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Determinacao Do Arranjo Cristalino

Determinacao Do Arranjo Cristalino

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BC 0001 – BASE EXPERIMENTAL DAS CIÊNCIAS NATURAIS

EXPERIMENTO 1 ESTRUTURA DE SÓLIDOS: DETERMINAÇÃO DO ARRANJO CRISTALINO

Turma B2 – Noturno ARIANE DESTEFANO DE OLIVEIRA – RA 11089811 AUGUSTO ALVES MOREIRA NETO– RA 11094211 CAROLINE DIAS DAMASCENO – RA 11107511 DENISE MAGALHÃES DA SILVA – RA 11063511 LUCAS VELLOZO DE SOUSA – RA 11074711 NOME DO PROFESSOR: Carlos Alberto da Silva

SANTO ANDRÉ 2011

...................................SUMÁRIO INTRODUÇÃO....................................................................3 MATERIAIS E MÉTODOS........................................................................................................................................4 ...........................4 Materiais..................................................................................................................................................

eles repetem-se em uma determinada direção e distância regular. Neste experimento analisaremos apenas o tipo de sistema cristalino cúbico. ortorrômbico. Os aspectos mais importantes dos sólidos são: rigidez. hexagonal e romboédrico) que estão diretamente relacionados ao arranjo tridimensional submicroscópico de unidades cristalinas fundamentais (retículo cristalino). Em 1848. de maneira ordenada no espaço. reticulares ou moleculares. Uma das principais formas de distinguir o sólido é considerá-los como amorfos ou cristalinos.INTRODUÇÃO Quando a temperatura é tão baixa que os movimentos das moléculas do líquido não são capazes de superar as forças intermoleculares. cúbico de face centrada. cúbico de corpo centrado. triclínico. que podem ser definidos como aqueles em que os átomos. iônicos. a geometria característica. de forma regular. os pontos no espaço. esses retículos são chamados de Retículos de Bravais. Uma das formas de identificar um retículo cristalino é através do estudo de uma pequena fração do retículo. que representa a simetria da estrutura cristalina. ou seja. para sólidos cristalinos. . monoclínico. Este experimento estudou os sólidos cristalinos. Bravais (físico francês) demonstrou que existem somente quatorze maneiras diferentes de dispor. a cela unitária. eles tendem a formar sólidos. essa repetição quando considerada em três eixos denominase retículo cristalino. A. ou seja. tetragonal. incompressibilidade e. Os sólidos são classificados como metálicos. eles são classificados em sete tipos de sistemas cristalinos (cúbico. íons ou moléculas estão em um arranjo interno ordenado. os átomos ficam muito próximos uns dos outros. que envolve três possíveis retículos: cúbico simples.

Uma garrafa de refrigerante tipo PET de 2 L (com seção cilíndrica uniforme).OBJETIVOS Determinar os arranjos cristalinos dos seguintes metais: alumínio. .Régua. .Fita adesiva. MATERIAIS E MÉTODOS Materiais . com massa entre 100 e 500 g.Caneta de escrita fina.Paquímetro. . ferro e cobre.Pedaços de alumínio. . . . de formas geométricas retangulares.Barbante. . .Tesoura. . cobre e ferro.Balança semi-analítica.

Coloque na garrafa PET um volume de água que possa encobrir totalmente o pedaço de metal. Marque novamente o nível da água (nível final). B2 – Utilizando a proveta: . tome cuidado para não derramar água para fora da garrafa PET e não deixe bolhas de ar aderidas às paredes do pedaço de metal. .Proveta. Parte B – Com sólidos metálicos de forma geométrica definida ou não: determinação da densidade pelo deslocamento de uma coluna de água. Determine as massas de cada pedaço de metal em uma balança semianalítica. B1 – Utilizando a garrafa PET: Determine a massa de um dos metais. pois possui sua forma permite facilidade nos cálculos. Foram utilizadas formas geométricas denominadas paralelepípedo reto. Corte a parte superior da garrafa PET e cole a fita adesiva do lado externo da garrafa. Métodos Parte A – Com sólidos metálicos de forma geométrica definida. Com o auxílio de um barbante.. com uma caneta de escrita fina. determine o perímetro da circunferência da garrafa PET. Calcule o volume de cada metal de acordo com a forma geométrica definida do mesmo.Água. alumínio. cobre e ferro. Realize o método citado acima para os demais metais em estudo. marque na fita adesiva o nível inicial da água. no sentido longitudinal. Mergulhe totalmente o pedaço de metal na água.

através do deslocamento de uma coluna de água. Figura 3 – B Garrafa PET. Coloque na proveta um volume de água que possa encobrir totalmente o pedaço de metal.Determine a massa de um dos metais. Figura 2 – Balança semi-analítica. Marque novamente o nível da água (nível final). utilizada para a obtenção da densidade. Realize o método citado acima para os demais metais em estudo. cobre e ferro. Mergulhe totalmente o pedaço de metal na água. faça a leitura do nível inicial da água e marque. tome cuidado para não derramar água para fora da proveta e não deixe bolhas de ar aderidas às paredes do pedaço de metal. utilizada para a determinação das massas dos diversos pedaços de metais. alumínio. .

