Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras

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II: a terra sigillata
EURICO DE SEPÚLVEDA* ÉLVIO MELIM DE SOUSA** VÍTOR CORDEIRO DE SOUSA***

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Os autores começam este estudo com uma breve introdução ao Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) e ao seu acervo, passando, numa segunda parte, a referir a importância do actual território do concelho de Torres Vedras no período romano, bem como a relação deste com Olisipo, Scallabis e Eburobrittium. O estudo da cerâmica em terra sigillata incide sobre uma colecção de 50 peças, constituída por diferentes fabricos, na qual, e devido à ausência de contextos estratigráficos, os autores tiveram que recorrer ao método tipológico para classificação e atribuição de cronologias.

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This paper is concerned with the study of a collection of 50 sherds of terra

sigillata belonging to the Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras). As no stratigraphic contexts were related to the collection, the authors gave chronologies through the established typologies. A brief introduction to the reserves of the Museum and its own collections were given as well as the story of the Torres Vedras territory and its relations with Olisipo, Scallabis and Eburobrittium in the Roman times.

Não abundam, entre nós, Museus como o de Torres Vedras. Esta unidade, durante muitos anos foi (e ainda o é), de certo modo, considerada um “modelo” do que se devia (e deve) fazer a nível dos Museus Municipais, essencialmente a nível do projecto museológico geral, da maquetagem, da adaptação arquitectónica do edifício-sede, dos suportes expositivos e da conservação preventiva. Reportamo-nos, aqui, à concepção actual da unidade

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Eurico de Sepúlveda,Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa

Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata

(Convento da Graça), resultante da reestruturação museal interna de que foi alvo a instituição, em 1992, e que culminou, não só um longo período de encerramento, como várias mudanças de instalações (Júnior e Luna, 1990, p. 38-43). Situado tecnicamente no escalão dos “Museus de Região”, no sentido mais lato da expressão, e encerrando, de resto, colecções de diferentes tipos — como se infere do seu estatuto de recinto perpetuador de memórias regionais —, o Museu Municipal de Torres Vedras conserva um importante conjunto de artefactos arqueológicos (e epigráficos), o qual se destaca, em nosso entender, das demais colecções, quer pela sua quantidade, quer, sobretudo, pela sua grande qualidade. Refira-se, igualmente, a existência, em paralelo, de uma colecção iconográfica, que se pode considerar ímpar, com acervo que remonta aos finais do século XV. Não seria erróneo, pensamos, alargar-se, inclusivamente, a amplitude técnica da designação classificativa deste Museu, porquanto ele deter — a par de conjuntos museológicos de origem concelhia — colecções de prestígio, mas exógenas ao território municipal/regional, conseguidas (tanto nuns casos, como noutros), e nas mais das vezes, por doações e vendas feitas ao estabelecimento, por parte de investigadores e de doadores, dentre os quais se destacam Leonel Trindade (Patrono), Jorge Paulino Pereira, Lino Paulino Pereira, José Pedro Lopes, José Vitorino Bastos, Jaime Jorge Umbelino, Beatriz Batalha Reis, Carlota da Conceição Santos, Robert Bremner, Maria Teresa Boaventura e João Veríssimo. Poderá acrescentar-se àquelas duas últimas características — quantidade e qualidade dos materiais arqueológicos —, uma outra, a da inegável beleza estética de muitas das peças dos seus acervos pré-histórico, proto-histórico e romano, atributo esse que tem sido mantido, quase sempre, pelos restauros executados1. Ficaria incompleta esta pequena e singela ‘apreciação’ do Museu Municipal Leonel Trindade se não se tecesse aqui qualquer consideração acerca do seu aspecto humano, ponto-chave e base de toda e qualquer unidade museológica e respectiva actuação no meio. Também aqui este Museu é, com justiça, e sem favor algum, modelar. Nós sabemo-lo por experiência própria, pois vem já sendo longa, e obviamente frutífera, a estreita relação que se vem estabelecendo entre os signatários e a equipa do Museu2. Embora fazendo “fronteira”, a norte — que não se sabe se seria natural [talvez o Rio Alcabrichel (Alarcão, 1990, p. 381) ou a Serra de Montejunto], ou, então, artificial (mais provável) —, com o Municipium de Eburobrittium3, todo o território do actual concelho de Torres Vedras encontra-se inserto no Municipium Olisiponense — “As estações arqueológicas são numerosas na área de Torres Vedras, onde algumas inscrições funerárias mencionam cidadãos inscritos na tribo Galéria. É forçoso, por isso, incluir a área no Municipium de Olisipo. A Galéria era a tribo de Olisipo, enquanto a de Eburobrittium deveria ser a Quirina.” (Alarcão, 1988, p. 47). Em obra de 1990, Jorge de Alarcão (p. 366) refere-se, novamente, a essa “fronteira”: “Do outro lado da serra de Montejunto, situava-se Eburobrittium, civitas cuja fronteira vinha entestar com a de Olisipo por alturas de Torres Vedras.” Também Vasco Mantas, seis anos mais tarde, se lhe refere nesse sentido (Mantas, 1996, p. 853-886). A capital do território de Eburobrittium (municipium, a partir dos finais do século I d. C.), situava-se nos arredores de Óbidos (Mantas, 1996, p. 858, 859 e 863), mais precisamente, a cerca de 1200 metros para nordeste daquela Vila (freguesia de Gaeiras, e sob o IP6), embora tivesse já sido aventada a hipótese — hoje, de todo, posta de parte — de aquela cidade romana poder ter correspondido às actuais povoações da Amoreira de Óbidos (Garcia, 1971; Alarcão, 1988, p. 47; Mantas, 1996, p. 856), de São Mamede (Mantas, 1996, p. 862) ou, ainda, da Columbeira, Bombarral (Alarcão, 1990, p. 381).

