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Língua Portuguesa
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O TEXTO EM NOSSO COTIDIANO

Caro aluno, seja bem-vindo! Vamos dar início às nossas atividades discutindo alguns aspectos interessantes a respeito da presença dos textos em nossa vida. Você deve estar acostumado a ver e ouvir a palavra “texto”, seja no trabalho, na faculdade, em livros, revistas etc. Então, aí vem a pergunta: você saberia dizer quais são os conceitos, os significados e a importância do “texto” para o seu dia a dia? Talvez você tenha parado para pensar sobre o assunto e, no momento, surgiram algumas dúvidas:

- Texto é um aglomerado de palavras e frases? Roupas, caderno, lindo. Fui ontem ao cinema. O cinema do shopping é muito bonito. No shopping tem muitas coisas para se comprar. A compra da nossa casa não deu certo porque o banco não aprovou o financiamento.

- Texto pode ser somente aquilo que escrevemos?

- Texto é o que a professora ou o professor pede para a gente elaborar na aula de redação?

- Texto é aquilo que a gente lê no jornal, no livro, na internet etc.?

Nós levantamos muitas hipóteses a respeito do que é texto. Será que alguma das perguntas acima seria a sua real definição? Fiorin (1996, p.16) diz que texto “é um todo organizado de sentido”, ou seja, nós não podemos entender que o texto seja apenas um conjunto de palavras ou frases que se juntam de forma aleatória para constituí-lo, mas, sim, que essas palavras e frases devam estar ligadas entre si para que haja uma continuidade entre elas, a fim de que a sua totalidade forme uma unidade de sentido. Talvez, você esteja dizendo: “mas isso é óbvio!”, entretanto, não é essa a noção de texto que boa parte dos estudantes emprega na prática.

toalha. chaves.. Pior é que essa concepção de texto também está presente nas atividades de leitura. notas. água. Formado em Direito. memorandos. Pia.. em 1929. espátula. calça. papéis. documentos. meias. Sua obra literária é extensa: contos. quando o professor ou a professora pede para que seja elaborada uma redação é comum os alunos lhe perguntarem: “com quantas linhas?” ou “em quantas palavras?”. caneta. A produção textual. com destaque. cheques. cigarro. cortina. Quadros. Muitas vezes. abotoaduras. jornalista e escritor em São Paulo. Veja o texto de Ricardo Ramos: Circuito Fechado Ricardo Ramos1 Chinelos. isto é. pincel. pastas. descarga. água fria. cadeira.) 1 Ricardo Ramos nasceu em Palmeira dos Índios. carro. xícara pequena. agenda. . relatórios. imaginando que a leitura parcial seja suficiente para ter sucesso na avaliação. Cigarro. relógio. caixa de fósforos. cartas. ano em que o pai Graciliano Ramos exercia a função de prefeito. de saída. vales. Escova. telefone. espuma. cadeiras. destacou-se como homem da propaganda. vaso. lenço. nesse caso. É isso o que ocorre quando o professor nos dá um romance para ler e lemos apenas o resumo ou partes de capítulos. a prosa contemporânea da literatura brasileira. paletó. guardanapos. e representa. creme de barbear. níqueis. vaso com plantas. gilete. sabonete. maços de cigarros. telefone. Bandeja. fósforo. sapatos. Pasta. gravata. Carteira. espuma. um amontoado de palavras sucessivas. Creme para cabelo. Água.Na escola. blocos de notas. creme dental. telefone. papéis. pente. professor de comunicação. água quente. água.(. bilhetes. do que construir um texto que faça sentido para quem o lê. bule. papéis. copo com lápis. Papéis. prato. xícara e pires. quadros. Perguntas desse tipo demonstram mais preocupação em atender às exigências de números de linhas ou palavras. Cueca. camisa. uma organização de ideias com começo. Cigarro e fósforo. sabonete. romances e novelas. Mesa. talheres. Jornal. cinzeiro. Mesa e poltrona. lemos apenas parte de um texto e achamos que o entendemos em sua completude. fósforo. não é concebida como um todo com unidade de sentido. canetas. caixas de entrada. mas como uma somatória de linhas. meio e fim.

espuma. revista. lápis. pia. xícara. externo. telefone. papel. guardanapos. projetos de filmes. quadro-negro. Cigarro e fósforo. Práticas como essas demonstram que precisamos rever o conceito de texto. Observe o texto a seguir: . Cigarro e fósforo. revista. fósforo. água. fósforo. Escova de dentes. Quadros. camisa. livro. prova de anúncio. Maço de cigarros. cigarro. cadeiras. Poltrona. relógio. giz. cigarro. telefone. pasta... cigarro e fósforo. cigarro. talheres. cama. cadeiras.) Relógio. cueca. gravata. se você observar atentamente. pratos. papéis. poltrona. fósforo. garrafa. meias. folheto. Chinelos. cartaz. copo de papel. cadeiras. Poltrona. Xícaras. e é possível perceber sua rotina e até mesmo seu gênero: se é masculino ou feminino. Carro. caneta. copos. xícara. talheres. xícara. caixa de fósforos. bloco de papel. Paletó. Mesa. Mesa. esboços de anúncios. copos. Maço de cigarros. Coberta. poderá perceber que se trata do cotidiano de um indivíduo.Apesar do texto. calça. fósforo. Televisor. caneta e papel. cigarro. telefone. pijama. fotos. cinzeiros. em uma primeira leitura não aparentar relação entre as palavras. pasta. fósforo. papel. caneta e papel. telefone interno. Leia o restante do texto que complementa nossa análise e tente buscar outras informações importantes que o texto passa para o leitor: (. água. copo. papel e caneta. pratos. Mictório. cigarro. Táxi. cavalete. Mesa. Abotoaduras. água. jornal. guardanapo. papéis. papéis. caixa de fósforos. toalha. travesseiro. papel e caneta. sapatos. Mesa e poltrona.

podemos chegar à seguinte conclusão: Um texto é um todo organizado de sentido. devemos observar a relação que se estabelece entre os elementos que constituem a tira. As tirinhas são textos curtos formados por quadrinhos de texto verbal e visual dispostos linearmente na página do jornal. Portanto. Para depreendermos a unidade de sentido. Dessa forma. sendo o animal apenas um “objeto” de manuseio e admiração do humano. Essa tira. a relação que caberia aqui. precisamos levar em conta que são meninas – seres humanos – que. coelhas que também o elogiam. todavia. esses elogios são apreciados pelo coelho. porque o significado de uma parte depende das outras com que se relaciona de tal forma que combinam entre si. no primeiro quadro. Já no segundo quadro. temos um coelho que ao passear num parque é elogiado por duas garotas. o que traz satisfação ao coelho. vemos que o riso só se dá quando comparamos um quadro ao outro. Já no segundo quadro. temos.Esse texto é uma “tirinha” publicada no jornal Folha de São Paulo. pois é esse tipo de relacionamento que o interessa. estão fazendo o elogio. em particular. enaltecendo sua macheza e virilidade. a relação que cabe aqui é COELHO x COELHAS. ele se sente insatisfeito e não aprecia os adjetivos que lhe são atribuídos. a fim de gerar uma unidade. não passaria de HUMANO x ANIMAL. Essa é uma relação que não agrada ao coelho. em 1/12/2008. No primeiro. sem uma ligação entre um quadro e outro. no mesmo parque. de cunho sexual. Além das observações já realizadas. os elogios são dados por coelhas e elas se utilizam do sufixo aumentativo (-ão) para caracterizar o ser da mesma espécie. Diante desse elogio. . isolando cada quadro. Se fôssemos analisar esse texto. Diante disso. isto é. tem dois quadrinhos. Elas se utilizam do sufixo diminutivo (–inho) para qualificar o animal. Portanto. ficaríamos apenas na observação que fizemos acima. não entenderíamos o humor que ali se estabelece.

Vejamos se você compreendeu bem o que foi dito até aqui e se já conseguiu direcionar a sua mente para entender que todos os elementos presentes no texto são importantes para a depreensão de sentido e.Essa definição será fundamental para analisarmos e elaborarmos textos. Ele corresponde ao sentido que você obteve do primeiro? . não observando todos os elementos que estão ali presentes. abaixo. tenham-na sempre em mente. qual o sentido que você depreende? b) Agora. Ela se constitui em três quadros. observe o segundo quadro. pois já estamos de certa forma. Faça a leitura mediante as questões abaixo.wordpress. Por isso. a) Se você observar apenas o primeiro quadro.com/. para isso. vamos analisar mais um exemplo: Observe a propaganda a seguir retirada do site http://naweb. condicionados a analisarmos os textos de forma fragmentada.

observe abaixo a propaganda toda. Essa leitura só é possível pela visualização e depreensão de sentido dos três quadros juntos. .c) Vamos ao terceiro quadro. ou seja. Por isso. os dois “não devem andar juntos”.wordpress. pois o álcool prejudica a atenção dos motoristas e aumenta a ocorrência de acidentes. Ele é uma confirmação da leitura que você fez do primeiro e segundo quadros ou somente quando você observou o terceiro quadro é que houve um entendimento da propaganda? Nesse momento. falamos que o texto é uma unidade de sentido e para obter essa unidade é necessário observar e pensar em todos os aspectos que nele estão envolvidos.com/. Acesso em 11/11/2009 Podemos perceber que a propaganda é um alerta acerca do consumo de bebida alcoólica e do ato de dirigir. Edson Baeta http://naweb.

Leia o texto: . Por isso. e o imagético é formado por imagens ou figuras. Quando o homem se utiliza da palavra. pois texto. como exemplo: textos orais ou escritos. Tal código está presente. dizemos que ele está utilizando uma linguagem verbal. Quando dizemos manifestação linguística falamos de recursos expressos pela palavra (que pode ser oral ou escrita). pois o código usado é a língua. Veremos a seguir produções que relacionam elementos expressivos verbais. quando falamos com alguém. é toda manifestação linguística. o paralinguístico é quando usamos gestos. também. A linguagem verbal é a forma de comunicação mais presente em nosso cotidiano. talvez você deva estar se perguntando: “A propaganda acima ou mesmo a tirinha é um texto? Mas elas são compostas por poucas palavras. Portanto. quando lemos ou quando escrevemos. olhares etc. a linguagem verbal é aquela que tem as palavras como recurso expressivo. não verbal e sincrético ou misto (verbal e não verbal).!!!!!” Eis. em prosa ou em verso. comunicando-nos por meio desse código verbal imprescindível em nossas vidas. Texto verbal Existem várias formas de comunicação.Mas.. Mediante a língua falada ou escrita. então. expomos aos outros as nossas idéias e pensamentos. ou seja. paralinguística e imagética que transmite uma mensagem ou um ato de comunicação a fim de obter uma interação com o outro. dizemos que existem três tipos de texto: verbal. da linguagem oral ou escrita. a resposta: ELAS SÃO TEXTO. Cotidianamente as pessoas se deparam com uma grande variedade de palavras e imagens que apresentam características diferentes e que são elaboradas com objetivos bem distintos. não verbais e mistos.

a fim de verificar se é interessante assisti-lo. A corrida é contra o relógio para acabar com o vampiro antes que o pior aconteça. obras literárias e científicas. o autor utilizou-se da linguagem verbal.php?news=677) Observamos que o texto acima é uma resenha. são os estranhos da escola. de candidatos a cargos públicos etc. A história do filme é legal e prende do início ao fim. Agora os Cullen e a jovem Bella estão correndo perigo. pois como vemos. será? (http://centralrocknet. na comunicação entre as pessoas. E é deste meado que se desenvolve a história: o romance proibido. Além da resenha.com. Dizem por aí que a nova adaptação de Romeu e Julieta veio pra substituir o bruxinho Harry Potter. reportagens (jornais.Resenha de filme: Crepúsculo Luma Jatobá 18/01/2009 Baseado nos livros de Stephenie Meyer. encontramos a linguagem verbal em textos de propagandas. descobrir o "namoro" deles. Seria algo lindo e normal se o rapaz não fosse um vampiro. Bella logo se apaixona por Edward Cullen (Robert Pattinson) e ele por ela. Para isso. O livro está no terceiro volume. utilizou-se a língua escrita para se comunicar.br/index. após James (Cam Gigandet). mas falta uma trilha sonora de peso e abusa quando dão a desculpa de que vampiros não saem ao sol porque brilham como diamantes. cuja finalidade é descrever o filme Crepúsculo. Crepúsculo vem às telonas contar a história da jovem Isabella Swan (Kristen Stewart) que ao se mudar para a casa do pai em Forks. Washington. o vampiro sanguinário. Por serem anti-sociais e muito reservados. revistas etc.). para que o leitor tenha uma visão da história. conhece no colégio uma família diferente: os Cullen. . Crepúsculo é apenas o primeiro da série que ainda trás Lua nova e Eclipse. em discursos (do Presidente da República. dos representantes de classe. o segredo que não pode ser descoberto e a perseguição dos Cullen.) e em várias outras situações.

Observe a figura ao lado. faríamos a leitura de que. os sons. seja ela verbal ou não verbal. mímica. postura corporal. também. as cores. os olhares. Quando um cachorro balança a cauda quer dizer que está feliz e quando coloca a cauda entre as pernas significa medo e tristeza. música.Texto não verbal As pessoas não se comunicam apenas por palavras. se possível. figuras. . tom de voz. Dessa forma. Portanto. a dança. Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma cultura para outra e de época para época. A linguagem não verbal pode ser até percebida nos animais. A linguagem utilizada é a não verbal. símbolos. Os movimentos faciais e corporais. é muito interessante observar que para manter uma comunicação não é preciso usar a fala e sim utilizar uma linguagem. o desenho. a entoação são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação.um objeto cujo sentido das cores comanda o trânsito e que é capaz de interferir na vida do ser humano de forma extraordinária. os gestos. uso de cores para chamar a atenção ou exprimir uma mensagem. pintura. pois não utiliza a língua para transmitir “silêncio”. Se ela fosse encontrada em um consultório médico. O semáforo. o texto não verbal consiste no uso de imagens. é um exemplo de texto não verbal . naquele local. manter silêncio. bandeiras. semáforo. as pessoas devem falar baixo e. escultura como meio de comunicação. Outros exemplos: sinalização de trânsito. logotipos.

mas. temos os dizeres: “Aquele que ficar por aí inventando esse tipo de mentira já sabe: duzentas chibatadas!” Percebemos. em história em quadrinhos. tema muito discutido no Congresso Nacional Brasileiro. aquilo que é visível notamos que esse texto é formado por um tema “trabalho escravo”. Isso ocorre. filmes e outras produções que utilizam ao mesmo tempo palavras e imagens. O governo pretendia combater esse tipo de crime. Observemos a charge: Ao observarmos o que está expresso na superfície textual. O “patrão” diz que denunciar o trabalho escravo é inventar mentira. ao mesmo tempo. e abaixo da imagem. com um chicote na mão. na época de publicação da charge. há uma imagem de homens que se subdividem em dois grupos: possíveis cortadores de cana de açúcar e o “patrão”. A charge ironiza justamente essa questão: a existência do trabalho escravo de forma não assumida. por exemplo. que por meio da linguagem verbal e não verbal. junto aos seus capatazes armados.Texto Sincrético ou misto (verbal e não verbal) Falamos em texto misto – verbal e não verbal – quando os dois recursos expressivos são utilizados em conjunto. ou seja. propagandas. o texto aborda a questão do trabalho escravo. portanto. logo a seguir. porque esses parlamentares eram proprietários de algumas das fazendas investigadas. encontra-se com um chicote na mão como faziam . mas encontrava resistência por parte de alguns deputados e senadores.

as expectativas de seu tempo e de seu grupo social. Por isso. Texto e Contexto Quando analisamos a charge “Trabalho Escravo”. expõe em seus textos as idéias. ao analisarmos um texto. O seu sentido ocorrerá mediante o conhecimento de mundo do . ocorrido num determinado momento. Dessa forma. cabe dizer que todo texto é produzido por um sujeito num determinado tempo e num determinado espaço.os senhores e feitores. ocorre pela relação que um elemento mantém com os demais constituintes do todo. mas pelas várias relações que se estabelecem entre si. Por isso. Ora. Conforme diz Fiorin (1996. mas elas não estão marcadas na superfície textual. dissemos que esse assunto estava sendo discutido no Congresso Nacional e que alguns parlamentares apresentavam certa resistência para discutir o assunto. por pertencer a um grupo social num tempo e num espaço. essas questões são importantes para o entendimento da charge.) esse sujeito. Esse sentido do todo não é mera soma de partes. em um texto temos sempre a amostragem de um fato. 17-18).. além de verificarmos a unidade existente entre as partes. na época da escravatura. temos de observar o contexto. (. mas no de que revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época. vista sob um ponto de vista social representado por um sujeito. e de todos os outros que analisamos. Cada período histórico coloca para os homens certos problemas e os textos pronunciam-se sobre eles. não podemos fazer a leitura somente da imagem ou somente do que está escrito.. não no sentido de que narra fatos históricos. Além dessas questões tratadas até aqui. os temores. Portanto. é necessário fazermos a leitura do todo. Todo texto tem um caráter histórico. É claro que essa leitura só será possível se fizermos a junção dos dois tipos de imagens. o sentido desse texto. os anseios.

Fiorin (1994. pois é ele quem dá sustentação ao texto. mas que fazem sentido no contexto. hoje. Essa parte submersa é o que chamamos de contexto. quando adotamos a metáfora do iceberg. Vivemos. pois.leitor. em saber em que situação ela foi produzida. a fim de dar sustentação. assim como a moda. Na Idade Média. a palavra encaixa-se no contexto da frase. 12) define contexto como “uma unidade linguística maior onde se encaixa uma unidade linguística menor”. um padrão de beleza feminino em que a mulher tem de ser considerada magra. Contudo. como o próprio nome diz. trazia uma mulher de quadril largo e ventre avolumado. Aquilo que visualizamos é chamado ponta do iceberg. Fica mais clara a questão do contexto. A dieta e a “boa forma” são um dos assuntos mais comentados. . Na época da Renascença. que é a ponta do iceberg. o capítulo no contexto da obra toda e a obra encaixa-se no contexto social. levando em conta o CONTEXTO. para valorizar a roupa. pois demonstrava que a família da referida mulher era abastada. essa ponta se apóia numa imensa parte que fica submersa. a ideia de fertilidade imposta como contraponto de uma época de matanças ocorridas nas cruzadas. é uma pequena parte que fica exposta na superfície da água. está relacionada a padrões de magreza impostos pela indústria da moda. esta no contexto do parágrafo. Observe o texto: Para entender essa tirinha. Assim. o padrão “gordinha” era sinônimo de beleza. precisamos considerar algumas questões que não estão explícitas. Isso não significa que sempre tenha sido dessa forma. ou seja. Em nossos dias a beleza. o parágrafo encaixa-se no contexto do capítulo.

Quando Lula disse a Collor no primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 1989 “Eu sabia que você era collorido por fora. Assim sendo. Havia também. ou seja. As frases ganham sentidos porque estão correlacionadas umas às outras.Portanto. ele repetiu que ela havia engordado!!!! Fiorin (1996). Collor apresenta-se como um renovador. quando um homem chama uma mulher de gorda. é preciso retomar os elementos do contexto. combater os privilégios dos mais favorecidos. Esse contexto é aquele que compreendemos em uma frase. como alguém que pretendia modernizar o país. em nossa época. na disputa. também traz um exemplo muito esclarecedor para compreendermos a importância do contexto. podemos entender que o contexto traz informações importantes que acompanham o texto. Leia o poema a seguir: . São os chamados referentes textuais. no momento em que lemos todo o texto. Podemos dizer que existem o contexto imediato e o situacional. não basta a leitura do texto. de extrema direita que defendia a manutenção do status quo. mas é reacionário. mas caiado por dentro”. É o que ocorre na tirinha. que é o contexto. aqueles que estiveram presentes na situação de sua construção. O título de um poema pode despertar determinadas decodificações. está “comprando briga”. dentro de uma situação comunicacional. Como foi possível entender a frase dessa maneira? Porque ela foi colocada dentro do contexto dos discursos da campanha presidencial. ou quando entendemos o parágrafo. todos os brasileiros entenderam que essa frase não queria dizer você tem cores por fora. melhorar a distribuição de renda. Portanto. Nele. mas você apresentou um discurso moderno. e o que é pior. o adjetivo collorido significa relativo à Collor. O contexto imediato relaciona-se com os elementos que seguem ou precedem o texto imediatamente. mas é revestido de cal por dentro. A produção e recepção de um texto estão condicionadas à situação. E além de tudo. de centro-esquerda. quando a lemos no parágrafo. “adepto de Collor”. daí a importância de o leitor conhecer as circunstâncias e ambiente que motivaram a seleção e a organização dos aspectos linguísticos. diante do exposto. o candidato Ronaldo Caiado.

assistirmos ao noticiário. termos contato com pessoas que nos acrescentarão conhecimento.pdf) Nesse poema.portalimpacto. irmos a museus. Assim. Por isso. Esse conhecimento de mundo está ligado à nossa vivência. Faça a leitura desta charge: . sociológicas e literárias. o seu sentido está tanto no título “o que se diz”.. vamos armazenando informações que serão importantes para entendermos e interpretarmos o mundo. Quando temos suporte para lermos um texto e retirarmos dele o que está além dos seus aspectos linguísticos. em plena floresta de exclamações. Observe que os elementos que nos dão sentido ao texto estão no próprio texto. em plena floresta de exclamações.O que se diz Carlos Drummond de Andrade Que frio! Que vento! Que calor! Que caro! Que absurdo! Que bacana! Que tristeza! Que tarde! Que amor! Que besteira! Que esperança! Que modos! Que noite! Que graça! Que horror! Que doçura! Que novidade! Que susto! Que pão! Que vexame! Que mentira! Que confusão! Que vida! Que talento! Que alívio! Que nada.br/docs/JoanaVestF3Aula16_09. falamos de um CONTEXTO IMEDIATO. geográficas. pois são eles que nos faz compreender sobre o que poema está tratando: o fato de nós exclamarmos todos os dias e muitas vezes não percebemos. às vezes. Esse contexto acrescenta informações históricas. é necessário que ele tenha um conhecimento de mundo. O contexto situacional é formado por elementos exteriores ao texto. pois durante a nossa vida. o texto será enriquecido.. quanto no último verso “Assim. a nossa leitura será muito mais prazerosa e consequentemente. vai se tocando a vida”. é fundamental a leitura. reinventado. vai se tocando a vida (http://www. e até recriado. Para isso. a fim de depreender o sentido exigido. por isso.com. exige-se uma postura ativa do leitor. ou seja. para maior eficácia da leitura que se imprime ao texto.

A compreensão de um texto vai além da simples compreensão de termos nele impressos. os bandidos estão já se preparando para esse evento. é preciso levar em conta em que situação ele é produzido. Quando a observamos. não basta o simples reconhecimento de palavras.Qual a leitura que você fez? Você a compreendeu? Do que está tratando a charge? Para compreendê-la é necessário que você observe todos os aspectos que estão envolvidos na construção dessa charge: o que está escrito na lousa. tivemos de ativar o nosso conhecimento das línguas portuguesa e inglesa e do nosso conhecimento de mundo. farão na língua dos estrangeiros. Hoje. o que está escrito no balão. as pessoas que estão nas carteiras. recorremos ao CONTEXTO SITUACIONAL. o que essas pessoas carregam em sua cintura. A compreensão exige do . parágrafos. pois quando forem “atuar”. quando houver as olimpíadas. É claro que para entender isso. ou seja. o Rio é conhecido como uma cidade violenta e há uma grande preocupação quanto à segurança. a forma como a pessoa que está ensinando diz etc. Nessa charge. o logotipo que está abaixo da lousa. vemos que é uma charge que trata das olimpíadas que ocorrerá no Rio de Janeiro em 2016.

seja ele oral ou escrito. os seguintes fatores: Por que escrevo? Para quem escrevo? De onde eu escrevo? Que efeitos de sentido quero provocar? Que efeitos de sentido NÃO quero provocar? O que sei sobre o assunto de que vou tratar? Daí se vê que toda produção textual é construída a partir e em função desses fatores que configuram o contexto enunciativo. a fala tem como interlocutor a representação de si mesmo que o indivíduo construiu. . todas essas produções textuais são marcadas e definidas pelos lugares/papéis sociais que caracterizam. Um desses fatores é o interlocutor a quem se dirige o texto. ou seja. Assim. pois todas as vezes em que se produz um texto. Mesmo na situação em que o indivíduo parece falar consigo mesmo (com os próprios botões). sempre que se escreve e sempre que se fala isso é feito tendo em vista um interlocutor. dentre outros. as pessoas levam em conta.leitor uma sintonia com os fatos situados no seu dia a dia e que aparecem subliminarmente impressos na mensagem textual. interfere na produção textual. Nas situações reais de interação. em sua estrutura e na organização de suas informações. alguém que. ele é determinado por uma série de fatores que interferem. por exemplo. Isso ocorre também em relação à produção textual. na situação de interação comunicativa. obviamente.

O caminho das pedras. é a deficiência na leitura e compreensão do sentido dessa leitura.Que bicho? É perigoso? Me dê um minuto.Ali no bar... numa discussão. .Não tem ninguém na esquina. o que está escrito na superfície textual.Por que não vai ver se estou na esquina? Ele corria até a esquina.Vamos matar o bicho? . passo em casa. para entender o que acabamos de falar: Para quem não dorme de touca Na infância. Não conhece o caminho das pedras? . em relação ao aprendizado de um conteúdo.Por que não me avisou que voltou? . . Brandão.Então não vai ser nada na vida. você consegue entender claramente o que o texto quer dizer? Uma das maiores dificuldades encontradas pelos alunos. pego a espingarda do meu pai . esperava um pouco. . publicada no jornal O Estado de São Paulo. Leia-a atentamente. Quando alguém dizia: .Não. Isto quer dizer que muitos não conseguem entender o que leem ou apenas reproduzem.Onde o bicho está? . Acreditava nos outros. com as mesmas palavras. Como tem sido as suas leituras? Você lê com frequência? Quando lê. ele era diferente.Quer saber? Vá plantar batatas. ou seja. . . Abaixo segue uma crônica de Ignácio de L. . . reconfirmava e voltava: . é beber uma pinga. Outra vez. . plantou tudo. olhava. naquilo que está escrito ”literalmente” ou mostrado.COMO INTERPRETAMOS UM TEXTO Caro aluno.Quer dizer que voltei. meu caro.Não estou com sede. .Voltei por outro caminho.Que outro caminho? . acreditava nas coisas.Espingarda? Venha com a sede.Matar o bicho. alguém foi imperioso: . Ele correu no armazém. comprou um quilo de batatas e foi até o quintal. Não é que as batatas germinaram! Houve também aquele dia em que um amigo convidou: .

Não vou poder jogar.Não venha com conversa mole. .Não venha nos fazer a boca doce. se encheu: . Aliás. a melhor fábrica de baralhos. Em certo momento. . mas aí tem dente de coelho. Boa marca. .Você fez alguma coisa para a Mercedes? . se não se enrosca todo.E onde vai buscar leite de pato? . ali da esquina. Ele se levantou: .Pára! Não me amole! Por que não vai pentear macaco? Naquela tarde ele foi surpreendido no minizoológico do bairro. é um empresário bem-sucedido. apesar de ingênuo e inocente. Riram e mandaram ele sentar e jogar. . Trouxe dinheiro. . com corda. .Então. quando deixei a cidade. propuseram os jogadores.Vou parar. Vou providenciar.Está me fazendo de bobo. tem um galinheiro enorme. com um pente na mão e tentando agarrar um macaco. você mente com quantos dentes tem na boca. Por quê? . .Não estou fazendo nada. . Só se meus pais compraram e não pagaram. . Vou ver o que arranjo.Melhor enrolar a língua. um jogador se irritou. com arame? Por que uma pessoa amarra a cara da outra? . não estão dando leite faz uma semana. imbecilizado.Amarrada com barbante. que bem te conhecemos! As conversas eram sempre assim. A gente precisa ficar de orelha em pé. Garanto que não. pensa que dormimos de botina? . porque o adversário.Leite de pato.Além do mais. Outra vez.Vai ser a dinheiro ou a leite de pato? . . não conheço outra.Nada. me deixou com cara de tacho. Estou na minha. mas não leito e de pato. uma menina. com meu joguinho.Em outra ocasião. Nasceram comigo.Não.Claro que tem marca! É Copag. .Não devo nada a ninguém aqui. . está com a cara amarrada. nunca vi nenhum de vocês de botina. esperem um pouco. A essa altura. um primo perguntou: . Você está jogando com cartas marcadas. está cheio de patos. .Juro que não! Por que haveria de ter dente de coelho? Quem tirou o dente do coelho? . que ele queria namorar. Pelo menos foram até meus 20 anos.A Mirela.Devo? Não comprei os meus olhos.Deve os olhos da cara. Voltou meia hora depois: . Todos provocaram. a quem procurava seduzir com bananas.Não penso nada.Ela passou por mim. hoje. esquece! Você ficou com a cara de mamão macho.Desculpa de mau jogador. Tanto que. É um cara-de-pau e ainda fica aí me olhando com a mesma cara. Os patos. . tinha muita sorte. vocês podem estar pensando que ele era sonso. pagavam para ver. Uma noite combinaram de jogar baralho e um dos parceiros propôs: . . vocês é que implicam. me disse a Mirela.

podemos dizer que existem dois planos: aquilo que está mostrado mediante as letras. figuras e gestos. palavras. o sujeito destacado pelo narrador somente entendia as orações de forma literal. Claro. Não sei se um de vocês já comprou. Quando foi dito “Vai ver se eu estou na esquina” a pessoa não . aquilo que está além dessas letras. ele não conseguia entender a intenção proposta pelas pessoas. elas são expressões populares. fronhas e edredons. essa situação é muito comum durante o ato da leitura. porque. p. você esteja se perguntando: “Como assim?” No texto. Caderno 2. mas também está nos aspectos considerados não ditos. o leitor não consegue entender a intenção do autor. quando diziam algo. (BRANDÃO. D14. É o que acontece na crônica. Se não. palavras. recomendo. aparentemente nenhuma pessoa faria isso. ou seja. quem não dorme no ponto. quem não dorme na portaria. conhecido como superfície textual (o que é mostrado). O Estado de São Paulo. oculto. usadas como figuras de linguagem para dizer algo com outro sentido. Devemos entender que a totalidade de sentido de um texto não está somente naquilo que está escrito. ou seja. Enfim. Ele começa a pensar e a dizer algo que não está no texto. e aquilo que está implícito. a Bem Querer & Bem-Estar. recomendo a quem não dorme de touca. 8 jul. 2005.) Observamos que nessa crônica. quem não tem conversa mole para boi dormir. ou então isolamos palavras ou frases e fazemos nossa análise sem olhar o todo. para aqueles que não dormem sobre louros. figuras e gestos. Infelizmente. é dono de uma marca bem conhecida. Talvez. Você já vivenciou esse fato? Essa história parece ser até ridícula. Ignácio de Loyola. para quem não dorme com um olho aberto e o outro fechado. fez uma interpretação e quando foi ver a sua interpretação não era a ideia central do texto? Por que será que isso ocorre? Porque muitas vezes nós queremos entender o texto de forma literal.fabrica lençóis. muitas vezes. ou seja. pois dentro da ação comunicativa. Você já leu um texto. o indivíduo consegue entender que essas expressões são formas de dizer.

Olhou e viu. Ela saiu do areal do deserto e foi a um parreiral que descia por um precipício. Millôr. não conseguiu nem roçar as uvas gordas e redondas. encolheu mais o corpo. deu tudo o que tinha. além de tudo. saltou. Fonte: (FERNANDES. 1991) Se alguém lhe perguntasse “o que você entendeu do texto?”. cachos de uvas maravilhosos. não tem importância. em sua mente. o que diria? Tente formular. por meio desses dizeres..queria que o sujeito que recebeu essa informação fosse até à esquina a fim de verificar essa informação. retesou o corpo. também. saiu do areal do deserto e caiu na sombra deliciosa do parreiral que descia por um precipício a perder de vista. . porque não haveria necessidade. tentou de novo. não conseguiu. Caiu. estava com muita fome. fome de quatro dias e gula de todos os tempos. que não comia já há quatro dias e que. Armou o salto. esticou a pata e. Conseguiu! Com avidez colocou na boca quase o cacho inteiro. Quer fazer um teste? Leia a seguir a fábula de Millôr Fernandes: A RAPOSA E AS UVAS De repente a raposa. esfomeada e gulosa. Com esforço empurrou a pedra até o local em que estavam os cachos de uva. uma vez que ela já estava bem à sua frente. dizendo entre dentes. tenha conseguido formular a seguinte interpretação: Essa fábula narra a história de uma raposa. E cuspiu. Talvez. Desistiu. muitos ainda têm. com raiva: “Ah. uvas grandes. Estão muito verdes. portanto. à altura de um salto. a interpretação do texto. Descansou.. o desejo dessa pessoa é que o outro parasse de perturbá-la. Na realidade. tentadoras. Fábulas Fabulosas. o focinho passou a um palmo das uvas. com cuidado. Realmente as uvas estavam muito verdes! MORAL: A frustração é uma forma de julgamento tão boa como qualquer outra. trepou na pedra. deverá surgir uma nova pergunta: “Será que eu tenho essas mesmas atitudes em relação à interpretação dos textos?” Infelizmente. Ela olhou e viu que os cachos de uvas eram grandes e maravilhosos. quando viu à sua frente uma pedra enorme. pois o terreno era irregular e havia risco de despencar. Rio de Janeiro: Nórdica. perigosamente.” E foi descendo. No entanto.

Com muito esforço empurrou a pedra até o local em que estavam os cachos de uva. . mas como não conseguiu. Ao contar essa fábula. Por exemplo: O que é uma fábula? Qual a relação da fábula com a moral? Observe que essas questões estão nos fazendo olhar não apenas para aquilo que está dito. dizendo que as uvas estavam muito verdes. Se essa foi a sua interpretação. desistiu. por que as uvas estavam muito verdes. ela foi apenas uma reprodução do que está na superfície do texto. Então. mas buscarmos significados que estão além do texto. Quando estava indo embora. a intenção é muito maior do que apenas narrar a história de uma raposa que estava com fome. Colocou o cacho inteiro na boca e o cuspiu imediatamente.A raposa tentou pegá-los por diversas vezes. se deparou com uma pedra enorme. Isso deve ocorrer na interpretação de todo texto. ela é muito parecida com o sujeito da crônica que entendia tudo literalmente. trepou na pedra e conseguiu pegá-lo. ou seja. qual seria a possibilidade de interpretação? Tente enxergar outros significados que estão além das palavras.

também não tem importância. com raiva”. apontamos Contudo. Diante disso. observamos que na fábula a raposa não tem procedimentos próprios de um animal. Além disso. ampliamos a nossa leitura. armou toda uma estratégia para pegar as uvas etc. mas uma questão comportamental (a gula da personagem). uma vez que a fábula sempre procura trazer um ensinamento. que evidenciam as condições da raposa no momento em que diz). Num primeiro momento. devemos analisar a relação que existe entre a narrativa e a moral. Estão muito verdes.” (É bom ressaltar que esse enunciado é precedido das expressões “entre dentes. Além disso. Pode ser escrita em prosa ou em verso e é sustentada sempre por uma lição de moral. naquela quando interpretação observamos alguns elementos textuais que estão presentes na fábula. Ela é muito utilizada com fins educacionais. Portanto. Muitos provérbios ou ditos populares vieram da moral contida nesta narrativa alegórica. mas de ser humano. como por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” na fábula A lebre e a tartaruga e “Um amigo na hora da necessidade é um amigo de verdade” em A cigarra e as Formigas. de uma narrativa aparentemente infantil. Só então a raposa emite um juízo “Ah. devemos primeiramente ter o conhecimento de que uma fábula é uma narrativa figurada.Ao analisar a fábula “A Raposa e as Uvas”. o texto parece ter um caráter ingênuo. conforme literal. mesmo depois de vários fracassos. pois ela falou. constatada na conclusão da história. na qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Logo no início da narrativa é colocada não uma necessidade fisiológica (a fome da raposa). dado importante para reforçar a conclusão. aparecem várias tentativas do animal em obter o objeto de desejo que alimentaria sua gula. sempre que alguém redige uma fábula ele deve ter em mente um ensinamento. empurrou a pedra. .

A partir daí.mas. mas o estado de gula era tal. Ao se deparar com uma enorme pedra. aparentemente. as uvas estavam realmente verdes. daí. o texto amplia os horizontes do significado. premida pelas circunstâncias. determinando a moral. que se sobrepôs à razão. precisamos ativar o que chamamos de conhecimento de mundo. o que pretendia . essa leitura será ampliada. As uvas já se mostravam verdes e a raposa já havia percebido. Nesse ponto. mas a partir desses aspectos visíveis associados a outros aspectos que já fazem parte da vivência do leitor. expelindo-as de sua boca de tal forma que não as consumisse. então. o que é esse conhecimento de mundo? . comprova que as palavras da personagem eram apenas tidas como desculpas por não ter conseguido a fruta para saciar sua gula. ocorre a frustração. tanto que já o havia declarado anteriormente. Mas. com muito esforço. cujo sentido está em confirmar a questão comportamental e não a necessidade fisiológica. ignorando o que havia afirmado anteriormente. É claro que para fazer essa leitura e interpretação. a raposa é reanimada e tenta novamente atingir seu objetivo. Isso. ao contrário do que desejava. Somente no momento em que provou as uvas e houve a confirmação do que já sabia é que veio a consciência de não poder desfrutar daquela fruta. a raposa consegue.apanhar as uvas . para compreender o que está além daquilo que é visível. Contudo. novos dizeres se apresentam no texto em virtude da intenção de sentido. Portanto. é necessário que o leitor comece a perceber que aquilo que é visível num texto não é a única leitura.

para estabelecer sentido ao texto. Por isso. nós adquirimos vários tipos de conhecimentos que ficam arquivados em nossa memória. a partir de seus objetivos. maior será o seu conhecimento. de seu conhecimento sobre o assunto. faça diversas leituras. de tudo o que sabe sobre a linguagem etc. 11) dizem que “a leitura de um texto exige do leitor bem mais que o conhecimento do código linguístico. palavra por palavra. Ao fazermos uma leitura ou uma interpretação de texto. sem as quais não é possível proficiência. Essa ação crítico. antecipação. apenas recebendo informação. Koch e Elias (2007. pois quanto maior for a sua experiência. veja filmes. ouça música. decodificando letra por letra. é o que chamamos os de posicionamento Segundo Parâmetros Curriculares Nacionais A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto. É o uso desses procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido. permitindo tomar decisões diante de dificuldades . pois isso caracterizaria uma leitura ingênua. inferência e verificação.Durante a nossa vida. mas. uma vez que o texto não é simples produto da codificação de um emissor a ser decodificado por um receptor passivo. nós ativamos esse conhecimento de mundo. devemos ser pessoas ativas nessa leitura. não somos simples leitores num estado de passividade. a leitura é uma atividade na qual se leva em conta as experiências e os conhecimentos do leitor. Por isso. Durante o ato da leitura. é fundamental que um indivíduo tenha acesso à cultura. buscando preencher as lacunas que o texto tem e procurando descobrir a intenção que está por trás dessa “superfície textual”. não basta apenas conhecermos as letras ou identificarmos as imagens.” Isso quer dizer que quando lemos algo. Não se trata de extrair informação. Trata-se de uma atividade que implica estratégias de seleção. sobre o autor.

que tudo é construído dentro de um aspecto ideológico. conforme analisamos. Para isso. Aspecto Ideológico? O que é isto? Quando Millôr Fernandes escreveu a fábula “A Raposa e as Uvas” procurou. o nosso desafio é fazê-lo perceber que há níveis de leitura e entendimento de um texto. essa fábula confirma os valores sociais. pp. (BRASIL. mostrando a gula de forma depreciativa. trazer como ensinamento a repreensão à gula. que acaba se sujando toda. Muitas vezes. Língua Portuguesa. a gula não seria vista como algo maléfico. suponhamos que uma empresa de alimentos fosse fazer uma propaganda. Você acha que ela seria a favor ou contra a gula? Pegue como exemplo alguns comerciais de alimentos. principalmente quando se trata de algum chocolate: neles. o da superfície do texto. Agora. normalmente. passível de um julgamento. sendo que o sentido do texto vai muito além. Portanto. pois o objetivo dessa empresa é fazer que o leitor consuma o maior número possível de produtos. é necessário saber. aparece uma criança toda lambuzada. Agora. ele parte do princípio que a gula é algo condenado socialmente. PCNS: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Agora me responda: a empresa que faz a propaganda tem a mesma visão de gula presente na fábula ou uma visão contrária? Por que isso ocorre? Percebemos que é uma visão contrária. mas benéfico. uma pessoa fica somente no primeiro nível. uma vez que ela pertence aos sete pecados capitais. 69-70. avançar na busca de esclarecimentos. Para ajudar ainda mais no entendimento desse sentido. Brasília: MEC/SEF. pois ela come o doce com tanto prazer. também.de compreensão. Dessa forma. leia o poema a seguir: . para que ela obtenha lucros. validar no texto suposições feitas.) Portanto. 1998.

o banquete que me sacia. pois estão todos ligados a ação de . que leva à mesa. ela se sente confortável. como é vista a gula? É vista como algo aceito ou condenado pelo eu-lírico. Embora consciente de que a gula é algo condenado socialmente.A gula Sorvo delícias em prazeres que mal mastigo. Ela sabe que a gula é uma fraqueza dela. Compenso-me em torrões mascavados de deleite Repasto-me em trouxas douradas de ovos moles Degusto ostras ovadas de luar e empanturro-me em iguarias às quais não ofereço resistência E confesso-me pecadora e escrava desta gula.. “repasto”. Maria Fernanda Reis Esteves (http://www. prova das minhas fraquezas. E parece não ligar por estar transgredindo os valores sociais.. vemos uma pessoa que se declara pecadora e escrava da gula. meu regozijo e conforto. por aquele que está dizendo o poema? O que o faz ter esse posicionamento? Ao analisarmos o poema. “degusto” e “empanturro”. Essa consciência e esse conforto vêm marcados no poema pelos verbos “sorvo”. ou seja.net) Nesse poema. ela sente prazer no que faz. todavia.luso-poemas.

quando o patrão diz aos empregados que quanto mais eles produzirem.saborear algo. Ele buscará interpretar os fatos e se expressar de acordo com essas ideias. esse indivíduo sempre as verá dessa forma. sistemático e coerente de representações (ideias e valores) e de normas e de regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar o que devem valorizar e como devem sentir. de pensamentos. verá outras definições de ideologia. Então. Segundo Marilena Chauí (O que é ideologia. cuja temática é sobre a gula. Todavia. Um indivíduo. o seu significado está ligado a um conjunto de ideias. mais . 113). essa definição dada por Chauí está bem apropriada ao que estamos falando. Por exemplo.” Leia novamente essa definição e pense no que Marilena Chauí quer dizer. p. portanto. “a ideologia é um conjunto lógico. Esses valores. das experiências de vida de um indivíduo e é por meio desta ideologia que o indivídio interpreta seu mundo. porque ela pode ser usada como uma forma de mascarar a verdade. todavia. Se você for a um dicionário ou a um livro de filosofia. O modo de ver a gula e falar dela dependerá dessa questão de valores. o que devem fazer e como devem fazer. durante a sua formação vai adquirindo valores sociais. cabe-nos ver um pouco sobre a questão da ideologia e a linguagem. os textos que lê e as informações que recebe por meio de suas ações e linguagem. Esse posicionamento se mostra diferente da fábula e da empresa de alimentos. procurará evitá-las. Esse é um bom teste para ver o seu nível de leitura. a ideologia é utilizada dentro de um aspecto negativo. muitas vezes. Isso é o que ocorre nos textos. se um indivíduo é de uma família em que certas palavras não podem ser ditas porque são proibidas. por isso. Dessa forma. Por exemplo. regras de conduta que vão direcionar a sua vida. essas regras e normas são o que formam a ideologia. o que nos leva a ter essas três visões diferenciadas da gula? São os chamados pressupostos ideológicos de cada sujeito constituído no texto.

Isso ocorre com todos os indivíduos. pergunte para sua mãe se era dessa forma que ela encerava a casa: salto. nos passando a ideia de que ele é importantíssimo para o consumidor e nós somos persuadidos de tal forma que queremos adquiri-lo. Dessa forma. Se você nunca passou uma enceradeira. porque nós somos governados por uma ordem social. esse patrão está se utilizando dos aspectos ideológicos nessa fala.pessoas dignas e de sucesso serão. essa ideia não é verdadeira. Todavia. Na sua fala há uma intenção implícita que não é condizente com o que ele está transmitindo. pois. Veja esta propaganda antiga. a realidade é distorcida a partir de um conjunto de representações pelo qual os homens se utilizam para explicar e compreender sua própria vida individual e social. Procure observar essa propaganda e veja como ela procura vender o produto “enceradeira”. . a empresa mostra todas as qualificações desse produto. Observe que a propaganda quer vender a ideia de que quem comprasse a Enceradeira Arno Super iria ter prazer em fazer a faxina de casa e nem sentiria cansaço. pois muitas mulheres enceravam a sua casa com um escovão ou de joelho com um pano na mão. Isso é muito comum na propaganda. saia e blusa. Em meados do século XX. na realidade. a enceradeira surgiu como uma inovação tecnológica importante para a dona de casa. a empresa se apropriou dos aspectos ideológicos para camuflar a verdade. Tenho certeza de que não era assim. como se fosse uma princesa. Portanto. o que de fato deseja é a grande produção para um maior faturamento. cabelo escovado. Com o propósito de vender um produto.

a mãe exemplar. pois nós recorremos a ela para expressar nossos sentimentos. Desta forma podemos afirmar que todos nós deixamos nossa marca de visão de mundo.A ideologia. E é por meio da linguagem que interpretamos a realidade que nos cerca. em toda mensagem sempre há por trás uma intenção que normalmente não é claramente dita. Tomem como exemplo textos que valorizam a imagem da mulher como a dona de casa perfeita. por exemplo. Faça uma comparação entre elas e veja qual é o perfil de juventude que encontramos nessas músicas. Para entendermos ainda melhor os conceitos que estamos trabalhando. o anjo do lar. a santa senhora. portanto. a esposa perfeita. opiniões e desejos. a mulher é a rainha do lar. recorrem a um vocabulário que traduz as características vistas como positivas. Então veremos a seguir como de fato a ideologia se dá nos textos. Tais expressões eram muito utilizadas nas propagandas das décadas de 40. é um sinal de significação que está presente em qualquer tipo de mensagem. ou seja. a verdadeira trabalhadora do lar. essa interpretação não é totalmente livre. 50 e 60. no uso que fazemos da linguagem. pois. Porém. pois é muito conceitual. no quadro a seguir. e de INTENÇÃO. a qual deveria manusear todos os eletrodomésticos para manter sua casa permanentemente limpa para seu esposo. mesmo sem nos darmos conta de sua existência. tais como. pois ela é construída historicamente a partir de uma série de aspectos ideológicos que todos nós temos. encontramos três músicas. São os mesmos perfis? A data da composição das músicas é importante para a concepção desses perfis? . Elas funcionavam para encobrir. dos nossos valores e crenças. de nossa ideologia. Toda essa questão parece ser muito complexa. na realidade.

Alegria, Alegria Caminhando contra o vento Sem lenço e sem documento No sol de quase dezembro Eu vou... O sol se reparte em crimes Espaçonaves, guerrilhas Em cardinales bonitas Eu vou... Em caras de presidentes Em grandes beijos de amor Em dentes, pernas, bandeiras Bomba e Brigitte Bardot... O sol nas bancas de revista Me enche de alegria e preguiça Quem lê tanta notícia Eu vou... Por entre fotos e nomes Os olhos cheios de cores O peito cheio de amores vãos Eu vou Por que não? Por que não? Ela pensa em casamento E eu nunca mais fui à escola Sem lenço e sem documento, Eu vou...

