Concreto Armado da UFPR 2006

Mauro T. Ceccon. M. permitiu que sua publicação LAJES USUAIS DE CONCRETO ARMADO fosse incorporada ao Capítulo 8 desta edição. L. Agradecimento especial ao Professor Roberto Dalledone Machado que além de colaborar a elaboração do texto. Michaud.Agradeço a colaboração prestada pelos Professores Carlos E. N. A. Hilgenberg Neto na elaboração deste texto. Kawai e Miguel F. Marino Universidade Federal do Paraná Departamento de Construção Civil (41) 3361-3438 marino@ufpr.br . Jorge L.

são regidas. conforme classificação da ABNT NBR 8953. a três fatores: 1 Para melhor conhecimento da história do concreto armado.2 .2). N pela ABNT NBR 6118 Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento – mar/2004. no Brasil. É o caso das vigas de concreto armado (Figura 1. C.3 Viabilidade do concreto armado O sucesso do concreto armado se deve. basicamente. do grupo I comprimida de resistência (C10 a C50).1). publicou em 1861 o primeiro trabalho descrevendo aplicações e uso do concreto armado1. este ocupa as partes comprimidas ao passo que o aço.2. Coignet. As obras de concreto estrutural. armadura tracionada A Figura 1.Pilar de concreto armado Corte AA 1. 1. também de boa resistência a compressão. Tratava-se de um barco que foi construído em 1855.2 Histórico É atribuída ao francês Lambot a primeira construção de concreto armado. sendo o concreto de ótima resistência à compressão.1 Introdução Basicamente.1 1ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO 1. de ótima A resistência à tração. concreto ocupa as partes M M comprimido tracionadas.Viga de concreto armado Sendo o aço. 1. basicamente. 1985.1 . identificados por massa específica A A seca maior do que 2 000º kg/m3. edição patrocinada por Camargo Corrêa S. o mesmo pode colaborar com o concreto em regiões comprimidas. Vasconcelos.. 1-1 ufpr/tc405 2006 . Entre os concretos especiais armadura excluídos desta Norma estão o comprimida concreto-massa e o concreto sem Corte AA finos. as estruturas de concreto armado apresentam bom desempenho porque. Vol. Outro francês.A. É o caso dos pilares de concreto armado (Figura 1. não armadura excedendo 2 800 kg/m3. ver O CONCRETO NO BRASIL. Segundo concreto o item 1. esta Norma aplica-se às comprimido estruturas de concreto normais. N Figura 1. A.

Nesta Tabela a letra C indica a classe do concreto e o número que se segue corresponde à sua resistência característica à compressão (fck).4. 1-2 ufpr/tc405 2006 . A proximidade de valores entre os coeficientes de dilatação térmica do aço e do concreto torna praticamente nulos os deslocamentos relativos entre a armadura e o concreto envolvente. não existindo escorregamento entre um material e o outro. se aplica a concreto com armadura passiva3 e a classe C25. Grupo I C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 fck 15 MPa 20 MPa 25 MPa 30 MPa 35 MPa 40 MPa 45 MPa 50 MPa Grupo II C55 C60 C70 C80 fck 55 MPa 60 MPa 70 MPa 80 MPa Tabela 1. quando existe variação de temperatura.1 kN/cm2 = 10 kgf/cm2. tem coeficiente de dilatação térmica. que permite quase todo o desenvolvimento dos fundamentos do concreto armado. Desta forma. item 8.− aderência entre o concreto e a armadura. A composição de cada concreto de classe C15 ou superior deve ser definida em dosagem racional e experimental. A adoção de um concreto com resistência mínima de 20 MPa visa uma durabilidade maior das estruturas.2. duas propriedades específicas. em estruturas metálicas.1: “Esta Norma se aplica a concretos compreendidos nas classes de resistência do grupo I. Este fato permite que se adote para o concreto armado o mesmo coeficiente de dilatação térmica do concreto simples.1.1 . assim como outro material. 1. Apresenta. e em obras provisórias.1 Concretos da ABNT NBR 6618 Segundo a ABNT NBR 8953. O controle tecnológico da obra deve ser feito de acordo com a ABNT NBR 12654. etc. conforme ABNT NBR 6122.Classes de concreto estrutural A dosagem do concreto deverá ser feita de acordo com a ABNT NBR 12655. indicadas na ABNT NBR 8953. associado à hipótese das seções planas de Navier. por exemplo. Concreto protendido. ou seja. − valores próximos dos coeficientes de dilatação térmica do concreto e da armadura. e − proteção das armaduras feita pelo concreto envolvente. que são a retração e a fluência (deformação lenta). A classe C202. possui módulo de elasticidade (módulo de deformação). ou superior. com a devida antecedência em relação ao início da obra. Finalmente. ABNT NBR 6118. O principal fator de sucesso é a aderência entre o concreto e a armadura. até C50.4 Propriedades do concreto O concreto. classificados de acordo com sua resistência característica à compressão (fck). É este simples fato de deformações iguais entre a armadura e o concreto adjacente.” 1 2 3 4 1 MPa = 0. a concreto com armadura ativa4. Concreto armado. conforme mostrado na Tabela 1. ou superior. o envolvimento das barras de aço por concreto evita a oxidação da armadura fazendo com que o concreto armado não necessite cuidados especiais como ocorre. também. as deformações nas armaduras serão as mesmas que as do concreto adjacente. pode ser representado por um diagrama tensão-deformação. os concretos a serem usados estruturalmente estão divididos em dois grupos. 1. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações. em MPa1.

