APOSTILA TELECOMUNICAÇÕES

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Telefonia Fixa: O que é
Telefonia é a área do conhecimento que trata da transmissão de voz e outros sons através de uma rede de telecomunicações. Ela surgiu da necessidade das pessoas que estão a distância se comunicarem. (Dic. Aurélio: tele = longe, a distância; fonia = som ou timbre da voz). Os sistemas telefônicos rapidamente se difundiram pelo mundo atingindo em 2001 mais de 1 bilhão de linhas e índices de penetração apresentados na tabela. Estados Unidos Europa Brasil Mundo Linhas/100 hab. 66,45 40,62 21,78 17,21

Com o aparecimento dos sistemas de comunicação móvel com a Telefonia Celular o termo Telefonia Fixa passou a ser utilizado para caracterizar os sistemas telefônicos tradicionais que não apresentam mobilidade para os terminais. A figura a seguir apresenta as partes básicas de um sistema telefônico.

Terminal telefônico
O terminal telefônico é o aparelho utilizado pelo assinante. No lado do assinante pode existir desde um único terminal a um sistema telefônico privado como um PABX para atender a uma empresa com seus ramais ou um call center. Um terminal é geralmente associado a um assinante do sistema telefônico. Existem também os Terminais de Uso Público (TUP) conhecidos popularmente como orelhões. 2

UO AO A TELEFÔNICO

Aparelho Telefônico
O aparelho telefônico é o responsável pela origem e recepção das ligações. Apesar de seu aspecto simples, ele desempenha um grande número de operações. Suas funções incluem: • Solicitação para o uso do sistema telefônico, quando o monofone é levantado • Indicar que o sistema está pronto para uso, por meio da recepção do tom de discar • Enviar o número do telefone chamado ao sistema • Indicar o estado da ligação, por meio de sinalização acústica • Acusar o recebimento de uma ligação, com o toque da campainha • Converter a voz em sinais elétricos para a transmissão • Ajustar automaticamente a mudança de potência • Sinalizar ao sistema o término de uma ligação. A figura abaixo ilustra o um telefone com seus principais componentes. Os telefones funcionam com tensão contínua de – 48 V (quando “no gancho”), corrente de operação de 20 a 80 mA , perda típica de enlace de 8 dB e distorção de – 50 dB.

Principais componentes de um telefone O telefone decádico, no qual os dígitos são transmitidos por seqüências de pulsos, está com seus dias contados. A figura abaixo mostra uma versão do teclado de um telefone multifreqüencial, no qual os dígitos são transmitidos por combinações de freqüências, com um par de freqüências associado a cada tecla. O sistema de discagem multifreqüencial está substituindo o telefone decádico por apresentar as seguintes vantagens: • Diminui o tempo de discagem • Utiliza componentes eletrônicos de estado sólido • Pode ser usado para a transmissão de dados a baixas taxas • Reduz os requisitos de equipamentos na central local • É mais compatível com as Centrais de Programa Armazenado (CPA)

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erro na discagem. O processo inicia-se com o desejo de um determinado assinante A de conversar com o outro assinante. Essa atitude pode ser tomada imediatamente.Teclado de um telefone multifreqüencial O fundamento da telefonia é o estabelecimento da ligação telefônica. ocupar novamente o sistema telefônico. o assinante A pode tomar a decisão de desistir. telefone ocupado ou ausência de resposta por parte do assinante chamado. além do telefone e do sistema telefônico. Em função do sinal recebido. ou depois de algum tempo. ou renovar a tentativa. é necessária a existência do assinante. digamos B. dessa forma. ou sofrer alguma interrupção por conta de congestionamento no sistema. A nova tentativa irá. O assinante A começa então uma chamada por meio do sistema telefônico. Diagrama de blocos do telefone 4 . Essa chamada pode ser atendida pelo assinante B. Para tanto.

Realimentação acústica pode ocorrer em trajetos de redes complexas. na qual as funções lógicas de comando e controle são executadas por dispositivos eletrônicos e a conexão permanece eletromecânica e. • Corte central no sinal . na qual as funções lógicas de comando. do locutor ao ouvinte. tivemos o surgimento das centrais de comutação totalmente eletrônicas. resulta do mapeamento do sinal analógico em digital. Central Telefônica Representa o subsistema mais importante da rede de telefonia. passando pelos dispositivos de comutação semi-eletrônica na década de 1970.Distorções introduzidas pelo Sistema Telefônico O projeto de um sistema de telefonia digital deve levar em conta todos os aspectos da rede. concentração. • Eco .Afeta a qualidade da voz. • Realimentação . controle e conexão são executadas por dispositivos eletrônicos. Essas centrais utilizam computadores e são conhecidas como Centrais de Programa Armazenado (CPA’s). finalmente. O ruído básico para sistemas digitais. Retardos acima de 65 ms produzem ecos perceptíveis e retardos inferiores tendem a tornar o som deturpado. devendo ser minimizado na medida do possível. em transmissões via satélite. evoluindo das centrais totalmente eletromecânicas da década de 1960. O controle por programa armazenado utilizado nas centrais atuais apresenta uma série de vantagens sobre os sistemas eletromecânicos anteriormente utilizados: 5 . conhecido como ruído do quantização. Algumas características dos sistemas telefônicos levam à distorção no sinal de voz. • Deslocamento de freqüência . As centrais telefônicas têm como funções principais gerência. As centrais telefônicas sofreram uma evolução tecnológica considerável nos últimos anos. distribuição.Ocorre quando a freqüência recebida difere da transmitida e afeta a inteligibilidade e o reconhecimento do locutor. A lista que segue ilustra alguns dos problemas encontrados e seus efeitos sobre a inteligibilidade: • Limitação na amplitude de pico do sinal . interligação e tarifação das chamadas produzidas pelos assinantes.Resulta na omissão da parcela inicial de uma mensagem.A supressão dos níveis mais baixos do sinal causa um efeito drástico sobre a inteligibilidade do sinal e afeta a qualidade da fala. Circuitos supressores de eco acabam eliminando parte da sílaba inicial. Como a inteligibilidade é resistente ao retardo.Resulta de reflexões do sinal em pontos terminais da linha. O ruído é um sinal aleatório por natureza e provoca uma sensação desagradável ao ouvido. O efeito é perturbador para o locutor e para o ouvinte. • Ruído .Diversos tipos de ruído afetam a transmissão do sinal de voz. nos anos de 1980. por conta da distância que o sinal portador tem que percorrer. Afeta a inteligibilidade com uma queda linear da mesma com o aumento do intervalo omitido. • Defasagem e retardo de transmissão – É normalmente mais pronunciado na transmissão via satélite ou de longa distância. • Retardo em sistemas operados por voz . este último afeta principalmente a qualidade da fala. mas não reduz apreciavelmente a inteligibilidade quando a fala é ouvida em ambiente silencioso e sob índices de percepção confortáveis. É o elemento responsável pela comutação de sinais entre os assinantes de uma rede.

enquanto os enlaces com a central pública local são chamados troncos. Tempo de instalação: Tempo menor de instalação ou ampliação em relação às centrais eletromecânicas. As centrais públicas por sua vez são classificadas de acordo com a abrangência e os tipos de ligações que efetuam: Central Local – Ponto de chegada das linhas de assinantes e onde se faz a comutação local. Central Tandem – Interliga centrais locais ou interurbanas. a velocidade de conexão é muito alta (da ordem de 250m s). Quanto à aplicação. Os aparelhos telefônicos ligados a uma central privada são chamados de ramais. restrição de chamadas. As centrais privadas são utilizadas em empresas e outros setores nos quais existe uma demanda de alto tráfego de voz. interurbanos ou mesmo internacionalmente. Facilidades administrativas: Facilidades operacionais como mudanças de roteamento. etc. Central Trânsito – Interliga dois ou mais sistemas locais. siga-me. Facilidades de manutenção: Menor índice de falhas uma vez que não possuem peças móveis. controle mais eficiente das facilidades de assinantes etc. 6 .Flexibilidade: O programa permite alterações e reconfigurações na central sem que ela tenha que ser desligada. produção de relatórios e estatísticas detalhadas. Os níveis hierárquicos entre as centrais da rede pública de telefonia são chamados classes: Central Trânsito classe I – Representa o nível mais elevado da rede interurbana. as centrais de programa armazenado oferecem uma ótima relação custo / benefício. Facilidades para os assinantes: A CPA permite um grande número de facilidades para os assinantes como discagem abreviada. não sendo produzidos ruídos de comutação mecânica que afetam a qualidade da conexão. Essa operação pode ser realizada localmente ou remotamente. Custo: Com um índice de manutenção mais baixo. Qualidade de conexão: Todo o processo de comutação é digital. Economia de espaço: As CPA’s têm dimensões reduzidas em comparação com as antigas centrais eletromecânicas. Velocidade de estabelecimento de ligação: Por utilizarem dispositivos eletrônicos. a central telefônica pode ser classificada em pública ou privada. uma maior eficiência em termos de serviços. identificação de chamadas. Essa central tem pelo menos acesso a uma central internacional.

Processamento da informação – O sistema processa as informações recebidas para definir as ações a serem tomadas. Funções da Central Telefônica As funções principais das centrais telefônicas continuam basicamente as mesmas desde sua invenção no século XIX: Atendimento – O sistema executa a monitoração de todas as linhas para identificar pedidos de chamada.Central Trânsito classe II – Central trânsito interurbana. Convencionou-se chamar de A o assinante que origina a chamada e de B aquele que recebe a chamada. a central recebe informações como endereço da linha chamada e serviços de valor adicionado. As linhas telefônicas dos vários assinantes chegam às centrais telefônicas e são conectadas entre si quando um assinante (A) deseja falar com outro assinante (B). Central Trânsito classe III – Central trânsito interurbana. O atendimento implica na disponibilização de recursos para o estabelecimento da chamada. Comutação é o termo usado para indicar a conexão entre assinantes. subordinada a uma central classe I. subordinada a uma central classe III e interligada a centrais locais. Alerta – Depois de realizada a conexão. três conexões são realizadas na seguinte seqüência: Ligação para o terminal que originou a chamada. 7 . Daí o termo Central de Comutação (“switch”). Envio de informação – Ocorre sempre que o assinante está conectado em outra central. Interconexão – Para uma chamada entre dois usuários. o sistema alerta o assinante chamado. subordinada a uma central classe II. Supervisão de chamada – Ocorre durante todo o tempo para tarifação e determinação do instante em que o circuito deve ser desconectado. Recepção da informação – Além dos sinais de solicitação e término da chamada. Conexão entre os dois terminais. Ligação com o terminal chamado. A central de origem deve enviar informações para serem processadas pela central de destino. enviando um tom característico para o assinante que chama. Central Trânsito classe IV – Central trânsito interurbana. Teste de ocupado – O sistema faz teste para verificar a disponibilidade do circuito de saída requerido.

A central telefônica é o elemento de rede responsável pela comutação de sinais entre os usuários. Estas centrais telefônicas locais estão também interligadas a Centrais Locais de outras cidades. 8 . É possível desta forma conectar um assinante com outro em qualquer parte do mundo. conhecidas como circuitos troncos. para otimizar o encaminhamento do tráfego. As centrais denominadas Mistas possuem a função local e a função tandem simultaneamente. Em uma cidade podemos ter uma ou várias Centrais Locais. estados ou países através de centrais de comutação intermediarias denominadas de Centrais Trânsito. A central de comutação estabelece circuitos temporários entre assinantes permitindo o compartilhamento de meios e promovendo uma otimização dos recursos disponíveis. automatizando o trabalho das antigas telefonistas que comutavam manualmente os caminhos para a formação dos circuitos telefônicos. promovendo uma otimização dos recursos disponíveis. Para permitir que assinantes ligados a uma Central Local falem com os assinantes ligados a outra Central Local são estabelecidas conexões entre as duas centrais. Em uma região metropolitana pode ser necessário o uso de uma Central Tandem que está conectada apenas a outras centrais. As Centrais Trânsito são organizadas hierarquicamente conforme sua área de abrangência sendo as Centrais Trânsito Internacionais as de mais alta hierarquia.A central telefônica tem a função de automatizar o que faziam as antigas telefonistas que comutavam manualmente os caminhos para a formação dos circuitos telefônicos. estabelecendo circuitos temporários que permitem o compartilhamento de meios. As linhas telefônicas dos vários assinantes chegam às centrais telefônicas e são conectadas entre si. A central a que estão conectados os assinantes de uma rede telefônica em uma região é chamada de Central Local. No Brasil um circuito tronco utiliza geralmente o padrão internacional da UIT para canalização digital sendo igual a 2 Mbps ou 1 E1.

para otimizar o encaminhamento do tráfego. No Brasil um circuito tronco utiliza geralmente o padrão internacional da UIT para canalização digital sendo igual a 2 Mbps ou E1. Somente na década de 80 a comutação passou a ser totalmente eletrônica. que se inicia com a discagem do número telefônico do assinante com quem se deseja falar é denominado chamada ou ligação telefônica. 9 . conhecidas como circuitos troncos. A topologia de uma rede telefônica é ilustrada na figura abaixo. A central a que estão conectados os assinantes de uma rede telefônica em uma região é chamada de Central Local. As Centrais Trânsito são organizadas em classes conforme sua área de abrangência. Topologia de uma rede telefônica Chamada Telefônica Para que um assinante do sistema telefônico fale com o outro é necessário que seja estabelecido um circuito temporário entre os dois. Em uma região metropolitana pode ser necessário o uso de uma Central Tandem que está conectada apenas a outras centrais. quando as funções lógicas de comando e controle da comutação passaram a ser executadas por dispositivos eletrônicos. As centrais denominadas Mixtas possuem a função local e a função tandem simultaneamente. Essas centrais empregam computadores para a gestão de processos e são conhecidas como Centrais de Programa Armazenado (CPA’s). Estas centrais telefônicas locais estão também interligadas a Centrais Locais de outras cidades. sendo as Centrais Trânsito Internacionais as de mais alta hierarquia. É possível desta forma conectar um assinante com outro em qualquer parte do mundo.A comutação era eletromecânica até o inicio dos anos 70. Para permitir que assinantes ligados a uma Central Local falem com os assinantes ligados a outra Central Local são estabelecidas conexões entre as duas centrais. Este processo. estados ou países através de centrais de comutação intermediárias denominadas de Centrais Trânsito. Em uma cidade podemos ter uma ou várias Centrais Locais. A conexão continuou eletromecânica.

assim como algumas regras básicas que facilitam o uso do serviço. Argentina 54. definindo o código de cada país (Brasil 55. com pequenas diferenças entre um país e outro. Este esquema hierárquico de planejar a numeração é adotado internacionalmente. Para permitir a busca de um assinante na rede mundial. O sistema que cumpre estas funções em uma rede telefônica é chamado de sinalização.Como Prefixo Nacional. • N12+N11 – CSP .código de seleção de prestadora – Como o código a ser discado antes do código de acesso nacional ou internacional e imediatamente após o Prefixo Nacional ou Prefixo Internacional. Sinalização Para que a chamada seja estabelecida o sistema telefônico tem que receber do assinante o número completo a ser chamado.Como o Prefixo Internacional. • 00 (zero zero) . ou seja. • 90 (nove zero) . internacional e seleção de operadora). na digitação interrompida por tons intermediários.como o Prefixo de chamada a cobrar. Normalmente a diferença está nos prefixos escolhidos para acesso nacional e internacional. 1 . Para ligações nacionais ou internacionais. EUA 1. Em algumas regiões do Brasil utiliza-se ainda um código de 7 dígitos. é necessário que sejam discados códigos adicionais (nacional. Itália 39. ou número telefônico. no uso do código de seleção de prestadora. de acordo com o número digitado pelo assinante A. etc. como o uso de prefixos . A UIT – União Internacional de Telecomunicações . • N10+N9 – Código Nacional (DDD) . ou seja. • Desta forma. O Regulamento de Numeração do STFC define: 0 (zero) .definiu o Plano de Numeração Internacional. o primeiro dígito a ser discado numa chamada de longa distância nacional. estabelecer o caminho para a chamada e avisar ao assinante que existe uma chamada para ele.Da cidade do assinante chamado (assinante B). a cada assinante do serviço telefônico foi atribuído um código de acesso de assinante. Normalmente os primeiros 3 ou 4 dígitos correspondem ao prefixo da central telefônica local a qual o assinante está conectado e os 4 últimos dígitos ao número do assinante na rede de acesso desta central. a ser discado após o código de seleção de prestadora em chamadas nacionais. em cidades diferentes. etc). é possível repetir os números de assinantes de forma não ambígua. o primeiro e segundo dígitos a serem discados numa chamada internacional. formado de 8 dígitos (N8+N7+N6+N5+N4+N3+N2+N1) que é discado quando a ligação é local.Numeração No Brasil. O encaminhamento de chamadas dentro de uma rede telefônica flui do assinante para a sua central telefônica local e daí para outras centrais até o assinante chamado.

