6-1

6.
Influxo de Água
Quando um reservatório de óleo ou gás apresenta um aqüífero adjacente, a queda de pres-
são do reservatório decorrente da produção dos fluidos pode provocar a expansão da água do
aqüífero e o conseqüente influxo de água para o reservatório. O conhecimento do volume de água
que flui do aqüífero para o reservatório é fundamental para a realização de estudos de ajuste de
histórico e de previsão de comportamento do reservatório, conforme será discutido em capítulos
posteriores.
Define-se influxo de água, W
e
, como sendo o volume acumulado de água fornecido pelo
aqüífero ao reservatório, através do contato reservatório-aqüífero, até um determinado tempo.
O modelo mais simples para se estimar o influxo baseia-se na equação da compressibilida-
de:
( ) p p W c W
i i t e
− = , (6.1)
onde c
t
é a compressibilidade total do aqüífero, W
i
o volume inicial de água do aqüífero, p
i
a
pressão inicial e p a pressão no contato. Esta equação, porém, só é aplicável a aqüíferos muito
pequenos, pois admite a equalização imediata de pressões entre o reservatório e o aqüífero.
Para aqüíferos maiores torna-se necessário um modelo matemático que inclua a dependên-
cia do tempo, tendo em vista que demanda um certo tempo para o aqüífero responder integralmente
a uma mudança de pressão no reservatório. Entre os vários modelos existentes na literatura, apresen-
ta-se aqui o modelo de van Everdingen & Hurst (1949), o modelo aproximado de Fetkovich (1971),
o modelo de Hurst modificado (apud Pirson, 1958), o modelo de Carter-Tracy (1960), o modelo de
Leung (1986) e o modelo de influxo de fundo de Allard & Chen (1984).
6.1. Modelo de van Everdingen & Hurst
As equações diferenciais que descrevem o fluxo no aqüífero são as mesmas que descrevem
o fluxo de fluidos no reservatório
1
, diferindo-se apenas nos parâmetros da rocha e dos fluidos. Os
modelos de fluxo no reservatório normalmente consideram como condição de contorno interna que
o poço produz com vazão constante. No caso do aqüífero, entretanto, como não se tem controle
sobre a vazão no contato reservatório-aqüífero, a equação diferencial que rege o fluxo no aqüífero é
resolvida considerando-se que a pressão no contato se mantém constante.

1
Estas equações são também denominadas equações da difusividade hidráulica (Vide Capítulo 3).
Influxo de Água
6-2
Na descrição do comportamento de um aqüífero há muito mais interesse no cálculo da va-
zão que o aqüífero fornece (ou do influxo acumulado) do que da queda de pressão. van Everdingen
& Hurst (1949) apresentaram modelos clássicos de influxo para dois tipos de aqüífero: aqüífero
radial e aqüífero linear.
Aplicando o conceito de transformadas de Laplace, van Everdingen & Hurst resolveram a
equação da difusividade do sistema reservatório-aqüífero considerando a pressão constante no
contato. Na prática, entretanto, espera-se que a pressão no contato seja decrescente com o tempo em
função da depleção do reservatório. Com base nos modelos clássicos de influxo, que consideram
uma queda de pressão constante no contato, pode-se, através do princípio da superposição de
efeitos, obter a solução de casos mais realistas onde se admite que a pressão no contato varie com o
tempo.
6.1.1. Aqüífero radial
O sistema reservatório-aqüífero para este caso está representado na Figura 6.1.

r
o
r
e
Res. Aqüífero θ

Figura 6.1 − Modelo de aqüífero radial.
Inicialmente definem-se as variáveis adimensionais do modelo:
raio adimensional:
o
D
r
r
r = ,
(6.2)
tempo adimensional:
2
o t
D
r c
t k
t
φµ
=
(6.3)
e
pressão adimensional:
0 0
p
p p
p p
p p
p
i
i
i
D


=


= ,
(6.4)
onde
0 0
p p p
i
− = ∆ é a queda de pressão constante no contato, tomada como referência.
A vazão que o aqüífero fornece, isto é, a vazão no ponto r = r
o
, é dada pela lei de Darcy e
pode ser escrita como:

o
r
r
p
r
fkh
q |
¹
|

\
|


µ
π
=
2
,
(6.5)
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-3
onde π θ = 2 f , θ em radianos.
Usando as definições de variáveis adimensionais dadas pelas Eqs. (6.2) e (6.4), a Eq.
(6.5) pode também ser escrita em termos de variáveis adimensionais:
) (
2
0
1
D D
r
D
D
D
t q
p fkh
q
r
p
r
D

∆ π
µ
=
|
|
¹
|

\
|



=
,
(6.6)
onde q
D (t
D
) é a vazão adimensional fornecida pelo aqüífero, ou seja, a vazão adimensional calculada
no contato reservatório-aqüífero (ponto r
D
= 1).
É mais conveniente expressar a solução em termos do influxo acumulado (integral da va-
zão) do que em termos da vazão. Resolvendo a Eq. (6.6) para a vazão e integrando em relação ao
tempo obtém-se:

(


µ
∆ π
= ≡

D
t
D
D
D
t
e
dt
dt
dt
q
p fkh
qdt W
0
0
0
2
. (6.7)
Da definição de tempo adimensional, dada pela Eq. (6.3), tem-se que:

k
r c
dt
dt
o t
D
2
φµ
= . (6.8)
Substituindo a Eq. (6.8) na Eq. (6.7) vem:

D
t
D o t e
dt q p hr c f W
D

∆ φ π =
0
0
2
2 . (6.9)
Finalmente, denominando a integral de q
D
em relação a t
D
por W
D (t
D
), a Eq. (6.9) simplifica-se para:
) (
0 D D e
t W p U W ∆ = , (6.10)
onde:

2
2
o t
hr c f U φ π = . (6.11)
A constante U é geralmente denominada constante de influxo de água do aqüífero e W
D
é o influxo
adimensional acumulado para uma queda de pressão constante no contato.
W
D (t
D
) pode ser obtido resolvendo-se o problema do fluxo no aqüífero. Serão considera-
dos três modelos de aqüífero radial: aqüífero infinito, aqüífero com manutenção de pressão no limite
externo e aqüífero selado no limite externo. A diferença entre estes modelos está apenas na condição
de contorno externa, isto é, na condição imposta no limite externo do aqüífero.
O problema do fluxo no aqüífero pode ser escrito matematicamente como:
E.D.P.:
D
D
D
D
D
D
D
t
p
r
p
r
r
p


=


+

∂ 1
2
2
(6.12)
C.I.: ( ) 0 0 ; = =
D D D
t r p (6.13)
C.C.I.: ( ) 1 ; 1 = =
D D D
t r p . (6.14)
A Eq. (6.12), denominada equação da difusividade hidráulica (Matthews & Russell, 1967),
é a equação diferencial parcial (E.D.P.) que rege o fluxo no meio poroso, e pode ser obtida usando-
se as definições das variáveis adimensionais na equação da difusividade hidráulica deduzida em
termos de variáveis reais no Capítulo 3. A condição inicial (C.I.) representa a condição de que
inicialmente as pressões em qualquer ponto do aqüífero estão em equilíbrio e iguais a p
i
. A condição
Influxo de Água
6-4
de contorno interna (C.C.I.) impõe a condição de queda de pressão ∆p
0
= p
i
− p
0
constante no
contato aqüífero-reservatório.
Consideram-se três opções para a condição de contorno externa (C.C.E.):
(a) Aqüífero infinito:
C.C.E.: ( ) 0 ; = ∞ →
D D D
t r p . (6.15a)
(b) Aqüífero finito selado:
Neste caso não há fluxo no limite externo e a C.C.E. pode ser escrita como:
C.C.E.: 0 =
|
|
¹
|

\
|


=
o e D
r r r
D
D
r
p
,
(6.15b)
onde r
e
é o raio externo do aqüífero e r
o
o raio interno.
(c) Aqüífero finito com pressão constante no limite externo:
C.C.E.: ( ) 0 ; = =
D o e D D
t r r r p . (6.15c)
Em qualquer dos casos o influxo pode ser calculado com a seguinte equação
2
:

D
r
t
D
D
D D
t
D D D
dt
r
p
r dt t q W
D
D
D
1 0
0
) (
=
(


|
|
¹
|

\
|


− = ≡

.
(6.16)
Os problemas matemáticos formados pelas Eqs. (6.12) a (6.16) são resolvidos aplicando-se
o conceito de transformadas de Laplace e as suas soluções estão apresentadas no Apêndice G. Como
as soluções, neste caso, são obtidas analiticamente apenas no campo de Laplace, algum tipo de
inversão numérica tem que ser utilizado para se obter o comportamento de W
D
em função de t
D
. No
Apêndice I encontra-se o algoritmo de Stehfest (1970), que normalmente é utilizado para a inversão
numérica da transformada de Laplace.
É comum a apresentação dos valores de W
D
em função de t
D
na forma de tabelas. A Tabela
K.4 do Apêndice K apresenta o resultado para o caso de aqüífero radial infinito, enquanto a Tabela
K.5 apresenta o influxo acumulado adimensional W
D
em função de t
D
para o caso de aqüífero finito
para diferentes valores de raio externo adimensional (r
eD
). A Tabela K.5 apresenta os resultados
tanto para aqüífero selado quanto para aqüífero realimentado (isto é, com pressão constante no
limite externo). Uma vez conhecido o influxo adimensional W
D
, o influxo dimensional W
e
é obtido
com a Eq. (6.10).
A Figura 6.2 mostra o comportamento do influxo adimensional W
D
para o aqüífero radial
em função do tempo adimensional t
D
e do tamanho do aqüífero dado pelo parâmetro r
eD
. Note que,
inicialmente, independentemente da condição no seu limite externo, o aqüífero se comporta como se
fosse infinito. Quanto maior é o tamanho do aqüífero maior é o período em que o mesmo se compor-
ta como aqüífero infinito.







2
A vazão adimensional qD está definida pela Eq. (6.6).
3
4
5
6
7
8
9
I
n
f
l
u
x
o

A
d
i
m
e
n
s
i
o
n
a
l
,

W
D
r
eD
= 4,0
r
eD
= 3,5
r
eD
= 3,0
r
eD
infinito
r
eD
= 2,5
3,0
r
eD
= 1,5
Aqüífero Radial:
Infinito
Selado
Realimentado
20
30
40
50
60
I
n
f
l
u
x
o

A
d
i
m
e
n
s
i
o
n
a
l
,

W
D
r
eD
= 10
r
eD
= 9
r
eD
= 8
r
eD
infinito
r
eD
= 6
r
eD
= 7
r
eD
= 5
Aqüífero Radial:
Infinito
Selado
Realimentado
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-5
















Figura 6.2a Figura 6.2b

Figura 6.2c Figura 6.2d

Figura 6.2 – Influxo acumulado adimensional
D
W para aqüífero radial em função do tempo adimensional
D
t
e do tamanho do aqüífero dado pela razão
o e eD
r r r = .
100 1000 1E+4 1E+5 1E+6
Tempo Adimensional, t
D
0
1000
2000
3000
4000
5000
6000
I
n
f
l
u
x
o

A
d
i
m
e
n
s
i
o
n
a
l
,

W
D
r
eD
= 100
r
eD
= 75
r
eD
= 50
r
eD
infinito
r
eD
= 30
Aqüífero Radial:
Infinito
Selado
Realimentado
r
eD
= 30
10 100 1000 10000
Tempo Adimensional, t
D
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
220
I
n
f
l
u
x
o

A
d
i
m
e
n
s
i
o
n
a
l
,

W
D
r
eD
= 20
r
eD
= 18
r
eD
= 16
r
eD
infinito
r
eD
= 10
r
eD
= 12
r
eD
= 14
r
eD
= 10
Aqüífero Radial:
Infinito
Selado
Realimentado
Influxo de Água
6-6
Para aqüíferos selados existe um valor máximo para o influxo acumulado. Esse valor má-
ximo é alcançado após a equalização das pressões do reservatório (no contato) e do aqüífero. A
partir da equação da compressibilidade, pode-se mostrar que o influxo máximo é dado pela equação:

2
1
2

=
eD
máx D
r
W .
(6.17)
___________________________
Exemplo 6.1 − Um reservatório de petróleo com geometria aproximadamente radial tem um raio de
500 m e é circundado por um aqüífero de grande extensão, que para efeitos práticos pode ser
considerado como se fosse infinito. Durante 50 dias tal reservatório, cuja pressão original era de 100
kgf/cm
2
, foi mantido a uma pressão constante de 90 kgf/cm
2
. Outros dados são:
Porosidade do aqüífero ........................................................... φ = 0,20
Permeabilidade do aqüífero .................................................... k = 100 md
Espessura do aqüífero ............................................................. h = 1,0 m
Viscosidade da água ............................................................... µ = 1,0 cp
Compressibilidade total do aqüífero ....................................... c
t
= 10
−5
(kgf/cm
2
)
−1

Pede-se calcular o influxo de água no reservatório ao final dos 50 dias anteriormente mencionados.
Solução:
Eq. (6.10): ) (
0 D D e
t W p U W ∆ =
Eq. (6.11):
2
2
o t
r h c f U φ π =
2 3 2 5
/ 1416 , 3 500 0 , 1 10 20 , 0 1 1416 , 3 2 cm kgf m U = × × × × × × =


Eq. (6.3):
2
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (sistema SI) ou
2
008362 , 0
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (nas unidades do exemplo)
62 , 83
500 10 0 , 1 20 , 0
50 100 008362 , 0
2 5
=
× × ×
× ×
=

D
t
Cálculo de W
D
:
3 , 37 ) (
K.4 Tabela
62 , 83
=      → 
=
∞ =
D D
D
eD
t W
t
r

Cálculo de ∆p
0
:

2
0 0
/ 10 90 100 cm kgf p p p
i
= − = − = ∆
Finalmente da Eq. (6.10):

3
172 . 1 3 , 37 10 1416 , 3 m W
e
= × × = .
Exemplo 6.2 − Um reservatório de óleo com 800 m de raio é circundado por um aqüífero com as
seguintes características:
Raio externo ........................................................................... r
e
= 5.000 m
Espessura da formação ........................................................... h = 15 m
Porosidade ............................................................................. φ = 0,20
Permeabilidade ...................................................................... k = 150 md
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-7
Viscosidade da água ............................................................... µ = 1,0 cp
Compressibilidade da água ..................................................... c
w
= 40×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Compressibilidade da formação .............................................. c
f
= 50×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Pressão inicial ........................................................................ p
i
= 180 kgf/cm
2

Sabendo que a pressão no contato óleo/água é constante e igual a 150

kgf/cm
2
desde o início da
produção do reservatório, calcule:
(a) O influxo acumulado de água após 400 dias.
(b) O influxo acumulado máximo para a pressão no contato de 150

kgf/cm
2
.
Solução:
Parte (a):
Cálculo de c
t
:

f w t
c c c + =

1 2 6 6 6
) / ( 10 90 10 50 10 40
− − − −
× = × + × = cm kgf c
t

Eq. (6.11):
2
2
o t
r h c f U φ π =
2 3 2 6
/ 7 , 085 . 1 800 15 10 90 20 , 0 0 , 1 1416 , 3 2 cm kgf m U = × × × × × × × =


Eq. (6.3):
2
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (sistema SI) ou
2
008362 , 0
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (nas unidades do exemplo)
55 , 43
800 10 90 0 , 1 20 , 0
400 150 008362 , 0
2 6
=
× × × ×
× ×
=

D
t
Cálculo de r
eD
:
25 , 6
800
000 . 5
= = =
o
e
eD
r
r
r
Cálculo de W
D
:
10 , 16
25 6
14 , 18
K.5 Tabela
55 , 43
7
42 , 15
K.5 Tabela
55 , 43
6

=      → 
=      → 
=
=
=      → 
=
=
=
D
D
D
eD
D
D
eD
W
,
W
t
r
W
t
r
eD
r

Cálculo de ∆p
0
:

2
0 0
/ 30 150 180 cm kgf p p p
i
= − = − = ∆
Eq. (6.10): ) (
0 D D e
t W p U W ∆ =

3
390 . 524 10 , 16 30 7 , 085 . 1 m W
e
= × × = .
Parte (b):
O influxo máximo é numericamente igual à expansão que o volume inicial de água do aqüí-
fero, W
i
, sofreria ao passar da pressão inicial para a pressão do contato óleo/água. Utilizando a
equação da compressibilidade pode-se escrever que:
Influxo de Água
6-8
) (
1
) (
1
0 0
p p
W
W p p
W
W
c
i
máx e
i i
i
i
t


− =


− = ,
ou ainda que ( )
0
p p W c W
i i t máx e
− = . O volume inicial de água do aqüífero é dado por:
3 8 2 2 2 2
10 2959 , 2 20 , 0 15 ) 800 000 . 5 ( 1416 , 3 ) ( m h r r W
o e i
× = × × − × = φ − π = .
Finalmente,

3 8 6
890 . 619 ) 150 180 ( 10 2959 , 2 10 90 m W
máx e
= − × × × × =

.
___________________________
6.1.2. Aqüífero linear
A Figura 6.3 mostra um sistema reservatório-aqüífero para o modelo de fluxo linear.
w
h
x
0
L
Aqüífero
Reservatório

Figura 6.3 − Modelo de aqüífero linear.
Normalmente o comprimento do aqüífero, L, é utilizado como comprimento de referência nas
definições de variáveis adimensionais
3
. Neste caso as variáveis adimensionais são dadas por:
comprimento adimensional:
L
x
x
D
= , (6.18)
tempo adimensional:
2
L c
t k
t
t
D
φµ
=
(6.19)
e
pressão adimensional:
0 0
p
p p
p p
p p
p
i
i
i
D


=


= ,
(6.20)
onde
0 0
p p p
i
− = ∆ é a queda de pressão constante no contato, tomada como referência.
A vazão que o aqüífero fornece, isto é, a vazão no ponto x = 0, é dada pela lei de Darcy pa-
ra o fluxo linear:

0 =
|
¹
|

\
|


µ
=
x
x
p kA
q ,
(6.21)

3
Para o modelo de aqüífero infinito, L passa a ser apenas um comprimento de referência arbitrário, sem qualquer significado
físico.
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-9
onde A é a área aberta ao fluxo, ou seja, wh A = .
Usando as definições dadas pelas Eqs. (6.18) e (6.20), a Eq. (6.21) pode ser escrita em
termos de variáveis adimensionais como:
) (
0
0
D D
x
D
D
t q
p kA
L q
x
p
D


µ
=
|
|
¹
|

\
|



=
,
(6.22)
onde q
D (t
D
) é a vazão adimensional fornecida pelo aqüífero, isto é, a vazão adimensional calculada
no contato reservatório-aqüífero (ponto x
D
= 0).
Como o interesse está na solução em termos do influxo acumulado (integral da vazão), re-
solvendo a Eq. (6.22) para a vazão e integrando em relação ao tempo resulta em:

(


µ

= ≡

D
t
D
D
D
t
e
dt
dt
dt
q
L
p kA
qdt W
0
0
0
. (6.23)
Mas da Eq. (6.19) tem-se que:

k
L c
dt
dt
t
D
2
φµ
= . (6.24)
Finalmente, substituindo a Eq. (6.24) na Eq. (6.23) obtém-se:

D
t
D t e
dt q p c h L w W
D

∆ φ =
0
0
(6.25)
ou ainda:
) (
0 D D e
t W p U W ∆ = , (6.26)
onde:

t
c h L w U φ = . (6.27)
W
D
é o influxo acumulado adimensional para uma queda de pressão ∆p
0
constante no con-
tato e é obtido resolvendo o problema do fluxo no aqüífero para os modelos de interesse. Conside-
ram-se aqui também três modelos de aqüífero linear (associados às mesmas opções para a condição
de contorno externa utilizadas no modelo de aqüífero radial): aqüífero linear infinito, aqüífero linear
com pressão constante no limite externo e aqüífero linear selado no limite externo.
Utilizando as definições de variáveis adimensionais e a equação da difusividade hidráulica
em termos de variáveis reais apresentada no Capítulo 3, neste caso o problema do fluxo no aqüífero
pode ser escrito matematicamente como (Matthews & Russell, 1967):
E.D.P.:
D
D
D
D
t
p
x
p


=


2
2
(6.28)
C.I.: ( ) 0 0 ; = =
D D D
t x p (6.29)
C.C.I.: ( ) 1 ; 0 = =
D D D
t x p . (6.30)
A condição de contorno externa (C.C.E) depende do modelo considerado:
(a) Aqüífero infinito:
C.C.E: ( ) 0 ; = ∞ →
D D D
t x p (6.31a)
(b) Aqüífero finito com pressão constante no limite externo:
Influxo de Água
6-10
C.C.E: ( ) 0 ; 1 = =
D D D
t x p (6.31b)
(c) Aqüífero finito selado no limite externo:
C.C.E: 0
1
=
|
|
¹
|

\
|


=
D
x
D
D
x
p
.
(6.31c)
O influxo acumulado adimensional pode ser calculado com a seguinte equação:

D
x
t
D
D
D
t
D D D
dt
x
p
dt t q W
D
D
D
0 0
0
) (
=
(


|
|
¹
|

\
|


− = ≡

.
(6.32)
As soluções para os problemas formados pelas Eqs. (6.28) a (6.32) são também obtidas a-
plicando-se o conceito de transformadas de Laplace e estão apresentadas no Apêndice H. Neste
caso, existe solução analítica no campo real para o modelo de aqüífero infinito. As soluções dos
outros modelos são obtidas analiticamente apenas no campo de Laplace. Novamente o algoritmo de
Stehfest (Apêndice I) é freqüentemente utilizado para inverter numericamente as soluções e obter
tabelas de W
D
versus t
D
.
A Tabela K.6 apresenta o resultado para os casos considerados de aqüífero linear. Uma vez
conhecido o influxo adimensional W
D
, o influxo dimensional W
e
é obtido com a Eq. (6.26). O
comportamento do influxo acumulado adimensional em função do tipo de condição de contorno
externa é mostrado na Figura 6.4.
0.1 1 10
0.1
1
10
Selado
Infinito
Realimentado Aqüífero Linear
Tempo adimensional, t
D
I
n
f
l
u
x
o

a
d
i
m
e
n
s
i
o
n
a
l
,

W
D

Figura 6.4 − Influxo adimensional
D
W para aqüífero linear em função do tempo adimensional
D
t .
___________________________
Exemplo 6.3 − São conhecidos os seguintes dados de um aqüífero que produz com geometria de
fluxo linear e com pressão constante no contato óleo/água:
Largura do aqüífero ................................................................. w = 600 m
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-11
Comprimento do aqüífero ........................................................ L = 3.200 m
Espessura do aqüífero .............................................................. h = 11,5 m
Porosidade .............................................................................. φ = 0,25
Permeabilidade ....................................................................... k = 300 md
Viscosidade da água ................................................................ µ = 1,0 cp
Compressibilidade total do aqüífero ........................................ c
t
= 78×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Queda de pressão no contato ................................................... ∆p
0
= 5,0 kgf/cm
2

Considerando os casos de aqüífero com limite externo selado, aqüífero infinito e aqüífero com limite
externo realimentado, pede-se calcular o influxo acumulado ao final de um período de 100 dias.
Solução:
Eq. (6.26): ) (
0 D D e
t W p U W ∆ =
Eq. (6.27):
t
c h L w U φ =

2 3 6
/ 56 , 430 10 78 25 , 0 5 , 11 3200 600 cm kgf m U = × × × × × =


Eq. (6.19):
2
L c
t k
t
t
D
φµ
= (sistema SI) ou
2
008362 , 0
L c
t k
t
t
D
φµ
= (nas unidades do exemplo)
256 , 1
3200 10 78 0 , 1 25 , 0
100 300 008362 , 0
2 6
=
× × × ×
× ×
=

D
t
Cálculo de W
D
:
589 , 1
265 , 1
9634 , 0
K.6 Tabela
256 , 1
=
=
=
     →  =
do realimenta D
infinito D
selado D
D
W
W
W
t
Finalmente, da Eq. (6.26):

. 421 . 3 589 , 1 0 , 5 56 , 430
723 . 2 265 , 1 0 , 5 56 , 430
074 . 2 9634 , 0 0 , 5 56 , 430
3
3
3
m W
m W
m W
do realimenta e
nfinito i e
selado e
= × × =
= × × =
= × × =

___________________________
6.2. Superposição de Efeitos
Na Seção 6.1 estão apresentados os modelos clássicos de influxo de água, nos quais consi-
dera-se que a queda de pressão no contato é constante. Assim, a expressão
) (
D D e
t pW U W ∆ = (6.33)
só é aplicável quando a queda de pressão no contato, ∆p, é constante. Na prática, entretanto, não se
espera que a pressão no contato seja constante devido à depleção do reservatório. O princípio da
superposição, também conhecido como princípio de Duhamel, pode ser utilizado para expandir a
utilização das soluções clássicas para os casos em que a pressão no contato varie com o tempo. O
princípio de Duhamel estabelece que:
Influxo de Água
6-12
τ τ − ∆
(



τ
= d t p
p
q
W
t
e
) (
) (
0 0
(6.34)
ou, equivalentemente,
τ τ ∆
(



τ −
= d p
p
t q
W
t
e
) (
) (
0 0
, (6.35)
onde ) (t q é a solução clássica da vazão para uma queda de pressão constante,
0
p ∆ , no contato, W
e

é o influxo acumulado para uma variação de pressão qualquer no contato, ) ( ) ( t p p t p
i
− = ∆ , e τ é
apenas uma variável muda de integração.
Utilizando as definições das variáveis adimensionais t
D
e q
D
do modelo radial, dadas pelas
Eqs. (6.3) e (6.6), ou do modelo linear, Eqs. (6.19) e (6.22), a Eq. (6.35) pode ser escrita como:


τ τ ∆ τ − =
D
t
D D D D D e
d p t q U W
0
) ( ) ( (6.36)
ou ainda:


τ τ ∆ τ − ′ =
D
t
D D D D D e
d p t W U W
0
) ( ) ( , (6.37)
onde
D
W′ é a derivada do influxo adimensional em relação a t
D
, ou seja, é a própria vazão adimensi-
onal. A constante de influxo do aqüífero, U, para os modelos radial e linear está definida pelas Eqs.
(6.11) e (6.27), respectivamente.
Como era esperado, quando ∆p é constante a Eq. (6.37) se reduz à solução do modelo clás-
sico dada pela Eq. (6.33).
Como a maioria das soluções clássicas só tem solução analítica no campo de Laplace, uma
opção é fazer a superposição no campo de Laplace. Tomando a transformada de Laplace em relação
a t
D
da Eq. (6.36) ou da Eq. (6.37) tem-se:
) ( ) ( ) ( ) ( ) ( u p u W u U u p u q U u W
D D e
∆ = ∆ = , (6.38)
onde u é a variável de Laplace, ) (u p ∆ é a transformada de Laplace de ) (t p ∆ e ) (u W
D
é a solução
no campo de Laplace do modelo de pressão constante no contato (Apêndices G e H). A inversão
numérica da Eq. (6.38) é feita com o algoritmo de Stehfest (Apêndice I). Outra opção é utilizar a
superposição na forma discreta, como mostrado na seção seguinte.
6.2.1. Discretização da equação da superposição
A utilização da equação de Duhamel, Eq. (6.37), pressupõe o conhecimento da queda de
pressão no contato ao longo do tempo, ∆p(t) = p
i
− p(t), e da solução clássica do modelo em questão
(caso de pressão constante no contato),
D
W′ . Uma forma aproximada de tratar o problema é discreti-
zar a condição de contorno interna, isto é, a pressão no contato, p(t). A curva contínua da pressão é
dividida numa série de intervalos de pressão constante, como mostrado na Figura 6.5.

Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-13
t
1
t
2
t
3
t
4
t
5
0
Tempo
p
i
p
2
p
3
p
4
p
5
p
1
p
2
p
3
p
4
p
5
p
1
0

Figura 6.5 − Discretização da pressão no contato.
Para a curva de pressão discretizada da Figura 6.5 a equação de Duhamel, Eq. (6.37), pode
ser escrita como:

[ ] , ) ( ) ( ) (
) ( ) ( ) (
1
0
1 1
1
0
1
1




=
+ +

=
+
− − − − =
τ τ − ′ − =
+
n
j
j D n D D j D n D D j i
n
j
t
t
D D n D D j i n D e
t t W t t W p p U
d t W p p U t W
Dj
Dj
(6.39)
onde a pressão média em cada intervalo é:

2
1
1
+
+
+
=
j j
j
p p
p , 1 , 0 − = n j . (6.40)
Substituindo a Eq. (6.40) na Eq. (6.39), expandindo a somatória e coletando os termos comuns, obtém-
se:



=
+ −

|
|
¹
|

\
| −
=
1
0
1 1
) (
2
) (
n
j
j D n D D
j j
n D e
t t W
p p
U t W
(6.41)
ou



=
− ∆ =
1
0
) ( ) (
n
j
j D n D D j n D e
t t W p U t W ,
(6.42)
onde:

2
1 1
1
+ −
+

= − = ∆
j j
j j j
p p
p p p e
¹
´
¦
− = ∆
− = ∆
. 2 ) (
2 ) (
2 1
1 0
p p p
p p p
i
i
(6.43)
___________________________
Exemplo 6.4 − Um reservatório de petróleo com 762 m de raio é circundado por um aqüífero radial
selado com as seguintes características:
Raio ....................................................................................... r
e
= 6.096 m
Influxo de Água
6-14
Espessura ............................................................................... h = 18,3 m
Porosidade ............................................................................. φ = 0,22
Permeabilidade ...................................................................... k = 100 md
Viscosidade da água ............................................................... µ = 0,30 cp
Compressibilidade da formação .............................................. c
f
= 56,9×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Compressibilidade da água ..................................................... c
w
= 42,7×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Calcular, usando o modelo de van Everdingen & Hurst, o influxo acumulado de água após 500 dias,
baseando-se no histórico de pressões médias no contato óleo/água mostrado na tabela a seguir:

t (d) 0 100 200 300 400 500
p (kgf/cm
2
) 246,13 245,43 244,44 243,18 242,19 240,51

Solução:
Cálculo de c
t
:

1 2 6 6 6
) / ( 10 6 , 9 9 10 9 , 56 10 7 , 42
− − − −
× = × + × = + = cm kgf c c c
f w t

Eq. (6.3):
2
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (sistema SI) ou
2
008362 , 0
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (nas unidades do exemplo)
t
t
t
D
2191 , 0
762 10 6 , 99 30 , 0 22 , 0
100 008362 , 0
2 6
=
× × × ×
× ×
=


) 500 ( 2191 , 0
j j D n D
t t t − = −
Cálculo de r
eD
:
8
762
096 . 6
= = =
o
e
eD
r
r
r
Eq. (6.42):


=
− ∆ =
1
0
) ( ) (
n
j
j D n D D j n D e
t t W p U t W
Eq. (6.43):
2
1 1 + −

= ∆
j j
j
p p
p e
¹
´
¦
− = ∆
− = ∆
2 ) (
2 ) (
2 1
1 0
p p p
p p p
i
i


Resumo de cálculo:

j t (d) p (kgf/cm
2
)
) (
j D n D
t t −
) (
j D n D D
t t W −
(Tabela K.5)
j
p ∆ ) (
j D n D D j
t t W p − ∆
0 0 246,13 109,5 28,7 0,350 10,05
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-15
1 100 245,43 87,6 27,0 0,845 22,82
2 200 244,44 65,7 24,3 1,125 27,34
3 300 243,18 43,8 20,0 1,125 22,50
4 400 242,19 21,9 12,9 1,335 17,22
5 500 240,51 93 , 99 = ∑

Eq. (6.11):
2
2
o t
r h c f U φ π =
2 3 2 6
/ 9 , 462 . 1 762 3 , 18 10 6 , 99 22 , 0 0 , 1 1416 , 3 2 cm kgf m U = × × × × × × × =


Finalmente, da Eq. (6.42):

3
190 . 146 93 , 99 9 , 462 . 1 m W
e
= × = .
___________________________
6.3. Modelo Aproximado de Fetkovich
O modelo aproximado apresentado por Fetkovich (1971) se aplica a aqüíferos finitos e ad-
mite que o fluxo do aqüífero para o reservatório se dá sob o regime pseudopermanente. Apesar de
ser aproximado, o modelo apresentado por Fetkovich tem a vantagem de permitir o cálculo do passo
seguinte sem a necessidade de se recalcular todos os passos anteriores como ocorre no modelo de
van Everdingen & Hurst.
Fetkovich admite o regime pseudopermanente para o fluxo do aqüífero para o reservatório:
( ) p p J
dt
dW
q
a
e
− = = , (6.44)
onde J é o índice de produtividade do aqüífero,
a
p a pressão média do aqüífero e p a pressão no
contato reservatório-aqüífero.
A partir de um balanço de materiais no aqüífero pode-se escrever que:
( )
a i i t e
p p W c W − = , (6.45)
onde
f w t
c c c + = é a compressibilidade total do aqüífero e W
i
o volume inicial de água. Rearran-
jando a Eq. (6.45) tem-se:

|
|
¹
|

\
|
− =
i i t
e
i a
p W c
W
p p 1 . (6.46)
Seja W
ei
o influxo máximo que um aqüífero selado pode fornecer, correspondente à expan-
são da água do aqüífero ao ser despressurizada de p
i
para a pressão zero. Da Eq. (6.45),

i i t ei
p W c W = . (6.47)
Substituindo a Eq. (6.47) na Eq. (6.46) obtém-se:

|
|
¹
|

\
|
− =
ei
e
i a
W
W
p p 1 , (6.48)
cuja derivada em relação ao tempo é dada por:
Influxo de Água
6-16

dt
dW
W
p
dt
p d
e
ei
i a
− = .
(6.49)
Substituindo a Eq. (6.44) na Eq. (6.49) obtém-se:
( ) p p J
W
p
dt
p d
a
ei
i a
− − =
(6.50)
ou

p p
p d
dt
W
p J
a
a
ei
i

= − ,
(6.51)
após separar as variáveis. Esta equação pode ser integrada de 0 = t (quando 0 =
e
W e
i a
p p = ) a t,
isto é, pode-se escrever:

(



= −

a
i
p
p a
a
t
ei
i
p p
p d
dt
W
p J
0
. (6.52)
Resolvendo as integrais, a Eq. (6.52) simplifica-se para:

|
|
¹
|

\
|


= −
p p
p p
t
W
p J
i
a
ei
i
ln (6.53)
ou ainda:
( )
|
|
¹
|

\
|
− − = − t
W
p J
p p p p
ei
i
i a
exp . (6.54)
Substituindo a Eq. (6.54) na Eq. (6.44):
( )
|
|
¹
|

\
|
− − = t
W
p J
p p J q
ei
i
i
exp . (6.55)
A Eq. (6.55) é a equação da vazão com que a água flui do aqüífero para o reservatório em
função do tempo e da queda de pressão no contato, (p
i
− p). Esta equação é geral e independe da
geometria do aqüífero. A Eq. (6.55) pode ser integrada para se obter o influxo. Assim,
( ) dt t
W
p J
p p J qdt W
t
ei
i
i
t
e (


|
|
¹
|

\
|
− − = ≡

0
0
exp . (6.56)
Finalmente, resolvendo a integral da Eq. (6.56) chega-se a:
( )
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
− − − = t
W
p J
p p
p
W
W
ei
i
i
i
ei
e
exp 1 . (6.57)
A Eq. (6.57) fornece o influxo do aqüífero em função do tempo para uma queda de pressão
constante, (p
i
− p), no contato. Algumas observações podem ser feitas a respeito das equações do
modelo de Fetkovich:
(a) Observação 1
Note que com o passar do tempo, a vazão fornecida pelo aqüífero, Eq. (6.55), decresce ex-
ponencialmente tendendo a zero. Ou seja, o influxo dado pela Eq. (6.57) tende a um valor máximo.
Tomando o limite da Eq. (6.57) para ∞ → t e usando a Eq. (6.47), o influxo máximo pode ser
escrito como:
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-17
( ) ( ) p p W c p p
p
W
W
i i t i
i
ei
máx e
− = − = .
(6.58)
(b) Observação 2
Na prática a queda de pressão no contato não é constante e a Eq. (6.57) não é diretamente
aplicável. Fetkovich mostrou uma forma de utilizar a Eq. (6.57) quando a pressão varia no contato,
sem fazer a superposição.
O influxo durante o primeiro intervalo de tempo (∆t
1
) pode ser expresso por:
( )
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
∆ − − − = ∆
1 1 1
exp 1 t
W
p J
p p
p
W
W
ei
i
i
i
ei
e
, (6.59)
onde
1
p é a média das pressões no contato no intervalo de tempo ∆t
1
.
Para o segundo intervalo de tempo (∆t
2
):
( )
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
∆ − − − = ∆
2 2 1 2
exp 1 t
W
p J
p p
p
W
W
ei
i
a
i
ei
e
, (6.60)
onde
1 a
p é a pressão média do aqüífero no final do primeiro intervalo de tempo e é calculada a
partir da equação de balanço de materiais no aqüífero, Eq. (6.48),

|
|
¹
|

\
| ∆
− =
ei
e
i a
W
W
p p
1
1
1 (6.61)
e
2
p é a média das pressões no contato no intervalo de tempo ∆t
2
.
Para um intervalo de tempo ∆t
n
,
( )
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
∆ − − − = ∆
− n
ei
i
n n a
i
ei
n e
t
W
p J
p p
p
W
W exp 1
1
, (6.62)
onde:

|
|
¹
|

\
|
− =
|
|
¹
|

\
|
∆ − =


=


ei
n e
i
n
j
j e
ei
i n a
W
W
p W
W
p p
1
1
1
1
1
1
1 (6.63)
e

2
1 n n
n
p p
p
+
=

. (6.64)
Fetkovich mostrou para diferentes geometrias que o seu método produz resultados seme-
lhantes aos do modelo de van Everdingen & Hurst para aqüíferos finitos.
(c) Observação 3
Ao utilizar o índice de produtividade do aqüífero, J, para fluxo permanente, admite-se que
o aqüífero seja realimentado de modo que a pressão no seu limite externo se mantém constante e
igual a p
i
. A condição de fluxo permanente implica que não há limite para o influxo máximo, isto é,
ei
W é infinito. Neste caso, a vazão do aqüífero, Eq. (6.55), reduz-se a:
( ) p p J
dt
dW
q
i
e
− = ≡ , (6.65)
cuja integral é o influxo acumulado:
Influxo de Água
6-18
( )dt p p J W
t
i e

− =
0
. (6.66)
A Eq. (6.66) é um caso particular do modelo de Fetkovich e foi apresentada por Schilthuis em 1936.
(d) Observação 4
A Tabela 6.1 apresenta o índice de produtividade do aqüífero, J, para os modelos de aqüí-
feros radial e linear, regimes de fluxo permanente e pseudopermanente. Para outras geometrias, o
índice de produtividade para o regime pseudopermanente pode ser definido como:

|
|
¹
|

\
|
γ
µ
π
=
2
4
ln
2
2
o A
r C
A
kh
J ,
(6.67)
onde C
A
é o fator de forma de Dietz (1965) (Tabela K.3, Apêndice K), A é a área do aqüífero, γ é a
exponencial da constante de Euler ( 78108 , 1 = γ ) e r
o
é o raio do reservatório circularizado. Na
Tabela K.3, o tempo adimensional t
DA
é definido como:

A c
t k
t
t
DA
φµ
= .
(6.68)
Tabela 6.1 − Índice de produtividade do aqüífero para os fluxos radial e linear
Condição de Fluxo Aqüífero Radial Aqüífero Linear
Pseudopermanente
(
(
¸
(

¸


|
|
¹
|

\
|
µ
π
=
4
3
ln
2
o
e
r
r
kh f
J
L
khw
J
µ
=
3

Permanente
|
|
¹
|

\
|
µ
π
=
o
e
r
r
kh f
J
ln
2

L
khw
J
µ
=
___________________________
Exemplo 6.5 − Resolva o Exemplo 6.4 utilizando o modelo de Fetkovich.
Solução:
Tabela 6.1:
(
(
¸
(

¸


|
|
¹
|

\
|
µ
π
=
4
3
ln
2
o
e
r
r
kh f
J (SI) ou
(
(
¸
(

¸


|
|
¹
|

\
|
µ
=
4
3
ln
05255 , 0
o
e
r
r
kh f
J (nas unidades do exemplo)

2
3
/
/
12 , 241
4
3
762
096 . 6
ln 30 , 0
3 , 18 100 1 05255 , 0
cm kgf
d m
J =
(
¸
(

¸

− |
¹
|

\
|
× × ×
=
Cálculo de c
t
:
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-19

1 2 6 6 6
) / ( 10 6 , 9 9 10 9 , 56 10 7 , 42
− − − −
× = × + × = + = cm kgf c c c
f w t

Eq. (6.47):
i i t ei
p W c W =
3 6 2 2
10 673 , 462 22 , 0 3 , 18 ) 762 096 . 6 ( 1416 , 3 m W
i
× = × × − × =
3 6 6 6
10 3422 , 11 13 , 246 10 673 , 462 10 6 , 99 m W
ei
× = × × × × =


Eq.(6.62): ( )
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
∆ − − − = ∆
− n
ei
i
n n a
i
ei
n e
t
W
p J
p p
p
W
W exp 1
1

( )
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|
×
×
×
− − −
×
= ∆

100
10 3422 , 11
13 , 246 12 , 241
exp 1
13 , 246
10 3422 , 11
6
1
6
n n a n e
p p W
( )
n n a n e
p p W − = ∆
−1
774 . 18
Eq. (6.63):
|
|
¹
|

\
|
− =


ei
n e
i n a
W
W
p p
1
1
1
Eq. (6.64):
2
1 n n
n
p p
p
+
=


Resumo de cálculo:

t
(d)
p
(kgf/cm
2
)
n
p
(kgf/cm
2
)
n e
W ∆
(m
3
)
n e
W
(m
3
)
n a
p
(kgf/cm
2
)
0 246,13 – – – 246,1300
100 245,43 245,780 6.570,9 6.570,9 245,9874
200 244,44 244,935 19.757,9 26.328,8 245,5587
300 243,18 243,810 32.829,2 59.158,0 244,8462
400 242,19 242,685 40.575,3 99.733,3 243,9657
500 240,51 241,350 49.108,1 148.841,0 242,9001

Resposta: Após 500 dias
3
841 . 148 m W
e
= .
___________________________
6.4. Modelo de Hurst Modificado
No modelo de Hurst modificado, descrito por Pirson (1958), a vazão de água fornecida pe-
lo aqüífero é dada pela expressão:

) ( log
) (
ct
p p
C
dt
dW
i e

= ,
(6.69)
onde C e c são duas constantes. O influxo acumulado é obtido da integral:

(



=
t
i
e
dt
ct
p p
C W
0
) ( log
) (
. (6.70)
Influxo de Água
6-20
As constantes C e c são estimadas através de um processo de ajuste de histórico, conforme
descrito no Capítulo 9, Seção 9.1.3.
6.5. Modelo de Carter-Tracy
O modelo de Carter-Tracy (Carter & Tracy, 1960) é aplicável a qualquer geometria de flu-
xo, desde que se conheça a solução para a pressão adimensional em função do tempo para a geome-
tria de aqüífero considerada. Esta abrangência de tipos de aqüífero possíveis de serem contemplados
é uma grande vantagem deste modelo em relação ao de van Everdingen & Hurst. O modelo de
Carter-Tracy, assim como o de Fetkovich, não requerer a aplicação do princípio da superposição de
efeitos no cálculo do influxo.
O influxo acumulado de água pode ser expresso através da integral de convolução:
τ
(


τ
τ −
τ ∆ =
j
D
t
D D
j D e
d
d
t dW
p U t W
0
) (
) ( ) ( , (6.71)
onde t
D
é o tempo adimensional definido para cada geometria de aqüífero, U é a constante de influxo
de água e que também depende da geometria do sistema, ∆p(t
D
) = p
i
− p(t
D
) é a queda de pressão no
contato, W
D
(t
D
) é o influxo de água acumulado adimensional, τ é uma variável de integração e j
refere-se à discretização do tempo. As definições de t
D
e de U são encontradas no Apêndice L para
os casos de fluxo radial e linear. Os valores de W
D
(t
D
) estão apresentados nas Tabelas K.4 e K.5
para fluxo radial, e na Tabela K.6 para fluxo linear.
No modelo de Carter-Tracy o valor do influxo acumulado W
e
é aproximado pela expressão:
) ( ) ( ) (
1 1 1 − − −
− + =
j D j D j j D e j D e
t t a t W t W ,
(6.72)
onde
1 − j
a é uma constante. Esta equação admite que no intervalo entre
1 − j D
t e
j D
t o influxo varia
linearmente com o tempo.
Combinando-se as Eqs. (6.71) e (6.72) obtém-se:
) ( ) (
) (
) (
1 1 1
0
− − −
− + = τ
(


τ
τ −
τ ∆
j D j D j j D e
t
D D
t t a t W d
d
t dW
p U
j
D
. (6.73)
Aplicando-se a transformada de Laplace com relação ao tempo adimensional à Eq. (6.73) obtém-se:

2
1 1 1 1
) (
) ( ) (
u
a
u
t a t W
u W u p u U
j j D j j D e
D
− − − −
+

= ∆ , (6.74)
onde u é a variável de Laplace.
Para o problema em questão é possível provar que (van Everdingen & Hurst, 1949):
) ( ) (
1
2
u W u p u
u
D D
= ,
(6.75)
onde p
D (t
D
) é a solução para a pressão adimensional na face interna de um aqüífero produzindo com
vazão constante e W
D (t
D
) é o influxo adimensional para o caso de pressão constante no contato.
Substituindo-se a Eq. (6.75) na Eq. (6.74) e explicitando-se a transformada da queda de pressão no
contato óleo/água, obtém-se a equação:
[ ] { } ) ( ) ( ) (
1
) (
1 1 1 1
u p a u p u t a t W
U
u p
D j D j D j j D e − − − −
+ − = ∆ , (6.76)
cuja inversão resulta em:
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-21
[ ] { } ) ( ) ( ) (
1
) (
1 1 1 1 j D D j j D D j D j j D e j D
t p a t p t a t W
U
t p
− − − −
+ ′ − = ∆ , (6.77)
onde ) (
j D D
t p′ é a derivada da pressão adimensional em relação ao tempo adimensional.
Explicitando-se a constante
1 − j
a na Eq. (6.77):

) ( ) (
) ( ) ( ) (
1
1
1
j D D j D j D D
j D D j D e j D
j
t p t t p
t p t W t p U
a
′ −
′ − ∆
=




(6.78)
e substituindo-se a expressão resultante na Eq. (6.72) obtém-se:
) (
) ( ) (
) ( ) ( ) (
) ( ) (
1
1
1
1 −




′ −
′ − ∆
+ =
j D j D
j D D j D j D D
j D D j D e j D
j D e j D e
t t
t p t t p
t p t W t p U
t W t W ,
(6.79)
que é a equação para o cálculo do influxo acumulado. Conforme mencionado anteriormente, a
função p
D (t
D
) representa a pressão adimensional na face interna de um aqüífero produzindo com
vazão constante. No caso de um aqüífero linear infinito, isto é, de um aqüífero que se comporta
ainda no regime transiente de fluxo, a pressão adimensional é determinada pela expressão (Carslaw
& Jaeger, 1959, p. 75):

π
=
D
D D
t
t p 2 ) ( (6.80)
e no caso de um aqüífero radial infinito essa expressão é, aproximadamente (Capítulo 3, Seção 3.2.4):
[ ] 80907 , 0 ) ln(
2
1
) ( + =
D D D
t t p . (6.81)
___________________________
Exemplo 6.6 − Resolva o Exemplo 6.4 utilizando o modelo de Carter-Tracy.
Solução:
Cálculo de c
t
:
1 2 6 6 6
) / ( 10 6 , 9 9 10 9 , 56 10 7 , 42
− − − −
× = × + × = + = cm kgf c c c
f w t

Eq. (6.3):
2
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (sistema SI) ou
2
008362 , 0
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (nas unidades do exemplo)
t
t
t
D
2191 , 0
762 10 6 , 99 30 , 0 22 , 0
100 008362 , 0
2 6
=
× × × ×
× ×
=


Cálculo de r
eD
:
8
762
096 . 6
= = =
o
e
eD
r
r
r
Eq. (6.11):
2
2
o t
r h c f U φ π =
2 3 2 6
/ 9 , 462 . 1 762 3 , 18 10 6 , 99 22 , 0 0 , 1 1416 , 3 2 cm kgf m U = × × × × × × × =

.
No modelo de Carter-Tracy o influxo acumulado é calculado com a Eq. (6.79). Como o
aqüífero é radial selado no limite externo, as funções ) (
D D
t p e ) (
D D
t p′ são dadas respectivamente
por:
Influxo de Água
6-22
Transiente: ( ) 80907 , 0 ln
2
1
) ( + =
D D D
t t p e
D
D D
t
t p
2
1
) ( = ′ , para 1 , 0 <
DA
t

Pseudopermanente
4
:
4
3
ln
2
) (
2
− + =
eD D
eD
D D
r t
r
t p e
2
2
) (
eD
D D
r
t p = ′ , para 1 , 0 ≥
DA
t

onde:

( ) ( )
D
eD
D
o e
D o D o
DA
t
r
t
r r
t r
A
t r
t 00505 , 0
1
2 2 2
2 2
=
− π
=
− π
= = .

