Conversores Estáticos – Sistemas Trifásicos

Retificadores Trifásicos não-controlados
Os retificadores trifásicos fornecem uma saída DC com menos ondulação que nos retificadores
monofásicos, facilitando assim a filtragem na saída.
Vantagens com relação aos retificadores monofásicos:
1) tensão de saída mais alta para uma determinada tensão de entrada
2) amplitude mais baixa da ondulação (embora nunca chegue a zero), isto é, a
tensão de saída é mais limpa
3) freqüência de ondulação mais alta, o que simplifica a filtragem
4) eficiência total mais alta
Os retificadores trifásicos podem ser de 3, 6 ou 12 diodos. O uso de mais diodos reduz o custo,
distribui a carga e permite o uso de dispositivos com valores nominais mais baixos.
Retificadores trifásicos não-controlado de meia onda (3 pulsos) com carga resistiva
A figura abaixo mostra um retificador básico trifásico de meia-onda com 3 diodos e uma carga
resistiva. Cada diodo conduz em intervalos de 120
0
na seqüência D1, D2, D3, ... para produzir a
tensão de saída combinada v0, como mostra o gráfico:
Fig.– Diagrama do circuito retificador trifásico de meia-onda
Fig.– Formas de onda da tensão na carga
As equações das tensões de fase são:
senwt V v
m AN
·
) 120 (
0
− · wt sen V v
m BN
) 240 (
0
− · wt sen V v
m CN
No momento em que a tensão instantânea (v(wt)) for mais positiva, seu respectivo diodo passará
para o estado ligado. Seu terminal mais positivo se ligará aos cátodos dos dois outros diodos,
mantendo-os desligados. Portanto, apenas um deles permanecerá ligado nesse momento. O
súbito chaveamento de um diodo para o outro é denominado comutação.
Considere o intervalo entre 0
0
e 30
0
. Nesse período, a tensão de fase vCN é mais alta do que vAN e
vBN. Em conseqüência disso, o diodo D3 fica diretamente polarizado e a tensão de saída (v0) se
torna igual a vCN. Os diodos D1 e D2 ficam, portanto, inversamente polarizados. De 30
0
e 150
0
, a
tensão mais positiva é vAN; ela passa o diodo D1 para o estado ligado e aparece nos terminais de
R como v0. Em 150
0
, a tensão instantânea vBN se torna maior do que vAN. O diodo D1 fica
inversamente polarizado e passa para o estado desligado quando o diodo D2 fica diretamente
polarizado e começa a conduzir. Isso faz com que seja aplicado vBN em R de 150
0
a 270
0
. Em
270
0
, vCN torna-se de novo o mais positivo e D3 passa para o estado ligado. O diodo D3 liga vCN
em R a partir de 270
0
. O ciclo é então repetido.
A tensão de saída na carga v0 segue os picos da tensão de entrada de alimentação e varia
pulsando entre Vmax e 0,5 Vmax. Esse circuito é denominado retificador de 3 pulsos, uma vez que a
saída se repete 3 vezes em cada ciclo de vs.
A tensão de ondulação é menor que a produzida pelo retificador monofásico.
A freqüência de ondulação (fr) da tensão de saída é:
fr = n fs
onde
n = número de pulsos ou de diodos = 3
e
fs = freqüência de alimentação AC
Portanto,
fr = 3 . 60 = 180 Hz
A filtragem, assim, torna-se mais fácil, uma vez que o tamanho do filtro se reduz à medida que a
freqüência de ondulação aumenta.
Expressão geral para a tensão média na carga:

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·
n
sen V
n
V
m avg o
π
π
) (
No caso do retificador de 3 pulsos:
m avg o
V V 827 , 0
) (
·
Em relação à tensão de linha, a tensão média na carga é dada por:
) ( ) (
477 , 0
m L avg o
V V ·
onde
Vm = valor máximo da tensão de fase
VL(m) = valor máximo da tensão de linha
Uma vez que a carga é resistiva, a corrente tem a mesma forma de onda da tensão. A corrente
em cada diodo é igual à corrente na carga durante o período em que um diodo conduz em seu
intervalo de 120
0
. Cada corrente, no diodo, é então igual a zero no intervalo de 240
0
.
Em geral, cada diodo conduz por um período de
n
π 2
.
Corrente média na carga:
m m avg o
I
n
sen I
n
I 827 , 0
) (
·
,
_

¸
¸
·
π
π
onde
R
V
I
m
m
·
A corrente média em cada diodo é apenas 1/3 da corrente na carga.
3
) ( ) (
) (
avg o avg o
avg D
I
n
I
I · ·
A corrente máxima na carga e a corrente máxima no diodo são as mesmas. E, uma vez que a
carga é resistiva,
) ( (max)
21 , 1
avg o
m
o
I
R
V
I · ·
Formas de onda de corrente:
Fig.– Formas de onda de corrente
Valor RMS da corrente na carga:
2 / 1
) (
2
2
1
2
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
+ ·
n
sen
n
I I
m RMS o
π π
π
=
2 / 1
3
2
2
1
3 2
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
+
π π
π
sen I
m
= 0,408 Im
Fator de ondulação (relação entre o valor RMS da componente AC e o valor RMS da
componente DC):
177 , 0
1 3
2
1
2
2 2
·

·

·
n
RF
Obs.: o valor ideal do fator de ondulação é zero.
A tabela abaixo mostra a tensão nos diodos em vários intervalos de 120
0
:
Tabela:
Período Diodo ligado
Diodos
desligados
Tensões no diodo
vD1 vD2 vD3
0
0
a 30
0
D3 D1 e D2 vAC vBC 0
30
0
a 150
0
D1 D2 e D3 0 vBA vCA
150
0
a 270
0
D2 D3 e D1 vAB 0 vCB
270
0
a 390
0
D3 D1 e D2 vAC vBC 0
Obs.: valor nominal da PIV do diodo (PIV = tensão de pico inversa = tensão inversa máxima que
pode ser ligada nos terminais do diodo sem este ser danificado):
PIV ≥ VL(m) ou ) (
6
m s
V ⋅
Exemplo: Um retificador não-controlado de três-pulsos está ligado a uma fonte AC 3Ф (trifásica),
4 fios de 220 V. Se a resistência de carga for de 20 Ω, determine:
a) a tensão máxima da carga
b) a tensão média na carga
c) a corrente média na carga
d) a corrente máxima na carga
e) a corrente máxima no diodo
f) o valor nominal da PIV do diodo
g) a corrente média no diodo
h) o número de pulso
i) o ângulo de condução
Solução:
a) valor máximo da tensão de linha
V V
m L
3 1 1 2 2 0 2
) (
· ⋅ ·
valor máximo da tensão de fase
V V
m
6 , 1 7 9 3 / 3 1 1 · ·
b) V0(avg) = 0,827 . 179,6 = 148,5 V
c) I0(avg) = V0(avg)/R = 148,5/20 = 7,4 A
d) I0(max) = Vm/R = 179,6/20 = 9 A
e) ID(max) = I0(max) = 9 A
f) PIV ≥ VL(m) = 311 V
g)
A
I
I
a v g o
a v g D
5 , 2
3
4 , 7
3
) (
) (
· · ·
h) P = 3
i) θ = 120
0
Retificadores trifásicos não-controlados de onda completa em ponte (6 pulsos) com carga
resistiva
O retificador de onda completa em ponte (seis pulsos) é um dos circuitos mais importantes em
aplicações de alta potência. Pode ser ligado diretamente a uma fonte trifásica ou usar um
transformador trifásico ligado em conexão ∆ - Y, Y - ∆ ou ∆ - ∆. Um retificador de seis pulsos
fornece uma saída que tem menos ondulação do que a do retificador de três pulsos.
O circuito do retificador é mostrado abaixo; os diodos são numerados na ordem em que
conduzem. O retificador em ponte usa ambas as metades, positiva e negativa, da tensão de
entrada. Portanto, a freqüência de ondulação é seis vezes a freqüência da fonte AC.
Fig – Diagrama do circuito retificador de onda completa em ponte.
Operação do retificador de onda completa em ponte
O fluxo de corrente em qualquer instante de tempo pode ser calculado quando se determinam os
terminais mais positivos e mais negativos da fonte. O terminal mais positivo polarizará
diretamente seu respectivo diodo ímpar e o fará passar para o estado ligado. O terminal mais
negativo polarizará diretamente seu respectivo diodo par e o fará passar para o estado ligado.
Para determinar os terminais da fonte, o mais positivo e o mais negativo, pode-se plotar duas
tensões quaisquer de linha em relação a um terminal de referência comum. Escolhemos, de
modo arbitrário, o terminal B. As duas tensões de linha são vAB e vCB, como mostra a figura (b)
abaixo. vCB é, na realidade, o inverso de vBC (ver figura (a) abaixo).
A condição dos diodos pode ser encontrada a partir da figura (b) acima. No intervalo de 0
0
a 60
0
,
a tensão no terminal C é a mais alta. Assim, do desenho do circuito mostrado acima, o ânodo de
D5 está com a tensão mais positiva do circuito. Isso polariza diretamente D5, passando-o para o
estado ligado. De 60
0
a 180
0
, o terminal A passa a ser o mais positivo; portanto, D1fica
diretamente polarizado e passa para o estado ligado. Em 180
0
, a tensão do terminal A cai abaixo
da tensão do terminal B. Agora, a tensão em B é a mais positiva, e isso faz com que D3 passe
para o estado ligado. Em 300
0
, a tensão no terminal C passa a ser a mais positiva e leva D5 ao
estado ligado.
De maneira semelhante, o estado dos diodos pares pode ser determinado a partir da figura (b)
acima, depois de definida a tensão mais negativa do terminal. De 0
0
a 120
0
, o terminal B é o mais
negativo; de 120
0
a 240
0
, é o terminal C; de 240
0
a 360
0
, é o terminal A. Os resultados estão
resumidos na tabela abaixo:
Tabela:
Período
Tensão positiva
mais alta
Tensão negativa
mais alta
Diodos ligados
Ímpares Pares
0
0
a 60
0
C B D5 D6
Fig. – Formas de onda da fonte de tensão
trifásica AC: a) tensões de linha com
seqüência de fase ABC; b) tensões de
linha v
AB
e v
CB
.
60
0
a 120
0
A B D1 D6
120
0
a 180
0
A C D1 D2
180
0
a 240
0
B C D3 D2
240
0
a 300
0
B A D3 D4
300
0
a 360
0
C A D5 D4
Outra forma de se analisar a montagem da tabela acima:
Sabendo-se que vAB = vA – vB e vCB = vC – vB, analisemos os intervalos da figura 2.1.5 (b) acima:
⇒ de 0
0
a 60
0
→ vC – vB > 0 e vA – vB > 0, portanto, B é o terminal de menor potencial; vC – vB > vA
– vB, portanto, C é o terminal de maior potencial
⇒ de 60
0
a 120
0
→ vC – vB > 0 e vA – vB > 0, portanto, B é o terminal de menor potencial; vA – vB >
vC – vB, portanto, A é o terminal de maior potencial
⇒ de 120
0
a 180
0
→ vC – vB < 0 e vA – vB > 0, portanto, C é o terminal de menor potencial; vA – vB
> vC – vB, portanto, A é o terminal de maior potencial
⇒ de 180
0
a 240
0
→ vC – vB < 0 (vB > vC), vA – vB < 0 (vB > vA) e vC – vB < vA – vB, portanto, C é o
terminal de menor potencial; vC – vB < 0 (vB > vC) e vA – vB < 0 (vB > vA), portanto, B é o terminal de
maior potencial
⇒ de 240
0
a 300
0
→ vC – vB < 0 (vB > vC), vA – vB < 0 (vB > vA) e vA – vB < vC – vB, portanto, A é o
terminal de menor potencial; vC – vB < 0 (vB > vC) e vA – vB < 0 (vB > vA), portanto, B é o terminal de
maior potencial
⇒ de 300
0
a 360
0
→ vC – vB > 0 (vC > vB) e vA – vB < 0 (vA < vB), portanto, A é o terminal de menor
potencial; vC – vB > vA – vB e vC – vB > 0 (vC > vB), portanto, C é o terminal de maior potencial
Podemos usar a tabela acima para desenhar os circuitos equivalentes simplificados do retificador
de seis-pulsos mostrado na figura abaixo. A partir desses circuitos, é possível determinar com
facilidade a tensão de saída para cada período de 60
0
.
Fig. – Circuitos equivalentes de um retificador de seis-pulsos
A figura (a) abaixo mostra as tensões nas três linhas e suas tensões inversas; para cada
intervalo de 60
0
, a porção da tensão na figura (a) é redesenhada como v0 na figura (b), de modo
que se obtenha a forma de onda completa da tensão de saída.
A tensão de saída varia entre 1,414 Vs e 1,225 Vs, onde Vs é o valor RMS da tensão de linha. A
tensão média DC na carga é o dobro da do retificador de meia-onda, e seu valor é dado por:
V0(avg) = 1,654 Vm
Onde Vm é o valor máximo da tensão de fase. Em relação à tensão de linha, a tensão média na
carga é dada por:
V0(avg) = 0,955 VL(m)
Cada diodo conduz por 120
0
. As correntes de linha iA, iB, iC fornecidas pelo transformador podem
ser obtidas pela Lei das Correntes de Kirchoff (LCK):
iA = i1 – i4
iB = i3 – i6
iC = i5 – i2
Fig. – a) tensões da fonte, incluindo as três
tensões invertidas; b) formas de onda da
tensão de saída do retificador em ponte.
A corrente média na carga é dada por:
Io(avg) = Vo(avg) / R
ou
R
V
R
V
I I
m m
m avg o
⋅ · ⋅ · ⋅ · 955 , 0
3 3
) (
π π
A corrente média em um dos diodos é somente um terço da corrente na carga, porque cada
diodo conduz por 120
0
num ciclo completo de 360
0
:
ID(avg) = Io(avg)/3
O valor RMS da corrente no diodo é:
) ( ) (
3
1
avg o RMS D
I I ⋅ ·
O fator de ondulação é:
( )
0404 , 0
1
2
2
·