A sinalização entre o terminal do assinante e a central local é transmitida por abertura e fechamento do circuito da linha telefônica (pulso) ou pelo envio de sinais em freqüências específicas (tom). indicando que a mesma está pronta para receber e armazenar os números teclados. Sinalização na Rede Telefônica Para que uma chamada seja estabelecida o sistema telefônico tem que receber do assinante o número completo a ser chamado. estabelecer o caminho para a chamada e avisar ao assinante destinatário que existe uma chamada para ele. e tem por finalidade indicar o estado de operação dos sistemas telefônicos. 1 . O sistema que cumpre estas funções em uma rede telefônica é chamado de sinalização. Exemplo de sinalização Sinalização Acústica A sinalização acústica é transmitida pelos órgãos da central de comutação diretamente aos assinantes sob a forma sonora. Esta é a única sinalização perceptível pelos assinantes. Os sinais são os seguintes: • O Tom de discar – É a sinalização enviada pela central ao assinante chamador. Um exemplo de sinalização no estabelecimento de uma ligação é ilustrado na figura abaixo.

quando necessário.É enviado ao assinante chamador para indicar que a chamada não pode ser completada por uma das seguintes razões: o número chamado não existe. 1 . trocando informações relacionadas aos estágios da conexão. O sinal aciona a campainha do aparelho telefônico a intervalos iguais aos do tom de controle de chamada. informando que o recebimento de tráfego está inibido por programação. A Corrente de toque .É enviado pela central indicando ao chamador que o usuário de destino está sendo chamado.É a sinalização enviada pela central ao assinante chamado. ou apenas ao terminal chamado que dispõe do serviço “chamada em espera”. O Tom de número inacessível .É o sinal enviado por uma central aos terminais envolvidos em uma conversação. este tom é substituído por uma mensagem gravada. O Tom de aviso de chamada em espera . o chamador não observou as regras de discagem. Este sinal é gerado pela central do assinante chamador. e agindo durante toda a conexão sem ser percebida pelos assinantes. para indicar que há chamada para o mesmo. Também é responsável por enviar os pulsos de tarifação. Os Sinais para frente são: • • • Ocupação – é emitido pela central de onde provém a chamada para levar o circuito associado à condição de ocupação. Os sinais que são gerados no lado do assinante que origina a chamada são denominados Sinais para Frente. • • • • • Sinalização de Linha Esta sinalização é responsável por efetuar a supervisão dos enlaces dos circuitos que interligam duas centrais. o número discado não está acessível à categoria do chamador. enquanto os gerados no lado do assinante chamado são os Sinais para Trás. para re-chamar o assinante chamado. a linha do assinante chamado está com defeito. o número do assinante mudou. após este ter desligado. o terminal que retém a chamada desligou. indicando a existência de outra chamada. liberando a central de destino e todos os órgãos envolvidos na chamada. O assinante chamador em espera receberá o tom de controle de chamada enquanto este sinal é enviado. Em algumas situações. Desligar para frente – é emitido pela central do assinante chamador no instante em que este repõe o telefone no gancho. há congestionamento em algum ponto da rede. para indicar que o chamador desligou. em substituição ao tom de discar.• O Tom de controle de chamada . Re-chamada – O sinal de re-chamada ocorre geralmente quando se utiliza mesa operadora. Este sinal é enviado juntamente com a corrente de toque que vai para o assinante chamado. porém eles podem não estar sincronizados. O Tom de aviso de programação .É enviado ao assinante chamador.É o sinal enviado ao terminal chamador. indicando uma das seguintes ocorrências: o assinante chamado está ocupado. O Tom de ocupado .

sendo que esta última divide-se em MF (multifreqüencial) ou MFC (multifreqüencial compelida). Bloqueio – O sinal de bloqueio ocorre quando há falha ou bloqueio (efetuado por operador) na central do assinante chamado. um sinal para trás. Tarifação – O sinal de tarifação é emitido a partir do ponto de tarifação para o contador do assinante chamador. entre assinantes de centrais distintas. As centrais CPA modernas adotam apenas a sinalização MFC. A sinalização entre registradores pode ser por pulsos decádicos ou por sinais multifreqüenciais. Sua temporização tem início no momento do envio da sinalização de desligar para trás. passando de sistemas onde a sinalização é feita utilizando o próprio canal onde se processa a chamada telefônica (canal associado) para a padronização estabelecida pelo sistema de sinalização por canal comum número 7 (SS7) que utiliza um canal dedicado para 1 . pois na sinalização MFC cada sinal enviado compele o registrador de destino a emitir um sinal de volta. Com as centrais digitais foi possível evoluir os métodos de sinalização.). Desligar para trás – é enviado ao chamador indicando que o assinante chamado desligou. pela substituição de componentes eletromecânicos por processadores digitais estendeu-se a outras áreas periféricas das centrais. ou não é limitado por um temporizador. Por exemplo. de acordo com o degrau tarifário correspondente. quando o usuário chamado desliga mas o chamador não. ocorrendo no início da ligação. Desconexão forçada – é gerado após uma temporização pela central responsável pela tarifação. Assim. Confirmação de desconexão – é enviado em resposta a um sinal de desligar para frente. está ocupado ou não existe.E os Sinais para trás: • • • • Atendimento – é gerado pela central para onde foi enviado o sinal de ocupação. etc. a duração de um sinal é determinada pela recepção de outro sinal enviado no sentido oposto como resposta ao primeiro. Sinalização MFC Utiliza-se o nome sinalização compelida. indicando que ocorreu a liberação dos órgãos associados à ligação. • • Sinalização de Registrador A sinalização de registrador corresponde ao conjunto de sinais responsáveis pela troca de informações destinadas ao estabelecimento das chamadas (número do assinante chamador. um sinal para frente permanece sendo emitido enquanto não é recebido. indicando ao chamador o momento em que o assinante chamado atende a ligação. dando origem às centrais digitais CPA-T (Controle por Programa Armazenado -Temporal). caso contrário a ligação é interrompida. Digitalização Nos anos 70 as centrais telefônicas iniciaram uma evolução de uma concepção analógica para digital. e geralmente é de 90 segundos. categoria do assinante chamador. Esta transformação iniciada no núcleo das centrais. Esta sinalização é trocada entre órgãos de controle das centrais. até o momento em que o assinante chamador ouve o sinal sonoro indicando que o outro assinante está sendo chamado. em contrapartida.

o serviço de longa distância nacional e o serviço de longa distância internacional. a situação se inverte. Esta evolução trouxe flexibilidade e uma série de benefícios ao sistema telefônico principalmente quanto ao oferecimento de serviços suplementares e de rede inteligente. Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) A Anatel utiliza a denominação Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) para caracterizar a prestação de serviços de Telefonia Fixa no Brasil. quando uma chamada é originada de um telefone de uso público (TUP). Similarmente. a rede de acesso utilizada é a da prestadora proprietária daquele TUP e respectiva rede de acesso. Toda vez que você discar apenas o número do assinante (7 ou 8 dígitos) estará fazendo uma ligação local. definida pela Agência. Considera modalidades do Serviço Telefônico Fixo Comutado o serviço local. para uma chamada normal. É considerado serviço local aquele destinado à comunicação entre dois terminais fixos em uma área geográfica contínua de prestação de serviços. Na chamada a cobrar. o assinante originador da chamada paga a ligação à sua operadora local e esta remunera a outra pelo uso de sua rede. A regra é simples: a operadora que cobra do cliente pelo serviço prestado paga à(s) outra(s) pelo uso de sua(s) rede(s). como uma área local. 1 .sinalização (Canal Comum). Uma área local corresponde normalmente ao conjunto de localidades de um município. Neste caso. qualquer ligação local será feita através da rede desta operadora. Como o usuário contrata o seu serviço telefônico junto a uma operadora de serviço local da qual passa a ser assinante. segundo critérios técnicos e econômicos. tornando possível uma ligação local entre assinantes destas duas operadoras. Se em uma área local existirem duas operadoras prestando serviço local deverá haver interconexão entre estas redes. Serviço Local A operadora que presta o serviço local é aquela que possui a central local e a rede de acesso à qual o terminal do assinante está conectado.

A regulamentação estabelece que a receita deste tipo de chamada é da prestadora de longa distância. cabendo a ela cobrar do cliente que a escolheu para transportar a chamada e pagar às operadoras locais pelo uso de suas redes. Uma ligação de longa distância envolve normalmente três operadoras. a regulamentação estabelecida pela Anatel permite que o usuário escolha a prestadora do serviço de longa distância de sua preferência. através do código de seleção de prestadora (CSP). Como é possível haver várias operadoras de longa distância prestando este serviço entre estes dois locais. a operadora local 2 que presta o serviço local ao assinante que recebe a chamada. e a operadora de longa distância. Em muitos casos uma operadora pode executar os três papéis em uma ligação de longa distância.Serviço de Longa Distância O Serviço de Longa Distância Nacional é aquele destinado à comunicação entre dois terminais fixos situados em áreas locais distintas no território nacional. uma chamada entre o Rio e Belo Horizonte em que a operadora de longa distância escolhida seja a Telemar e uma chamada entre Brasília e Porto Alegre em que a prestadora de longa distância escolhida seja a Brasil Telecom. Exemplos: uma chamada entre Campinas e São José dos Campos em que a operadora de longa distância escolhida seja a Telefônica. Congestionamento Chamada telefônica é o processo que visa estabelecer a comunicação entre usuários utilizando dois terminais do sistema telefônico como representado na figura a seguir: 1 . chamada a chamada. A operadora local 1 que presta o serviço local ao assinante que origina a chamada.

pelas seguintes razões: • Congestionamento em uma das Centrais.O processo se inicia com a discagem do número telefônico com quem se deseja falar. As razões para não completar uma chamada podem ser: • • • • O terminal chamado não atende a chamada. A chamada pode não se completar. 1 . O parâmetro normalmente utilizado é o Business Hour Call Atempt (BHCA) que equivale ao número de tentativas de chamadas na Hora de Maior Movimento (HMM). O PGMQ estabelece como meta que o número de chamadas não completadas por congestionamento na rede seja menor que 5% das chamadas em cada um das seguintes Hora de Maior Movimento (HMM): HMM Matutino Vespertino Noturno Horas 9 às 11 14 às 16 20 às 22 Congestionamento em um sistema telefônico Considere a situação simplificada. O terminal chamado está ocupado. O número discado não existe ou foi discado incorretamente. Congestionamento na rede. representada na figura. As Centrais são dimensionadas para suportar um número máximo de tentativas de chamadas em um determinado período de tempo. O Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ) aplicável as operadoras de telefonia fixa no Brasil. estabelece que 65% das chamadas originadas por usuário tem que ser completadas. Quando a chamada resulta em comunicação com o destino desejado a chamada é dita completada. devido a congestionamento na rede. em que um Assinante A de uma localidade “1” faz uma chamada para um Assinante B de uma localidade “2”.

o desempenho do sistema pode ser acompanhado através de medições periódicas. • Para acompanhar os indicadores de qualidade do PGMQ a Anatel estabelece um calendário anual que define um dia em cada mês para coleta de dados destes indicadores nos PMM. normalmente de uma hora. aleatoriamente e • Para dimensionar um sistema é preciso estabelecer o número médio de chamadas e a duração média de cada chamada na Hora de Maior Movimento (HMM). A intensidade de tráfego em um sistema telefônico pode ser definida como o somatório dos tempos das chamadas telefônicas (ocupação dos canais telefônicos) em um determinado período de tempo. o congestionamento em um sistema telefônico passa a depender basicamente do número de troncos entre as centrais. O tráfego telefônico varia com: • A hora do dia. Erlang é uma unidade de medida de intensidade de tráfego telefônico para um intervalo de uma hora. Em um sistema telefônico as chamadas se originam independentemente uma das outras.Congestionamento nos troncos que ligam uma central a outra. ou canais. • Com Centrais adequadamente dimensionadas. O tronco padrão no Brasil é um circuito de 2 Mbit/s (E1) com capacidade de 30 canais telefônicos (conversações). de modo a garantir um congestionamento inferior a uma meta estabelecida. Este tutorial apresenta a metodologia para conceituar o tráfego telefônico e dimensionar o número de troncos. 1 . • A semana do ano. Com estes dados pode-se calcular a intensidade de tráfego para a qual o sistema será dimensionado. Uma vez implantado. • O dia da semana.

Além da voz. Cada par de terminais do bloco de corte recebe um par do equipamento comutador e corresponde ao número do assinante.• Apresenta-se a seguir a Fórmula de Erlang que permite o dimensionamento do número de troncos em um sistema telefônico. REDE DE ASSINANTES É a parcela do sistema telefônico que interliga a central local com o aparelho telefônico. No DG os pares das linhas de assinantes são conectados a blocos protetores (conexão vertical) e interligados a blocos de corte (conexão horizontal). A interligação entre os blocos é feita através de fios jumper. é usada também para comunicação de dados. Aos poucos tem sido implantada rede de cabos ópticos na interligação entre a central e armários de distribuição ou entre central pública e pabx. faz a interligação entre a central comutadora e a rede externa. Atualmente a rede de assinantes é formada em sua maior parte por cabos de pares metálicos. COMPONENTES Esquematicamente. 1 . a rede de assinantes é composta pelos seguintes elementos: • Distribuidor Geral (DG) – localizado dentro da estação telefônica.

CTS-APL – são indicados para redes subterrâneas. • Fio interno (FI) – utilizado em instalações internas. • Caixa terminal (ou de distribuição) – onde termina a rede de cabos e são conectados os pares de cada assinante. Este trecho da rede é também chamado de rede primária. • Armário de distribuição (ARD) – é um armário instalado externamente onde são feitas interligações entre os pares da rede primária e secundária. Dentro da caixa são instalados blocos de conexão. É um cabo de alta capacidade (> 200 pares) instalado em caixas e dutos subterrâneos. Geralmente utilizado em instalações aéreas.• Cabo primário (alimentador) – é o trecho da rede que interliga o DG ao armário de distribuição. Para evitar interferências externas o cabo é protegido com uma fita de alumínio lisa (APL). Este trecho é denominado de rede secundária. para interligar a caixa terminal com a casa do assinante. • Fio externo (FE) – utilizado em instalações externas. Existem diferentes tipos de emendas dependendo se o cabo é subterrâneo ou aéreo. com seus respectivos blocos. Para instalações internas existem também os cabos internos (CI). TIPOS DE CABOS E MATERIAIS DE SUSTENTAÇÃO CTP-APL – é um cabo onde os condutores utilizam isolamento de plástico e ar. Existem caixas para instalação externa e caixas para instalação interna. É um cabo de baixa capacidade (= 200 pares). • Caixa de emenda – utilizada para emenda de cabos. necessita de uma cordoalha de aço (cabo mensageiro) para sustentação junto aos postes. São constituídos por condutores de cobre isolados por uma camada de polietileno expandido revestida por uma película de 1 . usado em instalações aéreas. • Cabo secundário (distribuidor) – é o trecho da rede que interliga o armário de distribuição às caixas terminais.

65 mm de diâmetro. núcleo enfaixado com material não higroscópico e protegido por uma capa APL. É a cordoalha que é fixada ao poste e não o cabo.40 mm de diâmetro. este cabo utiliza isolamento de plástico e vem com uma geléia entre os condutores para proteção contra umidade. A identificação dos pares telefônicos dentro do cabo é feita através de um código de cores.polietileno sólido (Foam-Skin). Fio de espinar – usado para fixar o cabo telefônico à cordoalha. é um cabo auto-sustentado não precisando de cordoalha de aço. Cada grupo é identificado através de uma fita colorida. Este cabo possui internamente uma cordoalha de fibra de vidro. CTP-APL/AS – usado em instalações aéreas. CTP-APL/G – geralmente usado em instalações subterrâneas. CTP-APL 65/200 – cabo de 200 pares cujos condutores possuem 0. 2 . Os pares são organizados em grupos de 25 pares dentro do cabo. Cordoalha – utilizada para sustentação mecânica dos cabos aéreos que não são autosustentáveis. sendo o código composto por 25 combinações de cores diferentes. A nomenclatura para identificação dos cabos leva em consideração também o diâmetro dos condutores e a capacidade do cabo. Exemplos: CTP-APL 40/100 – cabo de 100 pares cujos condutores possuem 0.

a taxa de ocorrência da primeira é bem maior do que da segunda. As consequências de uma descarga indireta são bem menores do que a direta.PROTEÇÃO A proteção elétrica se refere ao conjunto de precauções tomadas com relação a rede. No caso das descargas indiretas. infra-estrutura e equipamentos dos sistemas de telecomunicações com o objetivo de proteger a vida e a integridade física dos operadores e usuários do sistema . Dependendo da amplitude da descarga e da distância entre o ponto de incidência e a linha. os campos eletromagnéticos gerados pela descarga se propagam no espaço desenvolvendo tensões impulsivas na linha. essas tensões podem provocar a ruptura do isolamento da linha e danos em equipamentos conectados à mesma. bem como. 2 . As principais fontes de perturbação sobre a rede telefônica são as seguintes: • Descargas atmosféricas • Redes de energia elétrica • Emissoras de Radiodifusão DESCARGAS ATMOSFÉRICAS As descargas atmosféricas podem impor tensões sobre uma linha telefônica quando um raio incide diretamente sobre a linha ou. quando o raio incide nas proximidades da linha. No entanto. garantir o funcionamento dos sistema quando submetido a perturbações.

enquanto nas linhas analógicas ocorre a demodulação de sinais da emissora AM. REDES DE ENERGIA ELÉTRICA As linhas de energia elétrica podem operar em dois modos distintos: regime permanente e regime transitório. etc. Numa situação de operação normal (estável) a linha está em regime permanente. • Tensões de toque: ocorre quando a pessoa está com a mão apoiada na estrutura atingida pelo raio. MEDIDAS PREVENTIVAS DE PROTEÇÃO A fim de proteger o sistema de telecomunicação contra os diversos tipos de perturbações são tomadas algumas medidas preventivas. • Tensões de passo: quando aparece uma diferença de potencial entre os pés da pessoa que se encontra sobre o solo. os campos eletromagnéticos emitidos por estações de radiodifusão induzem tensões nestas linhas que podem interferir com os sinais da mesma. • Transitórios causados pela rede elétrica: aterramento da rede e instalação de protetores de sobretensão. tais como: • Descargas atmosféricas: aterramento da rede e instalação de protetores de sobretensão. as quais provocam sobretensões sobre o par metálico. A indução eletromagnética gerada por curto-circuitos pode causar sérios danos à rede telefônica devido às elevadas correntes envolvidas. o que faz com que o som da rádio se sobreponha ao da conversação telefônica. Essa alteração pode ser causada pelo chaveamento de transformadores. portanto. indução (em regime permanente) sobre a linha telefônica. 2 . Nas linhas digitais tem-se erro na interpretação dos pulsos. curto-circuitos. duas condições são necessárias: • Configuração de transformadores em estrela. O regime transitório é um regime de curta duração e ocorre após a alteração das condições normais de operação da linha. • Ruído (em regime permanente) causado pela rede elétrica: utilização de cabos blindados e aterrados. no qual há escoamento de corrente do raio. Este tipo de indução causa ruído audível que interfere na conversação telefônica. A indução eletromagnética originada pela linha neste estado depende da parcela de corrente que circula pela terra. • Desequilíbrio entre as fases. com o neutro aterrado.As pessoas que se encontram próximas ao local de incidência do raio podem ser submetidos aos seguintes efeitos: • Descargas laterais: ocorrem em pessoas que se abrigam sob árvores. Para que exista corrente fluindo pela terra e. Esta interferência pode ocorrer tanto em linhas com sinais digitais quanto analógicos. EMISSORAS DE RADIODIFUSÃO Ao incidirem nas linhas de telecomunicações.

