J.

WILSON GRANJEIRO

CURSO DIREITO ADMINISTRATIVO

Apresentação

A partir da experiência como professor em cursos preparatórios, constatei que não havia no mercado uma obra completa de Direito Administrativo tão objetiva e de fácil assimilação. Preocupado com isso, juntei apontamentos de aulas e exercícios de provas que resolvia e comentava em sala para idealização deste trabalho. O rico material que coligi durante 20 anos dedicados ao magistério incentivoume a reuni-lo numa obra que propicie um perfeito aprendizado do Direito Administrativo brasileiro, e que agora foi adaptada para o curso online.

Lembre-se: “O mais importante para o homem é crer em si mesmo. Sem esta confiança em seus recursos, em sua inteligência, em sua energia, ninguém alcança o triunfo a que aspira”. Sucesso! O autor

INTRODUÇÃO

GOVERNO, ESTADO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CONCEITO DE ESTADO
O conceito de Estado varia segundo o ângulo em que é considerado: I – corporação territorial dotada de um poder de mando originário; II – comunidade de homens, fixada sobre um território com poder de mando, ação e coerção; III – pessoa jurídica territorial soberana; IV – pessoa jurídica de direito público interno; V – entidade política, ou seja, pode elaborar as suas próprias leis. GOVERNO É o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais. É o complexo de funções estatais básicas. É a condução política dos negócios públicos. Na verdade, o Governo ora se identifica com os Poderes e órgãos supremos do Estado, ora se apresenta nas funçõesoriginárias desses Poderes e órgãos como manifestação da Soberania. A constante, porém, do Governo é a sua expressão política de comando, de iniciativa, de fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente. O Governo atua mediante atos de Soberania ou, pelo menos, de autonomia política na condução dos negócios públicos.

Elementos do Estado O Estado é constituído de três elementos originários e indissociáveis: Povo, Território e Governo soberano. Povo é o componente humano do Estado; Território, a sua base física; Governo soberano, o elemento condutor do Estado, que detém e exerce o poder absoluto de autodeterminação e auto-organização emanado do Povo. Não há nem pode haver Estado independente sem Soberania,

isto é, sem esse poder absoluto, indivisível e incontrastável de organizar-se e de conduzir-se segundo a vontade livre de seu Povo e de fazer cumprir as suas decisões, inclusive, pela força, se necessário. A vontade estatal apresenta-se e se manifesta através dos denominados Poderes de Estado. Poderes de Estado Os Poderes de Estado, na clássica tripartição de Montesquieu, são o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si e com suas funções reciprocamente indelegáveis (CF, art. 2º). Esses Poderes são orgânicos e estruturais (diversamente dos poderes administrativos, que são incidentais e instrumentais da Administração), a cada um deles correspondendo uma função que lhe é atribuída com precipuidade. Assim, a função do Poder Legislativo é a elaboração, discussão e aprovação da lei; a função do Poder Executivo é a conversão da lei em ato individual e concreto (função administrativa); e a função do Poder Judiciário é a aplicação coativa da lei aos litigantes (função judicial). Os Poderes praticam atos administrativos, ainda que restritos à sua organização e ao seu funcionamento, e, em caráter excepcional, admitido pela Constituição, desempenham funções e praticam atos que, a rigor, seriam de outro Poder. O que há, portanto, não é a separação de Poderes com divisão absoluta de funções, mas, sim, a distribuição das três funções estatais precípuas entre órgãos independentes, mas harmônicos e coordenados no seu funcionamento, mesmo porque o poder estatal é uno e indivisível.
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO • Entidades componentes do Estado Federal A organização político-administrativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Estas entidades são autônomas, cabendo à União exercer a soberania do

a manutenção de relações com países estrangeiros. . Eleitoral. legislar sobre matérias específicas das quais destacam-se as seguintes: – Direito Civil. dos Estados. exerce os poderes que objetivam a garantia da soberania e defesa nacionais. – emitir moeda. pessoa jurídica de direito público interno. – organizar. Destacam-se. privativamente. – assegurar a defesa nacional. dentre outras atribuições de caráter administrativo da União. – manter o serviço postal e o Correio Aéreo Nacional. • Competência da União. pessoa jurídica de direito público externo. – população indígena. o exercício de soberania no plano internacional. Comercial. manter e executar a inspeção do trabalho. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios.Estado brasileiro no contexto interno e à República Federativa do Brasil. bem como a garantia da cidadania e dos direitos individuais dos cidadãos. Cabe à União. a participação em organismos internacionais e a promoção do desenvolvimento econômico-social do País. Agrário e do Trabalho. ainda. – organizar e manter o Poder Judiciário. as seguintes: – declarar guerra e celebrar a paz. Processual. – elaborar e executar planos nacionais e regionais de desenvolvimento econômico e social. bem como as Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Penal. do Distrito Federal e dos Municípios A União.

naturalização e direitos referentes aos estrangeiros. das paisagens naturais notáveis e dos sítios arqueológicos. – nacionalidade. – desapropriação. promovendo a integração dos setores desfavorecidos. – normas gerais de licitação e contratação para a Administração Pública nas diversas esferas de governo e empresas sob seu controle. . telecomunicações e radiodifusão. O art. aos Estados e ao Distrito Federal legislarem de forma concorrente em matérias específicas.– águas. Dentre estas competências destacam-se as seguintes: – conservação do patrimônio público. – combate às causas da pobreza e da marginalização. comércio exterior e interestadual. que são exercidas de modo a que cada unidade restrinja-se a um determinado espaço de atuação. A União. o Distrito Federal e os Municípios possuem competências comuns. à cultura e à ciência. – proteção dos bens de valor histórico. cidadania. 24 da Constituição Federal possibilita à União. – diretrizes e bases da educação nacional. informática. – seguridade social. – saúde e assistência públicas. – acesso à educação. – serviço postal. – proteção ao meio ambiente e controle da poluição. os Estados. energia (inclusive nuclear).

cada um. proteção do meio ambiente e controle da poluição. pesca. Ao Distrito Federal.Neste âmbito. ensino e desporto. cultura. Econômico e Urbanístico. caça. – proteção à infância e à juventude. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado”. conservação da natureza. Penitenciário. de forma concorrente. compete legislar sobre assuntos de interesse local e ainda suplementar a legislação federal e estadual. os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta. . fauna. – proteção do patrimônio histórico. Cabe à União. cultural. sobre: – Direito Tributário. – educação. os Estados e o Distrito Federal adaptam-se à legislação federal vigente. atendendo. aos Estados e ao Distrito Federal legislar. Nos termos das competências concorrentes. – produção e consumo. – orçamento. a União limita-se a estabelecer normas gerais. Financeiro. – florestas. – previdência social. às suas peculiaridades. são atribuídas as mesmas competências reservadas aos Estados e Municípios. DIREITO ADMINISTRATIVO CONCEITOS Segundo Hely Lopes Meirelles: “Conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos. artístico e paisagístico. Aos Municípios. Os Estados e o Distrito Federal exercem competências legislativas complementares. no que couber. proteção e defesa à saúde.

Para nós. conjunto harmônico de princípios jurídicos” destinadas a ordenar a estrutura e o pessoal (órgãos e agentes) e os atos e atividades da Administração Pública. direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins. o Direito Administrativo é “o ramo do Direito Público que tem por objeto os órgãos. a jurisprudência e os costumes. Direito Administrativo é o complexo de posições jurídicas e princípios que disciplinam as relações da Administração Pública (órgãos e entidades) e seus agentes públicos na busca do bem comum. é a fonte primária do Direito Administrativo. agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública. a caracterização e a delimitação do objeto do Direito Administrativo estão nas atividades públicas tendentes a realizar concreta. OBJETO Para Hely Lopes Meirelles. Para Maria Sylvia Zanella Di Pietro. praticadas ou desempenhadas enquanto Poder Público. E . em sentido amplo. FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO Segundo o saudoso Hely Lopes Meirelles. I – A lei. sendo a lei a principal. “os serviços públicos são o objeto do Direito Administrativo”. a doutrina. José Cretella Júnior diz que o Direito Administrativo tem como objeto a administração. Diógenes Gasparini vê o Direito Administrativo como uma “sistematização de normas doutrinárias de direito. formal e primordial. de natureza política”.José Cretella Júnior entende por Direito Administrativo “o ramo do Direito Público interno que regula a atividade e as relações jurídicas das pessoas públicas e a instituição de meios e órgãos relativos à ação dessas pessoas”. o Direito Administrativo possui quatro fontes: a lei. abrangendo esta expressão desde a Constituição até os regulamentos executivos. isto é.

ordenando. assim. em razão da deficiência da legislação. porque não vigora entre nós o princípio norte-americano do stare decises. . quer o Judiciário. Ao lado da lei. impondo o seu poder normativo aos indivíduos e ao próprio Estado. A jurisprudência tem um caráter mais prático. e mais particularmente a cada um dos sub-ramos do saber jurídico. pela contínua adaptação da lei e dos princípios teóricos ao caso concreto. o próprio Direito Administrativo. A doutrina é que distingue as regras que convêm ao Direito Público e ao Direito Privado. a eqüidade. a praxe burocrática passa a suprir a lei. estabelecem relações de administração de interesse direto e imediato do Direito Administrativo. muitas vezes. mais objetivo que a doutrina e a lei. os princípios gerais do Direito. influencia poderosamente a construção do Direito. que se ressente de sistematização doutrinária e de codificação legal. por sua persistência nos julgados. porque tais atos. como nas decisões contenciosas e não contenciosas. II – A doutrina. formando o sistema teórico de princípios aplicáveis ao Direito Positivo. não obriga quer a Administração. traduzindo a reiteração dos julgamentos num mesmo sentido. mas nem por isso se aparta de princípios teóricos que. e por isso mesmo encontra. Sendo o Direito Administrativo menos geral que os demais ramos jurídicos. segundo o qual a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos. ou atua como elemento reformativo da doutrina. IV – O costume. Enquanto a doutrina tende a universalizar-se. mais afinidade com a jurisprudência pátria que com a doutrina estrangeira.compreende-se que assim seja. entretanto. III – A jurisprudência. Outra característica da jurisprudência é o seu nacionalismo. Ela influi não só na elaboração da lei. e sedimentada na consciência dos administradores e administrados. a instrução e a circular. os tratados internacionais. A jurisprudência. a prática administrativa vem suprindo o texto escrito. acabam por penetrar e integrar a própria Ciência Jurídica. é elemento construtivo da Ciência Jurídica à qual pertence a disciplina em causa. a principal fonte de qualquer direito. os autores enumeram outros: • a analogia. a jurisprudência tende a nacionalizar-se. preocupa-se diretamente com a Administração de cada Estado. e especialmente a do Direito Administrativo.

Unilateralidade.imprescritibilidade) . inalienabilidade. no mesmo nível do particular X Regime Jurídico Administrativo .Adotado no Brasil . . autoexecutoriedade.: Autarquias . Ex.Somente se faz coisa julgada na via judicial .Sociedade de economia mista Art. Sistema Francês ou Administrativos ou Duo Há dualidade de Jurisdição: . etc.Princípio de segurança jurídica (nenhum ato ou ameaça de direito escapa da apreciação judicial). sobre o particular (privilégios e prerrogativas) .a justiça comum (Juízos) .F. princípios e fundamentos que se identificam com o Direito Público ou com o Direito Privado (Determinado por Lei) Regime Jurídico de Direito Privado . 173 C.Sistema Administrativos Sistema Administrativos (ou mecanismos de controle) São sistemas de controle exercidos sobre os atos administrativos (legais ou ilegítimos) editados pela Administração Pública.A Administração age. Judicial Contencioso ou Uno .Indisponibilidade do interesse público (impenhorabilidade.Inafastabilidade da apreciação judicial . pelo poder judiciário Efeito vinculante = Decisão Judicial superior vincula as instâncias inferiores Regime Jurídico Conjunto de regras. em regra. Todos os letígios serão resolvidos pela justiça comum. imperatividade.Supremacia do interesse público.a justiça administrativa (tribunais administrativos) X Sistema Inglês.Empresas Públicas . presunção de legitimidade.

2 .112/90) Interpretação do Direito Administrativo Pressupostos: 1) a desigualdade jurídica entre a Administração e administrados(prevalência do interesse público sobre o interesse particular) 2) Presunção relativa de legitimidade dos atos administrativos os 3) Poderes discricionários para a Administração atender os interesses públicos .limite: a norma legal . Compreende ao exercício de atividade administrativa – Típica do poder Executivo – Atípica dos demais poderes Atividades: – Fomento – Polícia Administrativa – Serviços Públicos – Intervenção Codificação do Direito Administrativos – Não há – Codificado: Licitações e contratos (Lei 8. objetivo ou funcional.finalidade: o bem comum Princípios Administrativos 1 . agentes e entidades (pessoas jurídicas) tendentes à realização das atividades administrativas . subjetivo ou orgânico Compreende órgãos..Administração Pública Administração Pública em sentido formal.Basilares ou primados A supremacia do interesse público sobre o interesse privado A indisponibilidade do interesse público pela administração.666/93) Estatuto dos Servidores Públicos Civis (Lei 8.Legalidade Impessoalidade Moralidade Publicidade Eficiência .. Administração Pública em sentido material. – Compõem e conceito de Administração Pública subjetivo os poderes legislativos e judiciários e seus agentes quando no exercício de atividade administrativa.

um concessionário de serviço público) no exercício de prerrogativas públicas. no exercício regular de suas funções. Para Celso Antonio Bandeira de Mello é a “declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes – como. excluindo do conceito o regulamento. manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei. nas mãos. reconhecer. a título de lhe dar cumprimento. se aproxima mais da lei. ato administrativo é “a declaração do Estado ou de quem o represente. resguardar. ou impor obrigações aos administrados ou a si própria”. com observância da lei. como os contratos administrativos. ou por qualquer pessoa que detenha.3 – Fundamentais Planejamento Coordenação Descentralização Delegação de competência Controle TEORIA GERAL DO ATO ADMINISTRATIVO Conceitos Segundo Hely Lopes Meirelles: “Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que. que tem por finalidade imediata criar. por seus representantes. também. afastando. modificar. tenha por fim imediato adquirir. e atos convencionais. por exemplo. em maté-ria administrativa”. e sujeitos a controle de legitimidade por órgão jurisdicional”. Segundo ele. A distinção deste último conceito dos demais é que nele só se incluem os atos que produzem efeitos imediatos. J. que produz efeitos jurídicos imediatos. resguardar ou extinguir situações jurídicas subjetivas. Tal conceito abrange os atos gerais e abstratos. como os atos materiais e os enunciativos. sob regime jurídico de direito público e sujeita a controle pelo Poder Judiciário”. extinguir e declarar direitos. ato administrativo é “a manifestação de vontade do Estado. transferir. Cretella Junior apresenta uma definição partindo do conceito de ato jurídico. fração de poder reconhecido pelo Estado. os atos não produtores de efeitos jurídicos diretos. Traços Característicos do Ato Administrativo: . agindo nessa qualidade. quanto ao conteúdo. que. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro. como os regulamentos e instruções. modificar.

Em relação à competência. Não podendo ser revogado. II – a decisão de recursos administrativos. Não podem ser objeto de delegação: I – a edição de atos de caráter normativo.784/99) Finalidade . Competência Nada mais é do que a delimitação das atribuições cometidas ao agente que pratica o ato. aquele pressupõe a existência deste – todavia. ser avocada ou delegada. já que este “não é para quem quer. entretanto. qual seja o poder jurídico para manifestar a vontade da Administração. Exemplo: A Portaria criando uma nova rotina em um Órgão Público é um ato administrativo e a sua implementação é o fato administrativo. II – sua finalidade pública (bem comum).I – posição de supremacia da Administração. capacidade não quer dizer competência. II – é irrenunciável. ou seja. 13. pois. nem anulado. (Lei nº 9. Art. são cinco os requisitos necessários à validade dos atos administrativos. as seguintes regras: I – decorre sempre da lei. Não goza de presunção de legitimidade. É intransferível. aplicam-se. podendo. Fatos Administrativos É a realização material do ato administrativo. Exemplo: A morte do servidor que implica vacância de cargo público. não se prorroga. Agente competente é diferente de agente capaz. é a conseqüência do ato administrativo. 3 vinculados (Competência. O fato administrativo pode ser definido também como aquele evento que ocorrendo no âmbito da Administração Pública traz conseqüência para o Direito Administrativo. seja pela vontade da Administração. Finalidade e Forma) e 2 discricionários (Motivo e Objeto). se existir autorização legal. Requisitos (elementos ou pressupostos) de validade Na doutrina de Hely Lopes Meirelles. III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. seja por acordo com terceiros. sim. para quem pode”. III – pode ser objeto de delegação de avocação. III – vontade unilateral da Administração. mas. O ato praticado por agente incompetente é inválido por lhe faltar um elemento básico de sua perfeição. desde que não se trate de competência exclusiva conferida por lei.

na concepção restrita da forma. as formas são mais rigorosas quando estão em jogo direito dos administrados (ex. O que se exige é que a forma seja adotada como regra. enquanto o objeto é imediato. advirta-se que. conforme definido em lei. o aspecto formal do ato tem muito mais relevância que no Direito Privado. enquanto a finalidade sucede a sua prática. já que é algo que a Administração quer alcançar com sua edição. em vernáculo. não existindo liberdade de opção para o administrador. § 1º Os atos do processo devem ser produzidos por escrito. com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável. Art. o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. 22. na concepção ampla. (Lei nº 9. para que tudo seja passível de verificação. É o legislador que define a finalidade do ato.É o resultado que a Administração pretende atingir com a prática do ato e efeito mediato. por desvio de poder (ex.: concursos públicos. Não se confunde com o motivo porque este antecede a prática do ato. que corresponde à consecução de um resultado de interesse público (bem comum) outra. Infringida a finalidade do ato ou a finalidade pública. quando a lei o prevê. entretanto. Apenas a título de esclarecimento. É pela forma que se torna possível o controle do ato administrativo. considera-se cada ato isoladamente e. em sentido amplo. 86 § 2º Salvo imposição legal. é o resultado específico que cada ato deve produzir. Há duas concepções de finalidade: uma. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir. § 3º A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo. § 4º O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas. já que a observância à forma e ao procedimento constitui garantia jurídica para o administrador e para a Administração. Até mesmo o silêncio significa forma de manifestação de vontade. A observância à forma não significa. o modo pelo qual o mesmo se apresenta. em sentido estrito. o ato será ilegal. considera-se o ato dentro de um procedimento (sucessão de atos administrativos da decisão final).784/99) . que a Administração esteja sujeita a formas rígidas e sacramentais. Normalmente. Forma é o elemento exteriorizador do ato administrativo. Forma No Direito Administrativo.: desapropriação para perseguir inimigo político). licitações e processos disciplinares).

fica o agente com afaculdade discricionária de praticá-lo sem motivação. Por outras palavras. enuncia. possuem atributosque os diferenciam dos atos privados e lhes conferem características peculiares. o administrador fica vinculado aosmotivos declinados para a prática do ato. imperatividade eauto-executoriedade.: exoneração ad nutum sob alegação de falta de verba. implicam sua nulidade. mesmo que a lei nãoexija a motivação. Ex. mas se o tiver. possível. a validade do ato se vincula aos motivos indicados como seufundamento. a demonstração de que os pressupostos de fato realmente existiram. logo após a exoneração. ou atesta simplesmente situações preexistentes. como manifestação do Poder Público. prescreve ou dispõe. Se. Teoria dos Motivos Determinantes Tal teoria relaciona-se com o motivo do ato administrativo. nomear-se outro funcionário para o mesmo cargo. ATRIBUTOS (OU CARACTERÍSTICAS) Os atos administrativos. Visa a criar. requer objeto lícito. Objeto ou Conteúdo É o efeito imediato que ato administrativo produz. Por ele a Administraçãomanifesta seu poder e sua vontade.Motivo ou Causa É a situação fática ou jurídica cuja ocorrência autoriza ou determina a prática doato. São atributos do ato administrativo: presunção de legitimidade. Assim como o ato jurídico. o ato será nulo por vício quanto ao motivo. vincula-se aosmotivos expostos passando a valer o ato se todos os motivos alegados forem verdadeiros. certo e moral. Segundo a Teoria dos Motivos Determinantes. mesmo que não estivesse obrigado a explicitá-los. sujeitando-se à demonstração de sua ocorrência. Segundo tal teoria. coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público. de tal modo que. istoé. Presunção de Legitimidade Esta característica do ato administrativo decorre do princípio da legalidade que informa toda atividade da Administração Pública. Não deve ser confundido com motivação do ato que é a exposição dos motivos. Quando o motivo não for exigido para a perfeição do ato. . a modificar ou a comprovar situações jurídicas concernentes a pessoas. quando a Administração motiva o ato. se inexistentes ou falsos. ficará ela vinculada ao motivo declinado e o ato só será válido se osmotivos forem verdadeiros.

adquirirá o ato a exeqüibilidade. próprio.Além disso. O descumprimento do ato sujeita o particular à força impositiva própria do Poder Público. se exterioriza com maior freqüência nos atos decorrentes do poder de polícia. o condão de suspender a eficácia que do ato deriva. a aptidão para atuar. com vistas a dar à atuação da Administração todas as condições de tornar o ato operante e exeqüível. livre de contestações por parte das pessoas a eles sujeitas. tão-somente. A presunção de legitimidade autoriza a imediata execução ou operatividade do ato administrativo. poderá o ato administrativo deixar de gerar seus efeitos. as exigências de celeridade e segurança das atividades administrativas justificam a presunção da legitimidade. podendo. porém. a prova de tal assertiva. não tendo ela. a aprovação. Tais atos. ao passo que a exeqüibilidade é a disponibilidade do ato para produzir imediatamente os seus efeitos finais. por isso. A eficácia é. demolição de prédios. A imperatividade independe de o seu destinatário reputar válido ou inválido o ato. reclamam uma atuação eficaz e pronta da Administração. Este atributo é mais específico. Somente através do procedimento judicial ou na hipótese de revisão no âmbito da Administração. depois de cumpridas as formalidades intrínsecas e extrínsecas. evidentemente. não ser ainda exeqüível. . punitivos que impõe a coercibilidade para o seu cumprimento ou execução. ao cabo de todo o iter estabelecido nas normas regulamentares. Somente após cumprida a condição. em virtude da existência de condição suspensiva. A perfeição do ato se subordina à coexistência da eficácia e exeqüibilidade. à execução forçada pela Administração ou pelo Judiciário. ou seja. Auto-Executoriedade Consiste na possibilidade de a própria Administração executar seus próprios atos. de forma coativa. ordinatórios. o visto. apreensão e destruição de produtos deteriorados. impondo aos particulares. em que se determina a interdição de atividades. não podendo. o ato adquire a eficácia. Aliás. que o impugnar. requisitos obrigatórios. Imperatividade A imperatividade é um atributo próprio dos atos administrativos normativos. Ao final do procedimento estabelecido em lei. ornando-se operante e válido. cabendo ao interessado. posto que somente após obter o pronunciamento da Administração ou do Judiciário é que poderá furtar-se à obediência da determinação administrativa. o fiel cumprimento das determinações neles consubstanciadas. os efeitos decorrentes do ato nascem com a sua formação. como a homologação. no entanto. a sua execução ficar à mercê da manifestação ou da autorização de outro poder ou de outros órgãos.

abstratos. decreto de nomeação. sendo que normalmente criam direitos subjetivos. Também a utilização deste atributo administrativo fica a depender de a decisão que se pretenda executar ter sido precedida de notificação. quanto ao seu alcance. porém. sofre limitações. quanto ao seu objeto. em atos internos e externos. da Súmula do STF. salvo se de suas normas houver ato de execução violador de direito líquido e certo. Tais atos podem alcançar diversas pessoas. no entanto. em atos vinculados e discricionários. através do Poder Judiciário. quanto ao seu regramento. Os atos gerais se sobrepõem aos individuais. eis que não se aplica às penalidades de natureza pecuniária. através de procedimentos próprios e. O administrado. uma vez que o ato nulo não gera direitos. circunstância que impede a administração de revogá-los. revogáveis a qualquer tempo. Classificação atos administrativos Os atos administrativos são classificados. Quanto aos Destinatários • Atos Gerais São os que possuem caráter geral. ainda que emanados da mesma autoridade. a Administração pode anular atos individuais quando verificada a ocorrência de ilegalidade na sua formação. alegando violação de normas ou procedimentos indispensáveis à validade da atuação administrativa. acompanhada do respectivo auto circunstanciado. salvo nas prefeituras que não os possua. através dos quais se comprove a legalidade de atuação do Poder Público. Eventual irresignação deverá ser endereçada ao Poder Judiciário. conforme resulta extreme de dúvida do verbete nº 473. Exemplos de atos individuais: decreto de desapropriação. tais atos entram em vigor a partir de sua publicação. obtida a liminar. Os efeitos externos de tais atos só se materializam com a sua publicação no órgão de divulgação da pessoa jurídica que os editou. ficará o ato com sua execução sobrestada até final julgamento da lide. Quando de efeitos externos. com finalidade normativa alcançando a todos quantos se encontrem na situação de fato abrangida por seus preceitos. criando uma situação jurídica particular. . não ensejando a possibilidade de ser invalidados por mandado de segurança. quanto aos seus destinatários. • Atos Individuais São os que se dirigem a destinatários certos e determinados. não poderá se opor à execução do ato. quando se tratar de atos de efeitos internos ou restrito a seus destinatários. Entretanto. impessoais. Tais atos se assemelham às leis. podendo a publicidade limitar-se ao âmbito da Administração.A auto-executoriedade. em atos gerais e individuais. em atos de império e de gestão e de expediente. como as multas decorrentes de infrações a obrigações tributárias. hipótese em que a publicidade será alcançada com a sua afixação em local acessível ao público.

mas sempre unilaterais. da qual emana a vontade da Administração. aquisição de imóvel. via de regra. prescindindo. punitivo e de outras espécies. são de natureza privada. bastando a cientificação direta dos interessados. • Atos de Expediente São os atos que se destinam a impulsionar os processos administrativos. internos ou externos. e. de publicação em órgão oficial. • Atos Externos São todos aqueles que atingem administrados. por isso que. conforme as exigências do serviço público. em regra. de forma que inexiste superioridade entre eles. sem poder decisório. por isso que só produzem efeitos após a publicação no órgão oficial. desta forma. Tais atos. o seu cumprimento obrigatório. os próprios servidores públicos. • Atos de Gestão São os que a Administração pratica sem se valer da supremacia do Poder Público. Normalmente. Exemplo: contrato de locação. posto que na sua executoriedade a Administração exterioriza sua vontade obedecendo aos ditames do Direito Privado. A prática de tais atos está deferida a servidores subalternos. Quanto ao Objeto • Atos de Império São aqueles em que a Administração se vale de sua supremacia para impor aos administrados e aos destinatários. normalmente. são insuscetíveis de correição através de mandado de segurança. Tais atos podem ser gerais ou especiais. Eventual procedimento administrativo que anteceda a prática do ato não lhe retira esta característica. incide. em que as partes – administração e administrados – se posicionam em um mesmo patamar. em geral. . A característica de tais atos é que a publicidade se constitui em elementos essenciais e indispensáveis à sua validade. os quais apenas fazem tramitar os papéis no âmbito da repartição. sem serem vinculantes ou possuírem forma especial. O ato interno pode ser geral ou especial. Exemplos de atos de império: a desapropriação e a interdição de atividades. em casos especiais. não geram direitos subjetivos. com vistas à decisão da autoridade superior. sobre órgãos e agentes da Administração. expressando a vontade onipotente do Estado e o seu poder de coerção.Quanto ao Alcance • Atos Internos O ato administrativo interno é aquele cuja eficácia se limita e se restringe ao recesso das repartições administrativas e. ordinatório. por isso mesmo. normativo. contratantes. Sua publicidade fica restrita à repartição.

A dinâmica do interesse público exige a maleabilidade de atuação. que limita os poderes do Estado. Por isto é que se diz que. de forma a impedir os abusos e arbitrariedades. Segundo a professora Di Pietro. mas não estabelece a conduta a ser anotada (ex. sem dar ao administrador a liberdade de optar por outra forma de agir. finalidade e forma (elementos vinculados).: poder de polícia). O principal postulado de toda atividade administrativa. como ocorre no caso de remoção ex officio do servidor. obrigatoriamente. São os chamados poderes regrados ou vinculados. a discricionariedade justifica-se. Se a lei nada estabelece a respeito. advirta-se: – o sujeito é sempre vinculado. à competência. a lei deixa certa margem de liberdade de decisão diante do caso concreto. Atos discricionários são aqueles em que o poder de atuação administrativa. Mesmo nestes casos. quer para suprir a impossibilidade de o legislador prever todas as situações possíveis que o administrador terá de enfrentar. surge para o administrador um direito subjetivo de exigir da autoridade a edição do ato. é o princípio da legalidade. normalmente. A discricionariedade é previamente legitimada pelo legislador. já que não pode prever todas as situações supervenientes à promulgação. autorizando a autoridade agir com certa liberdade. perfeitamente válidas e lícitas. . a discricionariedade existe: a) quando a lei expressamente a confere à Administração. conferido pela lei. Em relação aos elementos do ato administrativo. b) quando a lei é omissa. podendo o administrado optarpor várias soluções possíveis. a atuação do administrador não é livre. É o chamado poder discricionário. para que possa perseguir seus fins. a Administração escolhe o momento que lhe pareça mais adequado para atingir a consecução de determinado fim. c) quando a lei prevê determinada competência. • Atos Vinculados ou Regrados São aqueles nos quais a Administração age nos estritos limites da lei. só pode praticar o ato aquele que tiver competência. diante do poder vinculado. simples-mente porque a lei não deixou opções. como veremos mais adiante. a Administração dispõe de certos poderes que lhe asseguram a supremacia sobre o particular. permite ao administrador optar por uma ou outra solução. Em outros casos. Ela estabeleceu os requisitos da prática do ato. Sob o ponto de vista prático. porque ele se vincula. o regramento não atinge (nem pode atingir) todas as situações que a atuação administrativa pretende.Classificação atos administrativos Quanto ao Regramento • Atos Discricionários e Vinculados (Discricionariedade e Vinculação) No desempenho de suas funções. quer para evitar o automatismo. Daí porque discricionariedade não deve ser confundida com arbitrariedade (esta ultrapassa os limites da lei). bastante freqüentes. conveniência. justiça e eqüidade. segundo critérios de oportunidade. Nestes casos.

pode-se dizer que a finalidade é discricionária. Costuma-se dizer que o ato vinculado é analisado apenas sob o aspecto da legalidade e que o ato discricionário deve ser analisado sob o aspecto da legalidade e do mérito administrativo. ou quando a lei define o motivo. deixando-o a critério da Administração (ex. comumente.: a nomeação de um ministro do STF.: exoneração do servidor nomeado para cargo em comissão). Eventualmente. a lei prevê mais de uma forma possível para praticar o mesmo ato. um principal e outro acessório. Ex. Ex. à sua valorização sob critérios comparativos”. os atos são geralmente vinculados porque a lei previa-mente a define. correspondente ao interesse público.: punição do servidor por falta grave ou procedimento irregular). sendo a vontade de um instrumental em relação à de outro. As vontades são homogêneas e se unem para formar um só ato. – no motivo e no conteúdo do ato é que localiza. proposta. também prevalece a vinculação e nãodiscricionariedade. Em suma. Ex. – no que tange à forma. pois ela se refere a conceitos vagos e imprecisos. Ressalva seja feita no caso da finalidade em sentido amplo. cuja vontade se funde para formar um ato único. Se no ato complexo. Será discricionário o motivo quando a lei não o definir. “o mérito se relaciona intrínseco. Classificação atos administrativos Quanto à Formação • Atos Simples São aqueles que decorrem da declaração de vontade de um único órgão. a finalidade é sempre vinculada. Neste caso. é o aspecto relativo à conveniência e oportunidade. resulta da manifestação da vontade de dois ou mais órgãos. deixando a apreciação a critério da conveniência e oportunidade do Administrador (ex.: licença de habilitação para dirigir automóveis ou a deliberação de um conselho. ao descrevê-lo. No sentido estrito.: aposentadoria do servidor com 35 anos de contribuição ou 70 anos de idade. há dois atos. aprovação. a discricionariedade. Segundo Seabra Fagundes. seja ele singular ou colegiado. que edita o ato principal. que diz respeito à conveniência diante do interesse público. • Ato Composto Por seu turno. O motivo será vinculado quando a lei. no ato composto. usar expressões precisas. • Atos Complexos São os que resultam da manifestação de dois ou mais órgãos (independentes). laudo . com noções vagas. O mesmo se diga em relação ao conteúdo. imprecisas. Atos que dependem de autorização. parecer. que não dão margem a qualquer tipo de interpretação. fundem-se vontades num só ato. porém.– no que diz respeito à finalidade.