Como Nossos Pais Não quero lhe falar, Meu grande amor, Das coisas que aprendi Nos discos... Quero lhe contar como eu vivi E tudo o que aconteceu comigo Viver é melhor que sonhar Eu sei que o amor É uma coisa boa Mas também sei Que qualquer canto É menor do que a vida De qualquer pessoa... Por isso cuidado meu bem Há perigo na esquina Eles venceram e o sinal Está fechado prá nós Que somos jovens... Para abraçar seu irmão E beijar sua menina na rua É que se fez o seu braço, O seu lábio e a sua voz... Você me pergunta Pela minha paixão Digo que estou encantada Como uma nova invenção Eu vou ficar nesta cidade Não vou voltar pro sertão Pois vejo vir vindo no vento Cheiro de nova estação Eu sei de tudo na ferida viva Do meu coração...

Geração Coca-Cola Quando nascemos fomos programados A receber o que vocês Nos empurraram com os enlatados Dos U.S.A., de nove as seis. Desde pequenos nós comemos lixo Comercial e industrial Mas agora chegou nossa vez Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês Somos os filhos da revolução Somos burgueses sem religião Somos o futuro da nação Geração Coca-Cola Depois de 20 anos na escola Não é difícil aprender Todas as manhas do seu jogo sujo Não é assim que tem que ser Vamos fazer nosso dever de casa E aí então vocês vão ver Suas crianças derrubando reis Fazer comédia no cinema com as suas leis Somos os filhos da revolução Somos burgueses sem religião Somos o futuro da nação Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola

Já faz tempo Eu vi você na rua Cabelo ao vento Gente jovem reunida Eu tomo uma coca-cola Na parede da memória Ela pensa em casamento Essa lembrança E uma canção me consola É o quadro que dói mais...

Eu vou... Por entre fotos e nomes Sem livros e sem fuzil Sem fome, sem telefone No coração do Brasil... Ela nem sabe até pensei Em cantar na televisão O sol é tão bonito Eu vou... Sem lenço, sem documento Nada no bolso ou nas mãos Eu quero seguir vivendo, amor Eu vou... Por que não? Por que não? Caetano Veloso Composição: Caetano Veloso/ 1967

Minha dor é perceber Que apesar de termos Feito tudo o que fizemos Ainda somos os mesmos E vivemos Ainda somos os mesmos E vivemos Como os nossos pais... Nossos ídolos Ainda são os mesmos E as aparências Não enganam não Você diz que depois deles Não apareceu mais ninguém Você pode até dizer Que eu tô por fora Ou então Que eu tô inventando... Mas é você Que ama o passado E que não vê É você Que ama o passado E que não vê Que o novo sempre vem... Hoje eu sei Que quem me deu a idéia De uma nova consciência E juventude Tá em casa Guardado por Deus Contando vil metal... Minha dor é perceber Que apesar de termos Feito tudo, tudo, Tudo o que fizemos Nós ainda somos Os mesmos e vivemos Ainda somos Os mesmos e vivemos Ainda somos Os mesmos e vivemos Como os nossos pais... Elis Regina Composição:Belchior1976

Geração Coca-Cola Legião Urbana Composição: Renato Russo / Fê Lemos / 1985

Você percebeu que essas músicas foram compostas em três décadas diferentes? A primeira em 1967, a segunda em 1976 e a terceira em 1985. Nelas, encontramos diferenças nos perfis dos jovens que está intimamente ligada com a ideologia dominante da época. Veja a análise!!! Na primeira música, temos um jovem que vive a opressão sofrida nas ruas, nos meios de comunicação, em sua cultura nativa, no seu próprio país na década de 60. A letra denuncia o abuso de poder de forma metafórica: “caminhando contra o vento/sem lenço e sem documento”; expressa a violência praticada pelo regime: “sem livros e sem fuzil,/ sem fome, sem telefone, no coração do Brasil”; denuncia a precariedade na educação brasileira proporcionada pela ditadura que queria pessoas alienadas: “O sol nas bancas de revista /me enche de alegria e preguiça/quem lê tanta notícia?”. Na segunda música, a canção fala sobre o tempo e a juventude, a maturidade e a impotência, a ilusão e a decepção, sobre ganhar e perder. Embora as pessoas sejam tão previsíveis e as histórias, inclusive políticas, costumem acabar praticamente sempre “em pizza”, como se costuma dizer no Brasil, o autor nos alerta do quão é importante que façamos a nossa parte. É importante não desistir. Na terceira, temos uma geração marcada pelo consumismo, que procuram para si a praticidade e os produtos importados. É uma juventude que se deixa envolver pelo caminho mais fácil, deixando de lado ideais revolucionários. Como se vê, as idéias produzidas num determinado tempo, numa dada época estão sempre presentes no texto. Por isso, é preciso verificar as concepções e fatos correntes na época e na sociedade em que o texto foi produzido, para ajudar-nos a entender os aspectos ideológicos, ou seja, as crenças, valores e pensamentos relacionados à época e, consequentemente, fazermos uma leitura além da superfície de um texto.

se quisermos evocar idéias por intermédio da emoção ou subjetividade. as palavras. que corresponde a uma transferência do significado usual para um sentido figurado. porque o seu significado não dá a idéia de chuva propriamente dita. . referindo-se a uma realidade concreta ou imaginária. Se quisermos ser objetivos no que redigimos ou falamos.”. não está num sentido literal. à água que cai do céu.LINGUAGEM DENOTATIVA E LINGUAGEM CONOTATIVA: QUANDO E POR QUE AS UTILIZAMOS Você já pensou na importância que as palavras ou as frases têm quando queremos expressar uma idéia ou escrever um texto? Pois é. mas de que faz algum tempo que uma pessoa que não tem nenhum relacionamento com alguém. mas figurativo. aqui. o verbo chover. Quando isso acontece. valemo-nos do significado das palavras. Por exemplo. para propositalmente mostrarmos a nossa intenção. Portanto. Vejamos cada uma delas com mais detalhes. a palavra ou sentença empregada está na sua significação usual. para saber quando e por que as usamos. literal. as figuras enriquecem o texto ou discurso. ao escrever ou falar. a publicação da seguinte manchete no jornal: “NÃO CHOVE NO NORDESTE HÁ DOIS MESES”. expressões e enunciados da língua atuam em dois planos distintos: a linguagem denotativa e a linguagem conotativa. precisamos utilizar uma linguagem denotativa. O verbo chover está sendo empregado numa linguagem denotativa. Por exemplo. temos a linguagem conotativa. refere-se à precipitação pluviométrica ou. pois a sua significação é literal. se lermos em um site de relacionamento a seguinte frase: “NÃO CHOVE EM MINHA HORTA HÁ ALGUM TEMPO. trocando em miúdos. Agora.

As próprias impressões colhidas em contato com o mundo físico. Mas parece não restar dúvida de que. os executivos. evidentemente.Linguagem denotativa Leia o texto abaixo. limitando a capacidade de observar. a emoção. Cinco anos mais tarde. . entretanto. p. sem dúvida: “. e do Instituto de Tecnologia. A própria clareza das idéias (se é que a temos sem palavras) está intimamente relacionada com a clareza e a precisão das expressões que as traduzem. Comunicação em Prosa Moderna.) Portanto. incapaz de veicular impressões e concepções. (GARCIA.. de Hoboken. fiel e precisa. através da experiência sensível. estamos em melhores condições de assimilar conceitos. 1980. formas rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas expansões instintivas dos primitivos. a imaginação”.. Há alguns anos. quanto mais escasso e impreciso.. o Dr. basta ter um bom vocabulário. para “vencer na vida”. outras qualidades se fazem. Nova Jersey. nossos hábitos linguísticos afetam e são igualmente afetados pelo nosso comportamento. de refletir. 8 ed. verificou que os dez por cento que havia revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção. submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais. dos irracionais. de escolher. que. É um círculo vicioso.. tais como a observação. se não prefiguro mentalmente essa atividade por meio dessas ou outras palavras equivalentes? Não há como se pensar no nada. Pensamento e expressão são interdependentes. do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para tarefa vital da comunicação. pelos nossos hábitos físicos e mentais normais. Como pensar que “amanhã tenho uma aula às 8 horas”. quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível. tanto mais claro. Othon M. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. dos infantes e. tanto mais dependentes estamos do grunhido.. compreender e até mesmo de sentir. mina o próprio desenvolvimento mental. dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara. Reciprocamente. Isso não prova. tanto mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão. do grito ou do gesto. do Laboratório de Engenharia Humana. sem elas. tolhe a imaginação e o poder criador. tanto é certo que as palavras são o revestimento das idéias e que. ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum alcançara igual posição. os sentimentos. (. de julgar. é praticamente impossível pensar. de Boston. De forma que um vocabulário escasso e inadequado. são tanto mais vivas quanto mais capazes de serem traduzidas em palavras – e sem impressões vivas não haverá expressão eficaz. Johnson O’ Connor. necessárias. 155-56).. a percepção.

abstratas. pois quanto mais palavras conhecermos. mais condições teremos de nos expressar quando comunicamos. para desenvolver este assunto. explícito.Otton M. entre aqueles que tinham um vocabulário muito limitado. Garcia utilizou-se de uma estatística feita nos Estados Unidos.”. . posição. a linguagem tem somente uma forma de expressão. há linguagem denotativa quando tomamos a palavra no seu sentido usual ou literal. teremos grandes dificuldades em expor nossas idéias e compreender o que outras pessoas dizem. pois ela pode ser conotativa também. isso não é verdade. no entanto. cuja personagem entendia tudo literalmente? Segundo o entendimento dessa personagem. Ela designa ou denota determinado objeto. naquele que lhe atribuem os dicionários. expressão etc. comprovando que aquelas pessoas que tinham revelado um maior vocabulário se tornaram chefes de seus setores. nenhum chegou a ocupar tal posto. pensamento. tais como “conhecimento. se tivermos um vocabulário escasso e inadequado. seu sentido é objetivo. trata sobre a importância de termos um vocabulário amplo. As palavras usadas no texto por Garcia. Todavia. Garcia. referindo-se a um único sentido. são. Você se lembra do texto “Para quem não dorme de touca”. preservando seu sentido literal. nesse texto. Para expor essa temática da importância do vocabulário. qualidade. Portanto. isto é. Todavia. na sua grande maioria. pois fazem referência a conceitos.

pois eles têm uma preocupação essencialmente estética. que são apenas sugeridos. No entanto. Ele começa a reviver esse passado na segunda estrofe. Veja esta propaganda a seguir: . percebemos que as palavras não têm um sentido literal. o apelo na noite agora são apenas esta contração (este clarão) de maxilar dentro do rosto A poesia é o presente Ferreira Gullar Ao lermos esse poema. No Corpo De que vale tentar reconstruir com palavras o que o verão levou entre nuvens e risos junto com o jornal velho pelos ares? O sonho na boca. textos jornalísticos. evocando outras idéias associadas de ordem abstrata. mas figurativo. a encontramos também em propagandas. o incêndio na cama. cada palavra remete a inúmeros outros sentidos virtuais. Disso. O eu-lírico compara seu passado a um jornal velho levado pelo vento. causando o interesse do leitor para a manchete ou provocando o riso e o duplo sentido. conotativos. O seu passado é apenas uma memória. que lhes trazem um sorriso estampado no rosto (“(este clarão) de maxilar dentro do rosto”). histórias em quadrinhos. charges e em outros gêneros textuais. o que ficou no momento (“agora”) são apenas as boas lembranças. É muito comum encontrarmos a linguagem conotativa em textos literários. subjetiva.Linguagem Conotativa Além do sentido literal. principalmente a sua vivência amorosa (“incêndio na cama”. “o apelo na noite”). Pois. Leia o poema abaixo. por meio dessa linguagem se exploram diversos significados de uma palavra.

É preciso que o destinatário tenha um conhecimento linguístico e cultural para perceber a brincadeira irônica feita na mensagem publicitária como um recurso suavizador do assunto (morte) delicado para nós ocidentais. mas os dados precisam estar armazenados na memória do público alvo para que ele reconheça o jogo da mensagem. Os provérbios ou ditos populares são também um outro exemplo de exploração da linguagem no seu uso conotativo. "Quem está na chuva é para se . Assim. com o auxílio da imagem (este senhor idoso) atrelada ao nome do produto (Assistência Funeral) se faz uma outra leitura: o verbo arrumar e o substantivo coroa passam a ter seu sentido original. denotativo (conseguir enfeite de flores utilizados em funerais). A ambiguidade suaviza e dissimula a mensagem. coroa = senhora idosa) e para contribuir com esse sentido é colocada a imagem de um senhor idoso e jovial (um coroa esperto) ao lado da mensagem escrita. Porém.O outdoor da Assistência Funeral SINAF “Como arrumar uma coroa” utiliza-se tanto o verbo como o substantivo no seu sentido conotativo (arrumar = conseguir.

para os outros. espalhou-se pelo centro do Estado: consumiu terras de Ibitiba. Do mesmo modo. Paulistana. "Casa de ferreiro. agora. onde permanece no Vale do Siridó. deve assumir todas as regras e consequências decorrentes dessa experiência". cortou o sul da Bahia e insinuou-se pelo sudeste do Piauí. Brumado. em dezembro do ano passado. e no . Várzea de Palma e de mais de 35 cidades. Foi vista chegando em dias de março no oeste do Rio Grande do Norte. Bodocó. na Bahia. pelo pássaro João-de-barro que fez sua casa com a porta virada para o nascente. Porteirinha. espeto de pau" significa “O que a pessoa faz fora de casa. Com duas semanas.” Leia. tomou Xique-Xique da influência do rio São Francisco. Jaicós e Picos. a seca reapareceu no Nordeste e plantou-se em Irecê. Então retrocedeu. Dali. não faz em casa. fizera a experiência das três pedrinhas de sal e sentenciara para os incrédulos: . Mato Verde. anunciada pelo pau d’arco que não floriu. Parnamirim.molhar" equivale a "Quando alguém opta por uma determinada experiência. este texto jornalístico. onde era aguardada pelo antropólogo popular João Feliciano da Silva Rego que. Barra do Mendes e de mais 140 municípios. pelo jabuti que não pôs. Depois saltou para o norte de Minas Gerais e apoderou-se de Janaúba. Trindade e Salgueiro. Simplício Mendes.A seca está chegando. Dormiu por muitas noites em São Raimundo Nonato. Acordou de outras tantas em São João do Piauí. Jussara. no dia de Santa Luzia. para si mesma. Ela ocupou Afrânio. Ibipeba. e reduziu à metade o movimento comercial na rotineira feira de gado de Ouricuri. no oeste de Pernambuco. A seca está de volta Um dia. em janeiro passado. Espinosa.

trilhou. apoderou-se. também. retrocedeu. que ajudam a reforçar no leitor a idéia de um ser dotado de vontade própria. ocupou. ele procura nomeá-la por figuras verbais que remetem à seca. precisava atribuir a esse fenômeno um comportamento quase humano. ele não se utilizou da linguagem denotativa. espalhou-se. Alastrou-se em seguida pelo oeste de Alagoas e está agora crescendo lentamente no nordeste de Sergipe. Ricardo. Ele procura personificar a seca.sudoeste do Ceará. cortou. a intenção de Noblat foi a de permitir que os leitores pudessem construir uma imagem dos efeitos da passagem da seca pela região. São Paulo: Contexto. ou seja. acordou. dormiu. O resultado é um texto quase poético que nos permite visualizar as cidades flageladas e imaginar o sofrimento de tantas pessoas afetadas. plantou-se. Trilhou depois os caminhos sertanejos da Paraíba e estimulou agricultores a invadir três cidades. Além disso. em um texto jornalístico. engoliu etc.). Essa personificação ocorre mediante uma escolha cuidadosa dos verbos (reapareceu. NOBLAT. Embora se espere um caráter mais objetivo. 222 dos quais considerados irrecuperáveis em termos de produção agrícola. saltou. Já engoliu até hoje 811 mil quilômetros quadrados de 736 municípios. mais literal. A arte de fazer um jornal diário. 2003. onde encontrou bom abrigo. Para isso. mas conotativa. Para isso. consumiu. .102-03 Nesse texto vemos que o objetivo do jornalista Ricardo Noblat é escrever sobre a seca que devastou o Nordeste brasileiro. ele atribui ações humanas para um elemento que não é humano. algo que só pode ser obtido pela exploração do uso figurado de vários termos. na região dos Inhamus. observamos que o termo seca só aparece uma vez no título e duas no corpo do texto (uma no primeiro parágrafo e a outra na fala do antropólogo popular). E atinge direta e indiretamente 12 milhões de pessoas. Noblat recorre. que escolhe os caminhos por onde passará na sua viagem de destruição. p. aos pronomes (o pronome pessoal ela e o reflexivo se).

foram usadas conotativamente. constante. O quadro abaixo sintetiza as diferenças fundamentais entre denotação e conotação: DENOTAÇÃO palavra com significação restrita palavra com sentido comum do dicionário palavra usada de modo automatizado linguagem comum CONOTAÇÃO palavra com significação ampla palavra cujos sentidos extrapolam o sentido comum palavra usada de modo criativo linguagem rica e expressiva Exemplos de conotação e denotação. foram usadas denotativamente.são aqueles que costumam ocorrer nas receitas.dissolver. Vejam a seguir e compreendam melhor o que acabamos de expor. as palavras têm. o que faz a diferença são as palavras com as quais os verbos combinam. juntar. cortar. um sentido objetivo. Na segunda. na primeira. entretanto. retirar. ocorre quando um termo evoca outras realidades por associações que ele provoca. explícito. TEXTO I Bolo de arroz 3 xícaras de arroz 1 colher (sopa) de manteiga 1 gema 1 frango 1 cebola picada Receita TEXTO II Ingredientes 2 conflitos de gerações 4 esperanças perdidas 3 litros de sangue fervido 5 sonhos eróticos . combinações inusitadas no texto 2. Observa-se que os verbos que ocorrem tanto em uma quanto em outra . reservar . a conotação é a significação subjetiva e figurada da palavra.Portanto. apresentam múltiplos sentidos. combinações esperadas no texto 1. servir. Nas receitas a seguir.

1colher (sopa) de molho inglês 1colher (sopa) de farinha de trigo 1 xícara de creme de leite Salsa picadinha Prepare o arroz branco, bem solto. Ao mesmo tempo, faça o frango ao molho, bem temperado e saboroso. Quando pronto, retire os pedaços, desosse e desfie. Reserve. Quando o arroz estiver pronto, junte a gema, a manteiga, coloque numa forma de buraco e leve ao forno. No caldo que sobrou do frango, junte a cebola, o molho inglês, a farinha de trigo e leve ao fogo para engrossar. Retire do fogo e junte o creme de leite. Vire o arroz, já assado, num prato. Coloque o frango no meio e despeje por cima o molho. Sirva quente. (Terezinha Terra)

2 canções dos Beatles Modo de preparar Dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração. Leve a mistura ao fogo, adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas. Corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos Beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos, mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver. Parte do sangue pode ser substituída por suco de groselha, mas os resultados não serão os mesmos. Sirva o poema simples ou com ilusões. (Nicolas Behr)

Fonte: (http://acd.ufrj.br/~pead/tema04/denotacaoeconotacao.html)

Leia o poema “Profundamente” de Manuel Bandeira. Observe que ele trabalha com um termo de forma denotativa e conotativa. Procure verificar que termo é esse? Profundamente

Quando ontem adormeci Na noite de São João Havia alegria e rumor Vozes cantigas e risos Ao pé das fogueiras acesas. No meio da noite despertei Não ouvi mais vozes nem risos Apenas balões Passavam errantes Silenciosamente Apenas de vez em quando O ruído de um bonde Cortava o silêncio Como um túnel. Onde estavam os que há pouco Dançavam Cantavam E riam Ao pé das fogueiras acesas? — Estavam todos dormindo Estavam todos deitados Dormindo Profundamente.

Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fim da festa de São João Porque adormeci.

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? — Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente.

Você conseguiu achar qual é o termo? Sobre o que fala o poema?

Interpretando o poema, pode-se dizer que o eu-lírico se apresenta em dois tempos distintos: o passado (quando tinha seis anos) e o presente (hoje); bem destacados pelos advérbios que aparecem no início da 1ª (“ontem”) e da 6ª (“hoje”) estrofes, respectivamente. O início do texto mostra algumas lembranças do eu-lírico vividas na noite de São João, quando ele tinha seis anos e não pôde ver o final da festa, porque tinha adormecido. Então, ao acordar (possivelmente, no meio da madrugada), toda a alegria produzida pelas músicas, risadas e brincadeiras do cotidiano das pessoas daquela época tinha desaparecido, porque todos da casa estavam dormindo profundamente (no sentido literal - denotativo). No entanto, a partir da 5ª estrofe, percebe-se a mudança de tempo e a mesma angústia vivida pelo eu-lírico de não ouvir mais as vozes daquele tempo e se questiona até perceber que eles não estavam mais lá, pois haviam morrido (“dormido profundamente” no sentindo conotativo). É interessante a brincadeira que o poeta faz com as palavras em seu sentido denotativo e conotativo (“dormir profundamente”- 4ª e 7ª estrofes); percebe-se, portanto, que se trata de um bom entendedor das palavras que o cercam e que, mediante um vocabulário simples, consegue atingir temas tão profundos como a morte e a saudade. Portanto, ao analisarmos um texto, temos que observar bem o significado das palavras, a fim de depreendermos os sentidos que estão nele presentes. O que nos ajudará muito entendermos se a palavra tem um sentido conotativo ou literal será o contexto, conforme vimos nos capítulos anteriores.

pretensa. usado como prefixo. porque pôs uma frase horrorosa sobre a diretora Luísa. elemento de origem grega. elemento de composição de origem grega com o significado de ação de escrever. ss. Abaixo seguem algumas frases com as respectivas regras sobre o uso de ç. por intermédio da reeducação. compreensivo repreender = repreensão . exato e "grafia". a) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em NDER ou NDIR: pretender = pretensão. z. muito difícil conhecer todas as regras de ortografia a fim de escrever com o mínimo de erros ortográficos. É fácil escrever direito? Não!! É. então. Vamos a elas: 01) Uma das intenções da casa de detenção é levar o que cometeu graves infrações a alcançar a introspecção. s. reto. a poetisa vencedora do concurso... defensivo compreender = compreensão. significa ação de escrever direito. implicou a sua expulsão. a) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TO: intento = intenção canto = canção exceto = exceção junto = junção b) Usa-se ç em palavras terminadas em TENÇÃO referentes a verbos derivados de TER: deter = detenção reter = retenção conter = contenção manter = manutenção c) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TOR: infrator = infração trator = tração redator = redação setor = seção d) Usa-se ç em palavras derivadas de vocábulos terminados em TIVO: introspectivo = introspecção relativo = relação ativo = ação intuitivo – intuição e) Usa-se ç em palavras derivadas de verbos dos quais se retira a desinência R: reeducar = reeducação importar = importação repartir = repartição fundir = fundição f) Usa-se ç após ditongo quando houver som de s: eleição traição 02) A pretensa diversão de Creusa. pretensioso defender = defesa.ORTOGRAFIA OFICIAL A palavra Ortografia é formada por "orto". x. de fato. Hoje tentaremos facilitar um pouco mais essa matéria. ortografia. com o significado de direito.

substantivos femininos: Luísa Heloísa Poetisa Profetisa Obs: Juíza escreve-se com z. avisou que cantaria de improviso. OSA: horrorosa gostoso Exceção: gozo • 03) I -Teresinha. por ser o feminino de juiz. OSE: frase tese crise osmose • Exceções: deslize e gaze. e) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em CORRER ou PELIR: concorrer = concurso discorrer = discurso expelir = expulso. a) Usa-se o sufixo indicador de diminutivo INHO com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem. que também se escreve com z. II -Aterrorizada pela embriaguez do marido. a esposa do camponês inglês. ISE. a mulherzinha não fez a limpeza. os terminados em IZAR serão escritos com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s: . QUERER. com z quando a palavra de origem não tiver o radical terminado em s: Teresa = Teresinha Casa = casinha Mulher = mulherzinha Pão = pãozinho b) Os verbos terminados em ISAR serão escritos com s quando esta letra fizer parte do radical da palavra de origem.expandir = expansão fundir = fusão confundir = confusão b) Usa-se s em palavras derivadas de verbos terminados em ERTER ou ERTIR: inverter = inversão converter = conversão perverter = perversão divertir = diversão c) Usa-se s após ditongo quando houver som de z: Creusa coisa maisena d) Usa-se s em palavras terminadas em ISA. h) Usa-se s em palavras terminadas em OSO. USAR: ele pôs ele quis ele usou g) Usa-se s em palavras terminadas em ASE. expulsão compelir = compulsório f) Usa-se s na conjugação dos verbos PÔR. ESE.

excessivo conceder = concessão proceder = processo b) Os verbos terminados em PRIMIR terão palavras derivadas escritas com PRESS: imprimir = impressão deprimir = depressão comprimir = compressa c) Os verbos terminados em GREDIR terão palavras derivadas escritas com GRESS: progredir = progresso agredir = agressor. o lojista come jiló com canjica. ou seja. agressivo transgredir = transgressão. a) Escreve-se com j a conjugação dos verbos terminados em JAR: Viajar = espero que eles viajem Encorajar = para que eles se encorajem Enferrujar = que não se enferrujem as portas b) Escrevem-se com j as palavras derivadas de vocábulos terminados em JA: loja = lojista canja = canjica sarja = sarjeta gorja = gorjeta c) Escrevem com j as palavras de origem tupi-guarani. Jiló Jibóia Jirau . quando indicarem qualidade: Teresa Camponês Inglês Embriaguez Limpeza 04) O excesso de concessões dava a impressão de compromisso com o progresso. a) Os verbos terminados em CEDER terão palavras derivadas escritas com CESS: exceder = excesso. transgressor d) Os verbos terminados em METER terão palavras derivadas escritas com MISS ou MESS: comprometer = compromisso prometer = promessa intrometer = intromissão remeter = remessa 05) Para que os filhos se encorajem. títulos ou nomes próprios.improviso = improvisar análise = analisar pesquisa = pesquisar terror = aterrorizar útil = utilizar economia = economizar c) As palavras terminadas em ÊS e ESA serão escritas com s quando indicarem nacionalidade. agressão. as terminadas em EZ e EZA serão escritas com z quando forem substantivos abstratos provindos de adjetivos.

A lista a seguir não é exaustiva. se são tônicas ou átonas). baseada na audição. mas procura incluir as dificuldades mais correntes na redação oficial. ÓGIO. ÍGIO. nem sempre a memória. dependendo de sua intensidade (i.) beneficência beneficente betume de antemão deferir (conceder) delação (denúncia) demitir derivar descortinar descrição despender despensa (onde se guardam comestíveis) despesa falsear granjear meteoro(logia) nomear oceano palavreado parêntese (ou parêntesis) passeata preferir prevenir quase rarear receoso reentrância . guache • • Emprego das Letras Emprego de Vogais As vogais na língua portuguesa admitem certa variedade de pronúncia.=antes) antecipar antevéspera aqueduto área averigúe (f. é. ÚGIO: pedágio sacrilégio prestígio relógio refúgio b) Escrevem-se com g os substantivos terminados em GEM: a viagem a coragem a ferrugem • Exceções: pajem. a não ser que provenham de vocábulos iniciados por ch: Enxada Enxerto Enxurrada Encher – provém de cheio Enchumaçar – provém de chumaço e) Usa-se x após ditongo: ameixa caixa peixe Exceções: recauchutar. e não I acarear acreano (ou acriano) aéreo ante. Com essa variação na pronúncia. lambujem c) Palavras iniciadas por ME serão escritas com x: Mexerica México Mexilhão Mexer Exceção: mecha de cabelos d) As palavras iniciadas por EN serão escritas com x.v. E ou I? Palavras com E. ÉGIO.(pref. retém a forma correta da grafia.06) O relógio que ele trouxe da viagem ao México em uma caixa de madeira caiu na enxurrada. a) Escrevem-se com g as palavras terminadas em ÁGIO.

separar) intitular dispêndio irrupção dispensa (licença) júri distinguir linimento (medicamento untuoso) distorção meritíssimo dói (fl. v. e f. cumprir) cúpula Curitiba elucubração embutir entabular légua lucubração ônus régua súmula surtir (resultar) tábua tonitruante trégua usufruto vírgula vírus .v.=contra) argúi (f.) vinícola Palavras com U.) miscigenação feminino parcimônia frontispício possui(s) (f.) inigualável O ou U? Palavras com O.) arqui.v.(pref.) calcário cárie (Cariar) chefiar cordial desigual diante diferir (divergir) dilação (adiamento) dilapidar dilatar (alargar) discrição (reserva) hastear homogêneo ideologia indeferir (negar) legítimo lenimento (que suaviza) menoridade meteorito sanear se senão sequer seringueiro testemunha vídeo iniludível discricionário inquirir (interrogar) discriminar (discernir.v.) imbuir premiar imergir (mergulhar) presenciar imigrar (entrar em país estrangeiro) privilégio iminente (próximo) remediar imiscuir-se requisito inclinar sentenciar incorporar (encorpar) silvícola incrustar (encrostar) substitui(s) (f. e não O acudir bônus cinqüenta cumprimento (saudação) cumprido (v. v.) artifício atribui(s) (f. e não U abolir agrícola bobina boletim bússola cobiçar(r) comprido comprimento (extensão) concorrência costume encobrir explodir marajoara mochila (de) moto próprio (latim: motu próprio) ocorrência pitoresco proeza Romênia romeno silvícola sortido (variado) sotaque tribo veio (s.) indigitar verossímil infestar influi(s) (f. v. v.) cai (f. v. e não E aborígine acrimônia adiante ansiar anti.) Palavras com I.boreal cardeal carestia cedilha cercear cereal continue (f.(pref. v.

Encontros Vocálicos EI ou E? Palavras com EI. arrocho arrojar. ensejo entrecho estrear. despejo drenar embrear embreagem enfear ensejar. etc. ação.receoso refrear remanejo sertanejo tempero varejo OU ou O? Palavras com OU. Lembre-se de que a grafia das palavras tem estreita relação com sua história. as diferentes consoantes que representam um mesmo som – constituem dificuldade adicional à correta grafia.). fração. ainda. e não OU alcova ampola anchova (ou enchova) arroba arrochar.mofo oco posar rebocar estourar frouxo lavoura pouco pousar roubar tesoura tesouro . e não EI adrede alameda aldeamento (mas aldeia) alhear (mas alheio) almejar azulejo bandeja calejar caranguejo carqueja cereja cortejo despejar. Se houver hesitação quanto ao emprego de determinada consoante.manejo morcego percevejo recear. e não O agourar arroubo cenoura dourar Palavras com O. estreante frear. Vocábulos derivados de outras línguas. há algumas consoantes – especialmente as que formam dígrafos (duas letras para representar um som). freada igreja lampejo lugarejo malfazejo manejar. ou a muda (h). do latim actione. Palavras que provêm de outras palavras quase sempre mantêm a grafia do radical de origem (granjear: barroco cebola desaforo dose empola engodo estojo malograr.malogro mofar. arrojo Emprego de Consoantes Assim como emprego de vogais provoca dúvidas. por exemplo. mantêm certa uniformidade nas adaptações que sofrem ao serem incorporados ao português (do francêsgarage ao port. e não E aleijado alqueire ameixa cabeleireiro ceifar colheita desleixo madeireira peixe queijo queixa(r-se) reiterar reivindicarseixo treinar treino Palavras com E. fractione ao port. consulte a lista que segue. ou. garagem.

Emprego do H: com H ou sem o H? Haiti halo hangar harmonia haurir Havana Havaí haxixe hebdomadário hebreu hectare hediondo hedonismo Hégira Helesponto hélice hemi-(pref. v. certas terminações que mantêm uniformidade de grafia (aça. -aço. Há.granja. -ês.) enjeitar enrijecer gorjeta granjear injeção interjeição jeca jeito jenipapo jerimum jesuíta lisonjear lojista majestade majestoso objeção ojeriza projeção projetil (ou projétil) rejeição rejeitar rijeza sujeito ultraje eles viajem (f.=meio) hemisfério hemorragia herança herbáceo (mas erva) herdar herege hermenêutica hermético O fonema /ž/: G ou J? Palavras com G. -esia.). -ecer.v. e não G ajeitar encoraje (fl. -izar.=sobre) hipo-(pref. etc. gasoso: gás. e não J adágio agenda agiota algema algibeira apogeu argila auge Bagé (mas bajeense) Cartagena digerir digestão efígie égide Egito Palavras com J.=sob) hipocrisia hipoteca hipotenusa hipótese hispanismo histeria hodierno hoje holandês holofote homenagear homeopatia homicida homilia (ou homília) homologar homogeneidade homogêneo homônimo honesto honorários honra horário horda horizonte horror horta hóspede hospital hostil humano humilde humor Hungria .=água) hierarquia hieróglifo (ou hieroglifo) hífen higiene Himalaia hindu hino hiper-(pref.) egrégio estrangeiro evangelho exegese falange ferrugem fuligem garagem geada gelosia gêmeo gengiva gesso gesto Gibraltar gíria giz herege impingir ligeiro miragem monge ogiva rigidez sugerir tangente viageiro viagem vigência herói hesitar hiato híbrido hidráulica hidravião (hidroavião) hidrogênio hidro-(pref. ainda. analisar: análise).

Ç ou S ou SS ou X ou XC? Palavras com C.musical. acordo) concessão concílio (assembléia) conjunção consecução Criciúma decepção decerto descrição (ato de descrever) desfaçatez discrição (reserva) disfarçar exibição expeço extinção falecer fortalecer Iguaçu impeço incerto (não certo) incipiente (iniciante) inserção intercessão isenção laço liça (luta) licença lucidez lúcido maçada (importunação) maçante maçar (importunar) macerar maciço macio maço (de cartas) maçom (ou mação) manutenção menção mencionar muçulmano noviço obcecação (mas obsessão) obcecar opção orçamento orçar paço (palácio) panacéia parecer peça penicilina pinçar poça. harmonizar) concerto (. símbolo gráfico) acepção acessório acerbo acerto (ajuste) acervo aço (ferro temperado) açodar (apressar) açúcar açude adoção afiançar agradecer alçar alicerçar alicerce almaço almoço alvorecer amadurecer amanhecer ameaçar aparecer apreçar (marcar preço) apreço aquecer arrefecer arruaça asserção assunção babaçu baço balança Barbacena Barcelona berço caça cacique caçoar caiçara calça calhamaço cansaço carecer carroçaria (ou carroceria) castiço cebola cê-cedilha cédula ceia ceifar célere celeuma cerne cerração (nevoeiro) cerrar (fechar. certidão certo cessação (ato de cessar) cessão (ato de ceder) cessar (parar) cesta chacina chance chanceler cicatriz ciclo ciclone cifra cifrão cigarro cilada cimento cimo cingalês (do Ceilão) Cingapura (tradicional: Singapura) cínico cinqüenta cinza cioso ciranda circuito circunflexo círio (vela) cirurgia cisão cisterna citação cizânia coação cobiçar cociente (ou quociente) coerção coercitivo coleção compunção concelho (município) concertar (ajustar. acabar) cerro (morro) certame certeiro certeza. suíço taça tapeçaria . Ç e não S ou SS nem SC à beça absorção abstenção açaí açambarcar acender (iluminar) acento (tom de voz. poço prevenção presunção quiçá recender recensão rechaçar rechaço remição (resgate) resplandecer roça ruço (grisalho) sanção (ato de sancionar) soçobrar súcia sucinto Suíça.O fonema /s/: C.

ansiar apreensão ascensão (subida) autópsia aversão avulso balsa bolso bom-senso canhestro cansaço censo (recenseamento) compreensão compulsão condensar consecução conselheiro (que aconselha) conselho (aviso. parecer) consenso consentâneo consertar (remendar) contra-senso contraversão controvérsia conversão convulsão Córsega defensivo defensor descansar descensão. descenso (descida) desconsertar (desarranjar) despensa (copa.célula cem (cento) cemitério cenário censo (recenseamento) censura centavo cêntimo centro ceticismo cético cera cerâmica cerca cercear cereal cérebro distinção distorção docente (que ensina. e não C ou SC. falsidade farsa imersão impulsionar incompreensível incursão insinuar insípido insipiente (ignorante) insolação intensão (tensão) intensivo intrínseco inversão justapor mansão misto. situado submersão subsidiar subsistência suspensão tensão (estado de tenso) tergiversar . nem X adensar adversário amanuense ânsia. cortar) sela (assento) semear semente senado senha sênior sensato senso série seringa sério serra seta severo seviciar Sevilha Sibéria Sicília siderurgia sigilo sigla Silésia silício silo sinagoga Sinai Singapura (tradicional. corpo –: os professores) empobrecer encenação endereço enrijecer erupção escaramuça escocês Escócia esquecer estilhaço exceção excepcional tecelagem tecelão tecer tecido tenção (intenção) terça terço terraço vacilar viço vizinhança Palavras com S. mistura obsessão (mas obcecação) obsidiar obsoleto pensão percurso persa Pérsia persiana perversão precursor pretensão propensão propulsão pulsar recensão recensear. ocorre tb. Cingapura) singelo singrar sintoma Síria sismo sito. recenseamento remorso repreensão repulsa seção (ou secção) seda segar (ceifar. armário) despretensão dimensão dispensa(r) dispersão dissensão distensão diversão excursão expansão expensas extensão (mas estender) extorsão extrínseco falsário falso.

diverso emersão espoliar estender (mas extensão) estorno estorricar reverso salsicha Sansão seara sebe sebo Upsala (ou Upsália) utensílio versão versátil. pressionar processão (procedência) procissão (préstito) professo profissão progressão progresso promessa promissor promissória regressar. SS . e não C. repressivo ressalva(r) ressarcir ressentir ressequir ressonar ressurreição retrocesso russo (da Rússia) sanguessuga secessão (separação) sessão (reunião) sessar (peneirar) sobressalente (ou sobresselente) sossego submissão sucessão sucessivo tessitura tosse travessa travessão uníssono vassoura verossímil vicissitude Palavras com SC. paço) permissão pêssego pessimismo possessão potássio pressagiar. e não C. assertiva (afirmação) assessor asseverar assíduo assimetria assinar Assíria assolar aterrissagem atravessar avassalar avesso bússola cassar (anular) cassino cessão (ato de ceder) comissão compasso compressa compromisso concessão condessa (fem. versáteis Palavras com SS. regressivo remessa remissão (ato de remitir) remissivo repercussão repressão. de conde) confissão cossaco crasso cromossomo demissão depressa depressão dessecar (secar bem) devassar dezesseis dezessete digressão discussão dissensão dissertação dissídio dissimulação dissipar dissuadir dossiê ecossistema eletrocussão emissão empossar (dar posse a) endossar escassear escassez escasso excessivo excesso expressão fissura fosso fracasso gesso grassar idiossincrasia imissão impressão imissão impressão ingressar insosso insubmissão interesse intromissão macrossistema massa messe messiânico microssistema missa missionário mocassim necessidade obsessão opressão pássaro passear passeata passeio passo (cf. S. Ç. presságio pressão. Ç Abissínia acessível admissão aerossol agressão amassar (< massa) apressar (<pressa) argamassa arremessar assacar assassinar assear assecla assediar assentar assento (assentar) asserção asserto.

proximidade sexta sextante sexto (ordinal) sintaxe têxtil. acréscimo adolescente apascentar aquiescência aquiescer ascender ascensão asceta condescendência consciência cônscio convalescer crescente crescer descendência descender descentralização descer Palavras com X. oscilação piscicultura piscina plebiscito prescindir recrudescer remanescente reminiscência renascença rescindir rescisão ressuscitar seiscentésimo seiscentos suscetível suscitar transcendência víscera explanar expletivo explicar explícito explorar expoente expor êxtase. contrário de dinâmico) estender. exalar) esplanada esplêndido esplendor espoliação espontâneo espraiar espremer esquisito estagnar estático (firme. SS apoplexia aproximar auxílio contexto exclusivo expectador (que tem esperança) expectativa expender expensas experiência experimentar experto (sabedor) expiação expiar (pagar. justaposição misto mistura teste Palavras com XC (entre vogais). limite) estremar (dividir. extático extensão (mas estender) extenuar externo (exterior) extirpar extraordinário extrapolar extrato extremado extroversão inexperiência inextricável máxima próximo. separar) estremecer estrutura esvaecer esvair-se inesgotável justapor. estendido esterno (osso) estirpe estrangeiro estranhar estrato (camada) estratosfera estrema (marco. e não X adestrar contestar destreza destro escavar esclarecer escorreito escusa(r) esdrúxulo esfolar esgotar esgoto esôfago espectador (que vê) esperteza esperto descerrar descida discente (que aprende) discernimento disciplina(r) discípulo efervescência fascículo fascismo florescer imisção (mistura) imiscível imprescindível intumescer irascível isóscele(s) miscelânea miscigenação nascença nascer néscio obsceno onisciência oscilar. e não S.abscesso abscissa acrescentar acrescer. com valor de /s/ . têxteis texto textual textura espiar (espreitar) espirar (soprar. remir) expirar (morrer) Palavras com S.

raízes rapaz rapidez rareza razão razoável realeza realizar reconduzir redondeza . e não S abalizado abalizar acidez aduzir agilizar agonizar agudez(a) ajuizar alcoolizar algazarra algoz alteza altivez Amazonas amenizar americanizar amizade amortizar anarquizar andaluz Andaluzia antipatizar apaziguar aprazar aprazível aprendizado arborizar arcaizar aridez Arizona armazém aromatizar arrazoar arrazoado arroz (al. fuzilar galvanizar nobreza noz (fruto da nogueira) nudez obstaculizar ojeriza oficializar organizar orizicultura ozônio palidez parabenizar particularizar pasteurizar paz penalizar pequenez permeabilizar perspicaz pertinaz placidez pluralizar pobreza polidez popularizar pormenorizar prazer.exceção excedente exceder excedível excelência excelente O fonema /z/: Z ou S ou X? Palavras com Z. prazeroso prazo preconizar prejuízo pressurizar presteza prezado (estimado) primaz(ia) privatizar produzir proeza profetizar profundeza pulverizar pureza quartzo (ou quarço) racionalizar raiz. -eiro) aspereza assaz atemorizar aterrorizar atriz atroz atualizar audaz automatizar autorizar avalizar avareza avestruz avidez avizinhar azar azedar excelso excentricidade excêntrico excepcional excerto excesso exceto excetuar excipiente excitação excitar inexcedível dogmatizar doze dramatizar dureza duzentos dúzia economizar eficaz eletrizar embaixatriz embelezar embriaguez encolerizar encruzilhada enfatizar enraizar entronizar escandalizar escassez escravizar especializar espezinhar esquizofrenia esterilizar estigmatizar estilizar estranheza estupidez esvaziar eternizar evangelizar exteriorizar familiarizar fazenda fazer feliz(ardo) feroz fertilizar finalizar fineza (delicadeza) firmeza fiscalizar flacidez fluidez formalizar fortaleza foz fraqueza frieza fugaz fuzil(eiro).

brabeza burocratizar cafezal cafezeiro cafezinho cafuzo canalizar canonizar capataz capaz capitalizar caracterizar carbonizar cartaz categorizar catequizar (mas catequese) cauterizar celebrizar centralizar certeza chafariz chamariz cicatriz(ar) circunvizinho civilizar cizânia clareza climatizar coalizão colonizar comezinho concretizar condizer conduzir confraternizar conscientizar contemporizar contradizer contumaz corporizar correnteza cotizar cozer (cozinhar) cozido cozinhar gaze gazear gazeta gazua generalizar gentileza giz gozar. gozo grandeza granizo gravidez harmonizar higienizar hipnotizar honradez horizonte horrorizar hospitalizar hostilizar humanizar idealizar imortalizar imperatriz impureza imunizar indenizar individualizar indizível industrializar induzir infeliz inferiorizar inimizar insipidez inteireza intelectualizar internacionalizar intrepidez introduzir inutilizar invalidez ironizar jaez jazida jazigo juiz. juízes juízo justeza largueza latinizar lazer legalizar ligeireza localizar loquaz ucidez luz maciez(a) madureza magazine magnetizar magreza maldizer reduzir refazer regozijo regularizar reluzir reorganizar responsabilizar revezar reza ridicularizar rigidez rijeza rispidez rivalizar robotizar robustez rodízio rudez(a) sagaz satisfazer sazão sazonal secularizar reduzir sensatez sensibilizar simbolizar simpatizar sincronizar singularizar sintetizar sistematizar sisudez socializar solenizar solidez sordidez sozinho suavizar Suazilândia Suez surdez sutileza talvez tenaz tez timidez tiranizar topázio torpeza totalizar traduzir tranqüilizar trapézio trazer trezentos tristeza triz turgidez tzar (ou czar) uniformizar universalizar urbanizar . azuis baixeza baliza banalizar barbarizar bazar bazuca beleza bel-prazer bendizer bezerro bissetriz Bizâncio bizantino bizarro braveza.azeite azeitona azimute azul.

análise ananás anestesia apesar de aportuguesar após aposentar apoteose apresar aprisionar ardósia arquidiocese arrasar arrevesado artesanato. de pá) pau-brasil pesadelo pêsames pesar. artesão ás (carta. veneziana Venezuela verbalizar verniz vez vezo vileza viuvez vivaz viveza vizinho vizir volatizar voraz voz(es) vulcanizar vulgarizar xadrez ziguezague(ar) escocês escusa(r) esôfago esotérico esquisito eutanásia evasão exclusive êxtase extravasar extremoso falésia fantasia(r) fase ferro-gusa finês finlandês formoso framboesa francês frase freguês frisa(r) friso fusão fuselagem fusível fuso gás gasogênio paralisar Paris parmesão pás (pl. peso pesquisar pisar Polinésia português pôs (verbo pôr) precisão precisar preciso presa presente(ar) preservar presidente presídio presidir presilha princesa profetisa profusão prosa prosaico prosélito quadris . aviador notável) asa Ásia malfazer martirizar materializar matiz(ar) matriz mazela menosprezar mercantilizar meretriz mesquinhez mezinha(remédio) militarizar miudeza mobilizar modernizar monopolizar moralizar morbidez mordaz motorizar motriz mudez nacionalizar nariz naturalizar natureza Nazaré nazismo neutralizar nitidez utilizar vagareza valorizar vaporizar vasteza vazante vazar vazio veloz Veneza. e não Z aburguesar abusar. abuso aceso acusar. cruzeiro cruzada cupidez czar (tzar) deduzir delicadeza democratizar desautorizar desfaçatez deslizar (escorregar) deslize desmazelo desmoralizar desprezar destreza dez dezembro dezena dezenove dezesseis dezessete dezoito diretriz divinizar dizer dizimar dízimo Palavras com S. acusativo adesão.cristalizar cristianizar crueza cruzar. adesivo afrancesar agasalhar aguarrás aliás alisar (mas deslizar) amasiar-se amnésia analisar.

quiseste. guisado guloso heresia hesitar holandês ileso improvisar incisão.asilar. repouso represa(r) represália requisição requisitar requisito rés rês (gado) rés-do-chão resenha reserva reservista residência residir resíduo resignar resina resistir resolução resolver resultar resumir retesar retrovisor revés. intruso invasão. concisão conclusão consulesa contusão convés cortês cortesia coser (costurar) crase crise cútis decisão decisivo defesa demasia gasolina gasômetro gasoso gaulês gêiser gelosia gênese (ou gênesis) genovês Goiás gris. revisar saudosismo Silésia síntese sinusite siso sisudo sobremesa sopesar sósia surpresa suserano teimosia televisão televis(ion)ar tese teso tesoura tesouraria tesouro torquês tosar transação transatlântico transe transido transistor trânsito . atraso através avisar. asilo asteca atrás atrasar. grisalho groselha guisa guisar. inclusão indefeso infusão inglês intrusão. aviso azul-turquesa baronesa basalto base(ar) Basiléia basílica besouro bis(ar) bisavô Biscaia bisonho brasa brasão Brasil brasileiro brisa burguês. invasor invés irlandês irresoluto irrisão irrisório isenção isolar Israel japonês javanês Jerusalém jesuíta Jesus jus jusante lápis lesão. lesionar lesar. burguesia busílis Cádis campesino camponês carmesim casa(r) casamento casebre caserna caso casual casuísta casulo catálise. reveses revisão. catalisar catequese (mas catequizar) centésimo César cesariana chinês cisão coesão coeso coisa colisão comiserar conciso. quiseram (verbo querer) raposa raso rasuro recusa(r) reclusão repisar repousar. incisivo inclusive incluso. lesivo lilás liso lisonja lisura losango lousa luso magnésio maisena maltês marquês masoquismo mausoléu mês mesa mesário mesóclise Mesopotâmia querosene quesito quis.

exilar exímio existir êxito. exitoso êxodo exonerar exorbitar exortar exótico exuberante exultar exumar inexato inexaurível inexistente inexorável enxertar enxofre enxotar enxovalhar enxovia enxugar enxurrada enxuto esdrúxulo faixa faxina faxineiro feixe frouxo graxa guanxuma haxixe orixá paxá (governador turco) praxe puxar relaxado. e não CH abacaxi afrouxar almoxarife. executar exegese exemplo O fonema /š/: X ou CH? Palavras com X.descamisar descortês desídia desígnio desinência desistir despesa detrás deusa diagnose diocese divisar divisível divisor doloso dose. exausto execução.) traseira través três tresandar trigésimo tris trisavô turquesa usina uso usufruto usura usurpar vasilha vaso vesícula viés vigésimo visar viseira visionário visita(r) visível visor xis (letra x) exéquias exeqüível exercer exercício exército exibir. dosar duquesa eclesiástico empresa empresário ênclise enésimo entrosar envasar enviesar erisipela Palavras com X. almoxarifado ameixa atarraxar (< tarraxa) baixa baixada baixela baixeza baixo bauxita bexiga caixão caixeiro caixote capixaba coxa mesquita mesura metamorfose Micronésia milanês misantropo miséria misericórdia montanhês montês mosaico Mosela música Nagasáqui narcisismo nasal náusea norueguês obesidade. adv. e não Z ou S exagero exalar exaltar exame.. exibição exigir exíguo. exigüidade exílio. tarifa) taxar (impor taxa) taxativo trouxa vexado vexame . obeso obséquio obtuso ourives(aria) ousar. repuxo rixa(r) rouxinol roxo seixo taxa (tipo de tributo. examinar exangue exarar exasperar exato exaurir. ousadia país paisagem parafuso trás (prep. relaxar remexer repuxar.

acusar) tocha trapiche trecho trincheira . fecho fetiche ficha flecha(r) frincha gancho garrancho garrucha guache guincho iídiche inchar lancha lanche linchar luchar (sujar) machado machucar mochila nicho pecha pechar pechincha penacho piche. rechaço ricochete(ar) rocha salsicha sanduíche tachar (censurar. ou enchova apetrecho archote arrochar. deboche desabrochar desfechar despachar. cochicho cochilar. infusão de folhas) chácara chacina chacoalhar chacota chafariz chafurdar chalaça chalé chaleira chamariz chambre chaminé charada charco charlatão charolês charque(ar) charrua Hiroxima lagartixa laxante laxa lixeiro lixívia lixo luxação luxar (deslocar) Luxemburgo luxo luxúria malgaxe (de Madagascar) mexer mexerico mexilhão (molusco) mixórdia vexar xá (da Pérsia) xadrez xampu Xangai xarope xavante xaxim xenofobia xeque (árabe) xerife xícara xifópago xiita xingar xis (letra x) chávena cheque chicória chicote chimarrão chimpanzé ou chipanzé chique chiqueiro choça chocalho chofre choldra chope chuchu chumaço churrasco chusma chute. pichar ponche prancha rachar rancho rechaçar. arrocho azeviche bacharel belchior beliche bolacha bolchevique brecha broche brochura bucha cachaça cacho cachoeira cambalacho capacho caramanchão cartucheira chá (planta. despacho ducha encharcar encher enchova (ou anchova) escabeche escarafunchar escorchar esguicho espichar estrebuchar facho fantoche fechar. engraxate enxada enxaguar enxame enxaqueca enxergar enxerir Palavras com CH. chutar cochichar. achaque achincalhar ancho anchova.coxear coxo deixar desleixado desleixo elixir encaixe encaixotar enfaixar enfeixar engraxar. e não X achacar. cochilo cocho (vasilha) cochonilha colcha colchão colchete concha conchavo coqueluche cupincha debochar.

