Legislação e Normalização

CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE REFINARIA
LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO

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LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO
CAPÍTULO I
ELOISIA B. DE ALMEIDA P. COELHO – CONSULTOR TÉCNICO REGAP/SMS

CAPÍTULO II
ADAPTAÇÃO AUTORIZADA DO MANUAL TÉCNICO DE CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO MINISTÉRIO DE TRABALHO – SSST – SECRETARIA DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

Equipe Petrobras Petrobras / Abastecimento UN´s: Repar, Regap, Replan, Refap, RPBC, Recap, SIX, Revap

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CURITIBA 2002

RECAP. de Almeida P. SIX. 2002. 3. Legislação. REVAP. Secretaria de Saúde e Segurança no Trabalho. Financiado pelas UN: REPAR. II. RPBC. REPLAN. : il. 30 cm. . 64 p. REFAP. Ministério do Trabalho. – Curitiba : PETROBRAS : UnicenP. de Almeida P. Título. Brasil. 2. adaptação autorizada do manual técnico de caldeiras e vasos de pressão Ministério do Trabalho-SSST-Secretaria de Saúde e Segurança no Trabalho. Curso de formação de operadores de refinaria: legislação e normalização / Eloisia B. Coelho.11 C672 Coelho. Segurança industrial. Norma reguladora. I. (algumas color) . 4 1. Eloisia B. REGAP.Legislação e Normalização 363.

caracterizado pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da Petrobras. aprofundar seu conhecimento. com a sua disposição para buscar outras fontes. Nome: Cidade: Estado: Unidade: Escreva uma frase para acompanhá-lo durante todo o módulo. capacitando-se para sua nova profissão na Petrobras. gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes técnico-práticos dos operadores com as teorias. slides de apresentação. planos de aula. diferenciação em serviços e competência tecnológica. representada pela UN-Repar. como um processo contínuo e permanente de aprimoramento.Legislação e Normalização Apresentação É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. buscando a construção dos materiais pedagógicos que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria. 5 . enfim. Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras. portanto. Contamos. Para continuarmos buscando excelência em resultados. mas sim. Estes materiais – módulos didáticos. precisamos de você e de seu perfil empreendedor. colocar questões aos instrutores e à turma. desta forma não podem ser tomados como algo pronto e definitivo.

......... 19 1.......4..........................4......................23 NR 26 – Sinalização de segurança ............. 40 3................ Trocadores de calor .................21 NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho .3...... 40 3...........1 NR 1 – Disposições Gerais ............... 40 4............ 55 2........................................... 55 1.........................1.........3 NR 3 – Embargo ou Interdição ....... 39 2................................. 39 2......................1 Caldeiras a vapor – disposições gerais ................................... 40 3.. 40 4.............. 55 6. 21 13................. 50 13.................................... Fornos .....6........ Partes de uma caldeira ........ 32 13.2..................................1.................... 12 1.............. Manutenção de caldeiras .... 15 1............................................4 Normas Regulamentadoras ... 40 13....... 46 13.....10 NR 10 – Instalações e serviços em eletricidade ... 34 13......... 55 7..................................................................... 55 2... Operação de um sistema de várias caldeiras .......1..............5 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA .................4.................. Normas Regulamentadoras ..... 55 5..... 7 1.4....................... 40 ANEXO II ........................ 55 1.....7........................ Partida e parada .............5.4........... 39 1..................... Operação de Caldeiras .......................... Instrumentos e dispositivos de controle de caldeira ....................... Calor e Temperatura ...............................6 Vasos de Pressão – Disposições Gerais ........................ 39 1........ Avaliação e controle de riscos inerentes ao processo .......... 39 2. 55 5..2.. Noções de Grandezas Físicas e Unidades ............... 9 1...................... válvulas e acessórios . 56 2...............................8 NR 8 – Edificações .....11 NR 11 – Transporte...2 Instalação de Caldeiras a Vapor .............................14 NR 14 – Fornos ................ Prevenção contra deterioração..................2...............3 Segurança na Operação de Caldeiras ............... 55 2. Riscos de explosão ............ 39 1..... Turbinas e ejetores ...... 40 5. 55 3..... 20 2 NR-13 – CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO ...........1..................... 41 13.................... 17 1..............4.. 40 4.......6.................................................. 12 1............................................... 15 1......................6...... Caldeiras ........ 18 1.............................................. 40 5.................. Pressão ......... Procedimentos em situações de emergência .................................. 55 1....3...............19 NR 20 – Líquidos combustíveis e inflamáveis .....................................................................4.................. 55 5............ Legislação e Normalização ..1...........7 Instalação de Vasos de Pressão ......................1.......................................................................4.........2.............. 40 3................... 19 1............... 20 1.......... 19 1..............................4.............................................................. 40 3.16 NR 16 – Atividades e operações perigosas .................. 7 1...............17 NR 17 – Ergonomia ......... 55 4......................... explosão e outros riscos ...........4....................4.........5............3.............. 15 1.........................8 Segurança na Operação de Vasos de Pressão ..................... causas e providências ......................................... 40 4.24 NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho ... 39 2........4.................................................................................... 40 6.......2 Histórico ................4....................4. 52 ANEXO I-B ..... Noções de Grandezas Físicas e Unidades .......................3...... 40 3.. 55 2. Bombas ......2...... 55 2................. 55 2. 11 1. 21 13...1... 16 1...... 55 2.......... Impurezas da água e suas conseqüências ....4......... Tipos de caldeiras e suas utilizações .... Descrição do processo ... 18 1..................... 56 ANEXO III ................... Pressão .....1 Introdução ......................... 13 1...................... Tratamento de Água e Manutenção de Caldeiras ... movimentação.......................................... 56 1...........4.................5 Inspeção de Segurança de Caldeiras ..................................................................................... Roteiro de vistoria diária ..2....................................... 40 3......... Regulagem e controle .......4 NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ............................................................................ 14 1...6 NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI ...................3 Órgãos do Governo e Entidades ...............................4................. Prevenção Contra Explosões e Outros Riscos ..................... Riscos gerais de acidentes e riscos à saúde .............15 NR 15 – Atividades e operações insalubres .... Descarte de produtos químicos e preservação do meio ambiente ...................................2................. Compressores .....................7 NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) ............... 29 13.......2................4.......................... Partida e parada ................. 40 6.....4.............. 55 2........... Instrumentação ...........................4... Caldeiras – Condições Gerais .................. Procedimentos de emergência ...............4.... 55 5...............4....................Legislação e Normalização Sumário 1 LEGISLAÇÃO DE SEGURANÇA NO TRABALHO – NORMAS REGULAMENTADORAS (NR´S) VISÃO GERAL ................2..................................................13 NR 13 – Operação de Caldeiras e Vasos de Pressão .... 55 5.............18 NR 18 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção ......4.............................12 NR 12 – Máquinas e equipamentos ......4 Segurança na Manutenção de Caldeiras .... Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos ............. 13 1....... 16 1............ 12 1........................3..4............................. Esta NR não se aplica aos seguintes equipamentos ................ 55 5..................................... 55 5........................ 19 1...................................... Eletricidade .......4............... 7 1... tanques e reatores .. Primeiros Socorros ..... 16 1................................... Equipamentos de Processo ......................... 10 1............. 48 13................... Legislação e Normalização .............. 35 ANEXO I-A ..........5.......22 NR 25 – Resíduos Industriais ........... Operação da Unidade ............ Torres.................... 55 2........ Falhas de operação............. Tubulação....10 Inspeção de Segurança de Vasos de Pressão ...... armazenagem e manuseio de materiais .................................. vasos.............. Tratamento de água . 19 1....4.........2 NR 2 – Inspeção Prévia ............ Calor e Temperatura .......................1. 40 5........ 13 1.................9 NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA ..................................9..........4..... Segurança na Manutenção de Vasos de Pressão .....................................8............. Norma Regulamentadora 13 (NR-13) ... 40 6........... 60 6 ................ 55 ANEXO II ...................................1.20 NR 23 – Proteção contra incêndios .. 57 ANEXO IV ....

Assim. A Revolução Industrial. Os camponeses empregavam-se em “fábricas”. morressem em conseqüência de acidentes e doenças inerentes ao trabalho. a Segurança. É neste campo que atuam. criar e aprimorar técnicas que permitiram o progresso e a adaptação das comunidades nas mais diversas partes do planeta. três séculos antes de Cristo. ainda. a iniciativa daqueles trabalhadores. que não passavam de meras construções improvisadas. de novas máquinas e novos materiais e que possibilita o planejamento de novas formas de organização do trabalho.Legislação e Normalização Legislação de Segurança no Trabalho – Normas Regulamentadoras (NR´s) Visão Geral 1. 1. Talvez a isto se possa atribuir a escassez de referências aos problemas relacionados com doenças dos trabalhadores na Antigüidade. atingiu o processo industrial e prossegue a passos enormes. Um século antes da era cristã. no início da era cristã. que viabiliza a 1 concepção de novas tecnologias. deverá ser capaz. identificando e eliminando suas causas ou minimizando os seus efeitos nos ambientes de trabalho. Tal evolução partiu da atividade predatória. Mesmo assim. Hipócrates. alguns registros foram feitos.1 Introdução O trabalho humano é fruto da inteligência e da criatividade. a mesma inteligência. já se referia com riqueza de detalhes a casos de intoxicação por chumbo em trabalhadores de minas. descreveu suas impressões sobre os trabalhadores expostos a poeiras de toda espécie. ainda que a preocupação principal não fosse o comprometimento da saúde de quem trabalhava. Lucrécio já registrava suas preocupações com as condições de trabalho dos mineiros daquela época e citava: “não viste como morrem em tão pouco tempo. abrangendo parte dos séculos XVIII e XIX. a Higiene e a Medicina do Trabalho. em todas as áreas de conhecimento. O processo não foi muito diferente do que ocorreu na Europa. O mesmo autor observou. fenômeno histórico ocorrido na Europa. os trabalhos mais penosos e também os menos nobres eram destinados aos escravos. o período de desenvolvimento industrial mais intenso ocorreu a partir de 1930. para que ações governamentais. mas provavelmente o comprometimento dos volumes de produção. em vários países europeus.2 Histórico A História revela que. e fiquem expostos aos mais diversos agentes potencialmente nocivos à saúde. Os locais e os instrumentos de trabalho ofereciam inúmeros riscos. manifestassem-se em prol da segurança e da saúde dos trabalhadores. O ritmo crescente do desenvolvimento tecnológico faz com que os trabalhadores do limiar do século XXI tenham que enfrentar novos riscos. Foi preciso que muitos trabalhadores. quando ainda tinham tanta vida pela frente?” Plínio. principalmente mulheres e crianças. A falta de ações mais ágeis dos governos. com o objetivo de prevenir os efeitos adversos decorrentes das atividades laborativas. No Brasil. conjuntamente. de propiciar aos trabalhadores condições saudáveis e seguras de trabalho. é um fator que favorece a manutenção das condições precárias a que fica submetida grande parte dos trabalhadores brasileiros. também. desde o início da civilização. Foi graças à capacidade de raciocínio e ao instinto gregário que o ser humano conseguiu. ao longo dos tempos. era como se estivessem mascarados para não serem reconhecidos em seus horrores. fazendo uso de bexigas de carneiro ou trapos imundos à frente do rosto. relatando: 7 “procuravam minimizar a inalação de poeiras.” . no que tange à preocupação com a segurança e saúde dos trabalhadores. após visitar galerias de minas. provocou a mais marcante mudança nas relações entre o homem e o trabalho. que não estão ainda suficientemente aparelhados para fiscalizar plenamente o cumprimento das leis.

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Referências mais concretas e abrangentes sobre a questão da saúde dos trabalhadores só surgiram a partir do século XVI. Em 1556, foi publicado o livro de Georgius Agricola, que fazia referências a acidentes do trabalho e doenças relacionadas às atividades de extração e fundição de prata e ouro. Em 1567, foram publicados os trabalhos de Paracelso, em que eram relacionadas algumas atividades laborativas, os respectivos métodos de trabalho, as substâncias manuseadas e as doenças inerentes. Em 1700, foi publicada a obra de referência histórica: o livro de Bernardino Ramazzini, “As Doenças dos Trabalhadores”. Em sua obra, Ramazzini descreve com detalhes doenças inerentes a mais de 50 atividades. Ramazzini é considerado o “Pai de Medicina do Trabalho”. Atribui-se também a ele, as abordagens preliminares referentes à medicina social, a partir de alguns registros em que fica clara a insinuação de alguns elementos básicos, tais como: o estudo das relações entre o estado de saúde de uma população específica e suas condições de renda; os fatores negativos que atuam de forma especial em determinada população, em face à sua posição social; os elementos que exercem influência deletéria sobre a saúde das populações, impedindo a melhoria do estado geral de bem-estar. No transcorrer do século XVIII, a Revolução Industrial ocorrida na Europa provocou um grande impacto sobre a qualidade de vida de muitas pessoas. Os trabalhadores do campo, iludidos pelas novas propostas de empregos nas “fábricas” da época, deixaram suas origens ante a expectativa de melhores oportunidades. O êxodo rural foi intenso, mas, na verdade, os trabalhadores foram submetidos a penosas condições de trabalho em ambientes onde os agentes agressivos à saúde eram numerosos. Não bastasse isto, crianças de sete anos ou menos já eram “empregadas nas fábricas.” Mulheres grávidas trabalhavam, até o final da gestação, em ambientes adversos, cumprindo jornadas noturnas. As jornadas de trabalho duravam, para todos, até 16 horas/dia, sem descanso semanal. A conseqüente dizimação da mão-de-obra operária começou a ameaçar o próprio curso 8 do desenvolvimento. Isto significava uma ameaça direta às novas fontes de renda das classes privilegiadas da época: mão-de-obra mais escassa era sinônimo de mão-de-obra cada vez mais cara.

Os movimentos sociais sensibilizaram o Estado e algumas medidas efetivas começaram a ser tomadas a partir de 1800, através de leis específicas. Como exemplo, pode-se citar: – lei que regulamenta a idade mínima para o trabalho – Inglaterra/1802; – lei das fábricas, que proibe o trabalho noturno para menores e exige proteção nas máquinas, entre outros benefícios – Inglaterra/1833; – lei sobre acidentes do trabalho e sua indenização – Inglaterra/1898; – lei sobre o repouso semanal – França/ 1806; – lei da aposentadoria após 65 anos – França/1910; – lei da jornada de trabalho de 8 horas/ dia para serviços de mineração – França/1913; – lei da jornada de trabalho de 8 horas/ dia – França/1916; – lei sobre semana de trabalho de 40 horas e férias remuneradas – França/1936. Em 1906, realizou-se em Milão, graças à proposta do senador italiano De Cristoforis, o I Congresso Internacional de Doenças do Trabalho. Em 1910, durante o II Congresso Internacional de Doenças dos Trabalhadores, foi discutida a equiparação entre acidente do trabalho e doenças relacionadas ao trabalho. Em 1919, foi criada a OIT (Organização Internacional do Trabalho). Esta organização tem como atribuição principal à divulgação de informação e recomendações internacionais que visem à proteção dos trabalhadores. Muitas das recomendações não possuem caráter obrigatório, ficando a cargo de cada país signatário decidir internamente estas questões, de modo a regulamentar na forma da Lei todos os aspectos técnicos envolvidos. E em termos de Brasil, como evoluíram as questões de segurança e saúde dos trabalhadores? A história mostra um quadro semelhante ao dos europeus em termos de atenção para com a segurança e a saúde dos trabalhadores. Utilizou-se mão-de-obra escrava até o final do século XIX. O escravo trabalhava até 18 horas por dia e seu proprietário podia castigá-lo sem interferência do poder público. Provavelmente, foram as graves epidemias (cólera, febre amarela, entre outras), que começaram a despertar o interesse social para o binômio saúde/trabalho, já que tais epidemias associavam-se direta ou indiretamente às

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condições de trabalho da época, afetando de forma negativa a produção nos engenhos e nas áreas de plantio, principalmente. As progressivas limitações impostas ao tráfico de escravos, a partir da segunda metade do século XIX, concorreram para uma ligeira melhoria das condições de trabalho, visando ao aumento da vida útil dos escravos. Com a abolição da escravatura, a fonte de mão-de-obra passa a ser a corrente migratória, principalmente a européia, mas a economia brasileira continuava sendo fundamentalmente agrícola, embora as primeiras indústrias datassem da segunda metade do século XIX, constituídas principalmente por fábricas de tecidos, velas, charutos, sabão, vestuário e produtos alimentícios. As condições de trabalho, naquela época, eram duríssimas. As jornadas de trabalho estendiam-se por até 16 horas, sem repouso semanal; a utilização de mão-de-obra infantil e feminina era comum e indiscriminada, inclusive em trabalhos pesados e ou noturnos; a arbitrariedade dos patrões era gritante, pois os “erros cometidos” por trabalhadores adultos eram punidos com pesadas multas e quando se tratava de crianças, a punição era o espancamento; os prédios em que se instalavam as “fábricas” não ofereciam as mínimas condições de higiene, segurança e conforto, pois não tinham sido projetados para tal finalidade. É neste contexto que a classe operária brasileira começou a se mobilizar gradativamente, até que, sob influência dos imigrantes e inspirados nos movimentos sindicais europeus, os protestos explodiram. Entre 1901 e 1914, ocorreram 129 greves. Em 1917, o movimento grevista foi marcante, particularmente em São Paulo, onde quase todos os setores industriais pararam. A pressão social levou o Estado a intervir nas relações de trabalho. Em 1919, foi aprovado o nosso primeiro texto legal sobre acidentes do trabalho, tratase do Decreto Legislativo 3724, de 15/01/19. Em 1923, foi instituído o Regulamento Sanitário Federal, a partir do qual se criou a Inspetoria de Higiene Industrial. Em 1930, foi criado o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, através do Decreto 19.443, de 26/11/30. Em 1938, foram instituídos o salário mínimo e o adicional de insalubridade, por força do Decreto-Lei 399, de 30/04/38. Em 1º de maio de 1943, foi criada a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), através

do Decreto-Lei 5452. A CLT reuniu as legislações já existentes anteriormente, relacionadas à organização sindical, à previdência social, à proteção ao trabalhador e à Justiça do Trabalho. Em seu Capítulo V, a CLT tratou exclusivamente da segurança e da higiene no trabalho. Em novembro de 1944, foi publicado o Decreto-Lei 7036, o qual introduziu notáveis aperfeiçoamentos na legislação de acidentes do trabalho; destaca-se no texto, por exemplo, a criação da CIPA (10/11/44). Em 1955, foi instituído o adicional de periculosidade, através da Lei 2.573, de 15/8/55. Em dezembro de 1977, o Capítulo V da CLT foi alterado pela Lei 6514, de 22/12/77. O Artigo 200 desta lei atribuiu ao Ministério do Trabalho a competência para normatizar os procedimentos referentes à segurança e medicina do trabalho. Em junho/78, a Portaria Ministerial 3214, de 08/06/78, instituiu as Normas Regulamentadoras (NR), relativas à segurança e medicina do trabalho, em cumprimento ao disposto no Artigo 200 da Lei 6514, citada no parágrafo anterior. Atualmente, são vinte e nove Normas Regulamentadoras. Em abril/88, foram instituídas cinco Normas Regulamentadoras Rurais (NRR), referentes à proteção do trabalhador rural (Portaria 3067, de 12/04/88). Desde então, textos legais complementares e ou substitutivos vêm aperfeiçoando a regulamentação pertinente à segurança e higiene no trabalho.

1.3 Órgãos do Governo e Entidades
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é o órgão executivo responsável pela representação política e social do governo referentes aos assuntos relacionados com as interfaces envolvidas nas relações de trabalho. Através do seu gabinete e demais secretarias, atua no campo das relações públicas, com o compromisso de acompanhar o andamento dos projetos em tramitação no Congresso Nacional, providenciar a publicação oficial e divulgar as matérias relacionadas com a área de atuação do governo para as questões de trabalho. A Secretaria de Segurança e Saúde no 9 Trabalho (SSST) está ligada ao ministro do trabalho e tem como função principal, formular e propor as diretrizes de atuação da área de segurança e saúde do trabalhador.

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A Secretaria de Relações do Trabalho tem como objetivo garantir a autonomia das relações empregados e empregadores, respeitando os princípios da não-interferência e nãointervenção na organização sindical. A Secretaria de Fiscalização do Trabalho tem como missão, formular e propor as diretrizes da inspeção do trabalho, ouvida a Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, de modo a priorizar o estabelecimento da política de combate ao trabalho escravo e infantil, bem como todas as formas de trabalho degradante. As Delegacias Regionais do Trabalho (DRT) têm como objetivo principal, coordenar, orientar e controlar, na área de sua jurisdição, a execução das atividades relacionadas com a fiscalização do trabalho, à inspeção das condições ambientais de trabalho e à orientação ao trabalhador. A Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO) é o braço técnico do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com atribuições bastante definidas no campo da pesquisa e assessoramento técnico. Tem por finalidade principal a realização de estudos e pesquisas pertinentes aos problemas de segurança, higiene e medicina do trabalho.

