Universidade do Minho Escola de Engenharia

Ricardo Jorge Martins de Carvalho Jesus Projecto de Instalação Eléctrica de Baixa Tensão de um Lar de Idosos

Tese de Mestrado Ciclo de Estudos Integrados Conducentes ao Grau de Mestre em Engenharia Eléctrónica Industrial e Computadores Trabalho efectuado sob a orientação do Professor Doutor Manuel João Sepúlveda Mesquita de Freitas

Junho de 2010

AGRADECIMENTOS

Agradeço ao orientador do meu trabalho, Doutor Manuel Sepúlveda pela sábia orientação, pela disponibilidade e conselhos dados. A toda a minha família e amigos pela compreensão, carinho e incentivo e em especial à minha filha Mariana Jesus. A todos quantos tornaram possível esta investigação o meu sincero agradecimento e reconhecimento, principalmente ao Eng. André Sousa Casalta.

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RESUMO A presente dissertação insere-se no âmbito da obtenção do grau de Mestre em Engenharia Electrónica Industrial e Computadores na Universidade do Minho elaborada sob a orientação do Professor Doutor Manuel Sepúlveda. atender às necessidades específicas do caso de estudo e legislação associada. Isto para que este Projecto Eléctrico de Baixa Tensão. dado que se trata de um Projecto Eléctrico de Baixa Tensão de um Lar de Idosos. antes de mais. fiabilidade. procedeu-se a uma leitura e reflexão cuidada acerca da legislação vigente aplicada a edifícios com estas características. economia. Antes de se elaborar este projecto reflectiu-se sobre aspectos como a segurança. Para se elaborar um projecto eléctrico é necessário. A estrutura do presente trabalho assentou em três passos essenciais complementares: o primeiro diz respeito à concepção de projectos eléctricos com base na legislação vigente. aplicado a um Lar de Idosos fosse tão bem concebido quanto possível. Desenho assistido por computador v . Palavras-Chaves – Instalações Eléctricas. flexibilidade de exploração e de utilização e custos associados. Assim. o segundo consubstanciou-se na aplicação prática da legislação em vigor para um projecto eléctrico e o último na concepção das peças desenhadas e simulação da distribuição da iluminação no programa Dialux.

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reliability. in order to assure that this low voltage electrical daft is designed as well as possible. This research work was preceded by a reflection on various points such as: security. The structure of the present research work is based on three essential steps: the first concerns on the design of electrical drafts based on the current legislation. operational flexibility and use and associated costs. the second refers to the practical application of the existing legislation in this project and the last tram in the design of the draft and simulating the distribution of lighting in Dialux software. economy.ABSTRACT The present research work falls under the degree of Master in Industrial Electronics and Computers at the University of Minho under the guidance of Professor Manuel Sepúlveda. it was proceeded a careful reading and thinking on the legislation applied to buildings with such characteristics. Computer Aided Design vii . Since it is a low voltage electrical daft of a Home for the Aged. To draw up an Electrical draft it is necessary to know all the specific needs of the case study and associated legislation. Keywords – Electrical Installations.

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................... v  ABSTRACT ............ 20  ix .....................................................2 – Correntes Estipuladas dos dispositivos de Corte .................................................1 CLASSIFICAÇÃO DOS LOCAIS ........................................................................................................................................3........................ 15  2............. xiii  LISTA DE SÍMBOLOS E ACRÓNIMOS .............................................3.. 16  2........................................................5 – Estabelecimentos recebendo Público ................4 – Edifícios do tipo hospitalar ............................1 – Edifícios recebendo Público – Iluminação – Regras Comuns .................................................... 15  2............................1.............................3...................................................5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ....................................................................................2......... 6  1........ xii  ÍNDICE DE FIGURAS ...............................................................................................................................................................1............................... 17  2....... 4  1................5 – Iluminação de Vigília .........2....................................... 19  2............3 – Iluminação de Segurança ........................................................................................................................................... 9  2.................................4 OBJECTIVOS ..........................................................3– Selecção de Aparelhos contra contactos Indirectos.............................................................. 8  CAPÍTULO II – CONDIÇÕES TÉCNICAS ..............................3 ILUMINAÇÃO .............. 1  1......................................2......... 12  2...................1 – Selecção de barramentos .... 17  2................................................................................. 13  2............................................ 3  1............................3..................ÍNDICE AGRADECIMENTOS . 18  2................................................3 – Influências Externas ..................................................................1....................................................... 11  2.........................3.......... 12  2.........................4 – Determinação da Potência Previsível ..... 11  2...2 CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS DE BAIXA TENSÃO .1 OS PROJECTOS DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS ............................................................................................... vii  ÍNDICE DE TABELAS ...3 MOTIVAÇÕES DO TRABALHO ........................................................................................... 16  2. iii  RESUMO ..................................................................................2.............................................................2 QUADROS ELÉCTRICOS ...................... 13  2............................ 18  2...........................1.......................... 14  2..................................................................... xv  CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO .............................................2 – Código IK .........................................2 – Iluminação Normal ......................................................................1 – Código IP .......... 7  1.................1.........4 – Selecção dos Equipamentos ............................................................

........................................................................................... 33  3.......................................2 ...... 29  CAPÍTULO III – CASO DE ESTUDO ...........................................4.... 27  2.................6 .......... 45  3............................................5 SINALIZAÇÃO .....................................................................3 – Memória Descritiva .......... 28  2.................4...........1 – Classificação dos Locais da Instalação.................................. 33  3........ 80  3................................1 .............4 TOMADAS E EQUIPAMENTOS .................................................................................................................................2 QUADROS ELÉCTRICOS ...............4 TOMADAS E EQUIPAMENTOS .............3 ILUMINAÇÃO ...................................... 31  3......2..........2 – Memória Descritiva .....1 CLASSIFICAÇÃO DOS LOCAIS ..4 – Protecções e Canalizações ............................ 36  3................................................................... 68  3.........1 – Conceitos Básicos Luminotecnia ....................................................................4.....4...........................................Cálculos das Potências a Alimentar.......................................................6 REDE DE TERRAS .............. 73  3.....................4 – Casas de banho e chuveiros .............................. 46  3..................................... 24  2.......Memória Descritiva ...2................ 69  3........ 22  2.....2.................. 37  3.......4.......................4............4..............3.............................................4...... 72  3.......3 – Mapa de Quantidades .........................................................5 – Correntes máximas admissíveis ........... 44  3.................. 25  2...........................................1........Iluminação . 27  2............................... 70  3.....1 – Dimensionamento dos Quadros Eléctricos ............................... 81  x ............................6................................................................................................ 42  3........................................................................................................................Dialux ..................3 – Ligações eléctricas....................5 – Iluminação de Segurança ..............6– Memória Descritiva .......................................Legislação aplicável aos Lares ....................................................3..................................Cadernos e Encargos ...........................................5......................................................4 ........................4................ 21  2..........................1.................... 20  2.................................................... 28  2........ 26  2.....Canalizações Eléctricas ........2 – Aparelhagem eléctrica ........................................................................................................3......................................2 – Solução adoptada em função do espaço/cálculo da potência .....3........................ 79  3............................................. 72  3.............................................. 35  3................................... 43  3..............................1 – Esquema TT em corrente alternada...........1 – Sinalização Específica do Lar .........3– Projecto .......... 40  3......................... 66  3.......Mapa de Quantidades........6 – Legislação Aplicável aos Lares .....3......................................................................................................3.............3..............1 ..................... 29  2.........4..............................................2............................3...........................................7 – Mapa de Quantidades .....................2..........................5 SINALIZAÇÃO .........

3.5.1 – Sistema de Chamada..................................................................................... 82  3.5.2 – Sistema Porteiro............................................................................................. 83  3.5.3 – Memória Descritiva - Sistema de chamada de Emergência ........................... 83  3.5.4 - Mapa de quantidades ..................................................................................... 83  3.6 REDE DE TERRAS .............................................................................................................. 85  3.6.1 – Memória Descritiva – Terra de Protecção ...................................................... 86  3.6.2 – Mapa de Quantidades .................................................................................... 87  4. CONCLUSÕES E TRABALHO FUTURO .......................................................................... 89  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................... 91  ANEXOS ...................................................................................................................................... 93  Anexo A – Classificação de Locais Piso 0 Anexo B – Classificação de Locais Piso -1 Anexo C – Classificação de Locais Piso 1 Anexo D – Ligações Inter-Quadros Piso 0 Anexo E – Ligações Inter-Quadros Piso -1 Anexo F – Ligações Inter-Quadros Piso 1 Anexo G – Quadros Eléctricos Anexo H – Iluminação Normal Piso 0 Anexo I – Iluminação Normal Piso -1 Anexo J – Iluminação Normal Piso 1 Anexo K – Iluminação Emergência Piso 0 Anexo L – Iluminação Emergência Piso -1 Anexo M – Iluminação Emergência Piso 1 Anexo N – Tomadas e Equipamentos Piso 0 Anexo O – Tomadas e Equipamentos Piso -1 Anexo P – Tomadas e Equipamentos Piso 1 Anexo Q – Sistema de Chamada – Rede e Distribuição de cabos Anexo R – Sistema de Chamada Piso -1 Anexo S – Sistema de chamada Piso 0 Anexo T – Intercomunicador Piso 0 Anexo U – Intercomunicador Piso 1 Anexo V – Rede de terras Piso 0 Anexo W – Rede de Terras Piso -1 Anexo X – Rede de Terras Piso 1 E. 1 E. 2 E. 3 E. 4 E. 5 E. 6 E. 7 E. 8 E. 9 E. 10 E. 11 E. 12 E. 13 E. 14 E. 15 E. 16 E. 17 E. 18 E. 19 E. 20 E. 21 E. 22 E. 23 E. 24 xi

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1 – Referenciais de Índices de Protecção IP ................................................................. 11  Tabela 2 – Referenciais de Índices de Protecção IK [11]......................................................... 12  Tabela 3 – Codificação de Influências Externas ....................................................................... 13  Tabela 4 – Classificação dos Edifícios em função da sua lotação ........................................... 14  Tabela 5 - Correntes máximas admissíveis em barramentos .................................................. 15  Tabela 6- Nomenclatura dos Tubos ........................................................................................... 24  Tabela 7- Classificação dos Tubos ............................................................................................. 24  Tabela 8 - Classificação dos Locais do Lar de Idosos .............................................................. 34  Tabela 9 - Dimensionamento das Alimentações aos quartos................................................... 38  Tabela 10 – Dimensionamento das Alimentações a Quadros Parciais ................................... 38  Tabela 11 - Dimensionamento da alimentação ao quadro da cozinha ................................... 39  Tabela 12 – Cálculo da potência a contratar ............................................................................ 40  Tabela 13 – Dimensionamento da Alimentação ao Quadro Geral ......................................... 40  Tabela 14 – Mapa de Quantidades Quadros Eléctricos........................................................... 43  Tabela 15 – Coeficientes de reflexão - Exemplos ...................................................................... 45  Tabela 16 – Factores de Manutenção - Exemplos .................................................................... 45  Tabela 17 – Dimensionamento Canalizações Iluminação........................................................ 67  Tabela 18 - Mapa de Quantidades Iluminação......................................................................... 71  Tabela 19 - Dimensionamento Canalização Tomadas Quarto Simples ................................. 75  Tabela 20 - Dimensionamento Canalização Tomadas Quarto Duplo .................................... 76  Tabela 21 – Equipamentos Cozinha .......................................................................................... 77  Tabela 22 – Dimensionamento Canalizações Tomadas e Equipamentos - Cozinha ............. 77  Tabela 23 – Dimensionamento Canalizações Zonas Comuns ................................................. 78  Tabela 24 – Mapa de Quantidades Tomadas e Equipamentos ............................................... 81  Tabela 25 – Mapa de Quantidades Sinalização e Chamada.................................................... 84  Tabela 26 – Mapa de Quantidades Rede Terras ...................................................................... 87 

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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 - Tipos de Iluminação Segurança (RTIEBT) ............................................................ 20  Figura 2 - Exemplo de Modo de Instalação (RTIEBT)............................................................ 22  Figura 3 – Chuveiro com Bacia de Recepção ........................................................................... 26  Figura 4 - Casas de Banho com Cabinas de Chuveiro e Vestiários Individuais.................... 26  Figura 5 – Esquema TT (RTIEBT) ........................................................................................... 29  Figura 6 – Distribuição da Iluminação Quarto Duplo ............................................................. 47  Figura 7 – Distribuição da Iluminação WC Quartos ............................................................... 47  Figura 8 – Distribuição Iluminação Corredor Quartos Duplos Piso -1 ................................. 48  Figura 9 – Distribuição Iluminação Sala Estar ........................................................................ 49  Figura 10 – Distribuição Iluminação Caixa de Escadas .......................................................... 49  Figura 11 – Distribuição Iluminação Arrumos Piso -1 ............................................................ 50  Figura 12 – Distribuição Iluminação Sala Reuniões ................................................................ 51  Figura 13 – Distribuição Iluminação Gabinete Administrativo ............................................. 52  Figura 14 – Distribuição Iluminação Gabinete Director ......................................................... 52  Figura 15 – Distribuição Iluminação Gabinete Médico........................................................... 53  Figura 16 – Distribuição Iluminação Copa ............................................................................... 54  Figura 17 – Distribuição Iluminação Sala de Refeições........................................................... 55  Figura 18 – Distribuição Iluminação Corredor Principal Piso 0 ............................................ 55  Figura 19 – Distribuição Iluminação Arquivo .......................................................................... 56  Figura 20 – Distribuição Iluminação Arrumo .......................................................................... 57  Figura 21 – Distribuição Iluminação WC’s .............................................................................. 57  Figura 22 – Distribuição Iluminação Salas de Actividades ..................................................... 58  Figura 23 – Distribuição Iluminação Cozinha .......................................................................... 59  Figura 24 – Distribuição Iluminação Lavandaria .................................................................... 59  Figura 25 – Distribuição Iluminação Sala Pessoal ................................................................... 60  Figura 26 – Distribuição Iluminação Lixo ................................................................................ 61  Figura 27 – Distribuição Iluminação Central Térmica ........................................................... 61  Figura 28 – Distribuição de Iluminação Armazém .................................................................. 62  Figura 29 – Distribuição de Iluminação Balneário .................................................................. 63  Figura 30 – Distribuição Iluminação Corredor de Serviço ..................................................... 63  Figura 31 – Distribuição Iluminação Despensas ...................................................................... 64  xiii

................ 76  Figura 39 – Exemplo de uma ligação às fundações do edifício .............................................................. 69  Figura 36 – Peça Desenhada Tomadas – Quarto Simples ............................... 74  Figura 37 – Peça Desenhada Tomadas – Quarto Duplo ...................................... 66  Figura 35 – Controlador CGLINE 400 .......................................... 86  xiv ..............Figura 32 – Distribuição Iluminação Morgue .................................................................................... 65  Figura 34 – Distribuição Iluminação WC Serviço Piso 1 .............................................................. 85  Figura 40 – Segmento Peça Desenhada da Malha de Terra ........................... 75  Figura 38 – Peça Desenhada Tomadas e Equipamentos – Cozinha ................................................................................................................ 65  Figura 33 – Distribuição Iluminação Arrumo Piso 1 ..........................................

LISTA DE SÍMBOLOS E ACRÓNIMOS IP – Índice de protecção IK – Índice de protecção contra choques mecânicos RTIEBT – Regras técnicas de Instalações Eléctricas de baixa tensão Ke – Factor de elevação de cargas Ku – Factor de utilização Ks – Factor de Simultaneidade xv .

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CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO 1.2. Organização do Trabalho . Concepção de Instalações Eléctricas de Baixa Tensão 1.3.4.5. Motivações do Trabalho 1. Objectivos 1.1. Os Projectos de Instalações Eléctricas 1.

CAPÍTULO 1

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INTRODUÇÃO

1.1 OS PROJECTOS DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
Uma das vertentes da actividade da construção civil e de obras públicas é a que diz respeito às instalações eléctricas. Esta área abrange múltiplos e distintos aspectos, que passam tanto pela obtenção de licenças para as ditas instalações como pelas taxas que lhes estão associadas, e pelos vários regulamentos de segurança e regimes técnicos aplicáveis. A legislação nesta matéria, sobretudo na parte associada à segurança nas instalações eléctricas, reveste-se de particular importância. Trata-se de matéria fundamental não só no que concerne à protecção da segurança das pessoas, mas também no que se relaciona com o desenvolvimento desta actividade económica, uma vez que esta regulamentação deve acompanhar a evolução técnica do sector e o aparecimento de novos materiais e equipamentos. Dentro dos regimes mais relevantes da legislação nesta matéria que se encontram actualmente em vigor, o mais antigo é o Regulamento de Licenças para Instalações Eléctricas, que data de 1936, sendo que o mais recente, que aprovou as Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão, foi aprovado em 2006 [1]. O projecto de Instalações e Equipamentos Eléctricos inclui uma grande diversidade de sistemas que permitirão ao Edifício possuir soluções seguras, economicamente optimizadas e, se possível integradas com a arquitectura. Uma das principais particularidades do projecto das instalações eléctricas é a grande interacção com diversas instalações, nomeadamente: as instalações mecânicas, cénicas, hidráulicas e de segurança. Por este motivo, a comunicação e coordenação inter-especialidades são cruciais, de forma a permitir uma adequada integração do conjunto. As instalações eléctricas em geral devem ser seguras e responder com eficácia às necessidades previsíveis dos utilizadores. Em especial, nos locais de habitação estas instalações devem ainda privilegiar o conforto na utilização e contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida.

