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Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, nunca. Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas, dependendo da intensidade com que são pronunciadas. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor intensidade: café, bola, vidro. Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Observe, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é semivogal. Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. Encontro Vocálicos - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semivogal + vogal = ditongo crescente). - Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Paraguai. - Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-da), juiz (ju-iz) Encontro Consonantais Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. Dígrafos Grupo de duas letras que representa apenas um fonema. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/) Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç (desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr (ferro), gu (guerra) - Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba, mundo) Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um fonema. Observe de acordo com os exemplos que o número de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem um único som.

FONÉTICA E FONOLOGIA
Fonética e Fonologia são o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, chamadas fonemas. Neste estudo veremos: - Letra e Fonema - Sílaba - Acentuação Gráfica - Ortoepia e Prosódia - Emprego do Hífen

Letra e Fonema
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: bar – mar tela – vela sela – sala

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras. Certos fonemas podem ser representados por diferentes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço) Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e cinco fonemas. Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta, etc. Classificação dos Fonemas Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e consoantes. Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais e nasais. Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavidade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, pó, dor, uva.

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- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” não tem som. - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem um único som. - Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem um único som. - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pronuncia o “s” e o “en” tem um único som. - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o “x”. - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de “ks”. - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um único som e o “rr” também tem um único som. - Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um único som. Repare que através do exemplo a mudança de apenas uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: a) 6 e 8 fonemas respectivamente; b)10 e 7 fonemas respectivamente; c) 9 e 6 fonemas respectivamente; d) 8 e 6 fonemas respectivamente; e) 7 e 6 fonemas respectivamente. Resposta “D”. 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo: a) 7 b) 12 c) 11 d) 14 e) 15 Resposta “D”. 07. Os vocábulos respectivamente: a) 4 e 2 fonemas b) 9 e 5 fonemas c) 8 e 5 fonemas d) 7 e 7 fonemas e) 8 e 4 fonemas Resposta “C”. pequenino e drama apresentam,

Exercícios
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as letras que a compõem é: a) importância b) milhares c) sequer d) técnica e) adolescente Resposta “D”. Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 letras. 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, mas dois fonemas? a) exemplo b) complexo c) próximos d) executivo e) luxo Resposta “B”. Na palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/. 03. Qual palavra possui dois dígrafos? a) fechar b) sombra c) ninharia d) correndo e) pêssego Resposta “D”. Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”. 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato, ditongo. a) jamais / Deus / luar / daí b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu c) ódio / saguão / leal / poeira d) quais / fugiu / caiu / história Resposta “B”. Observe os encontros: oi, u - i, u - í e éu.

08. O “I” não é semivogal em: a) Papai b) Azuis c) Médio d) Rainha e) Herói Resposta “D”. 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: a) muito, faísca, balaústre. b) guerreiro, gratuito, intuito. c) fluido, fortuito, Piauí. d) tua, lua, nua. e) n.d.a. Resposta “D”. 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresentam ditongo crescente: a) Lei, Foice, Roubo b) Muito, Alemão, Viu c) Linguiça, História, Área d) Herói, Jeito, Quilo e) Equestre, Tênue, Ribeirão Resposta “C”.

Sílaba
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem representar semivogais.

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Classificação das palavras quanto ao número de sílabas - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe, flor, lá, meu; - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, trans-por; - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, próxi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; - Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-ringo-lo-gis-ta. Divisão Silábica Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as seguintes normas: - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, a-ve-ri-guou; - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - Não se separam os encontros consonantais que iniciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fiel, sa-ú-de; - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te; - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car. Acento Tônico Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebese que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais. calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos que dão melodia à frase. Classificação da sílaba quanto a intensidade -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade. - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à tônica da palavra primitiva. Classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são classificados em: - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: avó, urubu, parabéns - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Exemplos: dócil, suavemente, banana - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
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Saiba que: - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter. - São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a). - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano, trânsfuga. - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/ Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/ zangão.

Exercícios
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: a) gra-tui-to; b) ad-vo-ga-do; c) tran-si-tó-rio; d) psi-co-lo-gi-a; e) in-ter-stí-cio. 2-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: a) psi-có-ti-co; b) per-mis-si-vi-da-de; c) as-sem-ble-ia; d) ob-ten-ção; e) fa-mí-lia. 3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas corretamente separadas: a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corretamente separadas: a) a-p-ti-dão; b) so-li-tá-ri-o; c) col-mé-ia; d) ar-mis-tí-cio; e) trans-a-tlân-ti-co. 5-Assinale a divisão silábica errada: a) su-bli-me; b) sub-li-mi-nar-men-te; c) su-bo-fi-ci-al; d) sub-li-nhar; e) sub-u-ma-no. 6-Assinale o item em que a separação das sílabas é incorreta: a) ab-rup-to / ca-bi-a / boi-a-da b) cai-a / ca-í-a / bo-i-ão; c) su-bo-fi-ci-al / su-pe-rá-ci-do / su-pe-ra-li-men-ta-do; d) joi-a / su-bes-ta-ção / trans-por-te / tran-sa-ri-a-no; e) obs-tru-ir / fas-cí-nio / tran-sa-tlân-ti-co.

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e. lêssemos. São palavras vazias de sentido como artigos.Com acento agudo se a vogal tônica for i. . subliteratura. etc. 8. se. uns: táxi. hífen. d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo. eu. Monossílabos são palavras de uma só sílaba. adlegar. também chamado acento de intensidade ou prosódico. de s: sábio. b) ablativo. enxáguem. flores. As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas). a partir de 1º de Janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012. úmido. c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar. c) sublocar. estômago. sublenhoso. etc. eles intervêm.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 7. vendê-los. si.a. 9. abluir. . quilômetro. abrumar. dólar. adrede.em. preposições. Tonicidade Num vocábulo de duas ou mais sílabas. término. De acordo com a posição da sílaba tônica. de. u ou a. colocássemos. c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / fesds-pa-to. ons. ele convém. uma que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as outras: é a sílaba tônica. 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-E / 6-B / 7-C / 8-B / 9-D / 10-A / Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café.Existe erro de divisão silábica no item: a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o. Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica é aberta ou fechada. sonâmbulo etc. um. eles mantêm. lógico. . Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa. os vocábulos com mais de uma sílaba classificam-se em: Didatismo e Conhecimento 4 .Assinale o item em que a divisão silábica está errada: a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar. fáceis. que. álbum. elementos de ligação. bote. e. x. d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to. . há. Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore. r. conforme a intensidade com que se proferem. te. sublevar. lhe. imensidade. estômago. México. nódua.ditongo crescente. colecionador. seguido. flores. dores. tu conténs. maracujá. régua. siri. solo.ã. e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni-co. pessoa. por exemplo. sôfrego. má. lágrima. polígono. tu. b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo. ré. etc. pronomes oblíquos. socorro. nos. órgão. e. inúmeros. bênçãos. a. podem ser tônicos ou átonos. sublinhar. us. janela. etc. A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente. pessoa. jóquei. Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal tônica: .A única alternativa correta quanto à divisão silábica é: a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to.l. ímãs. um. Exemplo: cedo. em. ou não. uns. Nela recai o acento tônico. ablegar. álbuns. d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa. guem: ímã. esforços. árdua. etc. enxáguam. senhor. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico. sublinhar. e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo. planície. bônus. Descabido seria o acento gráfico. espontâneo. dó. heroizinho.Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada ou nasal: lâmpada. e podem ser pretônicas ou postônicas. vôlei. Márcio. em geral. quilômetro. e) sublacustre. d) abrupto.i. queríamos. etc. Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos terminados em: . nó. aparelho. déssemos. O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o assinala. abacaxis.Assinale a série em que os encontros de consoante mais L ou R não se separam na divisão silábica: a) sublinear. binóculo. pajé. tatus. n. esplêndido. sublunar. Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética. este. as. submerso. elétrons. . Exemplo: montanha. pêndulo. nós. fórceps. etc. cela. látex. facilmente. fôssemos. lápis. subdesenvolvimento. etc. b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co. serás. janela. espelho. médico. 10. guam. ãos. conforme estejam antes ou depois da sílaba tônica. róseo. o abertos: xícara. pêssego. o. subdelegado. is. c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al. conjunções: o. avós. caju. montanha. Exemplos: café. os. ele intervém. etc. rapaz. escritor. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: cortá-los. ens: ninguém. ele mantém. me. b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no. e) coe-são / si-len-cio-so. compô-lo. ão. ele contém. sendo proferidos fracamente. lápis. em cedo. ps: fácil. Acentuação dos Vocábulos Oxítonos Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos terminados em: . pôr. freguês. . ãs. vovô. Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética. como se fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. armazéns. seguidos ou não de s: xará. sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é. Respostas Acentuação Gráfica Após várias tentativas de se unificar a ortografia da Língua Portuguesa.sublinha.

vôo. plateia. Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não se acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo: baiúca. caí. destruí-lo. veem. Ficaram: baiuca. saiu. anéis. éu e ói e monossílabas o acento continua: herói. vêem. pá. Ficando: Assembleia.para diferenciar de pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o. os). impedir a ditongação.pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar) . põe. instruiu. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual. Emprego do Til O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Acentuação dos Monossílabos Acentuam-se os monossílabos tônicos: a. Gisele Bündchen. crêem. etc. bocaiúva. b) Oxítono terminado em ES c) Monossílabo tônico terminado em S d) Oxítono terminado em S e) Monossílabo tônico terminado em ES 02. ruim. baú. boléia. saindo. feiura.pôr (verbo) . moinho.átona: órfãs. lagoinha.para diferenciar de pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou pronomes a.Se o vocábulo concluiu não tem acento gráfico. relêem. sairmos. etc. proíbem. juiz. cristãmente. jiboia. Xuí. heroína. barões. doído e doido. Grajaú. os). idéia. leem. os). Em alguns casos. cafeína. Acentuação dos Hiatos A razão do acento gráfico é indicar hiato. Ficaram: enjoo.Todos os vocábulos devem ser acentuados graficamente. perdôo. povôo. povoo. exceto: a) xadrez b) faisca c) reporter d) Oasis e) proteina Didatismo e Conhecimento 5 . saímos. perdoo. e. o. delinquente. dói. saíra. Exercícios 01. boleia. balõezinhos. lêem. amendoim. eletroímã.pôlo (substantivo .gavião ou falcão com menos de um ano) para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. coas (com + a. Raul. .péra (substantivo . caíra.pedra) . Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo. .pretônica: ramãzeira. país. Trema (o trema não é acento gráfico) Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras do português: Linguiça. Luís.preposição) e pêra (substantivo). tranquilo. boiuna. Compare: caí e cai. dêem. as). faísca. Coreia. . apóio. heroico. paranoico. feiume. colmeia. construía.é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma.para diferenciar de polo (combinação popular regional de por com os artigos o. quando usado no passado) . boiúna. . etc. chapéu.péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) .pêlo (substantivo) e pélo (v.Nenhum vocábulo deve receber acento gráfico. paranoia. quando tônicos. pé. egoísta. feiúme. balaústre.côa(s) (do verbo coar) .Acentuam-se em regra. reúne. etc. formando sílabas sozinhos ou com s: saída (sa-í-da). boia. . linguístico. müleriano. seguidos ou não de s: há. Acentuação dos Ditongos Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi. ói. nó. baús. . uísque. exceto: a) sururu b) peteca c) bainha d) mosaico e) beriberi 04. etc. etc. nos seguintes casos: . paranóia.para diferenciar de por (preposição). juízo. com + as). pelar) . e quando formam sílaba com letra que não seja s: cair (ca-ir). platéia.para diferenciar de para (preposição). o uso do acento deixa a frase mais clara.verbo poder (pôde. etc. órgãos. averiguei. . diurno.O acento gráfico de “três” justifica-se por ser o vocábulo: a) Monossílabo átono terminado em ES. ainda. papéis. apoio. paranóico. Exceto as de língua estrangeira: Günter. abençôo. feiúra. Coréia.para diferenciar de pera (forma arcaica de para . voo. deem. fluído e fluido. Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi. Pode figurar em sílaba: . etc. bóia. céu. . . . influí. som e sentido diferentes) como: . pôs. . bocaiuva. contribuiu. cauim. colméia. saúde (sa-ú-de). perdão. heróico. fuinha. mês. tal não acontece com uma das seguinte formas do verbo concluir: a) concluia b) concluirmos c) concluem d) concluindo e) concluas 03. etc. ideia. grã-fino. creem. etc. releem.tônica: maçã. cãibra. o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com vogal ou ditongo anterior. abençoo. etc. éu. constrói. troféu. instruí-la. Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia.Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha.pólo (substantivo) . jibóia.para diferenciar de coa. Acento Diferencial Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de vocábulos homógrafos. bênçãos.

ligar as palavras na frase de forma incorreta: correta: A aula/ iria acabar/ às cinco horas. de acordo a acentuação. exceto: a) jesuíta. momento. . caráter b) viúvo. sozinho. que procurávamos. Didatismo e Conhecimento 6 . Exemplo: valido/válido. tenis 09. ureter.. bugiganga/ bungiganga ou buginganga ../ A aula iria acabar àas cinco horas. canoa.. ônix.Os dois vocábulos de cada item devem ser acentuado graficamente. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica. lêvedo.. exceto: a) herbivoro-ridiculo b) logaritmo-urubu c) miudo-sacrificio d) carnauba-germem e) Biblia-hieroglifo 07. houve mudanças em relação à sua aplicabilidade. alcova. alcoólatra... de Almeida-Américo A. cabeçalho/ cabeçário. cartomancia. zéfiro. . ô): omelete. espádua e) gráfico. .” (J. rubrica. abóbora/abóbra... ciclope. prostrar/prostar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05.bandeja/ bandeija. caracteres. Cister. album.Até . b) ruim. ibero. avito. pronúncia errada.pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre: pronúncia correta. Hífen O hífen representa um sinal gráfico.pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas. amor/amo.“Andavam devagar. ó): omelete. Exemplos: acrobata/acrobata. mesmo na língua culta. tais como: .. bueiro/ boeiro .troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/ cardeneta.omitir fonemas: cantar/canta. a) Más – vês b) Mês – pás c) Vós – Brás d) Pés – atrás e) Dês – pés 08. temos por finalidade evidenciá-las.. timbre aberto (é. virus.. Assinale o item em que nem todas as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo da palavra grifada no texto. .acréscimo de fonemas: pneu/peneu.separar as sílabas de um dado vocábulo.. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas. Respostas Ortoépia Ortoépia é a correta pronúncia dos grupos fônicos. quadrúmano. a correta articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de contextos. representadas pela mesóclise e ênclise. legua.. aquele. a acentuação gráfica está correta em todas as palavras. Prosódia A prosódia está relacionada com a correta acentuação das palavras tomando como padrão a língua considerada culta. . crisântemo/ crisântemo.. alcova. Sendo assim. mister.. vermífugo. Exemplo de ligação incorreta: A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.. negus.nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha. réptil/réptil. protótipo. em alguns casos. está relacionada com: a perfeita emissão das vogais.Assinale a opção em que o par de vocábulos não obedece à mesma regra de acentuação gráfica. freada/ freiada. Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto.substituição de fonemas: cutia/cotia. erudito. e) voo. jovens. Xerox/xérox e outras. âmago.. .paroxítonas: avaro. gratuito... Bagaceira). assim.. novel. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora.. traiu c) saudade. crosta.. antídoto. Alguns exemplos: . orquídea d) flores.ligar palavras compostas. pudico. reivindicar/revindicar. trabalhar/trabalha.. crosta. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos que frequentemente geram dúvidas quanto à prosódia: . açucar.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. recém. onix. ruim.Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente: a) lapis. álibi... Nobel.proparoxítonas: aeródromo. a) Aquêle-ninguém-baú b) Aquêle-ninguém-bau c) Aquêle-ninguem-baú d) Aquele-ninguém-baú e) Aquéle-ninguém-bau (1-A) (2-A) (3-E) (4-A) (5-A) (6-B) (7-D) (8-B) (9-C) (10-D) Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de cacoepia.. se lembrava de que o antiquário tinha o . Oceânia/Oceania. sótão c) baínha.. flúor 10. timbre fechado (ê. mendigo/ mendingo.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. raiz d) Ângela. .A. sutil. grau. Vivido /Vívido. condor.. olhando para trás. elétrodo.. barbárie.. a) sofismático/ insondáveis b) automóvel/fácil c) tá/já d) água/raciocínio e) alguém/comvém 06. hangar. . refém.Nas alternativas. procurando enfatizar. .. poliglota. muçulmano/ mulçumano . bicarbonato/ bicabornato. Outras assumem significados diferentes.. abacaxi.. . tulipa. oscilante.oxítonas: cateter.

pois andava seminu.Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante: interregional. Exercícios 01.Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição: manda-chuva/mandachuva. microorganismo/micro-organismo. O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra: hiper-requintado. anti-rugas/antirrugas. .Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente: autoavaliação/autoavaliação. maltratado. vice-diretor.Com os prefixos “-circum” e “-pan”. . emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”: anti-higiênico. 04. proótico. . . usa-se o hífen: sub-regional. auto-escola/autoescola. tomou um antiácido. intermunicipal. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo: coobrigar. ultra-secreto/ultrassecreto. inter-regional. co-herdeiro. cão de guarda. Exceções: o hífen ainda permanece em alguns casos. “-bem”. malpassado. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: azul-escuro. malgovernado. subemprego. couveflor. . c) Ele tomou um belo ponta-pé. copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen é obrigatório: a) em nenhuma delas. Didatismo e Conhecimento 7 . “-guaçu”. contracheque. c) na terceira palavra. reeditar. auto-retrato/autorretrato. contra-reforma/contrarreforma. pára-quedista/paraquedista. hiperacidez. recém-nascido.Diante do advérbio “mal”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: . co-autor/coautor. c) Depois de comer a sobrecoxa. Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. diante de palavras iniciadas por “vogal. super-racista. usa-se o hífen: além-mar. “-sem”. pimenta-de-cheiro. Assinale a alternativa em que o hífen. b) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do campeonato.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente: hipermercado. adverbiais. autopeça. usa-se o hífen: jacaré-açu.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. . aeroespacial. sub-bibliotecário. super-romântico. antiinflacionário/anti-inflacionário. circum-hospitalar. Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen: a) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria uma superalimentação. guarda-chuva. “-pós”. o hífen está presente: mal-humorado. d) em todas as palavras. Segundo o novo Acordo. ultramoderno. super-resistente.Com prefixos. superinteressante. anti-histórico. malvestido.Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”: anteprojeto. mal-educado. verbais. . . expressos por: água-de-colônia. mas não entrei. “-vice”. “-pro”. c) Era um sem-vergonha. entre as palavras pão duro (avarento). mal-intencionado. microondas/ micro-ondas. sub-reino. 03. infra-estrutura/infraestrutura. “-ex”. A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo.Com sufixos de origem tupi-guarani. super-homem. pró-hidrotópico. extra-sensorial/ extrassensorial. e) na primeira e na segunda palavra. auto-ônibus. pára-quedas/paraquedas. depois de prefixo terminado em vogal. amoré-guaçu. bem-te-vi. extraforte. d) Fui ao super-mercado. m. ultra-som/ultrassom. . águade-coco. auto-estima/ autoestima. Circunstâncias linguísticas a que não se deve o emprego do hífen: . proinsulina. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas: ante-sala/antessala. auto-observação. conforme o novo Acordo. e) O autodidata fez uma autoanálise.Não se usa mais o hífen diante do advérbio “mal”. coordenar. cajá-mirim.Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”. . d) O recém-chegado veio de além-mar. antisocial/antissocial. representados por “-açu”. e) O vice-reitor está em estado pós-operatório. respeitando-se o novo Acordo. d) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos. 02. coadquirido.Não se usa mais o hífen em locuções substantivas. extra-humano.Diante dos prefixos “-além”. supra-renal/ suprarrenal. semiárido/semiárido. sem-terra. aquém-mar. b) Ela é muito mal-educada. contra-atacar. café com leite. emprega-se o hífen: circumnavegador. antiamericano. e) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. erva-doce. sub-raça. “-mirim”. pan-americano. n ou h”. como é o caso de: minissaia. adjetivas. b) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.Com o prefixo “-sub”. Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do hífen. “-aquém”. socioeconômico. . prepositivas ou conjuntivas: fim de semana. cor-de-rosa. pan-helenismo.O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal: antiinflamatório/ anti-inflamatório. está sendo usado corretamente: a) Ele fez sua auto-crítica ontem. a) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. . . minissérie. diante de palavras iniciadas por “r”. “-re”. “-recém”. pronominais. superpopulação. b) na segunda palavra. . quando a segunda palavra começa por consoante: malfalado. minissubmarino.

10. “w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora são). contramestre.g. . o.super-homem . u.s.Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito. a) Foi iniciada a campanha pró-leite.semirreta 09. Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto ao emprego do hífen. Didatismo e Conhecimento .No início de alguns vocábulos em que o h.j. hibernus e Hispania.y.. hábil. boliche.ultrassom .q. respectivamente do latim.r.b. porque esta palavra vem do latim hodie. Emprego da letra H Esta letra.j. e Espanha.v.inter-regional e) sobre-humano . etc. Essas letras são usadas em unidades de medida. como integrante dos dígrafos ch. hesitar.z. O e U Na língua falada. hibernar. b) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno. Não se usa H: . a) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para relacionamento extraconjugal. Alfabeto: a. Exemplos: km. hera.h. homenagear.g. Vogais: a.m. conservou-se apenas como símbolo. . superelegante. por exemplo. hum!. extra-oficial b) infra-assinado. entretanto. 1-B / 2-B / 3-A / 4-E / 5-C / 6-D / 7-D / 8-B / 9-D / 10-C Somente a intimidade com a palavra escrita. hífen. Consoantes: b. superssaia 08.c. herba. hem?.t. mágoa. quando etimológico: hábito. I. Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto.x.p. etc.Medial.r.interregional c) sobre-humano . palavras estrangeiras e outras palavras em geral. por força da etimologia e da tradição escrita.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar: abençoe. harmonia. c) O contrarregra comeu um contra-filé. i. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) autocrítica. hipocrisia.x. Esse material já se encontra segundo o Novo Acordo Ortográfico.m.Inicial. etc. Emprego das letras E.antessala . hoje.y. hérnia.d.interegional 06.inter-regional d) sobrehumano . em início ou fim de palavras. hemisfério.e.infra-hepático .Final e inicial. hibernal. flecha companhia. Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao emprego do hífen. embora etimológico. d) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antirrábica. .w. perdoe. William.d.n. pontue. magoe. lh e nh: chave. Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen: a) (sub) chefe b) (sub) entender c) (sub) solo d) (sub) reptício e) (sub) liminar 07. é que acaba trazendo a memorização da grafia correta. etc.l. hipótese.interregional b) sobrehumano .p. baianinha.o. hélice. hilaridade. etc.f. baião.u. kafkiano. obedecendo a uma combinação de critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados). 8 Respostas ORTOGRAFIA A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto “correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da língua portuguesa. nomes próprios.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. playground. bulir. intitular. Grafa-se. hemorragia. supermoda e) sobre-saia. em que ocorrem aquelas vogais.pseudo-herói e) extraoficial .q. os derivados baiano. etc. grafam-se com h: herbívoro. hematoma. e) Era um suboficial de uma superpotência. infra-vermelho. semi-internato d) supervida. Suponha que você tenha que agregar o prefixo subàs palavras que aparecem nas alternativas a seguir. Fez um esforço __ para vencer o campeonato __.s.w. pois somente em 2013 que a antiga será abolida. c) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas.v. não tem valor fonético. habitue. heliporto. d) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.autoeducação b) bem-vindo . kg. foi eliminado por se tratar de palavras que entraram na língua por via popular. telha. etc. infra-som c) semi-círculo.f. por isso temos até 2012 para nos “habituarmos” com as novas regras. como é o caso de erva.k. . /o/ e /u/ nem sempre é nítida. semi-humano.i.Sem h. e) O meia-direita deu início ao contra-ataque.c. b) O ex-aluno fez a sua autodefesa. watt. hipocondria. Escrevem-se com a letra E: . baianada. Desde o dia primeiro de Janeiro de 2009 está em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. mini-saia.z.autoescola d) neoescolástico . herbicida. porém. Emprega-se o H: . a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/. inverno.A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar: continue. Qual a alternativa completa corretamente as lacunas? a) sobreumano . É principalmente desse fato que nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase.contra-regra c) contramestre . etc. e. húmus. Alfabeto O alfabeto passou a ser formado por 26 letras.l. Deve-se também criar o hábito de consultar constantemente um dicionário.infravermelho . Kafka. haurir. hangar. ih!. .k. a) infraestrutura . Os derivados eruditos. herói.h. em certas interjeições: ah!.t. hispânico. As letras “k”.n.

Destilar.Atenção: Moji palavra de origem indígena. Seriema. jerimum. . Seringa. ato de cumprir costear = navegar ou passar junto à costa custear = pagar as custas. feminino. influi. antediluviano. Indígena. trejeito). . entupir. jiu-jítsu. tonitruante. ginete. berinjela. penicilina. despejar (despejei). origem. trajeto. manjericão. granja (granjeiro. jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep). pajé. bolacha. Sequer. transpirar sortir = abastecer surtir = produzir (efeito ou resultado) sortido = abastecido. boletim. Sicília (ilha). displicente. concorrência. silvícola. auge. projeção. etc. jirau. moela. cerejeira.Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em –jar ou –jear: arranjar (arranje). jiboia. . Confete. sugestão. Quase. Empecilho.(contra): antiaéreo. variado surtido = produzido. pátio. burburinho.Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja (laranjeira). cair comprido = longo cumprido = particípio de cumprir comprimento = extensão cumprimento = saudação. lojeca). Cadeado. etc. herege. /o/ e /u/. jabuticaba. . nojo (nojento). tábua.Os seguintes vocábulos: Arrepiar.Os substantivos terminados em –agem. ecoar. majestoso. enjeitar.As seguintes palavras: alfanje. megera. Cemitério. crioulo. lajiano. Jeremias. sujeito. bússola. sai. mosquito. Grafam-se com a letra O: abolir. Romênia. gorjear (gorjeia). Senão. antevéspera. cutucar. criar. Disenteria. mas de acordo com a origem da palavra. criação. intrujice. aumentar descrição = ato de descrever discrição = qualidade de quem é discreto emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrar = sair do país imigrar = entrar num país estranho emigrante = que ou quem emigra imigrante = que ou quem imigra eminente = elevado. como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a grafia com G. curtume. . rebotalho. erisipela.As palavras formadas com o prefixo ante– (antes. mágoa. estágio. crânio. inclinar. camundongo. costume. .Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana: canjerê. chuviscar. goela. camoniano. urtiga. banto. Virgílio. lanugem. relógio. sujeira. Fixemos a grafia e o significado dos seguintes: área = superfície ária = melodia. jiló. viajem) – (viagem é substantivo). pontiagudo. Jerônimo. anterior): antebraço. Jericó. boate. viajar (viajei. jegue. rebuliço. prodígio. vertiginoso (de vertigem).Nos seguintes vocábulos: aborígine. privilégio.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Mimeógrafo. Filipe. Lacrimogêneo. moleque. Escrevem-se com J: . rijeza. cobiça. engolir. gíria. tribo. viagem. manjedoura. névoa. g e j. jérsei. Exceção: pajem . jabuti. Umedecer. vagabundear. lisonjeiro). siri. Encarnar. lampião. loja (lojista. Desperdício. engessar (de gesso). digladiar. gilete. refúgio. Exemplos: gesso (do grego gypsos). . artifício. etc. sarja (sarjeta). hegemonia. Mexerico. cereja (cerejeira).Palavras derivadas de outras que se grafam com g: massagista (de massagem). jequitibá. tangerina. íngua. trégua.Em palavras formadas com o prefixo anti. chover. -ógio.Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/– oer /–uir: cai. chefiar. escárnio. giz. pegajento. artimanha. requisito. Quepe. etc. rejeitar. cúpula. botequim. passar a vau vadiar = viver na vadiagem. antedatar. cimento. mocambo. enfeitar arriar = abaixar. bem provido. lisonja (lisonjear. criador. Casimiro. Didatismo e Conhecimento 9 . retribui. incinerar. deve ser escrita com J.Os seguintes vocábulos: algema. gorja (gorjeta. gorjeio). egrégio. jeca. repercutir suar = expelir suor pelos poros. Anticristo. cumbuca. causado vadear = atravessar (rio) por onde dá pé. invólucro. mutuca. gesto. ferruginoso (de ferrugem). pôr no chão. Cumeeira. . -égio. -úgio: contágio. Tibiriçá. antiestético. estrangeiro. jenipapo. óbolo.As palavras terminadas em –ágio. ilustre iminente = que ameaça acontecer recrear = divertir recriar = criar novamente soar = emitir som. rabugento. -ígio. frontispício. massagem. lóbulo. levar vida de vadio Emprego das letras G e J Para representar o fonema /j/ existem duas letras. possui. nódoa. ojeriza. monge. gibi. alforje. cantiga arrear = pôr arreios. traje. angico. Manuel. majestade. antecipar. açoriano. inigualável. canjica. Parônimos: Registramos alguns parônimos que se diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/. terebintina. diminuir. ferrugem. Ifigênia. gengiva. Creolina. Grafase este ou aquele signo não de modo arbitrário. Candeeiro. -ugem: garagem. -igem. atender diferir = ser diferente. Irrequieto. granjense). jeito (jeitoso. cafajeste. Grafam-se com a letra U: bulir. financiar deferir = conceder. Escrevem-se com G: . selvageria (de selvagem). apogeu. faringite (de faringe). tabuada. ocorrência. sabujice. corrói. varejista. Orquídea. antitetânico. ultraje. divergir delatar = denunciar dilatar = distender.Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje (lajedo). etc. Peru. . . vertigem. tigela. Emprega-se a letra I: .

essencial. camponesa. fertilizante. duquesa. frieza (de frio). fregueses. escassez. assar. profissão. descanso. tenso. consciente. florescer. três. . submissão. buzinar. vigésimo. Garcês. ascensão. piscina. Queirós.SS: acesso. proximidade. exceto. mês. aprazível.Nos substantivos femininos abstratos derivados de adjetivos e denotado qualidades.Substantivos abstratos em –eza. presídio.O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos derivados de adjetivos: aridez (de árido). crescer. cassino. amizade. feminino –esa: burguês. arnês. heresia. trouxe. cafezinho. sossego. proeza. dança. presa. pusemos. exceção. Ç: acetinado. empresa (empreender). suscetibilidade. etc. freguês. etc. acidez (de ácido). trouxer. retrós.Nas seguintes palavras femininas: framboesa. freguesia. etc. azeite. auxiliar. etc. francesa (de francês). procissão. esplêndido. expressão. trouxeram. fusível.Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: analisar (de análise). . compôs. anis. . etc. -osa: gostoso. suíço. assinar. civilização. bazar. desça. etc. frase. mesa. teimosa. discernir.Nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos: baronesa.Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas: fertilizar. etc. sebo. endereço. paisagem. .Adjetivos com os sufixos –oso.Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás. excesso. reses. discussão. apresar (de presa). Isabel. prezar. acessório. vasilha. Resende. portuguesa. suscetível. missão.Os derivados em –zal. chinês (de China). Teresinha. indefesa. Homônimos acento = inflexão da voz. quis. ressurreição. obsessão. cortês. gostosa. fascinar. açafrão. Teresa. avezinha. Sufixo –ESA e –EZA Usa-se –esa (com s): . azedo. inglês. pretensão. surpresa. prezado. represa. utensílio. cimento. cresço. esvaziar (de vazio). defesa. Suíça. excelso. excitar.S: ânsia. Didatismo e Conhecimento 10 . -zeiro. obséquio. fracasso. leveza (de leve).Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados em –ender: defesa (defender). místico cesta = utensílio de vime ou outro material sexta = ordinal referente a seis círio = grande vela de cera sírio = natural da Síria cismo = pensão sismo = terremoto empoçar = formar poça empossar = dar posse a incipiente = principiante insipiente = ignorante intercessão = ato de interceder interseção = ponto em que duas linhas se cruzam ruço = pardacento russo = natural da Rússia Emprego de S com valor de Z . surpresa (surpreender).Adjetivos pátrios com os sufixos –ês. Sousa. país. adolescente.As seguintes palavras: azar. maciço. . Heloísa. concessão. fase. hesitar. . presa (prender). excêntrico. pança. etc. escasso. querosene. convés. . revés. muçulmano. almaço. . gás. propensão. excelente. despesa (despender).C. milanesa. sossegar. espontâneo. cortês (de corte). etc. hortênsia. excelência. maço. obesa. Eliseu. . acessível. anoitecer. sobremesa. despesa.Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus. . prioresa. alisar (de liso). inglesa. vizinho. burguesa.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Representação do fonema /S/ O fonema /s/. desço. disciplina. azáfama. ansiedade. pêssego. cicatriz. empresa. estupidez (de estúpido). ressuscitar. massagista. imprescindível. burguês (de burgo). néscio. Emprego da letra Z . derivados de adjetivos e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre). cãozito. pesquisa. remorso. lesa. excessivo. -zito. ojeriza. máximo. etc. sinal gráfico assento = lugar para sentar-se acético = referente ao ácido acético (vinagre) ascético = referente ao ascetismo.Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis. através. enraizar (de raiz). necessário. etc.SC. impuser. presépio. cansar. . obus. marquesa. camponesa (de camponês). Inês. Luísa.Substantivos e adjetivos terminados em –ês. etc. dançar. . impressão. etc. Luís. ansioso. miçanga. extasiar (de êxtase). profissional. visita. condição: beleza (de belo). Usa-se –eza (com z): . requisito. tesoura.O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de monte). dogesa. . camponês. holandesa (de holandês). -esa: português. cortesia. ansiar. cansado. manganês. Teresa. vicissitude. descansar. seiscentos. milanesa (de milanês). extravasar (de vaso). baliza.Os derivados de palavras cujo radical termina em –z: cruzeiro (de cruz). rês. . colisão. ases.Sufixo –ÊS e –EZ . pinça. sucessivo. contorção. avezita. montanhês (de montanha). asseio. groselha. . teimoso. paraíso. besouro. raposa. representa-se por: . quiseram. burgueses. etc. gracioso. massa. tesouro.X: aproximar. SÇ: acréscimo. muçurana. etc. atrasar (de atrás). mesada. turquesa. descer. chafariz. pêsames. etc. próximo. farsa. freguesa. graciosa. represa (prender). Valdês. . diversão. Goiás. . conforme o caso. -zita: cafezal. milanês. . víscera. auxílio. excursão. -zinha. pobreza (de pobre). Baltasar. franqueza (de franco). xadrez. paçoca. opressão. estado. consulesa. Isaura. censura. avisar. pretensioso. etc. civilizar. exceder. carrossel. discípulo. excepcional. maçaroca. tesa. evasiva. ás. Brás. francês (de França). suscitar. princesa. excedente. etc. sessenta. . Iguaçu. rapidez (de rápido). vazar. ganso. vaselina. usina. Tomás. camponeses. mudez (de mudo) avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido). -zinho.XC: exceção. cafezeiro. maçarico. limpeza (de limpo). oscilar. toesa.Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: burguesa (de burguês). consciência.

Emprego do X . . enxerto. Cruzeiro do Sul. enxaqueca.Nomes de ruas. Maria Santíssima. bruxa. etc. Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus derivados: ater. missão. representam os fonemas /r/ forte e /s/ sibilante. Geralmente. bissemanal. etc. abstenção. Emprego do dígrafo CH Escreve-se com ch. civilizar (civil + izar). Excepcionalmente. Emprego das iniciais maiúsculas . Os Lusíadas. eleição. próximo. xale. datas e fatos importantes. enchova. ameaça. enxame. mitológicos. seixo. enxoval. Academia Brasileira de Letras. flecha. . enchumaçar (de chumaço). enxamear. R. vexame. ficha. canalizar (canal + izar). entre outros os seguintes vocábulos: bucha. topônimos. enxagar. o Ódio. etc. enxugar. retenção. analisar (análise + ar). Praça da Paz. Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja. Z – exame. grafam-se com ch: encharcar (de charco). etc. preguiça. Arquitetura. ameixa. tóxico. palavra começada com /r/ ou /s/: arroxeado. etc. bisar (bis + ar).Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando. Renascença. Senhor Diretor. . Tupã. justiça. manco Tacha = mancha. etc. experiente.Escreve-se x e não ch: Em geral. látex. lixo. a Morte. Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi. pequeno prego. literárias e científicas. Excetuamse caucho e os derivados cauchal. coaxar. orixá. . escravizar (escravo + izar). depois de ditongo: caixa. S. xaxim. o Dia das Mães. catalisar (catálise + ar). extensão. pêssego. grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar). etc: Rua do Ouvidor.+ palavra iniciada por ch. mexerico. conta. o falar do Norte. edifícios. frouxo. rouxinol.Nomes comuns. fricção. expectativa. extrair. raça. expiar.Nomes de artes.O. fachada. pisar. astronômicos): José. S – sexto. Quando a um elemento de composição terminado em vogal seguir. feixe. fênix. preencher).Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C.Expressões de tratamento: Vossa Excelência. maxixe. inexcedível. torção. títulos de jornais e revistas: Medicina. anarquizar (anarquia + izar). expoente. . improvisar (improviso + ar). . etc. etc. texto.Nomes de épocas históricas. o Jabuti (nas fábulas).Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam distintamente: convicção. O Guarani. etc. contorcer. mochila. lance em que o rei é atacado por uma peça adversária Consoantes dobradas . quando designam regiões: Os povos do Oriente. Correio da Manhã. Indica que o Ç passa a ter som de /S/: almaço. prego de cabeça larga e chata. . charrua. Se o radical não terminar em –s. . xavante. mexer. texto.Grafam-se com x e não com s: expectativa. alcunhas. Presidente. SS – auxílio. abster.Não soa nos grupos internos –xce. Taxa = imposto. excêntrico. Nação. charque. cicatrizar (cicatriz + izar). etc. etc. encher e seus derivados (enchente. Campinas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos terminados em –ISAR e -IZAR Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes correspondentes termina em –s. cochilo. caxambu. caxinguelê. infusão de folhas do chá ou de outras plantas Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã) Cheque = ordem de pagamento Xeque = no jogo de xadrez. grisar (gris + ar). distorção. etc. etc. Diz um provérbio árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”. xícara. etc. expirar. O Ç só é usado antes de A. estabelecimentos. enxurrada. caldeira. sucção. frustração. pesquisar (pesquisa + ar). defeito. etc. Presidente da República. chavena. exceção. xampu. enxofre. festas religiosas: Idade Média. chimarrão. geringonça. lagartixa. paralisar (paralisia + ar). máximo. União. Estado. força. deslizar (deslize + izar). Minerva. quando personificados ou individuados: o Amor. Sr. occipital. etc. Banco do Brasil. doença. ciências. vulgarizar (vulgar + izar). cobiça. xarope. tarifa Chá = planta da família das teáceas. chuchu. tocha.A primeira palavra de período ou citação. exceder. Colégio Santista. respectivamente: carro. etc.cedilha É a letra C que se pôs cedilha. reter. República. intervocálicos. enfim. Manchete. . etc. praxe. êxodo. sem interposição do hífen. Teatro Municipal.Nomes de altos cargos e dignidades: Papa. êxtase. lição. exílio. enxergar. títulos de produções artísticas. CÊ . miçanga. CS – sexo. friccionar. Dicionário Geográfico Brasileiro. Excelentíssimo Senhor Ministro. . xingar. etc. . baixo. girassol. . faixa. praças. graxa. o Natal. facção. Brasil. excitar. distorcer. puxar. etc. rixa. Via-Láctea. enxuto. Nas seguintes palavras: bexiga. pressupor. Marte. vexame. Tiradentes. Centenário da Independência do Brasil. excelso. No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula. lixa. extasiado. depois da sílaba inicial en-: enxada.e –xci-: exceção. oxalá. toda vez que se trata do prefixo en. Amazônia. repisar (piso + ar). alisar (a + liso + ar). faxina. atenção. excessivo. torcer. motorizar (motor + izar). pechincha. recauchutar e recauchutagem. léxico. matizar (matiz + izar). mecha. agremiações.U. a Páscoa. etc. Deus. minissaia. nomes sagrados.Nomes dos pontos cardeais. correlação. órgãos públicos.Esta letra representa os seguintes fonemas: Ch – xarope. O Sol nasce a leste. cocção. amenizar (ameno + izar). Pátria. Didatismo e Conhecimento 11 . contorção. . Homônimos Bucho = estômago Buxo = espécie de arbusto Cocha = recipiente de madeira Coxa = capenga. excelente.Substantivos próprios (antropônimos. frisar (friso + ar). ferro. colonizar (colono + izar). preço de serviço público. Mas: Corri o país de norte a sul.

A par: equivale a (bem informado. incenso. Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar começou a chorar (oposição). Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” ou “em lugar de”. Câmera: aparelho que fotografa. choque): Minhas opiniões vão de encontro às suas. sem razão): Andava à toa pela rua. “avesso”. Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de uma solução melhor. uma vez que “invés” significa “contrário”. À toa: é uma locução adverbial de modo. A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à Europa. etc. bacanais. Este bebedouro está funcionando bem. equivale a (inutilmente. Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estão ao par. Todos amam sua pátria. etc. ao invés de ficar me cobrando! Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer “no lugar de”! Contudo. Didatismo e Conhecimento 12 . “inverso”. Observe: Em vez de conversar. . . a baía de Guanabara.Nomes de meses. “inverso”. Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem vindo aqui. Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os vereadores.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Emprego das iniciais minúsculas . . Há cerca de dias resolvemos este caso. Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a lição. nomes gentílicos. “em oposição a”. mas é preferível optar por “em vez de”. À toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo). Há cerca de: equivale a (faz tempo). semelhante): Somos almas afins. sem problemas. pessoal! Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da gasolina. os preços funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos supermercados. Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe. Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. ingleses. quando empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao encontro da verdade. Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um botijão/bujão de gás. nomes próprios tornados comuns: maia. de festas pagãs ou populares. . equivale a (inútil. Vamos comemorar. o que ocorre é justamente o contrário. coloca-se “ao invés de” onde não poderia. “Procure o seu caminho Eu aprendi a andar sozinho Isto foi há muito tempo atrás Mas ainda sei como se faz Minhas mãos estão cansadas Não tenho mais onde me agarrar. Preste atenção e tente incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. grafam-se com inicial minúscula.” (gravação: Nenhum de Nós) Atenção: Há muito tempo já indica passado.Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima. depois de dois pontos. (até 01/01/2009 era grafada: à-toa) Baixar: os preços quando não há objeto direto. ficou só. Afim: é um adjetivo e equivale a (igual.´ Faça você a sua parte. Berruga/Verruga: as duas formas estão corretas: Olhe só a sua berruga/verruga. Bebedouro: é o aparelho que fornece água. um havana.Palavras. desprezível). menina! Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas normalmente): Vivia na boêmia/boemia. mirra”. com suas dádivas: ouro. deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal.No interior dos títulos.Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio Amazonas. a. esse emprego é equivocado. como: o. com. Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanharme. de. Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande bebedor de vinho. Porém. No entanto. preferiu gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. as palavras átonas. tira fotos: Comprei uma câmera japonesa. (ao contrário de) Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao contrário de”. sem. em. jovem. isto é um pleonasmo. Foi uma atitude à toa e precipitada. “Chegam os magos do Oriente. pode assumir o significado de “ao invés de”. o pico da Neblina. não se tratando de citação direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”. A fim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a fim de visitá-la. Esta é uma oportunidade para você aperfeiçoar seu desempenho. carnaval. De encontro a: equivale a (oposição. Algumas palavras ou expressões costumam apresentar dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar ou redigir português culto. ave-maria. ciente): Estamos a par das boas notícias. Não há necessidade de usar atrás. Não que seja absurdamente errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido de “em lugar de”.

trazer. Meu dia a dia é cheio de surpresas. Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A sessão do filme durou duas horas.do verbo haver . Pode isso? Descriminar: equivale a (inocentar. que espera alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada. contudo. Cumpre discriminar os verdadeiros dos falsos valores. aparece intensificando verbos. dar. Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as compras a domicílio. (bem). equivale a ruim. plural=maus. a palavra um expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la. Haja . os demais devem aguardar. elemento químico. eu próprio. Mal: advérbio de modo. Substantivo: Os maus nunca vencem. refere-se sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de mais em sua decisão. Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número. quando falamos de gramática normativa. logo que: Mal chegou começou a chorar desesperadamente. que brilha no escuro: Este material é fosforescente. Chamaram mais dez candidatos. fazer. Aja . Carlinhos. Seu mal é crer em tudo. Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado. equivale a os outros. equivale a assim que. (até 01/01/2009. ir. De mais: é locução prepositiva. Conjunção subordinativa temporal. O álcool aumenta dia a dia. Nem um: equivale a nem um sequer. Mais: pronome ou advérbio de intensidade. com um mesmo sentido. Era impossível discriminar os caracteres do documento. Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi perfeita. Expectador: é aquele que está na expectativa. Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em domicílio. dirigiram-se ao eroporto. entrega algo em algum lugar. Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A estada dela aqui foi gratificante. uma vez que quem entrega. obedecendo às normas gramaticais. absolver de crime). Discriminar: equivale a (diferençar. Mau: adjetivo. As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. distinguir. é oposto de algum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/ champanhe está bem gelado. refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca do carro era fluorescente. Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada. que faz ou acontece todo dia. equivale a muito. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. Equivale a nocivo. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo. dirigir-se. Espectador: é aquele que vê. no outdoor. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas semanas. 3ª pessoa do singular Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir. no folder. doação: Foi confirmada a cessão do terreno. como: levar. eu própria. entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. enfermidade. adjetivos ou o próprio advérbio. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. Cessão: equivale ao ato de doar.Aja com cuidado. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. nem um único.É preciso que não haja descuido. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. meu estimado cunhado. é oposto de bem: Dormi mal. pois “a domicílio” não é aceita. no catálogo. pode vir antecedido de artigo. no panfleto. adjetivo ou pronome: A comida fez mal para mim. departamento: Visitei hoje a seção de esportes. conduzir. Portanto. 3ª pessoa do singular Levantar:é sinônimo de erguer: Ginês. equivale a cotidiano. /Os negros ainda são discriminados. Mas: conjunção adversativa (ideia contrária). Contudo. Porém. levantou sozinho a tampa do poço. Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e. Demais: é advérbio de intensidade.do verbo agir . No entanto. Você é um mau exemplo (bom). assiste: Os espectadores se fartaram da apresentação. Didatismo e Conhecimento 13 . “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto. na fala. enviar. opõe-se a menos: Há mais flores perfumadas no campo. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. prejudicial. Fluorescente: adjetivo derivado de flúor. caras! Demais: pode ser usado como substantivo. devemos usar “entrega em domicílio”. Houve: pretérito perfeito do verbo haver. reservado: Você foi muito discreto. pra sorte dele. eu mesma. seguido de artigo. eu mesmo. Seção/Secção: repartição pública. feminino=má. equivale a erradamente. cortar. Vocês falam demais. opõe-se a de menos. Dia a dia: é um substantivo. O réu foi descriminado. vem antes de um substantivo. temos que ter cuidado. equivale a porém. era grafado dia-a-dia) Dia a dia: é uma expressão adverbial. oposto de bom. equivale a diariamente. na propaganda televisa. separar). diário.

ser acentuado: __O show foi cancelado mas ninguém sabe por quê. rei. 04. Tampouco: advérbio. experiência. fraco. bonito. princesa.. escasso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Onde: indica o (lugar em que se está). c) A criança não... preposição por+que – conjunção subordinativa integrante.. êxito. de interrogação. 07.de cinema foi um sucesso.. Empregue as palavras acima nas frases: a) O. das roupas é feito pela mãe do garoto... permanência: Onde fica a farmácia mais próxima? Aonde: indica (ideia de movimento).. problema. pai. frio. existir.. . automóvel.advérbio interrogativo (Por que você mentiu?). .. um bom aproveitamento. proximidade. conserto. Senão: equivale a (caso contrário.. por isso. Preencha as lacunas com as seguintes palavras: seção. cumprimento. preposição por+que – pronome relativo pelo/a qual. limpo. ácido.... 02.. Observe a ortografia correta das palavras: privilégio. equivale (para onde) somente com verbo de movimento desde que indique deslocamento.. surdo.e.do sapato custou muito caro... animal.. casa. sessão... vem sempre acompanhado de um artigo ou determinante: Não foi fácil encontrar o porquê daquele corre-corre. Passe as palavras para o diminutivo: . irônico.. já que. ontem... belo.. e) O. balão. motivo de que: Não fui ao encontro porque estava acamado. (=por que motivo. ábil. auxílio. i) Os pequenos violinistas participaram de um.. f) Eu. refere-se a verbos que exprimem estado.. Complete as lacunas com as seguintes formas verbais: Houve e Ouve. a não ser): Não fazia coisa nenhuma senão criticar. Passe para o plural diminutivo: trem. anel.... só. cão.. 03.. Trás ou Atrás = indicam lugar.do verbo trazer Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. rápido.. magro. adeus..Som de S.. quando ocorre: preposição por+que ... caderneta. de exclamação. são advérbios Traz ... b) O superpai protegeu demais seu filho e este lhe trouxe um. b) .”. h) O vestido tem um. Dê a palavra derivada acrescentando os sufixos ESA ou EZA: Portugal. Leia atentamente as palavras oralmente: trouxemos. razão) Por quê: final de frase. pois. lápis. devendo.teve um bom. sexo.. g) A..... êxito...musical os pequenos cantores apresentaram-se muito bem.. pequeno. .... ora.a professora porque não a compreende. arpa. porque não venhamos a ser julgados. estúpido.flor.. inicia oração subordinada substantiva (Não sei por que tomaram esta decisão. flor.... lúcido.. duro. 9.: sua. pelos/as quais (A cidade por que passamos é simpática e acolhedora. mortadela. papel. 06. humano.” (gravação: Barão Vermelho) Por ora: equivale a (por este momento.festa do Dia do Índio... homem... exame. oxigênio. só. Separe as palavras em três seções. 8. concerto a) O pequeno jornaleiro foi à. executarei. grande. mercadoria.beleza. táxi.. comprimento.escolar indicou péssimo aproveitamento. umilde. pé. beneficente.. bravo.. japonês.. o país não sairá desta situação crítica. a+onde. tímido.. duque. mendigo...Som de Z. pé. Use o H quando for necessário: alucinar.. conjunção subordinativa explicativa: equivale a: pois.. Oscar.. Se não: equivale a (se por acaso não).. pálido. o monossílabo que passa a ser tônico (forte). Por que: escreve se separado.. antes de um ponto final.. programa. conforme o som do X. arroz. tóxico.. oje. Forme substantivos dos adjetivos: honrado. óspede. ..asa. farol... uma vez que...do jornaleiro é amável. Didatismo e Conhecimento 14 .. c) A festa... avô.... exercícios. lindo. aver. Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está vultuosa e deformada. . orrível... rua.. certo.. onra. A letra X representa vários sons. a) O menino . razão de que. c) O... ou seja.. pai.. China. pobre... Aonde vão com tanta pressa? “Pode seguir a tua estrada o teu brinquedo de estar fantasiando um segredo o ponto aonde quer chegar.. Exercícios 01. país. em orações adverbiais condicionais: Se não houver homens honestos. pelo fato. cessão.. chapéu.. português. visto que: “Mas a minha tristeza é sossego porque é natural e justa.porque comeu.meu amigo com amabilidade.) (=pela qual)..do jornal.. mão. equivale a para que): “Mas não julguemos.bom. b) Na. equivale a (também não): Não compareceu.teve. Por hora: locução equivale a (cada sessenta minutos): Você deve cobrar por hora... disenteria.muita confusão na cabeça do pequeno. gentil... 05.” Porquê: funciona como substantivo. bom.. Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão pouco esta semana.. extensão.muitas recomendações de seu pai.estragada.. jornal... conjunção subordinativa final (verbo no subjuntivo.. esitar.. .... d) O. rosa. café.. __Por quê? (isolado) Porque: conjunção subordinativa causal: equivale a: pela causa.... exibir-se. d) Na escola..Som de KS.... tampouco apresentou qualquer justificativa. reticências. abitar..... exercer. por enquanto): Por ora chega de trabalhar. (final de frase). árido.. élice.

. 20...não chegaram a um acordo....ucar. Preencha as lacunas com: mas = porém.ninguém ri agora? b) Eis.. muito tempo........ capri.......... A palavra MENOS não deve ser modificada para o feminino........ . Use haja ou aja para completar as orações: a) . suave..... b) .. Complete as frases com porque ou por que corretamente: a) . c) ...virão seus amigos. f) Os alunos da escola dramatizarão a história do Natal daqui .. . colônia. por isso. arte. o rei usava um manto..... amei........ canal... Complete com X ou S e copie as palavras com atenção: e. fa... atra. humano.....erica.. é difícil de ser estudado..a Bahia..tender.. escravi....... monopólio.. civili. pesquisa..................e. fra.. g) Ele estava...... se preocupa em resolvê-los.. más = feminino de mau.. quanto. c) Quero levar.... com atenção para que não ............ central. depressa..... A ..i. cuidado e atenção.......luto. bai...para tocar piano.....preparado para tal jogo. Complete as palavras com S ou Z.ar..... plêndido..mamãe........... para podermos ir ao dentista....errei.se aprende...... ninguém ri.o Tico.devem ser perdoadas..... os índios estão revoltados? l) O caminho ....o.. é preciso que.oito dias.. Atenção para as palavras: por cima. ei. muitos erros... que cabem todos naquela salinha....? g) Eis o motivo.. f) Ele não é um... te..to...... e... final.ejamos.tortas grandes. i) O..inho.ficou irritado.a.. b) A poluição.. frou. 23....ados...o...oportunidades! b) Tenho.. mi... b) Você quer..io......consigo graves consequências.....não durou muito tempo............tempo para estudar. b) Bem. Preencha as lacunas com: HÁ ...sanduíches do que na semana passada............ Bra......anato. intru ...il........ele tem razão...... pre..... atrás e traz.. 17.. .... d) Mamãe fazia doces e salgados.pulsar.. fle... alunos.jamais ser repetidas. c) Ele não veio.? e) Aproximei-me ....... b) Todos eram calmos..ada.instantes li sobre o Natal.. .. e) O frio não prejudica ......... 13.. .. Complete as frases com a palavra MENOS: a) Conheço todos os Estados brasileiros.....o.. f) Você está assustado.deveriam fazer reflexões para acreditar.. e. de...... ca...o povo começou a se retirar....... dois quarteirões existe uma bela árvore de Natal.tranho....ação.......... a) A loja fica .......atitudes de amizade..a.. d) Não vou. e) .... pre......... 18..comprarei outro cãozinho..ontem..... pouco quilômetros daqui. ...o........viemos era tortuoso..... hori... e... c) O rei descobriu a verdade.. pois.......irem. revisão.....ergar...... e...... devagar...... d) ....eiro.....precisamos cuidar dos animais de estimação.. com docilidade. de sua vestimenta real... g) Mas o.. meu filho! 19... e. ma. real............ paralisia.são felizes.terior............ cai...... .a. Agora..... Preencha as lacunas com: trás. surpre .. f) Infelizmente Tico morreu. f) As pessoas que não amam....... idente. e..u..... produ....sujeito. salsi...er.... mais = indica quantidade....o... dei. d) Ela não aprendeu.... 21..... 12. po..itiva.. 22.......... de repente.......... me.... empregue-as nas frases: a) ....todos queriam me ouvir...... coloni... Forme novas palavras usando ISAR ou IZAR: análise.... e) .o... 14....ele fica limpinho... três passos da casa de André.gotar.... Uso do S e Z....ente.. podero...ando....... nacional........... copie as palavras na forma correta: pou......a.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10.. Complete com MAL ou MAU: a) Disseram que Carlota passou...... e) Nunca tive gosto para dançar... Didatismo e Conhecimento 15 ......... b) Talvez . você não limpou o tapete? d) Concordo com papai.ocolate..... . de casa havia um pinheiro.er. e...estudei muito...... oficial.. fai... h) Creio que vou melhorar.. uma bola atingiu o cenário e o derrubou...... 16....trangeiro. va..ceção... porque e porquê: a) ... greve..... torrão....u... mais de dois dias a mercadoria acabou...iclete.. anarquia..... d) Faça sua tarefa... sintonia... a) ... Use por que . fraternidade nessa escola... Haja ou aja.ação... g) As pessoas têm. en. . c) O time se considera. h) O governo daquele país não resolve seus problemas.. d) .... d) Eu limpo....... e.é se ter afeiçoado às coisas materiais.. va.......... g) Todas as atitudes ... Complete com X ou CH: en...tenso.......humor após ter agido daquela forma... j) .... e) O... A seguir..ar............. 15.......razões para acreditar em seu pai? c) Pessoas... e. da árvore.....a. ria.... d) Carlota sofria de um... c) Eis os princípios ...a. a...ingar. e) Esse fato aconteceu ..... 11...indica tempo passado.. ... e...tempo futuro e espaço.. você está chateada? b) Cuidar do animal é mais importante.três dias que todos se preparam para a festa do Natal.. en....... e.. te...a.... a) A mãe e o filho discutiram.onte. c) Eles não vão à loja porque ....depois vou brincar. b) Ele ficou de....a... civilização...clusivo... pre...o.. d) Eu tenho ....... aleira. por quê ....... de comentários bobos..curável.... nature.te...... Tão Pouco / Tampouco Complete as frases corretamente: a) Eu tive ... ença... h) ..a..se vive.... pontâneo....... c) Desejamos que ...... c) Amarre-o por. na bondade do que no ódio.. aviso............... abaca... de.to..envolvido.eirosos.o.......tensão.

homenzinho. oficializar. paizinho. magreza. Neste estudo veremos: . Esgotar. Advérbio. Espontâneo.belezinha. animaizinhos. hesitar. sintonizar. Oscarzinho. Morfologia é o estudo da estrutura. adeusinho. a) Por que b) porque c) Por que d) porque e) Porque 13. flecha. dureza. deixar.indica que a palavra é um diminutivo a . extensão. 10. Vazio. grandeza. Surpresa. estrangeiro. chocolate. estupidez. a) menos b) menos c) menos d) menos 20. cheiro. . certeza. Misto. Vaso. 06. habitar. honra. mãozinhas. avisar. revisar. Pousando. escassez. a) mendigo disenteria mortadela b) problema caderneta c) beneficente programa 02. 05. aquele que contém o significado. pobreza. 22. capricho. pequenez. casinha.indica que a palavra se encontra no plural Didatismo e Conhecimento 16 . hóspede. Exceção. suavizar. Som de KS: táxi. compreendemos melhor o significado de cada uma delas. executarei. Preposição. humano. ontem. Presidente. nacionalizar. eixo. a) seção b) sessão c) cumprimento d) conserto e) conserto f) cumprimento g) sessão h) comprimento i) concerto. existir.Estrutura das Palavras . automoveisinhos. hoje. a) mal b) mau c) mal d) mal e) mal f) mau g) mal 12. a) Aja haja b) haja aja c) haja d) Aja 19. xingar. Positiva. Verbo. caixa. lindeza. As palavras podem ser divididas em unidades menores. balõezinhos. 11. Assim. enxergar. centralizar. extensão. pezinho. boniteza. humilde. trenzinhos. sozinhos. haver. beleza. irônico. Desejamos. ameixa. hora. realizar. salsicha. tóxico e sexo. canalizar. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. riacho. civilizar. rosinha. Expulsar. horrível. Artesanato. braveza. hélice. monopolizar. avozinho. anelzinho. palidez. chapeuzinhos. Civilização. timidez. 03. abacaxi. duquesa. Artigo.Classes de Palavras Estrutura das Palavras Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. cheirosos. a) a b) Há c) há d) Há e) há f) a g) a h) A 16. a) Por que b) por que c) por que d) por quê e) porque f) por quê g) por que h) porque i) porquê j) Por que l) por que 21. Brasil. portuguesinho. cafezinho. limpeza. Fazer. exibir-se. Caso.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Respostas 01. reizinho. Teste. fraqueza. 07. japonesinho. anarquizar. pezinhos. a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas.indica que a palavra é feminina s . Exclusivo. paisinho. faroisinhos. chiclete. portuguesa. . Presente. Poderoso. faixa. São eles: cachorr . Conjunção e Interjeição. lapisinho. oxigênio. lucidez. ruazinhas. Texto. cãezinhos. Asa. princesinha. da formação e da classificação das palavras. surdez. paizinhos. exercer. Chinesa. alucinar. Numeral. papeizinhos. árido. inh .este é o elemento base da palavra. gentileza. sozinho. Horizonte. jornaizinhos. a) De repente b) devagar c) por isso d) depressa e) Por cima 17. proximidade. Intruso. êxito. honradez. chuchu.florzinha. . a) tão poucas b) tão poucos c) tampouco d) tão pouco e) tampouco f) tampouco g) tão poucas h) tampouco MORFOLOGIA Em Linguística. denominadas classes de palavras ou classes gramaticais. finalizar. 18. Desenvolvido. florezinhas. Exterior. Colonização. machucar. Torrãozinho. Adjetivo. Frase. bonzinho. Atrasados. Som de Z: exercícios. 04. extenso. Escravizar. chaleira. ou seja. baixa. hábil. a) ouve b) Houve c) ouve d) houve 09. humanizar. encher. frieza. Natureza. 08. enxada. paralisar. experiência e auxílio. rapidez. êxito e exame. mexerica. analisar. acidez. Pronome. colonizar. São elas: Substantivo. 23. a) mas b) mais c) más d) mas e) mais f) mas g) más mas mais mais 14.asinha. frouxo. mercadoriazinhas. Presença. a) Atrás b) traz c) trás d) atrás 15. estender. pesquisar. arrozinho. Som de S: trouxemos. Produzirem. A morfologia está agrupada em dez classes. Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”: Nessa palavra observamos facilmente a existência de quatro elementos. Esplêndido. estranho. harpa.

lua. pela origem comum. telefonema. Tema Tema é o grupo formado pelo radical mais vogal temática.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. advérbio de modo. Vogal Temática Vogal Temática é a vogal que se junta ao radical. Nos verbos citados acima. os afixos são chamados de sufixos.: existem palavras que não comportam divisão em unidades menores. 17 Você reparou que há um elemento comum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema). proibiVogais e Consoantes de Ligação As vogais e consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos. os temas são: busca-. proibirá. lápis. Observe que a. É a raiz que encerra o sentido geral. cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente. Existem dois tipos: Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes. etc. consideradas sob o aspecto gramatical e prático. surgem depois do radical. Em palavras como mesa. vogal temática: elementos modificadores da significação dos primeiros 3) Vogal de ligação. inocente. consideradas do ângulo histórico. na 1ª conjugação. Exemplos: proibir. por exemplo. Nos verbos. comum às palavras da mesma família etimológica. presente em “am-o”. Obs. A desinência “-o”. Veja os exemplos: Prefixo in em inter Radical at pobr nacion Sufixo ivo ecer al Desinências Desinências são os elementos terminais indicativos das flexões das palavras. as palavras nocivo. Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pessoa e de modo e tempo dos verbos. rompemos.: uma raiz pode sofrer alterações. por exemplo. radical. rompe-. “-va”. consoante de ligação: elementos de ligação ou eufônicos. Quando. tais como: mar. sufixos). como acontece com “a-”. sol. Exemplos: buscar. inócuo. Por Exemplo: cert-o cert-eza in-cert-eza Afixos Afixos são elementos secundários (geralmente sem vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras derivadas. o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar. É encontrado através do despojo dos elementos secundários (quando houver) da palavra. etc. ônibus não temos desinência nominal de número. Radical: elemento básico e significativo das palavras. alun-a / aluna-s. desinência. etc. Observe o exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de causar dano. como nos exemplos acima. os afixos recebem o nome de prefixos. I . é uma desinência número-pessoal. é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo. inocentar.Caracteriza os verbos da 3ª conjugação.Caracteriza os verbos da 2ª conjugação. Exemplos: romper. ou seja.e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados. Já em pires. preparando-o para receber as desinências. etc. Exemplos: aluno-o / aluno-s. tribo. pois indica que o verbo está na primeira pessoa do singular. Didatismo e Conhecimento . Raiz É o elemento originário e irredutível em que se concentra a significação das palavras. Obs. São elementos mórficos: 1) Raiz. e a ela se prendem. distinguem-se três vogais temáticas: A – Caracteriza os verbos da 1ª conjugação. Observação: só podemos falar em desinências nominais de gêneros e de números em palavras que admitem tais flexões. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”. de “ama-va”. buscavas. não temos desinência nominal de gênero. para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determinada palavra. tema: elementos básicos e significativos 2) Afixos (prefixos. etc. De maneira semelhante. nocividade. Veja o exemplo: at-o at-or at-ivo aç-ão ac-ionar Radical Observe o seguinte grupo de palavras: livrlivrlivrlivro inho eiro eco Quando são colocados antes do radical. como “-ar”. E .

que tem o seu significado alterado. podemos seguir a seguinte orientação: . vogal de ligação=i) Outros exemplos: gas-ô-metro. pe-z-inho. pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. possibilitam a formação de outras. cafe-t-eira. O mesmo não ocorre. Derivação Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova. Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações. Note que na linguagem popular. em que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo. Exemplos: comprar (verbo) beijar (verbo) compra (substantivo) beijo (substantivo) Saiba que: Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário. pau-l-ada. mas. Considere o adjetivo “ triste”. . são palavras derivadas. mar e terra são palavras primitivas. Por Exemplo: feliz – felizmente Atenção! Não devemos confundir derivação parassintética. Observe o quadro abaixo: Primitiva mar terra Derivada marítimo. tecn-o-cracia. formando verbos. A derivação sufixal pode ser: a) Nominal. são frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. derivadas. porém. Por Exemplo: papel – papelaria riso – risonho b) Verbal. com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. marinheiro. por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. nem “tristecer”. Neste caso. verifica-se o contrário. logo. recebem o nome de substantivos deverbais. ao contrário. formando advérbios de modo. Por Exemplo: alfabetização No exemplo acima. será palavra derivada. pois tais palavras não existem. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção simultânea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”. Veja: o portuga (de português) o boteco (de botequim) o comuna (de comunista) 18 Didatismo e Conhecimento . formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Por isso. um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. Nessas palavras.descrer ler. inset-i-cida. chamada derivada. que pode sofrer alteração de significado ou mudança de classe gramatical. e o verbo palavra primitiva. formando substantivos e adjetivos. cha-l-eira. Formação das Palavras Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição. aterrar Derivação Parassintética ou Parassíntese Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. marujo enterrar. que por sua vez provém de valor. os afixos são acoplados em sequência: desvalorização provém de desvalorizar. Veja os exemplos: crer. ense=sufixo. com a palavra âncora. Por meio da parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. A diferença entre ambos consiste basicamente em que.reler capaz. Exemplos: Palavra Inicial mudo alma Prefixo e des Radical mud alm Sufixo ecer ado Palavra Formada emudecer desalmado Observamos que “mar” e “terra” não se formam de nenhuma outra palavra. Por derivação regressiva. É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expróprio”. e as demais. enquanto no processo de composição sempre haverá mais de um radical. Este. que provém de valorizar. chamada primitiva. Derivação Regressiva Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo. A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra. expropriar provém diretamente de próprio. Logo.Se o nome denota algum objeto ou substância. o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar.atualizar c) Adverbial.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo: parisiense (paris= radical. partimos sempre de um único radical. no processo de derivação. Logo. a partir de outra já existente. Tipos de Derivação Derivação Prefixal ou Prefixação Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva. pobr-e-tão.Se o substantivo denota ação. pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”. alv-i-negro. já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. terreiro. etc.incapaz Derivação Sufixal ou Sufixação Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva. por sua vez. mas por redução. que é um objeto. Por Exemplo: atual .

ocorre supressão de um ou mais de seus elementos fonéticos. Composição por Aglutinação Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais. insuficiência. Didatismo e Conhecimento 19 . antiPrefixos de Origem Grega a-. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim e do grego.. Na derivação regressiva. tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras. não ocorre alteração fonética. an-: Afastamento. podem ser citadas também as siglas. 7) Substantivos próprios tornam-se comuns. 5) Os adjetivos passam a advérbios Por Exemplo: Falei baixo para que ninguém escutasse. O badalar dos sinos soou na cidadezinha.: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo.: em “girassol” houve uma alteração na grafia (acréscimo de um “s”) justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra. des. Observe: auto . urrar. carência. por sua vez. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres.. sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em sua forma.re. entendemos o motivo pelo qual é denominada “imprópria”.. como vocábulos autônomos. girassol. logo. Exemplos: embora (em boa hora) fidalgo (filho de algo . Derivação Imprópria A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra. ao lado de sua forma plena.. entre. Por Exemplo: auto (grego) + móvel (latim) Onomatopeia Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruídos da natureza. Veja os exemplos: a. 4) Os substantivos passam a adjetivos Por Exemplo: O funcionário fantasma foi despedido. Composição Composição é o processo que forma palavras compostas.. piar.. 3) Os infinitivos passam a substantivos Por Exemplo: O andar de Roberta era fascinante. a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. Exemplos: passatempo.por cinema micro . a derivação imprópria lida basicamente com seu significado.por José Como exemplo de redução ou simplificação de palavras. etc. negação. Redução Algumas palavras apresentam. quinta-feira.(ou en-) . Por essa razão.por automóvel cine . muito frequentes na comunicação atual. veja mais sobre siglas na seção “Extras” -> Abreviaturas e Siglas) Hibridismo Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. muda de classe gramatical. raramente esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. o do último componente.referindo-se a família nobre) hidrelétrico (hidro + elétrico) planalto (plano alto) Obs.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Ou ainda: agito (de agitar) amasso (de amassar) chego (de chegar) Obs. Existem dois tipos: Composição por Justaposição Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais. chocalhar. uma forma reduzida.por microcomputador Zé . os componentes subordinam-se a um só acento tônico. em.. privação. No entanto. zumzum. (Se desejar. a partir da junção de dois ou mais radicais. Outros. o que acaba caracterizando um processo semântico.: ao aglutinarem-se. sub. es. Neste processo: 1) Os adjetivos passam a substantivos Por Exemplo: Os bons serão contemplados. O menino prodígio resolveu o problema. Prefixos Os prefixos são morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido. línguas em que funcionavam como preposições ou advérbios. 2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos Por Exemplo: Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso. 6) Palavras invariáveis passam a substantivos Por Exemplo: Não entendo o porquê disso tudo. couve-flor Obs. Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português. cocoricar. contra. Exemplos: miau. super. Por Exemplo: Aquele coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente) Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras. tinir.