2.paralizar. sexual sílex telex telexograma tórax tóxico toxicologia toxina triplex xerox (ou xérox) infe(c)ção infe(c)cionar inspe(c)ção retrospe(c)ção se(c)ção se(c)cionar .charuto fachada O complexo /ks/: X ou CC. paradoxo paralaxe paroxítono perplexidade. b) Ele agiu com muita descrição.paralisar. CÇ? Palavras com X. e não X cocção cóccix (ou coccige) confecção confeccionar convicção defecção dissecção fa(c)ção fa(c)cioso ficção fricção friccionar EXERCÍCIOS . conexo convexidade. complexo conexão.analizar . e não CC ou CÇ afluxo amplexo anexar. convexo córtex crucifixo duplex durex empuxo fixar.paralizar . b) No começo de período. Estão corretamente empregadas as palavras na frase: a) Receba meus cumprimentos pelo seu aniversário. anexo asfixia(r) axila(r) axioma bórax clímax complexidade. e) Utilizamos as salas com exatidão. c) O pião conseguiu o primeiro lugar na competição.frisar. verso ou alguma citação direta. d) Ele cantou uma área belíssima. 3. exceto: a) Nos nomes dos meses quando estiverem nas datas. fixação fixo flexão. Indique a única seqüência em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) fanatizar .analisar . perplexo pirex profilaxia prolixo proparoxítono proxeneta reflexão reflexibilidade reflexivo reflexo refluxo saxão saxônio sexagenário sexagésimo sexo. e) utilizar . d) realisar . Todas as alternativas são verdadeiras quanto ao emprego da inicial maiúscula. maxilar nexo obnóxio ônix ortodoxia.canalisar . CÇ. heterodoxia heterodoxo hexágono índex inflexível intoxicar látex léxico marxismo marxista maxila.vasamento. ortodoxo oxidar. b) fanatisar . c) banalizar .01 1. óxido oxítono paradoxal.analisar .frizar. e) Nos nomes de escolas de qualquer natureza. flexibilidade flexionar flexível fluxo empuxo Palavras com CC. c) Nos substantivos próprios de qualquer espécie d) Nos nomes de fatos históricos dos povos em geral.

c) vadear. foi ornamentada na época de natal. d) fle__a / en__arcar / li__ar. exceto: a) dejeto.chícara. 8. em Belo Horizonte. e) A Avenida Afonso Pena. b) comércio . A forma dual que apresenta o verbo grafado incorretamente é: a) hidrólise . d) cafezinho/ blu __ inha. 12. 5.discussão . .ironizar.desafio . uma labareda ascendeu ao céu. aquele em que a segunda não se escreve com a mesma letra sublinhada na primeira é: a) vez / reve___ar. 11. A alternativa que apresenta erro(s) de ortografia é: a) O experto disse que fora óleo em excesso. e) análise .trouxa .defeza. e) Aceso o fogo. b) O assessor chegou à exaustão.hidrolisar. b) berinjela . b) exceção . Marque a opção cm que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) enxotar . 7. d) iminente.paralisação. Indique o item em que todas as palavras devem ser preenchidas com x: a) pran__a / en__er / __adrez. e) estupidez. b) magestade. c) atrás / retra __ ado. os povos da América do Sul não tinham laços de amizade com a Europa. Assinale a opção cm que a palavra está incorretamente grafada: a) duquesa.atravez. c) gorjeta. b) propôs / pu__ eram.analisar.gipe.empresa . c) ironia .arremesso. com suas dádivas: ouro. c) A fartura e a escassez são problemáticas. 9. c) Diz um provérbio árabe: "a agulha veste os outros e vive nua. e) vadiar. e) esvaziar / e___ tender. d) Assintosamente apareceu enxarcado na sala. assinale a alternativa em que não há erro de grafia: a) A Baía de Guanabara é uma grande obra de arte da Natureza. c) passos .4.jiló .comercializar. d) certeza . incensos e mirra " (Manuel Bandeira). Dos pares de palavras abaixo. Todas as palavras estão com a grafia correta.discussão ." d) "Chegam os magos do Oriente. b) ogeriza.rendição . 6. c) __utar / frou__o / mo__ila.catequisar. d) francês. e) me__erico / en__ame / bru__a. e) nervoso . d) catequese . Quanto ao emprego de iniciais maiúsculas. 10.concessão. b) Na idade média. b) fei__e / pi__ar / bre__a. A alternativa que apresenta palavra grafada incorretamente é: a) fixação .

imigrantes 20. (CFC/95) Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte período: "Em _____ plenária. beneficente 21.cessão . c) umor. __ibóia.evidente d) descrição . economizar d) adivinhar." a) seção . exceção.emigrantes d) sessão . privilé__io. pa__em c) ma__estoso. 14.cessão .secção .c) seção . francesa b) estrupar. (CFC/95) Assinalar a alternativa que contém um erro de ortografia: a) beleza. c) criação .sessão .submissão.emigrantes b) cessão .hérnia . b) richa .vaso . Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) tijela .bruxa .economizar .distensão. duquesa. previlégio. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) atrasado . __egue b) gor__eio.previlégio . d) enxada . d) pretencioso . a) __irau. berin__ela 19.passo c) eminente . __enipapo d) here__e.seu b) paço . __esto. Marque a única palavra que se escreve sem o h: a) omeopatia.cassação . b) receoso . assunção c) despender. prazerosamente. tre__eito. b) umidade.pesquisar. deslizar .princesa .mixto . 17. e) batizar . pretensioso. e) iena.imigrantes c) sessão . (CFS/95) Assinalar o par de palavras parônimas: a) céu . e) gasolina . estudou-se a _____ de terras a _____ japoneses.impecilho. c) berinjela .esplêndido. 16. d) presunção .bexiga. d) enxergar .prazeirosamente . asterisco.oscilação .sintonisar. 13.admissão . 15. c) tábua . e) flecha .pagem .bucha. ascensão b) abóbada.lage . e) cessão .majestade.disenteria .discrição 18.ascenção. (CFC/95) Assinalar a alternativa que apresenta um erro de ortografia: a) enxofre.ojeriza.majestade. b) poleiro .jeito .civilizar. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: a) analizar .marquês.compreensão .silvícola. d) erdeiro.sintetizar . (CFS/95) Assinalar a alternativa em que todas as palavras devem ser escritas com "j".descrição.paralisia.excurção.passeiar .

consciencioso. na ordem em que aparecem. (CFS/96) Quanto à sinonímia.ele trás b) atrás .insigne ( ) ignorante 2 .conserto ( ) valor pago 2 .integridade 27. 1 .extático ( ) saliente 3 .taxa ( ) pequeno prego 6 .insipiente ( ) absorto 4 .ele traz 23. _____ os ideais de uma sociedade _____ justa ainda permanecem".tacha ( ) apresentação musical a) 5-4-1-3-6-2 b) 5-3-2-1-6-4 c) 4-2-6-1-3-5 d) 1-4-6-5-2-3 26.susto c) dignidade .ele trás d) atraz .mais d) mais .proeminente ( ) notável a) 2-4-3-1 b) 3-4-2-1 c) 4-3-1-2 d) 3-2-4-1 29. Associe as duas colunas e assinale a alternativa com a seqüência correta. 1 . calda/açúcar derretido para doce. hesitar d) cabeleireiro.mas b) mais .censo ( ) reparo 4 . (CFS/96) Assinalar a palavra graficamente correta: a) bandeija b) mendingo c) irrequieto d) carangueijo 24. manteigueira 22.mais 25. (CESD/98) Cauda/rabo.pânico b) pânico . meteorologia.senso ( ) estatística 5 . (CFS/97) O antônimo para a expressão "época de estiagem" é: a) tempo quente b) tempo de ventania c) estação chuvosa d) estação florida 28.ele traz c) atrás . (CESD/97) Assinalar a alternativa que completa as lacunas da frase abaixo.mas c) mas . palavras homônimas. São. associar a coluna da esquerda com a da direita e indicar a seqüência correta.indecoro d) dignidade .c) esplêndido. "O Brasil de hoje é diferente. (CFC/98) Assinalar o par de palavras antônimas: a) pavor . (ITA/SP) Em que caso todos os vocábulos são grafados com "x" ? .concerto ( ) juízo claro 3 . (CFC/96) Assinalar a alternativa correta quanto à grafia das palavras: a) atraz . portanto. a) mas .

. como "expansão" e "sensação"........... seus direitos..visco (u) e) .. 7. vai ..... reivindicar. __epa c) li__ar. sossego c) assessores........ (U-UBERLÂNDIA) Das palavras abaixo relacionadas. (TRE-SP) Foram insuficientes as ... rebuliço b) mindigos. sinta__e. resolveram ....vilégio / s.. de se esclarecerem os .. bro__e d) ê__tase.. a) escusas . exceção...ão / Suí.e / mi. be__iga b) __enófobo.. uma não se escreve com h inicial. reinvidicação..a) __ícara.. essência.. os ..mal-entendidos b) excusas ....... / inser...... (TRE-SP) Este meu amigo .. reboliço d) mendigos... e__torquir. Assinale-a: Na cidade carente..afim .. reboliço 2.. incansável d) excessivo..naturalisar c) extranjeiro .... assustador. / conver. en__erido.....naturalizar d) estrangeiro ....a fim . obseção e) obsecado. (IBGE) Entre as opções abaixo.....mal-entendidos 4......afim ........naturalisar 5. / coer.malentendidos e) escusas .02 1.....mal-entendidos c) excusas ...la / eng..... Assinale-a: .lvícola (i) 3.... somente uma completa corretamente as lacunas apresentadas a seguir. (FT) A alternativa cujas palavras se escrevem respectivamente com -são e -ção.........mpecilho / pr.. reivindicar.. __ávena.a / ma.afim ..estão / re. . b) absten... reivindicar...arico (ç) c) mon.naturalizar b) estrangeiro ... repercussão 6.... a) extrangeiro ... e) preten..to (x) b) exce..aguar / pi. rebuliço c) mindigos..... d) disten... __ilrear GABARITO 1 A / 2 A / 3 C / 4 D / 5 D / 6 C / 7 D / 8 B / 9 D / 10 E / 11 B / 12 E / 13 E / 14 A / 15 E / 16 B / 17 D / 18 A / 19 D / 20 C / 21 B / 22 B / 23 C / 24 C / 25 A / 26 C / 27 C / 28 B / 29 B EXERCÍCIOS .....malentendidos d) excusas ..... __u__u. expontâneo. pi__e...naturalizar e) estranjeiro ..a fim .eitar (g) d) búss. aspectos. impecílio b) pretencioso.. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se completam adequadamente com a letra entre parênteses: a) en.... reinvidicar. rebuliço e) mendigos.. / asser..e / su.. ta__ativo... .... / conver.-se para ter direito ao título de eleitor.... reivindicar..lir / ch... (TTN) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente grafadas: a) quiseram.. a) mendingos. en__erto.. fazendo um ... é: a) inven. c) dimen. apresentadas.

D 9. D 2.a) hélice b) halo c) haltere d) herva e) herdade 8. C 10.D 5. (EPCAR) Completam-se com g os vocábulos abaixo. D 3. D 6.D . B 7.A 4. A 8. (EPCAR) Só não se completa com z: a) repre( )ar b) pra( )o c) bali( )a d) abali( )ado e) despre( )ar 9. (BB) Alternativa correta: a) estemporanêo b) escomungado c) esterminado d) espontâneo e) espansivo Gabarito: 1. menos: a) here( )e b) an( )élico c) fuli( )em d) berin( )ela e) ti( )ela 10.

Aquela que se dá de forma mais acentuada. classificam-se como tônicos. De acordo com a tonicidade. que. os vocábulos possuem mais de uma sílaba. como átonos (que. as palavras são classificadas como: Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba. colocando-as em prática ao nos referirmos à linguagem escrita. de). A mesma compõese de algumas particularidades. timbre aberto.médico . Ex: café – coração – cajá – atum – caju . indica além da tonicidade. As demais. além da tonicidade. timbre fechado: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs # acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com artigos e pronomes.tímpano . o ideal é que façamos uso das mesmas o quanto antes. Ex: lâmpada . À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a prática de redigir. Ex: herói – médico – céu # acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”. . às quais devemos estar atentos. E como toda mudança implica em adequação. O estudo exposto a seguir visa aprofundar nossos conhecimentos no que se refere à maneira correta de grafamos as palavras. como são pronunciadas com menos intensidade. Ex: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível Proparoxítonas . as quais entraram em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2009. foi totalmente abolido das palavras. caí. Lembrando que as mesmas já estão voltadas para o novo acordo ortográfico. Ex: à. devemos nos ater à questão das Novas Regras Ortográficas da Língua Portuguesa. Sobre as letras “e” e “o” indica.ônibus Como podemos observar. Em se tratando do referido assunto. Apenas há uma exceção: Somente é utilizado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Seus segredos sei de cor”. são os chamados monossílabos. às. i. levando em consideração as regras de acentuação por elas utilizadas. Regras básicas – Acentuação tônica A acentuação tônica implica na intensidade como são pronunciadas as sílabas das palavras. mediante todos os exemplos mencionados. conceitua-se como sílaba tônica. automaticamente aprimoramos essas competências.ACENTUAÇÃO GRÁFICA A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras estabelecidas pela Gramática Normativa. consequentemente. àquelas. quando pronunciados. parabéns. público. mas em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente.São aquelas em que a silaba tônica se evidencia na antepenúltima sílaba. Os acentos # acento agudo (´) – Colocado sobre as letras a. e tão logo nos adequamos à forma padrão.câmara . “e” e “o”. há certa diferenciação quanto à intensidade. Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos em uma dada sequência de palavras. Os monossílabos ora em destaque. os demais.papel Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se evidencia na penúltima sílaba. u e sobre o e do grupo “em” indica que estas letras representam as vogais tônicas de palavras como Amapá. Como podemos observar o exemplo a seguir: “Sei que não vai dar em nada. são denominadas de átonas. àqueles # O trema (¨) – De acordo com a nova regra. em. procurando estabelecer uma relação de familiaridade e.

us. fiéis ainda permanece. lãs.cadáver – tórax – fórceps . los. Ex: pá – pé – dó – crê – há Formas verbais terminadas em a. o. crescente ou decrescente. # Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos. is táxi – lápis – júri . Ex: coração – melão – órgão . respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo Paroxítonas: Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: . ãos ímã – ímãs – órfão – órgãos -ditongo oral. e.i. acompanhados ou não de s. haverá acento Ex: saída – faísca – baú – país – Luís Observação importante: . ps automóvel – elétron. anéis. e. ão. o. Ex: Antes assembléia idéia geléia jibóia apóia (verbo apoiar) paranóico Agora assembleia ideia geleia jiboia apoia paranoico Observação importante – O acento das palavras herói. em. perderam o acento de acordo com a nova regra. ãs. seguidos ou não de “s”.ã. n. o tônicos seguidas de lo. oi.l. e. la. uns vírus – álbuns – fórum . seguidas ou não do plural(s) Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: Monossílabos tônicos terminados em a. um.Ex: mülleriano (de Müller) # O til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais nasais. que antes eram acentuados. seguido ou não de “s”. x.ímã Regras fundamentais: Palavras oxítonas: Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: a. r. água – pônei – mágoa – jóquei Regras especiais: #Os ditongos de pronúncia aberta ei.

polo(s) (contração de por + o) pera (substantivo) . m. Ex: Antes Depois apazigúe (apaziguar) averigúe (averiguar) argúi (arguir) # Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do plural de: ele tem – eles têm ele vem – eles vêm # A regra prevalece também para os verbos conter. agora foi abolido. #Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta.Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos. se tratar de palavra proparoxítona haverá o acento. ru-im. obter. con-tri-bu-in-te. ele contém – eles contêm ele obtém – eles obtêm ele retém – eles retêm ele convém – eles convêm # Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes eram acentuadas para diferenciar de outras semelhantes. abster. vem-to-i-nha. sa-ir-des. de l. n. na mesma sílaba. ju-iz #Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se estiverem seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha. com (u) tônico precedido de (g) ou (q) e seguido de (e) ou (i) não serão mais acentuadas.para (preposição) apazigue averigue argui . se-ri-ís-si-mo # As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz. Palavras homógrafas pola (ô) substantivo – pola (ó) substantivo polo (s) (substantivo) . já que a regra de acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos: fri-ís-si-mo. reter. Apenas em algumas exceções como: A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do indicativo). formando hiato quando vierem depois de ditongo: Ex: Antes Agora bocaiúva feiúra Sauípe bocaiuva feiura # O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” que antes existia. pa-ra-cu-u-ba No entanto. deter. r ou z: Ra-ul. O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da preposição por.pera (preposição antiga) para (verbo) . Ex: Antes Agora crêem lêem vôo enjôo creem leem voo enjoo #Não se acentuam o i e o u que formam hiato quando seguidos.

pelo (contração) pela. pelas (substantivo e verbo) .pelo(s) (substantivo) .pela (contração) .pelo (contração) pelo (do verbo pelar) .

separado e sem acento em início interrogativas: Ex: Por que você faltou ontem? Porque Usamos "porque" junto e sem acento para orações explicativas Ex: Ontem eu não comparecei. portanto acrescenta qualidade a um substantivo. o. porque estava doente Por quê Usamos "por quê" separado e com acento. Veja: Ex: a) A Casa estava mal arrumada verbo advérbio b) O idoso passou mal no ônibus verbo advérbio MAU É um adjetivo. aquele Ex: Não entendi o porquê da briga USO DE "MAL" E "MAU" MAL É um advérbio. quando este vier acompanhado de um.Veja: Ex:a) Logo percebi que aquele era um menino mau. O bom prato atrai. ( =Mal) mau # bom. quando ele termina oração interrogativa Ex: Você não veio ontem por quê? Porquê Usamos "porquê" junto e com acento. mal # bem. A empresa é bem falada. b) Dê autorização para eu sair mais cedo: Usamos para mim: no final da frase.DIFICULDADES COMUNS NO USO DA LINGUA USO DOS PORQUÊS: Por que Usamos " por que". portanto acrescenta qualidade a um verbo. mas não com verbo: a) Ela ligou para mim na semana passada b)A professora enviou para mim os materiais de apoio .Veja: a)Empreste o lápis para mim? b)Ela ligou para mim Ou quando houver continuação. (=Mau) USO DE EU E MIM Usamos eu todas as vezes que tivermos um verbo na sequência: Exemplo a)Vou comprar um livro para eu ler. substantivo adjetivo Uma estratégia bastante comum para não errar o emprego de "MAL" e "MAU" é fazer a seguinte substituição.

Ex: Aonde você vai. MAIS: É advérbio e indica intensidade ou soma: Ex: Esta caixa possui mais brindes. Ex: Donde tu vieste? .NÃO EXISTE MENAS ! Exemplo: a)Recebemos menos folhas de sulfite que almaço b)Pela manhã há menos salas sendo utilizadas Usamos meia: para o substantivo: A meia não cabia no pé para quantidade : Daqui meia hora te vejo Só quero meia laranja Se acompanhar verbo. MÁS MAIS MAS: É conjunto adversativa de mesmo valor que porém. mas não tenho dinheiro. Ex: Onde você colocou meu lápis? AONDE: Significa a que lugar. Ex: Queria ir ao cinema. ou seja. menina? DONDE: Significa de que lugar. se for um advérbio só pode ser "meio" Exemplo: a)Fiquei meio confusa b)As pernas da mesa estão meio bambas USOS DE MAS. MÁS: É adjetivo feminino e plural de mau: Ex: As pessoas más prejudicam até a si mesmas.USO DE MENOS / MEIO / MEIA Usamos menos sempre que precisarmos indicar quantidade. Ex: Ele é mais alto do que ela USOS DE ONDE / AONDE / DONDE ONDE: Significa em que lugar.

. USOS DE ACERCA DE / A CERCA DE / HÁ CERCA DE ACERCA DE: É locução prepositiva e equivale a "sobre" ou " a respeito de". AO PAR: É usado para indicar equivalência entre valores. USOS DE HÁ E A HÁ: É usado para indicar tempo decorrido (passado). USOS DE AO ENCONTRO DE / DE ENCONTRO A AO ENCONTRO DE : Indica ser favorável a. DE ENCONTRO A: Indica oposição.USOS DE A PAR E AO PAR A PAR: É usada no sentido de estar bem informado. Ex: Ele partiu há duas semanas. Ex: Não o vejo há cerca de um mês. A CERCA DE: Indica aproximação. A: É usado para indicar tempo (futuro). Ex: Estamos a poucos dias da páscoa. colisão. HÁ CERCA DE: Indica tempo decorrido (passado). Ex: Moro a cerca de um km daqui. ter ciência: Ex: Estou a par da sua decisão de viajar. Ex: Falávamos acerca de política. Ex: Que bem! Suas idéias vem ao encontro das minhas. Ex: Seus projetos vão de encontro aos do chefe. Ele partiu faz duas semanas. ter posição convergente. choque . Ex: O real esteve ao par do dólar bastante tempo.

USOS DE AFIM / A FIM DE
AFIM: É adjetivo equivalente a igual, semelhante. Ex: Nós temos objetivos afins. A FIM DE: É locução prepositiva que indica finalidade: Ex: Dilma entrou no poder a fim de continuar os projetos

USOS DE SENÃO / SE NÃO
SENÃO: Significa caso contrário, a não ser. Ex: Estude bastante, senão terá baixas notas. Não faz nada, senão reclamar. SE NÃO: É usado em orações condicionais, equivale a "caso não". Ex: Se não fizer o trabalho, não poderá sair.

USOS DE NÓS VIEMOS / NÓS VIMOS
NÓS VIEMOS: Deve ser usado para tempo passado. Ex: Nós viemos aqui ontem e não havia ninguém. NÓS VIMOS: Deve ser usado no tempo presente. Ex: Nós vimos aqui, agora, para tratar de assuntos importantes

USOS DE DESENCARGO / DESCARGO
DESENCARGO: Significa desobrigação de um encargo / responsabilidade. Ex: Filho formado é um desencargo para os pais. DESCARGO: Significa alivio: Ex: Devolvi o dinheiro por descargo de consciência.

USOS DE SENTAR-SE NA MESA / SENTAR-SE À MESA
SENTAR-SE NA MESA: Sobre a mesa SENTAR-SE À MESA: Ao redor, diante.

USOS DE AO INVÉS DE / EM VEZ DE
AO INVÉS DE: Indica oposição, situação contrário. Ex: Ele subiu ao invés de descer as escadas EM VEZ DE: Indica simples troca. Ex: Em vez de ir ao cinema, fui ao teatro.

USOS DE PERCA E PERDA
PERCA: É verbo que pode ser usado de modo imperativo: Não perca a paciência! Subjuntivo: Ainda que ele perca dinheiro, continuará rico. PERDA: É substantivo pode ser sujeito. Ex: A perca de gols não foi o motivo da derrota.

USOS DE DESPERCEBIDO / DESAPERCEBIDO
DESPERCEBIDO: Significa sem atenção: Ex: Estava despercebido e quase fui atropelado. DESAPERCEBIDO: Significa: desprovido, desprevenido. Ex: Estava desapercebido de dinheiro.

USOS DE DIA-A-DIA / DIA A DIA
Depois da reforma ortográfica, admite-se apenas o uso dia a dia. ATIVIDADES DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO 1) Complete as lacunas, optando pelo uso correto das palavras nos parênteses. a) Estou sempre na região sul do país, tenho familiares lá.( Por que, porque, porquê) b) Temos tantos motivos para estudar, você não se esforça ?(por que , por quê) c) Gostaria que você procurasse o endereço do museu para ir até lá.(mim, eu ) d) Nós chegamos em São Paulo e fomos assaltos.(Mal , Mau) e) Tenha paciência, não espere a vida toda.(mais, más, mas). f) Entre as coisas que observei, as câmeras eram (menos, menas) g) Os atletas corriam o tráfego não era intenso (aonde, onde) h) A Uniban está da Unip em números de alunos (a par, ao par) i) A necessidade dos alunos da turma EY foi ás turmas formadas em 2011( de encontroás, ao encontro das) j) O Shopping União fica cinquenta metros da Uniban( a cerca de, acerca de, há cerca de) l) Estamos poucos meses do período de férias(há, a) m) Técnica de Redação e língua Portuguesa são disciplinas (a fim, afins) n)Os japoneses não estão autorizados a saírem de suas casas poderão contaminar-se com a radioatividade( se não, senão). o) Hoje estudar dificuldades da língua(viemos, vimos) p)Por vou dizer toda a verdade(descargo, desencargo) q) Eu prefiro tomar suco refrigerante( em vez de, ao invés de). r) Apesar de tudo essa é compreensível (perda, perca) s) Este aumento na mensalidade me pegou (despreparado, despercebido).

Classes de palavras
As palavras são classificadas de acordo com as funções exercidas nas orações. Na língua portuguesa podemos classificar as palavras em: • • • • • • • • • • Substantivo Adjetivo Pronome Verbo Artigo Numeral Advérbio Preposição Interjeição Conjunção

Substantivo: É a palavra variável que denomina qualidades, sentimentos, sensações, ações, estados e seres em geral. Quanto a sua formação, o substantivo pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples (alface) ou composto (guarda-chuva). Já quanto a sua classificação, ele pode ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto (mesa) ou abstrato (felicidade). Os substantivos concretos designam seres de existência real ou que a imaginação apresenta como tal: alma, fada, santo. Já os substantivos abstratos designam qualidade, sentimento, ação e estado dos seres: beleza, cegueira, dor, fuga. Os substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas. Certos substantivos próprios podem tornar-se comuns, pelo processo de derivação imprópria (um judas = traidor / um panamá = chapéu). Os substantivos abstratos têm existência independente e podem ser reais ou não, materiais ou não. Quando esses substantivos abstratos são de qualidade tornam-se concretos no plural (riqueza X riquezas). Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos ou concretos, conforme o sentido em que se empregam (a redação das leis requer clareza / na redação do aluno, assinalei vários erros). Já no tocante ao gênero (masculino X feminino) os substantivos podem ser: • • • • • biformes: quando apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. (rato, rata ou conde X condessa). uniformes: quando apresentam uma única forma para ambos os gêneros. Nesse caso, eles estão divididos em: epicenos: usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) - albatroz, badejo, besouro, codorniz; comum de dois gêneros: aqueles que designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos por palavras determinantes - aborígine, camarada, herege, manequim, mártir, médium, silvícola; sobrecomuns - apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos algoz, apóstolo, cônjuge, guia, testemunha, verdugo;

Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o corneta X a corneta / o crisma X a crisma / o cura X a cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o língua X a língua / o moral X a moral / o maria-fumaça X a maria-fumaça / o voga X a voga). Os nomes terminados em -ão fazem feminino em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa, valentona).

usando o artigo para o plural (tórax X os tórax). Os não-oxítonos terminados em -S são invariáveis. axioma (premissa verdadeira). Exceto mal por males. cós e xis são invariáveis. soprano (FeM classificam como gênero vacilante). ou similar) ao substantivo. jângal (floresta da Índia). avós (avó + avó ou avô + avó). paizinho). poetastro) ou intimidade (amigão). mas bolo X bolos). barril X barris). -orra. • • vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta X portas. suéter. -zarrão. mas o/a dirigente.Os nomes terminados em -e mudam-no para -a. cortesãos. -X: invariável. trocar -L por -S. carcinoma (tumor maligno). champanha. (til X tis. -IM. gólfãos). -ola. contralto. apesar da forma. troféu X troféus). mel por méis ou meles. trocar -IL por -EIS. trema. míssil X mísseis). coroneizinhos. -im. -ulo-. entretanto a maioria é invariável (monge X monja.artesões. tabeliães. alguns sufixos diminutivo: -ito. aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos: • • analítico: associando os adjetivos (grande ou pequeno. sendo a última menos comum (hífen X hifens ou hífenes). não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. enquanto o diminutivo pode indicar carinho (filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco. -S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país X países). -N: -S ou -ES. faisães. os substantivos simples formam o plural em função do final da palavra. telefonema. • • • • • • Os substantivos podem apresentar diferentes graus. os ônibus). Observação: palavras com esses sufixos não recebem acento gráfico. • • O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão. -ote. sabiá. lhama. cidadãos. EL. órfãos. -UM: acréscimo de -NS (jardim X jardins). -az. Quanto ao número (singular X plural). coma. . -OM. retirar o -S e acrescentar o sufixo diminutivo (caezitos. também variando em função da palavra. sacristães. clã. -alhão. cais. fibroma (tumor benigno). Certos substantivos. -eirão. Observação: réptil / reptil por répteis / reptis. -arão. casebre). deães. Os substantivos paroxítonos terminados em -ão fazem plural em -ãos (bênçãos. UL: troca-se -L por -IS (animal X animais. caudal (cachoeira). hosana (hino). diabete/diabetes (FeM classificam como gênero vacilante). alguns sufixos aumentativo: -ázio. ministraço. marcando o número pelo artigo (os atlas. IL: se oxítono. escrivães. variando em cada palavra (pagãos. cônsul por cônsules. Alguns gramáticos registram artesão (artífice) . -inho. capelães. porém grau não é uma flexão nominal. os lápis. mulherezinhas). -ola. capitães. projétil / projetil por projéteis / projetis. sufixo diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural. Algumas curiosidades sobre os substantivos: Palavras masculinas: • • • • • • • • • • • • • • • ágape (refeição dos primitivos cristãos). teiró (parte de arma de fogo ou arado). (cartão. São três graus: normal. anátema (excomungação). -R ou -Z: -ES (mar X mares. clarinete. • • • -EM. estratagema. -zinho (o sufixo -zinho é obrigatório quando o substantivo terminar em vogal tônica ou ditongo: cafezinho. praça (soldado raso). infante X infanta. cartilha). o/a estudante). -culo. Se não oxítonos. -arrão. ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS. real (moeda) por réis. herpes. (ovo X ovos. raiz X raízes). -elho. metafonia: -o tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural. diadema. Observação: avôs (avô paterno + avô materno). guardiães). sintético: anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão X menininho). proclama. -AL. praça (soldado raso). -ão. cânon > cânones. vau (trecho raso do rio).artesãos e artesão (adorno arquitetônico) . OL. tapa (FeM classificam como gênero vacilante).

charlatã. amazona. hélice (FeM classificam como gênero vacilante). aldeão . besuntão (porcalhão) . javali . sucuri.druidesa. laringe. guriatã (ave).anfitrioa. alcaide (antigo governador) . deus . derme. cantadora. áspide (reptil peçonhento). baitaca (ave). ladrão . ladrona. suçuarana (felino).ermitoa. doge (antigo magistrado) . fala que é usada indistintamente nos dois gêneros. usucapião (FeM classificam como gênero vacilante). cantatriz. cantor . bretão . gênese.dogesa. mas que há preferência de autores pelo masculino). cavaleiro .elefanta e aliá (Ceilão). cônsul .castelã. anfitrião .czarina. bonachão .cavaleira.comarcã. ermitão . embaixador .catalã.besuntona.abegoa. faisã. charlatão . cólera (doença). abade .abadessa. faisão . trama.bretoa. abegão (feitor) .coimbrã. anfitriã. juriti (tipo de aves).bonachona. rês. coimbrão . víspora. catalão . czar . ermitã. clâmide (manto grego). elefante .cantora. déia.aldeã. druida . acauã (falcão).embaixadora e embaixatriz. diácono (clérigo) . alcíone (ave doa antigos). araquã (ave). castelão (dono do castelo) .Palavras femininas: • • • • • • • • • • • • • • • • • abusão (engano).beiroa. hortelão (trata da horta) .horteloa. fácies (aspecto). inambu (ave).consulesa.alcaidessa. comarcão . personagem (Ceg. xerox (cópia). cantarina. aluvião. omoplata. cataplasma. tíbia.ladra. ladroa.canonisa. cal. ubá (canoa). entorce. bretã. libido. mascote.faisoa (Cegalla). cantador . Gênero vacilante: • • • • Alguns femininos: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • . beirão (natural da Beira) .deusa.javalina. jaçanã (ave). dinamite. alcaidina. filoxera (inseto e doença).cantadeira.diaconisa. cônego .

aldeãos.capelães. mulher. forno. estorvo. sacristão . imposto. castelão . troco. sintrão . fosso. ermitães. tabaréu . verão . poço. antolhos. peona. penhor). cidadão . vilãos. despojo. pardal . sultão . torto. peão . destroço. alãos.rascoa.perdiz.prioresa. oficial . cãs (cabelos brancos). tecelão .sintrã. alão .foliões.matrona. vilão . prior . vulcão .sacristães. pardaloca. posto. folião .maestrina. aldeões. arras (bens. miolo.cortesãos. castelões. cócegas.vulcões. pardaleja.vilões. coro. corcovo. caroço. arredores.mocetona. veado . manes (almas). maganão (malicioso) . esforço. hortelão . lebrão . aldeão .pagãos. verões. hortelãos. melro . Substantivos só usados no plural: anais. grou . mocetão .rani.mula. damas (jogo). perdigão . exéquias (cerimônias fúnebres).tabaroa.pardoca. capelão . socorro.tecelões. pagão .giganta. flâmine (antigo sacerdote) . rogo. parvo .cidadãos.papisa. escolho. sandeu . forro. escrivão . esposórios (presente de núpcias). frade . porto.peã.madre. gigante .sultana. condolências. vulcãos.freira. rajá .• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • felá (camponês) . férias.flamínica. rapaz . papa . alães.grua. jogo.oficiala. primícias . cortesão .tabeliães. torno. fastos (anais). ermitãos.felaína. matinas (breviário de orações matutinas). ermitão . maestro .magana. frei .verãos. tabelião . padre . priora.párvoa. Substantivos em -ÃO e seus plurais: • • • • • • • • • • • • • • • • • Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural: abrolho. esponsais (contrato de casamento ou noivado). reforço. vilão . varão . fezes. corvo.sóror. mu ou mulo . calendas (1º dia do mês romano).hortelões. óculos.mélroa. rascão (desleixado) . núpcias.escrivães. olheiras. tijolo.ermitões.veada.viloa.castelãos. toco.sandia. endoenças (solenidades religiosas). vilã.rapariga.lebre.alões.

cavalos.camelos. junta . caterva .gafanhotos.bananas. revistas. patifes. muito parecidos ou onomatopaicos. exploradores de minérios. víveres etc. São palavras variáveis: substantivo.gado miúdo. vísceras. pó. vagabundos.capim.(começos. pessoas ou coisas enfileiradas. além dos nomes de naipes. atilho . diretores. só o segundo vai para o plural (ticoticos. lenha. conselho . feixe . baixela . girândola . matula . nuvem . prefixo. advogados.gado grande (búfalos. adjetivo. malfeitores. cabido .cardeais.cabras. bandeira .cardeais. conclave . em elementos repetidos. insetos. credores.porcos. juízes militares. tropilha . intelectuais. membros de associações). chusma . cambada . récua . crianças.amigos.populares.grande quantidade de coisas. salteadores.cães. grei .feiticeiros.desordeiros. prelúdios). corre-corres. bando . tique-taques. boana . ciganos. hemeroteca . consistório . demônios. chaves. Coletivos: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • alavão .cães. concílio . joldra .de examinadores. tertúlia . congregação . ror .cônegos (conselheiros de bispo). pronomes.bispos.estrelas.aves.peixes miúdos. banca . armento .pessoas desonestas. chaves. malvados. • .caranguejos. elefantes). cancioneiro .ovelhas leiteiras.desordeiros. súcia .anjos.espigas. advérbio. legião . canções. vara . médicos. examinadores. Substantivos compostos: Os substantivos compostos formam o plural da seguinte maneira: • • sem hífen formam o plural como os simples (pontapé/pontapés). penca . preposição. réstia .garimpeiros. caso não haja caso específico.utensílios de mesa.vereadores. assembléia (parlamentares. conciliábulo .cavalgaduras (bestas de carga). choldra. pêsames.jornais. pingue-pongues). panapaná . cainçalha . vadios..poesias. cáfila . fato . verifica-se a variabilidade das palavras que compõem o substantivo para pluralizá-los.bois.borboletas migratórias. soldados.professores. religiosos. conspiradores.assassinos. cebola.árvores.foguetes. fogos de artifício. malta . particípio. criados. renque . miríade .alho. talha -lenha.desordeiros. políticos. canzoada . São palavras invariáveis: verbo. numeral.

Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número.hepático.sideral. grã e bel (grão-duques. águia . Podem ser simples ou compostos. apenas o primeiro se flexiona (pés-de-moleque).pecuniário.vulpino.ebúrneo. compostos cujo segundo elemento já está no plural não variam (os troca-tintas. Caso represente o verbo guardar.fluvial. não pode variar (guardas-noturnos. os pisa-mansinho. os ganha-pouco. bananas-maçã) nenhum dos elementos vai para o plural se formado por verbos de sentidos opostos e frases substantivas (os leva-e-traz. guerra . austral.onírico.níveo. normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas por alagoano). memória . os bota-fora.sacarino.argênteo. guarda-chuvas). semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo. neve .• • • • • • com elementos ligados por preposição. argírico. os espirra-canivetes).rupestre. homem . sonho . ebóreo.aquilino.gástrico.cefálico.mnemônico.fabril. cinza . pedra .cinéreo.meridional. estômago .monetário. lebre . argentino. potâmico. cabeça . os louva-a-Deus. fábrica . astro .bélico. inverno . grã-cruzes. lobo .leporino. com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). só variará o primeiro elemento nos compostos formados por dois substantivos. Adjetivo: É a palavra variável que restringe a significação do substantivo. cobra .hibernal. açúcar .pluvial. rocha . os salta-pocinhas. nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita. rio . chumbo .pétreo.anular. sul .lupino.lacustre.colubrino. fígado . os bota-abaixo. raposa . lago . prata . indicando tipo. • São adjetivos eruditos: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • .plúmbeo. dinheiro . são invariáveis os elementos grão. bexiga . marfim . fogo . moeda . locuções adjetivas: expressões formadas por preposição e substantivo e com significado equivalente a adjetivos (anel de prata = anel argênteo / andar de cima = andar superior / estar com fome = estar faminto). numismático. indicando qualidades e características deste.ígneo.episcopal. bel-prazeres). referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões. anel . os diz-que-me-diz).viril. ofídico.vesical. se fizer referência a pessoa varia por ser substantivo. chuva . palavra guarda. bispo . onde o segundo limita o primeiro elemento. • adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica.

sacratíssimo.misérrimo. Os adjetivos terminados em -OSO. sábio . -érrimo. os adjetivos apresentam duas formas: comparativo e superlativo. O grau comparativo refere-se a uma mesma qualidade entre dois ou mais seres. além do acréscimo do -S de plural.nigérrimo. os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples. Quanto à variação dos adjetivos.ínfimo. -ílimo). mudam o timbre do primeiro -o.macérrimo. (vestidos cor-de-rosa).amabilíssimo. alto . sagrado . sumo. veloz .amicíssimo.acérrimo. não variam as locuções adjetivas formadas pela expressão cor-de-.sapientíssimo. livre .velocíssimo.vespertino. amigo . duas ou mais qualidades de um mesmo ser. negro . qualidade relacionada. em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos.docílimo. O superlativo pode ser classificado como absoluto. amável . pobre . de superioridade sintético (o maior de/dentre) ou de inferioridade (o menos alto de/dentre). de superioridade: mais alto (do) que (analítico) / maior (do) que (sintético) e de inferioridade: menos alto (do) que. Pode ser analítico (acréscimo de advérbio de intensidade) ou sintético (-íssimo. O grau superlativo exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso. dócil . fiel . são invariáveis cores em que o segundo elemento é um substantivo (blusas azul-turquesa. problemas sócio-econômicos). as cores: azul-celeste e azul-marinho são invariáveis.saníssimo.. bolsas branco-gelo).frigidíssimo. No tocante a número. num processo de metafonia. são . favorável ou desfavoravelmente. frio .crudelíssimo. baixo .• • • tarde . têm como regra geral. Pode ser de superioridade analítico (o mais alto de/dentre). mísero . eles apresentam as seguintes características: O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X honesto[a]).supremo.libérrimo. quando a qualidade não se refere à de outros elementos. humilde . Os adjetivos compostos formam o plural da seguinte forma: • • • • • . vidro . em função de sua terminação (agradável X agradáveis). doce .. Pode ser de igualdade: tão alto quanto (como / quão).vítreo. cruel . hialino. à de outros elementos. magro .senil. Já os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza). e sim que tem terminação masculina ou feminina. (muito alto X altíssimo) O superlativo pode ser também relativo. velho. Quanto ao grau.dulcíssimo. flexionar o último elemento em gênero e número (lentes côncavo-convexas.paupérrimo.fidelíssimo. São superlativos absolutos sintéticos eruditos da língua portuguesa: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • acre . Quanto ao gênero. velhice .humílimo. não se diz que um adjetivo é masculino ou feminino.

no-lo. quando associados a verbos terminados em r. A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome. Pronome pessoal: Indicam uma das três pessoas do discurso. enquanto lhe e lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas). se eles.aquele que fala. Podem também representar. Apesar de serem usadas pouco. podendo variar em função do contexto frasal. vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no gerúndio. a língua portuguesa apresenta três pessoas: 1ª pessoa . vocês (provenientes da redução de Vossa Mercê). Senhora e Senhorita. 3ª pessoa . referente. de complemento. a. número e pessoa que substitui ou acompanha um substantivo. Os pronomes átonos o. Quanto ao emprego. receptor. as formas oblíquas o. conosco e convosco. uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor secretária. conosco vós. a. deixar. consigo Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem na frase. se a terminação verbal for em ditongo nasal. Os pronomes o/a (s). emissor. enquanto os oblíquos. a preposição com já é parte integrante do pronome. contigo ele. o pronome substantivo é aquele que substitui um substantivo. função de sujeito. se nos vos Tônicos mim. ela primeira nós plural segunda vós terceira eles. determinando-o. a concordância é feita com a 3ª pessoa. elas me te o.aquele com quem se fala. (Ele prestou socorro). Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. 2ª pessoa . quando na 3ª pessoa. substituindo um substantivo. convosco os. Assim. as completam verbos que não vêm regidos de preposição. si. as. (Aquele rapaz é belo). mandar. entretanto. a. A seguir um quadro com todas as formas do pronome pessoal: Pronomes pessoais Pronomes oblíquos Número Pessoa Pronomes retos Átonos primeira eu singular segunda tu terceira ele. Senhor. ela. lho e flexões resultam da fusão de dois objetos. consigo nós. Os pronomes pessoais são sempre substantivos. te. se. s ou z e viram no(a/s). Em comigo. Os pronomes pessoais retos desempenham. lhe. ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei-as . Também são considerados pronomes de tratamento as formas você. me. junto ao verbo fazer. geralmente. São empregados como referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa). elas. Quanto às pessoas do discurso. Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo. comigo ti. contigo. ela mesma agendava os compromissos do chefe). os.aquele de que ou de quem se fala. normalmente. nos. vo-lo. lhes. indicando-o como pessoa do discurso. si. os e as viram lo(a/s).Pronome: É palavra variável em gênero. Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim). to. as formas mo. representando-o.

mesmos. condoer-se. Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito. Quanto ao emprego. é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós). ufanarse. para desfazê-la. indicando localização temporal . os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como oblíquos. As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. vangloriar-se. deve-se preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa . predicativo do sujeito ou vocativo. se. apiedar-se. Já nas expressões do tipo "Seu João". semelhante. aquilo. sua(s). isso. vem antes do nome a que se refere. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição. São: este (a/s).este (presente). próprios. Pronome demonstrativo: Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso. Concordam em gênero e número com a coisa possuída. minha(s) nosso(a/s). Quando precedidos de preposição. tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome demonstrativo. deve-se saber que não se pode contrair as preposições de e em com pronomes que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar. Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha com essa). quando fizermos referência a ela. São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas: 1ª pessoa: meu(s). tu. Senhor Jesus). Já conosco e convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores (todos. normalmente. próprio. isto.este (aqui). A forma você. uso dêitico. enquanto se. aquele (a/s). nos. Isto. quando nos dirigirmos diretamente à pessoa e de Sua. Os pronomes acompanhados de só ou todos.podem ter valor reflexivo e recíproco. queixar-se. pelo S. situando-o no tempo e/ou no espaço. O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambigüidade. te. tua(s) vosso(a/s). exceto se funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (Isto é para eu fazer ≠ para mim fazer). Quanto ao emprego. os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: • • uso dêitico. vir depois do substantivo que determina. Os pronomes me. Pronome possessivo: Fazem referência às pessoas do discurso. esse (passado próximo) e aquele (passado remoto ou bastante vago). pode até alterar o sentido da frase. atualmente. Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa. 2ª pessoa: teu(s). levando o verbo para a 3ª pessoa. indicando localização no espaço . tanto no singular quanto no plural. nos. assumem forma reta e podem funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles). pode também indicar aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos). podendo. seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de Senhor. também. esse (a/s). Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os olhos). Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes. vos . ou seguido de numeral.chorando). este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó. Troca-se na abreviatura o V. Neste último caso. esse (aí) e aquele (lá). apresentando-as como possuidoras de algo. isso e aquilo são invariáveis e se empregam exclusivamente como substitutos de substantivos. enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se. numeral ou oração adjetiva). desistiu ≠ Vi as bolsas dele bem aqui). vos podem ter valor reflexivo. 3ª pessoa: seu(s).casa de quem?). . sua(s) seu(s). As formas mesmo. outros.

merece atenção sua identificação. representando pessoas. quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a "aquele". os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira e segunda ocorrências. mesmo e próprio são demonstrativos. assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum resolverá o problema). os. pouco (a/s). um (a/s). passam a ser adjetivos. além de o qual (a/s). nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser acompanhado de artigo. dependendo do contexto frasal (Ele estava com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite). após o substantivo a que se refere. podem apresentar valor intensificador ou depreciativo. como referência a termos já citados. muito (a/s). a. qual. Os pronome nomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: mento. se vierem depois do nome a que estiverem se referindo. tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a). quando significarem "idêntico".este (novo enunciado) e esse (retoma informação). alguns pronomes indefinidos. ninguém. em com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no que estava vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à de branco). como relativo. as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s). se estiver determinando algum substantivo. "idêntico" (O problema ainda não foi resolvido. respectivamente. Quanto ao emprego. vários (a). coisas e lugares. Em função da quantidade de pronomes indefinidos.invariáveis. armamentomes relativos são: que. em apostos distributivos (O médico e a enfermeira estavam calados: aquele amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado). Alguns também podem dar idéia de conjunto ou quantidade indeterminada. ela entrou triunfante . algo. quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro.• • • • • • • • uso anafórico. nada. todo (a/s). qualquer (s). nenhures. unindo-se a Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar para: • • • • . (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores vários) bastante pode vir como adjetivo também. em referência ao que já foi ou será dito . algum (a/s). certo (a/s). quais. Os relativos são chamados relativos indefinidos quando são empregados sem antecedente expresso (Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde). este (a) ou aquele (a) e semelhante. quanto refere-se ao antecedente tudo ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava) quem será precedido de preposição se estiver relacionado a pessoas ou seres personificados expressos. adjetiva. cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu conseqüente. lugares. algures. cujo (a/s) e quanto (a/s). "igual" ou "exato". Pronome relativo: Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente. cada. outrem. pessoas. alguém. tudo. Pronome indefinido: Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago. se precedidos de artigo. Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas séries). de. cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma). impreciso ou genérico. lugares: onde. outro (a/s). São pronomes indefinidos de: • • • pessoas: quem. isto (Leve o que lhe pertence). quem e onde . tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por semelhante causa). alhures.nisso = advérbio). pode ocorrer a contração das preposições a. não vindo precedido de preposição. observa-se que os relativos são usados quando: • • • • • o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o (a/s) (O Brasil divide-se entre os que lêem ou não). quanto (a/s). o. nenhum (a/s). coisas: que. algum.

tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito). O modo imperativo só tem um tempo. Pronome interrogativo: São os pronomes indefinidos que. quanto usados na formulação de uma pergunta direta ou indireta.nós cantaríamos). Quanto ao tempo verbal. Entre os verbos irregulares. Nesses casos. Em função da vogal temática. presente ou futuro). pessoa gramatical: 1ª.• • • • • ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim). De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas. certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. abundantes . qual.eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical . pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje). As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir . o pronome nada. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais. acendido/aceso . sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda ≠ Toda a cidade parou para ver a banda). apiedar-se. Mais freqüente no particípio. cada um etc. seja ação. eles apresentam os seguintes valores: • • presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou). tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito. existem algumas locuções pronominais indefinidas . o que quer. todo com valor indefinido antecede o substantivo. unipessoais (vozes ou ruídos de animais. 2ª ou 3ª. gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. formas rizotônicas (tonicidade no radical . auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. o particípio tem valor e forma de adjetivo. subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem. estado ou fenômeno da natureza. Verbo: É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo. seja quem for.ouço/ouve. podem-se criar três paradigmas verbais. número: singular ou plural. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. temos: • • • • • As três formas nominais do verbo (infinitivo. estar . só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos. pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje).estou/estão). já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado. advertência ou pedido). destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades.). Os verbos apresentam três conjugações. queixar-se etc. irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. obtém-se a seguinte classificação: • • regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação.apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. o pronome não tem função sintática (suicidar-se. • defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas. modo: indicativo (certeza de um fato ou estado). • • • • Quanto à flexão verbal. colocado junto a verbos ou adjetivos. Infinitivo é antes substantivo. devendo-se usar o particípio regular com ter e haver. colocado junto a verbos ou adjetivos. passiva e reflexiva. duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala.no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). tempo ou modo (falir . quem. o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa". voz: ativa. o presente.quem quer que. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir. Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais. enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime. presente do subjuntivo: indica um fato provável. . Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi tudo?). o pronome nada.

) + DNP. dito principal. pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP. pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável. futuro do subjuntivo: indica um fato provável. sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-queperfeito nas formas compostas.) + Desinência número pessoal (DNP). futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP.) ou A (2ª e 3ª conj. mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado. futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada. futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado). Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto . pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado). imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S. as demais também vêm do presente do subjuntivo). São derivados do infinitivo impessoal: futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP. pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado. infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES . presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj. futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura. futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado). particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação). duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado. duvidoso. • São derivados do pretérito perfeito do indicativo: • • • • • • • • • Quanto à formação. infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado). mas ligado a um momento passado. situado num momento ou época futura. futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP. -EM) gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO. -MOS. elas são formadas da seguinte maneira: • • O modo subjuntivo apresenta três pretéritos.) ou IA (2ª e 3ª conj. Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio. Quanto à formação dos tempos. os tempos compostos são formados da seguinte maneira: • • • • pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado]. pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado).2ª pessoa. gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado). hipotético. mas passeemos). os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados: São derivados do presente do indicativo: • • pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.• • • • • • • pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado. futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado). situado num momento futuro. hipotético. pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado). os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar. No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira: • • • Quanto às formas nominais. -DES. No modo Indicativo.

retorquir.. erigir. (= • • • • • • • • • • • • • • • • . odiar) Compelir (alternância vocálica e/i) . • Abolir (defectivo) .agrido. averiguaste. argúem . averigua (ú). seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação. concluir.. aprouvemos. exceto os seguintes verbos: mediar..presente do indicativo . aguou. agride. apraz. atribuis.pretérito perfeito indicativo .arguo (ú).atribuí. instruir. . argüimos.creio..presente do indicativo .adiro. crêem ..cria.. aprouve. excluir. críamos. agridem (= prevenir. faliste.só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo Aderir (alternância vocálica e/i) . compila. como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho ... averigúe. cerzir.cri. cearam (= verbos terminados em -ear: falsear.pretérito perfeito do indicativo .. compeliste..presente do indicativo . usufruir) Averiguar (alternância vocálica o/u) . coaste.averigüei. ceiam . cria. A voz passiva pode ser analítica ou sintética: • • • Na transformação da voz ativa na passiva.verbo auxiliar + particípio do verbo principal. atribuem pretérito perfeito .. cair.imperfeito indicativo .pretérito perfeito indicativo . crias.presente do indicativo .presente do subjuntivo . (= verbos em -iar .. digerir. urgir) Agredir (alternância vocálica e/i) .pretérito perfeito . argüis. constrói (ou construi). destituir. (= apaziguar) Cear (irregular) .. ceou. compeles. engolir. (= afligir. A seguir temos uma lista. perdoar) / Comerciar (regular) . creste.compilo. crê. falis . refulgir. variável em função da pessoa do verbo). águas. minguar) Aprazer (irregular) .. compilas.com u (= bulir..aprazo. Compilar (regular) . atribuís.falimos. averiguam (ú) . ceias.. Construir (irregular e abundante) ... creu. restringir.. aprazes.compilei..construí.presente do indicativo .comerciei.presente do indicativo . averiguamos. construíste.acudo.argüi. agrides. consumir. argúi. divergir.pretérito perfeito .) Coar (irregular) . coamos. Crer (irregular) . reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal.ajo.presente do indicativo . aprouveram Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) . atribuíste.ceei. atrais.. construímos. transigir.não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo.. por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. construís. atribuiu. remediar. ceaste. / pretérito perfeito do indicativo . atraíste. incendiar. averiguas (ú).. aguamos. . comercias. regredir. colorir.As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal). aguaste. compilaste. enxaguar. aprouveste. exaurir.presente do indicativo . (= abstrair. passear. delinqüir.aprouve. . / pretérito perfeito . urgir) Acudir (alternância vocálica o/u) . agredimos.alguns apresentam pronúncia aberta: estréio.presente do indicativo .agüei. e pretérito perfeito do indicativo ..averigúe. distrair. creram . aprouvestes.. os verbos apresentam a voz: • • ativa: sujeito é agente da ação verbal.. emergir. aguastes. críeis.atraí. constroem (ou construem) . haurir. cremos. Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação..presente do indicativo . côa. (com trema) Atrair (irregular) .. acodes. diferir.presente do indicativo . ansiar. coam ...pretérito perfeito indicativo . espargir. credes.. coou..averiguo (ú).pretérito perfeito coei. agredis. a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes).atribuo...presente do indicativo . (= abençoar. adere. argüiste. fugir) / Adequar (defectivo) .côo. cuspir. . coagir. progredir..presente do indicativo comercio. côas. coais. aguaram (= desaguar.construo. ceamos.presente do indicativo . (= banir..fali. sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora).pretérito perfeito indicativo . ceamos.O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas . averiguais..presente do indicativo . cremos.compilo..pretérito perfeito indicativo .Quanto às vozes. sair. magoar.. . averigúes. constróis (ou construis). atribui..pretérito perfeito .presente do indicativo . carpir. demolir. crês..presente do indicativo . ceastes. analítica: .. despir.pretérito perfeito indicativo . ceais.. atribuímos. argúis. transgredir) / Aguar (regular) .compeli. . possuir. fulgir. ages.presente do indicativo . ferir..ceio. sugerir) Agir (acomodação gráfica g/j) .águo. crestes. fremir. criam Falir (defectivo) .. ceia.atraio. descomedir-se. estréia. (= afluir. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo. (= advertir. passiva: sujeito é paciente da ação verbal. subtrair) Atribuir (irregular) .

freges.vá. couberdes.presente do indicativo . presente do indicativo: dou.... mobiliais. provêem .. foragir-se. demos. vais. pretérito perfeito do indicativo: coube.. polimos. cabe.. disseras. precaveis-vos pretérito perfeito indicativo . pedem . remir.mobiliei. couberam.pulo. vales.. disse.. coubésseis.. vás.pretérito perfeito indicativo . dissestes. renhir) Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) . coubesses..presente do indicativo .pretérito perfeito indicativo . deras. digais. presente do indicativo: digo. fregem .presente do indicativo . mobília. coubessem. sendo regular) Rir (irregular) . expedir. .pretérito perfeito indicativo fui. poliste.presente do indicativo . pede. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera. reaveis . reouve. proveu.pretérito perfeito indicativo . (derivado do querer.. pedes. precaver-se presente do indicativo: caibo. pediste. coubestes. . (verbo derivado do haver. presente do subjuntivo: caiba.presente do indicativo . mobiliamos. (= sorrir) Saudar (alternância vocálica) .. caibamos.obstei. vão Jazer (irregular) .jazi.. requereste. Requerer (irregular) . valeu..mobílio.presente do indicativo provejo. dês.requeiro. ri.remi.suo... valeste. futuro do subjuntivo: couber. provemos. rides.poli.. disséreis.pretérito perfeito indicativo . remiste.vali. proveste. pretérito perfeito do indicativo: disse.obsto. dermos.. coubera. presente do subjuntivo: diga.pretérito perfeito indicativo . dignar-se..presente do indicativo .. disseste. obstas. diz. desse.ri. couber. dêem. desses. .presente do indicativo . dás. caibas.presente do indicativo ... vale.peço. sua. dão. situar) Valer (irregular) . polis.provi. coubeste. combalir. derdes. caiba. continuar.frijo. dizem. provês. vão . pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse..presente subjuntivo . couberem. deram. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera. saúdas..rio. déramos. couberes.suei. destes. coubéreis. désseis.pretérito perfeito indicativo . pule. / Reaver (defectivo) . cabem.remimos. déreis. mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v) Remir (defectivo) . demos. remis . coube. caibais... pulem . requereu. pedimos.. déssemos. rimos. der. digamos. digas. / Obstar (regular) . presente do subjuntivo: dê. futuro do subjuntivo: der.saúdo.jazo.pretérito perfeito indicativo requeri.pretérito perfeito indicativo .valho.presente do indicativo . provedes. coubemos.precavi-me.. derem.. caibam. cabeis. disseram. vai. Ir (irregular) . reouveste. dê. . dais.... pretérito imperfeito do subjuntivo: desse.pedi. jazeu. couberam. individuar.. dera. . medir) / Polir (alternância vocálica e/i) presente do indicativo .. mobíliam .. pedis. saudaste. suas. dissera.• • • • • • • • • • • • aguerrir. provê. ides.pretérito perfeito indicativo . dessem. frigis.presente do indicativo . jazeste. habituar.pretérito perfeito indicativo . obstaste. precaveste-te.vou. deu. recuar. Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares: • Caber • • • • • • Dar • • • • • • Dizer • • • • .. coubermos. Pronominais: Apiedar-se. deste. vades. dizeis..presente do indicativo . Pedir (irregular) . coubéramos. digam.presente do indicativo . coubéssemos.saudei. frigiste. (= atuar. vamos. dá. mobiliaste. . coubesse. persignar-se. dizemos. pretérito perfeito do indicativo: dei. diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados. diga. foste. cabemos. pules. vá. riem ...pretérito perfeito indicativo . deram. frigimos. couberas.. suaste. / Prover (irregular) . deis. riste. cabes.frigi. Precaver-se (defectivo e pronominal) .pretérito perfeito indicativo . Suar (regular) . frege.presente do indicativo .presente do indicativo . sou. disséramos..pretérito perfeito indicativo . (= despedir. Mobiliar (irregular) . requeres. damos. deres.. jazes.. .reavemos..pretérito perfeito indicativo . dissemos.precavemo-nos. rir. vamos. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera. mobílias. dizes.reouve.

disserem. puderam. estiveram. pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse.. maldizer. ides. estamos. pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse. fizesse. vamos. disseres. pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse. Haver • • • • • • Ir • • • • • • • Poder • • • • • • presente do indicativo: posso. dirá. pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse. contradizer. havemos. fizésseis. faça. fosses. liquefazer e satisfazer. vais. pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito. pudéramos. estivessem. fizéssemos. possam. houveram. estivéssemos. estejamos. estiveras. houvésseis. puderem. fôramos. vão. ias. puderes. condizer. fostes. iam. estão. puderas. fizestes. fizeram. fôreis. pudermos. dissesse. estiveres. dissermos. fizemos. estiveram. foram. está. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora. pretérito perfeito do indicativo: pude. estivermos. haveis. presente do indicativo: vou. fazes. hajais. houveste. houveram. possa. hajam. estejam. pudeste. estiver. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito. fôsseis. podemos. foi. . diria. fizermos. fazeis. estivéramos. estivésseis. façamos. hás. fizéreis. fomos. Estar • • • • • • Fazer • • • • • • presente do indicativo: faço. vai. pretérito perfeito do indicativo: fui. presente do subjuntivo: haja. pudessem. pretérito perfeito do indicativo: estive. pudera. houvéramos. houve. fora. hão. pudéssemos. vades. fizeres. estivesse. desdizer. presente do subjuntivo: faça. futuro do presente: direi. futuro do subjuntivo: estiver. disser. houvestes. possas. pretérito imperfeito do indicativo: ia. futuro do subjuntivo: for. ia. for. foras. houvéreis. futuro do subjuntivo: puder. futuro do subjuntivo: fizer. esteja. fizerem. estejas. estiverem. houvemos. dissessem. houverem. disserdes. faz. puderam. fazemos. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera. há. possamos. pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse. vão. estás. presente do indicativo: hei. houveres. desfeito. pudesse. fizeste. fossem. futuro do subjuntivo: disser. fizessem. fez. dirias. liquefeito. houvessem. esteve. houvéssemos. etc. pode. contradito. estais. íeis. pudestes. hajas. houvermos. houvesse. fizeras. presente do subjuntivo: possa. fizeram. dissésseis. dirás. etc. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera. pôde. pretérito perfeito do indicativo: fiz. futuro do pretérito: diria. haja. pudemos. vás. hajamos. faças. estivemos.. presente do subjuntivo: vá. podem. houveras. foste. etc. predizer. formos. façam. Seguem esse modelo os derivados bendizer. disséssemos. estivesses. vamos. Seguem esse modelo desfazer. satisfeito. puderdes. fôssemos. houvera. fosse. houverdes. presente do subjuntivo: esteja. foram. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera. fordes. houver. podeis. estivestes. vá. fizesses. fizéramos. estivera.• • • • disseram. estiverdes. íamos. façais. pretérito perfeito do indicativo: houve. pudésseis. fores. possais. presente do indicativo: estou. houvesses. bendito. fizera. estiveste. estejais. fizer. futuro do subjuntivo: houver. dissesses. podes. estivéreis. forem. puder. etc. pudéreis. pudesses. fizerdes. fazem.

presente do subjuntivo: ponha. quisestes. soubeste. decompor. puséssemos. quisésseis. quiseste. opor. tivéreis. reter. presente do subjuntivo: tenha. saibamos. futuro do subjuntivo: souber. traga. fôreis. pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse. tiveras. és. tínhamos. tenhas. quiseram. . soubera. pusesse. tiverdes. manter. tendes. Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor. quiseres. quiséssemos. tenhais. soubemos. quiserdes. tenham. interpor. pressupor. tiveram. puseram. tragas. presente do indicativo: quero. pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse. éramos. puseste. soubéssemos. quisesse. queiram. pretérito perfeito do indicativo: quis. fosse. puserem. sabes. ponha. sabeis. tinhas. trouxestes. pospor. trouxeram. pretérito perfeito do indicativo: tive. transpor são alguns deles. traz. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora. tiver. pusera. quereis. pretérito imperfeito do indicativo: tinha. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera. quisera. dispor. pretérito imperfeito do indicativo: punha. trazeis. puseras. pusermos. tiveres. sejamos. punham. futuro do subjuntivo: quiser. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera. soubéreis. soubestes. soubésseis. tivemos. sejais. presente do indicativo: sei. soube. descompor. pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse. são. depor. saibam. expor. pões. tinha. eram. puséreis. temos. quisessem. sabe. pretérito perfeito do indicativo: soube. quisesses. sabem. quiserem. quiséreis. tivéramos. queremos. pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse. puserdes. pretérito perfeito do indicativo: fui. seja. foram. fora. tivesses. forem. foi. souberdes. tiveste. pusessem. queiramos. tinham. tem. púnhamos. presente do indicativo: tenho. tivestes. trouxeste. tragais. puser. souber. tivésseis. presente do subjuntivo: saiba. quisemos. indispor. tiverem. pôs. queira. saiba. tenha. presente do subjuntivo: traga. ponhais. ponham. eras. saibais. sobrepor. sois. tivermos. tivera. entreter. trazem. fosses. quiseram. éreis. conter. púnheis. soubéramos. põe. soubesses. têm. futuro do subjuntivo: tiver. trazes. foste. quis. futuro do subjuntivo: for. souberam. saibas. pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse. for. fordes.Pôr • • • • • • • presente do indicativo: ponho. teve. contrapor. Querer • • • • • • Saber • • • • • • Ser • • • • • • • Ter • • • • • • • Trazer • • • presente do indicativo: trago. soubessem. pomos. põem. é. souberes. puseres. pretérito imperfeito do indicativo: era. Seguem esse modelo os verbos ater. quiséramos. foram. sejam. somos. tenhamos. quer. pondes. souberem. fostes. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera. deter. soubesse. queiras. presente do indicativo: sou. ponhas. As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós). souberas. puséramos. presente do subjuntivo: queira. queirais. puseram. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera. futuro do subjuntivo: puser. compor. fores. sabemos. tivessem. quiseras. fomos. punhas. foras. pretérito perfeito do indicativo: trouxe. recompor. pusesses. fossem. presente do subjuntivo: seja. pusésseis. pusestes. tínheis. trouxe. punha. tiveram. trouxemos. predispor. era. trazemos. propor. pretérito perfeito do indicativo: pus. fôsseis. ponhamos. tragam. queres. souberam. querem. formos. quiser. quisermos. supor. soubermos. fôssemos. tens. tivesse. tivéssemos. tragamos. fôramos. pusemos. impor. repor. sejas.

trouxéreis. etc.o. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira. o/os ônibus). vê. convir. trarás. as . futuro do subjuntivo: vier. futuro do presente: trarei. quando o infinitivo possui valor de imperativo . Os artigos podem ser classificado em: • • definido . vinham. trouxesses. venhas.um ser claramente determinado entre outros da mesma espécie. visse. Usa-se o impessoal: • • • • sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala. Usa-se o pessoal: • • • Artigo Precede o substantivo para determiná-lo. futuro do subjuntivo: trouxer. vindes. venhamos. víreis.um ser qualquer entre outros de mesma espécie. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera. comporta-se como um verbo regular da segunda conjugação. vinha. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase. Assim. serve para assinalar gênero e número (o/a colega. uma. veio. viera. quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar. vieram. Seguem esse modelo os verbos advir. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados. trará. vistes. dependendo do contexto. uns. viéramos. vínheis. viéssemos. vemos. viesses. os. desavir-se. viésseis. vedes. viste. Podem aparecer combinados com preposições (numa. virmos. pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse. vinhas. trouxerem. víramos. qualquer expressão ou frase fica substantivada se for determinada por artigo (O 'conhece-te a ti mesmo' é conselho sábio). a. intervir. trouxeres. pretérito perfeito do indicativo: vim. não relacionado a nenhuma pessoa. trouxessem. vieras. pretérito imperfeito do indicativo: vinha. provir. venha. nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação. viu. particípio e gerúndio: vindo. trouxéramos. viéreis. vieste. entrever. vejam. quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): . viestes. se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira. vejas. futuro do subjuntivo: vir. vejamos. trouxeras.• • • • • Ver • • • • • • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera. vês. trouxésseis. vierdes. Seguem esse modelo os derivados antever. vires. indefinido . vieres. sobrevir. Vir • • • • • • • • presente do indicativo: venho. futuro do pretérito: traria. à. trouxermos. vieram. víssemos. pretérito imperfeito do subjuntivo: visse. mantendo com ele relação de concordância. viemos. vissem. vem.Escutei baterem à porta. vimos. rever. viesse. vens. veja. virdes. etc. vísseis. O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas. vir. nos demais tempos. trouxera. O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido. o pessoal refere-se às pessoas do discurso. entre outros). vínhamos. trouxéssemos. viessem. . presente do indicativo: vejo. trarias. virem. vier. umas . trouxesse. presente do subjuntivo: venha. traria.. viras. quando. por meio de flexão. trouxeram. pretérito perfeito do indicativo: vi. vêm. vira. viram. vêem. Em certos casos. do. trouxer. viermos.. prever. venhais. visses. vierem. venham. trouxerdes. vejais.Ele respondeu: "Marchar!" quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui.um. viram. vimos. presente do subjuntivo: veja. pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse.

os outros podem ir ≠ Uns estavam atentos. Roma. SP e SE. duplo. em sentido determinado. além das formas abreviadas frei. SC. todas as outras representações de .. ainda há os numerais coletivos (dúzia. segundo. usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros. múltiplo ou fração. Além desses. significando a primeira hora. Quanto ao valor. outros conversavam). [Ele foi o primeiro jogador a chegar. emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar / toda a cidade ≠ toda cidade). não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais. por isso é geralmente usado antes de apelidos. antes de nomes próprios personativos. Sergipe. "Todos" exige artigo a não ser que seja substituído por outro determinante (todos os familiares / todos estes familiares). terço). 3). saber a (= ter gosto a) e similares (cheirar a jasmim / isto sabe a vinho). 2. excetuam-se AL. o emprego é facultativo (era perto de / da uma hora). Os Homeros). são. • • • • • • • • • • • • • • • • • Numeral: Numeral é a palavra que indica quantidade. número de ordem. não se repete artigo: a) quando há sinonímia indicada pela explicativa ou (a botânica ou fitologia) / b) quando adjetivos qualificam o mesmo substantivo (a clara. geralmente dispensado depois de cheirar a.. par). mas se o pronome for substantivo. Classifica-se como cardinal (1. moradia). na expressão uma hora. os fracionários têm como forma própria meio. respectivos. metade e terço. bem como se o artigo introduzir sujeito (li em Os Lusíadas / Está na hora de a onça beber água). diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo. terão valor substantivo. penúltimo. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo. omite-se o artigo definido antes de nomes de parentesco precedidos de possessivo (A moça deixou a casa a sua tia). não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões. expressões com palavras repetidas repelem artigo (gota a gota / face a face). Os antropônimos são determinados pelo artigo se usados no plural (os Maias. dispensa-o (Fiquem dois aqui. os numerais podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. Madame) e sóror ou sóror. é obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos (ambos os dois) e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges). ordinal (primeiro. revistas e obras literárias. expressões de origem estrangeira (Lord. não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos. MT. à uma hora (como qualquer expressão adverbial feminina). PE. persuasiva e discreta exposição dos fatos nos abalou). não se usa artigo diante das palavras casa (= lar. outro. metade. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres. é precedido de artigo. terão valor adjetivo. Quanto ao emprego: • • os ordinais como último. O seu uso denota familiaridade. antepenúltimo. multiplicativo (dobro. MG. Nesse sentido. repete-se artigo: a) nas oposições entre pessoas e coisas (o rico e o pobre) / b) na qualificação antonímica do mesmo substantivo (o bom e o mau ladrão) / c) na distinção de gênero e número (o patrão e os operários / o genro e a nora). a não ser que venham modificados por adjetivo. convém omitir o uso do artigo em provérbios e máximas para manter o sentido generalizante (Tempo é dinheiro / Dedico esse poema a homem ou a mulher?). Sir. locução adjetiva ou oração adjetiva (Aracaju. torna-se obrigatório (os [seus] planos foram descobertos. caso contrário. diante do possessivo (função de adjetivo) o uso é facultativo.Quanto ao emprego do artigo: • não é obrigatório seu uso diante da maioria dos substantivos. não possuem cardinais correspondentes. GO. depois de todo. terceiro). triplo). mas os meus ainda estão em segredo). não se deve utilizar artigo. dom. Atenas). Como não se usa artigo nas denominações geográficas formadas por nomes ou adjetivos. (valor substantivo)]. fracionário (meio. terra (= chão firme) e palácio a menos que essas palavras sejam especificadas (venho de casa / venho da casa paterna). (valor adjetivo) / Ele será o primeiro desta vez. Curitiba. Se for indicar hora exata. podendo ser substituído por outra palavra determinante ou nem usado (o rapaz ≠ este rapaz / Lera numa revista que mulher fica mais gripada que homem).

de cor. talvez.tão + advérbio + quanto superioridade . quinze avos).• divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto.mais + advérbio + (do) que inferioridade . quando. à vontade. ali. lá. são classificadas como advérbios interrogativos (queria saber onde todos dormirão / quando se realizou o concurso). acima. realmente. tão. como. alhures. quanto (classificação variável) e quando (de tempo). tampouco. varia em gênero e número: • variam em gênero: Cardinais: um. um: numeral ou artigo? Nestes casos. dúvida: quiçá. de vez em quando. apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis. se empregados com antecedente em orações adjetivas são advérbios relativos (estava naquela rua onde passavam os ônibus / ele chegou na hora quando ela ia falar / não sei o modo como ele foi tratado aqui). Denota em si mesma uma circunstância que determina sua classificação: • • • • • • • lugar: longe. frente a frente. provavelmente. Quanto ao grau. de maneira alguma. tempo: breve. Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida. quando substantivos. os fracionários. em breve. porque (de causa). cedo. atrás. bastante. porventura. demais. pior. com sufixo -mente. utiliza-se na leitura ordinal até décimo. junto. do adjetivo e do próprio advérbio (intensidade para essas duas classes). a partir daí usam-se os cardinais. Papa Paulo II . mais. a distinção é feita pelo contexto. será obrigatório o ordinal (XX Bienal . quando expressam uma idéia adjetiva em relação ao substantivo. vão para o plural se terminarem por som vocálico (Tirei dois dez e três quatros). Onde.quarta). à frente.vigésima. intensidade: muito. imediatamente. 14 apresenta duas formas por extenso catorze e quatorze. modo: bem. agora. devagar. dependendo do cardinal que os antecede.à direita. IV Semana de Cultura . mal. com efeito. também. melhor. pouco. décimo.menos + advérbio + (do) que Superlativo: . em mão (em vez de "em mãos") etc. • • • • zero e ambos(as) também são numerais cardinais. Quanto à flexão. possivelmente.segundo). designando séculos. As locuções adverbiais são geralmente constituídas de preposição + substantivo . como (de modo). por acaso. Advérbio: É a palavra que modifica o sentido do verbo (maioria). papas e capítulos. quão. de repente. certamente. reis. todos os ordinais. absolutamente. os multiplicativos. todos os ordinais. de manhã. efetivamente. alguns numerais coletivos: grosa (doze dúzias). (Luís XIV . dois e os duzentos a novecentos. já. deveras. o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo. quando têm função adjetiva. meio. negação: não. milésimo. Se o numeral vier antes do substantivo. qual nada. São classificadas. ainda. outrora. em vão. sesquicentenário (150 anos). lustro (período de cinco anos). a maioria dos adv. em função da circunstância que expressam. os multiplicativos e fracionários.quatorze. Comparativo: igualdade . usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas. • variam em número: Cardinais terminados em -ão. As palavras onde (de lugar). portanto não existe "algumas milhares de pessoas" e sim alguns milhares de pessoas. a forma milhar é masculina. afirmação: sim. Os cardinais.

(Ele está mais bem informado do que eu). devido a. cedo). Melhor e pior podem corresponder a mais bem / mal (adv. trás. São antepostos aos dependentes (objeto indireto. de acordo com. contra. Observa-se que a última palavra da locução prepositiva é sempre uma preposição. defronte a. exceto eu. agora. sequer. após. Nesses casos. por causa de) etc. alhures e nenhures. explicação: isto é. visto (= devido a. até. acidentais (palavras de outras classes que podem exercer função de preposição): afora. cerca de. Classificam-se em função da idéia que expressam: • • • • • • • • • • • • adição: ainda. é porque etc. inclusão: até. somente. perto de. só. apenas etc. a par de. cá. sob. ainda. apenas etc. acerca de. junto de. sobre. com. exclusão: apesar. durante. adjuntos e orações subordinadas). além disso. quatro). por exemplo. as preposições podem ser usadas em: • • combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos). Quanto ao emprego. A repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo (saiu cedo. em outro e em nenhum lugar. consoante. retificação: aliás. salvo. em. afastamento: embora (Foi embora daqui). unicamente. o advérbio recebe sufixo diminutivo. vieram). de. por volta de etc. otimamente e pessimamente são superlativos absolutos sintéticos de bem e mal. contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela).) ou a mais bom / mau (adjetivo). exceto. o advérbio assume valor superlativo absoluto sintético (cedinho / pertinho). senão. Bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. (É quase 1h a pé). além de. infelizmente (Ainda bem que passei de ano). afetividade: ainda bem. ante. respectivamente. (Apenas um me respondeu / Só ele veio à festa). (Afinal. uns. felizmente. salvo. (Somos três. a saber etc. (Falei sobre ti/Todos. afinal etc. lá por. bem. não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. ele conseguiu a vaga / Vovó dormiu durante a viagem). exclusive. realce: é que. ou melhor. Divide-se em: • • essenciais (maioria das vezes são preposições): a. mas. aproximação: quase. mediante. isto é. na linguagem coloquial. enquanto a última palavra de uma locução adverbial nunca é preposição. conforme (= de acordo com). até água). As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. ou antes etc. não. segundo. em geral. por. muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pronome indefinido (variável determina substantivo). entre. a saber.muito + advérbio. (Vestimo-nos conforme a moda e o tempo / Os heróis tiveram como prêmio aquela taça / Mediante meios escusos. designação: eis (Eis nosso carro novo). se. também. é comum o uso do sufixo só no último (Falou rápida e pausadamente). inclusive etc. substituídos por em algum. em vez de. enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pronomes pessoais. Preposição: É a palavra invariável que liga dois termos entre si. os clássicos). perante. lá. quando os advérbios terminados em -mente estiverem coordenados. (Comeu tudo e ainda queria mais).sintético . quem perguntaria a ele?). situação: então. • • • • As palavras denotativas são séries de palavras que se assemelham ao advérbio. até a. (E você lá sabe essa questão?). (Eu também vou / Falta tudo. estabelecendo relação de subordinação entre o termo regente e o regido. através de. menos ela / Não me descontou sequer um real). desde. A Norma Gramatical Brasileira considera-as apenas como palavras denotativas.abaixo de. somente. per. . ao lado de. apesar de. complemento nominal. mas. senão. exceto. As locuções prepositivas. ou melhor. são formadas de advérbio (ou locução adverbial) + preposição . a fim de. adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho / ele falou claro). para. (Li vários livros. Quanto ao emprego: • • três advérbios pronominais indefinidos de lugar vão caindo em desuso: algures. As preposições essenciais regem pronomes oblíquos tônicos. além disso etc. sem. unicamente. (Todos saíram.advérbio + sufixo (-íssimo) analítico . limitação: só.

ora bolas!.sair com amigos / meio . explicativas (justificação): . variando de acordo com o contexto emocional. oh!. ora. psit! desejo . escolha): ou. quer .ir a Roma. apesar disso. só se usa em locuções adverbiais e prepositivas (por trás.descender de família humilde especialidade .copo de (com) vinho preço . Quanto à diferença entre pronome pessoal oblíquo. oh!. psiu!. Interjeição: São palavras que expressam estados emocionais do falante. pão com farinha posse .coragem!. hem! silêncio ..carro de João oposição . Apresentam cinco tipos: • • • • • aditivas (adição): e. olhe para frente. bem como. 00 origem . ué! impaciência . As conjunções classificam-se em: Coordenativas. Podem expressar: • • • • • • • • • • • alegria .). não obstante. nem. viajei durante as férias modo ou conformidade . saíram logo após. ou . por conseguinte. mas também.fora!.. todavia. pois (depois do verbo). pode funcionar como advérbio (= atrás) (Terminada a festa. Nas frases.. para trás por trás de). conclusivas (conclusão): logo. estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). porém.. Já o artigo antecede o substantivo. ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. As preposições podem estabelecer as seguintes relações: isoladamente..chegar aos gritos. enquanto o pronome oblíquo substitui um substantivo. antes (= pelo contrário).falar sobre política fim ou finalidade . porquanto. mas ainda. bis!.cair sobre o telhado. determinando-o. xô! alívio . ora . trás. porque. exprimem diversas relações: • • • • • • • • • • • • • • • • • autoria .formou-se em Medicina destino ou direção . estar sob a mesa tempo . exclusão. contudo.pois (antes do verbo).hum!. que horror!. mais um! chamamento . ou.vir em socorro. as preposições são palavras vazias de sentido. atenção afugentamento .anel de prata. não diga!. rua!. se bem que algumas contenham uma vaga noção de tempo e lugar. eia! aplauso . como também. cruz credo! Conjunção: É a palavra que liga orações basicamente.• • • não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar). adversativas (adversidade. passa!.música de Caetano lugar . preso por vadiagem assunto . olá!. sendo invariável. . vir para ficar instrumento . avante!. viajar de ônibus matéria . arre! animação .voltar a cavalo.ah!. quer.alô!.bravo!. oba! advertência . tomara! / dor ..puxa!.oxalá!. ui! espanto . viajar em uma hora. oposição): mas.ai!. ferir-se com a faca companhia . aquelas que ligam duas orações independentes (coordenadas).ufa!. preposição e artigo.tremer de frio.nascer a 15 de outubro.Flamengo contra Fluminense conteúdo . votar em branco causa . quieto! São locuções interjetivas: puxa vida!. por isso.escrever a lápis. alternativas (alternância. a preposição após. atualmente.cuidado!. portanto.silêncio!. deve-se observar que a preposição liga dois termos. chi!. que. graças a Deus!.vender a (por) R$ 300.

se. c) alemão. e) Aquela rua é demasiado estreita. salvo se.a fim de que. assim como.interjeição. ao passo que. tão etc.adjetivo. Na oração "Ninguém está perdido se der amor. até que. d) cristão. efeito): que (precedido de tal. uma vez que.. condicionais: se. consecutivas (conseqüência.que. adequação): conforme. A alternativa que apresenta classes de palavras cujos sentidos podem ser modificados pelo advérbio são: a) adjetivo . ele insistiu. à proporção que.".verbo. se bem que. Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas. 6. 3. c) Os mudos falam com as mãos. resultado. b) Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo. e) preposição essencial. b) bênção. para que.interjeição . desde que. EXERCÍCIOS 1. estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). 2.advérbio . 5. sem que (= se não). integrantes . de sorte que. b) conjunção adversativa. quanto mais (+ tanto menos). c) advérbio de condição. desde que. de maneira que. subordinando uma à outra. b) Havia muito bichinho ruim. Marque a frase em que o termo destacado expressa circunstância de causa: a) Quase morri de vergonha. (tanto) quanto. (mais ou menos +) que. c) Presente do indicativo.. como. ainda que. advérbios ou pronomes. mal (= logo que). como. e) interjeição . mesmo que. desde que. enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. d) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo. Palavra que liga orações basicamente. de modo que. conquanto. As conjunções classificam-se em: • • • • • • • • • comparativas: como. Apresentam dez tipos: • causais: porque. de maneira que. conformativas (conformidade. consoante. enquanto.indicadores de intensidade).numeral . caso. b) verbo . "Enquanto punha o motor em movimento. faz plural como "assombrações" a) perdão. b) Agi com calma. .advérbio . por muito que. a palavra grifada pode ser classificada como: a) advérbio de modo. d) conjunção condicional. proporcionais: à medida que. visto que. e) Pretérito imperfeito do indicativo. sem que. c) Fabiano era muito desconfiado.verbo . d) Apesar do fracasso. posto que. concessiva: embora. já que. 4.conjunção. . tanto. a menos que. e) capitão.Subordinativas .verbo. finais .ligam duas orações dependentes. Das palavras abaixo. c) conjunção ." O verbo destacado encontra-se no: a) Presente do subjuntivo. que. logo que. assim que. As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas. d) adjetivo . (tal) qual. temporais: quando. contanto que. Aponte a opção em que muito é pronome indefinido: a) O soldado amarelo falava muito bem. segundo.

9. c) coloro (colorir). b) adequar. exceto: a) saquitel. identifique-o: a) pôr.. c) copiar. e) brigar.. d) chão . e) catalão . 15. 11.os cipós que se emaranhavam.melões c) ermitão . d) marmita.. b) verbo-substantivo-conjunção integrante-verbo-substantivo. Dos verbos abaixo apenas um é regular. 14. a seqüência morfológica é: a) verbo-substantivo-pronome relativo-verbo-substantivo. Indique a frase em que o verbo se encontra na 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo: a) Faça o trabalho.catalões. d) conjunção. c) verbo-substantivo-conjunção coordenativa-verbo-adjetivo.. 10. e) preposição acidental. A flexão do número incorreta é: a) tabelião .d) Fabiano vacilava muito para tomar decisão. 8. e) advérbio.. b) Acabe a lição. A classe de palavras que é empregada para exprimir estados emotivos: a) adjetivo. c) Mande a carta. b) conjunção integrante.tabeliães. e) óvulo. e) fedo (feder). d) reaver. b) melão .". 7 . b) tico-ticos / bem-te-vis / joões-de-barro. Todas as formas abaixo expressam um tamanho menor que o normal. e) dias-a-dia / lufa-lufas / capitães-mor. b) precavo (precaver). . A alternativa que não apresenta erro de flexão verbal no presente do indicativo é: a) reavejo (reaver). e) verbo-advérbio-pronome relativo-verbo-substantivo. b) interjeição.ermitões. c) terças-feiras / mãos-de-obras / guarda-roupas. 12. 13. Em "Tem bocas que murmuram preces. d) frijo (frigir). d) verbo-adjetivo-pronome indefinido-verbo-substantivo. c) preposição. c) radícula. d) arco-íris / portas-bandeiras / sacas-rolhas. d) advérbio interrogativo.. ". A alternativa que possui todos os substantivos corretamente colocados no plural é: a) couve-flores / amores-perfeitos / boas-vidas. e) Muito eficiente era o soldado amarelo. b) grânulo. c) pronome relativo.chãos. A palavra sublinhada é: a) conjunção explicativa." .

conjunção adversativa.(verbo).advérbio. c) O cantar dos pássaros alegra as manhãs . 22. 23.(numeral).conjunção alternativa. 17.álcool.alferes. d) A metade da classe já chegou . 20. Das classes de palavra abaixo.preposição . c) artigo . e) Os jovens gostam de cantar música moderna . Todos os verbos abaixo são defectivos. 18. Está errada a flexão verbal em: a) Eu intervim no caso.". . Quanto à flexão de grau. Marque o item em que a análise morfológica da palavra sublinhada não está correta: a) Ele dirige perigosamente .pronome possessivo. é: a) vírus . b) cavalos-vapor.substantivo .interjeição .gás.conjunção. c) abaixos-assinados. as palavras grifadas podem ser classificadas como. e) pães-de-ló.conjunção alternativa. b) Nada foi feito para resolver a questão .(verbo). b) colorir.(advérbio). d) pronome adjetivo . b) fênix . 24. e) exprimir. e) pronome interrogativo . c) ratazana. d) falir. e) Beba água filtrada.(pronome indefinido). mas que pode me trair e me abandonar.conjunção aditiva. Em "Escrever é alguma coisa extremamente forte.advérbio . c) pronome substantivo . e) sineta. A alternativa que apresenta um substantivo invariável e um variável. 16.revés. b) pronome interrogativo . b) vilarejo. as invariáveis são: a) interjeição . b) numeral . o substantivo que difere dos demais é: a) viela. "Paula mirou-se no espelho das águas": Esta oração contém um verbo na voz: a) ativa. exceto: a) abolir. c) ananás . aviso você d) Anseio por sua felicidade.pronome demonstrativo . respectivamente: a) pronome adjetivo . d) oásis . 19.d) Dize a verdade. b) Requeri a pensão alimentícia.substantivo.conjunção aditiva. e) Não pudeste falar. respectivamente. d) quebra-mares. d) ruela. c) Quando eu ver a nova casa. 21. e) faquir . c) extorquir. O substantivo composto que está indevidamente escrito no plural é: a) mulas-sem-cabeça.ourives.preposição. d) adjetivo . e) conjunção .

