UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP

INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL – IPT-II
SEMESTRE: 1º

PROFESSORA: Leila Mahfuz Monteiro

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2009

CRONOGRAMA DE INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO
1a. e 2a. Aulas - A leitura como fonte de conhecimento e participação na sociedade; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 3 e 4) 3a. e 4a. Aulas - as diferentes linguagens: verbal, não verbal; formal e informal; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 40) 5a. Aula - noções de texto: unidade de sentido; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 1) 6a. Aula - textos orais e escritos; Textos com temas variados para interpretação e produção; 7a. e 8a. Aulas - estilos e gêneros discursivos: jornalístico, científico, técnico, literário, publicitário

entre outros;
FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 34, 38, 44) 9a. e 10a. Aula - Qualidades do texto: coerência, coesão, clareza, concisão e correção gramatical; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 29, 30 e 31) 11a. e 12a. Aula - complemento gramatical; FARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristovão. 11ª ed. Prática de texto para estudantes universitários. Petrópolis: Vozes, 2003. ( os itens indicados em Tópicos da Língua Padrão, distribuídos ao longo do livro)

BIBLIOGRAFIA Bibliografia Básica FARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristovão. Prática de texto para estudantes universitários. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2004. Bibliografia Complementar BLIKSTEIN, Izidoro. Técnicas de comunicação escrita. 21.ed.São Paulo: Ática, 2005. EMEDIATO, Wander. A fórmula do texto: redação, argumentação e leitura. São Paulo: Geração Editorial, 2004. FERRARA, Lucrécia. Leitura sem palavras. São Paulo: Ática, 1997. GRION, Laurinda. Dicas para uma boa redação: como obter mais objetividade e clareza em seus textos. São Paulo: Edicta, 2004. LUFT, Celso Pedro. Moderna gramática brasileira. Rio de Janeiro: Globo, 1997.

3 NUNES, Marina Martinez. Redação eficaz: como produzir textos objetivos. São Paulo: Sagra Luzzatto, 2000. PERISSÉ, Gabriel. Ler, pensar e escrever. São Paulo: Arte e Ciência, 2004. TRAVAGLIA, Luiz e KOCH, Ingedore. A coerência textual. São Paulo: Contexto, Dicionários diversos, jornais e revistas.

PLANO DE ENSINO 2008 – 1º SEMESTRE CURSO: DISCIPLINA: CARGA HORÁRIA: PROFESSORES: FUNCIONAL: Nº de Aulas 1 Dias Letivos Dia/Mes 1º sem ADM-ENFERM.-LETRAS-ENG. INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL (IPT) 2 HORAS/SEMANAL Leila Mahfuz Monteiro 80.30.54520-1 Conteúdo Apresentação do conteúdo. Critério de avaliação e explicação do planejamento. Sondagem gramatical Texto: A leitura como conhecimento. Níveis de leitura de um texto. Exercícios. As diferentes linguagens: verbal, não-verbal, formal, informal. Níveis de linguagem. Texto: Este texto tem mil palavras. Noções de texto: unidade de sentido; diretrizes para a leitura, análise e interpretação de textos. Exercícios: “Inácio da Catingueira e Romano”; “Os desastres de Sofia”. Tópicos gramaticais: acentuação e o uso do sinal da crase. Música: Construção de Chico Buarque. Avaliação do livro “O Monge e o Executivo” Revisão para prova NP1 ( A CONFIRMAR) VALOR 10,0 Vista de provas, correção e explicação. Estilos e gêneros discursivos: jornalístico, científico, técnico, literário, publicitário entre outros. Qualidades do texto: coerência, coesão, clareza, concisão e correção gramatical. Tipo de Aula: expositiva, seminário, discussão de texto, aula extraclasse, palestra, visita técnica, etc Expositiva e prática.

2 3

2º sem 3º sem

Discussão de texto. Expositiva e discussão de textos.

4

4ºsem

Expositiva e discussão de textos.

5

5ºsem

Aplicação prática do conteúdo com orientação do professor.

6

6ºsem

7 8

7º sem 8º sem

Esclarecimentos de dúvidas Prova elaborada com questões objetivas e dissertativas sobre o conteúdo do 1º bimestre. Esclarecimento de dúvidas. Aplicação prática do conteúdo com orientação do professor.

9

9ºsem

Aplicação prática do conteúdo com orientação do professor.

4
10 10ºsem Continuação: - Qualidades do texto: coerência, coesão, clareza, concisão e correção gramatical. Exercícios. Complemento gramatical o uso do porquê. Exercícios variados sobre tópicos gramaticais. Texto e interpretação: coerência, coesão, clareza, concisão. Complemento gramatical. Emprego dos verbos. Revisão para prova NP2 ( a confirmar) Semana de provas Substitutivas e revisão de provas Exame ( valor 10,0) . Aplicação prática do conteúdo com orientação do professor.

11

11º sem

Aplicação prática do conteúdo com orientação do professor.

12

12º sem

Aplicação prática do conteúdo com orientação do professor.

13 14 15 16 17 18

13º sem 14º sem 15º sem 16º sem 17º sem 18º sem

Aplicação prática do conteúdo com orientação do professor. Esclarecimentos de dúvidas Provas elaboradas com questões objetivas e dissertativas sobre o conteúdo do 2º bimestre. .

5

A LEITURA COMO CONHECIMENTO VARGAS, Suzana. Leitura: uma aprendizagem de prazer. 3ª ed. Rio de Janeiro, José Olympio Ler, para mim, sempre foi um ato de conhecimento e, conseqüentemente, de prazer. Mas apenas me tornei consciente desse processo quando precisei ensinar a ler, não a juntar sílabas, mas a somar idéias. Descobri nesse momento que, se não conscientizasse o aluno dessa possibilidade (prazer + conhecimento), jamais poderia aproximá-lo do texto. Fruir o texto significa descobrir a vida enredada em suas malhas. Significa perceber a realidade de forma mais palpável através da impalpável trama da linguagem. E palavras, signos, formas, todos juntos passam a significar mais corretamente, inclusive, que a abstrata matemática dos números. Se antes dos textos lemos a realidade com os sentidos, com os textos acrescemos mais ainda esta possibilidade da percepção porque o ler significa apoderar-me também daquilo que está distante dos sentidos. Quando leio sobre Paris, por exemplo, de alguma forma me apodero desta cidade, desta cultura sem, entretanto, precisar viajar até lá. Posso dizer que conheço Paris sem necessariamente ver Paris. Imediatamente reconheço meu país, minha cidade, pelo contraste que se estabelece entre a realidade européia e a minha, entre a história da Europa e a latino-americana, entre a política dali e a de cá. E me descubro como indivíduo em relação a Paris. Ajudar a perceber o conteúdo informativo do texto (e a informação acontece sempre em variados graus e direções dependendo de quem lê) é fundamental para que se desenvolva o gosto pela leitura. Mais adiante, o processo se sofistica um pouco quando o leitor passa a reconhecer o texto como construção, como estrutura. Distinguir ledores de leitores é sempre fundamental quando se trata de educação. A estrutura educacional brasileira tem formado até agora mais ledores que leitores. Qual a diferença entre uns e outros se os dois são decodificadores de discurso? A diferença está na qualidade da decodificação, no modo de sentir e de perceber o que está escrito. O leitor, diferentemente do ledor, compreende o texto na sua relação dialética com o contexto, na sua relação de interação com a forma. O leitor adquire através da observação mais detida, da compreensão mais eficaz, uma percepção mais crítica do que é lido, isto é, chega à política do texto. A compreensão social da leitura dá-se na medida dessa percepção. Pois bem, na medida em que ajudo meu leitor, meu aluno, a perceber que a leitura é fonte de conhecimento e de domínio do real, ajudoo a perceber o prazer que existe na decodificação aprofundada do texto. Os processos cognitivos que envolvem o ato de ler são muitos e diversificados, a conseqüência direta da decodificação aprofundada é uma leitura mais ampla e conseqüente da realidade que pode ser compreendida em maior ou menor grau, dependendo do ponto de vista de quem lê e do que lê.

entender o processo de leitura como o estabelecimento de uma relação dinâmica que vincula a linguagem à realidade. (Lições 3 e 4). usando apenas o esquema do item 3. pois me obriga a redimensionar o que já está estabelecido. significa colher conhecimentos e o conhecimento é sempre um ato criador. Retire de cada parágrafo a idéia central. Esquematize as idéias e numere-as. maior riqueza lhe oferecerá o objeto da leitura. 2003. sempre. existência e valor. minha ligação efetiva com o que me cerca) adquire sentido. Reescreva o texto. reescrevo. a essa vida quase apenas sensitiva o mundo da linguagem oral e depois o da escrita que a primeira lida inaugura. o livro. NÍVEIS DE LEITURA DE UM TEXTO:– FIORIN & PLATÃO Existem três níveis de leitura. A palavra ler vem do latim legere.6 O QUE É LER? Toda leitura é sempre uma leitura do mundo. percebendo novas realidades através do tato. Acrescenta. E não existe revolução maior do que aquela que se opera em todo ato de fala ou de leitura. descobre a função desse objeto no contexto onde está inserido. 16ª ed. troca um modo de viver por outro. introduzindo meu mundo em novas séries de relações e em um novo modo de perceber o que me cerca. estabelecer relações inicialmente individuais com cada objeto ou ser que nomeia. dependendo do grau de abstração: o primeiro nível depreende os significados mais complexos e mais concretos. ampliando-as mais tarde. Nasce. desses jogos da percepção. ou similar – e a realidade que lhe deu origem. O que o mundo me oferece só através da leitura (ou seja. José Luiz e PLATÃO. olfato. São Paulo: Ática. Ler. Aprofundando mais essa breve reflexão sobre o ato de ler posso. A criança inicia seu aprendizado a partir de sentidos anteriores aos da visão: aprende a respirar e. inaugurado pela reinterpretação. mais importância adquire. Pata entender o texto: leitura e redação. com Paulo Freire. mais tarde. paladar etc. significando ler e colher. estabelecendo desse modo relações de sentido para acompanhar o sigiloso mover-se da vida. 3. Quando leio. Quando leio sou criadora. Francisco. Adapta seus instintos às condições que o meio lhe oferece. Bibliografia complementar: FIORIN. portanto. transformadora da ordem. Atividade: 1. o terceiro nível depreende os significados mais simples e abstratos. E ler significará para sempre o ato de compreender. E quanto maior o número de relações estabelecidas. aos poucos. 2. o universo das palavras e o contexto a que se referem. 4. . Ao fazêlo. um olhar mais crítico para o contexto. ou seja. Essa vinculação me faz perceber melhor a mim mesma. recrio a cada palavra o que já está aí. um ato de compreensão do que se vê ou se sente. Leia o texto acima mais de uma vez.

É nesse nível que se podem postular dois significados abstratos que se opões entre si e garantem a unidade do texto inteiro. esperteza e meia. percebendo a aproximação da raposa. A raposa. Monteiro. e tratou de pôr-se ao fresco. onça e veado. murmurou consigo: “Deixe estar. como lá vêm vindo três cachorros. São Paulo. Brasiliense) Primeiro nível de leitura . limpo de guerras.. 19 ed. seu malandro.. LEIA O TEXTO E IDENTIFIQUE OS TRÊS NÍVEIS POSSÍVEIS DE LEITURA: O galo que logrou a raposa Um velho galo matreiro. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo. acho bom espera-los. gavião e pinto. Ao ouvir falar em cachorro. mas. Fábulas. 3) uma estrutura profunda. o tempo e as ações concretas. como namorados. que já te curo!. crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa. (LOBATO. empoleirou-se numa árvore. pode-se imaginar que o texto admite três planos distintos na sua estrutura: 1) uma estrutura superficial.. È nesse nível que se instalam no texto o narrador. _ Muito bem! – exclama o galo. venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. E raspou-se. onde ocorrem os significados mais abstratos e mais simples. dizendo: _ Infelizmente. desapontada. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor. os personagens. onde afloram os significados mais concretos e diversificados. onde se definem basicamente os valores com que os diferentes sujeitos entram em acordo ou desacordo.. tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Contra esperteza. os cenários. Fica para outra vez a festa.” E em voz alta: _ Amigo. todos os bichos andam agora aos beijos. Lobo e cordeiro. 2) uma estrutura intermediária.7 Desse modo.significados concretos: Segundo nível – dados concretos do primeiro nível organizados num plano mais abstrato: Terceiro nível – uma leitura mais abstrata que resume o texto todo: . sim? Até logo. para que também eles tomem parte na confraternização. Dona Raposa não quis saber de histórias. amigo Co-ri-có-có. raposa e galinhas.

