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Teste Intermedio 8 ano

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Resumo de História Teste Intermédio

Conteúdos 8ºAno O Expansionismo Europeu:
A Europa antes dos Descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI A Europa vivia uma grande crise demográfica, económica e social. Com o fim desta crise a população cresceu, aumentou a produção agrícola e artesanal e desenvolveram-se as trocas comerciais. Porém, com a falta de metais preciosos (ouro e prata) com que se cunhava a moeda prejudicou o comércio, pelo que muitos reinos portugueses desejavam aceder ao ouro africano. Os comerciantes muçulmanos que produtos orientais como especiarias, as secas ou os perfumes até aos portos do Mediterrâneo.

O mundo Conhecido No início do século XV, os Europeus consideravam o seu continente o centro do mundo. Só conheciam o Norte de África e a Ásia Menor. A costa africana era conhecida até ao cabo Bojador. Histórias fabulosas (Aves gigantes e profundezas do Inferno) faziam de parte do oceano Atlântico um ³Mar Tenebroso´. Pensava-se que o continente africano se prolongava para sul, nunca acabando, impedindo a ligação entre os oceanos Atlântico e Índico.

O que Motivou os Portugueses a iniciar a Expansão? Muitos povos viviam isolados, sem conhecer as características e o modo de vida de outras regiões. Portugal numa tentativa de encontrar soluções para os problemas económicos (devido sobretudo a escassez de ouro e de cereais) tomou a iniciativa de quebrar barreiras geográficas e pôr em contacto diferentes povos, iniciando uma expansão Europeia. Além da motivação económica outros factores levaram Portugal à descoberta; Os Nobres, que exerciam funções militares, podiam dedicar-se à guerra, adquirindo novas terras, cargos, títulos e glória; Os burgueses desejavam encontrar novos produtos para desenvolver o comércio e obter mais lucros;

O Povo tinha a esperança de melhorar as condições de vida; Muitos Portugueses movidos pela fé cristã, desejavam ir combater os Muçulmanos, inimigos de longa data. Condições de Prioridade Portuguesa Os Portugueses tinham as melhores condições para partirem à procura de novas terras. Portugal vivia em paz desde 1411; A existência de uma longa costa e a proximidade do Mediterrâneo, fizeram com que os portugueses desde cedo se dedicassem à pesca e ao comércio marítimo, habituando-se a navegar e enfrentar os perigos do mar; Os portugueses conheceram inúmeros instrumentos náuticos (bússola, astrolábio, quadrantes) e praticavam a navegação astronómica (Orientação pelos astros).

Conquista de Ceuta A conquista de Ceuta (1415) foi o início da expansão portuguesa. Os portugueses interessaram-se pela conquista de Ceuta porque: As cidades Italianas abasteciam-se no porto de Ceuta de produtos orientais e de trigo trazidos pelos muçulmanos através da rota do Levante. Estas mercadorias eram depois comercializadas na Europa. A localização de Ceuta permitia a quem a conquistasse controlar as entradas e saídas do Mar Mediterrâneo. Atacar cidades muçulmanas era um meio de os nobres praticarem a guerra. De Ceuta partiam piratas marroquinos para atacar Portugal e Espanha. Na Península Ibéria existia o reino islâmico de Granada. Os Castelhanos eram grandes interessados em Ceuta mas, Portugal antecipou-se.

Conquistas ou Descobertas Apesar de Ceuta ter sido um êxito militar, não resolveu os problemas económicos de Portugal, pois, os Muçulmanos desviaram as rotas do comércio para outras cidades, além disso, como não ultrapassou os muros da cidade, não permitiu o acesso ao trigo. Ceuta tornou-se ma cidade Cristã rodeada por inimigos, ou seja, os portugueses faziam grandes despesas em guerra para manter a cidade e como não tinham acesso às rotas comerciais, provocaram o aparecimento de duas correntes de opinião: A nobreza defendia que Portugal devia prosseguir as conquintas no Norte de África, deste modo, podia dedicar-se à guerra e obter títulos. A Burguesia que prentendia chegar aos locais de origem do ouro e das especiarias e outra parte da Nobreza que praticava o comércio defendia a navegação ao longo da costa Africana. A expansão Portuguesa variou, assim, entre as conquistas e as descobertas.