NR 5 – CIPA — estabelece as exigências e critérios para constituição da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. NR 6 – EPI — estabelece as exigências feitas às empresas e aos empregados com relação ao uso dos equipamentos de proteção individual. NR 7 – PCMSO — estabelece as diretrizes para elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. NR 8 – Edificações — estabelece critérios mínimos a serem observados nas edificações, visando garantir a segurança e o conforto das pessoas que ali trabalharão. NR 9 – PPRA — estabelece as diretrizes para elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade — especifica exigências mínimas com vistas a garantir a segurança dos trabalhadores cujas atividades envolvam o manuseio de instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, reforma, ampliação e ainda a segurança de usuários e de terceiros. NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais — estabelece requisitos de segurança para operações de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras. NR 12 – Máquinas e Equipamentos — estabelece critérios para o uso seguro de máquinas e equipamentos, incluindo sistemas de proteção, dispositivos de acionamento e arranjo físico. NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão — especifica as exigências de operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, incluindo a o treinamento e a habilitação dos operadores. NR 14 – Fornos — especifica as exigências de uso e manutenção em fornos industriais que utilizem combustíveis gasosos ou líquidos. NR 15 – Atividades e Operações Insalubres — trata das atividades que, por conclusão de investigações técnicas, qualitativas ou quantitativas, possam gerar condições insalubres decorrentes de agentes de risco de natureza física, química ou biológica.

1.4 Normas Regulamentadoras
As Normas Regulamentadoras são de observância obrigatória, tanto para as empresas, pessoas jurídicas, quanto por qualquer outro que possua empregados regidos pela CLT. A seguir estão relacionadas as Normas Regulamentadoras vigentes no Brasil: NR 1 – Disposições Gerais — especifica as competências do poder público, das empresas e dos empregados quanto à preservação da saúde do trabalhador. NR 2 – Inspeção Prévia — estabelece procedimentos para a aprovação de instalações, antes que um novo estabelecimento entre em atividade. NR 3 – Embargo ou Interdição — confere poderes para interrupção de atividades que apre10 sentem grave e iminente risco de acidentes. NR 4 – SESMT — estabelece as exigências e critérios para constituição do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho.

NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança no Ministério do Trabalho — trata. NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração — estabelece as exigências a serem cumpridas com vistas a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade de mineração com a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores. Compete às empresas: – Cumprir e fazer cumprir as normas de 11 segurança e medicina do trabalho. vestiários. da prevenção de acidentes de trabalho e doenças associadas ao trabalho dos empregados que exercem atividades portuárias. incluindo banheiros. a fim de assegurar condições de conforto e higiene dos trabalhadores. 15.4. NR 21 – Trabalhos a Céu Aberto — estabelece as exigências com vistas à proteção dos trabalhadores contra as intempéries. visando à segurança das instalações e das pessoas nos locais de trabalho. NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário — trata. Compete às Delegacias Regionais do Trabalho – DRT: – Fiscalizar o cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho. dentro dos estabelecimentos. 12. para o caso de não cumprimento das normas regulamentadoras (NR). exponham os trabalhadores a riscos envolvendo explosivos. bem como os direitos e obrigações do governo. etc. gases. visando ao conforto. exclusivamente. 18. 09.. em qualquer local de trabalho. 03.1 NR 1 – Disposições Gerais Esta norma estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de segurança e medicina do trabalho urbano. 1. 24. 13. NR 26 – Sinalização de Segurança — estabelece procedimentos a serem seguidos pelas empresas com vistas a padronizar as sinalizações educativas e de advertência. 04. 11. inclusive gás liqüefeito de petróleo. 26 e 28. NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis — especifica as exigências para manuseio e armazenamento de líquidos combustíveis e inflamáveis. . 14. 08. NR 23 – Proteção Contra Incêndios — estabelece os procedimentos para prevenção e combate a incêndios. do registro profissional do técnico de segurança do trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego. alojamentos. radiações ionizantes e eletricidade. 02. através de ordens de serviço. chuveiros. segurança e eficiência desses trabalhadores. – Instruir os empregados. refeitórios. 20. Normas Aplicadas a Refinarias de Petróleo Para uma refinaria de petróleo. 05. 07. dos empregados e dos trabalhadores.Legislação e Normalização NR 16 – Atividades e Operações Perigosas — trata das atividades que. Desta forma será feita a seguir uma descrição resumida de cada norma aplicável. 17. NR 28 – Fiscalização e Penalidades — estabelece as penalidades e os critérios de aplicação das mesmas. inflamáveis. NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho — regulamenta as exigências com relação às instalações sanitárias. NR 17 – Ergonomia — estabelece critérios que permitam a adaptação das atividades laborativas às condições psicofisiológicas dos trabalhadores. NR 19 – Explosivos — especifica as exigências para manuseio e armazenamento de explosivos. 23. de modo a visar à prevenção de acidentes. líquidos ou sólidos nos ambientes de trabalho ou no ambiente externo. são aplicáveis as seguintes NR’s: 01. mediante investigações técnicas. cozinha. quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. 10. NR 18 – Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção — estabelece diretrizes com vistas à implementação de medidas de prevenção de acidentes nas atividades de construção civil. exclusivamente. 16. – Adotar medidas que se tornem exigíveis. façam-se necessárias. 06. NR 25 – Resíduos Industriais — estabelece as exigências feitas às empresas com relação à liberação de poluentes na forma de energia. determinando as obras e reparos que. – Impor as penalidades cabíveis por descumprimento das normas.

que possua empregados regidos pela CLT e que se enquadre nas exigências da tabela de dimensionamento (relaciona grau de risco versus número de empregados versus número de profissionais da área de segurança e medicina do trabalho) é obrigada a constituir e manter em atividade o SESMT. Curtimento e outras preparações de couro. Fabricação de artigos de perfumaria e cosméticos. – Colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos dessa norma. Compete aos empregados: – Observar as normas de segurança e medicina do trabalho. – Grau de Risco 2: Reprodução de discos e fitas. Toda empresa. os profissionais que o comporão deverão ser. Comércio varejista de bebidas. – Grau de Risco 3: Produção mista: Lavoura e pecuária.4. Todo SESMT.2 NR 2 – Inspeção Prévia Esta norma estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MET – Ministério do Trabalho e Emprego a realização de inspeção prévia em seu estabelecimento. é proibido aos seus integrantes o exercício de quaisquer outras atividades na empresa. da iniciativa privada ou não. antes do início das atividades ou quando modificações substanciais forem realizadas nas instalações. Nesta classificação. engenheiro de segurança no trabalho. Algumas situações de risco grave e imi12 nente estão explicitadas.4 NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho SESMT tem por finalidade promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador no local de trabalho. enfermeiro do trabalho. Fabricação de vidro.4. Um SESMT completo é composto por profissionais de cinco categorias diferentes: médico do trabalho. Beneficiamento de algodão. deverá ser registrado no órgão regional do Ministério do Trabalho. regulamentos sanitários dos Estados e Municípios. A interdição poderá ser feita em função de risco grave e iminente. Um outro exemplo seria a execução de trabalho em altura sem o uso de cinto de segurança. 1. Aluguel de imóveis. – Grau de Risco 4: Extração de Petróleo. máquinas ou equipamentos. quanto maior o número. inclusive as ordens de serviço. na adoção de tais medidas punitivas. técnico de segurança no trabalho. empregados da empresa. tais como. o qual deverá ser demonstrado através de laudo técnico do serviço competente. bem como a forma de sua realização. na Delegacia Regional do Trabalho ou Subdelegacia Regional do Trabalho. uma vez constituído. sob pena de se caracterizar desvio 1. – Facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente. convenções e acordos coletivos do trabalho.3 NR 3 – Embargo ou Interdição Estabelece as situações em que as empresas sujeitam-se a sofrer paralisação de seus serviços. maior é o risco inerente à atividade. A observância das Normas Regulamentadoras – NR não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições. grau de risco 2. por exemplo. 1. auxiliar de enfermagem do trabalho ou técnico de enfermagem do trabalho. Desde que se configure a obrigatoriedade de se constituir o SESMT. . Durante o período de trabalho a serviço do SESMT. isto é. Os graus de risco das diversas atividades laborativas foram classificados em: grau de risco 1. necessariamente. Cooperativas de crédito.Legislação e Normalização – Adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente. Essa inspeção deverá ser feita para todo empreendimento novo. São exemplos: – Grau de Risco 1: Gestão de salas de espetáculo.4. no tocante à segurança e medicina do trabalho. grau de risco 3 e grau de risco 4. na NR 15 (operações insalubres envolvendo ruído e calor). Extração de Minério de Ferro. bem como os procedimentos a serem observados pela fiscalização trabalhista. Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada quanto à observância das instruções expedidas pelo empregador através das ordens de serviço e ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa. na NR13 (caldeiras e vasos).

tais como: alterar a jornada de trabalho. ou sendo possível. O SESMT deverá. participar ativamente do planejamento e das discussões do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). nas suas diversas etapas. Se nenhuma das medidas anteriores for possível. A NR 6 é a Norma Regulamentadora que trata especificamente de EPI. manutenção. A análise e o registro dos acidentes do trabalho são também de responsabilidade do SESMT. que permitam eliminar ou reduzir a intensidade ou a concentração dos agentes de riscos. comercialização. de preservar a saúde e a integridade física do trabalhador. reposição de EPI avariado. que nada mais é que uma intervenção no trabalhador. quando as medidas de proteção coletiva são impraticáveis ou insuficientes ou quando as medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho não forem possíveis. deve-se. Esgotados todos os procedimentos preferenciais de controle do agente de risco. obrigações de aquisição. em primeiro lugar. É importante lembrar que o EPI.4. o EPI protege o organismo contra substâncias capazes de exercerem ação tóxica. educação e orientação dos trabalhadores. Cada profissional integrante do SESMT deverá aplicar os conhecimentos de sua área de formação. ainda. então.5 NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA Será tratada na Apostila de Segurança Industrial. 1. e.7 NR 7 – Programa de Controle Médico de 13 Saúde Ocupacional (PCMSO) Essa norma estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implantação do PCMSO. O EPI evita ou minimiza a lesão. Cabe também ao SESMT promover a realização de atividades de esclarecimento. porém deve ser considerado do ponto de vista prevencionista. que. Além disto. etc. bem como preencher os formulários apropriados. regulamentando as exigências de uso. Da mesma forma.4.6 NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual – EPI Os agentes de riscos estão presentes nos mais diversos ambientes ocupacionais. ou seja. treinamento dos empregados quanto ao uso. permite que as atividades desenvolvam-se dentro de limites satisfatórios de segurança. seja através de eventos periódicos ou de programas permanentes de prevenção de acidentes do trabalho. por parte de todos os empregadores e instituições. assim. etc. com o propósito de prevenir acidentes do trabalho e doenças inerentes ao trabalho. dizer que o EPI busca evitar o acidente-tipo. registro. É também dever dos profissionais do SESMT manter permanente relacionamento com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CIPA). evitando-se. respeitadas as competências legais e técnicas de cada profissional integrante do SESMT. uma vez cumprida a jornada específica. quando solicitado. Pode-se. o surgimento de doenças profissionais.Legislação e Normalização de função. nos projetos e na implantação de novas instalações. o profissional possa dedicar-se a outras atividades a serviço da empresa. proporcionando tranqüilidade aos trabalhadores e ao empregador. apoiando-a. cada profissional deverá colaborar. não evita o acidente do trabalho.4. através da execução de tarefas críticas em horários durante os quais haja menos trabalhadores no estabelecimento ou no setor de trabalho. novos equipamentos e novos processos de trabalho. Medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho. treinando-a e orientado-a no que for necessário. adotando-se uma ordem preferencial as seguintes medidas de controle: Medidas de Proteção Coletiva. O controle efetivo desses agentes de riscos é que 1. . conscientização. na maioria dos casos. o qual deverá detalhar as ocorrências da melhor forma possível. adota-se a utilização de equipamento de proteção individual – EPI. utiliza-se o equipamento de proteção individual. bem como do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). tentar eliminá-lo ou reduzí-lo ao mínimo possível. através da redução de sua duração ou através da introdução de pausas com repouso em local onde não exista o risco. dentro dos limites legais de sua competência. conseqüentemente. entretanto. valendo-se sempre de sua competência profissional. mas insuficiente para eliminar ou neutralizar o agente de risco. Uma vez constatado o risco no ambiente ocupacional. a fim de eliminar ou reduzir a níveis aceitáveis os riscos existentes no ambiente ocupacional. Nada impede. 1.

O PCSMO pode ser alterado a qualquer momento. a partir de análise biológicas. que deverão ser seguidos na interpretação dos resultados dos exames e as condutas que deverão ser tomadas. considerando as questões incidentes sobre o homem. 1. O relatório anual deve ser apresentado e discutido na CIPA. demissional. na abordagem da relação entre a saúde e o trabalho. aqueles trabalhadores expostos aos agentes químicos. individualmente. ainda. em todos os exames exigidos: admissional. Para cada exame médico realizado. especialização em Medicina do Trabalho e fazer parte do SESMT da empresa. o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional – ASO em duas vias. ele deve ficar arquivado no estabelecimento. por setores da empresa. inclusive de natureza subclinica. com ênfase no instrumental clínico-epidemológico. O instrumental clínico epidemológico re14 fere-se à boa prática da Medicina do Trabalho. rastreamento e diagnóstico preventivo dos aspectos de saúde relacionados ao trabalho. Podemos destacar os seguintes requisitos: – altura mínima do pé-direito.8 NR 8 – Edificações Essa norma dispõe sobre os requisitos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir a segurança e o conforto aos que nelas trabalham. decorrentes das alterações nos processos de trabalho. No Brasil. utiliza-se com freqüência os limites fixados pela entidade americana ACGIH (American Conference of Governamental Higynists). assim como o planejamento para o próximo ano. físicos e biológicos definidos pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). para cada grupo de trabalhadores da empresa. O PCMSO deverá obedecer a um planejamento em que estejam previstas as ações de saúde para serem executadas durante o ano. periódico. ou ainda. O médico coordenador do PCMSO deve possuir. com uma abordagem de grupos homogêneos. que deverá ter prioridade na prevenção. pois. quando o mesmo existir. funções. à disposição da fiscalização.Legislação e Normalização com o objetivo de monitorar. estatísticas de resultados considerados anormais. Através do reconhecimento dos agentes. sendo que uma ficará arquivada no estabelecimento e a outra será entregue ao empregado. principalmente no sangue. obrigatoriamente. o controle médico poderá resumir-se a uma avaliação clínica global. realizado de acordo com a NR 9. além das constatações da existência de doenças ocupacionais. no caso de encontro de alterações. incluindo avaliações clínicas e exames complementares. deve ser estabelecido um conjunto de exames clínicos e complementares específicos para a prevenção ou detecção precoce dos agravos à saúde dos trabalhadores. novas descobertas da ciência médica. mudança de critérios de interpretação dos exames. em relação a efeitos dos riscos existentes. deixando claro. devendo estas ser objeto de relatório anual. Se o reconhecimento não detectar risco ocupacional especifico. devendo estar articulado com as exigências das demais normas regulamentadoras. e por isso. urina e fezes dos trabalhadores expostos. sempre que o médico detectar: mudanças em riscos ocupacionais. os quais devem ser comparados com os limites de tolerância. A toxicologia é o estudo analítico dos riscos químicos oferecidos por produtos químicos no ser humano. como cálculo de taxas ou coeficientes para verificar se há locais de trabalho. O relatório anual deverá discriminar. atividades. as informações geradas devem ser tratadas no coletivo. horários ou grupo de trabalhadores com mais agravos à saúde do que outros. setores. são poucos os limites de tolerância (LT) fixados pela NR 15. além da abordagem clínica individual do trabalhador . . usando os instrumentos da Epidomologia. O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo da saúde dos trabalhadores. O PCMSO não é um documento que deve ser homologado ou registrado nas Delegacias Regionais do Trabalho. – rampas construídas de acordo com as normas. em especial a NR 9. ou seja. em relação aos riscos detectados na análise do ambiente de trabalho. A análise toxicológica está relacionada com a verificação e constatação de possíveis contaminações de trabalhadores expostos a produtos químicos. – pisos sem saliências. o número e a natureza dos exames médicos. reavaliações do reconhecimento dos riscos. – proteção de aberturas em pisos e paredes.4. mudança de função e retorno ao trabalho. em seu todo ou em parte. quando existente na empresa.

O PPRA deve ser revisto e apresentado aos trabalhadores anualmente. além do planejamento anual com estabelecimento de metas. em qualquer das fases de geração. Para efeito do PPRA. entre outras coisas. O PPRA. incluindo os dados consignados no Mapa de Riscos deverão ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases. coloca-o como parte integrante de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde dos trabalhadores. a monitorização periódica das condições do ambiente de trabalho. As metas e objetivos devem expressar o que a empresa deseja alcançar após a implementação do PPRA. indicando-se os referidos prazos. do PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. eles serão abordados em um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da segurança dos trabalhadores. determinando que ele (o PPRA) esteja perfeitamente articulado com as exigências das outras normas regulamentadoras. através da antecipação.4. secreções. a monitorização biológica periódica dos trabalhadores. O PPRA não deve ser confundido com o mapa de risco. o número de trabalhadores. 1. as normas técnicas oficiais vigentes e. O conhecimento e a percepção que os trabalhadores têm do processo de trabalho e dos riscos ambientais presentes. operação. monitoramento e controle dos riscos ambientais existentes no ambiente de trabalho. o PPRA se resumirá na fase de antecipação dos riscos. O PPRA propõe.4. O desenvolvimento do PPRA consiste no reconhecimento. avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. rampas. à movimentação. em suas diversas etapas. química e biológica. nos exames laboratoriais de dosagem de substâncias tóxicas ou de seus metabólitos em tecidos. prioridades e cronogramas. as normas técnicas internacionais. é apenas uma parte do conjunto dessas iniciativas. transmissão. em última análise. por parte dos empregadores.10 NR 10 – Instalações e serviços em eletricidade Essa norma estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas. para a detecção precoce de exposição dos trabalhadores a determinados agentes de risco ou eventual início de patologia ocupacional nestes mesmos trabalhadores. à armazenagem e ao manuseio de . PCMSO. reconhecimento. 1. O fato de não estarem incluídos agentes de riscos de outra natureza não significa que os mesmos devam ser desprezados. Caso não sejam identificados riscos ambientais. já que o primeiro é um programa da higiene ocupacional e o segundo um estudo qualitativo realizado pelo próprio trabalhador através da CIPA. manutenção. visando ao controle dos aspectos pertinentes à higiene ocupacional. execução. que trata do programa de controle médico de saúde ocupacional. distribuição e consumo de energia elétrica. são considerados apenas os agentes de riscos de natureza física. em relação as ações para atingir as metas. ar exalado ou alguma combinação destes. ao abordar apenas os agentes de riscos de natureza física. visando a preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores. 15 armazenagem e manuseio de materiais Esta norma estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho. assim como a segurança de usuários e de terceiros. Pode-se dizer que a monitorização biológica constitui-se. ao instituir o PPRA.4. – guarda corpo de proteção contra quedas. 1. particularmente com a NR 7. no que se refere ao transporte. incluindo a elaboração de projetos. movimentação. avaliação. entre outras coisas. do registro e divulgação dos dados encontrados. observando-se para tanto. O documento base do PPRA deve conter todas os dados relativos à identificação da empresa. As prioridades devem estabelecer o que será realizado dentro do cronograma previamente estabelecido. reforma e ampliação. desde a razão social ao grau de risco (de acordo com a NR 4). o PCMSO propõe. Assim a NR 9. na falta destas.9 NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA Essa norma estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. excreções.11 NR 11 – Transporte. química e biológica. A profundidade e complexidade do PPRA dependerá da identificação dos riscos ambientais na fase de antecipação ou reconhecimento.Legislação e Normalização – emprego de materiais ou processos antiderrapantes em pisos. escadas.