apóstolo.: Movimento para trás. introspectivo justa. elipse. arce. posterior. ad. eucaristia. afastamento. Exemplos: prosélito.: Posição superior. separação. con-.: Movimento para fora. es-.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: anônimo.: Movimento através de. Exemplos: soterrar. entusiasmo endo. negação. companhia. antessala. disfasia ec-. em-. êxodo. programa pros.: Aproximação. Exemplos: intramuscular. separação. soto-pôr Didatismo e Conhecimento 20 . retrocesso. advir. afastamento. Exemplos: antebraço. Exemplos: benefício.: Multiplicidade. anterioridade. peripécia.: Posição inferior.: Oposição. contrapor. meio. hipérbole. Exemplos: eclipse.: Negação.: Afastamento. extraviar i-. perverter pos. Exemplos: cataplasma.: Movimento para fora. paradigma peri. Exemplos: analogia. rebater. abs.: Oposição.: Metade. ditongo. embrião. discussão e-. Exemplos: prólogo. intraverbal intro. retroagir. anteontem. protótipo.: Movimento para dentro. aposto ante. ecto. Exemplos: adjunto. ab-. arcebispo. excesso.: Movimento para dentro. negação. injetar. mudança. im. obstáculo per. telepatia. em torno. Exemplos: circunferência.: Sentido contrário. separação. epílogo. reciprocidade. movimento para dentro. sucessão. sinfonia. Exemplos: ilegal. Exemplos: síntese.: Superioridade hierárquica. di(s). Exemplos: progresso.: Posição em frente. ex.: Movimento de cima para baixo. Exemplos: retrospectiva.: Em redor. Exemplos: dissílabo. Exemplos: justapor. Exemplos: hipertensão. diagonal. sub-. Exemplos: apoteose. ex-. ocupar. Exemplos: excêntrico.: Início. intensidade. hipótese. Exemplos: diálogo. em adição a. Exemplos: polissílabo. epitáfio eu.: Adjunção. sobpor.: Movimento para dentro. revestimento.advogado. cisplatino. separação. importar extra. duplicidade.: Posição exterior. pósgraduado pre. epidemia.: Movimento de cima para baixo. sobre. bimestral. decair. ambiguidade. abstração a-. Exemplos: imergir. passagem para um estado ou forma. concomitância.: Posterioridade. in-. Exemplos: protohistória. abuso. perfurar. Exemplos: supercílio. inferioridade.arquétipo. em-. preliminar pro.: Duplicidade.: Proximidade. extraordinário. anacrônico anfi. privação. cisandino co-. metáfora. semelhança. biscoito circu(m) . metacarpo para. bi-: Repetição. anfíbio. entre. sim. Exemplos: endovenoso. ambivalente ben(e)-. Exemplos: rever. procedência.: Anterioridade. ectoderma. diafragma. Exemplos: contrapeso. movimento para junto. Exemplos: ambidestro. perplexo. profeta. começo.: Dificuldade. prefixo. Exemplos: extradição. Exemplos: pospor. prosódia proto. bem. o.: Movimento através. excelência de fato ou ação. expelir en-. Exemplos: hipocrisia. com. Exemplos: periferia. exportação. simpatia. Exemplos: paralelo.: Posição superior. impossível. parasita. enterrar. reatar retro. telégrafo Prefixos de Origem Latina a-.: Excelência. sob-. hipodérmico meta. hemistíquio. politeísmo sin-. ação contrária. supérfluo soto-. subestimar super-. excesso. bondade. Exemplos: hemisfério. in. ofuscar. Exemplos: aversão. Exemplos: prefácio.: Posição intermediária.: Mudança. antever ambi. discórdia. su. ateu. Exemplos: eufemismo. dilema dia. sotavoga. polissíndeto. apologia arqui-. contradizer de.: Companhia. Exemplos: televisão. Exemplos: bisneto. endosmose epi. excesso. antipatia. prosseguir. cooperativa. evasão.: Posição interior. Exemplos: colégio.: Bem. catálogo. reduzir. bendito bis-. anfibologia anti. sota. Exemplos: antídoto. antagonista.: Simultaneidade. projeção re. disenteria. movimento para. improdutivo inter-. arquimilionário cata. depor de(s)-. catarata di-: Duplicidade. Exemplos: percorrer. de um e outro lado. intravenoso. periscópio pro. amoral.: Posição inferior. hipertrofia hipo. Exemplos: metamorfose. repetição. ação contrária. escassez.: Posição ao lado. protomártir poli. Exemplos: soto-mestre.: Movimento em torno. perfeição. Exemplos: desventura. circulação cis. bisavô. abstinência. sinopse tele. Exemplos: decapitar. excesso. supra-. Exemplos: arquiduque. Exemplos: introduzir.: Movimento ou posição em torno de. apocalipse. condutor contra. anterioridade.: Distância. diagrama dis. Exemplos : dispneia. retrógrado so-.: Movimento para frente. duas vezes.: Afastamento. prognóstico. hemiplégico hiper. Exemplos: cisalpino. período. primazia. promover.: Posição aquém. ambiente. paradoxo. Exemplos: epiderme. dispepsia. eufonia hemi. interplanetário intra.: Posição superior.: Posição em frente. afônico ana. Exemplos: obstruir.: Movimento de baixo para cima. exorcismo en-. endocarpo. embeber. privação.: Inversão. Exemplos: encéfalo. Exemplos: internacional. introvertido. e-: Posição interior. prever. exo-. circunscrito. Exemplos: anfiteatro. antítese apo. justalinear ob-.: Repetição. anagrama.: Anterioridade . oposição. euforia. análise.

infantaria -edo . Sufixos Sufixos são elementos (isoladamente insignificativos) que.mordaz b) de verbos SUFIXO -(a)(e)(i)nte -(á)(í)vel SENTIDO ação.lutador -nte . ordinário -ático .róseo -esco . -(t) ício tardio afirmativopensativo movediço.agreste -estre .açucareiro -or . ultrarromantismo. sistemas políticos: .terrestre -enho .amplitude -ura . naftol (derivado de hidrocarboneto) amotite (fósseis) granito (pedra) morfema.prosaico -al . ultravioleta vice-. visconde. liláceas -aico . epitelioma.churrascaria -ário . podemos utilizar o significado de um verbo num contexto em que se deve usar um substantivo. doente. tra.emoção -dão . tresnoitar.correria -io . referência EXEMPLIFICAÇÃO semelhante.ricaço -ada . quebradiço.papelada -agem .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA trans-.terreno -ício .ferrenho -eno . potássio. Dessa forma.anual -ar .gentame -ario(a) . a ele são incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis. hepatite (inflamação) mioma. São os que formam nomes de ação e os que formam nomes de agente.capinzal -ame . formam nova palavra. Sufixos que formam nomes de ação -ada . doutrinas filosóficas. ultrassom. Sua principal característica é a mudança de classe gramatical que geralmente opera. vis.ismo: budismo. vice-almirante.mulherio -ume . estado possibilidade de praticar ou sofrer uma ação ação referência.corredor -tério . por exemplo. coleção: -aço .geométrico -il .febril -ino . movimento através.: Posição além do limite. tem-se: Sufixos que formam nomes de lugar.casamento -são .lucrativo -onho . cloreto.civismo -mento . comunismo.manobrista Além dos sufixos acima. tres-. excesso.cristalino -ivo .diário.-(t) ação. codeína (alcaloides. Como o sufixo é colocado depois do radical.barrigudo Sufixos que formam nomes de agente -ário(a) .arvoredo -eria .herbanário -eiro .problemático -az .alimentício -ico .compreensão -tude . selênio (corpos simples) Sufixo que forma nomes de religião. kantismo. ito -ina -ol -ite -ito -ema -io bronquite. tras-. fonema.formatura Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência: -ite -oma -ato. carcinoma (tumores) sulfato. tradição ultra. acrescentados a um radical. -(t)ivo -(d)iço.cruento -eo . beleza -ismo . Exemplos: ultrapassar.secretário -eiro(a) . qualidade.folhagem -al .abundância -ção . sulfito (sais) cafeína. Exemplos: transatlântico. eto. Exemplos: vice-presidente. preparatório Didatismo e Conhecimento 21 .: Movimento para além.negrume -io. depositório: -aria .ferreiro -ista . semema. Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extremamente importantes para o funcionamento da língua.presença -ez(a) . seguinte louvável perecível punível -engo mulherengo -ento .dormitório -or . factício -(d)ouro.: Em lugar de. aglomeração.barbado -áceo(a) . álcalis artificiais) fenol.bondoso -udo .herbáceo.feirante Sufixos que formam nomes indicadores de abundância.escolar -ário .maníaco -ado .caminhada -ança .solidão -ença .cemitério -tório . semantema (ciência linguística) sódio. SUFIXOS FORMADORES DE ADJETIVOS a) de substantivos -aco . ultraleve.tristonho -oso .pitoresco -este . pertinência ório casadouro.casario.sensatez. modo de ser possibilidade de praticar ou sofrer uma ação.mudança -ância .

pois esses adjetivos eram outrora uniformes. Exemplos: altiva-mente. corrupção. 6. (AMAN) Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: a) acorrentar. 5. marque a alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: ( ) aguardente 1) justaposição ( ) casamento 2) aglutinação ( ) portuário 3) parassíntese ( ) pontapé 4) derivação sufixal ( ) os contras 5) derivação imprópria ( ) submarino 6) derivação prefixal ( ) hipótese a) 1. 5. 6 c) 1. brava-mente. nervosa-mente. 3. 5.. Voto secreto. bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral. 1. 5. 1. na forma feminina. (a)finar. despedaçar. 1. limpar -ear: guerrear. (a)portugues-ar. SUFIXOS VERBAIS Os sufixos verbais agregam-se. golear -entar: afugentar. 6 d) 2. bibliografia. Exemplos: esqui-ar. existe apenas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”. 6 e) 2. (a)doç-ar. Sigilo. 5. os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. hidrogênio. 8. especialmente a de modo. (BB) A palavra «aguardente» formou-se por: a) hibridismo b) aglutinação c) justaposição d) parassíntese e) derivação regressiva 3.. asteróide e) acromatismo. 4. passional. amanhecer b) solução. telefon-ar. 1 b) 4. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês. 4.Este sufixo juntou-se a adjetivos. visionário c) enrijecer. amamentar -ficar: dignificar. 3. organizar Observações: Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida. 4. Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou causar. 2. Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco intensa. etc. para indicar circunstâncias. mentis que pode significar “a mente. via de regra. 3. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: a) ajoelhar / antebraço / assinatura b) atraso / embarque / pesca c) o jota / o sim / o tropeço d) entrega / estupidez / sobreviver e) antepor / exportação / sanguessuga 2. litografar. vidente d) biografia. 4. analisar. Os verbos exprimem. 6 6. 1. senão bufando de raiva.) não seguem esta regra. deslealdade. 3. Bobagens. liquidificar -izar: finalizar. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. entre outras ideias. nivel-ar. portugues-mente. as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa. Exercícios 1. pia-mente Já os advérbios que se derivam de adjetivos terminados em – ês (burgues-mente. o intento”. derivado do substantivo feminino latino mens. ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos. (UE-PR) «Sarampo» é: a) forma primitiva b) formado por derivação parassintética c) formado por derivação regressiva d) formado por derivação imprópria e) formado por onomatopéia 5. fraca-mente. (UF-MG) Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação... Veja: -ar: cruzar. Em seguida. e se entenderam. o espírito. 3. (CESGRANRIO) Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: a) zunzum b) reco-reco c) toque-toque d) tlim-tlim e) vivido 7. Osmírio andaria desorientado. bondosa-mente. (AMAN) Que item contém somente palavras formadas por justaposição? a) desagradável – complemente b) vaga-lume . e) Dr. Em geral. 4. idiotismo Didatismo e Conhecimento 22 . tortura. 1. 4. esburacar. (EPCAR) Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita.pé-de-cabra c) encruzilhada – estremeceu d) supersticiosa – valiosas e) desatarraxou – estremeceu 4. macróbio. 4. 6.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA SUFIXOS ADVERBIAIS Na Língua Portuguesa. radiograf-ar. a prática de ação.

deter. estes. – depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos os vinte atletas participarão do campeonato. Lima) Emprego do Artigo 1. ensinar: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. da / em + o. – com nome de cidade se vier qualificada: Fomos à histórica Ouro Preto. – antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. demover c) remeter. Inglaterra. com valor intensivo: Rafaela é uma meiguice só. o oceano Pacífico. todos quatro. (qualquer cidade) – com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais lindas flores da floricultura. predestinado. a Bahia.Usa-se o artigo definido: – com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados foram punidos.foi chegando um caboclinho magro. Vossa Alteza.” (para a frente: exige a preposição) 4. o outro é atlético e simpático. estudar. os. a Argentina. / Conheço o Canadá mas não conheço Brasília. as. amoral. a expressão que vale como totalidade. dá ao substantivo valor vago: “. propor b) irregular. planalto e aguardente são formadas por: a) derivação b) onomatopeia c) hibridismo d) composição e) prefixação 10. Vossa Senhoria. 3. – com toda a/todo o. com sentido determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é alto e lindo. trata de um ser juá conhecido.indefinidos: um. antegozar d) irrestrito. 5. oceano. – com expressões de peso e medida: O álcool custa um real o litro. Didatismo e Conhecimento 23 . Vossa Alteza estará presente ao debate? “Nosso Senhor tinha o olhar em pranto / Chorava Nossa Senhora. indicandolhe o gênero e o número.” / “Pelas estradas líricas de França. pela. – com nomes próprios geográficos de estado. empregadas com os verbos: aprender. com uma taquara na mão. uma.definidos: o. o Pará. a = no. (=cada litro) 2. MAS: Todos os três irmãos eu vi nascer.Não se usa o artigo definido: – antes de pronomes de tratamento iniciados por possessivos: Vossa Excelência. (modificado) – antes de todos / todas + numeral: Eles são. antípoda. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversario. principalmente quando regidos de preposição. (modificado) – alguns nomes de países.” (A. o rio Amazonas. Vossa Majestade.. (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação: a) readquirir. – antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da primavera vem o verão. Itália podem ser construídos sem o artigo. minha amiga. na / por + o.” (Veja – maio de 2005) . uns. trata-se de um ser desconhecido. – com a palavra outro.Usa-se o artigo indefinido: – para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns oito anos / Não o vejo há uns meses. prever e) dever. “Viveu muito tempo em Espanha. conter. inteira.a = do. – antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou Luciana / a Luciana? – “Daqui para a frente. antever 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E / Atenção: sem o artigo. determinando-o ou generalizando-o. amigos de João Luís e Laurinha. Os artigos podem ser: . rio. pais. França.O uso do artigo é facultativo: – antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência é irritante.Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao / de + o. o pronome todo/toda vale como qualquer. (o substantivo está claro) – antes de palavras que designam matéria de estudo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 9. a. a Suíça. tudo vai ser diferente. Respostas: Classe de Palavras ARTIGO “O orvalho vem caindo Vai molhar o meu chapéu E também vão sumindo As estrelas lá no céu Tenho passado tão mal A minha cama é uma folha de papel” (Noel Rosa e Kid Pepe) Artigo é a palavra que acompanha o substantivo. / – para comparar alguém com um personagem célebre: Luís August é um Rui Barbosa. – em linguagem coloquial.” – antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em maio de 2002. (FFCL SANTO ANDRÉ) As palavras couve-flor. montanha.. como Espanha. Toda cidade será enfeitada para as comemorações de aniversário. lago: o Brasil. umas. MAS: O campeonato aconteceu no inesquecível maio de 2002. a = pelo. cursar. determinam os substantivos. denota familiaridade: “A grande reforma do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do médio.” Mas: Sônia Salim. visitou a bela Veneza.

revistas.Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e em + um. as funções de: sujeito. alunos. cidade.O melhor divertimento para crianças! Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres. um. Derivados – são formados de outra palavra já existente. mesmo no singular. milênio – de mil anos. Deus. uma = num. boiada – de bois. cacho – de uva. banca – de examinadores. guarda. amor. doença. nuvem – de gafanhotos. Tudo é substantivo abstrato. antologia – de textos escolhidos. agente da passiva. cardume – de peixes. dum. Primitivos . árvore. mula-sem-cabeça. beijo. horda – de invasores. gente. arquipélago – ilhas. – com substantivo que denota espécie: Cão que ladra não morde. de lugares.são os que não derivam de outras palavras.são os que são formados por mais de dois radicais: guarda-chuva. a caso. pára-raio. enxoval – de roupas. caneta. coisas. mês. Deus. miséria. animal. piquete – de grevistas. cancioneiro – de canções. pedreiro. banda – de músicos. pinacoteca – de quadros. refere-se ao animal. Reflexão do Substantivo “Na feira livre do arrabaldezinho Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor . súcia – de malandros.nomeiam os seres da mesma espécie: menina. código – de leis. (caça = ato de caçar. vieram depois: ferradura. Concretos . O ato literário é o conjunto do ler e do escrever. abraço.referem-se a um ser em particular: Brasil. dor. cáfila – camelos. mesada. vara – de porcos. confraria – de religiosos. Os substantivos exercem. prole – de filhos. pão. Hoje. portanto. constelação. flor. quarentena – quarenta dias. chuva. De gramática e de linguagem (Mário Quintana) Abstrato . aposto e vocativo. trovoada. coisas. plêiade – de pessoas notáveis. justiça. água. (Marilita Pozzoli) Substantivo é a palavra que dá nomes aos seres. Exemplificava: penúria. reais ou imaginários: mãe. vento DVD. chuveiro. alma. fé. SUBSTANTIVO Lições Opostas A professora ensinava: substantivo abstrato é o que existe mas nós não vemos. Fitando com olhos muito redondos os grandes Balõezinhos muito redondos. criança. passarinho. covardia. com a minha experiência.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 6. animal ou cousa: João. são aqueles formados por apenas um radical: chuva. três versos. miríade – de muitas estrelas. América do Norte. tempo. terra. raio. sentimentos. criança. Atenção: o artigo (o. na favela não existe substantivo abstrato. pão-de-ló. universidade. renque – de árvores. cambada – de vadios. saudade. designam um conjunto de seres de uma mesma espécie: bando. século – de cem anos. girassol. Não se metem com ninguém. qüinqüênio – cinco anos. Bastam-se. neste caso.são aqueles que têm existência própria. piano. música.são os que não têm existência própria. biblioteca – de livros. fome.” Didatismo e Conhecimento . amor. caravana – viajantes. Os substantivos abstratos podem ser concretizados dependendo do seu significado: Levamos a caça para a cabana. Coletivos – os substantivos comuns que. Paulo. sereia. parte.O artigo indefinido não é usado: – em expressões de quantidade: pessoa. estrela. árvore. Eis alguns substantivos coletivos: álbum – de fotografias. tríduo – período de três dias. chaveiro. anjo. As cousas são quietas. raio. panapaná – de borboletas em bando. trovão. depende sempre de um ser para existir: é necessário alguém ser ou estar triste para a tristeza manifestar-se. sextilha – de seis versos. conclave – de cardeais. terceto – de três pessoas. sem-terra. colméia – de abelhas.deram origem a outras palavras: ferro. irmandade – de religiosos. assembléia – pessoas. trinênio – período de três anos. suficiente: Não há suficiente espaço para todos. designam qualidades. ações. xiloteca – de amostras de tipos de madeiras. 7. casa. patifes. biênio – dois anos.. cordilheira – de montanhas. vieram primeiro. objeto indireto. concreto). tropilhas – de trabalhadores. mar. Simples . baixela – utensílios de mesa. requeijão. elenco – de atores. tristeza.” Eu gosto é das cousas. alcatéia – de lobos. objeto direto. de crianças. cortejo – acompanhantes em comitiva. entes de natureza espiritual ou mitológica: vegetação. casebre. é necessário alguém beijar ou abraçar para que ocorra um beijo ou um abraço. repertório – de peças teatrais. Estão em toda parte. povo. angústia. saci. duma. predicativo do sujeito. professores. quantidade: Reservou para todos boa parte do lucro. discoteca – de discos. na frase. substantivo abstrato.” (Manoel Bandeira) 24 E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa. complemento nominal. iconoteca – de imagens. a. abraço. videoteca – de videocassetes. frota. água. hemeroteca – de jornais. resma – de quinhentas folhas de papel. casario – de casas. biblioteca. constelação – de estrelas. malvados. padeiro. professora. fornada – de pães. ló. As pessoas atrapalham.como o nome diz. Compostos . pão. sábios. sabiá. numa. bimestre – dois meses. – com adjetivos como: escasso. juventude. mapoteca – de mapas. porção. galeria – de quadros. coragem. Os substantivos classificam-se em: Comuns . Pedro. sol. respeito. concílio – de bispos em assembléia. batalhão. rio. penca – de frutas. mulher. insetos. Próprios . sim!. uma) anteposto a qualquer palavra transforma-a em substantivo. excessivo. bando – de aves. mar. eu lhe responderia: -Então. Lucélia. casarão. atlas – cartas geográficas. fada. cabeça. [Multiplicam-se em excesso. adjunto adverbial. Inclui os nomes de pessoas. anjo. são independentes. pessoas.. queijo. quadro. chave. estados dos seres: dor. água-de-colônia. As cousas. fato – de cabras.

hífenes.ES – aos substantivos terminados em R. o capital (dinheiro) . ul: jornal. . mulher) / a pessoa (homem. balões. méis. quando se troca o gênero: o lotação (veículo) . meles. o guia (acompanhante) . pernis. 2. Latim.a coma (cabeleira). dama / zangão. possuem um terceiro gênero: o neutro.a caixa (objeto). caracteres / sênior. Trocam-se: . . . dona / cavaleiro.ÃO – aos substantivos terminados em ão. a rival / o a jornalista. vaca / carneiro.a capital (cidade).a grama (relva). Balão – balões – balões + zinhos: balõzinhos. irmãos / mão. os ônix / a fênix. profetiza / píton. a gerente / o. séries. . a personagem / o. a menequim / o. Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. de número (plural/singular) e de grau (aumentativo/diminutivo). o coma (perda dos sentidos) . monja / presidente. acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um sufixo feminino: autor. a pianista / o. ovelha / cavalo. a médium / o.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observe que o poema apresenta vários substantivos e apresentam variações ou flexões de gênero (masculino/feminino). a fã / o. a repórter / o. quer se refiram ao macho ou à fêmea. (ato de curar). hospeda / monge. papisa / faisão. abelha / Substantivos Uniformes Os substantivos uniformes apresentam uma única forma para ambos os gêneros: dentista.m por ns: nuvem. liquens / abdômen. Didatismo e Conhecimento 25 . Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero para homem ou a mulher: a criança (menino. faisoa / hortelão. 2 – Alguns substantivos oferecem dúvida quanto ao gênero. . rani / dom.a guia (documentação). autora / deus. anciã / guardião. o voga (o remador) . 1 – Substantivos que mudam de sentido. mulher / boi. cerzideira / frade. abadessa / czar. Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam indivíduos dos dois sexos.a rádio (emissora). sons / vintém. o cura (vigário) . menina) / a testemunha (homem. povos / feira. duas Xerox / um fax. o rádio (aparelho) . . o cabeça (chefe.il por is (oxítonas): funil. ol. São masculinos ou femininos.cãe + zitos: Cãezitos. jornais / sol. mulher). Grego e Inglês. cães. pigméia / ateu. a estudante / o. cidadã / aldeão. perua / cidadão. Também: líquenes. FORMAÇÃO DO FEMININO O feminino se realiza de três modos: 1. cidadãos / irmão. feiras / série. filha / mestre.a lente (vidro de aumento). Universitário) . cartazes / motor. funis / fuzil. czarina / perdigão. deusa / cônsul. aldeã / ancião.ão por ãe: pão. Os substantivos uniformes dividem-se em: Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero. vinténs / atum. o grama (peso) . reitora. hebréia / réu. parenta / hóspede.1º coloca-se o substantivo no plural: balão. – jacaré macho ou fêmea / a cobra macho ou fêmea / a formiga macho ou fêmea. Cão – cães . guardiã / charlatão. mulher) / o ídolo (homem. o caixa (atendente) . túneis / mel. oficiala / peru. seniores. projéteis. mamões. ou o acréscimo da vogal a. zinho . a motorista / o.a crisma (sacramento). A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a. limões / portão. Observe como são formados os femininos: parente. dois fax. charlatães / alemão. utilizando-se uma palavra feminina com radical diferente: pai. perdiz / cão. a colega / o.S – aos substantivos terminados em VOGAL ou DITONGO: povo. males / cônsul. pães / charlatão. Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino.alguns substantivos terminados em X são invariáveis (valor fonético = cs): os tórax. pitonisa / abade. a artista / o. o crisma (óleo salgado) . cantora / reitor.a cabeça (parte do corpo). fuzis / canil. abdomens / hífen. S. a imigrante / o. e por EIS (Paroxítonas): fóssil. imperatriz / profeta. . Alguns terminados em R mudam sua sílaba tônica. ré / cerzidor. cadela / pigmeu. idioma). abdômenes. giganta / oficial. Z: cartaz. juniores / caráter. portões / mamão. atéia / hebreu. foliona / imperador. Flexionando-se o substantivo masculino: filho. mélroa / folião. o moral (ânimo) .S – aos substantivos terminados em N: líquen. acrescenta S: cidadão. Exceções: mal. mestra / leão.a língua (órgão. o língua (intérprete) .a voga (moda). hífens. réis (antiga moeda portuguesa). nuvens / som. leoa. sóror / rajá. as fênix / uma Xerox. répteis / projétil. no plural: júnior. mulher) / o guia (homem. líder) . presidenta / gigante. ilhoa / mélro. atuns. o lente (prof. A indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou feminino: o. motores / mês. sóis / túnel. alemães / cão. . botões / limão. meses. mestra.a cura. canis / pernil. horteloa / ilhéu. consulesa / cantor. São masculinos: O eclipse / o dó / o dengue (manha) / o champanha / o soprano / o clã / o alvará / o sanduíche / o clarinete / o hosana / o espécime / o guaraná / o diabete ou diabetes / o tapa / o lança-perfume / o praça (soldado raso) / o pernoite / o formicida / o herpes / o sósia / o telefonema / o saca-rolha / o plasma / o estigma. el. os tórax / o ônix. fósseis / réptil. 3. égua. cônsules / real. mãos.a moral (ética). a intérprete / o. 3 – São geralmente masculinos os substantivos de origem grega terminados em – ma: o dilema / o teorema / o emblema / o trema / o eczema / o edema / o enfisema / o fonema / o anátema / o tracoma / o hematoma / o glaucoma / o aneurisma / o telefonema / o estratagema / 4 – São femininos: a dinamite / a derme / a hélice / a aluvião / a análise / a cal / a omoplata / a gênese / a entorse / a faringe / a cólera (doença) / a cataplasma / a pane / a mascote / a libido (desejo sexual) / a rês / a sentinela / a sucuri / a usucapião / a omelete / a hortelã / a fama / a xerox / a aguardante / Plural dos Substantivos Há várias maneiras de se formar o plural dos substantivos: Acrescentam-se: . mulher) / o cônjuge (marido. a cliente / o. freira / frei. no final de final da palavra: mestre.IS – aos substantivos terminados em al. vítima. .ão por ões: botão. escrivã / papa. mãe / homem.a lotação (efeito de lotar). 2º elimina-se o S + zinhos. charlatã / escrivão.zito.

impostos (ó) / forno (ô). cálices (x. Recebeu honras na solenidade. obedeci” (gravado por Maria Bethânia) “Às vezes passo dias inteiros imaginando e pensando em você e eu fico com tanta saudade que até parece que eu posso morrer. hortelões. postos. no plural. (dignidade). coroços (ó) / imposto (ô). Houve separação de bens.Outros (fora de uso) têm o mesmo plural que suas variantes em ice (ainda em vigor): apêndix ou apêndice. Tijolos.5 Quando o primeiro elemento for: grão. (descanso).A forma singular das palavras ciúme e saudade são também usadas no plural. Outros: bem = virtude. códices / córtex ou córtice. córtices / índex ou índice. quase enloqueci mas depois.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . miolos (ó) / poço (ô). som de s) / látex. avôs. . ovos. 1. Também são abertos no plural (ó): fogos. reforços. Sua honra foi exaltada. meu bem. povos (ó) / corvo (ô). como era de costume. fechado) avô avós (o avô e a avó). corrimãos. . anãos. bel: grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-prazeres.Há substantivos que mudam de sentido quando usados no plural: Fez bem a todos (alegria). ermitães. porcos.Há substantivos que mudam o timbre da vogal tônica. aldeões. Aceita-se os ciúmes. ermitões. aldeãos. ermitãos. verões. grã (grande). Você me olha.. anciãos. afazeres. (salário). embora a forma singular seja preferencial. Plural dos Substantivos Compostos Não é muito fácil a formação do plural dos substantivos compostos. Pode creditar em mim. Chama-se metafonia.substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma no plural: aldeão. verãos. guardiães. nunca o ciúmes.Muitos substantivos conservam no plural o “o” fechado: acordos / adornos / almoços / bodas / bojos / bolos / cocos / confortos / dorsos / encontros / esposos / estojos / forros / globos / gostos / moços / molhos / pilotos / piolhos / rolos / rostos / sopros / sogros / subornos. 2 – Termos no singular com valor de plural: Muito negro ainda sofre com o preconceito social.1 – verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-céu = arranha-céus / batebola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = vale-refeições.3 – palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres 1. / Tem morrido muito pobre de fome. substantivo+especificador) Atenção: A tendência na língua portuguesa atual é pluralizar os dois elementos: bananas-maçãs / couves-flores / peixes-bois / saias-balões.Substantivos empregados somente no plural: Arredores / belas-artes/ bodas (ô) / condolências / cócegas / costas / exéquias / férias / olheiras / fezes / núpcias / óculos / parabéns / pêsames / viveres / idos. Vamos lá. hortelão. (ver Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Didatismo e Conhecimento 26 . som de cs). (homenagens). As férias foram maravilhosas. já que a maioria dos substantivos abstratos não se pluralizam. . .” (Fernanda Abreu) Atenção: 1 – avô – avôs (o avô materno e o avô paterno. A tendência é utilizar a forma em ÕES. (patrimônio). olhos (ó) / povo (ô).1 – substantivo + preposição + substantivo: água de colônia = águas-de-colônia mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça pão-de-ló = pães-de-ló sinal-da-cruz = sinais-da-cruz 2. ermitão. guardião. . ossos. algemas. corrimão.2 – quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá idéia de tipo. hortelãos. anões. anciães. anão. . látice ou láteces / códex ou códice. me disse pra eu ser feliz e passar bem Quis morrer de ciúme. apêndices / cálix o ucálice. 1. ancião. corvos (ó). “Quando você me deixou. anciões. eu digo sim. poços (ó) / olho (ô). corrimões. índices (x. fornos (ó) / miolo (ô). finalidade: samba-enredo = sambas-enredos pombo-correio = pombos-correio salário-família = salários-família banana-maçã = bananas-maçã vale-refeição = vales-refeição (vale = ter valor de. 2 – Somente o primeiro elemento vai para o plural: 2. portos. 1.. destroços. guardiões.2 – elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-escola = auto-escolas. benefício / bens = valores / costa = litoral / costas = dorso / féria = renda diária / férias = descanso / vencimento = fim / vencimento = salário / letra = símbolo gráfico / letras = literatura. prestem atenção! 1 – Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: . Apresentam o “o” tônica fechado no singular e aberto no plural: caroço (ô). verão.palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol = girassóis / autopeça = autopeças.4 Substantivo composto de três ou mais elementos não ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres o bem-te-vi = os bem-te-vis o sem-terra = os sem-terra o fora-da-lei = os fora-da-lei o João-ninguém = os joões-ninguém o ponto-e-vírgula = os ponto-e-vírgula o bumba-meu-boi = os bumba-meu-boi 1. Conferiu a féria do dia.

rapaz = rapazinho. . 8 – Plural dos substantivos estrangeiros: Inglês: os shorts / os shows / os icebergs / os watts / os pit bulls / os magazines.Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns substantivos exprimem também desprezo.Em conseqüência do dinamismo da língua. alguns substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram um significado novo: portão. pequeno.Já alguns diminutivos dão idéia de afetividade: filhinho. herói (ditongo) = heroizinho. mulherengo. predicativo do sujeito: Paulo já não é mais adolescente.As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em sílabas nasal. narigão. fogão. .As palavras terminadas em s ou z. São dois os graus dos substantivos: aumentativo e diminutivo. povinho. Funções Sintáticas do Substantivo O substantivo pode apresentar-se na oração como: 1.2 – os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai o leva-e-traz = os leva-e-traz o vai-e-volta = os vai-e-volta 4 – Os dois elementos. livreco. Toninho. Este semestre tirei alguns seis e apenas um dez.1 – substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis abelha-mestra = abelhas-mestras tia-avó = tias-avós temente-coronel = tenentes-coronéis redator-chefe = redatores-chefes Dicas: coloque entre dois elementos a conjunção e. sujeito: A instituição onde estudo é a FAI. supermercado. vão para o plural: 4. Atenção: . coisinha. gigantesca: obra imensa / lucro enorme / carro grande / prédio gigantesco. folhinha (calendário). ditongo. crítica. . Atenção: Numerais substantivos terminados em s ou z não variam no plural. Pesei bem os prós e contras. ou em uma dessas consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = paisinho. 7 – Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os Silvas. beleza = belezinha. . hiato ou vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha. Italiano: as pizzas. rosa = rosinha. minicalculadora. gentinha. A essas modificações é que damos o nome de grau do substantivo. Grau do Substantivo Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensidade. casa pequena.4 – numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = segundas-feiras quinta-feira = quintas-feiras 5 – Composto com a palavra guarda só vai para o plural se for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos guarda-florestal = guardas-florestais guarda-civil = guardas-civis guarda-marinha = guardas-marinha 6 – Plural das palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivo (substantivadas). mãezinha.3 – adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas curta-metragem = curtas-metragens má-língua = más-línguas 4. indiferença em relação a certas pessoas e objetos: gentalha. . cartilha. exagero ou diminuição. minúscula. sulfixo inho ou lisinho 2 – Analítico: a) formado com palavras de aumento: grande. Didatismo e Conhecimento 27 . enorme.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3 – Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 3. café (voga tônica) = cafezinho. acrescenta-se um s minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMS / Ufirs. b) formado com as palavras de diminuição: diminuto.2 – substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-perfeitos capitão-mor = capitães-mores carro-forte = carros-fortes obra-prima = obras-primas cachorro-quente = cachorros-quentes 4. observe se é possível a pessoa ser o redator e chefe ao mesmo tempo / cirurgião e dentista / tia e avó / decreto e lei / abelha e mestra. peça minúscula / saia diminuta. são flexionadas como substantivos: Gritavam vivas e morras. maxissaia. cartão. Latim: os déficits / os superávits / os habitats / os campi. 4.Há ainda aumentativos e diminutivos formados por prefixação: minissaia. imensa. 9 – Plural das siglas. Fiz a prova dos noves. 2.1 – verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco o cola-tudo = os cola-tudo o bota-fora = os bota-fora 3. Os graus aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 1 – sintético com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão (aumentativo sintético) peixe-peixinho (diminutivo sintético)l. baú (hiato) = bauzinho. irmão (sílaba nasal) = irmãozinho.

predicativo do objeto indireto: Foi capaz de dar-lhe um empurrão. Goiânia: goianiense. filatélico = de selos. pluvial = da chuva. número e grau que modifica um substantivo. nipo-argentina (Japão e Argentina). luso-brasileira. Didatismo e Conhecimento . Estado. o amor. humano = do homem. abdominal = de abdômen. Espírito Santo: espíritosantense ou capixaba.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3.“O professor fez uma simples observação. Bélgica: belga. já tô saindo. predicativo do objeto direto: O técnico considerou o julgador um herói. Substantivo caracterizador de adjetivo Os adjetivos referentes a cores podem ser modificados por um substantivo: verde piscina. verde garrafa. 5. docente = de professor. Cidade. Rio Grande do Sul: rio-grandense ou gaúcho. fabril = de fábrica. colocado antes do substantivo observação. Maceió: maceioense. urbano = da cidade. aposto: Gilberto Gil. Pernambuco: pernambucano. Curitiba: curitibano. é da pizzaria? 9. Estados Unidos: estadunidense ou norte americano. 2. Bahia: baiano. bucal = da boca. objeto indireto: Nunca deixei de confiar em Deus. 6. Aracajú: aracajuano ou aracajuense. Anápolis: anapolino. São Luís: são-luisense ou ludovicense. hepático = do fígado. Novo Hamburgo: hamburguense. Minas Gerais: mineiro. 5. Fortaleza: fortalezense. apícola = de abelha. Porto Velho: portovelhense. Rio de Janeiro: carioca/ fluminense (estado). Três Rios: trirriense. inodoro = sem cheiro. Porto Alegre: porto-alegrense. aquilino = de águia. vocativo: Mãe. Florianópolis: florianopolitano. Teresina: teresinense. Vitória: vitoriano. João Pessoa: pessoense. matutino = da manhã. pátrios – indicam procedência ou nacionalidade. Três Corações: tricordiano. objeto direto: Cadastre seu telefone aqui. bélico = de guerra. insípido = sem gosto. 4. . cervical = do pescoço. etário = de idade. estado. agente da passiva: Os campos estavam cobertos de flores silvestres. Ceará: cearense.pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos. Cabo Frio: cabo-friense. discente = de aluno. Goiás: goiano. Petrópolis: petropolitano.” Que é que tu conheces do amor? Não digas: “a vida é rápida. amarelo ouro. São Paulo: paulista/paulistano (cidade). compostos – apresentam mais de um radical. 8. franco-italiano. País e Adjetivo Pátrio: Amapá: amapense. equivale à banal. Santa Catarina: catarinense ou barriga-verde. Pará: paraense. ministro e músico.” Quando foi que viste o mundo? Não digas: “o amor é triste. ADJETIVO Não digas: “o mundo é belo. 11. Brasília: brasiliense. adjunto adnominal: Escreveu o artigo do mês (=mensal) preposição = substantivo = locução adjetiva. 10. sino-japonês (China e Japão). umbilical = do umbigo. auricular = da orelha. Cairo: cairota. Belo Horizonte: belo-horizontino. primitivos – são os que vieram primeiro. vespertino = da tarde. Mato Grosso: mato-grossense. uma única palavra em sua estrutura: alegre / medroso / simpático / covarde / jovem / exuberante / teimoso. Sergipe: sergipano. Salvador: soteropolitano. Florença: florentino. Buenos Aires: buenairense ou portenho. Atenção: Algumas locuções adjetivas não possuem adjetivos correspondentes: lata de lixo / sacola de papel / parede de tijolo / folha de papel. e outros. roxo batata. Piauí: piauiense. A locução adjetiva é formada por preposição + um substantivo. Rondônia: rondoniano. gástrica = do estômago. referem-se a cidades. complemento nominal: Tenho confiança na sua honestidade. Mato Grosso do Sul: mato-grossense-do-sul. Angra dos Reis: angrense. Brasil: brasileiro. Roraima: roraimense. Os adjetivos classificam-se em: 1. Manaus: manauense ou manauara. Palmas: palmense.” O adjetivo. Américo-francês. argente = de prata. Distrito Federal: candango ou brasiliense. triste e rápida expressa uma qualidade dos sujeitos: o mundo. Recife: recifense. estelar = de estrela. 7. Japão: japonês ou nipônico. Amazonas: amazonense ou baré. Rio Grande do Norte: riograndense-do-norte ou potiguar. cutâneo = de pele. Anglo-americano. . simples – apresentam um único radical. a vida. Nova Iorque: nova-iorquino. estados. azul petróleo.” Com foi que mediste a vida? (Cecília Meireles) Os adjetivos belo. Rio Branco: rio-branquense. 4. como: afro-brasileiro. simples. vieram depois dos primitivos: amarelado / ilegal / infeliz / desconfortável / entristecido / atualizado. Niterói: niteroiense. adjunto adverbial: Alô. ou modo de ser: laranjeira florida / céu azul / mau tempo / cavalo baio / comida saudável / político honesto / professor competente / funcionário consciente / pais responsáveis. têxtil = de tecido. Tocantins: tocantinense. Natal: natalense ou papa-jerimum. Maranhão: maranhense. Paraná: paranaense. atribuindo-lhe uma qualidade. mais de duas palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras / sapatos marrom-escuros / garoto surdo-mudo. 12. derivados – são aqueles formados por derivação. Londres: londrino. áureo = de ouro. dão origem a outras palavras: atual / livre / triste / amarelo / brando / amável / confortável. países 28 Locução Adjetiva A locução adjetiva é a expressão que tem o mesmo valor de um adjetivo. Paraíba: paraibano. continua brilhando no mundo artística. Campo Grande: campo-grandese. Vejamos algumas locuções adjetivas: angelical = de anjo. 3. Adjetivo é a palavra variável em gênero. teuto-argentinos (alemão).

II – O grau superlativo: a característica do adjetivo se apresenta intensificada: O superlativo pode ser absoluto ou relativo. que não seja a sua: Alguns brasileiros recebem um salário-família. ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel. superlativo absoluto – atribuída a um só ser. olhos castanho-claros. O rio Tietê atravessa o estado de São Paulo. piadas sem-sal. melhor / mau. . substantivo petróleo). (adjetivo como advérbio: redondamente). I – O grau comparativo é usada para comparar uma qualidade entre dois ou mais seres.As locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo. 3.mais pequeno. Vejamos alguns adjetivos biformes que apresentam uma flexão especial: ateu – atéia / europeu – européia / glutão – glutona / hebreu – hebréia / Judeu – judia / mau – má / plebeu – plebéia / são – sã / vão – vã. valem por adjetivos.2 – sintético – adjetivo + issimo. excepcionalmente + adjetivo: Nicola é extremamente simpático. (substantivo com valor de adjetivo). variam os dois elementos. macer (magro) = macérrimo. só o segundo vai para o plural: questões político-partidárias. Atenção: . equivale à fácil. Gênero do Adjetivo Quanto ao gênero os adjetivos classificam-se em: . (das duas. (as duas pessoas têm a mesma altura) 2. pior / grande. b) sintética – bom. .o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos terminados em r.uniformes: têm forma única para o masculino e o feminino. isto é. palavra que tem o valor de outra classe gramatical.São invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias sempar.“O professor fez uma observação simples. superioridade (Analítico e Sintético) e Inferioridade.substantivos que funcionam como adjetivos. Plural do Adjetivo O plural dos adjetivos simples flexionam de acordo com o substantivo a que se referem: menino chorão = meninos chorões / garota sensível = garotas sensíveis / vitamina eficaz = vitaminas eficazes / exemplo útil = exemplos úteis. Semântica e sintaticamente falando.Composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se a cores.1 – analítico: advérbio de intensidade muito. num processo de derivação imprópria.às vezes. de inferioridade – um elemento é menor do que outro: Somos menos passivos do que / que tolerantes. menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. pauper (pobre) = paupérrimo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . . Atenção: . sofre flexões de: gênero. imo. Vale associar ao substantivo principal outro substantivo em forma de aposto. número e grau. maior / pequeno. Flexões do Adjetivo O adjetivo. ílimo. érrimo: Minha comadre Mariinha é agradabilíssima. Atenção: . substantivo canário). 1. . não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-petróleo (adjetivo azul. Atenção: Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-religiosa / saia verde-escura. extremamente. Pode ser: 1. Grau do Adjetivo Grau comparativo de: igualdade. senadores democrata-cristãos com exceção de: surdo-mudo = surdos-mudos.substituto do adjetivo: palavras / expressões de outra classe gramatical podem caracterizar o substantivo.” O adjetivo simples colocado depois do substantivo observação.1 – O grau comparativo de superioridade possui duas formas: a) analítica – mais bom / mais mau / mais grande / mais pequeno O salário é mais pequeno do que / que justo. podemos usar as formas: mais grande. amarelo. (salário pequeno e justo) ATENÇÃO: quando comparamos duas qualidades de um mesmo ser. ficando a ele subordinadas na frase. . bastante. Exemplificando O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades dos seres. O comparativo pode ser: 1. .biformes: troca-se a vogal o pela vogal a ou com o acréscimo da vogal a no final da palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador brasileiro = jogador brasileira. intensamente. O adjetivo apresenta duas variações de grau: comparativo e superlativo.quando os dois elementos formadores são adjetivos.A cerveja que desce redondo. Didatismo e Conhecimento 29 . de forma absoluta. saia amarelo-canário = saias amarelo-canário (adjetivo. de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como você. o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis. 1. (adjetivo como substantivo: acompanha um artigo). Grau superlativo: absoluto (analítico e sintético) ou relativo (superioridade e inferioridade). mais bom. os adjetivos são empregados como substantivos u como advérbios: Agia como um ingênuo. Funcionário incompetente = funcionária incompetente Homens desonestos = mulheres desonestas . ou duas ou mais qualidades de um mesmo ser. como palavra variável. mais mau. de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que uma é mais do que a outra: Minha amiga Many é mais elevante do que / que eu. a Many é mais) 2.

700DCC. multiplicação e divisão.predicativo: a qualidade expressa pelo adjetivo transmitese ao substantivo através de um verbo. linda (=lindíssima).o adjetivo assume um valor adverbial.predicativo do sujeito: O jardim tornou-se um cenário fantástico. no superlativo: . friíssimo. quinto.linguagem informa. 3.os adjetivos terminados em io forma o superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo. benévolo = benevolentíssimo.Ordinal: indica ordem ou posição: primeiro. 40-XL. em fez de íssimo: chiquérrimo. amigo = amicíssimo.forma popular: radical do adjetivo português + íssimo: pobríssimo. elegantérrimo. 10-X. NUMERAL Guerra diferente das tradicionais Guerra de astronautas nos espaços siderais E tudo isso em meio às discussões Muitos palpites. trinca: conjunto de três coisas. cruel = crudelíssimo. Funções Sintáticas do Adjetivo O adjetivo desempenha as funções sintáticas de: . amargo = amaríssimo. três./ Sua voz parecia macia. grosa: conjunto de doze dúzias. septênio: período de sete meses. Atenção: usa-se também.prefixos: maxinflação / hipermercado / ultrassonografia / supersimpática.Fracionário: indica uma fração ou divisão: meio. 200-CC. livre = libérrimo. já! Lá se foi o homem Conquistar os mundos Lá se foi Lá se foi buscando A esperança que aqui já se foi. sufixo érrimo. quarto. Algumas formas do superlativo absoluto sintético erudito (culto): ágil = agílimo. fiel = fidelíssimo. mau = péssimo. não vai para o plural. Emprego Adverbial do Adjetivo Vejamos as seguintes orações. . / As meninas dormem tranquilamente. simpático = simpaticíssimo. . Sorriu amarelo e saiu. 1. jovem = juvenilíssimo. 500-D. dezena: conjunto de dez coisas. resma: quinhentas folhas de papel. 11-XI. 19-XIX. 600-DC. frio = frigidíssimo. terceiro. 400-CD. 800-DCCC. pessoal = personalíssimo. nobre = nobilíssimo.adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = amabilíssimo. feliz = felicíssimo. eficaz = eficacíssimo.2 – superlativo relativo de inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos.adjetivos terminados em eio formam o superlativo apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. / As meninas dormem tranqüilas. sendo. . 30-XXX. veloz = velocíssimo. 5-V. 15-XV. segundo. 300-CCC. . 1. antigo = antiqüíssimo. 100-C. em: cardinais. . . com o acréscimo do sufixo mente. / Ficou meio chateada e calou-se. o adjetivo meio + chateada (adjetivo) assume. Os numerais que indicam conjunto de elementos de quantidade exata são os coletivos: bimestre: período de dois meses. oito. magnífico = magnificentíssimo. magro = macérrimo. 12-XII. 4-IV. invariável. humilde = humílimo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . milhar: conjunto de mil coisas. portanto. 2 – superlativo relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos. negríssimo. decúria: período de dez anos. 20-XX. . posição em uma série. negro = nigérrimo. agudo = acutíssimo. pobre = paupérrimo. trezena: período de treze dias. assume a função de advérbio. 18-XVIII. centésimo.predicativo do objeto: A paciente considerou o atendimento hospitalar precário. magérrimo. quíntuplo. milênio: período de mil anos. célebre = celebérrimo. pobríssimo. QUADRO DOS NUMERAIS Algarismos: Arábicos e Romanos. . sem intermediário. simples = simplícimo. 7-VII. 13-XIII. cem. terrível = terribilíssimo. 2-II. . . um doze avos. tenro = teneríssimo. qüinqüênio: período de cinco anos. Daí a sua classificação. a função de advérbio.adjunto adnominal: o adjetivo refere-se. (Gilberto Gil) Os numerais exprimem quantidade. 6. 900-CM. de veludo. geral = generalíssimo.em ambas as frases o adjetivo concorda em gênero e número com o sujeito. também.2. 6-VI. incrível = incredibilíssimo. doce = dulcíssimo. agradável = agradabilíssimo. 14-XIV. Pode ser: 2. 1. fofinho (=fofíssimo) / linda. 3-III. quantidade: um. frágil = fragílimo. 50-L.Cardinal: indica número. chiquentérrimo. . 8-VIII. atroz = atrocíssimo. difícil = deficílimo. capaz = capacíssimo. . sagrado = sacratíssimo. 16-XVI. triênio: período de três anos. 2. ao substantivo. 60-LX. sexênio: período de seis anos. sábio = sapientíssimo.1 – superlativo relativo de superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as suas amigas. decálogo: conjunto de dez leis. portanto. . 17-XVII.Multiplicativo: indica a multiplicação de um número: duplo. mil opiniões Um fato só já existe Que ninguém pode negar 7. 70-LXX. triplo. fácil = facílimo. multiplicativos e fracionários. bom = boníssimo. 80-LXXX. O menino dorme tranquilamente. lustro: período de cinco anos. com a mesma qualidade.000-M. respectivamente: 1-I. vinte. sétimo. terno: conjunto de três coisas. inimigo = inimicíssimo. . 9-IX. O menino dorme tranqüilo. novena: período de nove dias. miserável = miserabilíssimo. . terço. O adjetivo em função predicativa apresenta-se como: . Didatismo e Conhecimento 30 .adjetivos repetidos: fofinho. quarentena: período de quarenta dias. dístico: dois versos. 90XC. 4. respectivamente.diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / grandalhão / gostosão / bonitão. centenário: período de cem anos.expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. . mil. A bela Fernanda entregou os convites aos amigos. dúzia: conjunto de doze coisas. 3. dobro.o adjetivo amarelo modificou um verbo. ótimo. áspero = aspérrimo. (ela é a mais de todas) 2. semestre: período de seis meses. ordinais. dois.

... dezessete avos. . oitavo.. dezesseis. dezoito avos. .. quarto. empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo II (segundo).Para designar séculos.. octingentésimo. novecentos.. noventa. mil.. trecentésimo. Didatismo e Conhecimento 31 .. antes dos substantivos milhão. O XX século foi de descobertas científicas. Numerais Fracionários: meia. sêxtuplo. sexto...não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos reais é muito para mim.. / Somos 180 milhões de brasileiros. dez. sexagésimo... (valor de adjetivo – variável) . Numerais Multiplicativos: dobro. sétuplo e óctuplo valem como substantivos para designar pessoas nascidas do mesmo parto: Os sêxtuplos. quinhentos. setenta avos.com referência ao primeiro dia do mês.. . trilhão..os numerais multiplicativos.. três quartos equivalem a 750 ml. dezoito.Quando o sujeito da oração é milhões + substantivo feminino plural. poltronas. capítulos. quadragésimo. cinqüenta. cinqüenta avos.200 – mil e duzentos (o número termina numa centena com dois zeros) Saiba mais sobre os Numerais .. usa-se o numeral ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro. nono.... oitavo.. undécuplo. sexcentésimo.. Emprego dos Numerais . quarenta avos.. oitenta avos... (valor de substantivo – invariável) ..os numerais multiplicativos são invariáveis quando usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. apartamentos. quando usados com o valor de substantivos.se o numeral vier antes do substantivo. nongentésimo... milésimo. usa-se o ordinal... treze avos.... nascidos em Lucélia. Flexão dos Numerais Gênero . lá da escola. Grau Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes. no feminino. nota máxima. sete. artigos. variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a festa do peão. os cardinais para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis). cem.. trezentos. quinto. óctuplo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Numerais Cardinais: um.. dois. metade. treze... seis. decretos. quarenta.. seiscentos. sessenta avos.Ambos e ambas são numerais significam: um e outro... centésimo. ou com o substantivo. segundo.....o fracionário meio concorda em gênero e número com o substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-dia e meia. septingentésimo. vinte. oito..os numerais fracionários concordam com os cardinais que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram contemplados.. papas. cantos (na poesia épica).. onze. duodécuplo... . trigésimo.os numerais cardinais um. textos.. folhas. décimo oitavo.. quíntuplo. quadrigentésimo. décimo sexto.os numerais fracionários variam em número. quadrigentésimo.Emprega-se.... MAS 1... Numerais Ordinais: primeiro. sexcentésimo... quatro.. Paulo César é adepto da 7ª Arte... sétimo... / Comprei duzentos gramas de presunto e duzentas rosquinhas.. septuagésimo. cinco.. centésimo.. quádruplo. décimo nono. vinte avos. ctingentésimo.. três. (vigésimo século) .... apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na lotofácil..... ..... dezesseis avos. (portaria oitava) .Um quarto de litro equivale a 250 ml.... portarias e outros textos oficiais.... sessenta..Aquela mulher é dez. qüinquagésimo..emprega-se o numeral cardinal. décimo segundo. .. ducentésimo.. nove. quatrocentos. décimo quinto. .. décimo sétimo... setenta.. reis. quartos.. Século XXI (vinte e um). (hora) / Usou apenas meias palavras.. ... Número . triplo. oitocentos. qüingentésimo.o artigo e o numeral. décimo terceiro.... nono. / O texto quatro está na página sessenta e cinco. milhar e bilhão. .os numerais ordinais variam em número: As segundas colocadas disputarão o campeonato.. nonagésimo. no masculino.. O numeral deixa de ter valor numérico e passa a ter valor de adjetivo.. vinte minutos. qüingentésimo. sétimo. são variáveis: A minha nota é o triplo da sua. devem concordar no masculino: . onze avos. quarto. 1.... décimo quarto.os numerais cardinais milhão....Zero é numeral cardinal. dois e as centenas a partir de duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma menina foram os vencedores. catorze avos... páginas.... ducentésimo. Dois milhões de notas falsas serão resgatados ou serão resgatadas (milhões resgatados / notas resgatadas) . noventa avos. emprega-se o ordinal.. o símbolo de cada unidade após o numeral que a indica.. o particípio ou adjetivo podem concordar. nônuplo..os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a nona colocada no vestibular.. Por que dez? Porque vem de nota dez.. setecentos.. na escrita das horas. décuplo.. estão reagindo bem... . trecentésimo. milésimo. septingentésimo. vigésimo.. circulares. terceiro... os dois..quando usados com valor de adjetivo.... dezenove avos..... décimo. (sétima) . concordando com os cardinais que indicam números das partes. / Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”.enumeração de casa.Não se emprega a conjunção e entre os milhares e as centenas: mil oitocentos e noventa e seis. doze avos. com milhões. (triplas valor de adjetivo) .. Canto X (décimo) / Luís IV (nono). quinto.. a partir de dez: O artigo 16 não foi justificado.na enumeração de leis. sétuplo. sem espaço ou ponto: 10h20min – dez horas. ctogésimo. e outros... doze. sêxtuplo. emprega-se o numeral ordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª.. 2. nongentésimo. quinze avos. duzentos.se o numeral vier antes do substantivo.. oitenta.... (artigo dezesseis) . . terço.os numerais multiplicativos variam quando usados como adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. emprega-se o numeral cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito. trinta.. quinze.. cêntuplo.. sexto. décimo.... trinta avos.Os numerais multiplicativos quíntuplo. décimo primeiro. dezenove.. . bilhão. (triplo – valor de substantivo) . dezessete... catorze ou quatorze..

11. (sua. seguidos de: ambos. (pronome recíproco. Eu ME apavorei. conosco. FAZER. DEIXEme sentir seu perfume. S. os.Colocados ANTES do verbo.retos exercem a função de sujeito da oração: eu.permanecem invariáveis os que finalizam por fonema consonantal: Luane tirou quatro seis e dois dez. te. la. tu. as. / Eu ME arrumei.Tirou a prova dos noves.Eu dou atenção a ela. = Eila. não compra. ela (singular) eles.lhe. (= Mandei que ele calasse).Flou emocionado sobre sua juventude nos anos sessentas. 4.me.Flexionam-se os numerais cardinais substantivados: dois cinquentas / três setes / dois oitos / quatro uns.Cento precedido de artigo tem valor de substantivo: um cento de abacaxis. /MIM QUER. o pronome é.Cuidado para não confundir numeral com substantivo. 9 o pronome oblíquo funciona como SUJEITO com os verbos: DEIXAR. Vejo os diariamente. nos. Pronomes Pessoais. eles: Didatismo e Conhecimento . 2. mesmos. interrogativos e relativos. lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural. 7. vos. perdendo.. / Euj à SE arrumei. 2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se fala ou receptor. As três pessoas do discurso são: 1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou emissor. E obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu. nos. os. setes. todos.no. las: se vierem DEPOIS de: EIS / NOS / VOS EIS a prova do suborno.Diz-se catorze ou quatorze. numeral: Marianne garantiu que viajaria com nós três. na.O número 1111 é formado por quatro uns. . São: tônicos com preposição: mim. plural dois. a. assumem as formas: lo. significando hoje. õe: Deramna como vencedora. o.si.” (João Cabal de Melo NJeto) É a palavra que acompanha ou substitui o nome. . quando funcionarem como Sujeito : Todos pediram para eu relatar os fatos cuidadosamente. relacionandoo a uma das três pessoas do discurso. possessivos. . te. demonstrativos. na prova final. elas (plural): aquela de quem se fala ou referente. Como há muitos Severinos. comigo. dele. Lembre se de que MIM não fala. 5. MANDAR.Preciso pagar ao verdureiro. PRONOME “O meu nome é Severino. 8. Somente o Tarzã e o Capitão Caverna dizem: MIM gosta / MIM tem / MIM faz. Os pronomes são classificados em: pessoais. 7. vós. Z. Sessentas. convosco. (Deixe que eu sinta seu perfume me sujeito do verbo deixar MANDEIO calar.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. conseqüenterriente.o. 3. as terminações R.” . dele. (eupronome reto / douverbo / atençãonome / elapronome oblíquo) Saiba mais sobre os Pronomes Pessoais . próprios. os. não tenho outro de pia.o. Fiz os exercícios a lápis. apresentam sempre a forma: o. O tempo nos dirá.Um é numeral cardinal quando indica quantidade exata. e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. não escreve. dela possessivo) 8 as formas conosco e convosco são substituídas por: com + nós.As palavras SÓ TODOS sempre acompanham os pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. nosso. equivalendo a meu. (nomeia os campeões – no esporte) 5. (eis. . a. nós. nos. (pronome reto + verbo no infinitivo). Dependendo da função de substituir ou acompanhar o nome. indefinidos.. estou com o gás todo.Um é artigo indefinido quando indica um ser indeterminado. . = pagálo. 32 (Gilberto Gil) Corações a mil. a. . nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m. (elapronome reto / vaiverbo / conoscopronome oblíquo) . = nolo dirá. as: se o verbo terminar em VOGAL ou DITONGO ORAL: Encontei a sozinha. expressão muito usada.Ela não vai conosco. Os pronomes pessoais dividemse em: . os pronomes oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas: 1. as: Eu os vi saindo do teatro.O número 777 é formado por três setes. . (certos) Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos por mim e ti após prepõsição: 0 segredo ficará somente entre mim e ti. seu. 10. as. lhes. CORAÇÕES A MIL “Minhas ambições são dez dez corações de uma vez pra eu poder me apaixonar dez vezes a cada dia setenta a cada semana trezentas a cada mês. ele. vos. SENTIRe VER+verbo no infinitivo. vos: quando colocado com verbos TRANSITIVOS DIRETOS (TD). Põenos sobre a mesa. plural uns. o= sujeito do verbo mandar. se. ti. 6.lo. outros. vosso: Os anos roubaramlhe a esperança. 3ª pessoa: ele. lhe. nos. com + vós. Ia. los. a. OUVIR. terminado em S não modificado: Nós entregamoSlhe a cópia do contrato. 10 os pronomes pessoais oblíquos nos. teu. (o S permanece) 6. contigo. uns são substantivos.As equivale a primeiro. consigo. perde o S: Sentamonos à mesa para um café rápido. noves.Par é coletivo. Deram então de me chamar Severino de Maria. estou a mil por hora. ão. não anda. os pronomes oblíquos da 3ª pessoa. 9. têm sentido POSSESSIVO. vos perdem o S) 4. de tratamento. respectivamente: pronome substantivo ou pronome adjetivo. precedidos de verbos terminados em: R/S/Z. NUNCA diga: Eu SE apavorei. lhe. átonos sem preposição: me.Colocados DEPOIS do verbo. Que é santo de romaria.nos: colocado DEPOIS DO VERBO na 1ª pessoa do plural. os. = Filos a lápis. las. los. .oblíquos exercem a função de complemento do verbo (objeto direto / objeto indireto) ou complemento nominal. nós mesmos).

pois é uma alteração fonética da palavra senhor . Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente dois fechos: . te+ o: to/+ a: ta/+ os: tos/+ as: tas: Deite os meus melhores dias.Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria. sua. (falando a respeito do cardeal) .O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode provocar. você. elas estiverem funcionando como SUJEITO. Oferecilhas. dela para desfazer a ambigüidade. . Por outro lado. a. João Luís disse que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. Vossa Santidade-V. nós e vós serão pronomes pessoais oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição. minhas.Doutor não é forma de tratamento. são usadas somente em escritores mais sofisticados. (ele= pronome oblíquo) Os pronomes pessoais ele. 0I) juntamse a o. ela. a. Vossa Eminência-V. os. lhes são empregadas como complementos de verbos transitivos indiretos. você. .Na linguagem popular. senhorita. . duques. vos.Ex. lhes (formas de objeto indireto. você é a pessoa a quem se fala e.Referindose a mais de um substantivo. seus. 2ª pessoa:vosso/os vossa/ as. nos. a senhora. NÃO PODERÁ HAVER UMA CONTRAÇÃO: Está na hora de ela decidir seu caminho. do seu cargo. seus.” (Cecília Meireles) . eles e ela. oficiais. Vossa Senhoria-V.Respeitosamente: para autoridades superiores. 3ª pessoa: seu. podem indicar aproximações numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus trinta anos. VTD) Minha saudosacomadre.VTI) É comum.-Papa.Usamse elegantemente certos pronomes oblíquos: me. na linguagem coloquial. . EXIGEM que outros pronomes e o verbo sejam usados na 3ª pessoa. (ela sujeito de decidir. nos +o: nolo / + a: nola / + os: nolos / +as: nolas: Venderíamos a casa.-príncipes. pede o verbo na 3ª pessoa. (os seus passos) Didatismo e Conhecimento 33 . Excelência. pode entrar!. tua. quase não se usam essas combinações (mo.S.A forma VOSSA (Senhoria. meus. elas. a senhorita. embora indiquem a 2ª pessoa (com quem se fala). Mag. Dona Cecília. o tratamento será familiar ou cerimonioso: Vossa Alteza-V. elas podem se contrair com as preposições de e em: Não vejo graça nele. Eminência. . Majestade). inclusive para o presidente da República. Nircléia.Os pronomes possessivos podem ser substantivados: Dê lembranças a todos os seus.Satratamento cerimonioso. Excelência ) é empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua Eminência. minha. (verbo transitivo indireto. . substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve fazer caridade com os mais necessitados. . No caso.A forma SUA (Senhoria. te. da 2ª pessoa.aaltas autoridades. dona.São também pronomes de tratamento: o senhor. Os pronomes oblíquos me. Emprego dos Pronomes Possessivos “Tuas palavras antigas deixeias todas. título. os. que ma trouxe. usase o pronome dele. presidente. portanto. (Nicolesujeito. assim: me+o: mo/+a: ma/+ os: mos/+as: mas: Recebi a carta e agradeci aojovem. (verbo transitivo direto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA As formas oblíquas o. tuas. nos. as são sempre empregadas como complemento de verbos transitivos diretos ao passo que as formas lhe. Vossa Majestade-V.A. Se os pronomes pessoais retos ele. Os pronomes pessoais retos ele. o possessivo concorda com o mais próximo: Trouxeme seus livros e anotações. eles. lhe.Ema-cardeais. to. lho. . querida amiga. Pronomes Possessivos São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas da fala. (eu 1ª pessoa sujeito / me pronome pessoal reflexivo) Os pronomes pessoais oblíquos se. Plural: 1ª pessoa:nosso/os nossa/as. idade. chamoua. Excelência) é empregada quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à reunião dos semterra? (falando com a pessoa) . o cardeal. 3ª pessoa: seu. senhora. Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos. Vou seguirlhe os passos. dona.M.Atenciosamente: para autoridades de mesmahierarquia oude hierarquia inferior. desenhadas nas areias. 2ª pessoa: teu. te. junto com as minhas cantigas. Vossa Excelência-V. a ambigüidade da frase. viajouparaum Congresso. às vezes. volo). lhe+ o: lho/+ a: lha/+ os: lhos/+ as:lhas: Ofereci lhe flores.O pronome seu toma o sentido ambíguo. suas. eles.a-reitores de universidades. e houver uma preposição ANTES deles. vos+ o: volo/+ a: vola/+ os: volos/+ as: volas: Pedivos conselho. como os demais pronomes de tratamento senhor. obedeceulhe. pois pode referir se tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. lhe./ Já freqüentei a casa dela. vos. ela.Os possessivos. Atençao: No Brasil. o tratamento seu como em: Seu Ricardo. Deitos. (ela sujeito 3ª pessoa me complemento 1ª pessoa) Você é segunda ou terceira pessoa? Na estrutura da fala. usar o brasileiríssimo a gente. não tem valor possessivo. às vezes.-reis. Pronomes de Tratamento São usados no trato com as pessoas. deixeias. si e consigo devem ser empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa. Atençao: . teus. 3ª pessoa/ levantou verbo 3ª pessoa / se complemento 3ª pessoa / levou verbo 3ª pessoa / consigo complemento 3ª pessoa) O pronome pessoal oblíquo NÃO funciona como reflexivo se não se referir ao sujeito: Ela me protegeu do acidente. Singular: 1ª pessoa: meu. cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantouse com elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. e não na 2ª. e sim título acadêmico. imperadores. O conserto da televisão foi feito por ele. Pedi volo. suas. sempre com verbo no infinitivo) Chamamse pronomes pessoais reflexivos os pronomes pessoais que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. Vossa Magnificência-V. nolo. se nola exigissem.Vossa Excelência sabe que seus ministros o apoiarão. sua. as (formas de objeto direto). com o valor de possessivos.

equivalendo a aquele. Ninguém ligou para o incidente. Veja: “Um cavaleiro todo vestido de negro. os. É Flex Power. tudo. certo. isto: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa que fala.. isto: indicam o tempo PRESENTE em relação ao momento em que se fala.Em frases de sentido negativo. que ouve (2ª pessoa) Aquele (s). muito. Pais e mães vieram à festa de encerramento. Atenção: . por isso a palavra que é um pronome relativo. Locuções Pronominais Indefinidas São locuções pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equiva em ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou outro / tal qual (= certo) /tal e. Este mês terrnina o prazo das inscrições para o vestibular da FAL Esse (s). a orquestra atacou um samba é todos caíram na dança. impreciso: Alguém disse que Paulo César seria o vencedor. os pronomes algum / alguma ganham sentido negativo. Dica: substituir que por o. (inadequado: Ganharam cem dólares cada. Apresentamse em formas variáveis e invariáveis. esta (s). mas os pais. menos. (antes do substantivo= indefinido). na mão) Pronomes Demonstrativos Indicam a posição dos seres designados em relação às pessoas do discurso. estas.” . Variáveis: algum. Comprei um carro que é movido a álcool e à gasolina. bastante.as forrnas nisso e nisto podem ser usadas com valor de então ou nesse momento. Qualquer. as. vário~ vários. nenhum (e variações) equivale ao pronome indefinido um: Fiquei sabendo que ele não é nenhum ignorante. algo. Eles voltarão no dia certo. aquilo: indicam o ser ou objeto que está longe de quem fala e da pessoa de quem se fala (3ª pessoa) 2 Em relação ao tempo: Este (s). “Sendo hoje o dia do TEU aniversário. Estranhei semelhante coincidência. nisso. os pronomes algum / alguma ganham sentido positivo. mesmo. outrem. aqueles. quem. esta (s). certa. . nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada um. Essa palavra da oração anterior chamase antecedente. Emprego dos Pronomes Indefinidos Não sei de pessoa alguma capaz de convencêlo. qualquer. as. tal. Invariáveis: alguém. numa 2ª oração. outros são invariáveis. apressome em apresentarTE os meus sinceros parabéns. essa (s).) Colocados depois do substantivo. Certo. Não se preocupe. Outrem significa outra pessoa: Nunca se sabe o pensamento de outrem. aquilo é uma tranqueira! (=expressão depreciativa) . esses resolveram tirar tudo a limpo. (alguma. Devemos sempre ter alguma esperança. semelhante. Alguns desses pronomes são variáveis em gênero e número. O próprio homem destrói a natureza.os demonstrativos esse. Todo. pouco.Não se emprega o pronome possessivo (seu. elegantes e risonhas. tanto.O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um substantivo ou numeral. Depois de muito procurar.. sérios e orgulhosos. cada. O professor fez a mesma observação. (depois do substantivo= adj etivo). outro. qual / quais. Esse (s). Percebese que o pronome relativo que. generaliza). todo. equivale a nenhum) . Colocados antes do substantivo. toda (somente no singular) sem artigo. Pronomes Indefinidos São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de modo vago indefinido. várias. vários. Este ano. Bons tempos aquele em que brincávamos descalços na rua. nenhum. “ (usase: no ombro. plural quaisquer: Fazemos quaisquer negócios. a. demais. . Júlia fez o exercício com aquela calma! (= expressão intensificadora). são indefinidos quando colocados ANTES do substantivo e adjetivos. certas. quando colocados DEPOIS do substantivo: . . o carro. ou qual / Pronomes Relativos São aqueles que representam. quanto. funcionário público algum terá aumento digno. Emprego dos Pronomes Demonstrativos 1 Em relação ao espaço: Este (s). isso: indicam o tempo PASSADO há pouco ou o FUTURO em relação ao momento em se fala. equivale a qualquer: Todo ser nasce chorando. Didatismo e Conhecimento 34 .para retomar elementos já enunciados. com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada em sua. aquela (s). aquela (s). alguma palavra que já apareceu na oração anterior. essa (s). (= qualquer ser. aquilo. indetermina. aquilo: indicam um tempo distante em relação ao momento em que se fala. a. substitui na 2 oração. um. mão. A festa estava desanimada. nada.Certo dia perdi o controle da situação. AbraçaTE o TEU amigo que TE preza. próprio. certos. isso: indicam o ser ou objeto que está PRÓXIMO da pessoa.dependendo do contexto. situandoos no espaço ou no tempo.Devese observar as correlações entre os pronomes pessoais e possessivos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA ..com quem se fala. mais. ninguém. achei o que queria.dependendo do contexto os demonstrativos também servem como palavras de função intensificadora ou depreciativa. Tal atitude é inexplicável. os.Onde você esteve essa semanatoda? 3 Aquele (s). são usados para destacar um elemento anterionnente expresso. usamos aquele (e variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este (e variações) para o que foi referido em último lugar. essa. . sua) quando se trata de parte do corpo. Peço a Deus pela TUA felicidade. também são considerados pronomes demonstrativos o. aquela.