O fctk.2].inf é usado nas análises estruturais. em caráter orientativo.4. a resistência à tração indireta fct. os valores indicados em [3.1.inf = 0. 2006 1-3 ufpr/tc405 . na falta de ensaios para obtenção de fct.2 Massa específica Segundo o item 8.sp e a resistência à tração na flexão fct.sp ou 0. respectivamente. o módulo de elasticidade deve ser obtido segundo ensaio descrito na ABNT NBR 8522.2.5.3 × 3 fck 2 fctk. correspondente a uma resistência fckj especificada. A estimativa da resistência à compressão média. item 8. sendo considerado nesta Norma o módulo de deformação tangente inicial cordal a 30% de fc. realizados de acordo com a ABNT NBR 5739 (item 8.m = 0. pode-se considerar para valor da massa específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 kg/m3. item 8. Quando for o caso.sup é usado para a determinação de armaduras mínimas.2 O módulo de elasticidade numa idade j ≥ 7 dias pode também ser avaliado através dessa expressão. Quando não for indicada a idade. 1. que são aqueles que. Se a massa específica real não for conhecida. A evolução da resistência à compressão com a idade deve ser obtida através de ensaios especialmente executados para tal.21× 3 fck fct. 1. a ABNT NBR 6118 se aplica a concretos de massa específica normal.2.2. substituindo-se fck por fckj. pode ser avaliado o seu valor médio ou característico por meio das equações seguintes: 2 fct. ou outra tensão especificada em projeto.8.m = 0.sp e fct.6 Módulo de elasticidade Segundo a ABNT NBR 6118. as resistências referem-se à idade de 28 dias. item 8.8.7 fct.9 fct. Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado.4.4 da ABNT NBR 6118). para efeito de cálculo.1 fctk.2.4. pode-se adotar para o concreto simples o valor 2 400 kg/m3 e para o concreto armado 2 500 kg/m3.4. A resistência à tração direta fct pode ser considerada igual a 0.2. 1.sup = 1.m = 2 0. pode-se estimar o valor do módulo de elasticidade usando a expressão: E ci = 5 600 fck E ci e f ck em MPa Equação 1. O fctk.f devem ser obtidas de ensaios realizados segundo a ABNT NBR 7222 e a ABNT NBR 12142. depois de secos em estufa. estas expressões podem também ser usadas para idades diferentes de 28 dias.5 Resistência à tração Segundo a ABNT NBR 6118. têm massa específica compreendida entre 2 000 kg/m3 e 2 800 kg/m3. fcmj. 1.4. Na ausência desses resultados experimentais pode-se adotar.39 × 3 fck Sendo fckj ≥ 7MPa.2.3).3 fct. deve ser feita conforme indicado na ABNT NBR 12655.2. o coeficiente de dilatação térmica pode ser admitido como sendo igual a 10-5/ºC (ABNT NBR 6118.f ou. é esse o módulo de elasticidade a ser especificado em projeto e controlado na obra.4 Resistência à compressão As prescrições da ABNT NBR 6118 referem-se à resistência à compressão obtida em ensaios de cilindros moldados segundo a ABNT NBR 5738.3 Coeficiente de dilatação térmica Para efeito de análise estrutural.m e fck em MPa Equação 1.f. Quando não forem feitos ensaios e não existirem dados mais precisos sobre o concreto usado na idade de 28 dias.7 fct.