. 1. É importante a sinalização para movimentação de carga. ou de qualquer outra forma acidental. guinchos. empilhadeiras. pontes-rolantes. lesões decorrentes da quebra ou falha das correntes ou cordas. O equipamento não deve operar com sobre carga para evitar desgaste das peças. – Evitar o acumulo de gases nocivos e altas temperaturas em áreas vizinhas. que devem ser evitados isolando-se a área onde esteja ocorrendo a movimentação de cargas suspensas.Legislação e Normalização materiais. por outra pessoa que não seja o operador. – Possuir sistema de proteção para evitar explosão por falha de chama ou acionamento do queimador. É importante que a operação de içamento esteja devidamente coordenada e que seja dada especial atenção à possibilidade de queda de materiais. a instalação dos fornos deve atender aos seguintes requisitos: – Possuir revestimento com material refratário para evitar que o calor radiante ultrapasse os limites estabelecidos na NR 15. monta-cargas. Não podem ser acionados ou desligados. salvo se o movimento for indispensável à sua realização. Esta NR foi redigida devido ao grande número de acidentes causados pelos equipamentos de içamento e transporte de matérias. De acordo com essa norma.12 NR 12 – Máquinas e equipamentos Essa norma estabelece as medidas prevecionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas na instalação. ocorridos com a crescente mecanização das atividades.13 NR 13 – Operação de Caldeiras e Vasos de Pressão A NR 13 será tratada na 2ª Parte desta apostila. Também devem poder ser acionados ou desligados em caso de emergência. esteiras rolantes. 1. Sempre implica em riscos. pelo operador. talhas. deve haver uma distância mínima entre máquinas e equipamentos. a manutenção e inspeção somente podem ser executadas por pessoas devidamente credenciadas pela empresa. – Manutenção e Operação: os reparos. operação e manutenção de fornos industriais.14 NR 14 – Fornos Essa norma estabelece os requisitos técnico-legais pertinentes à construção. Devem ser feitas de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante e/ou de acordo com as normas técnicas oficiais vigentes no País. estão os principais aspectos relacionados a essa norma: – Instalações e Áreas de Trabalho: os pisos dos locais de trabalho onde se instalam máquinas e equipamentos devem ser vistoriados e limpos. – Possuir sistema de proteção para evitar retrocesso de chama.4. transportadores. devidamente demarcadas com faixa nas cores indicadas pela NR – 26. – Normas de Segurança para Dispositivos de Acionamento. Os acidentes mais freqüentes na atividade de içamento são: esmagamento e impacto. tanto de forma mecânica.4. Partida e Parada 1. a limpeza. Estes equipamentos devem ser projetados de forma a possuir todos os dispositivos de segurança necessários. quanto manual. os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas. guindastes. lesões pela queda da carga. as áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser adequadas. operação e manutenção de máquinas e equipamentos. de Máquinas e Equipamentos: os dispositivos de acionamento e parada devem ser acionados ou desligados pelo operador na sua posição de trabalho e não devem estar localizados na zona perigosa da máquina ou do equipamento. visando à prevenção de acidentes de trabalho. involuntariamente. de modo a evitar acidentes no local de trabalho. – Escadas e plataformas adequadas para garantir aos trabalhadores a execução segura das tarefas. A seguir. – Proteção de Máquinas e Equipamentos: devem possuir anteparos e aterramentos. as áreas reservadas para corredo16 res e armazenamento de materiais. Devem ser inspecionados periodicamente e passarem por manutenção preventiva. São considerados equipamentos de içamento: elevadores.4. – Possuir chaminés adequadas para saída dos gases de combustão.

o trabalhador a agentes de riscos de natureza física. quando a sua execução expõe.Legislação e Normalização 1.17 ro de segurança no trabalho. . Em síntese. Outra observação importante é que para a caracterização de insalubridade valem somente os limites de tolerância previstos na NR 15. a quem cabe executar a perícia no local de trabalho e emitir o laudo pericial pertinente.15 NR 15 – Atividades e operações insalubres Essa norma define os agentes insalubres. não se aplica. sob o título atividades e operações insalubres. de 30-04-38. os limites de tolerância e os critérios técnicos e legais para avaliar e caracterizar as atividades e operações insalubres assim como o adicional de insalubridade. para fins de insalubridade. 20% ou 40% 20% ou 40% A questão da insalubridade foi abordada na legislação brasileira. basta a constatação qualitativa do agente de risco ocupacional e sua correlação com a rotina laboral do trabalhador para que seja caracterizada. Outras vezes. por meio do Decreto-Lei 399. comparando o valor assim obtido com os limites legalmente estabelecidos (limites de tolerância). revogado pela Portaria 3. em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho Frio considerado insalubre. o trabalhador a Níveis de ruído contínuo ou intermitente superiores aos limites de tolerância fixados no Quadro constante do Anexo 1 e no item 6 do mesmo Anexo Níveis de ruído de impacto superiores aos limites de tolerância fixados nos itens 2 e 3 do Anexo 2 Exposição ao calor com valores de IBUTG superiores aos limites de tolerância fixados nos Quadros 1 e 2 Refere-se à iluminação.4. 20% ou 40% 40% 10%. Analisando o quadro-resumo dos agentes de insalubridade. Um quadro-resumo dos agentes de insalubridade é apresentado a seguir. referente aos limites de tolerância da ACGIH. é preciso também quantificar o agente de risco ocupacional. o que se prevê na NR 9. para só então decidir-se pela caracterização ou não da insalubridade. em 1938. às vezes. é possível perceber que. consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho Agentes biológicos Adicional 20% 20% 20% — 40% 40% 20% 20% 20% 20% 10%. pode-se dizer que uma atividade ou operação é considerada insalubre. na NR-15. sob certas condições. pela primeira vez. química ou biológica. A constatação da existência ou não da condição de insalubridade é de competência exclusiva do médico do trabalho ou do engenhei.751. mediante perícia. de 23/11/90 Níveis de radiações ionizantes com radioatividade superior aos limites de tolerância fixados neste Anexo Trabalho sob condições hiperbáricas Radiações não ionizantes consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho Vibrações consideradas insalubres. Anexo da NR-15 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Atividades ou operações que exponha. a condição de insalubridade. ou seja. em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho Umidade considerada insalubre em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho Agentes químicos cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados no quadro 1 Poeiras minerais cujas concentrações sejam superiores aos limites de tolerância fixados neste Anexo Atividades ou operações envolvendo agentes químicos. A insalubridade é abordada.

ao executar suas atividades rotineiras. surgindo assim. nas articulações e complicações musculares. algumas vezes monótonas. posteriormente regulamentada pelo Decreto Federal 93.412. além das atividades e operações que envolvem a manipulação direta com as substâncias em questão (produção.16 NR 16 – Atividades e operações perigosas Essa norma define os critérios técnicos e legais para avaliar e caracterizar as atividades e operações perigosas e o adicional de periculosidade devido. Esse conceito data de 1948. reconhecida como doença ocupacional pelo INSS. radioativas ou inflamáveis. três delas através da NR-16 e a quarta.17 NR 17 – Ergonomia Essa norma visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores. horas-extras. o fundamental é procurar adaptar as condições de trabalho ao ser humano. refere-se às algumas atividades laborativas envolvendo energia elétrica. A origem da palavra ergonomia (ergos = trabalho. O biótipo dos seres humanos não mudou muito. excluídos os acréscimos diversos tais como: gratificações. O perigo é a condição decorrente de uma situação que tenha potencial para causar danos às pessoas. de modo a proporcionar um máximo de conforto. de 14/10/86. de modo a adaptar as condições de trabalho às características físicas e limitações individuais do ser humano. . como escritórios. ficar exposto a perigos de determinados tipos.369. transporte. a especificação das áreas de risco é feita 18 pelo Decreto 93.Legislação e Normalização 1. manuseio. são consideradas periculosas. Em geral. etc. em lesões na coluna. Isto significa que a tecnologia está excedendo a capacidade das pessoas de se adaptarem às mudanças tanto no aspecto físico quanto psicológico. prêmios de produção.).412. quatro condições gerais de periculosidade. adicional noturno. manuseadas ou armazenadas substâncias explosivas. etc. através da Lei Federal 7. ainda existem muitos trabalhos que são feitos manualmente.412. Para o caso das atividades envolvendo energia elétrica. As lesões por esforços repetitivos (DORT). Um número crescente de trabalhos manuais está sendo mecanizado e automatizado acarretando um aumento significativo do ritmo de trabalho. por exemplo.4.369/85.. Por outro lado. atualmente. A quarta condição geral de periculosidade. Periculosidade é a condição inerente ao perigo. Segundo essa norma. Se a estrutura óssea ou muscular do ser humano for sobrecarregada pode resultar. são resultado de stress. 1. participação nos lucros. Associado a isto.4. tem se manifestado com maior freqüência em ambientes de trabalho. Algumas doenças ocupacionais resultam de uma relação inadequada do trabalhador com a tarefa a ser executada. Estando caracterizadas simultaneamente as duas condições. As primeiras referências sobre o trabalho em condições de periculosidade foram introduzidas na legislação trabalhista em 1955. o conceito de que. Muitas doenças. A ergonomia é o estudo voltado para o planejamento do trabalho. todas as atividades e operações que são executadas dentro das áreas de risco. Segundo a NR 16. Não é permitida a acumulação de adicionais de insalubridade e de periculosidade. de 20/09/85. instituída pela Lei Federal 7. tem direito a receber um adicional fixo e único de 30% sobre seu salário-base (por salário-base entende-se a remuneração do trabalhador. como úlcera de estômago. se o trabalhador. de forma a conciliar a habilidade e os limites individuais dos trabalhadores que o executam. As áreas de risco são definidas nos anexos da NR 16. as atividades tornaram-se mais diversificadas e. As três condições gerais de periculosidade previstas na NR-16 são: atividades e operações com explosivos. segurança e desempenho eficiente. atividades e operações com material radioativo. armazenamento. as máquinas e as rotinas de trabalho vem sendo modificadas num ritmo inadequado aos trabalhadores. São previstas. É de responsabilidade do empregador demarcar e informar aos empregados do estabelecimento sobre as áreas de risco segundo os critérios definidos na NR-16 e do Decreto 93.). nomos = regras) significa regras para organizar o trabalho. é facultado ao trabalhador optar pelo adicional que mais lhe convier. Ergonomia é a ciência que estuda a adaptação do ser humano ao trabalho. pressão alta e problemas de coração. estas áreas abrangem as imediações dos locais onde são produzidas. quando foi elaborado o projeto da cápsula espacial norte americana. ao patrimônio ou ao meio ambiente. no entanto. atividades e operações com inflamáveis. etc. com muito esforço físico. bancos.

19 NR 20 – Líquidos combustíveis e inflamáveis Essa norma trata das definições e aspectos de segurança envolvendo as atividades com líquidos inflamáveis e combustíveis. biomecânica aplicada ao trabalho. refeitórios.20 NR 23 – Proteção contra incêndios A norma presente estabelece as medidas de proteção contra incêndios de que devem dispor os locais de trabalho. As pessoas são diferentes em altura. A NR-23 prevê os exercícios de alerta (simulados). vestiários. Estes fatos básicos não podem ser alterados e devem ser utilizados como base para planejamento das condições de trabalho. 1. provocando aumento da mortalidade ou incidência de doenças. Os estabelecimentos devem dispor de instalações sanitárias mantidas em bom estado de asseio e higiene. além de outros aspectos construtivos e de conservação predial.4. objetivando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. posicionamento e tipos de sinais visuais e painéis eletrônicos. controle de ferramentas. As técnicas de prevenção de incêndios compreendem uma série de medidas cautelares e uma determinada distribuição dos equipamentos de combate ao fogo. gás liqüefeito de petróleo (GLP) e outros gases inflamáveis. a serem observadas nos locais de trabalho. Um resíduo é considerado perigoso. estrutura óssea e muscular. de planejamento e organização.4. na medida do possível. 1.21 NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho Determina requisitos básicos para as instalações sanitárias e de conforto. com as seguintes finalidades: – fazer com que os trabalhadores gravem o significado do sinal de alarme de incêndio. trabalho penoso. – assegurar. posições para trabalhar sentado. . especialmente no que se refere a: banheiros. preferencialmente em sua fase inicial. com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. adequação dos postos de trabalho.18 NR 18 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção Essa norma estabelece diretrizes de ordem administrativa. algumas são mais fortes para suportar o stress físico e mental. – testar se o sinal de alarme de incêndio está sendo ouvido em todas as áreas da empresa. – assegurar que a evacuação do local faça-se em boa ordem.4. A disposição desses resíduos deve seguir a Legislação Ambiental Vigente. a disposição adequada dos estoques de mercadorias e matérias-primas.4. 1.Legislação e Normalização A ergonomia tem cinco grandes áreas aplicadas ao trabalho: organização do trabalho pesado. que o pânico geral não se instale. – Os resíduos sólidos e líquidos deverão ser tratados e/ou dispostos e/ou retirados dos limites da empresa. 1. alojamentos e água potável. Inclui. condições visuais. quando manuseado ou disposto de forma inadequada. podendo apresentar: – Risco à saúde. A norma estabelece que: – Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho de forma a não serem ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pela NR 15. separadas por sexo.4. na hipótese de uma situação real de incêndio. Está diretamente relacionada à contratação de serviços. visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. Os estudos ergonômicos devem ter atenção especial com os seguintes aspectos: posições para trabalhar em pé. em função das suas propriedades físico-quimicas ou infecto-contagiosos. para os quais são simuladas situações de incêndio. 1.22 NR 25 – Resíduos Industriais Estabelece as medidas preventivas a serem adotadas pela empresa sobre o destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho. pois as obras na área civil são realizadas por empresas terceirizadas. cozinhas. de forma a 19 evitar riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores. e visa impedir o surgimento do fogo. Devem constar em contrato as exigências quanto ao cumprimento dessa norma. dificultar seu desenvolvimento e facilitar sua extinção. prevenção da fadiga no trabalho e do erro humano. – Risco ao Meio Ambiente. também.

A NR 26. para demarcação de áreas e para identificação de tubulações industriais. sob o título “Sinalização de Segurança”. ainda. com vistas à prevenção de acidentes. Os requisitos são: – certificado de conclusão de ensino de 2º grau de Técnico de Segurança do Trabalho. – portador de certificado de conclusão de curso. Giovanni Moraes de Araújo e Carlos Roberto Coutinho de Souza). – certificado de conclusão de ensino de 2º grau e de curso de formação profissionalizante pós-segundo grau de Técnico de Segurança do Trabalho. de acordo com a legislação em vigor. principalmente através da sinalização de advertência. amarelo. Ao todo. a NR 26. regulamenta a sinalização dos ambientes de trabalho. azul. branco.23 NR 26 – Sinalização de segurança Essa norma estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança. lilás. alumínio e marrom.4. laranja.24 NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho Essa norma estabelece os requisitos para o registro profissional para o exercício da função de Técnico de Segurança do Trabalho. Referências Noções de Segurança e Higiene no Trabalho de autoria do Eng. Prevê. acompanhada de sinais convencionais ou mensagens escritas. púrpura. Anotações 1. sempre que necessário. para a prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. ou. emitido pelo Ministério do Trabalho.Legislação e Normalização 1. o uso de cores específicas para identificação de certos tipos de equipamentos. são citadas 12 cores na NR 26: vermelho. A referida norma ressalva que a utilização de cores será. .4. verde. O Livro Normas Regulamentadoras Comentadas (segunda edição)(Juarez Benito. realizado no exterior e reconhecido no Brasil. cinza. preto. nos ambientes de trabalho. – portador de Registro de Supervisor de Segurança do Trabalho. Luiz Gonzaga Resende Bernardo – Técnico da Fundação Estadual de Meio Ambiente – FEAM e professor na Escola Ideal de Auxiliar e de Técnico em Enfermagem (que gentilmente me 20 cedeu o material).

superaquecido etc.5).1 Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica. 1 e Fig. cujo projeto de construção é governado por critérios referentes a vasos de pressão.1. 2 Caldeiras com diversas fontes de energia ). alta pressão.1 Caldeiras a Vapor – Disposições Gerais 13. Ele pode ser produzido também por diferentes tipos de equipamentos nos quais estão incluídas as caldeiras (Fig. Refervedores.. utilizando qualquer fonte de energia. . etc. excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. Unidades instaladas em veículos. tais como: caminhões e navios (Fig. 00 00 00 Figura 3 Figura 1 Não deverão ser entendidos como caldeiras os seguintes equipamentos: 1. vapor de água ou outro fluido.Legislação e Normalização NR-13 – Caldeiras e Vasos de Pressão 13. Trocadores de calor do tipo Reboiler 21 (Fig. Kettle. TLE (Fig. 3) deverão respeitar esta norma regulamentadora nos itens que forem aplicáveis e para os quais não exista normalização ou regulamentação mais específica.4). saturado. 2 000 000 000 . Figura 2 Para efeito da NR-13 serão considerados como “caldeiras” todos os equipamentos que simultaneamente geram e acumulam. O vapor pode ser usado em diversas condições tais como: baixa pressão.

Legislação e Normalização Figura 4 Figura 6 Figura 7 3. Figura 5 22 2. geradores de circulação forçada (Fig. Figura 8 . 6). 7) e outros. tais como: fornos (Fig. Caldeiras que utilizam fluido térmico e não o vaporizam (Fig. 4. 8). Equipamentos com serpentina sujeita a chama direta ou gases aquecidos e que geram. porém não acumulam vapor. Serpentinas de fornos ou de vasos de pressão que aproveitam o calor residual para gerar ou superaquecer vapor.

os profissionais da área de Engenharia Mecânica e de Engenharia Naval bem como os engenheiros civis com atribuições do artigo 28 do decreto federal 23. a decisão normativa nº 029/88 do CONFEA e a decisão normativa nº 045/92 do CONFEA estabelecem como habilitados. Foto da fábrica de sapatos Brockton (Massachusetts) antes e após a explosão de uma caldeira (1905).1. 13. nas suas respectivas áreas. indicando Responsável Técnico legalmente habilitado. a resistência dos materiais utilizados. espessura. Essas fontes 23 levam em consideração: 1. tem-se que: 1. em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País. independente do número de anos transcorridos desde sua formatura. Com relação aos itens da NR-13 em que se faz menção ao “Profissional Habilitado”. Conselhos federais. 9. Laudos. é o maior valor de pressão compatível com o código de projeto. As dimensões e geometria de cada parte específica da caldeira (por exemplo: diâmetro. “Transferência de Calor” ou equivalentes com denominações distintas. 6. A PMTA é calculada ou determinada utilizando-se fórmulas e tabelas disponíveis no código de projeto da caldeira. Engenheiros de outras modalidades não citadas anteriormente. devem requerer ao respectivo conselho regional. considerase Profissional Habilitado aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção. 4. não possuem mais validade. da competência e esclarecimento de dúvidas referentes à regulamentação profissional. em função de seu currículo escolar. 13. na data de elaboração deste documento. Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Conselho Federal de Química (CFQ) são responsáveis pela definição. caso haja interesse pessoal. empregado de empresa prestadora de serviço ou empregado da empresa proprietária do equipamento. acompanhamento de operação e manutenção. Conforme estabelecido pelo CONFEA/ CREA as empresas prestadoras de serviço que se propõem a executar as atividades prescritas neste subitem são obrigadas a se registrar no respectivo conselho regional. Relatórios e Pareceres somente terão valor legal quando assinados por “Profissional Habilitado”. O acidente levou a maior parte dos estados americanos a adotar o código ASME. inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão. etc). que estude suas habilidades para inspeção de caldeiras e vasos de pressão.569/33 que tenham cursado as disciplinas de “Termodinâmica e suas Aplicações” e 8. O “Profissional Habilitado” pode ser consultor autônomo. . 5. são entidades independentes.3 Pressão Máxima de Trabalho Permitida – PMTP. as dimensões do equipamento e seus parâmetros operacionais. Atualmente. ou Pressão Máxima de Trabalho Admissível – PMTA. 2. O registro nos conselhos regionais de profissionais é a única comprovação necessária a ser exigida do “Profissional Habilitado”. tais como o Conselho Federal de Engenharia. O artigo 188 da CLT foi escrito quando os conselhos profissionais faziam parte da estrutura do MTb.1.Legislação e Normalização 3. A resolução nº 218 de 29/06/73 do CONFEA. 7. Os comprovantes de inscrição emitidos anteriormente para esse fim pelas DRTs / MTb.2 Para efeito desta NR. Esta NR não inclui regras para projeto e pressupõe que os equipamentos são construídos de acordo com normas e códigos de reconhecimento internacional.

