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SUMÁRIO ATPR - Sinopse do Curso

SUMÁRIO ATPR - Sinopse do Curso

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QUALIFICAÇÃO DAS TRIPULAÇÕES E HABILITAÇÃO
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MARINHA DO BRASIL DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS CURSO DE ATUALIZAÇÃO PARA PRÁTICOS SIGLA: ATPR SINOPSE GERAL DO CURSO DURAÇÃO

MÁXIMA: 52 SEMANAS 1) PROPÓSITO GERAL DO CURSO Permitir que o prático possa operar os equipamentos do Passadiço, atendendo à Resolução A. 960 (XXIII) da Assembléia da IMO, itens 5.4.2, 5.5.4, 5.5.5, 5.5.6 (parte) do Anexo 1, deixando-os aptos para executar as seguintes atividades: a) definir, identificar e distinguir os propósitos e as aplicações da ECDIS, citando a interação com outros elementos que compõe o passadiço, como o AIS e o ARPA; b) identificar os equipamentos que são utilizados em Posicionamento Dinâmico (DP), suas limitações e graus de confiabilidade; c) permitir que o aluno compreenda o comportamento de uma embarcação em diferentes situações de manobra, vento e corrente utilizando os recursos de um sistema de posicionamento dinâmico; d) preparar um planejamento de derrota, avaliando águas perigosas, determinando paralelas indexadas, pontos de guinada e limites para abortar uma manobra; e) desenvolver habilidades emergenciais para restaurar as melhores condições de manobrabilidade e governabilidade da embarcação em águas rasas, em casos específicos de falhas apresentadas pelos instrumentos do Passadiço; f) aumentar o intercâmbio de informações com o Comandante do navio no gerenciamento desses recursos do Passadiço (Master Pilot Exchange - MPX), principalmente em situações, críticas; e g) reconhecer obstáculos idiomáticos, culturais, psicológicos e fisiológicos, que impeçam a comunicação e interação eficazes, e aprimorar técnicas para superá-los. 2) DIRETRIZES GERAIS DO CURSO A) QUANTO À ESTRUTURAÇÃO DO CURSO a) O curso será constituído de duas fases. A primeira, realizada à distância (ATPR-I), sob responsabilidade e coordenação do CONAPRA, utilizando tecnologia web e outras mídias, e abordará os seguintes assuntos: Inglês, Radar/ARPA, Primeiros Socorros, Sobrevivência no Mar, Legislação e Segurança Pessoal; b) a segunda fase (ATPR-2) será realizada no Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA) e terá a duração de 1 semana (40 horas-aula), distribuídas entre aulas teóricas e práticas, com 3 horas como tempo reserva adicional para qualquer necessidade eventual. Nessa fase, o número máximo de horas-aula diárias deverá ser de 8 ( oito), com duração de 50 minutos cada, havendo um intervalo obrigatório de 10 (dez) minutos entre elas ou equivalente a duas horas conjuntas de 45 minutos seguidas de intervalo de 10 minutos; c) as aulas práticas deverão ser acompanhadas por práticos instrutores. d) a turma deverá ser constituída pelo número de alunos/práticos correspondente ao de vagas estabelecido, ou seja, um total de dez no máximo por curso. O mínimo de alunos/práticos, 1

