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2.ª edição












versão 4.1 – 24 de Julho de 2009




pág. 2
ÍNDICE GERAL
PREÂMBULO LINGUÍSTICO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 10
1.1 DEFINIÇÕES ............................................................................................................ 10
1.2 ACRÓNIMOS E SIGLAS ........................................................................................... 17
1.3 ORGANIZAÇÃO DO MANUAL ITED ........................................................................ 20
2 REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS .................................................................................. 22
2.1 ÂMBITO DE APLICAÇÃO ......................................................................................... 22
2.2 CONTEXTO NORMATIVO ....................................................................................... 22
2.3 INFRA-ESTRUTURAS GENÉRICAS ........................................................................ 24
2.3.1 CARACTERIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE CABLAGEM ........................................................24
2.3.1.1 PAR DE COBRE ........................................................................................................................ 24
2.3.1.2 CABO COAXIAL ........................................................................................................................ 25
2.3.1.3 FIBRA ÓPTICA .......................................................................................................................... 25
2.3.2 ARQUITECTURA FUNCIONAL ...............................................................................................26
2.3.3 ACOMODAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E DISPOSITIVOS ....................................................27
2.3.4 ACOMODAÇÃO DE CABOS DE TELECOMUNICAÇÕES .....................................................27
2.4 CARACTERIZAÇÃO DOS TIPOS DE EDIFÍCIOS .................................................... 30
2.4.1 RESIDENCIAIS........................................................................................................................30
2.4.2 ESCRITÓRIOS ........................................................................................................................30
2.4.3 COMERCIAIS ..........................................................................................................................30
2.4.4 INDUSTRIAIS ..........................................................................................................................30
2.4.5 EDIFÍCIOS ESPECIAIS ...........................................................................................................31
2.4.5.1 HISTÓRICOS ............................................................................................................................. 31
2.4.5.2 ARMAZÉNS ............................................................................................................................... 31
2.4.5.3 ESTACIONAMENTOS ............................................................................................................... 31
2.4.5.4 ESCOLARES ............................................................................................................................. 31
2.4.5.5 HOSPITALARES ........................................................................................................................ 31
2.4.5.6 LARES DE IDOSOS .................................................................................................................. 31
2.4.5.7 ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS ............................................................................ 31
2.4.5.8 HOTELARIA ............................................................................................................................... 31
2.4.5.9 RESTAURANTES ...................................................................................................................... 32
2.4.5.10 CENTROS COMERCIAIS .......................................................................................................... 32
2.4.5.11 GARES DE TRANSPORTE ....................................................................................................... 32
2.4.5.12 DESPORTIVOS E DE LAZER ................................................................................................... 32
2.4.5.13 MUSEOLOGIA E DIVULGAÇÃO ............................................................................................... 32
2.4.5.14 BIBLIOTECAS E ARQUIVOS .................................................................................................... 32
2.4.5.15 OUTROS .................................................................................................................................... 32
2.4.6 MISTOS ...................................................................................................................................32
2.5 CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DE MATERIAIS, EQUIPAMENTOS E LIGAÇÕES33
2.5.1 CABLAGEM .............................................................................................................................33
2.5.1.1 CABOS DE PAR DE COBRE ..................................................................................................... 33
2.5.1.1.1 CORDÃO (PATCH CORD) .................................................................................................................. 35
2.5.1.1.2 CONECTORES ................................................................................................................................... 36
2.5.1.1.3 CONECTORIZAÇÃO........................................................................................................................... 37
2.5.1.1.4 CLASSES E CATEGORIAS DOS PARES DE COBRE ....................................................................... 37
2.5.1.1.5 DEFINIÇÕES ...................................................................................................................................... 38
2.5.1.2 CABOS COAXIAIS ..................................................................................................................... 42
2.5.1.2.1 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS MÍNIMAS ........................................................................................ 42
2.5.1.3 DISPOSITIVOS DE REDES COAXIAIS ..................................................................................... 45
2.5.1.3.1 CABEÇA DE REDE ............................................................................................................................. 45
2.5.1.3.2 PRÉ-AMPLIFICADOR ......................................................................................................................... 49
2.5.1.3.3 AMPLIFICADOR ................................................................................................................................. 49
2.5.1.3.4 AMPLIFICADOR DE BANDA LARGA SELECTIVO ............................................................................. 50
2.5.1.3.5 AMPLIFICADOR MONOCANAL .......................................................................................................... 51
2.5.1.3.6 AMPLIFICAÇÃO DE LINHA INTERIOR ............................................................................................... 51
2.5.1.3.7 PROCESSADOR ................................................................................................................................ 52
2.5.1.3.8 CONVERSOR ..................................................................................................................................... 52
2.5.1.3.9 MODULADOR ..................................................................................................................................... 52
2.5.1.3.10 REPARTIDOR SIMÉTRICO DE INTERIOR ......................................................................................... 53
2.5.1.3.11 REPARTIDOR ASSIMÉTRICO DE INTERIOR .................................................................................... 54
2.5.1.3.12 DERIVADOR DE INTERIOR ............................................................................................................... 54
pág. 3
2.5.1.3.13 COMUTADOR (MULTISWITCH) ......................................................................................................... 55
2.5.1.3.14 TOMADA COAXIAL DE TELECOMUNICAÇÕES ................................................................................ 56
2.5.1.3.15 CONECTORES ................................................................................................................................... 57
2.5.1.3.16 OUTROS TIPOS DE CONECTORES E LIGAÇÕES ........................................................................... 58
2.5.1.3.17 CARGA TERMINAL ............................................................................................................................ 59
2.5.1.4 CABOS DE FIBRA ÓPTICA ....................................................................................................... 59
2.5.1.4.1 ESTRUTURAS DE CABOS ................................................................................................................. 59
2.5.1.4.2 TIPOS DE CABOS .............................................................................................................................. 60
2.5.1.4.3 CABOS MONOMODO - OS1 E OS2 ................................................................................................... 64
2.5.1.5 CABOS MISTOS OU HÍBRIDOS ............................................................................................... 64
2.5.2 TUBAGEM ...............................................................................................................................64
2.5.2.1 CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS SOBRE MATERIAIS CONSTITUINTES DA TUBAGEM ........... 64
2.5.2.2 TUBOS ....................................................................................................................................... 65
2.5.2.3 CALHAS ..................................................................................................................................... 67
2.5.2.4 CAMINHOS DE CABOS ............................................................................................................ 70
2.5.2.5 CAIXAS ...................................................................................................................................... 71
2.5.2.6 DISPOSITIVOS DE FECHO ...................................................................................................... 74
2.5.3 ARMÁRIOS E ESPAÇOS DE ALOJAMENTO DE EQUIPAMENTOS ....................................74
2.5.3.1 ZONAS TÉCNICAS DE INSTALAÇÃO DE TELECOMUNICAÇÕES ......................................... 74
2.5.3.2 ARMÁRIOS ................................................................................................................................ 75
2.5.3.2.1 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES DE EDIFÍCIO – ATE .............................................................. 75
2.5.3.2.2 REPARTIDORES GERAIS .................................................................................................................. 79
2.5.3.2.3 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL – ATI ................................................................. 83
2.5.3.2.4 CAIXA DE ENTRADA DE MORADIA UNIFAMILIAR – CEMU ............................................................. 85
2.5.3.2.5 BASTIDORES DE CABLAGEM ESTRUTURADA ............................................................................... 86
2.5.3.2.6 SALAS TÉCNICAS .............................................................................................................................. 89
2.5.3.2.7 DISPOSITIVOS DE TRANSIÇÃO, REPARTIÇÃO, TERMINAIS E DE PROTECÇÃO ......................... 91
2.5.4 ANTENAS DE MATV E EMISSORES NACIONAIS ................................................................91
2.6 FRONTEIRAS DAS ITED ......................................................................................... 92
3 CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE ............................................... 93
3.1 MECÂNICAS (M) ...................................................................................................... 94
3.2 INGRESSO OU PENETRAÇÃO (I) ........................................................................... 94
3.3 CLIMÁTICAS E QUÍMICAS (C) ................................................................................. 95
3.4 ELECTROMAGNÉTICAS (E) .................................................................................... 96
3.5 CLASSES AMBIENTAIS ........................................................................................... 96
4 REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO .......................................................................... 97
4.1 ELABORAÇÃO DO PROJECTO ITED ...................................................................... 97
4.1.1 DADOS E REQUISITOS FUNCIONAIS ..................................................................................98
4.1.2 CONDICIONANTES ................................................................................................................99
4.1.2.1 EXEQUIBILIDADE ..................................................................................................................... 99
4.1.2.2 AMBIENTE ............................................................................................................................... 100
4.1.2.3 CUSTO..................................................................................................................................... 100
4.1.3 REGRAS ................................................................................................................................100
4.1.4 MÉTODO ...............................................................................................................................100
4.1.5 FASES DO PROJECTO ........................................................................................................100
4.2 PROJECTO DAS REDES DE TUBAGEM ............................................................... 101
4.2.1 REGRAS GERAIS .................................................................................................................101
4.2.2 DIMENSIONAMENTO DOS ELEMENTOS DA REDE DE TUBAGENS ...............................105
4.2.2.1 TUBOS E CALHAS .................................................................................................................. 106
4.2.2.2 CAMINHOS DE CABOS .......................................................................................................... 109
4.2.2.3 CAIXAS .................................................................................................................................... 109
4.2.2.4 BASTIDORES .......................................................................................................................... 109
4.2.2.5 SALAS TÉCNICAS .................................................................................................................. 110
4.2.2.6 DIMENSIONAMENTO DAS LIGAÇÕES ÀS CVM ................................................................... 110
4.3 PROJECTO DAS REDES DE CABLAGENS .......................................................... 111
4.3.1 REDES DE PARES DE COBRE ...........................................................................................112
4.3.1.1 REDES COLECTIVAS DE PARES DE COBRE ...................................................................... 113
4.3.1.2 REDES INDIVIDUAIS DE PARES DE COBRE ........................................................................ 114
4.3.2 REDES DE CABOS COAXIAIS .............................................................................................115
4.3.2.1 REDES COLECTIVAS DE CABOS COAXIAIS ........................................................................ 115
4.3.2.1.1 PROJECTO DE CATV ...................................................................................................................... 115
4.3.2.1.2 PROJECTO DE MATV – SISTEMAS DIGITAIS E ANALÓGICOS ..................................................... 116
4.3.2.2 REDES INDIVIDUAIS DE CABOS COAXIAIS ......................................................................... 121
pág. 4
4.3.3 REDES DE FIBRA ÓPTICA ..................................................................................................122
4.3.3.1 REDE COLECTIVA .................................................................................................................. 122
4.4 DOCUMENTAÇÃO GERAL DO PROJECTO .......................................................... 126
4.5 ASPECTOS ADMINISTRATIVOS ........................................................................... 127
4.6 PROCEDIMENTO DE ALTERAÇÃO DE PROJECTO ............................................ 127
5 TELECOMUNICAÇÕES EM ASCENSORES ................................................................. 129
6 ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS CONSTRUÍDOS À FIBRA ÓPTICA ............................. 130
6.1 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS - ITED ............................................ 130
6.2 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS - RITA ............................................ 133
6.3 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS PRÉ-RITA ...................................... 135
6.4 INSTALAÇÃO DAS ALTERAÇÕES ........................................................................ 135
7 REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO .................................................................... 137
7.1 INSTALAÇÃO DE REDES DE TUBAGEM .............................................................. 137
7.1.1 DEFINIÇÕES ESPECÍFICAS DE CARACTERÍSTICAS DE TUBOS ...................................137
7.1.2 INSTALAÇÃO DOS ELEMENTOS DA REDE DE TUBAGENS ............................................140
7.1.2.1 INSTALAÇÃO DE CONDUTAS ............................................................................................... 140
7.1.2.2 INSTALAÇÃO DE CAIXAS ...................................................................................................... 142
7.1.2.3 INSTALAÇÃO DE CAMINHOS DE CABOS ............................................................................. 143
7.1.2.4 INSTALAÇÃO DE ARMÁRIOS E BASTIDORES ..................................................................... 143
7.1.2.5 INSTALAÇÃO DE SALAS TÉCNICAS ..................................................................................... 143
7.1.3 ENFIAMENTO DE CABOS ....................................................................................................143
7.1.3.1 MARCAÇÃO ............................................................................................................................ 144
7.2 INSTALAÇÃO DAS CABEÇAS DE REDE DE MATV/SMATV ................................. 144
7.3 INSTALAÇÃO DE REDES DE CABOS ................................................................... 144
7.4 INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS ............................................................................ 145
7.5 DOCUMENTAÇÃO ................................................................................................. 145
8 EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS ........................................................................................... 146
8.1 ZONA DE ACESSO PRIVILEGIADO – ZAP ........................................................... 147
9 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS ...................................................................................... 148
9.1 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS COM ZONAS COLECTIVAS ................................. 148
9.2 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS.................................. 149
10 EDIFÍCIOS COMERCIAIS .............................................................................................. 150
10.1 EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM ZONAS COLECTIVAS ......................................... 150
10.2 EDIFÍCIOS COMERCIAIS SEM ZONAS COLECTIVAS ......................................... 151
11 EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS .............................................................................................. 152
12 EDIFÍCIOS ESPECIAIS .................................................................................................. 153
12.1 HISTÓRICOS ......................................................................................................... 153
12.2 EDIFÍCIOS VÁRIOS ............................................................................................... 153
ARMAZÉNS, ESTACIONAMENTOS, ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS,
RESTAURANTES, GARES DE TRANSPORTE, DESPORTIVOS E DE LAZER,
MUSEOLOGIA E DIVULGAÇÃO ........................................................................................ 153
12.3 ESCOLARES .......................................................................................................... 154
12.4 HOSPITALARES .................................................................................................... 155
12.5 LARES DE IDOSOS E HOTELARIA ....................................................................... 156
12.6 BIBLIOTECAS E ARQUIVOS ................................................................................. 157
13 EDIFÍCIOS MISTOS ....................................................................................................... 158
13.1 EDIFÍCIOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS ....................... 158
13.2 EDIFÍCIOS COM MISTURA DE VÁRIOS TIPOS DE FOGOS NÃO RESIDENCIAIS159
14 ENSAIOS ....................................................................................................................... 160
14.1 ENSAIOS DE REDES DE PARES DE COBRE....................................................... 160
14.2 ENSAIOS EM REDES DE CABOS COAXIAIS ....................................................... 161
pág. 5
14.2.1 REDE DE CATV ................................................................................................................162
14.2.2 REDE DE MATV/SMATV ..................................................................................................163
14.2.3 ENSAIO DA RESISTÊNCIA DE LACETE – REDES COAXIAIS ......................................165
14.3 ENSAIOS EM CABOS DE FIBRAS ÓPTICAS ........................................................ 166
14.3.1 ENSAIOS DE PERDAS TOTAIS .......................................................................................167
14.3.2 ENSAIOS DE REFLECTOMETRIA (OTDR) .....................................................................168
14.4 ENSAIO DA REDE DE TUBAGENS ....................................................................... 169
14.4.1 MEDIDAS MÉTRICAS.......................................................................................................169
14.5 EQUIPAMENTOS DE ENSAIO E MEDIDA ............................................................. 169
14.6 RELATÓRIO DE ENSAIOS DE FUNCIONALIDADE - REF .................................... 171
15 PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA ..................................................................... 172
15.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 172
15.2 IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE TERRAS ...................................................... 172
15.3 ELÉCTRODOS DE TERRA .................................................................................... 173
15.4 CONSIDERAÇÕES PARA A MINIMIZAÇÃO DOS EFEITOS DAS FONTES DE
PERTURBAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA .......................................................................... 176
15.5 SISTEMAS DE TERRAS DE PROTECÇÃO ........................................................... 178
15.5.1 TERRAS DA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA .........................................................................178
15.5.2 LIGAÇÃO À TERRA DE EQUIPAMENTOS DE INFORMAÇÃO ......................................179
15.5.3 LIGAÇÃO À TERRA DOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÃO DAS
INSTALAÇÕES TELEFÓNICAS .........................................................................................................180
15.6 SISTEMA DE TERRAS RECOMENDADO .............................................................. 181
15.6.1 PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS ..............................................182
15.7 ESQUEMA ELÉCTRICO E DE TERRAS ................................................................ 183
16 HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE ............................................................................... 185
16.1 PROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO OU DOENÇA
PROFISSIONAL ................................................................................................................. 185
16.2 MEDIDAS DE PROTECÇÃO .................................................................................. 186
17 DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA ................................. 188
17.1 INTRODUÇÃO: ....................................................................................................... 188
17.1.1 SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO .................................................................................188
17.1.2 SEGURANÇA CONTRA INTRUSÃO ................................................................................189
17.1.3 CONTROLO DE ACESSOS ..............................................................................................190
17.1.4 VIDEOVIGILÂNCIA ...........................................................................................................191
17.1.5 ALARMES TÉCNICOS ......................................................................................................192
17.2 CONFORMIDADE E CERTIFICAÇÃO .................................................................... 192
17.3 INTERLIGAÇÃO COM UM EDIFÍCIO ITED ............................................................ 192
17.4 TRANSMISSÃO À DISTÂNCIA ............................................................................... 193
17.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 193
17.5.1 GESTÃO TÉCNICA ...........................................................................................................193
ANEXO A – GRAUS DE PROTECÇÃO ................................................................................. 195
ANEXO B – PROCEDIMENTO EM CASO DE FALHA NOS ENSAIOS DAS REDES COAXIAIS
196


pág. 6
ÍNDICE DE FIGURAS, TABELAS E FÓRMULAS
Figura 1 – Principais EN aplicáveis ao ITED .................................................................................................23
Tabela 1 – Caracterização das Classes e das Categorias em PC ...............................................................24
Tabela 2 – Distâncias máximas das TCD .....................................................................................................24
Tabela 3 – Caracterização da TCD-C ...........................................................................................................25
Tabela 4 – Classes de ligação da TCD-C .....................................................................................................25
Tabela 5 – Classes de fibra óptica ................................................................................................................25
Figura 2 – Pontos de distribuição ..................................................................................................................26
Figura 3 – Pontos de Distribuição numa moradia unifamiliar ........................................................................27
Figura 4 - Tubagem .......................................................................................................................................28
Tabela 6 – Locais de instalação ....................................................................................................................29
Tabela 7 – Tipos de tubos .............................................................................................................................29
Tabela 8 – Aplicação de tubos ......................................................................................................................30
Tabela 9 - Características eléctricas dos Cabos de Par de Cobre, Cat.6 e Cat.7 ........................................33
Tabela 10 - Características mecânicas dos Cabos de Par de Cobre, Cat.6 e Cat.7 ....................................33
Figura 5 – Cabos de pares de cobre, sólidos e flexíveis ..............................................................................34
Figura 6 – Exemplo de cabo SSTP, Cat. 7 ...................................................................................................35
Figura 7 – Exemplo de cabo UTP, Cat 6 .......................................................................................................35
Figura 8 – Cordão (patch cord) .....................................................................................................................36
Tabela 11 – Compatibilidade retroactiva .......................................................................................................36
Figura 9 – Conector RJ 45 fêmea e conector RJ 45 macho .........................................................................36
Figura 10 – Esquemas de ligações em pares de cobre ................................................................................37
Tabela 12 – Classes dos pares de cobre ......................................................................................................37
Figura 11 – Exemplo de Ponto de Consolidação ..........................................................................................38
Tabela 13 – Ligações permanentes troncais ................................................................................................39
Tabela 14 – Ligações permanentes horizontais ...........................................................................................39
Figura 12 – Configuração de implementação da cablagem horizontal - A ...................................................40
Figura 13 – Configuração de implementação da cablagem horizontal - B ...................................................40
Figura 14 – Configuração de implementação da cablagem horizontal - C ...................................................41
Figura 15 – Configuração de implementação da cablagem horizontal - D ...................................................41
Tabela 15 – Especificações técnicas mínimas dos cabos coaxiais ..............................................................44
Figura 16 – Cabo coaxial...............................................................................................................................45
Figura 17 – Cabo coaxial marcado ...............................................................................................................45
Figura 18 – Esquema funcional de uma cabeça de rede ..............................................................................46
Figura 19 – CR1 e modulação de sinal de videoporteiro ..............................................................................47
Figura 20 - Amplificador de Coluna (Re-amplificação) .................................................................................47
Figura 21 – CR2 ............................................................................................................................................48
Figura 22 - Amplificador de apartamento ......................................................................................................48
Figura 23 – CR3 ............................................................................................................................................49
Tabela 16 – Relação Portadora/Ruído ..........................................................................................................50
Tabela 17 – Relação portadora/interferência ................................................................................................50
Figura 24– Repartidor simétrico de interior ...................................................................................................54
Figura 25– Derivador de interior ....................................................................................................................55
Figura 26 – Comutador matricial (multiswitch) ..............................................................................................56
Figura 27 – Conectores IEC ..........................................................................................................................57
Figura 28 – Acção de compressão ................................................................................................................58
Figura 29 – Conector angular, tipo “F” macho rápido ...................................................................................58
Figura 30 – Conexão associada a outro tipo de dispositivos ........................................................................59
Tabela 18 – Máxima atenuação de inserção admitida numa conexão .........................................................59
Tabela 19 – Perdas por retorno mínimas admitidas numa conexão ............................................................59
Figura 31 – Cabo de fibras ópticas Tight Buffer ............................................................................................60
Figura 32 – Cabo de fibras ópticas para interior ...........................................................................................61
Figura 33 – Cabo de fibras ópticas para conduta .........................................................................................61
Figura 34 – Cabo de fibras ópticas de enterrar .............................................................................................62
Figura 35 – Cabo de fibras ópticas ADSS .....................................................................................................62
Figura 36 – Cabo de fibras ópticas auto-suportado ......................................................................................63
Tabela 20 – Equivalência de Normas de fibra óptica ....................................................................................63
Tabela 21 – Fibra ITU-T G.652 .....................................................................................................................64
Figura 37 – Classificação dos tubos .............................................................................................................65
pág. 7
Figura 38 - Tubos rígidos e curva para tubo rígido, de material isolante e paredes interiores lisas ............66
Figura 39 - Uniões para tubo rígido e abraçadeira para tubo rígido .............................................................67
Figura 40 – Tubo maleável e tubo corrugado, de paredes interiores lisas ...................................................67
Figura 41 - Tubo anelado ..............................................................................................................................67
Tabela 22 – Características técnicas das calhas técnicas ............................................................................68
Figura 42 – Calha e canto de calha ..............................................................................................................69
Figura 43 – Topo e abraçadeira para cabos em calha .................................................................................69
Figura 44 - Derivação em T para calha e calha com derivações ..................................................................69
Figura 45 – Calha com quatro compartimentos e cantoneira de ângulo exterior para protecção de cabos 70
Figura 46 – Coluna e transição com calhas, calha e cantoneira para ângulo exterior .................................70
Tabela 23 – Características técnicas das esteiras ........................................................................................71
Figura 47– Esteira, atravessamento de cabos, corta-fogo para caminho de cabos .....................................71
Tabela 24 – Requisitos mecânicos das caixas das redes colectivas e individuais.......................................72
Tabela 25 - Dimensões mínimas, internas, das caixas para rede individual de tubagens ...........................72
Tabela 26 - Dimensões mínimas, internas, das Caixas para Rede Colectiva de Tubagem .........................73
Figura 48 - Caixa de aparelhagem simples e para paredes ocas amovíveis, ou de gesso cartonado ........73
Figura 49- Encaixe para caixas de aparelhagem e caixa de passagem para cofragens de betão ..............73
Figura 50 - Caixa de passagem para Rede Individual e para montagem de tubos em caixa de passagem74
Figura 51 - Caixa para ATE e CEMU ............................................................................................................74
Tabela 27 – Relação entre as dimensões das caixas a utilizar e o número de fracções .............................76
Figura 52 – Exemplo de compartimentação ou multi-armários ATE.............................................................77
Figura 53 – Exemplos de fundos plásticos dos ATE .....................................................................................78
Figura 54 – Fundos metálicos com malha reticulada e perfurada, com capacidade de aparafusamento ...78
Figura 55 – ATE com os secundários dos Repartidores Gerais ...................................................................79
Figura 56 – Exemplo de esquema de ligação de pares de cobre do primário e secundário do RG-PC,
utilizando um andar de bloco de ligação de categoria 6 ...............................................................................80
Figura 57 – Exemplo de esquema de ligação de pares de cobre do primário e secundário do RG-PC,
utilizando dois andares de blocos de ligação de categoria 6 ........................................................................80
Figura 58– Unidade modular do secundário do RG-PC ...............................................................................81
Figura 59 – Exemplo de unidades modulares em par de cobre, categoria 6 ...............................................81
Figura 60 – Exemplos de cordões de ligação de 1, 2, e 4 pares de cobre ...................................................81
Figura 61 – Esquema de um possível RG-CC a colocar no ATE .................................................................82
Figura 62 – Exemplo de RG-FO ....................................................................................................................83
Figura 63 – Exemplos de caixas tipo para o RG-FO e respectivas interligações .........................................83
Tabela 28 – Dimensões mínimas, internas, da CEMU .................................................................................86
Figura 64 – Exemplo de uma CEMU .............................................................................................................86
Figura 65 – Esquema típico de um bastidor com funções de ATE ...............................................................88
Figura 66- Bastidor de parede e sistema de ventilação ................................................................................88
Figura 67 – Mini-bastidores típicos adaptados às três tecnologias de telecomunicações ...........................89
Tabela 29 - Tipos e dimensões das Salas Técnicas .....................................................................................89
Tabela 30 – Níveis de complexidade dos edifícios .......................................................................................89
Figura 68 - Sala Técnica com Sistema de Caminho de Cabos ....................................................................90
Figura 69 - Tomada óptica para calha e caixa para tomada óptica (55mm de profundidade) .....................91
Figura 70 – Espaço de conciliação do projecto.............................................................................................93
Tabela 31 – Caracterização ambiental para graus de exigência mecânicos ................................................94
Tabela 32 – Caracterização ambiental para graus de exigência mecânicos – elementos de ligação .........94
Tabela 34 – Caracterização ambiental para graus de exigência climáticos .................................................95
Tabela 35 - Caracterização ambiental para graus de exigência electromagnéticos ....................................96
Tabela 36 – Exemplos de Classes Ambientais .............................................................................................96
Tabela 37 – Referência aos capítulos com regras específicas de projecto ..................................................97
Tabela 38 – Separação entre cabos de energia e telecomunicações ........................................................102
Figura 71 – Distâncias dos tubos às laterais das caixas ............................................................................103
Figura 72 – Rede colectiva e individual de tubagem ..................................................................................105
Tabela 39 – Diâmetro externo versus diâmetro interno mínimo .................................................................106
Fórmula 1 – Cálculo do diâmetro interno dos tubos ...................................................................................106
Fórmula 2 – Cálculo da secção útil da calha ...............................................................................................106
Figura 73– Diâmetro da coluna PC em função do número de fogos ..........................................................107
Figura 74 – Diâmetro da coluna CC em função do número de fogos .........................................................107
Figura 75– Diâmetro da coluna FO em função do número de fogos ..........................................................108
pág. 8
Figura 76 – Capacidade das calhas ............................................................................................................108
Figura 77 – Disposição de bastidores .........................................................................................................110
Tabela 40 – Dimensionamento das ligações à CVM ..................................................................................111
Tabela 41 – Redes de cablagem ................................................................................................................112
Figura 78 – Esquema de RG-PC ................................................................................................................113
Figura 79 – Esquema de RG-PC ................................................................................................................114
Figura 80 - Primário do RG-PC com RJ45 e secundário com réguas de interligação................................114
Figura 81 – Exemplo de distribuição de CATV ...........................................................................................116
Tabela 42 – Níveis de sinal de MATV/SMATV............................................................................................118
Figura 82– Escalonamento das antenas ao longo do mastro de fixação ...................................................119
Figura 83 – Orientação SUL das antenas parabólicas ...............................................................................120
Figura 84 – Antenas parabólicas na proximidade de obstáculos................................................................120
Figura 85 - Parte externa dos acopladores .................................................................................................122
Figura 86 - RG-FO .......................................................................................................................................123
Figura 87 - Acomodação de fibras ópticas ..................................................................................................123
Figura 88 – Cabo individual de cliente com duas fibras ..............................................................................124
Figura 89 - Conectores de campo ...............................................................................................................125
Figura 90 - Junta por ligação mecânica e junta por fusão ..........................................................................125
Figura 91 – Esquema de um edifício em FO ...............................................................................................126
Figura 92 – Desdobramento do RG-FO nas caixas do ATE .......................................................................130
Figura 93 – Instalação do RG-FO no ATE superior ....................................................................................131
Figura 94 – Instalação do RG-FO no ATE inferior, desdobramento do primário de 2.º operador ..............131
Figura 95 – Instalação do RG-FO em caixa de entrada de cabos ..............................................................132
Figura 96 – Exemplo de distribuição do sinal num fogo com infra-estrutura ITED .....................................133
Figura 97 – Exemplo de distribuição do sinal num fogo com infra-estrutura RITA .....................................134
Tabela 43 – Referência aos capítulos de dimensionamento ......................................................................137
Figura 98 – Ângulos de dobragem e de curvatura ......................................................................................138
Figura 99 - Inclinação ..................................................................................................................................138
Figura 100 – Raio de curvatura ...................................................................................................................139
Figura 101 – Ângulo de retorno ...................................................................................................................139
Figura 102 – Ovalização e Excentricidade ..................................................................................................139
Figura 103 - Engelhamento .........................................................................................................................140
Figura 104 – Mola de dobragem .................................................................................................................140
Figura 105 – Tubos da PAT ........................................................................................................................141
Figura 106– Acesso subterrâneo ................................................................................................................141
Figura 107 – Identificação das caixas da coluna montante ........................................................................144
Tabela 44 – Redes de cabos a instalar nos edifícios residenciais .............................................................146
Tabela 45 – Rede de tubagens a instalar nos edifícios residenciais ..........................................................146
Figura 108 – Exemplo de uma tomada ZAP ...............................................................................................147
Figura 109 – Utilização de uma tomada ZAP ..............................................................................................147
Tabela 46 – Redes de cabos a instalar em edifícios de escritórios, com zonas colectivas .......................148
Tabela 47 – Rede de tubagens em edifícios de escritórios, com zonas colectivas ....................................148
Tabela 48 – Redes de cabos em edifícios de escritórios, sem zonas colectivas .......................................149
Tabela 49 – Rede de tubagens em edifícios de escritórios, sem zonas colectivas ....................................149
Tabela 50 – Redes de cabos em edifícios comerciais com zonas colectivas ............................................150
Tabela 51 – Rede de tubagens em edifícios comerciais com zonas colectivas .........................................150
Tabela 52 – Redes de cabos de edifícios comerciais sem zonas colectivas .............................................151
Tabela 53 – Rede de tubagens de edifícios comerciais sem zonas colectivas ..........................................151
Tabela 54 – Redes de cabos em edifícios industriais .................................................................................152
Tabela 55 – Rede de tubagens em edifícios industriais .............................................................................152
Tabela 56 – Redes de cabos em edifícios vários .......................................................................................153
Tabela 57 – Rede de tubagens em edifícios vários ....................................................................................153
Tabela 58 – Redes de cabos em edifícios escolares ..................................................................................154
Tabela 59 – Rede de tubagens em edifícios escolares ..............................................................................154
Tabela 60 – Redes de cabos em edifícios hospitalares ..............................................................................155
Tabela 61 – Rede de tubagens em edifícios hospitalares ..........................................................................155
Tabela 62 – Redes de cabos em lares de idosos e hotelaria .....................................................................156
Tabela 63 – Rede de tubagens em lares de idosos e hotelaria ..................................................................156
Tabela 64 – Redes de cabos em bibliotecas e arquivos .............................................................................157
pág. 9
Tabela 65 – Rede de tubagens em bibliotecas e arquivos .........................................................................157
Tabela 66 – Redes de cabos de edifícios mistos com fogos residenciais e não residenciais ....................158
Tabela 67 – Rede de tubagens de edifícios mistos com fogos residenciais e não residenciais ................158
Tabela 68 – Redes de cabos de edifícios mistos com fogos não residenciais ...........................................159
Tabela 69 – Rede de tubagens de edifícios mistos com fogos não residenciais .......................................159
Tabela 70 – Ensaios obrigatórios nas redes PC .........................................................................................160
Figura 110- Exemplo de um ensaio entre um RC-PC e a tomada “Ethernet” da ZAP ...............................161
Tabela 71 – Ensaios obrigatórios nas redes de CATV e MATV/SMATV ....................................................161
Tabela 72 – Ensaios obrigatórios de CATV e MATV/SMATV.....................................................................162
Tabela 73 – Atenuações máximas na rede de CATV, por 100m ................................................................162
Figura 111 – Calibração do sistema de medida ..........................................................................................163
Tabela 74 – Níveis de sinal nas TT das redes de MATV/SMATV ..............................................................164
Tabela 75 – Relação C/N mínima nas redes de MATV/SMATV .................................................................164
Tabela 76– Parâmetros BER.......................................................................................................................165
Tabela 77 – Resistência máxima do lacete.................................................................................................165
Figura 112 – Ensaio da resistência de lacete .............................................................................................166
Tabela 78 – Coeficientes de atenuação ......................................................................................................168
Tabela 79 – Equipamentos de ensaio .........................................................................................................170
Figura 113- Exemplo da resistência de dissipação de um eléctrodo de terra constituído por uma barra
longitudinal, progressivamente crescente em função da profundidade. .....................................................174
Figura 114 - Eléctrodos de terra do tipo simples. .......................................................................................174
Figura 115- Eléctrodos de terra do tipo combinado. ...................................................................................175
Figura 116 - Eléctrodos de terra do tipo malha. ..........................................................................................175
Figura 117 - Eléctrodos de terra do tipo fundação. .....................................................................................176
Figura 118 - Forma de onda típica de uma descarga atmosférica. ............................................................177
Figura 118 - Constituição de um circuito de terra. ......................................................................................179
Figura 119 - Ligações à terra nas instalações de equipamentos de tratamento de informação. ...............180
Figura 120 – Esquema eléctrico e de terras ...............................................................................................183
Figura 121 – Arquitectura de um Sistema Automático de Detecção de Incêndio.......................................189
Figura 122 – Arquitectura de um Sistema Automático de Detecção de Intrusão .......................................190
Figura 123 – Arquitectura de um Sistema de Controlo de Acessos ...........................................................191
Figura 124– Integração de valências num sistema de gestão técnica centralizada ...................................194
Tabela A1 – Graus de protecção ................................................................................................................195
Figura B1 – Ensaios nas tomadas +F e -F ..................................................................................................197
Figura B2– Registos dos valores nas tomadas +F e -F ..............................................................................197
Figura B3 – Zona de funcionamento estimada para a zona de distribuição ...............................................198


pág. 10
1 INTRODUÇÃO
A defesa dos interesses dos consumidores de comunicações electrónicas passa por infra-
estruturas de telecomunicações modernas, fiáveis e adaptadas aos serviços dos operadores
públicos.
O presente Manual Técnico congrega, num único documento, as regras técnicas de aplicação
obrigatória e as recomendações que se entendem por convenientes, numa lógica de
aproximação à Normalização Europeia.
Os compradores dos edifícios residenciais são normalmente os clientes mais desprotegidos em
termos de infra-estruturas de telecomunicações, dado que na maior parte das vezes esses
edifícios só são vendidos depois de concluídos, não existindo a possibilidade de escolha nem de
mudança. Representando cerca de 80% dos edifícios construídos em Portugal, importa reforçar
a sua qualidade e a sua consistência técnica, dotando-os de infra-estruturas adaptadas às
Redes de Nova Geração, de elevada longevidade e capacidade de adaptação sustentada.
Atento à realidade nacional, bem como aos desenvolvimentos europeus em matéria de
telecomunicações, o ICP-ANACOM publica a 2.ª edição do Manual ITED, numa perspectiva da
necessária e adequada imposição das regras técnicas, assumindo, de novo, uma atitude pró-
activa e pedagógica, no auxílio aos trabalhos desenvolvidos pelos projectistas e instaladores de
sistemas de telecomunicações em edifícios.
1.1 DEFINIÇÕES
ACIDENTE DE TRABALHO: é o acontecimento que ocorre no local e tempo de trabalho, não
intencionalmente provocado, de carácter anormal e inesperado, produzindo directa ou
indirectamente lesões corporais, perturbações funcionais ou doença que resulte na redução da
capacidade de trabalho ou mesmo na morte.
ACR: Ensaio que consiste na medida da relação atenuação/diafonia.
AMBIENTE: Conjunto das características específicas do meio envolvente.
AMPLIFICADOR: Dispositivo destinado a elevar o nível do sinal recebido na sua entrada.
ÂNGULO DE CURVATURA DE UM TUBO: Ângulo suplementar do Ângulo de Dobragem.
ÂNGULO DE DOBRAGEM DE UM TUBO: Ângulo medido entre o eixo do tubo antes da
dobragem e o eixo do tubo depois da dobragem, medido no sentido da força que a origina.
ÂNGULO DE RETORNO: Ângulo que deve ser deduzido ao ângulo de curvatura, devido ao
movimento de regressão do eixo no sentido da sua posição inicial, por efeito de mola.
ANTENA: Elemento de recepção/emissão de telecomunicações.
ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES DE EDIFÍCIO (ATE): Caixa ou bastidor que aloja os
dispositivos de repartição (Repartidores Gerais), donde se estabelece a interligação entre a
Rede Colectiva de Tubagens do edifício, da qual é parte integrante, e a Rede Exterior (Operador
ou Urbanização).
ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL (ATI): Conjunto de caixa mais dispositivos
(activos e passivos) donde se estabelece a interligação entre a Rede Colectiva e a Rede
Individual de cabos. O ATI é parte integrante da Rede Individual de Tubagens.
ARMÁRIO EXTERIOR: Conjunto de caixa, ou bastidor, estanque, fixada em pedestal, e dos
dispositivos e equipamentos alojados no seu interior.
ARMÁRIO: Caixa ou bastidor, em conjunto com os equipamentos e dispositivos alojados no seu
interior.
pág. 11
ARQUITECTURA DE REDE: Forma de estruturação de uma rede de telecomunicações,
incluindo os vários níveis funcionais, as interfaces e os protocolos utilizados para garantir a
comunicação entre os diversos pontos e a transferência fiável de informação. A principal
finalidade do projecto é a definição desta arquitectura.
ATENUAÇÃO: Quantidade de energia perdida pelo sinal através da sua propagação no cabo
(também designada por perdas por inserção).
ATRASO DE PROPAGAÇÃO: Ensaio que mede o tempo que o sinal demora a propagar-se no
cabo.
ATRASO DIFERENCIAL: Ensaio que mede a diferença do atraso de propagação entre pares do
mesmo cabo.
AUTOR DO PROJECTO DE OBRA: Pessoa singular ou colectiva, devidamente habilitada,
encarregada da concepção do projecto da especialidade de telecomunicações, por conta do
Dono da Obra.
BARRA DE SUPORTE: Elemento metálico colocado nas paredes das câmaras de visita para
apoio dos suportes.
BARRAMENTO GERAL DE TERRAS DAS ITED: Superfície em material condutor, geralmente
em cobre, localizada no ATE, onde se ligam todos os circuitos de terra de protecção das ITED.
BASTIDOR: Caixa metálica, com porta e fecho por chave ou mecanismo de trinco inviolável,
com características modulares facilmente referenciáveis e geralmente pré-cablado.
BER: Ensaio para a medida da relação entre o número total de bits transmitidos e bits com
erros.
BLOCO DE TUBAGEM: Bloco com formação de tubagem incluindo a envolvente em cimento ou
areia.
CABEÇA DE REDE: Equipamento que é ligado entre antenas receptoras ou outras fontes de
sinal e a restante rede de cabos, para processar os sinais a serem distribuídos.
CABLAGEM HORIZONTAL (“horizontal Cabling”): Sistema de cablagem para a ligação entre
o ponto de distribuição e a tomada de telecomunicações.
CABLAGEM: Ver sistemas de cablagem.
CABO HORIZONTAL (“horizontal Cable”): Cabo de ligação entre o ponto de distribuição e a
tomada de telecomunicações.
CAIXA DE APARELHAGEM: Caixa destinada a alojar as tomadas de utilizador.
CAIXA DE ENTRADA DE MORADIA UNIFAMILIAR (CEMU): Caixa de acesso restrito, com
porta e fecho com chave, ou mecanismo de trinco inviolável, para ligação das tubagens de
entrada de cabos em Moradias Unifamiliares, onde estão inseridos os dispositivos de repartição
ou transição.
CAIXA DE ENTRADA: Caixa de acesso restrito para ligação das tubagens de entrada de cabos
às ITED. Não há lugar a repartição neste tipo de caixas.
CAIXA DE PASSAGEM: Caixa destinada a facilitar o enfiamento de cabos.
CAIXA PRINCIPAL DE COLUNA: Caixa da coluna montante que permite a ligação desta à
caixa de entrada.
CAIXA: Elemento integrante das Redes de Tubagem, onde se alojam os dispositivos de
repartição e transição ou se efectua a passagem/derivação (caixas de passagem) ou a
terminação de cabos (caixas de aparelhagem).
pág. 12
CALEIRA: Espaço para alojamento de cabos localizado no pavimento ou no solo, ventilado ou
fechado, com dimensões que não permitem a circulação de pessoas mas no qual os cabos
instalados são acessíveis em todo o seu percurso durante e após a instalação.
CALHA: Conduta para utilização em instalações à vista, podendo ser compartimentada, que
dispõe de tampa amovível e em que o processo de inserção de cabos não inclui o enfiamento.
Nas Calhas compartimentadas, cada compartimento é equivalente a uma subconduta.
CÂMARA DE VISITA (CV): Compartimento ou caixa de acesso aos troços de tubagem
subterrâneos, geralmente no exterior dos edifícios, através do qual é possível instalar, retirar e
ligar cabos e proceder a trabalhos de manutenção.
CÂMARA DE VISITA MULTI-OPERADOR (CVM): Compartimento ou caixa de acesso aos
troços de tubagem subterrâneos, geralmente no exterior dos edifícios, para seu uso exclusivo,
através do qual é possível instalar, retirar e ligar cabos e proceder a trabalhos de manutenção.
CAMINHOS DE CABOS: Elementos abertos para suporte, apoio e/ou protecção de cabos num
sistema de encaminhamento de cabos.
CANAL (“Channel”): Meio de transmissão constituído por um sistema de cablagem e
respectivos chicotes de ligação para a interligação entre equipamentos activos visando a
disponibilização de um determinado serviço de telecomunicações.
COEFICIENTE DE FRICÇÃO: Relação entre o peso de um objecto que desliza sobre outro e a
força que os mantém em contacto numa situação de repouso (atrito).
COLUNA MONTANTE: Conjunto de condutas (tubos ou calhas) e caixas interligados a toda a
altura do edifício, fazendo parte integrante da rede colectiva de tubagens.
COLUNA: Associação particular de Condutas, Caixas e Dispositivos de Derivação num edifício,
dedicada a um tipo de cablagem. A topologia das Colunas (troços verticais e horizontais)
depende das características do edifício.
COMPOSTOS HALOGENADOS: Contendo halogéneo.
CONDUTA: Elemento de uma Rede de Tubagens constituído por um invólucro alongado e
contínuo, delimitador de um espaço destinado ao encaminhamento de cabos. Uma Conduta
pode albergar várias condutas; nestas circunstâncias, estas últimas designam-se por sub-
condutas.
CONTINUIDADE: Ensaio para verificação da continuidade eléctrica dos condutores, os
eventuais curto-circuitos ou circuitos abertos, pares trocados ou invertidos.
COORDENADOR EM MATÉRIA DE SEGURANÇA E SAÚDE: Pessoa, singular ou colectiva,
nomeada pelo Dono da Obra para executar as tarefas de coordenação relativas à Segurança e
Saúde.
CORDÃO OU CHICOTE: Cabo com pelo menos uma terminação para ligações em painéis de
ligação.
CORETE: Zona oca da Construção (Vertical ou Horizontal) dedicada à passagem do(s) troço(s)
principal(ais) das Redes Colectivas de Tubagem.
CUSTO: Medida monetária do consumo de recursos necessários à execução de uma infra-
estrutura.
DEGRAU: Elemento metálico colocado nas paredes laterais das câmaras de visita para facilitar
o acesso às mesmas.
DERIVADOR: Dispositivo que permite utilizar uma parte do sinal que circula numa linha de
transmissão, numa ou em várias derivações.
DIÂMETRO NOMINAL: Diâmetro comercial ou diâmetro externo.
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DIRECTOR DA OBRA: Técnico que assegura a direcção efectiva da Obra, incluindo o estaleiro.
DISPOSITIVO DE REPARTIÇÃO: Dispositivo passivo para interligação entre cabos de
diferentes redes e os cabos de uma rede determinada.
DISPOSITIVO DE TRANSIÇÃO: Dispositivo passivo para a interligação entre cabos de redes
distintas.
DISPOSITIVO TERMINAL: Dispositivo passivo para ligação de um cabo a um equipamento
terminal de utilizador.
DOCUMENTAÇÃO GERAL DO PROJECTO: Conjunto formal, explícito e completo de
documentos necessários à execução de um projecto.
DONO DA OBRA: Pessoa, singular ou colectiva, por conta da qual a obra é realizada.
ELEMENTO DE SINALIZAÇÂO: Elemento que acompanha um traçado de tubagem para
sinalizar a existência de infra-estruturas de telecomunicações no subsolo.
ELFEXT : Ensaio que consiste na medida (em dB) da diferença entre o FEXT e a atenuação de
um par de cobre. O FEXT (“Far End Cross Talk”) mede a perda de sinal (em dB), que ocorre
quando um sinal gerado numa extremidade de um par de cobre é recebido numa outra
extremidade de um outro par de cobre.
ENGELHAMENTO: Deformação resultante da alteração do material na parte inferior do tubo, na
zona de dobragem (Fig 7).
ENTRADA AÉREA: Entrada de cabos no edifício, cuja passagem se faz acima do nível do solo.
ENTRADA DE CABOS: Condutas que permitem a passagem dos cabos de entrada.
ENTRADA SUBTERRÂNEA: Entrada de cabos no edifício, cuja passagem se faz abaixo do
nível do solo.
EQUIPAMENTO ACTIVO: Equipamento de telecomunicações que necessita, para o seu
funcionamento, de ser alimentado electricamente.
EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL (EPI): Conjunto dos meios e equipamentos
destinados ao uso pessoal e individual dos trabalhadores, para protecção contra possíveis riscos
que possam colocar em causa a sua segurança ou saúde, no cumprimento de uma determinada
tarefa.
EQUIPAMENTO TERMINAL: Equipamento localizado na extremidade dos circuitos e destinado
a enviar ou receber directamente informações ou comunicações.
ESPAÇADEIRA: Elemento para posicionamento dos tubos a colocar na mesma secção do
traçado de tubagem.
ESPAÇO DE TELECOMUNICAÇÕES: Sala, compartimento, armário ou caixa de acesso restrito
para instalação de equipamentos e estabelecimento de interligações com a Rede Exterior.
ESTEIRA: Suporte constituído por uma base contínua, dotada de abas e sem tampa.
EXCENTRICIDADE: Deformação num tubo após dobragem.
EXEQUIBILIDADE: Atributo de um projecto que se traduz em ser passível de realização com os
meios (materiais e humanos) disponíveis e de acordo com as regras estabelecidas.
FISCAL DA OBRA: Pessoa, singular ou colectiva, por conta do Dono da Obra, encarregada do
controlo da execução da obra.
FOGO: Local distinto e independente dentro de um edifício, constituído por uma divisão ou
conjunto de divisões e seus anexos, num edifício de carácter permanente, que considerando a
maneira como foi construído, reconstruído, ampliado ou transformado, se destina a servir de
pág. 14
habitação de uma família ou ao alojamento de uma empresa, esteja ou não o edifício constituído
em regime de propriedade horizontal.
FORMAÇÃO DE TUBAGEM: Conjunto de tubos solidarizados entre si, normalmente instalados
no subsolo.
GALERIA: Compartimento ou corredor, contendo Caminhos de Cabos ou outros espaços
fechados apropriados para passagem de cabos e suas ligações, e cuja dimensão permite a livre
circulação de pessoas.
GANHO: Relação expressa em dB entre a potência de saída e a potência de entrada de um
equipamento ou sistema.
GEORREFERENCIAÇÃO: Representação da localização de objectos por recurso a
coordenadas geográficas e geodésicas.
HALOGÉNEO: Elementos do Grupo VII da tabela periódica (Fluor, Cloro, Brómio, Iodo e
Astato).
INCIDENTE: Acontecimento perigoso que ocorre em circunstâncias semelhantes ao acidente de
trabalho, como resultado de uma acção ou inacção, mas que não origina quaisquer ferimentos
ou morte.
INCLINAÇÃO: Relação, medida em percentagem, entre os pontos de maior e menor cota no
eixo do tubo na vertical e a projecção dos mesmos pontos, em valor absoluto, na horizontal.
INSTALAÇÃO À VISTA: Elementos de uma Rede de Tubagens, não inserida na construção,
mas solidária com esta mediante a utilização de acessórios de fixação adequados.
INSTALAÇÃO EMBEBIDA: Elementos de uma Rede de Tubagens completamente inserida na
construção e cujo o acesso não é possível sem recurso à destruição de material da construção.
INSTALAÇÃO EMBUTIDA: Elementos de uma Rede de Tubagens inserida na construção mas
acessível, geralmente, através de uma abertura com tampa.
INSTALAÇÃO ENTERRADA: Instalação embebida ao nível do subsolo.
INSTALAÇÃO TEMPORÁRIA: Instalação preparada para a ligação às redes públicas por um
período limitado, por não se justificar ou não ser possível a instalação da respectiva ITED.
JUNTA A DIREITO: Junta, em pares de cobre, com apenas dois cabos, geralmente com o
mesmo n.º de pares.
JUNTA DE DERIVAÇÃO: Junta, em pares de cobre, com 3 ou mais cabos, utilizada para
derivação parcial do n.º de pares.
JUSANTE (PARA JUSANTE): Na direcção do cliente de telecomunicações.
LIGAÇÃO PERMANENTE (“permanent link”): Meio de transmissão constituído por um sistema
de cablagem e respectivas interfaces que permitem a ligação de equipamentos activos. Nesta
ligação não são considerados os chicotes para a ligação a estes equipamentos.
MEDIDAS DE PROTECÇÃO COLECTIVA: Medidas para protecção de um conjunto de
trabalhadores, com o intuito de reduzir os riscos a que esse grupo pode estar sujeito. Essas
medidas devem ser desencadeadas antes de se iniciar uma qualquer operação.
MONTANTE (PARA MONTANTE): Na direcção do operador de telecomunicações.
NEXT: Ensaio que tem como objectivo detectar possíveis induções electromagnéticas entre
condutores de pares diferentes. A medida é efectuada junto ao “transmissor”, onde a indução é
mais elevada.
NÍVEL DE SINAL: Medida da quantidade de sinal.
pág. 15
OVALIZAÇÃO: Relação entre os eixos da elipse que resulta da deformação da secção do tubo
quando dobrado incorrectamente.
PAINEL (“patch panel”): Dispositivo destinado à ligação de equipamento activo por intermédio
de chicotes.
PASSAGEM AÉREA DE TOPO: Tubagem que permite a passagem de cabos para ligação às
antenas dos sistemas do tipo A, B e FWA.
PEDESTAL: Suporte para fixação de armários exteriores, com interligação a uma câmara ou
caixa por intermédio de tubos.
PERDAS POR RETORNO: Ensaio que permite medir a perda de potência de um sinal, devido a
desadaptações de impedância.
POLEIA: Elemento metálico ou em fibra de vidro, que pode ser de encaixe nas barras de
suporte, ou de encastrar, e que serve para posicionamento e suporte dos cabos e juntas no
interior das câmaras de visita.
PONTO DE DISTRIBUIÇÃO (PD): Zona de união ou de derivação entre redes de cablagem.
PONTO DE FRONTEIRA: Ponto de Distribuição entre redes de edifício e redes de operadores
públicos de comunicações electrónicas.
PONTO TERMINAL: Extremo da instalação individual de cliente onde se prevê a ligação de
qualquer equipamento de telecomunicações.
POSTO DE TRABALHO: Local de uso profissional onde se encontra normalmente instalado
equipamento terminal de cliente.
POSTO PRIVADO DE COMUTAÇÃO AUTOMÁTICA: Sistema de comutação privado, que
assegura o tráfego de entrada/saída de um conjunto de extensões, bem como a sua interligação
interna. Pequena central telefónica privada para interligação dos telefones, usualmente, de um
determinado recinto ou edifício.
PROJECTISTA: Autor do projecto de obra (ver).
PROPOSTA DE ALTERAÇÃO: Documento com a indicação sobre as alterações a efectuar,
subscrito pelo dono da obra, devidamente assinado e datado pelo instalador e pelo projectista,
em caso de aceitação.
PSACR: Ensaio que consiste na medida (em dB) da soma dos ACR de outros pares, que são
recebidos num determinado par.
PSELFEXT: Ensaio que consiste na medida (em dB) da soma das diferenças entre FEXT e a
atenuação dos vários pares que são recebidos num determinado par de cobre.
PSNEXT: Ensaio que consiste na medida (em dB) da soma dos NEXT de outros pares, que são
recebidos num determinado par.
RAIO DE CURVATURA: Raio do arco da circunferência que se sobrepõe ao arco do eixo do
tubo, correspondente a um ângulo com lados perpendiculares às partes rectas do tubo
adjacentes à curva.
REDE COLECTIVA DE CABOS: Rede de cabos destinada a servir vários clientes. É limitada a
montante pelos secundários dos RG inclusive e a jusante pelo primeiro dispositivo de derivação
para uso exclusivo de cada cliente, exclusive.
REDE COLECTIVA DE TUBAGENS: Rede de Tubagens limitada a montante pelas Condutas
de Acesso (inclusive) e que termina nos Armários de Telecomunicações Individuais (exclusive).
REDE DE TUBAGENS DE DISTRIBUIÇÃO: Parte da Rede de Tubagens de uma Urbanização,
que assegura a ligação entre a rede de condutas principal e o acesso a cada lote ou edifício.
pág. 16
REDE DE TUBAGENS PRINCIPAL: Parte da Rede de Tubagens de uma Urbanização, que
garante o encaminhamento para aceder aos lotes e edifícios dessa urbanização, e a
continuidade para servir outras áreas de expansão.
REDE DE TUBAGENS: Sistema de condutas, caminhos de cabos, caixas e armários destinado
à passagem, alojamento e terminação dos cabos, facilitando o seu enfiamento ou aposição e
interligação.
REDE INDIVIDUAL DE CABOS: Rede de cabos de um fogo ou que seja propriedade de uma
única entidade.
REDE INDIVIDUAL DE TUBAGENS: Rede de Tubagens limitada a montante pelo ATI
(inclusive) e que termina nas caixas de aparelhagem que servem a fracção ou unidade
individual.
REGRAS TÉCNICAS: Conjunto de princípios reguladores de um processo destinado à obtenção
de resultados considerados úteis para uma decisão ou acção de carácter técnico.
RELAÇÃO PORTADORA RUÍDO (C/N): Ensaio que consiste na medida da relação entre a
portadora e o ruído.
REPARTIDOR GERAL DE CABO COAXIAL (RG-CC): Dispositivo que faz a interligação dos
cabos coaxiais dos diversos operadores, ou vindos do exterior, à rede de distribuição em cabo
coaxial do edifício.
REPARTIDOR GERAL DE EDIFÍCIO (RGE): Dispositivo RITA, semelhante ao actual Repartidor
Geral de Par de Cobre.
REPARTIDOR GERAL DE FIBRA ÓPTICA (RG-FO): Dispositivo que faz a interligação dos
cabos de fibra óptica dos diversos operadores, ou vindos do exterior, à rede de cabos de fibra
óptica do edifício.
REPARTIDOR GERAL DE PAR DE COBRE (RG-PC): Dispositivo que faz a interligação dos
cabos de pares de cobre dos diversos operadores, ou vindos do exterior, à rede de cabos de
pares de cobre do edifício.
REQUISITOS FUNCIONAIS: Aspectos particulares a que uma infra-estrutura deve obedecer, de
modo a possibilitar a realização da função desejada.
RESISTÊNCIA DE LACETE: Ensaio que mede a resistência combinada de um par de cobre,
como se ele estivesse em curto-circuito nas extremidades.
RISCO: Probabilidade da ocorrência de um determinado acontecimento, que pode surgir em
função das condições de ambiente físico e do processo de trabalho, apto a provocar lesões à
integridade física do trabalhador.
SALA TÉCNICA: Espaço de Telecomunicações em compartimento fechado, com porta e fecho
por chave, apropriado para alojamento de equipamento e estabelecimento de interligações e
cujas dimensões permitem a permanência de pessoas.
SISTEMA DE GEORREFERENCIAÇÃO DE REDES DE TUBAGEM: Conjunto de informações
georreferenciadas por recurso a técnicas computacionais, para elaboração de cadastros de
Redes de Tubagem.
SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA - SIG: Conjunto de ferramentas e procedimentos
computacionais, para registo de informação com localização espacial e geo-referenciação.
SISTEMA DE MATV: Sistema colectivo de captação, recepção, equalização, amplificação e
distribuição de sinais em radiofrequência, analógicos ou digitais, de difusão terrestre.
SISTEMA DE SMATV: Sistema colectivo de captação, recepção, equalização, amplificação e
distribuição de sinais em radiofrequência, analógicos ou digitais, de difusão por satélite.
pág. 17
SISTEMAS DE CABLAGEM OU CABLAGEM (“CABLING”): Conjunto de cabos de
telecomunicações e respectivos dispositivos de ligação que no seu todo constituem um sistema.
SUPORTE: Poleia (ver).
TAMPA: Elemento metálico, revestido ou não com outro material, destinado a vedar ou permitir
o acesso às câmaras de visita.
TAMPÃO: Acessório destinado a manter a estanquicidade dos tubos.
TÉCNICO RESPONSÁVEL DA OBRA: Técnico responsável pela direcção técnica da obra, nos
termos do Regime de Licenciamento de Obras Particulares.
TOMADA DE TELECOMUNICAÇÕES (TT): Dispositivo que permite a ligação do equipamento
terminal de cliente à rede de distribuição de sinais de telecomunicações.
TOMADA ÓPTICA: Dispositivo que permite a ligação do equipamento terminal de cliente à rede
de fibra óptica.
TROÇO DE TUBAGEM: Conjunto de tubos interligando dois elementos da Rede de Tubagens,
ou um desses elementos e um edifício.
TUBAGEM: Rede de Tubagens (ver).
TUBO COM PAREDES INTERIORES LISAS: Tubo cuja secção tem o perfil interior uniforme.
TUBO CORRUGADO: Tubo cujo perfil da secção na longitudinal não é uniforme.
TUBO FLEXÍVEL: Tubo facilmente dobrável manualmente e adequado para dobragens
frequentes.
TUBO MALEÁVEL: Tubo que, podendo ser dobrado manualmente com uma força razoável, não
é adequado para dobragens frequentes.
TUBO RÍGIDO: Tubo que não pode ser dobrado, ou que para ser dobrado carece de dispositivo
mecânico apropriado.
TUBO: Conduta de secção circular destinada a instalações embutidas ou à vista, cujo processo
de inserção dos cabos é efectuado por enfiamento.
TUBOS DE ACESSO: Tubos que permitem a ligação do edifício ao seu exterior, permitindo a
passagem de cabos até aos ATE, ATI ou CEMU.
UNIÃO: Acessório destinado a promover a ligação entre duas condutas consecutivas.
ZONA DE ACESSO PRIVILEGIADO: Local, num fogo residencial, que se caracteriza pela
chegada de dois cabos de cada uma das tecnologias (par de cobre, cabo coaxial e fibra óptica),
terminados nas respectivas Tomadas de Telecomunicações.
1.2 ACRÓNIMOS E SIGLAS
ACR: “Attenuation to Crosstalk Ratio”. Relação entre atenuação e diafonia.
AM: “Amplitude Modulation”. Modulação em amplitude.
ATE: Armário de Telecomunicações de Edifício.
ATI: Armário de Telecomunicações Individual.
ATU: Armário de Telecomunicações de Urbanização.
BER: “Bit Error Rate”.
BGT: Barramento Geral de Terras das ITED.
BPA: Bloco Privativo de Assinante.
pág. 18
C/N: “Carrier to Noise Ratio”. Relação portadora ruído.
CATI: Caixa de Apoio ao ATI.
CATV: “Community Antenna Television”.
CC: Cabo coaxial.
CCIR: Comité Consultivo Internacional de Radiodifusão.
CCTV: “Closed Circuit Television”. Circuito fechado de televisão.
CEMU: Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar.
CM: Coluna Montante.
CM-CC: Coluna Montante de Cabos Coaxiais.
CM-PC: Coluna Montante de Pares de Cobre.
COFDM: “Coded Orthogonal Frequency Division Multiplexing”.
CR: Cabeça de Rede.
CV: Câmara de Visita.
CVM: Câmara de Visita Multi-operador
DAB: “Digital Audio Broadcasting”.
DC: Corrente Contínua.
DSL: “Digital Subscriver Line”.
DST: Descarregador de Sobretensão para cabos coaxiais.
DTH: “Direct To Home”. Recepção Satélite Doméstica.
DTMF: “Dual-Tone Multi-Frequency”. Marcação multifrequência.
DVSS: Domótica, Videoporteiro e Sistemas de Segurança. Deriva de CCCB (Commands,
Controls and Communications in Buildings).
ELFEXT: “Equal Level Far End Crosstalk Loss”.
EMC: “Electromagnetic Compatibility”. Compatibilidade Electromagnética.
EN: “European Norm”. Norma Europeia.
EPI: Equipamento de Protecção Individual.
ETI: Espaço de Telecomunicações Inferior.
ETP: Espaço de Telecomunicações Privado.
ETS: Espaço de Telecomunicações Superior.
FI: Frequência Intermédia.
FM: “Frequency Modulation”. Modulação em frequência.
FO: Fibra Óptica.
FTA: “Free To Air”.
FTP: “Foiled Twisted Pair”.
FTTH: “Fiber To the Home”.
ITED: Infra-estruturas de Telecomunicações em Edifícios.
ITUR: Infra-estruturas de Telecomunicações em Urbanizações.
pág. 19
LC: “Local Connector”. Conector local.
MATV: “Master Antenna Television”.
MICE: “Mechanical, Ingress, Climatic and chemical, Environmental”.Condições ambientais.
MPEG: “Moving Picture Experts Group”.
NEXT: “Near-End crosstalk loss”.
NICAM: “Near Instantaneous Companded Audio Multiplex”.
OM: “Multimode”. Fibra óptica multimodo.
ONT: “Optical Network Termination”. Terminação óptica de rede.
OS: “Single mode”. Fibra óptica monomodo.
OTDR: “Optical Time Domain Reflectometer”.
PAL: “Phase Alternating Line”.
PAT: Passagem Aérea de Topo.
PC: Par de Cobre.
PD: Ponto de Distribuição.
PPCA: Posto Privado de Comutação Automática.
PSACR: “Power Sum Attenuation to Crosstalk Ratio”.
PSELFEXT: “Power Sum Equal Level Far End Crosstalk Loss”.
PSK: “Phase Shift Keying”.
PSNEXT: “Power Sum Near End Crosstalk Loss”.
PVC: Policloreto de vinilo.
QAM: “Quadrature Amplitude Modulation”.
QE: Quadro Eléctrico.
QPSK: “Quadrature Phase Shift Keying”.
QSC: Quadro de Serviços Comuns.
RC: Repartidor de Cliente.
RC-CC: Repartidor de Cliente de Cabo Coaxial.
RC-FO: Repartidor de Cliente de Fibra Óptica.
RC-PC: Repartidor de Cliente de Par de Cobre.
REF: Relatório de Ensaios de Funcionalidade.
RF: Radio Frequência.
RG: Repartidor Geral.
RG-CC: Repartidor Geral de Cabo Coaxial.
RGE: Repartidor Geral do Edifício.
RG-FO: Repartidor Geral de Fibra Óptica.
RG-PC: Repartidor Geral de Par de Cobre.
RG-SCIE: Regulamento Geral de Segurança Contra Incêndio em Edifícios.
RNG: Redes de Nova Geração.
pág. 20
RT: Relatório Técnico.
RTIEBT: Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão.
SC/APC: “Subscriber Connector” / “Angled Physical Contact”.
SCIE: Segurança Contra Incêndio em Edifícios.
SFTP: “Screened Foiled Twisted Pair”.
SIG: Sistema de Informação Geográfica.
SMATV: “Satellite Master Antenna Television”.
SSTP: “Shielded Twisted Pair”.
STP: “Screened Shielded Twisted Pair”.
TCD: Tecnologias de Comunicação por Difusão. Deriva de BCT (Broadcast and Communication
Technologies).
TCD-C: Tecnologias de Comunicação por Difusão, em cabo coaxial. Deriva de BCT-C (coaxial).
TCD-PC: Tecnologias de Comunicação por Difusão, em cabo de par de cobre. Deriva de BCT-B
(balanced).
TDT: Televisão Digital Terrestre.
TIC: Tecnologias de Informação e Comunicação. Deriva de ICT (Information and Communication
Technologies).
TPT: Terminal Principal de Terra.
TR: “Technical Reports”. Relatório técnico.
TT: Tomada de Telecomunicações.
TV: Televisão.
UHF: “Ultra High Frequency”.
UTP: “Unshielded Twisted Pair”.
VHF: “Very High Frequency”.
ZAP: Zona de Acesso Privilegiado.
1.3 ORGANIZAÇÃO DO MANUAL ITED
O esquema seguinte permite uma interpretação visual do Manual ITED, recorrendo à
conjugação de imagens em cabeçalho com o conteúdo de cada capítulo.

