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Eletronica de Potencia Apostila

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Eletrônica de Potência – Vol.

7, n° 1, Novembro de 2002 i
ISSN 1414-8862
ELETRÔNICA DE POTÊNCIA
REVISTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA SOBRAEP
VOL. 7, Nº 1, NOVEMBRO DE 2002
ÍNDICE
Corpo de Revisores................................................................................................................. ii
Editorial................................................................................................................................... iii
Chamada de Trabalhos para a Seção Especial Acionamentos Eletrônicos e Controle de
Máquinas Elétricas.................................................................................................................. iv
Editorial Convidado................................................................................................................ v
ARTIGOS DA SEÇÃO ESPECIAL RETIFICADORES COMALTO FATOR DE POTÊNCIA
Retificadores PWM trifásicos unidirecionais com alto fator de potência
Ivo Barbi, Yales Rômulo de Novaes, Fabiana Pöttker de Souza e Deivis Borgonovo................................. 1
Implementação e controle de retificador trifásico de alta qualidade com comutação em
baixa freqüência
Joanna A. G. Marafão, José Antenor Pomilio e Giorgio Spiazzi............................................................ 15
Retificador trifásico isolado em alta freqüência e com baixa distorção de corrente na rede
Falcondes José Mendes de Seixas e Ivo Barbi...................................................................................... 22
Digital implementation of three-phase rectifier with deadbeat controller
Lourenço Matakas Jr., Wilson Komatsu e Alisson Dias Junqueira.............................................................. 30
Melhoria do fator de potência através do aumento do número de pulsos de conversores
graetz comutados pela rede: Modelagem e resultados experimentais
Angelo J. J. Rezek, José P. G. de Abreu, Valberto F. da Silva, José M. E. Vicente, José A. Cortez, Otávio H.
S. Vicentini, Adriana C. de Sá e Mauro S. Miskulin............................................................................
38
Unidade retificadora trifásica isolada com alto fator de potência
Elias Sebastião de Andrade e Denizar Cruz Martins.................................................................................... 46
Modelagem e controle discreto para o retificador PFC Boost três níveis
J. E. Baggio, H. L. Hey, H. A. Gründling, H. Pinheiro e J. R. Pinheiro....................................................... 55
Um retificador monofásico com elevado fator de potência baseado no conversor Buck
multinível em corrente
Henrique A. C. Braga e Estêvão Coelho Teixeira........................................................................................ 62
ARTIGOS DA SEÇÃO REGULAR
Retificador pré-regulador Boost com elevados fator de potência e rendimento, para
sistemas de telecomunicações
Carlos Alberto Canesin e Fábio Toshiaki Wakabayashi............................................................................... 70
Normas para Publicação de Trabalhos na Revista Eletrônica de Potência............................. 78
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 ii
Corpo de Revisores desta edição de Eletrônica de Potência
Adriano Alves Pereira – UEL
Alexandre Ferrari de Souza – UFSC
Alexandre Magnus Guimarães – INPE
Ângelo J. Junqueira Rezek – UNIFEI
Arnaldo José Perin – UFSC
Carlos Alberto Canesin – UNESP – Ilha Solteira
Carlos Augusto Ayres – UNIFEI
Denizar Cruz Martins – UFSC
Domingos Sávio Lyrio Simonetti – UFES
Enes Gonçalves Marra – UFG
Ernesto Ruppert Filho – UNICAMP
Falcondes J. M. de Seixas – UNESP – Ilha Solteira
Felix Alberto Farret – UFSM
Fernando Luiz Marcelo Antunes – UFC
Fernando Soares dos Reis – PUC-RS
Henrique A. Carvalho Braga – UFJF
Humberto Pinheiro – UFSM
Jaime Eugenio Arau-Roffiel – CENIDET-México
Jean Paul Dubut – INPE
João Batista Vieira Júnior – UFU
José Antenor Pomilio – UNICAMP
José Luiz F. Vieira – UFES
Lourenço Matakas Júnior – USP
Lúcio dos Reis Barbosa – UEL
Marcelo Godoy Simões – Colorado School of Mines-EUA
Pedro Gomes Barbosa – UFJF
Peter Mantovanelli Barbosa – VPEC-EUA
Porfírio Cabeleiro Cortizo – UFMG
Walter Issamu Suemitsu – UFRJ
Wilson C. P. de Aragão Filho – UFES
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 iii
EDITORIAL
Com a presente edição marcamos o início de uma nova linha de ação da revista: as seções
especiais, em que pretendemos lançar, anualmente, uma chamada específica de trabalhos em um tema de
interesse da Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência.
Em sua primeira edição, o tema proposto foi “RETIFICADORES COM ALTO FATOR DE
POTÊNCIA”, tendo como Editor da Seção o Prof. Carlos Alberto Canesin, da UNESP – Ilha Solteira.
Aliás, já a partir da próxima Edição o Prof. Canesin assume a Edição Geral da nossa revista, sendo esta
minha última atuação como tal.
Nos dois anos em que estive como Editor passamos por um momento de desinteresse pela revista,
com uma submissão restrita de trabalhos. Estamos conseguindo superar os maus momentos com as seções
especiais. Aos poucos as submissões regulares irão se fortalecendo, com a reconquista da credibilidade da
revista.
Uma chamada de artigos para uma nova seção especial, referente a 2003, está sendo lançada com
este número. Alcançaremos, com ela, uma fatia fundamental e até o momento pouco presente na nossa
revista: as aplicações em máquina elétricas. O Editor da Seção Especial será o Prof. Richard Magdalena
Stephan, da COPPE - UFRJ.
Eu e meu Editor Associado, Prof. Marcelo Godoy Simões, encerramos nossos trabalhos
agradecendo aos autores que, durante nossa gestão, submeteram trabalhos, e ao nosso especializado corpo
de revisores, que garante a qualidade da revista.
Continuaremos colaborando com a revista. Ela estará sempre melhor.
Domingos Sávio Lyrio Simonetti - Editor Geral
Marcelo Godoy Simões - Editor Associado
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 iv
Revista Eletrônica de Potência da SOBRAEP
SEÇÃO ESPECIAL
A revista Eletrônica de Potência da SOBRAEP está preparando uma seção especial com
artigos técnicos de conteúdo especializado e artigos de conteúdo didático significativo no tema:
ACIONAMENTOS ELETRÔNICOS E
CONTROLE DE MÁQUINAS ELÉTRICAS.
Os artigos de conteúdo especializado devem necessariamente conter uma introdução
abrangente, onde o assunto proposto esteja clara e solidamente situado em termos de estado
da arte e da sua importância.
Os tópicos contemplados incluem:
• Controle escalar e vetorial de máquinas elétricas
• Controle fuzzy, neural, adaptativo e robusto de máquinas elétricas
• Eliminação de sensores mecânicos
• Controle do movimento
• Máquinas dependentes de conversores eletrônicos
• Eficiência energética
• Interferência eletromagnética em acionamentos eletrônicos
• Aplicações.
Outros tópicos, dentro do tema proposto, serão considerados. A Seção terá como Editor
Especial o Prof. Richard M. Stephan da UFRJ. A submissão do artigo deverá ser feita por via
eletrônica no formato e tamanho usual da revista. Envie sua proposta de artigo completo
através do site iSOBRAEP, cujo endereço (url) é:
http://www.dee.feis.unesp.br/lep/revista
No site iSOBRAEP você fará seu cadastro e deverá optar pelo Link da Seção Especial para
enviar seu artigo. Para Dúvidas/Problemas o e-mail é: rms@ufrj.br
As datas previstas são:
Submissão Artigos: de 01 de Dezembro/2002 até 16 de Fevereiro/2003
Revisão Inicial: até 30 de Março de 2003
Submissão dos Artigos Aceitos e Corrigidos: até 15 de Abril de 2003
Revisão Final: até 30 de Abril de 2003
Publicação: Maio/Junho de 2003
Prof. Domingos S. L. Simonetti
Editor
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 v
EDITORIAL CONVIDADO
Seção Especial Retificadores com Alto Fator de Potência
Foi uma grande honra para este editor especial receber o convite para realizar e gerir esta seção especial
“Retificadores com Alto Fator de Potência”.
O tema envolve diretamente a busca pelo processamento da energia elétrica com melhor qualidade, uma vez que
tal fonte de energia deve ser considerada como um bem público, raro e esgotável.
Fatos recentes no país demonstraram como devemos trilhar pelos caminhos da normatização, no que se refere
aos equipamentos eletroeletrônicos processadores de energia elétrica.
Infelizmente, o país é muitíssimo carente de normas técnicas atualizadas nesta área, em conseqüência, levando o
sistema nacional de geração, transmissão e distribuição a conviver com índices de qualidade muito reduzidos e grandes
desperdícios de energia elétrica.
Dentre estes dispositivos processadores de energia elétrica, encontram-se os amplamente difundidos conversores
ca/cc, ou, também denominados de retificadores, em todos os seguimentos da sociedade moderna, dentre os quais: os
setores industrial, comercial, agropecuário e residencial.
Entretanto, um grave problema técnico para estes retificadores convencionais é a elevada distorção harmônica da
corrente drenada da rede de alimentação em corrente alternada, resultando em reduzido fator de potência. Tais fatores
levam os sistemas de energia elétrica a conviverem com desperdícios significativos, pois, os valores eficazes das
correntes drenadas por estes dispositivos são bem maiores do que o mínimo valor necessário para transferir a desejada
potência ativa para a carga. Além deste fato, agregam-se os problemas decorrentes dos harmônicos presentes na
corrente: interferências eletromagnéticas, perdas e aquecimento, ressonâncias, mau funcionamento de equipamentos,
necessidade de aumento de bitolas de condutores, etc...
Neste contexto, certamente o país necessita caminhar para a normatização, por exemplo adotando as normas
Européias IEC que, desde o final da década de 80, restringem o conteúdo harmônico das correntes drenadas por tais
dispositivos. Estas normas sofreram constantes atualizações durante estas últimas décadas, resultando nas atuais IEC
61000-3-2 e IEC 61000-3-4.
Esta seção especial envolve diferentes tópicos relacionados com a correção do fator de potência de retificadores
monofásicos e trifásicos, operando em baixas e elevadas freqüências, quais sejam: concepção de novas topologias,
correção passiva, correção ativa, técnicas de comutação, técnicas especiais de comando e controle. Portanto, esta seção
apresenta trabalhos consolidados e completos de forma analítica e experimental.
Para realizar a análise dos trabalhos submetidos, que envolveram 80 autores em 20 diferentes artigos, contamos
com a colaboração de 30 revisores de 19 instituições de pesquisa, do país e do exterior. Sem dúvida, o êxito desta
edição deve substancial parte aos vossos esforços e trabalho, a todos nosso muito obrigado. Nosso muitíssimo obrigado
também aos autores, pois, sem eles não existiria esta importante seção especial. Em especial agradeço ao Prof. Ivo
Barbi que contribuiu com um importante artigo convidado a respeito de retificadores trifásicos.
Pela primeira vez implementamos um sistema totalmente eletrônico de submissão, análise e revisão, o qual em
muito agilizou o processo desta seção especial. Outras seções especiais haverão de vir em continuidade à esta, e, a
partir de janeiro de 2003, quando assumiremos a edição geral da Revista Eletrônica de Potência, todo o processo deverá
ser por via eletrônica, através do seguinte endereço: http://www.dee.feis.unesp.br/lep/revista.
Finalmente, em função dos prazos estabelecidos para esta edição, gostaria de informar aos leitores que outros
artigos aprovados ainda serão publicados nas edições normais da revista.
Espero, portanto, que esta edição contribua para o retorno da tão necessária periodicidade de nossa revista. Muito
obrigado.
CARLOS ALBERTO CANESIN
EDITOR ESPECIAL
e-mail: canesin@dee.feis.unesp.br
UNESP – FEIS
LEP – Laboratório de Eletrônica de Potência
http://www.dee.feis.unesp.br/lep/power.html
15385-000 Ilha Solteira – SP Cx. Postal 31
Fone: 0xx18 3743 1086 Fax: 0xx18 3742 2735
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 vi
SOBRAEP
Diretoria (2002-2004)
Presidente: Domingos Sávio Lyrio Simonetti – UFES
Vice-Presidente: Carlos Alberto Canesin – UNESP – Ilha Solteira
1.
o
Secretário: Gilberto C. D. Sousa – UFES
2.
o
Secretário: José Luiz F. Vieira – UFES
Tesoureiro: Wilson C. P. de Aragão Filho – UFES
Conselho Deliberativo (2002-2004)
Alexandre Ferrari de Souza - UFSC
Arnaldo José Perin - UFSC
Cícero M. T. Cruz – UFC
Denizar Cruz Martins - UFSC
Edson H. Watanabe – UFRJ
Edison Roberto C. da Silva – UFCG
Enes Gonçalves Marra – UFG
Enio Valmor Kassick - UFSC
Ivo Barbi - UFSC
João Batista Vieira Júnior – UFU
José Antenor Pomilio - UNICAMP
José Renes Pinheiro – UFSM
Endereço da Diretoria
SOBRAEP
DEL / CTUFES
Cx. Postal 01-9011
Vitória - ES - Brasil
29060-970
Fone: +55.(27).33352681
Fax.: +55.(27).33352644
Eletrônica de Potência
Editor:
Prof. Domingos Sávio Lyrio Simonetti
UFES - DEE
C. P. 01-9011
29060-970 – Vitória – ES – Brasil
http://www.dee.feis.unesp.br/lep/revista
Responsável pela edição: Carlos Alberto Canesin
Eletrônica de Potência é distribuída gratuitamente a todos os sócios da SOBRAEP
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 1
RETIFICADORES PWM TRIFÁSICOS UNIDIRECIONAIS COM ALTO
FATOR DE POTÊNCIA
Ivo Barbi, Yales Rômulo de Novaes, Fabiana Pöttker de Souza e Deivis Borgonovo
INEP-UFSC
Caixa Postal 5119
88040-970 – Florianópolis – SC
Brasil
Resumo – Este artigo apresenta algumas das
principais topologias de retificadores PWM trifásicos sem
neutro encontradas na literatura, bem como uma breve
comparação entre elas. Na sequência apresenta-se uma
modelagem genérica para estes retificadores, com modelo
completo e simplificado, para projetar tanto as malhas de
corrente, quanto a(s) de tensão. Mostra-se então uma
metodologia e exemplo de projeto. Finalmente são
apresentados os resultados experimentais de um
protótipo de 6kW com saída em 2 níveis e outro de 26kW
com saída em 3 níveis.
Abstract – This paper presents some topologies of
three-phase three wire PWM rectifiers and a comparison
among them. A generic modeling is also presented with a
complete and a simplified model, for designing the
voltages and current control loops. Design methodologies
are suggested as well as design procedure. Experimental
results for a 6kW two level rectifier and for a 26kW three
level rectifier validates the analysis.
I – INTRODUÇÃO
É sabido que a distribuição de energia elétrica é feita,
exceto em raras exceções, em corrente alternada. No
entanto, sabe-se também que para muitas aplicações,
principalmente para a alimentação de equipamentos
eletrônicos, necessita-se desta energia disponível em corrente
contínua.
Desta forma, da necessidade de se converter corrente
alternada – CA – em corrente contínua – CC -, surgiram os
conversores CA-CC, ou simplesmente retificadores. Além
disso, para níveis elevados de potência, geralmente acima de
alguns quilowatts, se faz necessária a utilização de
retificadores trifásicos, para garantir o equilíbrio de potência
entre as fases.
Assim, quando se tem acesso ao neutro, pode-se utilizar
por exemplo, três retificadores monofásicos, um para cada
fase. No entanto, como nem sempre dispõe-se de neutro, ou
quando sua presença é indesejável, esta solução deixa de ser
factível. Surge então a necessidade de se utilizar retificadores
trifásicos sem neutro.
As fontes de alimentação trifásicas convencionais,
utilizam retificadores a diodo, ou a tiristores quando se
deseja algum controle do fluxo de potência e da tensão de
saída. No entanto, as características de entrada destes
retificadores criam problemas para a rede comercial de
energia elétrica, dentre os quais podem ser destacados:
• Distorção harmônica das correntes de entrada, com
consequente redução do fator de potência;
• Distorção nas tensões da rede de alimentação, devido à
circulação das componentes harmônicas das correntes
através das impedâncias de linha, o que pode
comprometer o bom funcionamento de outros
equipamentos conectados à mesma rede;
• Aumento das perdas nos elementos das redes de
transmissão e distribuição;
• Necessidade de geração de grandes quantidades de
potência reativa, elevando os custos de todo o sistema;
• Diminuição do rendimento da estrutura, devido ao
elevado valor eficaz das correntes;
• Interferência eletromagnética em sinais de controle e
comunicação, como por exemplo em sistemas de
telecomunicações, entre outros.
Desta forma, devido aos problemas citados, geralmente as
normas e regulamentações internacionais para sistemas de
telecomunicações são tomadas como referência nas pesquisas
nesta área, por serem bastante rígidas.
Além disso, ao contrário dos retificadores PWM
monofásicos com fator de potência unitário, que utilizam
uma ponte completa de diodos e um conversor boost, para os
retificadores PWM trifásicos sem neutro não existe uma
solução consagrada que possa ser tomada como referência.
Assim, são apresentadas algumas topologias com saída em
2 e 3 níveis. Será também apresentada a modelagem dos
conversores, necessária para projetar as malhas de controle
de tensão e corrente, seguida de procedimentos de projeto e
resultados experimentais de um retificador 2 níveis de 6kW e
de um retificador 3 níveis de 26kW, ambos com fator de
potência unitário.
II – TOPOLOGIAS
Um dos fatores determinantes para a escolha da topologia
do retificador é a tensão da rede e do barramento CC. Para
tensões elevadas, as topologias a três níveis são mais
indicadas porque a tensão sobre as chaves corresponde à
metade da tensão total no barramento CC. Já para as
topologias a dois níveis a tensão nas chaves é a própria
tensão de saída.
As topologias do tipo BUCK são desconsideradas, pois
apresentam indutores de baixa freqüência na saída e
necessitam de filtros de entrada volumosos. São apresentadas
então apenas topologias do tipo BOOST.
A. Topologias Dois Níveis
Dentre as topologias de retificadores do tipo PWM dois
níveis, tem-se a topologia que utiliza seis interruptores
comandados, apresentada na Fig. 1 [1]. Esta topologia é uma
das mais conhecidas na literatura, principalmente por ser
muito utilizada operando como inversor trifásico [2].
Esta topologia possui como característica principal a
bidirecionalidade no fluxo de potência e, como a maioria das
2 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
topologias do tipo elevadoras, a tensão de saída deve ser
maior do que o valor máximo de pico da tensão de linha.
Esta topologia, como todas que serão apresentadas neste
artigo, propicia uma reduzida taxa de distorção harmônica da
corrente de entrada, já que utiliza as técnicas ativas para
controlar estas correntes. Entretanto, devido à sua
configuração, exige maior esforço na concepção dos circuitos
de comando e controle, exibindo como maior desvantagem a
possibilidade de curto-circuito do barramento CC. Outra
desvantagem desta topologia está relacionada ao custo. Em
função da aplicação, a bidirecionalidade de energia pode se
tornar uma característica dispensável, como nas aplicações
em fontes para telecomunições.
+
- Vo
+
-
Va
+
-
Vb
+
-
Vc
La Lb Lc
S1 S2 S3
S4 S5 S6
D1 D2 D3
D4 D5 D6
Fig. 1 – Retificador Boost dois níveis bidirecional – Boost 2n-01.
Na Fig. 2 apresenta-se outra topologia de retificador
trifásico a dois níveis. Esta topologia é uma excelente
candidata para as aplicações do tipo dois níveis e sua
concepção foi baseada no inversor NPC [3], entretanto
sofreu simplificações, pois não necessita de bidirecionalidade
do fluxo de energia e nem da redução da tensão sobre os
interruptores. O comando dos interruptores é de fácil
implementação, já que ambos de um mesmo braço podem ser
comandados de maneira concomitante. Cabe observar que,
caso sejam utilizados interruptores do tipo MOSFET, os
diodos em anti-paralelo com os interruptores podem ser os
próprios diodos intrínsecos ao componente, reduzindo a
complexidade construtiva.
+
-
Vc
S1a
S1b
La
+
-
Vb
Lb
+
-
Va
Lc
S2a S3a
S3b S2b
+
-
D1 D2 D3
D4 D5 D6
D1a D1b
D4a D4b
D2a D2b
D5a D5b
D3a D3b
D6a D6b
Vo
Fig. 2 – Retificador PWM unidirecional trifásico dois níveis –
Boost 2n-02.
Derivada da topologia apresentada em [4], tem-se a
topologia Boost 2n-03, apresentada na Fig. 3. Observa-se que
apesar do número de indutores ser maior, a indutância
necessária para se obter a mesma ondulação de corrente da
topologia Boost 2n - 02 é a metade. Esta topologia também é
uma excelente candidata para as aplicações de baixa tensão
de entrada.
La1
La2
Lb3
Lb4
Lc5
Lc6
D1 D2
S1 S3 S2
D3
Vo
D6 D4 D5
D3d
D3b
D2d
D2b
D1d
D1c D3a
D3c
D2a
D2c
D1a
D1b
Vc Vb Va
+
-
+
-
+
-
+
-
Fig. 3 – Retificador PWM unidirecional trifásico dois níveis –
Boost 2n - 03.
Com características muito similares à topologia Boost 2n -
02, tem-se a topologia apresentada na Fig. 4, aqui
denominada de Boost 2n-04, derivada de [6]. Esta topologia
utiliza apenas um interruptor controlável por fase, reduzindo
à metade a necessidade de circuitos de comando isolados, em
relação às estruturas Boost 2n-01 e 2n-02.
S1
+
-
Va
+
-
Vb
+
-
Vc
La Lb Lc
S2 S3
D1 D2 D3
D4 D5 D6
Vo
D1a D1b
D1c D1d
D2a D2b
D2c D2d
D3a D3b
D3c D3d
+
-
Fig. 4 – Retificador PWM unidirecional trifásico dois níveis –
Boost 2n - 04.
Havendo a necessidade de se escolher uma destas três
topologias, sendo que a primeira já havia sido descartada
devido às questões já apresentadas, optou-se pela
investigação através de simulação das três últimas topologias
descritas.
Principalmente, pelo reduzido número de componentes, e
pela simplicidade de realização dos circuitos de controle e
comando, optou-se pela topologia Boost 2n - 04 para fazer
parte do projeto de uma unidade retificadora para
telecomunicações. Os resultados experimentais doravante
apresentados são relativos a implementação desta topologia.
B. Topologias Três Níveis
As topologias três níveis possuem dois capacitores
conectados no barramento CC, cujo ponto central é então
conectado a um ponto comum das três fases. Com uma
estratégia de controle apropriada garante-se a divisão
equitativa da tensão nos capacitores do barramento. Desta
forma, a tensão aplicada sobre os interruptores é a metade da
tensão total do barramento CC (V
o
/2), tornando estas
topologias atrativas para aplicações com tensão de entrada
elevada.
O retificador PWM com grampeamento do ponto neutro
apresentado na Fig. 5 tem como característica principal a
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 3
bidirecionalidade do fluxo de potência [3]. Esta topologia
além de ser complexa e de elevado custo também apresenta
possibilidade de curto de braço. Portanto não será incluída na
análise.
S1a
S1b
S2a S3a
S3b S2b
+
-
Vc
La
+
-
Vb
Lb
+
-
Va
Lc
+
-
Vo/2
+
-
Vo/2
S1 S2 S3
S4 S6
D1 D2 D3
D4 D5 D6
D1a D1b
D1c D1d
D2a D2b
D2c D2d
S5
D3a D3b
D3c D3d
Fig. 5 – Retificador PWM bidirecional trifásico três níveis.
Retirando-se os interruptores S
1
, S
2
, S
3
, S
4
, S
5
e S
6
, do
retificador da Fig. 5, obtém-se uma topologia mais simples,
unidirecional, e sem a possibilidade de curto de braço, sendo
portanto uma excelente candidata para aplicações com alta
tensão de entrada. Esta topologia é apresentada na Fig. 6. Os
dois interruptores de cada braço são acionados com o mesmo
sinal de comando. No entanto, os circuitos de comando de
cada fase devem ser isolados. Os diodos em anti-paralelo
com os interruptores podem ser os próprios diodos
intrínsecos do MOSFET.
Vc
S1a
S1b
La
Vb
Lb
Va
Lc
S2a S3a
S3b S2b
+
-
Vo/2
D1 D2 D3
D4 D5 D6
+
-
Vo/2
D1a D1b
D1c D1d
D2a D2b
D2c D2d
D3a D3b
D3c D3d
+
-
+
-
+
-
Fig. 6 – Retificador PWM unidirecional trifásico três níveis –
Boost 3n-02.
1
A topologia apresentada na Fig. 7 apresenta um número
de diodos menor que a topologia Boost 3n-02, e os sinais de
comando também são os mesmos para cada fase [5]. Esta
topologia também é candidata para aplicações de alta tensão.
A topologia apresentada na Fig. 8 é outra opção para
tensões elevadas [6]. Por apresentar apenas um interruptor
comandável por fase, tem-se a metade dos circuitos de
comando isolados, comparando-se com as demais topologias.
A topologia apresentada na Fig. 9 é outra opção para
tensões elevadas [7], no entanto, apresenta a tensão total do
barramento aplicada aos diodos da ponte retificadora (D
1
, D
2
,
D
3
, D
4
, D
5
, D
6
), se tornando menos atrativa que as demais
topologias.

1
Este conversor está sendo patenteado
pela empresa TYCO Electronics
La Lb
Lc
Va Vb Vc
S1a
S1b
S2a
S2b
S3a
S3b
+
-
Vo/2
+
-
Vo/2
D1 D2 D3
D4 D5 D6
D1a
D1b
D2a
D2b
D3a
D3b
+
-
+
-
+
-
Fig. 7 – Retificador PWM unidirecional trifásico três níveis –
Boost 3n-03.
S1
Va Vb Vc
La Lb Lc
D1 D2 D3
D4 D5 D6
+
-
Vo/2
+
-
Vo/2
S2 S3
D1b
D1d
D2b
D2d D2c
D2a
D1c
D1a D3b
D3d D3c
D3a
+
-
+
-
+
-
Fig. 8 – Retificador PWM unidirecional trifásico três níveis –
Boost 3n-04.
D2 D3
D5 D6 D4
D1
+
-
Vo/2
+
-
Vo/2
S1a
S1b
D1a D1b
S2a
S2b
D2a D2b
S3a S3b
D3a D3b
La
Lc
Lb
Va
Vb
Vc
+ -
+ -
+ -
Fig. 9 – Retificador PWM unidirecional trifásico três níveis –
Boost 3n-05.
Através de simulação das quatro topologias apresentadas
nas Figs. 6 a 9, verificou-se que as topologias Boost 3n-02 e
Boost 3n-05 apresentam perdas menores nos semicondutores.
Assim, pelas reduzidas perdas nos semicondutores e
principalmente por ser uma topologia nova, optou-se pela
Boost 3n-02 para fazer parte do projeto de uma unidade
retificadora para telecomunicações [8]. O exemplo de projeto
e os resultados experimentais apresentados referem-se a esta
topologia escolhida.
III – MODELAGEM E DEFINIÇÃO DOS
CONTROLADORES
Seria de grande interesse a obtenção de uma metodologia
rápida e simples, porém eficiente e confiável, para analisar e
modelar os retificadores PWM trifásicos, principalmente as
novas topologias.
Desta forma, será apresentado o desenvolvimento da
metodologia para analisar e modelar tais conversores,
4 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
baseada no conversor bidirecional 2 níveis mais simples,
apresentado na Fig.1, podendo-se então estender a
metodologia para os demais conversores, inclusive para os 3
níveis.
A. Obtenção do Modelo do Conversor a Partir do Lado CA
Assim sendo, para obter o modelo visto a partir do lado
CA, utilizado para controlar as correntes de entrada do
retificador, será apresentada a elaboração de uma
metodologia para análise, modelagem e controle,
inicialmente aplicada para o conversor da Fig.1, para então
na sequência generalizar a análise.
Deve-se ressaltar ainda que o modelo genérico visto a
partir da entrada é o mesmo para conversores 2 e 3 níveis,
como será provado mais adiante.
Pode ser observado que o circuito a ser analisado é
tradicionalmente utilizado como conversor CC-CA. A
metodologia que será apresentada também pode ser utilizada
no controle de inversores trifásicos ou filtros ativos.
O circuito do conversor apresentado na Fig.1, pode ser
representado pelo circuito simplificado da Fig. 10, sem perda
de generalidade [9]:
Va(t)
Vb(t)
Vc(t)
La
Lb
Lc
Sa
Sb
Sc
Co Ro
+
-
Vo
Xa
Ya
Xb
Yb
Xc
Yc
VSc(t)
VSb(t)
VSa(t)
Ia(t)
Ib(t)
Ic(t)
Fig. 10 - Circuito simplificado do conversor CA-CC trifásico
bidirecional apresentado na Fig.1.
Assim, a partir do circuito apresentado na Fig.10, pode-se
observar que quando o interruptor S
a
está na posição X
a
, tem-
se V
Sa
(t) = V
o
e quando S
a
está na posição Y
a
tem-se V
Sa
(t) =
0, a partir desta observação e seguindo o mesmo raciocínio
para os interruptores S
b
e S
c
, pode-se escrever:
| |
| |
| |
Sa a
Sb b
Sc c
V (t) 1 D (t) Vo
V (t) 1 D (t) Vo
V (t) 1 D (t) Vo
¦ = − ⋅
¦
= − ⋅
´
¦
= − ⋅
¹
(1)
onde:
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
´
¦
¹
´
¦


=
¹
´
¦


=
¹
´
¦


=
Yc Sc , 1
Xc Sc , 0
) t ( Dc
Yb Sb , 1
Xb Sb , 0
) t ( Db
Ya Sa , 1
Xa Sa , 0
) t ( Da
(2)
Pode-se ainda representar o conversor apresentado na Fig.
10, pelo circuito equivalente apresentado na Fig.11.
Além disso, V
O
corresponde à tensão de saída, que por
enquanto será considerada constante.
Observa-se ainda que o circuito equivalente da Fig. 11
apresenta três variáveis de estado (correntes nos indutores), o
que daria origem a um sistema de terceira ordem, entretanto,
como o sistema não apresenta neutro, surge uma restrição,
que é definida por (3):
0 ) t ( I ) t ( I ) t ( I
c b a
= + +
(3)
Va(t)
Vb(t)
Vc(t)
Lc
Lb
La
VSa(t) VSb(t) VSc(t)
Fig. 11 - Circuito equivalente ao conversor apresentado na Fig. 10.
Ou seja, tem-se um sistema apenas de segunda ordem,
com duas variáveis de estado independentes, já que a terceira
é definida como uma combinação linear das outras duas.
Observando então a Fig.11 , pode-se escrever:
| | | | | |
| | | | | |
| | | | | |
¦
¹
¦
´
¦
− + − = −
− + − = −
− + − = −
) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V
) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V
) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V
Sa Sc La Lc a c
Sc Sb Lc Lb c b
Sb Sa Lb La b a
(4)
Pode-se definir ainda:
¦
¹
¦
´
¦
− =
− =
− =
) t ( V ) t ( V ) t ( V
) t ( V ) t ( V ) t ( V
) t ( V ) t ( V ) t ( V
Sa Sc Sca
Sc Sb Sbc
Sb Sa Sab
(5)
Onde obviamente tem-se:
0 ) t ( V ) t ( V ) t ( V
Sca Sbc Sab
= + + (6)
Desta forma, obtém-se um circuito ainda mais simples
para representar o modelo do conversor visto a partir do lado
CA, que é apresentado na Fig.12. Pode-se escrever então:
| | | |
| | | |
| | | |
¦
¹
¦
´
¦
+ − = −
+ − = −
+ − = −
) dundante (Re ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V
) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V
) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V
Sca La Lc a c
Sbc Lc Lb c b
Sab Lb La b a
(7)
) ( t V
a
) ( t V
b
) ( t V
c
c
L
b
L
a
L
)
( t V
Sab
)
( t V
Sbc
Fig. 12 – Circuito equivalente ao apresentado na Fig. 11.
Considerando ainda que L
a
=L
b
=L
c
=L, pode-se escrever:
| |
| |
| |
a b ab
La Lb a b
b c bc
Lb Lc b c
c a ca
Lc La c a
dI (t) dI (t) dI (t) d
V (t) V (t) L L L I (t) I (t) L
dt dt dt dt
dI (t) dI (t) dI (t) d
V (t) V (t) L L L I (t) I (t) L
dt dt dt dt
dI (t) dI (t) dI (t) d
V (t) V (t) L L L I (t) I (t) L
dt dt dt dt
¦
− = ⋅ − ⋅ = ⋅ − = ⋅
¦
¦
¦
− = ⋅ − ⋅ = ⋅ − = ⋅
´
¦
¦
− = ⋅ − ⋅ = ⋅ − = ⋅
¹
¦
(8)
Tem-se então:
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 5
ab
ab o ab
bc
bc o bc
ca
ca o ca
dI (t)
V (t) L V D (t)
dt
dI (t)
V (t) L V D (t)
dt
dI (t)
V (t) L V D (t)
dt
¦
= − ⋅
¦
¦
¦
= − ⋅
´
¦
¦
= − ⋅
¦
¹
(9)
Pode-se observar novamente que I
ab
(t)+I
bc
(t)+I
ca
(t)=0, ou
seja, umas das correntes fictícias pode ser escrita como uma
combinação linear das outras duas, concluindo-se então que
se pode controlar, de forma independente, duas combinações
linearmente independentes das correntes de entrada, o que é
suficiente para garantir o formato senoidal das três correntes
de entrada.
Observa-se no entanto, que as razões cíclicas D
ab
(t), D
bc
(t)
e D
ca
(t) são obviamente fictícias, sendo elas o resultado de
combinações das razões cíclicas reais D
a
(t), D
b
(t) e D
c
(t). No
entanto, a partir das razões cíclicas fictícias pode-se
facilmente determinar as razões cíclicas reais. Todavia deve-
se ter em mente que esta metodologia de controle somente
seria factível utilizando processadores digitais de sinal
(DSP), utilizando controle digital.
B. Obtenção da Função de Transferência Simplificada
Pode-se ainda obter um modelo simplificado de pequenos
sinais, onde se poderia supostamente controlar de forma
independente as três correntes de entrada. Desta forma, da
Fig. 11, tem-se:
) t ( V ) t ( V ) t ( V
) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V ) t ( V
Sc Lc c
Sb Lb b Sa La a
− −
= − − = − −
(10)
Logo, a soma das três expressões é igual ao triplo de uma
delas:
| | | |
| | | |
a La Sa a b c
La Lb Lc Sa Sb Sc
3 V (t) V (t) V (t) V (t) V (t) V (t)
V (t) V (t) V (t) V (t) V (t) V (t)
⋅ − − = + + −
+ + − + +
(11)
Além disso, considerando-se que a alimentação seja
perfeitamente senoidal e equilibrada, lembrando que não há
presença de neutro e tendo L
a
=L
b
=L
c
pode-se afirmar que:
a b c
V (t) V (t) V (t) 0 + + =
(12)
La Lb Lc La Lb Lc
I (t) I (t) I (t) 0 V (t) V (t) V (t) 0 + + = ⇒ + + =
(13)
Obtém-se então:
| | | |
a La Sa Sa Sb Sc
3 V (t) V (t) V (t) V (t) V (t) V (t) 0 ⋅ − − + + + =
(14)
Logo:
0 ) t ( V ) t ( V ) t ( V 2
dt
) t ( dI
L 3 ) t ( V 3
Sc Sb Sa
La
a
= + + − −
(15)
Ou:
| | | |
| |
a b
La
a o
c
2 1 D (t) 1 D (t)
dI (t)
3 V (t) 3 L V 0
dt 1 D (t)
¦ ¹ − − + −
¦ ¦
⋅ − ⋅ ⋅ + ⋅ =
´ `
+ −
¦ ¦
¹ )
(16)
A partir de (16), aplica-se um modelo de pequenos sinais,
para um curto intervalo de tempo, onde a tensão de
alimentação V
a
(t) pode ser considerada constante. Além
disso, será inserida neste ponto a simplificação desta análise,
considerando-se que D
b
(t) e D
c
(t) (ou a soma delas)
permanece constante, de forma que se obtém então:
| | | |
| |
a
La
o
2 0 d (t) 0 0
di (t)
3 0 3 L V 0
dt 0 0
¦ ¹ − − + −
¦ ¦
⋅ − ⋅ ⋅ + ⋅ =
´ `
+ −
¦ ¦
¹ )
(17)
La
o a
di (t)
3 L V 2 d (t) 0
dt
− ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ =
(18)
Aplicando a transformada de Laplace:
La o a
3 L s i (s) V 2 d (s) ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅
(19)
De forma análoga, obtém-se o mesmo resultado para as
fases “b” e “c”, obtendo-se então a função de transferência:
o
V i(s)
3 d(s)
s L
2
=
| |
|
\ .
(20)
O resultado obtido em (20) corresponde à própria função
de transferência do conversor Boost CC-CC convencional, a
não ser pelo fato de apresentar uma indutância equivalente
50% maior que a indutância física.
Deve-se observar que para conversores 2 níveis, V
O
representa a tensão total de saída, enquanto que para
conversores 3 níveis, V
O
representa a tensão de saída apenas
em um dos barramentos, de forma que se pode considerar V
O
como metade da tensão total de saída.
Com esta função de transferência simplificada pode-se
projetar os controladores de corrente e obter bons resultados
práticos, no entanto deve-se ter ciência de que esta
simplificação pode acarretar alguns problemas, como
deformações nas correntes de entrada, pois se está
desprezando o acoplamento entre as funções de transferência.
Na verdade os controladores não atuarão realmente de
forma independente, mas irão sim interagir.
C. Obtenção do Modelo do Conversor a Partir da Saída CC
Sejam as tensões de alimentação definidas por:
( )
( )
( )
a P
b P
c P
V (t) V sen t
V (t) V sen t 120
V (t) V sen t 120
= ⋅ ω ¦
¦
= ⋅ ω + °
´
¦
= ⋅ ω − °
¹
(21)
Tem-se então:
( )
( )
( )
ab P
bc P
ca P
V (t) 3 V sen t 30
V (t) 3 V sen t 90
V (t) 3 V sen t 150
¦
= ⋅ ⋅ ω − °
¦
¦
= ⋅ ⋅ ω + °
´
¦
= ⋅ ⋅ ω − °
¦
¹
(22)
Considera-se ainda que os controladores de corrente
garantem seu formato senoidal, sem defasamento em relação
às tensões de alimentação, desta forma tem-se:
( )
( )
( )
a P
b P
c P
I (t) I sen t
I (t) I sen t 120
I (t) I sen t 120
= ⋅ ω ¦
¦
= ⋅ ω + °
´
¦
= ⋅ ω − °
¹
(23)
Assim sendo, pode-se definir a potência média de entrada
por:
o
IN P P
P 3
P V I
2
= = ⋅ ⋅
η
(24)
Onde:
P
IN
Æ Potência média de entrada;
P
O
Æ Potência média de saída;
η Æ Rendimento total da unidade retificadora;
Logo:
6 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
o
P
P
2 P
I
3 V

=
⋅ η⋅
(25)
Pode-se escrever ainda:
( )
( )
( )
o
ab
P
o
bc
P
o
ca
P
2 P
I (t) sen t 30
3 V
2 P
I (t) sen t 90
3 V
2 P
I (t) sen t 150
3 V
¦

= ⋅ ω − °
¦
⋅ η⋅
¦
¦
⋅ ¦
= ⋅ ω + °
´
⋅ η⋅
¦
¦

= ⋅ ω − ° ¦
⋅ η⋅ ¦
¹
(26)
A partir da Fig. 12, tem-se:
ab
ab Sab
bc
bc Sbc
ca
ca Sca
dI (t)
V (t) L V (t)
dt
dI (t)
V (t) L V (t)
dt
dI (t)
V (t) L V (t)
dt
¦
= ⋅ +
¦
¦
¦
= ⋅ +
´
¦
¦
= ⋅ +
¦
¹
(27)
Logo:
ab
ab
ab
o
bc
bc
bc
o
ca
ca
ca
o
dI (t)
V (t) L
dt
D (t)
V
dI (t)
V (t) L
dt
D (t)
V
dI (t)
V (t) L
dt
D (t)
V
¦
− ⋅
¦
=
¦
¦
¦
− ⋅
¦
¦
=
´
¦
¦
− ⋅
¦
¦ =
¦
¦
¹
(28)
Desta forma, substituindo-se (26) e (27) em (28), obtém-
se:
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
o P
ab
o P o
o P
bc
o P o
o P
ca
o P o
L 2 P 3 V
D (t) sen t 30 cos t 30
V 3 V V
L 2 P 3 V
D (t) sen t 90 os t 90
V 3 V V
L 2 P 3 V
D (t) sen t 150 cos t 150
V 3 V V
¦
ω⋅ ⋅ ⋅ ⋅
= ⋅ ω − ° − ⋅ ω − °
¦
⋅ η⋅ ⋅
¦
¦
ω⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ¦
= ⋅ ω + ° − ⋅ ω + °
´
⋅ η⋅ ⋅
¦
¦
ω⋅ ⋅ ⋅ ⋅
¦
= ⋅ ω − ° − ⋅ ω − °
¦ ⋅ η⋅ ⋅
¹
(29)
Pode-se simplificar ainda (29):
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
o P
ab 2
o p
o P
bc 2
o p
o P
ca 2
o p
2 L P 3 V
D (t) sen t 30 cos t 30
V 3 V
2 L P 3 V
D (t) sen t 90 cos t 90
V 3 V
2 L P 3 V
D (t) sen t 150 cos t 150
V 3 V
¦ (
⋅ ω⋅ ⋅ ⋅
= ω − ° − ⋅ ω − ° ¦ (
⋅ η⋅
¦ (
¸ ¸
¦
(
¦ ⋅ ω⋅ ⋅ ⋅ ¦
= ω + ° − ⋅ ω + ° ( ´
⋅ η⋅
( ¦ ¸ ¸
¦
(
⋅ ω⋅ ⋅ ⋅ ¦
= ω − ° − ⋅ ω − ° (
¦
⋅ η⋅
( ¦ ¸ ¸ ¹
(30)
Em (30) apresenta-se o comportamento das razões
cíclicas, válido para qualquer instante do período da rede,
para o conversor operando em regime permanente.
Pode-se observar claramente a forma como as razões
cíclicas controlam diretamente o fluxo de potência ativa da
alimentação para a carga, através da amplitude dos cossenos
das razões cíclicas.
Ainda, a partir do circuito da Fig.10, pode-se observar que
a corrente total de saída I
O
(t) é dada por:
| | | | | |
o a a b b c c
I (t) I (t) 1 D (t) I (t) 1 D (t) I (t) 1 D (t) = ⋅ − + ⋅ − + ⋅ −
(31)
Sabe-se ainda que:
| |
| |
a a b b c c
ab ab bc bc ca ca
I (t) D (t) I (t) D (t) I (t) D (t)
1
I (t) D (t) I (t) D (t) I (t) D (t)
3
⋅ + ⋅ + ⋅ =
⋅ ⋅ + ⋅ + ⋅
(32)
Logo, lembrando que a soma das três correntes de entrada
é nula, tem-se:
| |
o ab ab bc bc ca ca
1
I (t) I (t) D (t) I (t) D (t) I (t) D (t)
3
= − ⋅ ⋅ + ⋅ + ⋅
(33)
Substituindo (30) e (26) em (33) e utilizando identidades
trigonométricas, obtém-se:
P P
o
o
3 V I
I (t)
2 V
⋅ ⋅
=

(34)
Deve-se observar que I
O
(t), apresentada em (34),
representa a corrente instantânea de saída, ou seja,
desprezando as componentes de alta frequência (comutação),
a corrente de saída é constante e diretamente proporcional à
amplitude das correntes de entrada. Considera-se então que a
malha de tensão apresente como variável de controle a
amplitude das correntes de entrada, de forma que se
multiplica esta amplitude pelas tensões de alimentação, para
definir as referências das correntes de entrada. Tem-se então:
o P
P o
I (s) 3 V
I (s) 2 V

=

(35)
Além disso, considerando uma carga resistiva e um
modelo simplificado dos capacitores de saída, levando em
conta apenas a resistência série equivalente, tem-se:
o o eq
V (s) I (s) Z = ⋅
(36)
Onde:
1
o
eq
SE o eq
s C 1
Z
s R C 1 R

(

= +
(
⋅ ⋅ +
(
¸ ¸
(37)
Pode-se definir ainda a resistência de carga equivalente
por:
o
2
o
o
P
V
R = (38)
Assim, obtém-se:
( )
2
o
SE o
o o
2
o o o SE o
2
o o
V
s R C 1
V (s) P
I (s) C V R P
s 1 1
P V
⋅ ⋅ ⋅ +
=
| | ⋅ ⋅
⋅ + +
|
\ .
(39)
Finalmente multiplicando-se (39) por (35), obtém-se:
( )
2
o
SE o
o o o o P
2
o P P o o o SE o
2
o o
V
s R C 1
V (s) I (s) V (s) P 3 V
I (s) I (s) I (s) 2 V C V R P
s 1 1
P V
⋅ ⋅ ⋅ +
⋅ = = ⋅
| | ⋅ ⋅
+ +
|
\ .
(40)
Logo:
| |
SE o o P o
2
P o
o o SE o
2
o o
s R C 1 V (s) 3 V V
I (s) 2 P
C V R P
s 1 1
P V
⋅ ⋅ + ⋅ ⋅
= ⋅
⋅ ( | | ⋅ ⋅
⋅ ⋅ + +
( |
\ . ¸ ¸
(41)
Desta forma, pode-se implementar três malhas de corrente
independentes e uma única malha externa de tensão, onde a
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 7
variável de controle da malha de tensão - I
P
(t) - é
multiplicada pelas tensões de entrada, definindo então as
referências para as malhas de corrente.
IV – SNUBBER PASSIVO NÃO-DISSIPATIVO
Em sua forma original, a topologia do retificador trifásico
apresenta suas comutações dissipativas. Para elevar o
rendimento da estrutura, um circuito de ajuda à comutação
será introduzido nesta seção, representado para uma das fases
do conversor. O circuito adotado possui características muito
interessantes, já que é composto apenas por componentes
passivos e permite o natural reaproveitamento da energia
armazenada nos capacitores e indutores de comutação.
Observa-se na Fig. 13 que a fonte de entrada e o indutor
foram representados por uma fonte de corrente, simplificação
factível, pois a freqüência de comutação é muito maior do
que a freqüência da rede de alimentação. A tensão de saída é
considerada como uma fonte de tensão constante, todos os
componentes são ideais e a representação feita é válida para
todos os braços do retificador.
O capacitor C
s11
auxilia durante o bloqueio do interruptor,
controlando a derivada de crescimento da tensão. O indutor
L
s1
auxilia durante a entrada em condução do interruptor,
permitindo que a tensão decresça até zero instantaneamente.
O capacitor C
s12
possui valor maior do que o capacitor C
s11
,
permitindo, com o auxílio do indutor L
s1
, que a energia
envolvida nas comutações seja entregue para a saída do
retificador. Nota-se também, que as perdas por comutação do
diodo D
1
também são reduzidas com a utilização deste
Snubber, pois a derivada de crescimento da tensão durante o
bloqueio do mesmo pode ser controlada através dos
capacitores auxiliares.
1
a
etapa (t
0
, t
1
)
Durante a primeira etapa o interruptor S
1
está conduzindo,
a tensão sobre o capacitor C
s11
é nula e a tensão sobre o
capacitor C
s12
é V
x
(remanescente da última etapa). A Fig 13
apresenta esta etapa de funcionamento.
2
a
etapa (t
1
, t
2
)
No instante t
1
, o interruptor S
1
é comandado ao bloqueio,
colocando em condução o diodo D
s13
. Assim, inicia-se a
carga de forma linear do capacitor C
s11
. A Fig. 13 apresenta
esta etapa de funcionamento.
3
a
etapa (t
2
, t
3
)
No instante t
2
, o diodo D
s11
entra em condução, iniciando
a descarga de forma ressonante do capacitor C
s12
. O capacitor
C
s11
continua carregando-se, até atingir a tensão de saída V
o
,
dando início a próxima etapa de funcionamento. Esta etapa
de funcionamento está representada na Fig. 13.
4
a
etapa (t
3
, t
4
)
Esta etapa de funcionamento é apresentada na Fig. 14. No
instante t
3
, o diodo D
s12
entra em condução. A tensão no
capacitor C
s12
e a corrente no indutor L
s1
variam de forma
ressonante. Esta etapa finda quando a tensão sobre o
capacitor C
s12
anula-se.
5
a
etapa (t
4
, t
5
)
Durante esta etapa de operação, a corrente que circula
através do indutor L
s1
cresce até atingir o valor da corrente I
a
,
dando início a próxima etapa. A Fig. 14 apresenta este estado
topológico.
6
a
etapa (t
5
, t
6
)
Durante esta etapa de operação não ocorre mudança em
nenhuma variável de estado. Sendo que a duração desta etapa
é dependente do comando dos interruptores, ou seja da razão
cíclica. A representação desta etapa de funcionamento está
apresentada na Fig. 14.
7
a
etapa (t
6
, t
7
)
Esta etapa de funcionamento tem início quando o
interruptor S
1
é comandado a conduzir. A tensão sobre o
interruptor S
1
cai instantaneamente a zero, devido a presença
do indutor L
s1
, propiciando sua comutação suave, uma vez
que a corrente que circula através do mesmo cresce com
derivada limitada por este indutor, transferindo-lhe a corrente
que circula através do diodo D
1
. A Fig. 15 mostra esta etapa
de funcionamento, que finda quando o diodo D
1
bloqueia-se.
8
a
etapa (t
7
, t
8
)
No instante t
7
a corrente no diodo D
1
é zero. O capacitor
C
s11
descarrega-se enviando energia para o capacitor C
s12
e
para o indutor L
s1
. A corrente que circula através dos
elementos passivos varia de forma ressonante. Tem-se o
término desta etapa quando a tensão sobre o capacitor C
s11
torna-se nula. A Fig. 15 mostra esta etapa de funcionamento.
9
a
etapa (t
8
, t
9
)
Durante a nona etapa de funcionamento a energia
armazenada no indutor L
s1
é transferida para o capacitor C
s12
.
O término desta etapa ocorre quando a corrente no indutor
L
s1
anula-se. A Fig. 15 mostra esta etapa de funcionamento.
Cálculo dos Elementos Passivos do Snubber
A metodologia apresentada para o dimensionamento dos
elementos passivos deste snubber é simplificada, entretanto
um dimensionamento mais rigoroso pode ser encontrado em
[8].
Com os valores de pico da corrente de entrada, a tensão
média de saída e as derivadas de tensão e corrente calcula-se
a indutância L
s1
e as capacitâncias C
s11
e C
s12
.
s1 o
dt
L V
di
= ⋅
(42)
s11
dt
C Ip
dv
= ⋅
(43)
s12 s11
C 4 C = ⋅
(44)
8 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
1 Etapa
a
Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
2 Etapa
a
Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
3 Etapa
a
Fig. 13 – Circuitos equivalentes da 1
a
, 2
a
e 3
a
etapas de funcionamento.
Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
4 Etapa
a
Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
5 Etapa
a
Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
6 Etapa
a
Fig. 14 – Circuitos equivalentes da 4
a
, 5
a
e 6
a
etapas de funcionamento.

Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
7 Etapa
a
Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
8 Etapa
a
Ia
D1a D1b
D1c D1d
D1 Ds11
Ds12
Ds13
Cs11
Cs12
Vo
D4
S1
+
-
+
-
+ -
Ls1
9 Etapa
a
Fig. 15 – Circuitos equivalentes da 7
a
, 8
a
e 9
a
etapas de funcionamento.
V – PROCEDIMENTO DE PROJETO E RESULTADOS
EXPERIMENTAIS DA TOPOLOGIA 2 NÍVEIS
ESCOLHIDA
Um protótipo da topologia dois níveis escolhida (Fig. 4)
foi projetado, implementado e testado. Sejam as seguintes
especificações do conversor:
max
o rede ret cc cc s
a,b,c a,b,c L ef
P 6 kW; f 60 Hz; 0,88; f 50 kHz;
i 10% i ; V 220V (+20% -30%)

= = η = η ⋅ η = =
∆ = =
Onde V
L
é a tensão de linha eficaz nominal; ∆i, é o ripple
relativo a corrente de pico máxima de entrada.
Para estipular o rendimento, considerou-se que um
conversor CC-CC esteja conectado ao retificador e que o
rendimento global seja de no mínimo 88%, conforme os
padrões Telebrás.
O valor de pico máximo e mínimo da tensão de linha e de
fase é calculado como segue:
pico
max
L L
V 2 V 1, 2 2 220 1, 20 373, 4V = ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ =
(45)
pico
min
L L
V 2 V 0, 7 2 220 0, 7 217, 8V = ⋅ = ⋅ ⋅ =
(46)
pico
max
pico
max
L
f
V
373
V 215V
3 3
= = =
(47)
pico
min
pico
min
L
f
V
217
V 125, 7V
3 3
= = =
(48)
A tensão no barramento CC do retificador deve ser maior
que o valor de pico máximo da tensão de linha. Então defini-
se este valor 20% acima da tensão de linha máxima.
pico
max
o L
V V 1, 2 373 1, 2 450V = ⋅ = ⋅ ≅ (49)
A corrente de pico máxima é calculada a seguir,
considerando que Po seja a potência na saída do suposto
conversor CC-CC.
picomax
picomin
3
o
a,b,c
f
P 2 2 6 10
I 36,16A
3 V 3 125, 7 0, 88

= ⋅ = ⋅ =
⋅ η ⋅
(50)
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 9
O valor mínimo da indutância de entrada do retificador,
determinado para o setor de operação em que ocorre a maior
ondulação pode ser calculado por (51).
pico pico
min min
a,b,c
s a,b,c o
Vf Vf
3
L 1 400 H
f i 2 V
| |
= ⋅ − ⋅ ≅ µ
|
⋅ ∆
\ .
(51)
A. Controle do Retificador
A estratégia utilizada para controlar o retificador a dois
níveis, aproxima-se muito do que é convencionalmente
utilizado nos retificadores monofásicos. Isto é, foram
utilizados três circuitos integrados UC3854, onde cada qual
controla uma corrente de entrada. Apenas um dos circuitos
integrados controla a tensão de saída do conversor, gerando
a referência de corrente para os outros dois. Uma malha de
feed-forward comum a todos também foi utilizada. As
tensões de referência senoidais são obtidas da própria rede
através de uma conexão ∆/∆ de três transformadores, já que o
neutro não se faz presente neste sistema.
B. Projeto das Malhas de Corrente
A fim de garantir a fidelidade do sinal e o isolamento do
estágio de controle, sensores de efeito Hall foram utilizados
para realizar a amostragem das correntes de entrada e da
tensão de barramento. A Fig. 16 representa a estratégia de
controle para uma das fases.
CZ
CP
+
-
RZ
+
-
La Lb Lc
Vc Vb Va
RMO
Ri1
Iref
RCI
-
Vo
ic
'
ia ib ic
S3
S1
S2
S3
+
Fig. 16 – Estratégia de controle das correntes.
A função de transferência para o controle das correntes do
retificador está apresentada em (52), onde k
is
e V
T
são o
ganho do sensor de corrente e o valor de pico da dente de
serra do modulador, respectivamente.
( )
( )
( )
f o is
i
a,b,c T
i s 2V k
G s
D s s 3 L V

= = ⋅

(52)
i 6
450 0, 05
G (s)
5, 2 s 3 400 10

= ⋅
⋅ ⋅ ⋅
(53)
Adotando-se uma valor comercial para R
CI
, define-se R
MO
,
como segue:
MO CI
R R 5, 6 k = = Ω
(54)
A fim de assegurar que o ganho na faixa plana do
compensador seja de 20 dB, determina-se R
Z
.
20
20
Z CI
R 10 R 56k = ⋅ = Ω
(55)
O zero do controlador de corrente é posicionado em 2,8
kHz. Assim, a capacitância C
Z
pode ser calculada conforme
(56) e (57).
zi
Z Z
1
f 2800Hz
2 R C
= =
π
(56)
9
Z 3
1
C 1 10 F
2800 2 56 10

= ≅ ⋅
⋅ ⋅ π⋅ ⋅
(57)
O pólo do controlador de corrente é posicionado em 20
vezes a freqüência do zero, isto é 56kHz. Assim, a
capacitância C
P
é calculada em (58) e (59):
Z
P
I Z Z
C
C
2 fp R C 1
=
⋅ π⋅ ⋅ ⋅ −
(58)
9
12
P 9
1 10
C 56 10 F
2 56000 56000 1 10 1




= ≅ ⋅
⋅ π⋅ ⋅ ⋅ ⋅ −
(59)
A função de transferência do controlador está representada
por (60). A Fig. 17 mostra o diagrama de Bode de ganho das
funções de transferência do conversor, controlador e FTLA
i
.
O diagrama de Bode de fase está representado pela Fig. 18.
Nota-se que a freqüência de cruzamento da FTLA
i
ocorre em
aproximadamente 1/5 da freqüência de comutação, porém
pode tornar-se necessário ajustá-la durante a
experimentação.
( )
( )
( )
-6
i
-6 -6
1 s 56 10
H s
s 5,9 10 1 s 2,97 10
+ ⋅ ⋅
=
⋅ ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅
(60)
C. Projeto da Malha de Tensão do Barramento CC
Uma das principais vantagens da topologia utilizada
como retificador dois níveis, foi a reduzida ondulação de
baixa freqüência presente no barramento de saída do
conversor, a qual idealmente é nula. Assim, não fosse a
limitação tecnológica que restringe a corrente eficaz
circulante nos capacitores de saída, poderiam ser utilizados
valores reduzidos desta capacitância, o que propiciaria um
controle relativamente mais rápido. Entretanto, foram
necessários 3mF de capacitância, obtida através da
associação (série/paralela) de capacitores de 1000 µF/250V.
O controlador de tensão adotado foi o mesmo utilizado para
o controle das correntes, ajustado de tal forma que a
freqüência de cruzamento em laço aberto da planta ocorresse
em 10 Hz.
Gi(s)
FTLAi(s)
Hi(s)
50
0
50
100
100 1k 10k 100k
f(Hz)
Fig. 17 – Diagrama de Bode de módulo de G
i
(s), H
i
(s) e FTLA
i
(s).
10 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
100 1k 10k 100k
200
150
100
50
0
o
o
o
o
o
FTLAi(s)
Hi(s)
Gi(s)
f(Hz)
Fig. 18 – Diagrama de Bode de fase de G
i
(s), H
i
(s) e FTLA
i
(s).
D. Resultados Experimentais
Os principais resultados experimentais obtidos para esta
topologia são apresentados nesta seção. Os valores
comerciais utilizados para implementação do Snubber foram
os seguintes: C
s11
=33nF, C
s12
=150nF, L
s1
=4,5µH.
Ia Ib Ic
Fig. 19 – Corrente (20A/div.) das três fases do retificador.
Na Fig. 19 são apresentadas as correntes das três fases de
entrada do retificador. Por inspeção visual, pode-se notar
que os formatos são praticamente senoidais e defasados de
120
o
. Comprovando a característica de elevado fator de
potência atribuída aos retificadores com controle ativo da
corrente de entrada, mostra-se na Fig. 20 a tensão e a
corrente em uma das fases. A análise harmônica destes
resultados é apresentada na Tabela 1.
Na Fig. 21 tem-se um detalhe da tensão de saída e a
corrente da fase "a" do retificador. Nesta, observa-se a
reduzida ondulação de baixa freqüência na tensão de saída, o
que reduz em muito os esforços de controle caso um segundo
estágio seja conectado ao retificador, como em aplicações
típicas de telecomunicações. O transitório completo de
partida do retificador trifásico é mostrado pela Fig. 22, em
que são monitoradas a corrente de uma das fases e a tensão
do barramento. Cabe observar que a pré-carga dos
capacitores do barramento foi realizada pelo método
convencional, utilizando-se resistores e contactores.
Va
Ia
Fig. 20 – Tensão da fase 1 (70V/div) e corrente de entrada
(20A/div).
Vo Ia
Fig. 21 - Detalhe da tensão de saída do retificador 1V/div e corrente
de uma das fases 20A/div.
A tensão sobre um dos diodos do retificador não
ultrapassa os 500V, garantindo uma boa margem de
segurança para o equipamento projetado, conforme pode ser
visto na Fig. 23. Na Fig. 24 apresenta-se a tensão sobre o
interruptor MOSFET da fase "a" do retificador. Nas suas
derivadas pode ser observada a influência do circuito de
ajuda à comutação.
Vo
Ia
Fig. 22 – Transitório de partida do retificador.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 11
Fig. 23 – Tensão sobre o diodo D
1
do retificador (com snubber).
Fig. 24 – Tensão sobre um dos interruptores MOSFET do
retificador.
Tabela 1: Taxa de Distorção Harmônica (THD) das tensões e correntes de
entrada e fator de potência (FP).
Fases TDH
V
TDH
i
FP
a 2,57% 5,04% 0,995
b 2,57% 5,66% 0,994
c 4,70% 5,68% 0,992
O comportamento do fator de potência do retificador
frente a variações de carga é apresentado na Fig. 25, onde
percebe-se os excelentes resultados obtidos.
Fator de potência para VL=220V
0,9
0,92
0,94
0,96
0,98
1
1,16 1,95 2,75 3,56 4,36 5,16 6
Po (kW)
FP
Fig. 25 –Curva de fator de potência das três fases do retificador.
As curvas de rendimento do conversor são mostradas na
Fig. 27. Para as condições nominais de operação o
rendimento do retificador situou-se em torno de 95,6%, já
para a menor tensão eficaz de entrada, o redimento teve uma
redução de aproximadamente dois pontos percentuais.
CURVA DE RENDIMENTO
80%
83%
85%
88%
90%
93%
95%
98%
6140 5960 5670 5260 4460 3560 1820 1670 870
Po [W]
%
VL=220V
VL=154V
η
Fig. 26 – Curva de rendimento do retificador em função da potência
de saída, tomando-se como parâmetro valores de tensão eficaz de
entrada.
VI - PROCEDIMENTO DE PROJETO E RESULTADOS
EXPERIMENTAIS DA TOPOLOGIA 3 NÍVEIS
ESCOLHIDA
A topologia três níveis escolhida (Fig. 6) foi projetada e
testada. As especificações são:
ef
min
L ef
max
L c b, a,
max
c b, a,
s ret rede o
V 320 V , V 530 V , i % 10 i
, kHz 70 f , 96 , 0 , Hz 60 f , kW 26 P
= = = ∆
= = η = =
Onde V
L
é a tensão de linha eficaz e ∆i é a ondulação
relativa a corrente de pico máxima de entrada.
O valor de pico máximo e mínimo da tensão de linha e de
fase é calculado como segue:
V 750 530 2 V 2 V
max
L
max
pico
L
= ⋅ = ⋅ = (60)
V 453 320 2 V 2 V
min
L
min
pico
L
= ⋅ = ⋅ = (61)
V 433
3
750
3
V
V
max
pico
L
max
pico
f
= = = (62)
V 262
3
453
3
V
V
min
pico
L
min
pico
f
= = = (63)
A tensão no barramento CC do retificador deve ser maior
que o valor de pico máximo da tensão de linha. A tensão de
barramento é então definida 20% acima da tensão de linha
máxima.
V 900 2 , 1 750 2 , 1 V V
max
pico
L o
= ⋅ = ⋅ = (64)
As correntes de pico máxima e minima são calculadas a
seguir:
A 69
262
96 , 0 10 26
3
2
V
P
3
2
I
3
min
pico
f
i
max
pico
c , b , a
=
×
⋅ = ⋅ = (65)
A 42
433
96 , 0 10 26
3
2
V
P
3
2
I
3
max
pico
f
i
min
pico
c , b , a
=
×
⋅ = ⋅ = (66)
O ganho β é calculado de acordo com a equação (67) e a
indutância Boost de acordo com a equação (68).
72 , 1
262
450
V
2 V
min
pico f
o
= = = β (67)
12 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
H 10 400
4
3 1
f I
2 V
L
6
2
s
max
c , b , a
o
c , b , a

⋅ ≅
|
|
.
|

\
|
β ⋅

β


= (68)
A. Controle do Retificador
O retificador a três níveis também é controlado
utilizando-se três circuitos integrados do tipo UC3854B,
sendo um para cada fase.
O sinal de sincronismo para a geração da corrente de
referência é obtido através de três transformadores
monofásicos ligados em ∆/∆. A tensão do barramento CC é
controlada pelo 3854 da fase “a”, que também apresenta a
malha de feed-forward. O sinal de saída do controlador de
tensão e da malha de feed-forward é então entregue aos CIs
da fase “b” e “c” para a geração das correntes de referência.
B. Projeto das Malhas de Corrente
Assim como no retificador a 2 níveis, para o retificador a
3 níveis também é necessário se utilizar sensores de efeito
Hall para monitorar as correntes de entrada e as tensões no
barramento CC, garantindo o isolamento do estágio de
controle.
A função de transferência G
i
(s) é calculada de acordo com
a equação (69).
( )
( )
( ) s
10 750
10 400 3 s
900
L 3 s
V
s D
s i
s G
3
6
c b, a,
o f
i

=
⋅ ⋅ ⋅
= =


=

(69)
Os resistores R
MO
, e R
CI
e R
z
são calculados como
mostrado a seguir, sendo que K
i
é o ganho de amostra da
corrente de entrada:
Ω ≅

⋅ ⋅
= = =


k 22
10 4 , 281
10 60 45 , 116
i
K i
R R
6
3
max
mult.
i
ite lim
c , b , a
CI MO
(70)
Ω ≅ ⋅ = k 180 R 10 R
CI
20
18
z
(71)
O zero do controlador de corrente é posicionado em 4kHz.
Assim, a capacitância C
z
é calculada:
z z
zi
C R 2
1
Hz 4000 f
π
= = (72)
F 10 220
10 180 2 4000
1
C
12
3
z

⋅ ≅
⋅ ⋅ π ⋅ ⋅
= (73)
O pólo do controlador de corrente é posicionado em
32kHz. Assim, a capacitância C
p
é calculada:
p z z
p z
pi
C C R 2
C C
Hz 32000 f
π
+
= = (74)
F 10 33
1 10 220 10 180 2 32000
10 220
C
12
12 3
12
p



⋅ ≅
− ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ π ⋅ ⋅

=
(75)
A função de transferência do controlador e a função de
transferência de laço aberto são apresentadas em (76) e (77),
sendo V
T
o valor de pico do sinal dente de serra do
modulador.
( )
( )
( )
6 - 6 -
-6
i
10 5,1 s 1 10 5,6 s
10 39,6 s 1
s H
⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ ⋅
⋅ ⋅ +
= (76)
( ) ( ) ( ) s H s G
V
K
s FTLA
i i
T
i
i
⋅ ⋅ = (77)
A Fig. 27 mostra o diagrama de Bode de módulo e a
Fig. 28 o diagrama de Bode de fase da função de
transferência do conversor, do controlador e da função de
transferência de laço aberto. A freqüência de cruzamento da
FTLA
i
ficou em 10kHz.
f (Hz)
100 1k 10k
-50
0
50
100
100k
Gi(s)
Hi(s)
FTLAi(s)
Fig. 27 – Diagrama de Bode de módulo de G
i
(s), H
i
(s) e FTLA
i
(s).
f (Hz)
100 1k 10k 100k
200
150
100
50
0
o
o
o
o
o
Gi(s)
Hi(s)
FTLAi(s)
Fig. 28 – Diagrama de Bode de fase de G
i
(s), H
i
(s) e FTLA
i
(s).
C. Projeto da Malha de Tensão do Barramento CC
Para compor os capacitores de saída é utilizada uma
associação série/paralelo de capacitores de 10mF/250V da
Siemens (B43875), resultando em um capacitor total de
5mF/1000V.
O controlador adotado foi o mesmo utilizado para as
malhas de corrente e foi ajustado de tal forma que a
freqüência de cruzamento de ganho da FTLA
v
ocorresse em
aproximadamente 10Hz.
D. Projeto da Malha de Balanceamento das Tensões no
Barramento CC
O balanceamento das tensões dos capacitores do
barramento CC é fundamental para que se garanta que todos
os semicondutores fiquem submetidos à metade da tensão de
barramento. Esta malha já possui um integrador e portanto,
um controlador do tipo proporcional é utilizado. O ganho do
controlador foi ajustado por simulação e no laboratório.
E. Resultados Experimentais
Os resultados experimentais do retificador 3 níveis são
apresentados nesta seção. O circuito Snubber foi projetado de
acordo com [8], resultando em C
s11
=68nF, C
s12
=330nF e
L
s1
=2µF.
Os resultados apresentados nas Figs. 30 a 32 são para a
tensão mínima de entrada ( ) V 262 V
min
pico
f
= . Na Fig. 29 são
apresentadas a tensão da rede na fase “a” e as correntes nas
três fases. Pode-se obervar o elevado fator de potência e a
defasagem de 120
o
entre as correntes. A análise harmônica
das tensões e correntes de entrada é apresentada na Tabela 2,
estando em conformidade com a norma
IEC-61000-3-4.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 13
Va
Ia
Ic Ib
Fig. 29 – Tensão da Rede na fase “a” (100V/div.) e correntes de
entrada nas três fases (50A/div.).
Na Fig. 30 pode-se observar a tensão sobre o MOSFET
S
1a
da fase “a”, na qual verifica-se o controle das derivadas
de tensão proporcionado pelo circuito Snubber.
Fig. 30 – Tensão na chave S
1a
(100V/div.).
Na Fig. 31 verifica-se que a tensão sobre o diodo Boost D
1
é maior que a metade da tensão de barramento. Isto acontece
apenas nos diodos Boost (D
1
, D
2
, D
3
, D
4
, D
5
e D
6
) pois a
metade da tensão de barramento é somada a tensão no
capacitor C
s12
, ao final da etapa 4 de operação do Snubber.
Fig. 31 – Tensão no Diodo Boost D
1
(100V/div.).
Tabela 2: distorção harmônica das tensões e correntes de entrada e fator de
potência.
Fases TDH
V
TDH
i
FP
a 2,45% 5,33% 0,992
b 2,50% 5,12% 0,998
c 2,85% 8,36% 0,995
Na Fig. 32 mostra-se o transitório completo de partida do
retificador, apresentando-se a tensão em cada um dos
capacitores do barramento e a corrente em uma das fases. A
pré-carga dos capacitores do barramento é realizada com
resistores e contactores. O retificador parte a vazio e após a
estabilização das tensão de barramento, pode-se colocar
carga.
Vc1
Vc2
Ia
Fig. 32 – Transitório de partida do retificador (100V/div., 20A/div.).
A curva de rendimento do retificador para a tensão
mínima de entrada é apresentada na Fig. 33. O rendimento
para tensão máxima não foi medido, mas deve ser superior,
pois as correntes são menores.
93
93.5
94
94.5
95
95.5
96
96.5
97
97.5
98
0 5 10 15 20 25 30
320 Vef
Po (kW)
η
(%)
Curva de Rendimento
Fig. 33 - Curva de rendimento do retificador em função da potência,
para a tensão mínima de entrada.
VII CONCLUSÃO
Foram apresentadas algumas das principais topologias
encontradas na literatura, para conversores CA-CC PWM
trifásicos, dois e três níveis, dentre as quais foram
selecionadas duas topologias, uma em 2 e outra em 3 níveis.
Os principais critérios utilizados na escolha destas topologias
foram: simplicidade, menor quantidade de componentes e
menores esforços.
14 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Na sequência foi apresentada uma modelagem genérica
para estes conversores, apresentando-se um modelo completo
e outro simplificado, sendo utilizado este último para projetar
os controladores.
Foi apresentado ainda um Snubber passivo não
dissipativo, para garantir a comutação suave dos
interruptores, reduzindo as perdas por comutação.
Finalmente, apresenta-se o projeto e os resultados
experimentais obtidos, a partir de dois protótipos
implementados, um 2 níveis de 6kW e outro 3 níveis de
26kW.
Observou-se uma pequena distorção nas correntes de
entrada obtidas experimentalmente, em relação às observadas
em simulação. Isto se deve principalmente às distorções das
tensões da rede de alimentação, combinada ao fato de se ter
utilizado o modelo simplificado do conversor, de forma que
os controladores não agem de forma independente, mas
interagem entre si. Mesmo assim, ambos os resultados
atendem a norma IEC –61000-3-4.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] N. Mohan, T. M. Undeland, W. P. Robbins. “Power Electronics:
Converters, Applications, and Design”, John Wiley & Sons, 1989.
[2] T. Salzmann and A. Weschta, “Progress in voltage source inverters and
current source inverters”, Conf. Rec. of IEEE-IAS Annual Meeting,
pp. 577-583, 1987.
[3] A. Nabae, I. Takahashi, and H. Akagi, “A new neutral-point-clamped
PWM inverter”, IEEE Trans. Ind. Appl., vol 17, no. 5, pp.518-523,
Sept/Octo, 1981.
[4] G. Spiazzi, and F. C. Lee, “Implementation of single-phase boost power
factor correction circuits in three-phase applications”, Switching
Rectifiers for Power Factor Correction, Volume V, VPEC
Publication Series.
[5] Y. Zhao, Y. Li , and T. A. Lipo, “Force Commutated Three Level Boost
Type Rectifier”, IEEE Trans. Ind. Appl., vol. 31, no. 1,
January/February 1995.
[6] J. W. Kolar, and F. C. Zach, “A novel three-phase utility interface
minimizing line current harmonics of high-power
telecommunications”, Proc. of IEEE Int. Telecommunications
Energy Conf., pp. 367-374, 1994.
[7] J. W. Kolar, F. C. Zach, “A Novel Three-Phase Three Level Unity Power
Factor PWM Rectifier”, 28
th
Power Conversion Conference,
Nüremberg, Germany, June 28-30, 1994, pp. 125-138.
[8] A. C. C. Neto, “Retificador PWM Trifásico de 26 kW, Três Níveis,
Unidirecional, Fator de Potência Unitário e Alto Rendimento para
Aplicação em Centrais de Telecomunicação”, Dissertação de
Mestrado, INEP/EEL/UFSC, Abril/2002.
[9] D. Borgonovo, “Modelagem e Controle de Retificadores PWM
Trifásicos Empregando a Transformação de Park”, Dissertação de
Mestrado, INEP/EEL/UFSC, Novembro/2001.
[10] V. Vorpérian, “Simplified Analysis of PWM Converters Using the
Model of the PWM Switch: Parts I and II”, IEEE Trans. Aerospace
and Electronic Systems 26, May 1990, pp. 490-505.
DADOS BIOGRÁFICOS
Ivo Barbi recebeu os graus de Engenheiro Eletricista e
Mestre em Engenharia Elétrica em 1973 e 1976,
respectivamente, pela Universidade Federal de Santa
Catarina, e o grau de Doutor em Engenharia pelo Institut
National Polytechnique de Toulose, França, em 1979. Ivo
Barbi fundou a Sociedade Brasileira de Eletrônica de
Potência (SOBRAEP) e o Instituto de Eletrônica de Potência
da Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente ele é
Professor Titular em Eletrônica de Potência. Desde 1992 ele
é Editor Associado na área de Conversores de Potência da
IEEE Transactions on Industrial Electronics. Seus campos de
interesse são conversores estáticos para alta freqüência e alto
rendimento e correção do fator de potência de fontes de
alimentação.
Yales Rômulo Novaes, Nasceu em Indaial - SC, concluiu o
curso em Engenharia Elétrica Industrial pela FURB -
Universidade Regional de Blumenau em 1998 e o mestrado
no Instituto de Eletrônica de Potência - INEP na
Universidade Federal de Santa Catarina em 2000. Entre 2000
e 2001 trabalhou como engenheiro de desenvolvimento no
INEP onde atualmente está realizando seu doutoramento em
eletrônica de potência, pesquisando na área de células à
combustível. Suas áreas de interesse são: células a
combustível, retificadores com alto fator de potência,
inversores, comutação suave e conversores para
telecomunicações.
Fabiana Pöttker de Souza recebeu os graus de Engenheira
Eletricista, Mestre e Doutora em Engenharia Elétrica em
1995, 1997 e em 2000, respectivamente, pela Universidade
Federal de Santa Catarina. Atualmente é Professora
substituta na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
e Engenheira de Desenvolvimento no INEP-UFSC. Suas
áreas de interesse incluem correção do fator de potência de
fontes de alimentação e filtros ativos.
Deivis Borgonovo Nasceu em Rio do Sul – SC em 1977,
recebeu os graus de Engenheiro Eletricista e Mestre em
Engenharia Elétrica em 1999 e 2001 respectivamente, pela
Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC -.
Atualmente é doutorando no Instituto de Eletrônica de
Potência – INEP – na UFSC. Suas áreas de interesse incluem
correção de fator de potência, retificadores trifásicos com
alto fator de potência e controle de conversores estáticos.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 15
IMPLEMENTAÇÃO E CONTROLE DE
RETIFICADOR TRIFÁSICO DE ALTA QUALIDADE COM COMUTAÇÃO EM
BAIXA FREQÜÊNCIA
Joanna A. G. Marafão José Antenor Pomilio Giorgio Spiazzi
DSCE – FEEC – UNICAMP
C.P. 6101
13081-970 Campinas – SP
Brasil
Universidade de Pádua
Via Gradenigo 6/a,
35131 Padova – PD
Itália
Resumo – A implementação de um retificador trifásico de
10 kW de alta qualidade, baseado na ponte retificadora
convencional com a adição de uma célula de comutação é
apresentada neste artigo. Comparado com outros
retificadores comutados na freqüência da linha, o circuito
proposto não viola os limites de distorção da corrente,
definidos na recomendação técnica IEC 61000-3-4, em
nenhum nível de potência. A topologia permite ainda o
controle da tensão de saída, regulando-a contra variações
na carga e na entrada. O controle é feito com o auxilio de
um microcontrolador PIC17c756. Foi construído um
protótipo e os resultados confirmam a análise teórica.
Abstract – This article presents the implementation of a
10 kW high-quality three-phase diode rectifier, based on
a conventional rectifier with an add-on cell with line-
frequency commutated AC switches. As compared to
other line-frequency commutated rectifiers, the proposed
circuit allows compliance with the low-frequency
harmonic limits defined in the technical report
IEC 61000-3-4 for any power range. Additionally it is
possible to control the output voltage, rejecting load and
input voltage variations. The control was made with the
microcontroler PIC17c756. A prototype was built and
tested. The results confirm the theoretical analysis.
I. INTRODUÇÃO
Estudos vêm demonstrando que é cada vez maior o
percentual de cargas elétricas que utilizam algum tipo de
conversor eletrônico de potência. Estimativas indicam que
aproximadamente 50% de toda a energia elétrica consumida
passe por algum tipo de processamento eletrônico [1].
Em grande parte destas cargas, sejam industriais ou
residenciais, tem-se a presença de um estágio retificador na
conexão com a rede, com a alimentação da carga sendo feita
a partir da tensão contínua obtida em sua saída (conversores
de freqüência, UPSs, equipamentos de informática, áudio,
vídeo, iluminação, etc.).
A estrutura mais simples para tais retificadores, desde que
não seja necessário um ajuste no valor da tensão contínua, é a
de um retificador com um filtro capacitivo. No entanto, sabe-
se que tais circuitos, sejam eles monofásicos ou trifásicos,
apresentam um baixo fator de potência (em torno de 0,6) e
distorção harmônica na corrente que em muito excede os
limites estabelecidos por normas ou recomendações
internacionais, como IEC 61000-3-2 [2] e IEC 61000-3-4 [3].
Indutores e capacitores podem ser utilizados em conjunto
com pontes retificadoras para melhorar a forma de onda da
corrente de entrada. A simples adição de um indutor na
entrada da ponte de diodos já causa uma melhora: diminui a
distorção da forma de onda da corrente e o fator de potência
se eleva.
Os atrativos do uso de filtros LC para melhorar o fator de
potência são sua simplicidade, baixas perdas e confiabilidade,
devido à ausência de elementos ativos. No entanto, também
apresentam inúmeras desvantagens que limitam sua
aplicação, como resposta dinâmica pobre, são pesados e
volumosos, não possibilitam regulação de tensão, afetam as
formas de onda na freqüência fundamental e seu correto
dimensionamento não é simples.
As soluções ativas são mais vantajosas. Topologias com
chaveamento em alta freqüência levam a uma drástica
redução nos valores dos elementos passivos (indutores e
capacitores) utilizados, mas podem produzir problemas de
interferências eletromagnéticas.
As topologias com chaveamento em baixa freqüência
apresentam uma redução nas perdas por comutação e
produzem menos interferência eletromagnética. Embora os
elementos magnéticos sejam maiores dos que os usados nos
retificadores com comutação em alta freqüência, é possível
que o volume total do retificador seja menor, pela
minimização de filtros de EMI (do inglês Electromagnetic
Interference) e pela minimização dos dissipadores de calor
[4].
Uma das técnicas para minimização da distorção da
corrente é a injeção de uma corrente na freqüência do terceiro
harmônico na entrada do retificador [5-7], a qual resulta
numa forma de onda com um valor de distorção harmônica
total (THD, Total Harmonic Distortion) próxima a 5%.
Em [5] tal corrente de entrada é gerada no estágio CC do
retificador, através de dois conversores tipo boost. A injeção
de terceiro harmônico na entrada é feita através de três ramos
L-C. Esta mesma topologia pode ser usada como inversor [6].
Porém apresenta algumas desvantagens: em aplicações de
potência elevada, os elementos magnéticos podem apresentar
um volume grande e existe a possibilidade de ocorrer uma
ressonância devido à interação entre a impedância da rede e a
do ramo L-C.
Com a utilização de um transformador Zig-zag [7] para
fazer a injeção de terceiro harmônico, afasta-se a
possibilidade de ressonância. A principal vantagem desta
topologia é que sua operação independe da impedância da
linha, mas exige um transformador especial.
Em [8], tem-se um retificador de 12 pulsos com um
autotransformador com dois enrolamentos por fase.
Novamente tem-se um elemento magnético relativamente
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 16
complexo sem possibilidade de controle da tensão de saída.
Em [9] tem-se um circuito que permite, sem alterações
significativas na topologia básica do retificador, elevar o
fator de potência. A idéia é forçar a existência de uma
corrente na fase que estaria desconectada sem alterar o
comportamento da saída. No entanto, aparecem picos de
tensão sobre os componentes nos momentos de abertura dos
interruptores, devido ao desequilíbrio instantâneo das
correntes, os quais devem ser limitados por circuitos snubber.
Outra desvantagem é a necessidade da alimentação ser feita
com neutro acessível, pelo qual circula uma corrente de
terceiro harmônico de amplitude significativa.
Visando eliminar alguns destes problemas, foi
desenvolvido o conversor Curi [10]. A principal diferença é
que neste caso existe um caminho para a corrente presente
nos indutores quando o interruptor deixa de conduzir. A
continuidade se dá pela condução dos diodos da ponte
retificadora trifásica, passando pelos capacitores de filtro. O
capacitor de saída deve ser substituído por dois capacitores,
criando um ponto médio, ou seja, há necessidade de
intervenção na topologia.
Topologicamente o conversor Curi é idêntico ao
retificador apresentado em [11]. A diferença entre ambos é a
comutação, que em [11] é feita em alta freqüência.
Este trabalho propõe o desenvolvimento de um retificador
com uma estrutura similar àquela apresentada em [10], mas
que assegura o atendimento das limitações impostas pela
IEC 61000-3-4, além de não exigir a alteração na topologia
de retificadores já existentes. Na presente proposta, os
indutores de entrada realizam uma ressonância com os
capacitores adicionados no barramento CC, o que reduz o
conteúdo harmônico da corrente de entrada, para valores
abaixo do limite recomendado pela IEC 61000-3-4 para
qualquer nível de potência. No conversor Curi, como os
capacitores são de valor muito maior, os mesmos se
comportam como fontes de tensão, não se verificando formas
de onda suavizadas, típicas das ressonâncias, de maneira que
os limites de [3] nunca são atendidos para algumas ordens
harmônicas.
Outro aspecto refere-se à aplicação de uma carga que
absorva corrente pulsada em alta freqüência. No conversor
Curi esta corrente circularia pelos dois capacitores, enquanto
na topologia proposta ocorre um desacoplamento dos
estágios de entrada e saída, concentrando-se os componentes
de alta freqüência no capacitor de saída, minimizando a
propagação de ruído para a rede.
A topologia proposta está apresentada na seção II. Nas
seções III e IV tem-se a descrição da construção do protótipo
e a implementação dos circuitos responsáveis pela estrutura
de acionamento e controle do retificador trifásico proposto.
Na seção V são indicados procedimentos de projeto. Os
resultados obtidos experimentalmente estão apresentados na
seção VI.
II. TOPOLOGIA PROPOSTA
A topologia proposta está representada na Figura 1. Um
aspecto interessante desta topologia é poder ser
implementada em retificadores já existentes, uma vez que os
elementos necessários (interruptores e capacitores) podem ser
adicionados ao circuito original, sem necessidade de
mudanças significativas.
O papel dos interruptores (que devem ser bidirecionais em
tensão e corrente) é fazer com que ocorra uma ressonância
entre os indutores de entrada e os capacitores de saída,
possibilitando a existência de corrente nas fases durante todo
o semiciclo, acompanhando a forma de onda da tensão,
conforme mostra a Figura 2.
A topologia de retificador trifásico proposta apresenta um
reduzido valor para as capacitâncias C
1
e C
2
, (C
1
=C
2
)
responsáveis pela ressonância com o indutor de entrada
(L
1
=L
2
=L
3
) durante os intervalos de chaveamento. O
capacitor de saída, C
O
, em relação ao conversor Curi,
apresenta, para um mesmo ripple de saída, metade do valor
da capacitância.
Como parâmetro de qualidade, foram considerados os
limites fornecidos pela IEC 61000-3-4 apresentados na
Tabela I: “Estágio 1: Valores de emissão de corrente para
conexão simplificada de equipamentos (S
equ
≤ S
sc
/ 33)”, que
é válida quando a potência aparente da carga é menor que 3%
da potência de curto circuito do alimentador. Cada limite
harmônico de corrente é especificado como função da
componente fundamental.
Figura 1 - Topologia proposta com diagrama de controle.
ω ωω ωit
va
5π ππ π/6
2π ππ π/3
π ππ π/2
π ππ π/3
π ππ π/6
π ππ π 0 00 0
1° 2° 3° 4° 5° 6°
vga
vgb
vgc
ω ωω ωit
ω ωω ωit
ω ωω ωit
ia
Vo
v
1
v2
V1
Vo-V1
ω ωω ωit
Figura 2 - De cima para baixo: Tensão da fase a; Corrente
da fase a; Tensão de saída; Tensões nos capacitores C
1
e C
2
e
sinais de comando para interruptores.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 17
Tabela I - “Valores de emissão de corrente para conexão
simplificada de equipamentos (S
equ
≤ S
sc
/33)"
Ordem
harmônica
n
Corrente harmônica
admissível
I
n
/I
1
*
%
Ordem
harmônica
n
Corrente harmônica
admissível
I
n
/I
1
*
%
3 21,6 21 ≤ 0,6
5 10,7 23 0,9
7 7,2 25 0,8
9 3,8 27 ≤ 0,6
11 3,1 29 0,7
13 2 31 0,7
15 0,7 ≥ 33 ≤ 0,6
17 1,2
19 1,1 Ordem par ≤ 8/n ou ≤ 0,6
Os interruptores utilizados manobram uma pequena fração
da potência total do conversor. Sua operação em baixa
freqüência praticamente elimina as perdas de chaveamento.
Em [12] pode-se encontrar a análise matemática e o
método utilizado para projeto dos componentes deste
retificador.
A comutação confere à topologia a capacidade de elevar a
tensão de saída acima dos valores que seriam obtidos
simplesmente com o filtro passivo.
O valor da elevação da tensão depende da indutância de
entrada e do intervalo de condução dos interruptores.
Controlando-se este intervalo é possível regular a tensão de
saída.
III. IMPLEMENTAÇÃO
A. Circuito de Sincronismo
Sua função é detectar a passagem da tensão de cada uma
das fases da rede elétrica por zero e sinalizar ao
microcontrolador para que este possa gerar os pulsos de
comando adequados.
As tensões da rede elétrica são obtidas através de um
transformador trifásico que isola e reduz o valor da tensão de
entrada. Existe um circuito de sincronismo para cada fase.
A detecção dos momentos da passagem das tensões de
fase por zero é feita através de comparadores analógicos. Os
ruídos de alta freqüência são descartados por um filtro RC
sem inserir atraso significativo.
B. Circuito de Interface da Tensão de Saída
Este circuito faz a adaptação do nível da tensão de saída
do conversor, a qual será amostrada, a um nível de tensão de
entrada admissível ao conversor analógico-digital do
microcontrolador, que é de 5V.
Como o sinal de saída apresenta um ripple em 360Hz, foi
necessário implementar um filtro passa-baixas de primeira
ordem para atenuá-lo, com freqüência de corte do filtro de
36Hz.
C. Circuito de Controle
Este circuito é responsável pelos cálculos e pela geração
dos pulsos de comando dos interruptores e foi implementado
com o microcontrolador PIC 17c756a.
O sinal da tensão de saída é subtraído da referência e o
erro resultante é aplicado a um controlador do tipo
proporcional-integral (PI). O sinal de controle resultante irá
determinar o momento do início de condução dos
interruptores e o tempo que estes permanecerão conduzindo,
entre 0 e π/6, para obter a tensão de saída desejada. A
informação de cruzamento por zero é proveniente do circuito
de sincronismo.
D. Circuito de Acionamento
Sua função é acionar os interruptores, seguindo o
comando do circuito de controle. Para fazer a isolação dos
interruptores em relação ao microcontrolador foram
utilizados isoladores ópticos.
Os interruptores auxiliares Sa, Sb e Sc são bidirecionais
em tensão e corrente, formados por uma ponte retificadora
monofásica SKB 15/04 e IGBT IRG4PC50UD. Permite que a
corrente flua em ambos os semiciclos, possibilitando a troca
de energia entre os indutores de entrada e os capacitores. A
freqüência de comutação dos IGBTs é de 120Hz, com tempo
de condução máximo de 1,388ms, que corresponde a 30° do
ciclo da rede.
IV. ASPECTOS GERAIS DO CONTROLE
O controle deste retificador foi feito com o uso do
microcontrolador PIC 17c756a. Embora nem todos os
recursos disponíveis sejam necessários para esta aplicação,
sua utilização levou em conta a uniformização de plataformas
usadas em vários projetos em andamento no laboratório. Para
melhor compreensão o diagrama em blocos do controle é
apresentado na figura 3 e, a seguir, tem-se uma breve
explicação de cada uma das etapas.
A. Inicialização das variáveis
A primeira etapa do controle digital é a inicialização de
algumas variáveis, calculadas previamente, que permitirão o
correto funcionamento do retificador, a habilitação ou
desabilitação das interrupções, a configuração do timer e das
portas de entrada/saída (I/O).
B. Leitura da tensão de saída
Após a inicialização do programa e sempre que um novo
ciclo de programa se inicia, o conversor analógico/digital faz
a leitura da tensão de saída.
Figura 3 - Diagrama de Blocos do controle.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 18
C. Compensador PI
O compensador escolhido para ser implementado é do tipo
proporcional-integral.
A tensão de erro Ve é calculada a partir da tensão de saída
Vs, obtida pelo conversor A/D e a tensão de referência Vref,
previamente determinada e inserida na rotina de
inicialização.
É gerada uma variável de controle Vc que será usada para
os cálculos da largura de pulso do comando.
D. Cálculo da largura de pulso
Para o controle dos interruptores optou-se pela modulação
por largura de pulso (PWM) para variarmos o tempo em que
os interruptores permanecem conduzindo.
O sinal de controle dos interruptores é obtido de forma
análoga à comparação do sinal de controle proveniente do
controlador PI com uma onda portadora triangular, de
freqüência f = 360Hz. Considerando que as tensões fase-
neutro nas três fases evoluem na seqüência Va, Vb e Vc, os
interruptores serão disparados na seqüência Sa, Sc e Sb,
conforme mostra a figura 2.
A estratégia de controle adotada para regular a tensão de
saída atrasa o instante de condução dos interruptores em
relação ao instante do cruzamento da respectiva tensão de
fase por zero, enquanto que o instante em que deixam de
conduzir é mantido constante.
Após os cálculos necessários para a modulação, são feitas
duas verificações:
1. se existe a necessidade de condução de um dos
interruptores auxiliares, pois para cargas leves a tensão
de saída tende a aumentar, sendo necessário diminuir ou
até mesmo suprimir o tempo de condução dos
interruptores.
2. se existe atraso, em relação ao cruzamento por zero da
tensão, no instante de condução dos interruptores, pois
na potência nominal o tempo de condução é máximo e os
interruptores auxiliares passam a conduzir a partir do
instante do cruzamento por zero.
E. Comando dos interruptores e temporizações
Optou-se por fazer o sincronismo através de um circuito
externo, que envia essa informação ao microprocessador.
Após o programa receber o sinal de sincronismo, verifica-
se se deve ou não ser ligado um interruptor auxiliar. Caso não
seja necessário, o programa volta para o início de um novo
ciclo. Em seguida verifica-se também se um dos interruptores
deve conduzir pelo tempo máximo. Caso seja necessário, o
programa pula para o comando de ligar o interruptor, senão o
temporizador é carregado com o valor correspondente ao
atraso de comutação do interruptor auxiliar e é acionado.
V. PROCEDIMENTO DE PROJETO
A definição do valor das indutâncias de entrada e dos
capacitores ressonantes, conforme descrito em detalhes [12],
utiliza o seguinte procedimento:
Sejam
ω
ω
α
0
=
,
3LC
1
ω
0
=
e ω a freqüência angular da
rede.
1. Escolha do valor de α, entre os valores de α
min
e α
max
.
O valor mínimo é aquele que garante que todos os
harmônicos obedecem ao limite da IEC 61000-3-4, para
qualquer potência, enquanto o valor máximo é dado pela
excursão completa da tensão nos capacitores
ressonantes. α
max
=3,952 e α
min
=1,95 [12].
2. Cálculo da indutância de entrada necessária para a
potência de entrada P
in
( ) ( ) ( ) ( )
inN
2
p
0
an an
2
p
0
a a in
P
L
V
d i v
L
V 3
d i v
3
P
ω
θ θ θ
πω
θ θ θ
π
π π
= ⋅ = ⋅ =
∫ ∫
(1)
inN
in
p
P
P
V
L
ω
=
2
(2)
onde:
v
an
é a tensão de entrada normalizada em relação ao seu
valor de pico (V
p
).
i
an
é a corrente de entrada normalizada em relação a
(V
p
/ωL).
P
inN
é a potência de entrada normalizada em relação a
(V
p
2
/ωL), sendo função apenas do parâmetro α, e pode ser
obtida da curva mostrada na figura 4.
3. Cálculo dos capacitores ressonantes a partir dos
valores de α e L
4. Verificar a tensão média de saída máxima (V
Omax
);
( )
( )
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦
(
(
¸
(