à tração e à compressão. seria necessária a imposição de um coeficiente de Poisson igual a 0. item 8.Diagramas tensão-deformação (compressão) de concretos diversos A ABNT NBR 6118.2.5‰ fck Figura 1. para diferentes dosagens.compressão Uma característica do concreto é não apresentar.10.25. igual ao módulo de elasticidade secante (Ecs).4.2.4. Para se obter Gc igual a 0. de modo σc simplificado. item 8.O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises elásticas de projeto. Os σc concretos mais ricos em cimento (mais resistentes) têm um "pico" de resistência (máxima tensão) em torno da deformação 40 MPa 2‰. Observar que a equação clássica da Resistência dos Materiais para a determinação do módulo de elasticidade transversal G não é seguida à risca pela ABNT NBR 6118.25 ) 1. não leva em consideração os diferentes diagramas tensão-deformação mostrados na Figura 1.4 Ecs 2(1 + ν ) 2(1 + 0.2 e o módulo de elasticidade transversal Gc igual a 0. 1. deve ser calculado pela expressão: E cs = 0. ou seja: Ecs Ecs Gc = = = 0. um mesmo tipo de diagrama tensão-deformação. 2 ⎡ ⎛ ε ⎞ ⎤ σ c = f ck ⎢1 − ⎜1 − c ⎟ ⎥ ⎜ ⎟ ⎢ ⎝ 2‰ ⎠ ⎥ ⎣ ⎦ εc 2‰ 3.3 e apresenta.4 . o coeficiente de Poisson ν pode ser tomado como igual a 0.Diagrama tensão-deformação (compressão) da ABNT NBR 6118 2006 1-4 ufpr/tc405 .5 fc e tensões de tração menores que fct.4 Ecs.3 .7 Coeficiente de Poisson e módulo de elasticidade transversal Para tensões de compressão menores que 0.8 Diagrama tensão-deformação . Na avaliação do comportamento global da estrutura pode ser utilizado em projeto o módulo de deformação tangente inicial (Eci). 20 MPa 10 MPa εc 1‰ 2‰ 3‰ 4‰ Figura 1. especialmente para determinação de esforços solicitantes e verificação de estados limites de serviço.3 Na avaliação do comportamento de um elemento estrutural ou seção transversal pode ser adotado um módulo de elasticidade único.9).1.3).4. Já os concretos mais fracos apresentam um "patamar" de resistência 30 MPa que se inicia entre as deformações 1‰ e 2‰ (Figura 1.4 Ecs (ABNT NBR 6118. o diagrama parábola-retângulo mostrado na Figura 1.85 E ci Equação 1.

fctk 0.tração Para o concreto não fissurado.10 Fluência e retração 1.7 .5 .2 Retração A retração do concreto é uma deformação independente de carregamento.t0) deformação elástica inicial .10.t0) = t0 carga Δl0 l Δlc l−Δl0 sem carga Figura 1.7.εc(t0) t t t0 t εc(t0) = εcc(t.10.6.2).5 (ABNT NBR 6118.1. t l Figura 1. Um aspecto do comportamento das deformações de peças de concreto carregada e descarregada é mostrado na Figura 1.2. indicado na Figura 1.4. Corresponde a uma diminuição de volume que ocorre ao longo do tempo devido à perda d'água que fazia parte da composição química da mistura εcs Δls da massa de concreto.4.t0) = Δls na Figura 1. pode ser adotado o diagrama tensão-deformação bilinear de tração. sob ação de carga permanente.9 Diagrama tensão-deformação .1 Fluência A fluência é uma deformação que depende do carregamento.9 fctk Eci εct 0. A curva que representa a l variação da retração ao longo do tempo tem o aspecto mostrado εcs(t. que ocorre ao longo do tempo.Retração do concreto 2006 1-5 ufpr/tc405 .4. σct item 8. Corresponde a uma contínua (lenta) deformação do concreto.Diagrama tensão-deformação (tração) da ABNT NBR 6118 1. εc recuperação deformação elástica recuperação da fluência Δl0 Δlc l fluência εcc(t.6 .4.Deformação de bloco de concreto carregado e descarregado 1.15‰ Figura 1.10.