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CAPÍTULO 1

1.2 CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS DE BAIXA TENSÃO
Sempre que se pretende conceber um projecto de instalação eléctrica é necessário atender a vários factores: - a segurança; - a economia; - a fiabilidade; - a flexibilidade de exploração e de utilização; A utilização da energia eléctrica pressupõe a garantia de: segurança das pessoas e bens; conforto; qualidade do serviço e qualidade de execução. A qualidade do serviço implica a continuidade de serviço, a adequação às necessidades dos utilizadores, a disponibilidade dos equipamentos e a qualidade dos materiais utilizados. A concepção de uma instalação eléctrica deve ser conduzida de forma metódica, atendendo sempre aos aspectos supracitados, e tendo em atenção a economia de custos. Uma instalação de utilização deverá ser concebida de forma a permitir desempenhar, com eficiência e em boas condições de segurança, os fins a que se destina. O critério final de avaliação deve basear-se na relação performance/preço. A metodologia a adoptar na concepção de uma instalação eléctrica de baixa tensão deve basear-se nos seguintes passos: - Definição de equipamentos; - Avaliação da potência previsível; - Escolha da alimentação; - Escolha do regime de neutro; - Escolha da localização dos quadros eléctricos; - Estudo do diagrama de interligação de quadros eléctricos; - Estudo das influências externas; - Estudo dos quadros eléctricos; - Definição das características e cálculo das canalizações; - Definição das características e cálculo da aparelhagem de protecção; - Estudo da eventual utilização de equipamentos e instalações especiais;

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INTRODUÇÃO .Direcção Geral de Energia e Geologia e a Documentação Normativa editada pela EDP Distribuição (disponível em www. regras de montagem. os seguintes: Dono de Obra. .Ter uma visão actualizada dos equipamentos existentes no mercado. DGEG. o Engenheiro Electrotécnico deverá: .). de modo directo ou indirecto. . .edp. Com vista à realização de um projecto eléctrico. características técnicas e características dimensionais. refira-se que o exercício da função de projectista. os Guias Técnicos editados pela DGEG .º 7 do Decreto Regulamentar nº 31/1983. execução e ensaios de verificação. Serviço Nacional de Bombeiros (SNB). concretamente. gama. está dependente – segundo o estipulado no art.Ter acesso a bibliografia técnica de consulta actualizada. e que são. Empreiteiro. funções.Conhecer as normas do sector. Engenheiro Civil. etc. Anacom). . quadros. “Light Designer” (eventualmente).Estudo e dimensionamento da instalação de terra. 5 . com conhecimento das suas funções. Para além das “exigências” que foram expostas anteriormente. Entidades Certificadoras (Certiel – IEP no Norte. Arquitecto. Câmara Municipal. protecções. . por parte dos Engenheiros Electrotécnicos. conforme o caso que se aplique. com a nova redacção dada pelo DL nº 229/2006 de 24 de Novembro – de inscrição prévia.Dominar os princípios e os métodos aplicáveis no dimensionamento dos vários equipamentos (canalizações eléctricas. na Ordem dos Engenheiros ou na Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos. vão ter algum tipo de influência nas opções a tomar. Distribuidor de Energia (EDP Distribuição). aparelhagem em geral. de alguns materiais e equipamentos em uso na EDP Distribuição.Estar apto para dialogar com os vários agentes que.Estatuto do Técnico Responsável por Instalações Eléctricas de Serviço Particular.pt) – conjunto de documentos que identificam as características.Elaboração do projecto. bem como regulamentos e outra legislação em vigor. fundamentalmente. Engenheiro Mecânico (eventualmente).

Fomentar uma rápida e eficaz análise e interpretação de esquemas eléctricos de instalações de baixa tensão.Demonstrar capacidade no dimensionamento de instalações eléctricas e evidenciar o conhecimento de regras e regulamentos de segurança em vigor.Dominar o Autocad enquanto ferramenta para a elaboração de peças desenhadas. essencial para um projectista de instalações eléctricas. desenvolvendo assim aptidões técnico-profissionais.3 MOTIVAÇÕES DO TRABALHO A concretização deste Projecto prende-se com diversas motivações: . . . .   6 .Conhecer os princípios de funcionamento da aparelhagem eléctrica e desenvolvimento das capacidades de selecção do mesmo.CAPÍTULO 1 1. .Conhecer e compreender o enquadramento legal das instalações eléctricas de baixa tensão no sistema eléctrico Nacional.

de um edifício público classificado como um lar de Idosos. tomadas e equipamentos.Dimensionamento das seguintes instalações. quadros eléctricos. sinalização e rede de terras. .Elaborar a memória descritiva e mapa de quantidades de todas as instalações do projecto.4 OBJECTIVOS   Na elaboração deste trabalho teve-se como principais objectivos: . classificação dos locais. . . com base na legislação em vigor.Elaborar o projecto eléctrico em autocad das instalações descritas no ponto anterior. iluminação. 7 .Estudar a forma mais eficiente de elaborar um projecto eléctrico de baixa tensão.INTRODUÇÃO 1.

com a indicação das características dos aparelhos e restante equipamento. tomadas e equipamentos. Todas as peças desenhadas do projecto tiveram em linha de conta a planta geral do recinto servido pela instalação eléctrica. contendo os elementos de referência e orientação necessários à fácil localização das instalações a que se refere o projecto. Foram elaboradas as respectivas plantas em escala conveniente.5 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO A estrutura deste trabalho dividiu-se em três capítulos essenciais e complementares.CAPÍTULO 1 1. bem como indicação das secções. Esta pesquisa bibliográfica incidiu sobre diversos aspectos da legislação de instalações eléctricas. procedeu-se à análise minuciosa da legislação em vigor aplicável a Lares de Idosos a qual se revelou fundamental para a elaboração deste trabalho. sinalização e chamada e quadros eléctricos. Com base nesta análise foi efectuado um estudo para elaboração de um projecto de instalações eléctricas. iluminação normal e de segurança. Este caso de estudo incluiu numa primeira fase a análise da arquitectura do lar de idosos. encontram-se todas as peças desenhadas em AutoCad. rede de terras. O primeiro capítulo relacionou-se com a conceptualização. com o traçado e constituição das canalizações e com a indicação dos elementos indispensáveis à apreciação do seu dimensionamento. Também foi efectuado um esquema eléctrico dos quadros. dimensões e características dos tubos ou condutas e localização das protecções contra sobreintensidades. importância e aspectos a atender na concepção de Projectos Eléctricos. 8 . número de condutores. Também foram elaboradas memórias descritivas e mapa de quantidades. Por último em anexo. Foi efectuado um caso de estudo baseado num edifício para funcionar um Lar de Idosos. O terceiro capítulo consubstanciou-se na aplicação prática da legislação em vigor ao Projecto Eléctrico. análise e processo de selecção da aparelhagem eléctrica. Nesta altura. concretamente: classificação dos locais. atendeu-se às necessidades concretas do local e também se procurou escolher soluções eficientes e de baixo custo. No segundo capítulo.

1 Classificação dos Locais 2.3 Iluminação 2.4 Tomadas e Equipamentos 2.5 Sinalização 2.6 Rede de Terras .2 Quadros Eléctricos 2.CAPÍTULO II – CONDIÇÕES TÉCNICAS 2.

CAPÍTULO 2 10 .

procedeu-se à análise das condições ambientais envolventes. Tabela 1 – Referenciais de Índices de Protecção IP Índice Protecção Protecção contra Corpos Sólidos 0 Sem Protecção Protecção contra corpos estranhos de grande dimensão. 2. Para isso. diâmetro ≥ 12 mm Protecção contra corpos estranhos de pequena dimensão. com o duplo objectivo de promover um funcionamento correcto e simultaneamente garantir a fiabilidade das protecções e segurança. O primeiro dígito indica o grau de protecção contra corpos sólidos podendo variar entre 0 e 6. Os índices de protecção estão definidos na Tabela 1. Este código é constituído por dois dígitos.1 CLASSIFICAÇÃO DOS LOCAIS No projecto e na execução de uma instalação eléctrica devem ser consideradas a codificação e a classificação das influências externas de cada local. diâmetro ≥ 1mm Protecção Contra Líquidos 0 Sem Protecção Protecção contra queda vertical de gotas de água Protecção contra gotas de água caindo obliquamente até 15 graus Protecção contra água pulverizada até 60 graus com a vertical Protecção contra salpicos de água em todas as direcções 1 1 IP 2 2 3 3 4 4 11 . diâmetro ≥ 50mm Protecção contra corpos estranhos de tamanho médio. Na escolha das características dos materiais atendeu-se às influências externas.CONDIÇÕES TÉCNICAS 2. segundo a EN 60529 [2].5mm Protecção contra corpos estranhos granulados. concretamente. diâmetro ≥ 2.1 – Código IP O código IP corresponde ao índice de Protecção. contra a penetração de corpos sólidos e líquidos nos equipamentos eléctricos.1. é necessário classificar as várias dependências dos edifícios. enquanto o segundo dígito identifica o grau de protecção contra a penetração de líquidos variando entre 0 e 8. Também se classificou o edifício no que concerne à lotação e teve-se em linha de conta as normas de segurança estabelecidas relativamente a este aspecto.

Cada valor de IK corresponde a um valor máximo em Joules que um equipamento suporta sem alterar as suas características.7 1 2 5 10 20 2. sendo que todos os valores do código estão presentes na tabela seguinte e são delimitados na Tabela 2.15 0.3 – Influências Externas Quando se concebe uma instalação eléctrica devem avaliar-se as condições ambientais dos vários locais para que a selecção dos equipamentos e das canalizações seja a mais adequada. isto é.5 0.1. Tabela 2 – Referenciais de Índices de Protecção IK [3] IK 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Energia Impacto J Sem protecção 0.35 0. revela a capacidade de um material ou equipamento para resistir a impactos mecânicos.2 0.CAPÍTULO 2 Protecção contra acumulação de Pó Protecção contra penetração de Pó Protecção contra jactos de água Protecção contra inundação Protecção para Imersão Protecção para Submersão 5 5 6 6 7 8 2.2 – Código IK O código IK define o índice de protecção contra choques mecânicos externos.1. de acordo com a norma EN50102. 12 .

A classificação dos locais é traduzida por um código alfanumérico.ª Letra Número Significado do Elemento Categoria Geral Natureza da Influência Classe Categoria Influências Utilização Construção Edifício B AaE 1a5 C AeB 2e4 Ambiente A AaS 1a8 2. os códigos IP e IK devem ser seleccionados em conformidade com as influências externas de um determinado local.3 das RTIEBT.5 – Estabelecimentos recebendo Público A secção 801.ª Letra 2. por conseguinte e segundo a secção 512. Toda a informação sobre selecção de equipamentos em função das condições de serviço e das influências externas está descrito na secção 32 das RTIEBT [4]. 2. 13 . Na tabela 3 é possível visualizar a codificação das influências externas e ainda a quantidade de naturezas existentes. Os dois primeiros elementos do código são letras e o terceiro elemento é um número. a classificação dos locais depende das influências externas. As características dos invólucros dos equipamentos em função das influências a que estão sujeitos são definidas pelos códigos IP e IK. Todos os quadros das características dos equipamentos em função das condições a que estão submetidos estão presentes nas RTIEBT (que se estende do quadro 51A-AA até ao quadro 51A-CB).CONDIÇÕES TÉCNICAS Segundo as Regras Técnicas de Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT).1. No que diz respeito à classificação quanto à sua lotação estes estabelecimentos são classificados de acordo com a tabela 4. Tabela 3 – Codificação de Influências Externas Elemento do Código 1.4 – Selecção dos Equipamentos A selecção dos equipamentos em função das condições de serviço e das influências externas está descrito na secção 512 das RTIEBT.1.2 das RTIEBT é destinada a estabelecimentos recebendo público.2.

14 . onde eventualmente será feita a contagem de energia e os quadros secundários.ª 4. Os quadros devem ser do tipo capsulado com porta e chave.2 QUADROS ELÉCTRICOS De acordo com o despacho normativo 12/98 [5] é necessário ter em conta as seguintes regras relativamente aos quadros eléctricos. O dimensionamento dos quadros deve contemplar sempre algumas reservas que permitam uma posterior ampliação das instalações. no entanto. que a organização dos espaços venha a impor.ª Lotação (N) N > 1000 500 < N ≤ 1000 200 < N ≤ 500 50 < N ≤ 200 N ≤ 50 2.ª 3. Tabela 4 – Classificação dos Edifícios em função da sua lotação Categoria 1. Quando um estabelecimento recebendo público é constituído por vários edifícios ou quando num edifício existirem vários tipos de estabelecimentos. O quadro geral deve ser localizado junto de uma das entradas do edifício e de acordo com a concessionária. De acordo com a concessionária. subsidiários deste. como edifício único. devem ser considerados para efeito de cálculo. tendo.CAPÍTULO 2 Na lotação incluem-se não só os utentes mas também os possíveis funcionários do edifício. No dimensionamento dos quadros devem ser tidos em atenção os efeitos térmicos e electromagnéticos da corrente de curto-circuito calculada para a alimentação de cada quadro. e assim definido o poder de corte de aparelhagem. devem ser definidos os espaços para o bloco de contagem.ª 2. A localização dos quadros eléctricos terá em conta a separação regulamentar entre os contadores de electricidade. um acesso de emergência ao seu corte geral através de um visor em material quebrável ou solução equivalente. água e gás.ª 5. Para a alimentação das várias instalações deve ser considerado um quadro geral.

os barramentos deverão ser calculados para suportar em serviço normal. de circuito a circuito. os dispositivos de corte ou protecção devem ser seleccionados através da seguinte regra [2].Correntes máximas admissíveis em barramentos Dimensões das Barras Secção Unitária 1 Barra pintada 2 Barras pintadas 1 Barra não pintada 2 Barras não pintadas 12*2 15*2 15*3 20*2 20*3 20*5 25*3 25*5 24 30 45 40 60 100 75 125 125 155 185 205 245 325 300 385 225 270 330 350 425 550 510 670 110 140 170 185 220 290 270 350 200 240 300 315 380 495 460 600 2. Como regra geral de concepção. Regra geral.1 – Selecção de barramentos Um correcto dimensionamento dos barramentos de um quadro eléctrico é fundamental para o bom desempenho na exploração. o calibre de canalização e a identificação inequívoca das áreas alimentadas por essa canalização. na Tabela 5 apresentamos as correntes máximas admissíveis em barramentos. sem restrições. a intensidade de corrente calculada para o conjunto das canalizações derivadas e ainda as intensidades de curto-circuito previsíveis e os seus esforços térmicos e electromecânicos associados. Tabela 5 .CONDIÇÕES TÉCNICAS Os esquemas dos quadros devem indicar. Assim. [1] Ib = Corrente de Serviço (corrente destinada a ser transportada por um circuito) In = Corrente estipulada do dispositivo 15 .2 – Correntes Estipuladas dos dispositivos de Corte Uma das características mais relevantes dos dispositivos de corte existentes nos circuitos é a corrente estipulada.2.2. A resposta em termos de comportamento aos curto-circuitos é decidida a partir do dimensionamento adequado dos suportes e espaçamento das barras. 2. A corrente estipulada de um dispositivo é o valor da corrente a partir do qual são determinadas as suas condições de funcionamento. o calibre de protecção.

traduzindo a relação entre a potência efectivamente absorvida e a potência estipulada.2. O factor de simultaneidade (Ks) caracteriza o regime de funcionamento de uma dada instalação ou parte. traduz o regime de funcionamento de um receptor. O factor de utilização (Ku). No esquema TT. a elevação de cargas (Ke) caracteriza a capacidade de aumento de potência instalada estabelecida na altura da concepção do projecto. Nesta óptica. seja pela instalação de novos equipamentos.4 – Determinação da Potência Previsível As instalações eléctricas devem ser concebidas tendo em conta um possível aumento de potência. 16 .3– Selecção de Aparelhos contra contactos Indirectos A protecção contra contactos indirectos é realizada com recurso à implementação de medidas activas que permitam a interrupção dos circuitos de defeito. 2.2. a protecção de pessoas contra contactos indirectos é assegurada se as características dos dispositivos de protecção obedecerem simultaneamente às seguintes condições. seja pela alteração dos factores de simultaneidade considerados. É de salientar que estes factores devem ser usados apenas para cálculo da potência total de alimentação nos quadros eléctricos. traduzindo a relação entre o somatório das potências estipuladas dos equipamentos que vão funcionar simultaneamente e o somatório das potências estipuladas de todos os equipamentos. [6] [2] [3] In = Corrente estipulada do aparelho Ib = Corrente de serviço da canalização RA = Resistência do eléctrodo de Terra Ia = Corrente que garante o funcionamento do dispositivo de protecção UL= Tensão limite de contacto a considerar De salientar que os aparelhos diferenciais Ia se assumem como a corrente diferencial-residual estipulada IΔn.CAPÍTULO 2 2. a definir de acordo com o cliente.

[4] 2. 17 . Em primeiro lugar é necessário ter em atenção que o sistema de iluminação é composto pela iluminação normal e pela iluminação de segurança. A iluminação de segurança é escolhida em função da classificação do edifício. A iluminação normal é aquela que é utilizada na exploração normal do edifício enquanto a iluminação de segurança é aquela que. Quando os aparelhos de iluminação forem instalados em tectos falsos. edifícios recebendo público. é necessário tomar medidas para evitar a acumulação de poeiras nas zonas sujeitas a aquecimento. Durante o período de funcionamento destes edifícios.CONDIÇÕES TÉCNICAS Assim sendo a potência total de alimentação será dada pela expressão seguinte. Os aparelhos de iluminação instalados nas zonas de circulação não devem constituir um obstáculo à circulação. Os edifícios públicos onde a iluminação natural é insuficiente devem ser dotados de iluminação normal. sem que estas medidas comprometam a refrigeração daqueles aparelhos. os locais acessíveis ao público e os caminhos de evacuação devem ser suficientemente iluminados de forma a garantir uma fácil circulação e também.1.5 das RTIEBT refere todas as regras de iluminação para edifícios públicos. Para o projecto de iluminação é necessário avaliar o tipo de estabelecimento a que se destina o edifício. 2. segurança. se necessário efectuar manobras de segurança. entra em funcionamento para permitir a evacuação do edifício.3 ILUMINAÇÃO Para um correcto dimensionamento da iluminação é necessário avaliar as condições impostas pela lei.3. sendo que também é essencial abordar a legislação específica para lares de Idosos. em caso de falha de energia.2. neste caso.1 – Edifícios recebendo Público – Iluminação – Regras Comuns A secção 801. em que Pi é o somatório das potências estipuladas de todos os receptores e cosγ é o factor de potência global da instalação.

3.1 – Iluminação de segurança com fonte central As fontes que alimentam a iluminação de segurança devem ser dimensionadas para alimentar todos os equipamentos de iluminação de segurança no caso mais desfavorável 18 . 2. A iluminação normal não deve ser garantida apenas por lâmpadas de descarga que necessitem de um tempo de arranque. 2.CAPÍTULO 2 Os dispositivos que facilitem e orientem a localização das saídas (letreiros de saída) devem. Os circuitos de iluminação dos locais acessíveis ao público não devem atravessar locais com risco de incêndio.2 – Iluminação Normal Em todos os locais dos estabelecimentos públicos da 1. não é permitida a utilização de um único dispositivo diferencial para a totalidade dos circuitos de iluminação normal. Devem ser utilizados aparelhos de iluminação fixos e. ou re-arranque superior a 15 segundos. a instalação eléctrica deve garantir que em caso de avaria de um foco luminoso ou do respectivo circuito esses locais não fiquem integralmente sem iluminação normal.ª à 4. de acordo com as normas. Nos corredores e caminhos de evacuação a distância entre aparelhos consecutivos não deve ser superior a 15 m.3 – Iluminação de Segurança A iluminação de segurança deve permitir.3.3. em regra instalados fora do alcance do público. A iluminação de circulação é obrigatória nos locais onde possam permanecer mais de 50 pessoas e também nos corredores e caminhos de evacuação.ª categoria. em caso de avaria da iluminação normal. 2. possuir pictogramas característicos dessa função. a evacuação segura e fácil do público para o exterior e a execução de manobras respeitantes à segurança e à intervenção de socorros: iluminação de circulação (evacuação) e a iluminação de ambiente (anti-pânico).3. não devendo provocar encandeamento directamente ou através da luz reflectida. Se forem aparelhos de iluminação do tipo blocos autónomos o seu fluxo luminoso estipulado não deve ser inferior a 60 lm. Quando a protecção contra contactos indirectos for garantida por dispositivos diferenciais.