Arquipélago da Madeira

Embora as ilhas do arquipélago da madeira continuassem desertas já eram conhecidas., Espanha enviou uma frota à ilha de Porto Santo em 1417. Em 1419, uma expedição Portuguesa comandada por João Gonçalves Zarco e Tristão Teixeira ocupou a madeira. Estes navegadores com Bartolomeu Perestelo ocuparam Porto Santo em 1420. As ilhas foram organizadas em capitanias, sendo nomeada, para cada uma um capitão donatário (Os capitões Donatóeias deste Arquipélago foram os seus descobridores) que tinha de as defender, povoar e explorar os seus recursos naturais. Aproveitava-se as plantas tintureiras, madeira e o açucar (cultura introduzida que se tornou a prinipal produção. Desenvolveram-se a pesca e a criação de gado.

Arquipélago dos Açores Diogo Silves, em 1427, terá encontrado a ilha de Santa Maria, depois a de S.Miguel e, sucessivamente as outras ilhas. Os Açores também se dividiram em capitanias no entanto o processo de ocupação foi mais lento, devido do que o da Madeira, pois, os Açores encontravam-se a uma grande distância de Portugal Continental o que dificultou que o Arquipélago fosse povoado. Alguns povoadores foram de Portugal e outros do estrangeiro, principalmente da Flandres. Desenvolveram-se o trigo e as plantas tintureiras (urzela e pastel) bem como a pesca e a criação de gado. A situação geográfica e os recursos naturais da Madeira e dos Açores deram-lhe grande importância estratégica durante os séculos XV e XVI pois, era lá que os barcos da rota da Índia faziam escala e se abasteciam de produtos frescos.

A descoberta da costa ocidental Africana Em 1434, Gil Eanes dobrou o cabo Bojador. Logo no ano seguinte, Gil Eanes e Afonso Baldeia chegaram ao que supunham ser o rio do Ouro e daí trouxeram a primeira amostra de metal precioso. Em 1441, Nuno Tristão atingiu o cabo Branco. Continuando as viagens para Sul, na década de 1450, Diogo Gomes e outros navegadores alcançaram a Serra Leoa em 1460. Ao largo da costa foi Descoberto o arquipélago de Cabo Verde.

Contrato de Arrendamento a Fernão Gomes A partir da Serra Leoa as descobertas abrandaram devido à morte do Infante D.Henrique mas também porque D. Afonso V se interessou pelas conquistas no norte de África apoiado pela Nobreza. Os portugueses apoderaram-se de Alcácer Ceguer em 1458 e de Arzila e Tânger em 1471, mas, os Muçulmanos faziam muita pressão e estas cidades eram isoladas. Quanto à conquista da costa Africana, esta prosseguiu, mas de forma diferente. Em 1469, D. Afonso V arrendou a Fernão Gomes, o exclusivo comércio da Guiné, mediante o pagamento de

200 000 reais e a obrigação de descobrir cada ano 100 légua de costa. Em 1471, os navegadores atingiram a Costa da Mina onde se encontrou ouro em abundância. Continuaram as descobertas até ao cabo de Santa Catarina e ao largo encontraram-se a ilhas de S. Tomé e Príncipe. A caravela foi a principal embarcação dos descobrimentos pois esta permitia bolinar (navegar contra ventos contrário), era pequena e fácil de manobrar.

A Política Expansionista de D.João II Desde 1474 que D.Afonso V atribuíra a seu filho, futuro rei D. João II o encargo de superintender nos assuntos ultramarinos. O sonho do jovem era chegar à Índia por mar. A primeira grande viagem realizada para atingir este objectivo foi realizada por Diogo Cão, em 1483, chegou à foz do rio Zaire. Numa segunda viagem atingiu a serra Parda. Duas outras viagens, uma por terra outra por mar, foram decisivas para os Portugueses conseguirem chegar à Índia por via marítima. - Pero da Covilhã e Afonso Paiva, disfarçados de mercadores, foram ao Oriente obter informações sobre o comércio na Índia e a navegação no Oceano Índico. - Bartolomeu Dias chefiou a expedição, por mar, que em 1488 conseguiu dobrar o cabo da Boa Esperança.