0 -0. Eci(t0) módulo de elasticidade (deformação) inicial no instante t0.33 -0. 2006 1-6 ufpr/tc405 .23 -0. Umidade ambiente (%) Espessura fictícia 2Ac/u (cm) ϕ(t∞.37 -0.t0) e da deformação específica de retração εcs(t∞. corresponde a: σ ( t ) σ t( ) ε c ( t ) = c 0 + c 0 ϕ( t.20 -0. t 0 ) + ε cs ( t.t0) εcs(t∞.17 60 2. εcs(t.27 60 3.5 2.4 -0.09 -0. por interpolação linear.44 -0. tem coeficiente de dilatação térmica.8 -0.t0) em função da umidade ambiente e da espessura equivalente 2 Ac / u.19 20 2.39 -0.t0) deformação específica do concreto devida à fluência no intervalo de tempo t – t0. t 0 ) Eci ( t 0 ) Equação 1.6 -0. 1. e u perímetro da seção em contato com a atmosfera. os valores finais (t∞) do coeficiente de fluência ϕ(t∞.31 -0.3 1. onde: Ac área da seção transversal.9 2.38 -0.0 1.6 2.10 -0.3 2. deformação específica imediata (t0) do concreto devida ao carregamento (encurtamento). pode ser representado por um diagrama tensão-deformação.t0) coeficiente de fluência correspondente ao intervalo de tempo t – t0.4 -0. Em casos onde não é necessária grande precisão.0 3. εcc(t.t0) e da deformação específica de retração εcs(t∞. uma propriedade específica.6 1.37 -0. a partir da Tabela 1.4. assim como outro material.36 20 3.1.5 fc quando do primeiro carregamento.7 -0.21 -0.8 2. e ϕ(t. Esta Tabela fornece o valor do coeficiente de fluência ϕ(t∞.t0) do concreto submetido a tensões menores que 0. decorrido um espaço de tempo após a aplicação de um carregamento permanente.6 1.09 -0.09 -0. etc.08 60 2.t0) 1. também.3 Deformação total A deformação total do concreto.2 -0.t0) deformação específica do concreto devida à retração no intervalo de tempo t – t0.1 1.09 Tabela 1. σc(t0) tensão atuante no concreto no instante (t0) da aplicação da caga permanente (negativa para compressão). possui módulo de elasticidade.t0) (‰) t0 (dias) 5 30 60 5 30 60 20 4.1 Categoria dos aços de armadura passiva Nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser utilizado aço classificado pela ABNT NBR 7480 com o valor característico da resistência de escoamento nas categorias CA-25.30 20 3. podem ser obtidos.0 2.5.9 2.4 3.32 40 55 75 90 60 3.0 1. t 0 )] + εcs ( t.2 – Valores característicos superiores da deformação específica de retração εcs(t∞. t 0 ) Eci ( t 0 ) Eci ( t ) 123 140244 4 3 εc ( t 0 ) εcc ( t.20 -0.4 deformação específica total do concreto no instante t.5 Propriedades do aço O aço. t 0 ) εc ( t ) = onde: εc(t) εc(t0) σc ( t 0 ) [1 +ϕ( t.6 2. que é o coeficiente de conformação superficial. Apresenta.31 -0.2.10.t0) e do coeficiente de fluência ϕ(t∞.2 -0.

