Detalhamento de Concreto Armado

(Exemplos Didáticos)

José Luiz Pinheiro Melges

Ilha Solteira, março de 2009

Detalhamento 1 1. será adotada uma classe de agressividade I. Estribos com 2 ramos verticais ( n = 2) 1.5 cm → adotar cobrimento = 2. Flexão: Md = 97.6 / 45 = = 0.efetivo=10cm2) (OK!) dreal = 44. Altura (h) = 50 cm Seção transversal da viga: 16 cm x 50 cm.cm d (estimado) = 0.2 DIMENSIONAMENTOS 1. a classe de agressividade a ser adotada deveria ser a II. por se tratar de ambiente urbano. Para classe de agressividade I: • Classe do concreto ≥ C20 → adotar Concreto C20 (fck = 20 MPa).9 h = 45 cm Kc = 2. No entanto.030 As = 9.6 cm Portanto: dreal/destimado = 44. Sendo assim. com brita 1.1 DADOS A princípio.minima = 0.2 cm2) Adotar 5 φ 16 mm (As. h = 1. DIMENSIONAR E DETALHAR A VIGA ABAIXO.Exercícios . a NBR 6118:2003 permite a adoção de uma classe de agressividade mais branda para ambientes internos secos.5 cm Base (b) = 16 cm. Diâmetro do estribo (valor estimado): 6. 1.99 (> 0.37 Ks = 0.1.5 x 1.1 cm2 (≥ As.3 mm • Aço CA 50 A (fyk = 500 MPa = 50 kN/cm2).2.4 x 100 = 13 560 kN. b . • Cobrimento (viga) ≥ 2.15% .95 ok!) (OK!) Detalhamento da armadura de flexão: .

4 ) . o objetivo é dimensionar a armadura dos estribos a partir do VSw (ou do τSw).632 MPa b w d 16 cm .Detalhamento 1. τSw = τSd – τc .0. não seria necessário o uso de estribos.11 τSw f ywd (≥ ρ w .4 = 45.663 = .: o valor de fck deve ser dado em MPa para calcular αv2) Portanto: αv2 = 1 – fck/250 = 1 – 20/250 = 0.663 MPa (τ Sw e f ck em MPa ) * (*expressão válida para flexão simples) Portanto: τSw = τSd – τc = 0.632 .Exercícios . mas não se tomando valores superiores a 435 MPa . seria dado pela expressão mostrada a seguir: ρw = 1. 16 cm . 45 cm 2/3 τ c = 0.5 kN = = 0.5 kN a) Verificação da compressão diagonal do concreto (biela comprimida): VSd ≤ VRd2 VSd = 45. onde : τSw = tensão que deve ser absorvida pela armadura transversal τSd = VSd 45. a taxa de armadura.27 αv2 fcd bw d .5 kN VRd2 = 0.2.09 f ck = 0.27 . Caso o valor da tensão que deveria ser absorvida pela armadura fosse um número positivo. min ) Observação: fywd = fywk / 1. Ok!) b) Cálculo da armadura transversal (dimensionamento dos estribos): VSd ≤ VRd3 (=Vc + VSw) Na verdade.2 Cisalhamento (NBR 6118:2003): 2 A NBR 6118:2003 permite o uso de dois modelos de cálculo. 45 cm = 255.92 .031 MPa (NÚMERO NEGATIVO !) A princípio. para estribos com ângulo de 90° em relação ao eixo longitudinal da viga.0632 kN / cm 2 = 0. 0.5 kN ( > VSd. ( 2 kN/cm2 / 1. • VSd = 32.5 x 1.92 VRd2 = 0.0. 2onde αv2 = 1 – fck/250 (obs. Neste exemplo foi adotado o modelo de Cálculo I. mas a norma recomenda a adoção de uma taxa mínima.15.