" a palavra destacada. e) Aderir. A única forma que não corresponde a um particípio é: a) roto. Em "Imaginou-o. d) traze. morfologicamente e sintaticamente. mas não é por muito tempo! 31. 27. c) João Brandão é mais dedicado que o vigia. é: a) artigo e adjunto adnominal. 28. A alternativa que apresenta um verbo indevidamente flexionado no presente do subjuntivo é: a) vade. e) indivíduo. e) João Brandão foi tremendamente inocente.b) passiva analítica. simples e comum de dois gêneros. 26. e) impoluto. c) simples. b) Deixa que eu coloro este desenho. c) incluso. d) pronome oblíquo e adjunto adnominal. eu adiro. b) faz. b) artigo e objeto direto. d) Sou o funcionário mais dedicado da repartição. d) Eu reavi o meu caderno que estava perdido. b) valham. c) passiva pronominal. d) reflexiva recíproca. d) pulais. 30. 25. 33. e) caibamos. c) Pega a pasta e a flanela e pole o meu carro. d) criança. O único substantivo que não é sobrecomum é: a) verdugo. A alternativa que apresenta uma flexão incorreta do verbo no imperativo é: a) dize. a palavra sandeu (idiota. e) acudi. b) nato. e) reflexiva. e) pronome oblíquo e objeto indireto. c) crede. Na frase: "Apieda-te qualquer sandeu". concreto e sobrecomum b) concreto. d) sepulto. A alternativa em que não há erro de flexão do verbo é: a) Nós hemos de vencer. imbecil) é um substantivo: a) comum. c) meçais. 29. c) pianista. b) manequim. d) comum.. A alternativa em que o verbo abolir está incorretamente flexionado é: . simples e masculino e) simples. b) Ele é um bom funcionário. assim caído. abstrato e masculino. 32. abstrato e feminino. O item em que temos um adjetivo em grau superlativo absoluto é: a) Está chovendo bastante.. c) pronome oblíquo e objeto direto.

respectivamente. substantivo abstrato. e) Ela precaveu. c) Que ele precavenha.a) Tu abolirás. A alternativa em que o verbo "precaver" está corretamente flexionado é: a) Eu precavejo. d) Eles precavêm. A única alternativa em que as palavras são. e) Eles aboliram. b) Precavê tu. c) Aboli vós. adjetivo biforme e preposição acidental é: a) beijo-alegre-durante b) remédio-inteligente-perante c) feiúra-lúdico-segundo d) ar-parco-por e) dor-veloz-consoante GABARITO 1 A / 2 A / 3 D / 4 A / 5 E / 6 B / 7 E / 8 E / 9 D / 10 B / 11 D / 12 A / 13 B / 14 C / 15 D / 16 D / 17 C / 18 C / 19 C / 20 E / 21 E / 22 C / 23 A / 24 E / 25 C / 26 D / 27 B / 28 D / 29 D / 30 E / 31 C / 32 E / 33 D / 34 E / 35 C . 35. 34. b) Nós aboliremos. d) Eu abolo.

pai/pais. bacalhau/ bacalhaus. cristão/cristãos. quando paroxítonos ou proparoxítonos. acrescenta-se a desinência “-s” aos substantivos terminados em vogal. um lápis/dois lápis. coração/corações. sabichão/sabichões. “carac té res” (devemos escrever essas palavras sem acento. zangão (substantivo masculino de abelha) zangãos. vilãos. país/países. verãos. devemos observar a mudança da posição da sílaba tônica: “juni ô res”. cruz/cruzes… Observação: No caso do plural das palavras “júnior”. ou plural de avó. fogaréu/fogaréus. tabelião/tabeliães… Em alguns casos. corrimão – corrimões. réu/réus. açúcar/açúcares. peru/perus. vilão – vilões. mês/meses. No entanto. vozeirão/vozeirões… Os paroxítonos terminados em “-ão” e alguns poucos oxítonos e monossílabos formam o plural pelo simples acréscimo de “s”: sótão/sótãos. pão/pães. ermitãos. anãos. capelão/capelães. escrivão/escrivães. anão – anões. o atlas/os atlas. leão/leões. anciãos. capitão/capitães. ancião – anciões. a palavra “artesão” também se usa em arquitetura. mão/mãos… Alguns substantivos terminados em “-ão” formam o plural substituindo essa terminação por “-ães”: alemão/alemães. são invariáveis – o que faz com que a indicação de número passe a depender de um artigo ou outro determinante: gás/gases. lei/leis. “sênior” e “caráter”. charlatão/charlatâes.). Disso se conclui que é possível dizer que “os artesões de determinada igreja foram produzidos por famosos artesãos”. bênção/bênçãos. Acrescenta-se a desinência “-s” aos substantivos terminados em “-m”. ermitão – ermitões. com o sentido de “adorno que se coloca entre molduras em abóbadas e tetos”. verão – verões. cirurgiães. repórter/repórteres.Flexão Nominal Formação de plural REGRAS BÁSICAS Em substantivos simples. A maioria dos substantivos terminados em “-ão” forma o plural substituindo essa terminação por “-ões” (incluem-se nesse grupo os aumentativos): balão/balões. mas pronunciar com a sílaba tônica nas vogais aqui acentuadas. herói/heróis. “seni ô res”. anciães. órfão/órfãos. chão/chãos. ermitães. o pires/os pires. algum ônibus/vários ônibus. irmão/irmãos. Essa letra é substituida por “-n” na forma do plural: homem/homens. grau/graus. há mais do que uma forma aceitável para esses plurais. A tendência da língua portuguesa atual do Brasil é utilizar a forma de plural em “-ões”: guardião – guardiões. cirurgião – cirurgiões. o plural é “artesões”. ditongo oral ou ditongo nasal “ãe”: casa/casas. sarau/saraus. zangões. jardim/jardins. o vírus/os vírus… . mãe/mães… Observação : Atente para as formas “avôs” (o avô materno e o paterno) e “avós” (casal formado por avô e avó. raiz/raízes. Os substantivos terminados em “-s” formam o plural com acréscimo de “-es”. cidadão/cidadãos. degrau/degraus. maçã/maçãs. eleição/eleições. atum/atuns… Os substantivos terminados em “-r” e “-z” formam o plural com o acréscimo de “-es”: mar/mares. corrimãos. rapaz/rapazes. que pode ser pronunciada também de duas maneiras: zangão ou zângão (acento colocado para mostrar a pronúncia). Observação: ARTESÃOS/ARTESÕES Quando se refere ao indivíduo que tem por ofício as artes que dependem de habilidade manual. troféu/troféus. cão/cães. além de acrescentar “es”. sacristão/sacristães. Neste caso. e o plural é “artesãos”. hambúrguer/hambúrgueres. revólver/revólveres. guardiães. flor/flores. grão/grãos. também indica os antepassados de um modo geral). o feminino é “artesã”. obus/obuses. som/sons.

nesses casos. como o de bois) e “goles” (com o “o” também fechado). que fazem os plurais “projetis” e “reptis”. existem as formas oxitonas “projetil” e “reptil”. projétil/projéteis. Essa forma de plural. o sufixo para o diminutivo é “inho” (a letra “z” pertence à raiz da palavra). Os substantivos oxítonos terminados em “-il” trocam o “-l” pelo “-s”. funil/funis. fóssil/fósseis. Nesses casos. ou seja. réptil/répteis… Além das formas paroxitonas apresentadas acima. METAFONIA Existem muitos substantivos cuja formação do plural não se manifesta apenas por meio de modificações morfológicas. cujo plural é a forma cânones. mas também implica alteração fonológica. que é fechado na forma do singular e aberto na forma do plural. no entanto. fuzil/fuzis. Destaque-se cânon. a forma irregular “gols” é a que tem predominado na imprensa em geral. -ol e -ul” formam o plural pela transformação do “-l” dessas terminações em “-is”: animal/animais. -el. um climax/alguns climax. os paroxítonos trocam essa terminação por “-eis”: barril/barris. vogal/vogais. Basta pôr a desinência “s”: luzinhas e cruzinhas. mulherzinha/mulherzinhas. ardil/ardis. No caso das palavras luzinha e cruzinha. há acentuada tendência para o uso das formas obtidas pelo acréscimo de “-s”. Trata-se da alternância do timbre da vogal. a indicação de número depende da concordância com algum determinante: o tórax/os tórax. hífen/hifens ou hífenes. exemplo: Ronaldinho fez três goles (ou gois) numa só partida. canal/canais. quando paroxítonas. líquen/liquens ou líquenes… No português do Brasil. ocorre um fenômeno chamado metafonia. Os substantivos terminados em “-n” formam o plural pelo acréscimo de “-s” ou “-es”: abdômen/abdomens ou abdômenes. deve-se utilizar a forma plural da variante: o cálix ou cálice/ os cálices. Observe que. pastel/pastéis. igual/iguais.Os substantivos terminados em “-al. Não se aplica. o códex ou códice/ os códices… Os diminutivos com o sufixo “-zinho” (e mais raramente “-zito”) fazem o plural da seguinte forma: o plural da palavra original sem o “s” + o plural do sufixo (-zinhos ou -zitos). portanto. álcool/álcoois. Observe os pares abaixo: singular (ô) – plural (ó) aposto apostos caroço caroços corno cornos corpo corpos corvo corvos esforço esforços fogo fogos . Os dicionários e as gramáticas afirmam que “gol” também admite dois plurais: “gois” (com o “o” fechado. anzol/anzóis… Observação: O plural de “mal” (males) e de “cônsul” (cônsules) é uma exceção à regra das palavras terminadas em “l”. florzinha/florzinhas. a mudança de som entre uma forma e outra. essas formas de plural não recebem acento gráfico. Já “mel” admite dois plurais: “meles” ou “méis”. existe acentuada tendência na língua atual do Brasil para limitar-se o plural à terminação da forma derivada: colarzinho/colarzinhos. Exemplos: botão + zinho (botõe + zinhos = botõezinhos) balão + zinho (balõe + zinhos = balõezinhos) pão + zinho (pãe + zinhos = pãezinhos) papel + zinho (papei + zinhos = papeizinhos) anzol + zinho (anzoi + zinhos = anzoizinhos) colar + zinho (colare + zinhos = colarezinhos) flor + zinha (flore + zinhas = florezinhas) Observações: No caso de diminutivos formados a partir de substantivos terminados em “-r”. Os substantivos terminados em “-x” são invariáveis. uma (ou um) xerox/duas (ou dois) xerox… Existem alguns substantivos terminados em “-x” que apresentam formas variantes terminadas em “-ce”. No entanto. é repudiada pela norma culta. a regra acima. gérmen/germens ou gérmenes. anel/anéis. oxítonos.

Um samba-enredo é um samba feito para contar o enredo do desfile de uma escola. “Pombo-correio” se encaixa nesse caso. “tios-avôs” (ou “tios-avós”). Um público-alvo é uma determinada parcela da população. Sendo assim. girassol/girassóis. Basicamente. “rainhas-mães”. então. só há uma possibilidade de plural: flexionam-se os dois elementos. com o segundo indicando semelhança ou finalidade em relação ao primeiro). “tias-avós”. No caso de “pombo-correio”. o plural de cada um desses substantivos compostos apresenta-se desta maneira: “carros-bomba” ou “carros-bombas”. pois. “samba-enredo”. “homem-bomba”. “caminhão-tanque”. é preciso antes verificar em que classe gramatical ela se encaixa. por exemplo. “sambas-enredo” ou “sambas-enredos”. Um carro-bomba. por exemplo. é substantivo. O plural. “públicos-alvo” ou “públicosalvos”. Convém aproveitar a ocasião para lembrar que. assim como um homem-bomba é um indivíduo (normalmente um terrorista) que amarra explosivos em seu corpo com o mesmo fim. “tia-avó”. Se é nome. “couve-flor”. Dizem as gramáticas que. Aqueles que são grafados ligadamente (sem hífen) Comportam-se como os substantivos simples: aguardente/aguardentes. O segundo substantivo (“correio”) indica finalidade em relação ao primeiro (“pombo”). “tenentes-coronéis”. Um pombo-correio nada mais é do que “variedade de pombo que se utiliza para levar comunicações e correspondência”. Aqui não há segredo: variam os dois elementos. “decretos-leis”. temos um substantivo composto. “caminhões-tanque” ou “caminhões-tanques”. quando o segundo substantivo não indica semelhança ou finalidade em relação ao primeiro. que o plural de “pombo-correio” pode ser “pombos-correio” ou “pombos-correios”. é um carro feito com a finalidade específica de explodir. pontapé/pontapés… Nesse sentido. A saia-balão é uma saia que lembra um balão. Trata-se de substantivo composto formado por um substantivo (“cavalo”) e um adjetivo (“marinho”). “bicho-papão”. É o que ocorre com “cirurgião-dentista”. Uma couve-flor é uma couve semelhante a uma flor. E por aí vai. uma palavra composta pode ser um substantivo ou um adjetivo. tanto “pombo” quanto “correio” são substantivos. para fazer o plural de uma palavra composta. “saiasbalão” ou “saias-balões”. “homens-bomba” ou “homens-bombas”. “couves-flor” ou “couves-flores”. “naviosescola” ou “navios-escolas”.imposto impostos miolo miolos osso ossos poço poços porto portos povo povos socorro socorros forno fornos jogo jogos olho olhos ovo ovos porco porcos posto postos reforço reforços tijolo tijolos É importante que você atente na pronúncia culta desses plurais quando estiver utilizando a língua falada em situações formais. Deduz-se. “bananamaçã”. “navio-escola”. “decreto-lei” e tantos outros. “rainha-mãe”. Vejamos outros exemplos de substantivos compostos que se encaixam nesse caso: “carro-bomba”. PLURAL DE PALAVRAS COMPOSTAS A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados. Afinal. “tio-avô”. “bananas-maçã” ou “bananas-maçãs”. Vamos ao plural: “cirurgiões-dentistas” (ou “cirurgiães-dentistas”). como diz o próprio Aurélio. Vejamos agora o caso de “cavalo-marinho”. No caso de “pombo-correio”. “tenente-coronel”. do tipo de palavras que formam o composto e da relação que estabelecem entre si. quando o segundo substantivo indica idéia de semelhança ou finalidade em relação ao primeiro. “público-alvo”. “pombo-correio” é nome de algo. “bichos-papões”. “saia-balão” e tantos outros de estrutura semelhante (dois substantivos. só . há duas possibilidades de plural: variam os dois ou varia só o primeiro. O segundo passo é verificar a classe gramatical de cada elemento formador da palavra composta.

quebra-molas. que. cachorro-quente. o plural é “sem-vergonha” mesmo. O plural dessa expressão seria “homens sem terra”. contra-ataques. . É esse o caso de mulas-sem-cabeça. como o define Caldas Aulete. que acaba sendo reduzida para “sem-terra”. Esse princípio pode ser aplicado em relação a todos os substantivos compostos formados por duas palavras. problemas político-econômicos . Os dois vão para o plural: guardas-civis . quarta-feira. “grãfino”. “grã-cruz”. Se o primeiro elemento for advérbio. “grã-cruzes”. candidatos social-democratas . “grã-finos”. na verdade. guardas-florestais… Já em guarda-chuva . com hífen. amarelo-ouro. guarda é substantivo e civil é adjetivo. somente o último elemento varia: bem-me-queres. guarda-roupas. azul-céu. amores-perfeitos. vira-latas… Observação : Em guarda-civil . sexta-feira. teco-tecos. pais-de-santo. curta-metragem. verde-oliva. capitão-mor. ou prefixo. verde-musgo. dos quais o segundo seja uma preposição. guarda-costas… Se a palavra composta for constituída de dois ou mais adjetivos. pés-de-cabra. bem-te-vis. auto-retratos. Quando o substantivo composto é formado por três elementos. bate-bocas. pães-de-ló. Se a palavra composta for constituída de um verbo e um substantivo. Segundo o dicionário “Aurélio” e muitos gramáticos. rosa-choque. Os casos de “contra-ataque” e de “sem-terra”. Alguns discordam e propõem “os sem-vergonhas” e “os sem-terras”. O caso de “sem-vergonha” é semelhante. pára-lamas. quedas-d’água. generais-de-divisão. O plural de todos esses compostos é feito com a flexão dos dois elementos: obras-primas. azul-piscina. porta-vozes. ligados por uma preposição (“sem”). atividades técnico-científicas . mata-borrões. grãos-de-bico. guardasnoturnos. Encaixam-se nesse caso muitas e muitas palavras. Algo como “pessoa sem vergonha” acaba se transformando em “sem-vergonha”. queixos-duros. mas tem estrutura semelhante: dois substantivos (“homem” e “terra”). também é possível o plural regular: “terras-novas”. preposição ou prefixo. o segundo elemento irá para o plural: bangue-bangues. pára-brisas. lança-perfumes. olhos verde-claros … Observação : Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis quando o segundo elemento é um substantivo: verde-garrafa. mas o elemento de composição. Só o substantivo vai para o plural: guardachuvas . guarda-louças. amorperfeito. bate-bolas. vice-campeões… Se a palavra composta for constituída por advérbio + pronome + verbo. justamente porque nomeia uma categoria específica de pessoas. Veja algumas: obra-prima. lava-pés. primeiro-ministro. no entanto. cabelos castanho-escuros . primeira-dama. como “grão-duque”. super-homens. ante-salas. guarda-sóis. questões luso-brasileiras . só se faz a flexão do primeiro. pores-do-sol… Observação : os fora-da-lei . verde-mar. joões-de-barro. são distintos. pára-choques. guarda é verbo e chuva é substantivo. cujo plural é “contra-ataques”. curtas-metragens. reco-recos. alto-falantes. somente o último adjetivo irá para o plural: consultórios médico-cirúrgicos . caça-talentos. pingue-pongues. bicos-de-papagaio.pode ser “cavalos-marinhos”. Merece destaque “terra-nova” (tipo de cão). amigos-da-onça. bate-papos. sextas-feiras. “grã-finas”. todo-poderosos. que não é propriamente uma palavra composta. anti-semitas. bóia-fria. dores-de-cotovelo. bóias-frias. estrelas-do-mar. Tome cuidado com o caso de compostos em que entram “grão” e “grã”. O argumento é que se deve proceder com “sem-terra” como se procede com “contra-ataque”. das quais uma seja substantivo e a outra. pés-demoleque. boas-vidas. não-me-toques… Se a palavra composta for constituída pela repetição das palavras (onomatopéias = reprodução dos sons). porta-bandeiras. segundo alguns autores. “grã-fina”. primeiras-damas. somente o segundo elemento irá para o plural: abaixo-assinados. queixo-duro. salva-vidas. camisas rubro-negras . capitães-mores. Talvez esteja aí a explicação para o plural de “sem-terra” adotado por todos os órgãos da imprensa: “Semterra”. primeiros-ministros. somente o substantivo irá para o plural: arranha-céus. Algo como “homem sem terra”. tique-taques. bel-prazeres. faz plural excepcional: “terra-novas”. guarda-chuvas. um adjetivo ou numeral. Para outros. Ocorre que esse “contra” não é a preposição. quartas-feiras. Por quê? Porque se supõe que haja uma palavra implícita. cachorros-quentes. Só varia o segundo elemento: “grão-duques”. recémnascidos. os fora-de-série …são invariáveis . boa-vida. com hífen. vermelho-sangue… Compare: Olhos verde-claros = cor + adjetivo (claro ou escuro) Calças verde-garrafa = cor + substantivo Também são invariáveis: azul-celeste e azul-marinho . quebracabeças.

” vestidos amarelo. os sobe-e-desce. Já “revezes” é a forma da segunda pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo “revezar”. que se escreve com “z” porque é da mesma família de “vez”. os leva-e-traz. fora do que é comum. os caeté. é para indicar a omissão de fonema/letra: copo de água = copo d’água. O mais interessante é que lilás pode ser também o plural de “lilá”. “extraordinário” significa “fora do ordinário”. Não se justifica.expressões substantivadas: os bumba-meu-boi. pela regra geral. “Revezar” é produto de “re + vez + ar” e significa “substituir alternadamente”: “Quero que tu te revezes com o Fernando na prova de natação. Em tempo: quando usado como prefixo. os topa-tudo… . CEPs. os mapas-múndi. “derrota”. portanto. os surdos-mudos… São invariáveis : . No entanto. Há. galinha de Angola = galinha d’angola. Com isso. o prefixo passou a ter também o sentido do adjetivo.compostos de verbo + palavra invariável: os bota-fora. IPTUs. normal. ela empresta a tonalidade de sua cor para virar adjetivo que. as salve-rainhas. o de “extra-sístole” é “extra-sístoles”. é usual e perfeitamente aceitável o uso do “s”: CDs. os padre-nossos. O plural de “extra-oficial” é “extra-oficiais”. nada de flexioná-lo. porém. com “s”. IPVAs. SIGLAS Embora não existam regras rígidas para o plural de siglas. sua flexão é normal. como a de um adjetivo qualquer: “hora extra”. ordinário. entretanto. os banhos-maria. Ufirs… Cuidado. a palavra “extraordinário” não fugiu de um processo lingüístico implacável: a redução. não iria para o plural. os perde-ganha. Por ser grande.zigue-zagues… Casos especiais: Os arco-íris. Deveríamos dizer os tupi. Como “extra” significa “fora de”. como em certos adjetivos compostos. ou seja. REVÉS “Reveses”. . em português. os joões-ninguém. O apóstrofo. os louva-a-deus. os disse-me-disse… Os estudiosos das coisas indígenas afirmam que os nomes das nações indígenas não apresentam plural na sua forma original. os goitacá. aqueles que defendem o aportuguesamento e conseqüente respeito às nossas regras gramaticais.compostos de verbos de sentido oposto: os entre-e-sai.” AS CORES LILÁS E GRIS Apesar da palavra “lilás” ser um substantivo (uma flor). os vai-volta… . muitos dicionários dão como plural de lilás a forma “lilases”. os cola-tudo. é o plural de “revés”. as ave-marias. sinônimo de “insucesso”. os chove-não-molha. os lugar-tenentes.-limão”. quanto ao mau uso do apóstrofo. onde o segundo elemento é um substantivo: “calças azul piscina”. o uso do apóstrofo para indicar o acréscimo da desinência “s” para indicar o plural. CASOS ESPECIAIS EXTRA A forma reduzida “extra” vem do adjetivo “extraordinário”. “horas extras”. Nesse caso. os pataxó.

Assim. (U-UBERLÂNDIA) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor. “camisas lilás” e “camisas lilases”. e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. Exemplo: “…e tudo nascerá mais belo. (CESGRANRIO) Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro. Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 3. a palavra espécimen possui a forma “especímenes”. c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra. e no plural. 4. (ITA) Indique a frase correta: a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes. dentre as seguintes. a princípio. “camisa lilá”. tendo também a forma “grisses” como um segundo plural. (BB) Mesma pronúncia de "bolos": a) tijolos b) caroços c) olhos . São todas proparoxítonas (a sílaba tônica é a antepenúltima) e conseqüentemente acentuadas. podemos ter as seguintes combinações: no singular. (BB) Flexão incorreta: a) os cidadãos b) os açúcares c) os cônsules d) os tóraxes e) os fósseis 5. b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas. o que certamente ajuda a pronunciá-las corretamente. de Dijavan. Dessa forma. está errada. entretanto. é um animal (substantivo) que empresta a tonalidade da cor de seu pêlo (azul-acinzentado) para se tornar um adjetivo. o verde faz do azul com o amarelo o elo com todas as cores para enfeitar amores gris (ou grises)” – verso da música NENHUM DIA. uma. Cuidado. Exercícios 1. “camisa lilás”. com a pronúncia dessas palavras. respectivamente: a) cristão / guarda-roupa b) questão / abaixo-assinado c) alemão / beija-flor d) tabelião / sexta-feira e) cidadão / salário-família 2. Assim também acontece com “gris” que. gris pode ser singular ou plural. d) Godofredo almoçou duas couves-flor. ESPÉCIMEN Além do plural “espécimens”.

C 4. chefes-de-seção.d) fornos e) rostos 6. (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 8. A 8. cartões-postais. (MACK) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada: a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 10. temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 9. (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 7. mulas-sem-cabeças GABARITO: 1. (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes.E 6. salários-família. pães-de-ló e) pisca-piscas. A 9. E . (UF-UBERLÂNDIA) Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade".D 7. os bota-fora b) tico-ticos. A 2. obras-primas c) reco-recos. D 3. sempre-vivas d) pseudo-esferas. D 5. B 10. amores-perfeitos. sextas-feiras.

Pretérito mais-que-perfeito Exprime um processo anterior a um processo acabado: Embora tivera deixado a escola. Tempos do futuro ( Id Ft ): Indicam processos que irão acontecer: • Futuro do presente • Exprime um processo que ainda não aconteceu: Farei essa viagem no fim do ano.passado histórico ( nos contos. modo e pessoa da seguinte forma: • • • O tempo indica o momento em que ocorre o processo verbal. Modo Subjuntivo Expressa incerteza. impossibilidade. certeza. habitual: Compro livros nesta livraria. ou com duração no tempo: Naquela época eu cantava como um pássaro.Flexão Verbal O que representa as flexões verbais As flexões verbais são expressas por meio dos tempos. pode ocorrer no tempo presente. do passado ( pretérito ) e do futuro. imposição. Modo Modo Indicativo Indica uma certeza relativa do falante com referência ao que o verbo exprime. Tempos Há tempos do presente. Há três tempos: presente. ele nunca deixou de estudar. etc. Pretérito perfeito Exprime uma ação acabada: Paulo quebrou meu violão de estimação. Futuro do pretérito Exprime um processo posterior a um processo que já passou: Eu faria essa viagem se não tivesse comprado o carro. .)á A pessoa marca na forma do verbo a pessoa gramatical do sujeito. imperfeito e futuro. pedido. narrativas ) Tempos do pretérito ( passado ) ( Id Pt ): Exprimem processos anteriores ao ato da fala.fato corriqueiro. São eles: • Pretérito imperfeito • • Exprime um processo habitual. nota: Usa-se também o presente com o valor de passado . Quero que voltes para mim. Não pise na grama. passado ou futuro: Presente ( IdPr ): Processo simultâneo ao ato da fala . O modo indica a atitude do falante ( dúvida. possibilidade ou dúvida em relação ao processo verbal e não está ligado com a noção de tempo.

" . escorrega e salta. Assis." . depois sigo para Londres. está presenciando as ações do personagem) . o narrador. PRESENTE DO INDICATIVO." . O MODO INDICATIVO serve para expressar ações definidas. caíram nos braços um do outro. Ainda que ele queira.PRESENTE HISTÓRICO ou NARRATIVO: "Procuram-se e acham-se. este tempo verbal pode ser também empregado em outras circunstâncias. Procuro alguém que seja meu companheiro para sempre. Sílvio achou Sílvia.PRESENTE DURATIVO: "A Igreja condena a pílula anticomcepcional e a Ciência a aprova. exprime as ações que acontecem no momento em que se fala. Espero que ele fique contente. normalmente. . Unem-se. tu . ela . nota: No português brasileiro é comum o uso do pronome de tratamento você (s) em lugar do tu e vós. Entretanto. junto ao verbo no presente) IMPERATIVO. Assis. estaria na Rússia. entrelaçam os braços e regressam palpitando da inconsciência para a consciência.M." (Ações ou estados considerados permanentes) . viram-se. ele. Plural: nós. Duvido que ele seja o culpado. vós. amanhã. ofegantes de canseira. Pessoa A norma da língua portuguesa estabelece três pessoas: Singular: eu . O TEMPO PRESENTE.PRESENTE COM SENTIDO DE FUTURO MUITO PRÓXIMO: "Vou arrumar as malas e. pedido ou solicitação: Vai e não voltes mais. que se dá no momento em que se fala. (Verbos no presente para dar mais vivacidade às ações acontecidas no passado) .M. (Fato atual. não lhe será concedida a vaga.É possível que ele seja honesto. que desce e sobe. ." (Para se evitar qualquer tipo de ambigüidade. intenções e interesses do ser humano. o Imperativo também pode expressar outros sentimentos.PRESENTE HABITUAL ou FREQÜENTATIVO: "Aqueles jovens estudam na mesma escola. TEMPOS E MODOS. elas. deve-se usar advérbios de tempo que exprimem futuro. reais. embarco para a Europa. Modo Imperativo Exprime atitude de ordem. Se eu fosse bailarina.PRESENTE MOMENTÂNEO: "Não percamos de vista o ardente Sílvio que lá vai. irei para as praias do nordeste. aqui. eles. Enfim. mas remidos com a paga." "Vou à Roma. Sendo por excelência o modo que exprime "ordens e mandamentos". Quando eu tiver dinherio.

(a correlação com a forma verbal "dizes" dá à forma "fosse" um aspecto também de presente) Chovesse ou fizesse sol. Sê todo em cada coisa. Este verbo só não segue a regra nas duas segundas pessoas do imperativo afirmativo: sê (tu) e sede (vós).Presente. Exemplos: "Eu vejo" dá origem a "que eu veja". Pediu-lhe que voltasse na próxima semana. sê inteiro: nada teu exagera ou exclui." (súplica expressa pelo Imperativo Negativo) O modo Imperativo Afirmativo é formado da seguinte maneira: tu e vós do Presente do Indicativo." "Livrai-nos do mal. Exemplos: Fosse verdade o que dizes.. Exemplo: "Para ser grande. esta lida com o primeiro "e" fechado. TEMPOS: . "eu digo" dá origem a "que eu diga". tudo aquilo que está no campo de nossos desejos. vocês/eles) do Presente do Subjuntivo. de nossas aspirações. "eu ouço" dá origem a "que eu ouça". espere por mim! "Perdoai as nossas ofensas. (conselho expresso pelo Imperativo Negativo) Venha à nossa casa hoje à noite. com exceção do verbo ser. Já o imperativo negativo é formado com todas as pessoas deste tempo. do mesmo jeito que se lê a palavra que significa vontade de beber. Exemplos: Duvido que ele SEJA rico.Imperfeito. (a expressão adverbial "na próxima semana" traz um matiz de . (convite) Não deixem de comparecer à festa. . nós. pode também expressar fatos no presente e no futuro. O sistema de conjugação dos imperativos vale para todos os verbos da língua portuguesa. (ação futura) Observação: A primeira pessoa do singular do presente do indicativo dá origem ao presente do subjuntivo. todo o presente do subjuntivo é nulo. e as demais pessoas (você/ele. Se a primeira do singular do presente do indicativo é nula. Não se usa a primeira pessoa do singular em ambos os casos. sob o heterônimo de Ricardo Reis) MODO SUBJUNTIVO. Modo que se caracteriza por expressar ações e fatos hipotéticos. sem o s final. Põe quanto és no mínimo que fazes. Este tempo pode expressar ações tanto no presente quanto no futuro. isto é." (súplicas) "Não nos deixeis cair em tentação.. (convite expresso pelo Imperativo Negativo) Por favor. (ação presente) É bom que você VOLTE amanhã..Exemplos: Saia daqui! (ordem) Partamos antes que seja tarde.. como nos verbos defectivos. e todos estariam felizes. É o modo das orações subordinadas por excelência. ele ia ao trabalho. Embora esta seja uma forma do tempo pretérito." (Fernando Pessoa. (conselho) Não se preocupe com isso.

Exemplos: Acredito que ele TENHA PASSADO no exame.Pretérito. (fato passado. acrescido do particípio passado do verbo principal. (ação hipotética. Também um tempo composto. revelarei a todos.Pretérito mais-que-perfeito. Exemplos: SE QUISER.futuro à oração) . formado pelo auxiliar TER no presente do subjuntivo. (fato futuro eventualmente terminado em relação a outro também no futuro) . irei vê-lo. supostamente concluído) Espero que ela TENHA ARRUMADO tudo antes de eu chegar. . (ação concluída eventualmente antes de outra. Pode ser empregado nas orações adverbiais ou adjetivas. ocorrida no passado) .Futuro (simples). formado por um auxiliar no Imperfeito do subjuntivo e um verbo principal no particípio passado. ambas no passado) TIVESSE CHEGADO antes. supostamente terminado antes de outro fato no futuro acontecer) . (idéia de eventualidade no futuro) Trarei presentes aos que me ENCOMENDAREM. e o prêmio seria seu.Futuro (composto). Formado do verbo auxiliar no futuro simples e o particípio passado do verbo principal. Forma verbal sempre no tempo composto. Exemplos: Não esperava que ela TIVESSE CHEGADO aqui antes de mim. (fato passado. Exemplos: Quando TIVER ENCONTRADO a resposta.

Esses morfemas recebem o nome de afixos. obtêm-se formas como amava. escola e escolar: partindo de escola. responsáveis por algum detalhe de significação. que indica o singular: garoto/garotos. Quando. De maneira semelhante. Afixos Como vimos. que existem morfemas que indicam as flexões das palavras. amávamos. No caso dos nomes terminados em –r e –z. as desinências verbais pertencem a dois tipos distintos.Estrutura e formação de palavras Conceitos básicos: Observe as seguintes palavras: escol-a escol-ar escol-arização escol-arizar sub-escol-arização Observando-as. garota/garotas. • Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos nomes. a desinência de plural assume a forma -es: mar/mares. Prefixos e sufixos. o acréscimo do morfema –ar cria uma nova palavra a partir de escola. amasse. um elemento significativo indecomponível. costuma-se utilizar o morfema –s. O radical é a parte da palavra responsável por sua significação principal. menino/menina Para a indicação de número. o português costuma opor as desinências -o/-a: garoto/garota. Classificação dos morfemas: Radical Há um morfema comum a todas as palavras que estamos analisando: escol-. Quando são colocados antes do radical. Além disso. Há desinências nominais e desinências verbais. Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas palavras que selecionamos. Podemos concluir. podemos depreender a existência de diferentes elementos formadores. amava. Cada um desses elementos formadores é uma unidade mínima de significação. são capazes de introduzir modificações de significado no radical a que são acrescentados. Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do verbo (amava. por exemplo. os afixos recebem o nome de prefixos. percebemos que há um elemento comum a todas elas: a forma escol-. menina/meninas. amáveis. amara. Esses morfemas sempre surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. menino/meninos. como acontece com sub-. que indica o plural em oposição à ausência de morfema. amavam. É esse morfema comum – o radical – que faz com que as consideremos palavras de uma mesma família de significação – os cognatos. assim. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado em número (singular e plural) e pessoa (primeira. em todas há elementos destacáveis. a que damos o nome de morfema. • Desinências verbais: em nossa língua. além de operar mudança de classe gramatical. Para a indicação de gênero. segunda ou terceira). Compare. por exemplo). revólver/revólveres. Há aqueles que indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que indicam o número e a pessoa .criou subescolarização. formou-se escolar pelo acréscimo do elemento destacável -ar. surgem depois do radical os afixos são chamados de sufixos. como –arização. cruz/cruzes. Desinências Quando se conjuga o verbo amar. amavas.e –arização à forma escol. o acréscimo dos morfemas sub.

aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à terceira conjugação. Os nomes terminados em vogais tônicas (sofá. É a essas vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: mesa-s. cipó. não poderíamos pensar que essas terminações são desinências indicadoras de gênero. primeira segunda conjugação conjugação govern-ava atac-a-va realiz-a-sse estabelec-esse cr-e-ra mex-e-rá terceira conjugação defin-i-ra imped-i-sse ag-i-mos . -e. por exemplo) não apresentam vogal temática. busca. não sofrem esse tipo de flexão. e -o. escola. surge sempre o morfema –a. como em mesa. Sua função é ligar-se ao radical. constituindo o chamado tema. perda. pois a mesa. escola-s. café. quando átonas finais. artista. escola. -e e -i. • Vogais temáticas nominais: São -a.dos verbos (desinência número-pessoais): cant-á-va-mos cant-á-sse-is cant: radical -á-: vogal temática -á-: vogal temática cant: radical -va-: desinência sse-:desinência modo-temporal modo-temporal (caracteriza o (caracteriza o pretérito pretérito imperfeito do imperfeito do indicativo) subjuntivo) -mos: desinência -is: desinência númeronúmero-pessoal pessoal (caracteriza a (caracteriza a segunda pessoa primeira do plural) pessoa do plural) Vogal temática Observe que. Tanto os verbos como os nomes apresentam vogais temáticas. os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira conjugação. é chamado de vogal temática. • Vogais temáticas verbais: São -a. base. por exemplo. caqui. combate. triste.e as desinências verbais. Esse morfema. Nesses casos. É ao tema (radical + vogal temática) que se acrescentam as desinências. que liga o radical às desinências. que caracterizam três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. perda-s. Assim. entre o radical cant.

chaleira. cavalo. Palavras derivadas: aquelas que. justapostos: Pára-raios. • Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por acréscimo de prefixo.e -dade facilita a emissão vocal da palavra. alvinegro. tecnocracia. provêm de outra palavra. Couve-flor.entre os sufixos -ar. justaposição e aglutinação. Feliz----mente leal------dade Radical sufixo radical sufixo • Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. girassol. Há dois tipos de composição. As palavras compostas podem ou não ter seus elementos ligados por hífen. cafeteira. A derivação pode ser: prefixal. • Composição por aglutinação: ocorre quando os elementos que formam o composto se aglutinam o que pelo menos um deles perde sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente). palavras derivadas. guarda-roupa. para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Processos de formação de palavras: Composição Haverá composição quando se juntarem dois ou mais radicais para formar nova palavra.Vogal ou consoante de ligação As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos. palavras simples. segunda-feira. Outros exemplos: gasômetro. palavras compostas. planalto (plano + alto) Pernalta (perna + alta). tricota. Pedra. Azeite. Há em Português: palavras primitivas. In--------feliz des----------leal Prefixo radical prefixo radical • Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por acréscimo de sufixo. vinagre (vinho + acre) Derivação por acréscimo de afixos É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivada) pela anexação de afixos à palavra primitiva. corre-corre. não provêm de outra palavra. ou seja. Palavras compostas: aquelas que possuem mais de um radical. Por parassíntese formam-se principalmente verbos. na língua portuguesa. Pedreiro. Palavras simples: aquelas que possuem um só radical. paulada. sufixal e parassintética. • Justaposição: ocorre quando os elementos que formam o composto são postos lado a lado. na língua portuguesa. flor. ou seja. En-------trist-----ecer Prefixo radical sufixo en--------tard-----ecer prefixo radical sufixo . Palavras primitivas: aquelas que. planalto. Temos um exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o -i. floricultura.

alguns arcaísmos e seus significados: . "Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres. Não ocorre. Observe: jantar (substantivo) deriva de jantar (verbo) mulher aranha (o adjetivo aranha deriva do substantivo aranha) Não entendi o porquê da briga. Eles passam a existir com o passar do tempo e. Os arcaísmos. Veja como Paulo Mendes Campos inicia sua crônica "Ser brotinho". automóvel (auto: grego. muitas vezes. (o substantivo porquê deriva da conjunção porque) Outros processos de formação de palavras: Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos de línguas diferentes. na formação de substantivos derivados de verbos. • Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra primitiva. móvel: latim) sociologia (socio: latim. visível ou invisível. pois. Portanto. dromo: grego) ARCAÍSMO: Arcaísmo é uma palavra. uma expressão ou mesmo uma construção frasal que caiu em desuso. alteração na forma. São eles: a derivação regressiva e a derivação imprópria. Veja: A seguir. dependem do local ou contexto onde as expressões vocabulares são utilizadas. não foram sempre arcaísmos. sobretudo. logia: grego) sambódromo (samba: dialeto africano. • Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por redução da palavra primitiva. mas tão-somente na classe gramatical. Ocorre. compromete a comunicação.Outros tipos de derivação Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que haja a presença de afixos. Há expressões usadas hoje em Portugal que no Brasil são consideradas arcaísmos. provocasse uma tosse de riso irresistível". portanto. rir como se o ridículo. em edição de 1960 do livro O Cego de Ipanema.

Os neologismos surgem da necessidade de nomear uma nova realidade. Alguns neologismos atuais: . seus quitutes e acepipes estão supimpas. Nesse sarau de trovadores e menestréis. e mesmo a partir da linguagem comum e da influência de uma língua estrangeira (veremos na próxima coluna. será servida alguma bebida? NEOLOGISMO: Neologismo É uma palavra ou expressão nova ou com sentido renovado. que será sobre ESTRANGEIRISMOS).Vamos substituir os arcaísmos no texto abaixo? Não fique macambúzio. seus salgadinhos e docinhos estão excelentes. servir-se-á alguma beberagem? O texto. Nessa reunião de poetas e músicos. fica assim: Não fique triste. Expressa o dinamismo da língua/linguagem. então. tanto no campo da ciência quanto no da arte. que conforme a intensidade do uso pode ser assimilada pela língua padrão.

mas o lobo nenhum. que. viu só os lenhadores. Todos com juízo. Daí. O pote continha um doce em calda. sobre logo. Fita-Verde partiu. um dia. desconhecido nem peludo. indo. Veja. com um cesto e um pote." Já vimos que os neologismos podem expressar inventividade no texto escrito. no atravessar o bosque. a uma outra e quase igualzinha aldeia. os neologismos indicarem que o autor é pessoa atualizada . a seguir.assim como o uso exagerado de arcaísmos pode indicar que a pessoa não está sintonizada com as mudanças de seu tempo. com velhos e velhas que velhavam. que por lá lenhavam. A criação de termos ou expressões pode surgir a partir de comparação com termos já usados. sufixação. portanto. saiu de lá com uma fita verde inventada no cabelo. e o cesto estava vazio. "Havia uma aldeia em algum lugar. Exemplos: • • • • • • • • Super-herói (herói muito capacitado) Não-policial (civil) Enxugamento (contenção de despesas) Pacotão. Aquela. menos uma meninazinha. por prefixação. que a amava. que para buscar framboesas. mensalão (conjunto de medidas) Besteirol (conjunto cômico de bobagens) Skatistas (que usam skate) Jeans (estrangeirismo) Xampu (estrangeirismo) Abajur (estrangeirismo) Observe o uso de neologismos (no nível da palavra e da frase) criados magnificamente por Guimarães Rosa neste excerto do conto "Fita verde no cabelo". justaposição ou aglutinação de termos e por empréstimo de termos de outras línguas (estrangeirismos). Sua mãe mandara-a. e meninos e meninas que nasciam e cresciam.Processos de formação dos neologismos: Há múltiplos processos de formação de neologismos. como o uso de neologismos é indicativo de modernidade: • . suficientemente. Pois os lenhadores tinham exterminado o lobo. ela a linda. à avó. tudo era uma vez. nem maior nem menor. É comum. homens e mulheres que esperavam.

blogueiro.. Germanismos: provenientes do alemão (chope / chucrute). Conforme a intensidade do uso. o neologismo pode ser assimilado pela língua-padrão. Às vezes. Italianismos: provenientes do italiano (pizza / fogazza). Galicismos (ou francesismos): provenientes do francês (matinê / toalete). Castelhanismos: provenientes do espanhol (guitarra / massivo). Arabismos: provenientes do árabe (bazar / beirute).ESTRANGEIRISMOS Como vimos na coluna anterior. Estrangeirismo é o uso de termos ou expressões tomadas por empréstimo de outras línguas. Os estrangeirismos podem ser de várias origens: Anglicanismos (ou anglicismos): provenientes do inglês (futebol / shopping / happy-hour). Latinismos: provenientes do latim (currículo). internauta. neologismo é uma palavra ou expressão que criamos quando necessitamos nomear uma nova realidade. "Arcaísmos e Neologismos". Grecismos: do grego (olímpico). usamos a palavra ou expressão estrangeira da forma como é grafada na língua original: skatistas (que usam "skate") jeans (tecido / calças) avant-première (primeira apresentação) apartheid (vida separada / segregação) telex (meio de comunicação) . Um destes processos é o que resulta nos estrangeirismos. site.. Vimos também que há vários processos de formação dos neologismos. clicar. Oual o jovem que nunca usou os seguintes termos? linkar.

e da expressão Lynch’s law (lei de Lynch) .. execução sumária por uma população".Outra vezes. segundo a lei chamada de Lynch. proveniente do nome do capitão inglês James ou Charles Cunningham Boycott . "Linchar" significa "executar sumariamente. sentia-se tão bem à mesa de jogo que nem mesmo para tomar as refeições dela se afastava. aplicação da lei de Lynch. fazemos adaptações na grafia: xampu (shampoo: produto de higiene) abajur (abat-jour: quebra-luz) gol (goal: meta) Algumas adaptações de termos franceses que resultaram em galicismos: Algumas curiosidades sobre anglicanismos: Sanduíche: no século XVIII. a idéia de mandar preparar fatias de pão com carne ou queijo. conde Eduardo de.Sandwich (1718-1792). então. Boicote: do inglês "Boycott".Entre o século XV e o século XIX. condenaram criminosos sem processo legal. John Montagu. vários juízes com o mesmo nome. Linchar: derivado do nome próprio inglês Lynch. saboreando-as enquanto jogava. na Irlanda e na América. Teve.

uma recusa geral de trabalhar às suas ordens. p. administrador das fazendas de Lord Erne. Por outro lado. um vício de linguagem. 24). o estrangeirismo é classificado como barbarismo. 1997 apud ILARI. Introdução ao estudo do léxico. há os que consideram inadequado o uso de estrangeirismos. Um deputado apresentou. em conseqüência. De acordo com a gramática oficial da língua portuguesa. Breve fórmula para fins e propaganda. São Paulo: Contexto. No entanto. ou seja.(1832-97).de suas exigências excessivas e severidades exageradas. apelo. recentemente. "filé" ou "purê"? Para finalizar. Como traduzir. há os que consideram que a língua é dinâmica e se os falantes introduziram termos emprestados de outros idiomas é porque isto se fez necessário. atualmente há uma polêmica sobre a adequação ou não do uso de estrangeirismos no português. no distrito de Comemara. 2002. sugestão em poucas palavras. grito de guerra dos antigos montanheses da Escócia. projeto de lei que propõe punições para o uso abusivo de palavras estrangeiras em nosso idioma. "Boicote" significa "forma de coerção ou represália que consiste em impedir ou romper qualquer relação social ou comercial".Dicionário dos Anglicismos e Germanismos da Língua Portuguesa. lema." (Fonte:Jürgen Schmidt-Radefeldt e Dorothea Suring . por volta de 1880. Irlanda. Por um lado. divisa. por exemplo. Slogan: do inglês "slogan". Frankfurt am Main. . Observe o refrão da música abaixo. as palavras "pizza". observe como Zeca Baleiro faz uma crítica bem-humorada ao uso exagerado de estrangeirismos na Língua Portuguesa. e veja como os compositores transformaram o verbo "equalize" (em Inglês) em "equalizar" (em Português). Boycott provocou. lembrança. Ferrer de Mesquita.