enfim. O preto defendia-se a seu modo. Isto aconteceu há setenta anos.. cangaceiro e poeta. que eu já me calo". Viventes das Inácio da Catingueira e Romano Alagoas. Ísis. Com o entusiasmo dos ouvintes. em Patos. segundo o produtor do texto. Li. quadros e costumes do Nordeste. também cantador. Muita gente aceita isso. Cibele. cada um valorizado de modo diferente segundo o ponto de vista de quem analisa. distinguem um do outro. Se desse um nó em 'martelo'. assim: "Seu Romano. tratando-se de "martelo". um Romano bem classificado. irmão de Veríssimo Romano. o herói de Patos se multiplicou em descendentes que nos têm impingido (constrangido) com abundância variantes de Cibele. cheio de suficiência. Inácio da Catingueira. Com imensa bazófia (presunção).8 LEIA O TEXTO ABAIXO E DEPOIS RESPONDA AS QUESTÕES: RAMos. nunca ouvira falar em semelhantes horrores e fez o que devia fazer – amunhecou (acovardouse). um negro. possuía um nome mais comprido ─ era Francisco Romano do Teixeira. Mas como foi em ciência. entregou os pontos. vencedor. Ísis. Netuno. tudo sem nexo.Num nível mais abstrato de leitura. declarava-se inferior a ele. Basicamente. pessoa de família.O texto coloca em confronto dois tipos distintos de cultura. até com alguns discípulos. ed. há dias. eu só garanto é que ciência eu não tenho". há perto de setenta anos. desse jeito eu não posso acompanhá-lo.Cite uma passagem do texto que sirva para ilustrar que Romano é mais reconhecido socialmente do que Inácio. Viventes das Alagoas 1 . Inácio da Catingueira. era apenas Inácio. para mostrar sabedoria. Romano concordava. 4 . quando todos deviam gritar honestamente que. porque Inácio era analfabeto. que recebeu as alfinetadas como se elas fossem elogios e no fim da cantiga esmagou o inimigo com uma razoável quantidade de burrices. Nessa antiga pendência. 2 . quais são os valores que caracterizam a cultura de um e de outro? 3 . que não podia vir. . Graciliano. Netuno e Minerva não têm cabimento. Nauseada. naturalmente. São Paulo. essa deliciosa malícia negra. Como os seus olhos brindados de negro viam as coisas! É certo que temos outros sabidos demais. mas aceita. Inácio da Catingueira teve com Romano. pai de Josué Romano. Romano. numa revista a cantoria ou "martelo" que. Romano. e de quando em quando introduzia no “martelo" uma palavra difícil com o intuito evidente de atrapalhar o adversário. Latona. pode-se afirmar que Inácio e Romano cultivam valores diferentes. inclinava-se modesto: Seu Romano. à-toa: "Latona." Jogou o disparate em cima do outro e pediu a resposta. etc. não fez mossa (pertubação) na casca de Francisco Romano. Inácio tratava o outro por "meu branco". ofereceu umas palavras de consolação ao pobre do negro. Vulcano. RAMOS. Situe os dois personagens e discrimine as diferenças básicas que. achava que era assim mesmo. que homem! Foi uma das figuras mais interessantes da literatura brasileira.. Essa ironia. torcia o corpo. apesar de não saber ler. 4. Mas há uma sabedoria alambicada (pretensiosa) que nos torna ridículos. na Paraíba. de que se espalharam pelo Nordeste muitas versões. palavras idiotas que serviram para enterrá-lo. Graciliano. viria eu desatá-lo. E desde então. Vulcano.O produtor do texto construiu uma narrativa onde aparecem. cante só. dois personagens com características diferentes.

televisão. pois não exigem o conhecimento de nenhuma língua escrita.O texto em questão sobre uma oposição básica: superioridade versus inferioridade. SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS: A linguagem verbal é linear. o “tambor falante” das tribos do Congo. Outros fatores estão sendo estudados como formas de linguagem não-verbal: a maneira de se vestir. sinais de trânsito (placas indicativas. Esses símbolos convencionais. São Paulo: Ática. Os textos verbais podem ser narrativos. uma fotografia pode desencadear um processo narrativo (organização de seqüência de fotos) Os textos verbais e os não-verbais podem ser figurativos (aqueles que reproduzem elementos concretos) e não-figurativos (exploram temas abstratos). esses conceitos são relativos ou absolutos? Explique sua resposta. falar ou calar. dissertativos. apitos. FORMAL E INFORMAL. 16 ed. LINGUAGEM VERBAL: explora recursos fônicos. são mais facilmente identificados e decodificados. Para entender o texto: leitura e redação. obedecendo a mecanismos de organização.9 a) Segundo o ponto de vista da sociedade em que vivem Inácio e Romano. são considerados dominantemente descritivos.verbais. que cultura tem mais valor? 5 . de acordo com certas leis. cinema). Segundo o narrador. a linguagem corporal. LINGUAGEM NÃO-VERBAL: oposições de cores. vários signos podem ocorrer simultaneamente. mas se sucedem um depois do outro no tempo da fala ou no espaço da linha escrita. Na pintura. AS DIFERENTES LINGUAGENS: VERBAL. considerados linguagem universal. várias figuras ocorrem simultaneamente. o sinal do computador) Gestos: convencionais ou codificados. (lição 40) Meios de comunicação: linguagem verbal (falada ou escrita) Linguagem não-verbal (gestos. sons (o código Morse. como aliterações. assim como em lugares públicos e de atração turística. Em todos os tipos de linguagem. Mas. algumas placas de trânsito. o comportamento social. os signos são combinados entre si. seus signos e os sons não se superpõem. NÃO-VERBAL. Os não. imagens. a princípio. artes. Cada som e cada signo são usados num momento distinto do outro. luz x sombra etc. estradas. de andar. o código dos levantadores (na área de esportes). principalmente em aeroportos. imagens (cartazes. PLATÃO E FIORIN. sentar. como o alfabeto dos surdos-mudos. qual das duas formas de cultura é mais valorizada? b) Segundo o ponto de vista do narrador. rima. num ponto estático do tempo. isto é. . 2003. horizontais x verticais). pois representam uma realidade singular e concreta. semáforos. ritmo. descritivos. Na linguagem não-verbal. formas (linhas retas x linhas curvas. estações rodoviárias e ferroviárias. a postura. ao contrário. sons.

• Eu vi ela. • Senta aí. É colorida . posição social. CULTA: Eu estou preocupada COLOQUIAL: Tô preocupada POPULAR: Tô grilada GÍRIA: linguagem informal. por isso foge às regras. • Me diga a verdade. Não há preocupação com as regras gramaticais. • Se liga meu. De menor cultura. Apresenta mais liberdade de expressão.é descontraída. pruque meu amigo mi convidô prá aumoçá com ele. LINGUAGEM . LINGUAGEM POPULAR: é utilizada pelas pessoas de baixa escolaridade. sexo. revistas) • A dissertação apresenta uma coesão de assunto. Dá um tempo. É a comunicação de massa em geral.ESCRITA .usada mais pelos adolescentes. Muitas vezes foge às regras gramaticais. ensinada nas escolas e usada para transmitir informações filosóficas e científicas. não vou aumoçá em casa.não reproduz na íntegra o timbre de voz. tv.prestígio social e cultural.FALADA .é individual flexível / varia de acordo com idade. Apresenta vícios de linguagem: . mais espontâneo.10 NÍVEIS DE LINGUAGEM LÍNGUA . to . cultura. LINGUAGEM COLOQUIAL: É utilizada pelas pessoas que fazem uso de um nível menos formal. expressões e gestos = segue normas LÍNGUA . mais cotidiano. É mais artificial (rádio.ERROS: • Mãi. • Olha eu aqui. usando criatividade e intimidade. Forma exagerada da linguagem familiar. jornais.É uniforme e visa padronizar a linguagem. • Rango • Amarelou = ficar com medo • Skatistas: zica=azar / tomar uma vaca=cair / prego= menino que anda mal de skate. Valeu. LÍNGUA . espontânea. Reflete . • Hoje eu vou sai ca minha namorada. LINGUAGEM CULTA/PADRÃO: é utilizada pelas classes intelectuais da sociedade como nós. Só – nem. tá! • Cuidado pra não falar besteira. • Me faça um favor.

sem cultura • Quero casa. • Vamu pára com isso. Nóis vai. gaúcho. Ó O AUÊ AÍ Ó! Nível informal (Coloquial) Isso é pra você Ocê contou o fato pra ela Ela ligou pro namorado A gente quebrou o vidro Domingo. • A besta do meu marido sumiu.AMBIGÜIDADE • Você tem dado? • Ele comeu um doce. • Patricinhas: pular o muro=beijar o garoto em uma festa / labiuda=menina que tira nota alta. Percebe. Então. Eu vou i. menas. • Tomei o ônibus correndo. Sabe. pobrema. estrupo. • Ele buliu ca moça -PÓ PÔ PÓ? -PÓ PÔ. nós devíamos ter ido lá. ocê não sabe isso. Aí né.11 • Novos hippies: tô sussu=estou tranqüilo / viajar=soltar a imaginação / ler um texto= fumar maconha • Lutadores: cheio de marra=metido / casca grossa=lutador muito bom / tomar toco= levar o fora. / Morreu a galinha da minha vizinha. • Metaleiros: breja=cerveja / pão molhado= polícia / trincar a vela= ficar bêbado. Nóis fumo • Tauba. /Coitado! O burro do meu primo morreu. voismecê • Quar quê • Pra mode • Deveras importante • Bestaiado • Oh! chente bichinho. que tá frio Me empresta o seu caderno Me deixa sair/ Deixa eu sair Nível formal (Culto) Isso é para você. UMA FRASE SÓ DE VOGAIS. Deixe-me sair. • Ele surpreendeu o ladrão em sua casa. • Eu vi o desmoronamento do barracão. • Mataram o porco do meu tio. estauta. Ocê tá bom. -OU. meia nervosa REGIONAL: falar nordestino. OU . caipira • O sinhô. esmagrecer. Ela ligou para o namorado Nós quebramos o vidro Domingo. que está frio Empreste-me o seu caderno/ Empresta-me o teu caderno. Daí. carioca. Eu tô aqui/ Tá pensando o quê? Se agasalha. amontar. VULGAR: incultos . • Presidente e governador desentenderam-se por causa de sua má administração. Você contou o fato para ela / Você lhe contou o fato. . nós devia ter ido lá. Eu estou aqui/O que você está pensando? Agasalhe-se. . e sua namorada também.

uma garotinha está deitada displicentemente no colo de um senhor bem velhinho e bem simpático. mande-me já isso  • Por cada. Ela parece um anjo. . Rolou pela escada abaixo. Com a cabeça entre o ombro e a barriga do velhinho e os pés . Plebiscito popular. Ela está comodamente estirada. Sua própria autobiografia. Estatura mediana. varandas e jardins de casas de classe média. nariz e boca perfeitos. Monopólio exclusivo.CACOFONIA • Nunca ganho . Planos para o futuro. Sorriso nos lábios. como faz todo senhor que se preze.  • Vou-me então • Vou-me já • Por radiação . deve estar fazendo muito frio. O boné cinza é típico desses senhores que a gente vê passeando pelo Bixiga nos domingos à tarde. Entrar para dentro • Sair para fora. abotoada até o último botão. com florzinhas azuis e vermelhas e uma malha creme por baixo. • Pomar de frutas. Criar novos. depois saiu com sua namorada. mas moderninha também. desses que cabem apenas duas pessoas e que são bastante comuns em quintais. Hemorragia de sangue. Subir para cima.Ela tinha muito jeito  • Ti gela .As palavras saíram da boca dela  • Mande-me já isso . O velhinho tem um tipo bem italiano. Protagonista principal Este texto tem mil palavras Como você pode ver. Descer para baixo.Isso será feito por cada um  • Ela tinha . Loirinha. Embaixo da malha uma camisa azul mas bem azul mesmo. Ela está vestida num desses macaquinhos de flanela.Meu coração por ti gela  • Cinco cada . subir lá em cima • Ganhar grátis.Não vou falar mais. classe média alta. vem a comprovar.Quanto cada um recebeu? Cinco cada um (cocada).Eu nunca ganho em jogos  • Boca dela . Pedro encontrou seu amigo que perdeu seu relógio. ambos de lã. vermelho e azul. o que nos mostra que a mocinha não é apenas novinha. Visitei a casa da minha avó cujos fundos dela dá para o mar. Fato que o ar enevoado e cinzento do jardim. Elo de ligação. • Começar pelo começo. Calçando um tênis transadíssimo nas discretas cores amarelo. • Hepatite no fígado. Moça virgem. • Vi com os meus próprios olhos. O que prova que o cavalheiro e a mocinha apreciam cores fortes. Encarar de frente. ar inteligente e sadio. Pedro visitou seu amigo. Ele vive uma vida difícil. encaracolado. A brisa matinal da manhã. Repetir de novo. descer lá embaixo. rosto e mãos enrugadas que traem uma idade bem avançada. cabelo castanho-claro. Sonhei um sonho.PLEONASMO • Vamos conviver juntos. Colaborar juntos. não mais que isso.12 • • • • • Vi enfeites de natal andando na rua. Os dois estão sentados num balanço de madeira de cor verde. Pelo jeito deve ter uns três ou quatro anos. Vi uma foto sua no metrô. que destoa de todo o conjunto. uma dessas crianças que a gente vê em anúncios. cabelos e bigodes branquinhos. que está atrás deles. Paletó marrom e calça cinza. Pela roupa que os dois estão vestindo e pela carinha rosada dela. malha creme.

contadas por uma narradora que de vez em quando divaga. E sim alguém bem chegado. mais que apropriada para servir de fundo a essa pequena princesa encantada por sua história. . que os decoradores costumam chamar de verde-império. E se não fosse por isso. O que. ali na varanda. Juntos os dois. Pela intimidade com que ela está comodamente instalada no colo dele. Além disso. Assim como você vai ter que ler e reler muitas vezes esse texto até conseguir enxergar toda a beleza e ternura contidas nessa cena. pai não é. Mesmo desatento ele está dando a ela seu tempo e seu carinho sonolento. Ambos à sua maneira estão sonhando. Folha de S. num descampado de uma varanda. Só pode ser mesmo um avo ouvindo pela milésima vez a mesma história. não sente a dureza da madeira e a frieza do tempo por vários motivos: primeiro porque sonha e no sonho não há desconforto ou frio. Mas isso já é divagação demais. E pouco provavelmente seria um tio. presentes. Porque o balanço de jardim pode ser gostoso de sentar. alguém da família. percebe-se que não pode ser visita. Ele dorme a sono solto. Que para ele deve ser sempre igual e para ela deve ser sempre diferente. Cor. Por trás do vazado da cerca verde de madeira. Ou pelo menos uma pequena parte dela. Atrás do balanço verde. mas ouvir histórias intermináveis. vê-se uma cerca de madeira também verde. Ele é muito velhinho para ser o pai dela. cria um clima gostoso no ambiente. Principalmente num dia frio como esse. 19 ago. mostrando que a dona da casa é mais cuidadosa na escolha das cores que a mocinha e seu cavalheiro adormecido. é só olhar para a roupa caseira que ele está usando para perceber que não é alguém que foi fazer uma visita. Mas como você pode ver não é o local mais confortável para se dormir. Isso mesmo: do avô. Tio dá doces. na altura do joelho. Ela. ligeiramente desfocado. tio não faz. pelo menos por dever de educação. é muito engraçado. O que vem a reforçar a idéia que se trata de uma família de posses. Livro esse que. ela sonha acordada. É pessoa da casa mesmo. olhando atentamente. A presença de plantas tão variadas e viçosas nos permite pensar que ou a família tem um jardineiro aplicado ou alguém na família gosta muito de jardinagem. por sua vez. enrugada e querida em volta da sua cintura pequenina. complementa esse clima de sonho. Paulo. aliás. vivem um momento que ela vai se lembrar sempre e ele não vai se lembrar de nada. Ele sonha dormindo. O jardim atrás. podemos ver um jardim bem amplo. igualmente. Nas mãos ela traz um livro de histórias cheio de desenhos coloridos. Porque ou eles têm uma casa com um jardim bem amplo na cidade ou têm uma ampla casa de campo. o braço dele como edredom e uma almofada como encosto para seus pés e seu tênis multicolorido. Mas o fato é que ele não sente a dureza do balanço porque dorme e ela. Por isso que ela vai ter que contar e recontar essa história para o avô centenas de vezes. Com uma mão envolta na dela e a outra apoiada sobre sua própria perna direita. não deve se importar que seu ouvinte durma. 1988. que dificilmente o faria cair no sono. Afinal ela só quer colo e aquela mão terna. Por que o velho que você está vendo só pode ser o avô dela. Principalmente para reviver os trechos que ele perdeu com seus cochilos. só que num tom mais escuro.13 apoiados numa almofada de crochê de cor creme. Para um estranho ouvir essa história contada por uma criaturinha tão linda seria uma novidade excitante. o que nos dias de hoje não é luxo para qualquer um. combinando com o verde-cana do balanço e o verde-império do alambrado. onde os dois estão sentados. UMA FOTO SERIA MELHOR 19 de agosto Dia do fotógrafo c/Anúncio da Fotoptica. você verá que se trata da história da Bela Adormecida. Tanto pela idade quanto pela disponibilidade e paciência. pessoa de cerimônia. Resistiria bravamente até a Bela Adormecida acordar. porque enquanto a bela conta a história da Bela Adormecida. um estranho também não cairia no sono. o velho é que adormeceu. E já basta a menina que está divagando no colo do avô. E segundo porque ela tem a barriga do avô como travesseiro. Inclusive nada da história. O verde lá fora. aliás.