3. com as duas válvulas abertas de no máximo 6% da PMTA.1.4 Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens: a) válvula de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior a PMTA. permitido durante a descarga da válvula de segurança. É importante destacar que o valor da PMTA pode alterar-se ao longo da vida da caldeira em função da redução da resistência mecânica dos materiais. redução de espessuras dos diferentes componentes etc. Resistência dos materiais (valores de tensão máxima admissível dependentes da temperatura).10). A quantidade e o local de Instalação das válvulas de segurança deverão atender aos códigos ou normas técnicas aplicáveis. – Ser adequadamente instaladas (Fig. caldeiras com superfície de aquecimento superior a 47m2 devem possuir duas válvulas de segurança. . b) instrumento que indique a pressão do vapor acumulado. 9). Outros fatores específicos para cada situação. c) injetor ou outro meio de alimentação de água. é permitido um acréscimo de pressão durante a descarga. independente do sistema principal. A atualização dos valores da PMTA deve ser feita. e) sistema de indicação para controle do nível de água ou outro sistema que evite o superaquecimento por alimentação deficiente. deve ser no máximo o recomendado no código de projeto do equipamento. Quando ocorrer alteração no valor da PMTA da caldeira deverão ser executados os ajustes necessários nas pressões de abertura das válvulas de segurança na placa de identificação e outros elementos de controle dependente deste valor. 13. em conformidade com procedimentos escritos existentes no prontuário da caldeira. – Ser adequadamente mantidas (Fig. d) sistema de drenagem rápida de água. No caso específico do código ASME seção I .Legislação e Normalização 2. mesmo que ajustadas para abertura na PMTA deverão: – Ser adequadamente projetadas. As válvulas de segurança. A existência de pelo menos um instrumento que indique a pressão do vapor acumulado pressupõe que este esteja corretamente especificado. O acréscimo de pressão. em caldeiras a combustível sólido. instalado e mantido (Fig. 11). Figura 10 24 Figura 9 Para casos onde estas premissas não forem atendidas a válvula de segurança será considerada como inexistente. Neste caso. em caldeiras de recuperação de álcalis.

placa de identificação indelével com. deverá ser imediatamente acionado o procedimento de paralisação da caldeira (Fig. Figura 12 Entende-se por sistema de indicação de nível de água qualquer dispositivo com função equivalente aos visores de coluna de água. 14 e Fig. A Figura 16 mostra um exemplo de injetor de água independente do sistema principal.1.Legislação e Normalização Figura 11 Figura 14 Figura 15 O mostrador do instrumento indicador de pressão pode ser analógico ou digital e poderá ser instalado na própria caldeira ou na sala de controle (Fig. as seguintes informações: a) fabricante. no mínimo.12). em local de fácil acesso e bem visível. Figura 16 Figura 13 13. .5 Toda caldeira deve ter afixada em 25 seu corpo. Caso a coluna de água não consiga ser lida corretamente por problemas de vazamento ou bloqueio. 15). Fig. 13.

De acordo com o decreto lei 81. 13.1. c) ano de fabricação.5.980665 0. os documentos deverão estar disponíveis na unidade onde a caldeira estiver instalada para que possam ser facilmente consultados. Caso o estabelecimento onde estiver instalada a caldeira possua diversas unidades fabris.33322 0.4. h) código de projeto e ano de edição. d) pressão máxima de trabalho admissível.4. Deve-se tomar cuidado para que a placa não seja fixada em partes que possam ser removidas da caldeira tais como: bocas de visita. g) área da superfície de aquecimento. chapas de isolamento térmico.7.5.1.0665 51.1. devendo ser fixada ao corpo da caldeira através de rebites.062 10.560 10. A unidade oficial para pressão no Sistema SI é o Pascal (Pa). não é necessário que toda documentação seja arquivada num mesmo local. – características funcionais. em conformidade com o item 13. Além das informações mencionadas no item 13. 13. inspeção final e determinação da PMTA.14503 kPa kN/m2 750.503 14. – categoria da caldeira.3. a categoria da caldeira.621 de 03 de maio de 1978. o Brasil é signatário do Sistema Internacional de Unidades.5 a placa poderá conter outras informações a critérios do estabelecimento.715 0. A placa de identificação deve ser fabricada de material resistente às intempéries tais como: alumínio. em conformidade com os subitens 13.322 73.70307 6.1. Tabela para Conversão de Unidades de Pressão bar 1 0. A placa de identificação deverá ser afixada em local de fácil acesso e visualização. d) Projetos de Alteração ou Reparo. – ano de fabricação.19716 100 735.5.50062 0.59 133. a seguinte documentação. Em função das peculiaridades de cada estabelecimento.12 e 13.42233 0.070307 1.. c) Projeto de Instalação. em conformidade com os subitens 13.09806 0.5. bronze.068947 1.9 desta NR. – conjunto de desenhos e demais dados necessários para o monitoramento da vida útil da caldeira. 13.10197 1 mmHg mH20 Em conformidade com o Sistema Internacional de Unidades.11. A tabela a seguir apresenta os fatores de conversão a serem utilizados para conversão das unidades de pressão.1000 0. em língua portuguesa. etc. É recomendável porém que todos os documentos que compõem o prontuário da caldeira estejam agrupados. montagem.2 e 13. conforme definida no subitem 13. parafusos ou soldas .556 1 9. – especificação dos materiais. e) Relatórios de Inspeção. com dimensões tais que possam ser facilmente identificadas.01019 psi (lbf/pol2) 14.00 98. em local visível. devidamente atualizada: a) Prontuário da Caldeira.0100 kgf/cm2 1. possuir caracteres gravados de forma indelével. contendo as seguintes informações: – código de projeto e ano de edição. – procedimentos utilizados na fabricação.89475 1000 13. – dados dos dispositivos de segurança. Opcionalmente à pintura direta.019716 1 0. distantes umas das outras.80665 7.6 Toda Caldeira deve possuir no estabelecimento onde estiver instalada.13.Legislação e Normalização b) número de ordem dado pelo fabricante da caldeira. b) Registro de Segurança. . e) pressão de teste hidrostático. Figura 17 – Exemplo de identificação de caldeiras mostrando o código de identificação e respectiva categoria.2.368 1. aço inoxidável etc. informações poderão fazer parte de uma placa com visualização equivalente.3595 0. 17).1. Essas informações poderão ser pintadas em local de fácil visualização. f) capacidade de produção de vapor. Além da placa de identificação toda caldeira deverá apresentar seu número ou código de identificação e sua respectiva categoria (Fig. em conformidade com o item 13.1 Além da placa de identificação devem constar.2233 1 19. e seu número ou código de identifi26 cação.

Legislação e Normalização O procedimento para determinação da PMTA. particularmente aquela englobada no prontuário da caldeira. dos dados dos dispositivos de segurança e dos procedimentos para determinação da PMTA.18). O Registro de Segurança também poderá acompanhar a caldeira a critério do estabelecimento onde ela esteve instalada (Fig. prontuário da caldeira. 13. com páginas numeradas.2 Quando a caldeira for vendida ou transferida de estabelecimento. característico das novas instalações.6. passo a passo. Se o Estabelecimento não possuir essa documentação.1 Quando inexistente ou extraviado. quando exigido pela autoridade competente do Órgão Regional do Ministério do Trabalho. incluindo tabelas. apresente a mesma segurança contra 27 burla e permita assinatura nas ocasiões indicadas e que seja de fácil consulta. o Prontuário da Caldeira deve ser reconstituído pelo proprietário. A autoridade competente do Órgão Regional do Ministério do Trabalho (Delegacia Regional do Trabalho – DRT) é o Delegado Regional do Trabalho na sua jurisdição. a documentação mencionada no subitem 13. e de operador de caldeira presente na ocasião da inspeção. A reconstituição dos documentos será sempre de responsabilidade do proprietário da caldeira. especificações de materiais etc.1. deverão ser reconstituídos pelo menos as características funcionais da caldeira. 13.3 O proprietário da caldeira deverá apresentar.6. Portanto. deve ser fornecida o mais detalhadamente possível. Entende-se por vida útil da caldeira o período de tempo entre a data de fabricação e a data na qual tenha sido considerada inadequada para uso. 13. 13.2. ou outro sistema equivalente onde serão registradas: a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições segurança da caldeira. que por ventura devam ser consultados. ábacos etc. citado no subitem 13. de um “Profissional Habilitado” ou empresa especializada.1. A maior parte da documentação exigida. no caso da inexistência da documentação citada. parte dela deverá ser reconstituída. pelo fabricante da caldeira. todos os esforços deverão ser feitos para reconstituição do prontuário. os dados de seus dispositivos de segurança e o procedimento para determinação da PMTA.1. É importante que sejam registrados neste livro somente as ocorrências relacionadas à . b) as ocorrências de inspeções de segurança periódicas e extraordinárias.7 O Registro de Segurança deve ser constituído de livro próprio. de fato.6. “d” e “e” do subitem 13. ou parte deste. com responsabilidade técnica do fabricante ou de Profissional Habilitado.1.2. tais como: procedimentos utilizados na fabricação e montagem. É possível que a empresa utilize outro sistema (por exemplo: informatizado) desde que. sendo imprescindível a reconstituição das características funcionais.1.6 devem acompanhá-la. devendo constar o nome legível e assinatura de Profissional Habilitado. A reconstituição de toda a documentação da caldeira é importante não só para determinação de seus parâmetros operacionais como também é de fundamental importância na preparação e execução das atividades de inspeção e manutenção destes equipamentos. Para tanto. citado no subitem 13. os documentos mencionados nas alíneas “a”. este poderá utilizar-se dos serviços do fabricante da caldeira ou caso este seja indeterminado ou já não exista. A documentação deve ser mantida durante toda a vida útil do equipamento. deverá explicar o roteiro para seu estabelecimento.1.6. O Registro de Segurança deve ser constituído por um livro com páginas numeradas exclusivo para cada caldeira. Quando não for possível reconstituir alguns itens.1.1. Figura 18 O Projeto de Instalação não acompanha a caldeira porque deverá ser elaborado um novo projeto.

Caso a caldeira venha ser considerada inadequada para uso futuro.1. devendo o proprietário assegurar pleno acesso a essa documentação. O critério adotado por esta NR. ruptura de componentes da caldeira. a integridade física do ser humano.3. por ocasião das inspeções. O encerramento formal do Registro de Segurança deverá ser feito por um Profissional Habilitado e comunicado através de Relatório de Inspeção de Segurança Extraordinária à Representação Sindical da Categoria Profissional Predominante no Estabelecimento conforme estabelecido no item 13. representa a energia disponível em uma caldeira. realização de testes na caldeira e dispositivos de segurança etc.1. do pessoal de manutenção.1. deverá ser providenciada a sua duplicação. Nos casos onde for necessária a retirada da documentação do estabelecimento.Legislação e Normalização caldeira que possam afetar.1.1.6 deve estar sempre à disposição para consulta dos operadores. kg/h) não é indicativo do risco já que não considera a pressão do vapor produzido ou o volume de vapor armazenado.1 Caso a caldeira venha a ser considerada inadequada para uso. É prática nas unidades industriais o preenchimento do Livro de Turno ou Livro de passagem de serviço. O Profissional Habilitado deverá solicitar a assinatura do operador da caldeira ou. Desta forma quanto maior a energia maiores serão os riscos envolvidos. para classificação de caldeiras. 13. Por ocasião da inspeção da caldeira o Profissional Habilitado.98 kgf/cm2).12 e ao órgão regional do MTb caso este tenha exigido a apresentação dos docu28 mentos da caldeira anteriormente. as caldeiras são classificadas em 3 categorias conforme segue: a) caldeiras da categoria “A” são aquelas cuja pressão de operação é igual ou superior a 1960 kPa (19. b) caldeiras categoria “C” são aquelas cuja pressão de operação é igual ou inferior a 588 kPa (5. deverá anotar no “Registro de Segurança” a data e tipo da inspeção de segurança da caldeira que está sendo realizada. operação em condições fora daquelas previstas pelo projeto.7. incêndios.6 deverá estar sempre disponível dentro do estabelecimento. A documentação referida no subitem 13. ou similar. de inspeção e das representações dos trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. O preenchimento do livro e respectiva assinatura.8 A documentação referida no subitem 13.7.5. O gráfico abaixo representa os campos que foram adotados para cada categoria de caldeiras. 13. contratado pelo estabelecimento para fazer a inspeção da caldeira ou o Profissional Habilitado existente no serviço próprio de inspeção. o Registro de Segurança deve conter tal informação e receber encerramento formal. para evitar uso posterior. leva em conta a pressão de operação e o volume interno da caldeira. de outro operador. A capacidade de produção de vapor da caldeira (t/h. c) caldeiras categoria “B” são todas as caldeiras que não se enquadram nas categorias anteriores. paradas de emergência. positiva ou negativamente. conforme previsto no subitem 13. A subdivisão em 3 (três) categorias distintas facilita a adoção de critérios diferenciados compatíveis com o risco apresentado por cada caldeira. vazamentos. Recomenda-se para estes casos que a caldeira seja inutilizada. na sua ausência. também adotado por outras normas internacionais. Esse conceito. antes do descarte. o respectivo Registro de Segurança deverá apresentar claramente os motivos pelos quais esta sendo adotada tal decisão.1. Pressão (kPa) 1960 588 Categoria Categoria C 100 Volume (litros) B Categoria A .9 Para os propósitos desta NR. 13.1.99 kgf/cm2) e o volume é igual ou inferior a 100 litros. que poderá ser aceito como Registro de Segurança desde que atenda o disposto no item 13. São exemplos típicos de ocorrências importantes: as explosões.6. deverá ser feito durante o período em que a caldeira estiver sendo inspecionada. no referido “Registro de Segurança”. A assinatura tem por objetivo comprovar que a caldeira está sendo inspecionada e não implica em qualquer responsabilidade por parte do operador na atividade de inspeção.

Figura 19 Deverá ser entendido como Área de Caldeiras (Fig. especializados e legalmente habilitados. Figura 20 Figura 21 Figura 22 A opção pela instalação das caldeiras em Área ou Casa de Caldeiras será definida na fase de projeto e independente das dimensões da Caldeira ou de seus parâmetros operacionais. Figura 23 29 . a Área de Caldeiras deve satisfazer os seguintes requisitos: a) estar afastada no mínimo 3 metros de: – outras instalações do estabelecimento. estes serão tidos como responsáveis na parte que lhes diga respeito. 13. 23).000 (dois mil) litros de capacidade.2 Instalação de Caldeiras a Vapor 13.2. conforme citado no subitem 13. 13.Legislação e Normalização 13. plantas.2 As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas em Casa de Caldeiras ou em local específico para tal fim. O projeto de instalação deverá conter todos os documentos. saúde e meio ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras. 21 e Fig. A autoria de projeto de instalação de caldeiras é de responsabilidade de Profissional Habilitado. análises. denominado Área de Caldeiras. relatórios. normas. Sempre que na elaboração do projeto o Profissional Habilitado solicitar a participação de profissionais. – do limite com as vias públicas. 20.1. destinado à instalação das caldeiras. devidamente assinados pelos profissionais legalmente habilitados.2.1 O Projeto de Instalação de caldeiras a vapor. desenhos. b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas. convenções e disposições legais aplicáveis. delimitado por paredes ou divisórias e devidamente coberto onde estejam instaladas as caldeiras (Fig. 22) um local onde a caldeira não esteja confinada. – do limite de propriedade de terceiros. devendo ser explicitamente mencionados como autores das partes que tiverem executado. permanentemente desobstruídas e dispostas em direções distintas (Fig.3 Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto. no que concerne ao atendimento desta NR. cálculos. é de responsabilidade de Profissional Habilitado. – de depósitos de combustíveis. 19) . Fig.2. A simples existência de cobertura não caracteriza o local como sendo “Casa de Caldeira”.2. executando-se reservatórios para partida com até 2. especificações relativos ao projeto. exposto ou não à ação do tempo. pareceres. Deverá ser entendido como Casa de Caldeiras um local reservado do estabelecimento. e deve obedecer os aspectos de segurança.

Até a data de revisão deste manual técnico. etc. consiga manter adequadamente iluminados os pontos estratégicos à operação da Figura 26 . 24). necessário à operação e manutenção da caldeira. construído de material resistente ao fogo. e) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes (Fig. para guarda corpos vazados. 13. a norma regulamentadora NR-17 subitem 17. Figura 25 f) ter sistema de iluminação de emergência caso operar a noite. do limite com as vias públicas e de depósitos de combustíveis. os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas (Fig. podendo ter apenas uma parede adjacente à outras instalações do estabelecimento. excetuando-se reservatórios para partida com até 2.2. sendo que.5. permanentemente desobstruídas e dispostas em direções distintas (Fig. Figura 24 d) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material particulado.3.3. 26). determina que “os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminância estabelecidos na NBR 5413.000 (dois mil) litros de capacidade. para fora da área de operação.4 Quando a caldeira estiver instalada em ambiente confinado. do limite de propriedade de terceiros. caldeira.Legislação e Normalização c) dispor de acesso fácil e seguro.25). no mínimo 3 (três) metros de outras instalações. geradores movidos a vapor ou motores a combustão. São exemplos destes sistemas lâmpadas ligadas a baterias que se autocarregam nos períodos de fornecimento normal. porém com as outras paredes afastadas de. atendendo às normas ambientais vigentes. 30 Deve ser entendido como sistema de iluminação de emergência todo sistema que em caso de falha no fornecimento de energia elétrica. a Casa de Caldeiras deve satisfazer os seguintes requisitos: a) constituir prédio separado. provenientes da combustão. b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas.

c) para caldeiras das categorias “B” e “C” instaladas em ambientes confinados.2. f) dispor de acesso fácil e seguro. saúde e meio ambiente previstos nas NR. – independentemente da pressão. No caso de estabelecimentos com mais de uma caldeira é permitida a instalação dos instrumentos de todas as caldeiras na mesma sala de controle. atendendo às normas ambientais vigentes. – aperfeiçoamento dos sistemas de controle.2.6. persistindo o impasse. Figura 27 13.2.6. as alíneas “b”. “e”. 13. provenientes da combustão.27).2. 13. para fora da área de operação.3 ou 13.2.2.6.2. “b”. com medidas complementares de segurança que permitam a atenuação dos riscos.1 O Projeto Alternativo de Instalação deve ser apresentado pelo proprietário da caldeira para obtenção de acordo com a representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento. para guarda-corpos vazados. h) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes e ter sistema de iluminação de emergência (Fig.4 desta NR.Legislação e Normalização c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas. São exemplos de medidas concretas que permitam a atenuação dos riscos: – realização de inspeções com maior freqüência e maior rigor quanto a aplicação de exames não destrutivos. 13. atender a requisitos mais apurados de qualidade e tratamento de água. necessário à operação e à manutenção da caldeira.2. nas convenções ou nas disposições legais deverá elaborar um “projeto alternativo” contendo medidas concretas para atenuação dos riscos. os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas. 13. Caso o estabelecimento não possa atender às exigências estabelecidas nos subitens 13.3 desta NR. Desta forma o Projeto Alternativo deve priorizar a implantação de medidas que melhorem a confiabilidade operacional da caldeira. – reduzir a pressão de operação quando possível.2. “d” e “f” do subitem 13. construída segundo o que estabelecem as Normas Regulamentadoras aplicáveis.6 Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto nos subitens 13. As medidas complementares citadas neste item refere-se à prevenção e não à conseqüência de eventuais explosões. as alíneas “b”. Este requisito se aplica tanto às instalações existentes como para novas instalações. . poderá ser solicitada por qualquer uma das partes e. b) para as caldeiras da categoria “A” instaladas em ambientes confinados.1.2. “c”.2. conforme previsto no subitem 13. e) não ser utilizada para qualquer outra finalidade. “c”.4 deverá ser elaborado “Projeto Alternativo de Instalação”. “e”.2. a decisão caberá a esse órgão. Toda caldeira classificada como categoria “A” deve possuir painel de instrumentos ou console de sistema digital instalado em sala 31 de controle (Fig. g) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material particulado.7 As caldeiras classificadas na categoria “A” deverão possuir painel de instrumentos instalados em sala de controle. a intermediação do órgão regional do MTb.4 ou obedecer a aspectos de segurança. e “h” do subitem 13. “g” e “h” do subitem 13. – empregar combustíveis de melhor qualidade. sendo que. “d”.27).2 Quando não houver acordo.4 da NR.5 Constitui risco grave e iminente o não atendimento aos seguintes requisitos: a) para todas as caldeiras instaladas em ambiente aberto. “g”.2. as alíneas “a”. d) dispor de sensor para detecção de vazamento de gás quando se tratar de caldeira a combustível gasoso.3 ou 13. “d”.