2.1. Durante a falha de iluminação normal. durante o tempo necessário à saída ou evacuação do público com o mínimo de 1 hora. ou constituída por blocos autónomos. A Iluminação de segurança do tipo A deve ser alimentada por uma fonte central. telecomunicações e as sinalizações relativas à segurança.CONDIÇÕES TÉCNICAS susceptível de acontecer na instalação.3.2.2 das RTIEBT.3.3.5. as fontes de segurança devem alimentar os equipamentos de iluminação de segurança. O tipo de iluminação de segurança a considerar está indicado nas regras específicas relativas a cada tipo de estabelecimento recebendo público. colocadas à disposição do pessoal responsável pela segurança do estabelecimento. 19 .2 – Tipos de iluminação de segurança Na secção 801. entre outros especificados na secção 801. instalações de detecção automática de incêndios. em circulações de acesso aos locais indicados nas alíneas anteriores. Por ultimo a do tipo D que pode ser constituída por lanternas portáteis. sendo que a potencia absorvida pelas lâmpadas deve em estado de vigilância ser fornecido a partir da iluminação normal. 2. caminhos de evacuação para o exterior e ainda dependências onde existam infra-estruturas técnicas imprescindíveis ao funcionamento do estabelecimento do tipo hospital.3. 2.2. dependências análogas e ainda em locais franqueados ao público.4.1 das RTIEBT. O tipo de iluminação de segurança seleccionado em função da ocupação do edifício deve ser considerado como exigência mínima. A do tipo B pode ser alimentada por uma fonte central. podendo ser utilizado o nível superior caso seja essa a opção. sistemas de alarme e de alerta. circuitos eléctricos utilizados nas instalações fixa de extinção de incêndio.1. alimentadas por pilhas ou por baterias.1.5.4 – Edifícios do tipo hospitalar A iluminação de segurança de edifícios do tipo hospitalar está descrita na secção 801.3.2.1. enfermarias.4 das RTIEBT encontra-se a iluminação de segurança classificada nos quatro tipos seguintes. sendo que a potencia absorvida pelas lâmpadas deve ser totalmente fornecida pela fonte. A do tipo C pode ser alimentada por uma fonte central ou constituída também por blocos autónomos e no estado de vigilância as lâmpadas ligadas a uma fonte central podem ser alimentadas pela iluminação segurança ou iluminação normal. Neste tipo de edifícios deve existir iluminação de segurança nos dormitórios.

salas de actividades. Os dormitórios. A iluminação deve ser difusa e conduzir a um nível luminoso compreendido entre 150 lx e 250 lx em todas as áreas. que deve permanecer acesa toda a noite se os espaços estiverem ocupados. Figura 1 . administrativos.3.4.1. deve ser previsto um nível luminoso de 300 lx. A iluminação de vigília nos quartos e enfermarias devem ter comando local. no mínimo. A iluminação de vigília pode ser dispensada sempre que a iluminação de segurança esteja ligada permanentemente durante os períodos de tempo em que a iluminação natural seja insuficiente. corredores de internamento e as dependências análogas devem ser dotados de iluminação de vigília.6 – Legislação Aplicável aos Lares Para dimensionamento da iluminação é necessário ter em atenção o despacho normativo 12/98 [18] que define as imposições relativamente à iluminação aplicável aos lares. Nas áreas de trabalho.3. salas de estar.2. Nos quartos. circulações e instalações sanitárias deve ser previsto um nível de iluminação de 100 lx a 150 lx. nomeadamente direcção. no mínimo. lavandaria e outras.CAPÍTULO 2 Em função da categoria do edifício. cozinha. Todas estas condições estão descritas no ponto 3. salas de trabalho. enfermarias.5 – Iluminação de Vigília A iluminação de vigília referente aos edifícios do tipo hospitalar está presente na secção 801. 20 . as quais serão sucintamente descritas de seguida.2. 2. são utilizados os tipos de iluminação de segurança presentes na figura 1.1. excepto naquelas em que se desenvolvam actividades específicas que exijam níveis de iluminação compatíveis com as mesmas.4 das RTIEBT.Tipos de Iluminação Segurança (RTIEBT) 2.

pode encarar-se a hipótese de iluminação fluorescente. e porque o rendimento destas lâmpadas é baixo. 21 . decidiu-se analisa-las nesta secção. mais de um nível luminoso e deverão ser montados à altura dos puxadores das portas. 2. No final da secção é feita uma reflexão acerca das regras específicas a aplicar num lar de idosos. junto às camas. desde que seja considerada a correcção do efeito estroboscópio e sejam utilizadas lâmpadas com uma temperatura de cor da ordem de 93% das características apresentadas pelas lâmpadas incandescentes. ligações eléctricas e as correntes máximas admissíveis sejam aplicadas a praticamente todas as especialidades de um projecto. Nos quartos. fixa na parede e com comando independente. a selecção de aparelhagem eléctrica e ligações eléctricas. Aqui abordam-se as canalizações eléctricas. As lâmpadas a utilizar deverão ter uma temperatura de cor da ordem dos 2650 K e um índice de restituição de cores da ordem dos 93%.4 TOMADAS E EQUIPAMENTOS A presente secção é respeitante a tomadas e equipamentos. sempre que possível. a fim de não sobrecarregar os circuitos de iluminação. A razão desta opção prendeu-se com o facto de as tomadas e equipamentos serem mais exigentes em termos de potência. deve ainda prever-se uma iluminação local. De referir que embora as canalizações eléctricas. O tipo de iluminação preferencial para os lares de idosos é obtido com lâmpadas de incandescência. Nos quartos esta iluminação será obtida através de armaduras de luz rasante e montadas perto do pavimento. Deve ser prevista uma iluminação de emergência que permita a circulação em casos de falha da iluminação normal. Se se optar por iluminação fluorescente deve haver o cuidado de compensar o factor de potência da mesma.CONDIÇÕES TÉCNICAS Os níveis luminosos indicados podem ser obtidos à custa de uma iluminação geral ou à custa de uma iluminação geral conjugada com uma iluminação localizada sobre os ”planos de trabalho” tendo neste caso em atenção que a iluminação geral não deve ter um nível inferior a um terço de iluminação sobre os «planos de trabalho». Deve ser prevista uma iluminação de vigília que permita a circulação nocturna sem utilização da iluminação normal. Também foram analisadas as normas aplicáveis a casas de banhos para a colocação de equipamentos e tomadas bem como as correntes máximas admissíveis. No entanto. Os comandos da instalação de iluminação devem permitir.

procurando garantir por um lado. tais como: natureza dos locais. manutenção e o acesso às suas ligações. natureza das paredes e outros elementos de construção.4. De salientar a existência de três condutores num circuito: fase.1. 2. O modo de instalação deve ser seleccionado a partir do quadro 52H das RTIEBT.1 . neutro e terra e também que o condutor neutro não deve ser comum a diversos circuitos. solicitações electromecânicas presumíveis em caso de curto-circuito e a protecção contra influências externas. Outro ponto importante é a prevenção do risco de deterioração associado a solicitações mecânicas excessivas.CAPÍTULO 2 2. No presente projecto seleccionou-se o método de referência B.Exemplo de Modo de Instalação (RTIEBT) 22 . Figura 2 .1 .Canalizações Eléctricas Os tipos de canalizações eléctricas e os seus modos de colocação obedecem a determinados critérios de segurança das pessoas e bens.Modos de Colocação As canalizações devem ser colocadas de modo a facilitar a sua manobra. Para um modo correcto de selecção da colocação devem ser analisados vários factores. a prevenção dos riscos eléctricos associados às correntes e por outro. Para a escolha da secção dos condutores deve atender-se à temperatura admissível nos condutores e à queda de tensão admissível. condutores isolados em condutas circulares embebidas nos elementos de construção (Alvenaria).4. As condições regulamentares gerais estão definidas na secção 521 das RTIEBT. inspecção. como é possível observar na figura 2. a prevenção dos riscos de incêndio associado ao excessivo aquecimento dos condutores.

forma. limitando assim a possibilidade de actuarem como elemento propagador. tendo uma composição termoplástica à base de poliolefina. A nomenclatura dos tubos está presente na tabela 6 23 . tendo como principal vantagem uma melhor estabilidade térmica e também melhores características mecânicas.2 – Condutores e Cabos Os condutores isolados e cabos são referidos por designações simbólicas constantes de normas nacionais e internacionais. natureza. isolamento. HD 361 S3. forma e ainda resistência à compressão. tensão. 2. destinados à instalação ou à substituição de condutores isolados e cabos por enfiamento nas instalações eléctricas. No que concerne ao comportamento ao fogo optou-se por um material isento de halogéneos (ZH) que em contacto directo com o fogo liberta fumos pouco opacos. choque e temperaturas mínimas e máximas de utilização. O sistema de designação é dado pela EN50086-3. O isolamento deste tipo de cabo é de polietileno reticulado. flexibilidade e composição.4. flexibilidade.1.CONDIÇÕES TÉCNICAS 2. sendo este constituído por conjunto alfanumérico que fornece características relativamente ao material. revestimento metálico.3 – Condutas As condutas são invólucros fechados. relativamente aos condutores e cabos não harmonizados é necessário analisar o Anexo III das RTIEBT correspondente à norma NP 665. No anexo IIB das RTIEBT é possível verificar os símbolos utilizados nas designações de condutores e cabos referentes à norma HD 361 S3.1.4. gases de baixa toxicidade e não corrosivos. Z1 é o símbolo correspondente ao material das bainhas. Os cabos seleccionados possuem uma outra característica no contacto directo com o fogo que é o facto de serem retardantes ao fogo (Frt). bainha. O sistema de designação é um conjunto alfanumérico de caracteres traduzindo as características relativas à normalização.

Classificação dos Tubos 1.Liso Na tabela 7 está presente a classificação dos tubos referente à resistência de compressão.Anelado L .CAPÍTULO 2 Tabela 6. 24 . materiais e equipamentos eléctricos deve ter em atenção a aptidão para a função a exercer e também o seu desempenho.ºDígito Resistência ao choque Muito fraca 0.Abobadado T -transversalmente elástico S . resistência ao choque e ainda às temperaturas de utilização. Tabela 7. Os materiais e equipamentos eléctricos devem estar em conformidade com as normas europeias.ºDígito Resistência compressão Códigos EN 50068-3 Muito fraca 125 N Fraca 320 N Média 750 N Forte 1250 N Muito Forte N 2.2 – Aparelhagem eléctrica A selecção da aparelhagem. documentos de harmonização e também com as normas portuguesas.Flexível A .4.Isolante M . As instalações eléctricas devem ser executadas com aparelhagem eléctrica devidamente dimensionada de acordo com as características adequadas às funções a desempenhar.ºDígito Temperatura máxima utilização 60 90 105 120 150 É necessário referir que em regra um tubo deve apenas conter condutores de um mesmo circuito.ºDígito Temperatura mínima utilização 5º C -5 -15 -25 -45 4.metálico C – Compósito R.Rígido C . A selecção de aparelhagem e equipamentos deve estar de acordo com a secção 536.5 J Fraca 1 J Média 2 J Forte 6 J Muito Forte 20 J 3.Nomenclatura dos Tubos 1ª letra 2ª e 3ª letras 4.1 das RTIEBT.ª letra Códigos EN 50068-3 I. 2.

A eficiência das ligações eléctricas está directamente relacionada com o risco de incêndio de origem eléctrica nas instalações. Deverá ser indicado no respectivo quadro eléctrico (no disjuntor em questão).3 – Ligações eléctricas Todas as ligações eléctricas devem garantir a continuidade eléctrica e também possuir resistência mecânica adequada. as tomadas a utilizar. As de corrente estipulada superior a 32A devem ter uma distância de 120mm. Nas zonas onde o público tenha acesso. As ligações são efectuadas com dispositivos de ligação ou aos terminais da aparelhagem de acordo com a secção 526 das RTIEBT. quando forem de corrente estipulada não superior a 16A. protegidos por dispositivos diferenciais de alta sensibilidade e conservados desligados quando desnecessários. devem ser do tipo “tomadas com obturadores”. a secção dos condutores e ainda o material das almas condutoras e do seu isolamento. Sempre que seja viável.4. A instalação de tomadas de usos geral terá como função alimentar os diversos equipamentos existentes. devem ser dotadas de tampa e limitadas às estritamente necessárias às utilizações previstas em cumprimento do ponto 801. Devem também ser adequadas tanto às correntes admissíveis como às secções dos condutores. verificação ou manutenção. os circuitos de alimentação das tomadas devem ser distintos dos destinados a outros fins. Para a selecção correcta dos elementos de ligação é necessário ter em conta o número de condutores a ligar. para que o eixo dos seus alvéolos se encontre a uma distância nunca inferior a 50 mm.CONDIÇÕES TÉCNICAS As tomadas devem ser instaladas para que não se separem dos seus suportes e não tornem acessíveis os bornes ou cabos de ligação. As tomadas instaladas no pavimento deverão ter como códigos mínimos IP24 e IK07 em cumprimento do ponto 555. As tomadas instaladas nos elementos de construção verticais dos diferentes locais deverão ser fixadas a esses elementos de construção. 2. Nas zonas onde o público tenha acesso. para uma possível análise.6.2. medida em relação ao pavimento acabado. as ligações eléctricas devem ficar em locais acessíveis.1.7. 25 . que os circuitos de tomadas das zonas de público devem estar normalmente desligados. Quando forem de corrente estipulada superior a 16A.

4. Figura 3 – Chuveiro com Bacia de Recepção Figura 4 . Todas as regras para instalações nas casas de banho estão presentes na secção 7 das RTIEBT. o que conduz à redução significativa da resistência eléctrica do corpo humano e por. Na figura 3 e 4 é possível visualizar exemplos de dimensões de volumes em casas de banho. desenvolvidas a partir da definição de volumes convencionais. outro face ao vestuário e às condições de utilização do espaço. pelo risco acrescido de contacto com o potencial de terra.Casas de Banho com Cabinas de Chuveiro e Vestiários Individuais 26 . Esta severidade provém.CAPÍTULO 2 2. Estas figuras foram retiradas da figura 701A das RTIEBT [4].4 – Casas de banho e chuveiros As casas de banho e chuveiros são locais com condições especialmente severas em termos de riscos eléctricos. regras para instalações e locais especiais. por um lado pela presença e manuseamento de água em ambiente de elevado nível de humidade. A limitação de riscos eléctricos é efectuada logo no momento da concepção da estrutura e sistema de protecção da instalação e da selecção de equipamentos.

quedas de tensão e ainda temperaturas limites. sendo que esta ligação à terra de protecção deve ser executada desde um ponto disponível dos condutores de protecção já existentes no interior da casa de banho. utiliza-se 2.5 – Correntes máximas admissíveis As correntes máximas admissíveis nos condutores e cabos dependem de factores de correcção com a temperatura e do agrupamento dos condutores e cabos. sendo que a secção depende do tipo de instalação. Deve ser utilizado o condutor verde-amarelo.CONDIÇÕES TÉCNICAS 2. uma tomada por cama e outra para limpeza. No que diz respeito à quantidade de tomadas a instalar.1 – Ligação Equipotencial suplementar nas casas da Banho Todas as casas de banho devem possuir uma ligação equipotencial.º 12/98 [5] estabelecem-se as condições a que devem obedecer a instalação e o funcionamento dos lares para idosos. se a fixação ocorrer directamente nas paredes utiliza-se o condutor verde-amarelo de 4 mm2.4. 2. Se existir protecção mecânica.4. e por conseguinte na secção dos cabos e condutores é necessário avaliar as seguintes condições: protecção contra choques eléctricos. protecção contra sobreintensidades. Na determinação das correntes admissíveis.3 deste despacho refere-se às tomadas e alimentação de equipamentos e salienta que as tomadas para usos gerais devem ser do tipo schuko 2p+T -250V-16A.5mm2. agrupamento de condutores e cabos e ainda factores de correcção com a resistividade térmica do solo. Toda a regulamentação sobre correntes máximas admissíveis está presente na secção 523 das RTIEBT. No anexo IV das RTIEBT pode-se visualizar todas as tabelas e quadros respeitantes às correntes admissíveis. 2.Legislação aplicável aos Lares Segundo o Despacho Normativo n. O ponto 3. isto para cabos até 1KV. factores de correcção com a temperatura. o despacho estabelece nos quartos.4. As ligações devem ser acessíveis embora não necessitem de ser visíveis em todo o seu percurso.4.6 . protecção contra efeitos térmicos. 27 .

Para alimentação dos equipamentos fixos de potência elevada deverão ser consideradas caixas terminais estanques com placa de bornes.5 SINALIZAÇÃO Em edifícios públicos é normal a colocação de sistemas de sinalização. Na cozinha e na lavandaria. ficando ao critério do projectista estabelecer as necessárias para a ligação de aparelhos de limpeza. 2.CAPÍTULO 2 Nos espaços de circulação. Segundo o mesmo despacho devem ser instalados botões de chamada em todas as dependências ocupadas por idosos. nas salas e nas instalações sanitárias. Nas salas de estar e de actividades. não estabelece um número mínimo. podendo ser repetidos no gabinete do vigilante. a localização das tomadas deve ter em conta os pontos de água. Estes sistemas servem para alertar em caso de emergência. 2. Assim. a partir das quais se fará a ligação. tais como: quartos (um por cama). altura das bancas. Deve ser prevista também a instalação de porteiro eléctrico e simples campainha de chamada na entrada principal e na entrada do pessoal de serviço. Os quadros de alvo projectados devem ser instalados no gabinete de saúde. Durante este sub-capítulo pode-se verificar a legislação existente relativamente a este tipo de sistema para o edifício em estudo. armários e localização das máquinas. geralmente colocado nas áreas de vigia. sala do pessoal ou ainda nas circulações. bem como nos gabinetes deve ser prevista uma tomada por cada 4m2. na secretaria. O seu funcionamento passa pelo toque num botão especificamente colocado para o efeito. em diversas dependências do edifício.5. Este gesto simples acciona um alarme acústico e ao simultaneamente um display.1 – Sinalização Específica do Lar Segundo o ponto 5 da secção três do despacho normativo 12/98 respeitante à sinalização deve ser previsto um sistema de sinalização acústica e luminosa que permita o rápido pedido por parte dos utilizadores. Os circuitos para ligação destas máquinas devem ser independentes a partir do respectivo quadro de alimentação. de uma forma simples e eficaz é garantida a assistência rápida a qualquer utente que necessite de ajuda. 28 .