2.78 (cm³) 63.RESULTADOS Parte A Tabela 1: Valores das massas.76 (g/cm³) Parte B B1 – Utilizando a garrafa PET: Dados da Garrafa: Perímetro= 32.90 (cm) Volume Deslocado V= Ax∆H 100.89 (g/cm³) 7.00 (cm³) 65. Metal Massa Dimensões (comprimento.70 (g/cm³) 8.71 (g/cm³) 8.57 (cm³) Densidade d= m / v 2.3.63 (g/cm³) Volume Molar de cada método por método de medição Dados: d= M/Vm  Vm= M/d sendo M= massa molar.3.3.22 (cm³) 102. dimensão.37 (g/cm³) 6.2.00 (cm³) Densidade d= m / v 2.51 (cm) Volume V= comprimento x largura x altura 100.51 . volume e densidade dos sólidos conforme o tipo de metal. Metal Alumínio Cobre Ferro Volume Deslocado V = h2 – h1 = ∆H 105. Metal Alumínio Cobre Ferro Variação de Altura ∆ = h2 – h1 1. Vm= volume molar.5cm  r= p/2π  r= 5.15 (cm) 10.43 (g) 496.76 (cm³) 109.79 (g) 913.10 .17cm Área = πxr²  A= 83.15 . d= densidade .16 (g) e altura) 10.95 (cm³) Densidade d= m / v 2.97cm² Tabela 2: Deslocamento de coluna de água.70 (g/cm³) 7.56 (g/cm³) B2 – Utilizando a proveta: Tabela 3: Volume Deslocamento de coluna de água e Densidade na proveta.19 (cm) 10. largura Alumínio Cobre Ferro 271.59 (g/cm³) 8.16 (cm³) 75. Volume Deslocado e Densidade na garrafa PET.15 .00 (cm³) 105.30 (cm) 0.3.20 (cm) 1.19 .10 .

Metal Alumínio Cobre Ferro Paquímetro 9.023x 10²³ mol-1) Metal Alumínio Cobre Ferro Paquímetro 1.51 (cm³/mol) Proveta 10.20 x 10-²³(cm³) Garrafa PET 1.28 x 10-8(cm) Garrafa PET 2.20 x 10-²³(cm³) 1. Sistema Cúbico de Face Centrada Metal Paquímetro Garrafa PET Proveta Alumínio 143 (pm) 143 (pm) 145 (pm) Cobre 128 (pm) 130 (pm) 129 (pm) Ferro 128 (pm) 135 (pm) 129 (pm) Tabela 9: Cálculo do raio atômico.95 (cm³/mol) 7.85 g/mol Tabela 4: Volume molar dos sólidos metálicos de forma retangular.29 x 10-8(cm) Tabela 7: Cálculo do raio atômico.54 x 10-8(cm) 2.98 g/mol Massa Molar do Cobre = 63.Massa Molar do Alumínio = 26.21 x 10-²³(cm³) 1.99 (cm³/mol) 7. referente ao Sistema de Face Centrada (rat= au / (2√2)).26 x 10-²³(cm³) 1.59 (cm³/mol) 8.32 (cm³/mol) Tabela 5: Volume de um átomo (Vu= volume molar / constante de Avogadro: 6.65 x 10-²³(cm³) 1.41 x 10-²³(cm³) Proveta 1. Metal Alumínio Cobre Ferro Paquímetro 2.20 (cm³/mol) Garrafa PET 9.30 (cm³/mol) 7.54 g/mol Massa Molar do Ferro = 55. referente ao Sistema Cúbico de Corpo Centrado (rat= (au x √3) / 4).73 x 10-²³(cm³) 1. referente ao Sistema Cúbico Simples (rat= au / 2).29 x 10-8(cm) 2. Todos os resultados encontrados foram .41 x 10-8(cm) Proveta 2.66 x 10-²³(cm³) 1.15 (cm³/mol) 7. Metal Alumínio Cobre Ferro Sistema Cúbico de Corpo Centrado Paquímetro Garrafa PET 139 (pm) 139 (pm) 125 (pm) 127 (pm) 125 (pm) 132 (pm) Proveta 141 (pm) 125 (pm) 125 (pm) DISCUSSÃO Segundo o experimento foi possível verificar que vários métodos podem auxiliar nos cálculos da densidade de um sólido.28 x 10-8(cm) 2. Metal Alumínio Cobre Ferro Sistema Cúbico Simples Paquímetro Garrafa PET 127 (pm) 127 (pm) 114 (pm) 116 (pm) 114 (pm) 120 (pm) Proveta 129 (pm) 114 (pm) 114 (pm) Tabela 8: Cálculo do raio atômico.59 x 10-8(cm) 2.42 (cm³/mol) 7.55 x 10-8(cm) 2.33 x 10-8(cm) 2.21 x 10-²³ (cm³) Tabela 6: Aresta do Cubo (Vu= au ³  au= ³√Vu).