a aparência de ato administrativo. ou mesmo possibilitar seu exercício. Quanto à Eficácia • Ato Válido É aquele que provém de autoridade competente para praticá-lo e contém todos os requisitos necessários à sua eficácia. geralmente. na esfera dos comportamentos que o Direito normalmente . Ex: nomeação de funcionário. Ex. Exs. A nulidade tem efeito ex tunc.: a renúncia. ou seja. etc. O ato anulável (aquele com vício sanável e que não causou prejuízos a terceiros ou ao erário) admite a convalidação. Ex. de percurso ou de local de reunião. indicando os vícios que lhe dão origem – e virtual. alcança o ato desde o seu nascimento. compostos. Quanto ao Conteúdo • Constitutivo É o que cria uma situação jurídica individual para seus destinatários. direitos de terceiros de boa-fé. são. homologação. mas não o é.: venda de imóvel da Administração a particular. Em geral reclama autorização legislativa. • Ato Modificativo É o que tem por fim alterar situações preexistentes. Exs. Ex. • Ato Declaratório Visa a preservar direitos. Ex. apenas. • Ato Inexistente É o que possui.: uma autorização que dependa do visto de uma autoridade superior.: expedição de certidão. É irretratável e incondicional.técnico. sem suprimir direitos ou obrigações. em relação à Administração. encampação de serviço de utilidade pública. Normal-mente é praticado com usurpação de função pública ou assiste no campo do impossível jurídico. entretanto. que decorre da infringência de princípios específicos de direito público. reconhecer situações preexistentes. A nulidade pode ser explícita – a lei comina expressamente. • Ato Nulo É o que nasce afetado de vício insanável por ausência ou defeito substancial em seus elementos constitutivos ou no procedimento formativo. apostila de título de nomeação. • Ato Alienativo É o que opera a transferência de bens ou direitos de um titular a outro.: mudança de horário.. reconhecidos por interpretação das normas concernentes ao ato. ressalvados.: cassação de autorização. • Ato Abdicativo É aquele cujo titular abre mão de um direito. • Ato Extintivo Põe termo a situações jurídicas individuais.

ofícios. Seu objeto é explicar a lei. autorizações.: certidões. para explicar os mandamentos da lei. despachos. Decreto regulamentar ou de execução é o que explica a lei. Ex. visando à completa aplicação da lei.inadmite. portarias. Ordinatórios Visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus agentes. aclarando seus mandatos e orientando sua aplicação. Existe resolução individual. Regulamento: ato administrativo posto em vigência por decreto. circulares. Regimento: ato administrativo de atuação interna. Exs. enunciativos e punitivos. São inferiores aos regulamentos e regimentos. vistos. isto é. resoluções. etc. Negociais São aqueles que contêm uma manifestação de vontade do Poder Público coincidente com a pretensão do particular. facilitando sua execução. Enunciativos São aqueles atos em que a Administração se limita a certificar ou atestar um fato ou emitir opinião sobre determinado assunto. negociais. destinados a prover situações gerais e individuais. os atos administrativos se dividem em: normativos. dado que se destina a reger o funcionamento de órgãos colegiados ou de corporações legislativas.: instrução baixada por autoridade policial para que subordinados torturem presos. Atos Normativos São os decretos.: licenças. órgãos legislativos e colegiados administrativos para disciplinar matéria de sua competência específica. ordens de serviços. Resolução: ato administrativo normativo expedido pelas altas autoridades do Executivo (não pode ser expedida pelo Chefe do Executivo. Exs. Exs. Contêm um comando geral do Executivo. dos crimes. Espécies Quanto à espécie.: instruções. ordinatórios. que só pode expedir decretos) ou pelos presidentes dos Tribunais. abstratamente previstas de modo expresso. admissões. explícito ou implícito pela Administração. regimentos. deliberações e regulamentos. Decreto: ato administrativo de competência exclusiva dos Chefes do Poder Executivo. homologações. Punitivos . aprovações. atestados e pareceres. etc.

com base no seu poder de autotutela sobre os próprios atos. interdições. seus efeitos se produzem a partir da própria revogação – são ex nunc. “é o ato administrativo pelo qual a Administração extingue um ato válido. quer de remédios constitucionais de controle judicial da Administração Pública (mandado de . Nesse sentido. – A revogação não pode atingir meros atos administrativos. Isso não significa que a revogação deva ser feita fora dos limites da lei.Contêm uma sanção imposta pela Administração àqueles agentes que infringem disposições disciplinares dos serviços públicos. que pode utilizar-se quer de ações ordinárias. a apreciação judicial. – Também não podem ser revogados os atos que geram direitos adquiridos.” Também o Judiciário pode anular o ato. porque o ato é válido. Invalidação dos atos administrativos (ou modos de desfazimento) Revogação Segundo Di Pietro. – Não podem ser revogados os atos vinculados. – Não podem ser revogados os atos que exauriram seus efeitos. A Administração pode anular seus próprios atos. a anulação produz efeitos retroativos à data em que foi emitido (efeito ex tunc). já que o ato foi editado em conformidade com a lei. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. Como a desconformidade com a lei atinge o ato em suas origens. por razões de oportunidade e conveniência”. atestados. Enquanto a anulação pode ser feita pelo Judiciário ou pela própria Administração. suspensão. vejam as seguintes Súmulas do STF: “346. interdições de atividades. embargos de obras. con-forme está expresso na Súmula nº 473. pois. Exs. Anulação É o “desfazimento do ato administrativo por razões de ilegalidade” (Di Pietro). mediante provocação do interessado.: multas. à funcionária. por dois meses. a revogação será impossível. etc.: se a Administração concedeu afastamento. A revogação não retroage. – Também não são passíveis de revogação atos que integram um procedimento. respeitados os direitos adquiridos e ressalvada. votos. Isso significa que a revogação respeita os efeitos já produzidos pelo ato. cujos efeitos decorrem da lei. porque nesses casos não há oportunidade e conveniência a apreciar. Pode a anulação ser feita pela própria Administração Pública. em todos os casos. do STF. A Administração Pública pode declarar a nulidade de seus próprios atos. porque deles não se originam direitos.” “473. não sendo lícito ao Judiciário conhecer da oportunidade e conveniência. a revogação é privativa da Administração. por motivo de conveniência ou oportunidade. Ex. a cada novo ato ocorre a preclusão com relação ao anterior. ou revogálas. como certidões.

4 – com vícios de matéria (competência exclusiva). A convalidação será feita pela própria Administração. A Administração tem. Convalidação A convalidação – ou aperfeiçoamento ou sanatória – é o processo de que se vale a Administração para aproveitar atos administrativos com vícios superáveis. É admissível o instituto da convalidação dos atos administrativos anuláveis. A grande vantagem em sua aceitação no Direito Administrativo é a de poder aproveitar-se atos administrativos que tenham vícios sanáveis. O interesse público é que norteará a decisão. o que freqüentemente produz efeitos práticos no exercício da função administrativa. ao momento em que foi praticado o ato originário. em seus efeitos. Requer motivação e produz efeitos ex tunc. SINOPSE ATO ADMINISTRATIVO Conceito É toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública.c) transferir. em determinadas circunstâncias. em regra. já que ela tem o poder-dever de zelar pela inobservância do princípio da legalidade. aqueles com vícios insanáveis. A anulação. Por essa razão. quando o prejuízo resultante da anulação puder ser maior do que o decorrente da manutenção do ato ilegal. mas pode deixar de fazê-lo. uma vez que retroage. mandado de injunção. aqueles que apresentam defeitos sanáveis e no qual se evidencie e não acarreta em lesão ao interesse público nem prejuízos a terceiros. e) extinguir. independe da provocação do interessado. objetivando: a) adquirir. 3 – com vícios de finalidade. na doutrina. 2 – que causaram prejuízos ao erário ou a terceiros. o ato que convalida tem efeitos ex tunc. habeas data.* O instituto da convalidação tem a mesma premissa pela qual se demarca a diferença entre vícios sanáveis e insanáveis. d) modificar. existente no direito privado. feita pela própria Administração. ação popular). Não se convalidam atos: 1 – nulos. se a Administração está obrigada a anular o ato ou apenas a faculdade de fazê-lo. o dever de anular os atos ilegais. f) declarar um direito ou impor uma obrigação a si própria ou administrado. Requisitos/elementos ou pressupostos de validade a) Vinculados: . b) resguardar. de forma aconfirmá-los no todo ou em parte.segurança. Discute-se.

b) individuais. II – finalidade.I – competência. Atributos ou características Presunção de Legitimidade AutoExecutoriedade Imperatividade Classificação Quanto ao destinatário: a) gerais. Quanto ao regramento: a) discricionário. Quanto ao alcance: a) internos. Quanto à formação: a) simples. b) nulo. Quanto ao objeto: a) de império. V – objeto ou conteúdo. b) composto. b) externos. INVALIDAÇÃO . c) complexo. c) de expediente. III – forma legal ou própria. b) Discricionários: IV – motivo ou causa. c) inexistente. b) vinculado. Quanto à validade: a) válido. b) de gestão.

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. impõe-se ao administrador público a obrigação de cumprir fielmente os preceitos do Direito e da moral administrativa que regem a sua atuação. domina todas as formas de administração. quais sejam: a satisfação dos interesses públicos em geral e a prosperidade social.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CONCEITOS É o conjunto de entes (órgãos e entidades) constituídos pelo Poder Público (Estado) para a consecução do bem comum. Os fins da Administração consubstanciam-se. Ao ser investido em função ou cargo público. Ilícito e imoral será todo ato administrativo que não for praticado no interesse da coletividade. como legítimo destinatário dos bens. FINS O bem comum da coletividade administrada. Toda atividade do administrador público deve ser orientada para esse objetivo. Como tal. ou por uma parte expressiva de seus membros. na defesa do interesse público. trai o mandato de que está investido. assim entendidas aquelas aspirações ou vantagens licitamente almejadas por toda a comunidade administrada. É o conjunto de órgãos. portanto. porque a comunidade não institui a Administração senão como meio de atingir o bem-estar social. todo agente do poder assume para com a coletividade o compromisso de bem servi-la. NATUREZA É a de um encargo de defesa. porque outro não é o desejo do povo. serviços e interesses administrados pelo Estado. O fim. conservação e aprimoramento dos bens. entidades e funções instituídos para a consecuçãodos objetivos do Governo. Se dele o administrador se afasta ou des-via. e não a vontade do administrador. serviços e interesses da coletividade. O ato ou contra-to administrativo realizado sem interesse público configura desvio de finalidade.

E a finalidade terá sempre um objetivo certo e inafastável de qualquer ato administrativo: o interesse público. para o administrador público. o conveniente e o inconveniente. de forma impessoal. explícita ou implicitamente. Assim. Impessoalidade ou Finalidade Nada mais é que o clássico princípio da finalidade. A lei para o particular significa “pode fazer assim”. e deles não se pode afastar ou desviar. o oportuno e o inoportuno. Atos de Gestão. ao atuar. do justo e do injusto nos seus efeitos. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de Direito indica. A moral administrativa é imposta ao agente público para sua conduta interna. se determina não só pelos preceitos vigentes. civil e criminal. as fronteiras do lícito e do ilícito. o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. não poderá desprezar o elemento ético de sua conduta. E. expressa ou virtualmente. em toda a sua atividade funcional. o honesto do desonesto. mas também pela moral comum”. necessariamente. na regra de competência” do agente. Na Administração Pública. mas também entre o honesto e o desonesto. o justo e o injusto. na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza ou permite. segundo as exigências da instituição a que serve e a finalidade de sua ação: o bem comum. sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum. Enquanto na administração particular é lícito fazer tudo que a lei não proíbe. não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal. distinguir o bem do mal. Moralidade O agente administrativo. usando de sua competência legal. aqueles em que o Poder Público comparece em condições de igualdade com o particular.PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Legalidade Significa que o administrador público está. Exceções ao princípio de legalidade: Medida Provisória. como objetivo do ato. conforme o caso. não há liberdade nem vontade pessoal. que a nossa lei da ação popular conceituou como o “fim diverso daquele previsto. Há de conhecer. fazendo tudo que a lei não proíbe. Todo ato que se apartar desse objetivo sujeitarse-á à invalidação por desvio de finalidade. sob pena de praticar ato inválido e expor-se a responsabilidade disciplinar. significa “deve fazer assim”. A moralidade administrativa está intimamente ligada ao conceito do “bom administrador” que “é aquele que. deve. assim. como ser humano dotado da capacidade de atuar. .

todo ato administrativo deve ser publicado... conforme prescreve o art.....Desde que o princípio da finalidade exige que o ato seja praticado sempre com finalidade pública........ informativo ou de orientação social. da Lei Federal nº 4.. o ato que favorece ou persegue interesses particulares é nulo por desvio de finalidade ou de poder.... é requisito de eficácia e moralidade.. os atos irregulares não se convalidam com a publicação...... atos voltados para o interesse público.... porque pública é a Administração que o realiza. parágrafo único...... investigações policiais ou interesse superior da Administração a ser preservado em processo previamente declarado sigiloso. com isso...... exigem publicidade para adquirirem validade universal..................... Veda-se.... Em princípio........... perante as partes e terceiros.. É o que se denomina desvio de finalidade quando o ato desatende ao fim precípuo da lei.. e. quando a lei ou o regulamento a exige. Eficiência É o mais moderno princípio de Administração Pública que já não se contenta em que os seus agentes desempenhem suas atividades apenas com legalidade e moralidade (ética). obras. Lei da Ação Popular. dela não podendo constar nomes....... que produzem conseqüências jurídicas fora dos órgãos que os emitem...... só se admitindo sigilo nos casos de segurança nacional... Por isso mesmo... 2º. . a edição de atos destituídos desse fim ou préordenados para satisfazer interesses privados.. nem os regulares a dispensam para sua exeqüibilidade. 37.... símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos....... de seus membros.. isto é.. exigindo resultados positivos para o Serviço Público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade...... o administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou de praticálo no interesse próprio ou de terceiros. Daí por que as leis.. programas... .717/65.. § 1º A publicidade dos atos. À Administração Pública é permitido praticar tão-somente.... Assim. Publicidade É a divulgação oficial do ato para conhecimento público e início de seus efeitos externos.. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. A publicidade não é elemento formativo do ato. a exemplo da desapropriação de benspara doá-los a particular ou como medida de mera perseguição política. atos e contratos administrativos. Dispositivo Constitucional: Art...

se para os servidores públicos civis o exercício do direito de greve depende de regulamentação. a greve está proibida. não se concebe a greve nos serviços dessa natureza e em segurança da comunidade. O art. direitos. A Constituição da República. no art. dada a clara vedação que. Por essa razão. ou do agente público. respeitados os direitos adquiridos”. de distribuição de justiça.Eficiência consiste em realizar as atribuições de uma função pública com competência. Aqueles e este não são seus senhores ou seus donos. perfeição e rendimento funcional. 37. com isso. ao consagrar o princípio da eficiência administrativa. para relevar a prescrição. retirar do ordenamento jurídico os atos inconvenientes e inoportunos e os ilegais. CF. buscando. presteza. interesse e serviços públicos não se acham à livre disposição dos órgãos públicos. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. assim. funerários. Para os militares. Os primeiros por meio da revogação e os últimos mediante anulação. etc. o mesmo não é necessário em relação aos servidores militares. Não se admite a paralisação dos serviços de segurança pública. conforme prescreve o art. cabendo-lhes por isso tão-só o dever de guardá-los e aprimorá-los para a finalidade a que estão vincula-dos. VII. a esse respeito. superar as expectativas do cidadão-cliente. lhes impôs a Constituição Federal. Cabe-lhe. in verbis: “a Administração deve anular seus próprios atos. recomenda a demissão ou dispensa do servidor público comprovadamente ineficiente e desidioso no exercício da função pública. de saúde. há necessidade de lei e licitação para alienar bens públicos ou outorga de concessão de serviço público. A Reforma Administrativa Federal (Emenda Constitucional n° 19/98). PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO Continuidade Os serviços públicos essenciais não podem parar. dispõe que o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. 53 da Lei nº 9. Assim. Por essa razão. porque as demandas sociais não param. a quem apenas cabe curá-los. 42. O detentor dessa disponibilidade é o Estado. IV. Supremacia do Interesse Público . Indisponibilidade Os bens.784/99 estabelece. Autotutela AAdministração Pública está obrigada a rever os seus atos e contratos em relação ao mérito e à legalidade. quando eivados de vício de legalidade. mero gestor da coisa pública.

não significa o total desrespeito ao interesse privado. V – decidam recursos administrativos. portanto. estabelece que. É princípio que norteia. Impõe-se aos iguais. VII – deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. A aplicabilidade desse princípio. IV – dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. quando: I – neguem. por esse princípio. sob pena de ilegalidade. laudos. VI – decorram de reexame de ofício. VIII – importem administração”. Motivação Motivar significa justificar a decisão oferecendo as causas e os preceitos legais que autorizam a prática dos atos administrativos. propostas e relatórios oficiais. revogação. Assim. não só a Administração Pública direta como a indireta. têm o direito de receber da Administração Pública o mesmo tratamento. anulação. Igualdade A Constituição Federal. III – decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. encargos ou sanções. todos são iguais perante a lei. 5º. consoante prescreve a Constituição Federal (art. É o princípio da igualdade ou isonomia. II – imponham ou agravem deveres. um tratamento impessoal. se iguais. XXXVI). no art. sem distinção de qualquernatureza. igualitário ou isonômico. à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. Se iguais nada pode discriminá-los. O concurso público e a licitação são exemplos de procedimentos que consagram este princípio.784/99 “os atos administrativos deverão ser motivados.No confronto entre os interesses públicos e particulares há de prevalecer o interesse público. Todos. todos os iguais em face da lei também o são perante a Administração Pública. limitem ou afetem direitos ou interesses. Segundo o art. suspensão ou convalidação de . 50 da Lei nº 9. 5º. já que a Administração deve obediência ao direito adquirido.

Desenvolvimento é prosperidade. coordenação. do orçamentoprograma anual e da programação financeira de desembolso. com a preocupação maior de diminuir o tamanho da máquina estatal. Planejamento é o estudo e o estabelecimento das diretrizes e metas que deverão orientar a ação governamental. pelo aprimoramento das instituições. pelo aumento da riqueza pública e particular. de competência dos Ministros de Estado nas respectivas áreas de atuação. de programas globais. que são seus instrumentos básicos. setoriais e regionais de duração plurianual. expresso na satisfação de suas necessidades fundamentais. atualmente denominada defesa nacional pela Constituição de 1988 (art. revisão e consolidação dos programas setoriais e regionais. descentralização. esses objetivos não podem ser deixados ao acaso e. prosperidade material e espiritual. prosperidade do Estado e de seus membros. Segurança nacional. pela melhoria da educação. Prosperidade econômica e social. o desenvolvimento nacional é obtido pelo aperfeiçoamento ininterrupto da ordem social. para sua consecução. podemos conceituar o desenvolvimento nacional como o permanente aprimoramento dos meios essenciais à sobrevivência dos indivíduos e do Estado. 21. pela preservação dos direitos e garantias individuais. pleno . necessitam da tranqüilidade que advém da segurança interna e externa. delegação de competência e controle. III) é a situação de garantia individual. São princípios fundamentais da Administração Pública federal: planejamento. bem como na coordenação. econômica e jurídica. reduzir as despesas causadoras do déficit público. Bem-estar social é o bem comum da coletividade.Princípios fundamentais da administração pública federal A Reforma Administrativa de 1967 (Decreto-Lei nº 200) estabeleceu os princípios fundamentais. vedando-se a assunção de compromissos financeiros em discordância com a programação de desembolso. social e institucional que o Estado assegura a toda a Nação para a perene tranqüilidade de seu povo. pela manutenção da ordem interna e pela afirmação da soberania nacional. Assim. Na elaboração do plano geral. através de um plano geral de Governo. conseqüentemente. que a Constituição traduz na elaboração e execução de “planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social”. prosperidade individual e coletiva. prosperidade global. Toda a atividade da Administração federal deve ajustar-se à programação aprovada pelo Presidente da República e ao orçamento-programa. Todavia. o Presidente da República é assessorado pelo Conselho de Governo. visando ao bem-estar de todos e ao conforto de cada um na comunidade em que vivemos. enfim. Diante dessa realidade. simplificar os procedimentos administrativos e. Planejamento A finalidade precípua da Administração é a promoção do bem-estar social.

exercício dos direitos e realização dos objetivos nacionais, dentro da ordem jurídica vigente. Os assuntos relacionados com a defesa nacional competem aos Conselhos da República e de Defesa Nacional (Constituição Federal, arts. 89 a 91). Coordenação O princípio da coordenação visa a entrosar as atividades da Administração, de modo a evitar a duplicidade de atuação, a dispersão de recursos, a divergência de soluções e outros males característicos da burocracia. Coordenar é, portanto, harmonizar todas as atividades da Administração, submetendo-se ao que foi planejado e poupandoa de desperdícios, em qualquer de suas modalidades. Da aplicação permanente, a coordenação impõe-se a todos os níveis da Administração, através das chefias individuais, de reuniões de que participem as chefias subordinadas e de comissões de coordenação em cada nível administrativo. Na Administração superior a coordenação é, agora, da competência da Secretaria Geral da Presidência da República, nos termos do art. 3º, II, do Decreto nº 99.180, de 15/3/90. Como corolário do princípio da coordenação, nenhum assunto poderá ser submetido à decisão presidencial ou de qualquer outra autoridade administrativa competente sem ter sido previamente coordenado, isto é, sem ter passado pelo crivo de todos os setores nele interessados, através de consultas e entendimentos que propiciem soluções integrais e em sincronia com a política geral e setorial do Governo. A fim de evitar a duplicação de esforços e de investimentos na mesma área geográfica, admite-se a coordenação até mesmo com órgãos das Administrações estadual e municipal que exerçam atividades idênticas às dos federais, desde que seja inviável a delegação de atribuições àqueles órgãos. Com isso, além de economizar recursos materiais e humanos, faculta-se aos Estados e Municípios a integração nos planos governamentais, deles haurindo benefícios de interesse local. Em outras disposições do Estatuto da Reforma, prevêem-se medidas especiais de coordenação nos campos da Ciência e da Tecnologia, da Política Nacional de Saúde, do Abastecimento Nacional, dos Transportes e das Comunicações, abrangendo as atividades de todos os interessados nesses setores, inclusive particulares.

Princípios fundamentais da administração pública federal

Descentralização Descentralizar, em sentido comum, é afastar do centro; descentralizar, em sentido jurídico-administrativo, é atribuir a outrem poderes da Administração. O

detentor dos poderes da Administração é o Estado, pessoa única, embora constituída dos vários órgãos que integram sua estrutura. Despersonalizados, esses órgãos não agem em nome próprio, mas no do Estado, de que são instrumentos indispensáveis ao exercício de suas funções e atividades típicas. A descentralização administrativa pressupõe, portanto, a existência de uma pessoa, distinta da do Estado, a qual, investida dos necessários poderes de Administração, exercita atividade pública ou de utilidade pública. O ente descentralizado age por outorga do serviço ou atividade, ou por delegação de sua execução, mas sempre em nome próprio.

Diversa da descentralização é significa repartição de (despersonalizados) de uma hierarquia. Na descentralização serviços pelo Estado é indireta imediata.

a desconcentração administrativa, que funções entre os vários órgãos mesma Administração, sem quebra de a execução de atividades ou a prestação de e mediata; na desconcentração é direta e

Ao lado da descentralização e da desconcentração ocorrem também, como técnicas de descongestionamento administrativo, a delegação (de execução de serviço ou de competência) e a execução indireta, as quais, conforme suas características, ora se aproximam da descentralização, ora da desconcentração. Todavia, delas diferem principalmente porque são efetivadas por intermédio de atos administrativos, mediante previsão legal, enquanto a descentralização e a desconcentração realizam-se, normalmente, por lei. Feitas essas considerações, verifica-se que o legislador da Reforma Administrativa, após enquadrar na Administração indireta alguns entes descentralizados, deixando de lado, porém, os concessionários de serviços públicos e as entidades paraestatais conhecidas por fundações governamentais e serviços sociais autônomos, propõe, sob o nome genérico de descentralização, tomado o termo na sua acepção vulgar, um amplo descongestionamento da Administração federal, através da desconcentração administrativa, da delegação de execução de serviço e da execução indireta. A desconcentração administrativa opera desde logo pela distinção entre os níveis de direção e execução. No nível de direção, situam-se os serviços que, em cada órgão da Administração, integram sua estrutura central de direção, competindo-lhe primordialmente as atividades relacionadas com o planejamento, a supervisão, a coordenação e o controle, bem como o estabelecimento de normas, critérios, programas e princípios a serem observados pelos órgãos enquadrados no nível de execução. A esses últimos cabem as tarefas de mera rotina, inclusive as de formalização de atos administrativos e, em regra, de decisão de casos individuais, principalmente quando localizados na periferia da Administração e em maior contato com os fatos e com os administrados. Como bem observa Nazaré Teixeira Dias, a desconcentração administrativa traduz “a orientação geral da Reforma no sentido de prestigiar a ação dos órgãos de periferia, facilitar seu funcionamento e repor a estrutura central de direção superior no plano que lhe cabe, liberando-a da massa de papéis, impeditiva de sua atividade de cúpula”.

A delegação da prestação de serviço público ou de utilidade pública pode ser feita a particular – pessoa física ou jurídica – que tenha condições para bem realizá-lo, sempre através de licitação, sob regime de concessão ou permissão. Esses serviços também podem ser executados por pessoa administrativa, mediante convênio ou consórcio. Os signatários dos convênios ficam sujeitos ao poder normativo, fiscalizador e controlador dos órgãos federais competentes, dependendo a liberação dos recursos do fiel cumprimento dos programas e das cláusulas do ajuste.

A execução indireta das obras e serviços da Administração, mediante contratos com particulares, pessoas físicas ou jurídicas, tem por finalidade aliviá-la das tarefas executivas, garantindo, assim, a melhor realização das suas atividades específicas (planejamento, coordenação, supervisão e controle), bem como evitar o desmesurado crescimento da máquina administrativa. É estimulada e aconselhada sempre que, na área de atuação do órgão interessado, a iniciativa privada esteja suficientemente desenvolvida e capacitada para executar o objeto do contrato, precedido de licitação, salvo nos casos de dispensa previstos em lei ou inexigibilidade por impossibilidade de competição entre contratantes.

Princípios fundamentais da administração pública federal

Delegação de Competência
A delegação de competência, princípio autônomo, forma de aplicação do “princípio da descentralização”, é também simples técnica de descongestionamento da Administração, como se viu acima. Pela delegação de competência, o Presidente da República, os Ministros de Estado e, em geral, as autoridades da Administração transferem atribuições decisórias a seus subordinados, mediante ato próprio que indique com a necessária clareza e conveniente precisão a autoridade delegante, a delegada e o objeto da delegação. O princípio visa a assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, situando-as na proximidade dos fatos, pessoas ou problemas a atender. Considerando que os agentes públicos devem exercer pessoalmente suas atribuições, a delegação de competência depende de norma que a autorize, expressa ou implicitamente. As atribuições constitucionais do Presidente da República, por exemplo, só podem ser delegadas nos casos expressamente previstos na Constituição. A delegação de competência tem caráter facultativo e transitório, apoiando-se em razões de oportunidade e conveniência e na capacidade de o delegado exercer a contento as atribuições conferidas, de modo que o delegante po-de sempre retomar a competência e atribuí-la a outrem ou exercê-la pessoalmente. Observamos, finalmente, que só é delegável a competência para a prática de atos

é a respectiva Secretaria de Controle Interno. Assim. a sanção e o veto. cujos componentes são mantidos no devido lugar pelo poder hierárquico e em cujo ápice coloca-se o Presidente da República. à consecução de seus objetivos e à eficiência de sua gestão. acertadamente. contabilidade e auditoria e serviços gerais. ao lado do comando. especialmente. seus auxiliares diretos. Já. por motivo de relevante interesse público. quanto às entidades da Administração indireta. administração financeira. que. comuns a todos os órgãos da Administração. ou seja. Controle O controle das atividades administrativas no âmbito interno da Administração é. além de outros. ficando logo abaixo os Ministros de Estado. exercendo o poder hierárquico em toda sua plenitude. o controle da aplicação dos dinheiros públicos e da guarda dos bens da União compete ao órgão próprio do sistema de contabilidade e auditoria. que. Também não se transfere por delegação o poder de tributar. Esse controle. Todavia. No âmbito da Administração direta. a que estão sujeitos todos os órgãos da Administração federal. da coordenação e da correção. não o sendo para o exercício de atos de natureza política como são a proposta orçamentária. Em cada órgão. de observância de normas genéricas e de aplicação dos dinheiros públicos e guarda de bens da União. orçamento. normalmente não submetidos ao poder hierárquico das autoridades da Administração direta. um dos meios pelos quais se exercita o poder hierárquico. por isso que o Estatuto da Reforma lhe confere expressamente o poder de. o controle da execução dos programas que lhe concernem e o da observância das normas que disciplinam suas atividades específicas são feitos pela chefia competente. A Administração federal é constituída na forma de uma pirâmide. uma vez que se constitui num dos três instrumentos da supervisão ministerial. devem ser suprimidos todos os controles meramente formais. a juízo do Poder Executivo. os controles de execução e observância de normas específicas. o órgão superior controla o inferior. inclusive os entes descentralizados. avocar e . o Presidente da República é o chefe supremo. Finalmente. organizadas sob a forma de sistemas (pessoal. necessitem de coordenação central). que. em cada Ministério. como adiante se verá podendo chegar até a intervenção. o controle do atendimento das normas gerais reguladoras do exercício das atividades auxiliares. Assim. fiscalizando o cumprimento da lei e das instruções e a execução de suas atribuições. Estabelecidas as formas de controle das atividades administrativas. visa. é realizado pelos órgãos próprios de cada sistema. em especial. como determina. é exercido de vários modos. o Decreto-Lei nº 200/67. estatística. bem como os atos e o rendimento de cada servidor. que prevê também a supressão daqueles cujo custo seja evidentemente superior ao risco decorrente da inexistência de controle específico. o princípio do controle estabelecido na Lei da Reforma Administrativa tem significado mais amplo. prevêem-se.e decisões administrativas. ao controle total.

decidir qualquer assunto na esfera da Administração federal. como órgãos de consulta do Presidente da República: a) o Conselho da República. tais como: a) o Conselho de Governo. d) a Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República. possuem status de nobreza real. Junto à Presidência da República funcionarão. ressalvados aqueles sob a supervisão direta e imediata do Presidente da República. e) o Gabinete da Presidência da República. No momento em que o capitalismo e a democracia se tornam dominantes. b) o Advogado-Geral da União. e f) a Controladoria Geral da União. c) a Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica. Neste novo momento histórico. o que faz dele o controlador máximo das atividades administrativas. servidores. Os cargos são considerados prebendas. b) o Conselho de Defesa Nacional e outros. o mercado e a sociedade civil passam a se distinguir do Estado. Em conseqüência. o aparelho do Estado funciona como uma extensão do poder do soberano. e os seus auxiliares. As três espécies de administração pública Considere os seguintes conceitos constantes do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado: Administração Pública Patrimonialista – No patrimonialismo. A res publica não é diferenciada das res principis. . a corrupção e o nepotismo são inerentes a esse tipo de administração. a administração patrimonialista torna-se uma excrescência inaceitável. Os Ministros de Estado detêm o poder-dever de supervisão sobre todos os órgãos da Administração direta ou indireta enquadrados em suas respectivas áreas de competência.