6 REDE DE TERRAS De acordo com a secção 54 das RTIEBT. Na figura 5 é possível visualizar o esquema de ligação TT. chapas. As correntes de defeito à terra e as correntes de fuga devem poder circular. cabos nus e anéis de fita ou cabo nus colocados nas fundações do edifício. Figura 5 – Esquema TT (RTIEBT) 29 . isto é.6. o valor da resistência de terra deve estar de acordo com as condições de protecção e de serviço da instalação Eléctrica. 2.2.1 – Esquema TT em corrente alternada O esquema TT é um dos esquemas de ligações à terra previstos nas RTIEBT. Devem ser instalados em terra vegetal e húmida e fora das zonas de passagem.1 dos quais se salientam aqui as seguintes: varetas. Na escolha do tipo de eléctrodo a utilizar deve ter-se em conta o local onde vai ser instalado. O esquema TT tem um ponto da alimentação directamente ligado à terra. O valor da resistência da ligação deve permanecer dessa forma ao longo do tempo. sendo as massas da instalação eléctrica ligadas a eléctrodos de terra electricamente distintos do eléctrodo de terra da alimentação. tubos. fitas. Podem ser utilizados como eléctrodos de terra vários elementos metálicos descritos no ponto 542.CONDIÇÕES TÉCNICAS 2. nomeadamente no que respeita a solicitações térmicas. O anexo IV das RTIEBT descreve detalhadamente as características dos solos e a respectiva influência nos eléctrodos de terra. termomecânicas e electromecânicas. não se deve alterar significativamente com as condições externas. sem perigo.

30 . todas as massas dos equipamentos eléctricos protegidos por um mesmo dispositivo de protecção devem ser interligados por meio de condutores de protecção e ligadas ao mesmo eléctrodo de terra. Deve também verificar-se a condição seguinte: [5] Em que RA é a soma das resistências do eléctrodo de terra e dos condutores de protecção das massas em ohms e IA é a corrente que garante o funcionamento automático do dispositivo de protecção em amperes. quando o dispositivo tiver uma característica de funcionamento instantâneo.1.CAPÍTULO 2 Segundo a secção 413. sendo que quando o dispositivo for diferencial.4 das RTIEBT. quando o dispositivo tiver uma característica de tempo inverso ou garante o funcionamento instantâneo. IA é a corrente diferencial-residual estipulada IΔ. Se por sua vez o dispositivo for de protecção de sobreintensidades IA é a corrente que garante o funcionamento automático num tempo não superior a 5 s.

3 Iluminação 3.CAPÍTULO III – CASO DE ESTUDO 3.4 Tomadas e Equipamentos 3.6 Rede de Terras .1 Classificação dos Locais 3.5 Sinalização 3.2 Quadros Eléctricos 3.

CAPÍTULO 3 32 .

A primeira coluna corresponde ao local. Também é importante criar uma memória descritiva que contenha informação relativa ao tipo de instalação a executar. Todos os espaços exteriores foram classificados com AD3 no que diz respeito à presença de água.1. cada número está associado a uma divisão sendo que a respectiva associação espaço/divisão está presente nas peças desenhadas que se encontram em anexo. tanto interior como exterior. seleccionou-se o código AD2 para a característica dos equipamentos em função da presença de água. todos estes locais foram projectados com um IP mínimo de 20. 5 e 6. Embora a maior parte dos espaços esteja classificado como AE1.1 – Classificação dos Locais da Instalação No presente projecto avaliámos cada espaço. 3. Na tabela 8 está presente a classificação dos locais em função dos factores de influência externa. neste caso.1 CLASSIFICAÇÃO DOS LOCAIS Na elaboração de um projecto é necessário que as peças desenhadas contenham a classificação quanto às influências externas. pois segundo a secção 412. por numerar cada dependência associando-se cada número à tabela com as classificações dos factores de influências externas. o único onde vai ser instalado equipamento.2. Optou-se. 33 . no que diz respeito à presença de corpos estranhos. De seguida definiu-se as principais escolhas relativamente às zonas menos comuns e que exigem um cuidado maior na classificação. e procedemos à sua classificação atendendo ao tipo de influências externas a que está sujeito. o que obriga a seleccionar um IP mínimo de X1.1 das RTIEBT. Relativamente à presença de corpos sólidos o espaço foi classificado com AE3. É de salientar que a classificação deste espaço é apenas referente ao volume 3. pois estão sujeitos à chuva. bem como ao tipo de material que é necessário instalar.CASO DE ESTUDO 3. Nos espaços 4. as partes activas devem ser colocadas dentro de invólucros que tenham pelo menos um IP2X. Sendo assim o IP mínimo a seleccionar é de 43. Nas restantes colunas está o código correspondente às influências externas.

34 . (BE) IP IK 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 AA8 AA8 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA8 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AA4 AB8 AB8 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB8 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AB4 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AC1 AD3 AD3 AD1 AD2 AD2 AD2 AD2 AD1 AD1 AD1 AD3 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD2 AD2 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD1 AD2 AD2 AD2 AD1 AD2 AD1 AD2 AD2 AD2 AD1 AD2 AD2 AD2 AE3 AE3 AE1 AE1 AE1 AE1 AE3 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE4 AE1 AE3 AE1 AE3 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AE1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF1 AF2 AF1 AF1 AF1 AF1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG3 AG3 AG3 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AG1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH2 AH2 AH2 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AH1 AL2 AL2 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL2 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 AL1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BA1 BB1 BB1 BB1 BB2 BB2 BB2 BB2 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB2 BB2 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB1 BB2 BB2 BB2 BB1 BB2 BB1 BB2 BB2 BB2 BB1 BB2 BB2 BB2 BC1 BC1 BC1 BC3 BC3 BC3 BC3 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC3 BC3 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC1 BC3 BC3 BC3 BC1 BC3 BC1 BC3 BC3 BC3 BC1 BC3 BC3 BC3 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 BE1 IP43 IP43 IP20 IP21 IP21 IP21 IP41 IP20 IP20 IP20 IP43 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP21 IP21 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP20 IP21 IP21 IP21 IP20 IP41 IP20 IP41 IP21 IP21 IP20 IP21 IP21 IP21 IK04 Ik04 Ik04 IK04 IK04 Ik04 Ik04 Ik04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK09 IK09 IK09 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 IK04 No espaço referente à copa.Classificação dos Locais do Lar de Idosos Factores de Influência Externa Espaços Temp Ambiente (AA) Condições climáticas (AB) Altitude (AC) Presença de Água (AD) Presença Corpos Sólidos (AE) Presença Subst Corrosivas (AF) Acções Mecanicas (AG) Vibrações (AH) Presença de Fauna (AL) Competências das Pessoas (BA) Resistência Corpo Humano (BB) Contacto pessoas potencial Terra (BC) Natureza prod.CAPÍTULO 3 Tabela 8 . tratados/ armaz. com o número sete. classificou-se com AD2 no que concerne à presença de água e com AE3 relativamente à presença de corpos sólidos o que implica um IP mínimo de IP41.

como de categoria cinco.2 . este edifício classifica-se como Lar de Idosos e Centro de Dia.1. 3. No espaço destinado ao lixo. por isso e de acordo com potenciais impactos seleccionou-se um IK09. De acordo com a secção 801.1. dependendo do lixo existente ou na limpeza do espaço. Na selecção dos equipamentos e uma vez que também depende da marca do equipamento que se pretende instalar pode optar-se por um IP superior.1. classifica-se quanto. destinadas a um edifício para um lar de Idosos e centro de dia inserem-se num edifício constituído por três pisos (piso -1.2.CASO DE ESTUDO Nos espaços referentes aos três elevadores existentes classificaram-se com AG3.1. 3.1 – Constituição das Instalações As instalações eléctricas que são objecto deste estudo. Este edifício constituído por três pisos está capacitado para receber vinte e dois utentes não acamados.2. As peças desenhadas relativas à classificação dos locais encontram-se presentes nos anexos A. 3. classificação mediante lotação e especificar os tipos de instalações a executar. É necessário referir que o IP presente na tabela corresponde ao mínimo obrigatório para o local. número 39. classificou-se com a classe Atmosférica. sendo que o código correspondente é AF2. B. piso -1 e piso 1. Os locais das instalações são classificados de acordo com a secção 32 das RTIEBT. na classificação referente à presença de substâncias corrosivas ou poluentes. dado que é essencial explicar a constituição do edifício. no que se refere aos impactos a que podem ficar submetidos.2 – Classificação dos Locais da Instalação Quanto à utilização.2. à lotação. classificou-se quanto à presença de água com AD2 implicando assim um IP mínimo de IP21. Como é possível existir humidade. 35 .Memória Descritiva A Memória Descritiva deste capítulo consubstanciou-se numa introdução ao projecto. e C correspondendo ao piso 0. piso 0 e piso 1) de acordo com o especificado nas peças desenhadas.0.

sendo assim estipulou-se um poder de corte mínimo. Os barramentos são constituídos por barras de cobre electrolítico.Terras de Protecção . sendo que nos anexos D. 36 .Abastecimento de energia eléctrica . O edifício vai ser alimentado em baixa tensão a partir da rede pública.2 QUADROS ELÉCTRICOS Nas peças desenhadas de cada quadro eléctrico (anexo G) são especificados os elementos fundamentais que justificam a sua concepção.2. As barras serão dimensionadas para uma densidade de corrente não superior a 2A/mm2. e F é possível observar as alimentações aos respectivos quadros eléctricos. Na tabela 8 está presente a classificação de todos os espaços que constituem o edifício quanto às influências externas. E. adoptado para os aparelhos a instalar nos quadros que será 3KA. Iluminação de Segurança (ambiente e de circulação) 3. pintadas nas cores convencionais e adequadas a uma intensidade de corrente não inferior a 1. A protecção contra contactos indirectos foi prevista pela adopção de aparelhos de média sensibilidade (300mA) e de alta sensibilidade (30mA) para as zonas de permanência de utentes do lar.5 vezes o calibre do interruptor de entrada. Iluminação normal . Os barramentos usados encontram-se descritos nas peças desenhadas. logo o posto de transformação do distribuidor está suficientemente afastado do edifício.Instalação de Iluminação .Instalação de tomadas e força motriz .Quadros eléctricos .Sistema de protecção de pessoas . 3.CAPÍTULO 3 Os índices de protecção mínimos dos equipamentos eléctricos devem estar de acordo com as normas NP EN60529 e EN50102.3 – Tipos de Instalações A instalação compreendeu os seguintes tipos de instalações.1. .

Os circuitos de iluminação foram divididos em dois. Foi projectado um interruptor de corte com uma corrente nominal de 63A. Estes quadros são monofásicos. De qualquer forma.2. As condições para escolha dos dispositivos diferenciais estão verificadas pois a corrente nominal do dispositivo é superior à soma das correntes de serviço de todos os circuitos e ainda a corrente máxima que se pode obter em função da sensibilidade do dispositivo também é muito superior à projectada para este edifício.CASO DE ESTUDO 3. 37 . em caso de falha no quadro do quarto. A corrente nominal deste interruptor diferencial é a mínima disponível no mercado para a sensibilidade pretendida. tendo sido escolhida a secção de 4 mm2. A Tabela 9 contém todas as alimentações a quadros parciais. protegidos com um interruptor diferencial com corrente nominal de 25A. uma vez que é a mínima aceitável para quadros parciais segundo as RTIEBT. O circuito de iluminação de emergência está ligado junto ao disjuntor que protege o circuito de iluminação com o objectivo de. as equações descritas no ponto 2.1.2. A intensidade nominal deste dispositivo é superior à soma das correntes de serviço de todos os dispositivos. tendo um interruptor diferencial com corrente nominal de 25 A com IΔn 30 mA. a iluminação de emergência entrar em funcionamento.1 – Dimensionamento dos Quadros Eléctricos 3. neste caso a todos os quartos do piso-1. Os restantes circuitos foram divididos. O dimensionamento das alimentações aos quadros eléctricos dos quartos encontram-se descritos na tabela 9. 3.3 estão verificadas pois a corrente nominal do dispositivo é superior à soma das correntes de serviço de todos os circuitos e ainda a corrente máxima que se pode obter em função da sensibilidade do dispositivo também é muito superior à projectada para este edifício.2 – Quadro Piso -1 O quadro do piso -1 alimenta todos os circuitos existentes neste piso incluindo as alimentações aos onze quartos.1.2.1 – Quadros eléctricos dos quartos Todos os quadros eléctricos dos quartos são iguais. os circuitos de tomadas são protegidos por um interruptor diferencial com corrente nominal de 40 A.

45 IZ (A)  I2 (A) 102.45IZ (A)  I2 (A) 65.79 0.72  40  53/C 48  0.17  16  53/C Cabo XZ1(zh)(frt)‐U5G10 XZ1(zh)(frt)‐U5G10 XZ1(zh)(frt)‐U5G10 XZ1(zh)(frt)‐U5G25 XZ1(zh)(frt)‐U5G10 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 F. quadros de piso (QP-1 e QP1) e ainda a alimentação aos elevadores.25  23.2  65.7 38.00  34. Tabela 10 – Dimensionamento das Alimentações a Quadros Parciais Origem  QG  QG  QG  QG  QG  QG  QG  QG  QG  QG  QG  Circ.2 58.73  3. despensa de limpeza e ainda a copa.Dimensionamento das Alimentações aos quartos Origem  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  Circ.07  4.C.2.79 0.2 60.65  16  53/C 23  1.17  16  53/C 49  0.17  16  53/C Cabo XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 XZ1(zh)(frt)‐U3G4 F.25  23.68  40  53/C 46  60.2  65.81 0.CAPÍTULO 3 Tabela 9 .08 0.95  58  172.70 0.2  65.95  58  65.25  23.07  4.55  145  102.C.25  23.73  3.51 0.49 3.17  16  53/C 28  0.33 0.68 0.ª/Met 43  8.9 38.24  35.25  23.25  23.  S (KVA  IB (A)  Disj (A)  ref.4 – Quadro Cozinha O quadro da cozinha alimenta todos os circuitos existentes na cozinha.65  16  53/C 26  0.73  3.95  58  102. área destinada ao lixo. Os equipamentos do vídeo porteiro.1 4.2  65.1 10.2  65.5 12.2  65.07  4.65  16  53/C 22  1.25  23.25  23.65  16  53/C 24  1.73  3.25  23.17  16  53/C 50  0.17  16  53/C 29  0.54  87.10 0.2  65.7 60.27 0.30 0.38 0.73  3.11  24.0 52.17  16  53/C 27  0. IZ (A) 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1.77 0.17  16  53/C 31  0.25  23.53 0. Os elevadores utilizados no projecto são da marca Schindler [7].25  23.07  4.73  3.ª/Met 21  1.51 0.2  L (m) 20.51 3.6 u (%) 0.25  23.25  23.25 0. controlador do sistema de iluminação de emergência e alimentação do sistema de chamada de enfermeira também são alimentados a partir deste quadro.8 5.3 – Quadro Geral O quadro geral foi projectado para a entrada principal do edifício.25  23.70  40  53/C 44  8.4 36.2  65.3 30.73  3.07  4.95  58  102.4 19.2 49. despensa do dia.2  65.7 51.68  40  53/C 45  8.  S (KVA  IB (A)  Disj (A)  ref.17  16  53/C 51  0.2  65.68 0.17  16  53/C 30  0.73  3. IZ (A) 1 71 1 71 1 71 1 119 1 71 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1 45 1. A partir deste quadro são alimentados os quadros dos quartos existentes neste piso. como é possível visualizar na Tabela 10.2  L (m) 11.88 0.1.25  23.7 51.49  100  53/C 47  17.73  3.5 13.8 u (%) 0.2  65.2 61.17  16  53/C 52  0.73  3.40 0.2  65.2  65.2  65.2 39.73  3.65  16  53/C 25  1.7 17. Este quadro eléctrico recebe alimentação do edifício.1.73  3. Embora a copa esteja num piso 38 .00  34.17  16  53/C 53  0.66 0.25  23.2.2  65.25  23.

Relativamente ao coeficiente de simultaneidade foi escolhido 0. Neste quadro eléctrico foi prevista a instalação de interruptores diferencias de média e alta sensibilidade.1. Em todos os interruptores diferenciais as correntes nominais são superiores à soma das correntes de serviços dos circuitos aos quais estão associados. sendo que esta intensidade é superior à soma das correntes de serviço de todos os circuitos existentes neste quadro eléctrico. um interruptor com intensidade nominal de 125A. 3. Foi previsto à cabeça do quadro eléctrico.6 .2. Para os circuitos de tomadas foram previstos 3 interruptores diferenciais.5 – Quadro Piso 1 Este quadro eléctrico alimenta todos os circuitos existentes neste piso.CASO DE ESTUDO diferente decidiu-se alimentar os circuitos a partir do quadro da cozinha pois a copa é uma zona com características idênticas à cozinha e por isso faz sentido controlar os dispositivos de protecção através do mesmo local. O coeficiente de utilização escolhido foi de 1. um faz o circuito do forno enquanto os outros dois fazem os restantes circuitos. Usaram-se ainda dois interruptores diferenciais de 300mA.ª/Met QP1  22  45. IZ (A) 1 119 1.2.55  145  L (m) 45.86  66.Portinhola A potência total a contratar ao distribuidor está presente na tabela 12. O dimensionamento para a alimentação ao quadro parcial da cozinha encontra-se na tabela 11.6 39 . Neste quadro eléctrico foram previstos interruptores diferenciais de média sensibilidade (300mA). Um interruptor diferencial com corrente nominal de 25A e com sensibilidade de 30mA para os circuitos das casas de banho e balneários.1.45 IZ (A)  I2 (A) 172.1 u (%) 0. Um interruptor diferencial com corrente nominal de 25A para os circuitos de iluminação. quadro da cozinha e da central térmica.99 3. um para os circuitos de tomadas com corrente nominal de 40A e outro com corrente nominal de 25A para os restantes circuitos de iluminação.  S (KVA  IB (A)  Disj (A)  ref. Tabela 11 .Dimensionamento da alimentação ao quadro da cozinha Origem  Circ.C.28  100  53/C Cabo XZ1(zh)(frt)‐R5G25 F.