No texto verbal. Ambos os textos são predominantemente descritivos ou narrativos? Explique sua resposta. de natureza verbal. diz-se que o senhor de idade é o avô da menina. composto de mil palavras.A certa altura do texto verbal.Estamos diante de dois textos: um. ela é uma possibilidade interpretativa? Justifique a resposta. o produtor do texto faz uma divagação ( VER NEGRITO). a) Em que consiste essa divagação? b) Qual é o dado em que se baseia para levantar essa hipótese? 5 . Tanto no texto verbal quanto na foto há elementos que permitem fazer essa interpretação? 4 .14 A título de uma foto reproduzir o através das comparação. outro. 2 . .Tem fundamento a afirmação de que "uma foto seria melhor" do que um texto de mil palavras? 3 .Apesar de a hipótese levantada não ser absolutamente segura. de natureza visual (uma foto). 1 . segue que procura quadro descrito mil palavras acima. composto de algumas imagens.

o efeito permaneceu? Explique. Procure o significado de cada uma delas. Com a tradução. 2. .Fazer divagações e tecer comentários sobre o próprio texto que está sendo produzido é uma operação mais apropriada ao texto verbal ou ao texto não-verbal? EXERCÍCIO – EMPRÉSTIMOS E ESTRANGEIRISMOS Samba do approach (Zeca Balero) Venha provar o meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat Eu tenho savoir-faire meu temperamento é light Minha casa é hi-tech toda hora rola um insight Já fui fã do Jethro Tull hoje me amarro no Slash Minha vida agora é o cool meu passado é que foi trash Venha provar o meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat Fica ligada no link que eu vou confessar my love Depois do décimo drink só um bom e velho engov Eu tirei o meu green card e fui pra Miami Beach Posso não ser pop star mas já sou um noveau riche Venha provar o meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat Eu tenho sex-appeal saca só meu background Veloz como Damon Hill tenaz como Fittipaldi Não dispenso um happy end quero jogar no dream team De dia um macho man e de noite drag queen 1. 3. Que efeito o autor quis causar usando palavras que não pertencem à Língua Portuguesa? 5. 4. Indique de que idioma eles se originaram. Reescreva o texto usando as novas palavras pesquisadas. Destaque os empréstimos e os estrangeirismos na letra da música.15 6 .

como o autor responde aos problemas? Que posição assume. que idéia defende? Surge. esquematizando a seqüência das idéias. problematização do tema (qual dificuldade deve ser resolvida? Qual o problema a ser solucionado?). resenhas. aos fatos. esquematizar o texto. . relatórios. Não se pode isolar frase alguma do texto e tentar conferir-lhe o significado que se deseja. ESQUEMA: a leitura analítica é um método de estudo que tem como objetivos: . reconstruir o processo lógico do pensamento do autor. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS O texto não é um aglomerado de frases.favorecer a compreensão global do significado do texto. Seus processos básicos são: . evidenciar a estrutura lógica do texto. o parágrafo no contexto do capítulo e este no contexto da obra toda. fazer uma leitura rápida e atenta da unidade para se adquirir uma visão de conjunto da mesma. assim como no contexto da cultura de sua especialidade. um juízo completo e nunca apenas uma expressão. levantar esclarecimentos relativos ao autor.16 NOÇÕES DE TEXTO: UNIDADE DE SENTIDO DIRETRIZES PARA A LEITURA.. evidenciando sua estrutura redacional. então. . a idéia central e as idéias secundárias da unidade.ANÁLISE TEMÁTICA: compreensão do texto – determinar o tema-problema. Assim. Entende-se por contexto uma unidade lingüística maior onde se encaixa uma unidade lingüística menor. como ocorre no tema. ou seja.auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico.situar o texto no contexto da vida e da obra do autor. uma seção. ao vocabulário específico. no estudo dirigido. doutrinas e autores citados.ANÁLISE INTERPRETATIVA: interpretação do texto . a tese ou idéia mestra que deve ser sempre uma oração. . que sejam importantes para a compreensão da mensagem. tanto do ponto de vista histórico como . É a análise temática que serve de base para o resumo ou síntese de um texto (o resumo é a síntese das idéias do raciocínio e não a mera redução de parágrafos). . refazer a linha de raciocínio do autor.treinar para a compreensão e interpretação crítica dos textos. Através do raciocínio e da argumentação é que o autor expõe seu pensamento e transmite sua mensagem. sempre um trecho com um pensamento completo). .trabalhar sobre unidades delimitadas (um capítulo. deve-se sempre levar em conta o contexto. demonstra sua posição ou tese. Para se fazer uma boa leitura.fornecer instrumentos para o trabalho intelectual desenvolvido nos seminários. Uma mesma frase pode ter significados distintos dependendo do contexto dentro do qual está inserida.ANÁLISE TEXTUAL: preparação do texto . no estudo pessoal e em grupos. a frase encaixa-se no contexto do parágrafo. na confecção de resumos. uma parte etc.

PROBLEMATIZAÇÃO: discussão do texto – levantar e debater questões explícitas ou implícitas no texto. Lição 1. acompanha-se o raciocínio mais rigoroso seguindo a apresentação dos dados objetivos sobre os quais tais textos estão fundados. aproximar e associar idéias do autor expressas na unidade com outras idéias relacionadas à mesma temática. c) originalidade do tratamento dado ao problema. de exercício de leitura e não um trabalho de elaboração. . Cortez. debater questões afins sugeridas ao leitor. ATENÇÃO: Os textos científicos e os filosóficos apresentam obstáculos específicos em relação aos literários. explicitar os pressupostos filosóficos do autor que justifiquem suas posturas teóricas. Francisco Platão. e crítica quando se manifesta sobre o valor e o alcance do texto analisado. d) profundidade de análise ao tema.SEVERINO. fundando-se nesta informação a decisão de se ler ou não o livro. o que exige muita disciplina intelectual para que a mensagem possa ser compreendida com o devido proveito. reelaboração pessoal da mensagem – desenvolver a mensagem mediante retomada pessoal do texto e raciocínio personalizado. uma síntese das idéias e não das palavras do texto. Conta-se com as possibilidades da razão reflexiva. na realidade. . São Paulo. a imaginação e a experiência objetiva não são de muita valia. Ática. Metodologia do trabalho científico. com discussão e reflexão pessoais. Através das resenhas toma-se conhecimento prévio do conteúdo e do valor de um livro que acaba de ser publicado. quando apenas expõe o conteúdo do texto. Uma resenha pode ser: informativa. é crítico-informativa quando expõe o conteúdo e tece comentários sobre o texto analisado. . seja para estudo ou para trabalho acadêmico. O raciocínio nos textos científicos e filosóficos é quase sempre dedutivo. São Paulo. Resumir um texto com as próprias palavras é manter-se fiel ás idéias do autor sintetizado. f) apreciação e juízo pessoal das idéias defendidas.SÍNTESE PESSOAL. com redação própria. elaborar um novo texto. No caso de textos de pesquisa. Para entender o Texto: leitura e redação. BIBLIOGRAFIA . e) alcance de suas conclusões e conseqüências. O resumo do texto é. mas de grande utilidade didática e significativo interesse científico. RESENHA: é uma síntese ou um comentário dos livros publicados. b) validade dos argumentos empregados. José L. & SAVIOLI. 2002.FIORIN. exercer uma atitude crítica diante das posições do autor em termos de: a) coerência interna da argumentação. TEXTO: OS DESASTRES DE SOFIA .17 do ponto de vista teórico. RESUMO DE TEXTOS: é um trabalho de extração de idéias. Antônio J. 2003.

Como se sabe. Segundo o texto. a aluna tem dupla reação. A menina diz que amava o professor “com a cólera de quem ainda não foi covarde”.18 Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior.. Não o amava como a mulher que eu seria um dia. O professor era gordo. No caso desse texto. eram sentimentos que se contrariavam. justifique a sua escolha. Tente explicar o significado de ainda nesse contexto. triunfante. Falava muito alto. Ática. o narrador afirma que o professor tinha “ombros contraídos”. pode sugerir várias interpretações. p. eu respondia em desafio: pode me mandar! Ele não mandava. a seguir. de ombros contraídos. tinha ombros contraídos. Questões: 1. Ferida. com outras passagens do texto. b) todo professor se dedica à tarefa de ensinar com extremo cuidado e prazer. os sentimentos da aluna pelo professor eram ambíguos. amava-o como uma criança que tenta desastradamente proteger um adulto. 8. e) as contradições da vida prática e a necessidade de seguir regras e normas podem levar o homem a reprimir suas emoções. d) a relação professor-aluno é sempre tensa e contraditória. apenas uma dessas possibilidades contém uma interpretação adequada. faça uma produção textual a respeito do assunto. podese dizer que ele foi produzido para mostrar que: a) todo aluno nutre pelo professor um grande afeto e se irrita quando não é correspondido.. O professor diz: “Cale-se ou expulso a senhora da sala”. . Há várias passagens do texto em que o narrador dá a entender que o professor era uma pessoa que tomava atitudes contrárias à sua vontade ou tinha características que não combinavam entre si. Enumereas. Procure explicar: a) por que se sentiu ferida? b) por que se sentiu triunfante? 5. óculos sem aro. senão estaria me obedecendo. até que ele dizia. isto é.) LISPECTOR. Mas. 3. Escolha uma das alternativas acima. interrompia a lição com piadinhas. todo texto revela a visão de mundo de quem o produziu. (. 2. Passei a me comportar mal na sala. A legião estrangeira. a) Cite algumas passagens em que se manifesta essa contradição. b) Qual o motivo dessa ambigüidade? 4. São Paulo. Clarice. No segundo parágrafo. 1977. eu adivinhara. grande e silencioso. mexia com os colegas. com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. vermelho: _ Cale-se ou expulso a senhora da sala. Mas eu o exasperava tanto que se tornara doloroso para mim ser o objeto do ódio daquele homem que de certo modo eu amava. Em vez de nó na garganta. Segundo o texto. levando em conta o contexto. com a cólera de quem ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros tão curvos. Indique qual é essa possibilidade e. Cite ao menos duas passagens do texto que comprovem essa afirmação. em que consistia a covardia do professor? 7. Essa característica fora do contexto em que está inserida. c) o professor não tinha mais condições físicas para executar seu trabalho. 6. ofendida. E eu era atraída por ele. mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele. mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que. Não amor. Usava paletó curto demais. 11. ele o abandonara. Perante essa explosão. troque idéias com seu grupo e.

19 ACENTUAÇÃO Construção / Deus lhe pague Chico Buarque Composição: Chico Buarque Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego Amou daquela vez como se fosse o último Beijou sua mulher como se fosse a única E cada filho seu como se fosse o pródigo E atravessou a rua com seu passo bêbado Subiu a construção como se fosse sólido Ergueu no patamar quatro paredes mágicas Tijolo com tijolo num desenho lógico Seus olhos embotados de cimento e tráfego Sentou pra descansar como se fosse um príncipe Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo Bebeu e soluçou como se fosse máquina Dançou e gargalhou como se fosse o próximo .

. marcavam a paisagem familiar........5) Não sei de onde ...... por me deixar existir.... Assinale a alternativa que completa. a) b) c) d) e) aquele / a / a àquele / a / há aquele / à / à àquele / há / há àquele / à / há 2. os que já estão aqui. nem onde.. por esse chão prá dormir A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir Por me deixar respirar.Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase a seguir: O progresso chegou inesperadamente . tão pouco tempo.. alguns anos. estes entulhos.20 E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado Por esse pão pra comer.... que a gente tem que tossir Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair... as lacunas da frase a seguir. a) provêm / pôr / dêem .. (0... Deus lhe pague Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir Pela fumaça e a desgraça..... Deus lhe pague 1.. por isso .. correta e respectivamente.. Deus lhe pague Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir. subúrbio....... nenhum dos seus moradores se lembrará mais das casinhas que. Daqui ........... uma ordem nisso. .......