Observação: sempre que você for escrever um estrangeirismo em sua forma original. . entre aspas. se manuscritos. as palavras ou expressões devem vir em itálico ou.

queixar-se etc. certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Mais freqüente no particípio. enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime. temos: • • • • • As três formas nominais do verbo (infinitivo. número: singular ou plural. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir . o presente. • defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas. passiva e reflexiva. duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala. estado ou fenômeno da natureza. Entre os verbos irregulares. pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado. presente do subjuntivo: indica um fato provável. hipotético.nós cantaríamos). eles apresentam os seguintes valores: • • • • • • • • • presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala. 2ª ou 3ª. irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível. abundantes . Infinitivo é antes substantivo. apiedar-se. modo: indicativo (certeza de um fato ou estado). subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem. podem-se criar três paradigmas verbais. pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado. o particípio tem valor e forma de adjetivo. presente ou futuro). tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito.estou/estão). os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito . estar . só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos. futuro do subjuntivo: indica um fato provável. Nesses casos. duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado.eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical . voz: ativa. mas ligado a um momento passado. unipessoais (vozes ou ruídos de animais. auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Os verbos apresentam três conjugações.ouço/ouve. situado num momento ou época futura. Quanto à formação dos tempos. gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. pessoa gramatical: 1ª. tempo ou modo (falir . devendo-se usar o particípio regular com ter e haver. Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais. hipotético. o pronome não tem função sintática (suicidar-se. acendido/aceso .). Presentes nos tempos compostos e locuções verbais. duvidoso. destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. • • • • Quanto à flexão verbal. Quanto ao tempo verbal. pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável. formas rizotônicas (tonicidade no radical . futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir.tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito). advertência ou pedido). já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado.Tempos e modos verbais Verbo É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo. Em função da vogal temática. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas. O modo imperativo só tem um tempo.apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. obtém-se a seguinte classificação: • • regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação.no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). situado num momento futuro. mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada. seja ação.

reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. mas passeemos). -EM) gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO. analítica: . • São derivados do pretérito perfeito do indicativo: • • • • • • • • • Quanto à formação. futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado). futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado).2ª pessoa.) + Desinência número pessoal (DNP). como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho . sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-queperfeito nas formas compostas.verbo auxiliar + particípio do verbo principal. os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar. particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação). -MOS. os tempos compostos são formados da seguinte maneira: • • • • pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado]. futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP. pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado). variável em função da pessoa do verbo). Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto Quanto às vozes.O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas . Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo.As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal). pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP. as demais também vêm do presente do subjuntivo). -DES. imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S. sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora). a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes). futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado). gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado). No modo Indicativo. pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado). passiva: sujeito é paciente da ação verbal. dito principal. futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP. pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado). .) + DNP. elas são formadas da seguinte maneira: • • O modo subjuntivo apresenta três pretéritos. presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj. Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio. A voz passiva pode ser analítica ou sintética: • • • Na transformação da voz ativa na passiva. São derivados do infinitivo impessoal: futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP. No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira: • • • Quanto às formas nominais.) ou A (2ª e 3ª conj. os verbos apresentam a voz: • • ativa: sujeito é agente da ação verbal. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP. infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES . infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado).perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados: São derivados do presente do indicativo: • • pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.

falis .ajo. jazes. argüimos.adiro. usufruir) Averiguar (alternância vocálica o/u) . fregem . concluir...presente do indicativo . argúem . . • Abolir (defectivo) .presente do indicativo .. divergir. digerir. foste. atribuiu..pretérito perfeito .aprouve.Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação.jazi. ceais. agredimos. carpir..pulo.pretérito perfeito indicativo . colorir. aprouvemos.pretérito perfeito . . fulgir.cri.pretérito perfeito indicativo fui..presente do indicativo . constroem (ou construem) . côas..pedi.) Coar (irregular) .. ceiam . restringir... aprouve. distrair.compeli. fremir. mobiliaste. criam Falir (defectivo) .frigi..presente do indicativo . . argúis.presente do indicativo . Ir (irregular) .. aprouvestes.. aguaram (= desaguar. atribuem pretérito perfeito . vão . atribui.imperfeito indicativo . ferir.. espargir. atraíste.pretérito perfeito indicativo . compeliste.averigüei.presente do indicativo . demolir. vais. construís.obsto.agüei.atraí.presente do indicativo . Crer (irregular) .aprazo. averiguaste. . atribuíste. frigis. / pretérito perfeito .averigúe. Construir (irregular e abundante) .. creu. perdoar) / Comerciar (regular) . pulem .presente subjuntivo .atraio. por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. delinqüir. despir. erigir. / Obstar (regular) . pedes.fali. comercias. sair. frege. agredis. polimos..presente do subjuntivo . averiguas (ú).. enxaguar. destituir. Mobiliar (irregular) .pretérito perfeito indicativo .comerciei.compilei. ceamos. averiguam (ú) . (= abstrair. vão Jazer (irregular) .atribuí..vá. medir) / Polir (alternância vocálica e/i) presente do indicativo . odiar) Compelir (alternância vocálica e/i) . poliste. cremos.presente do indicativo . fugir) / Adequar (defectivo) .presente do indicativo . . incendiar. apraz.pretérito perfeito indicativo . (= advertir..presente do indicativo ..compilo. estréia.... urgir) Acudir (alternância vocálica o/u) . (= afluir. aguou. / pretérito perfeito do indicativo .pretérito perfeito . aprouveram Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) . pedis.poli. compeles.. credes. atribuís. creste. . combalir. diferir. compilas. e pretérito perfeito do indicativo . emergir.agrido. retorquir.presente do indicativo . vamos. transgredir) / Aguar (regular) . ceias. obstaste.alguns apresentam pronúncia aberta: estréio... mobiliamos. argüis... haurir. coamos.cria. averigua (ú). Precaver-se (defectivo e pronominal) .presente do indicativo . ceastes.côo. (= banir.. engolir. crestes.. Compilar (regular) ..ceio. críamos. constróis (ou construis). obstas. (= apaziguar) Cear (irregular) . atribuímos. seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação.jazo. urgir) Agredir (alternância vocálica e/i) . atribuis. crês. consumir.pretérito perfeito coei. crias. cria.. vades..pretérito perfeito indicativo . agrides. coagir.peço. constrói (ou construi). remediar. pule.. pedimos..averiguo (ú). .não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo.precavemo-nos. Pedir (irregular) . instruir..pretérito perfeito do indicativo . freges.pretérito perfeito indicativo . polis.. pules..presente do indicativo .presente do indicativo .. águas. descomedir-se.compilo.. vai. cair. mobiliais. aguaste. pediste.falimos.presente do indicativo .presente do indicativo . coais. averiguais. sugerir) Agir (acomodação gráfica g/j) .. compilaste. magoar. cremos. argüiste. (= abençoar. exaurir.construí. (= afligir.águo. cerzir. aprazes.arguo (ú).frijo. vá. adere.presente do indicativo comercio. possuir...só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo Aderir (alternância vocálica e/i) . minguar) Aprazer (irregular) .. renhir) Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) .presente do indicativo . frigimos. atrais.mobílio.. mobíliam .. construímos. ceia. aprouveste. regredir.mobiliei.atribuo... ceou. ceaste. subtrair) Atribuir (irregular) .pretérito perfeito indicativo .pretérito perfeito indicativo .. construíste.construo. ages.creio. averigúe.pretérito perfeito indicativo ..acudo. côa. vamos. argúi. mobília.obstei.vou. cearam (= verbos terminados em -ear: falsear.. (= despedir.. exceto os seguintes verbos: mediar... aguastes. aguamos. creram .pretérito perfeito indicativo . jazeu. compila.presente do indicativo . mobílias. críeis. pedem .ceei... remir. . averiguamos.pretérito perfeito indicativo .presente do indicativo .. . crêem . transigir. coou. pede. excluir.. passear. coam . precaveis-vos - • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • .com u (= bulir. crê.presente do indicativo . (com trema) Atrair (irregular) . cuspir.. progredir. ansiar. A seguir temos uma lista. ceamos. frigiste. acodes. jazeste.. foragir-se.presente do indicativo ..presente do indicativo . expedir. vás..argüi. averigúes.pretérito perfeito indicativo . coaste. agridem (= prevenir. (= verbos em -iar . faliste. ides.presente do indicativo . (= aguerrir. agride..presente do indicativo . refulgir.

disséramos. dizeis. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito. individuar. dirás. dêem. presente do indicativo: digo. etc. couberdes. sou. estão..presente do indicativo . dá. diga. riem .provi..pretérito perfeito indicativo requeri. pretérito imperfeito do subjuntivo: desse. vales. Pronominais: Apiedar-se. proveste. caibamos. coubeste. (= atuar. dirias.rio. dirá. mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v) Remir (defectivo) . Estar • • • • presente do indicativo: estou. proveu. disséreis. dera. etc. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera. pretérito perfeito do indicativo: dei. der. coubestes.. persignar-se.pretérito perfeito indicativo .. precaver-se presente do indicativo: caibo. dissera. couberes. dizem.saúdo.. rides. disseras. coubesse. esteve. Suar (regular) . pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera. condizer. desse. estais. requeres. dão. estiveste. provês. dissesse. reouve. couberem. .. pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse. dás. reouveste. digas... deres. dignar-se.. pretérito perfeito do indicativo: estive. rimos.. reaveis . dissemos. disseres. rir. coubéramos. riste. dê. / Reaver (defectivo) . presente do subjuntivo: caiba. (derivado do querer. provedes. está. coubéssemos. remiste.. couberam. situar) Valer (irregular) . futuro do subjuntivo: couber. estamos. disséssemos.. diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados. remis .presente do indicativo provejo. . vale. coubesses... requereste.requeiro. deis.• • • • • • pretérito perfeito indicativo . dissésseis. disseram. / Prover (irregular) . pretérito perfeito do indicativo: coube.pretérito perfeito indicativo . saúdas. presente do subjuntivo: dê. disserdes. cabemos. . estivestes. coubera. destes.. etc.ri. (verbo derivado do haver.vali. demos. deram. disser.reavemos. caibas. suaste.. estiveras. dermos. . Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares: • Caber • • • • • • Dar • • • • • • Dizer • • • • • • • • Seguem esse modelo os derivados bendizer. estivera. Requerer (irregular) . caibam.presente do indicativo . cabem. valeste.pretérito perfeito indicativo . estejas.. futuro do subjuntivo: disser. presente do subjuntivo: esteja. dês. disseram. suas. valeu.saudei. dais. estivemos...presente do indicativo . coubéreis.reouve. futuro do pretérito: diria.suei. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera.remi. estás. estejam.precavi-me.pretérito perfeito indicativo . disseste.. estejais. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera. diria. digamos. cabes. dizes.. provemos. bendito. dissesses. futuro do presente: direi. desses... couberam. estivéramos. estejamos. provê. estiveram. predizer. precaveste-te. futuro do subjuntivo: der. couberas. digais. sua. requereu.presente do indicativo . dissestes. derdes. . esteja.. caiba. ri. coubemos.suo. desdizer. cabe. presente do indicativo: dou. demos.pretérito perfeito indicativo .presente do indicativo . dissessem.. deste. derem. désseis. coubermos. (= sorrir) Saudar (alternância vocálica) . presente do subjuntivo: diga. habituar.. deu..pretérito perfeito indicativo .valho. coubessem. déramos. dissermos. maldizer. pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse. dizemos. coube. pretérito perfeito do indicativo: disse.pretérito perfeito indicativo . contradizer. coubésseis. deras. provêem .. dessem. damos. saudaste. disse. continuar.presente do indicativo . disserem. recuar. digam. déssemos. estivéreis.presente do indicativo . déreis. caibais. couber. deram. sendo regular) Rir (irregular) . diz. contradito.remimos. cabeis.

estiverem. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera. pomos. liquefazer e satisfazer. estiveres. puséreis. pudessem. vades. desfeito. podem. fizessem. puseres. foste. houvessem. possa. houveres. repor. puderas. fosses. pretérito imperfeito do indicativo: ia. houvésseis. pudéssemos. Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito. fizermos. há. houvera. indispor. podeis. transpor são alguns deles. faças. hajam. formos. íamos. houvestes. fosse. estivesse. fazeis. fizéramos. pondes. pudésseis. futuro do subjuntivo: for. puseste. houvéreis. fizer. houvesses. fordes. etc. impor. futuro do subjuntivo: estiver. houvesse. forem. fôsseis. fizeram. pusesse. pospor. ponham. hajais. puderes. fizéssemos. vão. futuro do subjuntivo: fizer. fizestes. pretérito perfeito do indicativo: pude. pusestes. contrapor. iam. hás. houvéssemos. fizeres. vamos. pretérito perfeito do indicativo: houve. futuro do subjuntivo: puder. puderem. Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor. podemos. põem. ias. vamos. presente do indicativo: vou. depor. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora. púnhamos. punham. pôde. pusermos. pusésseis. fizerdes. põe. presente do subjuntivo: possa. Haver • • • • • • Ir • • • • • • • Poder • • • • • • Pôr • • • • • • • presente do indicativo: ponho. fora. púnheis. dispor. interpor. fizeste. pudesse. foram. puseram. pressupor. fez. fizesses. vai. fôramos. puderam. pusessem. fizésseis. expor. foras. pudesses. houvéramos. Seguem esse modelo desfazer. houve. estiver. fizera. puserem. pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse. puséramos. estivésseis. pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse. puserdes. puseram. fostes. pudera. presente do indicativo: hei. presente do subjuntivo: haja. vás. façamos. recompor. faça. pusemos. façais. pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse. liquefeito. vais. presente do indicativo: faço. puser. hão. houverem. houveras. possas. presente do subjuntivo: vá. hajas. puderam. Querer . fazemos. ia. houveram. pretérito perfeito do indicativo: fui. houvemos. puséssemos. fôreis. havemos. houvermos. fizeras. compor. supor. fores. íeis. haveis. pôs. foram. fôssemos. for. fomos. presente do indicativo: posso. fossem. puderdes. pretérito imperfeito do indicativo: punha. faz. podes. fazem.• • Fazer • • • • • • estiveram. pudeste. pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse. descompor. ides. estivessem. predispor. ponha. estivermos. pode. fizemos. pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse. houveste. presente do subjuntivo: faça. ponhais. pões. possamos. hajamos. propor. satisfeito. possam. fizeram. pretérito perfeito do indicativo: pus. puder. pudestes. pudéreis. houveram. opor. pretérito perfeito do indicativo: fiz. futuro do subjuntivo: puser. estivesses. futuro do subjuntivo: houver. presente do subjuntivo: ponha. pusesses. punha. estiverdes. fizerem. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera. ponhas. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera. sobrepor. vão. estivéssemos. houver. fizéreis. fizesse. pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse. pudéramos. puseras. pusera. possais. punhas. façam. ponhamos. haja. vá. fazes. pudemos. houverdes. pudermos. decompor. foi.

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora. eras. quisera. era. soubesse. querem. presente do subjuntivo: traga. sejamos. tivéramos. soubera. tens. sejam. quiseram. queiram. trouxésseis. vê. queiras. futuro do subjuntivo: for. presente do subjuntivo: veja. conter. trouxerdes. pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse. trouxeras. tiverem. virem. queres. vir. vires. trouxeste. futuro do subjuntivo: tiver. vêem. foras. queirais. pretérito perfeito do indicativo: tive. fordes. soubéramos. saibais. soubessem. quisesses. soubéssemos. soube. tivemos. queiramos. quiséramos. vejamos. fora. quisemos. éramos. viram. fôramos. pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse. pretérito imperfeito do subjuntivo: visse. trouxe. etc. trouxesses. sois. tínhamos. trouxer. quiserem. trouxeram. temos. trouxermos. quer. visses. visse. trouxerem. tem. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera. soubestes. quiséreis. tiverdes. trouxeres. vimos. pretérito imperfeito do indicativo: era. quiserdes. tivésseis. teve. sejais. presente do indicativo: sou. éreis. fomos. quisermos. queremos. tenham. viras. seja. entreter. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera. eram. forem. foram. souberes. trouxéreis. soubésseis. pretérito imperfeito do indicativo: tinha. vês. veja. pretérito perfeito do indicativo: soube. quisessem. souberas. tinhas. soubermos. traz. . souberam. fôsseis. fôssemos. sabe. presente do subjuntivo: tenha. quiséssemos. vissem. trouxera. futuro do presente: trarei. sejas. vísseis. pretérito perfeito do indicativo: trouxe. quisésseis. víramos. virmos. tendes. presente do indicativo: tenho. tivéssemos. tragam. quiseras. pretérito perfeito do indicativo: quis. Seguem esse modelo os verbos ater. etc. trazeis. viu. reter. sabeis. tiveram. trouxéssemos. souberam. trazem. quiseram. foram. traria. tínheis. trarás. trouxemos. és. presente do subjuntivo: saiba. tivesses. quereis. víssemos. souberdes. vira. vedes. tragas. trouxeram. trarias. viste. vejais. fossem. soubesses. tivera. têm. sabemos. trará. é. tinha. futuro do subjuntivo: souber. sabes. souberem. soubeste.• • • • • • Saber • • • • • • Ser • • • • • • • Ter • • • • • • • Trazer • • • • • • • • Ver • • • • • • presente do indicativo: quero. soubemos. tenhas. presente do indicativo: trago. fores. sabem. futuro do subjuntivo: vir.. quiseres. tiveras. fôreis. pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse. viram. saiba. quiser. souber. formos. quis. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira. As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós). traga. pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse. tiver. foi. saibas. tiveste. tragais. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera.. tiveres. virdes. saibamos. manter. tivessem. tivéreis. trouxesse. víreis. presente do indicativo: sei. futuro do subjuntivo: trouxer. fostes. vemos. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera. trouxestes. pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse. deter. vistes. vejas. trazemos. futuro do pretérito: traria. pretérito perfeito do indicativo: vi. saibam. tinham. tivermos. soubéreis. futuro do subjuntivo: quiser. vejam. tenha. tenhais. tenhamos. fosse. quisesse. quiseste. quisestes. foste. queira. trazes. tivesse. presente do subjuntivo: queira. presente do indicativo: vejo. fosses. trouxessem. são. tragamos. somos. tivestes. tiveram. pretérito perfeito do indicativo: fui. trouxéramos. presente do subjuntivo: seja. for.

Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comporta-se como um verbo regular da segunda conjugação. Vir • • • • • • • • presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm; presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham; pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham; pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram; pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram; pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem; futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem; particípio e gerúndio: vindo.

Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir. O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas. O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase. Usa-se o impessoal: • • • • sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala; nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação; quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar; quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele respondeu: "Marchar!" quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui; quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira; quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta.

Usa-se o pessoal: • • •

Vozes Verbais

Voz verbal é a flexão do verbo que indica se o sujeito pratica, ou recebe, ou pratica e recebe a ação verbal. Voz Ativa Quando o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação verbal ou participa ativamente de um fato. Ex. • • • As meninas exigiram a presença da diretora. A torcida aplaudiu os jogadores. O médico cometeu um erro terrível.

Voz Passiva Quando o sujeito é paciente, ou seja, sofre a ação verbal. A) Voz Passiva Sintética A voz passiva sintética é formada por verbo transitivo direto, pronome se (partícula apassivadora) e sujeito paciente. Ex. • • • Entregam-se encomendas. Alugam-se casas. Compram-se roupas usadas. B) Voz Passiva Analítica A voz passiva analítica é formada por sujeito paciente, verbo auxiliar ser ou estar, verbo principal indicador de ação no particípio - ambos formam locução verbal passiva - e agente da passiva. Veja mais detalhes aqui. Ex. • • • As encomendas foram entregues pelo próprio diretor. As casas foram alugadas pela imobiliária. As roupas foram compradas por uma elegante senhora.

Voz Reflexiva Há dois tipos de voz reflexiva: A) Reflexiva Será chamada simplesmente de reflexiva, quando o sujeito praticar a ação sobre si mesmo. Ex. • • • Carla machucou-se. Osbirvânio cortou-se com a faca. Roberto matou-se.

B) Reflexiva recíproca Será chamada de reflexiva recíproca, quando houver dois elementos como sujeito: um pratica a ação sobre o outro, que pratica a ação sobre o primeiro. Ex. • • • Paula e Renato amam-se. Os jovens agrediram-se durante a festa. Os ônibus chocaram-se violentamente.

Passagem da ativa para a passiva e vice-versa Para efetivar a transformação da ativa para a passiva e vice-versa, procede-se da seguinte maneira: 1. 2. 3. 4. O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passiva. O objeto direto da voz ativa passará a ser o sujeito da voz passiva. Na passiva, o verbo ser estará no mesmo tempo e modo do verbo transitivo direto da ativa. Na voz passiva, o verbo transitivo direto ficará no particípio.

Voz ativa A torcida aplaudiu os jogadores. • • • Sujeito = a torcida. Verbo transitivo direto = aplaudiu. Objeto direto = os jogadores.

Voz passiva Os jogadores foram aplaudidos pela torcida. • • • Sujeito = os jogadores. Locução verbal passiva = foram aplaudidos. Agente da passiva = pela torcida.

. . o numeral e o pronome. que se flexionará à sua maneira. . Vossa santidade esteve no Brasil.Concordância Nominal Concordância nominal nada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que concordem em gênero e número com o substantivo. 2. mostrada acima. o numeral e o pronome. o adjetivo. . .Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. d) Pronomes de tratamento 1 – sempre concordam com a 3ª pessoa. 2 – Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.Ela tem pai e mãe loura.O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. Teremos que alterar. b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos 1 – Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. concordam em gênero e número com o substantivo. Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. . temos também o verbo.A pequena criança é uma gracinha. o adjetivo. merecendo um estudo separado de concordância verbal. . o artigo.antecede todos os adjetivos com um artigo. a) Um adjetivo após vários substantivos 1 – Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo. REGRA GERAL: O artigo. portanto. Além disso. . 2 – Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.Ela tem pai e mãe louros. Estavam feridos o pai e os filhos. Estava ferido o pai e os filhos. .O homem e o menino estavam perdidos. Provei deliciosa fruta e suco. CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra geral.O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. Comi delicioso almoço e sobremesa. c) Um substantivo e mais de um adjetivo 1.coloca o substantivo no plural. 3 – Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.

Renato advogou um e outro caso fáceis. j) Menos. / A entrada é proibida. / A canja é boa. f) Um(a) e outro(a). por isso perdi a batalha. alerta 1. As garotas são vaidosas tais qual a tia. é necessário.Como pronomes: seguem a regra geral. k) Tal Qual 1. Seus argumentos foram bastantes para me convencer.Como adjetivos: seguem a regra geral.e) Anexo. As cartas estão anexas. Comi muitas frutas durante a viagem. “qual” concorda com o conseqüente.Em todas as ocasiões são invariáveis.“Tal” concorda com o antecedente. É necessário sua presença.Como advérbios: são invariáveis. Pouco arroz é suficiente para mim. 2. Os mesmos argumentos que eu usei. disse o rapaz.Como advérbios: invariáveis Preciso mesmo da sua ajuda.Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante. Comprei caro os sapatos. Estamos alerta para com suas chamadas. Os sapatos estavam caros. 2. Obrigado. bastante 1. incluso. / É necessária a sua presença. obrigado 1 – Concordam com o substantivo a que se referem. Precisamos de nomes próprios. Comi muito durante a viagem. próprio. é proibido 1. você copiou. h) Muito. num(a) e noutro(a) 1 – Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural. pouco. A bebida está inclusa. Pouco lutei. Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. Preciso de menos comida para perder peso. g) É bom. i) Mesmo. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. . É proibido entrada de pessoas não autorizadas. Canja é bom. caro 1. Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.

Seu pai já está [quite / quites] com o meu? 25. os demais partiram. Estou meio insegura. “menos”. somente (advérbio): invariável. Água é [boa / bom] para rejuvenescer. Acolheu-me com palavras [meio / meias] tortas. A maçã é [boa / bom] para os dentes. 03. 06. . A sala tinha [bastante / bastantes] carteiras. 15. Vocês estão [quite / quites] com a mensalidade? 10.sozinho (adjetivo): variável. É [necessário / necessária] a ação da polícia. 13. Viveram situações [bastante / bastantes] tensas. 20. 24. As meninas me disseram [obrigada / obrigadas]. É [permitido / permitida] entrada de crianças. As camisas estão [caro / caras]. Escolhemos as cores mais vivas [possível / possíveis]. A mais possível das alternativas é a que você expôs. 18. 05. A lealdade é [necessária / necessário]. 17. 23. n) Só 1. acompanha o artigo que precede as expressões. Elas estão [alerta / alertas]. 07. 01. Hoje temos [menas / menos] lições. A decisão me custou muito [caro /cara]. 16. 11. Exercícios Faça a Concordância Correta rasurando o termo incorreto. Quando cheguei era meio-dia e [meia / meio]. Só consegui comprar uma passagem. 09.Como advérbio: invariável. É [necessário / necessária] muita fé. Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. Comi meia laranja pela manhã. Os processos estão [incluso / inclusos] na pasta. 04. Estiveram sós durante horas. 22. m) Meio 1.Quando vem acompanhado de “mais”. Eram moças [bastante / bastantes] competentes. É [proibido / proibida] conversas no recinto. 21. 12. As duplicatas [anexa / anexas] já foram resgatadas. todos entram. 14. Seguem [anexa /anexas] as faturas. “melhor” ou “pior”. 27.Como numeral: segue a regra geral. Estavam [bastante / bastantes] preocupados. Tenho [bastante / bastantes] razões para julgá-lo. 28. 08. Ela caiu e ficou [meio / meia] tonta. 2.l) Possível 1. 2. 19. A porta ficou [meia / meio] aberta. Em [anexo / anexos] vão os documentos. 30. 02. 29. [Excetos / Exceto] os dois menores. Estas casas custam [caras / caro]. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade. 26.apenas. 31. [Salvo / Salvos] os doentes.

O governo destinou [bastante / bastantes] recursos. A casa estava [meia / meio] velha. Os quadros eram os mais clássicos [possível / possíveis]. Maçã é [bom / boa] para os dentes. Ela apareceu [meio / meia] nua. 39. [Só / Sós] os dois enfrentaram a fera. 90. A lista vai [anexo / anexa] ao pacote. 33. As crianças ficaram [meia / meio] gripadas. senhor vereador. Para quem esta entrada é [proibido / proibida]? 77. Os cheques estão [anexo / anexos] aos documentos? 72. 64. 75. Tenho [bastantes / bastante] razões para ajudá-lo. Todos estão [salvos / salvo]. Os documentos vão [incluso / inclusos] na carta. Examinamos [bastantes / bastante] projetos. 82. 68. exceto o barqueiro. 61. 51. 44. 43. Esta viagem sairá [caro / cara]. 57. 81. 38. 53. Quero [meio / meia] porção de fritas. Seguem [anexas / anexos] três certidões. Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas. Os mamões ficaram [caros / caro]. Aquelas mercadorias custaram [caro / cara]. Tenho uma colega que é [meia / meio] ingênua. 66. Água de melissa é muito [bom / boa]. A coalhada dessa padaria é [bom / boa]. 41. 50. É [necessário / necessária] a virtude dos bons. 80. Eles faltaram [bastantes / bastante] vezes. 59. 47. 46. 69. 60. Está [inclusas / inclusa] na nota a taxa de serviços. É [proibido / proibida] a entrada neste recinto. Os militares estão [alerta / alertas]. 70. Fiquem [alerta / alertas] rapazes. Maria passeou [sós / só] pelo bosque. 83. Nunca fui pessoa de [meio / meia] palavra. Mãe e filho moravam [junto / juntos]. As peras custam [cara / caro]. 87. 63. 89. Vocês [só / sós] fizeram isso? 48. Muito [obrigada / obrigadas] disseram elas. Estou [quite / quites] com as crianças. 71. Coalhada é [boa / bom] para a saúde. As certidões [anexa / anexas] devem ser seladas. Exa. As mercadorias eram [barata / barato]. 35. 86. 62. João ficara a [sós / só]. 49. 52. 54. Segue [anexo / anexa] a biografia que pediu. As viagens ao nordeste estão [caro / caras]. 55. . Mais amor [menas / menos] confiança. Seguem [inclusa / inclusas] a carta e a procuração. está [enganada / enganado]. 74. É [proibida / proibido] a permanência de veículos. 85. 93. 56. 84. Pedro e Maria viajaram [sós / só]. As janelas estavam [meio / meia] fechadas. Bebida alcoólica não é [boa / bom] para o fígado. Hoje temos [menos / menas] lições. As mordomias custam [cara / caro]. 73. 65. Não é [permitido / permitida] a entrada de crianças. 58. Eles ficaram [sós / só] depois do baile. 78. Procure comer [bastantes / bastante] frutos. 37. [Só / Sós] ela faria as lições. Os mamões custaram muito [caros / caro]. V. 79. Esperava [menas / menos] pergunta na prova. Não tinham [bastante / bastantes] motivos para faltar. 94.32. Manuel está [meio / meia] gripado. 34. 42. 91. Examinamos [bastante / bastantes] planos. 92. Está [incluso / inclusa] a comissão. 76. 45. 40. 36. 67. Para trabalho caseiro é [bom / boa] uma empregada. 88. Os rapazes disseram somente muito [obrigados / obrigado].

Visitamos os mais belos museus [possível / possíveis]. É [proibida / proibido] entrada. 131. 125. Os juros estão o mais elevado [possível / possíveis]. Água é bom (ñ artigo) para rejuvenescer. As certidões [anexos / anexas] devem ser seladas. Elas [mesmo / mesmas] fizeram a festa. Bebida alcoólica não é [permitida / permitido]. Acolheu-me com palavras meio (um tanto) tortas. 100. Ela [mesma / mesmo] agradeceu. Nós [mesmo / mesmos] edificaremos a casa. 109. É [proibido / proibida] a caça nesta reserva. Eles são [mesmos / mesmo] responsáveis. 115 Ela está [quite / quites] com você? 116. Seguem anexas as faturas. 124. Água tônica é [bom / boa] para o estômago. 06.95. 03. Enfrento problemas os mais difíceis [possível / possíveis]. 108. 08. Tudo depende delas [mesmas / mesmo]. Suas opiniões são [bastante / bastantes] discutidas. 02. 98. Vai [anexo / anexa] a declaração solicitada. Pimenta é [boa / bom] para tempero. 117. 05. 126. A filha e o pai chegaram [junto / juntos]. Os fortes sentimentos vêm [junto / juntos]. Elas sempre chegam [junto / juntas]. É proibido (ñ artigo) conversas no recinto. 112. 119. 113. 129. 11. As crianças estavam [bastante / bastantes] crescidas. 122. Elas nunca saíram [juntas / junto]. [Anexo / Anexos] seguem os formulários. 97. Eles ficaram [só / sós] depois do baile. 99. 134. . Vocês estão quites com a mensalidade? 10. 96. Tenho bastantes (muitas) razões para julgá-lo. Estavam bastante preocupados. 106. A pimenta é [bom / boa] para tempero. Os computadores custam [caros / caro]. Esta aveia é [boa / bom] para a saúde. GABARITO 01. 101. Meu filho emagrecia a [olhos vistos / olho visto]. 04. Estas casas custam caro (invariável). 104. 105. 133. Eles estão [quite / quites] com a mensalidade. O governo destinou [bastantes/ bastante] recursos. 110. 07. 132. 111. Os processos estão inclusos na pasta. 123. As crianças viajarão [junto / juntas] a mim. 130. Os alunos [mesmo / mesmos] darão à redação final. 107. 121. 118. Permitam-me que eu as deixe [só / sós]. 127. Ela não sabia disso [mesmo / mesma]. [Anexo / Anexos] estavam os documentos. Enfrento problemas o mais difíceis [possível / possíveis]. 128. 102. Hoje temos menos (sempre) lições. 114. 103. Os guardas estavam [alertas / alerta]. 09. Viveram situações bastante (muito) tensas. Agora é meio-dia e [meio / meia]. 120. Estou [quite / quites] com a tesouraria. A menina me disse [obrigado / obrigada].

Exceto (sempre) os dois menores. Água de melissa é muito bom. 35. Ela caiu e ficou meio (um tanto) tonta. As meninas me disseram obrigadas. 27. Seu pai já está quite com o meu? 25. As janelas estavam meio fechadas. João ficara a sós. está enganado. 51. 44. É necessária a ação da polícia. As certidões anexas devem ser seladas. 17. Está inclusa na nota a taxa de serviços. 16. 45. Exa. É necessária a virtude dos bons 63. 58. 34. Esperava menos (sempre) pergunta na prova. 67. senhor vereador. V. Está inclusa a comissão. 22. 28. Os militares estão alerta. Eram moças bastante competentes. Manuel está meio gripado. 38. Elas estão alerta (sempre). As duplicatas anexas já foram resgatadas. 26. 54. Quando cheguei era meio-dia e meia (hora). 21. 30. Mãe e filho moravam juntos. 39. 20. 52. Escolhemos as cores mais vivas possíveis. 55. 62. os demais partiram. 33. 23. É proibida a entrada neste recinto. 50. 60. A decisão me custou muito caro. As camisas estão caras (sem custar). Em anexo vão os documentos. 65. É proibida a permanência de veículos. exceto o barqueiro. Quero meia (= 44) porção de fritas.12. 59. Fiquem alerta (sempre) rapazes. É necessária muita fé. Tenho uma colega que é meio ingênua. Nunca fui pessoa de meia (metade) palavras. Examinamos bastantes planos. 15. A maçã é boa para os dentes. 37. Segue anexa a biografia que pediu. É permitido entrada de crianças. todos entram. A porta ficou meio (um pouco) aberta. Estou quite com as crianças. 41. 66. 46. 47. A sala tinha bastantes carteiras 31. A lealdade é necessária (com artigo). 36. Muito obrigadas disseram elas. 64. 56. 14. Só (somente) os dois enfrentaram a fera. Os rapazes disseram somente muito obrigados 61. As crianças ficaram meio gripadas. Suas opiniões são bastante discutidas. Pedro e Maria viajaram sós (sozinhos). A maçã é boa para os dentes. 53. 18. 42. 57. 43. Vocês só (somente) fizeram isso? 48. 19. Todos estão salvos (salvados). Procure comer bastantes frutos. Ela apareceu meio nua. . 49. 24. A casa estava meio velha. 32. Salvo (invariável) os doentes. A lista vai anexa ao pacote. 29. Bebida alcoólica não é bom para o fígado. 40. As viagens ao nordeste estão caras (sem custar). 13.

101. 74. 121. 119. Para quem esta entrada é proibida? 77. Elas nunca saíram juntas. 124. 114. 115. 103. 112. 90. Esta aveia é boa para a saúde. Meu filho emagrecia a olhos vistos. A filha e o pai chegaram juntos. Elas sempre chegam juntas. 92. 71. 117. As mordomias custam caro. Anexos estavam os documentos. 104. Enfrento problemas o mais difíceis possível. 94. Coalhada é bom para a saúde. 99. 130. Aquelas mercadorias custaram caro. 98. 102. 75. O governo destinou bastantes recursos. Hoje temos menos lições.68. Suas opiniões são bastante discutidas. 93. 110. Os mamões custaram muito caro. É proibida a caça nesta reserva. Eles ficaram sós (sozinhos) depois do baile. Examinamos bastantes projetos. O governo destinou bastantes recursos. 128. Os fortes sentimentos vêm juntos. 109. Bebida alcoólica não é permitido. Eles ficaram sós (= 118) depois do baile. Visitamos os mais belos museus possíveis. 97. 100. Eles estão quites com a mensalidade. 84. 126. 88. 125. Os documentos vão inclusos na carta. Elas mesmas fizeram a festa. Não é permitida a entrada de crianças. 118. 69. 89. 108. Só (= 79) ela faria as lições. . 82. 105. 91. Ela não sabia disso mesmo (de fato). É proibido entrada. 79. Eles faltaram bastantes vezes. As mercadorias eram baratas (= 88). Pimenta é bom para tempero. As certidões anexas devem ser seladas. Os juros estão o mais elevado possível. Os computadores custam caro. 122. A coalhada dessa padaria é boa. 127. Enfrento problemas os mais difíceis possíveis. Agora é meio-dia e meia. Esta viagem sairá cara. As crianças estavam bastante crescidas. Para trabalho caseiro é bom uma empregada. 129. Os mamões ficaram caros. 96. 83. 76. Seguem inclusas a carta e a procuração. Não tinham bastantes motivos para faltar. Maria passeou só (somente) pelo bosque. Os alunos mesmos darão à redação final. Tenho bastantes razões para ajudá-lo. 113. 123. 73. 80. 106. 86. As crianças viajarão junto a mim. Ela está quite com você? 116. Seguem anexas três (as) certidões. Permitam-me que eu as deixe sós (sozinhas). 85. 70. 120. Os cheques estão anexos aos documentos? 72. 95. Os guardas estavam alerta. Os quadros eram os mais clássicos possíveis. 87. 107. 78. Mais amor menos confiança. A pimenta é boa para tempero. As peras custam caro. Anexos seguem os formulários. Água tônica é bom para o estômago. 81. Vai anexa a declaração solicitada. A menina me disse obrigada. 111. Estou quite com a tesouraria.

132. Ela mesma agradeceu.131. Eles são mesmo (de fato) responsáveis. 134. Nós mesmos edificaremos a casa. 133. . Tudo depende delas mesmo (de fato).

admitem-se duas concordâncias: 1ª) verbo no singular. se estiver no singular.Vossa Alteza deve viajar. .Fui eu que falei. . 2ª) o verbo pode ficar no plural. (eu falei) .O relógio deu onze horas.João foi um dos que saíram. (nós falamos) QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem. alguns estudiosos e escritores aceitam ou usam a concordância no singular.Fui eu quem falou.Concordância Verbal SUJEITO CONSTITUÍDO PELOS PRONOMES QUE & QUEM QUE: se o sujeito for o pronome relativo que. nesse caso o verbo no plural dará ênfase ao complemento.Fomos nós que falamos. . . . .Os cardumes escaparam da rede.O cardum.O Relógio: sujeito Deu: concorda com o sujeito. . o verbo concorda com as horas que passam a ser o sujeito da oração. .e escapou da rede.Um grupo de professores acompanhou os estudantes.Vossas Altezas devem viajar. . “uma das que”. . PRONOME DE TRATAMENTO O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele – eles). o verbo concorda com o antecedente do pronome relativo.Deram onze horas. o verbo ficará na terceira pessoa do singular ou concordará com o antecedente do pronome (pouco usado). o verbo deve ir para o singular. sino) os verbos concordam normalmente com ele. DAR – BATER – SOAR (indicando horas) Quando houver sujeito (relógio. Quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de complemento no plural. Nesses dois exemplos o verbo concordou com o coletivo (sujeito simples).Alugam-se cavalos. . . Quando não houver sujeito. . SUJEITO COLETIVO (SUJEITO SIMPLES) . o verbo deve ir para o plural.Um grupo de professores acompanharam os estudantes SE Verbos transitivos diretos e verbos transitivos diretos e indiretos + – se: Se o termo que recebe a ação estiver no plural. Porém. .O bando de passarinhos cantavam no jardim. (ele (3ª pessoa) falou) Obs: nas expressões “um dos que”.Deram três horas no meu relógio. o verbo deve ir para o plural. .O bando de passarinhos cantava no jardim. .

“Alugar” é verbo transitivo direto. É impessoal.O diretor. . .Você e ele: vocês . Outros exemplos: . . (2ª pessoa prevalece) Obs: como a 2ª pessoa do plural (vós) é muito pouco usado na língua contemporânea . . (1ª pessoa prevalece) .Trabalha-se muito aqui. . primos.Consertam-se pianos. logo o verbo vai para o plural.Entregou-se uma flor à mulher. TV. (1ª pessoa prevalece) .Vendem-se casas. (= ocorrer) . todos foram viajar. (= tempo decorrido) SUJEITO COMPOSTO RESUMIDO POR UM INDEFINIDO O verbo concordará com o indefinido. .Em que língua tu e ele falavam? Podemos também substituir o “tu” por “você”.Amigos. “Fazer” quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza”. tu e eu saímos apressados. também é impessoal e deverá ficar na terceira pessoa do singular. indicando “tempo” ou no sentido de “ocorrer” ficará na terceira pessoa do singular. revistas. irmãos veio visitá-lo.Eu.Alugam-se apartamentos. ou seja. .Já houve muitos acidentes aqui. jornais. Qualquer outro tipo de verbo (transitivo indireto ou intransitivo) fica no singular.Tu e ele deveis fazer a tarefa. . .Ninguém. (1ª pessoa prevalece) . o “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito ou partícula indeterminadora do sujeito. não admite sujeito.Precisa-se de professores. (trabalhar é verbo intransitivo) Nesse caso.Tudo.Exigem-se referências. . PESSOAS DIFERENTES O verbo flexiona-se no plural na pessoa que prevalece (a 1ª sobre a 2ª e a 2ª sobre a 3ª). irmãos. Aqui o “se” é chamado de partícula apassivadora (Cavalos são alugados). é preferível usar a 3ª pessoa quando ocorre a 2ª com a 3ª. HAVER – FAZER “Haver” no sentido de “existir”.Tu e ele riam à beça. “Cavalos” recebe a ação e está no plural. tu e ele resolvemos o mistério. Eu e tu: nós Eu e você: nós Ela e eu: nós Tu e ele: vós . amigos. só trazia boas noticias. .O professor e eu fomos à reunião. (= existe) .Faz 10 anos que me formei. (verbo transitivo direto e indireto) OBS: Somente os verbos transitivos diretos têm voz passiva. (Precisar é verbo transitivo indireto) . . .Nesta sala há bons e maus alunos.Plastificam-se documentos. primos.

. .“Memórias Póstumas de Brás Cubas” consagrou Machado de Assis. distância.São duas horas.É uma hora. “é pouco”.Que são dois meses? .Tudo é flores. . Obs 1: Com nome de obras artísticas. Pode ocorrer também o verbo no singular concordando com o pronome (raro). .Que são células? . são cinco minutos. .Isso são lembranças de viagens. dias ou distância.Os EUA já foi o primeiro mercado consumidor. Assinale a opção em que há erro de conjugação verbal em relação à norma culta da língua: .Já são dez para uma.Nós somos os responsáveis. o verbo “ser” concordará com o predicativo. deve concordar com a apalavra seguinte. . Se um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal. . “é suficiente” denotando quantidade.Santos fica em São Paulo. a concordância é facultativa. o verbo fica no singular. tudo. peso. Quando o sujeito é um dos pronomes isto. . . aquilo. . . data.NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL Se o nome vier antecedido de artigo no plural.Tudo são flores.Que seriam aqueles ruídos estranhos? .É um minuto para as três. .Cinco quilos é suficiente.São nove e quinze da noite. admite-se a concordância ideológica com a palavra “obra”. o verbo concordará com ele.Quem são os eleitos? .Quem foram os responsáveis? Quando o verbo “ser” indicar tempo. . Quando o verbo “ser” aparece nas expressões “é muito”. . o verbo deverá concordar no plural.Eu sou a diretora. o verbo deverá concordar no singular.Eu sou o chefe. que está implícita na frase. . . SER O verbo “ser” concordará com o predicativo quando o sujeito for o pronome interrogativo “que” ou “quem”. . . etc ele ficará no singular.Os Andes ficam na América do Sul. Obs 2: Com o verbo “ser” e o predicativo no singular.“Os Lusíadas” imortalizou Camões. . EXERCÍCIOS – 01 1. . o.Hoje é ou são 14 de julho? Em relação às datas. isso. quando a palavra “dia” não está expressa.Oitocentos reais é muito. Se não houver artigo no plural. . “Os Lusíadas” é a maior obra da Literatura Portuguesa. “é bastante”.Da praia até a nossa casa.

c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. ao pecado de saber mais do que nos convinha. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. Utilize a forma verbal mais adequada. MACK) As formas que completariam o período “Pagando parte de suas dívidas anteriores. (manter-se) c) As provas que _____________ mais erros seriam comentadas. e) Mas foram nas montagens do Kirov que ele conquistou fama. seriam: a) proveu – indispusesse b) proviu – indispuzesse . b) Além disso.. c) Segundo a assessoria. 3) Se o cavalo _______________ mais facilmente os obstáculos.. o equipamento que os auxilia a ir e vir de onde estiver para onde entender. a corrida terminará. (FGV) Nas questões abaixo. (compor) 5. deter. (FUVEST) Complete as frases abaixo com as formas corretas dos verbos indicados entre parênteses. ficará muito doente. para os quais voltou a merecer confiança”. o ponto mais alto desse trabalho. (reaver) b) Os alienados sempre ______________ neutros. 4. transpor. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. nunca mais os emprestarei. ocorrem espaços vazios. talvez as coisas fossem diferentes.a) Se ele vir o nosso trabalho. (conter) d) Quando ele _________________ uma canção de paz. 6. a possibilidade de solução será maior. 2) Quando o cavalo ________________ todos os obstáculos. d) Eles aprendem a andar com bengala longa. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. escolha um dos seguintes verbos: fazer. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. e quem faria conexão para outros Estados foram alojados em hotéis de Campinas. aumenta as chances de preservação e sustentação por meio do ecoturismo. continua batalhando. (ENG. 4) Se a equipe econômica não se __________________ nos aspectos regionais e considerar os aspectos globais. 1) Se _______________ dias frios no inverno. b) Não desanimes. e) Quando eu requiser a segunda via do documento. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. 2. uma vez aceita pela Unesco. sem que se __________ com seus credores. Para preenchê-los. b) Nenhum dos parlamentares que vinham defendendo o colega nos últimos dias inscreveram-se para falar durante os trabalhos de ontem. o problema do atraso foi resolvido em pouco mais de uma hora. o comerciante ________________ novamente seu armazém. especialmente na cena “Reino das Sombras”. poderá descansar. c) Meu pai interveio na discussão. d) Se ele reouvesse o que havia perdido. 3. A única frase que NÃO apresenta desvio em relação à concordância verbal recomendada pela norma culta é: a) A lista brasileira de sítios arqueológicos. ir. alcançaria com mais folga a linha de chegada. 5) Caso ela ______________ ao jogo amanhã. a) Quando eu _________________ os livros. deverá pagar antecipadamente o ingresso.

A 03 . procure atendê-los rapidamente.c) proveio – indispuzesse d) proveio – indispusesse e) n.. (existiu/ existiram) e) Tudo estava calmo. (há/ hão) b) Sempre que ______________ alguns pedidos.a.E 04 . (mantenha/ mantenham) b) É importante que se _______________ outras soluções para o problema. (confia/confiam) d) Hoje já não se __________________ deste modelo de carro. (observou/observaram) Resolução: 01 . como se não ________________ havido tantas reivindicações. (agrediu-se/agrediram-se) e) O fazendeiro com os peões __________________ a cerca. (busque/ busquem) c) Não se ______________ em pessoas que não nos olham nos olhos. (chegou/chegaram) b) Fomos nós que _______________ na questão.E 02 . Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses: a) ________________os filhos e o pai. (importa/ importam) d) Jamais ______________ tais pretensões por parte daquele funcionário. Complete os espaços com um dos verbos colocados nos parênteses.” a) substitui – abdicamos – desistimos b) substitue – abdicamos – desistimos c) substitui – abdiquemos – desistamos d) substitui – abidiquemos – desistimos e) substitue – abdiquemos – desistamos 8.a) reouver b) mantêm / mantiveram c) contivessem d) compuser . (tivesse/ tivessem) 10. a não ser que ______ os nossos direitos e _____ da luta.. a) Espero que se _________________ as taxas de juro. (tocou/tocamos) c) Não serei eu quem _________________ o dinheiro. (gosta/ gostam) e) A verdade é que ________________ certos pormenores pouco convincentes. 7. Como no exercício anterior. (houver/ houverem) c) Pouco me _______________ as desculpas que ele chegar a dar. (UFSCar) “O acordo não ______ as reivindicações. (levantou/ levantaram) 9. (recolherei/ recolherá) d) Mais de um torcedor _______________________ estupidamente.d. a) _____________ de haver algumas mudanças no seu governo.

etc. c) As frases 2 e 3 estão erradas. declararam guerra à Alemanha.05 . d) As frases 1 e 4 estão erradas. 3 – Os Estados Unidos são um país muito rico. c) Cancelamos o passeio.E 08 .A 07 . que normalmente é o sujeito. .Assinale a alternativa incorreta. 4 – No relógio do Largo da Matriz bateu cinco horas: era o sinal esperado. e) Não tínhamos visto as crianças que faziam oito anos.1) fizessem 2) transpuser 3) transpusesse 4) detiver 5) vá 06 . alguns de nós.a) Chegaram b) tocamos c) recolherá d) agrediram-se e) levantaram 09 . ficando na 3ª pessoa do plural ou concorda com o pronome pessoal. se o pronome estiver no singular o verbo ficará na 3ª pessoa do singular. haja visto o mau tempo. com a qual deve concordar. admitem as seguintes concordâncias: o verbo concorda com o pronome indefinido ou interrogativo. O verbo bater pode ter outra palavra como sujeito. b) Aqueles casais parecia viverem felizes. em 1941. d) Mais de um dos candidatos se cumprimentaram. b) Somente a frase 2 está errada. quantos de nós. Resposta: D Quais de vós.a) Há b) houver c) importam d) existiram e) tivesse 10 . e) As frases 2 e 4 estão erradas. Na indicação de horas o verbo bater concorda com o número de horas. Porém. 2 – (UEPG – PR) . a) Somente a frase 1 está errada. segundo a norma gramatical: a) Os Estados Unidos.a) mantenham b) busque c) confia d) gosta e) observaram EXERCÍCIOS – 02 1 – (UFPR) – Observe a concordância verbal: 1 – Algum de vós conseguirei a bolsa de estudo? 2 – Sei que pelo menos um terço dos jogadores estavam dentro do campo naquela hora.