2 1.2. Também são dadas instruções acerca construção dos quadros eléctricos e sobre a sua correcta fabricação.) à tensão de 230/400 V. informação sobre o equipamento de medida a instalar pelo distribuidor de energia. Segundo as RTIEBT neste método de instalação os valores indicados no quadro 52-C30 das RTIEBT devem ser multiplicados por 0. 160 I2 (A)  256  L (m) 23. a memória descritiva contém informação relativa à marca do material a instalar e respectivo material de protecção. Estas informações obrigam o instalador a garantir ao cliente o mínimo de qualidade e simultaneamente a certificá-lo do seguimento das regras e normas em vigor. sobretudo porque os quadros eléctricos são.2  O método de instalação neste caso será o 61D pois a tubagem é enterrada no solo. Relativamente aos quadros eléctricos.2 pois é um número adequado para um edifício destas características.66  ref.41 3. 3. Integra ainda. 40 .Alimentação de energia Trata-se de um edifício onde se admite uma potência instalada de 104.CAPÍTULO 3 pois existem mais de 10 circuitos.2.45 IZ 294.1 .60  Cos  0.26KVA O abastecimento normal de energia eléctrica será em baixa tensão (C.ª/Met  61/D  Cabo XZ1 (zh)(frt)R4*70 IZ(A) 203.6  Ke  1.26  IB (A)  150.2.70  Pi (KVA)  123. Tabela 13 – Dimensionamento da Alimentação ao Quadro Geral Pa (KVA)  104.64 In Fus. Isto é determinante. No que diz respeito ao coeficiente de elevação de cargas escolheu-se de 1. sem dúvida.22 U % 0. Na tabela 13 pode-se observar o dimensionamento da alimentação ao quadro geral.A. Tabela 12 – Cálculo da potência a contratar Pa (KVA)  104.2 – Memória Descritiva A memória descritiva desta secção permite ao instalador seguir as regras técnicas e algumas recomendações do projectista referente aos quadros eléctricos.8. uma das partes mais importantes da instalação.85  Ku  1  Ks  0. Os fusíveis a utilizar serão os APC-gG com uma intensidade nominal de 160A.

2. bem como os seus componentes.CASO DE ESTUDO frequência 50 Hz. Os painéis frontais serão amovíveis. de acordo com o sugerido pelos serviços da EDP. de modos a que o visor não fique a menos de um metro nem a mais de 1.2. em montagem encastrada. num nicho previsto para o efeito. até à guia do passeio. o contador será instalado. de espessura apropriada mas não inferior a 1. quinada e soldada. a uma profundidade de 1m. fixados por parafusos cadmiados à respectiva estrutura. Possuirão características não inferiores às apresentadas pelos quadros Hager. resistências elevadas aos esforços electrodinâmicos em caso de curto circuitos. tanto quanto possível.5mm ou em material isolante construídos segundo as normas DIN VDE0659 e DIN VDE0660 Parte 500 e grau de protecção IP54 tendo porta com junta estanque.2.3 – Quadros Eléctricos Os quadros eléctricos são do tipo armário para fixação à parede. localizadas e fixadas de modo a conseguir-se boas condições de segurança e de funcionamento. 3. devidamente acondicionado e em lugar acessível apenas ao pessoal de manutenção e terão uma reserva de pelo menos 25% do material aplicado. a partir da rede pública BT do distribuidor local por intermédio de ramal subterrâneo. A fabricação dos quadros eléctricos não deverá ser iniciada antes da fiscalização ter aprovado os desenhos de projecto. aquecimento moderado quando percorridas pelas 41 . 3. Todos os quadros parciais serão do tipo «classe II de isolamento». pelo que o adjudicatário deverá fornecer todos os elementos que a fiscalização entender como necessários para a sua apreciação. Os chassis dos quadros eléctricos serão em chapa de aço electrozincada.70 metros do pavimento. Para estabelecimento do ramal será instalado um tubo Pet 4 ou equivalente normalizado do quadro geral das instalações (quadro geral lar). No interior de cada quadro deverá ficar instalado o respectivo esquema eléctrico.2. com rasgos para o acesso ao comando dos aparelhos.2 – Contador de energia O contador de energia será instalado em espaço próprio. As barras serão devidamente dimensionadas.

Os sinalizadores a montar nos quadros terão as cores regulamentares. não se admitindo a fita gravada. serão instalados interruptores em série. sendo do tipo modular da Hager.3 – Mapa de Quantidades O mapa de quantidades referente aos quadros eléctricos encontra-se presente na Tabela 14. com o respectivo dispositivo de protecção para comando do circuito. Os interruptores diferenciais terão as sensibilidades indicadas nas peças desenhadas sendo também do tipo modular da Hager. Em todos os quadros a partir dos quais se comandem directamente circuitos de iluminação. Os disjuntores serão monofásicos ou trifásicos. curva C. por uma etiqueta em trafolite. 3. Os manípulos de comando terão indicação bem visível das posições ligado e desligado. podemos visualizar o número de quadros eléctricos necessários sendo que o respectivo material está presente nas peças desenhadas em anexo. Este mapa integra todas os comprimentos em metros de alimentadores e tubos desde a entrada do edifício até aos quadros. Serão protegidos por fusíveis do tipo cartucho instalados em base corta-circuitos basculantes. No mesmo.2.CAPÍTULO 3 respectivas intensidades de corrente nominais e bom isolamento eléctrico entre barras sob tensão e entre estas e a massa. A secção mínima dos condutores a utilizar na electrificação dos quadros deverá ser de 4 mm2 nos circuitos de iluminação e de 6mm2 nos circuitos de tomadas e força motriz. néon. sendo do tipo modular da Hager. tendo vidro para protecção da lâmpada. podendo cortar com segurança até 1. Estes interruptores devem ser agrupados no quadro e devem estar bem referenciados. Todos os circuitos de saída serão devidamente identificados junto do respectivo órgão de comando. Os interruptores terão o número de pólos indicados nas peças desenhadas.5 vezes a sua corrente nominal. para 400V. 42 . com letras brancas em fundo preto. com os calibres indicados nas peças desenhadas.

por luminárias com balastro electrónico uma vez que se revelam mais eficientes do que as luminárias com balastro convencional. 1. 43 . A escolha do tipo de luminárias deve ter em conta a eficiência energética. Privilegiou-se o uso de marcas nacionais porque são marcas que evidenciam uma boa relação qualidade/preço.1 Bastidor para alojamento da Equipa de medida do distribuidor + Ti’s Quadros Eléctricos Fornecimento e montagem de: Quadro Geral do Lar QP-1 QP1 QCozinha QQuarto un un un un un 1 1 1 1 17 m m m m un 661 66 63 25 1 m m m m 661 66 63 25 Un Quant.1 1. Neste caso de estudo optou-se.1 Designação QUADROS ELÉCTRICOS Alimentação aos Quadros Eléctricos Fornecimento e montagem de: Tubos Tubo VD 25 Tubo VD 40 Tubo VD 63 Tubo Pet 4 Cabos XZ1 (zh)(frt) 3G4 XZ1 (zh)(frt) R5G10 XZ1 (zh)(frt) R5G25 XZ1 (zh)(frt) R4*70 2 3 3.3 ILUMINAÇÃO No presente caso de estudo optou-se por escolher uma iluminação simples em termos estéticos e simultaneamente o mais eficaz possível. maioritariamente. Seleccionaram-se diferentes tipos de luminárias em função do local e das tarefas a desempenhar.1.CASO DE ESTUDO Tabela 14 – Mapa de Quantidades Quadros Eléctricos Artº Nº 1 1 1.2 3. A iluminação escolhida para cada local foi projectada de acordo com a classificação obtida previamente aquando da análise da classificação dos locais.

1 – Fluxo Luminoso φ O fluxo luminoso é a quantidade de luz emitida por uma fonte luminosa.3. A unidade da iluminancia é o lux (lx) que é igual ao lúmen por metro quadrado. Embora este sistema apresente um custo inicial superior revela diversas vantagens tais como na facilidade de controlo e manutenção.3. A unidade do fluxo luminoso é o Lúmen (lm) 3.1. preferiu-se um sistema centralizado de gestão. 3. isto é. 3. uma solução cada vez mais utilizada em edifícios públicos. Através de tabelas recomendadas pela comissão internacional de iluminação. pela área da mesma. sendo por isso. Um sistema de iluminação bem projectado deve ter em atenção os seguintes pontos: eliminação de situações de encadeamento e redução da perturbação de baixa frequência. verificam-se quais os valores recomendados de iluminancia média para cada tipo de actividade desenvolvida. 44 . a actividade desenvolvida. devido à classificação do edifício. adequada composição da luz.CAPÍTULO 3 No que concerne à iluminação de emergência.3. equilíbrio da distribuição da luminancia e deve estar projectado de forma a facilitar a manutenção e aprovisionamento.1. A unidade da intensidade luminosa é candela (cd). 3.1 – Conceitos Básicos Luminotecnia Para projectar uma instalação de iluminação interior é necessário estabelecer previamente o tipo de tarefa visual.3 – Iluminância lx Intensidade de Iluminação. toda a radiação emitida por uma fonte de luz e percebida pelo olho humano. embora esse não fosse obrigatório em termos legais.3.1. observada sobre uma superfície é o quociente do fluxo luminoso que chega a essa superfície. isto é. sendo que é o fluxo luminoso por unidade de ângulo da direcção considerada.2 – Intensidade Luminosa I É a Intensidade luminosa de uma luminária que emite numa determinada direcção.

Tabela 16 – Factores de Manutenção . janelas e mobiliário tendo todos estes objectos um factor de reflexão relativamente baixos.6 0.Exemplos Envolventes / Locais Tectos Paredes Chão Área de trabalho Coeficientes de reflexão 0.3.1. A tabela seguinte indica o valor normalmente usado em função das actividades definidas para cada local. paredes. 45 .4 – Factores de reflexão Os factores de reflexão são associados a tectos.8 0.2 a 0.6 Factor Depreciação 1. devido ao facto de nas paredes existirem portas. o factor de reflexão dos tectos é sempre superior ao das paredes. chão e ao plano de uso.CASO DE ESTUDO 3.43 1.67 3. O dialux é um software livre.2.9 0.1.25 1.8 a 0.3.9 Cor Branca Clara Escura Branca   3.7 0.4 a 0. Para a mesma cor.Exemplos Categoria Normal Baixo Muito baixo Factor manutenção 0.3. e cor de cada uma das estruturas.4 0.Dialux No presente projecto para cálculo luminotécnico foi usado o software dialux.5 – Factores de Manutenção O factor de manutenção tem em conta a diminuição do rendimento das armaduras e lâmpadas ao longo do tempo.   Tabela 15 – Coeficientes de reflexão . Caso estes não sejam conhecidos é possível usar como referência os valores na tabela 15 [2]. de fabricante neutro permitindo assim usar luminárias de vários fabricantes.

possibilitando assim construir modelos a três dimensões sobre o ficheiro autocad. As armaduras foram projectadas para o fundo do quarto pois como se trata de um lar. visualizações. As peças desenhadas referentes aos circuitos de iluminação normal estão presentes nos anexos H. paredes e solo respectivamente. A potência específica obtida foi de 13.15 para tecto. há grande probabilidade de os idosos passarem grande parte do tempo na cama e sendo assim as luminárias não incidem directamente sobre os idosos deitados na cama.34 W/m2.CAPÍTULO 3 Este software permite importar e exportar ficheiros do autocad. 0. 46 . sendo utilizada uma linha para as 3 armaduras no tecto e a outra linha para a luminária de vigília.1 – Quartos Duplos Para os quartos foram projectadas três armaduras colocadas no tecto com lâmpadas de 54W.5 e 0.3. Também é possível visualizar a distribuição escolhida das luminárias e também os valores obtidos. bem como os coeficientes utilizados. I. 3.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. sendo esta de 25W. Na imagem a 3 dimensões é possível verificar a distribuição da luz das luminárias. A planta da figura 6 representa a distribuição da iluminação sendo que as linhas representam as iluminâncias em lux nas áreas da divisão.3. planeamento e documentação muito próximos da realidade. e J correspondendo aos três pisos do edifício. criando assim modelos de cálculos.3. 3. O factor de manutenção usado para calculo foi de 0. Para comando de iluminação foi previsto um interruptor para cada aplique de parede e ainda um comutador de lustre.3– Projecto Na presente secção abordam-se as diversas dependências existentes no edifício.8. Foi ainda projectado um aplique de parede por cama. sendo que é possível observar o resultado obtido para o estudo de iluminação através do software dialux. de 35W com um suporte que permite variar o ângulo de inclinação e também a luminária obrigatória para iluminação de vigília.

sendo uma linha para o projector e a outra linha utilizada para a armadura do espelho. Figura 7 – Distribuição da Iluminação WC Quartos 47 . paredes e solo respectivamente.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. na zona do espelho foi colocada uma armadura com lâmpada de 13W. 0.5 e 0.62 W/m2. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.3. A distribuição da iluminação está presente na figura 7 O comando de iluminação utilizado foi o comutador de lustre.2 – WC Nas casas de banho dos quartos foi instalado um projector com uma lâmpada de 26W no tecto.3. A potência específica obtida foi de 8.CASO DE ESTUDO Figura 6 – Distribuição da Iluminação Quarto Duplo 3.8.2 para tecto.

3.CAPÍTULO 3 3. De salientar que o factor de reflexão é baixo devido a uma das paredes ser em vidro. paredes e solo respectivamente.35 e 0. assim dividiu-se em duas linhas os seis projectores.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. Esta divisão pode ter diferentes actividades. A potência específica obtida foi de 10.3 – Corredor de acesso aos quartos duplos Piso -1 Para esta zona foram previstos 31 projectores com lâmpada de 18W.3. obteve-se uma distribuição bastante uniforme.58 W/m2.3.3.8.4 – Sala Estar Há duas salas de estar no piso -1. 0. logo. Como são idênticas foi apenas executado o estudo para uma delas e a solução encontrada foi aplicada nas duas salas. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. 48 . Como se pode verificar na figura 8.2 para tecto.91 W/m2. e em função das actividades decidiu-se instalar como comando de iluminação um comutador de lustre.49 e 0. sendo assim optou-se pela instalação de 6 projectores com duas lâmpadas de 26W.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. Figura 8 – Distribuição Iluminação Corredor Quartos Duplos Piso -1 3. É possível observar a distribuição da iluminação da sala de estar na figura 9 O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. paredes e solo respectivamente.8. O nível de iluminação obtido foi relativamente elevado. ficando cada linha com 3 projectores. A potência específica obtida foi de 9. 0.2 para tecto.

3.2 para tecto. paredes e solo respectivamente. 0. Figura 10 – Distribuição Iluminação Caixa de Escadas 49 . Foi prevista a instalação de um aplique de parede por cada vão de escadas e patamar. cujo resultado é visível na figura 10.3. sendo que. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.72 W/m2. optou-se por uma luminária com duas lâmpadas de 18W.8.5 – Escadas Para todos os conjuntos de escadas presentes no edifício adoptou-se a mesma solução.CASO DE ESTUDO Figura 9 – Distribuição Iluminação Sala Estar 3.5 e 0.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. A potência específica obtida foi de 9.

3.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. sendo que nas peças desenhadas é possível verificar as respectivas escolhas.C.38W /m2. 0.3. paredes e solo respectivamente. Foi adoptada a solução de projectores para cada arrumo sendo que em função do tamanho adoptaram-se projectores com duas lâmpadas de 18W e projectores com uma lâmpada de 26W.8.CAPÍTULO 3 3.2 para tecto.3.6 – Arrumos Estas divisões não são críticas em termos de projecto pois são zonas que raramente estão ocupadas. A potência específica varia entre 8.3. Figura 11 – Distribuição Iluminação Arrumos Piso -1 3. sendo que na figura 11 apenas 4 estão representados pois existem dois espaços semelhantes e estão representados na figura 11. para incidir sobre o plano de trabalho das mesas de reuniões.86 W/ m2 e os 12.5 e 0. Esta armadura é suspensa e corresponde ao 50 .7 – Sala Reuniões Nesta divisão optou-se por projectar duas armaduras com lâmpadas de 54W. O piso -1 contém cinco zonas de arrumos. O comando de iluminação utilizado para cada arrumo é o interruptor O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.

A distribuição da iluminação está presente na figura 12. Figura 12 – Distribuição Iluminação Sala Reuniões 3. Esta luminária possui IP20.8.5 e 0. paredes e solo respectivamente.2 para tecto. Para o resto da sala decidiu-se por um sistema de iluminação indirecto.3.3.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. No canto da sala colocou-se um projector com lâmpada de 26W. usando o modelo EXO da marca exporlux.CASO DE ESTUDO modelo ATLANTIS\S da Exporlux.8 – Gabinete Administrativo Neste gabinete. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. modelo TITANIO da exporlux com IP20. Como sistema de iluminação indirecta decidiu-se utilizar o modelo EXO da marca exporlux com lâmpada de 26W e IP20. e por outro lado as duas secretárias podem não ser usadas ao mesmo tempo. A potência específica obtida foi de 10. Optou-se por esta solução pois em determinados momentos do dia e uma vez que uma das paredes é vidro não será necessário o sistema de luz indirecta e o projector ao fundo da sala. 51 . Como comando de iluminação projectou-se um comutador de lustre permitindo assim utilizar uma linha para as armaduras e a outra linha para a iluminação indirecta. modelo ATLANTIS\S da Exporlux com IP20. admitindo que muito provavelmente vai ter mais que uma secretária. permitindo assim separar as quatro luminárias. Para comando da iluminação projectou-se dois comutadores de lustre. O objectivo deste sistema de iluminação é incidir directamente sobre as secretárias.37 W/m2. 0. Este modelo tem uma lâmpada de 26W e têm IP20. optou-se por uma solução com duas armaduras suspensas com lâmpada de 54W.

A distribuição da iluminação deste gabinete está presente na figura 14 Figura 14 – Distribuição Iluminação Gabinete Director 52 .36 W/m2.8. 0. paredes e solo respectivamente.2 para tecto. O controlo de iluminação vai ser executado com recurso a um comutador de lustre.8. E para a iluminação indirecta o modelo EXO da marca exporlux com lâmpada de 26W e IP20.3. Figura 13 – Distribuição Iluminação Gabinete Administrativo 3.3.2 para tecto. paredes e solo respectivamente. A potência específica obtida foi de 6W/m2. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.9 – Gabinete Director Decidiu-se usar neste gabinete o mesmo tipo de solução dos outros gabinetes do lar.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.43 e 0. Uma luminária suspensa com lâmpada de 54W a incidir sobre a mesa de trabalho do director com IP20. A potência específica obtida foi de 9.4 e 0.CAPÍTULO 3 O factor de manutenção usado para calculo foi de 0. A distribuição da iluminação do gabinete administrativo está presente na figura 13. 0.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.

para incidir sobre o plano de trabalho do responsável de saúde. Esta luminária possui IP20. Para comandar a iluminação projectou-se um interruptor estanque.CASO DE ESTUDO 3.8. paredes e solo respectivamente. Um com lâmpada de 18W e outro com lâmpada de 26W.2 para tecto. possuindo IP65 e têm balastro electrónico. sendo assim toda a iluminação desta sala funciona apenas com um único comando. F Figura 15 – Distribuição Iluminação Gabinete Médico 3. As armaduras são o modelo MHPP da marca EEE. usando para isso o modelo EXO da marca exporlux.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. Os projectores são o modelo TITANIO da marca exporlux.11 – Copa Nesta divisão decidiu-se utilizar duas armaduras com duas lâmpadas de 58W. Para comandar a iluminação vai usar-se um comutador de lustre e dois interruptores como se pode comprovar nas peças desenhadas. Na zona da casa de banho decidiu-se instalar dois projectores.3.44 e 0. Este modelo tem uma lâmpada de 26W e têm IP20. Estas armaduras são estanques. 53 .3. Esta armadura é o modelo ATLANTIS\S da Exporlux.43 W/m2. Ambos os projectores têm balastro electrónico.3. A potência específica obtida foi de 5. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. Decidiu-se colocar vidro ao nível do aro fazendo assim com que os projectores tenham IP53. 0. A distribuição da iluminação do gabinete médico está presente na figura 15.10 – Gabinete Médico Nesta divisão optou-se por projectar uma armadura com lâmpada de 54W. Para o resto da sala decidiu-se por um sistema de iluminação indirecto.3.