5) Não sei por que trazer . por quê .. II. por quê. Tive vontade de sair de meu lugar. Vossa Senhoria.. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases. Vêm-me. 5. Assinale a alternativa em que não apresenta um pleonasmo ou palavra redundante. I. assinale aquela que não contém ambigüidade : a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( ) Esta palavra deve ter mais de um sentido.. 6. Ele é interiorano.. baila essas velhas desavenças. Complete a frase: “ Os ________________ do diretor tiraram todos os _______________ dos antigos funcionários. respectivamente... sabe-se lá _______________ É preciso perguntar a todos os que vivem ________________ fazem tudo o que fazem.. a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( ) Compre dois xampus e ganhe grátis o terceiro.. III. Não me refiro . porquê. ) Pedro encontrou Paulo e sua irmã também. IV. Não sei ________________ me ocorrem pensamentos assim.. entrou assim mesmo. ) Peguei o ônibus correndo. mas tem o sotaque carregado dos cariocas.... qualquer pessoa idosa..21 b) c) d) e) provêem / pôr / dêm provêm / por / dêem provém / pôr / dêem provêem / por / dêm 3.” a) assessores – previlégios b) acessores – privilégios c) assessores – privilégios d) ascessores – previlégios e) acessores – privilégios 7. ) Certos países do mundo vivem em constante conflito... ) O homem foi internado porque estava com hemorragia de sangue. por que. (0. ) Nesta casa.. ninguém tem responsabilidade. ) O menino viu o incêndio do prédio. ) O lutador encarou de frente o adversário. nem sei ________________. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas.. imaginação sonhos dementes. Esse caso não se aplica .. ) Deputado fala de reunião no Canal 2.. a) por que. Dentre as seguintes frases. sentou-se e esperou.. Sem saber o ________________ de tanta gentileza. ir até ela e cumprimentá-la.. a) à – a – à – à b) a – a – à – a c) à – a – à – a d) à – à – à – a e) a – à – a – à 4.

a) paraíso – miúdo – flexível b) irresistível – mágico – afrodisíaca c) delírio – persistência – mistério d) só – cipó – demônio e) açúcar – artérias – idéia 10. O que _________ estes frascos? Neste momento.interim jovem – album – vezes – cadaver 11.biquinis 9. Preste atenção. porque. por que. II. Marque a alternativa em que nenhuma palavra tem acento gráfico. porque. constatamos que está(estão) correta(s) a) apenas a I. porquê porque. a) dolar – decada – negocios .paises c) ultimo – notavel – economico – oleo d) credito – arabes – indice –Atlantico e) viuva – chapeu – levedo . IV. por que. porque. d) todas as palavras. os teóricos __________ os conceitos. por que porque. por quê por que. porquê. a) convém / contém / revêem / provêem . Assinale a alternativa em que todas as palavras são proparoxítonas. porquê.mare b) periodo – trajetoria – epoca. por que. porquê. por quê. b) apenas a II. 12. III. Eles _________ a casa do necessário.22 b) c) d) e) por que. por quê. Assinale a opção cujos vocábulos são acentuados em virtude da mesma regra de acentuação gráfica. e) apenas as I e III. a) b) c) d) e) orgão – revolver – prejuizo – campainha item – nuvem – polens – hifens juri – balaustre – garoa . por quê 8.rubrica cafezinho – tatu – hifen . porquê. pois os acentos foram omitidos. c) apenas a III. Dadas as palavras: I) rubrica II) interim III) nuvem Quanto às regras de acentuação gráfica. Cada qual faz como melhor lhe ____________. Assinale a alternativa que completa corretamente as frases seguintes: I.

seguidos dos pronomes oblíquos lo. Acentuam-se sempre as oxítonas de duas ou mais sílabas terminadas em -em e -ens: alguém. armazém. rubi. vatapá as ás. bambu. lês o avô. táxi e mocotó. vê es freguês. júri. táxi is lápis. vendêla. compô-lo. retrós e crê. conténs. Observe as sílabas tônicas das palavras arte. los. Clóvis . A tonicidade está para a oralidade (fala) assim como o acento gráfico está para a escrita (grafia).23 b) c) d) e) convém / contém / revêem / provém convém / contém / revêm / provém convêm / contém / revêem / provêem convém / contêm / revêem / provêem REGRAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA O português. las: dá-lo. fê-las. metrô os bisavôs. café. la. 2. OBSERVAÇÃO: Nunca se acentuam: (a) as oxítonas terminadas em i e u. cajá. rebu. feri-las. Vimos anteriormente que toda palavra da língua portuguesa de duas ou mais sílabas possui uma sílaba tônica. puni-la.fi-lo. propôs NOTA Incluem-se nesta regra os infinitivos seguidos dos pronomes oblíquos lo. Além disso. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a. gentil. você notou que a sílaba tônica nem sempre recebe acento gráfico. dendê. cipó. e com acento circunflexo as que terminam em e e o fechados. pô-los etc. urubu. Oxítonas 1. Portanto. seguidos ou não de s: a já. pajés. parabéns. também. inglês.. matá-los. Você constatou que a tonicidade recai sobre a sílaba inicial em arte. jacaré es pés. la. apresenta acento gráfico. caqui. los. (b) os infinitivos em i. mocotó os nós. sutil. e e o abertos. vinténs. ananás. a final em gentil. reduzi-los. assim como outras línguas neolatinas. las . a inicial em táxi e a final em mocotó. pontapés o pó. e em consoantes . tênis. Paroxítonas Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas em: i dândi. mas nem sempre terão acento gráfico. todas as palavras com duas ou mais sílabas terão acento tônico. bordô. mafuás e fé. sós. clamor etc.ali. borderôs.

importância. ímãs bênção. Exemplo: Vamos à cidade logo depois do almoço. álbuns albúmen. saúde. vírus amável. látex. faísca.24 ã/ãs ão/ãos us l um/uns n ps r x ímã. imóvel álbum. . tênue. lírios. Acentuam-se graficamente as palavras terminadas em ditongo oral átono. órfão. Em linguagem escrita. Casos especiais 1. revólver fênix. têmpora etc. médium. art. cântaro. 2. extemporâneo. órgãos bônus. baú. política. Acentuam-se sempre o i e o u tônicos dos hiatos. Proparoxítonas Todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente: abóbora. ágeis. quando estes formam sílabas sozinhas ou são seguidos de s: aí. túneis etc. saída. perdôo. órfã. mérito. relâmpago. tórax NOTA * O substantivo éden faz o plural edens. EMPREGO DA CRASE Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas numa só. balaústre. sem o acento gráfico. fórceps. viúvo. mártir. mágoa. régua. jóquei. etccorôo. tríceps César. dúvida. a + a | | prep. nórdico. seguido ou não de s: área. Observe que o verbo ir requer a preposição a e o substantivo cidade pede o artigo a. líquido. bússola. hífen. fácil. ônus. Nílton bíceps. egoísta. vôos etc. heroína. a crase é representada pelo acento grave.

Eles querem vitela à parmigiana. Paulo dedica-se às artes marciais. Nunca me reportei àquilo que você disse. No entanto. Na indicação de horas: João se levanta às sete horas. Devemos atrasar o relógio à zero hora. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino: Eles vivem à custa do Estado. 5. . as: Fui à feira ontem. b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos. se houver um modificador do nome. Preposição a + artigos a. Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço. não haverá crase em: Ela escreveu a redação a tinta. Vou ao campo. 4. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural: Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas. haverá crase: Vou à Campinas das andorinhas. Portanto. 3.) 2. Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação. Ele vestiu-se à Fidel Castro. OBSERVAÇÕES a) Quando o nome não admitir artigo. Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita: Adoro bife à milanesa. aquilo: Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza. Estamos viajando em direção a Roma. Às vezes preferimos viajar de carro. (Ela escreveu a redação a lápis. aquela(s).) Compramos a TV a vista. não poderá haver crase: Vou a Campinas amanhã. que admitam ao antes deles: Vou à praia. Estamos todos à mercê dos bandidos. 6. Eles chegaram à meia-noite. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s). Ele cortou o cabelo à Nero. (Compramos a TV a prazo.25 Ocorrência da crase 1.

em expressões que apresentam substantivos repetidos: Ela ficou cara a cara com o assassino. Antes de chegar a casa. demonstrativo. diante da palavra casa. Daqui a duas semanas estarei em férias. 8. Principais casos em que não ocorre a crase 1. 6. Direi a Vossa Majestade quais são os nossos planos. O garoto entregou o envelope a uma funcionária da recepção. diante de palavras no plural. precedidas apenas de preposição: Nunca me junto a pessoas que falam demais. Eles costumam ir a reuniões do Partido Verde. diante de nome de cidade: Vou a Curitiba visitar uma amiga. 3. Todos os dias agradeço a Deus. Onde você pensa que vai a esta hora da noite? Devolva o livro a qualquer pessoa da biblioteca. diante de nomes célebres e nomes de santos: O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira bastante desrespeitosa. Por favor. façam o exercício a lápis. indefinido e relativo): Ele se dirigiu a ela com rudeza. diante de pronome que não admite artigo (pessoal. 2. diante do artigo indefinido uma: O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho. diante de verbo no infinitivo: A pobre criança ficou a chorar o dia todo. 10. Quando os convidados começaram a chegar. Eles examinaram tudo de ponta a ponta. o malandro limpou a mancha de batom do rosto. de tratamento. NOTA . 9. tudo já estava pronto. Eles chegaram a Londres ontem. o número de vítimas chega a trezentos. diante de substantivo masculino: Compramos a TV a prazo.26 Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul. Fernando havia voltado a casa para apanhar um agasalho. 7. Ela fez uma promessa a Santa Cecília. 5. Ele leva tudo a ferro e fogo. diante de numerais cardinais: Após as enchentes. a quem tudo devo. quando esta não apresenta adjunto adnominal: Estava frio. 4. Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça.

antes do pronome possessivo feminino: Ele fez uma crítica séria à sua mãe. Paulo dedicou uma canção à Teresinha. OU Vou caminhar até a praia. Depois de dois meses de mar aberto. Complete com onde ou aonde: a) __________ você está? / __________ você vai ficar nas próximas férias? b) Discrimine os locais __________ os aviões permaneceram estacionados. OU Convidei-o a vir a minha casa. Eu vou acompanhá-la até à porta do elevador. b) Fui à _______________ de cinema das 20h. NOTA A crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do nome próprio feminino. não haverá crase. c) Procure o gerente na _______________ de compras. Eles trabalharam até às três horas. regressamos finalmente a terra. NOTA A preposição até pode vir ou não seguida da preposição a. Convidei-o a vir à minha casa. 3. O macaco nada fez a Dona Maria Helena. OU Paulo dedicou uma canção a Teresinha. c) __________ você vai? / __________ você quer chegar com essa rebeldia? d) Ninguém sabe __________ se dirigir para comprar as entradas. OU Entreguei o cheque a Paula. 2. diante da palavra terra. Foi só um susto. 2. EXERCÍCIOS DE GRAMÁTICA 1. 12. 11. diante da palavra Dona: O mensageiro entregou a encomenda a Dona Sebastiana. NOTA A crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do pronome possessivo. OU Ele fez uma crítica séria a sua mãe. Ocorrência facultativa da crase 1. sessão e seção: a) A _______________ de terras aos imigrantes foi aprovada. como sinônimo de terra firme: O capitão informou que estamos quase chegando a terra. haverá crase: Vou à casa de Pedro.27 Quando a palavra casa apresentar modificador. antes de nome próprio feminino: Entreguei o cheque à Paula. OU Eu vou acompanhá-la até a porta do elevador. Complete com cessão. depois da preposição até: Vou caminhar até à praia. OU Eles trabalharam até as três horas. . Quando o autor dispensar a preposição a.

c) ___________________ jogar futebol. a) Tiveram comportamentos ___________________ durante as reuniões da diretoria. _______ distância entre _______ amizade e o amor pode ser _______distância de um beijo. b) Havia uma palestra ____________________ violência na cidade de São Paulo. Complete com a cerca de (aproximadamente). d) ___________________de baixar. b) ___________________ de importar. preferimos fazer um cruzeiro. b) Escolheu um __________ momento para mostrar que tinha um coração __________ . c) Nada sei ______________ as manifestações que ocorreram no país ________de dois anos. 7. a) Os primeiros colonizadores surgiram ________ ___________ quinhentos anos. b) ___________________ gostaria de alegar a inocência do acusado. com sentido de existir) a) b) c) d) e) f) g) h) i) Sairemos daqui ___________ 20 dias. f) Isto é um __________ necessário. vi que ela estava triste. . distância. Complete com afim (semelhante) ou a fim de (finalidade). 8. d) Falou __________ de você embora não estivesse __________ -intencionado. c) Era previsível que ele se comportaria __________ . b) Fui multado porque corria a 120 km ________________ . Complete com mau ou mal: a) Ele não é __________ aluno. e) __________ cheguei. Este trabalho foi planejado ______________ tanto tempo! Ainda ______________ dúvidas quanto à sua atuação. o preço subiu. acerca de (= sobre) ou há cerca de (= período aproximado de tempo). d) A torcida ficava __________________ 10 metros dos jogadores. preferimos ir ao cinema. Nesta sala. Complete com ao invés de ( = ao contrário de) ou em vez de (= no lugar de). pois estamos ____________ poucos dias da eleição. ______________ horas esperava por você! ______________ tempos desejava encontrá-lo! Confirmaram que não ______________ possibilidade de contratá-lo! 6. exportou a produção. Eu o observo ______________ distância. 9. 5. ______________ muitos ares-condicionados. Não ______________ encontrei no local combinado. b) Tentou mostrar-se capaz de inúmeras tarefas ___________________ nos enganar. a) ___________________ todos devem ser considerados inocentes. a) Não se cogita __________________ em resolver os conflitos agrários. a) ___________________ fazermos uma festa de casamento. pronome oblíquo e artigo) – há (tempo passado.28 3. Complete com por ora (por enquanto) ou por hora (a cada sessenta minutos). 4. Complete com a ou há: – a (tempo futuro. Complete com a princípio (inicialmente) ou em princípio (em tese).