Os pontos de aterramento da rede telefônica devem ser sempre separados dos pontos de aterramento da rede elétrica. Esta identificação é feita em campo pintando-se as caixas e armários com sua respectiva numeração de cadastro e numerando-se todos os cabos que saem do DG. ARD’s. caixas e armários de distribuição instalados. caixas e armário. CONTAGEM DA REDE Existem. Os aterramentos da rede externa devem ser distribuídos e instalados nos seguintes elementos: DG. 2 . • Em locais onde forem instalados protetores (caixa terminal ou protetor individual) o aterramento deve ser menor ou igual a 15 O • Na estação telefônica. basicamente duas topologias de rede metálica de assinantes: (1) a rede rígida onde o cabo alimentador é conectado diretamente ao cabo distribuidor através de emendas seladas (vedadas) e (2) a rede flexível onde as conexões entre o cabo alimentador e distribuidor são flexíveis. blindagem dos cabos. Valores da resistência de aterramento: • O aterramento da cordoalha deve ser menor ou igual a 13 W. É mostrado abaixo um exemplo de uma rede flexível com as respectivas contagens dos cabos. • O aterramento da blindagem do cabo deve ser menor ou igual a 30 W. Em função da operação e manutenção da rede é necessário identificar todos os cabos. o valor máximo admissível é de 5 W.• Emissoras de radiodifusão: utilização de cabos blindados e aterrados. cabo mensageiro (cordoalha). redução da potência da emissora. através da substituição das emendas seladas por ARD’s. equipamentos multiplex. com afastamento de no mínimo 20 metros. caixas terminais com protetores.

com a finalidade de se contrapor ao efeito capacitivo do par metálico e reduzir a distorção de amplitude dos sinais transmitidos e baixar os valores de atenuação do enlace. e ao descasamento de impedância entre a fonte de sinal e a linha ou entre a linha e a carga (aparelho telefônico). Rp – resistência da ponte de alimentação. (2) utilização de dispositivos eletrônicos. A atenuação máxima entre a central telefônica e o aparelho do assinante é de 8 dB.ATENUAÇÃO Representa a perda de potência do sinal através do par metálico devido a característica resistiva. Imin – é a corrente microfônica mínima para funcionamento do telefone (20 mA). extensor de enlace e repetidor de freqüência de voz. Rt – resistência do telefone (300 W) TRATAMENTO DE ENLACE Existem duas maneiras de manter o enlace de assinante dentro dos limites de transmissão e de resistência: (1) utilização de cabos com condutores de maior diâmetro ou. A bobina de pupinização é um indutor ligado em série com a linha. Quando é escolhida a segunda opção realiza-se o denominado tratamento de enlace. LIMITE DE RESISTÊNCIA DE ENLACE É a máxima resistência admitida para o enlace de assinante. Pode ser determinada pela seguinte expressão: LRE = (V/Imin) – (Rp + Rt) onde: V – é a tensão de alimentação. as correntes de fuga no dielétrico. Dentre os equipamentos para tratamento de enlace temos: bobina de pupinização. 2 .

em bastidores apropriados. • Largura de banda • Pode-se transmitir um sinal em banda base ou com modulação. o qual é ligado em série com a fonte da central. com a finalidade de proporcionar um ganho de potência no sinal de voz.1 Direção do fluxo de dados 2 . 1. half-duplex ou full-duplex. • A transmissão pode ser serial (síncrona e assíncrona) ou paralela. As faixas de ganho dos repetidores estão comumente entre 4. Características da Transmissão • A direção do fluxo de dados pode ser do tipo simplex.0 e 6. • Pode-se ter transmissão digital ou analógica. TRANSMISSÃO 1. nas duas direções. fornecendo uma tensão DC mais elevada que supri a corrente microfônica mínima.5 dB. O repetidor de freqüência de voz é um dispositivo eletrônico instalado na estação telefônica. para compensar o excesso de atenuação do enlace.O extensor de enlace é um dispositivo eletrônico instalado na estação telefônica.

que pode então utilizar o canal. 1. ou seja. Entretanto.1.2 Half-duplex A informação é transmitida em ambos os sentidos. ou seja. Quando a primeira pessoa termina de falar. dois pares de fios. a fim de evitar conflitos na linha de dados. alocando parte da largura de banda para a comunicação. Normalmente é uma transmissão a 4 fios. a impressora somente recebe a informação e o computador somente envia os dados. somente do transmissor para o receptor. em um determinado instante a informação só vai ou só vem. Um exemplo de comunicação half-duplex é entre duas pessoas utilizando um canal de rádio tipo PX.1. como mostra a figura a seguir. 1. existe uma forma de utilizar transmissão full-duplex a dois fios.3 Full-duplex A informação é transmitida em ambos os sentidos de modo simultâneo. 1. de modo alternado. Quando uma pessoa fala a outra deve escutar.2 Transmissão analógica e digital 2 . Neste caso. ou seja.1. diz "câmbio" e libera o canal para a outra pessoa.1. Um exemplo deste tipo de transmissão é a comunicação entre um computador e uma impressora.1 Canais Simplex A informação é transmitida em uma única direção.

DESVANTAGENS: como o sinal é digital (onda quadrada). • Os avanços da microeletrônica estão permitindo circuitos digitais a preços cada vez mais baixos. • Consegue-se transmitir muito mais informação em sinais digitais • As funções de roteamento. • DESVANTAGENS: quando necessita repetidor. • Os sinais analógicos são de difícil encriptação. • A comunicação ótica (projetada para ser a tecnologia do futuro). permitidos pelo meio físico de transmissão.2 Transmissão digital Na transmissão digital. os sinais elétricos variam continuamente entre todos os valores possíveis. envia-se uma série de sinais. precisa de uma grande largura de banda para executar a transmissão. pois ele é digital e pode ser totalmente recuperado.2. e correspondem à informação que se deseja transmitir. eliminando completamente o ruído até aquele ponto da transmissão.1. roteadores. armazenamento e controle. são mais facilmente realizadas pelos sistemas digitais (computadores e centrais de programa armazenado – CPAs. próprias de um sistema de comunicação. Circuitos analógicos são muito caros e pouco próprios para integração e produção em larga escala • Em comunicação digital pode-se integrar facilmente voz. dados e imagem num mesmo tronco de comunicação. que estão totalmente estruturados em comunicação digital. o repetidor amplifica também o ruído. há uma regeneração do sinal. 2 . • VANTAGENS • Quando necessita repetidor. • VANTAGENS: precisa de uma pequena largura de banda para transmitir o sinal.2. etc). • Os sistemas de comunicação nacionais e internacionais são cada vez mais baseados em troncos de fibra ótica. é projetada para comunicação digital. comutação. que tem apenas dois valores ou uma gama discreta de valores. já que tudo é representado por bits.1 Transmissão analógica Na transmissão analógica. 1.

os bits são transmitidos um por vez. cada uma contendo 1 bit • REF: referência ou ground • STB: strobe .1. no mesmo instante.1 Transmissão paralela Na transmissão paralela o caracter (ou código) é transmitido de uma vez só.aviso que todas as linhas de dados estão na tensão correta (1 ou 0) e o receptor pode ler a informação. 1.3.3 Transmissão paralela e serial dos dados 1. A transmissão serial pode ser de dois tipos: assíncrona e síncrona. 1. como início dos dados. velocidade dos bits.2 Transmissão Serial Na transmissão serial tem-se apenas duas linhas para enviar a mensagem. é bastante rápida. A figura a seguir ilustra um exemplo onde são transmitidos 8 bits (1 byte) por vez. e a outra é a linha de sinal. devido à quantidade de linhas exigidas para fazer a transmissão.3.2. exigindo um protocolo especial entre transmissor e receptor para marcar certas características da transmissão. o próximo conjunto de bits é preparado para ser enviado. com caracteres especiais marcando o início do byte e seu final.3. A seguir. Assim. São elas: • DADOS: 8 linhas. sendo que uma delas é a referência (ou ground). entretanto. Observe que são necessárias 10 linhas para executar a transmissão. e outras que dependem do tipo de protocolo. Um exemplo de transmissão paralela de dados é a comunicação entre um computador pessoal (PC) e uma impressora paralela. pois o caracter é transmitido completo e no mesmo instante. A transmissão paralela é onerosa. conforme pode ser visto na figura abaixo. 2 .1 Transmissão serial assíncrona Os bytes são enviados um a um.

na faixa de 512 bytes.3. para transmitir 8 bits de informação. manda um bit de "start". os bits de um caractere são seguidos imediatamente pelos do próximo. A transmissão total pode ser representada como mostra a seguinte figura: O bloco de sincronização consiste de alguns caracteres especiais que avisam ao receptor que está para iniciar a transmissão de uma mensagem. que informa ao receptor que os próximos bits serão os dados.2 Transmissão serial síncrona A transmissão serial síncrona caracteriza-se pelo fato dos bits de informação serem enviados em blocos. da mesma forma que foi enviado este.A linha encontra-se inicialmente em um estado ocioso. Quando o transmissor quer enviar o byte. o receptor deve solicitar a retransmissão da mensagem. O BCC é um caractere especial enviado ao final da mensagem com o objetivo de verificar a ocorrência ou não de erros de transmissão. por exemplo. juntamente com os respectivos cabeçalhos. não havendo bits de start e stop entre eles. 2 . utilizado para conferir se os dados foram enviados corretamente. Vantagens da transmissão serial síncrona: • maior eficiência (relação entre informação útil e bits redundantes) • maior segurança na sincronização • melhores métodos de detecção de erros • maior velocidade Desvantagens: • Exigência de buffer. que coloca a linha novamente no estado original e marca o término da transmissão daquele byte. Assim. é necessário enviar 10 bits (se paridade desligada) ou 11 bits (se paridade ligada). e assim por diante até o término da mensagem. é enviado o stop bit. é possível enviar um bit de paridade (opcional). Desta forma. A mensagem útil pode ficar. Em caso de erro. Após enviar os bits de dados. O bloco de informação consiste basicamente na mensagem que deve ser enviada. Um aspecto importante deste tipo de transmissão é que para cada byte enviado são necessários bits adicionais para correto reconhecimento dos dados.2. • perda de maior quantidade de informação em caso de erro de sincronização ou de transmissão. implicando custo mais alto. É possível então enviar um novo byte. Finalmente. 1.

Infravermelho. 1. que tornase mais significativa conforme a distância. meios guiados: fios. como pode ser visto na figura a seguir.3. Para distâncias superiores a 150m.3.3 Comparação entre transmissão serial e paralela 1. pode-se utilizar transmissores de maior potência ou amplificadores de sinal em determinados pontos do percurso. Arrays de satélite. Microondas. a distância na transmissão paralela de dados não passa de 30m.3 Atenuação e amplificação Quando um sinal elétrico é transmitido através de um fio.3.1. microondas.3.3. Rádio. a largura de banda produzida pela antena pode determinar a qualidade de uma transmissão 3 . meios não guiados: rádio. existe perda do sinal. o custo da transmissão paralela torna-se praticamente proibitivo. infravermelho.Normalmente. Em ambos os tipos de transmissão.3. – Ex. entretanto. as limitações são mais influenciadas pela tipo de meio utilizado. A transmissão serial é utilizada de poucos metros até milhares de quilômetros. cabo coaxial. requer um esforço maior de hardware e software para serializar os bytes antes de executar a transmissão. Enquanto que nos meios não guiados. Satélites. Os principais meios de transmissão conhecidos são: • • • • • • • • Fios de cobre. A amplificação de um sinal serial é bem mais simples que a amplificação de vários sinais em paralelo: problemas de fase e sincronismo associados com a amplificação de muitos sinais em paralelo pode resultar num aumento significativo de custos. a velocidade que pode ser conseguida é inversamente proporcional à distância. Nos meios guiados. fibra de vidro.3.2 Velocidade e distância A velocidade que pode ser conseguida através da transmissão paralela é bem maior do que na transmissão serial. A qualidade dos sinais numa transmissão de dados em telecomunicações são determinados ambos pelas características do meio e do próprio sinal. Fibras de vidro.etc. Para compensar tal perda. 1. Luz laser.1 Custo A transmissão serial possui um custo de linha bem menor do que a transmissão paralela. Características dos meios de transmissão Podemos observar que os meios de transmissão são divididos em meios guiados e não guiados: – Ex.

tem este tipo de problema: interferência – cada fio elétrico acaba funcionando como uma mini-estação de rádio.Interferências. – Reduzem também a influências causadas pelos outros fios.Excesso de receptores ou repetidores. O par trançado pode ser agrupado em cabos com dezenas ou centenas de fios de pares trançados. – Curto alcance. os fios tem diferentes comprimentos de trancados. – Baixa capacidade de taxa de dados. 3 . variando entre 5 à 15 cm para longas distâncias.Na prática. Neste caso. Desta forma. o que é desejável é que os dados tenham alta taxa de transferência e alcance grandes distâncias. – Longas distâncias -> 4Mbps. – Fácil de trabalhar. mudam as propriedades elétricas dos fios. sistemas de redes domésticas ou escritórios de trabalho. Vantagens: – É barato e fácil de encontrar na natureza e tem uma boa condutividade elétrica. – Fios paralelos tem grande influência.Redes locais de computadores: Redes locais de 10 e 100Mbps. -Taxas de dados: – Curtas distâncias ->1Gbps. Vantagens e Desvantagens: – Barato. Aplicações: Podem ser utilizados para sistemas analógicos com digitais: -Sistemas telefônicos: Nas residências e no loop local. Fios de cobre – É considerado o meio primário de transmissão de dados através de sinais elétricos para computadores. .Largura de Banda (Bandwidth). -Em PBX. somente a prata e o ouro superam no quesito condutividade (baixa resistência elétrica). em um projeto de um sistema de transmissão . . para diminuir mais ainda as interferências com os outros pares adjacentes. . Desvantagens : Interferência elétrica: – Na verdade qualquer tipo de fiação baseada em metal. reduzindo as emissões de ondas eletromagnéticas.Limitações físicas. deve se observar os seguintes fatores em projeto: . Par Trançados Cabo com fios de par trançados: – Fios torcidos entre si. .

– Mais caro. -Usados em transmissão de voz de telefones -Pode transportar mais de 10000 vozes simultaneamente -Pode ser substituído por fibra ótica -Aplicações em redes locais de computadores. Cabos Coaxiais Os cabos coaxiais são bem mais protegidos contra interferências magnéticas: A proteção é quase total. – Digital: -Necessita de repetidores a cada 1 Km. acima de 500Mhz. -UTP (Unshielded Twisted Pair ) – Par trançado não protegido: – Usando em cabeamento simples de telefone. Características de transmissão: – Analógicos: -Deve ser amplificado a cada poucos Kms. Fibras Ópticas As fibras de óticas são muito utilizados pelos computadores para a transmissão de dados. . – Fácil de instalar. -Mantêm altas taxas de dados. – Barato. os fios ficam bem mais protegidos devido a ação protetora do metal. Aplicações: -Um dos meios mais versáteis de transmissão de dados. 3 . Não recebe nem emite sinais de interferência de outros fios.Características de transmissão: – Aplicações analógicas: Amplificado a cada 5Km – Aplicaçòes digitais: Amplificado a cada 2 Km ou 3 Km – Alcance Limitado – Largura de Banda Limitada (1Mhz) – Taxa de dados limitada (100Mhz) – Sensível a ruídos Fios de pares trançados também podem ser envoltos em materiais metálicos. -Aplicados em altas frequencias. – Grosso e mais pesado. Os dados são convertidos em luz através de diodos emissores de luz ou laser para a transmissão. -Usados em sistemas de distribuição de TVs. evitando que sinais magnéticos entre ou saiam do fio. – Sofre com interferências de FM.STP – (Shielded Twisted Pair ) – Par trançado protegido: – Possui proteção adicional a ruídos. Nesse caso. TV à cabo. pois existem apenas um único fio em seu interior que fica envolto a uma proteção metálica que a isola praticamente de qualquer onda eletromagnética externa.

Troncos metropolitanos. Desvantagens: – Requer equipamentos especiais para polimento e instalação das extremidades do fio. Vantagens: – Não sofre interferência eletromagnética. Emissor usado: LED (Light Emitting Diode) – Barato. apenas. Também chamadas de RF – Rádio Frequência. – Não requer dois fios de fibra de vidro para transmitir dados. – Vida útil maior. Ponto a ponto. Loops Locais. Alterações de conexões troncos rurais. – Suporta funcionamento com temperaturas elevadas. Especiais para unir um cabo partido. Transmissão por Multiplexação por Divisão de Onda Rádio – Comunicação Wireless As ondas de rádio. – Dificuldade de descobrir onde a fibra se partiu dentro do revestimento plástico. Desvantagens: -Pode sofrer diretamente interferências magnéticas.2GHz à 40GHz ( Microondas. – Consegue transferir mais longe e em maior quantidade as informações que um fio de cobre faz com um sinal elétrico. LANs Atua nas faixas de frequencias entre 1014 to 1015 Hz – Porção infra-vermelha e luz visível. Direcional. ILD ( Injection Laser Diode) – Maior eficiência. É necessário o uso de repetidores acima de 10Kms.O recebimento é realizado por transistores sensíveis a luz. – Sofre baixa atenuação. Broadcasting (difusão) ) Antenas 3 . – Requer eq. – Maior quantidade de dados podem ser transmitidos. Satélite) . Vantagens: -Não requer meio físico para fazer a transmissão de dados de um computador ao outro. Faixas de frequências: . Aplicações: – – – – – Usados em troncos de comunicação. – Pode codificar mais informações que os sinais elétricos (centenas de Gbps).30 MHz à 1GHz ( Omnidirecional . ou radiação magnéticas também são utilizados para transmitir dados de computador.