por turma, não poderá ser inferior a 50% das vagas programadas; e) a segunda fase (ATPR-2) é específica para alunos que tenham cumprido as exigências do ATPR-l; e f) sendo aprovado no curso, o aluno/prático receberá um certificado conforme resolução A. 960 (XXIII) da Assembléia da IMO - Recommendations on Training and Certification and Operational Procedures for Maritime Pilots other than deep-sea pilots; B) QUANTO ÀS TÉCNICAS DE ENSINO Na primeira fase do curso, relativa ao Ensino a Distância, o aluno receberá um nome de usuário e uma senha e, por meio de acesso à home page do Conapra, terá acesso ao material de estudo e à verificação de aprendizado. O tempo necessário para conclusão dessa fase do curso será de até 8 semanas. Em casos excepcionais, o aluno poderá receber o material de estudo em um pen drive, entretanto as provas somente podem ser realizadas on line, no site do Conapra. É desejável que o período máximo transcorrido entre a conclusão do ATPR-I e o início do ATPR-2 não ultrapasse 1 (um) ano. A segunda fase do curso, relativa ao Ensino Presencial, deverá ser desenvolvida por meio das técnicas de ensino abaixo relacionadas, de modo a incentivar, ao máximo, a participação dos alunos nas atividades escolares: a) aula expositiva com utilização de recursos audiovisuais e instruções adequadas aos conteúdos, em especial modelos reais; e b) demonstração prática no Simulador. C) QUANTO À FREQÜÊNCIA ÀS AULAS a) no Ensino Presencial, a freqüência às aulas e às demais atividades programadas é obrigatória; e b) o aluno/prático deverá obter o mínimo de 90% de freqüência no total das aulas ministradas no curso. D) QUANTO À AFERIÇÃO DO APROVEITAMENTO E A HABILITAÇÃO DO ALUNO a) a avaliação será aferida por meio de observações de desempenho do aluno/prático conforme estabelecido no sumário da disciplina. 3) DISCIPLINAS E CARGAS HORÁRIAS PRIMEIRA FASE - ENSINO À DISTÂNCIA UNIDADES DE ESTUDO AUTONOMO E TEMPO MÁXIMO DE CONCLUSAO I) INGLÊS II) RADAR/ ARPA III) PRIMEIROS SOCORROS IV) SOBREVIVÊNCIA NO MAR V) LEGISLAÇÃO VI) SEGURANÇA PESSOAL TEMPO MÁXIMO DE CONCLUSÃO ...................................................ATÉ 08 SEMANAS 2

SEGUNDA FASE - ENSINO PRESENCIAL UNIDADE DE ESTUDO ORIENTADO E CARGA HORÁRIA I) ATUALIZAÇÃO PARA PRÁTICO II .................................................... 01 SEMANA 4) APROVAÇÃO DO CURSO

APROVO 1ª FASE..... ....................... ATÉ 08 SEMANAS Em xx de xxxxxxxx de 2009 2ª FASE ....................................... 01 SEMANA PAULO JOSÉ RODRIGUES DE CARVALHO Vice-Almirante Diretor de Portos e Costas TEMPO PARA CONCLUSÃO...ATÉ 52 SEMANAS

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MARINHA DO BRASIL DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS CURSO DE ATUALIZAÇÃO PARA PRÁTICOS - ATPR DISCIPLINA: ATUALIZAÇÃO PARA PRÁTICOS SIGLA: ATPR- 2 JAN/2010

CARGA HORÁRIA: 40 HORAS SUMÁRIO

1) OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos dos recursos existentes no passadiço para atuar em manobras de emergência, bem como identificar obstáculos idiomáticos, culturais e psicológicos que impedem a comunicação e a interação eficazes, visando o desenvolvimento de melhor relação de trabalho entre o prático e a equipe de passadiço e a adequada troca de informações com o Comandante do navio e/ou oficial de serviço no passadiço. 2) LISTA E PROPÓSITOS DAS UNIDADES DE ENSINO 1. ECDIS, AIS e ARPA ........................................................................................ 04 HORAS 1.1 - ECDIS: 1.11 - definir o sistema utilizado pela carta eletrônica, ressaltando seu propósito e suas aplicações; 1.12 - diferenciar os formatos de carta eletrônica existentes, citando suas vantagens e desvantagens, e apresentando seus mais diversos fabricantes; 1.13 - identificar os riscos da confiança irrestrita na ECDIS; 1.14 - analisar todos os aspectos legais da ECDIS; 1.15 - descrever minuciosamente as funções básicas da carta eletrônica e seus diversos alarmes; 1.16 - apresentar as formas existentes de atualização da carta eletrônica, citando a melhor utilização para cada uma; 1.17 - distinguir os sensores básicos integrados ao sistema da carta eletrônica, ressaltando a importância de cada um deles; 1.18 - identificar as ferramentas para a criação e execução dos planos de viagem, possibilitando assim o planejamento e monitoramento de rotas com o auxílio da carta eletrônica. 1.2 - AIS: 1.21 - definir AIS, citando seu propósito e suas aplicações; 1.22 - apresentar as funções básicas do AIS, ressaltando a importância de seu emprego como um dos sensores da carta eletrônica; 1.23 - identificar o regulamento que estipula a obrigatoriedade do AIS para determinadas embarcações. 1.3 - ARPA: 1.31 - apresentar as funções básicas do ARPA, salientando a parte de aquisição de alvos e descrevendo detalhadamente a parte de movimento relativo; 1.32 - detalhar o uso das paralelas indexadas no planejamento da derrota; frisando sua importância para segurança da navegação;