. “Não sei por que você se comportou daquela maneira”.... Complete com dia a dia (expressão adverbial = todos os dias quotidianamente) ou (substantivo composto = cotidiano.. a) .. 15...... pois ela vem __________________________ minha... b) Ninguém lhe dava valor: era uma pessoa ... Complete com o par ( estar bem informado ) ou de ao par ( equivalência cambial ) a) As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente __________________ b) Mantenha-me __________________de tudo o que está acontecendo... pelas ruas.........29 10... já que)...interrogativa com preposição (por) e um pronome interrogativo (que): “― Por que devemos nos preocupar com o meio ambiente?” “Não é fácil saber por que a situação persiste em não melhorar”.final de frase: ..... “O túnel por que deveríamos passar desabou ontem”.......... 11..... derrubando-o... Complete com à toa (locução adv. equivalendo a pelo qual...... Complete com ao encontro de (estar a favor de) ou de encontro a ( ir contra alguma coisa/ ir em direção oposta) a) Apóio sua decisão. a) A situação de Paulo mudou ... . b) Ele é do contra...... seu argumento sempre vem __________________________ meu. 13. b) O . de modo = a esmo.. c) O caminhão foi __________________________ muro........ algumas pessoas passaram a ajudá-lo. Acho que pertencemos a mundos diferentes.......... b) As suas dívidas aumentaram ..... dia-a-dia EMPREGO DO PORQUÊ POR QUE .... a nossa alegria aumentava..... dos homens do campo é feito de muito suor e pouco lucro...... o final do mês ia chegando....... a) Andava .). b) Não comeu a feijoada. .. inútil)...... Complete com tampouco (advérbio = também não) ou tão pouco (advérbio de intensidade tão + pron.... 14... que desistimos de gravá-la. POR QUÊ ... Complete com à medida que (= à proporção que) ou na medida em que (= porque.... indefinido pouco): a) Ele mostrou _____________________ entusiasmo pela música....expressão equivalente a por qual razão ou por qual motivo: “Os motivos por que não veio são desconhecidos”....... 12. sem razão) ou à-toa (adjetivo= impensado.preposição (por) e pronome relativo (que).. _____________________ a sobremesa..

. a) Faça silêncio. d) Todos desconhecem o __________________ de sua revolta . c) Resta ainda descobrir o ___________________ dessas declarações. 1. porque a estrada é muito ruim”. já que. como) ou porquê (substantivo). equivale a pelo qual.conjunção indicando explicação ou causa.30 ― Você ainda tem coragem de perguntar por quê? ― Não sei por quê! PORQUE . Complete com porque (explicação ou causa. como: “Volte durante o dia. equivalendo a pois. equivalendo a para que. sempre que a gente olha. ___________________ você está em um hospital. “― Dê-me ao menos um porquê para sua atitude”. “Porque. b) A situação agravou-se ___________________ ninguém reclamou. a) — _________________ devemos falar a verdade? b) Não é fácil saber _________________ ele persiste em mentir. e) Não interessa _________________ você se comportou daquela maneira.substantivo. já que. “ . “A situação agravou-se porque ninguém reclamou”. sendo acompanhado de palavra determinante: “Não é fácil encontrar o porquê de toda essa confusão”.” PORQUÊ . uma vez que.conjunção indicando finalidade. c) A estrada _________________ deveríamos passar está interditada. indica razão motivo) ou por quê (final de frase). d) Os motivos _________________ não vieram são desconhecidos.. Complete com por que (interrogativa direta ou indireta. o céu está em cima. a fim de: “― Não julgues porque não te julguem. equivalendo a: pois. f) — Você ainda tem coragem de perguntar _________________ ? 2.

em seu livro O conto brasileiro contemporâneo. podemos perceber características qualitativas: na novela. na novela o narrador assume uma maior importância como contador de um fato passado. Na verdade. a principal distinção entre novela e romance  é quantitativa: vale a extensão ou o número de páginas. a passagem do tempo é mais rápida. Quando os personagens são seres inanimados. o primeiro . A fábula é das mais antigas narrativas.em prosa: -romance -novela -conto -crônica em verso: -narrativas de assuntos diversos Epopéia: poema narrativo que trata de fatos notáveis de um povo. Fábula: narrativa inverossímil. e o que é mais importante. afirma que o caráter múltiplo do conto "já desnorteou mais de um teórico da literatura ansioso por encaixar a forma conto no interior de um quadro fixo de gêneros. temos a valorização de um evento. a narrativa curta condensa e potencia no seu espaço todas as possibilidades da ficção". segundo alguns estudiosos. coincidindo seu aparecimento. com fundo didático.GÊNEROS DO DISCURSO GÊNEROS LITERÁRIOS GÊNERO NARRATIVO 1. . Gênero Épico ou Narrativo: Neste gênero há um enredo encadeado em fatos organizados de acordo com a vontade do escritor. Novela: na literatura em língua portuguesa. Normalmente a fábula trabalha com animais como personagens. que tem como objetivo transmitir  uma lição moral. O crítico  Alfredo Bosi. objetos. se comparada à novela e ao romance. um corte mais limitado da vida. a fábula recebe a denominação de apólogo. No mundo ocidental. Ex: Os Lusíadas. Entretanto. Conto: é a mais breve e simples narrativa centrada em um episódio da vida. com o da própria linguagem.

Retrata. em geral criticando os costumes. acrescentando.C. apresentam. centra-se no mundo interior do Poeta apresentando forte carga subjetiva. Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave. muitas das fábulas de Esopo foram retomadas por La Fontaine. em verso: o poema em prosa: prosa poética - Tragédia Comédia Tragicomédia Auto Farsa Drama. de alguma extensão e completa. curiosos e certeiros comentários dos personagens que viviam no Sítio do Picapau Amarelo. em poesia ou prosa. às fábulas tradicionais. GÊNERO DRAMÁTICO 3. celebrando a fecundidade da natureza. um estado. assim. como característica marcante do lírico. No Brasil. fundamentalmente. feitos para serem representados. em grego. suscetível de provocar compaixão e terror. Sua origem grega está ligada às festas populares. Monteiro Lobato realizou tarefa semelhante. num espaço especial. . Originalmente. ao recriar os temas tradicionais da fábula. Gênero Lírico: quando um "eu" nos passa uma emoção. significava a mistura do real com o imaginário. Ao gênero dramático pertencem os textos. . Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. em linguagem figurada. A subjetividade surge. Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum. Gênero Dramático: quando os "atores. um acontecimento". GÊNERO LÍRICO 2. O grande mérito de La Fontaine reside no apurado trabalho realizado com a linguagem. um escravo grego que teria vivido no século VI a. não narrando. O gênero dramático compreende as seguintes modalidades: Tragédia: é a representação de um fato trágico. Modernamente. de riso fácil. os conflitos humanos. Isso significa que entre autor e público desempenha papel fundamental o elenco (incluindo diretor. significa "ação".32 grande nome da fábula foi Esopo. por meio de palavras e gestos. inspirando dó e terror". poeta francês que viveu de 1621 a 1695. com atores agindo. cenógrafo e atores) que representará o texto.

de caráter ridículo e caricatural.33 Farsa: pequena peça teatral. crenças. O conteúdo é que varia de acordo com o objetivo de comunicação. baseia-se no lema latino Ridendo castigat mores (Rindo. idéias e propostas. Pode ser patrocinada por uma instituição (pública ou privada) que agrega e/ou reforça o aspecto positivo da ação social. Visam divertir. Características da linguagem da propaganda A mensagem publicitária para ser eficiente tem a necessidade de difundir determinada marca criando-lhe uma imagem clara e duradoura. · Propaganda Social: uma idéia de interesse social. conceitos institucionais. castigam-se os costumes). usá-los. · Propaganda Política: ideologias. Tanto o gênero publicitário quando o gênero propagandístico. essa mensagem precisa ser . · Propaganda Religiosa: crenças. Ex: · Propaganda Institucional: o conceito da instituição (pública ou privada). ideologias. experimentá-los. Para Citelli (1985). moralizar ou difundir a fé cristã. Auto: São peças teatrais de assunto predominantemente religiosos. GÊNERO PROPAGANDÍSTICO (PROPAGANDA) Divulga idéias. e continuar a fazê-lo. que crítica a sociedade e seus costumes. doutrinas. Publicidade Pré-questionamento: 1) Qual é a intenção de quem produziu esse texto? 2) Que elementos nos ajudam a entender essa idéia? 3) Esse texto tem a intenção de construir um conceito ou apenas vender o produto? 4) Você chamaria esse texto de propaganda ou publicidade? GÊNERO PUBLICITÁRIO (PUBLICIDADE COMERCIAL) Divulga produtos e serviços com o objetivo de fazer o consumidor adquirí-los. utilizam basicamente os formatos spot e jingle. tratado de modo sério ou cômico.

se incutiu credibilidade e levou à compra (motivou). música e sons.34 correta para persuadir o consumidor a preferir uma marca em detrimento de outra. na comunicação visual. etc. ( Cartaz. motivando-o a comprar o produto. se despertou o desejo de possuir o produto ou serviço (persuadiu) . Portanto. gíria. o ritmo. Por exemplo: “ No Big shopping center. Em se tratando de texto publicitário científico. Para isso. etc. O outro não sai ”. janeiro de 2001) . Quanto mais específica e definida for a mensagem maior e melhor será a força dos argumentos empregados. o aspecto mais relevante a ser abordado é que as afirmações gerais devem ser evitadas. dezembro de 2000) c) aspectos ortográficos – jogos com a grafia em que se pretende causar efeitos expressionais. segundo Sandmann (1997). com a função de valorizar as letras ou chocar com as palavras. levando o receptor a comprar o produto é o objetivo principal do emissor. científica. sufixações. coloquial. para compor uma nova palavra ou para realçar a intensidade ou aumento do sentido. ou “Um fica o tempo todo na água. a mensagem nunca deve mentir. 2001) f) aspectos sintáticos – uso de combinações típicas da linguagem da propaganda. com destaque aos chamados desvios gramaticais. recursos estilísticos ou expressivos com simplicidade estrutural. Por exemplo: “Pense mais em você. 2001). São eles: b) variação lingüística – adaptação da fala ou da escrita ao contexto ou situação. ( Encarte promocional . compõe-se de palavras.. Portanto.”(Comercial de TV. essencialmente do texto lingüístico e da imagem (ilustração e cor). raça FORTE” ( Comercial de TV. sua bobona. menos formal. Isso significa que se deve levar em conta os seguintes aspectos: se causou impacto e despertou o interesse (difundiu).” (Desfile. março de 1991) c) empréstimo lingüístico – uso de termos ou expressões estrangeiras no lugar de termos da língua materna. (Loção protetora solar NIVEA . pediu Brahma” ( Comercial de TV). Cláudia. o interesse. Por exemplo: “Passe na Pampeiro e compre seu zerinho. prefixações. procurando salientar o aspecto poético do som das palavras. julho de 2001) d) aspectos fonológicos – brincadeiras com a rima. você encontra várias griffes”. e) aspectos morfológicos – emprego de cruzamentos vocabulares. a aliteração e a paronomásia. Na comunicação oral. Por exemplo: “Paralização dos servidores técnico-administrativos da UFSM”. tais como. despertar a atenção. e na comunicação áudiovisual é constituída pelas duas primeiras mais o movimento. deve cumprir corretamente a sua função de comunicar e informar. podem-se registrar aspectos especialmente criativos. Por exemplo: “Pick up FORD. o desejo de compra. Mais formal. a propaganda para produzir resultados positivos. Além dessa característica. principalmente porque terá um público receptor informado e eficiente. abreviações. Por exemplo: “Pensou cerveja.

. A rosa com cirrose. ou “Isso é da sua conta. A anti-rosa atômica. São as informações sobre quem produz o texto e o assunto a ser tratado. (Superinteressante. Instituto Ambiental Vidágua e Fundação S. Jogos com as palavras para entreter o destinatário.S. da rosa! Da rosa de Hiroshima. não adianta. sem perfume. sábado e domingo”.. “Pássaros. texto e assinatura.. Por exemplo: “Relógio que atrasa. não se esqueçam Da rosa. Mas. sem nada. A rosa hereditária.. Sem rosa. Pontualmente toda quinta. (Folheto Bamerindus) h) aspectos contextuais – composição do texto publicitário: título.35 g) aspectos semânticos – emprego da polissemia ou ambigüidade. Pensem nas mulheres Rotas alteradas. oh. Classifolha.” (texto). Rosa de Hiroshima Vinícius de Moraes Pensem nas crianças Mudas telepáticas. Mata Atlântica (assinatura). Pensem nas meninas Cegas inexatas. maio de 2001). A rosa radioativa Estúpida e inválida. Tudo que você precisa saber sobre o seu banco”. Pensem nas feridas Como rosas cálidas.O. (Folha. desafiá-lo a entender a mensagem e prender sua atenção. plantas e animais que sempre habitaram nossas florestas estão sendo extintos ou isolados em pequenas manchas verdes. Por exemplo: “Não deixe a natureza ir embora” (título). Sem cor. setembro de 1991).

Do avião. Quem sobreviveu. Uma onda de calor intenso. O que aumentou o desespero dos que nunca vieram a confirmar a morte de seus familiares. Alguns dias depois. pedindo o fim das hostilidades. Vários incêndios foram causados pelos intensos raios de calor emitidos pela explosão. A desinformação era tanta que muitos japoneses saíram de suas províncias para tentar encontrar seus familiares em Hiroshima. Essa chuva continha grande quantidade de poeira radioativa. A Segunda Guerra estava praticamente terminada. O governo incentivava todos a manter as atividade cotidianas. o que ampliaria o poder de impacto da bomba. os prédios desapareceram junto com a vegetação. Conseqüentemente. Não se sabe exatamente porque Hiroshima foi escolhida como alvo inaugural da bomba atômica. é pelo fato de a cidade estar centrada em um vale. Era um B-29. Os conflitos restantes aconteciam no Pacífico. e o almirante Doenitz formava novo governo. foi lançada a primeira bomba atômica sobre um alvo humano. conheceriam a capacidade de destruíção nuclear com mais . Os sobreviventes vagavam sem saber o que havia atingido a cidade. Alguns tiveram seus corpos desintegrados. Uma explicação considerada plausível. mais precisamente em Hiroshima e Nagasaki. A capital alemã é ocupada em 2 de maio. Quem estava a um quilômetro do hipocentro da explosão. e Hiroshima permanecia intacta. Peixes morreram em lagoas e rios. Adolf Hitler cometia suicídio. A Guerra estava no fim. em Reims. como a radiação ultravioleta. Vidros e metais derreteram como lavas. caiu ao longo do dia. pilotado por Paul Warfield Tibbets Jr. emitia raios térmicos. transformando Hiroshima num campo deserto. Em 06 de agosto de 1945. que a humanidade conheceu a mais terrível criação da tecnologia. Uma chuva preta. os japoneses ouviram o alarme indicando a aproximação de um avião inimigo. As queimaduras eram tratadas com mercúrio cromo pela falta de medicamento adequado. contaminando áreas mais distantes do hipocentro. foi obrigado a conviver com males terríveis. Instantaneamente. O calor intenso levou a roupa e a pele de quase todas as vítimas. As montanhas fariam uma barreira natural. morreu na hora. era lançada a primeira bomba atômica em alvo humano. O cenário da morte era assustador. Nesse momento. Corriam o maior risco pós-bomba: a exposição à radiação. Num raio de 2 quilômetros. no dia 7. e pessoas que beberam da água contaminada tiveram sérios problemas durante vários meses. a Alemanha rendia-se incondicionalmente. batizada "Little Boy". Não havia comida e a água era suspeita. oleosa e pesada. em meio à tomada de Berlim pelas tropas soviéticas. batizado de "Enola Gay". E foi no Japão.36 Texto F: A Bomba de Hiroshima Em 30 de abril de 1945. tudo ficou destruído. do hipocentro da explosão.

