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Capítulo V Conseqüências da Poluição Hídrica

André Calado Saneamento Ambiental I 1

5.1. Principais Impactos

 Autodepuração  Eutrofização  Contaminação por microorganismos

André Calado

Saneamento Ambiental I

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5.1. Principais Impactos

André Calado

Saneamento Ambiental I

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2. Autodepuração dos corpos receptores  Definição: Recuperação do equilíbrio no meio aquático por processos naturais após as alterações pelo lançamento de efluentes  Importância:  Utilizar a capacidade de assimilação dos rios  Impedir o lançamento de cargas superiores a capacidade de assimilação Lançamento de matéria orgânica André Calado Estabilização da matéria orgânica por bactérias Saneamento Ambiental I Consumo de oxigênio dissolvido 4 .5.

Aspectos Ecológicos  Ecossistema em condições naturais: elevada diversidade de espécies.5.  Ecossistema alterado: baixa diversidade de espécies. reduzido número de espécies e elevado número de indivíduos em cada espécie.  A poluição é seletiva: somente as bem adaptadas à poluição sobrevivem. elevado número de espécies e baixo número de indivíduos em cada espécie.3. As demais não resistem. podendo vir a desaparecer do sistema Diversidade de espécies Nível de poluição André Calado Saneamento Ambiental I 5 . proliferam.

5. Zonas de Autodepuração Esgoto Oxigênio dissolvido Curso d’água Oxigênio dissolvido 1 André Calado 2 3 4 Zonas de autodepuração Saneamento Ambiental I 1 Distância 6 .4.

Zona de degradação: tem início logo após o lançamento de esgoto no curso d’água.4. Como conseqüência a qualidade da água atinge seu estágio mais deteriorado. Zona de decomposição ativa: os microorganismos estão mais adaptados a nova condição. Zona de recuperação: após intenso consumo de matéria orgânica e degradação do ambiente.  4.  1. ainda em estágio complexo. passando a desempenhar ativamente suas funções de decomposição da matéria orgânica. matéria orgânica e bactérias. Zonas de Autodepuração  2. este tende a se recuperar gradativamente. mas potencialmente decomponível. Apresenta grande quantidade de material orgânico.  3. André Calado Saneamento Ambiental I 7 .5. Zona de águas limpas: as características iniciais voltam a ser atingidas no que diz respeito ao oxigênio dissolvido.

4. Zonas de Autodepuração Esgoto Matéria orgânica Curso d’água Matéria orgânica 1 André Calado 2 3 4 Zonas de autodepuração Saneamento Ambiental I 1 Distância 8 .5.

4.5. Zonas de Autodepuração Esgoto Bactérias Curso d’água Bactérias 1 André Calado 2 3 4 Zonas de autodepuração Saneamento Ambiental I 1 Distância 9 .

1.4. Consumo de Oxigênio  Oxidação da matéria orgânica (MO): MO + O2 + bactérias  CO2 + H2O + bactéria + energia  Demanda bentônica: digestão anaeróbia do lodo.  Nitrificação: oxidação de formas nitrogenadas (amônia . energia = inorgânico ( organismos quimioautotróficos) André Calado Saneamento Ambiental I 10 . geração de subprodutos que podem exercer uma demanda de O.nitrito nitrato) por bactérias (nitrosomonas /nitrobacter) amônia + O2  nitrito + H+ + H2O + energia nitrito + O2  nitrato + energia carbono = CO2 (inorgânico). revolvimento do lodo.5.

Fotossíntese: processo utilizado pelos seres autotróficos para a síntese de matéria orgânica CO2 + H2O + energia luminosa  matéria orgânica + O2 André Calado Saneamento Ambiental I 11 .4.5. Produção de Oxigênio Reaeração atmosférica: as moléculas de gases são intercambiadas entre o líquido e o gás pela sua interface até a sua saturação. 1.

No processo de autodepuração ocorre um balanço entre consumo e produção de oxigênio. Balanço de Oxigênio A poluição de um corpo d’água por matéria orgânica causa a queda nos níveis de OD. André Calado Saneamento Ambiental I 12 . 1.4.5.

1.4.5. Balanço de Oxigênio DBO solúvel e finamente particulada (oxidação) Reaeração atmosférica (OD) Nitrificação (OD) Fotossíntese Mistura Demanda bentônica DBO suspensa (sedimentação) Mistura DBO OD Mistura Camada de lodo André Calado Saneamento Ambiental I 13 .

chuvas. escoamento superficial. Eutrofização  Definição: É o aumento da concentração de nutrientes. particularmente fósforo e nitrogênio.5. efluentes industriais.5. nos ecossistemas aquáticos. que tem como conseqüência o aumento de suas produtividades.  Fontes de eutrofização: efluentes domésticos. André Calado Saneamento Ambiental I 14 .

5. Eutrofização: uso e ocupação do solo  Evolução do processo de eutrofização em um lago ou represa – Associação entre o uso e ocupação do solo e a eutrofização André Calado Saneamento Ambiental I 15 .5.

Eutrofização: Represa Guarapiranga/SP André Calado Saneamento Ambiental I 16 .5.5.