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1.33 - distinguir os tipos de orientação apresentadas pelo display do ARPA, destacando suas diferenças e vantagens, e orientando qual display deve ser utilizado para cada tipo de navegação. 2. TROCA DE INFORMAÇÕES ENTRE O PRÁTICO E O COMANDANTE - MPX .. 04 HORAS 2.1 - descrever as informações mínimas de um pilot card; 2.2 - analisar as necessidades específicas da navegação de praticagem para estabelecer a quantidade e o teor das informações trocadas sobre procedimentos de navegação, regras e condições locais e as características do navio; 2.3 - identificar procedimentos e planos de contingência da navegação de praticagem; 2.4 - analisar as informações relevantes afetadas por condições específicas, tais como condições do tempo, profundidade da água, correntes de marés e tráfego marítimo que possa ser esperado durante a travessia; 2.5 - analisar características de manobra incomuns, dificuldades com relação às máquinas, problemas nos equipamentos de navegação ou limitações com relação à tripulação que possam afetar a operação, o controle ou a manobra do navio com segurança. 3. POSICIONAMENTO DINÂMICO E PROPULSÃO AZIMUTAL ................ 8 HORAS 3.1 - descrever os seis graus de liberdade de uma embarcação, enfocando os que são controlados pelo DP; 3.2 - definir os diferentes modos de operação do sistema DP: auto position; auto pilot; auto track; follow target; pipelaying; 3.3 - demonstrar as principais diferenças entre os consoles Kongsberg e Symmetry; 3.4 - descrever as diferentes classes do sistema; 3.5 - definir redundância; 3.6 - descrever backup system; 3.7 - descrever os equipamentos de referência de posição (PME`s); 3.8 - descrever os sensores de informações do meio ambiente e as reações da embarcação com relação aos dados por eles coletados; 3.9 - identificar as forças que atuam na embarcação e seus efeitos; 3.10 - distinguir os tipos de propulsores utilizados em embarcações “DP”; 3.11 - conceituar Dead Reckoning Mode; 3.12 - explicar através de diagramas como é processada uma informação recebida pelo sistema; 3.13 - realizar exercício prático englobando modos, classe e sistemas de referência; 3.14 - descrever os diferentes tipos de propulsão azimutal; 3.15 – distinguir os tipos de propulsão azipod, cicloidal e azimutal; e 3.16 – identificar os comandos e controles de propulsão azimutal. 4 BRIDGE RESOURCE MANAGEMENT (BRM) E AVALIAÇÃO DE CADEIA DE ERROS.................................................................................................................. 04 HORAS 4.1 - descrever os procedimentos para interagir com a equipe de passadiço a bordo; 4.2 - identificar situações de não conformidade com o passage planning e de violação de procedimentos pela equipe de passadiço; 4.3 - definir cadeia de erro 4.4 - identificar os fatores indicativos do desenvolvimento de uma cadeia de erros; 4.5 - analisar uma série de eventos que criaram uma cadeia de erros; 4.6 - descrever meios e métodos para quebrar uma cadeia de erros 4.7 - descrever as falhas do comportamento humano que conduzem a ocorrência de erros; 4.8 - descrever a relação entre falha humana e causa de acidentes 4.9 - descrever situações de ambigüidade, distração, vigilância inadequada, descumprimento do plano de viagem, quebra de regras e procedimentos, falha de comunicação; 4.10 - analisar as normas da IMO para investigação de acidentes e incidentes marítimos 4.11 - analisar relatórios de acidentes disponibilizados pelo Tribunal Marítimo 5