4a do Prof.4a (pág.67 VRd2 Como VSd/VRd2 = 45.5 = 0.6 . ctm = 0. 100 = = 0. calculado) Adotar espaçamento entre os estribos (s) igual a 27 cm.0014) Adotar ρ w = ρ w . = 0.2 VRd2 s t .2 . Libânio M.2 . Portanto. Pinheiro: φ 5 mm cd 27 cm (0.Detalhamento 3 A nova versão recomenda que se use uma taxa mínima igual a : f 0. (20) (em MPa ) = 0.max ≤ ⎨ ⎩ 0.1-7) do Prof.000884 • Área de armadura referente a um ramo do estribo (em cm2/m).000884 . b .725 cm2/m.67 então smax = 0.3 d ≤ 20 cm se VSd > 0. de 0.5/255.67 VRd2 s max ≤ ⎨ ⎩ 0.18 ≤ 0. (f ck ) ρ w .000884 500 ( em MPa ) 2/3 (Observação: Este valor é inferior ao valor recomendado pela NBR 6118:1980. para poder usar tabela1.725 cm2 / m ) Observação: a NBR 6118:2003 recomenda ainda que o espaçamento transversal máximo (st. a armadura transversal será composta por estribos de 2 ramos. min = 0.6 d ≤ 30 cm se VSd ≤ 0. min = 0. 16 . 100 0.2 VRd2 .max) entre ramos sucessivos não deverá exceder os seguintes valores: ⎧ d ≤ 80 cm se VSd ≤ 0.2 .Exercícios .3 .71 cm 2 / m .3 . com φ5 mm cd 27 cm (área efetiva igual a 0. onde: n 2 ρ w = taxa de armadura adotada b = largura de viga (em cm) = 16 cm n = número de ramos do estribo • Ver Tabela 1. f ywk f ywk 2/3 0. Pinheiro: A sw ( em cm 2 / m) = ρ w . valor interpolado) • Confirmar diâmetro mínimo: 5 mm ≤ φt = 5 mm ≤ b / 10 = 15 mm • Confirmar espaçamento máximo: dado em função de VRd2 ⎧ 0.6 d ≤ 35 cm se VSd > 0. 45 = 27 cm ( ≈ espaç.

versão anterior) l ⎢ 2 .Neste exemplo.max = 45.6 . . Negativo!) Como al calculado é um número negativo adota-se al = d = 45 cm. tem-se que: st = largura da viga – 2 .74 kN ⇒ ⇒ al = -457 cm (Nro.1 da apostila) a) No caso de ocorrência de momentos positivos nos apoios. cobrimento – 2 .Exercícios .max .face = VSd.1. 16 cm = 47. negativo) ⎣ ⎦ ⎩ ⇒ ⇒ Neste exemplo.5 kN Vc = 0. esta recomendação não se aplica a este exemplo. NBR 6118. CÁLCULO DA ÁREA DE ARMADURA MÍNIMA SER ANCORADA NOS APOIOS (item 11 . 16 cm 0.max = 45 cm ( ≤ 80 cm ) ⇒ ∴st. φestribo/ 2 = 16–2x2.1105 kN/cm2 .105 MPa .50 cm (< st.2.Detalhamento 4 Como VSd/VRd2 = 0. 45 cm .2 então st. é dada pela expressão: ⎛ al ⎞ R st = ⎜ ⎟VSd. o momento fletor é nulo no apoio.6 .6 ⋅ f ctd ⋅ b w ⋅ d = = 0.5 d (estribos a 90°) ⎡ ⎤ VSd.1. de mod o que ⎨≤ d (item 4.5 = 10..3. max ⎪ ∴ a =d.⎢ ⎥ . necessita-se de uma área de armadura capaz de resistir a uma força Rst que.OK!) Observação: como neste caso a viga está apoiada indiretamente em outras vigas. Sendo assim. esta redução não deve ser aplicada à verificação da resistência à compressão diagonal do concreto. face . tem-se que: VSd. 45 cm . 1.). onde VSd. b) Em apoios extremos. é dado pela expressão: ⎧≥ 0.face é a força cortante de cálculo determinada na face do ⎝ d ⎠ apoio e com seu valor não reduzido. a área de armadura longitudinal de tração a ser ancorada deve ser igual à calculada para o dimensionamento da seção no apoio.2.1. nos casos de flexão simples. 1.max = 45 cm Neste exemplo.5 – 0.3.18 ≤ 0. max − Vc ) ⎥ ⎪= d (caso resultado for nro. Destaca-se que mesmo que ela estivesse sobre dois apoios diretos. (VSd. não se pode reduzir a força cortante quando o carregamento está próximo aos apoios (item 17. Pela NBR 6118:2003 o valor de al . 0.