A potência específica obtida foi de 10. decidiu-se projectar doze projectores com duas lâmpadas de 26W. usando seis projectores em cada linha.3. 0.2 para tecto. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. Na figura 16 é possível visualizar a distribuição da iluminação da copa.5 e 0. A distribuição da iluminação da sala de refeições está presente na figura 17. paredes e solo respectivamente.8. A associação de cada linha aos projectores está presente nas peças desenhadas.CAPÍTULO 3 O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. Para comandar a iluminação foi projectado um comutador de lustre. 54 . A potência específica obtida foi de 6.8. Os projectores são o modelo TITANIO da marca exporlux e tem IP20.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. Figura 16 – Distribuição Iluminação Copa 3. 0. possuindo balastro electrónico.21 e 0.63 W/m2.76 W/m2. paredes e solo respectivamente.12 – Sala de Refeições Nesta sala e como em algumas tabelas aconselham para salas de refeições iluminancias mínima na ordem dos 200 luxs.2 para tecto.3. O índice de reflexão das paredes é muito baixo devido a três das quatro paredes serem em vidro.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.

3. 0. A distribuição da iluminação do corredor principal está presente na figura 18.13 – Corredor Principal Nesta divisão decidiu-se utilizar projectores do modelo TITANIO da marca exporlux. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.3. Estes projectores possuem IP20 e têm balastro electrónico. paredes e solo respectivamente. Utilizaram-se 55 projectores com lâmpada de 18W e dois projectores com duas lâmpadas de 26W a colocar por cima do balcão destinado à recepção. permitindo assim maior conforto de trabalho às recepcionistas. Figura 18 – Distribuição Iluminação Corredor Principal Piso 0 55 .CASO DE ESTUDO Figura 17 – Distribuição Iluminação Sala de Refeições 3.38 e 0.8.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. A potência específica obtida foi de 6.2 para tecto.61 W/m2.

5 e 0. Para comandar a iluminação foi usado um interruptor.15 – Arrumo Nesta sala foram projectados dois projectores com lâmpada de 26W.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. 56 . A distribuição de iluminação do arrumo está presente na figura 20. Figura 19 – Distribuição Iluminação Arquivo 3.2 para tecto. Estes projectores têm IP20 e possuem balastro electrónico.17 W/m2.5 e 0. Este projector tem IP20 e possui balastro electrónico.3.3. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.14 – Arquivo Nesta sala. 0.3. modelo TITANIO da marca exporlux.76 W/m2. 0. Para controlar a iluminação foi projectado um interruptor.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. a solução adoptada passou por um projector com duas lâmpadas de 26W. paredes e solo respectivamente.3. A potência específica obtida foi de 4. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.CAPÍTULO 3 3.8.2 para tecto.8. A distribuição de iluminação do arquivo está presente na figura 19. A potência específica obtida foi de 9. paredes e solo respectivamente. modelo TITANIO da marca exporlux.

71 W/m2. Todos os projectores correspondem ao modelo TITANIO com vidro da marca exporlux.2 para tecto. Para a casa de banho de deficientes figura c. Figura 21 – Distribuição Iluminação WC’s 57 .3. A distribuição de iluminação dos WC´s está presente na figura 21.50 e 12. permitindo assim evitar gastos de energia quando as casas de banho não estão ocupadas.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.3. 0. Para controlo da iluminação vão ser usados detectores de presença.16 – WC’s Para as casas de banho deste piso a solução foi idêntica. paredes e solo respectivamente. Para as casas de banho da figura a e b foram utilizados seis projectores com lâmpada de 26W. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. projectou-se um projector com lâmpada de 26W. A potência específica obtida varia entre 5.CASO DE ESTUDO Figura 20 – Distribuição Iluminação Arrumo 3.8. tendo IP20 e balastro electrónico.5 e 0.

18 – Cozinha Na cozinha foram instaladas quatro armaduras com duas lâmpadas de 58W e duas armaduras com duas lâmpadas de 36W. Figura 22 – Distribuição Iluminação Salas de Actividades 3.8.09 W/m2.8.5 e 0.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. modelo TITANIO da exporlux. 0. ficando distribuídas da seguinte forma. uma linha faz as quatro armaduras enquanto a outra linha faz as duas armaduras restantes. 58 . paredes e solo respectivamente. Decidiu-se usar o modelo HRCP da marca EEE. Estes projectores têm IP20 e possuem balastros electrónicos.CAPÍTULO 3 3.17 – Sala de Actividades Para esta sala foram projectados nove projectores com duas lâmpadas de 26W. O factor de manutenção utilizado para cálculo foi de 0.5 e 0. Na figura 22 é possível visualizar a distribuição da iluminação.3. Para comandar a iluminação foi escolhido um comutador de lustro. Como comando de iluminação foi projectado um comutador de lustre. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.2 para tecto. paredes e solo respectivamente.3.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. 0. Estas armaduras têm um IP65 e possuem balastro electrónico. A potência específica obtida foi de 8 W/m2.3. A potência específica obtida foi de 9.3.2 para tecto. A distribuição da iluminação da cozinha está presente na figura 23.

A potência específica obtida foi de 10.8.5 e 0.2 para tecto. Todas as armaduras colocadas nesta divisão têm IP 65 e possuem balastro electrónico. No restante espaço da divisão foram colocadas quatro armaduras. o segundo interruptor faz as restantes armaduras. 0. Na secção da roupa limpa foi colocada uma armadura com uma lâmpada de 58W da marca EEE. A distribuição da iluminação da lavandaria está presente na figura 24. modelo MHPP.CASO DE ESTUDO Figura 23 – Distribuição Iluminação Cozinha 3. duas com lâmpadas de 36 watts e as restantes com lâmpadas de 58W.01 W/m2. Como comando de iluminação foram projectados dois interruptores. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.3.19 – Lavandaria Nesta divisão foram utilizados três tipos de armaduras diferentes. um para a zona de roupa limpa. paredes e solo respectivamente. Figura 24 – Distribuição Iluminação Lavandaria 59 .9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.

5 e 0.3.21 – Lixo Na zona do lixo foram previstas duas armaduras com uma lâmpada de 36W. As armaduras possuem IP65 e têm balastro electrónico.3.30 W/m2.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.20 – Sala Pessoal Nesta sala foram previstos oito projectores com lâmpada de 26W.2 para tecto. Decidiu-se não utilizar vidro no projector.8. paredes e solo respectivamente.5 e 0. modelo MHPP.CAPÍTULO 3 3. A distribuição da iluminação da sala do pessoal está presente na figura 25. 0. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. 60 .2 para tecto. A distribuição da iluminação da dependência do lixo está presente na figura 26.3.3. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.37 W/m2. sendo assim o projector tem um IP 20. modelo TITANIO da marca exporlux. da marca EEE. Figura 25 – Distribuição Iluminação Sala Pessoal 3. 0. Para comando de iluminação foi usado um interruptor. Foi projectado um comutador de lustre. A potência específica obtida foi de 6. A potência específica obtida foi de 6. paredes e solo respectivamente. dividindo-se em metade os projectores por cada linha.8. Este tipo de projector possui balastro electrónico.

Figura 27 – Distribuição Iluminação Central Térmica 61 . 0. A distribuição da iluminação da divisão da central térmica está presente na figura 27. paredes e solo respectivamente. Para comando de iluminação foi usado um interruptor.14 W/m2.CASO DE ESTUDO Figura 26 – Distribuição Iluminação Lixo 3.3.22 – Central Térmica Na zona da central térmica foram previstas duas armaduras com uma lâmpada de 36W.8. As armaduras possuem IP65 e têm balastro electrónico. A potência específica obtida foi de 5.5 e 0. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.3.2 para tecto. modelo MHPP. da marca EEE.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.

De salientar que o factor de reflexão é baixo devido a uma das paredes ser em vidro. modelo MHPP da marca EEE.8. Na figura 29 é possível observar a distribuição da iluminação do balneário.CAPÍTULO 3 3.3. As armaduras utilizadas neste espaço possuem IP65 e têm balastro electrónico.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. A potência específica obtida foi de 11. A potência específica obtida foi de 6. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.5 e 0. Na zona de banho foi projectada uma armadura com duas lâmpadas de 58W.23 – Armazém No armazém foram usadas 6 armaduras de 36W. Como controlo de iluminação na zona dos lavatórios e sanitas foi projectado um detector de presença.2 para tecto. Com vista a satisfazer os requisitos em função da classificação do local.3. os projectores foram projectados para serem equipados com vidro ao nível do aro perfazendo assim um IP53.84 W/m2.3. paredes e solo respectivamente.2 para tecto. 0. 0. modelo MHPP da marca EEE.5 e 0. enquanto na zona de banho foi projectado um interruptor estanque. 62 . Figura 28 – Distribuição de Iluminação Armazém 3.20 W/m2. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. sendo esta uma armadura equipada com balastro electrónico. possuindo IP65. paredes e solo respectivamente. A distribuição de iluminação do armazém está presente na figura 28.8.3. Os projectores são o modelo TITANIO da marca exporlux.24 – Balneário Na zona destinada aos lavatórios e sanitas foram projectados projectores com lâmpada de 26W e 18W respectivamente.

CASO DE ESTUDO Figura 29 – Distribuição de Iluminação Balneário 3. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. Foram projectadas 63 .3. 0.3. modelo TITANIO da marca EEE. Estes projectores possuem IP 20 e têm balastro electrónico. Figura 30 – Distribuição Iluminação Corredor de Serviço 3.95 W/m2.3. A distribuição da iluminação do corredor de serviço está presente na figura 30.8.25 – Corredor Pessoal Piso 1 Neste espaço foram projectados trinta e nove projectores com lâmpada de 18W.3.5 e 0. A estratégia adoptada para estes dois espaços foi idêntica. paredes e solo respectivamente.26 – Despensas As figuras a e b da imagem seguinte representam a despensa do dia e a despensa de limpeza do lar.2 para tecto.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. A potência específica obtida foi de 8.

5 e 0. 0.8. O controlo da iluminação vai ser efectuado através de um interruptor. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. 64 .3. modelo MHPP da marca EEE. A distribuição da iluminação das despensas está presente na figura 31. A iluminação vai ser controlada através de um interruptor para cada uma das divisões.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. A potência específica obtida foi de 5.8. paredes e solo respectivamente. A potência específica obtida na despensa do dia foi de 5.2 para tecto.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. modelo TITANIO da marca Exporlux.58 W/m2 enquanto na despensa de limpeza teve um resultado de 7.3. paredes e solo respectivamente.CAPÍTULO 3 armaduras com lâmpada de 36W. A distribuição da iluminação da morgue está presente na figura 32.2 para tecto. Possuem IP65 e têm balastro electrónico. Estes projectores têm IP20 e possuem balastro electrónico.90 W/m2. Figura 31 – Distribuição Iluminação Despensas 3.81 W/m2. 0.5 e 0.27 – Morgue Nesta divisão foram projectados quatro projectores com lâmpada de 18W.

A distribuição da iluminação do arrumo do piso 1 está presente na figura 33.3. 0. com duas lâmpadas de 18W.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0. O factor de manutenção usado para cálculo foi de 0. O controlo de iluminação vai ser executado com recurso a um interruptor.28 – Arrumo Piso 1 Foi adoptada a solução de um projector para esta divisão.23 W/m2.5 e 0. Figura 33 – Distribuição Iluminação Arrumo Piso 1 65 .8.2 para tecto.3. A potência específica é de 4.CASO DE ESTUDO Figura 32 – Distribuição Iluminação Morgue 3. paredes e solo respectivamente. modelo TITANIO da marca exporlux.

5mm2. possuindo os dois projectores balastros electrónicos.5 e 0. Todos os circuitos estão de acordo com as normas quanto à corrente máxima admissível e quanto à queda de tensão. O controlo da iluminação foi previsto recorrendo ao uso de um detector de presença.3. A distribuição da iluminação do wc de serviço do piso 1 está presente na figura 34. Os circuitos vão ser protegidos por disjuntores de 10A sendo que o cabo utilizado é um cabo com três condutores de secção de 1. 0.45 W/m2.9 e os coeficientes de reflexão foram de 0.8.CAPÍTULO 3 3. A potência específica é de 15.29 – WC Piso 1 Na zona destinada ao lavatório foi planeado um projector com lâmpada de 16W. Ambos os projectores correspondem ao modelo TITANIO da marca exporlux.3. 66 . enquanto na zona da sanita foi usado um projector com lâmpada de 26W. paredes e solo respectivamente.3. Os tubos utilizados para todos os circuitos interiores têm diâmetro de 20mm.4 – Protecções e Canalizações Na tabela 17 estão apresentados todos os circuitos de iluminação normal previstos para o lar.2 para tecto. Foram usados vidro ao nível do aro do projector fazendo assim um IP53. Figura 34 – Distribuição Iluminação WC Serviço Piso 1 3. O factor de manutenção utilizado para cálculo foi de 0.

8  34.4 55.02 0.05  0.8  34.17  0.3 56.5  14.18  0.9 13.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.09 0.5  14.55  2.68 0.34  1.3 60.1 19.2 50.5  14.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.18  2  0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  I2(A)  14.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  34.05 1.9 42.40  1.04  0.8  34.32 0.39  13  0.32  1.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.43 0.  S(KVA)  IB(A)  1  0.13  1  0.06 1.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.8  34.99 1.5 16.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.3 17.06 0.7 16.09  0.37 0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.55  2.2 62.9 47.05  0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.3 56.10 0.75  11  0.8  34.06  7  0.42  1.10 1.5  14.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.6 23.5  14.8  34.58 0.05  0.20  1  0.84  25  0.18  0.13  5  0.99 0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.3 14.15  0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.33 0.5  14.18  17  0.42  1.8  34.8  34.42  1.5  14.31  3  0.5  14.5  14.0 37.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.03  0.6 20.5 15.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.22  0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  34.86  3.8  34.17  0.1 31.5  14.8  34.16 0.8  34.04  0.18 67 .5  14.12 0.C.5  14.44  1.3 46.04  0.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.23  0.01 0.51  2.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.23 1.8 34.4 14.9 30.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  34.5  14.13  8  0.4 20.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  34.5  14.03  0.15  2  0.22  6  0.ª/Met Cabo 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.37  2  0.18  6  0.4 39.58 0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.93  14  0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.02 0.23  1  0.64  20  0.23  11  0.8  34.5  14.55 0.2 40.36  1.7 39.1 19.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.04 0.18  6  0.2 15.5  14.8  34.8  34.47  4  0.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.45 0.5  14.44  1.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.47  17  0.84  4  0.08  0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.21  0.88  3  0.8  34.1 36.59  12  0.10 0.08 0.38  1.5  14.8  34.8  34.57 0.5  14.92  22  0.3 57.5  14.19  15  0.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.30  1.38  1.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.2 13.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.60 1.60  2.3 38.95  7  0.64 0.04  0.72  3  0.16 0.8  34.5  14.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.4 32.8  34.40  1  0.2 47.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.0 17.88 0.5  14.93  5  0.8  34.5 u(%) 0.74  21  0.8  34.04  18  0.0 44.5  14.01 0.5  14.3 12.5  14.8  34.1 71.55  3  0.49  2.24  1.80  4  0.99 2.8  34.21  0.8  34.5  14.9 49.8 54.64  8  0.8  34.84  26  0.01 0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.7 21.5  14.7 38.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  34.11 0.5  L(m) 7.8  34.80  3  0.8  34.04  19  0.25 0.34  1.5  14.24  1.5  14.5  14.5  14.84  10  0.0 4.8  34.98  24  0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.24  1.5  14.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.16 0.38  1.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.39  14  0.04 0.92  23  0.08  0.9 4.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.49  2.09 0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.4 19.5  14.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.11 0.5  14.7 22.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.37  2  0.8  34. 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 IZ(A) 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 24 1.40  7  0.21 0.8 53.8  34.27  1.8  34.5  14.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.9 44.13  15  0.40 0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.98 1.38  18  0.09  0.8  34.05 0.1 6.5  14.97 0.8  34.73  3.15  0.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.66  2.64  9  0.38 0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.5  14.19  Disj(A)  ref.66  16  0.5  14.5  14.8  34.42 0.5  14.36  1.34 0.5 F.8  34.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5  14.22 0.45IZ(A)  34.66  19  0.42  1.57  5  0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.22 0.74  4  0.03  0.CASO DE ESTUDO Tabela 17 – Dimensionamento Canalizações Iluminação Origem  QEQ  QEQ  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QPC  QPC  QPC  QPC  Circ.8 37.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  34.5  14.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.4 28.90 0.00 0.5 10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G1.8  34.