5.5. Eutrofização: Lagoa da Pampulha/BH André Calado Saneamento Ambiental I 17 .

Eutrofização: Causas  Desmatamento  Mineração a céu aberto André Calado Saneamento Ambiental I 18 .5.5.

Eutrofização: Causas  Erosão André Calado Saneamento Ambiental I 19 .5.5.

5.5. Eutrofização: evolução do processo Influência do lançamento de fósforo André Calado Saneamento Ambiental I 20 .

maus odores.5. morte de peixes)  Anaerobiose no fundo do corpo aquático: consumo de OD durante a degradação da matéria orgânica (condições redutoras) Fe e Mn na forma solúvel: problemas ao abastecimento de água. liberação de fósforo dos sedimentos.1. Conseqüências da Eutrofização Problemas estéticos e recreacionais: diminuição do uso da água para recreação (floração. H2S (maus odores) André Calado Saneamento Ambiental I 21 . crescimento de vegetação.5.

cor.5.1. Maior freqüência de lavagem dos filtros  Toxicidade de algas (cianobactérias)  Desaparecimento gradual do corpo aquático André Calado Saneamento Ambiental I 22 . toxicidade por amônia)  Custo de tratamento da água: Remoção de alga. sabor e odor. Maior consumo de produtos químicos. Conseqüências da Eutrofização Morte de peixes (anaerobiose.5. turbidez.

Aumento da biomassa André Calado Saneamento Ambiental I 23 .

Conseqüências da Eutrofização Entrada artificial de nutrientes (+) biomassa/m2 (+) produção orgânica (-) penetração de luz (+) produção de detritos orgânicos (+) H2S e CH4 no hipolímnio (+) taxa de decomposição (-) O2 no hipolímnio (+) concentração de nutrientes Liberação de nutrientes do sedimento André Calado Saneamento Ambiental I 24 .1.5.5.

Conseqüências da Eutrofização André Calado Saneamento Ambiental I 25 .1.5.5.

5.5. Conseqüências da Eutrofização  Consumo de oxigênio dissolvido  Morte de peixes André Calado Saneamento Ambiental I 26 .1.

5. Conseqüências da Eutrofização André Calado Saneamento Ambiental I 27 .1.5.

5.5.1. Conseqüências da Eutrofização André Calado Saneamento Ambiental I 28 .

2.5.5. Graus de trofia  Oligotrófico (lagoas claros com baixa produtividade)  Mesotrófico (lagos com produtividade intermediária)  eutrófico (lagoas com elevada produtividade) Ultraoligotrófico < 5 mgP/m3 Hipereutrófico > 100 mgP/m3 Oligotrófico < 10 – 20 mgP/m3 25 – 100 mgP/m3 Mesotrófico 10 – 50 mgP/m3 Eutrófico André Calado Saneamento Ambiental I 29 .

hipolímnio Saneamento Ambiental I 30 André Calado .hipolímnio Equilíbrio ecológico Decomposição.5. H2S e CH4 O2 . O2.5.2. Graus de trofia Lançamento de nutrientes Fósforo Produção. concentração de nutrientes Nitrogênio Eutrofização artificial Nutrientes Produção primária Produção secundária Matéria orgânica H2S. CH4 .matéria orgânica.

menos densa Termoclina: camada de transição Hipolímnio: camada inferior. mais quente. Epilímnio: camada superior. Durante os meses mais quentes do ano a temperatura da camada mais superficial é mais elevada. mais fria. Estratificação e mistura O perfil vertical de temperatura em lagos e reservatórios varia com a temperatura.4.5. mais densa André Calado Saneamento Ambiental I 31 .5.

5.4.5. Estratificação e mistura vento epilímnio termoclina hipolímnio vento Temperatura OD Camada única Temperatura André Calado Saneamento Ambiental I OD 32 .

 A maioria dos lagos na América Latina são limitados pelo fósforo  Maior dificuldade em controlar o aporte de N  Algas com capacidade de fixar N atmosférico  Prefere-se priorizar o controle das fontes de P quando se pretende controlar a eutrofização Estimativa da concentração de fósforo no corpo d’água  São utilizados modelos empíricos. limita o seu crescimento. sendo essencial para uma determinada população.5.5. OBS: geralmente os modelos não levam em consideração a carga interna de fósforo André Calado Saneamento Ambiental I 33 . Nutriente limitante  Nutriente limitante é aquele que.5.

6. Controle da eutrofização Medidas preventivas: redução do aporte de fósforo através de atuação nas fontes externas Controle de esgotos:  Tratamento terciário para remoção de nutrientes  Tratamento convencional com lançamento a jusante da represa  Lançar o esgoto em outra bacia (sem represa)  Infiltração no solo André Calado Saneamento Ambiental I 34 .5.5.

Controle da eutrofização André Calado Saneamento Ambiental I 35 .6.5.5.

Controle da eutrofização Controle da drenagem pluvial:  Uso e ocupação do solo na bacia  Faixa verde ao longo da represa  Construção de barragens de contenção André Calado Saneamento Ambiental I 36 .5.5.6.

6. Controle da eutrofização André Calado Saneamento Ambiental I 37 .5.5.

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