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SAÚDE DA CRIANÇA

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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL

ANA LUIZA RODRIGUES MOURA CHRISTIAN RODRIGUES GALLI MAYKELLINE ALVES MIRANDA MELYNE VIEIRA MAMÉDIO

HISTÓRICO
•O atendimento às crianças de 0 a 6 anos em instituições especializadas tem origem com as mudanças sociais e econômicas, causadas pelas revoluções industriais no mundo todo. •Até 1920, as instituições tinham um caráter exclusivamente filantrópico e caracterizado por seu difícil acesso.

•Na década de 1930, o Estado assumiu o papel de buscar incentivo de órgãos privados, que viriam a colaborar com a proteção da infância.

•Nesta época iniciou-se a organização de creches, jardins de infância e pré-escolas de maneira desordenada e sempre numa perspectiva emergencial.

pois esta. sempre esteve presente em todos os sistemas e períodos educacionais a partir dos gregos. não surgiu com fins educativos.•Segundo Souza (1986) a pré-escola surgiu da urbana e típica sociedade industrial. e não pode ser comparada com a história da educação infantil. mas sim para prestar assistência. .

com o Estatuto da Criança e do adolescente (ECA. foi colocada como parte integrante da Constituição. Lei federal 8069/90) . Só em 1988 a educação infantil teve início ao seu reconhecimento. quando pela primeira vez. depois em 1990.

intelectual e social.à cultura.ASPECTOS LEGAIS E DE FUNCIONAMENTO  A Educação Infantil. ao respeito. completando a ação da família e da comunidade. ao esporte. com absoluta prioridade. psicológico. à dignidade. primeira etapa da Educação Básica. ao lazer. tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade. à alimentação. É dever da família. à educação. a efetivação dos direitos referentes à vida. da sociedade em geral e do poder público assegurar. em seus aspectos físico. da comunidade. à liberdade e à convivência familiar e comunitária  . à saúde. à profissionalização.

. em especial. mais “escolarizado” de preparação para uma suposta e equivocada “prontidão para alfabetização e o cálculo”.ASPECTOS CULTURAIS E SOCIAIS  O Centro Municipal de Educação Infantil tem como função favorecer o processo de desenvolvimento e de aprendizagem das crianças que o frequenta e não prepará-las para o ingresso no Ensino Fundamental numa visão de treinamento.

influencia de forma positiva no desenvolvimento de todos esses fatores. as crianças desde cedo tem que aprender a se cuidar. socializar e desenvolver. quanto mais cedo melhor.  O convívio com outras crianças da mesma idade.Nota-se que é um hábito até mesmo cultural. no mundo capitalista em que vivemos. a inserção da criança na instituição.  . com toda certeza. um raciocínio lógico que possa contribuir na sua vida escolar que está por vir.

o que configura uma boa maneira de se incentivar a imunização Além de solicitar as vacinas. configura o aumento e a criação dos CEI a criança doente pode necessitar de cuidados e atenção extras. que a maioria dos CEI não pode fornecer Um dos requisitos para a matrícula no CEI é o quadro de vacinação completo. os CEI devem ser extremamente cautelosos quanto à manutenção de uma boa higiene .ANÁLISE DA EDUCAÇÃO E SAÚDE INFANTIL NO BRASIL E EM PALMAS     Crescente inserção da mulher no mercado de trabalho e busca por alternativas para o cuidado infantil.

1996) Grande parte dos educadores do CEI. 1996. 1996 e Piotto et al. A atribuição causal da doença com ênfase nos fatores externos. demanda a inclusão de conteúdos relativos à promoção da saúde. atribuem o adoecimento das crianças a determinantes exteriores à instituição. 1996) .  A formação de educadores infantis. referem como resistência das equipes do CEI em avaliarem o seu próprio trabalho e o serviço prestado aos usuários (Barros. além de estar preparada para o projeto pedagógico. reduzindo o risco de adoecimento (Barros. Solomon & Cordell. aprimorando a qualidade dos serviços prestados às crianças.

Faz-se necessário que os pais em geral sejam alertados sobre a ocorrência de casos dessa natureza com alguma criança do CEI . as micoses. Em média.  • • Na maioria dos casos. mas são desconfortáveis e inconvenientes. essas doenças não são sérias. os piolhos. as doenças observadas no CEI consistem de resfriados ou outras infecções respiratórias – aumento de infecções por contágio As doenças gastrintestinais são menos comuns que as infecções respiratórias. as crianças têm um a dois episódios de diarréia por ano Essas doenças podem se alastrar facilmente nos CEI (necessidade de deixar a criança em casa) A conjuntivite (olhos vermelhos). a escabiose e as feridas no nariz são problemas comuns nas crianças pequenas Por sorte. o impetigo.