Antena Isotrópico -Irradia em todas as direções -Na prática não possui o mesmo desempenho em todas as direções. . -É um elemento pontual no espaço. Porém tem um comportamento diferentes das ondas de RF. -Transmissão de longa distância 0-Alta frequencia e largura de banda. Microondas As ondas de microondas são espectros mais elevados do RF. – Microondas terrestres – Microondas de Satellite Microondas .Condutor elétrico para irradiar ou captar as energias eletromagnéticas . . . São ondas que podem ser direcionadas para efetuar a transmissão de dados e tem sérias restrições quando a ultrapassar obstáculos. Rádio Rádio Frequência – Broadcasting – Omnidirectional – FM radio – UHF and VHF television – Sofre múltiplas interferência de caminho.Reflexão de ondas.Terrestre -Parabólica “dish” -Irradiação Focada. Satélites 3 .Transmissão: . – Irradia igualmente para todas as direções. Antena parabólica -Usado em comunicação terrestre (microondas) -Formato de parábolica -As ondas são direcionados através da reflexão pela parábola a partir do ponto focal fixo na antena. -Linha de visão.É irradiado e refletido pelo ambiente. É realizado pelo equipamento transmissor.É recebido pela antena convertendo a energia eletromagnética em elétrica.Mesma antena usado para a transmissão.Convertendo energia elétrica em eletromagnética pela antena.Recepção: . . podem transportar mais dados que a frequência de rádio. Devido a sua frequência elevada. – Gera padrão de irradiação esférica. .

chamada de canal. Cada canal pode ser compartilhada entre vários clientes. TV e celulares analógicos – Freqüências precisam ser separadas por um intervalo 3 . Multiplexação Multiplexação é uma técnica empregada para permitir que várias fontes de informação compartilhem um mesmo sistema de transmissão. Cada satélite pode ter de seis a doze transponder. – Órbita geo-estacionária de 35. amplificá-lo e retransmiti-lo de volta a terra. a energia do sinal transmitido passa a ocupar uma banda muito maior do que a da informação. Dessa forma.784 Km. Transponder – cada transponder tem a finalidade de receber um sinal. Funcionamento: – Satélite é uma estão retransmissora. Espalhamento espectral Espalhamento espectral é uma técnica de modulação em que a largura de banda usada para transmissão é muito maior que a banda mínima necessária para transmitir a informação. amplifica e envia em outra frequencia. – Usadas em Redes privadas. A demodulação é obtida fazendo a correlação entre o sinal recebido e uma réplica do sinal usado para espalhar a informação. Define canais de comunicação independentes Tipos básicos – FDMA (Múltiplo acesso por divisão de freqüência) – TDMA (Múltiplo acesso por divisão de tempo) – CDMA (Múltiplo acesso por divisão de código) – SDMA (Múltiplo acesso por divisão de espaço) FDMA (Frequency Division Multiple Access) – Proporciona a cada canal uma freqüência específica – Incluem transmissões de rádio. – Usados em transmissão de TVs. Cada transponder responde por uma faixa de frequência. – Recebe em uma frequencia.O sistema de satélites permite combinar as ondas de rádio para fazer as transmissões de dados à distâncias mais longas. Técnicas: – TDM: multiplexação por divisão de tempo – FDM: multiplexação por divisão de freqüência Técnicas de Acesso ao Meio Objetivo: Permitir o controle de acesso ao meio como forma de otimizar a utilização desse recurso.

Equipamento de rádio mais complexo . – Construção da infra-estrutura fixa. operação esta que não gera novas freqüências. Essas tecnologias ainda não estão dispostas para qualquer usuário. Entre essas tecnologias as mais conhecidas são a ADSL. a forma senoidal será utilizada para permitir mostar com maior clareza como se processa a demodulação. Banda Larga Banda larga é uma comunicação de dados em alta velocidade. Conexões por cable modem ou ADSL só estão disponíveis em apenas alguns bairros nas maiores cidades. Possui diversas tecnologia associadas a ela. e o Cable Modem. Varia a força de transmissão em função da distância entre o celular e a antena Modulação É um processo onde duas freqüências ou sinais combinados. CDMA (Code Division Multiple Access) – Envia todos os sinais de uma única vez – Cada sinal tem um padrão de codificação – Emprega interferência destrutiva – Problema perto-longe . a partir do sinal modulado e da portadora. Demodulação É a restauração do sinal modulante ou informação.TDMA (Time Division Multiple Access) – Divide a banda em timeslots – Uso em redes GSM SDMA (Space Division Multiple Access) – Utiliza transmissões direcionais – Maior uso em sistemas via satélite – Pode reduzir o número de estações de rádio base (ERB) que cobre um determinado número de células . Facilidade para operadora – Permissão de projeto. Isso por que dependem das condições do sistema telefônico local (no caso do 3 . – Manutenções. Este processo difere totalmente da adição de freqüências ou sinais. ISDN. De maneira idêntica à modulação. n transceptores em uma mesma ERB . de tal maneira que são criadas novas freqüências.

seu grau de segurança é mais baixo.5Mbps. O problema é a instalação que é mais complicada por poder ser prejudicada por deficiência da linha telefônica ou. a força do sinal entre outros. isto é . Cable Modem Essa tecnologia é um tipo de modem que permite a um computador conectar-se aos cabos de TV por assinatura para acesso rápido à Internet Sua instalação é difícil. É mais fácil invadir computadores e ter acesso à dados de pessoais ou empresas que estão conectados em banda larga. Essas transmissões são por um par de fios telefônicos comuns a uma velocidade de 128Kbps. possui até cinco vezes mais chances de uma invasão do que um computador utilizando um modem convencional de 56Kbps. o nível do ruído. Para piorar isso.ADSL). Aconselha-se ter seu próprio firewall. no caso do cable modem. ADSL -Assymetric Digital Subscriber Line Traduzindo para o português. da mais possibilidades de invasão. Como a banda larga é mais rápido que os conhecidos modems de 56Kbps. Uma de suas vantagens. Normalmente não excede 1. As conexões de banda larga não são difíceis de usar. Condições estas que são comuns nos sistemas de comunicação das cidades devido aos cabos que são usados no nosso sistemas telefônicos. Essa tecnologia é considerada tão segura quanto o modem tradicional por se tratar de um acesso via linha discada. ISDN: O ISDN ou RDSI (Rede Digital de Serviços Integrados) permite transmissão de dados. mas a um modem que 3 . É uma nova tecnologia que não se refere a uma linha. Tecnologias de Banda Larga Das tecnologias mencionadas acima. Outra vantagem é que seu IP é dinâmico. voz e vídeos simultaneamente. um computador utilizando uma conexão de 256Kbps. Os provedores de conexão de banda larga estão se preocupando com esse fácil acesso de hakers mas as tecnologias existentes hoje o para tornar as conexões mais seguras ainda não são 100% seguras. o tempo no ar é maior que as do modem tradicionais. troca de maneira constante o endereço de conexão do usuário. São até mais fáceis que o modem comum após serem instalados já que não é necessário discar e estabelecer uma conexão a cada vez que entrar na internet. por dificuldades na passagem do cabo e problemas como sinal. Para se ter uma idéia de como é mais fácil invadir um computador conectado em banda larga. Até para prédios que já possuem TV a cabos pode ter problemas de instalação por Ter casos em que será necessário a instalação de um segundo cabo. ADSL significa Linha digital Assimétrica de Assinante. como uma conexão e banda larga é muito mais duradoura. em relação ao ADLS. contra invasão. que se faz somente quando vai se utilizar a Web. a que será mais enfatizada por esse trabalho é a ADSL. porém não posso deixar de mencionar sobre o Cable Modem e o ISDN. é que o cable Modem é criptografado. quer dizer. A sua velocidade de transmissão é variável.

Outros fatores são o diâmetro da linha alem do seu tamanho como já foi dito anteriormente. é mais larga que os outros. ele não conecta. ocupa apenas 1% do canal de conexão deixando o resto (99%) para download e upload. a quantidade de equipamentos acessando a internet ao mesmo tempo usando modem ADSL. o ADSL funciona da seguinte forma: Um modem é colocado na sua casa. Nessa conexão. 3 .converte o sinal padrão do fio telefônico de par trançado em um duto digital de alta velocidade. Eles são conectados permanentemente. o usuário pode usar o telefone que esta utilizando a mesma linha do modem. O primeiro é usado para transmissão de voz. entre eles estão o estado do fio de transmissão e a distância entre a casa do usuário e a central telefônica. presença de derivação e claro de interferência dos outros pares. o modem divide digitalmente a linha em três canais separados e independentes. Foi percebido que as pessoas fazem mais download que upload. o conhecido upload . Esse afeto na transmissão de dados é quase imperceptível já que a transmissão de voz. O terceiro é usado para download que o usuário faz. Explicando melhor. Como o modem não ocupa uma linha telefônica. Mas por que essa diferencia entre download e upload? Isso é porque o canal de download é mais largo que o de upload.5Mbps e 9Mbps. podendo o usuário transmitir dados de sua casa ou escritório a uma velocidade entre 16Kbps e 640Kbps e fazer download numa velocidade entre 1. Essa variação de velocidade é causada por vários fatores. Na central telefônica mais perto da sua casa também possui um modem ADSL. São chamados de “Assimétricos ” pela diferença de transmissão de upstream para downstream. O segundo para o usuário enviar dados. Um outro fator é o uso do telefone ao mesmo tempo do modem. O que foi feito então: o terceiro canal da conexão. o de downstream. Assim permite um maior fluxo de dados numa velocidade maior. A atenuação da linha aumenta com o comprimento e a freqüência e diminui com o diâmetro do fio.

canais separados e manter baixa os ruídos. Entre elas mencionarei duas soluções. Assim. que é uma extremidade inferior à usada pela do ADSL. sistemas tradicionais DLCs (Digital Loop Carrier) não suportam soluções ADSL por que foram construído primeiramente para prover um serviço de alta qualidade de transferencia de voz. Suporta diversos protocolos e possui a vantagem de esta dedicada à apenas um usuário. algumas soluções foram encontradas. Pode servir de 60 a 100 linhas ADSLs -DSLAM pode ser usada com qualquer sistema DLC sem nenhum impacto nos serviços telefônicos por serem independentes do sistema DLC 3 . DSLAM O DSLAM efetua a conexão de cabos ADSL com a internet. e voz em seus respectivos canais.Equipamentos Utilizados em ADSL Modem ADSL Este é o que faz o processamento de dados referente à alocação das informação de downstream. Vantagens -DSLAM são usados para servir grandes números de ADSLs ao mesmo tempo. Como a linha telefônica de longa distancia podem atenuar sinais de 1 Megahertz. Com esse problema de conseguir utilizar a tecnologia ADSL com os DLCs existentes. Tecnologia do Modem Digital Como é totalmente digital. que oferecem maiores acessos à banda larga. por 90Db. não são idealmente utilizados para transmissão de dados. upstream. Isso fez com que não suportasse a necessidade de banda larga que o ADSL exige. foi preciso muito estudos e avanços tecnológicos para poder utilizar a linhas analógicas com o sistema digital. A ADSL necessita de um avançado processo digital de sinal e algoritmos criativos para poder comprimir as informações para a linha de telefone com par trançados. o DSLAM negocia a transmissão dos dados ADSL com a WAN. Mesmo os novos DLCs. Os conversores A/D ( Analógico para Digital) tiveram que ser aperfeiçoados. Por que Tradicionais DLCs e ADSL não se conectam? Infelizmente. isso força as seções analógicas do modem ADSL a trabalhar muito para atingir faixas largas e dinâmicas. Solução DSLAM Remota No escritório central (Center Office) é posta uma DSLAM dentro de um gabinete perto do gabinete que se encontra o DLC.

também possui o fato de não esta conectado a uma linha telefônica. A maioria dos sistemas são já desenhados pensando numa expansão dos seus recursos. -DSLAM remotas pode também causar problemas relacionados com o tamanho e a configuração de conexão entre gabinetes. essa solução representa a nova geração de sistemas DLCs.Desvantagens -Essa solução é muito cara.cartão” é um pedaço integrado da operação DLC. Não há contagem de pulso. temos logo em vista a vantagem da velocidade. O trafego ADSL e o de voz dividem o mesmo equipamentos de transporte no escritório central. isso impede a expansão do sistema no futuro para outros serviços. o canal é usado somente para estabilidade mecânica e todas conexões são feitas via cabo. Tipicamente. Por ser separado do gabinete do DLC. a instalação requer uma licença para o uso. Essa solução geralmente utiliza um ou dois formulários: No primeiro . Vantagens de usar ADSL Ao se estudar mais sobre ADLS.linhas” em slots abertos no sistema DLC. a “linha . o uso em tempo real de multimídia interativa. transmissão de vídeos com qualidade melhor ao utilizado hoje em dia. Vem junto com a conta telefônica. Vantagens -Essa solução elimina virtualmente a necessidade de cabos e conexão com gabinete. Não existe conta telefônica por esta conectado utilizando a internet. com isso há também um aumento de gasto energéticos. sua conexão é permanente. O usuário estará habilitado. Solução ADSL Line Card Essa solução requer colocar “cartões . 4 . Desvantagens -Como utiliza slots do sistema DLC. Além disso. usando ADSL. -Essa solução é muito mais barata que o DSLAM por usar o próprio gabinete do DLC. São usados os slot que não estão em uso pelo sistema. Esse tipo de configuração é típico dos sistemas DLCs. O que se paga é uma taxa de aluguel do aparelho e o provedor de acesso. Acessar a internet com uma velocidade até 5 vezes mais rápida que os modems tradicionais de 56Kbps. No segundo. um gabinete para ser guardado e instalado. O meio de pagamento é fixo e mensal.

que utiliza sistema de radio comunicações com técnica celular. sem grandes mudanças tecnológicas. Dado o fato de que as agências de regulamentação dos governos não poderiam realizar alocações de espectro na mesma proporção do aumento da demanda de serviços móveis.8 GHz). em uma regulamentação de 22 de Junho de 1981 definiu o sistema 4 . Embora essa abordagem gerasse uma cobertura muito boa. para evitar interferências. Como exemplo da baixa capacidade. Esse conceito permite oferecer grande capacidade com limitações de espectro alocado. pode-se citar o sistema móvel da Bell em Nova Iorque. ficou óbvia a necessidade de reestruturação do sistema de telefonia por rádio para que se obtivesse maior capacidade comas limitações de espectro disponível e. ao mesmo tempo. o número de usuários era limitado. SERVIÇOS DE PRÉ-PAGO. interconectado à rede pública de telecomunicações. em 1970: o sistema suportava um máximo de apenas doze chamadas simultâneas em uma área de mais de dois mil quinhentos e oitenta quilômetros quadrados . exigem que um volume realmente grande de equipamentos sejam agregados às plantas originais das operadoras . com a antena situada em um local elevado. APLICAÇÕES WAP. O conceito celular foi uma grande descoberta na solução do problema de congestionamento espectral e limitação de capacidade de usuários que havia em sistemas de comunicações móveis até então. No Brasil o SMC opera na faixa de freqüências de 800 MHz (ou 0. O Conceito Celular O objetivo dos primeiros sistemas móveis era o de obter uma grande área de cobertura através do uso de um único transmissor de alta potência. transportáveis ou veiculares. CORREIO DE VOZ. aberto à correspondência pública. A FCC (Federal Communication Commission – órgão americano regulamentador de telecomunicações). de uso individual". É o serviço celular que estamos utilizando hoje. Digo básicos pois os serviços demandados pelo mercado tais como SHORT MESSAGES. A figura acima mostra os componentes básicos de um sistema celular. Um determinado conjunto de freqüências era utilizado por toda a região e cada freqüência era alocada a um único usuário por vez.SISTEMA MÓVEL CELULAR – SMC A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) define o SMC como: "Serviço móvel celular é o serviço de telecomunicações móvel terrestre. provendo grandes áreas de cobertura. e acessado por meio de terminais portáteis. 2.

