados ou subordinados no que concerne às liberdades civis.br . e colaborar para sua atualização e aperfeiçoamento. Arquitetura e Agronomia.Colocar-se a par da legislação que rege o exercício profissional da Engenharia. 9º . em última instância. individuais. c) Ter sempre presente que as infrações deste Código de Ética serão julgadas pelas câmaras especializadas instituídas nos Conselhos Regionais de Engenharia. Arquitetura e Agronomia – CREAs – cabendo recurso para os referidos Conselhos Regionais e. d) Não utilizar sua condição de empregador ou chefe para desrespeitar a dignidade de subordinado seu nem para induzir um profissional a infringir qualquer dispositivo deste Código de Ética. pelo seu voto nas entidades de classe. Em conexão com o cumprimento deste artigo deve o profissional: a) Manter-se em dia com a legislação vigente e procurar difundi-la.