 Saúde/doença não é exclusivo da área da saúde. deve ser visto como um conjunto interligado e interdependente que devem influenciar nesta tênue ligação saúde/doença. cada um assumindo assim sua corresponsabilidade pelo processo . e também não deve ser atribuído somente a educadora. não se reduz também à família.

arcabouços para mochilas. ar condicionado e filtros em todas as salas  O método didático é bastante amplo. desde música. vídeos até atividades físicas  O CEI apresenta no ambiente externo um amplo espaço aberto.AVALIAÇÃO SITUACIONAL DO CEI PÚBLICO EM PALMAS O CEI apresenta bom amparo e qualidade em sua estrutura. com um bom campo de visão para o fluxo e atividades das crianças  . equipados com a armários. material de expediente.

alguns enferrujados. com horários e dieta estabelecidas pela nutricionista da administração municipal O banho é realizado de forma coletiva.    Nos chama a atenção para o fato de existir brinquedos de metais. o que é fator de risco para acidentes Outro fator de risco para acidentes é a altura das janelas e das tomadas (estes sem protetores) As refeições são realizadas na praça de alimentação. e as banheiras são muito altas para a realização do banho realizada pelas educadoras . uso coletivo dos materiais de higiene (bucha e sabonete) O banheiro é desprovido de solo antiderrapante.

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o CEI entre em contato com os pais e busca soluções. Em relação a acidentes e problemas de saúde que ocorrem na estada no CEI. os pais são comunicados sobre o incidente e imediatamente são encaminhados ao centro de saúde mais próximo  No caso de suspeitas de maus-tratos e outros distúrbios familiares. o Conselho Tutelar é acionado . caso isso não resolva.

16 horas . Higiene adequada (banho individual. proteção para a área externa). Incentivam lavagem das mãos escovação dos dentes. danças e o banho. .músicas . Estrutura adequada (emborrachado na sala. sabonete e toalha individual). 15 horas – lanche (suco. Rotina especifica quanto ao horário. Alimentação saudável (cardápio – nutricionista). 14 horas . fruta e bolacha). 14:30 – atividade complementar. 17 horas – sopa.mamadeira .ANÁLISE DA REALIDADE DA SAÚDE E DE ESTRUTURA NO CENTRO EDUCACIONAL INFANTIL PARTICULAR       18 crianças (1 ano e seis meses até 2 anos).

pois não possui profissional capacitado para realizar os primeiros socorros quando necessário e proporcionar ações de prevenção e promoção. médicos.    Palestras educativas com o corpo de bombeiros. . Acompanham o cartão de vacina anualmente. Possui deficiência na assistência de enfermagem. Dispõem de recados educativos aos pais.

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Enfermeiro = Educador  Promoção. em creches que abrigam crianças com diferentes vivências e diversidades culturais e lingüísticas. .A IMPORTÂNCIA E OBRIGATORIEDADE DA ATUAÇÃO PERMANENTE DA ENFERMAGEM  A enfermagem: atender as necessidades de educação para a saúde da população. manutenção e restauração da saúde e prevenção da doença e seus agravos.

. saúde. estimulante e seguro às crianças de 4 meses a 6 anos de vida”. em um clima afetivo. O Ministério da Saúde define a educadora e cuidadora das creches: função “Creche é uma instituição dentro de um contexto de socialização complementar à família. alimentação e educação. que deve propiciar cuidados de higiene.

INCLUSÃO DO ENFERMEIRO É necessário.  . assim como.  Os cursos de graduação conferem ao profissional atuar nas ações de saúde e participar na avaliação de crescimento e desenvolvimento infantil. pois os cursos de formação conferem qualificação para o cuidado integral da criança. assistir a criança e sua família na promoção da saúde no combate às patologias infantis.

Promover ações educativas .CONDUTA DE ENFERMAGEM: Entrevistar os pais. para formação continuada dos professores. Analisar a imunização da criança e orientar a família. notificar o posto de saúde. Orientar os pais e encaminhar ao serviço de saúde. Avaliar as crianças que apresentem alguma intercorrência durante o dia. Desenvolver ações de prevenção e promoção com integração família/CEI. diante de suspeitas de anormalidades. para coletar na ficha da criança informações sobre estado pregresso e atual de saúde. Registrar medicamento trazido para a escola. Registrar os casos de doenças transmissíveis. de acordo com prescrição médica. . Contribuir para a qualidade do cuidado com as crianças.