sobraram os horrores de uma arma nuclear. na maioria dos casos. embora este sempre traga estampada a ressalva típica: “Os artigos publicados com assinatura dos autores não traduzem necessariamente a opinião do jornal”. Isso. daria a medida exata da destruição da bomba nunca antes testada. o número de vítimas continua sendo contabilizado. que “são pensadores. aliado à proteção das montanhas. passados 58 anos da explosão da primeira bomba atômica. (Idem. p.37 precisão. Portanto. Assim. já ultrapassando 250 mil mortos. Ainda hoje. dos compromissos e diretrizes que esta mantém e busca traçar para o comportamento público”. e cujos pontos de vista interessam ao conhecimento e divulgação do editor e seu público típico”. como a crônica e o editorial. há uma diferença entre o editorial e o artigo e a crônica: os dois últimos “escapam aos limites restritos do editor.65) . com potência eqüivalente a 20 mil toneladas de dinamite. O artigo contém comentários ou teses fundados em visão pessoal. dos princípios gerais e das teses orgânicas da empresa. escritores e especialistas em diversos campos. 2000) Pré-questionamento: 1) 2) 3) 4) De que temas tratam os dois textos? Qual a diferença estrutural entre eles? Qual deles é mais capaz de sensibilizar o leitor? Qual deles se aproxima mais de uma recriação da realidade e qual é um relato da própria realidade? GÊNERO JORNALÍSTICO O artigo. Outra explicação é baseada no fato de Hiroshima ainda não ter sido atingida por nenhum ataque. o ponto de vista dos articulistas coincide com a linha editorial do veículo. De concreto. aprofundam aspectos relativos a fatos de maior repercussão no momento. OS AUTORES O artigo e a crônica são produzidos por colaboradores do jornal ou revista. No jornalismo diário. a opinião refere-se a um fato do dia. (Folha de São Paulo.

. análise.antecipar-se às críticas e destruir previamente as objeções que se fariam à opinião expressa. do acidental. fatos que se desdobram..expressar as implicações. a base do artigo deve ser a “irracionalidade dos fatos”. mas também como pensariam seus opositores. confrontar o tema com outros semelhantes. . que não incorra nos vícios estilísticos.” (Idem.38 OBJETO/FONTE Os fatos jornalísticos se caracterizam pela sua plasticidade. debate dos diferentes aspectos do tema. Consiste em: .54) OBJETIVOS Os jornais têm como propósito. desenvolvimento e conclusão.” (Folha de São Paulo. Exprimir não só a opinião sedimentada. como o “talento crítico e expositivo. “estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. do autor exigem-se alguns dotes. 2 INTRODUÇÃO: formulação da notícia ou idéia que deu origem à notícia. notadamente no lugar-comum ou na redundância. na veiculação de tais mensagens: orientar o leitor. que variam.pensar não só como o editor. expressando a linha ideológica adotada. contendo lead. Apud BELTRÃO L. ESTILÍSTICA Para compor o artigo. por se nutrir do efêmero.. Portanto. cada um deles autônomo. seu autor dispõe de tempo suficiente para trabalhar bem o texto.65) ESTRUTURA A estrutura do artigo é idêntica à do editorial. O texto deve ter estilo com as seguintes características: TOPICALIDADE: Debater um único tema. .. 3.. cit. manipulá-lo. Compõe-se dos seguintes elementos: 1 TÍTULO: poucas palavras. do circunstancial.. op. desintegrálo. p. Portanto.. CORPO: formado por blocos feitos de retângulos. quanto àquela que está em formação. incisivo. O corpo é o local em que se dá a discussão ou argumentação: interpretação.”. p. o perturbador e constante cambiar da atualidade. isto é.

de modo adequado. retiradas do “sociologuês” e do “economês”. . muito pretensiosas”. direta. tempo-espaço. enumeração. Em relação a esta última: a) maior ênfase nas afirmações do que nas demonstrações. RECEITA PARA A ESTRUTURA E O ESTILO DO ARTIGO: a) ROTEIRO: Conter um roteiro de pensamento segundo a cabeça do leitor e não de acordo com o raciocínio do redator. Janio de Freitas parte do pressuposto de que “nunca se escreve para todos os leitores. e na redação. b) CLAREZA: Significa não conter “palavras e frases muito empoladas. O emprego desses elementos sintáticos. O texto é curto. explicitação. a qualquer texto: . cujo nível já se conhece antecipadamente”. Isto não significa. Isso significa o uso de linguagem que bem caracteriza os enfoques. L. b) repetição regulada de idéias e conceitos. c) CONCISÃO: Consiste na limpeza do texto: expor mais idéias com menos palavras. A marca dessa característica acha-se no espaço destinado ao texto. os parágrafos. evita-o. com parágrafos curtos e textos pequenos. porém. não deve ser excessivo. vocabulário pobre. simples. FUNDAMENTAIS. as circunstâncias: de causa-efeito. senão para um público pré-determinado.54) HÁ OUTRAS CARACTERÍSTICAS – BÁSICAS –. porém. porém. enérgica e convincente.39 CONDENSABILIDADE: Tratar uma idéia única central. (BELTRÃO. p. de modo a conduzir o leitor à compreensão progressiva e entrosada das idéias.Circunstâncias: uso de conjunções.Pontuação correta: é fundamental para aumentar o nível de compreensibilidade. que são “termos e expressões inalcançáveis pelo leitor”. advérbios. contraste. preposições. ou seja. portanto. etc. A concisão relaciona-se tanto com a clareza e a objetividade quanto com a estética: quando o leitor vê texto muito longo. A linguagem. incisiva. Uma regra básica para evitar o excesso é o emprego equilibrado entre a coordenação e a subordinação. 1980. na fonte empregada. a redundância deve ser relativa e subordinada sempre à existência de fatos novos. cortante. Não reduzir em demasia. . condição.

a senhora passa por aqui todo dia. Manjo essa coisa de contrabando pra burro.Mas no saco s ó tem areia! .Juro . Que diabo a senhora leva nesse saco? A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros. Não dou parte. com esse saco aí atrás. o fiscal mandou parar outra vez. pág 54) .insistiu a velhinha. vovozinha. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista. (Originalmente no livro "O Primo Altarmiro e Elas". quando o fiscal propôs: ."O Melhor de Stanislaw Ponte Preta". com o saco de areia atrás. eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. quando ela vinha na lambreta com o saco atrás. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: . Ela montou na lambreta e foi embora.Escuta aqui. E já ia tocar a lambreta.tudo malandro velho .respondeu o fiscal.É lambreta. Um dia.Olha vovozinha. não conto nada a ninguém.O senhor promete que não "espáia"? .quis saber a velhinha. . e respondeu: . 1997. o que ela levava no saco era areia. mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias? . Mas o fiscal ficou desconfiado ainda.começou a desconfiar da velhinha. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta. uai! O fiscal examinou e era mesmo. . O pessoal da Alfândega . o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. com um bruto saco atrás da lambreta. A velhinha saltou. que ela adquirira no odontólogo. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco.Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. José Olympio Editora RJ/RJ. ordenou à velhinha que fosse em frente. No dia seguinte. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com moamba. Diz que foi aí que o fiscal se chateou: . . não apreendo. quando ela passou na lambreta com o saco atrás. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia. todas as vezes. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e. dentro daquele maldito saco. Muito encabulado.40 TEXTO E INTERPRETAÇÃO A VELHA CONTRABANDISTA Stanislaw Ponte Preta Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta.É areia! Aí quem riu foi o fiscal. o fiscal da Alfândega mandou ela parar.

O caso de só haver areia no saco... c) “.lambreta”. O fiscal não ter descoberto o contrabando. ele volta a usar: “diz que. o autor usa: “Diz que... na realidade. na linha 26.odontólogo”. b) “A velhinha.” e) “Manjo essa coisa de contrabando pra burro”. responda: a) Por que a velhinha sorriu? b) Por que o fiscal sorriu? 4) Que frase mais indica o humor do texto... o autor usa a forma “velhinha” várias vezes.”. Por quê? 3) Compare as seguintes passagens: “A velhinha sorriu.ela.. ordenou a velhinha que fosse em frente”. Qual o sentido de usar essa forma? 2) Em vez de dizer apenas “velha”. a) b) c) d) O fato de uma velha andar de lambreta. b) “.. tal fato aconteça? B) COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO: 1) No começo do texto. e dentro só tinha areia” c) “Muito encabulado. ..” e... ela parar outra vez. que ela adquirira no odontólogo. ..... sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros. d) “No dia seguinte..... O contrabando ser de lambreta.uai!” 7) Por que o fiscal fica emcabulado? C) PRODUÇÃO: 1) Substitua por sinônimos o que estiver destacado nas passagens abaixo: a) “. 5) Por que o autor diz “maldito” com relação ao saco? 6) Que características da velhinha o autor quis transmitir com os textos abaixo? a) “diz.41 INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO: A) EXPRESSÃO ORAL 1) 2) 3) 4) O que intrigava o pessoal da alfândega? De que se utiliza a velhinha para disfarçar sua atividade? Você considera engraçada a crônica? Por quê? É possível que. Justifique.” e “Aí quem sorriu foi o fiscal” Agora.

pronomes e até mesmo advérbios). 3) Vários sentidos também possui a palavra “diabo”.. Como essa palavra pode representar várias realidades . ordenou à velhinha que fosse em frente. a fim de garantir uma seqüência lógica ao texto. Ele praticou um crime bruto... ainda são encontrados muitos minerais brutos. como ficariam as palavras sublinhadas? 6) Montar é um verbo específico para animais. Faça o mesmo da questão anterior. no lugar de lambreta tivéssemos cavalo e barco.. É imprescindível conhecer a função de cada um desses elementos de ligação. orações. O diabo é que vai chover e atrapalhar tudo. O diabo mora nas profundezas do inferno. não conto nada a ninguém.. Ele tem umas atitudes muito brutas.. dê o sentido dela nas frases abaixo.sabia andar de lambreta”. Por quê? 7) Qual a diferença entre “malandro velho” e “velho malandro”? 8) “. dermatólogo? D) PRETEXTO 1) Dê motivos para a existência de contrabandos na ponte da Amizade entre o Brasil e o Paraguai. Pode-se estabelecer uma ironia entre o fato e o nome da ponte? 2) Que tipo de contrabando pode trazer prejuízos ao país? 3) Existe algum tipo que não traz prejuízos? COESÃO TEXTUAL A produção de um texto consiste não apenas num agrupamento aleatório de idéias. não apreendo. mas principalmente em ligações que resultem numa unidade textual.. Se.” “Não dou parte. Eu o considero uma pessoa bruta. A que atividades correspondemos termos cultos a seguir: nefrólogo.42 2) No texto aparece a palavra “bruto”. Como ficaria a frase se escrita dentro das normas gramaticais? 9) O odontólogo é um termo erudito para dentista.o fiscal mandou ela parar”.. 4) Reescreva as passagens abaixo. preposições..” 5) “. psicólogo. A coesão é obtida quando se promove a devida conexão entre palavras. mas pode ser usado outros meios de transporte. oftalmólogo.” “.” Até os brutos confirmam a presença de Deus. . No Brasil. não apreendo. Existem diversos recursos lingüísticos que podem servir para conectar as partes do texto: são os conectivos (conjunções. períodos e parágrafos. a) b) c) d) e) f) g) “Todo dia ela passava com um bruta saco atrás da lambreta. a) b) c) d) “Que diabo a Senhora leva no saco?” Aconteceu o diabo lá na casa do Pedro. oncólogo..” “Ela montou na lambreta e foi embora. substituindo o que está grifado por um só verbo: a) b) c) d) “. O peso bruto dessa caixa é 12 quilos.

. devido a. Apresentar a idéia. por mais que. é a droga ilícita mais experimentada no Brasil. Porém. tal qual. indubitavelmente. adversidade: mas. conclusão: em suma. É engano. já que.  complementar e concluir idéias: assim. por fim. em virtude de. o crack passou a ser acrescentado aos cigarros de maconha. Surgem equívocos. sobretudo. enquanto. nem. Estabeleça relações entre as frases e entre os parágrafos. Ambos são nocivos. explicar. Faça uma revisão do texto: se houver necessidade. decerto. inclusive.  oposição. pois. ainda que. dessa forma.não obstante. evite alterar o conteúdo do texto original — Evitar para viver A maconha. uma vez que. quando são comparados os efeitos da maconha aos do álcool. A droga que vem fazendo muitas vítimas é a cocaína.mas também. desse modo. onde geram distúrbios respiratórios. portanto. Sendo que seu uso comporta os mesmos riscos que a intoxicação alcoólica. Reformule as construções que apresentarem falhas de coesão. contudo. é verdade que. enfim. logo depois. então. Estruture o texto numa seqüência lógica. dessa forma. Concluir. no momento em que. Nos últimos anos.. depois que. argumentos: e. como. todavia. causa e conseqüência: porque. se bem que. por conseguinte. por analogia. exemplificar. em síntese. pelo contrário. como: acidentes. está claro que  explicação. no entanto. ainda. mas não é bem isso que acontece. quando. obviamente. por isso. certeza: antes de mais nada. porém. por conseqüência. como cigarro e álcool. Recomendações para garantir a coesão textual: 1. já.  tempo: antes que. embora. a despeito de.43  acrescentar idéias. pensar que a maconha faz menos mal que o cigarro. nesse ínterim. onde seu nome científico é Cannabis sativa. com efeito  ênfase. menos  comparação e semelhança: assim como. como resultado. visto que. não só. 3. entretanto. remanipule suas partes para tornar o conjunto inteligível. enfim  concessão. ademais. porém. realmente. além disso. imediatamente. além de. portanto. da mesma forma que. quando ocorrem confusões mentais. resignação: apesar de. Argumentar. O texto a seguir apresenta vários problemas de coesão. logo. certamente  resumo. Provocando câncer de pulmão. principalmente. Acreditando que a mesma é menos perigosa. agravados pelo uso inadequado de determinados elementos coesivos. O que aumenta os perigos para a saúde dos usuários. bem como. evidentemente. especialmente. ainda. Alegando seus defensores que é mais inofensiva do que algumas drogas lícitas. O crack também. como (=porque). como bronquite. . de maneira idêntica  constatação: de fato. finalmente. também . assim. 2. exceto.