3 – (UFCE) – Como a frase “fui eu quem fez o casamento”. 4. Foi eu quem fez o casamento. também estão corretos os períodos abaixo: 1. Fui eu que fez o casamento. por exemplo. é necessário. Foste tu quem fez o casamento. c) terras e clima desconhecidas. e) terras e clima desconhecidos.: . 6 – (CESCEM – SP) – Já .. . 16.. Fostes vós quem fez o casamento. 5 – (UEPG – PR) – Marque a frase absolutamente inaceitável.. Se vier precedido de artigo ou elemento determinante concorda com o sujeito.. etc. 8. Fui eu que fiz o casamento. Hoje. O verbo haver varia quando equivale a vejam-se. Se o sujeito for o pronome relativo QUE o verbo concorda com o antecedente. 64. . neste local árvores e flores. só . 2.. do ponto de vista da concordância nominal: a) É necessária paciência. Resposta: A Há duas concordâncias para as expressões é bom. e) Água de Melissa é ótimo para os nervos. Se os gêneros são diferentes. b) clima e terra desconhecidos.fica invariável. ervas daninhas. Resposta: 89 Quando o sujeito for o pronome relativo QUEM o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o antecedente. se o sujeito não vem precedido de artigo ou outro elemento determinante. 32.Resposta: C Ocorrem as seguintes concordâncias: a expressão haja vista fica invariável quando equivalente a atente-se. 4 – (CESGRANRIO) – Há concordância inadequada em: a) clima e terras desconhecidas. portanto no masculino. anos. b) Não é bonito ofendermos aos outros. c) É bom bebermos cerveja. d) terras e clima desconhecido. Resposta: C O adjetivo posposto a dois ou mais substantivos há duas concordâncias: O adjetivo concorda com o mais próximo ou vai para o plural. prevalece o masculino.. Foste tu que fizeste o casamento. Fostes vós que fez o casamento. d) Não é permitido presença de estranhos.

no seu grau mais elevado. esta prova. concorda com o sujeito da oração. são usadas na concordância correta? . a celebérrimo. livre. Resposta: D O superlativo absoluto expressa a qualidade de um ser. pobre.. líbero. libérrimo. humílimo. Existir é pessoal e concorda normalmente com o sujeito. há de corresponder: a) célebre. cruel. sem comparação com outro ser. livre. pobre. livre. humilde..Ontem . d) célebre. . cruel. ontem. . 8 – (PUCCAMP – SP) – Se a altíssimo corresponde alto.As aulas começam quando . relógios de parede. ocorrer. pobre. Haver (sentido de existir. humilde. a) batem – consertam-se – houve b) bate – consertam-se – havia c) bateram – conserta-se – houveram d) batiam – conserta-se-ão – haverá e) batem – consertarei – haviam Resposta: A Bater empregado com referência às horas concorda com o número de horas. conjuga-se na 3ª pessoa do singular. . Quando há sujeito. Nesta questão temos exemplos de superlativo absoluto sintético. 7 – (UFPR) – Qual a alternativa em que as formas dos verbos bater. livre. paupérrimo. c) célebre.Nessa loja . ocorrer) e o verbo Fazer (na indicação de tempo). EXCETO: a) Sabe-se que ele é honesto. 9 – (UFV-MG) – Em todos os itens o pronome SE é apassivador. respectivamente. pau.. São empregados apenas na 3ª pessoa do singular. b) célebre. A partícula SE na segunda oração é apassivadora. ótimos programas na televisão. e) célebre. cru. úmido. úmido. oito horas..a) fazem/havia/existe b) fazem/havia/existe c) fazem/haviam/existem d) faz/havia/existem e) faz/havia/existe Resposta: D Haver/fazer são verbos impessoais. crudelíssimo. É formado pelo radical do adjetivo + sufixo. no sentido de existir. consertar e haver nas frases abaixo. cruel. cru.. b) Organizou-se. o verbo concorda com ele.. O verbo haver. pobre. humilde.

. Resposta: E A oração E não pode ser passada para a voz passiva analítica. d) subordinada adverbial causal. O “SE” é índice de indeterminação do sujeito. c) Subordinada adverbial condicional. b) subordinada substantiva completiva nominal. d) Subordinada adverbial consecutiva. isto é. não pode ser pronome apassivador. Resposta: B A Oração subordinada adverbial concessiva indica uma concessão às ações do verbo da oração principal. há uma contradição ou um fato inesperado. A oração em destaque é: a) subordinada substantiva subjetiva. b) Subordinada adverbial concessiva. então. Resposta: B A oração subordinada substantiva completiva nominal funciona como complemento nominal de um substantivo. e) subordinada adjetiva explicativa.c) Não se deverá realizar mais a festa. Quem assistiu à cerimônia? Não sabemos quem é o sujeito. 11 – (UFPR) – Julieta ficou à janela na esperança de que Romeu voltasse. e) Subordinada adverbial comparativa. d) Nada mais se via. c) subordinada substantiva predicativa. e) Assistiu-se à cerimônia inteira. por mais depressa que ande”. A oração destacada é: a) Subordinada adverbial causal. adjetivo ou advérbio da oração principal. 10 – (PUCCAMP-SP) – “Nunca chegará ao fim.

não existem regras. Quem tem necessidade.Regência Nominal A regência verbal ou nominal determina se os seus complementos são acompanhados por preposição.” (Preferir a + a praia: a + a: à – veja Crase). Exemplo: . “Prefiro mais cinema do que teatro. . Quem prefere prefere alguma coisa “a” outra. De roupa: complemento nominal. Muitas regências nós aprendemos de tanto escutá-las. pois ninguém prefere menos.Ela tem necessidade de roupa. objetos diretos ou indiretos. “Prefiro ir à praia a estudar. redações e concursos.” Do que é uma regência popular e deve ser evitada em provas. Preferir mais. uma redundância.” Escutamos esta frase quase todos os dias. “Prefiro isso do que aquilo. Quem faz referência faz referência “a” alguma coisa. Acessível a Acostumado a ou com Alheio a Alusão a Ansioso por Atenção a ou para Atento a ou em Benéfico a Compatível com Cuidadoso com Desacostumado a ou com Desatento a Desfavorável a Desrespeito a Estranho a Favorável a Fiel a Grato a Hábil em .Fiz uma referência a um escritor famoso. “a”. Os nomes pedem complemento nominal. Cada palavra exige um complemento e rege uma preposição. A um escritor famoso: complemento nominal Na verdade. A frase ficaria correta desta forma: “Prefiro cinema a teatro”. portanto. e os verbos. É. porém não significa que todas estejam corretas. tem necessidade “de” alguma coisa. O verbo preferir é transitivo direto e indireto e o objeto indireto deve vir com a preposição. não existe.

Habituado a Inacessível a Indeciso em Invasão de Junto a ou de Leal a Maior de Morador em Natural de Necessário a Necessidade de Nocivo a Ódio a ou contra Odioso a ou para Posterior a Preferência a ou por Preferível a Prejudicial a Próprio de ou para Próximo a ou de Querido de ou por Residente em Respeito a ou por Sensível a Simpatia por Simpático a Útil a ou para Versado em .

Sim.Transitivo indireto .O papa assiste no Vaticano. (e não “aspiro-lhe”). .Ela sempre aspirou a esse emprego. (caber) Transitivo direto: quando significa “socorrer”. “ajudar” e exige complemento sem preposição.Ela aspirou o aroma das flores. .Regência Verbal O estudo da regência verbal nos ajuda a escrever melhor.Eu assisto no Rio de Janeiro. os verbos podem ser: . . . “a ela(s)”. É transitivo direto quando significa “convocar”. . ASSISTIR O verbo assistir pode ser transitivo indireto. . “pertencer” e exige complemento com a preposição “a”. Devemos substituir por “a ele(s)”.O candidato aspirava a uma posição de destaque.O médico assiste o ferido. (cuida) Obs: Nesse caso o verbo “assistir” pode ser usado com a preposição “a”.Assistir ao paciente. Intransitivo: quando significa “morar” exige a preposição “em”.Transitivo direto e indireto . “desejar”. .Ele assistiu ao jogo. (no: em + o) .Intransitivo ASPIRAR O verbo aspirar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. Transitivo direto: quando significa “sorver”. aspiro a ele. “inspirar” e exige complemento sem preposição. Quanto à regência verbal. Obs: Quando é transitivo indireto não admite a substituição pelos pronomes lhe(s).O professor chamou o aluno. “No Vaticano” e “no Rio de Janeiro” são adjuntos adverbiais de lugar. “presenciar”. “almejar” e exige complemento com a preposição “a”. . “fazer vir” e exige complemento sem preposição. Transitivo indireto: quando significa “pretender”.Aspiras a este cargo? . transitivo direto e intransitivo. . .Assisti a um filme. .Este direito assiste aos alunos. . (ver) . “tragar”.Todos nós gostamos de aspirar o ar do campo. “caber”.Transitivo direto . CHAMAR O verbo chamar pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. Transitivo indireto: quando significa “ver”.

(chamei-o de bobo) . . Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração de sentido. São. (chamei-lhe de bobo) . . Com o sentido de “apelidar” pode exigir ou não a preposição. . fez uso dessa construção várias vezes. .Ele se esqueceu do caderno. ESQUECER – LEMBRAR . “ter em vista” é transitivo indireto e exige a preposição “a”.Muitos visavam ao cargo. (chamei-lhe bobo) VISAR Pode ser transitivo direto (sem preposição) ou transitivo indireto (com preposição). é fácil encontrála em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses.Lembrou-me a festa. a preposição é geralmente omitida. porém.O funcionário já visou todos os cheques. portanto. (vir à lembrança) O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). “pretender”. possui um objeto direto (complemento sem preposição) e um objeto indireto (complemento com preposição) .O arqueiro visou o alvo e atirou.Ele visava atingir o posto de comando. ou seja exigem complemento sem preposição.Ele esqueceu o livro.Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu. . ou seja. transitivos indiretos. PREFERIR É transitivo direto e indireto. Ou seja.Eles se esqueceram da prova. etc) e exigem complemento com a preposição “de”. . Admite as seguintes construções: . não se diz: viso-lhe.Ele visa ao poder. . Machado de Assis.Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal) No 1º caso.Chamei Pedro de bobo.Lembrar algo – esquecer algo . por exemplo. (mirar) Quando significa “desejar”.Esqueceu-me a tragédia.Chamei a Pedro bobo. (dar visto) .É transitivo indireto quando significa “invocar” e é usado com a preposição “por”. É uma construção muito rara na língua contemporânea . pode ser transitivo direto ou transitivo indireto. .Chamei a Pedro de bobo.Eu me esqueci da chave. Quando significa “dar visto” e “mirar” é transitivo direto. -me. os verbos são pronominais (-se. No 2º caso. a ela(s). “almejar”. (cair no esquecimento) .Chamei Pedro bobo. . os verbos são transitivos diretos. . ou seja. . (chamei-o bobo) . Obs: Quando o verbo “visar” é seguido por um infinitivo.Ela chamava por Jesus. Nesse caso não admite o pronome lhe(s) e deverá ser substituído por a ele(s).

. foram revistados. b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana.. Ninguém conhecia o traficante . .. esse verbo pode ser usado na voz passiva... Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”. 2. a) nos quais / que b) cujos / com quem c) que / cujo d) de cujos / com quem e) cujos / de quem 3. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta.. que completam corretamente as frase abaixo: Os navios negreiros. OBEDECER É transitivo indireto. .Não simpatizei com os jurados. . donos eram traficantes.Maria namora João..A fila não foi obedecida.Quero a meus pais. . apenas. regidos ou não de preposição. Obs: embora seja transitivo indireto. QUERER Pode ser transitivo direto (no sentido de “desejar”) ou transitivo indireto ( no sentido de “ter afeto”..A criança quer sorvete. VER É transitivo direto. exige complemento com a preposição “a” (obedecer a).Prefiro passear a ver TV. . Não é correto dizer: “Prefiro cinema do que teatro”. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos. de acordo com a norma culta da língua: a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável. “estimar”).. o usineiro visou. d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.. o fazendeiro negociava. NAMORAR É transitivo direto. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe: .. ou seja.. . SIMPATIZAR Ambos são transitivos indiretos e exigem a preposição “com”.Ele viu o filme. e) Ao assinar o contrato. c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. ou seja. . ou seja. ao lucro pretendido.. .Prefiro cinema a teatro.Devemos obedecer aos pais. Exercícios – 01 1. não exige preposição. não admite preposição. .

/ Nunca . .. aspiro depende de concurso.. necessitamos.. nos obrigaram são aqueles . (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo .. (BB) Alternativa correta: a) Precisei de que fosses comigo.. c) Rui é o orador ...a que 10. d) Ainda não . 7. o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju.. com extrema dedicação. no silêncio.. perdoarei. d) O poeta assistiu-a nas horas amargas. c) Informou ao cliente que o aviso chegara.. e) Convenceu-se nos erros cometidos.. / Chamou-. de tolo...cujo e) a que ... não compareci... 6... vejo no mesmo lugar. e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago. (BB) Regência imprópria: a) Não o via desde o ano passado.... e) Vou visitar-lhe na próxima semana....que d) cujos . coração bate de noite...... há anos....que b) a cujos . (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma preposição: a) ávido / bom / inconseqüente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio 5.. e) Ali está o abrigo . conheço bem.. b) Avisei-lhe da mudança de horário.. João. d) Recusei-me em fazer os exames.... lhe. amo mais. b) Eis a razão .. c) Nós ... d) O jovem . / O filho não . d) Respondeu à carta no mesmo dia.... queremos muito bem...... (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado indevidamente um dos pronomes seguintes: o. encontrei trabalhando. 4.. felicidades.. c) Imcumbiu-me para realizar o negócio.. b) Fomos à cidade pela manhã............a) Não . obedecia. e) Sempre ... b) Espero-.... a) Não lhe agrada semelhante providência? b) A resposta do professor não o satisfez. A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais / de cujo o b) a que / no qual c) de que / o qual d) às quais / cujo e) que / em cujo ... (UNIFIC) Os encargos ... 9. / Eu já . o diretor se referia.... a) de que . (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ............ rapaz. 8... c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.... / Desejou-.cujos c) por que . mais admiro.. te referiste foi reprovado..

D 5. A 8. E 10. D 3. E 7. E 9. D .GABARITO: 1. C 4. E 6. D 2.

à proporção que chove.Assim. vai a algum lugar -> Quem faz referência. Repare. Exemplo. Exemplo. faz a alguma coisa. dessa forma. EXCEÇÃO. não ao professor . O pronome aquele (e variações. desde que haja um verbo ou um nome relativo que peça a preposição a..: Exemplo. Exemplo. Ex: Fui à cidade.: É o nome que se dá ao encontro de dois a+a. substituindo o substantivo feminino por um masculino. SEGUNDO CASO DE CRASE Acentua-se o a que principia locuções com palavras femininas.: Os guardas ficaram a distância. SUBSTANTIVO FEMININO Se substituir : Fui ao sitio. Só acentuamos o a antes de nomes de pessoas quando se trata de indivíduos que façam parte do nosso círculo de amizades. o a se torna ao .: Quem vai. desde que esta não esteja determinada. OUTROS EXEMPLOS. Antes de pronome possessivo é facultativo o uso do artigo. Não me refiro à secretária. podemos usar. e não ao acento. podem receber acento no a inicial. indivíduos aos quais tratamos intimamente. Faço referência a | à tua prima e não a | à tua avó. PRIMEIRO CASO DE CRASE: acentuamos o A quando. e não ao vizinho. Não fiz referência a aquilo =Não fiz referência àquilo.: Carro à gasolina. Não fui a aquela farmácia = Não fui àquela farmácia. SUBSTANTIVO MASCULINO O A se tornou ao e por isso deve ser acentuado. mas ao secretário.: a distância. Entreguei o livro à professora. Exemplo. não devemos dizer"acento de crase".: Refiro-me à Luisa e não à Dani Refiro-me a Laura e não a Marta. estudar à noite.CRASE CRASE.: Refiro-me a (ou à) sua colega e não a (ou à) minha. Deram o presente à vizinho. ..

Quando a distância e determinada.a. vou a Bahia a. à D. Locuções adverbiais com palavras repetidas não traz acento. Exemplos.a.a. Não vou a Brasília.a C.: Ele produziu um texto à Rui Barbosa. Caso o a esteja no plural. Em expressões com sentido: à semelhança de. Exemplos. à moda de. Exemplos.Você vai a aula hoje? à B. Fui a Santos ontem. quando conviver: A. Exemplo. Não se usa acento no a que antecede a palavra uma. Exemplo. a dinheiro e a prestação à.as G. Estudamos a tarde e trabalhamos a noite à. é o que dizem as placas à.: O guarda ficou à distância de cem metros do palco. o a é acentuada. Telefonei a ela. O avião pousou a zero hora e não a uma hora à. o acento é obrigatório.à I.a. de ponta a ponta. Fui a velha Londres à H. usarmos o acento. Eles gritaram à uma: Bravo! EXERCÍCIOS 1.: a portas fechadas.. cara a cara. à maneira. às favas. Vendo a vista e a prazo. a. Não se acentua o a antes de elementos no plural.. Vesti-me as pressas e saí a procura de meus amigos às.: Os visitantes ficaram a uma distância de dois metros.à L. Nunca desobedeça a nenhuma pessoa a F. Exemplos.Obedeça a sinalização. estou cansado e não vou a aula. Indique o existência da crase.Exceto se for hora ou conjutamente. depois a você e a todas as nossas amigas a. ou seja.: gota a gota. a marteladas.as E.à .a J..: Às Claras. usando o acento grave no A. Os visitantes chegaram à uma hora. a pauladas.

a Q.à N.M. Comi um bife a milanesa à .à P. Tenho um carro a álcool e um a gasolina a. Foi um baile a caráter. Passearemos a pé e não a cavalo a. só se lava a mão à O. a fantasia mesmo a. Nesta lavanderia não há maquinas. Mantenha-se a direita e não a esquerda à.à R.

Advérbio 2. lhes.Frases exclamativas Exemplo: . (c) Demonstrativo Exemplo: Isso me deixou irritado. se) podem aparecer em três posições distintas: Antes do verbo – PRÓCLISE. te. nos. não posso comprá-lo. PRÓCLISE Esse tipo de colocação pronominal é utilizada quando há palavras que atraiam o pronome para antes do verbo. vos. Tais palavras são: 1 .Conjunções subordinativas Exemplo: Embora me interesse pelo carro. os. o. Advérbio Hoje lhe contaram vários segredos. No meio do verbo – MESÓCLISE.Advérbio Exemplo: Não me arrependo de nada. Aquilo me dá arrepios. 3. a.COLOCAÇÃO PRONOMINAL Em relação ao verbo os pronomes oblíquos átonos (me. Depois do verbo – ÊNCLISE.Frases interrogativas Exemplo: Como se faz isso? Quem lhe deu o caderno? 5. as. lhe. 4. (b)Indefinidos Exemplo: Ninguém me deu apoio.Pronomes (a) Relativos Exemplo: Saio com pessoas que me agradam.

(futuro do presente) Jamais te contarei um grande segredo. Palavra atrativa Observação: nunca ocorrerá a ênclise quando a oração estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito.A oração é iniciada por verbo. Exemplo: Informei-o sobre o resultado do vestibular. MESÓCLISE Essa colocação pronominal é usada apenas com verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito. Ele entregou-lhe a carta. AS.Com infinitivo não flexionado precedido de palavra negativa ou preposição. OS. usa-se a próclise.Frases optativas Exemplo: Deus o ilumine. Exemplo: Levanta-te . Existem casos que se pode utilizar tanto a próclise como a ênclise: .Isso me deixou feliz! 6. desde que não haja uma palavra que exija a próclise. 2.Orações reduzidas de infinitivo. . OS.Pronomes pessoais do caso reto. ALTERAÇÕES SOFRIDAS PELOS PRONOMES O. podem sofrer alterações em sua forma. A. desde que não esteja no futuro. Se houver palavra atrativa. Veja: . Exemplo: Espero contar-lhe tudo. 3. Exemplo: Vim para te ajudar. Contar-te-ei um grande segredo.Com o verbo no imperativo afirmativo. Esperava-se mais desse computador. A. Vim para ajudar-te. AS QUANDO COLOCADOS EM ÊNCLISE Dependendo da terminação verbal os pronomes O. Exemplos: Ele lhe entregou a carta. ÊNCLISE Sempre ocorre ênclise nos casos abaixo: 1.

Se houver alguma palavra que justifique a próclise. Perder » perde-lo. Vou arrastando-me pelos becos escuros. Não vou arrastando-me pelos becos escuros. 3. NA. em. LOS. . perde essas consoantes e os pronomes assumem a forma LO. Não me vou arrastando pelos becos escuros. os pronomes assumem a forma NO. ou Z. Exemplo: Não devo calar-me.depois do infinitivo ou gerúndio. -ão). Exemplo: Devo-lhe entregar a carta. NOS. S. B.Quando o verbo terminar em vogal. se não houver justificativa para o uso da próclise. os pronomes não sofrem alterações. LA. NAS.depois do infinitivo ou gerúndio. Depois do infinitivo ou gerúndio.1.Se o verbo terminar em som nasal (am. .antes do verbo auxiliar Exemplo: Não se deve jogar comida fora. Dispõe » dispõe-nos. Exemplo: Devo entregar-lhe a carta. LAS. COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS Podem ocorrer as seguintes colocações pronominais: 1 – VERBO AUXILIAR + INFINITIVO OU GERÚNDIO A. Exemplo: Ouvindo-o Partindo-o 2.Se o verbo terminar em R. . Exemplo: Praticam » praticam-nas.depois do verbo auxiliar. o pronome poderá ser colocado: Antes do verbo auxiliar. Exemplo: Compôs » compô-lo. Vou-me arrastando pelos becos escuros.

as) em relação ao verbo. LAS. Essa colocação só é utilizada no futuro do presente e no futuro do pretérito. prefere futebol ) Vamos. ) Ninguém socorreu-nos naqueles momentos difíceis ) As informações que se obtiveram. chocavam-se entre si ) Quem te falou a respeito do caso? ) Não foi trabalhar porque machucara. desde que não haja uma palavra que exija a próclise. pode-se colocar o pronome oblíquo em duas posições: antes do verbo auxiliar ou entre os dois verbos. resolveu sair cedo ) É possível que o leitor nos não creia ) A turma quer-lhe. NA. LA. Já a ênclise é usada depois do verbo.. Nas locuções verbais podem ocorrer as seguintes colocações: Verbo auxiliar + infinitivo ou gerúndio. LOS. se o verbo estiver no imperativo afirmativo e nas orações reduzidas de infinitivo. EXERCÍCIOS – 01 Para as perguntas de 1 a 28 você deverá assinalar com C o que estiver correto e com I os incorretos: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 10) 11) 12) 13) 14) 15) 16) 17) 18) 19) 20) 21) 22) 23) 24) 25) 26) 27) ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) O presente é a bigorna onde se forja o futuro (próclise) ) Nossa vocação molda-se às necessidades (ênclise) ) Se não fosse a chuva. os. NAS. essa gentileza ) Para não falar. o verbo perde essas consoantes e os pronomes assumem a forma LO. a. Não me haviam ofertado nada de bom.. Os pronomes átonos sofrem determinadas alterações quando colocados em ênclise tais como: O verbo quando termina em R. quando esse inicia uma oração. ou seja. a colocação dos pronomes átonos (o. fazer uma surpresa ) A turma havia convidado-o para sair ) Ninguém podia ajudar-nos naquela hora ) Algumas haviam-nos contado a verdade ) Todos se estão entendendo bem . Tal colocação pode aparecer em três posições distintas. Caso a locução verbal não inicie a oração. NOS. CONCLUSÃO Vimos nesse tutorial o assunto colocação pronominal. acompanhar-te-ia (mesóclise) ) Macacos me mordam! ) Caro amigo. Não se coloca o pronome oblíquo após o particípio. S ou Z. a próclise que é a colocação dos pronomes antes do verbo. muito lhe agradeço o favor. mas também me deu presente ) Ele chegou e perguntou-me pelo filho ) Em se tratando de esporte.VERBO AUXILIAR + PARTICÍPIO Se não houver palavras que justifique o uso da próclise.se na véspera ) Não só me trouxe o livro. Verbo auxiliar + particípio. a mesóclise que ocorre quando o pronome é colocado no meio do verbo. Exemplo: Haviam-me ofertado um alto cargo executivo. Quando o verbo termina em som nasal os pronomes assumem as formas NO. saíram felizes ) Convido-te a fazeres-lhes.lhe. amigos. cheguem-se aos bons ) O torneio iniciar-se-á no próximo Domingo ) Amanhã dizer-te-ei todas as novidades ) Os alunos nos surpreendem com suas tiradas espirituosas ) Os amigos chegaram e me esperam lá fora ) O torneio iniciará-se no próximo domingo ) oferecida-lhes as explicações. o pronome ficará depois do verbo auxiliar.

28) ( ) As meninas não tinham nos convidado para sair 29) Assinale a frase com erro de colocação pronominal: a) Tudo se acaba com a morte. explicaria-lhe tudo c) João tem-se interessado por suas novas atividades d) Ele estava preparando-se para o vestibular de Direito 30) Assinale a frase com erro de colocação pronominal: a) Tudo me era completamente indiferente b) Ela não me deixou concluir a frase c) Este casamento não deve realizar-se d) Ninguém havia lembrado-me de fazer as reservas 31) Assinale a frase incorreta: a) Nunca mais encontrei o colega que me emprestou o livro b) Retiramo-nos do salão. espero que todos apresentem-se na hora conveniente c) Os conselhos que dão-nos os pais. fará prova amanhã: 1. Qual? a) Isto me não diz respeito! Respondeu-me ele. _______. Deveria ocorrer ênclise 3. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna: a) alimentarmos. para que não _______ Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas: a) se demoram � avisem-nos � nos preocupemos .nos 36) Caso _______ lá.mo.nos c) nos alimentarmos d) nos alimentarmo. Pedro II o convidou 34) O pronome pessoal oblíquo átono está bem colocado em um só dos períodos. afetadamente b) Segundo deliberou-se na sessão. porém não posso deixar de te dizer a verdade 32) O funcionário que se inscreve. Ocorre próclise em função do pronome relativo 2. menos a saudade b) Com muito prazer. deixando-os sós c) Faça boa viagem! Deus proteja-o d) Não quero magoar-te. levamo-los em conta mais tarde d) Amanhã contar-lhe-ei por que peripécias consegui não envolver-me 35) Estas conservas são para nós __________ durante o inverno. Tanto a ênclise quanto a próclise são aceitáveis a) Correta apenas a 1ª afirmativa b) Apenas a 2ª é correta c) São corretas a 1ª e a 3ª d) A 4ª é a única correta 33) Assinale a colocação inaceitável: a) Maria Oliva convidou-o b) Se abre a porta da caleça por dentro c) Situar-se-ia Orfeu numa gafieira? d) D.nos b) alimentar. se soubesse. A mesóclise é impraticável 4.

Identifique-o: a) Finalmente entendemos que aquela não era a estante onde deveriam-se colocar cristais b) Ninguém nos falou.se todas as falhas 40) ( ) Segundo informaram. reclamou seus direitos GABARITO 1) C 11) C 2) C 12) C 3) C 13) C 4) C 14) C 5) C 15) I 6) I 16) C 7) C 17) C 8) C 18) I 9) I 19) I 10) C 20) I 21) C 22) C 23) C 24) I 25) C 26) I 27) I 28) I 29) B 30) D 31) C 32) C 33) B 34) A 35) C 36) A 37) C 38) A 39) C 40) I 41) I 42) C 43) C 44) C 45) C 46) I 47) C 48) C 49) I 50) C 51) C 52) I 53) C 54) I 55) C 56) C 57) I 58) I . com tanta sinceridade c) Não se vá.se.lhe. ainda hoje devolvê-los-ei como havia prometidolhes 42) ( ) Os professores haviam-nos instruído para as provas 43) ( ) Nada chegava a impressioná-la em sua passividade 44) ( ) Que Deus te acompanhe por toda a vida 45) ( ) Quando lhes entregariam as provas.b) se demorem � avisem-nos � preocupemo-nos c) demorem-se � nos avisem � preocupemo-nos d) demorem-se � nos avisem � nos preocupemos 37) Do lugar onde _______. descobriram. era um mistério que não lhes era possível desvendar 46) ( ) A respeito daquelas fraudes.se emocionados. marcará com a letra C aquelas com o pronome oblíquo bem colocado. custa-lhe ficar um pouco mais? d) A mão que te estendemos é amiga Para as questões que seguem de 39 a 58. romperão-se as cláusulas contratuais 58) ( ) Assim que sentiu-se prejudicado. em que o céu ________com a terra a) se encontrava � se divisava � ligava-se b) se encontravam � se divisava � ligava-se c) se encontravam � divisava-se � se ligava d) encontravam-se � divisava-se � se ligava 38) O pronome está mal colocado em apenas um dos períodos. já se encontram prontos os contracheques desta mês 41) ( ) Os papéis que remeteram-me estão em ordem. se ficassem de braços cruzados 57) ( ) No caso de não cumprirem o horário das aulas. banhando-me. enquanto outros não se esforçavam nem um pouco 56) ( ) Nada se faria. ______um belo panorama. ouço-lhe os passos no corredor 52) ( ) Dir-se-ia que todos preferem-lhe ocultar os fatos 53) ( ) Os alunos não têm preocupado-se com as provas 54) ( ) Peça a dar. outrora. mas não lhes deram mais nenhuma informação 48) ( ) Aquele foi o livro que lhe eu dei como prova de admiração 49) ( ) Admirou-me a despesa porque não havias-me dito que o presente iria custar-te tão caro 50) ( ) Ainda não me havias falado essas injúrias 51) ( ) Já de pé.me na seção. os auditores já haviam prevenido-os há muito tempo 47) ( ) Os amigos entreolharam. obedecendo as normas da Língua Culta e com I assinalará as incorretas: 39) ( ) Quando se estudaram minuciosamente as propostas.à o perdão 55) ( ) Causava-me admiração ver aqueles jovens dedicando-se aos estudos.

IV . basicamente. A casa. = rodovia. agora.. ensinar. o modo porque falou: e daí tornou atrás. = habitante. ponto: • Emprega-se o ponto. III . melodia. foi uma garota sapeca. Desejo-lhe uma feliz viagem. hab. silêncio . parecia abandonada. o salto que deu. rod. o ponto-e-vírgula: • Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula. expressões ou orações e esclarecer o sentido de frases. entonação e até mesmo. O ponto que é empregado para encerrar um texto escrito recebe o nome de ponto final. ao próprio ato. pesquisar e divulgar o pensamento. Estes são também usados para destacar palavras. Na linguagem escrita. II .que só estão presentes na oralidade. levado de um ímpeto irresistível. praticamente uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula. a arte e o saber.liberdade de aprender. b) separar vários itens de uma enumeração: Art. Rubião recordou a sua entrada no escritório do Camacho. evocou a cena: o menino. emprega-se o ponto-e-vírgula para: a) separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que já apresentam separação por vírgula: Criança. e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. para indicar o término de um frase declarativa de um período simples ou composto.pluralismo de idéias e de concepções. a fim de dissipar qualquer tipo de ambigüidade. O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas. Geralmente. era inteligente e alegre. (Constituição da República Federativa do Brasil) dois-pontos: • Os dois-pontos são empregados para: a) uma enumeração: . o carro. por exemplo: fev.. no entanto tudo no seu interior era conservado com primor. 206. o grito.pausa.. quase sempre fechada.gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais. = fevereiro. os cavalos.. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I .PONTUAÇÃO Há certos recursos da linguagem .igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Estirado no gabinete. moça. (Machado de Assis) b) uma citação: . para substituir tais recursos. tornou-se uma doidivanas. usamos os sinais de pontuação. mulher madura.

senhor.Às cinco. Observação: Na linguagem coloquial pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns advérbios: cedinho.Não obrigado. se o senhor não der outra ordem. Exemplos: ratificar/retificar.Então janta.Não. . pouquinho etc.Bem. NOTA A invocação em correspondência (social ou comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou de vírgula: Querida amiga: Prezados senhores. melhorzinho. (José de Alencar) ponto de exclamação: • O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa. Eis aqui um comedouro muito compreensível e muito repousante.Visto que ela nada declarasse.. Não porque o amasse. somente é usada na frase de per si (= cada um por sua vez. . Parônimos são vocábulos diferentes na significação e parecidos na forma. ainda que esta não exija resposta: O criado pediu licença para entrar: . . o marido indagou: .O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro ou a cavalo? . que normalmente exprime admiração. descriminar/discriminar etc. assombro. o que houve? c) um esclarecimento: Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir Pedro. mas para magoar Lucila. ponto de interrogação: • O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta. considerada arcaica. Nota: A preposição per. Observe que os dois-pontos são também usados na introdução de exemplos.Viva o meu príncipe! Sim. homem! (Eça de Queiroz) NOTA O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções interjetivas: Oh! Valha-me Deus! .Afinal. indignação etc. censo/senso.O senhor não precisa de mim? . notas ou observações. isoladamente). longinho.. Jacinto! . A que horas janta-se? . surpresa.

fomos todos jantar fora. h) para isolar os adjuntos adverbiais: A multidão foi. o gênio da pintura italiana. Ricardo. Estão todos cansados. sala de visitas. logo não é digno de confiança. venha até o meu gabinete. d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber. Ontem à noite. a vírgula deve ser empregada: Rodrigo estava nervoso. e gesticulava. sala de jantar.000. aliás. exceto as introduzidas pela conjunção e: Ele já enganou várias pessoas. 22 de maio de 1995. ficou presa no elevador. i) para isolar as orações coordenadas. Eles viajaram para a América do Norte. b) para isolar o vocativo: Cristina. das sete às onze. f) para isolar elementos repetidos: O palácio. nasceu em Urbino. avançando para o palácio. Você pode usar o meu carro. analistas de sistemas e secretárias. por exemplo. tudo o que tínhamos economizado durante anos. para o Canadá. 13 de dezembro de 1995. cansados de dar dó! g) para isolar. e falava em voz alta. mas tome muito cuidado ao dirigir. as noites são escuras e perigosas. Roma. e roía as unhas. Andava pelos cantos. e ria. isto é. aliás. . Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos elementos da enumeração. pelo próprio gerente. economistas. isto é. e) para isolar o adjunto adverbial antecipado: Lá no sertão. aos poucos. c) para isolar o aposto: Dona Sílvia. Os candidatos serão atendidos.): Gastamos R$ 5. área de serviço e dois banheiros. além disso etc. aquela mexeriqueira do quarto andar. O apartamento tem três quartos.00 na reforma do apartamento. Rafael. desligue já esse telefone! Por favor. o nome do lugar: São Paulo.• O uso da vírgula: Emprega-se a vírgula (uma breve pausa): a) para separar os elementos mencionados numa relação: A nossa empresa está contratando engenheiros. ou melhor. nas datas. o palácio está destruído.

Às vezes gritava. que foi um acidente. j) para indicar a elipse de um elemento da oração: Foi um grande escândalo. respondi secamente.Não compareci ao trabalho ontem. "puxou o tapete" de Juliana lá no trabalho. m) para isolar as orações adjetivas explicativas: Marina. que é um romance contemporâneo. sem saber onde. Respeitosamente. é fantástico. pois estava doente. . O filme. outras. l) após a saudação em correspondência (social e comercial): Com muito amor. Ouvir cantar o galo. disse ele. k) para separar o paralelismo de provérbios: Ladrão de tostão. que é uma criatura maldosa. Paulo diz que ela se suicidou. estrebuchava como um animal. Não se sabe ao certo. Vidas Secas. ladrão de milhão. n) para isolar orações intercaladas: Não lhe posso garantir nada. foi escrito por Graciliano Ramos. a irmã.

emergir e imergir. existe aproximadamente. semelhante. cedo (advérbio) e cedo (verbo ceder). Antônimos São palavras que apresentam. acontece aproximadamente afim = semelhante. almoço (refeição) e almoço (verbo almoçar). resgatar = recuperar maciço = compacto ratificar = confirmar digno = decente. concerto (harmonia) e conserto (remendo). libertino. Antônimos e Parônimos Sinônimos São palavras que apresentam. Lista de Parônimos acender = atear fogo ascender = subir acerca de = a respeito de. entre si. Homônimos Homófonos Têm o mesmo som e grafias diferentes.Significação das palavras: Sinônimos. com afinidade a fim de = com a finalidade de amoral = indiferente à moral imoral = contra a moral. mas de forma parecida. Homônimos Homófagros Têm a mesma grafia e sons diferentes. bom x mau bem x mal condenar x absolver simplificar x complicar Homônimos São palavras iguais na forma e diferentes na significação. devasso apreçar = marcar o preço apressar = acelerar arrear = pôr arreios arriar = abaixar . retificar e ratificar. sede (vontade de beber) e sede (residência). meio (adjetivo) e meio (substantivo). Há três tipos de homônimos: Homônimos Perfeitos Têm a mesma grafia e o mesmo som. sentidos opostos. o mesmo significado. sobre cerca de = aproximadamente há cerca de = faz aproximadamente. seção (repartição) e cessão (ato de ceder). honesto reminiscências = lembranças insipiente = ignorante. entre si. triste = melancólico. meio (numeral). contrários. sessão (reunião). Parônimos São palavras de significação diferente.

inteligente. reparar conjetura = suposição. incluso incipiente = iniciante insipiente = ignorante indefesso = incansável indefeso = sem defesa . circunstância coser = costurar cozer = cozinhar deferir = conceder diferir = adiar descrição = representação discrição = ato de ser discreto descriminar = inocentar discriminar = diferençar. desatento desapercebido = desprevenido discente = relativo a alunos docente = relativo a professores emergir = vir à tona imergir = mergulhar emigrante = o que sai imigrante = o que entra eminente = nobre. contratempo comprimento = extensão cumprimento = saudação concertar = harmonizar. hipótese conjuntura = situação. distinguir despensa = compartimento dispensa = desobrigação despercebido = sem atenção. entendido espiar = olhar sorrateiramente expiar = sofrer pena ou castigo estada = permanência de pessoa estadia = permanência de veículo flagrante = evidente fragrante = aromático fúsil = que se pode fundir fuzil = carabina fusível = resistência de fusibilidade calibrada incerto = duvidoso inserto = inserido. alto. excelente iminente = prestes a acontecer esperto = ativo.bucho = estômago de ruminantes buxo = arbusto ornamental caçar = abater a caça cassar = anular cela = aposento sela = arreio censo = recenseamento senso = juízo cessão = ato de doar seção ou secção = corte. vivo experto = perito. combinar consertar = remendar. divisão sessão = reunião chá = bebida xá = título de soberano no Oriente chalé = casa campestre xale = cobertura para os ombros cheque = ordem de pagamento xeque = lance do jogo de xadrez.

desrespeitar intemerato = puro. corajoso intercessão = súplica. notar defeito em taxar = estabelecer o preço vultoso = volumoso vultuoso = atacado de vultuosidade (congestão na face) . rogo interse(c)ção = ponto de encontro de duas linhas laço = laçada lasso = cansado. valente. pequeno prego taxa = tributo tachar = censurar. violar. íntegro. frouxo ratificar = confirmar retificar = corrigir soar = produzir som suar = transpirar sortir = abastecer surtir = originar sustar = suspender suster = sustentar tacha = brocha.infringir = transgredir. incorrupto intimorato = destemido.

com o que está implícito. É ferida que dói e não se sente. “E rir meu riso e derramar meu pranto. penso e peço. “De tudo ficou um pouco.” f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. É dor que desatina sem doer” . isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.” h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. Do meu medo. A vida. mas com o que se subentende. “Esperando. “Eu que passo. figuras de pensamento e figuras de palavras. Normalmente. (omissão de prefiro) c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.)” d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.. apenas quatro ou cinco convidados. • De número Os Lusíadas glorificou nossa literatura. mas de significados distintos. parada.” Figuras de construção a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto. figuras de construção. pregada na pedra do porto.” e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso.Figuras de Linguagem São recursos que tornam mais expressivas as mensagens. g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem. Subdividem-se em figuras de som.. A silepse pode ser: • De gênero Vossa Excelência está preocupado. Figuras de som a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais. não sei realmente se ela vale alguma coisa. “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral.” b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos. eu. “ E sob as ondas ritmadas e sob as nuvens e os ventos e sob as pontes e sob o sarcasmo e sob a gosma e sob o vômito (. Do teu asco. Ele prefere cinema. • De pessoa “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.” (omissão de havia) b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes. “Na sala. “ Amor é um fogo que arde sem se ver.” c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos. teatro. É um contentamento descontente.

de palavras que se opõem pelo sentido. procura-se suavizar alguma afirmação desagradável. denominado norma culta ou língua padrão. Estou morrendo de sede. O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de .” c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca. obtendo-se. restrugindo. torna-se outro por empréstimo. (teto em lugar de casa) c) catacrese: ocorre quando. uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido. numa expressão. Entretanto.” g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada). Senhor Deus!” Figuras de palavras a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual. O pé da mesa estava quebrado. batendo.os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles) e) sinestesia: trata-se de mesclar. “Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós. em síntese.Figuras de pensamento a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários. pois. Observe: Não tinha teto em que se abrigasse. consiste numa transposição de significado. “Os jardins têm vida e morte. O jardim olhava as crianças sem dizer nada. não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado. (em vez de ele roubou) d) hipérbole: trata-se de exagerar uma idéia com finalidade enfática. Ele enriqueceu por meios ilícitos. com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas. uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. por falta de um termo específico para designar um conceito.. Todavia. “Meu pensamento é um rio subterrâneo. d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade: .” b) metonímia: como a metáfora. a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança. devido ao uso contínuo. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. A luz crua da madrugada invadia meu quarto. efeito crítico ou humorístico. em se tratando da linguagem escrita. (em vez de estou com muita sede) e) prosopopéia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados. “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.” b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual. como na metáfora. com isso. A metáfora implica. f) gradação ou clímax: é a apresentação de idéias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax) “Um coração chagado de desejos Latejando.. Vícios de linguagem A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua. ou seja.

a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta. f) eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?) d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras. O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente. temos os chamados vícios de linguagem. O menino repetente mente alegremente. . refere-se às figuras de linguagem. este não é considerado vicioso. pesquiza (em vez de pesquisa) prototipo (em vez de protótipo) b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática. desvio na sintaxe de concordância) c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido. (em vez de faz . O guarda deteve o suspeito em sua casa. Fazem dois meses que ele não aparece. Paguei cinco mil reais por cada. Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático.alcançar uma maior expressividade. Quando o desvio se dá pelo não conhecimento da norma culta. e) pleonasmo vicioso: consiste na repetição desnecessária de uma ideia.

O período pode ser simples (quando possui uma só oração) ou composto (quando possui mais de uma oração). a ela damos o nome de núcleo. Simples – quando o sujeito possui um único núcleo. Termos essenciais da oração: sujeito e predicado 2. Termos acessórios: adjunto adnominal. Sujeito: O computador Núcleo: computador TIPOS DE SUJEITO 1. observa a função da palavra na oração ou no período. A frase pode ou não ter verbo. O termo pode ser formado por uma ou várias palavras. Frase é todo e qualquer enunciado de sentido completo. Exemplo: O computador travou novamente. Período é a frase expressa através de uma ou várias orações terminadas por ponto. recapitulativo ou resumidor. especificativo. Núcleo do sujeito: é a palavra (substantivo ou pronome) que realmente indica a função sintática que está exercendo. quer se apresente de forma explícita. Para que haja oração é necessário um verbo e cada verbo forma uma oração. distributivo. complemento nominal 3. é facilmente apontado na oração. enumerativo. Assim haverá tantas orações quantos forem os verbos existentes no período. aposto (explicativo. Termos integrantes: complemento verbal. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO (SUJEITO e PREDICADO) SUJEITO O sujeito é o termo da oração a respeito do qual se enuncia algo. ponto de interrogação ou reticências.Análise Sintática A Análise sintática estuda a estrutura do período. quer implícita. TERMOS DA ORAÇÃO Os termos da oração são classificados de acordo com a importância que exercem dentro da oração. Quando o termo é formado por um conjunto de palavras. no termo sujeito “A bela Luana” o núcleo é Luana. divide e classifica suas orações. adjunto adverbial. . Exemplo: o menino quebrou o brinquedo. e subdivide-se em: simples e composto. ponto de exclamação. há sempre uma que se destaca – é a mais importante –. Os termos da oração são formados por palavras que se relacionam entre si e cada um desses termos desempenha uma função. Veja que o termo “A bela Luana” é formado por 3 palavras. uma oração ou um período. Destarte. São: 1. Exemplo: Luana desfila (o termo sujeito é Luana) A bela Luana desfila (o termo sujeito é A bela Luana) Obs. vocativo. Oração é o conjunto de palavras organizadas em torno de um verbo. DETERMINADO O sujeito é determinado quando pode ser identificado na oração. comparativo). pode ser formada por uma simples palavra. oracional.

3. Exemplo: Mandaram o pintor concluir o serviço. nevar. amanhecer. Exemplo: Houve sérios problemas na rede elétrica / Há vários anos não viajamos. possui sujeito expresso na oração. 3. Para estudá-lo é necessário conhecer o verbo que forma o predicado. Verbo na 3ª pessoa do plural.núcleo Composto – quando o sujeito apresenta dois ou mais núcleos. Quanto à predicação os verbos podem ser classificados como: intransitivos. O verbo ser. Exemplo: Falou-se de você. núcleo núcleo Implícito – quando o sujeito não está expresso claramente e só é possível identificá-lo através da desinência verbal. trovejar. pois a informação fornecida não se refere a nenhum sujeito. 2. ou pela impossibilidade de sua explicitação. impessoal. O verbo haver no sentido de existir ou indicação de tempo transcorrido. ALGUMAS OBSERVAÇÕES: 1. VERBO INTRANSITIVO São verbos que não exigem complemento. anoitecer. etc. INDETERMINADO Quando o sujeito não está expresso na oração. geralmente aparece preposição depois do pronome se. ele deve ser classificado como determinado. 2. 2. não é possível determiná-lo na oração. 3. . não há palavra que funcione como sujeito. concorda com o predicativo. Exemplo: Lula e Dirceu cambaleavam pela rua. As principais são: 1. nunca oculto. Verbos que exprimem fenômenos da natureza: chover. podendo aparecer na 3ª pessoa do plural. Quando um pronome indefinido representa o sujeito. ORAÇÕES SEM SUJEITO São orações constituídas apenas pelo predicado. ou por não se desejar que ele seja conhecido. O sujeito não é indeterminado com a partícula se funcionando como partícula apassivadora. jamais aparece preposição depois o pronome se. PREDICADO O predicado é aquilo que se comenta sobre o sujeito. quando usados em sentido conotativo (figurado) deixam de ser impessoais. ser e estar indicando tempo transcorrido ou tempo que indique fenômeno da natureza. Exemplo: Alguém pegou a minha borracha / Ninguém ligou hoje. Exemplo: São oito horas da manhã / É uma hora da tarde. ou seja.Verbo na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome se. Veja as características: o verbo pode estar na 3ª pessoa do singular ou plural. Veja as características: o verbo sempre na 3ª pessoa do singular. Exemplo: Amanheci disposto / choveram reclamações sobre as operadoras de telefonia. Exemplo: Faz duas semanas que não chove / Está muito quente hoje / Era noite quando ele chegou. Exemplo: A menina caiu / O computador quebrou. Exemplo: Precisa-se de costureiras. O sujeito indeterminado apresenta-se de duas maneiras: 1. Observação: O sujeito é indeterminado com a partícula se funcionando como índice de indeterminação.O verbo fazer. não pode ser transformada em voz passiva analítica. pode ser transformado em voz passiva analítica. Exemplo: Viajaremos para São Paulo. Os verbos que indicam fenômenos da natureza. pois têm sentido completos. Exemplo: Choveu muito hoje pela amanhã / Nevou bastante no inverno. Exemplo: Consertam-se botões. sem a existência de outro elemento que exija essa flexão do verbo. transitivos e de ligação. Sujeito: (nós) 2.

Predicado Verbal Expressa a ação praticada ou recebida pelo sujeito. Exemplo: Gustavo gostava de chocolate. chamado de objeto indireto.VERBO TRANSITIVO: São verbos que exigem complemento e se dividem em: transitivo direto. O verbo de ligação pode expressar: 1. encontrar-se. tornar-se. predicado verbal e predicado verbo-nominal. O verbo é de ligação. Os termos integrantes da oração são: . Exemplo: Os alunos permaneceram na sala. Exemplo: As empresas tiveram prejuízos. Continuação de estado. andar. Exemplo: Antônio anda preocupado / A criança está doente. Observação: O núcleo do predicado nominal é chamado predicativo do sujeito. pois sua mensagem principal é a ação praticada ou recebida pelo sujeito. achar-se. Verbos ser e viver. 1. 1. Exemplo: O computador permaneceu desligado / José continua febril. Verbo parecer. pois atribui qualidade ou condição. ligando-se diretamente ao seu complemento. Transitivo direto e indireto: exigem os dois complemento – objeto direto e objeto indireto – ao mesmo tempo. o que não se modifica. 2. 4. Exemplos: O dia continua quente / Todos permaneciam apreensivos. 3. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO São termos que servem para complementar o sentido de certos verbos ou nomes. 3. Verbos ficar. Estado permanente: expressa o que é habitual. meter-se. acabar. VERBO DE LIGAÇÃO São verbos que expressam estado ou mudança de estado e ligam o sujeito ao predicativo. Exemplo: Os professores receberam o prêmio. 2. pois seu significado só se completa com a presença de tais termos. Transitivo Indireto: exigem preposição. Estado aparente. Observação: o núcleo do predicado verbal é o verbo. Exemplo: A pintura ficou bonita. Estado transitório: expressa o que é passageiro: Verbos estar. Predicado Verbo-Nominal Informa a ação e o estado do sujeito. Exemplo: Alan pediu um carro ao pai. Exemplo: Anita é bonita. Exemplos: Nós chegamos cansados / Cândida retornou feliz da viagem. TIPOS DE PREDICADO Há três tipos de predicado: predicado nominal. Veja: O comprador saiu da loja estressado / A criança dormia tranqüila. transitivo indireto e transitivo direto e indireto. Observação: o predicado verbo-nominal é constituído de dois núcleos – um verbo e um nome – porque fornece duas informações: ação e estado. 3. cair. Transitivo direto: não exigem preposição. ligando-se indiretamente ao seu complemento. Veja: Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho. chamado objeto direto. Exemplo: A sobremesa parece saborosa. permanecer. Mudança de estado: revela transformação. Verbos continuar. 5. Predicado Nominal Expressa o estado do sujeito. 2.