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299-321 301 .2003. REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia.Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda.volume 6.número 1.p.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Mapa 1 O actual Concelho de Torres Vedras inserido no Municipium Olisiponense.

) na época romana. Este último antigo aglomerado urbano. p. 1996.p. a sua localização junto de uma via principal. para José Cardim Ribeiro. p. p. Alarcão. passando por Eburobrittium e Collipo (São Sebastião do Freixo). 1952. os intensos contactos entre a região em análise e todo o Mediterrâneo. 146. 1996. 18). tão-só. 1996. ininterrupta. situa-se no concelho de Sintra. e lógica. culturais. a nível das ligações marítimas (populacionais. no âmbito da bibliografia existente. Alarcão. desde essa altura até épocas tardias. 1995. quanto à correspondência da actual Torres Vedras à povoação romana. como também. que surgem disseminadas por todo o território torriense. p. que lhe poderá subjazer. entre estas áreas e outras bem mais distantes (Hoffmann e Schulz. e que corroboram. encontra-se já atestada na área desde a primeira metade do século II a. da Serra de São Julião e de Torres Vedras (Belo. talvez. as áreas imediatamente contíguas à cidade de Torres Vedras (Alarcão. Por sua vez. Ruivo. não só esse facto. é o facto de o topónimo medieval “Torres Vedras” estar associado à palavra turris. 146. 19). p... facto este testemunhado pela existência de inúmeros monumentos epigráficos (Mantas. 858. 381). p. p. p. 859).. a partir de uma acção contínua de romanização. Para o referido autor.Eurico de Sepúlveda. comerciais). quanto às facilitações que permitiu. 1988. e virada. Torres Vedras equivale à ptolemaica Chretina (Mantas. 14). contudo. podemos afirmar que. a de Torres Vedras viveu uma intensa ocupação semelhante. quanto a esta questão. Ora. Os únicos pontos de contacto. mas nunca englobando. p. O que sabemos incontornável. 1993. 147. utilizada durante o Baixo Império para denominar o conjunto económico/produtivo villa (Mantas. todavia. Uma desconexão se denota. mas. 855. e dominado. no seu territorium. para além do seu próprio porto marítimo. 1995. 47. Sepúlveda e Sousa. todavia.. 1997. um outro também de mar. às dimensões das suas termas públicas e. saliente-se. correspondendo-lhe a actual aldeia do Faião (Ribeiro. estaria também ligada a Lisboa por uma outra via que apresentava o seguinte percurso: Eburobrittium/Torres Vedras/Mafra/Olisipo (Byrne. entre os dois autores anteditos. à grande superfície edificada que apresenta).Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Pensamos que o aglomerado terá conhecido um grande fulgor económico. 147. denunciando a forte e indesmentível implantação rural romana na região em análise. intensificada e desenvolvida por estes. 46). 41-47). e tal como todas as demais regiões adstritas ao Municipium Olisiponense. 859 e 863).2003. que Mantas classifica como mansio (Mantas.. esta tendência ocupacional — localização e actividade económica — não fora introduzida aqui pelos Romanos. 1982-1983. conheceu uma densa implantação rural.C. 159. 302 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. aquando das campanhas de César na Hispania Ulterior. p. ou seja. 1988. 1996. mantida. ainda. consistem apenas na verificação de ambas as hipóteses se localizarem dentro do territorium do Municipium Olisiponense e na de as suas populações pertencerem à tribo Galéria. 161). p. 2000. p. 1985. sendo mesmo crível. 47. e mesmo um significativo desenvolvimento (atendendo à envergadura do seu fórum.número 1.” (Mantas. 2000). 1990. Teria detido sob o seu controle alguns núcleos urbanos secundários. datação aferida para denários de prata provenientes das estações arqueológicas do Casal de Santo António. 2000. organizada em torno de villae e de casales — as primeiras “(. 858. sobretudo. 858).) em parte pertencentes à alta burguesia olisiponense” (Caetano. seguida. 45. A presença romana. Também não poderá ser questionada a importância do Rio Sizandro. 853-886). p. Disso nos dá conta toda uma série de estações arqueológicas e/ou de recolhas de peças fornecidas em inúmeros arqueo-sítios pré-romanos. p. nitidamente relacionada com a proximidade de Olisipo. que ligava Olisipo a Conimbriga. para o abastecimento de um grande centro de consumo — “A Região de Torres Vedras (. perdurando. e. e retomando o assunto que vínhamos explanando. 1985. o de Araducta/Alfeizerão (Mantas. e já nesses tempos.volume 6. ainda. Mantas. p. Aliás. p. essencialmente agrícola (e pecuária). p. todavia. mas já no sentido Norte-Sul.299-321 . 1996.