3 .5 Tabela 1.2.5 Módulo de elasticidade Na falta de ensaios ou valores fornecidos pelo fabricante.3.4 .8.42. A NBR 6118 define o coeficiente de conformação superficial como ηb e estabelece.4 Coeficiente de dilatação térmica O valor 10-5/ºC pode ser considerado para o coeficiente de dilatação térmica do aço.25 1.4 da ABNT NBR 6118). Para cada categoria de aço. Nesta Tabela o valor mínimo de η corresponde a 1. página 7 da NBR 7480/1996. deve atender ao indicado na ABNT NBR 7480 (item 8. 1-7 ufpr/tc405 2006 . η ≥ 1. 1. 1.3 Massa específica Segundo o item 8. Nos projetos de estruturas de concreto armado.5. diferente do apresentado na Tabela 2. para intervalos de temperatura entre -20ºC e 150ºC (Item 8.3. o coeficiente de conformação superficial mínimo.5. 1.2 da ABNT NBR 6118). Categoria CA-25 CA-50 CA-60 fyk 250 MPa 500 MPa 600 MPa Tabela 1.Coeficientes de conformação superficial (ABNT NBR 7480) e para Cálculo da Tensão de Aderência (ABNT NBR 6118) Superfície Lisa (CA-25) Entalhada (CA-60) Alta Aderência (CA-50) η1 1.3.3.5. o valor mínimo de 1.2 Coeficiente de conformação superficial Os fios e barras podem ser lisos ou providos de saliências ou mossas. O valor de fyk para os aços sem patamar de escoamento é o valor da tensão correspondente à deformação permanente de 2‰ (ABNT NBR 6118.6 Diagrama tensão-deformação. 1.5. determinado através de ensaios de acordo com a ABNT NBR 7477.0 ≥ 1.5). item 8.3.00 1. para o CA-60. para os aços com ou sem patamar de escoamento. da resistência à tração fstk e da deformação na ruptura εuk devem ser obtidos de ensaios de tração realizados segundo a ABNT NBR ISO 6892.4. 1 2 As letras CA significam concreto armado e o número associado corresponde a 1/10 da resistência característica em MPa. resistência ao escoamento e à tração O diagrama tensão-deformação do aço.1 da ABNT NBR 6118). Os coeficientes estabelecidos pelas normas ABNT NBR 7480 e ABNT NBR 6118 estão mostrados na Tabela 1. como apresentado na Tabela 1. pode-se adotar para massa específica do aço de armadura passiva o valor de 7 850 kg/m3.3. a ABNT NBR 6118 permite utilizar o diagrama simplificado mostrado na Figura 1. A ABNT NBR 7480 relaciona o coeficiente de conformação superficial η com as categorias dos aços.5.CA-50 e CA-601 (item 8. item 8. o módulo de elasticidade do aço pode ser admitido igual a 210 GPa (ABNT NBR 6118.5. A ABNT NBR 6118 caracteriza a superfície das barras através do coeficiente para cálculo da tensão de aderência da armadura η1. os valores característicos da resistência ao escoamento fyk. Este diagrama é válido para intervalos de temperatura entre -20ºC e 150ºC e pode ser aplicado para tração e compressão.Aços de armadura passiva Os diâmetros nominais devem ser os estabelecidos na ABNT NBR 7480.5 ≥ 1.40 2. Estes aços e suas respectivas resistência características à tração (fyk) estão mostrados na Tabela 1.3 da ABNT NBR 6118.6).3.

item 4. 2006 1-8 ufpr/tc405 .5 .7 Características de dutilidade Os aços CA-25 e CA-50. estão mostradas nas Tabela 1. 1.6 e Tabela 1.3. Categoria CA-25 CA-50 CA-60 Classificação Barras Fios Tabela 1.5. A emenda de aço soldada deve ser ensaiada à tração segundo a ABNT NBR 8548.9). os aços a serem usados em estruturas de concreto armado serão classificados: − como barras.8 . se possuírem diâmetro nominal igual ou inferior a 10 mm e forem obtidos por trefilação ou processo equivalente.5.9 Classificação Conforme especifica a ABNT NBR 7480. sua composição deve obedecer aos limites estabelecidos na ABNT NBR 8965.Diagrama tensão-deformação do aço 1. O alongamento total plástico medido na barra soldada deve atender a um mínimo de 2% (ABNT NBR 6118. as barras e fios de aço serão classificadas conforme mostrado na Tabela 1. De acordo com a categoria.3. 1.Barras e fios de aço As características das barras (CA-25 e CA-50) e fios (CA-60).7. definidas pela ABNT NBR 7480. medida na barra soldada deve satisfazer o especificado na ABNT NBR 7480 e o alongamento sob carga deve ser tal que não comprometa a dutilidade da armadura.5. podem ser considerados como de alta dutilidade.σs fyk εs 10‰ Figura 1. A carga de ruptura. se possuírem diâmetro nominal igual ou superior a 5 mm e forem obtidos exclusivamente por laminação à quente.8 Soldabilidade Para que um aço seja considerado soldável.5. Os aços CA-60 que obedeçam também às especificações dessa Norma podem ser considerados como de dutilidade normal (item 8. e − como fios.1. que atendam aos valores mínimos de fyk/fstk e εuk indicados na ABNT NBR 7480. item 8.7 da ABNT NBR 6118).