Este defeito. Administração Pública Gerencial – Emerge na segunda metade do século XX. AAdministração Pública Gerencial constitui um avanço e. à expansão das funções econômicas e sociais do Estado. alguns dos seus princípios fundamentais. são sempre a priori. de outro. na admissão de pessoal. A qualidade fundamental da Administração Pública burocrática é a efetividade no controle dos abusos. como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. Em conseqüência. como por exemplo. a ineficiência. uma vez que ambos deixaram à mostra os problemas associados à adoção do modelo anterior. a idéia de carreira. que continua um princípio fundamental. o poder racional-legal. A diferença fundamental está na forma de controle. perdendo a noção de sua missão básica. a impessoalidade. essencial. visando evitar a corrupção e o nepotismo. o controle – a garantia do poder do Estado – transforma-se na própria razão de ser do funcionário. são sempre necessários controles rígidos dos processos. o Estado volta-se para si mesmo. até certo ponto. Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização. Administração pública gerencial . um rompimento com a Administração Pública Burocrática. entretanto. entretanto. de um lado. as carreiras. então. a incapacidade de voltar-se para o serviço aos cidadãos vistos como clientes. Os controles administrativos. a existência de um sistema estruturado e universal de remuneração. o treinamento sistemático. em síntese. Parte-se de uma desconfiança prévia nos administradores públicos e nos cidadãos que a eles dirigem demandas. como a admissão segundo rígidos critérios de mérito. da qual conserva. Isto não significa.Administração Pública Burocrática – Surge na segunda metade do século XIX. A eficiência da Administração Pública – a necessidade de reduzir custos e aumentar a qualidade dos serviços. porque os serviços do Estado eram muito reduzidos. a avaliação constante de desempenho. a garantir os contratos e a propriedade. e não na rigorosa profissionalização da Administração Pública. que é servir à sociedade. que negue todos os seus princípios. não se revelou determinante na época do surgimento da Administração Pública Burocrática. nas compras e no atendimento a demandas. na época do Estado liberal. a hierarquia funcional. tendo o cidadão como beneficiário – torna-se. O Estado limitava-se a manter a ordem e administrar a justiça. a Administração Pública Gerencial está apoiada na anterior. e. embora flexibilizando. Por isso. Por outro lado. Pelo contrário. a auto-referência. seu defeito. ao desenvolvimento tecnológico e à globalização da economia mundial. A reforma do aparelho do Estado passa a ser orientada predominantemente pelos valores da eficiência e qualidade na prestação de serviços públicos e pelo desenvolvimento de uma cultura gerencial nas organizações. que deixa de basear-se nos processos para concentrar-se nos resultados. como resposta. o formalismo.

porém. esperando-se que. A diferença. a sociedade – por meio de políticos eleitos – controla a Administração Pública. ou seja. quando há a possibilidade de estabelecer concorrência entre unidades internas. Enquanto o mercado controla a administração das empresas. materiais e financeiros que lhe forem colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados. O conteúdo das políticas públicas é relegado a um segundo plano. os administradores públicos terminam por direcionar uma parte substancial das atividades e dos recursos do Estado para o atendimento das necessidades da própria burocracia. de contribuições obrigatórias. Enquanto a receita das empresas depende dospagamentos qcue os clientes fazem livremente na compra de seus produtos e serviços. AAdministração Pública Gerencial inspira-se na administração de empresas. A Administração Pública Gerencial vê o cidadão como contribuinte de impostos e . como em muitos outros (profissionalismo. e 3 – para o controle ou cobrança a posteriori dos resultados. a descentralização e a redução dos níveis hierárquicos tornam-se essenciais. Ao atuarem sob este princípio. a estratégia volta-se: 1 – para a definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá atingir em sua unidade. Enquanto aadministração de empresas está voltada para o lucro privado.etc. masnão pode ser confundida com esta última.Na Administração Pública Gerencial. afirma-se que a Administração Pública deve ser permeável à maiorparticipação dos agentes privados e/ou das organizações da sociedade civil e deslocar aênfase dos procedimentos (meios) para os resultados (fins). No plano da estruturaorganizacional.). através do mercado. relacionando-o com o interesse da coletividade e não com o do aparato do Estado. a Administração Pública Gerencial está explícita e diretamente voltadapara o interesse público. a Administração Pública Gerencial não se diferencia da Administração Pública Burocrática. 2 – para a garantia de autonomia do administrador na gestão dos recursos humanos. areceita do Estado deriva de impostos. pratica-se a competição administrada no interior do próprio Estado. A Administração Pública Gerencial nega essa visão do interesse público. impessoalidade. que não pode ser confundido com o interesse do próprio Estado. Em suma. semcontrapartida direta. Para a Administração Pública Burocrática. para a maximização dosinteresses dos acionistas. Neste último ponto. o interesse coletivoseja atendido. identificada com o poder do Estado. está no entendimento do significado do interesse público. Na burocracia pública clássica existe uma noção muito clara e forte do interesse público. Adicionalmente. o interesse público é freqüentemente identificado com a afirmação do poder do Estado.

à recompensa pelo desempenho e à capacitação permanente. Para isso. O modelo gerencial tornou-se realidade no mundo desenvolvido quando. O paradigma gerencial contemporâneo. horizontalização de estruturas. para cada entidade. com poderes e deveres específicos do cargo ou da função e. só essas normas poderão catalogar. mas porque as necessidades do cidadão-cliente estão sendo atendidas. que já eram características da boa administração burocrática. de considerar os aspectosem que está superada. sim. incentivos à criatividade. mas. Contrapõe-se à ideologia do formalismo e do rigor técnico da burocracia tradicional. como quer a Administração Pública Burocrática. os poderes e deveres do administrador público. serviço ou atividade pública os poderes e deveres de quem os exerce. Esses gestores da coisa pública. os encargos daqueles que gerem bens e interesses da comunidade. Os resultados da ação do Estado são considerados bons não porque os processos administrativos estão sob controle e são seguros. uma visão realista da reconstrução do aparelho do Estadoem bases gerenciais deve levar em conta a necessidade de equacionar as assimetriasdecorrentes da persistência de aspectos patrimonialistas na administração contemporânea. atravésda definição clara de objetivos para cada unidade da administração. passam a ser autoridades. órgão. PODERES E DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO Examinados nos tópicos anteriores – os princípios básicos da Administração – vejamos. a introdução na Administração Pública da cultura e das técnicas gerenciais modernas. investidos de competência decisória. se revelou mais capaz de promover o aumento da qualidade e da eficiência dos serviços sociais oferecidos pelo setor público. ou seja. Cada agente administrativo é investido da necessária parcela de Poder Público para o desempenho de suas atribuições. porque. Esse poder há de ser usado. estando sujeito ao ordenamento jurídico geral e às leis administrativas especiais. fundamentado nos princípios da confiança e da descentralização da decisão. No presente momento. cargo. . conseqüentemente. À avaliação sistemática. da descentralização. função. bem como dos excessos formais e anacronismos do modelo burocrático tradicional. Fora dessa generalidade não se poderá indicar o que é poder e o que é dever do gestor público. do controle por resultados e da competição administrada.como cliente dos seus serviços. descentralização de funções. fundamentalmente. exige formas flexíveis de gestão. A reforma doaparelho do Estado no Brasil significará. acrescentam-se os princípios da orientação para o cidadão-cliente. com responsabilidades próprias de suas atribuições. é fundamental ter clara a dinâmica da administração racional-legal ou burocrática. Os poderes e deveres do administrador público são os expressos em lei.da mudança de estruturas organizacionais e da adoção de valores e de comportamentos modernos no interior do Estado. os impostos pela moral administrativa e os exigidos pelo interesse da coletividade. e as características que ainda se mantêm válidas como formas degarantir efetividade à Administração Pública. agora. Não se trata simplesmente de descartá-la.

a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao Erário. um dever para o agente que o detém. tipificaria o crime de abuso de autoridade. Se para o particular o poder de agir é uma faculdade. Este conceito está presente na Constituição da República. quando despido da função ou fora do exercício do cargo. definido e punido pela Lei nº 4. a perda da função pública.normalmente. é atribuído à autoridade para remover os interesses particulares que se opõem ao interesse público. É esse poder que empresta autoridade ao agente público quando recebe da lei competência decisória e força para impor suas decisões aos administrados. administrativas e penais. como a perfeição do trabalho e sua adequação técnica aos fins. no sentido de que quem o detém está sempre na obrigação de exercitá-lo. e não como privilégio da pessoa que o exerce. a verificação da eficiência atinge os aspectos quantitativos e qualitativos do serviço. Tal conduta caracterizaria abuso de poder e. Assim. não pode usar da autoridade pública. nos seguintes termos: “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. de 9/12/65. o agente. no Direito Público é uma imposição. Por isso mesmo. Nessas condições. o poder de agir se converte no dever de agir. sem prejuízo da ação penal cabível” (art.898. perfeição e rendimento funcional. conforme o caso. que pune a improbidade na Administração com sanções políticas. Dever de Probidade O dever de probidade está constitucionalmente integrado na conduta do administrador público como elemento necessário à legitimidade de seus atos. se no Direito Privado o poder de agir é uma faculdade. desde que se apresente o ensejo de exercitá-lo em benefícioda comunidade. para o administrador público é uma obrigação de atuar. § 4º). Assim. nem invocá-la ao talante de seu capricho para superpor-se aos demais cidadãos. Eis por que a Administração responde civilmente pelas omissões ou comissões lesivas de seus agentes. É que o Direito Público ajunta ao poder do administrador o dever de administrar. portanto. comoatributo do cargo ou da função. na forma e gradação prevista em lei. A eficiência abrange a produtividade do exercente do cargo ou da função. Poder-Dever de Agir O poder tem para o agente público o significado de dever para com a comunidade e para com os indivíduos. pois não se admite a omissão da autoridade diante de situações que exigem sua atuação. para aquilatar seu rendimento efetivo. 37. Dever de Prestar Contas . seu custo operacional e sua real utilidade para os administrados e para a Administração. Dever de Eficiência Dever de eficiência é o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza. O poder administrativo.

sempre ilícito. deveconformar-se com a lei. porqueambas são capazes de afrontar a lei e causar lesão a direito individual do administrado. para ser irrepreensível. quer o ato seja doloso ou culposo. está obrigada. não toleradas peloDireito e nulificadoras dos atos que as encerram. à gestão financeira. só se movendo com liberdade na estreita faixa da conveniência e oportunidade administrativas. lesa o patrimônio jurídico individual. embora competente para praticar o ato. Daí por que todo ato abusivo énulo. o ato administrativo expõe-se à nulidade. A prestação de contas não se refere apenas aos dinheiros públicos.898. ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidadesadministrativas. o emprego arbitrário da força. . por lei. O uso do poder é lícito: o abuso. em relação a motivo e conteúdo. capricho. mas a todos os atos de governo e de administração. O discricionarismo da Administração não vai aoponto de encobrir arbitrariedade.A inércia da autoridade administrativa. Até mesmo nas chamadas atividades discricionárias o administrador público fica sujeito às prescrições legais quanto à competência. ABUSO DO PODER: EXCESSO DE PODER E DESVIO DE FINALIDADE (LEI Nº 4. má-fé ou imoralidade administrativa. O poder administrativo concedido à autoridade pública tem limites certos e forma legal de utilização. DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965) Uso e Abuso do Poder A Administração Pública deve obediência à lei em todas as suas manifestações. Qualquer ato de autoridade. mas usado nos justos limites que o bem-estar social exigir. é sempre inválido. deixando de executar determinada prestação deserviços a que. com a moral da instituição e com o interesse público. Autilização desproporcional do poder. nos motivos ou nos fins. violências.O dever de prestar contas é decorrência natural da administração como encargo de gestão de bens e interesses alheios. O ato administrativo – vinculado ou discricionário – há de ser praticado comobservância formal e ideológica da lei. finalidade e forma. O abuso do poder tanto pode revestir a forma comissiva como a omissiva. Uso do Poder O poder é confiado ao administrador público para ser usado em benefício dacoletividade administrada. por excesso ou desvio de poder. Não é carta branca para arbítrios. Sem essesrequisitos. perseguições oufavoritismos governamentais. Exato na forma e inexato no conteúdo. É formaomissiva de abuso do poder. ou seja. a violência contra oadministrado constituem formas abusivas do uso do poder estatal. Abuso do Poder O abuso do poder ocorre quando a autoridade.

• Desvio de finalidade O desvio de finalidade ou de poder verifica-se quando a autoridade. ou quando outorga uma permissão sem interesse coletivo. ainda. ainda. complementando esse sistema de proteção contra osexcessos de poder com a Lei nº 4. Tais desvios ocorrem. A Lei Regulamentar da Ação Popular (Lei nº 4. a). cabível contra ato de qualquer autoridade (CF. há de ser surpreendido e identificado por indícios e circunstâncias que revelem a distorção do fim legal substituído habilidosamente por um fim ilegal ou imoral.717. que pune criminalmente esses mesmos abusos de autoridade. O gênero abuso do poder ou abuso de autoridade reparte-se em duas espéciesbem caracterizadas: o excesso de poder e o desvio de finalidade. sem atender aos fins objetivados pela licitação. embora competente para praticar o ato. Dentre os elementos indiciários do desvio de finalidade. Tudo isso dificulta a prova do desvio de poder ou de finalidade. está a falta de motivo ou a discordância dos motivos com o ato praticado. e assegurou a toda pessoa o direito de representação contra abusos deautoridades (art. vai além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas. pratica o ato por motivos ou com fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse público. já decidiu o STF que: “Indícios vários e concordantes são prova”. uma terceira forma de abuso de poder que é a omissão. na realidade. Diante disto. 5º. art. quando a autoridade pública decreta uma desapropriação alegando utilidade pública. XXXIV. o abuso do poder tem merecido sistemático repúdio da doutrina e dajurisprudência. de 29/6/65) já consigna o desvio de finalidade como vício nulificador do ato administrativo lesivo do patrimônio público e o considera caracterizado quando “o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto. embora atuando nos limites de sua competência. a satisfazer interesse pessoal próprio ou a favorecer algum particular com a subseqüente transferência do bem expropriado. eLei nº 1.Entre nós. para seu combate. explícita ou implicitamente. e. LXIX. não desejado pelo legislador. 5º. A propósito. por exemplo. mas não a torna impossível se recorrermos aos antecedentes do ato e à sua destinação presente e futura por quem o praticou. quando classifica um concorrente por favoritismo. na regra de . ou. o constituinte armou-nos com o remédio heróico domandado de segurança.533/51). • Excesso de poder O excesso de poder ocorre quando a autoridade. de 9/12/65. O ato praticado com desvio de finalidade – como todo ato ilícito ou imoral – ou é consumado às escondidas ou se apresenta disfarçado sob o capuz da legalidade e do interesse público.898. Há. mas visando.

é preciso começar pelo estabelecimento de um modelo conceitual que categorize os diversos segmentos da ação do Estado. tornando-se necessária. etc. Serviços não-Exclusivos – setor onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não-estatais e privadas. seja porque são atividades naturalmente monopolistas. no Poder Executivo. os centros de pesquisa e os museus. nas quais o controle via mercado não é possível. é o setor onde as decisões estratégicas são tomadas. Produção de Bens e Serviços para o Mercado – setor que corresponde à área deatuação das empresas. São serviços em que se exerce o poder extroverso do Estado – o poder deregulamentar. está presente porque os serviços envolvem direitos humanos fundamentais. entretanto. é possível distinguir quatro setores: Núcleo Estratégico – setor que define as leis e as políticas públicas e cobra o seucumprimento. ao Presidente da República. a fiscalização do cumprimento de nor-mas sanitárias. as economias produzidas imediatamente se espalhampara o resto da sociedade. o controle do meio ambiente. responsáveis pelo planejamento e pela formulação das políticas públicas. os do setor deinfra-estrutura. deregulamentação rígida. o subsídio à educação básica. na medida que produzem ganhos que não podem ser apropriados poresses serviços através do mercado. o serviço de trânsito. como os da educação e da saúde. os hospitais. ou porque possuem “economiasexternas” relevantes. não podendo ser transformadas em lucros. aos ministros e aos seus auxiliares e assessores diretos. o serviço de emissão de passaporte. OS SETORES DO ESTADO Para tornar a Administração Pública eficaz. no caso de privatização. estão no Estado seja porque faltou capital ao setor privado para realizar o investimento. é caracterizado pelas atividades econômicas voltadas para o lucro que ainda permanecem no aparelho do Estado. a previdência social básica. fazendo com que seu foco de atenção seja coerente com uma ação voltada para o cidadão. corresponde aospoderes Legislativo e Judiciário.competência” (art. Com essa conceituação legal. . Atividades Exclusivas – setor em que são prestados serviços que só o Estadopode realizar. 2º. e. ao Ministério Público e. por exemplo. como exemplo. são exemplos destesetor as universidades. temos a cobrança e fiscalização deimpostos. como. No aparelho do Estado. as instituições desse setor não possuem opoder de Estado. fiscalizar e fomentar. este. o desvio de finalidade entrou definitivamente para nosso Direito Positivo como causa de nulidade dos atos da Administração. e parágrafo único). a polícia.

No campo das atividades exclusivas do Estado. desde que acompanhada por um seguro sistema de regulação. O que importa saber é. Não éprivada. . extremamente relevante: a propriedade pública não-estatal. a gestão privada tenderá a ser a mais adequada. que sejam cumpridas. o que importa é atender aos cidadãos com boa qualidade a um custo baixo. dos serviços não-exclusivos e daprodução de bens e serviços. constituída pelas organizações sem fins lucrativos. a propriedade privada é aregra. que não são propriedade de nenhum indivíduo ou grupo e estão orientadas diretamente para o atendimento do interesse público. se. o fundamental é que as decisões sejam as melhores e. Nasatividades exclusivas de Estado. Setores do Estado e formas de propriedade Ainda que se considerem apenas duas formas de propriedade – a estatal e a privada. a propriedade também só pode ser estatal. uma vez tomadas as decisões. tanto no que se refere às suas prioridades. Nestes setores a administração deve ser necessariamente gerencial. porque se trata de um tipo de serviço por definição subsidiado. onde o poder extroverso é exercido. se as decisões que estãosendo tomadas pelo Governo atendem eficazmente ao interesse nacional. O tipo de propriedade mais indicado variará de acordo com o setor do aparelho do Estado. estas são de fato cumpridas. quanto aos princípios administrativos adotados. se correspondemaos objetivos mais gerais aos quais a sociedade brasileira está voltada ou não. Mesmo neste caso. Neste setor. Não é estatal porque aí não se exerce o poder de Estado. primeiro. No núcleo estratégico. o mais adequado é um misto de Administração Pública Burocrática e Gerencial. existe no capitalismo contemporâneo uma terceira forma intermediária depropriedade. a propriedade tem que ser necessariamente estatal. E fazer mais com menos.OS SETORES DO ESTADO SETORES DO ESTADO E TIPOS DE GESTÃO Cada um desses quatro setores referidos apresenta características peculiares. a propriedade ideal é apública não-estatal. A propriedade estatal só se justifica quando não existem capitais privados disponíveis ou então quando existe um monopólio natural. No núcleo estratégico. No setor de produção de bens e serviços para o mercado. Já para o setor não-exclusivo ou competitivo do Estado. emseguida. Segundo.

através dos meios de controle. operacional e financeira. realiza um serviço destacado da Administração direta. empresas públicas e sociedades de economia mista apresentam três pontos em comum: autonomia. e são responsáveis pela execução de atividades de Governo que necessitam ser desenvolvidas de forma descentralizada. pessoa jurídica de direito público. com capital exclusivo da União. para executar atividades típicas da Administração Pública de natureza administrativa. Exs. A autarquia. fundações públicas. pessoa jurídica de direito público ou privado. Empresas Públicas. Fundações Públicas. com personalidade jurídica de direito público. a sociedade de economia mista. pessoa jurídica de direito privado. • Administração Indireta É composta por entidades que possuem personalidade jurídica própria. A vinculação das entidades da Administração indireta aos Ministérios traduz-se pela supervisão ministerial (controle finalístico). assim. constituída sob a forma de sociedade anônima e sob o controle majoritário da União ou de outra entidade da Administração indireta. para seu melhor funcionamento.Administração pública indireta (descentralização) Espécies e Atributos As pessoas jurídicas que integram a Administração indireta da União autarquias. a empresa pública. personalidade jurídica e patrimônio próprio. gestão administrativa e financeira descentralizada. a harmonização de suas atividades com a política e a programação do Governo. que tem por objetivos principais a verificação dos resultados. que requeiram. Sociedades de Economia Mista e Consórcios Públicos. tem por objetivo a exploração de atividade econômica ou prestação de serviços públicos. realiza atividades apenas de interesse público (social). pessoa jurídica de direito privado. revestindo qualquer das formas admitidas em Direito. exercendo. patrimônio e receitas próprios. As entidades da Administração indireta vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência enquadra-se sua principal atividade e classificam-se em Autarquias. atividades típicas da Administração Pública. tem por finalidade a exploração de atividade econômica por força de contingência ou de conveniência administrativa. a eficiência de sua gestão e a manutenção de sua autonomia administrativa.: INSS – Instituto Nacional do Seguro Social BACEN – Banco Central do Brasil b) Fundação pública . a) Autarquia Entidade criada por lei específica. a fundação pública. a prestação de serviços públicos.

criada em virtude de lei autorizativa e registro em órgão competente ou por lei específica. Exs. sem fins lucrativos. criada para exploração de atividades econômicas ou prestação de serviços que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa. à União (se Federal) ou a entidade da Administração indireta. 37.A Administração pública indireta Características Comuns às Entidades da Administração Indireta: I – são pessoas administrativas (não legislam). cujas ações com direito a voto pertençam. com autonomia administrativa. mas não política. III – possuem patrimônio e personalidade próprios. Caberá à Lei Complementar dizer a sua área de atuação (art. em sua maioria absoluta.: PETROBRAS – Petróleo Brasileiro S. podendo revestir-se de qualquer das formas societárias admitidas em Direito.: IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ENAP – Fundação Escola Nacional de Administração Pública c) Empresa pública Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado.A BB – Banco do Brasil S.: ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária d) Sociedade de economia mista Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. instituída mediante lei autorizadora e registro em órgão próprio para exploração de atividade econômica ou prestação de serviços públicos. Exs.666/93). CF). sob a forma de sociedade anônima.* .Entidade dotada de personalidade jurídica de direito público ou de direito privado. IV – sujeitam-se à licitação (Lei nº 8. para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. Exs. XIX. patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção. II – possuem autonomia administrativa e financeira. e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes. com patrimônio próprio e capital exclusivo do Governo.

pesquisa e estudos técnicos (IBGE. IV – gozam de imunidade de impostos e outros privilégios como impenhora bilidade de seus bens. X – o seu pessoal é agente público. etc. . sendo que as Fundações poderão ser criadas com personalidade jurídica de direito privado. 37. XVII. VI – produzem atos de administração e atos administrativos. Características ou Atributos Comuns às Autarquias e Fundações: I – possuem personalidade jurídica de direito público. V – têm suas causas julgadas pela Justiça Federal. quando federais.V – vinculadas aos órgãos da Administração direta. IX – seus atos gozam de presunção de veracidade. exceto as de acidente de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho (Vide arts.112/90. recreativa e educativa (caráter social). Enquanto as autarquias realizam atividades típicas de Estado (administrativas). III – seu pessoal é servidor público regido pela Lei nº 8. 109 e 144 da CF). A principal diferença entre as autarquias e fundações está na finalidade. 37.). II – criadas sem fins lucrativos. IPEA. da Constituição Federal). da Constituição Federal). VII – a elas se aplica a vedação constitucional para acumulação de cargos públicos (art. as fundações desempenham atividades atípicas de Estado: assistência social. VIII – o ingresso em seus quadros dar-se-á por concurso público (art. * As empresas estatais no exercício de atividade-fim não estão obrigadas a licitar. II. auto-executoriedade e imperatividade.

IV – podem explorar atividades de natureza ecônomica. do capital votante (50% + uma ação ordinária) pertence ao Poder Público. VII – não se sujeitam a falência.. nas empresas públicas é de 100% a participação do Estado na formação do capital. Obs.: As sociedades de economia mista são criadas somente sob a forma de S.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA Características ou Atributos Comuns às Empresas Públicas e às Sociedades de Economia Mista: (Empresas Estatais) I – possuem personalidade jurídica de direito privado.: ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA (CENTRALIZAÇÃO) . VI – suas causas trabalhistas são julgadas pela justiça do trabalho. A principal diferença entre elas está na formação do capital social. III – podem ter lucro (superávit). V – seu pessoal é empregado público. no mínimo. Exs. regidas por Estatuto Social. Enquanto nas sociedades de economia mista a maioria absoluta. regido pela CLT. II – são empresas estatais ou governamentais. prestação de serviços e até industrial.A.

de 28/5/03. de 13/5/04). IV – a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. (A Lei nº 10.869. com as alterações da Lei nº 10. VIII – a Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República. pela Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica. pela Casa Civil. incluiu a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial dentre os órgãos de assessoramento imediato ao Presidente da República) Junto à Presidência da República funcionarão. da Lei nº 10. III – a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. como órgãos de consulta do Presidente da República: I – o Conselho da República. DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA A Presidência da República é constituída.678.678. VI – o Advogado-Geral da União.683. pela Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais. IX – o Porta-Voz da Presidência da República. V – o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte. II – a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. DOS MINISTÉRIOS Da Denominação . Integram a Presidência da República como órgãos de assessoramento imediato ao Presidente da República: I – o Conselho de Governo. Integram ainda a Presidência da República: I – a Controladoria-Geral da União. V – a Secretaria Especial dos Direitos Humanos. de 23 de maio de 2003. de 23/5/03. essencialmente. II – o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. IV – o Conselho Nacional de Política Energética. pelaSecretaria Geral. II – o Conselho de Defesa Nacional. III – o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.A Administração direta é composta pelos órgãos integrantes da Presidência da República e pelos Ministérios (Lei n° 10. VII – a Assessoria Especial do Presidente da República. pelo Gabinete Pessoal e pelo Gabinete de Segurança Institucional.

X – da Educação.do Trabalho e Emprego. Indústria e Comércio Exterior.de Minas e Energia. XX – da Saúde. XII – da Fazenda.dos Transportes.do Meio Ambiente. VI – da Cultura.das Relações Exteriores.da Justiça. XV . XI – do Esporte. o Ministro de Estado do Controle e da Transparência e o Presidente do Banco Central. o Chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República. II – do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. XXI . . São Ministros de Estado os titulares dos Ministérios. XIII – da Integração Nacional. XXIII – do Turismo.Os Ministérios são os seguintes: I – da Agricultura. o Advogado-Geral da União. XVIII – da Previdência Social. V – das Comunicações. IV – da Ciência e Tecnologia. VII – da Defesa.do Planejamento. VIII – do Desenvolvimento Agrário. XVII . XXII . XVI . o Chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica. o Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. IX – do Desenvolvimento. o Chefe da Casa Civil. XIX . III – das Cidades. Orçamento e Gestão. o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Pecuária e Abastecimento. XIV .

Pecuária e Abastecimento: a) política agrícola.Das Áreas de Competência Os assuntos que constituem área de competência de cada Ministério são os seguintes: I – Ministério da Agricultura. j) meteorologia e climatologia. 1) cooperativismo e associativismo rural. d) política nacional de renda de cidadania. inclusive das atividades de heveicultura. agroenergia. h) proteção. inclusive em ações de apoio às atividades exercidas pelo Ministério da Fazenda. voltados ao processo produtivo agrícola e pecuário. conservação e manejo do solo. g) classificação e inspeção de produtos e derivados animais e vegetais. c) mercado. e abastecimento agropecuário. abastecimento. inclusive eletrificação rural. inclusive estoques . i) pesquisa tecnológica em agricultura e pecuária. ar- b) produção e fomento agropecuário. abrangendo produção mazenagem e garantia de preços mínimos. p) planejamento e exercício da ação governamental nas atividades do setor agroindustrial canavieiro. m) energização rural. o) política relativa ao café. relativamente ao comércio exterior. comercialização reguladores e estratégicos. b) política nacional de segurança alimentar e nutricional. n) assistência técnica e extensão rural. d) informação agrícola. II – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome: a) política nacional de desenvolvimento social. e) defesa sanitária animal e vegetal. c) política nacional de assistência social. f) fiscalização dos insumos utilizados nas atividades agropecuárias e da prestação de serviços no setor. açúcar e álcool. e comercialização.

b) políticas setoriais de habitação. III – Ministério das Cidades: a) política de desenvolvimento urbano. estaduais. de renda de cidadania e de assistência social. do Distrito Federal e municipais e as ações da sociedade civil ligadas ao desenvolvimento social. com o setor privado e organizações não-governamentais. acompanhamento. urbanização. l) aprovação dos orçamentos gerais do Serviço Social da Indústria – SESI. saneamento básico e ambiental. avaliação e supervisão de planos. normatização e gestão da aplicação de recursos em políticas de desenvolvimento urbano. saneamento e transporte urbano. coordenação. supervisão e avaliação da execução das políticas de desenvolvimento social. de habitação. trânsito e desenvolvimento urbano. saneamento ambiental. e) planejamento. transporte urbano e trânsito. de renda de cidadania e assistência social. bem assim para a adoção de bacias hidrográficas como unidades básicas do planejamento e gestão do saneamento. transporte urbano e trânsito. estaduais. f) participação na formulação das diretrizes gerais para conservação dos sistemas urbanos de água. g) orientação.e) articulação com os governos federal. controle e avaliação da operacionalização de programas de transferência de renda. . de segurança alimentar e nutricional. habitação. orientação. d) política de subsídio à habitação popular. em articulação com as diversas esferas de governo. IV – Ministério da Ciência e Tecnologia: a) política nacional de pesquisa científica e tecnológica. do Serviço Social do Comércio – SESC e do Serviço Social do Transporte – SEST. h) normatização. c) promoção. de saneamento básico e ambiental. à produção alimentar. alimentação e nutrição. do Distrito Federal e municipais e a sociedade civil no estabelecimento de diretrizes para as políticas nacionais de desenvolvimento social. b) planejamento. transporte urbano. de renda de cidadania e de assistência social. j) coordenação. f) articulação entre as políticas e programas dos governos federal. à renda de cidadania e à assistência social. de ações e programas de urbanização. regulação. i) gestão do Fundo Nacional de Assistência Social. segurança alimentar e nutricional. supervisão e controle das atividades da ciência e tecnologia. segurança alimentar e nutricional. programas e projetos relativos às áreas de desenvolvimento social. supervisão.

c) delimitação das terras dos remanescentes das comunidades dos quilombos. g) relacionamento internacional das Forças Armadas. bem como determinação as suas demarcações. d) serviços postais.c) política de desenvolvimento de informática e automação. f) política nuclear. j) política de mobilização nacional. e) política espacial. b) política e estratégia militares. d) projetos especiais de interesse da defesa nacional. m) política de comunicação social nas Forças Armadas. c) controle e administração do uso do espectro de radiofreqüências. f) operações militares das Forças Armadas. i) legislação militar. VI – Ministério da Cultura: a) política nacional de cultura. e) inteligência estratégica e operacional no interesse da defesa. que serão homologadas mediante decreto. . c) doutrina e planejamento de emprego das Forças Armadas. g) controle da exportação de bens e serviços sensíveis. n) política de remuneração dos militares e pensionistas. inclusive radiodifusão. b) regulamentação. 1) política de ciência e tecnologia nas Forças Armadas. outorga e fiscalização de serviços de telecomunicações. V – Ministério das Comunicações: a) política nacional de telecomunicações. h) orçamento de defesa. VII – Ministério da Defesa: a) política de defesa nacional. d) política nacional de biossegurança. b) proteção do patrimônio histórico e cultural.

efetivos. c) metrologia. e) regulamentação e execução dos programas e atividades relativas ao comércio exterior. VIII – Ministério do Desenvolvimento Agrário: a) reforma agrária. adestramento e aprestamento das forças navais. b) promoção do desenvolvimento sustentável do segmento rural constituído pelos agricultores familiares. s) assistência à saúde. terrestres e aéreas. . social e religiosa das Forças Armadas. u) política marítima nacional. visando a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. q) logística militar. f) aplicação dos mecanismos de defesa comercial. bem como fomento às atividades de pesquisa e desenvolvimento. d) políticas de comércio exterior. organização. p) atuação das Forças Armadas. IX – Ministério do Desenvolvimento. produção e exportação em áreas de interesse da defesa e controle da exportação de material bélico de natureza convencional. bem como sua cooperação com o desenvolvimento nacional e a defesa civil e ao apoio ao combate a delitos transfronteiriços e ambientais. z) infra-estrutura aeroespacial. x) política aeronáutica nacional e atuação política nacional de desenvolvimento das atividades aeroespaciais.o) política nacional de exportação de material de emprego militar. quando couber. t) constituição. aeronáutica e aeroportuária. empresa de pequeno porte e artesanato. r) serviço militar. normalização e qualidade industrial. h) formulação da política de apoio à microempresa. v) segurança da navegação aérea e do tráfego aquaviário e salvaguarda da vida humana no mar. do comércio e dos serviços. na garantia da lei e da ordem. b) propriedade intelectual e transferência de tecnologia. Indústria e Comércio Exterior: a) política de desenvolvimento da indústria. g) participação em negociações internacionais relativas ao comércio exterior.

g) fiscalização e controle do comércio exterior. d) administração das dívidas públicas interna e externa. controle interno. auditoria e contabilidade públicas. . ensino médio. concurso ou operação assemelhada. que objetivem a aquisição de bens de qualquer natureza. pesquisa informação e e pesquisa extensão educacional. poupança popular. XI – Ministério do Esporte: a) política nacional de desenvolvimento da prática dos esportes. b) política. universitária. crédito. fiscalização e arrecadação tributária e aduaneira. organismos multilaterais e agências governamentais. b) intercâmbio com organismos públicos e privados. fundo mútuo e outras formas associativas assemelhadas. exceto ensino militar. internacionais e estrangeiros. f) preços em geral e tarifas públicas e administradas. c) estímulo às iniciativas públicas e privadas de incentivo às atividades esportivas. coordenação. educação de jovens e adultos.i) execução das atividades de registro do comércio. d) e) f) avaliação. c) educação em geral. compreendendo ensino fundamental. b) educação infantil. h) realização de estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura econômica. ressalvadas as competências do Conselho Monetário Nacional: 1 a distribuição gratuita de prêmios a título de propaganda quando efetuada mediante sorteio. X – Ministério da Educação: a) política nacional de educação. capitalização. c) administração financeira. ensino superior. e) negociações econômicas e financeiras com governos. XII – Ministério da Fazenda: a) moeda. voltados à promoção do esporte. i) autorizar. supervisão e avaliação dos planos e programas de incentivo aos esportes e de ações de democratização da prática esportiva e inclusão social por intermédio do esporte. educação profissional. se guros privados e previdência privada aberta. educação especial e educação a distância. d) planejamento. magistério. instituições financeiras. vale-brinde. 2 as operações de consórcio. nacionais. administração.