Foram projectados para as divisões que geralmente estão com presença assídua de pessoas e nos corredores para ajudar a encontrar os locais de saída. L e M é possível visualizar as peças desenhadas correspondentes à iluminação de emergência para os três pisos do edifício. modelo style 22011 [8]. Os blocos autónomos são da marca COOPER. 3. Na figura 35 é possível visualizar o aspecto do controlador projectado para este edifício. Estes blocos têm como objectivo permitir a evacuação das pessoas em segurança.3. para todas as mudanças de nível do piso e ainda junto de todas as mudanças de direcção. Neste projecto foram previstas para iluminação anti-pânico. nome e tipo de falha.CAPÍTULO 3 3.1 – Controlador O sistema CG Line 400. Este sistema permite fazer um teste automático à capacidade da bateria e à funcionalidade da luminária. graças a números de identificação individual por luminária e sistema de auto-endereçamento.5. blocos autónomos não permanentes. Foram projectados blocos autónomos para as portas de saída. permite controlar todo o sistema de iluminação de emergência. com ou sem energia da rede eléctrica. isto é. emitindo um fluxo luminoso de 450 lm possuindo IP41. Para o técnico responsável pela manutenção.5 – Iluminação de Segurança A iluminação de emergência e sinalização de saídas serão garantidas por um sistema constituído por blocos autónomos e sistema de controlo centralizado. isto significa um controlo permanente do sistema de iluminação de emergência com baixo custo. Nos anexos K. 68 . Esta informação é armazenada num livro de registos durante dois anos.3. Estes blocos tem como objectivo reduzir o risco de pânico e permitir que as pessoas se dirijam em segurança para os caminhos de evacuação. Os blocos permanentes estão sempre em funcionamento. São blocos autónomos constituídos por lâmpadas de 8W. Os resultados do teste são exibidos no visor do controlador em texto simples com detalhes da identificação da luminária. endereço. sendo que todas as funções das luminárias são monitorizadas e controladas através do microprocessador. Para iluminação de circulação foram usados blocos autónomos permanentes. Os blocos não permanentes utilizam um sistema em que as lâmpadas apenas funcionam quando a rede falha.

nos vários espaços que o constituem.CASO DE ESTUDO Figura 35 – Controlador CGLINE 400 3.1 – Iluminação Normal A iluminação normal será predominantemente fluorescente. Os tipos de armaduras e a sua disposição foram estudados de forma a satisfazer as exigências arquitectónicas e a garantir uma adequada distribuição de iluminação estando assegurada em todas as armaduras a correcção do factor de potência. Na saída dos elevadores deverão ser garantidos 50 lux. de segurança e de vigília. 3. resultando as soluções adoptadas de um compromisso entre os resultados teóricos obtidos e as exigências arquitectónicas.6– Memória Descritiva .Iluminação A memória descritiva desta secção reflectirá sobre a iluminação normal.3. junto do respectivo quadro eléctrico. As instalações foram calculadas para que os níveis de iluminação fossem os mais adequados às actividades a desenvolver nos vários locais. bem como de 200 lux. uma vez que se prevê que os elevadores a instalar serão do tipo eléctrico sem casa de máquinas.6. Os níveis de iluminação propostos. a minimização do efeito estroboscópio e as condições de segurança adequadas aos locais de instalação. 69 . respondem às recomendações técnicas a observar em espaços com as características de um lar de idosos. as quais foram meticulosamente pensadas no sentido de garantir uma iluminação adequada nas diversas dependências do Lar de Idosos.3.

a funcionar em regime de mantidas. para uma ocupação por compartimento e global inferior a 50 pessoas. As luminárias estão referenciadas através da letra F. O sistema previsto contempla a instalação de circuitos próprios para alimentação de armaduras destinadas a iluminação ambiente. 3. incluído pictograma. equipadas com lâmpadas de 15W. mínima de 1 hora.3 – Iluminação de Vigília nos Quartos Todos os quartos de dormir serão dotados de luminárias. também com autonomia de 1 hora.6.3. A única obrigatoriedade prende-se com a certificação de acordo com as normas vigentes. a funcionarem em regime de não mantidas com autonomia. A iluminação ambiente e de circulação/sinalização de saídas será garantida pela adopção de armaduras do tipo autónomo. No respeitante ao material de manobra optou-se pela marca Legrand pois é uma marca prestigiada no mercado e simultaneamente evidencia uma boa relação qualidade/preço. conforme se especifica nas peças desenhadas.2 – Iluminação de Segurança Como se trata de um edifício classificado quanto à sua lotação como 5.7 – Mapa de Quantidades O mapa de quantidades apresentado na Tabela 18 discrimina todo o material necessário para o sistema de iluminação normal e de segurança do presente caso de estudo. 3.6. As armaduras deverão obedecer à directiva comunitária CEE 77-576 e deverão possuir certificado de acordo com as normas aplicáveis. em cada espaço vai indicado nas peças desenhadas e condições técnicas especiais. Relativamente ao restante material não é necessário identificar a marca. sendo que é possível fazer a respectiva analogia com a marca nas peças desenhadas que se encontram em anexo.CAPÍTULO 3 O tipo de armaduras a utilizar.3. 3. Do mesmo modo serão criados circuitos independentes para alimentação das armaduras para iluminação de circulação/sinalização de saídas.ª categoria. 70 .3. pode-se aplicar a iluminação de segurança do tipo D. que garantirão a iluminação de vigilância nos quartos. em particular as NFC 71800 e NFC71801.

XZ1(frd)(zh)-U2G1. un. un. un. un. un.4.2 1. un.7 1.1 1. un.1 Caixas Em montagem embebida . 1.4 1.2 71 . un.3 1.Mapa de Quantidades Iluminação Artº Nº 3. un.1 Luminárias de acordo com C. un. un.2. un. 32 131 m m 61 2661 m 2722 Un Quant. un.5 . un. un.Enfiados em tubos .1.T.2 F5. un un un un un un 39 22 17 17 46 15 19 213 62 14 32 6 4 4 13 1 5 5 6 58 3 34 5 27 4 un.5 1.1 Designação INSTALAÇÃO DE ILUMINAÇÃO NORMAL Fornecimento e montagem de: Tubos Montagem embebida .4. un. un.caixa de derivação com bucins e placa de bornes .1 Cabos .3.1 F5.CASO DE ESTUDO Tabela 18 . un.4 F5.VDØ20 1.: Luminárias F1 F2 F3 F4 F5 F5.5 F6 F7 F8 F9 F10 F11 F12 F13 F14 Fornecimento e montagem de aparelhagem de Manobra Interruptor Mosaic refª 77010 LEGRAND Interruptor Estanque REFª 69611 LEGRAND Comutador de Escada refª 77011 LEGRAND Inversor refª 77021 LEGRAND Comutador de Lustre REFª 77001 LEGRAND Comutador de Lustre Estanque refª 69625 LEGRAND un.3 F5. un.3.caixa de aparelhagem funda 1.XZ1(frd)(zh)-U3G1.

8mm Luminárias de acordo com C. correspondendo cada anexo a um piso do edifício.1 .: Controlador CG 400 CG Line un.VDØ20 1.XZ1(frd)(zh)-U3G1. un. Importa ainda prever possíveis alterações no futuro. De salientar que a designação Z1 embora não 72 .: Luminárias E1 E2 Equipamento de acordo com C. 3.zh) [9].3 1. As peças desenhadas correspondentes ao projecto de Tomadas e equipamentos estão presentes nos anexos N. un.1 1.T.1 Cabos .5 .JY(ST)Y 4*2*0.4. pois são bastante indicados para locais públicos tais como hospitais ou hotéis.1 3.4.4 TOMADAS E EQUIPAMENTOS Na elaboração de um projecto devemos atender às imposições legislativas mas também ao senso comum do projectista.4 1. 65 54 1 m m 1081 855 m 1935 un.1 Detector de Movimento de 180º REFª 78456 LEGRAND INSTALAÇÃO DE ILUMINAÇÃO SEGURANÇA Fornecimento e montagem de: Tubos Montagem embebida .3 2 1.T.Enfiados em tubos .CAPÍTULO 3 1. Para projectar este tipo de circuitos nos mais variados espaços é necessário ter em atenção a ocupação em função dos mesmos. a colocação das tomadas deve ter em linha de conta possíveis futuras modificações pois a implementação de uma tomada na fase de concepção do edifício não tem um custo significativo enquanto a sua colocação posterior implica uma série de gastos desnecessários. 15 1.3.1 1.4. O e P.2. Para o efeito.1.2 1. Sabendo que quanto mais prática e eficaz for a colocação dos equipamentos e tomadas mais vantajoso será para o utente.Cálculos das Potências a Alimentar Neste projecto seleccionaram-se cabos XZ1 (frt.

Para os cálculos das potências foram utilizados os seguintes critérios: .7.2 – Solução adoptada em função do espaço/cálculo da potência Para os cálculos das potências e correntes máximas admissíveis adoptaram-se as seguintes expressões: [6] [7] [8] [9] [10] [11] [12] 73 . secção 3. utilizou-se uma previsão de potência.4.Características de funcionamento dos equipamentos. Os equipamentos de utilização com características e riscos idênticos foram agrupados em circuitos comuns. foi adoptada na última revisão da norma NP665 em 2006. 3.Adoptou-se um factor de potência médio das instalações de 0. Neste caso optou-se por uma potência média de tomada de 100W/230V. .2 do manual cabos eléctricos de baixa tensão. .1.85.Dadas as características das instalações consideraram-se alimentadores que permitirão aumentos de potência no futuro sem necessidade de alteração da respectiva cablagem ou alterações no equipamento do quadro eléctrico.CASO DE ESTUDO apareça nos anexos atrás referidos das RTIEBT.O coeficiente de simultaneidade escolhido foi de 0. . . dos quais se salientam as potências e o regime de funcionamento.Para todos os circuitos em que foi impossível a determinação com rigor dos receptores a instalar ou das suas características.

2.036 Ohm * mm2 /m) s = Secção do condutor em mm2 [13] K2 = 1.73 (√3) para circuitos trifásicos In = Corrente Estipulada do aparelho Iz = Corrente máxima admissível I2 = Corrente convencional de funcionamento do aparelho S = Potência (KVA) L = Comprimento Simples do Circuito em Metros ρ= Resistividade do condutor (para almas de cobre ρ = 0.4. Figura 36 – Peça Desenhada Tomadas – Quarto Simples 74 . para almas de alumínio ρ = 0.CAPÍTULO 3 Sendo: P = Potência (W) U = Tensão nominal entre fases (trifásico) ou fase-neutro (monofásico) Cosφ = Factor de Potência IB = Corrente de Serviço (A) K = Constante igual a 1 para circuitos monofásicos e 1.45 para disjuntores modulares segundo EN60898 3.0225 Ohm * mm2/m.1 – Quarto Simples Na figura 36 é possível observar um segmento da peça desenhada referente ao quarto simples.

2. apresentam-se os valores para a potência e dimensionamento necessário para este circuito. Uma tomada para televisão e outra de reserva para ligar algum eventual equipamento. cumprindo todos os requisitos regulamentares. De seguida. apresenta-se o dimensionamento da canalização do circuito de tomadas para os quartos. 75 .85  I2(A)  23. 1 IZ(A) 33 1.1 u(%) 0. Tabela 19 .ª/Met Cabo 16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.45IZ(A)  47. seguindo a legislação descrita anteriormente.  S(KVA)  IB(A)  QEQ  4  0. Optou-se ainda por instalar uma tomada para televisão.15 3.2  L(m) 11. descritos anteriormente.CASO DE ESTUDO Em todos os quartos simples existentes no lar adoptou-se a mesma estratégia. De seguida.C. Na casa de banho existe uma tomada IP44 cumprindo todos os requisitos legais. optou-se por acrescentar duas tomadas ao que é exigido pelo regulamento.2. Na casa de banho optou-se por instalar uma tomada com IP44. e uma vez que as áreas dos quartos são maiores.47  2.5 F.2 – Quarto Duplo A figura 37 corresponde a um segmento da peça desenhada do anexo O. correspondendo à distribuição de tomadas no quarto duplo.Dimensionamento Canalização Tomadas Quarto Simples Origem  Circ.04  Disj(A)  ref. na Tabela 20. na Tabela 19. Figura 37 – Peça Desenhada Tomadas – Quarto Duplo Para os quartos duplos.

5 F.CAPÍTULO 3 Tabela 20 .30 3. As tomadas de uso geral foram agrupadas no mesmo circuito. com condições muito específicas no que se refere a riscos eléctricos e à utilização de equipamentos. Na tabela seguinte é possível visualizar todos os dados necessários dos equipamentos para efectuar os respectivos cálculos. e de difícil previsão no momento da concepção da instalação eléctrica. Para calcular a potência nos circuitos independentes.45IZ(A)  47.8 u(%) 0.2  L(m) 14.2. sendo também normal alterações após o início da utilização do espaço.  S(KVA)  IB(A)  QEQ  4  0.2.Dimensionamento Canalização Tomadas Quarto Duplo Origem  Circ.09  Disj(A)  ref. escolheram-se equipamentos industriais com as características adequadas a uma cozinha de um lar. 76 .85  I2(A)  23. 1 IZ(A) 33 1. Na figura 38 é possível visualizar um segmento da peça desenhada do Anexo P referente ao que foi projectado para a cozinha. É muito frequente a instalação de inúmeros electrodomésticos dos mais variados tipos.C.ª/Met Cabo 16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.71  3. Figura 38 – Peça Desenhada Tomadas e Equipamentos – Cozinha Neste espaço foram criados circuitos independentes para os principais equipamentos a instalar. É necessária. portanto uma solução flexível no dimensionamento destas instalações.3 – Cozinha As cozinhas são locais especiais.

75 0.85  47.51 5.5 7  4.5 16  0.19 9.07  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.29 0.4  23.46  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2. Tabela 21 – Equipamentos Cozinha Descrição Tomadas Uso geral Máquina LavarCopos [10] Máquina Lavar Loiça [10] Máquina Insectos [10] Tomadas Despensa Dia Panela Sopa [10] Varinha [10] Arca Congeladora [10] Fritadeira [10] Hotte [11] Forno [12] Descascador Batatas [10] Microondas [10] Tomadas Uso Geral Marca/Modelo DIHR / Derby Zodiaco /GS50 700MO-Butterfly Cosmos TS6000 Robot Coupe Junex 320 CHV/TC Elettrobar MKC /900 Zanussi/FCF101ENS TR .40 0.3 6.23 0.85  43.47  10.05 0.50 0.8 14.17 0.2  23.2  23.26 77 .5 8  0.00 0.53  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.2 1.22  0.35  1. 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 IZ(A) 33 33 30 33 33 33 33 33 40 33 30 33 33 33 33 33 1.88  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.5 6  2.2  23.2  23.5 10  0.9 9.2  L(m) 12.5 19  0.21 0.5 15  10.21 0.  S(KVA)  IB(A)  Disj(A)  Ref.2/220 HM-1001 Circuito 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Potência (Kw) 0.12  5.22 0.07  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.43  1.15  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.30  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U5G2.60 Tensão (V) 230 230 400 230 230 230 230 230 400 230 400 230 230 230 Na Tabela 22 é possível visualizar o dimensionamento de todos os circuitos de tomadas e equipamentos existentes no quadro eléctrico da cozinha.35  1.0 11.5 18  0.95  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U5G2.5 11  0.84 0.5  47.04 0.89  3.74  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.10 3.85  47.5 17  1.00 0.2  46.8 11.2  23.2  23.59  2.5 9  0.13 0.37 1.2  23.85  47.71  3.8 7.56  2.2  23.5 13  20.04  0.5  47.2  23.Cozinha Origem  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  QEC  Circ.97  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.30 17.5 20  0.30 0.50 2.85  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.35  29.53  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.85  43.59  15.0 5.2  23. Tabela 22 – Dimensionamento Canalizações Tomadas e Equipamentos .ª/Met Cabo 5  0.5 12.2 11.30 0.9 u(%) 0.05  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.2  23.5 F.03 0.85  58  47.85  47.85  47.CASO DE ESTUDO De qualquer forma é importante salientar que a escolha deste tipo de equipamentos não é da responsabilidade do projectista.30 0.5 12  0.05 0.85  47.4 15.85  47.85  I2(A) 23.4 16.85  47.49 0.82  7.55 0.47  2.C.5 6.71  3. Ao projectista apenas tem de ser dado os elementos essenciais para efectuar um correcto dimensionamento.45IZ(A)  47.64 2.93  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.2  23.85  47.2  23.48 0.56  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.41  32  53/C XZ1(zh)(frt) ‐ U5G4 14  0.

2  23.09  10  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.23  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.97 1.85  47.85  47.2  23.4 – Zonas Comuns As tomadas de todas as zonas comuns foram projectadas de acordo com o prescrito na legislação.53  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.2  23.58  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.5 15  0.5 19.8 1.02 0.2  23.71  3.94  4.2  23.85  47. referente ao ferro de engomar foi dimensionado de acordo com um equipamento da marca Philips [13].2  23.2  23.82  3.3 31.2  L(m) 12.05  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.5 38  0.85  47.59  2.09  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.5 37  0.85  47.71  11.85  47.58  2.72 0. Na tabela 23 apresentam-se os cálculos para Potência e dimensionamento do circuito.5 42  0.24  1.82  3.85  47.5 39  0.ª/Met Cabo 16  0.27 0.2  23.2  23.71  3.85  47.02 1.CAPÍTULO 3 3.8 41.47  2.00 0.7 19.21 3.5 31  0.85  47.85  47.58  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2. 78 .47  2.2 2.71  3.0 47.52 0.76  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.02  0.8 14.2  23.94  4.59  2.5 16  0.2  23.94  4.57  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.5 21  0.24  1.67 0.85  47.0 47. As tomadas instaladas no pavimento devem ter como código mínimo IP24 e IK07.85  47.05  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.47 0.9 27.5 33  0.5 35  0.9 55.2  23.0 24.82  3.2  14.91 O circuito 11 com origem no quadro eléctrico QP1.85  47.2  23.1 38.5 30  0.5 11  2.82  3.07  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.85  47.2  23.65 0.34 0.2.56  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.5 12  2.2  23.94  4.38 3.4 1.5 36  0.85  47.45 0.2 41.93 0.5 13  2.5 26.2  23.35  10.5 14  0.5 32  0.85  47.40 0.2  23.09  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.7 61.76  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.53 0. sendo que em determinados espaços foram acrescentadas tomadas devido a possíveis necessidades do espaço. foram dimensionados com base no equipamento CARISMA AWOE da Whirpool [14].5 9  0.09  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.5 54.C.45IZ(A)  47. Nos espaços administrativos e no balcão de recepção foram projectadas tomadas no piso. Os circuitos 12 e 13 com origem no quadro eléctrico QP1.94  4.58  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.85  47.09  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.47 0.21 0.2  23. Tabela 23 – Dimensionamento Canalizações Zonas Comuns Origem  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QP‐1  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QE  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  QP1  Circ.02  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.82  3.5 34  0.29 0.27 3.3 38.2 53.5 18.85  47.82  3.79 0.59  2.58  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.85  47.  S(KVA)  IB(A)  Disj(A)  Ref.5 17  0.2  23.58  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.09  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.85  47.09  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.9 19.18 0.56  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.2  23.2  23.5 41  0.0 47.71  11.85  I2(A) 23.04  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.09 0.5 19  0.07  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.68 1.85  47.0 14.58  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2.94  4.2  23.5 20  0.85  47.9 5.5 10  0. Estas vão ficar inseridas em caixas de Pavimento.2.9 u(%) 0.85  47.5 40  0.5 F.5 18  0.07  16  53/C XZ1(zh)(frt)‐U3G2. 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 IZ(A) 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 33 1.0 58.2  23.2  23.40 1.85  47.85  47.5  23.85  47.

servem de referência ao mínimo de qualidade a aplicar. Serão deixadas guias de enfiamento em toda a tubagem instalada até ao enfiamento final dos respectivos condutores. As caixas serão do tipo reforçado e terão paredes de espessura não inferiores a 3mm e serão providas de boquilhas do 79 . também estão presentes na memória descritiva. 3. foi projectado usando um equipamento da marca SOLVIS [15].4. Também é fornecida informação extra sobre as características dos materiais a utilizar e.Cadernos e Encargos A memória descritiva contém algumas informações úteis para o instalador como por exemplo as regras a aplicar para a boa concepção da instalação. 3. O raio de curvatura das tubagens não será inferior a seis vezes o seu diâmetro exterior.4. em alguns casos.2 – Caixas As caixas de derivação livres de halogéneos a utilizar para tubagens de plásticos serão moldadas de uma só peça. Em casos de corte ou ligação de tubos será interdita a permanência de rebarbas que possam vir a romper o isolamento dos condutores.3. Os tubos a utilizar serão da marca Legrand ou equivalente.CASO DE ESTUDO O circuito 21. Não será permitido o emprego de tubos VD com diâmetro inferior a 20mm e de tubos ERFE com diâmetro inferior a 20 mm. As ligações entre os tubos VD serão efectuadas por uniões de material idêntico ao do tubo. Serão quadradas ou rectangulares e terão as dimensões mínimas interiores 80*80*40 mm. referente ao aquecimento e com origem no Quadro QP1. especifica os materiais de interligação dos respectivos equipamentos. conforme o número de entradas a estabelecer. Todos os atravessamentos de pavimentos ou de paredes corta-fogo por alimentadores ou tubos serão devidamente selados por meio de aplicação de massa corta-fogo.3 – Memória Descritiva .4. As marcas dos materiais.3.1 – Tubagem Todas as tubagens deverão entrar nas caixas mesmo que não seja electricamente necessário. sendo soldadas com cola apropriada. 3.