. em (10). porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. (4) Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos. sinais característicos. para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão de mandar nos outros. (14) MORAL: Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá. perda de apetite e alteração da personalidade. (7) Os velhos urubus entortaram o bico. no tempo em que os bichos falavam.” I. porque o canto nascera com elas. decidiram que.44 Pois o dependente de cocaína e crack tem o interesse sexual diminuído.. assim. De que passarinho se fala em (13)? . O vício apresenta. no tempo em que os bichos falavam. gargarejaram. instrutor em início de carreira. mas sem grandes dotes para o canto. (2) Os urubus. O que foi que aconteceu numa terra distante. ) “Um texto não é uma soma de seqüência de frases isoladas. aves por natureza becadas. fizeram? É o mesmo de teriam? 3. uníssono.Onde estão os documentos dos seus concursos?” (9) E as pobres aves se olharam perplexas. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem. E o pronome possessivo seus (8)? 8. e o sonho de cada urubuzinho. eles haveriam de se tornar grandes cantores. o rancor encrespou a testa. Estórias de Quem Gosta de Ensinar. A quem se refere o pronome eles (7)? 7.. mas cantavam simplesmente. Deles quem? E quem são os outros? 4. expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás. (6) A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas. (Rubem Alves. Quais são as pobres aves de que se fala em (9)? E as tais coisas? 9. convulsões. Tem-se novamente a palavra tudo: (5) “Tudo ia muito bem.. era se tronar um respeitável urubu titular.. sabiás e canários para um inquérito. é possível comprovar os males causados pelas drogas. No entanto. mandaram. “E para isto fundaram escolas. quando é o melhor meio de lidar com o viciado.” Analisando o texto de “Os urubus e os sabiás”: 1. E elas. “Tudo aconteceu numa terra distante. Além de comprometer sua capacidade intelectual. (8) “. importaram. Que tudo é esse? II. mandaram imprimir diplomas. Qual o sujeito dos verbos fundaram. (3) E para isto fundaram escolas e importaram professores.. (10) Não haviam passado por escolas de canto. como se viu acima. e fizeram competições entre si.. refere-se a pobres aves ou a tais coisas? 10. (12) – Não. mesmo contra a natureza. Qual o referente de eles em (4)? 5. O que leva a sérios riscos de derrames. gargarejaram dó-ré-mi-fá.... (11) E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar. (5) Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. (13) E os urubus. a quem todos chamavam por Vossa Excelência.” I..” Esta Segunda ocorrência do termo tem o mesmo sentido da primeira? 6. no tempo em que os bichos falavam? 2.. Os urubus e os sabiás (1) Tudo aconteceu numa terra distante.. em cada situação. Descobrindo. assim não pode ser. Isto o quê? De que se está falando? II. e eles convocaram pintassilgos. que as famílias devem ficar atentas. que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás. Fala-se em quais deles..

não caberia apoiar qualquer tipo de censura. seria incoerente defendê-la como forma de combater a violência. por exemplo. é um texto coeso. Num esquema de argumentação. É preciso que se promova entre as partes do texto uma relação de dependência (as idéias ganham sentido de acordo com as relações que mantêm entre si e o texto). interrompê-lo e voltar a abordá-lo noutro parágrafo).Preocupe-se em combinar (relacionar) as partes do texto. ainda. Para tanto. Assim. exemplos e justificativas a serem integrados em seu texto. em confrontar argumentos.  Circularidade ou quebra de progressão discursiva: a falta de idéias pode levar à redundância — recurso que consiste em apresentar as mesmas idéias. A coerência justifica a unidade do texto. você deverá selecionar adequadamente evidências. justificativa COERÊNCIA TEXTUAL Texto (tecido) e coerência (relação harmônica). encadeá-las coerentemente. .  Falta de encadeamento argumentativo: os argumentos precisam estar em harmonia entre si. Recomendações para garantir a coerência textual: 1 . não se pode perder de vista a idéia central do texto (em torno da qual todos os argumentos devem girar). o que resultaria em patente contradição.” Podemos afirmar que este texto. num texto em que se defendesse a total liberdade de expressão. Outro grupo de palavras que tem como função assinalar determinadas relações de sentido entre os enunciados ou partes de enunciados: Mas – oposição ou contraste Mesmo – oposição ou contraste Para – finalidade.  Conclusão não decorrente do que foi exposto: é importante ordenar logicamente as idéias. 2 . Do mesmo modo. Para garantir isso. o texto não progride.Organize suas idéias de forma lógica. Deve-se.45 “Se tais perguntas são facilmente respondidas. meta Foi assim que e E (7) – conseqüência Até que – temporal E (11) – adição de argumentos ou idéias Porque – explicação. apresentam-se certos pressupostos ou dados e deles se fazem inferências ou se tiram conclusões que sejam reais. não avança. Não há sentido. que por sua vez conduzirá a uma conclusão que esteja em consonância com o que foi defendido ao longo do texto. como base de raciocínio que se quer apresentar. é porque os termos em questão são elementos da língua que têm por função estabelecer relações textuais: são recursos de coesão textual. portanto. Texto coerente é aquele produzido em linguagem lógica e que as idéias se ajustem e se completem de maneira harmoniosa. OBSTÁCULOS À COERÊNCIA (A SEREM EVITADOS)  Presença de contradições entre frases ou entre parágrafos: se você for convidado a discutir. mudando apenas as palavras. portanto. evitar o “vai-e-vem” (abordar um enfoque. a validade da pena de morte. Dessa forma. Esgote cada enfoque antes de passar ao seguinte. à introdução segue-se o desenvolvimento.

2 – Substitua o termo ou expressão em negrito pela forma mais adequada entre as que aparecem entre parênteses. Apresentar esta solução não foi uma coisa muito fácil. mais grave. O homem deve buscar amor e amizade. uma variedade. pleonasmo. 1. um grande número) vota sem a mínima consciência: é bem aquela coisa de escolher (ação semelhante a quem escolhe. pediram-me que devolvesse o livro que me fora emprestado por ocasião dos exames que se realizaram no fim do ano que passou.Reescreva. existe.” (Fernando Pessoa) Você pode ganhar inteiramente grátis esta revista. ― Evite generalizações / Verdades evidentes Todos os homens são mortais. perfeito. mais importante. Caixinha de surpresa. há) eleitores que vão com a finalidade de apenas cumprir um dever.Evite repetir palavras e idéias – isso denota falta de reflexão e de domínio sobre o que se está escrevendo. tem (têm. cacofonia e frases feitas. b) Camões. menos mau) é que. a) O pior (ruim. Do meu ponto de vista. ensinou-me tudo. Desejo dizer. Como foi dito acima.46 3 . constataremos que as sucessivas agressões ao meio ambiente são tantas e tão diversas que se torna difícil analisá-las e. ― Evite frases sem carga informativa. algo relativo a quem escolhe) políticos sem condição de governar o país. evitando o queísmo: a) Quando chegaram. ― Palavras de introdução embromatória Se pararmos para pensar. “A mim. combatê-las. mas ele não deve confiar em ninguém e que por isso é melhor viver isolado. Vendem-se cobertores para casal de lã. Uma herdeira confisca gado em Mato Grosso. A presente tem a finalidade de. deixou também uma série de sonetos que são considerados como obras-primas no gênero. Aproveitando o ensejo. um monte de pessoas (uma multidão. Ninguém é O jovem de hoje será o velho do amanhã. ― Evite ambigüidade. comportamento característico de quem escolhe. . ― Evite contradições de idéias. que é o autor do maior poema épico que já se escreveu em língua portuguesa. Todos são iguais perante às adversidades. nas eleições.

Depois fomos ao cinema eu e o Sheng. Eu sou um pai coruja! Assim. se observam. quando apontei nele o Japão. Atividades 1. .Contribui para o equilíbrio da natureza aquele que se preocupa com a ecologia -. No entanto. preconceituosa. faltam atitudes enérgicas por parte do povo. Limitou-se a fazê-lo girar doidamente. conversei com eles. comi tantas coisas diferentes que nem sei. há tempos atrás. o garoto não lhe deu muita importância. Tente identificar e explicar o tipo de incoerência que você vê. tranquei-me lá. Copie do texto palavras e expressões a que os termos grifados se referem. Logo se dispôs a sair jogando futebol com ele. comprei-lhe um desse globos terrestres modernos. na primeira oportunidade. no meu escritório. Bernardo tem 5 anos e gosta de saber tudo sobre lugares e países.Reconstrua o período . . já fazia dois anos de namoro. citada. Fiquei conhecendo os velhos. o Brasil e muitos outros países. observa-se) sucessivas crises econômicas. detesto comida chinesa e não sei comer com pauzinhos. ele ganhou coragem e me convidou para jantar em sua casa. preocupada em manter as milenares tradições chinesas. o apresentador ultrapassou o tempo previsto. efetuando as alterações necessárias para estabelecer entre as orações nexos lógicos de: a) CAUSA/EFEITO: b) OPOSIÇÃO: c) CONDICIONALIDADE: 4 – Corrija a frase: Embora fosse prolixo. só falam chinês e de chinês eu só sei o nome do Sheng. Mas não gosto de sua família: repressora. No dia do seu aniversário. O pior é que sou brasileira. 3 . mas não permiti tal coisa. Em casa.47 b) A ignorância e o comodismo a muito tempo atrás (há muito tempo atraz. Parece que a novidade não o atraiu. Nesta questão ocorrem alguns fragmentos narrativos que apresentam algum tipo de incoerência. citado) como traços típicos do brasileiro. para apreciar aquela nova e preciosa aquisição! (Fernando Sabino – Adaptado) 2. Consegui convencê-lo a ir destruir outro brinquedo: o barulhento secador da mãe! E assim que me vi só. Enquanto se observa (observam-se. há muito tempo) já foram citadas (citados. Conheci Sheng no primeiro colegial e aí começou um namoro apaixonado que dura até hoje e talvez para sempre. Eu não podia recusar e fui. ouvi muitas histórias da família e da China. Girou tanto o tal do globo que o desprendeu do suporte de metal.

Andando pela calçada. Esses jovens ficaram fora das boas universidades. ligue os enunciados. 4. a. uma vez que tinha ido deitar às 2 horas. Utilizando um conectivo de cada vez: embora. d. Escreva um período. o ônibus derrapou e pegou o funcionário quando entrava na livraria. Utilize a gora os conectivos: pelo fato de. Vemo-nos com freqüência. Faça o que for necessário para evitar a ambigüidade e/ou incoerência dos períodos abaixo. a. Não foi possível concluir a prova de Matemática. mas. Acordei às 7 horas. juntando as frases abaixo. Estava com febre. Pequenos fabricantes estão começando a disputar o mercado. c. . O Brasil tem dificuldades para se alinhar aos países de primeiro mundo. 5. 6. foi despedido. respectivamente. utilizando um conectivo de cada vez: embora. Eles saíram antes de terminar. Prometi a mim mesmo não ir àquela comemoração. As frases seguintes devem ser transformadas em um só período. Acabei indo. estabelecendo entre eles. mesmo. c. 7. Não faltava às aulas. b. e. juntando as frases abaixo. Utilize-se dos mecanismos de coesão adequados para fazê-los. Ela fez uma viagem ao exterior. mas. mesmo que tenha se negado a pintar a casa. Beatriz mudou de apartamento. a. apesar de. b. Ficou completamente endividada. Durante o noivado. Tinha um aniversário para ir. Proceda da mesma forma com as frases abaixo. O pouco tempo disponível provocou protestos junto à direção da escola. O uso dos elementos de ligação (elementos de coesão) inadequados nas sentenças abaixo provoca um efeito de incoerência. Empregando conectivos (exceto: mas. Saúde e educação acabem sendo pouco valorizadas. por causa de). Alguns jovens estudaram menos do que era preciso. d. relações de oposição (concessão) e causa. b. o pintor. João. a. Faça as modificações (adaptações) necessárias. Mal nos falamos. já que foi publicado há menos de três semanas. O show estava excelente. escreva um período.48 3. Joana pediu que Eduardo se casasse com ela várias vezes. apesar de. O mercado de fraldas descartáveis é dominado por empresas de grande porte. 9. fazendo as alterações necessárias para garantir o estabelecimento das relações se sentido corretas. Os alunos dispunham de pouco tempo. portanto não conhece ainda o Corcovado. Faça as modificações necessárias. b. O livro que a professora de literatura mandou comprar já está esgotado. Reescreva-os. porque. porque. Moramos no mesmo andar. apesar de estar chovendo. Também comprou um carro novo. O livro é muito interessante porque tem 570 páginas. dormi pouco mais de cinco horas. 8. Carmem mora no Rio há cinco anos.