direitos ou serviços de qualquer natureza. do respectivo preço. c) estabelecimento de estratégias de integração das economias regionais. parcial ou total. clube. hotel. inclusive cotas de propriedade de entidades civis. Polícias Federal. c) direitos dos índios. mediante oferta pública e com recebimento antecipado. Rodoviária e Ferroviária Federal e do Distrito Federal. b) formulação dos planos e programas regionais de desenvolvimento. inclusive os “Sweepstakes” e outras modalidades de loterias realizadas por entidades promotoras de corridas de cavalos. 6 qualquer outra modalidade de captação antecipada de poupança popular. mediante promessa de contraprestação em bens. 4 a venda ou promessa de venda de direitos. XIII – Ministério da Integração Nacional: a) formulação e condução da política de desenvolvimento nacional integrada. 159 da Constituição Federal. m) obras públicas em faixas de fronteiras. i) obras contra as secas e de infra-estrutura hídrica. centro de recreação ou alojamento e organização de serviços de qualquer natureza com ou sem rateio de despesas de manutenção. 7 exploração de loterias. . d) entorpecentes. j) formulação e condução da política nacional de irrigação. XIV – Ministério da Justiça: a) defesa da ordem jurídica. motel. b) política judiciária. dos direitos políticos e das garantias constitucionais. g) acompanhamento e avaliação dos programas integrados de desenvolvimento nacional. d) estabelecimento das diretrizes e prioridades na aplicação dos recursos dos pro-gramas de financiamento de que trata a alínea c do inciso I do art. segurança pública. e) estabelecimento das diretrizes e prioridades na aplicação dos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste. h) defesa civil. f) estabelecimento de normas para cumprimento dos programas de financiamento dos fundos constitucionais e das programações orçamentárias dos fundos de investimentos regionais. mediante oferta pública e com pagamento antecipado do preço. 1) ordenação territorial.3 a venda ou promessa de venda de mercadorias a varejo. 5 a venda ou promessa de venda de terrenos loteados a prestações mediante sorteio. tais como hospital.

i) ouvidoria das polícias federais. c) proposição de estratégias. imigração e estrangeiros. m) articular. coordenação e administração da política penitenciária nacional. XV – Ministério do Meio Ambiente: a) política nacional do meio ambiente e dos recursos hídricos. b) aproveitamento da energia hidráulica. mecanismos e instrumentos econômicos e sociais para a melhoria da qualidade ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais. assim considerados em lei. integrar e propor as ações do Governo nos aspectos relacionados com as atividades de repressão ao uso indevido. l) defesa dos bens e dos próprios da União e das entidades integrantes da Administração Pública Federal indireta. f) zoneamento ecológico-econômico. XVI – Ministério de Minas e Energia: a) geologia. inclusive nuclear. conservação e utilização sustentável de ecossistemas. f) planejamento. recursos minerais e energéticos. h) ouvidoria-geral dos índios e do consumidor. b) política de preservação. d) petróleo. g) nacionalidade. e biodiversidade e florestas. combustível e energia elétrica. c) realização de estudos e pesquisas para acompanhamento da conjuntura .e) defesa da ordem econômica nacional e dos direitos do consumidor. e) políticas e programas ambientais para a Amazônia Legal. b) avaliação dos impactos socioeconômicos das políticas e programas do Governo Federal e elaboração de estudos especiais para a reformulação de políticas. j) assistência jurídica. XVII – Ministério do Planejamento. c) mineração e metalurgia. aos necessitados. d) políticas para integração do meio ambiente e produção. Orçamento e Gestão: a) participação na formulação do planejamento estratégico nacional. do tráfico ilícito e da produção não autorizada de substâncias entorpecentes e drogas que causem dependência física ou psíquica. integral e gratuita. judicial e extrajudicial.

econômicas. 1) política e diretrizes para modernização do Estado. b) relações diplomáticas e serviços consulares. b) coordenação e fiscalização do Sistema Único de Saúde. . inclusive a dos trabalhadores e dos índios. de organização e modernização administrativa. XIX – Ministério das Relações Exteriores: a) política internacional.869. e) apoio a delegações. h) formulação de diretrizes e controle da gestão das empresas estatais. acompanhamento e avaliação do plano plurianual de investimentos e dos orçamentos anuais. com governos e entidades estrangeiras. proteção e recuperação da saúde individual e coletiva. i) (Revogado pela Lei nº 10. e) viabilização de novas fontes de recursos para os planos de governo.socioeconômica e gestão dos sistemas cartográficos e estatísticos nacionais. d) elaboração. c) participação nas negociações comerciais. f) formulação de diretrizes. d) programas de cooperação internacional. d) informações de saúde. técnicas e culturais. acompanhamento e avaliação dos financiamentos externos de projetos públicos com organismos multilaterais e agências governamentais. de administração de recursos da informação e informática e de serviços gerais. de pessoal civil. XVIII – Ministério da Previdência Social: a) previdência social. c) saúde ambiental e ações de promoção. comitivas e representações brasileiras em agências e organismos internacionais e multilaterais. coordenação das negociações. g) coordenação e gestão dos sistemas de planejamento e orçamento federal. de 13/5/2004.) j) administração patrimonial. b) previdência complementar. XX – Ministério da Saúde: a) política nacional de saúde.

XXI – Ministério do Trabalho e Emprego: a) política e diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio ao trabalhador. portos e participação na coordenação dos rodoviário e vias transportes aquaviário. e) gestão do Fundo Geral de Turismo. no País e no exterior. supervisão e avaliação dos planos e programas deincentivo ao turismo. e) formação e desenvolvimento profissional. medicamentos e alimentos. navegáveis. h) pesquisa científica e tecnologia na área de saúde. cria a pessoa jurídica dos consórcios públicos para a realização de objetivos de interesse comum. aeroviários. b) política e diretrizes para a modernização das relações de trabalho. fluviais e aéreos. g) vigilância de saúde. c) fiscalização do trabalho. g) política de imigração. bem como aplicação das sanções previstas em normas legais ou coletivas. vigilância e controle sanitário de fronteiras e de portos marítimos. empreendimentos e equipamentos dos prestadores de serviços turísticos. c) estímulo às iniciativas públicas e privadas de incentivo às atividades turísticas. de 6 de abril de 2005. marinha mercante. inclusive do trabalho portuário. . especialmente drogas. f) segurança e saúde no trabalho. f) desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Certificação e Classificação das atividades.e) insumos críticos para a saúde. f) ação preventiva em geral. b) promoção e divulgação do turismo nacional. coordenação. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA OS CONSÓRCIOS PÚBLICOS PÚBLICA INDIRETA INTEGRAM A ADMINISTRAÇÃO A Lei nº 11. d) política salarial. XXIII – Ministério do Turismo: a) política nacional de desenvolvimento do turismo. XXII – Ministério dos Transportes: a) b) c) política nacional de transportes ferroviário. d) planejamento.107.

contribuições e subvenções sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do governo. O consórcio público será constituído por contrato cuja celebração dependerá da prévia subscrição de protocolo de intenções. realizada pelo Poder Público. a finalidade. pelo ente da Federação consorciado. VI – as normas de convocação e funcionamento da assembléia geral. dispensada a licitação. sendo cláusulas necessárias do protocolo de intenções as que estabeleçam sobre: I – a denominação. contratos. Os consórcios públicos poderão outorgar concessão. permissão ou autorização e as condições a que deverá atender. Os consórcios públicos poderão emitir documentos de cobrança e exercer atividades de arrecadação de tarifas e outros preços públicos pela prestação de serviços ou pelo uso ou outorga de uso de bens públicos por eles administrados ou. VII – a previsão de que a assembléia geral é a instância máxima do consórcio . e III – ser contratado pela Administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados. permissão ou autorização de obras ou serviços públicos mediante autorização prevista no contrato de consórcio público. dos municípios e do DF. IV – a previsão de que o consórcio público é associação pública ou pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos. inclusive para a elaboração. II – a identificação dos entes da Federação consorciados. Objetivos básicos dos consórcios públicos: I – firmar convênios. dos Estados ou dos Estados e do DF. receber auxílios. acordos de qualquer natureza. II – nos termos do contrato de consórcio de direito público.O consórcio público constituirá associação pública ou pessoa jurídica de direito privado. mediante autorização específica. observada a legislação de normas gerais em vigor. aprovação e modificação dos estatutos do consórcio público. III – a indicação da área de atuação do consórcio. ou interesse social. em assuntos de interesse comum. que corresponde à soma dos territórios dos municípios. promover desapropriações e instituir servidões nos termos de declaração de utilidade ou necessidade pública. V – os critérios para. autorizar o consórcio público a representar os entes da Federação consorciados perante outras esferas de governo. que deverá indicar de forma específica o objeto da concessão. o prazo de duração e a sede do consórcio.

do . ou os com eles conveniados. bem como para seu reajuste ou revisão. na forma e condições da legislação de cada um. deverá ser Chefe do Poder Executivo de ente da Federação consorciado. poderão cederlhe servidores. salvo a doação. X – as condições para que o consórcio público celebre contrato de gestão ou termo de parceria.público e o número de votos para as suas deliberações. O protocolo de intenções deverá ser publicado na imprensa oficial. no caso de a gestão associada envolver também a prestação de serviços por órgão ou entidade de um dos entes da Federação consorciados. VIII – a forma de eleição e a duração do mandato do representante legal do consórcio público que. explicitando: a) as competências cujo exercício se transferiu ao consórcio público. e XII – o direito de qualquer dos contratantes. b) os serviços públicos objeto da gestão associada e a área em que serão prestados. d) as condições a que deve obedecer o contrato de programa. XI – a autorização para a gestão associada de serviços públicos. c) a autorização para licitar ou outorgar concessão. destinação ou cessão do uso de bens móveis ou imóveis e as transferências ou cessões de direitos operadas por força de gestão associada de serviços públicos. as formas de provimento e a remuneração dos empregados públicos. de exigir o pleno cumprimento das cláusulas do contrato de consórcio público. e) os critérios técnicos para cálculo do valor das tarifas e de outros preços públicos. O protocolo de intenções deve definir o número de votos que cada ente da Federação consorciado possui na assembléia geral. bem como os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. O contrato de consórcio público será celebrado com a ratificação. quando adimplente com suas obrigações. obrigatoriamente. permissão ou autorização da prestação dos serviços. sendo assegurado 1 (um) voto a cada ente consorciado. Os entes da Federação consorciados. mediante lei. IX – o número. É nula a cláusula do contrato de consórcio que preveja determinadas contribuições financeiras ou econômicas de ente da Federação ao consórcio público.

com o objetivo de viabilizar a descentralização e a prestação de políticas públicas em escalas adequadas. O consórcio público com personalidade jurídica de direito público integra a Administração indireta de todos os entes da Federação consorciados. que será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. em sua lei orçamentária ou em créditos adicionais. o consórcio público observará as normas de direito público no que concerne à realização de licitação. celebração de contratos. com exceção dos contratos que tenham por objeto exclusivamente projetos consistentes em programas e ações contemplados em plano plurianual ou a gestão associada de serviços públicos custeados por tarifas ou outros preços públicos. operacional e patrimonial pelo Tribunal de Contas competente para apreciar as contas do Chefe do Poder Executivo representante legal do consórcio. após prévia suspensão. mediante a vigência das leis de ratificação do protocolo de intenções. O consórcio público adquirirá personalidade jurídica: I – de direito público. Poderá ser excluído do consórcio público. A execução das receitas e despesas do consórcio público deverá obedecer às normas de direito financeiro aplicáveis às entidades públicas. O consórcio público está sujeito à fiscalização contábil. prestação de contas e admissão de pessoal. A União poderá celebrar convênios com os consórcios públicos. contratos e renúncia de receitas. no caso de constituir associação pública. legitimidade e economicidade das despesas. atos. sem prejuízo do controle externo a ser exercido em razão de cada um dos contratos de rateio.protocolo de intenções. mediante o atendimento dos requisitos da legislação civil. O contrato de rateio será formalizado em cada exercício financeiro e seu prazo de vigência não será superior ao das dotações que o suportam. . II – de direito privado. Os estatutos disporão sobre a organização e o funcionamento de cada um dos órgãos constitutivos do consórcio público. No caso de se revestir de personalidade jurídica de direito privado. as dotações suficientes para suportar as despesas assumidas por meio de contrato de rateio. o ente consorciado que não consignar. Os entes consorciados somente entregarão recursos ao consórcio público mediante contrato de rateio. inclusive quanto à legalidade.

isenções fiscais. ao desenvolvimento tecnológico e à preservação do meio ambiente. à saúde. à proteção e preservação do meio ambiente. sem fins lucrativos. Trata-se. com ênfase nos resultados. que a Administração outorga a uma entidade privada. para que ela possa receber determinados benefícios do Poder Público (dotações orçamentárias. etc.637. As pessoas qualificadas como organizações sociais devem portanto.107/05. 2º) não podem ter fins lucrativos. tem como objetivo permitir a publicização de atividades no setor de prestação de serviços não-exclusivos. mas que não necessite ser prestado pelos órgãos e entidades governamentais. de forma mais flexível e orientados para o cliente-cidadão mediante controle social. um título. à cultura e à saúde. à cultura.A organização e funcionamento dos consórcios públicos serão disciplinados pela legislação que rege as associações civis. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ORGANIZAÇÕES SOCIAIS (LEI Nº 9. cujas atividades estatutárias sejam dirigidas ao ensino. O objetivo da criação das Organizações Sociais foi encontrar instrumento que permitisse a transferência para elas de certas atividades exercidas pelo Poder Público e que melhor seriam pelo setor privado. à pesquisa científica. observar três fundamentos principais: 1º) devem ter personalidade jurídica de direito privado. na verdade. ao desenvolvimento tecnológico. com a valorização do terceiro setor. Organização Social (OS) é uma qualificação. sem fins lucrativos. à pesquisa científica. O Projeto Organizações Sociais. O instrumento que permitirá a qualificação pelo Poder Público das entidades em Organizações Sociais é o Contrato de Gestão para o fim de formar a parceria necessária ao fomento das atividades já mencionadas. DE 15/5/98) São entidades paraestatais dotadas de personalidade jurídica de direito privado. serviço de interesse público. e 3º) devem destinar-se ao ensino. ou seja. no que não contrariar a Lei nº 11. . no âmbito do Programa Nacional de Publicização (PNP).) para a realização de atividades necessariamente de interesse coletivo. baseado no pressuposto de que esses serviços ganharão em qualidade: serão otimizados mediante menor utilização de recursos. de uma forma de parceria.

como pessoas jurídicas de direito privado. que não são propriedade de nenhum indivíduo ou grupo e estão orientadas diretamente para o atendimento do interesse público. O Estado continuará a fomentar as atividades publicizadas e exercerá sobre elas um controle estratégico: demandará resultados necessários ao atingimento dos objetivos das políticas públicas. As OS são um modelo de parceria entre o Estado e a sociedade. Trata-se de uma forma de propriedade pública não-estatal. constituída pelas associações civis sem fins lucrativos. de fato. gozam de uma autonomia administrativa muito maior do que aquela possível dentro do aparelho do Estado.As atividades estatais publicizáveis. em cada caso. Qualificada como Organização Social. como Organização Social. deverá ocorrer concomitantemente à extinção de congênere. Na sua implantação e durante o seu pleno funcionamento. atendendo melhor o cidadão-cliente a um custo menor. a qualificação dessas entidades. As OS tornam mais fácil e direto o controle social. Além disso. cultura e proteção ambiental. inserindo-se no marco legal vigente sob a forma de associações civis sem fins lucrativos. porque o Congresso Nacional terá ativa participação em todo o processo. Incumbirá ao Congresso Nacional decidir pela extinção da entidade. mediante decreto. a entidade estará habilitada a receber recursos financeiros e a administrar bens e equipamentos do Estado. as dotações destinadas à execução dos contratos de gestão entre o Estado e cada instituição deverão estar . Não obstante. por meio do qual serão acordadas metas de desempenho que assegurem a qualidade e a efetividade dos serviços prestados ao público. O contrato de gestão é o instrumento que regulará as ações das OS. na maior parte dos casos. fora da Administração Pública. Estarão. Assim. por meio da participação nos conselhos de administração dos diversos segmentos representativos da sociedade civil. em conjunto com a sociedade. Em contrapartida. ela se obrigará a celebrar um contrato de gestão. embora não representem uma nova figura jurídica. sendo que a Organização Social qualificada para absorver suas atividades adotará a denominação e os símbolos da entidade extinta. integrante da Administração Pública. saúde. Organizações Sociais (OS) são um modelo de organização pública não-estatal destinado a absorver atividades publicizáveis mediante qualificação específica. a sua qualificação. A novidade será. Em compensação. ao mesmo tempo que favorece seu financiamento via compra de serviços e doações por parte da sociedade. anualmente. seus dirigentes são chamados a assumir uma responsabilidade maior. tais como educação. As Organizações Sociais constituem uma inovação institucional. correspondem aos setores onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações privadas. aquelas não-exclusivas de Estado. na gestão da instituição e na melhoria da eficiência e da qualidade dos serviços. portanto. o novo modelo poderá ser avaliado com rigor e transparência.

as Organizações Sociais tenderão a assimilar características de gestão cada vez mais próximas das praticadas no setor privado. a desvinculação administrativa em relação ao Estado não deve ser confundida com uma privatização de entidades da Administração Pública. entender o modelo proposto para as Organizações Sociais como um simples convênio de transferência de recursos. porque as dotações destinadas a essas instituições integrarão o Orçamento da União. alcançando. A disseminação do formato proposto – entidades públicas não-estatais – concorrerá para um novo modelo. Na condição de entidades de direito privado. Com isso. Por outro lado. o que deverá representar. manutenção . onde o Estado tenderá à redução de sua dimensão enquanto máquina administrativa. mas instituições públicas que atuam fora da Administração Pública para melhor se aproximarem das suas clientelas. entre outras vantagens: a contratação de pessoal nas condições de mercado. Não é correto. a direção superior dessas instituições será exercida por um conselho de administração. aprimorando seus serviços e utilizando com mais responsabilidade e economicidade os recursos públicos. a adoção de normas próprias para compras e contratos. as Organizações Sociais não estão sujeitas às normas que regulam a gestão de recursos humanos. cabendo às mesmas um papel central na implementação das políticas sociais do Estado. O Estado não deixará de controlar a aplicação dos recursos que estará transferindo a essas instituições. As Organizações Sociais não serão negócio privado. com participação de representantes do Estado e da sociedade. A implantação das Organizações Sociais ensejará verdadeira revolução na gestão da prestação de serviços na área social. Os contratos e vinculações mútuas serão mais profundos e permanentes. Do ponto de vista da gestão de recursos. contudo. entretanto. compras e contratos na Administração Pública. e ampla flexibilidade na execução do seu orçamento. orçamento e finanças. Além disso. há um significativo ganho de agilidade e qualidade na seleção. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Vantagens das Organizações Sociais O modelo institucional das Organizações Sociais apresenta vantagens claras sobre outras formas de organizações estatais atualmente responsáveis pela execução de atividades não-exclusivas. os mandatos dos representantes da sociedade estarão submetidos a regras que limitam a recondução e obrigam à renovação periódica dos conselhos.expressamente previstas na Lei Orçamentária e ser aprovadas pelo Congresso. contratação. maior eficácia na sua atuação. Para evitar a oligarquização do controle sobre essas entidades. mas o fará por meio de um instrumento inovador e mais eficaz: o controle por resultados. estabelecidos em contrato de gestão.

estão sujeitos a plano de cargos e salários e regulamento próprio de cada Organização Social. ao passo que as organizações estatais estão sujeitas àsnormas do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos.635. de 15/5/98) com o objetivo estratégico de. a concurso público. criadas por lei específica sob a forma de autarquia especial. financeira e contábil governamentais operados no âmbito do SIAFI e sua legislação pertinente. Agências Reguladoras são pessoas jurídicas de direito público interno. para desempenharem atividades típicas de Estado. na conservação do patrimônio público cedido à Organização Social ou patrimônio porventura adquirido com recursos próprios. Esse ganho de agilidade reflete-se. enquanto celetistas. sobretudo.e desligamento de funcionários. Do ponto de vista da gestão orçamentária e financeira as vantagens do modelo Organizações Sociais são significativas: os recursos consignados no Orçamento Geral da União para execução do contrato de gestão com as Organizações Sociais constituem receita própria da Organização Social. para tanto transferindo à iniciativa privada atividades que o Estado exercia. a vantagem evidente do mode-lo Organizações Sociais é o estabelecimento de mecanismos de controle finalísticos. entre outros fins. . houve a necessidade de instituir entidades reguladoras com a função principal de controlar. integrante de Administração indireta. junto com as agências executivas. cuja alocação e execução não se sujeitam aos ditames da execução orçamentária. Verifica-se também nas Organizações Sociais um expressivo ganho de agilidade e qualidade nas aquisições de bens e serviços. A avaliação da gestão de uma Organização Social dar-se-á mediante a avaliação do cumprimento das metas estabelecidas no contrato de gestão. ao invés de meramente processualísticos. que. sujeitam-se a regulamento e processos próprios. as prestações dos serviços públicos e o exercício de atividades econômicas.666/93 e ao SIASG. uma vez que seu regulamento de compras e contratos não se sujeita ao disposto na Lei nº 8. sujeitos a auditorias e inspeções das CISETs e do TCU. Exemplos de OS: – Associação das Pioneiras Sociais – Fundação Roquete Pinto – Laboratório de Luz Síncroton ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA AGÊNCIAS REGULADORAS Como o processo de privatização instituído pelo Governo Federal (Lei nº 9. como no caso da Administração Pública. em toda a sua extensão. ao passo que nas entidades estatais o que predomina é o controle dos meios. Integra o 2º setor (serviços exclusivos). ao SIAPE e à tabela salarial do setor público. No que se refere à gestão organizacional em geral. reduzir o déficit público e sanear as finanças governamentais.

se assim o desejar a própria instituição e. O Contrato de Gestão.649. 51 e 52) A denominação Agência Executiva é uma qualificação a ser concedida. obviamente. nem promove qualquer alteração nas relações de trabalho dos servidores das instituições que venham a ser qualificadas. estabelecerá objetivos estratégicos e metas a . seu Ministério supervisor. de 27 de maio de 1998. É também importante ressaltar que a inserção de uma instituição no Projeto se dá por adesão. Do primeiro pré-requisito – plano estratégico – devem resultar. entre outras. responsáveis por atividades e serviços exclusivos do Estado. por sua vez. as Agências Reguladoras: ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. de 27/5/98. ou seja. por decreto presidencial específico. a autarquias e fundações públicas. com vistas à melhoria dos resultados decorrentes de sua atuação. Conforme estabelecido na Lei n° 9. O Projeto Agências Executivas.649. ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações. os órgãos e entidades responsáveis por atividades exclusivas do Estado candidatam-se à qualificação. que a instituição candidata tenha: a) um plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional em andamento e b) um Contrato de Gestão. firmado com o Ministério supervisor.Foram criadas. então. ações de aprimoramento da qualidade da gestão da instituição. entretanto. e ANP – Agência Nacional do Petróleo. não institui uma nova figura jurídica na Administração Pública. a qualificação de uma instituição como Agência Executiva exige. como prérequisitos básicos. arts. portanto. do atendimento aos seus clientes e usuários e da utilização dos recursos públicos. Não basta. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Agências Executivas (Lei nº 9. a manifestação da vontade das instituições e respectivos Ministérios.

Por outro lado.: INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. mediante o desenvolvimento de um programa de melhoria da gestão. no âmbito interno das organizações (estatais ou não-estatais) contratadas. compromissos de resultados. assim como os indicadores que permitirão mensurar seu desempenho na consecução dos compromissos pactuados no contrato. racionalizada e autonomizada. o contrato de gestão se coloca como um instrumento de gestão estratégica. A concessão de autonomias. entretanto. qualificada como Organização Social. supervisão e avaliação de políticas públicas. um outro aspecto distingue as autarquias e fundações qualificadas como Agências Executivas das demais: o grau de autonomia de gestão que se pretende conceder às instituições qualificadas. condicionantes. firmado entre o Estado. de comum acordo. sempre com vistas ao cumprimento de sua missão. com vistas a atingir uma superior qualidade do produto ou serviço prestado ao cidadão. ou uma entidade não-estatal. mecanismos de avaliação e penalidades. e uma entidade pública estatal. obrigações. busca-se oferecer às instituições qualificadas como Agências Executivas melhores condições de adaptação às alterações no cenário em que atuam – inclusive com relação às demandas e expectativas de seus clientes e usuários – e de aproveitamento de situações e circunstâncias favoráveis ao melhor gerenciamento dos recursos públicos. na medida em que vincula recursos ao atingimento de finalidades públicas. por intermédio de seus ministérios.serem atingidos pela instituição. Seu propósito é contribuir ou reforçar o atingimento de objetivos de políticas públicas. Por parte do Poder Público contratante. Agências Executivas O Contrato de Gestão como um Compromisso de Resultados O contrato de gestão é um compromisso institucional. ADA (Agência Nacional do Desenvolvimento do Amazonas) e ADENE (Agência Nacional do Desenvolvimento do Nordeste). recursos. assim como a . no qual se firmarão. está subordinada à assinatura do Contra-to de Gestão com o Ministério supervisor. Além dos pré-requisitos anteriormente expostos. de forma descentralizada. responsabilidades. Normalização e Qualidade Industrial). a ser qualificada como Agência Executiva. em determinado período de tempo. Ex. Com a ampliação de sua autonomia de gestão. na medida em que direciona a ação organizacional. Um contrato de gestão especifica metas (e respectivos indicadores). o contrato de gestão é um instrumento de implementação.

caso as circunstâncias em que atua a instituição sofram alterações que justifiquem uma redefinição. principalmente. adotado ou convencionado. e também de natureza qualitativa. para mensuração do atingimento das metas propostas. porque deve espelhar a realidade.melhoria da gestão. Como instrumento de acompanhamento. quanto da sociedade. – oferecer uma base para se proceder à comparação entre o atual desempenho da instituição e o desempenho desejado. estando. – possibilitar o controle social. portanto. interna e externamente. São as seguintes as partes básicas de um contrato de gestão: a) disposições estratégicas: objetivos da política pública à qual se refere. deverá ser tornado público. para julgamento da adequação do nível de realização de cada . • Conteúdo Básico O contrato de gestão deve ser um documento flexível e dinâmico. assim como a conclusão das avaliações do desempenho da instituição. do Legislativo e do Judiciário. aos cidadãos/clientes beneficiários de determinadas políticas públicas. Por outro lado. o acompanhamento do desempenho institucional pelo contrato de gestão permitirá que se redefinam os objetivos e metas pactuados. sujeito a mudanças na medida em que se modificarem os objetivos ou o contexto das políticas públicas para as quais está orientado. missão. objetivos estratégicos e metas institucionais com seus respectivos planos de ação. o contrato de gestão permitirá a definição e a adoção de estratégias de ação que se mostrem necessárias para oferecer à instituição melhores condições para o atingimento dos objetivos e metas acordados. tanto por parte do ministério supervisor. Dinâmico. enquanto instrumento-chave que regula o relacionamento entre ministérios e entidades (estatais ou não-estatais) executoras de atividades sob sua supervisão. – definir níveis de responsabilidade e responsabilização. b) indicadores de desempenho: forma de representação quantificável. a fim de se consolidar como o instrumento de acompanhamento e avaliação do desempenho da instituição. Flexível. o contrato também se prestará à avaliação do desempenho dos gestores da instituição. a: – clarificar o foco da instituição. porque seus elementos básicos devem comportar ajustes decorrentes de situações peculia-res. destina-se. por resultados e por comparação com outras instituições. Além disso. O contrato de gestão. O contrato de gestão. tendo como base um determinado padrão de excelência.

o qual será encaminhado ao MPOG. Organizações da sociedade civil de interesse público – OSCIP A Lei nº 9.).790. podendo. flexibilidades. patrimônio. 4º e 5º da Lei nº 9. para a verificação objetiva do grau de atingimento das metas. .ser pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos. Os relatórios parciais e final deverão ser encaminhados ao ministério supervisor. dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Os resultados alcançados deverão ser objeto de análise. c) definição de meios e condições para execução das metas pactuadas: tais como recursos (orçamentários. considerando o horizonte de tempo da avaliação. pelo ministério supervisor. ainda. caso se mostrem inadequados à aferição que se pretende realizar. . de 23 de março de 1999. com base nos seus indicadores. para parecer técnico. em comum acordo com o ministério supervisor. e institui e disciplina o Termo de Parceria. .apresentar cópias autenticadas dos documentos exigidos.atender aos objetivos sociais e às normas estatutárias previstas na Lei. 16 do Código Civil. 3º. De acordo com o art.790/99. níveis de autonomia.meta programada. fundações de direito privado. uma entidade deve atender aos requisitos dos arts. as organizações do Terceiro Setor podem assumir a forma jurídica de sociedades civis ou associações civis ou. pessoal etc. 2º. ou seja: . Para obter a qualificação de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). alterá-los por meio de aditivos ao contrato. Durante esse acompanhamento. para possibilitar a plena eficácia do instrumento. que norteará as correções necessárias de rumo. 1º. é importante a avaliação da eficácia de seus indicadores. d) sistemática de avaliação: tri ou quadrimestralmente o ministério supervisor e a instituição deverão programar reuniões de acompanhamento e avaliação.