·
n
RF
e a freqüência de ondulação é:
fr = 6fs
A tensão máxima de bloqueio para o diodo é:
PIV ≥ VL(m)
Exemplo: Um retificador não-controlado de seis-pulsos é ligado a uma fonte de 3 φ , 208 V, 60
Hz. Se a resistência de carga for de 5Ω , determine:
a) a tensão média na carga
b) a corrente média na carga
c) a corrente média no diodo
d) a corrente máxima no diodo
e) o valor nominal da PIV do diodo
f) a freqüência de ondulação
g) a tensão pico a pico da ondulação
h) o número de pulso
i) o ângulo de condução
Solução:
a) V V
m L
2 9 4 2 0 8 2
) (
· ⋅ ·
V0(avg) = 0,955 . VL(m) = 0,955 . 294 = 281 V
b) I0(avg) = V0(avg)/R = 281/5 = 56,2 A
c)
A
I
I
av g o
av g D
7 , 18
3
2 , 56
3
) (
) (
· · ·
d) ID(max) ≈ I0(avg) = 56,2 A
e) PIV em cada diodo ≥ VL(m) = 294 V
f) freqüência de ondulação
fr = 6fs = 6 . 60 = 360 Hz
g) tensão de saída varia entre Vmin e Vmax
Vmin = 1,225 Vs = 1,225 . 208 = 255 V
Vmax = 1,414 Vs = 1,414 . 208 = 294 V
A tensão de pico a pico da ondulação é 294 – 255 = 39 V
h) número de pulso
P = 6
i) ângulo de condução
θ = 120
0
Controladores de tensão CA
O controlador de tensão de corrente alternada converte uma fonte de tensão AC fixa em uma
fonte de tensão AC variável. A freqüência de saída é sempre igual à freqüência de entrada. O
modo mais simples de controlar a tensão AC, para uma carga, é usar uma chave AC. Essa
chave pode ser bidirecional, como um triac, ou um par de SCRs ligados em antiparalelo, como
mostra a figura abaixo. Dispositivos de chaveamento que não sejam tiristores também podem ser
usados para implementar chaves bidirecionais. Para a maioria das finalidades, o resultado do
controle é independente da chave que é usada. As limitações práticas referentes aos valores
nominais dos triacs muitas vezes obrigam o uso de SCRs em aplicações de potência muito alta.
As principais aplicações dos controladores de tensão AC incluem controle de iluminação,
aquecimento industrial, controle de velocidade para motores de indução.
Fig. Circuitos básicos de controlador de potência AC: a) circuito com SCR; b) circuito com triac
Controle de potência AC
Há dois métodos básicos para o controle de potência da carga: o de ciclo integral, ou liga-
desliga, e o de fase. O primeiro serve para sistemas com uma constante de tempo grande, como
os de controle de temperatura. A potência na carga pode ser controlada com a ligação e o
desligamento, da fonte à carga, por alguns ciclos completos, e depois com a repetição do
chaveamento. A duração relativa dos períodos
nos estados ligado e desligado, isto é, o ciclo
de trabalho d, é ajustado de tal modo que a
potência média entregue à carga atenda a
algum objetivo particular. A figura abaixo
mostra um padrão típico:
Fig.– Controle de ciclo integral
O controle de ciclo integral não serve para cargas com constantes de tempo pequenas. O
controle de fase pode ser usado nessas situações. Nele, a chave liga a carga à fonte por um
período a cada ciclo da tensão de entrada. Os gráficos da figura abaixo ilustram as formas de
onda para o controle de fase com uma carga resistiva. Pode-se variar a tensão na carga com a
alteração do ângulo de disparo para cada semiciclo de um período. Se α = 0, a tensão de saída
é máxima (v0 = vi). Quando α = π , ela é mínima (v0 = 0). Portanto, ela pode ser controlada para
qualquer valor entre zero e a fonte de tensão. Esse processo fornece uma saída alternada
controlada por fase apropriada para aplicações como controle de iluminação e controle de
velocidade para motores.
Fig.– Formas de onda de um controle de fase AC, com carga resistiva.
Controle de fase AC com carga resistiva
O circuito básico da figura pode ser usado para controlar a potência em uma carga resistiva. A
tensão de saída varia quando se atrasa a condução, durante cada semiciclo, em um ângulo α. O
ângulo de retardo α é medido a partir do zero da fonte de tensão.
SCR1, diretamente polarizado durante o semiciclo positivo, passa para o estado ligado no ângulo
α. Ele conduz de α a π fornecendo potência para a carga. SCR2 é passado para o estado ligado
durante o semiciclo posterior, em π + α. Conduz até 2 π fornecendo potência para a carga.
A equação para o valor RMS da tensão de saída é:
2
1
) (
2
2
1
¹
)
¹
¹
'
¹
+ − ·
π
α
π
α sen
V V
i RMS o
A equação para o valor RMS da corrente de saída com carga resistiva é similar à da equação
anterior:
2
1
) (
2
2
1
¹
)
¹
¹
'
¹
+ − ·
π
α
π
α sen
R
V
I
i
RMS o
Ao variar o ângulo de retardo α, a corrente de carga na saída pode ser ajustada, de maneira
contínua, entre o valor máximo de Vi/R em α = 0
0
e o zero em α = 180
0
.
O valor nominal RMS da corrente do triac é dado por:
IT(RMS) = Io(RMS)
O valor nominal RMS da corrente dos SCRs é dado por:
2 /
) ( ) ( RMS o RMS SCR
I I ·
A potência de saída é dada por:
Po(avg) = I
2
o(RMS) (R) ou V
2
o(RMS)/R
O exame das equações de Io(RMS) e Po(avg) mostra que a potência na carga pode variar com a
mudança de α em toda a faixa de zero a 180
0
. Existem circuitos de acionamento adequados para
permitir que a condução seja ajustada nessa faixa.
A característica de controle de um controlador monofásico de potência AC pode ser calculada em
função do ângulo de retardo. Se supusermos Vi = 50 V e resistência de carga R = 100 Ω, então,
em α = 0
0
, usando a equação de Vo(RMS), a tensão de saída é Vo(RMS) = Vi = 50 V e Po(max) = Vi
2
/R =
50
2
/100 = 25 W, enquanto Po(avg) = V0
2
(RMS)/R.
A tabela abaixo mostra a avaliação da tensão e da potência de saída para sucessivos valores de
ângulos de retardo:
α (
0
) Vo(RMS) (V) Po(avg) (W) Po(avg)/ Po(max) Vo(RMS)/Vi
0 50,0 25,0 1,0 1,0
30 49,3 24,3 0,97 0,98
60 44,8 20,1 0,80 0,89
90 35,4 12,5 0,50 0,71
120 21,9 4,8 0,20 0,44
150 8,5 0,72 0,03 0,17
180 0,0 0,0 0,0 0,0
Qualquer que seja a forma de onda, o fator de potência apresentado à fonte AC é, por definição,
dado por:
{ }
{ }
i
R M S o
R M S o i
R M S o
i i
V
V
R V V
R V
I V
P
a p a r e n t e p o t ê n c i a
a t i v a p o t ê n c i a
P F
) (
) (
2
) (
/
/
· · · ·