A CCC pode ser descrita nos seguintes blocos: . É a parte responsável pelos handoffs dentro do sistema. os canais disponíveis serão distribuídos através da região geográfica e poderão ser reusados quantas vezes forem necessárias. A cada uma dessas estações base é alocada uma porção do número de canais disponíveis para todo o sistema. O GM recebe continuamente dados de cada móvel (através do canal de sinalização) como nível de sinal recebido. Um sistema celular básico é composto de : • CCC – Central de Comutação e Controle É o coração de um sistema celular.Gerenciador de Mobilidade – Esta incluída dentro do BSC. interface com outras CCC´s sejam elas de outra operadora ou não. interface com a rede fixa de telefonia. feita à FCC. A alocação de canais a estações base vizinhas é feita de forma que a interferência entre estações base (e entre usuários móveis) seja minimizada. Através do espaçamento sistemático das estações base bem como dos grupos de canais. desde que a interferência entre estações cocanal (estações que possuem grupos de canais em comum) seja mantida a níveis aceitáveis. responsável pela validação dos assinantes. Através do BSC a CCC tem o status de todas as ERBs do sistema como . O protocolo padrão para comunicação entre diferentes CCC´s de diferentes empresas é o IS-41 . em grupos. O termo em inglês para CCC é MSC (Mobile Switch Center). Sua execução foi viabilizada pelo uso de microprocessadores nos terminais (móveis e fixos) e. . cada um provendo cobertura a uma pequena região (célula) da área total.entre muitas outras funções . A quantidade de estações que uma CCC pode gerenciar e o número de assinantes máximo depende muito da filosofia de operação de cada empresa no que diz respeito à qualidade dos seus serviços .celular como : “Um sistema móvel terrestre de alta capacidade no qual o espectro alocado é dividido em canais que são alocados. não posta em prática pela complexidade do sistema de controle. a células que cobrem determinada área geográfica de serviço. Mas o desenvolvimento da idéia é ainda anterior.Matriz de Comutação – Esta parte da CCC é igual a uma central telefônica comum. taxa de erro de quadro. Às estações base são alocados diferentes grupos de canais. em outubro de 1983. o primeiro sistema celular foi posto em operação.BSC (Base Station Controller) – É a parte da CCC responsável pelo gerenciamento das ERBs. por exemplo. monitoração de alarmes das Estações Radio Base – ERBs . pela AT&T. os técnicos da central podem efetuar a operação e manutenção da rede. de forma que todos os canais disponíveis no sistema são alocados a um determinado número de estações vizinhas. gerenciamento de hand-off (passagem do móvel de uma célula para outra). alarmes e configurações . Pelo BSC. em 1971 . Os canais podem ser reusados em células diferentes na área de serviço” . . geração de bilhetes das chamadas. A idéia do conceito celular constitui-se basicamente na substituição do transmissor único de alta potência (responsável pela cobertura de uma grande área) por vários transmissores de baixa potência. Ela é responsável pela interconexão com a rede fixa e a comutação entre os terminais móveis. processamento de chamadas. 4 . em Chicago. e decide para qual ERB o móvel deve efetuar o hand-off . Essa idéia é antiga : a primeira proposta de sistema celular foi da Bell.

4 . otimizando a utilização do espectro de freqüências disponíveis . . Podemos dizer que a ERB é um prolongamento da CCC. possui um cadastro dinâmico dos assinantes. Com o surgimento do protocolo de sinalização por canal comum #7 (SS7). Como as inter conexões com as outras operadoras de telefonia fixa. geo-localização. Dependendo dos serviços oferecidos por uma operadora. etc. isto porque no sistema AMPS há o problema da interferência entre os canais de ERBs vizinhas com o reuso de freqüências.VLR (Visit Location Register) – Similar ao HLR.Transcoder – Algumas centrais trabalham com canais de voz entre a CCC e a ERB de 16Kb/s.) . A disposição das ERBs em uma determinada área depende profundamente do tipo de interface aérea.). . e o melhor. temos várias antenas espalhadas numa área trabalhando com potências menores. Em algumas arquiteturas podemos ter HLR contendo a base de dados de mais de uma CCC e sendo acessada toda vez que uma chamada é requisitada. no sistema . É a ERB quem se comunica com o assinante através da interface aérea escolhida (CDMA.HLR (Home Location Register) – É a base de dados dos assinantes da área de serviço de uma CCC.Plataformas de serviço de correio de voz (voice mail) • ERB – Estação Rádio Base Uma ERB corresponde a uma “célula”. é necessário o transcoder para fazer a conversão entre estas taxas. a CCC pode conter ainda outros equipamentos: . . é menor do que no sistema CDMA. e com a CCC através de canais PCM de voz e sinalização . . GSM. etc.PTS – Ponto de Transferência de Sinalização. o que já não é tão crítico num sistema CDMA onde todas as ERBs operam com a mesma freqüência. tanto dos locais (Home) quanto dos visitantes (Roamers). É responsável pelo gerenciamento da sinalização entre a central celular e as outras centrais . Ao invés de termos uma só estação irradiando em alta potência por toda a cidade. e-mails.Gateways para interface entre celulares WAP e aplicações internet (serviços de notícias. Há uma rede nacional de nós PTS interligada para que as centrais possam estabelecer as rotas para se completar uma chamada enquanto o usuário está digitando os números do telefone desejado.Daí temos o conceito de telefonia celular. por exemplo.. longa distância e celular são feitas via canais PCM de 64 Kb/s. A área de cobertura de uma ERB no sistema FDMA (AMPS). TDMA. m-commerce. os canais de voz e sinalização passaram a seguir caminhos independentes.Plataformas de gerenciamento de assinantes do serviço pré-pago.

não são definidos pelo projetista de sistema e variam de uma região para outra. cada grupo tem um ângulo de cobertura. Durante a instalação dos sistemas celulares são feitos ajustes nos ângulos horizontal e vertical das antenas para melhorar a sua cobertura e evitar interferências entre elas. Esses últimos fatores. transmissores e receptores. Uma ERB é composta basicamente de antenas de transmissão e recepção (que podem estar numa única antena. acopladores. fading. pára-raios. ganho e localização de antena.A ERB recebe canais de voz PCM da CCC através de um meio de transmissão qualquer (microondas. etc. Podemos ter ERBs com alta capacidade de canais. túneis. A ERB transmite numa frequencia 45 MHz acima da frequencia de recepção . altura. este processo ocorre quase que ininterruptamente . Vários outros fatores como. uma ERB pode ser OMNIDIRECIONAL . equipamentos de transmissão. vegetação e prédios afetam de forma considerável a cobertura RF de uma base. torre. ou com menor capacidade.). tanto para transmissão quanto para recepção. tarifação ou controle de chamadas. onde temos grupos de antenas de transmissão (TX) e recepção (RX). combate à incêndio. ocupando espaços reduzidos . Equipes percorrem as áreas de cobertura planejadas verificando o nível (potência) e a qualidade do sinal (taxas de erro. para irradiá-los para os telefones móveis . presença de montanhas. modem) e os modula em sinais de microondas em freqüências de 800. alarmes. cabo. omnidirecional) . 1800. Na ERB não acontece nenhum processamento. fonte e infra-estrutura (sistemas de proteção de transientes.) afim de se obter subsídios para novos ajustes . Este processo é chamado de OTIMIZAÇÃO do sistema . fibra óptica.Como vimos anteriormente. que pode ser de 120 graus (3 setores) ou 60 graus (6 setores) . irradiando num ângulo de 360 graus em torno da ERB. 4 . duplexadores. obviamente. potência de transmissão. prédio. etc. instaladas em containers ou pequenos prédios específicos.onde temos uma única antena. A configuração mais usada é a SETORIZADA. Esta configuração é mais indicada quando temos ERBs isoladas em pequenas cidades ou áreas rurais onde podemos trabalhar com potências maiores de transmissão sem risco de interferir em outras estações. Como as redes celulares estão em constante crescimento. Cobertura da célula A cobertura provida por uma célula depende de parâmetros pré-definidos como. que podem ser instaladas em topos de prédios ou pequenas salas. 1900 MHz dependendo do sistema. 900. filtros.

entre 300 e 3400 Hz. Os telefones celulares operam através de ondas de rádio em uma destas freqüências. _ mensagem de handoff oriunda da estação base. e viceversa. Alguns exemplos de mensagens de controle trocadas entre móvel e base são: _ pedido do móvel para acessar um canal e efetuar uma chamada. para que o móvel sintonize outro canal. gerenciamento de hand-off. O móvel mantêm comunicação constante com a ERB através dos canais de sinalização e controle. As bandas A e B As bandas A e B são diferentes faixas de freqüência de ondas de rádio. Opera em modo full-duplex.5 – 894 MHz 4 . _ registro do móvel na área de serviço atual (outra CCC). codificá-lo e modulá-lo em uma frequencia de microondas para ser transmitido para a ERB. Estas freqüências são canais de transmissão de sinais. e envia requisições de chamadas e a identidade do móvel . com tecnologia analógica ou digital.5 MHz Banda B: 880 – 890 MHz e 891. identificação da ERB. mesmo quando não há uma chamada em andamento É através destes canais de sinalização que o móvel recebe informações da ERB como controle de potência de transmissão. que são os links reverso (móvel para base) e direto (base para móvel). possuindo um caminho de ida e um de retorno em relação à estação base. Ressalta-se nesse ponto que o que está sendo chamado de “canal” constitui-se na dupla link direto e reverso.6 Watts). Freqüências Banda A: 869 – 880 MHz e 890-891. _ mensagem de alocação de canal para o móvel.• Telefone móvel Sua função é transformar um sinal de voz humana. oriunda da estação base. A potência máxima de transmissão de um celular é de 600 miliWatts (0. sincronismo com o sistema.

no segundo caso (não há conexão entre CCC’s). DF e GO (1. São Paulo (2. mas pertencente a uma outra área de serviço (outra CCC. onde pode ou não haver interconexão entre as CCC’s. pois é ela que proverá o contato entre as duas CCC’s.TDMA) Área 2: Est.CDMA) BCP (B . as CCC’s têm uma região menor de abrangência.208. Em um sistema descentralizado.CDMA) ATL Algar (B . Em uma arquitetura centralizada. No primeiro caso (há conexão entre CCC’s). a chamada terá que passar pela PSTN .CDMA) Área 6: Rio Grande do Sul (1.TDMA) Área 3: Rio de Janeiro e Espírito Santo (3. Há diferentes níveis de descentralização.971.674. tanto de células próximas como distantes.791. em 23 Nov 2000: Área 1: Grande S.905) Telesp Celular (A . A Rede Brasileira As operadoras brasileiras utilizam duas tecnologias digitais diferentes: .616. portanto).TDMA) Área 4 : Minas Gerais (1.160) Telesp Celular (A .891) Tele Celular Sul (A . controlando menos estações base quando comparado à outra arquitetura.Code Division Multiple Access.875) Tele Celular Sul (A . MT.TDMA) CTBC Celular (A .TDMA .667.TDMA) Americel ( B .CDMA) CTBC Celular (A . Catarina (1. Sistemas pequenos tendem a ser centralizados.TDMA ) CTBC Celular (A . RO.TDMA) 4 .Paulo ( 3.TDMA) Maxitel (B . Por outro lado.140) Telemig Celular (A .541) Tele Centro-Oeste Celular (A . uma chamada de um móvel passará pela rede fixa apenas quando o usuário chamado for fixo.TDMA) Global Telecom (B .TDMA) Celular CRT (A .TDMA) Sercomtel Celular (Londrina) (A .TDMA) Telet (B . Eis uma relação das áreas. MS. TO. das operadoras.Arquitetura do sistema Um sistema rádio móvel pode ser elaborado segundo uma arquitetura centralizada ou descentralizada.098) Telefônica Celular (A .CDMA) Ceterp Celular (A .Time Division Multiple Access e .TDMA) Área 7: AC.CDMA . enquanto que sistemas maiores seguem a abordagem descentralizada.TDMA) Tess Celular (B . a Central de Comutação Móvel em geral controla uma grande quantidade de estações base. dos grupos ou bandas e das tecnologias (agrupadas de diversas maneiras) e o número de celulares em cada uma .TDMA) Área 5: Paraná e Sta.789. mesmo que o usuário chamado seja móvel.

ATL (B).TDMA) Norte Brasil Telecom (B . Sercomtel (A). Tele Celular Sul (A). PE e AL (2. Norte Brasil Telecom (B).Tele Norte Celular (A). RR e AP (792. PA. Tele Celular Sul (TDMA).Telet (B). Telemig Celular (TDMA).CETERP (A). BCP (TDMA).190) Tele Norte Celular (A . MA. a central tem a localização aproximada do móvel e pode então orientar o correto handoff . Tele Leste Celular (CDMA). Tele Centro-Oeste Celular (A).TDMA) BSE (B . CTBC Celular (TDMA).295. CETERP (CDMA). Celular CRT (TDMA). Global Telecom (A) Operadoras de tecnologia TDMA: Tele Nordeste Celular (A) . Sercomtel (TDMA).TDMA) Área 9: BA. Processamento de Chamadas Canais diretos e reversos Os canais de comunicação entre o móvel e a ERB podem ser classificados como diretos (da ERB para o móvel) ou reversos (do móvel para a ERB). Tess(B). PB.058.TDMA) Operadoras da banda A: Tele Nordeste Celular (TDMA). • Sinal não modulado. Global Telecom (CDMA). RN.Telesp Celular (A) . Vamos utilizar o exemplo do CDMA Canais Diretos 1. Telefonica Celular (A) . através de uma medida da potência do canal piloto. Telet (TDMA). Operadoras de tecnologia CDMA: Tele Leste Celular (A). Identificadas as ERBs e suas potências recebidas naquele instante.778) Tele Nordeste Celular (A . BCP (B). Tele Centro-Oeste Celular (TDMA) . Operadoras da banda B: BSE (TDMA). • É pelo canal piloto que o móvel identifica a ERB . Telefonica Celular (CDMA).Área 8: AM. Celular CRT (A).256) Tele Leste Celular (A . Maxitel (TDMA). SE e AL ( 1. Americel (B) .TDMA) Área 10 : CE. Maxitel (B). 4 .CDMA) MAXITEL ( B . PI. • Serve como referência de fase para que o móvel possa decodificar os outros canais. CTBC Celular (A). Canal Piloto • O móvel faz uma busca lógica do canal piloto para saber se está em uma área de cobertura com sinal CDMA. Telesp Celular (CDMA). Telemig Celular (A). Tele Norte Celular (TDMA). Americel (TDMA).Tess(TDMA). ATL (TDMA) . BSE (B). Norte Brasil Telecom (TDMA). • Serve também para que o móvel determine a sua distância até a ERB.

a CCC inicia uma busca. Através do seu último registro. 3. A escolha da estratégia impacta no desempenho do sistema. Qualquer tentativa de chamada dentro da célula só 4 . Canal de Tráfego (voz) • É por onde ocorre a conversação. 4. • É o canal paging quem se comunica com o canal de acesso (canal reverso). • Envia mensagens de registro. Toque de retorno e conversação Processamento de uma chamada de um telefone fixo para um móvel 1. O móvel envia mensagem de origem e os dígitos discados no canal de acesso. Canal de Sincronismo • É usado pelo móvel para se sincronizar com o sistema (base de tempo). particularmente em como uma chamada é gerenciada quando um móvel desloca-se de uma célula para outra. 2. parâmetros do sistema. parâmetros de acesso. Alocação de canal Para um uso eficiente do espectro rádio disponível. Canal de Acesso • É usado para responder a solicitações da ERB enquanto o móvel está vago. 2. Canal de Tráfego (voz) • É por onde ocorre a conversação. lista de portadoras CDMA ativas. handoff vago. Numa estratégia de alocação fixa de canais. mensagens de busca. Com o intuito de aumentar a eficiência na utilização do espectro. Ocorre a validação a designação de um circuito para esta chamada. designação de canais. uma variedade de estratégias de alocação de canais foi então desenvolvida. 2. O Gerenciador de Mobilidade (GM) da central recebe estes dados e pede que a central designe um circuito terrestre para esta chamada. através do canal de paging. 4. Tais estratégias podem ser classificadas como fixas ou dinâmicas. A central recebe uma chamada da rede fixa e determina se o móvel chamado é válido.2. 3. Canal de Paging (busca) • É usado para transmitir informações enquanto o móvel está vago ou em transição para um canal de voz. lista de pilotos vizinhos. • Envia mensagens de registro e resposta à busca . é alocado um determinado conjunto de canais de voz a cada célula. É designado um circuito (CCC-ERB) e um elemento de canal (MCC) para esta chamada. ou seja a última ERB de onde o móvel enviou sinalização. é requerido um esquema de reuso de freqüências que seja consistente com os objetivos de aumento de capacidade e redução de interferência. Canais Reversos 1. Processamento de uma chamada de um móvel para um telefone fixo 1. Conexão. 3.

continuamente. Muitas estratégias de handoff priorizam os pedidos de handoff em relação a pedidos de inicialização de novas chamadas. aumentando a capacidade de troncalização do sistema. Esse procedimento de handoff não apenas envolve a identificação de uma nova estação base. Ao invés disso. A Central então aloca um canal para a célula que o requisitou. a MSC automaticamente transfere a chamada para um novo canal pertencente à nova estação base. uma célula pode pedir canais emprestados de uma célula vizinha se todos os seus canais estiverem ocupados. a estação base requisita canal para a MSC. O processamento de handoffs é uma tarefa muito importante em qualquer sistema celular. Há algumas variantes da estratégia de alocação fixa de canais. A Central de Comutação Móvel supervisiona os procedimentos de empréstimo e garante que o empréstimo do canal não interfere em nenhuma chamada que esteja em progresso na célula de origem do canal. cada vez que há uma tentativa de chamada. mas provê vantagem de aumento de utilização dos canais e diminuição da probabilidade de bloqueio. Uma vez que um nível particular 4 . para evitar interferência. Em uma delas. e de indicações de intensidade de sinal de rádio (RSSI. mas também requer que os sinais de voz e de controle sejam transferidos para canais associados à nova célula. Isso sobrecarrega o sistema em termos de capacidade de armazenamento de informações e carga computacional. Handoff Quando um móvel desloca-se entre células enquanto uma conversação está em andamento. Handoffs devem ser realizados com sucesso (e o menor número de vezes possível) e deveriam ser imperceptíveis aos usuários. A MSC apenas aloca uma determinada freqüência se essa freqüência não está em uso na célula nem em nenhuma outra célula que esteja a uma distância menor que a distância de reuso. quando da alocação de canais livres em uma célula. Na estratégia de alocação dinâmica de canais. Projetistas de sistemas devem especificar um nível ótimo de sinal que iniciará o processo de handoff. A alocação dinâmica de canais diminui a probabilidade de bloqueio de chamadas. os canais de voz não são alocados às células permanentemente.Radio Signal Strength Indications) de todos os canais. pois todos os canais disponíveis estão acessíveis a todas as células. chamada de estratégia de empréstimo (borrowing strategy). distribuição de tráfego.poderá ser servida pelos canais desocupados pertencentes àquela célula. Esse tipo de estratégia requer que a MSC colete dados em tempo real de ocupação de canais.