pág. 21
2 - Requisitos Técnicos Gerais: visão global da constituição das infra-estruturas
dos edifícios, caracterizando os tipos de cablagem e os tipos de edifícios.
Estabelecem-se os requisitos técnicos dos materiais e dos equipamentos.
3 - MICE: classificações ambientais, baseadas nas condições mecânicas, de
penetração, climáticas, químicas e electromagnéticas.
4 - Regras Genéricas de Projecto: capítulo dedicado ao projecto, onde se
estabelecem as regras obrigatórias, aplicáveis a todos os edifícos.
5 - Telecomunicações em Ascensores: regras de projecto e instalação das
infra-estruturas de telecomunicações a instalar nos ascensores.
6 - Adaptação dos edifícios construídos à fibra óptica: regras de alteração das
infra-estruturas dos edifícios já existentes, para aplicação das RNG.
7 - Regras Genéricas de Instalação: capítulo aplicável à instalação, com regras
obrigatórias e genéricas para todos os tipos de edifício considerados.
8, 9, 10, 11, 12 e 13 - Edifícios Residenciais, de Escritórios, Comerciais,
Industriais, Especiais e Mistos: regras específicas de projecto para cada um
dos tipos de edifícios considerados, adicionais ao capítulo 4.
14 - Ensaios: capítulo dedicado aos ensaios das infra-estruturas.
15 - Protecções e Ligações de Terra: esquemas e ligações de terra a respeitar.
16 - Higiene, Segurança e Saúde: regras específicas de segurança aplicáveis
aos instaladores ITED.
17 - Domótica, Videoportaria e Sistemas de Segurança: aplicações práticas de
sistemas interligáveis às ITED.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 22
2 REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
O presente capítulo define os tipos de edifício e as respectivas fronteiras com as redes públicas
de telecomunicações, ou com as infra-estruturas de urbanização, conforme aplicável.
São definidas as diferentes tecnologias a instalar nos edifícios.
São caracterizados os materiais e equipamentos a aplicar nas ITED, tanto em termos de
tubagem como de cablagem.
2.1 ÂMBITO DE APLICAÇÃO
Os presentes requisitos técnicos gerais aplicam-se aos edifícios novos ou a reconstruir, bem
como àqueles que possam estar sujeitos a alterações, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º
123/2009, de 21 de Maio.
2.2 CONTEXTO NORMATIVO
A necessidade da presente 2.ª edição do Manual ITED tem por base vários pressupostos, de
onde se destacam os seguintes:
- Novas Normas Europeias e actualização das existentes;
- Preparação dos edifícios para a introdução das Redes de Nova Geração – RNG;
- Ampla disponibilização de redes de fibra óptica, com introdução de novos serviços;
- Revisão de conceitos e procedimentos, baseada na aplicação prática da 1.ª edição do Manual
ITED, em vigor desde 1 de Julho de 2004;
A aproximação da 2.ª edição do Manual ITED às Normas Europeias é de importância
fundamental. Adequa-se agora o regime ITED a um contexto de modernização crescente das
infra-estruturas de telecomunicações em edifícios, aproximando-o ainda mais do cliente final e
dos operadores que pretendam fornecer serviços de telecomunicações avançadas aos edifícios,
nomeadamente através das RNG, num contexto adequado de plena liberalização.
As Normas Europeias têm em consideração a existência de quatro fases de implementação de
infra-estruturas de telecomunicações em edifícios:
a) Planeamento;
b) Especificações detalhadas, que incluem a cablagem e a respectiva acomodação. Nesta fase
têm-se em conta o tipo de serviços, a especificidade do ambiente de instalação e a garantia de
qualidade dos requisitos a aplicar;
c) Instalação – de acordo com os requisitos e especificações técnicas;
d) Operação – manutenção da conectividade e dos requisitos de transmissão especificados,
durante a vida da cablagem instalada.
A figura seguinte permite estabelecer relações entre as Normas Europeias que fazem parte das
séries 50173 e 50174, bem como outras consideradas importantes para as ITED.
Estão indicadas as Normas Europeias (EN) e os Relatórios Técnicos (TR) em vigor, bem como
as que estão em actualização, à data de edição deste Manual.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 23
EN 50098-1:1998
EN 50098-2:1996
EN 50173-2:2007
EN 50173-3:2007
EN 50173-4:2007
EN 50173-5:2007
EN 50173-1:2007
prEN 50173-1:A
EN 50174-1:2000
prEN 50174-1:2008
EN 50174-2:2000
prEN 50174-2:2008
EN 50174-3:2003
EN 50310:2006
prEN 50310
EN 50346-A1:2007
prEN 50346-A2:2008
prTR 50173-6
EN 50173-1: Tecnologia de informação – requisitos gerais de cablagem
EN 50173-2: Tecnologia de informação – cablagem em empresas e escritórios
EN 50173-3: Tecnologia de informação – cablagem em zonas industriais
EN 50173-4: Tecnologia de informação – cablagem em habitações
EN 50173-5: Tecnologia de informação – cablagem em centros de dados
TR 50173-6: Tecnologia de informação – suporte aos sistemas existentes
TR 50173-99: Tecnologia de informação – cablagem de suporte a 10 GBASE-T
EN 50098-1: Infra-estruturas de cliente – acesso básico RDIS
EN 50098-2: Infra-estruturas de cliente – acesso primário RDIS e interface de redes
EN 50174-1: Tecnologia de informação – instalação de cablagem - especificações e garantia de qualidade
EN 50174-2: Tecnologia de informação – instalação de cablagem – planeamento e instalação em edifícios
EN 50174-3: Tecnologia de informação – instalação de cablagem – planeamento e instalação no exterior
EN 50310: Sistemas de terra em edifícios com tecnologias de informação
EN 50346: Tecnologia de informação – testes à cablagem instalada
TR 50173-99-1:2007
prTR 50173-99-1

Figura 1 – Principais EN aplicáveis ao ITED


REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 24
2.3 INFRA-ESTRUTURAS GENÉRICAS
As infra-estruturas genéricas são elementos básicos de qualquer rede de telecomunicações.
Aplicam-se a todos os tipos de edifícios e topologias, sendo o ponto de partida para o
desenvolvimento de qualquer projecto de telecomunicações. Têm por base as Normas
Europeias EN50173 e EN50174.
2.3.1 CARACTERIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE CABLAGEM
2.3.1.1 PAR DE COBRE
A tabela seguinte caracteriza as Classes de Ligação e as Categorias dos materiais para
sistemas em Par de Cobre (PC):

PAR DE COBRE
Classe de
Ligação
Categoria dos
materiais
Frequência
máxima (MHz)
A - 0,1
B - 1
C - 16
D 5 100
E 6 250
F 7 600
TCD-PC - 1000
DVSS - 0,1
Tabela 1 – Caracterização das Classes e das Categorias em PC
NOTA IMPORTANTE: As Classes de Ligação A, B, C e D não são permitidas nas ITED.
Na tabela seguinte indicam-se as distâncias máximas das TCD em função da Classe (L, M ou
H):
PAR DE COBRE
Perdas de
inserção máxima
a 1GHz
Distância máxima
do canal
Classe de Ligação TCD-PC
TCD-PC-L 9,9 dB 12,5 m
TCD-PC-M 17,6 dB 25 m
TCD-PC-H 33,2 dB 50 m
Tabela 2 – Distâncias máximas das TCD
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 25
2.3.1.2 CABO COAXIAL
A Classe TCD-C caracteriza-se da seguinte forma:

CABO COAXIAL
Classe de Ligação Frequência máxima
(MHz)
TCD-C 3000
Tabela 3 – Caracterização da TCD-C
CABO COAXIAL
Perdas de inserção
máxima a 1GHz
Distância máxima
do canal
Classe de Ligação
TCD-C
TCD-C-L 8,6 dB 32 m
TCD-C-M 17,1 dB 76 m
TCD-C-H 21,7 dB 100 m
Tabela 4 – Classes de ligação da TCD-C
NOTA IMPORTANTE: As Classes TCD-C-L e TCD-C-M não são permitidas.
2.3.1.3 FIBRA ÓPTICA
Classes de fibra óptica, tal como especificadas na EN50173:
FIBRA ÓPTICA
Classe de Ligação Categoria
OF-25 OP1, OP2
OF-50 OP1, OP2
OF-100 OP1, OP2, OH1
OF-200 OP2, OH1
OF-300 OM1, OM2, OM3, OS1, OS2
OF-500 OM1, OM2, OM3, OS1, OS2
OF-2000 OM1, OM2, OM3, OS1, OS2
OF-5000 OS1, OS2
OF-10000 OS1, OS2
Tabela 5 – Classes de fibra óptica
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 26
NOTA IMPORTANTE: As Classes OF-25, OF-50, OF-100 e OF-200 não são permitidas.
NOTA IMPORTANTE: As categorias multimodo não são permitidas.
2.3.2 ARQUITECTURA FUNCIONAL
O elemento básico de qualquer rede de telecomunicações é o Ponto de Distribuição (PD).
O PD caracteriza-se como sendo um local de uniões ou derivações entre redes. Permite o
manuseamento das ligações, facilitando alterações ao encaminhamento dos sinais.
Existem dois Pontos de Distribuição típicos num edifício, o ATE e o ATI. Neles se alojam os
dispositivos e equipamentos que permitem a flexibilização das ligações, permitindo a interligação
da rede do edifício com as redes provenientes do exterior, no caso do ATE, ou permitindo a
escolha do sinal que se quer transmitir para cada Tomada de telecomunicações (TT), no caso
do ATI. No caso das ITUR privadas (Infra-estruturas de Telecomunicações em Urbanizações),
considerar-se-á a existência de um outro PD, neste caso o ATU (Armário de Telecomunicações
de Urbanização).
O esquema seguinte caracteriza, de uma forma genérica, a lógica dos Pontos de Distribuição:


Figura 2 – Pontos de distribuição

A correcta interligação de todos os PD existentes num edifício, através da cablagem mais
conveniente, permite a passagem e a distribuição dos sinais provenientes dos operadores
públicos de comunicações electrónicas, bem como a implementação de redes de dados geridas
pelos proprietários e as administrações dos edifícios.
Nas situações consideradas adequadas, os PD serão constituídos por bastidores.
A moradia unifamiliar, para além do ATI, possui também a CEMU. Este tipo de edifício possui,
assim, dois pontos de ligação com as redes de operador ou de urbanização, tal como a seguir
se esquematiza:
ATI ATE ATU
ITUR privada
ou via pública
Edifícios
Rede Colectiva Rede Individual
Operadores
(ITUR privada)
Tomada de
telecomunicações
Equipamento
Terminal
Utilizador
Habitação
Escritórios
Comércio
Indústria
Especiais e
Mistos
Operadores
(via pública)
Para montante Para jusante
CVM
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 27
ATI CEMU ATU
ITUR privada
ou via pública
Moradia
Rede Individual
Tomadas de
Telecomunicações
Equipamento
Terminal
Utilizador
Para montante Para jusante
CVM
Operadores
(ITUR privada)
Operadores
(via pública)

Figura 3 – Pontos de Distribuição numa moradia unifamiliar
2.3.3 ACOMODAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E DISPOSITIVOS
Todos os equipamentos e dispositivos que constituem as redes de cabos devem estar alojados
convenientemente, de forma a não permitir acessos indevidos (ver ponto 2.5.2.6), ao mesmo
tempo que devem estar protegidos de acções externas, de acordo com a classificação MICE
(ver ponto 3) do edifício onde estão inseridos.
As salas técnicas especificas para alojamento de equipamentos devem ter as condições
adequadas, nomeadamente em termos de espaço, energia eléctrica e controlo ambiental.
2.3.4 ACOMODAÇÃO DE CABOS DE TELECOMUNICAÇÕES
Os cabos são instalados numa tubagem que permite a sua protecção, através da acomodação
em tubos, calhas ou caminhos de cabos.
Para uma melhor compreensão do conceito de tubagem, considerem-se as seguintes
classificações:

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 28

Figura 4 - Tubagem
A constante evolução tecnológica implica que durante a vida útil do edifício exista a necessidade
de actualização das redes de cabos, pelo que a tubagem deve permitir a remoção fácil dos
cabos e a subsequente instalação de novos.
Deve ser tomado em consideração o tipo de local de instalação, adequando convenientemente a
tubagem ao ambiente MICE considerado. A tabela seguinte caracteriza alguns locais de
instalação:

REDE DE
TUBAGENS OU
TUBAGEM
CONDUTAS
TUBOS
CALHAS
CAMINHOS DE
CABOS
CORETES
ESTEIRAS
CALEIRAS
GALERIAS
CAIXAS
COLECTIVAS
INDIVIDUAIS
ARMÁRIOS
BASTIDORES
ATE
ATI
ATU
CEMU
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 29
LOCAL DE
INSTALAÇÃO
DESCRIÇÃO
Enterrado Abaixo da superfície do solo
Laje Lajes de betão armado, aligeiradas ou madeira
Parede Tijolo, Itong, ou alvenaria
Parede em gaiola Gesso cartonado ou estrutura metálica
Saliente Instalação saliente ou exterior às paredes ou tectos
Esteira Esteiras plásticas ou metálicas
Corete Ocos de construção, verticais ou horizontais
Tecto Lajes de betão armado, aligeiradas ou madeira
Tecto em gaiola Gesso cartonado ou estrutura metálica
Tabela 6 – Locais de instalação
Na utilização de tubos, considerem-se as duas tabelas seguintes, onde são especificados os
tipos de tubos e a respectiva adaptação ao local de instalação:

TIPO
DESIGNAÇÃO
CORRENTE
RESISTÊNCIA COMPRESSÃO/CHOQUE ABREVIATURA
Rígido
isolante
VD
Média 750 Newton / 2 Joule VD-M
Forte 1250 Newton / 6 Joule VD-F
Maleável
isolante
ERM/Isogris
Média 750 Newton / 2 Joule ERM/ Isogris-M
Forte 1250 Newton / 6 Joule ERM/ Isogris-F
Corrugado com manga
interior lisa (MC)
Média 750 Newton / 2 Joule MC-M
Forte 1250 Newton / 6 Joule MC-F
Anelado (MA)
a)

Média 750 Newton / 2 Joule MA-M
Forte 1250 Newton / 6 Joule MA-F
a)
Cumprindo as EN 50086-2-2 ou EN 50086-2-4
Tabela 7 – Tipos de tubos

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 30
LOCAL DE INSTALAÇÃO TIPOS DE TUBO A APLICAR
Enterrado VD-F, ERM/Isogris-F, MC-F
Laje VD-F, ERM/Isogris-F, MC-F
Parede VD-M, ERM/Isogris-M, MC-M
Parede em gaiola MA-M, MA-F
a)

Saliente - zona de acesso privativo VD-M
Saliente - zona de acesso público VD-F
Esteira VD-M, ERM/Isogris-M, MC-M
Corete VD-M, ERM/Isogris-M, MC-M
Tecto VD-F, ERM/Isogris-F, MC-F
Tecto em gaiola MA-M, MA-F
a)

a)
Cumprindo as EN 50086-2-2 ou EN 50086-2-4
Tabela 8 – Aplicação de tubos
Recomenda-se ser consultado o ponto 2.5.2.2, para uma mais completa caracterização dos
tubos a utilizar nas ITED.
2.4 CARACTERIZAÇÃO DOS TIPOS DE EDIFÍCIOS
Os edifícios são caracterizados pelo uso a que se destinam, de acordo com a classificação
constante dos pontos seguintes:
2.4.1 RESIDENCIAIS
Edifícios destinados à habitação unifamiliar ou multifamiliar, incluindo os espaços comuns de
acessos e as áreas não residenciais reservadas ao uso exclusivo dos residentes.
2.4.2 ESCRITÓRIOS
Edifícios onde se desenvolvem actividades administrativas, de atendimento ao público ou de
serviços diversos, nomeadamente escritórios de empresas ou instituições, repartições públicas,
tribunais, conservatórias e gabinetes de profissões liberais.
2.4.3 COMERCIAIS
Edifícios abertos ao público, ocupados por estabelecimentos comerciais onde se exponham e
vendam materiais, produtos, equipamentos ou outros bens, destinados a ser usados ou
consumidos no exterior desse estabelecimento.
2.4.4 INDUSTRIAIS
Edifícios de acesso restrito ao público em geral, destinados ao exercício de actividades
industriais.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 31
2.4.5 EDIFÍCIOS ESPECIAIS
Os edifícios especiais são aqueles que não são passíveis de enquadramento directo nas
tipologias dos pontos anteriores. Considere-se a classificação dos pontos seguintes:
2.4.5.1 HISTÓRICOS
Edifícios de especial importância histórica, ou de património classificado, quer pela sua
localização, quer pela própria construção. Esta classificação poderá estar devidamente
caracterizada pelos municípios onde se localizam, ou por instituições que atribuam
classificações patrimoniais.
Admite-se limitações na adopção de soluções técnicas, sempre que se ponha em causa
aspectos de preservação de valores patrimoniais ou estéticos, e desde que devidamente
fundamentados pelo projectista.
2.4.5.2 ARMAZÉNS
Edifícios destinados à recolha e ao armazenamento de todo o tipo materiais, substâncias,
produtos, resíduos, lixos ou equipamentos.
2.4.5.3 ESTACIONAMENTOS
Edifícios destinados à recolha de veículos, fora da via pública.
2.4.5.4 ESCOLARES
Edifícios que recebem público, onde se ministrem acções de educação, ensino e formação.
Incluem-se nesta tipologia os edifícios onde se exerçam actividades lúdicas ou educativas para
crianças e jovens.
Exemplos: escolas públicas e privadas de todos os níveis de ensino, bem como creches, jardins-
de-infância, centros de formação e de ocupação de tempos livres.
2.4.5.5 HOSPITALARES
Edifícios que recebem público e que são destinados à execução de acções de diagnóstico, ou à
prestação de cuidados de saúde, com ou sem internamento.
Exemplos: hospitais, clínicas, policlínicas, consultórios, centros de saúde, centros médicos ou de
enfermagem, fisioterapia, laboratórios de análises clínicas.
2.4.5.6 LARES DE IDOSOS
Edifícios que recebem público e que se destinam à prestação de cuidados e actividades próprias
da terceira idade.
2.4.5.7 ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS
Edifícios que recebem público, destinados a espectáculos, reuniões, exibição de audiovisuais,
conferências, exposições e culto religioso. Os edifícios poderão ter um carácter polivalente e
desenvolver actividades lúdicas, em regime permanente ou temporário.
Exemplos: cinemas, teatros, praças de touros, salas de jogo, discotecas, auditórios, salas de
conferência, exposições, templos e igrejas.
2.4.5.8 HOTELARIA
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 32
Edifícios que recebem público, fornecendo alojamento temporário.
Exemplos: hotéis, residenciais, pensões, alojamento turístico.
2.4.5.9 RESTAURANTES
Edifícios que recebem público, exercendo actividades de restauração.
2.4.5.10 CENTROS COMERCIAIS
Edifícios que recebem público, ocupados por estabelecimentos comerciais de todos os ramos de
actividade comercial.
2.4.5.11 GARES DE TRANSPORTE
Edifícios ocupados por gares, destinados a acederem a meios de transporte rodoviário,
ferroviário, marítimo, fluvial ou aéreo.
2.4.5.12 DESPORTIVOS E DE LAZER
Edifícios destinados a actividades desportivas e de lazer.
Exemplos: estádios, picadeiros, hipódromos, autódromos, kartódromos, campos de jogos,
pavilhões desportivos, piscinas, parques aquáticos, pistas de patinagem, ginásios, parque de
campismo e caravanismo.
2.4.5.13 MUSEOLOGIA E DIVULGAÇÃO
Edifícios destinados à exibição de peças de património, divulgação de carácter científico, cultural
ou técnico.
Exemplos: museus, galerias de arte, oceanários, aquários, parques zoológicos e botânicos.
2.4.5.14 BIBLIOTECAS E ARQUIVOS
Edifícios destinados a arquivo documental, recebendo ou não público.
2.4.5.15 OUTROS
Poderão existir outros edifícios, que pela sua dimensão ou complexidade tecnológica, possam
ser considerados especiais, embora não sendo directamente enquadráveis em nenhum dos
tipos anteriores.
Com base na caracterização apresentada dos edifícios especiais, bem como nas regras gerais
de projecto estabelecidas no capítulo 4, o projectista elabora o projecto que considerar mais
adequado.
2.4.6 MISTOS
Edifícios que pela sua utilização específica possam ser enquadrados em mais do que uma
tipologia.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 33
2.5 CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DE MATERIAIS, EQUIPAMENTOS E
LIGAÇÕES
Neste ponto estabelecem-se as especificações técnicas genéricas de materiais e equipamentos,
vulgarmente utilizados em infra-estruturas de telecomunicações. A caracterização apresentada
abrange classes e categorias que podem estar obsoletas face aos mínimos obrigatórios, pelo
que não poderão ser utilizadas. Mantém-se a sua referência por uma questão de coerência e
enquadramento técnico, nomeadamente nas alterações aos edifícios já construídos.
Faz-se referência a diversos tipos de implementação de cablagem, para uma melhor
compreensão dos conceitos provenientes das Normas Europeias, nomeadamente da EN50173.
2.5.1 CABLAGEM
2.5.1.1 CABOS DE PAR DE COBRE
Nas ITED serão admitidos apenas cabos de Categoria 6 e 7, cumprindo a Normalização
Europeia aplicável a este tipo de materiais.
As características Eléctricas e Mecânicas são assinaladas na tabela seguinte, consoante sejam
compostos por:
- Condutor unifilar – Cabo Sólido;
- Condutor multifilar – Cabo Flexível.

CATEGORIA DO CABO CABOS SÓLIDOS CABOS FLEXÍVEIS
6
EN 50288-5-1
EN 50288-6-1
EN 50288-5-2
EN 50288-6-2
7 EN 50288-4-1 EN 50288-4-2
Tabela 9 - Características eléctricas dos Cabos de Par de Cobre, Cat.6 e Cat.7
DIÂMETRO DO CONDUTOR 0,5mm a 0,65mm
Tipo de condutor
Sólido
EN 50288-X-1
EN 50288-X-2
Entrançado EN 50288-X-2
Diâmetro do condutor com
isolamento
0,7mm a 1,4mm – Cat.6
EN 60811-1-1
0,7mm a 1,6mm – Cat.7
Número de condutores ≥ 2xn (n=2,3,...)
Marcação na bainha
Indelével, metro a metro, fabricante, lote ou data de
fabrico (semana e ano)
Tabela 10 - Características mecânicas dos Cabos de Par de Cobre, Cat.6 e Cat.7
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 34
Estes dois tipos de cabos – Sólido e Flexível – obrigam a distintos e diferenciados tipos de
aplicações.

Figura 5 – Cabos de pares de cobre, sólidos e flexíveis
Os cabos do tipo Sólido serão utilizados em ligações permanentes e longas. Não está
aconselhada a utilização de cabos deste tipo em Cordões, onde se exige flexibilidade e
frequência no manuseamento, e onde não se devem atingir comprimentos superiores a 5
metros.
Dependo da sua construção, e relacionada com o grau de blindagem que se pretende, os cabos
par de cobre poderão ser classificados em:
- UTP (Unshielded Twisted Pair) – Nenhum tipo de blindagem metálica envolve os
condutores ou grupo de condutores;
- FTP (Foiled Twisted Pair) – O cabo possui uma lâmina de alumínio+polyester a
envolver o conjunto dos pares que o compõem;
- SFTP (Screened Foiled Twisted Pair) – O cabo caracteriza-se por possuir duas
camadas de blindagem. Uma primeira de alumínio+polyester envolve o conjunto dos
pares que compõem o cabo. A segunda, constituída por malha de alumínio, envolve a
primeira;
- STP (Shielded Twisted Pair) – Os pares de cobre são envolvidos de uma forma
individualizada, com uma camada de alumínio + polyester.
- SSTP (Screened Shielded Twisted Pair) - Uma primeira camada de alumínio+polyester
envolve os pares de uma forma individualizada. A segunda camada é constituída por
malha de alumínio e envolve o conjunto dos pares que compõem o cabo.


REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 35


Figura 6 – Exemplo de cabo SSTP, Cat. 7

Figura 7 – Exemplo de cabo UTP, Cat 6
Dependendo do ambiente de aplicação, admitem-se as seguintes bainhas externas:
- PVC, para aplicações interiores;
- Polietileno Negro, para aplicações em exterior, não enterrado;
- Polietileno Negro, cobrindo um composto de Petro Gel;
- Composto LSFH (Low Smoke, Free Halogen), para aplicações em interiores de
edifícios que recebem público.
2.5.1.1.1 CORDÃO (PATCH CORD)
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 36
Este dispositivo estabelece ligações num painel, sendo constituído por um cabo com conectores
macho em ambos os extremos. Deve cumprir com as especificações técnicas da EN50173-1. Os
valores limite devem ser obrigatoriamente cumpridos, mesmo quando o cordão seja sujeito a
esticões, flexões, torções, curvas, ingressos de poeiras ou pressões.

Figura 8 – Cordão (patch cord)
Os cordões suportam melhor o trabalho mecânico a que possam estar sujeitos, quando são
constituídos por fios flexíveis, atendendo aos apertados raios de curvatura a que normalmente
são submetidos.
2.5.1.1.2 CONECTORES
Pontos extremos de um canal que possibilitam a flexibilização da ligação. São conectores do
tipo RJ45, 4 pares de cobre, macho ou fêmea. A sua categoria deve ser a mesma, ou superior, à
dos restantes elementos do canal. Devem possuir um ponto de ligação para malha de blindagem
e/ou fio de massa, caso o cabo a utilizar no canal o possua.
Fichas e tomadas que sejam constituintes de um canal devem ser compatíveis com os
equipamentos de Categoria mais baixa que compõem esse canal. Como se pode constatar, a
existência não permitida de elementos de categoria 5 afecta negativamente o canal
CORDÃO
FICHA
CATEGORIA DO CONECTOR
Cat.5 Cat.6 Cat.7
Cat.5 Cat.5 Cat.5 Cat.5
Cat.6 Cat.5 Cat.6 Cat.6
Cat.7 Cat.5 Cat.6 Cat.7
Tabela 11 – Compatibilidade retroactiva

Figura 9 – Conector RJ 45 fêmea e conector RJ 45 macho
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 37

2.5.1.1.3 CONECTORIZAÇÃO
Existem dois métodos de ligação dos 4 pares aos respectivos conectores, A e B, tal como se
indica na figura seguinte:

Figura 10 – Esquemas de ligações em pares de cobre
Para além das recomendações do fabricante, que devem ser tomadas em consideração, o
instalador deve tomar todas as precauções de forma a nunca destorcer os pares mais do que o
necessário, de forma a compatibilizar o cabo com o conector. Destorcer os pares mais do que o
necessário, mesmo que de seguida se proceda a um entrançar do par, não é uma acção
correcta. O procedimento a seguir deve ser o efectuar um corte no cabo e proceder de novo à
preparação dos condutores para a cravação.
2.5.1.1.4 CLASSES E CATEGORIAS DOS PARES DE COBRE
São especificadas as seguintes Classes para redes de Cabos de Par de Cobre:

PAR DE COBRE
Classe de
Ligação
Categoria dos
materiais
Frequência
máxima (MHz)
A - 0,1
B - 1
C - 16
D 5 100
E 6 250
F 7 600
Tabela 12 – Classes dos pares de cobre
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 38
A escolha de componentes é determinada pela Classe das aplicações a serem suportadas pela
cablagem.
- Componentes de Categoria 6 devem garantir uma ligação de Classe E;
- Componentes de Categoria 7 devem garantir uma ligação de Classe F.
2.5.1.1.5 DEFINIÇÕES
Ligação Permanente Troncal
Consideram-se as ligações e dispositivos de ligação necessários – cordões e pontes - para a
infra-estrutura a existir na parte vertical entre:
- RG-PC e RC-PC, em edifícios de habitação;
- RG-PC e Distribuidor de Piso, em edifícios para uso profissional;
- Distribuidores de Piso, num mesmo edifício.
Ligação Permanente Horizontal
Consideram-se as ligações e acessórios de ligação necessários – cordões e pontes - para a
infra-estrutura a existir na parte horizontal entre:
- ATI e pontos terminais de utilizador, em edifícios de habitação;
- Distribuidor de Piso e tomadas, em edifícios para uso profissional;
- Distribuidor de Piso e Pontos de Consolidação, em edifícios para uso profissional.
Ponto de Consolidação
Ponto de ligação que poderá existir numa ligação horizontal, servindo de zona de flexibilidade
e/ou transição na ligação às tomadas de telecomunicações (TT).







Figura 11 – Exemplo de Ponto de Consolidação
Canal
Qualquer via de transmissão passiva composta por equipamento de aplicação específica ou
existente entre equipamento específico e interface de rede externa.
Cabos e ligações de diferentes categorias podem ser utilizados num mesmo canal, no entanto a
performance da ligação será determinada pela categoria do componente de mais baixa
performance.
Em função das categorias, tipos de cabos de par de cobre utilizados, tipo de conector e classe
de ligação esperada, assumem-se nos quadros seguintes os comprimentos máximos possíveis
para:
 Ligações Permanentes Troncais:
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 39
F – Combinação dos comprimentos dos equipamentos de ligação, dos cordões e pontes
X – Relação entre atenuação (dB/m) dos cordões e a atenuação (dB/m) do cabo da ligação permanente
Tabela 13 – Ligações permanentes troncais
 Ligações Permanentes Horizontais:
F – Combinação dos comprimentos dos equipamentos de ligação, dos cordões e pontes
X – Relação entre atenuação (dB/m) dos cordões e a atenuação (dB/m) do cabo da ligação permanente
C – Comprimento do cabo do Ponto de Consolidação
Y - Relação entre atenuação (dB/m) do cabo do Ponto de Consolidação e a atenuação (dB/m) do cabo da ligação permanente
* - Redução de comprimento para salvaguarda de desvios nas perdas de inserção. Para temperaturas de funcionamento acima de
20º, a distância deve ser reduzida 0,2% por ºC para cabos blindados e 0,4% por ºC (20ºC a 40º C) e 6% por ºC (>40º até 60ºC) para
cabos não blindados. Para temperaturas superiores consultar os fabricantes.
Tabela 14 – Ligações permanentes horizontais
As figuras seguintes apresentam configurações de implementação relacionadas com a
cablagem horizontal.
A) Apresenta um canal contendo apenas uma interligação e a Tomada de Telecomunicações
(TT), ou um Ponto Multi-Utilizador. Neste caso o ATI liga directamente à tomada. O canal inclui
cordões de ATI e cordões de tomada. Sejam cordões ou pontes, os tratamentos são idênticos.

COMPRIMENTO MÁXIMO DA LIGAÇÃO PERMANENTE TRONCAL
Categoria
do
componente
Classe
(ligações limitadas por Delay ou Skew podem não ser conseguidas, se o comprimento
ultrapassar 100m)
A B C D E F
A 2000 260-FxX 185-FxX 111-FxX 105-3*-FxX -
B 2000 260-FxX 190-FxX 115-FxX 107-3*FxX 105-3*-FxX
Modelo de ligação Item
Máxima distância horizontal
Classe D Classe E Classe F
Interligação - TT A 109-FxX 107-3*-FxX 107-2*-FxX
Ligação cruzada - TT B 107-FxX 106-3*-FxX 106-3*-FxX
Interligação – PC - TT C 107-FxX-CxY 106-3*FxX-CxY 106-3*-FxX-CxY
Ligação cruzada – PC - TT D 105-FxX-CxY 105-3*-FxX-CxY 105-3*-FxX-CxY
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 40

Figura 12 – Configuração de implementação da cablagem horizontal - A
B) Apresenta um canal contendo uma interligação, uma interligação adicional e a Tomada de
Telecomunicações (TT). Neste caso o ATI liga directamente à tomada; no entanto existe uma
interligação intermédia no próprio ATI. O canal inclui cordões de ATI e cordões de tomada.
Sejam cordões ou pontes, os tratamentos são idênticos.


Figura 13 – Configuração de implementação da cablagem horizontal - B
C) Apresenta um canal contendo uma interligação, um ponto de consolidação e a TT. Neste
caso o ATI liga directamente ao ponto de consolidação e daí à tomada. O canal inclui cordões
de ATI e cordões de tomada. Sejam cordões ou pontes, os tratamentos são idênticos. Em
adição aos cordões, esta figura apresenta um cabo no ponto de consolidação. As perdas de
inserção deste cabo podem diferir das dos cabos de ligação permanente e dos flexíveis.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 41

Figura 14 – Configuração de implementação da cablagem horizontal - C
D) Apresenta um canal contendo uma interligação, um ponto de consolidação, a TT e uma
ligação adicional. Neste caso o ATI liga directamente ao ponto de consolidação e daí à tomada,
passando por uma ligação intermédia no próprio ATI. O canal inclui cordões de ATI e cordões de
tomada. Sejam cordões ou pontes, os tratamentos são idênticos. Em adição aos cordões, esta
figura apresenta um cabo no ponto de consolidação. As perdas de inserção deste cabo podem
diferir das dos cabos de ligação permanente e dos flexíveis.


Figura 15 – Configuração de implementação da cablagem horizontal - D
A fim de harmonizar os cabos a utilizar, cordões, cabos de pontos de consolidação, pontes e
cordões de equipamentos de diferentes atenuações, o comprimento dos cabos usados num
canal são determinados pelas equações da tabela das ligações permanentes horizontais.
No quadro assume-se que:
- Um cabo flexível, pertencente a um cordão, apresenta uma atenuação de inserção
superior à de um cabo utilizado para a ligação horizontal permanente;
- Os cabos utilizados para os cordões apresentam uma atenuação de inserção comum.
Estas implementações estão baseadas no desempenho dos componentes a 20ºC. O efeito da
temperatura deve ser tido em consideração.


REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 42
As especificações seguintes são de aplicação obrigatória:
- O comprimento físico de um canal, na cablagem horizontal, não deve exceder 100m;
para outros pontos da rede, poderá ser possível a existência de canais com
comprimentos superiores, utilizando componentes de categoria superior a Cat.6.
- O comprimento físico do cabo horizontal permanente não deve exceder 90m e terá de
ser menor, dependendo do comprimento dos cabos dos pontos de consolidação, dos
cordões e total de conexões;
- Quando seja utilizado um ponto multi-utilizador, os comprimentos dos cordões de
interligação não devem ser superiores a 20m;
- Um ponto multi-utilizador deve servir um máximo de 12 postos de trabalho;
- Quando seja utilizado um ponto de consolidação, o cabo horizontal deve ter mais do
que 15m, com o intuito de reduzir os efeitos de NEXT e Return Loss (perda de
retorno), dada a existência de múltiplas ligações muito próximas;
- O comprimento máximo dos cordões individuais não deve exceder os 5m.
2.5.1.2 CABOS COAXIAIS
2.5.1.2.1 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS MÍNIMAS
Considera-se que os cabos coaxiais a utilizar nas ITED devem ser, no mínimo, da categoria
TCD-C-H.
A tabela seguinte caracteriza as especificações técnicas mínimas a que os cabos coaxiais, a
utilizar nas ITED, devem obedecer.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 43
CARACTERÍSTICAS ELÉCTRICAS FREQUÊNCIA (MHz) VALOR
Impedância F=100 75Ω ±3Ω
Perdas por retorno
5 ≤ f < 470 20dB
470 ≤ f < 1000 18dB
1000 ≤ f < 3000 12dB
Atenuação em 100 metros (dB)
10 1,98
47 4,29
100 6,26
200 8,96
300 11,12
400 12,98
500 14,65
600 16,18
700 17,62
800 18,97
860 19,74
900 20,25
1000 21,48
1200 23,77
1400 25,68
1600 27,45
1900 29,91
2150 31,82
2300 32,91
2500 34,31
2700 35,66
3000 37,59
Resistência máxima: condutor central +
condutor externo
CC 9Ω / 100m
Mínima passagem de corrente
admissível
CC 0,5A
Atenuação de blindagem
(EMC Classe A)
30≤ f <1000 ≥ 85dB
1000≤ f <2000 ≥ 75dB
2000≤ f <3000 ≥ 65 dB

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 44
CARACTERÍSTICAS ELÉCTRICAS (CONT.) VALOR
Cobertura do dieléctrico ≥ 70%
Velocidade de propagação 82%
Diâmetro condutor central 0,6mm a 1,7mm
Total de elementos coaxiais num cabo ≥ 1
Diâmetro exterior do cabo ≤ 12mm
Gama de temperatura
Instalação: 0ºC a +50ºC
Funcionamento: -20º C a +60º C
Mínimo raio de curvatura durante a instalação 10 vezes o diâmetro externo
Mínimo raio de curvatura instalado 5 vezes o diâmetro externo
Marcação
Indelével
Metro a metro
Indicação do fabricante
N.º do lote ou data de fabrico
(semana e ano)
Tabela 15 – Especificações técnicas mínimas dos cabos coaxiais
OBSERVAÇÕES ADICIONAIS:
- Os diâmetros exteriores devem ser minimizados;
- Dependendo do ambiente de aplicação admitem-se as seguintes bainhas externas:
o PVC, para aplicações interiores;
o Polietileno Negro, para aplicações em exterior, não enterrado;
o Polietileno Negro, cobrindo um composto de PetroGel que se encontre a sobrepor a
malha, para aplicações de cabo de exterior entubado (CEMU - ATI, por exemplo).
o Materiais com propriedades LSFH (Low Smoke, Free Halogen), para aplicações
interiores em edifícios recebendo público.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 45








Figura 16 – Cabo coaxial
- Cor da bainha externa em concordância com o serviço que lhe está associado, de acordo com
o quadro seguinte, ou outro considerado adequado:
- A coloração do cabo poderá abranger integralmente a bainha, ou poderá ser de marcação
contínua ou descontínua, com intervalo máximo de ½ metro entre colorações.



Figura 17 – Cabo coaxial marcado
É da responsabilidade do projectista optar por cabos coaxiais de qualidade superior, sempre que
a infra-estrutura ou a solução tecnológica assim o exijam, principalmente nas situações em que:
 Os cálculos de atenuação assim o determinem;
 Haja necessidade de tele-alimentar via cabo coaxial os sistemas de re-amplificação.
 O tipo de conector associado ao elemento da rede assim o determine.
2.5.1.3 DISPOSITIVOS DE REDES COAXIAIS
2.5.1.3.1 CABEÇA DE REDE
As Cabeças de Rede (CR) são conjuntos de equipamentos que são colocados entre o sistema
de recepção – antenas receptoras ou outras fontes de sinal – e a rede de distribuição. Este
conjunto tem como principal função a recepção, equalização e amplificação dos sinais a
distribuir. O conceito de CR está associado aos RG-CC de MATV e SMATV.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 46

Figura 18 – Esquema funcional de uma cabeça de rede
As CR têm três graus de qualidade, dependendo essencialmente da dimensão da rede que
servirão:
- CR1 – Cabeça de Rede Local ou Remota, de grau 1
o Trata-se de uma CR cujos sinais de saída servirão pelo menos uma CR de cada um
dos graus inferiores (2 e 3) instaladas a jusante. Os sinais passarão, pelo menos, por
três sistemas de amplificação antes de atingirem os pontos terminais da rede -
Tomadas Coaxiais.
o As CR1 permitem:
 Tratamento dos sinais externos, recebidos, nomeadamente, via terrestre ou
satélite, através de processadores com Controlo Automático de Ganho (CAG);
 Modulação de sinais próprios (videovigilância, videoporteiro, canais de satélite
livres, etc.) em Banda Lateral Vestigial (BLV).
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 47

Figura 19 – CR1 e modulação de sinal de videoporteiro
- CR2 – Cabeça de Rede de Distribuição, de grau 2
o Como ponto de re-amplificação de sinais provenientes de uma CR1, sendo
constituída por equipamento amplificador ou regenerador de sinal, denominado
Amplificador de Coluna.

Figura 20 - Amplificador de Coluna (Re-amplificação)
o Como ponto de Recepção e Tratamento de Sinais, trata-se de uma Central cujos
sinais de saída servirão pelo menos uma Central de Grau inferior (3) instalada a
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 48
jusante. Os sinais passarão assim, pelo menos, por dois sistemas de amplificação
antes de atingirem os pontos terminais da rede - Tomadas Coaxiais.

Figura 21 – CR2
o Torna-se fundamental que as CR2 apresentem:
 Tratamento dos sinais externos, recebidos via terrestre, através de sistemas
selectivos, que cumpram os valores Relação Portadora/Ruído e Relação
Portadora/Interferência.
 Modulação de sinais próprios (videovigilância, videoporteito, canais de satélite
livres, etc.) em Banda Lateral Vestigial.
- CR3 – Cabeça de Rede de Recepção Individual, de grau 3
o Como ponto de Reamplificação de sinais provenientes de uma CR2, sendo
constituída por equipamento amplificador ou regenerador de sinal, denominado
Amplificador de Apartamento.

Figura 22 - Amplificador de apartamento
o Como ponto de Recepção e Tratamento de Sinais, trata-se de uma CR cujos sinais
de saída servirão directamente os pontos terminais da rede - Tomadas Coaxiais.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 49

Figura 23 – CR3
o Torna-se fundamental que estas CR3 apresentem:
 Tratamento dos sinais externos, recebidos via terrestre, através de sistemas
selectivos, cumpridores dos valores Relação Portadora/Ruído e Relação
Portadora/Interferência, assinalados nas tabelas.
 Modulação de sinais próprios (videovigilância, videoporteiro, canais de satélite
livres, etc.) aconselhável em Banda Lateral Vestigial.
2.5.1.3.2 PRÉ-AMPLIFICADOR
Dispositivo de elevada sensibilidade, associado normalmente à recepção terrestre, e que poderá
ser sempre utilizado quando os níveis de sinal, captados na antena, sejam inferiores a 60dBµV.
Com um factor de ruído bastante baixo, estes dispositivos têm como principal função elevar os
níveis de potência dos sinais recebidos, sendo o ruído introduzido desprezável. Serão colocados
o mais próximo possível das antenas de recepção e caracterizam-se por:
 Apresentar baixa figura de ruído, Fr ≤ 2,5dB;
 Estarem preferencialmente incluídos na caixa de ligações da antena;
 Impedância característica de 75O;
 Blindagem Classe A;
 Apresentar indicações sobre o Modelo e o Fabricante.
2.5.1.3.3 AMPLIFICADOR
Acessório activo que, quando alimentado local ou remotamente, tem como função amplificar os
sinais de radiofrequência presentes na sua entrada, dentro da banda de resposta para a qual foi
dimensionado. Vários tipos de amplificador poderão ser parte integrante de um sistema coaxial.
Destacam-se e identificam-se três modelos e conceitos, pela frequência e importância com que
são utilizados:
 Amplificador de Banda Larga Selectivo;
 Amplificador Monocanal;
 Amplificador de Linha.


REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 50
2.5.1.3.4 AMPLIFICADOR DE BANDA LARGA SELECTIVO
Equipamento a instalar na CR, que tem como principais funções a Selectividade, Amplificação e
Equalização dos serviços recebidos por antena terrestre.
Estando o espectro hertziano terrestre, nas bandas de TV e FM, densamente ocupado por sinais
úteis, e também por sinais parasitas ou ruído, deve o sistema de amplificação filtrar e não
contribuir para potenciar interferências na rede. Esta rejeição de sinais indesejados é possível
com recurso a sistemas selectivos e filtrados, na amplificação.
Os Amplificadores de Banda Larga Selectivos apresentam a particularidade de serem
constituídos por um primeiro bloco, independente por canal ou por grupo de canais,
possibilitando a necessária selectividade e equalização dos canais passantes para a rede e por
um segundo bloco, comum a vários ou todos os canais, onde se garante a potência de saída
necessária para a rede de distribuição.
A selectividade garante, desde logo, que não passam para a rede de distribuição os sinais
parasitas indesejados existentes no espectro hertziano terrestre e cuja diferença de grandeza,
entre estes e os sinais úteis – Relação Portadora/Ruído, não é, para os diferentes tipos de
modulação, inferior aos valores apresentados na tabela seguinte.
PORTADORA / RUÍDO
FM-TV ≥ 15dB
FM-Rádio ≥ 38dB
AM-TV ≥ 43dB
COFDM-DAB ≥ 18dB
COFDM-TV ≥ 25dB
Tabela 16 – Relação Portadora/Ruído
A máxima potência de saída possível deste equipamento amplificador estará limitada, pelo
número de canais a amplificar pelo mesmo, e respeitará a seguinte fórmula de redução:


Em que n representa o número de canais (largura de banda máxima de 8MHz) a amplificar.
Na saída destes poderá conseguir-se uma relação mínima Portadora/Interferência igual ou
superior aos valores apresentados na tabela seguinte, dependendo do Grau da CR. Os sinais
parasitas são frequências que resultam da interacção entre as diversas portadoras amplificadas
e devem sempre apresentar, na saída do sistema de amplificação, valores pelos menos 54dB
inferiores aos das portadoras úteis.
RELAÇÃO MÍNIMA PORTADORA/INTERFERÊNCIA
Grau 1 Grau 2 Grau 3
Amplificadores de canal e conversores de frequência 66dB 54dB 54dB
Amplificador e conversor de frequência multicanal de sub-banda, banda
completa e multibanda de TV-AM (não para amplificador de canal)
80dB 66dB 66dB
Tabela 17 – Relação portadora/interferência
( ) 1 log 5 , 7
10 45000 max
÷ ÷ = n V V
B outDIN out
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 51
2.5.1.3.5 AMPLIFICADOR MONOCANAL
Equipamento a instalar na CR que terá como principais características a Selectividade,
Amplificação e Equalização, dos serviços recebidos por antena terrestre.
Define-se como sendo um dispositivo com Selectividade elevada, uma vez que a banda de
resposta é adaptada a apenas um canal, ou a uma banda de canais muito estreita. Desta forma
garante-se elevada rejeição aos canais ou bandas adjacentes parasitas.
Na CR deve existir um igual número de módulos amplificadores monocanais, os mesmos que os
canais de recepção terrestre a amplificar, permitindo-se ainda que um só módulo possa ser
transparente a um grupo de canais adjacentes, Analógicos + Digitais.
Cada módulo deve permitir, ainda, um ajuste do nível de saída, de forma a garantir uma
possibilidade de equilíbrio entre todos as portadoras que pertencem ao plano de frequências
previsto para a instalação.
2.5.1.3.6 AMPLIFICAÇÃO DE LINHA INTERIOR
Quando pela sua dimensão e complexidade, a rede TCD-C, servida pela CR (presente em um
dos ATE), não garanta os níveis de qualidade nas tomadas finais, é essencial a definição de
pontos estratégicos na rede para a colocação de sistemas de reamplificação de sinal, com
equipamentos activos denominados Amplificadores de Linha. Para redes interiores definem-se
dois tipos:
- Amplificadores de Coluna
- Banda de frequências 5 – 2400MHz;
- Via-directa 88 - 862MHz activa (Pendente e Ganhos reguláveis);
- Via-directa 950 - 2400MHz activa (Pendente e Ganhos reguláveis);
- Via-de-retorno 5 – 65MHz activa (Ganho regulável);
- Conectores de teste RF na entrada e saída;
- Impedância característica 75O;
- Blindagem Classe A;
- Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas;
- Terminal de ligação de condutor de terra, mínimo 2,5mm
2
;
- Indicação do modelo e do fabricante.
- Amplificadores de Apartamento
- Banda de frequências 5 – 2400MHz;
- Via-directa 88 - 862MHz activa (Ganho regulável);
- Via-directa 950 - 2150MHz activa (Ganho regulável);
- Via-de-retorno 5 – 65MHz;
- Impedância característica 75O;
- Blindagem Classe A;
- Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas;
- Terminal de ligação de condutor de terra, mínimo 2,5mm
2
;
- Indicação do modelo e do fabricante.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 52
2.5.1.3.7 PROCESSADOR
Equipamento a instalar na CR, normalmente utilizado para tratamento de sinais de recepção
externa. É caracterizado por:
- Permitir o reposicionamento, em frequência, de qualquer sinal de rádio frequência
presente na sua entrada, com a largura de banda adequada;
- Processar a frequência de entrada a uma frequência intermédia e, de seguida, esta a
uma frequência de saída, garantido assim:
o Uma pureza espectral na saída, compatível com CR1;
o A possibilidade de processar, universalmente, dentro da banda de funcionamento
para que está preparado, qualquer frequência de entrada para qualquer
frequência de saída.
- Possuir um sistema de Controlo Automático de Ganho (CAG), garantindo desta forma a
estabilidade dos sinais na rede, independentemente das oscilações que possam ocorrer
na entrada, compatibilizando-se assim com CR1.
2.5.1.3.8 CONVERSOR
Equipamento a instalar na CR, normalmente utilizado para tratamento de sinais de recepção
externa. É caracterizado por:
- Permitir o reposicionamento, em frequência, de sinais de rádio frequência presentes na
sua entrada, com a largura de banda adequada;
- Processar a frequência de entrada directamente a uma frequência de saída, o que não o
torna universal em termos de possibilidade de conversão de uma qualquer frequência de
entrada, numa qualquer frequência de saída.
2.5.1.3.9 MODULADOR
Equipamento a instalar na CR, normalmente utilizado para gerar emissões próprias, em redes
comunitárias ou individuais, tais como emissões provenientes de sistemas de vídeo-vigilância,
videoporteiro, ou de sistemas de desmodulação de Sinais Terrestres ou de Satélite, que
interessa distribuir a todos os pontos terminais da instalação, juntamente com os restantes
sinais. Dependendo da tecnologia associada, analógica ou digital, possui fundamentalmente as
seguintes entradas:
- Vídeo banda base;
- Áudio Esquerdo;
- Áudio Direito;
- Stream ASI.
Um modulador associado a uma CR1 ou CR2, se a modulação de saída for analógica, poderá
cumprir os seguintes requisitos mínimos:
- Modulação em Banda Lateral Vestigial;
- Mono, Stereo Dual ou Stereo Nicam (norma 728);
- Possibilidade de ajuste e regulação do nível de saída;
- Possibilidade de ajuste do volume de áudio;
- Sistema de distribuição de canais CCIR, PAL B/G;
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 53
- Possibilidade de gerar um sinal de teste.
Um modulador associado a uma CR3, se a modulação de saída for analógica, poderá cumprir os
seguintes requisitos mínimos:
- Aconselhável a Modulação em Banda Lateral Vestigial;
- Áudio Mono, Stereo Dual ou Stereo Nicam (norma 728);
- Aconselhável a possibilidade de ajuste e regulação de nível de saída;
- Possibilidade de ajuste do volume de áudio;
- Sistema de distribuição de canais CCIR, PAL B/G;
- Aconselhável a possibilidade de gerar um sinal de teste.
A modulação de sinais digitais comprimidos em MPEG-2 ou MPEG-4, com saída formato
COFDM ou 64QAM, é uma opção do projectista, dependendo da qualidade do serviço a prestar
ao utilizador final.
2.5.1.3.10 REPARTIDOR SIMÉTRICO DE INTERIOR
Acessório passivo que poderá ser utilizado nas redes coaxiais, como elemento divisor de sinais
de rádio frequência (5 – 2400 MHz) em duas ou mais direcções. Sendo simétrico, os sinais
presentes em todas as suas saídas equivalem-se em potência e são uma fracção da potência de
entrada. Devem apresentar as seguintes características:
- Banda de frequências 5 – 2400MHz;
- Impedância característica 75O;
- Blindagem Classe A;
- Passagem DC, 300mA mínimo, direccionada no sentido saída – entrada;
- Isolamento RF entre saídas ≥ 20 dB;
- Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas;
- Terminal de ligação de condutor de terra, mínimo 2,5mm
2
;
- Possibilidade de ligação franca, garantido condutividade eléctrica e excelente fixação
mecânica aos cabos coaxiais, para os quais se encontra dimensionado e aconselhado pelo
fabricante;
- Indicação:
o do modelo;
o da atenuação de inserção na banda de frequências de resposta;
o do fabricante;
o da entrada e das saídas.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 54

Figura 24– Repartidor simétrico de interior
2.5.1.3.11 REPARTIDOR ASSIMÉTRICO DE INTERIOR
Acessório passivo, com as mesmas características que o repartidor simétrico, com excepção da
equivalência de potência disponível em todas as suas saídas. Neste caso admite-se a existência
de saídas privilegiadas, onde a potência do sinal de saída é superior às restantes. Esta ou estas
saídas devem ser convenientemente assinaladas no chassis do dispositivo.
2.5.1.3.12 DERIVADOR DE INTERIOR
Acessório passivo com dupla funcionalidade. Apresenta uma saída de passagem onde os sinais
presentes na entrada saem afectados de uma baixa atenuação de passagem. Este baixo valor
de atenuação está relacionado com o facto de o sinal se continuar a propagar pela coluna
principal, com o mínimo de perdas possível. As restantes saídas, 2, 4, 6, 8 ou mais, dependendo
do modelo, chamam-se saídas de derivação e apresentam, nos seus terminais, os sinais de
rádio frequência da entrada, afectados pelo valor da atenuação de derivação.
Devem apresentar as seguintes características:
- Banda de frequências 5 – 2400 MHz;
- Impedância característica 75O;
- Blindagem Classe A;
- Passagem DC (300mA mínimo) entre entrada e saída de passagem;
- Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas;
- Isolamento RF entre saídas ≥ 20dB;
- Terminal de ligação de condutor de terra, mínimo 2,5mm
2
;
- Possibilidade de ligação franca, garantido condutividade eléctrica e excelente fixação
mecânica aos cabos coaxiais, para os quais se encontra dimensionado e aconselhado pelo
fabricante;
- Indicação:
o do modelo;
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 55
o da atenuação de derivação na banda de frequências de resposta;
o do fabricante;
o da entrada e das saídas derivadas e de passagem.

Figura 25– Derivador de interior
2.5.1.3.13 COMUTADOR (MULTISWITCH)
Dispositivo, ou conjunto de dispositivos, cujas saídas são remotamente controláveis via cabo
coaxial, permitindo ao utilizador final seleccionar instantaneamente um determinado serviço de
satélite que esteja presente numa das entradas deste dispositivo. Caracterizam o Multiswitch:
- 1 Entrada Terrestre passiva, 5 – 862MHz;
- 4xN entradas de Satélite, 950 – 2150MHz;
- Alimentação local 230Vac ou alimentação remota via cabo coaxial;
- 4, 6, 8, 12, 16, 24, 32, ou mais saídas, onde se disponibilizam sempre os Sinais
Terrestres em combinação com a polaridade de satélite seleccionada;
- Entradas de satélite seleccionadas independentemente, por cada uma das saídas, via
cabo coaxial, através de comandos que respeitam as normas DiSEqC, DODECA, Unicable,
ou outras;
- Entradas identificadas de acordo com um código de cores, e designações;
- Saídas numeradas;
- Terminal de ligação de condutor de terra, mínimo 2,5mm
2
;
- Indicação do modelo e do fabricante;
- Impedância característica 75O;
- Blindagem Classe A;
- Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 56

Figura 26 – Comutador matricial (multiswitch)
2.5.1.3.14 TOMADA COAXIAL DE TELECOMUNICAÇÕES
Acessório passivo a ser instalado como ponto terminal da rede coaxial.
A configuração das tomadas adiante referidas não é estanque, podendo utilizar-se outro tipo de
configurações, com outros tipos de pontos de ligação, desde que sejam cumpridas as
especificações técnicas para este tipo de equipamentos.
Caso se trate de uma tomada dupla, poderá possuir dois pontos de ligação coaxial,
normalmente IEC, devidamente assinalados como:
- Terminal TV (terminal IEC macho) – gama de frequências 5 - 862MHz;
- Terminal SAT (terminal IEC fêmea) – gama de frequências 950 – 2400MHz.
Características técnicas da tomada dupla:
- Passagem DC, mínimo 350mA, na saída SAT;
- Impedância característica 75O;
- Blindagem Classe A;
- Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas;
- Isolamento RF entre saídas ≥ 20dB;
- Indicação do modelo, do fabricante e da entrada.
Sendo uma tomada tripla poderá possuir três pontos de ligação coaxial, normalmente dois IEC,
e um tipo “F”, devidamente assinalados como:
- Terminal TV (terminal IEC macho) – gama de frequências 47 - 862MHz;
- Terminal SAT (terminal “F” fêmea) – gama de frequências 950 – 2400MHz;
- Terminal Rádio (terminal IEC fêmea, FM + DAB) – gama de frequências 88 - 230MHz.
Características técnicas da tomada tripla:
- Passagem DC (mínimo 350mA) na saída SAT;
Multiswitch 5x8
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 57
- Impedância característica 75O;
- Blindagem Classe A;
- Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas;
- Isolamento RF entre saídas ≥ 20dB;
- Indicação do modelo, do fabricante e da entrada.
Admitem-se soluções que integrem, nestas tomadas (duplas e triplas), terminais de ligação para
a rede par de cobre em conectores RJ45, Cat.6 ou, para a rede de fibra, terminais SC/APC,
designadas, neste caso, como Tomadas de Telecomunicações Mistas.
Está prevista a utilização de tomadas coaxiais que permitem a transmissão de dados,
normalmente através de conectores do tipo “F”.
2.5.1.3.15 CONECTORES
A interligação entre qualquer um dos equipamentos acima descritos pode requerer a utilização
de um acessório que se denomina conector, o qual terminará as duas extremidades do cabo
coaxial que os une.
Conector “IEC” – Conector tipo 9,52
Apresenta-se como o tipo de conector aconselhável em pontos onde a ligação terá que ser fácil
e pontualmente desfeita, ou seja, em pontos de flexibilidade. São os tipos de ligações presentes
nas tomadas coaxiais de telecomunicações, onde se conectam pontes coaxiais entre estas e os
terminais de utilizadores (STB, Televisores, etc.).

Figura 27 – Conectores IEC
Conector Coaxial TIpo “F”
Apresenta-se como uma solução para ligações permanentes entre cabo coaxial e equipamentos
das redes TCD-C.
Os Conectores tipo “F”, dependendo do modo como são colocados no cabo coaxial, poderão ser
de:
- Roscar – O conector fica solidário com o cabo coaxial através de um movimento circular, que
o obriga a progredir ao longo da extremidade do cabo.
NOTA IMPORTANTE: Este tipo de conexões não é permitido.
- Cravar – O conector fica solidário com o cabo coaxial através de um movimento rectilíneo de
progressão ao longo da extremidade do cabo. Atingido o limite da progressão, a parte inferior do
conector é cravada com uma ferramenta própria que altera o corte circular do conector para um
corte hexagonal.
NOTA IMPORTANTE: Este tipo de conexões não é permitido.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 58

- Compressão – O conector fica solidário com o cabo coaxial através de um movimento
rectilíneo de progressão ao longo da extremidade do cabo. Atingido o limite da progressão, o
conector sofre uma compressão longitudinal, que encurta o seu comprimento e ao mesmo
tempo aperta a bainha do cabo coaxial, por acção de uma parte cónica interior, que este
conector possui.
Este último tipo de acção – Compressão – é a única permitida nas ligações a cabos coaxiais,
quando se utiliza o conector tipo “F” recto.

Figura 28 – Acção de compressão
Para ligações tipo “F” que requeiram alguma alteração ou manuseio pontual (nos ATE e nos ATI,
por exemplo), possibilita-se a utilização da conexão “F” macho rápido. Trata-se de um
conector angular, normalmente a 90º, cuja cápsula da extremidade possui um sistema de mola
em vez da típica rosca do “F”, tornando assim o acto de ligação mais prático de desenvolver.


Figura 29 – Conector angular, tipo “F” macho rápido
2.5.1.3.16 OUTROS TIPOS DE CONECTORES E LIGAÇÕES
Outros tipos de ligações e conectores são permitidos, normalmente associados a repartidores ou
derivadores, desde que cumpram, no mínimo, as especificações técnicas dos dois quadros
seguintes, bem como outras constantes deste Manual.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 59

Figura 30 – Conexão associada a outro tipo de dispositivos
FREQUÊNCIA (MHz) 5 10 100 200 1000 2000 2400 3000
Máxima atenuação de
Inserção (dB)
0,04 0,06 0,20 0,28 0,63 0,89 0,98 1,10
Tabela 18 – Máxima atenuação de inserção admitida numa conexão


Tabela 19 – Perdas por retorno mínimas admitidas numa conexão
2.5.1.3.17 CARGA TERMINAL
Componente a instalar em todas as saídas não utilizadas dos repartidores e derivadores da rede
coaxial, MATV e CATV.
Adaptar-se-ão ao tipo de conector intrínseco ao dispositivo a carregar e apresentarão as
seguintes características:
- Impedância característica de 75O;
- Blindagem Classe A;
- Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas;
- Isoladas em DC se o ponto a carregar assim o recomendar.
2.5.1.4 CABOS DE FIBRA ÓPTICA
Os cabos de fibra óptica são definidos em termos da sua construção física (diâmetros de
núcleo/bainha) e categoria. As fibras ópticas, utilizadas em determinado canal de transmissão,
devem ter a mesma especificação técnica de construção e pertencerem à mesma categoria.
Todos os cabos de fibra óptica devem cumprir os requisitos da norma EN 60794-1-1. Para além
dos tipos de cabos referidos no presente Manual, poderão considerar-se outros, desde que
cumpram a referida Norma Europeia e as presentes especificações técnicas.
2.5.1.4.1 ESTRUTURAS DE CABOS
Tight Buffer (Presa) – Neste tipo de estrutura, as fibras recebem um revestimento
secundário de nylon ou polyester que é extrudida directamente sobre a fibra (aramid yarn). As
fibras, após receberem este revestimento, são agrupadas com um elemento de tracção que irá
dar-lhes resistência mecânica. Sobre este conjunto é aplicado uma bainha externa que irá
proteger o cabo contra danos físicos (outer jacket).

FREQUÊNCIA (MHz) 5 10 100 200 1000 2000 2400 3000
Perdas por retorno (dB) 23,00 23,00 23,00 23,00 23,00 23,00 19,90 16,00
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 60


Figura 31 – Cabo de fibras ópticas Tight Buffer
Loose Tube (Solta) – As fibras são alojadas dentro de um tubo cujo diâmetro é muito
superior ao das fibras (loose buffers). Isto, por si só, isola as fibras das tensões externas
presentes no cabo, tais como tracção, flexão ou variações de temperatura. Dentro deste tubo é
aplicado um gel derivado de petróleo, com características de isolamento relativamente a
humidades externas.
Groove (sulco)– Numa estrutura tipo groove as fibras ópticas são acomodadas soltas em
uma estrutura interna do tipo estrela. Esta estrutura apresenta ainda um elemento de tracção ou
elemento tensor inserida no seu interior. A função básica deste elemento é dar resistência
mecânica ao conjunto. Uma estrutura deste tipo permite um número muito maior de fibras por
cabo.
Ribon (fita) – Este tipo de estrutura é derivada da estrutura tipo groove. As fibras são
agrupadas horizontalmente e envolvidas por uma camada de plástico, tornando-se um conjunto
compacto. Este conjunto é então empilhado sobre si, formando uma estrutura compacta que é
inserida na estrutura groove, dotando o cabo de uma grande capacidade. Neste tipo de cabos as
fibras podem chegar às 3000.
2.5.1.4.2 TIPOS DE CABOS
Cabos de fibra óptica para interior (indoor):
 Desenvolvidos para interior;
 Apropriados à interligação de equipamentos;
 Elevada flexibilidade;
 Totalmente dieléctricos;
 Pouca resistência mecânica à compressão;
 Alguns cabos são revestidos com material termoplástico retardante à chama, sem
halogéneos e com reduzida opacidade de fumos (LSFH).

Bainha exterior
Reforço em Aramida
Revestimento Alustado
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 61


Figura 32 – Cabo de fibras ópticas para interior
Cabos de fibra óptica de exterior para conduta:
 Com protecção anti-roedores;
 Protecção anti-humidade;
 Totalmente dieléctricos;
 Instalação pelo método de tracção ou sopragem;
 Boa resistência mecânica à tracção.







Figura 33 – Cabo de fibras ópticas para conduta

Cabos de fibra óptica para enterrar:
 Instalação directamente enterrada no solo;
 Protecção anti-roedores;
 Protecção anti-humidade;
 Protecção das fibras ópticas contra mudanças ambientais;
 Protecção das fibras ópticas contra ataques biológicos;
 Excelente resistência mecânica à compressão axial.

1. Bainha exterior
2. Fio de rasgar
3. Protecção contra roedores
4. Bainha interior
5. Cableamento
6. Tubo Loose
7. Fibra óptica
8. Tensor central (dieléctrico)
9. Geleia
10. Enchimento
1. Bainha exterior
2. Elemento de tracção
3. Bainha interior
4. Fibra óptica
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 62







Figura 34 – Cabo de fibras ópticas de enterrar
Cabos ADSS (All Dieletric Self Supporting Cable):
 Instalação aérea ou auto sustentada;
 Totalmente dieléctrico;
 Protecção anti-humidade;
 Bainha externa retardante à chama;
 Alguns têm protecção anti-balística;
 Existem especificações para pequenos, médios e grandes vãos.






Figura 35 – Cabo de fibras ópticas ADSS
Cabos auto-sustentados:
 Instalação aérea ou auto sustentada;
 Desenvolvidos com sistema de sustentação (cordão de aço);
 Alguns têm protecção anti-balística.

1. Bainha exterior
2. Fita de aço corrugado
3. Fio de rasgar
4. Bainha interior
5. Cableamento
6. Tubo Loose
7. Fibra óptica
8. Tensor central (dieléctrico)
9. Geleia
10. Enchimento
1. Bainha exterior
2. Fio de rasgar
3. Elemento de tracção
4. Bainha interior
5. Cableamento
6. Tubo Loose
7. Fibra óptica
8. Tensor central (dieléctrico)
9. Geleia
10. Enchimento
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 63
Figura 36 – Cabo de fibras ópticas auto-suportado
Nos quadros seguintes são indicadas algumas Normas relevantes para as fibras ópticas, bem
como as respectivas características técnicas associadas.

IEC 60793-2-50:2004 IEC 60793-2-50:2008 ITU-T
Tipo B1.1 Tipo B1.1 G652a,b
Tipo B1.2
- G654a
Tipo B1.2_b G654b
Tipo B1.2_c G654c
Tipo B1.3 Tipo B1.3 G652c,d
Tipo B2 Tipo B2 G653a,b
Tipo B4
G655a
G655b
Tipo B4_c G655c
- Tipo B4_d G655d
- Tipo B4_e G655e
- Tipo B5 G656
- Tipo B6_a G657a
- Tipo B6_b G657b
Tabela 20 – Equivalência de Normas de fibra óptica

1. Elemento de sustentação
2. Bainha exterior
3. Cableamento
4. Tubo loose
5. Elemento central dieléctrico
6. Fibra óptica
7. Enchimento
8. Geleia
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 64

Fibra ITU-T G.652
FIBRA MONOMODO STANDARD ITU-T G.652
Comprimento de onda de corte 1,18 a 1,27µm
Diâmetro do campo modal 9,3 (8 a 10)µm (+/- 10%)
Diâmetro da bainha 125µm (+/- 3µm)
Recobrimento de silicone (coating)
245µm (+/- 10µm).
Acrilato curado com UV.
Erro de circularidade da bainha 2%
Erro de concentridade do campo modal 1µm
Atenuação para 1300nm de 0,4 a 1dB/km
Atenuação para 1550nm de 0,25 a 0,5dB/km
Dispersão cromática 1285-1330nm 3,5ps/km.nm
Dispersão cromática 1270-1340nm 6ps/km.nm
Dispersão cromática a 1550nm 20ps/km.nm
Tabela 21 – Fibra ITU-T G.652
2.5.1.4.3 CABOS MONOMODO - OS1 E OS2
Cada fibra deve cumprir com a norma EN60793-2-50:2004.
2.5.1.5 CABOS MISTOS OU HÍBRIDOS
Os cabos mistos, ou híbridos, são conjuntos de dois ou mais cabos, de iguais ou diferentes
tecnologias, cujas bainhas exteriores estão continuamente solidárias, ao longo de uma linha
tangente a ambas.
Face à necessidade destes conjuntos serem desfeitos, os cabos poderão ser separados, sem
recurso a qualquer tipo de instrumento, permanecendo, cada um deles, com as propriedades
mecânicas e eléctricas correspondentes a idênticos cabos, simples, das tecnologias
correspondentes.
Este tipo de cabo deve cumprir integralmente as características referidas neste Manual, de
forma idêntica às restantes três tecnologias consideradas: par de cobre, coaxial e fibra. São
permitidos apenas nas redes individuais, onde a partilha da tubagem pelas diferentes
tecnologias é permitida.
2.5.2 TUBAGEM
A Rede de Tubagens, ou simplesmente designada como Tubagem, caracteriza-se como o
elemento das ITED que permite o alojamento e a protecção dos equipamentos, dispositivos e
cabos.
2.5.2.1 CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS SOBRE MATERIAIS CONSTITUINTES DA TUBAGEM
Os materiais a serem utilizados como constituintes da Rede de Tubagens não devem ter
características que se traduzam em comportamentos indesejáveis, ou mesmo perigosos,
nomeadamente quando sujeitos a combustão. A fim de minimizar os riscos em caso de incêndio,
só é permitida a utilização de materiais nas Redes de Tubagem que sejam não propagadores de
chama.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 65
2.5.2.2 TUBOS
Os tubos classificam-se recorrendo a uma sequência numérica de 12 dígitos, conforme
diagrama da figura seguinte, tal como especificado na EN50086.
Os quatro primeiros dígitos desta classificação são obrigatórios para referenciar o tubo, e devem
constar da respectiva marcação, juntamente com a referência do fabricante.
Os tubos susceptíveis de aplicação nas ITED têm a seguintes características:
- Material isolante rígido, com paredes interiores lisas;
- Material isolante maleável, com paredes interiores lisas ou enrugadas;
- Metálico rígido, com paredes interiores lisas e paredes exteriores lisas ou corrugadas;
- Material isolante flexível ou maleável, tipo anelado, com paredes interiores enrugadas;
- Material isolante flexível, com paredes interiores lisas.
Os diâmetros externos (equivalente a diâmetros nominais, comerciais) dos tubos (d
n
) são,
usualmente, os seguintes: 20, 25. 32, 40, 50, 63, 75, 90 e 110mm.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Obrigatório
1 – M
to
Fraco(a)/M
to
Baixo(a) - [125N;0,5J;+5ºC; 60ºC]
2 – Fraco(a)/Baixo(a) – [320N;1J;-5ºC;90ºC]
3 - Médio(a) – [750N;2J;-15ºC;105ºC]
4 – Forte/Alto(a) – [1250N;6J;-25ºC;120ºC]
5 – M
to
Forte/M
to
Alto(a) – [4000N;20J;-45ºC;150ºC]
Resistência à compressão [N]
Resistência ao choque [J]
Temperatura de utilização (min) [ºC]
Temperatura de utilização (Max) [ºC]
Comportamento na dobragem [Rígido(1), Maleável(2), Maleável autorecuperável(3) ,Flexível(4)]
Isolamento eláctrico: [Condutor(1); Isolante(2)]
Vulnerabilidadae à penetração de corpos sólidos (Min=IP3X : EN 60529)) - [3 a 6]
Vulnerabilidade à penetraçãop de líquidos (água) Min- IPX0 EN 60529 [0 a 7]
Resistência à corrosão de tubos metálicos: [1 a4]
Propagação de chama [1 - NÃO; 2 – SIM]
Resistência à tracção: [ 1 a 5 ]
Resistência à carga (suspensa) : [1 a 5]
CORES
1 –Excepto laranja e vermelho
2 - Laranja

Figura 37 – Classificação dos tubos
NOTA:
 A indicação dos 4 primeiros dígitos é facultativa.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 66
O diâmetro interno mínimo admissível (di
m
) dos tubos vem dado por:
di
m
= d
n
/ 1,33
NOTA IMPORTANTE: Os tubos com diâmetro externo inferior a 20mm não são permitidos.
Na Rede Colectiva de Tubagens, sempre que as colunas sejam constituídas por tubos, o seu
diâmetro externo mínimo deve ser de 40mm.
Os tubos de acesso caracterizam-se como sendo os tubos que permitem a ligação do edifício ao
seu exterior, permitindo a passagem de cabos até aos ATE, ATI ou CEMU. Terão de obedecer
aos seguintes requisitos mínimos, consoante a respectiva função:
Passagem Aérea de Topo (PAT): tubos de material isolante, não propagador de chama, rígidos
ou maleáveis, com paredes interiores lisas e classificação 3332. Os tubos devem estar
protegidos relativamente à penetração de corpos sólidos inferiores a 1mm e inserção de líquidos
limitada a “projecção de água”.
Entrada subterrânea: tubos de material não-metálico, não propagador de chama, rígidos ou
maleáveis, com paredes interiores lisas, com protecção relativamente à penetração de corpos
sólidos e líquidos correspondentes ao grau IP55 e classificação 4432. Também poderão ser
constituídos por metal rígido, resistente à corrosão, com igual índice de penetração.
Nas Redes Colectivas e Individuais de Tubagem, os requisitos mínimos são:
 Tubos de material isolante e não propagador de chama, rígidos ou maleáveis, com paredes
interiores lisas para instalações embebidas, com classificação 3321, e tubos rígidos para
instalações à vista com classificação 4332. Considera-se a classificação 4421 para cofragens,
placas de betão e paredes cheias com betonagem.
 Em zonas ocas, nomeadamente paredes ou tectos, podem utilizar-se tubos de interior não
liso, vulgo anelado, desde que cumpram as EN50086-2-2 ou EN50086-2-4. Devem estar
devidamente estendidos e fixados, evitando obstruções de novos enfiamentos.
Os acessórios para tubos rígidos são: curvas, uniões e dispositivos de fixação (abraçadeiras).


Figura 38 - Tubos rígidos e curva para tubo rígido, de material isolante e paredes interiores lisas

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 67

Figura 39 - Uniões para tubo rígido e abraçadeira para tubo rígido


Figura 40 – Tubo maleável e tubo corrugado, de paredes interiores lisas


Figura 41 - Tubo anelado
As uniões entre tubos poderão ser fixadas por colagem, ou por outro método adequado, com
vista a evitar a abertura em enfiamentos posteriores.
Nas ITED não são admitidos tubos pré-cablados.
2.5.2.3 CALHAS
Nas instalações à vista das redes individuais poderá ser privilegiada a utilização de calhas
relativamente aos tubos, quer por questões de estética, quer pela facilidade de instalação e
acesso aos cabos. A utilização de calhas é uma solução, tida como conveniente, no caso de
alterações a edifícios já construídos, onde não seja viável a instalação de tubos embebidos em
parede.
As calhas são condutas cuja utilização está limitada a instalações à vista. Devem estar em
conformidade com a norma EN50085.
Na tabela seguinte apresentam-se as características técnicas mínimas das calhas:

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 68
CALHAS TÉCNICAS
Rede Colectiva Rede Individual
Material Metálico ou não metálico
Temperatura de instalação e
utilização
-5ºC a +60ºC
Retenção da tampa Abre somente com ajuda de utensílio
Protecção contra danos
mecânicos
2 Joule
Protecção contra penetração
de corpos sólidos
Protecção a corpos de
diâmetro superior a 1 mm
Protecção a corpos de
diâmetro superior a 1 mm
Ensaio do fio incadescente 960 ºC
Resistência à propagação de
chama
Não propagador e LSFH
Tabela 22 – Características técnicas das calhas técnicas
Em zonas não acessíveis ao público, nomeadamente nos locais situados a mais de 2,5m do
solo, admite-se a dimensão mínima de 12,5mm de diâmetro, atribuídos à protecção contra a
penetração de corpos sólidos.
Além dos elementos de fixação, os acessórios genéricos a utilizar num sistema de calhas são:
 Tampas finais (topos);
 Os ângulos (plano, exterior e interior);
 Os elementos de derivação (Ts);
Cantoneiras para correcção de curvatura nas esquinas.
A dimensão mínima do compartimento de uma calha a utilizar na rede colectiva é de 500mm
2
.
Admite-se a utilização de calhas metálicas, nas situações em que é exigida uma protecção física
suplementar dos sistemas de cablagem, nomeadamente em alguns edifícios especiais, devendo
a solução encontrada ser fundamentada tecnicamente e justificada pelo projectista.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 69

Figura 42 – Calha e canto de calha


Figura 43 – Topo e abraçadeira para cabos em calha

Figura 44 - Derivação em T para calha e calha com derivações
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 70

Figura 45 – Calha com quatro compartimentos e cantoneira de ângulo exterior para protecção de cabos

Figura 46 – Coluna e transição com calhas, calha e cantoneira para ângulo exterior
2.5.2.4 CAMINHOS DE CABOS
Os caminhos de cabos são constituídos por estruturas metálicas ou de plástico (Esteiras ou
Escadas), tipicamente de secção em „U‟ (espaços abertos), dedicados à passagem de cabos ao
longo de paredes, tectos e pavimentos.
Caracterizados como elementos abertos, os caminhos de cabos devem estar limitados à
instalação em zonas não acessíveis ao público, ou fora do volume de acessibilidade, definido na
vertical, acima de 2,50m a partir da superfície.
Podem estar nessas condições os tectos falsos, chão falso, salas técnicas ou outras zonas
específicas, tais como galerias e caleiras.
Em todos os casos, o material de que são constituídos os sistemas de caminhos de cabos deve
satisfazer os seguintes requisitos mínimos:




REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 71
ESTEIRAS
Rede Individual
Material Metálico ou não metálico
Temperatura de instalação e
utilização
-5ºC a +60ºC
Protecção contra danos
mecânicos
2 Joule
Ensaio do fio incadescente 960 ºC
Resistência à propagação de
chama
Não propagador e LSFH
Tabela 23 – Características técnicas das esteiras







Figura 47– Esteira, atravessamento de cabos, corta-fogo para caminho de cabos
2.5.2.5 CAIXAS
Consideram-se os seguintes tipos de Caixas, tendo em conta a Rede de Tubagens onde estão
inseridas:
 Caixas da Rede Colectiva de Tubagens;
 Caixas da Rede Individual de Tubagens.
No que respeita à sua funcionalidade na Rede de Tubagens, as caixas são designadas como:
 Caixas de Entrada;
 Caixas de Passagem (dentro da mesma Rede de Tubagens);
 Caixas de Aparelhagem (terminação na Rede Individual de Tubagem).
As caixas podem ser metálicas, ou de material plástico, ou ser parte da construção.
Admite-se a existência de CV para interligação entre o ATE e o ATI, entre a CEMU e o ATI, ou
para passagem de cabos entre diferentes edifícios de uma mesma ITED.
As caixas de aparelhagem não utilizadas devem ser fechadas com tampa apropriada.
As caixas da rede individual para utilização em paredes de gesso cartonado, ou em partes ocas
de paredes amovíveis, devem ser adequadas àquele tipo de construção e referenciadas em cor
diferente.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 72
Os requisitos mecânicos mínimos exigíveis para as caixas são:



Rede Colectiva de Tubagens Rede Individual de Tubagens
Material Metálico ou não metálico
Material não metálico
(excepto em situações justificadas)
Temperatura de instalação e
utilização
entre -10ºC e 60ºC
Marcação para identificação
(de forma indelével)
Palavra´Telecomunicações‟ na
face exterior da porta
Palavra ´Telecomunicações‟ na
face exterior da tampa ou em
alternativa a letra „T‟, excepto
caixas de aparelhagem
Protecção contra impactos mecânicos 2J
Montagem embebida: 0,5J
Montagem à vista: 2J
Penetração contra corpos sólidos
estranhos e água
Objectos muito pequenos (< 1mm)
Preparadas para montagem de
dispositivos de ligação e distribuição
Sim Não
Protecção contra propagação de
chama
Sim
Tabela 24 – Requisitos mecânicos das caixas das redes colectivas e individuais
Os requisitos dimensionais das caixas são considerados úteis, ou seja, medidas internas.
Os requisitos dimensionais mínimos das caixas da rede individual são os seguintes:

TIPO
LARGURA
[mm]
ALTURA
[mm]
PROFUNDIDADE
[mm]
Aparelhagem 53 53
55
Passagem 160 80
Tabela 25 - Dimensões mínimas, internas, das caixas para rede individual de tubagens
Sempre que possível devem ser instaladas caixas de aparelhagem com a profundidade de
63mm, facilitando a manobra e ligação dos cabos.
É possível fazer associações de caixas de aparelhagem mediante a utilização de acessórios de
encaixe adequados.
As caixas de passagem devem estar equipadas com tampas adequadas.
As caixas de aparelhagem devem estar preparadas para receber tubo de diâmetro externo
20mm, e dispor de pelo menos duas entradas para tubo de 25mm. Recomenda-se a existência
de entradas em 32mm.
As dimensões mínimas das Caixas da rede colectiva são as que a seguir se indicam:


REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 73



LARGURA
[mm]
ALTURA
[mm]
PROFUNDIDADE
[mm]
SECÇÃO NOMINAL
DO TERMINAL DE
TERRA [mm
2
]
150 200 100 -
250 300 120
2,5
400 420 150
500 600
160
4,0
700
900
10,0
830 200
1070
1240
Tabela 26 - Dimensões mínimas, internas, das Caixas para Rede Colectiva de Tubagem
As dimensões mínimas da Caixa de Moradia Unifamiliar (CEMU) são 230 x 230 x 110mm. Estas
caixas devem cumprir os requisitos mínimos exigíveis para as Caixas da Rede Colectiva de
Tubagens, nomeadamente no que concerne ao dispositivo de fecho.