a “(. Mayet. cabal e cientificamente. 1984).C. uma tentativa de síntese deste assunto. na sua maioria.. que poderá. todas as inscrições conhecidas e conservadas no Museu Municipal. encontra-se inserida nos grupos tradicionais de produção provenientes da Gália (Hermet. embora de forma menos exaustiva. Somente depois disso será possível realizar sinopse mais substantiva.volume 6. Ao que parece.2003. Dentre aqueles trabalhos. 1985. p. 1934)...” (Mantas. mas a zona litoral. as análises epigráficas. seguindo um plano faseado. villa do Penedo. Necrópole da Quinta da Portucheira e Quinta de São Gião (Belo.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa sendo mesmo possível provar-se essa ocupação nos séculos V e VI d. Ind 2% 2% REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. destacam-se.Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda. o mesmo não podendo dizer-se para as épocas anteriores. qualquer peça que fosse. cuja repartição permite esboçar o traçado de uma via de comunicação em direcção à Ericeira. Distribuição e percentagens de fragmentos de terra sigillata por origem de produção 35 58% 30 25 20 15 20% 10 16% 5 2% 0 TSSG TSSGt TSH TSAf TS Foceense F. porquanto abarcarem. 1985. e também. da África do Norte (Hayes. desse modo. indubitavelmente.) facultou igualmente vestígios de ocupação romana.) densidade de ocupação parece ter sido maior na área central do concelho. enfim. p.p. 853-886). (. facultar as suas colecções cerâmicas para estudo.número 1. e prioritariamente.4 Impõe-se referir aqui que não existem muitos estudos sobre a romanidade de Torres Vedras.. 1990) que analisámos. O presente artigo consiste. os materiais cerâmicos. Sepúlveda e Sousa. que terá por base o estudo da cerâmica comum5. ainda assim.. no segundo trabalho recentemente conseguido à custa da análise dessas colecções romanas conservadas no Museu de Torres Vedras (Sepúlveda e Sousa. Estes dois factos — poucos artigos publicados e. certamente devido à capacidade agrícola dos solos. e segundo Vasco Gil Mantas. de cariz epigráfico — constituem as principais razões pela qual o Museu Municipal Leonel Trindade entendeu por bem. permitir-nos aferir os índices e/ou graus de ocupação romana da zona em apreço. 2000). para já. A colecção de cerâmicas finas de mesa em terra sigillata (Beltrán. não se verificando. 1996.299-321 303 . da Hispânia (Mezquíriz. cronologias estas fornecidas por materiais exumados (lucernae e terra sigillata) na Maceira. 1972. 1953. 1980) e da Ásia Menor (Carandini. prevendo-se a sua continuação imediata com um terceiro. por mais parcelar que seja. 146-147. pelo que nos é impossível. 1961. no entanto. 2000). de fabrico itálico. 1981).

n. A segunda — (n. 50)6. López Rodríguez 2A1. Condatomago (Hermet. p. 2600. López Rodríguez Grupo 1). Quanto às peças n. n.volume 6.º 7 (Kunst e Júnior. 2351. mais precisamente na forma Rigoir 22 (Rigoir e Rigoir.º 40). em parte inédita. 2389. XXIII-XXVI. Terra sigillata africana – unidades por produção 12 10 8 6 4 2 0 Clara A Clara A/D Clara C Clara D 304 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. essencialmente a nível da decoração da primeira banda e da sequência dos motivos que preenchem as cinco faixas horizontais da composição. 2000. Clara A/D (n. ao tipo López Rodríguez 5A. 29 ou 37. sendo a central metopada (López Rodríguez 2A1. há a referir. 37B/Palol 37t (1974). A peça n.C.299-321 . de fabrico tardio. corresponde. n. Beltrán.Eurico de Sepúlveda. No grupo das produções hispânicas. ainda assim. torna-se fácil a aplicação de paralelos: Belo (Bourgeois e Mayet. 1975. pelo tipo de decoração. Pls.º 28. 50). Pls. como ainda. 17 e 18. 137 e 138). todas elas ostentam decorações características dos fabricos considerados dentro da sigillata hispânica tardia (rodas e círculos.º 37-48). 90. 1991. n. Balsa (Nolen. 1975). XVIII e XIX. 107. por sua vez. 1990. 2609…). inscrevem-se vários motivos. À primeira..º 9 ofereceu-nos algumas dificuldades na sua classificação. poderá corresponder a uma taça Drag. ss. 1990. mas nunca. talvez7. 1934. detectaram-se quatro tipos de fabricos: Clara A (n. repetindo a quinta banda a decoração da segunda (pequenos crescentes invertidos e unidos.ºs 7 e 8.número 1. 1968. pelo imbricado que apresenta. e sobretudo. n. altura em que este tipo de decoração é aplicado a estas taças. A decoração da quarta banda. 1997). 31-36) e Clara D (n.º 8). p.2003. No seu esquema gramatical.º 35 e 53). por ostentar uma composição decorativa.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata No grupo da terra sigillata galo-romana estudada. inserir-se.º 29 e 30). dado a sua parede inferior não ser vertical.º 14. não só por apresentar um tamanho pouco vulgar dentro da forma Hisp.º Estilo de Mezquíriz e aos Grupos 2 e 5 de López Rodríguez —. Conimbriga (Alarcão. uma decoração conseguida pela técnica do guilhoché. 12 e 14. o que nos permitiu atribuir-lhe uma cronologia do século IV d. p.p. a peça n. visto o fragmento em análise apresentar carena. destacada. p. 1990. a uma Drag. p. 160). Ests. Dentro do grupo da sigillata africana (Delgado.º 16. Clara C (n. 1994. das oficinas de La Rioja ou das olarias da bacia do Douro (Juan Tovar. numa produção galo-romana tardia — fabrico pouco vulgar nos espólios das estações inclusas no actual território português —.º 15 (Kunst e Júnior. 30. destacam-se as peças n. e incidir. sobre esta. podendo ser inserida no 1º Estilo de Mayet — equivalente ao 3.º 62). Isto. 23 e 29).º 20-27). Poderá. saliente-se. 2417.