¸

|
.
|

'
|
+ |
.
|

'
|


+ =
6
sen
6
cos
2
3
1
1
1
7
18
2
2
max
απ
α
απ α
α π
F
V
V
p
O
(3)
onde ( )






+







=
6
cos 1
6
sin
2
F
π
α
π
α
α
α
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4
0.38
0.4
0.42
0.44
0.46
0.48
0.5
0.52
0.54
0.56
inN
Figura 4 - Potência de entrada normalizada em função de α.

VI. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
O retificador foi projetado para uma tensão de fase de
127V, potência de saída de 9,6kW e rendimento estimado de
97%, resultando numa potência de entrada de 9,9kW.
O valor da indutância para a potência desejada é
L=4,2mH, e os capacitores de ressonância serão C=42,7µF,
para α= 3,6. Estes são compostos de capacitores ligados em
paralelo. O uso de vários capacitores em paralelo permite
reduzir a resistência série equivalente, minimizando as perdas
nestes componentes.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 19
O capacitor de saída é de 800µF / 400V. A capacitância de
saída pode ser calculada em função da ondulação de tensão
admissível, como é normalmente feito no projeto de
retificadores. No presente circuito, quando se tem o
funcionamento do circuito auxiliar, a ondulação será reduzida
em relação a este valor.
Com este valor de potência, a corrente eficaz de entrada
esperada é de 25A. A ponte retificadora trifásica utilizada é
SKD 50/12 com capacidade de corrente de 50A.
Pelos interruptores auxiliares, Sa, Sb e Sc, calcula-se, na
máxima condução, que passe uma corrente eficaz de 3,4A,
com pico de 22,2A. São compostos de ponte retificadora
monofásica SKB 15/04 e IGBT IRG4PC50UD, com
capacidade de corrente de 27A, disponíveis no laboratório.
Foram feitos ensaios com diferentes níveis de potência
para verificação do conteúdo harmônico da corrente de
entrada, conforme determina a IEC 61000-3-4. Os resultados
estão apresentados na Tabela II.
Na figura 5, tem-se a tensão e a corrente de entrada do
retificador na potência nominal e na figura 6 para
aproximadamente 40% da potência nominal.
Figura 5 - Tensão de entrada (50V/div.) e corrente (10A/div.)
para P
in
=9828W.
Tabela II - Conteúdo harmônico da corrente de entrada normalizado
em relação à componente fundamental
Corrente (A) para diferentes níveis de
potência Limites
P
in
(W) 9828 8484 5820 3720 930 IEC1000-3-4
1 25,3 22,3 16,64 10,2 2,46 -
3 0,15 0,136 0,12 0,032 0,082 5,4648
5 2,03 1,51 0,444 0,728 0,578 2,7071
7 0,432 0,476 1,28 1,252 0,556 1,8216
9 0,01 0,014 0 0,032 0,018 0,9614
11 0,33 0,462 0,572 0,528 0,15 0,7843
13 0,276 0,278 0,204 0,204 0,196 0,506
17 0,084 0,062 0,156 0,316 0,084 0,3036
19 0 0,138 0,128 0,23 0,116 0,2783
23 0,062 0,102 0,016 0,032 0,046 0,2277
25 0,062 0,068 0,028 0,072 0,058 0,2024
29 0,022 0,046 0 0,026 0,032 0,1771
31 0 0,072 0 0,018 0,04 0,1771
35 0,014 0,036 0,04 0,046 0,032 0,1518
37 0,026 0,042 0,04 0,022 0,032 0,1518
O gráfico de regulação de tensão para um ajuste de 297V
está na figura 7.
À medida que se diminui a carga para valores abaixo de
1kW a tensão de saída tende a subir, pois o tempo que os
interruptores permanecem conduzindo se anula e o circuito
perde sua capacidade de regulação.
Para uma carga nula, conversor a vazio, esta tensão tende
ao valor de pico da tensão de linha, ou seja, 311V.
Quando se atinge a máxima largura de pulso do comando
em potência elevada, o sistema não mais consegue manter a
regulação. De acordo com a figura 7, na faixa de 10% a
100% da potência nominal a regulação é de 0,8%.
Na Tabela III pode-se observar a taxa de distorção
harmônica da corrente de entrada, o fator de potência e o
fator de deslocamento (cosϕ
1)
, para diferentes níveis de
potência.
Pode-se observar que o valor do fator de deslocamento é
sempre próximo de um, pois a estratégia de controle adotada
faz com que a componente fundamental da corrente de
entrada esteja praticamente em fase com a tensão.
Figura 6 - Tensão de entrada (50V/div.) e corrente (10A/div.)
para P
in
=3720W.
0 2000 4000 6000 8000 10000
0
50
100
150
200
250
300
350
Figura 7 - Regulação da tensão de saída (valor nominal de 297V)
em função da potência de saída.
Tabela III - Distorção da corrente de entrada, fator de deslocamento
e fator de potência para diferentes níveis de potência
P
i
(W) I
i
(A
RMS
) THD (%) cosϕ ϕϕ ϕ
1
FP
930 2,67 46,2 0,99 0,88
1830 4,97 30,6 0,99 0,94
3720 9,77 17,1 0,99 0,98
5820 15,0 10,8 1,00 0,99
8400 22,0 8,3 1,00 0,99
9600 25,2 8,6 1,00 0,99
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 20
Figura 8 - Tensão de saída (50V/div), tensão de controle do PI
(2V/div) e corrente de entrada (20A/div), tempo (100ms/div)
Para valores baixos de corrente de carga, o retificador
apresenta maior taxa de distorção harmônica da corrente.
O fator de potência observado apresenta bons valores para
potências elevadas, próximos a 0,99. Para uma carga de
aproximadamente 10% da potência nominal, seu valor é 0,88.
Foram feitas variações na carga para observar o
comportamento do controle. O PI implementado apresenta os
seguintes valores: Kp= 0,375 e Ti= 1,388ms, que foram
ajustados empiricamente, pois não foi objetivo deste trabalho
o desenvolvimento de um modelamento dinâmico do
conversor, o que permitiria estabelecer um método de projeto
do sistema de controle.
Na figura 8 tem-se uma variação de carga de 930W para
1830W. Pode-se observar uma rápida variação na corrente de
entrada. A tensão de saída sofre um pequeno decréscimo e
retorna para seu valor nominal, próximo de 300V. O sinal de
controle do regulador PI atinge seu novo valor de regime em
150ms.
À medida que se varia a potência de saída, o controle varia
o atraso no instante de entrada em condução dos interruptores
auxiliares e o tempo que estes permanecem conduzindo.
Conseqüentemente, os valores máximos e mínimos de tensão
observados nos capacitores de ressonância também variam.
Na figura 9 tem-se as formas de onda da tensão de saída e
em um dos capacitores de ressonância para carga nominal.
Neste caso tem-se a máxima excursão da tensão sobre o
capacitor nos instantes de ressonância. A tensão inicial no
capacitor V
C1
, em regime permanente, é de 60V, elevando-se
a 220V.
VII.CONCLUSÕES
A topologia proposta apresenta boas características para
compensar distorções na corrente produzidas por pontes
retificadoras a diodos com filtro capacitivo e apresenta
vantagens em relação às demais alternativas apontadas na
bibliografia.
O uso de baixa freqüência de comutação minimiza as
perdas, melhorando o rendimento. Os componentes
harmônicos de correntes resultantes estão abaixo dos limites
especificados no relatório técnico IEC 61000-3-4. Os valores
dos elementos magnéticos são reduzidos, quando comparados
com soluções puramente passivas, para o atendimento dos
mesmos limites.
Figura 9 - Tensão de saída e no capacitor C
1
(50V/div.) para
potência nominal.
Pelos resultados gerais obtidos pode-se concluir que a
topologia proposta permite adequar os retificadores trifásicos
às limitações de distorções harmônicas da corrente
estabelecidas por organismos internacionais.
A possibilidade de inclusão de o circuito auxiliar em
retificadores já existentes não exige a substituição do
conversor CA-CC, como seria necessário com o uso de
conversores PWM.
Além da melhoria na forma de onda da corrente, o circuito
auxiliar permite uma elevação na tensão de saída e sua
regulação.
AGRADECIMENTOS
Este projeto foi financiado pela FAPESP, a quem os
autores agradecem.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Supply Current Harmonics”. IEEE Industry Applications
Magazine, pp. 31-37, Sep./Oct. 1998.
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“Limits for Harmonic Currents Emission (Equipment
input current up to and including 16A per phase)”, first
edition, 1995.
[3] International Electrotechnical Commission: 61000-3-4 –
“Limitation of emission of harmonic currents in low-
voltage power supply systems for equipment with rated
current greater than 16A”, first edition, 1998.
[4] J. A. Pomílio, G. Spiazzi, S. Buso. “Comparison among
High-Frequency and Line-Frequency Commutated
Rectifiers Complying with IEC 61000-3-2 Standards”,
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[5] I. Rastogi, R. Naik, N. Mohan, "Optimization of a Novel
DC-Link Current Modulated Interface with 3-Phase
Utility Systems to Minimize Line Current Harmonics,"
IEEE Power Electronics Specialists Conference
(PESC’92), Proceedings pp.162-167.
[6] N. Mohan, "A Novel Approach to Minimize Line-
Current Harmonics in Interfacing Renewable Energy
Sources with 3-Phase Utility Systems," IEEE Applied
Power Electronics Conference (APEC’92), Proceedings
pp. 852-858, Boston, 1992.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002 21
[7] S. Hansen, P. N. Enjeti, J-H. Hahn, F. Blaabjerg, “An
Integrated Single-Switch Approach to Improve
Harmonic Performance of Standard PWM Adjustable-
Speed Drives”, IEEE Transactions on Industry
Applications, Vol. 36, NO.4, July/August, 2000, pp.
1189-1196.
[8] G. Kamath, B. Runyan and R. Wood “A Compact
Autotransformer based 12-Pulse Rectifier Circuit” ”,
IEEE Industrial Electronics Conference (IECON’01),
CD-ROM.
[9] I. Barbi, J. C. Fagundes and C. M T. Cruz: “A Low Cost
High Power Factor Three-Phase Diode Rectifier with
Capacitive Load”. IEEE Applied Power Electronics
Conference (APEC’94) Proceedings pp. 731-737, March
1994.
[10]E. L. M. Mehl and I. Barbi, “An Improved High Power
Factor and Low Cost Three-Phase Rectifier”, IEEE
Applied Power Electronics Conference (APEC’95)
Proceedings, pp. 1-7, March 1995.
[11]J. W. Kolar and F. C. Zach “ A novel three-phase, three
switch, three level unity power factor PWM rectifier”,
28
th
. PCIM Conf., Nürnberg, Germany, 1994.
[12]J. A. G. Marafão, J. A. Pomilio, G. Spiazzi “A High-
Quality Three-Phase Rectifier complying with IEC
61000-3-4 Standards”, 6
th
Brazilian Power Electronics
Conference (COBEP’2001), CD-ROM.
DADOS BIOGRÁFICOS
Joanna Aboin Gomes Marafão, nascida em 22/04/1976 em
Campinas (SP) é engenheira eletricista (1999) pela
Universidade Estadual Paulista e mestre em Engenharia
Elétrica (2002) pela Universidade Estadual de Campinas. Em
2002 realizou um estágio junto à Universidade de Pádua,
Itália.
José Antenor Pomilio, nascido em 06/05/1960 em Jundiaí
(SP), é engenheiro eletricista (1983), mestre (1986) e doutor
em Eng. Elétrica (1991) pela Universidade Estadual de
Campinas, onde é docente desde 1984. De 1988 a 1991 foi
chefe do grupo de eletrônica de potência do Lab. Nacional de
Luz Síncrotron. Em 1993/1994 realizou estágio de pós-
doutoramento junto à Universidade de Pádua – Itália. Foi
presidente da SOBRAEP (2001/2002). Suas áreas de
interesse são fontes de alimentação, qualidade de energia e
acionamento de máquinas elétricas.
Giorgio Spiazzi nasceu em Legnago (província de Verona,
Itália) em 1962. Graduou-se em Engenharia Elétrica na
Universidade de Padova em 1988. Em 1993 obteve seu
doutorado em Eletrônica Industrial e Informática no
Departamento de Eletrônica e Informática da mesma
Universidade, onde é professor desde 1993. Suas áreas de
interesse são técnicas de controle avançadas para conversores
de potência, pré-conversores de alto fator de potência e
técnicas de comutação suave.
22 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
RETIFICADOR TRIFÁSICO ISOLADO EM ALTA FREQÜÊNCIA
E COM BAIXA DISTORÇÃO DE CORRENTE NA REDE
Falcondes José Mendes de Seixas* e Ivo Barbi**
* UNESP - Universidade Estadual Paulista
DEE–Departamento de Engenharia Elétrica
15385-000 - Cx. P. 31 – Ilha Solteira - SP
Telefone: (18) 3743-1150 - fax: (18) 3743-1163
www.dee.feis.unesp.br - falcon@dee.feis.unesp.br
** UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
INEP – Instituto de Eletrônica de Potência
88040-970 - Cx. P. 5119 - Florianópolis – SC
Telefone: (48)-331-9204 - fax: (48)-234-5422
www.inep.ufsc.br - ivo@inep.ufsc.br
Resumo - Um retificador trifásico de 12kW, com baixa
distorção harmônica das correntes de linha, baseado em
conexão diferencial de autotransformador de 18 pulsos e
isolamento em alta freqüência, é apresentado neste
trabalho. São utilizados três conversores full-bridge para
permitir isolamento e equilibrar as correntes nos
barramentos CC, sem sensores ou controladores de
corrente. A topologia proporciona a saída CC regulada
através de uma estratégia de controle muito simples e
com correção natural do fator de potência na rede
trifásica de alimentação. Os resultados matemáticos,
através de análise de Fourier das correntes nos
enrolamentos e da análise fasorial das tensões sobre os
enrolamentos são apresentados. São mostrados também
resultados experimentais para validar o conceito
apresentado.
Abstract - A 12kW three-phase rectifier with low THD
in the line currents, based on an 18-pulse transformer
arrangement and high-frequency isolation, is presented
in this work. Three full-bridge converters are used to
allow isolation and to balance the DC-link currents,
without current sensing or current controller. The
topology provides a regulated DC output with a very
simple control strategy and natural three-phase input
power factor correction. Analytical results from Fourier
analysis of winding currents and the vector diagram of
winding voltages are presented. Experimental results to
verify the proposed concept are shown in the paper.
I. INTRODUÇÃO
Os mais modernos retificadores, usados principalmente em
acionamentos elétricos e fontes de alimentação de
telecomunicação, são projetados para drenar uma forma de
onda de corrente senoidal da rede, com um fator de potência
muito próximo de unitário.
Os retificadores monofásicos que satisfazem esta exigência
são já bem conhecidos e muito usados. A solução padrão
utiliza um pré-regulador de fator de potência baseado no
conversor boost PWM alimentado por um retificador de
onda completa a diodos. Porém, em aplicações de média
potência (6kW ou mais), a solução monofásica não é
conveniente, ficando então o retificador trifásico como
melhor opção.
Da mesma forma que um grande número de trabalhos foi
desenvolvido para correção de fator de potência em sistemas
monofásicos, as técnicas trifásicas estão em constante
crescimento [1]. Este crescimento também aplica-se a
conversores com um ou mais interruptores associados, ou
usando transformadores especialmente conectados ou
sistemas mistos com transformadores e conversores estáticos.
A solução mais simples usa um retificador trifásico a
diodos, associado a filtros passivos para minimizar os
componentes harmônicos das correntes de linha. O
Isolamento pode ser obtido usando um transformador
convencional de baixa freqüência ∆/Y, resultando em um
equipamento volumoso, pesado e caro. De forma contrária,
encontra-se o retificador PWM trifásico clássico, que requer
um circuito de controle bem mais complexo, modulação e
técnicas de comutação mais sofisticadas.
Se o isolamento não é importante para o projeto, algumas
soluções que utilizam arranjos de transformador [2-5] ou
transformadores de inter-fase de linha (LIT- line interphase
transformer) [6, 7] são muito importantes para melhorar a
qualidade das correntes da rede. Estes transformadores
apresentam uma reduzida potência aparente (kVA). O
conversor de 18-pulsos que utiliza um autotransformador
diferencial conectado em Y ou ∆, é muito interessante
porque permite a correção natural do fator de potência (os
menores componentes harmônicos são o 17º e o 19º). O
autotransformador é projetado para alimentar três
retificadores de seis pulsos, defasados de 20
o
e processando
aproximadamente 20% dos kVA necessários. Normalmente,
para realizar a conexão paralela das tensões retificadas, dois
transformadores de interfase (IPT), conectados nos lados CC
dos três retificadores em ponte, são necessários para absorver
as diferenças instantâneas de tensão entre as pontes.
Sempre que o isolamento e a regulação da tensão de saída
são requeridos, como em sistemas de telecomunicação, o
desafio é encontrar um conversor trifásico robusto com alto
rendimento, alta densidade de potência e baixo custo.
Este trabalho apresenta um retificador de 18 pulsos isolado
e com saída CC regulada de 60V/200A [8-10]. A técnica usa
o mesmo conceito do autotransformador polifásico para
obter a correção natural do fator de potência. Além disso,
inclui o isolamento em alta freqüência e permite a regulação
da tensão de saída com baixa ondulação, sem utilizar malhas
de controle de corrente. A técnica de comutação ZVS-PWM
para os interruptores ativos é aplicada a esta topologia. A
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 23
conexão proposta para os transformadores de alta freqüência
elimina os transformadores de interfase. Assim, o tamanho
final do conversor e a complexidade do circuito de comando
ficam reduzidos.
II. TOPOLOGIA DO CONVERSOR
O conceito fundamental da correção natural do fator de
potência através de arranjos de transformadores ou de
autotransformadores é assegurado pelo autotransformador de
18 pulsos conectado em Y, seguido de três retificadores de
seis pulsos a diodos.
A topologia do conversor proposto é mostrada na Fig. 1.
Esta solução usa três conversores full-bridge conectados nos
lados CC de cada retificador trifásico. Um filtro de alta
freqüência e pequeno volume (L
f
, C
f
) é conectado em cada
saída CC (entre os conversores full-bridge e os retificadores
trifásicos).
Além dos transformadores de alta freqüência, que
permitem isolamento entre os lados primários e secundários,
os enrolamentos secundários estão conectados em série para
equilibrar as correntes dos lados CC dos retificadores. Esta
estratégia simples e robusta elimina todos os sensores e os
controladores de corrente, que geralmente são necessários
para equilibrar as correntes nas saídas dos retificadores.
Porém, os conversores full-bridge têm que ser sincronizados.
Com o objetivo de reduzir as perdas de comutação, sem
utilizar interruptores auxiliares, a técnica PWM com
deslocamento de fase (phase-shift) é aplicada. Os
componentes ressonantes, snubbers e circuitos grampeadores
de tensão não são mostrados na Fig. 1.
PT1
Lf
Lf
Lf
Np
Ns
Np
Np
Cf
C
f
C
f
PT1
PT1
PT1
PT1
PT1
PT2
PT2
PT
2
PT2
PT2
PT2
T
2
T
1
T
3
Co Ro
Lo
+
-
UC3875
PT2
PT1
Vo
PWM
Vref
Ns
Ns
N
s
Ns
N
s
Conversor de 18 pulsos
N
Va
Vb
Vc
Ic2
Ia2
Ib2
Ian
Ibn
Icn
Ib1
Ic1
Iia
Iib
Iic
Conversor CC-CC isolado DC-link
Ia1
Fig. 1. Retificador trifásico proposto com isolamento em alta freqüência.
A tensão de saída regulada é obtida facilmente por um
controlador de tensão convencional. Apenas um circuito
integrado (PS-PWM) [11], associado a alguns componentes
passivos e dois transformadores de pulso (PT1 e PT2), são
usados para regulação e comando dos interruptores. Através
dos transformadores de pulso, a sincronização entre os
conversores full-bridge é facilmente conseguida.
A. Análise do Autotransformador
Os enrolamentos primários do autotransformador são
formados por N
a
, N
b
e N
c
que estão conectados em Y,
submetidos às tensões de linha V
a
, V
b
e V
c
. Nesta conexão,
um neutro virtual N é gerado.
Os enrolamentos secundários são projetados, de tal modo
que, o número de espiras e a conexão entre eles e o
enrolamentos primário geram três sistemas trifásicos
diferentes, defasados de 20
o
um do outro. Estes três sistemas
de tensão é que alimentam os três retificadores.
Todos os enrolamentos N
a
, N
a1
, N
a2
e N
an
são acoplados na
mesma perna do núcleo, as tensões resultantes V
a
, V
a1
, V
a2
e
V
an
, estão em fase. O mesmo se aplica às fases “b” e “c”.
Uma representação esquemática dos enrolamentos
primário e secundários, das conexões elétricas e do núcleo
trifásico é mostrada na Fig. 2.
1) Tensões sobre os enrolamentos - O autotransformador é
alimentado por um sistema trifásico de tensões balanceadas.
Três retificadores a diodos são alimentados pelas tensões
secundárias, compostas de três sistemas de tensão trifásicos,
também equilibrados. Um destes sistemas é colocado em fase
como a tensão da rede e os outros são defasados de +20
o
e de
–20
o
, com relação a este sistema. O diagrama fasorial e o
triângulo auxiliar, usado para obter os três sistemas de
tensão, são mostrados na Fig. 3.
24 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Ic2
Ia2
Ib2
Ian
Ibn
Icn
Ib1
Ic1
Ia1
V
a
V
b
V
c
N
N
a
N
b
N
c
N
a1
N
a2
N
an
N
b1
N
b2
N
bn
N
c1
N
c2
N
cn
I
ia
I
ib
I
ic
V
a
N
a1
N
a2
N
an
V
R2
V
S2
V
T2
V
Rn
V
Sn
V
Tn
V
R1
V
S1
V
T1
Fig. 2. Esquema dos enrolamentos do autotransformador.
V
b
V
c
N
a
N
c
N
b
V
R2
V
R1
V
Rn
N
b1 N
c2
N
an
20
o
V
S2
V
S1
V
Sn
N
c1
N
a2
N
bn
N
a1
N
b2
N
cn
V
T2
V
T1
V
Tn
20
o
60
o
100
o
V
a
V
R1
V
b1
N
N
V
a
Fig. 3. Diagrama fasorial e triângulo auxiliar.
As amplitudes das tensões através dos enrolamentos
secundários V
a1
, V
a2
, V
b1
, V
b2
, V
c1
, e V
c2
são obtidas por (1).
o
b1 a a o
s en( 20 )
V V 0,35 V
s en( 100 )
= ⋅ = ⋅ (1)
A relação de espiras (K
1
) que assegura um deslocamento
de fase de 20
o
é determinada por (2).
a
1
b1
V
K 2,88
V
= = (2)
Este resultado mostra que o número de espiras destes
secundários são 2,88 vezes menores que o número de espiras
do primário.
As amplitudes das tensões entre cada par de terminais dos
secundários, (V
R1
, V
S1
, V
T1
) e (V
R2
, V
S2
, V
T2
), com respeito
ao neutro virtual, são obtidas pela expressão (3).
o
R1 a o
s en( 60 )
V V 0,88 Va
s en( 100 )
= ⋅ = ⋅ (3)
O terceiro sistema trifásico de tensão dos secundários (V
Rn
,
V
Sn
, V
Tn
) está em fase com o primário. Estas tensões, porém,
tem que ter as mesmas amplitudes dos outros secundários.
Assim, a equação (4) deve ser cumprida.
Rn a a a
V V 0,88 V 0,12 V = − ⋅ = ⋅ (4)
A relação de espiras que assegura 88% da tensão primária
(K
2
), sem deslocamento de fase, é determinada por (5).
a
2
Rn
V
K 8,29
V
= = (5)
Este resultado mostra que o número de espiras dos
enrolamentos secundários é 8,29 vezes menor que do
primário.
Pode-se observar que as amplitudes de tensão dos três
sistemas trifásicos são aproximadamente 88% dos valores
das tensões de fase da rede.
2) Correntes nos enrolamentos - A técnica para eliminar
componentes harmônicos de corrente em conversores de
múltiplos pulsos requer operação da carga no modo de fonte
de corrente. O conversor de 18 pulsos é obtido quando cada
um dos sistemas de tensão de saída é conectado a um
retificador a diodo de seis pulsos. É como se três cargas
idênticas (I/3), com características de fonte de corrente,
fossem utilizadas.
A forma de onda de corrente, através de um enrolamento
secundário (N
an
), em fase com a tensão da rede V
a
, é
mostrada na Fig. 4. Esta forma de onda é adotado como uma
referência angular para representar as correntes dos outros
enrolamentos.
A forma de onda de I
an
pode ser decomposta em uma série
de Fourier através da maneira convencional. No entanto,
quando se trata de uma função descontínua, os termos da
série podem ser obtidos por inspeção. Pode-se observar que
esta forma de onda apresenta simetria alternada, o semi-ciclo
negativo é uma reprodução invertida do semi-ciclo positivo.
Assim, os componentes harmônicos pares são nulos e não há
nenhum termo em cosseno. O valor médio também é zero.
Note que o enrolamento N
an
conduz a corrente I/3 durante
120
o
(2π/3), a partir de 30
o
(π/6). Assim, a expressão de
corrente resulta em (6).
an
k
4 I 1 1
I ( t ) cos k s e n( k t )
3 k 6
ω
π
| |
= ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅
|
\ .

(6)
Onde, k=1, 3, 5,...
As formas de onda de corrente que circulam pelos outros
enrolamentos secundários deste sistema trifásico(I
bn
e I
cn
) são
representadas pela mesma equação de I
an
. No entanto, as
fases são deslocadas de -120
o
e +120
o
.
No outro sistema secundário trifásico, (defasado de +20
o
),
a corrente I
b1
é expressa por (7).
( )
o
b1
k
4 I 1 1
I ( t ) cos k s e n k t 20
3 k 6
ω
π
| |
(
= ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ +
|
¸ ¸
\ .

(7)
As outras correntes deste sistema trifásico (I
a1
e I
c1
) são
representadas pela mesma equação de I
b1
, porém, deslocadas
de -120
o
e +120
o
.
0
t
30 150
I/3
T
o o
T/2
I (t)
an
V (t)
a
Fig. 4. Tensão primária e corrente secundária para a fase “a”.
Para o último sistema de tensão (deslocado de -20
o
), a
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 25
corrente I
c2
é expressa por (8).
( )
o
c2
k
4 I 1 1
I ( t ) cos k s en k t 20
3 k 6
ω
π
| |
(
= ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ −
|
¸ ¸
\ .

(8)
As outras correntes deste sistema trifásico (I
a2
e I
b2
) são
representadas pela mesma equação de I
c2
, porém, deslocadas
de -120
o
e +120
o
.
As correntes dos enrolamentos primários (I
a
, I
b
e I
c
) podem
ser obtidas pela expressão (9), considerando as correntes dos
três enrolamentos secundários que estão montados sobre a
mesma perna do núcleo e com relações de espira K
1
e K
2
.
Como mencionado, os enrolamentos com os mesmos índices
(a, b ou c) são montados sobre uma mesma perna do núcleo.
A Fig. 5 mostra a forma de onda da corrente (I
a
) do primário.
a1 a2 an
a
1 2
I ( t ) I ( t ) I ( t )
I ( t )
K K
| | +
= −
|
\ .
(9)
3) correntes na rede - As correntes na rede I
ia
, I
ib
e I
ic
são
obtidas somando todas as correntes dos enrolamentos que
chegam num mesmo nó. Então, a equação para I
ia
pode ser
representada por (10).
ia a an b1 c2
I ( t ) I ( t ) I ( t ) I ( t ) I ( t ) = + + + (10)
A Fig. 6 mostra as correntes de linha (I
ia
, I
ib
e I
ic
) e a Fig. 7
mostra o espectro harmônico da corrente I
ia
em valores (%)
da amplitude do componente fundamental. Pode-se observar
que o conversor de 18 pulsos apresenta apenas os
componentes harmônicos de ordens k.18±1, para k=1, 2,
3,… e as amplitudes são menores que 6% do componente
fundamental (I
ia
).
0
t
I/6
I (t) a
V (t) a
T T/2
Fig. 5. Corrente primária para a fase “a”.
0 0.01 0.02 0.03
0
t
I (t)
ia
I (t)
ib
I (t)
ic
I/3
Fig. 6. Correntes de linha e tensão da fase “a”.
0 18 36 54 72 90 108 126 144 162 180
0
1
2
3
4
5
6
k
% I
ia
Fig. 7. Harmônicos da corrente I
ia
.
B. Conversor CC-CC isolado
A topologia do conversor CC-CC isolado a ser escolhida,
deve ser de um conversor alimentado em corrente de baixa
ondulação, conectado nas saídas dos retificadores, ou seja,
três conversores CC-CC que devem absorver as correntes
dos barramentos CC de forma equilibrada e com baixa
ondulação. Assim, a classe dos conversores isolados
alimentados em corrente (boost) como o push-pull e o full-
bridge são os mais atraentes.
O equilíbrio das correntes pode ser alcançado através do
controle de corrente, monitorando-se as correntes dos três
barramentos CC por sensores de corrente. Assim, um
regulador de tensão que gera apenas uma referência de
corrente para os três reguladores pode controlar a tensão de
saída [4].
Neste trabalho, a estratégia para equilibrar todas as
correntes dos barramentos CC não utiliza qualquer sensor ou
controlador de corrente. A própria topologia do circuito de
potência garante o equilíbrio das correntes, como descrito a
seguir:
1) Topologia do conversor - A topologia escolhida para o
estágio isolado foi de um conversor full-bridge alimentado
em tensão com um filtro LC de entrada. Esta topologia
alimentada em tensão permite empregar a técnica de
modulação por largura de pulso e deslocamento de fase
(PWM-PS). Então, não há sobre-tensão nos interruptores e a
comutação com tensão zero (ZVS) fica garantida para uma
larga faixa de operação [11]. Os componentes ressonantes
LC incorporam as capacitâncias de saída dos interruptores e
as indutâncias de dispersão dos enrolamentos primários.
Um pequeno filtro LC (que opera em duas vezes a
freqüência de chaveamento) é instalado na entrada de cada
conversor CC-CC para filtrar os componentes de alta
freqüência das correntes nos três barramentos CC-CC.
2) Equilibro das correntes - Os três conversores CC-CC
apresentam as seguintes características:
ƒ Processam a mesma potência (1/3 da potência total);
ƒ Os sistemas de tensões retificadas (6 pulsos) têm
mesmas amplitudes, embora deslocados de 20°;
ƒ As correntes médias nos três barramentos CC são
iguais.
O balanço de corrente pode ser alcançado pela conexão
série dos enrolamentos secundários dos três transformadores
de alta freqüência e pelo sincronismo do comando dos
conversores. Assim, as formas de onda de corrente dos
enrolamentos secundários são iguais e, devido à relação de
espiras dos transformadores, todas as correntes pelos
enrolamentos primários são idênticas (I
p1
= I
p2
= I
p3
), como
mostrado na Fig. 8.
26 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
I
0
+20
-20
dc1 L
f
V
dc1
o
o
o
V
dc2
V
dc3
I
dc2
Idc3
L
f
L
f
C
f
C
f
C
f
Ip3
I
p2
I
p1
Ns N
p
Ns N
p
Ns Np
Io
-Io
Is
S
1 S
3
S
2 S
4
S
1
S
3
S1 S
3
S
2
S
4
S2 S4
DC-link
Fig. 8. Conexão para equilíbrio das correntes nos barramentos CC.
Como conseqüência, as correntes instantâneas pelos três
conversores são iguais. Devido às diferenças instantâneas
entre as tensões retificadas, as potências processadas pelos
três conversores CC-CC, durante um período de
chaveamento, também são diferentes. Assim, a freqüência da
ondulação das correntes nos barramentos CC é de três vezes
a freqüência da ondulação de cada tensão retificada. Este
efeito é resultado da composição das três tensões retificadas
(6 pulsos) com um deslocamento de 20°. A Fig. 8 mostra a
estratégia para alcançar o equilíbrio das correntes que
circulam através dos barramentos CC.
3) Retificador de saída - Para reduzir as perdas de
condução dos diodos, a conexão de ponto médio é escolhida
para o retificador de saída. Assim, cada transformador passa
a ter dois enrolamentos secundários que são conectados
como mostrado na Fig. 1. A tensão a ser retificada resulta da
soma das tensões secundárias.
Cada tensão secundária, cuja fase corresponde à fase da
tensão do respectivo barramento CC, apresenta uma
ondulação de seis pulsos. Então, como resultado, a tensão de
saída apresenta uma ondulação de 18-pulsos, composta pelas
três tensões secundárias defasadas de 20
o
.
4) Estratégia de comando - Na Fig. 1 está mostrado o
circuito de comando usado para conseguir obter a saída CC
regulada e a sincronização dos três conversor full-bridge.
Apenas um circuito integrado é necessário para executar o
comando dos interruptores (drive) e a regulação de tensão.
III. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
A. Especificações e principais componentes
A Fig. 9 mostra uma foto do protótipo completo do
conversor de CA-CC trifásico implementado.
ƒ Tensões da rede trifásica: 220 / 380V.
ƒ Saída CC: 60V / 200A.
ƒ Freqüência de chaveamento: f
s
= 30kHz.
ƒ N
a
, N
b
, N
c
= 330 voltas com um fio 20AWG.
ƒ N
an
, N
bn
, N
cn
= 40 voltas com um fio 15AWG.
ƒ N
a1
, N
b1
, N
c1
= 114 voltas com um fio 15AWG.
ƒ N
a2
, N
b2
, N
c2
= 114 voltas com um fio 15AWG.
ƒ Autotransformador: área do núcleo EI = 27cm
2
.
ƒ Pontes trifásicas: SKD 30/08 A1 (Semikron).
ƒ L
F
e C
F
= 4mH e 1,3FµF
ƒ Módulos de IGBT: SK 25 GH 063 (Semikron).
ƒ Diodos retificadores: HFA50PA60C (IR).
ƒ N
p
= 13 voltas com 16 fios 23AWG.
ƒ N
s
= 1 volta com 150 fios 23AWG.
ƒ Transformador de alta freqüência: EE-65/65 - ferrite.
ƒ PWM-PS = UC3875 (Texas Instruments).
ƒ L
o
= 2 x 7,5µH: dois indutores com núcleos EE-65/39
- ferrite - 4 voltas com 100 fios 20AWG.
ƒ C
o
= 6 x 680µF / 100V - capacitor eletrolítico.
ƒ Peso total = 26kg.
ƒ Peso do autotransformador = 15kg.
ƒ Dimensões do conversor CC-CC = 80cm x 40cm
Fig. 9. Protótipo do conversor CA-CC de 12kW implementado.
Ref
I
DC
V
DC
Fig. 10. Tensão e corrente no barramento CC sem conexão série
dos enrolamentos secundários.
Escalas: 1ms/div, 100V/div, 2A/div.
B. Resultados experimentais
A Fig. 10 mostra as formas de onda da tensão e da corrente
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 27
num dos barramentos CC com baixa carga para operação
sem conexão série dos enrolamentos secundários. Observa-
se a elevada amplitude da ondulação de seis pulsos da
corrente. Neste modo de operação não é possível reduzir
todos os componentes harmônicos de baixa ordem da linha.
As três correntes equilibradas dos barramentos CC, com os
enrolamentos secundários em série, são mostradas na Fig.
11. Neste caso, são minimizadas as ondulações de baixa
freqüência e as correntes médias dos barramentos CC são
iguais.
I
dc1,
I
dc2,
I
dc3
Ref
Fig. 11. Correntes equilibradas nos barramento CC.
Escalas: 2ms/div, 5A/div.
V
R1
V
Rn
V
R2
Va
Fig. 12. Tensões nas entradas dos retificadores e na rede.
Escalas: 2.5ms/div, 100V/div.
As formas de onda das tensões de entrada de todos os
retificadores e a tensão de linha, para uma fase, são
mostradas na Fig. 12 e as formas de onda das tensões
retificadas que alimentam os conversores full-bridge são
mostradas na Fig. 13. Em ambas podem-se observar o
deslocamento de fase de 20
o
e o equilíbrio de amplitude entre
elas.
V
dc1
V
dc2
V
dc3
Ref
Fig. 13. Tensões retificadas nos barramentos CC.
Escalas: 1ms/div, 100V/div.
V
a
I
ia
Ref
Fig. 14. Corrente e tensão da rede na fase “a”.
Escalas: 2ms/div, 10A/div, 100V/div.
A Fig. 14 mostra as formas de onda de tensão e de corrente
de entrada para uma das fases e a Fig. 15 mostra as três
correntes de linha (I
ia
, I
ib
e I
ic
). Pode-se observar que as
28 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
formas das correntes de entrada para o resultado
experimental (Fig. 15) e para o resultado matemático (Fig. 6)
são aproximadamente iguais. Os valores medidos para o
fator de potência e a THD da corrente de entrada são iguais a
0.99 e 8,6%, respectivamente. A Fig. 16 mostra o espectro
harmônico da corrente em uma das fases e o espectro
harmônico da tensão da respectiva fase.
V
a
I
ia
I
ib
I
ic
Ref
Fig. 15. Correntes na rede.
Escalas: 2ms/div, 10A/div, 100V/div.
Harmonic magnitude as a % of the fundamental amplitude
2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40
0.0%
0.4%
0.9%
1.3%
1.7%
2.2%
2.6%
3.0%
3.5%
3.9%
4.3%
Corrente na fase "a"
THD = 7,75%
Harmonic magnitude as a % of the fundamental amplitude
2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40
0.0%
0.2%
0.5%
0.7%
0.9%
1.1%
1.4%
1.6%
1.8%
2.0%
2.3%
Tensão na fase "a"
THD = 3,67%
Fig. 16. Harmônicos da corrente e da tensão de uma das fases.
Rendimento
70
75
80
85
90
95
0 2 4 6 8 10 12
kW
Fig. 17. Rendimento.
A Fig. 17 mostra a curva do rendimento para operação
desde baixa carga até plena carga. Pode-se observar que o
rendimento é superior a 90%, a partir de 1/3 da carga
nominal.
IV. CONCLUSÕES
Neste trabalho é apresentado um retificador trifásico
isolado e com baixa distorção de corrente na rede. O
conversor de 18 pulsos é baseado em um autotransformador
diferencial, conectado em Y, seguido de três retificadores a
diodos e três conversores full-bridge (ZVS-PWM-PS). Os
enrolamentos secundários dos transformadores de alta
freqüência são conectados em série e o comando dos três
conversores full-bridge são sincronizados para que as
correntes nos barramentos CC fiquem equilibradas. O
equilíbrio e a baixa ondulação na amplitude das correntes
dos barramentos são a exigência fundamental para haver
redução no conteúdo harmônico de corrente na rede. Um
protótipo de laboratório de 12kW foi implementado e os
resultados experimentais completos estão apresentados.
Tratando-se de uma topologia isolada, o rendimento obtido
foi excelente, podendo ainda ser melhorado através da
redução de perdas de condução, tanto nos semicondutores
como no cobre dos diversos enrolamentos. A simplicidade,
robustez e alta densidade de potência do conversor proposto
coloca-o como forte candidato para soluções modernas para
sistemas retificadores trifásicos utilizados em sistemas de
alimentação para telecomunicações e também para
acionamentos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] J. W. Kolar, "Status of the Techniques of Three-Phase
Rectifier Systems with Low Effects on the Mains", in
INTELEC Conf. Records, 1999, section 14.1.
[2] D. A. Paice, "Power Electronic Converter Harmonic
Multipulse Methods for Clean Power", New York,
IEEE Press, 1996.
[3] S. Choi, P. N. Enjeti, and I. J. Pitel, "Polyphase
Transformer Arrangements with Reduced kVA
Capacities for Harmonic Current Reduction in
Rectifier-Type Utility Interface", in IEEE Trans. on
Power Electronics, vol. 11, pp. 680-690, Sep. 1996.
[4] F.J.M. Seixas, and I. Barbi, “A New 12kW Three-
Phase 18-Pulse High Power Factor AC-DC Converter
with Regulated Output Voltage for Rectifier Units”, in
INTELEC Conf. Records, 1999, section 14.2.
[5] F.J.M. Seixas, and I. Barbi, “A New 18-Pulse AC-DC
Converter with Regulated DC Output and High Power
Factor for Three-Phase Applications”, In Brazilian
Power Electronics Conference Records, 1999, pp. 582-
587.
[6] C. Niermann, “New Rectifier Circuits with Low Mains
Pollution and Additional Low Cost Inverter for Energy
Recovery” in: EPE Conf. Records, 1989, pp. 1131-
1136.
[7] C. A. Muñoz, and I. Barbi, "A New High-Power-Factor
Three-Phase AC-DC Converter: Analysis, Design, and
Experimentation", in IEEE Trans. on Power Electron.,
vol. 14, no 1, pp. 90-96, Jan. 1999.
[8] F.J.M. Seixas, and I. Barbi, “A New Three-Phase Low
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 29
THD Power Supply with High-Frequency Isolation and
60V/200A Regulated DC Output”, in IEEE PESC Conf.
Records, Jun. 2001, pp. 1629-1634.
[9] F.J.M. Seixas, and I. Barbi, “A Robust 12kW Three-
Phase Rectifier using a 18-Pulse Autotransformer and
Isolated DC-DC Converters”, in COBEP’01 Records,
Nov. 2001, pp. 686-691.
[10] F.J.M. Seixas, “12kW High Power Factor AC-DC
Converters Using Autotransformer with Multipulse
Differential Connection”, PhD Thesis (in Portuguese),
in UFSC/INEP - Federal University of Santa Catarina,
Advisor Prof. Ivo Barbi, Out./2001.
[11] B. Andreycak, “Phase Shifted, Zero Voltage Transition
Design Consideration and the UC3875 PWM
Controller”, Unitrode Corporation, Application Note U-
136A, 1997.
DADOS BIOGRÁFICOS
Falcondes José Mendes de Seixas, nascido em Jales-SP em
1965, formou-se em Engenharia Elétrica pela Escola de
Engenharia de Lins em 1987. Em 1993 e 2001 recebeu os
títulos de Mestre e de Doutor em engenharia elétrica pela
UFSC-Universidade Federal de Santa Catarina, em
Florianópolis-SC. Desde 1988 é professor na UNESP-
Universidade Estadual Paulista, em Ilha Solteira-SP e
atualmente é professor assistente doutor no Departamento de
Engenharia Elétrica. Suas áreas de interesse compreendem
conversores estáticos operando em alta freqüência, correção
de fator de potência, conexões especiais de transformadores
e qualidade de energia elétrica.
Ivo Barbi, nascido em Gaspar (SC) em 1949, formou-se em
Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa
Catarina - UFSC em 1973. Em 1976 recebeu o título de
Mestre pela mesma Universidade e, em 1979, recebeu o
título de Doutor pelo Institut National Polytechnique de
Toulouse, França. Desde 1974 é professor na UFSC e
atualmente é professor titular do Departamento de
Engenharia Elétrica. É membro fundador da SOBRAEP
tendo sido seu primeiro presidente. Desde 1992, é Editor
Associado na área de Conversores de Potência da IEEE
Transactions on Industrial Electronics. Suas áreas de atuação
compreendem modelagem, análise, projeto e aplicações de
conversores estáticos operando em alta freqüência e correção
de fator de potência de fontes de alimentação.
30 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Digital Implementation of Three-Phase Rectifier with Deadbeat Controller
Alisson Dias Junqueira, Lourenço Matakas Jr., Wilson Komatsu
Dept. of Electrical Energy and Automation Engineering - PEA
University of São Paulo - USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, trav. 3, no. 158 – 05508-900 - São Paulo, SP – BRAZIL
Phone: +55 (11) 3091-5483 - Fax: +55 (11) 3091-5719 - e-mail: alisson@pea.usp.br
Abstract –A full digital control of a voltage source
converter (VSC) rectifier is presented. The behavior of
the AC and DC sides were modeled and used for the
design of the AC current tracking controller and DC
voltage regulator. The AC current control, based on the
deadbeat strategy is presented in a simple and intuitive
way. The DC side PI controller is designed based on the
linearized model of the converter. A simple and efficient
Phase Locked Loop (PLL) based on the deadbeat strategy
is presented. The performance of the complete system is
verified by numerical simulation and experimental
results, validating the proposed model and control
strategy. Effect of parameter mismatch is also discussed.
I. INTRODUCTION
The growing use of non-linear loads in the electric power
system (e.g. diode rectifiers) has increased the concern with
the quality of the electrical energy. For low power, one-phase
applications, the “full bridge diode rectifier + boost
converter” topology has proved to be a good performance
low cost solution [6]. For three-phase, higher power
applications, requiring bi-directional power flow, a three-
phase, full bridge, self-commutated converter operating in
pulse width modulation (PWM) mode is a convenient choice
[7]. Typical applications include rectifiers for AC drives,
telecommunication equipments, etc.
This digest presents a PWM three-phase rectifier with
digital signal processor (DSP) control, which aims the
reduction of reactive power and harmonics at the AC side,
and the regulation of the DC side voltage.
Section II describes the mathematical modeling of the
three-phase VSC (voltage source converter), considering the
AC and DC sides of the converter.
Many authors, including ref. [14], consider the deadbeat
approach as a pole placement problem in the z domain, where
all closed loop poles are placed in z=0. Reference [13]
showed the deadbeat poles (z=0) as the solution of an
optimal control problem, whose cost function has zero
weighting factor to the inputs.
Some authors ([9][10][11][12]), develops the deadbeat
approach for the second order plants (LC filter), and takes
into account the instantaneous variation of the converter
output voltage during a switching cycle. This paper applies
the deadbeat strategy to the first order plant (L filter), and
uses an intuitive and simple approach to obtain the controller
equation. In this case, the converter output is considered
constant and equal to its local average during the sample
interval. No previous knowledge of discrete control theory is
required.
The design of the DC control loop is carried out by
linearizing the converter model and applying a PI controller
plus a pre-filter strategy to accomplish the desired transient
performance.
Sinusoidal signal, synchronized with the mains voltage are
obtained by a simple and efficient PLL based on [2].
The performance of the control algorithms is verified by
simulations (using MatLab) and by an experimental setup
using a low power converter.
The control algorithms were implemented by using a
dedicated DSP (digital signal processor) specially designed
for power electronic applications.
II. MODELING OF VSC
A. AC side
Fig. 1 shows the VSC rectifier and its connection to the
mains (three phase/three wire system) through equivalent
inductors (L) (filter + transformer inductance). Terminal G
2
,
not present in the real converter, is used here in order to
simplify the equivalent circuit modeling.
v
cr

v
cs

v
ct

L L L
G
1

v
t
v
r
v
s

S-
S+
T-
T+
R-
R+
i
r
i
s
i
t

G
3

v
DC

L
O
A
D

i
DC

G
2

2C
2C
G
2

v
d

v
d

v
cr

v
cs

v
ct

Fig. 1: Three-phase VSC model.
Fig. 2 introduces the simplified AC side model of the
VSC, where the converter is modeled as three, wye
connected ideal voltage sources. The sum of the three
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 31
individual mains voltages (
t s r
v v v , , ) is considered to be null
(eq. 1).
0 = + +
t s r
v v v (1)
The sum of the equivalent voltages at converter’s AC side
(
ct cs cr
v v v , , ), defined by eq. 3.3 is also null (eq. 2).
| | | | 0 1 1 1 1 1 1 = ⋅ ⋅ = ⋅ = + +
c c ct cs cr
v v v v B v (2)
As the voltage between points G
1
and G
3
is zero, G
1
and G
3
can be connected for modeling purposes (Fig. 2).
Equation (3), in matrix form, can be obtained from Fig. 2.
( ) ( )
c c
L L dt
d
V B V V V
I
⋅ − ⋅ = − ⋅ =
1 1
(3)
G3
G1
vcr
vct
vcs
vs
vt
vr
MAINS CONVERTER
L
L
L
is
ir
it
Fig. 2: Simplified AC side model.
The matrixes in eq. (3) are defined in equations 3.1 to 3.5:
(
(
(
¸
(

¸

=
t
s
r
i
i
i
I
(3.1),
(
(
(
¸
(

¸

=
t
s
r
v
v
v
V
(3.2),
(
(
(
¸
(

¸

− −
− −
− −
⋅ =
2 1 1
1 2 1
1 1 2
3
1
B
(3.3),
(
(
(
¸
(

¸

=
ct
cs
cr
c
v
v
v
V
(3.4) and
c
ct
cs
cr
c
v
v
v
V B V ⋅ =
(
(
(
¸
(

¸

=
(3.5)
The converter output voltages
ct cs cr
v v v , , can assume the
values
d
v − and
d
v + ( 2 /
DC d
v v = is the voltage on each
capacitor drawn in Fig. 1). This results in eq. 3.6:
d
t
s
r
ct
cs
cr
c
v
m
m
m
v
v
v

(
(
(
¸
(

¸

=
(
(
(
¸
(

¸

= V
(3.6)
The instantaneous modulation indexes m
r
, m
s
and m
t
assume the values –1 or +1, and are written in a
compact matrix forming eq. 3.7.
(
(
(
¸
(

¸

=
t
s
r
m
m
m
m
(3.7)
Eq. 4 results from (3), (3.6) and (3.7).
( )
d
v
L dt
d
⋅ ⋅ − ⋅ = m B V
I 1
(4)
B. DC side
Figure 3 presents the simplified model of DC side of a
VSC. The PWM converter is represented by the current
sources
r
r
i
m

2
,
s
s
i
m

2
and
t
t
i
m

2
, and the DC load by a
current source i
DC
. The voltage v
DC
is the total DC link
voltage (
D DC
v v 2 = ).
vDC
iDC
C
iC mt/2.it mr/2.ir ms/2.is
Fig. 3. Simplified model of VSC, at DC side
_
PWM
v
DC

C
Load
i
refT

v
t

I
ref

+
i
refR

v
r

v
CrefR
v
CrefS
v
CrefT

v
s

i
refS

G
c

i
s

i
t

v
r

Mains
v
t

v
s

Converter
PLL
v
r

v
s

v
t

V
DCref

PI
i
t
i
r
i
s

Deadbeat
Controller
m
s
m
t
m
r

L
Fig. 4. Block diagram of system: converter and control blocks.
i
r

G
p

DB
R

DB
T

DBs
32 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Equation (5) results from the circuit in Fig. 3, and equations
3.1 and 3.7.
) 5 (
2
1 1
2 2 2
1 1
|
.
|

\
|
− ⋅ =
= |
.
|

\
|
− ⋅ + ⋅ + ⋅ = =
DC
t
DC t
t
s
s
r
r
C
DC
i
C
i i
m
i
m
i
m
C
i
C dt
dv
m I
III. CONTROL STRATEGY
A. General outline
The objective of the control strategy is to obtain sinusoidal
AC currents in phase with the AC voltages (unitary power
factor). DC side voltage is boosted above AC side peak
voltage, and is regulated at the reference v
DCref
.
For the AC side current tracking, a deadbeat control
strategy was used [5][7][8][9][12]. The DC side voltage
control adopts a proportional-integral controller (PI). There
are, thus, AC current and DC voltage control loops
[1][2][4][5][6][10][11].
Fig. 4 schematically exhibits the previously described
blocks, and also the PLL block, which generates reference
sinusoidal signals
t s r
v v v , , with amplitude equal to one,
synchronized with mains voltages
r
v ,
s
v ,
t
v . The PLL block
generates a pulse train synchronized with the mains, which
are used by the sample/hold and PWM blocks [2].
B. Current loop
The AC current control strategy, based on the deadbeat
approach, is illustrated in Fig. 5 for the one phase case. The
controller aim is to nullify the error in the ) 1 ( + k
th
sampling
instant, independent of the error in the previous k
th
instant.
i
r e f e r e n c e
- v
D

k k + 1 k + 2 k + 3
s a m p l i n g i n s t a n t s
V
c r e f

e
r
r
o
r



i
a c t u a l
v
c






+ v
D

Fig. 5. Deadbeat behavior diagram.
In order to obtain the deadbeat behavior, it is necessary to
impose ( ) k v
c
at the k
th
sampling time, resulting in eq. (6).
) 1 ( ) 1 ( + = + k i k i
ref
(6)
Eq. (7) can be written for each one of the phases.
( )
c
v v
L dt
di
− ⋅ =
1
(7)
Integration of eq. (7) results in eq. (8).
∫ ∫
+ +
− ⋅ =
) 1 (
) (
) 1 (
) (
) (
1
k t
k t
c
k i
k i
d v v
L
di τ (8)
If the mains voltage can be considered constant during the
time interval ∆, the left side of (8) can be written, as shown
in eq. (9).
) ) ( ) ( (
1
) ( ) 1 ( ∆ ⋅ − ∆ ⋅ ⋅ = − + k v k v
L
k i k i
cref
(9)
The variable ∆ is the sampling period.
Substituting eq. (6) in eq. (9), results in eq. (10).
∆ ⋅ − ⋅ + = + ) ) ( (
1
) ( ) 1 (
cref ref
v k v
L
k i k i (10)
From eq. (10),
cref
v can be written as shown in eq. (11).
( ) ) ( ) ( ) 1 ( ) ( k v k i k i
L
k v
ref cref
+ − + ⋅

− = (11)
The AC side model presented in Fig. 2 suggests the use of
three independent current controllers for the three phases. An
analysis of eq. (3), with the non-diagonal matrix B, shows the
existence of a coupling between the three phases. A change
in v
cr
, for example, will affect the other two phases. It
happens because the converter equivalent voltages
cr
v ,
cs
v
and
ct
v , responsible for imposes the line currents are
different from the original set of converter voltages
cr
v ,
cs
v
and
ct
v . The line currents waveform will be slightly different
from the ones shown in Fig. 5, but will be coincident at the
sampling time [14]. This fact make possible the use of three
independent dead beat controllers in spite of the existing
coupling between the three phases.
Thus, one has three reference voltages
CrefT CrefS CrefR
v v v , ,
updated twice each switching cycle and applied to a PWM
generator with asymmetric sampling.
C. DC voltage loop
The DC voltage control loop (Fig. 4) is implemented with
the DC voltage feedback through a PI controller, which
generates a reference current
ref
I , multiplied by the voltage
references generated by the PLL block (
t s r
v v v , , ) providing
the reference currents (
reft refs refr
i i i , , ) for the deadbeat
controller. Thus, the DC voltage controller acts on the
amplitude of the AC side current (Fig. 4).
The open-loop transfer function relating the output voltage
v
DC
and the reference current i
ref
can be obtained from Fig. 2
and 3. Equation (12) is obtained based on the instantaneous
power relationship.
DC DC
DC
DC
t
t
s
s
r
r t t s s r r
i v
dt
dv
C v
dt
di
L i
dt
di
L i
dt
di
L i i v i v i v
⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ +
+ ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ = ⋅ + ⋅ + ⋅
(12)
Considering sinusoidal and low ripple AC currents in
phase with the sinusoidal mains voltages, results in eq. (13.1,
13.2 and 13.3).
x v ⋅ = V (13.1)
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 33
x i ⋅ =
ref
I (13.2)
Where:
(
(
(
(
(
(
¸
(

¸


+

− =
)
3
2
cos(
)
3
2
cos(
) cos(
π
ω
π
ω
ω
t
t
t
x
and
2
3
= ⋅
t
x x (13.3)
The parameters V and I
ref
are the peak value of the mains
voltage (
t s r
v v v , , ) and the reference currents
reft refs refr
i i i , , .
The non-linear transfer function in eq. 14 is obtained from
eq. (12) and eq. (13).
DC DC
DC
DC ref
t
i v
dt
dv
v C I V V ⋅ + ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ = ⋅
2
3
i (14)
Linearization is applied around steady state operation point
(
DC
v ,
ref
I ). The signals v
dc
and I
ref
are rewritten
according to eq. (15).
ref ref ref
DC DC DC
I I I
v v v
∆ + =
∆ + =
(15)
The linearized transfer function is given by eq. (16):
( )
) (
) (
1 s i
s V
s
s G
ref
DC
=
+ ⋅ Τ
Κ
= (16)
Where:
DC
DC
i
v C⋅
= Τ
(16.1)
DC
i
V
2
x ⋅
= Κ
(16.2)
Equation (16.3) describe the transfer function of the PI
controller G
C
(s).
( )
s
K
K s G
I
P C
+ = , (16.3)
Considering the pre-filtering function G
P
(s) (eq. 17.1), the
closed-loop transfer function of the system is given by eq.
(17).
( ) ( )
) (
) (
1
2
s V
s V
s G
K K K K
s s
K K K K s
s G
DCref
DC
P
I P
I P
T
= ⋅
Τ

+ |
.
|

\
|
Τ
⋅ +
⋅ +
⋅ + ⋅ ⋅
=
(17)
The PI controller constants, K
P
and K
I
are chosen in order
to obtain optimum ITAE performance [16]. The closed-loop
transfer function zeros are eliminated by introducing the pre-
filtering G
P
(s) (Fig. 4). G
P
(s) is given by eq. (17.1).
( )
I P
P
K K K K s
s G
⋅ + ⋅ ⋅
=
1
(17.1)
Applying a settling time value equal to two main cycles
and damping ratio of 0.7, the close-loop transfer function
result is eq. (18).
( )
29241 4 , 239
1
2
+ ⋅ +
=
s s
s G
T
(18)
D. PLL block
PLL block generates three sinusoidal references
(
t s r
v v v , , ) in phase with each one of the reference voltages
v
r
, v
s
and v
t
(measured at the AC side of the converter) [2].
PLL block also synchronizes the sampling and switching
pulses and, together with the deadbeat controller, guarantees
null phase displacement between current and voltage signals
at the AC side. Fig. 6 illustrates PLL operation for one phase.
For a given fixed number of sampling pulses per cycle of
the mains voltage (PPC), the PLL block forces the first
sampling pulse (CA=0) to be coincident with the rising zero
crossing of the reference AC voltage (Fig. 6), and inserts
“PPC’ equally spread sampling pulses per mains cycle. At
the beginning of each cycle (CA=0) the algorithm calculates
the error, according to eq. 19.
error= CA PPC − (19)
“CA” is the sampling pulse number counter. CA is reset
after counting “PPC” pulses. With this error information, the
PLL recalculates the next sampling period width ∆ that
forces the next pulse with CA=0 to be coincident with a
positive zero crossing of the mains voltage, ensuring
synchronization.
The PLL algorithm is applied only for the phase r. Its
corresponding sinusoidal output
r
v is obtained through a

CA=0 CA=PPC- 1
CA=1 CA=0
B
A
error
In each cycle, the error
(delay or advancement
related to voltage zero
crossing) is calculated by
the PLL.
With the error value,
the new interval
between two sampling
pulses is calculated.
At the next cycle, the
error related to zero
crossing is null.
∆ CA=1
Fig. 6. PLL operation diagram.


34 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
look up table. In this work, the signals
s
v and
t
v are
calculated to make the set
t s r
v v v , , equally displaced
waveforms. The mains phase sequence must be measured
during the initialization process of the control program.
IV. NUMERIC SIMULATION
The system was simulated using MATLAB. The following
results show simulation with DC capacitor initially charged
with nominal DC voltage and inductors with null current at
initial instant.
Simulations were carried with:
- DC voltage: v
DC
=350(V)
- DC load: R=350(Ω)
- DC capacitor: C=400(µF)
- Line frequency: f=60(Hz)
- RMS line voltage: v
AC
=220(V)
- PWM frequency: f
PWM
=6(kHz)
- Line inductors: L=165(mH)
- Asymmetric sampling
Fig. 7 shows AC currents and Fig. 8 shows voltage and
current at one of the AC phases (phase r).
0 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07
-2
-1.5
-1
-0.5
0
0.5
1
1.5
2
time (s)
AC currents (A)
Fig. 7. Currents i
r
, i
s
and i
t
, AC side (simulation).

0 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07
-2
-1.5
-1
-0.5
0
0.5
1
1.5
2
Vr(t)/100 (V)
Ir(t) (A)
time (s)
Fig. 8: Voltage (V/100) and current, phase r (simulation).
System behavior with plant disturbances was also
simulated. Fig. 9 shows voltage and current waveforms at
phase r, with the system exposed to disturbances. Fig. 10
shows the result of these same disturbances at the output DC
voltage. Five perturbation stages can be distinguished: A.
System is energized; B. 10% over voltage step at AC side; C.
returns to the nominal AC voltage; D. DC load is removed
(load rejection); and E. full load is reintroduced.
Overshoots at v
DC
due to full load insertion are lower than
3%. Transient at v
DC
vanish in periods shorter than two main
cycles, as specified in item III-C.
It is worth noticing in Fig. 9 the AC current reverse during
period D, returning the energy stored in the capacitor after a
load rejection to the mains.
Fig. 9 also shows that the disturbances caused by AC
voltage fluctuation are adequately compensated.
Fig. 11 shows harmonic content for AC line current ir(t).
One can see harmonic components around hundred times AC
frequency, which corresponds to switching frequency. The
harmonic amplitudes are around one percent of the
fundamental current.

0 0.05 0.1 0.15 0.2 0.25
-2
-1.5
-1
-0.5
0
0.5
1
1.5
2
time(s)
vr(t)/100 (V)
ir(t) (A)
A C D E B
Fig. 9. Waveforms of voltage (V/100) and current in r phase, with
disturbance (simulation).
0 0.05 0.1 0.15 0.2 0.25
340
342
344
346
348
350
352
354
356
358
360
vDC(t) (V)
time (s)
A B C D E
Fig. 10. Waveform of DC voltage in the output rectifier, with disturbance
(simulation).
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 35
0 20 40 60 80 100 120
0
0.0022
0.004
0.006
0.008
0.01
0.012
0.014
Amplitude (PU)
Superior harmonic order
Fig.11: Harmonic content of current ir(t) (simulation – fundamental
component (1 PU amplitude) is not shown).
V. INFLUENCE OF PARAMETER MISMACHES
There are two possibilities for parameter mismaches [8].
The first one occurs when a LC line filter is included
between the mains conecting point and the rectifier
(including the original inductance L) to minimize the AC
current ripple. If the AC voltages are measured at the
connecting point, the LC filter acts as a non modeled
dynamic, that was not taken into account in equation (3), and
will deteriorate the performance of the dead-beat controller.
The second case occurs when the equivalent inductance L
assumes the value L
DB
in the dead-beat algorithm, and L
A
is
its actual value. Reference [8] concludes that the closed loop
system is instable for
2 >
A
DB
L
L
.
Figures 12a, 12b and 12c show the behavior of the system
for the limit case
2 =
A
DB
L
L
. The line current ir(t) will not
track the reference current, presenting amplitude and phase
error (Fig. 12a). The DC loop is active, as can be seen in Fig.
12b, compensating the error of the V
DC
, in spite of the error
introduced by the current loop. Fig. 12c shows the
displacement between v and i, decreasing the power factor
(PF) to 0.9607.
Reference [8] also analyses the case where the AC voltage
is estimated, requering no voltage sensor. For this case,
instability is reached for
2 . 1 >
A
DB
L
L
. Changes or differences
between L
A
and L
DB
are more critical for this case.
In this paper, the mains voltage are measured at the input
of the ‘inductor L + rectifier’ set. Even if a LC filter is
included, the measuring point must not change. So the model
shown in Fig. 2 is still valid, and the current loop will be
robust.
Inductor resistance can also be taken into account. For a
practical case, the quality factor Q (
R
L
Q
ω
=
) of the inductor
can be considered around 10. For 60Hz mains, the time
constant is
ms
R
L
5 , 26 =
, that is 156 times greater than the
switching period (0,1667ms). For the above discussed values,
the inductor can be considered as a pure inductance for the
deadbeat algorithm.
0.2 0.202 0.204 0.206 0.208 0.21 0.212 0.214 0.216 0.218 0.22
-1.5
-1
-0.5
0
0.5
1
1.5
i
refR
(t) (A)
i
r
(t) (A)
time(s)
Fig. 12a. Reference current i
refR
and current, phase r, with maximum
mismatch in the inductor (simulation).
0 0.05 0.1 0.15 0.2 0.25
336
338
340
342
344
346
348
350
352
354
time (s)
vDC (V)
Fig. 12b. Waveform of DC voltage in the output rectifier, with maximum
mismatch in the inductor (simulation).
0.2 0.202 0.204 0.206 0.208 0.21 0.212 0.214 0.216 0.218 0.22
-2
-1.5
-1
-0.5
0
0.5
1
1.5
2
v
r
(t)/100 (V)
i
r
(t) (A)
time (s)
Fig. 12c. Phase r, voltage (v/100) and current, with maximum mismatch in
the inductor (simulation).
VI. EXPERIMENTAL SETUP
The control algorithm was implemented in a DSP (Analog
36 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Devices ADMC-401 [3], 16 bits, fixed point, 26MHz clock),
specially designed for power electronics applications. This
DSP includes as special features, an internal three-phase
PWM generator and analog to digital (A/D) and digital to
analog (D/A) converters.
Two AC line voltages and two AC line current are
measured, allowing the calculation of the third line voltage
and line current. Measurements are done with Hall effect
voltage and current sensors (LEM LV25-P and LA25-NP).
The three-phase bridge converter, “in-house” developed,
employs MOSFET transistors (IRF 840) and IRF2110
drivers.
This section introduces some experimental results.
Experimental values are:
- DC voltage: v
DC
=350(V)
- DC load: R=400(Ω)
- DC capacitor: C=400(µF)
- Line frequency: f=60(Hz)
- Line voltage: v
AC
=220(V)
- PWM frequency: f
PWM
=6(kHz)
- Line inductors: L=100(mH)
- Symmetric sampling
As in the simulated cases, no additional filter was included
in the circuit of Fig. 1.
Fig. 13 show DC voltage, AC line voltage and AC line
current waveforms. One can observe AC voltage distortion
due to relatively low line regulation at the point of common
coupling, as well as high frequency noise due to the lack of
AC filter.
*
Fig. 13. Experimental waveforms of DC voltage (CH1-center) phase voltage
(CH2-up) and line current (CH3-down). (Scales: CH1: 100V/div; CH2: 100
V/div; CH3: 1A/div).

DC load variation was done changing load from R=490(Ω)
to R=360 (Ω) and vice-versa (Figs. 14 and 15). Test
conditions show negligible DC voltage variation with load


The legend of the experimental results (

) does not show the real
amplitudes, because the measurements were done with differential probes
(voltages – Tektronix P5200) and current probes (Tektronix A6303 and
A6303).
(partial) insertion and (partial) rejection.
*
Fig. 14. Experimental waveforms of AC phase voltage (CH3-up), DC
voltage (CH1-center) and line current (CH2-down), during a DC load
insertion. (Scales: up: 250V/div; center: 100 V/div; down: 1A/div).