Esse receptor é comandado pela MSC e é usado para monitorar a intensidade de sinal de usuários em células vizinhas que possam ser candidatos a handoff e reportar os valores de RSSI medidos à MSC. para que célula ele deverá ser feito. Entretanto. Para se decidir se um handoff é necessário ou não. Além de medir a RSSI de chamadas em progresso dentro da célula. Priorizando handoffs Um método para dar prioridade a handoffs é descrito pelo conceito de reserva de canal (guard channel). No handoff assistido pelo móvel (MAHO). Para melhorar a qualidade dos serviços sob esse aspecto. a medição dos níveis de sinal é feita pelas estações base e supervisionada pela MSC. Para se certificar disso. Entretanto. a probabilidade de que um pedido de handoff não seja atendido por uma nova estação base é igual à probabilidade de bloqueio de novas chamadas. O esquema MAHO é particularmente bem adaptado a ambientes de microcélulas. Alguns sistemas tratam pedidos de handoff da mesma forma que os pedidos de inicialização de novas chamadas. as decisões de handoff são assistidas pelo móvel.de potência de sinal tenha sido estabelecido como sendo o nível que oferece a qualidade de voz mínima aceitável no receptor da estação base (normalmente entre –90 dBm e – 100 dBm) . chamado de locator receiver. é usado para determinar o nível de sinal de usuários que estão em células vizinhas. onde uma fração dos canais da célula é reservada exclusivamente para pedidos de handoff oriundos de células vizinhas. Esse procedimento deve ser otimizado de forma que handoffs desnecessários não ocorram e que handoffs necessários sejam realizados antes da chamada ser interrompida. ter sua chamada abruptamente interrompida no decorrer da ligação parece ser muito mais incômodo do que ser bloqueado eventualmente na tentativa de fazer uma nova chamada. vários métodos foram desenvolvidos para priorizar os pedidos de handoff sobre os pedidos de inicialização de novas chamadas quando da alocação de canais de voz. Em sistemas celulares analógicos de primeira geração. a MSC decide se o handoff é necessário ou não e. Nesses sistemas. caso seja. já que as medições são feitas por cada móvel e a MSC não precisa mais da constante monitoração de níveis de sinal. é importante garantir que a queda no nível do sinal medido não é devida a um desvanecimento momentâneo e que o móvel está realmente afastando-se da estação base que o serve. do ponto de vista do usuário. esse método pode oferecer um uso eficiente do espectro se for utilizado em 5 . onde handoffs são mais freqüentes. um nível de sinal ligeiramente superior é usado como limiar no qual o handoff é feito. Esse método possui a desvantagem de reduzir o tráfego total permitido a chamadas originadas na própria célula. Baseada na informação de nível de sinal fornecida pelo locator receiver de cada estação base. um receptor adicional em cada estação base. Sistemas diferentes possuem diferentes políticas e métodos para gerenciar os pedidos de handoff. a estação base monitora o nível de sinal por um certo tempo antes do handoff ser iniciado. Um handoff é iniciado quando a potência recebida de uma estação base vizinha começa a exceder a potência recebida da estação base que serve o móvel de um determinado valor ou por um certo período de tempo. Cada estação base constantemente monitora a intensidade de sinal de todos os seus links de voz reversos (móvel para base) para determinar a posição relativa de todos os usuários em relação à torre da base. Esse método permite que a chamada seja transferida entre estações base muito mais rapidamente do que o método da primeira geração permite. cada estação móvel monitora o nível de sinal recebido de estações vizinhas e continuamente reporta essas medições para a estação base que a serve no momento. Em sistemas celulares de segunda geração que utilizam tecnologia TDMA (Time Division Multiple Access).

na prática é difícil para provedores de serviços celulares encontrar novas localidades para instalar estações base. ao invés de procurar novas localidades. problemas podem surgir pelo fato dos móveis trafegarem nas mais diferentes velocidades. sem intervenção da MSC. Devido às dificuldades encontradas. Particularmente. Porém. com a adição de microcélulas (células de algumas centenas de metros de raio) para prover capacidade. o usuário é assinante de uma operadora apenas. por exemplo. Através do uso de diferentes alturas de antenas (freqüentemente no mesmo prédio ou torre) e de diferentes níveis de potência. é possível se prover células maiores e menores localizadas numa mesma região. pode haver mais de um operador de serviços celulares em uma mesma cidade e. certamente. Considerações práticas sobre handoff Na prática. Veículos a altas velocidades passam pela região de cobertura em questão de segundos enquanto que pedestres podem não precisar de nenhum handoff no decorrer de uma chamada. Dessa forma. Essa abordagem garante que o número de handoffs será minimizado para usuários a altas velocidades. é necessário que haja interligações entreas diversas operadoras. a MSC pode rapidamente ficar sobrecarregada se usuários a altas velocidades estão constantemente sendo transferidos entre células muito pequenas. deslocando-se a grande velocidade na célula maior está aproximando-se da estação base e sua velocidade está decrescendo rapidamente. Se um móvel. fica mais atraente para os provedores instalar canais adicionais e novas estações base na mesma localidade de uma célula já existente. A velocidade de cada móvel pode ser estimada pela estação base ou pela MSC através. Essa abordagem é conhecida como célula guardachuva (umbrella cell approach) e é usada para prover grandes áreas de cobertura a usuários em alta velocidade e pequenas áreas de cobertura para usuários a mais baixas velocidades. da medição de quão rapidamente a intensidade média em pequena escala (short-term) do sinal varia no tempo. como visitante (roamer). 5 . a estação base poderá decidir transferir o móvel para uma célula menor. dentro de um mesmo país/continente. no sentido de que o assinante de uma operadora possa utilizar os serviços de outra. ao mesmo tempo em que minimizam a intervenção da MSC para o handoff. especialmente em áreas urbanas. Muitos esquemas foram e estão sendo desenvolvidos para lidar com o tráfego simultâneo de móveis a altas e baixas velocidades.conjunto com uma estratégia de alocação dinâmica de canais. Conceito de célula “guarda-chuva” Roaming Numa situação prática. que minimizará o número de canais reservados requeridos através de uma alocação por demanda eficiente. Embora o conceito celular ofereça claramente um aumento de capacidade através da adição de células.

uma chamada local pode transformar-se numa chamada a longa distância quando a MSC visitada está em outro estado. nãohavendo.Time Division Duplex) ou na freqüência (FDD – Frequency Division Duplex). • Múltiplo Acesso por Divisão de Código (CDMA). apesar de estar ouvindo as conversas paralelas na sala. a sala seria dividida em várias salas menores. nomeadas de acordo com o mecanismo chave usado para implementá-las: • Múltiplo Acesso por Divisão de Freqüência (FDMA). Demand. No CDMA todos os pares estão na mesma sala. pode-se utilizar divisão no tempo (TDD . No que diz respeito a comunicações móveis. é necessário um roaming. • Múltiplo Acesso por Divisão de Tempo (TDMA). se o móvel desloca-se da área de serviço de uma MSC para a de outra.23 MHz. como um único bloco. provendo um sistema de acesso troncalizado. Imaginemos os telefones móveis como duas pessoas tentando conversar. No sistema FDMA. e assim sucessivamente até que todos estejam gritando e ninguém mais se entenda. Em um sistema faixa estreita. as duas direções de comunicação utilizam uma mesma faixa de freqüências 5 . De acordo com a forma com que o espectro é disponibilizado aos usuários. Após o fim do tempo da terceira dupla. todos terão que elevar o volume da sua voz. o esquema é chamado de Acesso Múltiplo com Alocação por Demanda (DAMA. Para a implementação de comunicação bidirecional full-duplex. TDMA e CDMA podemos imaginar o exemplo da sala. Há três formas básicas de se realizar múltiplo acesso.Assigned Multiple Access). Por isto é tão importante o controle de potência dos móveis. os recursos são os canais disponíveis ou. tem-se a classificação geral de sistemas em faixa estreita e faixa larga. toda ou grande parte da banda de freqüências é disponibilizada aos usuários. Em sistemas faixa larga. Técnicas de Acesso O compartilhamento de recursos é uma forma muito eficiente de se obter alta capacidade em uma rede de comunicações. O exemplo da sala Para melhor entendermos as diferenças entre FDMA. O mecanismo de acesso deve permitir que qualquer terminal acesse o sistema. Da mesma forma. o roaming pode inclusive ocorrer na área de prestação de serviço de uma mesma operadora.Durante o curso de uma chamada. Caso estivessem em um sistema TDMA. Se canais são designados a usuários por demanda. cada uma com um tempo pré-determinado para conversar e então dar lugar a uma nova dupla. a faixa de freqüências é subdividida em várias faixas menores. cada uma com duas pessoas conversando durante todo o tempo. Caso uma dupla comece a falar mais alto. portanto. ou simplesmente Múltiplo Acesso. de forma mais ampla. o TDMA permite ambas as formas de implementação. numa banda de 1. técnicas faixa estreita e faixa larga por natureza. risco de que pudessem ouvir a conversa de outra dupla. As duplas estariam isoladas umas das outras. a banda de freqüências. Enquanto o FDMA e o CDMA são. uma vez que todos estão “espalhados” na mesma freqüência. No TDD. respectivamente. a primeira volta À sala para continuar a conversação. Cada um entende somente o seu parceiro. Portanto. deve ser dada atenção à compatibilidade de sistemas entre as MSC’s envolvidas. mas falando línguas diferentes. que são alocadas sob demanda aos usuários. Há vários aspectos a serem considerados na implementação do roaming. haveriam três duplas se revezando em cada sala. Por exemplo. os canais.

muitas vezes. baixa qualidade de transmissão – muitos canais significa banda pequena para cada canal. separadas convenientemente para evitar interferências. em geral. há um esforço para que se utilize técnicas de modulação que permitam qualidade de voz aceitável sem que se aumente a banda ocupada pelos canais. Outro aspecto é a necessidade de se utilizar filtros estreitos para minimizar a interferência de canal adjacente. interferências também podem ser minimizadas com o uso dessa arquitetura. muito estreito. pois o canal é.comum. apenas uma fração das freqüências que o compõem é afetada pelo desvanecimento. FDMA A maneira usual de se realizar um esquema FDMA é através da associação de um canal a cada portadora. Como grande vantagem dessa abordagem. no FDD. ou seja. Da mesma forma. sendo que este último freqüentemente usa toda a faixa disponível. a arquitetura faixa estreita está associada a sistemas com alta capacidade – o número de canais em que a banda é dividida dá uma dimensão da capacidade do sistema quanto ao número de usuários – mas. por utilizar a mesma faixa de freqüências. ou seja. Observa-se que o TDD. Ou seja. ou até. Esse esquema é conhecido por Canal Único por Portadora (SCPC – Single Channel per Carrier). mas instantes de tempo distintos. permite que a comunicação mantenha a mesma qualidade em ambos os sentidos. Por outro lado. pois a informação pode trafegar nos dois sentidos simultaneamente. E ainda. o sinal propagante sofre o chamado desvanecimento não seletivo ( ver figura abaixo) em freqüência. quando ocorre um desvanecimento toda a informação contida no canal é afetada. Arquitetura faixa estreita Em geral. então. Nesse sentido. que se reduza a banda ocupada. pode-se citar o fato de que a banda utilizada é maior que a banda dentro da qual ocorre desvanecimento não seletivo – ver figura abaixo (banda de coerência). permitindo um full duplex real. o que contribui para o aumento no custo de equipamento. cada sentido utiliza faixas distintas de freqüências. também para evitar interferência. em sistemas faixa estreita. Os canais possuem bandas de guarda nas suas extremidades. O TDD requer sincronização e tempo de guarda entre slots de ambos os sentidos. Arquitetura faixa larga As técnicas de acesso que se utilizam dessa arquitetura são o TDMA faixa larga e o CDMA. minimizar a interferência de canal 5 . o sinal faixa larga experimenta desvanecimento seletivo em freqüência e. que são pequenas faixas de freqüências destinadas a minimizar o efeito causado por filtros e osciladores imperfeitos.

No TDMA faixa larga. • handoff perceptível – pelo fato da transmissão ser contínua. Em cada slot de tempo apenas um usuário terá acesso a toda (ou grande parte) da banda. O canal TDMA é definido pelas duas combinações [porção 5 . deve-se usar um duplexador para fazer a filtragem entre recepção e transmissão e. o que se chama de “canal” são as duas bandas associadas ao par de portadoras. TDMA Como dito. toda ou grande parte da banda disponível é alocada a cada usuário por determinado intervalo de tempo. a banda necessária é relativamente pequena. • banda estreita – como cada porção de freqüência é utilizada por um único usuário. por exemplo. como handoff por exemplo. assim. o usuário tem acesso a uma pequena porção da banda por determinado intervalo de tempo (slot). pouco espaço é necessário para controle se comparando ao TDMA. No TDMA faixa estreita. Usualmente. faixa 2. dois codecs (codificador / decodificador) e dois modems (modulador / demodulador) sejam usados para cada canal numa estação base. ou elas seriam em número muito reduzido comparado ao faixa estreita. faixa M. direta (base para móvel) e reversa (móvel para base).. os canais são usados continuamente pela base e pelo móvel até o fim da comunicação. Tanto sistemas analógicos como digitais podem ser implementados com a técnica FDMA. . • alto custo de estações base – a arquitetura SCPC requer que um transmissor. • baixa sobrecarga de informações de controle (overhead) – os canais de voz carregam também mensagens de controle.. No TDMA faixa larga não haveria as subdivisões faixa 1. tornaria o sistema mais econômico nesse aspecto. denominado slot.adjacente gerada pela invasão de um canal na faixa ocupada pelos seus canais adjacentes. A alocação de mais usuários em uma mesma portadora. variando de 25-30 KHz em sistemas analógicos. o uso de codificação de voz a baixa taxa pode diminuir ainda mais a banda necessária. Sistemas FDMA são sempre FDD e usualmente implementados segundo a arquitetura faixa estreita. a comutação entre freqüências no processo de handoff é perceptível (audível) ao usuário. um receptor. evitar interferências entre ambas. ilustra o conceito TDMA faixa estreita. o TDMA permite implementação em faixa estreita e faixa larga. • transmissão contínua – uma vez alocados. A figura a seguir. • uso de duplexador – como a transmissão é full-duplex e usa-se apenas uma antena para transmissão e recepção. Principais características do FDMA • implementação usual baseada em SCPC. Pelo fato dos canais alocados serem usados continuamente. Em sistemas digitais.

portanto. Como exemplo. O que há é um switch que liga / desliga o transmissor / receptor quando este não está em uso. como o esquema de modulação. ou seja. enquanto que no IS-54 os canais são de 30 kHz. • Alta sobrecarga de informações de controle (overhead) – a característica de transmissão em rajadas requer um tratamento mais minucioso no que diz respeito à sincronização. • Eletrônica complexa – por usar tecnologia digital. • Transmissão em rajadas (bursts)– como cada portadora é compartilhada no tempo. a tecnologia digital é a única adequada para o tipo de transmissão envolvido. Os bits requeridos nesse tratamento em conjunto com o fato de haver tempos de guarda entre slots (equivalente à banda de guarda. • Não requer o uso de duplexador – como transmissão e recepção acontecem em slots distintos. enquanto que no sistema Europeu GSM cada portadora atende a oito slots. A transmissão entre móvel e base é feita de forma não contínua. para o link direto e reverso. O TDMA permite utilização tanto de FDD como de TDD. é compartilhada por vários usuários. outros usuários poderão ter acesso à mesma portadora sem. o esquema SCPC fazia com que cada portadora fosse alocada a apenas um usuário até o fim de sua comunicação. Pelas características apresentadas. aumentando sua complexidade. O uso de 5 . uma portadora é utilizada em vários instantes de tempo distintos. é desnecessário o uso de duplexador. Dependendo do sistema os canais variam de dezenas a centenas de kHz. Esse mecanismo diferencia o TDMA do FDMA pois. uma única portadora é compartilhada em vários slots de tempo. cada qual correspondendo a um canal (usuário). Nos demais instantes de tempo. de forma que sistemas TDMA são sempre digitais. Essa forma de transmissão também leva a uma maior economia de bateria se comparado ao FDMA. slot] alocadas ao usuário. gera um alto overhead. na freqüência). muitos recursos podem ser agregados na unidade móvel. • Faixa larga ou faixa estreita – a banda de cada canal depende de vários fatores. que as comunicações interfiram entre si.da banda (faixa). ocorrendo apenas no instante de tempo (slot) reservado para que o móvel transmita e/ou receba. cada usuário transmite ou recebe sua informação numa rajada dentro dos respectivos slots. No sistema Americano IS. o GSM usa canais de 200 KHz. Principais características do TDMA • Vários canais por portadora – como dito. Como visto. cada qual em seu instante determinado. usa-se três slots por portadora. no último.54. A transmissão entre móvel-base é feita em rajadas.

