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Apontamentos de Filosofia

Apontamentos de Filosofia

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c) Tese defendida no texto É lícito afirmar que o texto nos apresenta um quadro da condição humana caracterizado pela ignorância

, pela ilusão e pela consciência, sugerindo-nos que é preciso um grande esforço para alcançar o conhecimento e a liberdade. Libertar-se (da ignorância, dos hábitos perniciosos, dos preconceitos, em suma, de todos os grilhões que nos prendem), exige uma luta de cada um consigo próprio (o espaço da liberdade subjectiva), e com todos os que pretendam oprimir e dominar (o espaço da liberdade objectiva, político-social). Diz também que aquele que conhece encontra-se numa situação paradoxal – quer partilhar o seu conhecimento mas precisa de uma estratégia para sair vitorioso desse combate vital contra a ignorância.

d) Principais problemas filosóficos apresentados no texto Podemos identificar os seguintes:      O que é o conhecimento? Qual o valor dos conhecimentos que possuímos? – problemas epistemológicos; O que é a realidade? Será que confundimos aparência com realidade? – problemas ontológicos; O que é o ser humano? Será que nos conhecemos verdadeiramente? Será que vivemos adormecidos julgando estar acordados? – problemas antropológicos; Por que valores devemos orientar a nossa vida? O que é a liberdade? São os seres humanos livres? – problemas axiológicos; Qual o sentido da existência? – problemas metafísicos;

e) Sentido e utilidade da tese do autor para a nossa vida Já definimos os objectivos da Filosofia. Recordemos:      A descoberta de si; A procura do sentido da vida; A formação das personalidades e das almas; A aprendizagem da arte de viver; O desenvolvimento do pensamento calculador e do pensamento meditativo.

Podemos, então, afirmar que a Filosofia deverá ajudar-nos a encontrar respostas para as questões do nosso presente.

Mundo Real
Sol – Luz do Conhecimento Objectos do mundo superior Imagens reflectidas na água

Mundo da Aparência
Fogo Artefactos transportados por carregadores Sombras – trevas da ignorância

Proposta de Análise: Objectivo/Tema do texto Comecemos pelo título. Este texto é conhecido por “Alegoria da Caverna” e parece contar uma história imaginária ou fantástica. Uma alegoria é uma figura e uma técnica literária que permite apresentar uma reflexão filosófica sobre a realidade como se se tratasse de uma simples história para entreter. Uma alegoria é uma representação figurativa, quase sempre sob a forma humana, de uma proeza, de uma virtude, de uma ideia ou ser abstracto, que nos é apresentada como uma ficção, com o objectivo de tornar mais acessível a mensagem (por exemplo, uma cornucópia é uma alegoria da abundância). Qual é, então, o tema do texto? É a condição humana, a natureza humana, e o modo como se desenrola a sua existência. Qual o objectivo do autor? Neste caso é veicular uma mensagem cujo conteúdo é simultaneamente espiritual e político. Sabemos que o autor foi um famoso filósofo. Tinha, portanto, uma teoria acerca da natureza humana e de como os seres humanos viviam ou deveriam viver. Transcendente
O que nos ultrapassa; (está para além de nós)

Imanente
O que está à nossa volta; (o que nos é acessível)

Empirismo O conhecimento adquire-se através da experiência

Racionalismo A razão (pensamento) é a fonte de conhecimento

Teorias explicativas do Conhecimento: Racionalismo (Platão, Descartes, Leibniz)    O conhecimento sensível é enganador; A razão é a única fonte de conhecimento válido (para Descartes há ideias inatas); As representações provenientes da razão são as mais certas e, por isso, devem ser consideradas o ponto de partida de todo o conhecimento que se quer logicamente necessário e universalmente válido; Conduz ao dogmatismo.

Empirismo (John Locke, David Hurris)     A experiência é a única fonte de conhecimento; Não há ideias inatas – a mente está vazia antes de receber qualquer tipo de informação sensorial; Todo o conhecimento acerca das coisas, mesmo aquele que formula leis universais, vem da experiência, por isso, só é válido dentro dos limites do observável; Conduz a um probabilismo ou mesmo a um cepticismo.

Apriorismo (Kant)    O conhecimento resulta de uma síntese entre duas fontes, uma a priori e outra a posteriori; Todo o conhecimento exige uma matéria (a posteriori) e uma forma (a priori) que nos possibilitam a compreensão racional daquela; Todo o conhecimento é uma construção do sujeito que contém formas lógicas (e não ideias inatas) que são condições de possibilidade de recepção dos dados (ao nível da sensibilidade) e da organização, explicação/compreensão desses dados (ao nível do entendimento) Estas condições de possibilidade (caracterizadoras do sujeito) devem ser o ponto de partida de qualquer investigação acerca do conhecimento — revolução copernicana.

Pensamento Relação dialéctica (recíproca)

Linguagem

Não existe pensamento sem linguagem, nem linguagem sem pensamento. - O pensamento organiza a linguagem e a linguagem oferece ao pensamento o conteúdo; - A relação recíproca entre os 2 conceitos chama-se dialéctica; - Quase em simultâneo, pensamos e falamos, falamos e pensamos; - Como diz Kant: “Pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceitos são cegas”.

Pensamento  é apenas formal Linguagem  materializa o pensamento

Pensamento = Razão = Logos Só o pensamento tem a capacidade de formular conceitos (são representações mentais) A razão é universal a todos os Homens.

Pensamento

≠ Opiniões  1º tipo de conhecimento
Pensamento serve-se da Linguagem

Juízos

Conceitos

Raciocínio

São os instrumentos de que o pensamento se serve para se manifestar

Instrumentos lógicos do pensamento  Conceito: O conceito é a base do juízo e do raciocínio. É um dos «materiais» de que o pensamento se serve para se construir. O conceito é a representação intelectual das características essenciais de um objecto ou de uma classe de objectos homogéneos. Designa uma ideia abstracta e geral sob a qual podemos unir diversos elementos/características. Ao conceito, quando expresso materialmente, dito ou escrito, num enunciado ou frase, a lógica clássica chama termo. Por isso, o termo é a expressão verbal de um conceito. Juízo: Com os conceitos podemos formular juízos. Por isso, o juízo é constituído por conceitos. O juízo é a operação do espírito pela qual o pensamento estabelece uma relação de conveniência ou não conveniência entre dois conceitos, ou seja, atribui um predicado ou propriedade a um sujeito. Reveste geralmente a forma lógica: «S é P». O juízo é constituído por três elementos: sujeito, cópula e predicado. Ex: Todos os mamíferos são vertebrados.

quantificador

cópula sujeito predicado

Raciocínio: O raciocínio é outra das operações do pensamento, da razão discursiva. Trata-se de uma operação lógica que consiste em derivar dos conhecimentos já adquiridos, denominados «premissas», um novo conhecimento, denominado «conclusão». A expressão materializada, dita ou escrita, do raciocínio chama-se argumento. O juízo é constituído por raciocínios  FALSO O juízo é um conjunto de conceitos  VERDADEIRO O juízo é constituído por uma relação de dois conceitos (que pode ou não ser de conveniência). Os conceitos são representados através de juízos. Por isso, os juízos não podem ser constituídos por raciocínios, porque os raciocínios é que são constituídos por juízos.

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