94 ≈ 49 cm l b. min . mínimo de ancoragem l be. Portanto. apoio ≥ ⎨ ⎪Área relativa a 2 barras = 2 x 2 cm 2 = 4 cm 2 ⎩ Portanto.4. dos itens a). adotar l b.33 cm A s.98 cm). onde α1 = 0.4.5 45 = 45.calc = 4 cm2 Ancorar 2 barras (As. nec = 48. para barras tracionadas c/ ganchos. calc A s.5 cm 1.Detalhamento 5 ∴ R st = 45.5 kN = = 1. ancorada no apoio = 4 cm2 l b. nec = α1.15) c) Para momentos nos apoios inferior a ½ do momento máximo no vão: 2 ⎧A ⎪ s.7 .5φ ).calc.1. b) e c) têm-se que : As. min ) 1. c/ cobrimento maior ou igual a 3 φ (= 3 x 1.8 cm) no plano normal ao do gancho l b : comprimento de ancoragem básico (ver item 5 das notas de aula) l b : = 69.3 l b ( = 20.efetiva.4.92 cm.nec = 49 cm . min ≥ ⎨ ( r + 5. onde r = raio int erno da curvatura do gancho ( tabela 2) ⎪ 60 mm ⎩ ⇒ Cálculos: l b.5 = 17. l b ⋅ A s. ef ≥ l b. nec (conforme item 6) ⎪ l be.05 cm 2 f yd (50 / 1. vão / 3 = 10 / 3 = 3. para ancoragem no apoio = 4 cm2 As.2.Exercícios .ef = 4 cm2) 1.5 kN 45 A s. disponível l be ≥ Compr. 10 φ (= 16 cm) e 10 cm. Comprimento disponível (lbe) = dimensão do apoio – cobrimento = 20 – 2. Comprimento mínimo de ancoragem em apoios extremos ⎧ l b. apoio = R st 45. ANCORAGEM NOS APOIOS (Compr.6 = 4. As. min é o maior valor entre 0.

429 . nec = 49 cm ⎪ ⎪ ⎪ Portanto: l be. min ≥ ⎨ ( r + 5.429 φ = 615 + 2 . / 2) + φ ≈ 18. Detalhamento das barras Ganchos nas duas extremidades.88 cm Ltot ≈ 645 cm .2. de pelo menos 70 mm.5 cm Ltot = L1 + 2 . medido normalmente ao plano do gancho.6 cm. φdobr. item 18. Verificação: l be (= 17.98 cm) que seria maior que o disponível (=17.– 0. mesmo assim. haveria a necessidade de um valor mínimo ( l b. Trecho Reto = 8 φ = 12.3. min (= 12.Detalhamento 6 Observa-se que este valor torna impossível a ancoragem no apoio. o primeiro dos três valores anteriores pode ser desconsiderado. ≥ 7 cm ⎧ l b.5 φ = 8 φ = 12. min = 20.1.8 cm ⎪ ⎪ ⎪ 6 cm ⎩ 1. tipo C.5 cm) > l be. φ = 16 mm = 1. mas. L1 = 620 – 2 .4. 2.8 ≈13 cm φdobr.571 . TR + 0.5 cm). 13 + 0. = 5 φ = 8 cm h = Trecho Reto + (φdobr. 8 – 0. visando diminuir o comprimento de ancoragem das barras com ganchos.Exercícios .571 .4.5φ ) = ( 5 φ / 2) + 5.8 cm) → Ok! 1. e as ações acidentais não ocorrerem com grande freqüência com seu valor máximo.3. estabelece que quando houver cobrimento da barra no trecho do gancho.6 = 644. prevalecendo as duas condições restantes.4. Uma alternativa seria aumentar a área efetiva ancorada no apoio.3. No entanto. Armadura de tração. a NBR 6118:2003. 1.5 = 615 cm.