É considerada sem fins lucrativos. à maternidade. preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. 1º da Lei nº 9.. diretores. 6º. entre os seus sócios ou associados. XII – estudos e pesquisas. III – promoção gratuita da saúde. empregados ou doadores.742/93. As OSCIPs devem estar voltadas para o alcance de objetivos sociais que tenham pelo menos uma das seguintes finalidades. art. produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas. V – promoção da segurança alimentar e nutricional. a proteção à família. excluídas quaisquer formas de cobranças. É permitida a participação de Servidores Públicos na composição do conselho da OSCIP. observando-se a forma complementar de participação. 30 da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).790/99: (. dividendos. bonificações. 3º da Lei nº 9. VII – promoção do voluntariado. II – promoção gratuita da educação. desenvolvimento de tecnologias alternativas. construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar. conselheiros. Lei nº 8. X – promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza. de acordo com o art. conforme § 1º do art. da cidadania. brutos ou líquidos. eventuais excedentes operacionais. da paz. dos direitos humanos. participações ou parcelas do seu patrimônio. observando-se a forma complementar de participação (o Decreto nº 3.790/99: I – promoção da assistência social (o que inclui. emprego e crédito. arrecadações compulsórias e condicionamentos a doações ou contrapartidas). vedada a percepção de remuneração de subsídio. à infância. VI – defesa. defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico. XI – experimentação. e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social. de novos modelos socioeducativos e de sistemas alternativos de produção. da democracia e de outros valores universais. conforme art. VIII – promoção de direitos estabelecidos.) a pessoa jurídica de direito privado que não distribui.. à velhice ou às pessoas portadoras de deficiência ou a promoção gratuita de assistência à saúde ou à educação ou ainda a integração ao mercado de trabalho). comércio. à adolescência.100/99. define a promoção gratuita da educação e da saúde como os serviços prestados com recursos próprios. IV – promoção da cultura. IX – promoção da ética. não-lucrativa. . auferidos mediante o exercício de suas atividades.

que avalia o conjunto das propostas das OSCIPs. Nesse caso. O edital do concurso deve conter informações sobre prazos. De qualquer modo. administrativos. podendo realizar concursos para a seleção de projetos. forma de apresentação das propostas. A própria OSCIP também pode propor a parceria. Além disso. técnicos ou operacionais – que não tenham sido estipulados no edital do concurso (Decreto . condições. transparente e eficiente. a decisão final sobre a efetivação de um Termo de Parceria cabe ao Estado.Organizações da sociedade civil de interesse público – OSCIP TERMO DE PARCERIA A qualificação como OSCIP não significa necessariamente que a entidade irá firmar Termo de Parceria com órgãos governamentais e. CONCURSO DE PROJETOS O órgão estatal pode escolher a OSCIP com a qual irá celebrar um Termo de Parceria por meio de concurso de projetos (Decreto nº 3. O julgamento é feito por uma comissão designada pelo órgão estatal. o órgão governamental irá avaliar a relevância pública do projeto e sua conveniência em relação a seus programas e políticas públicas. que deverá atestar previamente o regular funcionamento da OSCIP (Decreto nº 3. o órgão estatal tem que manifestar interesse em promover a parceria com OSCIPs. tanto quanto os benefícios para o público-alvo.100/99. 9º).100/99. apresentando seu projeto ao órgão estatal. receber recursos públicos para a realização de projetos. o órgão estatal indicará as áreas nas quais deseja firmar parcerias e os requisitos técnicos e operacionais para isso. art. 23 a 31). Não são aceitos como critérios de julgamento quaisquer aspectos – jurídicos. que é a forma de seleção mais democrática. Para firmar o Termo de Parceria. portanto. arts. critérios de seleção e julgamento e valores a serem desembolsados.

destinados a fins públicos. II – incentivar a parceria entre as OSCIPs e o Estado. criando uma nova qualificação. na hipótese de perda da qualificação de OSCIP. II – adota práticas de gestão administrativa que coíbem a obtenção. Esta nova qualificação inclui as formas recentes de atuação das organizações da sociedade civil e exclui aquelas que não são de interesse público. impessoalidade.100. arts. de forma individual ou coletiva. dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil e sobre as operações patrimoniais realizadas.790/99. preferencialmente que tenha o mesmo objeto social. Os procedimentos para a obtenção da qualificação das entidades como . emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade. economicidade e eficiência. De acordo com o art. por meio do Termo de Parceria. preferencialmente que tenha o mesmo objeto social. III – possui um conselho fiscal ou órgão equivalente. publicidade.790/99 tem como objetivos específicos: I – qualificar as organizações do Terceiro Setor por meio de critérios simples e transparentes.nº 3. de benefícios ou vantagens pessoais. que a parcela do seu patrimônio que houver sido formada com recursos públicos será transferida a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP. Organização da Sociedade Civil de Interesse Público/ OSCIP.790/99 foi regulamentada pelo Decreto nº 3. que se voltam para um círculo restrito de sócios ou que estão (ou deveriam estar) abrigadas em outra legislação. A nova Lei nº 9. A Lei nº 9. 23 a 31). em caso de dissolução da entidade. III – implementar mecanismos adequados de controle social e responsabilização das organizações com o objetivo de garantir que os recursos de origem estatal administrados pelas OSCIPs sejam. IV – prevê. que seu patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP. um novo instrumento jurídico criado para promover o fomento e a gestão das relações de parceria. 4º da Lei nº 9. qual seja. de 30 de junho de 1999. permitindo a negociação de objetivos e metas e também o monitoramento e a avaliação dos resultados alcançados. o estatuto de uma OSCIP deve dizer claramente que a entidade: I – observa os princípios constitucionais da legalidade. em decorrência da participação nos processos decisórios. moralidade.100/99. de fato. V – prevê.

dentre outras. educação e assistência social. acompanhada do recibo de entrega. fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). É importante destacar que a qualificação como OSCIP introduzida pela nova Lei nº 9. de 27 de julho de 1999. Em relação às exigências do estatuto – A ata de eleição da diretoria da entidade. ao trabalho voluntário. 2 Ata de eleição de sua atual diretoria. anexando ao pedido cópias autenticadas em cartório de todos os documentos relacionados a seguir. O CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL .790/99 não substitui a Declaração de Utilidade Pública Federal. 6 Inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes/Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CGC/CNPJ). e o Certificado de Fins Filantrópicos. deve ser xerocopiada e autenticada em cartório antes de ser enviada ao Ministério da Justiça. à defesa dos direitos de grupos específicos da população. 3 Balanço patrimonial. 5 Declaração de Isenção do Imposto de Renda (Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ).790/99. 1 Estatuto registrado em Cartório. referente ao ano-calendário anterior.Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público foram disciplinados pelo Ministério da Justiça por meio da Portaria nº 361. A Lei nº 9. fornecida pelo Ministério da Justiça. 4 Demonstração do resultado do exercício. A qualificação da OSCIP é ato vinculado ao cumprimento dos requisitos instituídos pela Lei nº 9. empreender iniciativas e mobilizar pessoas e recursos necessários ao desenvolvimento social do País. A entidade que deseja se qualificar como OSCIP deve fazer uma solicitação formal ao Ministério da Justiça. na Coordenação de Outorga e Títulos da Secretaria Nacional de Justiça. assumir responsabilidades. que constitui hoje uma orientação estratégica em virtude da sua capacidade de gerar projetos. à proteção ao meio ambiente.790/99 foi elaborada com o principal objetivo de fortalecer o Terceiro Setor. assim como os demais documentos.790/99. A legislação que rege essas qualificações continuará vigorando concomitantemente à Lei nº 9. à concessão de microcrédito. Nele estão incluídas organizações que se dedicam à prestação de serviços nas áreas de saúde.

financeira. mediante Controle Externo e Controle Interno de cada Poder. por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e de Planejamento e Orçamento a ele subordinados. Orçamento e Gestão e na Advocacia Geral da União. Orçamento e Gestão subordinam-se os órgãos centrais do Sistema de Pessoal Civil – SIPEC. com o apoio dos demais sistemas de atividades auxiliares nele existentes. Na Administração Pública Federal. a Secretaria Executiva exerce o papel de órgão setorial dos Sistemas de Pessoal Civil – SIPEC. SISTEMAS DE CONTROLE Os órgãos centrais dos Sistemas de Controle do Poder Executivo encontram-se localizados no Ministério da Fazenda e no Ministério do Planejamento. Conceito de Sistema É um conjunto de partes interdependentes que interagem entre si para a consecução de uma mesma finalidade. Cada sistema possui órgãos setoriais nos Ministérios e Secretarias da Presidência da República e órgãos seccionais nas Autarquias e Fundações Públicas. do Sistema de Serviços Gerais – SISG e do Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática do Setor Público – SISP. Ao Ministério do Planejamento. O Tribunal de Contas da União é responsável pela apreciação de contas. O controle exercido pelo Poder Legislativo realiza-se mediante constituição de Comissões Parlamentares de Inquérito – CPI e pelo Tribunal de Contas da União – TCU. operacional e patrimonial dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal é exercida pelo Congresso Nacional. já . de Administração dos Recursos de Informação e Informática – SISP. No Poder Executivo. Características São as seguintes as principais características dos sistemas de suporte. Nos Ministérios Civis. pelo Sistema de Controle Interno. de Serviços Gerais – SISG e de Planejamento e Orçamento. orçamentária. a atividade de Controle Interno é efetuada. principalmente. A Procuradoria Geral da República também exerce funções de controle.A fiscalização contábil. por bens. valores e dinheiros públicos dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. prestada pelo Presidente da República e demais responsáveis. existem sistemas que servem de suporte ao funcionamento das atividades finalísticas dos órgãos e entidades. de Organização e Modernização Administrativa – SOMAD.

– existe uma atividade de retroalimentação entre seus componentes.institucionalizados na Administração Pública Federal: – são especializados em um conjunto de atividades da mesma natureza. – Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática do Setor Público – SISP. permeiam todas as instituições públicas. executam e avaliam as atividades inerentes a sua área específica. coordenação e acompanhamento e avaliação da implementação das diretrizes e aplicação das normas. SISTEMAS DE CONTROLE Forma de Atuação dos Sistemas Os órgãos integrantes dos sistemas atuam da seguinte forma: a) Funções do órgão central O órgão central é responsável pela formulação das diretrizes relativas à sua área de atuação. ou seja. SISTEMAS DO PODER EXECUTIVO Os principais sistemas de suporte às atividades finalísticas. . – são supridores de recursos para o funcionamento da APF. – possuem órgãos normativos e órgãos executores. – atuam no sentido horizontal. – Sistema de Organização e Modernização Administrativa – SOMAD. – Sistema de Planejamento e Orçamento – SPO. do Poder Executivo Federal são: – Sistema de Controle Interno – SCI. pela elaboração das normas de funcionamento do sistema. b) Funções dos órgãos setoriais e seccionais Os órgãos setoriais e seccionais planejam. pela supervisão. acompanham.

– exercer o controle das operações de crédito. – formular o plano plurianual. da gestão orçamentária. as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. estadual. bem como dos direitos e haveres da União.– Sistema de Serviços Gerais – SISG. distrital e municipal. – Sistema de Contabilidade Federal – SICON. – Sistema de Pessoal Civil – SIPEC. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. – promover a articulação com os Estados. financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública Federal. visando a compatibilização de normas e tarefas afins aos diversos Sistemas. nos planos federal. – comprovar a legalidade e avaliar os resultados. avais e garantias. – formular planos nacionais. Sistema de Controle Interno Finalidades O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem as seguintes finalidades: – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. Sistema de Planejamento e de Orçamento Finalidades O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por finalidade: – formular o planejamento estratégico nacional. quanto à eficácia e eficiência. – gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal. o Distrito Federal e os Municípios. – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. . setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social.

da Vice-Presidência e da Casa Civil da Presidência da República. – órgãos específicos.Organização e Competências O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal compreende as atividades de elaboração. sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados. Os órgãos setoriais e específicos ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema. Orçamento e Gestão. Integram o Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal: – o Ministério do Planejamento. da Advocacia Geral da União. O órgão setorial da Casa Civil da Presidência da República tem como área de atuação todos os órgãos integrantes da Presidência da República. e de realização de estudos e pesquisas socioeconômicas. ressalvados outros determinados em legislação específica. acompanhamento e avaliação de planos. Sistema de Organização e Modernização Administrativa – SOMAD Finalidades São finalidades deste sistema: – definição das competências dos órgãos e entidades. Os órgãos setoriais são as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios. do respectivo órgão setorial. programas e orçamentos. no que couber. cuja missão está voltada para as atividades de planejamento e orçamento. As unidades de planejamento e orçamento das entidades vinculadas ou subordinadas aos Ministérios e órgãos setoriais ficam sujeitas à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central e também. como órgão central. – órgãos setoriais. . Os órgãos específicos são aqueles vinculados ou subordinados ao órgão central do Sistema.

coordenação. que atua por intermédio da Secretaria de Recursos Logísticos e do Departamento de Informação e Informática. São órgãos seccionais as áreas de informática das autarquias e fundações. . Os órgãos seccionais são as unidades que atuam nas áreas de organização e modernização administrativa das Fundações e Autarquias.– organização e desenvolvimento institucional dos órgãos da Administração Pública. Estrutura O órgão central do sistema é o Ministério do Planejamento. extinção e transformação de órgãos e entidades. Orçamento e Gestão. Orçamento e Gestão por intermédio da Secretaria de Estado da Administração e de Patrimônio. Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática – SISP Finalidades Planejamento. – reforma administrativa. – racionalização de métodos e procedimentos administrativos. Os órgãos setoriais são as Secretarias Executivas dos Ministérios Civis por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e das unidades que atuam na área de organização e modernização dos órgãos da Presidência e dos Ministérios Militares. – fusão. Os órgãos setoriais são as Secretarias Executivas dos Ministérios Civis por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e das Unidades de Informática dos Ministérios Militares e órgãos da Presidência. modernização e ordenamento institucional. Estrutura O órgão central do sistema é o Ministério do Planejamento. organização e supervisão dos recursos de informação e informática.

Os órgãos seccionais são as unidades responsáveis pelas atividades de serviços gerais nas autarquias e fundações. – transporte. coordenação. – comunicações administrativas. organização e supervisão das atividades de: – administração de edifícios públicos. organização e supervisão das atividades de: – remuneração. – material. Estruturas O órgão central é o Ministério do Planejamento. – licitações e contratos.Sistema de Serviços Gerais – SISG Finalidades Planejamento. Sistema Pessoal Civil – SIPEC Finalidades Planejamento. . Orçamento e Gestão por intermédio da Secretaria de Estado da Administração e do Patrimônio. coordenação. Os órgãos setoriais são as Secretarias Executivas dos Ministérios Civis por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos e das Unidades de Serviços Gerais dos Ministérios Militares e dos órgãos da Presidência.

as alterações decorrentes de créditos adicionais. as receitas prevista e arrecadada. Orçamento e Gestão da Secretaria da Administração e do Patrimônio. financeira e patrimonial da União. financeira e patrimonial da União e evidenciar: – as operações realizadas pelos órgãos ou entidades governamentais e os seus efeitos sobre a estrutura do patrimônio da União. por intermédio das Subsecretarias de Assuntos Administrativos das áreas de pessoal civil. – perante a Fazenda Pública. O Sistema de Contabilidade Federal tem por finalidade registrar os atos e fatos relacionados com a administração orçamentária. – cadastro. – desenvolvimento e capacitação de pessoal. a despesa empenhada. Os órgãos setoriais são as Secretarias Executivas dos Ministérios Civis. – seleção e recrutamento. Sistema de Contabilidade Federal – SICON Finalidades O Sistema de Contabilidade Federal visa a evidenciar a situação orçamentária. Estrutura O órgão central é o Ministério do Planejamento.– carreira. a situação de todos quantos. – auditoria pessoal. – os recursos dos orçamentos vigentes. liquidada e paga à conta desses recursos e as respectivas disponibilidades. de qualquer modo. . – seguridade social.

O órgão de gestão interna da Casa Civil exercerá também as atividades de órgão setorial contábil de todos os órgãos integrantes da Presidência da República. – órgãos setoriais. Compete às unidades responsáveis pelas atividades do Sistema de Contabilidade Federal: . O Sistema de Contabilidade Federal compreende as atividades de registro. administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados. também. As operações de que resultem débitos e créditos de natureza financeira não compreendidas na execução orçamentária serão. financeira e patrimonial da União. Integram o Sistema de Contabilidade Federal: – a Secretaria do Tesouro Nacional. efetuem despesas. da Vice-Presidência da República. – a situação patrimonial do ente público e suas variações. – a renúncia de receitas de órgãos e entidades federais. Estruturas Os órgãos setoriais são as unidades de gestão interna dos Ministérios.arrecadem receitas. por unidade da Federação beneficiada. objeto de registro. individualização e controle contábil. Os órgãos setoriais ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central do Sistema. além de outros determinados em legislação específica. sem prejuízo da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem integrados. de tratamento e de controle das operações relativas à administração orçamentária. com vistas à elaboração de demonstrações contábeis. como órgão central. – os custos dos programas e das unidades da Administração Pública Federal. da Advocacia-Geral da União e da Casa Civil da Presidência da República. – a aplicação dos recursos da União.

. – realizar tomadas de contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis por bens e valores públicos e de todo aquele que der causa a perda. – com base em apurações de atos e fatos inquinados de ilegais ou irregulares. – elaborar os Balanços Gerais da União. do Distrito Federal e dos Municípios.– manter e aprimorar o Plano de Contas Único da União. financeira e patrimonial nos órgãos e nas entidades da Administração Pública Federal. – consolidar os balanços da União. financeira e patrimonial da União e gerar informações gerenciais necessárias à tomada de decisão e à supervisão ministerial. efetuar os registros pertinentes e adotar as providências necessárias à responsabilização do agente. manter e aprimorar sistemas de informação que permitam realizar a contabilização dos atos e fatos de gestão orçamentária. comunicando o fato à autoridade a quem o responsável esteja subordinado e ao órgão ou unidade do Sistema de Controle Interno. extravio ou outra irregularidade que resulte dano ao erário. com vistas à elaboração do Balanço do Setor Público Nacional. – instituir. – estabelecer normas e procedimentos para o adequado registro contábil dos atos e dos fatos da gestão orçamentária. – promover a integração com os demais Poderes e esferas de governo em assuntos de contabilidade. dos Estados.

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Tribunais de Justiça e de Alçada dos Estados-Membros. Tribunais Regionais Federais. que são agentes administrativos). os Tribunais Judiciários e os Juízes singulares (Supremo Tribunal Federal.ÓRGÃOS PÚBLICOS* São centros de competências instituídos para o desempenho de funções estatais. o Ministério Público Federal e estadual e os Tribunais de Contas da União. redistribuída entre seus cargos. os órgãos públicos classificam-se: • Quanto à Posição Estatal a) Independentes São os originários da Constituição e representativos dos Poderes de Estado – Legislativo. I. Por isso. judiciais e quase-judiciais outorgadas diretamente pela Constituição. os órgãos são meros instrumentos de ação dessas pessoas jurídicas. são também chamados órgãos primários do Estado. dos Estados-membros e Municípios. considera órgão “a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta”. sem qualquer subordinação hierárquica ou funcional. e só sujeitos aos controles constitucionais de um Poder pelo outro. Tribunais do Júri e Varas da Justiça Comum). art. Como partes das entidades que integram. Tribunais Superiores Federais. A Lei nº 9. Executivo e Judiciário – colocados no ápice da pirâmide governamental. por intermédio de seus agentes. Senado Federal. distintos de seus servidores. os quais são órgãos funcionalmente independentes e seus membros integram a categoria dos agentes políticos. inconfundíveis com os servidores das respectivas instituições. Para a eficiente realização de suas funções. cada órgão é investido de determinada competência. 2º. preordenados ao desempenho das funções que lhes forem atribuídas pelas normas de sua constituição e funcionamento. * O tópico Classificação dos Órgãos e Agentes Públicos foi todo inspirado na doutrina do saudoso Hely Lopes Meirelles. com a correspondente parcela de poder necessária ao exercício funcional de seus agentes. Esses órgãos detêm e exercem precipuamente as funções políticas.784/99. Exemplos: Câmara dos Deputados. Presidência da República. Classificação dos Órgãos Públicos Realizando atividades governamentais e administrativas. § 2º. para serem desempenhadas pessoalmente por seus membros (agentes políticos. b) Autônomos São os localizados imediatamente abaixo dos órgãos independentes e .

caracterizando-se como órgãos diretivos. Exemplos: Gabinetes. como ocorre numa portaria. para realizar desconcentradamente sua função principal ou para auxiliar seu desempenho. nas repartições públicas. que são atributos dos órgãos independentes e dos autônomos a que pertencem. Classificação dos Órgãos Públicos • Quanto à Estrutura a) Órgãos simples ou unitários São os constituídos por um só centro de competência. financeira e técnica. prestando-lhe informações e encaminhando seus requerimentos. executam as atividades-meio e atendem ao público. com diversos cargos e agentes. decisão e comando dos assuntos de sua competência específica. as Secretarias de Estado e de Município. que é o órgão simples ou unitário. O número de seus cargos e agentes não influi na unidade orgânica se esta é mantida num único centro de competência. Destinamse à realização de serviços de rotina. Secretarias-Gerais. cumprimento de decisões superiores e primeiras soluções em casos individuais. Não gozam de autonomia administrativa nem financeira. . Essa unitariedade tem levado alguns autores a identificar o órgão simples com o cargo de seu agente e com o próprio agente. coordenação e controle das atividades que constituem sua área de competência. o órgão é a unidade de ação. com reduzido poder decisório e predominância de atribuições de execução. Departamentos e Divisões. o que é um erro. Têm ampla autonomia administrativa. mas sempre sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia mais alta. como são as portarias e seções de expediente. O que tipifica o órgão como simples ou unitário é a inexistência de outro órgão incrustado na sua estrutura. tais como os que. Coordenadorias. c) Superiores São os que detêm poder de direção. tarefas de formalização de atos administrativos. com funções precípuas de planejamento. Inspetorias-Gerais. e o agente é a pessoa física que exercita as funções do órgão. d) Subalternos São todos aqueles que se acham hierarquizados a órgãos mais elevados. o cargo é o lugar reservado ao agente. Exemplos: Os Ministérios. supervisão. Procuradorias Administrativas e Judiciais.diretamente subordinados a seus chefes. controle.

uma Secretaria de Educação – órgão composto – tem na sua estrutura muitas unidades escolares – órgãos menores com atividades-fim idênticas – e órgãos de pessoal.b) Órgãos compostos São os que reúnem na sua estrutura outros órgãos menores. b) Órgãos colegiados ou pluripessoais São todos aqueles que atuam e decidem pela manifestação conjunta e majoritária da vontade de seus membros. não exigem formalidades nem procedimentos especiais. mas todos eles integrados e hierarquizados ao órgão maior. isto é. o maior e de mais alta hierarquia envolve os menores e inferiores. Nos órgãos colegiados. . salvo nos órgãos independentes. enfeixam-nas num só cargo de chefia suprema e atribuem seu exercício a um único titular. distribuídas a vários centros de competência. bastando a autenticação do chefe para que se torne eficaz nos limites de sua competência legal. – órgãos menores com atividades-meio diversificadas – que auxiliam a realização do ensino. que têm o poder de avocação e de revisão dos atos das unidades menores. de transporte. ou seja. que é seu chefe e representante. mas o que caracteriza sua singularidade ou unipessoalidade é o desempenho de sua função precípua por um só agente investido como seu titular. expressa na forma legal. formando com eles um sistema orgânico. nem a de seus integrantes isoladamente: o que se impõe e vale juridicamente é a decisão da maioria. Esses órgãos podem ter muitos outros agentes auxiliares. as Governadorias dos Estados. etc. que passam a realizá-las com mais presteza e especialização. • Quanto à Atuação Funcional a) Órgãos singulares ou unipessoais São os que atuam e decidem por meio de um único agente. No órgão composto. sua atuação funcional. mas sempre sob a supervisão do órgão mais alto e fiscalização das chefias imediatas. não prevalece a vontade individual de seu Chefe ou Presidente. como normalmente os têm. Assim. onde as funções são desconcentradas (e não descentralizadas). de material. as Prefeituras Municipais. com função principal idêntica (atividade-fim realizada de maneira desconcentrada) ou com funções auxiliares diversificadas (atividades-meio atribuídas a vários órgãos menores). regimental ou estatutária. que concentram as funções executivas das respectivas entidades estatais. São exemplos desses órgãos a Presidência da República. A formação e manifestação de vontade desses órgãos.

mandatos ou comissões. CATEGORIAS OU ESPÉCIES 1. Esses agentes ficam em tudo e por tudo sujeitos ao regime da entidade a que servem e às normas específicas do órgão em que trabalham. designação. em regra por nomeação e. investidos em cargos. mandato. nomeação. os representantes diplomáticos e demais autoridades que atuem com independência funcional no desempenho de atribuições governamentais. que lhes são privativos. estranhas ao quadro do servidor público. AGENTES ADMINISTRATIVOS 2. desempenhando suas atribuições com prerrogativas e responsabilidades próprias. Não são servidores públicos. Compreendem as seguintes espécies: . contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo. 327 do Código Penal. excepcionalmente. Têm normas específicas para sua escolha. ainda que transitoriamente ou sem remuneração. AGENTES POLÍTICOS São os componentes do governo nos seus primeiros escalões. são considerados funcionários públicos. para efeitos criminais. judiciais ou quase-judiciais. emprego ou função nas entidades e órgãos públicos. designação ou delegação. eleição. os membros dos Tribunais de Contas (Ministros e Conselheiros). funções. investidura. nem se sujeitam ao regime jurídico estatutário. cargo. por contrato de trabalho. Promotores e Curadores Públicos). Esses agentes atuam com plena liberdade funcional. para o exercício de atribuições constitucionais e percebem como retribuição pecuniária subsídio. os membros das Corporações Legislativas (Senadores. Nessa categoria. São investidos em cargo ou emprego e com retribuição pecuniária.AGENTES PÚBLICOS São todos aqueles que exercem. conduta e processo por crimes funcionais e de responsabilidades. nos expressos termos do art. sujeitos à hierarquia funcional e ao regime jurídico da entidade e que servem ao público. por eleição. Deputados e Vereadores). os membros do Poder Judiciário (Magistrados em geral).1 Servidores Públicos (concursados) São todos aqueles que se vinculam ao Estado ou às suas entidades por relações profissionais. Governadores e Prefeitos) e seus auxiliares imediatos (Ministros e Secretários de Estado e de Município). 2. e. encontram-se os Chefes de Executivo (Presidente da República. estabelecidas na Constituição e em leis especiais. os membros do Ministério Público (Procuradores da República e da Justiça. por nomeação.

aqueles legalmente investidos em emprego público (celetistas – DL nº 5. podendo perceber um pro labore e contar o período de trabalho como de serviço público.1. os 8.849/99 e 2. (art. 2. mas sem qualquer vínculo empregatício ou estatutário e. 2. de sua honorabilidade ou de sua notória capacidade profissional. AGENTES HONORÍFICOS São cidadãos convocados.2. enquanto a desempenham. CF e art. sob o vínculo empregatício. AGENTES PÚBLICOS CATEGORIAS OU ESPÉCIES 3. XVI e XVII). 2.2 os contratados “por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público”. do Distrito Federal e dos Municípios.962/2000). momentaneamente. ou serviços públicos relevantes. porque sua . normalmente. mas. CF). assim como no Poder Legislativo e no Poder Judiciário na esfera administrativa (Leis n 10.112/90). V. de presidente ou membro de comissão de estudo ou de julgamento e outros dessa natureza.1. II. sujeitam-se à hierarquia e disciplina do órgão a que estão servindo. designados ou nomeados para prestar. Aqueles nomeados em português e exonerados em latim ad nutum (art. Servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. sem remuneração. dos Estados. transitoriamente. 37.745/93. 2º da Lei nº 8. 37. funções ou empregos (art.3 os contratados sob o regime de emprego (Lei nº 9. 9. determinados serviços ao Estado.667/03).452/43). 37. exercem uma função pública e.4 os comissionados: – os ocupantes de cargo de livre nomeação e livre exoneração. em razão de sua condição cívica.1 servidores titulares de cargos públicos.2 os empregados públicos. nas autarquias e fundações de direito público da União. 37. de comissário de menores. de mesário eleitoral. (art. IX. de que são exemplos a função de jurado. Os agentes honoríficos não são servidores públicos. Tais serviços constituem o chamado múnus público. Sobre esses agentes eventuais do Poder Público não incidem as proibições constitucionais de acumulação de cargos. CF).

AGENTES DELEGADOS São particulares que recebem a incumbência da execução de determinada atividade. obra ou serviço público e o realizam em nome próprio. Segundo Celso Antonio. constituem uma categoria à parte de colaboradores do Poder Público. as demais pessoas que recebem delegação para a prática de alguma atividade estatal ou serviço de interesse coletivo. servidores estatais. os tradutores e intérpretes públicos. 2 os servidores temporários. 37. sem estarem vinculados a cargo ou emprego público. sem caráter empregatício. Para a Professora Di Pietro. encontram-se os concessionários e permissionários de obras e serviços públicos. 1 os empregados públicos. 327 do Código Penal. os leiloeiros. todavia. contratados sob o regime da legislação trabalhista e ocupantes de emprego público. Somente para fins penais é que esses agentes são equiparados a funcionários públicos quanto aos crimes relacionados com o exercício da função. 2. abrangendo servidores públicos e servidores das pessoas governamentais de Direito Privado. nos expressos termos do art. mas segundo as normas do Estado e sob a permanente fiscalização do delegante. por sua conta e risco. mediante remuneração do Poder Público credenciante. os agentes públicos podem ser divididos em três grupos a saber: 1. nem representantes do Estado.vinculação com o Estado é sempre transitória e a título de colaboração cívica. os servidores estatutários. sujeitos ao regime estatutário e ocupantes de car gos públicos. 5. AGENTES CREDENCIADOS São os que recebem a incumbência da Administração para representá-la em determinado ato ou praticar certa atividade específica. contratados por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público (art. nem honoríficos. eles exercem função. agentes políticos. os serventuários de ofícios ou cartórios não-estatizados.” . 4. particulares em atuação colaboradora com o Poder Público. o grupo dos Servidores Públicos compõe-se de: “1. 3. da Constituição). Nessa categoria. Esses agentes não são servidores públicos. IX.

no desempenho das tarefas administrativas. A discricionariedade não pode ser confundida com a arbitrariedade. a finalidade e a forma são vinculadas ao enunciado legal. informada pelos princípios que regem a Administração. Poder Discricionário É o que a lei defere ao administrador para a prática de um ato. A discricionariedade recai sobre o motivo e o objeto. pressupostos e requisitos procedimentais descritos na norma. pois o legislador não consegue tipificar e regular todas as possíveis situações com que pode se deparar o administrador em seu dia-a-dia. porque a competência. pois comporta atuação nos limites do permissivo legal.PODERES ADMINISTRATIVOS Poderes Administrativos A Administração dispõe de poderes administrativos distintos dos Poderes políticos (Executivo. Trata-se de poder sempre relativo (juris tantum). pois consubstanciam ferramentas de trabalho do Estado. Legislativo e Judiciário) para o desempenho de suas funções. finalidade e forma sempre serão pressupostos ou elementos vinculados do ato. classificam-se os poderes administrativos em discricionário e vinculado. ou com a possibilidade de opção no tocante ao conteúdo. Poder Vinculado ou Regrado É o conferido à Administração para a prática de ato com todos os elementos. Poderes Administrativos Poder Hierárquico . segundo seu próprio juízo quanto à conveniência e oportunidade do mesmo. Trata-se de poderes ditos instrumentais. Trata-se de um poder previsto para o melhor atendimento ao interesse público. De acordo com a maior ou menor margem de liberdade que a lei atribua ao administrador para a prática do ato administrativo. A valoração dos motivos e a escolha do objeto consubstanciam o mérito do ato administrativo. Competência. O administrador age inteiramente vinculado ao enunciado legal sob pena de nulidade do ato.

Poder Disciplinar É uma faculdade punitiva interna por meio da qual a autoridade administrativa pune as infrações funcionais dos servidores e de todos que estiverem sujeitos à disciplina dos órgãos e serviços da Administração. coordenação. Hely Lopes Meirelles entende que se trata de faculdade implícita no poder de chefia da Administração. Poder Regulamentar É o poder atribuído aos Chefes do Executivo para a expedição de decretos para a fiel execução da lei.” (Hely Lopes Meirelles) . que consiste no chamamento a si de atribuições originariamente cometidas a um subordinado. 84. IV e VI). que regulamentem matéria ainda não disciplinada por lei. para suprir as omissões do legislador. A estes incumbem o controle e a correção dos atos administrativos dos seus subordinados. Com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32/01 para o art. em benefício da coletividade ou do próprio Estado. Por ele se estabelecem as relações de subordinação entre os servidores impondo-lhes o dever de obediência aos superiores. para mantêlos ou invalidá-los. Delegação é a atribuição a outrem de funções originariamente cometidas ao que delega. extinção de funções ou cargos públicos. se ainda são admissíveis os decretos autônomos. os superiores apreciam os atos de seus subordinados. estão ínsitas as faculdades de dar ordens e de fiscalizar. com escalonamento pelos diferentes níveis de planejamento. Pela revisão. Poderes Administrativos Poder de Polícia “É a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. No poder hierárquico. controle e execução. A doutrina diverge. Em sentido contrário. São os chamados decretos regulamentares. VI. bem assim as de delegar e avocar as atribuições e de rever os atos dos que se encontram em níveis inferiores da escala hierárquica.É o poder de distribuir funções a diversos órgãos administrativos. atividades e direitos individuais. admite-se a expedição de decreto independente ou autônomo apenas para dispor sobre a organização e funcionamento da administração. situa-se a avocação. diante do texto constitucional em vigor (art. quando não implicar aumento de despesas nem criação ou extinção de órgãos. quando vagos. da Constituição. 84.

interesse ou liberdade. aos costumes. aquela ou esta comprovada pelo respectivo auto de infração. para validade da sanção imposta. lavrado regularmente. A Administração só pode aplicar sanção sumariamente e sem defesa (principalmente as de interdição de atividade. à ordem. a autoexecutoriedade e a coercibilidade. Auto-executoriedade – é a faculdade de a Administração decidir e executar diretamente sua decisão por seus próprios meios. apreensão ou destruição de coisas) nos casos urgentes que ponham em risco a segurança ou a saúde pública. Excluem-se da auto-executoriedade as multas. Atributos do Poder de Polícia Os atributos específicos do Poder de Polícia são a discricionariedade. nos demais casos exige-se o processo administrativo correspondente. como as demais . No uso desse poder. regula a prática de ato ou abstenção de fato. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Entretanto. o ato emanado em razão desse poder passa a ser vinculado. ou quando se tratar de infração instantânea surpreendida na sua flagrância. se a norma legal que o rege estabelecer o modo de sua realização e exteriorização (forma própria ou legal). ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. à disciplina da produção e do mercado. se for o caso. independentemente de mandado judicial. pela via adequada. quando a Prefeitura encontra uma edificação irregular ou oferecendo perigo à coletividade. 78. Se o particular se sentir agravado em seus direitos.Não se confunde com a polícia judiciária e a polícia de manutenção da ordem pública. ela embarga diretamente a obra e promove sua demolição. por determinação própria. sem necessidade de ordem judicial para essa interdição e demolição. Considera-se poder de polícia a atividade da Administração Pública que. que intervirá oportunamente para a correção de eventual ilegalidade administrativa ou fixação da indenização que for cabível. Assim. em razão de interesse público concernente à segurança. ainda que decorrentes do poder de polícia. pois estas atuam sobre pessoas. O Código Tibutário Nacional conceitua o Poder de Polícia em seu art. ao Judiciário. que só podem ser executadas por via judicial. com plenitude de defesa ao acusado. sem intervenção do Judiciário. a Administração impõe diretamente as medidas ou sanções de polícia administrativa necessárias à contenção da atividade anti-social que ela visa a obstar. limitando ou disciplinando direito. por exemplo. Não se deve confundir a auto-executoriedade das sanções de polícia com punição sumária e sem defesa. poderá reclamar. sim. Discricionariedade – consiste na possibilidade da livre escolha pela Administração sobre a conveniência e oportunidade do exercício do poder de polícia. 78. A auto-executoriedade autoriza a prática do ato de polícia administrativa pela própria Administração. à higiene. in verbis: Art.

o de telecomunicações. tipifica ilegalidade nulificadora da sanção. como tal. também. nunca supressão total do direito individual ou da propriedade particular. e essa coerção também independe de autorização judicial. A desproporcionalidade do ato de polícia ou seu excesso equivale a abuso de poder e. quando resistido pelo administrado. quando se tratar de medida punitiva. o de polícia. São exemplos de serviços públicos: o ensino público. SERVIÇOS PÚBLICOS Noções Gerais: Conceito Segundo Hely Lopes Meirelles “serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados. embora lícito e legal o fim pretendido.prestações pecuniárias devidas pelos administradores à Administração. constitui requisito específico para validade do ato de polícia. Poderes Administrativos Poder de Polícia Condições de Validade As condições de validade do ato de polícia são a competência. acrescidas da proporcionalidade da sanção e da legalidade dos meios empregados pela Administração. o de transporte coletivo. a finalidade e a forma. a correspondência entre a infração cometida e a sanção aplicada. restrições. Não há ato de polícia facultativo para o particular. Na escolha do modo de efetivar as medidas de polícia não se compreende o poder de utilizar meios ilegais para sua consecução. ou simples conveniência do Estado”. sim. . A legalidade dos meios empregados pela Administração é o último requisito para a validade do ato de polícia. o de saúde pública. o que só poderá ser feito através de desapropriação. Todo ato de polícia é imperativo (obrigatório para seu destinatário. admitindo até o emprego da força pública para seu cumprimento. para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade. etc. condicionamentos. como. sob normas e controles estatais. O Poder de Polícia autoriza limitações. A proporcionalidade entre a restrição imposta pela Administração e o benefício social que se tem em vista. • Coercibilidade – é a imposição coativa das medidas adotadas pela Administração. pois todos eles admitem a coerção estatal para torná-los efetivos.