º 49). II. as cerâmicas de importação norte-africana. Meixial e Nossa Senhora da Cátedra ou do Formigal (Cardoso e Luna. A terceira figura. terão. Sousa.C. Boca do Rio (exemplar conservado no Museu Nacional de Arqueologia). 1999). Atlante 46). 148). Possui a forma Hayes 1A (provavelmente). até finais do IV. igualmente. Atlante 64). em terra sigillata africana Clara C. 1999a. inícios do V. entre si. Estes três animais estão separados. 1999. 196. 1993. entre peças inteiras e simples fragmentos. de ser tidos em consideração relativa. 1999. corresponde a um golfinho (do tipo Hayes 2.p. Conimbriga (Delgado.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Destacamos. 1975). 1980-81). alguns paralelos para a forma Hayes 52 com decoração aplicada — Alter do Chão (Falcão. Setúbal (Silva e Soares. 75-86). predominando. 2001).C. isto devido ao tipo de pasta. p. Mirobriga (Quaresma. REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. p. Quinta do Rouxinol (Raposo e Duarte. 1998. Represas (Lopes. 1994). 1997) e Balsa (Nolen. Est. Fonseca. em lugar de destaque. Tróia de Setúbal (Maia. De todas elas tentou-se retirar o máximo de informação possível. a qual surge. inserir-se nas produções itálicas (Belo.º 35. Ferrarias. ao que se sabe. Quinta da Macheia. no prelo). 72 e n. para além das novas villae identificadas recentemente: Arneiro Norte. Quinta de São Gião e Serra de São Julião. então. os quais estão ausentes das tipologias de Hayes e dos autores de Atlante. p. por sua vez. inéditos). também a mais intervencionada e sondada na área do concelho – a qual se insere. conseguidos. também truncada. de Montans). 89-119)8 que cobririam toda a região torriense: villa rústica dos Cellios. contudo. por se encontrar praticamente inteira (forma Hayes 52B) e apresentar decoração de relevos aplicados do estilo de transição.Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda. pela aplicação de relevos. Santo André de Almoçageme (Sousa. por três “grandes” círculos. durante o Período Romano. A peça identificada com o n. 1994).299-321 305 . p. nestas produções. Conhecem-se. extrapolando o âmbito meramente tipológico. A aba da taça ostenta venationes entre animais — uma leoa (do tipo Hayes 4. “glanztonfilm” e guilhoché que apresenta. 2002. 219-226. p. Sintra (Sousa. 1992). Pl.º 24). num conjunto relativamente restrito de arqueo-sítios similares (Alarcão. seguindo a sua leitura geral uma orientação em sentido dextrogiro. si-10). afrontado à cena antes descrita (mas em sentido sinistrógiro). Quaresma. na Villa de Santo André de Almoçageme. 1999. por sorte. a peça n. Montinho das Laranjeiras (Coutinho. em Portugal. o que confirma a diacronia dos finais do século III d.2003. Apenas um exemplar da colecção (n. corresponde ao fabrico peculiar. Pinheiro (Raposo e Duarte. 1974-77. seguidas das produções hispânicas. denominado Foceense Tardia — Late Roman C Ware (Diogo e Trindade. Atlante 57). ao nível da sua atribuição a um centro produtor. 10. porquanto a percentagem esmagadora de peças analisadas (cerca de 80% da colecção) provir de uma única estação arqueológica — villa romana da Aldeia do Penedo. A colecção de terra sigillata do Museu Municipal Leonel Trindade perfaz um total de 50 exemplares.º 50 levantou-nos sérias dificuldades. nas galo-romanas (pratos Drag.número 1.volume 6. no fito de deduzir-se alguns pontos de chegada que. hipoteticamente. 17. 2001). a perseguir um cervídeo (muito incompleto na composição. 2001). dos possíveis produtos galo-romanos tardios e da cerâmica oriunda da Ásia Menor (Foceia). Estes dados. e já relativamente frequente. Cardoso e Cardoso. Necrópole do Sol Avesso (Cardoso e André. ou. dos fabricos galo-romanos. 1997/1998. forçosamente. pudessem contribuir para uma melhor compreensão da região de Torres Vedras. atestada apenas (e talvez). conquanto ela poder. Balsa. com cronologia que vai do último quartel do século III d.

anteriormente ao segundo quartel do século I d.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Percentagens de terra sigillata nas estações romanas do concelho de Torres Vedras 4% 2% 4% 4% 2% 2% 4% 2% Aldeia do Penedo Castelo Quinta da Macheia Quinta da Portucheira Ferrarias 76% Serra de S. entre a primeira metade do século I d. denunciarão. pelo menos. onde a frequência de formas de terra sigillata africana está mais acentuada (ver ‘Gráfico de Formas e Cronologias’).número 1. e o século VI.299-321 . e os inícios do século VI. em Scallabis. ou seja. 2000) —. Pedro da Cadeira Serra do Socorro Sevilheira Assim. de raros achados de cerâmicas de verniz negro (tipo campaniense). muitas das conclusões que poderão deduzir-se. a pensar numa época de grande intensidade de trocas comerciais.2003. toda a zona norte do Municipium Olisiponense. em especial.p. Oriente inclusive. a existência de algumas relações comerciais de importância acrescida. dentro de um contexto de economia agrária de tipo “lusitano”/romano. assim como as formas de terra sigillata hispânica tardia. forçosamente. ou. a realidade específica da estação antedita (Aldeia do Penedo). através de negotiatores estabelecidos em Olisipo.C. até à presente data. ainda. 306 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. a comprovação de contactos entre a região de Torres Vedras no período romano (potencialmente rica em produtos agrícolas) e ambas as margens do Mar Mediterrâneo.volume 6. no prelo). Julião S. num período compreendido entre o século III d. poderá projectar-se certas considerações para a região envolvente — um povoamento romano efectivo balizado. A profusão de diferentes tipos de peças cerâmicas leva-nos. parece demonstrar — a nível da estrutura económica da região —. em apenas uma das estações romanas torrienses (Cardoso e Luna. e embora com alguma falibilidade. como é o caso das lucernae de bronze (Sepúlveda e Sousa. Apesar disso. e não.C.Eurico de Sepúlveda. portanto. ou em Eburobrittium. sobretudo. O aparecimento. é certo. e a incidência dessa presença. embora. a par de um relativo bom poder de compra — a julgar pela qualidade de alguns achados romanos detectados no concelho.C.