Resumo de cálculo:
j
t
j
(d)
p
j

(kgf/cm
2
)
j i j
p p p − = ∆
(kgf/cm
2
)
Dj
t ) (
Dj D
t p ) (
Dj D
t p′
) (
Dj e
t W
(m
3
)
0 0 246,13 0 0 0 − 0
1 100 245,43 0,70 21,91 2,014 0,031 11.140,3
2 200 244,44 1,69 43,82 2,699 0,031 34.212,7
3 300 243,18 2,95 65,73 3,384 0,031 69.420,5
4 400 242,19 3,94 87,64 4,068 0,031 108.395,8
5 500 240,51 5,62 109,55 4,753 0,031 160.704,8

Portanto, após 500 dias
3
705 . 160 m W
e
= .
Para efeito de comparação com os demais métodos, o resultado da aplicação do modelo de
Carter-Tracy admitindo, como nos demais modelos, pressão constante no contato no intervalo ∆t,
está apresentado na tabela seguinte:

j
t
j
(d)
p
j

(kgf/cm
2
)
j i j
p p p − = ∆
(kgf/cm
2
)
Dj
t ) (
Dj D
t p
) (
Dj D
t p′

) (
Dj e
t W
(m
3
)
0 0 246,13 0 0 0 − 0
1 100 245,43 0,350 21,91 2,014 0,031 5.570,1
2 200 244,44 1,195 43,82 2,699 0,031 22.660,5
3 300 243,18 2,320 65,73 3,384 0,031 51.773,0
4 400 242,19 3,445 87,64 4,068 0,031 88.837,6
5 500 240,51 4,780 109,55 4,753 0,031 134.447,9

Assim, com a hipótese de pressão constante no intervalo ∆t, após 500 dias
3
448 . 134 m W
e
= .
___________________________
6.6. Modelos de Leung
Nesta seção serão discutidos dois modelos aproximados, apresentados por Leung (1986),
denominados modelo pseudopermanente (“PSS model”) e modelo pseudopermanente modificado
(“MPSS model”). Assim como o modelo apresentado por Fetkovich, discutido na Seção 6.3, os

4
Vide Capítulo 3, Seção 3.2.4.
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-23
modelos PSS e MPSS são aplicáveis a aqüíferos finitos e consideram que o fluxo do aqüífero para o
reservatório se dá sob o regime pseudopermanente. Os modelos de Leung também têm a vantagem,
em relação ao modelo de van Everdingen & Hurst, de prescindir do esforço computacional associa-
do à superposição de efeitos tradicional quando a pressão no contato aqüífero-reservatório é variável
com o tempo.
6.6.1. Modelo pseudopermanente (“PSS model”)
Quando um aqüífero finito de geometria qualquer atinge o regime pseudopermanente
(PSS), a vazão do influxo de água é dada por:
[ ] ) ( ) ( t p t p J q
a
− = ,
(6.82)
onde J é o índice de produtividade do aqüífero,
a
p a pressão média do aqüífero e p a pressão no
contato reservatório-aqüífero. O índice de produtividade é definido pela expressão:


µδ = kA J , (6.83)
onde

δ é o raio de drenagem constante sob o regime PSS e A é a área aberta ao influxo de água
(seção transversal do meio poroso no contato reservatório-aqüífero).
Vale ressaltar que se
a
p e p fossem constantes na equação da vazão, Eq. (6.82), o fluxo do
aqüífero para o reservatório seria permanente; mas como a pressão varia com o tempo, o regime de
fluxo é classificado apenas como pseudopermanente.
Segundo Leung o raio de drenagem pseudopermanente,

δ , depende de como varia a
pressão no contato com o tempo: variação em degrau (“Step Interpolation Boundary Pressure” −
SIBP) ou variação linear (“Linear Interpolation Boundary Pressure” − LIBP). Para aqüífero linear, o
raio de drenagem adimensional ( L

δ ) vale 0,4053 e 0,3333 para variação em degrau e variação
linear, respectivamente.
Para aqüífero radial, além da condição da pressão na fronteira interna (no contato), o raio de dre-
nagem depende também do tamanho do aqüífero dado pelo parâmetro r
eD
. Na Tabela 6.2 estão apresenta-
dos os raios de drenagem para valores de r
eD
entre 1,1 e 50, tanto para o caso de variação da pressão em
degrau (SIBP) quanto para o caso de variação linear da pressão (LIBP).
Tabela 6.2 − Raio de drenagem adimensional para aqüífero radial (Leung, 1986)
o
r

δ
eD
r
LIBP SIBP Fetkovich
1,1 0,0333 0,0405 −
1,5 0,1637 0,1916 −
2 0,3156 0,3601 −
3 0,5779 0,6388 0,3486
4 0,7940 0,8611 0,6363
5 0,9755 1,0457 0,8594
6 1,1313 1,2002 1,0418
7 1,2674 1,3345 1,1959
8 1,3880 1,4572 1,3294
Influxo de Água
6-24
9 1,4963 1,5648 1,4472
10 1,5943 1,6575 1,5526
20 2,2595 2,2610 2,2457
50 3,1650 3,1260 3,1620

Para aqüíferos pequenos (r
eD
< 1,5), o fluxo é aproximadamente linear e os raios de drena-
gem são equivalentes a aqueles para aqüífero linear com ( ) 1 3333 , 0 − → δ
∞ eD o
r r para LIBP e
( ) 1 4053 , 0 − → δ
∞ eD o
r r para SIBP. Quando o aqüífero é grande (r
eD
> 50) o raio de drenagem,
independentemente do comportamento da pressão no contato (SIBP ou LIBP), tende assintoticamen-
te para a expressão:
( ) 4 3 ln − = δ
∞ eD o
r r .
(6.84)
Como mostrado na Tabela 6.1, a Eq. (6.84) é a expressão do raio de drenagem usado por
Fetkovich.
A partir de um balanço de materiais no aqüífero pode-se mostrar que:
[ ] ) (t p p W c W
a i i t e
− =
(6.85)
e
( )
1 +
− = ∆
n a n a i t e
p p W c W ,
(6.86)
onde
f w t
c c c + = é a compressibilidade total do aqüífero e W
i
é o volume inicial de água do
aqüífero. O subscrito n refere-se ao instante de tempo t
n
e o subscrito n+1 ao instante t
n+1
.
A vazão do influxo de água é dada pela derivada do influxo acumulado, Eq. (6.85), em re-
lação ao tempo:

dt
t p d
W c q
a
i t
) (
− = . (6.87)
Combinando-se as Eqs. (6.82) e (6.87), obtém-se a equação que governa o fluxo pseudo-
permanente, isto é:
[ ] ) ( ) (
) (
t p t p
dt
t p d
a
a
− α = , (6.88)
onde a constante α é definida por:


δ µ
= ≡ α
k
W c
A
W c
J
i t i t
.
(6.89)
Note que a Eq. (6.88) só é válida após se atingir o regime pseudopermanente (isto é, para t > t
pss
).
Uma hipótese básica do modelo PSS é que a Eq. (6.88) seja uma boa aproximação também para o
período
pss
t t < < 0 .
A condição inicial é dada pela expressão:

i a
p t p t p = = = = ) 0 ( ) 0 ( . (6.90)
Utilizando a técnica de transformada de Laplace e a condição inicial dada pela Eq.(6.90), a Eq.
(6.88) pode ser resolvida para a pressão média do aqüífero:

( )

τ τ α + =
τ − α − α −
t
t t
a a
d e p e p t p
0
) ( ) 0 ( ) ( . (6.91)
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-25
Se a Eq. (6.91) for integrada por partes, obter-se-á uma forma alternativa da pressão média do
aqüífero como uma função da derivada da pressão no contato:

( )
τ
(


τ
τ
− =
τ − α −
d e
d
dp
t p t p
t
t
a
0
) (
) ( ) ( . (6.92)
Uma vez obtida a pressão média do aqüífero,
a
p , a partir da Eq. (6.91) ou (6.92), a vazão do influxo
de água, q, e o influxo acumulado, W
e
, são calculados com as Eqs. (6.82) e (6.85), respectivamente.
As Eqs. (6.91) e (6.92) são conhecidas como integrais de convolução (ou superposição).
Pelo fato de o integrando ser expresso como um produto de duas funções, uma avaliada no tempo τ
e a outra em t − τ, com τ variando de 0 a t, a integral em t
n+1
não é igual à integral em t
n
mais um
incremento da integral no intervalo
n n
t t t − = ∆
+1
. Conseqüentemente, a cada tempo de interesse a
integral tem que ser avaliada desde 0 = t até o tempo t considerado, o que torna o processo cada
vez mais ineficiente à medida que o tempo cresce. Em vista dessa dificuldade, Leung apresentou um
esquema mais eficiente denominado FCM (“fast convolution method”). Define-se a integral na Eq.
(6.91) como ) (t I , sendo que
1 + n
I é a integral avaliada no tempo
1 + n
t . Assim,

( )
( ) ( )
( ) ( )
∫ ∫
∫ ∫

+
+
+
+ +
+
+
τ τ +
(
¸
(

¸

τ τ =
τ τ + τ τ =
τ τ =
τ − α − ∆ α − τ − α −
τ − α − τ − + − α −
τ − α −
+
1
1
1
1 1
1
1
) ( ) (
) ( ) (
) (
0
0
0
1
n
n
n
n
n
n
n
n
n
n n n
n
n
t
t
t t
t
t
t
t
t
t
t t t
t
t
n
d e p e d e p
d e p d e p
d e p I

(6.93)
ou simplesmente:
I e I I
t
n n
∆ + =
∆ α −
+1
. (6.94)
Como mostra a Eq. (6.94), a integral de convolução no tempo
1 + n
t é igual à soma da inte-
gral anterior avaliada em
n
t , multiplicada pelo fator de decaimento exponencial ) exp( t ∆ α − , com a
integral entre os limites
n
t e
1 + n
t . O histórico de pressões anterior a
n
t não é necessário para se
avaliar
1 + n
I ; logo o esforço computacional e a quantidade de memória requerida são reduzidos.
Usando a Eq. (6.94), as Eqs. (6.91) e (6.92) podem ser escritas, respectivamente, como:

( )

+
+
τ τ α + =
τ − α − ∆ α −
+
1
1
) (
1
n
n
n
t
t
t t
n a n a
d e p e p p (6.95a)
e
( )
( )
τ
(


τ
τ
− − + =
τ − α − ∆ α −
+ +
+
+
d e
d
dp
e p p p p
n
n
n
t
t
t
t
n n a n n a
1
1
) (
1 1
. (6.95b)
A forma expressa pela Eq. (6.95a) é preferível do que a da Eq. (6.95b) porque é mais conveniente se
avaliar a integral envolvendo pressões do que derivadas da pressão.
Os dados da pressão no contato em função do tempo, necessários para se calcular a integral
de convolução, Eq. (6.95), são normalmente expressos como valores discretos com o tempo. Logo,
para calcular a integral, alguma forma de interpolação entre os dados é necessária. Dois esquemas
simples de interpolação foram sugeridos por Leung:
1. Interpolação Linear da Pressão no Contato, denominada LIBP (“Linear Interpolation of
Boundary Pressure”). Neste caso os dados discretos de pressão são interpolados linearmente:
Influxo de Água
6-26
( )
1
1
, ) (
+
+
≤ ≤ + − |
¹
|

\
|


=
n n n n
n n
LI
t t t p t t
t
p p
t p ; (6.96)
2. Interpolação em Degrau da Pressão no Contato, denominada SIBP (“Step Interpolation of
Boundary Pressure”). Neste caso as pressões interpoladas entre
n
t e
1 + n
t são dadas por:

1
1
,
2
) (
+
+
≤ < |
¹
|

\
| +
=
n n
n n
SI
t t t
p p
t p . (6.97)
Combinando-se as Eqs. (6.95b) e (6.96) obtém-se a expressão para o cálculo da pressão
média do aqüífero no tempo
1 + n
t para o esquema LIBP:
( ) ( ) 1
1
1 1

∆ α

+ − + =
∆ α − + ∆ α −
+ +
t n n t
n n a n n a
e
t
p p
e p p p p .
(6.98)
Por outro lado, combinando-se as Eqs. (6.95a) e (6.97) obtém-se a pressão média do aqüífero no
tempo
1 + n
t para o esquema SIBP:
( )
t n n t
n a n a
e
p p
e p p
∆ α − + ∆ α −
+

+
+ = 1
2
1
1
. (6.99)
Os parâmetros do modelo PSS de Leung para aqüíferos lineares e radiais, requeridos nas
Eqs. (6.82), (6.85), (6.98) e (6.99), estão resumidos na Tabela 6.3.
Tabela 6.3 − Parâmetros do modelo PSS de Leung
Parâmetro Aqüífero Linear Aqüífero Circular
J
( ) L
L A k

δ µ

( )
o
r
kh f

δ µ
π 2
, onde π θ = 2 f
i t
W c L A c c
f w
φ + ) (
f h r r c c
o e f w
) ( ) (
2 2
− π φ + , onde π θ = 2 f
α
( ) L
L
L c
k
t ∞ ∞
δ
η
=
δ φµ
2

( )
1
2
1
2
2
2
2

δ
η
=

δ φµ
∞ ∞
eD
o
o
eD
o t
r
r
r
r
r c
k

LIBP,

δ
3
L
( )
(
(
¸
(

¸

|
|
¹
|

\
|



|
|
¹
|

\
|
− 1
1 3
4
1
ln
1
2
2
2
2
2
eD
eD
eD
eD
eD
o
r
r
r
r
r
r
SIBP,

δ
2
4
π
L

(
(
¸
(

¸

−1
1 2
2 2
1 eD eD
o
r r a
r (
5
)

5
A constante a1 é a primeira raiz da equação de Bessel: ( ) ( ) ( ) ( ) 0
1 0 0 1
= −
eD m m m eD m
r a Y a J a Y r a J , onde J0 e J1 são
as funções de Bessel de primeira espécie e Y0 e Y1 as funções de Bessel de segunda espécie.
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-27
D
t
2 2
L
t
L c
t k
t
η
=
φµ

2 2
o o t
r
t
r c
t k η
=
φµ

LIBP,
D pss
t ) (
0,57
2
25 , 0
eD
r
SIBP,
D pss
t ) (
0,15
2
25 , 0
eD
r

O procedimento de cálculo do modelo PSS de Leung consiste dos seguintes passos:
Passo 1 − Parâmetros Básicos. A partir do valor de (t
pss
)
D
e da definição de t
D
(vide Tabela
6.3) calcule t
pss
e verifique se ∆t > t
pss
, para confirmar a validade do modelo PSS de Leung. Então
calcule

δ e α da Tabela 6.3, além da ) exp( t ∆ α − para cada novo valor de ∆t.
Passo 2 − Pressão Média do Aqüífero. A partir da condição inicial ou da pressão média do
aqüífero no intervalo de tempo anterior,
n a
p , calcule
1 + n a
p com a Eq. (6.98) (LIBP) ou a Eq.
(6.99) (SIBP).
Passo 3 − Influxo de Água. Com as Eqs. (6.85) e (6.86) calcule os valores de
1 + n e
W e
e
W ∆ , usando a pressão média atual do aqüífero,
1 + n a
p , obtida no passo 2.
___________________________
Exemplo 6.7 − Resolva o Exemplo 6.4 utilizando o modelo PSS de Leung. Considere os esquemas
LIBP e SIBP para a interpolação da pressão no contato.
Solução:
Cálculo de c
t
:

1 2 6 6 6
) / ( 0 1 6 , 9 9 10 9 , 56 10 7 , 42
− − − −
× = × + × == + = cm kgf c c c
f w t

Cálculo de r
eD
:
8
762
096 . 6
= = =
o
e
eD
r
r
r
Eq. (6.3):
2
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (sistema SI) ou
2
008362 , 0
o t
D
r c
t k
t
φµ
= (nas unidades do exemplo)
t
t
t
D
21908 , 0
762 10 6 , 99 30 , 0 22 , 0
100 008362 , 0
2 6
=
× × × ×
× ×
=


100 = ∆t dias → 91 , 21 100 21908 , 0 = × = ∆
D
t
Tabela 6.3: 16 8 25 , 0 25 , 0 ) (
2 2
= × = =
eD D pss
r t
⇒ > = ∆
D pss D
t t ) ( 91 , 21 o modelo PSS é válido
Tabela 6.3: f h r r c c W c
o e f w i t
) ( ) (
2 2
− π φ + =
Influxo de Água
6-28
2 3 2 2 6
/ / 082 . 46 1 3 , 18 ) 762 096 . 6 ( 1416 , 3 22 , 0 10 6 , 99 cm kgf m W c
i t
= × × − × × × × =


Esquema LIBP:
Tabela 6.2: ( ) 3880 , 1 = δ
∞ o
r
Tabela 6.3:
( )
1
2 2
2
0050107 , 0
1 8
2
3880 , 1
21908 , 0
1
2


=

=

δ
η
= α d
r
r
r
eD
o
o

60588 , 0
100 0050107 , 0
= =
× − ∆ α −
e e
t

78655 , 0
100 0050107 , 0
1 60588 , 0 1
− =
×

=
∆ α

∆ α −
t
e
t

Resumo de cálculo (esquema LIBP):
t
(d)
p
(kgf/cm
2
)
n n
p p −
+1

(kgf/cm
2
)
1 + n a
p
(kgf/cm
2
)
Eq. (6.98)
1 + n e
W
(m
3
)
Eq. (6.85)
e
W ∆
(m
3
)
Eq. (6.86)
0 246,13 – 246,1300 0 0
100 245,43 – 0,700 245,9806 6.884,7 6.884,7
200 244,44 – 0,990 245,5523 26.621,6 19.736,9
300 243,18 – 1,260 244,8450 59.215,4 32.593,8
400 242,19 – 0,990 243,9775 99.191,5 39.976,1
500 240,51 – 1,680 242,9144 148.181,3 49.989,8

Resposta: Após 500 dias
3
181 . 148 m W
e
= com LIBP.

Esquema SIBP:
Tabela 6.2: ( ) 4572 , 1 = δ
∞ o
r
Tabela 6.3:
( )
1
2 2
2
0047727 , 0
1 8
2
4572 , 1
21908 , 0
1
2


=

=

δ
η
= α d
r
r
r
eD
o
o

62047 , 0
100 0047727 , 0
= =
× − ∆ α −
e e
t

37953 , 0 62047 , 0 1 1 = − = −
∆ α − t
e
Resumo de cálculo (esquema SIBP):
t
(d)
p
(kgf/cm
2
)
2
1 +
+
n n
p p

(kgf/cm
2
)
1 + n a
p
(kgf/cm
2
)
Eq. (6.99)
1 + n e
W
(m
3
)
Eq. (6.85)
e
W ∆
(m
3
)
Eq. (6.86)
0 246,13 – 246,1300 0 0
100 245,43 245,780 245,9972 6.119,7 6.119,7
200 244,44 244,935 245,5941 24.695,3 18.575,7
300 243,18 243,810 244,9170 55.897,5 31.202,1
400 242,19 242,685 243,0699 94.933,5 39.036,1
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-29
500 240,51 241,350 243,0376 142.504,0 47.570,4

Resposta: Após 500 dias
3
504 . 142 m W
e
= com SIBP.
___________________________
6.6.2. Modelo pseudopermanente modificado (“MPSS model”)
Leung mostrou que, para aqüíferos grandes (r
eD
> 10), o modelo PSS apresenta uma certa
imprecisão pelo fato de o modelo não levar em conta os efeitos transientes que ocorrem no curto
tempo. Como uma alternativa para sanar este inconveniente, Leung desenvolveu um novo modelo
simplificado, denominado modelo pseudopermanente modificado (“MPSS model”). O fundamento
teórico do modelo MPSS está apresentado no Apêndice D do trabalho de Leung.
No modelo MPSS, a pressão média do aqüífero é definida como:
( ) ) ( ) ( 1 ) (
, 1 1 ,
t p t p t p
pss a I mpss a
β + β − = ,
(6.100)
onde ) (t p
I
é a pressão interpolada dada pela Eq. (6.96) ou (6.97), e
pss a
p
,
é a pressão média do
aqüífero obtida do modelo PSS. O coeficiente-peso
1
β é dado pela expressão:

( ) 1 1
) (
) (
4
2
2
1 1
2
1 0 2
1
1

(
(
¸
(

¸


= β
eD
eD
r
r a J
a J
a
,
(6.101)
sendo a
1
a primeira raiz da equação de Bessel: ( ) ( ) ( ) ( ) 0
1 0 0 1
= −
eD m m m eD m
r a Y a J a Y r a J , onde J
0
e
J
1
são as funções de Bessel de primeira espécie e Y
0
e Y
1
as funções de Bessel de segunda espécie.
Na Tabela 6.4 estão apresentados valores de a
1
e β
1
em função dos valores de r
eD
normalmente
encontrados nos estudos de reservatório. A Tabela 6.4 apresenta também o intervalo de validade dos
modelos MPSS e PSS. Como se pode observar, para r
eD
entre 1 e 50, o tempo inicial de validade do
modelo MPSS foi reduzido em relação ao do modelo PSS de aproximadamente um ciclo logarítmi-
co.
Tabela 6.4 − Parâmetros do modelo PSS modificado (Leung, 1986)
Modelo válido para
D
t >
eD
r
1
a
1
β
MPSS PSS
1,1 15,3348 0,8105
1,5 2,8899 0,8417 0,04 0,675
2 1,3606 0,8705 0,08 1,2
3 0,6256 0,9000 0,35 2,7
4 0,3935 0,9171 0,8 4,8
5 0,2823 0,9307 1,3 7,5
6 0,2182 0,9389 2 10,8
7 0,1767 0,9441 3 14,7
8 0,1476 0,9508 3,7 19,2
9 0,1264 0,9539 5 24,3
10 0,1104 0,9580 6 30
Influxo de Água
6-30
20 0,0471 0,9723 40 120
50 0,0160 0,9855 200 750
Obs.: (i)
o
r

δ obtido da Tabela 6.2 (SIBP); (ii) Para o modelo MPSS, o
D
t limite para
validade do modelo foi obtido a partir da comparação com a solução exata, com erro menor que
5%; (iii) Para o modelo PSS,
2
25 , 0
eD D
r t > (vide Tabela 6.3); e (iv) quando ∞ →
eD
r , 0
1
→ a e
0 , 1
1
→ β .
___________________________
Exemplo 6.8 − Resolva o Exemplo 6.4 utilizando o modelo MPSS de Leung com o esquema SIBP
de interpolação da pressão no contato.
Solução:
Tabela 6.4: ( ) ⇒ ∆ < =
D mpss D
t t 7 , 3 o modelo MPSS é válido
9508 , 0
1
= β
No Exemplo 6.7 já foram calculados: 62047 , 0
100 0047727 , 0
= =
× − ∆ α −
e e
t

37953 , 0 62047 , 0 1 1 = − = −
∆ α − t
e
Resumo de cálculo (esquema SIBP):
t
(d)
p
(kgf/cm
2
)
2
1 +
+
n n
p p

(kgf/cm
2
)
1
,
+ n
pss a
p
(kgf/cm
2
)
Eq. (6.99)
1
,
+ n
mpss a
p
(kgf/cm
2
)
Eq. (6.100)
1 + n e
W
(m
3
)
Eq. (6.85)
e
W ∆
(m
3
)
Eq. (6.86)
0 246,13 – 246,1300 246,1300 0 0
100 245,43 245,780 245,9972 245,9865 6.612,8 6.612,8
200 244,44 244,935 245,5941 245,5616 26.193,0 19.580,2
300 243,18 243,810 244,9170 244,8625 58.408,9 38.828,7
400 242,19 242,685 243,0699 244,0081 98.071,7 59.243,0
500 240,51 241,350 243,0376 242,9546 146.328,8 87.085,8