Ao substituir a equação de Vo(RMS), obtemos
2
1
2
2
1
¹
)
¹
¹
'
¹
+ − ·
π
α
π
α sen
PF
O fator de potência resultante é igual à unidade somente quando α for igual a zero; ele se torna
progressivamente menor à medida que α aumenta e se torna aproximadamente igual a zero para
α = π.
1º Exemplo de controle de potência: Dimmer com SCR:
Fig.– Controle de potência com SCR
Com esse circuito controla-se o brilho de uma lâmpada de 0 até aproximadamente 50% (meia
onda). O SCR precisará de dissipador de calor caso a potência da lâmpada seja de mais de 40
W. O diodo D1 assegura que somente uma corrente positiva seja aplicada na porta. A tensão em
C1 estará atrasada em relação à tensão de alimentação por um ângulo de fase que depende do
valor de (R1 + P1) e de C (tempo de carga do capacitor = RC). O acréscimo de P1 faz com que
aumente o tempo que Vc leva para alcançar o nível no qual haja corrente de porta suficiente para
levar o SCR ao estado ligado.
2º Exemplo de controle de potência: com TRIAC
Fig. 2.2.5 – Controle de potência com TRIAC
MT2
MT1
G
A principal utilização do TRIAC é no controle de potência, sendo que pelo fato de ser bidirecional,
permite o controle dos dois semiciclos do sinal da rede.
O circuito de controle de potência, como o nome sugere, serve para controlar a potência
dissipada pela carga, obtendo assim o controle do brilho de lâmpadas, o controle da velocidade
de motores, o controle da temperatura de fornos, estufas, etc.
O circuito acima mostra um circuito de controle de potência com TRIAC. O capacitor C2 se
carrega através de R1 e P1 e quando a tensão nos seus terminais atinge o valor de VBO do DIAC,
este componente passa a conduzir, propiciando a descarga do capacitor, através do DIAC e da
região gate-MT1 do TRIAC, com isto fazendo surgir corrente no gate, disparando assim o TRIAC.
(obs.: VBO = tensão de “brakeover” do DIAC = tensão a partir da qual o DIAC passa a conduzir)
Quando variamos P1, variamos o tempo que o capacitor leva para atingir o VBO do DIAC e com
isto o ângulo de disparo (α ) é variado.
Neste circuito, enquanto o TRIAC não dispara, se comporta como uma chave aberta, não há
tensão na carga e toda a tensão de entrada fica em cima dos terminais MT2 e MT1. Quando o
TRIAC dispara, ele se comporta como uma chave fechada, a tensão nos seus terminais é baixa e
a tensão de entrada aparece nos terminais da carga.
Pelo fato de ser um componente bidirecional, o comportamento do TRIAC, para o semiciclo
negativo, é idêntico ao do semiciclo positivo. A faixa de controle de potência é de 0 a 100%.
Nos circuitos de controle de potência, através do controle de fase (ângulo de disparo), à medida
que o ângulo de disparo é aumentado, o ângulo de condução é reduzido e com isto a carga leva
menos tempo conduzindo, ou seja, a carga dissipa menos potência.
Controlados com cargas resistiva e indutiva
Retificador trifásico controlado de meia-onda (3 pulsos) com carga resistiva.
A figura (a) abaixo mostra um retificador trifásico controlado de meia-onda com uma carga
resistiva.
Cada SCR recebe um pulso de disparo relativo, no tempo, à própria tensão de fase. Os três
pulsos na porta são defasados em 120
0
entre si e resultam no mesmo ângulo de retardo para
cada SCR.
Neste retificador, cada tiristor poderá ser disparado a partir do ponto em que a fase, na qual
estiver ligado, for mais positiva do que as outras. Esta situação ocorre no cruzamento das fases
e por isso este ponto é considerado como referência para a definição de ângulo de disparo.
O ponto de cruzamento das fases é chamado de ponto de comutação natural, pois é neste local
que ocorre a troca entre diodos nos retificadores não-controlados. O ponto de comutação natural
corresponde a 30
0
do eixo de referência e a um ângulo de disparo de 0
0
.
Concluímos, portanto, que nos retificadores trifásicos controlados, o ângulo de disparo igual a 0
0
corresponde a 30
0
do eixo de referência e por isso a faixa de disparo para o circuito da figura
acima é de 0
0
a 150
0
.
Neste retificador, com o aumento do ângulo de disparo, o valor das tensões média e eficaz na
carga diminui.
Para ângulos de disparo menores ou iguais a 30
0
, o regime de tensão na carga é contínuo, ou
seja, não há intervalos sem tensão na mesma.
Para ângulos de disparo acima de 30
0
, o regime de tensão na carga é descontínuo, ou seja, há
intervalos sem tensão na mesma. Este aspecto deverá ser observado, quando formos calcular o
valor das tensões média e eficaz na carga, pois o limite superior da integração (correspondente
ao cálculo da tensão média na carga), para ângulos de disparo menores do que 30
0
, será
diferente em relação aos ângulos superiores a 30
0
.
Se cada dispositivo (SCR) for acionado no instante em que a fonte fizer com que a tensão no
ânodo fique positiva em relação à do cátodo (isto é, 30
0
após a tensão de fase cruzar o eixo
zero), então o circuito comportará como um retificador não-controlado de meia-onda com diodo
(fig. (b)). Entretanto, se o disparo dos SCRs for atrasado nesses pontos de cruzamento de um
ângulo α , a forma de onda da tensão de saída ficará alterada (fig. (c)).
Durante o intervalo ω t = 30
0
a 150
0
, a tensão mais positiva é vAN. Portanto, SCR1 estará
diretamente polarizado e conduzirá quando acionado, enquanto os outros dois se encontrarão
inversamente polarizados. SCR1 continuará a conduzir até ω t = 150
0
, ponto em que a tensão vBN
começa a se tornar mais positiva do que vAN. SCR2 agora ficará diretamente polarizado e passará
para o estado ligado se lhe for aplicado um sinal de disparo. Quando SCR2 passar para o estado
ligado, fará automaticamente com que SCR1 passe para o estado desligado por comutação
natural. O mesmo processo é repetido em ω t = 270
0
. Cada SCR conduz por um período de 120
0
e bloqueia a tensão inversa por 240
0
. Quando um SCR estiver ligado, conectará o terminal da
tensão de entrada ao terminal de saída. Portanto, a tensão de saída será igual à correspondente
tensão de fase AC. Assim, a forma de onda da tensão de saída consiste na forma de onda de
porções da tensão de entrada AC. Se o ângulo de retardo for zero, a tensão de saída consistirá
em picos das tensões de fase e ficará em seu valor máximo (fig. (b)).
O ângulo de disparo α é medido a partir dos pontos de interseção, ou cruzamento, das tensões
de fase correspondentes, e não do cruzamento com o zero das ondas da tensão. Se cada
passagem de SCR para o estado ligado for atrasada por um ângulo α , os segmentos da forma
de onda da tensão de saída também serão atrasados pelo ângulo α , mas a saída ainda terá 3
pulsos. As formas de onda da tensão de saída e da corrente, em função do tempo, para α ≤
30
0
, são mostradas na figura (c). O SCR da fase A permanece conduzindo, até que o dispositivo
(SCR) da fase B passe para o estado ligado. A tensão e a corrente de saída não se anulam em
momento algum enquanto α ≤ 30
0
; entretanto, a tensão média de saída é diminuída, se
comparada com o caso em que α = 0
0
.
O valor médio de tensão na carga para 0
0
≤ α ≤ 30
0
é calculado com os seguintes limites:
limite inferior =
,
_

