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RESUMO CAPITULO 3 – RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS, R.C. HIBBELER, 5º ED.

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS

SALVADOR NOVEMBRO DE 2011

HIBBELER. PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS MATERIAIS Trabalho apresentado à disciplina Resistência dos Materiais I da Universidade Salvador. SALVADOR NOVEMBRO DE 2011 .C. R. do curso de Engenharia Mecânica sob a orientação de Francisco Lemos. 5º ED.DOUGLAS DE SANTANA VIEIRA LEONARDO PESSANHA RESUMO CAPITULO 3 – RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS.

.... TESTE DE TRAÇÃO E COMPRESSÃO........SUMÁRIO 1................................. OBJETIVO........... Anexo: Questões Simuladas.........08 6............... LEI DE HOOKE E ENERGIA DE DEFORMAÇÃO....... DIAGRAMA DEFORMAÇÃO....................07 5........................... ..............................................04 2.............05 4............05 3........................................................................ .............................09 a. ...... COMPORTAMENTO TENSÃO- DOS MATERIAIS DÚCTEIS E FRÁGEIS................. EXEMPLOS....................................

INTRODUÇÃO 1. efetuando analise do diagrama Tensão-Deformação nos matérias de engenharia a partir de ensaios experimentais. . assim como entender os efeitos da Tensão nos diversos tipos de materiais. OBJETIVO O principal objetivo desde capitulo é exemplificar os conceitos adquiridos no capitulo anterior (Deformação).

TESTE DE TRAÇÃO E COMPRESSÃO Os testes de TRAÇÃO OU COMPRESSÃO são considerados um dos principais artifícios da engenharia na descoberta das propriedades mecânicas de um determinado material. podem-se calcular os valores correspondentes a tensão e deformação do material e assim construir um gráfico onde a curva resultante demonstra o comportamento do material. Esses corpos de prova possuem inicialmente medidas conhecidas e a partir dessas medidas ao final do teste pode-se associar as medidas finais pós deformação a fim de chegar a uma deformação para dado material. ou seja. para se comparar com variação do comprimento longitudinal do corpo de prova. DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO Com os dados coletos após os testes de Tração ou Compressão.DESENVOLVIMENTO 2. Além disso mede-se em intervalos de tempo a carga que está sendo aplicada. Esse valor é usado no final para se determinar a deformação normal média do corpo estudado. esse por sua vez não considera entre suas variáveis a geometria da estrutura por exemplo. 3. seja ela tracionando ou comprimindo o corpo de prova. Vale lembrar que tal gráfico. Saber a resistência de um material e conhecer como ele se comporta ao ser submetido a uma carga. Para a realização destes ensaios são produzidos corpos de prova. e por isso um gráfico nunca será exatamente como o outro pois nesse contexto se incluem a posição do material. apesar de fornecer informações importantes para a engenharia sobre determinado material. suas imperfeições. com o objetivo de padronização do procedimento e garantir a confiabilidade dos resultados adquiridos. se ele suporta sem muita deformação ou sem se romper a tensão que lhe é aplicada. composição química e .

i. Nesta etapa é importante salientar que o material. retornará quase que totalmente a sua forma original. . sendo removida a carga. Considerando o AÇO como material para exemplificação da curva Tensão-Deformação. tendendo a partir daí fletir até o comportamento característico da deformação plástica (permanente).inúmeros outros fatores. verifiquemos o gráfico a seguir: a. REGIÃO ELASTICA: É a fase em que a deformação do material se mantém proporcional a carga que está sendo aplicada. Por isso deve-se sempre ressaltar que essas curvas devem ser construídas com base em estudos estatísticos e com uma gama grande de valores para cada material. LIMITE DE PROPORCIONALIDADE é o limite superior da reta definida pela região elástica.