Resposta: Após 500 dias
3
329 . 146 m W
e
= .
___________________________
6.7. Comparação Entre os Modelos
Nas seções anteriores foram apresentados vários modelos para o cálculo do influxo acumu-
lado proveniente de aqüíferos. Cada um dos modelos foi utilizado para estimar o influxo acumulado
do aqüífero circular limitado apresentado no Exemplo 6.4. Para cada um dos modelos, calculou-se,
no tempo t = 500 dias, o influxo acumulado fornecido pelo aqüífero sujeito a um histórico de
pressão variável no contato. Os resultados estão apresentados na Tabela 6.5. Como discutido
anteriormente, o modelo de van Everdingen & Hurst é o mais preciso deles e foi escolhido como
referência para o cálculo do erro relativo.
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-31
Tabela 6.5 − Comparação entre os vários modelos de influxo de água para t = 500 dias
Modelo W
e
(m
3
) Erro (%)
van Everdingen & Hurst (Exemplo 6.4) 146.190 −
Fetkovich (Exemplo 6.5) 148.841 +1,8
Carter-Tracy (Exemplo 6.6) 160.705 +9,9
Carter-Tracy (Exemplo 6.6 – pressão em degrau) 134.448 −8,0
PSS-LIBP de Leung (Exemplo 6.7) 148.181 +1,4
PSS-SIBP de Leung (Exemplo 6.7) 142.504 −2,5
MPSS-SIBP de Leung (Exemplo 6.8) 146.329 +0,1

Como pode ser observado na Tabela 6.5, o modelo aproximado de melhor performance foi o
MPSS-SIBP de Leung, com erro aproximado de 0,1%, seguido dos modelos PSS-LIBP com erro de 1,4%,
Fetkovich com erro de 1,8%, PSS-SIBP com erro de 2,5% e Carter-Tracy com erro de 9,9%.
6.8. Modelo de Influxo de Água de Fundo
Na Seção 6.1 é apresentado o modelo de van Everdingen & Hurst (1949) para aqüífero ra-
dial. Esse modelo é a solução da equação da difusividade radial e como tal é válido para todos os
regimes de fluxo, desde que a geometria de fluxo seja efetivamente radial.
A geometria de fluxo radial admitida por van Everdingen & Hurst é melhor entendida através de
uma ilustração. A Figura 6.6 apresenta a seção transversal de um reservatório conectado a um aqüífero lateral
e o modelo de fluxo radial idealizado, que representa este sistema reservatório-aqüífero.
h
h
r
r
o
r
o
Reservatório
Reservatório
o
w
Aqüífero
Aqüífero

Influxo de Água
6-32
Figura 6.6 − Modelo idealizado de aqüífero radial. Reproduzida de Allard, D. R. & Chen, S. M., Calculation of
Water Influx for Bottom-Water Drive Reservoirs, Copyright © 1984, com permissão de SPE-AIME.
As linhas de fluxo neste caso são horizontais e a invasão da água se dá através de uma su-
perfície cilíndrica que circunda o reservatório. Esta situação pode ser comparada com o modelo de
influxo de fundo ilustrado na Figura 6.7, onde as linhas de fluxo têm uma componente vertical e a
invasão da água ocorre através de um plano circular horizontal que representa o contato óleo/água.
Portanto, o modelo de influxo de fundo deve levar em conta o fluxo vertical, e como mostrado a
seguir, o efeito do fluxo vertical é tanto mais pronunciado quanto maior é a razão entre a espessura
do aqüífero, h, e o raio do reservatório, r
o
.
h
z h
r
r
o
o
w
Reservatório
Aqüífero
Aqüífero
r
o
Reservatório
o
w

Figura 6.7 − Modelo idealizado de aqüífero de fundo. Reproduzida de Allard, D. R. & Chen, S. M., Calcula-
tion of Water Influx for Bottom-Water Drive Reservoirs, Copyright © 1984, com permissão de SPE-AIME.
Allard & Chen (1984), seguindo procedimento semelhante ao do modelo de van Everdin-
gen & Hurst, montaram matematicamente o problema que considera o influxo de fundo. Neste caso,
porém, a solução foi obtida com o uso de um simulador numérico.
6.8.1. Equações do problema
A equação diferencial parcial que governa o fluxo de um fluido levemente compressível em
um sistema como o mostrado na Figura 6.6 é a equação da difusividade,
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-33

t
p
k
c
r
p
r
r
p
t

∂ φµ
=


+

∂ 1
2
2
. (6.102)
Para o modelo de influxo ilustrado na Figura 6.7, um novo termo é adicionado a esta equação,
resultando em:

t
p
k
c
z
p
k
r
p
r
r
p
t
R

∂ φµ
=


+


+


2
2
2
2
1
, (6.103)
onde k
R
é a razão entre a permeabilidade vertical e a permeabilidade horizontal (k).
Existem infinitas soluções para a Eq. (6.103), representando todos os possíveis sistemas re-
servatório-aqüífero. É possível obter-se uma solução geral aplicável às várias situações, pela
introdução das seguintes variáveis adimensionais:
raio adimensional:
o
D
r
r
r = ,
(6.104)
distância vertical adimensional:
R o
D
k r
z
z =
(6.105)
e
tempo adimensional:
2
o t
D
r c
t k
t
φµ
= .
(6.106)
A substituição destas novas variáveis na Eq. (6.103) resulta na seguinte forma adimensio-
nal para a equação da difusividade:

D
D
D D
D
t
p
z
p
r
p
r
r
p


=


+


+


2
2
2
2
1
. (6.107)
Em vez de tentar formular uma solução analítica para a Eq. (6.107) considerando pressão
constante no contato, Allard & Chen derivaram diretamente uma equação para o influxo e usaram
um simulador numérico para obter a solução desta equação.
Para obter a equação do influxo é conveniente definir a queda de pressão adimensional
como:
p
q
k k r
p
R o
D

µ
π
= . (6.108)
Resolvendo-se as Eqs. (6.106) e (6.108) para t e q, respectivamente, obtém-se:

D
o t
t
k
r c
t
2
φµ
=
(6.109)
e

D
R o
p
p
k k r
q

µ
π
= . (6.110)
A equação do influxo, W
e
, escrita na forma de diferenças finitas é dada por:


∆ = t q W
e
. (6.111)
Substituindo as Eqs. (6.109) e (6.110) nesta expressão obtém-se:



∆ φ π =
D
D
R o t e
p
t
p k r c W
3
.
(6.112)
Influxo de Água
6-34
Finalmente, para converter esta expressão para uma forma comparável com aquela de van Everdin-
gen & Hurst, definem-se a constante de influxo, U, e o influxo adimensional, W
D
, como:

2
2
o t
r h c U φ π = (6.113)
e



=
D
D R o
D
p
t
h
k r
W
2
, (6.114)
onde h é a espessura do aqüífero. Isto reduz a Eq. (6.112) a:

D e
W p U W ∆ = , (6.115)
que é idêntica à expressão formulada por van Everdingen & Hurst, exceto que aqui os valores de W
D

em função de t
D
são, evidentemente, diferentes daqueles do sistema radial.
A solução do problema em termos do influxo adimensional, W
D
, é obtida através de um si-
mulador numérico. Deve-se observar que neste caso W
D
não é função somente de t
D
mas também da
geometria do sistema reservatório-aqüífero. Allard & Chen introduziram as seguintes constantes ou
parâmetros adimensionais, que descrevem a geometria do sistema:

o
e
D
r
r
r = ′
(6.116)
e

R o
D
k r
h
z = ′ ,
(6.117)
onde r
e
é o raio externo do aqüífero. Para valores fixos destes dois parâmetros, W
D
é função somente
de t
D
.
6.8.2. Solução do problema
Antes de descrever o modelo numérico empregado no estudo de Allard & Chen, é interes-
sante rever as condições de fluxo impostas para o caso de pressão constante no contato. Admite-se
que o reservatório e o aqüífero estejam inicialmente em equilíbrio na pressão p = p
i
. No instante
t = 0, a pressão do reservatório sofre um decréscimo, ∆p, e é mantida neste nível. Em resposta a esta
queda de pressão, a água invade o reservatório a uma vazão tal que o influxo, W
e
, é governado pela
Eq. (6.115). Para aqüíferos finitos, W
e
eventualmente atingirá um valor máximo quando a pressão do
aqüífero atingir a pressão do reservatório.
Se um simulador pode ser ajustado para reproduzir as condições descritas no parágrafo an-
terior, então é possível avaliar numericamente a Eq. (6.115). Isto é exatamente o que Allard & Chen
fizeram.
O modelo numérico de simulação que descreve o aqüífero de fundo é mostrado na Figura
6.8. As dimensões e propriedades deste modelo são selecionadas para obter os valores desejados de
D
r′ e
D
z′ . A produção dos poços é ajustada de tal modo que, a cada “time step”, a pressão no
contato reservatório-aqüífero se mantenha constante. Portanto, determinar o influxo adimensional
torna-se simplesmente uma questão de rodar o simulador e gerar tabelas de W
e
versus t. Estes
valores são substituídos nas Eqs. (6.115) e (6.106), respectivamente, para obter tabelas de W
D
versus
t
D.
.
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-35
O procedimento anteriormente descrito foi repetido para várias combinações de
D
r′ e
D
z′ .
Os resultados estão apresentados nas Tabelas K.7 a K.11. A Figura 6.9 mostra o comportamento do
influxo acumulado adimensional
D
W para 1 , 0 = ′
D
z em função do tamanho do aqüífero
D
r′ .





Figura 6.8 − Modelo numérico para o aqüífero de fundo. Reproduzida de Allard, D. R. & Chen, S. M.,
Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive Reservoirs, Copyright © 1984, com permissão de SPE-
AIME.

r
z
h
r
o
r
e
blocos do reservatório
poços produtores
Influxo de Água
6-36
1 10 100 1000
0
10
20
30
40
50
60
r
D' = 10
r
D' = 8
Aqüífero
infinito
r
D' = 4
r
D' = 6
Aqüífero de fundo
z
D' = 0,1
Tempo adimensional, t
D
I
n
f
l
u
x
o

a
d
i
m
e
n
s
i
o
n
a
l
,

W
D

Figura 6.9 − Influxo adimensional
D
W para aqüífero de fundo em função do tempo adimensional
D
t ,
do parâmetro
D
z′ e do tamanho do aqüífero
D
r′ .
6.9. Cálculo das Pressões Média e no Contato
Conforme foi discutido nas seções anteriores deste capítulo, a aplicação dos modelos de
cálculo do influxo de água requer o conhecimento da pressão no contato reservatório-aqüífero. Por
outro lado, o estudo de balanço de materiais em reservatórios de petróleo, a ser discutido nos
Capítulos 7 e 8, requer o conhecimento da pressão média do reservatório, necessária para a determi-
nação das propriedades PVT dos fluidos e da rocha.
6.9.1. Cálculo da pressão média do reservatório
A Figura 6.10 mostra um exemplo de reservatório sendo drenado através de diversos po-
ços, com diferentes vazões de produção.
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-37
q
2
A h
2 2
,
p
2
A h
1 1
,
q
1
p
1
q
3
A h
3 3
,
p
3
q
i
p
i
A h
i i
,
n
p
poços

Figura 6.10 − Reservatório produzindo através de vários poços.
A área de influência do poço i, cuja vazão é q
i
, é denominada A
i
, onde a espessura média
da formação é
i
h e a pressão média
i
p . A espessura média da formação em cada área de drenagem
pode ser estimada através de perfis e a pressão média a partir de testes de pressão nos poços.
a) Determinação das áreas de drenagem de cada poço
A determinação das áreas drenadas por cada poço em um reservatório desenvolvido, ou se-
ja, em um reservatório com diversos poços em produção, pode ser feita através do método proposto
por Rosa & Carvalho (2001), que se baseia no conceito mencionado por Matthews & Russel (1967),
segundo o qual, no regime pseudopermanente de um fluxo monofásico os volumes drenados por
cada poço são proporcionais às suas vazões, isto é:

t
i
d i d
q
q
V V = ,
(6.118)
onde
i d
V é o volume drenado pelo poço i e q
t
é a vazão total do reservatório. O volume drenado por
cada poço é dado por:

i i i d
h A V = . (6.119)
A relação entre os volumes drenados por um poço j qualquer e cada um dos poços i é dada
por:

i
j
i d
j d
q
q
V
V
= (6.120)
ou ainda:

i
j
i i
j j
q
q
h A
h A
= . (6.121)
Tomando j

=

1, tem-se:

i i i
q
q
h A
h A
1 1 1
= , (6.122)
onde i = 2, 3, ..., n
p
e n
p
é o número total de poços. Rearranjando-se os termos da Eq. (6.122),
obtém-se:
Influxo de Água
6-38
0
1 1 1
= − q h A q h A
i i i
. (6.123)
A Eq. (6.123) gera n
p


1 equações. A n
p
-ésima equação é dada por:

t n
A A A A
p
= + + + L
2 1
,
(6.124)
onde A
t
é a área total do reservatório. Tem-se portanto um sistema de n
p
equações lineares e n
p

incógnitas:

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=
= = −

=
p
n
i
t i
p i i i
A A
...,n , , i q h A q h A
1
1 1 1
3 2 0
(6.125)
cuja solução resulta na determinação das áreas drenadas por cada poço (A
i
). Os volumes drenados
são calculados pela Eq. (6.119).
b) Determinação da pressão média do reservatório
A pressão média do reservatório é obtida através de uma média ponderada das pressões nos
volumes de drenagem de cada poço:



=
=
=
p
p
n
i
i i
n
i
i i i
h A
p h A
p
1
1
. (6.126)
Usando a Eq. (6.118), a pressão média pode também ser calculada com a expressão:



=
=
=
p
p
n
i
i
n
i
i i
q
p q
p
1
1
. (6.127)
___________________________
Exemplo 6.9 – Um reservatório com área de 1,943 km
2
contém três poços produtores de óleo. Após
um certo período de produção, os poços foram fechados e realizados testes de crescimento de
pressão para se obter as pressões médias nas suas respectivas áreas de drenagem. Outros dados são:


Poço 1 Poço 2 Poço 3
Vazão de produção de óleo,
i
q (m
3
std/d) 16 32 13
Espessura média da formação,
i
h (m) 12 12,5 11
Pressões médias obtidas dos testes,
i
p (kgf/cm
2
) 160,9 155,2 167,5

Pede-se que sejam calculadas a:
(a) área drenada por cada poço.
(b) pressão média do reservatório.
Solução:
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-39
Parte (a):
As áreas drenadas são calculadas a partir do sistema de equações da Eq. (6.125). Substitu-
indo-se os valores de
i
q e
i
h do problema, a Eq. (6.125) pode ser escrita como:
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= −
= −

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= −
= −

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= × − ×
= × − ×
943 , 1
0 44 39
0 25 48
943 , 1
) 4 (: 0 176 156
) 8 (: 0 200 384
943 , 1
0 16 11 13 12
0 16 5 , 12 32 12
3 2 1
3 1
2 1
3 2 1
3 1
2 1
3 2 1
3 1
2 1
A A A
A A
A A
A A A
A A
A A
A A A
A A
A A

Da 1
a
equação do sistema de equações:
2 1
48
25
A A = . Substituindo esta expressão nas demais
equações, tem-se:
¦
¹
¦
´
¦
= +
= −
×
×

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= + |
¹
|

\
|
+
= −
×
943 , 1
48
73
0
44 48
25 39
943 , 1 1
48
25
0 44
48
25 39
3 2
3 2
3 2
3 2
A A
A A
A A
A A

Logo,
2
2
9801 , 0 73
44
25 39
48
1
: 943 , 1 km A = |
¹
|

\
|
+
×
= .
Substituindo-se o valor de
2
A na 1
a
equação:
2
2 1
5105 , 0 9801 , 0
48
25
48
25
km A A = × = = .
Finalmente, da 3
a
equação:
2
2 1 3
4524 , 0 9801 , 0 5105 , 0 943 , 1 943 , 1 km A A A = − − = − − = .
Parte (b):
Da Eq. (6.127):
2
1
1
/ 3 , 159
13 32 16
5 , 167 13 2 , 155 32 9 , 160 16
cm kgf
q
p q
p
p
p
n
i
i
n
i
i i
=
+ +
× + × + ×
= =


=
=
.
Equivalentemente, da Eq. (6.126):
2
1
1
/ 3 , 159
11 4524 , 0 5 , 12 9801 , 0 16 5105 , 0
5 , 167 11 4524 , 0 2 , 155 5 , 12 9801 , 0 9 , 160 12 5105 , 0
cm kgf
h A
p h A
p
p
p
n
i
i i
n
i
i i i
=
× + × + ×
× × + × × + × ×
= =


=
=
.
___________________________
6.9.2. Cálculo da pressão no contato
O processo de determinação do influxo acumulado de água proveniente de aqüífero requer
o conhecimento da pressão na posição correspondente ao contato original (óleo/água no caso de
Influxo de Água
6-40
reservatório de óleo ou gás/água no caso de reservatório de gás). A Figura 6.11 mostra um esquema
de reservatório de óleo submetido a influxo de água oriunda de aqüífero. Nessa figura, L
i
é a menor
distância entre o poço i e o contato original.
n
p
poços
Falha selante
Contato
óleo-água atual
C
o
n
tato óleo - água origin
a
l
L
4
2
3
4
i
p
3
p
2
p
1
L
3
L
i
n
p
L
n
1
p

Figura 6.11 − Reservatório de óleo com mecanismo de influxo de água -
Determinação da pressão no contato.
A pressão no contato original pode ser obtida a partir de um gráfico como o da Figura 6.12.
Em um determinado instante da vida produtiva do reservatório, são colocados em um gráfico de
coordenadas cartesianas os valores das pressões médias nas áreas de drenagem dos poços (
i
p ) em
função das distâncias dos poços até a posição original do contato (L
i
). Ajustando-se uma curva
média pelos pontos do gráfico, o valor da pressão média no contato óleo/água original (
w o
p
/
) é
estimado como sendo a extrapolação da curva para L
i
=

0.
p
i
L
i
p
o/w
0

Figura 6.12 − Determinação da pressão média no contato original.
As informações de pressão estática obtidas de testes de pressão e, principalmente, de regis-
tros de pressão estática em reservatórios com influxo de água devem merecer um cuidado especial.
Por exemplo, um registro de pressão estática em um poço situado nas imediações de um aqüífero,
que tenha permanecido fechado durante vários dias (ou mesmo horas) pode não ser representativo
da pressão média na sua área de drenagem, devido à influência do aqüífero. O uso desse tipo de
informação pode levar à conclusão errônea de que a pressão no contato mantém-se praticamente
constante.
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-41
Embora a metodologia apresentada nesta seção seja recomendada, na prática, por simplici-
dade normalmente utiliza-se a pressão média do reservatório para representar a pressão média no
contato.
6.10. Problemas
Problema 6.1 – O histórico das pressões no contato óleo/água original de um reservatório é
apresentado na tabela a seguir:

t (ano) 0 1 2 3 4
p (kgf/cm
2
) 220 180 160 160 160
Outros dados disponíveis são:
Raio do reservatório ............................................................... r
o
= 1.200 m
Espessura da formação ........................................................... h = 10 m
Porosidade ............................................................................. φ = 0,15
Permeabilidade ...................................................................... k = 50 md
Viscosidade da água ............................................................... µ = 1,0 cp
Compressibilidade da formação .............................................. c
f
= 55×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Compressibilidade da água ..................................................... c
w
= 45×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Admitindo que durante os primeiros 4 anos de produção o sistema real possa ser representado por um
reservatório associado a um aqüífero radial infinito, determine o influxo acumulado de água:
(a) Ao final do 1
o
ano de produção.
(b) Ao final do 4
o
ano de produção.
Respostas:
(a) 156.892 m
3
(b) 1.087.117 m
3

Problema 6.2 – Um reservatório de óleo com 500 m de raio está sendo alimentado por um aqüífero
radial cujas características são:
Raio ........................................................................................ r
e
= 4.000 m
Espessura ................................................................................ h = 10,3 m
Porosidade .............................................................................. φ = 0,13
Permeabilidade ....................................................................... k = 20 md
Viscosidade da água ................................................................ µ = 1,0 cp
Compressibilidade total do aqüífero ........................................ c
t
= 93,9×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Pressão inicial ......................................................................... p
i
= 200 kgf/cm
2

Esse reservatório foi produzido com uma pressão de 180 kgf/cm
2
no contato óleo/água durante 1
ano, após o que esta pressão foi reduzida para 150 kgf/cm
2
e mantida neste nível. Calcular:
(a) O influxo acumulado de água no final do 1
o
ano de produção.
(b) O influxo acumulado de água no final do 2
o
ano de produção.
Influxo de Água
6-42
(c) A quantidade máxima de água que esse aqüífero poderia fornecer ao reservatório, para uma
pressão de abandono de 20 kgf/cm
2
no contato óleo/água.
Respostas:
(a) 47.900 m
3
(b) 146.700 m
3
(c) 1,120×10
6
m
3

Problema 6.3 – O histórico das pressões no contato óleo/água original de um sistema reservatório-
aqüífero é apresentado na tabela a seguir:

t (ano) 0 1 2 3 4
p (kgf/cm
2
) 200 150 100 100 100
Dados adicionais:
Área transversal do aqüífero ................................................. A = 10.000 m
2

Espessura da formação ......................................................... h = 10 m
Porosidade ............................................................................ φ = 0,10
Permeabilidade ..................................................................... k = 50 md
Viscosidade da água ............................................................. µ = 1,0 cp
Compressibilidade da formação ............................................ c
f
= 40×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Compressibilidade da água ................................................... c
w
= 50×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Fator volume-formação do óleo ............................................. B
o
= 1,3 m
3
/m
3

std
Fator volume-formação da água ............................................ B
w
= 1,0 m
3
/m
3

std
Admita que durante os primeiros 4 anos de produção o sistema real possa ser representado por um
reservatório conectado a um aqüífero linear infinito. Determine a vazão de óleo ao final do 4
o
ano,
sabendo que 15% da água de influxo é produzida juntamente com o óleo.
Resposta: 22,1 m
3

std/d
Problema 6.4 – Um reservatório de óleo com um grande número de poços produtores está conecta-
do a um aqüífero linear infinito. Deseja-se produzir o reservatório de tal maneira que a pressão em
seu contato óleo/água original seja o dobro da pressão de bolha do óleo, que é de 100 atm. Para isso,
admita que a vazão total de óleo em condições de reservatório seja igual à vazão instantânea
fornecida pelo aqüífero. Outras informações do sistema são:
Pressão original........................................................................ p
i
= 300 atm
Permeabilidade do aqüífero...................................................... k = 100 md
Espessura da formação............................................................. h = 100 m
Largura do aqüífero.................................................................. b = 1.000 m
Porosidade da rocha................................................................. φ = 0,10
Viscosidade da água................................................................. µ
w
= 0,5 cp
Compressibilidade total do aqüífero ........................................ c
t
= 100×10
−6
atm
−1
Fator volume-formação do óleo................................................ B
o
= 1,25 m
3
/m
3
std

Pedem-se:
(a) Qual a pressão no aqüífero a uma distância de 5.000 m do contato original óleo/água, nos
instantes 1, 6 e 12 meses após o início da produção?
(b) Qual deverá ser a vazão de óleo e a produção acumulada nos instantes citados no item (a)?
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-43
Obs.: Para resolver este problema você precisará obter a solução para o comportamento da pressão
em um aqüífero linear infinito que produz com pressão constante (vide Apêndice G).
Respostas:

t (mês) p (atm) q
o
(m
3
std/d) N
p
(m
3
std)
1 288 3.426 0,206×10
6

6 247 1.398 0,503×10
6

12 235 989 0,712×10
6


Problema 6.5 – Um reservatório de petróleo e um aqüífero contíguo a ele apresentam as seguintes
características:
a) Reservatório:
Pressão inicial ..........................................................
250
2
/ cm kgf
Pressão × tempo ........................................................
) ( 30 250 ) / (
2
ano t cm kgf p − =
Raio circularizado ..................................................... 500 m

b) Aqüífero:
Raio .......................................................................... infinito
Espessura média ....................................................... 20 m
Porosidade ................................................................ 10%
Permeabilidade ......................................................... 100 md
Compressibilidade da formação ................................ 20×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Compressibilidade da água ....................................... 10×10
−6
(kgf/cm
2
)
−1

Viscosidade............................................................... 1 cp

Admitindo que o regime de influxo seja não-permanente e que o ano tenha 365 dias, calcular os
influxos acumulados de água aos:
(a) 3 (três) anos após o início da produção.
(b) 5 (cinco) anos após o início da produção.
Respostas:
(a) 1.114.700 m
3
(b) 2.322.600 m
3

Problema 6.6 – A tabela a seguir apresenta os resultados da simulação numérica de um reservatório
hipotético conectado a um aqüífero de fundo infinito (Allard & Chen, 1984):

t (d) 0 30 60 90 120 150 180 210 240
p (kgf/cm
2
) 210,92 207,83 205,09 202,27 199,95 197,63 196,23 194,96 193,70
Influxo de Água
6-44
Influxo simulado
W
e
(10
3
m
3
)
0 17,5 49,9 96,4 153,3 219,7 290,8 364,9 442,8