A Rivalidade Luso-Castelhana A rivalidade entre Portugal e Espanha, provocada pelas disputas sobre as terras descobertas, iniciou-se no século XIV, quando os dois países reivindicaram a posse das ilhas Canárias. O conflito agravou-se com as tentativas de Castela de fazer comércio na costa Africana. Em 1479, assinou-se o Tratado das Alcaçovas que atribuiu a Portugal as terras a sul das Canárias, ficando estas ilhas a pertencer a Castela. O conflito reacendeu-se com a descoberta da América por Cristóvão Colombo em 1492. Este navegador propôs a D.João II atingir a Índia, navegando a Ocidente mas, o Rei Português recusou pois tinha informações que lhe permitiam concluir que a rota pelo Oriente. Colombo, com o apoio de Castela, chegou às Antilhas (América) em 1492, pensando ter atingido a Índia. Portugal, com base no Tratado das Alcáçovas, reivindicou a posse dessas terras, o que provocou um conflito com Castela. Em 1494, com a intervenção papal, foi assinado um novo acordo ± O Tratado de Tordesilhas. Nesta Tratado constava a divisão do mundo em duas partes, separadas por um meridiano que passava a 370 léguas a ocidente das ilhas de Cabo Verde.

A chegada à Índia Quando D. João II morreu em 1495, já estava nomeado o comandante da armada que deveria descobrir o caminho marítimo para a Índia. A experiência e os conhecimentos náuticos dos Portugueses tinham-se desenvolvido, o que lhes permitia enfrentarem com mais confiança os perigos atlânticos. Vasco da Gama partiu de Lisboa em 1497 fazendo a primeira paragem em Cabo Verde e contando com a ajuda de um piloto muçulmano que os conduziu a Calecute, Vasco da Gamo chegou à índia em 1498. Estava descoberto o caminho marítimo para a índia.

A chegada ao Brasil A presença portuguesa na Índia causou desconfiança, que temiam perder o monopólio do comércio das especiarias. Sabendo disto, o rei sucessor de D. João II, D. Manuel I enviou à Índia uma nova armada para impor o domínio português no Oriente. Era constituída por 13 navios e comandada por Pedro Álvares Cabral. Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500 após um desvio para sudoeste quando a fim de encontrar ventos favoráveis se desviou para ocidente a partir de Cabo Verde. Como nunca se verificou nenhuma tempestade que obrigasse a esta desvio, nem o aparecimento causou grande admiração aos portugueses, é provável que D.João II e D. Manuel I já tivessem informações da existência do Brasil, explicando assim a exigência do rei aquando as negociações do Tratado de Tordesilhas.

Os Portugueses na África Negra O objectivo os Portugueses em África era fazer o comércio, o tráfico de escravos foi o primeiro grande negócio. De Guiné, os Portugueses traziam também malagueta, marfim, ouro, peixe, óleos de baleia e lobos-marinhos. Levavam trigo, sal, tecidos, e objectos de adorno. O sistema de colonização de Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe foi a divisão em capitanias. Com o clima seco e solo pobre, em Cabo Verde produzia-se sal, criava-se gado, e cultivava-se alguma cana-de-açúcar cujas plantações eram trabalhadas por escravos. O clima quente e húmido de S.Tomé permitiu que se desenvolve-se a cana-de-açucar, utilizando-se também mão-de-obra escrava.

