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INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA N : IS-89
 

INSTRUÇÃO DE SEGURANÇA

N o :

IS-89

PROCEDIMENTO PARA COMUNICAÇÃO DE

REV:

00

ACIDENTE DE TRABALHO (CAT)

PÁG:

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ELABORAÇÃO

 

APROVAÇÃO

 

Nome: Marlon

Data: 21/11/2009

Nome: Gabriela

Data: 08/12/2009

Descrição da Revisão:

Revisão 00 – Emissão inicial.

  • 1. OBJETIVO:

Esta instrução estabelece as informações necessárias para COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO (CAT).

  • 2. INFORMAÇÕES GERAIS:

A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho, ocorrido com seu empregado, havendo ou não afastamento do trabalho, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade competente.

Em caso de acidente de trabalho, encaminhar imediatamente o vitimado para o pronto atendimento mais próximo.

Deverão ser comunicadas ao INSS, mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”, as seguintes ocorrências:

Ocorrências

Tipos de CAT

a) acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou

CAT inicial

doença profissional ou do trabalho; b) reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente ao INSS;

CAT reabertura

c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial.

CAT comunicação de óbito.

A comunicação de acidente de trabalho será elaborada PELO DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS (RH) DA CONSTRUTORA GIGA, com auxílio do SESMT da empresa, dentro do período de 1 (um) dia útil após o acidente. Cabe ao Administrativo da Obra e ao Técnico em Segurança do Trabalho, em caso de acidente de trabalho, comunicar imediatamente o departamento de Recursos Humanos, informando toda e qualquer informação pertinente ao acidente. O RH irá preencher a CAT por intermédio do formulário CAT, por meio físico ou eletrônico, preenchendo-o em seis vias, com a seguinte destinação:

1ª via – ao INSS; 2ª via – à empresa; 3ª via – ao segurado ou dependente; 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador; 5ª via – ao Sistema Único de Saúde – SUS; 6ª via – à Delegacia Regional do Trabalho.

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A entrega

das vias

da CAT

compete ao emitente da mesma, cabendo a este comunicar ao

segurado ou seus dependentes

em

qual Posto do

Seguro Social foi registrada a CAT.

Para

preenchimento eletrônico da CAT, acessar o site: www.dataprev.gov.br/servicos/cat/cat.shtm, clicar em download para copiar o programa de instalação do CAT via Internet para seu computador.

Tratando-se de trabalhador temporário, a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário. No caso do trabalhador avulso, a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) e, na falta deste, do sindicato da categoria. Para este trabalhador, compete ao OGMO e, na sua falta, ao seu sindicato preencher e assinar a CAT, registrando nos campos “Razão Social / Nome” e “Tipo” (de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e, no campo “CNAE”, aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador. No caso de segurado especial, a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente, pelo médico responsável pelo atendimento, pelo sindicato da categoria ou autoridade pública. São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral, os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados, os comandantes de unidades militares do Exército, Marinha, Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar). Quando se tratar de motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa, caberá ao representante desta comunicar o acidente, informando ao departamento de RH e ao SESMT da Construtora Giga. Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços, a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora, informando, no campo próprio, o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente. É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade, que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria, embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente, salvo a reabilitação profissional. No caso de doença profissional ou do trabalho, a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico. Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida, deverá ser emitida CAT por aquela empresa, e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento, beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública. A CAT poderá ser apresentada no Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) mais conveniente ao segurado, o que jurisdiciona a sede da empresa, do local do acidente, do atendimento médico ou da residência do acidentado. Deve ser considerada como sede da empresa a dependência, tanto a matriz quanto a filial, que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, bem como as obras de construção civil que utilizam o Cadastro Específico Individual – CEI (matrícula da obra no INSS). Para auxiliar no preenchimento da CAT, devem ser utilizadas as instruções contidas no documento: AN-01-IS-89 - Instrução de Preenchimento de CAT.

2. 1 – COMUNICAÇÃO DE REABERTURA

As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário, quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicados anteriormente ao INSS. Na CAT de reabertura deverão constar as mesmas informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão, que serão relativos à data da reabertura.

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  • 2.2 – COMUNICAÇÃO DE ÓBITO

O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional, ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura, será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito, constando nesta a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial. Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia.

  • 2.3 EXAME MÉDICO DE RETORNO DE ACIDENTE OU DOENÇA OCUPACIONAL

O exame médico de retorno ao trabalho, deverá ser realizado obrigatoriamente no primeiro dia útil da volta ao trabalho do trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não.

Deverá ser informado o médico coordenador do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional os acidentes ocorridos, para conhecimento e análise dos fatos.

Observação: Em caso de licença maternidade, quando do retorno da colaboradora, a mesma deverá realizar um exame médico.

3. CONCEITO, DEFINIÇÕES E CARACTERIZAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO.

Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, com o segurado empregado, trabalhador avulso, médico residente, bem como com o segurado especial no exercício de suas atividades, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho. É considerado como acidente do trabalho, nos termos deste item:

A doença profissional, assim entendida é a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade. A doença do trabalho, assim entendida é a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. Não são consideradas como doença do trabalho:

  • a) a doença degenerativa;

  • b) a inerente a grupo etário;

  • c) a que não produz incapacidade laborativa;

  • d) a doença endêmica adquirida por segurados habitantes da região onde ela se

desenvolva, salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato direto determinado pela

natureza do trabalho.

Equiparam-se também a acidente do trabalho:

I

o

acidente ligado ao

trabalho que,

embora não

tenha

sido

a causa

única,

haja

contribuído diretamente para a morte do segurado, para perda ou redução da sua capacidade para o trabalho, ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; II – o acidente sofrido pelo segurado no local e horário do trabalho, em conseqüência de:

  • a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;

  • b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada com o trabalho;

  • c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro, ou de companheiro de trabalho;

  • d) ato de pessoa privada do uso da razão;

  • e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior;

III – a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; IV – o acidente sofrido, ainda que fora do local e horário de trabalho:

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  • a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;

  • b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;

  • c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo, quando financiada por esta, dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra;

  • d) independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;

  • e) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado, desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho;

  • f) no percurso da residência para o Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO ou sindicato de classe e destes para aquela, tratando-se de trabalhador avulso.

Nota: Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais.

No período destinado à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado será considerado a serviço da empresa.

Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aqueles, independentemente do meio de locomoção, sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência, refeição ou do trabalho, deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorrida e o meio de locomoção utilizado.

Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do Setor de Reabilitação Profissional.

Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante de outra origem, se associe ou se superponha às conseqüências do acidente anterior.

Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho, o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho.

Será considerado como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico, cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro.

Havendo agravamento da lesão acidentária será devida a reabertura do auxílio-doença acidentário, após a comprovação da incapacidade laborativa pela perícia médica do INSS.

Para reabertura ocorrida após a cessação do auxílio-doença acidentário tendo o acidentado retornado ou não ao trabalho:

a) o reinício será na data do novo afastamento;

b) o valor será a renda mensal do auxílio-doença cessado, reajustada pelos mesmos índices de correção dos benefícios previdenciários em geral até o início da reabertura.

O INSS informará na CAT, a data do recebimento, o código da unidade, o número do registro aporá a matrícula e assinatura do servidor responsável pela recepção da comunicação.

4. ANEXOS

AN-01-IS-89 - Instrução de Preenchimento de CAT

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