cm.Exercícios . 13 650 X = 3 000 kN.1 cm2 (área total calculada) resistem a um momento igual a 13 650 kN.5. Cada faixa vai ter um comprimento (l) na face superior e outro na face inferior. cada barra têm capacidade de “absorver” uma parcela de momento fletor correspondente a 30 kN. Então 2 cm2 (área de 1 barra φ16mm) resistem a X Pela “regra de três” . Neste caso.m.1 X = 2 . Este comprimento pode ser obtido por meio de cálculo ou de um desenho em escala. .m Portanto. será usada a opção b): Se 9. Divide-se o diagrama do momento fletor em faixas. mas que sempre deve ser usada quando nem todas as barras tiverem o mesmo diâmetro) Neste detalhamento. tem se que: 9.Detalhamento 1. COBRIMENTO DO DIAGRAMA 7 1º Passo: Dividir o diagrama de momentos em faixas Cada barra vai absorver uma parcela do momento fletor. as quatro primeiras barras absorvem este valor e a última vai absorver a parcela do momento fletor que restar para ela. onde cada faixa representa uma barra. Esta divisão deve ser feita do seguinte modo: a) pelo número de barras usadas para resistir ao momento máximo (opção geralmente usada quando se tem todas as barras com o mesmo diâmetro) b) proporcional à área das barras (opção que pode ser usada quando se tem barras com diâmetros iguais.cm = 30 kN.

Exercícios . .Detalhamento 8 Proporção 2º Passo) Deslocamento do diagrama de momentos fletores de al (=45cm) 3º Passo) Ancoragem das barras As barras 1 e 2 devem ser prolongadas até o apoio. determinar o comprimento das barras 3. 4 e 5. portanto. Resta. A ancoragem da barra tem início na seção onde a sua tensão σs começa a diminuir e deve prolongar-se pelo menos 10φ além do ponto teórico de tensão σs nula.

10φ = 16 cm.5 cm • Barra 3 ⎧l sup erior + 2 al + 2 ( 10 φ ) l barra ≥ ⎨ ⎩l inf erior + 2 al + 2 l b ⎧336. Dados: al = 45 cm .5 cm l barra ≥ ⎨ ⎩ 90 + 140 = 230 cm • Barra 4 ⎧l sup erior + 2 al + 2 ( 10 φ ) l barra ≥ ⎨ ⎩l inf erior + 2 al + 2 l b ⎧204.5 + 90 + 32 = 194. lembrando-se que. barra sem ganchos nas extremidades).: como a divisão do diagrama foi feita de modo proporcional à área das barras e não em função de sua quantidade.4 + 90 + 32 = 326. recomenda-se o uso do comprimento de ancoragem básico l b ao invés do comprimento de ancoragem necessário l b. onde o momento começa a diminuir.5) ⎧l sup erior + 2 al + 2 ( 10 φ ) l barra ≥ ⎨ ⎩ 2 al + 2 l b ⎧72. l b : comprimento de ancoragem básico (ver item 5 das notas de aula) l b : = 69. nec ) b) no ponto onde o momento fletor foi totalmente absorvido pela barra.Detalhamento Para cada faixa. Portanto.Exercícios . faz-se a seguinte análise: 9 a) no ponto do diagrama deslocado. o diagrama é simétrico.4 + 90 + 140 = 434.94 cm ≈ 70 cm (boa aderência.3 + 90 + 32 = 458. adotar l b = 70 cm • Barra 5 ( = faixa B.4 cm .5 + 90 + 140 = 302.3 cm l barra ≥ ⎨ ⎩ 204. soma-se o valor de 10φ c) o comprimento da barra devidamente ancorada será o maior entre os comprimentos das faces inferior e superior da faixa.5 cm l barra ≥ ⎨ ⎩ 72. nesse caso. deve-se somar o comprimento de ancoragem l b (Obs.

15 m + 23 .82 m Para verificar se a armadura usada é suficiente para considerar a suspensão do carregamento.8 m 40.10 = 44.30 m + 2 .38 .5 cm Aço (CA 50) Comprimento total (sem perdas) Comprimento total (com 10% de perdas) φ 5 mm φ 16 mm 2 .10 = 26. Samuel Giongo: “ Concreto Armado: Resistência de Elementos Fletidos Submetidos a Força Cortante” . 1. 6. igual a 459 cm.Detalhamento 1. .38 m 24.estribos (diâmetro igual ao do estribo) N5: Estribos Cobrimento da armadura: 2. 4. 1. obtendo-se uma simetria com relação à armação da viga.24 m = 40. OBSERVAÇÕES FINAIS: N1.8 . ver apostila do Prof.6. 2. 1. N3 : Armadura de flexão N4: Porta . 6. optou-se por se adotar o comprimento da barra 4 igual ao da barra 3. N2.9 m 1 . DETALHAMENTO 10 Por uma questão pessoal do projetista.Exercícios . EESC – USP.45m = 24.59 m + 2 .