A organização do Comércio Até 1433, a navegação e o comércio com África eram livres, mas, a partir desta data o infante D.Henrrique obteve do rei o monopólio do comércio. A parir de então só com autorização os particulares podiam lá comerciar, mantendo-se o pagamento do quinto. Foi este infante quem criou a primeira feitoria, a feitoria de Arguim onde se armazenavam e trocavam as mercadorias levadas de Portugal pelos produtos africanos. O ouro chegava a esta feitoria transportado pelos escravos negros, que no regresso levavam as mercadorias adquiridas pelos seus senhores. Após a morte do infante, D. Afonso V arrendou a exploração deste comércio ao burguês Fernão Gomes. Foi criada a feitoria da Mina bem como outras feitorias ao longo da costa africana.

O Império Português no Oriente No oriente os Portugueses fizeram alianças com príncipes indianos, ou recorreram à força das armas, para se apoderarem do comércio dos produtos do oriente (especiarias, sedas,

porcelanas e pedras preciosas). D.Manuel I nomeou governadores, para administrarem os territórios conquistados e defenderem os interesses de Portugal no oriente. D.Francisco de Almeida (1505-1509), primeiro governante da Índia, centrou a sua política no domínio dos mares mantendo estabelecendo um mar clausum (mar fechado). Afonso Albuquerque (1509-1515) assegurou o domínio dos mares e inaugurou uma política de conquista e construção de fortalezas. Muitas chefes locais obedeceram-lhe, os que não obedeceram viram as suas cidades destruídas. Os portugueses conseguiram ter o exclusivo do comércio marítimo oriental, ou seja, monopólio comercial. Goa, conquistada em 1510, tornou-se a sede da administração do Império Português no Oriente.

A divulgação do Cristianismo As ordens religiosas, principalmente a Companhia de Jesus, fizeram de Goa a sede da cristandade no Oriente. Os missionários construíram estabelecimentos de ensino e foram um elemento de ligação entre ovos e culturas. A aculturação verificada ficou a dever-se aos Jesuítas, embora os colonos e os militares também tenham dado o seu contributo.

Maios, Aztecas e Incas Quando os Espanhóis chegaram à Europa já lá viviam diversos povos bem desenvolvidos. Os Maias na América Central. Vivam organizados em cidades estado governadas por um reideus. Construíram templos, pirâmides e torres. Á chegada dos Europeus encontravam-se em decadência, devido a guerras e esgotamentos de solos agrícolas. Os Azetecas no Vale do México. Construíram essencialmente palácios, templos e mercados. Desenvolveram a indústria têxtil e a ourivesaria. Não conheciam a moeda mas utilizavam certas quantidades de metal nas trocas comerciais. Os Incas, desenvolveram-se ao longo da costa ocidental da América do Sul. Os incas governavam o maior Império da América. Construíram socalcos nas montanhas e canais para irrigar as terras. Foram excelentes agricultores. Apesar do ouro abundante, a sua maior riqueza eram os armazéns espalhados por todo o império.

O Império Espanhol Em 1521 Fernando Cortés apoderou-se do México, auxiliado por povos inimigos dos aztecas. Em 1531 Francisco Pizarro e Diogo Almagro atacaram o Império Inca. Os espanhóis ficaram a dominar uma grande parte da costa ocidental da América do Sul e o território junto ao rio da Prata. Criaram, assim, um enorme império colonial retirando ouro e prata. A população indígena americana diminuiu imenso devido à guerra e aos trabalhos forçados, mas sobretudo às novas doenças. Os missionários espanhóis conseguiram converter grande parte da população ao Cristianismo.