em particular. verificando se suas características estão de acordo com as requeridas pela caldeira. 13.1 Toda caldeira deve possuir Manual de Operação atualizado. para compatibilizar suas propriedades físico-químicas com os parâmetros de operação da caldeira. até 8 de maio de 1984. De modo geral.5 Para efeito desta NR será considerado operador de caldeira aquele que satisfazer pelo menos uma das seguintes condições: a) Possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras e comprovação de estágio prático conforme subitem 13. A qualidade da água é fator determinante da vida da caldeira. d) procedimentos gerais de segurança. em língua portuguesa.4 Toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob operação e controle de operador de caldeira.3 Segurança na Operação de Caldeiras 13. 13. 13.3. b) Possuir certificado de Treinamento de Segurança para Operação de Caldeiras previsto na NR 13 aprovada pela portaria 02/84 de 08/05/84.3. O manual de operação da caldeira (ou das caldeiras) deve estar sempre disponível para consulta dos operadores. . Todos os instrumentos e controles que interfiram com a segurança da caldeira deverão ser calibrados periodicamente e serem adequadamente mantidos. c) procedimentos para situações de emergência. A responsabilidade pela existência de operadores de caldeiras adequadamente treinados é do dono do estabelecimento.Legislação e Normalização O projeto e construção da sala de controle devem atender aos requisitos estabelecidos pelas Normas Regulamentadoras. contendo no mínimo: a) procedimentos de partidas e paradas. c) Possuir comprovação de pelo menos 3 (três) anos de experiência nessa atividade. é necessário fazer estudo dos riscos envolvidos e acompanhamento desta operação.9. A utilização de artifícios como por exemplo “jumps” que neutralizem os sistemas de controle e segurança será considerada como risco grave e iminente e pode levar à interdição da caldeira. deverão ser de pleno conhecimento de seus operadores e prontamente incorporados aos respectivos manuais. constituindo condição de risco grave e iminente o emprego de artifícios que neutralizem sistemas de controle e segurança da caldeira. envolvendo todos os setores 32 que possam por esta ser afetados. b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina. A periodicidade de manutenção e a definição dos instrumentos e controles necessários à segurança da caldeira deverão ser definidos pelos profissionais legalmente habilitados para cada especialidade. um operador poderá estar controlando simultaneamente mais de uma caldeira.3. Utilizar “Jumps” transitórios em situações onde exista redundância ou onde está sendo feita manutenção preventiva não será considerada como “artifício que neutralize” sistema de controle e segurança da caldeira.3.3. quanto maior a pressão de operação mais apurados deverão ser os requisitos de tratamento de água. Estabelecer parâmetros de qualidade de água não faz parte do escopo desta NR uma vez que ela se aplica a variados tipos de caldeiras com diferentes pressões e temperaturas. corrosão e outras deteriorações no lado água. em local próximo ao posto de trabalho. quando necessários.2 Os instrumentos e controles de caldeiras devem ser mantidos calibrados e em boas condições operacionais. Uma caldeira pode estar sob controle simultâneo de vários operadores e. Para esses casos. em local de fácil acesso aos operadores. 13. Sempre que análises físico-químicas e resultados das inspeções indicarem problemas de depósitos excessivos. instaladas em locais distintos. atenção especial deverá ser dada à sua qualidade.3. entende-se que “caldeiras sob controle de operador” é aquela onde existe. Não faz parte do objetivo desta NR estabelecer limites numéricos para esta questão entretanto. 13.3 A qualidade da água deve ser controlada e tratamentos devem ser implementados. sendo que o não atendimento a esta exigência caracteriza condição de risco grave e iminente. saúde e de preservação do meio ambiente. Os manuais devem ser mantidos atualizados sendo que todas as alterações ocorridas nos procedimentos operacionais ou nas características das caldeiras. pelo menos 1 (um) operador em condições de atuar prontamente para corrigir situações anormais que se apresentem.

documentado e ter duração mínima de: a) Caldeiras categoria “A” : 80 (oitenta) horas. ou – testemunho de pessoas.Legislação e Normalização Para casos onde for necessária a comprovação de experiência na operação de caldeira deve-se considerar: – anotação na carteira de trabalho. serão necessárias 80 horas de estágio para a primeira e mais 40 horas de estágio para a segunda. Para cálculo dos 3 (três) anos de experiência deverão ser descontados os tempo de interrupção. A necessidade e ocasião da reciclagem são de responsabilidade do empregador.3. A empresa ou estabelecimento deverá arquivar ou reunir os documentos que comprovem a participação de seus operadores no referido estágio. o qual deverá ser supervisionado.: Uma instalação com uma caldeira à óleo Categoria A e uma caldeira elétrica Categoria C. deve informar previamente à representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento: a) período de realização do estágio. 13. 13.10 O estabelecimento onde for realizado o estágio prático supervisionado.3. duração etc. bem como a outras sanções legais cabíveis. mesmo que a nova caldeira seja da mesma categoria que a anterior. c) Caldeiras categoria “C” : 40 (quarenta) horas.7. operação. 13. no Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras é o 1º grau. c) relação dos participantes do estágio. No caso de instalações onde o operador deve operar caldeiras diferentes é exigido um estágio prático para cada caldeira. b) Caldeiras categoria “B” : 60 (sessenta) horas. treinado de acordo com esta NR. participação em cursos.6 O pré-requisito mínimo para participação. atualização técnica. informações de segurança. – operadores Chefe.7 O Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras deve obrigatoriamente: a) ser supervisionado tecnicamente por Profissional Habilitado citado no subitem 13. Caso um operador.3.3. Para efeito de comprovação.3.9. Ex. – Profissional Habilitado.3.5. necessite operar outra caldeira. 13. totalizando 120 horas de estágio. . c) obedecer. palestras e eventos pertinentes. como aluno. Ver observações do subitem 13.3. 13. b) entidade. O supervisor do estágio poderá ser por exemplo: – chefe da Operação.3. 13. deverá freqüentar estágio prático na nova caldeira que irá operar. ao currículo proposto no Anexo I-A desta NR.3. manutenção e inspeção.8 Os responsáveis pela promoção do Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras estarão sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos. data de realização. b) sejam adotados todos os procedimentos de segurança decorrentes de sua nova classificação no que se refere a instalação. Caso tenham necessidade de operar outros tipos de caldeira torna-se obrigatória a freqüência aos estágios práticos definidos no subitem 13.2. – prontuário ou atribuições fornecido pelo estabelecimento. no caso de inobservância do disposto subitem 13. deverá ser anexado à pasta funcional de cada operador o tipo de atividade. 13. por meio de constantes informações das condições físicas e operacionais dos equipamentos.1. empresa ou profissional responsável pelo Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras. – um operador mais experiente. sem que: a) seja reprojetada levando em consideração todas as variáveis envolvidas na 33 nova condição de operação. b) ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim.3.9 Todo operador de caldeira deve cumprir um estágio prático na operação da própria caldeira que irá operar. – engenheiro responsável pela planta. A habilitação dos operadores de caldeira enquadrados nas alíneas “b” e “c “ fica limitada ao tipo de caldeira que habitualmente vinham operando.12 Constitui condição de risco grave e iminente a operação de qualquer caldeira em condições diferentes das previstas no projeto original. Poderão ser incluídas no treinamento outras matérias teóricas ou práticas que forem julgadas relevantes pelo supervisor técnico do treinamento.11 A reciclagem de operadores deve ser permanente. no mínimo.

4. deverá 13. etc. São exemplos de condições objeto deste item: – pressões superiores às de operação. São exemplos destes procedimentos: técnicas de mecânica da fratura que permitam a convivência com descontinuidades subcríticas.1. a critério do Profissional Habilitado. ventiladores. mudanças de combustível. deve ser respeitada a concepção original da caldeira. Caso a documentação da caldeira tenha se extraviado e não seja possível localizar o fabricante.2 Nas caldeiras de categorias “A” e “B”. b) procedimentos de execução. – alteração do combustível ou dos queimadores.Legislação e Normalização A operação de caldeiras em condições operacionais diferentes das previstas em seu projeto pode ser extremamente perigosa. Deve ser considerado como “reparo” qualquer intervenção que vise corrigir não conformidades (Fig. citado no subitem 13. c) procedimentos de controle de qualidade. 13. substituição de conexões corroídas.4. podem ser utilizadas tecnologias de cálculo ou procedimentos mais avançados. etc. Por exemplo: reparos com soldas para recompor áreas danificadas. em casos particulares. os reparos e alterações deverão respeitar a concepção original. e desde que embasado pelo Profissional Habilitado.1. – utilização de água ou outro fluido diferentes dos considerados no projeto. As modificações efetuadas deverão sempre fazer parte da documentação da caldeira.1 Quando não for conhecido o código de projeto de construção. Deve ser considerada como “alteração” qualquer intervenção que resulte em alterações no projeto original inclusive nos parâmetros operacionais da caldeira. Por exemplo: alterações na especificação de materiais. Para caldeiras de categoria “A” e “B”. com procedimento de controle do maior rigor prescrito nos códigos pertinentes. em substituição aos previstos pelo código de projeto. reparos em refratários e isolantes térmicos. 28) com relação ao projeto original. b) sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurança. tais como: chaminé. 13. Sempre que forem feitas modificações no projeto da caldeira ou de suas condições operacionais deverão ser adotados todos os procedimentos de segurança necessários. d) qualificação e certificação de pessoal. São exemplos de qualificação e certificação de pessoal os procedimentos previstos pelo código ASME Seção IX (Qualificação de Soldagem e Brasagem) e Seção V (Ensaios Não Destrutivos).1. etc. 34 Figura 28 .2 Projetos de Alteração ou Reparo devem ser concebidos previamente nas seguintes situações: a) sempre que as condições de projeto forem modificadas.1 Todos os reparos ou alterações em caldeiras devem respeitar o respectivo código de projeto de construção e as prescrições do fabricante no que se refere a: a) materiais. bem como critérios de aceitação compatíveis com os mais rigorosos dos códigos de projeto reconhecidos internacionalmente. técnicas alternativas de soldagem que dispensem o alívio de tensão.4 Segurança na Manutenção de Caldeiras 13. Os reparos e alterações citados neste item são extensivos aos periféricos da caldeira. instrumentação. poderão ser utilizados procedimentos de cálculo e tecnologia não previstas pelo código de projeto.4. – temperaturas de superaquecimento acima das de projeto. No caso de tubulações a abrangência deste subitem limita-se ao trecho compreendido entre a caldeira e a solda ou flange mais próximo. etc. Nessas ocasiões o Profissional Habilitado deverá propor testes e ensaios. mudanças na configuração nos tubos de troca térmica. Antes da execução de qualquer reparo ou alteração que possam comprometer a segurança da caldeira ou dos trabalhadores. inclusão de conexões. 13.4.2.

b) determinar materiais. antes da entrada em funcionamento. O Projeto de Alteração e Reparo pode ser concebido por firma especializada desde que a mesma esteja registrada no CREA e disponha de um responsável técnico legalmente habilitado. vibração. periódica ou extraordinária.4. configuração de maçaricos. inclusão de conexões. tais como: DRT.2. disposição de tubos. Exames internos. Independente desta necessidade. eletrônica ou química deverão ser concebidos e assinados por profissionais habilitados para cada campo específico. Reparos ou alterações que envolvam as especialidades de eletricidade.2. 13.3 O Projeto de Alteração ou Reparo deve: a) ser concebido ou aprovado por Profissional Habilitado. . A Manutenção Preventiva consiste na realização de tarefas de assistência que tiverem sido pré-planejadas para execução em pontos específicos. seja ele inicial. porém não constituem a Inspeção de Segurança Inicial uma vez que. deverá ser atribuída a profissionais com competência legal para executar este tipo de atividade. bem como a respectiva periodicidade.4.2 A inspeção de segurança inicial deve ser feita em caldeiras novas. a tempo de manter as capacidades funcionais de sistema de controle e segurança de caldeira. teste hidrostático e de acumulação.5 Inspeção de Segurança de Caldeiras 13. 13.4. 13. efetuados nas dependências do fabricante da caldeira são importantes e necessários. limpeza química. todo Projeto de Alteração e Reparo deverá ser assinado por Profissional Habilitado. caberá ao Profissional Habilitado.5 Os sistemas de controle e segurança da caldeira devem ser submetidos a manutenção preventiva ou preditiva. os componentes da caldeira podem sofrer avarias durante seu 35 transporte. intervenções desta natureza são casos típicos que justificam a concepção de Projeto de Alteração e Reparo conforme definido no subitem 13. 13.5. externos e teste hidrostático.1.2 alínea “b”. com características definidas pelo Profissional Habilitado.Legislação e Normalização ser elaborado o respectivo Projeto de Alteração ou Reparo que passará a fazer parte da documentação da caldeira. procedimentos de execução. reparos com solda. no local de operação. devendo compreender exame interno e externo.1. sindicato etc. Quando não definidos em normas ou códigos. etc. 13. – fluido a ser utilizado para pressurização. A definição dos instrumentos e sistemas de controle a serem incluídos no plano de manutenção preditiva/preventiva.4. Quando a manutenção tiver suas datas de intervenção baseadas no histórico de vida útil dos componentes ligados ao sistema recebe a denominação de Preventiva. citado no subitem 13. citado no subitem 13. Nestes parâmetros deverão constar: – medidas de segurança necessárias para proteção do pessoal envolvido na realização do teste. Não é necessário enviar este documento para apreciação de órgão externos à empresa. controle de qualidade e qualificação de pessoal. As características e resultados do teste hidrostático deverão constar do Relatório de Inspeção de Segurança que compreende o teste.1 As caldeiras devem ser submetidas a inspeções de segurança inicial. Quando a manutenção tiver suas datas de intervenção baseadas no acompanhamento da evolução de parâmetros ligados ao sistema (por exemplo temperatura. definir os parâmetros envolvidos no teste hidrostático. – tempo em que o equipamento ficará pressurizado. Usualmente.4 Todas as intervenções que exijam mandrilamento ou soldagem em partes que operem sob pressão devem ser seguidas de teste hidrostático. viscosidade de óleo) passa a ser denominada de Preditiva. A inspeção de segurança só poderá portanto ser realizada quando a caldeira já estiver instalada em seu local definitivo. São exemplos de Projetos de Alteração e Reparo: alteração de materiais. periódica e extraordinária sendo considerado condição de risco grave e iminente o não atendimento aos prazos estabelecidos nesta NR.5. – taxa de subida da pressão e patamares quando necessário. em função de sua experiência e conhecimento. armazenamento e montagem no local definitivo. – pressão final de teste hidrostático.

O prazo real deverá ser estabelecido pelo Profissional Habilitado em função da experiência anterior disponível.5. deve ser executada nos seguintes prazos máximos: a) 12 (doze) meses para caldeiras das categorias “A”. conforme estabelecido no Anexo II. Os prazos definidos nesse item devem ser considerados como máximos. Figura 29 Figura 30 A extensão do prazo de inspeção das caldeiras da categoria “A” para 30 (trinta) meses não dispensa a execução dos testes para determinação da pressão de abertura das válvulas de segurança a cada 12 (doze) meses. b) 12 (doze) meses para caldeiras de recuperação de álcalis de qualquer categoria ( Fig. Este item também é aplicável a caldeiras de recuperação de álcalis instaladas em estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos.4 Estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos. 13. Esta ação deverá ser feita pelo Profissional Habilitado com base em códigos e normas internacionalmente reconhecidos. constituída por exame interno e externo. “b” e “c” são aplicáveis em empresas que não possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos 13.3 A inspeção de segurança periódica. O teste para determinação da pressão da abertura das válvulas de segurança poderá ser executado com a caldeira em operação valendo-se de dispositivos hidráulicos apropriados Fig. recomendações dos fabricantes da caldeira e dos fabricantes de válvulas de segurança ou ainda em conformidade com procedimentos estabelecidos por Profissional Habilitado. “B” e “C”.5. . b) 30 (trinta) meses para caldeiras da categoria “A”. os resultados obtidos e os certificados de aferição do dispositivo deverão ser anexados à documentação da caldeira.28). 30). 29 e Fig. Os prazos estabelecidos nas alíneas “a”. devendo ser contados a partir da última inspeção completa executada na caldeira. desde que aos 12 (doze) meses sejam testadas as pressões de abertura das válvulas de segurança. podem estender os períodos entre inspeções de segurança respeitando os seguintes prazos má36 ximos: a) 18 (dezoito) meses para caldeiras das categorias “B” e “C”.Legislação e Normalização O teste de acumulação deve ser executado em conformidade com normas técnicas vigentes. d) 40 (quarenta) meses para caldeiras especiais conforme definido no item 13.5. Não faz parte do escopo desta NR detalhar métodos ou procedimentos de inspeção. A abrangência da inspeção de segurança periódica bem como as técnicas a serem utilizadas deverão ser definidas pelo Profissional Habilitado em função do histórico da caldeira e das Normas técnicas vigentes.5. c) 24 (vinte e quatro) meses para caldeiras da categoria “A”. O procedimento escrito adotado no teste.

6. A avaliação de vida residual presume que seja analisada a integridade de cada componente fundamental da caldeira (Ex. na sua inspeção subsequente.31). mediante acionamento manual da alavanca. Portanto. não devem ser dispensados sem profunda análise técnica os períodos em que a caldeira permanecer fora de operação. 13.7 As válvulas de segurança instaladas em caldeiras devem ser inspecionadas periodicamente conforme segue: a) pelo menos uma vez por mês. inspecionando e testando. podem ser consideradas especiais quando todas as condições seguintes forem satisfeitas: a) estiverem instaladas em estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos citado no Anexo II. recalibrando-as numa freqüência compatível com a experiência operacional . efetuado pelo referido órgão. estes dados poderão ser considerados.5. e) exista controle de deterioração dos materiais que compõem as principais partes da caldeira.1. Caso a caldeira já tenha sido submetida a testes. d) exista análise e controle periódico da qualidade da água. f) seja homologada como classe especial mediante: – acordo entre a representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento e o empregador. Categoria “A” 12 meses ou Estabelecimento sem Serviço Próprio de 24 meses com testes Inspeção de Equipa. b) tenham testados a cada 12 (doze) meses o sistema de intertravamento e a pressão de abertura de cada válvula de segurança. para atender parcial ou integralmente as exigências deste subitem. e que disponha de pelo menos um Profissional Habilitado. inscrita no CREA. As caldeiras que na data de publicação desta NR já tiverem mais de 25 (vinte e cinco) anos e não tiverem sido submetidas a avaliação de integridade devem ser submetidas a esta avaliação na próxima inspeção de segurança periódica. em operação.5 As caldeiras que operam de forma contínua e que utilizam gases ou resíduos das unidades de processo.5. 13.). solicitada por qualquer uma das partes.6 Ao completar 25 (vinte e cinco) anos de uso. etc. É importante ressaltar que caldeiras inoperantes podem sofrer significativos desgastes por corrosão. quando não houver acordo. – intermediação do órgão regional do MTb.5. durante a operação.Legislação e Normalização Sob o ponto de vista técnico. A avaliação de integridade e vida residual pode ser executada por Profissional Habilitado ou por empresa especializada. persistir o impasse. caso ainda estejam em condições de uso. as válvulas flangeadas e. c) não apresentem variações inesperadas na temperatura de saída dos gases e do vapor. espelhos. mesmo com a extensão do prazo de inspeção das caldeiras da categoria “A” para 30 (trinta) meses. no campo. O quadro a seguir resume os prazos máximos estabelecidos para inspeção de caldeiras.5. a execução dos testes para determinação da pressão de abertura das válvulas de segurança a cada 12 (doze) meses deve ser preservada. as caldeiras devem ser submetidas a rigorosa avaliação de integridade para determinar a sua vida remanescente e novos prazos máximos para inspeção. – decisão do órgão regional do MTb quando. 13. Nos estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos citado no Anexo II. tubos de troca térmica. o limite de 25 (vinte e cinco) anos pode ser alterado em função do acompanhamento das condições da caldeira. as válvulas soldadas. a critério do Profissional Habilitado.de válvulas de segurança a cada 12 meses mento certificado (exceto caldeira de recuperação de Álcalis) Estabelecimento com Serviço Próprio de 30 meses Inspeção de Equipamento certificado Categoria Especial “B” e “C” 12 meses 18 meses 40 meses 13. 37 b) desmontando. para caldeiras das categorias “B” e “C”. dos 25 ( vinte e cinco) anos considerados neste subitem. exames e análises para estabelecimento da vida residual e avaliação de integridade antes de completar 25 (vinte e cinco) anos. em bancada (Fig. como combustível principal para aproveitamento de calor ou para fins de controle ambiental.: tubulão.

5. periódica ou extraordinária. que passa a fazer a parte da sua documentação. A alínea “a” deste subitem determina o acionamento manual da alavanca e portanto torna obrigatória a existência de alavanca em válvulas de segurança instaladas em caldeiras de categorias “B” e “C” .5.5. quando permanecer inativa por mais de 6 (seis) meses.8 Adicionalmente aos testes prescritos no subitem 13. Firmas especializadas podem ser utilizadas desde que sejam inscritas no CREA e possuam Profissionais Habilitados. porém respeitando-se como limite máximo o período de inspeção estabelecido no subitem 13. Em função dos riscos envolvidos com a execução dos testes de acumulação o estabelecimento deverá implementar todas as medidas de segurança e preservação do meio ambiente necessárias.5. num prazo . b) quando forem modificadas ou tiverem sofrido reformas significativas. Como este teste é executado com todas as saídas de vapor bloqueadas. O Profissional Habilitado pode contar com a participação de inspetores e/ou técnicos de inspeção nas inspeções de segurança. 13.11 Inspecionada a caldeira. d) quando houver mudança de local de instalação da caldeira.Legislação e Normalização da mesma.2. a inspeção extraordinária mencionada na alínea “c” deve ser realizada antes da caldeira ser recolocada em funcionamento e não a cada 6 (seis)meses. O subitem refere-se a todos os tipos de inspeção de segurança. não sendo portanto recomendável sua execução em caldeiras desta configuração.12 Uma cópia do Relatório de Inspeção deve ser encaminhada pelo Profissional Habilitado. A alínea “b” refere-se à modificações ou reparos efetuados nas válvulas de segurança da caldeira. Teste de Acumulação O teste de acumulação é feito para verificar se a válvula ou válvulas de segurança instaladas em caldeiras tem capacidade de descarregar todo o vapor gerado.9 A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes oportunidades: a) sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra ocorrência capaz de comprometer sua segurança.2.4. As exigências deste subitem tem fundamentação técnica no código ASME Seção I (Caldeiras) e na Norma ANSI/NB-23.5. c) quando houver modificação nos parâmetros operacionais da caldeira ou variação na PMTA. deve ser emitido Relatório de Inspeção.1. A inspeção de segurança extraordinária pode abranger toda a caldeira ou parte da mesma conforme a necessidade e a critério do Profissional Habilitado. sem permitir que a pressão interna suba para valores acima dos valores considerados no projeto (no caso de caldeiras projetadas pelo ASME Seção I este valor corresponde a 6% acima da PMTA).3 ou 13. inicial.5.1. National Board Inspection Code. Este teste deve ser executado com base em procedimentos estabelecidos pelo fabricante 38 da caldeira e/ou do fabricante das válvulas de segurança. reconhecidos internacionalmente. 13. nas seguintes oportunidades: a) na inspeção inicial da caldeira. No caso de uma caldeira permanecer fora de operação por um período longo (superior a 6 meses). se aplicável. para caldeiras de categorias “A” e “B”. Quando a inspeção extraordinária compreender toda a caldeira o prazo para próxima inspeção de segurança periódica poderá ser definido a partir da data de conclusão da inspeção extraordinária. ou por Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos. citado no subitem 13. 13. b) quando a caldeira for submetida a alteração ou reparo importante capaz de alterar suas condições de segurança. c) antes da caldeira ser recolocada em funcionamento. a falta de circulação poderá provocar danos em caldeiras providas de super aquecedores ou em caldeiras para aquecimento de água. citado no subitem 13. d) quando houver modificação na sua tubulação de admissão ou descarga.10 A inspeção de segurança deve ser realizada por Profissional Habilitado. 13.7 as válvulas de segurança instaladas em caldeiras deverão ser submetidas a testes de acumulação. na máxima taxa de queima. citado no anexo II. 13.5.5.