Figura 48 - Caixa de aparelhagem simples e para paredes ocas amovíveis, ou de gesso cartonado


Figura 49- Encaixe para caixas de aparelhagem e caixa de passagem para cofragens de betão
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 74

Figura 50 - Caixa de passagem para Rede Individual e para montagem de tubos em caixa de passagem


Figura 51 - Caixa para ATE e CEMU
2.5.2.6 DISPOSITIVOS DE FECHO
Visando assegurar a segurança e o sigilo das comunicações, e em função do local e tipo de
acessibilidade, são definidos diversos dispositivos de fecho a utilizar nas instalações ITED.
Podem ser utilizados 3 tipos de fechadura:
 Fechadura normalizada do tipo RITA;
 Fecho de chave triangular;
 Outro tipo de dispositivo ou fechadura, adequado ao compartimento a isolar.
Recomendam-se as seguintes utilizações:
a) Salas Técnicas, ATE, CEMU e caixas nas redes colectivas – adoptar um dispositivo de fecho
com chave universal, do tipo RITA;
b) ATI, bastidores na rede individual e caixas da rede individual – adoptar um dispositivo de
fecho através de fechadura triangular, aparafusamento ou fecho de pressão.
2.5.3 ARMÁRIOS E ESPAÇOS DE ALOJAMENTO DE EQUIPAMENTOS
2.5.3.1 ZONAS TÉCNICAS DE INSTALAÇÃO DE TELECOMUNICAÇÕES
Espaço de Telecomunicações Inferior (ETI) – sala, compartimento, armário ou caixa de
acesso restrito, para a instalação de equipamentos e estabelecimento de ligações, onde
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 75
normalmente é instalado o ATE (Armário de Telecomunicações de Edifício), para a interligação
com as redes provenientes do exterior.
Espaço de Telecomunicações Superior (ETS) – sala, compartimento, armário ou caixa de
acesso restrito, para instalação de equipamentos e estabelecimento de ligações, para recepção
e processamento de sinais sonoros e televisivos dos Tipos A, B e FWA.
Espaço de Telecomunicações Privado (ETP) – sala, compartimento, armário ou caixa para a
instalação de equipamentos e estabelecimento de ligações, onde normalmente é instalado o ATI
(Armário de Telecomunicações Individual), para a interligação com a rede colectiva ou com as
redes provenientes do exterior.
A localização do ETI e do ETS deve ter em consideração a localização das colunas montantes.
O ETI pode ser coincidente com a caixa principal de coluna, com a caixa de entrada de cabos,
ou com o ATE inferior.
2.5.3.2 ARMÁRIOS
Os armários de telecomunicações são constituídos por caixas e pelos respectivos equipamentos
e dispositivos alojados no seu interior.
Os armários devem ser providos de legendas indeléveis, escritas nas estruturas convenientes,
de modo a que os trabalhos de execução das ligações e posterior exploração e conservação
sejam feitas de forma fácil e inequívoca.
2.5.3.2.1 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES DE EDIFÍCIO – ATE
O Armário de Telecomunicações de Edifício (ATE) permite as seguintes funções:
- De interligação e de concentração com as redes públicas de telecomunicações ou com
as redes provenientes das ITUR;
- De gestão das diferentes redes de cabos de pares de cobre, coaxiais e de fibra óptica;
- De integração das valências dos sistemas de domótica, videoporteiro e sistemas de
segurança.
O ATE faz parte da rede colectiva de tubagens, tem acesso condicionado e é nele que se alojam
os Repartidores Gerais (RG) das três tecnologias previstas, designadamente:
- Par de cobre: RG-PC;
- Cabo coaxial: RG-CC;
- Fibra óptica: RG-FO.
Todos os edifícios com dois ou mais fogos devem ser dotados de um ATE.
Na maior parte das situações, o ATE poderá estar desdobrado em dois armários, o ATE superior
e o ATE inferior, facilitando assim a entrada dos cabos de telecomunicações e flexibilizando as
redes ao tipo de edifício. Este desdobramento é dinâmico, devendo o projectista adoptar a
solução mais conveniente para o edifício.
De uma forma geral considera-se o seguinte:
 O ATE inferior, localizado no ETI, deve albergar os repartidores gerais: o RG-PC, o RG-CC de
CATV e o RG-FO.
 O ATE superior, localizado no ETS, deve albergar o RG-CC de MATV.
Nas situações em que não existam partes comuns no edifício, como por exemplo nas moradias
desenvolvidas em altura (andar-moradia), poderá ser considerada a existência de um ATE
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 76
exterior, com índice de protecção adequado às condições a que possa estar sujeito. Este ATE
exterior poderá ser localizado na fachada do edifício, ou no muro limite da propriedade, ou em
qualquer outro local que seja comum; a opção tomada deve ser devidamente justificada pelo
projectista.
A possível inexistência de Quadro Eléctrico de Serviços Comuns inviabiliza a instalação de
tomadas eléctricas no interior do ATE. Nesta situação é admissível a existência de CEMU para
os fogos residenciais e de ATE para os outros tipos de fracções.
O ATE deve disponibilizar, ainda, espaço suficiente para o acesso de, no mínimo, duas redes
de operadores de comunicações electrónicas, por cada uma das três tecnologias referidas,
ou seja, 2 operadores em par de cobre, 2 operadores em cabo coaxial e 2 operadores em fibra
óptica.
Para a definição do tipo e dimensionamento do ATE dever-se-ão considerar as seguintes
possibilidades:
- Armário bastidor;
- Armário único;
- Armário compartimentado/multi-armário.
Para estas diversas opções devem ser considerados os seguintes requisitos mínimos:
- Armário bastidor:
As dimensões devem ser definidas em função da dimensão, características e objectivos
pretendidos para as instalações;
- Armário único:
Para edifícios até 40 fracções autónomas, o armário único deve ter como dimensões
mínimas 800x900x200mm (Altura x Largura x Profundidade).
Para edifícios com mais de 40 fracções, as dimensões do armário devem ser definidas
em função da dimensão, características e objectivos pretendidos para as instalações, e
nunca inferiores às dimensões referidas no parágrafo anterior.
- Armário compartimentado/multi-armário:
A solução armário compartimentado/multi-armário deve observar as seguintes dimensões
mínimas:

Número de fogos
Alojamento do RG-FO
(A x L x P) [mm]
Alojamento do RG-PC ou do RG-CC
(A x L x P) [mm]
Até 5 600x600x200 400x600x200
de 6 a 12 600x600x200 500x600x200
de 13 a 25 600x600x200 1050x600x200
de 26 a 40 600x600x200 1200x600x200
mais de 40
Definição em função da dimensão, características e objectivos pretendidos para as
instalações, e nunca inferiores às anteriores
Tabela 27 – Relação entre as dimensões das caixas a utilizar e o número de fracções
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 77












Figura 52 – Exemplo de compartimentação ou multi-armários ATE
O ATE superior contém pelo menos um RG-CC, que garante a recepção e distribuição de sinais
de radiodifusão sonora e televisiva. Neste caso prevê-se a existência de um barramento
suplementar de terras, que será interligado ao Barramento Geral de Terras das ITED (BGT). É
obrigatória a existência de energia eléctrica no ATE superior.
Para efeitos de tele-contagem, recomenda-se a interligação do ATE aos armários dos
contadores de água, gás e electricidade.
Para a fixação dos dispositivos às caixas dos ATE, estas devem ser providas de uma das
seguintes soluções:
- Fundo vertical de material plástico rígido adequado, com a espessura mínima de 10mm;
- Fundo vertical em PVC extrudido, ou similar, de 12mm de espessura;
- Perfis metálicos ou não metálicos com cursor, presos ao fundo vertical da caixa,
comprimento correspondente à largura útil da caixa, e fundo metálico com malha
reticulada e perfurada, com capacidade de aparafusamento de suporte;
- Em qualquer dos casos a solução adoptada não deve reduzir a profundidade da caixa
em mais de 30mm.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 78





Figura 53 – Exemplos de fundos plásticos dos ATE

Figura 54 – Fundos metálicos com malha reticulada e perfurada, com capacidade de aparafusamento
O ATE contém obrigatoriamente o Barramento Geral de Terras das ITED (BGT). As ligações das
terras de protecção das infra-estruturas são efectuadas no BGT. O BGT é por sua vez
interligado ao barramento geral de terras do edifício. No caso de se adoptar a solução de fixação
dos dispositivos através de perfis metálicos, estes devem ser ligados ao BGT.
Cada um dos ATE deve disponibilizar circuitos de energia 230V AC, 50Hz, para fazer face às
necessidades de alimentação eléctrica. Deve ser disponibilizado, no mínimo, um circuito com 4
tomadas eléctricas com terra. Os circuitos de tomadas devem estar protegidos por um aparelho
de corte automático (sensível à corrente diferencial residual de elevada sensibilidade (30mA, por
exemplo), imunizado de forma a evitar disparos intempestivos), localizado no quadro eléctrico de
origem do circuito.
É obrigatória a criação de condições de ventilação por convecção dos ATE.
Em qualquer situação, os ATE devem prever espaço para a colocação de uma eventual
ventilação forçada.
Na figura seguinte representa-se o esquema de um ATE, com os secundários dos três
repartidores gerais instalados, onde se considera:
- Cor azul, para fibra-óptica;
- Cor laranja, para cabo coaxial;
- Cor verde, para pares de cobre;
- Cor cinzenta, para passagem conjunta das 3 tecnologias.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 79

Figura 55 – ATE com os secundários dos Repartidores Gerais
2.5.3.2.2 REPARTIDORES GERAIS
O ATE deve conter os Repartidores Gerais de Pares de Cobre, Cabos Coaxiais e de Fibra
Óptica.
RG-PC – REPARTIDOR GERAL DE PARES DE COBRE
O RG-PC é composto por:
- Primário, cujo dimensionamento e instalação é da responsabilidade da entidade que ligar
o edifício às redes públicas, ou às redes de urbanização onde estiver inserido;
- Secundário, constituído por conectores de oito condutores do tipo RJ45, ou réguas de
derivação por cravamento;
- Cordões, ou outros elementos, que garantam a interligação entre o primário e o
secundário, na categoria adequada.
Sempre que o RG-PC for instalado em bastidores, o que se recomenda, a disposição destas
unidades deve ser definida, descrita e desenhada pelo projectista. Nas figuras seguintes são
apresentados dois exemplos de ligações de um RG-PC.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 80

Figura 56 – Exemplo de esquema de ligação de pares de cobre do primário e secundário do RG-PC,
utilizando um andar de bloco de ligação de categoria 6

Figura 57 – Exemplo de esquema de ligação de pares de cobre do primário e secundário do RG-PC,
utilizando dois andares de blocos de ligação de categoria 6
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 81
A utilização de órgãos de protecção, quando necessária, obriga à sua colocação em unidades
modulares adicionais às definidas para o primário. Cabe à entidade que liga o edifício às redes
públicas de telecomunicações, ou às redes da urbanização, a responsabilidade de instalação ou
colocação destes órgãos de protecção.

RG-PC
Cat.6
Secundário

Figura 58– Unidade modular do secundário do RG-PC

Figura 59 – Exemplo de unidades modulares em par de cobre, categoria 6



Figura 60 – Exemplos de cordões de ligação de 1, 2, e 4 pares de cobre
Os operadores públicos de comunicações electrónicas só poderão ligar os seus pares de cobre
aos clientes que tenham contratado os seus serviços.
O RG-PC poderá estar preparado para ser utilizado na transmissão de dados de redes locais, ou
de uma urbanização, geridas pelos proprietários e administrações dos edifícios.
RG-CC – REPARTIDOR GERAL DE CABOS COAXIAIS
O RG-CC é composto por:
- Primário, cujo dimensionamento e instalação é da responsabilidade da entidade que ligar
o edifício às redes públicas, ou às redes de urbanização onde estiver inserido;
- Secundário, constituído por uniões coaxiais, do tipo F-F;
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 82
- Cordões, pontes, ou outros elementos, que garantam a interligação entre o primário e o
secundário.
Nos edifícios com 2 ou mais fogos devem existir dois RG-CC, estando um normalmente
localizado no ATE superior, com distribuição descendente (associado a MATV ou SMATV), e
outro no ATE inferior, com distribuição ascendente em estrela (associado a CATV).
No esquema seguinte está indicada uma possível constituição de um RG-CC.

RG-CC
1ºA
7 dB
Secundário
Operador 1
Operador 2

Figura 61 – Esquema de um possível RG-CC a colocar no ATE
RG-FO – REPARTIDOR GERAL DE CABOS DE FO
O secundário do RG-FO deve ser realizado com recurso a um painel de acopladores SC/APC
para ligar, a cada fogo, no mínimo, duas fibras.

A distribuição da rede colectiva de fibra óptica é efectuada em topologia estrela, podendo ser
efectuada das seguintes formas:
- Cabo individual de cliente com ligação directa, ponto a ponto, do secundário do RG-FO
ao primário do RC-FO de cada fracção, de preferência pré-conectorizado;
- Cabo de coluna com pré-conectorização, apenas na terminação que vai ligar ao RG-FO;
- Cabo de coluna sem pré-conectorização, que obriga à fusão das fibras, ou à sua ligação
mecânica;
- Poderá considerar-se a utilização de cabo de coluna, desde que devidamente justificado
pelo projectista.
Na figura seguinte é indicado um exemplo de RG-FO:
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 83
S
e
c
u
n
d
á
r
i
o
2

F
I
B
R
A
S

P
O
R

F
R
A
C
Ç
Ã
O
Primário
OP1
RG-FO
ENTRADA
DE CABOS
Primário
OP2
1 CABO (2XFO)
POR FRACÇÃO

Figura 62 – Exemplo de RG-FO
Figura 63 – Exemplos de caixas tipo para o RG-FO e respectivas interligações
2.5.3.2.3 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL – ATI
O Armário de Telecomunicações Individual (ATI) faz parte da rede individual de tubagens, sendo
normalmente constituído por uma ou duas caixas e pelos dispositivos (activos e passivos), de
interligação entre a rede colectiva e a rede individual de cabos. Preferencialmente, o ATI será
constituído por um armário bastidor.
No caso das moradias unifamiliares, o ATI interliga os cabos provenientes da CEMU à rede
individual, no interior da referida moradia.
O ATI é, ao nível do fogo individual, o elemento de centralização e flexibilização de toda a
estrutura de telecomunicações, pelo que deve estar preparado para receber do exterior as
tecnologias de comunicação disponíveis suportadas em pares de cobre, cabo coaxial e fibra
óptica. Para além de criar condições físicas de transmissão e flexibilização, poderá permitir
complementá-las com equipamentos que possibilitem a codificação/descodificação e gestão de
sinalização de suporte a serviços, distribuindo-os por diferentes áreas. Este conceito, há muito
aplicado em bastidores de cablagem estruturada, faz coexistir de forma associada equipamentos
activos, como conversores electro-ópticos, roteadores (routers), comutadores (switchs), Posto
Privado de Comutação Automática (PPCA), entre outros.
Torna-se, portanto, necessário dotar o ATI da capacidade de albergar equipamentos activos,
que façam o interface com as redes de acesso e a gestão interna de serviços.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 84
Considera-se a possibilidade de existência de ATI para os serviços colectivos comuns a um
edifício, nomeadamente nas salas destinadas a vigilantes, ginásios, piscinas, bares, etc.,
facilitando assim a existência de sistemas de telecomunicações, nesses espaços, e respectiva
interligação ao ATE.
O ATI poderá ser constituído por uma ou mais caixas, bastidor ou armário, onde são alojados os
equipamentos de recepção das três tecnologias provenientes da rede colectiva ou CEMU, bem
como os RC, que permitem a distribuição dos sinais pelas TT. As tecnologias a suportar são:
 Par de cobre;
 Cabo coaxial;
 Fibra óptica.
O ATI deve ter espaço para alojar, no seu interior, no mínimo, 2 equipamentos activos. Esse
espaço poderá fazer parte integrante do corpo do ATI ou ser independente. No caso de ser
independente, deve prever-se a existência da designada Caixa de Apoio ao ATI (CATI), para
colocação dos equipamentos activos, interligada com a primeira.
A CATI será colocada na zona que o projectista considerar mais favorável, preferencialmente na
zona lateral ou na zona superior do ATI, com configuração similar a este, de forma a minimizar o
impacto visual.
O ATI deve ser facilmente acessível, recomendando-se uma altura de colocação não inferior a
1,5m a contar da sua base em relação ao pavimento.
Dada a eventual existência de equipamento activo com dissipação de calor, deve ser garantida a
adequada ventilação do ATI. A criação de condições de ventilação deste espaço, por
convecção, é obrigatória.
O ATI contém 3 repartidores, os denominados Repartidores de Cliente (RC). Existirão assim 3
RC: o RC-PC (par de cobre), RC-CC (cabo coaxial) e RC-FO (fibra óptica).
O ATI deve estar equipado, no mínimo, com uma tomada eléctrica com terra e um barramento
de ligações de terra.
ATI (PAR DE COBRE) – CONSTITUIÇÃO DO RC-PC
 O RC-PC é constituído por dois painéis de ligação: o primário, onde termina o cabo que
chega de montante e o secundário, onde terminam os cabos provenientes das tomadas de
telecomunicações (TT) em pares de cobre.
ATI (PAR DE COBRE) - REQUISITOS FUNCIONAIS NUM CENÁRIO MULTI-OPERADOR (VOZ OU VOZ/DSL):
 Possibilitar a distribuição do serviço telefónico fixo de, pelo menos, 2 operadores por todas as
TT.
 Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos activos (modem
DSL, Router, Hub/Switch).
ATI (PAR DE COBRE) - REQUISITOS FUNCIONAIS NUM CENÁRIO DE OPERADOR (ETHERNET):
 No caso dos fogos residenciais, possibilitar o estabelecimento de um canal de comunicação,
em classe E, desde o secundário do RG-PC até à tomada TT de ETHERNET, localizada na
ZAP. No caso da moradia unifamiliar, este mesmo canal, sempre que tecnicamente possível,
efectua-se entre a CEMU e a TT de ETHERNET, localizada na ZAP.
 Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos activos (Router,
Hub/Switch).
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 85
ATI (CABO COAXIAL) – CONSTITUIÇÃO DO RC-CC
 Construído com base em repartidores, um para CATV e outro para MATV/SMATV.
ATI (CABO COAXIAL) - REQUISITOS FUNCIONAIS
 Possibilitar a distribuição dos sinais de CATV e MATV, por todas as TT;
 Prever a ligação a uma tomada SAT (localizada na ZAP);
 Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos activos (modem
cabo, Router, Hub/Switch).
ATI (FIBRA ÓPTICA) – CONSTITUIÇÃO DO RC-FO
 O primário do RC-FO (Repartidor de Cliente de Fibra Óptica) será constituído por dois
adaptadores SC/APC, que terminam as duas fibras, provenientes do RG-FO ou do exterior (caso
da moradia unifamiliar), uma delas designada de Entrada 1 e a outra designada de Entrada 2.
 O secundário será constituído, no mínimo, por 2 adaptadores. Esses adaptadores terminarão
os dois cordões que ligam às duas tomadas ópticas (localizadas na ZAP).
ATI (FIBRA ÓPTICA) - REQUISITOS FUNCIONAIS DO ATI:
 Possibilitar dois canais de comunicação desde o secundário do RG-FO até às 2 tomadas de
FO (localizadas na ZAP). No caso da moradia unifamiliar, estes canais estão garantidos entre o
secundário do RC-FO e as 2 tomadas de FO da ZAP.
 Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos activos (ONT,
Router, Hub/Switch).
ATI - REQUISITO DE ESPAÇO
O espaço reservado aos equipamentos activos, no ATI e na CATI, poderá ter em consideração a
existência dos seguintes equipamentos:
Equipamentos que devem ser tidos em consideração:
 Tecnologia par de cobre: Modem DSL, Router, HUB/switch;
 Tecnologia cabo coaxial: Modem cabo, Router, HUB/switch;
 Tecnologia fibra óptica: ONT, Router, HUB/switch.
2.5.3.2.4 CAIXA DE ENTRADA DE MORADIA UNIFAMILIAR – CEMU
A Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar (CEMU) é destinada aos edifícios residenciais de um
fogo – Moradia Unifamiliar - sendo destinada ao alojamento de dispositivos de derivação ou
transição. Esta caixa tem 2 funções:
1 – Alojamento dos dispositivos de transição, para cabos de pares de cobre, entre as redes
públicas de telecomunicações ou provenientes de uma ITUR, e a rede individual de cabos;
2 – Caixa de passagem para as redes de operador que terminam no ATI, em cabo coaxial e fibra
óptica.
As dimensões mínimas, internas, da CEMU, devem ser:

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 86
Altura
230 mm
Largura
230 mm
Profundidade
110 mm
Tabela 28 – Dimensões mínimas, internas, da CEMU
No interior da CEMU estão alojados os dispositivos, para cabos de pares de cobre, que
permitem a ligação das redes públicas de telecomunicações, ou das ITUR, à rede individual.
Como mínimo entende-se que contenha o seguinte:
- 1 dispositivo de ligação e distribuição com capacidade para ligação de 4 pares de cobre.
A este bloco é ligado, para jusante, o cabo de pares de cobre, de Cat.6, que se dirige ao
ATI. Para montante são ligados os cabos de operador ou provenientes de uma ITUR.
-
Figura 64 – Exemplo de uma CEMU
2.5.3.2.5 BASTIDORES DE CABLAGEM ESTRUTURADA
A utilização de bastidores de cablagem estruturada é sempre preferível, dadas as suas
excelentes capacidades face a outras soluções técnicas. Podem ser utilizados em qualquer
espaço adequado à colocação de equipamentos de telecomunicações, desde que se garantam
condições de espaço e de correcta instalação
Os bastidores utilizados nas ITED terão as dimensões adequadas aos equipamentos a instalar e
devem satisfazer os seguintes requisitos mínimos:
- Existência de uma porta com fechadura, de modo a garantir restrição de acesso;
- Constituído por um armário em dimensões adequadas, dotado com perfis ajustáveis,
com acessibilidades facilitadas, eventualmente por rotação por parte do armário e porta
frontal. Será também equipado com prateleiras de apoio para Hub/router/switch;
- Deve possuir alimentação eléctrica, fornecida através de circuitos devidamente
protegidos com disjuntores diferenciais, ligados a réguas de tomadas com terra,
equipadas com interruptor ligar/desligar e filtro de rede. Deve ser equipado de régua em
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 87
perfis de alumínio e tampas terminais em PVC, com o mínimo de quatro tomadas com
terra e interruptor luminoso;
- Ventilação obrigatória, e em conformidade com os equipamentos instalados;
- Deve possuir guias para acondicionamento da cablagem fixa, bem como guias para
arrumação dos cordões de interligação. Entre cada 2 painéis de interligação poderá ser
colocado um guia;
- Ser equipado com painéis passivos com fichas fêmea RJ 45, de preferência blindadas,
destinadas à ligação dos cabos Cat.6;
- As TT em par de cobre, distribuídas pelos diversos compartimentos do edifício, serão
servidas a partir do bastidor de telecomunicações, equipado com painéis passivos,
dotados com réguas de tomadas RJ 45, categoria 6. Os equipamentos activos de gestão
da rede serão também ligados à rede de tomadas RJ 45 ou a ligadores onde estão
ligadas as extensões provenientes da central, caso exista;
- Os painéis passivos devem suportar a identificação das tomadas RJ 45, sendo
equipados com guias de “patch”, em quantidade suficiente para o encaminhamento dos
cordões de ligação entre os equipamentos activos e os painéis passivos (patch core);
- Os cabos de pares de cobre a instalar devem ser ligados sem emendas, interrupções ou
derivações, às tomadas RJ45 e aos painéis passivos existentes no bastidor;
- No bastidor será feita a ligação do tensor metálico a contactos de terra, existentes para o
efeito nos painéis passivos;
- Deve ser garantido o isolamento por separação física dos cabos UTP, FTP ou STP, em
relação a cabos de energia;
- Os cabos serão identificados de forma clara e indelével, com o número de tomada a que
correspondem, nas extremidades e nos pontos de derivação. Os cabos devem ser
agarrados a intervalos regulares, com a finalidade de diminuir o esforço de tracção. A
passagem dos cabos deve ser feita com muito cuidado, de forma a serem evitadas as
dobras que poderão causar a diminuição das propriedades eléctricas dos cabos;
- Os cabos UTP, FTP ou STP, devem ter comprimentos: de 1m, somente para ligação do
bastidor; de 2m, para ligação no bastidor ou ainda para ligação de equipamentos às
tomadas RJ45; de 3m, para ligação dos equipamentos às tomadas RJ45, ou
eventualmente, para ligações nos bastidores; de 5m, exclusivamente para eventual
ligação dos equipamentos às tomadas RJ45;
- Devem dispor de boas características mecânicas que lhes confiram durabilidade e
resistência a múltiplas utilizações, sendo a ligação, entre a ficha RJ45 e o cabo,
correctamente vulcanizada;
- Nas caixas de passagem ou repartição, os cabos devem formar um seio, sendo o raio de
curvatura igual ou superior a 5 vezes o diâmetro do cabo;
- As blindagens dos cabos devem ser interligadas, ligando-se depois ao terminal de terra
do RG-PC ou ao bastidor de telecomunicações;
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 88
- O cabo a utilizar deve ser do tipo UTP, categoria 6, cumprindo os requisitos da classe E,
para os pares de cobre. Na utilização de cabos coaxiais deve estar preparado para
frequências de trabalho, no mínimo, até 2400MHz;
- O BGT ficará, preferencialmente, instalado dentro do bastidor com funções de ATE.
Figura 65 – Esquema típico de um bastidor com funções de ATE










Figura 66- Bastidor de parede e sistema de ventilação
Painel de distribuição de fibra – Conectores
SC/APC.

Painel de distribuição horizontal de cobre –
RJ 45 Cat.6.

Painel de distribuição horizontal de cabo
coaxial.
Painel de operadores (cobre e fibra).

Painel de operadores (coaxial).


Zona para equipamentos activos e
alimentação (4x tomadas eléctricas).

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 89

Figura 67 – Mini-bastidores típicos adaptados às três tecnologias de telecomunicações
2.5.3.2.6 SALAS TÉCNICAS
Espaços de Telecomunicações, em compartimentos fechados e com requisitos apropriados para
alojamento de equipamentos e dispositivos. As portas devem abrir para fora, cumprindo, assim,
os regulamentos de segurança aplicáveis.
Os tipos e dimensões das Salas Técnicas constam da tabela seguinte:
TIPO DE SALA
TÉCNICA
Nº DE FOGOS DÍMENSÕES MÍNIMAS
[cm]
S0 até 32 300 x 100
S1 de 33 a 64 300 x 200
S2 de 65 a 100 300 x 300
S3 mais de 100 600 x 300
Tabela 29 - Tipos e dimensões das Salas Técnicas
Os Graus de Complexidade dos edifícios são definidos na EN50174-1. Baseiam-se no tipo de
edifício e no número fixo de cabos, definido como a quantidade de cabos que passa pela coluna
montante, no local de maior ocupação.
Considere-se a seguinte tabela:
NÍVEL DE COMPLEXIDADE DA INFRA-ESTRUTURA
TIPO DE
EDIFÍCIO
NÚMERO FIXO DE CABOS
2 a 10 11 a 100 101 a 1000 > 1000
Escritórios 1 2 3 4
Industriais 1 2 3 4
Residenciais 1 2 3 4
Mistos 2 3 3 4
Tabela 30 – Níveis de complexidade dos edifícios
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 90
Tendo em conta os graus de complexidade estabelecidos, considera-se obrigatória a existência
de Sala Técnica sempre que:
a) O Grau de Complexidade do edifício for 3 ou 4;
b) O número de fogos seja superior a 64.
A construção de Salas Técnicas, nos restantes edifícios, dependerá da sua especificidade,
cabendo ao projectista decidir sobre a sua existência.
As Salas Técnicas devem obedecer aos seguintes requisitos mínimos:
 Altura mínima de 2,2 m;
 Paredes rebocadas e pintadas com tinta plástica;
 Marcação na porta de forma indelével da palavra “Sala Técnica”;
 Sistema de ventilação;
 Recomendação de uma cota que garanta que a sala se encontra acima do nível freático;
 Revestimento do chão com características anti-estáticas e anti-derrapantes;
 Iluminação adequada à execução de trabalhos que exijam esforço visual prolongado;
 Instalação eléctrica com pelo menos um circuito de tomadas e um circuito de iluminação com
sistema de corte e protecção;
Considera-se ainda, com carácter de recomendação, que na construção das Salas Técnicas
seja considerado:
 Ambiente controlado, de modo a garantir uma temperatura entre 18 e 24ºC e uma humidade
relativa entre 30 e 55%;
 Um extintor;
 Porta dupla;
 Caixa de Entrada de Cabos localizada na Sala Técnica.

Figura 68 - Sala Técnica com Sistema de Caminho de Cabos
Admite-se a existência de Salas Técnicas localizadas fora do edifício, em construção separada,
contígua ou não ao edifício e devidamente identificada.
Caixa de Entrada de Cabos
Sistema de Caminho de Cabos
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 91
2.5.3.2.7 DISPOSITIVOS DE TRANSIÇÃO, REPARTIÇÃO, TERMINAIS E DE PROTECÇÃO
Os dispositivos de transição e de repartição são dispositivos passivos, devidamente
acomodados, onde se efectua a interligação entre cabos de redes distintas.
A entrada do dispositivo (ligação da rede a montante) designa-se por primário e a saída do
dispositivo de saída (ligação à rede a jusante) designa-se por secundário.
Quer o primário, quer o secundário são constituídos por estruturas modulares associadas a uma
tecnologia específica.
Os dispositivos de transição entre a Rede Colectiva e a Rede Individual fazem parte do ATI ou
do bastidor com funções de ATI. No caso das moradias unifamiliares, também poderão estar
localizados na CEMU. São montados em módulos de tomadas ou réguas de ligação, para
ligação a cabos de pares de cobre, módulos de tomadas para cabo coaxial e módulos de
tomadas para ligação de cabos de fibra óptica.
A interligação entre os cabos do primário e do secundário é estabelecida por meio de cordões,
comutadores ou por outros dispositivos considerados adequados.
Poderão ser instalados órgãos de corte e descarga de sobretensões, nos primários
convenientes. Os órgãos de protecção devem ser tripolares, de modo a estabelecer a ligação à
terra das correntes associadas às descargas atmosféricas, às derivadas dos contactos com
linhas de energia ou às resultantes de indução electromagnética.


Figura 69 - Tomada óptica para calha e caixa para tomada óptica (55mm de profundidade)
2.5.4 ANTENAS DE MATV E EMISSORES NACIONAIS
Existem vários tipos de antenas de MATV, donde se destacam os seguintes:
Antena de FM (88 – 108MHz) assegura a captação das emissões de rádio em Frequência
Modulada, conhecida como banda de FM.
A antena de VHF – BI (47 – 68 MHz) assegura a captação, até ao Switch off (cessação das
emissões analógicas televisivas terrestres), das emissões da RTP1, nas zonas do território
Continental servidas pelos emissores do Muro, canal 2, ou emissor da Lousã canal 3.
A antena de VHF - BIII (174 – 230MHz) assegura a captação, até ao switch off, das emissões da
RTP1 em grande parte do território Continental. São excepções o emissor de Palmela que emite
a TV2, Lousã e Muro, pelas razões atrás assinaladas, e os Arquipélagos dos Açores e Madeira,
onde a emissão dos canais regionais se faz nesta banda (RTPA e RTPM).
Normalmente é apenas necessária uma das antenas, acima descritas, para a captação da
emissão da RTP1.
REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS
pág. 92
A antena de UHF - BIV + BV (470 – 862 MHz) assegura a captação, até ao switch off, das
emissões da TV2 (excepto Palmela onde se trata da RTP1), SIC e TVI em todo o território
Continental. Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, esta antena assegura normalmente a
captação da RTP1. Em simultâneo com as emissões analógicas, esta mesma antena assegura
a captação das emissões digitais, no território continental e arquipélagos, caso se trate de uma
antena que responda à BV.
2.6 FRONTEIRAS DAS ITED
Os edifícios podem estar implantados na via pública ou em ITUR públicas ou privadas.
Os edifícios só permitem entradas de cabos por via subterrânea, deixando de existir entradas
aéreas. A PAT serve exclusivamente para a passagem de cabos das antenas, instaladas no
topo dos edifícios.
NOTA IMPORTANTE: A construção de entradas aéreas é proibida.
A rede de tubagens do edifício termina, obrigatoriamente, numa Câmara de Visita Multi-operador
(CVM), a instalar junto à entrada do edifício.
A referida CVM deve estar devidamente dimensionada, de forma a albergar a tubagem
proveniente do edifício, prevendo a ligação às redes públicas de telecomunicações.
As fronteiras de cablagem das ITED são os secundários dos Repartidores Gerais (RG) ou os
secundários dos Repartidores de Cliente (RC), para o caso das moradias unifamiliares. Os
referidos dispositivos são parte integrante das ITED.
O dimensionamento das fronteiras das ITED consta do ponto 4.2.2.6 do presente documento.

CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE
pág. 93
3 CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE
O conceito MICE estabelece um processo sistemático para a descrição das condições
ambientais, com base em três níveis de exigência: Nível 1 (BAIXO), Nível 2 (MÉDIO) e Nível 3
(ALTO).
Esta concepção permite, aos projectistas e instaladores, a selecção dos materiais utilizáveis,
para diferentes níveis de exigência ambiental, consoante o tipo de utilização de um determinado
espaço.
O projectista deve procurar um compromisso tendo em conta os seguintes vectores:
- Custo dos materiais e da execução;
- Condições ambientais;
- Exequibilidade técnica.
Tal ponto de equilíbrio poderá ser encontrado dentro de um espaço de conciliação, conforme
representado na figura seguinte:
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Exequibilidade técnica Nível de
exigência
ambiental Baixo
Média
Alto
Projecto
Prescrições
adicionais

Figura 70 – Espaço de conciliação do projecto
Como exemplo consideremos um sistema de cablagem, em que é exigível um nível de
protecção mecânica elevado, digamos 3, e um dos componentes apenas se encontra disponível
no mercado, em condições aceitáveis de custo, com propriedades características do nível 2.
Nestas condições, o projectista poderá considerar mecanismos adicionais de protecção e o
instalador adoptar práticas apropriadas para que tal componente seja manuseável e utilizável,
no ambiente caracterizado por nível 3.
Os parâmetros que caracterizam o grau de exigência ambiental (EN50173-1) são:
CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE
pág. 94
M – Propriedades Mecânicas.
I – Propriedades relativas ao Ingresso ou penetração de corpos sólidos ou de líquidos.
C – Propriedades Climáticas e comportamento perante agentes químicos.
E – Propriedades Electromagnéticas.
3.1 MECÂNICAS (M)
Na tabela seguinte estão definidos os níveis de exigência mecânica a utilizar na caracterização
ambiental para sistemas de cablagem:

Nível de exigência BAIXO MÉDIO ALTO
PROPRIEDADES MECÂNICAS M1 M2 M3
Impacto (aceleração) [ms
-2
] 40 100 250
Vibração (amplitude da oscilação de 2 a 9 Hz) [mm] 1,5 7,0 15,0
Vibração (amplitude da aceleração de 9 a 500 Hz) [ms
-2
] 5 20 50
Resistência à tracção
Conforme especificações do componente e
EN50174-2

Resistência à compressão [N sobre a mm (linear) min.] 45 para a=25
1100 para
a=150
2200 para
a=150
Resistência ao choque [J] 1 10 30
Resistência à torção
Conforme especificações do componente e
EN50174-2
Tabela 31 – Caracterização ambiental para graus de exigência mecânicos
Para o caso específico dos elementos de ligação (fichas, acopladores, etc) consideram-se os
seguintes níveis de exigência particulares (EN50173-1):

PROPRIEDADES MECÂNICAS M1 M2 M3
Resistência à tracção (entre ficha e cabo) [N] 25 300 500
Tabela 32 – Caracterização ambiental para graus de exigência mecânicos – elementos de ligação
3.2 INGRESSO OU PENETRAÇÃO (I)
Os níveis de exigência ambiental associados ao ingresso ou penetração de corpos sólidos, ou
de líquidos, devem estar em conformidade com os valores definidos na tabela seguinte:
Nível de exigência BAIXO MÉDIO ALTO
PROPRIEDADES DE INGRESSÃO I1 I2 I3
Penetração/Ingresso de corpos sólidos (partículas) IP2X IP6X IP6X
Penetração/ingresso de líquidos IPX0 IPX5 IPX5 / IPX7
Tabela 33– Caracterização ambiental para graus de exigência de ingresso
CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE
pág. 95
3.3 CLIMÁTICAS E QUÍMICAS (C)
As propriedades climáticas e o comportamento perante agentes químicos que caracterizam os
níveis de exigência ambiental para os sistemas de cablagem, incluindo os dispositivos de
ligação, estão caracterizadas na tabela seguinte:
Nível de exigência BAIXO MÉDIO ALTO
PROPRIEDADES CLIMÁTICAS C1 C2 C3
Temperatura ambiente [ºC] -10 a +60 - 25 a +70 - 40 a +70
Taxa de mudança de temperatura [ºC min-1] 0,1 1,0 3,0
Humidade relativa [%]
5 a 85 (sem
condensação)
5 a 95 (com
condensação)
5 a 95 (com
condensação)
Irradiação solar [Wm
-2
] 700 1120 1120
Contaminação por substâncias líquidas
estranhas (poluição líquida) [ppm]

Cloreto de sódio (sal marinho) 0 <0,3 <0,3
Óleos (concentração em ambiente seco) 0 < 0,005 < 0,5
Estearato de sódio (sabão) não
>5x104 (solução
aquosa não
gelatinosa)
>5x104
(solução
aquosa
gelatinosa)
Detergentes 0 pep pep
Soluções de material condutor não
temporária
(condensação)
frequente
Contaminação por substâncias gasosas
estranhas (poluição gasosa) [ppm]
média/pico média/pico média/pico
Sulfureto de hidrogénio <0,003/< 0,01 <0,05/< 0,5 <10/< 50
Dióxido de enxofre <0,01/< 0,03 <0,1/< 0,3 <5/< 15
Trióxido de enxofre (pep) <0,01/< 0,03 <0,1/< 0,3 <5/< 15
Cloro seco (< 50% humidade) <0,002/< 0,01 <0,02/< 0,1 <0,2/< 1,0
Cloro húmido (>50% de humidade) <0,0005/<0,001 <0,005/< 0,03 <0,05/< 0,3
Cloreto de hidrogénio -/< 0,06 >0,06 /< 0,3 <0,6/< 3,0
Fluoreto de hidrogénio <0,001/< 0,005 <0,01/< 0,05 <0,1/< 1,0
Amónia <1/< 5 <10/< 50 <50/< 250
Óxidos de azoto <0,05/< 0,1 <0,5/< 1,0 <5/< 10
Ozono <0,002/< 0,005 <0,025/< 0,05 <0,1/< 1,0
Tabela 34 – Caracterização ambiental para graus de exigência climáticos
CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE
pág. 96

3.4 ELECTROMAGNÉTICAS (E)
Na tabela seguinte estão definidas as propriedades electromagnéticas que caracterizam os
níveis de exigência ambiental para os sistemas de cablagem, incluindo os dispositivos de
ligação.
Nível de exigência BAIXO MÉDIO ALTO
PROPRIEDADES
ELECTROMAGNÉTICAS
E1 E2 E3
Descarga electromagnética por
contacto (0,667  C) [kV]
4 4 4
Descarga electrostática no ar (0,132
 C) [kV]
8 8 8
Radiação RF (modulação de
amplitude) [Vm
-1
(intervalo [MHz])]
3 (80 a 1000)
3 (1400 a 2000)
1 (2000 a 2700)
3 (80 a 1000)
3 (1400 a 2000)
1 (2000 a 2700)
10 (80 a 1000)
3 (1400 a 2000)
1 (2000 a 2700)
Condução RF [V] 3 (150 kHz a 80 MHz) 3 (150 kHz a 80 MHz) 10 (150 kHz a 80 MHz)
Diferença de potencial de transição
CA (corrente alterna) [V]
500 1000 2000
Diferença de potencial de transição à
terra [V]
500 1000 2000
Campo magnético (50 Hz) [Am
-1
] 1 3 30
Campo magnético (60 a 20000 Hz)
[Am
-1
]
pep pep pep
Tabela 35 - Caracterização ambiental para graus de exigência electromagnéticos
3.5 CLASSES AMBIENTAIS
Na tabela seguinte estão descritos alguns espaços de utilização e as correspondentes Classes
Ambientais típicas, relativas a sistemas de cablagem.

PROPRIEDADES

ÁREA DE APLICAÇÃO
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CLASSE
AMBIENTAL
TÍPICA
Indústria química       M2I3C2E2
Aeroporto     M3I3C2E3
Mina   M3I3C1E1
Estação Eléctrica     M3I3C2E3
Indústria do aço     M3I3C2E3
Indústria alimentar      M3I3C2E1
Tabela 36 – Exemplos de Classes Ambientais
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 97
4 REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
Este ponto estabelece as regras de projecto aplicáveis a todos os edifícios, de uma forma geral.
As regras de cada tipo de edifício estão presentes nos seguintes pontos:

Tipo de edifício Referência
Residenciais Capítulo 8
Escritórios Capítulo 9
Comerciais Capítulo 10
Industriais Capítulo 11
Especiais Capítulo 12
Mistos Capítulo 13
Tabela 37 – Referência aos capítulos com regras específicas de projecto
As presentes regras são entendidas como mínimas, sem prejuízo da utilização de outras
consideradas mais evoluídas.
4.1 ELABORAÇÃO DO PROJECTO ITED
As regras seguintes têm por objectivo estabelecer procedimentos normalizados no que diz
respeito à elaboração de projectos ITED. Estes procedimentos devem estar de acordo com a
legislação em vigor (Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de Maio) e com as Normas Europeias
aplicáveis.
A elaboração de um projecto é apoiada num conjunto de metodologias e regras, com o objectivo
de satisfazer necessidades funcionais específicas.
O projecto técnico ITED define um conjunto de soluções de telecomunicações, baseadas nas
regras técnicas do presente Manual e nas necessidades de existência de serviços, expressas
pelo dono de obra, e conforme oferta disponível no mercado.
O projectista deve, assim, com base nas necessidades e perspectivas do dono de obra,
estabelecer as arquitecturas de rede a aplicar, definir as redes de tubagens, redes de cabos,
materiais, dispositivos, equipamentos passivos e activos, devida e justificadamente
dimensionados. Poderá, igualmente, elaborar medições e mapas de quantidades de trabalhos,
bem como o respectivo orçamento. A solução apresentada deve contemplar as partes colectivas
e individuais, cumprindo as regras técnicas deste manual ITED.
Na figura seguinte está representado o diagrama do processo associado à elaboração de um
projecto.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 98
PROJECTO
Dados e Requisitos
Funcionais do Edifício
Documentação Geral do
Projecto
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M
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Condicionantes

LEGENDA:
DADOS E REQUISITOS FUNCIONAIS: Aspectos particulares a que uma infra-estrutura deve
obedecer, de modo a possibilitar a realização das funções desejadas, definidas em reunião prévia
com o dono de obra.
EXEQUIBILIDADE: Atributo de um projecto que se traduz em ser passível de realização com os
meios (materiais e humanos) disponíveis e de acordo com as regras estabelecidas.
AMBIENTE: Conjunto das características específicas do meio envolvente, de acordo com as
Classificações Ambientais MICE.
PREÇO: Valor do consumo de recursos técnicos e materiais, incluindo a mão-de-obra, necessários
à execução de uma infra-estrutura.
REGRAS TÉCNICAS: Conjunto de princípios reguladores de um processo, destinado à obtenção
de resultados considerados úteis para uma decisão ou acção de carácter técnico.
MÉTODO: Princípios de boas práticas de engenharia, com vista à simplificação dos processos e
eficácia funcional.
DOCUMENTAÇÃO GERAL DO PROJECTO: Conjunto formal, explícito e completo de documentos
necessários à execução de um projecto.
4.1.1 DADOS E REQUISITOS FUNCIONAIS
As informações mínimas necessárias à elaboração de um projecto ITED são:
- Localização do edifício;
- Tipo de edifício (Utilização);
- Número e características dos fogos;
- Definição dos interfaces de rede;
- Tecnologias e topologias de rede a utilizar.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 99
4.1.2 CONDICIONANTES
Um projecto ITED é desenvolvido a partir da avaliação dos requisitos funcionais e dos seguintes
tipos de condicionalismos:
- Exequibilidade técnica (meios, tecnologias, etc.);
- Classe ambiental associada à utilização do edifício (Classificações MICE);
- Custo dos materiais e da execução.
4.1.2.1 EXEQUIBILIDADE
Os principais factores (lista não exaustiva) que podem ter implicações em termos de
exequibilidade de um projecto são:
- Disponibilidade de materiais e ferramentas;
- Âmbito do projecto;
- Posicionamento dos elementos na rede;
- Sistemas de cablagem;
- Tecnologias disponíveis;
- Protecção (Sigilo, segurança, etc.);
- Obrigatoriedades regulamentares impostas neste Manual ITED;
- Recomendações provenientes deste Manual ITED;
- Necessidade de equipamentos activos (dimensões, características, etc.);
- Durabilidade;
- Tempo e facilidade de execução;
- Rastreabilidade;
- Facilidade de verificações e ensaios;
- Necessidades especiais do utilizador e do dono de obra, como sejam as acessibilidades e a
utilização adequada de novas tecnologias.
Estes factores devem ser considerados nas diferentes fases da vida de um edifício ITED:
- Instalação
- Utilização / Manutenção
Todas as condicionantes em termos de „exequibilidade‟ devem constar da Memória Descritiva,
bem como as soluções encontradas para as ultrapassar.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 100
O instalador poderá constatar a não exequibilidade de alguma parte ou partes do projecto.
Nestas condições deve ser consultado o Procedimento de Alteração do projecto, constante do
ponto 4.6.
4.1.2.2 AMBIENTE
No que respeita às condicionantes ambientais: ver o ponto 3 do presente manual (Classes
Ambientais)
4.1.2.3 CUSTO
Os condicionalismos associados aos custos dos materiais e da execução têm normalmente um
impacto relevante na elaboração de um projecto.
O projecto é um acto de engenharia, pelo que o projectista ITED tem a obrigação do
cumprimento das boas práticas desse acto. Assim, para a avaliação do factor custo e para uma
correcta análise custo/benefício, o projectista deve equacionar as diferentes alternativas
possíveis e o custo associado a cada uma delas, bem como a relação com os outros factores
condicionantes, se existirem.
4.1.3 REGRAS
As regras são as que constam no presente Manual e que constituem as Prescrições e
Especificações Técnicas ITED.
4.1.4 MÉTODO
As boas práticas de engenharia têm por base o emprego de conhecimentos e métodos
adequados às seguintes situações:
- Uma clara interpretação do projecto, principalmente pelo instalador;
- Simplificação de cálculos, com o uso de ferramentas adequadas;
- Adaptação permanente do projectista a novas realidades tecnológicas;
- Responsabilidade na indicação das melhores soluções ao dono de obra.
4.1.5 FASES DO PROJECTO
Um projecto ITED deve ser realizado em 4 fases:
Fase 1: Analisar os Requisitos Funcionais e Condicionantes do projecto, delinear a
estrutura de redes, tipo de materiais, equipamentos activos e passivos a aplicar.
Fase 2: Efectuar os cálculos necessários ao dimensionamento da tubagem e da cablagem
ITED, tendo em conta os materiais disponíveis no mercado, as características do
edifício, os eventuais requisitos pedidos pelo dono de obra e as características
mínimas definidas, aplicando as Regras Técnicas estabelecidas.
Fase 3: Elaborar a Documentação Geral do Projecto.
Fase 4: Assegurar, por si ou por seu mandatário, que a instalação se encontra de acordo
com o projecto.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 101
4.2 PROJECTO DAS REDES DE TUBAGEM
4.2.1 REGRAS GERAIS
O projectista deve tomar em consideração o definido no ponto 2.5.2 relativamente aos materiais e
dispositivos a utilizar na composição das Redes de Tubagem.
Salienta-se a designação de diâmetro externo dos tubos, equivalente ao diâmetro nominal. Esta
designação coincide com o diâmetro comercial.
Ao longo do presente Manual, os diâmetros referidos são considerados externos, salvo disposição
em contrário.



O diâmetro interno refere-se ao diâmetro útil, calculado de acordo com a fórmula dos diâmetros
de tubagem.



As regras básicas do projecto ITED são as seguintes:
a) É recomendado que o traçado das tubagens seja predominantemente recto e os percursos
efectuados, preferencialmente, na horizontal e na vertical;
b) Um troço de tubo corresponde a um tubo com 12 m de comprimento. Entre cada dois troços
de tubo consecutivos poderá intercalar-se uma caixa de passagem, salvo se se conseguir
garantir a correcta instalação e passagem da cablagem, com recurso ao aumento de
diâmetro do tubo utilizado;
c) Admite-se, para cada troço de tubo, a execução de um máximo de 2 curvas. Cada curva
diminuirá o comprimento máximo do troço em 2 metros. As curvas junto às caixas de
aparelhagem poderão não contar para o efeito anterior, desde que se garanta a correcta
manobra e enfiamento de cabos;
d) O percurso das condutas (tubos e calhas), deve ser efectuado de modo a garantir as
seguintes distâncias mínimas (mm) em relação a canalizações metálicas:
i. 50mm nos pontos de cruzamento;
ii. 200mm nos percursos paralelos.
e) O percurso das condutas (tubos e calhas), bem como dos caminhos de cabos, deve
realizar-se de maneira a garantir as distâncias, na separação entre as cablagens de
telecomunicações e os cabos e condutores isolados de energia eléctrica, conforme se
indica:

DIÂMETRO INTERNO = DIÂMETRO ÚTIL
DIÂMETRO EXTERNO = DIÂMETRO NOMINAL = DIÂMETRO COMERCIAL
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 102
Tabela 38 – Separação entre cabos de energia e telecomunicações
É proibida a passagem de cabos de telecomunicações e de energia nos mesmos tubos. No
caso da utilização de calhas, estas devem ter divisórias, devendo ser um dos
compartimentos exclusivo dos cabos de energia.
Em alguns tipos de caminhos de cabos, ou esteiras, poderá o projectista pronunciar-se
sobre a melhor forma de encaminhamento, desde que a separação mínima, entre cabos de
telecomunicações e de energia, seja garantida.
Não existe a necessidade de separação entre os cabos eléctricos e os de
telecomunicações, no seguinte caso:
 Nos troços de ligação às TT, desde que a distância seja inferior a 35 metros.
Se a distância referida for superior a 35 metros, apenas os últimos 15 metros podem admitir
a não manutenção das distâncias referidas na tabela. Mantém-se, em qualquer caso, a
proibição da partilha do mesmo tubo ou do mesmo compartimento de calha, pelos dois tipos
de cabos referidos.
f) Para efeito do cálculo da capacidade das condutas, deve ser considerado o diâmetro
interno, no caso dos tubos, e a secção interna da divisória (secção útil), no caso das calhas.
g) Todos os elementos ou acessórios roscados devem obedecer, exclusivamente, a
classificações métricas.

CONDUTAS DE ACESSO
a) No ETS, os tubos da PAT devem ter o diâmetro externo mínimo de 40mm;
b) No ETI, a profundidade mínima de enterramento é de 0,8m;
c) Os tubos das condutas de acesso subterrâneo, de ligação às CVM, não devem ter curvas
com ângulo inferior a 120º. As dimensões destes tubos estão definidas na tabela do ponto
4.2.2.6
d) A ligação por via subterrânea às CVM, quando não for realizada através de tubos, deve ter
o dimensionamento mínimo útil idêntico ao considerado para estes;
Cabos de TIC Cabos de Energia
Separação mínima entre cabos [mm]
Sem separação, ou
separação não-
metálica
Com separador de
alumínio
Com separador
metálico
Não blindado Não blindado 200 100 50
Blindado Não blindado 50 20 5
Não blindado Blindado 30 10 2
Blindado Blindado 0 0 0
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 103
e) Admite-se, nas eventuais ligações através do subsolo entre diferentes edifícios de uma
mesma rede, ou entre a CEMU e o ATI, um comprimento máximo de 50m para cada troço
de tubo, devendo também recorrer-se a CV de passagem, sempre que ocorram derivações
na tubagem ou mudanças de direcção significativas;
f) A inclinação no sentido ascendente dos tubos das condutas de entrada, quer na PAT quer
na entrada de cabos do ETI, não deve ser inferior a 10%.

REDE COLECTIVA DE TUBAGENS
a) Nas colunas colectivas, quando construídas em tubos, estes devem ter um diâmetro externo
mínimo de 40mm. No caso de utilização de calhas, devem ser considerados
compartimentos com capacidade equivalente (aproximadamente 500 mm
2
), por aplicação
das fórmulas para cálculo dos diâmetros de tubos. As colunas colectivas devem estender-se
a todos os pisos do edifício.
b) Nas caixas de colunas que utilizem tubos, a distância entre as geratrizes externas dos tubos
laterais e a extremidade da caixa deve ser no mínimo de 10mm, tal como indicado na figura
seguinte:
Tubos
10mm
10mm
PC CC FO

Figura 71 – Distâncias dos tubos às laterais das caixas
c) Deve existir uma coluna montante, no mínimo, por cada tecnologia adoptada (três
condutas);
d) Deve prever-se uma caixa de colunas por cada piso ou secção (distribuição principal na
horizontal), sempre que existam colunas e entradas de fogos no piso;
e) A localização das caixas nas colunas montantes deve ter em conta a melhor distribuição
dos cabos, pelo que devem ser colocadas de modo a minimizar o número de cruzamentos e
curvas;
f) A ligação da rede colectiva à rede de cliente é assegurada por um único tubo, com diâmetro
externo fixo de 40mm ou equivalente;
g) Sempre que se recorra à utilização de Caminhos de Cabos, em galerias ou áreas de
passagem/permanência de pessoas, devem ser montados de modo a que a base que
suporta os cabos se situe a uma altura não inferior a 2,5m;
h) Todas as caixas da Rede Colectiva devem ser instaladas em zonas colectivas do edifício.
Não devem, no entanto, ter acesso directo, pelo que se recomenda que o seu topo esteja a
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 104
2,5m do nível do chão, para pés-direitos superiores a 3m, e a 0,50m do tecto, para pés-
direitos inferiores a 3m;
i) Deve prever-se a ligação do ATE aos contadores de água, gás e electricidade, para ligação
a electroválvulas ou outros dispositivos de domótica e segurança, quando aplicável;
j) Para efeito do dimensionamento da rede de tubagens, devem os elevadores ser
considerados como fracções autónomas;
k) As caixas da rede colectiva devem estar identificadas, de acordo com o projecto.