1.Exercícios . Aço CA 50 A (fyk=500MPa=50kN/cm2).: por meio do diagrama de força cortante.2. Diâmetro do estribo (valor estimado): 6. . Força cortante Obs. 2.1 DADOS Dados:Concreto C20 (fck = 20 MPa).Detalhamento 11 Exemplo didático com cobrimento insuficiente segundo a NBR 6118:2003. dimensionam-se estribos e calcula-se o valor de al. com base (b) = 15 cm e altura (h) = 50 cm. Seção transversal da viga: 15 cm x 50 cm.3 mm . Seção transversal dos pilares internos: 20 cm x 20 cm. 2. com britas 1 e 2. Estribos com 2 ramos verticais ( n = 2). P1 P2 P3 P4 2.2 DIAGRAMAS DE ESFORÇOS (Valores de cálculo) 2. adotar al = d = 45 cm. Cobrimento da armadura: 1.5 cm. DIMENSIONAR E DETALHAR A VIGA ABAIXO. Seção transversal dos pilares externos: 20 cm x 40 cm. Neste exemplo.

75cm2 3φ12.22= 0.22cm2 As. no entanto que a NBR 6118:2003 permite o arredondamento do diagrama na região dos apoios.5mm As.ef: 5cm2 4φ12.95 ok!) (4/4.21cm2 As.calc: 4.95 ok!) Obs.ef: 2.2cm2 4φ10mm As.25cm2 5φ12.91cm2 As.2cm2 4φ10 mm As.2.cm) 12 As.Exercícios .5mm) As.21=0.calc: 3.ef: 6. 95 ≥0.ef: 3.5mm (3.ef: 4cm2 5φ10mm As.Detalhamento 2.ef: 3.calc: 4.2/3.99 >0. Destaca-se. Momento fletor (kN. .21cm2 As.calc: 5.calc: 1.: dimensionamento da armadura de flexão é feito para o maior momento fletor no apoio.5mm As.16cm2 As.calc: 2.2.71cm2 As.ef: 3.5cm2 2φ12.calc: 2.92cm2 As.

nec = 25. 45 / 45 ) / (50 / 1.5 cm2 OK!) b) Armadura positiva (face inferior) Função de porta-estribos . serão ancoradas 2 φ 12.cal = 1.5 cm. o pilar apresenta tensões de tração e compressão. Considerou-se que: As. o diâmetro interno de dobramento será igual a 20 cm.ef = 2.35 cm ( > 23. 100% de barras emendadas) = 2 l0t = α0t. 10 cm OK!) (embora a barra a ser ancorada esteja localizada em região de má aderência.2.Exercícios . As.3.5mm) Neste caso. Balanço a) Armadura negativa (face superior) 13 Ast = Rsd / fyd = (Vd . lb.15) = ( 56 .5 cm2) α0t (a ≤ 10φ.15) = 1.69 cm ≈ 51 cm ( ≥ 32. l0t = α0t.2 φ 10 mm 2.Detalhamento 2. pois a força normal é pequena frente ao momento fletor atuante. lb. 25. al / d) / (fyk / 1. 18. 12.42 cm.8 cm.3 cm2 Nesta região.75cm.16 cm2. o trecho da emenda está sendo ancorado em região de boa aderência.3 ANCORAGEM DA ARMADURA 2.nec = 2 .35 = 50. Observação: emenda de barras tracionadas Adotar r =10 cm Portanto. Apoio da extremidade direita (pilar P4) a) Armadura negativa (face superior) Ancorar toda a armadura efetiva (2φ12.3.5 mm (As = 2.1.nec (emenda de barras tracionadas) lb. 20 cm ok!) .