Noções gerais: o que é calor.2. CALDEIRAS – CONDIÇÕES GERAIS Carga horária: 08 horas 2.1. ANEXO I-A CURRÍCULO MÍNIMO PARA TREINAMENTO DE SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE CALDEIRAS 1. citado no subitem 13.1. Entende-se que o término da inspeção é a data em que a caldeira foi liberada para retornar à operação.1. flamotubular. – testar a válvula de segurança no prazo de 3 meses.6. 2.4. NOÇÕES DE GRANDEZAS FÍSICAS E UNIDADES Carga horária: 04 horas 1.11. seria: “Face as inspeções executadas. Transferência de calor a temperatura constante 1. a caldeira poderá ser recolocada em operação. f) descrição das inspeções e testes executados.5. devendo ser submetida a nova inspeção de segurança periódica em __/__/__”. Calor específico e calor sensível 1. j) recomendações e providências necessárias.2. Este subitem obriga o envio de Relatório de Inspeção somente à representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento.2.2.5. 2.2. a mesma deve ser atualizada.3.2. g) resultado das inspeções e providências.2. Tipos de caldeiras e suas utilizações 2. 2. k) data prevista para a nova inspeção da caldeira. e) data de início e término da inspeção.2. l) nome legível. h) relação dos itens desta NR ou de outras exigências legais que não estão sendo atendidas. Pressão interna de um vaso 1.2. 2. pressão relativa e pressão absoluta 1.7.5. como por exemplo: – melhorar o tratamento de água. Pressão 1.6.5. etc.Legislação e Normalização máximo de 30 (trinta) dias a contar do término da inspeção. mencionado no subitem 13.2. Calor e Temperatura 1. à representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento.2. elétrica.2. Um exemplo da alínea “i” conclusões. Partes de uma caldeira 2.2. Tabela de vapor saturado 2.4. 13.1. – distanciamento incorreto entre a caldeira e reservatório de partida.14 Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações dos dados da placa de identificação. Vapor saturado e vapor superaquecido 1. deve conter no mínimo: a) dados constantes na placa de identificação da caldeira. 2.2. b) categoria da caldeira.1. não é considerada como data de término da inspeção. Pressão atmosférica 1. i) conclusões.2. Entende-se por “tipo de caldeira” a informação se a caldeira é aquotubular.2. A alínea j) deverá listar as recomendações a serem seguidas a partir da inspeção executada.3.2. Pressão manométrica. e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção. A data de conclusão do relatório técnico. respeitando-se os parâmetros operacionais estabelecidos pelo projeto. assinatura e número do registro no conselho do “Profissional Habilitado”.1.1.4. São exemplos de itens da alínea “h”: – ausência de manômetros.3.2. Unidades de pressão 1. 13. Modos de transferência de calor 1. 2.13 O Relatório de Inspeção.1. c) tipo da caldeira.1. Caldeiras flamotubulares Caldeiras aquotubulares Caldeiras elétricas 39 Caldeiras a combustíveis sólidos Caldeiras a combustíveis líquidos Caldeiras a gás Queimadores .2. o que é temperatura 1.5.1. – ausência de válvulas de segurança. d) tipo de inspeção executada.

1. 2. os “Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos” da empresa.1.3.3. com dedicação exclusiva a atividades de inspeção.3.1. Norma Regulamentadora 13 (NR-13) O currículo apresentado é mínimo.1. 2. 2. Normas Regulamentadoras .3. 3.1. Riscos de explosão 6. estabelecidos nos subitens 13.3.3. selecionada e avaliada segundo critérios semelhantes ao utilizado para a mão-de-obra própria. causas e providências 3. Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) diretamente ou mediante “Organismo de Certificação” por ele credenciados. TRATAMENTO DE ÁGUA E MANUTENÇÃO DE CALDEIRAS Carga horária: 08 horas 4. c) serviço de inspeção de equipamentos proposto possuir um responsável pelo seu gerenciamento formalmente designado para esta função. Falhas de operação. que contemplem totalmente as disciplinas e carga horária previstas neste anexo. e 13. 2.2. PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÕES E OUTROS RISCOS Carga horária: 04 horas 5. Esta certificação pode ser cancelada sempre que for constatado o não atendimento a qualquer destes requisitos: a) existência de pessoal próprio da empresa onde estão instalados caldeira ou vaso de pressão.6. Procedimentos em situações de emergência 4. Dispositivo de alimentação Visor de nível Sistema de controle de nível Indicadores de pressão Dispositivos de segurança Dispositivos auxiliares Válvulas e tubulações Tiragem de fumaça 6. 3.2. Riscos gerais de acidentes e riscos à saúde 40 5.6. O currículo proposto é aplicável ao treinamento de operadores a partir do ano de 1995.2.3. ou ter a carga horária das disciplinas estendidas em função das particularidades de cada estabelecimento.5. 2.3.4. qualificação e treinamento compatíveis com a atividade proposta de preservação da segurança. organizados na forma de setor.4.1.2.3. 3.3.2. podendo ser acrescido de outras disciplinas. Regulagem e controle.Legislação e Normalização 2. avaliação de integridade e vida residual. seção.3. Manutenção de caldeiras 5.2. desta NR. b) mão-de-obra contratada para ensaios não-destrutivos certificada segundo regulamentação vigente e para outros serviços de caráter eventual.2. 3. que verificarão o atendimento aos seguintes requisitos mínimos expressos nas alíneas “a” a “g”.5.5. Operação de um sistema de várias caldeiras 3.5.4. Instrumentos e dispositivos de controle de caldeira 2. devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia.3. divisão ou equivalente.5 alínea “a”. 3.2.2. Roteiro de vistoria diária 3. 3. de temperatura de pressão de fornecimento de energia do nível de água de poluentes ANEXO II REQUISITOS PARA CERTIFICAÇÃO DE “SERVIÇO PRÓPRIO DE INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS” Antes de colocar em prática os períodos especiais entre inspeções.3.3. Impurezas da água e suas conseqüências 4. Considera-se que os cursos de formação de operadores existentes nas empresas. podem ser equivalente ao Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras desde que seja emitido o certificado previsto no subitem 13. 2.2.4.8. 3. departamento. 2.2. OPERAÇÃO DE CALDEIRAS Carga horária: 12 horas 3.3.10. Tratamento de água 4. Partida e parada 3. LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO Carga horária: 04 horas 6. com formação.7.

Vasos de pressão estão sempre submetidos simultaneamente à pressão interna e à pressão externa. Ver comentários no Anexo IV. troca de calor. Há casos em que o vaso de pressão deve ser dimensionado pela condição de pressão mais severa. esta norma também é aplicável a equipamentos instalados em navios. cônicos etc. 41 . alumínio. A NR-13 aplica-se a vasos de pressão instalados em unidades industriais. no que se refere a vasos de pressão.6.2 Os vasos de pressão abrangidos por esta NR estão classificados em categorias de acordo com o Anexo IV. destilação.6 Vasos de Pressão – Disposições Gerais 13. plataformas de exploração e produção de petróleo (Fig.1. tais como: hotéis. amortecimento de pulsação. e outros estabelecimentos públicos ou privados.1 Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. gases ou misturas destes. f) existência do procedimentos escritos para as principais atividades executadas. filtração. cilíndricos.Legislação e Normalização d) existência de pelo menos um “Profissional Habilitado”. necessário ao atendimento desta NR. que poderá ser maior internamente ou externamente. conforme definido no subitem 13. O vaso é dimensionado considerando-se a pressão diferencial resultante atuando sobre as paredes. 13. Mesmo vasos que operam com vácuo estão submetidos a estas pressões. Figura 32 Figura 33 13.1 O campo de aplicação desta NR. está definido no Anexo III. pois não existe vácuo absoluto. contenção de reações.1. restaurantes etc. Sendo regulamentadora da Lei 6514 (23 de Dezembro de 1977) da CLT. criogenia etc. Algumas aplicações são: armazenamento final ou intermediário.6.6. a exemplo de quando não exista atuação simultânea das pressões interna e externa.2. Os vasos de pressão podem conter líquidos. O assunto é objeto de documentação complementar expedida pelo INMETRO. e) existência de condições para manutenção de arquivo técnico atualizado. Ver comentários no Anexo III.1. 13. aço inoxidável.32 e Fig. Para o caso específico de Plataformas de produção e exploração de petróleo e navios o Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos poderá ser instalado “em terra”. O que usualmente denomina-se vácuo é qualquer pressão inferior à atmosférica. separação de fluidos. Vasos de pressão podem ser construídos de materiais e formatos geométricos variados em função do tipo de utilização a que se destinam. Desta forma existem vasos de pressão esféricos. construídos em aço carbono. fibra de vidro e outros materiais.33) etc desde que não exista legislação em contrário. g) existência de aparelhagem condizente com a execução das atividades propostas. hospitais. assim como mecanismos para distribuição de informações quando requeridas.

35.6. b) dispositivo de segurança contra bloqueio inadvertido da válvula quando esta não estiver instalada diretamente no vaso (Fig.Legislação e Normalização 13. 34. Figura 35 Figura 34 42 Figura 36 Figura 37 . instalada diretamente no vaso ou no sistema que o inclui. Fig.2 Constitui risco grave iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens: a) válvula ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior a PMTA. 36 e Fig. Fig. 37).

– Conjunto de vasos interligados e protegidos por única válvula de segurança. mantendo-se as demais em operação. etc. atribuído pelo projetista ou estabelecimento ao vaso de pressão. caso não seja conhecido o ano de edição do código o “Profissional Habilitado” deverá verificar se o equipamento sob análise se enquadra nos requisitos da última edição publicada que precedeu o ano de fabricação do vaso. Válvulas de segurança piloto operadas. placa de identificação indelével com. A adesão pelo Brasil ao Sistema Internacional de Unidades foi formalizada por meio do decreto legislativo nº 57 de 27 de julho de 1953 e ratificada a partir de então. válvulas gaveta sem volante ou com volante travado por cadeado. A tabela da pág. O “dispositivo que evite o bloqueio inadvertido” do dispositivo de segurança é aplicável à vasos de pressão com dois ou mais dispositivos de segurança. Fig. Quando o vaso de pressão possuir apenas uma válvula de segurança.Legislação e Normalização c) instrumento que indique a pressão de operação. as seguintes informações: a) fabricante. reguladores de pressão. podem ser consideradas como “outro dispositivo” desde que mantenha a capacidade de funcionamento em qualquer condição de anormalidade operacional. As placas de identificação já instaladas deverão ser adequadas aos requisitos dessa NR (Fig. Desta forma. e) pressão de teste hidrostático.6.38). c) ano de fabricação. etc. O dispositivo de segurança é um componente que visa aliviar a pressão do vaso. 43 DIN. por exemplo manômetros. que seja aceito internacionalmente.. Fig. d) pressão máxima de trabalho admissível. Neste caso. Não sendo conhecido o código de projeto original ou o ano de fabricação. as válvulas de segurança remanescentes em conjunto. deverão ser projetadas com suficiente capacidade para aliviar a pressão do vaso. no mínimo. b) número de identificação. f) código de projeto e ano de edição. O “dispositivo de segurança contra bloqueio inadvertido” é aplicável à: – Vasos de pressão com 2 (dois) ou mais dispositivos de segurança. Número de identificação é a identificação alfa numérica. Vasos com 2 (duas) ou mais válvulas de segurança. Figura 38 13. em local de fácil acesso e bem visível. Para efeito do atendimento à alínea "f". 39. conhecida como tag. pressostatos. 26 apresenta os fatores de conversão a serem utilizados para conversão das unidades de pressão. São exemplos de “outros dispositivos”: discos de ruptura. 40 . ou isoladamente. existem normas internacionalmente aceitas que consideram inadequado a existência de bloqueio entre a válvula de segurança e o vaso de pressão. . plugues fusíveis. Entende-se por “outro dispositivo” de segurança dispositivos que tem por objetivo impedir que a pressão interna do vaso atinja valores que comprometam sua integridade estrutural. tais como: ASME. malhas de controle de instrumentação. válvulas quebra-vácuo. o vaso deverá ser verificado de acordo com um dos códigos existentes para vasos de pressão. independente das causas que provocaram a sobrepressão. 41). São exemplos destes dispositivos válvulas de duas ou mais vias. etc.3 Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. item número de ordem etc. com bloqueios independentes são utilizados quando se deseja facilidade de manutenção: pode-se remover uma das válvulas de segurança para reparo ou inspeção. etc. poderão ter mostrador analógico ou digital e a instalação dos mesmos poderá ser feita no próprio vaso ou em sala de controle apropriada (Fig. não devem ser considerados como dispositivos de segurança. Os instrumentos para indicação de pressão. JIS.

no estabelecimento onde estiver instalado. – especificação dos materiais.6. contendo as seguintes informações: – código de projeto e ano de edição.3.6. 13. Figura 43-44 Opcionalmente à pintura.4 Todo vaso de pressão deve possuir.Legislação e Normalização Figura 39 Figura 41 Figura 40 13.1 Além da placa de identificação. a ser fornecido pelo fabricante. 42 e Fig. conforme Anexo IV. a seguinte documentação devidamente atualizada: a) Prontuário do Vaso de Pressão. As informações referentes à identificação do vaso e sua respectiva categoria deverão ser pintadas em local onde possam ser facilmente identificadas (Fig. as informações poderão ser inseridas numa placa com visualização equivalente. e seu número ou código de identificação. deverão constar em local visível. 44 Figura 42 . 43). a categoria do vaso.

– características funcionais. – ano de fabricação. 13. pescoços de conexões. Caso haja interesse por parte do estabelecimento poderá ser adotada como PMTA a pressão de projeto do vaso. quando exigido pela autoridade competente do Órgão Regional do Ministério do Trabalho. Se o estabelecimento onde estiverem instalados os vasos de pressão possuir diversas unidades. ábacos etc que por ventura sejam consultados. 45 É importante que sejam registradas neste livro somente as ocorrências que possam afetar a integridade física do ser humano. citado no subitem 13. É possível que a empresa utilize outro sistema (por exemplo: informatizado) desde que. São exemplos típicos destas ocorrências: explosões. ruptura de .8. – categoria do vaso. e) Relatórios de Inspeção.2 e 13. O procedimento para determinação da PMTA.4. – dados dos dispositivos de segurança. de um “Profissional Habilitado” ou empresa especializada.6. apresente a mesma segurança contra burla e permita “assinatura eletrônica”. Se o estabelecimento não possuir essa documentação parte da mesma deverá ser reconstituída conforme determinado neste subitem. incluindo tabelas. suportes. incêndios. 13.6. o “Prontuário do Vaso de Pressão” deve ser reconstituído pelo proprietário. com responsabilidade técnica do fabricante ou de “Profissional Habilitado”. deverá explicar o roteiro para seu estabelecimento. b) as ocorrências de inspeção de segurança. este poderá se utilizar dos serviços do fabricante do vaso ou caso este seja indeterminado ou já não exista. em conformidade com o subitem 13. dos dados dos dispositivos de segurança e dos procedimentos para determinação da PMTA.5 O Registro de Segurança deve ser constituído por livro de páginas numeradas.9. em conformidade com o subitem 13. outros esforços solicitantes. em conformidade com o item 13. em conformidade com os subitens 13.1. deve ser fornecida de forma detalhada pelo fabricante do vaso de pressão. O Registro de Segurança pode ser constituído por um livro de páginas numeradas para cada vaso de pressão ou de um livro de páginas numeradas para diversos vasos de pressão. os documentos deverão estar disponíveis na unidade onde estiverem instalados para que possam ser prontamente consultados. A autoridade competente do "Órgão Regional do Ministério do Trabalho" (Delegacia Regional do Trabalho – DRT) é o Delegado Regional do Trabalho na sua jurisdição.5. etc. a documentação mencionada no subitem 13.2 O proprietário de vaso de pressão deverá apresentar.6. pastas ou sistema informatizado ou não. de fato. – conjunto de desenhos e demais dados necessários para o monitoramento da sua vida útil. A reconstituição dos documentos é sempre de responsabilidade do proprietário do vaso de pressão.4. sendo imprescindível a reconstituição das características funcionais.10. montagem e inspeção final e determinação da PMTA. Entende-se por vida útil do vaso o período de tempo entre a data de fabricação e a data na qual o vaso tenha sido considerado inadequado para uso. É recomendável porém que todos os documentos do prontuário estejam agrupados. 13.6.1 Quando inexistente ou extraviado.7.6. selas. Não é necessário que toda a documentação esteja arquivada num único local da unidade. com confiabilidade equivalente. A maior parte da documentação exigida. devendo englobar todas as partes do equipamento. d) Projetos de Alteração ou Reparo. particularmente aquela englobada no prontuário do vaso. b) Registro de Segurança. tais como : conexões.9.3.4. Esta exigência também se aplica a plataformas de exploração e produção de petróleo e navios. além da pressão.Legislação e Normalização – procedimentos utilizados na fabricação. Normas técnicas internacionalmente reconhecidas indicam que o cálculo da PMTA deve considerar. flanges. passo a passo. Para tanto. A documentação deve ser mantida durante toda a vida útil do vaso de pressão. onde serão registradas: a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de segurança dos vasos. c) Projeto de Instalação.2. vazamentos.