(= lugar em que) . teremos o radical desses verbos. 3ª conjugação: i. quanto: Afinal. pular. quanto. depor. esperar. Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal temática: contar: -cont (radical) + a (vogal temática) = tema Atenção: se não houver a vogal temática. cont é o radical do verbo contar. rir. portanto. quem foram os prefeitos desta cidade? (interrogativa direta. tanto: Naquele momento. Essas palavras. Estas são as pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer.Só se usa o relativo cujo quando o conseqüente é diferente do antecedente: 0 escritor cujo livro te falei é paulista. beijou. 2ª conjugação: e. Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual conjugação pertence o verbo. . como. que utilizamos para exprimir ações. os. Ele pode ser empregado com referência à pessoa ou coisa. subjuntivo e imperativo. pessoa (primeira. vem sempre entre dois substantivos) Atenção: . Há três vogais temáticas: 1ª conjugação: a.O relativo que. correr. compor. . . . Observe as formas verbais da 1ª conjugação: contar. Variáveis: o qual. cujos. quem. (o que = aquilo que). Pronomes Interrogativos São os pronomes em frases ínterrogativas diretas ou indiretas. sentou. reflexiva).O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome demonstrativo o. brincar. cuja. no qual: Desconheço o lugar onde vende tudo mais barato. os verbos estão agrupados em três conjugações: 1ª conjugação – ar: cantar. Verbo é a palavra que indica ação. De acordo com a vogal temática. sem a interrogação).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e invariáveis. todos. no plural ou no singular: Este é o CD novo que acabei de comprar. recebem o nome de verbos. Flexionase em número (singular e plural). Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade.” (Chico Buarque de Hollanda) Nos versos acima. e não vem precedido de preposição: Quem casa quer casa. a querida comadre Naldete. os quais. . de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e o termo seguinte. com o ponto de interrogação) Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. explícito. a.Quanto. cujo. tempo (presente. Emprego dos Pronomes Relativos . Elementos Estruturais do Verbo As formas verbais apresentam três elementos em sua estrutura: Radical. Contávamos Cont = radical a = vogal temática va = desinência modo temporal mos = desinência número pessoal Didatismo e Conhecimento 35 . por ser o mais usado. er. estado. quem. entreter. as quais. como relativo indefinido. é classificado. . Chico Buarque relata poeticamente o drama de um operário. qual. quando. Os principais interrogativos são: que. modo (indicativo. nota-se que há uma parte que não muda.João Adolfo é o cara que pedi a Deus. é chamado de relativo universal.O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: em que. mudança de estado. passiva. 2ª conjugação – er: beber. Atenção! O verbo pôr e seus derivados (repor. quantos. flutuou.O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre precedido de preposição: Marco Aurélio é o advogado a quem eu me referi. movimento. passado e futuro) e apresenta voz (ativa. ergueu.O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois de si. a partir de uma seqüência de ações: amou. abrir. Morreu na contramão atrapalhando o sábado. o tema será apenas o radical: contei = cont ei. brinc é o radical do verbo brincar.O pronome relativo pode vir sem antecedente claro. e que nela está o significado real do verbo. (cujo. Invariáveis: que.O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que. Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o significado essencial do verbo. morreu. infinitivo e particípio). cujas. quantos e quantas são relativos quando usados DEPOIS de tudo. do qual. dispor. 3ª conjugação – ir: partir. . Atenção: Se tiramos as terminações ar. VERBO “Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado. fenômenos da natureza. Vogal Temática e Tema. esper é o radical do verbo esperar. Flexionando esses verbos. (interrogativa indireta. formas nominais: gerúndio. ir do infinito dos verbos. onde. impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua origem latina poer. a qual. falou tudo quanto sabia. acabou. Também podemos antepor prefixos ao radical: dês nutr ir / re conduz ir. dançar. as: Não entendi o que você quis dizer. Desinências: são elementos que se juntam ao radical – ou ao tema – para indicar as flexões de modo e tempo – desinências modo temporais e número pessoa – desinências número pessoais. segunda e terceira).

chorei. come. à suposição: . Ex: Estou feliz hoje . – Que surjam novos e honestos políticos. comeremos. comera. tu pega. Futuro do pretérito: comeria. comeste. dançarias. partirás. dançara. O subjuntivo expressa uma incerteza. dançamos. Pretérito perfeito: comi. Ex: A água é incolor.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Rizotônicas: radical grego riz (o) = raiz + radical grego tonos = força. comes. dançaram. uma solicitação. partiu.tu estudas – 2ª pessoa do singular. comerás. exigida pela gramática oficial. comerias. comias.Na indicação de ações ou estados permanentes. pode já ter ocorrido ou não. pulei. comeis. Arrizotônica: a mesma palavra + o prefixo a. tu foi. partias.vós estudais – 2ª pessoa do singular. dançais. . danças. partirias. um desejo.modo imperativo: a atitude do falante é de ordem. partiríeis. partíamos. Emprego dos Tempos do Subjuntivo Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou duvidoso. partiste. dançaras. Lourdes. um pedido. comerão. . comem. partem. pretérito perfeito. inodora. comeram. que levam o verbo na 3ª pessoa. usada para indicar a sílaba mais forte de uma palavra. Ex: Cantarei domingo no coro da igreja matriz. dançaria. O modo indica as diversas atitudes do falante com relação ao fato que enuncia. comiam. dançávamos. partíreis. comeram.Para expressar um fato que ocorre com freqüência. Flexões Verbais Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar o número e a pessoa. dançastes. partiram. . Didatismo e Conhecimento . dançamos. Se tivesse dinheiro compraria um carro zero. Pretérito mais que perfeito: comera. partis. comíeis. Ex: Cantei. Apresenta imperativo afirmativo e imperativo negativo Emprego dos Tempos do Indicativo Presente do Indicativo: . Atenção: . partíramos. altura de um som. comeriam. Pretérito Mais-Que-Perfeito: Expressa um fato passado anterior a outro acontecimento passado. dançaríamos. O pronome vós aparece somente em textos literários ou bíblicos. Apresenta presente. tu tem. partireis. partiria. partirão. dançará. 3ª Conjugação: -IR Presente: parto. partimos. estudo.eu estudo – 1ª pessoa do singular. Ex: Compraria um carro se tivesse dinheiro 1ª conjugação: -AR Presente: danço. comeria. partíeis. futuro do presente e futuro do pretérito. dançaremos. comemos. partiram. Futuro do presente: dançarei. partimos.eles estudam – 3ª pessoa do plural. . mas não únicas. verdades universais.Flexão de tempo e de modo – os tempos situam o fato ou a ação verbal dentro de determinado momento. dançáramos. Pretérito mais que perfeito: partira. Ex: . Futuro do Pretérito: dançaria.modo subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza. comêramos. partiam. dançáveis. uma súplica. deriva daí a palavra tônica. dúvida. precisão: o fato é ou foi uma realidade. dançaram. é o mais usado no Brasil. comêreis. Futuro do presente: partirei. partes. de dúvida. hipótese. pode estar em plena ocorrência. dê lembranças minhas. Ex: Eu almoço todos os dias na casa de minha mãe. insípida. Pretérito Imperfeito: Para expressar um fato passado. partiríamos. . Futuro do pretérito: partiria. comeríeis.Para enunciar um fato momentâneo. comestes. Indica uma ordem. vocês. comemos. possibilidade. muitas vezes ligados ao desejo. formas rizotônicas são as formas verbais cujo acento tônico cai no radical: levo.Eu cantava muito bem. Futuro do presente: comerei. dançareis. uma vontade.Algumas regiões do Brasil. dormi. Portanto. tu tens. Ex: Nós cantáramos no congresso de música. futuro. dançaste. partia. venderão. exprime uma possibilidade. .Duvido de que apurem os fatos.ele estuda – 3ª pessoa do singular. Pretérito imperfeito: dançava. . parte. Pretérito imperfeito: partia. Pretérito imperfeito: comia. dançaram. dançáreis. partiras. . partiremos. comeras.modo indicativo: a atitude do falante é de certeza. comereis. São três os modos: . Os pronomes: você. não concluído. dançam. ou seja. levais. comíamos. comeu. pretérito imperfeito e futuro. partira. comeríamos. Pretérito mais que perfeito: dançara. 36 Pretérito Perfeito: É usado na indicação de um fato passado concluído. Futuro do Presente: Na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala. Essas três possibilidades básicas. dançarás. pretérito. dançariam. dançava. dançavas. dança. usam o pronome tu de forma diferente da fala culta. dançavam. . indicando ausência ou negação. Pretérito perfeito: dancei.Quando o vir. em vez de: tu fostes. 2ª Conjugação: -ER Presente: como. dancei. dançaríeis. . partirá. comia. Apresenta presente. comerá. dançou. . ..nós estudamos – 1ª pessoa do plural. formas arrizotônicas são aquelas cujo acento tônico cai fora do radical: estudei..Nós comíamos pastel na feira. tu pegas. imperfeito e mais que perfeito. Ex: Tenha paciência. são: presente. Futuro do Pretérito: Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado. Pretérito perfeito: parti. partistes.

Eles não têm o direito de gritar assim. – Quando/Se você fizer o trabalho.Eles foram condenados a pagar pesadas multas. que nós comamos. que ele coma. eles amam. . Por exemplo: .O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o –s. Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético. (3ª pessoa) Note: As regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. ela usa estes óculos. não relacionado a nenhuma pessoa.Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo. apresenta desinências de número e pessoa. pode ou não acontecer. que nós dancemos. se eles comessem.O infinitivo pessoal. ama tu. elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase).Amar é sofrer. que ele ame. . se eles dançassem.Devemos sorrir ao invés de chorar. se tu comesses. considera-se apenas o processo verbal. Por exemplo: Soldados. que eles comam. . que eles amem. Imperativo afirmativo: (X). ou não. Por exemplo: . eu uso estes óculos. Por exemplo: .Vamos pensar no seu caso. .Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos. Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal. quando eles partirem. que tu comas. Futuro: quando eu partir. Observe que.Fumar prejudica a saúde. Por exemplo: . recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase. quando ele dançar. que vós ameis. se vós dançásseis. se ele dançasse. se eles partissem. voltaria à universidade. que eles dancem. que vós partais.Quando tiver o valor de Imperativo. amai vós.Quando apresenta uma idéia vaga. quando vós partirdes. Por exemplo: Didatismo e Conhecimento 37 . Por exemplo: . Futuro: quando eu comer. Observação: Quando o infinitivo preposicionado.Era preciso ter lido este livro. por sua vez.Para ler melhor. quando ele comer. Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da oração anterior. Assim. . se vós partísseis. que ele ame. Por exemplo: . que nós amemos. .O Restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. .É proibido colar cartazes neste muro. Imperativo Negativo: . Presente do subjuntivo: que eu ame. que vós danceis. o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado. . amemos nós. que tu partas. Emprego do Imperativo Imperativo Afirmativo: . que vós ameis. O infinitivo impessoal é usado: . . se tu dançasses. quando vós dançardes. . Presente do subjuntivo: que eu ame.Queremos acordar bem cedo amanhã. preceder ou estiver distante do verbo da oração principal (verbo regente). Além dos três modos citados. Nas locuções verbais. (= combate à) O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). quando tu partires. quando nós dançarmos. ele ama. Imperativo negativo: (X). gerúndio e particípio. 1ª Conjugação –AR Presente: que eu dance. que eles partam. quando ele partir. Por exemplo: Viver é lutar. se nós partíssemos.É preciso ler este livro. (= vida é luta) . podendo ter valor e função de substantivo. que tu ames. se vós comêsseis. por exemplo.Não apresenta a primeira pessoa do singular. . que nós partamos. . isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido. será generosamente gratificado. Presente do indicativo: eu amo.Eles não podiam reclamar do colégio. . que tu ames.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma condição ou hipótese: Se recebesse o prêmio. Pretérito perfeito: se eu comesse. que vós comais. adjetivo ou verbo da oração anterior. No entanto.É indispensável combater a corrupção.É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do subjuntivo. quando tu comeres. quando eles dançarem. embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal).Tenho ainda alguns livros por (para) publicar. (1ª pessoa) Para ler melhor. Pretérito perfeito: se eu partisse.As meninas foram impedidas de participar do jogo. quando nós partirmos.Não retira os –s do tu e do vós. vós amais. ame você. não ames tu. quando vós comerdes. e sua forma é invariável. sem se referir a um sujeito determinado. amem vocês. marchar! (= Marchai!) . quando eles comerem. se tu partisses. que eles amem. Infinitivo Impessoal: Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido. . tu amas. genérica. que nós amemos.É formado através do presente do subjuntivo sem a primeira pessoa do singular. 2ª Conjugação -ER Presente: que eu coma. quando nós comermos. não ameis vós. . que tu dances. e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado.Querer é poder. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago. que ele parta. 3ª conjugação – IR Presente: que eu parta. nós amamos. . “tomar” e “ouvir”. que ele dance. quando tu dançares. não amem vocês. pode ser flexionado para melhor clareza do período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação verbal. Pretérito perfeito: se eu dançasse. Futuro: quando eu dançar. não ame você. . não amemos nós.Aqueles remédios são ruins de serem tomados. Por exemplo: .Eu os convenci a aceitar. na voz passiva dos verbos “contentar”. se ele partisse. se nós dançássemos.Eram pessoas difíceis de serem contentadas. se nós comêssemos. Por exemplo: . os verbos apresentam ainda as formas nominais: infinitivo – impessoal e pessoal. se lê comesse.

que deve se apresentar oblíquo tônico. deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. (Lembre.Ouvi-as dizer que não iriam à festa. flexionandose. . Didatismo e Conhecimento 38 . sujeito implícito = nós). esse “j” aparecerá em todas as outras formas. Por exemplo: eu dirijo/ eu ajo c) O verbo “parecer” pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o infinitivo.O guarda fez sinal para os motoristas pararem..O bom é sempre lembrarmos desta regra (sujeito desinencial. “dizer”. Por exemplo: . como em “dirigir” e “agir” este “g” deverá ser trocado por um “j” apenas na primeira pessoa do presente do indicativo. aprenderás o valor do dinheiro.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . aprendeu o valor do dinheiro. viajasses. encontrei alguns amigos. enferrujaria. havia crianças vendendo doces. assumindo a mesma forma do impessoal. .Elas parece mentirem .Vi os alunos abraçarem-se alegremente. 4. . nas demais.Para estudarmos. Por exemplo: . . b) Quando o verbo tem o infinitivo com “g”.Na esperança de sermos atendidos.Enferrujar: enferrujou. Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos. Por exemplo: . 2.: termos (nós) 2ª pessoa do plural: Radical + des Ex. Nota: Como se pode observar. “ouvir”. .Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade de ação. Observações: a) É inadequado o emprego da preposição “para” antes dos objetos diretos de verbos como “pedir”. enferrujem.Antes de nascerem. . os candidatos saíram.Pediu que Carlos entrasse (correto). Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal. viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo.. muito lhe agradecemos.Pediu para que Carlos entrasse (errado).Esta salada é para eu comer? .Aquele exercício era para eu corrigir.Saindo de casa.Perdôo-te por me traíres.Nas ruas.Foram dois amigos à casa de outro. contudo.O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade.Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na terceira pessoa do plural). uma ação concluída. pede-se o emprego do pronome pessoal “eu”. etc. que se revela. DICAS: a) Se o infinitivo de um verbo for escrito com “j”. Como desdobramento dessa reduzida. . . .Vios entrar atrasados. Outros exemplos: . (função de advérbio) .: terdes (vós) 3ª pessoa do plural: Radical + em Ex. Por exemplo: . . o particípio indica geralmente o resultado de uma ação terminada. O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 1. . Por exemplo: Terminados os exames. flexionando-se em gênero. a preposição está ligada somente ao pronome. podemos ter a oração “Parece que elas mentem. Na 1ª e 3ª pessoas do singular. . na verdade. “Parece” é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo “elas mentirem”. . .Viajar: viajou. etc.Ela me deu um relógio para eu consertar. Por exemplo: Trabalhando.Quando “parecer” é verbo auxiliar de um outro verbo: Elas parecem mentir. neste caso. que o substantivo ferrugem é grafado com “g”.: terem (eles) Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. Por exemplo:Deixei-os sair cedo hoje. .Pediu para Carlos entrar (errado). flexiona-se da seguinte maneira: 2ª pessoa do singular: Radical + es Ex. Com os verbos sensitivos “ver”. Por exemplo: . . Atenção: Em orações como “Esta carta é para mim!”.Neste exemplo ocorre. isso significa que ele atribui um agente ao processo verbal.O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos estudarem bastante para a prova.” Gerúndio: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio.: teres (tu) 1ª pessoa do plural: Radical + mos Ex. já estão condenadas à fome muitas crianças. não apresenta desinências. número e grau.Fizemos os adversários cumprimentarem-se com gentileza. “falar” e sinônimos.Convém vocês irem primeiro. como na oração “Este trabalho é para eu fazer”. enferrujassem. (função adjetivo) Na forma simples. b) Quando a preposição “para” estiver regendo um verbo. a fim de jogarem futebol. Infinitivo Pessoal: É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. Por exemplo: . .Tendo trabalhado. Quando o particípio exprime somente estado.Quando tiver sujeito diferente daquele da oração principal. . na forma composta. . assume verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal). . “mandar” e “fazer” e seus sinônimos que não formam locução verbal com o infinitivo que os segue. Com os verbos causativos “deixar”. “sentir” e sinônimos. Por exemplo: .). a escolha do Infinitivo Flexionado é feita sempre que se quer enfatizar o agente (sujeito) da ação expressa pelo verbo. Mandei as meninas olharem-se no espelho. um período composto.Faço isso para não me acharem inútil. 3.Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua conduta. viajaria. estaremos sempre dispostos.Temos de agir assim para nos promoverem. enferrujarão. o gerúndio expressa uma ação em curso. como sujeito. não confundir com o substantivo viagem) viajarão. sem nenhuma relação temporal.Se tu não perceberes isto.Quando o sujeito da oração estiver claramente expresso.

telefonarei a Manuel. que tu vás. nós fôramos. ele ia. indicando fato que tem ocorrido com freqüência ultimamente. Por exemplo: Eu já tinha estudado no Maxi. nós iremos. Pretérito Mais-que-perfeito: eu fora. ele iria. Particípio: ido. nós fomos. tu ias. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio. nós vamos. Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. Obs. tendo o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. se ele fosse. Futuro do Presente: eu irei. eles irão. eles iriam. Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio. vão. irmos nós. ele irá. Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio. ele fora. que ele vá. eles iam. quando o dia amanhecer. vamos nós. eles foram. Veja os exemplos: . eles Tempos Compostos São formados por locuções verbais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como principal. Imperativo Negativo: não vás tu. Pretérito Imperfeito: se eu fosse. aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado. eles foram. se tu fosses. Por exemplo: Quando você tiver terminado sua série de exercícios. eu caminharei 6 Km. eu já terei partido. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio. não vá ele. irdes vós. qualquer verbo no particípio. ide vós. IR Indicativo: Presente: eu vou. . tu foste. quando conheci Magali. se vós fôsseis. Não têm todos os modos. não vão eles. teria aprendido. tendo o mesmo valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo. tu irias. tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples. se não me tivesse mudado de cidade. vós ides. já terei telefonado a Manuel. Subjuntivo: Presente: que eu vá. Por exemplo: Amanhã. tendo o mesmo valor que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples. Gerúndio: indo.Quando você chegar à minha casa. Verbos Defectivos São aqueles que possuem um defeito. Infinitivo Pessoal: ir eu. A frase Se eu estudasse. se nós fôssemos. que nós vamos. não vades vós. ele vai. se eles fossem. IR É aquele que tem uma anomalia no radical. geralmente de particípio. Formas Nominais: Infinitivo: ir. tempos ou pessoas. vós ireis. Verbo Pronominal É aquele que é conjugado com o pronome oblíquo. vós íeis. quando eles forem. quando ele for. Por exemplo: Espero que você tenha estudado o suficiente. quando tu fores. Futuro: quando eu for. quando vós fordes. tu vais. Imperativo Afirmativo: vai tu. Futuro do Presente Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio. São eles: Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Presente do Indicativo e o principal no particípio.” (Sacconi) Infinitivo Aceitar Benzer Distinguir Particípio Regular Aceitado Benzido Distinguido Particípio Irregular Aceito Bento Distinto Didatismo e Conhecimento 39 . Por exemplo: Eu teria estudado no Maxi. vá ele. vós fôreis. Futuro Composto do Subjuntivo: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no particípio. nós iríamos. ir ele. Verbos Abundantes “São os verbos que têm duas ou mais formas equivalentes.Quando você chegar à minha casa. vós fostes. ires tu. Pretérito Imperfeito: eu ia.: Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. não vamos nós. Futuro do Pretérito: eu iria. tu foras. Por exemplo: Eu tenho estudado demais ultimamente. Ex: Eu me despedi de mamãe e parti sem olhar para o passado. tendo o mesmo valor que o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples. que vós vades. vós iríeis.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Verbos Anômalos: SER. quando nós formos. que eles vão. se não me tivesse mudado de cidade. ele foi. vão eles. indicando desejo de que algo já tenha ocorrido. tu irás. para conseguir a aprovação. Pretérito Perfeito: eu fui. irem eles. nós íamos.

.interviu ....não partais vós b) amai vós .interveio .. o réu será absolvido. b) Que exercício tão fácil de resolver! c) Fizeram-se apenas os reparos mais urgentes. a) Creias – duvidas c) Creias – duvida b) Crê – duvidas d) Creia – duvide e) Crê .se precaveu .. ficará extasiado..duvides 3. seu c) procura.houvéssemos contido . componhais. d) Quando você vir Campinas... possuir o teu retrato.. vosso e) procurais.. Se todos nós . Por exemplo: Para você ter comprado esse carro.no perfeito do indicativo. d) Se o Leonardo quiser.. . 11 (TRT) Assinale a alternativa incorreta quanto à forma verbal: a) Ele reouve os objetos apreendidos pelo fiscal..se precaveio . d) Escolheu-se.não percais vós 8 (ITA) Vi.precaviram . revês. ver-vos...não teria havido c)me contive .nos precavíssemos .. indicando ação passada em relação ao momento da fala. c) Se você o vir. compondes... d) Eles se desavinham freqüentemente. revestes... e) Por não se cumprirem as cláusulas propostas..” Se o pronome tu fosse substituído por Vossa Excelência. ou. ficarão surpresos com os trajes que usava.... vosso d) procurais...contiveram . infelizmente. reveis.. confia em Deus. proveste e) n. tantas mortes.. segunda pessoa do plural prover .. Por isso o uso do advérbio “já”.tivéssemos intervindo houvéssemos evitado 9. b) Ele antevira o desastre. vê-lo.teríamos evitado b)me precavi . b) Se advierem dificuldades. 2 (FUVEST) . em ti.. Infinitivo Pessoal Composto: É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Infinitivo Pessoal simples e o principal no particípio. (PUC) Dê. esperarei “você” praticar a sua ação para. quando vir o resultado. vosso b) procura. e não . observe que o mesmo ocorre nas frases a seguir: Quando você tiver terminado o trabalho.no perfeito do indicativo. proviste d) adverti. c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da corte... em lugar das palavras destacadas no texto acima transcrito teríamos.” Transpondo para a voz passiva..... b) Quando verem o Leonardo. mas não . mas nem sempre ..se precaveram . praticar a minha.. segunda pessoa do plural compor .se conteve .. vê-la.intervieram . dos outros. mas desejava ver-te. b) Se a testemunha depor favoravelmente. a festa terá ares aristocráticos. provistes b) adverti... Assim.. compuserdes. 10 (FUVEST) Assinale a frase que não está na voz passiva: a) O atleta foi estrondosamente aclamado. seu 6 (UNESP) “Explicou que aprendera aquilo de ouvido. quando menos. 40 Exercícios 1 (CESGRANRIO) Assinale o período em que aparece forma verbal incorretamente empregada em relação à norma culta da língua: a) Se o compadre trouxesse a rabeca. Quando você tiver terminado o trabalho. e) Ainda hoje requero o atestado de bons antecedentes.... as seguintes formas: Didatismo e Conhecimento .não sejais vós d) ide vós .. necessitou de muito dinheiro a) procurais.. a)intervir . talvez . respectivamente. segunda pessoa do plural rever .não vais vós e) perdei vós .. No primeiro caso.... e) Ele trará o filho. as partes desavieram-se e requereram rescisão do contrato. e) Entreolharam-se agressivamente os dois competidores.d.... telefonarei a Manuel. (CESGRANRIO) Assinale a frase em que há erro de conjugação verbal: a) Os esportes entretêm a quem os pratica.. 4. c) Quando eu reouver o dinheiro.. a gente do ofício ficaria exultante.no imperativo afirmativo. o policial viu.. já terei telefonado a Manuel. depois. provistes c) adverte. ver-vos.tivéssemos intervido . revistes.. no segundo.. c) Só ficarei tranqüilo. na ordem em que aparecem nesta questão.precavêssemo-nos não houvesse e)intervim . diga-lhe que o advogado reteve os documentos.. primeiro praticarei a minha. pagarei a dívida.a 5 (FUVEST) “Eu não sou o homem que tu procuras. dois agentes secretos viram.não ameis vós c) sede vós .. compordes.. d) Eu não intervi na contenda porque não pude.. se vier a São Paulo. evitando a briga.tivéssemos impedido d)me precavi .no futuro do subjuntivo. do imperativo afirmativo para o imperativo negativo: a) parti vós .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Perceba que o significado é totalmente diferente em ambas as frases apresentadas.. o homem errado. vê-la. e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do padrinho do filho. segunda pessoa do singular a) adverti... (FUVEST) Assinale a alternativa em que uma forma verbal foi empregada incorretamente: a) O superior interveio na discussão. o verbo assume a seguinte forma: a) tinha sido aprendido b) era aprendido c) fora aprendido d) tinha aprendido e) aprenderia 7 (DASP) Assinale a única alternativa que contém erro na passagem da forma verbal.. as seguintes formas verbais: advertir . e também não .

4 . por exemplo. tempo. a saber: Você. > sintético: melhor. a esmo. é que. b)Estão suspensas as decisões relativas ao parágrafo 3º do artigo 2º. assaz bastante bastante. de viva voz. ou antes: Irei à Bahia na próxima semana. bem. tristemente. modo.exclusão: exclusive. talvez. pouco. Resposta Didatismo e Conhecimento 41 . sem dúvida. lá. novamente. depressa. alhures (= em outro lugar). muito. Adverbios Interrogativos São empregados em orações interrogativas diretas ou indiretas. quanto. por ali.menos: O candidato defendeuse muito mal. mas alguns admitem a flexão de grau: 1 – comparativo. tanto. (indireta) .dentro. mal. e)Todas estão incorretas.tempo ainda. menos. tampouco (= também não). ainda bem: Ainda bem que você veio. 2 superlativo absoluto: analítico > mais.Sem dúvida você é o melhor. .limitação: só. érrimo: Localizeio rapídíssimo.Preciso saber onde fica o Clube das Acássias. 1-B/ 2-E/ 3-E/ 4-D/ 5-B/ 6-C/ 7-D/ 8-E/ 9-B/ 10-E/ 11-D/ 12-A/ 13-D ADVÉRBIO Advérbio é a palavra invariável que modifica um verbo ( Chegou cedo). exceto. fora. de propósito. hoje. 2 – superlativo. inferioridade > menos do que: Falei menos do que devia. ou melhor. ainda. de cor. Podem exprimir: lugar. longe. eventuamente. um outro advérbio ( Falou muito bem). senão. fora. melhor pior.Por um triz eu não me denunciei. tão. pouco. breve.mais. (indireta) . no próximo mês. de jeito nenhum. depressa. amiúde (=sempre). antes. à noite. . de repente.modo assim. às claras. de improviso. quase. tem bom caráter.Afetividade: felizmente. agora. meio. de medo. antigamente. sintético > íssimo. 5 negação absolutamente. 7 dúvida acaso. aquém. atrás. por perto. perto. são palavras invariáveis. e a maior parte dos advérbios que termina em mente: calmamente: suavemente.Como osjovens vêem a natureza? (direta) . isto é.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 12 (TRT) Indique a incorreta: a)Estão isentados das sanções legais os citados no artigo 6º. aliás (= de outro modo ). unicamente: Só Deus é perfeito. ou causa. mesmo. quiçá. deveras. depois. às vezes. muito. defronte. também. por um triz. menos. em vão. rapidamente. logo.realce: cá. ali. adiante. com certeza. pior que: Amanhã será melhor do que hoje. d)Os pareceres que forem incursos na Resolução anterior são de responsabilidade do Governo Federal. às toa. seguramente. nem. às escondidas. 2 . amanhã. possivelmente. 4 afirmação certamente. à direta. 13 (FUVEST) Assinale a frase em que aparece o pretéritomais-que-perfeito do verbo ser: a) Não seria o caso de você se acusar? b) Quando cheguei. lentamente. sobretudo.Quero saber como os jovens vêem a natureza.Perguntolhe por que o povo aceita tudo passivamente. outrora. São chamadas de denotativas e exprimem: 1 . Graus dos Advérbios Como já vimos o advérbio não vai para o plural. decerto. ou melhor.Gostaria de saber quando minha amiga Delma chegará de Campinas. aquém. mesmo: Sei lá o que ele quis dizer! 7 . já. 6 . 2 . somente. brevemente.Onde fica o Clube das Acácias ? (direta) . devagar. de modo algum. acolá. até.Quando minha amiga Delma chegará de Campinas? (direta) . além. como: Sou tão feliz quanto / como você. demais. (indireta) Locuçoes Adverbiais São duas ou mais palavras que têm o valor de = advérbio: às cegas.lugar aqui. 6 intensidade apenas. às pressas. 3 .explicação: por exemplo. de vez em quando. muito zangado. tudo estaria perdido. efetivamente. indicação: eis: Eis aqui o herói da turma. a pé. o advérbio pode ser de: 1 . salvo. (direta) . Não se enquadram em nenhuma das dez (10) classes de palavras. imediatamente. . infelizmente. além disso. superioridade > analítico: mais do que: Raquel é mais elegante do que eu. de chofre. soube-se do caso. algures (= em algum lugar). realmente. ele já se fora. à tarde.inclusão: inclusive. De acordo com a circunstância que exprime. à esquerda. e) Embora não tenha sido divulgado. cedo. não. ao acaso. 5 . por ventura. sim. (indireta) . por certo. bem.designação. c)Fica revogado o ato que havia extinguido a obrigatoriedade de apresentação dos documentos mencionados.retificação: aliás.De repente o dia se fez noite. . abaixo. 1 comparativo de: igualdade > tão + advérbio + quanto. apenas.Por que o povo aceita tudo passivamente. de mais a mais: Também há flores no céu. de forma alguma. c) Se não fosses ele. a distância. diariamente. acima. 3 . um adjetivo ( Estava muito bonita). sequer: Não me disse sequer uma palavra de amor. 8 . Palavras e Locuções Denotativas São palavras semelhantes a advérbios e que não possuem classificação especial. d) Bem depois se soube que não fora ele o culpado.

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Emprego do Advérbio - Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, depressinha, rapidinho (bem rápido): - Rapidinho chegou a casa. - Moro pertinho da universidade. - Freqüenternente empregamos adjetivos com valor de advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) - Bastante antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante simpáticas e gentis. - Bastante, antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas no céu. - Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei a de mau humor. - Antes de verbo no particípio, dizse mais bem, mais mal: Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. - Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se fazem professores como antigamente. (= não se fazem mais) - Na locução adverbial a olhos vistos (= claramente), o particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide emagrecia a olhos vistos. - Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a todos. - Arepetição de um mesmo advérbio assume o valor superlativo: Levantei cedo, cedo. PREPOSIÇÃO É a palavra invariável que liga um termo dependente a um termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As preposições podem ser: essenciais ou acidentais. As preposições essenciais atuam exclusivamente como preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Não dê atençâo a fofocas. - Perante todos disse, sim. As preposições acidentais são palavras de outras classes que atuam eventualmente como preposições. São: como (= na qualidade de), conforme (= de acordo com), consoante, exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Agia conforme sua vontade. (= de acordo com) Atenção: - O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e não estabelece concordância com o substantivo.Veja o exemplo: Fiz todo o percurso a pé. (não há concordância com o substantivo masculino pé) - As preposições essenciais são sempre seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: Despediuse de mim rapidamente. - Não vá sem mim. Locuções Prepositivas É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, (= no lugar de), ao invés de (= ao contrário de), para com, até a. Atenção: - Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim no começo. Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. (locução adverbial) O acidente ocorreu perto de meu atelier. (locução prepositiva) - Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com outra preposição: Abola passou por entre as pernas do goleiro. MAS é inadequado dizer: Proibido para menores de até 18 anos. Financiamento em até 24 meses. Combinações e Contrações Pensão familiar “Jardim da pensãozinha burguesa. Gatos espapaçados ao sol. A tiririca sitia os canteiros chatos O sol acaba de crestar as boninas que murcharam. Os girassóis amarelos resistem. E as dálias, reconchuvas, plebéias, dominicais. (Manuel Bandeina) Combinação ocorre combinação quando não há perda de fonemas: a+o,os= ao, aos / a+onde = aonde. Contração ocorre contração quando a preposição perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =da, do, das, dos, desta, deste, disto. em+ um, uma, uns, umas,isto, isso, aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, naquela, naqueles. de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, daquela, daquilo. para+ a = pra. A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: à, às, àquele, àquela, àquilo. Valores das Preposições A movimento = direção: Foram a Lucélia comemorar os Anos Dourados. modo: Partiu às pressas. tempo: Iremos nos ver ao entardecer. Apreposição a indica deslocamento rápido: Vanios à praia. (idéia de passear) Ante diante de: Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a emoção. tempo (substituídaporantes de): Preciso chegarao encontro antes das quatro horas. Após depois de: Após alguns momentos desabou num choro arrependido. Até - aproximação: Correu até mim. tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a semana que vem. Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam até quem os despreza. (inclusive)

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Com companhia: Rir de alguém é falta de caridade; devese rir com alguém. causa: - A cidade foi destruída com o temporal. instrumento: Feriuse com as próprias armas. modo: Marfinha, minha comadre, vestese sempre com elegância. Contra oposição, hostilidade: Revoltouse contra a decisão do tribunal. direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. De origem: Descendi de pais trabalhadores e honestos. lugar: Os corruptos vieram da capital. causa: O bebé chorava de fome. posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. assunto: Falávamos do casamento da Mariele. matéria: Era uma casa de sapé. Atenção: A preposição de não deve contrairse com o artigo, que precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos estudarem. (e não: dos alunos estudarem) Desde afastamento de um ponto no espaço: Essa neblina vem desde São Paulo. tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. Em lugar: Moramos em Lucélia há alguns anos. matéria: As queridas amigas Nilcéia e Nadélgia moram em Curitiba. especialidade: Minha amiga Cidinha formouse em Letras. tempo: Tudo aconteceu em doze horas. Entre – posição entre dois limites: Convém colocar o vidro entre dois suportes. Para direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. tempo: Pretendo vêlo lá para o final da semana. finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. Apreposição para indica de permanência definitiva. Vou para o litoral. (idéia de morar) Perante posição anterior: Permaneceu calado perante todos. Por – percurso, espaço,lugar: Caminhava por ruas desconhecidas. causa: Por ser muito caro, não compramos um DVD novo. espaço: Por cima dela havia um raio de luz. Sem ausência: Eu vou sem lenço sem documento. Sob – debaixo de / situação: Prefiro cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos pais. Sobre – em cima de, com contato: Colocou ás taças de cristal sobre a toalha rendada. assunto: Conversávamos sobre política financeira. Trás – situação posterior; é preposição fora de uso. É substituída por atrás de, depois de: Por trás desta carinha vêse muita falsidade. Curiosidade: O símbolo @ (arroba) significa AT em Inglês, que em Português significa em. Portanto, o nome está at, em algum provedor. CONJUNÇÃO O mundo é grande e cabe Nesta anela sobre o mar. 0 mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar. (Carlos Drummond de Andrade)
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É a palavra invariável que liga duas orações ou duas palavras de função semelhante numa mesma oração. - Miséria e medo são a preocupação da população carente. A palavra e está ligando duas palavras equivalentes, ou seja, duas palavras da mesmafunção. Chegamos a Lucélia quando anoitecia. (quando, está ligando duas orações) Locução Conjuntiva É o conjunto de palavras que equivalem a uma conjunção. As principais são: a fim de que, assim que, à medida que, à proporção que, ainda que, a não ser que, logo que, se bem que, desde que, no entanto, por mais que, visto que, ao mesmo tempo que. Classificação das Conjunções Classificamse as conjunções em: - coordenativas: ligam orações de sentido completos e independentes: Não estudo, /mas trabalho. - subordinativas: ligam orações de sentido incompleto a uma principal: Parece/que tudo vai bem. As conjunções coordenativas são classificadas em: - Aditivas dão idéia de soma: e, nem, mas também, mas ainda,senão também, como também. Alguns programas de televisão não só instruem, mas também divertem. - Adversativas exprimem oposição:antes (=pelo contrário), mas, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, não obstante (= apesar disso), em todo caso. Beatriz revirou todas as gavetas, porém não encontrou o lápis de sobrancelhas. - Alternativas exprimem altemância: ou, ou.... ou, ora ... ora já ... já, quer ... quer. Ou vai ou racha, disse ela aflita. - Conclusivas exprimem conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (depois do verbo), por isso, assim. Você está preparado para o que der e vier, portanto fique calmo. - Explicativas exprimem explicação, motivo: pois (antes do verbo), que, porque, porquanto. Fale mais alto, que eu também quero ouvir. As conjunções subordinativas são: - Causais exprimem causa: porque, como (= porque), uma vez que, visto que, já que, pois. A recessão do país cresceu, porque o dólar aumentou. - Condicionais exprimem condição ou hipótese: se, caso, contanto que, salvo se, a menos que, a não ser que, desde que, dado que. Nós poderemos ajudálo, a menos que você não queira. - Concessivas dá a entender que se admite ou se concede um fato contrário à declaração contida na na oração principal: ainda que, apesar de, embora, mesmo que, posto, por mais que, se bem que, por pouco que, nem que, em que pese, por muito que. Embora fizesse muito calor, levei meu agasalho. - Conformativas exprimem conformidade, adequação: conforme, segundo, consoante, como. Tudo saiu conforme o combinado. - Comparativas exprimem idéia de comparação: como, tal qual , assim como, do que, quanto. Era jogadopelavida como uma folha ao vento.

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- Consecutivas exprimem conseqüência: que + tal, tão, tanto, tamanho; de modo que, que, sem que, deforma que, de maneira que. A fome era tanta que comeu com casca e tudo. - Finais exprimem finalidade:para que, afim de que, que. Aprefeitura interditou a rua, a fim de que as obrasse iniciassem. - Integrantes introduzem orações subordinadas substantivas: que, se, como. Todos nós esperamos que haja igualdade social. - Proporcionais expressam proporção ou simultaneidade: à medida que, à proporção que, menos, enquanto, quanto mais... mais. À medida que o via, mais me sentia apaixonada. - Temporais indicam o tempo ou o momento em que determinado fato ocorreu: quando, enquanto, depois que, logo que, assim que, antes que, desde que. Enquanto caminhávamos, falávamos da nossajuventude. INTERJEIÇÃO É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito ou apelos: As interjeições são como que frases resumidas: Ué ! =Eu não esperava essa! São proferidas com entonação especial, que se representa, na escrita, com o ponto de exclamação(!) Locução Interjetiva É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, que legal! Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas,’de acordo com o sentido que elas expressam em determinado contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode exprimir emoções variadas. admiração ou espanto Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! advertência Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, Olha lá! alegria Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; ânimo Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! aplauso Bravo!, Parabéns!, Muito bem! chamamento Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! aversão Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! medo Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! pedido de silêncio Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, Chega!, Basta! saudação – Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! concordância Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! desejo Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me dera! Atenção: observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes são formadas por palavras de outras classes gramaticais: Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo).

SINTAXE
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Neste estudo veremos: - Análise Sintática - Concordância Nominal e Verbal - Regência Nominal e Verbal - Crase

Análise Sintática
A análise sintática examina a estrutura do período, divide e classifica as orações que o constituem e reconhece a função sintática dos termos de cada oração. Daremos uma idéia do que seja frase, oração, período, termo, função sintática e núcleo de um termo da oração. As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança o objetivo do discurso, ou seja, da atividade lingüística: a comunicação com o ouvinte ou o leitor. Frase, Oração e Período são fatores constituintes de qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de uma seqüência lógica de idéias, todas organizadas e dispostas em parágrafos minuciosamente construídos. FRASE Frase é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até o período mais complexo, elaborado segundo os padrões sintáticos do idioma. São exemplos de frases: Socorro! Muito obrigado! Que horror! Sentinela, alerta! Cada um por si e Deus por todos. Grande nau, grande tormenta. Por que agridem a natureza? “Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) “Fumaça nas chaminés, o céu tranqüilo, limpo o terreiro.” (Adonias Filho) “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)

Didatismo e Conhecimento

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h) Que espírito irônico e livre! Didatismo e Conhecimento 45 . na frase “Que educação!”. seu monstro! h) O túnel ficava cada vez mais escuro. dúvida. Encerram a declaração ou enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: Paulo parece inteligente. Contêm uma ordem. A entoação é um elemento muito importante da frase falada. (negativa) Neli não quis montar o cavalo velho.” (Cecília Meireles) (afirmativa) “Não me leves para o mar. c) Que ideia absurda! d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. ande depressa!” (Herberto Sales) (afirmativa) “Segue teu rumo e canta em paz. por exemplo. uma frase simples como “É ela.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBS: . não olhe. uma interrogação: Por que chegaste tão tarde? Gostaria de saber que horas são. Dependendo de como é dita. de forma afirmativa ou negativa. A mesma frase pode assumir sentidos diferentes. das situações em que se explora a ironia.Muitas frases. Siga o modelo: Luisinho ficou pra trás. as frases podem ser: Declarativas – É aquela através da qual se enuncia algo. com seu carro. e) Tão preta como o túnel! f) Quem bom! g) As ovelhas são mansas e pacientes. ora ascendente ora descendente. decepção. as circunstâncias) em que o falante se encontra. Muitas vezes.Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o verbo. (afirmativa) Nunca te esquecerei. não! 2. conforme o tom com que a proferimos. (negativa) Interrogativas – É aquela da qual se pergunta algo. o nome do pequeno?” (Machado de Assis) Imperativas – É aquela através da qual expressamos uma ordem. Nesse caso. indignação. menino!” (Carlos de Laet) “Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano Ramos) Imprecativas – Encerram uma imprecação (praga. g) Agora suma. negativa. a frase é afirmativa. 4. usada quando se vê alguém invadindo. São uma pergunta.As frases são proferidas com entoação e pausas especiais. a faixa de pedestres. direta (com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de interrogação). c) As risadas não eram normais. as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. interrogativa. exclamativa.: Como eles são audaciosos! Não voltaram mais! “Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (Graciliano Ramos) Optativas – É aquela através da qual se exprime um desejo: Bons ventos o levem! Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! “E queira Deus que te não enganes. ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz. pois. . se eu minto. c) Os meninos olharam à sua volta. arrependimento. os diversos tipos de frase podem encerrar uma afirmação ou uma negação. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. etc. Quanto ao sentido. Traduzem admiração. etc. Transforme a frase declarativa em imperativa. senhor!” (Camilo Castelo Branco) “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” (Domingos Carvalho da Silva) Como se vê dos exemplos citados. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. pedido ou súplica.” (Vicente de Carvalho) (negativa) Exclamativas – É aquela através da qual externamos uma admiração. (imperativa) a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. É o caso. meu filho. só pode ser entendidas dentro do contexto (= o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente. as frases verbais: a) Deus te guarde! b) As risadas não eram normais. (negativa) “Vamos. Pense. O que caracteriza e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação. d) Luisinho. Observe: Olavo esteve aqui. (declarativa) Lusinho. de forma afirmativa ou negativa. a) Você está bem? b) Não olhe. No primeiro caso. exortação ou pedido: “Cale-se! Respeite este templo. no segundo. “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) “Não sabe. Luisinho! c) Que alívio! d) Tomara que Luisinho não fique impressionado! e) Você se machucou? f) A luz jorrou na caverna. surpresa. proibição.” pode indicar constatação. Exemplo: Tudo parado e morto. Marque apenas as frases nominais: a) Que voz estranha! b) A lanterna produzia boa claridade. de pêlo ruço. optativa ou imperativa. b) Luisinho procurou os fósforos no bolso. fique para trás. Classifique as frases em declarativa. (afirmativa) A retificação da velha estrada é uma obra inadiável.” (Érico Veríssimo) (afirmativa) Não cometa imprudências. Olavo esteve aqui? Olavo esteve aqui?! Olavo esteve aqui! Exercícios 1. principalmente as que se desviam do esquema sujeito + predicado. surpresa. Assinale. ao menos. maldição): “Esta luz me falte. por exemplo. . 3.

sacudia as árvores. vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. o núcleo é sempre um nome. caminhem juntos!. f) imperativa. 46 Sujeito . • Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal. em alguns casos. b) Luisinho. ou seja. respectivamente: “O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar. Objeto indireto e Agente da Passiva). Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa.” (Aníbal Machado) A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.a/b/d/g 5. O tema. e) interrogativa. Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática. várias frases ou um período. g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido! h) Antes de tomar banho no mar. • apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado. b) imperativa. o sujeito. i) Não te quero ver mais aqui! j) Hoje saímos mais cedo. e) interrogativa. g) imperativa. d) imperativa. Termos Essenciais da Oração São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. c) declarativa. Exemplo: A menina banhou-se na cachoeira. necessariamente. como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades sintáticas da oração. É normalmente o “ser de quem se declara algo”. e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência? f) Atravessem a rua com cuidado. procure os fósforos no bolso!. portanto não são orações. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico da sentença). A menina – sujeito banhou-se na cachoeira – predicado Choveu durante a noite. O sujeito é “Os rapazes”. a presença do verbo. “o tema do que se vai comunicar”. é “é eterno”. Normalmente. é “O amor”. Exemplos: Sujeito Pobreza Os sertanistas Um vento áspero Predicado não é vileza. ou pronome substantivo ou. o predicado. interrogativa. O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. Adjunto Adverbial. e. qualquer palavra substantivada. interrogação. através de reticências. • constituir-se de um substantivo. capturavam os índios. não podem ser analisadas sintaticamente frases como: Socorro! Com licença! Que rapaz impertinente! Muito riso. Observe: O amor é eterno. c) Meninos. Então têm por características básicas: • estabelecer concordância com o núcleo do predicado. c) exclamativa. que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo “jogam”. Não têm estrutura sintática. e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado). imperativa e exclamativa: a) Que flores tão aromáticas! b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes? c) Devemos manter a nossa escola limpa.a) exclamativa. Cada termo da oração desempenha uma função sintática. (a oração toda predicado) O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. ainda. olhem à sua volta! 4. g) exclamativa. “A bênção.É equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. porém há. Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). Respostas 1-“a” e “d” 2. Quando se trata de predicado verbal. sendo um predicado nominal. pouco siso. O predicado é “jogam futebol”. ele se refere ao sujeito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 5. i) imperativa. só o predicado. d) Respeitem os limites de velocidade.a) Eugênio e Marcelo. Nos exemplos seguintes. exclamação e. j) declarativa ORAÇÃO É todo enunciado linguístico dotado de sentido. excepcionalmente. Didatismo e Conhecimento . as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado. Já na frase: Os rapazes jogam futebol. • Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto. que encerra a essência de sua significação. deve-se olhar para a cor da bandeira. pronome ou verbo). Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis: • Termos Essencias da Oração: Sujeito e Predicado. Aposto e Vocativo. mãe Nácia!” (Raquel de Queirós) Na oração as palavras estão relacionadas entre si. completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto final. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo. h) declarativa 3. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma coisa ( o sujeito). f) declarativa. o ser de quem se declara algo. A declaração referente a “o amor”. h) declarativa. o núcleo é sempre um verbo. d) optativa.a) interrogativa. b) interrogativa. A oração encerra uma frase (ou segmento de frase).

as formigas: sujeito = termo determinante invadiram minha casa: predicado = termo determinado 2. Morrer pela pátria é glorioso. Em torno do núcleo podem aparecer palavras secundárias (artigos. como um substantivo. Exemplos: Eu acompanho você até o guichê. Indeterminado – quando não se indica o agente da ação verbal: Atropelaram uma senhora na esquina.As formigas invadiram minha casa.” (Érico Veríssimo) O núcleo (isto é.. É difícil: oração principal optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva Didatismo e Conhecimento 47 . o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração Além dessas formas. há formigas na minha casa: predicado = termo determinado sujeito: inexistente O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal . quando não está expresso. “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana. mas nunca uma sentença sem predicado. (= Açúdes foram construídos.” (Herberto Sales) Expresso – quando está explícito. o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu. está expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) aproximou-se. etc. ou por uma palavra ou expressão substantivada. ao passo que o predicado é o termo determinado. Exemplos: O sino era grande.” (Érico Veríssimo) (o sujeito. Oculto (ou elíptico) – quando está implícito. (sujeito: eu. enunciado: Eu viajarei amanhã. sua representação pode ser feita através de um substantivo. a oração recebe o nome de oração substantiva subjetiva: É difícil optar por esse ou aquele doce. pois. a palavra base) do sujeito é.) Crianças.Nós mentimos sobre nossa idade para você.Há formigas na minha casa. Ela tem uma educação fina.). mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal mentimos: verbo = núcleo do predicado nós: sujeito No interior de uma sentença. adjetivos. (sujeito: vocês) Agente – se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo fertiliza o Egito. não se sabe quem a atropelou. na língua portuguesa. Isto não me agrada. uma sentença sem sujeito. Exemplos: 1. tu. Regina trancou-se no quarto.” (José de Alencar) O sujeito pode ser: Simples – quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos. o sujeito também pode se constituir de uma oração inteira. que se deduz da desinência do verbo) “Um soldado saltou para a calçada e aproximou-se. Marcos: sujeito = substantivo próprio Ninguém entra na sala agora. (Quem atropelou a senhora? Não se diz. um substantivo ou pronome. Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa. “Ouvia-se o matraquear de máquinas de escrever. Vossa Excelência agiu como imparcialidade. Essa posição de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível. de um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras. soldado.) Come-se bem naquele restaurante. isto é.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: 1A padaria está fechada hoje. na sentença. guardem os brinquedos. eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Vocês disseram alguma coisa? vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Marcos tem um fã-clube no seu bairro. mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. Paciente – quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso.” (Antônio Olavo Pereira) Composto – quando tem mais de um núcleo: “O burro e o cavalo nadavam ao lado da canoa. Nesse caso. locuções adjetivas.) Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão.) Agente e Paciente – quando o sujeito faz a ação expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho. ele. ninguém: sujeito = pronome substantivo O andar deve ser uma atividade diária. está fechada hoje: predicado nominal fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado a padaria: sujeito padaria: núcleo do sujeito . seu núcleo é sempre um nome. o sujeito é o termo determinante. isto é. Construíram-se açúdes. Muitos sertanistas foram mortos pelos índios. Quando esse nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas. etc. O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome.nome feminino singular 2. cujo núcleo funcione..

” (Josué Guimarães) .Há plantas venenosas. ali estava ele.” (Rubem Braga) • Assinala-se a indetermiação do sujeito com um verbo ativo na 3ª pessoa do singular.Era penoso carregar aqueles fardos enormes. Então têm por características básicas: • apresentar-se como elemento determinado em relação ao sujeito. decorrer). Predicado . acompanhado do pronome se. o predicado é sintaticamente o segmento lingüístico que estabelece concordância com outro termo essencial da oração – o sujeito -. . Ninguém lhe telefonou.Havia três noites que não dormia.Havia quadros nas paredes.” (Eduardo Bueno) Sem Sujeito – constituem a enunciação pura e absoluta de um fato.Eram trinta de maio de 1980.” (José J. . . . . .Era à hora do jantar.Ventou muito durante a noite. • Fazer. Choveu durante o jogo.“Saía-se do coração da brenha só para se ver o barco.Era no mês de maio.“Fazia dias que o Balão não aparecia na porteira do curral. acontecer.Anoiteceu rapidamente.Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João. . ser e estar.” (Ferreira de Castro) • Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o verbo no infinitivo impessoal: . . mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. entre “Carolina” e “conhece”. nevar. ventar.Havia três noites que não dormia.Nevou no Sul do país. Normalmente. através do predicado. Exemplos: 1. • Chover. sem referência a qualquer agente já expresso nas orações anteriores. a posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa língua.Na rua olhavam-no com admiração. . o conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser.Aqui vive-se bem.” (Graciliano Ramos) “Para o cargo de primeiro governador do Brasil foi escolhido o fidalgo Tomé de Sousa. Não se trata. mas sim estabelecer a importância do fenômeno da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. com referência ao tempo.É triste assistir a estas cenas repulsivas. na 3ª pessoa do singular: Havia ratos no porão. anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. .“De qualquer modo. .Carolina conhece os índios da Amazônia. o sujeito antecede o predicado. foi uma judiação matarem a moça. portanto. por isso. .Hoje fez muito calor. O pronome se. . a memória é mais vivaz.Quando se é jovem. todavia.Fazia um frio intenso.Houve algo de anormal? . . sendo. sendo este o termo determinante (ou subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). Exemplos: É fácil este problema! Vão-se os anéis. • Sujeito formado por pronome indefinido não é indetermiado.Abria a janela. gear. sujeito: todos nós = termo determinante predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo determinado Nesses exemplos podemos observar que a concordância é estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos essenciais. . . . • Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o verbo na 3ª pessoa do plural.Onde houvesse festas e danças. .” (Ramalho Ortigão) “Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo Branco) “No muro de tijolo vermelho passeavam lagartixas.“Bateram palmas no portãozinho da frente.Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.” (Tiago de Melo) . • apontar um atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. realizar-se. . . de definir o predicado como “aquilo que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua portuguesa. amanhecer. o predicado é um segmento extraído da estrutura interna das orações ou das frases.Devagar se vai ao longe. .Assim como o sujeito.” (José de Alencar) “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.Chovia torrencialmente. na frase Didatismo e Conhecimento 48 . Observação: São verbos impessoais: • Haver (nos sentidos de existir. . . fruto de uma análise sintática.Faz dois anos que me formei.Olhei o relógio: passava das cinco horas da tarde. Na frase (1). . sujeito: Carolina = termo determinante predicado: conhece os índios da Amazônia = termo determinado 2. “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores. São construídas com os verbos impessoais. fiquem os dedos. passar. Nesse sentido. neste caso. Pode ser omitido junto de infinitivos. .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. Veiga). se estava calor. é índice de indeterminação do sujeito. relampejar.“E passou-se a falar em internacionalização da Amazônia. .

” (Machado de Assis) (isto é: Poderá voltar em poucos dias. mais contente. Exemplos: “A fraqueza de Pilatos é enorme. Em alguns casos o verbo sozinho basta para compor o predicado (verbo intransitivo). que são responsáveis pela principal informação naquele segmento. constituir o predicado: são os verbos de predicação completa denominados intransitivos. um conteúdo significativo.” (Luís Jardim) “E espocavam gargalhadas no grupo.” (Graciliano Ramos) “A mão ardia e o dedo inchava.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é depois de algozes) “Mas o sal está no Norte. 2.” (Coelho Neto) Didatismo e Conhecimento 49 .. “Não invejo os ricos. etc. isto é. estar. etc. pelo contrário. transitivos.” (José de Alencar) “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.) Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo forma o predicado. No primeiro caso. Quanto à predicação classificam-se.. entre “nós” e “fazemos”. tem sentido completo.) funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. (está oculto o verbo eram depois do sujeito iguarias) “__Quando poderei voltar? Perguntou Simão. Há verbos que.” (Machado de Assis) “Os guerreiros Tabajaras dormem. o povo. “Três contos bastavam. denominados transitivos. 2. Em outros casos é necessário um complemento que. nem aspiro à riqueza. só nós dois? Você chuta para mim e eu para você. transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos (bitransitivos). quem encerram uma noção definida.” (Camilo Castelo Branco) “Julgava-o um aluado.” (Machado de Assis) “O padre apareceu e logo o burburinho cessou. adjetivo. predicado: é desastrada núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito tipo de predicado: nominal Obs: O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo do sujeito. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome. Os animais correm. num mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância. não transmitiriam informações completas: puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a que? Os verbos de predicação completa denominam-se intransitivos e os de predicação incompleta.Os manifestantes desciam a rua desesperados.” (Machado de Assis) “Fui e parei diante dele. Além dos verbos transitivos e intransitivos.. esses complementos do verbo não interferem na tipologia do predicado. juntamente com o verbo. no Sul” (Paulo Moreira da Silva) (Subetntende-se o verbo está depois de peixe) “A cidade parecia mais alegre. Isso se dá porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos. Entretanto. ou não. desesperados = atributo do sujeito tipo de predicado: verbo-nominal Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é responsável também por definir os tipos de elementos que aparecerão no segmento. “Os inimigos de Moreiras rejubilaram.” (Antônio Olinto) (está elíptico o verbo chuto depois do pronome eu) A mesa era farta e as iguarias finas. Quando. por natureza. pronome – ligado ao sujeito por um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu núcleo é um verbo. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um nome – substantivo.” (Aluísio Azevedo) Outros verbos há. Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos. Exemplo: As flores murcharam.A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.. pois os verbos em: Intransitivos – são os que não precisam de complemento. relacionando o predicativo com o sujeito. As folhas caem. de complemento(s) ou termos acessórios).” (Povina Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) “Vamos jogar.” (Marquês de Maricá) “As sovas de meu pai doiam por muito tempo. em geral por estar expresso ou implícito na oração anterior.. verbos que entram na formação do predicado nominal. que para integrarem o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de predicação incompleta. por si mesmos. ou um verbo (ou locução verbal).” (Oto Lara Resende) “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder. Exemplos: João puxou a rede. existem os de ligação. invejo. podendo. De qualquer forma. aspiro. a ferocidade dos algozes inexcedível. salvo se as cousas se complicarem.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2). seguido.” (Ciro dos Anjos) Observe que. constituem a nova informação sobre o sujeito. ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal(tem dois núcleos significativos: um verbo e um nome). parecer. porque atribui ao sujeito uma qualidade ou característica. __ Em poucos dias. insistiu ele. os verbos puxou. predicado: demoliu nosso antigo prédio núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o sujeito tipo de predicado: verbal 3. é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo. quando este puder ser facilmente subentendido. pois têm sentido completo. o peixe. Os verbos de ligação (ser. desciam = nova informação sobre o sujeito. quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração. sem os seus complementos. predicado: desciam a rua desesperados núcleos do predicado: 1. Exemplos: 1.Minha empregada é desastrada.

. investir contra ele. repugna-lhe. não ligar para ele. tornar. crescer.” (Machado de Assis) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o complemento acompanhado de predicativo. etc. agir. adotar..“Pouco dinheiro basta ao homem sóbrio e econômico. podem ser usados também na voz passiva.” (Ciro dos Anjos) Observações: • Os verbos transitivos diretos. • Outra características desses verbos é a de poderem receber como objeto direto. lhes. deixar. resiste-lhe. etc. desculpar. apraz-lhe. tremer. simpatizar com ele. tomar do lápis. depender dele. agradeço-lhe. socorrer. colher. prejudicar. interessalhe. fazer.” (Ciro dos Anjos) . coroar.” (Marquês de Maricá) “Então. sair. chegar. perseguir.” (Antônio Olavo Pereira) “Nem nos sonhos cheguei a aspirar a tal emprego. sucede-lhe. Inês trazia as mãos sempre limpas. encontrar.Fui cedo. recorrer a ele. . desobedecem-lhe.” (Viana Moog) . convidar. etc.. designar. ver. saldar. • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe. paga-lhe. • As orações formadas com verbos intransitivos não podem “transitar” (= passar) para a voz passiva. ocasionalmente. rir.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Observações: • Os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um predicativo (qualidade. Exemplos: Consideramos o caso extraordinário. cumprir com o dever.” (Gonçalves Dias) .” (Guimarães Rosa) “Ansiava pelo novo dia que vinha nascendo. como quem vivera vida de contínuo pensar. Transitivos Indiretos – são os que reclamam um complemento regido de preposição. penetrar no mundo que já morreu. chamado objeto indireto.“Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) . Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe. em geral. “Deus vos fez padre e bispo..” (Guedes de Amorim) “As poucas vezes que o visitei foi por motivo de doença dele. . vir. contrariar. • Verbos intransitivos passam. Didatismo e Conhecimento 50 .” (José Geraldo Vieira) “Não sucedesse a morte à vida!” (Cabral do Nascimento) “Desinteressa-se totalmente de você. a transitivos quando construídos com o objeto direto ou indireto.” (Camilo Castelo Branco) Observações: • Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe. Exemplos: “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma adolescente.“Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor.” (Ciro dos Anjos) “As coisas obedeciam ao seu tempo regular. Leandro proverá a tudo. sagrar. nascer. pegar de uma ferramenta.“Tinha testa enrugada. bate-lhe. perdôo-lhe. encontro-os. encontrar.” (Camilo Castelo Branco) “Não acreditava que Deus lhe houvesse perdoado enquanto lhe não restituísse o filho. . desagrada-lhe. puxar da faca. assistir a ela.” (Fernando Namora) “Sucedi-lhe no cargo de diretor do Arquivo Histórico.Cheguei atrasado.” (Aulete) “O ator não teria dinheiro para lhe pagar. Transitivos Diretos – são os que pedem um objeto direto. atentar nele.” (Graciliano Ramos) .” (Érico Veríssimo) “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea. anuir a ele. brilhar. construindo-se com os pronomes retos precedidos de preposição: aludir a ele.” (Érico Veríssimo) “Todos as tratam por madame.” (Carlo de Laet) “Ele achou estranho o cerimonial. achar. conheço-as. achar. Exemplos: Comprei um terreno e construí a casa. encontrei-a muito previnida. solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado. castigar. suar. ir. pensará que estou atirando aos nhambus.” (Raquel de Queirós) “Quem ouvir. ter. O povo chamava-os de anarquistas.” (José Geraldo Vieira) “Dr. mentir. com preposição.“Morrerás morte vil da mão de um forte.. a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: arrancar da espada.” (Luís Jardim) . características): . eleger.Passeamos pela cidade. valeu-lhe. entristecer. unir. .” (Mário de Alencar) “Simão Bacamarte não o contrariou. etc. adoecer. ver. obedece-lhe. “Trabalho honesto produz riqueza honrada. abraçar.” (Vivaldo Coaraci) “Já outro dia.” (José Américo) “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” (Ciro dos Anjos) “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e neutros. estimar. proclamar. ter.” (Ciro dos Anjos) “Aqui tem já Vossa Excelência três pessoas que lhe querem muito.“Depois me deitei e dormi um sono pesado. elogiar. lhes. comprar. etc. os. a. • Alguns verbos transitivos diretos: abençoar. dizer. um complemento sem preposição. avisar. incomodo-a. imitar. os pronomes o. Pertencem a esse grupo: julgar. quero-lhe (=quero-lhe bem). considerar. ferir.. claro. receber. declarar. nomear. as: convido-o. brincar.“Inútil tentativa de viajar o passado.” (Alexandre Herculano) . latir. • Os verbos transitivos diretos podem ser construídos assidentalmente.” (Fernando Sabino) “O luxo contribuiu para a sua ruína. Julgo Marcelo incapaz disso. isto é.Entrei em casa aborrecido.” (Aulete) • Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer. chamar. levar.“Os olhos pestanejavam e choravam lágrimas quentes.

concomitantemente. João ficou zangado. que admitem mais de uma preposição. aludir(a). A árvore ficou sem folhas. obedece) o médico. zombar(de). aconselhar. proporcionar. A empresa fornece comida aos trabalhadores. As crianças estavam com fome. e pouco mais. doar. pagar. Exemplos: No inverso. Esses verbos. informar. De Ligação – Os que ligam ao sujeito uma palavra ou expressão chamada predicativo. contentarse(com. perdoar. Transitivos Diretos e Indiretos – são os que se usam com dois objetos: um direto. (transitivo direto e indireto) Predicativo – Há o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. ao qual se prende por um verbo de ligação. prevenir. Exemplos: A bandeira é o símbolo da Pátria. outro indireto. como atirar.” (A. Mário encontra-se doente. bater(em). Predicativo do Sujeito – é o termo que exprime um atributo. apresentar. O verbo ser. imutável. (aspecto permanente). O médico é pago (perdoado. conspirar(contra). servir. em contra). pagar(a).. O portão permanecerá fechado. perdoar. repugnar(a). preferir. A água está fria. Ele está doente. um estado ou modo de ser do sujeito. • Verbos como aspirar.de). relatar. aspirar(a). aprazer(a). atribuir. Ele permaneceu sentado. Ceda o lugar aos mais velhos. anuir(a). A ilha parecia um monstro. Pedro fez-se lívido. como nestes exemplos: Trate de sua vida. Veiga) “O século XX familiarizou o homem com a máquina. assistir. Eles devem ser irmãos. pedir. de. obedecer. entram na formação do predicado nominal. no predicado nominal.” (José J. atentar(em). Eu não sou ele. (transitivo direto) Deram 12 horas. investir(contra. Fiquei à sombra. (transitivo direto) Não dei com a chave do enigma. recorrer(a). contribuir(para). • Há verbos transitivos indiretos. A vida tornou-se insuportável. Dona Cléia dava roupas aos pobres. contentar-se. com). etc. Outros mudam de sentido com a troca da preposição. usados também como transitivos diretos: João paga (perdoa. Parece que vai chover. As matrículas acham-se abertas. prometer. variam de significação conforme sejam usados como transitivos diretos ou indiretos. investir. ceder. assistir(a). interessar(a). (=Perdoa tudo a ele) “A sua intuição preveniu-a de uma desgraça. A Lua ia (=estava) alta. As águas podiam estar poluídas. disse adeus e fui andando. dar. Oferecemos flores à noiva. querer(a). A tentativa resultou inútil. em). entregar. devolver. (tratar=lidar).” (Aurélio) Principais verbos transitivos diretos e indiretos (bitransitivos): atirar. Excetuam-se pagar. oferecer. • Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma princesa. A mesa era de mármore. dispor. cuidar(de). O mar estava agitado. narrar. precisar(de). lutar(contra). (aspecto transitório). confiar(em). (intransitivo) A terra dá bons frutos. (de ligação) O cego não vê. não têm classificação fixa. cogitar(em. O dia continuava chuvoso. agradar(a).” (Fernando Namora) “Causou-me dó a morte do avô. presidir(a). A crisálida vira borboleta.” (Luís Jardim) “Ensinamos técnicas agrícolas aos camponeses. por exemplo. sem mudança de sentido. Os premiados foram dois.. Minha proposta saiu vitoriosa. verbos transitivos indiretos não comportam a forma passiva.. aspecto transitório: Ele é doente. explicar..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Principais verbos transitivos indiretos: abusar(de). Didatismo e Conhecimento 51 . se ela me preferisse a você. propor. crer(em). Perdoa-lhe tudo. podem pertencer ora a um grupo. A operação resultou inútil. Todos andam apreensivos. (transitivo indireto) Os pais dão conselhos aos filhos.” (Érico Veríssimo) “Era o que eu faria. ansiar(por). valer(a). mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais se considera a qualidade atribuída ao sujeito. lembrarse(de). Exemplo: O homem anda. ofertar. A Lua parecia um disco. É desagradável tratar com gente grosseira. O moço anda (=está) triste. chamar. perguntar. (intransitivo) O cego não vê o obstáculo.. Anda com dificuldades. resistir(a). Conforme a regência e o sentido que apresentam na frase.. relativamente à predicação. (tratar=cuidar). obedecer(a). O fato pareceu-lhe estranho. Os verbos. Eu não estava em casa. traduz aspecto permanente e o verbo estar. carecer(de). perdoar(a). etc. obedecido) por João. ora a outro. Observações: • Os verbos de ligação não servem apenas de anexo. ensinar. gostar(de). As crianças tornam-se rebeldes. (intransitivo) O homem anda triste. atirar(a. Olavo Pereira) “Expliquei isso a ele. • Em princípio. obstar(a). Exemplos: A Terra é móvel.

” • Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na loja.) O menino abriu a porta ansioso. Todos partiram alegres.. Didatismo e Conhecimento 52 . Muitos consideram-no (como) um sábio. às vezes vem regido de preposição. A árvore que plantei floresceu. • Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto por Caim. ela o faz com cuidado. a. • Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.. Os presos tinham os pés inchados. vos: Espero-o na estação. • Normalmente. Observações: • O predicativo objetivo. Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do livro. • Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um verbo ativo: Caim matou Abel.) Observações: • O predicativo subjetivo às vezes está preposicionado. O professor sorriu satisfeito. Raros são os verdadeiros líderes. O prisioneiro foi encontrado morto. O soldado foi julgado incapaz.. “Mendonça cumprimentou-as respeitosamente.. é facultativa. Agente da Passiva. mas não o encontrei. Onde está a criança que fui? Predicativo do Objeto – é o termo que se refere ao objeto de um verbo transitivo.” Termos Integrantes da Oração Chamam-se termos integrantes da oração os que completam a significação transitiva dos verbos e nomes.. “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara. São os seguintes: 1... “Vós haveis de crescer. Julgo inoportuna essa viagem. As batalhas sagraram-no herói. • Pode o predicativo preceder o sujeito e até mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!. Nós julgamos o fato milagroso. Ela adotou-o por filho. perder-vos-ei de vista. O povo aclamou o imperador e a imperatriz. (que:objeto direto de plantei). sendo por isso indispensável à compreensão do enunciado. te.” (Érico Veríssimo) O objeto direto tem as seguintes características: • Completa a significação dos verbos transitivos diretos. (=O trem chegou e estava atrasado. Lembro-me dela com saudade. Não me convidas?. de preposição. Esta é a casa que eu vendi. “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar quieta. Novo ainda. Marta entrou séria. “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da cidade. eu não entendia certas coisas. O povo elegeu-o deputado.. Sílvia olhou-se ao espelho. Avisamo-lo a tempo.”. Objeto Direto – É o complemento dos verbos de predicação incompleta. Complemento Nominal.” (Aníbal Machado) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina. Completamente feliz ninguém é.” (Oto Lara Resende) Em tais construções é de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjunto.” (Mário Quintana) “Lembranças havia que eram úlceras incuráveis da memória. O objeto direto pode ser constituído: • Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador cultiva a terra. As paixões tornam os homens cegos. os retirantes iam passando. em certos casos. me lembrei de outro que já sonhei mais de uma vez. os.. pode referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Exemplos: O trem chegou atrasado. as.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Além desse tipo de predicativo. • O predicativo objetivo geralmente se refere ao objeto direto.. Estimo-os muito. Integram (inteiram. Chamavam-lhe poeta. Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto). me. normalmente. Ele será eleito presidente. não regido.. “Que teria o homem percebido nos meus escritos?” Freqüentemente transitivam-se verbos intransitivos. outro existe que entra na constituição do predicado verbo-nominal.” (Vivaldo Coaraci) “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza. Meu Deus.”. Procuram-na em toda parte. Unimos o útil ao agradável.. não vem regido de preposição.. Os inimigos chamam-lhe (de) traidor... Que linda estava Amélia!. Silvinho acha-se um gênio.” (Machado de Assis) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. Houve grandes festejos. A mãe viu-o desanimado.” (Machado de Assis) “Como andei contando um sonho. Exemplos: O juiz declarou o réu inocente. A doença deixou-me sem apetite. como vemos dos exemplos acima. Ele é tido por sábio. Tia Mirtes já não sentia dor nem cansaço.”. 3. completam) o sentido da oração. Quem são esses homens?. 2. eu vos amo. Esta. Alguns chamam-no (de) impostor. se. Exemplos: As plantas purificaram o ar.” (Ferreira Castro) Procurei o livro. “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi. • Pelos pronomes oblíquos o. (=Lembro-me dela saudoso. “E até embriagado o vi muitas vezes. dandose-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma esfera semântica: “Viveu José Joaquim Alves vida tranqüila e patriarcal. Excepcionalmente. Ela nos chama. nos. Ninguém me visitou. Lentos e tristes.. O cosmonauta foi aclamado como herói.

“E dali em diante.” • Em construções enfáticas. Aludiu ao fato. Deparei com um estranho..” • Em certas construções enfáticas. como puxar (ou arrancar) da espada.. enganavam é a Pedro. “Foi a comadre do Rubião que o agasalhou e mais ao cachorro. Aspiro a uma vida calma. Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): Dou graças a Deus. como às crianças. • O objeto direto preposicionado. convencer ao amigo (convencê-lo). O pai batia-lhe. O bem. “E olhava o amigo como a um filho mais velho. Exemplos: O dinheiro.”. a(s) e não lhe. deu um beijo em Adelaide.” (Vivaldo Coaraci) “Aquelas veemências.” (Jorge Amado) “Os que lá não penetram. quando soube do caso. Absteve-se de vinho. “Mas dona Carolina amava mais a ele do que aos outros filhos. “A inimigo não se poupa. enfático ou redundante.”. molhou a ambos.”. Preciso de ti amanhã. para garantir a clareza e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”.” • Com nomes próprios ou comuns.. impedindo construções ambíguas: Convence.”.. Obedeço ao regulamento. “Ao Medeiros não o amordaçavam as convenções. a ênfase ou a força da expressão. o drama intensificava-se. Ele zombou de nós. Objeto Direto Pleonástico – Quando queremos dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto. o ser a que se destina ou se refere a ação verbal: “Nunca desobedeci a meu pai. A quantos a vida ilude!. frutas os passarinhos conseguem-nas pelo seu próprio esforço. “Diabolicamente. vem precedido de preposição. (Disse a verdade ao moço.”.”. de plena satisfação.” • Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro caiu. Ceda o lugar aos mais velhos. “A tudo e a todos eu culpo.”. não interrogou a ninguém. nos cinco outros. colocamo-lo no início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome oblíquo. “Como fosse acanhado. Atentou contra a vida do rei. “Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra. cumprir com o dever. Amemos a Deus sobre todas as coisas.”. “Chegou a costureira. muitos o louvam. “Provavelmente. • A substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono. facultativa. o complemento de verbos transitivos diretos. “Pareceu-me que Roberto hostilizava antes a mim do que à idéia. A qual delas iria homenagear o cavaleiro?.”.”. Dedicou sua vida aos doentes e aos pobres. “Também se adormece a fome. a feira deve incomodar.) Peço-lhe desculpas. “Agora sabia que podia manobrar com ele – com aquele homem a quem na realidade também temia. (no filho) Anseio pela tua volta. pegou da agulha. confessor e letrado nunca enganes. quem não as ouviu de voz ou não as viu de letra? (Raquel de Queirós) Objeto Indireto – É o complemento verbal regido de preposição necessária e sem valor circunstancial.”.”.”. é obvio.”. “As companheiras convidavam-se umas às outras. (Peço desculpas ao professor. • Podem resumir-se em três as razões ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: a clareza da frase. Responderei à carta de Lúcia. enfim. (ao pecador) Paguei ao médico ontem. lhes: amar a Deus (amá-lo).: “Arrancam das espadas de aço fino.” (Povina Cavalcânti) O objeto indireto completa a significação dos verbos: Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo.”. a harmonia da frase. por que amas a uns e odeias a outros?. Disse-lhe a verdade. principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da eufonia da frase: Judas traiu a Cristo. “O estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã. enfiou a linha na agulha e entrou a coser. o dinheiro atrai a pequenos e grandes. só ocorre com verbo transitivo direto.”.”. Olho Gabriela como a uma criança. engole-os a obscuridade. pegou do pano. “Ricardina lastimava o seu amigo como a si própria. etc. “Abraçou a todos. A médico. “Vence o mal ao remédio. evitando que o objeto direto seja tomado como sujeito.” • Quando precisamos assegurar a clareza da frase. isto é. Gosto de frutas e de doces. “Esse último rasgo do Costa persuadiu a crédulos e incrédulos.”.. sobretudo referentes a pessoas: Se todos são teus irmãos. “Amava-a tanto como a nós. ordinariamente.”.. “A estupefação imobilizou a todos. ao pai o filho amado.”. porque os grandes caminhões roncam sob a sua janela. como todos ali. Isto ocorre principalmente: • Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: Deste modo.” • Em expressões de reciprocidade. “Encontrou-a e ao marido na fazenda das Lajes.. “Tratava-me sem cerimônia..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Objeto Direto Preposicionado – Há casos em que o objeto direto. prejudicas a ti e a ela. Representa. Assistimos à missa e à festa.” • Com certos pronomes indefinidos.. “Se eu previsse que os matava a ambos. Deus lhe perdoe. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-se pleonástico. “Imagina-se a consternação de Itaguaí.” • Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Severiano tinha um filho a quem idolatrava. pegar da pena. fazendo sorrir.”. mas poucos o seguem. Aumente a sua felicidade. se faz com as formas o(s). Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. “Seus cavalos. como a um irmão. atirar com os livros sobre a mesa. a quem felicitou pelo desenvolvimento das suas graças.” (Machado de Assis) “De mais a mais.”. tornando felizes também aos outros. nas quais antecipamos o objeto direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!. “A este confrade conheço desde os seus mais tenros anos. “Ao poeta Drummond. ela os montava em pêlo.”.” Observações: • Nos quatro primeiros casos estudados a preposição é de rigor. e não mulher feita. geralmente a preposição a. “É certo que ele teme a Deus e crê na doutrina. cantando. que mora mais além. quando possível.”.”.) Didatismo e Conhecimento 53 . referentes a pessoas. a Caetano. pegou da linha.

Beijou as mãos ao sacerdote. Ela queixou-se de mim a seu pai. • Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Revoltavam o povo contra o regime. As preposições que o ligam ao verbo são: a. aos brigões. regresso à pátria. útil ao homem.. (=Rogo a você. lhe. Sobram-lhe qualidades e recursos. Difere deste apenas porque. A cidade estava cercada pelo exército romano. de certos substantivos. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. etc.. recordar o passado. Devolve-lhe o dinheiro... obedecer aos pais. nada me abala relativamente ao Rubião. resistir ao mal. Observações: • O complemento nominal representa o recebedor. a condenação da violência. A árvore foi sacrificada à tirania do progresso. adjetivos) e alguns advérbios em –mente. O juiz confiou-lhe a guarda do menino.. expressa ou implícita. regressar à pátria. Por quem teria ele sido denunciado? Didatismo e Conhecimento 54 . se.” (Dalton Trevisan) “Mas que te importam a ti os assuntos que me são agradáveis?” (Graciliano Ramos) Complemento Nominal – É o termo complementar reclamado pela significação transitiva. Assisti ao desenrolar da luta. os pronomes em destaque podem ser considerados adjuntos adverbiais. Assistência às aulas.) • Nos demais casos a preposição é expressa. (=Devolva o dinheiro a ele. Exemplos: A defesa da pátria. “O ódio ao mal é amor do bem. perdoar as injúrias. e menos freqüentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos colegas. O filme a que assisti agradou ao público. por ênfase. perdão das injúrias. geralmente. Exemplos: Obedece-me. Contenta-se com pouco. criação de impostos.” (Rui Barbosa) “Ah. não fosse ele surdo à minha voz!” (Cabral do Nascimento) “A sensibilidade existe e está a serviço da harmonia. A coisa de que mais gosto é pescar. Acostumou o corpo ao frio e às intempéries.” (Ribeiro Couto) “Que me importa a mim o destino de uma mulher tísica. • Não confundir o objeto direto com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial.. Pedirei para ti a meu senhor um rico presente. os quais.. contra. (=Não lhe devolveram o livro. o paciente. Observações: • Há verbos que podem construir-se com dois objetos indiretos. O objeto indireto é sempre regido de preposição. compositor de músicas. resistência ao mal. (=Obedece a mim. Aquele é o cachorro pelo qual fui mordido.? (Machado de Assis) “E.” (Luís Carlos Lisboa) “Pois bem.. Não preciso disto. Esperei por ti. “Para ele nada é impossível”. o objeto indireto é representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) ou pelos pronomes.. Rogo-lhe que fique. Como atestam os exemplos acima. É regido pelas mesmas preposições usadas no objeto indireto.) Não lhe foi devolvido o livro. queimar fogos. A proposta pareceu-lhe aceitável. entusiasmo divino. criar impostos. queima de fogos.... em. te. remeter cartas. remessa de cartas. Vem regido comumente pela preposição por. Não revelarei isto a ninguém. Objeto Indireto Pleonástico – À semelhança do objeto direto.). Conheço o funcionário por quem fui atendido.) Aos vencidos tomavam-se os bens à força.. A pessoa a quem me refiro você a conhece. Ele só pensa em si. e a ira contra o mal. • A nomes que requerem complemento nominal correspondem. Conto com você. o medo de assaltos. com. Dê isto a (ou para) ele. Muitos já estavam dominados por ele.. Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.” (Machado de Assis) A grande rodovia corre paralelamente às fronteiras setentrionais do Brasil. amar o próximo. basta-lhes xingarem-se à distância. (lhe=a ele) Isto não lhe convém. A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. (=Isto pretence a ti. Perdôo-lhe a ofensa.) Devolveu-se-lhe o livro. da beleza e do equilíbrio. Os obstáculos contra os quais luto são muitos.” (Olavo Bilac) O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pelos pronomes: As flores são umedecidas pelo orvalho. o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado. “Era conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas. como característica do objeto indireto: Recorro a Deus. lhes. As pessoas com quem conto são poucas. em vez de complementar verbos. Isto te pertence. são considerados acidentalmente transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta. Falou contra nós. incompleta. Vem sempre regido de preposição. complementa nomes (substantivos. • A preposição está implícita nos pronomes objetivos indiretos (àtonos) me. O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras categorias. vos. Peço-vos isto. Agente da Passiva – É o complemento de um verbo na voz passiva. regidos de preposições diferentes: Rogue a Deus por nós.... adjetivos e advérbios. etc.). obediente aos pais. recordação do passado. o alvo da declaração expressa por um nome: amor a Deus. incapazes de se moverem. verbos de mesmo radical: amor ao próximo.). para e por. nos. (=Peço isto a vós. no caso. a remessa de cartas. de. (=O livro foi-lhe devolvido...

. água do mar (adj. todos olham e não dizem nada.. Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na praça. imperador do Brasil. especialidade .” (Camilo Castelo Branco) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma. que modifica o sentido de um verbo. filho de fazendeiros: origem . O adjunto adnominal pode ser expresso: • Pelos adjetivos: água fresca. • Pelos numerais: dois pés.. Saí com meu pai.” (José Geraldo Vieira) Didatismo e Conhecimento 55 . em outras palavras. indir. etc. negação.. (voz ativa) Observações: • Frase de forma passiva analítica sem complemento agente expresso. intensidade. modo. (voz ativa) Ele será acompanhado por ti. Este representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do presidente. etc. ter medo do mar (compl.” (Geraldo França de Lima) O adjunto adverbial é expresso: • Pelos advérbios: Cheguei cedo. encontramos a felicidade. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal. etc. ou a origem. “Cada casa arrumava. assunto. foi um monarca sábio. origem. modo.água da fonte. Observações: • Pode ocorrer a elipse da preposição antes de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite. coisas a que era avesso..nom. pertença. Não durma ao volante. destruidor de matas. tudo foi destruído pela enchente. adjunto adverbial e aposto.. expôs-me seu caso de consciência. aviso de amigo. as mãos dele: posse. (Expulsaram-no da cidade. exprimir alguma circunstância. herói de nossa gente. • É importante saber distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal. aproximei-me da porta.casa de ensino.). aulas de inglês: fim.). (errado).. a sua fogueira: uma pirâmide de toros de madeira decepados pela manhã. farinha de trigo. (Devastam as florestas. que rua?.” (Povina Cavalcânti) “Ele. • Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às vezes viajava de trem. país cuja história conheço. Talvez esteja enganado.. causa. (certo) Termos Acessórios da Oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. Exemplos: D. aviso de perigo. quinto ano. cheiro de petróleo.presente de rei (=régio): qualidade . Maria é mais alta. Ele fala bem. descoberta de petróleo.” (Adonias Filho) “E isso exigiria estratagemas.criança com febre (=febril): característica . terá sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. a casa do fazendeiro.histórias de arrepiar os cabelos (=arrepiadoras): qualidade . (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto adnominal). de objeto indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad.homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade . pertença . empréstimo do banco. capítulo sexto. “Nicanor. região do ouro e dos escravos. qual seja a de caracterizar um ser.). • Os adjuntos adverbiais classificam-se de acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de lugar. gosta do mar (obj. Adjunto adnominal – É o termo que caracteriza ou determina os substantivos.. Ande devagar. determinar os substantivos. Assobiavam-se as canções dele nas ruas. desenvolve ou resume outro termo da oração. (voz passiva) Tu o acompanharás. animal feroz. empréstimo de dinheiro.fio de aço. pouco sal. plantio de árvores. declaração do ministro.). folhas de árvores.. declaração de guerra.aviso do diretor: agente Observações: • Não confundir o adjunto adnominal formado por locução adjetiva com complemento nominal.) ou. posse.livro do mestre. casa de madeira: matéria .). Compreendo sem esforço. meio. fala corretamente. o guarda. Domingo que vem não sairei. (=Naquela noite. o médico. não dormi.. lugar.. ao passar para a ativa. não ficaria ancorado como uma canoa. Pedro II.. no terreiro em frente..” (Ricardo Ramos) Prezamos acima de tudo duas coisas: a vida e a liberdade. As florestas são devastadas. beleza das matas.adn. Adjunto adverbial – É o termo que exprime uma circunstância (de tempo.. Moramos aqui. este lugar. muitas rãs. acensorista.) • Na passiva pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres. O adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa o agente da ação. Escureceu de repente. amor de mãe. um rapaz. Volte bem depressa. as ruas.. • Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade. Júlio reside em Niterói.. • Pelos artigos: o mundo. terras férteis.). Errei por distração.” (Mário de Andrade) Casas e pastos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. colheita de trigo. • Pelos pronomes adjetivos: nosso tio.adv. Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres.).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz ativa: A rainha era chamada pela multidão. (certo). amor ao próximo. Ouvidos atentos. (voz passiva) A multidão aclamava a rainha. “O pastor. qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do presidente.. árvores e plantações.” (Carlos Drummond de Andrade) “No Brasil. Aposto – É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece. fim ou outra especificação: . Caúla. (=No domingo. (=De ouvidos atentos. tempo.). companhia. adjetivo ou advérbio.

são horas! “Olá compadre. complemento nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. não são banhados pelo mar. O aposto que se refere a objeto indireto. oração absoluta.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome substantivo: Foram os dois. (uma locução verbal. por favor!” (Maria de Lourdes Teixeira) “A ordem. As borboletas. a Bolívia e o Paraguai. às vezes. como romancista. seus antropófagos!” (Rubem Braga) Observação: • Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. ou da preposição acidental como: Dois países sul-americanos. “Irmão do mar. amei as solidões sobre os rochedos ásperos. Exemplos: Pegou fogo no prédio. O aposto. o escritor João Ribeiro. o teu defensor. da intensidade das coisas. “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (Graciliano Ramos) O aposto pode preceder o termo a que se refere. Nogueira. a palavra é a mais bela expressão da alma humana. um animal. Este escritor. a Rua Osvaldo Cruz. Um aposto pode referir-se a outro aposto: “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares. por vírgulas. Exemplos: Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos. o qual. mande-me cá o Padilha. amanhã!” (Graciliano Ramos) “Esconde-te. eh!): “Tem compaixão de nós . ó lágrimas saudosas!” (fagundes Varela) “Ei-lo. isto é. bichos. fato que me deixa atônito. em geral. (um verbo. ponto de interrogação ou com teticências. duas orações) Há três tipos de período composto: por coordenação. ele e ela. os dois surfistas atiraram-se às ondas. leves e graciosas. o romance Tóia. do espaço. o período é composto quando traz mais de uma oração. O período é simples quando só traz uma oração.) Quero que você aprenda. Vocativo – (do latim vocare = chamar) é o termo (nome. destacam-se por pausas. esvoaçavam num balé de cores. Num período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as locuções verbais nele existentes. na escrita. que pode ser uma pessoa. refere-se a toda uma oração. não há aposto. (Período composto. Podemos antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó. uma oração) Quero que você aprenda. título. de beleza.” (Machado de Assis) “Correi. Não pertence à estrutura da oração. que se encerra com ponto de exclamação. meus amigos. “Acho que adoeci disso. o que me levava a preferir sua companhia. o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos: “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos. O espaço é incomensurável. etc. Simão era muito espirituoso. Exemplo: Pegou fogo no prédio. chamada absoluta. verdes mares!” (josé de Alencar) “Voltem para sua floresta. Mário não se conteve. O dia amanheceu chuvoso. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso. de tudo ela tinha medo. meninos?!” (Afonso Arinos) “Meu nobre perdigueiro. ó Liberdade!” (Mendes Leal) “Vocês por aqui. dois pontos ou travessões. como nestes exemplos: Minha irmã Beatriz. uma oração) Deves estudar para poderes vencer na vida. apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa. por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. sinal de tempestade iminente. ó alegria do mundo!” (Camilo Castelo Branco) Eh! rapazes. morcegos.” (Cabral do Nascimento)(refere-se ao sujeito oculto eu). No exemplo inicial. Exemplos: Rapaz impulsivo.) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há num período: é contar os verbos ou locuções verbais. nnca foi superado. por exemplo. Mensageira da idéia. indicadas. correi. às vezes. uma coisa real ou entidade abstrata personificada. O aposto não pode ser formado por adjetivos. o rio Amazonas. é a base do governo. a saber. Nas frases seguintes. Os apostos. está elíptico. Só não tenho um retrato: o de minha irmã. os pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e prolongado. Não havendo pausa. mais alto!” (Augusto Meyer) O vocativo é um tempo à parte. por subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo tempo (também chamada de misto). o Colégio Tiradentes. o que me obrigou a ficar em casa. mais alto. (Período simples. olá. ó Cristo!” (Alexandre Herculano) “Ó Dr. Na escrita é separado por vírgula(s).” (Raquel Jardim) De cobras. senhor de engenho. (dois verbos. PERÍODO Toda frase com uma ou mais orações constitui um período. filha do velho coronel Tavares. mas predicativo do sujeito: Audaciosos.” (Ledo Ivo) O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto é. (duas locuções verbais. duas orações) Está pegando fogo no prédio. não haverá vírgula. vem comigo!” (Castro Alves) “Serenai. Didatismo e Conhecimento 56 . ó sol de maio.

uma não depende da outra sintaticamente. “Jacinta não vinha à sala. Raimundo é homem são. pois.. tudo precisa ser bem feito ou custará preço muito caro. e o período formado só de orações coordenadas é chamado de período composto por coordenação. há uma paz profunda na casa deserta. 4. quer. 2.. ou seja. entretanto ninguém trabalhava.” (Coelho Neto) “Avancei lentamente até o bueiro. no entanto. mas ainda. (antes = pelo contrário) “Já não era um tímido passageiro que embarcara em São Paulo e sim um estóico aviador.ou. . mas aceitam-na. Exemplo: Os torcedores gritaram. Venha agora ou perderá a vez. mas até nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara. logo. Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas. Estudei bastante / mas não passei no teste. A espada vence.” (Renato Inácio da Silva) Considere. logo.. ou seja. é claro. como já dissemos.” (Graciliano Ramos) “Jonas dá o sinal de partida. Seja mais educado / ou retire-se da reunião! OCA OCS Alternativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com referência à oração anterior. OCA OCS Aditiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à oração anterior. Exemplo: O homem saiu do carro / e entrou na casa. este período composto: Passeamos pela praia. Ele me ajudou muito. Havia muito serviço.” (Antônio Olavo Pereira) “O ferro mata apenas. Pode ser: 1. OCA OCS Conclusiva Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de conclusão de um fato enunciado na oração anterior. / vibraram. por uma conjunção coordenativa alternativa. se nos depara nos próprios animais. Orações coordenadas sindéticas aditivas: e... por uma conjunção coordenativa adversativa. / sofreram. Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou. Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto.” (Machado de Assis) “A noite avança. As pessoas não se mexiam nem falavam.” (José Fonseca Fernandes) (e sim = mas) 3. O instinto social não é privilégio do homem. O mar é generoso. 1ª oração: Passeamos pela praia 2ª oração: brincamos 3ª oração: recordamos os tempos de infância As três orações que compõem esse período têm sentido próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: elas são independentes. por uma conjunção coordenativa aditiva. mas não convence. porém às vezes torna-se cruel.. a vontade. Didatismo e Conhecimento 57 . mas também. apanhei o embrulho e segui. “É dura a vida.” (Machado de Assis) Os livros não somente instruem mas também divertem.” (Machado de Assis) “Em aviação. uma relação de sentido. antes. contudo não te exaltes. o ouro infama. os saveiros acompanham. / portanto merece minha gratidão. / recordamos os tempos de infância. não só.As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm introduzidas por conjunção coordenativa.. OCA OCA OCA “Inclinei-me. por exemplo. desonra. OCA OCS As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas que as introduzem.As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando não vêm introduzidas por conjunção. Saí da escola / e fui à lanchonete. mas. ou retirava-se logo. avilta. nem. não só. Ela não somente se orgulhava de seu marido como também o amava muito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Período Composto Coordenadas por Coordenação. ou. quer. seja. seja. entretanto. / brincamos. portanto deve trabalhar.” (Cecília Meireles) Tens razão. por isso.. Há entre elas. OCA OCS Adversativa Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção que expressa idéia de oposição à oração anterior.. As orações independentes de um período são chamadas de orações coordenadas (OC). As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e sindéticas. Vives mentindo. não mereces fé. ora. as lanchas se movimentam lentamente.. A doença vem a cavalo e volta a pé. por uma conjunção coordenativa conclusiva. contudo. pois. ou seja. porém. sentei-me.” (Jorge Amado) .. ou seja. ora.. Ele é teu pai: respeita-lhe. todavia. Orações “Não só findaram as queixas contra o alienista.

OCA OCS Explicativa Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que expressa idéia de explicação. ou seja. Conjunções: embora.” (Fernando Sabino) O cavalo estava cansado. (adjunto adverbial de causa) Veja. como podemos transformar esses termos em orações com a mesma função sintática: Vi uma cena / que me entristeceu.” (Raquel de Queirós) (se convidada = se for convidada) Não fosse a perícia do guia. Não mintas. Não sairei de meu consultório. Quando um período é constituído de pelo menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a subordinada) depende sintaticamente da outra (principal). porque. Não poderás ser bom médico. que ela aniversaria amanhã. Poderão chegar lá ainda hoje. já brilhava intensamente.” (Viana Moog) “A carinha (de Neuma) podia ser de chinesa. no entanto. mesmo que. fossem os olhos mais enviesados. OP OSA Causal O tambor soa porque é oco. (a menina) senta no colo da gente. visto que esteve doente. Irei à sua casa / se não chover. conquista-a. caso a experiência tenha êxito. pela simples razão que ele não existe. pois. Orações coordenadas sindéticas explicativas: que. desde que.” (Raquel de Queirós) (fossem os olhos = se fossem os olhos) 3. ora o rasgava freneticamente. Período Composto por Subordinação Observe os termos destacados em cada uma destas orações: Vi uma cena triste. sendo. tanto mais que meu filho está doente. Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração principal. talvez teríamos perecido todos. “Escrevesse eu esses livros e estaria rico. Não encontrei o livro em nenhuma loja.” (Jorge Amado) “Velho que sou. cidadãos. Decerto alguém o agrediu. Se o conhecesses. conversa um pouco e logo sai correndo. como (= porque). de justificativa em relação à oração anterior.” (Luís Jardim) “Ou Amaro estuda ou largo-o de mão!” (Graciliano Ramos) O misterioso disco já escurecia. de tão violento que ficara. ainda que. apesar de. contanto que. Concessivas: Expressam idéia ou fato contrário ao da oração principal. ele é classificado como período composto por subordinação. Você pode ir. que te abençôo. por uma conjunção coordenativa explicativa. Não posso ir hoje. Como não me atendessem. ou um minuto depois. a segunda oração exerce uma certa função sintática em relação à primeira. porquanto eu estava cumprindo o meu dever. se bem que. (objeto direto) Não pude sair por causa da chuva. subordinada a ela. ninguém ousou reagir. portanto. “Faltou à reunião. (oração subordinada com função de adjunto adverbial de causa) Em todos esses períodos. Leve-lhe uma lembrança. que.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “A louca ora o acariciava. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de Andrade) A cápsula do satélite será recuperada. não o condenarias. (oração subordinada com função de objeto direto) Não pude sair / porque estava chovendo. apenas conheço as flores do meu tempo. porquanto.” (Autran Dourado) “Houvesse chegado um minuto antes. São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa que as introduz: 58 1. “A mim ninguém engana. sem. OP OSA Condicional Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos ofensores. a menos que. As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem: adverbiais. impedir sua realização. pois arfava muito. e tudo teria sido diferente. salvo se acontecer algum imprevisto. Ninguém podia queixar-se. “Se convidada. pois que. Conjunções: porque.” (Érico Veríssimo) “Qualquer que seja a tua infância. 2. repreendi-os severamente. porque é pior para ti. sem que estudes muito. Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a ocorrência do que foi enunciado na principal. a menos que (ou a não ser que) haja casos urgentes.” (Vivaldo Coaraci) Desprezam-me. Ela saiu à noite / embora estivesse doente. Não fui à escola / porque fiquei doente. visto que. 5. pois (ou porque) o nariz dela sangra. Vamos andar depressa / que estamos atrasados. Conjunções: se. por isso que sou pobre. contanto que (ou desde que) volte cedo. (oração subordinada com função de adjunto adnominal) Todos querem / que você participe. Orações Subordinadas Adverbiais As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal (OP). a não ser que. substantivas e adjetivas. OP OSA Concessiva Didatismo e Conhecimento . temos que agir nós. Como ele estava armado.” (Arlindo de Sousa) Já que (ou visto que ou desde que ou uma vez que) ninguém se mexe. “Maximiano temera que o coronel o agredisse. por mais que. agora. que não nasci ontem. (adjunto adnominal) Todos querem sua participação.

de maneira que pude prolongar minha viagem.” (Ramalho Ortigão) 6. Por incrível que pareça. como (= porque). Cumpriremos nosso dever. cruzou os braços no peito. O jornal. manteve-o apertado contra o peito. Fleming descobriu a penicilina por acaso. assim que.” (Oto Lara Resende) “Os cavalos vinham quase em cima dela. Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. as casas se esvaziam. vimos toda a extensão da catástrofe.” (Marquês de Maricá) Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. Conjunções: quando.” (Graciliano Ramos) 4. Mal chegamos ao local.) Ajudava-os em tudo. Conjunções: para que.” (José Fonseca Fernandes) Agora que estás de férias. para o tumulto. Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi enunciado na oração principal. de sorte que (ou de modo que ou de forma que ou de maneira que) não saí de casa. Por mais que gritasse. “Corria para a rua. OP OSA Final “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos. nem por isso o respeitava menos. Como diz o povo. logo que. Consoante opinam alguns. tristezas não pagam dívidas. mal (=assim que). Conformativas: Expressam a conformidade de um fato com outro. Conjunções: conforme.” (Machado de Assis) “Nem bem sentou-se no banco. “Chovesse ou fizesse sol. a fim de que.” (Povina Cavalcânti) “Em que pese aos inimigos do paraense.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Admirava-o muito. não me ouviram.” (Fernando Namora) “Ainda assim. devia ser melhor que aquilo. cria asas. os povos se levantam.” (José Geraldo Vieira) 7. enquanto. Ontem estive doente. pequenos que sejam. “Deolindo veio à terra tão depressa alcançou a licença.” (José J. pois que. ao mesmo tempo que lhe afagava os cabelos. passo pelas livrarias. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (Machado de Assis) ”Por muito mau que fosse o seringal. Conjunções: porque.” (Machado de Assis) Didatismo e Conhecimento 59 . visto que. o moço ergueu-se rápido. porque (=para que). de modo que lhe fosse difícil encontrar-se a sós consigo. conforme a Lua fique ou não completamente mergulhada no cone de sombra da Terra. para o trabalho. conseguiria esquecer. Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. sempre que. a História se repete. não andei tão depressa que amarrotasse as calças.” (Helena Jobim) Por que ela ainda não apareceu desde que estamos aqui? “Desde que não confia nele manda-o embora e chama outro. há sempre uma apreciável parcela de verdade integral. é um grande veículo de informação. que. o Major não faltava. Ela me reconheceu apenas (ou mal ou logo que ou assim que) lhe dirigi a palavra. sinceramente confesso que o admiro. Todas as vezes que agredimos a natureza. enquanto os outros escutavam silenciosos. As notícias de casa eram boas. quando escurecia.” (Ondina Ferreira) (Se o via = embora o visse. segundo. como (=conforme).” (Marquês de Maricá) Enquanto foi rico. quem quer que seja.” (Ferreira de Castro) “Em cada escola (filosófica). a estontearse.” (Machado de Assis) (não deixasse = para que não deixasse) “Quando sentiu que ia chegando. como sabemos. “Fiz-lhe sinal que se calasse. ainda que (ou mesmo quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. por exagerada que seja.” (Jônatas Serrano) “Se o via derrubado. ela se volta contra nós. por mais que o cocheiro os sofreasse. Consecutivas: Expressam a conseqüência do que foi enunciado na oração principal. há em todas as coisas um sentido filosófico. quando quer se perder. Sempre que vou à cidade.” (Machado de Assis) (que = para que) “Instara muito comigo não deixasse de freqüentar as recepções da mulher. não fosse o coração saltar-lhe.” (Machado de Assis) “Um eclipse da Lua pode ser total o parcial. “Como deveis saber. “Lá pelas sete da noite. Veiga) De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Quando os tiranos caem. eles não sabiam o nome de sua cidade. Minha mãe ficava acordada até que eu voltasse. “Digo essas coisas por alto. fossem quais fossem as conseqüências. depois que. OP OSA Temporal Formiga. Embora não possuísse informações seguras. embora (ou conquanto ou posto que ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. são ouvidos com agrado. Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao que foi expresso na oração principal. O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. Vim hoje. ainda assim arriscou uma opinião. rosto no pó. OP OSA Conformativa O homem age conforme pensa. “Nem que a gente quisesse. segundo as ouvi narrar anos depois. que pretendes fazer? “Ela acalentou o bebê. Um dos garimpeiros falou. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. conforme lhe prometi. O responsável deve ser punido. Júlio César resolveu passar o Rubicão. todos o procuravam. sem que isso fosse de minha obrigação. Os louvores.” (Machado de Assis) Segundo ouvi dizer. OP OSA Consecutiva Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.” (Ronaldo de Freitas Mourão) 5. que.

Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. como no exemplo acima. “Nos Estados Unidos há universidades para todas as inteligências como há hotéis para todas as bolsas. Indaguei de quem eram aqueles quadros. 9. Observe: Necessito de sua ajuda. Perguntaram quem era o dono da fábrica. OP OSA Comparativa A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro. assim minha alma se abriu à luz daquele olhar. em construções do tipo é bom. . geralmente são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se. Obs.depois de verbos como convir. (tão). quanto mais.: Sabe-se que ele saiu da cidade. (= O mestre exigia a presença de todos. Rui voltou para casa como quem vai para a prisão. À proporção que avançávamos.” (Eduardo Prado) O lugar é tal qual (ou tal como) você o descreveu. Daremos o prêmio a quem o merecer. assim como. Ex. num período.. O fiscal verificou se tudo estava em ordem. Elas podem ser: 60 1. tanto como. é útil. Ela é bonita / como a mãe.: As orações comparativas nem sempre apresentam claramente o verbo. . sem que a guerra o arrebatasse. Ex.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Não esperava. é conveniente. é certo. Conjunções: à medida que. à proporção que. Veja que horas são. (= Não me oponho à sua viagem. Lembre-se de que a vida é breve. Proporcionais: Expressam uma idéia que se relaciona proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. “O coronel Ferreira avisava-o de que se acautelasse. (que não = sem que) “Não podia fitá-lo sem que (ou que não) risse.. OP OSS Objetiva Inireta Não me oponho a que você viaje. (objeto indireto) Necessito / de que você me ajude. vai diminuindo.” (Jônatas Serrano) 3. como o imã atrai o ferro. que (combinado com menos ou mais). tal como.. Didatismo e Conhecimento . (objeto direto) O grupo quer / que você ajude. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal. mais se aprende. quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos das conjunções que ou se.” (José Américo) “Bebia que era uma lástima!” (Ribeiro Couto) Falou com uma calma e frieza que todos ficaram atônitos.” (Marquês de Maricá) Ela o atraía irresistivelmente. O freguês perguntou quanto custava aquele relógio. Observe: É importante sua colaboração.. 2. OSA Proporcional OP À medida que se vive.depois de expressões na voz passiva. Ignoramos como se salvaram. tanto que me pediu um prazinho para a resposta. etc.: É certo que ele voltará amanhã. Ex. que assustava os transeuntes. Comparativas: Expressam idéia de comparação com referência à oração principal. podia erguê-lo ao sol. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. ocorrer.” (Graciliano Ramos) 8. as casas iam rareando. quanto menos. etc. (sujeito) É importante / que você colabore. O valor do salário.” (Graciliano Ramos) “Abriu-se o templo a quem quer que cresse em Deus. Ignoro quantos são os desabrigados. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. exercem funções sintáticas próprias de substantivos. Orações Subordinadas Substantivas As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas que. ao passo que. em que está subentendido o verbo ser (como a mãe é). Observe: O grupo quer a sua ajuda.depois de um verbo de ligação + predicativo. “Tenho medo disso que me pélo!” (Coelho Neto) “Essa gente fazia um barulho. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal. ao passo que os preços sobem. OP OSS Objetiva Direta O mestre exigia que todos estivessem presentes. constar. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.) Aconselha-o a que trabalhe mais.: Convém que todos participem da reunião. diz-se. contase.” (Camilo Castelo Branco) “Alguém me convencera de que eu devia jejuar. Como a flor se abre ao Sol. Não posso dizer qual delas é a mais feia. Certos cantores gesticulam mais do que cantam. Conjunções: como. tal qual. O soldado insistia em que a prisão fosse feita.” (Amadeu de Queirós) “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?” (Castro Alves) Tinha um filho.” José Geraldo Vieira) Não vão a uma festa que não voltem bêbedos. OP OSS Subjetiva A oração subjetiva geralmente vem: . urgir. O santo exortava o povo a que se mantivesse fiel a Deus. como. como sabe-se. cumprir.) Mariana esperou que o marido voltasse.” (Celso Luft) “Não se sentava que não enterasse a cara nas mãos.

Os animais que se alimentam de carne chamam-se carnívoros. Aconteceu que não o encontrei em casa. que o filho recuperasse a saúde. (predicativo) O importante é / que você seja feliz. Exemplo: O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.” (Dom Eugênio Sales) 5. OP OSS Completiva Nominal Sou favorável a que o prendam. essa proposta traz algum motivo oculto?” (Machado de Assis) “A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola. etc. OP OSA Restritiva Nesse exemplo.) e podem ser classificadas em: 1. Exemplos: Não sei quando ele chegou. Didatismo e Conhecimento 61 . (aposto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do país. entre vírgulas. (oração subordinada adjetiva) As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas por um pronome relativo (que . “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo. Observação: Além das conjunções integrantes que e se. Às vezes sucedia que um de nós se machucava. Exemplo: Seu desejo. Não é segredo que os dois não se entendem. Sê grato a quem te ensina.” (Osmã Lins) “Mas diga-me uma cousa. Convém que sigas uma profissão..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA É necessário que você colabore. a oração que ganhou o 1º lugar especifica o sentido do substantivo cantor.” (Graciliano Ramos) “Deixei-me estar em casa. Observe como podemos transformar um adjunto adnominal em oração subordinada adjetiva: Desejamos uma paz duradoura. cujo. intercaladas à oração principal. Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.” (Carlos Povina Cavalcânti) A expectativa é de que a safra agrícola aumente. 4. Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal.” (Maria de Lourdes Teixeira) “Há necessidade de quem é luz do mundo e sal da terra. (= Sou favorável à prisão dele. Para alguns a pátria é onde se está bem. Diga-me como resolver esse problema. Observe: O importante é sua felicidade.. “A impressão é de que uma e outra seriam a mesma coisa. (Seu receio era a chuva. Observe: Estou convencido de sua inocência. (adjunto adnominal) Desejamos uma paz / que dure.) Minha esperança era que ele desistisse. Ficou provado que os documentos eram falsos. OP OSS Apositiva Só desejo uma coisa: que vivam felizes.” (Antônio Olavo Pereira) “Estava convencido de que um dia lhe dariam razão. quanto. (= Sua colaboração é necessária. OP OSS Predicativa Seu receio era que chovesse. É bom que você venha.” (Jônatas Serrano) “É inútil uma coleção de armas para quem já não caça mais. Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. Orações Subordinadas Adjetivas As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal. indicando que o público não aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem.” (Herberto Sales) “Mariana teve a sensação de que alguém a observava. Não consta que ele fosse anti-religioso. desde a tarde.” (Carlos Povina Cavalcânti) As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de doispontos. Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício do país. Pedra que rola não cria limo. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: É aquela que exerce a função de complemento nominal de um termo da oração principal. tais como quando. tornou-se realidade. etc. Arnaldo foi quem trabalhou menos. Não sou quem você pensa.” (Carlos Castelo Branco) 6. Podem vir. quem. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de que virias a morrer.) Parece que a situação melhorou. vindo sempre depois do verbo ser. (complemento nominal) Estou convencido / de que ele é inocente.” (Ana Miranda) “O romano estava intimamente convencido de que era superior a todos os outros povos.) Estava ansioso por que voltasses. Importa que saibas isso bem. as orações substantivas podem ser introduzidas por outros conectivos. “O certo é que a pacata fisionomia da cidadezinha ganhou animação. (Só desejo uma coisa: a sua felicidade) Só lhe peço isto: honre o nosso nome. qual.” (Graciliano Ramos) “E confesso uma verdade: eu era um homem puro. também. na esperança de que me chamasse. como.

Ele está jantando na sala. Precisando de ajuda. que traz o efeito. / lançou um novo livro.Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de desenvolvimento.” (Ana Miranda) Orações Reduzidas Observe que as orações subordinadas eram sempre introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do subjuntivo. reduzida de gerúndio. Quando entrei na escola. Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. A oração reduzida terá a mesma classificação da oração desenvolvida. Alguém. nos salvará. Assim que acabou o treino.” (Olegário Mariano) “Escolheu a rua que o levaria ao bairro dos clubes. Note-se também que há pausa (vírgula.O infinitivo. que é efeito. Valério. Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se referem. (infinitivo) . nem por isso deixam de existir. orações reduzidas que não são passíveis de desenvolvimento. as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na oração principal. já que ambas podem ser iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a diferença entre explicativas e causais.” (Josué Guimarães) “Existem coisas cujo alcance nos escapa. que cultiva com carinho. telefone-me. subordinada adverbial Acabado o treino. OP OSA Explicativa OP Deus. Ele tem amor às plantas. OSA Condicional Precisando de ajuda: oração condicional. (particípio) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das formas nominais são chamadas de reduzidas. os jogadores foram para o vestiário. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por coordenação. O período agora é composto por coordenação. que nasceu rico. . os jogadores foram para o vestiário. Há casos também de orações reduzidas fixas. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. muitas vezes. reduzida de particípio.Acabado o treino. o que não acontece com a oração adverbial causal.” (Graciliano Ramos) “A vida me ensinou a conhecer os homens com os quais eu lido. pois a oração iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou na coordena anterior. Exemplo: O homem fechou a porta. Além desse tipo de orações subordinadas há outras que se apresentam com o verbo numa das formas nominais (infinitivo. mas sem restringi-lo ou especificá-lo. que o poente avermelhava. mas como o próprio nome indica. acabou na miséria.Ao entrar nas escola. O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. porque seus olhos estão vermelhos. Ao entrar na escola. o gerúndio e o particípio não constituem orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. Exemplos: Preciso terminar este exercício. OSA Temporal Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal. “Olhou a caatinga amarela. telefone-me. que é nosso pai. Exemplos: .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas escreveram. (gerúndio) . conforme o caso. Rosa chorou. Não existe aí relação de causa e efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela ter chorado. Dúvidas: Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas e as orações subordinadas causais. OSA Temporal Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal. . poderá ser assaltado. (oração coordenada sindética aditiva) Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de gerúndio. devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo. / que mora na Bahia. saindo depressa de casa. gerúndio e particípio).” (Inácio de Loyola Brandão) 2. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal. encontrei o professor de inglês. imperativa. reduzida de infinitivo. Essa casa foi construída por meu pai. encontrei o professor de inglês.Uma oração coordenada também pode vir sob a forma reduzida. Exemplo: O escritor Jorge Amado. ao lado qual estava o baú de roupas. Observações: . esclarecendo um pouco mais seu sentido. / os jogadores foram para o vestiário. na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que esta é. / telefone-me.” (Fernando Namora) “As pessoas a que a gente se dirige sorriem. isto é. “Há saudades que a gente nunca esquece. Se precisar de ajuda. / encontrei o professor de inglês. OP OSA Comparativa OSA Condicional Didatismo e Conhecimento 62 .” (Graciliano Ramos) “Mariana sentou-se no catre. visto que a surra foi sem dúvida a causa do choro. que passe por ali à noite.Precisando de ajuda. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa cidade.

(SANTA CASA) A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. com as palavras de que dependem. exceto em: a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar. pela emoção que emudece e paralisa. Essa concordância poderá ser feita de duas formas: gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes). 7. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? «Não sei no que pensas». d) Precisa-se de operários. coordenadas entre si d) objetos diretos. (MACK) «Na ‘Partida Monção’. Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva restritiva d. b) Não lhe tocara no assunto. entramos na escola. subjetiva b) subjetiva. coordenadas entre si e) objetos indiretos. e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea. d) O oficial perguntou de onde vinha. subjetiva. objetiva direta. é classificada como: a) substantiva objetiva direta b) substantiva completiva nominal c) adjetiva restritiva d) coordenada explicativa e) substantiva objetiva indireta 4. objetiva indireta 6. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva e. objetiva direta c) objetiva direta. 2. ou meter-se para os lados de Goiana (1-A) (2-B) (3-E) (4-A) (5-D) (6-E) (7-B) (8-C) (9-E) (10-C) Respostas Concordância Nominal e Verbal A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção frasal. “Concordar” significa “estar de acordo com”. Didatismo e Conhecimento 63 . a oração «para cortar» em relação a «não bate». (UF-UBERLÂNDIA) «Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. coordenadas entre si b) adjuntos adnominais. não há uma atitude inventada. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. (UF-GO) Neste período «não bate para cortar». com valor estilístico). (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas: 1. orações subordinadas adverbiais concessivas. objetiva direta e) predicativa. É bom que você venha.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exercícios 1. tanto nominal quanto verbal. objetiva direta. adverbial temporal. adverbial temporal d) subjetiva.” A oração sublinhada é: a) adverbial conformativa b) adjetiva c) adverbial consecutiva d) adverbial proporcional e) adverbial causal 5.” A oração sublinhada é: a) subordinada substantiva completiva nominal b) subordinada substantiva objetiva indireta c) subordinada substantiva predicativa d) subordinada substantiva subjetiva e) subordinada substantiva objetiva direta 8. não vivia no coco como a do Santa Rosa. Assim. 3. respectivamente: a) objetiva direta. mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do presidente. e) Não sei se o vinho está bom.” Os termos sublinhados são: a) complementos nominais. Via-se muito que D. Temos orações subordinadas. atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários elementos. (UF-MG) Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”. Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial condicional b. os elementos que compõem a frase devem estar em consonância uns com os outros. a oração destacada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa 3. Chegados que fomos. e se não sabia notícias de Antônio Silvino. (UF-MG) Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas. orações subordinadas adjetivas. A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial consecutiva 2. c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha. (FMU) Na passagem: «O receio é substituído pelo pavor. orações subordinadas adjetivas. orações subordinadas adverbiais comparativas c) agentes da passiva. pelo respeito. Não esqueças que é falível. EXCETO em: a. É o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam. adverbial temporal. faria o mesmo com o engenho que ele fundara com o suor de seu rosto. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na realidade. orações subordinadas adverbiais comparativas 9. Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta c. na concordância. c) O aluno fez-se passar por doutor. nas suas flexões. (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada. é: a) a causa b) o modo c) a conseqüência d) a explicação e) a finalidade 10.

. “. quanto de feia.” (Gonçalves Dias) Onde andará metido Antônio e suas irmãs? Estavam molhadas as cortinas e os tapetes.” (Machado de Assis) Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro....” (Lúcio de Mendonça) A atriz possui muitas jóias e vestidos caros.. Seus olhos têm algo de sedutor. que. apareci com o rosto e as mãos muito marcados. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas. as colheitas seriam fartas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância Nominal – adequação entre o substantivo e os elementos que a ele se referem (artigo.” (Antônio Olinto) O garoto e as meninas avançaram cautelosos.esses números nada têm de precisos. Por que tanto ódio e perversidade?.” (Alexandre Herculano) • Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos de gêneros diversos.acerca do possível ladrão ou ladrões. 64 • O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere. quando posposto. o predicativo deve concordar no plural e no gênero deles: O mar e o céu estavam serenos. com o mais próximo: “Escolhestes mau lugar e hora. Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo substantivo determinado pelo artigo. O dedo indicador e o médio estavam feridos.” (José de Alencar) “.” (Antônio Calado) Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras. um e outro legítimos. ocorrem dois tipos de construção. Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras.um padre-nosso e uma ave-maria oferecidos a Nossa Senhora. adjetivo)..grande número de camareiros e camareiras nativos.. “O César e a irmã são louros. É proibida a caça nesta reserva.” (Humberto de Campos) “Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava dos irmãos e irmãs falecidas. muito.” (Machado de Assis) “Uma solicitude e um interesse mais que fraternos.. III. Os adjetivos regidos da preposição de. “Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens sem disciplina. Estudo a língua inglesa e a francesa. • Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero. normalmente ficam no masculino singular: Sua vida nada tem de misterioso.. Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa. “O céu e as árvores ficariam assombrados.. sexo e profissão.. em geral. poderá concordar no masculino plural (concordância mais aconselhada).esperavam-nos alguns tios e tias maternos.” (Luís de Camões. Todavia.” (Pedro Nava) “. A ciência e a virtude são necessárias.. “. com a função de adjunto adnominal. o que só é possível quando o predicativo se antecipa ao sujeito: “Era deserta a vila.. Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade. Menos comum é a concordância com o substantivo mais próximo.. Seus planos e tentativas. pronome. CONCORDÂNCIA NOMINAL Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a concordância do adjetivo. a tinta e a barro fresco. o templo..asas e peito matizados de riscas brancas.). algo. efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais: Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela concordância. com os quais fomos viver. Exemplo: No masculino plural: “Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os vestidos decotados.. ou com o substantivo mais próximo. Os campos estavam floridos.à descoberta de rios e terras ainda desconhecidos.. mas em todos os casos deve subordinar-se às exigências da eufonia.” (Ribeiro Couto) “Tanto tinha minha tia de emperiquitada quanto minha avó de desmanzelada consigo mesma. que se referem a pronomes neutros indefinidos (nada. Os Lusíadas.. conformando-se ao número e à pessoa do sujeito. o adjetivo concorda.. Concordância Verbal – variação do verbo. da clareza e do bom gosto. etc. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e francesa. “Seu Príncipe e filhos. o predicativo concordará no masculino plural: O vale e a montanha são frescos. • O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero ou número diferentes. Os dedos indicador e médio estavam feridos.” (Alexandre Herculano) “. podem esses adjetivos concordar com o substantivo (ou pronome) sujeito: “Elas nada tinham de ingênuas. a casa.” (Humberto de Campos) Com o substantivo mais próximo: A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta.. por atração. tanto.” (Érico Veríssimo) “.” (Machado de Assis) “Os arreios e as bagagens espalhados no chão.” (Mário de Alencar) “.” (Mário Barreto) “Júlia tinha tanto de magra e sardenta.” (José Gualda Dantas) “Os edifícios da cidade nada têm de elegantes.toda ela (a casa) cheirando ainda a cal.” (Josué de Castro) Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se consoante as seguintes normas: • O predicativo concorda em gênero e número com o sujeito simples: A ciência sem consciência é desastrosa. em roda. 124) Didatismo e Conhecimento .” (Luís Henrique Tavares) • Anteposto aos substantivos.” (Carlos Povina Cavalcânti) “. Aqueles vícios e ambições.” (Herman Lima) “Ainda assim..

Doutor Juiz. (com referência a um príncipe) Vossa Alteza foi muito severa. (com referência a uma princesa) “Vossa Majestade pode partir tranqüilo para a sua expedição. o adjetivo predicativo concordará no masculino plural: Tomei emprestados a régua e o compasso. “Água de melissa é muito bom. (= indispensável) “Se eram necessárias obras. Dezenas de soldados foram feridos em combate. Considero autores do crime o comerciante e sua empregada. o particípio concorda em gênero e número com o sujeito. em geral. (Gonçalves Dias) Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas.” (Aníbal Machado) “É necessário muita fé. flexiona-se no masculino plural: “Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira) “A generosidade.” (Ariano Suassuna) Vossas Excelências. Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero diferentes. “Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas. às refeições. o particípio concordará no masculino plural: Atingidos por mísseis.” (Ramalho Ortigão) Concordância do predicativo com o objeto: A concordância do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto subordina-se às seguintes regras gerais: • O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto quando este é simples: Vi ancorados na baía os navios petrolíferos. O que não é admitido é a greve abusiva. Vossa Alteza foi bondoso. É necessário ter muita fé.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 65 . eu lhe garanto. Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as tomassem por malfeitoras. Foram vistas centenas de rapazes pedalando nas ruas. Quando o núcleo do sujeito é. a folha da tristeza. “Vi setas e carcás espedaçados”. Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha. mas com o fato que se tem em mente: Tomar hormônios às refeições não é mau.” (Ciro dos Anjos) Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical da palavra.” (Rubem Braga) “Só para consolidar as bases do palácio real. neste caso. Minhas três coleções de selos são postas à venda. Deixe bem fechadas a porta e as janelas. embora o sujeito seja substantivo feminino ou plural: Bebida alcoólica não é bom para o fígado. foram precisas treze mil estacas. pode-se. • Sendo o objeto composto e formado de elementos de gênero diversos. é preciso. Se anteposto ao objeto. ou sendo preciso realçar o predicativo. • Quando o objeto é composto e constituído por elementos do mesmo gênero. o adjetivo se flexiona no plural e no gênero dos elementos: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares. não é mau. quando se flexiona.” (José de Alencar) • O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes.. a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem nos referimos: Vossa Senhoria ficará satisfeito.” (Machado de Assis) “É preciso cautela com semelhantes doutrinas. concordar com o núcleo mais próximo: É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. um coletivo numérico.” (Camilo Castelo Branco) “Hormônios. “Vossa Excelência está enganado. procurei o devedor.” (Eça de Queirós) “Seriam precisos outros três homens. Havendo determinação do sujeito. que se fizessem e largamente. ensinaste-os tu em toda a sua sublimidade. senhores Ministros. efetua-se a concordância normalmente: É necessária a tua presença aqui. é necessário. a corveta e o navio foram a pique.” (Mário Barreto) “ Não seria preciso muita finura para perceber isso.” (Vivaldo Coaraci) O predicativo aparece às vezes na forma do masculino singular nas estereotipadas locuções é bom. poderá o predicativo.” (Aníbal Machado) “São precisos também os nomes dos admiradores.” (Carlos de Laet) O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito. o esforço e o amor. O governo avisa que não serão permitidas invasões de propriedades. Foi feita a entrega dos convites. como os adjetivos: Foi escolhida a rainha da festa. são merecedores de nossa confiança.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Se o sujeito for representado por um pronome de tratamento.” (Carlos de Laet) “Foram precisos milênios de luta contra a animalidade. e deitou-o no jazido de sua esposa”. efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram vistos pedalando nas ruas. (José de Alencar) “O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo. Encontrei pai e filha empenhados numa discussão.” (Carlos Drummond de Andrade) Concordância do pronome com o nome: • O pronome. Concordância do particípio passivo: Na voz passiva. como no último exemplo. “Mas achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados. Os jogadores tinham sido convocados. etc. Passadas duas semanas. A noite torna visíveis os astros no céu límpido. concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: “Martim quebrou um ramo de murta.

anexas. quando ele [Rubião] saiu. o pronome concorda com o mais próximo: “Ó mortais..” (Machado de Assis) O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem outro fica no singular. Esses dois livros. leso. Esses produtos passam a custar mais caro. ora como advérbios: “Jorge e Dante saltaram juntos do carro. que cegueira e desatino é o nosso!” (Manuel Bernardes) • Os pronomes um. barato. sozinho]: Estávamos a sós. [ou mais barato] Estas aves voam alto. No sentido de inteiramente. etc. juntas. As fotos foram enviadas junto com a carta. na sala iluminada. O médico atendeu o maior número de pacientes possível. neste caso. claro. único] concorda em número com o substantivo. [sério = seriamente] Penso que falei bem claro. Remeto-lhe. que a cobriam toda.” (Josué Guimarães) “As gaivotas iam diretas como um dardo.” (José Louzeiro) “Era como se tivessem estado juntos na véspera. “Elas moram junto há algum tempo. [ou baixo] Gilberto e Regina raro vão ao cinema.” (Ronaldo Miranda) “De modo geral. Usado em expressões superlativas. Mas admite-se também a forma invariável: Fiquei com os cabelos todo sujos de terá. há nítida tendência. nossa cruz.” (Maria Helena Cardoso) “Estas frutas são as mais saborosas possível.” (Autram Dourado). estou lhe enviando algumas fotos. Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca. quando se referem a substantivos de gênero diferentes. esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais requintados possível. embora seja advérbio: Esses índios andam todos nus. Nem um nem outro livro me agradaram. Como palavra denotativa de limitação. A casinha ficava sob duas mangueiras. Eles estavam sós. caro. “Lúcia emagrecia a olhos vistos”. e. como sério. o menos. alto. Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria. • Possível.” (Murilo Melo Filho) As informações obtidas são as melhores (ou as piores) possíveis. o adjetivo possível no plural. é invariável. Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte. Ele escolhia as tarefas menos penosas possíveis. outro. concordam com o substantivo em gênero e número: Anexa à presente. ficam invariáveis: Vamos falar sério. “Repousavam bem perto um do outro a matéria e o espírito.. • Todo.” (Graciliano Ramos) Trazem presentes e flores e depositam-nos em torno dela.. As meninas iam todas de branco. etc. o outro. o maior.” (ledo Ivo) “.” (Machado de Assis) Junto e direto ora funcionam como adjetivos. Significa visivelmente. duas cópias do contrato. ora flexionado: “A volta. e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos os mais espontâneos possíveis.” (José Gualda Dantas) “Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe. Observação: Os substantivos sendo sinônimos. Suas mãos estavam todo ensangüentadas. Locução adverbial invariável. disse a secretária. A locução um e outro. O singular é de rigor quando a expressão superlativa inicia com a partícula o (o mais. por si sós. Só eles estavam na sala. uma fotocópia do recibo. para se usar. as características do solo são as mais variadas possíveis. raro.” (Autren Dourado) • Só. “Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio familiarmente. referida a indivíduos de sexos diferentes. Exemplos: Um e outro livro me agradaram. Como se vê dos exemplos citados. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte para orar a sós.” (Carlos Góis) “A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais grotescos possíveis. com os quais fiz boas amizades. Como adjetivos.” (Alexandre Herculano) Nito e Sônia casaram cedo: um por amor. Vão anexos os pareceres das comissões técnicas. este adjetivo ora aparece invariável. Remeto-lhe. Como adjetivo.” (Maria José de Queirós) Junto. equivalente de apenas.. como se os tivesse visto. somente. Observação: Forma a locução a sós [=sem mais companhia.) Os prédios devem ficar o mais afastados possível.” (Josué Guimarães) “Vamos carregar. costuma-se flexionar. • Adjetivos adverbiados. • A olhos vistos. “Há pessoas que parecem nascer errado. vai a relação das mercadorias. incluso. permanece também no masculino: “A mulher do colchoeiro escovou-lhe o chapéu. completamente. Certos adjetivos. (Coelho Neto) “Zito envelhecia a olhos vistos. Elas só passeiam de carro. Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível. só [sozinho. Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui alguns casos especiais de concordância nominal: • Anexo.. concordam no masculino: Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se um ao outro. bastariam para torná-los célebre. quando usados com a função de advérbios terminados em – mente. por interesse. no português de hoje.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças. um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do filho. Didatismo e Conhecimento 66 . o menor. inclusa. Observaçã: Evite a locução espúria em anexo.

talvez. Exemplos: a) Verbo depois do sujeito: “As saúvas eram uma praga.” (Carlos Drummond de Andrade) “Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta. casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus ministros. sinônimo de suficiente: Não havia provas bastantes para condenar o réu. (A 1ª pessoa prevalece sobre a 2ª e a 3ª. Os sapatos eram meio velhos. • Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo.” (Raquel de Queirós) “Aí vinham a cobiça que devora.” (Carlos de Laet) “Moço escritor. no sentido de um pouco.” (Carlos Povina Cavalcânti) . Os Crocodilos.” (Ricardo Ramos) “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA • Alerta. “Levi está inquieto com a economia do Brasil. p. Exemplos: A porta estava meio aberta.. Os emissários voltaram bastante otimistas. mas serviam. • Bastante. As meninas ficaram meio nervosas.” (Austregésilo de Ataíde) • Menos. e a modéstia da cas.” (José de Alencar) “Poti e seus guerreiros o acompanharam. em harmonia com as seguintes regras gerais: O sujeito é simples • O sujeito sendo simples.. a 2ª prevale sobre a 3ª): “Foi o que fizemos Capitu e eu. por isso. Os soldados ficaram alerta.” (Camilo Castelo Branco) “E de tudo. Fica invariável quando advérbio. atualmente. “Todos os sentidos alerta funcionam. com ele concordará o verbo em número e pessoa. Varia quando adjetivo..” (Martins de Aguiar) Contudo. há menos pessoas na praça. Exemplos: “A esposa e o amigo seguem sua marcha. que revolução será capaz de perturbar esta serenidade?” (Graciliano Ramos) tiva: b) Quando os núcleos do sujeito formam seqüência grada- Uma ânsia.” (Carlos Povina Cavalcânti) “Tu não és inimiga dele. CONCORDÂNCIA VERBAL O verbo concorda com o sujeito. Usada como advérbio. [=vigilantes] Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas.” (Camilo Castelo Branco) “Que barulho.. Vê que se aproximam dias bastante escuros. escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene.. a relva e o cestinho de morangos. caso em que modifica um adjetivo: As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso. esperando pelo esconhecido.” (Machado de Assis) “Proibiu-se o ofício e lojas de ourives. perturbou-o. olhos abertos e sentidos alertas.” (Machado de Assis) É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular: a) Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos: “A decência e honestidade ainda reinava.” (Lígia Fagundes Teles) “Assusta-as.” (José de Alencar) “Vida..” (Machado de Assis) (ela e eu = nós) “Tu e ele partireis juntos. o ar tranqüilo com que as recebo. 25) • Meio.. A quem pertencem essas terras? “Que me importavam as grades negras e pegajosas?” (Graciliano Ramos) “Eram duas princesas muito lindas.” (Rubem Braga) “Passou-me pela mente a face e a voz duma professora de escola primária. flexionada no plural: Nossos chefes estão alertas.” (Viriato Correia) “Aqui é que reina a paz e a alegria nas boas consciências. Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz. sendo composto e anteposto ao verbo. (você e ele = vocês) Didatismo e Conhecimento . invariável: Estamos alerta. a cólera que inflama. “Uma sentinela de guarda. o verbo se flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. não? (Camilo Castelo Branco) “Vós fostes chamados à liberdade. uma aflição. irmãos.” (Érico Veríssimo) Observação: Aconselhamos. uma angústia repentina começou a me apertar à alma. À noite. esta palavra é. É palavra invariável: Gaste menos água. esta palavra é invariável. que seria de Elisa?” (Jorge Amado) “Enquanto ele não vinha. O sujeito é composto e de pessoas diferentes • Se o sujeito composto for de pessoas diversas. graça.” (Mário Barreto) “A coragem e afoiteza com que lhe respondi. usar o verbo no plural.” (São Paulo) b) Verbo antes do sujeito: Acontecem tantas desgraças neste planeta! Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar. sentida antes como adjetivo. novidade. de prontidão. a inveja que baba. alerta [=atentamente.” (Assis Brasil.” (Adriano da Gama Kury) 67 O sujeito é composto e da 3ª pessoa • O sujeito. leva geralmente este para o plural. portanto. sendo. em estado de vigilância] é advérbio e. só restaria a árvore. este poderá concordar no plural ou com o substantivo mais próximo: “Não fossem o rádio de pilha e as revistas. apareceram um jornal e uma vela. ao qual não faltam o talento e a graça..” (Mário Barreto) (tu e ele = vós) Você e meu irmão não me compreendem. nesse caso. Pela sua origem.