/ A árvore está cheia de frutos. Complemento verbal 2. há casos em que o objeto direto necessita de uma preposição: 1. 3. Exemplo: Amai a Deus sobre todas as coisas. Quando se quer indicar idéia de parte. Quando é formado pelo pronome relativo quem. Exemplo: Beberemos deste vinho. Quando é formado por substantivos próprios ou referentes a pessoas. Objeto Direto Pleonástico Quando se quer dar ênfase à idéia. Exemplo: Lembrei-me de minha terra natal. Para determinar o complemento nominal basta seguir o seguinte esquema: Nome + preposição + quem ou quê? Exemplo: Ele é perito em computação. COMPLEMENTO NOMINAL Complemento Nominal é o termo que completa o sentido de substantivos. (complemento nominal) AGENTE DA PASSIVA Agente da Passiva Ocorre em orações cujo verbo se apresenta na voz passiva a fim de indicar o elemento . Exemplo: Aline gosta de frutas. ligando a esses nomes por meios de preposição. / Não confio em políticos. Exemplos: Eles esperavam o ônibus / Rita vendia doce. Objeto Indireto Pleonástico É quando o objeto indireto aparece duplamente na oração para se dar ênfase a idéia. PS: Para reconhecer o objeto indireto. indefinidos e de tratamento. Exemplo: Queremos conhecer o professor a quem admiras tanto. Exemplo: Este livro. Complemento Nominal COMPLEMENTO VERBAL _ Objeto direto _ Objeto indireto Objeto Direto Termo não regido por preposição. o objeto indireto completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Exemplo: Tenho a certeza de sua culpa. 4. adjetivos e advérbios. Exemplo: A foto sensibilizou a todos. 6. Exemplo: Assim. Para evitar ambigüidade: Exemplo: Convenceu ao pai o filho mais velho. Exemplo: A chuva molhou a ambos.1. (objeto indireto) Ela manteve seu gosto pelo luxo. Objeto Direto preposicionado Mesmo não sendo regido de preposição. Objeto Indireto Completa o sentido do verbo transitivo indireto e é regido por preposição. porção. prejudicas a ti. Exemplo: A mim ensinaram-me muito bem. Ex: Ela vendia (o quê) doce. Diferença entre o Complemento Nominal e Objeto Indireto Enquanto o complemento nominal completa só sentido dos nomes (substantivo. Quando é formado por pronomes oblíquos tônicos. o objeto direto aparece repetido na oração. eu o comprei. Completa o sentido do verbo transitivo direto. 7. adjetivo e advérbio). basta a pergunta quem ou quê depois do verbo + preposição adequada. Quando é formado por pronomes demonstrativos. Quando o objeto direto é a palavra ambos. PS: Um método bem prático para determinar o objeto direto é perguntar quem? ou o quê? depois do verbo. 2. 5. Exemplo: Aline gosta (de quê) de frutas.

Adnominal Numeral Pronome adjetivo AQUELES computadores estão quebrados. Adnominal Locução adjetiva OBSERVAÇÃO: Funcionam também como adjuntos adnominais os pronomes oblíquos quando assumem o valor de pronomes possessivos. determiná-lo ou individualizá-lo. Adj. (agente da passiva) Sentia-se livre de qualquer responsabilidade. Adjetivo: As casas ANTIGAS eram mais trabalhadas. locuções adjetivas. Adnominal Adjetivo Artigo: AS estrelas iluminavam A noite. pronomes adjetivos.que executa a ação verbal. Adj. (Feriram minhas pernas) DIFERENÇA ENTRE ADJUNTO ADNOMINAL E COMPLEMENTO NOMINAL Adjuntos Adnominais são palavras que acompanham o núcleo do sujeito ou do predicativo do sujeito dando- . Adj. Exemplo: Feriram-me as pernas. (complemento nominal) Vamos precisar de sua compreensão. o objeto indireto e o complemento nominal são regidos por preposição. OBSERVAÇÃO: O agente da passiva. pronomes ou verbos que os acompanham. Para ser agente da passiva o sujeito precisa ser paciente. • aposto ADJUNTO ADNOMINAL São palavras que acompanham o substantivo para caracterizá-lo. Exemplo: As terras foram invadidas pelos sem-terra. O adjunto adnominal pode ser representado por: adjetivos. artigos. • adjunto adverbial. numerais. adnominal Artigo artigo Numeral: TRÊS árvores caíram. muitas vezes há dúvidas na diferenciação dos três. sofre a ação verbal. (objeto indireto) TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO Apesar de prescindíveis são necessários para o entendimento do enunciado porque informam alguma característica ou circunstância dos substantivos. Adj. basta observar o sujeito da oração. Quando isso ocorrer. Adj. Adnominal Pronome adjetivo Locução adjetiva: O suco DE LARANJA estava gostoso. ou seja. / A cidade estava cercada de belezas naturais. Exemplo: A estatueta havia sido levada pelos invasores. Adnominal Adj. São considerados termos acessórios da oração: • adjunto adnominal.

Adverbial Circunstância de dúvida: POSSIVELMENTE chegaremos atrasados. Adj. Adverbial Circunstância de intensidade: Comemos POUCO no almoço. Adj. Adj. Adj. Adverbial Circunstância de instrumento: COM A VASSOURA retirou a sujeira da sala. exigem um complemento. . adjetivos e advérbios) se comportam de maneira similar aos verbos transitivos. Adj. Adj. do ponto de vista da análise sintática. para indicar uma circunstância. Adverbial Circunstância de lugar: O trânsito está engarrafado NA AVENIDA DE SÃO LUÍS. Complemento Nominal é o termo que completa o sentido de substantivos. Adj. ao adjetivo ou a outro advérbio. isto é. (CN) ADJUNTO ADVERBIAL Termo que se refere ao verbo. Adverbial Circunstância de companhia: Vou sair COM VOCÊ. adjetivos e advérbios. Adverbial Circunstância de assunto: Conversamos SOBRE ECONOMIA. Adverbial Circunstância de finalidade: Estudo PARA AUMENTAR MEUS CONHECIMENTOS. Esses nomes (substantivos. O que é denominado de complemento nominal. Adverbial Circunstância de causa: Estávamos tremendo DE FRIO. ligando a esses nomes por meios de preposição. São termos acessórios da oração. Adverbial Circunstância de negação: NÃO deixarei desarrumarem a casa. Circunstância de tempo: Só obtivemos os gabaritos do vestibular NO DIA SEGUINTE. Adj. Adverbial Circunstância de meio: Prefiro viajar DE CARRO.lhes características. delimitando-os. Ex. O amor de mãe faz bem a qualquer um. Adj. Adj. Adj. Exemplo: Santos Dumont foi o responsável pela invenção do avião. Adverbial Circunstância de modo: Os turistas foram recebidos ALEGREMENTE.

sentimento esse usado para invocar. voltem aqui. VOCATIVO – TERMO INDEPENDENTE É considerado um termo independente da oração porque não faz parte de sua estrutura.Adj. venha cá! Vocativo MEUS FILHOS. Aposto AMD. A VENEZA BRASILEIRA. Vocativo São Paulo. esclarecer. APOSTO É o termo que tem por objetivo explicar. MENINOS. Exemplo: VENEZA BRASILEIRA. chamar. são as que apresentam maiores dificuldades de aprovação no vestibular. Exemplo: Algumas matérias. Aposto . enquanto o aposto mantém relação sintática com um ou vários termos da oração. FÍSICA e QUÍMICA. Recife. sofre durante o período chuvoso. CENTRO FINANCEIRO. resumir ou comentar algo sobre outro termo da oração. Recife está sofrendo com o começo do inverno. sofre com as altas taxas de desemprego. É usado para expressar o sentimento do falante. tenham calma. vem ganhando mercado. Aposto OBSERVAÇÕES: O aposto pode aparecer anteposto ao termo a que se refere. Exemplo: MENINO. Adverbial Circunstância de afirmação: COM CERTEZA iremos ao parque. Adverbial. Aposto O aposto pode aparecer precedido de expressões explicativas. Vocativo DIFERENÇA ENTRE VOCATIVO E APOSTO O vocativo não mantém relação sintática com nenhum termo da oração. MATEMÁTICA. Adj. interpelar ou apelar a quem o falante se dirige. FABRICANTE DE PROCESSADORES. a saber.

. Ex. complementam mutuamente seus sentidos. ou não sairá nesse sábado. Não só reclamava da escola.. Conjunções: ou. fomos deitar. apesar de sua autonomia em relação às outras.. as orações são coordenadas sindéticas. que. Conjunções: logo. uma oposição. Estude. C) Alternativa: Exprime ideia de opção. apresentam orações coordenadas entre si. e nenhuma delas funciona como termo da outra. A) Aditiva: Exprime uma relação de soma. banhamo-nos. B) Adversativa: exprime uma ideia contrária à da outra oração. mas ainda. Ex. ou. Ex. Não apresentando conjunções coordenativas. pois .. Estudou como nunca fizera antes.antes do verbo. portanto. Ex. E) Explicativa: Exprime uma explicação. no entanto. Conseguiu a aprovação.após o verbo ou entre vírgulas.. por conseguinte. ora. Orações Coordenadas Sindéticas São cinco as orações coordenadas. As orações coordenadas. ora. Chegamos a casa. mas também. Conjunções: mas. de alternância. Sempre foi muito estudioso. contudo. as orações são chamadas orações coordenadas assindéticas. Conjunções: porque. de adição. que são iniciadas por uma conjunção coordenativa. porém. pois estudou como nunca fizera antes PERÍODO COMPOSTO Período é a unidade linguística composta por uma ou mais orações. Orações Coordenadas Assindéticas São as orações não iniciadas por conjunção coordenativa. possuindo duas ou mais orações.ou. Cada oração coordenada possui autonomia de sentido em relação às outras. A conexão entre as orações coordenadas podem ou não ser realizadas através de conjunções coordenativas. por isso conseguiu a aprovação. quer. Essa articulação é evidenciada . Uma das propriedades da língua é expressar enunciados articulados. D) Conclusiva: Exprime uma conclusão da ideia contida na outra oração. quer. pois . mas também atenazava os colegas. Sendo vinculadas por conectivos ou conjunções coordenativas. Ex.. no entanto não se adaptava à nova escola. todavia.Processo de coordenação e subordinação Período Composto por Coordenação Períodos compostos por coordenação são os períodos que. de escolha. tiramos a roupa. por isso. nem. Conjunções: e. Tem como características básicas: a apresentação de um sentido ou significado completo encerrar-se por meio de certos símbolos de pontuação. entretanto.

Já no exemplo (2) o parágrafo está organizado em apenas dois períodos. Exemplo: Eu tenho um gatinho muito preguiçoso. Cada oração vale por si. Então. eu o escondo e. Um dos aspectos mais notáveis dessa complexidade sintática nos períodos compostos é o uso dos vários recursos de coesão. Todo dia ele procura a minha cama para dormir. cada uma das orações é sintaticamente independente. como. PERÍODO COMPOSTO O período pode ser composto por coordenação ." Nesse período. pois se trata de uma liberdade do falante de elaborar seu discurso da maneira como quiser ou como julgar ser compreendido na situação discursiva. Período composto por subordinação "Na São Paulo de 1901." Primeira oração: "Uma multidão se aglomera nas ruas do centro" Segunda oração: "e o comércio interrompe suas atividades. assim) e eliminando os elementos redundantes (o gatinho. que todo dia procura a minha cama para dormir. Notem que no exemplo (1) temos um parágrafo formado por quatro períodos. o que faz notarmos a presença maior de períodos compostos. ao passo que a língua escrita costuma apresentar maior elaboração sintática. isto é. Isto é. ela não vê que o gatinho está dormindo comigo. [período simples] Sabrina tinha medo do brinquedo.período simples – ou constituído por mais de uma oração – período composto." . ela). das quais se excluem a vírgula e o ponto-e-vírgula. subordinação e ainda por coordenação e subordinação. apesar de levá-lo consigo todo o tempo. não exerce nenhuma função sintática com relação à outra. A essas orações independentes dá-se o nome de coordenada e o período por esse tipo de oração chama-se período composto por coordenação .internamente pela verificação de uma qualidade comunicativa das informações contidas no período. Isso é possível articulando as informações por meio de alguns conectivos (que. Finalmente. Exemplos: Sabrina tinha medo do brinquedo. O recurso da pontuação é uma forma de reproduzir na escrita uma longa pausa percebida na língua falada. A primeira oração (Uma multidão se aglomera nas ruas do centro) tem existência idependente da segunda oração (E o comércio interrompe suas atividades). Período composto por coordenação "Uma multidão se aglomera nas ruas do centro e o comércio interrompe suas atividades. minha mãe = ele. Isso pode ser visualizado no exercício de transformação de alguns períodos simples em período composto fazendo uso dos chamados conectivos (elementos linguísticos que marcam a coesão textual). Minha mãe não gosta do meu gatinho. Como a minha mãe não gosta dele. organiza-se em períodos simples. uma idéia acabada. os períodos são definidos materialmente no registro escrito por meio de uma marca da pontuação. Esse atributo pode ser exibido em termos de um período constituído por uma única oração . um período é bem articulado quando revela informações de sentido completo. o pioneiro Henrique Santos-Dumont solicitou ao prefeito Antônio Prado que o isentasse do pagamento da recém-instituída taxa sobre automóveis. mais frequentemente. assim. [período composto] Não há uma forma definida para a constituição de períodos. eu o escondo para a minha mãe não ver que ele está dormindo comigo. o pioneiro Henrique Santos-Dumont solicitou ao prefeito Antônio Prado" Segunda oração: "que o isentasse do pagamento da recém-instituída taxa sobre automóveis." Primeira oração: "Na São Paulo de 1901. Eu tenho um gatinho muito preguiçoso. embora a expressão completa do pensamento do autor dependa da coordenação ("ordenada lado a lado") das duas orações. Porém a língua falada.

se ele era João.. Duas ou mais orações podem estar coordenadas entre si desde que exerçam a mesma função. não deixa NEM CARREGA CONSIGO AMOR NENHUM. A primeira oração não exerce nenhuma função sintática com relação à outra e tem uma oração que dela depende. Scliar) "Grita. Uma oração coordenada ou subordinada poderá ser principal desde que exista outra que dependa dela. nem. sacode a cabeleira negra. MAS sou carinhoso.não é assim que se convence uma crença." "Minha senhora ." (G. pára. Essa oração é chamada de principal.. síndeto = palavra de origem grega que significa "conjunção" ou "conectivo"). Coordenadas: "Ocorrem conflitos burocráticos. chego a uma espécie de salão. "Subo por uma velha escada de madeira mal iluminada. A outra oração que depende sintaticamente da principal é a oração subordinada. pois exerce a função de objeto direto do verbo solicitar. que se irritou com as reclamações do Dr. no entanto. Henrique". não sente saudades.. a oração "e a Prefeitura cassa-lhe a licença" é coordenada em relação à primeira e principal em relação à outra: "que se irritou com as reclamações do Dr. agita os braços. sem qualquer conjunção entre elas (a = "não". "A luz aumentou E espalhou-se na campina. mas também." (Frase de para-choque) Aditivas Expressam uma adição. Período composto por coordenação e subordinação "Ocorrem conflitos burocráticos." Assindéticas Quando estão simplesmente colocadas uma ao lado da outra. Ramos) "Sou feio." (M." Neste período.estava escrito: Uff!" " Não sei . "Nas costas do retrato. uma sequência de informações: "Nós desmanchamos o teto do barco E FIZEMOS UMA JANGADA PEQUENA. estão coordenadas entre si. há duas orações coordenadas e uma subordinada.FICO MURMURANDO BAIXINHO . Joaquim ou Robélio." (Mário Palmério) Principais conjunções aditivas: e. cassalhe a licença. . Essas duas orações... No exemplo dado para período misto. Veríssimo) Sindéticas Quando vêm introduzidas por conjunção. e a Prefeitura (. o pioneiro Henrique Santo-Dumont solicitou ao prefeito Antônio Prado". (não só). bem no cantinho . ri.Nesse período a oração "que o isentasse do pagamento da recém-instituída taxa sobre automóveis" é dependente sintaticamente da oração "Na São Paulo de 1901.que se irritou com as reclamações do Dr." Subordinada: "." Esse tipo de período é chamado de período composto por coordenação e subordinação ou período misto. ressalva ou opinião etc. "Quero que você vá ao supermercado e passe na casa da Aninha. e a Prefeitura.. Henrique.Henrique.O PAI NÃO ENTENDEU .." (Jornal da Tarde) "Não olha para trás." (E." As orações "que você vá ao supermercado e "e passe na casa da Aninha" são subordinadas que exercem a mesma função: objeto direto do verbo querer..NUNCA SOUBE .) cassa-lhe a licença. Orações intercaladas ou interferentes São orações que funcionam no período como observação. olha.

. Lispector) "ORA DORMIAM." "Penso. mas ainda. POIS.. ou. consequência: "São seres humanos." (Fala e fala. quer . ora .... no entanto." (J. contraste: "Amor é igual fumaça: sufoca MAS PASSA. os altos cresciam em capoeira. que. pois (anteposto ao verbo) etc. porém. portanto. D. PORÉM. MERECEM. quer etc. Lessa) "Os meninos choramingavam." "OU VAI OU RACHA. de mata-pasto. Alternativas Expressam alternância de ideias: "Cale-se OU EXPULSO A SENHORA DA SALA. Particularidades Com relação às orações coordenadas ainda se deve levar em conta que: 1) As orações coordenadas sindéticas aditivas podem estar correlacionadas através das expressões: (não só). não devia." Principais conjunções alternativas: ou . já . Rego) ." 2) A conjunção que pode ter valor: a) Aditivo: "Varre QUE varre." (C.. não tomava dinheiro emprestado." (D. E o patrão era seco também. todavia." (C. como também. S. (não só)... (não somente).. Conclusivas Expressam ideia de conclusão. entretanto etc. Queiroz) Principais conjunções explicativas: porque. ora.Adversativas Expressam a ideia de oposição." (R. E Chico Bento pensava. Queiroz) "Tudo seco em redor." (O. pois (posposto ao verbo) etc. POIS ACORDARA FAMINTO e cozinhei o caldo. por conseguinte. LOGO HESITO." 3) A conjunção e pode assumir valor adversativo: "Vi um vulto estranho e não senti medo. L." Principais conjunções conclusivas: logo. já. Andrade) Principais conjunções adversativas: mas. mas também." (Varre e Varre.) b) Adversativo: "Todos poderão fazer isso QUE não vós." (Frase de para-choque) "Repele-a com um gesto manso.) "Fala QUE fala. pedindo de comer. contudo.. MAS a sua presença me transmitia um indizível desconforto. Ramos) "As várzeas cobriam-se de grama.. Seu Lula. PORÉM A CABRA NÃO SE MOVE..." (G. Explicativas Indicam uma justificativa ou uma explicação ao fato expresso na primeira oração: "Acendi o fogo.. TODO NOSSO RESPEITO." 4) O processo de coordenação pode ocorrer entre períodos de um texto: "Não era briga. Exemplo: "Não só se dedica aos esportes COMO TAMBÉM À MÚSICA. ORA JOGAVAM CARTAS.

o verbo ler. Nesse período. a subordinação e a coordenação. Outros termos subordinados da oração são os adjuntos adnominais (subordinados ao nome que caracterizam) e os adjuntos adverbiais (subordinados geralmente a um verbo). então. Diz-se. Essa relação se verifica. Nesse caso. . São orações sintaticamente independentes entre si e. "aproximavam" e "saí". Essas orações podem se relacionar por meio de dois processos sintáticos diferentes: a subordinação e a coordenação . Nesse caso. As orações subordinadas se dividem em três grupos. no caso. a oração "que os homens se aproximavam" . em torno da forma verbal "aproximavam". Observe: Percebi que os homens se aproximavam e saí em desabalada carreira. um termo atua como determinante de um outro termo. A análise da primeira oração permite constatar de imediato que seu verbo é transitivo direto (perceber algo). fazer. a segunda. é oração subordinada a percebi. adjetivas ou adverbiais. que é o termo subordinante. de acordo com a função sintática que desempenham e a classe de palavras a que equivalem. Já deve saber também que no período simples existe apenas uma oração. A análise dessas orações permite perceber que cada uma delas é sintaticamente independente das demais: na primeira. A oração organizada em torno de percebi tem como objeto direto a oração "que os homens se aproximavam" (perceber algo). Observe: Comprei o livro. pois eles são sintaticamente equivalentes. também transitivo direto. coordenadas. por isso. No período composto. adjetivos substantivados. O complemento desse verbo é. entre um verbo e seus complementos: os complementos são determinantes do verbo. a segunda oração funciona como objeto direto do verbo da primeira. O período é composto por coordenação e subordinação. Consequentemente. chamada "absoluta". há três orações. Ocorre coordenação quando termos de mesma função sintática são relacionados entre si. No caso do exemplo dado. No período composto. Nenhuma das três orações desempenha papel de termo de outra. A oração que cumpre papel de um termo sintático de outra é subordinada. Mais uma vez. organizadas a partir das formas verbais "comprei". considera-se subordinada a oração que desempenha função de termo de outra oração. o objeto direto e o objeto indireto são termos subordinados ao verbo. o objeto direto de percebeu é "que os homens se aproximavam". "que os homens se aproximavam". Entre as orações organizadas em torno de percebi e saí. a relação é de coordenação. Na subordinação. Existem períodos compostos em que se verificam esses dois processos de organização sintática. a oração que tem um de seus termos na forma de oração subordinada é a principal. por exemplo. já que uma não desempenha papel de termo da outra. ou seja. com o objeto direto "os poemas". Nessa oração. que esse período é composto por subordinação. e que no período composto existem duas ou mais orações. Nesse período. o sujeito composto "brasileiros e portugueses". na segunda. organizadas respectivamente a partir das formas verbais "percebi". há três orações. com o objeto direto "o trabalho". integrando sua significação. Note que a ordem das orações é fixada por uma questão semântica e não sintática (os fatos indicados pelas orações obedecem à ordem cronológica). "li" e "fiz". o período é composto por coordenação. Podem ser substantivas. li os poemas e fiz o trabalho. outro verbo transitivo direto. o que equivale a dizer que existem orações que atuam como determinantes de outras orações. Observe: Brasileiros e portugueses devem agir como irmãos. Esse período composto é formado por duas orações: a primeira estruturada em torno da forma verbal "percebeu". Na verdade. "que os homens se aproximavam" é oração subordinada. Observe o seguinte exemplo: Percebeu que os homens se aproximavam. a oração "Percebeu" é principal. não se estabelece uma hierarquia entre esses termos. portanto. Nesse período. ocorre um verbo transitivo direto (comprar) acompanhado de seu respectivo objeto direto ("o livro"). na terceira. apresenta dois núcleos coordenados entre si: os dois substantivos desempenham um mesmo papel sintático na oração.PERÍODO COMPOSTO ORAÇÕES SUBORDINADAS Você já deve saber que período é uma frase organizada em orações. a coordenação ocorre quando orações sintaticamente equivalentes se relacionam.

em oração. No segundo período. atuam como adjuntos adnominais de termos das orações principais. Outra modificação que podemos fazer no período simples original é a transformação do adjunto adverbial de tempo em uma oração. combinam a morfologia e a sintaxe. São subordinadas adverbiais as que exercem funções adverbiais (atuam como adjuntos adverbiais. Ocorre aqui um período composto por subordinação. atuam como adjuntos adverbiais do verbo da oração principal. No adjunto adnominal "das palavras dele". As .valem os conceitos morfossintáticos. Suponho que seja ela a mulher ideal. infinitivo) e não é introduzida por conjunção subordinativa ou pronome relativo. o sujeito é "eu". ou seja. "Só depois disso" é adjunto adverbial de tempo. É possível transformar a expressão "a profundidade das palavras dele". O objeto direto é uma função substantiva da oração. São subordinadas adjetivas as que exercem funções adjetivas (atuam como adjuntos adnominais). é a morfossintaxe que determina a classificação de cada oração subordinada. o núcleo é o substantivo palavras. Justamente por apresentar uma peça a menos em sua estrutura. É fácil perceber. "A profundidade das palavras dele" é objeto direto da forma verbal percebi. ou seja. Nesse período composto. ao qual se prendem os adjuntos adnominais "as" e "dele". Pode-se também modificar o período simples original transformando em oração o adjunto adnominal do núcleo do objeto direto. São subordinadas substantivas as que exercem funções substantivas (sujeito. essa oração é chamada de reduzida. Quanto à forma. Para notar as diferenças que existem entre esses três tipos de orações. como você já deve saber. É natural. são chamadas de subordinadas adverbiais as orações que. que a classificação das orações subordinadas decorre da combinação da função sintática que exercem com a classe de palavras que representam. Nesses dois períodos compostos há orações subordinadas substantivas que atuam como objeto direto da forma verbal suponho. locuções adjetivas e outras palavras de valor adjetivo. implícito na terminação verbal. é função exercida por adjetivos. 2. em que uma oração desempenha a função de objeto direto do verbo da outra. é função exercida por advérbios e locuções adverbiais. Nesse período. num período composto por subordinação. complemento nominal. ou seja. Você já sabe que o adjunto adnominal é uma função adjetiva da oração. percebi a profundidade das palavras dele. Portanto. objeto direto e indireto. Suponho ser ela a mulher ideal. Observe: Só quando cai em mim. na maior parte dos casos. "só quando caí em mim" é uma oração que atua como adjunto adverbial de tempo do verbo da outra oração. predicativo). Assim são chamadas as orações subordinadas que se organizam a partir de uma forma verbal do modo indicativo ou do subjuntivo e que são introduzidas. Essa oração é introduzida por uma conjunção subordinativa (que) e apresenta uma forma verbal do presente do subjuntivo (seja). a oração subordinada "ser ela a mulher ideal" apresenta o verbo numa de suas formas nominais (no caso. o complemento da forma verbal percebi é a oração "que as palavras dele eram profundas". O núcleo do objeto direto é profundidade. Trata-se de uma oração subordinada desenvolvida. É por isso que são chamadas de subordinadas adjetivas as orações que. o adjunto adnominal de profundidade passa a ser a oração "que as palavras dele continham". nos períodos compostos por subordinação. objeto direto. expressando as mais variadas circunstâncias). ou seja. que. que a oração subordinada que desempenha esse papel seja chamada de oração subordinada substantiva. Subordinam-se ao núcleo desse objeto os adjuntos adnominais "a" e "das palavras dele". aposto. tome como base a análise de um período simples: Só depois disso percebi a profundidade das palavras dele. assim. as orações subordinadas podem ser desenvolvidas ou reduzidas. profundidade. Observe: Só depois disso percebi que as palavras dele eram profundas. Observe: Só depois disso percebi a profundidade que as palavras dele continham. Observe: 1. é função desempenhada por substantivos e palavras de valor substantivo. O adjunto adverbial é uma função adverbial da oração. a oração é "que seja ela a mulher ideal". Nesse período composto. No primeiro período. por conjunção subordinativa ou pronome relativo. Nessa oração. portanto.

Nos outros dois períodos. parece certo. É fundamental que você compareça à reunião.. são encabeçadas por preposições). Quando ocorre oração subordinada substantiva subjetiva.. etc. cumprir. que são compostos.. um relativo (que). predicativo e aposto. Nele. 2. Exemplos: Convém que você fique.. Outros autores preferem entender que "Quem usa drogas" é o efetivo sujeito de experimenta. É fundamental o seu comparecimento à reunião.. complemento nominal. Muitos autores consideram que o relativo "quem" deve ser desdobrado em "aquele que". de subjetivas.orações reduzidas apresentam o verbo numa de suas formas nominais (infinitivo. gerúndio ou particípio) e não apresentam conjunção ou pronome relativo (em alguns casos. acontecer. fica evidente.... já que desempenham a função de sujeito da forma verbal "é". completivas nominais. As estruturas típicas da oração principal nesse caso são: a) verbo de ligação + predicativo . Exemplos: Sabe-se que o país carece de sistema de saúde digno. Tem-se.. dir-se-ia. As reduzidas apresentam verbo no infinitivo e podem ou não ser encabeçadas por preposição.. que introduz oração adjetiva.. A oração "você comparecer à reunião". soube-se. Consta que ninguém se interessou pelo cargo. foi dito.. objetivas diretas. É fundamental você comparecer à reunião. as orações destacadas são subjetivas. Esta nos parece a melhor solução. Como você já viu. Essas orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. Nesses períodos. Observe os exemplos: É preciso que se adotem providências eficazes. comenta-se. 3. o verbo da oração principal sempre fica na terceira pessoa do singular. constar. suceder. c) verbos como convir. . é conveniente.. está comprovado..... que não é introduzida por conjunção e tem o verbo no infinitivo.. Na ordem direta é mais fácil constatar isso: "O seu comparecimento à reunião é fundamental".sabe-se. é melhor. as orações subordinadas substantivas desempenham funções que no período simples normalmente são desempenhadas por substantivos. respectivamente.. foi anunciado.. ocorrer. O primeiro período é simples. b) verbo na voz passiva sintética ou analítica .. a expressão "o seu comparecimento a reunião" foi transformada em oração ("que você compareça a reunião" e "você comparecer à reunião"). Por isso são chamadas.. parecer. conjugados na terceira pessoa do singular. etc... objetivas indiretas. objeto indireto.é bom... importar. é reduzida... predicativas e apositivas.. objeto direto. assim.. TIPOS DE ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS Subjetivas As orações subordinadas substantivas subjetivas atuam como sujeito do verbo da oração principal.. Exemplos: 1. é claro. "o seu comparecimento à reunião" é sujeito da forma verbal é. Parece ser ela a pessoa indicada..... urgir... As orações substantivas podem atuar como sujeito... Foi dito que tudo seria resolvido por ele. Parece estar provado que soluções mágicas não funcionam. As desenvolvidas normalmente se ligam à oração principal por meio das conjunções subordinativas integrantes "que" e "se".

Exemplos: Duvido de que esse prefeito dê prioridade às questões sociais. É fácil perceber agora que se trata. Completivas nominais As orações subordinadas substantivas completivas nominais atuam como complemento de um nome da oração principal. o que é mais interessante. Suponho ser o Brasil o país de pior distribuição de renda no mundo. Exemplos: Deixe-ME REPOUSAR. Com os verbos "deixar. ouvir. fazer" (chamados auxiliares causativos) e "ver. / quando entra em vigor a nova lei. Exemplos: Levo a leve impressão de que já vou tarde. sentir. efetivamente.Objetivas diretas As orações subordinadas substantivas objetivas diretas atuam como objeto direto do verbo da oração principal. as orações destacadas são todas objetivas diretas reduzidas de infinitivo. convém transformar as orações reduzidas em orações desenvolvidas: Deixe que eu repouse. é necessário levar em conta o termo . Observe que as objetivas indiretas integram o sentido de um verbo. E. Essa é a única situação da língua portuguesa em que um pronome oblíquo pode atuar como sujeito. enquanto as completivas nominais integram o sentido de um nome. as orações subordinadas substantivas objetivas diretas podem ser introduzidas pela conjunção subordinativa integrante "se" e por pronomes ou advérbios interrogativos. Mandei que eles saíssem. Mandei-OS SAIR. os pronomes oblíquos atuam todos como sujeitos dos infinitivos verbais. / qual é o assunto da palestra. Lembre-se de comprar todos os remédios. Nas frases interrogativas indiretas. Nas orações desenvolvidas. Ouvi que ele gritava. mandar. dos sujeitos das formas verbais das orações subordinadas. Para distinguir uma da outra. Tenho a impressão de estar sempre no mesmo lugar. os pronomes oblíquos foram substituídos pelas formas retas correspondentes. / quanto custa o remédio. Exemplos: Ninguém sabe / se ela aceitará a proposta. Exemplos: Todos querem que você compareça. / como a máquina funciona. / onde fica o teatro. Nesses casos. Objetivas indiretas As orações subordinadas substantivas objetivas indiretas atuam como objeto indireto do verbo da oração principal. Para perceber melhor o que ocorre. Ouvi-O GRITAR. perceber" (chamados auxiliares sensitivos) ocorre um tipo interessante de oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo.

Predicativas As orações subordinadas substantivas predicativas atuam como predicativo do sujeito da oração principal. quem é que qualifica "pessoa"? A oração "que mente". Qualifica o substantivo "pessoa". sujeitos. ou seja. é possível dizer também "redação que fez sucesso". O mesmo critério se aplica para o predicativo nos predicados nominais.A vírgula não deve separar da oração principal as orações subjetivas. Leia a seguinte passagem: "Não gosto de pessoas mentirosas". Em vez de se dizer "pessoa mentirosa". Nos exemplos dados acima. essas orações exercem a função que normalmente cabe a um adjetivo. em que a oração "que fez sucesso" exerce exatamente o mesmo papel do adjetivo bem-sucedida. em que o substantivo redação é caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Uma oração adjetiva nada mais é do que um adjetivo em forma de oração. um nome. as orações subordinadas complementam o nome impressão. Esse "que" que introduz a oração adjetiva "que mente" pode ser substituído por "a qual" (pessoa que mente = pessoa a qual mente). o segundo. é oração subordinada adjetiva. é perfeitamente possível se dizer "pessoa que mente". . objetivas indiretas. Agora. Apositivas As orações subordinadas substantivas apositivas atuam como aposto de um termo da oração principal. Essa é. de que o presidente renunciaria. Assim como é possível dizer "redação bem-sucedida". Só resta uma alternativa: encontrar o remédio. aliás. Nosso desejo era encontrares o teu caminho. PONTUAÇÃO DAS SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS A pontuação dos períodos compostos em que surgem orações subordinadas substantivas segue os mesmos princípios que se adotam no período simples para as funções sintáticas a que essas orações equivalem: . não é de qualquer pessoa . esse "que" se chama pronome relativo. complementos verbais e nominais não são separados por vírgula dos termos a que se ligam. E por quê? Porque o papel da palavra "mentirosas" é limitar o universo de pessoas. espalhou-se rapidamente. exatamente como ocorre com o aposto: O boato. a de adjunto adnominal. Afinal. completivas nominais e predicativas . Exemplos: Pessoa que mente é pessoa mentirosa. Imponho-lhe apenas uma tarefa: que administre bem o dinheiro público. Agora.afinal. a diferença entre o objeto indireto e o complemento nominal: o primeiro complementa um verbo.A oração subordinada substantiva apositiva deve ser separada da oração principal por vírgula ou doispontos.complementado. que tem valor de adjetivo e. Em termos sintáticos. por fim. Exemplos: De você espero apenas uma coisa: que me deixe em paz. Exemplos: A verdade é que ele não passava de um impostor. vamos relacionar tudo isso com o emprego da vírgula. E. caracteriza o substantivo redação. objetivas diretas. Você poria vírgula entre "pessoas" e "mentirosas"? Certamente não. A classe gramatical da palavra "mentirosa" é a dos adjetivos. por isso.

Veja outro caso: "A empresa tem cem funcionários que moram em Campinas". No segundo período. o "que" é pronome relativo e. não é restritiva. como você deve ter notado. Em ambos os casos. É chamada de explicativa. ou seja. por isso. você viu que sua classificação é feita com base nas circunstâncias que exprimem. Essa oração é desenvolvida. mas não são. limita. Exemplos: Naquele momento. por isso mesmo. não limita. Sem a vírgula ("irmã que mora na Itália"). portanto. mas sim por uma preposição (a. do pretérito perfeito do indicativo). esse papel é exercido pela oração "Quando vi o mar". senti uma das maiores emoções de minha vida.. mas a explicativa é.") e. O que acontece quando se coloca vírgula depois de "funcionários"? Muda tudo. . o "que" pode ser substituído por "a qual". uma oração subordinada adverbial temporal. Deixa de ser restritiva e passa a ser explicativa. a empresa passa a ter exatamente cem funcionários. cria-se um limite. como você já sabe. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Uma oração subordinada adverbial exerce a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal. A oração "que mentem" exerce o mesmo papel do adjetivo "mentirosas". senti uma das maiores emoções de minha vida. ele tem mais de uma irmã. No primeiro período. no caso. Seria possível reduzi-la. Pelo menos duas. introduz oração subordinada adjetiva. A vírgula faz a diferença. senti uma das maiores emoções de minha vida. a oração "que mora na Itália" não restringe. isto é. que. "naquele momento" é um adjunto adverbial de tempo. Com a vírgula. Se você já estudou os adjuntos adverbiais. dos quais cem moram em Campinas. Certamente. e ela mora na Itália. Só não gosto das pessoas mentirosas. A diferença está na extensão do termo que vem antes do "que" ("irmã"). que mora na Itália. também não é separada da anterior por vírgula. restringe o universo de pessoas. "Ao ver o mar" é uma oração reduzida porque apresenta uma das formas nominais do verbo (ver é infinitivo) e não é introduzida por conjunção subordinativa. Com as orações subordinadas adverbiais ocorre a mesma coisa. Em ambos os casos. e todos moram em Campinas. não faria sentido a restrição imposta pela oração "que mora na Itália". O que se quer é fazer uma afirmação de caráter genérico: os cariocas adoram o mar e sempre estão de bem com a vida. combinada com o artigo o). É importante compreender bem essas circunstâncias e observar atentamente as conjunções e locuções conjuntivas utilizadas em cada caso. Não fosse assim. A que cariocas se faz referência na frase? Será que a idéia é dividir os cariocas em dois blocos (os que adoram o mar e os que não adoram) e dizer que só os que adoram o mar estão sempre de bem com a vida? É claro que não. O "que" dessa frase é pronome relativo ("Os cariocas. Agora veja este outro caso: "Os cariocas. 2) Ele telefonou para a irmã. Elas parecem iguais. Generaliza. uma das quais mora na Itália. a empresa tem mais de cem funcionários.que eu não gosto. Quando vi o mar. Você terá agora um estudo pormenorizado das circunstâncias expressas pelas orações subordinadas adverbiais. enquanto os adjuntos adverbiais são pelo menos quinze. só não gosto das pessoas que mentem. Essa oração é chamada de "adjetiva restritiva" e. Agora preste muita atenção. Com a vírgula depois de "funcionários". A diferença fica por conta da quantidade: há apenas nove tipos de orações subordinadas adverbiais. os quais adoram o mar. As orações adverbiais adquirem grande importância para a articulação adequada de ideias e fatos e por isso são fundamentais num texto dissertativo. que modifica a forma verbal senti. obtendo algo como: Ao ver o mar. sempre estão de bem com a vida". que adoram o mar. Sem a vírgula. Não restringe. A oração restritiva não é separada da anterior por vírgula.. introduz oração adjetiva. que é. Nosso amigo só tem uma irmã. Leia estas duas frases: 1) Ele telefonou para a irmã que mora na Itália. já que é introduzida por uma conjunção subordinativa (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicativo (vi.

A conjunção mais utilizada para introduzir essas orações é "se". Outras conjunções e locuções conjuntivas muito utilizadas são "como" (sempre introduzindo oração adverbial causal anteposta à principal). podem ser usadas a conjunção "conquanto" e as locuções "ainda que. de termos intensivos. mesmo que. A conjunção mais empregada para expressar essa relação é "embora". "já que". convide-me para a festa. além dela. Caso você se case. "pois". a conseqüência daquilo que se declara na oração principal. Exemplos: Uma vez que você aceite a proposta. tamanho". além dela. (oração reduzida de gerúndio) Concessão A idéia de concessão está diretamente ligada à idéia de contraste. podem-se utilizar "caso. . "uma vez que". Sua fome era tanta que comeu com casca e tudo. Exemplos: A chuva foi tão forte que em poucos minutos as ruas ficaram alagadas. como "tão. uma vez que" (seguida do verbo no subjuntivo). assinaremos o contrato. As orações adverbiais que exprimem concessão são chamadas concessivas. Conhecendo os alunos ( = Se conhecesse os alunos). se bem que. não se faz o que é esperado. Condição Condição é aquilo que se impõe como necessário para a realização ou não de um fato. Por ter muito conhecimento (= Porque/Como tem muito conhecimento).TIPOS DE ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Causa A idéia de causa está diretamente ligada àquilo que provoca um determinado fato. A conjunção subordinativa mais utilizada para a expressão dessa circunstância é "porque". "visto que". desde que. Essa circunstância é normalmente introduzida pela conjunção "que". certamente o melhor time será o campeão. apesar de que". quando se faz uma concessão. Se o regulamento do campeonato for bem elaborado. contanto que. Não saia sem que eu permita. na oração principal. tanto. o que é normal. sem que. de quebra de expectativa. Já que você não vai. a menos que. quase sempre precedida. ainda quando. (reduzida de infinitivo) Consequência A idéia de conseqüência está ligada àquilo que é provocado por um determinado fato. De fato. Exemplos: As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte. não houve outra alternativa a não ser cancelá-lo. Como ninguém se interessou pelo projeto. tal. salvo se. é sempre consultado. o professor não os teria punido. exceto se. Tal era sua indignação que imediatamente se uniu aos manifestantes. eu não vou. As orações subordinadas adverbiais consecutivas exprimem o efeito. As orações subordinadas adverbiais que exprimem causa são chamadas causais. As orações subordinadas adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocorrer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expresso na oração principal.

nesse caso.. Exemplos: Vim aqui a fim de que você me explicasse as questões. é comum a omissão do verbo nas orações subordinadas adverbiais comparativas. todos os cidadãos têm direitos iguais. Essa circunstância é normalmente expressa pela locução conjuntiva "a fim de que". Conquanto a economia tenha crescido.. utilizam-se "à medida que" e expressões como "quanto mais". ou seja. consoante e segundo" (todas com o mesmo valor de conforme). Isso só não ocorre quando se comparam ações diferentes ("Ela fala mais do que faz." . Fez tudo porque eu não obtivesse bons resultados. (.Exemplos: Embora fizesse calor. além dela. Exemplos: Fiz o bolo conforme ensina a receita. Sua sensibilidade é tão afinada quanto sua inteligência (é). além dela.) (reduzida de infinitivo) Proporção As orações subordinadas adverbiais proporcionais estabelecem relação de proporção ou proporcionalidade entre o processo verbal nelas expresso e aquele declarado na oração principal. utilizam-se "como. "tanto menos".para que eu não obtivesse. Como se pode perceber nos exemplos acima.) Suportou todo tipo de humilhação para obter o visto americano. "tanto mais". "menos (do) que". compara-se o falar e o fazer). Consoante reza a Constituição. a finalidade do que se declara na oração principal. pelo menos metade da população continua à margem do mercado de consumo. "quanto menos". Exemplos: Ele dorme como um urso (dorme). além dela. um caminho. A conjunção mais empregada para expressar comparação é "como". o Brasil é o campeão mundial de má distribuição de renda. as conjunções "que" e "porque" ( = para que). exprimem uma regra.. um modelo adotado para a execução do que se declara na oração principal. Foi aprovado sem estudar ( = sem que estudasse / embora não estudasse). (reduzida de infinitivo) Comparação As orações subordinadas adverbiais comparativas contêm fato ou ser comparado a fato ou ser mencionado na oração principal. levei agasalho. além dela. A conjunção típica para exprimir essa circunstância é "conforme".. "mais (do) que"... Conformidade As orações subordinadas adverbiais conformativas indicam ideia de conformidade. como" (quanto). (= para que obtivesse. Segundo atesta recente relatório do Banco Mundial. mais raramente. utilizam-se com muita frequência as estruturas que formam o grau comparativo dos adjetivos e dos advérbios: "tão. Essa circunstância normalmente é indicada pela locução conjuntiva "à proporção que". utilizam-se a locução "para que" e. Finalidade As orações subordinadas adverbiais finais exprimem a intenção. .

(valor de causa) "E cai como uma lágrima de amor. o emprego da conjunção como em diversos contextos: em cada um deles. sempre que. Exemplos: "Quando você foi embora. ( Quando terminou a festa) (reduzida de particípio) Observação: Mais importante do que aprender a classificar as orações subordinadas adverbiais é interpretálas adequadamente e utilizar as conjunções e locuções conjuntivas de maneira eficiente. assim que. o teatro ficou lotado". além de fazer com que você se preocupe mais com nomenclaturas do que com o uso efetivo das estruturas linguísticas. Quando chegar. aumenta o interesse da torcida pela competição. depois que. Essa separação é optativa quando a oração subordinada está posposta à principal e é obrigatória quando a oração subordinada está intercalada ou anteposta. Quanto mais te vejo. é desaconselhável que você faça o que muita gente costuma indicar como forma de "aprender as orações subordinadas adverbiais": "descabelar-se" para decorar listas de conjunções e. Exprimem fatos simultâneos. AS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS E A PONTUAÇÃO A pontuação dos períodos em que há orações subordinadas adverbiais obedece aos mesmos princípios observados em relação aos adjuntos adverbiais. motos e fuscas avançam os sinais vermelhos e perdem os verdes: somos uns boçais (Caetano Veloso) Mal você saiu. A oração subordinada adverbial pode ser causal ou conformativa. marcando o tempo em que se realizam. todos se retiraram. mais te desejo. Por isso. quando chegar. Isso significa que a oração subordinada adverbial sempre pode ser separada por vírgulas da oração principal. tomará todas as providências. Como dizia o poeta." (Antônio Carlos Jobim & Vinicius de Moraes) (valor de comparação) Há até casos em que a classificação depende do contexto: "Como o jornal noticiou. nas frases seguintes. Tempo As orações subordinadas adverbiais temporais indicam basicamente idéia de tempo. Como seria possível reconhecê-las se se partisse de uma lista de conjunções "decoradas"? É melhor procurar compreender o que efetivamente está sendo declarado. .Exemplos: Quanto mais se aproxima o fim do mês." (Milton Nascimento & Fernando Brant) "Enquanto os homens exercem seus podres poderes. conseguir dar um rótulo as orações. Disse que. anteriores ou posteriores ao fato expresso na oração principal. dependendo do contexto. não poderei participar da viagem. Essa prática. As conjunções e locuções conjuntivas mais utilizadas são "quando. "a vida é a arte do encontro". diminuem as possibilidades de que a empresa sobreviva. fez-se noite em meu viver. Observe. À medida que se aproxima o fim do campeonato. mal. ou Tudo continuará como está. antes que. (valor de conformidade) Como não tenho dinheiro. ocorre uma oração subordinada adverbial diferente. logo que. com isso. ela chegou. é inútil quando se consideram casos mais sutis de construção de frases. Exemplos: Tudo continuará como está se você não intervier. À proporção que se acumulam as dívidas. desde que". mais os bolsos ficam vazios. tomará todas as providências. Terminada a festa. se você não intervier. enquanto.

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