As características do sistema reservatório-aqüífero são:
Raio do reservatório ............................................................... r
o
= 609,6 m
Espessura da formação ........................................................... h = 61,0 m
Porosidade ............................................................................. φ = 0,10
Permeabilidade horizontal ...................................................... k = 50 md
Razão entre as permeabilidades vertical e horizontal .............. k
R
= 0,04
Viscosidade da água ............................................................... µ = 0,395 cp
Compressibilidade total do aqüífero ....................................... c
t
= 1,138×10
−4
(kgf/cm
2
)
−1

Pressão inicial... ..................................................................... p
i
= 210,92

kgf/cm
2
Admitindo que o sistema possa ser representado por um reservatório associado a um aqüífero radial
infinito, determine o influxo acumulado de água para cada um dos tempos da tabela. Utilize os
modelos de van Everdingen & Hurst (aqüífero lateral) e de Allard & Chen (aqüífero de fundo) e
compare os resultados com os dados da simulação numérica.
Respostas:

t (d) 0 30 60 90 120 150 180 210 240
Aqüífero lateral
W
e
(10
3
m
3
)
0 15,1 53,4 107,8 175,4 253,4 338,0 425,5 516,8
Aqüífero de fundo
W
e
(10
3
m
3
)
0 12,6 44,8 90,9 148,3 215,1 287,8 363,2 442,3

Problema 6.7 – Um reservatório de petróleo circundado por um aqüífero apresentou as seguintes
características durante 20 meses de sua vida produtiva:
Pressão média do reservatório constante .................................. 142 atm
Vazão de óleo constante .......................................................... 7.011 m
3
std/d
Pressão média do aqüífero constante ....................................... 155 atm
Produção de água .................................................................... nula
Razão gás/óleo de produção constante ..................................... 147 m
3
std/m
3
std
Razão de solubilidade original ................................................. 107 m
3
std/m
3
std
Fator volume-formação 2 fases (B
t
) ......................................... 1,34 m
3
/m
3
std
Fator volume-formação do gás (B
g
) ......................................... 0,00693 m
3
/m
3
std

Lei de influxo de água ............................................................. permanente


(a) Calcular a constante de influxo de água do aqüífero.
(b) Admitindo que após os 20 meses a pressão na zona de óleo caia para 130 atm e assim se
mantenha por 12 meses, calcular a quantidade de água que entrará no reservatório nesse último
ano.
Respostas:
Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

6-45
(a) 872 m
3
/d/atm (b) 7,957×10
6
m
3
Bibliografia
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Influxo de Água
6-46
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6-47



Tabela de figuras que já foram preparadas em
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Figura

Página
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6.6
Allard, D. R. & Chen, S. M.: Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive
Reservoirs. In: SPE Annual Technical Conference and Exhibition, 59. Hous-
ton, TX, Sept. 16-19, 1984. Proceedings. Richardson, TX, SPE, 1984.
(SPE 13170.)
1 370
Figura
6.7
Allard, D. R. & Chen, S. M.: Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive
Reservoirs. In: SPE Annual Technical Conference and Exhibition, 59. Hous-
ton, TX, Sept. 16-19, 1984. Proceedings. Richardson, TX, SPE, 1984.
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Allard, D. R. & Chen, S. M.: Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive
Reservoirs. In: SPE Annual Technical Conference and Exhibition, 59. Hous-
ton, TX, Sept. 16-19, 1984. Proceedings. Richardson, TX, SPE, 1984.
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Influxo de Água

6-2

Na descrição do comportamento de um aqüífero há muito mais interesse no cálculo da vazão que o aqüífero fornece (ou do influxo acumulado) do que da queda de pressão. van Everdingen & Hurst (1949) apresentaram modelos clássicos de influxo para dois tipos de aqüífero: aqüífero radial e aqüífero linear. Aplicando o conceito de transformadas de Laplace, van Everdingen & Hurst resolveram a equação da difusividade do sistema reservatório-aqüífero considerando a pressão constante no contato. Na prática, entretanto, espera-se que a pressão no contato seja decrescente com o tempo em função da depleção do reservatório. Com base nos modelos clássicos de influxo, que consideram uma queda de pressão constante no contato, pode-se, através do princípio da superposição de efeitos, obter a solução de casos mais realistas onde se admite que a pressão no contato varie com o tempo.

6.1.1. Aqüífero radial
O sistema reservatório-aqüífero para este caso está representado na Figura 6.1.

ro θ Res.
Aqüífero

re

Figura 6.1 − Modelo de aqüífero radial.

Inicialmente definem-se as variáveis adimensionais do modelo: r raio adimensional: rD = , ro tempo adimensional: t D = e pressão adimensional: p D =

(6.2) (6.3)

kt φµc t ro2

pi − p p −p = i , pi − p0 ∆p 0

(6.4)

onde ∆p 0 = p i − p 0 é a queda de pressão constante no contato, tomada como referência. A vazão que o aqüífero fornece, isto é, a vazão no ponto r = ro, é dada pela lei de Darcy e pode ser escrita como: 2πfkh  ∂p  q= r  , (6.5) µ  ∂r  ro

6-3

Adalberto J. Rosa, Renato de S. Carvalho e José A. Daniel Xavier

onde f = θ 2π , θ em radianos. Usando as definições de variáveis adimensionais dadas pelas Eqs. (6.2) e (6.4), a Eq. (6.5) pode também ser escrita em termos de variáveis adimensionais:  ∂p  qµ −  rD D  = ≡ q D (t D ) , (6.6)   ∂rD  r =1 2πfkh∆p 0 
D

onde qD (tD) é a vazão adimensional fornecida pelo aqüífero, ou seja, a vazão adimensional calculada no contato reservatório-aqüífero (ponto rD = 1). É mais conveniente expressar a solução em termos do influxo acumulado (integral da vazão) do que em termos da vazão. Resolvendo a Eq. (6.6) para a vazão e integrando em relação ao tempo obtém-se:

We ≡ ∫ qdt =
0

t

2πfkh∆p 0 ⌠ D dt dt D .  qD µ dt D ⌡0

t

(6.7)

Da definição de tempo adimensional, dada pela Eq. (6.3), tem-se que: φµct ro2 dt = . dt D k Substituindo a Eq. (6.8) na Eq. (6.7) vem:

(6.8)

We = 2πfφct hro2 ∆p 0 ∫ q D dt D .
0

tD

(6.9)

Finalmente, denominando a integral de qD em relação a tD por WD (tD), a Eq. (6.9) simplifica-se para:

We = U∆p0WD (t D ) ,
onde:

(6.10)

U = 2πfφct hro2 .

(6.11)

A constante U é geralmente denominada constante de influxo de água do aqüífero e WD é o influxo adimensional acumulado para uma queda de pressão constante no contato. WD (tD) pode ser obtido resolvendo-se o problema do fluxo no aqüífero. Serão considerados três modelos de aqüífero radial: aqüífero infinito, aqüífero com manutenção de pressão no limite externo e aqüífero selado no limite externo. A diferença entre estes modelos está apenas na condição de contorno externa, isto é, na condição imposta no limite externo do aqüífero. O problema do fluxo no aqüífero pode ser escrito matematicamente como: ∂ 2 pD 1 ∂p D ∂p D E.D.P.: + = (6.12) 2 rD ∂rD ∂t D ∂rD C.I.: p D (rD ; t D = 0 ) = 0 C.C.I.: p D (rD = 1; t D ) = 1 . (6.13) (6.14)

A Eq. (6.12), denominada equação da difusividade hidráulica (Matthews & Russell, 1967), é a equação diferencial parcial (E.D.P.) que rege o fluxo no meio poroso, e pode ser obtida usandose as definições das variáveis adimensionais na equação da difusividade hidráulica deduzida em termos de variáveis reais no Capítulo 3. A condição inicial (C.I.) representa a condição de que inicialmente as pressões em qualquer ponto do aqüífero estão em equilíbrio e iguais a pi. A condição

Influxo de Água

6-4

de contorno interna (C.C.I.) impõe a condição de queda de pressão ∆p0 = pi − p0 constante no contato aqüífero-reservatório. Consideram-se três opções para a condição de contorno externa (C.C.E.): (a) Aqüífero infinito: C.C.E.: p D (rD → ∞; t D ) = 0 . (b) Aqüífero finito selado: Neste caso não há fluxo no limite externo e a C.C.E. pode ser escrita como:  ∂p  C.C.E.:  D  =0,  ∂r   D  rD = re ro onde re é o raio externo do aqüífero e ro o raio interno. (c) Aqüífero finito com pressão constante no limite externo: C.C.E.: p D (rD = re ro ; t D ) = 0 . Em qualquer dos casos o influxo pode ser calculado com a seguinte equação2:
tD ⌠ D  ∂p  W D ≡ ∫ q D (t D )dt D = −  rD D  dt D .  0 ∂rD  ⌡0   rD =1 t

(6.15a)

(6.15b)

(6.15c)

(6.16)

Os problemas matemáticos formados pelas Eqs. (6.12) a (6.16) são resolvidos aplicando-se o conceito de transformadas de Laplace e as suas soluções estão apresentadas no Apêndice G. Como as soluções, neste caso, são obtidas analiticamente apenas no campo de Laplace, algum tipo de inversão numérica tem que ser utilizado para se obter o comportamento de WD em função de tD. No Apêndice I encontra-se o algoritmo de Stehfest (1970), que normalmente é utilizado para a inversão numérica da transformada de Laplace. É comum a apresentação dos valores de WD em função de tD na forma de tabelas. A Tabela K.4 do Apêndice K apresenta o resultado para o caso de aqüífero radial infinito, enquanto a Tabela K.5 apresenta o influxo acumulado adimensional WD em função de tD para o caso de aqüífero finito para diferentes valores de raio externo adimensional (reD). A Tabela K.5 apresenta os resultados tanto para aqüífero selado quanto para aqüífero realimentado (isto é, com pressão constante no limite externo). Uma vez conhecido o influxo adimensional WD, o influxo dimensional We é obtido com a Eq. (6.10). A Figura 6.2 mostra o comportamento do influxo adimensional WD para o aqüífero radial em função do tempo adimensional tD e do tamanho do aqüífero dado pelo parâmetro reD. Note que, inicialmente, independentemente da condição no seu limite externo, o aqüífero se comporta como se fosse infinito. Quanto maior é o tamanho do aqüífero maior é o período em que o mesmo se comporta como aqüífero infinito.

9

60

Aqüífero Radial:
8
2

reD infinito reD = 4,0
50

Aqüífero Radial: Infinito Selado

reD infinito reD = 10

Infinito

Selado A vazão adimensional qD está definida pela Eq. (6.6).
7

Realimentado

6

Influxo Adimensional, WD

Influxo Adimensional, WD

Realimentado
40

reD = 3,5 3,0 reD = 1,5 reD = 3,0

reD = 9

5

reD = 8
30

4

reD = 5 reD = 7

3

reD = 2,5

20

reD = 6

Carvalho e José A. Rosa.2 – Influxo acumulado adimensional WD para aqüífero radial em função do tempo adimensional t D e do tamanho do aqüífero dado pela razão reD = r e ro . tD Figura 6.2d Figura 6.2c Figura 6. WD Influxo Adimensional.6-5 Adalberto J. tD Tempo Adimensional. Renato de S. WD 140 120 100 80 60 40 reD = 16 reD = 10 reD = 14 reD = 12 reD = 10 4000 reD = 30 3000 reD = 75 2000 reD = 50 1000 20 0 10 100 1000 10000 reD = 30 0 100 1000 1E+4 1E+5 1E+6 Tempo Adimensional.2b Aqüífero Radial: Infinito Selado Realimentado reD infinito 6000 reD = 20 Aqüífero Radial: 5000 reD infinito reD = 100 Infinito Selado Realimentado reD = 18 Influxo Adimensional.2a 220 200 180 160 Figura 6. . Daniel Xavier Figura 6.

0 m Viscosidade da água ....2 − Um reservatório de óleo com 800 m de raio é circundado por um aqüífero com as seguintes características: Raio externo .0 ×10 −5 × 500 2 = 83......... pode-se mostrar que o influxo máximo é dado pela equação: r2 −1 (6..........3   t D = 83............................. φ = 0.0 cp Compressibilidade total do aqüífero ....................................0 × 500 2 = 3......10): Eq............3 = 1........ re = 5....008362 k t φµct ro2 (nas unidades do exemplo) 0........... k = 150 md ...................1416 m 3 kgf / cm 2 Eq.................... (6........................ cuja pressão original era de 100 kgf/cm2... h = 15 m Porosidade ................11): We = U∆p0W D (t D ) U = 2π f φct h ro2 U = 2 × 3.4→ WD (t D ) = 37.........1416 ×1× 0...............62 Cálculo de ∆p0: ∆p0 = pi − p0 = 100 − 90 = 10 kgf / cm 2 Finalmente da Eq.......... Outros dados são: Porosidade do aqüífero ...............3): tD = tD = kt φµct ro2 (sistema SI) ou t D = 0. Solução: Eq........ Esse valor máximo é alcançado após a equalização das pressões do reservatório (no contato) e do aqüífero..20 Permeabilidade .......172 m 3 .... ct = 10−5 (kgf/cm2)−1 Pede-se calcular o influxo de água no reservatório ao final dos 50 dias anteriormente mencionados...1416 ×10 × 37..1 − Um reservatório de petróleo com geometria aproximadamente radial tem um raio de 500 m e é circundado por um aqüífero de grande extensão.........008362 ×100 × 50 0................. foi mantido a uma pressão constante de 90 kgf/cm2.... que para efeitos práticos pode ser considerado como se fosse infinito............ (6.. A partir da equação da compressibilidade.......................10): We = 3......17) ............... (6.........62 Cálculo de WD: reD = ∞ Tabela K................. h = 1...................................................................................................20 ×10 −5 × 1.. k = 100 md Espessura do aqüífero ....... φ = 0........Influxo de Água 6-6 Para aqüíferos selados existe um valor máximo para o influxo acumulado............................ Durante 50 dias tal reservatório....... W D máx = eD 2 ___________________________ Exemplo 6.........000 m Espessura da formação .................. µ = 1...... Exemplo 6.. (6...20 ×1...20 Permeabilidade do aqüífero ..

.000 = = 6... Utilizando a equação da compressibilidade pode-se escrever que: . (b) O influxo acumulado máximo para a pressão no contato de 150 kgf/cm2....... calcule: (a) O influxo acumulado de água após 400 dias.................11): U = 2π f φct h ro2 U = 2 × 3......5→ WD = 18..0 × 90 × 10 −6 × 800 2 = 43.... Parte (b): O influxo máximo é numericamente igual à expansão que o volume inicial de água do aqüífero.......... µ = 1.... Wi........... (6............008362 ×150 × 400 0...... Compressibilidade da formação .... Rosa.55 Cálculo de reD: reD = Cálculo de WD: re 5............. Solução: Parte (a): Cálculo de ct: ct = c w + c f ct = 40 ×10 −6 + 50 ×10 −6 = 90 × 10 −6 (kgf / cm 2 ) −1 Eq.3): tD = tD = kt φµct ro2 (sistema SI) ou t D = 0.6-7 Adalberto J......55 Cálculo de ∆p0: reD = 6..5→ WD = 15....085....... Daniel Xavier Viscosidade da água .. (6......390 m 3 ....25 ro 800 reD = 6 Tabela K... sofreria ao passar da pressão inicial para a pressão do contato óleo/água............. Compressibilidade da água .14   t D = 43....42   t D = 43....25     → WD = 16..1416 ×1.20 × 90 × 10 −6 × 15 × 800 2 = 1...55 reD = 7 Tabela K........ (6.........0 cp cw = 40×10−6 (kgf/cm2)−1 cf = 50×10−6 (kgf/cm2)−1 pi = 180 kgf/cm2 Sabendo que a pressão no contato óleo/água é constante e igual a 150 kgf/cm2 desde o início da produção do reservatório.10): We = U∆p0W D (t D ) We = 1.......008362 k t φµct ro2 (nas unidades do exemplo) 0..........085... Renato de S........................7 × 30 ×16....10 = 524..............10  ∆p0 = pi − p0 = 180 − 150 = 30 kgf / cm 2 Eq.... Pressão inicial .......20 ×1... Carvalho e José A.0 × 0............7 m 3 kgf / cm 2 Eq....

L. Normalmente o comprimento do aqüífero. (6.3 mostra um sistema reservatório-aqüífero para o modelo de fluxo linear.2959 × 108 × (180 − 150) = 619. pi − p0 ∆p 0 (6. Finalmente.19) φµct L2 e pressão adimensional: p D = pi − p p −p = i . ___________________________ 6.1416 × (5.2. tomada como referência.20 = 2.20) onde ∆p0 = pi − p0 é a queda de pressão constante no contato. isto é. O volume inicial de água do aqüífero é dado por: Wi = π (re 2 − ro 2 ) h φ = 3.890 m 3 .000 2 − 800 2 ) ×15× 0. sem qualquer significado físico. Neste caso as variáveis adimensionais são dadas por: x comprimento adimensional: x D = . L passa a ser apenas um comprimento de referência arbitrário. Aqüífero linear A Figura 6. (6.Influxo de Água 6-8 ct = − ∆Wi 1 1 −We máx =− . .3 − Modelo de aqüífero linear. Reservatório Aqüífero 0 h w L x Figura 6. a vazão no ponto x = 0. We máx = 90 × 10 −6 × 2.18) L kt tempo adimensional: t D = (6.1.21) µ  ∂x  x =0 3 Para o modelo de aqüífero infinito. A vazão que o aqüífero fornece. é utilizado como comprimento de referência nas definições de variáveis adimensionais3.2959 ×108 m 3 . é dada pela lei de Darcy para o fluxo linear: kA  ∂p  q=   . Wi ( pi − p0 ) Wi ( pi − p0 ) ou ainda que We máx = ct Wi ( pi − p0 ) .

A condição de contorno externa (C.  qD dt D µL ⌡0 t (6.26) U = w L h φct . (6. onde: (6.25) ou ainda: We = U∆p0W D (t D ) .I.23) Mas da Eq. (6. Carvalho e José A. t D ) = 0 (b) Aqüífero finito com pressão constante no limite externo: (6. substituindo a Eq.: p D (x D . t D ) = 1 .23) obtém-se: (6.27) WD é o influxo acumulado adimensional para uma queda de pressão ∆p0 constante no contato e é obtido resolvendo o problema do fluxo no aqüífero para os modelos de interesse.22)  ∂x  kA∆p0  D  xD =0 onde qD (tD) é a vazão adimensional fornecida pelo aqüífero. a vazão adimensional calculada no contato reservatório-aqüífero (ponto xD = 0).C. aqüífero linear com pressão constante no limite externo e aqüífero linear selado no limite externo.P. Consideram-se aqui também três modelos de aqüífero linear (associados às mesmas opções para a condição de contorno externa utilizadas no modelo de aqüífero radial): aqüífero linear infinito. Como o interesse está na solução em termos do influxo acumulado (integral da vazão). neste caso o problema do fluxo no aqüífero pode ser escrito matematicamente como (Matthews & Russell. ou seja.: = (6. (6. Daniel Xavier onde A é a área aberta ao fluxo.30) .C.19) tem-se que: φµct L2 dt = . (6.24) We = w L h φct ∆p 0 ∫ q D dt D 0 tD (6.E) depende do modelo considerado: (a) Aqüífero infinito: C. (6.29) (6. Rosa.: p D ( x D = 0. resolvendo a Eq. a Eq.21) pode ser escrita em termos de variáveis adimensionais como:  ∂p  q µL − D  = ≡ q D (t D ) . Renato de S.C. dt D k Finalmente. Utilizando as definições de variáveis adimensionais e a equação da difusividade hidráulica em termos de variáveis reais apresentada no Capítulo 3.22) para a vazão e integrando em relação ao tempo resulta em: We ≡ ∫ qdt = 0 t kA∆p 0 ⌠ D dt dt D .I. t D = 0) = 0 C.D.18) e (6.31a) (6.20).24) na Eq. A = wh . (6. (6.28) 2 ∂t D ∂x D C. isto é. (6. Usando as definições dadas pelas Eqs.6-9 Adalberto J.E: p D (x D → ∞. 1967): ∂ 2 p D ∂p D E.

. t D ) = 0 (c) Aqüífero finito selado no limite externo: (6..1 1 10 Tempo adimensional.   xD =0 (6...E:  D  ∂x  D   =0. o influxo dimensional We é obtido com a Eq... tD Figura 6.. 10 Aqüífero Linear Realimentado Influxo adimensional.. A Tabela K............32) são também obtidas aplicando-se o conceito de transformadas de Laplace e estão apresentadas no Apêndice H.C. (6.E: p D ( x D = 1..3 − São conhecidos os seguintes dados de um aqüífero que produz com geometria de fluxo linear e com pressão constante no contato óleo/água: Largura do aqüífero .. As soluções dos outros modelos são obtidas analiticamente apenas no campo de Laplace.4.31c) O influxo acumulado adimensional pode ser calculado com a seguinte equação: W D ≡ ∫ q D (t D )dt D 0 tD ⌠ D  ∂p = −  D  ⌡0  ∂x D   dt D ..... WD Infinito 1 Selado 0... ___________________________ Exemplo 6.....   xD =1 t (6.28) a (6...... Novamente o algoritmo de Stehfest (Apêndice I) é freqüentemente utilizado para inverter numericamente as soluções e obter tabelas de WD versus tD.... O comportamento do influxo acumulado adimensional em função do tipo de condição de contorno externa é mostrado na Figura 6...Influxo de Água 6-10 C..... existe solução analítica no campo real para o modelo de aqüífero infinito....1 0.....26).. (6.4 − Influxo adimensional W D para aqüífero linear em função do tempo adimensional t D .....31b)  ∂p C. Uma vez conhecido o influxo adimensional WD.. w = 600 m ....C. Neste caso.6 apresenta o resultado para os casos considerados de aqüífero linear...32) As soluções para os problemas formados pelas Eqs..

........265 W D realimentado = 1....................... Solução: Eq..9634 W D infinito = 1.... ___________________________ 6.... Queda de pressão no contato ...... O princípio da superposição... ∆p........25 ×1................ Na prática....33) só é aplicável quando a queda de pressão no contato. Compressibilidade total do aqüífero ...............0 kgf/cm2 Considerando os casos de aqüífero com limite externo selado.......... Rosa..............1 estão apresentados os modelos clássicos de influxo de água. Renato de S......2.... a expressão We = U∆pW D (t D ) (6............265 = 2........... não se espera que a pressão no contato seja constante devido à depleção do reservatório.56 m 3 kgf / cm 2 Eq.. Superposição de Efeitos Na Seção 6..................................................5 m φ = 0...............200 m h = 11. nos quais considera-se que a queda de pressão no contato é constante.......0 cp ct = 78×10−6 (kgf/cm2)−1 ∆p0 = 5...... Daniel Xavier L = 3. entretanto........... Assim..........25 × 78 × 10 −6 = 430.0 × 0.. aqüífero infinito e aqüífero com limite externo realimentado... Viscosidade da água ..0 × 78 × 10 −6 × 3200 2 = 1... Carvalho e José A.......0 ×1..19): tD = tD = kt φµct L2 (sistema SI) ou t D = 0.....008362 × 300 × 100 0. We = U∆p0W D (t D ) U = w L h φct U = 600 × 3200 × 11...........6-11 Adalberto J.421 m 3 ... também conhecido como princípio de Duhamel..0 ×1...........008362 k t φµct L2 (nas unidades do exemplo) 0. Permeabilidade ............723 m 3 We realimentado = 430..256 Cálculo de WD: t D = 1...... Espessura do aqüífero ..........5 × 0.. é constante.....26): Eq............ O princípio de Duhamel estabelece que: .. (6...589 We selado = 430... Porosidade .......... pede-se calcular o influxo acumulado ao final de um período de 100 dias... da Eq......074 m 3 We infinito = 430.. pode ser utilizado para expandir a utilização das soluções clássicas para os casos em que a pressão no contato varie com o tempo..6 →   Finalmente...........56 × 5............ (6.......27): Comprimento do aqüífero ... (6....9634 = 2..26): W D selado = 0...589 = 3.......25 k = 300 md µ = 1............. (6..........256 Tabela K.56 × 5...................56 × 5...