*
*
Fig. 15. Experimental waveforms of AC phase voltage (CH3-up), DC
voltage (CH1-center) and line current (CH2-down), during a DC load partial
rejection. (Scales: up: 250V/div; center: 100 V/div; down: 1A/div).*
Figs. 16 and 17 show complete DC load insertion and
rejection (load value R=400 (Ω)). As Fig. 13 shows, it is
difficult to see the effect on DC voltage variation. One can
see that with no load current there is AC current, imposed by
the voltage control loop in order to keep DC voltage
constant, feeding converter (low) losses.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 37
*
Fig. 16. Experimental waveforms of AC phase voltage (CH3-up), DC
voltage (CH1-center) and line current (CH2-down), during a DC load
connection. (Scales: up: 250V/div; center: 100 V/div; down: 1A/div).*
*
Fig. 17. Experimental waveforms of AC phase voltage (CH3-up), DC
voltage (CH1-center) and line current (CH2-down), during a DC load
connection. (Scales: up: 250V/div; center: 100 V/div; down: 1A/div).*
VII. CONCLUSIONS
A three-phase PWM rectifier with deadbeat current loop
was presented. A simplified non-linear model was shown for
the AC/DC converter. An intuitive approach was used for
determining the deadbeat algorithm, which was shown to be
robust even to large parameter mismatch. The linearized
model of the converter was used for the design of the DC
control loop. The fixed parameters PI controller showed good
performance even for large transient in the load.
The parameters of linearized model depend on the
operating point, affecting the performance and stability
margin. This matter demands further analyses and will be
treated in a future paper.
Also, an improved behavior of the AC current ripple can
be easily obtained by the use of space vector modulation,
which would require the deadbeat algorithm to be computed
in the space vector domain.
It’s well known that the space vector behavior can be
obtained by adding a special zero sequence signal to the three
references of the triangular PWM. A coming paper will show
the merits of working in the r,s,t domain, with simple control
algorithms, instead of working in the space vector domain.
A simple PLL, based on the deadbeat strategy, is designed
and implemented in this paper.
REFERENCES
[1] Buso, S. “Digital Control of Power Converters” (Lecture notes), in
http://www.dsce.fee.unicamp.br/~antenor/Digital.html;
[2] Matakas, L. Jr, Masada, E., Morizane, T., Koseki, S. “Full Digital
Control of Power Electronics Converter Using Transputers”
Proceedings of the 4
th
Transputer/Occam International Conference,
June/92, Tokyo, Japan;
[3] ADMC401 Evaluation Kit – (http://www.analog.com/);
[4] Duarte, J.L.; Wintjens, J.A.A.; Rozenboom, J. “Advantages of a
Fully Digitized Preconditioner”. In: International Conference on
Power Quality: End-use Applications and Perspectives – PQA’94,
3., Amsterdam, 1994. Proceedings. Amsterdam, KEMA, 1994, Vol.1.
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a
ed. Addison-
Wesley. 1998
38 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
BIOGRAPHICAL DATA
Lourenço Matakas Jr. obtained his undergraduate (1983)
and graduate degrees (1989 and 1998) at the University of
São Paulo. He worked as an Assistant Professor at the
university of Tokyo and is now at the University of São
Paulo, Catholic University of Sao Paulo, and Sao Judas
University. His research areas are high power factor
rectifiers, modeling and control of power converters,
implementation of high power converters, and application of
power converters to power systems.
Wilson Komatsu obtained his undergraduate degree in 1987,
and graduate degrees (1992 and 2000) at the University of
São Paulo. He is now an Assistant Professor at the University
of São Paulo. His research areas are HVDC, modeling and
control of power converters, implementation of high power
converters, and application of power converters to power
systems.
Alisson Dias Junqueira received the B.S. degree in
electrical engineering from the University of São Paulo,
Brazil in 2000. He is currently a post-graduating student in
electrical engineering from the University of São Paulo.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 39
MELHORIA DO FATOR DE POTÊNCIA ATRAVÉS DO AUMENTO DO
NÚMERO DE PULSOS DE CONVERSORES GRAETZ COMUTADOS PELA
REDE: MODELAGEM E RESULTADOS EXPERIMENTAIS
Angelo J. J. Rezek; José P. G.de Abreu; Valberto F.da Silva; José M. E. Vicente; José A. Cortez;
Otavio H. S. Vicentini; Adriana Cortez de Sá; Adriana A. S. Izidoro
Instituto de Engenharia Elétrica – UNIFEI - Universidade Federal de Itajubá
C.P.: 50 CEP:37500-903 Itajubá-MG - Brasil
e-mail: rezek@iee.efei.br
Mauro S. Miskulin
FEEC/UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
C.P.: 6101 CEP:13081-970 Campinas-SP - Brasil
Resumo – A corrente alternada (CA) de conversores
comutados pela rede é não senoidal, gerando desta
maneira, harmônicos em sistemas elétricos.
Conversores Graetz de seis pulsos são amplamente
utilizados na indústria. Conversores de doze pulsos
podem ser implementados a partir da associação de dois
conversores de seis pulsos em série ou em paralelo. No
entanto, é necessária a utilização de transformadores de
alimentação. Estes transformadores devem ser
conectados de modo que seus ângulos de tensão de fase
sejam defasados de trinta graus entre si. Harmônicos de
ordem inferior (5º e 7º) são eliminados neste caso,
tornando estes transformadores adequados para a
aplicação proposta.
Uma excelente redução de harmônicos pode ser obtida
quando multiconversores de 24 e 48 pulsos são
implementados, pela associação de quatro ou oito
conversores graetz de seis pulsos, respectivamente.
Quando o número de pulsos do conversor é aumentado,
haverá também uma melhoria no fator de potência do
sistema. Resultados experimentais serão apresentados e
discutidos.
Abstract - The alternating current (AC) of line-
commutated converters is non-sinusoidal, generating,
therefore, harmonics in the electric system.
Six-pulse graetz line-commutated converters are
widely employed in industry. Twelve-pulse converter can
be achieved by associating two six-pulse converters in
series or in parallel. However it is necessary to use supply
transformers. These transformers are connected in such a
way that the secondary voltage phase angles are
displaced thirty degrees in relation to each other. Lower
order characteristic harmonics are eliminated in this case
(5º, 7º), rendering these transformers as adequate for
the proposed application.
A very good harmonic mitigation can be obtained
when 24 or 48 - pulse multiconverters are employed, by
associating four or eight graetz six - pulse converters,
respectively. When the converter pulse number is
increased there will be also, a system power factor
improvement. Experimental results will be presented and
discussed.
NOMENCLATURA
Fp ⇒ Fator de potência do conversor.
I
1
⇒ Valor (RMS) da corrente fundamental de fase.
I ⇒ Valor (RMS) da corrente de fase.
φ
1
⇒ Ângulo de fase da corrente fundamental I
1.
µ ⇒Ângulo de comutação (em radianos).
α ⇒ Ângulo de disparo do conversor.
δ ⇒ Ângulo auxiliar.
I
d
⇒ Corrente no lado CC (corrente contínua).
m ⇒ Número de pontes conectadas em série.
I
n
⇒ Valor (RMS) do harmônico de corrente de ordem n.
n ⇒ Ordem do harmônico.
I
n0
⇒ Valor (RMS) da corrente harmônica de ordem n, para
ângulo de comutação µ = 0°.
I
10
⇒ Valor (RMS) da corrente fundamental, para ângulo de
comutação µ = 0°.
DA ⇒ Defasagem Angular.
FRH ⇒ Fator de redução de harmônicos.
FDH ⇒ Fator de distorção de harmônicos.
H; K; H
1
; K
1
⇒ Valores auxiliares para cálculo de FRH.
k ⇒Variável auxiliar para determinação de n (k= 0,1,2,3...).
I – INTRODUÇÃO
Transformadores especiais conectados em delta zig-zag (-
15º, 0º, 15º, 30º) ou estrela – delta estendido ± (15º)
podem ser utilizados para que se obtenha 15º de
defasamento para implementação de multiconversores de 24
pulsos. No caso de um multiconversor de 48 pulsos, são
necessários 7,5º de defasamento angular na tensão
secundária, o qual pode ser obtido através da utilização dos
transformadores especiais mencionados anteriormente. Um
autotransformador especial ADZ (7,5º) [10] foi também
desenvolvido e utilizado, como mostra a figura 9.
Uma recente e importante aplicação de sistemas
multiconversores pode ser exemplificada na utilização do
48-pulse Static Var Generator - SVG (gerador estático de
reativos de 48 pulsos), no sistema apresentado em [16] e em
inversores de 24 pulsos para serem aplicados em Adjusted
Speed Drives – ASD (Acionamentos de velocidade
regulável). Estes ASD’s, oferecem significativas vantagens
40 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
em aplicações de processos de ventilação e bombeamento,
em termos de alta eficiência e performance, apresentando
maior confiabilidade em processos de áreas críticas, como
por exemplo, bombeamento de petróleo [17].
II – FATOR DE POTÊNCIA DE CONVERSORES
O fator de potência de conversores pode ser obtido pela
expressão:
1
1
cosφ
|
.
|

\
|
=
I
I
Fp (1)
δ = α + µ (2)
Sendo δ um ângulo auxiliar igual à soma dos ângulos de
disparo e de comutação.
Considerando-se o efeito da comutação, tem-se que [2]:
tgφ
µ α δ
α δ
1
2 2 2
2 2
=
+ −

sen sen
cos cos
(3)
Desprezando-se o efeito da comutação pode-se obter a
seguinte expressão:
φ
1
= α (4)
Novamente desprezando-se o efeito da comutação [8]:
I1
6
=
π
I
d
m (5)
I
I
n
n =
1
(6)
III – REDUCÃO DE HARMÔNICOS ATRAVÉS DO
EFEITO DA COMUTAÇÃO
A comutação é um fator de redução de harmônicos. As
expressões (7) a (9) mostram o cálculo do Fator de Redução
de Harmônicos (FRH = I
n
/ I
n0
) [7],[2].
(
¸
(

¸

+
+
=
1
) 2 / ) 1 sen((
n
n
H
µ
(7)
(
¸
(

¸



=
1
) 2 / ) 1 sen((
n
n
K
µ
(8)
I
I
H K 2HKcos n
n
2 2
0
=
+ − +

( )
(cos cos )
2α µ
α δ
(9)
A expressão (9) não é válida para n=1 e de acordo com
[2]:
H
1
=cos2α -cos2δ (10)
K
1
=sen2δ-sen2α-2µ (11)
I
I
H K
1
10
1
2
1
2
=
+
− 4(cos cos ) α δ
(12)
A Tabela 1 mostra o Fator de Redução de Harmônicos
(FRH), considerando-se as expressões (9), (12) e também os
resultados obtidos através da utilização de um programa FFT
[5], para 256 amostras. Considerou-se para o conversor de
doze pulsos que α = 0° e µ = 15°.
TABELA 1
FRH para α = 0° e µ = 15°.
n
Ordem
Harmônica
FRH
Programa
FFT
FRH
Expressões (9)
e (12)
1 0,9981 0,9980
11 0,7899 0,7899
13 0,7175 0,7174
23 0,3457 0,3453
25 0,2927 0,2922
IV – MELHORIA DO FATOR DE POTÊNCIA ATRAVÉS
DO AUMENTO DO NÚMERO DE PULSOS
Desprezando-se o efeito da comutação, tem-se que:
α cos
I
I
1
|
.
|

\
|
= Fp (13)
De acordo com a expressão (6):
I
I
n
1
2
n 1
=
|
\

|
.
|
=


(14)
Assim, para operação em 6 pulsos, tem-se:
n=6k ± 1 (1, 5, 7, 11, 13,...)
Fp
6p
=0,9550cosα (15)
Para 12 pulsos, tem-se:
n = 12k ± 1 (1, 11, 13, 23, 25,...)
Fp
12p
=0,9901cosα (16)
Para 24 pulsos, tem-se:
n = 24k ± 1 (1, 23, 25, 47, 49,...)
Fp
24p
=0,9978cosα (17)
Para 48 pulsos, tem-se:
n = 48k ± 1 (1, 47, 49, 95, 97,...)
Fp
48p
=0,9996cosα (18)
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 41
V – CONVERSOR DE 12 PULSOS
A. Um conversor de 12 pulsos convencional.
A figura 1 mostra um conversor de 12 pulsos
convencional, formado por duas pontes graetz de 6 pulsos em
série, alimentadas por transformadores conectados em
estrela-estrela (0º) e estrela-delta (30º) - (Três enrolamentos).
Figura 1- Conversor de 12 pulsos convencional.
Estes conversores são utilizados na maioria dos sistemas
de conversão CA-CC (sistemas HVDC), como por exemplo,
no projeto HVDC de ITAIPU.
Figura 2-Formas de onda experimentais e simuladas de corrente de
alimentação e tensão (CC) de saída para um conversor de 12 pulsos
(α = 30º; µ = 1,5º).
A Figura 2 mostra as formas de onda experimentais e
simuladas da corrente de alimentação e tensão (CC) de saída
para ângulos de disparo e comutação de α = 30º e µ = 1,5º,
respectivamente.
B. Conversor de 12 pulsos opcional [3].
Uma diferente opção em 12 pulsos pode ser obtida através
de transformadores com conexão estrela - delta estendido
(± 15º). A Figura 3 mostra este tipo de transformador.
Os tapes ajustados para que se obtenha uma relação de
transformação de 1:1 e uma defasagem angular de ± 15º na
tensão secundária são [1]:
N
2
= 0,518N
1
(19)
N
3
= 0,897N
1
(20)
Figura 3 – Transformador com conexão estrela - delta estendido.
A Figura 4 mostra um conversor de 12 pulsos alternativo.
A Figura 5 mostra as formas de onda experimentais e
simuladas da corrente de alimentação e da tensão (CC) de
saída, para ângulos de disparo e comutação iguais a α = 30º e
µ = 1,5º, respectivamente.
Figura 4 – Conversor de 12 pulsos alternativo.
42 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Figura 5 – Formas de onda experimentais e simuladas de corrente de
alimentação e tensão (CC) de saída para um conversor de 12 pulsos
alternativo (α = 30º; µ = 1,5º).
VI – CONVERSOR DE 24 PULSOS
A. Conversor de 24-Pulsos utilizando transformadores
conectados em delta zig-zag.
A Figura 6 mostra um transformador conectado em
delta/zig-zag.
Os tapes N
2
e N
3
necessários para a obtenção dos
defasamentos angulares: -15º; 0º; 15º e 30º são apresentados
na Tabela 2 [1].
TABELA 2
Tapes N
2
e N
3.
D.A. TAPE N
2
TAPE N
3
-15º 141,42 % 51,76 %
0º 100 % 100 %
15º 51,76 % 141,42 %
30º 0 % 173,21 %
Figura 6 – Transformador conectado em Delta / Zig-Zag.
B. Conversores de 24 Pulsos alimentados por
transformadores com conexões estrela-estrela (0º); estrela
delta (30º); estrela – delta estendido (± 15º).
Estes sistemas de 24 pulsos podem ser obtidos através da
associação convencional (figura 1) e alternativa (figura 4) de
conversores de 12 pulsos. O defasamento angular de 15º na
tensão secundária é novamente alcançado.
C. Resultados Experimentais e de Simulação
A Figura 7 mostra um conversor de 24 pulsos, onde
podem ser visualizadas as duas opções apresentadas
anteriormente em VI A e VI B.
Figura 7 – Conversor de 24 pulsos.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 43
Figura 8 – Formas de onda experimentais e simuladas de corrente de
alimentação (I
A
) e tensão CC de saída (UPN) para um conversor de 24
pulsos (α = 30º; µ = 1,5º).
Corrente: 1 div. Vertical = 2[A]
Escala Horizontal: 1div. = 2[ms]
Tensão: 1 div. Vertical = 50[V]
Escala Horizontal: 1div. =1[ms]
A Figura 8 mostra as formas de onda experimentais e
simuladas de corrente de alimentação (IA) e tensão CC de
saída (UPN) para α = 30º e µ = 1,5º.
VII – CORRENTE CA EXPERIMENTAL PARA UM
MULTICONVERSOR DE 48 PULSOS
A Figura 9 mostra um multiconversor de 48 pulsos
(configuração série).
Figura 9 – Multiconversor de 48 pulsos (configuração série).
O equipamento ADZ mostrado na figura 9 é um
autotransformador defasador (7,5º) [10]. Este equipamento
possui relação de transformação 1:1, sendo responsável
apenas pela introdução do defasamento necessário de 7,5º
nas tensões dos secundários dos transformadores
alimentadores dos conversores.
A Figura 10 mostra o aspecto da corrente CA, IA e da
tensão de fase U
an
para α = 0° e µ = 4° [4].
Figura 10 – Corrente CA I
a
e tensão de fase U
an
de um multiconversor de 48
pulsos (α = 0°; µ = 4°).
Corrente: 1 div. Vertical = 3[A]
Tensão: 1 div. Vertical = 60[V]
Escala Horizontal: 1div. = 5[ms]
VIII – RESULTADOS EXPERIMENTAIS
Conversores de 6-12-24-48 pulsos formados por pontes de
diodos conectadas em serie foram desenvolvidos em
laboratório, a fim de se comparar os resultados teóricos de
fator de potência calculados através das expressões (15, 16,
17, 18) com os resultados experimentais obtidos durante
ensaios. Como pontes a diodos foram utilizadas, equivale a
considerar o ângulo de disparo igual a zero graus nas
expressões (15), (16), (17) e (18), para cálculo dos fatores de
potência dos conversores.
Uma carga de resistência variável foi conectada aos
terminais de saída (CC) para o multiconversor operando com
6, 12 e 24 pulsos e considerando-se em todos os casos
tensão e corrente de saída CC iguais a 220 [V] e 1,0 [A],
respectivamente.
O equipamento de medição utilizado para medir o fator de
potência durante os ensaios foi um medidor VOLTECH PM
300 (Three phase-power analyser), apropriado para medições
em circuitos com formas de onda não senoidais.
Os resultados obtidos podem ser observados nas
expressões 21 a 23.
Fp
6p
=0,9560 (21)
Fp
12p
=0,9920 (22)
Fp
24p
=0,9980 (23)
Para outros tipos de carga, como cargas resistivas-
indutivas, os resultados obtidos foram praticamente os
mesmos. Considerando-se um aumento da corrente da saída,
44 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
o ângulo de comutação aumentará, acarretando numa maior
aproximação da forma de onda da corrente de alimentação
com uma senóide. Isto implicará no aumento do fator (FDH
= I
1
/I), o que a princípio possibilitaria um aumento do fator
de potência. Entretanto, o ângulo de fase da componente
fundamental da corrente, φ
1
,

aumenta (vide equação 3) e o
correspondente fator de potência diminuirá por este motivo
(vide equação 1). Nas verificações experimentais feitas no
artigo o ângulo de comutação era baixo e foi desprezado, e
comparou-se, desta maneira os resultados calculados
desprezando-se a comutação com os resultados
experimentais, obtendo-se uma boa aproximação entre
ambos. Para o caso de uma comutação não desprezível
espera-se também uma aproximação entre resultados teóricos
de fator de potência utilizando-se e equação 3 e os resultados
experimentais.
IX – CONCLUSÃO
Os sistemas multiconversores estão sendo aplicados
recentemente em novos sistemas elétricos, conforme pode ser
comprovado pelas referências [16], [17].
Pode-se concluir que há uma melhoria no fator de
potência de conversores quando se aumenta o número de
pulsos deste conversor, devido ao aumento do Fator de
Distorção de Harmônicos (FDH = I
1
/I). Com FDH igual a 1 ,
equivale a dizer que a onda é puramente senoidal. À medida
que ocorre diminuição de FDH, significa que a onda é mais
rica em harmônicos. O programa FFT utilizado [5]
apresentou uma boa precisão, como mostra a tabela 1.
Transformadores conectados em estrela – delta estendido
são uma boa opção para a implementação de um conversor
de 12 pulsos, considerando-se que as unidades são idênticas,
sendo que a simples inversão da seqüência de fases de uma
delas é suficiente para a obtenção de uma defasagem angular
± 15°.
Através da associação de um conversor de 12 pulsos
convencional com um conversor de 12 pulsos alternativo,
pode-se obter um multiconversor de 24 pulsos. Este arranjo
pode ser utilizado em sistemas industriais e também em
sistemas HVDC de transmissão de energia elétrica,
minimizando assim a instalação de filtros para harmônicos.
A comutação é responsável apenas pela atenuação de
harmônicos, e não pela eliminação destes. Há na verdade, um
aumento do fator de distorção de harmônicos (FDH), no
entanto, o fator de potência do conversor diminui, porque o
ângulo de fase φ
1
da corrente fundamental aumenta (ver
expressão 1).
A principal vantagem de se utilizar um autotransformador
ADZ (figura 9), para a obtenção de uma defasagem angular
de 7,5° necessária para operação de um multiconversor de 48
pulsos, é o baixo custo deste tipo de equipamento.
Protótipos de multiconversores de 12-24-48 pulsos foram
construídos e testados em nossos laboratórios, de acordo com
[1], [2], [4], [6], [9], [11], [12], [13], [14], [15] e os
resultados experimentais obtidos (expressões 21, 22, 23)
conferem com os resultados obtidos através de expressões
teóricas para o cálculo do fator de potência de
multiconversores (expressões 15, 16, 17). Pode-se assim
afirmar que o valor do fator de potência experimental
esperado para um conversor de 48 pulsos certamente estará
próximo dos resultados teóricos mostrados na expressão 18.
As formas de ondas de correntes e tensões simuladas,
também foram comprovadas pelos resultados experimentais
obtidos (figuras 2,5,8), verificando-se desta forma a
eficiência dos programas de simulação utilizados [11].
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J.A. Cortez; W. O. Assis; M. S. Miskulin “ Power factor
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Outubro de 2002, Rio de Janeiro, Brasil.
[16] S. Mori; K. Matsuno; T. Hasegawa; S. Onnishi; M.
Takeda; M. Seto; S. Murakami; F. Isniguro, “Development
of a large Static Var Generator using self-commutated
inverters for improving power system stability”, IEEE
Transactions on Power Systems, vol. 8, N.1, pp. 371-377,
february 1993.
[17] E. Cengelci; P. Enjeti; W. Gray “ A new modular
motor-modular inverter (MM-MI) concept for medium
voltage adjustable speed drive systems”, Proceedings IEEE
PESC, pp. 1972-1979, 1999.
DADOS BIOGRÁFICOS
Angelo José J. Rezek, nascido em 1959 em Conceição do
Rio Verde (MG), é engenheiro eletricista (1981), mestre
(1986) em engenharia elétrica pela Escola Federal de
Engenharia de Itajubá - EFEI, e doutor (1991) em engenharia
elétrica pela Universidade de Campinas - UNICAMP.É
docente na atual UNIFEI desde 1981. Suas áreas de interesse
são eletrônica de potência e máquinas elétricas.
José Policarpo Gonçalves de Abreu, nascido em 1952 na
Ilha da Madeira, Portugal, é engenheiro eletricista (1975),
mestre (1980) em engenharia elétrica pela Escola Federal de
Engenharia de Itajubá – EFEI, e doutor (1991) em
engenharia elétrica pela Universidade de Campinas –
UNICAMP. É docente na atual UNIFEI desde 1976. Suas
áreas de interesse são aplicações de transformadores
conversores, máquinas elétricas, e qualidade de energia
elétrica.
José Antonio Cortez, nascido em 1953 em Itajubá (MG), é
engenheiro eletricista (1979) pelo Instituto Nacional de
Telecomunicações - INATEL, mestre (1987) pela
Universidade de São Paulo (USP-São Carlos) e doutor
(1997) em engenharia elétrica pela Universidade de São
Paulo (USP-São Paulo). Suas áreas de interesse são
eletrônica de potência e acionamentos elétricos.
Valberto Ferreira da Silva, nascido em 1951 em Bento
Gonçalves (RS), é engenheiro eletricista (1976) e mestre
(1980) em engenharia elétrica pela Escola Federal de
Engenharia de Itajubá - EFEI, e doutor (2001) pela Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo. Suas áreas de
interesse são eletrônica de potência e acionamentos elétricos.
José Manuel Esteves Vicente, nascido em 1960 em Fundão,
Portugal, é engenheiro eletricista (1987) e mestre (1981) em
engenharia elétrica pela Escola Federal de Engenharia de
Itajubá – EFEI. Suas áreas de interesse são ensaios em
máquinas elétricas e eletrônica digital.
Adriana Cortez de Sá, nascida em 1975 em São Paulo (SP),
é engenheira eletricista (1998) pelo Instituto Nacional de
Telecomunicações - INATEL 1998. É mestre em ciências em
engenharia elétrica, título obtido em 2002 na Escola Federal
de Engenharia de Itajubá (EFEI). Atualmente ela está
cursando pós-graduação (doutorado) na área de eletrônica de
potência da Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI.
Otavio Henrique Salvi Vicentini, nascido em 1979 em
Itapira (SP), graduou-se em agosto de 2002 em engenharia
elétrica pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Suas
áreas de interesse são máquinas elétricas e eletrônica de
potência.
Mauro Sérgio Miskulin, nascido em 1947 em Santa Rita do
Passa Quatro (SP), é engenheiro eletricista (1971), mestre
(1974) em engenharia elétrica pela Universidade de
Campinas - UNICAMP, e doutor (1980) em engenharia
elétrica por Cranfield Institute of Technology, Inglaterra.
Suas áreas de interesse são eletrônica de potência e máquinas
elétricas.
Adriana Aparecida dos Santos Izidoro, nascida em 1973,
em Cristina (MG), é engenheira eletricista formada em 1995
pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL),
mestre em ciências em engenharia elétrica pela Escola
Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI), 2000. Atualmente
ela está cursando pós-graduação (doutorado) na área de
eletrônica de potência da Universidade Federal de Itajubá –
UNIFEI.
46 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
UNIDADE RETIFICADORA TRIFÁSICA ISOLADA COM ALTO FATOR DE
POTÊNCIA
Denizar Cruz Martins e Elias Sebastião de Andrade
Universidade Federal de Santa Catarina
Departamento de Engenharia Elétrica
INEP – Instituto de Eletrônica de Potência
Caixa Postal 5119
88040-970 – Florianópolis, SC – Fone: (48)331.9204 – E-mail: denizar@inep.ufsc.br
Resumo – Este artigo apresenta a análise de um
conversor trifásico isolado operando em comutação suave
para aplicação em carregamento de baterias. A estrutura
trabalha com alto fator de potência sem a necessidade de
circuitos intermediários. Suas principais características
são: simplicidade no circuito de comando e controle das
chaves estáticas controladas, robustez do circuito de
potência e alta confiabilidade. Princípio de operação,
análise matemática, procedimento de projeto e resultados
experimentais obtidos a partir de um protótipo de
laboratório (48V/55A) são apresentados.
Abstract – This paper presents the analysis of an
isolated three-phase converter operating in soft
commutation as a battery charger. The structure works
with a high power factor without intermediate circuits.
Its main features are: simplicity of the control and drive
circuit, and robustness of the power circuit. Principles of
operation, simulation and experimental results obtained
from a laboratory prototype (48V/55A) are presented.
I. INTRODUÇÃO
Nos últimos vinte anos a Eletrônica de Potência tem
alcançado um grau de desenvolvimento técnico e científico
surpreendente, tanto no que se refere à criação de variações
topológicas como no aperfeiçoamento das estratégias de
comando e controle dos conversores estáticos.
Devido a esse enorme desempenho, os conversores
estáticos são normalmente utilizados nas mais variadas
aplicações industriais, e se constituem atualmente em um dos
maiores temas de estudo em engenharia elétrica.
Apesar desse extraordinário desempenho, o estágio de
entrada dos conversores estáticos nos quais se emprega um
retificador a diodo em ponte acoplado a um filtro capacitivo
com capacitância de valor expressivo, apresenta alguns
sérios problemas para a rede elétrica de alimentação. A
associação desses componentes gera uma carga não linear
que, quando conectada ao sistema elétrico de potência causa
sérias distorções na corrente de entrada, resultando em um
elevado conteúdo harmônico.
Devido a esse inconveniente, as pesquisas na área de
conversores CA-CC trifásicos com alto fator de potência têm
sido intensificadas, como mostram as referências [1-7]. Para
o sucesso da pesquisa, as estruturas propostas devem
apresentar algumas peculiaridades tais como: conversão da
tensão alternada de entrada em tensão contínua regulada e
isolada na saída, comutação suave, e o menor número
possível de interruptores controlados.
Em [1] tem-se como vantagem a utilização de conversores
independentes, facilitando o projeto e aumentando a
confiabilidade do sistema. Contudo, a transferência de
energia é realizada em dois estágios, onde o primeiro estágio
consiste em um pré-regulador de fator de potência. Além
disso, o fluxo de potência é pulsado e a estrutura apresenta
uma elevada quantidade de componentes.
Os trabalhos apresentados em [2 – 4] mostram um fluxo de
potência constante, entretanto, os circuitos de comando e
controle dos interruptores estáticos são complexos e a
transferência de energia é ainda realizada em dois estágios.
Os conversores não são independentes, comprometendo a
confiabilidade do sistema. Em [5 – 7] melhores resultados
são obtidos em termos de rendimento do circuito, operando
com fluxo de potência constante; porém, ainda apresentam
grandes dificuldades ao nível de implementação dos circuitos
de comando, devido à sua complexidade, e a transferência de
energia se dá também em dois estágios.
A estrutura de potência do conversor proposto neste
trabalho é particularmente simples e permite o projeto de um
equipamento robusto com baixo custo, devido às seguintes
razões: não há a necessidade de filtros de baixa freqüência na
entrada e tampouco na saída; as perdas durante a comutação
são praticamente nulas; o circuito de comando é muito
simples; cada fase representa um conversor que opera
independentemente dos outros, com um único estágio de
processamento de energia; e o sistema não necessita de pré-
regulador para correção do fator de potência.
Com essa topologia obtém-se as características
fundamentais para a aplicação desejada, ou seja, isolamento
galvânico entre a fonte de entrada e o conversor,
simplicidade do circuito de comando, possibilidade do
controle do fluxo de potência através da modulação da
freqüência agindo sobre dois interruptores por fase,
característica de saída como fonte de corrente, e baixa
ondulação de corrente na saída. Há ainda uma outra
importante característica desse conversor, qual seja, o alto
fator de potência de entrada sem a necessidade de circuitos
intermediários de correção.
II. CIRCUITO PROPOSTO
A literatura tem apresentado soluções para a correção do
fator de potência em retificadores trifásicos, baseados em
conversores estáticos, cujas estratégias podem ser
sumarizadas conforme descrito abaixo:
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 47
a) Três conversores monofásicos com dois estágios de
processamento de energia [1]: Nesta estratégia os
conversores de cada fase são independentes permitindo
o uso de módulos padronizados. No caso de falha de
qualquer módulo o sistema continua operando com
menor potência. Contudo, a utilização de dois estágios
acarreta uma quantidade excessiva de componentes;
b) Um conversor trifásico com dois estágios de
processamento de energia [2 – 7]: Nesta estratégia o
número de componentes é menor, embora se utilize dois
estágios de potência, por outro lado a utilização de um
único conversor trifásico compromete a confiabilidade
do sistema.
A proposta apresentada neste artigo consiste na utilização
de conversores independentes para cada fase empregando um
único estágio de processamento de energia. Pretende-se,
dessa forma, preservar a confiabilidade do sistema com um
número reduzido de componentes. Além disso, particular
atenção foi dada para que o circuito de comando seja simples
e de fácil implementação.
A. Descrição do Circuito Proposto
O conversor possui na entrada um retificador em ponte
completa seguido por um circuito série ressonante com
tensão grampeada pelo capacitor ressonante. O diagrama de
potência do conversor ressonante proposto está representado
na figura 1 onde:
vac tensão alternada de entrada;
Eo tensão nas baterias;
D1-D12 diodos retificadores de entrada;
DP1-DP6 diodos retificadores de saída;
DG1-DG6 diodos grampeadores de tensão;
T1-T6 interruptores estáticos controlados;
Lr1-Lr3 indutores ressonantes;
Cr1-Cr3 capacitores ressonantes.
Os interruptores T1, T3 e T5 são comandados
simultaneamente, assim como T2, T4 e T6. Por esse motivo
o circuito de comando se torna muito simples. Na figura 5, a
duração do sinal de comando para T1 e T2 é mostrada
durante um período de chaveamento.
B. Princípio de Operação
A operação deste conversor é baseada em alguns
princípios básicos, tais como: 1) a freqüência de
chaveamento é bem superior à freqüência da rede de entrada;
2) a tensão da bateria Eo é muito menor do que a tensão de
pico da fonte de entrada Vm, assim θ
1
(ângulo inicial) é
muito pequeno; e 3) o estágio inversor opera em regime
permanente com freqüência constante.
Para um quarto do período da tensão de entrada, há dois
diferentes modos de operação, como está mostrado na figura
2.
Modo A: (0 < θ < θ
1
) vac < 2.Eop. Não há transferência de
energia para a carga.
Modo B: (θ
1
< θ < π/2). Durante este intervalo, o
conversor transfere energia à carga.
Portanto:
) q arcsin(
Vm
Eop 2
sin
1 1
= ⇒ |
.
|

\
| ⋅
= θ θ (1)

2
1
2
1
q 1 sin 1 cos − = − = θ θ (2)
O parâmetro q é definido como o ganho estático de tensão
dado pela relação (2.Eop/Vm), e Eop representa a tensão no
secundário do transformador refletida ao primário.
Cr1 DG1
Lr1
D3 D1
T1
D4 D2
T2 DG2 Cr2
DP1
DP2
Tr1
Cr3
DP3
DG3
Lr2
D7 D5
T3
vac1
vac2
vac3
D8 D6
T4 DG4 Cr4
DP4
Tr2
Eo
Cr5
Cr6
DP5
Tr3
DG5
DG6
Lr3
D11
D12
D9
D10
T5
T6
DP6
F
I
L
T
E
R
F
I
L
T
E
R
F
I
L
T
E
R
F I L
T E R
Figura 1: Circuito de potência proposto.
48 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Figura 2: Tensão e corrente de entrada.
C. Etapas de Operação
Durante um período de chaveamento do conversor
ressonante, a tensão de entrada v
ac
pode ser considerada
constante. Portanto, a estrutura a ser analisada é mostrada na
figura 4, onde as tensões Vin e Eop são consideradas
constantes e todos os componentes são tomados como ideais.
As etapas de operação apresentadas a seguir estão também
representadas na figura 4.
1
a
Etapa (to, t1 → ressonante): T1, D3, D6 estão
conduzindo:
Condições iniciais: i
Lr
= 0; v
Cr1
= Vin; v
Cr2
= 0. O
transistor T1 conduz e i
Lr
, v
Cr1
, e v
Cr2
evoluem senoidalmente.
Quando v
Cr2
= Vin o diodo D1 é polarizado diretamente.
2
a
Etapa (t1, t2 → linear): T1, D3, D6, D1 estão em
condução:
Condições iniciais: i
Lr
= I1; v
Cr2
= Vin; v
Cr1
= 0. O diodo
D1 entra em condução, a corrente i
Lr
decresce linearmente
até zero, as tensões v
Cr1
e v
Cr2
se mantém nos mesmos
valores.
3
a
Etapa (t3, t4 → ressonante): T2, D4, D5 estão
conduzindo:
Condições iniciais: i
Lr
= 0; v
Cr1
= 0; v
Cr2
= Vin. Nesta
etapa o mesmo modo de operação da 1
a
etapa é repetido.
4
a
Etapa (t4, t5 → linear): T2, D4, D5, D2 estão em
condução:
Condições iniciais: i
Lr
=- I1; v
Cr2
= Vin; v
Cr1
= 0. A
mesma operação apresentada na 2
a
etapa é aqui repetida.
Condições finais: i
Lr
= 0; v
Cr1
= Vin; v
Cr2
= 0.
O bloqueio dos transistores T1 e T2 ocorre naturalmente,
caracterizando uma comutação com corrente nula (ZCS). A
figura 5 mostra as principais formas de onda relativas às
quatro etapas de funcionamento.
III. ANÁLISE QUANTITATIVA
Através de uma análise matemática é possível determinar
os esforços de tensão e/ou corrente sobre os componentes do
circuito, assim como a sua característica de transferência de
energia. Neste estudo serão apresentadas as curvas
essenciais, de forma a tornar possível o estudo via simulação
numérica.
A. Obtenção do Plano de Fase
Em regime permanente, apenas a análise das duas
primeiras etapas (ressonante e linear) é suficiente para a
construção do plano de fase desta estrutura.
1
a
Etapa Ressonante (to, t1): A partir do circuito
equivalente da figura 4.a e das condições iniciais iguais a
zero, obtém-se a equação (3), que descreve o comportamento
das grandezas na primeira etapa.
2
a
Etapa Linear (t1, t2): A partir da figura 4.b e
desprezando a queda de tensão nos diodos, determina-se a
equação (5). Na figura 5, para t = t1 ⇒ I
Lr
(t) = I1, então (6)
é obtida. Durante esta etapa a tensão v
Cr1
é mantida no valor
Vin.
dt
) t ( dI
Lr ) t ( V Eop Vin
Lr
Cr
+ = − (3)

t j
Lr Cr
o
e E E ) t ( I
Cr
Lr
j ) t ( V
ω −
⋅ − = ⋅ + (4)
0 Eop
dt
) t ( dI
Lr
Lr
= + ⋅ (5)
t
Lr
Eop
1 I ) t ( I
Lr
⋅ − = (6)
onde: Cr Lr / 1
o
⋅ = ω ; 2 Cr 1 Cr Cr + = ; Cr / Lr Zo =
Eop Vin E − = .
A partir das equações (3) e (4) pode-se construir o plano
de fase da estrutura (figura 6).
B. Curvas Relevantes e Expressões
Devido à característica de fonte de corrente na saída, a
potência deste conversor é dada pela soma das contribuições
individuais de cada fase.
Considerando a potência de entrada igual à potência de
saída, obtém-se:

φ 1
P 3
Np
Ns
Io Eop ⋅ =
|
|
.
|

\
|
⋅ ⋅ (7)
onde Io representa a corrente média de saída e P

a potência
individual de cada fase (potência monofásica).
A corrente média de saída normalizada, referida ao
primário do transformador, é definida pela equação (8).
|
|
.
|

\
|
⋅ =
Np
Ns
Io
Vin
Zo
Io (8)
Referindo-se a figura 6, é possível escrever:

Eop Vin
Eop
E
Eop Vin
) cos(
1

=

= −α π (9)
) 1 t cos(
Eop Vin
Eop
) cos(
o 1
⋅ =


= ω α (10)
Durante a etapa ressonante a corrente de entrada é definida
por:
) t ( sen
Zo 2
Eop Vin
) t ( Iin
o
ω ⋅


= (11)
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 49
Lr
T1
T2
Eo
D5
D3
D1
D4
Cr2
+
-
D6
D2
Cr1
+
V
in _
i
Lr
+
V
Cr2 _
+
Cr1
_
V
(a)
Lr
T1
T2
Eo
D5
D3 D4
+
-
D6
D1
D2
V
in
+
_
i
Lr
+
V
Cr2 _
V
Cr1
+
_
(b)
Lr
T1
T2
D3
D5
D1
D6
+
-
D4
D2
V
in
+
_
i
Lr
V
Cr2
+
_
+
V
Cr1 _
Eop
(c)
Lr
T1
T2
D3
D5
D1
D6
+
-
D4
D2
V
in
+
_
i
Lr
+
V
Cr2 _
+
V
_Cr1
Eop
(d)
Figura 4: Etapas de Operação.
Figura 5: Principais Formas de Onda.
A corrente de entrada média instantânea é obtida por meio
da seguinte expressão:
dt ) t ( sen
Zo 2
Eop Vin
Ts
2
dt ) t ( Iin
Ts
1
Iin
o
1 t
0
Ts
0
med
ω ⋅


= =
∫ ∫
(12)
onde: Vin = Vm.sen(ωt). Levando (10) em (12), obtém-se:

1 med
sen
Zo
Vm
fo 2
fs
Iin θ
π
⋅ ⋅

= (13)
Através das equações (7), (8), (13) e algumas
manipulações, encontra-se a equação (14), que representa a
corrente média de saída normalizada.
α1
α2
A
B
C
j
C
r
Ip
I1
-Ip
-I1
V
I
Cr1
Lr
L
r
E Vin
Figura 6: Plano de Fase.
) q 1 q 2 q sen 2 (
Eop fo 4
fs Vm 3
Io
2 1
2
− ⋅ + −
⋅ ⋅
⋅ ⋅
=

π
π
(14)
A equação (14) mostra que a corrente de saída é função da
freqüência de operação e do ganho estático de tensão. Essa
expressão prova que o controle do fluxo de energia é
realizado através da modulação da freqüência. A figura 7.a
mostra as curvas características do sistema, relacionando
diferentes freqüências de chaveamento com o ganho estático.
A linha tracejada representa o limite da condução continua.
Os pontos de operação abaixo dessa linha indicam perda da
comutação ZCS.
Substituindo a equação (2) em (15), a equação (16) é
obtida. Essa expressão mostra que o fator de potência (FP)
da estrutura é unicamente função do ganho estático de
tensão.

π
θ θ ) 2 ( sen 2
1 FP
1 1

− = (15)

π
2 1
q 1 q 2 q sen 2
1 FP
− ⋅ −
− =

(16)
50 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Com a mesma relação entre freqüências, para um pequeno
valor de q, obtém-se um excelente fator de potência para o
conversor; mas isso implica em um acréscimo na corrente
que circula pelos componentes do circuito, comprometendo
o rendimento do sistema, devido ao aumento das perdas por
condução. De acordo com as características desejadas, há
uma relação ótima entre o FP e q.
Especialmente nos casos de fontes de alimentação
variáveis, a operação deve ser em condução descontínua,
mesmo quando a tensão de entrada estiver no seu ponto de
máximo (elevada energia armazenada no indutor ressonante).
Logo, a relação entre a freqüência de operação e a freqüência
de ressonância é determinada de forma a garantir que a
comutação do transistor de potência se realize com corrente
nula (Vin = Vm).
Durante o período de comutação há duas etapas
ressonantes e duas etapas de roda-livre. A partir da figura 5
(desconsiderando o tempo morto e os pulsos de comando), a
seguinte equação é obtida:
) t 1 t ( 2 t 2 1 t 2
fs
1
Ts
D D
min
min
+ = + = = (17)
onde: T
Smim
→ período mínimo para o modo de condução
descontínua. Sendo que:
1 t 2 t t
D
− = e
o
2
fo
1
To
ω
π
= = (18)
A equação (19) é obtida relacionando as freqüências com o
ganho estático.

q 1
q
2
2 q
q
cos
fo
fs
1
max
− +
|
|
.
|

\
|

=

π
(19)
O equacionamento para dimensionamento dos diodos e dos
transistores é apresentado a seguir.
Corrente média normalizada nos diodos de grampeamento.
) q 1 q 2 q sen 2 (
q fo 4
fs
I
2 1
2
GDmed
− ⋅ − − ⋅
⋅ ⋅
=

π
π
(20)
onde: Zo / Vm I I
GDmed GDmed
⋅ = , sendo
GDmed
I a corrente
média nos diodos de grampeamento.
Corrente média normalizada nos interruptores de potência.
) q 1 q 2 q sen 2 (
q fo 4
fs
I
2 1
2
Tmed
− + − ⋅
⋅ ⋅
=

π
π
(21)
Corrente eficaz normalizada nos diodos de grampeamento.

2
3
2
3
2
GDef
) q 1 ( ) q 1 (
q fo 3
fs 4
I − ⋅ − ⋅

=
π
(22)
Corrente eficaz normalizada nos interruptores de
potência.
(
¸
(

¸

− + − +



=

2
3
1 2
3
2
2
Tef
) q 1 (
q 3
8
q 1 q 2
2 q
q
cos ) q 2 (
fo 2
) q 1 ( fs
I
π
(23
)
Corrente de pico normalizada nos diodos de grampeamento.
q 1 I
max GD
− = (24)
Corrente de pico normalizada nos interruptores de potência.
2
q 2
I
max T

= (25)
Corrente eficaz no indutor ressonante.
Tef
2
ef 2 T
2
ef 1 T Lr
I 2 I I I ⋅ = + = (26)
A corrente nos diodos do retificador de saída é a mesma
no interruptor de potência, multiplicada pela relação de
transformação (Np/Ns). Portanto, as expressões (21), (22) e
(23) são válidas para projeto dos retificadores de saída.
C. Procedimento de Projeto e Exemplo
De acordo com as características de entrada e saída
desejadas, depois de escolher a tecnologia dos interruptores
de potência, é possível projetar e simular o carregador de
baterias. O projeto em malha aberta do conversor pode ser
resumido em cinco passos (com q fixado). Em nossa
aplicação, o conversor é projetado para carregar quatro
baterias conectadas em série, onde:
Io = 55A corrente média de saída;
Vef = 380V tensão eficaz de entrada;
fs
max
= 30kHz freqüência máxima de chaveamento;
FP
min
= 0,95 fator de potência mínimo;
Eo = 48V tensão de saída.
1
o
Passo: A partir do FP
min
e da figura 7.c ou equação (15),
obtém-se o ângulo inicial θ
1
, que é o ângulo inicial para
transferência de energia (θ
1
= 0,5rad = 28,5
o
).
2
o
Passo: Com o FP
min
determina-se q através de (16) (q =
0,48).
3
o
Passo: Com q é possível determinar a tensão primária do
transformador e a relação de transformação (Np/Ns =
Eop/Eo), (Eop = 128,4 e Np/Ns = 2,7).
4
o
Passo: Por meio da figura 7.b ou da equação (19), calcula-
se a freqüência de ressonância fo (fo ≅ 47kHz).
5
o
Passo: Com fo, fs, FP
mim
, q, e as expressões (27) e (28)
pode-se obter os parâmetros ressonantes:

Ns
Np
Cr / Lr
Vm
fo q 2
FP fs 3
Io
mim
⋅ ⋅
⋅ ⋅ ⋅

=
η π
(27)

Cr Lr 2
1
fo

=
π
(28)
Para um rendimento η = 0,95, tem-se:
Zo = 16,75Ω ; Lr = 56,8µH; Cr = Cr
1
+ Cr
2
= 243nF.
IV. RESULTADOS DE SIMULAÇÃO E
EXPERIMENTAIS
Os estudos via simulação tiveram como finalidade
verificar a possibilidade de implementação do sistema
proposto, principalmente no que se refere à ondulação de
corrente na saída e à comutação ZCS nos interruptores de
potência.
A estrutura completa de potência, simulada e
implementada, é apresentada na figura 8 e as especificações
dos componentes são dadas abaixo, onde:
Lf
1
= Lf
2
= Lf
3
470µH;
Lf
11
= Lf
22
= Lf
33
135µH;
Cf
1
= Cf
2
= Cf
3
1,0µF/250V/polipropileno;
Cf
1’
= Cf
2’
= Cf
3’
0,27µF/400V/polipropileno;
Lr
1
= Lr
2
= Lr
3
46,4µH;
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 51
Cr
1
= Cr
2
= Cr
3

Cr
4
= Cr
5
= Cr
6 =
119µF/400V/polipropileno;
Co 4500µF/100V/eletrolítico;
Lo 1,2µH;
Eo 4x12V baterias;
Rp 150kΩ;
Rc 2,7Ω;
DG1-DG6 SKR e SKF 2F15/08, Semikron;
DP1-DP6 SKR 2F17/08, Semikron;
D1-D4 = D5-D8= Ponte retificadora SKBB500C3200/
D9-D12 2200, Semikron;
T1-T6 IGBT SKM40GB101D, Semikron.
I
O
fs/fo = 0,1; 0,2;...; 0,9
0,1
0,9
q
x

1
0.6
0.4
0.2
0
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1
q
0.8
b) Relação fs
max
/fo vs q

q
FP
Figura 7: Curvas para projeto.
Cr1 DG1
D4
DG2 Cr2
DP1
DP2
vac1
vac2
vac3
Lr1
D2
T1
D1
Cf1/2
D3
Cf1/2
T2
Tr1
Cr3 DG3
Lr2
D5
T3
Cf2/2
Cf2/2 T4
DG4 Cr4
Tr2
Cr5
Cr6
DP5
Tr3
DG5
Lr3
D10
D12
T5
T6
D9
Cf3/2
Cf3/2
DP6
D6
D7
D8
D11
Rp
Rp
Rp
Rp
Rp
Rp
Lo
Co
Do
Eo Ro
DG6
Cf1'
Cf1''
Cf2'
Cf2''
Cf3'
Cf3''
Lf1 Lf11
Lf22
Lf33
Lf2
Lf3
DP3
DP4
Rc
Rc
Rc
Figura 8: Estrutura de Potência implementada
(a) Característica de saída
(c) Relação entre FP e θ1.
(d) Relação entre FP e q.
52 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
15A
0A
-15A
Vin/100
Iin
I(EO)
61A
56
I O
(1A/div,5ms/div)
0
i
v
T
T
Figura 9: (a,b,c,d) Resultados de simulação.
A figura 9 mostra as principais formas de onda obtidas por
simulação usando o programa PROSCES [8], a qual
apresenta como resultados: Po ≈ 2,8kW; FP ≈ 0,98 e θ
1
=
0,52rad.
As figuras 9.a e 9.b mostram a corrente de entrada na fase
1, sem e com filtro, respectivamente. A freqüência dessa
corrente é de 60Hz, mas é modulada com o dobro da
freqüência de chaveamento.
A figura 9.c apresenta o valor médio e a ondulação de
corrente na saída do conversor, cujos valores são
respectivamente 58A e 3A.
O detalhe da comutação está representado na figura 9.d.
Verifica-se que os interruptores principais comutam em ZCS.
Na figura 10.a tem-se a tensão de linha e a corrente filtrada
de linha. É possível observar que a tensão da rede disponível
no laboratório tem uma distorção harmônica e a corrente
segue essa distorção. A Tabela I apresenta os valores
medidos a partir de um protótipo de laboratório. Os
resultados obtidos são coerentes com os da simulação.
A figura 10.b mostra a tensão e a corrente no circuito
ressonante. Verifica-se que a corrente magnetizante é muito
pequena, os valores medidos estão em torno de 600mA.
A corrente de saída é apresentada na figura 10.c. Uma
ondulação em 360Hz (∆I ≈ 2,5A) é observada devido
principalmente ao fato que a corrente de saída é a soma de
três correntes defasadas de 120
o
.
A característica de comutação ZVS fica comprovada na
figura 10.d, onde são apresentadas a tensão e a corrente no
IGBT para a máxima potência de saída.
A curva de rendimento (η x fs) para q fixo, é apresentada
na figura 11. As perdas mais relevantes ocorreram no
retificador de saída e nos elementos magnéticos.
V. CONCLUSÕES
O conversor estudado neste artigo comporta-se de acordo
com a análise matemática previamente desenvolvida. Ele
apresenta alto fator de potência sem a necessidade de
circuitos intermediários, o que o torna um sistema muito
simples de ser implementado. O circuito de comando gera
pulsos complementares que acionam cada um dos
interruptores de cada fase instantaneamente, mantendo a
isolação.
Os conversores em cada fase são independentes,
facilitando o projeto do sistema e aumentando a
confiabilidade global, tendo em vista que a perda de um dos
módulos de uma fase, mantém o sistema operando, embora
com 30% a menos de potência. Além disso, devido a
configuração utilizada é possível o uso de módulos
padronizados. A freqüência de operação determina a
potência de saída.
Como características negativas tem-se: fluxo de potência
pulsante e elevado número de componentes.
A característica de fonte de corrente na saída oferece
facilmente a possibilidade de associação em paralelo. A
entrada do tipo trifásica permite diminuir drasticamente a
ondulação da corrente de saída
Finalmente os autores consideram a estrutura proposta
particularmente interessante para aplicações industriais.
(5A/div, 2ms/div)
(a) Corrente de entrada.
(5A/div;2,5ms/div)
(b) Tensão e corrente de entrada filtrada.
(c) Corrente de saída (5A/div,5µs/div)
(d) Detalhe da comutação (ZCS).
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 53
Vin
Iin
0V- 0A X
(200V/div,2A/div,5ms/div)
(a) Tensão de entrada e corrente de entrada filtrada.
I
V
0V- 0A x
(10A/div, 200V/div, 10us/div)
(b) Tensão e corrente no circuito ressonante.
0 0A X
(10A/div, 2ms/div)
(c) Corrente de saída.
0A
0V
(10A/div, 500V/div, 10µs)
(d) Tensão e corrente no IGBT.
Figura 10. Resultados Experimentais.
22 24 26 28 30 fs(kHz)
η(%)
90
91
92
93
94
95
Fig.11 – Curva de rendimento.
TABELA I: Valores medidos para condições nominais.
fase I
RMS
DHT I(%) DHT V(%) FP
R 4.01 23,6 3,4 0,973
S 4.02 22,35 3,4 0,976
T 4.06 20,76 3,3 0,980
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] D. Gauger et al., “A Three-phase off-line Switching
Power Supply With Unity Power Factor and Low TIF”,
IEEE INTELEC’86 Conf. Rec., pp. 115-121, Oct. 1986.
[2] T. Latos, D. Basack, “A High Efficiency 3kW Switching
Battery Charger”, IEEE PESC’82 Conf. Rec., pp. 341-
349, June 1982.
[3] B. Ignazia, “Unity Power Factor Battery Charger by
LVI”, in Power Quality Proc., pp. 42-47, Nov. 1990.
[4] D. Simonetti, J. Sebastian, J. Uceda, “Single-Switch
Three Phase Power Pre-Regulator Under Variable
Switching Frequency and Discontinuous Input Current”,
IEEE PESC’93 Conf. Rec., pp. 657-661, June 1993.
[5] P. Ziogas, S. Manias, A. Prasad, “An Active Power
Factor Correction Technique For Three Phase Diode
Rectifiers”, IEEE PESC’89 Conf. Rec., pp. 58-65, June
1989.
[6] E. Ismail, R. W. Erickson, “A Single Transistor Three
Phase Resonant Switch For High Quality Rectification”,
IEEE PESC’92 Conf. Rec., pp. 1341-1351, June 1992.
[7] J. Pforr, L. Hobson, “A Novel Power Factor Corrected
Single Ended Resonant Converter With Three Phase
Supply”, IEEE PESC’92 Conf. Rec., pp. 1369-1375,
June 1992.
[8] D. C. Martins, et al., “Performance Study of
PROSCES/MACHINE”, IEE-PEVD’96 Conf. Rec., pp.
502-507, September 1996.
DADOS BIOGRÁFICOS
Denizar Cruz Martins, nasceu em São Paulo, SP, em 24 de
Abril de 1955. Formou-se em Engenharia Elétrica e obteve o
título de Mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade
Federal de Santa Catarina, Florianópolis – SC em 1978 e
1981, respectivamente. Concluiu o Doutorado no INPT,
Toulouse – França, em 1986. Atualmente é professor titular
do Depto. de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de
Santa Catarina, Florianópolis – SC. O Prof. Denizar já
publicou mais de 100 trabalhos científicos entre revistas e
congressos nacionais e internacionais, realizou mais de 30
consultorias técnicas e obteve 02 patentes de invenção e um
registro de software. Sua área de atuação compreende:
desenvolvimento de conversores para tratamento de energia
solar com alta qualidade de energia, conversores de alta
freqüência e simulação de conversor estáticos. É membro da
SOBRAEP, da SBA e do IEEE.
Elias Sebastião de Andrade, nasceu em Florianópolis, SC,
em 23 de agosto de 1965. Formou-se em Engenharia Elétrica
e obteve o título de Mestre em Engenharia Elétrica pela
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis – SC
em 1992 e 1994, respectivamente. Sua área de interesse
concentra-se em conversores de alta freqüência e alto fator
de potência.
54 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
MODELAGEM E CONTROLE DISCRETO PARA O RETIFICADOR PFC BOOST
TRÊS NÍVEIS
J.E. Baggio, H.L. Hey, H.A. Gründling, H. Pinheiro, J.R. Pinheiro
Universidade Federal de Santa Maria
CT / NUPEDEE / GEPOC
97105-900 – Santa Maria – RS – Brasil
E-mail: josebaggio@ieee.org, renes@ctlab.ufsm.br
Resumo – Este artigo apresenta um controlador discreto
para o retificador boost três níveis com fator de potência
corrigido. Modelos discretos lineares de primeira ordem
para ambas as malhas de tensão e corrente são
apresentadas. Controladores servos com realimentação
de estados são utilizados, sendo projetados utilizando-se
um regulador linear quadrático discreto. Além disto, um
observador de estados preditivo é utilizado para
compensar o tempo de atraso associado à implementação
em processadores digitais. É apresentada uma descrição
detalhada da lógica de comando que garante a divisão
simétrica de tensão do barramento cc. Resultados
experimentais de um retificador de 1.5kW são
apresentados para validar a análise desenvolvida bem
como para demonstrar a boa performance do sistema.
Abstract – This paper presents a discrete control for the
three-level boost power factor corrected rectifier.
Linearized discrete models for both the current loop and
for the voltage loop are shown. Then, servo controllers
with state feedback are developed and designed using the
discrete linear quadratic regulator approach. In addition,
a predictive state observer is employed to compensate the
delay time associated to the discrete implementation.
Furthermore, a detailed description of the logic command
that assures half dc bus sharing is described. Finally,
experimental results from a 1.5kW TLB-PFC rectifier are
presented to validate the analysis carried out as well as to
demonstrate the good performance of the system.
I. INTRODUÇÃO
O retificador boost três níveis com fator de potência
corrigido (Three-level boost power factor corrected TLB-
PFC) está sendo cada vez mais utilizado devido às seguintes
vantagens: (i) os interruptores e diodos são projetados para
suportar somente a metade da tensão do barramento cc; (ii) o
volume do indutor do TLB é um quarto do volume do indutor
do boost convencional [1,2]; (iii) é possível a regulação da
tensão do ponto central do barramento cc [2]. Como
resultado, este conversor é atrativo para aplicações de alta
tensão no barramento cc e alta potência.
Circuitos integrados dedicados para correção de fator de
potência têm sido amplamente utilizados pela industria.
Nestes casos, os controladores são geralmente projetados
baseados em modelos de pequenos sinais e/ou modelos
médios no domínio de tempo contínuo [2,3,4,5]. Por outro
lado, controladores digitais estão se tornando cada vez mais
baratos, tornando-os fortes candidatos para a substituição dos
circuitos analógicos convencionais [6,7,8]. Isto ocorre
principalmente devido à facilidade da implementação de
técnicas de controle avançadas em controladores digitais sem
que a complexidade dos circuitos do controlador aumente.
Existem basicamente dois modos de se projetar um
controlador digital: (i) o controlador é projetado baseado em
um modelo contínuo e posteriormente é discretizado para a
implementação digital [2,13,14]; (ii) o modelo do sistema no
domínio de tempo contínuo é discretizado e então um
controlador digital é projetado no domínio de tempo discreto.
O primeiro método geralmente é preferível uma vez que as
técnicas de controle no domínio de tempo contínuo são bem
conhecidas. Entretanto, a performance do sistema depende do
método adotado para a discretização do controlador [8,9,14].
Por outro lado, o segundo método é preferível quando um
modelo discreto acurado da planta é obtido, permitindo-se
utilizar todas as vantagens da capacidade de processamento
dos controladores digitais.
Neste artigo, o segundo método foi adotado, e
procedimentos sistemáticos de projeto são apresentados
utilizando representação por variáveis de estado para a malha
interna de corrente e para a malha externa de tensão.
A lógica de chaveamento que garante a divisão simétrica
de tensão do barramento cc para o TLB-PFC proposta em [2]
é utilizada. Desta forma, um modelo não linear considerando
a lógica de chaveamento utilizada é obtido. O modelo não
linear é então linearizado, resultando em um modelo discreto
simples de primeira ordem linear invariante no tempo (LTI),
que representa o comportamento discreto da corrente no
indutor do retificador TLB-PFC. Da mesma forma, um
modelo discreto de primeira ordem invariante no tempo é
utilizado para o projeto do controlador da tensão do
barramento cc.
Controladores servos com realimentação de estados foi
escolhido para ambas a malha interna de corrente e a malha
externa de tensão. Para se obter um procedimento sistemático
para o projeto dos controladores, o regulador linear
quadrático discreto (discrete linear quadratic regulator -
DLQR) para regime permanente foi escolhido como método
para obtenção dos ganhos dos controladores. Além disto, um
observador de estados preditivo é empregado para compensar
o tempo de atraso associado à implementação discreta da lei
de controle da malha interna de corrente.
Resultados experimentais de um protótipo de 1,5kW são
apresentados para demonstrar a performance do sistema
proposto, bem como o comportamento do retificador TLB-
PFC com o controlador discreto proposto.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 55
II. MODELAGEM DO CONVERSOR
A Fig. 1 apresenta o diagrama de blocos do controlador
digital para o retificador TLB-PFC. A estrutura adotada para
o controlador segue a bem conhecida e utilizada técnica onde
a malha externa de tensão opera em baixa freqüência e regula
a tensão do barramento cc, enquanto que uma malha rápida
interna de corrente regula a corrente no indutor boost, com
alto fator de potência [2,3,4,6,11]. A corrente de referência
i
ref
para a malha interna de corrente é obtida multiplicando-se
a tensão de entrada retificada medida pela saída do
controlador do barramento cc (u
cc
). O sinal de controle u
gerado pela malha de corrente é utilizado na lógica de
comando que define qual interruptor entra em condução ou é
bloqueado.

L
S
1

S
2

C
2

C
1

D
2

D
1

vin
iL
v
1

v
2

Switching
Logic
vg
S2
vg
S1

v v
1 1
v v
2 2

v
in

u
Current Loop
Controller
i
L

DSP controller
Voltage Loop
Controller
v v
o o
r re ef f
2 2

i
ref

v
g
S1

v
g
S2

u
cc

Fig. 1 – Retificador TLB-PFC com controle digital.
Nesta seção são apresentados os modelos discretos
propostos para o projeto dos controladores.
2.1 Lógica de Chaveamento para a Divisão Simétrica da
Tensão do Barramento cc
O retificador TLB-PFC operando em modo de condução
contínua (CCM) pode apresentar quatro etapas de operação,
conforme apresentado na Fig. 2.

S
1

S
2

C
1

C
2

L
v
in

(a) Etapa 1

S
1

S
2

C
1

C
2

L
v
in

(b) Etapa 2

S
1

S
2

C
1

C
2

L
v
in

(c) Etapa 3

S
1

S
2

C
1

C
2

L
v
in

(d) Etapa 4
Fig. 2 – Etapas de operação do retificador TLB-PFC em CCM.
A lógica de chaveamento que permite a divisão simétrica
de tensão do barramento cc mesmo para cargas
desbalanceadas foi apresentada em [2]. Esta técnica utiliza a
energia armazenada no indutor para equalizar a tensão nos
capacitores C
1
e C
2
. Desta forma, nos estágios 2 e 3, o
interruptor que está em condução ou está bloqueado é
definido pela comparação entre as tensões nos capacitores. O
uso desta técnica é indicado quando cargas tais como
conversores dc-dc multíniveis consomem potência
desbalanceada das duas tensões de saída do retificador TLB-
PFC. A lógica de chaveamento utilizada é apresentada na
Tabela 1.
TABELA I
Lógica de Chaveamento
Região 1 (v
in
<v
1
) Região 2 (v
in
>v
1
)
v
1
<v
2
v
1
>v
2
v
1
<v
2
v
1
>v
2
S
1
PWM ON OFF PWM
S
2
ON PWM PWM OFF
A lógica de comando apresentada na TABELA I, foi
implementada por software, e os sinais de comando (PWM,
ON, OFF) foram obtidos utilizado os geradores PWM
internos do DSP. Para a geração do sinal ON, carrega-se o
comparador interno do gerador PWM com o valor máximo,
enquanto que para a geração do sinal OFF, carrega-se o
comparador com zero. O sinal PWM é obtido carregando o
comparador interno do gerador PWM com o valor obtido
pela lei de controle, u.
Fig. 3 – Divisão simétrica de tensão do barramento cc.
A Fig. 3 demonstra a divisão simétrica de tensão no
barramento cc, onde CH.1 indica se v
1
é maior do que v
2
(nível alto) ou vice-versa. CH.3 e 4 apresentam as tensões de
saída v
1
e v
2
, com 5V/div.
2.2 Modelo Discreto LTI para a Malha de Corrente
Uma malha de corrente com larga banda passante deve ser
projetada para fazer a corrente no indutor seguir a corrente
referência, em fase com a tensão de entrada retificada v
in
tão
próxima quanto possível. Para este propósito, um modelo
para a corrente no indutor deve ser obtido. Um modelo
discreto para grandes sinais pode ser facilmente obtido
fazendo-se as seguintes considerações:
(i) A freqüência de comutação é muito maior do que a
freqüência da rede, de forma que a tensão de entrada
pode ser considerada constante entre dois períodos de
comutação;
(ii) A lógica de chaveamento que garante a divisão
simétrica de tensão do barramento cc está operando
corretamente, de forma que v
1
=v
2
;
(iii) As duas tensões de saída são constantes dentro de dois
períodos de comutação;
(iv) O conversor opera em CCM.
56 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Desta forma, os possíveis modos de operação do retificador
TLB-PFC podem ser representados pela Fig. 4.

S
1

S
2

v
1
(k)
v
2
(k)
L
v
in
(k)
(a) Etapa 1

S
1

S
2

L
v
1
(k)
v
2
(k)
v
in
(k)
(b) Etapa 2

S
1

S
2

L
v
1
(k)
v
2
(k)
v
in
(k)
(c) Etapa 3

S
1

S
2

L
v
1
(k)
v
2
(k)
v
in
(k)
(d) Etapa 4
Fig. 4 – Representação simplificada do retificador TLB-PFC.
Devido ao uso da lógica de chaveamento para a divisão
simétrica de tensão, pode-se concluir que na região 1
ocorrem as etapas 1, 2 e 3, enquanto que na região 2 ocorrem
as etapas 2, 3 e 4. Além disto, sendo que v
1
e v
2
são iguais, o
comportamento da corrente no indutor é o mesmo durante as
etapas 2 e 3. Desta forma, resolvendo-se a equação
diferencial que descreve o comportamento da corrente no
indutor em CCM desde o início até o fim de um período de
amostragem (comutação), o modelo discreto linear variante
no tempo pode ser obtido (1).
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ − +
+ − +
= +
2 região na ,
2
) ( ) ( ) ( ) (
) (
1 região na ,
2
) ( ) (
2
) ( ) (
) (
) 1 (
L
T k u k v
L
T k v
L
T k v
k i
L
T k u k v
L
T k v
L
T k v
k i
k i
o o in
L
o o in
L
L (1)
onde T é o período de amostragem, que neste caso é o mesmo
período de comutação.
Definindo-se u
L
(k) conforme (2)
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ −
+ −
=
2 região na ,
2
) ( ) ( ) ( ) (
1 região na ,
2
) ( ) (
2
) ( ) (
) (
L
T k u k v
L
T k v
L
T k v
L
T k u k v
L
T k v
L
T k v
k u
o o in
o o in
L (2)
o seguinte modelo LTI é obtido:
) ( ) ( ) 1 ( k u k i k i
L L L
+ = + . (3)
Como (3) representa um modelo discreto LTI, um
controlador discreto linear pode ser projetado para produzir
u
L
(k). Deve-se salientar que u
L
(k) deve ser convertido para
u(k) a cada período de amostragem. Isto é realizado
utilizando-se (4).
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
|
|
.
|

\
|
+

+
|
|
.
|

\
| −
=
2 região na 2, 1
) (
) ( ) (
1 região na , 1 2
) (
) ( ) (
) (
T k v
T k v L k u
T k v
T k v L k u
k u
o
in L
o
in L
(4)
2.3 Modelo Discreto LTI para a Malha de Tensão
O uso de modelos linearizados para sistemas não lineares é
geralmente adotado para o projeto de controladores para a
malha de tensão de conversores boost [6,11,12]. Para reduzir
os problemas com modelos médios, um modelo linear de
grandes sinais para o conversor boost com malha interna de
corrente foi apresentado em [11], onde o quadrado da tensão
de saída é utilizado como variável de estado. Este método
possibilita a obtenção de um modelo simples de primeira
ordem.
Para se obter um modelo discreto para o projeto do
controlador da malha externa de tensão, assume-se que a
corrente no indutor segue a referência com erro nulo. Pelo
princípio da conservação de energia, pode-se obter (5).
out
cc
C L in
e e e e + + =
(5)
onde e
in
, e
L
, e
C
cc
e e
out
são respectivamente a energia
fornecida pela rede, a energia armazenada no indutor, a
energia armazenada nos capacitores e a energia entregue à
carga.
Derivando-se ambos os lados de (5), obtém-se:
( ) ( )
( )
( )
dt
e d
dt
e d
dt
e d
dt
e d
out cc
C
L in
+ + = (6)
ou
out
cc
C L in
p e
dt
d
e
dt
d
p + + = (7)
onde p
in
e p
out
são respectivamente a potência de entrada e a
potência de saída do TLB-PFC.
Substituindo-se em (7) as equações da energia armazenada
no indutor e a energia armazenada nos capacitores, obtém-se:
out o L in
p v
dt
d
C i
dt
d
L p + + =
2 2
2
1
2
1
(8)
onde
2
2 1
C C
C
+
= (9)
Eq. (8) pode ser simplificada, considerando-se que a
energia armazenada no indutor é muito menor do que a
energia armazenada nos capacitores de saída [16], portanto,
out o L in
p v
dt
d
C i v + =
2
2
1
.
(10)
Uma vez que a corrente no indutor está em fase com a
tensão de entrada, (10) pode ser reescrita conforme (11).
( )
out o in cc in
p v
dt
d
C v u v + =
2
.
2
1
. (11)
( )
out in cc in o
p v u v v
dt
d
C − = .
2
1
.
2
(12)
onde u
cc
é a ação de controle da malha de tensão, sendo
considerada constante dentro de meio período da tensão de
entrada.
Integrando-se ambos os lados de (12) do início até o fim
de meio ciclo da tensão de entrada, obtém-se:
dt p
dt t sin v u
dt
d
C
v
k
v
k
out
v
k
v
k
cc
v
k
v
k
cc

∫ ∫
+
+ +

ω =
cc
T ) 1 (
cc
T
cc
T ) 1 (
cc
T
2 2
p
cc
T ) 1 (
cc
T
) (
2
1
x
(13)
onde ) (
2
t v x
o
= e ) (
2 2
p
2
in
t sin v v ω = .
A solução de (13) é:
cc
v
cc
cc v cc
v v
C
T k P
C
T v k u
k x k x
cc
2
p ) ( 2
) (
) ( ) 1 ( − + = + (14)
ou
) ( ) ( ) ( ) 1 (
v cc v cc cc v cc v
k P F k u H k x G k x + + = +
(15)
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 57
onde
cc
cc
cc
cc
cc
cc cc
C
T
F
C
v T
H G
2
1
2
p
− = = = (16)
Devido ao uso de v
o
2
como variável de estado ao invés de
v
o
, a representação por variáveis de estado (15) é LTI, onde
u
cc
(k
v
) é a ação de controle e P(k
v
) é um distúrbio
proporcional ao valor médio da potência de saída em meio-
ciclo da tensão de entrada.
III. PROJETO DOS CONTROLADORES
Nesta seção a malha interna de corrente e a malha externa
de tensão serão projetadas de uma forma sistemática usando-
se o controlador ótimo linear quadrático discreto em regime
permanente [15].
3.1 Controlador da Malha Interna de Corrente
Um sistema servo com realimentação de estados e controle
integral é adotado para controlar a corrente no indutor. O
diagrama do controlador é apresentado na Fig. 5. O modelo
da planta foi obtido na Seção 2.2 e é representado por (3).
Planta
i
ref


1 −
z
k
1


u
L
(k)
k
2


1 −
z
i
L
v(k)
Fig. 5 – Sistema servo com realimentação de estados e ação integral.
As principais equações do sistema são:
) ( ) ( ) 1 ( k u k i k i
L L L
+ = +
(5)
) ( ) ( ) (
2 1
k i k k v k k u
L L
+ =
(6)
) ( ) ( ) 1 ( ) ( k i k i k v k v
L ref
− + − =
(19)
Para a obtenção dos ganhos de realimentação, o projeto do
servo de corrente é transformado em um problema de projeto
de realimentação de estados. Para este propósito, as variáveis
erro de estados são definidas:
) ( ) ( ) (
) ( ) ( ) (
∞ − =
∞ − =
L L Le
L L Le
u k u k u
i k i k i
(7)
Como resultado, a representação por erro de espaço de
estados torna-se:
) (
1
0
) (
) (
0 0
1 1
) 1 (
) 1 (
k w
k u
k i
k u
k i
Le
Le
Le
Le
(
¸
(

¸

+
(
¸
(

¸

(
¸
(

¸

=
(
¸
(

¸

+
+
(21)
onde
| |
(
¸
(

¸

− − =
) (
) (
1 ) (
2 1
k u
k i
k k k w
Le
Le
(22)
Os ganhos de realimentação k
1
e k
2
foram obtidos
utilizando-se o a técnica de controle ótimo Regulador
Quadrático Linear Digital (digital linear quadratic regulator
- DLQR) para garantir a performance desejada em malha
fechada [15]. Os ganhos do controlador são selecionados de
modo a minimizar a função custo discreta (23). O sistema é
assimptoticamente estável se a matriz Q
i
é definida positiva
ou Hermitiana semidefinida positiva e R
i
é positivo. Mesmo
que o sistema resultante seja sempre estável, a performance
do sistema depende dos valores especificados em Q
i
e R
i
.
Uma vez que Q
i
e R
i
são definidos, os ganhos k
1
e k
2
podem
ser obtidos a partir da solução recursiva da equação de
Ricatti.
) ( ) ( ) ( ) (
2
1
0
k u R k u k k J
L i L
k
+ =


=
i i
T
i
x Q x
(23)
É importante salientar que o diagrama apresentado na Fig.
5 não considera o tempo requerido para se computar a lei de
controle. Este tempo gasto com o processamento produz um
atraso que torna-se significativo quando se opera em altas
freqüências de amostragem/comutação. Portanto, a
compensação deste tempo de atraso é necessária para evitar
degradação da performance do controlador [8,13,14]. Neste
artigo, um observador de estados preditivo é utilizado para
estimar a corrente no indutor no próximo período. A corrente
estimada no próximo período ) 1 (
ˆ
+ k i
L
é então utilizada para
a obtenção da ação de controle u
L
(k+1) para o próximo
período.
2 1
). 1 (
ˆ
). 1 ( ) 1 ( k k i k k v k u
L L
+ + + = + (8)
) (
ˆ
) ( ) ( ) 1 ( k i k i k v k v
L ref
− + = +
(9)
O diagrama de blocos do controlador com o observador de
estados preditivo é apresentado na Fig. 6.









Observador de estados preditivo
Planta
iref

1 −
z
k1

uL(k)

1 −
z
iL

1 −
z
) 1 (
ˆ
+ k i
ke
k2
-

1 −
z
v(k+1)
) (
ˆ
k i
Fig. 6 – Sistema servo com realimentação de estado observado e
controlador integral.
A corrente estimada ) 1 (
ˆ
+ k i
L
é dada por:
) ( . ) ( ) (
ˆ
) 1 ( ) 1 (
ˆ
k i k k u k i k k i
L e L L e L
+ + − = + (10)
O observador de estados (10) é assimptoticamente estável
se 0<k
e
<1, onde o ganho do observador k
e
pode ser definido
de diferente formas: (i) utilizando-se a técnica do filtro de
Kalmann; (ii) fazendo-se k
e
=1, resultando em um observador
com resposta dead-beat; (iii) heuristicamente, selecionando-
se um valor entre zero e um para rejeitar ruídos de aquisição
presentes nos sistema.
A Fig. 7 representa o diagrama de blocos completo do
controlador da malha interna de corrente proposto para o
retificador TLB-PFC.
Os ganhos de realimentação utilizados são k
1
=0.5 e k
2
=1,
sendo que as matrizes Q
i
e R
i
utilizadas foram Q
i
=diag(1,1) e
R
i
=1. A Fig. 8 apresenta a resposta transiente simulada e
experimental devido a um degrau na corrente de referência
i
ref.
. A comparação dos resultados valida o projeto
desenvolvido, onde pode-se perceber a conformidade dos
resultados experimentais com o resultados obtidos através de
um processo interativo.
58 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.










Observador de estados preditivo
iref

1 −
z
k1

Eq. 4

1 −
z
) (
ˆ
k i
ke
k2
-
uL(k+1)
v(k+1)
v(k)
iL(k)
Lógica de
Chaveamento
vg
S1
vg
S2

Eq. 3
u(k+1)
ZOH
+
PWM
) 1 (
ˆ
+ k i

limitador
Fig. 7 – Controlador da malha interna de corrente proposto para o
retificador TLB-PFC.
(a)
(b)
Fig. 8 – Corrente no indutor para um degrau em i
ref
:

(a) Resultado de
simulação; (b) Resultado experimental (500mA/div.).
3.2 Controlador da Malha Externa de Tensão
De um modo similar à malha interna de corrente, um
sistema servo com realimentação de estados e controle
integral é utilizado para o controle da tensão do barramento
cc. O diagrama de blocos do controlador é apresentado na
Fig. 9, sendo que o modelo da planta foi obtido na Seção 3.1
e é representado por (15).
Planta
vref
2


1 −
z

k1cc

vo
2

k2cc
Hcc
ucc(kv)
vcc(kv)

1 −

Fig. 9 – Sistema servo com realimentação de estados para a malha
externa de tensão.
A partir da Fig. 9 a ação de controle u
cc
(k) e a variável erro
integrado v
cc
(k) podem ser obtidos:.
) ( ) ( ) (
2cc 1cc v v cc v cc
k x k k v k k u − =
(27)
) ( ) ( ) 1 ( ) (
2 2
v o v ref v cc v cc
k v k v k v k v − + − = (28)
Os ganhos de realimentação do controlador k
1cc
e k
2cc
podem ser obtidos utilizando-se os mesmos procedimentos
descritos na Seção 3.1.
Embora controladores rápidos tenham sido apresentados
[3,4,6,11], aqui a freqüência de amostragem da malha externa
de tensão é mantida em 120Hz para reduzir os esforços
computacionais bem como para melhorar o fator de potência
da entrada. Os ganhos de realimentação utilizados para a
malha externa de tensão foram k
1cc
=1.7244 e k
2cc
=4.2859, os
quais foram obtidos utilizando-se Q=diag (10,2) e R=0.01.
IV. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
Um protótipo de 1.5kVA operando a 45kHz foi
implementado para demonstrar o comportamento dos
controladores e modelos discretos propostos. As leis de
controle foram implementadas em um único processador de
sinais digitais (digital signal processor – DSP) de ponto fixo
TMS320F241, o qual apresenta internamente 3 geradores de
PWM. O período de amostragem para a malha de corrente é
T=22,22µs (45kHz), enquanto que a malha de tensão é
efetuada somente uma vez a cada 8,33ms (120Hz), quando a
tensão de entrada cruza por zero. Salienta-se que quando a
malha de tensão é efetuada, a malha de corrente não é
calculada. Este procedimento não produz distorção de
corrente, uma vez que isto ocorre quando a tensão de entrada
é próxima de zero e a variável de controle u praticamente não
muda nesta região [2]. A Fig. 10 demonstra como as rotinas
de controle são executadas dentro de um semi-ciclo de rede.

Cálculo da lei de controle
da malha de tensão
Corrente no indutor
k
v
k
v
+1
kT
T.u(k)
Aquisições e controle de corrente
(k+1)T
Aquisições e controle de corrente
Fig. 10 – Distribuição das rotinas de controle em meio-ciclo de rede.
A relação de componentes utilizados no protótipo está
apresentada na TABELA II.
TABELA II
Lista de Componentes e Dispositivos Utilizados no Protótipo.
Componente Descrição
S
1
, S
2
IGBTs 27N60C3DR
D
1
, D
2
HFA25PB60
L 1mH
C
1
,C
2 470µF / 400V
A Fig. 11 apresenta a tensão de entrada e a corrente de
entrada, para operação a plena carga. O fator de potência da
corrente de entrada é muito próximo de um (PF=0.995) .
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 59
Fig. 11 - Resultados experimentais: corrente de entrada (5A/div) e
tensão de entrada v
in
(100V/div).
A Fig. 12 apresenta resultados de simulação e resultados
experimentais para um degrau de 50% a 100% de plena
carga. Pode-se verificar a boa performance do sistema para o
transiente, bem como a validação da análise desenvolvida,
uma vez que os resultados experimentais apresentam boa
correspondência com os resultados de simulação.

(a)
(b)
Fig. 12 – Corrente no indutor e tensão de saída v
o
para um degrau de
carga de 50% a 100% no retificador TLB-PFC: (a) Resultados de
simulação; (b) Resultados experimentais.
A Fig. 13 apresenta o conteúdo harmônio requerido pela
norma (IEC61000-3-2) e o conteúdo harmônico para a
corrente de entrada para as harmônicas pares e ímpares.
Pode-se perceber que o conteúdo harmônico do retificador
TLB é menor do que os limites especificados pelas normas
para equipamentos da classe A. Harmônicas de 9
a
ordem em
diante não são apresentadas neste gráfico, já que elas são
muito menores e estão em conformidade com as exigências
da norma.
0
1
2
3
2 3 4 5 6 7 8 9
Norma
Harmônicas do TLB
Fig. 13 – Limites de harmônicas da norma e harmônicas do TLB.
V. CONCLUSÃO
Este artigo apresenta controladores discretos para o
retificador com fator de potência corrigido boost três níveis.
Modelos discretos lineares para ambas as malhas de tensão e
corrente são apresentadas e validadas experimentalmente.
Controladores servos com realimentação de estados são
utilizados em ambas as malhas de tensão e de corrente. Um
procedimento sistemático para selecionar os ganhos de
realimentação é apresentado baseado no regulador quadrático
linear discreto, o qual garante comportamento
assimptoticamente estável para a malha de corrente e a malha
de tensão.
Para compensar atrasos devido à computação das leis de
controle, um observador de estados preditivo foi projetado e
implementado. Além de compensar o tempo de atraso, o
observador fornece um grau adicional de liberdade para a
filtragem dos ruídos presentes na amostragem da corrente no
indutor.
Resultados experimentais de um protótipo de 1,5kW
validam a análise desenvolvida, bem como demonstram a boa
performance do retificador TLB-PFC com os controladores
discretos propostos.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem à Thornton Inpec Eletrônica LTDA
e à Epcos capacitores pela doação de componentes utilizados
neste trabalho, e à CAPES pelo apoio financeiro.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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phase three-level boost power factor correction
converter", Applyed Power Electronics and Specialists
Conference, pp. 434-439, 1995.
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output three-level boost power factor correction
converter with unbalanced loads", Power Electronics
Specialists Conference, vol. 1, pp. 733-737, 1996.
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preregulators with improved dynamic response", IEEE
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IEEE Trans. on Power Electronics, vol. 11, no. 1, pp. 1-
6, 1996.
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the double-boost converter in continuous conduction
mode applied to power factor correction", Power
Electronics Specialists Conference, vol. 2, pp. 1066-
1072, 1996.
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dynamic responses", Applied Power Electronics
Conference, vol. 1, pp. 476-482, 2002.
[7] K. Mahabir, G. Verghese, J. Thottuvelil, A. Heyman,
“Linear averaged and sampled data models for large
signal control of high power factor ac-dc converters”,
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[8] S. Bibian, H. Jin, "High performance predictive dead-beat
digital controller for dc power supplies", Applied Power
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[10] OGATA K., “Discrete-Time Control Systems”,
Prentice-Hall, 1987;
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Thottuvelil, "An adaptive digital controller for a unity
power factor converter", IEEE Trans. on Power
Electronics, vol. 11, no. 2, pp. 374-382, 1996.
[12] J.B. William, “Design of feedback loop in unity power
factor ac to dc converter”, Power Electronics and
Specialists Conference, v. 2, pp. 959-967, 1989.
[13] S. Bibian, H. Jin, "A simple prediction technique for the
compensation of digital control time delay in dc
switchmode power supplies", Applied Power
Electronics Conference, vol. 2, pp. 994-1100, 1999.
[14] C. Rech, H. Pinheiro, H.L. Hey, H.A. Gründling, J.R.
Pinheiro “Improved modified OSAP controller for
voltage source PWM inverters”, Congreso Brasileiro de
Eletrônica de Potência, pp. 329-334, 2001.
[15] F. Botterón, H. Pinheiro, H.A. Gründling, J.R. Pinheiro,
H.L. Hey, “Digital voltage and current controllers for
three-phase PWM inverter for UPS applications”, IEEE
Ind. Appl. annual Meeting, v. 4, pp. 2667-2674, 2001.
[16] M.O. Eissa, S.B. Leeb, G.C. Verghese, A.M. Stankovic,
“Fast controller for a unity-power-factor PWM
rectifier”, IEEE Trans. on Power Electronics, vol.11,
no.1, January 1996.
DADOS BIOGRÁFICOS
Hélio Leães Hey , nasceu em Santa Maria - Rio Grande do
Sul, em 29 de Julho de 1961. Formou-se em Eng. Elétrica
pela Universidade Católica de Pelotas, Pelotas - RS, em
1985. Obteve os títulos de Mestre e Doutor em Eng. Elétrica
pela Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis -
SC, em 1987 e 1991 respectivamente. Entre 1989 e 1993,
atuou como professor adjunto na Universidade Federal de
Uberlândia, Uberlândia-MG. Atualmente, é professor titular
do Depto. de Eletrônica e Computação da Universidade
Federal de Santa Maria, Santa Maria-RS. De 1997 à 2000 foi
coordenador do programa de pós-graduação em Engenharia
Elétrica da UFSM. De 1995 a 1999 foi o editor da Revista
Brasileira de Eletrônica de Potência, vinculada a Sociedade
Brasileira de Eletrônica de Potência.
Hilton Abílio Gründling nasceu em Santa Maria, RS, Brasil,
em 1954. Ele formou-se em engenharia elétrica pela
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto
Alegre, Brasil, em 1977. Ele recebeu o grau de Mestre pela
Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina,
Brasil, em 1980 e o grau de Doutor do Instituto Tecnológico
da Aeronáutica, São Paulo, Brasil, em 1995. Desde 1980, tem
atuado como professor na Universidade Federal de Santa
Maria. Suas áreas de interesse incluem Controle Adaptativo
Robusto por Modelo de Referência, Controle Discreto e
Aplicações de Sistemas de Controle.
Humberto Pinheiro nasceu em Santa Maria, Brasil, em
1960. Ele recebeu o grau de engenheiro eletricista pela
Universidade Federal de Santa Maria, em 1983, o grau de
Mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina, em
1987, e o grau de doutor pela Concordia Univeristy,
Montreal, Canada, em 1999. Ele trabalhou com engenheiro
na BK Controles Eletrônicos, de 1983 até 1990 e ministrou
eletrônica de potência na PUC-RS de 1987 até 1991. Ele
atualmente é Professor Adjunto no Departamento de
Eletrônica e Computação na Universidade Federal de Santa
Maria, atuando do GEPOC. Entre seus assuntos de pesquisa
de interesse estão fontes ininterruptas de energia e controle
discreto de conversores estáticos.
José Eduardo Baggio nasceu em Santa Maria - RS, em
1971. Formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade
Federal de Santa Maria, em 1995. Obteve o título de Mestre
em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Santa
Maria, em 1997. Atualmente é estudante de doutorado na
mesma universidade. Sua área de interesse compreende
Eletrônica de Potência, Sistemas de Controle e Sistemas
Digitais.
José Renes Pinheiro nasceu em Santa Maria, RS, Brasil, em
1958. Recebeu o grau de Engenheiro Eletricista pela
Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Brasil, e
os graus de Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica pela
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC,
Brasil, em 1981, 1984, e 1994, respectivamente. Atualmente,
O Dr. Pinheiro é Professor Titular do Departamento de
Eletrônica e Computação da Universidade Federal de Santa
Maria, onde atua desde 1985. Em 1987, foi um dos
fundadores do Grupo de Eletrônica de Potência e Controle
(GEPOC). Foi o coordenador de Programa Técnico do
Congresso Brasileiro de Eletrônica de Potência (COBEP),
em 1999, e do Seminário de Eletrônica de Potência e
Controle (SEPOC), em 2000. Em 2001 e 2002, ele realizou
Pós-doutorado na área de Sistemas de Energia Distribuídos,
no Center for Power Electronics Systems (CPES), da
Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia
Tech), Blacksburg, USA. Suas principais linhas de pesquisas
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 61
incluem Sistemas Híbridos de conversão estática de energia,
Sistemas de alimentação de alta freqüência, Técnicas de
compensação e correção do fator de potência, modelagem e
controle de conversores estáticos. Dr. Pinheiro é membro da
Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência, da Sociedade
Brasileira de Automática, e de Sociedades da IEEE.
62 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
UM RETIFICADOR MONOFÁSICO COM ELEVADO FATOR DE POTÊNCIA
BASEADO NO CONVERSOR BUCK MULTINÍVEL EM CORRENTE


Estêvão Coelho Teixeira e Henrique A. C. Braga

Núcleo de Automação e Eletrônica de Potência – NAEP
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF
Caixa Postal 422 – CEP 36.001-970 – Juiz de Fora – MG – Brasil
estevaoc@jfnet.com.br - hbraga@engelet.ufjf.br


Resumo – Este artigo descreve um conversor estático ca-
cc monofásico consistindo de uma ponte retificadora
convencional a diodos associada a um conversor cc-cc
buck multinível em corrente de duas células. Dependendo
da estratégia de comutação adotada, a estrutura pode
apresentar uma corrente de entrada com até cinco níveis
e fator de potência de deslocamento unitário, levando a
uma operação com elevado fator de potência, além de
permitir a divisão equilibrada da corrente total de saída
através de duas células de comutação. Esta estrutura, que
opera com comutação em baixa freqüência, é adequada
para aplicações de cargas cc altamente indutivas. Uma
breve revisão sobre estruturas anteriores que levaram ao
desenvolvimento da nova topologia é apresentada, bem
como resultados de simulação e resultados experimentais
para um protótipo de 2 kW implementado em
laboratório.