Ameríndios do Brasil Os ameríndios que viviam no território mais tarde chamado Brasil eram relativamente poucos. Estavam organizados em tribos. Dedicavam-se à caça, pesca e dos recursos da floresta. Praticavam a poligamia (Cada homem podia ter várias mulheres) e muitas deles o canibalismo (Podiam comer carne Humano). As tarefas eram distribuídas: as mulheres cozinhavam, cuidavam dos animais domésticos, faziam cestos, fiavam algodão e moíam raízes. Os homens caçavam, pescavam, construíam canoas, produziam fogo e lutavam. Andavam todos nus embora se enfeitassem com penas e pinturas na pele. Acreditavam em espíritos bons e maus e veneravam os seus antepassados. A colonização do Brasil Inicialmente os Portugueses não tinham interesse pelo Brasil apenas traziam de lá pau-brasil e animais exóticos. A coroa arrendou a exploração a um particular, Fernão de Noronha. D. Manuel I, começou a desertar interesse pelo Brasil, e D.João II decidiu colonizar o Brasil, através de capitanias. Introduzindo o cultivo da cana-de-açúcar, aumentando o comércio com Portugal. Os ataques dos Índio que recusavam a escravatura e o domínio colonial, a cobiça de outros países e rivalidades entre capitães donatários, levaram D.João III a criar um Governo-geral em 1548 que foi entregue a Tomé de Sousa que tinha como função dirigir a defesa a administração e aplicar a justiça. Os colonos forçavam os Índios a trabalhar, o que indignou os Jesuítas. Para os defender da escravatura, construíram aldeias onde existiam igrejas, escolas e seminários. Os colonos chegaram no entanto a atacar algumas aldeias.

As novas rotas do comércio Intercontinental Existiam inúmeras rotas comerciais que ligavam todos os continentes. Rota do Cabo ± Ligava Europa à Índia Rotas do Extremo-Oriente que permitiram aos portugueses fazer comércio na China, no Japão em Macau e em Timor Novas Rotas Atlânticas que possibilitaram a circulação dos produtos africanos, americanos e Europeus. Rota de Manila ± Ligava a América às Filipinas.

A Dinamização dos Centros Económicos Europeus Lisboa e Sevilha tornaram-se ³Senhoras e Rainhas dos Oceanos´. Em Portugal a Coroa detinha o monopólio do comércio ultramarino. Organizou esse comércio através da Casa da Índia controlada por um feitor que vendia as mercadorias vindas de diversos pontos do Império, adquiria os produtos que as armadas deviam transportar e organizava as viagens da rota do Cabo. Lisboa tornou-se uma das cidades mais prósperas e desenvolvidas da Europa mas, não era o último destino das mercadorias. Estradas comerciais, principalmente marítimas, ligavam Lisboa aos vários mercados Europeus, destacando-se Antuérpia onde Portugal estabelecendo uma feitoria. Os produtos eram depois distribuídos por todo o Norte da Europa. Era também em Antuérpia que Portugal adquiria trigo, tecidos e armas. A Espanha, a Itália e a Alemanha eram outros dos destinos das mercadorias que saíam de Lisboa. A Casa da Contratação, em Sevilha, controlava o comércio da América com Espanha, estando organizada de forma semelhante à Casa da Índia. Os produtos americanos que saíam de Sevilha eram distribuídos por outros mercados Europeus. Abasteciam-se dos mais diversos produtos em Antuérpia.

Circulação de Produtos e as suas repercussões no quotidiano A Política de Transporte Em Portugal não existia uma classe média capaz financeiramente de dominar o comércio colonial. A burguesia não possuía capital que esse comércio exigia. Como o Reino mantinha uma estrutura feudal, os lucros foram parar às mãos da nobreza e do clero. Faltando-lhes a mentalidade da burguesia, este lucros eram gastos em bens imóveis e em luxos. Assim, o estado teve de permitir a intervenção directa de comerciantes de outras nacionalidades no comércio ultramarino. Os Portugueses tornaram-se transportadores de produtos do mercado internacional. Transportavam os produtos do Oriente e do Brasil para a Europa, vendendo-os a poderosos comerciantes que os distribuíam pelas diversas praças europeias, obtendo grandes lucros. Eram igualmente estes comerciantes que abasteciam Portugal dos produtos que escasseavam no País, dificultando assim, o desenvolvimento do comércio e das indústrias nacionais.

Repercussões no Quotidiano A circulação de produtos pelos diferentes continentes alterou o quotidiano das populações de todo o Mundo. As paisagens e os hábitos alimentares dos povos sofreram grandes alterações. Para a América, Portugueses e Espanhóis levaram trigo, algodão, a cana-de-açúcar, vinha, assim como o cavalo, a ovelha e o boi. Deste Continente os Europeus receberam o ananás, o milho grosso, o cacau e o tabaco. O feijão, a batata, o tomate e a mandioca, assim como o peru ³viajaram´ para outros continentes. O café originário de África, tornou-se uma das principais produções americanas. O uso de especiarias e açúcar vulgarizou-se. Da Ásia veio o chá e a banana enquanto lá fi introduzidos o milho grosso, algumas árvores de fruto e o hábito de fumar.