5. AMBIENTAÇÃO NO SIMULADOR DE PASSADIÇO E SEUS INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO ....................................................... ....................................................... 01 HORA 5.1- Identificar os instrumentos do passadiço, utilizando-os corretamente como forma de treinamento. 5.2- Avaliar as interações do navio com o ambiente e os alvos adquiridos, segundo as informações apresentadas no simulador. 6. PLANEJAMENTO E REALIZAÇÃO DE NAVEGAÇÃO EM ÁGUAS RESTRITAS DESENVOLVENDO HABILIDADES EMERGENCIAIS E MELHOR MPX ............ 19 HORAS 6.1 - preparar um "Passage Planning" para uma manobra de atracação; 6.2 - realizar treinamento em diferentes situações; 6.3 - demonstrar habilidade interagindo sob o efeito ou não de uma corrente de maré em situações críticas de navegação e visibilidade em exercícios previamente planejados, com uma falha da máquina do leme e do leme, falha no ar de partida, falha elétrica, falha do radar ou outra situação de emergência; 6.4 - conduzir o navio a uma situação de segurança, com precisão e a tempo, usando outros recursos disponíveis no Passadiço, quando as falhas supracitadas acontecerem; 6.5 - executar manobra de fundeio com o fundeadouro congestionado, usando o abatimento do navio para corrigir influência de vento ou corrente; 6.6 - utilizar apropriadamente a faixa de freqüência VHF, inclusive no idioma inglês; 6.7 - analisar cada exercício efetuado e gravado pelos grupos no Passadiço, debatendo quais os procedimentos mais apropriados e detectando uma possível cadeia de erros. 3) DIRETRIZES ESPECÍFICAS a) após a aplicação de cada planejamento, será feito um comentário, cumprindo regras previstas, de acordo com uma Folha de Avaliação; b) os exercícios de planejamento de viagem serão realizados na carta, em ambiente apropriado; e c) a aplicação dos planejamentos ocorrerá no Simulador de Passadiço do Centro de Simuladores do CIAGA, nos cenários existentes. d) O prático instrutor deverá acompanhar as aulas práticas 4) AVALIAÇAO DA APRENDIZAGEM a) A avaliação da aprendizagem será monitorada pelo desempenho individual do aluno por meio de sua participação no grupo. 5) RECURSOS INSTRUCIONAIS a) Manobra no Passadiço; b) Simulador de RADAR/ARPA; c) Softwares simuladores de ECDIS/AIS/ARPA d) Cartas náuticas; e) Material de navegação; f) Retroprojetor; g) Equipamento "data show"; h) Quadro magnético; e i) Outros, a critério do instrutor. 6

6) REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS a) Todas as referências emitidas no "Model Course" da IMO 1.08. b) ANKUDINOV, V. Simulation of ship motion in waves. Pro. Of International Workshop on Ships and Plataforms Motion. UC. Berkely, EUA, 1993. c) ASINOVSKY, V. Review and analysis of ship maneuverability criteia. Naval Engineers Journal. American Society of Naval Engineers. Maio, 1989. d) BURGER, W. Radar observers handbook. 7tlt ed. Glasgow, Brown, Son, and Ferguson, 1983. e) CAMINHA GOMES. Carlos Rubens. A prática da navegação. Rio de Janeiro: CIAGA, 1972. f) ______. Evitando colisão no mar. Rio de Janeiro: CIAGA, 1972. g) IMP A - Code of practice - Draft frame work. h) INTERNATIONAL MARlTIME ORGANIZATION. STW33/17 Annex 2 - Draft Assembly resolution - Recommendations on Training and certification and operacional Precedures for Maritime Pilots Other Than Deep-sea Pilots, Londo: IMO. i) LEWS, Edward V. Principies of Naval Architecture. The Society of Naval Architects and Marine Engineers. New Jersey, EUA, 1989, v. lI. j) MARINHA DO BRASIL. Diretoria de Portos e Costas. Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar - RIPEAM -1972. Rio de Janeiro, 1996. k) MIGUENS, A. P. Navegação: ciência e arte. Rio de Janeiro: DHN, 1998, v. lI. l) ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL. CÓDIGO DE TREINAMENTO DE MARÍTIMOS EXPEDIÇÃO DE CERTIFICADOS E SERVIÇO DE QUARTO STCW - 78/95. Edição em Português, Rio de Janeiro: DPC, 1996. m) SMITH I.; MULRONEY, R. A. Parallel indexing techniques. Southampton: Wasatch Publishing, U. K., 1995. n) SMITH, Capo A. 1. Bridge team management - A practical guide. Lodon: The Nautical Institute, 2000.

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