Abstract - This paper introduces a single-phase ac-to-dc
static converter, which consists of a conventional diode
bridge cascaded by a two-cell current multilevel buck dc-
to-dc converter. Depending upon the switching strategy,
the structure input current can present up to five levels
and provide a unity displacement power factor, leading to
a high power factor operation, and a balanced
distribution of output current among two commutation
cells. This low-frequency switching circuit is proper to
highly inductive dc loads. It is also presented a brief
review of structures that led to the development of the
new topology. Simulation results for the proposed circuit
and experimental results for a 2-kW prototype,
implemented in laboratory, are also presented.


I. INTRODUÇÃO

Os conversores multiníveis têm surgido como uma nova
classe de conversores estáticos de energia durante os últimos
anos [1, 2]. Diversas topologias e técnicas de modulação
foram desenvolvidas para estes conversores, sobretudo em
aplicações de altas potências [3]. A principal motivação para
o emprego de estruturas multiníveis é a capacidade de
assegurar uma distribuição equilibrada da tensão (ou
corrente) através de uma associação de interruptores
estáticos. Entretanto, é possível ainda otimizar o conteúdo
harmônico das tensões e/ou correntes nas estruturas e
proporcionar menores níveis de interferência eletromagnética
conduzida e irradiada. Tais benefícios são de grande
interesse em aplicações industriais.
Uma revisão da teoria sobre conversores multiníveis em
tensão e corrente foi apresentada em [4], onde são discutidas
estruturas baseadas tanto na associação de conversores como
na associação de células de comutação [5]. A célula de
comutação é uma estrutura de três terminais envolvendo dois
interruptores operando de forma complementar, estando
presente na maioria dos conversores estáticos.
Os conversores multiníveis em corrente (MNC) consistem
em uma alternativa para promover a associação de células de
comutação em paralelo, e foram descritos detalhadamente
em [6]. A nova técnica já foi aplicada a conversores cc-cc,
inversores e até a retificadores trifásicos com elevado fator
de potência. Sua aplicação a retificadores monofásicos,
contudo, foi até agora objeto de especulação teórica.
A melhoria do fator de potência (FP) em retificadores mo-
nofásicos está normalmente associada à utilização de um pré-
regulador boost, operando em alta freqüência, ligado à saída
de uma ponte retificadora a diodos [7]. Um retificador com
correção do fator de potência e operação em alta freqüência
que emprega a modulação multinível em tensão foi
apresentado em [8]. Estas técnicas, no entanto, não são
adequadas para aplicações em altas potências, devido às
restrições tecnológicas dos interruptores estáticos. Assim,
técnicas de melhoria do fator de potência que empreguem
comutação em baixa freqüência são mais recomendáveis,
sobretudo na presença de correntes mais elevadas. O
retificador baseado no conversor boost também pode operar
em baixa freqüência, com o interruptor principal sendo
acionado durante um pequeno intervalo do período de
comutação, normalmente uma ou duas vezes no período [9,
10]. No entanto, seja em alta seja em baixa freqüência, o
conversor “ca-cc boost” aplica-se melhor a cargas com saída
em tensão (comumente uma carga resistiva em paralelo com
um capacitor de filtragem). Por outro lado, boa parte das
cargas cc apresenta uma característica de saída
preponderantemente indutiva.
Os retificadores controlados e semicontrolados a tiristor
tradicionais [11] podem ser aplicados a cargas cc fortemente
indutivas. Embora de uso difundido na indústria, estes
conversores operam com um baixo fator de potência. Além
disso, apresentam componentes harmônicas de baixa ordem
que prejudicam a qualidade da energia da rede elétrica. Por
estes motivos, tais equipamentos não se ajustam facilmente
aos limites estabelecidos quanto ao fator de potência, bem
como aos determinados pelas normas e recomendações
internacionais sobre emissão de harmônicos [12].
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 63
O controle simétrico do ângulo de disparo/extinção dos
interruptores [13] é uma técnica em baixa freqüência para se
obter uma melhoria do fator de potência em retificadores
alimentando cargas altamente indutivas, em alternativa aos
retificadores convencionais a tiristor. Isto pode ser
implementado através da utilização de GTOs no lugar de
tiristores, ou empregando para os tiristores alguma técnica de
comutação forçada, resultando nas formas de onda da tensão
e corrente de entrada ilustradas na Figura 1. Neste caso, o
retificador apresenta uma corrente de entrada 3 níveis com
sua componente fundamental em fase com a tensão de
entrada (ϕ
1
= 0
o
), correspondendo a um fator de potência de
deslocamento unitário, o que melhora o FP da estrutura.
O conceito de conversores multiníveis em corrente pode
ser empregado na implementação de retificadores com
elevado fator de potência, sendo que a comutação ocorre em
baixa freqüência. A Figura 2 ilustra formas de onda de tensão
e corrente de entrada idealizadas em um retificador
monofásico MNC 5 níveis. É possível minimizar a distorção
harmônica total (DHT) da corrente de entrada através do
adequado ajuste dos ângulos α e φ. Um retificador trifásico
baseado na técnica MNC foi apresentado em [14].
O presente trabalho propõe um retificador monofásico
empregando comutação em baixa freqüência, apresentando
fator de deslocamento unitário, baseado no conversor buck
multinível em corrente (MNC), conforme representado de
forma simplificada na Figura 3. A estrutura proposta é capaz
de promover a distribuição equilibrada da corrente total entre
dois ou mais interruptores, podendo ser comandada de forma
a apresentar uma corrente de entrada multinível. Assim, a
estrutura proposta pode apresentar fator de potência elevado,
especialmente para tensões de saída próximas da nominal,
sendo bastante adequada para cargas cc altamente indutivas,
tais como acionamentos de máquinas cc, eletroímãs de
levantamento e freios elétricos. É fácil concluir que o sistema
pode ser alimentado também a duas fases, o que representa
um incremento significativo na capacidade de potência total
do conversor.


Figura 1 – Tensão e corrente de entrada em retificador
empregando controle simétrico do ângulo.


Figura 2 – Tensão de entrada senoidal e corrente de entrada com
cinco níveis em um retificador MNC.

Figura 3 – Diagrama de blocos do conversor proposto.

Devido à presença do conversor buck na estrutura do
retificador, a nova topologia recebe a denominação
retificador buck MNC e será apresentado na próxima seção.
Um trabalho anterior sobre a estrutura proposta foi
apresentado pelos autores em [15].


II. O RETIFICADOR MONOFÁSICO MNC 5 NÍVEIS

A Figura 4 mostra a célula MNC genérica, baseada na
conexão em paralelo de células de comutação por meio de
indutores denominados indutores de equilíbrio. A estrutura
foi originalmente proposta como uma técnica alternativa para
promover o paralelismo dos interruptores estáticos [16], e
corresponde ao dual de uma célula genérica multinível em
tensão, proposta em [17].
Empregando-se “atrasos” nos pulsos aplicados aos
interruptores, a estrutura pode apresentar múltiplos níveis
para a sua corrente de entrada i
i
, entre 0 e I
o
, sendo I
o
o valor
médio da corrente que sai do nó C, indicado na figura. A
Figura 5 mostra o uso da célula MNC em um retificador
MNC 5 níveis. A estrutura é derivada de um inversor com
entrada em corrente (CSI) 5 níveis [18,19], tendo sido
abordada de forma teórica em [6].

C I
o
S
1
S
1
'
S
2
S
2
'
S
3
S
3
'
S
n
S
n
'
L
1
L
2
L
n-1
i
S1
i
S2
i
S3
i
Sn
i
n-1
i
2
i
1
v
i
T
1
T
2
i
i

Figura 4 – A célula MNC genérica.


Figura 5 – Um retificador MNC cinco níveis
baseado em um inversor CSI.
64 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Dependendo da configuração para a qual for destinada a
célula MNC, pode-se ter uma tensão de entrada v
i
contínua
ou alternada. Para conversores cc-cc, tem-se uma tensão
contínua na entrada, sendo os interruptores inferiores da
célula substituídos por interruptores passivos (diodos). Os
terminais T
1
, T
2
e C são, neste caso, designados por A (ativo),
P (passivo) e C (comum). A Figura 6 ilustra a aplicação da
célula MNC em um conversor buck. Para este circuito, a
célula MNC consiste da associação de duas células de
comutação conectadas através do indutor de equilíbrio L
1
,
sendo o circuito denominado, então, conversor buck MNC 2
células.
A célula MNC pode, entretanto, ser formada por n células
de comutação, sendo possível adaptá-la a todos os
conversores cc-cc não-isolados (buck, boost, buck-boost,
ćuk, sepic e zeta) [20].
O retificador MNC 5 níveis proposto neste trabalho tem,
como parte integrante de sua estrutura, o conversor buck
MNC 2 células, com uma ponte retificadora convencional a
diodos substituindo a fonte cc. O circuito é mostrado na
Figura 7. O ramo de saída é constituído por uma carga RL,
representando uma carga altamente indutiva.
Uma vez que o circuito opera com baixa freqüência de
comutação, o indutor de equilíbrio L
1
deve ser confeccionado
em núcleo de ferro-silício. A principal vantagem oferecida
pela nova topologia em relação ao retificador cinco níveis
MNC da Figura 5 é o número reduzido de interruptores
ativos, além de uma estratégia de comutação
significativamente mais simples.
A corrente total de saída i
o
pode assim ser distribuída de
forma segura através dos interruptores do retificador sem que
a estrutura incorra nas dificuldades oferecidas pelo
paralelismo convencional de interruptores estáticos.

III. RESULTADOS DE SIMULAÇÃO

Considere, para o retificador buck MNC 5 níveis da
Figura 7, os seguintes parâmetros de simulação: V
ca
= 127 V,
f = 60 Hz, R
o
= 5 Ω, L
o
= 100 mH, L
1
= 60 mH e r
on
=
0,01 Ω. Tais parâmetros representam, respectivamente, a
tensão eficaz de entrada, a freqüência da rede, a resistência e
indutância da carga, a indutância de equilíbrio e a resistência
de condução dos interruptores ativos e diodos. Os ângulos α
e φ (ver Figura 2) são, respectivamente, 12,6
o
e 26,8
o
.
Para simulação do circuito no software PSpice
®
, foram
empregados interruptores comandados por sinal de tensão
(Sbreak). Foi adotado o modelo Dbreak para os diodos. A
simulação levou às formas de onda mostradas na Figura 8.

S
1
S
2
L
1
V
i
D
1
D
2
+
i
i
i
1
v
o
-
A
C
P
Célula MNC
P
i
S1
i
D1
i
D2
i
S2
I
o

Figura 6 – Um conversor buck MNC 2 células.
S
1
S
2
L
1
L
o
R
o
D
1
D
2
Db
1
Db
3
Db
4
Db
2
v
i
v
o
i
o
i
i
i
1
i
S2
i
S1
+
-
i
D1
i
D2
C
A
P P

Figura 7 – O retificador buck MNC 5 níveis.

I(i)
-20A
0A
20A
V(Vi:+,Vi:-)
-200V
0V
200V
V(Vg1) V(Vg2)*1.2
0V
2.5V
5.0V
7.5V

I(S2)
0A
10A
20A
I(S1)
0A
10A
20A
V(Lo:1,Ro:2)
-200V
0V
200V

Time
4.00s 4.01s 4.02s 4.03s
I(Lo) I(L1) AVG(I(Lo)) AVG(I(L1))
0A
10A
20A
30A
I1
Io

Figura 8 – Formas de onda simuladas para o retificador. De cima
para baixo: pulsos de comando de S
1
e S
2
; tensão e corrente de
entrada; tensão na carga; corrente em S
1
e S
2
; corrente de saída e
corrente no indutor de equilíbrio L
1
.

Do gráfico inferior da figura, observa-se que o valor
médio da corrente no indutor de equilíbrio L
1
, I
1
, é a metade
do valor de I
o
, o que indica o equilíbrio de corrente entre
interruptores ativos e diodos do retificador.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 65
O espectro harmônico da corrente de entrada é mostrado
na Figura 9. Para a corrente de entrada, a DHT obtida para
40 harmônicas foi de 15,6 %.
Apesar de algumas componentes harmônicas possuírem
amplitudes relativamente expressivas, o conversor pode
apresentar um FP bastante elevado, cuja expressão geral é:


2
1
=
+
D
i
FP
FP
DHT
.
(1)

Onde FP
D
é o fator de potência de deslocamento e DHT
i
é a
distorção harmônica total da corrente de entrada.

O ângulo de deslocamento ϕ
1
obtido foi de –2,38
o

(FP
D
≅ 1). Substituindo os valores encontrados para DHT
i
e
FP
D
em (1), obtém-se um fator de potência igual a 0,987 para
o circuito simulado.
Para um retificador buck MNC ideal (r
on
= 0), o valor
médio da tensão de saída, V
o
, é dado pela expressão:


( )
( ) ( ) [ ] . cos cos
. 2
) sen( . . 2
1
φ α α
π
θ θ
π
φ α π
α
+ + ⋅
= ⋅ =

+ −
ca
ca o
V
d V V

(2)

Para os ângulos α e φ empregados na simulação, a
expressão (2) resultaria em V
o
= 100 V. Devido às quedas de
tensão nos interruptores e diodos, obteve-se, para o circuito
simulado, V
o
= 98,3 V.


IV. OTIMIZAÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA
TOTAL DA CORRENTE DE ENTRADA

De acordo com (2), a escolha adequada de um par de
ângulos α,φ permite o ajuste da tensão de saída V
o
.
Entretanto, existem diversos pares de ângulos que
produziriam um dado valor V
o
. Para orientar a escolha, pode-
se optar por determinar pares de ângulos de forma que se
minimizem componentes harmônicas específicas, a fim de
verificar a adequação do sistema a regulamentações
pertinentes, e.g. IEC 61000-3-4, Porém, de acordo com a
própria IEC, tal documento é considerado uma
“recomendação técnica”, não se enquadrando ainda na
categoria de norma internacional.


Ordem das harmônicas, h

Figura 9 – Espectro harmônico da corrente de entrada.
Assim, optou-se neste trabalho, por otimizar o retificador
de forma a obter a DHT
i
mínima o que resulta,
conseqüentemente, em um máximo FP de acordo com a
equação (1).

Para a análise da DHT
i
mínima considerou-se a situação
ideal da Figura 2, ou seja L
o
e L
1
são tais que a ondulação
nos níveis da corrente de entrada é desprezível. Desta forma,
a expressão para i
i
, em termos da série de Fourier, é dada
por:

] ) 1 2 [( )]}. ( ) 1 2 cos[(
] ) 1 2 {cos[(
) 1 2 (
2
) (
1
t n sen n
n
n
I
t i
n
o
ω φ α
α
π
− + ⋅ − +
+ −

=


=

(3)

A amplitude da componente harmônica de ordem h, com
h = 1,3,5,..., designada por I
h
, é dada por:


{ } )] ( cos[ ) cos(
2
Φ + ⋅ + = α α
π
h h
h
I
I
o
h
.
(4)

A DHT
i
é dada por:



=
 
= ×
 
 

2
2 1
(%) 100
h
i
h i
I
DHT
I
. (5)

Onde I
i1
é a amplitude da componente fundamental de i
i
.
Através de (2), (4) e (5) é possível, por meio de um método
numérico, encontrar os ângulos α e φ que minimizam a DHT
i

para um determinado valor de V
o
, sendo assim denominados
ângulos ótimos.
As curvas mostrando a DHT
i
mínima e os ângulos ótimos,
ambas em função da tensão de saída que seria obtida em um
retificador buck MNC ideal (sem perdas nos interruptores),
são mostradas, respectivamente, nas Figuras 10 e 11.
A tensão de saída é expressa na forma normalizada, V
o,n
,
dada por:


base o
o
n o
V
V
V
,
,
= .
(6)

Onde:

) 0 (
,
° = = = φ α
o base o
V V . (7)

Foi adotado um limite para o ângulo φ de 30
o
. Ora,
maiores valores de φ implicam em ondulação acentuada da
corrente no indutor de equilíbrio, pois é neste intervalo que
tal elemento se submete à tensão de entrada. Isto, por
conseguinte, exige uma indutância mais elevada para garantir
a distribuição eqüitativa de corrente nas chaves e para
preservar a constituição multinível da corrente. Em
conseqüência, o volume e peso do conversor podem
aumentar desfavoravelmente. Foi adotado ainda:

° ≤ + 80 φ α . (8)
66 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
Esta restrição se dá em função de características próprias
do circuito de comando desenvolvido para o protótipo, o qual
rejeita uma entrada de dados α,φ cuja soma exceda 80 graus.
O objetivo aqui é garantir um tempo mínimo para que o
sistema de geração de pulsos possa executar as rotinas de
leitura de dados (vj. Seção V). Como os resultados
experimentais para a DHT
i
foram posteriormente
comparados com os valores teóricos, foi de interesse
considerar a restrição expressa por (8) no algoritmo para
obtenção da curva da Figura 10.

Figura 10 – DHT
i
mínima, em função da tensão
de saída normalizada.

Figura 11 – Ângulos ótimos do retificador
(o valor máximo de φ foi restrito a 30
o
).

V. O CIRCUITO DE SINCRONISMO
E GERAÇÃO DE PULSOS

O circuito de sincronismo e geração de pulsos desempenha
um papel fundamental na operação da estrutura proposta.
Além de promover o sincronismo entre os pulsos de
comando e a tensão ca de entrada, o circuito deve ainda
garantir que os intervalos de tempo ∆t
α(1)
e ∆t
α(2)
, bem como
∆t
φ(1)
e ∆t
φ(2)
, sejam iguais, como ilustra a Figura 12,
representando a tensão de saída da ponte retificadora e os
pulsos de comando dos interruptores, v
g1
e v
g2
. Pequenas
assimetrias entre estes intervalos poderiam causar um
desequilíbrio degenerativo de corrente nos interruptores,
descaracterizando a operação multinível do retificador e
sobrecarregando uma das duas células de comutação
constituintes da célula MNC do retificador.
O circuito de sincronismo e geração de pulsos é descrito
pelo diagrama de blocos da Figura 13. Um microcontrolador
de 8 bits constitui sua unidade principal. O sistema, após
transformar o sinal da tensão de entrada v
i
em uma onda
quadrada TTL (v
i
’), aplica o sinal v
i
’ à entrada de um circuito
de malha amarrada por fase (PLL), responsável por
promover o sincronismo dos pulsos v
g1
e v
g2
com a tensão v
i
,
sendo este o único sinal externo necessário para a operação
do sistema.
Os pulsos v
vco
, produzidos na saída do oscilador
controlado por tensão (VCO), interno ao circuito PLL, são
aplicados à entrada do contador integrante do
microcontrolador. O programa do microcontrolador
(firmware), por sua vez, realiza a contagem destes pulsos
(com freqüência 1800 vezes superior à de v
i
’) de forma a
produzir os pulsos de comando, de acordo com os ângulos α
e φ, cujos valores são fornecidos pelo usuário através de um
teclado numérico.
O sinal v
vco
’ é realimentado no comparador de fase do
PLL, tendo, para o sistema em equilíbrio, a mesma
freqüência de v
i
’. Os sinais v
g1
e v
g2
são aplicados a circuitos
de interfaceamento (drivers) adequados aos dispositivos
utilizados para implementar S
1
e S
2
, gerando assim os sinais
v
g1
’ e v
g2
’.
O microcontrolador de 8 bits adotado foi o AT89S8252
(Atmel), enquanto o circuito PLL empregado foi
o CD4046BC (Fairchild). O uso de um sistema
microcontrolado permite ao usuário não somente ajustar a
tensão de saída, mas também entrar com o valor numérico
dos ângulos α e φ. Adicionalmente, este sistema poderia ser
empregado para responder a uma estratégia especificada de
controle em malha fechada, o que se pretende desenvolver no
futuro.

VI. RESULTADOS EXPERIMENTAIS
Um protótipo de 2 kW para o retificador buck MNC foi
implementado em laboratório (Figura 14). Neste caso, Q1 e
Q2 são IGBTs IRG4PC30W (International Rectifier),
enquanto D1 e D2 são diodos MUR1540. Embora estes
componentes sejam de comutação rápida, o seu emprego se
deu em função da disponibilidade em laboratório e
adequação aos níveis de tensão e corrente exigidos. Em uma
aplicação prática do retificador, porém, componentes lentos
(e.g. IGBT’s de 1
a
geração) poderiam ser utilizados. Por
outro lado, a ponte retificadora utilizada (KBPC3504) é
própria para operação em baixa freqüência.

Figura 12 – Representação da tensão na saída da ponte retificadora e
pulsos de comando v
g1
e v
g2
.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 67
COMPARADOR
DE FASE
FILTRO
PASSA-
BAIXA
VCO
+
-
MICROCONTROLADOR
DE 8 BITS
ENTRA CANCELA
0
1 2 3
4 5 6
7 8 9
PLL
Entrada do
Contador
α, Φ
Entrada
do PLL
DRIVERS
S
1
S
2
v
g1
v
g2
v
vco
'
Entrada do
comparador
de fase
60Hz
FILTRO
PASSA-
BAIXA
v
i
v
i
'
v
vco
v
g1
'
v
g2
'

Figura 13 – O circuito de sincronismo e geração de pulsos.

Db1
Lo
100mH
Rc
0,22
D1
Q1
D2
Db3
Db2
Ro
4.1 Db4
Q2
KBPC3504
Filtro de
entrada
6,8 uF
10
Ls
Rede ca
Vs
L1
60mH


Figura 14 – Diagrama esquemático do protótipo
implementado em laboratório.

Um filtro de entrada RC foi inserido no circuito, com o
intuito de minimizar distúrbios na tensão de entrada causados
pela transição rápida nos níveis de corrente de entrada
durante a entrada em condução/bloqueio dos IGBTs. Isto
ocorre devido às tensões induzidas L.di/dt nas indutâncias da
rede ca, representadas por L
s
na Figura 14.
A resistência R
c
de 0,22 Ω foi utilizada para compensar a
resistência interna do indutor de equilíbrio L
1
, de forma a
garantir a divisão adequada da corrente nos interruptores da
célula MNC. Embora a técnica de compensação resistiva
introduza algum acréscimo nas perdas totais do circuito, o
seu emprego no protótipo desenvolvido justificou-se pela
simplicidade de implementação. Em trabalhos futuros, no
entanto, poderão ser adotadas outras técnicas de
compensação que não utilizem R
c
, como o controle dinâmico
na largura de pulso dos sinais de comando dos interruptores.
Nesse caso, há a necessidade de um sistema de controle em
malha fechada com sensores de corrente.
Em laboratório foram realizados ensaios exaustivos com o
protótipo, tendo sido adquiridas curvas típicas para o
retificador operando com α = 12,6
o
e φ = 26,8
o
que são aqui
incluídas. A Figura 15 mostra a tensão e a corrente de
entrada do retificador. As Figuras 16, 17 e 18 mostram outras
formas de onda de interesse.
Para a corrente de entrada, a DHT
i
obtida para 40
harmônicas foi de 15,3%, com um ângulo de deslocamento
de 0,28
o
(FP
D
≅ 1). De acordo com (1), o fator de potência
obtido foi de 0,989.
Pode-se observar na Figura 15 a presença de distúrbios na
tensão de entrada. Tais distorções provocaram uma DHT de
tensão de entrada de 4,48% (contra 3,32% para o sistema a
vazio). A utilização de um circuito de ajuda à comutação
(snubber) associado aos IGBT’s, como mostra a
Figura 19, poderia reduzir consideravelmente tais distúrbios,
através da redução das taxas di/dt para a corrente de entrada
nas transições. A Figura 20 mostra a tensão e corrente de
entrada simuladas para o retificador buck MNC 5 níveis
empregando o circuito de ajuda à comutação da Figura 19.
Foram mantidos os parâmetros de simulação da seção III,
tendo sido incluídos: L
s
= 0,2 mH, L
snb
= 4 mH, C
snb
= 33 µF
e R
snb
= 100 Ω. Neste caso, a DHT da tensão de entrada ficou
em 1,24%, enquanto que para a corrente multinível obteve-se
13,74%. A investigação de um snubber ótimo, bem como sua
implementação prática são objetos de futuros trabalhos.


Figura 15 – Tensão e corrente de entrada, para α = 12,6
o
e φ = 26,8
o

(5 ms/div; 100 V/div; 20 A/div).


Figura 16 – Correntes nos IGBTs (5 ms/div; 10 A/div).

68 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.

Figura 17 – Corrente de saída e corrente no indutor de equilíbrio
(5 ms/div; 5 A/div).


Figura 18 – Tensão de saída e tensão em R
o

(5 ms/div; 50 V/div).

Rsnb
Lsnb
Dsnb
1
Csnb
2
Q1


Figura 19 – Circuito de ajuda à comutação.

Variando-se a tensão de saída utilizando os ângulos ótimos
da Figura 11, foi obtida a curva de rendimento do retificador,
mostrada na Figura 21. Foram obtidas ainda as curvas
experimentais da DHT
i
(Figura 22) e do fator de potência do
retificador (Figura 23).

Time
320ms 330ms 340ms 350ms 360ms
I(input)
-20A
0A
20A
V(input:+,0)
-200V
0V
200V
SEL>>

Figura 20 – Tensão e corrente de entrada simuladas para o
retificador buck MNC 5 níveis empregando o circuito de ajuda à
comutação da Figura 19.



Figura 21 – Curva de rendimento do retificador buck MNC 5 níveis.



Figura 22 – Valores experimentais para a DHT da
corrente de entrada.

Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 69

Figura 23 – Curva do fator de potência obtido para o retificador.

Em virtude da queda de tensão nos componentes do
retificador, incluindo a resistência parasita do indutor de
equilíbrio foram registrados, para a tensão de saída, valores
menores do que os que seriam obtidos usando os pares α,φ
em (2). Para α = 12,6
o
e φ = 26,8
o
, a tensão de saída medida
foi de aproximadamente 86 V (em lugar de 100 V, no caso
teórico). Estuda-se obter uma equação mais rigorosa que a
equação (2), a fim de refletir este efeito. Entretanto, para
cada par α,φ utilizado na obtenção da curva da Figura 22, os
valores experimentais de DHT
i
mostraram-se muito
próximos dos valores teóricos, mostrados na Figura 10 para
uma forma de onda 5 níveis ideal, sobretudo para os valores
maiores de tensão de saída.

VII. CONCLUSÕES

Este trabalho apresentou um novo retificador multinível
em corrente baseado no conversor buck-2 células, capaz de
estabelecer uma corrente de entrada com até cinco níveis. Se
comparado com outras alternativas, a nova estrutura
apresenta a vantagem de promover a divisão da corrente de
saída através de duas células de comutação, empregando um
número reduzido de interruptores ativos.
Através do comando dos interruptores ativos empregando
pulsos de mesma largura, defasados de um ângulo φ,
mostrou-se possível ajustar a tensão de saída do retificador
drenando da fonte ca uma corrente de entrada com DHT
reduzida, levando a estrutura a operar com elevado fator de
potência, empregando comutação em baixa freqüência. Isto
pode ser comprovado através da comparação entre os
resultados experimentais para a tensão e corrente de entrada
(Figura 15) com as formas de onda ideais da Figura 2. A
estrutura monofásica é adequada, assim, a aplicações
envolvendo cargas cc altamente indutivas.
A estratégia de sincronismo associada à geração dos
pulsos de comando dos interruptores, através de um circuito
digital apropriado, mostrou-se imprescindível para garantir o
equilíbrio de corrente entre os interruptores da célula MNC,
intrínseca à estrutura do retificador buck MNC 5 níveis.
O circuito descrito neste trabalho e os resultados
experimentais obtidos constituem, assim, uma referência para
o desenvolvimento de retificadores buck MNC com mais de
cinco níveis, bem como para o estudo de outras topologias de
retificadores com comutação em baixa freqüência baseados
na técnica multinível em corrente.
Um estudo sobre condicionamento harmônico e adequação
a normas será implementado como continuidade deste
trabalho. Ressalta-se, porém, a possibilidade de operação
com um maior número de níveis intermediários (empregando
um conversor buck com mais de duas células MNC), o que
certamente flexibilizará a minimização de componentes
harmônicas específicas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Breed of Power Converters”, IEEE Transactions on
Industry Applications, vol. 32, no. 3, pp. 509-517,
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Source Inverter”, IEEE IECON 21st International
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Inverters”, IEEE Transactions on Industrial Electronics,
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Converters”, Anais do 3
o
Congresso Brasileiro de
Eletrônica de Potência – COBEP ’95, pp. 417-422, Dec.
1995.

DADOS BIOGRÁFICOS

Estêvão Coelho Teixeira nasceu em São Paulo (SP), em
28/06/1974. Graduou-se em Engenharia Elétrica em 1998
pela Universidade Federal de Juiz de Fora, onde concluiu
recentemente o curso de mestrado em Engenharia Elétrica.
Atuou como instrutor de formação profissional no SENAI de
Juiz de Fora em 1999/2000, nas áreas de Eletricidade e
Eletrônica. Suas áreas de interesse são conversores estáticos
de energia, automação, microprocessadores e aplicações
industriais.


Henrique A. C. Braga nasceu em Aimorés, MG, em
01/08/1959. Graduou-se em Engenharia Elétrica pela
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 1982. É
professor dessa mesma universidade desde 1985. Obteve o
título de Mestre em Engenharia Elétrica, sub-área Eletrônica
de Potência, na COPPE/UFRJ em 1988. Em 1996 concluiu o
curso de doutoramento, na mesma área do mestrado, pela
Universidade Federal de Santa Catarina, INEP-UFSC. Atuou
como membro do Conselho Executivo da SOBRAEP em
1994. Atualmente é professor nos cursos de Graduação e Pós
Graduação (mestrado) em Engenharia Elétrica da UFJF,
lecionando disciplinas na área de Eletrônica Básica e
Eletrônica de Potência. É Senior Member do IEEE e foi
Diretor da Seção MG do IEEE no biênio 2000/2001 e re-
eleito para o biênio 2002/2003.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 71
RETIFICADOR PRÉ-REGULADOR BOOST COM ELEVADOS FATOR DE
POTÊNCIA E RENDIMENTO, PARA SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÕES
Fabio Toshiaki Wakabayashi Carlos Alberto Canesin
Universidade Estadual Paulista
UNESP – FEIS – DEE
Cx. Postal 31 – 15385-000 – Ilha Solteira (SP)
Fax: (18) 3742 2735
e-mail: canesin@dee.feis.unesp.br
http://www.dee.feis.unesp.br/lep/power.html
Resumo – Este artigo apresenta, de forma resumida, as
variações topológicas de uma célula de comutação ZCS-
PWM, a partir da análise de suas aplicações em estágios
retificadores pré-reguladores Boost controlados pela
técnica de valores médios instantâneos de corrente de
entrada, com o propósito de obter uma estrutura retifi-
cadora com elevados rendimento e fator de potência para
alimentação monofásica de sistemas de telecomunicações.
As principais características de cada uma das versões da
célula de comutação são descritas, com o intuito de propi-
ciar uma comparação qualitativa entre as estruturas
analisadas. Adicionalmente, são apresentados resultados
experimentais para a mais recente versão do retificador
Boost ZCS-PWM, implementado para o processamento
de valores nominais de 1200W de potência de saída, com
220V de tensão eficaz de alimentação, 400V de tensão
média de saída e 50kHz de freqüência de chaveamento.
Abstract – This paper presents a summary of different
topological arrangements concerned to a ZCS-PWM
commutation cell, based on the analysis of its application
in Boost rectifying pre-regulators, controlled by the
technique of instantaneous average values of input
current, with the purpose to obtain a high input power-
factor rectifier, and high efficiency to single-phase
application in telecommunication systems. The main
characteristics of each commutation cell are described,
providing conditions to establish a qualitative compari-
son among the structures. In addition, experimental
results are presented from a prototype of the latest
version of the ZCS-PWM Boost rectifier, implemented
for processing nominal values of 1200W output power
and 400V average output voltage, at 220V rms input
voltage and 50kHz switching frequency.
I. INTRODUÇÃO
A crescente demanda mundial por energia elétrica tem
feito com que questões referentes ao planejamento de sua
produção, transmissão e consumo tornem-se mais claras à
população, de maneira geral. Dentro deste contexto, a adoção
de políticas de racionalização do consumo de energia elétrica
tem sido incentivada. Uma das formas de se racionalizar o
consumo é obtida a partir do uso de equipamentos eletro-
eletrônicos com processamento de energia otimizado, ou
seja, equipamentos que apresentam elevados rendimento e
fator de potência, caracterizando assim um melhor uso da
energia elétrica. É fato que melhores rendimentos resultam
no aumento da densidade de potência destes equipamentos,
possibilitando sua compactação. Em relação ao fator de
potência, a obtenção de elevados valores para esta grandeza
implica na redução do conteúdo harmônico das correntes
drenadas por tais equipamentos da rede de corrente alternada
(CA). Além disto, elevar o fator de potência de uma estrutura
significa reduzir a diferença entre os valores de potência
consumida (kW) e potência demandada da rede de CA
(kVA), na busca da igualdade entre tais valores.
Dentre a infinidade de equipamentos eletro-eletrônicos,
existem aqueles que necessitam de um estágio de entrada
retificador, conectado entre a rede de alimentação em CA e a
carga propriamente dita. Considerando sua configuração
mais simples, o estágio retificador é geralmente composto
por uma ponte de diodos associada a um capacitor de filtro
de elevado valor, conforme mostra a figura 1 para uma
aplicação em sistemas monofásicos. Tipicamente,
equipamentos que utilizam esta configuração apresentam
fator de potência bastante reduzido, da ordem de 0,6. Tal fato
denota a má utilização da energia total drenada da rede de
alimentação em CA.
Como uma das alternativas para a minimização deste
problema, destacam-se os estudos desenvolvidos nos últimos
vinte anos de estruturas retificadoras chaveadas em elevada
freqüência, baseadas em conversores estáticos controlados
através de técnicas especiais [1 até 6], capazes de propiciar a
obtenção de reduzida taxa de distorção harmônica (TDH) na
corrente de entrada, além de defasagem angular desprezível
entre as componentes fundamentais da tensão de alimentação
e da corrente drenada da rede em CA, resultando em elevado
fator de potência para a estrutura. Adicionalmente, o
chaveamento em elevadas freqüências permite a redução do
volume e do peso dos elementos reativos empregados,
possibilitando o aumento da densidade de potência
processada através do estágio retificador.
Em função de restrições impostas por normas internacio-
nais, tais como as atuais IECs 61000-3-2 e 61000-3-4, o
conversor Boost é um dos conversores atuais mais utilizados
para a implementação de estágios retificadores monofásicos
de elevado fator de potência, conforme mostra a figura 2.
D
r3
D
r1
D
r4
D
r2
C
o
V
in
(ω t)
I
in
(ω t)
V
o
(carga)
Figura 1 – Estágio retificador convencional,
para sistemas monofásicos.
72 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
L
B
D
r3
D
r1
D
r4
D
r2
C
o
V
in
(ω t)
I
in
(ω t)
V
o
(carga)
D
B
S
B
Figura 2 – Estágio retificador Boost de elevado fator de
potência, para sistemas monofásicos.
Dentre as características que favorecem a escolha do
conversor Boost, destacam-se a simplicidade do circuito e a
presença de um filtro de corrente (L
in
) na entrada da
estrutura. Em função disto, dependendo da técnica de
controle adotada para o comando do interruptor ativo S
B
,
torna-se possível minimizar o filtro de entrada necessário
para a eliminação das componentes de elevadas freqüências
da corrente drenada da rede de alimentação em CA.
Apesar de proporcionar a redução do volume dos
elementos reativos necessários, a operação em elevadas
freqüências pode acarretar problemas com relação ao
rendimento da estrutura, uma vez que as perdas durante os
processos de comutação dos semicondutores envolvidos são
diretamente proporcionais à freqüência de chaveamento à
qual estão submetidos. Adicionalmente, uma vez que as
tensões médias de saída da estrutura retificadora Boost são
elevadas (tipicamente 400V), torna-se necessário empregar
diodos Boost de elevadas tensões de ruptura e do tipo ultra-
rápidos (operação em elevadas freqüências), resultando em
perdas adicionais e problemas de interferência eletromagnéti-
ca, devido à recuperação reversa.
Assim sendo, com o intuito de propiciar o aumento da
freqüência de operação dos conversores estáticos, sem que
haja prejuízo do rendimento dos mesmos, e também em
função dos problemas de recuperação reversa dos diodos,
técnicas de comutação não-dissipativa têm sido desenvol-
vidas [7 até 15]. Basicamente, as técnicas de comutação não-
dissipativas podem ser divididas em dois grandes grupos:
• técnicas de comutação com tensão nula: ZVS (Zero
Voltage Switching) e ZVT (Zero Voltage Transition);
• técnicas de comutação com corrente nula: ZCS (Zero
Current Switching) e ZCT (Zero Current Transition).
Cada uma das técnicas de comutação suave é obtida a
partir de uma nova configuração de célula de comutação. É
fato que a escolha da técnica de comutação a ser empregada
depende, dentre outros fatores, do tipo de interruptor
utilizado no conversor. Para o caso de semicondutores do
tipo MOSFET (Metal-Oxide-Semiconductor Field-Effect-
Transistor) recomenda-se a utilização das técnicas de
comutação com tensão nula, em função das capacitâncias
intrínsecas de tais dispositivos. Entretanto, o processamento
de potência em níveis elevados pode acarretar perdas
significativas durante o processo de condução de corrente
através dos dispositivos semicondutores.
Assim sendo, por apresentarem menores perdas em
condução, interruptores do tipo IGBT (Insulated-Gate
Bipolar Transistor) tornam-se mais atrativos que
interruptores do tipo MOSFET para o processamento de
potência acima de 1kW e/ou tensões acima de 500V [10-12].
Contudo, os IGBTs têm como característica a existência de
“corrente de cauda” durante o processo de bloqueio, fazendo
com que as perdas de comutação tornem-se pronunciadas.
Para contornar tal problema, recomenda-se o emprego das
técnicas de comutação com corrente nula, possibilitando
então a operação em elevadas freqüências.
Dentro deste contexto, uma célula de comutação ZCS-
PWM (Pulse Width Modulated) foi proposta em [11], sendo
especificamente apresentada em [12] para uma aplicação em
um retificador pré-regulador Boost de elevado fator de
potência para sistemas de telecomunicações, comandado pela
técnica de controle de valores médios instantâneos de
corrente de entrada. Diversas propostas de célula ZCS-PWM
aplicadas a retificadores pré-reguladores Boost surgiram na
literatura, destacando-se as células analisadas em [13] e [14].
A célula apresentada em [13] é aplicada a um conversor
Boost interleaved operando no modo de condução crítica de
corrente, com o intuito de se minimizar os efeitos de
recuperação reversa do diodo Boost sobre o interruptor
principal. Já a célula apresentada em [14] possui um indutor
ressonante em série com o caminho da corrente transferida à
carga, implicando em perdas adicionais neste elemento.
Portanto, para a aplicação de técnicas de controle no modo
de condução contínua, com minimização dos efeitos de
recuperação reversa do diodo Boost sobre os interruptores
ativos, a célula apresentada em [11] ainda representa uma
escolha adequada. Neste contexto, desde a proposição da
célula original [11], três diferentes versões foram
seqüencialmente propostas [15 e 16, 17 e 18, 19], cada uma
delas mantendo as principais características de comutação
suave nos elementos semicondutores empregados e trazendo
melhorias adicionais a cada modificação, com a finalidade de
elevar o rendimento da estrutura e permitir a redução dos
esforços nos semicondutores. Desta forma, este artigo
apresenta a seqüência de modificações incorporadas à célula
ZCS-PWM original, provendo subsídios para uma
comparação aprimorada entre as principais características das
diferentes versões propostas, aplicadas a um retificador pré-
regulador Boost de elevado fator de potência para sistemas
de telecomunicações.
II. CÉLULA ORIGINAL DE COMUTAÇÃO ZCS-PWM
A figura 3 mostra a célula original de comutação ZCS-
PWM [12], aplicada a um retificador Boost. Com base nesta
figura, é possível notar que a célula de comutação proposta
apresenta dois interruptores ativos bidirecionais em corrente
(S
1
e S
2
), dois diodos (D
1
e D
2
), dois pequenos indutores
ressonantes (L
r1
e L
r2
) e um capacitor ressonante (C
r
).
As etapas de funcionamento para o circuito simplificado e
as principais formas de onda teóricas associadas a este
estágio retificador são mostradas na figura 4.
C
r
L
r1
L
r2
D
r3
L
in
D
r1
D
r4
D
r2
S
2 C
o
V
in
(ω t)
I
in
(ω t)
D
2
V
o
D
1
S
1
Figura 3 – Estágio retificador Boost, empregando a célula de
comutação ZCS-PWM original [12].
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 73
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
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L
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D
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I
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(ωT
i
)
1
a
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0
, t
1
] 2
a
etapa [t
1
, t
2
]
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
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i
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L
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L
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D
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S
1
S
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C
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I
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(ωT
i
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3
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2
, t
3
] 4
a
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3
, t
4
]
L
r1
L
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o
D
2
D
1
S
1
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L
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L
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D
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I
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i
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5
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4
, t
5
] 6
a
etapa [t
5
, t
6
]
L
r1
L
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D
2
D
1
S
1
S
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C
r
I
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(ωT
i
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L
r1
L
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V
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D
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D
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S
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S
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I
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(ωT
i
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7
a
etapa [t
6
, t
7
] 8
a
etapa [t
7
, t
8
]
L
r1
L
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V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
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I
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(ωT
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2
t
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t
t
t
t
t
1
t
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t
t
v
Cr
(t)
V
o
V
Cr(máx)
(ωT
i
)
I
Lr1(mín)
(ωT
i
)
I
Lr2(mín)
(ωT
i
)
I
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(ωT
i
)
V
D2(máx)
(ωT
i
)
i
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(t)
i
Lr2
(t)
v
S1
(t)
v
S2
(t)
i
D1
(t)
i
D2
(t)
v
D1
(t)
v
D2
(t)
v
gS1
(t)
v
gS2
(t)
ZCS e
ZVS
ZVS
ZVS
ZCS e
ZVS
t
5
t
4
t
6
t
9
∆ t
6
D(ωT
i
).T
i
T
i
V
o
I
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(ωT
i
)
V
o
I
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(ωT
i
)
I
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(ωT
i
)
V
o
V
o
I
D1(máx)
(ωT
i
)
ZCS
ZCS
9
a
etapa [t
8
, t
9
]
(a) (b)
Figura 4 – (a) Principais formas de ondas idealizadas; e (b) Etapas de funcionamento do retificador Boost ZCS-PWM com elevado
fator de potência [12], durante um período genérico de chaveamento (T
i
).
De acordo com a figura 4, os interruptores S
1
e S
2
são
comandados à condução de forma ZCS, em t=t
0
e t=t
3
,
respectivamente. Tal fato ocorre devido à presença dos
indutores L
r1
e L
r2
, os quais limitam as derivadas das
correntes em seus respectivos ramos. Adicionalmente, S
1
e S
2
são bloqueados, simultaneamente, durante o intervalo de
tempo ∆t
6
, de forma ZCS e ZVS.Com relação aos diodos D
1
e D
2
, nota-se que seus processos de entrada em condução
ocorrem de forma ZVS e os efeitos de recuperação reversa
sobre os interruptores ativos são minimizados.
Resultados experimentais apresentados em [12] mostram
que a correção do fator de potência da estrutura pode ser
realizada através da técnica de controle por valores médios
instantâneos de corrente de entrada, mantendo-se as
características das comutações suaves nos dispositivos
semicondutores, durante todo um período da rede de
alimentação em CA.
Apesar do bom desempenho verificado nesta topologia, a
célula de comutação proposta apresenta duas características
que podem ser apontadas como desvantagens. A primeira
delas relaciona-se com o emprego da célula em outros
conversores. Conforme [15], a aplicação da célula ZCS-
PWM original nos conversores Buck-Boost, Sepic e Zeta
impossibilita a obtenção de isolamento “natural” através dos
indutores de acumulação destas estruturas. A segunda
desvantagem é verificada no próprio conversor Boost, onde é
possível notar que os diodos D
1
e D
2
conduzem
simultaneamente a corrente que flui da fonte de alimentação
para a carga, durante a primeira e a nona etapas. Desta forma
as perdas em condução associadas a estes componentes
podem se tornar significativas, dependendo do valor da
corrente processada através dos mesmos.
III. PRIMEIRA VARIAÇÃO TOPOLÓGICA DA CÉLULA
DE COMUTAÇÃO ZCS-PWM
Em conformidade com [15], com o intuito de se eliminar a
desvantagem referente à obtenção de isolamento “natural”
das estruturas Buck-Boost, Sepic e Zeta, propõe-se então
uma alteração na célula de comutação ZCS-PWM original,
resultando na topologia apresentada na figura 5. Nesta
estrutura, quando comparada à célula original, a seqüência
das etapas de funcionamento não sofre alterações. No
entanto, a ressonância ocorre sem que haja a necessidade de
fluxo da corrente ressonante através do capacitor de filtro da
tensão de saída, como mostra a figura 6.
74 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
C
r
L
r1
L
r2
D
r3
L
in
D
r1
D
r4
D
r2
S
2 C
o
V
in
(ω t)
I
in
(ω t)
D
2
V
o
D
1
S
1
Figura 5 – Estágio retificador Boost, empregando a primeira
variação da célula ZCS-PWM [15].
As formas de ondas desta versão do conversor são
idênticas àquelas apresentadas para a célula original, à
exceção da tensão sobre C
r
, que passa a evoluir conforme a
figura 7. Nota-se na figura 7 que a máxima tensão sobre o
capacitor ressonante é menor do que aquela verificada para o
mesmo elemento na célula original, apesar do valor pico-a-
pico ter permanecido inalterado. Desta forma, pode-se
afirmar que a variação proposta para a célula original pode
propiciar a redução de custos associados ao elemento C
r
, em
função do menor nível de isolação de tensão requerido. A
exemplo da célula ZCS-PWM original, resultados experi-
mentais para um protótipo implementado confirmam a corre-
ção do fator de potência e obtenção de elevado rendimento a
partir da estrutura proposta, conforme [15-16]. Entretanto,
em comparação com a célula ZCS-PWM original, a conexão
série entre os diodos D
1
e D
2
durante a etapa de transferência
de energia à carga é mantida, sendo esta a sua grande
desvantagem. Entretanto, em [16] é apresentada a aplicação
desta mesma célula em um retificador Zeta, a partir do qual é
possível verificar que os diodos D
1
e D
2
não conduzem de
forma simultânea a corrente de carga.
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
1
a
etapa [t
0
, t
1
] 2
a
etapa [t
1
, t
2
]
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
3
a
etapa [t
2
, t
3
] 4
a
etapa [t
3
, t
4
]
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
5
a
etapa [t
4
, t
5
] 6
a
etapa [t
5
, t
6
]
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
7
a
etapa [t
6
, t
7
] 8
a
etapa [t
7
, t
8
]
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
9
a
etapa [t
8
, t
9
]
Figura 6 – Etapas de funcionamento do retificador Boost
empregando a primeira variação da célula ZCS-PWM [15],
durante um período genérico de chaveamento (T
i
).
t
2
t
0
t
1
t
3
t
7
t
8
t
5
t
4
t
6
t
9
∆ t
6
D(ωT
i
).T
i
T
i
t
v
Cr
(t)
V
o
V
Cr(mín)
(ωT
i
)
Figura 7 – Forma de onda idealizada da tensão sobre o
capacitor ressonante da primeira variação da célula ZCS-PWM
[15], durante um período genérico de chaveamento (T
i
).
IV. SEGUNDA VARIAÇÃO TOPOLÓGICA DA CÉLULA
DE COMUTAÇÃO ZCS-PWM
Em função da aplicação explorada em [16], uma segunda
variação topológica para a célula original é proposta em [17].
Esta célula é empregada em um estágio retificador isolado
Sepic ZCS-PWM de elevado fator de potência, aplicado a
reatores eletrônicos para múltiplas lâmpadas fluorescentes
[17], e em sua versão não isolada em [18]. Entretanto, tal
célula de comutação exige a implementação de circuitos de
acionamento (ataque de “gate”) isolados, implicando em
maior complexidade e custo para o comando. Para solucionar
tal problema, em [19] é proposta uma modificação na
configuração da célula, na qual os interruptores ativos do
estágio retificador apresentam referência comum. É fato que
a célula apresentada em [19] pode ser diretamente aplicada
para a implementação de um retificador Boost ZCS-PWM,
tendo em vista as similaridades de funcionamento com o
conversor Sepic ZCS-PWM proposto. A figura 8 apresenta o
diagrama esquemático do novo retificador proposto.
As etapas de funcionamento do retificador Boost ZCS-
PWM mostrado na figura 8 são apresentadas na figura 9.
A figura 10 mostra as formas de onda idealizadas das
correntes e tensões nos diodos D
1
e D
2
. As formas de ondas
restantes permanecem idênticas àquelas verificadas na
primeira variação topológica da célula ZCS-PWM.
Comparando-se as etapas de funcionamento da figura 9
com as etapas do conversor Boost predecessor, mostradas na
figura 6, é possível observar que existem diferenças apenas
entre as etapas 1 e 9. Entretanto, vale lembrar que, em ambos
os conversores, a transferência de energia à carga ocorre
durante estas duas etapas, sendo que a etapa 9 é responsável
pela maior parte desta transferência. Assim sendo, é fato que
a eliminação da conexão série entre os diodos D
1
e D
2
na
versão da célula mostrada na figura 8 representa então uma
grande vantagem com relação à minimização das perdas em
condução associadas a D
1
.
C
r
L
r1
L
r2
D
r3
L
in
D
r1
D
r4
D
r2
S
2
C
o
V
in
(ω t)
I
in
(ω t)
D
2
V
o
D
1
S
1
Figura 8 – Estágio retificador Boost, empregando a segunda
variação da célula ZCS-PWM [19].
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 75
L
r1
L
r2 V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
L
r1
L
r2 V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
1
a
etapa [t
0
, t
1
] 2
a
etapa [t
1
, t
2
]
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
L
r1
L
r2
V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
3
a
etapa [t
2
, t
3
] 4
a
etapa [t
3
, t
4
]
L
r1
L
r2 V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
L
r1
L
r2 V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
5
a
etapa [t
4
, t
5
] 6
a
etapa [t
5
, t
6
]
L
r1
L
r2 V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
L
r1
L
r2 V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
7
a
etapa [t
6
, t
7
] 8
a
etapa [t
7
, t
8
]
L
r1
L
r2 V
o
D
2
D
1
S
1
S
2
C
r
I
in
(ωT
i
)
9
a
etapa [t
8
, t
9
]
Figura 9 – Etapas de funcionamento do retificador Boost
empregando a segunda variação da célula ZCS-PWM [19],
durante um período genérico de chaveamento (T
i
).
A Tabela I mostra, de forma resumida, uma comparação
entre as principais características das células de comutação
ZCS-PWM analisadas. De acordo com esta tabela, é fácil
notar a evolução na configuração da célula proposta,
possibilitando o isolamento “natural” dos conversores Buck-
Boost, Sepic e Zeta, além da eliminação da conexão série dos
diodos D
1
e D
2
.
t
2
t
0
t
1
t
3
t
7
t
8
t
t
V
D2(máx)
(ωT
i
)
i
D1
(t)
i
D2
(t)
v
D1
(t)
v
D2
(t)
ZVS
ZVS
t
5
t
4
t
6
t
9
∆ t
6
D(ωT
i
).T
i
T
i
I
in
(ωT
i
)
I
in
(ωT
i
)
V
o
V
o
I
D1(máx)
(ωT
i
)
Figura 10 – Formas de ondas idealizadas das comutações dos
diodos D
1
e D
2
da segunda variação da célula ZCS-PWM [19],
durante um período genérico de chaveamento (T
i
).
TABELA I
Principais Características das Células ZCS-PWM Analisadas
Característica
Tipo de Célula
Fluxo da
Corrente
Ressonante
Através da
Carga
Possibilidade
de Isolamento
das Estruturas
Buck-Boost,
Sepic e Zeta
Conexão
Série dos
Diodos
L
r1
L
r2
S
2
D
2
D
1
S
1
C
r
célula original
Sim Não Sim
C
r
L
r1
L
r2
S
2
D
2
D
1
S
1
primeira variação
Não Sim Sim
C
r
L
r1
L
r2
S
2
D
2
D
1
S
1
célula atual
Não Sim Não
III. EXEMPLO DE PROJETO E
RESULTADOS EXPERIMENTAIS
Para demonstrar a validade da análise desenvolvida, um
protótipo do retificador Boost apresentado na figura 8 é
implementado, sendo que o circuito de comando para
correção do fator de potência é baseado no controlador
UC3854 [5], dedicado à técnica por valores médios
instantâneos de corrente de entrada.
As principais equações de projeto deste retificador Boost
são descritas a seguir. Com o intuito de se garantir a
obtenção de comutação ZCS para os interruptores ativos S
1
e
S
2
, conforme descrito anteriormente, é necessário que as
restrições impostas pelas inequações (1) e (2) sejam
conjuntamente satisfeitas.
r 2
r1
L
1
L
β = < (1)
in(p)
r 2
máx
o r
I
L
.
V C
α = < β (2)
sendo: I
in(p)
= valor de pico da corrente de entrada.
O atendimento das restrições (1) e (2) torna possível o
emprego da técnica de controle por valores médios
instantâneos de corrente de entrada mantendo-se as
comutações suaves da célula ZCS-PWM durante o decorrer
de todo um período de rede de CA.
A característica de saída do conversor Boost ZCS-PWM é
obtida através de (3).
o
in(ef )
V 1
q
V 1 F
= =

(3)
sendo: ( )
(ef )
(ef ) 0 1 2 3
(ef )
f 1
F D . A . A A A
2. 2.
( α
= + − + + −
(
π α β
(
¸ ¸
(4)
D
(ef)
= razão cíclica de controle para valores
eficazes de tensão de alimentação
76 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
B
B r 2 r
2
2. .f
f 2. .f . L .C
π
= = π
ω
(5)
0
(ef )
1 2.
A
2 1
π π
= + +
α +β
(6)
2
1 (ef ) (ef )
1
A . .
| |
−β
= β β − α − α
|
|
β
\ .
(7)
( )
2
1
2
A
A 1 . 1 = −β −
β
(8)
( )
3 1
1
A .arcsen .A .arccos
1
| |
β β +β
= − −β |
|
β β +β
\ .
(9)
Recomenda-se que valores para β e f sejam adotados de
tal forma que proporcionem a obtenção de reduzida
influência da ressonância sobre a regulação da tensão de
saída, além de evitar a ocorrência dos problemas
relacionados a elevadas freqüências de ressonância,
resultando em perdas mais acentuadas nos elementos
magnéticos e problemas de interferência eletromagnética.
A. Exemplo de Projeto do Novo Retificador Boost ZCS-
PWM com Elevado Fator de Potência
O projeto do novo retificador Boost ZCS-PWM é
desenvolvido a partir dos dados de entrada e saída definidos
na Tabela II
A obtenção dos valores dos elementos ressonantes é
realizada com base na adoção dos seguintes parâmetros:
β=0,625 ; f=0,147 e α
máx
=0,51.
Utilizando-se os valores acima adotados e com o uso das
equações (1) a (9), são então determinados:
C
r
=22nF ; L
r1
=16µH e L
r2
=10µH.
O filtro de entrada (L
in
) é projetado para que o ripple da
corrente de entrada fique limitado a 10% de seu valor
nominal de pico. Quanto ao filtro de saída (C
o
), seu valor é
determinado para que a tensão de saída do conversor
apresente um ripple inferior a 2% de seu valor médio
nominal. Assim sendo, são especificados:
L
in
=3mH e C
o
=680µF.
O projeto dos parâmetros externos do controlador UC3854
é realizado de acordo com [5]. A lógica de acionamento dos
interruptores S
1
e S
2
é composta a partir do diagrama de
blocos da figura 11.
B. Resultados Experimentais
Resultados experimentais obtidos para um protótipo do
retificador Boost da figura 8 são apresentados na seqüência.
Para a implementação do protótipo, os dispositivos
semicondutores foram especificados conforme a Tabela III.
As formas de ondas da corrente de entrada e da tensão de
alimentação do retificador, para condições nominais de
operação, são mostradas na figura 12.a. A figura 12.b mostra
TABELA II
Dados de Entrada e Saída do Retificador Boost ZCS-PWM
Tensão eficaz de alimentação (V
in(ef)
) 220V ± 15%
Freqüência de oscilação da rede de alimentação em CA (f
CA
) 60Hz
Freqüência de chaveamento do retificador Boost (f
B
) 50kHz
Valor médio da tensão de saída CC do retificador (V
o
) 400V
Potência nominal de saída (P
o
) 1200W
Mínimo rendimento adotado (η%) 95%
D( ωT
i
).T
i
UC 3854
monoestável
(4528)
porta OU
(4071)
circuito de
ataque de
gate (S
2
)
circuito de
ataque de
gate (S
1
)
∆ t
S1
∆ t
S2
Figura 11 – Diagrama de blocos da lógica de acionamento dos
interruptores S
1
e S
2
.
TABELA III
Dispositivos Semicondutores empregados no Protótipo
D
r1
, D
r2
SKR25/06
Ponte Retificadora
D
r3
, D
r4
SKN25/06
Interruptor Principal S
1
IRG4PH50UD
Interruptor Auxiliar S
2
IRG4PC50UD
Diodo de Equalização D
1
MUR8100E
Diodo Boost D
2
MUR8100E
0
v
in
i
in
i
in
: 5A/div; 5ms/div
v
in
: 100V/div; 5ms/div
(a)
0,0%
0,3%
0,6%
0,8%
1,1%
1,4%
1,7%
2,0%
2,2%
2,5%
2,8%
2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40
ordem harmônica
TDH
Iin
= 3,27%
(b)
Figura 12 – (a) Tensão de alimentação e corrente de entrada, e
(b) espectro de freqüências de I
in
, para carga nominal.
o espectro de freqüências para a corrente de entrada, sendo
que sua TDH é igual a 3,27% e o fator de potência da
estrutura nesta condição é de aproximadamente 0,986, para
uma TDH da tensão de alimentação medida de 2,10%.
A Figura 13 mostra os detalhes das comutações dos
semicondutores empregados no retificador Boost ZCS-PWM.
Os resultados mostrados na figura 13 foram obtidos para
as situações em que o valor instantâneo da tensão de
alimentação é próximo de zero (V
in
(ωt)≅0) e próximo ao
valor de pico (V
in
(ωt)≅V
in(p)
), para a operação nominal.
De acordo com a figura 13, nota-se que os interruptores S
1
e S
2
entram em condução de forma ZCS e são bloqueados de
forma ZCS e ZVS, sendo que tais comutações são
preservadas durante o decorrer de todo um período de rede
em CA, conforme esperado.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002. 77
v
S1
i
Lr1
0
v
S2
i
Lr2
0
i
D2
i
D1
0
0
i
Lr1
: 5A/div; 2µs/div
v
S1
: 200V/div; 2µs/div
V
in
(ωt) ≅ 0
(a) interruptor principal
i
Lr2
: 5A/div; 2µs/div
v
S2
: 200V/div; 2µs/div
V
in
(ωt) ≅ 0
(b) interruptor auxiliar
i
D1
: 5A/div; 2µs/div
i
D2
: 5A/div; 2µs/div
V
in
(ωt) ≅ 0
(c) diodos D
1
e D
2
v
S1
i
Lr1
0
v
S2
i
Lr2
0
i
D2
i
D1
0
0
i
Lr1
: 5A/div; 2µs/div
v
S1
: 200V/div; 5µs/div
V
in
(ωt) ≅ V
in(pk)
(d) interruptor principal
i
Lr2
: 5A/div; 2µs/div
v
S2
: 200V/div; 5µs/div
V
in
(ωt) ≅ V
in(pk)
(e) interruptor auxiliar
i
D1
: 5A/div; 2µs/div
i
D2
: 5A/div; 5µs/div
V
in
(ωt) ≅ V
in(pk)
(f) diodos D
1
e D
2
Figura 13 – Formas de ondas de tensão e corrente através dos dispositivos semicondutores, para operação em condições nominais.
Ainda na figura 13, observa-se que os diodos D
1
e D
2
não
apresentam condução simultânea de corrente, caracterizando
a redução das perdas em condução associadas a D
1
, em
relação às outras versões da célula de comutação ZCS-PWM.
Em função de todos estes fatos, o rendimento da estrutura
deve resultar bastante elevado.
A figura 14 mostra uma comparação entre valores de
rendimentos medidos para protótipos de pré-reguladores
Boost empregando três diferentes células de comutação, a
saber: célula “hard” (Fig. 2), primeira variação da célula
ZCS-PWM [15] e versão atual da célula ZCS-PWM [19].
Todos os protótipos foram implementados de acordo com os
dados das Tabelas II e III e os intrumentos utilizados para a
obtenção das medidas foram voltímetros e amperímetros
Yokogawa, classe 0,5%.
Com base nos resultados da figura 14, é possível notar a
elevação no rendimento do pré-regulador Boost, em função
da utilização da célula ZCS-PWM sem a conexão série entre
os diodos D
1
e D
2
. Tendo em vista que a energia destinada à
ressonância é constante nas células ZCS-PWM analisadas,
η %
P
o
[W]
Célula "Hard"
Primeira Variação da Célula ZCS-PWM (diodos em série)
Célula Atual ZCS-PWM
600 700 800 900 1000 1100 1200 1300
90
91
92
93
94
95
96
97
500
(Célula Fig. 8)
(Célula Fig. 5)
(Célula Fig. 2)
Figura 14 – Comparação entre valores de rendimento medidos.
o rendimento dos pré-reguladores que empregam tais células
tende a diminuir, conforme a carga conectada à saída
também diminui, diferentemente do pré-regulador com célula
“hard”, onde a redução dos esforços de corrente e a
conseqüente redução das perdas em condução levam a um
aumento do rendimento, quando do processamento de
menores cargas.
V. CONCLUSÕES
Este artigo apresentou um resumo sobre a evolução de
uma célula de comutação ZCS-PWM aplicada a estágios
retificadores Boost de elevado fator de potência.
As principais características de cada uma das células são
apresentadas e discutidas, provendo informações suficientes
para uma comparação detalhada entre as estruturas propostas.
A célula ZCS-PWM original apresenta como limitação o
fato de não permitir o isolamento das estruturas Buck-Boost,
Sepic e Zeta através de seus indutores de acumulação, além
de possuir uma etapa de funcionamento em que a corrente da
fonte de alimentação flui para a carga através de dois diodos
conectados em série. A proposição das versões subseqüentes
da célula ZCS-PWM possibilitou, gradativamente, a
eliminação das desvantagens apontadas na célula original,
mantendo-se todas as características de comutações não-
dissipativas nos dispositivos semicondutores utilizados.
Um protótipo do retificador Boost empregando a última
versão da célula ZCS-PWM foi implementado para a
verificação da análise desenvolvida. A partir dos resultados
obtidos, conclui-se que a estrutura proposta opera conforme
esperado, propiciando comutações suaves em todos os
78 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n
o
1, Novembro de 2002.
dispositivos semicondutores, além da eliminação da conexão
série dos diodos D
1
e D
2
.
A técnica de controle por valores médios de corrente de
entrada é empregada com sucesso no estágio retificador
Boost ZCS-PWM projetado, fornecendo reduzida TDH e
defasagem angular desprezível na corrente de entrada, em
relação à tensão de alimentação em CA, resultando em fator
de potência praticamente unitário.
A respeito do rendimento da estrutura, o resultado obtido
para carga nominal, considerando-se os semicondutores
empregados e a instrumentação utilizada para análise,
mostrou-se elevado.
Por fim, a obtenção de elevado rendimento e fator de
potência praticamente unitário denota o excelente
aproveitamento da energia drenada da rede de alimentação
em CA, em função do emprego da estrutura proposta.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem à FAPESP pelo apoio concedido ao
desenvolvimento deste trabalho.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Converter with High Quality Input Waveforms”, Anais
do IEEE PESC, 1982, pp. 63-75.
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Correction for Switching Power Supplies”, IEEE
Transactions on Power Electronics, Outubro, 1987,
pp. 273-281.
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Phase Power Conditioning”, Anais do IEEE PESC,
1987, pp. 516-524.
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Simple High-Power-Factor Rectifier based on the
Flyback Converter”, Anais do IEEE APEC, 1990, pp.
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[5] C. S. E. Silva, “Power Factor Correction with the
UC3854”, Application Note U125, Unitrode
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Multiple isolated Outputs Switching Mode Power
Supply using a Single Switch”, Anais do IEEE APEC,
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Rectification at Unity Power Factor with Boost Quasi
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1991, pp. 720-726.
[9] G. Hua, C. S. Leu e F. C. Lee, “Novel Zero-Voltage-
Transition PWM Converters”, Anais do IEEE PESC,
1992, pp. 55-61.
[10] K. Wang, G. Hua, e F. C. Lee, “Analysis, Design and
Experimental Results of ZCS-PWM Boost Converters”,
Anais do IEEJ IPEC, 1995, pp. 1197-1202.
[11] C. A. Canesin e I. Barbi, “Comparison of Experimental
Losses among Six Different Topologies for a 1.6kW
Boost Converter, using IGBTs”, Anais do IEEE PESC,
1995, pp. 1265-1271.
[12] C. A. Canesin e I. Barbi, “Um Novo Pré-Regulador
com Elevado Fator de potência e Comutação ZCS-
PWM para Fontes de Alimentação de Sistemas de
Telecomunicações”, Anais do COBEP, Belo Horizonte
(MG), 1997, pp. 153-158.
[13] C. M. O. Stein, J. R. Pinheiro, H. L. Hey, “Application
of the ZCS-Auxiliary Commutation Circuits in
Interleaved Boost Converters operating in Critical
Conduction Mode”, Anais do IEEE APEC, 2000, CD-
ROM
[14] H. Choi e B. H. Cho, “Zero-Current-Switching (ZCS)
Power Factor Pre-regulator (PFP) with Reduced
Conduction Losses” Anais do IEEE APEC, 2002, CD-
ROM
[15] F. T. Wakabayashi e C. A. Canesin, “A New Family of
Zero-Current-Switching PWM Converters and a Novel
HPF-ZCS-PWM Boost Rectifier”, Anais do IEEE
APEC, 1999, pp. 605-611.
[16] F. T. Wakabayashi, M. J. Bonato e C. A. Canesin,
“Novel High-Power-Factor ZCS-PWM Preregulators”,
IEEE Transactions on Industrial Electronics, vol. 48,
n
o
2, 2001, pp. 322-333.
[17] F. T. Wakabayashi e C. A. Canesin, “Novel High-
Power-Factor Isolated Electronic Ballast for Multiple
Tubular Fluorescent Lamps”, Anais do IEEE IAS
Annual Meeting, 2001, CD-ROM.
[18] F. T. Wakabayashi e C. A. Canesin, “Novo Reator
Eletrônico com Elevado Fator de Potência para
Múltiplas Lâmpadas Fluorescentes Tubulares”, Revista
Eletrônica de Potência, vol. 6, n
o
1, 2001, pp. 16-24.
[19] F. T. Wakabayashi e C. A. Canesin, “A High
Efficiency HPF-ZCS-PWM Sepic for Electronic
Ballast with Multiple Tubular Fluorescent Lamps”,
Anais do IEEE APEC, 2002, pp. 924- 930.
DADOS BIOGRÁFICOS
Fabio Toshiaki Wakabayashi, nascido em Jales (SP), em
Julho de 1974, é engenheiro eletricista (1996) e mestre em
Engenharia Elétrica (1998), formado na Universidade
Estadual Paulista – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
(UNESP-FEIS, Ilha Solteira (SP)), onde atualmente
desenvolve o doutorado em Eletrônica de Potência. Suas
áreas de interesse abrangem técnicas de comutação não-
dissipativa, fontes de alimentação chaveadas, qualidade de
energia elétrica e reatores eletrônicos para iluminação.
Carlos Alberto Canesin, nascido em Lavínia (SP), em 1961,
é engenheiro eletricista (1984) pela Universidade Estadual
Paulista – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
(UNESP-FEIS, Ilha Solteira (SP)), mestre (1990) e doutor
(1996) em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de
Santa Catarina – Instituto de Eletrônica de Potência (UFSC-
INEP), Florianópolis (SC). Atualmente é professor adjunto
efetivo do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) da
UNESP-FEIS. Suas áreas de interesse incluem técnicas de
comutação não-dissipativa, conversores CC/CC, fontes de
alimentação chaveadas, reatores para iluminação e técnicas
de correção do fator de potência.
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002. 79
NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS NA REVISTA
ELETRÔNICA DE POTÊNCIA
Fulano de Tal
1
e-mail: fulano@detal.br
Universidade de Tal
C.P. 000
CEP 00000-000 Cidade de Tal - XX
Brasil

1
Nota de rodapé na página inicial poderá ser utilizada apenas pelo editor
para indicar o andamento do processo de revisão.
Resumo - O objetivo deste documento é instruir os
autores sobre a preparação dos trabalhos para
publicação na revista Eletrônica de Potência. Solicita-se
aos autores que utilizem estas normas quando da
elaboração da versão final de seus trabalhos. Sugestões
são bem vindas e devem ser enviadas ao editor.
Informações adicionais sobre procedimentos e normas
podem ser obtidas também diretamente com o editor.
Este texto foi redigido segundo as normas nele contidas.
Abstract – The objective of this document is to instruct
the authors about the preparation of the paper for its
publication on the Eletrônica de Potência journal. The
authors should use these guidelines for preparing the
final version of their article. Suggestions are welcome and
can be sent to the editor. Additional information about
procedures and guidelines can be obtained directly with
the editor. This text was written according to these
guidelines.
NOMENCLATURA
p Número de par de pólos.
v
qd
Componentes da tensão de estator.
i
qd
Componentes da corrente de estator.
I. INTRODUÇÃO
No processo inicial de submissão, os autores devem
enviar ao editor quatro cópias do trabalho. O texto deve ser
escrito em português, e preferencialmente digitado em duas
colunas por página, de acordo com as prescrições desta
norma. No caso de autores estrangeiros, serão aceitos
trabalhos em inglês ou espanhol. Os textos submetidos em
português e espanhol devem conter também o abstract.
Caso seja pertinente, deve ser incluída imediatamente
após o resumo uma nomenclatura das variáveis utilizadas no
texto. Este item não deve levar numeração de referência,
assim como os itens agradecimentos, referências
bibliográficas e dados biográficos.
Os autores que forem notificados da aceitação de seu
trabalho, devem enviar para o editor, dentro de um prazo
máximo de 40 dias, o seguinte material:
1) Uma cópia do trabalho original que foi submetido à
revista e uma cópia do trabalho revisado onde devem ter
sido incluídas as revisões indicadas pelos revisores.
Obrigatoriamente, a cópia do trabalho revisado deverá
obedecer às presentes normas.
2) Caso o trabalho, ou parte dele, já tenha sido
apresentado e publicado em alguma revista ou
conferência, nacional ou internacional, deve ser enviado
ao editor da revista uma declaração dos autores com estas
informações (quando e onde). Caso o trabalho nunca
tenha sido publicado na sua totalidade, deve ser enviada
ao editor da revista uma declaração com tal informação.
3) Nome do autor que assumirá a responsabilidade de
receber (e enviar) informações do (para o) editor da
revista.
4) Endereço completo do autor correspondente, incluindo
fax, telefone e e-mail (se houver). Caso o autor
correspondente troque de endereço, antes do trabalho ter
sido publicado na revista, o editor deve ser comunicado o
mais rápido possível.
Toda troca de correspondência entre o autor e o editor da
revista, deve incluir o nome do trabalho e o código de
referência.
Por segurança, o autor correspondente deve manter sob
seus cuidados uma cópia dos manuscritos, revisões,
correspondências e materiais que permitam refazer o
trabalho em caso de extravio. Após o manuscrito revisado
estar pronto para ser enviado à revista, o autor
correspondente deve manter em seu poder, uma cópia de
excelente qualidade do mesmo.
A. Apresentação do Texto
Apenas excepcionalmente serão aceitos trabalhos com o
ultrapassando 8 (oito) páginas. Isto poderá ocorrer, a critério
do editor, caso o trabalho tenha um caráter tutorial.
Deve-se usar, obrigatoriamente, as unidades do Sistema
Internacional (SI ou MKS).
Cabe ao(s) autor(es) do trabalho a preparação dos
originais e, posteriormente, seu envio ao editor, de acordo
com estas normas. Os trabalhos que estiverem fora dos
padrões estabelecidos serão devolvidos aos autores para as
devidas correções. A comissão Editorial não assumirá
qualquer responsabilidade quanto a correções, e possíveis
erros da reprodução dos originais para publicação.
B. Edição do Texto
A editoração dos trabalhos deve ser feita em folhas com
formato A4 (297 mm x 210 mm) que apresentem uma
80 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002.
qualidade adequada para reprodução. Deve-se utilizar
impressão a laser ou de qualidade equivalente. A numeração
das páginas deverá ser feita a lápis na margem inferior do
verso das folhas.
O espaçamento entre linhas deve ser simples, e a cada
título ou subtítulo, deve-se deixar uma linha em branco.
Como processador de texto, estimula-se o uso do
processador Word for Windows.
1) Tamanho das letras utilizadas no trabalho: Os
tamanhos das letras especificadas nesta norma, seguem o
padrão do processador Word for Windows e o tipo de letra
utilizado é Times New Roman. A Tabela I mostra os
tamanhos padrões de letras utilizadas nas diversas seções do
trabalho.
TABELA I
Tamanhos e Tipos de Letras Utilizadas no Texto
Estilo
Tamanho
(pontos)
Normal Cheia Itálica
8 texto de tabelas
9 legendas de figuras
10 instituição dos
autores, texto em
geral.
texto do resumo
títulos de tabelas
título do resumo e
subtítulos
12 nomes dos autores
14 título do trabalho
2) Formatação das páginas: Na formatação das páginas,
as margens superior e inferior deverão ser fixadas em 25
mm, a margem esquerda em 18 mm e a margem direita em
12 mm. As colunas de textos deverão apresentar uma largura
igual a 87 mm e um espaçamento entre si de 6 mm. A
tabulação a ser utilizada na primeira linha dos parágrafos
deverá ser fixada em 4 mm.
II. ESTILO DO TRABALHO
A. Organização Geral
Os trabalhos a serem publicados na revista devem conter 8
partes principais, a saber: 1) Título; 2) Autores e Instituições
de origem; 3) Resumo e Abstract; 4) Introdução; 5) Corpo do
trabalho; 6) Conclusões; 7) Referências Bibliográficas; 8)
Dados Biográficos. Esta ordem deve ser respeitada, a menos
que os autores usem alguns itens adicionais, a saber: 9)
Nomenclatura; 10) Apêndices; 11) Agradecimentos.
Como regra geral, as conclusões devem vir logo após o
corpo do trabalho e imediatamente antes das referências
bibliográficas. A seguir serão feitos alguns comentários
sobre cada um dos itens acima mencionados.
1) Título - O título do trabalho deve ser o mais sucinto
possível, indicando claramente o assunto de que se trata.
Deve estar centrado no topo da primeira página, sendo
impresso em negrito, tamanho 14 pontos, com todas as letras
em maiúsculo.
2) Autores e Instituições de Origem - Abaixo do título do
trabalho, também centrados na página, devem ser informados
os nomes dos autores e da(s) instituição(ões) a que
pertencem. Poderão ser abreviados os nomes e sobrenomes
intermediários e escritos na sua forma completa o primeiro
nome e o último sobrenome (letras do tipo 12 pontos).
Imediatamente abaixo do nome dos autores, informar as
instituições a que pertencem e os endereços completos (letras
do tipo 10 pontos).
3) Resumo - Esta parte é considerada como uma das mais
importantes do trabalho. É baseado nas informações contidas
neste resumo que os trabalhos técnicos são indexados e
armazenados em bancos de dados. Este resumo deve conter
no máximo 200 palavras de forma a indicar as idéias
principais apresentadas no texto, procedimentos e resultados
obtidos. O resumo não deve ser confundido com uma
introdução do trabalho e muito menos conter abreviações,
referências bibliográficas, figuras, etc. Na elaboração deste
resumo, como também em todo o trabalho, deve ser utilizada
a forma impessoal como, por exemplo, “... Os resultados
experimentais mostraram que ...” ao invés de “...os
resultados que nós obtivemos mostraram que...”.
A palavra Resumo deve ser grafada em estilo itálico e em
negrito. Já o texto deste Resumo será em estilo normal e em
negrito.
4) Nomenclatura - A nomenclatura consiste na definição
das grandezas e símbolos utilizados ao longo do trabalho.
Não é obrigatória a sua inclusão e este item não é numerado
como subtítulo. Caso os autores optem por não incluir este
item, as definições das grandezas e símbolos utilizados
devem ser incluídas ao longo do texto, logo após o seu
aparecimento. No início destas normas é apresentado um
exemplo para este item.
5) Introdução - A introdução deve preparar o leitor para o
trabalho propriamente dito, dando uma visão histórica do
assunto, e servir como um guia a respeito de como o trabalho
está organizado, enfatizando quais são as reais contribuições
do mesmo em relação aos já apresentados na literatura. A
introdução não deve ser uma repetição do Resumo, e deve
ser a primeira seção do trabalho a ser numerada como
subtítulo.
6) Corpo do Trabalho - Os autores devem organizar o
corpo do trabalho em diversas seções, as quais devem conter
de forma clara, as informações a respeito do trabalho
desenvolvido, facilitando a compreensão do mesmo por parte
dos leitores.
7) Conclusões - As conclusões devem ser as mais claras
possíveis, informando aos leitores sobre a importância do
trabalho dentro do contexto em que se situa. As vantagens e
desvantagens deste trabalho em relação aos já existentes na
literatura devem ser comentadas, assim como os resultados
obtidos, as possíveis aplicações práticas e recomendações de
trabalhos futuros.
8) Agradecimentos - Os agradecimentos a eventuais
colaboradores não recebem numeração e devem ser
colocadas no texto, antes das referências bibliográficas. No
final deste trabalho é mostrado um exemplo de como podem
Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002. 81
ser feitos estes agradecimentos.
9) Referências Bibliográficas - As citações das referências
bibliográficas ao longo do texto, devem aparecer entre
colchetes, antes da pontuação das sentenças nas quais
estiverem inseridas. Devem ser utilizados somente os
números das referências bibliográficas, evitando-se uso de
citações do tipo “...conforme referência [2]...”.
Os trabalhos que foram aceitos para publicação, porém
ainda não foram publicados, devem ser colocados nas
referências bibliográficas, com a citação “no Prelo”.
Os artigos de periódicos e anais devem ser incluídos
iniciando-se pelos nomes dos autores (iniciais seguidas do
último sobrenome), seguido do título do trabalho, onde foi
publicado (em itálico), número do volume, páginas, mês e
ano da publicação.
No caso de livros, após os autores (iniciais seguidas do
último sobrenome), o título deve ser em itálico , seguido da
editora, da edição e do local e ano de publicação.
No final destas normas, é mostrado um exemplo de como
devem ser as referências bibliográficas.
10) Dados Biográficos - Os dados biográficos dos autores,
deverão estar na mesma ordem de autores colocados no
início do trabalho, e deverão conter basicamente os seguintes
dados:
y Nome Completo (em negrito e sublinhado);
y Local e ano de nascimento;
y Local e ano de Graduação e Pós-Graduação;
y Experiência Profissional (Instituições e empresas em
que já trabalhou, número de patentes obtidas, áreas de
atuação, atividades científicas relevantes, sociedades
científicas a que pertencem, etc.).
Na última página do artigo os autores devem distribuir o
conteúdo uniformemente, utilizando-se ambas as colunas, de
tal forma que estejam paralelas quanto ao fechamento das
mesmas.
B. Organização das Seções do Trabalho
A organização do trabalho em títulos e subtítulos, serve
para dividi-lo em seções, que ajudam o leitor a encontrar
determinados assuntos de interesse dentro do trabalho.
Também auxiliam os autores a desenvolverem de forma
ordenada seu trabalho. Os títulos devem ser organizados em
seções primárias , secundárias e terciárias.
As seções primárias são os títulos de seções propriamente
ditos. São grafados em letras maiúsculas no centro da coluna,
separadas por uma linha em branco anterior e uma posterior,
e utilizam numeração romana e seqüencial.
As seções secundárias são os subtítulos das seções. Apenas
a primeira letra das palavras que a compõe, são grafadas em
letra maiúscula, na margem esquerda da coluna sendo
separada do resto texto por uma linha em branco anterior. A
designação das seções secundárias é feita com letras
maiúsculas, seguidas de um ponto. Utilizam grafia em
itálico.
As seções terciárias são subdivisões das seções
secundárias. Apenas a primeira letra da primeira palavra que
a compõe é grafada em letra maiúscula, seguindo o
espaçamento dos parágrafos. A designação das seções
terciárias é feita com algarismos arábicos, seguidos de um
parêntese. Utilizam grafia em itálico.
III. OUTRAS NORMAS
A. Figuras e Tabelas
As tabelas e figuras (desenhos ou reproduções
fotográficas) devem ser intercaladas no texto logo após
serem citadas pela primeira vez, desde que caibam dentro
dos limites da coluna; caso necessário, utilizar toda a área
útil da página. A legenda deve ser situada acima da tabela,
enquanto que na figura deve ser colocado abaixo da mesma.
As tabelas devem possuir títulos e são designadas pela
palavra Tabela, sendo numeradas em algarismos romanos,
seqüencialmente.
Já as figuras não necessitam de título e são designadas
pela palavra Figura, numeradas em algarismos arábicos,
seqüencialmente. A designação das partes de uma figura, é
feita pelo acréscimo de letras minúsculas ao número da
figura, separadas por ponto, começando pela letra a, como
por exemplo, Figura 1.a.
Com o intuito de facilitar a compreensão das figuras, a
definição dos eixos das mesmas deve ser feita utilizando-se
palavras e não letras, exceto no caso de formas de onda e
planos de fase. As unidades devem ser expressas entre
parênteses. Por exemplo, utilize a denominação
“Magnetização (A/m)”, ao invés de “M (A/m)”.
As figuras e tabelas devem ser posicionadas no início ou
no final das colunas, evitando-as no meio das colunas.
Devem ser evitadas tabelas e figuras, cujas dimensões
ultrapassem as dimensões das colunas.
B. Abreviações e Siglas
As abreviações a serem utilizadas no texto, devem ser
definidas na primeira vez em que aparecerem, como por
exemplo, “... Modulação por Largura de Pulso (PWM)...”.
C. Equações
A numeração das equações deve ser colocada entre
parênteses, na margem direita, como no exemplo abaixo. As
equações devem ser editadas de forma compacta, e devem
estar centralizadas na coluna. Caso não seja usada no início
do texto uma nomenclatura, as grandezas devem ser
definidas logo após as equações em que são indicadas.
Z
V
.
2
3
I I
i
o L
+ = ∆ (1)
Onde:
∆I
L
- Corrente de pico no indutor ressonante.
I
o

- Corrente de carga.
V
i
- Tensão de alimentação.
Z - Impedância característica do circuito ressonante.
AGRADECIMENTOS
Os autores agradecem a Fulano de Tal, pela colaboração
neste trabalho. Este projeto foi financiado pelo CNPq
(processo xxyyzz).
82 Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] C.T. Rim, D.Y. Hu, G.H. Cho, “Transformers as
Equivalent Circuits for Switches: General Proof and D-
Q Transformation-Based Analysis”, IEEE Transactions
on Industry Applications, vol. 26, no. 4, pp. 832-840,
July/August 1990.
[2] N. Mohan, T. M. Undeland, W. P. Robbins, Power
Electronics: converters, applications, and design, John
Wiley & Sons, 2
a
Edição, Nova Iorque, 1995.
DADOS BIOGRÁFICOS
Fulano de Tal, nascido em 30/02/1960 em Talópoli é
engenheiro eletricista (1983), mestre (1985) e doutor em
Engenharia Elétrica (1990) pela Universidade de Tallin. De
1990 a 1995 foi coordenador do Laboratório de Tal.
Atualmente é professor titular da Universidade de Tal. Suas
áreas de interesse são: eletrônica de potência, qualidade do
processamento da energia elétrica, sistemas de controle
eletrônicos e acionamentos de máquinas elétricas.