REDE INDIVIDUAL DE TUBAGENS
a) A Rede Individual de Tubagens deve ser concebida de modo a permitir a instalação de três
redes de cabos (pares de cobre, coaxial e fibra óptica) com topologia em estrela, admitindo-
se a possibilidade de partilha de condutas para a passagem dos cabos, sejam eles em PC,
CC ou FO;
b) Recomenda-se a utilização de caixas de aparelhagem que possibilitem a instalação de
tomadas mistas ou de espelho comum;
c) A profundidade mínima para as caixas de aparelhagem é de 55mm;
d) Os materiais a utilizar nas Redes Individuais de Tubagem devem estar em conformidade
com o exposto no ponto 2.5.2.
e) A capacidade dos tubos ou calhas deve ser calculada com base nas fórmulas 1 e 2;
f) O diâmetro externo mínimo dos tubos a utilizar nas Redes Individuais de Tubagem é de
20mm, ou de capacidade equivalente, no caso de serem utilizadas calhas;
g) A Rede Individual de Tubagem deve contemplar, no mínimo, a instalação de um ATI, ou um
bastidor considerado equivalente, por cada fogo ou unidade de distribuição interna
autónoma;
h) O ATI, ou bastidor equivalente, deve ser instalado no local que melhor sirva os interesses
dos utilizadores, funcionalmente acessível, preferencialmente próximo do quadro de
energia, ao qual deve ficar interligado por meio de tubo com diâmetro não inferior a 20mm,
ou calha de capacidade equivalente, devendo a sua localização ser devidamente justificada
pelo projectista;
i) Poderá prever-se a ligação do ATI aos contadores de água, gás e electricidade, para efeito
de telecontagem;
j) A Rede Individual de Tubagem poderá contemplar as condutas necessárias para a
interligação, através do ATI, aos sistemas de videoporteiro e televigilância, ou até a
sistemas fotovoltaicos, quando aplicável;
k) Do ATI sairão as condutas para as caixas de passagem individuais e para as caixas de
aparelhagem, que albergam as TT;
l) As caixas de aparelhagem devem ser instaladas a uma altura mínima de 30cm acima do
pavimento, medida no centro; na instalação em calhas, esta altura poderá não ser
respeitada;
m) É obrigatória a indicação da localização, nas plantas dos fogos, das caixas de
aparelhagem;
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 105
4.2.2 DIMENSIONAMENTO DOS ELEMENTOS DA REDE DE TUBAGENS
Na figura seguinte apresenta-se o esquema geral de tubagens de um edifício ITED, com a
tubagem colectiva e individual.

ATI
Caixa
de
Coluna
ATI
ATI
Caixa
de
Coluna
ATI
ATE
(INFERIOR)
ATE
(SUPERIOR)
CV

Figura 72 – Rede colectiva e individual de tubagem

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 106


4.2.2.1 TUBOS E CALHAS
Na tabela seguinte estão indicados os valores dos diâmetros internos mínimos a que devem
obedecer os tubos normalizados, tal como referido na EN 50086:
Diâmetro Externo dos
tubos [mm]
Diâmetro Interno (Di)
mínimo [mm]
40
30
50 37
63 47
75 56
90 67
110 82
Tabela 39 – Diâmetro externo versus diâmetro interno mínimo
Para efeito de selecção dos tubos e respectivas capacidades, deve ser utilizada a seguinte
fórmula, tanto para as redes colectivas, como individuais:

≥ 1,8
1
2
+
2
2
+⋯+

2


Di: diâmetro interno
dn o diâmetro externo do cabo n
Fórmula 1 – Cálculo do diâmetro interno dos tubos
O factor 1, 8 assegura capacidade de manobra para enfiamento dos cabos.
Para efeito de dimensionamento de calhas, deve ser considerada a seguinte fórmula:

≥ 2
1
2
+
2
2
+⋯+

2

Su: secção útil da calha ou do compartimento

sn: secção do cabo n.
Fórmula 2 – Cálculo da secção útil da calha
Os gráficos das figuras seguintes permitem obter valores indicativos da capacidade dos tubos e
calhas, em função dos fogos.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 107

Figura 73– Diâmetro da coluna PC em função do número de fogos















Figura 74 – Diâmetro da coluna CC em função do número de fogos
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65
D
i
â
m
e
t
r
o

I
n
t
e
r
i
o
r

d
o

T
u
b
o
Fracções Autónomas/ Unidades
Diâmetro da coluna PC em função do número de FA
50
63
75
90
110
37
47
56
67
82
SaturaçãoSatu
ral
40
D
i
â
m
e
t
r
o

N
o
m
i
n
a
l

d
o

T
u
b
o
46
1 cabo UTP, Cat.6, Ø6,5mmpor FA, aplicando a fórmula

≥ 1,8
1
2
+
2
2
+⋯+

2

0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65
D
i
â
m
e
t
r
o

I
n
t
e
r
i
o
r

d
o

T
u
b
o
Fracções Autónomas/ Unidades
Diâmetro da coluna CC em função do número de FA
1 cabo coaxial Ø7mmpor FA, aplicando a fórmula
50
63
75
90
110
37
47
56
67
82
SaturaçãoSatu
ral
40
D
i
â
m
e
t
r
o

N
o
m
i
n
a
l

d
o

T
u
b
o
42

≥ 1,8
1
2
+
2
2
+⋯+

2

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 108













Figura 75– Diâmetro da coluna FO em função do número de fogos
















Figura 76 – Capacidade das calhas
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95
D
i
â
m
e
t
r
o

I
n
t
e
r
i
o
r

d
o

T
u
b
o
Fracções Autónomas
Diâmetro da coluna FO em função do número de FA
50
63
75
90
37
47
56
67
82
40
D
i
â
m
e
t
r
o

N
o
m
i
n
a
l

d
o

T
u
b
o
110
1 cabo Ø4,5mmpor FA, aplicando a fórmula

≥ 1,8
1
2
+
2
2
+⋯+

2

0
1000
2000
3000
4000
5000
5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70
S
e
c
ç
ã
o

ú
t
i
l

d
o

c
o
m
p
a
t
i
m
e
n
t
o

[
m
m
²
]
Fracções Autónomas
Capacidade das calhas, por compartimento, na Coluna Montante
(uma coluna)

≥ 2
1
2
+
2
2
+⋯+

2

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 109

4.2.2.2 CAMINHOS DE CABOS
O dimensionamento dos caminhos de cabos deve ser efectuado tendo em conta os dados e as
regras disponibilizadas pelos fabricantes para esse efeito.
Os caminhos de cabos são, de facto, „sistemas de caminhos de cabos‟ e não elementos
individualizados. Nestas condições, só devem ser utilizados acessórios que façam parte do
mesmo sistema.
A opção de recurso a caminhos de cabos deve ser precedida de uma análise cuidada da classe
ambiental do local e respectivos condicionantes.
4.2.2.3 CAIXAS
A distribuição das caixas de coluna ao longo das colunas montante, bem como o respectivo
dimensionamento, deve estar de acordo com as tabelas referentes aos tipos de edifício.
4.2.2.4 BASTIDORES
Sempre que, quer pelas dimensões necessárias à instalação dos RG, quer pelo número de
equipamentos activos a instalar, não for possível a utilização de uma caixa para o ATE, deve ser
considerado o seu desdobramento (mais de uma caixa). O projectista poderá, em qualquer
situação, optar sempre pela utilização de bastidores.
A utilização de bastidores, em substituição das caixas normalizadas, deve ser considerada
sempre que for construída uma sala técnica.
A localização dos RG e equipamentos a instalar em bastidores deve ser referenciada através de
endereços (normalizados ou a definir pelo projectista) de modo a facilitar a respectiva
identificação.
Assim, os bastidores (vista frontal) poderão ser numerados da esquerda para a direita (se existir
mais do que um bastidor) e em cada bastidor devem estar identificados, por ordem crescente,
de baixo para cima e da esquerda para a direita, os respectivos módulos.
Deve ser elaborado um diagrama, por cada bastidor, com referência aos respectivos módulos e
posição dos equipamentos a instalar, bem como um diagrama da cablagem a efectuar.
A ligação da alimentação eléctrica aos armários montados em bastidores poderá ser efectuada
nos módulos com referência mais baixa, isto é, na parte inferior esquerda do bastidor.
A posição dos dispositivos e equipamentos instalados em cada bastidor poderá estar
identificada através de etiquetas.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 110
1
2
3
n
a b a b
Bastidor 1 Bastidor 2
ALIMENTAÇÃO
EQUIPAMENTO
ACTIVO
REPARTIDOR
BASTIDOR 2, POS
3b
ALIMENTAÇÃO
Vista Frontal

Figura 77 – Disposição de bastidores
4.2.2.5 SALAS TÉCNICAS
O projecto da Sala Técnica deve ser efectuado tendo em consideração as características
mínimas e as dimensões definidas em 2.5.3.2.6.
Um diagrama da Sala Técnica representando os Bastidores e Armários a instalar, bem como as
interligações entre eles e o quadro de energia, deve fazer parte das peças desenhadas que
integram a Documentação Geral do Projecto.
4.2.2.6 DIMENSIONAMENTO DAS LIGAÇÕES ÀS CVM
Embora possam existir casos em que as ligações dos edifícios são efectuadas por galerias, ou
similares, são normalmente realizadas em tubos adequados à instalação subterrânea, pelo que
importa caracterizar as suas características mínimas.
A escolha da CVM, onde são ligadas as condutas de acesso do edifício, implica um
dimensionamento adequado face às tubagens a instalar.
Na tabela seguinte estão dimensionadas as ligações subterrâneas dos edifícios às respectivas
CVM, de construção obrigatória:


REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 111

DIMENSIONAMENTO DAS LIGAÇÕES À CVM, POR TUBOS
TIPO DE EDIFÍCIO TUBOS
Moradia unifamiliar 2 X Ø40
Edifícios residenciais de 2 a 4 fogos 3 X Ø50
Edifícios residenciais de 5 a 10 fogos 3 x Ø63
Edifícios residenciais de 11 a 22 fogos 3 X Ø75
Edifícios residenciais de 23 a 44 fogos 4 X Ø75
Edifícios residenciais com mais de 44
fogos
A definir pelo projectista
(no mínimo 4 x Ø90)
Edifícios de escritórios, comerciais,
industriais e especiais
A definir pelo projectista
(no mínimo 3 x Ø50)
Tabela 40 – Dimensionamento das ligações à CVM
Para o caso dos edifícios localizados em zonas onde a distribuição das redes públicas de
comunicações electrónicas é predominantemente aérea, deve existir uma interligação, desde a
CVM até ao provável local de transição da rede aérea para subterrânea, através de dois tubos a
dimensionar pelo projectista, mas nunca inferiores a Ø40 mm.
4.3 PROJECTO DAS REDES DE CABLAGENS
As regras que se apresentam, para execução do projecto das Redes de Cablagens, são
entendidas como mínimas, podendo utilizar-se soluções tecnicamente mais evoluídas.
As redes de cablagem a utilizar nas partes colectivas e individuais contemplam três tipos:
 Redes de Pares de Cobre (PC) com distribuição em estrela, a partir dos secundários do
RG-PC e do RC-PC, e recurso a cabos de 4 pares de cobre, categoria 6, como mínimo;
 Redes de Cabos Coaxiais (CC) com distribuição em estrela, a partir dos secundários do
RG-CC e do RC-CC, e recurso a cabos e equipamentos preparados para transmissão, no
mínimo, até 2,4GHz. Admite-se, para as redes de MATV e SMATV, em casos
devidamente justificados pelo projectista, o desenvolvimento noutro tipo de topologia,
adaptando-a aos serviços de recepção satélite e terrestre requeridos para o edifício;
 Redes de Fibras Ópticas (FO) com distribuição em estrela, a partir dos secundários do RG-
FO e do RC-FO, e recurso a cabos de fibra óptica monomodo.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 112


REDES DE CABLAGEM
Edifícios
Pares de Cobre
(Cat.6)
Cabos Coaxiais
(TCD-C-H)
Fibra Óptica
(OS1 e OS2)
Residenciais
Moradia
(CEMU - ATI)
Sem garantia da
Classe
Facultativo:
opção do
projectista
Facultativo:
opção do projectista
Individual Classe E Obrigatório 2 tomadas FO na ZAP
Colectiva Classe E MATV e CATV 2 fibras para cada ATI
Escritórios
Individual Classe E
a definir pelo
projectista
a definir pelo projectista
Colectiva Classe E MATV e CATV 4 fibras para cada ATI
Comerciais
Individual Classe E
a definir pelo
projectista
a definir pelo projectista
Colectiva Classe E MATV e CATV 2 fibras para cada ATI
Industriais
Individual Classe E
a definir pelo
projectista
a definir pelo projectista
Colectiva Classe E MATV e CATV 4 fibras para cada ATI
Especiais
Individual Classe E
a definir pelo
projectista
a definir pelo projectista
Colectiva Classe E MATV e CATV a definir pelo projectista
Mistos
Individual Classe E
a definir pelo
projectista
a definir pelo projectista
Colectiva Classe E MATV e CATV a definir pelo projectista
Tabela 41 – Redes de cablagem
4.3.1 REDES DE PARES DE COBRE
Aconselha-se o recurso a bastidores de cablagem estruturada. Recomenda-se o uso
generalizado de tomadas mistas, ou de espelho comum, tornando-se assim mais fácil a
instalação, com valorização do aspecto estético. As caixas de aparelhagem, obrigatoriamente de
fundo superior a 55 mm, devem estar adaptadas a este tipo de tomadas.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 113
4.3.1.1 REDES COLECTIVAS DE PARES DE COBRE
Na rede colectiva de pares de cobre devem ser utilizados cabos e componentes adaptados à
Categoria 6, como mínimo, de forma a garantir Classe E de ligação.
As redes colectivas serão calculadas com base no lançamento de 1 cabo de 4 pares de cobre,
Cat.6, para cada fogo, como mínimo.
A rede de cabos segue a topologia estrela, desde o ATE até aos ATI.
Para comprimentos de cabos de par de cobre superiores a 100 m, admite-se a criação de
Pontos de Distribuição intermédios, garantindo-se assim a Classe E entre PD. Outra solução
será a localização cuidada do RG-PC, de forma a minimizar as distâncias aos RC-PC.
O secundário do RG-PC poderá ser projectado com recurso a painéis ou caixas de interligação
com conectores de oito contactos do tipo RJ45, para categoria 6, ou com réguas de terminais,
desde que também cumpram categoria 6, conforme o exemplo abaixo apresentado.

Figura 78 – Esquema de RG-PC
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 114

Figura 79 – Esquema de RG-PC
O fornecimento do material, instalação e ligação do primário do RG-PC é da responsabilidade
dos operadores públicos de comunicações electrónicas.








Figura 80 - Primário do RG-PC com RJ45 e secundário com réguas de interligação
4.3.1.2 REDES INDIVIDUAIS DE PARES DE COBRE
Na rede individual de pares de cobre devem ser utilizados cabos e componentes adaptados à
Categoria 6, como mínimo, de forma a garantir Classe E de ligação, entre o secundário do RC-
PC e as TT.
A distribuição a partir do secundário do RC-PC segue uma topologia em estrela.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 115
4.3.2 REDES DE CABOS COAXIAIS
4.3.2.1 REDES COLECTIVAS DE CABOS COAXIAIS
Na rede colectiva de cabos coaxiais devem ser utilizados cabos e componentes adaptados à
frequência de 2,4 GHz, como mínimo.
As redes colectivas serão calculadas com base no lançamento de 2 cabos coaxiais, para cada
fogo, como mínimo.
4.3.2.1.1 PROJECTO DE CATV
A rede de CATV é obrigatória.
Para a distribuição de sinais provenientes de redes de CATV, a distribuição será feita em
estrela, desde o ATE até aos ATI.
Desenvolvida normalmente desde o ATE inferior, esta rede caracteriza-se por fazer
corresponder um cabo coaxial, devidamente identificado, a cada um dos utilizadores do edifício.
Este cabo possui uma extremidade ligada a um conector tipo “F” fêmea, existente no secundário
do RG-CC, com a outra extremidade ligada ao primário do RC-CC, existente no ATI.
Tratando-se de uma rede que servirá um qualquer operador de CATV, o seu cálculo e
composição devem seguir pressupostos e compromissos que garantam a igualdade de acesso
entre fornecedores de serviço:
 O ATE inferior deve prever espaço para a instalação dos primários de, pelo menos, 2
operadores.
Serão calculadas, por fogos, as atenuações dos cabos e dispositivos entre o secundário de RG-
CC e a tomada mais desfavorável. Os cálculos das atenuações devem ser efectuados para as
da via directa e via de retorno, de acordo com a normalização europeia aplicável.
 Via Directa entre os limites de 88 - 862 MHz (inclusive).
Via de Retorno entre os limites de 5 – 65 MHz (inclusive).
Os cálculos efectuados devem ser indicados no projecto.
 Em caso de necessidade, a fim de se cumprirem os requisitos recomendados nas tomadas do
utilizador final, os sistemas de distribuição CATV poderão possuir equipamento Activo –
amplificadores – compatível com as bandas de frequências ocupadas.
 O secundário do RG-CC no ATE inferior possuirá pontos de ligação em conectores “F” fêmea,
associados, cada um deles, a um ATI de utilizador final. Existirão tantos pontos de ligação
quantos os ATI existentes no edifício. Devido à dimensão de determinados edifícios, poderá ser
necessário o desdobramento do RG-CC.
 Cumpre ao projectista, em concordância com a zona onde se integra o edifício, estimar da
necessidade de o ATE ter que possuir um sistema de distribuição associado ao Operador
CATV3.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 116

Figura 81 – Exemplo de distribuição de CATV
À disposição do operador estarão as possibilidades de interligação a um único ponto, bem
definido, no ATE; poderá ligar ou desligar o seu cliente; efectuar as medidas que entender
convenientes.
4.3.2.1.2 PROJECTO DE MATV – SISTEMAS DIGITAIS E ANALÓGICOS
As emissões digitais por via hertziana terrestre, onde se inclui a Televisão Digital Terrestre
(TDT), têm progressivamente substituído os sistemas analógicos de difusão, pelo que importa
dotar os edifícios de sistemas de recepção e distribuição de sinais de radiodifusão digital.
Considerem-se as seguintes definições, para uma melhor caracterização de conceitos e
soluções a adoptar na recepção e distribuição de MATV, obrigatória para edifícios de duas ou
mais fracções autónomas.
 Simulcast (emissão simultânea) – Espaço temporal durante o qual permanecerão
disponíveis, e em simultâneo, as emissões Analógicas e Digitais de Televisão.
 Switch off – Cessação das emissões analógicas televisivas terrestres.
Os edifícios ITED poderão estar localizados em quatro locais distintos:
- ZONA DIGITAL-A: zona de cobertura hertziana digital, oficialmente prevista pelo
operador, onde habita cerca de 87% da população em Portugal. A recepção é
garantida por sistemas de recepção e distribuição digitais do tipo A.
- ZONA DIGITAL-B: zona não abrangida pela cobertura hertziana terrestre, oficialmente
reconhecida pelo operador como área cuja população – cerca de 13% do total nacional
- será servida legalmente por satélite, com as emissões dos canais generalistas
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 117
pertencentes ao MUX A. A recepção é garantida por sistemas de recepção e
distribuição digitais do tipo B.
- ZONA DIGITAL-I: zona de cobertura interior – áreas ou localidades, definidas pelo
operador, como zonas onde a recepção dos serviços digitais por via hertziana é
passível de ser efectuada com recurso a equipamento de interior. A recepção é
garantida por antena colectiva de interior, sem recurso a antenas externas.
- ZONA ANALÓGICA-A: zona sem recepção digital. A recepção é garantida por
sistemas de recepção e distribuição analógicos do tipo A.
 É da responsabilidade do projectista a análise da localização do edifício, de forma a adaptá-lo
de uma forma correcta ao tipo de emissão existente, analógica ou digital.
 Em zonas de emissão simultânea (Simulcast), o projecto só necessita de contemplar sistemas
de recepção e distribuição digitais.
 Em zonas de cobertura interior, o projecto fará referência a essa situação como justificação
para a não existência de antenas exteriores nos sistemas de MATV. Deve existir uma garantia,
recolhida pelo projectista e que fará parte do projecto, em como o edifício se encontra na
referida zona de cobertura.
 A recepção de MATV digital, em zonas de cobertura interior, far-se-á com recurso a antenas
internas e um sistema de distribuição colectivo a partir do ATE;
 Em zonas de cobertura digital não é obrigatória a instalação de qualquer tipo de sistema de
recepção analógico. O sistema mínimo, para este caso, fará a recepção da TDT.
O sistema de MATV tem como objectivo servir todos os pontos terminais da instalação –
tomadas de telecomunicações (TT) – com níveis de sinal e de qualidade, cujos valores estejam
dentro dos limites apresentados na tabela seguinte. É obrigatória a elaboração dos cálculos para
que se cumpram os valores assinalados como recomendados.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 118

Modulação
NÍVEL DE SINAL (dBµV)
5 – 862MHz 950 – 2150MHz
Recomendado
Limites
Inferior-Superior
Recomendado
Limites
Inferior-Superior
AM-TV 65 57-80


64 QAM-TV 50 45-70


FM-TV

50 47-77
QPSK-TV

50 47-77
FM-Rádio 50 40-70


DAB-Rádio 40 30-70


COFDM-TV 50 45-70


Tabela 42 – Níveis de sinal de MATV/SMATV
O sistema de MATV inclui as antenas, dispositivos associados e elementos de protecção contra
descargas de sobretensão.
A existência de um sistema de SMATV requer um projecto.
As antenas de MATV, preparadas para a recepção de sinais terrestres, devem estar adaptadas
à gama de frequências, ou grupo de canais, a receber e a distribuir. As antenas estarão
adaptadas à zona de recepção do edifício, com especial cuidado na análise do tipo de cobertura,
analógica ou digital.
Devem apresentar 75O de impedância característica, no terminal de ligação ao cabo coaxial.
Devem apresentar uma caixa de ligações blindada, cumprindo os limites da Classe A, sendo
desta forma assegurada a imunidade a ruído branco e a compatibilidade com a recepção de
Sinais Digitais Terrestres.
Não se recomenda a utilização de antenas mistas (VHF + UHF).
Existem zonas do território português servidas por retransmissores que transmitem os 4 canais
Analógicos, RTP1, TV2, SIC e TVI, na banda de UHF. Nestes casos, os sistemas de captação
necessitarão apenas de uma antena de UHF.
É critério do projectista complementar o sistema de captação com a antena para a Rádio Digital
Terrestre (DAB - 222 MHz), principalmente se o local onde se encontra o edifício for coberto por
essa tecnologia.
Na ausência de cobertura por cabo, o projectista poderá considerar a existência de um sistema
de SMATV. Nesse caso, devem ser tidos em conta os seguintes critérios, na definição do
sistema de recepção satélite:
 Operadores de satélite (serviço DTH);
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 119
 Dimensão das antenas parabólicas, correctamente relacionada com o diagrama de radiação
do satélite (footprint) a captar.
 Recepção da TDT por sistemas de antenas parabólicas – ZONA DIGITAL-B.
Fixação das Antenas
O sistema de MATV, a instalar preferencialmente na cobertura do edifício, será constituído pelas
respectivas antenas e o sistema mecânico de fixação das mesmas. As antenas devem ser
escalonadas ao longo de um mastro, de acordo com a figura seguinte. A título de exemplo são
apresentados todos os possíveis tipos de antenas:


Figura 82– Escalonamento das antenas ao longo do mastro de fixação
Recomenda-se, como mínimo, as seguintes características técnicas para o mastro de fixação
das antenas:
 Altura mínima de 1m e máxima de 3m. Por imperativo de uma correcta recepção de sinal, o
sistema de fixação pode ir para além de 3m de altura, desde que seja composto por lanços de
torres, terminando no mastro de 3m, devidamente suportados;
 Diâmetro mínimo de 40mm e parede com espessura mínima de 1,5mm;
 Conjunto de 2 chumbadouros, espaçados de 50cm, fixados a uma empena perpendicular ao
plano de terra, através de um sistema de 3 pontos no mínimo, ou previamente chumbados no
betão da parede; a instalação do mastro deve ser efectuada durante a construção da cobertura
do edifício;
 O sistema de ligação à terra é da responsabilidade do instalador da rede eléctrica do edifício.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 120
O sistema de captação de sinais de satélite, composto por tantas antenas quantas as que o
projectista definir como necessárias, será cuidadosamente fixado de acordo com os seguintes
critérios:
 O sistema deve estar fixado, ou prevista a sua fixação, numa zona da cobertura do edifício
com abertura de 180º para SUL. Só assim se garante a captação de todos os satélites, com
emissão para território nacional.


Figura 83 – Orientação SUL das antenas parabólicas
Caso o sistema esteja na proximidade de obstáculos, e dependendo do ângulo de abertura a
SUL onde serão instalados, a distância entre os respectivos pontos de fixação vai depender dos
respectivos diâmetros das antenas e alturas de fixação das mesmas.


Figura 84 – Antenas parabólicas na proximidade de obstáculos
A rede de SMATV não é obrigatória. Quando existir fará parte do projecto técnico, estando
sujeita a todas as regras do presente Manual.
Com o objectivo de se simplificar o processo de ajuste dos sistemas de amplificação existentes
na ITED, deverá considerar-se a rede de cabo coaxial destinada à distribuição de sinais SMATV
limitada a montante por uma Cabeça de Rede (RG-CC/SMATV), independentemente do grau, e
apresentando como pontos terminais Tomadas Coaxiais ou Cabeças de Rede.
As CR1 devem ser ajustadas com base nas principais condicionantes seguintes:
d – Distância da antena ao obstáculo
a – Altura do obstáculo
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 121
 Serão ajustadas com uma pendente inversa, de igual valor absoluto à pendente provocada
pela rede de distribuição, nas tomadas correspondente às ligações com menos atenuação
referenciadas no projecto, originando nesta última níveis de sinal equilibrados;
 Quando sinais analógicos e digitais partilhem a mesma rede de distribuição e sejam
adjacentes, o nível destes últimos deverá ser ajustado com um nível entre 12 a 20dB abaixo do
nível dos sinais analógicos, sempre e quando não se prejudique a respectiva C/N e os níveis
mínimos exigidos para a tomada.
As CR de grau inferior que dependam de uma CR1 devem ser ajustadas, com base na seguinte
principal condicionante:
 Serão ajustadas com uma pendente inversa, de igual valor absoluto à pendente provocada
pela rede de distribuição, nas tomadas correspondente às ligações com menos atenuação
referenciadas no projecto, originando nesta última níveis de sinal equilibrados;
Para o cálculo da pendente deverá ter-se em conta a atenuação da rede entre o RG-CC/SMATV
e as saídas das tomadas menos favorecidas (com menor sinal, normalmente associado a uma
maior distância ao RC-CC), dos vários fogos autónomos. Os pendentes (Tilt) dessas curvas
devem cumprir, de acordo com as bandas respectivas, os seguintes limites:
 Entre os 5 e os 862MHz não se admite um valor de pendente superior a 15dB. Entende-se
por pendente (Tilt) a diferença, em dB, entre o valor da atenuação aos 5MHz e o valor da
atenuação aos 862MHz, para uma mesma tomada;
 Aos 862MHz não se admite uma diferença de atenuação superior a 12dB entre os valores das
tomadas mais e menos favorecidas. Caso a CR possua equipamento com Controlo Automático
de Ganho capaz de compensar oscilações (positivas ou negativas) dos sinais recebidos via
terrestre ou satélite, admite-se uma diferença de atenuação igual ou inferior a 15 dB;
 Entre os 950 e os 2150MHz não se admite um valor de pendente superior a 20dB. Entende-
se por pendente (Tilt) a diferença, em dB, entre o valor da atenuação aos 950MHz e o valor da
atenuação aos 2150MHz, para uma mesma tomada.
Aos 2150MHz não se admite uma diferença de atenuação superior a 20dB entre os valores das
tomadas mais e menos favorecidas.
4.3.2.2 REDES INDIVIDUAIS DE CABOS COAXIAIS
A rede individual de cabos coaxiais inicia-se no secundário RC-CC do ATI, sendo a distribuição
em estrela até às tomadas de cliente. A rede individual é constituída por uma única rede coaxial.
Serão calculadas as atenuações da cablagem entre o secundário de RC-CC e as TT de cada
fogo, para as frequências de teste que constam no ponto 14.2.1 dos Ensaios. O projecto deve
ser executado de modo a que as atenuações nesta cablagem não excedam a atenuação
máxima referida.
Para cada fogo devem ser assinaladas as tomadas de acordo com o seguinte:
- Mais favorecida (+F);
- Menos favorecida (-F);
Entende-se por tomada coaxial mais favorecida aquela cuja ligação permanente possui
menor atenuação;
Entende-se por tomada coaxial menos favorecida aquela cuja ligação permanente possui
maior atenuação.
Os cálculos das atenuações efectuadas devem ser indicados no projecto.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 122
Deve ser indicado o resultado do somatório da atenuação até ao primário do RC-CC, incluindo o
próprio RC-CC, calculado tal como o referido anteriormente, e a atenuação desde o secundário
do RC-CC até à tomada -F de cada fogo.
Este valor deve ser indicado no primário do RG-CC, pois é essencial para os operadores
públicos de comunicações electrónicas poderem ajustar as suas redes à rede do edifício.
4.3.3 REDES DE FIBRA ÓPTICA
O projecto da rede de fibras ópticas do edifício deve definir o tipo de RG-FO a instalar, o tipo de
cabos a utilizar na instalação da rede colectiva, a terminação no primário do ATI e a ligação
deste pelo menos até às 2 tomadas ópticas da ZAP.
4.3.3.1 REDE COLECTIVA
A Rede Colectiva de fibras ópticas é constituída pelo secundário do RG-FO, pelos cabos de
distribuição no edifício e pela terminação no RC-FO.
O secundário do RG-FO, tal como está descrito, deve conter a terminação de duas fibras por
fracção em conectores de tipo SC/APC, apenas acessível aos operadores através da parte
externa dos acopladores terminais.

Figura 85 - Parte externa dos acopladores
Existem várias formas de implementação do RG-FO, como seja através de um módulo de
edifício que constitui o secundário do RG-FO, e de sucessivos módulos de igual estrutura que
vão sendo acrescentados pelos operadores à medida que vão chegando com as suas redes ao
edifício, como se exemplifica nas figuras seguintes.
Neste caso o projectista apenas deve reservar espaço para a colocação destes módulos,
conforme indicado nas características do ATE.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 123
Cabo(s) de cliente









Cabos dos operadores
Figura 86 - RG-FO
A implementação do secundário do RG-FO em bastidor é uma alternativa que se aconselha,
com recurso a cassetes de acomodação de fibras e suportes adequados da conectorização.


Figura 87 - Acomodação de fibras ópticas
Cada operador terá espaço disponível para colocar as suas terminações de FO. As terminações
do secundário do RG-FO associado ao edifício e do primário associado ao operador devem, por
questões de compatibilidade, ser do tipo SC/APC. Recomenda-se que os compartimentos sejam
modulares, devendo o projectista definir qual o tipo de compartimento a instalar para o
secundário do RG-FO, projectando espaço para pelo menos 2 operadores, idêntico ao do
utilizado para a rede do edifício.
Os cabos da rede colectiva serão individualizados para cada fracção, sendo os cabos individuais
de cliente conectorizados localmente através de fusão com “pigtails”, ou com recurso a
conectorização mecânica.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 124
Os cabos de cliente devem ser do tipo G657 A ou B, devido à elevada imunidade a curvaturas
mais exigentes.



1- Fibra Óptica (ITU-T G.657A)
2- Diâmetro 0,9mm
3- Envolvente de aramida
4- Bainha retardante à propagação da chama (LSFH)



Figura 88 – Cabo individual de cliente com duas fibras
Podem também utilizar-se cabos de distribuição, com ou sem pré-conectorização, que permitem
a extracção ou derivação de fibras por andar. A pré-conectorização ou, em alternativa, a ligação
através da fusão de conectores manufacturados em ambiente industrial, é sempre aconselhável,
já que a qualidade é maior que na conectorização manual e as perdas naturalmente menores,
possibilitando orçamentos de potência mais vantajosos, embora não determinantes, uma vez
que as maiores perdas estão nos divisores de distribuição (splitters); estes ganhos contribuem
para um melhor projecto e consequente instalação de maior qualidade.
As perdas totais poderão ser calculadas tendo em conta a estrutura adoptada para a rede
colectiva e individual, a forma de conectorização e de ligação de fibras, somando todas as fontes
de atenuação, desde o conector do secundário do RG-FO, a considerar:

P
T
= P
C
+ P
J
+ P
CB

PT - Perdas totais
PC - Perdas nos conectores (pré-conectorizados ou com conectorização de campo)
PJ - Perdas associadas a junções por fusão ou mecânicas
PCB - Perdas nos cabos.

Em que:
P
C
= N x A
CM
+ M x A
CC


N – N.º de conectores pré-conectorizados ou manufacturados
ACM - Atenuação associada a cada conector manufacturado em dB
M – N.º de conectores conectorizados manualmente no local
ACC – Atenuação associada a cada conector mecânico e instalado manualmente em local em dB

Deve considerar-se sempre o valor indicado pelo fabricante e só em caso de inexistência do
mesmo, justificada, deve considerar-se 0,5dB como perda máxima.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 125

fibra a ligar

terminação preparada gel de união
em fábrica
Figura 89 - Conectores de campo

P
J
= N x A
JF
+ M x A
JM
N – N.º de fusões
AJF – Atenuação por junta com fusão (realizada com recurso a máquinas específicas de corte e
fusão, por descarga eléctrica controlada, que realizam a ligação de fibras com perdas mínimas).
M – N.º de ligações mecânicas em dB
AJM – Atenuação por junta mecânica em dB







Figura 90 - Junta por ligação mecânica e junta por fusão
P
cb
= N x A
cb

N – n.º de km de cabo
Acb – Atenuação típica do cabo em dB por km,
Os valores típicos de atenuação, a considerar em cada um dos casos, devem ser obtidos junto
dos fabricantes que se enquadram na solução definida pelo projectista. A utilização de
coeficientes universais tem o inconveniente de se desactualizarem com frequência e não raras
vezes conduzirem a soluções projectadas que diferem muito das soluções implementadas, pelo
que se desaconselham.
No caso exposto, em anexo, em que se utiliza cabo individual de cliente do tipo G657A a
interligar o RG-FO ao ATI, os conectores do secundário do RG-FO são pré-conectorizados e
ligados ao cabo por fusão térmica, e os conectores do ATI e da tomada são conectorizados
manualmente. A perda total é dada como se segue:

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 126
P
T
= P
C
+ P
J
+ P
CB
= 1,65 + 0,05 + 0,008 = 1,758dB

em que:

PC= N x ACM + M x ACC = 2 x 0,3 + 3 x 0,35 = 0,6 + 1,05 = 1,65dB
PJ = N x AJF+ M x AJM = 1 x 0,1 = 0,1dB
Pcb= N x Acb = 0,02km x 0,4 = 0,008dB



















Figura 91 – Esquema de um edifício em FO
4.4 DOCUMENTAÇÃO GERAL DO PROJECTO
O projecto ITED deve integrar o seguinte:
 Fichas Técnicas, de acordo com a complexidade e necessidades do edifício;
 Memória descritiva e justificativa das opções tomadas, nomeadamente as que derivam de
condicionantes específicas do edifício. A memória deve conter todas as informações e
esclarecimentos necessários à interpretação do projecto, nomeadamente quanto à sua
concepção, natureza, importância, função, cuidados a ter com os materiais a utilizar e protecção
de pessoas e instalações.
 Planta topográfica de localização do edifício (escala maior ou igual a 1:5000);
 Coordenadas de localização geográfica (GPS);
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 127
 Plantas de cada um dos pisos ou secções que constituem o edifício, em escala tecnicamente
adaptada à instalação, com o traçado das condutas e localização das caixas de aparelhagem,
tomando em consideração a quantidade, tipo e local de instalação dos equipamentos terminais;
 Das referidas plantas deve constar a localização das entradas de cabos, dos ATI, dos ATE,
da PAT, caixas de passagem e o traçado das respectivas interligações;
 Inscrição nos esquemas das capacidades dos dispositivos, dimensões e tipos de condutas, e
de caixas, capacidade dos cabos e classe ambiental considerada;
 Esquemas da Rede de Tubagens, tanto colectiva com individual;
 Esquemas das Redes de Cabos, tanto colectivas como individuais;
 Quadros de dimensionamento de cabos para cada tecnologia;
 Diagramas dos RG do edifício, adaptados à correcta montagem e instalação;
 Diagramas dos bastidores de cablagem estruturada, caso existam;
 Caso exista Sala Técnica, a respectiva Planta e Diagrama com a localização dos bastidores e
armários e interligações;
 Esquema de terras e da alimentação eléctrica das ITED;
 Lista de Material, com indicação de quantidades, modelos e tipos a instalar na ITED. É
permitida a indicação de marcas e modelos, desde que se mencione a possibilidade de
equivalência;
 Elaboração de orçamento de execução;
 Termo de Responsabilidade.
4.5 ASPECTOS ADMINISTRATIVOS
O projectista deve apresentar as Fichas Técnicas devidamente validadas (nome, assinatura e
data). As Fichas Técnicas validadas devem ser apensas à Documentação Geral do Projecto.
No caso de projectos de alteração ou ampliação de uma ITED existente, deve o projectista ter
em conta o determinado nos artigos 83.º e 84.º do Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de Maio, a
Documentação Geral do Projecto da ITED instalada, e o disposto no capítulo 6 do presente
Manual.
4.6 PROCEDIMENTO DE ALTERAÇÃO DE PROJECTO
A necessidade de alteração de partes, ou mesmo da totalidade do projecto, deve estar
relacionada com a inexequibilidade do mesmo, nomeadamente quando à funcionalidade
inicialmente prevista, podendo existir motivos técnicos relacionados com uma alteração da sua
finalidade, no âmbito das arquitecturas e dimensionamentos das redes de tubagem e cabos.
Quando detectados os casos acima referidos, o instalador promove a referida alteração, em
estreita colaboração com o dono da obra, elaborando uma Proposta de Alteração, devidamente
fundamentada. Esta Proposta de Alteração poderá não ser acolhida se o projectista,
obrigatoriamente contactado pelo instalador, encontrar uma solução para o problema. Neste
caso o projectista procederá à alteração do projecto.
A alteração ao projecto, elaborada pelo projectista inicial, deve implicar a realização de um
documento (Aditamento ao Projecto), passando este a ser obrigatoriamente parte integrante da
documentação geral do projecto.
REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO
pág. 128
O referido aditamento deve ser realizado pelo projectista inicial ou, sob sua autorização e
aprovação, pelo(s) requerente(s) da respectiva Proposta de Alteração, quando habilitados
tecnicamente para o efeito, nos termos do Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de Maio.
A não-aceitação da proposta de alteração, por parte do projectista inicial, deve ser
fundamentada tecnicamente, devendo este propor em alternativa uma solução adequada para a
resolução dos problemas, após contacto com os respectivos requerentes.
Caso se encontre solução adequada, deve ser elaborado o respectivo aditamento, nos termos
dos procedimentos acima referidos.
Se por algum motivo de força maior a Proposta de Alteração for posta à consideração e aceite
por um projectista que não o inicial, devem os requerentes entrar em contacto com este (o
inicial), de modo a que seja autorizada a execução do respectivo aditamento, por forma a
acautelar possíveis violações às regras de autoria do projecto, nos termos do Código de Direitos
de Autor.
Deve, ainda, ser alertado o director técnico da obra de modo a que a proposta de alteração, e
respectivos aditamentos, ou a sua recusa, sejam referenciados no livro de obra, nos termos do
Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de Maio.
As alterações adoptadas devem estar de acordo com o estipulado no presente Manual.
Em qualquer situação o dono de obra pode contratar um outro projectista, para a elaboração de
um projecto completamente novo, nomeadamente quando não for possível contactar o
projectista inicial.

TELECOMUNICAÇÕES EM ASCENSORES
pág. 129
5 TELECOMUNICAÇÕES EM ASCENSORES
Os ascensores devem ser servidos por cablagem, em pares de cobre, ou por outro sistema
considerado conveniente.
Na instalação de cabo em pares de cobre deve prever-se a chegada à zona mais conveniente,
nomeadamente à casa das máquinas, ou a um ATI para os serviços comuns, de um cabo de
pares de cobre de Cat.6, a partir do RG-PC, terminado numa tomada RJ45 ou noutro dispositivo
considerado adequado.
Os cabos de telecomunicações dedicados aos ascensores utilizarão a Rede de Tubagens
colectiva.

ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS, À FIBRA ÓPTICA
pág. 130
6 ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS CONSTRUÍDOS À FIBRA ÓPTICA
6.1 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS - ITED
As infra-estruturas de telecomunicações construídas ao abrigo do Decreto-Lei n.º 59/2000, de
acordo com as prescrições e especificações técnicas da 1.ª edição do manual ITED, devem ser
obrigatoriamente consideradas na elaboração do projecto e instalação da cablagem de fibra
óptica.
Requisitos a observar na elaboração do projecto da rede colectiva de cabos de fibra óptica:
1- O projectista deve ter em conta a rede colectiva de tubagens existente, nomeadamente
as dimensões do ATE, das caixas da CM-PC e CM-CC e respectivos tubos de reserva;
2- São elegíveis, para albergar o RG-FO, todos os espaços pertencentes à rede colectiva
de tubagens. O espaço deve ter capacidade para a instalação do secundário e dos
primários, pelo menos, de dois operadores. O projectista deve efectuar a escolha do
espaço de acordo com os seguintes critérios:
- Deve ser privilegiada a escolha do ATE. Caso este seja constituído por 2 caixas,
deve ter-se em conta o espaço existente em cada uma das caixas, podendo o
secundário do RG-FO ser desdobrado por cada uma delas, para garantir o espaço
necessário à instalação dos primários, tal como ilustra a figura seguinte;
- Está garantido o acesso a todos os fogos, por parte dos dois operadores, dado que
as tubagens colectivas, quer em PC quer em CC, acedem a todos os clientes.
CM-PC CM-CC
ATE
Parte do RG-FO
Parte do RG-FO
RG-CC RG-PC
Cabo de FO operador 1
Cabo de FO operador 2

Figura 92 – Desdobramento do RG-FO nas caixas do ATE
ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS, À FIBRA ÓPTICA
pág. 131
- O ATE superior, quando exista, deve ser considerado como alternativa ao ATE
inferior;
ATE Superior
RG-CC
RG-FO
CM-CC
CM-PC
Cabo de FO operador 2 Cabo de FO operador 1

Figura 93 – Instalação do RG-FO no ATE superior
- Caso não exista espaço no ATE, para albergar o primário do segundo operador,
poderá ser prevista a sua instalação nas caixas das CM-PC e CM-CC imediatamente
adjacentes;

ATE
RG-CC
RG-PC
Primário RG-
FO operador 1
CM-PC
CM-CC
Secundário
RG-FO
Cabo de FO operador 1
Cabo de FO operador 2

Figura 94 – Instalação do RG-FO no ATE inferior, desdobramento do primário de 2.º operador
ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS, À FIBRA ÓPTICA
pág. 132
- Em alternativa ao ponto anterior poderá ser considerada, caso exista, a caixa de
entrada de cabos.

Caixa de Entrada de
Cabos
RG-FO
Tubos de entrada de
cabos
Cabo de FO operador 2 Cabo de FO operador 1
ATE
RG-CC
RG-PC

Figura 95 – Instalação do RG-FO em caixa de entrada de cabos
- Desde que seja garantida a interligação com o ATE, poderá ser eleito um espaço
colectivo do edifício (ex: garagem), para a instalação de uma caixa multi-operador.
3- O dimensionamento do secundário do RG-FO deve ser calculado em função do número
de fracções autónomas que constituem o edifício, sendo comum a todos os operadores.
O dimensionamento dos primários é da responsabilidade dos operadores.
4- O projecto deve apresentar, em peça desenhada, a distribuição dos dispositivos
referentes ao RG-FO, no espaço eleito. Deve ser tida em consideração a reserva de
espaço destinada aos primários do RG-FO;
5- O projecto das Redes de Cablagens deve ser baseado na topologia estrela, ligação
directa do secundário do RG-FO a cada ATI. Deve ser privilegiada a utilização de cabos
pré-conectorizados que possibilitam uma instalação rápida e fiável. Os cabos individuais
de cliente serão de duas fibras terminados em conectores do tipo SC-APC;
6- O cabo proveniente do secundário do RG-FO deve ser terminado, no ATI, em
adaptadores ou caixa terminal adequados;
7- Os cabos individuais de cliente poderão ser instalados de forma faseada, à medida que o
serviço seja contratado;
8- A rede de tubagens e cablagem instalada fará parte integrante das infra-estruturas de
telecomunicações do edifício e será partilhada por todos os operadores.
Requisitos a observar na elaboração do projecto da rede individual de cabos de fibra óptica:
ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS, À FIBRA ÓPTICA
pág. 133
1- O projectista deve ter em consideração a utilização da rede individual de tubagens
existente para a passagem de cabos de fibra óptica. Caso não exista espaço no ATI para
a colocação do equipamento activo de cliente (ONT), deve ser instalada uma tomada de
fibra óptica na caixa de aparelhagem “F”, prevista para ligações futuras. Em alternativa,
poderá ser instalada uma tomada de fibra óptica numa das divisões da fracção. A
utilização de tomadas mistas é uma opção a tomar em consideração para o
aproveitamento da tubagem existente;
2- A distribuição dos serviços pelas restantes divisões deve ser efectuada no ATI, com
recurso às redes individuais de cabos de pares de cobre e/ou coaxiais.
ATI
Secundário
DDC
ONT
Switch
Cabo de FO
proveniente do RG-
FO
Cabo de pares de
cobre para ligação
ao Switch
C
abos de pares
para ligação ás
tom
adas de P
C
Cabo de FO
para a ligação
ao ONT
Tomada de FO,
instalada na caixa
de aparelhagem “F”
Tomadas
de PC

Figura 96 – Exemplo de distribuição do sinal num fogo com infra-estrutura ITED
6.2 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS - RITA
As infra-estruturas de telecomunicações em edifícios construídas de acordo com o Regulamento
das Instalações Telefónicas de Assinante – RITA - devem ser obrigatoriamente consideradas na
elaboração do projecto e instalação da cablagem de fibra óptica.
Requisitos a observar na elaboração do projecto da rede colectiva de cabos de fibra óptica:
1- O Projectista deve ter em conta a Rede de Tubagens existente, nomeadamente as
dimensões da caixa do RGE, caixas de coluna e respectivos tubos;
2- São elegíveis para albergar o RG-FO todos os espaços pertencentes à rede colectiva de
tubagens. O espaço deve ter capacidade para a instalação do secundário e dos
primários, pelo menos, de dois operadores. O Projectista deve efectuar a escolha do
espaço de acordo com os seguintes critérios:
• Deve ser privilegiada a escolha da caixa do RGE. Caso não exista espaço suficiente,
poderá ser prevista a sua instalação nas caixas de coluna imediatamente
adjacentes;
ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS, À FIBRA ÓPTICA
pág. 134
• Na eventualidade de não existir espaço na rede colectiva de tubagens, deve ser
considerada a instalação de uma caixa multi-operador junto à caixa do RGE, com
interligação obrigatória.
3- O dimensionamento do secundário do RG-FO deve ser calculado em função do número
de fracções autónomas que constituem o edifício, sendo comum a todos os operadores.
O dimensionamento dos primários é da responsabilidade dos operadores;
4- O projecto deve apresentar, em peça desenhada, a distribuição dos dispositivos
referentes ao RG-FO, no espaço eleito. Deve ser tida em consideração a reserva de
espaço destinada aos primários do RG-FO;
5- O projecto das Redes de Cablagens deve ser baseado na topologia estrela. Deve ser
privilegiada a utilização de cabos pré-conectorizados que possibilitam uma instalação
mais rápida e fiável. Os cabos serão de duas fibras, terminados em conectores do tipo
SC-APC;
6- O cabo proveniente do secundário do RG-FO deve ser terminado no interior da fracção
na caixa do BPA, em adaptadores ou caixa terminal adequados;
7- Os cabos individuais de cliente poderão ser instalados de forma faseada, à medida que o
serviço seja contratado;
8- A rede de tubagens e cablagem instalada fará parte integrante das infra-estruturas de
telecomunicações do edifício e será partilhada por todos os operadores.
Requisitos a observar na elaboração do projecto da Rede individual de cabos de fibra óptica:
1- O projectista deve ter em consideração a utilização da rede individual de tubagens
existente para a passagem do cabo de fibra óptica, desde a caixa do BPA, até a uma
tomada de fibra óptica a instalar numa das divisões, para a ligação do ONT. Para a
distribuição dos serviços pelas restantes divisões com recurso a cablagem, deve ser
instalada preferencialmente na tubagem existente.
Caixa BPA
ONT
BPA
Legenda:
- Cabo de Fibra óptica (FO)
- Cabo de pares de cobre (PC) cat 6
- Cabo de pares de cobre RITA
- Tomada PC RITA
- Tomada PC cat 6
- Tomada óptica
- Calha
- Tubagem da infra-estrutura RITA
existente

Figura 97 – Exemplo de distribuição do sinal num fogo com infra-estrutura RITA
ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS, À FIBRA ÓPTICA
pág. 135
6.3 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS PRÉ-RITA
Nos edifícios em que não existe qualquer infra-estrutura colectiva de telecomunicações, o
projectista deve efectuar uma avaliação das partes comuns do edifício e decidir a melhor forma
de implementar uma rede colectiva de tubagens.
O dimensionamento da rede colectiva de tubagens deve ser efectuado de acordo com as regras
estipuladas para os edifícios novos ou a reconstruir, na parte respeitante à tecnologia de acesso
por fibra óptica.
Neste caso implica o dimensionamento do ATE que irá albergar o RG-FO, a tubagem da coluna
montante e as caixas de piso.
O ATE a instalar, preferencialmente, junto à entrada do edifício, deve contemplar, sempre que
possível, tomadas de energia eléctrica.
A tubagem a considerar, quer na rede colectiva, quer na individual, para a passagem da fibra
óptica, deve apresentar as características de protecção adequadas.
Requisitos a observar na elaboração do projecto da rede colectiva de cabos de fibra óptica:
1- O dimensionamento do secundário do RG-FO deve ser calculado em função do número
de fracções autónomas que constituem o edifício, sendo comum a todos os operadores.
O dimensionamento dos primários é da responsabilidade dos operadores;
2- O projecto deve apresentar em peça desenhada a distribuição dos dispositivos referentes
ao RG-FO. Deve ser tida em consideração a reserva de espaço destinada aos primários
do RG-FO;
3- O projecto das Redes de Cablagens deve ser baseado na tipologia estrela. Deve ser
privilegiada a utilização de cabos pré-conectorizados que possibilitam uma instalação
rápida e fiável. Os cabos serão de duas fibras terminados em conectores do tipo SC-
APC;
4- O cabo proveniente do secundário do RG-FO deve ser terminado, no interior da fracção,
em adaptadores ou caixa terminal adequados.
5- Os cabos individuais de cliente poderão ser instalados de forma faseada, à medida que o
serviço seja contratado;
6- A rede de tubagens e cablagem instalada fará parte integrante das infra-estruturas de
telecomunicações do edifício e será partilhada por todos os operadores.
Requisitos a observar na elaboração do projecto da Rede individual de cabos de Fibra óptica:
1- O projectista deve ter em consideração a utilização de tubagem adequada para a
passagem do cabo de fibras ópticas, desde a caixa terminal, até a uma tomada de fibra
óptica a instalar numa das divisões, para a ligação do ONT. Para a distribuição dos
serviços pelas restantes divisões com recurso a cablagem, deve ser instalada em
tubagem adequada.
6.4 INSTALAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
A instalação deve ter em conta o projecto técnico, deve ser executada de acordo com as boas
práticas de instalação e com as regras de arte, salvaguardando os pormenores estéticos de
modo a minimizar o impacto visual.

ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS, À FIBRA ÓPTICA
pág. 136
Requisitos a observar na instalação da rede colectiva de cabos de fibra óptica:
Ligação à rede pública de telecomunicações
1. A ligação à rede pública de telecomunicações deve ser efectuada através da entrada
subterrânea. Em caso de impossibilidade poderá utilizar-se a entrada aérea, caso exista;
2. Caso a entrada aérea e subterrânea não existam, ou caso o espaço disponível para a
passagem de cabos não seja suficiente, deve ser construída uma entrada subterrânea
para o efeito;
3. Em alternativa, poderá ser estabelecido o contacto com os operadores que se encontrem
ligados ao edifício, de modo a avaliar a possibilidade da reformulação das redes de
acesso, utilizando cabos de dimensões inferiores e com características técnicas
idênticas, de modo a disponibilizar o espaço necessário a passagem dos cabos de FO;
Soluções a ter em consideração para a instalação do RG-FO e rede colectiva de cabos de FO
1. Nos edifícios onde não exista qualquer Coluna Montante (CM) para a passagem de
cabos de FO, esta deve ser executada. Nos edifícios onde não existam zonas colectivas
para a instalação da CM, poderá considerar-se a utilização das zonas individuais para
passagem de cabos da rede colectiva, desde que exista esse acordo com os ocupantes
legais dos fogos.
2. Nos edifícios onde não exista qualquer Coluna Montante (CM), mas existam zonas
colectivas, a coluna deve ser executada de modo a preservar a estrutura do edifício,
minimizando o impacto visual. Assim sendo, poderão ser utilizadas calhas ou tubos à
vista, recorrendo sempre que possível ao lambril das escadas e caixilhos das portas para
o acesso às fracções autónomas;
3. Nos edifícios onde exista Coluna Montante (CM), mas o espaço disponibilizado pela
mesma não seja suficiente, poderão ser reformuladas as redes existentes por forma a
serem utilizados cabos de dimensões inferiores e com características técnicas idênticas,
de modo a disponibilizar o espaço necessário a passagem dos cabos de FO;
4. No espaço destinado à colocação do RG-FO, nomeadamente no ATE e caixa do RGE,
devem ser adoptadas estratégias de modo a aumentar o espaço disponível. Assim
sendo, admite-se a alteração da disposição dos dispositivos das redes existentes no
edifício. Poderão, ainda, ser alterados os dispositivos de ligação e distribuição por outros
de características idênticas mas de dimensões menores e a concentração de vários
dispositivos num, desde que a funcionalidade das respectivas redes não seja posta em
causa;
Requisitos a observar na instalação da rede colectiva de cabos de fibra óptica:
1. Nos casos em que não exista qualquer tipo de tubagem para telecomunicações, a
cablagem de FO deve encaminhar-se por forma a causar o mínimo impacto visual. Assim
sendo, poderão ser utilizadas calhas com recurso aos rodapés e aros de portas
existentes e a passagem junto das paredes até um ponto aceitável de acomodação dos
equipamentos activos.

REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 137
7 REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
As presentes regras aplicam-se a todos os tipos de edifícios, independentemente da sua
caracterização ou tipologia.
Os edifícios seguem as prescrições técnicas adaptadas aos vários tipos (capítulos 8 a 13), tal
como a seguir se indica:

Tipo de edifício Referência
Residenciais Capítulo 8
Escritórios Capítulo 9
Comerciais Capítulo 10
Industriais Capítulo 11
Especiais Capítulo 12
Mistos Capítulo 13
Tabela 43 – Referência aos capítulos de dimensionamento
7.1 INSTALAÇÃO DE REDES DE TUBAGEM
As regras aqui referidas têm por objectivo estabelecer procedimentos normalizados e boas
práticas de instalação de Redes de Tubagem nos edifícios.
A instalação adequada de uma Rede de Tubagens apoia-se num conjunto de regras associadas
aos materiais a manipular e às acções a efectuar sobre estes materiais, tais como dobragens,
cortes, fixações, etc. Para além deste Manual, devem ser obrigatoriamente cumpridas as regras
específicas de instalação dos fabricantes dos materiais e equipamentos.
7.1.1 DEFINIÇÕES ESPECÍFICAS DE CARACTERÍSTICAS DE TUBOS
ÂNGULO DE CURVATURA DO TUBO: Ângulo suplementar (c) do Ângulo de Dobragem.
ÂNGULO DE DOBRAGEM DO TUBO: Ângulo (d) entre o eixo do tubo antes da dobragem e o
eixo do tubo depois da dobragem, medido no sentido da força que a origina.
ÂNGULO DE RETORNO (springback angle): Ângulo que deve ser deduzido ao ângulo de
curvatura, devido ao movimento de regressão do eixo no sentido da sua posição inicial, por
efeito de mola.
COEFICIENTE DE FRICÇÃO: Relação entre o peso de um objecto que desliza sobre outro e a
força que os mantém em contacto, numa situação de repouso (atrito). Pode ser estático ou de
escorregamento, considerando um ambiente seco ou lubrificado.
INCLINAÇÃO: Relação, medida em percentagem, entre as seguintes distâncias:
- entre os pontos de maior e menor cota no eixo do tubo, na vertical (a).
- entre a projecção dos mesmos pontos, em valor absoluto, na horizontal (|b|).
ENGELHAMENTO: Deformação resultante da alteração do material na parte inferior do tubo, na
zona de dobragem.
REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 138
EXCENTRICIDADE: Deformação num tubo, após dobragem, expressa na medida do desvio dos
eixos da secção exterior e interior do tubo.
OVALIZAÇÃO: Relação entre os eixos da elipse que resulta da deformação da secção do tubo
quando dobrado incorrectamente.
RAIO DE CURVATURA: Raio do arco da circunferência que se sobrepõe ao arco do eixo do
tubo, correspondente a um ângulo com lados perpendiculares às partes rectas do tubo
adjacentes à curva. É um valor normalmente fornecido pelo fabricante.

F
Eixo
Eixo
d
c
c = ângulo de curvatura
d = ângulo de dobragem
F= Sentido da Dobragem

Figura 98 – Ângulos de dobragem e de curvatura

I
n
c
l
i
n
a
ç
ã
o

=

a

/

|
b
|

[
%
]
a
b

Figura 99 - Inclinação

REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 139
D= Diâmetro Exterior
RC=Raio de Curvatura > 6 x D
D
RC
90º
90º

Figura 100 – Raio de curvatura
a
a= ângulo de retorno

Figura 101 – Ângulo de retorno
Ovalização [%] =
D
max
- D
min
D

e
min
e
max
Excentricidade [%] =
e
max
- e
min
e
e = espessura do tubo antes da dobragem

Figura 102 – Ovalização e Excentricidade

REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 140

Figura 103 - Engelhamento
7.1.2 INSTALAÇÃO DOS ELEMENTOS DA REDE DE TUBAGENS
7.1.2.1 INSTALAÇÃO DE CONDUTAS
REGRAS GERAIS
a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto e as prescrições específicas.
b) Não é admissível a instalação, nas Redes de Tubagem, de cabos, equipamentos e outros
dispositivos que não se destinem a assegurar os serviços previstos no âmbito das ITED.
c) Para todos os elementos metálicos das Redes de Tubagem deve ser assegurada a ligação à
terra, por ligação ao BGT.
d) Os instaladores e outros prestadores de serviços, no âmbito das ITED, estão sujeitos ao
dever de salvaguarda do sigilo das comunicações.
e) Em todos os trabalhos de instalação é obrigatório o uso de Equipamento de Protecção
Individual (EPI)

, conforme previsto no capítulo 16.2 do presente manual.
f) As operações de dobragem dos tubos devem ser efectuadas por recurso a máquina de
dobragem ou ferramenta adequada à secção do tubo.


Figura 104 – Mola de dobragem
g) A excentricidade máxima admissível, nos tubos dobrados, é de 30% e a ovalização não deve
ultrapassar os 20%, ao longo de toda a parte curva da dobragem.
CONDUTAS DE ACESSO
a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto e as prescrições específicas.
b) Nas condutas de acesso, nomeadamente na PAT, devem ser tomadas as precauções
necessárias de modo a evitar a entrada de água e humidade. A inclinação mínima a que devem
estar sujeitos os tubos da PAT é de 45º.
REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 141
I
n
c
l
i
n
a
ç
ã
o



4
5
º
Ansa
Antena
Montante
Cabo coaxial

Figura 105 – Tubos da PAT
d) Na PAT, os raios de curvatura, quer dos cabos quer dos tubos, além do cumprimento dos
requisitos aplicáveis, devem permitir a execução de uma ansa no cabo, à saída do tubo, para
drenagem de água.
e) Nas condutas de acesso subterrâneo, os tubos devem ter um ângulo de curvatura maior do
que 90º e inferior a 120º.
120º
Montante
Jusante
(Edifício)

Figura 106– Acesso subterrâneo
f) Todos os tubos devem estar livres de rebordos e de arestas vivas que possam danificar o
revestimento dos cabos.
g) Os tubos não utilizados devem ser tapados nas extremidades e protegidos de modo a evitar a
infiltração de humidade nos edifícios. O sistema de tampão a utilizar deve garantir que não seja
fácil a sua deterioração.
h) Os tubos e as calhas devem ter as paredes interiores lisas.
i) Nos acessórios de fixação dos elementos da Rede de Tubagens, que constituem as condutas
de acesso, pode-se utilizar sistemas de aperto mecânico com parafusos.
REDES COLECTIVAS E INDIVIDUAIS DE TUBAGEM
a) Devem ser respeitados os requisitos e o dimensionamento constantes do projecto e das
prescrições específicas.
b) O resultado de todas as inspecções deve constar do Relatório de Ensaios de Funcionalidade
(REF), da responsabilidade do instalador.
c) As condutas que atravessem as juntas de dilatação dos edifícios devem estar dotadas de
acessórios articulados, ou elásticos adequados, para suportar as variações dimensionais
associadas.
d) As redes de tubagem embebidas devem ser inspeccionadas antes do enchimento dos roços
ou cobertura com reboco.
REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 142
f) Nas instalações à vista que utilizem tubos, estes poderão ser fixos com braçadeiras com um
espaçamento mínimo de 500 mm.
g) O raio de curvatura dos tubos deve ser superior ou igual a 6 vezes o diâmetro externo dos
tubos.
h) Os ângulos de curvatura nos tubos devem ser sempre iguais ou superiores a 90º, ou seja, o
ângulo de dobragem inferior a 90º.
i) Um troço corresponde a um tubo com 12 m de comprimento. Entre cada dois troços de tubo
consecutivos deve intercalar-se uma caixa de passagem, salvo se se conseguir garantir a
correcta instalação e passagem da cablagem, por sobredimensionamento da tubagem.
j) Admite-se, para cada troço de tubo, a execução de um máximo de 2 curvas. Cada curva
diminuirá o comprimento máximo do troço em 2 metros.
k) Não é permitida a instalação de tubagem com ângulos rectos. Para contornar essa situação
deve ser instalada uma caixa de passagem.
l) A colocação das tubagens deve ter em conta as boas práticas de encaminhamento, de modo a
ter em conta os obstáculos e a possibilitar acções de manutenção.
m) Na instalação de tubos e calhas não deve existir lugar a descontinuidades nos diferentes
troços.
n) O acesso aos cabos não poderá ficar limitado pelo facto de se utilizarem calhas pintadas.
o) Os acessórios a utilizar, nos sistemas de calhas, nomeadamente os suportes para fixação dos
cabos, devem ser compatíveis com o tipo de calha.
p) Nos ângulos (esquinas exteriores e interiores) do percurso das calhas, devem ser utilizadas
cantoneiras ou outro sistema adequado de protecção da bainha dos cabos.
q) As calhas poderão ser fixadas por parafusos, com um espaçamento mínimo de 500 mm.
r) Os rodapés podem ser substituídos por sistemas de calhas técnicas. Neste caso, a fixação
das calhas deve ser a adequada ao espaço onde vai encaixar.
7.1.2.2 INSTALAÇÃO DE CAIXAS
a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto e as prescrições específicas.
b) As caixas instaladas à vista (salientes da parede) não devem ser de remoção fácil.
c) Os cortes a efectuar nas caixas, para passagem de tubos ou calhas, devem ser isentos de
rebarbas e de arestas vivas.
d) Os tubos e calhas para ligação de caixas não devem ficar salientes no interior destas, e
devem terminar sem rebarbas ou arestas vivas, com boquilha, bucim, ou peças de material
moldado.
e) A distância mínima entre as geratrizes exteriores dos tubos, ou extremo das calhas e a face
lateral das caixas, deve ser de 10 mm.
f) A montagem de caixas de aparelhagem, no pavimento, deve estar sujeita a precauções
adicionais, de modo a evitar infiltrações de humidades e de poeiras.
g) As caixas de aparelhagem de montagem no pavimento devem estar munidas de tampa,
sendo esta suficientemente robusta para não ser destruída pela passagem de pessoas ou
deslocação de objectos.

REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 143
7.1.2.3 INSTALAÇÃO DE CAMINHOS DE CABOS
a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto e as prescrições específicas.
b) As instalações devem ser executadas de acordo com as instruções de montagem do
fabricante e tendo em conta as cargas de trabalho declaradas.
c) Os caminhos de cabos metálicos não devem ter descontinuidades que possam afectar a
ligação à terra das estruturas constituintes do sistema.
d) Devem ser tomadas em conta as flechas máximas admissíveis para os caminhos de cabos
em esforço:
- 1% na longitudinal (flecha entre apoios);
- 5% na transversal (flecha produzida na base).
Só é permitida a utilização de acessórios que façam parte do sistema do caminho de cabos
utilizado.
7.1.2.4 INSTALAÇÃO DE ARMÁRIOS E BASTIDORES
A montagem destes elementos e as ligações a efectuar devem ter em conta as suas prescrições
específicas, bem como as constantes do projecto.
7.1.2.5 INSTALAÇÃO DE SALAS TÉCNICAS
A instalação dos equipamentos e componentes das Redes de Tubagem, nas Salas Técnicas,
deve ser executada em conformidade com os requisitos específicos, bem como com a
documentação do projecto.
7.1.3 ENFIAMENTO DE CABOS
Os principais métodos de enfiamento de cabos em tubos são:
1 - Por tracção do cabo, puxado através de guia adequada;
2 - Inserção do cabo no tubo por recurso a jactos de ar comprimido (técnica de sopro ou
sopragem), normalmente utilizado em enfiamento de cabos de fibra óptica.
A operação de enfiamento deve ser executada com perícia e com cuidados especiais, para
evitar a alteração das características mecânicas e técnicas dos cabos.
No enfiamento por tracção devem ser utilizadas guias plásticas ou de metal, flexíveis e
correctamente dimensionadas em comprimento e resistência à tracção.
As guias a utilizar devem ter a extremidade boleada e dispor de características próprias para
redução do atrito.
Com o intuito de facilitar o enfiamento dos cabos, a tracção poderá ser efectuada por recurso a
tubos com pré-lubrificação nas paredes interiores ou utilização de material lubrificante disponível
para o efeito. Em qualquer dos casos, o lubrificante não poderá ter na sua composição produtos
químicos que possam afectar os tubos ou o isolamento dos cabos, devendo ser ignifugo e
hidrófobo.
A seguinte expressão matemática relaciona a força de tracção necessária ao enfiamento de um
cabo num tubo, com o comprimento (L) do mesmo tubo, na posição horizontal:

REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 144
L
Fo Fi
Fo = Fi + µ x P x L

em que Fo e Fi são as tensões de tracção à saída e entrada do tubo, respectivamente, µ é o
coeficiente de fricção (COF), P o peso por metro de cabo e L o comprimento do tubo. O COF
estático dos materiais plásticos mais utilizados é de aproximadamente 0,5.
Recomenda-se a consulta aos fabricantes de cabos para obtenção do valor do COF.
7.1.3.1 MARCAÇÃO
Os elementos das redes de tubagem, nomeadamente as caixas, devem ser identificados por
recurso a marcações que facilitem a sua identificação.
Todas as caixas devem ser identificadas, de forma indelével, com a palavra „Telecomunicações‟
na rede colectiva ou com a letra „T‟ na rede individual.
Nas caixas da rede colectiva deve ser utilizada a seguinte nomenclatura:

Coluna ou Troço (A,B,...) - SE APLICÁVEL
Desdobramento da coluna (00,01, .. ) – SE APLICÁVEL
Referência do piso abaixo do nível térreo (Sinal - ) - SE APLICÁVEL
Piso ou secção - OBRIGATÓRIO
a d d / s d d

Figura 107 – Identificação das caixas da coluna montante
Adicionalmente, no interior das caixas da rede colectiva, cada entrada e saída de tubagem deve
ser correctamente identificada, de modo a referir o tipo de tecnologia a que corresponde: PC
(par de cobre), CC (cabo coaxial) ou FO (fibra óptica).
As derivações da coluna montante devem ser identificadas, nomeadamente as saídas para os
ATI.
Nas ITED que disponham de Sala Técnica, o instalador deve preparar e afixar, em moldura
apropriada, o diagrama das Redes (Cabos e Tubagem) com identificação dos PD, das caixas,
colunas e saídas de distribuição.
Poderão ser utilizadas etiquetas plásticas, ou fita com impressão mecânica, excepto nos
materiais em que marcação é efectuada pelo fabricante.
7.2 INSTALAÇÃO DAS CABEÇAS DE REDE DE MATV/SMATV
Na instalação das Cabeças de Rede, nomeadamente do RG-CC/MATV, deve ter-se em conta os
parâmetros para o ajuste das mesmas. Para este ajuste poderá recorrer-se a um medidor de
nível.
7.3 INSTALAÇÃO DE REDES DE CABOS
a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto.
b) Os cabos devem ser instalados de forma a serem respeitadas as instruções técnicas dos
fabricantes.
REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO
pág. 145
c) As passagens de cabos nas coretes não deve afectar a vedação térmica, destinada a evitar a
propagação de incêndios.
d) Os cabos devem possuir uma folga de passagem no interior das caixas, de forma a mais
facilmente poderem ser acomodados e presos.
e) Os cabos de passagem devem estar agrupados por tecnologia, devidamente presos, não
interferindo com as derivações de cliente da coluna montante.
f) Deve ser garantida a continuidade das ligações de terra, tal como é indicado no esquema de
terras do ponto 15.7.
g) Deve ser assegurada a distância correcta a canalizações metálicas e a cabos de energia
eléctrica.
h) As saídas não utilizadas das redes coaxiais devem ser terminadas em cargas de impedância
característica de 75Ω.
i) Na utilização das tubagens das colunas montante deve ser respeitada a organização e a
separação por tecnologias.
j) Os cabos da rede colectiva devem ser numerados e etiquetados, de forma a conhecer-se o
seu encaminhamento e o cliente a que se destina.
k) Todos os cabos instalados numa rede individual têm obrigatoriamente que estar ligados a TT.
7.4 INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS
Podem ser estabelecidas instalações com carácter temporário, durante a realização de
exposições, congressos, ou em outros eventos limitados no tempo, em estaleiros e outras
situações a considerar pelos proprietários dos edifícios, ou pela administração do conjunto de
edifícios.
Este tipo de instalações deve ser desmantelado após o término do prazo do evento.
As Instalações Temporárias devem satisfazer as prescrições do presente manual, no que se
refere à segurança de pessoas e bens, e serão autorizadas pelos proprietários dos edifícios ou
dono da obra, mediante documento que ateste a não interferência com outros serviços.
7.5 DOCUMENTAÇÃO
O instalador deve efectuar o registo, em fichas técnicas apropriadas, dos elementos relevantes
para identificação das tubagens e da ligação dos cabos nas ITED.

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 146
8 EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS
As redes de cabos e de tubagens a instalar, obrigatoriamente, como mínimo, nos edifícios
residenciais, são as constantes das tabelas seguintes.
Para além das regras técnicas definidas, a escolha dos materiais deve ter em conta as regras
MICE, de acordo com as condições de execução da instalação.


EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS: REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV e MATV (≥ 2fogos)
Fibra Óptica
Colectiva
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por fogo
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por fogo
MATV - 1 cabo por fogo
OS1
1 cabo de 2 fibras por fogo
OF-300
Moradia
(CEMU - ATI)
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo
TCD-C-H
CATV - 1 cabo
(instalação facultativa)
OS1
1 cabo de 2 fibras, OF-300
(instalação facultativa)
Individual
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV/MATV - 1 cabo por TT
OS1
1 cabo de 2 fibras para a ZAP
OF-300
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados (ATE e ATI).
 A rede de MATV segue a topologia que melhor se ajustar ao edifício, recomendando-se a distribuição em estrela.
 Nas salas, quartos e cozinha, é obrigatória a instalação de 1 tomada RJ45+TV, e 1 tomada RJ45.
 A tomada ZAP é de instalação obrigatória nos edifícios residenciais.
 Nas casas de banho, halls, arrecadações, parqueamentos, ou similares, não é obrigatória a instalação de
tomadas de telecomunicações.
 Nas kitchnettes integradas na sala, não é obrigatória a instalação de tomadas de telecomunicações.
Tabela 44 – Redes de cabos a instalar nos edifícios residenciais
EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS: REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Colectiva
Coluna montante com 1 tubo
de Ø40mm, ou equivalente
Coluna montante com 1 tubo de
Ø40mm, ou equivalente
Coluna montante com 1 tubo
de Ø40mm, ou equivalente
 1 caixa de coluna em todos os pisos com fogos, comum às 3 tecnologias. Dimensões internas
mínimas: 400x400x150mm.
 Ligação a cada ATI através de 1 tubo de Ø40mm, ou equivalente.
 PAT: 2 tubos de Ø40mm, ou equivalente.
Moradia
 Ligação CEMU – ATI: 2 tubos de Ø40mm, ou equivalente.
 PAT: 1 tubo de Ø40mm, ou equivalente.
Individual
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
 Nas situações em que um único fogo se desenvolve por vários pisos, só é obrigatória a instalação de uma caixa
de coluna num dos pisos.
 A CEMU deve ser instalada numa zona de acesso público, excepto em situações consideradas especiais e
incontornáveis, devidamente justificadas pelo projectista.
Tabela 45 – Rede de tubagens a instalar nos edifícios residenciais
REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 147
8.1 ZONA DE ACESSO PRIVILEGIADO – ZAP
As fracções autónomas residenciais possuem, obrigatoriamente, um local onde se concentram
as três tecnologias (PC, CC e FO). Esse local é designado por Zona de Acesso Privilegiado
(ZAP) e localiza-se na divisão mais adequada, no entendimento do projectista e de acordo com
as preferências do dono da obra.
A obrigatoriedade anteriormente expressa concretiza-se na chegada, a um ponto comum, de 2
cabos de cada uma das tecnologias, provenientes do ATI:
 Os 2 cabos PC terminam em 2 tomadas RJ45.
 Os 2 cabos CC terminam em 2 tomadas coaxiais, na configuração que o projectista
considerar mais favorável.
 1 cabo de 2 FO termina em 2 tomadas de fibra óptica.
 É fundamental a escolha de uma boa localização para a ZAP, privilegiando a integração das
tomadas num mesmo espelho.
As figuras seguintes exemplificam o que poderá ser uma possível tomada ZAP, bem como a sua
utilização e funcionalidade, nomeadamente a possibilidade de injecção de sinal na rede
individual:

Figura 108 – Exemplo de uma tomada ZAP

Figura 109 – Utilização de uma tomada ZAP
REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 148
9 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS
Para além das regras técnicas definidas, a escolha dos materiais deve ter em conta as regras
MICE, de acordo com as condições de execução da instalação.
9.1 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS COM ZONAS COLECTIVAS


EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS COM ZONAS COLECTIVAS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV e MATV(≥ 2fogos)
Fibra Óptica
Colectiva
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por fogo
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por fogo
MATV - 1 cabo por fogo
OS1
1 cabo de 4 fibras por fogo
OF-300
Individual
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
A definir pelo projectista A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 Devem existir 2 tomadas de PC em cada posto de trabalho. Em alternativa poderá considerar-se uma tomada de
PC e 2 tomadas de FO (conectores SC).
 Em áreas de “open space”, onde não exista definição dos postos de trabalho, poderá considerar-se que as
tomadas possam estar localizadas num ponto comum. Nesta situação, deve acautelar-se que cada ponto não sirva
mais de 12 postos de trabalho e que o comprimento máximo do cabo de ligação ao equipamento não ultrapasse 20m.
 A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada.
A execução do projecto de um edifício, deste tipo, pressupõe a consulta da norma EN50173-2.
Tabela 46 – Redes de cabos a instalar em edifícios de escritórios, com zonas colectivas

EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS COM ZONAS COLECTIVAS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Colectiva
Coluna montante com 1 tubo
de Ø40mm, ou equivalente
Coluna montante com 1 tubo
de Ø40mm, ou equivalente
Coluna montante com 1 tubo de
Ø40mm, ou equivalente
 1 caixa de coluna em todos os pisos com fogos, comum às 3 tecnologias (dimensões mínimas
400x400x150). Caso o edifício não se desenvolva em altura deve ser possível o acesso fácil à
cablagem.
 Ligação a cada ATI, ou bastidor (caso as necessidades do fogo o justifiquem), através de 1 tubo
de Ø40mm, ou equivalente.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente.
Individual
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
 Nas situações em que um fogo se desenvolve por vários pisos, só é obrigatória a instalação de uma caixa de
coluna num dos pisos.
Tabela 47 – Rede de tubagens em edifícios de escritórios, com zonas colectivas

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 149
9.2 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS


EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV
Fibra Óptica
Ligações entre PD
Categoria 6
UTP 4 Pares – 1 cabo por PD
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV – 1 cabo por PD
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
dos PD
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
A definir pelo projectista A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 Devem existir 2 tomadas de PC em cada posto de trabalho. Em alternativa poderá considerar-se uma tomada de
PC e 2 tomadas de FO (conectores SC).
 Em áreas de “open space”, onde não exista definição dos postos de trabalho, poderá considerar-se que as
tomadas possam estar localizadas num ponto comum. Nesta situação, deve acautelar-se que cada ponto não sirva
mais de 12 postos de trabalho e que o comprimento máximo do cabo de ligação ao equipamento não ultrapasse 20m.
 A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada.
 A execução do projecto de um edifício, deste tipo, pressupõe a consulta da norma EN50173-2.
Tabela 48 – Redes de cabos em edifícios de escritórios, sem zonas colectivas


EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre
PD
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 PD (bastidor) em cada piso, comum às tecnologias. Caso a área seja superior a 1000m
2
devem
ser instalados PD adicionais. As dimensões mínimas dos PD são definidas pelo projectista.  Em
cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente.
Ligações a
partir dos PD
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e a TT (cablagem
horizontal).
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 49 – Rede de tubagens em edifícios de escritórios, sem zonas colectivas

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 150
10 EDIFÍCIOS COMERCIAIS
Para além das regras técnicas definidas, a escolha dos materiais deve ter em conta as regras
MICE, de acordo com as condições de execução da instalação.
10.1 EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM ZONAS COLECTIVAS


EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM ZONAS COLECTIVAS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV e MATV (≥ 2fogos)
Fibra Óptica
Colectiva
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por fogo
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por fogo
MATV - 1 cabo por fogo
OS1
1 cabo de 2 fibras por fogo
OF-300
Individual
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
A definir pelo projectista A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre e a rede de fibra óptica seguem, obrigatoriamente, a topologia de distribuição em estrela,
para jusante dos PD considerados.
 A rede de CATV deve seguir uma topologia adequada à função e dimensão do edifício, a definir pelo projectista.
 O projecto da rede individual de cabos, onde se inclui a definição do número de tomadas e o tipo de ATI, está
dependente do fim a que se destina o fogo, bem como das necessidades do cliente. Dentro do fogo devem ser
previstos os dispositivos necessários à execução das redes de cabo e realização dos respectivos ensaios.
Tabela 50 – Redes de cabos em edifícios comerciais com zonas colectivas

EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM ZONAS COLECTIVAS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Colectiva
Coluna montante com 1 tubo
de Ø40mm, ou equivalente
Coluna montante com 1 tubo
de Ø40mm, ou equivalente
Coluna montante com 1 tubo de
Ø40mm, ou equivalente
 1 caixa de coluna em todos os pisos com fogos, comum às 3 tecnologias (dimensões mínimas
400x400x150). Caso o edifício não se desenvolva em altura deve ser possível o acesso fácil à
cablagem, de preferência de 12 em 12m.
 Ligação a cada ATI, ou bastidor (caso as necessidades dos fogos o justifiquem), através de 1
tubo de Ø40mm, ou equivalente.
PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente
Individual
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve ser instalada uma caixa com dimensões adequadas para alojar dispositivos necessários à
execução das redes de cabo e realização dos respectivos ensaios.
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
 Nas situações em que um fogo se desenvolve por vários pisos, só é obrigatória a instalação de uma caixa de
coluna num dos pisos.
Tabela 51 – Rede de tubagens em edifícios comerciais com zonas colectivas

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 151
10.2 EDIFÍCIOS COMERCIAIS SEM ZONAS COLECTIVAS


EDIFÍCIOS COMERCIAIS SEM ZONAS COLECTIVAS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV
Fibra Óptica
Ligações entre
PD
Categoria 6
UTP 4 Pares – 1 cabo por PD
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV – 1 cabo por PD
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
dos PD
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
A definir pelo projectista A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 O projecto das redes de cabos a partir dos PD, onde se inclui a definição do número de tomadas, está dependente
do fim a que o edifício se destina, bem como das necessidades do cliente.
 A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada.
 A execução do projecto de um edifício, deste tipo, pressupõe a consulta da norma EN50173-2.
Tabela 52 – Redes de cabos de edifícios comerciais sem zonas colectivas


EDIFÍCIOS COMERCIAIS SEM ZONAS COLECTIVAS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre
PD
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 PD (bastidor) em cada piso, comum às 3 tecnologias. Caso a área seja superior a 1000m
2

devem ser instalados PD adicionais. As dimensões mínimas dos PD são definidas pelo projectista.
 Em cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente
Ligações a partir
dos PD
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente
 Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem
horizontal).
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 53 – Rede de tubagens de edifícios comerciais sem zonas colectivas

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 152
11 EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS
Para além das regras técnicas definidas, a escolha dos materiais deve ter em conta as regras
MICE, de acordo com as condições de execução da instalação.


EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV e MATV (≥ 2fogos)
Fibra Óptica
Ligações entre
PD e PDI
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por fogo
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por fogo
MATV - 1 cabo por fogo
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
dos PDI
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
A definir pelo projectista A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 Deve existir 1 tomada de PC para cada equipamento a instalar de acordo com as necessidades do cliente. Em
alternativa poderá considerar-se uma tomada de FO (conector LC).
 A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada.
 A execução do projecto de um edifício, deste tipo, pressupõe a consulta da norma EN50173-3.
Tabela 54 – Redes de cabos em edifícios industriais

EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre PD e
Pontos de
Distribuição
Intermédios (PDI)
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 PD (bastidor) em cada piso e um PDI (bastidor) comum às 3 tecnologias (dimensões
mínimas a definir pelo projectista). Caso as dimensões do edifício o justifiquem, estes PD
poderão ser coincidentes.
 Em cada um dos PD deve existir energia eléctrica.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente.
Ligações a partir
dos Pontos de
Distribuição
Intermédios (PDI)
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PDI e as TT (cablagem
intermédia).
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 55 – Rede de tubagens em edifícios industriais

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 153
12 EDIFÍCIOS ESPECIAIS
Para além das regras técnicas definidas, a escolha dos materiais deve ter em conta as regras
MICE, de acordo com as condições de execução da instalação. Recomenda-se a utilização de
tubagem livre de halogéneos.
12.1 HISTÓRICOS
Este tipo de edifícios, de elevado valor patrimonial, requer uma instalação cuidada, dada a
especificidade dos mesmos. Devem ser instaladas as tubagens e cablagens de acordo com o
tipo de edifício, tal como o disposto nos pontos presentes. A escolha dos materiais e
equipamentos deve ter em conta a preservação das características deste tipo de edifícios.
Admitem-se limitações na adopção de soluções técnicas, sempre que se ponham em causa
aspectos de preservação de valores patrimoniais ou estéticos, desde que devidamente
fundamentados pelo projectista.
12.2 EDIFÍCIOS VÁRIOS
ARMAZÉNS, ESTACIONAMENTOS, ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS, RESTAURANTES,
GARES DE TRANSPORTE, DESPORTIVOS E DE LAZER, MUSEOLOGIA E DIVULGAÇÃO


VÁRIOS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV
Fibra Óptica
Ligações entre
PD
Categoria 6
UTP 4 Pares – 1 cabo por PD
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV – 1 cabo por PD
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
dos PD
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
A definir pelo projectista A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 O projecto da rede de cabos a partir dos PD, onde se inclui a definição do número de tomadas, está dependente
das necessidades do cliente.
Tabela 56 – Redes de cabos em edifícios vários

VÁRIOS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre
PD
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente
Ligações a partir
dos PD
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem
horizontal).
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 57 – Rede de tubagens em edifícios vários

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 154
12.3 ESCOLARES


EDIFÍCIOS ESCOLARES
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV
Fibra Óptica
Ligações entre
PD
Categoria 6
UTP 4 Pares – 1 cabo por PD
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV – 1 cabo por PD
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
dos PD
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por TT
A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 O projecto da rede de cabos a partir dos PD, onde se inclui a definição do número de tomadas, está dependente
das necessidades do cliente.
 Deve ser prevista uma tomada de PC e CC por divisão, onde se incluem as salas de aula, laboratórios, salas de
reuniões, refeitórios e bares.
 Recomenda-se a instalação de 1 rede de distribuição de MATV.
Tabela 58 – Redes de cabos em edifícios escolares


EDIFÍCIOS ESCOLARES
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre
PD
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 PD (bastidor) em cada piso comum às tecnologias.
 Caso a área seja superior a 1000m
2
, devem ser instalados PD adicionais (dimensões mínimas a
definir pelo projectista).
 Em cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente.
Ligações a partir
dos PD
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem
horizontal).
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 59 – Rede de tubagens em edifícios escolares

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 155
12.4 HOSPITALARES


EDIFÍCIOS HOSPITALARES
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV
Fibra Óptica
Ligações entre
PD
Categoria 6
UTP 4 Pares – 1 cabo por PD
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV – 1 cabo por PD
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
dos PD
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por TT
Em salas de especial importância
(a definir pelo projectista)
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 O projecto da rede de cabos a partir dos PD, onde se inclui a definição do número de tomadas, está dependente
das necessidades do cliente.
 Deve ser prevista uma tomada de PC e CC por divisão, onde se incluem quartos, salas de espera e salas técnicas
(operações, por exemplo).
 Nas salas de operações, ou outras de especial importância, deve existir como mínimo uma tomada de FO.
 Recomenda-se a instalação de 1 rede de distribuição de MATV.
 A escolha da Classe de Ligação de FO depende da distância do canal considerada.
Tabela 60 – Redes de cabos em edifícios hospitalares


EDIFÍCIOS HOSPITALARES
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre
PD
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 PD (bastidor) em cada piso comum às tecnologias.
 Caso a área seja superior a 1000m
2
, devem ser instalados PD adicionais (dimensões mínimas a
definir pelo projectista).
 Em cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente
Ligações a partir
dos PD
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem
horizontal).
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 61 – Rede de tubagens em edifícios hospitalares

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 156
12.5 LARES DE IDOSOS E HOTELARIA


LARES DE IDOSOS E HOTELARIA
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV
Fibra Óptica
Ligações entre
PD
Categoria 6
UTP 4 Pares – 1 cabo por PD
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV – 1 cabo por PD
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
dos PD
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por TT
A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 O projecto da rede de cabos a partir dos PD, onde se inclui a definição do número de tomadas, está dependente
das necessidades do cliente. Poderá prever-se, no entanto, 1 tomada (recomendam-se duas) de PC e 1 tomada de
CC por divisão, como seja em quartos e salas.
 Recomenda-se a instalação de 1 rede de distribuição de MATV.
 A escolha da Classe de Ligação de FO depende da distância do canal considerada.
Tabela 62 – Redes de cabos em lares de idosos e hotelaria


LARES DE IDOSOS E HOTELARIA
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre
PD
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 PD (bastidor) em cada piso comum às tecnologias.
 Caso a área seja superior a 1000m
2
, devem ser instalados PD adicionais (dimensões mínimas a
definir pelo projectista).
 Em cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente
Ligações a partir
dos PD
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente
 Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem
horizontal).
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 63 – Rede de tubagens em lares de idosos e hotelaria

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 157
12.6 BIBLIOTECAS E ARQUIVOS


BIBLIOTECAS E ARQUIVOS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV
Fibra Óptica
Ligações entre PD
Categoria 6
UTP 4 Pares – 1 cabo por PD
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV – 1 cabo por PD
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
dos PD
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por TT
Garantia da Classe E
A definir pelo projectista A definir pelo projectista
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 Recomenda-se a existência de, no mínimo, uma tomada de PC e outra de CC, nas salas de reuniões e
audiovisual.
 Em áreas onde não exista definição dos postos de trabalho, poderá considerar-se que as tomadas possam estar
localizadas num ponto comum. Nesta situação, deve acautelar-se que cada ponto não sirva mais de 12 postos de
trabalho e que o comprimento máximo do cabo de ligação ao equipamento não ultrapasse 20m.
 A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada.
 A execução do projecto de um edifício, deste tipo, pressupõe a consulta da norma EN50173-2.

Tabela 64 – Redes de cabos em bibliotecas e arquivos


EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre
PD
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 PD (bastidor) em cada piso, comum às tecnologias. Caso a área seja superior a 1000m
2
devem
ser instalados PD adicionais. As dimensões mínimas dos PD são definidas pelo projectista.  Em
cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente
Ligações a
partir dos PD
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e a TT (cablagem
horizontal).
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 65 – Rede de tubagens em bibliotecas e arquivos

REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 158
13 EDIFÍCIOS MISTOS
Tal como o referido no ponto 3.6.6, do Manual ITED, estes edifícios resultam na combinação de
mais do que um tipo dos anteriormente caracterizados.
Para além das regras técnicas definidas, a escolha dos materiais deve ter em conta as regras
MICE, de acordo com as condições de execução da instalação.
Poderão existir condições especiais, devidamente previstas pelo projectista, dadas as
especificidades dos fogos, nomeadamente quando exista a necessidade de acessos individuais
separados. Este acesso está relacionado com uma utilização ou exploração autónoma, o que
poderá obrigar a condutas de acesso directas.
13.1 EDIFÍCIOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS

EDIFÍCIOS MISTOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV e MATV (≥ 2fogos)
Fibra Óptica
Colectiva
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por fogo
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por fogo
MATV - 1 cabo por fogo
OS1
1 cabo de 2 fibras por fogo
OF-300
Individual
(parte
residencial)
Deve ser executada de acordo
com o definido no capítulo 8
Deve ser executada de
acordo com o definido no
capítulo 8
Deve ser executada de acordo com o
definido no capítulo 8
Individual
(parte não
residencial)
Deve ser executada conforme
o tipo de fogo considerado e
de acordo com o definido nos
capítulos respectivos
Deve ser executada
conforme o tipo de fogo
considerado e de acordo
com o definido nos
capítulos respectivos
Deve ser executada conforme o tipo de
fogo considerado e de acordo com o
definido nos capítulos respectivos
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada.
Tabela 66 – Redes de cabos de edifícios mistos com fogos residenciais e não residenciais

EDIFÍCIOS MISTOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Edifícios
Residenciais
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Colectiva
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 caixa de coluna em todos os pisos, comum às 3 tecnologias (dimensões mínimas
400x400x150).
 Ligação a cada ATI, ou bastidor (caso as necessidades do fogo o justifiquem), através de 1 tubo
de Ø40mm, ou equivalente.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente
Individual
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve ser instalada uma caixa com dimensões adequadas para alojar dispositivos necessários à
execução das redes de cabo e realização dos respectivos ensaios.
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 67 – Rede de tubagens de edifícios mistos com fogos residenciais e não residenciais
REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO, PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO
pág. 159
13.2 EDIFÍCIOS COM MISTURA DE VÁRIOS TIPOS DE FOGOS NÃO
RESIDENCIAIS


EDIFÍCIOS MISTOS COM FOGOS NÃO RESIDENCIAIS
REDES DE CABOS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Pares de Cobre
Cabos Coaxiais
CATV e MATV (≥ 2fogos)
Fibra Óptica
Ligações entre
PD
Categoria 6
UTP 4 Pares - 1 cabo por
fogo
Garantia da Classe E
TCD-C-H
CATV - 1 cabo por fogo
MATV - 1 cabo por fogo
OS1
1 cabo de 4 fibras por PD
OF-300
Ligações a partir
do PD
Deve ser executada
conforme o tipo de fogo
considerado e de acordo com
o definido nos capítulos
respectivos
Deve ser executada conforme o
tipo de fogo considerado e de
acordo com o definido nos
capítulos respectivos
Deve ser executada conforme o tipo
de fogo considerado e de acordo
com o definido nos capítulos
respectivos
 A rede de pares de cobre, a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem, obrigatoriamente, a topologia de
distribuição em estrela, para jusante dos PD considerados.
 A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada.
Tabela 68 – Redes de cabos de edifícios mistos com fogos não residenciais


EDIFÍCIOS MISTOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS
REDE DE TUBAGENS - PRESCRIÇÕES MÍNIMAS
Edifícios
Residenciais
Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica
Ligações entre
PD
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
1 tubo de Ø40mm, ou
equivalente
 1 PD (bastidor) em cada piso, comum às tecnologias. Caso a área seja superior a 1000m
2
devem
ser instalados PD adicionais. As dimensões mínimas dos PD são definidas pelo projectista.  Em
cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.
 PAT: 2 Tubos de Ø40mm, ou equivalente.
Ligações a partir
do PD
 A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.
 Utiliza-se tubo de Ø20mm, ou equivalente.
 Deve ser instalada uma caixa com dimensões adequadas para alojar dispositivos necessários à
execução das redes de cabo e realização dos respectivos ensaios.
 Em qualquer situação, o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.
Tabela 69 – Rede de tubagens de edifícios mistos com fogos não residenciais

ENSAIOS
pág. 160
14 ENSAIOS
Os ensaios das ITED são da responsabilidade do instalador que constituirá, assim, um Relatório
de Ensaios de Funcionalidade (REF), tal como consta do ponto 14.6. O instalador deve ter em
consideração o projecto técnico e os requisitos do presente Manual.
14.1 ENSAIOS DE REDES DE PARES DE COBRE
Os ensaios obrigatórios, a realizar pelo instalador, são os seguintes:
Rede de Cabos Pontos de ensaio Classe a garantir
Categoria mínima
instalada
Colectiva
Secundário do RG-PC
ao primário do RC-PC
Classe E Cat. 6
Individual
Secundário do RC-PC à
Tomada de
Telecomunicações
Classe E Cat. 6
Colectiva e individual
Ensaio realizado entre o
secundário do RG-PC e
a tomada identificada
como “Ethernet”,
localizada na ZAP
Classe E Cat. 6
Tabela 70 – Ensaios obrigatórios nas redes PC
Para a garantia da Classe E de ligação, devem ser realizados obrigatoriamente os ensaios dos
seguintes parâmetros:
 Continuidade;
 Atenuação;
 NEXT;
 ACR;
 Perdas por retorno;
 Resistência de lacete;
 Atraso de propagação;
 Atraso diferencial;
 PSNEXT;
 PSACR;
 ELFEXT;
 PSELFEXT.
Para avaliar a garantia da classe da ligação, devem ser tidos em consideração os valores limite
para os vários parâmetros, que constam da norma EN50173:2007.
Para a realização dos ensaios deve considerar-se o seguinte:
 A configuração adequada do equipamento de teste e medida para a Classe de ligação a
ensaiar, neste caso a Classe E, como mínimo;
ENSAIOS
pág. 161
 Os adaptadores de teste e medida devem ser conectorizados de fábrica;
 A influência de factores externos, nomeadamente a existência de pós e impurezas nos pontos
de ensaio, para além das condições ambientais (MICE).


Figura 110- Exemplo de um ensaio entre um RC-PC e a tomada “Ethernet” da ZAP
14.2 ENSAIOS EM REDES DE CABOS COAXIAIS
Os ensaios obrigatórios a realizar pelo instalador, nas redes de CATV e MATV/SMATV, são os
seguintes:

Rede de Cabos Pontos de ensaio Classe a garantir
CATV Secundário do RG-CC às TT TCD-C-H
MATV
SMATV
Secundário do respectivo
RG-CC às TT
TCD-C-H
Tabela 71 – Ensaios obrigatórios nas redes de CATV e MATV/SMATV
Para a garantia da classe da ligação devem ser realizados obrigatoriamente os seguintes
ensaios:

ENSAIOS
pág. 162
Classe a
garantir
Ensaios a realizar
Rede de cabos Tipo de ensaio
TCD-C-H
CATV Atenuação total entre o secundário do RG-CC e as TT
MATV/SMATV
- Garantia do nível de sinal recomendado nas TT.
- Relação Portadora/Ruído (C/N).
- BER (“Bit Error Rate”) para sinais digitais.
Ensaio suplementar obrigatório em todas as redes coaxiais
Resistência de lacete
Tabela 72 – Ensaios obrigatórios de CATV e MATV/SMATV
14.2.1 REDE DE CATV
Deve ser cumprida a Classe de ligação TCD-C-H para as frequências teste de 60, 90 e 750MHz.
Desta forma não devem ser excedidos os valores das atenuações máximas que constam da
tabela seguinte, calculadas para o comprimento máximo de 100m, tal como definidos na
EN50173, e medidos na tomada coaxial conveniente.

Frequências
de teste (MHz)
Atenuação máxima em
100m (dB)
60 6 + aRC + aTT
90 7 + aRC + aTT
750 22 + aRC + aTT
aRC – atenuação introduzida pelo RC-CC de CATV, do ATI
aTT – atenuação introduzida pela TT
Tabela 73 – Atenuações máximas na rede de CATV, por 100m
Para avaliar se os valores das atenuações são, ou não, cumpridos, deve efectuar-se o ensaio de
atenuação desde o secundário do RG-CC/CATV, até às tomadas de telecomunicações (TT) das
fracções autónomas.
Para a realização deste ensaio poderá ser utilizado o seguinte método, utilizando um Gerador de
Ruído e um Analisador/Medidor de nível:
1 - O Gerador de Ruído é ligado directamente ao medidor de nível. Para esta ligação devem ser
utilizados dois cordões coaxiais, com o mínimo de 0,5m de comprimento cada. A calibração será
concluída com o registo de referência. Os cordões não devem ser substituídos durante todo o
ensaio.

ENSAIOS
pág. 163

Figura 111 – Calibração do sistema de medida
2 - Após ser efectuada esta calibração, o gerador de ruído será ligado ao RG-CC/CATV, sendo o
medidor colocado numa TT. A atenuação nas diversas frequências de teste será a diferença
entre o registo de referência e o valor medido nas TT, através do medidor de campo. Os valores
são obrigatoriamente registados no REF.
3 – A curva de resposta, em frequência obtida na tomada, deve ser analisada com o objectivo de
detectar conexões defeituosas ou desadaptações de impedância.
Admite-se que no processo de medida possam ser utilizados adaptadores ou transições de
conexões numa das extremidades de cada cordão coaxial. No entanto, nunca deve ser utilizado
mais do que um por cordão.
A bidireccionalidade da rede deve ser garantida, através dos ensaios convenientes.
14.2.2 REDE DE MATV/SMATV
Para todos os canais de TV Terrestre ou Satélite, Analógicos ou Digitais, Rádio e Sinais internos
modulados, presentes na saída do respectivo RG-CC/MATV/SMATV (Cabeça de Rede), devem
ser medidos e registados, em cada tomada da instalação:
- O Nível de Sinal;
- A Relação Portadora/Ruído (C/N);
- O BER, para sinais digitais.
O RG-CC/MATV/SMATV deve ser devidamente ajustado, de acordo com os parâmetros que
constam do projecto, de modo a garantir os valores mínimos que constam das tabelas
seguintes.

ENSAIOS
pág. 164
Modulação
NÍVEL DE SINAL (dBµV)
5 – 862MHz 950 – 2150MHz
Recomendado
Limites
Inferior-Superior
Recomendado
Limites
Inferior-Superior
AM-TV 65 57-80


64 QAM-TV 50 45-70


FM-TV

50 47-77
QPSK-TV

50 47-77
FM-Rádio 50 40-70


DAB-Rádio 40 30-70


COFDM-TV 50 45-70


Tabela 74 – Níveis de sinal nas TT das redes de MATV/SMATV

RELAÇÃO
PORTADORA/RUÍDO
C/N
(dB)
Banda de frequência
5 – 862MHz 950 – 2150MHz
C/N FM-TV

15
C/N FM-Rádio 38

C/N AM-TV 43

C/N QPSK-TV

11
C/N 64 QAM-TV 28

C/N COFDM-DAB 18

C/N COFDM-TV 25

C/N 8PSK

11
Tabela 75 – Relação C/N mínima nas redes de MATV/SMATV

ENSAIOS
pág. 165
BER (Valores medidos na entrada do
descodificador de Reed–Solomon)
Parâmetro Valor
BER QAM Melhor que 9x10
-5

BER QPSK Melhor que 9x10
-5

BER COFDM-TV Melhor que 9x10
-5

BER 8PSK Melhor que 9x10
-4

Tabela 76– Parâmetros BER
A eventual existência de novas técnicas de transmissão poderão alterar, ou até acrescentar,
novos parâmetros às tabelas indicadas.
No caso dos valores, resultantes dos vários ensaios efectuados, se encontrarem fora dos limites
definidos nas tabelas anteriores, deve ser feita uma análise à rede de distribuição até à tomada
onde ocorra a falha. Para tal deve ser aplicado o procedimento que se descreve no Anexo B -
Procedimento em caso de falha nos ensaios das redes coaxiais
14.2.3 ENSAIO DA RESISTÊNCIA DE LACETE – REDES COAXIAIS
Para garantir o cumprimento do valor máximo da resistência óhmica das redes de cabos
coaxiais, o instalador deve obrigatoriamente proceder a um ensaio de despistagem por
amostragem numa ligação, desde um ATI ou bastidor, até uma tomada TT. Este tipo de ensaio
vai despistar o uso de cabos coaxiais de fraca qualidade, em discordância com as
especificações técnicas deste Manual.