37) tem-se: We (u ) = U q D (u ) ∆p(u ) = U uW D (u ) ∆p(u ) .38) é feita com o algoritmo de Stehfest (Apêndice I). (6. Utilizando as definições das variáveis adimensionais tD e qD do modelo radial.35) onde q(t ) é a solução clássica da vazão para uma queda de pressão constante.Influxo de Água t 6-12 ⌠ q(τ) We =  ∆p(t − τ)dτ ⌡0 ∆p0 ou. respectivamente.37). (6. ∆p(u ) é a transformada de Laplace de ∆p(t ) e W D (u ) é a solução no campo de Laplace do modelo de pressão constante no contato (Apêndices G e H).22). como mostrado na seção seguinte. Como era esperado.1. A inversão numérica da Eq.27). (6. (6. quando ∆p é constante a Eq.33). equivalentemente. (6. Eq. U.36) ou da Eq.19) e (6. como mostrado na Figura 6.36) ou ainda: ′ We = U ∫ W D (t D − τ D ) ∆p(τ D )dτ D . (6.37) se reduz à solução do modelo clássico dada pela Eq. Discretização da equação da superposição A utilização da equação de Duhamel. W D .6). 0 tD (6. (6. a Eq. A curva contínua da pressão é dividida numa série de intervalos de pressão constante. e τ é apenas uma variável muda de integração. dadas pelas Eqs.35) pode ser escrita como: We = U ∫ q D (t D − τ D ) ∆p(τ D )dτ D 0 tD (6.34) ⌠ q(t − τ) ∆p ( τ ) d τ . Uma forma aproximada de tratar o problema é discretizar a condição de contorno interna. (6. We é o influxo acumulado para uma variação de pressão qualquer no contato. ou do modelo linear. pressupõe o conhecimento da queda de pressão no contato ao longo do tempo. We =  ⌡0 ∆p0 t (6. ou seja. . Eqs.3) e (6. (6. é a própria vazão adimensional. 6. uma opção é fazer a superposição no campo de Laplace.11) e (6. e da solução clássica do modelo em questão ′ (caso de pressão constante no contato). isto é. p(t). a pressão no contato. Outra opção é utilizar a superposição na forma discreta. ∆p0 .38) onde u é a variável de Laplace. (6. ∆p(t) = pi − p(t).5. para os modelos radial e linear está definida pelas Eqs. (6.37) ′ onde W D é a derivada do influxo adimensional em relação a tD. no contato. A constante de influxo do aqüífero. ∆p(t ) = pi − p(t ) .2. Tomando a transformada de Laplace em relação a tD da Eq. (6. Como a maioria das soluções clássicas só tem solução analítica no campo de Laplace.

. n − 1 ... expandindo a somatória e coletando os termos comuns...........4 − Um reservatório de petróleo com 762 m de raio é circundado por um aqüífero radial selado com as seguintes características: Raio ......42) onde: ∆p j = p j − p j +1 =  ∆p = ( pi − p1 ) 2 e  0 2 ∆p1 = ( pi − p 2 ) 2..096 m .........5 a equação de Duhamel... j = 0... Renato de S.......39) ∑ ( p i − p j +1 ) [W D (t D n − t D j ) − W D (t D n − t D j +1 )] .... re = 6.. Daniel Xavier pi p1 p2 p3 p4 p5 0 0 t1 p1 p2 p3 p4 p5 t2 t3 Tempo t4 t5 Figura 6.40) . Para a curva de pressão discretizada da Figura 6........37)... ___________________________ p j −1 − p j +1 (6.. p j +1 = 2 Substituindo a Eq. Eq.........41)   2 j =0   ou We (t D n ) = U ∑ ∆p j W D (t D n − t D j ) .5 − Discretização da pressão no contato... j =0 n −1 (6. (6. pode ser escrita como: We (t D n ) = U =U ∑ ( p i − p j +1 )∫t Dj j =0 n −1 j =0 n −1 t Dj +1 ′ W D (t D n − τ D ) d τ D (6.6-13 Adalberto J......... onde a pressão média em cada intervalo é: p j + p j +1 (6.. Rosa...40) na Eq.. Carvalho e José A.. (6.....43) Exemplo 6......39)... obtémse: n −1  p j −1 − p j +1   W D (t D n − t D j ) We (t D n ) = U ∑  (6.. (6.

.... Compressibilidade da formação ......................3): tD = tD = kt φµct ro2 (sistema SI) ou t D = 0..... (6..................22 × 0.. (6.....6 ×10 −6 (kgf / cm 2 ) −1 Eq.........42): re 6..5) 28......2191(500 − t j ) Cálculo de reD: reD = Eq..............7×10−6 (kgf/cm2)−1 Calcular......13 100 245...... Permeabilidade . (6...2191t (nas unidades do exemplo) 0................................................................. o influxo acumulado de água após 500 dias..............30 × 99.............7 ∆p j 0.44 300 243..................... Compressibilidade da água ....008362 ×100 × t 0.... baseando-se no histórico de pressões médias no contato óleo/água mostrado na tabela a seguir: t (d) p (kgf/cm2) 0 246.Influxo de Água 6-14 h = 18.....43): ∆p j = p j −1 − p j +1 2 ∆p = ( pi − p1 ) 2 e  0 ∆p1 = ( pi − p 2 ) 2 Resumo de cálculo: t (d) 0 p (kgf/cm2) 246........... Solução: Cálculo de ct: c t = c w + c f = 42.....05 ....6 × 10 −6 × 762 2 t D n − t D j = 0.....................22 k = 100 md µ = 0............008362 k t φµct ro2 = 0...................43 200 244........18 400 242.........51 Espessura ...9 ×10 −6 = 99..............................5 WD (t D n − t D j ) (Tabela K.........350 ∆p j WD (t D n − t D j ) 0 10......7 × 10 −6 + 56.3 m φ = 0...19 500 240....13 j (t D n − t D j ) 109....096 = =8 ro 762 n −1 We (t D n ) = U ∑ ∆p j W D (t D n − t D j ) j =0 Eq. Viscosidade da água ..9×10−6 (kgf/cm2)−1 cw = 42........30 cp cf = 56...... Porosidade ............................ usando o modelo de van Everdingen & Hurst.

Modelo Aproximado de Fetkovich O modelo aproximado apresentado por Fetkovich (1971) se aplica a aqüíferos finitos e admite que o fluxo do aqüífero para o reservatório se dá sob o regime pseudopermanente. Wei = ct Wi pi . (6.3 × 762 2 = 1.44) = J ( pa − p ) .19 240.42): We = 1.   (6.3.0 12.6-15 Adalberto J. Daniel Xavier 1 100 200 300 400 500 245.45) tem-se:  We p a = p i 1 −  cW p t i i   .48) .93 = 146.7 43.11): U = 2π f φct h ro2 U = 2 × 3. ___________________________ 6. Da Eq.462.9 × 99.8 21.22 × 99. (6.6 65.9 27.462. Fetkovich admite o regime pseudopermanente para o fluxo do aqüífero para o reservatório: dWe (6.46) Seja Wei o influxo máximo que um aqüífero selado pode fornecer. (6.45).6 × 10 −6 × 18.0 24.50 17.47)  .   (6. pa a pressão média do aqüífero e p a pressão no contato reservatório-aqüífero. (6.845 1.0 × 0. o modelo apresentado por Fetkovich tem a vantagem de permitir o cálculo do passo seguinte sem a necessidade de se recalcular todos os passos anteriores como ocorre no modelo de van Everdingen & Hurst. (6.45) onde ct = c w + c f é a compressibilidade total do aqüífero e Wi o volume inicial de água.3 20.51 87.1416 ×1.9 m 3 kgf / cm 2 Finalmente.190 m 3 .18 242.125 1.9 0.44 243. Apesar de ser aproximado.47) na Eq. correspondente à expansão da água do aqüífero ao ser despressurizada de pi para a pressão zero. (6.34 22. Rosa. da Eq.93 2 3 4 5 Eq. Renato de S. Rearranjando a Eq.125 1.335 22.22 ∑ = 99. Carvalho e José A. A partir de um balanço de materiais no aqüífero pode-se escrever que: We = ct Wi ( pi − p a ) . Substituindo a Eq.82 27.43 244. (6.46) obtém-se:  W p a = p i 1 − e  W ei  cuja derivada em relação ao tempo é dada por: (6. q= dt onde J é o índice de produtividade do aqüífero.

50) − J pi dp a dt = . Esta equação é geral e independe da geometria do aqüífero.56) Finalmente.44) na Eq.55) pode ser integrada para se obter o influxo.   (6. (6. (6. Tomando o limite da Eq. o influxo máximo pode ser escrito como: .54) na Eq. Ou seja. a vazão fornecida pelo aqüífero.Influxo de Água 6-16 dp a p dWe =− i .57) tende a um valor máximo. isto é. t ⌠  J pi We ≡ ∫ qdt = J ( pi − p )  exp −  W 0 ei ⌡0  t  t  dt .   (6. Eq. (6.53)  J pi p a − p = ( pi − p ) exp −  W ei  Substituindo a Eq. (6. Wei pa − p (6. decresce exponencialmente tendendo a zero. pode-se escrever: − J pi Wei ⌠ a dp a dt =  ∫0 ⌡ p p a − p .   (6. (6.57) A Eq. o influxo dado pela Eq.57) para t → ∞ e usando a Eq.49) obtém-se: dp a p = − i J ( pa − p ) dt Wei ou (6.57) fornece o influxo do aqüífero em função do tempo para uma queda de pressão constante.56) chega-se a:   J pi W We = ei ( pi − p ) 1 − exp −  W pi  ei    t  .54)  J pi q = J ( pi − p ) exp −  W ei   t. (6. a Eq. (6. Esta equação pode ser integrada de t = 0 (quando We = 0 e p a = pi ) a t. i t p (6. (6. dt Wei dt Substituindo a Eq. Assim. (pi − p).47).55). (6.44):  t . no contato.49) (6. (6.51) após separar as variáveis. resolvendo a integral da Eq.55) é a equação da vazão com que a água flui do aqüífero para o reservatório em função do tempo e da queda de pressão no contato. A Eq. (pi − p). (6. Algumas observações podem ser feitas a respeito das equações do modelo de Fetkovich: (a) Observação 1 Note que com o passar do tempo.55) A Eq.52) simplifica-se para:  p − p J pi  − t = ln a  p −p Wei  i  ou ainda: (6. (6.    (6.52) Resolvendo as integrais. (6.

dt (6. a vazão do aqüífero. isto é. Wei é infinito. Carvalho e José A.63) p n−1 + p n (6. admite-se que o aqüífero seja realimentado de modo que a pressão no seu limite externo se mantém constante e igual a pi.57) não é diretamente aplicável. Neste caso.  W  pi  ei     (6.62)  1 p a n−1 = pi 1 −  Wei  e ∑ ∆We j  = pi 1 −       We n −1   Wei   (6.64) . Para um intervalo de tempo ∆tn.65) .55). Renato de S.48).58) (b) Observação 2 Na prática a queda de pressão no contato não é constante e a Eq. Eq.57) quando a pressão varia no contato. O influxo durante o primeiro intervalo de tempo (∆t1) pode ser expresso por:   J pi  W  ∆We1 = ei ( pi − p1 ) 1 − exp −  W ∆t1  . Rosa. Daniel Xavier We máx = Wei ( p i − p ) = c t Wi ( p i − p ) . (6.59) ∆We 2 =   Wei   ( pa1 − p2 ) 1 − exp − J pi ∆t 2  .60) onde p a1 é a pressão média do aqüífero no final do primeiro intervalo de tempo e é calculada a partir da equação de balanço de materiais no aqüífero. Eq. (c) Observação 3 Ao utilizar o índice de produtividade do aqüífero. J. A condição de fluxo permanente implica que não há limite para o influxo máximo. Fetkovich mostrou uma forma de utilizar a Eq. para fluxo permanente. pi (6. (6. Para o segundo intervalo de tempo (∆t2): (6. pi  ei     onde p1 é a média das pressões no contato no intervalo de tempo ∆t1. reduz-se a: pn = q≡ cuja integral é o influxo acumulado: dWe = J ( pi − p ) . (6. sem fazer a superposição.  W  pi  ei     n −1 j =1 (6.6-17 Adalberto J. (6.  ∆We1   p a 1 = p i 1 −  Wei    e p2 é a média das pressões no contato no intervalo de tempo ∆t2. (6.61) ∆We n = onde:   Wei   ( pa n−1 − pn ) 1 − exp − J pi ∆t n  . 2 Fetkovich mostrou para diferentes geometrias que o seu método produz resultados semelhantes aos do modelo de van Everdingen & Hurst para aqüíferos finitos.

Apêndice K). A é a área do aqüífero. (6. para os modelos de aqüíferos radial e linear.1 − Índice de produtividade do aqüífero para os fluxos radial e linear Condição de Fluxo Aqüífero Radial Aqüífero Linear J= Pseudopermanente 2π f kh  r µ ln e    ro   3 −   4    J= 3khw µL Permanente J= 2π f kh r µ ln e r  o     J= khw µL ___________________________ Exemplo 6.3. 0 t (6.3.78108 ) e ro é o raio do reservatório circularizado.68) φµct A Tabela 6.096  3  kgf / cm 2 0.4 utilizando o modelo de Fetkovich.1 apresenta o índice de produtividade do aqüífero. (6. o índice de produtividade para o regime pseudopermanente pode ser definido como: 2π kh .66) A Eq. J.5 − Resolva o Exemplo 6.12   6. Na Tabela K.30 ln −    762  4  Cálculo de ct: . Para outras geometrias. regimes de fluxo permanente e pseudopermanente.67)   ln  γC r 2  2  A o  onde CA é o fator de forma de Dietz (1965) (Tabela K.1: J = 2π f kh  r µ ln e    ro   −   3  4  (SI) ou J = 0. o tempo adimensional tDA é definido como: kt t DA = .05255 f kh (nas unidades do exemplo)   re  3  µ ln  −      ro  4    J = 0.3 m3 / d = 241. J = µ  4A  (6. Solução: Tabela 6. (d) Observação 4 A Tabela 6. γ é a exponencial da constante de Euler ( γ = 1.66) é um caso particular do modelo de Fetkovich e foi apresentada por Schilthuis em 1936.Influxo de Água 6-18 We = J ∫ ( pi − p ) dt .05255 ×1×100 ×18.

3 148.829.4.13 245.13      ∆We n = ∆We n = 18.9001 Resposta: Após 500 dias We = 148.841.3422 × 10 6   ( p a n−1 − p n ) 1 − exp − 241.44 243.0 3 pa n (kgf/cm2) 246.18 242.5587 244.733.63): Eq. O influxo acumulado é obtido da integral: ⌠ ( pi − p) We = C  dt .51 pn (kgf/cm2) – 245.0 99.19 240.9 19. Daniel Xavier c t = c w + c f = 42.1 3 We n (m ) – 6.841 m 3 .328.1416 × (6.8 59.9 ×10 −6 = 99.7 × 10 −6 + 56.69) dt log(ct ) onde C e c são duas constantes.13 = 11.3 49. ___________________________ 6.47): Wei = ct Wi pi Wi = 3.9 32.62): ∆We n =   Wei   ( pa n−1 − pn ) 1 − exp − J pi ∆t n   W  pi  ei       11.570.43 244. Modelo de Hurst Modificado No modelo de Hurst modificado.108. (6.70) . ⌡0 log (ct ) t (6.3422 × 10 6 m 3 Eq.810 242. Renato de S.673 × 10 6 × 246.64):  We  p a n −1 = pi 1 − n −1   Wei    pn = p n−1 + p n 2 Resumo de cálculo: t (d) 0 100 200 300 400 500 p (kgf/cm2) 246.3 × 0. (6.935 243.3422 × 10 6  246.673 × 10 6 m 3 Wei = 99.158.12 × 246.757.22 = 462.685 241.780 244.8462 243. Carvalho e José A. (6. a vazão de água fornecida pelo aqüífero é dada pela expressão: dWe ( p − p) =C i .1300 245.9 26.6 × 10 −6 × 462.9874 245. (6.774 ( p a n −1 − p n ) Eq. descrito por Pirson (1958).570.575.6-19 Adalberto J.9657 242.13 × 100   11.(6.350 ∆We n (m ) – 6. Rosa.2 40.096 2 − 762 2 ) ×18.6 ×10 −6 (kgf / cm 2 ) −1 Eq.

(6. Os valores de WD (tD) estão apresentados nas Tabelas K. 6. Combinando-se as Eqs.4 e K.1. O modelo de Carter-Tracy. (6. (6.73) obtém-se: We (t D j −1 ) − a j −1 t D j −1 a j −1 (6.74) e explicitando-se a transformada da queda de pressão no contato óleo/água. dτ (6.3.6 para fluxo linear. 1949): 1 = u p D (u )W D (u ) . Substituindo-se a Eq.75) u2 onde pD (tD) é a solução para a pressão adimensional na face interna de um aqüífero produzindo com vazão constante e WD (tD) é o influxo adimensional para o caso de pressão constante no contato. O influxo acumulado de água pode ser expresso através da integral de convolução: tD j dW D (t D − τ) We (t D j ) = U ⌠ ∆p(τ) dτ . obtém-se a equação: 1 ∆p(u ) = We (t D j −1 ) − a j −1 t D j −1 u p D (u ) + a j −1 p D (u ) .71)  dτ ⌡0 onde tD é o tempo adimensional definido para cada geometria de aqüífero. Modelo de Carter-Tracy O modelo de Carter-Tracy (Carter & Tracy.73) Aplicando-se a transformada de Laplace com relação ao tempo adimensional à Eq. As definições de tD e de U são encontradas no Apêndice L para os casos de fluxo radial e linear. assim como o de Fetkovich. WD (tD) é o influxo de água acumulado adimensional.Influxo de Água 6-20 As constantes C e c são estimadas através de um processo de ajuste de histórico.74) U u ∆p(u ) WD (u ) = + 2 . τ é uma variável de integração e j refere-se à discretização do tempo. (6. u u onde u é a variável de Laplace. conforme descrito no Capítulo 9.75) na Eq.76) U cuja inversão resulta em: {[ ] } .71) e (6.72) obtém-se: U ⌠ ∆p(τ)  ⌡0 tD j dWD (t D − τ) d τ = We (t D j −1 ) + a j −1 (t D j − t D j −1 ) . (6. (6. U é a constante de influxo de água e que também depende da geometria do sistema. No modelo de Carter-Tracy o valor do influxo acumulado We é aproximado pela expressão: We (t D j ) = We (t D j −1 ) + a j −1 (t D j − t D j −1 ) . Seção 9.5 para fluxo radial.72) onde a j −1 é uma constante. e na Tabela K. Para o problema em questão é possível provar que (van Everdingen & Hurst. (6. 1960) é aplicável a qualquer geometria de fluxo. ∆p(tD) = pi − p(tD) é a queda de pressão no contato. desde que se conheça a solução para a pressão adimensional em função do tempo para a geometria de aqüífero considerada. Esta abrangência de tipos de aqüífero possíveis de serem contemplados é uma grande vantagem deste modelo em relação ao de van Everdingen & Hurst.5. (6. Esta equação admite que no intervalo entre t D j −1 e t D j o influxo varia linearmente com o tempo. não requerer a aplicação do princípio da superposição de efeitos no cálculo do influxo.

D U {[ ] } (6. aproximadamente (Capítulo 3.2. (6. Rosa. (6.79) que é a equação para o cálculo do influxo acumulado.11): U = 2π f φct h ro2 U = 2 × 3.6 − Resolva o Exemplo 6. Carvalho e José A. Renato de S. a pressão adimensional é determinada pela expressão (Carslaw & Jaeger. No modelo de Carter-Tracy o influxo acumulado é calculado com a Eq.77): a j −1 = U ∆p(t D j ) − We (t D j −1 ) p ′ (t D j ) D p D (t D j ) − t D j −1 p ′ (t D j ) D (6. Solução: Cálculo de ct: Eq.2191t (nas unidades do exemplo) 0.462. No caso de um aqüífero linear infinito.78) e substituindo-se a expressão resultante na Eq.096 = =8 ro 762 Cálculo de reD: reD = Eq.6 × 10 −6 (kgf / cm 2 ) −1 tD = tD = kt φµct ro2 (sistema SI) ou t D = 0.0 × 0. D Explicitando-se a constante a j −1 na Eq.72) obtém-se: U ∆p(t D j ) − We (t D j −1 ) p ′ (t D j ) D We (t D j ) = We (t D j −1 ) + (t D j − t D j −1 ) .81) 2 ___________________________ Exemplo 6.22 × 99. Daniel Xavier ∆p(t D j ) = 1 We (t D j −1 ) − a j −1 t D j −1 p ′ (t D j ) + a j −1 p D (t D j ) .9 × 10 −6 = 99. Seção 3.1416 ×1.9 m 3 kgf / cm 2 . a função pD (tD) representa a pressão adimensional na face interna de um aqüífero produzindo com vazão constante.6-21 Adalberto J. de um aqüífero que se comporta ainda no regime transiente de fluxo.4): 1 p D (t D ) = [ln(t D ) + 0.7 × 10 −6 + 56. (6. isto é.22 × 0.4 utilizando o modelo de Carter-Tracy. Conforme mencionado anteriormente.79). p D (t D j ) − t D j −1 p ′ (t D j ) D (6.6 ×10 −6 × 18. (6.77) onde p ′ (t D j ) é a derivada da pressão adimensional em relação ao tempo adimensional.008362 k t φµct ro2 = 0.30 × 99. p. (6. Como o aqüífero é radial selado no limite externo. 75): t (6.6 × 10 −6 × 762 2 re 6.3): ct = c w + c f = 42.008362 ×100 × t 0.80907] . 1959. (6. as funções p D (t D ) e p ′ (t D ) são dadas respectivamente D por: .3 × 762 2 = 1.80) p D (t D ) = 2 D π e no caso de um aqüífero radial infinito essa expressão é.

1 2 2t D 2 3 2 Pseudopermanente4: p D (t D ) = 2 t D + ln reD − e p ′ (t D ) = 2 . os 4 Vide Capítulo 3.384 4.44 243.031 0.570.43 244.5 51. apresentados por Leung (1986).8 160.80907) e p ′D (t D ) = 1 .031 0.699 3. Assim como o modelo apresentado por Fetkovich.70 1. ___________________________ 6.705 m 3 .6.51 j 0 1 2 3 4 5 ∆p j = pi − p j (kgf/cm ) 0 0.031 We (t Dj ) (m3) 0 5.195 2. denominados modelo pseudopermanente (“PSS model”) e modelo pseudopermanente modificado (“MPSS model”).Influxo de Água 6-22 1 (ln t D + 0.73 87.753 p ′ (t Dj ) D − 0.773.447.4.13 245.031 0.699 3. com a hipótese de pressão constante no intervalo ∆t.448 m 3 .031 0. discutido na Seção 6. . pressão constante no contato no intervalo ∆t. o resultado da aplicação do modelo de Carter-Tracy admitindo.91 43. Seção 3.031 0.031 0.753 p ′ (t Dj ) D − 0.704.44 243.18 242.8 Portanto.0 88. como nos demais modelos.82 65.384 4.6 134.94 5.320 3.350 1. após 500 dias We = 160.420.445 4. após 500 dias We = 134.031 0. está apresentado na tabela seguinte: tj (d) 0 100 200 300 400 500 pj (kgf/cm2) 246.18 242. Para efeito de comparação com os demais métodos.068 4.95 3.55 p D (t Dj ) 0 2.780 2 t Dj 0 21.140.9 Assim.64 109.13 245.5 108. A π r2 − r2 π r 2 −1 Transiente: p D (t D ) = ( e o ) ( eD ) Resumo de cálculo: j 0 1 2 3 4 5 tj (d) 0 100 200 300 400 500 pj (kgf/cm2) 246.1 22.3 34.73 87.55 p D (t Dj ) 0 2.3. para t DA < 0.014 2.64 109.62 2 t Dj 0 21.1 D 4 reD reD onde: r 2t ro2 t D tD t DA = o D = = = 0.69 2.031 0.00505 t D .212.19 240.91 43.7 69.43 244.837.82 65.031 We (t Dj ) (m3) 0 11.660.19 240.068 4. para t DA ≥ 0.2.51 ∆p j = pi − p j (kgf/cm ) 0 0. Modelos de Leung Nesta seção serão discutidos dois modelos aproximados.014 2.395.