8 4.85 10.503 0.909 8.578 2.617 0.503 0. em kg/m.51 2.853 6.7 . é obtida pelo produto da área da seção nominal em m2 por 7 850 kg/m3.045 0.0 9.566 Perímetro (cm) 1.984 3. recomenda-se que seja verificada a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir (item 2 da ABNT NBR 6118).51 3.222 0.245 0.01 2.6 . A ABNT possui a informação das Normas Brasileiras em vigor em um dado momento.154 0.2 4.036 0.28 6.6 Referências normativas2 As normas relacionadas a seguir contêm disposições que constituem prescrições para a ABNT NBR 6118.0 6.14 3.865 Área da Seção (cm2) 0.5 10.322 0.709 0.785 1.75 1.3 8 10 12. uma cópia do capítulo 2 da NBR 6118.166 0.113 0.130 0.312 0.32 1.45 1.57 1.88 2.6 5.187 0. Como toda norma está sujeita a revisão.091 0.196 0.238 0.801 4.139 0.109 0.73 1.4 3.22 2.57 1.385 0.617 Área da Seção (cm2) 0.5 16 20 22 25 32 40 Massa Nominal1 (kg/m) 0.395 0. O texto relativo a esta seção é.98 2.Características das barras de aço para concreto armado Fios Diâmetro Nominal (mm) 2.4 3.558 0.142 3. basicamente.253 0.395 0. 1 2 A densidade linear de massa.91 7.227 2.466 2. 1-9 ufpr/tc405 2006 .0 8.93 5.302 0.19 1.4 7.196 0.963 1.042 12.0 5.Características dos fios de aço para concreto armado 1.5 6.071 0.07 1.283 0.Barras Diâmetro Nominal (mm) 5 6.011 3.0 Massa Nominal (kg/m) 0.98 3.313 9.785 Perímetro (cm) 0.57 Tabela 1.089 0.14 Tabela 1.03 6.154 0.05 12.

Determinação da resistência à tração na flexão em corpos-de-prova prismáticos .Método de ensaio Barras de aço destinadas a armaduras para concreto armado com emenda mecânica ou por solda .Ensaio de dobramento alternado .Determinação do módulo de deformação estática e diagrama tensão-deformação . ensaio e análise de testemunhos de estruturas de concreto – Procedimento Concreto .Especificação Cimento Portland de alta resistência .ABNT NBR 5674:1999 ABNT NBR 5732:1991 ABNT NBR 5733:1991 ABNT NBR 5735:1991 ABNT NBR 5736:1991 ABNT NBR 5737:1992 ABNT NBR 5738:1994 ABNT NBR 5739:1994 ABNT NBR 6004:1984 ABNT NBR 6120:1980 ABNT NBR 6122:1996 ABNT NBR 6123:1988 ABNT NBR 6153:1988 ABNT NBR 6349:1991 ABNT NBR 7190:1997 ABNT NBR 7222:1994 ABNT NBR 7477:1982 ABNT NBR 7480:1996 ABNT NBR 7481:1990 ABNT NBR 7482:1991 ABNT NBR 7483:1991 ABNT NBR 7484:1991 ABNT NBR 7680:1983 ABNT NBR 8522:1984 ABNT NBR 8548:1984 ABNT NBR 8681:2003 ABNT NBR 8800:1986 ABNT NBR 8953:1992 ABNT NBR 8965:1985 ABNT NBR 9062:2001 ABNT NBR 11578:1991 ABNT NBR 11919:1978 ABNT NBR 12142:1991 ABNT NBR 12654:1992 Manutenção de edificações .Especificação Moldagem e cura de corpos-de-prova cilíndricos ou prismáticos de concreto . preparo.Procedimento Concreto para fins estruturais .Especificação Tela de aço soldada .Procedimento Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios (Método dos estados limites) .Método de ensaio Concreto .Procedimento Forças devidas ao vento em edificações . barras e cordoalhas de aço destinados a armaduras de protensão – Ensaios de relaxação isotérmica – Método de ensaio Extração.Procedimento Cimento Portland comum . barras e cordoalhas de aço para armaduras de protensão – Ensaio de Tração – Método de ensaio Projeto de estruturas de madeira Argamassa e concreto .Especificação Cimento Portland de alto-forno .Classificação por grupos de resistência .Método de ensaio Controle tecnológico de materiais componentes do concreto Procedimento 1-10 ufpr/tc405 2006 .Determinação da resistência à tração .Especificação Cimento Portland pozolânico.Armadura para concreto – Especificação Fios de aço para concreto protendido – Especificação Cordoalhas de aço para concreto protendido – Especificação Fios.Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos-de-prova cilíndricos Método de ensaio Determinação do coeficiente de conformação superficial de barras e fios de aço destinados a armaduras de concreto armado .Método de ensaio Ações e segurança nas estruturas .Ensaio de dobramento semi-guiado Método de ensaio Fios.Método de ensaio Cargas para cálculo de estruturas de edificações Procedimento Projeto e execução de fundações .Especificação Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado – Procedimento Cimento Portland composto – Especificação Verificação de emendas metálicas de barras de concreto armado .Especificação Cimento Portland resistente a sulfatos .Método de ensaio Arames de aço .Classificação Barras de aço CA 42S com características de soldabilidade destinadas a armaduras para concreto armado .Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos .Procedimento Produto metálico .Método de ensaio Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado .Procedimento Concreto .