Corpo de Revisores desta edição de Eletrônica de Potência

Adriano Alves Pereira – UEL Alexandre Ferrari de Souza – UFSC Alexandre Magnus Guimarães – INPE Ângelo J. Junqueira Rezek – UNIFEI Arnaldo José Perin – UFSC Carlos Alberto Canesin – UNESP – Ilha Solteira Carlos Augusto Ayres – UNIFEI Denizar Cruz Martins – UFSC Domingos Sávio Lyrio Simonetti – UFES Enes Gonçalves Marra – UFG Ernesto Ruppert Filho – UNICAMP Falcondes J. M. de Seixas – UNESP – Ilha Solteira Felix Alberto Farret – UFSM Fernando Luiz Marcelo Antunes – UFC Fernando Soares dos Reis – PUC-RS Henrique A. Carvalho Braga – UFJF Humberto Pinheiro – UFSM Jaime Eugenio Arau-Roffiel – CENIDET-México Jean Paul Dubut – INPE João Batista Vieira Júnior – UFU José Antenor Pomilio – UNICAMP José Luiz F. Vieira – UFES Lourenço Matakas Júnior – USP Lúcio dos Reis Barbosa – UEL Marcelo Godoy Simões – Colorado School of Mines-EUA Pedro Gomes Barbosa – UFJF Peter Mantovanelli Barbosa – VPEC-EUA Porfírio Cabeleiro Cortizo – UFMG Walter Issamu Suemitsu – UFRJ Wilson C. P. de Aragão Filho – UFES

ii

Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002

EDITORIAL
Com a presente edição marcamos o início de uma nova linha de ação da revista: as seções especiais, em que pretendemos lançar, anualmente, uma chamada específica de trabalhos em um tema de interesse da Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência. Em sua primeira edição, o tema proposto foi “RETIFICADORES COM ALTO FATOR DE POTÊNCIA”, tendo como Editor da Seção o Prof. Carlos Alberto Canesin, da UNESP – Ilha Solteira. Aliás, já a partir da próxima Edição o Prof. Canesin assume a Edição Geral da nossa revista, sendo esta minha última atuação como tal. Nos dois anos em que estive como Editor passamos por um momento de desinteresse pela revista, com uma submissão restrita de trabalhos. Estamos conseguindo superar os maus momentos com as seções especiais. Aos poucos as submissões regulares irão se fortalecendo, com a reconquista da credibilidade da revista. Uma chamada de artigos para uma nova seção especial, referente a 2003, está sendo lançada com este número. Alcançaremos, com ela, uma fatia fundamental e até o momento pouco presente na nossa revista: as aplicações em máquina elétricas. O Editor da Seção Especial será o Prof. Richard Magdalena Stephan, da COPPE - UFRJ. Eu e meu Editor Associado, Prof. Marcelo Godoy Simões, encerramos nossos trabalhos agradecendo aos autores que, durante nossa gestão, submeteram trabalhos, e ao nosso especializado corpo de revisores, que garante a qualidade da revista. Continuaremos colaborando com a revista. Ela estará sempre melhor.

Domingos Sávio Lyrio Simonetti - Editor Geral Marcelo Godoy Simões - Editor Associado

Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002

iii

Revista Eletrônica de Potência da SOBRAEP

SEÇÃO ESPECIAL
A revista Eletrônica de Potência da SOBRAEP está preparando uma seção especial com artigos técnicos de conteúdo especializado e artigos de conteúdo didático significativo no tema:

ACIONAMENTOS ELETRÔNICOS E CONTROLE DE MÁQUINAS ELÉTRICAS.
Os artigos de conteúdo especializado devem necessariamente conter uma introdução abrangente, onde o assunto proposto esteja clara e solidamente situado em termos de estado da arte e da sua importância. Os tópicos contemplados incluem:

• Controle escalar e vetorial de máquinas elétricas • Controle fuzzy, neural, adaptativo e robusto de máquinas elétricas • Eliminação de sensores mecânicos • Controle do movimento • Máquinas dependentes de conversores eletrônicos • Eficiência energética • Interferência eletromagnética em acionamentos eletrônicos • Aplicações.
Outros tópicos, dentro do tema proposto, serão considerados. A Seção terá como Editor Especial o Prof. Richard M. Stephan da UFRJ. A submissão do artigo deverá ser feita por via eletrônica no formato e tamanho usual da revista. Envie sua proposta de artigo completo através do site iSOBRAEP, cujo endereço (url) é: http://www.dee.feis.unesp.br/lep/revista No site iSOBRAEP você fará seu cadastro e deverá optar pelo Link da Seção Especial para enviar seu artigo. Para Dúvidas/Problemas o e-mail é: rms@ufrj.br As datas previstas são:

Submissão Artigos: de 01 de Dezembro/2002 até 16 de Fevereiro/2003 Revisão Inicial: até 30 de Março de 2003 Submissão dos Artigos Aceitos e Corrigidos: até 15 de Abril de 2003 Revisão Final: até 30 de Abril de 2003 Publicação: Maio/Junho de 2003
Prof. Domingos S. L. Simonetti Editor

iv

Eletrônica de Potência – Vol. 7, n° 1, Novembro de 2002

a partir de janeiro de 2003.dee..feis. perdas e aquecimento. gostaria de informar aos leitores que outros artigos aprovados ainda serão publicados nas edições normais da revista. Sem dúvida. por exemplo adotando as normas Européias IEC que. n° 1. Entretanto. Neste contexto. Para realizar a análise dos trabalhos submetidos. análise e revisão. técnicas de comutação.feis. todo o processo deverá ser por via eletrônica. Nosso muitíssimo obrigado também aos autores. Tais fatores levam os sistemas de energia elétrica a conviverem com desperdícios significativos. Esta seção especial envolve diferentes tópicos relacionados com a correção do fator de potência de retificadores monofásicos e trifásicos. encontram-se os amplamente difundidos conversores ca/cc. Espero. comercial. levando o sistema nacional de geração. Em especial agradeço ao Prof. Outras seções especiais haverão de vir em continuidade à esta. Muito obrigado.EDITORIAL CONVIDADO Seção Especial Retificadores com Alto Fator de Potência Foi uma grande honra para este editor especial receber o convite para realizar e gerir esta seção especial “Retificadores com Alto Fator de Potência”.unesp. transmissão e distribuição a conviver com índices de qualidade muito reduzidos e grandes desperdícios de energia elétrica. Ivo Barbi que contribuiu com um importante artigo convidado a respeito de retificadores trifásicos.dee. Além deste fato. CARLOS ALBERTO CANESIN EDITOR ESPECIAL e-mail: canesin@dee. restringem o conteúdo harmônico das correntes drenadas por tais dispositivos. pois. O tema envolve diretamente a busca pelo processamento da energia elétrica com melhor qualidade. Portanto. em todos os seguimentos da sociedade moderna.br UNESP – FEIS LEP – Laboratório de Eletrônica de Potência http://www. raro e esgotável. correção passiva. também denominados de retificadores. através do seguinte endereço: http://www. Novembro de 2002 v . Postal 31 Fone: 0xx18 3743 1086 Fax: 0xx18 3742 2735 Eletrônica de Potência – Vol. uma vez que tal fonte de energia deve ser considerada como um bem público. pois. ou. agropecuário e residencial. Infelizmente. operando em baixas e elevadas freqüências. os valores eficazes das correntes drenadas por estes dispositivos são bem maiores do que o mínimo valor necessário para transferir a desejada potência ativa para a carga. em conseqüência.feis.br/lep/revista. certamente o país necessita caminhar para a normatização. do país e do exterior. agregam-se os problemas decorrentes dos harmônicos presentes na corrente: interferências eletromagnéticas. correção ativa.br/lep/power. necessidade de aumento de bitolas de condutores. desde o final da década de 80. Finalmente. o êxito desta edição deve substancial parte aos vossos esforços e trabalho. Dentre estes dispositivos processadores de energia elétrica. ressonâncias. sem eles não existiria esta importante seção especial. no que se refere aos equipamentos eletroeletrônicos processadores de energia elétrica. Fatos recentes no país demonstraram como devemos trilhar pelos caminhos da normatização. em função dos prazos estabelecidos para esta edição. Pela primeira vez implementamos um sistema totalmente eletrônico de submissão. etc.html 15385-000 Ilha Solteira – SP Cx. portanto. o qual em muito agilizou o processo desta seção especial. mau funcionamento de equipamentos. um grave problema técnico para estes retificadores convencionais é a elevada distorção harmônica da corrente drenada da rede de alimentação em corrente alternada. e. esta seção apresenta trabalhos consolidados e completos de forma analítica e experimental. o país é muitíssimo carente de normas técnicas atualizadas nesta área. resultando em reduzido fator de potência. resultando nas atuais IEC 61000-3-2 e IEC 61000-3-4. Estas normas sofreram constantes atualizações durante estas últimas décadas.. a todos nosso muito obrigado. dentre os quais: os setores industrial. contamos com a colaboração de 30 revisores de 19 instituições de pesquisa.unesp. quando assumiremos a edição geral da Revista Eletrônica de Potência. que envolveram 80 autores em 20 diferentes artigos.unesp. quais sejam: concepção de novas topologias. técnicas especiais de comando e controle. 7. que esta edição contribua para o retorno da tão necessária periodicidade de nossa revista.

o Secretário: Gilberto C.UFSC João Batista Vieira Júnior – UFU José Antenor Pomilio . Watanabe – UFRJ Edison Roberto C.(27). P.o Secretário: José Luiz F.UNICAMP José Renes Pinheiro – UFSM Endereço da Diretoria SOBRAEP DEL / CTUFES Cx.33352681 Fax.unesp. n° 1. Postal 01-9011 Vitória .DEE C.UFSC Ivo Barbi . de Aragão Filho – UFES Conselho Deliberativo (2002-2004) Alexandre Ferrari de Souza .(27). Novembro de 2002 . Vieira – UFES Tesoureiro: Wilson C.SOBRAEP Diretoria (2002-2004) Presidente: Domingos Sávio Lyrio Simonetti – UFES Vice-Presidente: Carlos Alberto Canesin – UNESP – Ilha Solteira 1. T.br/lep/revista Responsável pela edição: Carlos Alberto Canesin Eletrônica de Potência é distribuída gratuitamente a todos os sócios da SOBRAEP vi Eletrônica de Potência – Vol.UFSC Edson H. 01-9011 29060-970 – Vitória – ES – Brasil http://www. P. Domingos Sávio Lyrio Simonetti UFES .ES . 7. da Silva – UFCG Enes Gonçalves Marra – UFG Enio Valmor Kassick .dee.feis. D.UFSC Cícero M. Sousa – UFES 2.Brasil 29060-970 Fone: +55.UFSC Arnaldo José Perin . Cruz – UFC Denizar Cruz Martins .: +55.33352644 Eletrônica de Potência Editor: Prof.

No entanto. no 1. Esta topologia é uma das mais conhecidas na literatura. esta solução deixa de ser factível. sabe-se também que para muitas aplicações. para projetar tanto as malhas de corrente. 7. Para tensões elevadas. para os retificadores PWM trifásicos sem neutro não existe uma solução consagrada que possa ser tomada como referência. ambos com fator de potência unitário. A. o que pode comprometer o bom funcionamento de outros equipamentos conectados à mesma rede.RETIFICADORES PWM TRIFÁSICOS UNIDIRECIONAIS COM ALTO FATOR DE POTÊNCIA Ivo Barbi. As topologias do tipo BUCK são desconsideradas. Design methodologies are suggested as well as design procedure. Finalmente são apresentados os resultados experimentais de um protótipo de 6kW com saída em 2 níveis e outro de 26kW com saída em 3 níveis. São apresentadas então apenas topologias do tipo BOOST. as características de entrada destes retificadores criam problemas para a rede comercial de energia elétrica. Desta forma. seguida de procedimentos de projeto e resultados experimentais de um retificador 2 níveis de 6kW e de um retificador 3 níveis de 26kW. Além disso. como por exemplo em sistemas de telecomunicações. pode-se utilizar por exemplo. para níveis elevados de potência. • Distorção nas tensões da rede de alimentação. quando se tem acesso ao neutro. entre outros. Já para as topologias a dois níveis a tensão nas chaves é a própria tensão de saída. elevando os custos de todo o sistema. por serem bastante rígidas. como nem sempre dispõe-se de neutro. tem-se a topologia que utiliza seis interruptores comandados. utilizam retificadores a diodo. No entanto. A generic modeling is also presented with a complete and a simplified model. são apresentadas algumas topologias com saída em 2 e 3 níveis. um para cada fase. As fontes de alimentação trifásicas convencionais. exceto em raras exceções. ou a tiristores quando se deseja algum controle do fluxo de potência e da tensão de saída. necessária para projetar as malhas de controle de tensão e corrente. principalmente para a alimentação de equipamentos eletrônicos. • Necessidade de geração de grandes quantidades de potência reativa. Esta topologia possui como característica principal a bidirecionalidade no fluxo de potência e. pois apresentam indutores de baixa freqüência na saída e necessitam de filtros de entrada volumosos. com modelo completo e simplificado. quanto a(s) de tensão. Fabiana Pöttker de Souza e Deivis Borgonovo INEP-UFSC Caixa Postal 5119 88040-970 – Florianópolis – SC Brasil Resumo – Este artigo apresenta algumas das principais topologias de retificadores PWM trifásicos sem neutro encontradas na literatura. ou simplesmente retificadores. ou quando sua presença é indesejável. devido ao elevado valor eficaz das correntes. que utilizam uma ponte completa de diodos e um conversor boost. devido à circulação das componentes harmônicas das correntes Eletrônica de Potência – Vol. Topologias Dois Níveis Dentre as topologias de retificadores do tipo PWM dois níveis. Experimental results for a 6kW two level rectifier and for a 26kW three level rectifier validates the analysis. da necessidade de se converter corrente alternada – CA – em corrente contínua – CC -. Novembro de 2002. bem como uma breve comparação entre elas. com consequente redução do fator de potência. devido aos problemas citados. • Interferência eletromagnética em sinais de controle e comunicação. geralmente as normas e regulamentações internacionais para sistemas de telecomunicações são tomadas como referência nas pesquisas nesta área. em corrente alternada. • Aumento das perdas nos elementos das redes de transmissão e distribuição. I – INTRODUÇÃO É sabido que a distribuição de energia elétrica é feita. for designing the voltages and current control loops. para garantir o equilíbrio de potência entre as fases. surgiram os conversores CA-CC. Além disso. • Diminuição do rendimento da estrutura. as topologias a três níveis são mais indicadas porque a tensão sobre as chaves corresponde à metade da tensão total no barramento CC. Surge então a necessidade de se utilizar retificadores trifásicos sem neutro. geralmente acima de alguns quilowatts. através das impedâncias de linha. Será também apresentada a modelagem dos conversores. principalmente por ser muito utilizada operando como inversor trifásico [2]. três retificadores monofásicos. apresentada na Fig. II – TOPOLOGIAS Um dos fatores determinantes para a escolha da topologia do retificador é a tensão da rede e do barramento CC. Abstract – This paper presents some topologies of three-phase three wire PWM rectifiers and a comparison among them. se faz necessária a utilização de retificadores trifásicos. como a maioria das 1 . Assim. dentre os quais podem ser destacados: • Distorção harmônica das correntes de entrada. necessita-se desta energia disponível em corrente contínua. ao contrário dos retificadores PWM monofásicos com fator de potência unitário. Desta forma. Mostra-se então uma metodologia e exemplo de projeto. Assim. No entanto. Na sequência apresenta-se uma modelagem genérica para estes retificadores. Yales Rômulo de Novaes. 1 [1].

Vo uma excelente candidata para as aplicações de baixa tensão de entrada. tornando estas topologias atrativas para aplicações com tensão de entrada elevada. no 1. reduzindo a complexidade construtiva. como todas que serão apresentadas neste artigo. D1a D1b D2a D2b D3a D3b Na Fig. S1 D1 S2 D2 S3 D3 + .04. Outra desvantagem desta topologia está relacionada ao custo. 4. propicia uma reduzida taxa de distorção harmônica da corrente de entrada. 2 apresenta-se outra topologia de retificador trifásico a dois níveis. La + Va - Lb + Vb - Lc + Vc - Fig. a indutância necessária para se obter a mesma ondulação de corrente da topologia Boost 2n . Derivada da topologia apresentada em [4]. sendo que a primeira já havia sido descartada devido às questões já apresentadas. 1 – Retificador Boost dois níveis bidirecional – Boost 2n-01. 5 tem como característica principal a Eletrônica de Potência – Vol. exige maior esforço na concepção dos circuitos de comando e controle. Observa-se que apesar do número de indutores ser maior.02 é a metade. Esta topologia também é 2 . já que utiliza as técnicas ativas para controlar estas correntes.04 para fazer parte do projeto de uma unidade retificadora para telecomunicações. O retificador PWM com grampeamento do ponto neutro apresentado na Fig. caso sejam utilizados interruptores do tipo MOSFET. D1 D2 D3 + Vo - S1 D1c D1d S2 D2c D2d S3 D3c D3d D4 D5 D6 La + Va Lb + Vb Lc + Vc Fig. já que ambos de um mesmo braço podem ser comandados de maneira concomitante.03. 2 – Retificador PWM unidirecional trifásico dois níveis – Boost 2n-02. derivada de [6].topologias do tipo elevadoras. pelo reduzido número de componentes. Entretanto. Topologias Três Níveis As topologias três níveis possuem dois capacitores conectados no barramento CC. reduzindo à metade a necessidade de circuitos de comando isolados. Principalmente. a bidirecionalidade de energia pode se tornar uma característica dispensável. optou-se pela investigação através de simulação das três últimas topologias descritas. optou-se pela topologia Boost 2n . S4 D4 S5 D5 S6 D6 La + Va Lb + Vb Lc + Vc Com características muito similares à topologia Boost 2n 02. tem-se a topologia apresentada na Fig. Esta topologia utiliza apenas um interruptor controlável por fase. apresentada na Fig. devido à sua configuração. S1a S1b D1a D1b S2a S2b D2a D2b S3a S3b D3a D3b + Vo D4a D4b D4 D5 D5a D5b D6 D6a D6b Havendo a necessidade de se escolher uma destas três topologias. e pela simplicidade de realização dos circuitos de controle e comando. Cabe observar que. Novembro de 2002. Desta forma. aqui denominada de Boost 2n-04. 3. Em função da aplicação. Os resultados experimentais doravante apresentados são relativos a implementação desta topologia. 4 – Retificador PWM unidirecional trifásico dois níveis – Boost 2n . como nas aplicações em fontes para telecomunições. Esta topologia. 7. cujo ponto central é então conectado a um ponto comum das três fases. os diodos em anti-paralelo com os interruptores podem ser os próprios diodos intrínsecos ao componente. O comando dos interruptores é de fácil implementação. pois não necessita de bidirecionalidade do fluxo de energia e nem da redução da tensão sobre os interruptores. D1 La1 D1a D1b D1c D2a D2 Lb3 D2b D3a D3 Lc5 D3b + S3 Vo - S1 D1d D2c S2 D2d D3c D3d La2 D4 Lb4 D5 Lc6 D6 + - + Va - Vb + - Vc Fig. tem-se a topologia Boost 2n-03. 3 – Retificador PWM unidirecional trifásico dois níveis – Boost 2n . exibindo como maior desvantagem a possibilidade de curto-circuito do barramento CC. Com uma estratégia de controle apropriada garante-se a divisão equitativa da tensão nos capacitores do barramento. em relação às estruturas Boost 2n-01 e 2n-02. entretanto sofreu simplificações. D1 D2 D3 Fig. a tensão aplicada sobre os interruptores é a metade da tensão total do barramento CC (Vo/2). Esta topologia é uma excelente candidata para as aplicações do tipo dois níveis e sua concepção foi baseada no inversor NPC [3]. a tensão de saída deve ser maior do que o valor máximo de pico da tensão de linha. B.

Os dois interruptores de cada braço são acionados com o mesmo sinal de comando. S4. S1 D1 S2 D2 S3 D3 + Vo/2 S1a D1a D1b D3a D3b D1 D2 D3 Vo/2 + S3a - D1a S1a D2a S2a D3a S1b D1b D2b S2b D3b S3b Vo/2 + - S2a D2a D2b D4 D5 D6 S3a D1c D1d D2c D2d D3c D3d S1b S4 D4 S2b S5 D5 S3b S6 D6 + Vo/2 - La + Va - Lb + Vb - Lc + Vc La + Va - Lb + Vb Lc + Vc Fig. principalmente as novas topologias. 6 – Retificador PWM unidirecional trifásico três níveis – Boost 3n-02. 3 . A topologia apresentada na Fig. S5 e S6. D2.bidirecionalidade do fluxo de potência [3]. A topologia apresentada na Fig. 1 Através de simulação das quatro topologias apresentadas nas Figs. Desta forma. será apresentado o desenvolvimento da metodologia para analisar e modelar tais conversores. sendo portanto uma excelente candidata para aplicações com alta tensão de entrada. Retirando-se os interruptores S1. obtém-se uma topologia mais simples. verificou-se que as topologias Boost 3n-02 e Boost 3n-05 apresentam perdas menores nos semicondutores. D1 D2 D3 Vo/2 D1a D1b D2a D2b D3a D3b + - Fig. Fig. e sem a possibilidade de curto de braço. 9 é outra opção para tensões elevadas [7]. para analisar e modelar os retificadores PWM trifásicos. 5. Assim. Os diodos em anti-paralelo com os interruptores podem ser os próprios diodos intrínsecos do MOSFET. optou-se pela Boost 3n-02 para fazer parte do projeto de uma unidade retificadora para telecomunicações [8]. Esta topologia além de ser complexa e de elevado custo também apresenta possibilidade de curto de braço. apresenta a tensão total do barramento aplicada aos diodos da ponte retificadora (D1. e os sinais de comando também são os mesmos para cada fase [5]. no 1. unidirecional. Por apresentar apenas um interruptor comandável por fase. pelas reduzidas perdas nos semicondutores e principalmente por ser uma topologia nova. D1 D2 D3 Vo/2 S1a D1a D1b S1 D1c D1d S2 D2c D2d S3 D3c D3d + Vo/2 D4 D5 D6 - La + Va - Lb + Vb - Lc + Vc - Fig. O exemplo de projeto e os resultados experimentais apresentados referem-se a esta topologia escolhida. 8 é outra opção para tensões elevadas [6]. se tornando menos atrativa que as demais topologias. porém eficiente e confiável. D1 Va + La Vo/2 S1a Vb D2a + - D2 D3 D1a D1b S2a D2a D2b S3a + S1b D2b D3a D3b - S1b D4 D1c D1d S2b D5 D2c D2d S3b D6 D3c D3d Vo/2 + - + Lb S2a S2b D3b Lc + Vc D3a + Lc Vo/2 S3a S3b D4 D5 D6 + - La + - Lb + Va Vb - Vc - Fig. tem-se a metade dos circuitos de comando isolados. comparando-se com as demais topologias. Portanto não será incluída na análise. do retificador da Fig. Novembro de 2002. 7 – Retificador PWM unidirecional trifásico três níveis – Boost 3n-03. 7. 6. III – MODELAGEM E DEFINIÇÃO DOS CONTROLADORES Seria de grande interesse a obtenção de uma metodologia rápida e simples. os circuitos de comando de cada fase devem ser isolados. D6). No entanto. S3. S2. Esta topologia também é candidata para aplicações de alta tensão. no entanto. D4. D5. 7 apresenta um número de diodos menor que a topologia Boost 3n-02. 9 – Retificador PWM unidirecional trifásico três níveis – Boost 3n-05. 5 – Retificador PWM bidirecional trifásico três níveis. Este conversor está sendo patenteado pela empresa TYCO Electronics Eletrônica de Potência – Vol. 6 a 9. 8 – Retificador PWM unidirecional trifásico três níveis – Boost 3n-04. D3. Esta topologia é apresentada na Fig.1 A topologia apresentada na Fig.

Tem-se então: 4 Eletrônica de Potência – Vol. Pode ser observado que o circuito a ser analisado é tradicionalmente utilizado como conversor CC-CA. Observa-se ainda que o circuito equivalente da Fig. Sc → Yc  Desta forma. 10. pode-se escrever: [Va ( t ) − Vb ( t )] = [VLa ( t ) − VLb ( t )] + [VSa ( t ) − VSb ( t )]  [Vb ( t ) − Vc ( t )] = [VLb ( t ) − VLc ( t )] + [VSb ( t ) − VSc ( t )] [V ( t ) − V ( t )] = [V ( t ) − V ( t )] + [V ( t ) − V ( t )] a Lc La Sc Sa  c (4) Xa Sa Ya VSa(t) Vb(t) Xb Sb Yb Xc Sc Yc Co Ro + Vo - Pode-se definir ainda: VSab ( t ) = VSa ( t ) − VSb ( t )  VSbc ( t ) = VSb ( t ) − VSc ( t ) V ( t ) = V ( t ) − V ( t ) Sc Sa  Sca Lb Ib(t) (5) Vc(t) Lc Ic(t) VSb(t) VSc(t) Onde obviamente tem-se: VSab ( t ) + VSbc ( t ) + VSca ( t ) = 0 Fig.baseada no conversor bidirecional 2 níveis mais simples. Sb → Yb   0 . tem-se um sistema apenas de segunda ordem.1.Circuito simplificado do conversor CA-CC trifásico bidirecional apresentado na Fig. Pode-se escrever então: [Va ( t ) − Vb ( t )] = [VLa ( t ) − VLb ( t )] + VSab ( t )  (7) [Vb ( t ) − Vc ( t )] = [VLb ( t ) − VLc ( t )] + VSbc ( t ) [V ( t ) − V ( t )] = [V ( t ) − V ( t )] + V ( t ) (Re dundante) a Lc La Sca  c Va ( t ) La VSab ( t ) Vb ( t ) Lb Vc ( t ) Lc V Sbc ( t ) Fig. com duas variáveis de estado independentes. Deve-se ressaltar ainda que o modelo genérico visto a partir da entrada é o mesmo para conversores 2 e 3 níveis. que é apresentado na Fig. Sc → Xc Dc( t ) =   1 .12. . 10 .1.11 . a partir desta observação e seguindo o mesmo raciocínio para os interruptores Sb e Sc. sem perda de generalidade [9]: Va(t) La Ia(t) como o sistema não apresenta neutro. pode-se escrever: dIa (t) dIb (t) dIab (t) d  VLa (t) − VLb (t) = L ⋅ dt − L ⋅ dt = L ⋅ dt [ Ia (t) − Ib (t)] = L ⋅ dt (8)  dIb (t) dI (t) d dI (t)  − L ⋅ c = L ⋅ [ Ib (t) − Ic (t)] = L ⋅ bc VLb (t) − VLc (t) = L ⋅ dt dt dt dt  dIc (t) dIa (t) dIca (t) d  VLc (t) − VLa (t) = L ⋅ dt − L ⋅ dt = L ⋅ dt [ Ic (t) − Ia (t)] = L ⋅ dt  (2) Pode-se ainda representar o conversor apresentado na Fig.Circuito equivalente ao conversor apresentado na Fig. Sa → Ya   0 .11.1. pelo circuito equivalente apresentado na Fig. o que daria origem a um sistema de terceira ordem. 10. a partir do circuito apresentado na Fig. O circuito do conversor apresentado na Fig. para então na sequência generalizar a análise. que por enquanto será considerada constante. Novembro de 2002. surge uma restrição. Obtenção do Modelo do Conversor a Partir do Lado CA Assim sendo. VO corresponde à tensão de saída. 11. (6) Assim. que é definida por (3): (3) I a (t ) + I b (t ) + I c (t ) = 0 Va(t) La Vb(t) Lb Vc(t) Lc VSc(t) VSb(t) VSa(t) Fig.10. A. A metodologia que será apresentada também pode ser utilizada no controle de inversores trifásicos ou filtros ativos. temse VSa(t) = Vo e quando Sa está na posição Ya tem-se VSa(t) = 0. já que a terceira é definida como uma combinação linear das outras duas. pode-se observar que quando o interruptor Sa está na posição Xa. podendo-se então estender a metodologia para os demais conversores. Sa → Xa Da ( t ) =  1 . no 1. Considerando ainda que La=Lb=Lc=L. Sb → Xb  Db( t ) =  1 . obtém-se um circuito ainda mais simples para representar o modelo do conversor visto a partir do lado CA. entretanto. 11 . será apresentada a elaboração de uma metodologia para análise. modelagem e controle.1. 7. Ou seja. Além disso. como será provado mais adiante. 12 – Circuito equivalente ao apresentado na Fig. pode ser representado pelo circuito simplificado da Fig. para obter o modelo visto a partir do lado CA. utilizado para controlar as correntes de entrada do retificador. inicialmente aplicada para o conversor da Fig. 10. apresentado na Fig. Observando então a Fig. inclusive para os 3 níveis. 11 apresenta três variáveis de estado (correntes nos indutores). pode-se escrever: VSa (t) = [1 − Da (t)] ⋅ Vo  (1) VSb (t) = [1 − Db (t)] ⋅ Vo  VSc (t) = [1 − Dc (t)] ⋅ Vo onde:  0 .

utilizando controle digital. aplica-se um modelo de pequenos sinais. 11. Com esta função de transferência simplificada pode-se projetar os controladores de corrente e obter bons resultados práticos. Na verdade os controladores não atuarão realmente de forma independente. η Rendimento total da unidade retificadora. onde se poderia supostamente controlar de forma independente as três correntes de entrada. Deve-se observar que para conversores 2 níveis. Obtenção do Modelo do Conversor a Partir da Saída CC Sejam as tensões de alimentação definidas por: Va (t) = VP ⋅ sen ( ωt )  (21) Vb (t) = VP ⋅ sen ( ωt + 120° )  Vc (t) = VP ⋅ sen ( ωt − 120° ) Tem-se então: Vab (t) = 3 ⋅ VP ⋅ sen ( ωt − 30° )  (22)  Vbc (t) = 3 ⋅ VP ⋅ sen ( ωt + 90° )  Vca (t) = 3 ⋅ VP ⋅ sen ( ωt − 150° )  Considera-se ainda que os controladores de corrente garantem seu formato senoidal. a partir das razões cíclicas fictícias pode-se facilmente determinar as razões cíclicas reais. obtém-se o mesmo resultado para as fases “b” e “c”. lembrando que não há presença de neutro e tendo La=Lb=Lc pode-se afirmar que: (12) Va (t) + Vb (t) + Vc (t) = 0 I La (t) + I Lb (t) + I Lc (t) = 0 ⇒ VLa (t) + VLb (t) + VLc (t) = 0 (13) (14) (15) Obtém-se então: 3 ⋅ [ Va (t) − VLa (t) − VSa (t)] + [ VSa (t) + VSb (t) + VSc (t) ] = 0 Logo: 3 Va ( t ) − 3 L dI La ( t ) − 2 VSa ( t ) + VSb ( t ) + VSc ( t ) = 0 dt Ou: 3 ⋅ Va (t) − 3 ⋅ L ⋅  dI La (t)  −2 [1 − D a (t) ] + [1 − D b (t) ]  (16) + Vo ⋅  =0 dt  + [1 − D c (t) ]    A partir de (16). obtendo-se então a função de transferência: (20) Vo i(s) = d(s) 3  s  L 2  O resultado obtido em (20) corresponde à própria função de transferência do conversor Boost CC-CC convencional. C. será inserida neste ponto a simplificação desta análise. considerando-se que a alimentação seja perfeitamente senoidal e equilibrada. sendo elas o resultado de combinações das razões cíclicas reais Da(t). sem defasamento em relação às tensões de alimentação. como deformações nas correntes de entrada. da Fig. VO representa a tensão total de saída. pois se está desprezando o acoplamento entre as funções de transferência. de forma independente. VO representa a tensão de saída apenas em um dos barramentos. a soma das três expressões é igual ao triplo de uma delas: 3 ⋅ [ Va (t) − VLa (t) − VSa (t) ] = [ Va (t) + Vb (t) + Vc (t) ] − De forma análoga. que as razões cíclicas Dab(t). considerando-se que Db(t) e Dc(t) (ou a soma delas) permanece constante. Observa-se no entanto. no entanto deve-se ter ciência de que esta simplificação pode acarretar alguns problemas. o que é suficiente para garantir o formato senoidal das três correntes de entrada. duas combinações linearmente independentes das correntes de entrada. Desta forma. 7. ou seja. a não ser pelo fato de apresentar uma indutância equivalente 50% maior que a indutância física.dIab (t)  Vab (t) = L dt − Vo ⋅ D ab (t)  (9) dI bc (t)  − Vo ⋅ D bc (t) Vbc (t) = L dt  dIca (t)  Vca (t) = L dt − Vo ⋅ Dca (t)  Pode-se observar novamente que Iab(t)+Ibc(t)+Ica(t)=0. Todavia devese ter em mente que esta metodologia de controle somente seria factível utilizando processadores digitais de sinal (DSP). pode-se definir a potência média de entrada por: P 3 (24) PIN = o = ⋅ VP ⋅ I P η 2 Onde: PIN Potência média de entrada. onde a tensão de alimentação Va(t) pode ser considerada constante. Dbc(t) e Dca(t) são obviamente fictícias. enquanto que para conversores 3 níveis. no 1. 5 . PO Potência média de saída. desta forma tem-se: Ia (t) = I P ⋅ sen ( ωt )  (23) I b (t) = I P ⋅ sen ( ωt + 120° )  Ic (t) = I P ⋅ sen ( ωt − 120° ) Assim sendo. de forma que se obtém então: Eletrônica de Potência – Vol. tem-se: Va ( t ) − VLa ( t ) − VSa ( t ) = Vb ( t ) − VLb ( t ) − VSb ( t ) = Vc ( t ) − VLc ( t ) − VSc ( t ) (10) Logo. Novembro de 2002. No entanto. mas irão sim interagir. Obtenção da Função de Transferência Simplificada Pode-se ainda obter um modelo simplificado de pequenos sinais. umas das correntes fictícias pode ser escrita como uma combinação linear das outras duas. Além disso. concluindo-se então que se pode controlar. Db(t) e Dc(t). para um curto intervalo de tempo. 3 ⋅ 0 − 3⋅ L ⋅ −3 ⋅ L ⋅ −2 [ 0 − d a (t) ] + [ 0 − 0] di La (t)   + Vo ⋅  =0 dt + [ 0 − 0]     (17) (18) (19) di La (t) + Vo ⋅ 2 ⋅ d a (t) = 0 dt Aplicando a transformada de Laplace: 3 ⋅ L ⋅ s ⋅ i La (s) = Vo ⋅ 2 ⋅ d a (s) B. Logo: [ VLa (t) + VLb (t) + VLc (t)] − [ VSa (t) + VSb (t) + VSc (t)] (11) Além disso. de forma que se pode considerar VO como metade da tensão total de saída.

no 1. Considera-se então que a malha de tensão apresente como variável de controle a amplitude das correntes de entrada. ou seja. substituindo-se (26) e (27) em (28). apresentada em (34).10. 12.2 ⋅ Po 3 ⋅ η⋅ VP Pode-se escrever ainda:  2 ⋅ Po ⋅ sen ( ωt − 30° ) Iab (t) = 3 ⋅ η⋅ VP   2 ⋅ Po  ⋅ sen ( ωt + 90° ) I bc (t) = 3 ⋅ η⋅ VP   2 ⋅ Po ⋅ sen ( ωt − 150° ) Ica (t) = 3 ⋅ η⋅ VP   IP = (25) Io (t) = Ia (t) ⋅ [1 − Da (t)] + Ib (t) ⋅ [1 − D b (t) ] + Ic (t) ⋅ [1 − Dc (t)] (31) Sabe-se ainda que: [ Ia (t) ⋅ Da (t) + Ib (t) ⋅ Db (t) + Ic (t) ⋅ Dc (t)] = (26) 1 ⋅ [ Iab (t) ⋅ Dab (t) + I bc (t) ⋅ D bc (t) + Ica (t) ⋅ Dca (t)] 3 (32) A partir da Fig. obtém-se: Vo2 ⋅ ( s ⋅ R SE ⋅ Co + 1) Vo (s) I o (s) Vo (s) Po 3 VP ⋅ = = ⋅ I o (s) I P (s) I P (s) 2 Vo Co ⋅ Vo2  R SE ⋅ Po  s 1 +  +1 Po  Vo2  (39) (40) Em (30) apresenta-se o comportamento das razões cíclicas. pode-se implementar três malhas de corrente independentes e uma única malha externa de tensão. Pode-se observar claramente a forma como as razões cíclicas controlam diretamente o fluxo de potência ativa da alimentação para a carga. de forma que se multiplica esta amplitude pelas tensões de alimentação. a corrente de saída é constante e diretamente proporcional à amplitude das correntes de entrada. tem-se: (36) Vo (s) = Io (s) ⋅ Zeq Onde:  s ⋅ Co 1  + Zeq =    s ⋅ R SE ⋅ Co + 1 R eq    −1 (37) (29) Pode-se definir ainda a resistência de carga equivalente por: Ro = 2 Vo Po (38) Assim. para definir as referências das correntes de entrada. desprezando as componentes de alta frequência (comutação). para o conversor operando em regime permanente. tem-se: dIab (t)  + VSab (t)  Vab (t) = L ⋅ dt  (27) dI bc (t)  + VSbc (t)  Vbc (t) = L ⋅ dt  dIca (t)   Vca (t) = L ⋅ dt + VSca (t)  Logo: dI (t)  Vab (t) − L ⋅ ab  dt  Dab (t) = Vo   dI (t) (28) Vbc (t) − L ⋅ bc   dt D bc (t) =  Vo   dI (t) Vca (t) − L ⋅ ca  dt  Dca (t) = Vo    Desta forma. lembrando que a soma das três correntes de entrada é nula. pode-se observar que a corrente total de saída IO(t) é dada por: Logo: Vo (s) 3 ⋅ VP ⋅ Vo = ⋅ I P (s) 2 ⋅ Po s ⋅ [ R SE ⋅ Co ] + 1  C ⋅ V  R SE ⋅ Po   s⋅ o ⋅ 1 +  + 1 Vo2     Po 2 o (41) Desta forma. levando em conta apenas a resistência série equivalente. obtémse:  3 ⋅ VP ⋅ sen ( ωt − 30° ) − Dab (t) = Vo   3 ⋅ VP  ⋅ sen ( ωt + 90° ) − Dbc (t) = Vo   Dca (t) = 3 ⋅ VP ⋅ sen ( ωt − 150° ) −  Vo  ω⋅ L ⋅ 2 ⋅ Po ⋅ cos ( ωt − 30° ) 3 ⋅ η⋅ VP ⋅ Vo ω⋅ L ⋅ 2 ⋅ Po ⋅ os ( ωt + 90° ) 3 ⋅ η⋅ VP ⋅ Vo ω⋅ L ⋅ 2 ⋅ Po ⋅ cos ( ωt − 150° ) 3 ⋅ η⋅ VP ⋅ Vo Logo. Tem-se então: Io (s) 3 ⋅ VP (35) = I P (s) 2 ⋅ Vo Além disso. . obtém-se: Pode-se simplificar ainda (29):  3 ⋅ VP Dab (t) = Vo    3 ⋅ VP D bc (t) = Vo   3 ⋅ VP  Dca (t) = V o     2 ⋅ ω⋅ L ⋅ Po ⋅ cos ( ωt − 30° )  sen ( ωt − 30° ) − 2 3 ⋅ η⋅ Vp       2 ⋅ ω⋅ L ⋅ Po ⋅ cos ( ωt + 90° )  sen ( ωt + 90° ) − 2 3 ⋅ η⋅ Vp       2 ⋅ ω⋅ L ⋅ Po ⋅ cos ( ωt − 150° )  sen ( ωt − 150° ) − 2 3 ⋅ η⋅ Vp     (30) Vo2 ⋅ ( s ⋅ R SE ⋅ Co + 1) Vo (s) Po = Io (s) C ⋅ V2  R ⋅ P  s ⋅ o o 1 + SE 2 o  + 1 Po  Vo  Finalmente multiplicando-se (39) por (35). a partir do circuito da Fig. onde a 6 Eletrônica de Potência – Vol. tem-se: 1 Io (t) = − ⋅ [ Iab (t) ⋅ Dab (t) + I bc (t) ⋅ D bc (t) + Ica (t) ⋅ Dca (t)] (33) 3 Substituindo (30) e (26) em (33) e utilizando identidades trigonométricas. Ainda. 7. considerando uma carga resistiva e um modelo simplificado dos capacitores de saída. válido para qualquer instante do período da rede. Novembro de 2002. através da amplitude dos cossenos das razões cíclicas. obtém-se: 3 ⋅ VP ⋅ I P (34) I (t) = o 2 ⋅ Vo Deve-se observar que IO(t). representa a corrente instantânea de saída.

é multiplicada pelas tensões de entrada. O circuito adotado possui características muito interessantes. Sendo que a duração desta etapa é dependente do comando dos interruptores. t8) No instante t7 a corrente no diodo D1 é zero. todos os componentes são ideais e a representação feita é válida para todos os braços do retificador. Cálculo dos Elementos Passivos do Snubber A metodologia apresentada para o dimensionamento dos elementos passivos deste snubber é simplificada. O capacitor Cs11 auxilia durante o bloqueio do interruptor. que finda quando o diodo D1 bloqueia-se. A tensão sobre o interruptor S1 cai instantaneamente a zero. t4) Esta etapa de funcionamento é apresentada na Fig. t5) Durante esta etapa de operação. um circuito de ajuda à comutação será introduzido nesta seção.IP(t) . Esta etapa de funcionamento está representada na Fig. o interruptor S1 é comandado ao bloqueio. 15 mostra esta etapa de funcionamento. a tensão média de saída e as derivadas de tensão e corrente calcula-se a indutância Ls1 e as capacitâncias Cs11 e Cs12. No instante t3. com o auxílio do indutor Ls1. já que é composto apenas por componentes passivos e permite o natural reaproveitamento da energia armazenada nos capacitores e indutores de comutação. pois a derivada de crescimento da tensão durante o bloqueio do mesmo pode ser controlada através dos capacitores auxiliares. A Fig. a topologia do retificador trifásico apresenta suas comutações dissipativas. O capacitor Cs12 possui valor maior do que o capacitor Cs11. iniciando a descarga de forma ressonante do capacitor Cs12. Assim. t1) Durante a primeira etapa o interruptor S1 está conduzindo. 7. simplificação factível. colocando em condução o diodo Ds13. O término desta etapa ocorre quando a corrente no indutor Ls1 anula-se. A representação desta etapa de funcionamento está apresentada na Fig. o diodo Ds12 entra em condução. devido a presença do indutor Ls1. definindo então as referências para as malhas de corrente. pois a freqüência de comutação é muito maior do que a freqüência da rede de alimentação. O capacitor Cs11 descarrega-se enviando energia para o capacitor Cs12 e para o indutor Ls1. Novembro de 2002. t9) Durante a nona etapa de funcionamento a energia armazenada no indutor Ls1 é transferida para o capacitor Cs12. a tensão sobre o capacitor Cs11 é nula e a tensão sobre o capacitor Cs12 é Vx (remanescente da última etapa). 3a etapa (t2. uma vez que a corrente que circula através do mesmo cresce com derivada limitada por este indutor. t6) Durante esta etapa de operação não ocorre mudança em nenhuma variável de estado. 14 apresenta este estado topológico. dando início a próxima etapa de funcionamento. 5a etapa (t4. 13 apresenta esta etapa de funcionamento.variável de controle da malha de tensão . t2) No instante t1. 7a etapa (t6. 8a etapa (t7. O indutor Ls1 auxilia durante a entrada em condução do interruptor. 6a etapa (t5. 7 . que as perdas por comutação do diodo D1 também são reduzidas com a utilização deste Snubber. 4a etapa (t3. Com os valores de pico da corrente de entrada. 13. t7) Esta etapa de funcionamento tem início quando o interruptor S1 é comandado a conduzir. propiciando sua comutação suave. Para elevar o rendimento da estrutura. A Fig 13 apresenta esta etapa de funcionamento. A corrente que circula através dos elementos passivos varia de forma ressonante. 9a etapa (t8. Tem-se o término desta etapa quando a tensão sobre o capacitor Cs11 torna-se nula. 2a etapa (t1. permitindo. A Fig. transferindo-lhe a corrente que circula através do diodo D1. A Fig. 14. dt (42) Ls1 = Vo ⋅ di dt (43) Cs11 = Ip ⋅ dv (44) Cs12 = 4 ⋅ Cs11 Eletrônica de Potência – Vol. A Fig. 1a etapa (t0. no 1. Nota-se também. 15 mostra esta etapa de funcionamento. permitindo que a tensão decresça até zero instantaneamente. a corrente que circula através do indutor Ls1 cresce até atingir o valor da corrente Ia. 13 que a fonte de entrada e o indutor foram representados por uma fonte de corrente. até atingir a tensão de saída Vo. IV – SNUBBER PASSIVO NÃO-DISSIPATIVO Em sua forma original. entretanto um dimensionamento mais rigoroso pode ser encontrado em [8]. inicia-se a carga de forma linear do capacitor Cs11. A tensão de saída é considerada como uma fonte de tensão constante. que a energia envolvida nas comutações seja entregue para a saída do retificador. Observa-se na Fig. A Fig. 14. Esta etapa finda quando a tensão sobre o capacitor Cs12 anula-se. controlando a derivada de crescimento da tensão. 15 mostra esta etapa de funcionamento. dando início a próxima etapa. representado para uma das fases do conversor. O capacitor Cs11 continua carregando-se. ou seja da razão cíclica. o diodo Ds11 entra em condução. A tensão no capacitor Cs12 e a corrente no indutor Ls1 variam de forma ressonante. t3) No instante t2.

cpicomax = Po 2 2 6 ⋅103 ⋅ = ⋅ = 36. Então definise este valor 20% acima da tensão de linha máxima. conforme os padrões Telebrás. VL = 220Vef (+20% -30%) Onde VL é a tensão de linha eficaz nominal.b. 20 = 373. 7V (48) 3 3 A tensão no barramento CC do retificador deve ser maior que o valor de pico máximo da tensão de linha. f rede = 60 Hz. 15 – Circuitos equivalentes da 7 . η = ηret ⋅ ηcc − cc = 0. O valor de pico máximo e mínimo da tensão de linha e de fase é calculado como segue: (45) = 2 ⋅ V ⋅1. 7.88 min (50) 8 Eletrônica de Potência – Vol. 7 = 2 ⋅ 220 ⋅ 0. considerou-se que um conversor CC-CC esteja conectado ao retificador e que o rendimento global seja de no mínimo 88%. considerando que Po seja a potência na saída do suposto conversor CC-CC. 4V V Lpicomax L VLpicomin = 2 ⋅ VL 0.88.8V Vfpicomax = VLpico max (46) (47) 3 min = 373 3 = 215V = 125.c . f s = 50 kHz.16A 3 Vfpico ⋅ η 3 125. . 14 – Circuitos equivalentes da 4a. ∆i. 7 ⋅ 0. no 1. D1 + Ds11 7a Etapa D1 - + Ds11 D1 - + Ds11 Cs12 Ls1 Ds12 8a Etapa Cs12 Ls1 Ds12 9 a Etapa Cs12 Ls1 Ds12 D1a Ia D1b Vo Ds13 S1 + Cs11 - + - D1a Ia D1b Vo Ds13 S1 + Cs11 - + - D1a Ia D1b Vo Ds13 S1 + Cs11 - + - D1c D1d D1c D1d D1c D1d D4 D4 D4 Fig. D1 + Ds11 D1 + Ds11 D1 + Ds11 a a a 4a Etapa Cs12 Ls1 Ds12 5a Etapa Cs12 Ls1 Ds12 6a Etapa Cs12 Ls1 Ds12 D1a Ia D1b Vo Ds13 S1 + Cs11 - + - D1a Ia D1b Vo Ds13 S1 + Cs11 - + - D1a Ia D1b Vo Ds13 S1 + Cs11 - + - D1c D1d D1c D1d D1c D1d D4 D4 D4 Fig.cmax = 10% i a. Para estipular o rendimento. é o ripple relativo a corrente de pico máxima de entrada. 2 e 3 etapas de funcionamento. 13 – Circuitos equivalentes da 1 . ∆i a. (49) Vo = VLpico ⋅1.b. 8 e 9 etapas de funcionamento. Novembro de 2002. Sejam as seguintes especificações do conversor: Po = 6 kW. 4) foi projetado.b. Ia. 2 ≅ 450V max Vfpicomin = VLpico = 217 A corrente de pico máxima é calculada a seguir. 2 = 373 ⋅1. a a a V – PROCEDIMENTO DE PROJETO E RESULTADOS EXPERIMENTAIS DA TOPOLOGIA 2 NÍVEIS ESCOLHIDA Um protótipo da topologia dois níveis escolhida (Fig. 7 = 217. 5a e 6a etapas de funcionamento. implementado e testado.D1 - + Ds11 D1 - + Ds11 D1 - + Ds11 1a Etapa Cs12 Ls1 Ds12 + Vo Ds13 S1 + Cs11 - 2a Etapa Cs12 Ls1 Ds12 3 a Etapa Cs12 Ls1 Ds12 D1a Ia D1b D1a Ia D1b Vo Ds13 S1 + Cs11 - + - D1a Ia D1b Vo Ds13 S1 + Cs11 - + - D1c D1d D1c D1d D1c D1d D4 D4 D4 Fig. 2 = 2 ⋅ 220 ⋅1.

16 representa a estratégia de controle para uma das fases. Assim. isto é 56kHz. S1 S2 S3 ia ib ic + Vo f zi = 2800Hz = CZ = 1 2 π R Z CZ (56) 1 ≅ 1 ⋅10−9 F (57) 2800 ⋅ 2 ⋅ π ⋅ 56 ⋅103 O pólo do controlador de corrente é posicionado em 20 vezes a freqüência do zero. 2Vo k Gi (s ) = = ⋅ is ∆D ( s ) s 3 L a. controlador e FTLAi . Projeto da Malha de Tensão do Barramento CC Uma das principais vantagens da topologia utilizada como retificador dois níveis. no 1. gerando a referência de corrente para os outros dois.c  2 Vo  A. porém pode tornar-se necessário ajustá-la durante a experimentação. 9 . 100 450 0.8 kHz. A Fig. respectivamente. onde cada qual controla uma corrente de entrada. aproxima-se muito do que é convencionalmente utilizado nos retificadores monofásicos. Assim. foram utilizados três circuitos integrados UC3854.b. 6 kΩ MO CI 50 FTLAi(s) Hi(s) 0 Gi(s) A fim de assegurar que o ganho na faixa plana do compensador seja de 20 dB. como segue: (54) R = R = 5. As tensões de referência senoidais são obtidas da própria rede através de uma conexão ∆/∆ de três transformadores. obtida através da associação (série/paralela) de capacitores de 1000 µF/250V. Eletrônica de Potência – Vol. já que o neutro não se faz presente neste sistema.b. 17 – Diagrama de Bode de módulo de Gi(s). 16 – Estratégia de controle das correntes. Vf pico min  3 Vf pico min  La. a capacitância CP é calculada em (58) e (59): CP = CP = CZ 2 ⋅ π ⋅ fp I ⋅ R Z ⋅ CZ − 1 (58) 1 ⋅10−9 (59) ≅ 56 ⋅10−12 F 2 ⋅ π ⋅ 56000 ⋅ 56000 ⋅1 ⋅10−9 − 1 A função de transferência do controlador está representada por (60).c VT G i (s) = ∆i f ( s ) (52) C.b. Hi(s) e FTLAi(s). a qual idealmente é nula. B. Assim. A Fig. a capacitância CZ pode ser calculada conforme (56) e (57). Apenas um dos circuitos integrados controla a tensão de saída do conversor. poderiam ser utilizados valores reduzidos desta capacitância. 7. 20 20 50 100 1k f(Hz) 10k 100k Fig.97 ⋅10 ) -6 -6 -6 (60) La Lb Lc ic ' RMO Iref + + RZ RCI CZ CP S3 Va Vb Vc Ri1 Fig. Hi ( s ) = (1 + s ⋅ 56 ⋅10 ) s ⋅ 5.O valor mínimo da indutância de entrada do retificador.c = ⋅ 1 − ⋅  ≅ 400µH (51) f s ⋅ ∆i a. Isto é. 17 mostra o diagrama de Bode de ganho das funções de transferência do conversor. Projeto das Malhas de Corrente A fim de garantir a fidelidade do sinal e o isolamento do estágio de controle. foram necessários 3mF de capacitância.9 ⋅10 ⋅ (1 + s ⋅ 2. Controle do Retificador A estratégia utilizada para controlar o retificador a dois níveis. onde kis e VT são o ganho do sensor de corrente e o valor de pico da dente de serra do modulador. O controlador de tensão adotado foi o mesmo utilizado para o controle das correntes. define-se RMO. determinado para o setor de operação em que ocorre a maior ondulação pode ser calculado por (51). (55) R Z = 10 ⋅ R CI = 56kΩ O zero do controlador de corrente é posicionado em 2. ajustado de tal forma que a freqüência de cruzamento em laço aberto da planta ocorresse em 10 Hz. Entretanto. A função de transferência para o controle das correntes do retificador está apresentada em (52). determina-se RZ. Nota-se que a freqüência de cruzamento da FTLAi ocorre em aproximadamente 1/5 da freqüência de comutação. 05 (53) ⋅ s ⋅ 3 ⋅ 400 ⋅10−6 5. Novembro de 2002. 18. 2 Adotando-se uma valor comercial para RCI. foi a reduzida ondulação de baixa freqüência presente no barramento de saída do conversor. não fosse a limitação tecnológica que restringe a corrente eficaz circulante nos capacitores de saída. sensores de efeito Hall foram utilizados para realizar a amostragem das correntes de entrada e da tensão de barramento. Uma malha de feed-forward comum a todos também foi utilizada. o que propiciaria um controle relativamente mais rápido. O diagrama de Bode de fase está representado pela Fig.

A análise harmônica destes resultados é apresentada na Tabela 1. 10 Eletrônica de Potência – Vol. Comprovando a característica de elevado fator de potência atribuída aos retificadores com controle ativo da corrente de entrada.Detalhe da tensão de saída do retificador 1V/div e corrente de uma das fases 20A/div. A tensão sobre um dos diodos do retificador não ultrapassa os 500V. 24 apresenta-se a tensão sobre o interruptor MOSFET da fase "a" do retificador. 22. Fig. Nas suas derivadas pode ser observada a influência do circuito de ajuda à comutação. Cabe observar que a pré-carga dos capacitores do barramento foi realizada pelo método convencional. 21 tem-se um detalhe da tensão de saída e a corrente da fase "a" do retificador. D. no 1. como em aplicações típicas de telecomunicações. garantindo uma boa margem de segurança para o equipamento projetado. Novembro de 2002. Na Fig.0o Hi(s) 50 o Va Gi(s) 100 o Ia 150 o FTLAi(s) 200 o 100 1k f(Hz) 10k 100k Fig. Ia Vo Fig. mostra-se na Fig.) das três fases do retificador. em que são monitoradas a corrente de uma das fases e a tensão do barramento. Os valores comerciais utilizados para implementação do Snubber foram os seguintes: Cs11=33nF. 7. Hi(s) e FTLAi(s). 23. 21 . Cs12=150nF. Nesta. O transitório completo de partida do retificador trifásico é mostrado pela Fig. . 19 são apresentadas as correntes das três fases de entrada do retificador. 20 a tensão e a corrente em uma das fases. Resultados Experimentais Os principais resultados experimentais obtidos para esta topologia são apresentados nesta seção. 19 – Corrente (20A/div. observa-se a reduzida ondulação de baixa freqüência na tensão de saída. o que reduz em muito os esforços de controle caso um segundo estágio seja conectado ao retificador. 20 – Tensão da fase 1 (70V/div) e corrente de entrada (20A/div). 18 – Diagrama de Bode de fase de Gi(s). Ia Vo Ia Ib Ic Fig. Por inspeção visual.5µH. Fig. 22 – Transitório de partida do retificador. Na Fig. Na Fig. conforme pode ser visto na Fig. Ls1=4. pode-se notar que os formatos são praticamente senoidais e defasados de 120o. utilizando-se resistores e contactores.

2 = 750 ⋅ 1. b. f rede = 60Hz. já para a menor tensão eficaz de entrada.94 0.72 262 (67) Eletrônica de Potência – Vol. Fases TDHi FP TDHV a 2. 11 . 27. 26 – Curva de rendimento do retificador em função da potência de saída.36 Po (kW) 5.16 A tensão no barramento CC do retificador deve ser maior que o valor de pico máximo da tensão de linha. Novembro de 2002.9 1. onde percebe-se os excelentes resultados obtidos.96 ⋅ = 69A 3 262 2 26 × 103 0. o redimento teve uma redução de aproximadamente dois pontos percentuais. Fig.16 6 O ganho β é calculado de acordo com a equação (67) e a indutância Boost de acordo com a equação (68).66% 0.75 3. Vo = VL pico (64) ⋅ 1. A tensão de barramento é então definida 20% acima da tensão de linha máxima. 25 –Curva de fator de potência das três fases do retificador.6%.68% 0. CURVA DE RENDIMENTO 98% 95% 93% VL=220V η % 90% 88% 85% 83% 80% 870 1670 1820 3560 4460 5260 VL=154V 5670 5960 6140 Po [W] Fig. As especificações são: Po = 26kW.57% 5.96. β= Vo 2 Vf pico = min Fig.c .2 = 900V max As correntes de pico máxima e minima são calculadas a seguir: Ia . VL min = 320Vef Onde VL é a tensão de linha eficaz e ∆i é a ondulação relativa a corrente de pico máxima de entrada.56 4.70% 5.994 c 4. 7. 24 – Tensão sobre um dos interruptores MOSFET do retificador. ∆i a. Para as condições nominais de operação o 450 = 1.992 min O comportamento do fator de potência do retificador frente a variações de carga é apresentado na Fig. As curvas de rendimento do conversor são mostradas na Fig.04% 0. b.92 0. 25.96 ⋅ = 42A 3 433 (65) (66) min = max 1. VL pico Vf pico Vf pico max min = 2 ⋅ VL max = 2 ⋅ 530 = 750V = 2 ⋅ VL min = 2 ⋅ 320 = 453V = = VL pico VL pico 3 max (60) (61) (62) (63) max 3 min = = 750 3 453 3 = 433V = 262V Tabela 1: Taxa de Distorção Harmônica (THD) das tensões e correntes de entrada e fator de potência (FP). no 1.57% 5. VL max = 530Vef .96 0.b. fs = 70kHz.95 2.c max = 10% ia.995 b 2. ηret = 0. Fator de potência para VL=220V 1 0. 6) foi projetada e testada.PROCEDIMENTO DE PROJETO E RESULTADOS EXPERIMENTAIS DA TOPOLOGIA 3 NÍVEIS ESCOLHIDA A topologia três níveis escolhida (Fig. 23 – Tensão sobre o diodo D1 do retificador (com snubber).c pico max = = 2 Pi ⋅ 3 Vf pico 2 Pi ⋅ 3 Vf pico = min 2 26 × 103 0.rendimento do retificador situou-se em torno de 95. VI . tomando-se como parâmetro valores de tensão eficaz de entrada. b.c pico Ia .98 FP 0. O valor de pico máximo e mínimo da tensão de linha e de fase é calculado como segue: VL pico Fig.

Novembro de 2002. do controlador e da função de transferência de laço aberto. e RCI e Rz são calculados como mostrado a seguir.c = 900 s ⋅ 3 ⋅ 400 ⋅ 10− 6 750 ⋅ 103 = s 50 Gi(s) Hi(s) 0 FTLAi(s) -50 100 1k f (Hz) 10k 100k Fig. Esta malha já possui um integrador e portanto. H i (s ) = (1 + s ⋅ 39.6 ⋅ 10 ⋅ ( + s ⋅ 5. 27 – Diagrama de Bode de módulo de Gi(s). Na Fig. 28 – Diagrama de Bode de fase de Gi(s). apresentadas a tensão da rede na fase “a” e as correntes nas três fases. ≅ 22kΩ (70) (71) O zero do controlador de corrente é posicionado em 4kHz. no 1. Pode-se obervar o elevado fator de potência e a defasagem de 120o entre as correntes. O controlador adotado foi o mesmo utilizado para as malhas de corrente e foi ajustado de tal forma que a freqüência de cruzamento de ganho da FTLAv ocorresse em aproximadamente 10Hz. Assim. a capacitância Cp é calculada: f pi = 32000 Hz = Cp = Cz + Cp 2 π R z Cz Cp 220 ⋅ 10 −12 ≅ 33 ⋅ 10 −12 F (74) (75) 32000 ⋅ 2 ⋅ π ⋅ 180 ⋅ 103 ⋅ 220 ⋅ 10 −12 − 1 A função de transferência do controlador e a função de transferência de laço aberto são apresentadas em (76) e (77). 27 mostra o diagrama de Bode de módulo e a Fig.6 ⋅10 ) s ⋅ 5. D. Projeto da Malha de Balanceamento das Tensões no Barramento CC O balanceamento das tensões dos capacitores do barramento CC é fundamental para que se garanta que todos os semicondutores fiquem submetidos à metade da tensão de barramento.b. 7. garantindo o isolamento do estágio de controle. estando em conformidade com a norma IEC-61000-3-4. Controle do Retificador O retificador a três níveis também é controlado utilizando-se três circuitos integrados do tipo UC3854B. sendo um para cada fase. O sinal de saída do controlador de tensão e da malha de feed-forward é então entregue aos CIs da fase “b” e “c” para a geração das correntes de referência. E. Resultados Experimentais Os resultados experimentais do retificador 3 níveis são apresentados nesta seção. resultando em Cs11=68nF. Hi(s) e FTLAi(s). Vo ∆i (s ) G i (s ) = f = ∆D(s ) s 3 La. Hi(s) e FTLAi(s). Cs12=330nF e Ls1=2µF. para o retificador a 3 níveis também é necessário se utilizar sensores de efeito Hall para monitorar as correntes de entrada e as tensões no barramento CC. Projeto da Malha de Tensão do Barramento CC Para compor os capacitores de saída é utilizada uma associação série/paralelo de capacitores de 10mF/250V da Siemens (B43875). 12 Eletrônica de Potência – Vol. Projeto das Malhas de Corrente Assim como no retificador a 2 níveis. c max 1 3 ⋅ − fs  β 4 ⋅ β2    ≅ 400 ⋅ 10 − 6 H   100 (68) A. sendo VT o valor de pico do sinal dente de serra do modulador. sendo que Ki é o ganho de amostra da corrente de entrada: R MO = R CI = R z = 10 18 20 100 1k f (Hz) 10k 100k i a . a capacitância Cz é calculada: f zi = 4000Hz = Cz = 1 2 π R z Cz ≅ 220 ⋅ 10−12 F ⋅ R CI ≅ 180kΩ (72) (73) 1 4000 ⋅ 2 ⋅ π ⋅ 180 ⋅ 103 C. . 28 o diagrama de Bode de fase da função de transferência do conversor. B. resultando em um capacitor total de 5mF/1000V. que também apresenta a malha de feed-forward. O sinal de sincronismo para a geração da corrente de referência é obtido através de três transformadores monofásicos ligados em ∆/∆. c lim ite K i i mult. 0 o Hi(s) 50 o Gi(s) 100 o FTLAi(s) 150 o (69) 200 o Os resistores RMO. um controlador do tipo proporcional é utilizado.max = 116.4 ⋅ 10 − 6 Fig. b. O ganho do controlador foi ajustado por simulação e no laboratório. b.1 ⋅ 10 ) 1 -6 -6 -6 (76) (77) FTLAi (s ) = Ki ⋅ G i (s ) ⋅ H i (s ) VT ( min ) A Fig. Os resultados apresentados nas Figs. b. A análise harmônica das tensões e correntes de entrada é apresentada na Tabela 2. A tensão do barramento CC é controlada pelo 3854 da fase “a”. Assim. O circuito Snubber foi projetado de acordo com [8]. A freqüência de cruzamento da FTLAi ficou em 10kHz.45 ⋅ 60 ⋅ 10 −3 281.L a . 29 são O pólo do controlador de corrente é posicionado em 32kHz. A função de transferência Gi(s) é calculada de acordo com a equação (69). 30 a 32 são para a tensão mínima de entrada Vf pico = 262V . c = Vo 2 ∆I a .

Isto acontece apenas nos diodos Boost (D1. VII CONCLUSÃO Foram apresentadas algumas das principais topologias encontradas na literatura. 13 . para conversores CA-CC PWM trifásicos. A curva de rendimento do retificador para a tensão mínima de entrada é apresentada na Fig. Novembro de 2002. Na Fig. Os principais critérios utilizados na escolha destas topologias foram: simplicidade.5 96 Fig.) e correntes de entrada nas três fases (50A/div. D2. 32 mostra-se o transitório completo de partida do retificador. na qual verifica-se o controle das derivadas de tensão proporcionado pelo circuito Snubber. D4.50% 2.36% FP 0. pode-se colocar carga.. mas deve ser superior. pois as correntes são menores.5 95 94. Eletrônica de Potência – Vol. Fig. 31 verifica-se que a tensão sobre o diodo Boost D1 é maior que a metade da tensão de barramento. Curva de Rendimento 98 97. dois e três níveis. dentre as quais foram selecionadas duas topologias.).5 93 0 5 10 15 20 25 30 320 Vef Po (kW) Fig.45% 2. 20A/div. 33. 30 pode-se observar a tensão sobre o MOSFET S1a da fase “a”.998 0. 33 . para a tensão mínima de entrada. D3. 31 – Tensão no Diodo Boost D1 (100V/div.Tabela 2: distorção harmônica das tensões e correntes de entrada e fator de potência.33% 5. uma em 2 e outra em 3 níveis. η (%) 95.12% 8. Na Fig. Va Ia Ib Ic Fases a b c TDHV 2. 7. 30 – Tensão na chave S1a (100V/div.995 Na Fig. O rendimento para tensão máxima não foi medido. menor quantidade de componentes e menores esforços. ao final da etapa 4 de operação do Snubber. 29 – Tensão da Rede na fase “a” (100V/div. O retificador parte a vazio e após a estabilização das tensão de barramento. Vc1 Fig.5 94 93. D5 e D6) pois a metade da tensão de barramento é somada a tensão no capacitor Cs12. Ia Vc2 Fig.). 32 – Transitório de partida do retificador (100V/div.).).Curva de rendimento do retificador em função da potência.992 0. apresentando-se a tensão em cada um dos capacitores do barramento e a corrente em uma das fases. no 1. A pré-carga dos capacitores do barramento é realizada com resistores e contactores.5 97 96.85% TDHi 5.

Volume V. Conf. respectivamente. recebeu os graus de Engenheiro Eletricista e Mestre em Engenharia Elétrica em 1999 e 2001 respectivamente. 1989. INEP/EEL/UFSC. Atualmente ele é Professor Titular em Eletrônica de Potência. pela Universidade Federal de Santa Catarina. no. Undeland. I. Ind. and F. Kolar. concluiu o curso em Engenharia Elétrica Industrial pela FURB Universidade Regional de Blumenau em 1998 e o mestrado no Instituto de Eletrônica de Potência . “A Novel Three-Phase Three Level Unity Power Factor PWM Rectifier”. 1994. França. Sept/Octo. C. IEEE Trans. [10] V. Zach.INEP na Universidade Federal de Santa Catarina em 2000. pesquisando na área de células à combustível. retificadores trifásicos com alto fator de potência e controle de conversores estáticos. and Design”. Spiazzi. Aerospace and Electronic Systems 26. and T. 14 Eletrônica de Potência – Vol. VPEC Publication Series. Lee. Suas áreas de interesse incluem correção de fator de potência. Lipo. [9] D. Y.Na sequência foi apresentada uma modelagem genérica para estes conversores. apresentando-se um modelo completo e outro simplificado. of IEEE Int. Akagi. W. Li . Unidirecional. DADOS BIOGRÁFICOS Ivo Barbi recebeu os graus de Engenheiro Eletricista e Mestre em Engenharia Elétrica em 1973 e 1976. Zhao. em 1979. de forma que os controladores não agem de forma independente. Nabae. Atualmente é Professora substituta na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Engenheira de Desenvolvimento no INEP-UFSC. 7. Dissertação de Mestrado. reduzindo as perdas por comutação. 28th Power Conversion Conference. Switching Rectifiers for Power Factor Correction. Suas áreas de interesse são: células a combustível. F. respectivamente. Ind. Abril/2002. a partir de dois protótipos implementados. Mestre e Doutora em Engenharia Elétrica em 1995. Telecommunications Energy Conf. Desde 1992 ele é Editor Associado na área de Conversores de Potência da IEEE Transactions on Industrial Electronics. Proc. and F. Nüremberg. pp. 367-374.. no 1. 490-505. 1994. Appl. Mohan. “A novel three-phase utility interface minimizing line current harmonics of high-power telecommunications”. Borgonovo. “Simplified Analysis of PWM Converters Using the Model of the PWM Switch: Parts I and II”. Novembro/2001. 1981. “A new neutral-point-clamped PWM inverter”. “Progress in voltage source inverters and current source inverters”. T. Neto. C. Mesmo assim. C. Zach. Atualmente é doutorando no Instituto de Eletrônica de Potência – INEP – na UFSC. 1997 e em 2000. ambos os resultados atendem a norma IEC –61000-3-4. P. pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC -. [6] J. Nasceu em Indaial . Entre 2000 e 2001 trabalhou como engenheiro de desenvolvimento no INEP onde atualmente está realizando seu doutoramento em eletrônica de potência. vol 17. pp. [7] J. INEP/EEL/UFSC. Weschta. May 1990. Dissertação de Mestrado. “Power Electronics: Converters. vol. IEEE Trans. Ivo Barbi fundou a Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência (SOBRAEP) e o Instituto de Eletrônica de Potência da Universidade Federal de Santa Catarina. C. 1987. Seus campos de interesse são conversores estáticos para alta freqüência e alto rendimento e correção do fator de potência de fontes de alimentação. Observou-se uma pequena distorção nas correntes de entrada obtidas experimentalmente. Novembro de 2002. em relação às observadas em simulação. para garantir a comutação suave dos interruptores. Suas áreas de interesse incluem correção do fator de potência de fontes de alimentação e filtros ativos. and H. Applications. e o grau de Doutor em Engenharia pelo Institut National Polytechnique de Toulose. Kolar.. W. Finalmente. “Modelagem e Controle de Retificadores PWM Trifásicos Empregando a Transformação de Park”. [3] A. M. Deivis Borgonovo Nasceu em Rio do Sul – SC em 1977. 31. C. um 2 níveis de 6kW e outro 3 níveis de 26kW. mas interagem entre si. inversores. [8] A. Fabiana Pöttker de Souza recebeu os graus de Engenheira Eletricista. comutação suave e conversores para telecomunicações. apresenta-se o projeto e os resultados experimentais obtidos.518-523.. . Appl. no. Foi apresentado ainda um Snubber passivo não dissipativo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] N. 1. Takahashi. pp. January/February 1995. retificadores com alto fator de potência. IEEE Trans. 5. Rec. John Wiley & Sons. [2] T. Salzmann and A. Fator de Potência Unitário e Alto Rendimento para Aplicação em Centrais de Telecomunicação”. Yales Rômulo Novaes. “Implementation of single-phase boost power factor correction circuits in three-phase applications”. W. Isto se deve principalmente às distorções das tensões da rede de alimentação. Robbins. pp. Três Níveis. sendo utilizado este último para projetar os controladores. June 28-30. A. Germany. combinada ao fato de se ter utilizado o modelo simplificado do conversor. “Retificador PWM Trifásico de 26 kW. 125-138.SC. of IEEE-IAS Annual Meeting. [5] Y. Vorpérian. [4] G. 577-583. pp. “Force Commutated Three Level Boost Type Rectifier”. pela Universidade Federal de Santa Catarina.

As topologias com chaveamento em baixa freqüência apresentam uma redução nas perdas por comutação e produzem menos interferência eletromagnética. Topologias com chaveamento em alta freqüência levam a uma drástica redução nos valores dos elementos passivos (indutores e capacitores) utilizados. Esta mesma topologia pode ser usada como inversor [6]. Em [8]. apresentam um baixo fator de potência (em torno de 0. Comparado com outros retificadores comutados na freqüência da linha.IMPLEMENTAÇÃO E CONTROLE DE RETIFICADOR TRIFÁSICO DE ALTA QUALIDADE COM COMUTAÇÃO EM BAIXA FREQÜÊNCIA Joanna A. Marafão José Antenor Pomilio Giorgio Spiazzi Universidade de Pádua Via Gradenigo 6/a. afetam as formas de onda na freqüência fundamental e seu correto dimensionamento não é simples. Foi construído um protótipo e os resultados confirmam a análise teórica. desde que não seja necessário um ajuste no valor da tensão contínua. não possibilitam regulação de tensão. pela minimização de filtros de EMI (do inglês Electromagnetic Interference) e pela minimização dos dissipadores de calor [4]. Additionally it is possible to control the output voltage. The results confirm the theoretical analysis. tem-se a presença de um estágio retificador na conexão com a rede. como resposta dinâmica pobre. A estrutura mais simples para tais retificadores. Uma das técnicas para minimização da distorção da corrente é a injeção de uma corrente na freqüência do terceiro harmônico na entrada do retificador [5-7]. No entanto. afasta-se a possibilidade de ressonância. tem-se um retificador de 12 pulsos com um autotransformador com dois enrolamentos por fase. mas podem produzir problemas de interferências eletromagnéticas. INTRODUÇÃO Estudos vêm demonstrando que é cada vez maior o percentual de cargas elétricas que utilizam algum tipo de conversor eletrônico de potência. vídeo. Estimativas indicam que aproximadamente 50% de toda a energia elétrica consumida passe por algum tipo de processamento eletrônico [1]. em nenhum nível de potência. é possível que o volume total do retificador seja menor. Total Harmonic Distortion) próxima a 5%.). A prototype was built and tested. A injeção de terceiro harmônico na entrada é feita através de três ramos L-C. regulando-a contra variações na carga e na entrada. Indutores e capacitores podem ser utilizados em conjunto Eletrônica de Potência – Vol. A simples adição de um indutor na entrada da ponte de diodos já causa uma melhora: diminui a distorção da forma de onda da corrente e o fator de potência se eleva. Em grande parte destas cargas.P. the proposed circuit allows compliance with the low-frequency harmonic limits defined in the technical report IEC 61000-3-4 for any power range. A principal vantagem desta topologia é que sua operação independe da impedância da linha. iluminação. a qual resulta numa forma de onda com um valor de distorção harmônica total (THD. baseado na ponte retificadora convencional com a adição de uma célula de comutação é apresentada neste artigo. 6101 13081-970 Campinas – SP Brasil Resumo – A implementação de um retificador trifásico de 10 kW de alta qualidade. Com a utilização de um transformador Zig-zag [7] para fazer a injeção de terceiro harmônico. com a alimentação da carga sendo feita a partir da tensão contínua obtida em sua saída (conversores de freqüência. Os atrativos do uso de filtros LC para melhorar o fator de potência são sua simplicidade. é a de um retificador com um filtro capacitivo. based on a conventional rectifier with an add-on cell with linefrequency commutated AC switches. também apresentam inúmeras desvantagens que limitam sua aplicação. Novembro de 2002 15 . No entanto. devido à ausência de elementos ativos. sabese que tais circuitos. sejam eles monofásicos ou trifásicos. mas exige um transformador especial. O controle é feito com o auxilio de um microcontrolador PIC17c756. Em [5] tal corrente de entrada é gerada no estágio CC do retificador. Abstract – This article presents the implementation of a 10 kW high-quality three-phase diode rectifier. Novamente tem-se um elemento magnético relativamente DSCE – FEEC – UNICAMP C. As compared to other line-frequency commutated rectifiers. 35131 Padova – PD Itália com pontes retificadoras para melhorar a forma de onda da corrente de entrada. As soluções ativas são mais vantajosas. definidos na recomendação técnica IEC 61000-3-4. os elementos magnéticos podem apresentar um volume grande e existe a possibilidade de ocorrer uma ressonância devido à interação entre a impedância da rede e a do ramo L-C. A topologia permite ainda o controle da tensão de saída. equipamentos de informática. UPSs. baixas perdas e confiabilidade. são pesados e volumosos. como IEC 61000-3-2 [2] e IEC 61000-3-4 [3]. etc. áudio. rejecting load and input voltage variations.6) e distorção harmônica na corrente que em muito excede os limites estabelecidos por normas ou recomendações internacionais. The control was made with the microcontroler PIC17c756. G. I. n° 1. Porém apresenta algumas desvantagens: em aplicações de potência elevada. o circuito proposto não viola os limites de distorção da corrente. através de dois conversores tipo boost. sejam industriais ou residenciais. Embora os elementos magnéticos sejam maiores dos que os usados nos retificadores com comutação em alta freqüência. 7.