São privativos do Poder Público e não podem ser delegados. etc. Públicos São os essenciais à sobrevivência da comunidade e do próprio Estado. etc. de saúde pública. próprios do Estado.: serviço de polícia. administrativos. industriais. De Utilidade Pública São os que são convenientes à comunidade. Exs. de energia elétrica.: segurança. telefone. Municípios) através de seus órgãos da Administração direta. ou seus destinatários podem ser classificados em: • • • • • • • • públicos. Estes serviços não são delegados. impondo-os obrigatoriamente à comunidade. de utilidade pública. e o Poder Público pode prestá-los diretamente ou por terceiros (delegados). Exs. mediante remuneração. finalidade. Próprios do Estado São os que relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público. individuais. A regulamentação e o controle é do Poder Público.: fornecimento de gás. inclusive com medidas compulsórias. Impróprios do Estado .Classificação Os serviços públicos. Exs. de transporte coletivo. Estes serviços visam a facilitar a vida do indivíduo na coletividade. Estes serviços são prestados pelas entidades públicas (União. de saúde pública. de segurança. mas não essenciais. gerais. diz-se que os serviços são centralizados. o Estado é o titular e o prestador do serviço. política. porque são prestados pelas próprias repartições públicas da Administração direta. que é gratuito ou com baixa remuneração. Para serem prestados o Estado pode socorrer-se de suas prerrogativas de supremacia e império.: serviço de polícia. conforme sua essencialidade. higiene e saúde públicas. impróprios do Estado. Estado. Os riscos são dos prestadores de serviço. Neste caso. Exs. Aqui.

Empresas Públicas. A Administração prestaos diretamente ou por entidades descentralizadas (Autarquias. Industriais São os que produzem renda. permissão ou autorização. uma vez que são prestados mediante remuneração (tarifa). Gerais São os prestados à coletividade em geral. o qual tem a possibilidade de modificação unilateral das cláusulas da concessão. conservação de vias públicas. conservação de estradas.: transporte. Exs. sem ter um usuário determinado. . Sociedades de Economia Mista. Exs. Exs. Fundações Governamentais). etc. Regulamentação e Controle A regulamentação e o controle do serviço público cabem sempre ao Poder Público. Administrativos São os executados pela Administração para atender às suas necessidades internas. isto é. não são essenciais. Exs.: datilografia. São remunerados por tarifa. de fornecimento de gás. etc. correios e telégrafos. ou os delega a terceiros por concessão.: polícia. mediante concessão ou permissão. mas sempre sob a regulamentação e controle do Poder Público. conforme o caso. iluminação pública. telefonia. Individuais São os que têm usuário determinado. etc. Princípios do Serviço Público (Requisitos e Direitos do Usuário) Os requisitos do serviço público adequado são sintetizados em cinco princípios: 1º) permanência (continuidade do serviço). Pode ser prestado diretamente pelo Poder Público ou por suas entidades da Administração indireta ou transferidos a terceiros. etc. Sua utilização é mensurável. que não afetam substancialmente as necessidades da comunidade.: serviço de transporte coletivo. respondendo. Ex. São geralmente mantidos por impostos. por indenização. água e esgotos. Há um poder discricionário de revogar a delegação.: telefone.São os de utilidade pública. permissão ou autorização. Normalmente são rentáveis e são prestados sem privilégios.

salvo se em contrário se dispuser.2º) 3º) 4º) 5º) generalidade (serviço igual para todos). Serviços Públicos: Modalidades e Formas de Prestação a) Autorização de uso: autorização de uso é o ato unilateral. gratuito ou remunerado. revogável sumariamente a qualquer tempo e sem ônus para a Administração. ainda. pois é ato ordinário de administração através do qual o Executivo distribui seus bens entre suas repartições para melhor atendimento do serviço. pois a regra é a revogabilidade sem ônus para a Administração. 2º). unilateral. b) Permissão de uso: permissão de uso é o ato negocial. eficiência. A permissão de uso especial de bem público.666/93. dada sua natureza precária e o poder discricionário do permitente para consentir e retirar o uso especial do bem público. em geral. A revogação faz-se. como ato unilateral. podendo. Não tem forma nem requisitos especiais para sua efetivação. A cessão de uso entre órgãos da mesma entidade não exige autorização legislativa e se faz por simples termo e anotação cadastral. Como ato negocial. discricionário e precário pelo qual a Administração consente na prática de determinada atividade individual incidente sobre um bem público. para a retirada de água em fontes não abertas ao uso comum do povo e para outras utilizações de interesse de certos particulares. O ato da revogação deve ser idêntico ao do deferimento da permissão e atender às condições nele previstas. pois visa apenas a atividades transitórias e irrelevantes para o Poder Público. por tempo certo ou indeterminado. quando o interesse público o exigir. bastando que se consubstancie em ato escrito. porém. art. cortesia (bom tratamento para o público). Quando. a cessão de uso é ato de administração interna que não opera . discricionário e precário através do qual a Administração faculta ao particular a utilização individual de determinado bem público. Em qualquer hipótese. modicidade (tarifas justas). Essas autorizações são comuns para a ocupação de terrenos baldios. É ato de colaboração entre repartições públicas. mas sempre modificável e revogável unilateralmente pela Administração. nas condições ajustadas entre as Administrações interessadas. desde que não prejudiquem a comunidade nem embaracem o serviço público. por tempo certo ou indeterminado. sem indenização. pode ser com ou sem condições. é normalmente deferida independentemente de lei autorizativa. conforme estabelecid . a legislação da entidade competente impor requisitos e condições para sua formalização e revogação. c) Cessão de uso: cessão de uso é a transferência gratuita da posse de um bem público de uma entidade ou órgão para outro. no termo próprio. a fim de que o cessionário o utilize nas condições estabelecidas no respectivo termo. a cessão é para outra entidade. mas depende de licitação (Lei nº 8. Tais autorizações dispensam lei autorizativa e licitação para seu deferimento. em que aquela que tem bens desnecessários aos seus serviços cede o uso a outra que deles está precisando. necessário se torna autorização legal para essa transferência de posse.

como os demais direitos reais sobre coisas alheias. edificação. Característico do aforamento ou enfiteuse é. por isso. uso e gozo perpétuos da pessoa que irá utilizá-lo daí por diante. o exercício simultâneo de direitos dominicais sobre o mesmo imóvel por duas pessoas: uma. a título gratuito ou remunerado. Tal contrato confere ao titular da concessão de uso um direito pessoal de uso especial sobre o bem público. no . para que dele se utilize em fins específicos de urbanização. privativo e intransferível sem prévio consentimento da Administração. e) Concessão de direito real de uso: a concessão de direito real de uso é o contrato pelo qual a Administração transfere o uso remunerado ou gratuito de terreno público a particular. Em linguagem técnica. sobre o domínio direto – o Estado. pois. Consiste. para que o explore segundo sua destinação específica. Sua outorga não é nem discricionária nem precária. gerando direitos individuais e subjetivos para o concessionário. porém com a obrigação de pagar perpetuamente uma pensão anual (foro) ao senhorio direto. uso e gozo pleno da coisa alheia que o titular (foreiro ou enfiteuta) pode alienar e transmitir hereditariamente. como direito real resolúvel. pois. Serviços Públicos: Modalidades e Formas de Prestação d) Concessão de uso: é o contrato administrativo pelo qual o poder público atribui a utilização exclusiva de um bem de seu domínio a particular. art.a transferência da propriedade e. 678). dispensa registros externos. de áreas em mercado ou de locais para bares e restaurantes em edifícios ou logradouros públicos. embora admita fins lucrativos. cultivo ou qualquer outra exploração de interesse social. pois é realizado intuitu personae. na transferência do domínio útil de imóvel público a posse. como direito real. sobre o domínio útil – o particular foreiro. pois obedece a normas regulamentares e tem a estabilidade relativa dos contratos administrativos. nos termos do ajuste. certo e invariável (CC. é transferível por ato inter vivos ou por sucessão legítima ou testamentária. industrialização. outra. anual. para que o utilize com exclusividade e nas condições convencionadas com a Administração. O que caracteriza a concessão de uso e a distingue dos demais institutos assemelhados – autorização e permissão de uso – é o caráter contratual e estável da outorga do uso do bem público ao particular. com a só diferença de que o imóvel reverterá à Administração concedente se o concessionário ou seus sucessores não lhe derem o uso prometido ou o desviarem de sua finalidade contratual. f) Enfiteuse ou aforamento: enfiteuse ou aforamento é o instituto civil que permite ao proprietário atribuir a outrem o domínio útil de imóvel. A concessão de uso. pagando a pessoa que o adquire (enfiteuta) ao senhorio direto uma pensão ou foro. É o que ocorre com a concessão de uso remunerado de um hotel municipal. aforamento ou enfiteuse é o direito real de posse.

aeroespacial e infra-estrutura aeroportuárias.telegráficos.caso de bens públicos. ou que transponham os limites de Estado ou Território. sem as suas utilidades. que bem poderia substituí-lo por outros instrumentos mais simples e eficazes. 25. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. caso em que terá direito ao laudêmio na base legal ou contratual. Sempre que houver pretendente à aquisição do domínio útil. ou renuncie a ele. 21 e incisos) \ Os serviços que competem à União estão discriminados na Constituição Federal. II – explorar diretamente ou mediante concessão as empresas sob o controle acionário estatal. postos à disposição da Administração Pública para a consecução de seus fins. Domínio direto. os serviços telefônicos. §§ 1º e 2º. é o direito à substância mesma do imóvel. também chamado domínio eminente. A matéria está prevista nos arts. III – explorar. c) a navegação aérea. para que o senhoria direto – no caso. concordando com a transferência a outrem. ou transmissão de dados e demais serviços públicos de telecomunicações. A Constituição Federal faz a partição das competências dos serviços públicos. São eles: I – manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. em caráter perpétuo. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de . nas mesmas condições em que o terceiro o adquire. de sons e imagens e demais serviços de telecomunicações. Domínio útil consiste no direito de usufruir o imóvel do modo mais completo possível e de transmiti-lo a outrem. renuncia seu direito de reaver esse domínio útil. por ato entre vivos ou de última vontade (testamento). em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. Laudêmio é a importância que o foreiro ou enfiteuta paga ao senhorio direto quando ele. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. senhorio. e 30 da Constituição Federal. assegurada a prestação de serviços de informações por entidade de direito privado através da rede pública de telecomunicações explorada pela União. Competência da União (CF. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. tão discutido em doutrina quanto desnecessário na nossa legislação positiva. diretamente ou mediante autorização. art. Foro. cânon ou pensão é a contribuição anual e fixa que o foreiro ou enfiteuta paga ao senhorio direto. o Estado – exerça seu direito de opção dentro de trinta dias. 21. o foreiro é obrigado a comunicar a existência desse pretendente e as condições da alienação. Conceituemos os termos desse instituto. para o exercício de seus direitos sobre o domínio útil do imóvel.

passageiros; f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; IV – organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e cartografia de âmbito nacional; V – executar os serviços de polícia marítima, aérea e de fronteira; VI – organizar e manter a polícia federal, a polícia rodoviária e ferroviária federal, a polícia civil, militar e do corpo de bombeiros do Distrito Federal; VII – explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:

a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional; b) sob regime de concessão ou permissão, é autorizada a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos medicinais, agrícolas, industriais e atividades análogas; VIII – organizar, manter e executar a inspeção do trabalho. Competência dos Estados (CF, art. 25, §§ 1º e 2º) “São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição”. Portanto, são da competência dos Estados a prestação dos serviços que não sejam da União e do Município. Os Estados têm competência residual. Competência dos Municípios (CF, art. 30) Aos Municípios compete a prestação dos serviços públicos de interesse local, incluindo o de transporte coletivo. Competem-lhe também os serviços de educação pré-escolar e de ensino fundamental (com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado). Competem-lhe ainda os serviços de atendimento à saúde da população (com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado). Diz a Constituição Federal: Art. 30. Compete aos Municípios: .............................................................................. V – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial. VI – manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental; VII – prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população;

Formas de Prestação A prestação do serviço pode ser centralizada ou descentralizada. Será

centralizada quando o Estado, através de um de seus órgãos, prestar diretamente o serviço. Será descentralizada quando o Estado transferir a titularidade ou a prestação do serviço a outras pessoas.

O serviço centralizado é o que permanece integrado na Administração Direta (art. 4º do Decreto-Lei nº 200/67). A competência para a prestação destes serviços é da União e/ou dos Estados e/ou dos Municípios. São da competência da União apenas os serviços previstos na Constituição Federal. Ao Município pertencem os serviços que se referem ao seu interesse local. Ao Estado pertencem todos os outros serviços. Neste caso, o Estado tem competência residual, isto é, todos os serviços que não forem da competência da União e dos Municípios serão da obrigação do Estado. Os serviços descentralizados referem-se ao que o Poder Público transfere a titularidade ou a simples execução, por outorga ou por delegação, às autarquias, entidades paraestatais ou empresas privadas. Há outorga quando transfere a titularidade do serviço. Há delegação quando se transfere apenas a execução dos serviços, o que ocorre na concessão, permissão e autorização. A descentralização pode ser territorial (União, Estados, Municípios) ou institucional (quando se transferem os serviços para as autarquias, entes paraestatais e entes delegados). Não se deve confundir descentralização com desconcentração, que é a prestação dos serviços da Administração direta pelos seus vários órgãos. A prestação de serviços assim se resume:

Modos de Descentralização
É possível descentralizar o serviço por dois diferentes modos: Outorga Transferindo o serviço à titularidade de uma pessoa jurídica de direito públicocriada para este fim, que passará a desempenhá-lo em nome próprio, como responsável e senhor dele, embora sob controle do Estado. Neste caso, o serviço é transferido para uma Autarquia, Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista. É a outorgada. Os serviços são outorgados. Exs.: Telebrás, Eletrobrás. Delegação Transferindo o exercício, o mero desempenho do serviço (e não a titularidade do serviço em si) a uma pessoa jurídica de direito privado que o exercerá em nome do Estado (não em nome próprio), mas por sua conta e risco. Esta técnica de prestação descentralizada de serviço público se faz através da concessão de serviço público e da permissão de serviço público. É a delegação. Os serviços são delegados, sem transferir a titularidade. A concessão e a permissão podem ser feitas a um particular ou a empresa de cujo capital participe o Estado, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista. Diz-se por outro lado que a prestação de serviço público é prestado de modo: • concentrado – quando apenas órgãos centrais detêm o poder de decisão e prestação dos serviços. Ocorre em Estados unitários. Não ocorre no Brasil. • desconcentrado – quando o poder de decisão e os serviços são distribuídos por vários órgãos distribuídos por todo o território da Administração centralizada. É o que ocorre no Brasil que é uma República Federativa. A concentração ou desconcentração são modos de prestação de serviços pela Administração centralizada, União, Estados e Municípios.

Analisemos agora a distinção entre outorga e delegação.

Outorga Tecemos, agora, algumas considerações sobre os serviços sociais autônomos, ou Entes de Cooperação. São pessoas jurídicas de direito privado, criadas ou autorizadas por lei, para prestar serviços de interesse social ou de utilidade pública, geridos conforme seus estatutos, aprovados por decretos, e podendo arrecadar contribuições parafiscais. São pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos. Podem receber dotações orçamentárias. Geralmente se destinam à realização de atividades técnicas, científicas educacionais ou assistencial, como o Sesi, Sesc, Senai, Senac. Revestem a forma de sociedades civis, fundações ou associações. Estes entes estão sujeitos à supervisão ministerial, nos termos do DecretoLei nº. 200/67, e se sujeitam a uma vinculação ao ministério em cuja área de competência se enquadrar sua principal atividade. Utilizam-se de dinheiros públicos, como são as contribuições parafiscais, e devem prestar contas do regular emprego deste dinheiro, na conformidade da lei competente. Seus funcionários são celetistas e são equiparados a funcionários públicos para fins penais. Sujeitam-se a exigência de licitação. Delegação É o ato pelo qual o Poder Público transfere a particulares a execução de serviços públicos, mediante regulamentação e controle pelo Poder Público delegante. A delegação pode ser feita por: • concessão; • permissão; • autorização.

Concessão de Serviço Público
Concessão de serviço público é o contrato através do qual o Estado delega

a alguém o exercício de um serviço público e este aceita prestá-lo em nome do Poder Público sob condições fixadas e alteráveis unilateralmente pelo Estado, mas por sua conta, risco, remunerando-se pela cobrança de tarifas diretamente dos usuários do serviço e tendo a garantia de um equilíbrio econômico-financeiro. A concessão pode ser contratual ou legal. É contratual quando se concede a prestação de serviços públicos aos particulares. É legal quando a concessão é feita a entidades autárquicas e empresas estatais. A concessão é intuitu personae, isto é, não pode o concessionário transferir o contrato para terceiros. A concessão exige: • autorização legislativa; • regulamentação por decreto; • concorrência pública. O contrato de concessão tem que obedecer à lei, ao regulamento e ao edital. Por este contrato não se transfere a prerrogativa pública (titularidade), mas apenas a execução dos serviços. As condições do contrato podem ser alteradas unilateralmente pelo Poder concedente, que também pode retomar o serviço, mediante indenização (lucros cessantes). Nas relações com o público, o concessionário fica sujeito ao regulamento e ao contrato. Findo o contrato, os direitos e bens vinculados ao serviço retornam ao poder concedente. O Poder Público regulamenta e controla o concessionário. Toda concessão fica submetida a normas de ordem regulamentar, que são a lei do serviço. Estas normas regram sua prestação e podem ser alteradas unilateralmente pelo Poder Público. Fica também submetida a normas de ordem contratual, que fixam as cláusulas econômicas da concessão e só podem ser alteradas pelo acordo das partes. A alteração das tarifas que remuneram os serviços concedidos se faz por decreto. Garantia do concessionário O concessionário tem a seguinte garantia: o equilíbrio econômicofinanceiro do contrato (rentabilidade assegurada).

Poderes do concedente A Administração Pública tem sobre o concessionário os seguintes poderes: • poder de inspeção e fiscalização sobre as atividades do concessionário, para verificar se este cumpre regularmente as obrigações que assumiu; • poder de alteração unilateral das cláusulas regulamentares, isto é, poder de impor modificações relativas à organização do serviço, seu funcionamento, e à s tarifas e taxas cobradas do usuário; • poder de extinguir a concessão antes de findo o prazo inicialmente previsto. A concessão é uma técnica através da qual o Poder Público procura obter o melhor serviço possível; por isto, cabe-lhe retomar o serviço sempre que o interesse público o aconselhar. Remuneração É feita através de tarifas e não por taxas. Esta tarifa deve permitir uma justa remuneração do capital. A revisão das tarifas é ato exclusivo do poder

Não há indenização. 35 da Lei nº 8. o serviço cuja prestação lhe incumba. • anulação – é a invalidação do contrato por ilegalidade. Permissão Permissão de serviço público é o ato unilateral. 7º da Lei nº 8. o concessionário está obrigado a oferecer. deverá alterar a sua remuneração. proporcionando ao permissionário a possibilidade de cobrança de tarifa aos usuários.987/95) A extinção da concessão pode se dar por: • advento do termo contratual – é o retorno do serviço ao poder concedente. precário e discricionário. de modo contínuo e regular. cada vez que impuser alterações nas obrigações do concessionário. Direito do concessionário O concessionário tem. • o da manutenção do equilíbrio econômico-financeiro. dois direitos: • o de que não lhe seja exigido o desempenho de atividade diversa daquela que motivou a concessão. o Estado. Para que o equilíbrio econômico-financeiro se mantenha. Extinção da concessão (ver art. têm direito ao serviço. A encampação pode ocorrer pela desapropriação dos bens vinculados ao serviço ou pela expropriação das ações. Abrange os bens vinculados ao serviço. a qualquer tempo.987/95) Os usuários. há indenização. pelo término do prazo contratual. Há indenização. antes do término do contrato mediante lei autorizadora. exceto se tratar de permissão condicionada que é aquela em que o Poder Público . sem que deva pagar ao permissionário qualquer indenização. Ocorre rescisão por ato unilateral quando há inadimplência. Direito do usuário (ver art. atendidas as condições relativas à prestação do serviço e dentro das possibilidades normais dele. • caducidade – é o desfazimento do contrato por ato unilateral da Administração ou por decisão judicial. pela Administração. Os efeitos são a partir do início do contrato. Neste caso. O concessionário não lhe poderá negar ou interromper a prestação. A permissão pode ser unilateralmente revogada. basicamente.concedente e se faz por decreto. para que não tenha prejuízos. • encampação – é o retorno do serviço ao poder concedente pela retomada coativa do serviço. Cumpridas pelo usuário as exigências estatuídas. através do qual o Poder Público transfere a alguém o desempenho de um serviço público.

de seu exclusivo ou predominante interesse. A permissão condicionada é usada geralmente para transportes coletivos. precariedade. A permissão não assegura exclusividade ao permissionário. Neste caso. intuitu personae. Exs. a permissão deve ser precedida de licitação para escolha do permissionário. discricionariedade.se autolimita na faculdade discricionária de revogá-la a qualquer tempo. A responsabilidade por danos causados a terceiros é do permissionário. serviço de segurança particular. que a lei condiciona à aquiescência prévia da Administração. Apenas subsidiariamente a Administração pode ser responsabilizada pela culpa na escolha ou na fiscalização do executor dos serviços. São características da permissão: • • • • unilateralidade (é ato administrativo e não contrato). Os atos praticados pelos permissionários revestem-se de certa autoridade em virtude da delegação recebida e são passíveis de mandado de segurança. se revogada ou alterada. Cessação Pode dar-se a qualquer momento. Remuneração . dá causas a indenização. sem que a Administração tenha que indenizar. que pode intervir no serviço. no interesse do particular. Autorização É o ato administrativo discricionário e precário pelo qual o Poder Público torna possível ao particular a realização de certa atividade. serviço ou utilização de determinados bens particulares ou públicos. A revogação da permissão pela Administração pode ser a qualquer momento. intuitu personae. serviço de despachante. O controle do serviço é por conta da Administração. Os riscos do serviço são por conta do permissionário. exceto se constar de cláusula expressa. discricionário. Características É ato unilateral da Administração: • • • • precário. exceto se for permissão condicionada.: serviço de táxi. sem que o particular se oponha. fixando em lei o prazo de sua vigência. Assim como a concessão.

Tarifas É o preço correspondente à remuneração dos serviços delegados (concessão. j) Não tem forma própria. São utilizados para a realização de grandes obras ou serviços. As revisões das tarifas são de exclusiva competência do Poder Público. Não é tributo. Há partícipes. . b. Particularidades a) Não é contrato.Dá-se por tarifas. c) Cada um colabora conforme suas possibilidades. Não há partes. mas pode-se coletar seleção por outro sistema. d) Não existe vínculo contratual. Seu preço é pago pelo usuário do serviço ao concessionário. A tarifa deve permitir a justa remuneração do capital pelo que deve incluir em seu cálculo os custos do serviço prestado mais a remuneração do capital empregado. § 1º. g) Não adquire personalidade jurídica. portanto. não praticam atos administrativos e. Para a realização de atividade pelo particular ou para a utilização de certos bens. h) Não tem representante legal. Convênios e consórcios Convênios Convênios administrativos são acordos firmados por entidades públicas entre si ou com organizações particulares. Os executores dos serviços autorizados não são agentes públicos. e) Cada um pode denunciá-lo quando quiser. e é proporcional aos serviços prestados. Há que se observar que os serviços autorizados não se beneficiam da prerrogativa de serviço público. do Decreto-Lei nº 200/67). que vai-se deteriorando e desvalorizando com o decurso do tempo. Licitação Exige-se se for para permissão de serviços públicos (CF. l) Exige autorização legislativa e recursos financeiros reservados. 10. não há responsabilidade da Administração pelos danos causados a terceiros. art. i) É instrumento de descentralização (art. f) É uma cooperação associativa. para a realização de objetivos de interesses recíprocos. permissão e autorização). b) Os interesses são coincidentes e não opostos como no contrato. como regra não se exige a licitação. permissionário ou autoritário. 175).

ora designa a condição desses bens. A mesma expressão pode ainda ser tomada como o conjunto de bens destinados ao uso público (direto ou indireto – geral ou especial – pode designar o regime a que se subordina esse complexo de coisas afetadas de interesse público). sempre da mesma espécie. Bens públicos Classificação dos Bens Públicos I – Bens de uso comum do povo ou do domínio público: como exemplifica a . Consórcios – é realizado entre partícipes da mesma espécie. para a realização de objetivos de interesse comum dos partícipes. O domínio público em sentido amplo é o poder de dominação ou de regulamentação que o Estado exerce sobre os bens do seu patrimônio (bens públicos). ficando responsável pelas obrigações e auferindo as vantagens do tempo em que participou do Convênio. Diferença com o Convênio Convênio – é realizado entre partícipes de espécies diferentes. Término dos Convênios Qualquer partícipe pode denunciá-lo e retirar sua cooperação quando quiser. ou sobre as coisas inapropriáveis individualmente. ou sobre os bens do patrimônio privado (bens particulares de interesse público). PATRIMÔNIO E BENS PÚBLICOS Domínio público A expressão domínio público significa o poder que o Estado exerce sobre os bens próprios e alheios. mas de fruição geral da coletividade. Consórcios Consórcios administrativos são acordos firmados entre entidades estatais.m) Não tem órgão diretivo. O domínio eminente é o poder político pelo qual o Estado submete à sua vontade todas as coisas de seu território. autarquias ou paraestatais.

segundo os preceitos de direitos constitucional e administrativo”. todos os locais abertos à utilização pública adquirem esse caráter de comunidade. por lei. excepcionalmente. mas constituem o aparelhamento administrativo. embora integrando o domínio público como os demais. rios. ruas e praças. legitimação . são considerados instrumentos desses serviços. mas. para subseqüente alienação. bens não destinados ao povo em geral. os veículos da Administração. na forma que a lei autorizar. nem empregados no serviço público. dação em pagamento. É o que veremos a seguir. alienados pela Administração. os terrenos aplicados aos serviços públicos. “Sob esse aspecto. Daí por que recebem também a denominação de bens patrimoniais disponíveis ou de bens do patrimônio fiscal. não integram propriamente a Administração. deles diferem pela possibilidade sempre presente de serem utilizados em qualquer fim ou. isto é. como têm uma finalidade pública permanente. permuta. sobre eles a Administração exerce “poderes de proprietário. nem um fim administrativo específico. investidura. se assim o desejar. outros poderão ser transferidos. por isso mesmo. por não terem uma destinação pública determinada. de uso coletivo. estradas. isto é. I – Alienação: é toda transferência de propriedade. os mercados e outras serventias que o Estado põe à disposição do público. praias. sob a forma de venda. doação.própria lei. os matadouros. pode a Administração ter necessidade ou interesse na alienação de alguns de seus bens. II – Bens de uso especial ou do patrimônio administrativo: são os que se destinam especialmente à execução dos serviços públicos e. os quais permanecem à disposição da Administração para qualquer uso ou alienação. de fruição própria do povo. ficando desafetados de sua primitiva finalidade pública. III – Bens dominiais ou do patrimônio disponível: são aqueles que. são também chamados bens patrimoniais indisponíveis”. mas com destinação especial. Tais bens integram o patrimônio do Estado como objeto de direito pessoal ou real. Tais bens. Todas as entidades públicas podem ter bens patrimoniais disponíveis. para esta categoria. Alienação dos bens públicos A administração dos bens públicos compreende normalmente a utilização e conservação do patrimônio público. mesmo. caso em que deverá atender às exigências especiais impostas por normas superiores. Enfim. pode o domínio público definir-se como a forma mais completa da participação de um bem na atividade de Administração Pública”. Além desses bens originariamente integrantes do patrimônio disponível da Administração. remunerada ou gratuita. tais como os edifícios das repartições públicas. são os mares.

se os bens públicos são originariamente inalienáveis. a fim de que seu pagamento não se faça. À exceção dos créditos de natureza alimentícia. sem permitir a penhora de seus bens. em virtude de sentença transitada em julgado. § 1º É obrigatória a inclusão. quando terão seus valores atualizados monetariamente. ou. III – Impenhorabilidade: a impenhorabilidade dos bens públicos decorre de preceito constitucional que dispõe sobre a forma pela qual serão executadas as sentenças judiciárias contra a Fazenda Pública. Admite. apresentados até 1º de julho. 100. a requerimento do credor. os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. 100). (NR)* § 3º O disposto no caput deste artigo. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. vencimentos. de licitação e de avaliação da coisa a ser alienada. desde que satisfaça as exigências administrativas para o contrato alienador e atenda aos requisitos do instituto específico. (NR)* § 4º São vedados a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago. no orçamento das entidades de direito público. segue-se que ninguém os pode adquirir enquanto guardarem essa condição. Em princípio. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez. de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado. em virtude de sentença judiciária. Qualquer dessas formas de alienação pode ser utilizada pela Administração. II – Imprescritibilidade: a imprescritibilidade dos bens públicos decorre como conseqüência lógica de sua inalienabilidade originária. não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal. o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. por incompatíveis com a própria natureza do contrato. desde que ocorram certas condições processuais (CF. de aceitação universal. na forma estabelecida no § 3º .de posse ou concessão de domínio. proventos. constantes de precatórios judiciários. Estadual ou Municipal. e autorizar. relativamente à expedição de precatórios. não se adquire direito em desconformidade com o Direito. fundadas na responsabilidade civil. em parte. pensões e suas complementações. Estadual. que não há direito contra Direito. Distrital ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. art. Daí não ser possível a invocação de usucapião sobre eles. por outras palavras. entretanto. § 1º-A Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários. proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. toda alienação de bem público depende de lei autorizadora. E é fácil demonstrar a assertiva: . É princípio jurídico. repartição ou quebra do valor da execução. mas casos há de inexigibilidade dessas formalidades. e exclusivamente para o caso de preterimento de seu direito de precedência. (AC)* § 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário. Art. bem como fracionamento. o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exeqüenda determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito.

permuta. de 14/9/2000 e renumerado pela Emenda Constitucional nº 37. Os bens de que trata o artigo antecedente só perderão a inalienabilidade. sujeito a um regime jurídico de direito público. Os bens públicos de uso comum do povo e de uso especial são inalienáveis. de licitação e avaliação. Sujeitam-se a um regime administrativo especial. mediante expedição de precatório. conforme as leis da União. de 13/6/2002. II – os de uso especial. ** Redação dada pela Emenda Constitucional nº 37. e os bens das empresas públicas e sociedades de economia mista podem ser alienados. rios. o Estado tem sobre eles direito de propriedade. nos casos e forma que a lei prescrever. Atente-se que as normas do direito civil não regem o patrimônio público. enquanto estiverem com a destinação pública (afetação). e sim. dos Estados ou dos Municípios. retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatório incorrerá em crime de responsabilidade. isto é.segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público.deste artigo e. tais como os edifícios ou terrenos aplicados a serviço ou estabelecimento federal. mas não o direito de propriedade do direito civil. por ato comissivo ou omissivo. 17 da Lei nº 8. ruas e praças. III – os dominicais. XVII. doação. com fundamento na Constituição Federal. tais como os mares. divide os bens públicos da seguinte forma: São bens públicos: I – os de uso comum do povo. *** Incluído pela Emenda Constitucional nº 30. (AC)*** § 6º O Presidente do Tribunal competente que. No que diz respeito à alienação dos bens públicos. da CF). como bens de seu patrimônio. 49. os que constituem o patrimônio da União. por qualquer das suas formas (venda. investidura. autárquicas e fundacionais) parece-nos questão indiscutível.400. os do patrimônio disponível da Administração. em parte. Os bens móveis e semoventes da Administração Pública podem ser . Regime jurídico dos bens públicos Os bens públicos pertencem ao Estado. estradas. sendo que supletivamente se lhes aplicam algumas regras da propriedade privada. estadual ou municipal. Os dominicais dependem de autorização legislativa e os bens das empresas estatais citadas não dependem de autorização legislativa (ver art. Somente os bens dominicais. a cuja administração pertencem. de 13/6/2002. que lhes é peculiar. Portanto. diante da sua inalienabilidade e impenhorabilidade. direito de propriedade pública. (AC)*** IV – Não-oneração: a impossibilidade de oneração dos bens públicos (das entidades estatais.666/93). de 14/9/2000. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído.** § 5º A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no § 3º deste artigo. dos Estados ou dos Municípios. isto é. O Novo Código Civil (Lei nº 10. de 10/1/2002) levando em conta a destinação. como objeto de direito pessoal ou real de cada uma dessas entidades. legitimação da posse ou concessão de domínio) esta depende de autorização legislativa (art. * Redação dada pela Emenda Constitucional nº 30. dação em pagamento.