7.7. Parte 2: Lajes bidirecionais Execução de estruturas de concreto . é constituída por símbolos-base e símbolos subscritos. no que se refere a estruturas de concreto.7. Materiais metálicos – Ensaio de tração à temperatura ambiente Concreto . As grandezas representadas pólos símbolos devem sempre ser expressas em unidades do Sistema Internacional (SI) (item 4.Procedimento. uma cópia do capítulo 4 da NBR 6118.1 da ABNT NBR 6118). controle e recebimento – Procedimento Cimento Portland branco – Especificação Cimento Portland de baixo calor de hidratação – Especificação Laje pré-fabricada – Requisitos. 1-11 ufpr/tc405 2006 .1.1.7 Simbologia1 A simbologia adotada na ABNT NBR 6118. Os símbolos-base utilizados com mais freqüência encontram-se estabelecidos em 1.1 Símbolos base 1.1 Letras minúsculas a distância ou dimensão menor dimensão de um retângulo deslocamento máximo (flecha) largura dimensão ou distância paralela à largura menor dimensão de um retângulo largura da alma de uma viga cobrimento da armadura em relação à face do elemento altura útil dimensão ou distância excentricidade de cálculo oriunda dos esforços solicitantes MSd e NSd distância resistência dimensão altura raio de giração mínimo da seção bruta de concreto da peça analisada coeficiente comprimento vão número número de prumadas de pilares raio de curvatura interno do gancho rigidez espaçamento das barras da armadura comprimento do apoio paralelo ao vão da viga analisada tempo perímetro abertura de fissura altura da linha neutra braço de alavanca distância área da seção cheia área da seção transversal de concreto área da seção transversal da armadura longitudinal de tração área da seção transversal da armadura longitudinal de compressão b bw c d e f h i k l n r s t u w x z 1.2 Letras maiúsculas A Ac As A's 1 O texto relativo a esta seção é.1 e os símbolos subscritos em 1.7.ABNT NBR 12655:1996 ABNT NBR 12989:1993 ABNT NBR 13116:1994 ABNT NBR 14859-2:2002 ABNT NBR 14931:2003 ABNT NBR ISO 6892:2002 ABNT NBR NM 67:1998 Concreto . 1.7.Preparo.2. basicamente.Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone 1.

7.1.3 Letras gregas β δ ε εc εs φ φl φn φt φvibr γc γf γm γs ϕ λ μ 2006 .D E EI F G Gc H Ic K M MRd MSd M1d M2d N Nd NRd NSd Q R Rd Sd T TRd TSd V Vd α diâmetro dos pinos de dobramento das barras de aço módulo de elasticidade rigidez força ações ações permanentes módulo de elasticidade transversal do concreto altura momento de inércia da seção de concreto coeficiente momento momento fletor momento fletor resistente de cálculo momento fletor solicitante de cálculo momento fletor de 1ª ordem de cálculo momento fletor de 2ª ordem de cálculo força normal força normal de cálculo força normal resistente de cálculo força normal solicitante de cálculo ações variáveis reação de apoio esforço resistente de cálculo esforço solicitante de cálculo temperatura momento torçor momento torçor resistente de cálculo momento torçor solicitante de cálculo força cortante força cortante de cálculo ângulo parâmetro de instabilidade coeficiente fator que define as condições de vínculo nos apoios ângulo coeficiente coeficiente de redistribuição deslocamento deformação deformação específica do concreto deformação específica do aço diâmetro das barras da armadura diâmetro das barras de armadura longitudinal de peça estrutural diâmetro equivalente de um feixe de barras diâmetro das barras de armadura transversal diâmetro da agulha do vibrador coeficiente de ponderação da resistência do concreto coeficiente de ponderação das ações coeficiente de ponderação das resistências coeficiente de ponderação da resistência do aço coeficiente de fluência índice de esbeltez coeficiente momento fletor reduzido adimensional 1-12 ufpr/tc405 1.