duplexador é dispensável mesmo no TDMA/FDD pois. 5 . nas mesmas freqüências e utilizando toda a banda disponível. ou seja. Uso eficiente da potência. Ao invés de se fazer a separação entre usuários através de freqüência ou freqüência / tempo. Cada slot é composto de um preâmbulo e bits de informação associados a cada usuário (exemplo de quadro da base para usuários). Ainda na Figura . nesse caso. Quadro (frame) do TDMA CDMA A técnica CDMA possui as seguintes características básicas : todos os usuários podem transmitir simultaneamente. Os códigos usados têm baixa correlação cruzada (idealmente zero). Uma vantagem do TDMA é que pode-se alocar diferentes números de slots por quadro para cada usuário. como capacidade de monitoração da comunicação quadro a quadro. de acordo com as necessidades de comunicação (de dados. o receptor tem conhecimento do código usado. cada usuário de um mesmo slot ocupa a sua respectiva faixa de freqüências. por permitir que o amplificador de saída seja operado na região de saturação. No outro extremo da comunicação. controle e sincronização na recepção. • Handoff eficiente – o handoff pode ser realizado nos instantes em que o transmissor do móvel é desligado. tornando-se imperceptível ao usuário. no caso) de cada usuário. O preâmbulo tem como função prover identificação. de forma que sua transmissão possa ser identificada. Tempos de guarda são utilizados para minimizar a interferência entre canais (cross talk). o custo pode ser reduzido proporcionalmente. tornando possível a decodificação apenas da informação de seu interlocutor. que será resumidamente descrito. são ortogonais. o que se faz usualmente é acrescentar intencionalmente alguns intervalos de tempo entre os slots de transmissão e recepção para que a comunicação nos dois sentidos não ocorra exatamente no mesmo instante . Vantagens inerentes a sistemas digitais. fazendo com que as informações contidas nas várias transmissões não se confundam. a cada usuário é designado um código. provendo uma forma de banda por demanda. por exemplo. • Baixo custo de estações base – como são usados múltiplos canais por portadora. O CDMA baseia-se em um conceito denominado Espalhamento Espectral (Spread Spectrum). A Figura abaixo ilustra um quadro (frame) de informação usado em sistemas TDMA.

a informação do usuário desejado é extraída em meio ao “ruído”. assemelhando-se ao espectro de ruído branco. como a portadora percorre rapidamente uma faixa muito grande de freqüências. Há duas formas principais de se realizar o espalhamento espectral: Salto em Freqüência – Frequency Hopping (FH) e Seqüência Direta – Direct Sequency (DS). Salto em Freqüência (FH) Nessa técnica. sendo distribuída uniformemente por toda a banda. A energia total é mantida. de forma que o sinal resultante ocupa uma faixa muito larga. o sinal original que se deseja transmitir é espalhado por uma banda muito maior que a necessária a sua transmissão. O que se chama comumente de CDMA é. já é possível observar a alta imunidade intrínseca do espalhamento espectral a ruído e interferência. pela multiplicação do sinal por um código com taxa de transmissão muito superior. na verdade. Esta técnica provê um alto nível de segurança.23 MHz Nessa breve descrição. uma vez que sinais de outros usuários bem como ruído / interferência são tratados da mesma forma e seus danos à informação de determinado usuário são eliminados. o efeito final é de espalhamento espectral. porém.Espalhamento Espectral Através dessa técnica. A faixa original do sinal é mantida. Todos os sinais oriundos dos diversos usuários / estações base e o próprio ruído agregado à transmissão são superpostos no espectro. uma vez que um receptor que queira interceptar a comunicação e que não saiba a seqüência pseudo-aleatória usada 5 . Esse efeito é obtido. no caso do CDMA . teórica e idealmente. Através do código apropriado. Portadora CDMA de 1. Um sistema FH pode ser pensado como um sistema FDMA com diversidade de freqüência. quando da aplicação do código de recuperação. a técnica de múltiplo acesso por seqüência direta. a portadora “salta” entre as várias freqüências do espectro alocado.

para gerar a seqüência de “saltos”, necessitará buscar por freqüências de forma muito rápida e acertar a freqüência em uso em cada instante (e no slot de tempo exato). Pode apresentar problemas de colisão entre usuários e é crítico quanto à necessidade de sincronização entre transmissor e receptor. Seqüência Direta – CDMA Como dito, a técnica baseia-se em associar códigos ortogonais aos usuários, de forma que suas comunicações não interferem entre si mesmo compartilhando o mesmo espectro e tempo. Para determinado usuário, todos os outros são vistos como sendo ruído. Controle de potência do móvel No CDMA, a potência de todos os usuários, com exceção do usuário desejado, é o nível mínimo de ruído no receptor quando do momento da descorrelação (retirada da informação desejada através da aplicação do código apropriado). Se a potência de cada usuário não é controlada, de forma que elas não apareçam com a mesma intensidade no receptor da base, ocorre o problema perto-distante (near-far). Se isso ocorre, sinais mais fortes elevarão o nível mínimo de ruído na recuperação dos sinais mais fracos e tenderão a mascarálos, de forma que se reduz a chance de que os sinais mais fracos sejam recuperados. Para combater o problema, é necessário que se adote no CDMA um rígido esquema de controle de potência, através do qual a estação base monitora os terminais de maneira que a potência que chega à base oriunda de cada terminal tenha, idealmente, o mesmo nível. Isso evita que um móvel afastado da base não consiga comunicação pelo fato de um móvel próximo à base estar despejando muita potência. Algumas características do CDMA Usuários comunicam-se usando as mesmas freqüências, simultaneamente, por divisão de código; Ao contrário do FDMA e do TDMA, o CDMA não tem um limite de capacidade bem definido, e sim o que se chama de limite soft. Ao aumentar o número de usuários, o nível mínimo de ruído é aumentado linearmente, de forma que há um decréscimo gradual de desempenho do sistema, percebido por todos os usuários; Efeitos do canal nocivos e seletivos em freqüência podem ser minimizados pelo fato do sinal original estar espalhado por uma banda muito grande. E ainda, o receptor utilizado – RAKE - permite que se faça um especial tratamento nos sinais recebidos por multipercurso, de maneira que o sinal recebido tenha a melhor qualidade possível; Nocaso de handoff entre células cocanal (todo o espectro é utilizado pelas células – possível no CDMA), o processo pode ser suave. Mais de uma estação base monitora o nível do móvel e a central de controle pode escolher a melhor versão do sinal, sem necessitar comutar freqüências; Problema perto-distante, caso não haja controle de potência eficiente. Comparação entre FDMA, TDMA e CDMA Uma vantagem básica do CDMA é sua capacidade muito maior de tolerar sinais interferentes, se comparado a FDMA e a TDMA. Como resultado dessa qualidade, problemas de alocação da banda e interferência entre células adjacentes são simplificados, enquanto que sistemas FDMA e TDMA precisam de cauteloso estudo de alocação de freqüência e slots para evitar interferência, exigindo filtros sofisticados e tempos de guarda entre slots. Aumento de capacidade no CDMA pode ser conseguido através do fator de atividade de voz, utilizando-se os instantes de tempo nos quais não é detectada voz para prover aumento de usuários atendidos. 5

Em termos de capacidade, teoricamente o CDMA possui uma vantagem sobre sistemas analógicos por um fator de 20 . Por outro lado, toda a vantagem teórica do CDMA exige que uma série de requisitos como, controle de potência eficiente, ortogonalidade entre códigos e necessidade de sincronismo perfeito (bases são sincronizadas por GPS – Sistema de Posicionamento Global, e passam o sincronismo aos móveis), entre outros, sejam atendidos. Na prática, dada a dificuldade de se implementar todos os requisitos, sistemas CDMA em geral não exploram toda a capacidade teórica prevista para essa técnica, embora os avanços tecnológicos os levem cada vez mais próximo a esse ideal. GSM O GSM (Global System for Mobile Communication), originalmente conhecido como Groupe Special Mobile, é um padrão digital de segunda geração do celular desenvolvido na Europa para substituir os diferentes padrões analógicos utilizados pelos países europeus nas faixas de 800 e 450 MHz. Ele utiliza canais de 200 kHz na faixa de 900 MHz e teve desenvolvido, posteriormente, uma versão adaptada para as faixas de 1800 e 1900 MHz. Gerações 1ª Geração Caracterizada por sistemas analógicos, surgiu para dar mobilidade aos serviços de voz (banda estreita). A evolução da microeletrônica, propiciando a redução do tamanho dos terminais e a redução de seu preço, alavancou sua grande aceitação por parte da sociedade. 2ª Geração Segunda Geração de sistemas celulares formada por sistemas digitais. Os principais são: GSM, CDMA IS 45 e TDMA IS-136. Em 2G é possível fazer conexão de dados através de uma conexão discada e com taxa de até 14 kbps. Geração 2,5 Tecnologia intermediária entre a 2G da telefonia móvel e a 3G. Permite que celulares e PDAs tenham acesso rápido à internet móvel, conexão permanente e uma vasta gama de serviço. Mensagens instantâneas, serviços de localização baseados no sistema de GPS e jogos são apenas algumas das aplicações. 2,5G é aquela nova tecnologia representada pelas transmissões por pacotes e, principalmente, pelos serviços diferenciados, possíveis pelo aumento das velocidades. 3ª Geração A Terceira Geração de sistemas celulares oferece serviços de dados sem necessidade de estabelecimento de uma conexão (conexão permanente) e taxas de até 2 Mbps. Os principais sistemas são o WCDMA e o CDMA2000 1xEV. A UIT denomina 3G de IMT2000. Serviço Móvel Pessoal (SMP) Trata-se de um novo serviço criado pela Anatel , em junho de 2000, para comunicações móveis. Lembrando que o “antigo” SMC opera na faixa de freqüência de 800 MHz ou 0.8 GHz, o “novo” SMP vai operar numa nova faixa de freqüência, a de 1,8 GHz.

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Os dois serviços SMC e SMP vão conviver por um bom período mas a ANATEL pretende que haja uma migração gradativa para o novo serviço. Esta nova faixa de 1,8 GHZ foi batizada inicialmente como Banda C. Em outros termos, estava sendo criado mais um grupo de empresas, as empresas do grupo C ou da banda C para operar na faixa de 1,8 GHz. Para este novo serviço SMP, o mapa do Brasil foi dividido em apenas três áreas, idênticas àquelas em que operam as empresas de telefonia FIXA (Telemar, Telefônica e Brasil Telecom) e que são as seguintes: Área 1: AM, PA, RR, AP, MA, PI, CE, RN,PB, PE, AL, SE,BA, MG, RJ e ES Área 2:SP Área 3: AC, RO, TO, DF, GO, MT, MS, PR, SC e RS Posteriormente, a ANATEL achou por bem alterar o conceito (não a faixa genérica de freqüência de operação) deste grupo ou banda C. Neste novo conceito, em cada uma das três áreas poderão operar até três empresas. As concessões passam a chamar-se “autorizações de serviço” e serão concedidas gradativamente. As primeiras autorizações de funcionamento a serem concedidas em cada área vão caracterizar as empresas do grupo C ou da banda C. Numa segunda data, serão concedidas novas autorizações configurando as empresas do grupo D ou banda D; e posteriormente, as do grupo E ou banda E. Concluído o processo teremos três operadoras em cada uma das três novas áreas, num total de 9 operadoras da nova faixa de freqüência de 1,8 GHz. Parece evidente que o objetivo da ANATEL é compatibilizar as novas regras com aquelas do modelo adotado para a telefonia fixa. Está sendo adotado o mesmo conceito geográfico presente no Plano Geral de Outorgas. Esta “geografia” poderá ser um facilitador para as empresas em um futuro bem próximo. As empresas de celulares que atuam no País terão limitações, caso ganhem uma licença para o SMP na região onde já prestam o serviço. Se vencerem, terão de abandonar a atual licença em até seis meses. As empresas que optarem por isso ganharão uma faixa adicional na freqüência de 1,9 gigahertz (GHz) e poderão concorrer com as bandas C, D e E, ofertando serviços de melhor qualidade . Para garantir uma certa “isonomia” e equilibrar a competição, as operadoras das bandas A e B que migrarem para o novo serviço receberão mais 5 MHz (para uplink e downlink) na faixa de 1.9 GHz. Em termos de faixa de freqüência ficarão com um total de 17,5 MHz (12,5 MHz que utilizam hoje mais o “brinde” de 5Mhz).As novas operadoras terão 15 MHz na faixa de 1.8 GHz para cada licença. Na realidade o espectro completo destas freqüências vai de 1,710 GHz a 2,301 GHz e já está reservado pela ANATEL. Espera-se que a ANATEL vá intermediar as negociações entre as empresas e entidades envolvidas num “pequeno” complicador: parte destas freqüências já estão ocupadas, até mesmo pelas Forças Armadas. As negociações devem incluir indenizações e ofertas de alternativas como sistemas via satélite ou via fibra ótica. Os investidores estrangeiros poderão ampliar sua presença, pois não haverá limites para o capital internacional na formação de consórcios ou empresas. A imprensa já começa a mencionar as etapas de evolução da tecnologia celular usando siglas como 2,5G, 3G e até mesmo 4G para as novas gerações. É oportuno lembrar que este novo serviço chamado SMP que vai operar nas bandas C, D e E de 1.8 GHz ainda está enquadrado, em termos de tecnologia, na segunda geração (2G) da telefonia celular (a primeira geração é a dos celulares analógicos). Ao decidir utilizar esta faixa de freqüência, a ANATEL atendeu à recomendação da UIT de deixar disponível a faixa de freqüência de 1.9 GHZ para os serviços da terceira geração (3G) que deverão ser oferecidos a partir de 2003.

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discos. através de uma espécie de revezamento no tempo de ocupação do processador. permitindo aos usuários acesso ao computador central através de linhas de comunicação. entre outros. antes operando isoladamente com o objetivo de permitir o compartilhamento de recursos.. o que acarreta uma serie de problemas. Nessa estrutura diversos equipamentos dos mais variados portes processão informações de formas isoladas. possa prover convergência com as redes do STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado). exigindo a interconexão dos equipamentos nessas organizações. Usuários enfileiravam-se para submeter suas leitoras de cartões ou fitas magnéticas que eram processados em lote. computadores eram máquinas grandes e complexas.) e de software (programas. sinalização. etc.) Nesse cenário surgiram as redes de computadores. Dentre os problemas apresentados. 6 . numeração. Não havia nenhuma forma de interação direta entre usuários e máquina. O termo “GSM” não aparece explicitamente nas Propostas de Diretrizes mas está bem registrado o seguinte: “as redes e as plataformas do SMP devem fazer uso de tecnologias e sistemas cuja estrutura de sincronismo. de origem européia.” REDES DE COMPUTADOR Inicialmente. permitindo que várias tarefas dos diferentes usuários ocupassem simultaneamente o computador central. ao mesmo tempo em que avanços nas técnicas de processamento davam origem a sistemas de tempo compartilhado (timesharing). Avanços na década de 1960 possibilitaram o desenvolvimento dos primeiros terminais interativos. arquivos de dados etc. Usuários passavam a ter então um mecanismo que possibilitava a interação direta com o computador. Ambientes de trabalho cooperativos se tornaram uma realidade tanto nas empresas como nas universidades. operadas por pessoas altamente especializadas. com redução de custos do hardware e introdução dos microcomputadores no cenário da informática. A capacidade de troca de informações também foi uma razão importante para a interconexão. destaca-se a duplicação desnecessária de recursos de hardware (impressoras. os computadores eram máquinas caríssimas que centralizavam em um único ponto o processamento das aplicações de vários usuários.8 GHz de segunda geração vai utilizar a tecnologia GSM (Global System for Mobile Communication). a estrutura centralizada se deu lugar a uma estrutura totalmente distribuída. Entre esses a capacidade de troca de mensagens entre os diversos usuários e a facilidade de acesso a dados e programas de várias fontes quando da preparação de um documento. onde um sistema de comunicação foi introduzido para interligar os equipamentos de processamentos de dados (estações de trabalhos) .O SMP de 1. Usuários individuais de sistemas de computação não trabalham isolados e necessitam de alguns dos benefícios oferecidos pôr um sistema centralizado. e muitas vezes de toda uma organização. comutação e encaminhamento. Princípios da Comunicação Evolução dos Sistemas de Computação Na década de 1950.

sendo que as MANs em geral. Face a várias considerações em relação ao custo. cobrem distâncias maiores que as LANs operando em velocidades maiores. o enfoque dos sistemas de computação que ocorriam durante a década de 1970 levavam em direção à distribuição do poder computacional. Redes Locais ( Local Area Networks . chamado sub-rede de comunicação. Uma rede metropolitana apresenta características semelhantes às redes locais. O sistema de comunicação vai se constituir de um arranjo topológico interligando os vários módulos processadores através de enlaces físicos (meios de transmissão) e de um conjunto de regras com o fim de organizar a comunicação (protocolos). e permitindo a integração em ambientes de trabalho cooperativo. Redes Geograficamente Distribuídas WANs (Wide Area Networks ) Surgiram da necessidade de se compartilhar recursos especializados por uma maior comunidade de usuários geograficamente dispersos. tais redes são em geral públicas.Para tais problemas de performance os pesquisadores a criaram novas arquiteturas que propunham a distribuição e o paralelismo como forma de melhorar desempenho. Redes Locais de Computadores são sistemas cujas distâncias entre os módulos processadores se enquadram na faixa de alguns poucos metros a alguns poucos quilômetros. a interligação entre os diversos módulos processadores em uma tal rede 6 . o sistema de comunicação. isto é. é mantido gerenciado e de propriedade pública. Redes Metropolitanas ( Metropolitan Area Networks . interligados por um sistema de comunicação.MANs) Quando a distância de ligação entre vários módulos processadores começa a atingir distâncias metropolitanas. preservando a independência das várias estações de processamento.MANs). chamamos esses sistemas não mais de rede locais. Pode-se caracterizar uma rede local com sendo uma rede que permite a interconexão de equipamentos de comunicação de dados numa pequena região que são distâncias entre 100m e 25Km embora as limitações associadas às técnicas utilizadas em redes locais não imponham limites a essas distâncias.LANs) Surgiram dos ambientes de institutos de pesquisa e universidades. Por terem um custo de comunicação bastante elevado (circuitos para satélites e enlaces de microondas). Redes de computadores são ditas confinadas quando as distâncias entre os módulos processadores são menores que alguns poucos metros. confiabilidade e modularidade dos sistemas computacionais. outra característica é que em geral elas são de propriedade privada. REDES DE COMPUTADORES Uma Rede de Computadores é formada por um conjunto de módulos processadores (Mps) capazes de trocar informações e compartilhar recursos. Outras características típicas encontradas e comumente associadas a rede locais são : alta taxas de transmissão (de 0.1a 100Mbps) e baixas taxas de erro (de 10-8 a 10-11). mas de Redes Metropolitanas (Metropolitan Area Networks . Redes locais surgiram para viabilizar a troca e o compartilhamento de informações e dispositivos periféricos( recursos de hardware e software). Sistemascuja dispersão é maior do que alguns quilômetros são chamadas Redes Geograficamente Distribuídas.