¸
¸
+
6
π
α
limite superior =
,
_

¸
¸
+ ·
,
_

¸
¸
+ +
6
5
3
2
6
π
α
π π
α
e é dado por:
VO(AVG) = 0,827 . Vm . cosα
onde Vm é o valor máximo da tensão de fase.
Expressando o valor da tensão média na carga em função da tensão eficaz fase-neutro da
senóide, temos:
α α cos 17 , 1 cos 2 827 , 0
) (
⋅ ⋅ · ⋅ ⋅ ·
s s avg o
V V V
onde Vs é o valor eficaz da tensão de fase da entrada
Observe que o efeito do controle de fase consiste em adicionar o termo cosα à equação para o
retificador trifásico não-controlado. Da equação acima fica claro que o valor médio da tensão de
saída pode ser controlado de acordo com a variação do ângulo de disparo α .
A corrente média de saída é:
α cos 827 , 0
) (
) (
⋅ ⋅ · ·
R
V
R
V
I
m
avg o
avg o
A corrente média do SCR é:
α cos 276 , 0
3
) (
) (
⋅ ⋅ · ·
R
V
I
I
m
avg o
avg SCR
A corrente RMS do SCR é:
α cos 159 , 0
3
) (
) (
⋅ ⋅ · ·
R
V
I
I
m
avg SCR
RMS SCR
O valor nominal da tensão de pico inversa do SCR é:
m
V ⋅ 3 ou VL(m)
onde VL(m) é o valor máximo da tensão de linha.
O período de condução para cada SCR é um terço de um ciclo ou:
(2 π/3) ou 120
0
A freqüência de ondulação é:
fr = 3.freqüência de alimentação AC
Exemplo: Um retificador trifásico controlado de meia-onda ligado a uma fonte trifásica AC, 208 V.
60 Hz, fornece potência para uma carga resistiva de 10 Ω. Se o ângulo de retardo for de 20
0
,
determine:
a) a corrente máxima na saída
b) a tensão média de saída
c) a corrente média na saída
d) a corrente máxima no SCR
e) a corrente média no SCR
f) a corrente RMS no SCR
g) o valor nominal da tensão inversa máxima
h) a freqüência de ondulação
Solução:
V
V
V
li nha
f ase
120
732 , 1
208
3
· · ·
V V
m
7 , 1 6 9 1 2 0 2 · ⋅ ·
a) Im = Vm/R = 169,7/10 = 17 A
b) Vo(AVG) = 0,827 Vm cosα = (0,827) . (169,7) . (cos20
0
) = 132 V
c) Io(AVG) = Vo(AVG)/R = 132/10 = 13,2 A
d) corrente máxima no SCR = Im = 17 A
e) corrente média no SCR = ISCR(AVG) = Io(AVG)/3 = 13,2/3 = 4,4 A
f) corrente RMS no SCR = A
I
avg SCR
5 , 2 732 , 1 / 4 , 4
3
) (
· ·
g) tensão inversa máxima = VL(m) =
V 2 9 4 2 0 8 2 · ⋅
h) fr = 3 . freqüência de alimentação AC = 180 Hz
Quando α fica maior, 30
0
≤ α ≤ 150
0
, a corrente de saída diminuiu até zero em algum instante
e então tende a se tornar negativa. Isso não é possível com a carga resistiva. Portanto, a
corrente e a tensão de saída permanecem iguais a zero até que o próximo SCR passe para o
estado ligado. A figura abaixo mostra as formas de onda da tensão e da corrente:
O valor da tensão média na carga para ângulos de disparo acima de 30
0
é calculado com os
seguintes limites:
limite inferior = (α + (π/6))
limite superior = π
e é dado por:
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
+ + ⋅ ⋅ ·
6
cos 1 48 , 0
) (
π
α
m avg o
V V
, para 30
0
≤ α ≤ 150
0
onde Vm é o valor máximo da tensão de fase.
Para valores de α ≥ 150
0
, a tensão média de saída se anula:
Vo(avg) = 0 V para 150
0
≤ α ≤ 180
0
Exemplo: Repita o exemplo anterior para um ângulo de retardo de 100
0
.
Solução: Com um ângulo de retardo de 100
0
(0,55 π), o SCR passa para o estado ligado após a
tensão de alimentação ter alcançado seu valor máximo. Portanto, a tensão máxima de saída é
menor do que Vm:
tensão máxima de saída = Vm sen(30
0
+ α ) = 169,7(sen130
0
) = 130 V
a) corrente máxima na saída = (tensão máxima de saída)/R = 130 / 10 = 13 A
b) V V V V
m m a vg o
2 9 7 , 1 6 9 1 7 , 0 1 7 , 0
6
1 0 0 c o s 1 4 8 , 0
0
) (
· ⋅ · ·
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
+ + ⋅ ⋅ ·
π
c) Io(avg) = Vo(avg)/R = 29/10 = 2,9 A
d) Corrente máxima no SCR = corrente máxima na saída = 13 A
e) corrente média no SCR = ISCR(AVG) = Io(AVG)/3 = 2,9/3 = 0,97 A
f) corrente RMS no SCR = A
I
avg SCR
56 , 0 732 , 1 / 97 , 0
3
) (
· ·
g) tensão inversa máxima =
V 2 9 4 2 0 8 2 · ⋅
h) freqüência de ondulação = fr = 3 . 60 Hz = 180 Hz
Retificador trifásico controlado de meia-onda (3 pulsos) com carga RL
Recordemos inicialmente o comportamento do indutor no circuito. Suponhamos o retificador
mostrado abaixo:
O resumo da operação desse circuito é o seguinte:
a) como no caso da carga resistiva, o diodo passará para o estado ligado quando o ânodo se
tornar positivo em relação ao cátodo. A tensão na carga é, portanto, a mesma do semiciclo
positivo da fonte AC (veja gráfico acima).
b) durante esse período, a energia, transferida a partir da fonte AC, é armazenada no campo
magnético que envolve o indutor.
c) A corrente em um indutor não pode variar de maneira instantânea. Portanto, ela aumenta
gradualmente até alcançar seu valor máximo. Observe que a corrente não atingirá o valor de pico
quando a tensão estiver no máximo. Isso é consistente com o fato de a corrente, em um indutor,
ficar atrasada em relação à tensão.
d) quando a fonte de tensão diminuir, a corrente começará a decrescer de modo gradual e
chegará a zero no momento em que toda a energia armazenada pelo indutor for passada para o
circuito. A corrente na carga, portanto, existe por pouco mais de metade do período inteiro.
e) ao mesmo tempo, o campo magnético que se extingue conecta-se ao indutor e induz uma
tensão que se opõe à diminuição na tensão aplicada.
f) logo que a corrente chegar a zero, o diodo ficará inversamente polarizado e permanecerá
desligado durante o resto do ciclo negativo. O gráfico acima mostra as formas de onda.
Durante o intervalo de 0 a π/2, a fonte de tensão vs aumenta de zero até o valor positivo máximo,
enquanto a tensão no indutor vL se opõe à variação da corrente através da carga. No intervalo
π/2 a π, a fonte de tensão diminui de seu valor positivo máximo até zero. Ao mesmo tempo, a
tensão induzida terá revertido sua polaridade e irá se opor à diminuição na corrente. Isto é, ela
agora ajuda a corrente direta do diodo.
Em π, a fonte de tensão se inverte e começa a aumentar até atingir seu valor negativo máximo.
Entretanto, a tensão no indutor é ainda positiva e sustenta a condução direta do diodo até
reduzir-se a zero, ponto em que o diodo bloqueia.
Observe que, embora o diodo esteja inversamente polarizado, há nele um fluxo de corrente até
que o ângulo θ = π + Φ seja alcançado. Isso é conseqüência da energia armazenada no
campo magnético que retorna à fonte.
g) se a indutância L da carga for aumentada, o diodo conduzirá corrente por mais tempo durante
o ciclo.
Se supusermos L como infinito, a corrente que flui através do diodo seria completamente plana e,
portanto, contínua. Nessa situação, o diodo estaria ligado para o ciclo completo, a tensão nele
seria zero e os valores de vs e vo seriam iguais. O circuito não mais retificaria, e portanto a
corrente permaneceria alternada. Como isso não é possível, a corrente de saída deve ser igual a
zero por um período menor do que meio ciclo. A tensão média de saída depende, portanto, das
indutâncias e das resistências relativas da carga.
Deve ficar claro, a partir daí, que, enquanto:
Φ se aproxima de 180
0
, Vo(avg) se aproxima de zero
θ se aproxima de 360
0
, Vo(avg) se aproxima de zero
Em outras palavras, a carga indutiva reduz a tensão média na carga. Essa redução da tensão
média na carga será resolvida através do “diodo de retorno”, que será visto mais adiante.
Consideremos agora o circuito retificador trifásico controlado de meia-onda com carga RL. No
modo de corrente constante e contínua, em que a componente indutiva da carga é grande o
suficiente, a forma de onda da tensão de saída pode ser negativa para alguns valores de α . Se
o ângulo de retardo α for menor do que 30
0
, a tensão de saída será sempre positiva e seu valor
médio será dado pela equação VO(AVG) = 0,827 . Vm . cosα , como já foi visto anteriormente.
Entretanto, para um ângulo de retardo α maior do que 30
0
, a tensão de saída se torna negativa
durante uma parte de cada ciclo. A figura abaixo mostra as formas de onda para α = 60
0
(considerando uma carga indutiva muito alta, ou seja, corrente contínua):
A tensão média de saída é:
α α
π
cos 827 , 0 cos
2
3 3
) (
⋅ ⋅ · ·
m m avg o
V V V para 0
0
≤ α ≤ 180
0
Essa equação é a mesma do caso resistivo, mas não fica mais limitada a α < 30
0
. No caso
resistivo, a limitação se dava porque a tensão de saída alterava a forma para α > 30
0
com carga
resistiva. Agora, a tensão de saída prossegue na mesma porção da senóide para α > 30
0
. A
máxima tensão de saída ocorre quando α = 0
0
:
Vo(avg) = 0,827 Vm
Exemplo: Um retificador trifásico controlado de meia-onda com carga RL está ligado a uma fonte
de 220 V. Se o ângulo de retardo for de 45
0
e a resistência de carga for R = 10 Ω, determine:
a) a tensão média de saída
b) a corrente média na saída
c) a corrente máxima na saída
d) a corrente máxima no SCR
e) a corrente média no SCR
f) a corrente RMS no SCR
Solução: com um ângulo de retardo de 45
0
, o SCR passa para o estado ligado antes que a
tensão de alimentação alcance seu máximo. Portanto, a tensão máxima de saída é igual a Vm, o
valor máximo da tensão de fase:
V V
ph
127
3
220
· ·
V V
m
1 8 0 1 2 7 2 · ⋅ ·
a) Vo(avg) = 0,827 Vm cosα = (0,827).(180).(cos45
0
) = 105 V
b) corrente média na saída = Io(avg) = Vo(avg)/R = 105/10 = 10,5 A
c) corrente máxima na saída = corrente média na saída = 10,5 A
d) corrente máxima no SCR = corrente máxima na saída = 10,5 A
e) corrente média no SCR = Io(avg)/3 = 10,5/3 = 3,5 A
f) corrente RMS no SCR = ISCR(RMS) =
3 /
) (avg o
I
= 6,1 A
CONVERSOR CC-CC: CHOPPER
Nos processos industriais, a energia elétrica é distribuída na sua forma alternada, trifásica e de
freqüência fixa.
No caso da carga necessitar de uma forma diferente de energia elétrica (tensão contínua ou
freqüência variável), é preciso utilizar os conversores para realizarem as adaptações
necessárias.
O termo chopper significa cortador e isto se deve a ação deste conversor que consiste em
recortar um sinal contínuo, a fim de variar o seu valor médio aplicado à carga. Neste caso,
podemos concluir que os choppers fornecem uma tensão CC variável a partir de uma tensão CC
constante.
No circuito abaixo é mostrado o circuito básico de um chopper com chave, sendo que esta
poderá ser substituída por transistor ou por SCR, como será visto mais adiante.
Chopper DC básico
Supõe-se que os dispositivos de chaveamento sejam ideais. Em condições ideais, a perda de
potência no chopper é zero. Portanto, a potência de saída é igual à potência de entrada:
Vo Io = Vi Ii
onde:
Vo = tensão média de saída
Vi = tensão de entrada
Io = corrente média na saída
Ii = corrente média na entrada
Vamos operar a chave de tal modo que ela esteja ligada (fechada) por um tempo TON e desligada
(aberta) por um tempo TOFF em cada ciclo de um período T prefixado. A forma de onda resultante
da tensão de saída (mostrada abaixo) é um trem de pulsos retangulares de duração TON.
A figura acima mostra que a tensão instantânea na carga é zero (S desligada) ou Vi (S ligada). A
tensão média (DC) na saída em um ciclo é dada por:
i
OFF ON
ON
o
V
T T
T
V
+
·
i
ON
o
V
T
T
V ·
onde T é o período (TON + TOFF). A freqüência de chaveamento do chopper é f = 1/T.
Se utilizarmos a idéia do ciclo de trabalho (d), que é a relação entre a largura do pulso TON e o
período da forma de onda,
d = TON/T
então,
Vo = d Vi
A equação acima mostra que a tensão de saída varia, de modo linear, com o ciclo de trabalho. A
figura abaixo mostra a tensão de saída à medida que d varia de zero a um:
É, portanto, possível controlar a tensão de saída na faixa de zero a Vi.
Se a chave S for um transistor, a corrente de base controlará os períodos ligado e desligado da
chave do transistor. Se a chave for um SCR, um circuito de comutação será necessário para
passá-lo ao estado desligado.
A forma de onda da corrente na carga é similar à forma de onda de vo mostrada acima, e seu
valor médio e dado por:
R
dV
R
V
I
i o
o
· ·
O valor eficaz (RMS) da tensão de saída é:
d V
T
T
V
T
T V
V
i
ON
i
ON i
RMS o
· · ·
2
) (
A tensão média de saída pode ser variada por uma das seguintes maneiras:
1. Modulação por largura de pulso (PWM – pulse-width modulation): nesse método, a largura do
pulso TON varia enquanto o período de chaveamento total T é constante. A figura abaixo mostra
como as formas de onda de saída variam à medida que o ciclo de trabalho aumenta:
2. Modulação por freqüência de pulso (PFM – pulse-frequency modulation): nesse método, TON é
mantido constante enquanto o período (freqüência) varia. Como mostra a figura abaixo, a tensão
de saída reduz-se à medida que a freqüência diminui e é alta nas freqüências mais altas:
Tanto para o controle PWM como por PFM, a tensão de saída é nula quando a chave S estiver
aberta e é igual à tensão de entrada quando a chave estiver fechada por um período superior ao
ciclo de chaveamento normal.
No método PFM é necessário reduzir a freqüência de chaveamento do chopper para obter uma
tensão de saída mais baixa. Isso pode resultar em uma descontinuidade nas baixas freqüências.
Mais ainda, a redução na freqüência aumenta a ondulação da corrente na saída e, em
conseqüência disso, as perdas e o calor na carga aumentam. O método PWM tem a vantagem
da baixa ondulação, o que significa componentes menores para o filtro.
CHOPPERS STEP-DOWN (BUCK)
O chopper DC básico mostrado anteriormente não é muito prático. Só serve para alimentar
cargas resistivas, nas quais não seja necessária uma corrente linear. Um arranjo muito mais
prático (mostrado na figura “a” abaixo) inclui um indutor L e um diodo D, acrescentados para
eliminar as pulsações de corrente. Esse circuito fornece uma corrente DC linear para cargas
práticas, como um motor DC.
(a) circuito básico de chopper step-down
Quando a chave S for fechada, o diodo D ficará desligado, uma vez que está inversamente
polarizado. E permanecerá assim durante todo o tempo em que S estiver ligada. A configuração
do circuito equivalente é mostrada na figura “b” abaixo:
(b) circuito equivalente para a chave ligada
A corrente na entrada cresce de maneira exponencial e flui através do indutor L e da carga. A
tensão de saída é igual a Vi. A chave S é mantida ligada por um tempo TON e depois passa para o
estado desligado.
Quando a chave é aberta, a corrente no indutor começa a cair até se anular (não varia de modo
instantâneo). Isso provoca, no indutor, uma tensão induzida de polaridade oposta. A tensão no
indutor polariza o diodo diretamente e a corrente, agora fluindo no indutor, atua como retorno
através do diodo D e da carga. A finalidade do diodo, portanto, é fornecer um caminho para a
corrente na carga quando S estiver desligada. Assim, ao desligar-se S, automaticamente liga-se
D. A configuração do novo circuito é mostrada na figura “c” abaixo:
(c) circuito equivalente para a chave desligada
A tensão na carga é nula e a corrente cai a zero durante todo o tempo em que S permanecer
desligada, isto é, durante o período TOFF. A energia armazenada em L é entregue à carga. Esse
arranjo de circuito permite o uso de um filtro simples, como a indutância L, para propiciar uma
corrente DC linear satisfatória na carga, para várias aplicações. Quando a freqüência de
chaveamento for alta, uma indutância relativamente pequena será suficiente para reduzir a
ondulação a um grau aceitável.
A figura (a) abaixo mostra a forma de onda da tensão na carga, além da tensão que aparece no
diodo (figura (b)). Ela é igual à tensão de entrada Vi quando a chave está ligada e quando o
diodo D se acha inversamente polarizado. No momento em que a chave é aberta, a tensão de
saída mantém-se em zero pela ação do diodo, que fornece um caminho para a corrente na
carga. A tensão de saída é a tensão média no diodo. Portanto, aqui, a equação
i
OFF ON
ON
o
V
T T
T
V
+
·
também se aplica.
A figura (b) mostra a corrente no diodo. É a mesma da carga (figura (d)) durante TOFF. Em TON, a
corrente de saída io é a mesma da entrada ii. Quando a chave for aberta (TOFF), a corrente na
carga cairá de seu valor máximo Imax a um valor final Imin. Durante esse intervalo, ela fluirá pelo
indutor, pela carga e pelo diodo. Quando tiver caído a um valor Imin, Ocorrerá o fechamento da
chave. A corrente, no diodo, pára de fluir nesse instante; a corrente fornecida pela fonte, agora, é
Imin. Ela então começa a aumentar e, quando alcança o valor Imax, depois de um tempo TON,
provoca a reabertura da chave. O diodo fornece outra vez o caminho para a corrente na carga e
o ciclo se repete.
(a) tensão de saída
(b) corrente no diodo
(c) fonte de corrente
(d) corrente na carga
(e) tensão no indutor
A corrente, portanto, oscila entre Imax e Imin. A ondulação incluída na corrente de saída reduz-se à
medida que a freqüência de chaveamento do chopper aumenta. O valor médio da corrente no
indutor é dado por:
2
min max
I I
I
L
+
·
R
V
I I
o
o L
· ·
Portanto,
R
V I I
o
·
+
2
min max

R
V
I I
o
2
min max
· + (a)
A tensão no indutor é:
dt
di
L V V
o
o L
· ·

L
V
dt
di
o o
·

t
L
V
i
o
o
∆ · ∆
Com a chave aberta (TOFF),
OFF o
T
L
V
I I i
0
min max
· − · ∆ (b)
Somando-se as equações (a) e (b) acima,
OFF
o o
T
L
V
R
V
I + · 2 2
max