Classe da ligação Resistência máxima
do lacete
TCD-C-H 5Ω + RTT
RTT: Resistência óhmica da tomada coaxial
Tabela 77 – Resistência máxima do lacete
Este ensaio será realizado tal como se ilustra na figura seguinte, consistindo na realização de
um curto-circuito à saída de FI (Frequência Intermédia), da tomada de TV, normalmente numa
saída assinalada com SAT (950 – 2400 MHz), com um dispositivo que garanta a continuidade
entre o condutor central e o condutor externo da tomada. Caso a tomada não possua esta saída,
deve proceder-se da mesma forma, utilizando a saída de TV. Essa continuidade deve ser
garantida com um elemento condutor sólido (não flexível), em cobre, com um mínimo de
1,13mm de diâmetro.
Para efectuar a medida poderá ser utilizado um ohmímetro, ou outro dispositivo funcionalmente
equivalente, sendo realizada junto do ATI, ligado através de um adaptador conveniente. Será
lida a resistência óhmica da ligação em cabo coaxial (condutor central + condutor externo),
instalado para a tomada coaxial escolhida.
ENSAIOS
pág. 166
Esta medida deve ser igual ou inferior a 5Ω + Resistência Óhmica da TT. Caso o valor medido
seja superior, devem ser analisadas as causas para que tal aconteça, das quais se destacam as
seguintes:
- Resistência óhmica da tomada TV diferente da apresentada pelo fabricante –
confirmar com fabricante e/ou distribuidor do produto, ajustando com este novo valor;
- Resistência óhmica (condutor central + condutor externo), do cabo coaxial, elevada. O
cabo deve ser substituído, repetindo-se o ensaio.
A existência de não conformidades torna obrigatória a realização do mesmo ensaio nas
restantes fracções autónomas.

Figura 112 – Ensaio da resistência de lacete
14.3 ENSAIOS EM CABOS DE FIBRAS ÓPTICAS
São obrigatoriamente ensaiados os seguintes parâmetros:
 Atenuação (Perdas de Inserção);
 Comprimento.
Para a medida destes parâmetros devem ser efectuados os seguintes ensaios:
 Ensaio de perdas totais;
 Ensaios de reflectometria, quando considerado adequado.
Os ensaios devem ser efectuados na rede colectiva, desde o RG-FO até ao ATI, e na rede
individual, desde o ATI até às tomadas de FO. No caso das fracções autónomas residenciais as
TT encontram-se na ZAP.
Os valores dos parâmetros medidos devem estar dentro dos limites definidos na EN50173:2007.
Apenas se considera a existência de fibras ópticas monomodo.
ENSAIOS
pág. 167


14.3.1 ENSAIOS DE PERDAS TOTAIS
O ensaio de perdas totais mede a atenuação da fibra óptica na faixa de comprimentos de onda
onde os equipamentos funcionam. Para o efeito utilizam-se dois equipamentos:
 Fonte de luz (emissor), dotada dos comprimentos de onda onde se pretende medir a
atenuação óptica;
 Receptor óptico, com possibilidade de medida de potência óptica nos comprimentos de
onda pretendidos.
O conjunto destes dois equipamentos é habitualmente denominado por Conjunto de Medida de
Nível Óptico. Estes equipamentos devem cumprir os requisitos da norma EN61280-4-2.
Os ensaios devem ser executados nos seguintes comprimentos de onda:
 Fibras Monomodo – 1310/1550nm
O teste deve ser efectuado em duas etapas:
1. Medição da potência óptica (em dBm) de referência (para cada um dos comprimentos de
onda relevantes), que será injectada na fibra óptica.
2. Medição da potência óptica (em dBm) após a luz ter percorrido toda a fibra óptica sob
ensaio.
3. A diferença (para cada comprimento de onda) entre os dois valores de potência da
radiação óptica é o valor da perda (em dB).
Os valores medidos não devem ultrapassar a perda máxima admissível para a ligação, que
poderá ser calculada com base na seguinte fórmula:

Perda máxima admissível (PTotal) = Pc + Pj + Pf

Pc = Pconect x Nconect [dB] (Perda nos conectores)
Pj = Pjunta x Njuntas [dB] (Perda nas juntas)
Pf = Pfibra x Ltotal [dB] (Perda na fibra)
Nconect – n.º de conectores
Njuntas – n.º de juntas
Ltotal – comprimento total da ligação
Logo, a perda máxima admissível será dada por:

PTotal [dB] = Pconect x Nconect + Pjuntas x Njuntas + Pfibra x Ltotal

O valor do parâmetro “Pconect” será o seguinte:
 Conectores do tipo PC/APC ≤ 0,5dB.
O valor do parâmetro “Pjuntas” será:
 0,2dB/junta. No máximo poderá ser de 0,3dB.
O valor do coeficiente “Pfibra” será fornecido pelo fabricante do cabo de fibras ópticas. Em caso
de inexistência deste valor, devem ser utilizados os seguintes coeficientes de atenuação para
cabos de fibras ópticas monomodo:

ENSAIOS
pág. 168
Categoria dos
cabos
Comprimento de
onda (nm)
Coeficientes de
atenuação - Pfibra
(dB/km)
OS1
1310 1
1550 1
OS2
1310 0,4
1550 0,4
Tabela 78 – Coeficientes de atenuação
Os ensaios de perdas totais poderão ser executados nos dois sentidos, sendo o valor real a
média aritmética das duas medições.
Estes valores devem ser registados na tabela de perdas totais, constante do REF.
14.3.2 ENSAIOS DE REFLECTOMETRIA (OTDR)
Os ensaios de reflectometria são executados com recurso a um aparelho denominado “OTDR”
(Optical Time Domain Reflectometer).
Os ensaios de reflectometria permitem caracterizar os seguintes pontos:
 A atenuação numa junta/conector;
 A atenuação total em distâncias específicas (troços de fibra);
 Perdas de retorno de eventos reflectivos;
 Perdas de retorno do Link;
 Distância dos eventos;
 O comprimento da fibra em teste;
 A regularidade da ligação.
As unidades e respectivos valores conhecidos pelo OTDR são:
 O tempo em que o pulso é enviado na fibra;
 A largura de pulso;
 A velocidade com que o pulso se desloca na fibra óptica.
Num ensaio de OTDR deve proceder-se ao seguinte:
1. Configuração do equipamento
Preenchimentos dos campos de identificação do ensaio a efectuar:
o Identificação da ligação ou troço de fibra em ensaio.
Indicação dos parâmetros ópticos do OTDR:
o IOR – Índice óptico de refracção – Este valor é dado pelo fabricante do cabo;
o Pulse width - Largura de Pulso – Quanto menor for o comprimento de cabo a
ensaiar menor será o valor deste parâmetro. Em caso de dúvida deve-se colocar
este parâmetro no modo automático;
o Distance Range – Comprimento da fibra a ensaiar – O valor deste parâmetro
deve ser o mais próximo possível do total de fibra a ensaiar;
ENSAIOS
pág. 169
o Tempo de medida – Quanto maior for este valor, melhor será a precisão do
ensaio. Em caso normal utiliza-se um tempo médio de 10s;
o Threshold (Splice Loss) – Colocar o menor valor de atenuação possível (-
0,01dB);
o Threshold (Return Loss) – 70 dB (o limiar de detecção de Perdas de Retorno
deve ser um valor maior que 60dB. Note-se que quanto maior for o valor, menor
será o sinal de retorno;
o Threshold (fiber end) – 10 dB.
2. Conectar uma bobine de carga, entre o OTDR e o conector da ODF a ensaiar, e iniciar o
ensaio.
3. Os ensaios devem ser executados nos seguintes comprimentos de onda:
o Cabos Monomodo:
 1310nm
 1550nm
4. Analisar os resultados obtidos e guardar o ensaio.
5. Em caso de se detectar algum valor diferente do esperado, deve-se analisar
pormenorizadamente o ensaio e corrigir a anomalia detectada. Se esta anomalia não for
de fácil resolução, deve-se anotar a mesma para posteriormente se tomarem medidas
correctivas.
6. Deve verificar-se se todos os ensaios foram gravados.
14.4 ENSAIO DA REDE DE TUBAGENS
14.4.1 MEDIDAS MÉTRICAS
Este tipo de ensaio destina-se às redes de tubagens das ITED.
Devem ser verificados comprimentos, alturas, espaçamentos, raios de curvatura, diâmetros e
outras medidas consideradas necessárias, de modo a cumprir com o disposto no projecto e nas
prescrições técnicas. Utilizar-se-ão equipamentos para aferição de medidas métricas, tais como
fitas métricas e paquímetros, que não estão sujeitos a calibração.
14.5 EQUIPAMENTOS DE ENSAIO E MEDIDA
Na tabela seguinte são indicados, a título de referência, os equipamentos necessários ao ensaio
das ITED, de acordo com os tipos de cablagem definidas. De notar que poderão existir
equipamentos análogos aos indicados e que podem cumprir as mesmas funções.

ENSAIOS
pág. 170

TECNOLOGIA ENSAIOS E RESPECTIVOS EQUIPAMENTOS – Requisitos Mínimos
Pares de
cobre

Para todos os ensaios:

 Equipamento para a certificação de cablagens estruturadas, com capacidade de
certificação até à classe E de ligação

Coaxial

Atenuação, Nível de sinal, C/N e BER:

 Analisador/Medidor de nível, com capacidade para efectuar medidas das grandezas em
causa, para frequências dos 5 aos 2150 MHz;

 Gerador de ruído, com capacidade de gerar ruído nas frequências dos 5 aos 2150MHz.


Resistência de lacete:

 Ohmímetro

Fibra óptica

Para todos os ensaios:

 Equipamento para a certificação de cablagens estruturadas, com a capacidade de ensaio
dos vários parâmetros da cablagem em fibra óptica monomodo


Em alternativa:

Atenuação:
 Emissor e medidor de potência óptica

Comprimento e atraso na propagação:
 Reflectómetro (OTDR)

PARA TODAS AS TECNOLOGIAS
 Equipamentos de aferição de medidas métricas: fitas métricas e paquímetros
Tabela 79 – Equipamentos de ensaio
Todos os equipamentos indicados, excepto os de medidas métricas, estão sujeitos à calibração
especificada pelo fabricante. As calibrações devem ser efectuadas de acordo com um plano de
calibrações, baseado na aptidão ao uso e nas recomendações do fabricante.
A calibração do equipamento, pela aptidão ao uso, é entendida como a calibração das funções
que são utilizadas no uso normal do equipamento. Não se torna assim necessário calibrar as
funções que não são utilizadas nos ensaios das ITED.

ENSAIOS
pág. 171
14.6 RELATÓRIO DE ENSAIOS DE FUNCIONALIDADE - REF
O instalador deve medir e registar os ensaios exigidos aos vários tipos de cablagem,
constituindo, assim, o Relatório de Ensaios de Funcionalidade – REF, da sua inteira
responsabilidade.
Na impossibilidade do instalador fazer os ensaios das ITED, nomeadamente por não possuir os
equipamentos necessários, poderá contratar os serviços de uma entidade com essa capacidade.
O REF contém o registo dos ensaios efectuados, de acordo com o exposto neste capítulo,
cobrindo a instalação a 100%.
O instalador deve preparar o REF, onde regista o seguinte:
 Identificação do técnico que realizou os ensaios, contactos e n.º de inscrição no ICP-
ANACOM ou nas associações públicas de natureza profissional;
 Garantia da conformidade da instalação com o projecto inicial ou, sendo o caso, com o
projecto de alterações, com indicação numa ficha de inspecção dos pontos verificados;
 Ensaios efectuados, resultados, metodologias e interfaces de teste utilizados com
indicação clara dos pontos onde as medidas foram efectuadas;
 Os resultados dos ensaios em tabelas adequadas de acordo com o tipo de cablagem e
de rede a que os mesmos dizem respeito;
 Especificações técnicas de referência;
 Equipamento utilizado nas medições, com indicação da marca, modelo, n.º de série,
data de calibração, quando aplicável, e também da data e hora a que o ensaio foi
realizado;
 As anomalias detectadas e as medidas correctivas associadas às mesmas;
 Os factores que possam por em causa o cumprimento integral das Prescrições
Técnicas ou do projecto, nomadamente condições MICE;
 Termo de responsabilidade da execução da instalação, em que o instalador ateste a
observância das normas técnicas em vigor, nomeadamente com o presente Manual
ITED.
O instalador deve manter, em anexo ao REF, uma cópia do projecto e de tudo o mais que julgou
necessário à concretização da instalação, que constituirá o cadastro da obra.

PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 172
15 PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
15.1 INTRODUÇÃO
O presente capítulo tem por objectivo apresentar uma solução para o sistema de terras das
infra-estruturas de telecomunicações em edifícios. Para tal, será efectuada uma análise
considerando os problemas associados às descargas atmosféricas, interferências e a
implementação prática da rede de terras de acordo com a legislação actual.
Ao longo dos pontos seguintes existem recomendações claras do que se considera ser um bom
sistema de terras, aplicável aos edifícios. O esquema eléctrico e de terras, no final deste
capítulo, apresenta as obrigatoriedades consideradas mínimas, para este tipo de instalações.
15.2 IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE TERRAS
O sistema de terras deve ter sempre em consideração não só o sistema de telecomunicações
mas também o sistema eléctrico de potência. Deste modo, este sistema deve ter por objectivo
as seguintes funções:
 Segurança de pessoas: evitando potenciais perigosos de toque e de passo, através de terras
de baixa impedância e ligação à terra de equipamentos que permitam contactos directos que
possam resultar em tensões perigosas, originadas por defeitos eléctricos ou descargas
atmosféricas;
 Protecção do equipamento e do edifício: por ligação directa à terra, de baixa impedância, dos
equipamentos eléctricos e dos dispositivos de protecção contra sobretensões, de modo a
permitir que as correntes originadas por defeitos ou descargas atmosféricas sejam rapidamente
dissipadas e não resultem em tensões perigosas;
 Redução do ruído eléctrico: um bom sistema de terras ajuda a reduzir o ruído eléctrico.
No caso particular dos sistemas de telecomunicações, há que ter uma atenção especial às
fontes de perturbação electromagnética. Existem diferentes fontes de perturbação
electromagnética que podem afectar a operação destes sistemas de telecomunicações.
De modo a atenuar este tipo de problemas, o sistema de terras deve ser projectado tendo em
consideração esses efeitos. Pelo menos cinco aspectos básicos devem ser considerados:
Ruído – A eliminação dos problemas da interferência electromagnética envolve a identificação
da fonte de ruído (seja interna ou externa), o meio de transmissão e o circuito que é afectado.
Tendo identificado a origem do problema, a interferência pode ser reduzida, alterando um ou
mais componentes;
Potencial da terra – Para cada circuito deve existir um único referencial. A existência de duas
referências pode dar origem a diferenças de potencial que, por sua vez, podem originar o ruído;
Campos electromagnéticos – Para uma análise em baixa frequência, um circuito pode ser
descrito em termos de uma rede eléctrica como sendo constituído por resistências,
condensadores e bobinas. No entanto, no domínio da alta-frequência, as propriedades de
radiação do circuito não podem ser desprezadas. Uma corrente é sempre acompanhada por um
campo magnético, enquanto que uma tensão é sempre acompanhada por um campo eléctrico.
Deste modo, podem ocorrer problemas de interferências, se estes simples aspectos não foram
tidos em consideração;
Correntes de modo comum - Quando num circuito se consideram dois condutores (condutor
da fonte para a carga e retorno), podem diferenciar-se dois tipos de fluxo de corrente; o modo
diferencial e o modo comum. O modo diferencial é o desejado, ou seja, a corrente circula da
fonte para carga através de um condutor e retorna através do outro condutor. No modo comum,
está-se perante um sinal indesejado em que o fluxo da corrente circula no mesmo sentido em
PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 173
ambos os condutores, e retorna através de um terceiro condutor (normalmente um condutor de
terra). Estas correntes de modo comum causam normalmente numerosos problemas de
interferência, envolvendo os sistemas de terras;
Protecção contra descargas atmosféricas – Uma das fontes de perturbação electromagnética
mais importante, que pode afectar os sistemas de telecomunicações, é originada pelas
descargas de origem atmosférica. Este fenómeno não só pode causar interferências como,
inclusivamente, causar danos nos equipamentos de telecomunicações. Deste modo, as medidas
de protecção devem ser baseadas numa análise de risco minuciosa, que entra em conta com a
estrutura onde o equipamento está instalado, o próprio equipamento e os cabos de rede.
Assim, no sentido de minimizar os efeitos das fontes de perturbação electromagnética, o sistema
de terras deve ter em consideração os seguintes aspectos:
 Ajudar à dissipação da energia proveniente das descargas atmosféricas;
 Proporcionar a segurança no caso de algo provocar tensões perigosas nas massas dos
equipamentos;
 Proporcionar uma referência estável para os equipamentos de telecomunicações de modo a
minimizar o ruído durante o seu funcionamento;
 Estar devidamente ligado de modo a permitir um ponto de equipotencialidade.
15.3 ELÉCTRODOS DE TERRA
A ligação entre os condutores e a terra é efectuada através dos designados eléctrodos de terra.
Quanto às propriedades eléctricas de uma ligação à terra, dependem, essencialmente, dos
seguintes parâmetros:
 Impedância da terra;
 Configuração do eléctrodo de terra.
Em circuitos de corrente alternada, deve ser considerada a impedância de terra, que é a
impedância entre o sistema de terras e a terra de referência para uma determinada frequência
de funcionamento. A reactância do sistema de terras é a reactância do condutor de terra e as
partes metálicas do eléctrodo de terra. A baixas frequências esta reactância é desprezável
quando comparada com a resistência de terra.
A resistência de terra depende da profundidade a que o eléctrodo se encontrada enterrado. Este
fenómeno deve-se ao facto do conteúdo da humidade do terreno ser mais estável, e em maior
quantidade, nas camadas mais profundas do terreno. As camadas mais próximas da superfície
são mais sensíveis às variações das estações do ano e podem inclusive sofrer a influência das
geadas. A Figura seguinte apresenta a variação da resistência de terra para um eléctrodo do
tipo barra. Através desta figura é possível verificar que a resistência da terra reduz com o
aumento de profundidade do eléctrodo.
PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 174

Figura 113- Exemplo da resistência de dissipação de um eléctrodo de terra constituído por uma barra
longitudinal, progressivamente crescente em função da profundidade.

Existem diversos tipos de eléctrodos de terra, nomeadamente:
 Eléctrodos simples (cabos nus, varetas, varões, tubos, chapas e perfis).
 Combinado (associação de diversos tipos simples)
 Malha (fitas metálicas formando uma malha)
 Fundações (pilares metálicos interligados por estruturas metálicas)
Os eléctrodos de terra do tipo simples são colocados debaixo da superfície da terra a uma
determinada profundidade. A sua colocação pode ser horizontal (linear, anel, etc.) ou vertical.


a) Horizontal linear

b) Horizontal anel

c) Vertical linear
Figura 114 - Eléctrodos de terra do tipo simples.
Na colocação dos eléctrodos de terra simples devem ser observadas as regras
seguintes:
 Eléctrodos horizontais:
Devem ser colocados debaixo da superfície da terra a uma profundidade de 0,6m a 1m.
O comprimento dos elementos do eléctrodo deve ser muito superior à profundidade de
enterramento.
PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 175
Com o aumento da profundidade do enterramento do eléctrodo diminuem as tensões de
passo e as tensões de toque. Com o aumento da profundidade do enterramento do eléctrodo
também diminui, embora ligeiramente, a resistência de contacto com a terra.
 Eléctrodos verticais:
O topo do eléctrodo deve estar enterrado, debaixo do solo, a uma profundidade típica de
1m. O comprimento típico situa-se entre os 3m e os 30m.
Normalmente devem ser montados através de um conjunto de varetas de comprimento
de 1,5m, colocados sucessivamente uns sobre os outros através de um martelo mecânico.
Neste tipo de eléctrodos a resistência de terra é mais estável quando comparada com os
horizontais. Contudo, apresenta uma distribuição do potencial de superfície desfavorável.
Uma vez que este sistema necessita de uma superfície de terra muito reduzida é
recomendado para as áreas com elevada densidade de edificações ou nas superfícies cobertas
por asfalto ou cimento.
Os eléctrodos de terra do tipo combinado são constituídos por eléctrodos do tipo horizontal e
vertical. Este tipo de eléctrodos permite reduzir a resistência à terra e melhorar a distribuição do
potencial de superfície. O efeito de proximidade das várias varetas permite reduzir a resistência.


Figura 115- Eléctrodos de terra do tipo combinado.
Os eléctrodos do tipo malha são constituídos por um conjunto de varetas ou fitas, colocadas
horizontalmente no solo. Com a utilização das fitas obtém-se uma maior superfície de contacto
com a terra, conseguindo-se deste modo uma terra mais adequada às altas frequências. Este
tipo de eléctrodos favorece a distribuição de potencial, no entanto, é mais susceptível às
mudanças da constituição do solo.

Figura 116 - Eléctrodos de terra do tipo malha.
O eléctrodo do tipo fundação é constituído por troços de metal condutor embebidos no
cimento das fundações do edifício. Uma das vantagens deste tipo de eléctrodo é que as partes
PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 176
metálicas não necessitam de uma protecção adicional anticorrosiva. Este tipo de eléctrodo é
considerado como uma solução muito prática para o sistema de terras do edifício.


Figura 117 - Eléctrodos de terra do tipo fundação.
15.4 CONSIDERAÇÕES PARA A MINIMIZAÇÃO DOS EFEITOS DAS
FONTES DE PERTURBAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA
Tal como foi referido nos pontos anteriores, existem diversas fontes de perturbação
electromagnética que podem afectar a operação dos sistemas eléctricos e dos sistemas de
telecomunicações. Os sistemas de terra são de extrema importância para a atenuação destes
efeitos. Durante a fase inicial da construção de um edifício, a sua implementação não é
dispendiosa. Contudo, uma vez o edifício construído, a substituição ou modificação do sistema
de terras torna-se normalmente muito dispendiosa.
Das diferentes fontes de perturbação electromagnética, as descargas atmosféricas constituem
uma das mais importantes que podem afectar os sistemas de telecomunicações. Deste modo,
para a protecção dos sistemas de telecomunicações contra descargas atmosféricas deve
efectuar-se uma análise dos seus efeitos.
Têm sido realizados diversos trabalhos experimentais no sentido de se poderem caracterizar as
descargas de origem atmosférica. Através destes trabalhos verificou-se que as correntes
originadas pelas descargas atmosféricas apresentam uma forma de onda do tipo impulso,
conforme se pode verificar pela figura seguinte.

PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 177

Figura 118 - Forma de onda típica de uma descarga atmosférica.

Os valores obtidos com origem no Comité da Protecção de Descargas Atmosféricas da
Comissão Electrotécnica Internacional (Technical Committee 81 da I.E.C.) demonstram que 50%
das descargas atmosféricas apresentam uma corrente de pico de 33 kA e 5 % uma corrente
superior a 85kA. A taxa de crescimento da corrente pode atingir valores superiores 65 kA/µs. O
rápido crescimento da corrente pode dar origem a uma tensão muito elevada, que poderá ser
obtida a partir da seguinte expressão:

( )
2
2
i R
dt
di
L V + |
.
|

\
|
~
onde
L é a indutância dos condutores de descarga e do eléctrodo de terra [H]
R é a resistência do eléctrodo de terra [O]

Dependendo da corrente de descarga e das propriedades do sistema de terras, a tensão gerada
por uma descarga atmosférica pode atingir valores muito elevados, por vezes muito superiores à
tensão da rede eléctrica. Deste modo, para garantir a protecção das instalações é necessário
utilizar descarregadores de sobretensões e uma estrutura de ligação à terra.
Outro dos factores que pode afectar os sistemas de telecomunicações é a tensão de referência
dos respectivos equipamentos. Para que um equipamento, interligado com outros, possa
funcionar correctamente, a tensão de referência deve ser estável para todos os equipamentos.
Para se obter uma tensão de referência estável, é necessário garantir que a impedância do
circuito de terras seja muito reduzida. Deste modo, procura-se que a totalidade do sistema de
terras, representado pelo condutor de terra, seja basicamente uma superfície equipotencial. Na
prática é extremamente difícil obter uma diferença de potencial entre todos os pontos de terra
igual a zero. Contudo, essa diferença deve ser suficientemente baixa para não causar mau
funcionamento ao equipamento.
A interferência electromagnética é outro dos fenómenos que pode afectar os sistemas de
telecomunicações. Normalmente, os equipamentos eléctricos e electrónicos produzem alguma
radiação electromagnética. Contudo, muitos destes equipamentos também são sensíveis a
esses mesmos efeitos.
PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 178
Um dos factores que permite atenuar esse fenómeno é o sistema de terras utilizado. No sentido
de reduzir este tipo de interferência sobre os equipamentos é necessário reduzir as malhas de
terra.
É de salientar que os cabos ligados às estruturas metálicas permitem que essas estruturas se
comportem como condutores de terra paralelos. Assim, através desta ligação é possível reduzir
a impedância da malha formada pelo cabo e pela rede de terras.
No passado foram utilizados sistemas de terra separados, tais como, terra para a rede eléctrica,
terra para as descargas atmosféricas e terra de sinal. No entanto, o sistema de terras separado
foi abandonado e as normas internacionais prescrevem agora um sistema de terras único. O
capítulo seguinte apresenta algumas das considerações constantes da regulamentação nacional
em vigor.
15.5 SISTEMAS DE TERRAS DE PROTECÇÃO
15.5.1 TERRAS DA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA
As Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT), aprovadas pela
Portaria nº 949-A/2006, estabelecem alguns conceitos e critérios para a definição das redes de
terras de protecção e de equipotencialização das instalações eléctricas em edifícios, com vista à
protecção das pessoas contra contactos indirectos.
Nessas Regras são estabelecidas condições que conduzem à definição de critérios para ligação
à terra de outro tipo de instalações, como é o caso das instalações de equipamentos
informáticos. Indirectamente, podem estabelecer-se critérios para a ligação à terra das
Instalações de Telecomunicações.
São também objecto de referência, nas RTIEBT, o modo de ligação à terra dos descarregadores
de sobretensão das Instalações Telefónicas.
De acordo com a secção 413 das RTIEBT, a protecção de pessoas contra contactos indirectos é
assegurada pela ligação à terra de todas as massas metálicas normalmente sem tensão,
embora associada à utilização de aparelhos de corte automático sensíveis à corrente diferencial
– residual, instalados nos quadros.
A ligação das massas à terra deve ser efectuada pelo condutor de protecção incluído em todas
as canalizações e ligado ao circuito geral de terras através dos quadros. Os condutores de
protecção serão sempre de cor verde/amarelo, do tipo dos condutores activos e de secção igual
à dos condutores de neutro.
Outra das acções conducentes à protecção de pessoas consiste em dotar os edifícios de
ligações equipotenciais com a rede de terras de protecção, através da ligação de condutores
entre todas as partes metálicas e o barramento principal de terra, nomeadamente:
 Caminhos de cabos e calhas metálicas;
 Estruturas metálicas de quadros e equipamentos;
 Canalizações metálicas de abastecimento de água e de gás;
 Elementos metálicos acessíveis e estrutura metálica do edifício.
A rede de terras de uma instalação deve apresentar uma estrutura que será tipicamente
constituída por anel de terras como eléctrodo, condutores de terra (prumadas) e condutores de
protecção.

PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 179

1 - Condutor de protecção;
2 - Condutor da ligação equipotencial
principal;
3 - Condutor de terra;
4 - Condutor de equipotencialidade;
A - Canalização metálica principal de
água;
C - Elemento condutor;
L - Terminal principal de terra;
M - Massa;
T - Eléctrodo de terra.
Figura 118 - Constituição de um circuito de terra.
15.5.2 LIGAÇÃO À TERRA DE EQUIPAMENTOS DE INFORMAÇÃO
As Regras Técnicas, na secção 707, também apresentam critérios para a ligação à terra dos
equipamentos de tratamento da informação com as instalações fixas dos edifícios. De algum
modo estes critérios podem ser condicionantes para a ligação à terra dos equipamentos de
Telecomunicações.
Estas regras aplicam-se às instalações situadas a jusante do ponto de ligação do equipamento,
podendo, também, aplicar-se a instalações que não sejam de tratamento da informação desde
que tenham correntes de fuga de valor elevado (estas, ao circularem nos condutores de
protecção e nos eléctrodos de terra, podem ocasionar aquecimentos excessivos, degradações
locais ou perturbações) em consequência do cumprimento das regras de antiparasitagem (por
exemplo, os equipamentos de telecomunicações).
As RT 707.545 apresentam também critérios para terras sem ruído. Consideram nomeadamente
que uma terra sem ruído é uma ligação à terra na qual o nível das interferências transmitidas a
partir de fontes externas não causa defeitos de funcionamento inaceitáveis no equipamento de
tratamento da informação ou em equipamento análogo.
Explicitam que os equipamentos para o tratamento da informação devem ser ligados ao terminal
principal de terra. Na figura seguinte (extraída da figura 707A das RTIEBT) apresenta-se o
exemplo referido nas regras técnicas sobre este assunto.


T
L
C
M
A
1
1 1
1
4
3
2
PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 180

Figura 119 - Ligações à terra nas instalações de equipamentos de tratamento de informação.

De acordo com o indicado na secção 413.1, das RT, não é permitida a ligação a eléctrodos de
terra diferentes de massas simultaneamente acessíveis. Esta condição implica que, num
determinado edifício, todas as instalações devem estar ligadas ao mesmo sistema de terras e
equipotencializadas.
15.5.3 LIGAÇÃO À TERRA DOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÃO DAS
INSTALAÇÕES TELEFÓNICAS
Nas Regras Técnicas - Anexo V, apresentam-se os critérios para a ligação entre os
descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas e as instalações fixas dos edifícios.
Desse anexo transcrevemos alguns trechos que nos parecem mais significativos:
“Os descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas podem ser ligados aos
eléctrodos de terra das massas das instalações eléctricas desde que sejam respeitadas
simultaneamente as seguintes condições:
a) A resistência do eléctrodo seja compatível com as condições exigidas para a ligação à terra
dos descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas.
b) O condutor de ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das instalações
telefónicas seja ligado directamente ao terminal principal de terra do edifício por meio de um
condutor que não seja identificado pela cor verde -amarela.”

“Se as características e as disposições do eléctrodo de terras das massas da instalação
eléctrica não forem adequadas às correntes resultantes de uma descarga atmosférica, deve ser
utilizado um eléctrodo de terra especial para os descarregadores de sobretensão das
instalações telefónicas, como pode ser o caso dos eléctrodos que não sejam anéis de fundação
dos edifícios. Os dois eléctrodos de terra devem, neste caso, ser interligados por um condutor
de equipotencialidade de secção não inferior a 6 mm
2
, se de cobre, ou de secção equivalente,
se de outro material, identificado como condutor de protecção pela cor verde - amarela.”
Em síntese, pode afirmar-se que as implicações das Regras Técnicas das Instalações Eléctricas
de Baixa Tensão são as seguintes:
Eléctrodo de terra
Terminal
principal
de terra
Condutores
de protecção
das outras
instalações
Barra de terra
Quadro
de
alimentação
Blindagem
Aos equipamentos informáticos
Condutor de protecção isolado
Barra de terra (isolada) do equipamento informático

PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 181
1 - Todos os sistemas e equipamentos de telecomunicações, desde que com componentes
metálicos (normalmente sem tensão), devem estar devidamente ligados ao eléctrodo de terras
de fundações do edifício;
2 - Cada um dos sistemas, tais como pára-raios, devem estar ligados à terra com eléctrodo
dedicado mas equipotencializados com a terra geral do edifício;
3 - Toda a estrutura metálica (vigas, perfis, etc.) constitutiva do edifício deve estar
equipotencializada com a terra;
4 - Os equipamentos de telecomunicações devem ser ligados à terra geral do edifício,
independentemente de possuírem também eléctrodos de terra dedicados, que todavia estarão
equipotencializadas com a terra.
15.6 SISTEMA DE TERRAS RECOMENDADO
De acordo com os pressupostos anteriormente referidos recomenda-se, para a rede de terras
das telecomunicações, associada à rede de terras da instalação eléctrica do edifício, a seguinte
estrutura:
 Anel de terras, constituído por cabo cobre nu (secção ≥ 25 mm
2
) ou fita de aço galvanizado
(secção ≥ 100 mm
2
), enterrado ao nível das fundações do edifício, e que será ligado a intervalos
regulares à estrutura metálica das sapatas de modo a obter um anel com uma impedância de
terra não superior a 1 O. Esta ligação à estrutura metálica das sapatas deve ser efectuada de
modo a que a distância máxima entre ligações não exceda os 10 m.
 Vareta, tubo ou chapa, para interligação com o anel de terras através de soldadura
aluminotérmica.
As dimensões mínimas (diâmetro x comprimento) destes eléctrodos devem ser:
- Varetas em cobre ou aço, | 15mm x 2m.
- Tubos em cobre | 20mm x 2m.
- Tubos em aço | 55mm x 2m.
As chapas em aço devem ter dimensões mínimas de espessura de 2mm e superfície de
contacto com a terra de 1m
2
.
Em cada um dos vértices das fundações do edifício poderá ser colocado um eléctrodo deste
tipo.
Para além do pressuposto anterior, em edifícios ocupando áreas do solo relativamente elevadas
(superiores a 1000m
2
), devem ser colocados eléctrodos ligados nos pontos correspondentes às
ligações à estrutura metálica das sapatas das fundações.
 Condutores de terra, com origem no eléctrodo, que ligarão ao terminal principal de terra do
edifício, através de um ligador amovível, e deste aos barramentos de terra dos armários de
telecomunicações. As secções mínimas serão de 25mm
2
se em cobre. Na ligação das prumadas
ao anel poderá ser colocado um eléctrodo de terra do tipo vareta, ligado por soldadura
aluminotérmica;
 Condutores de protecção e de equipotencialidade, a sua secção não será inferior a 6 mm
2
, se
de cobre, ou de secção equivalente, se de outro material. Destinam-se a efectuar a ligação dos
condutores de terra à estrutura do edifício. Esta ligação poderá existir em cada piso do edifício.
Efectuam também a ligação entre a rede de terras das telecomunicações com a rede geral de
terra do edifício.
PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 182
15.6.1 PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
Esta protecção será efectuada através de sistema de pára-raios do edifício caso exista. No caso
de tal não existir, os sistemas de antenas devem estar preparados para este tipo de protecção.
Nesta situação, as antenas devem ser ligadas directamente ao anel de terras. Neste ponto de
ligação poderá ser colocado um eléctrodo de terra do tipo vareta, ligado por soldadura
aluminotérmica.
Na figura seguinte é apresentado um esquema geral do sistema de terras para um edifício. Tal
como foi referido, no ponto anterior, o regulamento de instalações eléctricas não considera
algumas das propostas aqui referidas para o sistema de terras das telecomunicações,
nomeadamente:
 Não é obrigatório, em moradias, uma malha de terras;
 Nos edifícios é previsto uma malha de terras. No entanto, não se entra em consideração com
a resistividade do terreno, pelo que a ligação à estrutura não é condicionada por este fenómeno.
Assim, não é obrigatória a ligação de um eléctrodo de terra em cada um dos vértices das
fundações do edifício, também não se considerando obrigatória a ligação a todos os pilares do
edifício.

PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 183
15.7 ESQUEMA ELÉCTRICO E DE TERRAS
A figura seguinte representa um edifício ITED, ao nível do esquema eléctrico e de terras, que
deve ser seguido como uma obrigatoriedade mínima.


Figura 120 – Esquema eléctrico e de terras

ATE superior
Cabo
coaxial
Cobertura
Rés do Chão
Terminal Principal
de Terra
Ligador
amovível
Piso 1
ATE inferior
PAT
Caixa
Coluna
Caixa
Coluna
PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA
pág. 184

LEGENDA DO ESQUEMA ELÉCTRICO E DE TERRAS
Gx – Condutor de protecção com “x” mm
2
de secção.
3G 2,5 – 3 condutores de cobre, de 2,5mm
2
de secção cada um,
sendo um de protecção.
DST – Descarregador de sobretensão para cabos coaxiais.
BGT – Barramento Geral de Terras das ITED.
QE – Quadro de Entrada de fogo.
- Terminal de equipotencialidade.
- Tomada de corrente a 230V/50Hz.
ATE – Armário de Telecomunicações de Edifício.
ATI – Armário de Telecomunicações Individual.


NOTAS
1. A ligação do mastro das antenas à terra é obrigatória, de acordo com o estabelecido no ponto
559.4 das Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT), aprovadas
pela Portaria n.º 949-A/2006.
2. O DST garante uma tensão de escorvamento para a terra, inferior à tensão admitida para o
equipamento instalado no ATE-superior. A ligação do DST à terra deve ser efectuado
directamente ao mastro das antenas.
3. O ligador amovível das ITED (normalmente entre o BGT e o TPT) é facultativo.
4. O circuito eléctrico dos ATE será proveniente dos quadros de serviços comuns, quando
existam.
5. O dimensionamento dos condutores de protecção é entendido como mínimo.

HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE
pág. 185
16 HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE
Organização dos processos dos trabalhadores
É necessário, para qualquer trabalhador, mesmo independente, a entrega dos Certificados de
Aptidão Médica actualizados e adequados para a função que irá desempenhar no decurso de
toda a obra. É, igualmente, obrigatório que a situação das Vacinas Anti-Tetânicas esteja
regularizada.
No que concerne aos Acidentes de Trabalho, é imprescindível a entrega de comprovativos da
existência e validade dos seguros de Acidente de Trabalho.
16.1 PROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO OU
DOENÇA PROFISSIONAL
Acidentes de Trabalho
Um acidente de trabalho deve ser comunicado verbalmente ao Responsável de Segurança e
Saúde presente em obra, independentemente de elaboração de uma participação de sinistro à
Companhia de Seguros.
O Responsável de Segurança e Saúde deve ter, em sua posse, exemplares dos formulários da
participação de acidentes à Companhia de Seguros, onde conste o número da respectiva
apólice de Acidentes de Trabalho.
Quando sejam verificados acidentes graves, pode ser necessária a suspensão de todos os
trabalhos na frente de obra onde ocorreu o acidente. Deve ser comunicada, de imediato, tal
ocorrência aos responsáveis, de forma a permitir a condução do inquérito do acidente, a sua
análise e uma eventual implantação das medidas correctivas consideradas necessárias. Este
tipo de acidentes (grave e/ou mortal) tem de ser comunicado à ACT (Autoridade para as
Condições de Trabalho), por escrito, nas 24 horas seguintes à ocorrência.
Todas as participações/inquéritos de acidentes devem ser entregues ao Coordenador de
Segurança e Saúde da obra, até 4 horas, após as ocorrências graves, e até 12 horas, nos
restantes casos, onde constem as medidas colectivas de forma a prevenir a ocorrência de
futuros casos semelhantes.
Doenças Profissionais
Todos os casos de Doença Profissional que sejam detectados pelo Médico de Trabalho têm de
ser comunicados à Coordenação de Segurança e Saúde da obra.
Incidentes
Todos os incidentes que originem danos materiais, ou eventualmente lesões pessoais, devem
ser comunicados de imediato e verbalmente ao Responsável de Segurança e Saúde, que
encaminhará uma cópia da participação/inquérito da ocorrência às entidades proprietárias pela
obra.
Primeiros Socorros
A prestação dos Primeiros Socorros é da competência e da responsabilidade dos Empreiteiros
que, para o efeito, devem manter em obra os meios necessários (materiais e humanos, com
formação adequada para o efeito).
Deve existir em obra uma mala de Primeiros Socorros e uma lista com os números de contacto
mais importantes para os casos de emergência. Em caso de acidente grave, devem ser
chamados, de imediato, socorros exteriores, dando as seguintes informações:
- Nome da Empresa;
- Localização do acidente;
HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE
pág. 186
- Tipo de acidente;
- Estimativa do número das pessoas acidentadas;
- Tipo de suspeita dos ferimentos.
É crucial nestas situações manter a calma. As vítimas de acidente só devem ser removidas do
local se houver perigo de agravamento do acidente e das lesões nas vítimas. Estas só podem
removidas por pessoal com formação adequada, devendo, até à sua chegada, ser protegidas de
todo e qualquer perigo.
O acidente e/ou incidente deve ser comunicado, de imediato, e ser entregue à Coordenação de
Segurança e Saúde a participação/inquérito do mesmo. Em caso de acidente grave ou mortal,
proceder, igualmente, a comunicação ao IDICT (Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das
Condições de Trabalho) e assegurar que não são destruídas as eventuais provas e evidências
que estejam associados ao respectivo acidente.
Consumo de drogas ou álcool
Posse, distribuição, consumo ou venda de drogas e álcool, bem como substâncias derivadas,
são expressamente proibidas dentro da área que congrega a obra. Um qualquer interveniente,
mesmo um visitante, que viole esta regra será imediatamente expulso e, se for necessário,
participado às autoridades legais competentes.
Regras Gerais de Segurança a respeitar em cada projecto
Em cada projecto, os locais de intervenção podem apresentar diversos condicionalismos
específicos, tidos em consideração, quer na sua organização, quer igualmente na execução dos
trabalhos.
De forma a avaliar esses mesmos condicionalismos, deve ser efectuado o levantamento e
caracterização dos riscos presentes, para serem tomadas acções destinadas a minimizar ou
eliminar esses riscos, a constar de fichas de avaliação fundamentais para a elaboração do Plano
de Segurança e Saúde (PSS).
Ensaios de Instalações e Máquinas / Equipamentos
Os procedimentos de ensaios a todas as instalações e equipamento têm como objectivo
assegurar o seu bom funcionamento e em condições de segurança.
Têm de ser estabelecidos, pelos diversos Sub-empreiteiros Planos de Verificação, Utilização e
Controlo, ser entregues posteriormente ao Responsável de Saúde em Obra para efeitos de
validação e controlo.
Antes do início dos trabalhos, os intervenientes devem assegurar que os equipamentos e
materiais a utilizar reúnem todas as condições de segurança. Existem equipamentos que
requerem a elaboração de uma Lista de Verificação, ou uma Revisão e Inspecção Geral
Periódica de Manutenção, a ser entregues posteriormente ao Responsável de Segurança da
Obra. Todo o equipamento e material afecto à obra tem que ter a aprovação, consentimento e
inspecção prévia das entidades competentes.
16.2 MEDIDAS DE PROTECÇÃO
Equipamento de Protecção Individual (EPI)
É obrigatório o uso generalizado em obra, de fato de trabalho, calçado de protecção com
palmilha e biqueira de aço, capacete de francalete e luvas. Será utilizado, em simultâneo, outro
tipo de EPI, sempre que as tarefas a efectuar assim o exijam.
Em trabalhos em altura é obrigatória a utilização do cinto de segurança tipo arnês com cordões
de gancho de engate rápido, com possibilidade de amarração permanente do trabalhador.
HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE
pág. 187
Protecções Colectivas
É obrigação dos diversos Subempreiteiros a instalação de equipamentos de protecção colectiva,
a criação de acessos e sinalização dos locais de trabalho e, em caso de possíveis riscos, a
implementação de sinalização de segurança adequada.
São os Subempreiteiros, em cada instalação, os responsáveis pela escolha dos meios e
métodos que visem assegurar a segurança, protecção e condições de higiene do seu pessoal,
que podem ser alterados, caso achem adequado, pelas entidades responsáveis máximas da
obra. São, igualmente os Subempreiteiros encarregados de informar tanto os seus trabalhadores
como outros intervenientes dos riscos que podem surgir durante a execução dos trabalhos.
Prevenção de Incêndios
É explicitamente proibido foguear ou fazer lume em qualquer espaço da obra, sem
consentimento prévio da Coordenação de Segurança e Saúde em Obra.
É obrigatória a existência de extintores nas frentes de trabalho onde decorrer tarefas com risco
de incêndio. Sempre que seja detectado um princípio de incêndio, deve ser dado o alarme e
utilizados, sempre que possível, os meios disponíveis para o combater.

DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA
pág. 188
17 DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA
17.1 INTRODUÇÃO:
Para que os investidores, operadores e ocupantes possam usufruir dos edifícios em plenitude,
estes devem satisfazer requisitos arquitectónicos, funcionais, ecológicos, de segurança e
económicos.
A utilização e o fim a que se destina cada edifício determinam a instalação e implementação de
diferentes medidas de protecção, de forma a assegurar e controlar os aspectos de segurança
das instalações, equipamentos e ocupantes.
Um edifício recebendo público, por exemplo, tem exigências de protecção e segurança muito
diferentes das de um edifício residencial ou industrial.
Independentemente do risco ou complexidade de cada instalação, devem ser estudados,
desenvolvidos e implementados sistemas, capazes de garantir o conforto e a segurança dos
ocupantes e a protecção de bens.
A principal componente da segurança em edifícios é a segurança contra incêndios, nas suas
vertentes de redução e protecção do risco. No entanto, esta não é única componente, sendo
outras a segurança contra intrusão, controlo de acessos, videovigilância e alarmes técnicos.
A implementação de sistemas integrados de protecção e segurança, baseados em sistemas
coerentes de detecção e extinção de incêndios, detecção de gases combustíveis e monóxido de
carbono, evacuação de emergência, alarme contra roubo e intrusão, controlo de acessos, vídeo
vigilância por circuito fechado de televisão, gestão de alarmes técnicos e gestão técnica
centralizada, é um aspecto fundamental na segurança de edifícios.
A utilização de sistemas inteligentes dentro dum edifício tem vários objectivos, destacando-se os
seguintes:
 Segurança de pessoas e bens:
- Sistemas automáticos de detecção de incêndios;
- Detecção de gases tóxicos e inundações;
- Televigilância e videoporteiro;
- Alarmes com capacidade de transmitir informações à distância;
- Controlo de acessos.
 Conforto, economia e qualidade de vida:
- Utilização de energias renováveis;
- Regulação automática de temperatura e humidade;
- Ajuste automático de iluminação natural e artificial;
- Telecontrolo e controlo à distância.
17.1.1 SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
A protecção e segurança contra incêndio é a principal, mais complexa e exigente componente
de segurança nos edifícios.
A segurança contra incêndio em edifícios está enquadrada pelo Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12
de Novembro, que aprovou o regime jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios (SCIE),
regulamentada pelo Regulamento Geral de Segurança Contra Incêndio em Edifícios (RG-SCIE),
publicado pela Portaria 1532/2008, de 29 de Dezembro.
DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA
pág. 189
O Regulamento Geral de Segurança Contra Incêndio em Edifícios determina as disposições
técnicas gerais e específicas, de segurança contra incêndio em edifícios e recintos, a que devem
obedecer os projectos de arquitectura, os projectos de SCIE e os projectos das restantes
especialidades a concretizar em obra, designadamente no que se refere às condições gerais e
específicas de SCIE referentes às condições exteriores comuns, às condições de
comportamento ao fogo, de isolamento e protecção, de evacuação, às condições das
instalações técnicas, dos equipamentos e sistemas de segurança e de autoprotecção.
Os aspectos principais de segurança contra incêndio em edifícios são a correcta selecção e
definição da resistência ao fogo dos elementos de construção, e da reacção ao fogo dos
materiais, a garantia de evacuação em caso de alarme, sinalização e iluminação de segurança,
a definição de equipamentos e sistemas de segurança, nomeadamente sistemas de detecção,
alarme e alerta de incêndio, de detecção de gases, de sistemas de extinção e de controlo de
fumo, e meios de primeira intervenção em caso de incêndio. Um outro aspecto importante é a
gestão das instalações técnicas, nomeadamente as instalações de energia eléctrica, de
aquecimento, ventilação e condicionamento de ar, ascensores, instalações de armazenamento e
utilização de líquidos e gases combustíveis.
A Portaria n.º 64/2009, de 22 de Janeiro, estabelece o regime de credenciação de entidades
para a emissão de pareceres, realização de vistorias e de inspecções das condições de
Segurança Contra Incêndio em Edifícios (SCIE).
A figura seguinte apresenta a arquitectura geral de um sistema automático de detecção de
incêndio.


Figura 121 – Arquitectura de um Sistema Automático de Detecção de Incêndio

17.1.2 SEGURANÇA CONTRA INTRUSÃO
A instalação de Sistemas Automáticos de Detecção de Intrusão encontra-se generalizada, no
sector residencial, comércio, serviços e indústria, motivada pela necessidade de proceder à
protecção de pessoas e bens, pelo seu elevado grau de fiabilidade, confiabilidade e baixo preço.
INPUTS
DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA
pág. 190
A instalação dos sistemas de segurança contra intrusão não pode ser entendida apenas numa
perspectiva puramente monetária, pois para além de bens de elevado valor comercial, podem
ser sujeitos a danos de bens de baixo valor comercial mas de elevado valor estimativo, cuja
perda um seguro contra furtos não cobre, podendo também ocorrer danos físicos e/ou
psicológicos nos ocupantes das instalações.
Um sistema automático de detecção de intrusão é um equipamento ou conjunto de
equipamentos integrados entre si, com o intuito de vigiar determinado espaço e que, em caso de
intrusão (tentativa de entrada concretizada ou não), accione meios sonoros (Sirene), luminosos
(Flash) ou ainda electrónicos (Comunicadores Telefónicos, ligados ou não a Centrais de
Recepção de Alarmes, etc…), com vista à dissuasão dos actores do acto.
A figura seguinte apresenta a arquitectura geral de um sistema automático de detecção de
intrusão.