94.406 .Decreto n. 8 Competências do enfermeiro e destaca atividades para serem desenvolvidas na assistência a criança de pré-escola: . art.

 Proporcionando melhorias na socialização e qualidade de vida das crianças que freqüentam essas instituições. podem alterar o seu crescimento e desenvolvimento. higiene.  . garantem a ação individual e coletivamente. entre outros. infecções.Os enfermeiros enquanto educadores realizam uma série de ações que constituem intervenções educativas e de cuidado.  Fatores como alimentação. visando favorecer o desenvolvimento infantil diferenciado. ou seja.

. Deputada pelo Espírito Santo. • Atendimento de primeiros socorros ou para encaminhamento a um hospital para cuidados mais amplos. faixa etária de zero a dez anos. professores a aptos para agir em situações de emergência.multiplicação de seus conhecimentos para tornar pais. • As estatísticas: os traumas físicos (mortalidade infantil).Sueli Vidigal.Reportagem do Jornal de Brasília: Deve ser obrigatória a presença de enfermeiro nas creches públicas? Sim . • Enfermagem .

Recursos para financiar a construção e a manutenção das novas unidades. .  o Programa Nacional de Educação Infantil (Pronei) destinado à expansão rápida e ao funcionamento qualificado de creches e pré-escolas. “Deve-se evitar o comprometimento de recursos.José Temístocles Maranhão. Professor e pedagogo especializado em educação infantil.  O financiamento do Pronei tem prioridade para a construção e funcionamento de unidades em comunidades de baixa renda.NÃO  . É lógico que as instituições da área devem ter profissionais especializados. Mas é preciso priorizar”. Apenas 17% das crianças brasileiras entre 0 e 3 anos têm acesso a creche.

A CAPACITAÇÃO DA EQUIPE PROFISSIONAL NOS CENTROS DE EDUCAÇÃO INFANTIL     Necessário compreender o cuidado como integrante da ação educativa Integrar a dimensão cuidado humano ao fazer pedagógico Necessidade da inclusão de temas sobre o desenvolvimento biológico e emocional da criança na formação dos educadores Alimentação e nutrição. primeiros socorros. doenças infantis. Propostas em discussão para a formação dos educadores .Promoção da saúde na creche. vacinas. higiene e saúde.

onde o limite entre saúde e doença é tênue e relativo. ainda não existe consistência e clareza sobre o teor desses conteúdos  . o processo saúde-doença como um estado dinâmico e determinado socialmente. o que reforça a necessidade do preparo pelos educadores Apesar de vários especialistas em educação apontarem a necessidade de inclusão de temas sobre cuidados com saúde nos projetos de formação de professores.

é necessário que o professor apoiado pelo gestor e pelo coordenador de sua unidade educacional: 1. Acompanhe e registre o processo de desenvolvimento infantil e reflita com a coordenadora em conjunto com os profissionais de saúde do serviço local 5. Alimente os bebês. identifique e atenda às necessidades delas de conforto. Com base no conceito de Escola Promotora da Saúde da Organização Mundial da Saúde. atenda às necessidades nutricionais. Auxilie e ensine as crianças a cuidar de si 4. ouvindo. bem-estar e proteção 3. Interaja com as crianças. Compartilhe os cuidados com a família. registrando e recomendando 2. afetivas e de aprendizagens .

Disponibilize água potável e utensílios limpos individualizados 9. Acolha as mães dos lactentes e ofereça condições. ensinando-a a adequar o vestuário e calçados às brincadeiras. Organize as refeições em ambiente higiênico. seguro. Troque as fraldas. Esteja atento às recomendações sanitárias e legais 11.6. ensine as crianças a usar o vaso sanitário e a fazer a higiene pessoal com atitudes acolhedoras . Esteja atento ao conforto da criança. para que elas conciliem aleitamento e trabalho 7. confortável 8. atividades e clima 10.

traumas. esteiras. Registre e ofereça a medicação oral e tópica prescrita pelo médico ou os cuidados especiais orientados por profissionais de saúde e que não possam ser interrompidos 13. lençóis. diarréia. dor. trocadores. informe e procure ajuda nas situações em que reconhece que a criança apresenta alteração no estado de saúde (febre. evitando acidentes e disseminação de doenças . Certifique-se da segurança e higiene dos brinquedos.12. cansaço ao respirar. Observe. entre outros) 14. Assegure que as áreas interna e externa estejam organizadas e seguras para as crianças de todos os grupos. almofadas. identifique. entre outros 15.

Obrigado! .

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