OFF
o o
T
L
V
R
V
I
2
max
+ ·
De modo semelhante, Imin é dado por:
OFF
o o
T
L
V
R
V
I
2
min
− ·
A corrente de ondulação de pico a pico é:
L
Vo
T I I I
OFF p p
· − ·
− min max
A corrente média no diodo é:
T
I T
I
o OFF
D
·
Embora a corrente na carga de um chopper seja basicamente constante, na entrada ela ainda
consiste de um trem de pulsos agudos. A figura (c) acima mostra a forma de onda para a fonte
de corrente. Um filtro capacitivo costuma ser usado em paralelo com a fonte de potência de
entrada, para manter a linearidade da corrente na entrada.
As formas de onda de corrente e de tensão mostradas na figura acima pressupõem uma
freqüência de chaveamento muito alta. A ondulação na saída é bem pequena. A corrente na
saída io está sempre presente; portanto, esse modo de operação se chama modo de corrente
contínua de operação. A corrente na saída é contínua porque o indutor absorve energia durante
TON e a descarrega em TOFF. Como conseqüência, a tensão média em L cai a zero no estado
estacionário e a tensão na carga resistiva deve ser igual a Vo(avg).
Referências Bibliográficas:
BOGART JUNIOR, Theodore F.; ABDO, Romeu. Dispositivos e circuitos eletrônicos, v.
2. São Paulo: Makron Books, 2001.
BOYLESTAD, Robert L; NASHELSKY, Louis; SIMON, Rafael Monteiro. Dispositivos
eletrônicos e teoria de circuitos. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 199-, 200-.
AHMED, Ashfaq. Eletrônica de potência. São Paulo: Prentice Hall, 2000.
BARBI, Ivo. Eletrônica de potência. Florianópolis: I. Barbi, 2002.

Fig.– Formas de onda da tensão na carga As equações das tensões de fase são:
v AN = Vm senwt

v BN = Vm sen ( wt −120 0 ) vCN = Vm sen ( wt − 240 0 )

No momento em que a tensão instantânea (v(wt)) for mais positiva, seu respectivo diodo passará para o estado ligado. Seu terminal mais positivo se ligará aos cátodos dos dois outros diodos, mantendo-os desligados. Portanto, apenas um deles permanecerá ligado nesse momento. O súbito chaveamento de um diodo para o outro é denominado comutação. Considere o intervalo entre 00 e 300. Nesse período, a tensão de fase vCN é mais alta do que vAN e vBN. Em conseqüência disso, o diodo D3 fica diretamente polarizado e a tensão de saída (v0) se torna igual a vCN. Os diodos D1 e D2 ficam, portanto, inversamente polarizados. De 300 e 1500, a tensão mais positiva é vAN; ela passa o diodo D1 para o estado ligado e aparece nos terminais de R como v0. Em 1500, a tensão instantânea vBN se torna maior do que vAN. O diodo D1 fica inversamente polarizado e passa para o estado desligado quando o diodo D2 fica diretamente polarizado e começa a conduzir. Isso faz com que seja aplicado v BN em R de 1500 a 2700. Em

2700, vCN torna-se de novo o mais positivo e D3 passa para o estado ligado. O diodo D3 liga vCN em R a partir de 2700. O ciclo é então repetido. A tensão de saída na carga v0 segue os picos da tensão de entrada de alimentação e varia pulsando entre Vmax e 0,5 Vmax. Esse circuito é denominado retificador de 3 pulsos, uma vez que a saída se repete 3 vezes em cada ciclo de vs. A tensão de ondulação é menor que a produzida pelo retificador monofásico. A freqüência de ondulação (fr) da tensão de saída é: fr = n fs onde n = número de pulsos ou de diodos = 3 e fs = freqüência de alimentação AC Portanto, fr = 3 . 60 = 180 Hz A filtragem, assim, torna-se mais fácil, uma vez que o tamanho do filtro se reduz à medida que a freqüência de ondulação aumenta.

Expressão geral para a tensão média na carga:
n π  Vo ( avg ) =  Vm sen   π  n

No caso do retificador de 3 pulsos:
Vo ( avg ) = 0,827 Vm

Em relação à tensão de linha, a tensão média na carga é dada por:
Vo ( avg ) = 0,477 V L ( m )

onde Vm = valor máximo da tensão de fase VL(m) = valor máximo da tensão de linha

Uma vez que a carga é resistiva, a corrente tem a mesma forma de onda da tensão. A corrente em cada diodo é igual à corrente na carga durante o período em que um diodo conduz em seu intervalo de 1200. Cada corrente, no diodo, é então igual a zero no intervalo de 2400.
2π . n

Em geral, cada diodo conduz por um período de

Corrente média na carga:
π  I m sen   = 0,827 I m π n n

I o ( avg ) =

onde I m = Vm R A corrente média em cada diodo é apenas 1/3 da corrente na carga.– Formas de onda de corrente . E.21 I o ( avg ) R I o (max) = Formas de onda de corrente: Fig. Vm = 1. I o ( avg ) n I o ( avg ) 3 I D ( avg ) = = A corrente máxima na carga e a corrente máxima no diodo são as mesmas. uma vez que a carga é resistiva.

determine: a) a tensão máxima da carga b) a tensão média na carga c) a corrente média na carga d) a corrente máxima na carga .177 n −1 3 −1 2 Obs. A tabela abaixo mostra a tensão nos diodos em vários intervalos de 1200: Tabela: Período 0 a 30 300 a 1500 1500 a 2700 2700 a 3900 0 0 Diodo ligado D3 D1 D2 D3 Diodos desligados D1 e D2 D2 e D3 D3 e D1 D1 e D2 Tensões no diodo vD1 vD2 vAC vBC 0 vBA vAB 0 vAC vBC vD3 0 vCA vCB 0 Obs. 4 fios de 220 V.: valor nominal da PIV do diodo (PIV = tensão de pico inversa = tensão inversa máxima que pode ser ligada nos terminais do diodo sem este ser danificado): PIV ≥ VL(m) ou 6 ⋅V s ( m ) Exemplo: Um retificador não-controlado de três-pulsos está ligado a uma fonte AC 3Ф (trifásica).Valor RMS da corrente na carga: 1/ 2 1/ 2 I o ( RMS )  1 π 1 2π  = Im   + sen  n   2π  n 2   1 π 1 2π  = I m   + sen  3   2π  3 2  = 0.408 Im Fator de ondulação (relação entre o valor RMS da componente AC e o valor RMS da componente DC): RF = 2 2 = 2 = 0. Se a resistência de carga for de 20 Ω.: o valor ideal do fator de ondulação é zero.

179.96 V / b) V0(avg) = 0.e) a corrente máxima no diodo f) o valor nominal da PIV do diodo g) a corrente média no diodo h) o número de pulso i) o ângulo de condução Solução: a) valor máximo da tensão de linha VL( m) = 2 ⋅ 2 2 0= 3 1 1 V valor máximo da tensão de fase Vm = 3 1 1 3 = 1 7 .5 A 3 h) P = 3 .4 A d) I0(max) = Vm/R = 179.6/20 = 9 A e) ID(max) = I0(max) = 9 A f) PIV ≥ VL(m) = 311 V g) I D ( a v g) = I o ( a v g) 3 = 7.5/20 = 7.4 = 2.827 .5 V c) I0(avg) = V0(avg)/R = 148.6 = 148.

Fig – Diagrama do circuito retificador de onda completa em ponte. O retificador em ponte usa ambas as metades.Y. Pode ser ligado diretamente a uma fonte trifásica ou usar um transformador trifásico ligado em conexão ∆ . positiva e negativa. Escolhemos. os diodos são numerados na ordem em que conduzem. O terminal mais positivo polarizará diretamente seu respectivo diodo ímpar e o fará passar para o estado ligado. pode-se plotar duas tensões quaisquer de linha em relação a um terminal de referência comum. a freqüência de ondulação é seis vezes a freqüência da fonte AC. Para determinar os terminais da fonte. de . Y .∆ ou ∆ . da tensão de entrada.∆. O circuito do retificador é mostrado abaixo. Um retificador de seis pulsos fornece uma saída que tem menos ondulação do que a do retificador de três pulsos. Portanto.i) θ = 1200 Retificadores trifásicos não-controlados de onda completa em ponte (6 pulsos) com carga resistiva O retificador de onda completa em ponte (seis pulsos) é um dos circuitos mais importantes em aplicações de alta potência. o mais positivo e o mais negativo. O terminal mais negativo polarizará diretamente seu respectivo diodo par e o fará passar para o estado ligado. Operação do retificador de onda completa em ponte O fluxo de corrente em qualquer instante de tempo pode ser calculado quando se determinam os terminais mais positivos e mais negativos da fonte.

Agora. A condição dos diodos pode ser encontrada a partir da figura (b) acima. Em 3000. o ânodo de D5 está com a tensão mais positiva do circuito. De 00 a 1200. Em 1800. As duas tensões de linha são vAB e vCB. b) tensões de linha vAB e vCB. a tensão no terminal C passa a ser a mais positiva e leva D 5 ao estado ligado. na realidade. No intervalo de 00 a 600. a tensão do terminal A cai abaixo da tensão do terminal B. do desenho do circuito mostrado acima. vCB é. De 600 a 1800. o terminal A passa a ser o mais positivo. o estado dos diodos pares pode ser determinado a partir da figura (b) acima. o inverso de vBC (ver figura (a) abaixo). Fig. – Formas de onda da fonte de tensão trifásica AC: a) tensões de linha com seqüência de fase ABC. a tensão em B é a mais positiva. de 2400 a 3600.modo arbitrário. é o terminal C. Isso polariza diretamente D 5. portanto. o terminal B. de 1200 a 2400. Os resultados estão resumidos na tabela abaixo: Tabela: Período 00 a 600 Tensão positiva Tensão negativa Diodos ligados Ímpares Pares mais alta mais alta C B D5 D6 . De maneira semelhante. passando-o para o estado ligado. o terminal B é o mais negativo. D 1fica diretamente polarizado e passa para o estado ligado. Assim. depois de definida a tensão mais negativa do terminal. como mostra a figura (b) abaixo. a tensão no terminal C é a mais alta. e isso faz com que D 3 passe para o estado ligado. é o terminal A.

A é o terminal de maior potencial ⇒ de 1800 a 2400 → vC – vB < 0 (vB > vC). portanto. portanto. portanto. vA – vB < 0 (vB > vA) e vA – vB < vC – vB. B é o terminal de menor potencial.600 a 1200 1200 a 1800 1800 a 2400 2400 a 3000 3000 a 3600 A A B B C B C C A A D1 D1 D3 D3 D5 D6 D2 D2 D4 D4 Outra forma de se analisar a montagem da tabela acima: Sabendo-se que vAB = vA – vB e vCB = vC – vB. . vC – vB < 0 (vB > vC) e vA – vB < 0 (vB > vA). B é o terminal de maior potencial ⇒ de 2400 a 3000 → vC – vB < 0 (vB > vC). C é o terminal de menor potencial. B é o terminal de maior potencial ⇒ de 3000 a 3600 → vC – vB > 0 (vC > vB) e vA – vB < 0 (vA < vB). A é o terminal de menor potencial. portanto. C é o terminal de menor potencial. é possível determinar com facilidade a tensão de saída para cada período de 600. vA – vB > vC – vB. portanto. vC – vB > vA – vB e vC – vB > 0 (vC > vB). portanto. B é o terminal de menor potencial. vA – vB < 0 (vB > vA) e vC – vB < vA – vB. A é o terminal de maior potencial ⇒ de 1200 a 1800 → vC – vB < 0 e vA – vB > 0. portanto. portanto. v A – vB > vC – vB. analisemos os intervalos da figura 2. A é o terminal de menor potencial. portanto.1. portanto. A partir desses circuitos. vC – vB > vA – vB. C é o terminal de maior potencial ⇒ de 600 a 1200 → vC – vB > 0 e vA – vB > 0. portanto. portanto.5 (b) acima: ⇒ de 00 a 600 → vC – vB > 0 e vA – vB > 0. vC – vB < 0 (vB > vC) e vA – vB < 0 (vB > vA). C é o terminal de maior potencial Podemos usar a tabela acima para desenhar os circuitos equivalentes simplificados do retificador de seis-pulsos mostrado na figura abaixo.