Fig. “b”. de inspeção e das representações dos trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. bocas de visita e indicadores de nível.1 Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os drenos. todo sistema que. que possam exigir a presença do trabalhador para operação. a) dispor de pelo menos duas saídas amplas. “d”. permanentemente desobstruídas e dispostas em direções distintas. A documentação referida neste item deverá estar sempre disponível para consulta e fiscalização dentro do estabelecimento. d) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes. 13. 13. pressão e temperatura. (Fig. o preenchimento do Livro de turno ou Livro de passagem de serviço ou similar que poderá ser aceito como Registro de Segurança desde que atenda o disposto no item 13.4 deve estar sempre á disposição para consulta dos operadores.7.7. 48 e Fig. e) possuir sistema de iluminação de emergência. 45). É prática nas unidades industriais. manutenção ou inspeção. As alíneas deste subitem referem-se ao local onde está instalado o vaso de pressão. do pessoal de manutenção. para guarda-corpos vazados. a instalação deve satisfazer os seguintes requisitos: Figura 46 . 47. etc. consiga manter adequadamente iluminado os pontos estratégicos à operação do vaso de pressão. em caso de falha no fornecimento de energia elétrica. sejam facilmente acessíveis. operação fora dos valores previstos. os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas. prazos de inspeção ultrapassados. 13. operação e inspeção. Deverá ser entendido como sistema de iluminação de emergência. Quando for necessário retirar a documentação do estabelecimento deverá ser providenciada a sua duplicação.6 A documentação referida no subitem 13.7. 46 Figura 45 13. funcionamento irregular das válvulas de segurança.3 Quando o vaso de pressão for instalado em ambiente aberto a instalação deve satisfazer as alíneas “a”. Fig. 49).6. quando formalmente solicitado. geradores movidos à vapor ou motores à combustão etc.7. sendo que.2 Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes confinados. quando existentes. a alínea “a” prescreve que a área de processo ou ambiente onde esteja instalado o vaso de pressão deva possuir 2 (duas) saídas em direções distintas. 44 e Fig. 46. c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas. Os acessórios descritos nesse subitem. São exemplos destes sistemas: lâmpadas ligadas à baterias que se auto carregam nos períodos de fornecimento normal. devendo o proprietário assegurar pleno acesso a essa documentação. b) dispor de fácil acesso e seguro para as atividades de manutenção. respiros.6.7 Instalação de Vasos de Pressão 13. Desta maneira. plataformas e outros em conformidade com as NR (Fig.6. e “e” do subitem 13.5. inclusive à representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento.Legislação e Normalização componentes.2. devem permitir acesso fácil e seguro através de escadas.

e deve obedecer os aspectos de segurança. a intermediação do órgão regional MTb.4 Constitui risco grave e iminente o não atendimento às seguintes alíneas do subitem 13.5. deverá elaborar um “Projeto Alternativo de Instalação” contendo medidas concretas para atenuação dos riscos.5. A autoria do Projeto de Instalação de vasos de pressão é de responsabilidade de Profissional Habilitado. Figura 47 Figura 48 Figura 49 13.1.7. conforme citado no subitem 13. nas convenções ou mais disposições legais. saúde e meio ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras. a decisão caberá a esse órgão. – “e” para vasos instalados em ambientes abertos e que operem a noite. na elaboração do projeto.7. é de responsabilidade de Profissional Habilitado.6 A autoria do Projeto de Instalação de vasos de pressão enquadrados nas categorias “I”. no que concerne ao atendimento desta NR.7. saúde e meio ambiente previstos nas NR.2 ou obedecer a aspectos de segurança.7. conforme previsto no subitem 13. “II” e “III”. 13.2 Quando não houver acordo. conforme Anexo IV. estes serão tidos como responsáveis pela parte que lhes diga respeito.2 deve ser elaborado “Projeto Alternativo de Instalação” com medidas complementares de segurança que permitam a atenuação dos riscos.7.2: . 13. persistindo o impasse. 13.Legislação e Normalização – “a”. devendo ser explicitamente mencionados como autores das partes que tiverem executado.7.7. 13.5. Caso o estabelecimento não possa atender às exigências estabelecidas no subitem 13.1 O Projeto Alternativo de Instalação deve ser apresentado pelo proprietário do vaso de pressão para obtenção de acordo com a representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento. o Profissional Habilitado solicitar a participação de profissionais especializados e legal. Este requisito se aplica tanto às instalações já existentes como para as novas instalações. Sempre que. – “a” para vasos instalados em ambientes abertos.7. convenções e disposições legais aplicáveis.7. poderá ser solicitada por qualquer uma das partes e. “c” e “e” para vasos instalados em ambientes confinados.5 Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto no subitem 13.1.47 mente habilitados.2.

A utilização de artifícios como por exemplo “jumps” que neutralizem instrumentos ou sistemas de controle e segurança será considerada como risco grave e iminente e pode acarretar a interdição do equipamento.Legislação e Normalização 13. sendo que o não atendimento a esta exigência caracteriza condição de risco grave e iminente.7. Figura 50 13. em língua portuguesa e de fácil acesso aos operadores. Todos os documentos que compõem o Projeto de Instalação deverão ser devidamente assinados pelos profissionais legalmente habilitados. O manual deverá ser mantido atualizado.8. A periodicidade de manutenção e a definição de quais instrumentos e controles dos vasos de pressão deverão ser englobados neste subitem é de responsabilidade de profissionais legalmente habilitados para cada especialidade. deverão ser de pleno conhecimento dos ope48 radores e serem prontamente incorporadas nos respectivos manuais.7 O Projeto de Instalação deve conter pelo menos a planta baixa do estabelecimento. é necessário fazer estudo dos riscos envolvidos e acompanhamento desta operação.3 A operação de unidades que possuam vasos de pressão de categorias “I” ou “II” deve ser efetuada por profissional com Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo. Este requisito também é aplicável a plataformas de exploração e produção de petróleo e a navios. O Projeto de Instalação deverá conter pelo menos a planta baixa do estabelecimento. 13. b) procedimentos e parâmetros operacionais e rotina.8 Segurança na Operação de Vasos de Pressão 13. em local próximo ao seu posto de trabalho. o Projeto de Instalação deverá ser reconstituído sob autoria de um Profissional Habilitado. A planta deverá também posicionar instalações de segurança tais como: extintores. O manual de operação das unidades que contenham vasos de pressão de categorias “I” ou “II” deverá estar sempre disponível para consulta dos operadores. d) procedimentos gerais de segurança. Quando uma instalação já existente não possuir os desenhos ou documentos citados ou.2 Os instrumentos e controles de vasos de pressão devem ser mantidos calibrados e em boas condições operacionais.8. canhões de água.1 Constitui condição de risco grave e iminente o emprego de artifícios que neutralizem seus sistemas de controle e segurança. A responsável pela existência de operadores de unidades de processo treinados adequadamente é o dono do estabelecimento ou seu representante legal. saúde e de preservação do meio ambiente. quando a identificação dos profissionais legalmente habilitados não estiver clara. com o posicionamento e a categoria de cada vaso e das instalações de segurança. hidrantes etc. 13.2. sistemas de “sprinklers”.1 Todo vaso de pressão enquadrado nas categorias “I” ou “II” deve possuir manual de operação próprio ou instruções de operação contidas no manual de operação da unidade onde estiver instalado. envolvendo todos os setores que possam por esta ser afetados. contendo no mínimo: a) procedimentos de partidas e paradas.8. A utilização de jumps transitórios em situações onde exista redundância ou onde esteja sendo feita substituição ou reparos de componentes não será considerada como “artifício que neutralize” sistemas de controle ou instrumentos. Todos os instrumentos e controles que interfiram com a segurança do vaso de pressão deverão ser periodicamente calibrados e serem adequadamente mantidos (Fig. . sendo que todas as alterações ocorridas nos procedimentos operacionais ou nas características dos equipamentos. 13. Para esses casos. câmaras de espuma.8. com o posicionamento e a categoria de cada vaso de pressão existente na instalação.50). c) procedimentos para situações de emergência.

“IV” ou “V”. 100 horas. como aluno. A empresa ou estabelecimento deverá arquivar os documentos que comprovem a participação de seus operadores no referido estágio. Para cálculo dos 2 (dois) anos de experiência deverão ser descontados os tempos de interrupção.6 O Treinamento de Segurança na Operação de unidades de Processo deve obrigatoriamente: a) ser supervisionado tecnicamente por Profissional Habilitado citado no subitem 13. No caso de unidades que não possuam vasos de pressão de categorias “I” ou “II” não há necessidade de existirem profissionais com Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo. ao currículo no Anexo I-B desta NR. – um operador chefe. 13.10 A reciclagem de operadores deve ser permanente por meio de constantes informações das condições físicas e operacionais dos equipamentos.6. Faz-se necessário no entanto o cumprimento de estágio prático supervisionado de. b) possuir experiência comprovada na operação de vasos de pressão das categorias “I” ou “II” de pelo menos 2 (dois) anos antes da vigência desta NR. participação em cursos.5 O pré-requisito mínimo para participação.8. bem como as outras sanções legais cabíveis no caso de inobservância do disposto subitem 13. 13. ou – testemunho de pessoas. um operador poderá operar simultaneamente diversos vasos de pressão ou um único vaso de pressão poderá estar sob controle de diversos operadores. – operador mais experiente. É importante que os operadores responsáveis pela operação da unidade estejam em condições de atuar prontamente para corrigir situações anormais que se apresentem. infor. b) 100 (cem) horas para vasos de categorias “III”. c) obedecer. b) ser ministrada por profissionais capacitados para esse fim. A necessidade e ocasião da reciclagem são de responsabilidade do empregador.8 Todo profissional com Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo.8. Para casos onde for necessário a comprovação de experiência na operação de unidades de processo deve-se considerar: – anotações na carteira de trabalho. 13. na operação de vasos de pressão com as seguintes durações mínimas: a) 300 (trezentas) horas para vasos de categorias “I” ou “II”.Legislação e Normalização Deve ser entendido que em função da complexidade da unidade. no mínimo.7 Os responsáveis pela promoção do Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo estarão sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos. – “Profissional Habilitado”.4 Para efeito desta NR será considerado profissional com Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo aquele que satisfazer uma das seguintes condições: a) possuir certificados de Treinamento de Segurança na Operação de unidades de Processo expedido por instituição competente para o treinamento. b) entidade. c) relação dos participantes do estágio. ou – prontuário ou atribuições fornecidos pelo estabelecimento. . deve cumprir estágio prático.8. – um engenheiro responsável pelo processo. empresa ou profissional responsável pelo Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo.9 O estabelecimento onde for realizado o estágio prático supervisionado deve informar previamente à representação sindical da categoria profissional predominante no estabelecimento: a) período de realização do estágio.8.8.49 mações de segurança. Poderão ser incluídas no treinamento outras matérias teóricas ou práticas que forem julgadas relevantes pelo supervisor técnico do treinamento. O supervisor de estágio poderá ser por exemplo: – o chefe da operação. 13. palestras e eventos pertinentes. no Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo é o atestado de conclusão do 1º grau. 13. 13.1. supervisionado. 13.8. atualização técnica.8. Por ocasião da implantação de sistemas digitalizados de controle a distância (SDCD) considerar a existência de um efetivo capaz de atuar em situações de emergência.8.2.

1.9.1. deverá ser anexado à pasta funcional de cada operador o tipo de atividade. Por exemplo: reparos com solda para recompor áreas danificadas.9. b) procedimentos de execução. quando forem necessários reparos e alterações o Profissional Habilitado deverá propor testes e ensaios.1.8.1. prescritos pelos códigos pertinentes.2. São exemplos de qualificação e certificação de pessoal os procedimentos previstos pelo código ASME Seção IX (Qualificação de Soldagem e Brasagem) e Seção V (Ensaios Não-Destrutivos). etc. espessura. substituição de internos ou conexões corroídas. – alterações de geometria. 13.1 Quando não for conhecido o código de projeto de construção.2 A critério do Profissional Habilitado. Por exemplo. São exemplos de condições objeto deste item: – pressões superiores às de operação. . tipo de material etc. b) sempre que forem realizados reparos que possam comprometer a segurança. mudanças de internos ou conexões. c) procedimentos de controle de qualidade.9. etc. empregando-se procedimentos de controle do maior rigor. em substituição aos previstos pelo códigos de projeto. modelagem por elementos finitos. d) qualificação e certificação de pessoal. – utilização de fluidos diferentes dos previstos originalmente. Segurança na Manutenção de Vasos de Pressão 13.Legislação e Normalização Para efeito de comprovação. Caso a documentação do vaso de pressão tenha se extraviado e não seja possível localizar o fabricante. data de realização. bem como critérios de aceitação compatíveis com os mais rigorosos dos códigos de projeto reconhecidos internacionalmente. manutenção e inspeção. Deve ser considerado como “reparo” qualquer intervenção que vise corrigir não conformidades com relação ao projeto original. No caso de tubulação a abrangência deste subitem limita-se ao trecho compreendido 50 entre o corpo do vaso e a solda ou flange mais próximo. 13. A operação de vasos de pressão em condições diferentes das previstas em seu projeto pode ser extremamente perigosa. citado no subitem 13. – temperaturas superiores às consideradas no projeto. os reparos e alterações deverão respeitar a concepção adotada originalmente. Nestas ocasiões. etc. técnicas alternativas de soldagem que dispensem o alívio de tensões. São exemplos destes procedimentos: técnicas de mecânica da fratura que permitam a convivência com descontinuidades subcríticas. etc.2 Projetos de Alteração ou Reparo devem ser concebidos previamente nas seguintes situações: a) sempre que as condições de projeto forem modificadas. Sempre que forem efetuadas modificações no projeto do vaso de pressão ou nas suas condições operacionais deverão ser adotados todos os procedimentos de segurança necessários. As modificações efetuadas deverão sempre fazer parte da documentação do vaso de pressão. 13. deverá ser respeitada a concepção original do vaso. Deve ser considerado como “alteração” qualquer intervenção que resulte em alterações no projeto original inclusive nos parâmetros operacionais do vaso. 13. Todos os reparos ou alterações em vasos de pressão devem respeitar o respectivo código de projeto de construção e as prescrições do fabricante no que se refere a: a) materiais. mudanças de geometria. remoção de defeitos em juntas soldadas ou no metal base. duração.9. sem que: a) seja reprojetado levando em consideração todas as variáveis envolvidas na nova condição de operação. podem ser utilizadas tecnologias de cálculo ou procedimentos mais avançados. Em casos particulares e desde que embasado pelo Profissional Habilitado poderão ser utilizados procedimentos de cálculo e tecnologias não previstas pelo código de projeto. operação.9. b) sejam adotados todos os procedimentos de segurança decorrentes de sua nova classificação no que se refere a instalação. alterações nas especificações dos materiais.11 Constitui condição de risco grave e iminente a operação de qualquer vaso de pressão em condições diferentes das previstas no projeto original. 13.

– pressão final do teste. b) determinar materiais.1. A definição dos instrumentos e sistemas de controle a serem incluídos no plano de 51 manutenção preditiva / preventiva. com características definidas pelo Profissional Habilitado. c) ser divulgado para funcionários do estabelecimento que possam estar envolvidos com o equipamento. etc. 13. citado no subitem 13. citado no subitem 13. periódica ou extraordinária. Quando não definidos em normas ou códigos. – tempo em que o equipamento ficará pressurizado. controle de qualidade e qualificação de pessoal. bem como a respectiva periodicidade. tais como: DRT.9. 52) ou dos trabalhadores. seja ela inicial. deverá ser elaborado o respectivo Projeto de Alteração ou Reparo que passará a fazer parte da documentação do vaso de pressão.2. caberá ao Profissional Habilitado em função de sua experiência e conhecimento definir os parâmetros envolvidos no teste hidrostático. Figura 51 Figura 52 Não é necessário enviar o Projeto de Alteração ou Reparo para apreciação de órgãos externos à empresa. eletrônicas ou química deverão ser concebidos e assinados por profissionais legalmente habilitados para cada campo específico.9. As características e resultados do teste hidrostático deverão constar do “Relatório de Inspeção de Segurança” que compreende o teste. levando em conta o disposto no item 13. .4. São exemplos de Projetos de Alteração ou Reparo: alteração de especificação de materiais do vaso ou acessório. 13.5 Os sistemas de controle e segurança dos vasos de pressão devem ser submetidos a manutenção preventiva ou preditiva. – taxa de subida da pressão e patamares quando necessário. 13. Independente desta necessidade.9.1. citado no subitem 13. 13.4 Todas as intervenções que exijam soldagem em partes que operem sob pressão devem ser seguidas de teste hidrostático.2. 51 e Fig. à critério do Profissional Habilitado. reparos com solda. sindicato. etc. Reparos ou alterações que envolvam as especialidades de eletricidade.1 Pequenas intervenções superficiais podem ter o teste hidrostático dispensado.3 O Projeto de Alteração ou Reparo deve: a) ser concebido ou aprovado por “Profissional Habilitado”.1. deverá ser atribuída a profissionais com competência legal para executar este tipo de atividade.9. O Projeto de Alteração e Reparo pode ser concebido por firma especializada desde que a mesma esteja registrada no CREA e disponha de responsável técnico legalmente habilitado.Legislação e Normalização Antes da execução de qualquer reparo ou alteração que possam comprometer a segurança do vaso de pressão (Fig. inclusão ou exclusão de conexões. todo Projeto de Alteração e Reparo deverá ser assinado por Profissional Habilitado. – fluido a ser utilizado para pressurização. procedimentos de execução. Nestes parâmetros deverão constar: – medidas de segurança necessárias para proteção das pessoas envolvidas na realização do teste.10.2.

5. periódica e extraordinária. que mesmo fora de operação alguns vasos poderão sofrer desgaste corrosivo acentuado deverá ser considerada para contagem do prazo de inspeção a data da última inspeção de segurança completa e não a data de início ou retomada de operação. constituída por exame externo. considerando-se as limitações previstas no subitem 13.10.10.1 Vasos de pressão que não permitam o exame interno ou externo por impossibilidade física devem ser alternativamente submetidos a teste hidrostático.10. interno e teste hidrostático.10.10. b) Para estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos. São exemplos de equipamentos que não permitem o acesso externo: – equipamentos enterrados.4 e 13.3.10. de forma a coincidir com a época da substituição de enchimentos ou de catalisador. no local definitivo de instalação. 13. São exemplos de vasos de pressão que não permitem o exame interno: – aqueles que não possuem bocas de visita ou aberturas que permitam a passagem de uma pessoa. Uma vez. considerando as limitações mencionadas no subitem 13.10. conforme citado no Anexo II: Categoria do vaso I II III IV V Exame externo 1 ano 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos Exame interno 3 anos 4 anos 6 anos 8 anos 10 anos Teste hidrostático 6 anos 8 anos 12 anos 16 anos 20 anos A abrangência da inspeção de segurança periódica bem como as técnicas a serem utilizadas deverão ser definidas pelo Profissional Habilitado com base no histórico do vaso de pressão e nas normas técnicas vigentes. etc. devendo ser contado a partir do último exame executado no vaso de pressão.3 A inspeção de segurança periódica.10 Inspeção de Segurança de Vasos de Pressão 13.10. Valem para esse subitem as ressalvas feitas quanto a realização do teste hidrostático constantes dos subitens 13.3. Esta ação deverá ser feita pelo “Profissional Habilitado” com base em códigos e normas internacionalmente reconhecidos e conhecimentos de engenharia. Não faz parte do escopo dessa NR detalhar métodos ou procedimentos de inspeção. 13.10.3. conforme citado no Anexo II: Categoria do vaso I II III IV V Exame externo 3 anos 4 anos 5 anos 6 anos 7 anos Exame interno 6 anos 8 anos 10 anos 12 anos a critério Teste hidrostático 12 anos 16 anos a critério a critério a critério 52 . externos e teste hidrostático efetuados nas dependências do fabricante do vaso de pressão .5.2 A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos novos. devendo compreender exame externo.3. interno e teste hidrostático. O prazo real deverá ser estabelecido pelo Profissional Habilitado em função da experiência anterior disponível. antes de sua entrada em funcionamento.3. Os prazos definidos nesse item devem ser considerados como máximos. – aqueles cujo diâmetro do casco não permite o acesso de uma pessoa.3. deve obedecer aos seguintes prazos máximos estabelecidos a seguir: a) Para estabelecimentos que não possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos.10. desde que esta ampliação não ultrapasse 20% do prazo estabelecido no subitem 13. Não serão aceitos como inspeção de segurança inicial exames internos.5. 13. armazenamento e montagem no local definitivo.Legislação e Normalização 13. – trocadores de calor com espelho soldado ao casco.3 desta NR. 13. certificado em conformidade com as prescrições do Anexo II. Estes exames são importantes e necessários porém não constituem a Inspeção de Segurança Inicial uma vez que.2 Vasos com enchimento interno ou com catalisador podem ter a periodicidade de exame interno ou de teste hidrostático ampliada. Os prazos estabelecidos na alínea “b” são aplicáveis a empresas que possuam Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos. A Inspeção de Segurança Inicial só poderá ser realizada quando o vaso de pressão já estiver instalado em seu local definitivo. seus componentes podem sofrer avarias durante o transporte.1 Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial.

Legislação e Normalização São exemplos de enchimento interno de vasos de pressão (Fig. o teste pneumático pode ser executado. – aparas de aço. – enchimentos orientados. O detalhamento dos exames internos e externos deverá respeitar normas de caráter voluntário internacionalmente reconhecidos. o teste hidrostático pode ser substituído por outra técnica de ensaio não-destrutivo ou inspeção que permita obter segurança equivalente. A decisão pela substituição do teste hidrostático por outras técnicas deverá fazer parte do relatório de inspeção de segurança correspondente. cladeados. Figura 53 Não deverão ser considerados como enchimento interno acessórios desmontáveis.54): – argila.3. 53 desde que supervisionado pelo Profissional Habilitado. – ensaio com líquido penetrante.7 Quando não houver outra alternativa. .2. 13. 13. Razões econômicas não deverão ser consideradas como restrições ao teste hidrostático.3. raramente estão sujeitos a deterioração severa.4 Quando for tecnicamente inviável e mediante anotação no Registro de Segurança pelo Profissional Habilitado. – ensaio com partículas magnéticas. A inspeção interna freqüente e o teste hidrostático poderão provocar fenômenos que comprometam sua vida útil. sendo os testes subsequentes substituídos por técnicas alternativas.10. c) impossibilidade técnica de purga e secagem do sistema. e) influência prejudicial do teste sobre defeitos subcríticos. 13. etc.3 Vasos com revestimento interno higroscópico. “linning”.6 Vasos com temperatura de operação inferior a 0ºC e que operem em condições nas quais a experiência mostra que não ocorre deterioração. – distribuidores.10. vasos criogênicos. por tratar-se de atividade de alto risco. As razões técnicas que inviabilizam o teste hidrostático citadas nesse item são as mais freqüentes. valor este compatível com o previsto em outras legislações internacionais.10. – revestimentos higroscópicos (refratários). Em contrapartida. – anéis de “Raschig”.10.1. d) existência de revestimento interno. 13. – demister. b) efeito prejudicial do fluido de teste a elementos internos do vaso. 53 e Fig. citado no subitem 13.1. e cercado de cuidados especiais. São exemplos de revestimento interno que usualmente inviabilizam o teste hidrostático: – revestimentos vitrificados.10. citado no subitem 13. – carvão ativado. devidamente assinado pelo Profissional Habilitado. Poderão existir outras razões que inviabilizem o teste hidrostático além das citadas. Os vasos de pressão que operam abaixo de 0ºC. sendo obrigatório exame interno a cada 20 (vinte) anos e exame externo a cada 2 (dois) anos.3. 13.2. Desta forma a NR-13 não prevê a obrigatoriedade da execução do teste hidrostático e estabelece prazos para inspeção interna de até 20 (vinte) anos. São exemplos destas técnicas: – ensaio ultra-sônico.3. não são considerados razões técnicas que inviabilizam o teste hidrostático a existência de revestimentos pintados. ficam dispensados do teste hidrostático periódico. – ensaio radiográfico. devem ser testados hidrostaticamente antes da aplicação do mesmo. Um exemplo típico de revestimento interno higroscópico é o revestimento refratário. tais como: – bandejas.5 Considera-se como razões técnicas que inviabilizam o teste hidrostático: a) resistência estrutural da fundação ou da sustentação do vaso incompatível com o peso da água que seria usada no teste. O responsável pela definição das técnicas de inspeção que proporcionem segurança equivalente ao teste hidrostático é o Profissional Habilitado.3. – ensaio de estanqueidade.