s. (Necrópole). Fragmento de carena de taça de forma indeterminada. pasta cor-de-rosa. com flutuações de tonalidade.) Hayes 14B (2 un.18. compacta e homogénea.) Catálogo No Catálogo. Geral QM/56-541. 43 (1 un.) Hayes 1 (LRC-1 un.º de Inv.º de Inv.) Hayes 59. SPC – São Pedro da Cadeira.volume 6. 2 N. 3 N. 18 (1 un. CAS – Castelo.número 1. Geral AP 086.299-321 307 . Fragmento de pé em anel de taça de forma indeterminada.Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Formas e cronologias da terra sigillata do Museu de Torres Vedras” 700 650 600 550 500 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 Hayes 44 (1 un.p.) Hayes 52B (1 un. com caulinite de pequenas dimensões.) Hayes 26-27 (1 un. engobe castanho-avermelhado.) Hisp.) Hayes 91 (1 un. REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. os números de Inventário Geral apresentam-se sob os códigos das respectivas estações: AP – Aldeia do Penedo. compacta. 37 (4 un.) Drag.) Hayes 61 (2 un.2003.) Hayes 50 (2 un. Geral QM.) Lamb.) Hayes 73A (1 un.º de Inv. pasta beige-alaranjada. 59A (1 un.) Rigoir 22 (1 un. engobe vermelhoacastanhado. n. pasta castanha-alaranjada. Terra sigillata galo-romana 1 N. QP – Quinta da Portucheira. QM – Quinta da Macheia. diâmetro máximo – 156 mm. SS – Serra do Socorro.) Hayes 99 (1 un. engobe castanho-avermelhado. SEJ – Serra de São Julião.) Drag 29/37 (1 un. branda. Fragmento de bordo e parte superior da parede de prato de forma Drag. compacta e dura.

Fragmento da parede inferior de taça decorada a molde (motivos vegetalistas – folha e dois cachos) de forma Drag. pasta vermelha-rosada. efectuado após a cozedura. diâmetro. porosa e algo micácea. Fragmento de parede de taça decorada a molde (imbricado) de forma indeterminada.º de Inv.º de Inv. Geral SPC 1/3. Geral AP 034. 308 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. 7 N. pasta vermelha-acastanhada. branda. brilhante. com elementos ferrosos e micácea. Terra sigillata galo-romana tardia (ou terra sigillata hispânica tardia.2003. engobe avermelhado. 8 N. Geral AP 096. compacta. pasta castanha. Fragmento de carena de prato de forma indeterminada. dura e com caulinite. 29 ou 37 (possivelmente). pasta castanha-alaranjada. compacta e com caulinite. Fragmento de fundo de taça com pé em anel de forma indeterminada. Geral SS 55. junto ao fundo – 112 mm.volume 6. diâmetro. Geral AP 185. dura e homogénea. engobe vermelho-acastanhado. Geral SEJ 73. diâmetro máximo.p. Fragmento de fundo de taça com pé em anel de forma indeterminada.º de Inv. dura. possivelmente Rigoir 22.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata 4 N. pasta castanha-alaranjada. Geral AP 183. engobe castanho-avermelhado.299-321 .º de Inv. 6 N.número 1. engobe castanho-avermelhado. pasta salmão escura. ao nível do pé – 70 mm. dura e com caulinite. Fragmento de inflexão do bordo/parede de taça de forma indeterminada. ou Narbonense) 9 N. 5 N. dura.º de Inv. engobe castanho-avermelhado. compacta. engobe castanho.Eurico de Sepúlveda. Terra sigillata hispânica 10 N. Apresenta grafito geométrico na parede interior da base. pasta vermelha-rosada. engobe vermelho.º de Inv. Fragmento de carena com canelura decorada (corda segmentada de espaços diferentes) de taça de forma.º de Inv. homogénea e pouco branda. ao nível do pé – 94 mm.

7 (Esc. 4.299-321 309 . TSH 10 e 11.p. I TSSG 1.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa 1 4 7 8 9 11 10 0 3 Est.número 1.Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda. 1:1) e 8. REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. TSSGt (?) 9.2003.volume 6.

Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata 15 16 17 18 0 3 Est. 310 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. II Terra sigillata hispânica tardia.Eurico de Sepúlveda.299-321 .p.2003.volume 6.número 1.

Apresenta. dura. na parte inferior da pança. 37/Hisp. homogénea.número 1. 37/Palol 37t. 12 N. diâmetro – 56 mm. pasta castanha-rosada.º de Inv.º de Inv. 37/Hisp. 37B/Palol 37t.p. Geral CAS 31 Fragmento de fundo de taça de forma indeterminada.º de Inv. Geral AP 089 Fragmento de parede de taça decorada a molde (círculos concêntricos denteados e ovais com motivos vegetalistas) de forma Drag.Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda. engobe vermelho-acastanhado. 16 N. branda. vestígios de engobe vermelho. de tom vivo.299-321 311 . compacta e branda. pasta vermelha-amarelada. Geral AP 074/090/101 Fragmentos que formam o perfil completo de taça (restaurada) decorada a molde de forma Drag.volume 6. engobe castanho-avermelhado.37/Palol 37t. 18 N. engobe laranja-avermelhado.º de Inv. Geral AP 091 Fragmento de parede de taça decorada a molde (rodas segmentadas) de forma Drag. com caulinite e algo micácea. pasta acastanhada. um gato em chumbo e. engobe vermelho-acastanhado. dura. Geral AP 176 Fragmento de bordo de prato de forma indeterminada. engobe vermelho-acastanhado. com quartzitos e micácea. junto ao fundo – 220 mm (aproximadamente). compacta e pouco dura. pasta vermelha-acastanhada. Geral AP 068 Fragmento de parede de taça decorada a molde (fiadas verticais de pérolas) de forma Drag. diâmetro máximo – 210 mm. engobe vermelho. 13 N.º de Inv. com calcite e algo micácea. 37/Palol 37t. Geral AP 071 Fragmento de parede de taça de forma indeterminada. 17 N. REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia.º de Inv. pasta vermelha clara. pasta alaranjada. diâmetro. engobe vermelho.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa 11 N. de tom escuro. 14 N. dois furos que corresponderiam à aplicação de outro gato. pasta vermelha-acastanhada. pasta laranja-avermelhada. dura.º de Inv.º de Inv. porosa. compacta e dura. 37/Hisp. com calcite e mica. porosa e com caulinites. 37/Hisp. na superior. Geral AP 184 Fragmento de parede de taça de forma indeterminada. pouco porosa. 15 N.2003.