– Circuitos equivalentes de um retificador de seis-pulsos A figura (a) abaixo mostra as tensões nas três linhas e suas tensões inversas. . de modo que se obtenha a forma de onda completa da tensão de saída.Fig. para cada intervalo de 600. a porção da tensão na figura (a) é redesenhada como v0 na figura (b).

654 Vm Onde Vm é o valor máximo da tensão de fase. A tensão média DC na carga é o dobro da do retificador de meia-onda.414 Vs e 1. Em relação à tensão de linha. iC fornecidas pelo transformador podem ser obtidas pela Lei das Correntes de Kirchoff (LCK): iA = i1 – i4 iB = i3 – i6 iC = i5 – i2 . a tensão média na carga é dada por: V0(avg) = 0.225 Vs. onde Vs é o valor RMS da tensão de linha. – a) tensões da fonte.Fig. incluindo as três tensões invertidas. iB. As correntes de linha iA. A tensão de saída varia entre 1. e seu valor é dado por: V0(avg) = 1.955 VL(m) Cada diodo conduz por 1200. b) formas de onda da tensão de saída do retificador em ponte.

Se a resistência de carga for de 5Ω .955 ⋅ m π π R R A corrente média em um dos diodos é somente um terço da corrente na carga.0404 n −1 2 ) e a freqüência de ondulação é: fr = 6fs A tensão máxima de bloqueio para o diodo é: PIV ≥ VL(m) Exemplo: Um retificador não-controlado de seis-pulsos é ligado a uma fonte de 3 φ . 208 V. porque cada diodo conduz por 1200 num ciclo completo de 3600: ID(avg) = Io(avg)/3 O valor RMS da corrente no diodo é: 1 ⋅ I o ( avg ) 3 I D ( RMS ) = O fator de ondulação é: RF = ( 2 = 0. 60 Hz. determine: a) a tensão média na carga .A corrente média na carga é dada por: Io(avg) = Vo(avg) / R ou I o ( avg ) = V 3 3 V ⋅ I m = ⋅ m = 0.

294 = 281 V b) I0(avg) = V0(avg)/R = 281/5 = 56.225 .955 . VL(m) = 0.b) a corrente média na carga c) a corrente média no diodo d) a corrente máxima no diodo e) o valor nominal da PIV do diodo f) a freqüência de ondulação g) a tensão pico a pico da ondulação h) o número de pulso i) o ângulo de condução Solução: a) VL ( m ) = 2 ⋅ 2 0 8= 2 9 4 V V0(avg) = 0.225 Vs = 1.955 .2 A c) I D ( a v g) = I o ( a v g) 3 = 5 6. 208 = 255 V .7 A 3 d) ID(max) ≈ I0(avg) = 56.2 = 1 8.2 A e) PIV em cada diodo ≥ VL(m) = 294 V f) freqüência de ondulação fr = 6fs = 6 . 60 = 360 Hz g) tensão de saída varia entre Vmin e Vmax Vmin = 1.

Essa chave pode ser bidirecional. As limitações práticas referentes aos valores nominais dos triacs muitas vezes obrigam o uso de SCRs em aplicações de potência muito alta. 208 = 294 V A tensão de pico a pico da ondulação é 294 – 255 = 39 V h) número de pulso P=6 i) ângulo de condução θ = 1200 Controladores de tensão CA O controlador de tensão de corrente alternada converte uma fonte de tensão AC fixa em uma fonte de tensão AC variável. controle de velocidade para motores de indução. como mostra a figura abaixo. Para a maioria das finalidades. Dispositivos de chaveamento que não sejam tiristores também podem ser usados para implementar chaves bidirecionais. A freqüência de saída é sempre igual à freqüência de entrada. ou um par de SCRs ligados em antiparalelo. como um triac.Vmax = 1.414 Vs = 1. é usar uma chave AC. O modo mais simples de controlar a tensão AC. o resultado do controle é independente da chave que é usada. aquecimento industrial. para uma carga.414 . . As principais aplicações dos controladores de tensão AC incluem controle de iluminação.

A potência na carga pode ser controlada com a ligação e o desligamento. A figura abaixo mostra um padrão típico: . isto é. b) circuito com triac Controle de potência AC Há dois métodos básicos para o controle de potência da carga: o de ciclo integral. como os de controle de temperatura. O primeiro serve para sistemas com uma constante de tempo grande. é ajustado de tal modo que a potência média entregue à carga atenda a algum objetivo particular. e depois com a repetição do chaveamento. ou ligadesliga. da fonte à carga. Circuitos básicos de controlador de potência AC: a) circuito com SCR. A duração relativa dos períodos nos estados ligado e desligado.Fig. por alguns ciclos completos. e o de fase. o ciclo de trabalho d.

a tensão de saída é máxima (v0 = vi). a chave liga a carga à fonte por um período a cada ciclo da tensão de entrada. O ângulo de retardo α é medido a partir do zero da fonte de tensão. Pode-se variar a tensão na carga com a alteração do ângulo de disparo para cada semiciclo de um período.– Formas de onda de um controle de fase AC. O controle de fase pode ser usado nessas situações. ela é mínima (v0 = 0). Controle de fase AC com carga resistiva O circuito básico da figura pode ser usado para controlar a potência em uma carga resistiva. Nele. Quando α = π . Portanto. Os gráficos da figura abaixo ilustram as formas de onda para o controle de fase com uma carga resistiva.– Controle de ciclo integral O controle de ciclo integral não serve para cargas com constantes de tempo pequenas. A tensão de saída varia quando se atrasa a condução. durante cada semiciclo. Esse processo fornece uma saída alternada controlada por fase apropriada para aplicações como controle de iluminação e controle de velocidade para motores. com carga resistiva. ela pode ser controlada para qualquer valor entre zero e a fonte de tensão. .Fig. em um ângulo α. Se α = 0. Fig.

passa para o estado ligado no ângulo α. entre o valor máximo de Vi/R em α = 00 e o zero em α = 1800. SCR 2 é passado para o estado ligado durante o semiciclo posterior. a corrente de carga na saída pode ser ajustada. . A equação para o valor RMS da tensão de saída é: 1 Vo ( RMS )  α sen 2α  = Vi  − + 1  2π   π 2 A equação para o valor RMS da corrente de saída com carga resistiva é similar à da equação anterior: 1 I o ( RMS ) = Vi R  α sen 2α  1  − +  2π   π 2 Ao variar o ângulo de retardo α. O valor nominal RMS da corrente do triac é dado por: IT(RMS) = Io(RMS) O valor nominal RMS da corrente dos SCRs é dado por: = I o ( RMS ) / I SCR ( RMS ) 2 A potência de saída é dada por: Po(avg) = I2o(RMS) (R) ou V2o(RMS)/R O exame das equações de Io(RMS) e Po(avg) mostra que a potência na carga pode variar com a mudança de α em toda a faixa de zero a 180 0. em π + α.SCR1. diretamente polarizado durante o semiciclo positivo. Existem circuitos de acionamento adequados para permitir que a condução seja ajustada nessa faixa. Conduz até 2 π fornecendo potência para a carga. Ele conduz de α a π fornecendo potência para a carga. de maneira contínua.

3 20.72 0.98 0.97 0.8 35.0 Qualquer que seja a forma de onda.9 8. . enquanto Po(avg) = V02(RMS)/R. então.0 Po(avg)/ Po(max) 1.0 0.0 Vo(RMS)/Vi 1. em α = 00.0 49.8 0. obtemos 1 { }  α sen 2α  PF =  − + 1  2π   π 2 O fator de potência resultante é igual à unidade somente quando α for igual a zero. usando a equação de Vo(RMS).44 0.89 0.71 0.A característica de controle de um controlador monofásico de potência AC pode ser calculada em função do ângulo de retardo.50 0. dado por: 2 p o t ê n c aati v a P Vo( R M )S / R Vo( R M )S i P F= = = {i Vo(R M )S / R} = Vi p o t ê n c aap a r e n tei I i V i V Ao substituir a equação de Vo(RMS). o fator de potência apresentado à fonte AC é.0 0. por definição.0 Po(avg) (W) 25.20 0.5 4.17 0.3 44.1 12.4 21. A tabela abaixo mostra a avaliação da tensão e da potência de saída para sucessivos valores de ângulos de retardo: α ( 0) 0 30 60 90 120 150 180 Vo(RMS) (V) 50. ele se torna progressivamente menor à medida que α aumenta e se torna aproximadamente igual a zero para α = π. a tensão de saída é Vo(RMS) = Vi = 50 V e Po(max) = Vi2/R = 502/100 = 25 W. Se supusermos Vi = 50 V e resistência de carga R = 100 Ω.03 0.5 0.80 0.0 24.

O diodo D1 assegura que somente uma corrente positiva seja aplicada na porta. 2. O SCR precisará de dissipador de calor caso a potência da lâmpada seja de mais de 40 W. O acréscimo de P1 faz com que aumente o tempo que Vc leva para alcançar o nível no qual haja corrente de porta suficiente para levar o SCR ao estado ligado. A tensão em C1 estará atrasada em relação à tensão de alimentação por um ângulo de fase que depende do valor de (R1 + P1) e de C (tempo de carga do capacitor = RC).– Controle de potência com SCR Com esse circuito controla-se o brilho de uma lâmpada de 0 até aproximadamente 50% (meia onda).1º Exemplo de controle de potência: Dimmer com SCR: Fig.5 – Controle de potência com TRIAC .2. 2º Exemplo de controle de potência: com TRIAC MT2 MT1 G Fig.

(obs. o ângulo de condução é reduzido e com isto a carga leva menos tempo conduzindo. enquanto o TRIAC não dispara. Neste circuito. é idêntico ao do semiciclo positivo. se comporta como uma chave aberta. este componente passa a conduzir. A figura (a) abaixo mostra um retificador trifásico controlado de meia-onda com uma carga resistiva. Nos circuitos de controle de potência. O circuito de controle de potência. serve para controlar a potência dissipada pela carga. a carga dissipa menos potência. propiciando a descarga do capacitor. etc. obtendo assim o controle do brilho de lâmpadas. sendo que pelo fato de ser bidirecional. como o nome sugere. ele se comporta como uma chave fechada. a tensão nos seus terminais é baixa e a tensão de entrada aparece nos terminais da carga. disparando assim o TRIAC. ou seja.: VBO = tensão de “brakeover” do DIAC = tensão a partir da qual o DIAC passa a conduzir) Quando variamos P1. à medida que o ângulo de disparo é aumentado. o controle da velocidade de motores. o comportamento do TRIAC. variamos o tempo que o capacitor leva para atingir o VBO do DIAC e com isto o ângulo de disparo (α ) é variado. não há tensão na carga e toda a tensão de entrada fica em cima dos terminais MT2 e MT1. estufas. Pelo fato de ser um componente bidirecional. O capacitor C2 se carrega através de R1 e P1 e quando a tensão nos seus terminais atinge o valor de V BO do DIAC. permite o controle dos dois semiciclos do sinal da rede.A principal utilização do TRIAC é no controle de potência. através do DIAC e da região gate-MT1 do TRIAC. o controle da temperatura de fornos. para o semiciclo negativo. Controlados com cargas resistiva e indutiva Retificador trifásico controlado de meia-onda (3 pulsos) com carga resistiva. Quando o TRIAC dispara. com isto fazendo surgir corrente no gate. . O circuito acima mostra um circuito de controle de potência com TRIAC. através do controle de fase (ângulo de disparo). A faixa de controle de potência é de 0 a 100%.