“O chefe ou um dos delegados. chegaram outros pretendentes.” (Alexandre Herculano) “Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto inocentes.) Núcleos do sujeito correlacionados • O verbo vai para o plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados por uma das expressões correlativas não só.” (Luís de Camarões) “À mesma porta por onde saíra a mulher com a filha. isto é. entra nela tu. iniciou solenemente a missa.” (Antônio Feliciano de Castilho) “Nem Hazerot nem Magog foram eleitos.” (Viriato Correia) “Nas classes burguesas é raro o rapaz ou a rapariga que não saiba o latim e o francês.) Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre..” (Ramalho Ortigão) “Não faltava argúcia ou malícia a quem era irmã de Júlia. freqüentemente. ocorrência de verbo no singular: “A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos individuais.” (Machado de Assis) É preferível a concordância no singular: a) Quando o verbo precede o sujeito: “Não lhe valeu a imensidade azul. em bons autores.” (Aníbal Machado) (Tanto um grito como uma gargalhada atravessavam a cidade. do contexto. que um grito ou gargalhada forte a atravessavam de ponta a ponta.” (Almeida Garrett) “O que eu continuamente peço a Deus é que ele e tu sejam meus amigos. não só como também.. Núcleos do sujeito unidos por ou • Há duas situações a considerar: “Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo.” (Vivaldo Coaraci) “Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. quando o fato só pode ser atribuído a um dos elementos do sujeito: Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada. não se recusa trabalho.” (Eça de Queirós) “Nem a mãe nem o pai tinham percebido sua ausência. nem Deus teriam força para me constranger a tanto.” (Camilo Castelo Branco) “Juro que tu e tua mulher me pagam. “Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com toda a corte..” (Luís Jardim) Núcleos do sujeito unidos pela preposição com • Usa-se mais freqüentemente o verbo no plural quando se atribui a mesma importância..” (Camilo Castelo Branco) Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o verbo vier antes deste. só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir-lhe. no processo verbal. não me lembra.como..” (Garcia de Paiva) “Nem a mocidade.” (Eugênio de Castro) As normas que a seguir traçamos têm. com dois sacerdotes.. Didatismo e Conhecimento . nem a pompa das folhas verdes. nem a fortuna tinham já forças para reanimar a sua vítima. (Só uma cidade pode sediar a Olimpíada. nem a alegria das flores. chegou a Paris às 5h da tarde. nem nada a ninguém..” (Camilo Castelo Branco) “Ele com mais dois acercaram-se da porta.” (Camilo Castelo Branco) “Faze uma arca de madeira. Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime.” (Machado de Assis) Não o convidei eu nem minha esposa. mas também.” (Machado de Assis) b) O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito: “Era tão pequena a cidade.” (Coelho Neto) “Nem tu nem Belkiss a vêem.” (Aníbal Machado) Núcleos do sujeito unidos por nem • Quando o sujeito é formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem. Nem eu nem ele o convidamos. o verbo no plural.. com sua comitiva. tua mulher e teus filhos. “Nem o mundo. quando este se pospõe ao verbo: “O que resta da felicidade passada és tu e eles. atualmente.” (Camilo Castelo Branco) Há. da situação e do clima emocional que envolvem o falante ou o escrevente.” (Alexandre Herculano) “Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem praguejar alto.” (Machado de Assis) “Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso dote. Exemplos: Manuel com seu compadre construíram o barracão.. aos elementos do sujeito unidos pela preposição com..” (Machado de Assis) b) Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele = vocês em vez de tu + ele = vós): “. nem dinheiro.” (Guimarães Rosa) b) Quando há exclusão. Exemplos: O bispo. (Só um candidato pode ser eleito governador. usa-se. valor relativo. Exemplos: Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.Deus e tu são testemunhas. muitas vezes. Exemplos: Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos. porquanto a escolha desta ou daquela concordância depende. O presidente. tanto. O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio..) “Naquela crise. “Na fazenda. etc. comumente.” (Alexandre Herculano) 68 a) Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Muitas vezes os escritores quebram a rigides dessa regra: a) Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo. no entanto. o verbo concordará com o núcleo do sujeito mais próximo: Paulo ou Antônio será o presidente. era amigo do Andrade..

falavam de coisas da vida. “Uma porção de índios surgiu do meio das árvores e nos rodeou. caso contrário.” (Valério Andrade) Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta. em nome dos telespectadores.” (Machado de Assis) “Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse divertimento com uma pertinácia admirável. expressiva. conforme se queira efetuar uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo singular) ou uma concordância enfática.” (Idem) “A maioria das pessoas são sinuosas. nada. alguns goles de vinho. grande número de. ninguém • Quando o sujeito composto vem resumido por um dos pronomes. fica o registro.. O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália. no singular. este poderá ir para o plural..” (José de Alencar) “Um grupo de rapazes sentara-se ali ao lado. um prato de carne e um prato de legumes.” (Carlos Povina Cavalcânti) A maior parte de. Exemplos: Jogos.” (Mário Barreto) “Grande parte dos atuais advérbios nasceram de substantivos.” (Camilo Castelo Branco) “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no ar. Exemplos: A multidão vociferava ameaças. Predicado Sujeito Oracional Estas são realidades que não adianta esconder. “Vocês já imaginaram a maravilha que seria o mundo se ao menos uma quinta parte desses gênios se realizassem na maioridade?” (Lígia Fagundes Teles) “A maioria dos presentes.” (Machado de Assis) Jogadores. Núcleos do sujeito são infinitivos • O verbo concordará no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou exprimirem idéias opostas. diversões. com o pronome resumidor.” (Gastão Cruls) “.” (Alexandre Herculano) Didatismo e Conhecimento 69 . ninguém. quando posposto ao sujeito. espetáculos. “O entusiasmo.” (Ondina Ferreira) A maioria dos acidentes nas estradas de acesso ao Rio ocorrem em dias claros. viagens. o homem do povo. mas ideológica: “Uma grande multidão de crianças. de velhos. seguida de substantivo ou pronome no plural. a maioria de.. mas a dos indivíduos. “Nenhum rugir ou gemer seu anulariam o mal que se consumara no Mirante. tudo. o protesto. ninguém saiu do campo. tudo isso me levou a fazer uma coisa única. grande número de. etc.” (Gilberto Freire) “A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito juízo. Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa • O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito designam a mesma pessoa ou o mesmo ser. com a idéia de pluralidade sugerida pelo sujeito.” (Edi Lima) “Surpreendemos uma vara de porcos que atravessava o rio a nado..” (Fernando Namora) Observação: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o especifique e anteceder ao verbo. dançar e representar faz (ou fazem) a alegria do artista. o verbo concorda.” (Ramalho Ortigão) “A maior parte dos nomes podem ser empregados em sentido definido ou em sentido indefinido.o bando dos guerreiros tabajaras que fugia em nuvem negra de pó.” (José Condé) “Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o demovem do seu objetivo. estouvado. de mulheres penetraram na caverna... baixinho. etc.” (Eça de Queirós) Sujeito oracional • Concorda no singualr o verbo cujo sujeito é uma oração: Ainda falta / comprar os cartões. efetuando-se uma concordância não gramatical.” (Machado de Assis) “A maior parte das pessoas pedem uma sopa. pode ir para o singular ou para o plural. tanto é lícito usar o verbo no singular como no plural. nada.” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam) “Cantar. parte de. • Sendo o sujeito uma das expressões quantitativas a maior parte de. “Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava trabalho.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas.00!” (Carlos Drummond Andrade) “Embora sabendo que tudo vai continuar como está. o vebo. assistentes.” (Alexandre Herculano) “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão no mar. formando grupos. o João-ninguém. contavam histórias. árbitro.” (Cassiano Ricardo) “Tanto Lincoln quanto o Aleijadinho parecem deter o segredo de tudo que lhes falta.. Sujeito de adianta: esconder que (as realidades) Sujeito Coletivo • O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo no singular.” (Viana Moog) Sujeitos resumidos por tudo. quando se quer salientar não a ação do conjunto. Exemplos: “Aleluia! O brasileiro comum. nada pôde satisfazê-lo. Rir e chorar fazem parte da vida Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o menino.. Um bloco de foliões animava o centro da cidade.. o gênio imperioso. Exemplos: O comer e o beber são necessários. etc. Exemplos: A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés.” (Aurélio Buarque de Holanda) “A maioria dos mouros era escrava e pobre. Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro. agora é cédula de Cr$ 500. coleantes.

quando se deseja destacar o indivíduo do grupo.. Cabe a quem fala ou escreve escolher a que julgar mais adequada à situação. a concordância se efetua no singular. só Jairo não sabe ler.. foi chamar o pai.) Didatismo e Conhecimento 70 .) Ressalte-se porém. como no exemplo: Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler. “Um e outro país deixarão de ver no outro o Império do Mal. Essa concordância ideológica é bem mais expressiva que a gramatical. (Só um menino estava sentado. “Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a originalidade e importância da literatura brasileira. Pode-se. o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva: O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia.como se vê dos exemplos supracitados.” (Raquel de Queirós) Um dos que. o pronome que vem antecedido de um dos ou expressão análoga. Dos meus empregados. Na linguagem culta formal.” (Fernando Namora) “Metade dos alunos fez (ou fizeram) o trabalho. portanto. efetuando a concordância não com a forma gramatical das palavras. Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar a crise. as duas concordâncias são igualmente legítimas. o verbo da oração adjetiva flexiona-se.quando o verbo precede o sujeito. deveriam condenar também a comumente aceita em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao indivíduo de que se fala.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “Amaioria dos trabalhadores recebeu essa notícia com alegria. Um e outro.” (Machado de Assis) “Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que viviam em Roma. Não sou dos que acreditam piamente em soluções mágicas. Morreu de gripe a maioria dos índios que tiveram contato com os brancos. “Depois nem um nem outro acharam novo motivo para diálogo. de preferência. que nesse caso é preferível construir a frase de outro modo: Jairo é um empregado meu que não sabe ler. O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as secas. porque têm tradição na língua. que assistiam àquela cena estupefatos. ao empregar as expressões em foco. no caso em foco. mas com a idéia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa mente.” (Machado de Assis) “Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos. o verbo concorda.” (Alexandre Herculano) “A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de nós. e cotejando-as com as dos autores que usaram o verbo no singular. Um e outro livro me agradaram (ou agradou) muito. (Jairo é o único empregado que não sabe ler..” (João Ribeiro) Observação: Há gramáticas que condenam tal concordância. dando-se a entender que ele sobressaiu ou sobressai aos demais: Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros. como se pode perceber relendo as frases citadas de Machado de Assis. usar o verbo no plural. Gualda Dantas) “Meia dúzia de garimpeiros doentes esperava a consulta matutina.” (Armando Fontes) “A maioria das palavras continua visível.” (Herman Lima) Visitei os presos. Grande número de eleitores votou (ou votaram) em branco. Nos quilombos refugiava-se parte dos escravos fugitivos. Por coerência. .” (Machado de Assis) “Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém.” (Carlos Drummond de Andrade) “A maioria dos doentes não podia compreender que. geralmente preferida pelos escritores modernos. que estava sentado à porta da casa. (Todos os cinco homens assistiam à cena.” (Moacyr Scliar) Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana. a concordância é determinada pelo sentido da frase: Um dos meninos.” (Hernâni Cidade) “Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte. Essa é a concordância lógica.” (Emir Sader) Um ou outro • O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro: “Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem. Ondina Ferreira e Aurélio Buarque de Holanda. no plural.” (J. Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz. Embora o caso seja diferente. é oportuno lembrar que. nas orações adjetivas explicativas.) Um dos cinco homens.. Boa parte deles dormia (ou dormiam) no chão. nas quais o pronome que é separado de seu antecedente por pausa e vírgula. não é prática condenável fugir ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva no singular (fazendo-o concordar com a palavra um). em regra. Ramalho Ortigão. Observações: .” (Machado de Assis) Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio. Todavia. uma das que • Quando. soltou um grito de protesto. nem um nem outro • O sujeito sendo uma dessas expressões. Exemplos: “Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento.” (Fernando Namora) “Não me ficaria bem nem uma nem outra coisa. como nos dois últimos exemplos. em orações adjetivas restritivas. no plural: “O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo.” (José Gualda Dantas) Nem uma nem outra foto prestavam (ou prestava).

” (Machado de Assis) Todavia. é lícito considerar o verbo ser e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes. Eram elas quem fazia a limpeza da casa. Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes. em regra. “Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo. Eram eles que mais reclamavam. Fomos nós que o encontramos.. “Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões.” (Ricardo Ramos) “És tu quem dás frescor à mansa brisa.?” (Alexandre Herculano) “. tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o pronome ou substantivo que precede a palavra que. meu caro. Lusíadas..” (Mário Barreto) Eu sou o que presenciou o fato. no singular (3ª pessoa) ficará o verbo: Qual de vós testemunhou o fato? Nenhuma de nós a conhece. És tu que vens conosco? Somos nós que cozinhamos. Poucos dentre nós conhecem (ou conhecemos) as leis. Minas Gerais possui grandes jazidas de ferro. etc.” (Mário Barreto) “Eu fui o último que se retirou.” (Machado de Assis) “Fui eu que imitei o ronco do bicho. embora se refira à 2ª pessoa do discurso: Vossa Excelência agiu com moderação. o verbo concorda no singular.) Seja qual for a interpretação. ou se o numeral for superior a um. na 3ª pessoa. o que é mais lógico. Nenhum de vós a viu? Qual de nós falará primeiro? Pronomes quem. seguidos dos pronomes nós ou vós.” (Edi Lima) “Não seremos nós que iremos. não me faça mal. no singular.. Andes. Foram os bombeiros que a salvaram.” (Ricardo Ramos) Eu sou a que mais estou torcendo para jogarmos juntas.” (Rebelo da Silva) Concordância com certos substantivos próprios no plural • Certos substantivos próprios de forma plural.” (Camilo Castelo Branco) “Somos nós quem a fazemos. (=Nós cozinhamos) Foram os bombeiros que a salvaram. Tratando-se de títulos de obras. com estes últimos. portanto não necessários ao enunciado.” (Gonçalves Dias) “Nós somos os galegos que levamos a barrica.. caso contrário. Quais de vós? Alguns de nós • Sendo o sujeito um dos pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos alguns. Fostes vós que o elegestes. Somos nós quem leva o prejuízo. A concordância do verbo precedido do pronome relativo que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da oração principal.” (Osmã Lins) “Fui eu quem o ensinou a desenhar. Assim: Sou eu que pago. como eu. na 3ª pessoa do plural: “Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César Cerqueira) “Quais de vós sois. em frases do tipo: Sou eu que pago. o importante é saber que.” (Camilo Castelo Branco) “Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe matem o tempo e os vassalos. “Quantos de nós teríamos experimentado essa tentação?” (Olga Savary) “Já pensou. por atração.” (Eduardo Prado) Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo. desterrados. a linguagem enfática justifica a concordância com o sujeito da oração principal: “Sou eu quem prendo aos céus a terra. que. com os pronomes quem e que. muitos. “Fui eu que me pus a rir. em regra.” (Gonçalves Dias) “Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida. poucos. Concordância com os pronomes de tratamento • Os pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa.quantos dentre vós estudam conscienciosamente o passado?” (José de Alencar) Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe. em frases como estas: Sou eu quem responde pelos meus atos. à maneira dos primitivistas. como Estados Unidos. “Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz. ficar de tanga e entrar a falar capiau.” (Sílvio Elia) Observação: Em construções desse tipo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Mais de um • O verbo concorda. etc. O plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade. (=Eu pago) Somos nós que cozinhamos. é comum deixar o verbo no singular. Campinas. “Eras tu quem tinha o dom de encantar-me. como sujeitos • O verbo concordará.. Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no singular: Didatismo e Conhecimento 71 . quantos de nós nos arriscamos aqui?” (Guilherme de Figueiredo) Observação: Estando o pronome no singular. (= Os bombeiros a salvaram. levam o verbo para o plural quando se usam com o artigo. ou. Exemplos: Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha.” (Alexandre Herculano) “Éramos dois sócios que entravam no comércio da vida com diferentes capital. Devem ter fugido mais de vinte presos. Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto. nem da Espanha.Sª.” (Raquel Jardim) “Terras do Sem-Fim” foi quadrinizado para leitores jovens..” (Camilo Castelo Branco) “Vós sois o algoz que recebeis o cutelo da mão providencial. o verbo concordará. “Espero que V. neste caso. “Montes Claros era um feudo daquel família.

Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer: Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio. deve-se aceitar as regras. Ressalte-se..” (Monteiro Lobato) “Havia já dois anos que nos não víamos.” (Ricardo Ramos) “Em Paris há coisas que não se entende bem. (=Devem ser lidos bons livros) (sujeito: livros. mas ideológica. Não pode haver rasuras neste documento. o verbo concordará normalmente com o sujeito: Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. predicado: não se pode) Deve-se ler bons livros.” (Jorge Amado) “Deviam-se reduzir ao mínimo as relações com o poder público. fazia quase vinte anos. locução verbal: podem cortar) Devem-se ler bons livros.” (Cecília Meireles) “Mais tarde se confirma isto.” (Camilo Castelo Branco) “Conhecera-o assim.. fortíssimas razões para ele não aceitar o cargo.. sem que se vissem resultados concretos. “Os Sertões são um livro de ciência e de paixão. não é gramatical. mas podia-se ver massas castanhas por baixo da tintura dourada do cabelo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “As Férias de El-Rei é o título da novela.” (Oliveira Viana) Na literatura moderna há exemplos em contrário..” (Machado de Assis) “Aqui faz verões terríveis..” (Ciro dos Anjos) “Quantas horas faltariam para se abrirem os cafés e as bodegas?” (Graciliano Ramos) “A salvação de Toledo foi não se terem fechado suas portas.” (Rubem Braga) Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares poder e dever. Férias de El-Rei). porque se efetua não com a palavra (Valkírias. o verbo auxiliar concordará com o sujeito.” (Camilo Castelo Branco) “Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal malvado.. o historiador e o novelista. passar de (na indicação de horas). predicado: deve-se) Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher. Portanto: Não se podem (ou pode) cortar essas árvores. neste caso. Começou a haver abusos na nova administração.” (Ledo Ivo) “Concluo que não se devem abolir as loterias.” (José Paulo Paes) “De preferência.” (Camilo Castelo Branco) Observações: .” (Rebelo da Silva) “As Valkírias mostra claramente o homem que existe por detrás do mago.” (Carlos de Laet) “Ouviam-se vozes fortes de comando.” (Machado de Assis) “Pode-se comprar livros de segunda mão baratíssimos. Devem-se (ou deve-se) ler bons livros. “A tentativa de se aferirem pesos e medidas. (sujeito: ler bons livros. que é também correto usar o verbo no plural: As Valkírias mostram claramente o homem. Sertões. “Chovera e nevara depois. ao se mandarem chusmas de criminosos povoar os cafundós desta ou daquela capitania.” (Ciro dos Anjos) “Era loura. pode-se considerar sujeito do verbo principal a oração iniciada pelo infinitivo e. Exemplos: Não se podem cortar essas árvores. durante muitos dias. Vai fazer cem anos que nasceu o genial artista.” (Rebelo da Silva) “Aperfeiçoavam-se as aspas.” (Viana Moog) Didatismo e Conhecimento 72 . Vai haver grandes festas.” (Camilo Castelo Branco) “Agora já não se fazem deste aparelhos.” (Josué Montelo) Quando saí de casa. porém. Gataram-se milhões.” (Almeida Garrett) Entretanto.” (Celso Luft) A concordância. mas com a idéia por ela sugerida (obra ou livro). Há de haver. cravavam-se pregos necessários à segurança dos postes. quando usados como impessoais.” (Alexandre Herculano) “Sua sala era absolutamente igual às que se vêem nos livros ilustrados para o ensino do inglês. chover e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. não há locução verbal e o verbo auxiliar concordará no singular.. passava das oito horas. mas que não devem ser seguidos: “Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio.” (Vinícius de Morais) Verbos impessoais • Os verbos haver. (sujeito: árvores.” (Alfredo Bosi) Concordância do verbo passivo • Quando apassivado pelo pronome apassivador se. de análise e de protesto. “Quando se joga. deve-se ler os dois.” (Paulo Coelho) “Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico. na voz passiva sintética. ficam na 3ª pessoa do singular: “Não havia ali vizinhos naquele deserto. deve haver construções históricas em Nova Iorque. sem dúvida. “Haverá.” (Sérgio Buarque de Holanda) “Em Santarém há poucas casas particulares que se possam dizer verdadeiramente antigas. locução verbal: devem-se ler) “Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia.. fazer (na indicação do tempo). tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural.” (Ferreira de Castro) Ali só se viam ruínas. (sujeito: cortar essas árvores. Assim: Não se pode cortar essas árvores. nesse caso. “Correram-se as cortinas da tribuna real.” (Cassiano Ricardo) “Daí o princípio colonial de só se concederem terras em sesmarias às pessoas que possuam meios para realizar a exploração delas e fundar engenhos.

” (Maria José de Queirós) Didatismo e Conhecimento 73 .” (Viana Moog) “Vamos e venhamos: na floresta nem tudo são flores..” (Carlos Drummond de Andrade) Esse emprego do verbo ter. Vós não sois eles. “A maior parte dessa multidão são mendigos. deixa de ser impessoal e.” (Machado de Assis) Na mocidade tudo são esperanças.mas a minha riqueza eras tu. e o predicativo um substantivo plural: “A cama são umas palhas.” (Camilo Castelo Branco) “No edifício que era só vidros. impessoal. Quem não ficou nada contente foram os camelôs. no singular.” (Eça de Queirós) “Quase a metade dos escritores brasileiros que viveram entre 1870 e 1930 foram professores de escolas públicas. A concordância com o sujeito. e o predicativo um substantivo no plural: “A maioria eram rapazes. portanto concordará com o sujeito: Choviam pétalas de flores.” (Aníbal Machado) A maior parte eram famílias pobres.” (Carlos de Laet) “Choveram comentários e palpites.” (Said Ali) “. Portanto: Nesta cidade existem ( e não existe) bons médicos. isso. Angélica soube que a base daqueles pratos e sobremesas eram flores. e) Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a palavra coisa: Divertimentos é o que não lhe falta. senhores. Mariana!” (Camilo Castelo Branco) “O que atrapalhava eram as caras simpáticas dos guardas. “Não. Quem plantou essas árvores fomos nós. Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas. isto. era o que me pediam. O resto (ou o mais) são trastes velhos. por haver.” (Camilo Castelo Branco) (Tem = Há) .” (José Murilo de Carvalho) d) Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um substantivo.Existir não é verbo impessoal.. com ele concordará o verbo ser: Emília é os encantos de sua avó. nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre Brasil e Estados Unidos. sois vós.” (Ricardo Ramos) c) Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido coletivo ou partitivo.” (Raquel de Queirós) . ficou consternada. embora menos comum.” (José Geraldo Vieira) “Soube que tem um cavalo morto.” (Machado de Assis) “Vida de craque não são rosas.” (Camilo Castelo Branco) Quem deu o alarme fui eu.” (Camilo Castelo Branco) Histórias sobre diamantes é o que não falta.” (José J.” (Gonçalves Dias) “O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha coroa. permanentemente. não é estranho ao português europeu: “ É verdade.” (Carlos Drummond de Andrade) “E nem lá (na Lua) chovem meteoritos.” (Ferreira de Castro) b) Quando o sujeito é um nome de coisa. é também lícita: “Tudo é flores no presente. Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que: “Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário que breve será cinzas como eu. Nem faltam exemplos em escritores modernos: “No centro do pátio tem uma figueira velhíssima. Abílio era só problemas. Tu não és ele.” (Aníbal Machado) “Mas o que o amor é. ou aquilo: “Tudo eram hipóteses. Mas: Eu não sou ele. sempre mentiras.” (Alexandre Herculano) “O dono da fazenda serás tu. “Os bastidores é só o que me toca.” (Aníbal Machado) “O que atrapalha bastante são as discussões e meu respeito. com um banco embaixo. Tem dias que sai ao romper de alva e recolhe alta noite. principalmente.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .” (Tiago de Melo) “Aquilo eram asperezas que o tempo acepilhava.” (Correia Garção) “Mentiras.” (Camilo Castelo Branco) O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado de dois núcleos no singular: “Tudo o mais é soledade e silêncio.” (Camilo Castelo Branco) “A causa eram os seus projetos. Concordância do verbo ser • O verbo de ligação ser concorda com o predicativo nos seguintes casos: a) Quando o sujeito é um dos pronomes tudo. “Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e diatribes. são duas pessoas neste mundo.” ( Fernando Namora) “Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães.Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter.” (Graciliano Ramos) “Isso são sonhos. o. e o sujeito não é pronome pessoal reto: “O Brasil.” (Raquel de Queirós) Sua salvação foram aquelas ervas.” (Raquel de Queirós) Hoje o que não falta são divertimentos. impessoal. Veiga) Observação: O sujeito sendo nome de pessoa.” (Rui Barbosa) “Nas minhas terras o rei sou eu.o verbo chover.” (Ledo Ivo) “Tudo isto eram sintomas graves. no quintal. no sentido figurado (= cair ou sobrevir em grande quantidade). respondeu Ângela. existir. “Quando D.

.) (Hoje é dia seis de março.Haja vista os livros desse autor. objeto direto: vista. mantém-se invariável a expressão inicial de histórias era uma vez. em frases como: Quando o trem chegou. passava das sete horas.” ( Raquel de Queirós) “Eram duas horas da tarde. fazendo-o concordar com o substantivo seguinte. ninguém o tratava pelo nome próprio.” (Said Ali) Observações: . a não ser bonecos sem pescoço. (= olhe-se para. Matoso Câmara Jr.” (Latino Coelho) Haja vista • A expressão correta é haja vista. (= por exemplo.. e não haja visto. vejamse) . A não ser • É geralmente considerada locução invariável..era perto das cinco quando saí.. Seis quilos de carne é mais do que precisamos. referente a horas.. hesitam os escritores entre o plural e o singular: “Eram perto de oito horas. deixar o verbo no singular. pouca gente manuseia hoje. O verbo concordará normalmente com o sujeito.) Divertimentos é que não lhe faltavam. permanece invariável: A situação é preocupante.Haja vista aos livros desse autor. é suficiente. (= Aqui se açoitavam os escravos. convertido em sujeito da oração infinitiva. é demais. entretanto na linguagem espontânea.” (J. verbo hajam (=tenham). aquela obra. “Era hora e meia. equivalente a exceto.” (Álvaro Lins) “A não serem os críticos e eruditos. fica na 3ª pessoa do singular. é menos que (ou do que). ninguém conhecia aquela praia. (= Éramos nós que trabalhávamos) As mães é que devem educá-los.) Os astros é que os guiavam. medida.” (Eça de Queirós) .” (Eça de Queirós) “Seriam seis e meia da tarde. mil dólares era menos que um real.) Foi então que os dois se desentenderam.” (Graciliano Ramos) “Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano Ramos) Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em construções enfáticas como: Era aqui onde se açoitavam os escravos. • Na indicação das horas. Exemplos: Nada restou do edifício.Pode-se.. que vem sempre posposto: “Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco) Bem hajam os promovedores dessa campanha! “Mal hajam as desgraças da minha vida. Mal haja • Bem haja e mal haja usam-se em frases optativas e imprecativas. etc. hajam vista os incidentes de sábado. Locução de realce é que • O verbo ser permanece invariável na expressão expletiva ou de realce é que: Eu é que mantenho a ordem aqui. data ou distância: Era uma hora da tarde. não são?” (Camilo Castelo Branco) “Da estação à fazenda são três léguas a cavalo. preço. a não serem dívidas e desgostos. Seguida de substantivo (ou pronome) singular.” (Machado de Assis) “A não serem os antigos companheiros de mocidade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA f) Nas locuções é muito.Hajam vista os livros desse autor. o verbo ser é impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão designativa de hora...O verbo passar.” (Camilo Castelo Branco) Didatismo e Conhecimento 74 . com ênfase: “Vocês são muito é atrevidos.” (Raquel de Queirós) “Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira junto do palco.” (Machado de Assis) “São horas de fechar esta carta. Doze metros de fio é demais. datas e distância . evidentemente. é pouco..” (Machado de Assis) “. ainda quando seguida de substantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes. Sujeito: os livros. Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem.Estando a expressão que designa horas precedida da locução perto de. (= tenham vista. haja vista o incidente de sábado. Da mesma forma se diz. Exemplos: “As dissipações não produzem nada. salvo.: “Seis anos era muito.. concordando com a idéia implícita de “dia”: “Hoje é seis de março. veja) . foi pôr o chapéu. a não ser escombros. senão.” (Camilo Castelo Branco) Dois mil dólares é pouco.” (Camilo Castelo Branco) “Eram sete de maio da era de 1439. A situação é preocupante.. (= Então os dois se desentenderam. é mais que (ou do que). “Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis.) Nós é que trabalhávamos. Bem haja. (= Eram os astros que os guiavam. Para ele. (= São as mães que devem educá-los. A não ser alguns pescadores. respectivamente. etc.” (Machado de Assis) “Era perto de duas horas quando saiu da janela. (= Sou eu que mantenho a ordem aqui.” (Celso Luft) .” (Alexandre Herculano) “Hoje são vinte e um do mês. atente-se para os livros) A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste modo.) “Hoje é dez de janeiro. Pode ser construída de três modos: .) Era uma vez • Por tradição.” (Carlos Drummond de Andrade) Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural. a expressão. cujo sujeito exprime quantidade.

AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Concordância dos verbos bater. (faltava adquirir os livros) Esses fatos. Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos. procura-se diminuir as importações. dar e soar • Referindo-se às horas. que pode ser hora. de preferência.” Ou “Via-se entrarem mulheres e crianças. (construção literária) Análise da construção dois: parecia: oração principal. Não se pretende alcançar resultados imediatos. podem faltar um bilhão e meio de litros de álcool. Outros exemplos: “Nervos. Verbo sujeito (oração subjetiva) Faltava / dar os últimos retoques.. de aparência acabadiça. Verbo sujeito (oração subjetiva) Outros exemplos. quando seguidos de substantivo no plural.” (Latino Coelho) “As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem prosseguir.” (Machado de Assis) Concordância com sujeito indeterminado • O pronome se. os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito. com o sujeito oracional em destaque: Não me interessa ouvir essas parlendas. pode-se flexionar o verbo parecer ou o infinitivo que o acompanha: As paredes pareciam estremecer.” (Machado de Assis) “Deu uma e meia.” (Ramalho Ortigão) “Volvidos um para o outro. Anotei os livros que faltava adquirir. em ritmo moroso. “Não se trata de advogados. o verbo ao plural.” (Graça Aranha) “Os moravos parece haverem tomado a sério. já passa das oito horas – disse ela ao filho.) Observação: Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças. Concordância do verbo parecer • Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo. parecia que não podiam com a enxada. por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando chegamos ao aeroporto.” (Ferreira de Castro) “Até parece escolherem o modelo..” (Oto Lara Resende) (Isto é: Parece que as notícias têm asas. parecia caminharem no céu. Tentou-se aumentar as exportações. São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a manutenção de cada Ciep.” (Armando Fontes) Observação: Pasar. São viáveis as reformas que se intenta implantar? São problemas esses que compete ao governo solucionar.” (Alexandre Herculano) “.quando as estrelas.. Nesse caso.” (Fernando Namora) “Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o procedimento do soberano. Em casa.” Concordância com o sujeito oracional • O verbo cujo sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular: Parecia / que os dois homens estavam bêbedos. Acabe-se de vez com esses abusos! Para ir de São Paulo a Curitiba. a palavra irônica do mártir. Vamos.” (Rebelo da Silva) “Não tardou muito que no sino do coro batessem as badaladas que anunciavam a hora de prima. importa (ou convém) não esquecê-los.” (Viana Moog) “Sobre isto dissemos cousas que não importa escrever aqui.” (Raquel de Queirós) “O amanhecer e o anoitecer parece deixarem-me intacta. as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva subjetiva. no sentido de ser mais de. Exemplos: Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão. minha senhora. que pareciam estourar no minuto seguinte.” (Alexandre Herculano) “Soaram dez horas nos relógios das igrejas e das fábricas. com referência a horas.” (Geraldo França de Lima) Concordância com os numerais milhão..” (Said Ali) “Davam nove horas na Igreja do Loreto. Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do Irã. deu três horas o relógio da botica. Não se conseguiu conter os curiosos. parecia não terem dado por ele. (construção corrente) As paredes parecia estremecerem. o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. São problemas esses que não cabe a nós resolver. levava-se doze horas. passava das 16 horas.” (Camilo Castelo Branco) “Bateram quatro da manhã em três torres a um tempo. bilhão e trilhão • Estes substantivos numéricos.. Exemplos.” (Cecília Meireles) “Outros. levam. para regra da vida.” (Camilo Castelo Branco) “O americano pede contas aos seus mandatários pela administração e destino dos bens que lhes incumbe zelar. Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os mártires da resistência. horas (claro ou oculto). Didatismo e Conhecimento 75 . fica-se mais à vontade. badaladas ou relógio: “Nisto. Trata-se de fenômenos que os cientistas não sabem explicar. No momento..” (Mário Barreto) “Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes.” (José Américo) “As notícias parece que têm asas. parecer concordará no singular: “Mesmo os doentes parece que são mais felizes. “A casa é grande: mas tem-se visto acabarem casas maiores.” (Cecília Meireles) “As corporações que deviam voltar-se para a manutenção da ordem parece quase insurgirem-se contra ela. Trata-se de provas. Pelas contas da Petrobrás. pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito.” (Walter Fontoura) Usando-se a oração desenvolvida. é verbo impessoal.

a não ser. efetuar a concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido nada: Do antigo templo grego não resta senão ruínas. os seus amigos. Os dois milhões de árvores plantadas estão altas e bonitas. insatisfeitos. Concordância com o pronome nós subentendido • O verbo concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo: Todos estávamos preocupados. “Para os lados do sul e poente. Um quinto dos homens eram de cor escura. senão ruínas. pela lógica. esses bilhões de criaturas. entretanto. Gastaram-se menos de dois galões de tinta. a concordância efetua-se. por atração. por se considerar a porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero. e vem seguido de substantivo no plural.. Observação: Em casos como o da última frase. devem concordar no masculino os artigos. no masculino.” (Ciro dos Anjos) Segundo alguns autores.” (Eça de Queirós) Observações: . incorreto usar o verbo no plural. fazendo-o concordar com o sujeito oculto outras coisas.. (Ou seja: não resta nada. Concordância com numerais fracionários • De regra. no feminino.) Na placa estava “veiculos”. “Na União 90% dos homens andavam armados. mercadores não tem a força de vendilhões. alguns milhares de telhas. (IBGE) Indique a opção correta.. Menos de dez homens fariam a colheita das uvas. Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar. Concordância com percentuais • O verbo deve concordar com o número expresso na porcentagem: Só 1% dos eleitores se absteve de votar. mas só a primeira tem tradição na língua. os três milhares de plantas. não se viam senão edifícios queimados. com milhões. no Brasil. seguido de substantivo no plural.” (Carlos Povina Cavalcânti) A pesquisa revelou que 82% (oitenta e dois por cento ou oitenta e duas por cento) das mulheres trabalham fora. apertadas e confusas. a concordância do verbo efetua-se com o numerador.” (Antônio Hauaiss) A sondagem revelou ainda que 73% da população acreditam que a situação do país piorou. “Contudo. “Quase um milhão de homens se move naquelas ruas estreitas. etc. Não nos parece. ocorre um milhão de acidentes de trânsito.) Da velha casa não sobraram senão escombros. como nos exemplos: Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul do Pará.Milhão. Foram colhidos três milhões de sacas de trigo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Todos os anos. . na enchente. Concordância com formas gramaticais • Palavras no plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o verbo no singular: “Elas” é um pronome pessoal. quando o número fracionário. (=Nós dois vivíamos felizes. com o substantivo feminino plural: Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou armazenadas) no próximo ano.) Ali não se via senão (ou mais que) escombros. (Isto é: não restam outras coisas senão ruínas. em tais frases. ou.. ou. Foram destruídos 20% da mata. (= Todos nós estávamos preocupados. costuma-se usar o verbo no plural.” (José Gualda Dantas) Dois terços da população vivem da agricultura. “Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros.” (Carlos Drummond de Andrade) Não restam senão ruínas • Em frases negativas em que senão equivale a mais que. o particípio ou o adjetivo podem concordar.” (Alexandre Herculano) “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores. no masculino. Exemplos: “Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado perto. bilhão e milhar são substantivos masculinos. numerais e pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas. Exercícios 1. Por isso. seguindo o uso geral.” (Machado de Assis) Mais de.Se o sujeito da oração for milhões. no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres).) “Ficamos por aqui. Sobrou mais de uma cesta de pães. As duas interpretações são boas. no que se refere à concordância verbal.” (Autran Dourado) “Um quinto dos bens cabe ao menino. Exemplos: Do antigo templo grego não restam senão ruínas. sem acento.) Os dois vivíamos felizes. de acordo com a norma culta: a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova. menos de • O verbo concorda com o substantivo que se segue a essas expressões: Mais de cem pessoas perderam suas casas.” (Rebelo da Silva) “Para mim não restaram senão vagos reflexos. pode-se. Didatismo e Conhecimento 76 . tem o numerador 1. (= A palavra elas é um pronome pessoal.

.. 5 ... c) Decorrido um ano e alguns meses. em: A certeza de encontrálo novamente a animou...acesso a. 17 ... 14 . 3.acessível a: Este cargo não é acessível a todos.1 . 6 .gosto de.2 .2 – 2 e) 2 . Didatismo e Conhecimento 77 . 1 .1 – 2 7. lá voltamos... Apresentamos uma relação de alguns nomes e suas regências mais comuns. para com: Tinha um jeito afável para com os turistas.2 .dúvida em sobre: Anotou todas as dúvidas sobre a questão dada. d) Pintou-se as paredes de verde. d) De casa à escola é três quilômetros... e) Choveram papéis picados nos comícios. ( ) calça e chapéu .atenção a. 9. 2 . com. 3 ...1 .adaptado a: Foi difícil adaptarme a esse clima.2 b) 2 . para: A reforma foi benéfica a todos.. (BB) Opção correta: a) Há de ser corrigidos os erros b) Hão de ser corrigidos os erros c) Hão de serem corrigidos os erros d) Há de ser corrigidos os erros e) Há de serem corrigidos os erros (1-C) (2-D) (3-D) (4-D) (5-D) (6-C) (7-A) (8-D) (9-C) (10-B) Respostas Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é a relação de dependência que se estabelece entre o nome e o termo por ele regido... por: Ele demonstrava grande amor à namorada.. (BB) Verbo deve ir para o plural: a) Organizou-se em grupos de quatro. para: O acesso para a região ficou impossível. 7 . em: Tenho muito gosto em participar desta brincadeira.favorável a: Sou favorável à sua candidatura.antipatia a. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal: a) Estavam abandonadas a casa. (2) velhas ( ) chapéu e calça .agradável a. por: Sempre tive aversão à política.1 d) 1 . c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada. b) Atendeu-se a todos os clientes. 16 . (UF-PR) Enumere a segunda coluna pela primeira (adjetivo posposto): (1) velhos ( ) camisa e calça .1 . c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.. e) Já faz mais de dez anos que o vi. (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância verbal: a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade. Na regência nominal o principal papel é desempenhado pela preposição. d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou. ( ) chapéu e paletó .. d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis. 12 .... c) Os livros estão custando cada vez mais caro.acostumado a.. b) A maioria dos conflitos foram resolvidos.apto a. Certos substantivos e adjetivos admítem mais de uma regência. 2. e) Nem uma nem outra questão é difícil.alusão a: O professor fez alusão à prova final.aversão a. (MACK) Indique a alternativa em que há erro: a) Os fatos falam por si sós... (BB) Verbo certo no singular: a) Procurou-se as mesmas pessoas b) Registrou-se os processos c) Respondeu-se aos questionários d) Ouviu-se os últimos comentários e) Somou-se as parcelas 10. c) Faltava um banco e uma cadeira..certeza de. a) 1 .... e) Era a mim mesma que ele se referia. ( ) chapéu e camisa . lá voltamos. 15 .1 ...grato a: Grata a todos que me ensinaram a ensinar.1 ..1 . por: Sentia antipatia por ela. b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração. 8 .. (CESGRANRIO) Há erro de concordância em: a) atos e coisas más b) dificuldades e obstáculo intransponível c) cercas e trilhos abandonados d) fazendas e engenho prósperas e) serraria e estábulo conservados 5.. com: Todos estavam acostumados a ouvílo. disse a moça.benéfico a. para com: Nunca deu atenção a ninguém. 4. (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada: a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.... c) Deve haver bons motivos para a sua recusa. b) A casa estava meio desleixada... e) Ela comprou dois vestidos cinza... d) Decorridos um ano e alguns meses.amor a. 6.. o templo e a vila. para: Estava apto para ocupar o cargo.1 . 10 . d) Deve existir problemas nos seus documentos. b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas. e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo. 9 . 4 . 8.. de: Sua saída não foi agradável à equipe.2 c) 2 ..1 ..afável com..2 ..2 .1 ....AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha. 18 . 11 . 13 ..

.desprezo: a. (VTI) ABRAÇAR empregase sem / sem preposição no sentido de apertar nos braços.Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto.A emoção ansiavame. de: Junto com o material. (VTD) .equivalente: a . . (VTI) ASSISTIR empregase sem / com preposição no sentido de socorrer. por . 21 .Abraçouse a mim. a um cargo.aliado: a. (VI) ATENDER empregado sem preposição no sentido de receber alguém com atenção.Avisaremos os clientes da mudança de endereço.A banda Legião Urbana agrada aos jovens.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 19 . (VTD) .satisfeito: com. . . (preferência brasileira) A VISAR avisar alguém de alguma coisa.respeito: a. para com.análogo: a .junto a.sito em: O apartamento sito em Brasília foi vendido. (VTD) ANSIAR empregase com preposição no sentido de desejar ardentemente por.Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. título desistir.horror a.O filme é ótimo. entrou em casa e bateu a porta. Pode ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto (M) ou transitivo indireto (TI +preposição) .semelhante: a .Avisamos aos clientes que vamos atendêlos em novo endereço. 26 .Atenda ao telefone.Atenda o telefone.próximo: a.vazio: de . Todos querem assistir a ele. de . para com .contíguo: a . de. . (VTD ) Já tem tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de coisa. .útil: a. para alguém abrir) Para que ele pudesse ouvir.hostil: a.Eu ajudavaa no serviço de casa.impróprio para: O filme era impróprio para menores. Pedro abdicou em 1831. 24 . 27 . (VT1 ) ASSISTIR no sentido de morar.O direito de se defender assiste a todos.residente: em .suspeito: de .(fechou com força) .passível de: As regras são passíveis de mudanças. Outras Regências . em. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição a no sentido de ver. .(VTD) . (VI) . para: A medida foi necessária para acabar com tanta dúvida. Assiste em Manaus por muito tempo. por favor.A vencedora abdicou o seu direto de rainha. no campo. . (VTD) . por . em . (VTI) AGRADAR empregase sem preposição no sentido de acariciar.D.Gincizinho aspira ao cargo de diretor da Penitenciária. presenciar. encontrei este documento 22 . O chefe avisou os funcionários de que os documentos estavam prontos.rente: a . .Aspiramos um ar excelente. (VTD) ATENDER no sentido de ouvir. . de: Tinha horror a quiabo refogado. (VTI) AGRADAR empregase com preposição no sentido de contentar.Atenderemos quaisquer pedido via internet. .versado: em . angustiar. (VTI) ASSISTIR empregase com preposição no sentido de caber.inerente: a .Ansiava por vêlo novamente. (VTD) ALUDIR (=fazer alusão. (VTD) AJUDAR empregase sem preposição. chorando.Nervoso. 23 . .Nunca abdicarei de meus direitos.A professora sempre assiste aos alunos com carinho. (VTD) ASPIRAR empregase com preposição no sentido de querer muito.empenho: de. por . satisfazer. (VTI) ASPIRAR empregase sem preposição no sentido de respirar. por . referirse a alguém). Vejamos a regência de alguns verbos de emprego mais comum: ABDICAR renunciar ao poder. para com: É necessário o respeito às leis.necessárío a.sensível: a . de . BATER empregase com preposição no sentido de dar pancadas em alguém. objeto direto de pessoa.alheio: a. em.vizinho: a.Os irmãos batiam nele (ou batiamlhe) à toa.A professora sempre assiste os alunos com carinho. cheirar. de ANSIAR empregase sem preposição no sentido de causar malestar.Deus atendeu minhas preces.situado em: Minha casa está situada na Avenida Internacional. (VTI) ATENDER empregase com preposição no sentido de ouvir com atenção o que alguém diz. de.Márcio agradou a esposa com um lindo presente.(VTI) . .compatível: com . com. empregase com preposição. (VTI) 78 Didatismo e Conhecimento . . ter direito ou razão. (VTD) . ajudar. conceder.coerente: com . era preciso bater naporta de seu quarto. de. (dar pancadas) REGÊNCIA VERBAL Regência verbal é a relação de dependência que se estabelece entre o verbo de uma sentença e seus complementos. .Foi logo batendo à porta. ATENDER empregase com preposição no sentido de dar atenção a alguém. mimar.O médico atendeu o cliente pacientemente. A mãe abraçoua com ternura. . mas apenas os pronomes pessoais retos +preposição: .Lamento não poder atender à solicitação de recursos. com . 20 . ter por objetivo.fértil: de.preferível a: Tudo era preferível à sua queixa. 25 . (VTI) Nesse caso.aflito: com. . com.respeito a. entre. por . o verbo não aceita o pronorne lhe. . residir é intransitivo e exige a preposição em. (baterjunto à porta. para .lento: em .

Marina Falcão mora na rua Dorival de Barros. . ESQUECER / LEMBRAR estes verbos admitem as construções: . na 3ª pessoa do singular. é TD. apelidar. Marcelo namora Raquel.Informeio que sua aposentaria saiu. . . ambos os verbos. é TD. são transitivos diretos (TD). INVESTIR empregado como verbo transitivo direto e índireto. (VI não exige complemento) Você é realmente digno de casar com minha filha. (VTI) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de acarretar. ser caro.Nem todos ensinam as crianças.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA CASAR Marina casou cedo e pobre. comprometer. NECESSITAR empregase com verbo transitivo direto ou indireto. . . no sentido de precisar. em: CONTENTARSE empregase com as preposições com. ENSINAR é transitivo direto no sentido de educar. (VTD) Empregase com ou sem preposição no sentido de denominar. (VTE) . usase morar com a preposição em. INFORMAR o verbo informar possui duas construções. .Este computador custa muito caro.(foi dificil ) . / 3 interessante. VTD e VTI. (VTD) IMPLICAR empregase sem preposição no sentido de embaraçar. .Chamava por Deus nos momentos dificeis. . .A queda do dólar implica corrida ao over.O desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado.Esquecime do endereço dele. e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo . em. ou Ela casouse com seu grande amor. e o verbo lembrar está empregado no sentido de vir à memória.Nós investimos parte dos lucros em pesquisas científicas. . NAMORAR a regência correta deste verbo é namorar alguém e NÃO namorar com alguém. .Ela casou com o seu grande amor. . CHAMAR empregase sem preposição no sentido de convocar. .Necessitávamos de seu apoio.Chamouo covarde. avenida. não exigem os pronomes me. CUSTAR é transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar . . ENSINAR é transitivo direto e indireto no sentido de dar ínstrução sobre. Didatismo e Conhecimento 79 .O juiz chamou o réu à sua presença.Meu filho.Entretínhamonos em recordar o passado. Paulo César.Esqueci o endereço dele. IMPLICAR empregase com preposição no sentido de ter implicância com alguém. namora Cristiane. .Contentome em aplaudir daqui.Chamoulhe covarde. construido com objeto + predicativo. No exemplo o verbo esquecer está empregado no sentido de apagar da memória.O carro custoume todas as economias. de. no sentido de dar posse.Informeilhe que sua aposentaria. . os verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de. (VTDI) ENSINAR é intransitivo no sentido de doutrinar. (VTI) / Chamoulhe de covarde.Implicou em confusão. (VTI) CHEGAR como intransitivo. . (VID) .O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. (VTI com preposição) . . envolver. verbo pronominal) INVESTIR empregase com preposição (com ou contra) no sentido de atacar. (VTD) ./ 2 Lembreime de um caso interessante. exigem os pronomes. .O vizinho implicouo naquele caso de estupro. não são pronominais. é TI. ENTRETER empregado como divertirse exige as preposições: a. (VTI) . . Lembrame um caso Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer como lembrar.Ela casou antes dos vinte anos.Necessitávamos o seu apoio. (VTI) .Informouse das mudanças logo cedo. é TI.Ensino os exercícios mais dificeis aos meus alunos.Custoume pegar um táxi. esquecer e lembrar. Na língua culta. Como transitivo direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar.Chegou ao aeroporto meio apressada. pregar. isto é. (VTD) CUSTAR no sentido de ser difícil é TI.Chegueime a ele. é TD. se. . Nos exemplos. (VTD) / Chamouo de covarde. . lhe. (VTD sem preposição Atenção: O verbo casar pode vir acompanhado de pronome reflexivo. .Minha mãe ensina na FAI.A imprudência custoulhe lágrimas amargas. (VTD) É inadequada a regência do verbo implicar em: . com.Esqueceu me seu endereço.Contentamse com migalhas. exigem o pronome e a preposição de.(VTDI) CUSTAR é transitivo direto no sentido de ter valor de.Nunca implico com meus alunos. o verbo chegar exige a preposição a quando indica lugar. (VTDI) INVESTIR empregase sem preposição no sentido também de empregar dinheiro. É conjugado como verbo reflexivo. (VT1 .D. (inteirarse. (VTD) MORAR antes de substantivo rua. são transitivos indiretos e pronominais. / 1 Lembrei um caso interessante. O touro Bandido investiu contra Tião.

AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA OBEDECER / DESOBEDECER empregase com verbo transitivo direto e indireto no sentido de cumprir ordens. .A paciência previne dissabores.Cida pagou ao padeiro.Tinha pisado o continente brasileiro. (VTD ) PERDOAR empregase com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa. (VTI) PERDOAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. PROCEDER empregase como verbo intransitivo no sentido de ter fundamento. . é VTI. PERDOAR empregase sem preposição no sentido de perdoar coisa. . . mais.Cida pagou o pão.Não desobedecia às leis de trânsito. Caso contrário. é VTI).Perdeu muito dinheiro no jogo. (VTI) PAGAR empregase como verbo transitivo direto e indireto. exige objeto indireto de pessoa. (e não de ir sozinha) PISAR é verbo transitivo direto VTD.Preveni minha turma. comparecessem à reunião. no sentido de ter preferência.Devemos perdoar as ofensas. PERMITIR não se usa apreposição de antes de oração infinitiva: . . .Todos serão perdoados pelos pais.Cida pagou a carne ao açougueiro.Prevenimonos para o exame final. é TD.Precisase de funcionários competentes.A secretária pediu para sair mais cedo. Na linguagem formal. .O reitor presidiu à sessão.Paguei à costureira.A direção pediu que todos os funcionários. à secretária. exige a preposição a. . vir de. . PAGAR empregase sem preposição no sentido de saldar coisa. é VTI. (VTD) PAGAR – emprega-se com preposição no sentido de remunerar pessoa. (VTDI) no) PRECISAR empregase com preposição no sentido de ter necessidade. .A mãe perdoou ao filho a mentira. (pediu licença) . . do que. com sujeito indeterminado. ter afeto. .O senador respondeu ao jornalista que o projeto do rio São Francisco estava no final. . com a preposição a. . pagar alguma coisa a alguém.Sua tese não procede. não precisa trabalhar muito. quando. (VTDI) PERDOAR admite voz passiva: . às vezes na voz passiva.Residimos em Lucélia. . Atenção: Residente e residência têm a mesma regencia de residir em. . . culta.(VTD) PREFERIR empregase sem preposição no sentido de ter preferência. no sentido de dar início.Perdoemos aos nossos inimigos. o verbo responder. (VI) PROCEDER empregase com a preposição de no sentido de originarse.O médico permitiu ao paciente que falasse.Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.(VTD) QUERER empregase com preposição no sentido de gostar. PREVENIR admite as construções: . constróise com a preposição em. PRESIDIR empregase com objeto direto ou objeto indireto. . . (sem escolha) . (VTDI) PAGAR por alguma coisa: Quanto pagou pelo carro? PAGAR sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar PEDIR somente se usa pedir para. Didatismo e Conhecimento 80 . . PERMITIR empregado com preposição.Prefiro chocolate a doce de leite. (VTD) PREFERIR VTDI. . (não exige a preposição PRECISAR usase. . (VTI) PERMITIR constróise com o pronome lhe e NÃO o: . . puder colocar a palavra licença..Prefiro dias mais quentes.As crianças carentes precisam de melhor atendimento médico. é inadequado usar este verbo reforçado pelas palavras ou expressões: antes. (VTI) QUERER empregase sem preposição no sentido de desejar. é TI.Prefiro dançar a nadar. . amar. . .Quero prevenilos. . dízse pedir que. muito mais. mil vezes mais. RESIDIR como o verbo morar.O reitor presidiu a sessão. (VTI) PRECISAR quando o verbo precisar vier acompanhado de infinítivo. a língua moderna tende a dispensála. na Avenida Internacional . . .Quero muito bem às minhas cunhadas Vera e Ceiça.Quero vêlo ainda hoje. podese usar a preposição de. . PROCEDER empregase como transitivo indireto com a preposição a.Você é rico. (sujeito indeterminado) PRECISAR empregase sem preposição no sentido de indicar com exatidão. . RESPONDER empregase no sentido de responder alguma coisa a alguém.Procederemos a uma investigação rigorosa. mas não sabe precisar aquantia.O assistente permitiulhe que entrasse.Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão.Obedecia às irmãs e irmãos. no sentido de ter necessidade.Paguei a costura. entre pedir e o para.

O presidente passou a tropa em revista. por herança. lhes funcionam como transitivos indiretos que exigem a preposição a. d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. poupar-se ao /o trabalho. é 0I.Não deixava tocar o / no gato doente.a posse de alguém. . . TOCAR empregase no sentido de pôr a mão.O garoto visou o inocente passarinho.. não exigem os pronomes me.O nascimento do filho tocouo profundamente. tocar em alguém. VISAR empregase com preposição como VTI no sentido de desejar. .As jóias reverterão ao seu verdadeiro dono.“Em que pese aos inimigos do paraense. Convideias. NÃO admitem voz passiva..O gerente visou a correspondência. empregamse com a preposição com. pretender. . a uma pergunta. os. Ninguém conhecia o traficante . se. (inadequado) . foram revistados. . porém a segunda construção é mais freqüente. . / Assisti e gostei da peça./ O cargo era visado por todos.Simpatizei com você. donos eram traficantes. .. e) Ao assinar o contrato. pode vir com ou sem a preposição a. 2. sensibilizar. . Corrijase para: Entrou na casa e saiu dela.Simpatizeime com você. TOCAR empregase no sentido de ser da competência de. 3 Passar revista a ou passar em revista? Ambas estão corretas.Antipatizei com ela desde o primeiro momento.” (Graciliano Ramos) Observações Finais I Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer). vir depois. c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos. Os estudantes assistiram ao filme. 3 Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências diferentes. regidos ou não de preposição.. sinceramente confesso que o admiro. o usineiro visou. / Assisti à peça e gostei dela. EXERCÍCIOS 1.Essas expressões exigem a preposição a.Depois de aposentarse reverteu à ativa. b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem Didatismo e Conhecimento . disporse a. uma linda fazenda. A primeira é mais aceita. usase com OD. VISAR empregase sem preposição como VT13 no sentido de apontar ou pôr visto. 4 As formas oblíquas o. Todos visam ao reconhecimento de seus esforços. . . no sentido de ter em vista. TOCAR empregase no sentido de caber por sorte. TOCAR empregase no sentido de comover. Ela se propôs leválo/ a leválo ao circo. as funcionam como complemento de verbos transitivos diretos. Casos Especiais 1 Darse ao trabalho ou darse o trabalho? Ambas as construções são corretas. enrolou e não respondeu à pergunta do professor. apesar de.Sempre simpatizei com pessoas negras. . 4 Em que pese a expressão concessiva equivalendo a ainda que custe a. ao lucro pretendido... nos. / Subir à cabeça. de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.Enrolou. o fazendeiro negociava. . voltar ao estado primitivo. O mesmo se dá com: darse ao / o incômodo. etc. apenas. REVERTER empregase no sentido de voltar para./ Todos visavam ao cargo. / Subir ao trono. . tocar alguém. SUCEDER empregase com a preposição a no sentido de substituir. 2 – O filme foi assistido pelos estudantes.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA RESPONDER empregase no sentido de responder a uma carta. a.. Davase ao trabalho de responder tudo em Inglês. Convidei as amigas. . 81 2 Proporse alguma coisa ou proporse a alguma coisa? Proporse.. Obedeço lhe.. Atenção: Estes verbos NÂO são pronominais. Os exemplos citados abaixo são considerados inadequados. darse ao /o luxo. Ao prefeito é que toca deferir ou indeferir o projeto. REVERTER empregase no sentido de destinarse... / Subir ao poder. ( adequado) SUBIR Subiu ao céu.Tocoulhe.A renda da festa será revertida em beneficio da Casa da Sopa. não obstante. SIMPATIZAR / ANTIPATlZAR. que completam corretamente as frases abaixo: Os navios negreiros. . enquanto as formas lhe.O descanso sucede ao trabalho. caber. herança.. . / Obedeço ao mestre. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta. REVERTER empregase no sentido de regressar. como: Entrou e saiu de casa. isto é.

A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo (1-D) (2-B) (3-C) (4-D) (5-E) (6-E) (7-A) (8-E) (9-E) (10-D) Respostas Crase Crase é a superposição de dois “a”. Dirigiu-se a mim com ironia. forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a Vossa Senhoria. c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.... d) Respondeu à carta no mesmo dia.Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela.. no silêncio. Refiro-me a uma pessoa educada... Os críticos não deram importância a essa obra. / Eu já ... que é um problema de regência...... “Eles deveriam ter comparecido àquela festa. e) Vou visitar-lhe na próxima semana.. / Desejou-. b) Espero-. Assim.... o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju.. 9. mais admiro. .. em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a a vendedora”. c) Imcumbiu-me para realizar o negócio. coração bate de noite. b) Avisei-lhe da mudança de horário... Por isso. aspiro depende de concurso. e) Sempre .. / Chamou-. Com o pronome indefinido outra(s). rapaz. às vezes. uma mensagem de paz.. aquela(s) e aquilo.... ....” O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui.. e) Convenceu-se nos erros cometidos..... Vende-se a prazo.. mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união de dois “a” (crase).que b) a cujos . conheço bem. .. “Esta blusa é igual à que compraste”. não compareci.cujos c) por que – que d) cujos – cujo e) a que . ficaria “os cartões estavam colocados uns aos outros”).... encontrei trabalhando. d) O poeta assistiu-a nas horas amargas. te referiste foi reprovado.. 4. necessitamos.Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me refiro a esta carta. A entrada é vedada a toda pessoa estranha.. b) Eis a razão .. c) Informou ao cliente que o aviso chegara. amo mais.. Ele começou a ter alucinações. “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles deveriam ter comparecido a aquela festa”. 8. a crase. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: a) Não . As mulheres da noite . Para haver crase. . (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado.. d) Ainda não . mais fácil será para ele ter o domínio sobre a crase. o rei Hubertus.. Didatismo e Conhecimento 82 . felicidades..... (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo. Vieram a pé.... d) O jovem . Eles queriam oferecer flores a você. o diretor se referia. d) Recusei-me em fazer os exames... / O filho não . e) Ali está o abrigo . c) Nós . b) Fomos à cidade pela manhã.. Traremos a Sua Majestade... podendo ser também a preposição “a” e o pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial dos pronomes demonstrativos aqueles(s). de tolo. geralmente a preposição “a” e o artigo a(s). (UNIFIC) Os encargos . a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez.Antes de verbo: Ficamos a admirá-los. nos obrigaram são aqueles . devemos sobrepor os dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a mercadoria à vendedora”...Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra: Direi isso a qualquer pessoa. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o.. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 3. Essa superposição é marcada por um acento grave (`)... há anos. . quanto mais conhecer a regência de certos verbos e nomes..Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5. .. Não existe Crase . pois. obedecia.........Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma firma. lhe. queremos muito bem.. pode haver crase porque ele.... c) Rui é o orador ... . / Nunca .. vejo no mesmo lugar. 6.a que 10. 7... com extrema dedicação..Antes de expressão de tratamento introduzida pelos pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão Você.. perdoarei...... aceita o artigo definido a(s): As cartas estavam colocadas umas às outras (no masculino...... João. a) de que . é indispensável a presença da preposição “a”..

Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um telegrama à Marisa. no masculino. Enfrentaram-se cara a cara. Quando até significa “perto de”. . Os astronautas desceram a terra na hora prevista. o uso de acento indicativo de crase não é facultativo (conforme o caso. pode ocorrer crase. A solução não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles). diante das primeiras.] . mesmo que a preposição esteja presente.Com o pronome substantivo possessivo feminino singular. . acompanhando-se de uma expressão que a determine. a tratamento prolongado. antes de um nome de pessoa. vim de Santa Catarina). Assim que saiu do escritório.Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular: Pediu informações à minha secretária. podemos usar o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s). ./ Enviei cartas a esta empresa. Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de uma expressão que o determine.Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma. estará negada a hipótese de crase. às vezes. quando a palavra significa “solo”. A explicação é idêntica à do item anterior: o pronome adjetivo possessivo aceita artigo./ Não dei atenção a isto. mesmo com a presença da preposição. antes destes últimos. passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou na grande Porto Alegre. “domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva. Prefiro terninho a saia e blusa (no masc. estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” inicial dos pronomes aquele(s). não ocorre crase: A que artista te referes? . é partícula de inclusão. respectivamente. será proibido ou obrigatório): A minha cidade é melhor que a tua.Nomes de localidades: Dentre as localidades. esta(s). . há as que admitem artigo antes de si e as que não o admitem. Por isso. então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia. haverá crase com o “a” da frase original. aquela(s)./ A solução não se relaciona a estes problemas.Quando. Porto Alegre indeterminadamente não aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre. para maior segurança. não haverá crase: Enviou seus representantes à Paraíba (estou na Paraíba.). O avião dirigia-se a Santa Catarina (estou em Santa Catarina. diante das segundas.” Ou: “A minha secretária é exigente”). aquela(s). A solução não se relaciona àqueles problemas. Pediu informações a minha secretária. surgir a preposição “a”. por motivo de clareza: A água inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da casa). Mas. pode-se ou não empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”. Se ocorrer a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir. não ocorre crase.Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”. não. Entretanto. mas não o exige (“Minha secretária é exigente. antes do “a”. A solução era aquela apresentada ontem. Não dei atenção àquilo. Por aí se deduz que. Mas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Refiro-me a pessoas curiosas. Dirigiram-se à casa das máquinas. aquela(s). vim de Porto Alegre). Para se saber se o nome de uma localidade aceita artigo. a crase é facultativa. Portanto. tudo vale a pena quando a alma não é pequena. ficaria assim: Este quadro é semelhante ao nosso (presença de preposição + artigo definido). dirigiu-se a casa.Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O doente foi submetido a dieta leve (no masc. quando a palavra terra significa o oposto a “mar”.. . a crase é facultativa. o sentido ficaria ambíguo: a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive a casa). deve-se substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. A Crase é Facultativa . Iríamos a Madri para ficar três dias. Enviamos um telegrama a Marisa. Se. haverá crase porque o artigo definido estará presente.Antes de pronome interrogativo. aquilo: quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos. O acento indicativo de crase é obrigatório porque. Em português.Pronomes demonstrativos aquele(s). “ar” ou “bordo”: Os marinheiros ficaram felizes. pois resolveram ir a terra. no masculino. quando significa “inclusive”. Os nomes de localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo. . apenas o artigo definido). O acento indicativo de crase é proibido porque. Há crase. Iremos à encantadora casa de campo da família Sousa. existir preposição: Ela compareceu perante a direção da empresa. Se ocorrer “em” ou “de”. Iríamos à Madri das touradas para ficar três dias. = foi submetido a repouso. é preposição. = prefiro terninho a vestido). . para até. . desde que comprovada a presença de preposição. quando vierem determinados. Os papéis estavam sob a mesa. se não houvesse o sinal da crase. Enviei cartas àquela empresa. Dedico esta canção à Candinha do Major Quevedo. vim da Europa). aquilo pelos demonstrativos este(s).. pois o “a” é artigo definido: Parodiando Fernando Pessoa.Na expressão valer a pena (no sentido de valer o sacrifício. Voltei à terra onde nasci. ficaria assim: O meu sítio é melhor que o teu (não há preposição. vim da Paraíba). Se não surgir a preposição “a”.Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a gota. Esta gravura é semelhante à nossa. o esforço). A simples interpretação da frase já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples ou duplo.Palavra “terra”: Não há crase. Pretendo ir à Europa (estou na Europa. vim da grande Porto Alegre). Casos Especiais . aquilo. [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é fanática por seresta. isto. Exceção feita. “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida. Ou “Marisa é uma boa menina”). se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução adjetiva. não há crase: Chegamos alegres a casa./ A solução era esta apresentada ontem. devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela). Iremos a casa à noitinha. Viriam à Terra os marcianos? Didatismo e Conhecimento 83 . etc. Não dei atenção àquilo (= a + aquilo).

Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”) estiver subentendida: Nesse caso. Fomos à Renner (fomos à loja Renner). devemos substituir a palavra feminina por outra masculina da mesma função sintática. via-se um barco pesqueiro. c) Não sei como responder a essa pergunta. . mesmo que a palavra subsequente seja masculina. houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho de ontem.). e) A sentença foi favorável a ré. às vezes. os. Assinale a alternativa correta: a) O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática. Quando o maestro falta ao ensaio. (ao diretor). às oito horas. locuções adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo um substantivo feminino: à queima-roupa. crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o problema primordial. há crase diante do relativo. à custa de. (ao sofrimento). Pedimos um favor à diretora. se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”. consiste em descobrir o masculino de certas palavras como “conclusão”. Se o “a” se transforma em “ao”.. para muitos.Não confundir devido com dado (a. a algumas horas de Manaus. às tontas. Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o telefonema de Teresa). (O trabalho ao qual aspiro é almejado por muitos. à falta de cuidados. Para saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo.... d) Solicito à V. b) Vou a casa de Maria. d) Não cheguei a nenhuma conclusão. c) As amostras que servirão de base a nossa pesquisa estão há muito tempo à disposição de todos. Mas: A distância. as mulheres se apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon. d) Cheguei as doze horas. A carreira à qual aspiro é almejada por muitos. às dezesseis horas. Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba). Exercícios 01. c) Fui a Bahia. 03.. em que não há crase porque o “as” é artigo definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez em quando). à medida que. b) Os policiais chegarão a qualquer momento. O perfume cheira a rosa. o relógio marcava 1 hora). o pronome relativo não pode ser substituído. É bom não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão fazer as vezes de.).Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra distância. . “certeza”. (o escritório). haverá crase no “a” do feminino.). Na passagem do antecedente para o masculino. (a cravo). Olhavanos a distância. não haverá crase no “a” do feminino. b) O presidente ia a pé. daqui a uma hora. substituímos festa por baile. “morte”. (o aluno). Didatismo e Conhecimento .). . Mas. Dadas as respostas. Paula saiu daqui à uma hora. 84 . d) À qualquer distância percebia-se que. a menos que se trate de distância determinada: Via-se um monstro marinho à distância de quinhentos metros. às escuras. duas horas depois. Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos casos anteriores. O problema. . Se ocorrer “ao” no masculino. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: Fomos à cidade comprar carne.Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um substantivo (expresso ou implícito) como antecedente. etc. Chegamos à uma hora. havendo crase antes de palavra feminina determinada pelo artigo definido. o violinista faz as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro). a muitos quilômetros daqui.Sempre haverá crase em locuções que exprimem hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos. a lavoura amarelecia e murchava. Muitos são incensíveis à dor alheia. etc. à noite. à força de. à tarde. houve. então não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A fábrica a que me refiro precisa de empregados.Quando as expressões “rua”. haverá crase: No banquete. a gozar nossas merecidas férias. à vontade (de). à moda de. pois.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . as): a primeira expressão pede preposição “a”. 04. serviram lagosta à Termidor. Assinale a opção em que falta o acento de crase: a) O ônibus vai chegar as cinco horas. que reconheça os obstáculos que estamos enfrentando.).Quando está implícita uma palavra feminina: Esta religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus). Os empregados deixam a fábrica. A Crase é Obrigatória . à e há com a expressão uma hora: Disseram-me que. sob pena de falsear o resultado: A festa a que compareci estava linda (no masculino = o baile a que compareci estava lindo). etc. Devido à discussão de ontem. c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara anteriormente. Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio. o aluno conferiu a prova (= dados os resultados. às cegas. deve-se substituir esse antecedente por um substantivo masculino.Sempre haverá crase em locuções prepositivas. (ao supermercado). “estação de rádio”. 02. às mil maravilhas. às pressas. A crase não é admissível em: a) Comprou a crédito. . mas a guarda oficial ia à cavalo. (O escritório a que me refiro precisa de empregados. à maneira de. não havendo. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano).. Exa.). já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu. Cuidado para não confundir a. b) De hoje à duas semanas estaremos longe. Marque a alternativa correta quanto ao acento indicativo da crase: a) A cidade à que me refiro situa-se em plena floresta. mas o pronome relativo que não foi substituído por nenhum outro (o qual etc. “loja”. Se ocorrer “a” ou “o” no masculino. Nos anos 60. Como se viu. “vezes”. Pedro saiu daqui há uma hora (= faz 60 minutos que ele saiu). quando aconteceu o acidente. O professor chamou a aluna. A segunda expressão não aceita preposição “a” (o “a” que aparece é artigo definido.

“A casa fica ___ direita de quem sobe a rua. a) às . (antes de Cristo). (Érico Veríssimo).à 08.à . “O pobre fica ___ meditar.à d) às .a . a) após às b) após as c) após das d) após a e) após à 14. volto ___ referir-me ___ problemas já expostos __ V.aquelas .a . a) à .Sª __ alguns dias”.a b) as . Onde está seu irmão? Às vezes.àqueles .há b) a . Ao término de um texto.àquelas .à c) ao . e se exibe diariamente ___ hora do almoço”.há 13.a d) à .aquilo e) à .a .há d) à . E.à e) as . a) Há .a e) a . “O grupo obedece ___ comando de um pernambucano.àqueles .àqueles .à .há b) a . Assinale a frase gramaticalmente correta: a) O Papa caminhava à passo firme.a c) às .a .à e) às . ora a nada.a .aqueles . a) a .aquilo b) a .aquelas .a (1-A) (2-A) (3-C) (4-C) (5-C) (6-C) (7-D) (8-B) (9-B) (10-D) (11-A) (12-D) (13-B) (14-D) (15-B) Respostas PONTUAÇÃO Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pausas da linguagem oral.à . d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas.a – a c) à . PONTO O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase declarativa.a . precisamente as dez horas. ___ tarde.à – a d) à .à – a b) à . a) à . o ponto é conhecido como final.há c) a .a . Também é usado nas abreviaturas: Sr.àquilo d) à . a) o .a e) o . b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.a c) À .a . d) Fizemos alusão à mesma teoria.a 09. a) às .à . PONTO DE INTERROGAÇÃO É usado para indicar pergunta direta.a .há c) as . A mim ?! Que idéia! Didatismo e Conhecimento 85 . d.a d) às .à .àquilo c) a .à .a .à 12. radicado __ tempos em São Paulo.a .a d) Há . e) Ora aspirava a isto.àquelas . (Senhor). “Nesta oportunidade.há . Use a chave ao sair ou entrar ___ 20 horas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 05. (depois de Cristo). O Ministro informou que iria resistir __ pressões contrárias __ modificações relativas __ aquisição da casa própria. 11.a d) o . e) Cortou o cabelo à Gal Costa. __ duas quadras da Avenida Central”.a e) À .à .à . a.à .àquilo 07.à – à e) a . ora aquilo.a b) A . Nos casos comuns ele é chamado de simples.a . c) Dei um presente à Mariana. Em qual das alternativas o uso do acento indicativo de crase é facultativo? a) Minhas idéias são semelhantes às suas. indiferente ___ que acontece ao seu redor”.a e) à . 06. Fique __ vontade. estou ___ seu inteiro dispor para ouvir o que tem ___ dizer.há 10. a) à .a 15.àquelas . b) Ele tem um estilo à Eça de Queiroz.à b) as .à . A alusão ___ lembranças da casa materna trazia ___ tona uma vivência ___ qual já havia renunciado. ___ dias não se consegue chegar ___ nenhuma das localidades ___ que os socorros se destinam.a . pode combinar-se com o ponto de exclamação.V.a .à c) a .C. c) Chegou à noite.a b) ao .C.aqueles .há .

Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória! Ó jovens! Lutemos! VÍRGULA A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pausa na fala. . . entretanto. Figueiredo) • Quando se intercala num texto uma idéia ou indicação acessória: “E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io.. 128... resolveu o problema sozinho. queria chamar Socorro. revistas. malícia ou qualquer outro sentimento: Aqui jaz minha mulher.Avante!. “Fogo Morto” é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. Veja como ele é “educado” . O motorista. “A bomba não tem endereço certo. fiel”. (Meireles. a festa da padroeira. apressadamente.Para indicar uma citação alheia: Ouvia-se. parava outra vez.No vocativo e no aposto: Meninos.Nos termos independentes entre si: O cinema. Lispector) • Para isolar orações intercaladas: “Estou certo que eu (se lhe ponho Minha mão na testa alçada) Sou eu para ela. com os olhos fora das órbitas. . Largo do Paissandu. . • Usa-se para separar orações do tipo: . nos diálogos. o meu amigo..chovia. Amália se volta)”. . (G. Meireles) • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se expressa o autor: estrangeirismo.” (G. deu a haste ao desconhecido.Em alguns casos de termos oclusos: Eu gostava de maçã.. Palmério). afinal . mulher casa com “pão” e passa fome. “Sede assim qualquer coisa. por exemplo. . o coração não sente.Após a primeira parte de um provérbio: O que os olhos não vêem.Da nossa pátria.cuspiu no chão.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA PONTO DE EXCLAMAÇÃO É usado depois das interjeições. Bandeira) Didatismo e Conhecimento 86 .” (C. RETICÊNCIAS . . prestem atenção!. parava.Com certas conjunções. isto é. 17 de setembro de 1989.“Mesmo com o tempo revoltoso . a mudança de interlocutor. e eu também. . • Em casos de ironia: A “inteligência” dela me sensibiliza profundamente. chovia. é escritor.Que pátria? . Cecília. viajamos para o litoral.Nas datas e nos endereços: São Paulo. porém. lracema quebrou a flecha homicida.Após alguns adjuntos adverbiais: No dia seguinte. . PONTO E VÍRGULA . Não achei nada “legal” aquela aula de inglês. DOIS PONTOS .A lua foi alcançada.A estrada de ferro Santos – Jundiaí. • Nas indicações cênicas dos textos teatrais: “Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos. ASPAS São usadas para: • Indicar citações textuais de outra autoria. morrendo de fome.Para realçar uma palavra ou expressão: Hoje em dia. “Flor de Poemas”).Com certas expressões explicativas como: isto é. ora bolas!” (P. isenta. • Títulos de obras literárias ou artísticas. • Para enfatizar palavras ou expressões: Apesar de todo esforço. (M. ou serve para isolar palavras ou frases . .Enumeração após os apostos: Como três tipos de alimento: vegetais. locuções ou frases exclamativas. mais calmo. arcaismo. .Enunciar a fala dos personagens: Ele retrucou: Não vês por onde pisas? . serena.Gritou o general.A ponte Rio – Niterói.A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam uma cadeia de frase: . . Neste caso também é usado o duplo emprego da vírgula: Isso. a praia e a música são as suas diversões. gírias. no meio da confusão. Neste caso é usado o duplo emprego da vírgula: Ontem teve início a maior festa da minha cidade. TRAVESSÃO Marca. de pêra e de abacate.Para indicar ironia. a voz da central de informações de passageiros do vôo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embarque”.a claridade devia ser suficiente p’ra mulher ter avistado mais alguma coisa”. .” (M. Agora ela repousa.São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento: Não me disseste que era teu pai que . formas populares: Há quem goste de “jazz-band”.” . carnes e amido. PARÊNTESES Empregamos os parênteses: • Nas indicações bibliográficas.Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anterior: Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. Emprega-se a vírgula: . .Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu interior: Eu.. . Termópilas. M Campos). .“Quais são os símbolos da pátria? . não foi suficiente para agradar o diretor.cantava o poeta. guardando consigo a ponta farpada.Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém alguma simetria entre si: “Depois. etc. jornais. o teatro. achei-a “irreconhecível” naquela noite.

numa sala pequena. c) Precisando. 9. a) O ...vírgula c) vírgula. em fila.vírgula – vírgula 4. d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso. mais animada.. o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros.O . telefone.vírgula . b) Ele. de forma diferente. e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou.O .. os candidatos. Cabem no máximo: a) 3 vírgulas b) 4 vírgulas c) 2 vírgulas d) 1 vírgula e) 5 vírgulas 6.dois pontos .vírgula . crescerão sempre. b) Eu tinha. a) O . e em vão tentava emendar-me: provocava risos.. O indicará essa inexistência.O .dois pontos d) vírgula .. outras pessoas a reunião ficou mais animada. (CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. Odontologia. para uma outra população de trabalhadores . ou melhor. Exercícios 1. ódio. muxoxos. e) Conduziram-me à rua da Conceição..O .. como os pedaços da carta de ABC. é o centro do nosso sistema planetário. quando chegaram. aguardavam. b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada. ela. triturados soltos no ar. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta: a) Não sei se disse. c) A estes. que eu venho. o juízo fraco. os negros e os indígenas escravizados pelos brancos ..dois pontos .dois pontos e) vírgula .. os candidatos aguardavam. a) Pouco depois. e) Estas cidades se constituem.dois pontos . 2.. os imigrantes.vírgula d) vírgula . 7.. em fila. melhor telefone que eu venho.dois pontos . e) Precisando. c) Ansiosos. b) No Brasil. em breve. palavrões.vírgula c) O .O e) vírgula . modestamente se retirou. reagiram .. a diferença social é motivo de constante preocupação. que eu venho. ou. porém. (TTN) Das redações abaixo. BARRA A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas... procure-me. ficou mais animada. mas só mais tarde notei.. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação: a) Sem reforma. d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve.. O indicará essa inexistência: Aos poucos .O . (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada: a) O sol que é uma estrela. a necessidade de mão-de-obra foi aumentando . (BB) “Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade”..vírgula . d) Confessou-lhe tudo. d) Tenho esperanças. de mim.. c) Pouco depois. Não havendo sinal. na maior parte de imigrantes alemães.. as desigualdades entre as cidades brasileiras.ponto e vírgula .vírgula b) O . a) Precisando de mim procure-me. e) Ainda não houve tempo. melhor telefone que eu venho. o resultado do concurso.. d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião.vírgula b) O .vírgula .. o resultado do concurso. de mim. assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 8. procure-me ou. c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE.. as providências serão tomadas. 5. vírgula . aguardavam ansiosos. mas. ciúme.O .. em fila. c) Você pretende cursar Medicina.vírgula 3. Na época da colonização . a reunião ficou mais animada. b) Em fila. o resultado do concurso. telefone. indiscutivelmente . ou melhor telefone que eu venho. em fila. pois a situação econômica não demora a mudar...ponto e vírgula .O .. aguardavam ansiosos o resultado do concurso. minha avó. inveja. ASTERISCO O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação). sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado. social. e) Os candidatos.. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. em casa de uma comadre. b) Precisando de mim procure-me...vírgula . d) Precisando de mim. ansiosos. Não cabendo qualquer sinal. isto se passava. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo. que me achava lá. quando chegaram outras pessoas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA COLCHETES [ ] Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. 87 Didatismo e Conhecimento . que. procure-me ou melhor. tornando-se necessária a abertura dos portos . assinale a que não está pontuada corretamente: a) Os candidatos..

e muitas vezes inconscientemente deturpamos. b) Prima. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: 12. baixo. paulista 23 anos. Nossa capacidade de retenção é variável . c) Prima faça calar titio. b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. trazem e cinco anos. meio que. muitas vezes. c) Tenha cuidado. a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão empregou na execução do canto. e) Deixo ao leitor. meio que. imediatamente se lhe apagou. representa um bem cultural. calcular quanta paixão empregou na execução do canto. de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. trazem e cinco anos. Didatismo e Conhecimento 88 . inconscientemente. e) José dos Santos. 14. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. b) Entra a propósito disse Alves. baixo. mesmo sérias. baixo. e) Era um homem de quarenta gordo. (CESCEM) Nas questões 12 a 15. podemos dizer que uma hipótese interpretativa é aceitável sempre que o texto apresenta pista ou pistas que a confirmam e sustentam.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 10. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta: a) José dos Santos paulista. tais como tempo e espaço geográfico. deturpamos o que ouvimos. faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. O texto abaixo é bastante apropriado. d) Era um homem de quarenta gordo. b) José dos Santos paulista 23 anos. O poema descarta a necessidade do piano. “Aquela senhora tem um piano. b) Era um homem de quarenta gordo. mas não é o correr dos rios. ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente.muitas vezes inconscientemente. a bela viúva. baixo. d) Deixo ao leitor calcular. o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. também. conhece conhece conhece conhece conhece c) Era um homem de quarenta gordo. deturpamos o que ouvimos. é variável e . ao parafrasear o que ouvir. quanta paixão empregou na execução do canto. paulista 23 anos vive. dando preferência à fruição dos sons da Natureza. destas impresso. fisionomia insinuante. vive no Rio. constante sorriso. a bela viúva a bela viúva.Linguagem . trazem 15. disse Alves. d) José dos Santos. suplicou o moço com um leve sorriso que. fisionomia insinuante. a) Prima faça calar titio suplicou o moço. b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e. (1-A) (2-C) (3-E) (4-C) (5-C) (6-C) (7-E) (8-C) (9-D) (10-E) (11-B) (12-D) (13-B) (14-E) (15-B) Respostas SEMÂNTICA Em Linguística. Semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra. vive no Rio. 13. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente. destas impresso constante sorriso. o que se percebe pela oposição que o texto estabelece entre o som do piano (bem cultural) e o correr dos rios e o murmúrio das árvores (bens naturais). destas impresso constante sorriso. 11. o que ouvimos.” Que simboliza o piano no poema? Dentro do contexto que se insere o piano. baixo. fisionomia insinuante. meio que mesmo sérias trazem. Neste estudo veremos: . vive no Rio. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é: a) Tenha cuidado. Nem o murmúrio que as árvores fazem. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. pouco os deveres da hospitalidade. 23 anos vive no Rio. disse Alves. e) Tenha cuidado. disse Alves. suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. meio que. faça calar titio. c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão. e) Prima faça calar titio. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação.. fisionomia insinuante. 23 anos. ao parafrasear o que ouvir. c) José dos Santos. e cinco anos. o seu moleque. meio que mesmo sérias. com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou. Que é agradável. e) Entra a propósito. empregou na execução do canto. c) Entra a propósito. a) Entra a propósito. a bela viúva. Nesse campo de estudo se analisa. destas impresso constante sorriso. e cinco anos. mesmo sérias. o seu moleque pouco. fisionomia insinuante. no Rio. os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. mesmo sérias trazem e cinco anos. os deveres da hospitalidade. as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores. d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir. disse Alves o seu moleque pouco os deveres da hospitalidade. deturpamos o que ouvimos. a bela viúva. d) Prima. de um signo. d) Entra a propósito.Significação das Palavras Linguagem Como instrução geral. a) Era um homem de quarenta gordo. destas impresso constante sorriso. Por que é preciso ter um piano? O melhor é ter ouvidos E amar a Natureza. paulista. deturpamos o que ouvimos.. nossa capacidade de retenção.

São Paulo. “Como é que essa coisa se chama? É bem capaz de não ter nome nenhum. “Bom. ai! Com letras se elabora. esta última (língua ou idioma) refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo.. tátil.. é incapaz de apreender a realidade em torno dela. que estranha potência. ora!”. significados e pensamentos.000 a 50. ao mesmo tempo. impérios. o mel do amor cristaliza seu perfume em vossa rosa. que envolve os signos. disse enquanto avançava em meio às árvores.. Trad. é a aptidão que o distingue dos animais. debaixo das.Ah. Nova Aguilar. auditiva..000 a 500. 1985. sois o sonho e sois a audácia. a vossa! Todo o sentido da vida principia à vossa porta. mas também para caluniar. estar debaixo das. pensando. E dos venenos humanos sois a mais fina retorta: frágil. para impulsionar os desejos mais grandiosos. de elementos diversos. Enquanto aquela (linguagem) diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação. . podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos. p 165-166 Esse texto. povos. contrapondo a palavra à ação. 442. A linguagem é uma forma de apreender a realidade: só percebemos aquilo a que a língua dá nome. murmurou pensativamente (Alice). para expor a raiva. palavras. o registro fóssil foi estudado buscando-se as assimetrias morfológicas associadas à fala nos humanos modernos. de qualquer modo é um alívio”. Posteriores alterações no aparelho fonador. “depois de tanto calor. Isso significa que as coisas do mundo exterior só têm existência para os homens quando são nomeadas. isto é. latente ou em ação ou exercício. usados para representar conceitos de comunicação. frágil como o vidro e mais que o aço poderosa! Reis. p. (. linguagem é função cerebral que permite a qualquer ser humano adquirir e utilizar uma língua. Mostram que a palavra. porque. Por extensão. fúria.. De acordo com Kandel apesar das dificuldades de se apontar com precisão quando ou como a linguagem evoluiu há certo consenso quanto a algumas estruturas cerebrais constituírem-se como pré-requisitos para a linguagem e que estas parecem ter surgido precocemente na evolução humana. de saber o que as coisas são. para exprimir os sonhos. A liberdade das almas. analisando para que serve a linguagem... ainda. debaixo disso aqui. calúnia. exclamou: . disse. ideias... que é apenas um dos sinais estudados na semiótica. Esses versos foram extraídos do poema “Romance LIII ou das palavras aéreas”. In: Obra poética. pois. a linguagem verbal pertence apenas ao Homem. o predecessor de nossa própria espécie. Didatismo e Conhecimento 89 . insinua que a linguagem não tem nenhum poder: um golpe. é chamado semiótica.A linguagem é o traço definidor do ser humano. Embora os animais também se comuniquem.. Aventuras de Alice. dentro do quê?” Estava assombrada de não poder se lembrar do nome. “onde as coisas não têm nomes”... sonoros. serve para construir a liberdade do ser humano e também para envenenar a sua vida. ou. por ser constituída de sons. gráficos. símbolos ou palavras.) Ia devaneando dessa maneira quando chegou à entrada do bosque. para impor a derrota. “Este deve ser o bosque”. que parecia muito úmido e sombrio. chama-se linguagem de programação ao conjunto de códigos usados em computação. se puder. ao entrar no bosque em que as coisas não têm nome. etc. por uma nação. sinais. Então.) Ai.000 anos) e no Homo erectus (datado de 300..A linguagem é uma maneira de perceber o mundo.. os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas. Essas assimetrias foram encontradas no homem de Neanderthal (datando de cerca de 30. gestuais etc. mostra que a protagonista. derruba reis e impérios. em que Cecília Meireles fala sobre o poder da palavra. ai. é capaz de quebrar osso. dentro do. palavras. Ora podemos desfazer facilmente essa visão simplista das coisas. pelo vosso impulso rodam. mas não uma palavra. Não se devem confundir os conceitos de linguagem e de língua. Romanceiro da Inconfidência. apesar de frágil. o que leva a distinguirem-se várias espécies ou tipos: visual. constituídas. Lewis Carroll. ora. A linguística é subordinada à semiótica porque seu objeto de estudo é a língua. de repente. entrar dentro do. Rio de Janeiro. “Bom. reproduzido do livro “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”.. O provérbio popular “Palavra não quebra osso”. gestos.... munido de regras próprias (sua gramática).. de uma forma geral. com certeza não tem mesmo!” Ficou calada durante um minuto. colocando a mão no tronco da árvore. com seu significado... serve para sussurrar declarações de amor. alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem desenvolveu-se a partir da comunicação gestual com as mãos.) Cecília Meireles. Visto que os giros e sulcos importantes deixam com frequência impressões no crânio. Noutra acepção (anátomo-fisiológica).000 anos). a área cortical da fala do lobo temporal (o plano temporal) é maior no hemisfério esquerdo que no direito. derrota. . O estudo da linguagem.. Os elementos constitutivos da linguagem são. Segundo esse autor essa conclusão foi atingida após exame dos moldes intracranianos de fósseis humanos. Para que serve a linguagem? (. (. então isso terminou acontecendo! E agora quem sou eu? Eu quero me lembrar. sons. Summus..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA O que é a linguagem? É qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados. é ao mesmo tempo extremamente forte. tempos.. Sebastião Uchôa Leite. 3ª ed. A respeito das origens da linguagem humana. Na maioria dos indivíduos o hemisfério esquerdo é dominante para a linguagem. outras mais complexas.

Jonathan Swift. por isso. uma nova invenção. no seu entender. Contudo esse conceito. fossem elas quais fossem (. Querendo desculpar-se. Não produzimos palavras somente para designar as coisas. Por exemplo. O que inviabiliza o sistema imaginado pelos sábios de Balnibarbi não é apenas o excesso de peso das coisas que cada falante precisaria carregar: é o fato de que as coisas não podem substituir as palavras. batizado e devidamente etiquetado. Ediouro/Publifolha. não aplicamos a distinção que os falantes da língua inglesa têm incorporada à sua visão de mundo. sujeito a tantas oscilações como as das ondas do mar. o que significa que as palavras criam conceitos. Rio de Janeiro/São Paulo. A linguagem é uma atividade simbólica. expressar ideias mais gerais. de interpretá-lo. a caneta ou mesmo a máquina.). ao falar da expressão “risco país”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Roberto Pompeu de Toledo. permite até criar novas realidades. Mostrar um objeto. no sono profundo da inexistência. As palavras formam um sistema independente das coisas nomeadas por elas. atribui-se a responsabilidade pelo acontecimento a um agente. É como se isso se devesse ao acaso. Em casos como esses. Sabemos que. quem desejasse discorrer sobre uma bolsa.A linguagem é uma forma de interpretar a realidade. ver-seia obrigado. dizemos as duas coisas numa palavra só: Este carneiro tem muita lã e Este carneiro está apimentado. p.A linguagem é uma forma de ação. usada para traduzir o grau de confiabilidade de um país entre credores ou investidores internacionais: (. propôs-se que. não permite indicar sua localização no espaço (aqui/aí/lá). comenta essa questão na edição de 26 de junho de 2002 (p. quando o presidente de alguma câmara municipal afirma “Declaro aberta a sessão”. tanto é que cada língua pode ordenar o mundo de maneira diversa. Uma nova realidade. criado pela linguagem. Outra grande vantagem oferecida pela invenção consiste em que ela serviria de língua universal. o Sol não “se põe”. surgiu uma nova palavra para denominar essa nova realidade. Na segunda formulação. a linguagem modela nossa maneira de perceber e de ordenar a realidade.. determina uma realidade que nos encanta a todos. 194-195. Observe-se que. E lá é possível viver num país em risco? Lá é possível dormir em paz num país submetido à medição do perigo que oferece com a mesma assiduidade com que a um paciente se tira a pressão? É como viajar num navio onde se apregoasse. e eles ordenam a realidade. agrupamos os nomes em classes. No entanto. . Em português. Quando alguém quisesse falar de uma cadeira. . e mutton. sendo as palavras apenas nomes para as coisas. etc. uma vez que é a Terra que gira em torno dele. A linguagem expressa também as diferentes maneiras de interpretar uma ocorrência. porque a língua é bem mais que um sistema de demonstração de objetos ou mera cópia do mundo natural. Trata-se de uma ironia de Swift às concepções vulgares de que a compreensão da realidade independe da língua que a nomeia. categorizam o mundo. não indica sua inclusão numa dada classe. Existem certas fórmulas linguísticas que servem para agir no mundo.. O ato de abrir uma sessão realiza-se quando seu presidente a declara aberta. que significa a carne do carneiro preparada e servida à mesa. ou seja. então. Didatismo e Conhecimento 90 . A língua não é um sistema de demonstração de objetos. banana e laranja pertencem à classe das frutas. não posso. não consigo exprimir a ideia da classe fruta. por exemplo. num escandaloso placar luminoso. segundo as particularidades de cada cultura. criamos o conceito de pôr-do-sol. Outro exemplo: apagar uma coisa escrita no computador é uma atividade diferente de apagar o que foi escrito a lápis. em proporção. mas realizando uma ação... Esse trecho do livro “Viagens de Gulliver” narra um projeto dos sábios de Balnibarbi: substituir as palavras – que.. Isso mostra que a linguagem é uma maneira de interpretar o universo natural e segmentá-lo em categorias. Uma vez identificado. No léxico de uma língua. Vive na inocência do limbo. se essa palavra não existisse.. o “risco país” passou a existir.. Em vista disso. o ato da promessa realiza-se quando se diz “Prometo”. .) As coisas não são coisas enquanto não são nomeadas. não perceberíamos a atividade de apagar no computador como uma ação diferente de apagar o que foi escrito a lápis. o filho diz para a mãe: O jarro de porcelana caiu e quebrou. mas para estabelecer relações entre elas e para comentá-las. pois permite falar do que está presente e do que está ausente.). Viagens de Gulliver. de número (singular e plural). etc. O segundo projeto era representado por um plano de abolir completamente todas as palavras. ou tão parecidos que o seu emprego pode ser facilmente percebido. pera.... e estas é que lhes conferem existência para toda a comunidade de falantes. Por essa razão. eles não estão constatando alguma coisa do mundo. de gênero (masculino e feminino). o “risco naufrágio”.). na verdade. a carregar nas costas um grande fardo de coisas. Mostrar um objeto não exprime as categorias de quantidade. O que não se expressa não se conhece. seria mais conveniente que todos os homens trouxessem consigo as coisas de que precisassem falar ao discorrer sobre determinado assunto (. que designa o animal. do que existe e do que não existe. quando alguém diz “Prometo estar aqui amanhã”. deletar. A mãe replica: Você derrubou o jarro e. uma nova ideia exigem novas palavras. Ao mostrar uma fruta qualquer. tem duas palavras: sheep. a língua é uma forma de categorizar o mundo. O inglês. se um homem tivesse que falar sobre longos assuntos e de vária espécie. 130). por exemplo. o dizer se confunde com a própria ação e serve para demonstrar que a linguagem não é algo sem consequência. quando. quando um leiloeiro proclama “Arrematado por mil reais”. porque ela também é ação. do ponto de vista científico. como se as palavras fossem etiquetas aplicadas a coisas classificadas independentemente da linguagem. cujo único inconveniente residia em que. não existe um responsável pela queda e pela quebra do objeto.muitos eruditos e sábios aderiram ao novo plano de se expressarem por meio de coisas. Por isso. para expressar o que denominamos carneiro. compreendida em todas as nações civilizadas. Maçã. Quando um padre diz aos noivos “Eu vos declaro marido e mulher”. As coisas não designam tudo que uma língua pode expressar. têm o inconveniente de variar de língua para língua – pelas coisas. a menos de poder pagar um ou dois criados robustos para acompanhá-lo (. mostraria uma bolsa. cujos utensílios e objetos são geralmente da mesma espécie. mostraria uma cadeira. mundos não existentes. exprimir diferentes modos de ver a realidade. articulista da Veja. na primeira formulação. ele quebrou.

a ter determinados estados de alma (amor. tem chovido tão pouco. Não se interfere no comportamento das pessoas apenas com a ordem. manifestamos desespero. pois seu principal propósito é fazer com que as palavras revelem da maneira mais clara possível as coisas ou os eventos a que fazem referência. Com palavras. não raro inconscientemente. contamos coisas que fizemos para afirmarmo-nos perante o grupo. de segunda pessoa do imperativo. as expressões artísticas e os sistemas filosóficos mais avançados. Didatismo e Conhecimento 91 . Por isso. o pedido. comunicar não é apenas transmitir informações. Essa maneira informal de se referirem ao presidente era.A linguagem serve para influenciar e ser influenciado: Função Conativa. em lugar de venha. Por outro lado. raiva. transmitimos esses conhecimentos a outras pessoas. dor.A linguagem serve para criar e manter laços sociais: Função Fática. objetivamos e expressamos nossos sentimentos e nossas emoções. sussurramos palavras de amor e explodimos de raiva. para o grupo social. as pessoas são induzidas a fazer determinadas coisas. como os anúncios publicitários que nos dizem como seremos bem sucedidos. aperfeiçoa-os e transmite-os. transmitimos uma imagem nossa. possibilita o acúmulo de conhecimentos e a transferência de experiências. que se deixam conduzir sem questionar. e indivíduos atemorizados. A função informativa da linguagem tem importância central na vida das pessoas. Emprega-se a expressão função emotiva para designar a utilização da linguagem para a manifestação do enunciador. Emprega-se a expressão função conativa da linguagem quando esta é usada para interferir no comportamento das pessoas por meio de uma ordem. . um pensador francês. ouvíamos certos políticos dizerem “A intenção do Fernando é levar o país à prosperidade” ou “O Fernando tem mudado o país”. formulou-se um convite com uma linguagem bastante coloquial.. No entanto. __Eu não me lembro de já ter sentido tanto calor. somos prevenidos contra as tentativas mal sucedidas de fazer alguma coisa. É também exprimir emoções. diz: “Quereis aprender ciências com facilidade? Começai a aprender vossa própria língua!” Com efeito. a linguagem modela tanto bons cidadãos. quem fala está exprimindo sua indignação com alguma coisa que aconteceu. paixões. usando. admiração. armazenamos conhecimentos na memória. Condillac.A linguagem serve para expressar a subjetividade: Função Emotiva. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. um ser humano recebe de outro conhecimentos. desdém. que colocam o respeito ao outro acima de tudo. Inúmeras vezes. a forma vem. hein? __Também. Operar bem essa função da linguagem possibilita que cada indivíduo continue sempre a aprender. isto é. a súplica. Para que serve a linguagem? . “Eu fico possesso com isso!” Nessa frase. uma maneira de insinuarem intimidade com ele e. ela permite conhecer o mundo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Funções da Linguagem Quando se pergunta a alguém para que serve a linguagem. __Acho que este ano tem feito mais calor do que nos outros. etc. Falam para nada dizer. sentimentos. atraentes e charmosos se usarmos determinadas marcas. numa manchete de jornal. a crer em determinadas ideias. Exprimimos a revolta e a alegria. . de exprimirem a importância que lhes seria atribuída pela proximidade com o poder. Há textos que nos influenciam de maneira bastante sutil. a resposta mais comum é que ela serve para comunicar. Quem ouve desavisada e reiteradamente a palavra negro pronunciada em tom desdenhoso aprende a ter sentimentos racistas. desprezo. nossa capacidade intelectual ou nossa competência na conquista amorosa. Para persuadir o público alvo da propaganda a adotar esse comportamento. Para cada indivíduo. desprezo. “Estados Unidos invadem o Iraque” Essa frase. “Isso é coisa de mulher”. se consumirmos certos produtos. A palavra conativo é proveniente de um verbo latino (conari) que significa “esforçar-se” (para obter algo). desdém. consideradas individualmente ou como grupo social. Pela linguagem. Por meio do tipo de linguagem que usamos. “Vem pra Caixa você também. falar apenas para não haver silêncio. na verdade. aprendemos os preconceitos contra a mulher. Esse é um típico diálogo de pessoas que se encontram num elevador e devem manter uma conversa nos poucos instantes em que estão juntas. __Que calorão. ficamos sabendo de experiências bem-sucedidas. se a todo momento nos dizem. por exemplo. a provocação e a ameaça expressas pela linguagem também servem para fazer fazer. quanto espertalhões. tristeza. para mostrar nossa valentia ou nossa erudição.A linguagem serve para informar: Função Referencial. informa-nos sobre um acontecimento do mundo. portanto.). etc. apenas porque o silêncio poderia ser constrangedor ou parecer hostil. emoções. É a função informativa que permite a realização do trabalho coletivo. daquele que fala. Por meio dessa função. a linguagem é a maneira como aprendemos desde as mais banais informações do dia a dia até as teorias científicas. do tom de voz que empregamos. falamos para exprimir poder ou para afirmarmo-nos socialmente. Muitas vezes. Com a linguagem. forma de terceira pessoa prescrita pela norma culta quando se usa você. Isso está correto. num tom pejorativo.” Essa frase fazia parte de uma campanha destinada a aumentar o número de correntistas da Caixa Econômica Federal. a sentir determinadas emoções. com tentações e seduções. convicções. Com essa função. A função informativa costuma ser chamada também de função referencial. pode-se dizer que ela modela atitudes. a linguagem modela o intelecto. que só pensam em levar vantagem. Graças à linguagem. . dar ordens. um pedido ou uma sugestão.

/k/. Na estrofe abaixo. entre torcedores de um time de futebol ou entre os habitantes de um país. torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. etc. se está doente. ao cantá-lo. a vida não é monótona. olhando uns para os outros. .meio pelo qual circula a mensagem. sentimo-nos participantes da comunidade de brasileiros. os homens são gentis. Raimundo Correia: Poesia. conta-se a história de uma mulher que. pela disposição das palavras. p. “Não é muito elegante usar palavrões”. com significados diferentes. Coleção Nossos Clássicos. É o que se dá quando dizemos. nesta frase do deputado Virgílio Guimarães: “ACM bate boca porque está acostumado a bater: bateu continência para os militares. fez o seguinte trocadilho: “É a primeira vez que vejo um banco quebrar por excesso de fundos”. a sucessão dos sons oclusivos /p/. retirada do poema “A Cavalgada”.conteúdo transmitido pelo emissor. podemos usar a metalinguagem como recurso para valorizar nosso modo de dizer. não podemos manter-nos em silêncio. Por isso. que outros universos podem existir. No segundo. É o que chama função metalinguística. Observe-se que a maior concentração de sons oclusivos ocorre no segundo verso. move-se. Observe-se o uso do verbo bater. etc). /d/. /g/ sugere o patear dos cavalos: E o bosque estala. homens é que se não podem pescar”. No primeiro caso. nesse caso. ela é utilizada para informar. . fala também do que nunca existiu. Não importa que as pessoas não entendam bem o significado da letra do Hino Nacional.Mensagem . A palavra banco está usada em dois sentidos: “móvel comprido para sentarse” e “casa bancária”. Rio de Janeiro. pois ele não tem função informativa: o importante é que. O filme de Woody Allen “A rosa púrpura do Cairo” (1985) mostra isso de maneira bem expressiva. pelo arranjo dos sons. Os jogos com o sentido e os sons são formas de tornar a linguagem um lugar de prazer.conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem. de fato. diz-se que estamos usando a linguagem em sua função poética. para influenciar. etc. Antigamente. por exemplo. o amor nunca diminui e assim por diante. Agir. em expressões diversas. Quando afirmamos como diz o outro.Código . estamos comentando o que declaramos: é um modo de esclarecer que não temos o hábito de dizer uma coisa tão trivial como a que estamos enunciando. . seja entre alunos de uma escola. imaginamos novos mundos. Com ela.Canal . Falamos sobre o mundo exterior e o mundo interior e ao mesmo tempo. Quando se usam recursos da própria língua para acrescentar sentidos ao conteúdo transmitido por ela. numa festa.. Essa é a grande função da arte: mostrar que outros modos de ser são possíveis. codifica a mensagem. para produzir um efeito prazeroso de descoberta de sentidos. decodifica a mensagem. ele sai da tela e ambos vão viver juntos uma série de aventuras.Receptor . diz “Tupi or not tupi”. Mas o que falta é que lhe bata uma dor de consciência e bata em retirada. A linguagem não fala apenas daquilo que existe. usa-se a expressão função fática para indicar a utilização da linguagem para estabelecer ou manter aberta a comunicação entre um falante e seu interlocutor. refugia-se no cinema. em geral não queremos. Conta-se que o poeta Emílio de Menezes. daí responde. Parodiando o padre Vieira ou Para usar uma expressão clássica. Divertimonos com eles.” (Folha de S. Nessa outra realidade. /t/. estremece. Quando dizemos frases como “A palavra ‘cão’ é um substantivo”. trata-se de um jogo com a frase shakespeariana “To be or not to be”. 29. Paulo) Verifica-se que a linguagem pode ser usada utilitariamente ou esteticamente. mas estamos tecendo comentários sobre a própria linguagem. A linguagem.A linguagem serve para criar outros universos. fala-se do tempo. em seu “Manifesto antropófago”. pois o sentido também é criado pelo ritmo.alguém espera ouvir a pergunta.emite.contexto relacionado a emissor e receptor. enquanto outro escuta em silêncio. assistindo inúmeras vezes a um filme de amor em que a vida é glamorosa. o mais importante é como se diz. para consolar-se do cotidiano sofrido e dos maustratos infligidos pelo marido. outras realidades. Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha. inversamente.A linguagem serve como fonte de prazer: Função Poética. se está com problemas. vou dizer que “peixes se pescam.A linguagem serve para falar sobre a própria linguagem: Função Metalinguística. fazemos comentários sobre a nossa fala e a dos outros. Quando encontramos alguém e lhe perguntamos “Tudo bem?”. . “Estou usando o termo ‘direção’ em dois sentidos”. Também os hinos têm a função de criar vínculos. Para melhor compreensão das funções de linguagem. A atividade metalinguística é inseparável da fala.Emissor . /b/. Um dia. quando não se tem assunto. “dinheiro”. A fórmula é uma maneira de estabelecer um vínculo social.. Em função estética. não tem nenhuma função que não seja manter os laços sociais. Na nomenclatura da linguística. Também está empregado em dois sentidos o termo fundos: “nádegas” e “capital”. quando se afirma que o barulho dos cavalos aumenta. . quando soube que uma mulher muito gorda se sentara no banco de um ônibus e este quebrara. para manter os laços sociais. Brincamos com as palavras. saber se nosso interlocutor está bem. repetem-se histórias que todos conhecem. Didatismo e Conhecimento 92 .. . a conversação é obrigatória. Apud: Lêdo Ivo. não estamos falando de acontecimentos do mundo. Exemplo: Elementos da comunicação . contam-se anedotas velhas. Nele.recebe. Nessas ocasiões. . e o galã é carinhoso e romântico. Oswald de Andrade. Manipulamos as palavras para delas extrairmos satisfação.Referente .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Quando estamos num grupo. de Raimundo Correia. 4ª ed. bateu palmas para o Collor e quer bater chapa em 2002. .. “É errado dizer ‘a gente viemos’”. tinha-se a ideia que o diálogo era desenvolvido de maneira “sistematizada” (alguém pergunta .

Conhecer bem a língua materna e línguas estrangeiras é uma necessidade. . Para isso. palavras belas. o emprego de palavras raras e a correção gramatical não são sinônimos do uso adequado da língua. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais. ou. nós temos uma creche no segundo andar.: .) lembre-se de todos que estão tristes e cansados de nossa igreja e de nossa comunidade. é necessário construir textos sem ambiguidades. não é saber descrevê-la. . depois oração e medicação. In: Bundas. A descrição gramatical de uma língua é um meio de adquirir sobre ela um domínio crescente.33. Saber bem uma língua é saber usá-la bem.” (Jornal Folha do Sudoeste) Certamente a portaria não deveria obrigar os pais a acompanhar os filhos aos motéis nem a dar-lhes uma autorização por escrito para ser exibida na entrada desse tipo de estabelecimento. Também podemos pensar que as primeiras falas conscientes da raça humana ocorreu quando os sons emitidos evoluiram para o que podemos reconhecer como “interjeições”. segue-nos durante toda a vida e acompanha-nos até a hora da morte. dos “interlocutores” podem ser gestuais. mas também para utilizar em situações especiais. investigamos os seus aspectos morfo-sintáticos e/ou semânticos). conclui-se que ela é onipresente na vida de todos nós. . pois. admite-se um novo formato de locução. assim. construir as utopias e os sonhos. Sem a linguagem. p.locutário .locutor . não se exerce a cidadania. é preciso usar um nível de língua adequado. faciais etc. o emissor atua sobre o receptor.Função poética: embeleza. . a par do desenvolvimento de órgãos fonadores e da mímica facial Devido a estas capacidades. Nem sempre dedicamos muito tempo ao seu estudo. .quem fala (e responde). . aquele texto não seria entendido pela maioria dos ouvintes. mas que se podem observar entre si. Deixe que a Igreja ajude. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991. . por isso a mudança (aprimoração) na teoria. o homem não pode conhecer-se nem conhecer o mundo.interlocução .(. porque os eleitores não podem influenciar o governo. Todos aqueles que quiserem se tornar uma Jovem Mamãe.Terça-feira à noite: sopão dos pobres.. expressivas.. desenvolveu a língua de sinais adaptada pelos surdos em diferentes países. No entanto. 9. com os estudos recentes dos linguistas.quem ouve e responde.) O que o locutor quis dizer foi: Entra em campo o médico do Palmeiras a fim de cuidar da contusão de Ademir da Guia (filho de Domingos da Guia). p. a linguagem parece-nos uma coisa natural.) (Jornal da USP.Não deixe a preocupação acabar com você. ainda no berço. enriquecendo a mensagem com figuras de estilo. Cerca-nos desde o despertar da consciência. é carregada de subjetividade.Função fática: pretende conseguir e manter a atenção dos interlocutores. Certamente. Que é saber bem uma língua? Evidentemente. Todos são mal escritos.” (Álvaro da Costa e Silva.Para aqueles que têm filhos e não sabem. chegou-se a conclusão que quando se trata da parole.. o homem.Função apelativa (imperativa): com este tipo de mensagem. não só para melhorar a comunicação entre surdos. . Sem ela não se pode aprender. etc. na análise de um texto.diálogo As respostas. 15) Didatismo e Conhecimento 93 . (. expressar os sentimentos. aprendendo pela observação de animais. etc. A função biológica e cerebral da linguagem é aquilo que mais profundamente distingue o homem dos outros animais.Quinta-feira às 5h haverá reunião do Clube das Jovens Mamães. essa teoria sofreu uma modificação.Função metalinguística: função usada quando a língua explica a própria linguagem (exemplo: quando. exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. Ligada a esta função está. Portanto não é um bom texto. entende-se que é um veículo democrático (observe a função fática). As primeiras ferramentas da fala humana. afim de que este assuma determinado comportamento. . para além da linguagem falada e escrita. O texto que segue foi dito por um locutor esportivo: “Adentra o tapete verde o facultativo esmeraldino a fim de pensar a contusão do filho do Divino Mestre. mola propulsora do eleven periquito. . Outros exemplos: “As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. coerentes. a poesia lírica. ou acontecimento. há frequente uso do vocativo e do imperativo. concordância. interlocução (diálogo interativo): .Função informativa (ou referencial): função usada quando o emissor informa objetivamente o receptor de uma realidade. ritmos agradáveis. Podemos considerar que o desenvolvimento desta função cerebral ocorre em estreita ligação com a bipedia e a libertação da mão. Não prestamos muita atenção a ela. As atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação Lembramo-nos: . No entanto. embora neles não se encontrem erros de ortografia. Esta função da linguagem é frequentemente usada por oradores e agentes de publicidade. Falar bem é atingir os propósitos de comunicação. Potencialidades da Linguagem Depois de analisar as funções da linguagem. como no teatro e entre navios ou pessoas e não animais que se encontram fora do alcance do ouvido. que proíbe que as casas de vídeo aluguem. Sem ela. Sem ela. . jogador de meio de campo do time do Parque Antártica. imaginar outras realidades. pois é ela que permite a troca de informações e de experiências e a cooperação entre os homens. sem repetições que não acrescentam nada ao sentido.Emotiva (ou expressiva): a mensagem centra-se no “eu” do emissor.. O jornal da USP publicou uma série de textos encontrados em comunicados de paróquias e templos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Porém. do Juizado de Menores. porque não usa um nível de língua adequado à situação de comunicação. por norma. não se pode estruturar o mundo do trabalho. que permitiram o aumento do volume do cérebro. devem contatar padre Cavalcante em seu escritório. muito usada em discursos políticos e textos publicitários (centra-se no canal de comunicação).

a palavra texto significa “tecido”. portanto. pode-se pensar que esse poema seja uma apologia do caráter universalista e cosmopolita da brasilidade: macieiras e gaturamos representam a natureza vegetal e animal. “pessoa que trabalha muito”. a do solo pátrio. “animal originário das regiões desérticas. significa “o oitavo grupo do jogo no bicho. . Apud: Manuel Bandeira. na terceira. e minha terra. Esses períodos relacionam diferentemente as orações. que esses versos são calcados nos dois primeiros do poema homônimo de Gonçalves Dias. Por isso o sentido de cada parte depende da sua relação com as outras partes. são prostituídos (polaca é termo designativo de prostituta) pela venalidade barata. mas um conjunto de frases costuradas entre si. o sentido de uma palavra ou de uma frase depende das outras palavras ou frases com que mantêm relação. 31 e 32”. principalmente. em geral. . em apoio a essa tese. alienados num mundo idealizado. quadrúpede. Tomando apenas os dois primeiros versos. “Seu texto ficou muito bom”. que “os oradores” se identificam com “os pernilongos” em sua oratória repetitiva. No Brasil.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Humor à parte. 18. que vivem. pois o “mas” introduz o argumento mais forte e. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista. “Os atores de novelas devem decorar textos enormes todos os dias”. “não quero o jogador no meu time”. A palavra texto é bastante usada na escola e também em outras instituições sociais que trabalham com a linguagem. por conseguinte. respectivamente. ou seja. o sentido de cada parte não é independente. entendido como a unidade maior que compreende uma unidade menor. Vejamos outros dois períodos: . Isso significa que. sem se preocupar com os negros. em condições muito precárias (tratase de uma referência irônica ao Simbolismo e. o todo em que ela está inserida. Ele mostra que os “poetas são pretos que vivem em torres de ametista”. Onde canta o Sabiá. porque lá ninguém trabalha. a oração é contexto da palavra. quando afirmo. 1959. que não é um amontoado de fios. Murilo Mendes mostra. p. 7ª ed. Apesar de corrente. Texto é um todo organizado de sentido. a Cruz e Sousa). delimitado por dois brancos e produzido por um sujeito num dado tempo e num determinado espaço. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. cubistas”. é uma miscelânea de elementos advindos de vários países. tudo são relações. No primeiro. Na primeira. O contexto pode ser explícito (quando é exposto em palavras) ou implícito (quando é percebido na situação em que o texto é produzido). não encontra amparo quando os confrontamos com o restante do texto. “O texto da prova de Português era muito longo e complexo”. Rio de Janeiro. mas é desagregador. 30. de grande porte. a oração é “desagregador” é introduzida por “mas”. na segunda. É comum ouvirmos expressões como “O texto constitucional desceu a detalhes que deveriam estar em leis ordinárias”. Coleção Nossos Clássicos. o camelo é ainda o principal meio de transporte dos beduínos. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Poesias (1925-1953). Em cada uma dessas frases a palavra camelo tem um sentido diferente. mas é um bom atacante. Essa hipótese de leitura. cubistas. isso quer dizer que ele não é um amontoado de frases simplesmente colocadas umas depois das outras. em vez da preocupação com seu ofício de garantir a segurança do território nacional. Observe agora o poema “Canção do Exílio” de Murilo Mendes: Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. que “os filósofos são polacos vendendo a prestações”. Califórnia e Veneza são a imagem do espaço estrangeiro. os sargentos de exército são monistas. mas também os mecanismos de estruturação do texto.Marcelinho é desagregador. Pode-se ainda acrescentar. O que determina essa diferença de sentido da palavra é exatamente o contexto. 1976. quando digo. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. que corresponde ao número 8 e inclui as dezenas 29. determina a orientação argumentativa da frase. 5. O sentido não é solitário. é solidário. O sentido é completamente diferente. não concorrem para a exaltação da pátria: o poeta denuncia que a cultura brasileira é postiça. se não é absurda quando isolamos os versos em questão. Na noite de segundafeira sonhou com um deserto e jogou seco no camelo. . que é uma glorificação da terra pátria: Minha terra tem palmeiras. enquanto no segundo é a oração “é um bom atacante” que é iniciada por essa conjunção. têm pretensões de incursionar por teorias filosóficas e estéticas. Observe os três pequenos textos abaixo: . José Olympio. de pescoço longo e com duas saliências no dorso”. Eu morro sufocado em terra estrangeira. que “os sargentos do exército são monistas. de cor amarelada. na verdade. percebemos que a maioria das pessoas é incapaz de responder com precisão e clareza. “acredito que todos os seus defeitos devem ser desculpados”. mas uma trama arranjada de maneira organizada. p. que o romantismo gonçalvino estava certo ao afirmar Didatismo e Conhecimento 94 .Nos desertos da Arábia.Marcelinho é um bom atacante. esses exemplos comprovam que aprender não só a norma culta da língua.O camelo aqui carrega a família inteira nas costas. No texto. Aliás. o período é contexto da oração e assim sucessivamente. evitando as mazelas do mundo real. que as características da brasilidade não têm valor positivo. os filósofos são polacos vendendo a prestações. O texto é um todo organizado de sentido. porém. Rio de Janeiro Agir. o sentido depende do contexto.Todos os dias ele fazia sua fezinha. Gonçalves Dias: Poesia. o termo não é de fácil definição: quando perguntamos qual é o seu significado. até a natureza acolhe o que é estrangeiro. Em síntese. isto é.

ou seja. só que essa prodigalidade não é acessível à maioria da população. por exemplo. Os pastos não poderiam. A Língua é um instrumento de comunicação. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação. pois mesmo sem esses elementos de conexão. entretanto. onde há comunicação. há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do estado. abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. a linguagem corporal. a expressão facial. incluindo-se fisionomias. pois são dois meios de comunicação distintos. Isso porque só a segunda interpretação se encaixa coerentemente dentro do contexto. O segundo fator. gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica. mas sim um sistema mais disciplinado e rígido. há linguagem. por exemplo). diferentemente do poema gonçalvino. . as quais podem agir sobre ela.Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de comunicação. comprova-se que o significado das frases não é autônomo. Dessa forma. Outro fator é a ligação das frases por certos elementos que recuperam passagens já ditas ou garantem a concatenação entre as partes. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada. cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária. não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. No estado do Rio Grande do Sul. sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se. algumas vezes por mímicas. Por isso. Por exemplo. tais como: sinais. pois o poeta sabe que não se tornará realidade. nada desconexo. cada frase tem um significado distinto. uma vez que não conta com o jogo fisionômico. é acompanhada pelo tom de voz. um conjunto de frases pode ser coerente e. originando a fala. A linguagem pode ser: . estar verdes”. Note. Num sentido mais genérico. no entanto. a compatibilidade de sentido entre elas. Dentre elas estão a linguagem de sinais. Não devemos confundir língua com escrita. as placas e sinais de trânsito.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA que a natureza brasileira é pródiga. Assim. os dois primeiros versos não podem ser interpretados como um elogio ao caráter cosmopolita da cultura brasileira. sons. um gesto. mas. A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas. não celebra ufanisticamente a pátria. Ao contrário. No Brasil. Dentre eles. Por outro lado. Além disso. destacam-se: . As figuras acima nos comunicam sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação). A escrita representa um estágio posterior de uma língua. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira: A família de Regina era paupérrima. que essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa. lamenta a invasão estrangeira. que não são as palavras. a linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se. Tipos de Linguagem Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos. A exclamação do final é. a palavra “pois” estabelece uma relação de decorrência lógica entre uma e outra frase. O texto de Murilo faz referência ao de Gonçalves Dias. todos falam a língua portuguesa. dependendo do contexto em que está inserida. o significado das partes depende do todo. a manifestação do desejo de ter contato com coisas genuinamente brasileiras e um lamento. para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como: Família a paupérrima de era Regina. símbolos. Desse modo. Ao contrário. As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um. portanto. Num texto. uma figura. Está relacionada a fenômenos comunicativos. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. em “Não chove há vários meses. de modo que não haja nada ilógico. também há variações no uso da língua. devem ser lidos como uma crítica ao caráter postiço da nossa cultura. O exílio é a própria terra. Dentro de uma mesma região. as mímicas e o tom de voz do falante. Por exemplo: falantes da língua portuguesa. além disso. Outro. A língua falada é mais espontânea. etc.Verbal: aquela que faz uso das palavras para comunicar algo. opiniões e sentimentos. Essas figuras fazem uso apenas de imagens para comunicar o que representam. Que é que faz perceber que um conjunto de frases compõe um texto? O primeiro fator é a coerência. um todo organizado de sentido. desnaturada a ponto de parecer estrangeira. pois. mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. por exemplo. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua. ironiza-a. pode optar por: A família de Regina era muito pobre. ao mesmo tempo. Didatismo e Conhecimento 95 .Fatores Regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. ideias. nada contraditório. é menos importante que o primeiro.

aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão. imparcial. não nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as regras formais estabelecidas pela língua. dentro da unidade da língua.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Fala É a utilização oral da língua pelo indivíduo.Nível Coloquial-Popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia. Significação das Palavras Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. olhos.Fatores Naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores naturais. conhece também o que os outros falam. uns dos outros. Exemplo: • Alfabeto. de acordo com a situação. literária. Translúcido e diáfano. pois cada indivíduo. É um ato individual. palavra que também designa o emprego de sinônimos. reto. Com efeito. Devido ao caráter individual da fala. Fala: uso individual da língua. estes têm sentido mais amplo. formando a sequência “um cachorro”. reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. Oposição e antítese. Exemplos: • • • • • • • • Adversário e antagonista. Esse nível da fala é mais espontâneo. com pelos. orelhas. profissionais da área de direito e da informática. íntegro. químicos. clamor. . Colóquio e diálogo. apagar. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola. outros. Desse modo. certo. Essa lembrança constitui uma real imagem sonora. uns são próprios da fala corrente. Quando escutamos essa palavra. Uma criança não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto. • Mal e bem. Ao empregar os signos que formam a nossa língua. pode escolher os elementos da língua que lhe convém. linguistas e outros especialistas. o ambiente sociocultural em que vive. Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais. abecedário. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. . Antônimos: são palavras de significação oposta.Fatores Profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. como idade e sexo. • Soberba e humildade • Louvar e censurar. As mais das vezes não é indiferente usar um sinônimo pelo outro. por matizes de significação e certas propriedades que o escritor não pode desconhecer. . embora nem sempre a linguagem delas seja exatamente como a nossa. Exemplos: • Ordem e anarquia. exato. o que faz com que essa sentença seja rejeitada. Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo “cachorro” e também se encontra armazenado em nossa memória. em nossa língua. científica ou poética (orador e tribuno. a parte concreta do signo. vulgar. desataviada. • Justo. etc. logo pensamos em um animal irracional de quatro patas. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras gramaticais estabelecidas pela língua. armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo “cachorro”. ao invés. Transformação e metamorfose. por exemplo. Signo É um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante. oculista e oftalmologista. como também o uso adequado de suas regras combinatórias. suas letras e seus fonemas).Nível Formal-Culto: é o nível da fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais. os sinônimos diferenciam-se. grito. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. . é possível colocar o artigo indefinido “um” diante do signo “cachorro”. Didatismo e Conhecimento 96 . A contribuição Greco-latina é responsável pela existência. a forma. mais restrito (animal e quadrúpede). pertencem à esfera da linguagem culta. etc. Desse modo. há uma grande diversificação nos mais variados níveis da fala. não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura. entretanto. • Brado. biólogos. Semicírculo e hemiciclo. abolir.Fatores Contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos. Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante. Ao escutar a palavra “cachorro”.Fatores Culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas dos mais variados graus de cultura. Significado (é o conceito. principalmente em situações informais. é possível observar alguns níveis: . daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta. conforme seu gosto e sua necessidade. devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. ao utilizá-lo. o contexto. aqueles. a parte abstrata do signo) + Significante (é a imagem sonora. médicos. para a manifestação da fala. Abundantes em termos específicos. Embora irmanados pelo sentido comum. o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo “uma” diante do signo “cachorro”. Cada indivíduo. O fato lingüístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia. suprimir. essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros. a ideia transmitida pelo signo. cinzento e cinéreo). O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos. • Extinguir. além de conhecer o que fala. Contraveneno e antídoto. de numerosos pares de sinônimos. Moral e ética. sua personalidade. A sequência “uma cachorro” contraria uma regra de concordância da língua portuguesa.

(sentido próprio). corrigir). e às vezes a mesma grafia. pôr fogo) e ascender (subir). Observação: Palavras com as dos cinco últimos exemplos. luxo. • Pára (verbo parar) e para (preposição). mas significação diferente. (não: muita dó) . avaliar) e apressar (acelerar). Podemos citar ainda. repartição) e sessão (tempo de uma reunião ou espetáculo). são (forma do verbo ser) e são (santo). osso e ouço. No segundo exemplo. o sujeito jamais é preposicionado) . A boa notícia é que muitos estão conscientes disso e querem melhorar. cético e séptico. Razões de ordem didática. ostentação. livre (verbo livrar). ouro sugere ou evoca riquezas. cesta e sesta. • Concerto (harmonia. como exemplos de palavras polissêmicas. emendar). • Cegar (tornar cego) e segar (cortar. Exemplos: • Construí um muro de pedra. Exemplos: • Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as plantas ou apagar incêndios.O avião aterrissou no horário previsto. ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto. Cedo (verbo). • Apóio (verbo) e apoio (substantivo). anticomunista / simétrico. discórdia / explícito. visto que o acento gráfico desfaz a homografia. ceifar). possui várias conotações (idéias associadas. • Paço (palácio) e passo (andar).O condor vive em regiões montanhosas. (sentido figurado). • Censo (recenseamento) e senso (juízo). (não: impecilho) Didatismo e Conhecimento 97 . Livre (adjetivo).Nunca encontrava empecilhos no caminho. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. denotativo. Parônimos: (são palavras parecidas na escrita e na pronúncia): Coro e couro. somem (verbo sumir). pós-nupcial. • Hera (trepadeira) e era (época). • Velar: cobrir com véu. (não: do candidato. A homonímia pode ser causa de ambigüidade. árvore frutífera. infligir (aplicar) e infringir (transgredir). • Cessão (ato de ceder). era (verbo). (sentido próprio). • Aço (substantivo) e asso (verbo). seção (divisão. a rigor. deferir (conceder. (não: aterrizou) .Devo ir ao cabeleireiro ainda esta semana. inativo / esperar. (não: ao meu ver) . sentimentos. (sentido figurado).Já é hora de o candidato dizer a verdade. sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder). caminhada (verbo). muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). assimétrico / pré-nupcial. vigiar. Sentido próprio e sentido figurado: As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido figurado. divergir. No primeiro exemplo. (não: cabelereiro) . • Apreçar (determinar o preço. tetânico e titânico. descarrilou mais uma vez. Exemplos: • São (sadio). evocações que irradiam da palavra). maldizer / simpático. • Cerrar (fechar) e serrar (cortar). • Pêlo (substantivo). Atenção: Quanto mais uma pessoa se distanciar da escrita padrão. relativo ao véu do palato. o verbo dar e os substantivos linha e ponto. dó. não são homógrafas. pélo (verbo) e pelo (contração de per+o).A meu ver tudo parece caminhar satisfatoriamente. mais dificuldade terá de se lembrar da pronúncia correta das palavras. sessão musical) e conserto (ato de consertar).O trem. desesperar / comunista. • Concertar (harmonizar) e consertar (reparar. na Rússia. • Fulano nadava em ouro. às (contração) e as (artigo). (não: descarrilhou) . degradar e degredar. (não: côndor) . • Ênio tem um coração de pedra. A esse fato lingüístico dá-se o nome de polissemia. dar deferimento) e diferir (ser diferente. cedo (advérbio). • Pena: pluma. Denotação e conotação: Observe as palavras em destaque nos seguintes exemplos: • Comprei uma correntinha de ouro. cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = anular). • Caça (ato de caçar). glória. grande curral de gado. por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. tem o sentido conotativo. adiar). Pomos (substantivo). nos levam a incluílas neste grupo de homônimos. implícito / ativo. cuidar. porém. poder. • As horas iam pingando lentamente. • Colher (verbo) e colher (substantivo). real. prescrever e proscrever. punição. tem sentido próprio. O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto fônico (som) e o gráfico (grafia). Somem (verbo somar). vultoso (volumoso. • As águas pingavam da torneira. alude (verbo aludir). . a palavra ouro denota ou designa simplesmente o conhecido metal precioso. antipático / progredir. atoar e atuar. eminente e iminente. Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. sela (arreio) e sela (verbo selar). • Cela (pequeno quarto). c) núncia: • • • • • • Homófonos homográficos (iguais na escrita e na proCaminhada (substantivo). Alude (avalancha). Exemplos: Bendizer.Fiquei com muito dó daquele jogador. • Providência (substantivo) e providencia (verbo) • Às (substantivo). pomos (verbo pôr). comprimento e cumprimento. • Jogo (substantivo) e jogo (verbo).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo. Daí serem divididos em: a) Homógrafos heterofônicos (iguais na escrita e diferentes no timbre ou na intensidade das vogais): • Rego (substantivo) e rego (verbo). b) Homófonos heterográficos (iguais na pronúncia e diferentes na escrita): • Acender (atear. Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia. peça de metal para escrever. regredir / concórdia. que têm dezenas de acepções. ocultar. descrição e discrição.

(CESCEM) Na ........ a) mandado .cessão .. (não: irriquieto) .....Naquele ínterim. recindiram 2.” a) ratificar... emigrar = entrar no país c) comprimento = medida... do prefeito foi . (não: reinvindicar) ... deflagração....O látex desta confecção é de primeira qualidade.. (em tese) (não: a princípio) ..insipiência c) sessão . cumprimento = saudação d) consertar = arrumar. a direção do presídio proibiu as visitas...... da guerra.caçado b) mandato . (FUVEST) “A . (se persistirem... equivale a uma condição) .... a) sessão ..Elas aceitaram prazerosamente minha contribuição.Depois de superados os obstáculos. ratifiquei 9. 7. (não: Maizena... conflagração.. procure um médico..Em face (ou ante a) da confusão reinante.......A princípio tudo parecia real. demonstrada pelo político..estrangeiros e) seção . pois os homens ... (não: previlégio) .......Meu tempero está ruim.. discriminei c) descriminar..Não se esqueça de colocar sua rubrica.fragrante .cessão . lá em casa. a data de meu nascimento.. (FUVEST) Estava . (não: de menor) .A maisena parece que está vencida... d) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever.sessão ........ b) A justiça infligiu a pena merecida aos desordeiros.. b) A catástrofe torna-se iminente. (não: efisema) . (FCMPA-MG) Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente aplicada: a) Trouxeram-me um ramalhete de flores fragrantes..É um sujeito muito irrequieto......flagrante .... deflagração. nunca teve muito .O Brasil bateu recorde outra vez.... (não garage) . científica do povo levou-o a .Meu irmão é menor de idade....” a) insipiência tachar expertos b) insipiência taxar expertos c) incipiência taxar espertos d) incipiência tachar espertos e) insipiência taxar espertos 10. (não: latex) ... (não: fez com que) ........... (não: mortandela) . (não: rúim) .. (ESAF) Marque a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as respectivas lacunas....seção . (não: em face a) . (não: rúbrica) ......extrangeiros d) sessão ....Repetiu o ano porque não estudou o suficiente. (não: somos em) .cassado 8.Por favor.. marca comercial) ... (MACK) Na oração: Em sua vida.. (não: gratuíto) .....Mereceu ganhar o prêmio Nobel de Literatura.. ela refletiu sabiamente. não deixe a garagem aberta. incidiram b) iminente.caçado d) mandado .Fez que (fingir) não ouviu a advertência.. no . ele voltava vitorioso... reincidiram c) eminente..... (não: Nóbel) .. de direitos territoriais a .Depois de vencidos os obstáculos. (não: haver) nada há ver = nada a receber . na frase seguinte: “Necessitando .... a) eminente. c) Promoveram uma festa beneficiente para a creche.. coser = costurar b) imigrar = sair do país.. As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são: Exercícios 1. superam-se) 3.... Assinale-a: a) cozer = cozinhar.Vamos galera! O “show” é gratuito..Ela prefere mortadela a queijo...Ficamos em pé / de pé o tempo todo... em astronomia....... de tarefas . concertar = harmonizar e) chácara = sítio. (ambas formas corretas) .... plenária estudou-se a .. (quando persistirem....estrangeiros c) secção ..Em princípio..estrangeiros b) seção ... equivale a tempo) ..cassado c) mandato . ... (PUC-MG) “Durante a ..... Assinale-a: a) A eminente autoridade acaba de concluir uma viagem política. procure um médico........ e) A cessão de terras compete ao Estado... (obstáculos não se vencem.. (não: interim) ..Esta roupa não tem nada a ver com você.. o número do cartão do PIS. apresentava-se sempre .... d) Ascenderam o fogo rapidamente.estrangeiros 4. flagração..Ao persistirem os sintomas. (não: récorde) .flagrante .Somos quatro.O cigarro provoca o enfisema pulmonar... ontem....incipiência d) cessão .incipiência b) sessão . prescrevi e) retificar. reincidiram d) preste... (BAURU) Há uma alternativa errada. (inadequado) .... c) Sua ascensão foi rápida..Foi um privilégio conhecê-la. (não: de ano) . (FEB) Há uma alternativa errada..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA .... a . .insipiência Didatismo e Conhecimento 98 .. incidiram e) prestes.. xácara = verso 6.. o desinteresse do mestre diante da . de feiticeiros os . retifiquei d) proscrever. (TRT) O . (não: prazeirosamente) .incipiência e) seção .. ele voltava vitorioso.... e) Reacendeu o fogo do entusiasmo... .. nos erros do passado.flagrante .. (= no começo) (não: em princípio) ..... solene era ..fragrante . proscrevi b) prescrever... 5.Todos reivindicam melhores oportunidades...casçado e) mandado .A persistirem os sintomas.sessão . sua proposta nos interessa. conflaglação......” a) seção ..

..o autor ou criador pela obra.laço . na escada (arriar) (1.. Ocorre a metonímia quando empregamos: .. (fera = pessoa muito brava: sentido figurado. Podemos classificá-las em três tipos: . Todos os significados que a palavra sangue sugere ao leitor passam também para a palavra verso. tal como. Somente após a ..Hoje são muitos os governos que passaram a combater o . Exemplos: Ganho a vida com o suor do meu rosto. ao associar verso a sangue..tráfego . (TFC) Indique a letra na qual as palavras complementam..C) No segundo exemplo... pesado castigo aos prisioneiros revoltosos.infringiu d) descriminar . Semelhantes desvios de significação a que são submetidas as palavras... os espaços das frases abaixo: 1..Figuras de Construção (ou de sintaxe).B)(8...comprimento . “Sejamos simples e calmos Como os regatos e as árvores” (Fernando Pessoa) Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se relaciona..E)(9.tráfico ..eminentes e) censo . Os poetas são mestres na citação de metáforas surpreendentes. do assunto é que foi possível prendê-lo.infligiu b) discriminar ....cumprimento ..B)(3. que subia cada vez mais. Normalmente se emprega uma conjunção comparativa: como.. tal qual..tráfico ....AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA a) censo .. o “trabalho”)... (TRE-MG) A palavra nos parênteses não preenche adequadamente a lacuna do enunciado em: a) O crime foi bárbaro. a palavra fera sofreu um desvio na sua fignificação própria e diz muito mais do que a expressão vulgar “pessoa brava”.iminentes d) senso . assim como etc.. (fera = animal feroz: sentido próprio. Quando esses conectivos aparecem na frase. giro. (descriminar) c) As negociações só vão ..lasso . ou seja.. Exemplo: “Ó minha amada Que olhos os teus São cais noturnos Cheios de adeus. semelhantes. ... Brilha tranquila......eminentes b) senso .iminentes 11. Vivo do meu trabalho. Exemplo: “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor.” Vinícius de Moraes Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns.. a) discriminar . os sons com nitidez.” Vinícius de Moraes A metáfora é uma espécie de comparação sem a presença de conectivos do tipo como.. Figuras de Palavras Compare estes exemplos: O tigre é uma fera.A) (12. corretamente. quando se deseja atingir um efeito expressivo. .. temos uma comparação e não uma metáfora. denominam-se figuras de palavras ou tropos (do grego trópos. . são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve.Quem possui deficiência auditiva não consegue .Figuras de Pensamento... os resultados esperados.B)(2. o recurso foi .A)(4. caso todos compareçam.B)(11.. apenas a cabeça estava fora da água.lasso .. ocasional) Didatismo e Conhecimento 99 .tráfego .cumprimento . usual) Pedro era uma fera. (o suor é o efeito ou resultado e está sendo usado no lugar da causa...cumprimento . se conseguíssemos mais provas que o inocentassem..... “Meu verso é sangue” (Manuel Bandeira) Observe que.iminentes c) senso ..Figuras de Palavras (ou tropos)...infringiu c) descriminar ...infringiu 12.. desvio).. o “lucro”)... o cofre ali mesmo..C)(7.D)(5. intensidade e beleza.. (sortir) d) O corpo estava .laço ..... o poeta estabeleceu uma analogia entre essas duas palavras.. ou seja.O Diretor do presídio .. depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor.lasso . o acusado.....o efeito pela causa e vice-versa.. vendo nelas uma relação de semelhança....B)(6. ricas em significados... para comunicar à expressão mais força e colorido.A)(10..comprimento . (imerso) e) Como a mercadoria estava muito pesada.. assim como. 2.. São as seguintes as figuras de palavras: Metáfora: consiste em atribuir a uma palavra características de outra. de entorpecentes com rigor... Exemplo: Gosto de ler Jorge Amado (observe que o nome do autor está sendo usado no lugar de suas obras). (descrição) b) Só seria possível . literal......infligiu e) descriminar .tráfico .. Respostas ESTILÍSTICA Figuras de Linguagem Também chamadas Figuras de Estilo... em função de uma analogia estabelecida de forma bem subjetiva. (o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado. 3....

Exemplo: Ele embarcou no trem das onze. expressividade ou elegância dá-se o nome de figuras de construção ou de sintaxe. Exemplo: Ele foi o judas do grupo. . etc. Essa figura é usada geralmente para pôr em relevo a ideia que consideramos mais importante. Exemplo: O país do futebol acredita no seu povo.” (frio e cortante = tato / dourados e macios = visão + tato) Catacrese: consiste em transferir a uma palavra o sentido próprio de outra. não se liga sintaticamente à oração eis-me medonha e escura. (a palavra trono.o gênero ou a qualidade pela espécie.o singular pelo plural. Os homens pararam. eles riam. Exemplo: Não há teto para os necessitados. com o medo no coração.a parte pelo todo.a matéria pelo objeto. A essas construções que se afastam das estruturas regulares ou comuns e que visam transmitir à frase mais concisão. enunciado no início. Antonomásia: ocorre quando substituímos um nome próprio pela qualidade ou característica que o distingue. Anacoluto: consiste na quebra da estrutura sintática da oração. (o termo volante está sendo usado no lugar do termo piloto ou motorista). as construções “subir para cima”. simboliza o império. número ou pessoa é feita com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente expressos.o abstrato pelo concreto e vice-versa. está sendo usada no lugar da palavra doces. copos e garrafas vazias). Exemplo: “Eu. (a palavra caixa. Exemplo: Os mortais somos imperfeitos.” (Carlos Drummond de Andrade) “Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não sei. (o abstrato velhice está no lugar do concreto. . “O vento frio e cortante balança os trigais dourados e macios que se estendiam pelo campo.” (Graciliano Ramos) “Tão leve estou que já nem sombra tenho. designando a espécie dos homens traidores). que é “moeda”).) Silepse: ocorre quando a concordância de gênero. destacando-a do resto. (Poeta dos Escravos está no lugar do nome próprio Castro Alves. .. . e pulavam de alegria. Exemplo: Os revolucionários queriam o trono. (ocorre a omissão do verbo haver: No fim da festa havia. Exemplo: Ele não tem um níquel. geralmente o “e”.o instrumento pela pessoa que o utiliza. mas eu não acho não. o poder). . eis-me medonha e escura. ou seja. Observação: Os últimos 5 casos recebem também o nome de Sinédoque. (país do futebol = Brasil) Sinestesia: é a mistura de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. pode ser facilmente identificado. sobre as mesas. de forma feminina. no início da frase. Exemplo: Ele vive uma vida feliz.de gênero. Figuras de Construção Compare as duas maneiras de construir esta frase: Os homens pararam. que não têm valor de reforço. (a palavra mortais está no lugar de “seres humanos”). Inversão ou Hipérbato: consiste em alterar a ordem normal dos termos ou orações com o fim de lhes dar destaque: “Passarinho. desisti de ter..o indivíduo pela classe ou espécie. Exemplo: Ela comeu uma caixa de doces.o continente pelo conteúdo. pessoas velhas). (originariamente. Exemplos: A velhice deve ser respeitada. Se a metáfora surpreende pela originalidade da associação de ideias.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . que designaria o conteúdo).o símbolo ou sinal pela coisa significada. como por exemplo. São as mais importantes figuras de construção: Elipse: consiste na omissão de um termo da frase.o lugar pelo produto.” (Mário Quintana) Observação: o termo que desejamos realçar é colocado. . mas com a pessoa a quem esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino). bondade). Exemplo: Felizes. . (a parte teto está no lugar do todo. Polissíndeto: consiste na repetição enfática do conectivo. “a casa”). e cantavam. sobre as mesas. . A silepse pode ser: . poeta baiano que se distinguiu por escrever poemas em defesa dos escravos). que era branca e linda.Ele tem um grande coração. o medo no coração. (a matéria níquel é usada no lugar da coisa fabricada. o qual. Exemplo: No fim da festa. “protagonista principal”. Exemplo: O Poeta dos Escravos é baiano. Desvia-se da norma estritamente gramatical para atingir um fim expressivo ou estilístico. o mesmo não ocorre com a catacrese. a cidade do Porto). “entrar para dentro”. Foi com esse intuito que assim a redigiu Jorge Amado. (o concreto coração está no lugar do abstrato. nesse caso. que já não chama a atenção por ser tão repetidamente usada. em geral. O tipo de anacoluto mais comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da oração mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática.” (Rubem Braga) “Justo ela diz que é. (o nome próprio Judas está sendo usado como substantivo comum. e dançavam pelas ruas. sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das palavras. Observação: Devem ser evitados os pleonasmos viciosos. (o adjetivo cansado concorda não com o pronome de tratamento Vossa Majestade. a palavra embarcar pressupõe barco e não trem). Exemplo: O homem é um animal racional. Nota-se que a primeira construção é mais concisa e elegante. Exemplo: Ele é bom volante. Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes para reforçar uma ideia. ou seja. . copos e garrafas vazias. Didatismo e Conhecimento 100 . (o produto vinho foi substituído pelo nome do lugar em que é feito. utilizando-se formas já incorporadas aos usos da língua. (o singular homem está sendo usado no lugar do plural homens). Exemplo: Vossa Majestade parece cansado. ou seja. Perífrase: é a substituição de um nome por uma expressão que facilita a sua identificação.” (Manuel Bandeira) (o pronome eu. no entanto. que designa o continente ou aquilo que contém. Exemplo: Gosto muito de tomar um Porto.