A idéia é forçar a existência de uma corrente na fase que estaria desconectada sem alterar o comportamento da saída.complexo sem possibilidade de controle da tensão de saída. sem necessidade de mudanças significativas. O papel dos interruptores (que devem ser bidirecionais em tensão e corrente) é fazer com que ocorra uma ressonância entre os indutores de entrada e os capacitores de saída. apresenta. em relação ao conversor Curi. pelo qual circula uma corrente de terceiro harmônico de amplitude significativa. Tensão de saída.De cima para baixo: Tensão da fase a. Outra desvantagem é a necessidade da alimentação ser feita com neutro acessível. Na presente proposta. para um mesmo ripple de saída. CO. foram considerados os limites fornecidos pela IEC 61000-3-4 apresentados na Tabela I: “Estágio 1: Valores de emissão de corrente para conexão simplificada de equipamentos (Sequ ≤ Ssc / 33)”. Nas seções III e IV tem-se a descrição da construção do protótipo e a implementação dos circuitos responsáveis pela estrutura de acionamento e controle do retificador trifásico proposto. Novembro de 2002 16 . conforme mostra a Figura 2. Corrente da fase a. A topologia proposta está apresentada na seção II. Eletrônica de Potência – Vol. elevar o fator de potência. A topologia de retificador trifásico proposta apresenta um reduzido valor para as capacitâncias C1 e C2. como os capacitores são de valor muito maior. típicas das ressonâncias. Em [9] tem-se um circuito que permite. há necessidade de intervenção na topologia. Cada limite harmônico de corrente é especificado como função da componente fundamental. metade do valor da capacitância. criando um ponto médio. aparecem picos de tensão sobre os componentes nos momentos de abertura dos interruptores. uma vez que os elementos necessários (interruptores e capacitores) podem ser adicionados ao circuito original. Este trabalho propõe o desenvolvimento de um retificador com uma estrutura similar àquela apresentada em [10]. II. Topologicamente o conversor Curi é idêntico ao retificador apresentado em [11]. acompanhando a forma de onda da tensão. ou seja.Topologia proposta com diagrama de controle. de maneira que os limites de [3] nunca são atendidos para algumas ordens harmônicas. para valores abaixo do limite recomendado pela IEC 61000-3-4 para qualquer nível de potência. os indutores de entrada realizam uma ressonância com os capacitores adicionados no barramento CC. Figura 1 . No conversor Curi. possibilitando a existência de corrente nas fases durante todo o semiciclo. Tensões nos capacitores C1 e C2 e sinais de comando para interruptores. (C1=C2) responsáveis pela ressonância com o indutor de entrada (L1=L2=L3) durante os intervalos de chaveamento. Como parâmetro de qualidade. que em [11] é feita em alta freqüência. 7. O capacitor de saída. concentrando-se os componentes de alta freqüência no capacitor de saída. A diferença entre ambos é a comutação. A continuidade se dá pela condução dos diodos da ponte retificadora trifásica. minimizando a propagação de ruído para a rede. va ia 0 π/6 π/3 π/2 2π/3 π 5π/6 π π ωit Vo V1 Vo-V 1 vga vgb vgc 1° 2° 3° v1 v2 4° 5° 6° ωit ωit ωit ωit Figura 2 . n° 1. Os resultados obtidos experimentalmente estão apresentados na seção VI. enquanto na topologia proposta ocorre um desacoplamento dos estágios de entrada e saída. o que reduz o conteúdo harmônico da corrente de entrada. que é válida quando a potência aparente da carga é menor que 3% da potência de curto circuito do alimentador. TOPOLOGIA PROPOSTA A topologia proposta está representada na Figura 1. No conversor Curi esta corrente circularia pelos dois capacitores. os mesmos se comportam como fontes de tensão. Visando eliminar alguns destes problemas. não se verificando formas de onda suavizadas. os quais devem ser limitados por circuitos snubber. Na seção V são indicados procedimentos de projeto. mas que assegura o atendimento das limitações impostas pela IEC 61000-3-4. No entanto. A principal diferença é que neste caso existe um caminho para a corrente presente nos indutores quando o interruptor deixa de conduzir. passando pelos capacitores de filtro. devido ao desequilíbrio instantâneo das correntes. Outro aspecto refere-se à aplicação de uma carga que absorva corrente pulsada em alta freqüência. foi desenvolvido o conversor Curi [10]. O capacitor de saída deve ser substituído por dois capacitores. sem alterações significativas na topologia básica do retificador. além de não exigir a alteração na topologia de retificadores já existentes. Um aspecto interessante desta topologia é poder ser implementada em retificadores já existentes.

a qual será amostrada. a configuração do timer e das portas de entrada/saída (I/O). Eletrônica de Potência – Vol. A freqüência de comutação dos IGBTs é de 120Hz.6 10. que permitirão o correto funcionamento do retificador.7 7. B. IV. A.6 0. Embora nem todos os recursos disponíveis sejam necessários para esta aplicação.Tabela I .8 ≤ 0. A detecção dos momentos da passagem das tensões de fase por zero é feita através de comparadores analógicos. B.1 Ordem harmônica n 21 23 25 27 29 31 ≥ 33 Ordem par Corrente harmônica admissível In/I1* % ≤ 0. seguindo o comando do circuito de controle. Circuito de Acionamento Sua função é acionar os interruptores.2 3. a seguir. para obter a tensão de saída desejada. que corresponde a 30° do ciclo da rede. Os interruptores utilizados manobram uma pequena fração da potência total do conversor. a habilitação ou desabilitação das interrupções. Os interruptores auxiliares Sa. Circuito de Interface da Tensão de Saída Este circuito faz a adaptação do nível da tensão de saída do conversor.8 3.6 ≤ 8/n ou ≤ 0.6 0. sua utilização levou em conta a uniformização de plataformas usadas em vários projetos em andamento no laboratório. Para fazer a isolação dos interruptores em relação ao microcontrolador foram utilizados isoladores ópticos. O valor da elevação da tensão depende da indutância de entrada e do intervalo de condução dos interruptores. foi necessário implementar um filtro passa-baixas de primeira ordem para atenuá-lo. C.1 2 0. Os ruídos de alta freqüência são descartados por um filtro RC sem inserir atraso significativo. Leitura da tensão de saída Após a inicialização do programa e sempre que um novo ciclo de programa se inicia. a um nível de tensão de entrada admissível ao conversor analógico-digital do microcontrolador.“Valores de emissão de corrente para conexão simplificada de equipamentos (Sequ ≤ Ssc/33)" Ordem harmônica n 3 5 7 9 11 13 15 17 19 Corrente harmônica admissível In/I1* % 21. Controlando-se este intervalo é possível regular a tensão de saída. que é de 5V. As tensões da rede elétrica são obtidas através de um transformador trifásico que isola e reduz o valor da tensão de entrada. o conversor analógico/digital faz a leitura da tensão de saída.2 1. formados por uma ponte retificadora monofásica SKB 15/04 e IGBT IRG4PC50UD. calculadas previamente. ASPECTOS GERAIS DO CONTROLE O controle deste retificador foi feito com o uso do microcontrolador PIC 17c756a. n° 1.6 proporcional-integral (PI). Circuito de Sincronismo Sua função é detectar a passagem da tensão de cada uma das fases da rede elétrica por zero e sinalizar ao microcontrolador para que este possa gerar os pulsos de comando adequados.Diagrama de Blocos do controle. III. possibilitando a troca de energia entre os indutores de entrada e os capacitores. O sinal de controle resultante irá determinar o momento do início de condução dos interruptores e o tempo que estes permanecerão conduzindo. com freqüência de corte do filtro de 36Hz. 7. Como o sinal de saída apresenta um ripple em 360Hz.7 ≤ 0. entre 0 e π/6. IMPLEMENTAÇÃO A. Novembro de 2002 17 . com tempo de condução máximo de 1. Sb e Sc são bidirecionais em tensão e corrente.7 0. Existe um circuito de sincronismo para cada fase. D. tem-se uma breve explicação de cada uma das etapas. Permite que a corrente flua em ambos os semiciclos. Circuito de Controle Este circuito é responsável pelos cálculos e pela geração dos pulsos de comando dos interruptores e foi implementado com o microcontrolador PIC 17c756a.9 0. O sinal da tensão de saída é subtraído da referência e o erro resultante é aplicado a um controlador do tipo Figura 3 .7 1.388ms. A comutação confere à topologia a capacidade de elevar a tensão de saída acima dos valores que seriam obtidos simplesmente com o filtro passivo. Inicialização das variáveis A primeira etapa do controle digital é a inicialização de algumas variáveis. Para melhor compreensão o diagrama em blocos do controle é apresentado na figura 3 e. Sua operação em baixa freqüência praticamente elimina as perdas de chaveamento. Em [12] pode-se encontrar a análise matemática e o método utilizado para projeto dos componentes deste retificador. A informação de cruzamento por zero é proveniente do circuito de sincronismo.

Vb e Vc.9kW. O uso de vários capacitores em paralelo permite reduzir a resistência série equivalente. se existe a necessidade de condução de um dos interruptores auxiliares. D. pois na potência nominal o tempo de condução é máximo e os interruptores auxiliares passam a conduzir a partir do instante do cruzamento por zero. e os capacitores de ressonância serão C=42. para qualquer potência. os interruptores serão disparados na seqüência Sa. Considerando que as tensões faseneutro nas três fases evoluem na seqüência Va. RESULTADOS EXPERIMENTAIS O retificador foi projetado para uma tensão de fase de 127V. enquanto o valor máximo é dado pela excursão completa da tensão nos capacitores ressonantes. o programa volta para o início de um novo ciclo.5 0.6kW e rendimento estimado de 97%. que envia essa informação ao microprocessador. Caso seja necessário. Compensador PI O compensador escolhido para ser implementado é do tipo proporcional-integral. n° 1. potência de saída de 9. ian é a corrente de entrada normalizada em relação a (Vp/ωL). obtida pelo conversor A/D e a tensão de referência Vref. A tensão de erro Ve é calculada a partir da tensão de saída Vs. se existe atraso. Caso não seja necessário.2mH. Eletrônica de Potência – Vol.6.44 0.Potência de entrada normalizada em função de α. previamente determinada e inserida na rotina de inicialização. αmax=3. Após os cálculos necessários para a modulação. V. sendo necessário diminuir ou até mesmo suprimir o tempo de condução dos interruptores. PROCEDIMENTO DE PROJETO A definição do valor das indutâncias de entrada e dos capacitores ressonantes.42 0. ω0 = 1 e ω a freqüência angular da ω 3LC rede. 1. Sc e Sb. resultando numa potência de entrada de 9.46 0. Em seguida verifica-se também se um dos interruptores deve conduzir pelo tempo máximo. são feitas duas verificações: 1. O valor mínimo é aquele que garante que todos os harmônicos obedecem ao limite da IEC 61000-3-4.95 [12].C. o programa pula para o comando de ligar o interruptor.5 3 3. VO max = 18V p  1  1 + 2 7π  α −1  ( ) α 2 3  απ  απ  − cos  + F (α )sen    6  6   2    (3)        π − sinα  2  6 onde F (α ) =  π 1 + cosα   6 inN α 0. verificase se deve ou não ser ligado um interruptor auxiliar.5 4 Figura 4 . 2. Estes são compostos de capacitores ligados em paralelo. Após o programa receber o sinal de sincronismo. utiliza o seguinte procedimento: ω Sejam α = 0 . O sinal de controle dos interruptores é obtido de forma análoga à comparação do sinal de controle proveniente do controlador PI com uma onda portadora triangular. minimizando as perdas nestes componentes. E. entre os valores de αmin e αmax. sendo função apenas do parâmetro α.56 0. conforme mostra a figura 2. e pode ser obtida da curva mostrada na figura 4. enquanto que o instante em que deixam de conduzir é mantido constante. para α= 3. Escolha do valor de α. 2.38 0 0.7µF. no instante de condução dos interruptores. 3. VI. pois para cargas leves a tensão de saída tende a aumentar. de freqüência f = 360Hz.4 0.5 2 2. senão o temporizador é carregado com o valor correspondente ao atraso de comutação do interruptor auxiliar e é acionado.52 0. PinN é a potência de entrada normalizada em relação a (Vp2/ωL). 7. O valor da indutância para a potência desejada é L=4. A estratégia de controle adotada para regular a tensão de saída atrasa o instante de condução dos interruptores em relação ao instante do cruzamento da respectiva tensão de fase por zero.54 0. É gerada uma variável de controle Vc que será usada para os cálculos da largura de pulso do comando. Cálculo da largura de pulso Para o controle dos interruptores optou-se pela modulação por largura de pulso (PWM) para variarmos o tempo em que os interruptores permanecem conduzindo.5 1 1. conforme descrito em detalhes [12]. Novembro de 2002 18 . Cálculo da indutância de entrada necessária para a potência de entrada Pin Pin = 3 π π ∫ va (θ ) ⋅ ia (θ )dθ = 0 3V p2 π πωL 0 ∫ van (θ ) ⋅ ian (θ )dθ = V p2 ωPin PinN V p2 ωL PinN (1) L= (2) onde: van é a tensão de entrada normalizada em relação ao seu valor de pico (Vp). em relação ao cruzamento por zero da tensão. Cálculo dos capacitores ressonantes a partir dos valores de α e L 4.48 0. Comando dos interruptores e temporizações Optou-se por fazer o sincronismo através de um circuito externo.952 e αmin=1. Verificar a tensão média de saída máxima (VOmax).

032 Limites IEC1000-3-4 5.156 0.Conteúdo harmônico da corrente de entrada normalizado em relação à componente fundamental Corrente (A) para diferentes níveis de potência Pin (W) 1 3 5 7 9 11 13 17 19 23 25 29 31 35 37 9828 25.036 0.3 0.058 0. na faixa de 10% a 100% da potência nominal a regulação é de 0.2277 0.67 4.Tensão de entrada (50V/div.018 0.026 8484 22.9614 0. com pico de 22.014 0.278 0.04 3720 10. O gráfico de regulação de tensão para um ajuste de 297V está na figura 7.022 930 2.2 30.476 0. com capacidade de corrente de 27A. Quando se atinge a máxima largura de pulso do comando em potência elevada. Pelos interruptores auxiliares.462 0. o sistema não mais consegue manter a regulação.028 0 0 0.97 9.082 0. Os resultados estão apresentados na Tabela II. pois a estratégia de controle adotada faz com que a componente fundamental da corrente de entrada esteja praticamente em fase com a tensão. 311V. A capacitância de saída pode ser calculada em função da ondulação de tensão admissível.252 0.O capacitor de saída é de 800µF / 400V. na máxima condução. para diferentes níveis de potência.032 0.276 0.3 8.) e corrente (10A/div. São compostos de ponte retificadora monofásica SKB 15/04 e IGBT IRG4PC50UD.072 0. Na figura 5.8 8.138 0.8%.2024 0. a corrente eficaz de entrada esperada é de 25A.33 0.64 0. No presente circuito.084 0 0.00 FP 0.204 0.04 0.728 1. fator de deslocamento e fator de potência para diferentes níveis de potência Pi (W) Ii (ARMS) THD (%) 930 1830 3720 5820 8400 9600 2.23 0. Novembro de 2002 19 .28 0 0.116 0.068 0.506 0. conversor a vazio. Na Tabela III pode-se observar a taxa de distorção harmônica da corrente de entrada.062 0. Tabela III .022 0 0.556 0.98 0.1 10.3 0.2783 0.01 0.7843 0.046 0.7071 1. Para uma carga nula. pois o tempo que os interruptores permanecem conduzindo se anula e o circuito perde sua capacidade de regulação.072 0.12 0.6 cosϕ1 ϕ 0.0 22.6 17.032 0.04 0.) para Pin=3720W. Tabela II . ou seja.1518 Figura 6 .1771 0. Com este valor de potência.528 0.062 0.102 0. que passe uma corrente eficaz de 3. como é normalmente feito no projeto de retificadores. Foram feitos ensaios com diferentes níveis de potência para verificação do conteúdo harmônico da corrente de entrada. a ondulação será reduzida em relação a este valor.99 Eletrônica de Potência – Vol. Sa.8216 0. disponíveis no laboratório.572 0.432 0.1518 0. A ponte retificadora trifásica utilizada é SKD 50/12 com capacidade de corrente de 50A.94 0.99 1.15 2.00 1. o fator de potência e o fator de deslocamento (cosϕ1). calcula-se. 350 300 250 200 150 100 50 0 0 2000 4000 6000 8000 10000 Figura 7 .042 5820 16.46 0.99 0. conforme determina a IEC 61000-3-4.99 0. Sb e Sc.014 0.88 0.204 0. Pode-se observar que o valor do fator de deslocamento é sempre próximo de um. quando se tem o funcionamento do circuito auxiliar.Tensão de entrada (50V/div.128 0.016 0.018 0. Figura 5 .084 0.4A.578 0.1771 0.196 0.15 0.032 0. tem-se a tensão e a corrente de entrada do retificador na potência nominal e na figura 6 para aproximadamente 40% da potência nominal.316 0. n° 1.444 1.99 0.032 0.3036 0.00 1.062 0.026 0.2A.03 0.032 0.046 0. À medida que se diminui a carga para valores abaixo de 1kW a tensão de saída tende a subir.2 0.99 0. esta tensão tende ao valor de pico da tensão de linha.Regulação da tensão de saída (valor nominal de 297V) em função da potência de saída.) para Pin=9828W.51 0.4648 2.046 0.2 46. De acordo com a figura 7. 7.) e corrente (10A/div.77 15.0 25.136 1.Distorção da corrente de entrada.

tempo (100ms/div) Figura 9 . elevando-se a 220V. n° 1." IEEE Applied Power Electronics Conference (APEC’92).Figura 8 . que foram ajustados empiricamente. os valores máximos e mínimos de tensão observados nos capacitores de ressonância também variam. H. em regime permanente. A. O uso de baixa freqüência de comutação minimiza as perdas.Tensão de saída e no capacitor C1 (50V/div. 7. Os componentes harmônicos de correntes resultantes estão abaixo dos limites especificados no relatório técnico IEC 61000-3-4. Sep. G. O sinal de controle do regulador PI atinge seu novo valor de regime em 150ms. Pode-se observar uma rápida variação na corrente de entrada. R. Buso. o circuito auxiliar permite uma elevação na tensão de saída e sua regulação." IEEE Power Electronics Specialists Conference (PESC’92). "A Novel Approach to Minimize LineCurrent Harmonics in Interfacing Renewable Energy Sources with 3-Phase Utility Systems. Para valores baixos de corrente de carga. Rastogi. 852-858. a quem os autores agradecem.99. O fator de potência observado apresenta bons valores para potências elevadas.) para potência nominal. como seria necessário com o uso de conversores PWM.388ms. [6] N. “Comparison among High-Frequency and Line-Frequency Commutated Rectifiers Complying with IEC 61000-3-2 Standards”. Na figura 8 tem-se uma variação de carga de 930W para 1830W.375 e Ti= 1. quando comparados com soluções puramente passivas. próximos a 0./Oct. 20 Eletrônica de Potência – Vol. A tensão de saída sofre um pequeno decréscimo e retorna para seu valor nominal. seu valor é 0. Pelos resultados gerais obtidos pode-se concluir que a topologia proposta permite adequar os retificadores trifásicos às limitações de distorções harmônicas da corrente estabelecidas por organismos internacionais. Proceedings pp. Foram feitas variações na carga para observar o comportamento do controle. próximo de 300V. Neste caso tem-se a máxima excursão da tensão sobre o capacitor nos instantes de ressonância. Para uma carga de aproximadamente 10% da potência nominal.Tensão de saída (50V/div). [5] I. "Optimization of a Novel DC-Link Current Modulated Interface with 3-Phase Utility Systems to Minimize Line Current Harmonics. Os valores dos elementos magnéticos são reduzidos. pp.88. first edition. Novembro de 2002 . o controle varia o atraso no instante de entrada em condução dos interruptores auxiliares e o tempo que estes permanecem conduzindo. Pomílio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] T. Mohan. A. Proceedings pp. Conseqüentemente.162-167. [2] International Electrotechnical Commission: 61000-3-2 – “Limits for Harmonic Currents Emission (Equipment input current up to and including 16A per phase)”. AGRADECIMENTOS Este projeto foi financiado pela FAPESP. Akagi. pois não foi objetivo deste trabalho o desenvolvimento de um modelamento dinâmico do conversor. [4] J. [3] International Electrotechnical Commission: 61000-3-4 – “Limitation of emission of harmonic currents in lowvoltage power supply systems for equipment with rated current greater than 16A”. o que permitiria estabelecer um método de projeto do sistema de controle. Proceedings pp. S. Tanaka. o retificador apresenta maior taxa de distorção harmônica da corrente. 1998. 1992. Koshio. VII. A possibilidade de inclusão de o circuito auxiliar em retificadores já existentes não exige a substituição do conversor CA-CC. IEEE Industry Applications Magazine. tensão de controle do PI (2V/div) e corrente de entrada (20A/div). Na figura 9 tem-se as formas de onda da tensão de saída e em um dos capacitores de ressonância para carga nominal. IEEE Industry Applications Society Annual Meeting (IAS’2000). 31-37. Naik. Boston. Mohan. 2218-2223. Além da melhoria na forma de onda da corrente. 1998. O PI implementado apresenta os seguintes valores: Kp= 0. é de 60V. N. Nabae: ”Reducing Supply Current Harmonics”. 1995. À medida que se varia a potência de saída. first edition. para o atendimento dos mesmos limites. melhorando o rendimento. N. A tensão inicial no capacitor VC1. Spiazzi.CONCLUSÕES A topologia proposta apresenta boas características para compensar distorções na corrente produzidas por pontes retificadoras a diodos com filtro capacitivo e apresenta vantagens em relação às demais alternativas apontadas na bibliografia.

1-7. DADOS BIOGRÁFICOS Joanna Aboin Gomes Marafão.4. José Antenor Pomilio. nascido em 06/05/1960 em Jundiaí (SP). IEEE Transactions on Industry Applications. Blaabjerg. Vol. Barbi. three level unity power factor PWM rectifier”. [11]J. “An Improved High Power Factor and Low Cost Three-Phase Rectifier”. Suas áreas de interesse são fontes de alimentação. 7. G. n° 1. CD-ROM. Runyan and R. J-H.. March 1995. 28th. Wood “A Compact Autotransformer based 12-Pulse Rectifier Circuit” ”. Pomilio. NO. Zach “ A novel three-phase. Em 1993 obteve seu doutorado em Eletrônica Industrial e Informática no Departamento de Eletrônica e Informática da mesma Universidade. nascida em 22/04/1976 em Campinas (SP) é engenheira eletricista (1999) pela Universidade Estadual Paulista e mestre em Engenharia Elétrica (2002) pela Universidade Estadual de Campinas. Em 1993/1994 realizou estágio de pósdoutoramento junto à Universidade de Pádua – Itália. F. Marafão. [10]E. qualidade de energia e acionamento de máquinas elétricas. G. onde é docente desde 1984. Novembro de 2002 21 . J. Barbi. [9] I. 1994. pp. L. three switch. Spiazzi “A HighQuality Three-Phase Rectifier complying with IEC 61000-3-4 Standards”. onde é professor desde 1993. Foi presidente da SOBRAEP (2001/2002). 731-737. N. Nacional de Luz Síncrotron. M. Cruz: “A Low Cost High Power Factor Three-Phase Diode Rectifier with Capacitive Load”. Enjeti. C. PCIM Conf. Kamath. Itália. [12]J. Hahn. Eletrônica de Potência – Vol. A.[7] S. CD-ROM. IEEE Applied Power Electronics Conference (APEC’95) Proceedings. Elétrica (1991) pela Universidade Estadual de Campinas. Nürnberg. 2000. Em 2002 realizou um estágio junto à Universidade de Pádua. pré-conversores de alto fator de potência e técnicas de comutação suave. 6th Brazilian Power Electronics Conference (COBEP’2001). Hansen. P. [8] G. July/August. C. Kolar and F. B. IEEE Industrial Electronics Conference (IECON’01). J. “An Integrated Single-Switch Approach to Improve Harmonic Performance of Standard PWM AdjustableSpeed Drives”. Itália) em 1962. Giorgio Spiazzi nasceu em Legnago (província de Verona. Fagundes and C. mestre (1986) e doutor em Eng. 36. Graduou-se em Engenharia Elétrica na Universidade de Padova em 1988. De 1988 a 1991 foi chefe do grupo de eletrônica de potência do Lab. Suas áreas de interesse são técnicas de controle avançadas para conversores de potência. IEEE Applied Power Electronics Conference (APEC’94) Proceedings pp. 1189-1196. M T. Germany. é engenheiro eletricista (1983). Mehl and I. March 1994. pp. A. W.

é muito interessante porque permite a correção natural do fator de potência (os menores componentes harmônicos são o 17º e o 19º). Three full-bridge converters are used to allow isolation and to balance the DC-link currents. são necessários para absorver as diferenças instantâneas de tensão entre as pontes. The topology provides a regulated DC output with a very simple control strategy and natural three-phase input power factor correction.feis. ou usando transformadores especialmente conectados ou sistemas mistos com transformadores e conversores estáticos. alta densidade de potência e baixo custo. I.dee. De forma contrária. as técnicas trifásicas estão em constante crescimento [1].RETIFICADOR TRIFÁSICO ISOLADO EM ALTA FREQÜÊNCIA E COM BAIXA DISTORÇÃO DE CORRENTE NA REDE Falcondes José Mendes de Seixas* e Ivo Barbi** * UNESP .br .falcon@dee.ufsc. Além disso. que requer um circuito de controle bem mais complexo. usados principalmente em acionamentos elétricos e fontes de alimentação de telecomunicação. inclui o isolamento em alta freqüência e permite a regulação da tensão de saída com baixa ondulação.Universidade Estadual Paulista DEE–Departamento de Engenharia Elétrica 15385-000 . A 22 Eletrônica de Potência – Vol. A solução padrão utiliza um pré-regulador de fator de potência baseado no conversor boost PWM alimentado por um retificador de onda completa a diodos. dois transformadores de interfase (IPT). associado a filtros passivos para minimizar os componentes harmônicos das correntes de linha. conectados nos lados CC dos três retificadores em ponte. Analytical results from Fourier analysis of winding currents and the vector diagram of winding voltages are presented. São utilizados três conversores full-bridge para permitir isolamento e equilibrar as correntes nos barramentos CC.br Resumo . modulação e técnicas de comutação mais sofisticadas. com um fator de potência muito próximo de unitário. o desafio é encontrar um conversor trifásico robusto com alto rendimento.SP Telefone: (18) 3743-1150 . O autotransformador é projetado para alimentar três retificadores de seis pulsos. 31 – Ilha Solteira . INTRODUÇÃO Os mais modernos retificadores. based on an 18-pulse transformer arrangement and high-frequency isolation.unesp. P. A técnica de comutação ZVS-PWM para os interruptores ativos é aplicada a esta topologia.inep. baseado em conexão diferencial de autotransformador de 18 pulsos e isolamento em alta freqüência. no 1. defasados de 20o e processando aproximadamente 20% dos kVA necessários.Florianópolis – SC Telefone: (48)-331-9204 .ufsc. como em sistemas de telecomunicação.feis.Cx. 5119 .br ** UFSC . resultando em um equipamento volumoso. sem utilizar malhas de controle de corrente. pesado e caro. Abstract .Um retificador trifásico de 12kW. Se o isolamento não é importante para o projeto. Experimental results to verify the proposed concept are shown in the paper. através de análise de Fourier das correntes nos enrolamentos e da análise fasorial das tensões sobre os enrolamentos são apresentados. a solução monofásica não é conveniente. encontra-se o retificador PWM trifásico clássico. Os retificadores monofásicos que satisfazem esta exigência são já bem conhecidos e muito usados.line interphase transformer) [6. is presented in this work. A técnica usa o mesmo conceito do autotransformador polifásico para obter a correção natural do fator de potência. ficando então o retificador trifásico como melhor opção. para realizar a conexão paralela das tensões retificadas. Os resultados matemáticos. Novembro de 2002. Normalmente. . Este crescimento também aplica-se a conversores com um ou mais interruptores associados. A solução mais simples usa um retificador trifásico a diodos. Da mesma forma que um grande número de trabalhos foi desenvolvido para correção de fator de potência em sistemas monofásicos. A topologia proporciona a saída CC regulada através de uma estratégia de controle muito simples e com correção natural do fator de potência na rede trifásica de alimentação. Porém. O Isolamento pode ser obtido usando um transformador convencional de baixa freqüência ∆/Y. 7] são muito importantes para melhorar a qualidade das correntes da rede.br . 7. Estes transformadores apresentam uma reduzida potência aparente (kVA). São mostrados também resultados experimentais para validar o conceito apresentado.ivo@inep. em aplicações de média potência (6kW ou mais). algumas soluções que utilizam arranjos de transformador [2-5] ou transformadores de inter-fase de linha (LIT. O conversor de 18-pulsos que utiliza um autotransformador diferencial conectado em Y ou ∆. com baixa distorção harmônica das correntes de linha.A 12kW three-phase rectifier with low THD in the line currents. Sempre que o isolamento e a regulação da tensão de saída são requeridos. é apresentado neste trabalho.fax: (18) 3743-1163 www. P.fax: (48)-234-5422 www. sem sensores ou controladores de corrente.Universidade Federal de Santa Catarina INEP – Instituto de Eletrônica de Potência 88040-970 .Cx. são projetados para drenar uma forma de onda de corrente senoidal da rede.unesp. without current sensing or current controller. Este trabalho apresenta um retificador de 18 pulsos isolado e com saída CC regulada de 60V/200A [8-10].

que permitem isolamento entre os lados primários e secundários. Apenas um circuito integrado (PS-PWM) [11]. 1. Os enrolamentos secundários são projetados. das conexões elétricas e do núcleo trifásico é mostrada na Fig. 23 . Todos os enrolamentos Na. submetidos às tensões de linha Va. A topologia do conversor proposto é mostrada na Fig. de tal modo que. os conversores full-bridge têm que ser sincronizados. que geralmente são necessários para equilibrar as correntes nas saídas dos retificadores. Através dos transformadores de pulso. Análise do Autotransformador Os enrolamentos primários do autotransformador são formados por Na. Na2 e Nan são acoplados na mesma perna do núcleo. Cf) é conectado em cada saída CC (entre os conversores full-bridge e os retificadores trifásicos). O diagrama fasorial e o triângulo auxiliar. o tamanho final do conversor e a complexidade do circuito de comando ficam reduzidos. no 1. O mesmo se aplica às fases “b” e “c”. com relação a este sistema. 3.O autotransformador é alimentado por um sistema trifásico de tensões balanceadas. defasados de 20o um do outro. 7. snubbers e circuitos grampeadores de tensão não são mostrados na Fig. Novembro de 2002. 1. Assim. Na1. Uma representação esquemática dos enrolamentos primário e secundários. Eletrônica de Potência – Vol. A tensão de saída regulada é obtida facilmente por um controlador de tensão convencional. 1) Tensões sobre os enrolamentos . 1. Porém. Esta estratégia simples e robusta elimina todos os sensores e os controladores de corrente. Retificador trifásico proposto com isolamento em alta freqüência. sem utilizar interruptores auxiliares. associado a alguns componentes passivos e dois transformadores de pulso (PT1 e PT2). a técnica PWM com deslocamento de fase (phase-shift) é aplicada. usado para obter os três sistemas de tensão. são mostrados na Fig. TOPOLOGIA DO CONVERSOR O conceito fundamental da correção natural do fator de potência através de arranjos de transformadores ou de autotransformadores é assegurado pelo autotransformador de 18 pulsos conectado em Y. A. as tensões resultantes Va. Estes três sistemas de tensão é que alimentam os três retificadores. seguido de três retificadores de seis pulsos a diodos. Nesta conexão. são usados para regulação e comando dos interruptores. estão em fase. Lo Vo Ia2 Ib2 Ic2 I ia a V PT 1 Cf PT 2 Np T1 Ns Co Ns Ro PT 1 PT 2 Lf PT 1 PT 2 Np Ns PT 1 PT 2 T2 Ns PT 1 - Vb c V I ib N Ian Cf Ibn Icn PT 2 PWM + UC3875 Vref I ic Lf Ia1 Ib1 Ic1 PT 1 Cf PT 2 Np T3 Ns Ns PT 1 PT 2 Conversor de 18 pulsos DC-link Conversor CC-CC isolado Fig. Vb e Vc. Va1. Um destes sistemas é colocado em fase como a tensão da rede e os outros são defasados de +20o e de –20o. Os componentes ressonantes. Um filtro de alta Lf freqüência e pequeno volume (Lf. o número de espiras e a conexão entre eles e o enrolamentos primário geram três sistemas trifásicos diferentes. Três retificadores a diodos são alimentados pelas tensões secundárias. Va2 e Van. os enrolamentos secundários estão conectados em série para equilibrar as correntes dos lados CC dos retificadores. Com o objetivo de reduzir as perdas de comutação. também equilibrados. II. 2. compostas de três sistemas de tensão trifásicos. Além dos transformadores de alta freqüência.conexão proposta para os transformadores de alta freqüência elimina os transformadores de interfase. Esta solução usa três conversores full-bridge conectados nos lados CC de cada retificador trifásico. Nb e Nc que estão conectados em Y. a sincronização entre os conversores full-bridge é facilmente conseguida. um neutro virtual N é gerado.

Vb1.29 VRn Este resultado mostra que o número de espiras dos enrolamentos secundários é 8. a 24 Eletrônica de Potência – Vol. no 1. Diagrama fasorial e triângulo auxiliar. é mostrada na Fig. VT2). com características de fonte de corrente. 4. 2) Correntes nos enrolamentos . Esta forma de onda é adotado como uma referência angular para representar as correntes dos outros enrolamentos.88 ⋅ Va = 0. O valor médio também é zero. Assim. VRn = Va − 0. através de um enrolamento secundário (Nan). Pode-se observar que as amplitudes de tensão dos três sistemas trifásicos são aproximadamente 88% dos valores das tensões de fase da rede. quando se trata de uma função descontínua. Vb2. k=1. É como se três cargas idênticas (I/3). V K1 = a = 2. porém. O conversor de 18 pulsos é obtido quando cada um dos sistemas de tensão de saída é conectado a um retificador a diodo de seis pulsos. Novembro de 2002.. deslocadas de -120o e +120o.Va Va Iia Na Na1 Na1 Na2 Nan Na2 Nan V R2 V S2 V T2 Ic2 Ia2 I b2 Ian Ibn Icn Ib1 Ic1 Ia1 N Vb Iib Nb Nb1 Nb2 Nbn V Rn V Sn V Tn V R1 V S1 V T1 Vc Iic Nc Nc1 Nc2 Ncn Fig. VTn) está em fase com o primário.. VSn. 3.88 ⋅ Va (3) s e n( 100 o ) O terceiro sistema trifásico de tensão dos secundários (VRn.88 vezes menores que o número de espiras do primário. Esquema dos enrolamentos do autotransformador. (VR1. sem deslocamento de fase. No entanto. . Va (5) = 8. os componentes harmônicos pares são nulos e não há nenhum termo em cosseno. Estas tensões. 5. No entanto. porém. Pode-se observar que esta forma de onda apresenta simetria alternada. as fases são deslocadas de -120o e +120o. é determinada por (5). Assim. são obtidas pela expressão (3). 7. As amplitudes das tensões através dos enrolamentos secundários Va1. os termos da série podem ser obtidos por inspeção.A técnica para eliminar componentes harmônicos de corrente em conversores de múltiplos pulsos requer operação da carga no modo de fonte de corrente.. 2. 3. K2 = I/3 Va (t) I an(t) 0 30 o 150 o t T/2 T Fig. tem que ter as mesmas amplitudes dos outros secundários. 4 I 1  1 I b1 ( t ) = ⋅ ⋅ ∑ ⋅ cos  k ⋅  ⋅ s e n  k ⋅ (ω t + 20 o )  (7)   π 3 k k  6 As outras correntes deste sistema trifásico (Ia1 e Ic1) são representadas pela mesma equação de Ib1. Tensão primária e corrente secundária para a fase “a”. A forma de onda de corrente. 4. VS1. em fase com a tensão da rede Va.35 ⋅ Va (1) s e n( 100 o ) A relação de espiras (K1) que assegura um deslocamento de fase de 20o é determinada por (2). a corrente Ib1 é expressa por (7). a expressão de corrente resulta em (6). Note que o enrolamento Nan conduz a corrente I/3 durante 120o (2π/3). 4 I 1  1 I an ( t ) = ⋅ ⋅ ∑ ⋅ cos  k ⋅  ⋅ s e n( k ⋅ ω t ) (6) π 3 k k  6 Onde. A forma de onda de Ian pode ser decomposta em uma série de Fourier através da maneira convencional. o semi-ciclo negativo é uma reprodução invertida do semi-ciclo positivo. No outro sistema secundário trifásico. VS2. a partir de 30o (π/6). fossem utilizadas. s e n( 20 o ) Vb1 = Va ⋅ = 0. VT1) e (VR2. Para o último sistema de tensão (deslocado de -20o). As amplitudes das tensões entre cada par de terminais dos secundários. com respeito ao neutro virtual. e Vc2 são obtidas por (1). (defasado de +20o). Assim.88 (2) Vb1 Este resultado mostra que o número de espiras destes secundários são 2. Vc1. As formas de onda de corrente que circulam pelos outros enrolamentos secundários deste sistema trifásico(Ibn e Icn) são representadas pela mesma equação de Ian.12 ⋅ Va (4) A relação de espiras que assegura 88% da tensão primária (K2). Va Nb1 Nan Nc2 Vb1 60o o VR1 VRn Na 20o VR2 100 Va VR1 20o VS2 Na2 Nb VSn N Nc VT1 VTn Na1 Ncn Nb2 N Vb Vc Nbn Nc1 VS1 VT2 Fig.29 vezes menor que do primário. a equação (4) deve ser cumprida. s e n( 60 o ) VR1 = Va ⋅ = 0. Va2.

2) Equilibro das correntes . não há sobre-tensão nos interruptores e a comutação com tensão zero (ZVS) fica garantida para uma larga faixa de operação [11]. deslocadas de -120o e +120o. Um pequeno filtro LC (que opera em duas vezes a freqüência de chaveamento) é instalado na entrada de cada conversor CC-CC para filtrar os componentes de alta freqüência das correntes nos três barramentos CC-CC. 3. b ou c) são montados sobre uma mesma perna do núcleo. I ia ( t ) = I a ( t ) + I an ( t ) + I b1 ( t ) + I c 2 ( t ) (10) A Fig. ou seja.corrente Ic2 é expressa por (8). 25 . A Fig. para k=1. deve ser de um conversor alimentado em corrente de baixa ondulação. Eletrônica de Potência – Vol. a equação para Iia pode ser representada por (10). 6. Então. B.… e as amplitudes são menores que 6% do componente fundamental (Iia). 8. 7 mostra o espectro harmônico da corrente Iia em valores (%) da amplitude do componente fundamental.18±1. como mostrado na Fig. conectado nas saídas dos retificadores.As correntes na rede Iia. Então.01 0. Conversor CC-CC isolado A topologia do conversor CC-CC isolado a ser escolhida. Harmônicos da corrente Iia. no 1. Assim. 7. três conversores CC-CC que devem absorver as correntes dos barramentos CC de forma equilibrada e com baixa ondulação.03 Fig. Os sistemas de tensões retificadas (6 pulsos) têm mesmas amplitudes. 5 mostra a forma de onda da corrente (Ia) do primário. Assim. a classe dos conversores isolados alimentados em corrente (boost) como o push-pull e o fullbridge são os mais atraentes. um regulador de tensão que gera apenas uma referência de corrente para os três reguladores pode controlar a tensão de saída [4]. Pode-se observar que o conversor de 18 pulsos apresenta apenas os componentes harmônicos de ordens k. Correntes de linha e tensão da fase “a”. Iia (t) I/3 0 Iib (t) Iic (t) t 0 0. a estratégia para equilibrar todas as correntes dos barramentos CC não utiliza qualquer sensor ou controlador de corrente. devido à relação de espiras dos transformadores. 2. 6 mostra as correntes de linha (Iia. A própria topologia do circuito de potência garante o equilíbrio das correntes. Esta topologia alimentada em tensão permite empregar a técnica de modulação por largura de pulso e deslocamento de fase (PWM-PS). Como mencionado. As correntes dos enrolamentos primários (Ia. O equilíbrio das correntes pode ser alcançado através do controle de corrente. Va(t) I/6 0 6 5 4 3 2 1 0 % I ia k 0 18 36 54 72 90 108 126 144 162 180 Fig. como descrito a seguir: 1) Topologia do conversor . 5. Corrente primária para a fase “a”. considerando as correntes dos três enrolamentos secundários que estão montados sobre a mesma perna do núcleo e com relações de espira K1 e K2. as formas de onda de corrente dos enrolamentos secundários são iguais e. Ib e Ic) podem ser obtidas pela expressão (9). 7. Neste trabalho.A topologia escolhida para o estágio isolado foi de um conversor full-bridge alimentado em tensão com um filtro LC de entrada. monitorando-se as correntes dos três barramentos CC por sensores de corrente.Os três conversores CC-CC apresentam as seguintes características: Processam a mesma potência (1/3 da potência total). As correntes médias nos três barramentos CC são iguais.  I ( t ) + I a 2 ( t ) I an ( t )  I a ( t ) =  a1 − (9)  K1 K2   3) correntes na rede . Iib e Iic) e a Fig. Novembro de 2002. porém. Os componentes ressonantes LC incorporam as capacitâncias de saída dos interruptores e as indutâncias de dispersão dos enrolamentos primários. 4 I 1  1 I c 2 ( t ) = ⋅ ⋅ ∑ ⋅ cos  k ⋅  ⋅ s e n  k ⋅ (ω t − 20 o )  (8)   π 3 k k  6 As outras correntes deste sistema trifásico (Ia2 e Ib2) são representadas pela mesma equação de Ic2. os enrolamentos com os mesmos índices (a.02 0. O balanço de corrente pode ser alcançado pela conexão série dos enrolamentos secundários dos três transformadores de alta freqüência e pelo sincronismo do comando dos conversores. todas as correntes pelos enrolamentos primários são idênticas (Ip1 = Ip2 = Ip3). Assim. embora deslocados de 20°. I a(t) t T/2 T Fig. Iib e Iic são obtidas somando todas as correntes dos enrolamentos que chegam num mesmo nó.

8 mostra a estratégia para alcançar o equilíbrio das correntes que circulam através dos barramentos CC. Pontes trifásicas: SKD 30/08 A1 (Semikron). a conexão de ponto médio é escolhida para o retificador de saída. Freqüência de chaveamento: fs = 30kHz. Dimensões do conversor CC-CC = 80cm x 40cm Fig. Transformador de alta freqüência: EE-65/65 . Nb. Assim. 3) Retificador de saída . 2A/div. B. 9. Ncn = 40 voltas com um fio 15AWG. Este efeito é resultado da composição das três tensões retificadas (6 pulsos) com um deslocamento de 20°. durante um período de chaveamento. Nbn. 1 está mostrado o circuito de comando usado para conseguir obter a saída CC regulada e a sincronização dos três conversor full-bridge. cuja fase corresponde à fase da tensão do respectivo barramento CC. PWM-PS = UC3875 (Texas Instruments). A Fig. Ns = 1 volta com 150 fios 23AWG. Na1. Nan. 10 mostra as formas de onda da tensão e da corrente 26 Eletrônica de Potência – Vol. Peso total = 26kg. Nc1 = 114 voltas com um fio 15AWG. Co = 6 x 680µF / 100V . Cada tensão secundária. Protótipo do conversor CA-CC de 12kW implementado.capacitor eletrolítico. Nc2 = 114 voltas com um fio 15AWG. Nb2. A tensão a ser retificada resulta da soma das tensões secundárias. 10. Saída CC: 60V / 200A. cada transformador passa a ter dois enrolamentos secundários que são conectados como mostrado na Fig. Devido às diferenças instantâneas entre as tensões retificadas. Assim.Idc1 Lf V dc1 +20 o Cf S1 S3 Ip1 Np Ns Io Is -Io S2 S4 Idc2 Lf V dc2 0o S1 Cf S2 S3 Ip2 Np Ns S4 Idc3 Lf V dc3 -20o DC-link S1 Cf S2 S3 Ip3 Np Ns S4 Autotransformador: área do núcleo EI = 27cm2.5µH: dois indutores com núcleos EE-65/39 . 1. Nc = 330 voltas com um fio 20AWG. RESULTADOS EXPERIMENTAIS A.Na Fig. a tensão de saída apresenta uma ondulação de 18-pulsos. Conexão para equilíbrio das correntes nos barramentos CC. Nb1.ferrite. Novembro de 2002. Escalas: 1ms/div. VDC IDC Ref Fig.4 voltas com 100 fios 20AWG. a freqüência da ondulação das correntes nos barramentos CC é de três vezes a freqüência da ondulação de cada tensão retificada. LF e CF = 4mH e 1. 4) Estratégia de comando . Especificações e principais componentes A Fig.3FµF Módulos de IGBT: SK 25 GH 063 (Semikron). III. as correntes instantâneas pelos três conversores são iguais. composta pelas três tensões secundárias defasadas de 20o. 8. Fig. Lo = 2 x 7. Na. Como conseqüência.ferrite . 7. Np = 13 voltas com 16 fios 23AWG. Peso do autotransformador = 15kg. Na2. Diodos retificadores: HFA50PA60C (IR). como resultado.Para reduzir as perdas de condução dos diodos. Tensões da rede trifásica: 220 / 380V. no 1. Então. as potências processadas pelos três conversores CC-CC. 100V/div. Tensão e corrente no barramento CC sem conexão série dos enrolamentos secundários. 9 mostra uma foto do protótipo completo do conversor de CA-CC trifásico implementado. apresenta uma ondulação de seis pulsos. . Apenas um circuito integrado é necessário para executar o comando dos interruptores (drive) e a regulação de tensão. Resultados experimentais A Fig. também são diferentes.

13. 7. I dc3 V V V dc1 dc2 dc3 Ref Ref Fig. 14. mostradas na Fig. Neste modo de operação não é possível reduzir todos os componentes harmônicos de baixa ordem da linha. com os enrolamentos secundários em série. Escalas: 2ms/div. Tensões nas entradas dos retificadores e na rede. são A Fig. para uma fase. Neste caso. Correntes equilibradas nos barramento CC. Fig. As formas de onda das tensões de entrada de todos os retificadores e a tensão de linha. Escalas: 2. Escalas: 2ms/div. As três correntes equilibradas dos barramentos CC. 15 mostra as três correntes de linha (Iia. são mostradas na Fig.num dos barramentos CC com baixa carga para operação sem conexão série dos enrolamentos secundários.5ms/div. Novembro de 2002. Fig. no 1. Tensões retificadas nos barramentos CC. 10A/div. Corrente e tensão da rede na fase “a”. 13. 11. Iib e Iic). são minimizadas as ondulações de baixa freqüência e as correntes médias dos barramentos CC são iguais. Observase a elevada amplitude da ondulação de seis pulsos da corrente. 5A/div. Pode-se observar que as Eletrônica de Potência – Vol. Em ambas podem-se observar o deslocamento de fase de 20o e o equilíbrio de amplitude entre elas. Escalas: 1ms/div. 27 . 12 e as formas de onda das tensões retificadas que alimentam os conversores full-bridge são mostradas na Fig. 100V/div. 14 mostra as formas de onda de tensão e de corrente de entrada para uma das fases e a Fig. 100V/div. 12. 100V/div. Iia Va VR1 VRn Ref V a VR2 Fig. 11. I dc1. I dc2.

4% 1. pp. . in INTELEC Conf. on Power Electron. in IEEE Trans. IV. Kolar. section 14. [5] F. “A New 12kW ThreePhase 18-Pulse High Power Factor AC-DC Converter with Regulated Output Voltage for Rectifier Units”. in INTELEC Conf. Barbi. Tratando-se de uma topologia isolada. “A New Three-Phase Low 28 Eletrônica de Potência – Vol.7% 1. on Power Electronics. "Power Electronic Converter Harmonic Multipulse Methods for Clean Power". 1989.2% 1. A Fig. 14. 17 mostra a curva do rendimento para operação desde baixa carga até plena carga. vol. respectivamente. and I. 582587.67% 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 Harmonic magnitude as a % of the fundamental amplitude Fig. Seixas.9% 0. 15. pp. Os valores medidos para o fator de potência e a THD da corrente de entrada são iguais a 0. Paice. In Brazilian Power Electronics Conference Records. conectado em Y. Novembro de 2002.3% 0. Os enrolamentos secundários dos transformadores de alta freqüência são conectados em série e o comando dos três conversores full-bridge são sincronizados para que as correntes nos barramentos CC fiquem equilibradas.0% 1. no 1. [7] C.formas das correntes de entrada para o resultado experimental (Fig. W. 17. a partir de 1/3 da carga [1] J. "A New High-Power-Factor Three-Phase AC-DC Converter: Analysis. O conversor de 18 pulsos é baseado em um autotransformador diferencial. and I. Enjeti. “New Rectifier Circuits with Low Mains Pollution and Additional Low Cost Inverter for Energy Recovery” in: EPE Conf.6% 1.5% 0. [4] F. A simplicidade. 16. no 1. 1999. Niermann. robustez e alta densidade de potência do conversor proposto coloca-o como forte candidato para soluções modernas para sistemas retificadores trifásicos utilizados em sistemas de alimentação para telecomunicações e também para acionamentos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Iic Iib Iia V a Ref Fig. Harmônicos da corrente e da tensão de uma das fases. Seixas. Correntes na rede.9% 3. A. Jan.9% 0.. pp. J.1% 0. Muñoz. nominal.4% 0. 1999. and I. Sep.M. [2] D. 6) são aproximadamente iguais. Records. o rendimento obtido foi excelente. Records. 16 mostra o espectro harmônico da corrente em uma das fases e o espectro harmônico da tensão da respectiva fase. Um protótipo de laboratório de 12kW foi implementado e os resultados experimentais completos estão apresentados. Barbi. N.5% 3. O equilíbrio e a baixa ondulação na amplitude das correntes dos barramentos são a exigência fundamental para haver redução no conteúdo harmônico de corrente na rede. and Experimentation". IEEE Press.M. Rendimento. Escalas: 2ms/div.2% 0. in IEEE Trans. [8] F. 7. Pode-se observar que o rendimento é superior a 90%. Records.J. Barbi. Design. 11. and I. 100V/div. Pitel. New York. section 14.2. 90-96.3% 3.6%. 1996.0% 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 Harmonic magnitude as a % of the fundamental amplitude Corrente na fase "a" THD = 7. tanto nos semicondutores como no cobre dos diversos enrolamentos. 1996. 1999.7% 0.M. 1999. vol. "Polyphase Transformer Arrangements with Reduced kVA Capacities for Harmonic Current Reduction in Rectifier-Type Utility Interface".J. pp. 10A/div.0% 2 4 Tensão na fase "a" THD = 3.75% 2. "Status of the Techniques of Three-Phase Rectifier Systems with Low Effects on the Mains".3% 2. 680-690. CONCLUSÕES Neste trabalho é apresentado um retificador trifásico isolado e com baixa distorção de corrente na rede.6% 2.0% 2.99 e 8. 15) e para o resultado matemático (Fig.J. 4. Barbi. A. Choi. [3] S.1. seguido de três retificadores a diodos e três conversores full-bridge (ZVS-PWM-PS). Rendimento 95 90 85 80 75 70 0 2 4 6 8 10 12 kW Fig. A Fig. podendo ainda ser melhorado através da redução de perdas de condução. “A New 18-Pulse AC-DC Converter with Regulated DC Output and High Power Factor for Three-Phase Applications”. and I. P. 11311136.8% 1. Seixas. [6] C.

é Editor Associado na área de Conversores de Potência da IEEE Transactions on Industrial Electronics. em 1979. 1629-1634.M. títulos de Mestre e de Doutor em engenharia elétrica pela UFSC-Universidade Federal de Santa Catarina. 686-691. [10] F. Suas áreas de atuação compreendem modelagem. Ivo Barbi. em Florianópolis-SC. nascido em Jales-SP em 1965. Out. França.J.M. formou-se em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de Lins em 1987. and I. pp.UFSC em 1973. pp. Em 1976 recebeu o título de Mestre pela mesma Universidade e. em Ilha Solteira-SP e atualmente é professor assistente doutor no Departamento de Engenharia Elétrica. Em 1993 e 2001 recebeu os de fator de potência. Zero Voltage Transition Design Consideration and the UC3875 PWM Controller”. 29 . análise. Advisor Prof. in UFSC/INEP . recebeu o título de Doutor pelo Institut National Polytechnique de Toulouse. Nov. [9] F. no 1. Desde 1988 é professor na UNESPUniversidade Estadual Paulista. “Phase Shifted. Andreycak. Application Note U136A. É membro fundador da SOBRAEP tendo sido seu primeiro presidente. [11] B. Desde 1992. nascido em Gaspar (SC) em 1949. 2001. Seixas. 2001. projeto e aplicações de conversores estáticos operando em alta freqüência e correção de fator de potência de fontes de alimentação.J.THD Power Supply with High-Frequency Isolation and 60V/200A Regulated DC Output”. Ivo Barbi. PhD Thesis (in Portuguese). DADOS BIOGRÁFICOS Falcondes José Mendes de Seixas. Suas áreas de interesse compreendem conversores estáticos operando em alta freqüência. in COBEP’01 Records. Records. conexões especiais de transformadores e qualidade de energia elétrica. Barbi. “12kW High Power Factor AC-DC Converters Using Autotransformer with Multipulse Differential Connection”. 7./2001.Federal University of Santa Catarina. 1997. in IEEE PESC Conf. Novembro de 2002. Desde 1974 é professor na UFSC e atualmente é professor titular do Departamento de Engenharia Elétrica. correção Eletrônica de Potência – Vol. Unitrode Corporation. Seixas. Jun. “A Robust 12kW ThreePhase Rectifier using a 18-Pulse Autotransformer and Isolated DC-DC Converters”. formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina .

and uses an intuitive and simple approach to obtain the controller equation. In this case. Section II describes the mathematical modeling of the three-phase VSC (voltage source converter). Typical applications include rectifiers for AC drives. The AC current control. For three-phase. the converter output is considered constant and equal to its local average during the sample interval. not present in the real converter. Prof. including ref. and the regulation of the DC side voltage. AC side Fig. Reference [13] showed the deadbeat poles (z=0) as the solution of an optimal control problem. where the converter is modeled as three. 3. Some authors ([9][10][11][12]).e-mail: alisson@pea.PEA University of São Paulo . The performance of the control algorithms is verified by simulations (using MatLab) and by an experimental setup using a low power converter. higher power applications. Terminal G2. The design of the DC control loop is carried out by linearizing the converter model and applying a PI controller plus a pre-filter strategy to accomplish the desired transient performance. Many authors. whose cost function has zero weighting factor to the inputs. no. INTRODUCTION The growing use of non-linear loads in the electric power system (e. the “full bridge diode rectifier + boost converter” topology has proved to be a good performance low cost solution [6]. synchronized with the mains voltage are obtained by a simple and efficient PLL based on [2]. 2C R+ vcr vcs RG2 vct vcs v cr ir is it S+ vct ST+ G2 T- vd LOAD vd vDC 2C iDC G3 L L L vr vs G1 vt Fig. Fig.. . The DC side PI controller is designed based on the linearized model of the converter. The control algorithms were implemented by using a dedicated DSP (digital signal processor) specially designed for power electronic applications. This paper applies the deadbeat strategy to the first order plant (L filter). II. which aims the reduction of reactive power and harmonics at the AC side. 1 shows the VSC rectifier and its connection to the mains (three phase/three wire system) through equivalent inductors (L) (filter + transformer inductance).br Abstract –A full digital control of a voltage source converter (VSC) rectifier is presented. 7. Sinusoidal signal. trav. full bridge. consider the deadbeat approach as a pole placement problem in the z domain. Luciano Gualberto. [14]. diode rectifiers) has increased the concern with the quality of the electrical energy. 2 introduces the simplified AC side model of the VSC.Fax: +55 (11) 3091-5719 . where all closed loop poles are placed in z=0. telecommunication equipments. The sum of the three 30 Eletrônica de Potência – Vol. and takes into account the instantaneous variation of the converter output voltage during a switching cycle. 158 – 05508-900 .Digital Implementation of Three-Phase Rectifier with Deadbeat Controller Alisson Dias Junqueira. For low power. of Electrical Energy and Automation Engineering .USP Av. I. is used here in order to simplify the equivalent circuit modeling. a threephase.g. based on the deadbeat strategy is presented in a simple and intuitive way. MODELING OF VSC A. no 1. The behavior of the AC and DC sides were modeled and used for the design of the AC current tracking controller and DC voltage regulator. wye connected ideal voltage sources. Novembro de 2002. self-commutated converter operating in pulse width modulation (PWM) mode is a convenient choice [7].usp. A simple and efficient Phase Locked Loop (PLL) based on the deadbeat strategy is presented. This digest presents a PWM three-phase rectifier with digital signal processor (DSP) control. No previous knowledge of discrete control theory is required. considering the AC and DC sides of the converter. SP – BRAZIL Phone: +55 (11) 3091-5483 . etc. Lourenço Matakas Jr. 1: Three-phase VSC model. develops the deadbeat approach for the second order plants (LC filter).São Paulo. validating the proposed model and control strategy. Effect of parameter mismatch is also discussed. requiring bi-directional power flow. The performance of the complete system is verified by numerical simulation and experimental results. Wilson Komatsu Dept. one-phase applications.

individual mains voltages ( v r , v s , vt ) is considered to be null (eq. 1). v r + v s + vt = 0 (1) The sum of the equivalent voltages at converter’s AC side ( v cr , v cs , v ct ), defined by eq. 3.3 is also null (eq. 2).
v cr + v cs + v ct = [1 1 1] ⋅ v c = [1 1 1] ⋅ B ⋅ v c = 0 (2) As the voltage between points G1 and G3 is zero, G1 and G3 can be connected for modeling purposes (Fig. 2). Equation (3), in matrix form, can be obtained from Fig. 2.
dI 1 1 = ⋅ V − Vc = ⋅ (V − B ⋅ Vc ) dt L L
M A IN S CO NVERTER

vcr  Vc = vcs     vct   

(3.4) and

vcr  (3.5)   Vc = vcs  = B ⋅ Vc v   ct 

The converter output voltages vcr , vcs , vct can assume the values −v d and +v d ( vd = v DC / 2 is the voltage on each capacitor drawn in Fig. 1). This results in eq. 3.6:
vcr  mr  Vc = vcs  =  ms  ⋅ vd      vct   mt     

(3.6)

(

)

(3)

The instantaneous modulation indexes mr, ms and mt assume the values –1 or +1, and are written in a compact matrix forming eq. 3.7.
mr  m = ms     mt   

(3.7)

L vr ir L

v cr

Eq. 4 results from (3), (3.6) and (3.7).
dI 1 = ⋅ (V − B ⋅ m ⋅ v d ) dt L

(4)

vs is

v cs

B. DC side Figure 3 presents the simplified model of DC side of a VSC. The PWM converter is represented by the current m m m sources r ⋅ i r , s ⋅ is and t ⋅ it , and the DC load by a 2 2 2 current source iDC. The voltage vDC is the total DC link voltage ( v DC = 2v D ).
mr/2.ir ms/2.is mt/2.it iC iDC vDC C

vt it G1

L

v ct

G3

Fig. 2: Simplified AC side model.

The matrixes in eq. (3) are defined in equations 3.1 to 3.5:
ir  I = is      it 

(3.1),

v r  V = v s       vt 

(3.2),

B=

 2 − 1 − 1 1   ⋅ − 1 2 − 1 3 − 1 − 1 2   

(3.3),

Fig. 3. Simplified model of VSC, at DC side

vr Mains vs vt

ir is it mr L vr ms PWM v CrefR v CrefS
Deadbeat Controller
DBs

Converter

C

Load

v DC mt Iref Gc irefR irefS irefT is it vr vs vt
DB R

_ PI + Gp VDCref

v CrefT
DB T

PLL

vs vt

ir

Fig. 4. Block diagram of system: converter and control blocks.

Eletrônica de Potência – Vol. 7, no 1, Novembro de 2002.

31

Equation (5) results from the circuit in Fig. 3, and equations 3.1 and 3.7. dv DC m m 1 1 m  = iC =  r ⋅ ir + s ⋅ i s + t ⋅ it − i DC  = dt C C 2 2 2  1 1  =  I t ⋅ m − i DC  C2  III. CONTROL STRATEGY A. General outline The objective of the control strategy is to obtain sinusoidal AC currents in phase with the AC voltages (unitary power factor). DC side voltage is boosted above AC side peak voltage, and is regulated at the reference vDCref. For the AC side current tracking, a deadbeat control strategy was used [5][7][8][9][12]. The DC side voltage control adopts a proportional-integral controller (PI). There are, thus, AC current and DC voltage control loops [1][2][4][5][6][10][11]. Fig. 4 schematically exhibits the previously described blocks, and also the PLL block, which generates reference sinusoidal signals v r , v s , v t with amplitude equal to one, synchronized with mains voltages vr , vs , vt . The PLL block generates a pulse train synchronized with the mains, which are used by the sample/hold and PWM blocks [2]. B. Current loop The AC current control strategy, based on the deadbeat approach, is illustrated in Fig. 5 for the one phase case. The controller aim is to nullify the error in the (k + 1) th sampling instant, independent of the error in the previous k th instant.
∆ ∆

(5)

di 1 = ⋅ v − vc dt L Integration of eq. (7) results in eq. (8). i ( k +1) t ( k +1) 1 di = ⋅ ∫ (v − vc )dτ ∫ L t (k ) i(k )

(

)

(7)

(8)

If the mains voltage can be considered constant during the time interval ∆, the left side of (8) can be written, as shown in eq. (9). 1 i (k + 1) − i (k ) = ⋅ (v(k ) ⋅ ∆ − vcref (k ) ⋅ ∆) (9) L The variable ∆ is the sampling period. Substituting eq. (6) in eq. (9), results in eq. (10). 1 iref (k + 1) = i (k ) + ⋅ (v(k ) − vcref ) ⋅ ∆ (10) L From eq. (10), v cref can be written as shown in eq. (11). L ⋅ (i ref (k + 1) − i (k ) ) + v(k ) (11) ∆ The AC side model presented in Fig. 2 suggests the use of three independent current controllers for the three phases. An analysis of eq. (3), with the non-diagonal matrix B, shows the existence of a coupling between the three phases. A change in vcr, for example, will affect the other two phases. It happens because the converter equivalent voltages vcr , vcs v cref (k ) = − and vct , responsible for imposes the line currents are different from the original set of converter voltages vcr , vcs and vct . The line currents waveform will be slightly different from the ones shown in Fig. 5, but will be coincident at the sampling time [14]. This fact make possible the use of three independent dead beat controllers in spite of the existing coupling between the three phases. Thus, one has three reference voltages vCrefR , vCrefS , vCrefT updated twice each switching cycle and applied to a PWM generator with asymmetric sampling.

i re fe re n c e i a c tu a l
e rro r

C. DC voltage loop The DC voltage control loop (Fig. 4) is implemented with the DC voltage feedback through a PI controller, which generates a reference current I ref , multiplied by the voltage
cre f

∆ V

references generated by the PLL block ( v r , v s , v t ) providing the reference currents ( irefr , irefs , ireft ) for the deadbeat controller. Thus, the DC voltage controller acts on the amplitude of the AC side current (Fig. 4). The open-loop transfer function relating the output voltage vDC and the reference current iref can be obtained from Fig. 2 and 3. Equation (12) is obtained based on the instantaneous power relationship.
vr ⋅ ir + vs ⋅ is + vt ⋅ it = ir ⋅ L ⋅ di dir + is ⋅ L ⋅ s + dt dt

+v

D

vc

k

k+1 k+2 s a m p lin g in s ta n ts

k+3

-v

D

Fig. 5. Deadbeat behavior diagram.

In order to obtain the deadbeat behavior, it is necessary to impose vc (k ) at the k th sampling time, resulting in eq. (6). i (k + 1) = iref (k + 1) (6) Eq. (7) can be written for each one of the phases.

di dv + it ⋅ L ⋅ t + vDC ⋅ C ⋅ DC + vDC ⋅ iDC dt dt

(12)

Considering sinusoidal and low ripple AC currents in phase with the sinusoidal mains voltages, results in eq. (13.1, 13.2 and 13.3). v =V ⋅x (13.1)

32

Eletrônica de Potência – Vol. 7, no 1, Novembro de 2002.

i = I ref ⋅ x Where:
    cos( ω t )  2 ⋅π  x =  cos( ω t − ) 3    cos( ω t + 2 ⋅ π )    3  

(13.2) and
x ⋅ xt = 3

GT (s ) =

2

(13.3)

V ( s ) (17) s ⋅ K ⋅ KP + K ⋅ KI ⋅ G P (s ) = DC V DCref ( s ) 1 + K ⋅ KP  K ⋅ KI s + s ⋅ + Τ Τ  
2

The parameters V and Iref are the peak value of the mains voltage ( v r , v s , vt ) and the reference currents irefr , irefs , ireft . The non-linear transfer function in eq. 14 is obtained from eq. (12) and eq. (13). dv V ⋅ i t = V ⋅ I ref ⋅ 3 = C ⋅ v DC ⋅ DC + v DC ⋅ i DC 2 dt (14)

The PI controller constants, KP and KI are chosen in order to obtain optimum ITAE performance [16]. The closed-loop transfer function zeros are eliminated by introducing the prefiltering GP(s) (Fig. 4). GP(s) is given by eq. (17.1).

G P (s ) =

1 s ⋅ K ⋅ KP + K ⋅ KI

(17.1)

Applying a settling time value equal to two main cycles and damping ratio of 0.7, the close-loop transfer function result is eq. (18). GT (s ) = D. PLL block PLL block generates three sinusoidal references ( v r , v s , vt ) in phase with each one of the reference voltages vr, vs and vt (measured at the AC side of the converter) [2]. PLL block also synchronizes the sampling and switching pulses and, together with the deadbeat controller, guarantees null phase displacement between current and voltage signals at the AC side. Fig. 6 illustrates PLL operation for one phase. For a given fixed number of sampling pulses per cycle of the mains voltage (PPC), the PLL block forces the first sampling pulse (CA=0) to be coincident with the rising zero crossing of the reference AC voltage (Fig. 6), and inserts “PPC’ equally spread sampling pulses per mains cycle. At the beginning of each cycle (CA=0) the algorithm calculates the error, according to eq. 19. (19) error= PPC − CA “CA” is the sampling pulse number counter. CA is reset after counting “PPC” pulses. With this error information, the PLL recalculates the next sampling period width ∆ that forces the next pulse with CA=0 to be coincident with a positive zero crossing of the mains voltage, ensuring synchronization. The PLL algorithm is applied only for the phase r. Its corresponding sinusoidal output vr is obtained through a
C A=1 ∆

Linearization is applied around steady state operation point ( v DC , I ref ). The signals vdc and Iref are rewritten according to eq. (15). v DC = v DC + ∆v DC I ref = I ref + ∆I ref The linearized transfer function is given by eq. (16): G (s ) = Where:
Τ= C ⋅ vDC iDC

1 s 2 + s ⋅ 239,4 + 29241

(18)

(15)

V ( s) Κ = DC Τ ⋅ s + 1 i ref ( s )

(16)

(16.1) (16.2)

Κ=

V ⋅ x2 i DC

Equation (16.3) describe the transfer function of the PI controller GC(s). K (16.3) GC (s ) = K P + I , s Considering the pre-filtering function GP(s) (eq. 17.1), the closed-loop transfer function of the system is given by eq. (17).

C A=0

C A=1

W ith the error value, the new interval between two sampling pulses is calculated.

A error B

In each cycle, the error (delay or advancement related to voltage zero crossing) is calculated by the PLL.

C A=P P C - 1

C A=0

At the next cycle, the error related to zero crossing is null.

F ig. 6. P LL o p eratio n d iagram.

Eletrônica de Potência – Vol. 7, no 1, Novembro de 2002.

33

look up table. In this work, the signals v s and vt are calculated to make the set v r , v s , vt equally displaced waveforms. The mains phase sequence must be measured during the initialization process of the control program. IV. NUMERIC SIMULATION The system was simulated using MATLAB. The following results show simulation with DC capacitor initially charged with nominal DC voltage and inductors with null current at initial instant. Simulations were carried with: - DC voltage: vDC=350(V) - DC load: R=350(Ω) - DC capacitor: C=400(µF) - Line frequency: f=60(Hz) - RMS line voltage: vAC=220(V) - PWM frequency: fPWM=6(kHz) - Line inductors: L=165(mH) - Asymmetric sampling Fig. 7 shows AC currents and Fig. 8 shows voltage and current at one of the AC phases (phase r).
2 1.5 1 0.5 0 -0.5 -1 -1.5 -2 0 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 time (s) 0.07 AC currents (A)

phase r, with the system exposed to disturbances. Fig. 10 shows the result of these same disturbances at the output DC voltage. Five perturbation stages can be distinguished: A. System is energized; B. 10% over voltage step at AC side; C. returns to the nominal AC voltage; D. DC load is removed (load rejection); and E. full load is reintroduced. Overshoots at vDC due to full load insertion are lower than 3%. Transient at vDC vanish in periods shorter than two main cycles, as specified in item III-C. It is worth noticing in Fig. 9 the AC current reverse during period D, returning the energy stored in the capacitor after a load rejection to the mains. Fig. 9 also shows that the disturbances caused by AC voltage fluctuation are adequately compensated. Fig. 11 shows harmonic content for AC line current ir(t). One can see harmonic components around hundred times AC frequency, which corresponds to switching frequency. The harmonic amplitudes are around one percent of the fundamental current.
2 1.5 1 0.5 0 -0.5 -1 -1.5 -2 0 0.05 0.1 0.15 0.2 time(s) 0.25

A

B

C

D

E

vr(t)/100 (V) ir(t) (A)

Fig. 9. Waveforms of voltage (V/100) and current in r phase, with disturbance (simulation).
360 358 356

Fig. 7. Currents ir, is and it , AC side (simulation).
2 1.5 1 0.5 0 -0.5 -1 -1.5 -2 0 0.01 0.02 0.03 0.04 Ir(t) (A) 0.05 0.06 time (s) 0.07 Vr(t)/100 (V)

v DC(t) (V)

354 352 350 348 346 344 342 340 0

A

B

C

D

E

0.05

0.1

0.15

0.2 time (s)

0.25

Fig. 8: Voltage (V/100) and current, phase r (simulation).

Fig. 10. Waveform of DC voltage in the output rectifier, with disturbance (simulation).

System behavior with plant disturbances was also simulated. Fig. 9 shows voltage and current waveforms at Eletrônica de Potência – Vol. 7, no 1, Novembro de 2002.

34

v D C (V ) 354 352 350 348 346 344 342 340 338 336 0 0 . 12c shows the displacement between v and i. If the AC voltages are measured at the connecting point. the mains voltage are measured at the input of the ‘inductor L + rectifier’ set. the measuring point must not change.212 0. 1. 2 is still valid. 12a). 12a. 35 .006 0 0.204 0.206 0.5 0 20 40 60 80 100 120 -1 Superior harmonic order Fig. Even if a LC filter is included. that was not taken into account in equation (3). Fig. that is 156 times greater than the R VI. with maximum mismatch in the inductor (simulation).21 0. and the current loop will be robust. with maximum mismatch in the inductor (simulation). Changes or differences LA vr(t)/100 (V) ir(t) (A) between LA and LDB are more critical for this case.5 1 irefR(t) (A) ir(t) (A) 0. The DC loop is active. The second case occurs when the equivalent inductance L assumes the value LDB in the dead-beat algorithm.202 0.218 0.01 0. as can be seen in Fig.2 track the reference current.9607. LA Figures 12a.0022 0 -0.0 5 0 . the time constant is L = 26. decreasing the power factor (PF) to 0. instability is reached for LDB > 1.208 0.212 0. Eletrônica de Potência – Vol.5 -2 0. EXPERIMENTAL SETUP The control algorithm was implemented in a DSP (Analog switching period (0.008 the inductor can be considered as a pure inductance for the deadbeat algorithm. Reference [8] concludes that the closed loop system is instable for L DB > 2.21 0. requering no voltage sensor. For a practical case. can be considered around 10. So the model shown in Fig.214 0. voltage (v/100) and current. 12c.5 1 0.202 0.1 0 .22 time(s) Fig.014 0. The line current ir(t) will not LA Fig. Phase r. and LA is its actual value. For the above discussed values.208 0. Waveform of DC voltage in the output rectifier. 12b and 12c show the behavior of the system for the limit case L DB = 2 .5 0 -0. 12b. Reference current irefR and current. and will deteriorate the performance of the dead-beat controller.2 .216 0.5 0.1667ms). The first one occurs when a LC line filter is included between the mains conecting point and the rectifier (including the original inductance L) to minimize the AC current ripple. presenting amplitude and phase error (Fig. 12b. INFLUENCE OF PARAMETER MISMACHES There are two possibilities for parameter mismaches [8].216 0.11: Harmonic content of current ir(t) (simulation – fundamental component (1 PU amplitude) is not shown).5ms. compensating the error of the VDC. 2 1. In this paper. with maximum mismatch in the inductor (simulation). Inductor resistance can also be taken into account.1 5 0 . For this case. phase r.5 -1 -1.5 0.012 0.22 time (s) Fig.004 0. -1.2 0. 7.204 0. the LC filter acts as a non modeled dynamic. Reference [8] also analyses the case where the AC voltage is estimated. For 60Hz mains.214 0.2 5 V. no 1.218 0. Novembro de 2002.Amplitude (PU) 0.206 0.2 tim e (s) 0 . in spite of the error introduced by the current loop. the quality factor Q ( Q = ωL ) of the inductor R 0.

DC voltage: vDC=350(V) .PWM frequency: fPWM=6(kHz) . fixed point. AC line voltage and AC line current waveforms. 15. down: 1A/div). CH3: 1A/div). 7. Experimental waveforms of DC voltage (CH1-center) phase voltage (CH2-up) and line current (CH3-down). Two AC line voltages and two AC line current are measured. Experimental waveforms of AC phase voltage (CH3-up). CH2: 100 V/div. specially designed for power electronics applications. 13. feeding converter (low) losses. an internal three-phase PWM generator and analog to digital (A/D) and digital to analog (D/A) converters. (Scales: up: 250V/div. Fig.Line voltage: vAC=220(V) . (Scales: up: 250V/div. employs MOSFET transistors (IRF 840) and IRF2110 drivers. Test conditions show negligible DC voltage variation with load ∗ The legend of the experimental results (∗) does not show the real amplitudes. 14 and 15). ∗ Figs. The three-phase bridge converter. DC voltage (CH1-center) and line current (CH2-down). 13 show DC voltage. down: 1A/div). 16 and 17 show complete DC load insertion and rejection (load value R=400 (Ω)).Line inductors: L=100(mH) .Symmetric sampling As in the simulated cases. during a DC load insertion. it is difficult to see the effect on DC voltage variation. . because the measurements were done with differential probes (voltages – Tektronix P5200) and current probes (Tektronix A6303 and A6303). * Fig. 13 shows. Novembro de 2002. Measurements are done with Hall effect voltage and current sensors (LEM LV25-P and LA25-NP). (Scales: CH1: 100V/div. 26MHz clock). 14. “in-house” developed. 36 Eletrônica de Potência – Vol.* * Fig. allowing the calculation of the third line voltage and line current. 1. Experimental waveforms of AC phase voltage (CH3-up). 16 bits. during a DC load partial rejection. DC voltage (CH1-center) and line current (CH2-down). One can see that with no load current there is AC current. DC load variation was done changing load from R=490(Ω) to R=360 (Ω) and vice-versa (Figs. center: 100 V/div.Line frequency: f=60(Hz) .Devices ADMC-401 [3]. (partial) insertion and (partial) rejection. As Fig. as well as high frequency noise due to the lack of AC filter. * * Fig. imposed by the voltage control loop in order to keep DC voltage constant. no additional filter was included in the circuit of Fig. no 1. Experimental values are: . center: 100 V/div. This section introduces some experimental results. One can observe AC voltage distortion due to relatively low line regulation at the point of common coupling. This DSP includes as special features.DC load: R=400(Ω) .DC capacitor: C=400(µF) .

No. Kaiser. Yokoyama. KEMA. IEEE Transactions on Industrial Electronics. “Modern Control Systems” 8a ed. Proceedings. IEEE. “Current Control Techniques for Three-Phase Voltage-Source PWM Converters: A Survey”. Wintjens.. T. 3. 1996. Vol. Novembro de 2002.911-917. São Paulo. “Dead-Beat Current Control for Active Filters”. B.* [9] [10] VII. A coming paper will show the merits of working in the r. No. Proceedings. with simple control algorithms. October 1998. affecting the performance and stability margin. Rozenboom.L. REFERENCES [1] [2] Buso. “Optimal Pole Assignment for Power Electronics Systems”.460-467.dsce. Tokyo. 2000. (Scales: up: 250V/div. This matter demands further analyses and will be treated in a future paper. Amsterdam.. An intuitive approach was used for determining the deadbeat algorithm. Vol.. “Advantages of a Fully Digitized Preconditioner”. 1998 * Fig. J. Dorf.. A. Komatsu.. 2000. T. Yamamoto. Proceedings. K. SP.fee... S. The parameters of linearized model depend on the operating point.. during a DC load connection. p. Vol. p.2. 1985.A. Jr. CBA. R. K. down: 1A/div). 2 April 1988.html. 1991..M. in http://www. 45. S. 5. Morizane. which would require the deadbeat algorithm to be computed in the space vector domain. J. Koseki. Smedley.. 16. R. M. E. Kawamura. “Comparison of Five Control Methods for Digitally Feedback Controlled PWM Inverters”.. IEEJ. J. CONCLUSIONS [11] A three-phase PWM rectifier with deadbeat current loop was presented. L. S. “Comparison of Five Different Approaches for Real Time Digital Feedback Control of PWM Inverters”. Annual IEEE Power Electronics Specialists Conference. ADMC401 Evaluation Kit – (http://www. Firenze.1. IEEE 1998.. [12] [13] [14] [15] [16] Eletrônica de Potência – Vol. Haneyoshi. Wittenmark. High Performance Parallel Connected Multiconverters: Analysis and Control” In: 11o Congresso Brasileiro de Automática. L.. Matakas. In: International Conference on Power Quality: End-use Applications and Perspectives – PQA’94. Experimental waveforms of AC phase voltage (CH3-up). 1990. instead of working in the space vector domain. Experimental waveforms of AC phase voltage (CH3-up).unicamp. W. Prentice-Hall International Editions. 1990. Amsterdam.. Kawamura. DC voltage (CH1-center) and line current (CH2-down).br/~antenor/Digital. (Scales: up: 250V/div. P. “Dead Beat Control of Three Phase PWM Inverter” IEEE Transactions on Power Electronics. center: 100 V/div. is designed and implemented in this paper. EPE.1. Miyashita. which was shown to be robust even to large parameter mismatch. Duarte. A simple PLL. A simplified non-linear model was shown for the AC/DC converter. Toulouse. G. Vol.. Malesani... Kawamura. Vol.analog.“PWM Current Source Converter with Deadbeat Control”. “High Power. A. “Computer Controlled Systems – Theory and Design” 2nd ed.. Japan. Hoft.. 3. T. Tokyo.. Masada. L. Qiao C. no 1. based on the deadbeat strategy. Hoft.P. Astrom.s. 1994. The fixed parameters PI controller showed good performance even for large transient in the load. Yokoyama. A. Kawabata. Y. T. an improved behavior of the AC current ripple can be easily obtained by the use of space vector modulation. W. Kawamura.. A. L. Buso. Bishop. p. The linearized model of the converter was used for the design of the DC control loop. 5. T. Also. 7. Vol. No. T. “Deadbeat Controlled PWM Inverter with Paràmeter Estimation Using Only Voltage Sensor” IEEE Transactions on Power Electronics.. 691-703. Mattavelli. “Full Digital Control of Power Electronics Converter Using Transputers” Proceedings of the 4th Transputer/Occam International Conference.com/). 1. 1994. January 1990. “A Topology Survey of Single-Stage Power Factor Corrector with a Boost Type Input-Current-Shapper” In: Applied Power Electronics Conference 2000. center: 100 V/div.* [3] [4] [5] [6] [7] [8] * Fig. Kazmierkowski. Miguchi. Malesani. during a DC load connection. Matakas Jr. Y. June/92.A. AddisonWesley. R. DC voltage (CH1-center) and line current (CH2-down). R. In: International Power Electronics Conference. 17..It’s well known that the space vector behavior can be obtained by adding a special zero sequence signal to the three references of the triangular PWM. Tokyo.t domain. “Digital Control of Power Converters” (Lecture notes). down: 1A/div). L. 37 . Matakas.

degree in electrical engineering from the University of São Paulo.BIOGRAPHICAL DATA Lourenço Matakas Jr. implementation of high power converters. 7. His research areas are high power factor rectifiers. Alisson Dias Junqueira received the B. and application of power converters to power systems. Wilson Komatsu obtained his undergraduate degree in 1987. Novembro de 2002. and Sao Judas University. Brazil in 2000.S. 38 Eletrônica de Potência – Vol. His research areas are HVDC. modeling and control of power converters. He is now an Assistant Professor at the University of São Paulo. modeling and control of power converters. Catholic University of Sao Paulo. obtained his undergraduate (1983) and graduate degrees (1989 and 1998) at the University of São Paulo. implementation of high power converters. . He worked as an Assistant Professor at the university of Tokyo and is now at the University of São Paulo. no 1. He is currently a post-graduating student in electrical engineering from the University of São Paulo. and graduate degrees (1992 and 2000) at the University of São Paulo. and application of power converters to power systems.

Estes ASD’s. I10 ⇒ Valor (RMS) da corrente fundamental. µ ⇒Ângulo de comutação (em radianos).de Abreu. no sistema apresentado em [16] e em inversores de 24 pulsos para serem aplicados em Adjusted Speed Drives – ASD (Acionamentos de velocidade regulável).pulse converters.Universidade Federal de Itajubá C. I – INTRODUÇÃO Transformadores especiais conectados em delta zig-zag (15º. by associating four or eight graetz six . Adriana Cortez de Sá. 39 . Experimental results will be presented and discussed. Twelve-pulse converter can be achieved by associating two six-pulse converters in series or in parallel. Cortez. J. José M. S. rendering these transformers as adequate for the proposed application. pela associação de quatro ou oito conversores graetz de seis pulsos. These transformers are connected in such a way that the secondary voltage phase angles are displaced thirty degrees in relation to each other.SVG (gerador estático de reativos de 48 pulsos). δ ⇒ Ângulo auxiliar. são necessários 7. H.1. k ⇒Variável auxiliar para determinação de n (k= 0.5º) [10] foi também desenvolvido e utilizado. DA ⇒ Defasagem Angular.P. respectively.: 50 CEP:37500-903 Itajubá-MG . Miskulin FEEC/UNICAMP .: 6101 CEP:13081-970 Campinas-SP . 15º. no 1. Abstract . S. Id ⇒ Corrente no lado CC (corrente contínua). a system power factor improvement. Vicentini. para ângulo de comutação µ = 0°. A very good harmonic mitigation can be obtained when 24 or 48 .MELHORIA DO FATOR DE POTÊNCIA ATRAVÉS DO AUMENTO DO NÚMERO DE PULSOS DE CONVERSORES GRAETZ COMUTADOS PELA REDE: MODELAGEM E RESULTADOS EXPERIMENTAIS Angelo J. Vicente.efei. However it is necessary to use supply transformers.5º de defasamento angular na tensão secundária. harmonics in the electric system. In0 ⇒ Valor (RMS) da corrente harmônica de ordem n. FRH ⇒ Fator de redução de harmônicos.pulse multiconverters are employed. 7º).3. m ⇒ Número de pontes conectadas em série. para ângulo de comutação µ = 0°. Estes transformadores devem ser conectados de modo que seus ângulos de tensão de fase sejam defasados de trinta graus entre si. gerando desta maneira. I1 ⇒ Valor (RMS) da corrente fundamental de fase. therefore. Uma excelente redução de harmônicos pode ser obtida quando multiconversores de 24 e 48 pulsos são implementados. Harmônicos de ordem inferior (5º e 7º) são eliminados neste caso. Lower order characteristic harmonics are eliminated in this case (5º.Universidade Estadual de Campinas C. tornando estes transformadores adequados para a aplicação proposta. é necessária a utilização de transformadores de alimentação. NOMENCLATURA Fp ⇒ Fator de potência do conversor. 7. o qual pode ser obtido através da utilização dos transformadores especiais mencionados anteriormente. haverá também uma melhoria no fator de potência do sistema. No entanto. harmônicos em sistemas elétricos. H1. Resultados experimentais serão apresentados e discutidos. I ⇒ Valor (RMS) da corrente de fase. Rezek. Izidoro Instituto de Engenharia Elétrica – UNIFEI . E. Quando o número de pulsos do conversor é aumentado. Valberto F. φ1 ⇒ Ângulo de fase da corrente fundamental I1. Adriana A.Brasil e-mail: rezek@iee. Conversores Graetz de seis pulsos são amplamente utilizados na indústria. When the converter pulse number is increased there will be also. Um autotransformador especial ADZ (7. 30º) ou estrela – delta estendido ± (15º) podem ser utilizados para que se obtenha 15º de defasamento para implementação de multiconversores de 24 pulsos. Uma recente e importante aplicação de sistemas multiconversores pode ser exemplificada na utilização do 48-pulse Static Var Generator . Six-pulse graetz line-commutated converters are widely employed in industry. José A. respectivamente.). 0º. Novembro de 2002. In⇒ Valor (RMS) do harmônico de corrente de ordem n. Conversores de doze pulsos podem ser implementados a partir da associação de dois conversores de seis pulsos em série ou em paralelo.The alternating current (AC) of linecommutated converters is non-sinusoidal. G. K1 ⇒ Valores auxiliares para cálculo de FRH. Otavio H. como mostra a figura 9. α ⇒ Ângulo de disparo do conversor.Brasil Resumo – A corrente alternada (CA) de conversores comutados pela rede é não senoidal.da Silva..P. José P. FDH ⇒ Fator de distorção de harmônicos.. n ⇒ Ordem do harmônico. generating.2. oferecem significativas vantagens Eletrônica de Potência – Vol.br Mauro S. No caso de um multiconversor de 48 pulsos. K.