o corpo de prova começa a deformar permanentemente. a partir desse ponto. uma vez que não possui mais a característica de se deformar elasticamente ou plasticamente. ESCOAMENTO é a fase em que o material entra em colapso.ii. ENDURECIMENTO POR DEFORMAÇÃO é a fase em que o material tende a elevar sua resistência mecânica. Destaca-se que na engenharia especificamos os materiais para trabalharem em sua zona elástica visto que não são observadas distorções severas nos materiais nessa fase. até o ponto de RUPTURA que é o valor de tensão de que o material se rompe por causa da ação das forças internas cisalhantes. c. ESTRICÇÃO é a fase que mostra uma redução da seção transversal do material mostra uma redução. i. b. essa fase existe alongamento até se atingir o LIMITE DE RESISTENCIA que é o ponto de tensão máxima que esse corpo de prova pode alcança. d. caracterizando uma deformação plástica (permanente). LIMITE DE ELASTICIDADE é o ponto onde se finda a Região elástica do material. . com um pequeno aumento da tensão em relação o limite de elasticidade. geralmente difícil de ser exatamente definida por estar muito próxima do Limite de elasticidade. fenômeno causado pelo deslocamento/deslizamentos internos do material. Também conhecido com ENCRUAMENTO. elevando conseqüentemente a sua tensão. LIMITE DE ESCOAMENTO é a tensão onde se inicia a fase de escoamento do material.

conforme segue: A segunda maneira é se calculando a porcentagem da estricção do corpo de prova. onde se concentram as tensões sob qual é submetida. a depender do comportamento de sua curva. os materiais dúcteis são aplicados quando no projeto existe a necessidade de se absorver a energia aplicada em forma de choques ou de sobrecarga antes de se fraturar. . A primeira e mais usada é calculando a porcentagem de sua elongação. ou seja. Por essa razão também percebe-se que os materiais frágeis são um pouco mais resistentes a esforços de compressão. COMPORTAMENTO DOS MATERIAIS DÚCTEIS E FRÁGEIS Quando se fala em diagrama Tensão-Deformação.4. espelhando-se rapidamente quando se atinge o limite. podemos classificar os materiais em DÚCTEIS ou FRÁGEIS. Geralmente sua falha é derivada de um trinca ou imperfeição estrutural. pois esses por sua vez não apresentam ou apresentam em pequenas quantidades uma fase de escoamento. Os materiais chamados dúcteis são aqueles com a capacidade de absorver muita energia antes de se romper. medindo a redução da área da seção do material. da seguinte maneira: Os materiais chamados de FRÁGEIS são o oposto dos dúcteis. se deformando para evitar isso. uma vez que suas trincas ou imperfeições tem a tendência a se fecharem nestas condições. Ou seja. Existem duas formas se mensurar a ductilidade de um determinado material.

tipo de esforço e outros. Ao modo que aplicamos as cargas sobre os materiais. mostrada na figura a seguir. como a sua construção. Essa é convenientemente expressa por unidades de volume e se o material for dúctil ainda aplicamos a Lei de hooke: Com isso podemos associar nesse contexto outras duas propriedades relevantes dos materiais que são: • RESILÊNCIA que é quando a tensão atinge seu limite de proporcionalidade. que por sua vez é visualizada na porção inicial do diagrama Tensão-Deformação. a temperatura. toda sua estrutura passa a armazenar internamente essa energia. foi descoberta por Robert Hooke em 1676. determinada pelo módulo da densidade da energia de deformação e. 5.Vários fatores podem determinar a fragilidade ou a ductilidade de um material. ao longo do seu volume. Essa energia é conhecida como Energia de Deformação. essa relação matemática expressa exatamente a linearidade da Região Elástica. composição química. LEI DE HOOKE E ENERGIA DE DEFORMAÇÃO A lei de Hooke. que como vimos nos tópicos anteriores é caracterizado como uma reta. . a exemplo do Aço. O módulo de elasticidade define a inclinação dessa reta. e basicamente represente a fase de da Região Elástica dos materiais. Como podemos perceber. Por isso existem materiais que possuem as duas características a depender de sua aplicação.

• TENACIDADE que é definida pela área abaixo do curva. e indica a densidade da energia de ruptura do material. vide manuscrito em anexo. 6. . EXEMPLOS Para as questões de exemplo.