Ironia: é o emprego de palavras que.” (Inácio de Loyola Brandão) Zeugma: consiste na omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados. a paixão. vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos. Anáfora: consiste na repetição de uma palavra ou de um segmento do texto com o objetivo de enfatizar uma ideia. mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa do plural. escuro. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade” (Vinícius de Moraes) Eufemismo: ocorre quando. Exemplo: Os brasileiros gostamos de futebol. .” (Cecília Meireles) “Tudo. ele entregou a alma a Deus. no âmbito da frase. vêm apenas justapostas. vulgarmente chamada de trocadilho. Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: consiste em atribuir características humanas a outros seres.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Exemplo: Vim. Exemplo: Está muito calor. venci. Onomatopeia: consiste no aproveitamento de palavras cuja pronúncia imita o som ou a voz natural dos seres. Era subalterno. Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram correndo. vozes veladas. retumba. exageramos na sua representação. Exemplo: “Eu era pobre. Exemplo: “Tende piedade.” (Monteiro Lobato) Hipérbole: ocorre quando.” (Bernardo Élis) “O mar foi ficando escuro. Exemplo: Didatismo e Conhecimento 101 . Figuras de Pensamento São processos estilísticos que se realizam na esfera do pensamento. a apóstrofe corresponde ao vocativo. Exemplo: A manhã estava ensolarada. Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou o que estava gravado? Paradoxo: é o encontro de ideias que se opõem. o sentimento. vinha pra dentro da casona. têm o sentido oposto ao que querem dizer. que poderiam se ligar por um conectivo. (o sujeito os brasileiros levaria o verbo usualmente para a 3ª pessoa do plural. Exemplo: “É tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe pois sem você meu mundo é diferente minha alegria é triste.” (Olavo Bilac) “Troe e retroe a trompa. são empregadas outras com a finalidade de atenuar ou evitar a expressão direta de uma ideia desagradável ou grosseira. a praia. Era nada. vãs. saía toda perfumada. Gradação: ocorre quando se organiza uma sequência de palavras ou frases que exprimem a intensificação progressiva de uma ideia. deu rédea e.” (Mário Palmério) “Ia-se pelos perfumistas. Eis as principais figuras de pensamento: Antítese: consiste em realçar uma ideia pela aproximação de palavras de sentidos opostos. Repetição: consiste em reiterar (repetir) palavras ou orações para enfatizar a afirmação ou sugerir insistência. cheia de gente. Assíndeto: ocorre quando certas orações ou palavras. até que a última lâmpada se apagou. vivas.. É usada geralmente com sentido sarcástico. de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto de alegria e serenidade. crescia. É um recurso fonêmico ou melódico que a língua proporciona ao escritor. morre. no lugar das palavras próprias. “Pedrinho. para realçar uma ideia.” (Roberto Carlos e Erasmo) (a alegria e a tristeza se opõem. Senhor. volúpias dos violões. ideias opostas. Sintaticamente.” (Ferreira Gullar) Reticência: consiste em suspender o pensamento. na frase. É uma figura de construção muito usada em poesia. se a alegria é triste.” (José Geraldo Vieira) “E o ronco das águas crescia. lept! lept! arrancou estrada afora. veludosas vozes.” (Carlos Drummond de Andrade) “Tíbios flautins finíssimos gritavam. Exemplo: “Tende piedade. Exemplo: Depois de muito sofrimento. Exemplo: “Morre! Tu viverás nas estradas que abriste!” (Olavo Bilac) Apóstrofe: consiste na interrupção do texto para se chamar a atenção de alguém ou de coisas personificadas. como nos três últimos exemplos.” Paranomásia: palavras com sons semelhantes. Exemplo: “Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua. mais longe.” (Cruz e Sousa) As onomatopéias. indicando que a pessoa que fala está incluída em os brasileiros).” (Raimundo Correia) “Vozes veladas.de pessoa. tudo parado: parado e morto. progressão: “O surdo pede que repitam. vi..de número. sem mais palavras. Os jogadores estão morrendo de sede no campo. que repitam a última frase.” (Monteiro Lobato) “O som. escolhia. Exemplo: Era iminente o fim do eminente político.” (Goncalves Dias) “O longo vestido longo da velhíssima senhora frufrulha no alto da escada. Nelas intervêm fortemente a emoção. deixando-o meio velado. Exemplo:O projeto foi considerado imexível. ela tem uma qualidade que é antagônica). mas de significados diferentes. (há omissão do verbo estar na segunda oração (. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a palavra pessoal sugere). Neologismo: criação de palavras novas. escolhia. vulcanizadas.a praia estava cheia de gente). Senhor. podem resultar da Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de um verso).

( ) “O administrador José Ferreira Vestia a mais branca limpeza. uma. os sertanejos emboscados.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA “De todas. ( ) “Se os deuses se vingam. mas quão diferentes. esse quadro. . faça a associação de acordo com o seguinte código: a) elipse g) anacoluto b) zeugma h) silepse de gênero c) pleonasmo i) silepse de número d) polissíndeto j) silepse de pessoa e) assíndeto l) anáfora f) hipérbato m) anástrofe 1. fugindo nos cascos de seu cavalo.”(Camões) Exercícios Nos exercícios de número 1 a 22. faça a associação de acordo com o seguinte código: a) metáfora f) sinédoque b) comparação g) sinestesia c) prosopopéia h) onomatopéia d) antonomásia i) aliteração e) metonímia j) catacrese 23.” (Camilo Pessanha) 20. ( ) “Iam-se as sombras lentas desfazendo Sobre as flores da terra frio orvalho.. ele não ia deixar que outras espertas botassem as mãos. Exemplos: É uma jóia. que faremos nós os mortais? “ ( V. apesar de interessante.” (Aurélio Buarque de Holanda) 19.. pôs-se a chupar o canudo do taquari cheio de sarro. de poetas.”(Machado de Assis) 2. ( ) “Redondos tomates de pele quase estalando. dos membros daquela assembléia estavam longe destas idéias. resignadas. a salvo. da outra banda. Tanto não. ( ) “Tão bom se ela estivesse viva me ver assim. e foge alucinadamente. ( ) “Mas.”(Chico Buarque) 12. ( ) “Agachou-se. aliás uma síndica muito gentil não sabia como resolver o caso. comedor de gente.. atiçou o fogo.”(Antônio Olavo Pereira) Didatismo e Conhecimento 102 . inclemente. Palha outro. ( ) A virgem dos lábios de mel é um das personagens mais famosas de nossa literatura. ( ) “Wilfredo foge.” ( Adonias Filho) 35. não sei se digo.” (João Cabral de Melo Neto) 26.. ( ) “Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins públicos..” (Guimarães Rosa) 5.. está cansado? 8. a que me cativou logo foi uma. a gente vamos chegar lá. “O país andava numa situação política tão complicada quanto a de agora. inútil. ( ) “Lá fora a noite é um pulmão ofegante.” (Camões) 30. ( ) “Em volta: leões deitados.” (José Lins do Rego) 3) ( ) “Este prefácio. ( ) “A cidade inteira viu assombrada.” (Aníbal Machado) 6. Onde ela é como a água explodindo em convulsão Onde ela é como a terra vomitando cólera Onde ela é como a lua parindo desilusão. ( ) “Tende piedade de mulher no instante do parto. Simões Lopes Neto) 21. ( ) V.” (Machado de Assis) “Ronaldo tem as maiores notas da classe. ramalhetes de flores com laços de fitas. ( ) “Asas tontas de luz. ( ) “O Forte ergue seus braços para o céu de estrelas e de paz. na Lapa-Laje.. o mesmo silêncio anela de opresso.” (Fernando Namora) 36.” (Graciliano Ramos) 14. ele devia de querer estar ao lado de lá-Dijina. me escute. ( ) “E brinquei... ( ) “Estava certo de que nunca jamais ninguém saberia do meu crime.”(Olavo Bilac) 13. cortando o firmamento!” (Olavo Bilac) 24. e dancei e fui Vestido de rei. ou antes.” (J. ( ) “Grande parte.. ou tinham mais invioláveis esconderijos. O horror vai com ele. ( ) “Fulgem as velhas almas namoradas. ( ) “Aquela mina de ouro. ( ) “Um mundo de vapores no ar flutua. Não. geme a brisa folhagem. Como comem!” (Aníbal Machado) 16. de queixo caído.. O síndico.” ( José de |Alencar) 32.. e tropeça e resvala. acendeu o cachimbo. ( ) “Da noite a tarde e a taciturna trova Soluça. De guerreiros. em sua casa deles dois. “ (Vinícius de Morais) 28.”(Raimundo Correa) 22. ninguém não pegava. ( ) “Avista-se o grito das araras.. pombas voando. as horas passavam.”(Guimarães Rosa) 10. ( ) “Caça. deslizavam melhor..” (Raquel de Queiroz) “Tirou. ( ) “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado. foi-lhe tirado o lenço da mão. ( ) “A noite é como um olhar longo e claro de mulher. ( ) “Era véspera de Natal. (Mário de Andrade) 9. ( ) “O meu abraço te informará de mim.”(José Cândido de Carvalho) 27. ou melhor.”( Machado de Assis) 18.Almas tristes.. Foge. ( ) “Coisa curiosa é gente velha. ( ) “Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem.. “ (Euclides da Cunha) 7. 29. uma preciosidade.” (Mário Andrade) 4. o Zé-Povinho de chapéu erguido. Da classe? Do ginásio!” (Geraldo França de Lima) 15. e vacila. e levanta-se.” (Machado de Assis) “Quem sabe se o gigante Piaimã. de santos.” (Guimarães Rosa) 33. ( ) “Rubião fez um gesto.” 34. porém.” (Mário de Andrade) Retificação: como a palavra diz..”(Vinícius de Morais) Nos exercícios de números 23 a 40. apanhou uma brasa com a colher.. Bergo) 31..”(Martinho da Vila) 17.”(Alcântara Machado) 37. porém. ( ) “Solução onda trépida e lacrimosa.”(Clarice Lispector) 25. corre. minto. severas. consiste em retificar uma afirmação anterior. ( ) “O pé que tinha no mar a si recolhe. ( ) “Sob os tetos abatidos e entre os esteios fumegantes.”(Alexandre Herculano) 11. Exa. o pistoleiro sumir de ladrão.

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38. ( ) “Não há criação nem morte perante a poesia Diante dela, a vida é um sol estático Não aquece, nem ilumina”. (Carlos Drummond de Andrade) 39. ( ) “Um olhar dessa pálpebra sombra.” (Álvares de Azevedo) 40. ( ) “O arco-íris saltou como serpente multicolor nessa piscina de desenhos delicados.” (Cecília Meireles) Nos exercícios de números 41 a 50, faça a associação de acordo com o seguinte código: a) ironia d) paradoxo b) eufemismo e) hipérbole c) antítese f) gradação 41. ( ) “Na chuva de cores Da tarde que explode A lagoa brilha (Carlos Drummond de Andrade) 42. ( ) “Nasce o sol, e não dura mais que um dia. Depois de luz, se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura Em contínuas tristezas, a alegria.” (Gregório de Matos) 43. ( ) “Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva.” (Machado de Assis) 44. ( ) “Todo sorriso é feito de mil prantos, toda vida se tece de mil mortes.”( Carlos de Laet) 45. ( ) “Eu era pobre. Era subalterno. Era nada.” (Monteiro Lobato) 46. ( ) “Residem juntamente no teu peito um demônio que ruge e um deus que chora.” (Olavo Bilac) 47. ( ) “Quando a indesejada das gentes chegar.” (Manuel Bandeira) 48. ( ) “Voando e não remando, lhe fugiram. “ (Camões) 49. ( ) “O dinheiro é uma força tremenda, onipotente, assombrosa.” ( Olavo Bilac) 50. ( ) “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor.” (Mário de Andrade) Respostas (1.J) (2.G) (3.A) (4.C) (5.E) (6.F) (7.H) (8.G) (9.J) (10.I) (11.D) (12.D) (13.E) (14.A) (15.I) (16.C) (17.B) (18.C) (19.B) (20.I) (21.M) (22.L) (23.F) (24.J) (25.E) (26.F) (27.G) (28.D) (29.J) (30.F) (31.C) (32.G) (33.I/C) (34.C) (35.A) (36.E) (37.F) (38.A) (39.F) (40.B) (41.E) (42.C) (43.E) (44.E/C) (45.F) (46.C) (47.B) (48.E) (49.F) (50.A) - Silabada: é a troca de acentuação prosódica de uma palavra. Ex.: récorde (em vez de recorde), rúbrica (em vez de rubrica), íbero (em vez de ibero); - Cacografia: é a má grafia ou má flexão de uma palavra. Ex.: maizena (em vez de maisena), cidadões (em vez de cidadãos), interviu (em vez de interveio); - Deslize: é o mau emprego de uma palavra. Ex.: mala leviana (por mala leve), peixe com espinho (por peixe com espinha), vultuosa quantia (por vultosa quantia). Comete Barbarismo ainda quem abusa do emprego de palavras estrangeiras, grafando-as como na língua de origem. Por princípio, todo estrangeirismo que não possuir equivalente adequado em nossa língua deve ser aportuguesado. Portanto, convém grafar: abajur, boate, garagem, coquetel, checape, píteça, xampu, xortes, e não abat-jour, boite, garage, cocktail, check-up, pizza, shampoo, shorts. Tão usadas entre nós são algumas grafias estrangeiras, que a estranheza por algumas formas aportuguesadas se afigura muito natural. Incluem-se ainda como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, uso de palavras ou expressões de outras línguas: - Galicismo (do francês): Mise-en-scène em vez de encenação, Parti pris em vez de opinião preconcebida. - Anglicismo (do inglês): Weekend em vez de fim de semana. Solecismo: Todo desvio sintático provoca um solecismo. Existem três tipos: - de concordância. Ex.: houveram eleições (por houve eleições), o pessoal chegaram (por o pessoal chegou); - de regência. Ex.: assisti esse filme (por assisti a esse filme), ter ódio de alguém (por ter ódio a alguém), não lhe conheço (por não o conheço); - de colocação. Ex.: darei-lhe um abraço (por dar-lhe-ei um abraço), tenho queixado-me bastante (por tenho me queixado bastante). Cacófato: Todo som obsceno resultante da união de sílabas de palavras diferentes provoca um cacófato. Ex.: preciso ir-me já, vaca gaúcha, etc. O cacófato só existe quando a união das sílabas exprime obscenidade. Portanto, ela tinha, boca dela, alma minha e outras uniões semelhantes não constituem cacófatos, mas simples cacofonias, de menor importância. Ambiguidade ou Anfibologia: todo duplo sentido, causado pela má construção da frase, é uma ambiguidade. Ex.: Beatriz comeu um doce e sua irmã também. (por: Beatriz comeu um doce, e sua irmã também); Mataram o porco do meu tio. (por: Mataram o porco que era de meu tio). Redundância: Toda repetição de uma ideia mediante palavras ou expressões diferentes provoca uma redundância ou pleonasmo vicioso. Ex.: subir lá em cima, descer lá embaixo, entrar pra dentro, sair pra fora, novidade inédita, hemorragia de sangue, pomar de frutas, hepatite do fígado, demente mental, e tantas outras sandíces que campeiam diariamente no linguajar de gente que não pensa para falar.

Vícios de Linguagem
Todo desvio das normas gramaticais provoca um vício de linguagem. São incorreções e defeitos no uso da língua falada ou escrita. Origina-se do descaso ou do despreparo linguístico de quem se expressa. Os principais vícios de linguagem são: Barbarismo: todo desvio na grafia, na flexão ou na pronúncia de uma palavra constitui um barbarismo. Existem quatro tipos: - Cacoepia: é a má pronúncia de uma palavra. Ex.: compania (em vez de companhia), gor (em vez de gol), cadalço (em vez de cadarço);

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Arcaísmo: Consiste no emprego de palavras ou expressões antigas que já caíram de uso. Exemplo: asinha em vez de depressa, antanho em vez de no passado. Neologismo: Emprego de palavras novas que, apesar de formadas de acordo com o sistema da língua, ainda não foram incorporadas pelo idioma. Exemplo: As mensagens telecomunicadas foram vistas por poucas pessoas. Eco: Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: A divulgação da promoção não causou comoção na população. Hiato: Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância. Exemplo: Eu a amo; Ou eu ou a outra ganhará o concurso. Colisão: Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância. Exemplo: Sua saia sujou. f) A secretária avisava-nos insistentemente: - Não se esqueçam de colocar a sua rúbrica em cada página do contrato. g) Concerta-se automóvel. h) Prestei exame vestibular para a Faculdade Íbero-Americana. i) Uma paralização pode trazer prejuízos incalculáveis. 05- Identifique o tipo de solecismo e corrija-o de acordo com a norma culta: a) Foi aceito vários aspectos da Constituição que beneficiam o povo. b) Eis o novo regimento escolar. Todos devem obedecê-Io. c) Haviam pessoas e mais pessoas no comício. d) Vá na secretaria e pegue sua caderneta. e) Este é o imóvel que todos sonham. f) Me diga uma coisa: você vai ou não me fazer este favor? g) Este é o prefeito que todos precisam. h) Nada resta-me a não ser esse desabafo. i) ... as pessoas têm de estar mais alertas para não serem surpreendidas. 06- Identifique, dentre os vícios de linguagem citados, aqueles que ocorrem nas frases abaixo: a) cacófato b) eco c) arcaísmo d) hiato e) colisão f) pleonasmo 1. Os regulamentos, acabo de redigi-Ios. 2. Eu a ouvia extasiado. 3. Esse texto tem de passar do plano ideal para o real. 4. - Não suba em cima do armário - gritava a mãe do moleque. 5. Já que não posso amá-Ia, já nela não penso mais. 6. Este reclame mostra um homem usando galocha. 7. Querida, quero que você me queira bem. 07- Determine por que ocorre ambiguidade de sentido nas frases seguintes: a) Encontrei-o assustado. b) O menino viu o incêndio do prédio. c) Vi uma foto sua no metrô. d) Os eleitores revoltam-se contra os deputados por causa dos seus salários. 08- Reescreva as frases abaixo retirando os termos redundantes ou supérfluos: a) Segundo minha opinião, penso que aquela herança deve ser dividida igualmente em duas metades entre os dois filhos herdeiros. b) Sinceramente, para ser franco, é melhor começar o trabalho agora do que adiar para depois. c) Prefiro muito mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que eu repeti duas vezes. e) Este mês ganhei um brinde grátis pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa inesperada: o caso das provas desaparecidas chegara a seu desenlace final. g) Há poucos dias atrás seriam aceitas estas evidências tão claras como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades de frente.

Exercícios
01I - Meu pai era homem de imaginação; escapou à tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom caráter, meu pai, varão digno e leal como poucos. II - Ela tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, na vez passada, numa festa de São João, na Tijuca. III - Creio que prefere mais a anedota do que a reflexão, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem. Os textos apresentam, respectivamente: a) cacófato, eco e pleonasmo. b) solecismo, cacófato e hiato. c) obscuridade, eco e barbarismo. d) galicismo, cacófato e solecismo. 02- “O vereador cumprimentou o deputado em seu gabinete”. A frase apresenta: a) eco. b) barbarismo. c) cacofonia d) ambiguidade. 03- Dentre as frases a seguir, a única que não contém solecismo é: a) Concluído os relatórios, enviaram o material ao Diretor. b) Os adevogados desta empresa ganharam todas as causas. c) A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro está situada à Rua Afonso Cavalcanti. d) Dado os resultados da última pesquisa, o grupo está confiante. 04- Nas frases seguintes ocorrem barbarismos. Reescrevaas corretamente: a) Os trabalhadores apenas reinvindicavam o que queriam. b) De domingo, a gente costuma comer macarronada na casa da avó. c) Se você ver minha namorada, avise-me, por favor. d) Esse ginasta soviético bateu o record mundial. e) - Atenção! Vamos assistir ao show desses acrobatas geniais - dizia o locutor.

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Respostas
(1.D) (2.D - gabinete do vereador ou do deputado?) (3.B - em adevogados, há um barbarismo) (4. a) (reivindicavam) b) (Aos domingos) c) (Vir) d) (Recorde) e) (Espetáculo) f) (Rubrica) g) (conserta) h) (Ibero) i) (Paralisação) (5. a) (Solecismo de concordância: “Foram aceitos...”) b) (Solecismo de regência: “...obedecer-lhe.”) c) (Solecismo de concordância: “Havia...”) d) (Solecismo de regência: “Vá à secretaria...”) e) (Solecismo de regência: “... com que todos sonham”) f) (Solecismo de colocação: “Diga-me...”) g) (Solecismo de regência: “,.. de que todos precisam.”) h) (Solecismo de colocação: “Nada me resta...”) i) (Solecismo de concordância nominal: “...estar mais alerta...”) (6. 1) f 2) d 3) b 4) f 5) a 6) c 7) e (7. a) Assustado pode referir-se ao sujeito - eu - ou ao objeto. b) A expressão “do prédio” pode referir-se ao local onde se encontrava o menino ou referir-se ao local do incêndio. c) U pronome sua pode referir-se a uma foto em que o indivíduo aparece ou a uma foto de autoria do indivíduo. d) Seus pode referir-se tanto a eleitores quanto a deputados. (8. a) Aquela herança deve ser dividida igualmente entre os herdeiros. b) É melhor começar o trabalho agora do que adiá-lo. c) Prefiro mais chocolate do que morango. d) Eu gostei tanto daquele prato de peixe que o repeti. e) Este mês ganhei um brinde pela assinatura de uma revista. f) Na volta das férias, tivemos uma surpresa: o caso das provas desaparecidas chegara a seu final. g) Anteriormente, estas evidências seriam aceitas como provas do atentado. h) É preciso coragem para encarar as dificuldades. É em função da capacidade crítica que se questionam pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. Exemplo: Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser primeiroministro. O primeiro é saber, com prudência, como servirse de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrupção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição todos os cargos, conservamse no poder esses ministros subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja natureza lhe expliquei), garantemse contra futuras prestações de contas e retiramse da vida pública carregados com os despojos da nação. Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235. Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem chega a ser primeiroministro, aconselha o príncipe discreto a escolhêlo entre os que clamam contra a corrupção na corte e justifica esse conselho. Observese que: - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte no momento em que se tornam primeirosministros); - a progressão temporal dos enunciados não tem importância, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação para primeiroministro). Características: - ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático; - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, implicação, etc. - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem características próprias a cada tipo de texto. São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento / Conclusão. Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento. Tipos:
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TEXTOS: DISSERTATIVO, NARRATIVO E DESCRITIVO
Texto Dissertativo A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.

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Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. se especializando. Para ela convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas. de que.Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve apresentar questionamento e reflexão.Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato. proibindo a queima da cana de açúcar para a colheita e substituindoos então pelas máquinas. Exemplo: Direito de Trabalho Com a queda do feudalismo no século XV. Outro fator que também leva ao desemprego de um sem número de trabalhadores é a contenção de despesas. eletricista. a violência.Exemplificação: dar exemplos. defendendo o meio ambiente. Conclusão: é uma avaliação final do assunto. pois a uma nação doente.Estatísticas: apresentação de dados estatísticos.Interrogação: questionamento. devido à evolução tecnológica e a necessidade de qualificação cada vez maior. esclarecendo o conceito ou a definição. principalmente a urbana.Hipótese: antecipa uma previsão. . . pois decorre exclusivamente de sua vontade. (G) Didatismo e Conhecimento 106 . não compete a tão sonhada modernidade.Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. projeta um pensamento ou faz uma proposta.” . de gastos. apontando para prováveis resultados. . são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos receptores instalados do mundo).Contestação: contestar uma idéia ou uma situação.8 milhões os domicílios brasileiros com televisores.Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. Hoje.. . Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se sentir seguro. marcenaria. velocidade. outra que olha de fora para dentro. (E) Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos têm o direito de trabalho. . .Comparação: social e geográfica. Como ficam então aqueles trabalhadores que passaram à vida estudando. Ex: “Volta e meia se faz a pergunta de praxe: afinal de contas.Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que compõem o texto. de seu prazer e de suas necessidades. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora. Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a solução no combate à insegurança.Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos favoráveis e desfavoráveis.Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um fato presente. (B) Segundo a Constituição.” . nasce um novo modelo econômico: o capitalismo. desemprega milhares deles. .. (A) A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o trabalho automático.Enumeração: enumerar as informações. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras que definem a vida familiar. É a parte maior e mais importante do texto. (D) Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de cabeleleiro. . Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial. o que provoca o desemprego. comunicação.. mas é preciso desdobrar a idéia principal ao máximo. escreve Aristóteles. triunfo das massas.Narração: narrar um fato. . havia até advogado na fila de inscrição. em que será dada absoluta garantia aos trabalhadores. (.. deter. é arbitrário. a classe de trabalhos informais. cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população brasileira.Características: caracterização de espaços ou aspectos.” .” . não perderão eles seu mercado de trabalho.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos).Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos. confrontar situações distintas. mesmo que as empresas sejam automatizadas. .Definição: não basta citar. obriga que seja feita uma lei. . . . linha de montagem. agravou vários dos históricos problemas sociais do país. Ex: “A crise econômica que teve início no começo dos anos 80. . juízos. Seu poder. . . que até o século XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio da exclusão. . que almeja um futuro brilhante. valores. com os conhecidos altos índices de inflação que a década colecionou. incentivando a reflexão de quem lê..Comparação: estabelecer analogias.)” . para se diferenciarem e ainda estão desempregados?. o espaço privado. Entre eles.” . . para não perderem o mercado de trabalho. isto é. cabe aos governantes desse país. “preocupada” com essa crise social que provém dessa automatização e qualificação.Suspense: alguma informação que faça aumentar a curiosidade do leitor. .. Ex: “Em 1982. Ex: “Ação à distância.Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou descrever uma cena. com urgência esse processo de desníveis gritantes e criar soluções eficazes para combater a crise generalizada (F).Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com este tipo de abordagem. Ao todo. Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos. Podem ser desenvolvidos de várias formas: . aparece a verdadeira doença do século. de forma organizada e progressiva. eram 15.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . aumentando.Causa e Consequência: estruturar o texto através dos porquês de uma determinada situação.Proposição: o autor explicita seus objetivos.Oposição: abordar um assunto de forma dialética.Conclusão Aberta: levanta uma hipótese. miserável e desigual. com isso. um fechamento integrado de tudo que se argumentou. (C) Não é uma utopia?! Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecnológico e a lei do governador Geraldo Alkmin. todo esse entusiasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?” .Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do texto. ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento! . existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e 2. como vimos no último concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”.Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma coisa apresentada no texto.

D. daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação. falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de Televisão. precisa. de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. . E. A leitura de bons textos é um dos recursos que permite uma segurança maior no momento de dissertar sobre algum assunto. natural. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. .Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos. preferência.Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime.Despertar da Fé. 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento B. 7º Parágrafo: Conclusão F. . Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da realidade. O texto conclui que desigualdade não se casa com modernidade. . razões a favor ou contra uma determinada tese. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de quem propõe soluções. Contextualização: decorrência de um processo histórico problemático. Uma possível solução é apresentada. . Debater e pesquisar são atitudes que favorecem o senso crítico.impõem-se sempre o raciocínio lógico. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que remetem a uma análise do tema em questão. Didatismo e Conhecimento .AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 1º Parágrafo – Introdução A. Exemplo: 1. É fornecer argumentos. . 107 Vejamos: Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente.O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada. . O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas. desequilíbrios sociológicos e poluição. C. Ainda temos: Tema: compreende o assunto proposto para discussão. Argumentação: é um conjunto de procedimentos linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas opiniões.Igreja da Graça no Lar. É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar sobre o que não se conhece. é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas.A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem.O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias. .O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente. . . uma a uma.a linguagem deve ser objetiva. O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal ideia. nobre. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício. denotativa.em consequência disso. 3. essencial no desenvolvimento de um texto dissertativo. qualquer ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. classificação ou aleatoriamente. o assunto que vai ser abordado.A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia. Deve ser clara.A Santa Missa em seu lar. Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves. 2. Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: . .A gravidez na adolescência é um problema seríssimo. situações. 4.toda dissertação é uma demonstração. impõem-se à fidelidade ao tema. Presta-se bem à indicação de características. . Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente. funções. . pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas. Pode-se enumerar. Tema: Desemprego no Brasil.a coerência é tida como regra de ouro da dissertação. sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios: .Terço Bizantino.Palavra de Vida. G. Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. correta gramaticalmente. processos.Devido à expansão das igrejas evangélicas. . sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear.O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a sociedade brasileira. original. . seguindo-se os critérios de importância. . O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa). ou seja.O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer. (ideia secundária)”. Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo discutido.

Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias. as consequências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana. pois. Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos. A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos).O homem. perde a dimensão de humanidade que abriga em si. da causa e da consequência. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza. se fossem usadas num conflito mundial. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação. Se.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação. Muito depois. de pormenores.A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil. isto é.A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam. a velhice. a camada do solo é pouco profunda. Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver. por exemplo. 47) Didatismo e Conhecimento . das definições. que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”. com seu incrível potencial destrutivo. recém oxigenado. (Melhem Adas) Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar. que confronta ideias. pois. dia a dia. deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade. Desenvolvimento A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que. processos. . É a abertura do texto. ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma. Conclusão Só resta. . os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta. que só o sofrimento é real”. o tema é a questão indígena. inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa. Contém a proposição do tema. Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas. Primeiro. ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões. por isso é fundamental. Exemplos: Tempo . Na artéria pulmonar. fenômenos e apresentalhes a semelhança ou dessemelhança. criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez. de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa. ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida. corre sangue venoso. da interrogação e da citação. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração.A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro. um segmento indicando consequências (fatos decorrentes). Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de ideias. (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano. uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação (um parágrafo). que agora deve aparecer de forma muito mais convincente. dos dados estatísticos. daqui a algum tempo. mais escuro e desoxigenado. acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento. o objetivo proposto na instrução.O solo é influenciado pelo clima.O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós. em escala mundial. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador) e. a confirmação da hipótese ou da tese. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fundamentar a ideia principal que pode vir especificada através da argumentação. deve fazer a estruturação do texto. o homem aprendeu a grunhir. porém. seus limites. Exemplos: . todas as artérias contém sangue vermelho-vivo. Ou os homens aprendem a conviver em paz. exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais compreensíveis. Nos climas úmidos. Depois deu um significado a cada grunhido. Deve. da ordenação cronológica.A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução. (Arthur Schopenhauer) Causa e Consequência: A frase nuclear. 108 . os solos são profundos. conter de forma sintética. uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da ideia. pelo contrário. fatos. Espaço . Observe o texto abaixo: Vida ou Morte Introdução A grande produção de armas nucleares.O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas. porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão. muitas vezes. . Conclusão: é a retomada da ideia principal. é dominada por um vago e persistente sentimento de dor. em outras situações. da ilustração. ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes ideias: . p.

musculação. Por exemplo. ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão. Delimitação do assunto: O perigo da ociosidade na velhice. (2) Há muitas ofertas de atividades para pessoas que já passaram dos 60 anos: grupos de estudo.Desenvolvimento do argumento 2 . de acordo com seu posicionamento e sem fugir do tema. até sua perfeita compreensão. com base nos argumentos. Objetivo: Apresentar sugestões de atividades capazes de prevenir a ociosidade na velhice. Esquema 1 . identifique o tema.Desenvolvimento do argumento 3 . Depois.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na introdução. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. p. busque dois ou três argumentos para desenvolver a redação. leia o(s) texto(s) apresentado(s) na prova várias vezes. o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade). Exemplos: Tema: Sexo antes do casamento. Argumentos: (1) Maior conhecimento íntimo do parceiro. contadores de histórias. natação. Os principais autores de redação em língua portuguesa no Brasil sugerem os conhecidos esquemas de acordo com cada tipo de texto. com subjetividade. viagens. O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente. 2 e 3. Escolha a que mais lhe dá prazer: caminhada. (3) A construção de uma nova barragem (Corumbá 4) para abastecimento de água do DF e entorno. As evidências são o melhor argumento. de Dad Squarisi. posicionese. mas não deve ser vista como tortura. com treino. mas se for particularizada torna-se aceitável. de André (1998. A utilização correta de um esquema vale ponto na prova. Delimitação do assunto: Falar bem é dom ou habilidade aprendida? Objetivo: Demonstrar que. cerâmica. Por fim. Seguir as instruções de introdução dá ao candidato o ponto pertinente. pés e cabeça. no desenvolvimento. Às vezes. Leia com atenção e siga todos os passos a seguir. perderá pontos. (3) Soluções do governo ao MST.80) aborda a redação dividida em esquemas.Introdução: expressão inicial (facultativa) + tema com objetivo + citação dos argumentos 1. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). caso este não tenha sido explicitado. (2) Posição das correntes mais radicais. (sentido específico) Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas ideias a respeito do tema abordado.67) sugere frasesíntese acrescida de tópicos frasais do segundo e terceiro parágrafos. pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico. Argumentos: (1) Propostas de reforma agrária pelas quais eles lutam. as possíveis reações do leitor e por isso. Didatismo e Conhecimento 109 .Conclusão: expressão conclusiva (facultativa) + tema com objetívo + observação final (impessoal. Por sua vez. Leitor: Alunos do curso de expressão oral. (2) A conivência do GDF. qualquer pessoa pode falar em público com desenvoltura e sem medo. é habilidade melhorar depende de treino. (3) Ruptura da ideologia vigente. fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele.Desenvolvimento do argumento 1 . Gênero textual: Este quesito contempla a adequação ao gênero em foco. deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações. Assunto: Falar em público. a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente. ou seja. Objetivo: Mostrar a real e trágica situação e apresentar soluções. Ideias do desenvolvimento: (1) A aposentadoria do trabalho não significa aposentadoria de mãos. Tema: Problema hídrico no Distrito Federal. Objetivo: Apresentar visões favoráveis ao sexo antes do casamento. conclui o seu pensamento inicial. Assunto: Velhice Leitor: Grupo de pessoas com idade entre 60 e 65 anos. Hildebrando A. Esquema: Cada tipo de texto requer esquema próprio. Em primeiro lugar. Tema: MST Objetivo: Apresentar a existência de várias correntes dentro do MST e suas posições. Argumentos: (1) A construção de poços artesianos sem nenhuma fiscalização e planejamento em condomínios irregulares. . independentemente da tipologia textual. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável. caso o candidato se exprima. A seguir. própria de textos literários como a narração e a descrição. (2) Novo conceito de liberdade. Sugestões extraídas da coluna Língua Solta. positiva. Nesse caso. crie seu objetivo. em uma dissertação. Ideias do desenvolvimento: (1) Falar. hidroginástica. sem fugir do tema. o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica. Lembrese de que não há necessariamente relação direta dos textos com o tema. Alguns autores chamarão o tema com o objetivo de tese. Na dissertação. particular. clara e coerente. do jornal Correio Braziliense. Quanto à introdução. (3) Atividade física é importante. Branca Granatic (1996. otimista. como escrever. p.

o candidato deve seguir as orientações do esquema 1. fazendo uma relação com a observação final do texto. Tipos: Dependendo da eleição do autor e da natureza do tema.Desenvolvimento do argumento 2 . concluir. usada por diversas pessoas. de três a cinco linhas. Cite. Em seguida. Requisitos para uma boa dissertação: • sistematizar os dados reunidos. Didatismo e Conhecimento 110 . preferencialmente relacionadas ao tema ou à argumentação.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2 + desenvolvimento do argumento 1 . baseado no que foi coletado. venceram as dificuldades. Por esse motivo. geralmente acreditase que se trata de uma dissertação. «Sob o foco da argumentação anterior». encadeando ideias que se desenvolvem através de argumentos. apoiado em razões e evidências. E não se esqueça de utilizar a vírgula. o tema e o objetivo. Quanto ao esquema 2. dissertativo ou expositivo.impessoal. caso venha antes do verbo. otimista.Conclusão: tema com objetívo + observação final (impessoal. Lembrese: nada de copiálo. Isso significa que você deve continuar atento(a) ao regramento da redação dissertativa. apresentará posicionamentos. concluir de maneira sucinta os dados comprobatórios referentes ao tema e ao objetivo. oportunamente.Conclusão: expressão conclusiva + tema com objetivo + observação final (impessoal. Esquema 2 . Isso também vale em relação a seus argumentos. Comece o primeiro parágrafo com uma expressão inicial (adverbial) que não seja óbvia. dissertativo e expositivo têm características particulares. cite o tema e seu objetivo previamente elaborado. Lembrese de que a tese será desenvolvida exatamente agora. com outras palavras.Expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2 + conclusão (tema com objetivo + observação final . a palavra “atualmente” é muito óbvia na introdução. por exemplo). pois o deixa livre das expressões inicial e conclusiva. Esse tipo dissertação exige do expositor informação atualizada. Ela deve ser impessoal (nunca em primeira pessoa. «dessa forma». Esta é a reta final. Por isso. obrigatórias na dissertação.Introdução: expressão inicial + tema com objetivo + citação dos argumentos 1 e 2. «assim». desenvolver. recomendase utilizar o esquema 1. a partir da “separação de atitudes”: introduzir o tema. positiva. otimista. é preciso convencer o leitor de seu ponto de vista sobre o tema e. sugeremse dois esquemas de estrutura: Esquema 1 e 2. enfatizar a valorização do ser humano. dar explicações. Tudo em um único parágrafo. • ordenálos. Empregue algumas palavras que denotem finalização (sem se valer de chavões). O principal deles: Demóstenes. no ponto forte da redação. positiva. por isso. Para tal. além de reunir dados e expôlos com pertinência. desenvolva seus três argumentos. Por mais que haja uma série de proximidades com a dissertação. os textos argumentativo. para facilitar a redação. que solucione o problema e apresente viés humanístíco).AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA (2) Exemplo de pessoas que. No entanto. . curto. A principal delas é exatamente o fato de proporcionarem maior liberdade ao redator. use alguma expressão que aluda a seu objetivo e argumentação. Aliás.Desenvolvimento do argumento 1 + expressão de ligação entre os argumentos + desenvolvimento do argumento 2. . Por exemplo. • interpretálos coerentemente. Dissertativo e Expositivo Quando se pensa em um desses três tipos de texto. otimista. siga a ordem de sua introdução. comece com uma expressão conclusiva que não seja óbvia como «portanto». Esse tipo de dissertação é feito a partir de assuntos polêmicos. positiva. Há várias maneiras de organizar logicamente um texto argumentativo. Esquema 2 . (3) Como melhorar a expressão oral. abordando cada argumento em um parágrafo. Nos próximos três parágrafos. Contudo. Texto Argumentativo. singular ou plural). reescrevao com outras palavras. que devem apenas ser citados. Não inicie frase com gerúndio. Exemplos: «Com base nos dados acima explicitados». desenvolver cada argumento. denotar otimismo com relação ao problema abordado. pai da Oratória. graças ao treino. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). que também tem suas especificidades quanto à conclusão do texto. Lembrese: jamais cite os argumentos na conclusão. Após considerar todas essas etapas. e não desenvolvidos ou explicitados.Desenvolvimento do argumento 1 . pela organização mais explícita da redação. . a dissertação pode ser expositiva ou polêmica: Dissertação Expositiva O autor poderá reunir material de fontes diversas e desenvolver uma posição compreensiva do assunto. o gerúndio só cabe após uma vírgula ou no meio de uma construção não virgulada (não utilize de maneira nenhuma «concluindo». em seguida. é possível começar a redação. que solucione o problema e apresente viés humanístíco). Ele venceu até a gagueira. que apresenta somente dois argumentos. em todo o texto. como já sugerido.Introdução: tema com objetivo + citação dos argumentos 1 . Dissertação Polêmica O autor. Tanto o esquema 1 como o 2 estão corretos quanto à estrutura de um texto argumentativo. com atenção ainda maior aos dois argumentos para fundamentar o texto.

paradoxalmente. A técnica dissertativa é a empregada nos trabalhos científicos. Elemento relacionador + pró + justificativa: Finalmente. Estrutura básica da dissertação polêmica Introdução: . Se.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. se a pessoa que nela habita for ambiciosa (econômica e culturalmente) e apreciar o movimento das grandes cidades. além de conhecimentos razoáveis. Observações: Para maior funcionalidade. Frase-ponte (separação): Se focarmos porém.Frase-ponte de ligação. . o autor deve focalizar o assunto proposto.Apresentação do assunto proposto. Frase-ponte (ligação) + Conclusão propriamente dita: De tudo que se expôs acima. infere-se que a megalópole apresentará mais pontos positivos do que negativos.Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. o ambiente lhe é estranho. há maiores possibilidades de emprego. porquanto não atenderá às suas necessidades vitais. assume as características de uma megalópole. lançando. possuindo boas casas de diversão. Elemento relacionador + pró + justificativa: Quanto ao lazer. sente-se. Aqui se exige. não se devem misturar. todos os contras (ou vice-versa). o aspecto negativo da megalópole pesará muito mais na sua balança valorativa. depois. rios e mares. os moradores da megalópole tornam-se praticamente insensíveis à dor e aos problemas dos que os cercam. Didatismo e Conhecimento 111 . . . podemos afirmar que a megalópole proporciona uma vida social intensa. toda sorte de detritos químicos. onde a indústria prolifera. universidades e casas de cultura. possuindo vários teatros. artigos. Elemento relacionador + pró + justificativa: Com relação ao setor econômico. podemos averiguar toda a gama de conforto conquistada pela moderna tecnologia científica. hipermercados. indiscriminadamente.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. de atingir um “status” social. o aperfeiçoamento da aparelhagem doméstica nos prédios residenciais. .Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. tratar-se de indivíduo preso à natureza e à vida pacata. . Elemento relacionador + contra + justificativa: Acrescente-se a isto o problema da poluição ambiental. Tóquio. Frase-ponte (ligação): Vejamos primeiramente os aspectos positivos numa grande cidade.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na dissertação polêmica. mais chance de ascensão profissional. conferindo tudo isso ao trabalhador da megalópole a oportunidade. reportagens. ensaios. editoriais.Conclusão propriamente dita. São Paulo e outros centros urbanos espalhados pelo mundo têm conseguido diariamente aumentar a sua densidade demográfica. Elemento relacionador + pró + justificativa: Se focarmos o assunto através do prisma cultural. veremos que a mesma apresenta diversos pontos cruciais. por tantos desejada.Frase-ponte (de ligação) Desenvolvimento: . poderá oferecer grandes oportunidades para a aquisição de conhecimentos na área artístico-cultural. o lado negativo da megalópole. questionandoo e procurando solucionálo antes de uma análise valorativa. podemos citar a falta de solidariedade humana e o egoísmo que habitam o coração dos indivíduos da grande metrópole. restaurantes com comidas das mais variadas origens. . no ar. por outro lado. se levarmos em consideração as facilidades que a megalópole oferece aos seus moradores. há selecão de prós e/ou contras. muito só. museus. apresentando os pontos positivos e negativos para os seus habitantes. .Elemento relacionador + pró (ou contra) + justificativa. etc. lugares aprazíveis para passear e toda a sorte de atrativos. Conclusão: . Assim.Frase-ponte (de separação). um indivíduo que aqui se desenvolva terá maior chance de adoecer física e psiquicamente. outra habilidade: capacidade de persuasão. Primeiro.Elemento relacionador + contra (ou pró) + justificativa. observaremos que a megalópole. os prós e os contras. Elemento relacionador + contra + justificativa: Em primeiro lugar. o habitante da megalópole. como o metrô. expõem-se todos os prós e. Dissertação Polêmica Megalópole: Um bem ou um mal? Apresentação do assunto proposto: Quando uma cidade cresce vertiginosa e desenfreadamente. Elemento reacionador + contra + justificativa: Como decorrência desse fato. . Sendo pessoas sem tempo para dialogar. alimentos prontos. Numa cidade. melhores salários. muitos clubes. a rapidez e o conforto. Nova Iorque. o meio lhe é hostil. embora cercado por alguns milhões de indivíduos.

constatamos que.. segundo relações de sequencialidade e causalidade. a ciência esgotou o seu potencial e cedeu lugar a um outro tipo de conhecimento referenciado anteriormente. Revelam-se por meio de características físicas ou psicológicas. os conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo. fictícia ou mescla dados reais e imaginários. quando. tipos sociais (trabalhador. ela não pode ser encarada como um complexo de forças misteriosas e inexoráveis. da voz que conta a história. . obedendo a uma série de etapas e fatores. Pode ser físico ou psicológico. Interrogação e a dúvida geram. aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos. passa por uma introdução (parte inicial da história. se o conhecimento empírico é insuficiente para chegarmos aos universais. Além de contar onde. tendo mudança de um estado para outro. em última análise.) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele. necessita do amparo de um conhecimento mais alto: o filosófico. burguês etc. estudante. Tudo na narrativa depende do narrador. A primeira sem a segunda constituirseia num saber desligado da prática.Personagens: são seres que se movimentam. protagonistas ou antagonistas. por advérbios de tempo. As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas personagens. mas principalmente pelos advérbios de tempo. . Elementos Estruturais (I): .. apresenta as suas limitações. a natureza é o objeto do conhecimento científico. Conhecer alguma coisa é analisála profundamente. o narrador acaba sempre contando onde. Didatismo e Conhecimento 112 . através dele. desde que sua finalidade é examinar o fenômeno natural. percebemos que o mesmo vai tirar a essência do ser. Quando o narrador conta um episódio.Enredo: desenrolar dos acontecimentos. porém. formando uma rede: a própria história contada. já que o cientista.). Assim. observamos que o conhecimento empírico situado na esfera do particular. também chamada de trama) e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). Assim. permanecendo na faixa do físico não consegue atingiIa. o conhecimento científico. conhecimento é o atributo que tem o homem de reagir frente ao que o cerca..Tempo: época em que se passa a ação. o homem espera perplexo uma resposta. É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo. se relacionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação.Espaço: local da ação. embora suporte da tecnologia. Todas as vezes que uma história é contada (é narrada).previsível ou imprevisível. Assim. o tímido. organizados por uma narração feita por um narrador. o meio. utilizando situações que contêm essa vivência. nesse esforço de buscar a solução para a natureza que o constrói e investiga o porquê das coisas.). pesquisa pura. de certo modo. Esse elemento da narrativa é o tempo. Expressa as relações entre os indivíduos. Essa persistência na busca é que vai permitir ao espírito científico equacionar o problema. pois as duas estão intimamente ligadas. concluímos que. do conhecimento científico. A pesquisa científica exige método e coordenação. se apreende a aparência das coisas.Narrador: é quem conta a história. um conflito entre o homem e o mundo. formando um todo homogêneo que. a maioria dos verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos de ação.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conhecimento Científico e Tecnologia Em sentido amplo. E. Final . . Em se tratando.Fechado ou Aberto. subjetivo.) ou tipos humanos (o medroso. dias. por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens. unilateral. como e com quem ocorreu o episódio. Dessa forma. Os personagens podem ser lineares (previsíveis). Aquele que conta a história é o narrador. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço. A história contada. deveria visar ao progresso do homem e ao bem comum. para que o homem tente e consiga desvendar a realidade. Quanto ao conhecimento filosófico. o filosófico. A segunda sem a primeira seria algo empírico. Psicológico: o tempo interior. o narrador também pode esclarecer “quando” ocorreram as ações da história. sistemático e formal.. heróis ou antiheróis. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço. As personagens são identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos próprios. Com relação ao primeiro. observamos que o mesmo é orientado. Acrescentese a isso que a ciência não poderá se dissociar da tecnologia. pois são dois seres que se completam. que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado. complexos. Assim. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. o científico e o filosófico. representado no texto pelos advérbios de lugar. ou seja. É por isso que numa narração predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações. meses). O conjunto de ações que compõem o texto narrativo. Por outro lado. às vezes (mesmo sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. Texto Narrativo A Narração é um tipo de texto que relata uma história real. ou seja. por isso. assim sendo. e não simultâneos como na descrição. Enquanto aquela é busca ordenada. Elementos Estruturais (II): Personagens Quem? Protagonista/Antagonista Acontecimento O quê? Fato Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Modo Como? De que forma ocorreu o fato Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Resultado . Ciência e tecnologia precisam caminhar juntas. podemos distinguir três tipos de conhecimento: o empírico. A ciência fundamenta a tecnologia. . Mas a ciência têm uma função explicativa. Aqui. E. sem base. o avarento etc. esta é aplicação do científico ao técnico. que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu. para se autojustificar. que são os agentes do texto. a história que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de enredo. o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação. pelo desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita. Cronológico: o tempo convencional (horas. representado no texto narrativo através dos tempos verbais. o “miolo” da narrativa. é o seu apoio. também chamada de prólogo).

(. Observe que. obrigatoriamente sempre presentes no discurso. Estrutura: . Tipos de Personagens: Os personagens têm muita importância na construção de um texto narrativo.. há um conjunto de transformações de situação: ganhar um porquinhodaíndia é passar da situação de não ter o animalzinho para a de têlo. dois tipos de mudança: aquele em que alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinhoda índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia. se o menino ganhou um porquinhodaíndia. podem ser apresentados direta ou indiretamente. mas sempre teso do Jango Jorge. nunca desandou cruzada!. Dom Casmurro) Observador: é como se dissesse: É verdade. o espaço confortável de debaixo do fogão). . Nesse caso ele é narrador e personagem ao mesmo tempo. José Olympio. ele não gostava: “queria era estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior.. ou seja. revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. Rio de Janeiro. tornando o desfecho inevitável. a história é contada em 1ª pessoa... eu estava lá e vi. Exemplo: Porquinhodaíndia Quando eu tinha seis anos Ganhei um porquinhodaíndía. é porque alguém lhe deu o animalzinho.Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico. nunca errou vau.Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história. um que foi capitão duma maloca de contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí. ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma de padre. Assim.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de tal forma. pode acreditar. para garantir coerência e verossimilhança à história narrada. “não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que o menino passava de uma situação de não ser terno com o animalzinho para uma situação de ser. pág. afamilhado. o coração parecendo querer sair-me pela boca fora. no último verso temse a passagem da situação de não ter namorada para a de ter. Que dor de coração me dava Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão! Levava ele pra sala Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão. Estrela da vida inteira. Assim. Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas.. ia tonto. conduzindo ao clímax. como simples exemplos de uma narração. as pernas bambas.) Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele.) Didatismo e Conhecimento 113 . (.. Verifica-se. Mesmo que essa personagem não apareça no texto. O meu porquinhodaíndia foi a minha primeira namorada. Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar os campos da fronteira. . . nunca perdeu atalho. Há uma relação de implicação mútua entre eles.Narrador-personagem: é aquele que conta a história na qual é participante. que nesse texto há um grande conjunto de mudanças de situação. temos dois tipos de narrativas: de aquisição e de privação. do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo. Existem três tipos de foco narrativo: . estacando para amparar-me. os episódios se sucedem.Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens. são elementos vitais. A apresentação direta acontece quando o personagem aparece de forma clara no texto. ou seja. leválo para a sala ou para outros lugares é passar da situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em outros lugares.. 1973. esses não estão. na cerração das madrugadas.Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens. 110. no texto acima. retratando suas características físicas e/ou psicológicas. narrativa é uma mudança de estado pela ação de alguma personagem. . na escuridão das noites. 4ª ed.Em 1ª pessoa: Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a história e é o protagonista. a partir de suas ações. Manuel Bandeira. Assim. e passar ao quintal vizinho. Podem ser principais ou secundários. a história é contada em 3ª pessoa..Narrador-observador: é aquele que conta a história como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor. pois. Não no víamos desde muito tempo. já a apresentação indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo..Complicação: é a parte do texto em que se inicia propriamente a ação. a cada vez que o menino o levava para outro lugar. como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. Encadeados. conforme o papel que desempenham no enredo. à luz do Sol. por exemplo. Quanto aos elementos da narrativa. Não me atrevia a descer à chácara.. e andava outra vez e estacava. Narra em 3ª pessoa e sua voz. Comecei a andar de um lado para outro. É isso que define o que se chama o componente narrativo do texto. muitas vezes. exceto as personagens ou o fato a ser narrado. há basicamente. Casado ou doutro jeito. ela está logicamente implícita. no desmaiado da Lua. . que não é possível compreendê-los isoladamente. Exemplo: “Batia nos noventa anos o corpo magro.” (Machado de Assis. atordoado. Exemplo: “Parei na varanda.. . aparece misturada com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre). é uma transformação de situação.

dois guaranás e dois pãezinhos. sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de ridículo. um mais velho e outro mais novo. sem a sua interferência. e confirma o pedido. Exemplo: “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram de borboleta. este velho caducando. E saiu à rua com ar menos carnavalesco deste mundo. é uma terceira pessoa. cuidadosamente. mulher. Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até a boca. noite e dia o hominho aqui na carroça. E permanecem para sempre. assomava um guarda nas esquinas.Em 3ª pessoa: Onisciente: não há um eu que conta. poderiam roubá-lo. doutor. Agora tem dois cavalos. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia. Paraná mandara-lhe não ficar observando as vitrines. morrendo de vergonha da malha de cetim. Por isso não pôde defender-se. na travessia das ruas. Fui jogado na estrada. Criei um por um. __ Como? __ Passar o pão no molho da almôndega. O seu coraçãozinho se apertava. Agora com mania de mulher. doutor. o que há de melhor. __ Está certo. __ Olho vivo – como dizia Paraná. __ Duzentos e vinte. muita atenção nos autos. Quando em quando. Só deu de mamar no primeiro mês. e depois?. quem é que o atende? __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só. __ Só a troco de dinheiro elas querem você. Os três atravessam o salão. e se dirigem para o cômodo dos fundos. Didatismo e Conhecimento 114 . e fui dando um ajutório na matança dos leitões e no tiramento dos assados com couro. Devagar. (Wander Piroli) Tipos de Discurso: Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para o personagem. O céu lá em cima. está bom? Ela não contribuiu com nada. (. __ Eu arranjo. está bom? __ Se ficar doente. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada. Bisavô. depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado do pão. à espera.. __Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. __ Para onde foi a lavadeira? __ Quem? __ A mulata. Sempre tem um cristão que enterra o pobre. Só não me pise..) (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal) Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz. __Você desempregado. Que é que diria a Paraná?) Andando. __ O preço é o mesmo – informa o rapaz. Severino. observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. Exemplo: Caso de Desquite __ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca). A mula vendeu e a potranca. o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada. afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada. de forma canhestra. pague uma pensão. Vai me deixar sem nada? __ Você tinha amula e a potranca. deixou morrer. quem é que fazia roça? __ Isso naquele tempo. Quase meia hora andando. O homem olha para os meninos.. humanos e indestrutíveis.. Os três sentam-se numa das mesas. mais ainda.” (Ilka Laurito. Ele ia pelas beiradas. aritmético. das asas e das antenas e. Sal do Lírico) Narrador Objetivo: não se envolve. O grande homem e seus dois meninos. um neto casado. O hominho aqui se espalhava. em seguida. da cara à mostra. Desde onze anos estou no mundo sem ninguém por mim. os prédios. um prato de comida e roupa lavada. mas resolutamente. enquanto o rapaz cúmplice se retira. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja. àquela hora da noite. doutor. doutor. Exemplo: Festa Atrás do balcão.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fiquei verdeando. __ Essa aí tem filho emancipado. Eles não têm pressa. acompanhado de dois meninos de tênis branco. os dois pães com meia almôndega cada um. sem os cuidados de uma mulher. Fica muito mais gostoso. onde há seis mesas desertas. nem olhar muito para nada. sentados naquela mesa. num pratinho. (J. Exemplo: Frio O menino tinha só dez anos. O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. sem que percebesse. Sempre o mais sacrificado. O hominho é muito bom. __ Se quer sair de casa. Simões Lopes Neto – Contrabandista) . O homem toma a cerveja em pequenos goles. __ Na sua idade.. Tenho culpa? Só quero paz. sem lhe passar diretamente a palavra. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães. conta a história como sendo vista por uma câmara ou filmadora. __ Dobre a língua.. mas ambos com menos de dez anos. (Nos bondes. Todo velho é sem-vergonha. fico uma jararaca. A carroça e os dois cavalos. as coisas. como se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida. O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e. O preto concentra-se. No começo pensou num bonde. Como fazia nos dias comuns. Veja.

Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre pertinente num texto narrativo. Com efeito. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no espaço.é um texto figurativo. sabe. o que aconteceu.. Resumindo: na narração.. Tomemos. e ela efetuase porque quem a realiza pode... Assim. Quanto à temporalidade.. Pelo jardim.. ele não larga não. A narrativa é a transformação de situações. figuratividade e relações de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) devem estar presentes conjuntamente. é necessário apanhar um bambu ou outro instrumento para derrubála. Larguem os seus braços.. querer deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar. apresenta um componente narrativo. segundo. mas várias: uma coordenase a outra. Assim é de grande importância saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. que por sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala.. . por exemplo. . Os bondes passavam. que. É um recurso relativamente recente. Toda narrativa tem essas quatro mudanças.. preenche essa condição). Não acordem Rosinha. quando o narrador começa contando sua morte para em seguida relatar sua vida. à noite. que por seu turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). Tem ela três características: . o que é narração? A narração é um tipo de narrativa. No entanto. Didatismo e Conhecimento 115 . isto é. Narrativa e Narração Existe alguma diferença entre as duas? Sim. Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narrativo: . ao longo da leitura.Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos personagens. ou seja. quando se diz “Depois da abolição. Rosinha. Não! E esses tambores? Ui! Que venham. transgredindo o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. Rosinha está dormindo. porque Rosinha não sai. por exemplo). .. É guerra. pois contém uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da imigração européia... Ela lhe deu. alguma subjetividade. mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para chegar em casa. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: . O aspecto narrativo apresenta. pois elas se pressupõem logicamente. por exemplo.uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma competência para fazer algo). para apanhar uma fruta.) Ele vai tirar Rosinha da cama. a narrativa se desenvolve na prosa. Algumas mudanças são necessárias para que outras se deem. o leitor reconstitui. Tenham paciência. . no romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas... Ignorava a exatidão de seus cálculos. há uma inferência do último através da onipresença e onisciência. Perus e Bacanaço) Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do personagem e a fala do narrador. o tempo e o lugar. . e os castigos.. a sequência temporal foi modificada. as três características explicadas acima (transformação de situações.. Exemplo: A Morte da Porta-Estandarte Que ninguém o incomode agora.Introdução: citar o fato. quando se constata a realização de uma mudança é porque ela se verificou. A narratividade é um componente narrativo que pode existir em textos que não são narrações. Não é preciso segurá-lo.uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo). quer ou deve fazêla.. se abriu. Por que não está malhando em sua cabeça?. No primeiro caso. Para ter um carro. .uma em que se constata que uma transformação se deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens (geralmente os prêmios são para os bons. O narrador que usa essa técnica (característica comum no cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade. incentivouse a imigração de europeus”. que ele não está bêbado.. O céu baixou.Desenvolvimento: detalhes do fato. (Aníbal Machado) Sequência Narrativa: Uma narrativa não tem uma única mudança. (João Antônio – Malagueta. no entanto. Esse temporal assim é bom. temos um texto dissertativo.. uma subordinase a outra.uma em que a personagem executa aquilo que queria ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa).. Caracterização Formal: Em geral. Fugir com ela. Abraçá-la no alto de uma colina. não há rigor na ordenação dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo. Largar Rosinha ali. uma implica a outra. há a participação do narrador.. . Por exemplo. é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever comprar (respectivamente... para os maus). (. Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto. Assim. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali. quando e onde.é um conjunto de transformações de situação (o texto de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher.Conclusão: consequências do fato.. para isso. existe sempre uma relação de anterioridade e posterioridade (no texto «Porquinhodaíndia” o fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão. porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função da individualidade e do estilo do narrador. .as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal que. até certo ponto. mesmo que a sequência linear da temporalidade apareça alterada. Um texto que tenha só uma ou duas dessas características não é uma narração. entre elas. por ter sido despejado. Ele está dormindo. o ato de comprar um apartamento: quando se assina a escritura. é preciso antes conseguir o dinheiro. como vimos. para o fundo do País. realizase o ato de compra. pelos escuros da Alameda Cleveland. as relações de anterioridade e de posterioridade. Dependendo do enfoque do redator... Surgiu com romancistas inovadores do século XX. a narração terá diversas abordagens. ele vai se espalhar. ele seguiu. opera com personagens e fatos concretos (o texto «Porquinho-daíndia” preenche também esse requisito).

lendo Graciliano Ramos. Não quer que se carpa o quintal.Lenda .que ilustra um comportamento humano e cuja finalidade é dar um ensinamento a respeito de certas atitudes das pessoas. porque traz uma história vivida e relatada por uma pessoa. deitou-se e tirou uma soneca.Amir Klink. em todo o caso. Desde muito cedo.História da Civilização Didatismo e Conhecimento 116 . não tive a menor dúvida: voei para dentro. de personagens fantásticos. moço? Estava um caco: mal vestida. contamos. e fiquei aguardando.4) Ao longo da nossa vida. fato. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo. Ieda. Para a distinção entre narrativa ficcional e não ficcional ficar mais clara. Érico. como eram nossos parentes quando mais novos. 5O) Exemplo . pois relata fatos da realidade que mereçam ser divulgados. estava completamente paralisado por tão impressionante espetáculo— belo e assustador ao mesmo tempo. Texto 1 “Noite escura. Com o seu movimento verde fosforescente iluminando a noite. O Dr. Mas os olhos.” (Veríssimo. 1981. como negarlhe a insipidez. Tipologia da Narrativa Ficcional: . Seria o leito seco de algum rio. através de um relato de experiência vivida. assistimos. disse a tartaruga calmamente. “Guarde sua presunção até ver quem ganha”. de sonhos. de um lado. nem me tocou. viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr. Manobrou e voltou-se de novo. recomendou a tartaruga. p.. a face escalavrada. situação (ou “o que aconteceu” e “como aconteceu”) . Podia ser sua descomunal cauda. uma história narrada por um narrador e vivida por seus personagens. Acompanhava com os olhos e a respiração seu caminho sob a superfície. Mais adiante. (sempre guardam alguma coisa do passado. de como era a cidade ou o bairro há muito tempo atrás. Poderia dançar à sua volta. para chegar primeiro. cenas da memória do famoso navegador brasileiro . para demonstrar seu desprezo pela rival. Estava tremendo.acontecimento.personagem (ou “com quem aconteceu”) . tudo se alcança. ouvimos histórias de nossas famílias. respondeu a lebre.Anedota . Ouvimos também histórias de medos. Charles. por todo o caminho”. As amazonas segundo tio Hermann. . quase tocando-lhe o fundo. a redondeza escura e uniforme dos seixos. Quando a lebre acordou. “Isto parece brincadeira. Honorato Madeira acorda e lembrase: a mulher lhe pediu que a chamasse cedo. 51) Exemplo .o texto 2 conta uma história de animais . passando por baixo.» (Kiefer. A lebre saiu a toda velocidade. por exemplo.Conto . perante os outros animais: “Nunca perco de ninguém. com as mãos no teto. mesmo maravilhado com o que via. Podemos afirmar que os dois textos têm em comum os seguintes aspectos: . mas com uma diferença: o primeiro é uma narrativa não ficcional. Caminhos Cruzados.narrador (ou “quem está contando”) Ambos os textos são narrativas. Com as mãos agarradas na borda. que a notícia de jornal é também uma narrativa de não ficção.” (Linda. autor de vários livros sobre suas viagens. Moral: Com perseverança. Suavemente tocou o leme e passou a empurrar o barco. seguiam o corpo e a cabeça.” “Aceito o desafio!”. sem céu nem estrelas.Parábola . p.Crônica . 1986) Texto 2 A lebre e a tartaruga A lebre estava se vangloriando de sua rapidez.Fábula . Amir. enquanto do outro. em que um autor cria no mundo da imaginação. Porto Alegre: Movimento. os olhos). e iluminada seguiu em frente.Memorialismo . Eu procurava imaginar o que ela queria. lemos. imaginamos histórias.Espaço Considerarei longamente meu pequeno deserto. cheirando a fumaça. p. Uma enorme baleia. pronto para o golpe.Romance . com muita perseverança. e. Uma noite de ardentia. ouvimos.Relatos . vivemos em meio a muitas narrativas.o texto mostra.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Exemplo . é bom lembrar.Notícias .Personagens “Aboletado na varanda. Amâncio não viu a mulher chegar. “Cem dias entre céu e mar”.Poema Épico Tipologia da Narrativa NãoFiccional: .fábula . fechei a porta e todos os respiros. A um sinal dado pelos outros animais. Rio de Janeiro: José Olympio..espaço. que ficou atravessado a sua frente. deitado. passava exatamente sob o barco. de envergadura talvez igual ao comprimento do meu barco.Tempo “Sete da manhã. A tartaruga continuou avançando. Enfim. tempo (ou o “onde” e “quando aconteceu”) . O segundo é uma narrativa ficcional. as duas partiram. Porto Alegre: Mercado Aberto. com o corpo todo iluminado. Comentário: . O que seria desta vez? A resposta veio do fundo. Não havia. (Klink. A dentadura postiça.