serão providas de terminal de terra. 3.3m do pavimento. As caixas levarão tampas de plástico de 2mm de espessura. As caixas de pavimento serão da marca OBBO BETTERMAN ou equivalente. serão de encastrar da série PLEXO TM ou equivalente. Sempre que se tiver de agrupar várias tomadas. As caixas de pavimento serão para seis equipamentos. ou indicação em contrário por parte da fiscalização da obra. é necessário por parte do instalador a justificação dos novos trajectos para que sejam aprovadas as novas quantidades.4. possuindo IP55.3 – Tomadas As tomadas de corrente serão montadas a 0. 78880) para fazer IP44 ou equivalente. nesse caso. bem como os necessários espelhos. 3. assegurando IP24 e IK07 e serão equipadas com as necessárias caixas de adaptação. As tomadas de corrente para encastrar. deverão ser instalados espelhos apropriados: duplos. As quantidades indicadas foram medidas pelas peças desenhadas (em anexo). quando não especificado nas peças desenhadas. Todas as tomadas presentes nas peças desenhadas com tampa. de acordo com os casos. fixadas por intermédio de parafusos de latão. em função dos equipamentos instalados. não sendo permitida a posterior abertura de ranhuras ou roços para o efeito.4 . mas é possível no decurso da obra e em função da escolha dos trajectos para tubos e cabos que as quantidades sejam insuficientes. As tomadas a instalar nas casas de banho serão da mesma série da restante aparelhagem possuindo um quadro (ref. Esta tabela revela todo o material necessário para a correcta concepção da instalação desta especialidade. triplos ou quádruplos.3.CAPÍTULO 3 mesmo material. 80 . ou equivalente. fornecidas com a respectiva ficha do tipo shucko e alvéolos protegidos e terão a intensidade nominal de 16A.4. Salienta-se que as caixas de aparelhagem ou saída de cabos para instalação embebida em paredes ou lajes de betão deverão ser instaladas antes da betonagem. Para a aparelhagem de manobra embebida usar-se-ão caixas de 70mm de diâmetro e terão a profundidade de 40 ou 80 mm conforme se trate de caixas de terminal ou de passagem.Mapa de Quantidades O mapa de quantidades das tomadas e equipamentos está presente na Tabela 24. Serão da marca Legrand série Mosaic.

m. na cor de acordo com local de instalação . 37 140 87 4 m. 250V/16 A com alvéolos protegidos un.XZ1 (frt)(zh) – U5G2. un.1 3.1 m. 81 . incluindo respectivos acessórios de fixação: .1. 1613 16. O primeiro vai ser instalado em todas as dependências a que a legislação obriga enquanto a segunda vai ser instalado na entrada principal e na entrada de serviço. 11 un.4.1 Caixa pavimento 6 módulos Aparelhagem de acordo com Peças Desenhadas Em montagem embebida. m. com alvéolos protegidos IP55 .Tomada tipo schuko. un.Tomada tipo schuko. com alvéolos protegidos IP44 .Caixa de aparelhagem funda .XZ1 (frt)(zh) – U5G4 Caixas Em montagem embebida .5 SINALIZAÇÃO Esta secção divide-se em dois sistemas a instalar: o sistema de sinalização e chamada e vídeo-porteiro. un. 250V/16 A. un.2 1.Tomada tipo schuko. m.Tomada trifásica 3P+N+T 1. 169 17 38 1 un.7 20 8 1.3.5 .5 . com alvéolos protegidos . un. 1. 250V/16 A. m.4.IRL-3321 Ø20 . un.4 1.CASO DE ESTUDO Tabela 24 – Mapa de Quantidades Tomadas e Equipamentos Artº Nº 1 1.1 Designação INSTALAÇÃO DE TOMADAS DE USO GERAIS Fornecimento e montagem de: Tubos Montagem embebida .1 1. 1629.XZ1 (frt)(zh) – U3G2. 250V/16 A.2 1.ICTL-3421 Ø20 .2.Tomada tipo schuko.Enfiados em tubos .Caixa de aparelhagem simples 1.3.74 28 Un Quant.Caixa de derivação com bucins e placa de bornes .3 1.2 Em montagem em caixa de pavimento.ICTL-3421 Ø25 Cabos .

2 – Sistema Tebis da Hager O sistema Tebis permite construir um sistema de sinalização de uma forma simples e eficaz. exceptuando a sirene colocada na recepção uma vez que esta deve tocar no accionamento de qualquer botão existente no edifício. O sistema é constituído por botões de pressão com cordão. por botões de pressão normais. Este alarme estará disponível a partir da cabeceira de todas as camas dos quartos. o sistema de chamada. 3. enquanto os displays do piso 0 contêm a informação deste piso e ainda repetem a informação do piso -1. Assim aquando da programação do sistema o instalador deve configurar o sistema de modo a que os botões existentes em cada ala do edifício permitam accionar apenas a sirene mais próxima. O sistema apenas será desactivado no interior do compartimento onde foi activada a chamada usando-se para isso o botão de pressão normal presente em cada local.1. O mesmo sistema será instalado nas casas de banho de deficientes e divisões destinadas a banho assistido. Nas casas de banho de deficientes foi projectada a colocação de um cordão a um metro do pavimento e ligado ao botão de pressão com cordão em todo o perímetro da casa de banho. casas de banho dos quartos e salas de estar e de actividades. No que diz respeito aos displays foram previstos: um na zona de circulação do piso -1. um no gabinete médico e outro junto à entrada principal na zona da recepção. A informação contida no display do piso -1 apenas é referente a esse piso. É possível visualizar toda a rede de cabos e sua distribuição no anexo Q. O accionamento do sistema é efectuado através do botão de pressão com cordão que permite accionar o display e a sirene existentes. sirenes. Foram previstas duas sirenes no piso -1 e 0. em qualquer parte da casa de banho.5. e ainda por display. A colocação de duas sirenes por piso deve-se ao facto de a arquitectura do edifício criar de forma natural duas áreas distintas. 82 .1 – Sistema de Chamada Será instalado um sistema de chamada de emergência que consistirá no accionamento do alarme acústico.CAPÍTULO 3 3. O projecto referente a este sistema está presente nas peças desenhadas dos anexos R e S referentes ao piso-1 e 0 respectivamente.5. Assim em caso de queda é possível ao utente accionar.

3. 3. As peças desenhadas correspondentes ao projecto do vídeo porteiro encontram-se presentes nos anexos T e U. que funciona com 30V corrente contínua. As metragens de 83 . Será da responsabilidade do instalador a colocação em funcionamento do respectivo sistema.5. com nível de som regulável. Todos controles para essas cargas são conectados ao circuito bus.5. e também porque será nesta zona que estará o respectivo vigilante.Sistema de chamada de Emergência O sistema de chamada de emergência será o modelo Tebis TX da Hager [16]. O sistema Tebis difere de uma instalação convencional instalação já que existem dois circuitos distintos. Foi prevista a colocação de um monitor de visualização na zona da recepção uma vez que esta área é aquela que assegura a permanência de funcionários por mais tempo.CASO DE ESTUDO O sistema Tebis utiliza um barramento baseado em abordagem de controlo. Neste mapa pode-se observar todo o material imprescindível à concepção do sistema incluindo o equipamento para concepção de display. entrada principal do edifício e outra no piso 1. foi projectado um sistema de vídeo-porteiro. um para energia e um para controle. que oferece benefícios diversos: aumento da flexibilidade.4 . impermeabilização futura e segurança. 3.Mapa de quantidades Na Tabela 25 está presente o mapa de quantidades relativas ao sistema de sinalização e chamada e vídeo-porteiro. ref. isto é. sendo que as portas das duas entradas possuem um trinco eléctrico. Foram projectadas duas botoneiras de chamada: uma no piso 0.2 – Sistema Porteiro No presente projecto e segundo as regras respeitantes a lares de idosos.3 – Memória Descritiva . sendo estas da marca Legrand. funcionalidade.5. na entrada de serviço para os funcionários do lar. As sirenes previstas neste projecto serão sirenes de baixo nível acústico. 415 43 ou de uma marca não inferior em termos de características e qualidade.

VDØ20 2.CAPÍTULO 3 tubos e cabos eléctricos são apresentadas em função dos circuitos nas peças desenhadas em anexo.4.4.1 Designação SISTEMA DE CHAMADA Fornecimento e montagem de: Tubos Montagem embebida .Enfiados em tubos .1 Cabos .4.4. 1.3.Cabo vídeo VCM\4 mt mt 15 81 mt 96 un un mt un un un un 51 29 30.XZ1(frd)(zh)-U3G2.1 1.1.3 1.4 1.4.4.2.2 1.5 .1 Caixas Em montagem embebida Caixa Funda Caixa 80*80*40 Fornecimento e montagem do Seguinte Equipamento Botão de pressão com Cordão de Chamada Botão de pressão para Resete Cordão no WC dos deficientes Sirene Acústica Baixo Nível e Regulável Tebis TX302 Hager Display de Visualização de 4 mod de 4 Entradas + 4 saídas LED c\ TG308 Display de Visualização de 8 mod de 4 Entradas + 4 saídas LED C\ TG308 SISTEMA DE VIDEO PORTEIRO Fornecimento e montagem de: Tubos Montagem embebida . Tabela 25 – Mapa de Quantidades Sinalização e Chamada Artº Nº 1 1.8mm 1.1 1.2.3 1.6 1.2 1.Enfiados em tubos Y(ST)Y 2*2*0.1 Cabos .3 4 29 1 2 un un 84 29 m 915 m 915 Un Quant.7 2 2.4 1.2 2.VDØ20 1.1.4.1 84 .1 2.5 1.

Figura 39 – Exemplo de uma ligação às fundações do edifício 85 . Para construir o sistema de terras decidiu-se usar o eléctrodo de terra em forma de anel.1 3. Neste contexto é necessário projectar redes de terra de qualidade e que dêem garantias de durabilidade a médio longo prazo. é necessário analisar o despacho normativo 12/98. obrigando também a utilizar o sistema de ligação TT.1 Caixas Em montagem embebida Caixa Funda Caixa 80*80*40 Fornecimento e montagem do Seguinte Equipamento Vídeo –porteiro ELVOX [17] un 1 un un 3 3 2. Utilizando a expressão 3 chega-se à conclusão que num edifício comum a resistência de terra necessária seria de: Mas uma vez que o presente estudo é um lar de idosos. A figura 39 exemplifica a forma de construir um eléctrodo em anel.6 REDE DE TERRAS A rede de Terras assume uma grande importância nas instalações eléctricas. aplicável a lares de idosos.4 2.4.CASO DE ESTUDO 2. Neste caso analisando o ponto 4 da ficha 12 verificamos que o valor de resistência de terra máximo aplicável é de 10Ω.3 2. pois um sistema de terras eficaz aumenta a fiabilidade dos equipamentos e permite a protecção de pessoas no que diz respeito às correntes de fuga.3.

1 – Memória Descritiva – Terra de Protecção A Terra de Protecção não deverá ter um valor superior a 10 Ω e deverá observar-se na sua execução toda a legislação aplicável. correspondendo cada anexo a um piso do edifício. O circuito de terra será garantido a partir do quadro geral. também numa parte do piso 0 uma vez que uma parte do piso 0 não está totalmente assente no piso inferior. Por último. A ligação da fita de terra ao ferro do betão nas fundações contribui para uma melhoria significativa da resistência de terra e realiza uma boa equipotencialidade entre a estrutura e o pavimento do edifício. W e X.CAPÍTULO 3 Para construir o anel de terras foi utilizada fita de aço galvanizado de 30*3. Na Figura 40 é possível observar um segmento da estrutura do piso -1. 86 . As peças desenhadas completas referentes à rede de terras estão presentes nos anexos V. Como é possível visualizar a fita de terra percorre o perímetro do edifício. a fita foi utilizada em todo o perímetro do piso 1.5mm de secção ao nível das fundações.6. piso -1. Decidiu-se também usar fio de aço de 8 mm para interligar as fitas existentes entre o nível inferior e o nível superior. Figura 40 – Segmento Peça Desenhada da Malha de Terra 3. As setas representam a subida do fio de aço na vertical. Os elementos condutores da construção e as armaduras do betão armado foram ligados ao conjunto do anel de terras em alguns pontos. sendo que o fio de aço segue uma trajectória vertical. conforme se especifica nas peças desenhadas.

1 Designação Rede Terras Fornecimento e montagem de: Condutores e Cabos Embebidos nas fundações ou pilares.7 mm.2 1. Na sua execução é necessário garantir que a parte superior dos eléctrodos deverá ficar instalada 0. derivação e união conforme caderno de encargos Fita de aço galvanizado 30*3. No caso de ser necessário utilizar eléctrodos de terra para garantir o valor de terra de 10Ω. 87 .1 Execução Terra Ligação à terra de protecção Caixas de Medição de Terra com ligador amovível VV 35 mm2 un mt 1 32 mt mt 496 301 Un Quant. A tabela inclui todo o material necessário para a correcta execução deste sistema.6.8 metros abaixo da superfície do solo O material a utilizar será da marca Obbo Bettermann [18] e serão usados os acessórios adequados ao material a utilizar. de diâmetro exterior de 15 mm sendo a espessura do revestimento de cobre de 0.2. Tabela 26 – Mapa de Quantidades Rede Terras Artº Nº 1 1. estes deverão ser em vareta de aço revestido a cobre com o comprimento de 2 metros. com todos os acessórios de espaçamento. Deverá ter-se em consideração que na ligação entre elementos metálicos diferentes se utilizarão bornes de união bimetálicos. conforme se especifica no mapa de quantidades e peças desenhadas.CASO DE ESTUDO Será montado um condutor de terra com origem no respectivo quadro geral que percorrerá toda a instalação até aos diversos pontos da mesma. 3.1.2 – Mapa de Quantidades O mapa de quantidades presente na tabela 26 refere-se ao sistema de terras.5mm Fio de Ferro galvanizado de 8 mm 1.1 1.

CAPÍTULO 3 88 .

é possível desenvolver este trabalho para outro tipo de instalações. 89 . As instalações previstas foram projectadas. no entanto revelaram-se fundamentais para quem pretende concretizar futuros projectos. A elaboração no Autocad das peças desenhadas e no Dialux da simulação da distribuição de iluminação exigiram um aprofundamento do conhecimento e manuseamento destes programas. seguindo-se da análise específica sobre Lares de Idosos. Dado que a iluminação representa uma fatia considerável do custo final de uma instalação eléctrica decidiu-se optar. Antes de mais foi necessário analisar toda a legislação vigente. aprender a projectar e manter em bom funcionamento instalações eléctricas consubstanciou-se numa mais-valia para entrar neste mercado de trabalho. A concretização deste projecto revelou-se uma tarefa complexa e difícil uma vez que foi necessário atender a diversos aspectos em simultâneo. a sua análise revelou-se muito produtiva em termos de aprendizagem relativa a vários aspectos como a segurança da instalação eléctrica. os mapas de quantidades elaborados e usou-se o autocad como ferramenta para as peças desenhadas. Atendendo ao facto de a legislação ser muito rigorosa no que respeita a este tipo de edifícios. Os objectivos propostos para a realização deste trabalho foram cumpridos na totalidade. por marcas portuguesas. Como trabalho futuro.4. sempre que possível. até porque estas evidenciam uma boa relação qualidade/preço. CONCLUSÕES E TRABALHO FUTURO A realização desta dissertação permitiu perceber que existem diferentes abordagens relativamente à execução de projectos electrotécnicos. Também houve a necessidade de aprofundar conhecimentos relativamente aos materiais existentes no mercado com o objectivo de conseguir estabelecer a melhor relação possível entre a qualidade e o preço. A nível de telecomunicações é possível dar seguimento elaborando o projecto de ITED. De facto. No que diz respeito à segurança é possível elaborar o projecto contra incêndios ou projecto de intrusão.

90 .

[13] http://www.5/11/2009].de/en/Safety_Lighting/Products/Objects/10349189219814745/1/22011_2202 1_en. [3]http://www.º226/2005 de 28 de Dezembro.fribarco. .pdf . [Consult.10/11/2009].com/c/ferros-de-engomar/gc8220_02/prd/pt/ .pdf .º5 [2] http://www. – Programa Prof2000.pt/fotos/editor2/IP_CLASSES_PROTECCAO.Clima Portugal -Climatização e Ambiente.policabos. Vilela L.prof2000.pt/por. [4] “RTIEBT” – Regras técnicas das instalações eléctricas de Baixa Tensão” decreto de Lei n.3/11/2009].26/10/2009]. [12] http://www.pt/dnls/hotte_micro.ª Edição [7] http://www.M.schindler.Policabos. [Consult. 91 .pt_l.5/11/2009].REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] “Instalações Eléctricas e Telecomunicações” Livraria Almedina Colecção Construir N. publicado a 11 de Setembro de 2006 [5] Despacho Normativo nº 12/98 de 25 de Fevereiro de 1998 [6] Pinto. [Consult. [8]http://www.pdf.pt/users/lpa/%C3%8Dndice%20de%20protec%C3%A7%C3%A3o.5 /11/2009]..Equipamentos Hoteleiros. [Consult. [14] http://www. [Consult.Utilmáquina .ceag.consumer.com/data/db_pdf/503_pdf .27/01/10].whirlpool.5/11/2009]. [10] www.climaportugal.Schindler Portugal.27-01-2010] [9] www.10/11/2009]. (Porto.com – Fribarco .[Consult.cabelte.philips.CEAG.utilmaquina.pdf .pt/app.pdf. [11] http://www.Philips Sistemas de vapor pressurizado.Equipamentos Hoteleiros [Consult. 2003):“ Técnicas e Tecnologias em Instalações Eléctricas” Certiel: 2.cnt/whr/pt_PT/pageid/pgproddtl001/catid/3/subcatid/11/prodid/33092 Equipamentos Cozinha e Lavandaria. [Consult. [Consult. .5400.pt – Grupo Cabelte [Consult.

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ANEXOS Os anexos foram impressos em A3 para melhorar acomodação no trabalho. 93 . embora tenham sido desenhados à escala real.

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