Também passam a ser de uso especial os bens para cujo uso a Administração exige pagamento. Indireta e Paraestatal. praias. Todos os bens públicos. os rios. ruas. etc. moral dos utentes sem restrições a categorias ou classes de pessoas. sem discriminação do usuário e sem licença especial para a fruição de tais bens. Pois bem. com caráter de exclusividade. para a segurança. destinam-se ao uso da coletividade em geral. estradas. Este uso comum não admite diferenciação de cor. Formas de utilização por terceiros Sabemos que o Código Civil discrimina os bens públicos em: a) de uso comum do povo. Todos são iguais perante os bens de uso comum do povo. em se tratando de utilização por terceiros. por tempo certo ou indeterminado. como os mares. sem privilégios. impõe restrições. que usam o bem em igualdade de condições. Para este uso só se admitem regulamentações gerais de ordem pública. praças. Formas de utilização dos bens públicos . somente podem ser objeto da referida utilização os bens de uso comum do povo e os de uso especial. os bens públicos inalienáveis são também impenhoráveis. mas qualquer pessoa pode adquirir este direito mediante contrato ou ato unilateral da Administração. que não sejam de uso comum do povo e que não estejam destinados a uso pela própria Administração Direta. podem ser objeto de uso pelos particulares. Em decorrência da inalienabilidade. Uso especial quer dizer uso com exclusividade.alienados.. importava em atentado ao direito subjetivo público do indivíduo de fruir os bens de uso comum do povo sem qualquer limitação individual. desde que recebam a destinação para uso do particular. higiene. anônimos. b) de uso especial. sexo. nem freqüência limitada ou remunerada. A utilização dos bens de uso comum do povo é facultada a um número indeterminado de usuários. raça ou qualquer outra discriminação das pessoas que deles se utilizarão. Os bens restantes do Poder Público. passam estes bens a serem de uso especial. A obrigação de manter estes bens em condições normais de utilização é do Poder Público. determinado. enquanto destinados a determinada pessoa para uso com exclusividade. desde que previamente avaliados. Hely Lopes Meirelles a utilização destes bens não admite consentimento especial. saúde. individualizado. ou para o próprio Poder Público da Administração Direta ou Indireta ou para as paraestatais. ou mesmo. Segundo o Prof. c) dominicais. desde que recebam uma destinação especial. Os bens de uso comum do povo. Ninguém tem direito natural a uso especial de bem público. pois. sendo que nesta categoria se incluem os bens dominicais. a título gratuito ou oneroso.

Ex. É Ato de colaboração entre entidades públicas. discricionário e precário. ou seja. concessão de direito real de uso.: do Estado para o Município. contratos do Direito Civil. Pode ser revogado a qualquer tempo. permissão de uso. desde que seja do interesse da coletividade. . concessão de uso. concessão administrativa de uso e concessão de direito real de uso. Exs. Cessão de Uso É o Ato Administrativo pelo qual a Administração transfere gratuitamente a posse de um bem público a uma outra entidade ou órgão público. Quanto aos outros modos de utilização de bens públicos. Esta concessão depende de autorização da assembléia legislativa. vestiários nas praias. Dispensa a licitação e autorização legislativa.: armar circo sobre terreno público.: de um hotel.As formas de utilização dos bens públicos por particulares são: • • • • • • • • autorização de uso. discricionário e precário. no interesse da coletividade. pelo qual a Administração faculta ao particular. Exemplos: porção da calçada para bancas de jornais. Permissão de Uso É o Ato Administrativo unilateral. Basta que seja escrito. Autorização de Uso É ato administrativo unilateral. enfiteuse ou aforamento. Qualquer bem público admite permissão de uso especial a particular. já vimos anteriormente quando se tratou de contratos. Igual a comodato. É ato revogável sumariamente. cessão de uso. locação. Não tem forma própria. de um logradouro turístico. Pode ser com ou sem condições. Pode ser administrativa de uso e de direito real de uso. gratuito ou remunerado. no interesse do particular. Ex. pelo qual a Administração consente na prática de atividades sobre um bem público. comodato. a utilização de bem público. por tempo determinado ou indeterminado. Concessão de Uso de Bem Público É o ajuste pelo qual a Administração outorga ao particular a faculdade de utilizar-se de um bem da Administração. Necessita autorização legislativa quando a cessão se referir a outra pessoa jurídica de direito público. Refere-se a uso transitório e para a prática de atividades não definitivas.

: concessão de um hotel. Exs.Formas de utilização dos bens públicos Concessão Administrativa de Uso É o contrato pelo qual se confere a concessão de uso de bem público a particular. com indenização. como direito real. das fortificações e construções militares. Deve ser precedida de licitação e autorização legal. concessão de bares e restaurantes nas repartições públicas. como direito pessoal. para urbanização. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. bem como a rescisão antecipada. Concessão de Direito Real de Uso Atribui direito real ao concessionário. Comodato e Locação São contratos de empréstimo de bem infungível. para indústria. A forma desta concessão pode ser por escritura pública ou por termo administrativo. transferível por ato inter vivos ou mortis causa ou por sucessão hereditária. a critério da Administração. sendo sempre inscrito no Registro de Imóveis. É o contrato pelo qual a Administração transfere a um particular o uso remunerado ou gratuito de terreno público. Terras públicas “São bens da União: I – os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos. Nestas concessões prevalece o interesse público. de modo que se permite alterações posteriores em suas cláusulas. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu . O concessionário responde pelos tributos. o primeiro gratuitamente e o segundo a título oneroso. concessão de áreas. para que dele se utilize para fins específicos. Pode ser gratuita e remunerada. II – as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras. III – os lagos. para uma destinação específica. Confere direito exclusivo de uso ao concessionário sobre um bem de domínio público. Exs. Esta concessão depende de autorização legislativa e licitação prévia. definidas em lei. edificação para clube. Este bem reverterá à Administração caso não lhe seja dado o uso a que se destina.: cultivo do terreno. e intransferível. etc.

20. como veremos a seguir. terras ocupadas pelos silvícolas. XI – as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. As terras públicas compõem-se de terras devolutas. X – as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e préhistóricos. VI – o mar territorial. a partir das quais se mede a largura do mar territorial.domínio. em toda a extensão do prolongamento natural de seu território terrestre. da CF. além das vias e logradouros públicos e áreas ocupadas com as fortificações e edifícios públicos. domínio da União as terras devolutas dos territórios federais e as que forem por lei declaradas indispensáveis à segurança e ao desenvolvimento nacionais. parágrafo único) e só podem ser alienadas ou concedido seu uso em área superior a dois mil e quinhentos hectares com prévia aprovação do Congresso Federal (CF. ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. álveos abandonados. e 231). terrenos de marinha. ou até uma distância de duzentas milhas marítimas das linhas de base. 20. nem destinadas a fins administrativos específicos. as áreas referidas no art. terrenos acrescidos. XI. VII – os terrenos de marinha e seus acrescidos. sirvam de limites com outros países. II.” (CF. A plataforma continental compreende “o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além de seu mar territorial. excluídas. II. 20) As terras públicas não são suscetíveis de usucapião (CF. destas. IV – as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. Terras Devolutas Terras devolutas são todas aquelas que. IX – os recursos minerais. VIII – os potenciais de energia hidráulica. a que se refere a Constituição da República (arts. Constituem. 189. todavia. ilhas dos rios públicos e oceânicas. 26. são as porções do território nacional necessárias . art. São bens públicos patrimoniais ainda não utilizados pelos respectivos proprietários. as ilhas oceânicas e as costeiras. até o bordo exterior da margem continental. § 3º. não se acham utilizadas pelo Poder Público. 188 e parágrafos). inclusive os do subsolo. nos termos do art. Plataforma Continental A Constituição Federal de 1988 considera como bens da União “os recursos naturais da plataforma continental”. V – os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva. Terras Tradicionalmente Ocupadas pelos Índios As terras ocupadas pelos índios. art. pertencentes ao domínio público de qualquer das entidades estatais. nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância”. plataforma continental. e 191. arts. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais. ou que banhem mais de um Estado. as praias marítimas.

231. 231. o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo. imprescritíveis (art. a fins de defesa nacional. salvo. depende de autorização federal. como as demais realizações particulares. Terrenos de Marinha Terrenos de marinha são “todos os que. na largura de quinze metros. 231. de uma servidão pública ou administrativa. só pode incidir sobre a propriedade privada. Desde que se trata de uma servidão. contados desde o ponto em que chega o preamar médio”. quando utilizados por particulares para fins civis. unicamente. há de recair sobre o domínio alheio. Tais terrenos pertencem aos proprietários das terras marginais a que aderirem. lagos e canais públicos. Tais terrenos pertencem ao domínio da União. quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa-fé” (art. Como toda servidão. se é servidão pública. as terras ocupadas pelos índios são inalienáveis e indisponíveis. Terrenos Acrescidos Terrenos acrescidos são todos aqueles que se formam com a terra carreada pela caudal. pois não se . E. sendo demarcáveis administrativamente. ressalvado relevante interesse público da União. Terrenos Reservados Terrenos reservados são as faixas de terras particulares. 64 da CF de 1891. vão até a distância de 33 metros para a parte das terras. A utilização dos terrenos de marinha. marginais dos rios. os atos que tenham por objeto a ocupação. oneradas com a servidão de trânsito. § 6º). não produzindo efeitos jurídicos. inclusive para edificações. banhados pelas águas do mar ou dos rios navegáveis. não gerando a nulidade e a extinção direito à indenização ou a ações contra a União. 231. destinase unicamente a possibilitar a realização de obras ou serviços públicos pela Administração. Constituindo bens públicos da União com destinação específica.à sobrevivência física e cultural das populações indígenas que as habitam (cf. como se trata. segundo o que dispuser lei complementar. A reserva dominial da União visa. em sua foz. A Carta Magna de 1988 declarou que “são nulos e extintos. as construções e atividades civis nelas realizadas ficam sujeitas à regulamentação e à tributação municipais. § 2º). ou a exploração das riquezas naturais do solo. dos rios e dos lagos nelas existentes. Tratando-se. é ônus real sobre a propriedade alheia. § 1º). por estarem contidos nas reservas do art. art. sem restringir a competência estadual e municipal no ordenamento territorial e urbanístico dos terrenos de marinha. § 4º). na forma da lei. mas. Este dispositivo assegura aos índios a posse permanente das terras por eles habitadas e o usufruto exclusivo das riquezas naturais e de todas as utilidades nelas existentes (art. tratando-se de áreas urbanas ou urbanizáveis. conforme têm entendido os mais autorizados juristas pátrios. e os direitos sobre elas.

declara expressamente que se incluem entre os bens da União “as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países”. Ilhas costeiras são as que resultam do relevo continental ou da plataforma submarina. destinada à defesa nacional é de até cento e cinqüenta quilômetros de largura. que. As ilhas costeiras. 20. ilhas oceânicas são as que se encontram afastadas da costa e nada têm a ver com o relevo continental ou com a plataforma submarina. § 2º). Nessa faixa as alienações e as construções ficam sujeitas às limitações impostas pelos regulamentos militares e leis de defesa do Estado. art. 20. Álveos (Leitos) Abandonados O álveo abandonado pelas águas públicas passa a pertencer aos proprietários ribeirinhos das respectivas margens. realmente. Vias e Logradouros Públicos As terras ocupadas com as vias e logradouros públicos pertencem às Administrações que os construíram. sob pena de se desfigurar o instituto da servidão administrativa ou pública. Faixa de Fronteira A faixa de fronteira. da CF. o antigo álveo passa a pertencer-lhe. Tais áreas podem constituir bens de uso comum do povo ou bens de uso especial. 12 e 14). Outro não pode ser o conceito de terreno reservado (Código de Águas. É o que se infere do disposto no art. permanecem no domínio dos Estados-Membros. a instituiu sobre a propriedade particular. . A reserva é feita para obras e serviços públicos e para o trânsito dos agentes da Administração no desempenho de suas funções. sem que tenham direito a indenização alguma os donos dos terrenos por onde a corrente abrir novo curso. E. § 2º) a benefício de futuras obras e serviços públicos que dependam das terras marginais para sua realização. por se encontrarem no mar territorial. mas. embora não se refira às águas públicas internas. sempre foram consideradas domínio da União. 11. arts. se a mudança do primitivo leito ocorrer por obra do Poder Público. As ilhas marítimas classificam-se em costeiras e oceânicas. Ilhas As ilhas dos rios e lagos públicos interiores pertencem aos Estadosmembros e as dos rios e lagos limítrofes com Estados estrangeiros são do domínio da União. das águas públicas interiores. limitando apenas seu uso (Código de Águas. A faixa reservada não se destina ao trânsito ou à utilização por particulares. art. porque este mar e tudo o que nele se encontra é bem federal. Essa reserva das ilhas das zonas limítrofes para a União importa reconhecimento de que as demais.concebe que a Administração institua servidão sobre seus próprios bens. IV. paralela à linha divisória do território brasileiro (CF.

canais e ancoradouros. coincide com a reserva expressa no seu art. Águas Internas As águas internas abrangem os rios.ÁGUAS PÚBLICAS São classificadas em externas e internas. quanto às águas particulares. conforme se destinem a utilização geral da comunidade ou pertençam ao domínio patrimonial de qualquer das entidades estatais. sujeitas à sua jurisdição para as obras . a jurisdição nacional fica condicionada às regras internacionais que regem o sistema equóreo dos povos civilizados. 5º). ou. Na conformidade deste critério. desde que não estejam classificadas entre as públicas ou as comuns. todas as águas situadas nas zonas periodicamente assoladas pelas secas. XVIII. águas públicas são todas as que pertencem a uma pessoa jurídica de Direito Público ou têm destinação pública (uti universi). embora seja direito de todos. ou são particulares. E. as baías. Parece-nos. nos termos e de acordo com a legislação especial sobre a matéria (Código de Águas. quando atribui à União competência privativa para organizar a defesa permanente contra os efeitos da seca. Rios Públicos No atual sistema constitucional os rios e lagos públicos ou pertencem à União ou ao Estado-Membro. pelo menos. águas particulares são as nascentes e todas as demais situadas em propriedade privada. art. ou são comuns. o domínio da Nação é completo e não sofre restrição alguma. embora anterior à Constituição. consoante seu domínio e uso. só poderão ser as nascentes e as correntes que não se enquadrem nos conceitos de rio e lago. sendo que as primeiras podem ser públicas de uso comum ou públicas dominiais. Essa regulamentação constitui o regime jurídico das águas de cada país. Quanto às águas internas. os portos. assim. quanto às águas externas. sobre não haver águas comuns nem particulares. Ainda se consideram públicas. lagos e mares interiores. que no denominado polígono das secas das regiões nordestinas. águas comuns são as correntes não navegáveis nem flutuáveis e de que essas não se façam. golfos e estuários cujas aberturas não ultrapassem os limites adotados pelas Convenções Internacionais. As águas nacionais externas ou internas. de uso comum. Consideram-se externas as que contornam o continente e internas as que banham exclusivamente o território nacional ou lhe servem de divisa com Estados estrangeiros. A utilização das águas. todas as águas públicas estão sob o domínio da União. que o estabelece segundo suas conveniências e o sistema hidrográfico nacional. ou são públicas. sujeita-se sempre à regulamentação necessária à preservação dos mananciais e à eqüitativa distribuição de seu consumo. no legítimo exercício de sua soberania. nem concorram para tornar outras navegáveis ou flutuáveis. Este dispositivo. 21. conforme o território que cubram.

minas. para efeito de exploração ou aproveitamento. na forma e no valor que dispuser a lei. Mar Territorial O mar territorial compreende uma faixa de doze milhas marítimas de largura. A delimitação dessas águas e sua regulamentação constituem tormentosas questões de Direito Internacional. são constitucionalmente consideradas propriedade imóvel distinta da do solo para efeito de exploração ou aproveitamento industrial (art. Jazidas A Constituição vigente estabelece que: Art. O mar territorial e os recursos naturais da zona econômica exclusiva são bens da União (CF. por brasileiros ou empresa brasileira de capital nacional. medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular brasileiro.contra a seca. art. art. XII). assim. § 1º A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se refere o caput deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da União. no interesse nacional. As jazidas. 176. na forma da lei. e as autorizações e concessões previstas neste artigo não poderão ser cedidas ou transferidas. desde que seu potencial não seja reduzido. que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas. Só a União tem competência para legislar sobre “jazidas. §§ 1º e 4º). a zona contígua. outros recursos minerais e metalurgia” (CF. Águas Externas As águas externas compreendem o mar territorial. art. como potenciais de energia hidráulica. e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo. V e VI). ficando. garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra. 22. e pertencem à União. o aproveitamento ou exploração das quedas-d’água depende de autorização ou concessão federal (CF. § 2º É assegurada participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra. 176. § 4º Não dependerá de autorização ou concessão o aproveitamento do potencial de energia renovável de capacidade reduzida. total ou parcialmente. 20. concentrados no Governo Federal todos os poderes normativos e executivos em tema de . 176). Em qualquer hipótese. em lavra ou não. a zona econômica exclusiva e o alto-mar. § 3º A autorização de pesquisa será sempre por prazo determinado. Quedas-D’água As quedas-d’água. sem prévia anuência do poder concedente. ainda não solucionadas definitivamente pelos tratados nem assentadas pacificamente pela doutrina.

As infrações de caça. com o mínimo espaçamento entre si. Petróleo As jazidas de petróleo e gases naturais pertencem à União. dos Estados. 156 sobre “vendas a varejo de combustíveis líquidos Minérios Nucleares A descoberta da energia atômica e seu aproveitamento para fins bélicos e pacíficos levaram as nações civilizadas a estabelecer medidas de proteção às jazidas de minérios nucleares (urânio. instituir imposto e gasosos. a fauna e a flora” é comum entre a União. VI). 23. Florestas Floresta é a forma de vegetação. VII). os Estados. a todas as entidades estatais. 23. os Estados e o Distrito Federal (CF. atendido o disposto no parágrafo único do mesmo art. a título de domínio privado os produtos petrolíferos não incide nenhum Municípios. Pela nova Constituição. minas e outros recursos minerais. do Distrito Federal e dos Municípios para a preservação da fauna (art. atualmente. Atualmente. que assim foram considerados pelo órgão técnico competente. atendida a disposição do parágrafo único do seu art. exceto óleo diesel”. FAUNA A competência para legislar sobre fauna é concorrente entre a União. nos termos do inc. Assim. Observamos que a Constituição distinguiu a legislação sobre florestas (normativa) dos atos de preservação das florestas. A preservação da fauna cabe a todas as entidades estatais. VII). U-133) e os materiais físseis especiais. os Estados e o Distrito Federal (art. sobre tributo específico. VI). estaduais e municipais. conforme sua gravidade. Também a defesa sanitária animal enquadra-se na alçada concorrente dos três Governos interessados na preservação e debelação das epizootias que destroem certas espécies de animais silvestres e domésticos. podendo os da CF de 1988. 23 (competência administrativa). passaram a constituir crimes punidos com pena de reclusão de um a cinco anos. 23. parágrafo único). estes cabendo. 24. Além desses minérios há os materiais férteis em elementos nucleares e seus subprodutos (elementos transuranianos. 24. constituída por um grande número de árvores. e para “preservar as florestas. indistintamente. plutônio e tório). razão pela qual os Códigos de Caça e Pesca repartem as atribuições de proteção e fiscalização entre as autoridades federais. rádio. a Constituição estabelece a competência comum da União. dentre as quais incluem-se as jazidas. 22. . natural ou plantada. art. III do art. o Distrito Federal e os Municípios (art. que constituem a fonte dessa nova e extraordinária energia. existentes no território nacional imprescritível. por lei complementar a União “poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo” (art. a competência para legislar sobre florestas é concorrente entre a União. Todavia. que antes eram consideradas contravenções penais.mineração.

artístico. pode ser apurado em juízo. da inscrição da coisa em livros especiais – Livros do Tombo – na repartição competente. . para que sua utilização e conservação se façam de acordo com o prescrito na respectiva lei.679/88 define como crime. quando contestado pelo proprietário da coisa. existentes no País. Nessa última categoria encontram-se as obras. por isso. como bens de interesse da coletividade. embora propriedade privada. monumentos. ESPAÇO AÉREO O espaço aéreo e a crosta terrestre foram considerados pelos romanos como coisa apropriável. convertendo-se a multa prevista no mesmo Código em prisão simples. para verificar-se sua legalidade. 64. a violação do disposto nas alíneas a e b do inc. nem por isso fica o ato administrativo do tombamento imune à apreciação judicial. são contravenções as demais infrações previstas no Código de Pesca. as normas processuais vigentes. ou substância tóxica. etnográfico. com comentário de Victor Nunes Leal). STF. bibliográfico ou ambiental. pelos meios periciais adequados (cf. desde que constituam a quarta reincidência. ou por seu excepcional valor artístico. RDA II-I/124. parágrafo único). Patrimônio histórico: tombamento O poder regulatório do Estado exerce-se não só sobre os bens de seu domínio patrimonial como. ou seja. 9º e seu parágrafo da Lei das Contravenções (art. O valor histórico. móveis e imóveis. sobre as coisas e locais particulares. passam a integrar o patrimônio histórico e artístico da Nação. sujeitos ao domínio eminente do Estado. IV do art. ou substância semelhante. Patrimônio Histórico O patrimônio histórico e artístico nacional abrange todos os bens. documentos e recantos naturais que. reconheciam ao proprietário da superfície do solo completo domínio em toda altura e em toda profundidade. também. por sua vinculação a fatos memoráveis da história pátria. ou seja. nos termos do art. punível com a pena de reclusão de três meses a um ano. Tais bens tanto podem ser realizações humanas como obras da Natureza. e. a pesca mediante explosivos. observando-se. cuja conservação seja de interesse público. tanto podem ser preciosidades do passado como criações contemporâneas. A proteção de todos esses bens é realizada por meio do tombamento. 1º. arqueológico. cultural. através do tombamento. A Lei nº 7. científico ou ambiental é proclamado pelo órgão administrativo incumbido dessa apreciação. consoante sua gravidade. mas.As infrações de pesca são consideradas contravenções penais ou crimes. para sua punição. Embora a valoração histórica e a artística dependam de juízos subjetivos e conceitos estéticos individuais. de interesse público. dentro dos objetivos colimados pela legislação pertinente. para subtraí-la do tombamento.

turístico. III). sua efetivação. PROTEÇÃO AMBIENTAL A proteção ambiental visa à preservação da Natureza em todos os elementos essenciais à vida humana e à manutenção do equilíbrio ecológico. Tombamento Tombamento é a declaração pelo Poder Público do valor histórico. que. 24. Controle da Poluição O controle da poluição enquadra-se no poder de polícia administrativa de todas as entidades estatais – União. As normas ambientais incidem sob tríplice aspecto: a) controle da poluição. Como a Constituição da República fala em “Poder Público”. como forma de proteção ao patrimônio público. dando-se-lhe oportunidade de defesa. paisagístico. promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro. e c) restauração dos elementos destruídos. devastam florestas. desapropriação e de outras formas de acautelamento e preservação”. registros. em seu art. 23. cabendo aos Municípios a legislação de caráter local e suplementar (art. qualquer das entidades estatais pode dispor sobre o tombamento de bens em seu território. em que serão apreciadas tanto a legalidade dos motivos quanto a regularidade do procedimento administrativo em exame. a criação da ação civil pública para proteção ambiental. devam ser preservados. para recreação. poluem as águas e o ar. que conduz ao ato final de inscrição do bem num dos Livros do Tombo. I e II). com a colaboração da comunidade. fiel à orientação histórico-cultural dos povos civilizados. diante do ímpeto predatório das nações civilizadas. acarretando restrições ao exercício do direito de propriedade. O tombamento realiza-se através de um procedimento administrativo vinculado. b) preservação dos recursos naturais. estendeu o amparo do Poder Público a todos os bens que merecem ser preservados e atribuiu a toda as entidades estatais o dever de preservá-los. pois que. de acordo com a inscrição em livro próprio. artístico. por essa razão. como veremos a seguir. VII). em nome do desenvolvimento. Nesse procedimento deve ser notificado o proprietário do bem a ser tombado. Atualmente. Distrito Federal e Territórios – competindo a cada uma delas atuar nos limites de seu . A competência para legislar sobre a matéria é concorrente à União e aos Estados (art. 216. exaurem o solo. Municípios.A Constituição da República de 1988. na ação cabível. cujo § 1º dispõe: “O Poder Público. Nulo será o tombamento efetivado sem atendimento das imposições legais e regulamentares. ainda. vigilância. por meio de inventários. exterminam a fauna. estudo e conhecimento dos feitos de nossos antepassados (art. 30. há que observar o devido processo legal para sua formalização. na forma da lei. e essa nulidade pode ser pronunciada pelo Judiciário. está expressamente prevista na CF. Estados-Membros. cultural ou científico de coisas ou locais que. Merece destaque. tombamento.

legitimando precipuamente o Ministério Público para propô-la como. como domínio eminente não é domínio patrimonial. art. caput. 5º) e estabelecendo regras específicas para o ajuizamento e julgamento. causada por agente de qualquer espécie prejudicial à saúde. de que depende a sobrevivência da Humanidade. III) ou retirá-la compulsoriamente de seu dono. entre as funções institucionais do Ministério Público. poluição é toda alteração das propriedades naturais do meio ambiente. arts. Ação civil pública para proteção ambiental Para proteção ambiental. é dever do Estado e apóia-se no domínio eminente que ele exerce sobre todas as coisas que se encontram em seu território. XXIII. o Estado não tem direito de propriedade sobre todos os bens de seu território. as entidades que indica (art. assim entendidos todos os elementos da Natureza que mantêm o equilíbrio ecológico e a vida em nosso Planeta. e tantas outras medidas de restauração do meio ambiente. nº 237/97. Mas. a recuperação das águas poluídas. Restauração dos Elementos Destruídos Em muitos casos não bastam o controle da poluição e a preservação dos recursos naturais para a completa proteção ambiental. 225. O estudo de impacto ambiental passou a ser uma exigência constitucional “para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente” (art. a recriação das espécies silvestres e aquáticas em vias de extinção. 4º. Preservação dos Recursos Naturais A preservação dos recursos naturais. podendo apenas condicionar o uso da propriedade particular para cumprimento de sua função social (CF. a recomposição dos terrenos erodidos ou escavados. 5º. art. independentemente da obrigação de reparar os danos causados” (art. 5º. § 3º). órgão ambiental estadual e órgão ambiental municipal – Res. através de desapropriação. para o reencontro do equilíbrio ecológico e renascimento da vida animal e vegetal. por utilidade pública ou interesse social. assim. A Constituição Federal. e 170. IV). com justa e prévia indenização (art. O órgão competente (Ibama. e em conjunto colaborar nas providências de âmbito nacional de prevenção e repressão às atividades poluidoras definidas em norma legal. torna-se necessária a restauração dos elementos destruídos ou degradados pelo homem ou pelos próprios fenômenos da Natureza. §§ 1º e 2º. pessoas físicas ou jurídicas. 5º) expedirá o licenciamento ambiental mediante um prévio estudo de impacto ambiental. Em sentido amplo. A Constituição da República dispôs expressamente que “as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. 225. arrola a de promover o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção ao . também. à segurança ou ao bem-estar da população sujeita aos seus efeitos.território e de sua competência. a sanções penais e administrativas. o florestamento das áreas desmatadas. XXIV). a regeneração das terras exauridas. Este será exigido para a execução de obra ou o exercício de qualquer atividade efetiva ou potencialmente poluidora. O principal instrumento de controle da poluição e da degradação ambiental é o Licenciamento Ambiental. Impõe-se.

no desempenho de suas funções ou a pretexto de exercê-las. 5º. de modo que sua legitimidade ativa para a ação não advém. e. O mandado de segurança é ação civil de rito sumário especial. órgão com capacidade processual ou universalidade reconhecida por lei para proteger direito individual. É um controle a posteriori eminentemente de legalidade. Meios de Controle Judicial Mandado de Segurança • Individual • Coletivo I – Mandado de segurança individual: é o meio constitucional (art. salvo pelo Presidente do Tribunal competente para apreciação da decisão inferior. um meio de preservação de direitos individuais. pelo que só supletivamente lhe são aplicáveis disposições gerais do Código de Processo Civil.347. entidade de classe ou associação legalmente . sobretudo. mas da própria Carta. É. Destina-se a coibir atos ilegais de autoridade que lesam direito subjetivo. não amparada por habeas corpus. lesado ou ameaçado de lesão por ato de qualquer autoridade. do impetrante. da Lei nº 7. 129. O prazo para impetração é de cento e vinte dias do conhecimento oficial do ato a ser impugnado. líquido e certo. Direito líquido e certo é o que se apresenta manifesto na sua existência. Por ato de autoridade suscetível de mandado de segurança. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO E CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO: O controle judiciário dos atos administrativos O controle judiciário ou judicial é exercido privativamente pelos órgãos do Poder Judiciário sobre os atos administrativos do Executivo. sujeito a normas procedimentais próprias. não podendo ser impedida sua execução por nenhum recurso comum. é remédio posto à disposição de partido político com representação no Congresso Nacional. do Poder Legislativo e do próprio Judiciário quando este realize atividade administrativa. LXX). Esse remédio heróico admite suspensão liminar do ato. ou de organização sindical. II – Mandado de segurança coletivo: inovação da atual Carta (art. seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. entende-se toda ação ou omissão do poder público ou de seus delegados. delimitado na sua extensão e apto a ser exercitado no momento da impetração. próprio. hoje.meio ambiente (art. pois visa a impor a observância da lei em questões reclamadas por seus beneficiários. quando concedida. LXIX) posto à disposição de toda pessoa física ou jurídica. a ordem tem efeito fundamental e imediato. 5º. líquido e certo. III).

