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O Domínio da Consciencia

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É melhor apagar toda a história pessoal porque isso nos deixaria li-
vres dos pensamentos estorvantes dos outros.3:29

[Apagar a história pessoal é] acabar com ela.

Primeiro, é preciso ter o
desejo de largá-la. E depois é preciso passar a harmoniosamente
cortá-la, pouco a pouco.3:27

Você tem de renovar sua história pessoal contando a seus pais, seus
parentes e amigos tudo o que faz. Por outro lado, se não tiver
história pessoal, não há necessidade de explicações; ninguém fica
zangado nem desiludido com seus atos. E, acima de tudo, nin-
guém o prende com seus pensamentos.3:28

Pouco a pouco, deve criar uma névoa em torno de si; deve apagar
tudo em volta de si até que nada possa ser considerado coisa
sabida, até não haver nada de certo nem de real. Precisa começar
a se apagar.3:29

Comece com coisas simples, assim como não revelar o que você re-
almente faz. Depois, deve abandonar todas as pessoas que o co-
nheçam realmente bem. Assim, você construirá uma névoa em
torno de si.3:30

Uma vez que o conheçam, você é coisa em que eles se fiam e,
desse momento em diante, não poderá romper o fio dos pensa-
mentos deles. Pessoalmente, gosto da liberdade total de ser des-
conhecido. Ninguém me conhece com certeza absoluta, como as
pessoas o conhecem, por exemplo.3:30

213

A circunstância de eu saber se sou ou não um índio yaqui [por exem-
plo] não torna isso história pessoal. Só quando outra pessoa sabe
disso é que tal fato se torna história pessoal.3:27

As mentiras só são mentiras se você tem uma história pessoal.3:30

Quando a gente não tem história pessoal, nada do que se diga pode
ser considerado uma mentira. O problema com você é que tem
de explicar tudo a todo mundo, obrigatoriamente, e ao mesmo
tempo você quer conservar a frescura, a novidade daquilo que
faz. Bem, como não pode entusiasmar-se depois de explicar tudo
o que faz, você mente para poder continuar.3:31

De agora em diante você deve simplesmente mostrar às pessoas o
que quiser mostrar-lhes, porém sem nunca dizer exatamente como
o fez.3:31

Como vê, nós só temos duas alternativas: ou consideramos tudo cer-
to e real, ou não. Se adotarmos a primeira, acabamos caceteados
mortalmente conosco e com o mundo. Se adotarmos a segunda e
apagarmos a história pessoal, criamos uma névoa em volta de
nós, um estado muito emocionante e misterioso, em que ninguém
sabe de onde sairá o coelhinho, nem mesmo nós.3:31

Quando nada é certo, permanecemos alertas, sempre atentos. É
mais emocionante não saber por trás de qual arbusto o coelhinho
está escondido do que se comportar como se a gente soubesse
de tudo.3:210

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