) Fp 6p=0.. TABELA 1 FRH para α = 0° e µ = 15°. 49.) 12p=0.2927 FRH Expressões (9) e (12) 0.) 48p=0. II – FATOR DE POTÊNCIA DE CONVERSORES O fator de potência de conversores pode ser obtido pela expressão: K1=sen2δ-sen2α-2µ (11) 2 H 1 + K1 I1 = I 10 4(cosα − cosδ ) 2 (12)  I1  Fp =   cos φ1 I (1) A Tabela 1 mostra o Fator de Redução de Harmônicos (FRH). 23... no 1.. Considerou-se para o conversor de doze pulsos que α = 0° e µ = 15°.2922 δ=α+µ (2) Sendo δ um ângulo auxiliar igual à soma dos ângulos de disparo e de comutação.. (12) e também os resultados obtidos através da utilização de um programa FFT [5]. tem-se que: Novamente desprezando-se o efeito da comutação [8]: I1 = 6 π Idm (5) I  Fp =  1  cos α I De acordo com a expressão (6): ∞ 2 (13) I1 In = n (6) I= I  ∑  n1   n =1  (14) III – REDUCÃO DE HARMÔNICOS ATRAVÉS DO EFEITO DA COMUTAÇÃO A comutação é um fator de redução de harmônicos.9980 0. considerando-se as expressões (9).9996cosα H1=cos2α -cos2δ (10) (18) 40 Eletrônica de Potência – Vol. 25. 7. Considerando-se o efeito da comutação.. Novembro de 2002.. tem-se: n = 24k ± 1 (1. bombeamento de petróleo [17].7899 0. apresentando maior confiabilidade em processos de áreas críticas.7174 0. Assim. 13..9981 0. em termos de alta eficiência e performance. tem-se: A expressão (9) não é válida para n=1 e de acordo com [2]: Fp n = 48k ± 1 (1. 11.9550cosα (15)  sen((n + 1) µ / 2)  H =  n +1    sen((n − 1) µ / 2)  K =  n −1   In = In0 H 2 + K 2 − 2HKcos(2α + µ ) (cos α − cos δ ) Para 12 pulsos. 11. As expressões (7) a (9) mostram o cálculo do Fator de Redução de Harmônicos (FRH = In / In0 ) [7]. 95.9901cosα (16) (8) Para 24 pulsos..9978cosα (17) Para 48 pulsos. 47.3453 0. 23. tem-se que [2]: tgφ 1 = 2 µ + sen 2α − sen 2δ cos 2α − cos 2δ (3) Desprezando-se o efeito da comutação pode-se obter a seguinte expressão: φ1 = α (4) IV – MELHORIA DO FATOR DE POTÊNCIA ATRAVÉS DO AUMENTO DO NÚMERO DE PULSOS Desprezando-se o efeito da comutação. tem-se: (7) Fp n = 12k ± 1 (1. 47.3457 0. n Ordem Harmônica 1 11 13 23 25 FRH Programa FFT 0.em aplicações de processos de ventilação e bombeamento.[2]. 49. para 256 amostras. 5.. 25. tem-se: n=6k ± 1 (1. para operação em 6 pulsos. 13..) (9) Fp 24p=0. como por exemplo. 97. 7.7899 0.7175 0.. .

para ângulos de disparo e comutação de α = 30º e µ = 1. no 1. A Figura 3 mostra este tipo de transformador.5º).V – CONVERSOR DE 12 PULSOS A.897N1 (19) (20) Figura 1. respectivamente. Figura 3 – Transformador com conexão estrela . Uma diferente opção em 12 pulsos pode ser obtida através de transformadores com conexão estrela . formado por duas pontes graetz de 6 pulsos em série. A figura 1 mostra um conversor de 12 pulsos convencional.delta estendido (± 15º).5º. para ângulos de disparo e comutação iguais a α = 30º e µ = 1. B. Eletrônica de Potência – Vol. A Figura 5 mostra as formas de onda experimentais e simuladas da corrente de alimentação e da tensão (CC) de saída. A Figura 4 mostra um conversor de 12 pulsos alternativo. 41 .Conversor de 12 pulsos convencional. Os tapes ajustados para que se obtenha uma relação de transformação de 1:1 e uma defasagem angular de ± 15º na tensão secundária são [1]: N2 = 0. no projeto HVDC de ITAIPU.(Três enrolamentos). A Figura 2 mostra as formas de onda experimentais e simuladas da corrente de alimentação e tensão (CC) de saída Figura 4 – Conversor de 12 pulsos alternativo. 7. Conversor de 12 pulsos opcional [3]. Um conversor de 12 pulsos convencional. como por exemplo. Novembro de 2002.5º.delta estendido. alimentadas por transformadores conectados em estrela-estrela (0º) e estrela-delta (30º) . µ = 1. Estes conversores são utilizados na maioria dos sistemas de conversão CA-CC (sistemas HVDC). Figura 2-Formas de onda experimentais e simuladas de corrente de alimentação e tensão (CC) de saída para um conversor de 12 pulsos (α = 30º.518N1 N3 = 0. respectivamente.

. 42 Eletrônica de Potência – Vol. onde podem ser visualizadas as duas opções apresentadas anteriormente em VI A e VI B.5º). 7.21 % Figura 7 – Conversor de 24 pulsos. Figura 5 – Formas de onda experimentais e simuladas de corrente de alimentação e tensão (CC) de saída para um conversor de 12 pulsos alternativo (α = 30º. Os tapes N2 e N3 necessários para a obtenção dos defasamentos angulares: -15º. O defasamento angular de 15º na tensão secundária é novamente alcançado. B. estrela – delta estendido (± 15º). A Figura 6 mostra um transformador conectado em delta/zig-zag. 0º.42 % 173. Conversor de 24-Pulsos utilizando transformadores conectados em delta zig-zag. VI – CONVERSOR DE 24 PULSOS A. Novembro de 2002.76 % 0% TAPE N3 51. 15º e 30º são apresentados na Tabela 2 [1]. µ = 1. Estes sistemas de 24 pulsos podem ser obtidos através da associação convencional (figura 1) e alternativa (figura 4) de conversores de 12 pulsos. TABELA 2 Tapes N2 e N3. -15º 0º 15º 30º TAPE N2 141. estrela delta (30º). C. Conversores de 24 Pulsos alimentados por transformadores com conexões estrela-estrela (0º).A.76 % 100 % 141. no 1.42 % 100 % 51. Resultados Experimentais e de Simulação A Figura 7 mostra um conversor de 24 pulsos. D.Figura 6 – Transformador conectado em Delta / Zig-Zag.

Este equipamento possui relação de transformação 1:1.O equipamento ADZ mostrado na figura 9 é um autotransformador defasador (7. µ = 1. A Figura 10 mostra o aspecto da corrente CA. 17.5º nas tensões dos secundários dos transformadores alimentadores dos conversores. (16). no 1. Corrente: 1 div. 12 e 24 pulsos e considerando-se em todos os casos tensão e corrente de saída CC iguais a 220 [V] e 1. Vertical = 50[V] Escala Horizontal: 1div. 43 Eletrônica de Potência – Vol. (17) e (18). . VIII – RESULTADOS EXPERIMENTAIS Conversores de 6-12-24-48 pulsos formados por pontes de diodos conectadas em serie foram desenvolvidos em laboratório.9980 (21) (22) (23) Figura 9 – Multiconversor de 48 pulsos (configuração série).0 [A]. 7. Os resultados obtidos podem ser observados nas expressões 21 a 23. O equipamento de medição utilizado para medir o fator de potência durante os ensaios foi um medidor VOLTECH PM 300 (Three phase-power analyser). respectivamente. Uma carga de resistência variável foi conectada aos terminais de saída (CC) para o multiconversor operando com 6. = 2[ms] Tensão: 1 div. 16. Considerando-se um aumento da corrente da saída. = 5[ms] A Figura 8 mostra as formas de onda experimentais e simuladas de corrente de alimentação (IA) e tensão CC de saída (UPN) para α = 30º e µ = 1.5º) [10]. VII – CORRENTE CA EXPERIMENTAL PARA UM MULTICONVERSOR DE 48 PULSOS A Figura 9 mostra um multiconversor de 48 pulsos (configuração série). IA e da tensão de fase Uan para α = 0° e µ = 4° [4]. os resultados obtidos foram praticamente os mesmos. Fp6p=0. para cálculo dos fatores de potência dos conversores. 18) com os resultados experimentais obtidos durante ensaios. Vertical = 2[A] Escala Horizontal: 1div. Vertical = 60[V] Escala Horizontal: 1div. sendo responsável apenas pela introdução do defasamento necessário de 7. a fim de se comparar os resultados teóricos de fator de potência calculados através das expressões (15. µ = 4°). como cargas resistivasindutivas. Novembro de 2002. equivale a considerar o ângulo de disparo igual a zero graus nas expressões (15). Como pontes a diodos foram utilizadas. =1[ms] Figura 10 – Corrente CA Ia e tensão de fase Uan de um multiconversor de 48 pulsos (α = 0°. Vertical = 3[A] Tensão: 1 div. Para outros tipos de carga.9920 Fp24p=0.9560 Fp12p=0.5º). Corrente: 1 div. Figura 8 – Formas de onda experimentais e simuladas de corrente de alimentação (IA) e tensão CC de saída (UPN) para um conversor de 24 pulsos (α = 30º. apropriado para medições em circuitos com formas de onda não senoidais.5º.

W.S.Candido. Brasil. G.J.Rezek.Silva. [10] J.Vicentini.P. porque o ângulo de fase φ1 da corrente fundamental aumenta (ver expressão 1). V. [12] A. [6] A. 1998. A.G. Brasil. [15] e os resultados experimentais obtidos (expressões 21. Tese de doutorado.Abreu. V. como mostra a tabela 1.J. Proceedings IEEE-ICHPS.Rezek.F. Berlin. para a obtenção de uma defasagem angular de 7.J. Itajubá. Nas verificações experimentais feitas no artigo o ângulo de comutação era baixo e foi desprezado. também foram comprovadas pelos resultados experimentais obtidos (figuras 2. φ1. pode-se obter um multiconversor de 24 pulsos. J. Através da associação de um conversor de 12 pulsos convencional com um conversor de 12 pulsos alternativo. S. Cigré. New York.J.Silva.Rezek. no 1. Brasil. v.Miskulin. Rezek. “Melhoria do fator de potência e do conteúdo harmônico de conversores comutados pela rede”. Bologna. Entretanto. “Análise em regime permanente e transitório de um sistema de conversão de energia elétrica AC/DC” .B. Vicente. Simulation & Control.Miskulin. pp. 1987.S. 44 Eletrônica de Potência – Vol. Protótipos de multiconversores de 12-24-48 pulsos foram construídos e testados em nossos laboratórios.E. SC.G. A. A.W. L. A comutação é responsável apenas pela atenuação de harmônicos. Este arranjo pode ser utilizado em sistemas industriais e também em sistemas HVDC de transmissão de energia elétrica. 1994. pp 45-53. 1995.o ângulo de comutação aumentará. M. e comparou-se.F. CNPq. Para o caso de uma comutação não desprezível espera-se também uma aproximação entre resultados teóricos de fator de potência utilizando-se e equação 3 e os resultados experimentais. M. “Power transmission by direct current”. 2000.5° necessária para operação de um multiconversor de 48 pulsos. “Modelling and implementation of 48-pulse multiconverter”. o que a princípio possibilitaria um aumento do fator de potência. Há na verdade. International Conference on Contribution of Cognition to Modeling. [9]. 23) conferem com os resultados obtidos através de expressões teóricas para o cálculo do fator de potência de multiconversores (expressões 15. [9] A. [2] A. As formas de ondas de correntes e tensões simuladas.F. [11] A. o ângulo de fase da componente fundamental da corrente. 1992. Springer-Verlag. é o baixo custo deste tipo de equipamento. J.J.A. J.J.G. Assis.Rezek. Lyon-Villeurbanne. 1991.F.Miskulin.J. .J. [3] L. Anais COBEP'99.S. O. PR.C. VII ERLAC. [11]. significa que a onda é mais rica em harmônicos. O programa FFT utilizado [5] apresentou uma boa precisão.G. Maio. FEE/UNICAMP. Silva. 1986. sendo que a simples inversão da seqüência de fases de uma delas é suficiente para a obtenção de uma defasagem angular ± 15°. A principal vantagem de se utilizar um autotransformador ADZ (figura 9). Novembro de 2002.S. maio. V. 1989. [5] J.P.P. equivale a dizer que a onda é puramente senoidal. [2]. de acordo com [1]. International HVDC Seminar.Miskulin. IX – CONCLUSÃO Os sistemas multiconversores estão sendo aplicados recentemente em novos sistemas elétricos.G. vol.M.Abreu. J. À medida que ocorre diminuição de FDH. Rio de Janeiro. obtendo-se uma boa aproximação entre ambos.H. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] A. 1971. [8] E.Rezek.8). V. Argentina. UFSC. J. “Direct current transmission”. “Modelagem e implementação de sistemas multiconversores”.J.Abreu.pulse operation in HVDC projects”.P. PR. Foz do Iguaçu. utilizando transformada de Fourrier”.J.S.Abreu.S.J.Rezek. Italy.J. “Harmonics elimination in multiconverter systems by using a special autotransformer (ADZ)” Proceedings AMSE Modelling. um aumento do fator de distorção de harmônicos (FDH).J. pp 551-556. 1986.Silva.Miskulin. “Aumento do número de pulsos do sistema conversor: conteúdo harmônico e melhoria do fator de potência”. New York. minimizando assim a instalação de filtros para harmônicos. maio. Junho.Siqueira.Floriano.J. V Congresso Brasileiro de Eletrônica de Potência.Silva. Dissertação de mestrado. EFEI/CPq/DET. Heidelberg. F. “Espectro harmônico de uma função periódica. M. [13]. July 6-8.Abreu. Transformadores conectados em estrela – delta estendido são uma boa opção para a implementação de um conversor de 12 pulsos. [4]. Setembro.Silva.P.J. [7] E. J. M. Pesquisa de iniciação científica.J. “Extended-delta converter transformer for 12 . Cigré. verificando-se desta forma a eficiência dos programas de simulação utilizados [11].5.J. Foz do Iguaçu. 17). [4] J. A. e não pela eliminação destes.G.Abreu.2. M. [6]. AMSE. [14] A.E.P. Pode-se concluir que há uma melhoria no fator de potência de conversores quando se aumenta o número de pulsos deste conversor. Pode-se assim afirmar que o valor do fator de potência experimental esperado para um conversor de 48 pulsos certamente estará próximo dos resultados teóricos mostrados na expressão 18. [13] O. AMSE Press. M. considerando-se que as unidades são idênticas. no entanto. V. 1997. n° 4. desta maneira os resultados calculados desprezando-se a comutação com os resultados experimentais. aumenta (vide equação 3) e o correspondente fator de potência diminuirá por este motivo (vide equação 1).G. Puerto Iguazú. “Converters for application in HVDC systems”. Vol I. J. 1975.Abreu “Projeto auxiliado por computador aplicado a eletrônica de potência”. “ Novas alternativas para transmissão HVDC ”. 1999. Brasil.F. Com FDH igual a 1 . Isto implicará no aumento do fator (FDH = I1/I).G. Florianópolis. COBEP 99. Wiley Interscience.Rezek. 102-109. pp 50-54. [14]. 7. 22. conforme pode ser comprovado pelas referências [16]. VI ERLAC.Kimbark. devido ao aumento do Fator de Distorção de Harmônicos (FDH = I1/I). o fator de potência do conversor diminui. Brasil. Miskulin “ Power factor improvement of line-commutated graetz converters by increasing their number of pulses”.Rezek.Carlsson.Ulmann. EFEI.H. II Seminário de Eletrônica de Potência. France.Rezek. Cortez. 16. 38.J. acarretando numa maior aproximação da forma de onda da corrente de alimentação com uma senóide.J. [17].P.J. [12]. France.

M. Suas áreas de interesse são eletrônica de potência e acionamentos elétricos. É docente na atual UNIFEI desde 1976. nascida em 1973. Cortez. S. A. é engenheira eletricista formada em 1995 pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL). artigo aprovado para publicação e apresentação no IEEE X ICHQP (International Conference on Harmonics and Quality of Power). Suas áreas de interesse são eletrônica de potência e acionamentos elétricos. Seto. título obtido em 2002 na Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI). mestre (1986) em engenharia elétrica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá . Inglaterra. máquinas elétricas.da Silva. nascido em 1952 na Ilha da Madeira. Atualmente ela está cursando pós-graduação (doutorado) na área de eletrônica de potência da Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI. e doutor (1991) em engenharia elétrica pela Universidade de Campinas – UNICAMP.EFEI. Brasil. é engenheiro eletricista (1981). P. e qualidade de energia elétrica. W. Cengelci. mestre (1980) em engenharia elétrica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá – EFEI. S. Adriana Cortez de Sá. 2000. Adriana Aparecida dos Santos Izidoro. S.1. de Abreu. Portugal. Rezek. Mauro Sérgio Miskulin. 45 .INATEL. F. G. DADOS BIOGRÁFICOS Angelo José J. “Development of a large Static Var Generator using self-commutated inverters for improving power system stability”. Murakami. 371-377. Valberto Ferreira da Silva.UNICAMP. é engenheiro eletricista (1971). J. mestre em ciências em engenharia elétrica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI).INATEL 1998. M.É docente na atual UNIFEI desde 1981. P. “Power factor improvement of line-commutated graetz converters by increasing their number of pulses: modeling and experimental results” . 7. em Cristina (MG). Matsuno. J.EFEI. nascido em 1951 em Bento Gonçalves (RS). Atualmente ela está cursando pós-graduação (doutorado) na área de eletrônica de potência da Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI. Rezek. 1972-1979. nascido em 1959 em Conceição do Rio Verde (MG). J. Mori. M. José Manuel Esteves Vicente. S. José Policarpo Gonçalves de Abreu. Suas áreas de interesse são eletrônica de potência e máquinas elétricas. é engenheiro eletricista (1976) e mestre (1980) em engenharia elétrica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá . 8. º H. Rio de Janeiro. N. é engenheiro eletricista (1987) e mestre (1981) em engenharia elétrica pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá – EFEI. F. C. Proceedings IEEE PESC. Vicente. T. [16] S. J. graduou-se em agosto de 2002 em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Vicentini. V. E. Suas áreas de interesse são ensaios em máquinas elétricas e eletrônica digital. Otavio Henrique Salvi Vicentini. IEEE Transactions on Power Systems. é engenheiro eletricista (1975). Enjeti. 1999. A. e doutor (1980) em engenharia elétrica por Cranfield Institute of Technology. K. february 1993. mestre (1987) pela Universidade de São Paulo (USP-São Carlos) e doutor (1997) em engenharia elétrica pela Universidade de São Paulo (USP-São Paulo). nascido em 1947 em Santa Rita do Passa Quatro (SP). Onnishi. [17] E. J. Hasegawa. nascido em 1979 em Itapira (SP). no 1.UNICAMP. Suas áreas de interesse são eletrônica de potência e máquinas elétricas. nascida em 1975 em São Paulo (SP). é engenheira eletricista (1998) pelo Instituto Nacional de Telecomunicações . de Sá. pp. Eletrônica de Potência – Vol. É mestre em ciências em engenharia elétrica.[15] A. e doutor (2001) pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Takeda. Portugal. vol. Suas áreas de interesse são máquinas elétricas e eletrônica de potência. José Antonio Cortez. e doutor (1991) em engenharia elétrica pela Universidade de Campinas . nascido em 1953 em Itajubá (MG). Novembro de 2002. de 6 a 9 de Outubro de 2002. Isniguro. Miskulin. Suas áreas de interesse são aplicações de transformadores conversores. é engenheiro eletricista (1979) pelo Instituto Nacional de Telecomunicações . pp. nascido em 1960 em Fundão. mestre (1974) em engenharia elétrica pela Universidade de Campinas . M. Gray “ A new modular motor-modular inverter (MM-MI) concept for medium voltage adjustable speed drive systems”.

o alto fator de potência de entrada sem a necessidade de circuitos intermediários de correção. simulation and experimental results obtained from a laboratory prototype (48V/55A) are presented. e o sistema não necessita de préregulador para correção do fator de potência. tanto no que se refere à criação de variações topológicas como no aperfeiçoamento das estratégias de comando e controle dos conversores estáticos. onde o primeiro estágio consiste em um pré-regulador de fator de potência. operando com fluxo de potência constante. as pesquisas na área de conversores CA-CC trifásicos com alto fator de potência têm sido intensificadas. facilitando o projeto e aumentando a confiabilidade do sistema. como mostram as referências [1-7]. porém. a transferência de energia é realizada em dois estágios. com um único estágio de processamento de energia. Com essa topologia obtém-se as características fundamentais para a aplicação desejada. Há ainda uma outra importante característica desse conversor. cada fase representa um conversor que opera independentemente dos outros. o estágio de entrada dos conversores estáticos nos quais se emprega um retificador a diodo em ponte acoplado a um filtro capacitivo com capacitância de valor expressivo. Os conversores não são independentes. Princípio de operação. os circuitos de comando e controle dos interruptores estáticos são complexos e a transferência de energia é ainda realizada em dois estágios. possibilidade do controle do fluxo de potência através da modulação da freqüência agindo sobre dois interruptores por fase. Devido a esse inconveniente. as estruturas propostas devem apresentar algumas peculiaridades tais como: conversão da tensão alternada de entrada em tensão contínua regulada e isolada na saída. Principles of operation.br Resumo – Este artigo apresenta a análise de um conversor trifásico isolado operando em comutação suave para aplicação em carregamento de baterias. Its main features are: simplicity of the control and drive circuit. CIRCUITO PROPOSTO A literatura tem apresentado soluções para a correção do fator de potência em retificadores trifásicos. baseados em conversores estáticos. quando conectada ao sistema elétrico de potência causa sérias distorções na corrente de entrada. INTRODUÇÃO Nos últimos vinte anos a Eletrônica de Potência tem alcançado um grau de desenvolvimento técnico e científico surpreendente. no 1. The structure works with a high power factor without intermediate circuits. entretanto. resultando em um elevado conteúdo harmônico. Novembro de 2002. ainda apresentam grandes dificuldades ao nível de implementação dos circuitos de comando. qual seja. I. e o menor número possível de interruptores controlados. devido à sua complexidade. ou seja. e a transferência de energia se dá também em dois estágios. o fluxo de potência é pulsado e a estrutura apresenta uma elevada quantidade de componentes. análise matemática. robustez do circuito de potência e alta confiabilidade.ufsc.9204 – E-mail: denizar@inep. cujas estratégias podem ser sumarizadas conforme descrito abaixo: 46 Eletrônica de Potência – Vol. Em [1] tem-se como vantagem a utilização de conversores independentes. Em [5 – 7] melhores resultados são obtidos em termos de rendimento do circuito. Abstract – This paper presents the analysis of an isolated three-phase converter operating in soft commutation as a battery charger. 7. Para o sucesso da pesquisa. A associação desses componentes gera uma carga não linear que.UNIDADE RETIFICADORA TRIFÁSICA ISOLADA COM ALTO FATOR DE POTÊNCIA Denizar Cruz Martins e Elias Sebastião de Andrade Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica INEP – Instituto de Eletrônica de Potência Caixa Postal 5119 88040-970 – Florianópolis. SC – Fone: (48)331. comutação suave. o circuito de comando é muito simples. simplicidade do circuito de comando. apresenta alguns sérios problemas para a rede elétrica de alimentação. característica de saída como fonte de corrente. Os trabalhos apresentados em [2 – 4] mostram um fluxo de potência constante. devido às seguintes razões: não há a necessidade de filtros de baixa freqüência na entrada e tampouco na saída. Devido a esse enorme desempenho. A estrutura de potência do conversor proposto neste trabalho é particularmente simples e permite o projeto de um equipamento robusto com baixo custo. isolamento galvânico entre a fonte de entrada e o conversor. procedimento de projeto e resultados experimentais obtidos a partir de um protótipo de laboratório (48V/55A) são apresentados. os conversores estáticos são normalmente utilizados nas mais variadas aplicações industriais. e baixa ondulação de corrente na saída. e se constituem atualmente em um dos maiores temas de estudo em engenharia elétrica. II. Contudo. as perdas durante a comutação são praticamente nulas. Apesar desse extraordinário desempenho. A estrutura trabalha com alto fator de potência sem a necessidade de circuitos intermediários. comprometendo a confiabilidade do sistema. and robustness of the power circuit. . Além disso. Suas principais características são: simplicidade no circuito de comando e controle das chaves estáticas controladas.

e Eop representa a tensão no secundário do transformador refletida ao primário. A proposta apresentada neste artigo consiste na utilização de conversores independentes para cada fase empregando um único estágio de processamento de energia. F I L T E R DG1 Cr1 DP1 T2 DG2 Cr2 Tr1 D2 D5 vac1 D4 D7 T3 Lr2 T4 DG3 Cr3 DP2 vac2 vac3 F I L T E R D6 D9 D8 DP3 F I TER L DG4 Cr4 Tr2 Eo DP4 D11 T5 Lr3 T6 DG6 DG5 Cr5 F I L T E R D10 D12 DP5 Cr6 Tr3 DP6 Figura 1: Circuito de potência proposto. o conversor transfere energia à carga. assim θ1 (ângulo inicial) é muito pequeno. tais como: 1) a freqüência de chaveamento é bem superior à freqüência da rede de entrada. Pretende-se. No caso de falha de qualquer módulo o sistema continua operando com menor potência. b) Um conversor trifásico com dois estágios de processamento de energia [2 – 7]: Nesta estratégia o número de componentes é menor. Modo B: (θ1 < θ < π/2). dessa forma.Eop.a) Três conversores monofásicos com dois estágios de processamento de energia [1]: Nesta estratégia os conversores de cada fase são independentes permitindo o uso de módulos padronizados.Eop/Vm). 7. O diagrama de potência do conversor ressonante proposto está representado na figura 1 onde: vac tensão alternada de entrada. Na figura 5. Os interruptores T1. como está mostrado na figura 2. Eo tensão nas baterias. por outro lado a utilização de um único conversor trifásico compromete a confiabilidade do sistema. Não há transferência de energia para a carga. Para um quarto do período da tensão de entrada. embora se utilize dois estágios de potência. Portanto:  2 ⋅ Eop  sin θ 1 =   ⇒ θ 1 = arcsin( q )  Vm  cos θ 1 = 1 − sin 2 θ 1 = 1 − q 2 (1) (2) O parâmetro q é definido como o ganho estático de tensão dado pela relação (2. D1-D12 diodos retificadores de entrada. preservar a confiabilidade do sistema com um número reduzido de componentes. e 3) o estágio inversor opera em regime permanente com freqüência constante. B. T4 e T6. Contudo. Por esse motivo o circuito de comando se torna muito simples. Durante este intervalo. 2) a tensão da bateria Eo é muito menor do que a tensão de pico da fonte de entrada Vm. Modo A: (0 < θ < θ1) vac < 2. Eletrônica de Potência – Vol. a utilização de dois estágios acarreta uma quantidade excessiva de componentes. A. a duração do sinal de comando para T1 e T2 é mostrada durante um período de chaveamento. há dois diferentes modos de operação. T1-T6 interruptores estáticos controlados. particular atenção foi dada para que o circuito de comando seja simples e de fácil implementação. Novembro de 2002. 47 . assim como T2. Além disso. Descrição do Circuito Proposto O conversor possui na entrada um retificador em ponte completa seguido por um circuito série ressonante com tensão grampeada pelo capacitor ressonante. DP1-DP6 diodos retificadores de saída. T3 e T5 são comandados simultaneamente. D1 D3 T1 Lr1 Lr1-Lr3 indutores ressonantes. Cr1-Cr3 capacitores ressonantes. no 1. DG1-DG6 diodos grampeadores de tensão. Princípio de Operação A operação deste conversor é baseada em alguns princípios básicos.

apenas a análise das duas primeiras etapas (ressonante e linear) é suficiente para a construção do plano de fase desta estrutura. 1a Etapa Ressonante (to. t1): A partir do circuito equivalente da figura 4.b e desprezando a queda de tensão nos diodos. e vCr2 evoluem senoidalmente. assim como a sua característica de transferência de energia. 2a Etapa (t1. D5. Obtenção do Plano de Fase Em regime permanente. determina-se a equação (5). t4 → ressonante): T2. vCr1 = 0. Curvas Relevantes e Expressões Devido à característica de fonte de corrente na saída. D6 estão conduzindo: Condições iniciais: iLr = 0. A mesma operação apresentada na 2a etapa é aqui repetida. vCr2 = Vin. 1a Etapa (to. de forma a tornar possível o estudo via simulação numérica. A partir das equações (3) e (4) pode-se construir o plano de fase da estrutura (figura 6). A corrente média de saída normalizada. t5 → linear): T2. no 1. então (6) é obtida. Io = Zo Vin  Ns  ⋅  Io  Np     (8) Referindo-se a figura 6. vCr1 = 0. Considerando a potência de entrada igual à potência de saída. D3. B. onde as tensões Vin e Eop são consideradas constantes e todos os componentes são tomados como ideais. O bloqueio dos transistores T1 e T2 ocorre naturalmente. obtém-se:  Ns   = 3 ⋅ P1φ Eop ⋅  Io ⋅  Np    (7) onde Io representa a corrente média de saída e P1φ a potência individual de cada fase (potência monofásica). 3a Etapa (t3. é possível escrever: cos( π − α 1 ) = cos( α 1 ) = Vin − Eop Eop = E Vin − Eop (9) (10) − Eop = cos( ω o ⋅ t1 ) Vin − Eop Durante a etapa ressonante a corrente de entrada é definida por: Iin( t ) = Vin − Eop ⋅ sen( ω o t ) 2 ⋅ Zo (11) 48 Eletrônica de Potência – Vol. Durante esta etapa a tensão vCr1 é mantida no valor Vin. vCr2 = Vin. Portanto. D6. Nesta etapa o mesmo modo de operação da 1a etapa é repetido. A figura 5 mostra as principais formas de onda relativas às quatro etapas de funcionamento. D4. Quando vCr2 = Vin o diodo D1 é polarizado diretamente. (3) VCr ( t ) + j Lr ⋅ I Lr ( t ) = E − E ⋅ e − jω o t Cr dI Lr ( t ) + Eop = 0 dt Eop ⋅t Lr (4) (5) (6) Lr ⋅ I Lr ( t ) = I 1 − onde: ωo = 1 / Lr ⋅ Cr . vCr2 = 0. Zo = Lr / Cr E = Vin − Eop . a tensão de entrada vac pode ser considerada constante. . a estrutura a ser analisada é mostrada na figura 4. t2 → linear): T1. Neste estudo serão apresentadas as curvas essenciais. vCr1 = 0. é definida pela equação (8). 4a Etapa (t4. vCr1. D3. vCr2 = 0.A. obtém-se a equação (3). vCr1 = Vin.a e das condições iniciais iguais a zero. ANÁLISE QUANTITATIVA Através de uma análise matemática é possível determinar os esforços de tensão e/ou corrente sobre os componentes do circuito. Cr = Cr1 + Cr 2 .I1. D1 estão em condução: Condições iniciais: iLr = I1. vCr2 = Vin. III. t1 → ressonante): T1. a potência deste conversor é dada pela soma das contribuições individuais de cada fase. vCr1 = Vin. Novembro de 2002. D5 estão conduzindo: Condições iniciais: iLr = 0. Na figura 5. As etapas de operação apresentadas a seguir estão também representadas na figura 4. t2): A partir da figura 4. que descreve o comportamento das grandezas na primeira etapa. 7. referida ao primário do transformador. D4. a corrente iLr decresce linearmente até zero. O transistor T1 conduz e iLr. as tensões vCr1 e vCr2 se mantém nos mesmos valores. O diodo D1 entra em condução. Vin − Eop = VCr ( t ) + Lr dI Lr ( t ) dt Figura 2: Tensão e corrente de entrada. C. Etapas de Operação Durante um período de chaveamento do conversor ressonante. caracterizando uma comutação com corrente nula (ZCS). 2a Etapa Linear (t1. Condições finais: iLr = 0. D2 estão em condução: Condições iniciais: iLr =. para t = t1 ⇒ ILr(t) = I1.

Essa expressão prova que o controle do fluxo de energia é realizado através da modulação da freqüência. π (15) FP = 1 − 2 sen −1q − 2q ⋅ 1 − q 2 π (16) Eletrônica de Potência – Vol. Os pontos de operação abaixo dessa linha indicam perda da comutação ZCS. Io = 3 ⋅Vm ⋅ fs 4π 2 ⋅ fo ⋅ Eop ( π − 2 sen −1q + 2 q ⋅ 1 − q 2 ) (14) Figura 5: Principais Formas de Onda. a equação (16) é obtida. A corrente de entrada média instantânea é obtida por meio da seguinte expressão: Iinmed = 1 Ts Ts ∫ 0 Iin( t )dt = 2 Ts t1 ∫ 0 Vin − Eop ⋅ sen( ω o t )dt 2 ⋅ Zo (12) onde: Vin = Vm. (13) e algumas manipulações.a mostra as curvas características do sistema. 7. A figura 7.+ T1 + V _in T2 Lr i Lr D5 D3 D4 + Eo D6 D2 D1 Cr2 V Cr1 _ + Cr1 V _Cr2 + T1 + V _in T2 Lr i Lr D5 D3 D4 + Eo D6 D2 + V _Cr2 D1 V _Cr1 (a) + T1 + V _ in T2 Lr i Lr D5 D3 D4 + Eop D6 D2 + V _ Cr2 D1 V _ Cr1 T1 + V _ in T2 i Lr Lr D5 D3 (b) + D4 + Eop D6 D2 + V _ Cr2 D1 V _Cr1 (c) Figura 4: Etapas de Operação. j I Lr Lr (d) Cr Ip I1 B A α2 α1 E C Vin VCr1 -I1 -Ip Figura 6: Plano de Fase. Substituindo a equação (2) em (15).sen(ωt). no 1. Novembro de 2002. que representa a corrente média de saída normalizada. Levando (10) em (12). (8). A linha tracejada representa o limite da condução continua. 49 . Essa expressão mostra que o fator de potência (FP) da estrutura é unicamente função do ganho estático de tensão. obtém-se: Iinmed = fs Vm ⋅ ⋅ senθ 1 2π ⋅ fo Zo (13) A equação (14) mostra que a corrente de saída é função da freqüência de operação e do ganho estático de tensão. relacionando diferentes freqüências de chaveamento com o ganho estático. encontra-se a equação (14). FP = 1 − 2θ 1 − sen( 2θ 1 ) Através das equações (7).

IV. De acordo com as características desejadas. 4o Passo: Por meio da figura 7. Lr = 56. mas isso implica em um acréscimo na corrente que circula pelos componentes do circuito. Cf1’ = Cf2’ = Cf3’ 0. A estrutura completa de potência. I T max = 2−q 2 (25) 50 Eletrônica de Potência – Vol. 1o Passo: A partir do FPmin e da figura 7. Em nossa aplicação.5o). I GD max = 1 − q (24) Corrente de pico normalizada nos interruptores de potência.4µH. a operação deve ser em condução descontínua.0µF/250V/polipropileno. fsmax = 30kHz fator de potência mínimo. Novembro de 2002. e as expressões (27) e (28) pode-se obter os parâmetros ressonantes: Io = 3 fs ⋅ FPmim Vm Np ⋅ ⋅ 2π ⋅ q ⋅ fo ⋅η Lr / Cr Ns fo = 1 2π Lr ⋅ Cr (17) onde: TSmim → período mínimo para o modo de condução descontínua. C.48). Sendo que: t D = t 2 − t1 e 1 2π To = = fo ω o (18) A equação (19) é obtida relacionando as freqüências com o ganho estático.75Ω . 7. Portanto. onde: 470µH. Lr1 = Lr2 = Lr3 46. . obtém-se o ângulo inicial θ1. Lf1 = Lf2 = Lf3 Lf11 = Lf22 = Lf33 135µH. para um pequeno valor de q. simulada e implementada.c ou equação (15). multiplicada pela relação de transformação (Np/Ns). Corrente média normalizada nos diodos de grampeamento. calculase a freqüência de ressonância fo (fo ≅ 47kHz). (22) e (23) são válidas para projeto dos retificadores de saída. a corrente Corrente média normalizada nos interruptores de potência. (Eop = 128. devido ao aumento das perdas por condução. O projeto em malha aberta do conversor pode ser resumido em cinco passos (com q fixado). mesmo quando a tensão de entrada estiver no seu ponto de máximo (elevada energia armazenada no indutor ressonante). onde: Io = 55A corrente média de saída. no 1. 5o Passo: Com fo. Durante o período de comutação há duas etapas ressonantes e duas etapas de roda-livre. I Tef 2 eficaz normalizada nos interruptores = 3  fs( 1 − q 2 )  8 2 −1 q + 2q 1 − q + ( 1 − q ) 2  (23 ( 2 − q ) cos 3 q−2 3q 2π fo   ) Corrente de pico normalizada nos diodos de grampeamento. Corrente eficaz normalizada nos diodos de grampeamento. RESULTADOS DE SIMULAÇÃO E EXPERIMENTAIS Os estudos via simulação tiveram como finalidade verificar a possibilidade de implementação do sistema proposto. A partir da figura 5 (desconsiderando o tempo morto e os pulsos de comando). há uma relação ótima entre o FP e q. Cf1 = Cf2 = Cf3 1.b ou da equação (19). comprometendo o rendimento do sistema. FPmin = 0. a seguinte equação é obtida: Tsmin = 1 = 2t1 + 2t D = 2( t1 + t D ) fsmin Corrente eficaz no indutor ressonante. Especialmente nos casos de fontes de alimentação variáveis.95. principalmente no que se refere à ondulação de corrente na saída e à comutação ZCS nos interruptores de potência. Procedimento de Projeto e Exemplo De acordo com as características de entrada e saída desejadas. 3o Passo: Com q é possível determinar a tensão primária do transformador e a relação de transformação (Np/Ns = Eop/Eo).7). fs. tem-se: Zo = 16. freqüência máxima de chaveamento. 2o Passo: Com o FPmin determina-se q através de (16) (q = 0. sendo média nos diodos de grampeamento. obtém-se um excelente fator de potência para o conversor.8µH.27µF/400V/polipropileno. as expressões (21). o conversor é projetado para carregar quatro baterias conectadas em série. a relação entre a freqüência de operação e a freqüência de ressonância é determinada de forma a garantir que a comutação do transistor de potência se realize com corrente nula (Vin = Vm). depois de escolher a tecnologia dos interruptores de potência. fsmax = fo π  q  2 cos −1   q − 2  + q 1− q    (19) O equacionamento para dimensionamento dos diodos e dos transistores é apresentado a seguir. FPmim.4 e Np/Ns = 2. que é o ângulo inicial para transferência de energia (θ1 = 0. I GDef = 4 fs 3 fo ⋅ π q 3 ⋅( 1 − q2 )⋅( 1 − q ) 2 3 (22) de Corrente potência. q. Cr = Cr1 + Cr2 = 243nF.95 Eo = 48V tensão de saída. é possível projetar e simular o carregador de baterias.5rad = 28. I GDmed = fs 4π 2 ⋅ fo ⋅ q ⋅ ( π − 2 sen −1q − 2q ⋅ 1 − q 2 ) I GDmed (20) (27) (28) onde: I GDmed = I GDmed ⋅Vm / Zo .Com a mesma relação entre freqüências. Logo. é apresentada na figura 8 e as especificações dos componentes são dadas abaixo. I Tmed = fs 4π 2 ⋅ fo ⋅ q 2 ⋅ ( π − 2 sen −1q + 2q 1 − q 2 ) (21) Para um rendimento η = 0. Vef = 380V tensão eficaz de entrada. I Lr = I T 1ef 2 + I T 2ef 2 = 2 ⋅ I Tef (26) A corrente nos diodos do retificador de saída é a mesma no interruptor de potência.

51 .2.4 0. Semikron. Co 4500µF/100V/eletrolítico.9 0.8 1 q (a) Característica de saída b) Relação fsmax/fo vs q FP q (c) Relação entre FP e θ1.Cr1 = Cr2 = Cr3 Cr4 = Cr5 = Cr6 = 119µF/400V/polipropileno. 1 0.1.6 0.7Ω.. Semikron. no 1.2 0.9 x DG1-DG6 SKR e SKF 2F15/08. Figura 7: Curvas para projeto.4 0. Semikron.1 0. Rc 2. DP1-DP6 SKR 2F17/08. D1-D4 = D5-D8= Ponte retificadora SKBB500C3200/ D9-D12 2200. 0. Cr1 DP1 Lr1 T2 Cf1'' DG2 Cr2 Tr1 DP2 Lf2 vac1 Cf2/2 vac2 Cf2/2 vac3 Lf22 Rp Rp Rc D7 D8 D5 D6 T3 Cf2' T4 Cf2'' DG3 Cr3 DP3 Lr2 DG4 Do Lo Cr4 Tr2 Co Eo Ro DP4 Lf3 Cf3/2 Cf3/2 Lf33 D9 Rp Rp Rc D11 D12 D10 T5 Cf3' T6 Cf3'' Lr3 DG5 Cr5 DP5 DG6 Cr6 Tr3 DP6 Figura 8: Estrutura de Potência implementada Eletrônica de Potência – Vol.. Rp 150kΩ. T1-T6 IGBT SKM40GB101D.. Novembro de 2002. IO fs/fo = 0. Lf1 Cf1/2 Cf1/2 Rc Lf11 D1 Rp Rp D3 D4 D2 T1 Cf1' DG1 (d) Relação entre FP e q.6 0. Lo 1.2 0 q 0 0. Eo 4x12V baterias. 0. 7.2µH.8 0. Semikron..

Como características negativas tem-se: fluxo de potência pulsante e elevado número de componentes. respectivamente. É possível observar que a tensão da rede disponível no laboratório tem uma distorção harmônica e a corrente segue essa distorção. mas é modulada com o dobro da freqüência de chaveamento. 2ms/div) (a) Corrente de entrada.b. CONCLUSÕES O conversor estudado neste artigo comporta-se de acordo com a análise matemática previamente desenvolvida.Vin/100 15A Iin 0A -15A (5A/div. no 1. sem e com filtro.c.8kW. é apresentada na figura 11. mantendo a isolação. Na figura 10.5µs/div) (d) Detalhe da comutação (ZCS). Uma ondulação em 360Hz (∆I ≈ 2. As figuras 9. Verifica-se que os interruptores principais comutam em ZCS. i T v T (1A/div. cujos valores são respectivamente 58A e 3A.b mostra a tensão e a corrente no circuito ressonante. 61A I(EO) IO (5A/div. o que o torna um sistema muito simples de ser implementado. Os resultados obtidos são coerentes com os da simulação.d) Resultados de simulação. devido a configuração utilizada é possível o uso de módulos padronizados. A freqüência de operação determina a potência de saída. A característica de fonte de corrente na saída oferece facilmente a possibilidade de associação em paralelo.a tem-se a tensão de linha e a corrente filtrada de linha. A entrada do tipo trifásica permite diminuir drasticamente a ondulação da corrente de saída Finalmente os autores consideram a estrutura proposta particularmente interessante para aplicações industriais. facilitando o projeto do sistema e aumentando a confiabilidade global. Figura 9: (a.d. Novembro de 2002.5ms/div) (b) Tensão e corrente de entrada filtrada. V. Verifica-se que a corrente magnetizante é muito pequena. O circuito de comando gera pulsos complementares que acionam cada um dos interruptores de cada fase instantaneamente. A Tabela I apresenta os valores medidos a partir de um protótipo de laboratório. A figura 10. 0 A figura 9 mostra as principais formas de onda obtidas por simulação usando o programa PROSCES [8]. As perdas mais relevantes ocorreram no retificador de saída e nos elementos magnéticos. O detalhe da comutação está representado na figura 9. .b mostram a corrente de entrada na fase 1. A característica de comutação ZVS fica comprovada na figura 10.a e 9. tendo em vista que a perda de um dos módulos de uma fase. 52 Eletrônica de Potência – Vol. mantém o sistema operando.98 e θ1 = 0. A corrente de saída é apresentada na figura 10. os valores medidos estão em torno de 600mA.d. embora com 30% a menos de potência. A figura 9. a qual apresenta como resultados: Po ≈ 2.c.52rad. Além disso. FP ≈ 0. Os conversores em cada fase são independentes. A curva de rendimento (η x fs) para q fixo.5A) é observada devido principalmente ao fato que a corrente de saída é a soma de três correntes defasadas de 120o.2. A freqüência dessa corrente é de 60Hz.c apresenta o valor médio e a ondulação de corrente na saída do conversor.5ms/div) 56 (c) Corrente de saída (5A/div. Ele apresenta alto fator de potência sem a necessidade de circuitos intermediários. onde são apresentadas a tensão e a corrente no IGBT para a máxima potência de saída. 7.

Hobson. et al.976 0. Rec.2A/div. Sua área de atuação compreende: desenvolvimento de conversores para tratamento de energia solar com alta qualidade de energia. Erickson. em 24 de Abril de 1955. “A High Efficiency 3kW Switching Battery Charger”. Oct. 42-47. Rec. Sua área de interesse concentra-se em conversores de alta freqüência e alto fator de potência. Gauger et al.. SP. “Unity Power Factor Battery Charger by LVI”. Concluiu o Doutorado no INPT. [4] D. J. pp. Sebastian. 58-65. nasceu em São Paulo. Latos.0A X TABELA I: Valores medidos para condições nominais. Florianópolis – SC em 1978 e 1981.3 FP 0.. IEEE INTELEC’86 Conf. nasceu em Florianópolis. June 1993. C. June 1982.4 3.. “A Novel Power Factor Corrected Single Ended Resonant Converter With Three Phase Supply”. 657-661. no 1. Formou-se em Engenharia Elétrica e obteve o título de Mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina. pp. Rec. 10µs) (d) Tensão e corrente no IGBT. 500V/div. R. SC. η(%) 95 94 93 92 91 90 22 24 26 28 30 fs(kHz) Fig.0A x (10A/div. em 1986.. 200V/div. Eletrônica de Potência – Vol. Rec. Elias Sebastião de Andrade. D.11 – Curva de rendimento. “An Active Power Factor Correction Technique For Three Phase Diode Rectifiers”. Denizar já publicou mais de 100 trabalhos científicos entre revistas e congressos nacionais e internacionais. da SBA e do IEEE. pp. Martins. Uceda. IEEE PESC’92 Conf. 502-507. 1341-1351... 2ms/div) (c) Corrente de saída. W. Figura 10. Prasad. 0V 0A (10A/div.01 4.. respectivamente. 0 0A X (10A/div.06 DHT I(%) 23. respectivamente.76 DHT V(%) 3.Vin Iin 0V. DADOS BIOGRÁFICOS Denizar Cruz Martins.4 3. Rec. IEEE PESC’82 Conf. June 1992. 341349. Manias. Florianópolis – SC. [3] B. “Performance Study of PROSCES/MACHINE”. S. pp. Simonetti. “Single-Switch Three Phase Power Pre-Regulator Under Variable Switching Frequency and Discontinuous Input Current”. Pforr. pp. 1990. fase R S T IRMS 4. [6] E. em 23 de agosto de 1965. Atualmente é professor titular do Depto. [5] P. Ziogas.35 20. 115-121. 1986.973 0. O Prof. [1] D. pp.. É membro da SOBRAEP. Ismail. J. IEEE PESC’92 Conf.980 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (200V/div. June 1989. June 1992. Rec. in Power Quality Proc. IEEE PESC’89 Conf. Novembro de 2002. Ignazia. IEEE PESC’93 Conf. September 1996. Toulouse – França. Formou-se em Engenharia Elétrica e obteve o título de Mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina. V I 0V. conversores de alta freqüência e simulação de conversor estáticos. [2] T. Nov. 7.6 22. pp. “A Single Transistor Three Phase Resonant Switch For High Quality Rectification”. realizou mais de 30 consultorias técnicas e obteve 02 patentes de invenção e um registro de software. pp. A. 53 .02 4. de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Santa Catarina.. [7] J.5ms/div) (a) Tensão de entrada e corrente de entrada filtrada. Basack.. 10us/div) (b) Tensão e corrente no circuito ressonante. IEE-PEVD’96 Conf. Rec. “A Three-phase off-line Switching Power Supply With Unity Power Factor and Low TIF”. Resultados Experimentais. Florianópolis – SC em 1992 e 1994. 1369-1375. L. [8] D.

Para se obter um procedimento sistemático para o projeto dos controladores. Baggio. e procedimentos sistemáticos de projeto são apresentados utilizando representação por variáveis de estado para a malha interna de corrente e para a malha externa de tensão.org.R. resultando em um modelo discreto simples de primeira ordem linear invariante no tempo (LTI). Isto ocorre principalmente devido à facilidade da implementação de técnicas de controle avançadas em controladores digitais sem que a complexidade dos circuitos do controlador aumente. permitindo-se utilizar todas as vantagens da capacidade de processamento dos controladores digitais. a predictive state observer is employed to compensate the delay time associated to the discrete implementation.5kW são apresentados para validar a análise desenvolvida bem como para demonstrar a boa performance do sistema. este conversor é atrativo para aplicações de alta tensão no barramento cc e alta potência.14]. Hey. Desta forma. A lógica de chaveamento que garante a divisão simétrica de tensão do barramento cc para o TLB-PFC proposta em [2] é utilizada. o regulador linear quadrático discreto (discrete linear quadratic regulator DLQR) para regime permanente foi escolhido como método para obtenção dos ganhos dos controladores.14]. Controladores servos com realimentação de estados foi escolhido para ambas a malha interna de corrente e a malha externa de tensão.4. controladores digitais estão se tornando cada vez mais baratos. Resultados experimentais de um protótipo de 1.A.E.MODELAGEM E CONTROLE DISCRETO PARA O RETIFICADOR PFC BOOST TRÊS NÍVEIS J. I. Neste artigo. In addition.3. um modelo não linear considerando a lógica de chaveamento utilizada é obtido.13. H. a performance do sistema depende do método adotado para a discretização do controlador [8. Gründling. (ii) o modelo do sistema no domínio de tempo contínuo é discretizado e então um controlador digital é projetado no domínio de tempo discreto. servo controllers with state feedback are developed and designed using the discrete linear quadratic regulator approach. os controladores são geralmente projetados baseados em modelos de pequenos sinais e/ou modelos médios no domínio de tempo contínuo [2. (iii) é possível a regulação da tensão do ponto central do barramento cc [2]. O modelo não linear é então linearizado. renes@ctlab. Furthermore. no 1. Entretanto. 54 Eletrônica de Potência – Vol. H.L. O primeiro método geralmente é preferível uma vez que as técnicas de controle no domínio de tempo contínuo são bem conhecidas. Existem basicamente dois modos de se projetar um controlador digital: (i) o controlador é projetado baseado em um modelo contínuo e posteriormente é discretizado para a implementação digital [2. bem como o comportamento do retificador TLBPFC com o controlador discreto proposto. Além disto. Da mesma forma. Pinheiro Universidade Federal de Santa Maria CT / NUPEDEE / GEPOC 97105-900 – Santa Maria – RS – Brasil E-mail: josebaggio@ieee. (ii) o volume do indutor do TLB é um quarto do volume do indutor do boost convencional [1. tornando-os fortes candidatos para a substituição dos circuitos analógicos convencionais [6. um observador de estados preditivo é empregado para compensar o tempo de atraso associado à implementação discreta da lei de controle da malha interna de corrente. H. Como resultado.5kW são apresentados para demonstrar a performance do sistema proposto. Resultados experimentais de um retificador de 1. Circuitos integrados dedicados para correção de fator de potência têm sido amplamente utilizados pela industria.5kW TLB-PFC rectifier are presented to validate the analysis carried out as well as to demonstrate the good performance of the system. Novembro de 2002.5]. Controladores servos com realimentação de estados são utilizados. o segundo método é preferível quando um modelo discreto acurado da planta é obtido. que representa o comportamento discreto da corrente no indutor do retificador TLB-PFC. Pinheiro. INTRODUÇÃO O retificador boost três níveis com fator de potência corrigido (Three-level boost power factor corrected TLBPFC) está sendo cada vez mais utilizado devido às seguintes vantagens: (i) os interruptores e diodos são projetados para suportar somente a metade da tensão do barramento cc. Por outro lado. Por outro lado.br Resumo – Este artigo apresenta um controlador discreto para o retificador boost três níveis com fator de potência corrigido. sendo projetados utilizando-se um regulador linear quadrático discreto. Abstract – This paper presents a discrete control for the three-level boost power factor corrected rectifier. experimental results from a 1. Modelos discretos lineares de primeira ordem para ambas as malhas de tensão e corrente são apresentadas. o segundo método foi adotado. É apresentada uma descrição detalhada da lógica de comando que garante a divisão simétrica de tensão do barramento cc. 7. um modelo discreto de primeira ordem invariante no tempo é utilizado para o projeto do controlador da tensão do barramento cc. um observador de estados preditivo é utilizado para compensar o tempo de atraso associado à implementação em processadores digitais.2]. Then. J. Além disto.7.9.8].ufsm. Finally. a detailed description of the logic command that assures half dc bus sharing is described. Linearized discrete models for both the current loop and for the voltage loop are shown. Nestes casos. .

TABELA I Lógica de Chaveamento S1 S2 Região 1 (vin<v1) v1<v2 v1>v2 PWM ON ON PWM Região 2 (vin>v1) v1<v2 v1>v2 OFF PWM PWM OFF D1 vgS1 S1 C1 C2 v1 v2 vgS2 D2 v1 v2 A lógica de comando apresentada na TABELA I. (iv) O conversor opera em CCM. A estrutura adotada para o controlador segue a bem conhecida e utilizada técnica onde a malha externa de tensão opera em baixa freqüência e regula a tensão do barramento cc. vin Switching Logic u iL iref ucc Current Loop Controller Voltage Loop Controller v o ref 2 Fig. Um modelo discreto para grandes sinais pode ser facilmente obtido fazendo-se as seguintes considerações: (i) A freqüência de comutação é muito maior do que a freqüência da rede. CH. de forma que v1=v2. 3 – Divisão simétrica de tensão do barramento cc. com alto fator de potência [2.1 indica se v1 é maior do que v2 (nível alto) ou vice-versa. no 1. 1 apresenta o diagrama de blocos do controlador digital para o retificador TLB-PFC. um modelo para a corrente no indutor deve ser obtido. carrega-se o comparador interno do gerador PWM com o valor máximo. O sinal de controle u gerado pela malha de corrente é utilizado na lógica de comando que define qual interruptor entra em condução ou é bloqueado. onde CH. (ii) A lógica de chaveamento que garante a divisão simétrica de tensão do barramento cc está operando corretamente.2 Modelo Discreto LTI para a Malha de Corrente Uma malha de corrente com larga banda passante deve ser projetada para fazer a corrente no indutor seguir a corrente referência. de forma que a tensão de entrada pode ser considerada constante entre dois períodos de comutação.1 Lógica de Chaveamento para a Divisão Simétrica da Tensão do Barramento cc O retificador TLB-PFC operando em modo de condução contínua (CCM) pode apresentar quatro etapas de operação. 7. 2. MODELAGEM DO CONVERSOR A Fig. A lógica de chaveamento utilizada é apresentada na Tabela 1. 2. L vin S2 C2 S1 C1 vin S2 C2 L S1 C1 Fig. carrega-se o comparador com zero. Nesta seção são apresentados os modelos discretos propostos para o projeto dos controladores. 1 – Retificador TLB-PFC com controle digital. Para este propósito. Esta técnica utiliza a energia armazenada no indutor para equalizar a tensão nos capacitores C1 e C2. A Fig. L iL vin vgS2 S2 vgS1 DSP controller interruptor que está em condução ou está bloqueado é definido pela comparação entre as tensões nos capacitores. 3 demonstra a divisão simétrica de tensão no barramento cc.3 e 4 apresentam as tensões de saída v1 e v2. Para a geração do sinal ON. O uso desta técnica é indicado quando cargas tais como conversores dc-dc multíniveis consomem potência desbalanceada das duas tensões de saída do retificador TLBPFC. conforme apresentado na Fig. 55 . OFF) foram obtidos utilizado os geradores PWM internos do DSP. 2 – Etapas de operação do retificador TLB-PFC em CCM.II. O sinal PWM é obtido carregando o comparador interno do gerador PWM com o valor obtido pela lei de controle.11]. e os sinais de comando (PWM. Novembro de 2002.3. u.6. Desta forma. enquanto que para a geração do sinal OFF. em fase com a tensão de entrada retificada vin tão próxima quanto possível. 2. (a) Etapa 1 L vin S2 C2 S1 C1 vin L (b) Etapa 2 S1 S2 C1 C2 (c) Etapa 3 (d) Etapa 4 Fig. enquanto que uma malha rápida interna de corrente regula a corrente no indutor boost. (iii) As duas tensões de saída são constantes dentro de dois períodos de comutação. A corrente de referência iref para a malha interna de corrente é obtida multiplicando-se a tensão de entrada retificada medida pela saída do controlador do barramento cc (ucc). com 5V/div. o Eletrônica de Potência – Vol.4. A lógica de chaveamento que permite a divisão simétrica de tensão do barramento cc mesmo para cargas desbalanceadas foi apresentada em [2]. ON. nos estágios 2 e 3. foi implementada por software.

obtém-se: ( kv +1) Tcc ( kv +1)Tcc 1 d 2 2 ∫kvTcc 2 C cc dt x = ∫kvTcc u cc v p sin (ωt ) dt (13) ( k +1)Tcc −∫ v p out dt kv Tcc 2 2 2 onde x = v o (t ) e v in = v p sin 2 (ωt ) . Desta forma. Definindo-se uL(k) conforme (2)  v in (k )T v o (k )T v o (k )u (k )T − + . sendo que v1 e v2 são iguais. vin (k )T v o (k )T v o (k )u (k )T  . sendo considerada constante dentro de meio período da tensão de entrada. . na região 2 L L L 2L  (1) onde T é o período de amostragem. (8) pode ser simplificada. na região 2   v o (k )T   2. considerando-se que a energia armazenada no indutor é muito menor do que a energia armazenada nos capacitores de saída [16].vin ) − p out (12) 2 dt onde ucc é a ação de controle da malha de tensão. (3) Como (3) representa um modelo discreto LTI. Integrando-se ambos os lados de (12) do início até o fim de meio ciclo da tensão de entrada.  u L (k ) L − v in (k )T  2 + 1. onde o quadrado da tensão de saída é utilizado como variável de estado. no 1. Para se obter um modelo discreto para o projeto do controlador da malha externa de tensão.Desta forma. pode-se obter (5). Pelo princípio da conservação de energia. (u cc . resolvendo-se a equação diferencial que descreve o comportamento da corrente no indutor em CCM desde o início até o fim de um período de amostragem (comutação). na região 2  L L 2L  (2) o seguinte modelo LTI é obtido: i L (k + 1) = i L (k ) + u L (k ) . Para reduzir os problemas com modelos médios. Isto é realizado utilizando-se (4). um controlador discreto linear pode ser projetado para produzir uL(k). 4. 4 – Representação simplificada do retificador TLB-PFC. Substituindo-se em (7) as equações da energia armazenada no indutor e a energia armazenada nos capacitores. ein = e L + eCcc + eout (5) onde ein. eL. portanto. Deve-se salientar que uL(k) deve ser convertido para u(k) a cada período de amostragem. na região 1  L  2L 2L u L (k ) =   v in (k )T − v o (k )T + v o (k )u (k )T . A solução de (13) é: x(kv + 1) = x(kv ) + ou x(kv + 1) = Gcc x(kv ) + H cc ucc (kv ) + Fcc P(kv ) (15) 2 ucc (kv ) vp Tcc Ccc − 2 P(kv ) Tcc Ccc (14) 56 Eletrônica de Potência – Vol. enquanto que na região 2 ocorrem as etapas 2. um modelo linear de grandes sinais para o conversor boost com malha interna de corrente foi apresentado em [11]. eCcc e eout são respectivamente a energia fornecida pela rede. (10) pode ser reescrita conforme (11).12]. os possíveis modos de operação do retificador TLB-PFC podem ser representados pela Fig. que neste caso é o mesmo período de comutação. Além disto.11.3 Modelo Discreto LTI para a Malha de Tensão O uso de modelos linearizados para sistemas não lineares é geralmente adotado para o projeto de controladores para a malha de tensão de conversores boost [6. 1 d v in i L = C v o 2 + p out (10) 2 dt . Este método Uma vez que a corrente no indutor está em fase com a tensão de entrada. na região 1 − + i L (k ) +  L 2L 2L i L (k + 1) =  i (k ) + vin (k )T − v o (k )T + v o (k )u (k )T . obtém-se: 1 d 1 d p in = L i L 2 + C v o 2 + p out (8) 2 dt 2 dt onde C + C2 C= 1 (9) 2 Eq. Novembro de 2002. o modelo discreto linear variante no tempo pode ser obtido (1). Derivando-se ambos os lados de (5). na região 1    v o (k )T   u (k ) =  (4)   u L (k ) L − v in (k )T  + 12. 1 d v in. (u cc . Devido ao uso da lógica de chaveamento para a divisão simétrica de tensão. L vin(k) S1 S2 (c) Etapa 3 v1(k) v2(k) L vin(k) S1 S2 (d) Etapa 4 v1(k) v2(k) ( ) Fig. 2 e 3. a energia armazenada no indutor. obtém-se: d (ein ) d (e L ) d eCcc d (eout ) (6) = + + dt dt dt dt ou d d (7) pin = e L + eCcc + pout dt dt onde pin e pout são respectivamente a potência de entrada e a potência de saída do TLB-PFC. assume-se que a corrente no indutor segue a referência com erro nulo. a energia armazenada nos capacitores e a energia entregue à carga. 3 e 4. 7. o comportamento da corrente no indutor é o mesmo durante as etapas 2 e 3. L vin(k) S2 (a) Etapa 1 S1 v1(k) v2(k) L vin(k) S1 S2 (b) Etapa 2 v1(k) v2(k) possibilita a obtenção de um modelo simples de primeira ordem.vin ) = C v o 2 + p out (11) 2 dt 1 d 2 C v o = v in. pode-se concluir que na região 1 ocorrem as etapas 1.

Os ganhos do controlador são selecionados de modo a minimizar a função custo discreta (23). Neste artigo. a compensação deste tempo de atraso é necessária para evitar degradação da performance do controlador [8. ˆ u L (k + 1) = v(k + 1). 5 não considera o tempo requerido para se computar a lei de controle. PROJETO DOS CONTROLADORES Nesta seção a malha interna de corrente e a malha externa de tensão serão projetadas de uma forma sistemática usandose o controlador ótimo linear quadrático discreto em regime permanente [15].5 e k2=1. 5 – Sistema servo com realimentação de estados e ação integral. 6. sendo que as matrizes Qi e Ri utilizadas foram Qi=diag(1. onde ucc(kv) é a ação de controle e P(kv) é um distúrbio proporcional ao valor médio da potência de saída em meiociclo da tensão de entrada. 7 representa o diagrama de blocos completo do controlador da malha interna de corrente proposto para o retificador TLB-PFC. 6 – Sistema servo com realimentação de estado observado e controlador integral. A Fig. Este tempo gasto com o processamento produz um atraso que torna-se significativo quando se opera em altas freqüências de amostragem/comutação.onde 2T (16) Fcc = − cc Ccc Ccc Devido ao uso de vo2 como variável de estado ao invés de vo. Novembro de 2002. selecionandose um valor entre zero e um para rejeitar ruídos de aquisição presentes nos sistema. iref v(k) uL(k) k1 Planta 2 Tcc vp Uma vez que Qi e Ri são definidos.14]. onde pode-se perceber a conformidade dos resultados experimentais com o resultados obtidos através de um processo interativo. 57 . Os ganhos de realimentação utilizados são k1=0. 5. a representação por variáveis de estado (15) é LTI. (10) O observador de estados (10) é assimptoticamente estável se 0<ke<1.DLQR) para garantir a performance desejada em malha fechada [15]. Os ganhos de realimentação k1 e k2 foram obtidos utilizando-se o a técnica de controle ótimo Regulador Quadrático Linear Digital (digital linear quadratic regulator . no 1. o projeto do servo de corrente é transformado em um problema de projeto de realimentação de estados. os ganhos k1 e k2 podem ser obtidos a partir da solução recursiva da equação de Ricatti.1) e Ri=1. Portanto. a performance do sistema depende dos valores especificados em Qi e Ri. A corrente ˆ estimada no próximo período iL (k + 1) é então utilizada para a obtenção da ação de controle uL(k+1) para o próximo período. resultando em um observador com resposta dead-beat. (iii) heuristicamente. 8 apresenta a resposta transiente simulada e experimental devido a um degrau na corrente de referência iref. 1 ∞ J = ∑ x i T (k )Q i x i (k ) + u L (k ) Ri u L (k ) (23) 2 k =0 É importante salientar que o diagrama apresentado na Fig. onde o ganho do observador ke pode ser definido de diferente formas: (i) utilizando-se a técnica do filtro de Kalmann.k 2 (8) ˆL (k ) v(k + 1) = v(k ) + iref (k ) − i (9) O diagrama de blocos do controlador com o observador de estados preditivo é apresentado na Fig.iL (k ) Eletrônica de Potência – Vol. 3. Mesmo que o sistema resultante seja sempre estável. Para este propósito..2 e é representado por (3).1 Controlador da Malha Interna de Corrente Um sistema servo com realimentação de estados e controle integral é adotado para controlar a corrente no indutor. O modelo da planta foi obtido na Seção 2. O diagrama do controlador é apresentado na Fig. 7. (ii) fazendo-se ke=1. um observador de estados preditivo é utilizado para estimar a corrente no indutor no próximo período. O sistema é assimptoticamente estável se a matriz Qi é definida positiva ou Hermitiana semidefinida positiva e Ri é positivo. A Fig. ˆ A corrente estimada iL (k + 1) é dada por: ˆ ˆ iL (k + 1) = (1 − k e )iL (k ) + u L (k ) + ke .13. iref v(k+1) k1 z −1 iL – z −1 – k2 – – k2 z −1 uL(k) Planta z −1 iL z −1 Fig. as variáveis erro de estados são definidas: i Le (k ) = i L (k ) − i L (∞) (7) u Le (k ) = u L (k ) − u L (∞) Como resultado. (19) Para a obtenção dos ganhos de realimentação. Gcc = 1 H cc = III. A comparação dos resultados valida o projeto desenvolvido. a representação por erro de espaço de estados torna-se:  i Le (k + 1)  1 1  i Le (k )  0 (21) u (k + 1) =   +   w(k )   Le  0 0 u Le (k ) 1 onde  i (k )  w(k ) = [− k1 1 − k 2 ] Le  u Le (k ) (22) As principais equações do sistema são: i L (k + 1) = i L (k ) + u L (k ) u L (k ) = k1v(k ) + k 2i L (k ) v(k ) = v(k − 1) + iref (k ) − iL (k ) (5) (6) ˆ i ( k + 1) z −1 ˆ i (k ) - ke Observador de estados preditivo Fig.k1 + i L (k + 1).

9 – Sistema servo com realimentação de estados para a malha externa de tensão.). 9.C2 Descrição IGBTs 27N60C3DR HFA25PB60 1mH 470µF / 400V Fig.22µs (45kHz). os quais foram obtidos utilizando-se Q=diag (10. O diagrama de blocos do controlador é apresentado na Fig. A Fig.01. um sistema servo com realimentação de estados e controle integral é utilizado para o controle da tensão do barramento cc. uma vez que isto ocorre quando a tensão de entrada é próxima de zero e a variável de controle u praticamente não muda nesta região [2]. quando a tensão de entrada cruza por zero. o qual apresenta internamente 3 geradores de PWM. S2 D1. D2 L C1. (b) Resultado experimental (500mA/div. Salienta-se que quando a malha de tensão é efetuada. 7. 11 apresenta a tensão de entrada e a corrente de entrada. vo2 – z −1 – k2cc A relação de componentes utilizados no protótipo está apresentada na TABELA II. 10 – Distribuição das rotinas de controle em meio-ciclo de rede. Componente S1 .6.7244 e k2cc =4. Os ganhos de realimentação utilizados para a malha externa de tensão foram k1cc =1. ucc (k v ) = k1cc vcc (k v ) − k 2cc x(k v ) (27) 2 2 vcc (k v ) = vcc (k v − 1) + vref (k v ) − vo (k v ) A Fig. 7 – Controlador da malha interna de corrente proposto para o retificador TLB-PFC. As leis de controle foram implementadas em um único processador de sinais digitais (digital signal processor – DSP) de ponto fixo TMS320F241. (28) 58 Eletrônica de Potência – Vol.5kVA operando a 45kHz foi implementado para demonstrar o comportamento dos controladores e modelos discretos propostos. O fator de potência da corrente de entrada é muito próximo de um (PF=0.1 e é representado por (15). 9 a ação de controle ucc(k) e a variável erro integrado vcc(k) podem ser obtidos:. 10 demonstra como as rotinas de controle são executadas dentro de um semi-ciclo de rede. no 1.2859. 3 Lógica de Chaveamento z −1 ˆ i (k + 1) z −1 ˆ i (k ) - ke Observador de estados preditivo Os ganhos de realimentação do controlador k1cc e k2cc podem ser obtidos utilizando-se os mesmos procedimentos descritos na Seção 3. 4 limitador Eq. TABELA II Lista de Componentes e Dispositivos Utilizados no Protótipo. sendo que o modelo da planta foi obtido na Seção 3. O período de amostragem para a malha de corrente é T=22. vref2 vcc(kv) k1cc ucc(kv) Planta Hcc −1 Cálculo da lei de controle da malha de tensão kv kv+1 Fig. RESULTADOS EXPERIMENTAIS Um protótipo de 1. Este procedimento não produz distorção de corrente. a malha de corrente não é calculada. Corrente no indutor 3.iref v(k+1) uL(k+1) k1 u(k+1) vgS2 ZOH + PWM iL(k) vgS1 – v(k) – k2 Eq. Fig.2 Controlador da Malha Externa de Tensão De um modo similar à malha interna de corrente.995) .2) e R=0. enquanto que a malha de tensão é efetuada somente uma vez a cada 8. 8 – Corrente no indutor para um degrau em iref: (a) Resultado de simulação.u(k) Aquisições e controle de corrente Aquisições e controle de corrente kT (k+1)T (b) Fig. . Embora controladores rápidos tenham sido apresentados [3. Novembro de 2002. A partir da Fig. para operação a plena carga.4. (a) T.33ms (120Hz).1. aqui a freqüência de amostragem da malha externa de tensão é mantida em 120Hz para reduzir os esforços computacionais bem como para melhorar o fator de potência da entrada. IV.11].

1995. Y. 13 – Limites de harmônicas da norma e harmônicas do TLB. A Fig. Lee.A. 12. pp. "Power factor preregulators with improved dynamic response". 12 apresenta resultados de simulação e resultados experimentais para um degrau de 50% a 100% de plena carga. o observador fornece um grau adicional de liberdade para a filtragem dos ruídos presentes na amostragem da corrente no indutor. Além de compensar o tempo de atraso. H.5kW validam a análise desenvolvida. 1996. CONCLUSÃO Este artigo apresenta controladores discretos para o retificador com fator de potência corrigido boost três níveis.Jovanovic. Vidor. Pinheiro. Rossetto. A Fig. V. bem como a validação da análise desenvolvida.Jing. pp. Modelos discretos lineares para ambas as malhas de tensão e corrente são apresentadas e validadas experimentalmente. (b) Resultados experimentais. no. Resultados experimentais de um protótipo de 1. on Power Electronics.R. Eletrônica de Potência – Vol. e à CAPES pelo apoio financeiro. 11 . Power Electronics Specialists Conference. P. D. 7.T. o qual garante comportamento assimptoticamente estável para a malha de corrente e a malha de tensão. Gründling. Pode-se verificar a boa performance do sistema para o transiente. 13 apresenta o conteúdo harmônio requerido pela norma (IEC61000-3-2) e o conteúdo harmônico para a corrente de entrada para as harmônicas pares e ímpares. "Singlephase three-level boost power factor correction converter". no 1. 2. já que elas são muito menores e estão em conformidade com as exigências da norma.Resultados experimentais: corrente de entrada (5A/div) e tensão de entrada vin (100V/div). Novembro de 2002. 1997. 12 – Corrente no indutor e tensão de saída vo para um degrau de carga de 50% a 100% no retificador TLB-PFC: (a) Resultados de simulação. Spiazzi. Para compensar atrasos devido à computação das leis de controle. Harmônicas de 9a ordem em diante não são apresentadas neste gráfico. "Dual output three-level boost power factor correction converter with unbalanced loads". pp.L. (a) (b) Fig. Pode-se perceber que o conteúdo harmônico do retificador TLB é menor do que os limites especificados pelas normas para equipamentos da classe A.R. uma vez que os resultados experimentais apresentam boa correspondência com os resultados de simulação. Controladores servos com realimentação de estados são utilizados em ambas as malhas de tensão e de corrente. Mattavelli.C. F. [3] G. 343349.3 Norma Harmônicas do TLB 2 1 0 2 3 4 5 6 7 8 9 Fig. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem à Thornton Inpec Eletrônica LTDA e à Epcos capacitores pela doação de componentes utilizados neste trabalho. [2] J. 59 . Applyed Power Electronics and Specialists Conference. um observador de estados preditivo foi projetado e implementado. vol. 434-439. Zhang. M. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] M. Um procedimento sistemático para selecionar os ganhos de realimentação é apresentado baseado no regulador quadrático linear discreto. IEEE Trans. Fig. vol. bem como demonstram a boa performance do retificador TLB-PFC com os controladores discretos propostos. 1. L. 733-737.

C. Brasil. Thottuvelil. Formou-se em Eng. Appl. R. 1996. nasceu em Santa Maria .S. Botterón. vol. IEEE Ind. 374-382. Rech. Stankovic. em 1977. Sua área de interesse compreende Eletrônica de Potência. ele realizou Pós-doutorado na área de Sistemas de Energia Distribuídos. H. Ele formou-se em engenharia elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.1. Brasil. Santa Catarina. [8] S. J. Brasil. I. Pinheiro. H. Heyman. de Eletrônica e Computação da Universidade Federal de Santa Maria. “Analog & digital control system design”. e o grau de doutor pela Concordia Univeristy. Leeb. em 1997. on Power Electronics.T. H. [12] J. Martins. Santa Maria-RS. Formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Maria. Suas áreas de interesse incluem Controle Adaptativo Robusto por Modelo de Referência. em 1987. Jin. 1993. foi um dos fundadores do Grupo de Eletrônica de Potência e Controle (GEPOC). Eissa. Mitwalli. em 1995. Hey. Atualmente. Em 2001 e 2002.R. [13] S. A. Ele atualmente é Professor Adjunto no Departamento de Eletrônica e Computação na Universidade Federal de Santa Maria. "High performance predictive dead-beat digital controller for dc power supplies". Prentice-Hall.Rio Grande do Sul. pp. em 1981.J. pp.11. no. De 1995 a 1999 foi o editor da Revista Brasileira de Eletrônica de Potência. “Design of feedback loop in unity power factor ac to dc converter”. "A simple prediction technique for the compensation of digital control time delay in dc switchmode power supplies". 2. [14] C. em 2000. Suas principais linhas de pesquisas 60 Eletrônica de Potência – Vol. vol. Florianópolis. respectivamente. V.C. atuou como professor adjunto na Universidade Federal de Uberlândia. 2. 7. em 1987 e 1991 respectivamente. Sistemas de Controle e Sistemas Digitais. S. O Dr. vol. em 1980 e o grau de Doutor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. José Eduardo Baggio nasceu em Santa Maria . tem atuado como professor na Universidade Federal de Santa Maria. S. Verghese. o grau de Mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina. [6] A. H. IEEE Trans. em 1983. em 1985. "Control strategy for the double-boost converter in continuous conduction mode applied to power factor correction". 1996. "Fast controller for a unity-power-factor PM rectifier". Gründling. Florianópolis SC.B. [11] A. Pinheiro “Improved modified OSAP controller for voltage source PWM inverters”. em 1995. v. H. Santa Maria. 1987. Canada. Blacksburg. 10661072. atuando do GEPOC. pp.RS. Brasil. USA. Foi o coordenador de Programa Técnico do Congresso Brasileiro de Eletrônica de Potência (COBEP). Prodic. em 1960. Humberto Pinheiro nasceu em Santa Maria. Ele recebeu o grau de engenheiro eletricista pela Universidade Federal de Santa Maria. pp. 2001. Eissa. IEEE Trans. Leeb. De 1997 à 2000 foi coordenador do programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica da UFSM. [5] A. Pinheiro é Professor Titular do Departamento de Eletrônica e Computação da Universidade Federal de Santa Maria. 1.372-381. São Paulo. J. 1. 2. D. 1984.B. e 1994. [15] F. vinculada a Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência. "Digitally controlled low-harmonic rectifier having fast dynamic responses". em 1999.B. H.. Leeb. [9] C. Uberlândia-MG. pp. Mahabir.A. G. 2002. Recebeu o grau de Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal de Santa Maria. Hilton Abílio Gründling nasceu em Santa Maria.O. em 1971. RS. Pinheiro. 1. Stankovic. vol. William. Congreso Brasileiro de Eletrônica de Potência. Verghese. no 1. Verghese. 16. H. [16] M. January 1996. “Linear averaged and sampled data models for large signal control of high power factor ac-dc converters”. Power Electronics and Specialists Conference. Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina. pp. Obteve os títulos de Mestre e Doutor em Eng. Novembro de 2002.M. vol. Brasil.W. 2.C. Erickson.RS. Jin. Pinheiro. on Power Electronics.V. RS. e os graus de Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é estudante de doutorado na mesma universidade. Montreal. Controle Discreto e Aplicações de Sistemas de Controle. H. DADOS BIOGRÁFICOS Hélio Leães Hey . 1989. em 29 de Julho de 1961. . pp. 11. vol.H. Power Electronics Specialists Conference. é professor titular do Depto. 1999.A. Chen. v. Chen. Power Electronics and Specialists Conference. Barbi. Porto Alegre. Kassick. Bibian. Ele trabalhou com engenheiro na BK Controles Eletrônicos. José Renes Pinheiro nasceu em Santa Maria. Maksimovic. no.1. v. IEEE Trans. de 1983 até 1990 e ministrou eletrônica de potência na PUC-RS de 1987 até 1991. “Fast controller for a unity-power-factor PWM rectifier”. G. 4. Atualmente. em 1958. Verghese. "An adaptive digital controller for a unity power factor converter". no Center for Power Electronics Systems (CPES). Brasil. pp.B. vol. Entre 1989 e 1993. S. 2001. da Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech). Entre seus assuntos de pesquisa de interesse estão fontes ininterruptas de energia e controle discreto de conversores estáticos. J. 2001. on Power Electronics. G. Bibian. 11. onde atua desde 1985. J. A. [7] K. Applied Power Electronics Conference. Obteve o título de Mestre em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Santa Maria. 67-73. Desde 1980. Brasil. Elétrica pela Universidade Católica de Pelotas. 476-482. Applied Power Electronics Conference. pp. Em 1987. 1990. Saunders College Publishing. Gründling. Brasil. 959-967. no. annual Meeting. “Discrete-Time Control Systems”. 329-334. G.[4] M. [10] OGATA K. SC.L. 994-1100. em 1954. Thottuvelil. Ele recebeu o grau de Mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina. 1996. em 1999.M. E. Pelotas . “Digital voltage and current controllers for three-phase PWM inverter for UPS applications”.R. Applied Power Electronics Conference. e do Seminário de Eletrônica de Potência e Controle (SEPOC). pp. 2667-2674. Hey.L. A.O.