Firmas especializadas podem ser utilizadas desde que sejam inscritas no CREA e possuam Profissionais Habilitados. Prazos menores deverão ser estabelecidos quando o histórico operacional das mesmas revele problemas em prazos menores do que os previstos para exame interno periódico do vaso.10. assinatura e número do registro no conselho profissional do Profissional Habilitado. através de dispositivos hidráulicos. e) tipo de inspeção executada.4 As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser desmontadas. Figura 55 Caso os detalhes construtivos da válvula de segurança e da unidade permitam. b) fluidos de serviços e categoria do vaso de pressão. O Profissional Habilitado pode contar com a participação de inspetores e de técnicos de inspeção para inspeções de segurança. capazes de alterar sua condição de segurança. Os prazos estabelecidos nesse subitem para inspeção e manutenção das válvulas de segurança são máximos.10. j) data prevista para a próxima inspeção. como no caso de vasos criogênicos. h) conclusões. periódica ou extraordinária. A data de conclusão do relatório técnico não deve ser considerada como data de término da inspeção.10. Esse subitem refere-se a todos os tipos de inspeção de segurança. Desta maneira. conforme citado no Anexo II. etc. 55). que passa a fazer parte da sua documentação. g) resultado das inspeções e intervenções executadas. ou por Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos. inspecionadas e recalibradas por ocasião do exame interno periódico. com o vaso de pressão em operação.6 A inspeção de segurança deve ser realizada por Profissional Habilitado. 13. b) quando o vaso for submetido a reparo ou alterações importantes. 13. . f) descrição dos exames e teste executados. Da mesma forma.10. Os serviços previstos nesse item poderão ser realizados através da remoção da válvula e deslocamento para oficina ou no próprio local de instalação (Fig. conforme a necessidade e a critério do Profissional Habilitado. citado no subitem 13.2.Legislação e Normalização 13. filtro.1.1. coluna de destilação. poderá ser verificada a pressão de abertura. citado no subitem 13. prazos menores para inspeção das válvulas de segurança deverão ser estabelecidos. 13. d) data de início e término da inspeção.2. 54 c) antes do vaso ser recolocado em funcionamento.5 A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes oportunidades: a) sempre que o vaso for danificado por acidente ou outra ocorrência que comprometa sua segurança. d) quando houver alteração de local de instalação do vaso.7 Após a inspeção do vaso deve ser emitido Relatório de Inspeção. i) recomendações e providências necessárias. c) tipo do vaso de pressão. Entende-se que o término da inspeção ocorre quando o vaso de pressão é liberado para retornar à operação. esfera de armazenamento. São exemplos de tipo de vaso de pressão a informação se o mesmo é um reator.8 O “Relatório de Inspeção” deve conter no mínimo: a) identificação do vaso de pressão. 13. a inspeção das válvulas de segurança poderá ocorrer em datas defasadas do exame interno periódico. quando permanecer inativo por mais de 12 (doze) meses. k) nome legível. e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção. A inspeção de segurança extraordinária pode abranger todo o vaso de pressão ou parte do mesmo. quando os prazos para exame interno forem muito dilatados.10. inicial.

1. que contemplem totalmente as disciplinas e carga horária previstas neste Anexo. Descrição do processo 5.2.5. onde aplicável. Pressão manométrica. Pressão interna de um vaso 1. Bombas 2.1.3.1. OPERAÇÃO DA UNIDADE Carga horária: estabelecida de acordo com a complexidade da unidade ANEXO I-B CURRÍCULO MÍNIMO PARA TREINAMENTO DE SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE UNIDADES DE PROCESSO 1.2.Legislação e Normalização Um exemplo da alínea “h” seria: “Em função das inspeções e manutenções executadas o vaso de pressão poderá ser recolocado em operação.2.4.2.10. Fornos 2.8.4. Compressores 2.7.1.3. Calor e Temperatura 1. Vapor saturado e vapor superaquecido 2.2. Descarte de produtos químicos e preservação do meio ambiente 5. pressão relativa e pressão absoluta 1.4.2. Pressão 1. . podendo ser acrescido de outras disciplinas. NOÇÕES DE GRANDEZAS FÍSICAS E UNIDADES Carga horária: 04 horas 5. ou ter a carga horária das disciplinas estendidas em função das particularidades de cada estabelecimento. Modos de transferência de calor 1.5. Avaliação e controle de riscos inerentes ao processo 5. Turbinas e ejetores 2. O currículo é aplicável ao treinamento de operadores de unidades de processo que contenham vasos de pressão de categorias “I” ou “II”.1. vasos.9 Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações dos dados da placa de identificação.4 alínea “a”.1. LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO Carga horária: 04 horas O currículo apresentado é mínimo. – alterar o valor da PMTA e fazer os ajustes necessários dos dispositivos de segurança. Transferência de calor a temperatura constante 1. 1.2.2. a mesma deve ser atualizada.1. o que é temperatura 1.2. Noções gerais: o que é calor. Tubulação. Unidades de pressão 7. Procedimentos de emergência 5. Caldeiras 3. Prevenção contra deterioração. mantendo um mínimo de 4 horas por item. 13. seja emitido o certificado previsto no subitem 13.6.2.1. Pressão atmosférica 1. Considera-se que os cursos de formação de operadores existentes nas empresas.1. válvulas e acessórios 2. Trocadores de calor 2. Torres. EQUIPAMENTOS DE PROCESSO Carga horária: estabelecida de acordo com a complexidade da unidade. – adequar a pintura das linhas de ar comprimido a NR-26.5. Partida e parada 5. explosão e outros riscos 6. tanques e reatores 2. INSTRUMENTAÇÃO Carga horária: 08 horas 5.6.55 valentes ao Treinamento de Segurança na Operação de Unidades de Processo desde que.8. podem ser equi.3. PRIMEIROS SOCORROS Carga horária: 08 horas 1.4. Calor específico e calor sensível 1. – substituir a conexão do cabo de aterramento. 2. ELETRICIDADE Carga horária: 04 horas 4. devendo ser submetido a nova inspeção de segurança periódica na data __/__/__” Um exemplo da alínea “i” seria: “Durante a próxima campanha deste vaso de pressão deverão ser tomadas as seguintes providências”: – melhorar a fixação da placa de identificação.3.

e) existência de condições para manutenção de arquivo técnico atualizado. incluindo: – permutadores de calor. e 13. com dedicação exclusiva de inspeção. 56 e Fig. evaporadores e similares (Fig.V” seja superior a 8 (oito) onde “P” é a máxima pressão de operação em kPa e “V” o seu volume geométrico interno em m3.1. b) mão de obra contratada para ensaios não-destrutivos certificada segundo regulamentação vigente e para outros serviços de caráter eventual.3. desta NR.5. c) serviço de inspeção de equipamentos proposto possuir um responsável pelo seu gerenciamento formalmente designado para esta função. qualificação e treinamento compatíveis com a atividade proposta de preservação da segurança. 56 g) existência de aparelhagem condizente com a execução das atividades propostas. estabelecidos nos subitens 13. devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia. f) existência de procedimentos escritos para as principais atividades executadas. Para o caso específico de plataformas de produção e exploração de Petróleo e navios o serviço próprio de inspeção de equipamentos poderá ser instalado “em terra”. conforme definido no subitem 13. ou equivalente. Figura 56 Figura 57-58 . O assunto é objeto de regulamentação complementar expedida pelo INMETRO. departamento.Legislação e Normalização ANEXO II REQUISITOS PARA CERTIFICAÇÃO DE “SERVIÇO PRÓPRIO DE INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS” Antes de colocar em prática os períodos especiais entre inspeções. que verificarão o atendimento aos seguintes requisitos mínimos expressos nas alíneas “a” a “g”.10. Esta certificação pode ser cancelada sempre que for constatado o não atendimento a qualquer destes requisitos: a) existência de pessoal próprio da emprea onde estão instalados caldeira ou vaso de pressão. selecionada e avaliada segundo critérios semelhantes ao utilizado para a mão de obra própria. os “Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos” da empresa. ANEXO III 1. seção. d) existência pelo menos um “Profissional Habilitado”. 57). assim como mecanismos para distribuição de informações quando requeridas.4. com formação. Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) diretamente ou mediante “Organismos de Certificação” por ele credenciados. avaliação de integridade e vida residual.2. Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos a) qualquer vaso cujo produto “P. divisão. necessário ao atendimento desta NR. organizados na forma de setor.

Figura 59 Figura 60 Figura 63 Figura 61 b) vasos que contenham fluido da classe “A”. desta NR (Fig. 60 e Fig. 63 e Fig. – autoclaves e caldeiras de fluido térmico que não o vaporizem (Fig.1. vasos destinados ao transporte de produtos. reservatórios portáteis de fluido comprimido e extintores de incêndio (Fig. – vasos de pressão encamisados. 59. especificados no Anexo IV. nem do item 13. 62). 57 Figura 62 Figura 64-71 . 61). Fig. 64). independente das dimensões e do produto “P. 58). incluindo refervedores e reatores.V” (Fig. Esta NR não se aplica aos seguintes equipamentos a) cilindros transportáveis. 2.Legislação e Normalização – vasos de pressão ou partes sujeitas a chama direta que não estejam dentro do escopo de outras NRs.

Esta NR não se aplica a vasos intimamente ligados a equipamentos rotativos ou alternativos pois entende-se que além dos esforços de pressão. cilindros pneumáticos e hidráulicos e que não possam ser caracterizados como equipamentos independentes (Fig.70). – volutas de bombas. conforme especificado no Anexo IV. compressores. corrosão fadiga etc. 67). tais como bombas. Exemplos desta situação: – pulmões de ar comprido que suportam pequenos compressores alternativos (Fig. Vasos de pressão instalados em pacotes com objetivo único de redução de espaço físico ou facilidade de instalação. 65). “C” e “D”. e) serpentinas para troca térmica. 66 e Fig. “manifold” etc de vapor ou outros fluidos. geradores. Considerando-se a categoria mais crítica entre o casco e o cabeçote (carretel). f) tanques e recipientes para armazenamento e estocagem de fluidos não enquadrados em normas e códigos de projeto relativos a vasos de pressão (Fig. Figura 68-69 Figura 65 d) dutos e tubulações para condução de fluido (Fig.69). Figura 66 58 Figura 67 g) vasos com diâmetro interno inferior a 150 (cento e cinqüenta) mm para fluidos da classe “B”. – cilindros hidráulicos. estes equipamentos estão sujeitos a esforços dinâmicos que poderão provocar fadiga. não são considerados como integrantes de máquinas e portanto estão sujeitos aos requisitos da NR-13 quando o P. motores. – carcaças de bombas e compressores. São exemplos desta situação: – cárter de motores a combustão. 2.Legislação e Normalização b) os destinados à ocupação humana. por exemplo “header”. c) câmara de combustão ou vasos que façam parte integrante de máquinas rotativas ou alternativas. turbinas. Lançadores ou recebedores de “PIG” não devem ser considerados como vasos de pressão (Fig. Entende-se que tais vasos sejam cobertos por normas específicas mais rigorosas que a NR-13. 68). .V > 8. Considerando-se o casco como um vaso de pressão e o cabeçote como outro vaso de pressão. Coletores. Trocadores de calor poderão ter sua categoria estabelecida de duas formas diferentes: 1.

deverão ser enquadrados no anexo III. letra f da NR-13 (Fig. 78. não relativos a vasos de pressão.77). Fig. – Cilindros rotativos pressurizados (Fig. quando fabricados segundo normas e códigos de projeto específicos. tais como oxigênio.. Recipientes criogênicos para estocagem de gases liqüefeitos derivados do ar. 80) 59 Figura 73 Figura 78 . 79 e Fig. dioxido de carbono etc. 75. Figura 75 Figura 76 Figura 72 Figura 77 Outros exemplos (Fig. nitrogênio.Legislação e Normalização – filtros. Fig. Figura 70-74 – trocadores de calor para resfriamento de água ou óleo de máquinas rotativas (Fig.74).72 e Fig. 76 e Fig.73). – amortecedores de pulsação de compressores e de bombas (Fig. item 2.71).

V < 1 1. Para efeito desta NR os vasos de pressão são classificados em categorias segundo o tipo de fluido e o potencial de risco. 60 – Combustível com temperatura superior ou igual a 200ºC.V < 30 E PV ³ 2. Classe “B”: – Fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200ºC. 1.3. inflamabilidade e concentração. 1.1. conforme segue: GRUPO 1 – P. – categoria V – para outros fluidos. “B” ou “C”.2. – Acetileno. . gases asfixiantes simples ou ar comprimido.V < 2. com temperatura superior a 50ºC. Vasos de pressão que operem sob a condição de vácuo deverão enquadrar-se nas seguintes categorias: – categoria I – para fluidos inflamáveis. Os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados conforme descrito a seguir: – Classe “A”: – Fluidos inflamáveis.V < 100 E PV ³ 30 Figura 80 GRUPO 3 – P.1.Legislação e Normalização – Hidrogênio.V”. 1.1.5 E PV ³ 1 GRUPO 5 – P. Quando se tratar de mistura.V ³ 100 GRUPO 2 – P.2 Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em função do produto “P. deverá ser considerado para fins de classificação o fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores e instalações considerando-se sua toxicidade. A tabela a seguir classifica os vasos de pressão em categorias de acordo com os grupos de potencial de risco e a classe de fluido contido.5 ANEXO IV CLASSIFICAÇÃO DE VASOS DE PRESSÃO 1. – Fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 ppm. Classe “D”: – Água ou outros fluidos não enquadrados nas classes “A”. onde “P” é a pressão máxima de operação em MPa e “V” o seu volume geométrico interno em m3. Figura 79 Classe “C”: – Vapor de água. 1. – Fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm.1. GRUPO 4 – P.

Por exemplo.V < 2.V ≥ 100 P. Os valores de pressão máxima de operação a serem utilizados para cálculo do produto “P. ou das características funcionais do equipamento. inflamabilidade e concentração. Para cálculo do produto “P. considerando-se: toxicidade.V” a pressão deve estar em kPa.V ≥ 30 P. b) Considerar 1 MPa correspondendo à 10. A toxicidade dos fluidos deve atender ao previsto nas NR. se um gás for asfixiante simples (fluido classe C) e inflamável (fluido classe A) deverá ser considerado como inflamável.V ≥ 2. com temperatura superior a 50ºC. instalações e meio ambiente desde que sua concentração na mistura seja significativa.5 5 P. das recomendações do fabricante do vaso de pressão. I I II III III I II III IV IV • • • • I II III IV V II III IV V V Notas: a) Considerar Volume em m3 e Pressão em MPa. Os vasos cujo produto “P. Todo vaso de pressão cujo produto “P.Legislação e Normalização CLASSE DE 1 GRUPO DE POTENCIAL DE RISCO 2 P.V. Para efeito de classificação. Sempre deverá ser considerada a condição mais crítica. Quando um vaso de pressão contiver uma mistura de fluido. < 30 4 P.V < 1 FLUIDO P. A temperatura a ser utilizada para classificação é a de operação do vaso de pressão. o fluido que apresente maior risco aos trabalhadores.V” seja maior que 8 (oito) é enquadrado na NR13.5 CATEGORIAS P.V ≥ 1 • • • • • • • “A” Líquidos inflamáveis Combustível com temperatura igual ou superior a 200ºC Tóxico com limite de tolerância ≤ 20 ppm Hidrogênio Acetileno “B” Combustível com temperatura menor que 200ºC Tóxico com limite de tolerância > 20 ppm “C” Vapor de água Gases asfixiantes simples Ar comprimido “D” Água ou outros fluidos não enquadrados nas classes “A”.V < 100 3 P. os valores de pressão máxima de operação poderão ser obtidos a partir dos dados de engenharia de processo. porém cujo fluido não se enquadre nas classes definidas no Anexo IV. A classificação dos fluidos em inflamáveis e combustíveis deve atender às prescrições da NR-20. a critério do estabelecimento. deverão ser utilizados valores aceitos internacionalmente. Água abaixo de 50ºC e outros fuidos que não se 61 enquadrem nas classes listadas neste anexo deverão ser enquadrados como Classe “D”. Caso seja significativo poderão ser descontados do volume geométrico interno do vaso de pressão o volume ocupado por internos não porosos. deverão ter sua categoria atribuída em função do histórico operacional e do risco oferecido aos trabalhadores e instalações. deverá ser considerado para fins de classificação. “B” ou “C”.V” na tabela do Anexo IV deverão estar em Megapascal (Mpa).V” seja superior a 8 (oito). . Caso os limites de tolerância para o fluido ou mistura não estejam contemplados.197 kgf/cm2.

Legislação e Normalização Exemplos de classificação de vasos de pressão: Anotações 1º caso Equipamento: Fracionadora de Etileno Temperatura de operação: – 30°C Volume geométrico: 785 m3 Pressão de Operação: 20.58 kPa 0.90 = 0.V > 100) Com P. 010197 P.19 P.V = 2.V = 1. 010197 Máxima Pressão de Operação: 490. vamos à tabela do Anexo IV e tiramos que o Vaso é Categoria I.290 m3 = 0.4 kgf/cm2 Para transformar para kPa ® 20.4 kgf/cm2 Produto: Etileno a) Para verificar se o vaso se enquadra na NR-13 Máxima Pressão de Operação = 20.V > 8.00058 MPa x 785 m3 = 1570.461.90 P.0 kgf/cm2 Produto: Óleo Lubrificante a) Para verificar se o vaso se enquadra na NR-13 Máxima Pressão de Operação: 5.0 kgf/cm2 Para transformar para kPa ® 50.142. V >> 8. 4 = 2000. 2º caso Equipamento: Filtro de Óleo Lubrificante Temperatura de Operação: 40ºC Volume geométrico: 290 litros Pressão Máxima de Operação: 5.49034 MPa x 0. portanto o vaso se enquadra na NR-13 b) Para determinar a categoria do vaso Produto Etileno = fluido inflamável = fluido classe “A” P.V ³ 100 e fluido classe “A”.V = 490. portanto se enquadra na NR-13 b) Para determinar a categoria do vaso Produto = óleo lubrificante = fluido “Classe B” P. portanto grupo de potencial de risco = 5 e fluido classe “B” Entrando na tabela do. 0 0.290 m3 Produto P. Anexo IV determinamos que o vaso é categoria IV.V = 2000. 62 .34 kPa x 0.58 (kPa) x 785 (m3) P.290 m3 = 142.34 kPa Volume geométrico: 2.V = 0.570.45 (portanto P.

Legislação e Normalização 63 .

pelo respeito ao meio ambiente. legalidade. a lealdade. o zelo. desde que as atividades deles não prejudiquem a imagem ou os interesses da Companhia. as decisões são pautadas no resultado do julgamento. o respeito. que é traduzido pela valorização de seus empregados enquanto seres humanos. sem descuidar da busca do bem comum. considerando a justiça. visando a uma relação de respeito e transparência com seus empregados e a sociedade. competência e honestidade. Na Petrobras. Governo e demais segmentos da sociedade. a dignidade. acionistas. fornecedores.Legislação e Normalização Principios Éticos da Petrobras A honestidade. concorrentes. parceiros. 64 . a eficácia e a consciência dos princípios éticos são os valores maiores que orientam a relação da Petrobras com seus empregados. clientes. o decoro. pela observância às normas de segurança e por sua contribuição ao desenvolvimento nacional. A atuação da Companhia busca atingir níveis crescentes de competitividade e lucratividade. As informações veiculadas interna ou externamente pela Companhia devem ser verdadeiras. A Petrobras considera que a vida particular dos empregados é um assunto pessoal.

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