3156 0. o raio de drenagem adimensional ( δ ∞ L ) vale 0.5 2 3 4 5 6 7 8 δ ∞ ro LIBP 0.0418 1.6363 0.82). Eq.2002 1. Renato de S. Vale ressaltar que se pa e p fossem constantes na equação da vazão.3880 SIBP 0. Carvalho e José A.0457 1.3294 . o raio de drenagem depende também do tamanho do aqüífero dado pelo parâmetro reD. Para aqüífero radial.0333 0. Segundo Leung o raio de drenagem pseudopermanente.2 − Raio de drenagem adimensional para aqüífero radial (Leung. a vazão do influxo de água é dada por: q = J [ p a (t ) − p(t )] .4053 e 0.3486 0.1 e 50.6388 0.6-23 Adalberto J. O índice de produtividade é definido pela expressão: J = kA µδ ∞ . Os modelos de Leung também têm a vantagem.9755 1.1916 0. (6. Tabela 6.2674 1. (6.8594 1.0405 0. tanto para o caso de variação da pressão em degrau (SIBP) quanto para o caso de variação linear da pressão (LIBP). além da condição da pressão na fronteira interna (no contato).1 1. 6.1313 1.1637 0. o fluxo do aqüífero para o reservatório seria permanente.3601 0.6.5779 0.82) onde J é o índice de produtividade do aqüífero. de prescindir do esforço computacional associado à superposição de efeitos tradicional quando a pressão no contato aqüífero-reservatório é variável com o tempo.1959 1.7940 0.3345 1. depende de como varia a pressão no contato com o tempo: variação em degrau (“Step Interpolation Boundary Pressure” − SIBP) ou variação linear (“Linear Interpolation Boundary Pressure” − LIBP). Modelo pseudopermanente (“PSS model”) Quando um aqüífero finito de geometria qualquer atinge o regime pseudopermanente (PSS). Rosa.4572 Fetkovich − − − 0. (6. Para aqüífero linear.1.3333 para variação em degrau e variação linear. Daniel Xavier modelos PSS e MPSS são aplicáveis a aqüíferos finitos e consideram que o fluxo do aqüífero para o reservatório se dá sob o regime pseudopermanente.2 estão apresentados os raios de drenagem para valores de reD entre 1. Na Tabela 6. pa a pressão média do aqüífero e p a pressão no contato reservatório-aqüífero. δ ∞ . em relação ao modelo de van Everdingen & Hurst. respectivamente. mas como a pressão varia com o tempo.8611 1. o regime de fluxo é classificado apenas como pseudopermanente.83) onde δ ∞ é o raio de drenagem constante sob o regime PSS e A é a área aberta ao influxo de água (seção transversal do meio poroso no contato reservatório-aqüífero). 1986) reD 1.

91) 0 .1650 1.90) Utilizando a técnica de transformada de Laplace e a condição inicial dada pela Eq. Eq.Influxo de Água 6-24 9 10 20 50 1. (6.5648 1. Uma hipótese básica do modelo PSS é que a Eq. A condição inicial é dada pela expressão: pa (t = 0) = p(t = 0) = pi .4963 1. A vazão do influxo de água é dada pela derivada do influxo acumulado. (6. (6. A partir de um balanço de materiais no aqüífero pode-se mostrar que: We = ct Wi [ pi − p a (t )] e (6.1620 Para aqüíferos pequenos (reD < 1.88) pode ser resolvida para a pressão média do aqüífero: t p a (t ) = p a (0) e − αt + α ∫ p(τ)e − α (t − τ )dτ .5526 2. em relação ao tempo: dp (t ) (6. dt onde a constante α é definida por: α≡ J A k = .87).85).84) é a expressão do raio de drenagem usado por Fetkovich.88) = α[ p(t ) − p a (t )] .87) q = −ct Wi a .(6.88) só é válida após se atingir o regime pseudopermanente (isto é. independentemente do comportamento da pressão no contato (SIBP ou LIBP). (6.90). Quando o aqüífero é grande (reD > 50) o raio de drenagem.2457 3.2595 3. para t > tpss). tende assintoticamente para a expressão: δ ∞ ro = ln (reD ) − 3 4 .3333(reD − 1) para LIBP e δ ∞ ro → 0. (6.89) Note que a Eq. obtém-se a equação que governa o fluxo pseudopermanente.1.86) onde ct = c w + c f é a compressibilidade total do aqüífero e Wi é o volume inicial de água do aqüífero.2610 3. a Eq.84) Como mostrado na Tabela 6. (6.4053(reD − 1) para SIBP. dt Combinando-se as Eqs. isto é: d p a (t ) (6.1260 1.4472 1.5). a Eq. (6.88) seja uma boa aproximação também para o período 0 < t < t pss . (6. (6. o fluxo é aproximadamente linear e os raios de drenagem são equivalentes a aqueles para aqüífero linear com δ ∞ ro → 0.6575 2.5943 2.85) ∆We = c t Wi ( p a n − p a n +1 ) . ct Wi ct Wi µ δ ∞ (6. (6.82) e (6. O subscrito n refere-se ao instante de tempo tn e o subscrito n+1 ao instante tn+1.

Assim.82) e (6. uma avaliada no tempo τ e a outra em t − τ. o que torna o processo cada vez mais ineficiente à medida que o tempo cresce. a integral de convolução no tempo t n +1 é igual à soma da integral anterior avaliada em t n . são calculados com as Eqs.94). com a integral entre os limites t n e t n +1 . (6. (6. obter-se-á uma forma alternativa da pressão média do aqüífero como uma função da derivada da pressão no contato: dp(τ) −α (t − τ ) p a (t ) = p(t ) − ⌠ e dτ . são normalmente expressos como valores discretos com o tempo. Usando a Eq. Os dados da pressão no contato em função do tempo.85). a integral em tn+1 não é igual à integral em tn mais um incremento da integral no intervalo ∆t = t n +1 − t n . logo o esforço computacional e a quantidade de memória requerida são reduzidos.94) Como mostra a Eq.91) e (6.91) como I (t ) .92) Uma vez obtida a pressão média do aqüífero.91) ou (6. (6. Conseqüentemente. I n +1 = = ∫0 ∫0 t n +1 tn p(τ)e − α (tn +1 −τ ) dτ t n +1 tn p(τ)e −α (tn +1 −tn +tn − τ ) dτ + ∫ p(τ)e −α (tn +1 − τ ) dτ (6.95b) A forma expressa pela Eq.  ⌡0 dτ t (6. Define-se a integral na Eq. We. Leung apresentou um esquema mais eficiente denominado FCM (“fast convolution method”). (6. (6.92).92) podem ser escritas. (6.91) e (6. Daniel Xavier Se a Eq. q. (6. a cada tempo de interesse a integral tem que ser avaliada desde t = 0 até o tempo t considerado. O histórico de pressões anterior a t n não é necessário para se avaliar I n +1 . dτ (6.95). (6.95a) é preferível do que a da Eq.93) tn t n +1 =  ∫ p(τ)e −α (tn − τ ) dτ e −α∆t + ∫ p(τ) e −α (tn +1 − τ )dτ 0  tn   ou simplesmente: I n +1 = I n e −α∆t + ∆I . (6. As Eqs. como: p a n +1 = p a n e −α∆t + α ∫ e t n +1 tn p(τ)e − α (tn+1 − τ ) dτ t n +1 (6.91) for integrada por partes. (6. Rosa. pa . necessários para se calcular a integral de convolução. Carvalho e José A. denominada LIBP (“Linear Interpolation of Boundary Pressure”). Renato de S. alguma forma de interpolação entre os dados é necessária. e o influxo acumulado.6-25 Adalberto J. a partir da Eq. multiplicada pelo fator de decaimento exponencial exp(−α∆t ) . (6. Eq. respectivamente. (6. as Eqs. Dois esquemas simples de interpolação foram sugeridos por Leung: 1. respectivamente. Neste caso os dados discretos de pressão são interpolados linearmente: . Interpolação Linear da Pressão no Contato. Logo.92) são conhecidas como integrais de convolução (ou superposição).95a) p a n +1 = p n +1 + ( p a n − p n )e −α∆t − ⌠  ⌡tn dp(τ) −α (tn +1 − τ ) e dτ . com τ variando de 0 a t. para calcular a integral. a vazão do influxo de água. Pelo fato de o integrando ser expresso como um produto de duas funções. sendo que I n +1 é a integral avaliada no tempo t n +1 .95b) porque é mais conveniente se avaliar a integral envolvendo pressões do que derivadas da pressão.94). Em vista dessa dificuldade.

onde J0 e J1 são as funções de Bessel de primeira espécie e Y0 e Y1 as funções de Bessel de segunda espécie. denominada SIBP (“Step Interpolation of Boundary Pressure”).96) Interpolação em Degrau da Pressão no Contato. p a n +1 = p a n e −α∆t + ( ) Tabela 6.3.97) Combinando-se as Eqs.96) obtém-se a expressão para o cálculo da pressão média do aqüífero no tempo t n +1 para o esquema LIBP: p a n+1 = p n +1 + ( p a n − p n )e −α∆t + p n+1 − p n −α∆t e −1 .95a) e (6. δ ∞ 4L π 2 5 A constante a1 é a primeira raiz da equação de Bessel: J1 (a m reD )Y0 (a m ) − J 0 (a m )Y1 (a m reD ) = 0 . (6. α ∆t ( ) (6. requeridos nas Eqs.82). onde f = θ 2π µ (δ ∞ ro ) (c w + c f )φ π (re2 − ro2 ) h f . combinando-se as Eqs. (6. (6.95b) e (6.97) obtém-se a pressão média do aqüífero no tempo t n +1 para o esquema SIBP: p n + p n +1 (6. Neste caso as pressões interpoladas entre t n e t n +1 são dadas por:  p + p n +1  p SI (t ) =  n  . t n ≤ t ≤ t n+1 . 2   (6.85). t n < t ≤ t n +1 . (6. δ ∞  2  2  2 r 1  3reD − 1   ro  2 eD  ln (reD ) −  2  reD − 1  4  reD − 1       2 1  ro   2 2  a1 reD reD − 1    ( 5) SIBP.3 − Parâmetros do modelo PSS de Leung Parâmetro Aqüífero Linear Aqüífero Circular J kAL µ (δ ∞ L ) (c w + c f ) φ A L 2π f kh .98) e (6. (6.98) Por outro lado. (6. onde f = θ 2π η ro2 k 2 2 = 2 2 φµc t δ ∞ ro reD − 1 (δ ∞ ro ) reD − 1 c t Wi α η L2 k = φµc t δ ∞ L (δ ∞ L ) L 3 LIBP. estão resumidos na Tabela 6.99) 1 − e −α∆t . .99). 2 Os parâmetros do modelo PSS de Leung para aqüíferos lineares e radiais. ∆t   2.Influxo de Água 6-26  p − pn  p LI (t ) =  n +1  (t − t n ) + p n .

calcule p a n +1 com a Eq. Com as Eqs. Considere os esquemas LIBP e SIBP para a interpolação da pressão no contato. (6.15 2 0.008362 k t φµct ro2 = 0.30 × 99. (6. (6.21908 × 100 = 21.22 × 0.99) (SIBP).25 × 8 2 = 16 ∆t D = 21.21908 t (nas unidades do exemplo) 0. ___________________________ Exemplo 6. Daniel Xavier tD LIBP.91 > (t pss ) D ⇒ o modelo PSS é válido Tabela 6.7 − Resolva o Exemplo 6.6 × 10 −6 × 762 2 ∆t = 100 dias → ∆t D = 0. A partir da condição inicial ou da pressão média do aqüífero no intervalo de tempo anterior.9 × 10 −6 = 99. usando a pressão média atual do aqüífero. A partir do valor de (tpss)D e da definição de tD (vide Tabela 6.3: 2 (t pss ) D = 0.3: ct Wi = (c w + c f )φ π (re2 − ro2 ) h f . (t pss ) D kt φµct L 2 = ηt L 2 kt φµc t ro2 = ηt ro2 0.008362 ×100 × t 0.3) calcule tpss e verifique se ∆t > tpss. Rosa.096 = =8 ro 762 kt φµct ro2 (sistema SI) ou t D = tD = tD = 0. Então calcule δ ∞ e α da Tabela 6.98) (LIBP) ou a Eq.25reD = 0.25 reD SIBP. obtida no passo 2. Renato de S. Solução: Cálculo de ct: c t = c w + c f == 42. Passo 2 − Pressão Média do Aqüífero. p a n .6-27 Adalberto J.91 Tabela 6. (6. para confirmar a validade do modelo PSS de Leung. além da exp(−α∆t ) para cada novo valor de ∆t.25 reD O procedimento de cálculo do modelo PSS de Leung consiste dos seguintes passos: Passo 1 − Parâmetros Básicos.6 × 10 −6 (kgf / cm 2 ) −1 Cálculo de reD: reD = Eq. (t pss ) D 0.3): re 6.4 utilizando o modelo PSS de Leung. p a n +1 . Carvalho e José A. Passo 3 − Influxo de Água.3.57 2 0.85) e (6.7 ×10 −6 + 56.86) calcule os valores de We n +1 e ∆We .

990 – 1.0047727 d −1 2 (δ ∞ ro ) reD − 1 1.810 242.5941 244.593.99) 246.3: (δ ∞ α= ro ) = 1.8450 243.989.7 18.7 19.Influxo de Água 6-28 c t Wi = 99.202.181 m 3 com LIBP.119.60588 e − α∆t − 1 0. (6.86) 0 6.13 245.0050107 d −1 2 (δ ∞ ro ) reD − 1 1.62047 1 − e −α∆t = 1 − 0.21908 2 = = 0.3 × 1 = 46.780 244.19 p n + p n +1 2 (kgf/cm2) – 245.9170 243.6 59.935 243.3 55.0699 2 We n +1 (m ) Eq.260 – 0.4572 η ro2 2 0.43 244.700 – 0. (6.685 p a n +1 (kgf/cm ) Eq.9144 2 We n +1 (m ) Eq.85) 0 6.5 3 ∆We (m3) Eq.3880 η ro2 2 0.78655 α∆t 0.8 Resposta: Após 500 dias We = 148.7 24.1300 245.44 243.1 39. (6.119.85) 0 6.44 243.2: Tabela 6.933.5523 244.98) 246.6 × 10 −6 × 0.897.215.3880 8 2 − 1 e − α∆t = e −0.191.575.1416 × (6.082 m 3 / kgf / cm 2 Esquema LIBP: Tabela 6.7 31.9 32.19 240.9806 245.680 p a n +1 (kgf/cm ) Eq.2: Tabela 6.736.86) 0 6.22 × 3.181.4 99.990 – 1. (6. (6.62047 = 0.5 148.13 245.9972 245.9775 242.036.60588 − 1 = = −0. Esquema SIBP: Tabela 6.37953 Resumo de cálculo (esquema SIBP): t (d) 0 100 200 300 400 p (kgf/cm2) 246.1 .1300 245.51 p n+1 − p n (kgf/cm2) – – 0. (6.8 39.695.18 242.0047727×100 = 0.18 242.43 244.3 3 ∆We (m3) Eq.5 94.1 49.3: (δ ∞ α= ro ) = 1.4572 8 2 − 1 e − α∆t = e −0.884.0050107 × 100 Resumo de cálculo (esquema LIBP): t (d) 0 100 200 300 400 500 p (kgf/cm2) 246.621.21908 2 = = 0.884.096 2 − 762 2 ) × 18.976.7 26.0050107 ×100 = 0.

para aqüíferos grandes (reD > 10).3935 0. No modelo MPSS.9441 0.8 14.0376 142.51 241. Renato de S.9508 0.6.6-29 Adalberto J.8 7. 2  J 0 (a1 )  2 2 a1  − 1 reD − 1 2  J 1 (a1 reD )    ( ) (6.5 2 3 4 5 6 7 8 9 10 a1 15.1476 0.9539 0.7 4.3606 0. o tempo inicial de validade do modelo MPSS foi reduzido em relação ao do modelo PSS de aproximadamente um ciclo logarítmico. O fundamento teórico do modelo MPSS está apresentado no Apêndice D do trabalho de Leung.mpss (t ) = (1 − β1 ) p I (t ) + β1 p a . o modelo PSS apresenta uma certa imprecisão pelo fato de o modelo não levar em conta os efeitos transientes que ocorrem no curto tempo. (6.9389 0.3 2 3 3.4 Resposta: Após 500 dias We = 142. 1986) reD 1.9580 Modelo válido para t D > MPSS 0.2182 0.675 1.100) onde p I (t ) é a pressão interpolada dada pela Eq.8105 0.4 estão apresentados valores de a1 e β 1 em função dos valores de reD normalmente encontrados nos estudos de reservatório.2.350 243. pss (t ) . O coeficiente-peso β1 é dado pela expressão: 4 β1 = .101) sendo a1 a primeira raiz da equação de Bessel: J 1 (a m reD )Y0 (a m ) − J 0 (a m )Y1 (a m reD ) = 0 .9171 0.2823 0. e p a .1 1. (6.1264 0. Como se pode observar. para reD entre 1 e 50.3348 2. onde J0 e J1 são as funções de Bessel de primeira espécie e Y0 e Y1 as funções de Bessel de segunda espécie.9000 0. Daniel Xavier 500 240. Tabela 6. denominado modelo pseudopermanente modificado (“MPSS model”). Na Tabela 6.3 30 .4 − Parâmetros do modelo PSS modificado (Leung.8899 1.570.96) ou (6.0 47.7 5 6 PSS 0. pss é a pressão média do aqüífero obtida do modelo PSS.6256 0.04 0.8417 0.97).2 2.35 0. Leung desenvolveu um novo modelo simplificado.4 apresenta também o intervalo de validade dos modelos MPSS e PSS. Como uma alternativa para sanar este inconveniente.7 19. Modelo pseudopermanente modificado (“MPSS model”) Leung mostrou que.8705 0. A Tabela 6.9307 0.1104 β1 0.08 0.2 24.504 m 3 com SIBP.8 1. Rosa. ___________________________ 6. Carvalho e José A.504.1767 0.5 10. a pressão média do aqüífero é definida como: p a .

(6.2 (SIBP). (6.329 m 3 . calculou-se.0047727×100 = 0.350 p a .3).780 244.9865 245.8 19.0699 243.7 < ∆t D ⇒ o modelo MPSS é válido β1 = 0.mpss n+1 (kgf/cm ) Eq. ___________________________ Exemplo 6. e (iv) quando reD → ∞ . ___________________________ 6. (ii) Para o modelo MPSS.9723 0.4 utilizando o modelo MPSS de Leung com o esquema SIBP de interpolação da pressão no contato.8 Resposta: Após 500 dias We = 146.5.1300 245.828. (iii) Para o modelo PSS.44 243. com erro menor que 2 5%.9546 2 We n +1 (m3) Eq.685 241. Como discutido anteriormente. . (6.9972 245.8 − Resolva o Exemplo 6. no tempo t = 500 dias. a1 → 0 e β1 → 1.43 244.7 59. (6. o t D limite para validade do modelo foi obtido a partir da comparação com a solução exata.0376 2 p a . pss n +1 (kgf/cm ) Eq.085.19 240.85) 0 6.7.100) 246.Influxo de Água 6-30 20 50 0.13 245.0081 242.612.9170 243.62047 1 − e −α∆t = 1 − 0.99) 246. Solução: Tabela 6.8 ∆We (m3) Eq. Os resultados estão apresentados na Tabela 6.935 243.612.4.9508 No Exemplo 6. o modelo de van Everdingen & Hurst é o mais preciso deles e foi escolhido como referência para o cálculo do erro relativo.243.0160 0.86) 0 6.25reD (vide Tabela 6.0 .9855 40 200 120 750 Obs.193.0471 0.9 98.580. t D > 0.18 242.37953 Resumo de cálculo (esquema SIBP): t (d) 0 100 200 300 400 500 p (kgf/cm2) 246.2 38.0 58.1300 245.: (i) δ∞ ro obtido da Tabela 6.328.7 146.5616 244.810 242.0 87.8625 244.408.8 26.62047 = 0.7 já foram calculados: e − α∆t = e −0. Para cada um dos modelos.071.5941 244. Comparação Entre os Modelos Nas seções anteriores foram apresentados vários modelos para o cálculo do influxo acumulado proveniente de aqüíferos. Cada um dos modelos foi utilizado para estimar o influxo acumulado do aqüífero circular limitado apresentado no Exemplo 6.51 p n + p n +1 2 (kgf/cm2) – 245. o influxo acumulado fornecido pelo aqüífero sujeito a um histórico de pressão variável no contato.4: (t D )mpss = 3.

181 142.5.5 − Comparação entre os vários modelos de influxo de água para t = 500 dias Modelo van Everdingen & Hurst (Exemplo 6.4) Fetkovich (Exemplo 6. Rosa.9%.5% e Carter-Tracy com erro de 9.448 148.4%.6) Carter-Tracy (Exemplo 6. A geometria de fluxo radial admitida por van Everdingen & Hurst é melhor entendida através de uma ilustração.8.8) We (m3) 146.7) MPSS-SIBP de Leung (Exemplo 6.6-31 Adalberto J.1%.7) PSS-SIBP de Leung (Exemplo 6.9 −8.6 apresenta a seção transversal de um reservatório conectado a um aqüífero lateral e o modelo de fluxo radial idealizado.5) Carter-Tracy (Exemplo 6. o modelo aproximado de melhor performance foi o MPSS-SIBP de Leung.0 +1. Renato de S. seguido dos modelos PSS-LIBP com erro de 1. Esse modelo é a solução da equação da difusividade radial e como tal é válido para todos os regimes de fluxo. Daniel Xavier Tabela 6.329 Erro (%) − +1.6 – pressão em degrau) PSS-LIBP de Leung (Exemplo 6.4 −2. Carvalho e José A.8%. A Figura 6.8 +9. Fetkovich com erro de 1. ro h o w Reservatório Aqüífero ro h Reservatório Aqüífero r . desde que a geometria de fluxo seja efetivamente radial. com erro aproximado de 0.1 Como pode ser observado na Tabela 6.5 +0.705 134.190 148. Modelo de Influxo de Água de Fundo Na Seção 6. PSS-SIBP com erro de 2.841 160. 6.504 146.1 é apresentado o modelo de van Everdingen & Hurst (1949) para aqüífero radial. que representa este sistema reservatório-aqüífero.

Reproduzida de Allard. Allard & Chen (1984). Neste caso. S. Copyright © 1984. onde as linhas de fluxo têm uma componente vertical e a invasão da água ocorre através de um plano circular horizontal que representa o contato óleo/água. o efeito do fluxo vertical é tanto mais pronunciado quanto maior é a razão entre a espessura do aqüífero. seguindo procedimento semelhante ao do modelo de van Everdingen & Hurst.Influxo de Água 6-32 Figura 6..6 − Modelo idealizado de aqüífero radial. porém.7. M. e como mostrado a seguir. S. D. Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive Reservoirs. R.7 − Modelo idealizado de aqüífero de fundo. a solução foi obtida com o uso de um simulador numérico. R. M. 6. As linhas de fluxo neste caso são horizontais e a invasão da água se dá através de uma superfície cilíndrica que circunda o reservatório. montaram matematicamente o problema que considera o influxo de fundo. & Chen. e o raio do reservatório.1.6 é a equação da difusividade. Copyright © 1984. Portanto. Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive Reservoirs. Reproduzida de Allard. com permissão de SPE-AIME. o modelo de influxo de fundo deve levar em conta o fluxo vertical.. Esta situação pode ser comparada com o modelo de influxo de fundo ilustrado na Figura 6. ro. D.8. h. ro Reservatório o w Aqüífero h ro Reservatório z h o w Aqüífero r Figura 6. . com permissão de SPE-AIME. & Chen. Equações do problema A equação diferencial parcial que governa o fluxo de um fluido levemente compressível em um sistema como o mostrado na Figura 6.

(6.108) para t e q. pD (6. pela introdução das seguintes variáveis adimensionais: r raio adimensional: rD = . Rosa.103) resulta na seguinte forma adimensional para a equação da difusividade: ∂2 p 2 ∂rD + 1 ∂p ∂ 2 p ∂p + 2 = . (6.110) nesta expressão obtém-se: ∆t We = πφct ro3 k R ∆p ∑ D .111) (6.104) ro z distância vertical adimensional: z D = (6. Daniel Xavier ∂2 p ∂r 2 + 1 ∂p φµct ∂p = . um novo termo é adicionado a esta equação. (6. We. rD ∂rD ∂z D ∂t D (6. obtém-se: φµct ro2 t= tD k e πro k k R ∆p q= .110) We = ∑ q ∆t .109) (6.108) Resolvendo-se as Eqs.109) e (6.7. Substituindo as Eqs.103) k ∂t ∂r 2 r ∂r ∂z onde kR é a razão entre a permeabilidade vertical e a permeabilidade horizontal (k). Existem infinitas soluções para a Eq.107) considerando pressão constante no contato. (6. Renato de S.102) Para o modelo de influxo ilustrado na Figura 6.106) A substituição destas novas variáveis na Eq.105) ro k R e tempo adimensional: t D = kt φµct ro2 . Carvalho e José A. resultando em: ∂ 2 p 1 ∂p ∂ 2 p φµct ∂p + + kR 2 = .6-33 Adalberto J.103). Allard & Chen derivaram diretamente uma equação para o influxo e usaram um simulador numérico para obter a solução desta equação. (6. (6. (6. Para obter a equação do influxo é conveniente definir a queda de pressão adimensional como: pD = π ro k k R qµ ∆p . respectivamente.112) . r ∂r k ∂t (6. µ pD A equação do influxo. (6. representando todos os possíveis sistemas reservatório-aqüífero. escrita na forma de diferenças finitas é dada por: (6.107) Em vez de tentar formular uma solução analítica para a Eq. É possível obter-se uma solução geral aplicável às várias situações.106) e (6. (6.