por torção tensão de cisalhamento de cálculo.7.2.ν θ ρ ρc ρmín ρs σc σct σs σRd σSd τRd τSd τTd τwd coeficiente de Poisson força normal adimensional rotação ângulo de inclinação desaprumo taxa geométrica de armadura longitudinal de tração massa específica do concreto taxa geométrica mínima de armadura longitudinal de vigas e pilares taxa geométrica de armadura aderente passiva tensão à compressão no concreto tensão à tração no concreto tensão normal no aço tensões normais resistentes de cálculo tensões normais solicitantes de cálculo tensões de cisalhamento resistente de cálculo tensão de cisalhamento de cálculo usando o contorno adequado ao fenômeno analisado tensão de cisalhamento de cálculo.2 Símbolos subscritos 1.7.1 Letras minúsculas apo c cor d e ef eq f fad fic g h i inf j k lim m máx mín nec nom q r s sec ser sup t tot u apoio concreto corrigido valor de cálculo equivalente efetivo equivalente feixe fadiga fictícia ações permanentes horizontal número seqüencial inferior idade (referente à cura do concreto) valor característico número seqüencial limite média máximo mínimo necessário nominal ações variáveis radial aço de armadura passiva secante serviço superior tração transversal total último de ruptura 1-13 ufpr/tc405 2006 . por força cortante 1.

sp fstk fyk t u Ac Eci .sup fct.2 Letras maiúsculas R S 0 28 resistências solicitações início instante de aplicação de carga aos 28 dias 1.7.7.t0) deformação específica do concreto devida à fluência no intervalo de tempo t – t0 deformação específica do concreto devida à retração εcs εcs(t.m fct.1 Símbolos base resistência à compressão do concreto resistência característica à compressão do concreto resistência característica à compressão do concreto aos j dias resistência média à compressão do concreto aos j dias resistência do concreto à tração direta resistência característica à tração do concreto resistência característica inferior à tração do concreto resistência característica superior à tração do concreto resistência média à tração do concreto resistência do concreto à tração na flexão resistência do concreto à tração indireta resistência característica à tração do aço resistência característica ao escoamento do aço tempo perímetro da seção em contato com a atmosfera área da seção transversal módulo de elasticidade ou módulo de deformação tangente inicial do concreto.4 Simbologia específica 1. também denominado módulo de Ecs deformação secante do concreto Gc módulo de elasticidade transversal do concreto M momento fletor N força normal εc deformação específica do concreto εc(t) deformação específica do concreto no instante t εc(t0) deformação específica imediata do concreto deformação específica do concreto devida à fluência εcc εcc(t.4.2.inf fctk.f fct.3 Números 1. referindo-se sempre ao módulo cordal a 30% fc Eci(t0) módulo de elasticidade (deformação) inicial do concreto módulo de elasticidade secante do concreto.v vertical viga vão vão vig viga w alma transversal x direção ortogonal y direção ortogonal escoamento do aço 1.7.7.t0) deformação específica do concreto devida à retração no intervalo de tempo t – t0 εct deformação específica do concreto à tração deformação específica do concreto no instante da aplicação do carregamento εc0 (deformação inicial) εs deformação específica do aço deformação específica característica do aço na ruptura εuk 2006 1-14 ufpr/tc405 fc fck fckj fcmj fct fctk fctk.

1.0‰ 1.t0) ν σc σc(t0) σct σs inf sup t t0 coeficiente de conformação superficial coeficiente para cálculo da tensão de aderência da armadura coeficiente de fluência correspondente ao intervalo de tempo t – t0 coeficiente de Poisson tensão à compressão no concreto tensão à compressão imediata no concreto tensão à tração no concreto tensão normal no aço inferior superior tempo início de contagem de tempo 1.2 Símbolos subscritos 1.8 Exercícios Ex.5‰ σc compressão (MPa) σct tração (MPa) 2006 1-15 ufpr/tc405 .inf (MPa) fctk.0‰ 3.η η1 ϕ(t.4.2: Defina os diagramas tensão-deformação . Concreto C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 fck (MPa) fctk.0‰ 0.5‰ 2.compressão (parábola-retângulo) e tensão-deformação .5‰ 3.tração para o concreto C20.5‰ 1. Complete o quadro abaixo e defina os diagramas usando as seguintes escalas: deformação: 1 cm = 1‰ tensão: 1 cm = 5 MPa εc 0.1: Complete o quadro abaixo.0‰ 2.7. 1.sup (MPa) Eci (MPa) Ecs (MPa) Ex.

Complete o quadro abaixo e defina o diagrama usando as seguintes escalas: deformação: 1 cm = 1‰ tensão: 1 cm = 100 MPa εs 0.0‰ 5.0‰ 1.0‰ σs (MPa) 2006 1-16 ufpr/tc405 .0‰ 10.0‰ 2. 1.Ex.0‰ 3.0‰ 4.3: Defina o diagrama tensão-deformação para o aço CA-50.

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