por exemplo. pois. além daqueles em que a prova fica a cargo do autor popular. à moralidade administrativa e ao meio ambiente natural ou cultural.717/65. artístico. salvo comprovada má-fé. Está regulada pela Lei nº 4. organização interna. estético ou histórico. órgãos indicados na Constituição Federal (art. no gozo de seus direitos cívicos e políticos. assim entendidos os bens e direitos de valor econômico. de seus atos. a intervenção do Ministério Público. A ação popular é um instrumento de defesa dos interesses da coletividade. mas coletiva. substituir a deliberação da Câmara por um pronunciamento judicial sobre o que é de exclusiva competência discricionária do Plenário. atos de escolha da mesa (eleições internas). etc. se há inconstitucionalidade. os recursos e a execução da sentença achamse estabelecidos na própria Lei nº 4. interesses da comunidade. A Justiça não pode. da Mesa ou da Presidência. 5º. O beneficiário direto e imediato da ação não é o autor popular. legalidade ou infringências regimentais nos seus alegados interna corporis. e em funcionamento há pelo menos um ano. Atos Políticos . como a formação ideológica da lei. Atos Legislativos As leis não ficam sujeitas a anulação judicial pelos meios processuais comuns. de custas e de sucumbência. A norma constitucional isenta o autor popular. inclusive quanto ao direito líquido e certo. cabendo ao STF declarar a inconstitucionalidade da lei ou de qualquer outro ato normativo. e cassação de mandatos. Ação Popular É a via constitucional (art. O controle judiciário dos atos administrativos Interna Corporis São aquelas questões ou assuntos que se relacionam direta e imediatamente com a economia interna da corporação legislativa e dos tribunais judiciais.717. licenças.constituída. só que. de 29/6/65. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. titular do direito subjetivo ao governo honesto. mas sim pela via especial da ação direta de inconstitucionalidade promovida pelas pessoas e. A própria lei regulamentadora indica os sujeitos passivos da ação e aponta casos em que a ilegalidade do ato já faz presumir a lesividade ao patrimônio público. Por ela não se amparam direitos próprios mas. Seus pressupostos são os mesmos do mandado de segurança individual. verificando. 103). sem adentrar o conteúdo/mérito. como é evidente. LXXIII) posta à disposição de qualquer cidadão (eleitor) para obter a anulação de atos ou contratos administrativos – ou a eles equiparados – lesivos ao patrimônio público ou de entidades de que o Estado participe. a tutela não é individual. O processo. Tem fins preventivos e repressivos da atividade administrativa lesiva do patrimônio público. é o povo. sim. utilizável por qualquer de seus membros. Tais atos sujeitam-se à apreciação da Justiça que pode confrontar o ato praticado com as prescrições constitucionais legais ou regimentais.

nessa qualidade. que. As pessoas jurídicas de Direito Público são civilmente responsáveis por atos de seus representantes. O ato legislativo típico. mantida na vigente Constituição (art. da obrigação de reparar o dano. Como a reparação civil do Poder Público visa a restabelecer o equilíbrio rompido com o dano causado individualmente a um ou alguns membros da .São os praticados pelos agentes do Governo. que. membros de Poderes de Estado. no que tange às entidades de Direito Público. a responsabilidade objetiva. Devido ao seu elevado discricionarismo. internamente. dificilmente poderá causar prejuízo indenizável ao particular. provada a culpa total ou parcial do lesado. que só se refere aos agentes administrativos (servidores). Na responsabilidade civil do Estado. se expressa no domínio eminente sobre todas as pessoas e bens existentes no território nacional. Mas. que. admite abrandamento. quer dizer: a culpa da vítima influi para minorar ou mesmo excluir a responsabilidade civil do Estado. provocam maiores restrições ao controle judicial. 37. exime-se a Administração. a regra constitucional é a responsabilidade objetiva da Administração. atua sobre toda a coletividade. mas. com base na teoria do risco administrativo. de sorte que. no uso da competência constitucional. causem dano a terceiros. A nova diretriz constitucional. que não são servidores da Administração Pública. sem aludir aos agentes políticos (parlamentares e magistrados). que é a lei. nessa qualidade. causaram a terceiros. procedendo de modo contrário ao direito ou faltando a dever prescrito por lei. há a presunção relativa juris tantum da culpa do servidor. Essa distinção resulta do próprio texto constitucional. de maneira ilegítima e lesiva. diferindo da teoria do risco integral. é: “As pessoas jurídicas de Direito Público e as de Direito Privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. em nome da soberania do Estado. porque. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. Quando argüidos de lesivos a direito individual ou ao patrimônio público vão à apreciação da Justiça. na mesma escala. como norma abstrata e geral. § 6º). A responsabilidade civil da administração ou do estado II Responsabilidades por Atos Legislativos e Judiciais Para os atos administrativos. quanto aos atos legislativos e judiciais. a Fazenda Pública só responde mediante a comprovação de culpa manifesta na sua expedição. salvo o direito regressivo contra os causadores do dano. de acordo com a teoria do risco administrativo. sim. A responsabilidade civil da administração ou do estado I A Constituição adota.

omissão ou retardamento injustificado de providências de seu ofício. empenham a responsabilidade civil objetiva da Fazenda Pública. impondo-lhes um ônus não suportado pelos demais. a CF de 1988. Ficará. sem o concurso do lesado. O que o STF já admitiu foi a responsabilização da Administração por ato baseado em decreto posteriormente julgado inconstitucional. A Reparação do Dano . apenas. fundamento jurídico para a responsabilização civil da Fazenda Pública por danos eventualmente causados por lei. mas isto se nos afigura indemonstrável no regime democrático. que é a sentença. Só excepcionalmente poderá uma lei inconstitucional atingir o particular uti singuli. Não se exige qualquer falta do serviço público. Mas decreto. cujo ressarcimento do que foi pago pelo Poder Público deverá ser cobrado em ação regressiva contra o magistrado culpado. Para compensar essa desigualdade individual. por sua objetividade e partilha dos encargos. Aqui não se cogita da culpa da Administração ou de seus agentes. como dispõe. necessária se torna a demonstração cabal da culpa do Estado. equiparam-se aos demais atos da Administração e. LXXV. se lesivos. 133 do CPC. em que o próprio povo escolhe seus representantes para o legislativo. enseja responsabilidade civil da Fazenda Pública. nem culpa de seus agentes. criada pela própria Administração. recusa. embora com efeitos normativos. como o nome está a indicar. embora dispense a prova da culpa da Administração. Na teoria do risco administrativo. baseia-se no risco que a atividade pública gera para os administrados e na possibilidade de acarretar dano a certos membros da comunidade. Onde. portanto. em seu art. Teoria do Risco Administrativo A teoria do risco administrativo faz surgir a obrigação de indenizar o dano do só ato lesivo e injusto causado à vítima pela Administração. todos os outros componentes da coletividade devem concorrer para a reparação do dano. o fundamento para a responsabilização da Fazenda Pública se é a própria coletividade que investe os elaboradores da lei na função legislativa e nenhuma ação disciplinar têm os demais Poderes sobre agentes políticos? Não encontramos. os suportes desta doutrina que. O risco e a solidariedade social são. pois. 5º. agora. O ato judicial típico. nos expressos termos do art. conduz a mais perfeita justiça distributiva. bastando que a vítima demonstre o fato danoso e injusto ocasionado por ação ou omissão do Poder Público. assim. entretanto. o juiz individual e civilmente responsável por dolo. A teoria do risco administrativo. razão pela qual tem merecido o acolhimento dos Estados modernos. Se tal ocorrer. através do Erário. através da atuação de seus agentes políticos. ainda que declarada inconstitucional. como erroneamente está dito na ementa deste julgado. Tal teoria. permite que o Poder Público demonstre a culpa da vítima para excluir ou atenuar a indenização. representado pela Fazenda Pública. exige-se. não há falar em indenização da coletividade. o fato do serviço.comunidade. fraude. não é lei. Basta a lesão. causando-lhe um dano injusto e reparável. Quanto aos atos administrativos praticados por órgãos do Poder Judiciário.

basta que o lesado acione a Fazenda Pública e demonstre o nexo causal entre o fato lesivo (comissivo ou omissivo) e o dano. O legislador constituinte bem separou as responsabilidades: o Estado indeniza a vítima. Comprovados esses dois elementos. A indenização do dano deve abranger o que a vítima efetivamente perdeu. por se tratar de uma dívida de valor. e. surge naturalmente a obrigação de indenizar.112/90. Enquanto não evidenciar a culpabilidade da vítima. o que despendeu e o que deixou de ganhar em conseqüência direta e imediata do ato lesivo da Administração. a ação regressiva (Lei nº 8. bem como honorários advocatícios. Evolução. levada em conta a duração provável de sua vida. Se total a culpa da vítima. se houver atraso no pagamento. exoneração ou demissão. dado o caráter alimentar que a preside. 37 da Constituição Federal. Para eximir-se dessa obrigação incumbirá à Fazenda Pública comprovar que a vítima concorreu com culpa ou dolo para o evento danoso. admite reajustamento às condições atuais do custo de vida. destinada à reparação patrimonial. subsiste a responsabilidade objetiva da Administração. teorias e características . para o servidor a responsabilidade depende da culpa: aquela é objetiva. A indenização por lesão pessoal e morte da vítima abrangerá o tratamento. podendo ser instaurada mesmo após a cessação do exercício no cargo ou na função. 122. Ação Regressiva A ação regressiva da Administração contra o causador direto de dano está instituída pelo § 6º do art. Para o êxito desta ação exigem-se dois requisitos: primeiro. Ação de Indenização Para obter a indenização.A reparação do dano causado pela Administração a terceiros obtém-se amigavelmente ou por meio de ação de indenização. Como ação civil. o dano emergente e os lucros cessantes. reparte-se o quantum da indenização. por disponibilidade. aposentadoria. que se comprove a culpa ou dolo do funcionário no evento danoso. Enquanto para a Administração a responsabilidade independe da culpa. bem como seu montante. correção monetária e juros de mora. através da ação regressiva autorizada pelo § 6º do art. esta é subjetiva e se apura pelos critérios gerais do Código Civil. A ação repressiva (ação do Estado contra o servidor) é imprescritível. art. o agente indeniza o Estado. § 3º) transmite-se aos herdeiros e sucessores do servidor culpado. 37 da CF como mandamento a todas as entidades públicas e particulares prestadoras de serviços públicos. fica excluída a responsabilidade da Fazenda Pública. uma vez indenizada a lesão da vítima. se parcial. segundo. regressivamente. que a Administração já tenha sido condenada a indenizar a vítima do dano sofrido. ou seja. Essa indenização. em linguagem civil. fica a entidade pública com o direito de voltar-se contra o servidor culpado para haver dele o despendido. que é. o sepultamento e a prestação alimentícia às pessoas a quem o falecido a devia.

nessa qualidade. É a teoria da culpa civil. tratados de forma igual. que assemelhava. se houvessem se comportado com culpa ou dolo. Nesses. De fato. para fins de indenização. em termos de responsabilidade. nas modalidades do risco administrativo e do risco integral. embora representasse um progresso em relação à teoria da irresponsabilidade patrimonial do Estado. indo da irresponsabilidade para a responsabilidade com culpa. civil ou administrativa. respondiam conforme o Direito Privado. Essa culpa ou dolo do agente público era a condicionante da responsabilidade patrimonial do Estado. exigia muito dos administrados. teorias e características A solução civilista. assim. então. o Estado ao indivíduo. Caso contrário. preconizada pela teoria da responsabilidade patrimonial com culpa. mas notabilizou-se nos Estados absolutistas. obrigado a indenizar sempre que seus agentes houvessem agido com culpa ou dolo. isto é. a Administração Pública viveu fases distintas. Evolução. não satisfazia os interesses de justiça. negava-se tivesse a Administração Pública a obrigação de indenizar os prejuízos que seus agentes. Sem ela inocorria a obrigação de indenizar. pudessem causar aos administrados. também chamada de responsabilidade subjetiva do Estado. O fulcro. Por esse artifício o Estado tornava-se responsável e. e desta para a responsabilidade sem culpa.Em termos de evolução da obrigatoriedade que o Estado tem de recompor o patrimônio diminuído em razão de seus atos. da obrigação de indenizar era a culpa do agente. Era expressado pelas fórmulas: “O rei não pode fazer mal” e “O rei não erra”. não respondiam. O Estado e o indivíduo eram. pois o lesado tinha que demonstrar. A fase da irresponsabilidade civil do Estado vigorou de início em todos os Estados. Seu fundamento encontrava-se em outro princípio vetor do Estado absoluto ou Estado de polícia. . O estágio da responsabilidade com culpa civil do Estado. Ambos. segundo o qual o Estado não podia causar males ou danos a quem quer que fosse. como tal. instaura-se sob a influência do liberalismo.

por parte da vítima. assim. também. condicionado à demonstração. Exige-se. mas chegasse ao local do sinistro depois que o fogo consumira tudo (o serviço funcionou atrasado). nessa qualidade. O êxito do pedido de indenização ficava. para obrigar o Estado a responder pelos danos que seus servidores pudessem causar aos administrados.além do dano. em sua pureza. a que se convencionou chamar de culpa administrativa”. se tais teorias obedeceram a essa cronologia. uma culpa. ou da culpa anônima (não se tem o causador direto do dano). a situação culposa do agente estatal. de que o serviço se houvera com culpa. a exemplo da falta d’água ou do emperramento de certos equipamentos (o serviço funcionava mal). O mesmo poderia ser exemplificado com o serviço de desobstrução e limpeza de bocas-de-lobo e galerias de águas pluviais ou com o serviço de desassoreamento de rios e córregos. Era a teoria da culpa administrativa. novos critérios que. Assim. mas uma culpa especial da Administração. Por fim. tornassem o Estado responsável patrimonialmente pelos danos que seus servidores. e isso ainda era muito. Em razão disso. portanto. não quer isso dizer que hoje só vigore a última a aparecer no cenário jurídico dos Estados. à vista dos anseios de justiça. pois leva em conta a falta do serviço para dela inferir a responsabilidade da Administração. Tornam-se. procurou-se centrar a obrigação de indenizar na culpa do serviço ou. Ocorria a culpa do serviço sempre que este não funcionava (não existia. a obrigação de o Estado indenizar o dano causado se: a) devesse existir um serviço de prevenção e combate a incêndio em prédios altos e não houvesse (o serviço não funcionava. não existia). pudessem causar aos administrados. que recebeu de Hely Lopes Meirelles o seguinte comentário: “A teoria da culpa administrativa representa o primeiro estágio da transição entre a doutrina subjetiva da culpa civil e a tese objetiva do risco administrativo que a sucedeu. inaplicáveis. como fato gerador da obrigação do indenizar o dano causado a terceiro. havia culpa do serviço e. a teoria da responsabilidade patrimonial objetiva do Estado ou teoria do risco administrativo. Assim. a culpa do serviço. de forma objetiva. devendo existir). isto é. na faute du service. Já aqui não se indaga da culpa subjetiva do agente administrativo. b) o serviço de prevenção e combate a incêndio existisse. destarte. Ao contrário disso. É o binômio falta do serviço – culpa da Administração. funcionava mal (devendo funcionar bem) ou funcionava atrasado (devendo funcionar em tempo). mas perquire-se a falta objetiva de serviço em si mesmo. Procurou-se. cabia-lhe demonstrar. diga-se que. mas ao ser demandado ocorresse uma falha. dessa forma. O SERVIDOR E AS REFORMAS . além do dano. em todos os Estados acontecem ou estão presentes as teorias da culpa administrativa e do risco administrativo. c) o serviço de prevenção e combate a incêndio existisse. segundo os franceses. os princípios da culpa civil.

programas. 2 – impessoalidade Este princípio decorre do próprio princípio da igualdade ou isonomia. b) aceitar ou exercer cargo. empresa pública. nos termos do art. que caracterizem promoção pessoas de autoridade ou servidores públicos. programas. autarquia. 5°. através deste princípio. inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum. Art. 54. nas entidades constantes da alínea anterior. ou frente à exigência de que a publicidade dos atos. não podendo constar nomes. Busca-se. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. 37. Este princípio pode ser ilustrado através da exigência de que sempre haja licitação pública. Os Deputados e Senadores não poderão: I – desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. . a instauração de um governo que vise a consecução do bem de todos. que se traduz na idéia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações nem favoritismos. dela não podendo constar nomes. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. também. obras. Art. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. na formada lei. sempre através de licitação. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. II – “ ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” – onde exige-se do administrador público que faça apenas o que a lei e o Direito permitirem ou obrigarem. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. obras. impessoalidade. função ou emprego remunerado. § 1° – “A publicidade dos atos.PRINCÍPIOS BÁSICOS Art. imagens. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. 175 “(Incumbe ao Poder Público. a prestação de serviços públicos”. ao seguinte: 1 – legalidade Em nossa Constituição encontramos o princípio da legalidade estabelecido no seguinte preceito: a) Art. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”). 37. publicidade e eficiência e. informativo ou de orientação social. Constitui uma vedação a qualquer discriminação ilícita e atentória à dignidade da pessoa humana. acima de qualquer personalismo e de projetos de cunho iminentemente personalistas. dos Estados. I e II. moralidade. informativo ou de orientação social. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União.

fato que enseja sua destituição do cargo. de maneira precípua até proteger e vivificar. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. Outros artigos também estabelecem essa determinação ao agente público de agir desinteressadamente. Também os atos de improbidade administrativa dos servidores públicos “importarão a suspensão dos direitos políticos. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. a perda da função pública. segundo Juarez Freitas ao “dever de a Administração Pública observar. etc. 4 – publicidade A partir deste princípio exige-se da Administração Pública que preste contas de todos os seus atos. ou nela exercer função remunerada. os referenciais valorativos basilares vigentes.”. contratos e procedimentos. controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público. a. cumprindo. à moralidade administrativa. – “São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e. a. na forma e gradação previstas em lei. Deve manter plena transparência de seus comportamentos. sem prejuízo da ação penal cabível. 5° prevê o cabimento de ação popular para anulação de “ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. nos casos extremos de segurança nacional ou em situações em que a divulgação prévia possa eliminar a viabilização de medidas justificáveis. na forma e gradação previstas em lei.” Nos termos do art. V.” Também proíbe os agente políticos de firmarem contratos com pessoas da Administração Pública. nas entidades referidas no inciso I. contra: – a probidade na administração”.II – desde a posse: a) ser proprietários. § 4° – “Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. 3 – moralidade De acordo com esse princípio a Administração e seus agentes devem atuar na conformidade de princípios éticos. d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. 85. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum. sem perseguir nem favorecer jamais movido por interesses subalternos. especialmente. Atentar contra a probidade da administração é hipótese prevista como crime de responsabilidade do Presidente da República. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. bem como travar o combate contra toda e qualquer lesão moral provocada por ações públicas destituídas de probidade e honradez. Art. que não transgridam o senso moral da sociedade. a perda da função pública. a lealdade e a boa-fé para com a sociedade. com pronunciado rigor e a maior objetividade possível. exceto nas hipóteses em que o impedir o interesse público. sem prejuízo da ação penal cabível. 37. Corresponde. exemplarmente. . c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I. O art.

dos Estados. 5°. XXXIII – “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. judicial ou administrativo”. perfeição e rendimento funcional. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. 5 – Eficiência O princípio da eficiência impõe que o agente público atue de forma a produzir resultados favoráveis à consecução dos fins que cabem ao Estado alcançar. no prazo da lei. LX – “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. sob pena de responsabilidade. caput – “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. Assegura a todos o direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. d) art. ao seguinte”: b) Art. impessoalidade. judicial ou administrativo. constantes de registros ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público ou para retificação de dados. Hely Lopes Meirelles define este princípio como “o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza. também. sob pena de responsabilidade. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”.365/41 e Lei Complementar n° 76/93 exige a máxima transparência como condição de legitimidade. quando se refere ao princípio da economicidade e dada a sua conexão com o princípio da eficiência. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. ou de interesse coletivo ou geral. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. moralidade. e) Decreto-lei n° 3. LXXII – “conceder-se-á habeas data: – para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante.Na constituição encontram-se vários preceitos que confirmam ou restringem este princípio: a) Art. 37. É o mais moderno princípio da função administrativa. publicidade e eficiência e. caso não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. Juarez Freitas. 5°. assim como também exige atos declaratórios no caso da expropriação. afirma: “torna-se conveniente frisar que tal . exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros”. ou de interesse coletivo ou geral. que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade. Assegura o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. c) Art. – para a retificação de dados. 5°. sob pena de não se aperfeiçoarem atos e contratos públicos. que serão prestadas no prazo da lei.” em face do qual a lei somente poderá restringir a publicidade dos atos processuais administrativos quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.

empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. ou outras medidas superficiais. mas a realização de interesses particulares. que visam não a solução do problema. moralidade. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. condições e percentuais mínimos previstos em . na forma da lei. publicidade e eficiência e. de 1998) III . exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. e os cargos em comissão. que marginaliza grande parte da população. nos casos e condições previstos em lei. de 1998) I . deixando-a ao completo abandono. a não ser para a construção de algumas escolas.” O presente princípio visa combater o tão latente sistema de corrupções e privilégios que permeia as práticas da administração pública. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) II .as funções de confiança. ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. por igual período. na carreira. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. mas tem por objetivo a promoção pessoal dos agentes da administração pública que visam a sua reeleição. Princípios Constitucionais Aplicados aos Servidores Públicos Art. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. comprometidos com um projeto outro de sociedade. por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional. IV . 37. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. também. Não se investe nas áreas sociais.os cargos. assim como aos estrangeiros. preferencialmente. que vise a real concretização do princípio da justiça. impessoalidade.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. na forma prevista em lei. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. prorrogável uma vez. Este constitui um dos principais princípios e que deve ser intensamente efetivado. através de uma prática consciente dos operadores jurídicos.princípio constitucional está a vetar.os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. todo e qualquer desperdício dos recursos públicos ou escolhas que não possam ser catalogadas como verdadeiramente comprometidas com a busca da otimização ou do melhor para o interesse público. V . expressamente. dos Estados. V . onde o objetivo prioritário não é o alcance do bem comum.

37. chefia e assessoramento. de 1998) VIII .a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. o disposto no art. VII . VII . abono. 37. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) (Regulamento) Art. destinam-se apenas às atribuições de direção. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XI . X e XI. dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. (ver Lei n° 8. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. dos membros de qualquer dos Poderes da União.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. em espécie.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. observada a iniciativa privativa em cada caso. prêmio. não poderão exceder o subsídio mensal. alterada pela Lei n° 9. 39. percebidos cumulativamente ou não. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. pensões ou outra espécie remuneratória. o detentor de mandato eletivo. IX . adicional. obedecido. § 4° . em qualquer caso.849/99.O membro de Poder. de 1998) VI . 37.PRINCÍPIO DA PERIODICIDADE Art. vedado o acréscimo de qualquer gratificação.745/93. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. do Distrito Federal e dos Municípios. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. sempre na mesma data e sem distinção de índices.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. Inciso X . dos Estados. funções e empregos públicos da administração direta. verba de representação ou outra espécie remuneratória. autárquica e fundacional. assegurada revisão geral anual. dos Ministros do .lei.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical.) SERVIDOR PÚBLICO E DATA-BASE . de 1998) FIXAÇÃO DO TETO SALARIAL DO FUNCIONALISMO Art.

de 1998) XIV . 39. e sociedades controladas. exceto. de 2001) XVII . ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. quando houver compatibilidade de horários. de 1998) CUMULAÇÃO DE VENCIMENTOS NO SETOR PÚBLICO Art. no âmbito do Poder Judiciário. II. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. fundações.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. de 1998) b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. pelo poder público. III. aos Procuradores e aos Defensores Públicos. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. 153. de 1998) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde.2003) XII . suas subsidiárias.12. Inciso XVI . sociedades de economia mista. aplicando-se como limite. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. I. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. XIII .é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. de 1998) a) a de dois cargos de professor. de 1998) XV . observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. 19. em espécie. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. empresas públicas. aplicável este limite aos membros do Ministério Público. § 4º. direta ou indiretamente. e nos Estados e no Distrito Federal.Supremo Tribunal Federal. o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o sub-sídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. nos Municípios. com profissões regulamentadas.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. 150. e 153. 37. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. o subsídio do Prefeito. de 1998) . § 2º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.

de sociedade de economia mista e de fundação.XVIII . informativo ou de orientação social. 5º. de 1998) .as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. observado o disposto no art. XIX .depende de autorização legislativa. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. OBRAS. da qualidade dos serviços. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes.A publicidade dos atos. neste último caso. definir as áreas de sua atuação. programas. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. as obras. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. precedência sobre os demais setores administrativos. X e XXXIII.o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo. regulando especialmente: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. nos termos da lei. externa e interna. Inciso XXI – ressalvados os casos especificados na legislação. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. em cada caso. obras. de 1998) XX . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) II . com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) I . dela não podendo constar nomes. na forma da lei.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão. nos termos da lei. SERVIÇOS E CAMPANHAS DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS § 1º . PROGRAMAS. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. (Regulamento) PUBLICIDADE DOS ATOS.somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. serviços. mantidas as condições efetivas da proposta. cabendo à lei complementar. § 2º .A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. 37. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. AULA 5 DA NECESSIDADE DE LICITAÇÃO Art.

que serão prestadas no prazo da lei. ou de interesse coletivo ou geral.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. na forma e gradação previstas em lei. cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) § 8º A autonomia gerencial. nessa qualidade.o prazo de duração do contrato. XXXIII .a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. que causem prejuízos ao erário. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos.III . causarem a terceiros. 5°. servidor ou não. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. de 1998) I . sem prejuízo da ação penal cabível. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. sob pena de responsabilidade.A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. a perda da função pública. ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO § 6º . assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. § 5º . de 1998) Art. . emprego ou função na administração pública. (Regulamento) IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Artigo 37 § 4º .

direitos. de 1998) § 10. 42 e 142 com a remuneração de cargo. do Distrito Federal e dos Territórios. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. constituídas pela Marinha. de 1998) Art. Ao servidor público da administração direta. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. dos Estados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. e suas subsidiárias. e destinam-se à defesa da Pátria. mediante contribuição do respectivo ente público. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas.(Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. por iniciativa de qualquer destes. autárquica e fundacional.II .a remuneração do pessoal. são instituições nacionais permanentes e regulares. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. SERVIDOR PÚBLICO E MANDATO ELETIVO Art.os controles e critérios de avaliação de desempenho. que receberem recursos da União. pelo Exército e pela Aeronáutica. As Forças Armadas. 38. são militares dos Estados. de 1998) Art. dos Estados. 40.2003) Art.12. à garantia dos poderes constitucionais e. 40 ou dos arts. no exercício de mandato eletivo. emprego ou função pública. da lei e da ordem. do Distrito Federal e dos Municípios. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. incluídas suas autarquias e fundações. instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina. aplicam-se as seguintes disposições:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. sob a autoridade suprema do Presidente da República. III . 142. 19. § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. de 1998) . organizadas com base na hierarquia e na disciplina. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. exceto para promoção por merecimento. os Estados. de 1998) § 2º A União. III . seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais.os requisitos para a investidura. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados.as peculiaridades dos cargos. estadual ou distrital. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. 39. perceberá as vantagens de seu cargo. ficará afastado de seu cargo. os valores serão determinados como se no exercício estivesse.para efeito de benefício previdenciário. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) III . AULA 8 SISTEMA REMUNERATÓRIO DO SERVIDOR PÚBLICO Art. será aplicada a norma do inciso anterior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. II . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.tratando-se de mandato eletivo federal. de 1998) II .investido no mandato de Vereador. de 1998) § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.a natureza. facultada.investido no mandato de Prefeito. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal.I . não havendo compatibilidade. emprego ou função. havendo compatibilidade de horários. no caso de afastamento. emprego ou função. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. para isso. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. de 1998) I . e. será afastado do cargo. de 1998) . IV . sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. A União. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. V . emprego ou função.

fixado em lei. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. mediante específicos. pelo menos. XIII. de 1998) Art.licença-paternidade. XVIII. nunca inferior ao mínimo. higiene. VIII. XVI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. para os que percebem remuneração variável. XVII. educação. nos termos fixados em lei. XX. XXII e XXX. XII . vestuário. XV. com de cento e vinte dias. lazer. higiene e segurança. XX . além de outros que visem à melhoria de sua condição social: IV .repouso semanal remunerado. cinqüenta a mais do a duração incentivos XXII .remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. transporte e previdência social.DIREITOS SOCIAIS DOS SERVIDORES PÚBLICOS § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. um terço que o salário normal.redução dos riscos inerentes ao trabalho. de 1998) XIII .décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. (Vide Del 5. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. XII. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.licença à gestante. saúde. (vide Decreto-Lei nº 5. 7º. 59 § 1º) XVII . XIX . com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. XVIII . mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. em por cento à do normal.452. art. XIX. sem prejuízo do emprego e do salário. alimentação. VII . VII. nacionalmente unificado.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei.garantia de salário.remuneração do serviço extraordinário superior. de 1943) XV .(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.proteção do mercado de trabalho da mulher. preferencialmente aos domingos.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais.salário mínimo . 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. no mínimo. . IX. nos termos da lei. IX . XVI .gozo de férias anuais remuneradas com.452. por meio de normas de saúde. IV. VIII . facultada a compensação de horários e a redução da jornada.

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário.XXX . Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. de 1998) § 5º Lei da União. incluídas suas autarquias e fundações. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. obedecido. de 1998) § 7º Lei da União. 37. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. modernização. dos Estados. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. cor ou estado civil. prêmio. 37. o disposto no art. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. dos Estados. XI. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. reaparelhamento e racionalização do serviço público. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. de 1998) REGRA GERAL DE APOSENTADORIA DOS SERVIDORES CIVIS Art. em qualquer caso. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. treinamento e desenvolvimento. idade. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.12. X e XI. dos Estados. 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. adicional. em qualquer caso. de 1998) § 6º Os Poderes Executivo. do Distrito Federal e dos Municípios. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. verba de representação ou outra espécie remuneratória. autarquia e fundação. de 1998) § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. DIREITOS SOCIAIS DOS SERVIDORES PÚBLICOS Artigo 39 § 4º O membro de Poder. o detentor de mandato eletivo. obedecido.proibição de diferença de salários. abono. mediante contribuição do respectivo ente público. o disposto no art.2003) . 40.

Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. do Distrito Federal e dos Municípios. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. do Distrito Federal e dos Municípios. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo. e sessenta anos de idade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. 19.2003) .2003) § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41.voluntariamente. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. de 15/12/98) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. 19. incluídas suas autarquias e fundações.12. 40. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. se homem. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.12. mediante contribuição do respectivo ente público. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. 19. incluídas suas autarquias e fundações. se mulher. de 15/12/98) III . de 15/12/98) b) sessenta e cinco anos de idade.12. 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. 40. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. Art. se mulher. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. dos Estados.compulsoriamente.por invalidez permanente.§ 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. de 15/12/98) REGRA GERAL DE APOSENTADORIA DOS SERVIDORES CIVIS Art. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. observadas as seguintes condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.2003) I . com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. na forma da lei. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição.12. moléstia profissional ou doença grave. se homem.2003) II . dos Estados. aos setenta anos de idade. contagiosa ou incurável. exceto se decorrente de acidente em serviço.

e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. dos Estados. e sessenta anos de idade. de 15/12/98) § 13 . é assegurado regime de previdência de caráter contributivo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. de 15/12/98) III . de 15/12/98) a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. de 15/12/98) b) sessenta e cinco anos de idade. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. aos setenta anos de idade. se homem.2003) II . Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. na forma da lei. se mulher. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. à soma total dos proventos de inatividade. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social.Aplica-se o limite fixado no art. aplica-se o regime geral de previdência social. 40. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. exclusivamente. 19. e de cargo eletivo. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos.por invalidez permanente.Além do disposto neste artigo. de 15/12/98) § 12 . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. se homem. de 15/12/98) REGRA GERAL DE APOSENTADORIA DOS SERVIDORES CIVIS Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. observadas as seguintes condições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. 37.compulsoriamente. no que couber.I . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. incluídas suas autarquias e fundações. exceto se decorrente de acidente em serviço. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. do Distrito Federal e dos Municípios. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. § 11 . XI.Ao servidor ocupante. de 15/12/98) .voluntariamente. moléstia profissional ou doença grave.12. se mulher. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. contagiosa ou incurável.

São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. poderão fixar. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. o Distrito Federal e os Municípios. que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. O regime de previdência privada. de 15/12/98) Art. de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social. os Estados. 202 e seus parágrafos. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20.A União. 41. 201. e regulado por lei complementar. 19. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20.12.Somente mediante sua prévia e expressa opção. 202. de natureza pública. e atenderá. de 1998) § 15. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. 201. de caráter contributivo e de filiação obrigatória. de 1998) . de 15/12/98) ESTABILIDADE DO SERVIDOR Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.§ 14 . A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. observado o disposto no art. no que couber. de 1998) § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.2003) Art. por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar. de 1998) § 16 . nos termos da lei. baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado. será facultativo. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41.

§ 3° Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. na forma de lei complementar. § 4° Como condição para a aquisição da estabilidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. o servidor estável ficará em disponibilidade. será ele reintegrado.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. sem direito a indenização. de 1998) A LC N° 101. DE 4/5/2000. assegurada ampla defesa. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. e o eventual ocupante da vaga. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. reconduzido ao cargo de origem. .I . de 1998) III .em virtude de sentença judicial transitada em julgado. se estável. FACULTA A DISPENSA DE PESSOAL POR EXCESSO DE GASTOS § 2° Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. de 1998) II .

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