ef = 1.5mm. 10 cm OK!) ⎧ 31 cm ⎪ ∴ l be. considerando região de boa aderência.5 = 38.5 cm Comprimento de ancoragem (Ascalc = As.5 φ) = 8 cm ⎪ 6 cm ⎩ ⇒ lbe > lbe.6 cm ≈ 31 cm ( > 13. . Ancoragem: Comprimento disponível (lbe) = dimensão do apoio – cobrimento = 40 – 1.6 cm2 (correspondente a 2 barras): lb. considerando-se As.67 barras) 2 barras Portanto.min ⇒ ancoragem Ok! 2.nec = 30.efetiva = Área relativa a duas barras φ 10 mm) Tentativa de ancorar com ganchos nas extremidades. boa aderência) e 78 cm (φ12. 45 / 45 ) / (50 / 1. respectivamente.11 cm.15) = ( 35 .33 cm2 (equivale a 1. tem-se que serão ancoradas 2 barras. 10 cm.cal = As.1 das notas de aula b1) sem momentos positivos b2) Ast = Rsd / fyd = (Vd .Exercícios .3.3. de b1).8 cm2 (equivale a 1 barra φ10 mm) b3) Armadura mínima até os apoios: para momentos nos apoios inferiores a 1/2 do momento máximo no vão (2168 ≤ 7278/2 = 3639): Ma Mv As vão ⎧ ≥ 2 barras ⎨Asapoio ≥ 3 ⎩ |Ma| < Mv 2 As vão As apoio Asvão / 3 = 4 / 3 = 1.15) = 0. Pilares internos: Para as armaduras positiva e negativa foram adotados os valores de lb iguais a.min ≥ ⎨ ( r + 5. má aderência). 44 cm (φ10mm. al / d) / (fyk / 1.Detalhamento 14 b) Armadura positiva (face inferior) – ver item 11. b2) e b3).

cm Exemplo: cálculo do comprimento das barras com relação ao diagrama de momento fletor (não deslocado): .25 cm2 (1φ 12. pela “regra de três” .5mm) corresponde a x Portanto.71 cm2 correspondem a um momento de 9520 kN. foi adotado o valor de lb igual a 78 cm (φ12.92 cm2 correspondem a um momento de 5250 kN. Dados usados para interrupção das barras: • P1: 5. tem-se que x = 2163 kN. pela “regra de três” . pela “regra de três” . φ12.cm • P2 2.25 cm2 (1φ 12.5 mm) Ancoragem: pelo menos 2 barras (porta –estribos. má aderência) Para a armadura negativa. tem-se que x = 2084 kN.25 cm2 (1φ 12. má aderência).Detalhamento 15 a) Armadura negativa (face superior.5mm.cm 1.cm 1.Exercícios .cm • P3 4.21 cm2 correspondem a um momento de 7285 kN.5mm) corresponde a x Portanto.cm 1.5mm) corresponde a x Portanto. tem-se que x = 2247 kN.

φ10mm) Ancoragem de pelo menos duas barras – ver item de comparação de momento no meio do vão e no apoio (boa aderência).cm 0.cm • Entre P3 e P4: 4.cm 0.8 cm2 (1φ 10mm) corresponde a x Portanto. tem-se que x = 1438 kN.4.91 cm2 correspondem a um momento de 5234 kN. pela “regra de três” .21 cm2 correspondem a um momento de 7278 kN.Exercícios .8 cm2 (1φ 10mm) corresponde a x Portanto.Detalhamento 16 b) Armadura positiva (face inferior .cm • Entre P2 e P3: 3. pela “regra de três” . Para a armadura positiva foi adotado o valor de lb igual a 44 cm (φ10mm. pela “regra de três” .8 cm2 (1φ 10mm) corresponde a x Portanto.cm 2.cm 0. tem-se que x = 1383 kN. Dados usados para interrupção das barras: • Entre P1 e P2: 2. tem-se que x = 1439 kN.22 cm2 correspondem a um momento de 5787 kN.3. boa aderência). Emendas (barras comprimidas) a) Armadura negativa (face superior) loc = lb = 78 cm (Má aderência) b) Armadura positiva (face inferior) loc = lb = 44 cm (Boa aderência) .

4 DETALHAMENTO – ARMADURA DE FLEXÃO .Exercícios .Detalhamento 17 2.

4 DETALHAMENTO – ARMADURA DE FLEXÃO – opção em cores .Detalhamento 18 2.Exercícios .