A utilização de uma estação monitora contornar estes problemas. nenhum ficará inacessível. muitas das estações remotas ao anel não se comunicam diretamente com o computador central. para que possam ser reconhecidos pela rede. muitos fatores devem ser considerados. Ao se planejar uma rede. ela entra no anel e circula até ser retirada pelo nó destino. mas as configurações mais usuais são unidirecionais. 6 . as velocidades de transmissão empregadas são baixas: da ordem de algumas dezenas de kilobits/segundo (embora alguns enlaces cheguem hoje a velocidade de megabits/segundo). ele pode ser perdido por problemas de falha e pode ser difícil determinar com certeza se este controle foi perdido ou decidir qual nó deve recriá-lo. Nesta configuração. Outras funções desta estação seriam: iniciar o anel. Quando um mensagem é enviada por um modo. Outra vantagem é a de permitir a determinadas estações receber pacotes enviados por qualquer outra estação da rede. Qualquer que seja o controle de acesso empregado. de forma a tornar menos sofisticado os protocolos de comunicação que asseguram a entrega da mensagem corretamente e em seqüência ao destino. ou seja. TOPOLOGIAS A topologia refere-se ao “layout físico” e ao meio de conexão dos dispositivos na rede. Os pontos no meio onde são conectados recebem a denominação de nós. se uma linha entre dois nodos cair. Erro de transmissão e processamento podem fazer com que uma mensagem continue eternamente a circular no anel. dependendo do protocolo empregado. ou então até voltar ao nó fonte. caminhos alternativos devem ser oferecidos de forma a interligar os diversos módulos. independentemente de qual seja o nó destino. sendo que estes nós sempre estão associados a um endereço. mas o tipo de participação dos nodos é um dos mais importantes. como estes estão conectados. A estação monitora pode ser dedicada ou uma outra que assuma em determinado tempo essas funções. A topologia de uma rede depende do projeto das operações. enviar pacotes de teste e diagnóstico e outras tarefas de manutenção. embora as variações sempre derivem de três topologias básicas que são as mais freqüentemente empregadas. Esta configuração requer que cada nodo seja capaz de remover seletivamente mensagens da rede ou passá-las adiante para o próximo nó. Um nodo pode ser fonte ou usuário de recursos. todo sistema sai do ar até que o problema seja resolvido. Por questão de confiabilidade. Ainda por problemas de custo. já que poderá ser atingido pelo outro lado. ou uma combinação de ambos. Se a rede for bidirecional. da confiabilidade e do seu custo operacional. Anel Uma rede em anel consiste de estações conectadas através de um caminho fechado.determinará utilização de um arranjo topológico específico e diferente daqueles utilizados em redes locais. Redes em anel são capazes de transmitir e receber dados em qualquer direção. O último procedimento é mais desejável porque permite o envio simultâneo de um pacote para múltiplas estações. Nas redes unidirecionais. Várias são as estratégias de topologia. Os maiores problemas desta topologia são relativos a sua pouca tolerância a falhas.

Estrela Neste tipo de rede. O nodo central pode realizar outras funções além das de chaveamento e processamento normal. Nas topologias em barramento. Entretanto. o nó central pode atuar como um conversor. As situações onde isto é mais acontece são aquelas em que o nodo central está restrito às funções de gerente das comunicações e a operações de diagnósticos. todo o sistema pode ficar fora do ar. mas isto acarreta um aumento considerável dos custos. Existem uma variedade de mecanismos para o controle de acesso à barra pode ser centralizado ou descentralizado. A expansão de uma rede deste tipo de rede só pode ser feita até um certo limite. número de nodos conectados. imposto pelo nodo central: em termos de capacidade de chaveamento. ou seja. permitindo transmissão de informação. Se o protocolo dos dispositivos fonte e destino utilizarem diferentes protocolos. Relógios de prevenção (“watch-dos-timer”) em cada transmissor devem detectar e desconectar o nodo que falha no momento da transmissão. Esta característica facilita as aplicações com mensagens do tipo difusão (para múltiplas estações). O desempenho de um sistema em barramento comum é determinado pelo meio de transmissão. as falhas não causam a parada total do sistema. o direito de acesso é determinado por uma estação especial da rede. todos os usuários comunicam-se com um nodo central. 6 . a responsabilidade de acesso é distribuída entre todos os nodos. Em controle centralizado. número de circuitos concorrentes que podem ser gerenciados e número de nós que podem ser servidos. se uma falha ocorrer no nodo central. e da carga de tráfego de conexão. controle de acesso. Através do host os usuários podem se comunicar entre si e com processadores remotos ou terminais. A solução deste problema seria a redundância. tem o controle supervisor do sistema. No caso de ocorrer falha em uma estação ou no elo de ligação com o nodo central. No segundo caso. A técnica adotada para acesso à rede é a multiplexação no tempo. Por exemplo. é limitado pela capacidade de processamento do nodo central. O gerenciamento das comunicações por este nó central pode ser por chaveamento de pacotes ou de circuitos. chamado “host”. O arranjo em estrela é a melhor escolha se o padrão de comunicação da rede for de um conjunto de estações secundárias que se comunicam com o nodo central. O desempenho obtido numa rede em estrela depende da quantidade de tempo requerido pelo nodo central para processar e encaminhar mensagens. cada nó conectado à barra pode ouvir todas as informações transmitidas. pode compatibilizar a velocidade de comunicação entre o transmissor e o receptor. apenas esta estação fica fora de operação. A barra é geralmente compartilhada em tempo e freqüência. Em um ambiente de controle descentralizado. Nas redes em barramento comum.Barramento Nesta configuração todos os nodos (estações) se ligam ao mesmo meio de transmissão. tipo de tráfego entre outros fatores. o host funciona como um comutador de mensagens para passar os dados entre eles. permitindo duas redes de fabricantes diferentes se comunicar. O tempo de resposta pode ser altamente dependente do protocolo de acesso utilizado.

Entre as ferramentas necessárias temos:   Alicate de grimpar para conectores BNC e RJ45 Ferro de solda. em caso de dúvidas com algum cabo o melhor é não utiliza-lo. • É mais tolerante a falhas • Fácil de instalar usuários • Monitoramento centralizado Topologia Anel • Razoavelmente fácil de (Token Ring) instalar • Requer menos cabos • Desempenho uniforme Topologia • Simples e fácil de instalar Barramento • Requer menos cabos • Fácil de entender MEIO DE TRANSMISSÃO Meio de Transmissão Par Trançado Coaxial 50 Ohms Coaxial 75 Ohms Fibra Ótica Barra X X X Anel X X X Estrela X Cabos Os cabos talvez tenha 50% do fracasso ou do sucesso da instalação de uma rede. • A rede fica mais lenta em períodos de uso intenso. sendo que a troca de dados entre dois computadores era coisa do futuro. Muito dos problemas encontrados nas redes são identificados como causados pela má instalação ou montagem dos cabos. Até hoje existem vários tipos de cabos coaxiais. • Os problemas são difíceis de isolar. Tipos de Topologias Topologia Estrela Ponto Positivos Pontos Negativos • Custo de Instalação maior porque recebe mais cabos • Se uma estação para todas param • Os problemas são difíceis de isolar. esse cabo era o que havia de mais avançado. cada 6 . Há alguns anos. ferramentas diversas Para testes dos cabos contamos com equipamentos que medem com precisão o seu bom funcionamento.Esta configuração facilita o controle da rede e a maioria dos sistemas de computação com funções de comunicação possuem um software que implementa esta configuração. Cabo coaxial O primeiro tipo de cabeamento que surgiu no mercado foi o cabo coaxial. Para cada tipo de cabo temos vários tipos de testadores. Um cabo bem feito contará pontos a seu favor no restante da rede.

deve ser controlada de forma a garantir que as reflexões não desapareçam em fase de um valor significativo. não sendo necessário a regeneração do sinal. Hoje em dia. A transmissão de dados por fibra óptica é realizada pelo envio de um sinal de luz codificado. onde é feita a transmissão da luz. e outros são imunes a ruídos e interferências. Vale destacar que várias empresas já perceberam que. onde as taxas de dados mais elevadas permitidas por ele e pela fibra óptica ultrapassam. por isso. Esse tipo de cabo tornouse muito usado devido a falta de flexibilidade de outros cabos e por causa da necessidade de se ter um meio físico que conseguisse uma taxa de transmissão alta e mais rápida. entretanto. devido às capacitâncias introduzidas nas ligações ao cabo de 50 Ohm. é sua suscetibilidade às interferências a ruídos (eletromagnéticos e radio frequência). O cabo óptico consiste de um filamento de sílica e de plástico. por isso. Os cabos de par trançado possuem dois ou mais fios entrelaçados em forma de espiral e. Já os cabos com diodos 6 .um com suas características específicas. O cabo óptico com transmissão de raio laser é o mais eficiente em potência devido a sua espessura reduzida.também conhecida pelo nome de rede coaxial varal . O cabo coaxial pode ser usado em ligações ponto a ponto ou multiponto. independente do seu comprimento. o par trançado também está sendo usado com sucesso em conjunto com sistemas ATM para viabilizar o tráfego de dados a uma velocidade extremamente alta: 155 megabits/seg. Os cabos coaxiais de alta qualidade não são maleáveis e são difíceis de instalar e os cabos de baixa qualidade podem ser inadequados para trafegar dados em alta velocidade e longas distâncias. Isso se deve ao fato de a transmissão em banda base sofrer menos reflexões. a capacidade das chaves disponíveis com a tecnologia atual. As fontes de transmissão de luz podem ser diodos emissores de luz (LED) ou lasers semicondutores. em ligação multiponto. outros têm atenuação mais baixa. dentro do domínio de frequência do infravermelho a uma velocidade de 10 a 15 MHz. ser minimizados com blindagem adequada. evitando assim vários problemas técnicos. Esses efeitos podem. Fibra ótica Quando se fala em tecnologia de ponta. sem distorção ou eco. geralmente utilizados nas TVs a cabo e em redes de banda larga. reduzem o ruído e mantém constante as propriedades elétricas do meio. O cabo de par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento no mercado. ele oferece velocidade da ordem de megabits/seg. em sistemas de baixa frequência. e muito. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples e de baixo custo. propriedade que já revela alta tecnologia. Esse cabo se adapta muito bem às redes com topologia em estrela. Ao contrário do cabo de par trançado. Devido a isso. o cabo deve ser casado em seus extremos de forma a impedir reflexões. Par trançado Com o passar do tempo. Os cabos coaxiais possuem uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência e. A desvantagem deste tipo de cabo. A colocação destes conectores. o que existe de mais moderno são os cabos de fibra óptica. eram o meio de transmissão mais usado em redes locais. surgiu o cabeamento de par trançado. a imunidade a ruídos é tão boa quanto a do cabo coaxial. em todo o seu comprimento. A ligação do cabo coaxial causa reflexão devido a impedância não infinita do conector. o coaxial mantém uma capacidade constante e baixa. A maioria dos sistemas de transmissão de banda base utilizam cabos de impedância com características de 50 Ohm. que pode ter transmissão tanto analógica quanto digital. Uma dica interessante: em uma rede coaxial tipo BUS . Alguns são melhores para transmissão em alta frequência.

em suma: faz tudo que o Hub faz. 6 . apenas passando informações de um lado para outro quando for necessário. é usado como núcleo de uma rede estrela para interligar diversos computadores. Roteadores Faz o papel de guarda de trânsito.emissores de luz são muito baratos. as conexões da rede são concentradas (por isto também chamado concentrador) ficando cada equipamento num segmento próprio. EQUIPAMENTOS DE UMA REDES DE COMPUTADORES Hubs Hubs são dispositivos utilizados para conectar os equipamentos que compõem uma LAN. enquanto o de fibra óptica é o mais usado em ambientes externos. A exemplo do cabo de par trançado. Com o Hub. Isto divide o tráfego na rede. O tipo de cabeamento mais usado em ambientes internos (LANs) é o de par trançado. Repetidores São equipamentos utilizados quando se deseja repetir o sinal enviado por um equipamento quando a distância a ser percorrida é maior do que o recomendado (180Mts). Patch Panel O Patch panel –É um painel intermediário de distribuição de cabos que fica entre os pontos de conexão de equipamentos e o Hub. O gerenciamento da rede é favorecido e a solução de problemas facilitada. ries Pontes) Conectam múltiplas LAN’s como por exemplo a LAN da contabilidade com a LAN do departamento de Marketing. garantindo que os pacotes de mensagens sejam dirigidos a endereços certos na rede. preservar dados de qualquer tipo de ruído e ter velocidade na transmissão de dados. O cabo de fibra óptica pode ser utilizado tanto em ligações ponto a ponto quanto em ligações multiponto.16 e 32 portas (Podemos fazer a conexão entre hub’s aumentando a capacidade final). além de serem mais adaptáveis à temperatura ambiente e de terem um ciclo de vida maior que o do laser. que transmitem os dados em alta velocidade.8. uma vez que o defeito fica isolado no segmento de rede. os cabos de fibra óptica *não sofrem* *interferências* com ruídos eletromagnéticos e com radio frequências e permitem uma total isolamento entre transmissor e receptor. Cada hub pode receber vários micros. quem deseja ter uma rede segura. os cabos de fibra óptica são a melhor opção do mercado. Comutador Switch Concentrador de cabos. ou seja. Apesar de serem mais caros. atualmente temos hub’s com 4. Também regenera o sinal. Ele realiza uma ampliação no sinal já fraco dando nova força para que chegue ao ponto de destino. Portanto. Esse painel distribuidor concentra os cabos que vêm dos pontos de rede com ou sem equipamentos. a fibra óptica também está sendo muito usada em conjunto com sistemas ATM.

ou seja.Enlace: O objetivo deste nível é estabelecer a conexão entre dois dispositivos físicos compartilhando o mesmo meio físico. Se forem dinâmicas. Chamamos genericamente de PACOTE. As camadas se comunicam através do provimento de serviços para as camadas superiores. criando assim dados de controle e verificações junto ao "pacote de informação" que será enviado. As 7 Camadas Abordaremos aqui o modelo OSI (Open Systems Interconnection) proposto pela ISO (International of Standardization Organization) em 1977. Este modelo obedece a uma estrutura hierárquica de níveis. As rotas são caminhos a serem seguidos pelos pacotes de dados e podem ser fixas ou dinâmicas. para a coordenação do desenvolvimento de padrões voltados para a interconexão de sistemas. Para descrever os problemas referentes ao processo de comunicação entre equipamentos em rede. funcionais e de procedimento para ativar. Esse nome varia de acordo com a camada específica do modelo OSI. . no que tange ao volume e às suas condições elétricas. . tornando este canal de transmissão mais confiável.Física: O nível físico fornece as características mecânicas. Cada camada implementa os serviços de acordo com suas funções. seja por retransmissão ou por bits de redundância. Visa prover uma base comum de informações. Para isso cama camada acrescenta seu cabeçalho. criou-se uma estrutura conceitual em camadas que garante o desenvolvimento de protocolos(padrões) específicos para o determinado fim de cada camada. elétricas. o conjunto das informações de controle mais o conteúdo transmitido na comunicação entre equipamentos numa rede. onde todos têm acesso às especificações e podem fazer implementações. as rotas variam dependendo da condição da linha de transmissão. Cada módulo forma um nível no modelo e é responsável por prover determinados serviços aos níveis superiores. O controle de excesso de pacotes na rede deve também ser gerenciado por esta camada. manter e desativar conexões físicas para a transmissão de bits entre duas máquinas. cabe ao projetista deste nível definir como representar em 0's e 1's: quantos microssegundos durará um bit. 6 . . quantos pinos possuirá o conector da rede etc. é opcional neste nível de protocolo. A comunicação entre camadas pares acontece para garantir a que a informação vá da origem ao destino de forma compreensível. Detecta e opcionalmente pode corrigir erros que ocorram no nível físico.Rede: Sua tarefa principal é rotear os pacotes da origem para o destino. a ISO criou um modelo de referência . informações de controle que serão lidas pelas mesmas camadas no outro computador. ou camadas. O OSI é uma proposta para a interconexão de sistemas abertos.MODELO OSI Para facilitar a transmissão e recebimento de informações entre 2 ou mais computadres interconectados num mesmo meio físico. e faz uso dos serviços oferecidos pelos níveis inferiores. o que incentiva a modularização do software de suporte à redes. A função de correção de erros. Isto é.o OSI.

Apresentação: A função deste nível é a de realizar transformações adequadas nos dados. controlando o fluxo e a seqüência dos pacotes. conversão de padrões de terminais etc. Como exemplo de transformações podemos citar: compressão de textos. antes de seu envio para a camada de aplicação.Aplicação: Por ser o mais alto nível do modelo OSI. O propósito deste nível é o de servir como janela entre usuários que querem se comunicar através deste modelo. oferece seus serviços a usuários e não a níveis superiores de protocolos.Sessão: A principal função deste nível é fornecer a conexão entre dois processos. criptografia. permitindo a referência a endereços na rede por nomes simbólicos. Melhora a forma de endereçamento. .Transporte: O nível de rede não garante necessariamente que a cadeia de bits chegue a seu destino.. . 6 . O protocolo de nível de transporte fornece uma comunicação fim a fim verdadeiramente confiável. .