O Renascimento e a Formação da Mentalidade Moderna
Os descobrimentos marítimos permitiram a destruição de muitos mitos e valorizaram o Homem contribuindo, para a formação de uma nova maneira de ver mo Mundo: sem deixar de ser religioso, o Homem tornou-se centro das atenções e objecto de estudo ± antropocentrismo. Durante séculos o Homem tinha considerado que tudo era obra de Deus, e, como tal, só Deus deviria dedicar os seus estudos ± Teocentrismo. Esta nova visão de ver o Homem deu origem ao Renascimento, ou seja, o interesse pelo renascer da cultura clássica (Greco-Romana). Este movimento cultural surgiu em Itália, nos finais da Idade Média, e difundiu-se pelo resto da Europa no século XV e XVI.

Focos de Difusão do Renascimento Vários factores contribuíram para que algumas cidades-estado italianas tivessem sido berço do Renascimento: Em Florença, Veneza, Génova e Roma, Príncipes. Burgueses e Papas rivalizavam entre si para ter as maiores igrejas e palácios. Os grandes senhores financiavam as obras nas suas cidades e protegiam os artistas, tornando-se assim, mecenas. A Itália conservava muitos vestígios e monumentos da antiguidade greco-romana, que recordavam um passado glorioso. Em Itália existiam escolas e universidades de grande prestígio. Os Países Baixo, região de comércio intenso muito desenvolvida, foi também um grande centro renascentista. O Humanismo O Humanismo foi um movimento cultural dentro do Renascimento que tinha como objectivo formar o Homem ³perfeito´ criticando a sociedade do tempo e dedicando-se ao estudo dos grandes autores e artistas greco-romanos estudando o grego e o romano. São chamados Humanistas todos os que estudaram as línguas, os testos e os autores clássicos, criticando a sociedade do seu tempo e demonstrando um interesse especial em valorizar o Homem. Outra característica do Humanismo foi o Individualismo. Cada indivíduo não tinha receio de se assumir diferente dos outros e orgulhava-se das suas capacidades. Alguns Humanistas criaram uma comunidade de artes e de letras para trocarem obras entre si. Os Humanistas consideravam todas as obras clássicas um modelo a seguir. O facto de comunicarem em grego e em romano e de inicialmente escreverem as suas obras nestas línguas facilitou a divulgação do movimento humanista pela Europa culta. Em Portugal, D.João II mostrou interesse pelas ideias humanistas, e enviou dezenas de bolseiros para um Colégios. Quando regressaram a Portugal tiveram um grande papel como Humanistas nomeadamente a nível do Ensino criando o Colégio das Artes em Coimbra. Principais Humanistas: Maquiaval (Itália), Erasmo de Roterdão (Países Baixos), Shakespeare (Inglaterra), Cervantes (Espanha), Camões e Fernão Mendes Pinto (Portugal).

Alargamento da Compreensão da Natureza O Homem do Renascimento procurou conhecer a Natureza, analisando plantas e animais, estudando a anatomia humana e observando os outros. O homem do Renascimento valorizou a observação e a experiência, desenvolvimento vários domínios: Na Astronomia defendeu-se a teoria que a Terra girava à volta do Sol ± Heliocentrismo era o fim do Geocentrismo. Na Medecina a dissecção de cadáveres embora proibida permitiu um melhor conhecimento do corpo humano. Vesálio estudou a circulação do sangue e Leonardo da Vinci dedicou-se a estudos anatómicos, matemáticos etc. Na Matemática, o português Pedro Nunes escreveu o Tratado da Esfera. Na Geografia, Duarte Pacheco Pereira escreveu o Esmeraldo de Situ Orbis. Na Botânica, Garcia da Orta estudou a aplicação medicinal das plantas. A imprensa descoberta por Gutenberg permitiu a multiplicação do número de exemplares de cada livro e a diminuição do seu custo, facilitando a divulgação de obras e ideias renascentistas.