engobe vermelho-acastanhado. compacta e micácea. pasta vermelha-alaranjada. dura. diâmetro máximo – 136. compacta.º de Inv.º de Inv. diâmetros: máximo ao nível do bordo – 164 mm / da base – 70 mm.número 1.299-321 .º de Inv. diâmetro – 74 mm. Geral AP 072 Fragmento de base e arranque da parede de prato de forma indeterminada. em Clara A. vestígios de engobe laranja. dura. com caulinite e micácea. Geral AP 174 Fragmento de bordo e parede de taça carenada de forma Lamb. engobe castanho-avermelhado. compacta e dura. em Clara A. rugosa. algo dura. em Clara A.º de Inv. micácea e com quartzito. 23 N. pasta alaranjada. 26 N. diâmetro máximo – 206 mm. Geral AP 188 Fragmento de fundo de prato de forma indeterminada. 21 N. em Clara A. Geral AP 186 Fragmento de fundo de prato de forma indeterminada. 312 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. em Clara A. dura.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata 19 N. em Clara A. pasta alaranjada. homogénea e não micácea. engobe vermelho-alaranjado. esponjosa. engobe alaranjado. dura. Geral AP 177 Fragmento de bordo de prato ligeiramente esvasado de forma provavelmente Hayes 26/Hayes 27.2003. 22 N. 25 N. engobe alaranjado. engobe alaranjado. dura. 3b2/Hayes 14B/Atlante 2-4.º de Inv. pasta alaranjada. compacta. pasta alaranjada. folheada e com calcite.º de Inv. micácea e com quartzitos. 24 N.p. micácea.volume 6. pasta laranja.º de Inv. Geral AP 181 Fragmento de bordo de taça de forma indeterminada. Geral 1530 (Sevilheira) Taça carenada de fundo em anel e de forma Hayes 14B ou Hayes 18. engobe laranja. em Clara A. Geral AP 180 Fragmento de fundo de taça de forma indeterminada.º de Inv. com quartzitos e calcite. diâmetro do pé – 68 mm. pasta vermelha-alaranjada.Eurico de Sepúlveda. pasta alaranjada. Terra sigillata africana clara 20 N.

REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. III Terra sigillata africana (clara).p.volume 6.299-321 313 .Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa 20 21 22 24 23 27 28 32 29 0 3 Est.2003.número 1.

32 N. algo dura. engobe alaranjado. pasta rosa-velho. engobe castanho-tijolo.º de Inv. Geral AP 178 Fragmento de bordo de taça hemisférica. pasta alaranjada. dura. folheada.º de Inv. dura.º de Inv. homogénea. 28 N. em Clara C. não micácea. 33 N. em Clara A/D. diâmetro – 260 mm.Eurico de Sepúlveda. em Clara C. pasta avermelhada. pasta avermelhada. pasta vermelha-acastanhada. engobe vermelhoacastanhado. 314 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. engobe vermelho-alaranjado. Geral AP 076 Fragmento de parede de taça de forma indeterminada. matizado no interior.299-321 . em Clara C. engobe vermelho-acastanhado. pasta alaranjada. dura e micácea. homogénea e pouco micácea. pasta alaranjada. com bordo em aba. engobe laranja-avermelhado. diâmetro – 180 mm. em Clara A. Geral AP 182 Fragmento de fundo de prato de forma indeterminada. compacta e pouco micácea. engobe vermelho-acastanhado. compacta.2003. Geral AP 179 Fragmento de fundo de prato de forma Hayes 50 (possivelmente).volume 6. Geral AP 173 Fragmento de bordo lanceolado e parede de prato de forma Hayes 50. de forma Hayes 44. em Clara C. 29 N. pasta amarela-avermelhada.º de Inv. compacta e moderadamente dura. em Clara A/D.º de Inv. diâmetro – 112 mm. 30 N. Geral AP 175 Fragmento de bordo esvasado de prato/travessa.º de Inv. 31 N. dura e micácea.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata 27 N.p. homogénea e moderadamente dura. 34 N.º de Inv.º de Inv.número 1. esponjosa e ligeiramente dura. Geral AP 189 Fragmento de inflexão aba/parede de taça de forma indeterminada. engobe alaranjado. em Clara C. Geral AP 080 Fundo de prato/travessa de forma indeterminada.

Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda.299-321 315 .Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa 35 36 37 38 0 Est.número 1. IV Terra sigillata africana (clara).p.volume 6.2003. 3 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia.