Pinheiro é membro da Sociedade Brasileira de Eletrônica de Potência. no 1. Dr. Técnicas de compensação e correção do fator de potência.incluem Sistemas Híbridos de conversão estática de energia. Sistemas de alimentação de alta freqüência. da Sociedade Brasileira de Automática. Novembro de 2002. Eletrônica de Potência – Vol. 61 . 7. e de Sociedades da IEEE. modelagem e controle de conversores estáticos.

br . bem como aos determinados pelas normas e recomendações internacionais sobre emissão de harmônicos [12]. 10]. Tais benefícios são de grande interesse em aplicações industriais. and a balanced distribution of output current among two commutation cells. Simulation results for the proposed circuit and experimental results for a 2-kW prototype. levando a uma operação com elevado fator de potência. Estas técnicas. Esta estrutura. inversores e até a retificadores trifásicos com elevado fator de potência. Diversas topologias e técnicas de modulação foram desenvolvidas para estes conversores.com. the structure input current can present up to five levels and provide a unity displacement power factor. técnicas de melhoria do fator de potência que empreguem comutação em baixa freqüência são mais recomendáveis. tais equipamentos não se ajustam facilmente aos limites estabelecidos quanto ao fator de potência. é adequada para aplicações de cargas cc altamente indutivas.This paper introduces a single-phase ac-to-dc static converter. onde são discutidas estruturas baseadas tanto na associação de conversores como na associação de células de comutação [5]. Sua aplicação a retificadores monofásicos.001-970 – Juiz de Fora – MG – Brasil estevaoc@jfnet. além de permitir a divisão equilibrada da corrente total de saída através de duas células de comutação. I. sobretudo em aplicações de altas potências [3]. Dependendo da estratégia de comutação adotada. normalmente uma ou duas vezes no período [9. 62 Eletrônica de Potência – Vol. o conversor “ca-cc boost” aplica-se melhor a cargas com saída em tensão (comumente uma carga resistiva em paralelo com um capacitor de filtragem). Por estes motivos. Embora de uso difundido na indústria. ligado à saída de uma ponte retificadora a diodos [7]. foi até agora objeto de especulação teórica. A melhoria do fator de potência (FP) em retificadores monofásicos está normalmente associada à utilização de um préregulador boost. sobretudo na presença de correntes mais elevadas. A nova técnica já foi aplicada a conversores cc-cc. Os conversores multiníveis em corrente (MNC) consistem em uma alternativa para promover a associação de células de comutação em paralelo. Os retificadores controlados e semicontrolados a tiristor tradicionais [11] podem ser aplicados a cargas cc fortemente indutivas. é possível ainda otimizar o conteúdo harmônico das tensões e/ou correntes nas estruturas e proporcionar menores níveis de interferência eletromagnética conduzida e irradiada. Depending upon the switching strategy. C. Abstract . Uma breve revisão sobre estruturas anteriores que levaram ao desenvolvimento da nova topologia é apresentada. não são adequadas para aplicações em altas potências. Uma revisão da teoria sobre conversores multiníveis em tensão e corrente foi apresentada em [4]. implemented in laboratory. O retificador baseado no conversor boost também pode operar em baixa freqüência. are also presented. no 1. A célula de comutação é uma estrutura de três terminais envolvendo dois interruptores operando de forma complementar. seja em alta seja em baixa freqüência. INTRODUÇÃO Os conversores multiníveis têm surgido como uma nova classe de conversores estáticos de energia durante os últimos anos [1. devido às restrições tecnológicas dos interruptores estáticos. Por outro lado. no entanto. leading to a high power factor operation. estando presente na maioria dos conversores estáticos.hbraga@engelet. This low-frequency switching circuit is proper to highly inductive dc loads. boa parte das cargas cc apresenta uma característica de saída preponderantemente indutiva. Um retificador com correção do fator de potência e operação em alta freqüência que emprega a modulação multinível em tensão foi apresentado em [8]. A principal motivação para o emprego de estruturas multiníveis é a capacidade de assegurar uma distribuição equilibrada da tensão (ou corrente) através de uma associação de interruptores estáticos. operando em alta freqüência. which consists of a conventional diode bridge cascaded by a two-cell current multilevel buck dcto-dc converter. e foram descritos detalhadamente em [6]. 2]. com o interruptor principal sendo acionado durante um pequeno intervalo do período de comutação. Entretanto. Novembro de 2002. It is also presented a brief review of structures that led to the development of the new topology. 7. Além disso. contudo.UM RETIFICADOR MONOFÁSICO COM ELEVADO FATOR DE POTÊNCIA BASEADO NO CONVERSOR BUCK MULTINÍVEL EM CORRENTE Estêvão Coelho Teixeira e Henrique A. estes conversores operam com um baixo fator de potência. Assim.br Resumo – Este artigo descreve um conversor estático cacc monofásico consistindo de uma ponte retificadora convencional a diodos associada a um conversor cc-cc buck multinível em corrente de duas células.ufjf. bem como resultados de simulação e resultados experimentais para um protótipo de 2 kW implementado em laboratório. No entanto. que opera com comutação em baixa freqüência. a estrutura pode apresentar uma corrente de entrada com até cinco níveis e fator de potência de deslocamento unitário. Braga Núcleo de Automação e Eletrônica de Potência – NAEP Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF Caixa Postal 422 – CEP 36. apresentam componentes harmônicas de baixa ordem que prejudicam a qualidade da energia da rede elétrica. .

7. e corresponde ao dual de uma célula genérica multinível em tensão. A Figura 5 mostra o uso da célula MNC em um retificador MNC 5 níveis. Figura 5 – Um retificador MNC cinco níveis baseado em um inversor CSI. Empregando-se “atrasos” nos pulsos aplicados aos interruptores. proposta em [17]. entre 0 e Io. tendo sido abordada de forma teórica em [6]. A estrutura é derivada de um inversor com entrada em corrente (CSI) 5 níveis [18. baseado no conversor buck multinível em corrente (MNC). A Figura 2 ilustra formas de onda de tensão e corrente de entrada idealizadas em um retificador monofásico MNC 5 níveis. o que representa um incremento significativo na capacidade de potência total do conversor. em alternativa aos retificadores convencionais a tiristor.19]. O presente trabalho propõe um retificador monofásico empregando comutação em baixa freqüência. A estrutura proposta é capaz de promover a distribuição equilibrada da corrente total entre dois ou mais interruptores. Isto pode ser implementado através da utilização de GTOs no lugar de tiristores. baseada na conexão em paralelo de células de comutação por meio de indutores denominados indutores de equilíbrio. Um retificador trifásico baseado na técnica MNC foi apresentado em [14]. sendo Io o valor médio da corrente que sai do nó C. Figura 3 – Diagrama de blocos do conversor proposto. sendo que a comutação ocorre em baixa freqüência. podendo ser comandada de forma a apresentar uma corrente de entrada multinível. É possível minimizar a distorção harmônica total (DHT) da corrente de entrada através do adequado ajuste dos ângulos α e φ. conforme representado de forma simplificada na Figura 3. Devido à presença do conversor buck na estrutura do retificador. ii T1 Sn vi i Sn L n-1 i n-1 S3 i S3 L2 S2 i S2 L1 i1 S1 i S1 C Io i2 S n' T2 S 3' S 2' S 1' Figura 4 – A célula MNC genérica. a estrutura proposta pode apresentar fator de potência elevado. O conceito de conversores multiníveis em corrente pode ser empregado na implementação de retificadores com elevado fator de potência. 63 . A estrutura foi originalmente proposta como uma técnica alternativa para promover o paralelismo dos interruptores estáticos [16]. sendo bastante adequada para cargas cc altamente indutivas. É fácil concluir que o sistema pode ser alimentado também a duas fases. eletroímãs de levantamento e freios elétricos. no 1. a nova topologia recebe a denominação retificador buck MNC e será apresentado na próxima seção. resultando nas formas de onda da tensão e corrente de entrada ilustradas na Figura 1. Figura 1 – Tensão e corrente de entrada em retificador empregando controle simétrico do ângulo. tais como acionamentos de máquinas cc. II. Figura 2 – Tensão de entrada senoidal e corrente de entrada com cinco níveis em um retificador MNC. o retificador apresenta uma corrente de entrada 3 níveis com sua componente fundamental em fase com a tensão de entrada (ϕ1 = 0o). o que melhora o FP da estrutura. apresentando fator de deslocamento unitário. a estrutura pode apresentar múltiplos níveis para a sua corrente de entrada ii. Novembro de 2002. O RETIFICADOR MONOFÁSICO MNC 5 NÍVEIS A Figura 4 mostra a célula MNC genérica. especialmente para tensões de saída próximas da nominal. ou empregando para os tiristores alguma técnica de comutação forçada. Eletrônica de Potência – Vol. indicado na figura.O controle simétrico do ângulo de disparo/extinção dos interruptores [13] é uma técnica em baixa freqüência para se obter uma melhoria do fator de potência em retificadores alimentando cargas altamente indutivas. Assim. Um trabalho anterior sobre a estrutura proposta foi apresentado pelos autores em [15]. correspondendo a um fator de potência de deslocamento unitário. Neste caso.

.6o e 26.00s I(Lo) I(L1) 4. f = 60 Hz. I1. com uma ponte retificadora convencional a diodos substituindo a fonte cc. O ramo de saída é constituído por uma carga RL. no 1. RESULTADOS DE SIMULAÇÃO Considere. A célula MNC pode.Ro:2) 20A 10A 0A I(S1) 20A 10A 0A I(S2) 30A V(Vg2)*1. é a metade do valor de Io. boost. 12. sepic e zeta) [20]. os seguintes parâmetros de simulação: Vca = 127 V. como parte integrante de sua estrutura. designados por A (ativo).5V 5. Uma vez que o circuito opera com baixa freqüência de comutação. observa-se que o valor médio da corrente no indutor de equilíbrio L1. Ro = 5 Ω. a freqüência da rede. tensão e corrente de entrada. P (passivo) e C (comum). Tais parâmetros representam. respectivamente. 7. Para simulação do circuito no software PSpice®. Os terminais T1. o que indica o equilíbrio de corrente entre interruptores ativos e diodos do retificador. além de uma estratégia de comutação significativamente mais simples. Para este circuito.2 20A Io 10A I1 0A 4. sendo o circuito denominado.8o. pode-se ter uma tensão de entrada vi contínua ou alternada.Vi:-) 20A 0A -20A I(i) 200V 0V -200V V(Lo:1. A simulação levou às formas de onda mostradas na Figura 8. Io iD2 D2 iD1 D1 P vo P Figura 6 – Um conversor buck MNC 2 células.Dependendo da configuração para a qual for destinada a célula MNC. então. Novembro de 2002. L1 = 60 mH e ron = 0. ii Célula MNC A A ii + Db1 Db3 S2 iS2 vi - L1 i1 S1 iS1 C Lo vo io Ro Db4 Db2 P D2 iD2 D1 iD1 P Figura 7 – O retificador buck MNC 5 níveis. ser formada por n células de comutação. entretanto. o conversor buck MNC 2 células. T2 e C são. 64 Eletrônica de Potência – Vol. tem-se uma tensão contínua na entrada. Do gráfico inferior da figura. foram empregados interruptores comandados por sinal de tensão (Sbreak).02s 4. De cima para baixo: pulsos de comando de S1 e S2. III. corrente em S1 e S2. corrente de saída e corrente no indutor de equilíbrio L1. A corrente total de saída io pode assim ser distribuída de forma segura através dos interruptores do retificador sem que a estrutura incorra nas dificuldades oferecidas pelo paralelismo convencional de interruptores estáticos. A principal vantagem oferecida pela nova topologia em relação ao retificador cinco níveis MNC da Figura 5 é o número reduzido de interruptores ativos. O retificador MNC 5 níveis proposto neste trabalho tem. respectivamente. 7.5V 0V V(Vg1) 200V 0V -200V V(Vi:+. Os ângulos α e φ (ver Figura 2) são. ćuk. O circuito é mostrado na Figura 7.01 Ω. a célula MNC consiste da associação de duas células de comutação conectadas através do indutor de equilíbrio L1. representando uma carga altamente indutiva. sendo os interruptores inferiores da célula substituídos por interruptores passivos (diodos). A Figura 6 ilustra a aplicação da célula MNC em um conversor buck. Foi adotado o modelo Dbreak para os diodos. a indutância de equilíbrio e a resistência de condução dos interruptores ativos e diodos.0V 2. a resistência e indutância da carga. sendo possível adaptá-la a todos os conversores cc-cc não-isolados (buck. buck-boost. Para conversores cc-cc.03s AVG(I(L1)) iS2 Vi + S2 iS1 i1 L1 S1 C Figura 8 – Formas de onda simuladas para o retificador. neste caso. tensão na carga. conversor buck MNC 2 células. o indutor de equilíbrio L1 deve ser confeccionado em núcleo de ferro-silício.01s AVG(I(Lo)) Time 4. Lo = 100 mH. para o retificador buck MNC 5 níveis da Figura 7. a tensão eficaz de entrada.

Devido às quedas de tensão nos interruptores e diodos.5. Porém.3.Vca .n. Foi adotado ainda: Ordem das harmônicas. a expressão para ii. OTIMIZAÇÃO DA DISTORÇÃO HARMÔNICA TOTAL DA CORRENTE DE ENTRADA De acordo com (2). Através de (2).g. por conseguinte. π π − (α +φ ) 2I o {cos(hα ) + cos[h ⋅ (α + Φ)]}. Substituindo os valores encontrados para DHTi e FPD em (1). Vo. e.6 %. (4) e (5) é possível. dada por: Vo . o conversor pode apresentar um FP bastante elevado. tal documento é considerado uma “recomendação técnica”. não se enquadrando ainda na categoria de norma internacional. é dado pela expressão: o i (t ) = ∞ 2I o ∑ {cos[( 2 n − 1)α ] + π ( 2 n − 1) n =1 + cos[( 2 n − 1) ⋅ (α + φ )]}.38 (FPD ≅ 1). respectivamente. IV. h =2  I i 1  ∞ 2 (5) Onde Ii1 é a amplitude da componente fundamental de ii. é dada por: Onde FPD é o fator de potência de deslocamento e DHTi é a distorção harmônica total da corrente de entrada. Vo = 98. por otimizar o retificador de forma a obter a DHTi mínima o que resulta. com h = 1.base = Vo (α = φ = 0°) . As curvas mostrando a DHTi mínima e os ângulos ótimos. Isto. (8) Eletrônica de Potência – Vol. 65 . IEC 61000-3-4. encontrar os ângulos α e φ que minimizam a DHTi para um determinado valor de Vo. por meio de um método numérico. designada por Ih. a expressão (2) resultaria em Vo = 100 V. Ora. conseqüentemente. Para a análise da DHTi mínima considerou-se a situação ideal da Figura 2. Para a corrente de entrada.O espectro harmônico da corrente de entrada é mostrado na Figura 9. a fim de verificar a adequação do sistema a regulamentações pertinentes.φ permite o ajuste da tensão de saída Vo. I  DHTi (%) = 100 × ∑  h  . Entretanto. α + φ ≤ 80° . Vo. ou seja Lo e L1 são tais que a ondulação nos níveis da corrente de entrada é desprezível. podese optar por determinar pares de ângulos de forma que se minimizem componentes harmônicas específicas. 7. são mostradas. Para um retificador buck MNC ideal (ron = 0). (6) Vo. Em conseqüência. πh (4) (2) A DHTi é dada por: Para os ângulos α e φ empregados na simulação... Desta forma. a DHT obtida para 40 harmônicas foi de 15. cuja expressão geral é: FP = FPD 1 + DHTi 2 . sen[( 2 n − 1)ω t ] (3) A amplitude da componente harmônica de ordem h.. nas Figuras 10 e 11. exige uma indutância mais elevada para garantir a distribuição eqüitativa de corrente nas chaves e para preservar a constituição multinível da corrente. A tensão de saída é expressa na forma normalizada. em termos da série de Fourier.3 V. obtém-se um fator de potência igual a 0. optou-se neste trabalho. obteve-se. em um máximo FP de acordo com a equação (1). (1) Assim. Novembro de 2002. Para orientar a escolha. para o circuito simulado. no 1. sen(θ ) dθ = ⋅ π ∫α 2 . de acordo com a própria IEC. sendo assim denominados ângulos ótimos. n = Onde: Vo Vo . existem diversos pares de ângulos que produziriam um dado valor Vo. Apesar de algumas componentes harmônicas possuírem amplitudes relativamente expressivas. ambas em função da tensão de saída que seria obtida em um retificador buck MNC ideal (sem perdas nos interruptores). maiores valores de φ implicam em ondulação acentuada da corrente no indutor de equilíbrio. h Figura 9 – Espectro harmônico da corrente de entrada.base .Vca ⋅ [cos(α ) + cos(α + φ )] .. é dada por: Ih = Vo = 1 2 . a escolha adequada de um par de ângulos α. pois é neste intervalo que tal elemento se submete à tensão de entrada. O ângulo de deslocamento ϕ1 obtido foi de –2. o valor médio da tensão de saída.987 para o circuito simulado. (7) Foi adotado um limite para o ângulo φ de 30o. o volume e peso do conversor podem aumentar desfavoravelmente.

g. Novembro de 2002. de acordo com os ângulos α e φ. a ponte retificadora utilizada (KBPC3504) é própria para operação em baixa freqüência. o que se pretende desenvolver no futuro.Esta restrição se dá em função de características próprias do circuito de comando desenvolvido para o protótipo. V. Os pulsos vvco. O programa do microcontrolador (firmware). são aplicados à entrada do contador integrante do microcontrolador. aplica o sinal vi’ à entrada de um circuito de malha amarrada por fase (PLL). por sua vez. componentes lentos (e. Adicionalmente. no 1. representando a tensão de saída da ponte retificadora e os pulsos de comando dos interruptores. este sistema poderia ser empregado para responder a uma estratégia especificada de controle em malha fechada. mas também entrar com o valor numérico dos ângulos α e φ. Um microcontrolador de 8 bits constitui sua unidade principal. foi de interesse considerar a restrição expressa por (8) no algoritmo para obtenção da curva da Figura 10. a mesma freqüência de vi’. O sistema. gerando assim os sinais vg1’ e vg2’. vg1 e vg2. o qual rejeita uma entrada de dados α. enquanto o circuito PLL empregado foi o CD4046BC (Fairchild). para o sistema em equilíbrio. Além de promover o sincronismo entre os pulsos de comando e a tensão ca de entrada. sobrecarregando uma das duas células de comutação constituintes da célula MNC do retificador. Q1 e Q2 são IGBTs IRG4PC30W (International Rectifier). responsável por promover o sincronismo dos pulsos vg1 e vg2 com a tensão vi. o seu emprego se deu em função da disponibilidade em laboratório e adequação aos níveis de tensão e corrente exigidos. sendo este o único sinal externo necessário para a operação do sistema. após transformar o sinal da tensão de entrada vi em uma onda quadrada TTL (vi’). interno ao circuito PLL. Em uma aplicação prática do retificador. realiza a contagem destes pulsos (com freqüência 1800 vezes superior à de vi’) de forma a produzir os pulsos de comando. cujos valores são fornecidos pelo usuário através de um teclado numérico. em função da tensão de saída normalizada. Os sinais vg1 e vg2 são aplicados a circuitos de interfaceamento (drivers) adequados aos dispositivos utilizados para implementar S1 e S2. bem como ∆tφ(1) e ∆tφ(2). produzidos na saída do oscilador controlado por tensão (VCO). Neste caso. tendo. O circuito de sincronismo e geração de pulsos é descrito pelo diagrama de blocos da Figura 13. Seção V). Por outro lado. O CIRCUITO DE SINCRONISMO E GERAÇÃO DE PULSOS O circuito de sincronismo e geração de pulsos desempenha um papel fundamental na operação da estrutura proposta. . IGBT’s de 1a geração) poderiam ser utilizados. o circuito deve ainda garantir que os intervalos de tempo ∆tα(1) e ∆tα(2). sejam iguais. RESULTADOS EXPERIMENTAIS Um protótipo de 2 kW para o retificador buck MNC foi implementado em laboratório (Figura 14). 7. Pequenas assimetrias entre estes intervalos poderiam causar um desequilíbrio degenerativo de corrente nos interruptores. Figura 11 – Ângulos ótimos do retificador (o valor máximo de φ foi restrito a 30o). O microcontrolador de 8 bits adotado foi o AT89S8252 (Atmel). VI. 66 Eletrônica de Potência – Vol. enquanto D1 e D2 são diodos MUR1540. Figura 10 – DHTi mínima. Como os resultados experimentais para a DHTi foram posteriormente comparados com os valores teóricos. como ilustra a Figura 12. O uso de um sistema microcontrolado permite ao usuário não somente ajustar a tensão de saída. O objetivo aqui é garantir um tempo mínimo para que o sistema de geração de pulsos possa executar as rotinas de leitura de dados (vj. O sinal vvco’ é realimentado no comparador de fase do PLL. Embora estes componentes sejam de comutação rápida. descaracterizando a operação multinível do retificador e Figura 12 – Representação da tensão na saída da ponte retificadora e pulsos de comando vg1 e vg2. porém.φ cuja soma exceda 80 graus.

Nesse caso.2 mH. A Figura 15 mostra a tensão e a corrente de entrada do retificador. A utilização de um circuito de ajuda à comutação (snubber) associado aos IGBT’s. Em trabalhos futuros. Em laboratório foram realizados ensaios exaustivos com o protótipo.28o (FPD ≅ 1). há a necessidade de um sistema de controle em malha fechada com sensores de corrente. com o intuito de minimizar distúrbios na tensão de entrada causados pela transição rápida nos níveis de corrente de entrada durante a entrada em condução/bloqueio dos IGBTs.22 Ω foi utilizada para compensar a resistência interna do indutor de equilíbrio L1. a DHTi obtida para 40 harmônicas foi de 15. a DHT da tensão de entrada ficou em 1.32% para o sistema a vazio). 20 A/div).48% (contra 3. tendo sido adquiridas curvas típicas para o retificador operando com α = 12. de forma a garantir a divisão adequada da corrente nos interruptores da célula MNC. Novembro de 2002.8o que são aqui incluídas. Pode-se observar na Figura 15 a presença de distúrbios na tensão de entrada. De acordo com (1). com um ângulo de deslocamento de 0.3%. 7. 67 . Tais distorções provocaram uma DHT de tensão de entrada de 4. tendo sido incluídos: Ls = 0.8o (5 ms/div. Figura 15 – Tensão e corrente de entrada. A resistência Rc de 0. representadas por Ls na Figura 14.1 D1 Figura 14 – Diagrama esquemático do protótipo implementado em laboratório. 17 e 18 mostram outras formas de onda de interesse. Figura 16 – Correntes nos IGBTs (5 ms/div. As Figuras 16. como o controle dinâmico na largura de pulso dos sinais de comando dos interruptores. Eletrônica de Potência – Vol. enquanto que para a corrente multinível obteve-se 13.74%.24%. 10 A/div).Φ v vco M IC R O C O N TR O LAD O R D E 8 B ITS Entrada do Contador v g1 v g1 ' 2 5 8 CANCELA 0 1 4 7 3 6 9 ENTRA S1 DRIVERS v g2 v g2 ' S2 Para a corrente de entrada.22 Lo 100mH Ro 4. KBPC3504 Filtro de entrada Rede ca Ls Vs Db1 Db3 Q2 Q1 10 6.60Hz v i' + - FILTRO PASSABAIXA vi PLL Entrada do PLL Entrada do com parador de fase COMPARADO R DE FASE FILTRO PASSABAIXA VCO v vco ' α . Um filtro de entrada RC foi inserido no circuito. no entanto. Csnb = 33 µF e Rsnb = 100 Ω. Isto ocorre devido às tensões induzidas L. para α = 12. Embora a técnica de compensação resistiva introduza algum acréscimo nas perdas totais do circuito. no 1. como mostra a Figura 19. o fator de potência obtido foi de 0. A investigação de um snubber ótimo. bem como sua implementação prática são objetos de futuros trabalhos. Neste caso. Lsnb = 4 mH. Foram mantidos os parâmetros de simulação da seção III.di/dt nas indutâncias da rede ca. 100 V/div. através da redução das taxas di/dt para a corrente de entrada nas transições. poderão ser adotadas outras técnicas de compensação que não utilizem Rc.6o e φ = 26. poderia reduzir consideravelmente tais distúrbios. o seu emprego no protótipo desenvolvido justificou-se pela simplicidade de implementação.8 uF D2 L1 60mH Db4 Db2 Rc 0. A Figura 20 mostra a tensão e corrente de entrada simuladas para o retificador buck MNC 5 níveis empregando o circuito de ajuda à comutação da Figura 19.989. Figura 13 – O circuito de sincronismo e geração de pulsos.6o e φ = 26.

200V 0V SEL>> -200V V(input:+. 5 A/div). . foi obtida a curva de rendimento do retificador. Figura 22 – Valores experimentais para a DHT da corrente de entrada.0) 20A 0A -20A 320ms 330ms I(input) 340ms Time 350ms 360ms Figura 17 – Corrente de saída e corrente no indutor de equilíbrio (5 ms/div. Foram obtidas ainda as curvas experimentais da DHTi (Figura 22) e do fator de potência do retificador (Figura 23). Variando-se a tensão de saída utilizando os ângulos ótimos da Figura 11. 68 Eletrônica de Potência – Vol. Figura 18 – Tensão de saída e tensão em Ro (5 ms/div. Figura 20 – Tensão e corrente de entrada simuladas para o retificador buck MNC 5 níveis empregando o circuito de ajuda à comutação da Figura 19. mostrada na Figura 21. no 1. 50 V/div). Q1 Dsnb Rsnb Csnb 2 Figura 19 – Circuito de ajuda à comutação. 7. Novembro de 2002. 1 Lsnb Figura 21 – Curva de rendimento do retificador buck MNC 5 níveis.

S. 49. pp. Novembro de 2002. 32. Inc. Eletrônica de Potência – Circuitos. A. A. através de um circuito digital apropriado. [2] J. “Multilevel Converters – A New Breed of Power Converters”. 5. S. [4] H. J. no. Z. Mar. no. defasados de um ângulo φ. no. Makron Books. 47. Peng. Através do comando dos interruptores ativos empregando pulsos de mesma largura. mostrou-se possível ajustar a tensão de saída do retificador drenando da fonte ca uma corrente de entrada com DHT reduzida. Rodrigues. sobretudo para os valores maiores de tensão de saída. Figura 23 – Curva do fator de potência obtido para o retificador. Vol. [12] R. IEEE Spectrum. VII. Daan van Wyk. A estratégia de sincronismo associada à geração dos pulsos de comando dos interruptores. Estuda-se obter uma equação mais rigorosa que a equação (2). Braga. P. 1993. Conference Proceedings. Robbins. W. Lai. a aplicações envolvendo cargas cc altamente indutivas. 93-98. [11] N.Controle & Automação. pp. no 1. R. Florianópolis. 1993. 1991. 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H. vol. 1130-1138. o que certamente flexibilizará a minimização de componentes harmônicas específicas. 3. a tensão de saída medida foi de aproximadamente 86 V (em lugar de 100 V. levando a estrutura a operar com elevado fator de potência.φ em (2). 509-517. a fim de refletir este efeito. August 2002. [13] M H. 1999. vol. vol. pp. H. Controls. para cada par α. “Multilevel Inverters: A Survey of Topologies. A estrutura monofásica é adequada. mostrados na Figura 10 para uma forma de onda 5 níveis ideal. 4. porém. Entretanto. Peng. 3. 1991. Peterson. 490-496. 26. APEC '91. IEEE Transactions on Industry Applications. a nova estrutura apresenta a vantagem de promover a divisão da corrente de saída através de duas células de comutação. Braga. F. Barbi. and Applications”. Power Converters Conference. “A Multilevel Voltage-Source Inverter with Separate DC Sources for Static Var Generation”. APEC '91. mostrou-se imprescindível para garantir o equilíbrio de corrente entre os interruptores da célula MNC. 34. vol. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] J. Em virtude da queda de tensão nos componentes do retificador. J. 7. Mohan. no. capaz de estabelecer uma corrente de entrada com até cinco níveis. O circuito descrito neste trabalho e os resultados experimentais obtidos constituem. a possibilidade de operação com um maior número de níveis intermediários (empregando um conversor buck com mais de duas células MNC). M.φ utilizado na obtenção da curva da Figura 22. T. empregando um número reduzido de interruptores ativos. Undeland. “Conversores Estáticos Multiníveis – Uma Revisão”. S. Apr. Conference Proceedings. 11. May 1990. P. incluindo a resistência parasita do indutor de equilíbrio foram registrados. April 2000. vol. janeiro a abril. J. “New Switching Method for Single-Phase AC to DC Converter”. os valores experimentais de DHTi mostraram-se muito próximos dos valores teóricos. 20-28. Peng. Para α = 12. “Conversores Multiníveis em Corrente”. IEEE Transactions on Aerospace and Electronics Systems. No. Hurst. Rashid. 01. Isto pode ser comprovado através da comparação entre os resultados experimentais para a tensão e corrente de entrada (Figura 15) com as formas de onda ideais da Figura 2. M. Tenti. Lai. pp.

C. IEEE Transactions on Power Electronics. 2. em 01/08/1959. 1998. [19] F. Teixeira. Design. DADOS BIOGRÁFICOS Estêvão Coelho Teixeira nasceu em São Paulo (SP). 1995. A. pela Universidade Federal de Santa Catarina. automação. vol. H. Anais do Power Electronics Specialists Conference (PESC’91). na mesma área do mestrado. 1997. Novembro de 2002. Henrique A. 397-403. pp. C. pp. 417-422. 2001. Mar. Conference Proceedings. [15] E. É Senior Member do IEEE e foi Diretor da Seção MG do IEEE no biênio 2000/2001 e reeleito para o biênio 2002/2003. Dec. [17] T. I. 2. na COPPE/UFRJ em 1988. microprocessadores e aplicações industriais. A. IEEE Transactions on Industrial Electronics. Braga. 70 Eletrônica de Potência – Vol. Anais do 3o Congresso Brasileiro de Eletrônica de Potência – COBEP ’95. Atuou como instrutor de formação profissional no SENAI de Juiz de Fora em 1999/2000. Foch. M. Nov. 1999.[14] Y. no 1. “Multi-level Conversion: High Voltage Choppers and Voltage-Source Inverters”. INEP-UFSC. Em 1996 concluiu o curso de doutoramento. Barbi. pp. em 28/06/1974. pp. Applied Power Electronics Conference and Exposition. 46. “Application of a Generalized Current Multilevel Cell to Current-Source Inverters”. B. C. 1998. pp. 278-283. nas áreas de Eletricidade e Eletrônica. Suas áreas de interesse são conversores estáticos de energia. C.1. Barbi. APEC '98. 180-185. sub-área Eletrônica de Potência. onde concluiu recentemente o curso de mestrado em Engenharia Elétrica. pp. A. H. H. vol. I. 31-38. Antunes. Meynard. 387-395. Blauth. 1. Braga. and Experimentation”. vol. I. Graduou-se em Engenharia Elétrica em 1998 pela Universidade Federal de Juiz de Fora. lecionando disciplinas na área de Eletrônica Básica e Eletrônica de Potência. 1995. vol. [20]H. 12. É professor dessa mesma universidade desde 1985. IEEE IECON 21st International Conference. MG. I. “A New Technique for Parallel Connection of Commutation Cells: Analysis. Barbi. Feb. no. Anais do 6o Congresso Brasileiro de Eletrônica de Potência – COBEP. “A Phase-Controlled 12-Pulse with Unity Displacement Factor without Phase Shifting Transformer”. Graduou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 1982. Atualmente é professor nos cursos de Graduação e Pós Graduação (mestrado) em Engenharia Elétrica da UFJF. Braga. [18] F. I. Barbi. 7. [16] H. 970-976. . “Application of a Generalized Current Multilevel Cell to a Current Source Inverter”. Feb. Braga. A. M. Obteve o título de Mestre em Engenharia Elétrica. H. Braga nasceu em Aimorés. Atuou como membro do Conselho Executivo da SOBRAEP em 1994. 1992. Barbi. Braga. C. pp. “Current Multilevel DC-DC Converters”. “A High Power Factor SinglePhase Rectifier Based on a Current Multilevel Buck Converter”. no. Antunes.

baseadas em conversores estáticos controlados através de técnicas especiais [1 até 6]. caracterizando assim um melhor uso da energia elétrica. controlled by the technique of instantaneous average values of input current. PARA SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÕES Fabio Toshiaki Wakabayashi Carlos Alberto Canesin Universidade Estadual Paulista UNESP – FEIS – DEE Cx. INTRODUÇÃO A crescente demanda mundial por energia elétrica tem feito com que questões referentes ao planejamento de sua produção. transmissão e consumo tornem-se mais claras à população. 400V de tensão média de saída e 50kHz de freqüência de chaveamento. I in ( ω t) V in ( ω t) D r3 D r4 D r1 D r2 Co Vo (carga) Figura 1 – Estágio retificador convencional. and high efficiency to single-phase application in telecommunication systems. de forma resumida. 7. são apresentados resultados experimentais para a mais recente versão do retificador Boost ZCS-PWM. Uma das formas de se racionalizar o consumo é obtida a partir do uso de equipamentos eletroeletrônicos com processamento de energia otimizado. Como uma das alternativas para a minimização deste problema. É fato que melhores rendimentos resultam Eletrônica de Potência – Vol.dee.br/lep/power. Abstract – This paper presents a summary of different topological arrangements concerned to a ZCS-PWM commutation cell. capazes de propiciar a obtenção de reduzida taxa de distorção harmônica (TDH) na corrente de entrada. based on the analysis of its application in Boost rectifying pre-regulators. equipamentos que apresentam elevados rendimento e fator de potência. a obtenção de elevados valores para esta grandeza implica na redução do conteúdo harmônico das correntes drenadas por tais equipamentos da rede de corrente alternada (CA). equipamentos que utilizam esta configuração apresentam fator de potência bastante reduzido. com 220V de tensão eficaz de alimentação. 71 . Novembro de 2002. o chaveamento em elevadas freqüências permite a redução do volume e do peso dos elementos reativos empregados. Tal fato denota a má utilização da energia total drenada da rede de alimentação em CA. Dentro deste contexto. Dentre a infinidade de equipamentos eletro-eletrônicos. possibilitando o aumento da densidade de potência processada através do estágio retificador. ou seja.unesp. a adoção de políticas de racionalização do consumo de energia elétrica tem sido incentivada. Em relação ao fator de potência. tais como as atuais IECs 61000-3-2 e 61000-3-4.RETIFICADOR PRÉ-REGULADOR BOOST COM ELEVADOS FATOR DE POTÊNCIA E RENDIMENTO. no 1. com o intuito de propiciar uma comparação qualitativa entre as estruturas analisadas. Além disto.feis. implemented for processing nominal values of 1200W output power and 400V average output voltage. Adicionalmente.unesp. da ordem de 0. na busca da igualdade entre tais valores.feis. o estágio retificador é geralmente composto por uma ponte de diodos associada a um capacitor de filtro de elevado valor. com o propósito de obter uma estrutura retificadora com elevados rendimento e fator de potência para alimentação monofásica de sistemas de telecomunicações. conforme mostra a figura 1 para uma aplicação em sistemas monofásicos. Postal 31 – 15385-000 – Ilha Solteira (SP) Fax: (18) 3742 2735 e-mail: canesin@dee. experimental results are presented from a prototype of the latest version of the ZCS-PWM Boost rectifier.br http://www. para sistemas monofásicos. existem aqueles que necessitam de um estágio de entrada retificador. Em função de restrições impostas por normas internacionais. no aumento da densidade de potência destes equipamentos. as variações topológicas de uma célula de comutação ZCSPWM. I. o conversor Boost é um dos conversores atuais mais utilizados para a implementação de estágios retificadores monofásicos de elevado fator de potência. providing conditions to establish a qualitative comparison among the structures. conforme mostra a figura 2. de maneira geral.6. a partir da análise de suas aplicações em estágios retificadores pré-reguladores Boost controlados pela técnica de valores médios instantâneos de corrente de entrada.html Resumo – Este artigo apresenta. resultando em elevado fator de potência para a estrutura. possibilitando sua compactação. Considerando sua configuração mais simples. As principais características de cada uma das versões da célula de comutação são descritas. The main characteristics of each commutation cell are described. with the purpose to obtain a high input powerfactor rectifier. além de defasagem angular desprezível entre as componentes fundamentais da tensão de alimentação e da corrente drenada da rede em CA. Tipicamente. conectado entre a rede de alimentação em CA e a carga propriamente dita. destacam-se os estudos desenvolvidos nos últimos vinte anos de estruturas retificadoras chaveadas em elevada freqüência. elevar o fator de potência de uma estrutura significa reduzir a diferença entre os valores de potência consumida (kW) e potência demandada da rede de CA (kVA). Adicionalmente. implementado para o processamento de valores nominais de 1200W de potência de saída. at 220V rms input voltage and 50kHz switching frequency. In addition.

Diversas propostas de célula ZCS-PWM aplicadas a retificadores pré-reguladores Boost surgiram na literatura. aplicada a um retificador Boost. este artigo apresenta a seqüência de modificações incorporadas à célula ZCS-PWM original. 72 Eletrônica de Potência – Vol. É fato que a escolha da técnica de comutação a ser empregada depende. 19]. Para contornar tal problema. Dentre as características que favorecem a escolha do conversor Boost. com minimização dos efeitos de recuperação reversa do diodo Boost sobre os interruptores ativos. sendo especificamente apresentada em [12] para uma aplicação em um retificador pré-regulador Boost de elevado fator de potência para sistemas de telecomunicações. Portanto. o processamento de potência em níveis elevados pode acarretar perdas significativas durante o processo de condução de corrente através dos dispositivos semicondutores. com o intuito de se minimizar os efeitos de recuperação reversa do diodo Boost sobre o interruptor principal. a operação em elevadas freqüências pode acarretar problemas com relação ao rendimento da estrutura. interruptores do tipo IGBT (Insulated-Gate Bipolar Transistor) tornam-se mais atrativos que interruptores do tipo MOSFET para o processamento de potência acima de 1kW e/ou tensões acima de 500V [10-12]. Já a célula apresentada em [14] possui um indutor ressonante em série com o caminho da corrente transferida à carga. Desta forma. para sistemas monofásicos. Assim sendo. 17 e 18.LB I in ( ω t) V in ( ω t) D r3 D r4 D r1 D r2 DB SB Co Vo (carga) Figura 2 – Estágio retificador Boost de elevado fator de potência. • técnicas de comutação com corrente nula: ZCS (Zero Current Switching) e ZCT (Zero Current Transition). empregando a célula de comutação ZCS-PWM original [12]. do tipo de interruptor utilizado no conversor. . e também em função dos problemas de recuperação reversa dos diodos. 7. com a finalidade de elevar o rendimento da estrutura e permitir a redução dos esforços nos semicondutores. dois diodos (D1 e D2). técnicas de comutação não-dissipativa têm sido desenvolvidas [7 até 15]. Basicamente. implicando em perdas adicionais neste elemento. dentre outros fatores. por apresentarem menores perdas em condução. Adicionalmente. no 1. torna-se necessário empregar diodos Boost de elevadas tensões de ruptura e do tipo ultrarápidos (operação em elevadas freqüências). provendo subsídios para uma comparação aprimorada entre as principais características das diferentes versões propostas. comandado pela técnica de controle de valores médios instantâneos de corrente de entrada. dois pequenos indutores ressonantes (Lr1 e Lr2) e um capacitor ressonante (Cr). Neste contexto. dependendo da técnica de controle adotada para o comando do interruptor ativo SB. aplicadas a um retificador préregulador Boost de elevado fator de potência para sistemas de telecomunicações. Em função disto. devido à recuperação reversa. destacam-se a simplicidade do circuito e a presença de um filtro de corrente (Lin) na entrada da estrutura. possibilitando então a operação em elevadas freqüências. três diferentes versões foram seqüencialmente propostas [15 e 16. em função das capacitâncias intrínsecas de tais dispositivos. Cada uma das técnicas de comutação suave é obtida a partir de uma nova configuração de célula de comutação. CÉLULA ORIGINAL DE COMUTAÇÃO ZCS-PWM A figura 3 mostra a célula original de comutação ZCSPWM [12]. resultando em perdas adicionais e problemas de interferência eletromagnética. torna-se possível minimizar o filtro de entrada necessário para a eliminação das componentes de elevadas freqüências da corrente drenada da rede de alimentação em CA. Assim sendo. para a aplicação de técnicas de controle no modo de condução contínua. Contudo. A célula apresentada em [13] é aplicada a um conversor Boost interleaved operando no modo de condução crítica de corrente. uma célula de comutação ZCSPWM (Pulse Width Modulated) foi proposta em [11]. sem que haja prejuízo do rendimento dos mesmos. uma vez que as tensões médias de saída da estrutura retificadora Boost são elevadas (tipicamente 400V). Com base nesta figura. Entretanto. Novembro de 2002. fazendo com que as perdas de comutação tornem-se pronunciadas. recomenda-se o emprego das técnicas de comutação com corrente nula. destacando-se as células analisadas em [13] e [14]. desde a proposição da célula original [11]. Cr L in I in ( ω t) D r1 D r2 D1 D2 L r1 S1 L r2 S2 Co Vo V in ( ω t) D r3 D r4 Figura 3 – Estágio retificador Boost. é possível notar que a célula de comutação proposta apresenta dois interruptores ativos bidirecionais em corrente (S1 e S2). Para o caso de semicondutores do tipo MOSFET (Metal-Oxide-Semiconductor Field-EffectTransistor) recomenda-se a utilização das técnicas de comutação com tensão nula. II. cada uma delas mantendo as principais características de comutação suave nos elementos semicondutores empregados e trazendo melhorias adicionais a cada modificação. os IGBTs têm como característica a existência de “corrente de cauda” durante o processo de bloqueio. as técnicas de comutação nãodissipativas podem ser divididas em dois grandes grupos: • técnicas de comutação com tensão nula: ZVS (Zero Voltage Switching) e ZVT (Zero Voltage Transition). Dentro deste contexto. com o intuito de propiciar o aumento da freqüência de operação dos conversores estáticos. a célula apresentada em [11] ainda representa uma escolha adequada. As etapas de funcionamento para o circuito simplificado e as principais formas de onda teóricas associadas a este estágio retificador são mostradas na figura 4. Apesar de proporcionar a redução do volume dos elementos reativos necessários. uma vez que as perdas durante os processos de comutação dos semicondutores envolvidos são diretamente proporcionais à freqüência de chaveamento à qual estão submetidos.

A primeira delas relaciona-se com o emprego da célula em outros conversores. t6] Cr D1 I in ( ω T i) L r1 S1 D2 L r2 S2 Vo V D2(máx)( ω T i) Vo I in ( ω T i) v D2 (t) ZVS i D2 (t) t I in ( ω T i) L r1 S1 v gS1 (t) t v gS2 (t) t t0 t1 t2 D( ω T i). a seqüência das etapas de funcionamento não sofre alterações. Novembro de 2002. os interruptores S1 e S2 são comandados à condução de forma ZCS. Sepic e Zeta.Cr Cr D1 Vo I in ( ω T i) L r1 S1 D2 L r2 S2 Vo V Cr(máx) ( ω T i) Vo v Cr (t) I in ( ω T i) D1 L r1 S1 D2 L r2 S2 t Vo I in ( ω T i) I Lr1(mín)( ω T i) ZCS v S1 (t) i Lr1 (t) ZCS e ZVS 1a etapa [t0. t2] Cr D1 Vo I in ( ω T i) L r1 S1 D2 L r2 S2 Vo t I in ( ω T i) D1 L r1 S1 D2 L r2 S2 I Lr2(máx) ( ω T i) Vo ZCS i Lr2 (t) v S2 (t) ZCS e ZVS 3a etapa [t2. e (b) Etapas de funcionamento do retificador Boost ZCS-PWM com elevado fator de potência [12]. em t=t0 e t=t3. t3] t Cr D1 D2 L r2 S2 Vo 4a etapa [t3. no 1. quando comparada à célula original. como mostra a figura 6. nota-se que seus processos de entrada em condução ocorrem de forma ZVS e os efeitos de recuperação reversa sobre os interruptores ativos são minimizados. t5] Cr D1 D2 L r2 S2 Vo 6a etapa [t5. t4] Cr D1 I in ( ω T i) L r1 S1 D2 L r2 S2 Vo I Lr2(mín)( ω T i) v D1 (t) I in ( ω T i) ZVS L r1 S1 Vo I D1(máx)( ω T i) I in ( ω T i) i D1 (t) t 5a etapa [t4. respectivamente. propõe-se então uma alteração na célula de comutação ZCS-PWM original. impossibilita a obtenção de isolamento “natural” através dos indutores de acumulação destas estruturas. durante a primeira e a nona etapas. III. 73 . PRIMEIRA VARIAÇÃO TOPOLÓGICA DA CÉLULA DE COMUTAÇÃO ZCS-PWM Em conformidade com [15]. resultando na topologia apresentada na figura 5. com o intuito de se eliminar a desvantagem referente à obtenção de isolamento “natural” das estruturas Buck-Boost.T i t3 ∆ t6 7a etapa [t6. Tal fato ocorre devido à presença dos indutores Lr1 e Lr2. t7] D1 8a etapa [t7. Nesta estrutura. a aplicação da célula ZCSPWM original nos conversores Buck-Boost. t1] Cr 2a etapa [t1. Adicionalmente. simultaneamente. Ti De acordo com a figura 4. durante o intervalo de tempo ∆t6. t9] (a) (b) Figura 4 – (a) Principais formas de ondas idealizadas. durante um período genérico de chaveamento (Ti). No entanto. Resultados experimentais apresentados em [12] mostram que a correção do fator de potência da estrutura pode ser realizada através da técnica de controle por valores médios instantâneos de corrente de entrada. Desta forma as perdas em condução associadas a estes componentes podem se tornar significativas. Apesar do bom desempenho verificado nesta topologia.Com relação aos diodos D1 e D2. 7. de forma ZCS e ZVS. a ressonância ocorre sem que haja a necessidade de fluxo da corrente ressonante através do capacitor de filtro da tensão de saída. a célula de comutação proposta apresenta duas características que podem ser apontadas como desvantagens. S1 e S2 são bloqueados. dependendo do valor da corrente processada através dos mesmos. A segunda desvantagem é verificada no próprio conversor Boost. Conforme [15]. durante todo um período da rede de alimentação em CA. t8] Cr D2 L r2 S2 Vo t4 t7 t5 t6 t8 t9 I in ( ω T i) L r1 S1 9a etapa [t8. onde é possível notar que os diodos D1 e D2 conduzem simultaneamente a corrente que flui da fonte de alimentação para a carga. Sepic e Zeta Eletrônica de Potência – Vol. mantendo-se as características das comutações suaves nos dispositivos semicondutores. os quais limitam as derivadas das correntes em seus respectivos ramos.

Entretanto. Entretanto. 7. mostradas na figura 6. empregando a primeira variação da célula ZCS-PWM [15]. em comparação com a célula ZCS-PWM original. apesar do valor pico-apico ter permanecido inalterado.L in I in ( ω t) D r1 D r2 D1 D2 Vo L r1 S1 L r2 S2 Cr Co Vo v C r (t) V in ( ω t) D r3 D r4 t V C r(m ín) ( ω T i) t0 t1 t2 t3 ∆ t6 t4 Figura 5 – Estágio retificador Boost. . implicando em maior complexidade e custo para o comando. na qual os interruptores ativos do estágio retificador apresentam referência comum. é possível observar que existem diferenças apenas entre as etapas 1 e 9. t8] D2 Cr Vo V in ( ω t) L r2 S2 Cr Co Vo 9a etapa [t8. IV. sendo que a etapa 9 é responsável pela maior parte desta transferência. a partir do qual é possível verificar que os diodos D1 e D2 não conduzem de forma simultânea a corrente de carga. sendo esta a sua grande desvantagem. resultados experimentais para um protótipo implementado confirmam a correção do fator de potência e obtenção de elevado rendimento a partir da estrutura proposta. aplicado a reatores eletrônicos para múltiplas lâmpadas fluorescentes [17]. Desta forma. Esta célula é empregada em um estágio retificador isolado Sepic ZCS-PWM de elevado fator de potência. a conexão série entre os diodos D1 e D2 durante a etapa de transferência de energia à carga é mantida. que passa a evoluir conforme a figura 7. SEGUNDA VARIAÇÃO TOPOLÓGICA DA CÉLULA DE COMUTAÇÃO ZCS-PWM Em função da aplicação explorada em [16]. t5] D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 D2 Cr Vo 6a etapa [t5. pode-se afirmar que a variação proposta para a célula original pode propiciar a redução de custos associados ao elemento Cr. As etapas de funcionamento do retificador Boost ZCSPWM mostrado na figura 8 são apresentadas na figura 9. Nota-se na figura 7 que a máxima tensão sobre o capacitor ressonante é menor do que aquela verificada para o mesmo elemento na célula original. no 1. em função do menor nível de isolação de tensão requerido. t6] D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 D2 Cr Vo 7a etapa [t6. Comparando-se as etapas de funcionamento da figura 9 com as etapas do conversor Boost predecessor. vale lembrar que. tal célula de comutação exige a implementação de circuitos de acionamento (ataque de “gate”) isolados. e em sua versão não isolada em [18]. Para solucionar tal problema. t1] D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 D2 Cr Vo 2a etapa [t1. É fato que a célula apresentada em [19] pode ser diretamente aplicada para a implementação de um retificador Boost ZCS-PWM. 74 Eletrônica de Potência – Vol. conforme [15-16]. As formas de ondas restantes permanecem idênticas àquelas verificadas na primeira variação topológica da célula ZCS-PWM. Figura 8 – Estágio retificador Boost. Novembro de 2002. é fato que a eliminação da conexão série entre os diodos D1 e D2 na versão da célula mostrada na figura 8 representa então uma grande vantagem com relação à minimização das perdas em condução associadas a D1. em ambos os conversores. durante um período genérico de chaveamento (Ti). Entretanto. em [19] é proposta uma modificação na configuração da célula. D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 D2 Cr Vo I in ( ω T i) D1 L r1 S1 L r2 S2 D2 Cr Vo Ti Figura 7 – Forma de onda idealizada da tensão sobre o capacitor ressonante da primeira variação da célula ZCS-PWM [15]. Assim sendo. tendo em vista as similaridades de funcionamento com o conversor Sepic ZCS-PWM proposto. t3] D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 D2 Cr Vo 4a etapa [t3. à exceção da tensão sobre Cr. L in I in ( ω t) D r1 D r2 L r1 S1 D r3 D r4 D1 D2 1a etapa [t0.T i t7 t5 t6 t8 t9 As formas de ondas desta versão do conversor são idênticas àquelas apresentadas para a célula original. Entretanto. t9] Figura 6 – Etapas de funcionamento do retificador Boost empregando a primeira variação da célula ZCS-PWM [15]. t2] D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 D2 Cr Vo 3a etapa [t2. D ( ω T i). A figura 10 mostra as formas de onda idealizadas das correntes e tensões nos diodos D1 e D2. uma segunda variação topológica para a célula original é proposta em [17]. em [16] é apresentada a aplicação desta mesma célula em um retificador Zeta. A exemplo da célula ZCS-PWM original. durante um período genérico de chaveamento (Ti). A figura 8 apresenta o diagrama esquemático do novo retificador proposto. empregando a segunda variação da célula ZCS-PWM [19]. t4] D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 D2 Cr Vo 5a etapa [t4. t7] D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 8a etapa [t7. a transferência de energia à carga ocorre durante estas duas etapas.

Lr 2 <β Cr (2) Vo A Tabela I mostra. t6] D2 D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 Cr Vo Não Sim Não S1 S2 célula atual 7a etapa [t6. t9] Figura 9 – Etapas de funcionamento do retificador Boost empregando a segunda variação da célula ZCS-PWM [19]. i D 1 (t) t V D 2(máx)( ω T i) Vo I in ( ω T i) v D 2 (t) ZVS i D 2 (t) t t0 t1 t2 D( ω T i). Diodos Carga Sepic e Zeta Cr D2 Sim S2 Não Sim célula original 3 etapa [t2. L β = r2 < 1 (1) L r1 α máx = Iin (p) Vo . De acordo com esta tabela. t1] D2 D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 Cr Vo a 2 etapa [t1. 7. O atendimento das restrições (1) e (2) torna possível o emprego da técnica de controle por valores médios instantâneos de corrente de entrada mantendo-se as comutações suaves da célula ZCS-PWM durante o decorrer de todo um período de rede de CA. 75 . A0 − . A característica de saída do conversor Boost ZCS-PWM é obtida através de (3). de forma resumida.β    Ti Figura 10 – Formas de ondas idealizadas das comutações dos diodos D1 e D2 da segunda variação da célula ZCS-PWM [19]. uma comparação entre as principais características das células de comutação ZCS-PWM analisadas. Sepic e Zeta. Vo 1 q= = (3) Vin (ef ) 1 − F sendo: F = D(ef ) + α (ef )  f  1 . um protótipo do retificador Boost apresentado na figura 8 é implementado. t3] D2 D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 Cr Vo a 4 etapa [t3. ( A1 + A 2 ) + A 3 −  (4) 2. é necessário que as restrições impostas pelas inequações (1) e (2) sejam conjuntamente satisfeitas. dedicado à técnica por valores médios instantâneos de corrente de entrada. possibilitando o isolamento “natural” dos conversores BuckBoost. t7] D2 D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 Cr 8a etapa [t7.T i t3 ∆ t6 t4 t5 t6 t8 t7 t9 sendo: Iin(p) = valor de pico da corrente de entrada. Novembro de 2002. EXEMPLO DE PROJETO E RESULTADOS EXPERIMENTAIS Para demonstrar a validade da análise desenvolvida. Com o intuito de se garantir a obtenção de comutação ZCS para os interruptores ativos S1 e S2. sendo que o circuito de comando para correção do fator de potência é baseado no controlador UC3854 [5]. t4] D2 D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 Cr Vo S1 L r1 a D1 L r2 Cr D2 Não S2 Sim Sim primeira variação D2 D1 L r1 L r2 Cr 5a etapa [t4. é fácil notar a evolução na configuração da célula proposta. t2] D2 D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 Cr Vo S1 L r1 D1 L r2 a Fluxo da Possibilidade Corrente de Isolamento Conexão Ressonante das Estruturas Série dos Através da Buck-Boost.π  α (ef ) 2. t5] D2 D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 Cr Vo 6a etapa [t5. t8] III.D2 D1 I in ( ω T i) L r1 S1 L r2 S2 Cr Vo I in ( ω T i) D1 L r1 S1 D2 TABELA I Principais Características das Células ZCS-PWM Analisadas Cr Vo L r2 S2 Característica Tipo de Célula 1 etapa [t0. durante um período genérico de chaveamento (Ti). Vo I D 1(máx)( ω T i) I in ( ω T i) v D 1 (t) ZVS 9a etapa [t8. As principais equações de projeto deste retificador Boost são descritas a seguir. durante um período genérico de chaveamento (Ti). além da eliminação da conexão série dos diodos D1 e D2. D(ef) = razão cíclica de controle para valores eficazes de tensão de alimentação Eletrônica de Potência – Vol. conforme descrito anteriormente. no 1.

Dr4 S1 S2 D1 D2 SKR25/06 SKN25/06 IRG4PH50UD IRG4PC50UD MUR8100E MUR8100E v in i in 0 iin: 5A/div. De acordo com a figura 13. Dr2 Dr3. para carga nominal.f B = 2. Os resultados mostrados na figura 13 foram obtidos para as situações em que o valor instantâneo da tensão de alimentação é próximo de zero (Vin(ωt)≅0) e próximo ao valor de pico (Vin(ωt)≅Vin(p)).arcsen  . nota-se que os interruptores S1 e S2 entram em condução de forma ZCS e são bloqueados de forma ZCS e ZVS. Utilizando-se os valores acima adotados e com o uso das equações (1) a (9).f B . para condições nominais de operação. no 1.   β    A 2 = 1 − β. Lr1=16µH e Lr2=10µH.Cr ω2 1 α (ef ) π 2. são especificados: Lin=3mH e Co=680µF.T i UC 3854 ∆ t S2 A0 =  1− β  2 A1 = β. f=0. Novembro de 2002. TABELA III Dispositivos Semicondutores empregados no Protótipo Ponte Retificadora Interruptor Principal Interruptor Auxiliar Diodo de Equalização Diodo Boost Dr1.  β − α (ef ) − α (ef ) . Para a implementação do protótipo. e (b) espectro de freqüências de Iin.51.0 % 1 .8 % 2 . Exemplo de Projeto do Novo Retificador Boost ZCSPWM com Elevado Fator de Potência O projeto do novo retificador Boost ZCS-PWM é desenvolvido a partir dos dados de entrada e saída definidos na Tabela II A obtenção dos valores dos elementos ressonantes é realizada com base na adoção dos seguintes parâmetros: β=0.π. As formas de ondas da corrente de entrada e da tensão de alimentação do retificador.4 % 1 . são então determinados: Cr=22nF . sendo que sua TDH é igual a 3. O projeto dos parâmetros externos do controlador UC3854 é realizado de acordo com [5].5 % 2 .27% e o fator de potência da estrutura nesta condição é de aproximadamente 0.arccos ( −β ) (9)  β  1+ β β   Recomenda-se que valores para β e f sejam adotados de tal forma que proporcionem a obtenção de reduzida influência da ressonância sobre a regulação da tensão de saída. A lógica de acionamento dos interruptores S1 e S2 é composta a partir do diagrama de blocos da figura 11. sendo que tais comutações são preservadas durante o decorrer de todo um período de rede em CA. Quanto ao filtro de saída (Co). seu valor é determinado para que a tensão de saída do conversor apresente um ripple inferior a 2% de seu valor médio nominal.147 e αmáx=0. para uma TDH da tensão de alimentação medida de 2.2 7 % o espectro de freqüências para a corrente de entrada.f= 2. A Figura 13 mostra os detalhes das comutações dos semicondutores empregados no retificador Boost ZCS-PWM.π + + 2 1+ β (5) (6) (7) (8) monoestável (4528) D( ω T i). os dispositivos semicondutores foram especificados conforme a Tabela III. 76 Eletrônica de Potência – Vol.10%.b mostra TABELA II Dados de Entrada e Saída do Retificador Boost ZCS-PWM Tensão eficaz de alimentação (Vin(ef)) Freqüência de oscilação da rede de alimentação em CA (fCA) Freqüência de chaveamento do retificador Boost (fB) Valor médio da tensão de saída CC do retificador (Vo) Potência nominal de saída (Po) Mínimo rendimento adotado (η%) 220V ± 15% 60Hz 50kHz 400V 1200W 95% Figura 11 – Diagrama de blocos da lógica de acionamento dos interruptores S1 e S2. A figura 12.π. (b) Figura 12 – (a) Tensão de alimentação e corrente de entrada. O filtro de entrada (Lin) é projetado para que o ripple da corrente de entrada fique limitado a 10% de seu valor nominal de pico.2 % 2 . A.A1  − . Assim sendo.0 % 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 36 38 40 ord em h arm ôn ica T D H I in = 3 . 1 − A3 = ∆ t S1 circuito de ataque de gate (S 2) circuito de ataque de gate (S 1) ( A1 ) β 2 porta OU (4071)  β  β 1+ β .8 % 0 . 5ms/div (a) 2 . B.a. conforme esperado. .1 % 0 .625 . 7.7 % 1 . L r 2 . 5ms/div vin: 100V/div. para a operação nominal. Resultados Experimentais Resultados experimentais obtidos para um protótipo do retificador Boost da figura 8 são apresentados na seqüência. são mostradas na figura 12.6 % 0 .3 % 0 .986. além de evitar a ocorrência dos problemas relacionados a elevadas freqüências de ressonância. resultando em perdas mais acentuadas nos elementos magnéticos e problemas de interferência eletromagnética.

onde a redução dos esforços de corrente e a conseqüente redução das perdas em condução levam a um aumento do rendimento. além de possuir uma etapa de funcionamento em que a corrente da fonte de alimentação flui para a carga através de dois diodos conectados em série. Eletrônica de Potência – Vol. 2µs/div vS2: 200V/div. η% 97 96 95 94 93 92 91 90 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 Célula Atual ZCS-PWM Primeira Variação da Célula ZCS-PWM (diodos em série) Célula "Hard" o rendimento dos pré-reguladores que empregam tais células tende a diminuir. quando do processamento de menores cargas. 5µs/div Vin(ωt) ≅ Vin(pk) Vin(ωt) ≅ Vin(pk) Vin(ωt) ≅ Vin(pk) (d) interruptor principal (e) interruptor auxiliar (f) diodos D1 e D2 Figura 13 – Formas de ondas de tensão e corrente através dos dispositivos semicondutores. propiciando comutações suaves em todos os (Célula Fig. observa-se que os diodos D1 e D2 não apresentam condução simultânea de corrente. 5µs/div iD2: 5A/div. Tendo em vista que a energia destinada à ressonância é constante nas células ZCS-PWM analisadas. conforme a carga conectada à saída também diminui. é possível notar a elevação no rendimento do pré-regulador Boost. para operação em condições nominais. em função da utilização da célula ZCS-PWM sem a conexão série entre os diodos D1 e D2. 2µs/div iD1: 5A/div. Em função de todos estes fatos. 5µs/div vS2: 200V/div. a eliminação das desvantagens apontadas na célula original. primeira variação da célula ZCS-PWM [15] e versão atual da célula ZCS-PWM [19]. provendo informações suficientes para uma comparação detalhada entre as estruturas propostas.5%. 2µs/div vS1: 200V/div. 2µs/div vS1: 200V/div. Novembro de 2002. Sepic e Zeta através de seus indutores de acumulação. caracterizando a redução das perdas em condução associadas a D1. CONCLUSÕES Este artigo apresentou um resumo sobre a evolução de uma célula de comutação ZCS-PWM aplicada a estágios retificadores Boost de elevado fator de potência. 2µs/div iLr2: 5A/div. a saber: célula “hard” (Fig. conclui-se que a estrutura proposta opera conforme esperado. A partir dos resultados obtidos. 2µs/div Vin(ωt) ≅ 0 (a) interruptor principal i Lr1 v S1 iLr2: 5A/div. 5) (Célula Fig. A proposição das versões subseqüentes da célula ZCS-PWM possibilitou. As principais características de cada uma das células são apresentadas e discutidas. o rendimento da estrutura deve resultar bastante elevado. gradativamente.i Lr2 v S1 v S2 i Lr1 0 0 i D2 0 0 i D1 iLr1: 5A/div. V. 2) P o [W] Figura 14 – Comparação entre valores de rendimento medidos. Ainda na figura 13. classe 0. 2). Um protótipo do retificador Boost empregando a última versão da célula ZCS-PWM foi implementado para a verificação da análise desenvolvida. no 1. em relação às outras versões da célula de comutação ZCS-PWM. 77 . 8) (Célula Fig. Todos os protótipos foram implementados de acordo com os dados das Tabelas II e III e os intrumentos utilizados para a obtenção das medidas foram voltímetros e amperímetros Yokogawa. 2µs/div iD2: 5A/div. A figura 14 mostra uma comparação entre valores de rendimentos medidos para protótipos de pré-reguladores Boost empregando três diferentes células de comutação. Com base nos resultados da figura 14. diferentemente do pré-regulador com célula “hard”. 2µs/div Vin(ωt) ≅ 0 (c) diodos D1 e D2 i D1 0 0 i D2 0 iLr1: 5A/div. mantendo-se todas as características de comutações nãodissipativas nos dispositivos semicondutores utilizados. 2µs/div Vin(ωt) ≅ 0 (b) interruptor auxiliar i Lr2 v S2 0 iD1: 5A/div. A célula ZCS-PWM original apresenta como limitação o fato de não permitir o isolamento das estruturas Buck-Boost. 7.

Wakabayashi. 1990. é engenheiro eletricista (1996) e mestre em Engenharia Elétrica (1998). “Novel Zero-VoltageTransition PWM Converters”. 1999. “Novo Reator Eletrônico com Elevado Fator de Potência para Múltiplas Lâmpadas Fluorescentes Tubulares”. Lee. 1991. Canesin. 1987. fontes de alimentação chaveadas. Anais do IEEJ IPEC. 78 Eletrônica de Potência – Vol. T. pp. Canesin. pp. “Comparison of Experimental Losses among Six Different Topologies for a 1. 430-436. pp. Anais do COBEP. Barbi. CDROM H. [4] R. 2000. C. Korcher e R. 1992. Canesin e I. Anais do IEEE APEC. “Power Factor Correction with the UC3854”. pp. 153-158. no 2. Pinheiro. “Novel HighPower-Factor Isolated Electronic Ballast for Multiple Tubular Fluorescent Lamps”. S. A técnica de controle por valores médios de corrente de entrada é empregada com sucesso no estágio retificador Boost ZCS-PWM projetado. 2001. Hey. em relação à tensão de alimentação em CA. nascido em Jales (SP). Anais do IEEE PESC. Novembro de 2002.930. “A New Family of Zero-Current-Switching PWM Converters and a Novel HPF-ZCS-PWM Boost Rectifier”. T. “High Efficiency Telecom Rectifier using a Novel Soft-Switched Boost-Based Input Current Shaper”. em função do emprego da estrutura proposta. A. 322-333. pp. Anais do IEEE PESC. 1987. qualidade de energia elétrica e reatores eletrônicos para iluminação. pp. em Julho de 1974. 1982. Wakabayashi e C. Silva. 1197-1202. Cho. A. conversores CC/CC. “Application of the ZCS-Auxiliary Commutation Circuits in Interleaved Boost Converters operating in Critical Conduction Mode”. Canesin e I. H. pp. 1990. Ilha Solteira (SP)). 63-75. Anais do IEEE APEC. Anais do IEEE PESC. C. A. 6. Anais do IEEE PESC. 1991. T. Lee. 605-611. resultando em fator de potência praticamente unitário. Singer. Atualmente é professor adjunto efetivo do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) da UNESP-FEIS. Outubro. 1995. pp. [3] K. “Active Power Factor Correction for Switching Power Supplies”. [7] S. Miwa. F. pp. Barbi. E. A. vol. A. a obtenção de elevado rendimento e fator de potência praticamente unitário denota o excelente aproveitamento da energia drenada da rede de alimentação em CA. além da eliminação da conexão série dos diodos D1 e D2. Revista Eletrônica de Potência. M. “Novel High-Power-Factor ZCS-PWM Preregulators”. 1265-1271. 2002. Canesin e I. L. 2001. Suas áreas de interesse abrangem técnicas de comutação nãodissipativa. O. using IGBTs”. e F. 16-24. Bonato e C. 553-562. Unitrode Corporation. Barbi. pp. CDROM F. nascido em Lavínia (SP). F. 2002. “An AC-to-DC Converter with High Quality Input Waveforms”. onde atualmente desenvolve o doutorado em Eletrônica de Potência. Application Note U125. A. Hua. fornecendo reduzida TDH e defasagem angular desprezível na corrente de entrada. 273-281. Canesin. 720-726. “Design of a Simple High-Power-Factor Rectifier based on the Flyback Converter”. 1995. pp. formado na Universidade Estadual Paulista – Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira (UNESP-FEIS. 55-61. 2001. Carlos Alberto Canesin. Suas áreas de interesse incluem técnicas de comutação não-dissipativa. A. [8] R. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS M. [11] C. T. 7. fontes de alimentação chaveadas. no 1. O. da Silva e I. Hua. Wakabayashi e C. “A High Efficiency HPF-ZCS-PWM Sepic for Electronic Ballast with Multiple Tubular Fluorescent Lamps”.6kW [1] [12] [13] [14] [15] [16] [17] [18] [19] Boost Converter. IEEE Transactions on Power Electronics. considerando-se os semicondutores empregados e a instrumentação utilizada para análise. Canesin. DADOS BIOGRÁFICOS Fabio Toshiaki Wakabayashi. Design and Experimental Results of ZCS-PWM Boost Converters”. G. 792-801. F. “Zero-Current-Switching (ZCS) Power Factor Pre-regulator (PFP) with Reduced Conduction Losses” Anais do IEEE APEC. Wakabayashi e C. 924. Choi e B. reatores para iluminação e técnicas de correção do fator de potência. Madigan e S.dispositivos semicondutores. E. [6] C. Canesin. 48. em 1961. J. no 1. Barbi. M. mostrou-se elevado. [5] C. F. F. A. pp. Anais do IEEE APEC. C. . Anais do IEEE IAS Annual Meeting. CD-ROM. A. Ilha Solteira (SP)). 1990. Sen e A. mestre (1990) e doutor (1996) em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina – Instituto de Eletrônica de Potência (UFSCINEP). A. Streit e D. pp. Steigerwald. “Unity Power Factor Single Phase Power Conditioning”. J. [10] K. C. IEEE Transactions on Industrial Electronics. Tollik. J. [2] M. [9] G. Anais do IEEE APEC. R. pp. Schlecht e B. Belo Horizonte (MG). M. Anais do IEEE INTELEC. Erickson. A respeito do rendimento da estrutura. “A Unity Power-FactorMultiple isolated Outputs Switching Mode Power Supply using a Single Switch”. o resultado obtido para carga nominal. Emanuel. 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de acordo com as prescrições desta norma. Novembro de 2002. seu envio ao editor. Os autores que forem notificados da aceitação de seu trabalho. o editor deve ser comunicado o mais rápido possível. revisões. o autor correspondente deve manter em seu poder.P. Solicita-se aos autores que utilizem estas normas quando da elaboração da versão final de seus trabalhos. obrigatoriamente. o seguinte material: 1) Uma cópia do trabalho original que foi submetido à revista e uma cópia do trabalho revisado onde devem ter 1 Nota de rodapé na página inicial poderá ser utilizada apenas pelo editor para indicar o andamento do processo de revisão. B. sido incluídas as revisões indicadas pelos revisores. Edição do Texto A editoração dos trabalhos deve ser feita em folhas com formato A4 (297 mm x 210 mm) que apresentem uma Eletrônica de Potência – Vol.XX Brasil Resumo . 4) Endereço completo do autor correspondente. O texto deve ser escrito em português. nacional ou internacional. 000 CEP 00000-000 Cidade de Tal . n° 1. Additional information about procedures and guidelines can be obtained directly with the editor. I. 2) Caso o trabalho. Deve-se usar. Após o manuscrito revisado estar pronto para ser enviado à revista. serão aceitos trabalhos em inglês ou espanhol. Componentes da corrente de estator. Caso o autor correspondente troque de endereço. 3) Nome do autor que assumirá a responsabilidade de receber (e enviar) informações do (para o) editor da revista. Obrigatoriamente. posteriormente. Sugestões são bem vindas e devem ser enviadas ao editor. e preferencialmente digitado em duas colunas por página. The authors should use these guidelines for preparing the final version of their article. Informações adicionais sobre procedimentos e normas podem ser obtidas também diretamente com o editor. telefone e e-mail (se houver). os autores devem enviar ao editor quatro cópias do trabalho. This text was written according to these guidelines. A comissão Editorial não assumirá qualquer responsabilidade quanto a correções.O objetivo deste documento é instruir os autores sobre a preparação dos trabalhos para publicação na revista Eletrônica de Potência. já tenha sido apresentado e publicado em alguma revista ou conferência. Toda troca de correspondência entre o autor e o editor da revista.NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS NA REVISTA ELETRÔNICA DE POTÊNCIA Fulano de Tal1 e-mail: fulano@detal. deve incluir o nome do trabalho e o código de referência. as unidades do Sistema Internacional (SI ou MKS). 79 . NOMENCLATURA p vqd iqd Número de par de pólos. ou parte dele. devem enviar para o editor. Cabe ao(s) autor(es) do trabalho a preparação dos originais e. No caso de autores estrangeiros. correspondências e materiais que permitam refazer o trabalho em caso de extravio. deve ser incluída imediatamente após o resumo uma nomenclatura das variáveis utilizadas no texto. dentro de um prazo máximo de 40 dias. Caso seja pertinente. Apresentação do Texto Apenas excepcionalmente serão aceitos trabalhos com o ultrapassando 8 (oito) páginas. a critério do editor. deve ser enviada ao editor da revista uma declaração com tal informação. deve ser enviado ao editor da revista uma declaração dos autores com estas informações (quando e onde). Este texto foi redigido segundo as normas nele contidas.br Universidade de Tal C. Por segurança. Isto poderá ocorrer. incluindo fax. caso o trabalho tenha um caráter tutorial. Os textos submetidos em português e espanhol devem conter também o abstract. A. Componentes da tensão de estator. a cópia do trabalho revisado deverá obedecer às presentes normas. INTRODUÇÃO No processo inicial de submissão. Os trabalhos que estiverem fora dos padrões estabelecidos serão devolvidos aos autores para as devidas correções. e possíveis erros da reprodução dos originais para publicação. Caso o trabalho nunca tenha sido publicado na sua totalidade. Este item não deve levar numeração de referência. antes do trabalho ter sido publicado na revista. de acordo com estas normas. referências bibliográficas e dados biográficos. Abstract – The objective of this document is to instruct the authors about the preparation of the paper for its publication on the Eletrônica de Potência journal. o autor correspondente deve manter sob seus cuidados uma cópia dos manuscritos. Suggestions are welcome and can be sent to the editor. uma cópia de excelente qualidade do mesmo. assim como os itens agradecimentos. 7.

qualidade adequada para reprodução. 5) Introdução . No início destas normas é apresentado um exemplo para este item. indicando claramente o assunto de que se trata. 6) Conclusões. 7. as possíveis aplicações práticas e recomendações de trabalhos futuros. 8) Agradecimentos . texto do resumo títulos de tabelas título do resumo e subtítulos título do trabalho 2) Formatação das páginas: Na formatação das páginas. ESTILO DO TRABALHO A. Imediatamente abaixo do nome dos autores. A Tabela I mostra os tamanhos padrões de letras utilizadas nas diversas seções do trabalho. facilitando a compreensão do mesmo por parte dos leitores. estimula-se o uso do processador Word for Windows. 2) Autores e Instituições de Origem . e deve ser a primeira seção do trabalho a ser numerada como subtítulo. n° 1. Esta ordem deve ser respeitada. as quais devem conter de forma clara.” ao invés de “.. informar as instituições a que pertencem e os endereços completos (letras do tipo 10 pontos). Este resumo deve conter no máximo 200 palavras de forma a indicar as idéias principais apresentadas no texto. 6) Corpo do Trabalho . procedimentos e resultados obtidos. as informações a respeito do trabalho desenvolvido. 10) Apêndices. 7) Referências Bibliográficas. A palavra Resumo deve ser grafada em estilo itálico e em negrito. Caso os autores optem por não incluir este item. 5) Corpo do trabalho. As vantagens e desvantagens deste trabalho em relação aos já existentes na literatura devem ser comentadas.O título do trabalho deve ser o mais sucinto possível. figuras. as margens superior e inferior deverão ser fixadas em 25 mm.. como também em todo o trabalho. É baseado nas informações contidas neste resumo que os trabalhos técnicos são indexados e armazenados em bancos de dados. seguem o padrão do processador Word for Windows e o tipo de letra utilizado é Times New Roman. informando aos leitores sobre a importância do trabalho dentro do contexto em que se situa. e servir como um guia a respeito de como o trabalho está organizado.A nomenclatura consiste na definição das grandezas e símbolos utilizados ao longo do trabalho. 4) Introdução. 4) Nomenclatura .os resultados que nós obtivemos mostraram que. No final deste trabalho é mostrado um exemplo de como podem Eletrônica de Potência – Vol.. logo após o seu aparecimento.Os agradecimentos a eventuais colaboradores não recebem numeração e devem ser colocadas no texto. Novembro de 2002. 11) Agradecimentos. a margem esquerda em 18 mm e a margem direita em 12 mm. O espaçamento entre linhas deve ser simples. Organização Geral Os trabalhos a serem publicados na revista devem conter 8 partes principais.”. 3) Resumo . II.As conclusões devem ser as mais claras possíveis. Não é obrigatória a sua inclusão e este item não é numerado como subtítulo. Como processador de texto. Na elaboração deste resumo. “. com todas as letras em maiúsculo. deve-se deixar uma linha em branco. texto em geral. A introdução não deve ser uma repetição do Resumo.. A seguir serão feitos alguns comentários sobre cada um dos itens acima mencionados.. 3) Resumo e Abstract. também centrados na página.Esta parte é considerada como uma das mais importantes do trabalho. sendo impresso em negrito. devem ser informados os nomes dos autores e da(s) instituição(ões) a que pertencem. tamanho 14 pontos. etc. referências bibliográficas. antes das referências bibliográficas. deve ser utilizada a forma impessoal como. Como regra geral. a saber: 9) Nomenclatura. Poderão ser abreviados os nomes e sobrenomes 80 . assim como os resultados obtidos. a menos que os autores usem alguns itens adicionais. Deve-se utilizar impressão a laser ou de qualidade equivalente. 1) Tamanho das letras utilizadas no trabalho: Os tamanhos das letras especificadas nesta norma. Já o texto deste Resumo será em estilo normal e em negrito. as conclusões devem vir logo após o corpo do trabalho e imediatamente antes das referências bibliográficas. TABELA I Tamanhos e Tipos de Letras Utilizadas no Texto Estilo Tamanho Normal (pontos) 8 texto de tabelas 9 legendas de figuras 10 instituição dos autores. 12 nomes dos autores 14 Cheia Itálica intermediários e escritos na sua forma completa o primeiro nome e o último sobrenome (letras do tipo 12 pontos). O resumo não deve ser confundido com uma introdução do trabalho e muito menos conter abreviações. 8) Dados Biográficos. enfatizando quais são as reais contribuições do mesmo em relação aos já apresentados na literatura. as definições das grandezas e símbolos utilizados devem ser incluídas ao longo do texto. 1) Título . a saber: 1) Título..A introdução deve preparar o leitor para o trabalho propriamente dito. A tabulação a ser utilizada na primeira linha dos parágrafos deverá ser fixada em 4 mm.. A numeração das páginas deverá ser feita a lápis na margem inferior do verso das folhas. e a cada título ou subtítulo. por exemplo. 2) Autores e Instituições de origem.. Os resultados experimentais mostraram que . 7) Conclusões . dando uma visão histórica do assunto.Os autores devem organizar o corpo do trabalho em diversas seções. As colunas de textos deverão apresentar uma largura igual a 87 mm e um espaçamento entre si de 6 mm. Deve estar centrado no topo da primeira página.Abaixo do título do trabalho.

As seções primárias são os títulos de seções propriamente ditos. Vi . Também auxiliam os autores a desenvolverem de forma ordenada seu trabalho. Este projeto foi financiado pelo CNPq (processo xxyyzz). separadas por ponto. exceto no caso de formas de onda e planos de fase. A legenda deve ser situada acima da tabela. onde foi publicado (em itálico). Por exemplo.). serve para dividi-lo em seções. C.. devem ser definidas na primeira vez em que aparecerem. na margem esquerda da coluna sendo separada do resto texto por uma linha em branco anterior. Experiência Profissional (Instituições e empresas em que já trabalhou. antes da pontuação das sentenças nas quais estiverem inseridas.”.Corrente de carga.... A designação das partes de uma figura.Corrente de pico no indutor ressonante. as grandezas devem ser definidas logo após as equações em que são indicadas. deverão estar na mesma ordem de autores colocados no início do trabalho. caso necessário. seqüencialmente. São grafados em letras maiúsculas no centro da coluna. Os trabalhos que foram aceitos para publicação. páginas. número de patentes obtidas. áreas de atuação. 81 .ser feitos estes agradecimentos. III. Equações A numeração das equações deve ser colocada entre parênteses. pela colaboração neste trabalho.. Os títulos devem ser organizados em seções primárias . 7. Novembro de 2002. OUTRAS NORMAS A.. mês e ano da publicação. numeradas em algarismos arábicos. 9) Referências Bibliográficas .Tensão de alimentação. Apenas a primeira letra da primeira palavra que a compõe é grafada em letra maiúscula. utilizando-se ambas as colunas. após os autores (iniciais seguidas do último sobrenome). seguidos de um parêntese. na margem direita. cujas dimensões ultrapassem as dimensões das colunas.As citações das referências bibliográficas ao longo do texto. Devem ser utilizados somente os números das referências bibliográficas. devem aparecer entre colchetes. utilize a denominação “Magnetização (A/m)”. e devem estar centralizadas na coluna. Caso não seja usada no início do texto uma nomenclatura. ao invés de “M (A/m)”. sociedades científicas a que pertencem. etc. enquanto que na figura deve ser colocado abaixo da mesma. e deverão conter basicamente os seguintes dados: Nome Completo (em negrito e sublinhado). Local e ano de Graduação e Pós-Graduação. separadas por uma linha em branco anterior e uma posterior. e utilizam numeração romana e seqüencial. No final destas normas. Z . Eletrônica de Potência – Vol. Figuras e Tabelas As tabelas e figuras (desenhos ou reproduções fotográficas) devem ser intercaladas no texto logo após serem citadas pela primeira vez.a.Impedância característica do circuito ressonante. começando pela letra a. As unidades devem ser expressas entre parênteses. Organização das Seções do Trabalho A organização do trabalho em títulos e subtítulos. número do volume. n° 1. ∆I L = I o + Onde: 3 Vi . como no exemplo abaixo. As seções terciárias são subdivisões das seções secundárias. desde que caibam dentro dos limites da coluna. Os artigos de periódicos e anais devem ser incluídos iniciando-se pelos nomes dos autores (iniciais seguidas do último sobrenome). como por exemplo. Utilizam grafia em itálico. Figura 1. a definição dos eixos das mesmas deve ser feita utilizando-se palavras e não letras. devem ser colocados nas referências bibliográficas. As figuras e tabelas devem ser posicionadas no início ou no final das colunas. Já as figuras não necessitam de título e são designadas pela palavra Figura.conforme referência [2].”. como por exemplo. B. A designação das seções secundárias é feita com letras maiúsculas. é feita pelo acréscimo de letras minúsculas ao número da figura. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem a Fulano de Tal. seguindo o espaçamento dos parágrafos. de tal forma que estejam paralelas quanto ao fechamento das mesmas. com a citação “no Prelo”. Utilizam grafia em itálico. “. Modulação por Largura de Pulso (PWM). seqüencialmente. atividades científicas relevantes. No caso de livros. Com o intuito de facilitar a compreensão das figuras. 10) Dados Biográficos . evitando-se uso de citações do tipo “. Devem ser evitadas tabelas e figuras. secundárias e terciárias. As equações devem ser editadas de forma compacta. As seções secundárias são os subtítulos das seções. evitando-as no meio das colunas.. Local e ano de nascimento. B. seguido do título do trabalho. seguidas de um ponto. são grafadas em letra maiúscula. é mostrado um exemplo de como devem ser as referências bibliográficas. Abreviações e Siglas As abreviações a serem utilizadas no texto. da edição e do local e ano de publicação. A designação das seções terciárias é feita com algarismos arábicos. Io . utilizar toda a área útil da página. 2 Z (1) ∆IL .. porém ainda não foram publicados. As tabelas devem possuir títulos e são designadas pela palavra Tabela.Os dados biográficos dos autores. o título deve ser em itálico . que ajudam o leitor a encontrar determinados assuntos de interesse dentro do trabalho. Apenas a primeira letra das palavras que a compõe. Na última página do artigo os autores devem distribuir o conteúdo uniformemente. sendo numeradas em algarismos romanos. seguido da editora.

applications. Nova Iorque. and design. M. Mohan. July/August 1990. W. P. pp. Atualmente é professor titular da Universidade de Tal. mestre (1985) e doutor em Engenharia Elétrica (1990) pela Universidade de Tallin. no.T. 7. n° 1. 1995. 82 Eletrônica de Potência – Vol. [2] N. Hu. T. 26. G. “Transformers as Equivalent Circuits for Switches: General Proof and DQ Transformation-Based Analysis”.H.Y.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] C. 2a Edição. . Robbins. 832-840. Power Electronics: converters. Cho. De 1990 a 1995 foi coordenador do Laboratório de Tal. John Wiley & Sons. qualidade do processamento da energia elétrica. DADOS BIOGRÁFICOS Fulano de Tal. nascido em 30/02/1960 em Talópoli é engenheiro eletricista (1983). Undeland. IEEE Transactions on Industry Applications. 4. vol. D. Suas áreas de interesse são: eletrônica de potência. Rim. Novembro de 2002. sistemas de controle eletrônicos e acionamentos de máquinas elétricas.

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