A arte Renascentista Arquitectura A arte renascentista inspirou-se nas obras clássicas. Na arquitectura este movimento foi introduzido por Brunelleschi. São características da Arquitectura Renascentistas: Arcos de Volta Perfeitas, Pilastras e Colunas, Abóbadas de Berço. Frontões, Cúpulas e decoração com base em figuras mitológicas e em elementos da Natureza. A arquitectura Renascentista tinha também como características a Horizontalidade (Predomínio de linhas horizontais) e a Racionalidade, ou seja a existência de proporções rigorosas conseguindo Harmonia e Equilíbrio. Além de Brunelleschi, salientaram-se Alberti, Bramante e Miguel Ângelo.

A Pintura A pintura teve como objectivo fundamental a imitação da Natureza tal como os olhos a observam ± Naturalismo. Surgiu o nu e o retrato, reflexo do individualismo e do mecenato. O

retrato exprimia sentimentos (Alegria, tristeza«) e aspectos da personalidade (Firmeza, bondade«). Surgiu a pintura a óleo e a racionalidade e a profundidade passaram a estar presentes. Na pintura destacaram-se Van Eyack, Leonardo Da Vinci, Botticelli « Escultura Voltou-se à representação do nu, às estátuas equestres sendo exemplo do realismo. Da escultura celebrizaram-se Donatello, Verrocchio e Miguel Ângelo.

Persistência do Gótico em Portugal O Manuelino A arquitectura Renascentista chegou tarde a Portugal e nunca se impôs totalmente. Mantevese a tradição gótica, sobressaindo o estilo manuelino. Este estilo está relacionado com o período de riqueza faustosa do período das descobertas. O estilo Manuelino continuou o estilo gótico com o predomínio da verticalidade. Mas, neste estilo ao contrário do gótico, apresentavam-se três naves praticamente da mesma altura, cobertas por uma única abóbada e uma luz apenas iluminava as naves centrais e laterais. Na decoração Manuelina surgem motivos naturalistas e os símbolos de D.Manuel I.

O tempo das Reformas Religiosas Crise na Igreja: Contestação« Viviam-se tempos difíceis na Igreja. Os papas envolveram-se em conflitos com reis e imperadores por razões políticas enquanto o comportamento de muitos elementos do clero prejudicava o seu prestígio: Os papas preocupavam-se mais com os bens terrenos do que com a sua missão. Alguns membros do alto clero levavam uma vida de corrupção e de imoralidade O clero regular era pouco admirado pelos fiéis devido à sua vida excessivamente material. « e ruptura Em 1514 o Papa Leão X mandou pagar indulgências (Perdão dos pecados mediante o pagamento de determinada quantia) a fim de poder concluir as obras da Basília de S.Pedro, em Roma. O monge alemão Martinho Lutero, contra as indulgências, em 1517, afixou numa catedral as ³Noventa e cinco teses contra as indulgências´ defendendo que só Deus poderia perdoar os pecados do Homem. Lutero foi excomungado o que provocou protestos contra a sua perseguição. Destes protestos derivou a designação de ³Protestantes´, atribuída a todas as O Luteranismo; Calvinismo; Anglicanismo O alemão Lutero, excluído da Igreja dedicou-se a definir e a desenvolver a sua doutrina criando assim o Luteranismo. O Humanista francês Calvino difundiu a sua doutrina a partir da cidade-estado de Genebra. Este distinguia-se do Luteranismo porque defendia a predestinação, ou seja, cada pessoa é marcado por Deus e nada se pode fazer para o modificar.