. o valor das tensões média e eficaz na carga diminui. O ponto de cruzamento das fases é chamado de ponto de comutação natural. no tempo. o regime de tensão na carga é contínuo. Neste retificador. for mais positiva do que as outras. portanto. que nos retificadores trifásicos controlados. Neste retificador. Concluímos. Os três pulsos na porta são defasados em 1200 entre si e resultam no mesmo ângulo de retardo para cada SCR. o ângulo de disparo igual a 0 0 corresponde a 300 do eixo de referência e por isso a faixa de disparo para o circuito da figura acima é de 00 a 1500. pois é neste local que ocorre a troca entre diodos nos retificadores não-controlados. O ponto de comutação natural corresponde a 300 do eixo de referência e a um ângulo de disparo de 00. Para ângulos de disparo menores ou iguais a 300. à própria tensão de fase. não há intervalos sem tensão na mesma. cada tiristor poderá ser disparado a partir do ponto em que a fase. com o aumento do ângulo de disparo. na qual estiver ligado. ou seja.Cada SCR recebe um pulso de disparo relativo. Esta situação ocorre no cruzamento das fases e por isso este ponto é considerado como referência para a definição de ângulo de disparo.

ponto em que a tensão vBN começa a se tornar mais positiva do que v AN. e não do cruzamento com o zero das ondas da tensão. As formas de onda da tensão de saída e da corrente.Para ângulos de disparo acima de 300. Este aspecto deverá ser observado. Se cada passagem de SCR para o estado ligado for atrasada por um ângulo α . Portanto. pois o limite superior da integração (correspondente ao cálculo da tensão média na carga). ou cruzamento. Portanto. fará automaticamente com que SCR1 passe para o estado desligado por comutação natural. O mesmo processo é repetido em ω t = 2700. há intervalos sem tensão na mesma. O SCR da fase A permanece conduzindo. a forma de onda da tensão de saída ficará alterada (fig. (b)). mas a saída ainda terá 3 pulsos. a tensão mais positiva é vAN. a forma de onda da tensão de saída consiste na forma de onda de porções da tensão de entrada AC. enquanto os outros dois se encontrarão inversamente polarizados. em função do tempo. SCR1 continuará a conduzir até ω t = 1500. Quando um SCR estiver ligado. são mostradas na figura (c). Assim. a tensão de saída consistirá em picos das tensões de fase e ficará em seu valor máximo (fig. conectará o terminal da tensão de entrada ao terminal de saída. O ângulo de disparo α é medido a partir dos pontos de interseção. até que o dispositivo (SCR) da fase B passe para o estado ligado. será diferente em relação aos ângulos superiores a 300. Entretanto. Cada SCR conduz por um período de 1200 e bloqueia a tensão inversa por 2400. das tensões de fase correspondentes. os segmentos da forma de onda da tensão de saída também serão atrasados pelo ângulo α . se o disparo dos SCRs for atrasado nesses pontos de cruzamento de um ângulo α . a tensão de saída será igual à correspondente tensão de fase AC. então o circuito comportará como um retificador não-controlado de meia-onda com diodo (fig. 300 após a tensão de fase cruzar o eixo zero). o regime de tensão na carga é descontínuo. Se o ângulo de retardo for zero. Se cada dispositivo (SCR) for acionado no instante em que a fonte fizer com que a tensão no ânodo fique positiva em relação à do cátodo (isto é. A tensão e a corrente de saída não se anulam em . ou seja. para ângulos de disparo menores do que 300. (c)). SCR2 agora ficará diretamente polarizado e passará para o estado ligado se lhe for aplicado um sinal de disparo. Durante o intervalo ω t = 300 a 1500. para α ≤ 300. Quando SCR 2 passar para o estado ligado. quando formos calcular o valor das tensões média e eficaz na carga. (b)). SCR1 estará diretamente polarizado e conduzirá quando acionado.

a tensão média de saída é diminuída. Expressando o valor da tensão média na carga em função da tensão eficaz fase-neutro da senóide. Vm . se comparada com o caso em que α = 00. temos: Vo ( avg ) = 0.276 ⋅ Vm ⋅ cos α R .827 ⋅ 2 ⋅Vs cos α = 1.827 . A corrente média de saída é: I o ( avg ) = Vo ( avg ) R = 0.17 ⋅Vs ⋅ cos α onde Vs é o valor eficaz da tensão de fase da entrada Observe que o efeito do controle de fase consiste em adicionar o termo cosα à equação para o retificador trifásico não-controlado.827 ⋅ Vm ⋅ cos α R A corrente média do SCR é: I SCR ( avg ) = I o ( avg ) 3 = 0. O valor médio de tensão na carga para 00 ≤ α ≤ 300 é calculado com os seguintes limites:   limite inferior = α +   π  6 π 2π   5π  +  = α +  6 3   6  limite superior =  α + e é dado por: VO(AVG) = 0. Da equação acima fica claro que o valor médio da tensão de saída pode ser controlado de acordo com a variação do ângulo de disparo α . cosα onde Vm é o valor máximo da tensão de fase.momento algum enquanto α ≤ 300. entretanto.

O período de condução para cada SCR é um terço de um ciclo ou: (2 π/3) ou 1200 A freqüência de ondulação é: fr = 3. fornece potência para uma carga resistiva de 10 Ω. 60 Hz. Se o ângulo de retardo for de 200.A corrente RMS do SCR é: I SCR ( RMS ) = I SCR ( avg ) 3 = 0. 208 V. determine: a) a corrente máxima na saída b) a tensão média de saída c) a corrente média na saída d) a corrente máxima no SCR e) a corrente média no SCR f) a corrente RMS no SCR g) o valor nominal da tensão inversa máxima h) a freqüência de ondulação Solução: V fase = Vlin h a 3 = 208 = 120 V 1.freqüência de alimentação AC Exemplo: Um retificador trifásico controlado de meia-onda ligado a uma fonte trifásica AC.159 ⋅ Vm ⋅ cos α R O valor nominal da tensão de pico inversa do SCR é: 3 ⋅Vm ou VL(m) onde VL(m) é o valor máximo da tensão de linha.7 3 2 .

300 ≤ α ≤ 1500. Isso não é possível com a carga resistiva.97 V a) Im = Vm/R = 169.4 / 1. A figura abaixo mostra as formas de onda da tensão e da corrente: . (169.7 3 2= 2. (cos200) = 132 V c) Io(AVG) = Vo(AVG)/R = 132/10 = 13.827 Vm cosα = (0.2 A d) corrente máxima no SCR = Im = 17 A e) corrente média no SCR = ISCR(AVG) = Io(AVG)/3 = 13. Portanto.7/10 = 17 A b) Vo(AVG) = 0. a corrente e a tensão de saída permanecem iguais a zero até que o próximo SCR passe para o estado ligado.2/3 = 4.Vm = 2 ⋅ 1 2 0= 1 6 .827) . a corrente de saída diminuiu até zero em algum instante e então tende a se tornar negativa.4 A f) corrente RMS no SCR = I S C R( a vg) 3 = 4.7) .5 A g) tensão inversa máxima = VL(m) = 2 ⋅ 2 0 8= 2 9 4 V h) fr = 3 . freqüência de alimentação AC = 180 Hz Quando α fica maior.

48 ⋅ Vm ⋅ 1 + cos α +  . para 300 ≤ α ≤ 1500 6    .O valor da tensão média na carga para ângulos de disparo acima de 30 0 é calculado com os seguintes limites: limite inferior = (α + (π/6)) limite superior = π e é dado por:  π   Vo ( avg ) = 0.

a tensão média de saída se anula: Vo(avg) = 0 V para 1500 ≤ α ≤ 1800 Exemplo: Repita o exemplo anterior para um ângulo de retardo de 1000.97/ 1.1 7⋅ 1 6 97 = 2 9 V .  6    Io(avg) = Vo(avg)/R = 29/10 = 2. a tensão máxima de saída é menor do que Vm: tensão máxima de saída = Vm sen(300 + α ) = 169. Para valores de α ≥ 1500.1 7Vm = 0. 60 Hz = 180 Hz Retificador trifásico controlado de meia-onda (3 pulsos) com carga RL Recordemos inicialmente o comportamento do indutor no circuito.97 A corrente RMS no SCR = d) Corrente máxima no SCR = corrente máxima na saída = 13 A e) f) I SC R( avg) 3 = 0. Portanto.56 A g) tensão inversa máxima = 2 ⋅ 2 0 8= 2 9 4 V h) freqüência de ondulação = fr = 3 . o SCR passa para o estado ligado após a tensão de alimentação ter alcançado seu valor máximo.4 8⋅ Vm ⋅ 1 + c o s 1 0 00 +   = 0.55 π). Solução: Com um ângulo de retardo de 1000 (0.7(sen1300) = 130 V a) corrente máxima na saída = (tensão máxima de saída)/R = 130 / 10 = 13 A b) c)  π   Vo ( a vg) = 0.9 A corrente média no SCR = ISCR(AVG) = Io(AVG)/3 = 2.onde Vm é o valor máximo da tensão de fase.9/3 = 0.732= 0. Suponhamos o retificador mostrado abaixo: .

é armazenada no campo magnético que envolve o indutor. Portanto. a mesma do semiciclo positivo da fonte AC (veja gráfico acima). A tensão na carga é. existe por pouco mais de metade do período inteiro. ficar atrasada em relação à tensão. a corrente começará a decrescer de modo gradual e chegará a zero no momento em que toda a energia armazenada pelo indutor for passada para o circuito. A corrente na carga. o diodo passará para o estado ligado quando o ânodo se tornar positivo em relação ao cátodo. a energia. transferida a partir da fonte AC. c) A corrente em um indutor não pode variar de maneira instantânea.O resumo da operação desse circuito é o seguinte: a) como no caso da carga resistiva. em um indutor. portanto. Isso é consistente com o fato de a corrente. portanto. Observe que a corrente não atingirá o valor de pico quando a tensão estiver no máximo. . b) durante esse período. d) quando a fonte de tensão diminuir. ela aumenta gradualmente até alcançar seu valor máximo.

a partir daí. embora o diodo esteja inversamente polarizado. Isto é. o diodo ficará inversamente polarizado e permanecerá desligado durante o resto do ciclo negativo. a fonte de tensão v s aumenta de zero até o valor positivo máximo. Vo(avg) se aproxima de zero θ se aproxima de 3600. enquanto: Φ se aproxima de 1800. Observe que. Entretanto. Isso é conseqüência da energia armazenada no campo magnético que retorna à fonte. o diodo estaria ligado para o ciclo completo. ela agora ajuda a corrente direta do diodo. o diodo conduzirá corrente por mais tempo durante o ciclo. contínua. Como isso não é possível. O gráfico acima mostra as formas de onda. Em π. enquanto a tensão no indutor vL se opõe à variação da corrente através da carga. a fonte de tensão se inverte e começa a aumentar até atingir seu valor negativo máximo. a tensão induzida terá revertido sua polaridade e irá se opor à diminuição na corrente. No intervalo π/2 a π. Deve ficar claro. Durante o intervalo de 0 a π/2. e portanto a corrente permaneceria alternada. Ao mesmo tempo. das indutâncias e das resistências relativas da carga. Vo(avg) se aproxima de zero . há nele um fluxo de corrente até que o ângulo θ = π + Φ seja alcançado. a tensão no indutor é ainda positiva e sustenta a condução direta do diodo até reduzir-se a zero. O circuito não mais retificaria. A tensão média de saída depende. o campo magnético que se extingue conecta-se ao indutor e induz uma tensão que se opõe à diminuição na tensão aplicada. a corrente de saída deve ser igual a zero por um período menor do que meio ciclo. ponto em que o diodo bloqueia. que. g) se a indutância L da carga for aumentada. f) logo que a corrente chegar a zero. portanto. a corrente que flui através do diodo seria completamente plana e.e) ao mesmo tempo. a tensão nele seria zero e os valores de vs e vo seriam iguais. Se supusermos L como infinito. portanto. Nessa situação. a fonte de tensão diminui de seu valor positivo máximo até zero.