já o ferro tem um Sistema Cúbico de Corpo Centrado. Metal Raio Atômico Alumínio 128 (pm) Cobre 126 (pm) Ferro 143 (pm) (SIMONI e TUBINO.diferentes entre si.96 g/cm3 e o ferro é 7. O volume de um átomo é a razão entre o volume molar e o número de Avogrado (6. contudo o paquímetro conferiu resultados mais precisos quando comparamos os três metais com o valor sugerido. Nenhum dos métodos puderam ser considerados incorretos. Tabela 10: Raio atômico e densidade dos metais. 1999). obtendo assim o valor da aresta.70 g/cm3. é calculado pela raiz cúbica do volume do átomo. foi possível verificar que os valores que mais se aproximavam indicavam a qual sistema o metal pertencia. porém próximos uns dos outros. estão próximos entre si. Se considerarmos que todos os sistemas são cúbico simples não encontraríamos valores corretos de raio atômico e ainda classificaríamos os sistemas de cada metal incorretamente. quando comparados entre sim. Segundo Sardella (2003) a densidade aproximada do alumínio é 2. Tabela 2 e Tabela 3) e da massa molar de cada elemento. O volume molar de um sólido é o volume ocupado por um mol de átomos. 2003). do cobre é 8.023 x 1023 átomos) e tamanho da aresta . considerando que todos os materiais são formados através um sistema cúbico simples. Tabela 2 e Tabela 3) estão bem adjacentes aos de Sardella.86 g/cm3. o que já era esperado já que a densidade está relacionada com o volume e o volume molar foi obtido através da densidade (Tabela 1. pois obtiveram resultados próximo entre si quando utilizados para os cálculos do raio atômico. Aplicando as fórmulas para cada tipo de sistema e comparando os valores obtidos com os referência encontrados na Tabela 10. os resultados do experimentos são muito semelhantes. Por isso a Tabela 6. Tabela 8 e Tabela 9 levaram em consideração o número de átomos que cada sistema possui e multiplicou pelo volume unitário. o que era esperado. já que são cálculos subseqüentes aos valores encontrados anteriormente. Os resultados obtidos (tabela 4). assim obtemos que Alumínio e o Ferro possuem um Sistema Cúbico de Face Centrada. assim como a densidade. já que os valores (Tabela 1. o que comprova todos os métodos foram bem executados. . moléculas ou íons (SARDELLA.

mas são menores. isso se deve a menor possibilidade de erro. LE MAY JR.. Questionando a vida e o meio ambiente. raio atômico. E. W. através de um experimento fácil com procedimentos e materiais simples como régua. BURSTEN. conseguimos chegar ao objetivo principal. J. R.porém é possível afirmar que os valores mais exatos foram obtido a partir dos cálculos executados com as medidas do paquímetro. constante de Avogadro. até a proveta e o paquímetro (para muitos. . cobre (sistema cúbico de face centrada) e ferro (sistema cúbico de corpo centrado). Podemos concluir que o raio atômico e conseqüentemente a forma cristalina dos metais estão relacionadas com a densidade. HOLUM.. 9ª. barbante e garrafa PET (que são de fácil acesso).. Rio de Janeiro: LTC. BROWN.. Porto Alegre: Bookman (2001). Química a Ciência Central. São Paulo: Pearson (2005). seja em casa ou em um laboratório podemos despertar a curiosidade e usufruir da ciência como fonte de conhecimento. concatenados a conceitos de densidades dos sólidos.. 1 (2002). P. entre outros. L.. já que ela é flexível (dificultando a medida do perímetro). mas erros como espirros e variação na leitura do volume também ocorrem. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ATKINS. E. encontrados somente em laboratórios). R. J. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este experimento foi de suma importância para o grupo.. possui maior dificuldade de leitura na variação de volume e variação no volume de água graças aos espirros de água. 3ª ed. A garrafa PET se mostrou a menos precisa. A proveta é mais precisa. volume dos átomos. JONES. B. v. E. Princípios de Química. Química a Matéria e Suas Transformações. J. RUSSELL. Neste experimento podemos destacar claramente a presença da relação da ciência com o nosso cotidiano. BRADY. ed. T. BURDGE.. H. a determinação do arranjo cristalino dos metais: alumínio (sistema cúbico de face centrada). pois de todos os métodos a probabilidade de erro era maior. L.

1ª ed. P. A. Química: um curso universitário. São Paulo: Ática (2003) SIMONI. 4ª. C. J. J. 1 (2005). VAN VLACK. 41 (1999). Química Geral e Reações Químicas. 1ª ed. . A. MAHAN. Rio de Janeiro: Elsevier (2003). Princípios de Ciência dos Materiais. ROLLIE J. J. RUSSEL.KOTZ. 2ª ed. BRUCE M. 9. Química Série Novo Ensino Médio. Química Nova na Escola. São Paulo: Edgar Blücher (1995). L. São Paulo: Thomson Pioneira. ed. São Paulo: Makron Books (1994). TUBINO. M.. Determinação de raio atômico de alguns metais. MYERS. Química Geral. SARDELLA.. 4ª ed. TREICHEL JR.B. V.

.1. ANEXO Anexo A – Classificação periódica dos elementos (com massas atômicas referidas ao isótopo 12 de carbono).

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