Mas até hoje não consegui nada. aumenta! É verdade que não haveria como identificar vozes famosas. com intervenções do ponto e comentários da platéia. e talvez um tímpano. talvez. No primeiro hotel o gerente. em prosa. e o gerente era metido a engraçado. — O disfarce está muito bom.. para não ficar mal. disse. junto com as palavras dos outros.. Entre suas principais características. com banho e tudo. Para surpresa dele. Se eu conhecesse alguém influente.. que a primeira coisa que Cabral disse ao chegar ao Brasil foi “Diabos. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não! O viajante não disse nada. disse o gerente. o Grande. Saíram. dando voltas ao mundo. p. que talvez conhecesse alguém nas altas esferas. aos noticiários dos jornais. O viajante agradeceu. da próxima vez que o senhor vier. frases. depois disse que sim. Ali perto havia uma manjedoura.. desde que não fosse muito caro. mas estará falando para a posteridade. diga ao povo que.. lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. 1996. o aparelho certamente se sofisticaria em pouco tempo e logo poderíamos captar a época que quiséssemos e isolar palavras. portanto. ela. Discursos do Rui Barbosa.visual: texto escrito. não se sentia bem. estão a concisão.. (“A Massagista Japonesa”. Exemplo: Escuta “Já que está se falando tanto em aparelhos de escuta. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista. enxarquei as botas”. aí! agora coça!» pode ter sido dita por Madame Currie para o marido. legendas + desenhos (história em quadrinhos) e desenhos. como eles logo descobriram. resolveu dar uma desculpa: — O senhor vê. hospedaria. homem de maus modos.. O homem disse que não tinha. se o governo nos desse incentivos. o viajante achou a idéia boa. Não seria fácil. a precisão. teatro e narrativas televisionadas. Ou tossindo. de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). grite. comentários literários ou científicos. Ouvir. Luís Fernando. “Se for para o bem de todos e a felicidade geral da nação. são as roupas que nós temos. tinha voz fina.. 27/O9/98. O silêncio do Maracanã quando o Uruguai marcou o segundo gol. a unidade de efeito ou impressão total: o conto precisa causar um efeito singular no leitor. [. na pressa da viagem esquecera os documentos.auditiva: narrativas radiofonizadas. Poderia até receber delegações estrangeiras. Contudo. Jornal do Brasil. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré. Sintonizar o Globe Theater de Londres e ouvir as palavras de Shakespeare ditas por atores da época elizabetana. Aquela outra «Um pouquinho mais para cima. imagine se existisse um aparelho capaz de captar do ar tudo que já foi dito pela raça humana desde os seus primeiros grunhidos. disse o homem. Assim. Hotel.”? Isso não interessa. Aí. — Eu pensei que tinha um quarto vago. O grito do Ipiranga. que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. Da próxima vez que disser alguma coisa que valha a pena no ouvido de alguém. e leva a patroa»? pode muito bem ter sido dita por Péricles. Ainda fez um elogio. O gerente aí percebeu o engano: — Sinto muito — desculpou-se. “Contos para um Natal brasileiro”. No hotel seguinte. qualquer coisa serviria. foi logo dizendo que não havia lugar. E não se deve esquecer que algumas das coisas mais bonitas ditas pelo homem através da História foram ditas baixinho. Você pode estar rompendo um caso de amor. no ouvido de alguém. Nossas palavras provocam ondas sonoras que se alastram e quem nos assegura que elas não continuam no ar. mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim. Exemplos de Textos Narrativos: Conto: é a forma narrativa. eu já teria feito uma reforma aqui. “Gugu”? Espera! Essa voz não me é estranha.. 09. gemidos. Não demorou muito. As pessoas se reuniriam para sintonizar o passado. para sempre? Como não parece existir fronteiras para a técnica moderna. As grandes frases da humanidade. talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe. e não causaram ondas. 11) Didatismo e Conhecimento . Ou por Max para Engels. No terceiro hotel também não havia vaga. O senhor não conhece ninguém nas altas esferas? O viajante hesitou. se não tem documentos? — disse o encarregado. na voz do próprio autor! Descobriríamos que Alexandre. que o quarto já estava pronto.) Crônica: é uma narração. muita excitação e emotividade. Quando os viajantes apareceram.audiovisual: cinema. grávida. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante.. à procura de vozes conhecidas e frases famosas. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia. Foram procurar um lugar onde passar a noite. puns também continuariam no ar para serem ouvidos. já que todos os sons que emitimos? espirros. Editora Relume: IBASE — Rio de Janeiro. Aquela frase. — E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel. inclusive identificando o seu lugar de origem. quando era bebê! Aumenta. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas. segundo a ordem temporal. perguntando por um casal de forasteiros. apareceram os três Reis Magos. mas parece que já foi ocupado. Exemplo: A noite em que os hotéis estavam cheios O casal chegou à cidade tarde da noite.]» (Veríssimo.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Apresentação da Narrativa: . mas em compensação não pagariam diária. Muda. captada numa rua de Atenas? «Aparece lá em casa. discursos inteiros. — Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. também não havia vaga. e até agradeceu. “Dadá”? Sou eu. Isso não é disfarce. Essas roupas velhas que vocês estão usando. Que disfarce? Perguntou o viajante. Estavam cansados da viagem. p. No segundo. o próprio Shakespeare falando. que Napoleão era linguinha.. que viajavam incógnitos. 117 O casal foi adiante. por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável. a densidade. . por exemplo. quase tiveram êxito.. . por exemplo. dizendo coisas banais. O termo é atribuído. como dão para os grandes hotéis. No hotel seguinte. Foi adiante. o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. fitas gravadas e discos.

de dia é quase cego. porém. Ao longo dos tempos vem sendo utilizada para ilustrar lições de ética por vias simbólicas ou indiretas. . e começou a padecer necessidades. Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo. na qual são animais que ganham características humanas. quanto reais. assim. as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana. E o filho lhe disse: Pai. Sua característica é ser protagonizada por seres humanos e possuir sempre uma razão moral que pode ser tanto implícita como explícita. e todas as minhas coisas são tuas. lançou-se-lhe ao pescoço. vós não me poupais. «se eu não era nascido?» . por meio de comparação. levantandose. E. Já não sou digno de ser chamado teu filho. aventureiro inato. e que visto de longe parecem grandes tochas em movimento. mataste-lhe o bezerro cevado. e se moveu de íntima compaixão. porque o recebeu são e salvo. e ainda mais horrível foi que falaste mal de mim no ano passado. poucos dias depois. e comamos e alegremo-nos. Dizem ainda que ele é o espírito de gente ruim ou almas penadas.«Então. quando veio e chegou perto de casa. . muitas vezes erroneamente definida também como fábula. e até certo ponto aceitáveis. porque este meu filho estava morto e reviveu. e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. E o seu filho mais velho estava no campo. de turvar. teus pais. e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei. havendo ele gastado tudo. e o beijou. E. e ninguém lhe dava nada. Algumas vezes. É muito interessante para crianças. vai tocando fogo nos campos. as lendas. por conseguinte. por isso. tinha-se perdido e foi achado” (Evangelho Lucas 15:11-32) Didatismo e Conhecimento 118 . Como diz o dito popular «Quem conta um conto aumenta um ponto». Às vezes ele é visto como um facho cintilante de fogo correndo de um lado para outro da mata. E. permiti-me um aparte» diz o cordeiro. e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. em pleno dia. No Nordeste do Brasil é chamado de «Cumadre Fulôzinha». e vesti-lho. Para escapar ele entrou num buraco e lá ficou no escuro. Cordeiros. para coisas que não têm explicações científicas comprovadas. seus olhos cresceram. pois eu não tenho mano. ou Coisa de Fogo. constatada no final da história. E ele repartiu por eles a fazenda.«Mas turvas. viu-o seu pai. Eis que se avista um lobo que por lá passava em forçado jejum. Narração figurativa na qual. pois permite que elas sejam ensinadas dentro de preceitos morais sem que percebam. Exemplo: Boi Tatá É um Monstro com olhos de fogo. assume a forma de uma cobra com os olhos flamejantes do tamanho de sua cabeça e persegue os viajantes noturnos. como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. onde o esquarteja e come sem processo. E. disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos. e lhe diz irritado: . Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. faze-me como um dos teus trabalhadores. e. partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda. as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis. que são os gases inflamáveis que emanam dos pântanos. E. algum parente: teus tios. E começaram a alegrar-se. chamando um dos servos. Outros dizem que ele protege as matas contra incêndios. Mas. e matai-o. houve naquela terra uma grande fome. pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração. sepulturas e carcaças de grandes animais mortos. à noite vê tudo. ouviu a música e as danças. não? Então deve ter sido teu irmão. este teu filho.» . pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto. hei de vingar-me» . o filho mais novo. tu sempre estás comigo. Parábola: narrativa curta ou apólogo.«Majestade. e teu pai matou o bezerro cevado. pequei contra o céu e perante ti. dá-me a parte da fazenda que me pertence. caindo em si. E ele lhe disse: Veio teu irmão. correndo. Para os índios ele é «MbaêTata».AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Fábula: é uma narrativa figurada. E. e. para mim seria impossível cometer tão grosseiro acinte. mas deve ser engano. e dir-lhe-ei: Pai. tanto fantásticas. sem nunca transgredir o teu mandamento. foi para seu pai. Assim. vivendo dissolutamente. quando ainda estava longe. A ciência diz que existe um fenômeno chamado Fogo-fátuo. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa. Exemplo: O Lobo e o Cordeiro A razão do mais forte é a que vence no final (nem sempre o Bem derrota o Mal).«Vede que estou matando a sede água a jusante. respondendo ele.e o leva até o recesso da mata. Diz a lenda que o Boitatá era uma espécie de cobra e foi o único sobrevivente de um grande dilúvio que cobriu a terra. Um cordeiro a sede matava nas águas limpas de um regato.«Ah. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam. .«Que ousadia a tua. bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais. La Fontaine Lenda: é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. e trazei o bezerro cevado. Mas ele se indignou e não queria entrar. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos. Exemplo: O Filho Pródigo “Um certo homem tinha dois filhos. a água que bebo! Hei de castigar-te!» . perguntou-lhe que era aquilo. sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas. o conjunto dos elementos evoca outras realidades. E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra. enormes. ajuntando tudo. Vindo. Desde então anda pelos campos em busca de restos de animais.«Mas como poderia» . e por onde passa. porque este teu irmão estava morto e reviveu. E ele lhe disse: Filho.» . disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão. e irei ter com meu pai. De caráter fantástico e/ou fictício. . e mora no fundo dos rios. saindo o pai.» . o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. instava com ele. e.«Peço-vos perdão mais uma vez. que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes. Sempre contém um moral por sustentação. É um gênero muito versátil. E o mais moço deles disse ao pai: Pai. cães. tinha-se perdido e foi achado.pergunta assustado o cordeiro -. pastores.

fantástica e ensolarada manhã de primavera brasileira. acredite. a sequência que nos permita um bom fecho. para ser compreendido.Começo. Não seja excessivamente minucioso. tiques. “Esquecer” uma personagem é ato narrativo imperdoável. gestos (passar a mão no cabelo. a fim de que ele não perca suas qualidades de completude. em dado momento. características psicológicas e intelectuais das personagens. particulares. revela estados de espírito. Imitação da vida ou ultra-realidade. pressa ou falta de cuidado com a tessitura do texto. certamente. estalar os dedos ou balançar a cabeça de um lado para o outro. tais pedidos. é preciso ser didático. a interação com o leitor que pode. negros e volumosos abriu a ampla janela para o belíssimo e perfeito jardim.. não há como ressaltar-lhe os atos e tomá-los significativos na sequência da narração. ou no porão. inclusive. “abraço cheio de emoção”. Ajuda muito e nos auxilia a não nos perdermos em descaminhos. Sobretudo quando se trata de criar um determinado tipo de personagem. explicando-lhe a demora. “família unida”. sobretudo a protagonista. Se o enunciado pedir a você que crie um detetive. fazem parte fundamental do que se pretende da narrativa. . ideias ou palavras que. seus significados. Uma personagem. é interessante que jamais percamos a coerência interna. Precisamos ter atenção na construção do texto narrativo. sem que possamos sair do lugar.. não permita que ele se fragmente e esses fragmentos esgarcem a compreensão do que você imprimiu à sua história.Uso e mau uso das palavras: Sabe-se muito bem que as palavras funcionam como matéria-prima para a construção de qualquer texto. . E depende da sensibilidade de cada um para captar os desgastes que as palavras e expressões possuem. Uma boa personagem tem um cacoete qualquer. . em que uma determinada cena vai se desenvolver no sótão..” Quando o corretor lê isso. perfeita. Ele deve sempre parecer um todo verossímil. maravilhosa.Ausência de características das personagens: Quando construímos a personagem ou personagens. manias.Uso de clichês: Entendendo-se como clichê as repetições de expressões. imagina que. Uso ampliado de adjetivos também desgasta (como no exemplo acima). Exemplo: “A menina esteve sentada ali durante toda à tarde.Escrita circular: Rigorosamente.. “faces rosadas”. aborde aspectos. Deixar pelo caminho situações mal desenvolvidas. a peripécia dos acontecimentos. Este aspecto é tão importante que. infinitamente repetir. sem resistência de continuidade. capaz de convencer quem o leia. Estes são apenas alguns exemplos. em que animais ou coisas são personificados. Coitada da menina. que envolvem ações feitas e recebidas pelas personagens. uma janela dependurada e lá fora a chuva intensa. repetir. . “inocente criança”.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Erros Comuns na Narração: . não trazê-la ao fio da história para que se desenvolva plenamente. parecer frágil em alguns aspectos. há uma tendência de caracterizálas como criaturas do mundo real.. como no trecho: “Enquanto lá fora chovia intensamente. apenas com a sugestão de fecho. é imprescindível que você. um homem misterioso de chapéu. não sabia que a consulta duraria tanto e que sua mãe ficaria. aquela extraordinária jovem de cabelos longos. mas daquele tipo que desgasta a narrativa e empobrece. Didatismo e Conhecimento 119 . preocupada. frequentemente. Muitas vezes. ao redor do mesmo tema. “Num belo domingo de Primavera. precisaremos da ajuda de adjetivos. ou seja. pelo uso constante e popularizado. Isso é uma boa dica. de acordo com suas vivências e experiências. indique e descreva os caminhos que conduzem a tais lugares. deve ter traços fortes. esquecê-la. Mesmo numa fábula ou num apólogo. meio e fim: Muita gente. começá-lo pelo clímax. investindo em algo que é importante para qualquer narrativa: as ações novas que se encadeiam. “beijo doce”. para fazer melhor o seu texto. “ao pôr-do-sol”. Pior do que isso é começar a narrar e. evitando abundância desnecessária.Falta de coerência interna: Levando-se em conta que uma narrativa é uma sucessão de acontecimentos que ocorrem em tempo e espaço determinados.. . Exclua de sua redação narrativa as expressões: “lindo dia de sol”. um trecho dela: há circunstâncias que. Uma pergunta que se faz muito ao intentar um texto narrativo é se ele pode terminar em “aberto”.Esquecendo uma personagem: Antes de começar o seu texto. fazem-na tornar-se incompleta ou superficial.” É evidente que. “paixão intensa”. o que pode imaginar é um sofá no meio do nada e três crianças pulando sobre ele. se retiradas. ele sequer existe. Lembre-se de que a narrativa é como uma vida. então.Ausência de características espaciais: Caracterização do espaço onde ocorrem as ações. Por exemplo: numa narrativa de terror ou suspense. por exemplo. por exemplo. o texto não pode. sabemos que elas devem parecer verdadeiras. . circunstâncias mal nomeadas ou esclarecidas dão sempre a ideia de desatenção. aceitando a interferência. Claro que não estamos falando de repetições intencionais como as anáforas. após citar uma personagem. Se você criá-las sem características específicas. uma cor de olhos.. típicos. “fechá-lo” à sua maneira. como estilo. Mas convém não ultrapassar 40 ou 50 linhas para que não incorramos num erro muito significativo: escrever “circularmente”. assim você rompe o lugar comum e chama mais a atenção do seu corretor. Mesmo que o tempo seja “cortado” e nele se insiram os flashback. uma mulher que lê mãos. a não ser por escolha do autor. ao descrever uma personagem ou o ambiente em que ela se encontra.”. faça um breve roteiro (não é um resumo) sobre como quer que a história se desenvolva. as crianças pulavam aos berros sobre o sofá da sala. A menina pediu para telefonar e falou com a mãe. . “uma grande salva de palmas”. muito menos os narrativos. quando escreve. mas saiba priorizá-los no uso.” Procure substituir os nomes por pronomes quando perceber que você repetiu muito a mesma palavra. deixá-la de lado. não há tamanho exato para nenhum tipo de texto. nada mais significam. lembre-se de ler com atenção todas as recomendações do enunciado e não se esquecer de qualquer recomendação. Um defeito que um bom texto jamais deverá apresentar é a repetição de palavras sem fins estilísticos.Uso reiterado de adjetivos: Exemplo: “Numa linda.. ou seja. Experimente. a mesma história ou argumentos como uma espécie de bêbado que fala sempre a mesma coisa. Não acredite nisso. Antes de começar a escrever. criaturas assemelhadas que são aos humanos. sem mais nenhuma indicação posterior.) . Escrever circularmente é como andar em círculos.

pois este contém anafóricos (palavras que retomam o que foi dito antes. por exemplo.). . . em imagens.As personagens podem ser caracterizadas física e psicologicamente. cara doente. dizse que o fragmento do conto de Machado é descritivo. Por isso. não correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com ele do que conosco. . Quando ele pede um determinado componente acional. Exemplo: “(. está fazendo uso da descrição.A descrição pode ser considerada um dos elementos constitutivos da dissertação e da argumentação. a ordem em que os elementos são descritos produz determinados efeitos de sentido. na versão original. ambiente. e era mole. . aquele. não existe uma ocorrência que possa ser considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato (no nível dos acontecimentos. Ática. vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro.. etc. pois. trocá-lo (pede-se. O mestre era mais severo com ele do que conosco. melhor prestar muita atenção e dar um contorno de relevância a isso.Utilizam. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. portanto. como ele. Ao seu redor havia ruídos serenos. Entrava na escola depois do pai e retiravase antes. “Conto de escola”. porém. . e não traçar a cronologia de suas ações). verbos de ligação. cena.é impossível separar narração de descrição. ao invertermos a ordem das frases. Tudo era estranho. Características: . Sempre que se expõe com detalhes um objeto. O Sol fazia-as brilhar. pálida.” (extraído de “Amor”.O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes.. o filho do professor da escola que o escritor frequentava. Texto Descritivo É a representação com palavras de um objeto. uma pessoa ou uma paisagem a alguém. uma vez que o ponto de vista do observador varia de acordo com seu grau de percepção. ou pelas ações. Todo o jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. ou catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito. Elas manifestavam todo o seu esplendor. os. objetos. animal. Por todas essas características. no nível do relato. situações. Raimundo tinha grande medo ao pai). pessoa. lugar.Ao fazer a descrição enumeramos características. Era uma criança fina. grande demais. Laços de Família. Descrição é o tipo de texto em que se expõem características de seres concretos (pessoas. comparações e inúmeros elementos sensoriais. . quando se diz que a ordem dos enunciados pode ser invertida. 3132. como este. Normalmente.. uma narração e você faz uma dissertação. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Como.) Esse texto traça o perfil de Raimundo. entrar na escola é cronologicamente anterior a retirarse dela. descumpri-los ou relegar exigências fundamentais a circunstâncias secundárias. emoção vivida ou sentimento. Evidentemente. págs. aplicado. o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores. está-se pensando apenas na ordem cronológica. se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. como veremos adiante. que podem perder sua função e assim não ser compreendidos. São Paulo. todas elas estão no pretérito imperfeito. mas sim a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza. o ano de 1840.que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos. Se tomarmos uma descrição como As flores manifestavam todo o seu esplendor. preferencialmente. Contos. precisamos mudar a palavra flores para a primeira frase e retomála com o anafórico elas na segunda.por isso. E antes de passar a limpo a redação. .) consideradas fora da relação de anterioridade e de posterioridade. Reunia a isso grande medo ao pai. Clarice Lispector) (II) Chamavase Raimundo este pequeno. etc. Exemplos: (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Há duas coisas que dão nota zero na hora de elaborar o texto: fugir do modal. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.. o enunciado destaca o que pede como imprescindível.se invertêssemos a sequência dos enunciados. .Esquecendo uma ação: Nada pior que esquecer uma ação exigida pelo enunciado. vá ao rol de exigências e confira se cumpriu todos os itens. com palavras. o que será importante ser analisado para um. carnuda. suave demais. A outra é esquecer os itens do enunciado.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . para que o texto possa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. que indica concomitância em relação a um marco temporal instalado no texto (no caso. raramente estava alegre. cheiro de árvores. 1974. era um desses exemplares excessivos do sexo que parecem conformados expressamente para esposas da multidão (. precisamos fazer certas modificações no texto. a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma característica do menino.. não será para outro. Não é necessário que seja perfeita. em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e. precisamos fazer algumas alterações. parecia mais velha pelo desenvolvimento das proporções. A vivência de quem descreve também influencia na hora de transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto. retiravase). Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos. situação ou coisa.)” (Raul Pompéia – O Ateneu) Didatismo e Conhecimento 120 .. pequenas surpresas entre os cipós. sanguínea e fogosa.) Ângela tinha cerca de vinte anos. onde procuramos mostrar os traços mais particulares ou individuais do que se descreve. etc. Quando alteramos a ordem dos enunciados. não denota nenhuma transformação de estado. (Machado de Assis. inteligência tarda. Devese notar: . Grande. Dessa forma.ainda que se fale de ações (como entrava. 3ed.). É qualquer elemento que seja apreendido pelos sentidos e transformado..

Na dimensão linguística.. podendo opinar ou expressar seus sentimentos.. Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. haver. Lemos um velho de pequena estatura.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA . Mais tarde. Para transformar uma descrição numa narração. soberanos. vasta e polida. 70kg. enquanto que o enunciado descritivo. Ex: Vida simples. e as orelhas grandes muito despegadas do crânio. . Apesar de seu corpo rechonchudo. tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca . quando o objeto. tinha-o grisalho. usados principalmente no presente e no imperfeito do indicativo (ser. é marcado pela temporalidade.). próprias. na relação situação inicial e situação final. .Todavia deve predominar o emprego das comparações. capaz de tomar conta deste sertão nosso. os gestos. não indicando progressão de uma situação anterior para outra posterior. tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os olhinhos de azougue. par-defrança. Joca Ramiro era único homem.. exatas. concretas. calmos. qualidades. Tudo simples. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso ao homem. Exemplo: “ A casa velha era enorme.. Tinha uma covinha no queixo. o ser.Senhora) . não tendo transformação. em relação a um marco temporal pretérito instalado no texto. concretamente. Telhado de quatro águas. Podese apresentar. nunca tirava as lunetas escuras. No caso do texto II inicial.” (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ) Recursos: . Roupa simples. aí você entrava na sala da frente. Tanto é que uma das marcas linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em relação ao momento da fala. metonímias. caído aos cantos da boca. Não só as condecorações gritavamlhe no peito como uma couraça de grilos. depois a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente do alinhamento (.Enfâse na adjetivação para melhor caracterizar o que é descrito. calmos. olhos negros.Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas. . com o pescoço entalado num colarinho direito.Como na descrição o que se reproduz é simultâneo.Uso de advérbios de localização espacial.85m.As sensações de movimento e cor embelezam o poder da natureza e a figura do homem. é atemporal. pele bronzeada.) Quando conheceu Joca Ramiro. bastaria dizer: Reunia a isso grande medo do pai. A característica fundamental de um texto descritivo é essa inexistência de progressão temporal. Ex: O dia transcorria amarelo. com porta central que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilhotina para cada lado. que era o lugar da bagunça. Raul Pompéia) “(. na linha de passagem da variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal. eu morei numa casa.. que conferem colorido ao texto. no final tinha uma escadinha que devia ter uns cinco degraus. que se usem então as formas nominais.A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto. Moreno. estar.” (“O Ateneu”. Ex: “Sua altura é 1. ficar). capricho da sorte. o segundo. magro. dali tinha um corredor comprido de onde saíam três portas. dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um anúncio. . Era feita de pau-a-pique barreado. um pouco amolgado no alto. desde que eles sejam sempre simultâneos. não existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados.Emprego de figuras (metáforas. Iibertouse desse medo. ausente do calor alegre do sol. . cabelos negros e lisos”. toda em largura. Devia ser mais velha que Juiz de Fora. Exemplo: “Era o Sr. ou seja. A descrição pode ser apresentada sob duas formas: Descrição Objetiva: quando o objeto. o ser. Seu peso. a cena. comparações. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno.Devemse evitar os verbos e. se isso não for possível.Usar o vigor e relevo de palavras fortes.. mandando por lei. situação ou indicadores de propriedades.. sinestesias). Ex: Era um verde transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. farto. .” (Eça de Queiroz . provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado. situar-se.Predominância de verbos de estado.. dando-se sempre preferência aos verbos que indiquem estado ou fenômeno. para transformá-lo em narração. Características Linguísticas: O enunciado narrativo. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva. mais brilho à calva. bastaria introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um estado anterior para um posterior. não muito gordo. até mesmo ação ou movimento. atitudes. dos adjetivos e dos advérbios.. a cena. Aparência atlética. eram de um rei. uma grade de ferro. uma casa velha. O pessoal. ombros largos.” (José de Alencar . fazer-transformador.e aquele preto lustroso dava.. Exemplo: “Era alto.” (Pedro Nava – Baú de Ossos) Descrição Subjetiva: quando há maior participação da emoção. a passagem são apresentadas como realmente são. e essa casa era assim: na frente. vestido todo de preto. Exemplo: “Até os onze anos. a paisagem são transfigurados pela emoção de quem escreve. frio. mas não tingia o bigode. muito crente. depois você entrava tinha um jardinzinho.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) Didatismo e Conhecimento 121 . depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e atrás ainda tinha um galpão. de sobregoverno. uma pureza de cristal. Pintada de roxo-claro. numa descrição. Era muito pálido. por ter a representação de um acontecimento. destacam-se marcas sintáticosemânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: . o presente e o pretério imperfeito do indicativo. mas rolho e bojudo como um vaso chinês. pelo contraste. no final do corredor tinha a cozinha. existir. então achou outra esperança maior: para ele.O Primo Basílio) .

roupas). triste de facha.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. associadas às características psicológicas (1ª parte).Conclusão: comentários de caráter geral.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos descritivos: Como se disse anteriormente. acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. . 497. voz. A descrição. teto. o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens. Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos.. É como traçar com palavras o retrato de um objeto. .Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreensão de algo objetivo ou subjetivo. . apontando suas características exteriores. Se fizesse o inverso. comprimento. o redator. .Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. diâmetro etc. ao descrever. Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas telas. a ordem dos enunciados na descrição é indiferente.Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer aspecto de caráter geral. pág.) .Desenvolvimento: análise das características físicas. uma vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem simultaneamente. dimensões. . janelas. . portas. não supõe ação. olhos.Introdução: comentário de caráter geral. o sentido não seria o mesmo. lugar. peso. pois as características físicas perderiam qualquer relevo.Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação com figuras geométricas e com objetos semelhantes). textura. sugerese que o concursando. .Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material. . mais propenso ao furor do que à ternura. . luminosidade e aroma (se houver).Desenvolvimento: observação dos elementos mais próximos do observador explicação detalhada dos elementos que compõem a paisagem. Didatismo e Conhecimento 122 . nariz. cor/ brilho. e não pequeno. ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou viceversa. No entanto. preferências. associados à explicação de como as partes se agrupam para formar o todo. . chão.Desenvolvimento: características físicas (altura.Desenvolvimento: análise das características físicas. Descrição de ambientes: .Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo (externamente) formato. O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar uma cena. É uma estrutura pictórica.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em sua totalidade. o mesmo de figura. precisa possuir certo grau de sensibilidade.Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer outra referência de caráter geral. 1968. Obras de Bocage. facilmente identificáveis (descrição objetiva). Lello & Irmão. cor e brilho.Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos lá existentes: móveis. . textura. meão de altura. ao contrário da narrativa. quadros. ou suas características psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva). Descrição de pessoas (I): . cor da pele. dimensões (largura. Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”. Descrição de objetos constituídos de uma só parte: .Introdução: observações de caráter geral referentes à procedência ou localização do objeto descrito. inclinações. cabelos. eletrodomésticos. após escrever seu texto. temperamento. nariz alto no meio. peso. altura. de acordo com determinada ordem. O poeta descrevese das características físicas para as características morais. do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos de sentido distintos. sublinhe todos os substantivos.Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter geral. Desenvolvimento: características psicológicas (personalidade. de Bocage: Magro. carão moreno. . de olhos azuis. bebendo em níveas mãos por taça escura de zelos infernais letal veneno. conforme o permita sua sensibilidade. também denominado adjetivação. idade.Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como um todo.Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das partes que compõem o objeto. Porto. boca. Descrição de pessoas (II): . do ponto de vista da progressão temporal. Para facilitar o aprendizado desta técnica. Incapaz de assistir num só terreno. . . peso. associadas às características psicológicas (2ª parte). . . concluindo acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. postura. pessoa etc. em que os aspectos sensoriais predominam. material.Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do ambiente: paredes. caráter. Descrição de objetos constituídos por várias partes: . Descrição de paisagens: . bem servido de pés. esculturas ou quaisquer outros objetos.Desenvolvimento: observação do plano de fundo (explicação do que se vê ao longe). objetivos).Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no ambiente.

acomodando tranquilamente passageiros e bagagens. reservado. ferida pela luz do sol.. O jaquetão de casimira inglesa. Porta-malas . a cor preta ia cedendo o passo a um amarelo sem brilho. da força e da inteligência. mostra mesmo as pedras e os tijolos e as taipas de sua carne e ossos. vinham roçar com as pontas negras o pescoço flexível. O guarani) Descrição Realista “Imaginem um homem de trinta e oito a quarenta anos. precisa. Autran. superfície lisa. brilhava com reflexos dourados.O tanque de combustível é confeccionado em plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras. as peças que os compõem. cintilante. da sua aparência medida. à guisa de olhos. faltam muitas das pinhas de cristal faceitado cordevinho que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões. mas semquefazer de menino). Dava gosto ver.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Conforme o objetivo a alcançar. As calças. Exemplos de descrições segundo a época: Descrição Romântica “Sobre a alvura diáfana do algodão. o reboco caído em alguns trechos como grandes placas de ferida. setas. a desabotoado. paisagens. o vinco perfeito. Ópera dos mortos.) Descrição de Tipo “Quando o coronel João Capistrano Honório Cota mandou erguer o sobrado.” (Scliar. Cuidava muito dos trajes. casamento então era parelho mesmo. enquanto as bainhas eram roídas pelo tacão de um botim sem misericórdia nem graxa. magro e pálido. (.. para descrever experiências. textura fina. As cores das janelas e das portas estão lavadas de velhas. segundo eles antigamente. os cabelos pretos cortados rentes. a descrição pode ser nãoliterária ou literária. a sua pele. que vacilei em dar a descarga. Ao pescoço flutuavam as pontas de uma gravata de duas cores. davam ao rosto pouco oval a beleza inculta da graça. quando vinham provocar Rosalina (não de propósito e ruindade. salvo o feitio. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma linguagem científica. ambas desmaiadas. de brim pardo. que pode ser ampliada para até 1500 litros. processos. 1975. contemplando no vaso a curiosa entidade que eu tinha produzido: um objeto cilíndrico. cumpridor. ambientes. tinha pouco mais de trinta anos.” (Assis. o colete de linho atravessado pela grossa corrente de ouro do relógio. o pêlo desaparecia aos poucos. com o encosto do banco traseiro rebaixado. pareciam ter escapado ao cativeiro de Babilônia.) Ali. O ciclo das águas) Exemplos de descrições segundo o objeto: Descrição de Ambiente “Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas vivia Rosalina. espaço. a calça é que era como a de todos na cidade brim. Memórias póstumas de Brás Cubas) Descrição Modernista “A manhã me viu de pé. bem formado. a tez lisa. o chapéu era contemporâneo do de Gessler.” (Alencar. para evitar a deformação em caso de colisão. distinguiamse as ondulações felinas de um dorso negro. etc. móbil. E tinha. José de. Didatismo e Conhecimento 123 . a boca forte mas bem modelada e guarnecida e dentes alvos.” (Dourado. Na descrição não-literária. mas sempre muito bem passada.É impossível falar de conforto sem incluir o espaço interno. descrevendo uma longa espiral. Casa de gente de casta. brilhante. mais larga do que pediam as carnes. a graciosa criatura. Machado de. tinham duas fortes joelheiras. As roupas. Mas não podia deixar sujeira no vaso: apertei o botão. que semelhavam os reflexos de alguma cristalização de rocha. Mas já era homem sério de velho. Estava tão bem ali. proporcionando a climatização perfeita do ambiente. escondida detrás das cortinas e reposteiros: nos peitoris das sacadas de ferro rendilhado. vidros quebrados nas vidraças. Por ser objetiva. cor de cobre. às vezes viamse brilhar na sombra dois raios vítreos e pálidos. De repente virouse e ficou boiando de costas. p. um colete de seda escura. ou. Textos descritivos literários: Na descrição literária predomina o aspecto subjetivo. 12. os ossos da pessoa. Vale lembrar que textos descritivos também podem ocorrer tanto em prosa como em verso. há predominância da denotação. situações e coisas. a pupila negra. a não ser em certas ocasiões (batizado. O Passat e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada capacidade. a corrente que fluía marulhando orientavaa ora para o norte. Imaginem agora uma sobrecasaca. marchetado de pardo. ora para o nordeste. volutas. dos oito primitivos botões restavam três. resultado do ataque da meninada nos dias de reinação. Ainda conserva a imponência e o porte senhorial. a qual se prendiam ao lado esquerdo duas plumas matizadas que. Tanque . literalmente.O compartimento de bagagens possui capacidade de 465 litros. roto a espaços. o ar solarengo que o tempo de todo não comeu. quase acetinada. dois grãos de milho. Creio que trazia também colete. com ênfase no conjunto de associações conotativas que podem ser exploradas a partir de descrições de pessoas. ora para o sul. esses e gregas. Tinha a cabeça cingida por uma fita de couro. por entre a folhagem. cenários. Flutuava displicentemente. apertando um colarinho de oito dias. A descarga vazava. o seu funcionamento. Moacyr. de cor saudável. há maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. feitos para durar toda a vida. os olhos grandes com os cantos exteriores erguidos para a fronte. Esse tipo de texto é usado para descrever aparelhos. por igual). Os seus interiores são amplos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. no banheiro. alto. formando flores estilizadas. morte. Exemplo: Folheto de propaganda de carro Conforto interno .

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O passo vagaroso de quem não tem pressa o mundo podia esperar por ele, o peito magro estufado, os gestos lentos, a voz pausada e grave, descia a rua da Igreja cumprimentando cerimoniosamente, nobremente, os que por ele passavam ou os que chegavam na janela muitas vezes só para vêlo passar. Desde longe a gente adivinhava ele vindo: alto, magro, descarnado como uma ave pernalta de grande porte. Sendo assim tão descomunal, podia ser desajeitado: não era, dava sempre a impressão de uma grande e ponderada figura. Não jogava as pernas para os lados nem as trazia abertas, esticavaas feito medisse os passos, quebrando os joelhos em reto. Quando montado, indo para a sua Fazenda da Pedra Menina, no cavalo branco ajaezado de couro trabalhado e prata, aí então sim era a grande imponente figura, que enchia as vistas. Parecia um daqueles cavaleiros antigos, fugidos do Amadis de Gaula ou do Palmeirim, quando iam para a guerra armados cavaleiros.” (Dourado, Autran. Ópera dos Mortos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 91O) Descrever é fazer viver os pormenores, situações ou pessoas. Evocar o que se vê e o que se sente. É criar o que não se vê, mas se percebe ou imagina. Não copiar friamente, mas deixar rica uma imagem transmitindo sensações fortes. de mundo nos adverte de que essa interpretação é estranha e só pode ter sido produzida por engano do redator. É muito provável que ele tenha tido a intenção de dizer que os menores estão proibidos de ir a rodeios sem a companhia ou autorização dos pais e de frequentarem motéis. Como se vê, a compreensão do texto depende também do conhecimento de mundo, o que nos leva à conclusão de que o aprendizado da leitura depende muito das aulas de Português, mas também de todas as outras disciplinas sem exceção. Uma boa medida para avaliar se o texto foi bem compreendido é a resposta a três questões básicas: - Qual é a questão de que o texto está tratando? Ao tentar responder a essa pergunta, o leitor será obrigado a distinguir as questões secundárias da principal, isto é, aquela em torno da qual gira o texto inteiro. Quando o leitor não sabe dizer do que o texto está tratando, ou sabe apenas de maneira genérica e confusa, é sinal de que ele precisa ser lido com mais atenção ou de que o leitor não tem repertório suficiente para compreender o que está diante de seus olhos. - Qual é a opinião do autor sobre a questão posta em discussão? Disseminados pelo texto, aparecem vários indicadores da opinião de quem escreve. Por isso, uma leitura competente não terá dificuldade em identificá-la. Não saber dar resposta a essa questão é um sintoma de leitura desatenta e dispersiva. - Quais são os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar a opinião dada? Deve-se entender por argumento todo tipo de recurso usado pelo autor para convencer o leitor de que ele está falando a verdade. Saber reconhecer os argumentos do autor é também um sintoma de leitura bem feita, um sinal claro de que o leitor acompanhou o desenvolvimento das ideias. Na verdade, entender um texto significa acompanhar com atenção o seu percurso argumentativo. O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos, de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o e incorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha um comportamento ativo diante da leitura. Os diferentes níveis de leitura Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidade para a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado em nossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições de aproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativas e vão sendo adquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O Primeiro Nível é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidade cerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, a gramática, a semântica, é preciso que tenhamos um bom domínio da língua.

COMPREENSÃO DE TEXTOS
Como Ler um Texto Interessa a todos saber que procedimento se deve adotar para tirar o maior rendimento possível da leitura de um texto. Mas não se pode responder a essa pergunta sem antes destacar que não existe para ela uma solução mágica, o que não quer dizer que não exista solução alguma. Genericamente, pode-se afirmar que uma leitura proveitosa pressupõe, além do conhecimento linguístico propriamente dito, um repertório de informações exteriores ao texto, o que se costuma chamar de conhecimento de mundo. A título e ilustração, observe a questão seguinte, extraída de concurso, na qual já vimos anteriormente. Às vezes, quando um texto é ambíguo, é o conhecimento de mundo que o leitor tem dos fatos que lhe permite fazer uma interpretação adequada do que se lê. Um bom exemplo é o texto que segue: «As videolocadoras de São Carlos estão escondendo suas fitas de sexo explícito. A decisão atende a uma portaria de dezembro de 1991, do Juizado de Menores, que proíbe que as casas de vídeo aluguem, exponham e vendam fitas pornográficas a menores de 18 anos. A portaria proíbe ainda os menores de 18 anos de irem a motéis e rodeios sem a companhia ou autorização dos pais.” (Folha Sudoeste) É o conhecimento linguístico que nos permite reconhecer a ambiguidade do texto em questão (pela posição em que se situa, a expressão sem a companhia ou autorização dos pais permite a interpretação de que com a companhia ou autorização dos pais os menores podem ir a rodeios ou motéis). Mas o nosso conhecimento

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O Segundo Nível é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas: primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”. Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas: - Por que ler este livro? - Será uma leitura útil? - Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Essas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar de imparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes de conhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. Ler é armazenar informações; desenvolver; ampliar horizontes; compreender o mundo; comunicar-se melhor; escrever melhor; relacionar-se melhor com o outro. Pré-Leitura Nome do livro Autor Dados Bibliográficos Prefácio e Índice Prólogo e Introdução O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático: ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver o número da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne, um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro. É muito importante verificar estes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informações que ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número de informações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nosso arquivo mental. A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gente pensa que os três são a mesma coisa, mas não: Prólogo: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal. Prefácio: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema abordado no livro e muitas vezes também tecendo comentários sobre o autor. Introdução: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema. O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode-se, nesse caso, aplicar as técnicas da leitura dinâmica. O Terceiro Nível é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro se enquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenas teoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeira memorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, veja, realmente, o que está lendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nesta fase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temos algum conteúdo para isso, pois o encadeamento das ideias já é de nosso conhecimento. Procure, agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento. Fique atento! Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos, isto será feito em outro momento. O Quarto Nível de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qual vamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termos desconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando a leitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nos até que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle que lançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vai fragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa que sublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visando principalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e a sequência deste fato importante, situando-o no livro. Aproveite bem esta etapa de leitura. Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça um breve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido. Um Quinto Nível pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos, assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ou seja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos que tenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamos pela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremos evocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos. Observe agora os trechos sublinhados do livro e os resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suas próprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tente exemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para uma turma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horas do que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e ao retornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono. Nós somos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparência e a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossa mente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena se esforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido.

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Ideias Núcleo O primeiro passo para interpretar um texto consiste em decompô-lo, após uma primeira leitura, em suas “ideias básicas ou ideias núcleo”, ou seja, um trabalho analítico buscando os conceitos definidores da opinião explicitada pelo autor. Esta operação fará com que o significado do texto “salte aos olhos” do leitor. Exemplo: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente. Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais. Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília. Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” (Salvatore D’Onofrio) Primeiro Conceito do Texto: “Incalculável é a contribuição do famoso neurologista austríaco no tocante aos estudos sobre a formação da personalidade humana. Sigmund Freud (1859-1939) conseguiu acender luzes nas camadas mais profundas da psique humana: o incosciente e subconsciente.” O autor do texto afirma, inicialmente, que Sigmund Freud ajudou a ciência a compreender os níveis mais profundos da personalidade humana, o incosciente e subconsciente. Segundo Conceito do Texto: “Começou estudando casos clínicos de comportamentos anômalos ou patológicos, com a ajuda da hipnose e em colaboração com os colegas Joseph Breuer e Martin Charcot (Estudos sobre a histeria, 1895). Insatisfeito com os resultados obtidos pelo hipnotismo, inventou o método que até hoje é usado pela psicanálise: o das ‘livres associações’ de ideias e de sentimentos, estimuladas pela terapeuta por palavras dirigidas ao paciente com o fim de descobrir a fonte das perturbações mentais.” A segunda ideia núcleo mostra que Freud deu início a sua pesquisa estudando os comportamentos humanos anormais ou doentios por meio da hipnose. Insatisfeito com esse método, criou o das “livres associações de ideias e de sentimentos”. Terceiro Conceito do Texto: “Para este caminho de regresso às origens de um trauma, Freud se utilizou especialmente da linguagem onírica dos pacientes, considerando os sonhos como compensação dos desejos insatisfeitos na fase de vigília.” Aqui, está explicitado que a descoberta das raízes de um trauma se faz por meio da compreensão dos sonhos, que seriam uma linguagem metafórica dos desejos não realizados ao longo da vida do dia a dia.
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Quarto Conceito do Texto: “Mas a grande novidade de Freud, que escandalizou o mundo cultural da época, foi a apresentação da tese de que toda neurose é de origem sexual.” Por fim, o texto afirma que Freud escandalizou a sociedade de seu tempo, afirmando a novidade de que todo o trauma psicológico é de origem sexual. Interpretação de Charges A charge ou cartum é um desenho de caráter humorístico, geralmente veiculado pela imprensa. Ela também pode ser considerada como texto e, nesse sentido, pode ser lida por qualquer um de nós. Trata-se de um tipo de texto muito importante na mídia atual, graças à sua capacidade de fazer, de modo sintético, críticas político-sociais. Um público muito amplo se interessa pela charge, tanto pelo uso do humor e da sátira, quanto por exigir do leitor apenas um pequeno conhecimento da situação focalizada, para se reconhecerem as referências e insinuações feitas pelo autor. Há cerca de dez anos, os concursos públicos e exames escolares passaram a se utilizar de charges para avaliar a capacidade de interpretação dos concursandos e alunos. Em um concurso, por exemplo, o tema proposto para a prova de redação era “O indivíduo frente à ética nacional”, que vinha, como de costume, acompanhado de uma coletânea composta por dois textos opinativos, publicados na mídia impressa, e a seguinte charge:

De autoria de Millôr Fernandes. A charge discute a honestidade social a partir de uma cena irônica: a lamentação de um indivíduo que, por só poder lidar com gente honesta, encontra-se num deserto. A charge, associada aos textos da coletânea e ao tema anunciado na proposta, compunham um panorama mais amplo do problema incluído na proposta, conduzindo o leitor a alguns questionamentos que poderiam direcionar a elaboração de seu texto: - Existe alguma pessoa completamente honesta no mundo? O que isso significa? - O indivíduo que chama os outros de desonestos e antiéticos apresenta realmente um comportamento ético que o diferencie dos demais? - O fato de acharmos que a maioria age de modo antiético nos daria o direito de assim também o fazer, para não sermos os únicos diferentes? - A ética que deveria nortear as relações humanas é hoje característica de poucos? Ela se tornou uma exceção?

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o que é muito frequente nas charges diárias. com expressão aborrecida. Após a identificação desses elementos básicos.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Essa proposta de redação possibilitou construírem sua argumentação a partir dos exemplos que melhor se adequassem à sua linha de raciocínio. nem sempre são assim tão amplos. as charges normalmente recuperam os assuntos que ganharam destaque nacional nos dias anteriores. uma referência ao símbolo de um partido político. este é o único em que imagem e texto mesclamse. por exemplo. referência aos indicadores dos gráficos cartesianos. de quem passa por apuros. que houve uma pesquisa de intenção de voto e que o candidato tucano teve desempenho ruim nessa pesquisa. e um texto complementar. com a expressão tensa. que termina numa seta vermelha. Paulo Criada por Glauco. Os temas de charges. à queda que o candidato à Presidência teve naquela pesquisa de intenção de voto. Agora São Paulo Dos três casos. o avião quebrado é uma referência à dificuldade de Serra para “decolar” (metáfora política para designar avanço nas intenções de voto) no início da campanha para Presidência da República. não possui texto verbal. Didatismo e Conhecimento 127 . e um triângulo usado no trânsito para indicar que o veículo está quebrado (esta já é uma informação prévia do leitor). o leitor precisa acionar uma série de conhecimentos prévios que já possui no seu próprio repertório cultural. que pertence ao PSDB. José Serra. Mais uma vez. o leitor precisará relacionar a imagem a seu conhecimento sobre fatos divulgados pela mídia nacional naquela ocasião. A imagem traz uma caricatura de José Serra. Além das falas e dos dados da pesquisa. que Serra é pré-candidato. o que lhes dificulta a compreensão. Assim o leitor também precisa saber que haverá eleição. e. Vamos examinar cada um dos casos: O Povo (Fortaleza. ou seja. “Eleição para Presidente”. as charges podem fazer referência a fatos que não são conhecidos por moradores de outras cidades ou Estados. o piloto do avião deve ser associado a José Serra. pode-se ver um avião sendo consertado por um mecânico. para interpretar a charge. Assim. caminhando como um equilibrista sobre a corda bamba. A corda. Nos jornais de grande alcance. No desenho de Cláudio vemos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. reconhecido pelos traços da caricatura. Nele. o PSDB. um homem careca dentro do aparelho. todas referentes ao mesmo tema. porém. Enquanto isso. Para compreendê-las. no qual está escondido José Serra. porém. segurando a pesquisa em que cai de 37 para 32% e sua concorrente sobe de 23 para 28%. a charge ainda tem título. Abaixo veremos três exemplos de charges. Charge da Folha de S. nas pesquisas que avaliam a intenção de voto do eleitor brasileiro para a campanha presidencial. apontando para fora do móvel. CE) Aqui também não há texto verbal. entram outros mais específicos que também precisam ser conhecidos pelo leitor: o reconhecimento dos personagens e das situações específicas a que se refere o desenho: o avião tem formato de tucano. grita para que Serra assuma. por ser careca e pertencer ao partido tucano. As três tratam do mesmo tema: a queda do governador de São Paulo. cujo símbolo é um tucano. “Tucanos cobram que Serra se declare candidato”. Serra afirma estar indeciso. tem a forma de uma escada. Quando são publicadas em jornais regionais. toda a informação deve ser identificada no desenho. Ele abre a porta de um armário. Podem estar ligados a acontecimentos específicos de uma época ou local.

expressão usada principalmente para fazer referência a pessoas que escondem publicamente sua condição sexual. Procure sempre manter uma sequência e não fique “indo e vindo” no livro. Didatismo e Conhecimento 128 .Esclarecer o vocabulário. . mas esses movimentos são alguns dos tantos que prejudicam a leitura. Dicas Podemos.. malícia nas entrelinhas.Todos os termos da análise sintática. de fome: adjunto adverbial de causa. . procure ampliar seu nível de compreensão e evite ser surpreendido. elas não existem. Esses movimentos são conhecidos como vícios de linguagem. que não compreendem algumas expressões ou palavras tendem a voltar na sua leitura. . faminto: predicativo do sujeito. O assunto pode se tornar um bicho de sete cabeças! Ler palavra por palavra: para escrever usamos muitas palavras que apenas servem como adereços. que não há na charge intenção de questionar a opção sexual do candidato. ao final de pouco tempo. definindo o tema e a mensagem. às vezes. parte) do texto correspondente. aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.Verificar. Isso acontece porque a charge é um modelo de texto que extrapola a linguagem verbal (por vezes até nem usada). . . tanto nas questões de língua portuguesa quanto nos temas de redação. procurando ter uma visão geral do assunto. . facilitando o trabalho de interpretação do leitor. Por isso.Quando duas alternativas lhe parecem corretas. Procure ler o conjunto e perceber o seu significado. vá até o fim. errada. . . e outras. .Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta.Partir o texto em pedaços (parágrafos. Ele morreu faminto. exceto. Este movimento. Regressar no texto. procurar um fundamento de lógica objetiva.Se encontrar palavras desconhecidas.. apontando ou utilizando um objeto que salta “linha a linha”. . Apenas fez-se uma associação livre para gerar efeito de humor. ler o texto pelo menos umas três vezes. incorreta. Vícios de Leitura Por acaso você tem o hábito de ler movimentando a cabeça? Ou quem sabe. sua importância.Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto. certa.Ver. Para isso.Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar. . . perceber a mensagem do autor.Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de.Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta.Cuidado com a exatidão das questões em relação ao texto.). Isto só será corrigido quando conseguirmos ultrapassar a marca de 250 palavras por minuto. ou seja. . exige um bom nível de conhecimento de mundo e competência para inferir críticas e relacionar fatos sociais.Viver a história. ininterruptamente. procurar a mais exata ou a mais completa.Descobrir o assunto e procurar pensar sobre ele. tranquilamente. gera muito cansaço além de não causar nenhum efeito positivo. cada termo tem seu valor.. mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Assim. Movimentar a cabeça: procure perceber se você não está movimentando a cabeça enquanto lê.Quando o autor apenas sugerir ideia. perceber. .Ative sua leitura. correta. treine a leitura de charges. criticando o medo de Serra de mostrar-se candidato diante da crescente rejeição popular.Não se deve preocupar com a arrumação das letras nas alternativas. . o que normalmente é elucidado no decorrer da leitura. . mas a este ainda cabe acionar seu conhecimento de mundo para completar informações. . falsa. Este movimento apenas incrementa a falta de memória.Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo.O autor defende ideias e você deve percebê-las.Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão. apalpar o que se pergunta e o que se pede. Você não percebe. sutileza. O leitor deve perceber. dependendo de quem lê o texto ou como o leu. .Ler.Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor.Ler com perspicácia. porém. . é o estado em que “ele” se encontrava quando morreu. apenas as ideias estão coordenadas entre si. . sentir. com atenção e cuidado. . .Sentir.Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais. todo o contexto fica identificado. . . o enunciado de cada questão.Todas as orações subordinadas têm oração principal e as ideias se completam.As orações coordenadas não têm oração principal.. palavras que aparecem nas perguntas e que.Entender o vocabulário. A leitura interpretativa de charges é uma habilidade cada vez mais cobrada em provas de vestibulares e de concursos em geral. . devemos observar o seguinte: .Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor. ler profundamente. dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu. ler bem. O movimento dos olhos é muito mais rápido quando é livre do que quando o fazemos guiado por qualquer objeto. . pois secciona a linha de raciocínio e raramente explica o desconhecido. ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. . . determina a causa na realização do fato (= morte de “ele”). . . partes) para melhor compreensão. não interrompa a leitura. Usar apoios: algumas pessoas têm o hábito de acompanhar a leitura com réguas. como a associação feita entre “assumir-se candidato à Presidência” e a imagem de “sair do armário”. Sub-vocalização: é o ato de repetir mentalmente a palavra. verdadeira. . .Cuidado com as opiniões pessoais. acompanhando com o dedo? Talvez vocalizando baixinho. durante a leitura: pessoas que têm dificuldade de memorizar um assunto. Durante a leitura apenas movimentamos os olhos.As perguntas são fáceis. Exemplos: Ele morreu de fome.Ler todo o texto. não.

Manter-se descansado é muito importante também. desde que saibam decodificar a mensagem. sua experiência será de tranqüilidade. Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. se encontra alegria. para nos mantermos atualizados e competitivos.Captamos o estímulo. correção. É preciso também tornarmo-nos mais receptivos e atentos. haveria a formação de sombra nesta página. de outra forma. então. Quando lemos. A leitura é um processo muito mais amplo do que podemos imaginar. ventilado. Não o fazer na primeira leitura. alguns dos 25 parques nacionais do Brasil tiveram. durante a leitura. devemos colocar lápis. passamos todo o nosso tempo lendo! O psicanalista francês Lacan disse que o olhar da mãe configura a estrutura psíquica da criança. deve pensar no ato de ler como um comportamento que requer alguns cuidados. levantarmos para pegar algum objeto que julguemos importante. sua experiência básica será de terror. ou seja. a perceber e a interpretar o dado sensorial (palavras. observando suas crenças. Esta possibilita o avanço tecnológico e científico. interpretando os símbolos usados como registro da informação. por serem repositórios de espécies animais e vegetais em extinção acelerada noutras áreas do país.) e a organizá-lo segundo nossa bagagem de conhecimentos anteriores.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Leitura Eficiente Ao ler realizamos as seguintes operações: . Esaf: Leia atentamente o texto para responder às questões de 1 a 4. A rigorosa estiagem que acompanha o inverno no CentroSul ressecou a vegetação e abriu caminho para que as chamas tragassem 6 dos 33 quilômetros quadrados do Parque Nacional da Tijuca. Torna-se. de forma a tornar o processo mais otimizado possível. é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas.Passamos. Na verdade. Além disso. ingrediente da civilização. Leitura é um dos grandes. É por meio da leitura que podemos entrar em contato com pessoas distantes ou do passado. Parques em chamas Saudados por ecologistas como arcas de Noé para o futuro.Assimilamos o conteúdo lido integrando-o ao nosso “arquivo mental” e aplicando o conhecimento ao nosso cotidiano. é preciso aprender a técnica adequada. convicções e descobertas que foram imortalizadas por meio da escrita. mas leitores interessados. assim. pegado à cidade do Rio de Janeiro. levando-os a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. senão o maior. Se você pretende acompanhar a evolução do mundo. encaminhamos o material a ser lido para nosso cérebro. Não adianta um desgaste físico enorme. agradável. a sua paisagem mutilada pelo fogo. registrando os conhecimentos. Deve ser um local tranquilo. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. Ler está tão relacionado com o fato de existirmos que nem nos preocupamos em aprimorar este processo. É lendo que vamos construindo nossos valores e estes são os responsáveis pela transformação dos fatos em objetos de nosso sentimento. . Observe: você pode gostar de ler sobre esoterismo e uma pessoa próxima não se interessar por este assunto. ou seja. precisamos de motivação. e convertessem em carvão 10% dos 300 quilômetros quadrados do Parque Nacional do Itatiaia. na semana passada. pois o movimento de virar a página acontecerá antes de ter sido lida a última linha da página direita e. fato comprovado pela frustração de algumas pessoas ao assistirem a um filme. mais estará aprendendo. mas interpretar o mundo em que vivemos. além de necessitar de um bom léxico internalizado. não existe livro interessante. Quanto mais você entender porque errou. etc. cuja história já foi lida em um livro.Ambiente: o ambiente de leitura deve ser preparado para ela. segundo esta citação. Quanto a iluminação. esta se vê a partir de como vê seu reflexo nos olhos da mãe! O bebê. por meio da visão. na divisa de Minas Gerais com o Estado do Rio. com uma cadeira confortável para o leitor e mesa para apoiar o livro a uma altura que possibilite postura corporal adequada. imaginar e sonhar. pois a retenção da informação será inversamente proporcional. evitando que os aspectos sublinhados parecem-se mais com um mosaico de informações aleatórias. exercício. entendimento dos erros. atualizado e bem informado. Para essa etapa. . o que atrapalharia a leitura. Quanto sublinhar os pontos importantes do texto. A leitura é o verdadeiro elo integrador do ser humano e a sociedade em que ele vive! O mundo de hoje é marcado pelo enorme fluxo de informações oferecidas a todo instante. Ela é uma atividade ampla e livre. . lê nos olhos da mãe o sentimento com que é recebido e interpreta suas emoções: se o que encontra é rejeição. etc. . precisa preocupar-se com a qualidade da sua leitura. marca-texto e dicionário sempre à mão. Nada de ambientes com muitos estímulos que forcem a dispersão.Objetos necessários: para evitar que. manter-se em dia.Atitude: pensamento positivo para aquilo que deseja ler. . Portanto. deve vir do lado posterior esquerdo. associamos as informações lidas à imensa bagagem de conhecimentos que temos armazenados em nosso cérebro e então somos capazes de criar. o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica. Ler não é unicamente interpretar os símbolos gráficos. necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. números. Didatismo e Conhecimento 129 . para ser realmente eficaz. é imprescindível leitura que nos estimule cada vez mais em vista dos resultados que ela oferece. Exercícios Este é o caminho: leitura. Para isso. será que esta mesma pessoa se interessa por um livro que fale sobre História ou esportes? No caso da leitura. Uma alimentação adequada é muito importante. então. Por outro lado. A pessoa que se preocupa com a qualidade de sua leitura e com o resultado que poderá obter.

500 anos. c) Não foram combatidos com presteza e eficiência pelos bombeiros. Resposta “C”. certamente já resitiram a inúmeros incêndios. pelo menos foram eficientes. no CentroSul. o incêndio começou no Parque da Serra da Capivara. (Isto é. Objetos perdidos. Mas o que é gratificar bem.. e pela seca prolongada no sertão nordestino. a uma pessoa que acha uma carteira com pouco dinheiro? Acho que há um pouco de ironia e de deboche da parte de toda pessoa que põe um anúncio e muito boa vontade da parte de quem acha que ali está a sua oportunidade. manifesta: a) Descaso b) Hesitação c) Desesperança d) Pesar e) Indiferença Resposta “D”. e) Certo. c) Devem ser desencadeadas campanhas para conscientizar a população de como evitar incêndio nos parques. A respeito dos incêndios referidos pelo autor. quais as suas verdadeiras intenções. b) Errado. e abafado por uma providencial chuva no ltatiaia. pelas suas fórmulas. de acordo com esta alternativa a estiagem provocou o incêndio. Segundo o texto. c) Errado. e) O incêndio no Parque da Serra da Capivara ameaçou valioso patrimônio histórico e antropológico. d) Porque nesses parques colecionamse casais de espécies animais e vegetais em extinção noutras áreas. desfigurando sua paisagem. Resposta “B”. de 18 a 25 anos. depreendese do texto que: a) Embora tivessem ameaçado espécies animais e vegetais raras. há pelo menos 31. c) Porque espécies animais e vegetais que estão se extinguindo em outras regiões têm preservada sua sobrevivência nesses parques. Se os bombeiros apagaram o fogo..AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA Contido pelos bombeiros já no fim de semana. Os responsáveis pelos parques não são culpados de não terem condições. o que não justifica dizer que um incêndio constitua ameaça a elas. Procurase uma explicação Um mundo de mistérios se esconde por trás dos pequenos anúncios. 3. Há vários anos que encontro promessas de Iugar de futuro” e acho incompreensível que esse futuro não chegue nunca. Se as pinturas rupestres existem há pelo menos 31. b) Certo. e) Errado. por exemplo. por exemplo. e que as vagas continuem sempre disponíveis. a) Errado. tudo na base do “gratificase bem”. quase sempre de estimação. Depreendese que o autor do texto. MPU auxiliar Esaf: Para responder às questões de 5 a 9. e) Destruíram parte da flora e fauna das reservas. c) Errado. Há uma certa ilusão de lado a lado: quem anuncia o futuro dos outros está pensando no seu presente e quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros. d) Só foram debelados por providenciais chuvas que eventualmente vieram a cair sobre os parques. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. Fico a imaginar se o desespero de quem vende está na mesma proporção emocional de quem quer comprar. O que seria competência. calcinado há seis anos pela seca. todos estarão. b) Devem ser tomadas providências para dotar os parques de meios para se protegerem dos incêndios. Abrir caminho não é provocar. dos legisladores. d) Parte da culpa dos incêndios cabe às autoridades responsáveis pelas reservas e parques. com prática de datilografia e um mínimo de 150 batidas certas por minuto? É tão necessário que sejam todas as batidas certas? Didatismo e Conhecimento 130 . Aponte a única conclusão que é estrita e licitamente deduzível do texto: a) As chamas serviram para mostrar a precária situação dos parques brasileiros. Não se pode deduzir estrita e licitamente que se “alguns dos 25 parques” (o texto só fala em três deles) estão em situação difícil. Resposta “E” a) Errado. O autor justifica o fato de os ecologistas referiremse aos parques nacionais como “arcas de Noé para o futuro” da seguinte maneira: a) Porque são áreas preservadas da caça e pesca indiscriminadas. em relação ao fato descrito. d) Errado. cachorrinhos desaparecidos. pelo homem brasileiro préhistórico. Naquele dia.500 anos. Nunca pude avaliar. b) Porque ocupam espaços administrativamente delimitados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. b) Foram provocados pela rigorosa estiagem do inverno. na Tijuca. leia o texto a seguir. na quartafeira o fogo pipocou em outro extremo do país. No comando deveria estar escrito “dedutível” (que se deduz) porque não existe a palavra “deduzível”. a estiagem “abriu caminho para que as chamas tragassem. “paisagem mutilada pelo fogo” 4. Três não são vinte e cinco. apresentaram um lado positivo: aumentaram a produção de carvão. Ou as pessoas acabam por descobrir que o seu futuro está fora dali ou são outras firmas que estão se iniciando para oferecer novos futuros a futuros candidatos. documentos importantes. 2. 221811984) 1. d) Errado. que esconde as pinturas rupestres inscritas na rocha. no sertão do Piauí.”. Até que ponto é sincero um anúncio que procura moças de “boa aparência”. e avançou pela caatinga. O texto não fala que a produção de carvão é positiva. O texto não culpa a população nem as autoridades responsáveis pelos parques e reservas. e) Porque há agentes florestais incumbidos de zelar pelos animais e vegetais dos parques.

sublimadora. As “fórmulas” dos anúncios a que se refere o autor dizem respeito: a) À especificação b) À quantidade c) Ao argumento d) Ao conteúdo e) À correção Resposta “C”. Luís Martins. Penso na economia monstruosa que as fábricas fariam se. “lugar de futuro”. d) leitor – leitor. b) Aquele que pretende encontrar boas oportunidades nos anúncios proporciona lucros ao anunciante. um estado nirvânico. represemase (ritualizase) o drama do retorno. O tema central do fragmento acima é: a) A publicidade desequilibra a relação de forças existente entre a demanda e a oferta de bens de consumo. Resposta “B”. 6ª ed. Compare: letra a) anunciante – anunciante. incorporasse à sua percepção sensorial um deleite Sublime.. Assinale a opção que expressa o significado da seguinte frase do texto: “. Observe que a frase “. nº15. mas não conseguem encaixar todas as peças de um aparelho. O Homem ao Cubo. conclui-se tristemente que o saldo é bastante negativo: a felicidade prometida é muito fugaz e o retorno ao abismo da lacuna primordial – da consciência da finitude – é ainda maior. c) Há uma similaridade estrutural entre a elaboração publicitária e a elaboração onírica. porém. o mito da queda. Mecânicos e eletricistas montam e desmontam qualquer aparelho em menos de cinco minutos. dramatizase. A se ressalvar e a se ressaltar. consistiria em fazer com que o consumidor... Conforme o texto. Resposta “D”. lugar de futuro = emprego. Leon. o autor referese a) Essencialmente aos que tratam de empregos. E os técnicos? É impressionante como tem gente especializada anunciando sua especialidade. em que o sujeito “quem procura” é o leitor e os “outros” são os anunciantes. 6. Objetos perdidos. c) anunciante – leitor. “por motivo de viagem”? Será que o dinheirinho de um aparelho de televisão ou de uma máquina de costura ou de um gravador último tipo lhes pagará a passagem? Talvez a viagem seja consequência: depois de vender os objetos. Compreendese então o quanto a retórica publicitária era irreal. ao consumir um produto. quem procura o seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros”. e) Somente aos anúncios de compra e venda. resultando disto maior economia para as montadoras. p. um gozo celetial. adoptado) 5.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA E esses que vivem vendendo objetos. MPU – nível técnico – MF: Leia o trecho abaixo para responder às questões de 10 a 14 A rigor. b) Trabalham melhor que os das fábricas. c) Exclusivamente aos que falam de objetos perdidos. 9. 1987/88. c) Entendem mais da montagem dos aparelhos que os técnicos das fábricas de eletrodomésticos. (Eliachar.A. e) anunciante – leitor. d) Quem busca o seu futuro no futuro dos outros prejudica irremediavelmente seu presente. elevada ao absurdo. faz “o futuro dos outros”. Nunca pude avaliar. e no fim sempre nos entregam três ou quatro parafusos que não têm a menor utilidade. a defasagem entre a promessa publicitária e o real preenchimento proporcionado pelos bens de consumo. Cada vez que esse retorno é frustrado. e) O anunciante procura melhorar a vida do leitor independentemente de suas intenções. “por motivo de viagem”). se cometêssemos para com a publicidade o ingênuo extremismo de acreditar plenamente no seu discurso. Didatismo e Conhecimento 131 . Literalmente. Ao falar de “pequenos anúncios”. os técnicos que anunciaram sua especialidade: a) Trabalham com rapidez. (Extraído de A promessa do paraíso já. A expressão que não aparece nos anúncios que o autor menciona é: a) “lugar de fututo” b) “gratifica-se bem” c) “procura-se uma explicação” d) “atende-se a domicílio” e) “por motivo de viagem” Resposta “C”. A sua eficiência... c) O anunciante projeta seus atuais objetivos nas pretensões dos leitores. b) Dramatizar o mito da queda é o objetivo perseguido pela retórica publicitária. a) Quem oferece melhoria de vida aos outros através de anúncios pretende melhorar a própria vida. Humanidades. d) Genericamente a vários tipos de anúncios. um de cada vez. o melhor será mesmo abandonar a cidade. e) Pretendem conseguir uma contratação como mecânicos ou eletricistas em firmas conceituadas. A única alternativa que põe na ordem certa de importância do texto “leitor – anunciante” é a letra b. quem procura seu futuro no presente de quem anuncia acaba é fazendo o futuro dos outros” pode ser reduzida a “quem procura” . pelas suas fórmulas (=pelo que argumental – “gratifica-se bem”. A promessa de preenchimento dá lugar ao vazio.. ao montarem seus aparelhos. 110/111) 10. Cada vez que o paraíso é prometido. houvessem contratado os técnicos do «atendese a domicílio».. Ano IV. quais as suas verdadeiras intenções (= o que realmente querem dizer). Existência e angústia retornam à sua condição de paralelismo. técnicos = serviços (venda). b) Especificamente aos que oferecem serviços. 7. d) Duvidam da competência dos mecânicos e eletricistas das grandes fábricas.. outra vez. uma vez que a busca do sublime esteve exacerbada por estímulos fantasiosos. E uma leitura literalizante desse discurso delirante colocase de imediato lidando com uma elaboração profundamente onírica. Rio deJaneiro: Francisco Alves S. Resposta “A” 8. a publicidade é uma fábrica de sonhos. teríamos à nossa frente a mais desvairada das utopias.

Resposta “C”. chega-se a esta resposta. Assinale a letra que contém o enunciado falso. sobressair. só busca ressaltar o lado positivo. por esta. se entender a participação plena na sociedade. e) Mitos de povos primitivos a respeito das concepções de Paraíso e Inferno. e) se veem a criticidade e o bom senso de grande parte da população menos favorecida para o uso adequado das novas tecnologias no cotidiano. falta de recursos ou. 12. c) se estabelece uma relação paradoxal entre os avanços obtidos na área tecnológica e as condições de vida a que está sujeita expressiva parcela da população. de uma forma mais abrangente. cultural. 15.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA d) Os comerciais veiculados pelos meios de comunicação cumprem o papel de informar o consumidor em potencial sobre as reais qualidades dos produtos. À leitura literal da retórica publicitária associamse vários termos no texto. Ressalvar = corrigir. Resposta “C”. político e social). “gozo celestial”. d) Estado nirvânico do publicitário no momento de criação da propaganda e posterior decepção ao vêlo rejeitado pelo diretor de marketing. d) A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a consciência de sua finitude. e) Está incorporado à publicidade o componente mítico de retorno ao paraíso Resposta “D”. o possessivo refere-se à eficiência da publicidade. É a única alternativa de significado negativo. já que os usuários não subestimam seu potencial. c) Promessas fantasiosas contidas nos anúncios e decepção do consumidor por não vêlas realizadas ao adquirir o produto. dar relevo. o consumidor sublima suas carências afetivas num estado de deleite sublime. porém. colocadas em sequência. d) As expressões “deleite sublime”. no texto. d) se pode entender como positiva a nova relação do homem com as máquinas. A felicidade prometida nas propagandas dá ao homem a ilusão. b) Retorno dos comerciais aos meios de comunicação devido à queda do faturamento das empresas. é correto afirmar que: a) se mostra a tecnologia estendida a todos os grupos da sociedade.. a política pública para o acesso a esse tipo de bem. Resposta “C”. econômico. Reler as quatro últimas linhas do texto (onírico = de sonho). a charge ilustra o paradoxo (a contradição) que há na implementação de programas de inclusão digital em um país com elevado número de pessoas excluídas socialmente (privação. A “consciência de finitude” acontece só depois que a ilusão despertada pela publicidade acaba. 13. Didatismo e Conhecimento 132 . Uma leitura errada do texto levaria a afirmar que: a) Interpretar literalmente o discurso publicitário é uma atitude ingênua. as expressões “a se ressalvar” e “a se resaltar” são equivalentes quanto ao conteúdo. Ressaltar = destacar. (TJ-SP) Oficial de Justiça Leia a charge para responder às questões de números 15 e 16. ausência de cidadania. 14. já que elas tiram expressiva parcela da população de condições aviltantes de vida. prevenir com ressalva. como o comando se refere a “Drama do retorno” e “mito da queda”. a) Colocadas em sequência. a alternativa melhor seria: “decepção do consumidor por não ver realizadas as promessas da propaganda”. “Drama do retorno” e “mito da queda”. b) O segmento .. se.da consciência da finitude – explica a expressão lacuna primordial. reiteram a mesma ideia. que a utilizam bem. “estado nirvânico”. b) A publicidade elabora um cenário onírico para os objetos da sociedade industrial. c) O termo “(ritualiza-se)” especifica o sentido de “representa-se”. Considerando-se o contexto apresentado na charge. exceto: a) Deleite sublime b) Estado nirvânico c) Gozo celestial d) Consciência da finitude e) Estímulos fantasiosos Resposta “D”.. 11. aos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental. e) Ao adquirir bens de consumo. excetuar. e) Em “sua eficiência”. referemse a: a) Elaboração da primeira versão da publicidade e sua recusa pelo cliente que a encomendou. Resposta “A”. A publicidade. Por exclusão. b) se define o avanço tecnológico do país levando em consideração. no texto. c) O discurso publicitário é formulado com mensagens que se sustentam no princípio do prazer. Sim.. principalmente.

não é para atender Didatismo e Conhecimento 133 . A universalização é a superação das relações patrimonialistas que determinaram e determinam os aparelhos do Estado que ainda possuem propriedade estatal e a absoluta garantia de acesso e atendimento aos serviços públicos. a exclusão social. b) não mantém uma relação temática com a charge. Portanto. a ONU deixa evidente que eles a) se mostram arrojados. Resposta “E”. Adaptado) 17. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos.com. entre outras formas. As questões de números 17 a 20 baseiam-se no texto. muitos por estarem no setor informal da economia. pois demonstra que o programa de inclusão digital não atinge seus reais objetivos entre aqueles que ainda precisam de inclusão social: às pessoas sem moradia. pois enfoca a necessidade de revisão dos programas sociais. E cobra a ‘revisão’ dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. O sentido real (denotativo) da palavra universalização é a superação dos limites sociais. ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade. A ironia convida o leitor ou o ouvinte. é correto afirmar que a fala proferida por uma delas se marca pelo(a) a) entusiasmo. b) displicência. d) ironia. ouvinte ou interlocutor. de criticar ou de censurar algo. O documento com as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco relatórios alternativos apresentados por organizações nãogovernamentais (ONGs). c) estar na mira de pessoas incautas.2009. Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. De acordo com o texto. 18. Levando-se em consideração a situação em que as personagens se encontram. Na Literatura. No 1. O período que torna essa alternativa verdadeira é: “A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios. o comitê sabatinou membros do governo em Genebra. já que o relatório apresentado pela ONU aponta a existência da injustiça social no país. A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. A fala é irônica (instrumento de literatura que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. incluindo os indígenas. e) discute a questão dos direitos econômicos e sociais. (www. E cobra a “revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa para garantir acesso de todas as famílias pobres. incluindo os indígenas. com o objetivo de denunciar. com vista a obter uma reação do leitor. em relação aos programas adotados no governo federal para lidar com os problemas sociais. a ser ativo durante a leitura. Ela pode ser utilizada. Isso ocorre porque se pretende enfatizar que o benefício deve a) atingir a todas as pessoas que o solicitem. d) extinguiram as desigualdades. Por fim. Na verdade. paulatinamente. e) combatem eficazmente a pobreza. mostrando a superação dos problemas sociais mais graves e urgentes. Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais pede uma revisão do Bolsa-Família. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição).estadao. ou seja. e) estender-se a todas as famílias pobres e a camadas da população excluídas de recebê-lo. Na visão do órgão. b) devem ser ampliados.0.br/nacional/not_nac377078. Os peritos reconhecem os avanços no combate à pobreza. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. que dele se beneficiam sem terem direito. Resposta “A”. d) ser. essenciais ou não. d) ajusta-se à ideia expressa na charge de que os avanços tecnológicos trouxeram inúmeros benefícios aos menos favorecidos. c) não precisarão de melhorias. c) mau humor. moradia. A ONU sugere que o Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que não recebem os benefícios.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA 16. reforma agrária. uma maior eficiência do programa e sua “universalização”. Assim como a notícia veiculada no Estadão. ao anunciar que a exclusão social atinge 28 mil famílias. informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. O texto do Estadão a) harmoniza-se com a charge. aumentando ainda a renda distribuída. oferecido a um número menor de pessoas dentro e fora do país. 26. b) ser proporcionado a um contingente de pessoas que está fora da pobreza. econômicos e mercantilistas que existem hoje em todos os serviços que ainda são públicos e estatais. na Suíça. independentemente de classe social. o que o distancia do assunto da charge. mas com a finalidade de desvalorizar. e) redundância. a exclusão é decorrente da alta proporção de pessoas sem qualquer forma de segurança social. o termo universalização aparece grafado entre aspas. Resposta “B”. a charge trata da injustiça social no país. c) trata do mesmo assunto apresentado na charge. Há duas semanas.” 19. Injustiça Social nada mais é do que o fato de existir na sociedade situações que favoreçam apenas uma porcentagem (geralmente menor) da população enquanto outra parte fica sem acesso aos meios. Resposta “D”. Para tal.htm. mas insistem que a injustiça social prevalece. educação e trabalho escravo. mais vale o computador como material combustível que conectado à rede. aumentando ainda a renda distribuída. para o homem.05.º parágrafo do texto.

está restringindo o seu significado somente às famílias pobres e a camadas da população excluídas. – entende-se que as medidas devem ser a) diluídas. mas sim para atender a todos que queiram ou precisem dos serviços públicos. Com a frase – A sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. “medidas focadas” são medidas “direcionadas” (a um foco). Mas as aspas estão dando outro significado para a palavra “universalização”. planejados e administrados. Resposta “C”. fato que exige uma absoluta revolução no modelo de administração pública no Brasil. os serviços devem ser construídos. “Focar” significa “pôr em evidência”. 20. “tomar por foco”. ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— 134 ANOTAÇÕES ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— ————————————————————————— Didatismo e Conhecimento . e) amplas. b) controladas.AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES JUL/2011 LÍNGUA PORTUGUESA todos os excluídos ou mesmo todos os explorados. d) competentes. E. Por isso. c) direcionadas. para isso.

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