é governado pela Eq. Isto reduz a Eq. WD. Portanto.115). (6.117) onde re é o raio externo do aqüífero. evidentemente. para converter esta expressão para uma forma comparável com aquela de van Everdingen & Hurst. ∆p. WD é função somente de tD. como: U = 2πφct h ro2 e (6. e o influxo adimensional. determinar o influxo adimensional torna-se simplesmente uma questão de rodar o simulador e gerar tabelas de We versus t. (6. Admite-se que o reservatório e o aqüífero estejam inicialmente em equilíbrio na pressão p = pi. Allard & Chen introduziram as seguintes constantes ou parâmetros adimensionais.. diferentes daqueles do sistema radial. é obtida através de um simulador numérico. exceto que aqui os valores de WD em função de tD são.Influxo de Água 6-34 Finalmente. respectivamente. WD. . Se um simulador pode ser ajustado para reproduzir as condições descritas no parágrafo anterior.115) que é idêntica à expressão formulada por van Everdingen & Hurst. Em resposta a esta queda de pressão. é interessante rever as condições de fluxo impostas para o caso de pressão constante no contato.116) ro e z′ = D h ro k R . a água invade o reservatório a uma vazão tal que o influxo. a pressão do reservatório sofre um decréscimo.112) a: We = U ∆p W D . As dimensões e propriedades deste modelo são selecionadas para obter os valores desejados de ′ rD e z ′ . que descrevem a geometria do sistema: r ′ rD = e (6.8.113) WD = ro k R 2h ∑ ∆t D . Isto é exatamente o que Allard & Chen fizeram. pD (6. No instante t = 0. A solução do problema em termos do influxo adimensional. We eventualmente atingirá um valor máximo quando a pressão do aqüífero atingir a pressão do reservatório. Para aqüíferos finitos.106). (6. e é mantida neste nível. a cada “time step”. O modelo numérico de simulação que descreve o aqüífero de fundo é mostrado na Figura 6. Para valores fixos destes dois parâmetros.114) onde h é a espessura do aqüífero. We. Estes valores são substituídos nas Eqs.115).8. U. (6. (6. Solução do problema Antes de descrever o modelo numérico empregado no estudo de Allard & Chen. a pressão no D contato reservatório-aqüífero se mantenha constante. 6. para obter tabelas de WD versus tD. A produção dos poços é ajustada de tal modo que. (6.2. definem-se a constante de influxo.115) e (6. Deve-se observar que neste caso WD não é função somente de tD mas também da geometria do sistema reservatório-aqüífero. então é possível avaliar numericamente a Eq.

R. Copyright © 1984. com permissão de SPEAIME. S.9 mostra o comportamento do ′ influxo acumulado adimensional W D para z ′ = 0. Carvalho e José A.11.6-35 Adalberto J. . Rosa. Daniel Xavier ′ O procedimento anteriormente descrito foi repetido para várias combinações de rD e z ′ . M. Renato de S. D. D re ro z h r blocos do reservatório poços produtores Figura 6.8 − Modelo numérico para o aqüífero de fundo. Reproduzida de Allard. D Os resultados estão apresentados nas Tabelas K.1 em função do tamanho do aqüífero rD . & Chen. Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive Reservoirs.7 a K. A Figura 6..

Por outro lado. Cálculo da pressão média do reservatório A Figura 6. tD Figura 6.9. necessária para a determinação das propriedades PVT dos fluidos e da rocha. a aplicação dos modelos de cálculo do influxo de água requer o conhecimento da pressão no contato reservatório-aqüífero. com diferentes vazões de produção. 6. ′ do parâmetro z ′ e do tamanho do aqüífero rD . o estudo de balanço de materiais em reservatórios de petróleo. requer o conhecimento da pressão média do reservatório. a ser discutido nos Capítulos 7 e 8.10 mostra um exemplo de reservatório sendo drenado através de diversos poços.1 ' rD' = 8 30 20 rD = 6 ' rD = 4 ' 10 0 1 10 100 1000 Tempo adimensional.1.Influxo de Água 60 Aqüífero infinito 50 Aqüífero de fundo 6-36 rD = 10 ' Influxo adimensional. . Cálculo das Pressões Média e no Contato Conforme foi discutido nas seções anteriores deste capítulo.9.9 − Influxo adimensional WD para aqüífero de fundo em função do tempo adimensional t D . D 6. WD 40 zD = 0.

120) Ajhj Ai hi Tomando j = 1. (6.122) onde i = 2. em um reservatório com diversos poços em produção. (6. que se baseia no conceito mencionado por Matthews & Russel (1967). pode ser feita através do método proposto por Rosa & Carvalho (2001). Ai hi qi (6. onde a espessura média da formação é hi e a pressão média pi . a) Determinação das áreas de drenagem de cada poço A determinação das áreas drenadas por cada poço em um reservatório desenvolvido. é denominada Ai. Daniel Xavier A2. h i pi qi np poços Figura 6.10 − Reservatório produzindo através de vários poços. h3 q3 p3 A i.6-37 Adalberto J. ou seja. Rearranjando-se os termos da Eq.. Renato de S.121) A1h1 q1 = .119) A relação entre os volumes drenados por um poço j qualquer e cada um dos poços i é dada Vd j Vd i ou ainda: = qj qi qj qi (6. np e np é o número total de poços. (6.. h1 q1 p1 p2 q2 A3. Rosa. Carvalho e José A.122). por: (6.118) qt onde Vd i é o volume drenado pelo poço i e qt é a vazão total do reservatório. A área de influência do poço i. segundo o qual. A espessura média da formação em cada área de drenagem pode ser estimada através de perfis e a pressão média a partir de testes de pressão nos poços.. tem-se: = . no regime pseudopermanente de um fluxo monofásico os volumes drenados por cada poço são proporcionais às suas vazões. cuja vazão é qi. . O volume drenado por cada poço é dado por: Vd i = Ai hi . obtém-se: . isto é: q Vd i = Vd i . 3. h2 A1.

pi (kgf/cm ) Pede-se que sejam calculadas a: (a) área drenada por cada poço.2 Poço 3 13 11 167.124) onde At é a área total do reservatório. Solução: 2 Poço 2 32 12. (6. Tem-se portanto um sistema de np equações lineares e np incógnitas:  A1h1qi − Ai hi q1 = 0 i = 2.126) ∑ Ai hi i =1 np Usando a Eq.9 – Um reservatório com área de 1. Após um certo período de produção. Outros dados são: Poço 1 Vazão de produção de óleo.. hi (m) Pressões médias obtidas dos testes. (6.9 .943 km2 contém três poços produtores de óleo..123) gera np − 1 equações. os poços foram fechados e realizados testes de crescimento de pressão para se obter as pressões médias nas suas respectivas áreas de drenagem. (b) pressão média do reservatório. (6. (6.n p   np (6. Os volumes drenados são calculados pela Eq. .Influxo de Água 6-38 A1h1qi − Ai hi q1 = 0 .5 155.119). a pressão média pode também ser calculada com a expressão: ∑ qi pi p= i =1 np .123) A1 + A2 + L + An p = At . qi (m3 std/d) Espessura média da formação.5 16 12 160..125)   ∑ Ai = At  i =1  cuja solução resulta na determinação das áreas drenadas por cada poço (Ai). b) Determinação da pressão média do reservatório A pressão média do reservatório é obtida através de uma média ponderada das pressões nos volumes de drenagem de cada poço: ∑ Ai hi pi p= i =1 np np . A Eq. 3. (6.118). (6. A np-ésima equação é dada por: (6.127) ∑ qi i =1 ___________________________ Exemplo 6.

5 = 159.5 × 16 A2 = 0 384 A1 − 200 A2 = 0 (: 8)  48 A1 − 25 A2 = 0    ⇒  156 A1 − 176 A3 = 0 (: 4) ⇒  39 A1 − 44 A3 = 0  12 × 13 A1 − 11 × 16 A3 = 0   A + A + A = 1.  48  44  25 25 A2 = × 0. (6.3 kgf / cm 2 . 0. da Eq. 16 + 32 + 13 Equivalentemente. tem-se: 25 A2 .9 + 0. Daniel Xavier Parte (a): As áreas drenadas são calculadas a partir do sistema de equações da Eq.5105 × 12 × 160. a Eq.9 + 32 × 155.9801 × 12.3 kgf / cm 2 . Rosa. Cálculo da pressão no contato O processo de determinação do influxo acumulado de água proveniente de aqüífero requer o conhecimento da pressão na posição correspondente ao contato original (óleo/água no caso de . Carvalho e José A. (6.5105 × 16 + 0.943 1 2 3 2 3    1 Da 1a equação do sistema de equações: A1 = equações.5 = 159.6-39 Adalberto J.9801 = 0.943 A1 + A2 + A3 = 1.125) pode ser escrita como: 12 × 32 A1 − 12.943 − 0.125).2 + 13 × 167.9801 × 12.4524 × 11 × 167.5 × 155. A2 = 1. (6.5 + 0.5105 km 2 .4524 km 2 .9801 km 2 .943  A2 + A3 = 1. Renato de S.9.2.943   48  48   Logo.4524 × 11 ___________________________ 6.943 − A1 − A2 = 1. 48 48 Substituindo-se o valor de A2 na 1a equação: A1 = Finalmente. Substituindo-se os valores de qi e hi do problema. (6.2 + 0.127): ∑ qi pi p= i =1 np np = ∑ qi i =1 16 × 160.943 : 1  39 × 25  + 73  = 0.126): ∑ Ai hi pi p= i =1 np np = ∑ Ai hi i =1 0.9801 = 0. Substituindo esta expressão nas demais 48  39 × 25  39 × 25 A2 − A3 = 0  48 A2 − 44 A3 = 0   ⇒  48 × 44   25  73   + 1 A2 + A3 = 1. da 3a equação: A3 = 1.943  A + A + A = 1. Parte (b): Da Eq.5105 − 0.

que tenha permanecido fechado durante vários dias (ou mesmo horas) pode não ser representativo da pressão média na sua área de drenagem. o valor da pressão média no contato óleo/água original ( po / w ) é estimado como sendo a extrapolação da curva para Li = 0.12.12 − Determinação da pressão média no contato original. devido à influência do aqüífero.Influxo de Água 6-40 reservatório de óleo ou gás/água no caso de reservatório de gás). Ajustando-se uma curva média pelos pontos do gráfico.11 − Reservatório de óleo com mecanismo de influxo de água Determinação da pressão no contato. A pressão no contato original pode ser obtida a partir de um gráfico como o da Figura 6.á g u a or ig in a l Figura 6. O uso desse tipo de informação pode levar à conclusão errônea de que a pressão no contato mantém-se praticamente constante. são colocados em um gráfico de coordenadas cartesianas os valores das pressões médias nas áreas de drenagem dos poços ( pi ) em função das distâncias dos poços até a posição original do contato (Li). Por exemplo. um registro de pressão estática em um poço situado nas imediações de um aqüífero. pi po/w 0 Li Figura 6. Nessa figura.11 mostra um esquema de reservatório de óleo submetido a influxo de água oriunda de aqüífero. p1 Falha selante 1 p2 2 np poços p3 3 4 np Contato óleo-água atual L4 C on ta L3 i Li L np to ól e o . Li é a menor distância entre o poço i e o contato original. de registros de pressão estática em reservatórios com influxo de água devem merecer um cuidado especial. . As informações de pressão estática obtidas de testes de pressão e. principalmente. Em um determinado instante da vida produtiva do reservatório. A Figura 6.

.................. Espessura da formação ..........................................................................................0 cp cf = 55×10−6 (kgf/cm2)−1 cw = 45×10−6 (kgf/cm2)−1 Admitindo que durante os primeiros 4 anos de produção o sistema real possa ser representado por um reservatório associado a um aqüífero radial infinito............................3 m Porosidade ...... Compressibilidade da água .................... determine o influxo acumulado de água: (a) Ao final do 1o ano de produção...................117 m3 Outros dados disponíveis são: Raio do reservatório ..............10......................... Problemas Problema 6............ φ = 0.............................................1 – O histórico das pressões no contato óleo/água original de um reservatório é apresentado na tabela a seguir: t (ano) p (kgf/cm2) 0 220 1 180 2 160 3 160 4 160 ro = 1.. pi = 200 kgf/cm2 Esse reservatório foi produzido com uma pressão de 180 kgf/cm2 no contato óleo/água durante 1 ano............................... Problema 6.... k = 20 md Viscosidade da água . Porosidade ....2 – Um reservatório de óleo com 500 m de raio está sendo alimentado por um aqüífero radial cujas características são: Raio ......................... re = 4.................................. (b) O influxo acumulado de água no final do 2o ano de produção............................................................................................. após o que esta pressão foi reduzida para 150 kgf/cm2 e mantida neste nível.....000 m Espessura ................... Viscosidade da água ....... ....................... h = 10............................. por simplicidade normalmente utiliza-se a pressão média do reservatório para representar a pressão média no contato............................................. na prática...................087........0 cp Compressibilidade total do aqüífero .... Permeabilidade ....................................6-41 Adalberto J............................ Rosa.......................13 Permeabilidade ..................................... Renato de S... ct = 93................................9×10−6 (kgf/cm2)−1 Pressão inicial .................. Daniel Xavier Embora a metodologia apresentada nesta seção seja recomendada................ Carvalho e José A.......200 m h = 10 m φ = 0............... Respostas: (a) 156.............. (b) Ao final do 4o ano de produção......... 6................ µ = 1....... Compressibilidade da formação .................... Calcular: (a) O influxo acumulado de água no final do 1o ano de produção.......15 k = 50 md µ = 1..................892 m3 (b) 1...................

...........10 k = 50 md µ = 1.................................................0 cp cf = 40×10−6 (kgf/cm2)−1 cw = 50×10−6 (kgf/cm2)−1 Bo = 1........................... admita que a vazão total de óleo em condições de reservatório seja igual à vazão instantânea fornecida pelo aqüífero................... µw = 0.. h = 100 m Largura do aqüífero...........1 m3 std/d Dados adicionais: Área transversal do aqüífero .. Porosidade ........................10 Viscosidade da água.........000 m do contato original óleo/água.....................................900 m3 (b) 146....... Para isso.000 m2 h = 10 m φ = 0.............. Outras informações do sistema são: Pressão original.................................. Bo = 1.............................. 6 e 12 meses após o início da produção? (b) Qual deverá ser a vazão de óleo e a produção acumulada nos instantes citados no item (a)? .................................................................. pi = 300 atm Permeabilidade do aqüífero..................................................................4 – Um reservatório de óleo com um grande número de poços produtores está conectado a um aqüífero linear infinito................... Fator volume-formação da água ... Resposta: 22..... Viscosidade da água ..................... nos instantes 1....................................................... Respostas: (a) 47. b = 1........................... Permeabilidade .......3 – O histórico das pressões no contato óleo/água original de um sistema reservatórioaqüífero é apresentado na tabela a seguir: t (ano) p (kgf/cm2) 0 200 1 150 2 100 3 100 4 100 A = 10............3 m3/m3 std Bw = 1.......................................................... Compressibilidade da água ..... Fator volume-formação do óleo ..... φ = 0...................................................000 m Porosidade da rocha............ Espessura da formação ................. ct = 100×10−6 atm−1 Fator volume-formação do óleo..........700 m3 (c) 1....5 cp Compressibilidade total do aqüífero .... Problema 6...................... sabendo que 15% da água de influxo é produzida juntamente com o óleo.........................................25 m3/m3std Pedem-se: (a) Qual a pressão no aqüífero a uma distância de 5..............Influxo de Água 6-42 (c) A quantidade máxima de água que esse aqüífero poderia fornecer ao reservatório............................120×106 m3 Problema 6.......... Determine a vazão de óleo ao final do 4o ano.................... que é de 100 atm.......................... para uma pressão de abandono de 20 kgf/cm2 no contato óleo/água........... Compressibilidade da formação ....... k = 100 md Espessura da formação...............................0 m3/m3 std Admita que durante os primeiros 4 anos de produção o sistema real possa ser representado por um reservatório conectado a um aqüífero linear infinito................................................ Deseja-se produzir o reservatório de tal maneira que a pressão em seu contato óleo/água original seja o dobro da pressão de bolha do óleo.............

. Raio circularizado ........................ Porosidade ..23 194............................ Viscosidade................................6 – A tabela a seguir apresenta os resultados da simulação numérica de um reservatório hipotético conectado a um aqüífero de fundo infinito (Allard & Chen..... p (kgf / cm 2 ) = 250 − 30 t (ano) 500 m infinito 20 m 10% 100 md 20×10−6 (kgf/cm2)−1 10×10−6 (kgf/cm2)−1 1 cp Admitindo que o regime de influxo seja não-permanente e que o ano tenha 365 dias.......83 205................09 202..................700 m3 (b) 2.......................... 250 kgf / cm 2 Pressão × tempo ..........................92 207........426 1.....712×106 Problema 6. 1984): t (d ) p (kgf/cm2) 0 30 60 90 120 150 180 210 240 210........... Espessura média ....600 m3 Problema 6.................... Respostas: (a) 1..................6-43 Adalberto J........ Respostas: t (mês) p (atm) qo (m3std/d) Np (m3std) 1 6 12 288 247 235 3.................................. Renato de S..................................63 196..206×106 0..... Daniel Xavier Obs........................114. Compressibilidade da formação .......503×106 0..................322.................. Rosa..96 193............................................5 – Um reservatório de petróleo e um aqüífero contíguo a ele apresentam as seguintes características: a) Reservatório: Pressão inicial ...............70 ..............................95 197.398 989 0....... Permeabilidade .............. calcular os influxos acumulados de água aos: (a) 3 (três) anos após o início da produção................................. (b) 5 (cinco) anos após o início da produção.27 199...: Para resolver este problema você precisará obter a solução para o comportamento da pressão em um aqüífero linear infinito que produz com pressão constante (vide Apêndice G)... Compressibilidade da água .... b) Aqüífero: Raio .................... Carvalho e José A..

............. Espessura da formação .................................. Vazão de óleo constante ........8 364..............3 150 253..00693 m3/m3 std permanente (a) Calcular a constante de influxo de água do aqüífero......04 µ = 0...8 210 425............011 m3 std/d 155 atm nula 147 m3 std/m3 std 107 m3 std/m3 std 1. Viscosidade da água ................3 Aqüífero lateral We (103 m3) Aqüífero de fundo We (103 m3) Problema 6.. Pressão média do aqüífero constante ....10 k = 50 md kR = 0..................... Respostas: t (d ) Raio do reservatório ..................0 m φ = 0...... (b) Admitindo que após os 20 meses a pressão na zona de óleo caia para 130 atm e assim se mantenha por 12 meses...1 12... Fator volume-formação do gás (Bg) .............................4 215.....7 290..............Influxo de Água 6-44 Influxo simulado We (103 m3) 0 17.....5 49. Porosidade ........................92 kgf/cm2 Admitindo que o sistema possa ser representado por um reservatório associado a um aqüífero radial infinito.4 153.34 m3/m3 std 0...1 180 338....9 96..... Lei de influxo de água ... Produção de água .................. ............................. Razão entre as permeabilidades vertical e horizontal ....... Permeabilidade horizontal ............ determine o influxo acumulado de água para cada um dos tempos da tabela.............6 m h = 61........ 0 0 0 30 15.. Razão de solubilidade original ...................... Utilize os modelos de van Everdingen & Hurst (aqüífero lateral) e de Allard & Chen (aqüífero de fundo) e compare os resultados com os dados da simulação numérica..8 90 107...............7 – Um reservatório de petróleo circundado por um aqüífero apresentou as seguintes características durante 20 meses de sua vida produtiva: Pressão média do reservatório constante ...... 142 atm 7.. Razão gás/óleo de produção constante ........................138×10−4 (kgf/cm2)−1 pi = 210..............................................................8 442............ Fator volume-formação 2 fases (Bt) ..............395 cp ct = 1..0 287........9 120 175...... calcular a quantidade de água que entrará no reservatório nesse último ano.............................................6 60 53................................. Compressibilidade total do aqüífero .................9 442.. Pressão inicial.........................4 44...............3 219.... Respostas: ....................................5 363.......................................................................................................4 148...........8 90.............................2 240 516................8 As características do sistema reservatório-aqüífero são: ro = 609..................................................

S. Trans.D5.) Fetkovich. (Henry L. SPE. 1978. W. New York. Houston. S. Daniel Xavier (a) 872 m3/d/atm (b) 7. R. Editora Interciência. AIME.. 490-510.. Monograph Volume 1. 1970. S. & Corrêa. A. SPE Res. D. J. Renato de S. McGraw-Hill Book Co. Jan. 1987. Dake. Tech. 1958. J. 5860. C. G.: Algorithm 386. July 1971.: Determination of Average Reservoir Pressure from Build-up Surveys. L. SPE of AIME. Pet.: Conduction of Heat in Solids. Sept.. AIME.: A Fast Convolution Method for Implementing Single-Porosity Finite/Infinite Aquifer Models for Water-Influx Calculations.) Rosa. Richardson. S. D. C. Dallas. R.: Advances in Well Test Analysis. The Netherlands. Elsevier Scientific Publishing Company. USA. C. Tech. Stehfest. New York. Communications of the ACM. 16-19. Pet. Pet. 1965.: An Improved Method for Calculating Water Influx. 1977. 1960. PETROBRAS/CENPES/DIVEN/SEN-BA..957×106 m3 Bibliografia Allard. 13 (1): 47. Sept. D. S. J. M. 59. Doherty Series. 118: 31. M. R. H. Rio de Janeiro. A. (Apostila. G. 2001. J. TX.. (Monograph Series. 5. TX. Leung. & Carvalho. 234. 1986. W. J. 1967. & Jaeger. . J. P. SPE of AIME. In: SPE Annual Technical Conference and Exhibition. Salvador.: Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive Reservoirs. H.: Fundamentals of Reservoir Engineering. & Russel. Dietz. Great Britain. 1984.) Schilthuis. D. 1959. J.: A Simplified Approach to Water Influx Calculations − Finite Aquifer Systems. Oxford University Press.: Active Oil and Reservoir Energy. TX.: Pressure Buildup and Flow Tests in Wells. (SPE 13170.) Carslaw. Oxford.: Análise de Testes de Pressão em Poços. N. J. Rosa. & Chen. (2nd ed.. Numerical Inversion of Laplace Transforms . Carvalho e José A. A. 814-828. R. Trans.) Pirson. Eng. Carter. Earlougher. 1936. 955-959. Tech. Amsterdam. Dec. & Tracy. C. Proceedings. Brasil. F. R. Jr. Bahia.6-45 Adalberto J.. Rosa. F. Inc.: Previsão de Comportamento de Reservatórios de Petróleo – Métodos Analíticos. 1984.: Elements of Oil Reservoir Engineering. Aug. Matthews. J.

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TX. & Chen. Houston. D. M. Proceedings. In: SPE Annual Technical Conference and Exhibition. & Chen. S. Proceedings. In: SPE Annual Technical Conference and Exhibition.6 Reservoirs. S. Richardson. TX. Sept. Richardson. R.) 2 370 3 370 6-47 . 16-19. In: SPE Annual Technical Conference and Exhibition. SPE.: Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive 6. 1984. (SPE 13170. 1984. Sept. SPE. TX. S.Tabela de figuras que já foram preparadas em Corel Draw.8 Reservoirs. Richardson.: Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive 6. 59. TX.) Figura Allard. M. Houston.7 Reservoirs. 59. 1984. Sept. (SPE 13170. D. D.: Calculation of Water Influx for Bottom-Water Drive 6. R.) Figura Allard. & Chen. M. 1984. (SPE 13170. mas que necessitam de autorização para serem reproduzidas Fonte Figura deste livro Artigo técnico Figura 1 Página 370 Figura Allard. TX. SPE. 16-19. 1984. 1984. Houston. 16-19. TX. R. 59. Proceedings.