a história propriamente dita. O filme-mosaico chama a atenção pela diversidade étnica e social dos personagens e. o longa-metragem deveria ser visto como uma parábola cinematográfica sobre esse tema. Não há culpados. Graham (Don Cheadle) e Ria (Jennifer Esposito). A narrativa começa em um desses acidentes de trânsito.. tão . O cineasta usa a superficialidade das relações na era moderna para despejar personagens em busca de sentidos e emoções. do diretor Paul Haggis A escolha do filme Crash – No Limite. que . uma dona de casa egocêntrica. Suas histórias são entrelaçadas em uma montagem flexível e empolgante. Daniel (Michael Pena).social. Peter (Larenz Tate) e Anthony (Chris Bridges).. .. escrita pelo diretor em parceria com Bobby Moresco. Todos os pequenos contos giram em torno da idéia do preconceito. de Paul Haggis. O pai daquele rapaz já chegou. e Tom Hansen (Ryan Phillippe). O fio condutor que une os personagens no caso de “Crash”. como objeto do presente trabalho devese à riqueza de detalhes constantes nas diversas histórias (microtextos) que formam o macrotexto. Crie apenas um período composto.étnico). Aquele rapaz é boa gente... Já que .sexual. Farhad (Shaun Toub). 1. e seu marido Rick (Brandan Fraser). nem vítimas: todos estão à mercê do medo e da imprevisibilidade.. Os 26 personagens vivem sete diferentes histórias que se entrecruzam. em diversas modalidades(racial. um lojista persa. um veterano racista. b. como conseqüência. Entram no contexto do enredo Jean (Sandra Bullock). É preciso lutar contra a miséria.. 11. A miséria é uma triste realidade. unindo-as por meio de pronomes relativos e fazendo as adaptações necessárias. a fim de .49 10. utilizando todos os conectivos elencados. nem que para isso seja preciso um violento esbarrão entre seres humanos.No Limite. a intolerância e o preconceito em uma sociedade em que todos lutam contra todos. Na realidade... Roteiro para análise do filme Crash. a. sua esposa. não mostra um retrato maniqueísta da realidade. um casal de detetives avessos à corrupção. antes de ser classificado pela estrutura narrativa. é providenciado pelo tema comum a todas as histórias: o preconceito.. um policial novato aprendendo as lições da rua com Ryan (Matt Dillon). A história. durante dois dias. o renomado diretor de televisão Cameron (Terrance Howard) e Christine (Thandie Newton). Reescreva as orações. um influente promotor público. um chaveiro mexicano. pois . dois ladrões de carros da periferia.

está bem representada pelo personagem Ryan. no mesmo dia. antes de serem aprendidas – e muitas vezes não o são. humanos. as coisas não funcionam dessa maneira. intelectuais e semi-analfabetos.50 Explique a afirmação acima e justifique. A ausência de maniqueísmo. um problema ainda mais curioso. A partir dessa galeria. que se estabelecem entre eles. O final de uma parábola precisa conter uma lição e uma esperança. de carne e osso. e pelos elos sólidos. A história de Ryan ilustra tudo de bom e de ruim que “Crash” apresenta. no mundo de carne e osso. várias pessoas podem se encontrar casualmente duas ou mais vezes. Exemplifique a afirmação acima citando pelo menos dois tipos de preconceito básico mostrados no filme e exponha seu ponto de vista a respeito do tema. vivido por Matt Dillon. Imaginar que. homens e mulheres. dos mais básicos até os mais refinados e intrigantes. é simplesmente uma impossibilidade estatística. além disso. 4. 2. com passagens fílmicas. O diretor Paul Haggis defende que a questão do preconceito tem ligação direta com as relações de poder que surgem e se desfazem a cada encontro. e hoje em dia muitas lições precisam ser pisadas e repisadas muitas vezes. Comprovando a afirmação do diretor. Já foi dito que o filme pode ser considerado uma parábola. Paul Haggis construiu uma galeria de personagens que inclui representantes dos grupos mais diversos. Na vida real. pelo menos. ricos e pobres. asiáticos e latinos. o diretor passa a analisar o conceito de preconceito em diversos níveis. Histórias de vida não são relógios suíços. em “Crash”. . 5. dois acontecimentos extraordinários: um mostrando-o de um ponto de vista bom e o outro. de acordo com cada circunstância. em uma cidade como Los Angeles. mas circunstanciais. 3. descreva as situações em que o poder e o preconceito estão intimamente ligados nas atitudes do personagem Ryan. o título Crash – no Limite. cada um dos personagens vive. Por outro lado. As qualidades são muitas. Para compor o ambicioso e complexo painel humano do filme. Narre com suas palavras a cena acima mencionada e conclua sua resposta com uma visão crítica sobre o assunto. adultos e crianças. Há negros e brancos. Em “Crash”. o tema preconceito pode surgir de maneira inconsciente ou se manifestar de maneiras bem mais complexas. como no caso do promotor ambicioso (e branco) que tenta distorcer o resultado da investigação do assassinato de um detetive negro. mau. Há. a começar pelos personagens complexos. montada cuidadosamente.

b) É viável afirmar que o filme é uma parábola. próprio. Sou sempre a mesma pessoa. – como advérbio (portanto invariável). com o significado de "justamente. Explore a cena em questão. Foi pelo mesmo caminho. 3. que tem sido usada no lugar de nomes e pronomes de modo indevido e inconveniente. tal qual. realmente": . um certo abuso no tocante à palavra "mesmo".51 a) Para justificar a afirmativa acima. O MESMO Está havendo. A foto abaixo representa um dos momentos de maior tensão e emoção do filme e. faz-se necessário o conhecimento prévio sobre a cidade de Los Angeles. mostra-nos a magia contida na pureza de uma criança. com o sentido de "exato. utilizando-se de um nível mais abstrato da leitura fílmica. Eles mesmos redigiram o discurso. ao mesmo tempo. Por que seria “uma impossibilidade estatística” o encontro de várias pessoas estranhas. na cidade de LA? Sua resposta deve conter dados concretos com citação da fonte. hoje em dia. ainda. em pessoa": 1. 2. até. "Mesmo" pertence a diversas categorias gramaticais e seu emprego é correto nas seguintes situações: – como adjetivo/pronome (portanto variável). idêntico. mais de uma vez.

). Em 5 e 6. então usa um "mesmo" (ou "mesma". Há mesmo necessidade disso? – como substantivo (expressão invariável. se for feminino) no seu lugar. no masculino). Em 4. verifique se o mesmo encontra-se neste andar. escrever da forma abaixo: Insatisfeito. Disse a ela o mesmo que disse a mim O problema está em usar "mesmo" no lugar dos pronomes pessoais. Estes remédios são mesmo eficazes. Itamar. Excelente a entrevista. Não importa quem seja o pai do Plano Real. Isso indica pobreza de linguagem. Busque as fichas no almoxarifado e verifique se as mesmas estão carimbadas. Antes de entrar no elevador. 5. foi à diretora e pediu que ela lhe concedesse o abono. falta de familiaridade com os pronomes pessoais. um adjetivo. solicito seja o mesmo retirado de pauta. A mesma mostrou que Lula é um homem simples e corajoso. Em nenhum caso de boa redação a palavra "mesmo" toma a vez do substantivo. entregamos ao mesmo a documentação. sejam do caso reto (principalmente a terceira pessoa: ele/ela) ou do caso oblíquo (o/a. enfim. foi à diretora e pediu que a mesma lhe concedesse o abono. Já que o secretário executivo esteve nos visitando. 6. que fica ruim. Algumas vezes. significando "a mesma coisa": 7. Desejando rever o conteúdo jurídico do projeto. . É mais uma questão de estilo do que de gramaticalidade. mas quem manteve o mesmo a despeito de toda decisão desastrada do Sr. Digamos. ou não convém. desconhecimento da língua. lhe etc. Observe que nos exemplos 1 e 2 "mesmo" acompanha um substantivo – não o substitui.52 4. então. É lá mesmo que vendem o produto. acompanha um advérbio. No exemplo 3 acompanha um pronome. a pessoa tem insegurança no trato com os pronomes mas ao mesmo tempo sabe que deve evitar a repetição de um determinado substantivo. Ontem vi meu ex-chefe e o convidei para um cafezinho. Em bom português você diria assim: Insatisfeito. Ontem vi meu ex-chefe e convidei o mesmo para um cafezinho.

A frase “O diretor havia criticado algumas opiniões do gerente” tem.VERBOS 1. b. Desejando rever o projeto. a. Excelente a entrevista. – O apartamento estava sendo alugado. – O apartamento foi alugado. Desejando rever o projeto. – O apartamento foi alugado. Às vezes não é nem mesmo preciso usar o pronome reto explicitamente – ele/ela. Busque as fichas no almoxarifado e verifique se elas estão carimbadas. solicitou seja retirado de pauta. c. (invalidar) É conveniente que nós _________________ as críticas que temos feito a ele. Não importa quem seja o pai do Plano Real. a. 2. Ela mostrou que Lula é um homem simples e corajoso. Excelente a entrevista. eles/elas podem ficar subentendidos. Vende-se móveis usados. (atenuar) . serão criticadas. EXERCÍCIOS DE GRAMÁTICA . Mostrou que Lula é um homem simples e corajoso. como nos três últimos exemplos: Busque as fichas no almoxarifado e verifique se estão carimbadas. 3. Vendem-se móveis usados. indicado entre parênteses. b. solicitou seja ele retirado de pauta. d. na voz passiva. Itamar. mas quem o manteve a despeito de toda decisão desastrada do Sr. d. verifique se ele se encontra neste andar. Vende-se móveis usados. c. haviam sido criticadas. estavam sendo criticadas. b. Antes de entrar no elevador. Complete as frases abaixo com a forma adequada do presente do subjuntivo do verbo a. d. É interessante que todos _________________ os problemas nacionais. (discutir) É pouco provável que estas caixas ______________ dentro do porta-malas. a seguinte estrutura verbal: haviam criticado. (caber) Nós estamos sugerindo que o árbitro _______________ a partida. As frases “Móveis usados são vendidos” e “Alugou-se o apartamento” correspondem a: Vendem-se móveis usados. entregamos a ele (ou entregamos-lhe) a documentação. c. e. teriam sido criticadas. – O apartamento era alugado.53 Já que o secretário executivo esteve nos visitando.

se eles tivessem. Faça como no exercício anterior. b. Eu ponho. Esta carta conteria informações. por isso revejo minha situação na empresa. Caso ele ___________________________________. Se o fiscal não ______________ a prova. por isso fico feliz. se você puser. usando o seguinte modelo: Eu vi o erro. Eu não detive o ataque. • Tu interferes no assunto. a. Flexione alguns derivados do verbo pôr. Nós não mantivemos a palavra. se você ___________________. O guarda não deteve a moça. d. Eu reponho. Se o guarda não ______________ a moça. Caso tu ____________________________________. Eu suponho. 5. 7. b. a. c. Caso o supervisor _________________________________________________. Complete as lacunas das frases de acordo com o modelo: Eu não tive medo. por isso fico aqui. Quando eu vir o erro. se as outras ___________________. se você ___________________. 8. ficarei feliz. d. Eu reteria a carta. c.54 4. O fiscal não reteve a prova. eles terão. Eu manteria a palavra. eles _______________. Caso ele ___________________________________. eles ______________. se você ___________________. por isso propomos um acordo. eles também _________________. Se nós não ______________ a palavra. Caso ele venha hoje. Siga o modelo: Eu teria tempo. a. Eu componho. Eu proponho. • O supervisor influi no meu trabalho. b. Reescreva as frases abaixo. eles também verão. • Ele diverge das decisões. Se eu não tiver medo. eles ______________. conforme modelo: • Ele vem hoje. 6. se eles ___________________. Se eu não ____________ o ataque. Eu previ a falha. . c. eles ______________. • Eles desmentem a notícia. por isso tomo providências. se você ____________________. • Ele assume o comando. se vocês ___________________. por isso creio neles. seguindo o modelo: a. Caso eles ___________________________________. Quando eu ________________ a falha.

a. ______________ confusão. (reaveu – reouve) Se a polícia ______________ na passeata. Se ele fizer o trabalho. Se nos conviesse a proposta. complete as lacunas das frases abaixo de acordo com o modelo: Se ele fizesse o trabalho. b. Se ele ______________ sua vontade. seria atendido. Estreou – vêem ... 11. Interveio – reouvesse d.. na negociação para que você . f. Se vocês ______________ o pagamento.... da luta” a. c. 10... Assinale a alternativa que completa as frases abaixo: “Ele .. Se eu reouvesse o dinheiro. aceitaremos. Estreiou – vêm c..55 9.. avise-nos. ontem. (requis – requereu) Quando você ______________ a ilha. b. Observando a correta correlação entre as formas verbais. vê-la.. faríamos o negócio. será premiado. Interviu – reouvesse c. (propor – propuser) a. Substitui – abdiquemos – desistamos d. a não ser que . ______________ o erro. complete as lacunas com a forma verbal conveniente: Ninguém ______________ o dinheiro aplicado naquele banco.... Estreou – vêm e.. Interviu – reavesse b... Se vocês .. ______________ o negócio.. (requisesse – requeresse) Se ele ______________ um acordo. Se eu ______________ o dinheiro.. tudo se resolveria. pagaria a conta. c. seria premiado. encontraria o erro. os nossos direitos e . Se ele refizesse a conta. e. d.. g. Nas frases abaixo.... (ver – vir) Quando você______________ à ilha. (intervier – intervir) O aluno ______________ um atestado. poderá haver confusão. tudo que perdeu. d.. Substitui – abdicamos – desistimos b. Interveio – reavesse “O acordo não . Se vocês retivessem o pagamento.” a. Se ele impusesse sua vontade. Se nos ______________ a proposta.. e. Estreou – vem d.. haveria confusão.” a... tudo se ______________. (vir – vier) Quando você ______________ ajuda.. é melhor reservar os ingressos. Substitui – abdiquemos – desistimos e. ______________ a conta. Se ele ______________ a conta.. Estreiou – vêem b. as reivindicações. Substitue – abdiquemos – desistamos “ A Peça .. Substitue – abdicamos – desistimos c. avise-nos..

SEVERINO. São Paulo: Contexto. 7. José Luiz e PLATÃO. São Paulo: Ática. A Coerência textual. Antonio Barbosa.ed. Redação: Escrever é desvendar o mundo. 2001. Prática de texto para estudantes universitários. 11ª ed. José Luiz e PLATÃO. Campinas. Evanildo. São Paulo: Scipione. 2004. 2003. São Paulo: Martins Fontes. Moderna Gramática Portuguesa. Leonor. São Paulo: Ática. 16ª ed. EMEDIATO. No mundo da escrita. Usos da linguagem: problemas e técnicas na produção oral e escrita. argumentação e leitura. Francisco. Ingedore. FÁVERO. 7. Francisco. 2001. 2001. Coesão e coerência textuais. TERRA. Ernani. 2003. língua e fala. F. Mary. VANOYE. Lições de texto: leitura e redação. 2003. Carlos Alberto e TEZZA. São Paulo: Ática. 9ª ed.Linguagem.ed. São Paulo: Geração Editorial. TRAVAGLIA. Luiz Carlos. 2001. 1987. . Lucerna.56 REFERÊNCIA: BECHARA. SP: Papirus. Para entender o texto: leitura e redação. Petrópolis: Vozes. FARACO. KOCH. 2003. FIORIN. 37. Cristovão. KATO. 2004. A fórmula do texto: redação. FIORIN. São Paulo: Ática.ed. Wander. Rio de Janeiro: Ed.