O inglês Henrique VIII desenvolveu o Anglicanismo que constituiu assim, um compromisso entre o Catolicismo (Cerimónias religiosas) e o Calvinismo (Predestinação) Luteranismo - Bíblia como fonte de Fé - Salvação pela Fé - Celibato não obrigatório - Rejeição da autoridade do Papa Calvinismo - Bíblia como fonte de Fé - Salvação pela Fé e predestinação - Celibato não obrigatório - Rejeição da autoridade do Papa Anglicanismo - Bíblia como fonte de Fé - Salvação pela Fé e predestinação - Celibato não obrigatório - Rejeição da autoridade do Papa (o Rei é o chefe da Igreja) - Sacramentos: Baptismo e Eucaristia - Supressão da missa e substituição por cerimónias pomposas Catolicismo - Bíblia e tradição como fontes de Fé - Salvação pela Fé e boas obras - Celibato obrigatório - Aceitação da autoridade do Papa

- Sacramentos: Baptismo e Eucaristia - Leitura da Bíblia, Sermão, Eucaristia

- Sacramentos: Baptismo e Eucaristia - Leitura da Bíblia, Sermão, Eucaristia

- 7 Sacramentos - Missa e culto dos Santos e da Virgem

Rejeição do culto da Virgem e dos Santos

A unidade Religiosa Europeia já não era possível. Os Cristãos ficaram divididos em dois blocos religiosos: O católico, a Sul e o protestante, a Norte.

A reacção Católica Reafirmação da fé e reforma interna Perante a divisão religiosa da Europa a Igreja Católica iniciou um movimento chamado ContraReforma, que pretendia:

Reafirmar a sua fé Reformar-se internamente Combater o Protestantismo Este movimento foi iniciado pelo Papa Paulo III, que reuniu os representantes máximos da Igreja no Concílio (Assembleia de Bispos Católico em que se tratam assuntos de fé) de Trento entre 1545 e 1563. Da reforma interna, que teve em vista moralizar e disciplinar o Cero salientamos as seguintes medidas: Criação de Seminários para formar sacerdotes Proibição de Acumulação de cargos Manutenção do celibato dos sacerdotes Obrigação dos sacerdotes e bispos residirem nas suas paróquias ou dioceses.

O combate ao Protestantismo e a expansão da Fé Para combater o Protestantismo e expandir a fé, a igreja Católica contou com o apoio: Da Companhia de Jesus que desempenhou um papel importante no ensino e na missionação. Da Inquisição (Tribunal da Igreja) para combater e punir as heresias e bruxarias. Do Index que era uma lista sob a forma de índice, das obras proibidas, por serem consideradas contrárias aos ensinamentos da Igreja Católica. A Companhia de Jesus, a Inquisição e o Index contribuíram decisivamente para que a igreja católica conseguisse quebrar o avanço protestante e empenhar-se na expansão da fé católica nos territórios Recém-Descobertos.

O caso Peninsular A Inquisição como instrumento da Unidade Religiosa Em Espanha, os Reis Católicos viram na inquisição uma nova arma de centralização do poder real e conseguiram que esta instituição fosse restabelecia. Em Portugal, D.Manuel I expulsou os Judeus e os Mouros que não quiseram converter-se, passando os convertidos a serem designados cristãos-novos. Pretendendo manter a pureza da fé católica, a Inquisição queria lutar contra tudo que fosse considerado um ³desvio´ ± superstições, feitiçarias« Mas os seus alvos preferidos na Península Ibérica foram os cristãos-novos. Estes elementos da sociedade não eram bem aceites pela nobreza, pois, ambos estavam interessados nas actividades comerciais, nem pelo resto da população pois consideravam-nos Judeus. Era fácil encontrar denunciantes que entregavam os cristãos-novos à Inquisição, tendo sido muitas vezes torturados e condenados.

A Companhia de Jesus

A companhia de Jesus, estabelecida em Portugal, foi outra instituição relevante na ContraReforma. No ensino os Jesuítas criaram estabelecimentos que preparavam os alunos para a universidade. Na missionação, ensinaram os povos locais a ler e trabalhar em ofícios; fundaram hospitais, seminários e colégios onde ensinaram filosofia e teologia.

Rita Teixeira 9ºB Nº4 ESA

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