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MAE126 - Nocoes de Estat´stica II ¸˜ ı

Turma Prof. Popov 22 de abril de 2006
Coletˆnea de exerc´ a ıcios para a Prova 1 1. O intervalo [35.21, 35.99] ´ o intervalo com confian¸a 95%, constru´ a e c ıdo partir de uma amostra de tamanho 100, para a m´dia µ de uma popula¸ao e c˜ Normal com desvio padr˜o igual a 2. a (a) Qual o valor encontrado para a m´dia dessa amostra? e Temos que a amplitude desse intervalo ´ de 35.99 − 35.21 = 0.78. e Como os intervalos de confian¸a s˜o constru´ c a ıdos de forma sim´trica, e ´ razo´vel supor que esses 0.78 estejam distribu´ e a ıdos sim´tricamente, e portanto = 0.39 para cada lado. Mas temos que o intervalo de confian¸a ´ dado por: c e [X − , X + ] Tomando um desses valores e igualando ao que temos: X − 0.39 = 35.99 ⇒ X = 35.6 (b) Se utiliz´ssemos essa mesma amostra, mas uma confian¸a de 90%, a c qual seria o novo intervalo de confian¸a? c IC(µ, 0.90) = [35.6 − z0.45 2/10, 35.6 + z0.45 2/10] IC(µ, 0.90) = [35.27, 35.93] 2. Uma amostra de trinta dias do n´mero de ocorrˆncias policiais em um u e certo bairro de S˜o Paulo, apresentou os seguintes resultados: 7, 11, 8, 9, a 10, 14, 6, 8, 8, 7, 8, 10, 10, 14, 12, 14, 12, 9, 11, 13, 13, 8, 6, 8, 13, 10, 14, 5, 14 e 10. (a) Fazendo as suposi¸oes devidas, construa um intervalo de confian¸a c˜ c para a propor¸ao de dias violentos (com pelo menos 12 ocorrˆncias). c˜ e Use os dois enfoques e a confian¸a de 88%. c Temos que p = 1/3. Pelo enfoque otimista, supondo p um bom ˆ ˆ estimador de p: IC(p, 0.88) = 1 − z0.44 3 1/3.2/3 1 , + z0.44 30 3 1/3.2/3 30

IC(p, 0.88) = [0.1995, 0.4672]

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Pelo enfoque conservador, maximizamos a variˆncia: a IC(p, 0.88) = 1 − z0.44 3 1 1 , + z0.44 120 3 1 120

IC(p, 0.88) = [0.1914, 0.4753]

(b) Em um ano (360 dias) e com a mesma confian¸a de 88%, qual seria c a estimativa do n´mero de dias violentos nesse bairro? u Como tivemos dois intervalos de confian¸a, um para cada enfoque na c abordagem, temos tamb´m duas estimativas para 360 dias, fazendo e as contas com os dois: [360ˆmin , 360ˆmax] p p [71.82, 168.19] (otimista) [68.90, 171.18] (conservador) (c) Dˆ uma interpreta¸ao para os intervalos encontrados em (1). e c˜ Os intervalos encontrados em (1) refletem os diferentes tipos de abordagem usados: pela abordagem otimista, estamos arriscando que pobs ˆ ´ uma boa estimativa de p e portanto temos um intervalo de confie an¸a com menor amplitude. No segundo caso, estamos supondo a c variˆncia m´xima, em contrapartida ficamos com um intervalo de a a amplitude maior. 3. Numa pesquisa de mercado desejamos estimar a propor¸ao de pessoas ue c˜ compram o sabonete Bom-cheiro. (a) Que tamanho de amostra devemos colher para que, com probabilidade 0.9, a estimativa n˜o se desvie do verdadeiro valor por mais de a 0.05? Queremos , num dado intervalo de confian¸a IC(p, 0.9) de modo que c seja no m´ximo igual a 0.05. Temos ent˜o: a a = zγ/2 1 ⇒ 0.05 = z0.45 4n 1 4n

0.05/1.645 =

1 1 ⇒ 0.03052 = 4n 4n n = 268.74 ≈ 269

(b) Se tivermos a informa¸ao adicional de que a aceita¸ao do sabonete c˜ c˜ Bom-cheiro ´ no m´ e ınimo 0.8, qual deve ser o tamanho da amostra? Como temos agora alguma informa¸ao sobre o valor de p, podec˜ mos usar a abordagem otimista, sem precisar maximizar a variˆncia. a Como sabemos que a fun¸ao f (p) = p(1 − p) ´ decrescente no interc˜ e valo [0.5, 1] e que p vale no m´ ınimo 0.8, n˜o corremos nenhum risco a em usar 0.8 no lugar de p : no m´ximo estaremos superestimando a a variˆncia. a 2

= zγ/2 0.05 = 1.645

p(1 − p) ˆ ˆ n

0.16 0.8.0.2 ⇒ 0.03052 = n n n = 173.18 ≈ 173

(c) Decidimos colher uma amostra de tamanho 81. Qual o erro m´ximo a que cometemos com probabilidade 0.9? Tomando a abordagem conservadora, ignorando a informa¸ao que c˜ temos que p vale no m´ ınimo 0.8, temos: = zγ/2 1 ⇒ = 0.1645 4n = 0.914 (d) Para a amostra de tamanho 81, qual a probabilidade de que o erro m´ximo seja 0.08? a Tomando novamente a abordagem conservadora: = zγ/2 1 ⇒ 0.08 = zγ/2 4n zγ/2 = 1.44 Procurando esse valor na tabela, temos: γ = 0.4251 ⇒ γ = 0.8502 2 1 324 1 324

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