Geral AP 110 Fragmento de bordo. porosa. compacta e algo micácea.º de Inv. Geral AP 065 Fragmento de bordo e aba de taça/prato de forma Hayes 59. ao nível do pé – 50 mm. em Clara D. vestígios de engobe alaranjado. ao nível da boca – 186 mm / máximo. diâmetros: do bordo – 143 mm / da base – 72 mm. pasta rosa-alaranjada. engobe laranja. engobe castanho-avermelhado. Geral AP 079 Fragmento de bordo e parede de taça de forma Hayes 99.º de Inv.º de Inv. pasta laranja. pasta alaranjada clara. Geral 1529 (Sevilheira) Taça (restaurada) com decoração de relevos aplicados na aba. diâmetros: máximo. pasta alaranjada. ao nível da aba – 450 mm. 43. diâmetros: máximo. em Clara D.p.º de Inv.número 1. branda. em Clara D.299-321 .º de Inv. em Clara C. ao nível do bordo – 245 mm. engobe vermelho-alaranjado. engobe laranja. com calcite e pouco micácea. altura máxima – 35 mm. engobe acastanhado. em Clara D. diâmetro máximo – 396 mm. diâmetros: máximo. ao nível do bordo – 390 mm / máximo. branda e porosa.º de Inv. 316 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia.º de Inv. branda. pouco porosa e não micácea. em Clara D. micácea e com cerâmica moída. Geral AP 088/098 Fragmento de bordo saliente de prato de forma Hayes 59B. esponjosa. 39 N. porosa.º de Inv. folheada e micácea. porosa. em Clara C. pasta rosada. porosa e micácea. 41 N. 38 N. ao nível da abertura do bordo – 80 mm / máximo.volume 6. ao nível da aba – 236 mm. aba e arranque da parede de grande taça de forma Hayes 91. de forma Hayes 52b. 40 N. pasta alaranjada. aba e parede de taça de forma Hayes 73A. pasta laranja. dura e com grande variedade de elementos não plásticos.Eurico de Sepúlveda. 37 N. Geral AP 084 Fragmento de bordo e parede com decoração (incisa) de prato com aba de forma Hayes 59A. ao nível da aba – 126 mm / máximo. 42 N. Geral QP 037/038/039/044/045 Fragmentos de bordo. engobe laranja. Geral QP 040/041/042/043 Fragmentos de taça com perfil completo de forma provavelmente Lamb. vestígios de engobe alaranjado. homogénea.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata 35 N. em Clara D. pasta laranja. 36 N.2003. esponjosa. diâmetro máximo.

diâmetro máximo – 280 mm. REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. engobe vermelho-alaranjado. esponjosa e com quartzo. V Terra sigillata africana (clara): 39 (Esc. esponjosa e com calcite. Geral AP 097 Fragmento de bordo com lábio boleado e parede de prato de forma Hayes 61B. Geral AP 190 Fragmento de fundo de prato de forma Hayes 59 (possivelmente). em Clara D.Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda. pasta vermelha clara. 3 43 N. em Clara D.º de Inv.p.volume 6.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa 39 40 41 42 44 45 0 Est. engobe laranja.º de Inv.299-321 317 .número 1. pasta avermelhada. 1:4). 44 N.2003. diâmetro – 160 mm.

p.volume 6. TS foceense 49. Ind.número 1. VI Terra sigillata africana (clara) 46. 50.Eurico de Sepúlveda.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata 46 49 50 0 3 Est. 318 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia.2003.299-321 .

47 N. porosa e pouco micácea.º de Inv. Vítor Gomes e para o Rodrigo Figueiredo. Jeannette Nolen. Geral SEJ/s.299-321 319 . calcites e elementos ferrosos. pasta alaranjada. Geral AP 087 Fragmento de bordo e parede decorada (guilhoché) de prato/taça de forma indeterminada. para o Dr. grosseira e branda. Geral AP 073 Fragmento de bordo de prato com lábio lanceolado de forma Hayes 61A. branda e muito depurada.2003. em Clara D. pasta castanha clara. algo dura. 46 N. pasta castanha. para a Dra.volume 6. pasta vermelha clara. Guilherme Cardoso. n.º de Inv. engobe vermelho-alaranjado. compacta e não micácea. muito depurada e moderadamente dura. pois. pasta laranja-acastanhada. para o Dr. Fragmento de parede curva de taça de forma indeterminada. engobe amarelo-alaranjado. reconhecidos. 48 N.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa 45 N. sem a qual não teriam podido levar a bom porto a tarefa a que se propuseram.Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata Eurico de Sepúlveda. Uma palavra de gratidão. REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. em Clara D. Geral AP 078 Fragmento de bordo e parede com carena de prato de forma Hayes 1A (provavelmente). Fabrico Indeterminado 50 N.p. engobe alaranjado. pasta alaranjada. Geral (Ferrarias) Fragmento de bordo de taça com aba de forma indeterminada. Cerâmica foceense tardia / “Late Roman C Ware” 49 N. esponjosa. engobe laranja-avermelhado. Agradecimentos Os autores agradecem. dura.º de Inv. engobe castanho-avermelhado. Geral AP 077 Fragmento de fundo com decoração (estampada) de prato de forma não determinada.º de Inv. com quartzitos. engobe castanho-avermelhado. para o Dr. José Beleza Moreira. em Clara D.º de Inv.º de Inv. toda a preciosa ajuda que receberam no decurso do presente trabalho. algo brilhante.número 1. diâmetro máximo – 310 mm. em Clara D.