Vm . a carga indutiva reduz a tensão média na carga. que será visto mais adiante.Em outras palavras. Consideremos agora o circuito retificador trifásico controlado de meia-onda com carga RL. ou seja. a tensão de saída será sempre positiva e seu valor médio será dado pela equação VO(AVG) = 0. a tensão de saída se torna negativa durante uma parte de cada ciclo. corrente contínua): . No modo de corrente constante e contínua. cosα . Entretanto. a forma de onda da tensão de saída pode ser negativa para alguns valores de α .827 . Essa redução da tensão média na carga será resolvida através do “diodo de retorno”. em que a componente indutiva da carga é grande o suficiente. como já foi visto anteriormente. para um ângulo de retardo α maior do que 300. A figura abaixo mostra as formas de onda para α = 600 (considerando uma carga indutiva muito alta. Se o ângulo de retardo α for menor do que 300.

Agora.A tensão média de saída é: Vo ( avg ) = 3 3 Vm cos α = 0. a limitação se dava porque a tensão de saída alterava a forma para α > 300 com carga resistiva. A máxima tensão de saída ocorre quando α = 00: Vo(avg) = 0.827 ⋅Vm ⋅ cos α 2π para 00 ≤ α ≤ 1800 Essa equação é a mesma do caso resistivo. determine: a) a tensão média de saída b) a corrente média na saída c) a corrente máxima na saída d) a corrente máxima no SCR e) a corrente média no SCR f) a corrente RMS no SCR Solução: com um ângulo de retardo de 450. Portanto.(cos450) = 105 V . Se o ângulo de retardo for de 450 e a resistência de carga for R = 10 Ω.827 Vm Exemplo: Um retificador trifásico controlado de meia-onda com carga RL está ligado a uma fonte de 220 V. o valor máximo da tensão de fase: V ph = 220 = 127 V 3 Vm = 2 ⋅ 1 2 7= 1 8 0 V a) Vo(avg) = 0. a tensão de saída prossegue na mesma porção da senóide para α > 300. No caso resistivo. o SCR passa para o estado ligado antes que a tensão de alimentação alcance seu máximo. a tensão máxima de saída é igual a V m. mas não fica mais limitada a α < 300.827).(180).827 Vm cosα = (0.

como será visto mais adiante. a fim de variar o seu valor médio aplicado à carga.b) corrente média na saída = Io(avg) = Vo(avg)/R = 105/10 = 10.5/3 = 3. podemos concluir que os choppers fornecem uma tensão CC variável a partir de uma tensão CC constante. No circuito abaixo é mostrado o circuito básico de um chopper com chave.5 A d) corrente máxima no SCR = corrente máxima na saída = 10.5 A f) corrente RMS no SCR = ISCR(RMS) = I o ( avg ) / 3 = 6. é preciso utilizar os conversores para realizarem as adaptações necessárias.5 A e) corrente média no SCR = Io(avg)/3 = 10.5 A c) corrente máxima na saída = corrente média na saída = 10. sendo que esta poderá ser substituída por transistor ou por SCR. Neste caso. trifásica e de freqüência fixa. Chopper DC básico . a energia elétrica é distribuída na sua forma alternada.1 A CONVERSOR CC-CC: CHOPPER Nos processos industriais. No caso da carga necessitar de uma forma diferente de energia elétrica (tensão contínua ou freqüência variável). O termo chopper significa cortador e isto se deve a ação deste conversor que consiste em recortar um sinal contínuo.

A forma de onda resultante da tensão de saída (mostrada abaixo) é um trem de pulsos retangulares de duração TON. A figura acima mostra que a tensão instantânea na carga é zero (S desligada) ou Vi (S ligada). Em condições ideais.Supõe-se que os dispositivos de chaveamento sejam ideais. Portanto. a potência de saída é igual à potência de entrada: Vo Io = Vi Ii onde: Vo = tensão média de saída Vi = tensão de entrada Io = corrente média na saída Ii = corrente média na entrada Vamos operar a chave de tal modo que ela esteja ligada (fechada) por um tempo T ON e desligada (aberta) por um tempo TOFF em cada ciclo de um período T prefixado. a perda de potência no chopper é zero. A tensão média (DC) na saída em um ciclo é dada por: TON Vi TON + TOFF Vo = Vo = TON Vi T .

possível controlar a tensão de saída na faixa de zero a Vi. a corrente de base controlará os períodos ligado e desligado da chave do transistor. Se a chave S for um transistor. portanto. Vo = d V i A equação acima mostra que a tensão de saída varia. A freqüência de chaveamento do chopper é f = 1/T.onde T é o período (TON + TOFF). d = TON/T então. e seu valor médio e dado por: Vo dVi = R R Io = O valor eficaz (RMS) da tensão de saída é: . com o ciclo de trabalho. A forma de onda da corrente na carga é similar à forma de onda de vo mostrada acima. A figura abaixo mostra a tensão de saída à medida que d varia de zero a um: É. que é a relação entre a largura do pulso T ON e o período da forma de onda. Se utilizarmos a idéia do ciclo de trabalho (d). Se a chave for um SCR. de modo linear. um circuito de comutação será necessário para passá-lo ao estado desligado.

T ON é mantido constante enquanto o período (freqüência) varia.Vo ( RMS ) = Vi TON T = Vi ON = Vi d T T 2 A tensão média de saída pode ser variada por uma das seguintes maneiras: 1. Modulação por largura de pulso (PWM – pulse-width modulation): nesse método. Como mostra a figura abaixo. A figura abaixo mostra como as formas de onda de saída variam à medida que o ciclo de trabalho aumenta: 2. Modulação por freqüência de pulso (PFM – pulse-frequency modulation): nesse método. a largura do pulso TON varia enquanto o período de chaveamento total T é constante. a tensão de saída reduz-se à medida que a freqüência diminui e é alta nas freqüências mais altas: .

No método PFM é necessário reduzir a freqüência de chaveamento do chopper para obter uma tensão de saída mais baixa. O método PWM tem a vantagem da baixa ondulação. a redução na freqüência aumenta a ondulação da corrente na saída e. a tensão de saída é nula quando a chave S estiver aberta e é igual à tensão de entrada quando a chave estiver fechada por um período superior ao ciclo de chaveamento normal. (a) circuito básico de chopper step-down . CHOPPERS STEP-DOWN (BUCK) O chopper DC básico mostrado anteriormente não é muito prático. nas quais não seja necessária uma corrente linear. o que significa componentes menores para o filtro. em conseqüência disso. as perdas e o calor na carga aumentam.Tanto para o controle PWM como por PFM. Mais ainda. Esse circuito fornece uma corrente DC linear para cargas práticas. como um motor DC. Só serve para alimentar cargas resistivas. Isso pode resultar em uma descontinuidade nas baixas freqüências. Um arranjo muito mais prático (mostrado na figura “a” abaixo) inclui um indutor L e um diodo D. acrescentados para eliminar as pulsações de corrente.

agora fluindo no indutor. para várias aplicações.Quando a chave S for fechada. portanto. isto é. é fornecer um caminho para a corrente na carga quando S estiver desligada. uma vez que está inversamente polarizado. E permanecerá assim durante todo o tempo em que S estiver ligada. atua como retorno através do diodo D e da carga. automaticamente liga-se D. durante o período TOFF. A energia armazenada em L é entregue à carga. A tensão de saída é igual a Vi. para propiciar uma corrente DC linear satisfatória na carga. A configuração do novo circuito é mostrada na figura “c” abaixo: (c) circuito equivalente para a chave desligada A tensão na carga é nula e a corrente cai a zero durante todo o tempo em que S permanecer desligada. a corrente no indutor começa a cair até se anular (não varia de modo instantâneo). Quando a freqüência de . Isso provoca. A finalidade do diodo. uma tensão induzida de polaridade oposta. o diodo D ficará desligado. Assim. no indutor. ao desligar-se S. A configuração do circuito equivalente é mostrada na figura “b” abaixo: (b) circuito equivalente para a chave ligada A corrente na entrada cresce de maneira exponencial e flui através do indutor L e da carga. A tensão no indutor polariza o diodo diretamente e a corrente. como a indutância L. A chave S é mantida ligada por um tempo TON e depois passa para o estado desligado. Esse arranjo de circuito permite o uso de um filtro simples. Quando a chave é aberta.

a equação Vo = TON Vi também se aplica. (a) tensão de saída (b) corrente no diodo (c) fonte de corrente . TON + TOFF A figura (b) mostra a corrente no diodo. quando alcança o valor I max. Quando a chave for aberta (TOFF). além da tensão que aparece no diodo (figura (b)). pára de fluir nesse instante. A tensão de saída é a tensão média no diodo. Ocorrerá o fechamento da chave. aqui. a corrente de saída io é a mesma da entrada ii. Em TON. Ela então começa a aumentar e. que fornece um caminho para a corrente na carga. Ela é igual à tensão de entrada V i quando a chave está ligada e quando o diodo D se acha inversamente polarizado. provoca a reabertura da chave. pela carga e pelo diodo. Durante esse intervalo. O diodo fornece outra vez o caminho para a corrente na carga e o ciclo se repete. É a mesma da carga (figura (d)) durante T OFF. é Imin. A figura (a) abaixo mostra a forma de onda da tensão na carga. Portanto. a tensão de saída mantém-se em zero pela ação do diodo. No momento em que a chave é aberta. Quando tiver caído a um valor I min. a corrente na carga cairá de seu valor máximo Imax a um valor final Imin. a corrente fornecida pela fonte.chaveamento for alta. A corrente. no diodo. depois de um tempo TON. agora. ela fluirá pelo indutor. uma indutância relativamente pequena será suficiente para reduzir a ondulação a um grau aceitável.

oscila entre Imax e Imin.(d) corrente na carga (e) tensão no indutor A corrente. ⇒ I max + I min = 2 (a) A tensão no indutor é: dio dt di o Vo = dt L Vo ∆t L VL = Vo = L ⇒ ⇒ ∆io = Com a chave aberta (TOFF). O valor médio da corrente no indutor é dado por: I max + I min 2 Vo R I max + I min Vo = 2 R Vo R IL = I L = Io = Portanto. A ondulação incluída na corrente de saída reduz-se à medida que a freqüência de chaveamento do chopper aumenta. Vo Vo + TOFF R L Vo Vo + TOFF R 2L 2 I max = 2 ⇒ I max = De modo semelhante. V0 TOFF L ∆io = I max − I min = (b) Somando-se as equações (a) e (b) acima. Imin é dado por: . portanto.

A ondulação na saída é bem pequena. na entrada ela ainda consiste de um trem de pulsos agudos. esse modo de operação se chama modo de corrente contínua de operação. a tensão média em L cai a zero no estado estacionário e a tensão na carga resistiva deve ser igual a Vo(avg).I min = Vo Vo − TOFF R 2L A corrente de ondulação de pico a pico é: Vo L I p − p = I max − I min = TOFF A corrente média no diodo é: ID = TOFF I o T Embora a corrente na carga de um chopper seja basicamente constante. A corrente na saída io está sempre presente. As formas de onda de corrente e de tensão mostradas na figura acima pressupõem uma freqüência de chaveamento muito alta. para manter a linearidade da corrente na entrada. A corrente na saída é contínua porque o indutor absorve energia durante TON e a descarrega em TOFF. Como conseqüência. A figura (c) acima mostra a forma de onda para a fonte de corrente. portanto. Um filtro capacitivo costuma ser usado em paralelo com a fonte de potência de entrada. .

2. Theodore F. SIMON. São Paulo: Pearson Education do Brasil. 2001. Eletrônica de potência. Romeu. Robert L. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos. 2000. . Eletrônica de potência.. Rafael Monteiro. Louis. 200-. Ivo. NASHELSKY. 199-. BARBI. São Paulo: Makron Books. Dispositivos e circuitos eletrônicos. BOYLESTAD. São Paulo: Prentice Hall. Barbi. Florianópolis: I. Ashfaq. AHMED. ABDO. v. 2002.Referências Bibliográficas: BOGART JUNIOR.

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