(1975) . Coimbra. 317-326. à Dra. W.Carta arqueológica do Concelho de Oeiras. 83-95. Agradecemos. Das origens à romanização.. p. p. em Lisboa. C. A. Oeiras. Abb. ÉTIENNE. 41-47. (2001) . 1 de Agosto 1953. BIBLIOGRAFIA ALARCÃO. (1975) . 9). A. p. 7.A rede viária da zona W do município olisiponense (Mafra e Sintra). Estudos Arqueológicos de Oeiras. Lisboa: Presença. J.. ALARCÃO. no Curso de Pós-Graduação Profissionalizante em Museologia e Património. Badaladas . assim como em relação aos materiais metálicos. S. foceenses e cipriotas) provenientes das escavações de 1966/67 do teatro romano de Lisboa.Numismática. N. CAETANO.Eurico de Sepúlveda. (1993) .2003. M. estudos referentes aos vidros. Estudo dos mosaicos romanos de Olisipo e da “Zona W” do Ager. BOURGEOIS. L.p. Prova de Seminário de Licenciatura em História/Variante de Arqueologia.O domínio romano.Musivária olisiponense.. In ALARCÃO. H. GARCIA. (1993) . CARANDINI. Madrid: Casa de Velázquez. (1971) .Terra sigillata clara do Montinho das Laranjeiras .299-321 . 72-74. . mais do que uma dezena de villae. Arqueólogo. In ALARCÃO. Coimbra. à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Badaladas. J.A paisagem rural romana e alto-medieval em Portugal. de tema para a concretização de dois trabalhos curriculares de um dos signatários (EMS). (1953) . T. Estudos Arqueológicos de Oeiras. p.A propos des céramiques de Conimbriga. TRINDADE. ANDRÉ.Les Sigillées Sud-galliques. (1972) . o apoio profissional que nos têm dado. (1991) . em 1998-1999.Nótulas sobre a arqueologia de Torres Vedras e seu termo.1990 e 1991. para sul. In ALARCÃO. (1997/1998) . FONSECA. refere que o território da civitas de Eburobrittium estender-se-ia. 14.. Revista Portuguesa de Arqueologia.Época Romana. (1997) . Lda. levam-nos a induzir não existirem. LUNA.Últimos dados sobre a romanização no Concelho de Torres Vedras.. até ao momento. de uma das produções denominadas de “lucentes”. 320 REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. Belo. CARDOSO. ou. A. L.Élvio Melim de Sousa e Vítor Cordeiro de Sousa Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel Trindade (Torres Vedras) II:a terra sigillata NOTAS * ** *** 1 2 3 4 Licenciado em Economia. Arqueólogo. BYRNE. brilhantes ou narbonenses.A romanização do concelho de Alter do Chão . então. CARDOSO. Agradecemos ao Dr. Roma. p. Dias Diogo a informação que nos deu sobre os achados de terra sigillata (um deles com marca de oleiro) na Vila da Ericeira. XIV . a páginas 47.Guía de la cerámica romana.A terra sigillata do fundeadouro de Tróia. na verdade. BELO. de (1988) . ALARCÃO. p. Almada. O fragmento n. p. p. T. R. de (1990) . do Museu Municipal Leonel Trindade. Alcoutim: Câmara Municipal.ª série. FALCÃO. Lisboa. J. (1999) . D. In Atlante delle Forme Ceramiche. que será da responsabilidade de Raquel Santos.Ceramica africana. F. Conservador dos Museus da Câmara Municipal de Sintra. L. na Universidade Lusíada. E. 4.. 9-183. 5 6 7 8 Esperamos poder apresentar. (2002) . I. IV. Bombarral. às cerâmicas comuns e aos mosaicos. Estes autores classificam. J. M. p. ÉTIENNE. Prova de avaliação de final de curso apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (policopiado). Coimbra. de (1998) . Conimbriga. nenhuma delas pertence a produções africanas. (1997) . C. tal como a taça descrita sob o n. Jorge de Alarcão no livro que escreveu em 1990 (O Domínio Romano em Portugal). J. M. até ao paralelo de Torres Vedras. Pelas suas características morfológicas e tipológicas. 219-226. J. 37. Duas das peças de cerâmica romana do Museu serviram. 359-392. 2. A. (1981) .Nótulas sobre a arqueologia de Torres Vedras e seu termo.Sigillées claires. In II Congresso Nacional de Arqueologia. este último da autoria de Maria Teresa Caetano. HAYES. Porto Salvo (Oeiras). 50. provavelmente. (1952) .número 1. Torres Novas. I.A terra sigillata. e também a toda a sua equipa.O domínio romano em Portugal. Oeiras..Em busca de Eburobrittium cidade pré-romana da Lusitânia. BELTRÁN. J. MAYET. J.Ânforas e sigillatas tardias (claras. XXX . poderá aventar-se a hipótese de se tratar de um dos fabricos de terra sigillata hispânica tardia. Os critérios apontados por este autor para a classificação de estações arqueológicas romanas como villa. Zaragoza: Pórtico Librerías. M.Portugal. quando. Dissertação de mestrado apresentada à Universidade Nova de Lisboa (policopiado). Lisboa: Publicações Europa-América.Les Sigillées. COUTINHO. R. sic). M.volume 6..º 15 de fabrico característico das produções hispânicas tardias. na área em estudo.º 15 do catálogo (Tafel 14 b). 457-462. Torres Novas.Late Roman Pottery. inclusivamente. CARDOSO. reconhecidos. ALARCÃO. 2. 2:2. incorrectamente. 15 de Agosto 1952. CARDOSO. num futuro próximo.Acerca de uma tigela de terra sigillata clara da necrópole do Sol Avesso. (no prelo) . como terra sigillata clara (“Terra Sigillata chiara”. London: The British School at Rome. Lisboa. (1990) . A. Conimbriga. esta peça (p. ed. I Ceramica fine romana nel bacino mediterraneo (Medio e Tardo Impero). DELGADO. B. J. 89-119. DIOGO. R. Lisboa. Fouilles de Conimbriga. A. G. Al-madan. R.. Isabel de Luna. G. . BELO. Paris: De Boccard. A.º 7 é tipicamente galo-romano e a taça n.

2 . p. MANTAS. J. V. L.Les sigillées paléochrétiennes grises et orangées. P. (1974) . p. 76-78. 38-43. 75-86. (1997) . M...A circulação da moeda hispânica na Estremadura portuguesa: uma primeira abordagem. p. MANTAS. Ergenbnisse aus der Küstenforschung. 151-476. C. 2 vols.Terra sigillata hispánica. G. 5-99. F. RIBEIRO.2003.. CORTÉS. O Arqueólogo Português.ª série.volume 6. In Actas de História Medieval. Sintra. Conc.ª P. 365-381. V.Terra sigillata africana D e foceense tardia das escavações recentes de Mirobriga. Setúbal. T. Almada. 6-7. Salamanca: Universidad. (1980) . RUIVO. In Atlante delle Forme Ceramiche. Escavações arqueológicas de 1980. SCHULZ.. S. Conimbriga. 199-224. Gallia. (1982) . M. p. . 45-46. 3. p. MAIA. Sintria. (1995) . 3. p. C. London: The British School at Rome. SILVA. 9-10. (1984) . (1999) . M. In GARCÍA-BELLIDO. Dissertação de Doutoramento em História (policopiada). Torres Vedras: Câmara Municipal. RIGOIR. p. J. 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