Figura 122 – Arquitectura de um Sistema Automático de Detecção de Intrusão

17.1.3 CONTROLO DE ACESSOS
O controlo de acessos é um elemento complementar mas fulcral de qualquer sistema integrado
de segurança.
A sua base de funcionamento é a abertura de portas apenas a utilizadores autorizados, podendo
o acesso ser permitido ou negado de acordo com parâmetros pré-ajustados, tais como locais ou
horários de acessos.
O sistema de controlo de acessos pode ser interligado a sistemas de detecção de intrusão e
sistemas de circuito fechado de televisão, complementando o funcionamento destes sistemas.
DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA
pág. 191
As principais vantagens dos sistemas de controlo de acessos são a segurança, fiabilidade,
flexibilidade, conforto e a possibilidade de integração com outros sistemas através da gestão
técnica centralizada.
As funções principais dos sistemas de controlo de acessos são:
- Definição de áreas de acesso;
- Definição de direitos de acesso por área;
- Definição de horários de acesso;
- Seguimento e localização de pessoas;
- Registo automático de entradas e saídas de pessoas;
- Limitação de acesso a viaturas a locais determinados, em função das suas atribuições e
do horário;
- Alarme em caso de entrada forçada em zonas com acesso condicionado.
A figura seguinte apresenta a arquitectura geral de um sistema de controlo de acessos.



Figura 123 – Arquitectura de um Sistema de Controlo de Acessos
17.1.4 VIDEOVIGILÂNCIA
É cada vez maior o recurso à videovigilância através de sistemas de circuitos fechados de
televisão (Closed Circuit Television – CCTV), quer como elementos isolados de vigilância, quer
como elementos de complemento da vigilância humana.
Embora existam dispositivos pertencentes ao CCTV que podem fazer a detecção de intrusão, os
sistemas de CCTV não são habitualmente designados de sistemas de segurança, mas antes
sistemas de vigilância. Não têm por isso uma missão de vigilância com detecção automática,
mas sim de vigilância de suporte para intervenção humana.
Além de uma vigilância em tempo real, os sistemas de CCTV permitem a gravação e arquivo de
imagens, que posteriormente poderão ser consultadas.
DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA
pág. 192
A estrutura geral de um sistema de CCTV pode ser dividida em quatro grupos principais:
1) Recolha de imagem:
Corresponde às unidades que fazem a transformação do sinal óptico (imagem), em sinal
eléctrico. É constituída pelos elementos de conversão da zona visualizada num sinal de vídeo.
É composto por câmaras, lentes, suportes e caixas.
2) Transmissão do sinal:
Responsável pelo transporte do sinal recolhido, pelo grupo anterior, até à zona de visualização,
constituído pelos elementos de interligação dos sistemas de aquisição de imagem, sistemas de
controlo e comandos, e monitorização de imagem.
A transmissão do sinal pode ser realizada por cabo coaxial, pares de cobre, fibra-óptica ou
microondas.
3) Processamento do sinal, controlo e comando e gravação da imagem:
Constituído pelo conjunto de equipamentos responsáveis pelo processamento e visualização da
imagem, proveniente do grupo de recolha e pelas unidades que executam comandos no
sistema, e que fazem selecção e comutação de imagem, bem como pelo elemento responsável
pela gravação.
4) Monitorização da imagem:
Constituído pelos equipamentos de recepção do sinal de vídeo, que voltam a fazer a
transformação do sinal eléctrico em sinal óptico, observável pelo olho humano e que permite a
visualização das imagens.
17.1.5 ALARMES TÉCNICOS
A gestão de equipamentos terminais, quadros eléctricos e seus componentes, como sejam os
sistemas de iluminação, sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado, sistemas de
detecção e controlo de inundação, sistemas de bombagem e sistemas de elevação e a sua
integração com os sistemas de segurança atrás descritos, é outro aspecto extremamente
importante na garantia da segurança dos edifícios e dos seus ocupantes
17.2 CONFORMIDADE E CERTIFICAÇÃO
Todas as opções técnicas possíveis de utilização devem ser baseadas em equipamentos em
conformidade com as Normas Europeias aplicáveis, como por exemplo a EN54. Esta
certificação de conformidade deve ser abrangente, estendendo-se a todos os componentes
activos do sistema e ao sistema global no seu conjunto.
Deve também existir a necessária homologação de entidades certificadoras internacionais, tais
como a VDS (Alemanha), LPCB (Reino Unido), AFNOR (França), etc.
17.3 INTERLIGAÇÃO COM UM EDIFÍCIO ITED
Situações a ter em consideração numa instalação de um sistema de segurança (Central de
Alarme) e de videoporteiro, utilizando o ATI como ponto de localização, interligação ou
passagem:
Será possível inserir uma central de alarme dentro de um ATI, do tipo bastidor, caso possua as
medidas mínimas interiores de 500x430x135mm, com as devidas condições de precaução para
a sua identificação, fixação e segurança, assim como aos demais acessórios – cablagem,
tubagem,etc. As ligações do ATI às centrais devem sempre terminar em TT.
DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA
pág. 193
Todos os cabos de comunicação para os sistemas de segurança e domótica devem ser
obrigatoriamente identificados para o serviço em causa, com etiquetas transparentes, bandeiras
de sinalização, placas ou mangas de identificação, identificador de cabos ou braçadeiras.
Caso já exista uma qualquer instalação de segurança e videoporteiro no edifício em construção,
e quando se preveja a existência de uma interligação com os sistemas de comunicações do
edifício, as caixas destes sistemas de segurança e videoporteiro serão interligados aos ATI por
intermédio de, pelo menos, 2 tubos de Ø25mm como mínimo obrigatório e paredes de interior
liso.
17.4 TRANSMISSÃO À DISTÂNCIA
Para realizar a transmissão à distância de alarme, dentro do ATI ou bastidor técnico, deve ser
utilizado um comunicador telefónico, que poderá ser usado para efectuar chamadas ou para
enviar mensagens de alerta.
Deve possuir as seguintes características básicas essenciais:
- 4 Números de telefone memorizáveis;
- Marcação por pulsos (Pulse) ou multifrequência (DTMF);
- Filtro de protecção contra descargas atmosféricas.
17.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
17.5.1 GESTÃO TÉCNICA
A recepção e o manuseamento das enormes quantidades de informação provenientes dos
diversos sistemas de segurança, anteriormente descritos, é uma tarefa extremamente
complicada e consumidora de tempo e recursos.
Os sistemas de gestão técnica centralizada são sistemas dotados de interface e software
adequados, que permitem a integração das diversas valências de segurança nos edifícios, num
único sistema.
A gestão da informação resultante dos diversos sistemas de segurança é realizada de uma
forma integrada e centralizada, permitindo, além da tomada de conhecimentos dos eventos de
cada sistema, a actuação sobre os mesmos, a definição de prioridades de alarme, em relação a
outro tipo de eventos, como avarias ou mudanças de estado. Permite, também, a criação de
rotinas para a gestão da informação, e especificação de procedimentos de resposta ao conteúdo
da mesma.
Os sistemas de gestão técnica centralizada possibilitam, ainda, a duplicação de postos de
segurança locais e a monitorização e controlo à distância.
A figura seguinte apresenta a integração de valências num sistema de gestão técnica
centralizada:


DOMÓTICA, VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA
pág. 194

Figura 124– Integração de valências num sistema de gestão técnica centralizada

A gestão técnica centralizada de edifícios incrementa a segurança das instalações e ocupantes,
assim como a promoção da melhoria dos resultados de exploração dos edifícios, potenciando o
aumento dos níveis de satisfação dos utilizadores.
Um outro aspecto importante potenciado pelos sistemas de gestão técnica é a possibilidade de
integração de funcionalidades de utilização racional de energia, de eficiência energética e de
gestão da manutenção das instalações, sistemas e equipamentos.
Assim, para além do reforço da segurança das pessoas, instalações e bens, a gestão técnica
centralizada permite uma gestão mais racional e eficiente das instalações, que se traduz em
economias de energia e custos de exploração e manutenção mais reduzidos.
Por fim, será sempre de considerar que a instalação eléctrica do sistema de detecção, para além
de satisfazer os regulamentos eléctricos em vigor, deve ainda possuir um traçado, de modo a
sofrer os menores danos possíveis em caso de incêndio e estar protegida contra transitórios de
tensão provocados por descargas atmosféricas.


pág. 195
ANEXO A – GRAUS DE PROTECÇÃO
Classificação dos graus de protecção em relação a influências externas (IPxx) - EN 60529


Classe de influências externas
Grau de protecção
mínimo
P
e
n
e
t
r
a
ç
ã
o

d
e

c
o
r
p
o
s

s
ó
l
i
d
o
s

Desprezável IP0X
Pequenos objectos (<= 2,5 mm) IP3X
Objectos muito pequenos (< 1mm) IP4X
Poeiras ligeiras IP5X ou IP6X
Poeiras médias IP5X ou IP6X
Poeiras abundantes IP5X ou IP6X
P
e
n
e
t
r
a
ç
ã
o

d
e

l
í
q
u
i
d
o
s

Desprezável IPX0
Gotas de água IPX1
Chuva IPX3
Projecção de água IPX4
Jactos de água IPX5
Massas de água ou jactos fortes de água IPX6
Imersão temporária IPX7
Imersão prolongada IPX8
Tabela A1 – Graus de protecção


pág. 196
ANEXO B – PROCEDIMENTO EM CASO DE FALHA NOS ENSAIOS DAS
REDES COAXIAIS
Este procedimento consiste na análise das curvas de resposta da rede de distribuição, para as
faixas de frequências 5-862 MHz e 950 -2150 MHz.
Através desta análise pretende-se caracterizar quais as causas das divergências entre os
valores, identificando possíveis desadaptações de impedância e falhas de instalação.
Assim sendo, deve ser tida em conta a resposta em frequência da rede de distribuição para
duas das tomadas coaxiais, existentes no fogo onde ocorra a falha. Serão as tomadas:
- Mais favorecida (+F),
- Menos favorecida (-F),
devidamente assinaladas no projecto.
Entende-se por tomada coaxial mais favorecida (+F) aquela cuja ligação permanente possui
menor atenuação.
Entende-se por tomada coaxial menos favorecida (-F) aquela cuja ligação permanente possui
maior atenuação.
No caso particular de edifícios especiais, como Hospitais, Centros Comerciais, Edifícios de
Escritórios, geralmente edifícios com uma CR1 e outras de Grau Inferior, devem ser
devidamente identificadas as tomadas +F e –F, servidas por cada CR.
Para a obtenção das curvas de resposta, será utilizado um equipamento Gerador de Ruído (5 –
2150MHz) e um Medidor/Analisador de campo. O RG-CC deve ser desligado da rede de
distribuição do edifício, ligando-se o Gerador de Ruído à saída do mesmo. O medidor será
ligado nas tomadas.
Para a realização dos ensaios devem ser utilizados cordões coaxiais para a ligação aos
equipamentos de teste e medida, com um mínimo 0,5m de comprimento cada, tal como descrito
anteriormente.
Admite-se que durante o processo de medida possam ser utilizados adaptadores ou transições
de conectores, numa das extremidades de cada cordão coaxial. No entanto, nunca devem ser
utilizados mais do que um por cordão.
De seguida serão efectuados ensaios nas tomadas mais e menos favorecidas do fogo em
causa, tal como ilustra a figura seguinte, estando estes pontos identificados desde a fase de
projecto como +F e -F, respectivamente.

pág. 197

Figura B1 – Ensaios nas tomadas +F e -F
Os valores para as tomadas +F e –F, medidos para as bandas 5 aos 862MHz e 950 aos
2150MHz, serão registados no medidor de campo, conforme ilustra a figura seguinte:

Figura B2– Registos dos valores nas tomadas +F e -F


pág. 198
A zona entre as curvas das tomadas +F e -F é a zona de funcionamento estimada para a rede
de distribuição, tal como ilustra a figura seguinte. As curvas de registo respeitantes às restantes
tomadas da fracção, onde se inclui a tomada em falha, devem estar dentro dos limites
assinalados acima, apresentando uma tendência idêntica à da figura seguinte.

Figura B3 – Zona de funcionamento estimada para a zona de distribuição
No caso da tendência da curva, registada numa qualquer tomada, diferir da esperada, sobretudo
com pontos cujo valor de atenuação difira de:
- ± 3dB entre frequências adjacentes em ± 8 MHz, na banda 5-862 MHz,
- ± 4dB entre frequências adjacentes em ± 36 MHz, na banda 950-2150 MHz,
significa que:
- Algum elemento da rede coaxial não cumpre com a impedância característica de 75O;
- Na rede pode existir uma saída não ligada e não carregada a 75O;
- Pode existir um curto-circuito na rede coaxial;
- Pode existir um elemento na rede coaxial avariado.
O instalador deve rectificar a anomalia, evitando desta forma constrangimentos funcionais da
instalação.
Após a correcção da anomalia, deve ser ligada a saída do RG-CC à rede de distribuição,
efectuando-se novas medidas dos níveis de sinal, BER e C/N.
Publicação: 05.08.2009
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© ANACOM 2011 Geração de ficheiro: 18.03.11

ÍNDICE GERAL
PREÂMBULO LINGUÍSTICO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 10 1.1 DEFINIÇÕES ............................................................................................................ 10 1.2 ACRÓNIMOS E SIGLAS........................................................................................... 17 1.3 ORGANIZAÇÃO DO MANUAL ITED ........................................................................ 20 REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS .................................................................................. 22 2.1 ÂMBITO DE APLICAÇÃO ......................................................................................... 22 2.2 CONTEXTO NORMATIVO ....................................................................................... 22 2.3 INFRA-ESTRUTURAS GENÉRICAS ........................................................................ 24
2.3.1 CARACTERIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE CABLAGEM ........................................................24
PAR DE COBRE ........................................................................................................................ 24 CABO COAXIAL ........................................................................................................................ 25 FIBRA ÓPTICA .......................................................................................................................... 25 2.3.1.1 2.3.1.2 2.3.1.3

2

2.3.2 2.3.3 2.3.4

ARQUITECTURA FUNCIONAL...............................................................................................26 ACOMODAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E DISPOSITIVOS ....................................................27 ACOMODAÇÃO DE CABOS DE TELECOMUNICAÇÕES .....................................................27

2.4
2.4.1 2.4.2 2.4.3 2.4.4 2.4.5

CARACTERIZAÇÃO DOS TIPOS DE EDIFÍCIOS .................................................... 30
RESIDENCIAIS........................................................................................................................30 ESCRITÓRIOS ........................................................................................................................30 COMERCIAIS ..........................................................................................................................30 INDUSTRIAIS ..........................................................................................................................30 EDIFÍCIOS ESPECIAIS ...........................................................................................................31
HISTÓRICOS ............................................................................................................................. 31 ARMAZÉNS ............................................................................................................................... 31 ESTACIONAMENTOS ............................................................................................................... 31 ESCOLARES ............................................................................................................................. 31 HOSPITALARES ........................................................................................................................ 31 LARES DE IDOSOS .................................................................................................................. 31 ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS ............................................................................ 31 HOTELARIA ............................................................................................................................... 31 RESTAURANTES ...................................................................................................................... 32 CENTROS COMERCIAIS .......................................................................................................... 32 GARES DE TRANSPORTE ....................................................................................................... 32 DESPORTIVOS E DE LAZER ................................................................................................... 32 MUSEOLOGIA E DIVULGAÇÃO ............................................................................................... 32 BIBLIOTECAS E ARQUIVOS .................................................................................................... 32 OUTROS .................................................................................................................................... 32

2.4.5.1 2.4.5.2 2.4.5.3 2.4.5.4 2.4.5.5 2.4.5.6 2.4.5.7 2.4.5.8 2.4.5.9 2.4.5.10 2.4.5.11 2.4.5.12 2.4.5.13 2.4.5.14 2.4.5.15

2.4.6

MISTOS ...................................................................................................................................32

2.5
2.5.1

CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DE MATERIAIS, EQUIPAMENTOS E LIGAÇÕES33
CABLAGEM .............................................................................................................................33
CABOS DE PAR DE COBRE ..................................................................................................... 33
CORDÃO (PATCH CORD) .................................................................................................................. 35 CONECTORES ................................................................................................................................... 36 CONECTORIZAÇÃO........................................................................................................................... 37 CLASSES E CATEGORIAS DOS PARES DE COBRE ....................................................................... 37 DEFINIÇÕES ...................................................................................................................................... 38

2.5.1.1
2.5.1.1.1 2.5.1.1.2 2.5.1.1.3 2.5.1.1.4 2.5.1.1.5

2.5.1.2
2.5.1.2.1

CABOS COAXIAIS ..................................................................................................................... 42
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS MÍNIMAS ........................................................................................ 42

2.5.1.3
2.5.1.3.1 2.5.1.3.2 2.5.1.3.3 2.5.1.3.4 2.5.1.3.5 2.5.1.3.6 2.5.1.3.7 2.5.1.3.8 2.5.1.3.9 2.5.1.3.10 2.5.1.3.11 2.5.1.3.12

DISPOSITIVOS DE REDES COAXIAIS ..................................................................................... 45
CABEÇA DE REDE ............................................................................................................................. 45 PRÉ-AMPLIFICADOR ......................................................................................................................... 49 AMPLIFICADOR ................................................................................................................................. 49 AMPLIFICADOR DE BANDA LARGA SELECTIVO ............................................................................. 50 AMPLIFICADOR MONOCANAL .......................................................................................................... 51 AMPLIFICAÇÃO DE LINHA INTERIOR............................................................................................... 51 PROCESSADOR ................................................................................................................................ 52 CONVERSOR ..................................................................................................................................... 52 MODULADOR ..................................................................................................................................... 52 REPARTIDOR SIMÉTRICO DE INTERIOR......................................................................................... 53 REPARTIDOR ASSIMÉTRICO DE INTERIOR .................................................................................... 54 DERIVADOR DE INTERIOR ............................................................................................................... 54 pág. 2

2.5.1.3.13 2.5.1.3.14 2.5.1.3.15 2.5.1.3.16 2.5.1.3.17

COMUTADOR (MULTISWITCH) ......................................................................................................... 55 TOMADA COAXIAL DE TELECOMUNICAÇÕES ................................................................................ 56 CONECTORES ................................................................................................................................... 57 OUTROS TIPOS DE CONECTORES E LIGAÇÕES ........................................................................... 58 CARGA TERMINAL ............................................................................................................................ 59

2.5.1.4
2.5.1.4.1 2.5.1.4.2 2.5.1.4.3

CABOS DE FIBRA ÓPTICA ....................................................................................................... 59
ESTRUTURAS DE CABOS ................................................................................................................. 59 TIPOS DE CABOS .............................................................................................................................. 60 CABOS MONOMODO - OS1 E OS2 ................................................................................................... 64

2.5.1.5

CABOS MISTOS OU HÍBRIDOS ............................................................................................... 64 CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS SOBRE MATERIAIS CONSTITUINTES DA TUBAGEM ........... 64 TUBOS ....................................................................................................................................... 65 CALHAS ..................................................................................................................................... 67 CAMINHOS DE CABOS ............................................................................................................ 70 CAIXAS ...................................................................................................................................... 71 DISPOSITIVOS DE FECHO ...................................................................................................... 74 ZONAS TÉCNICAS DE INSTALAÇÃO DE TELECOMUNICAÇÕES ......................................... 74 ARMÁRIOS ................................................................................................................................ 75
ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES DE EDIFÍCIO – ATE .............................................................. 75 REPARTIDORES GERAIS .................................................................................................................. 79 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL – ATI................................................................. 83 CAIXA DE ENTRADA DE MORADIA UNIFAMILIAR – CEMU ............................................................. 85 BASTIDORES DE CABLAGEM ESTRUTURADA ............................................................................... 86 SALAS TÉCNICAS.............................................................................................................................. 89 DISPOSITIVOS DE TRANSIÇÃO, REPARTIÇÃO, TERMINAIS E DE PROTECÇÃO ......................... 91

2.5.2

TUBAGEM ...............................................................................................................................64

2.5.2.1 2.5.2.2 2.5.2.3 2.5.2.4 2.5.2.5 2.5.2.6

2.5.3

ARMÁRIOS E ESPAÇOS DE ALOJAMENTO DE EQUIPAMENTOS ....................................74

2.5.3.1 2.5.3.2
2.5.3.2.1 2.5.3.2.2 2.5.3.2.3 2.5.3.2.4 2.5.3.2.5 2.5.3.2.6 2.5.3.2.7

2.5.4

ANTENAS DE MATV E EMISSORES NACIONAIS ................................................................91

2.6 3

FRONTEIRAS DAS ITED ......................................................................................... 92

CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE ............................................... 93 3.1 MECÂNICAS (M) ...................................................................................................... 94 3.2 INGRESSO OU PENETRAÇÃO (I) ........................................................................... 94 3.3 CLIMÁTICAS E QUÍMICAS (C)................................................................................. 95 3.4 ELECTROMAGNÉTICAS (E) .................................................................................... 96 3.5 CLASSES AMBIENTAIS ........................................................................................... 96 REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO .......................................................................... 97 4.1 ELABORAÇÃO DO PROJECTO ITED...................................................................... 97
4.1.1 4.1.2 DADOS E REQUISITOS FUNCIONAIS ..................................................................................98 CONDICIONANTES ................................................................................................................99
EXEQUIBILIDADE ..................................................................................................................... 99 AMBIENTE ............................................................................................................................... 100 CUSTO..................................................................................................................................... 100 4.1.2.1 4.1.2.2 4.1.2.3

4

4.1.3 4.1.4 4.1.5

REGRAS ................................................................................................................................100 MÉTODO ...............................................................................................................................100 FASES DO PROJECTO ........................................................................................................100

4.2
4.2.1 4.2.2

PROJECTO DAS REDES DE TUBAGEM............................................................... 101
REGRAS GERAIS .................................................................................................................101 DIMENSIONAMENTO DOS ELEMENTOS DA REDE DE TUBAGENS ...............................105
TUBOS E CALHAS .................................................................................................................. 106 CAMINHOS DE CABOS .......................................................................................................... 109 CAIXAS .................................................................................................................................... 109 BASTIDORES .......................................................................................................................... 109 SALAS TÉCNICAS .................................................................................................................. 110 DIMENSIONAMENTO DAS LIGAÇÕES ÀS CVM ................................................................... 110 4.2.2.1 4.2.2.2 4.2.2.3 4.2.2.4 4.2.2.5 4.2.2.6

4.3
4.3.1 4.3.2

PROJECTO DAS REDES DE CABLAGENS .......................................................... 111
REDES DE PARES DE COBRE ...........................................................................................112
REDES COLECTIVAS DE PARES DE COBRE ...................................................................... 113 REDES INDIVIDUAIS DE PARES DE COBRE ........................................................................ 114 REDES COLECTIVAS DE CABOS COAXIAIS ........................................................................ 115
PROJECTO DE CATV ...................................................................................................................... 115 PROJECTO DE MATV – SISTEMAS DIGITAIS E ANALÓGICOS ..................................................... 116

4.3.1.1 4.3.1.2 4.3.2.1
4.3.2.1.1 4.3.2.1.2

REDES DE CABOS COAXIAIS .............................................................................................115

4.3.2.2

REDES INDIVIDUAIS DE CABOS COAXIAIS ......................................................................... 121
pág. 3

....................................... 144 INSTALAÇÃO DE REDES DE CABOS ....... 145 DOCUMENTAÇÃO ................2..........3................... 144 INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS ........... 153 ARMAZÉNS.....................................3 7......................................................................1 ENSAIOS DE REDES DE PARES DE COBRE........................................................... 144 7..............................4 7..5 LARES DE IDOSOS E HOTELARIA ............................. 127 TELECOMUNICAÇÕES EM ASCENSORES .................5 8 9 INSTALAÇÃO DAS CABEÇAS DE REDE DE MATV/SMATV..2........................................3 ESCOLARES .......... 143 MARCAÇÃO .............................................................................................5 7 7.................................................................................................................................................................................. MUSEOLOGIA E DIVULGAÇÃO ..................................4 HOSPITALARES .... 158 13.1.................................................3 7............................................................................1 INSTALAÇÃO DE REDES DE TUBAGEM ............................... 153 12........................ 160 14......................... 146 8......................... 154 12....................3 ENFIAMENTO DE CABOS .............1 7..........2 ENSAIOS EM REDES DE CABOS COAXIAIS ........................... 126 ASPECTOS ADMINISTRATIVOS .................ITED ............2 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS.............. 161 pág.............2 EDIFÍCIOS COMERCIAIS SEM ZONAS COLECTIVAS ......... 143 INSTALAÇÃO DE ARMÁRIOS E BASTIDORES ........................................................ 137 7..............................1 ZONA DE ACESSO PRIVILEGIADO – ZAP .............143 7..................................................................... 156 12...................... 158 13........ 153 12....137 INSTALAÇÃO DOS ELEMENTOS DA REDE DE TUBAGENS ...............4................................................................................................................................................. GARES DE TRANSPORTE..........6 5 6 DOCUMENTAÇÃO GERAL DO PROJECTO.......................................1 EDIFÍCIOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS .... 137 7................. 133 6......................................2 EDIFÍCIOS VÁRIOS .......................................... 142 INSTALAÇÃO DE CAMINHOS DE CABOS ........2 EDIFÍCIOS COM MISTURA DE VÁRIOS TIPOS DE FOGOS NÃO RESIDENCIAIS159 14 ENSAIOS .................RITA ........................................................................................................................2..........1 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS ............................................................................................................................. 157 13 EDIFÍCIOS MISTOS ...........1......... 148 9...................................1 7.... 143 INSTALAÇÃO DE SALAS TÉCNICAS ........2 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS ......................3 REDES DE FIBRA ÓPTICA ............2 7......... 160 14.....1................. 135 6..........................6 BIBLIOTECAS E ARQUIVOS ....................................... 140 INSTALAÇÃO DE CAIXAS ...................................................... 150 10.............. 127 PROCEDIMENTO DE ALTERAÇÃO DE PROJECTO ...........1....................................................... ESTACIONAMENTOS.......................................................140 INSTALAÇÃO DE CONDUTAS .....1......................................................4 4......5 4..................................... 135 REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO .........2....................................1 HISTÓRICOS ............................................. 149 10 EDIFÍCIOS COMERCIAIS ............. 147 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS ....................................................2 7............................................... DESPORTIVOS E DE LAZER....122 REDE COLECTIVA ................................................................................. 122 4.................................... 151 11 EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS .....1..........................1......4 7................................................................................................................... 4 ............................. 150 10..................................................................................3............. 130 6.3....................................................1 4......................................................1 7................................................................................1 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS COM ZONAS COLECTIVAS ... 155 12......................................... 130 6............................ 129 ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS CONSTRUÍDOS À FIBRA ÓPTICA ........................................................................................................1......... 153 12........................................4 INSTALAÇÃO DAS ALTERAÇÕES ..........................2 DEFINIÇÕES ESPECÍFICAS DE CARACTERÍSTICAS DE TUBOS ...........3.. 148 9..... 145 EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS ................. ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS........1 EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM ZONAS COLECTIVAS .........1... RESTAURANTES...................................3 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS PRÉ-RITA ............................................2... 152 12 EDIFÍCIOS ESPECIAIS ..........................

................................................................................2 14...... 188 17.......................................................1 TERRAS DA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA ..............................1 ANEXO A – GRAUS DE PROTECÇÃO ...........................................................................................................1 17......................................................4 17.........1.................................................7 SISTEMA DE TERRAS RECOMENDADO .2 IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE TERRAS ...............................................................3...........................1 15 PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA ............................3.....................................................................190 VIDEOVIGILÂNCIA .......4................................................ 185 16..............1 INTRODUÇÃO ..............5 SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO .........................4 CONSIDERAÇÕES PARA A MINIMIZAÇÃO DOS EFEITOS DAS FONTES DE PERTURBAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA ............................................................1......................169 14....1.................. 195 ANEXO B – PROCEDIMENTO EM CASO DE FALHA NOS ENSAIOS DAS REDES COAXIAIS 196 pág.............................. 171 14.............................................................................163 ENSAIO DA RESISTÊNCIA DE LACETE – REDES COAXIAIS .................... 172 15..........................................4 14.....................................3 LIGAÇÃO À TERRA DOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÃO DAS INSTALAÇÕES TELEFÓNICAS .........................................1 14...191 ALARMES TÉCNICOS .................2 17......................................................167 ENSAIOS DE REFLECTOMETRIA (OTDR) ................................................................................162 REDE DE MATV/SMATV ...................6 15......................................179 15.......................................................................2...........5 14...........................5.....14.... 173 15.... SEGURANÇA E SAÚDE ................... 169 EQUIPAMENTOS DE ENSAIO E MEDIDA .............................6....................2.......... 172 15................5 SISTEMAS DE TERRAS DE PROTECÇÃO ...................................................................................3 ELÉCTRODOS DE TERRA ....................................1 PROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO OU DOENÇA PROFISSIONAL ..............2 MEDIDAS DE PROTECÇÃO ..................... 186 17 DOMÓTICA... 181 PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS .....3 17.......................................................5................................182 15... 172 15..........................................................................................................................2 17..................................................................2 LIGAÇÃO À TERRA DE EQUIPAMENTOS DE INFORMAÇÃO ................2 14...............................3 REDE DE CATV ............................. 188 17...............................................193 17........................ 169 RELATÓRIO DE ENSAIOS DE FUNCIONALIDADE ..........1.............................189 CONTROLO DE ACESSOS ................................. 166 ENSAIO DA REDE DE TUBAGENS .........5.........165 ENSAIOS DE PERDAS TOTAIS..............................188 SEGURANÇA CONTRA INTRUSÃO ........................178 15..................................... 193 GESTÃO TÉCNICA ................6 ENSAIOS EM CABOS DE FIBRAS ÓPTICAS ..........3 17.............................. 193 CONSIDERAÇÕES FINAIS .....................................1 INTRODUÇÃO: ...............................................................................................REF ...........................................................1 ESQUEMA ELÉCTRICO E DE TERRAS ..............................2............. VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA..................................... 178 15.......................................... 192 TRANSMISSÃO À DISTÂNCIA.1 14.....5 CONFORMIDADE E CERTIFICAÇÃO ......180 15..................................... 183 16 HIGIENE.....................4 17.....................3 14.................................................................................................................................. 185 16... 5 ....................................................168 MEDIDAS MÉTRICAS.....................5.............................1................... 192 INTERLIGAÇÃO COM UM EDIFÍCIO ITED ................192 17.... 176 15.....

...................................................................................................B ...............40 Figura 14 – Configuração de implementação da cablagem horizontal ..........................................................................................................39 Figura 12 – Configuração de implementação da cablagem horizontal ..........38 Tabela 13 – Ligações permanentes troncais ...............................................33 Tabela 10 ..................................................................40 Figura 13 – Configuração de implementação da cablagem horizontal .............................................56 Figura 27 – Conectores IEC ........45 Figura 18 – Esquema funcional de uma cabeça de rede ..............................................................................................C ..............................................................................36 Figura 10 – Esquemas de ligações em pares de cobre ...............652 ......................................................................................................30 Tabela 9 ..........................................................................................................................................................................................................................................................46 Figura 19 – CR1 e modulação de sinal de videoporteiro ..24 Tabela 2 – Distâncias máximas das TCD ....................................................................... tipo “F” macho rápido .........................................45 Figura 17 – Cabo coaxial marcado ..............................25 Tabela 4 – Classes de ligação da TCD-C ...................................................................................................................................................................61 Figura 34 – Cabo de fibras ópticas de enterrar ..............59 Figura 31 – Cabo de fibras ópticas Tight Buffer .......................58 Figura 30 – Conexão associada a outro tipo de dispositivos .29 Tabela 8 – Aplicação de tubos ...................................................64 Figura 37 – Classificação dos tubos ........................ÍNDICE DE FIGURAS................................................................................................................................65 pág..............6 e Cat...............................................59 Tabela 18 – Máxima atenuação de inserção admitida numa conexão .....23 Tabela 1 – Caracterização das Classes e das Categorias em PC .................................................................................47 Figura 20 .....34 Figura 6 – Exemplo de cabo SSTP...................................................................................................................... sólidos e flexíveis ................ 6 .............................................................................................................................28 Tabela 6 – Locais de instalação ..............................................................................................35 Figura 8 – Cordão (patch cord) ..................................................................................................................................37 Figura 11 – Exemplo de Ponto de Consolidação ............................................................................................................................Amplificador de Coluna (Re-amplificação) ..... Cat 6 ......................................................................................................................................................................................................................................................................35 Figura 7 – Exemplo de cabo UTP................................................................................................................62 Figura 35 – Cabo de fibras ópticas ADSS ........61 Figura 33 – Cabo de fibras ópticas para conduta ..............................................D ..................................................50 Tabela 17 – Relação portadora/interferência ............58 Figura 29 – Conector angular...............................25 Tabela 5 – Classes de fibra óptica .....6 e Cat.....................................................................................29 Tabela 7 – Tipos de tubos ................................................................................63 Tabela 21 – Fibra ITU-T G................................................................................... Cat...........7 ..................................................................................................62 Figura 36 – Cabo de fibras ópticas auto-suportado ...........................47 Figura 21 – CR2 ..37 Tabela 12 – Classes dos pares de cobre .............................................41 Figura 15 – Configuração de implementação da cablagem horizontal ..................................................................Características mecânicas dos Cabos de Par de Cobre..............................................................................................................................................................54 Figura 25– Derivador de interior .......................................................................48 Figura 23 – CR3 ...................................................26 Figura 3 – Pontos de Distribuição numa moradia unifamiliar .....................................................................24 Tabela 3 – Caracterização da TCD-C ................................................................................................................................................................................................Características eléctricas dos Cabos de Par de Cobre..................................................................................................33 Figura 5 – Cabos de pares de cobre......................... Cat.............................................................................63 Tabela 20 – Equivalência de Normas de fibra óptica .............................................................. TABELAS E FÓRMULAS Figura 1 – Principais EN aplicáveis ao ITED ......................................................27 Figura 4 .................................................................................................48 Figura 22 .........................25 Figura 2 – Pontos de distribuição .........................................................................................................................................................................36 Figura 9 – Conector RJ 45 fêmea e conector RJ 45 macho ... Cat.......................................................................................................................................7 ................................ 7 ........................................A ..................50 Figura 24– Repartidor simétrico de interior ...........................44 Figura 16 – Cabo coaxial............60 Figura 32 – Cabo de fibras ópticas para interior ...............................................................................................................................55 Figura 26 – Comutador matricial (multiswitch) ............................................Tubagem ...Amplificador de apartamento ..........................................................................................................................49 Tabela 16 – Relação Portadora/Ruído .....................................................................41 Tabela 15 – Especificações técnicas mínimas dos cabos coaxiais .............................................................................................................57 Figura 28 – Acção de compressão .................................................................................39 Tabela 14 – Ligações permanentes horizontais .....................................36 Tabela 11 – Compatibilidade retroactiva .................59 Tabela 19 – Perdas por retorno mínimas admitidas numa conexão .....................................................................................................

.....................83 Tabela 28 – Dimensões mínimas................................................................................................................. ou de gesso cartonado ......81 Figura 59 – Exemplo de unidades modulares em par de cobre...........67 Figura 40 – Tubo maleável e tubo corrugado...................................................................................................................Uniões para tubo rígido e abraçadeira para tubo rígido ................................105 Tabela 39 – Diâmetro externo versus diâmetro interno mínimo ..............107 Figura 75– Diâmetro da coluna FO em função do número de fogos ..........82 Figura 62 – Exemplo de RG-FO ....73 Figura 49...........86 Figura 64 – Exemplo de uma CEMU ....................................................89 Figura 68 .....71 Tabela 24 – Requisitos mecânicos das caixas das redes colectivas e individuais................................................................................................. e 4 pares de cobre ........ 2............................................................... de material isolante e paredes interiores lisas ...... de paredes interiores lisas .................................108 pág........................................................................................Sala Técnica com Sistema de Caminho de Cabos ..................................78 Figura 55 – ATE com os secundários dos Repartidores Gerais ......93 Tabela 31 – Caracterização ambiental para graus de exigência mecânicos .......67 Figura 41 ....66 Figura 39 .................................................... da CEMU ........................................................................Dimensões mínimas..........................................................................................69 Figura 44 ......Tipos e dimensões das Salas Técnicas ....70 Tabela 23 – Características técnicas das esteiras .86 Figura 65 – Esquema típico de um bastidor com funções de ATE .........................................................Caixa para ATE e CEMU ........................................................ utilizando dois andares de blocos de ligação de categoria 6 ...................................73 Figura 48 ...... das Caixas para Rede Colectiva de Tubagem ........................................76 Figura 52 – Exemplo de compartimentação ou multi-armários ATE.................Derivação em T para calha e calha com derivações ....................94 Tabela 34 – Caracterização ambiental para graus de exigência climáticos ..95 Tabela 35 .......................................................Bastidor de parede e sistema de ventilação ...........................Figura 38 .............. calha e cantoneira para ângulo exterior ...............................83 Figura 63 – Exemplos de caixas tipo para o RG-FO e respectivas interligações .......Tubos rígidos e curva para tubo rígido.... categoria 6 .......90 Figura 69 ....................................................................................79 Figura 56 – Exemplo de esquema de ligação de pares de cobre do primário e secundário do RG-PC...............................................72 Tabela 25 ............89 Tabela 29 ............................96 Tabela 36 – Exemplos de Classes Ambientais ............77 Figura 53 – Exemplos de fundos plásticos dos ATE .............. das caixas para rede individual de tubagens ........................................ com capacidade de aparafusamento ....Dimensões mínimas.............68 Figura 42 – Calha e canto de calha ........................................................................................................................................................................................78 Figura 54 – Fundos metálicos com malha reticulada e perfurada.......................................................................................88 Figura 66.......................................................................................................................97 Tabela 38 – Separação entre cabos de energia e telecomunicações ...............................................72 Tabela 26 .......................96 Tabela 37 – Referência aos capítulos com regras específicas de projecto ................................................................80 Figura 57 – Exemplo de esquema de ligação de pares de cobre do primário e secundário do RG-PC..............106 Figura 73– Diâmetro da coluna PC em função do número de fogos ............................................81 Figura 61 – Esquema de um possível RG-CC a colocar no ATE ....................103 Figura 72 – Rede colectiva e individual de tubagem ........................Caixa de aparelhagem simples e para paredes ocas amovíveis.................................88 Figura 67 – Mini-bastidores típicos adaptados às três tecnologias de telecomunicações .....................69 Figura 45 – Calha com quatro compartimentos e cantoneira de ângulo exterior para protecção de cabos 70 Figura 46 – Coluna e transição com calhas..........................................69 Figura 43 – Topo e abraçadeira para cabos em calha ......Encaixe para caixas de aparelhagem e caixa de passagem para cofragens de betão ..........................................................................................Caixa de passagem para Rede Individual e para montagem de tubos em caixa de passagem74 Figura 51 ...............................................................................................................80 Figura 58– Unidade modular do secundário do RG-PC ... atravessamento de cabos..............................................................91 Figura 70 – Espaço de conciliação do projecto....Tubo anelado .......................................................................................................................................................................................................................................106 Fórmula 1 – Cálculo do diâmetro interno dos tubos ............................106 Fórmula 2 – Cálculo da secção útil da calha .89 Tabela 30 – Níveis de complexidade dos edifícios ...............................................81 Figura 60 – Exemplos de cordões de ligação de 1..................................Tomada óptica para calha e caixa para tomada óptica (55mm de profundidade) ..........................74 Tabela 27 – Relação entre as dimensões das caixas a utilizar e o número de fracções ...................... utilizando um andar de bloco de ligação de categoria 6 ...............................71 Figura 47– Esteira......................73 Figura 50 .................................................................................................. internas..... corta-fogo para caminho de cabos ...............................67 Tabela 22 – Características técnicas das calhas técnicas ..............................................................102 Figura 71 – Distâncias dos tubos às laterais das caixas ............107 Figura 74 – Diâmetro da coluna CC em função do número de fogos ................................................ internas.................................................Caracterização ambiental para graus de exigência electromagnéticos .............. internas............ 7 ......................94 Tabela 32 – Caracterização ambiental para graus de exigência mecânicos – elementos de ligação ...............................

.................................................................................................................119 Figura 83 – Orientação SUL das antenas parabólicas ...131 Figura 95 – Instalação do RG-FO em caixa de entrada de cabos ..............................155 Tabela 61 – Rede de tubagens em edifícios hospitalares ...................................................................................................................................................................118 Figura 82– Escalonamento das antenas ao longo do mastro de fixação ..............154 Tabela 59 – Rede de tubagens em edifícios escolares ...................................................................................131 Figura 94 – Instalação do RG-FO no ATE inferior.148 Tabela 47 – Rede de tubagens em edifícios de escritórios...................................141 Figura 107 – Identificação das caixas da coluna montante .........146 Tabela 45 – Rede de tubagens a instalar nos edifícios residenciais .........................................................................................................................................................................................................Junta por ligação mecânica e junta por fusão ..................................................................140 Figura 104 – Mola de dobragem ........................................................111 Tabela 41 – Redes de cablagem ...................................125 Figura 91 – Esquema de um edifício em FO...........................................................................................110 Tabela 40 – Dimensionamento das ligações à CVM ....157 pág................................................................140 Figura 105 – Tubos da PAT ...................150 Tabela 52 – Redes de cabos de edifícios comerciais sem zonas colectivas ......124 Figura 89 .................Figura 76 – Capacidade das calhas ...........116 Tabela 42 – Níveis de sinal de MATV/SMATV.....................................................................................................................................................................120 Figura 84 – Antenas parabólicas na proximidade de obstáculos............................................................................................................................................................RG-FO ..........................................................................................................137 Figura 98 – Ângulos de dobragem e de curvatura ...................................................125 Figura 90 .................................................120 Figura 85 ............................................138 Figura 99 ................................................................126 Figura 92 – Desdobramento do RG-FO nas caixas do ATE ....................................................................................................................................................................................................122 Figura 86 ....................................................................................................148 Tabela 48 – Redes de cabos em edifícios de escritórios........................151 Tabela 53 – Rede de tubagens de edifícios comerciais sem zonas colectivas .............................................................. 8 .......................................147 Figura 109 – Utilização de uma tomada ZAP ..............108 Figura 77 – Disposição de bastidores ..........155 Tabela 62 – Redes de cabos em lares de idosos e hotelaria .132 Figura 96 – Exemplo de distribuição do sinal num fogo com infra-estrutura ITED ...114 Figura 81 – Exemplo de distribuição de CATV ........Acomodação de fibras ópticas .............................................................................Primário do RG-PC com RJ45 e secundário com réguas de interligação.......................................................................................152 Tabela 55 – Rede de tubagens em edifícios industriais .......................................................................................134 Tabela 43 – Referência aos capítulos de dimensionamento ..................................................................................................139 Figura 101 – Ângulo de retorno .......... desdobramento do primário de 2................156 Tabela 64 – Redes de cabos em bibliotecas e arquivos.................................154 Tabela 60 – Redes de cabos em edifícios hospitalares ..........................................................................153 Tabela 58 – Redes de cabos em edifícios escolares .150 Tabela 51 – Rede de tubagens em edifícios comerciais com zonas colectivas ....................123 Figura 87 ......Parte externa dos acopladores .............................................................................................................................139 Figura 102 – Ovalização e Excentricidade ...........................................................................................147 Tabela 46 – Redes de cabos a instalar em edifícios de escritórios................................................................................................................152 Tabela 56 – Redes de cabos em edifícios vários ............153 Tabela 57 – Rede de tubagens em edifícios vários .....................................................................................................................................130 Figura 93 – Instalação do RG-FO no ATE superior ...........................................133 Figura 97 – Exemplo de distribuição do sinal num fogo com infra-estrutura RITA .....................º operador .........................Inclinação ................156 Tabela 63 – Rede de tubagens em lares de idosos e hotelaria ......................................................144 Tabela 44 – Redes de cabos a instalar nos edifícios residenciais ............................................. sem zonas colectivas .............................................................................................................................................................. com zonas colectivas ............................................................................................................................................141 Figura 106– Acesso subterrâneo ...........146 Figura 108 – Exemplo de uma tomada ZAP .....................................................................................................................................................................151 Tabela 54 – Redes de cabos em edifícios industriais ...........................................123 Figura 88 – Cabo individual de cliente com duas fibras .....................................................................................................................................................................................................................................................................138 Figura 100 – Raio de curvatura ..................................................... sem zonas colectivas .......................................113 Figura 79 – Esquema de RG-PC .......................................................................................149 Tabela 49 – Rede de tubagens em edifícios de escritórios.............................................................Conectores de campo .....112 Figura 78 – Esquema de RG-PC ...139 Figura 103 ...114 Figura 80 ..........................................................................................Engelhamento ...........................................................................149 Tabela 50 – Redes de cabos em edifícios comerciais com zonas colectivas .................. com zonas colectivas .............................................................................................................................................................

............................................................Constituição de um circuito de terra.............................................175 Figura 116 ....................162 Figura 111 – Calibração do sistema de medida ........................................... ..Tabela 65 – Rede de tubagens em bibliotecas e arquivos ....................................................189 Figura 122 – Arquitectura de um Sistema Automático de Detecção de Intrusão .......Eléctrodos de terra do tipo malha............................................................................................................. ............. por 100m ...........................................190 Figura 123 – Arquitectura de um Sistema de Controlo de Acessos .........................................................183 Figura 121 – Arquitectura de um Sistema Automático de Detecção de Incêndio..................................................198 pág....................................................................159 Tabela 69 – Rede de tubagens de edifícios mistos com fogos não residenciais ........................165 Figura 112 – Ensaio da resistência de lacete ..........................157 Tabela 66 – Redes de cabos de edifícios mistos com fogos residenciais e não residenciais ...........................................................................................................................................164 Tabela 75 – Relação C/N mínima nas redes de MATV/SMATV ........................180 Figura 120 – Esquema eléctrico e de terras ........................................................................................................174 Figura 115...........194 Tabela A1 – Graus de protecção ............................................175 Figura 117 ........ ............................................168 Tabela 79 – Equipamentos de ensaio ...................165 Tabela 77 – Resistência máxima do lacete. progressivamente crescente em função da profundidade.................Exemplo da resistência de dissipação de um eléctrodo de terra constituído por uma barra longitudinal......................................................................................176 Figura 118 .......................Ligações à terra nas instalações de equipamentos de tratamento de informação...................................................................158 Tabela 67 – Rede de tubagens de edifícios mistos com fogos residenciais e não residenciais ....191 Figura 124– Integração de valências num sistema de gestão técnica centralizada ..................................177 Figura 118 ...........Exemplo de um ensaio entre um RC-PC e a tomada “Ethernet” da ZAP ...................................................................................160 Figura 110........... ............195 Figura B1 – Ensaios nas tomadas +F e -F .........................161 Tabela 72 – Ensaios obrigatórios de CATV e MATV/SMATV.................................................................................................158 Tabela 68 – Redes de cabos de edifícios mistos com fogos não residenciais ...........................170 Figura 113................174 Figura 114 ...........................................................................Forma de onda típica de uma descarga atmosférica.......................Eléctrodos de terra do tipo simples..........179 Figura 119 .................................................. ......... ....................................................................................161 Tabela 71 – Ensaios obrigatórios nas redes de CATV e MATV/SMATV ......................................162 Tabela 73 – Atenuações máximas na rede de CATV.......................................................................................Eléctrodos de terra do tipo fundação.......................... 9 .................164 Tabela 76– Parâmetros BER....................................... ..................................................................................................................166 Tabela 78 – Coeficientes de atenuação ......197 Figura B2– Registos dos valores nas tomadas +F e -F ......................................................................Eléctrodos de terra do tipo combinado..................................................................................................159 Tabela 70 – Ensaios obrigatórios nas redes PC .......................................................163 Tabela 74 – Níveis de sinal nas TT das redes de MATV/SMATV ..................197 Figura B3 – Zona de funcionamento estimada para a zona de distribuição ............................................... ...................

1. ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL (ATI): Conjunto de caixa mais dispositivos (activos e passivos) donde se estabelece a interligação entre a Rede Colectiva e a Rede Individual de cabos. AMPLIFICADOR: Dispositivo destinado a elevar o nível do sinal recebido na sua entrada. O presente Manual Técnico congrega. Os compradores dos edifícios residenciais são normalmente os clientes mais desprotegidos em termos de infra-estruturas de telecomunicações. importa reforçar a sua qualidade e a sua consistência técnica. fiáveis e adaptadas aos serviços dos operadores públicos. numa lógica de aproximação à Normalização Europeia. bem como aos desenvolvimentos europeus em matéria de telecomunicações. Representando cerca de 80% dos edifícios construídos em Portugal. estanque. em conjunto com os equipamentos e dispositivos alojados no seu interior. numa perspectiva da necessária e adequada imposição das regras técnicas. de elevada longevidade e capacidade de adaptação sustentada.ª edição do Manual ITED. ÂNGULO DE CURVATURA DE UM TUBO: Ângulo suplementar do Ângulo de Dobragem. donde se estabelece a interligação entre a Rede Colectiva de Tubagens do edifício. 10 . fixada em pedestal. ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES DE EDIFÍCIO (ATE): Caixa ou bastidor que aloja os dispositivos de repartição (Repartidores Gerais).1 INTRODUÇÃO A defesa dos interesses dos consumidores de comunicações electrónicas passa por infraestruturas de telecomunicações modernas.1 DEFINIÇÕES ACIDENTE DE TRABALHO: é o acontecimento que ocorre no local e tempo de trabalho. perturbações funcionais ou doença que resulte na redução da capacidade de trabalho ou mesmo na morte. ÂNGULO DE RETORNO: Ângulo que deve ser deduzido ao ângulo de curvatura. Atento à realidade nacional. dotando-os de infra-estruturas adaptadas às Redes de Nova Geração. ÂNGULO DE DOBRAGEM DE UM TUBO: Ângulo medido entre o eixo do tubo antes da dobragem e o eixo do tubo depois da dobragem. no auxílio aos trabalhos desenvolvidos pelos projectistas e instaladores de sistemas de telecomunicações em edifícios. da qual é parte integrante. pág. medido no sentido da força que a origina. dado que na maior parte das vezes esses edifícios só são vendidos depois de concluídos. e a Rede Exterior (Operador ou Urbanização). por efeito de mola. uma atitude próactiva e pedagógica. produzindo directa ou indirectamente lesões corporais. num único documento. o ICP-ANACOM publica a 2. de novo. assumindo. ARMÁRIO: Caixa ou bastidor. devido ao movimento de regressão do eixo no sentido da sua posição inicial. não intencionalmente provocado. AMBIENTE: Conjunto das características específicas do meio envolvente. ARMÁRIO EXTERIOR: Conjunto de caixa. ACR: Ensaio que consiste na medida da relação atenuação/diafonia. as regras técnicas de aplicação obrigatória e as recomendações que se entendem por convenientes. não existindo a possibilidade de escolha nem de mudança. ou bastidor. O ATI é parte integrante da Rede Individual de Tubagens. e dos dispositivos e equipamentos alojados no seu interior. de carácter anormal e inesperado. ANTENA: Elemento de recepção/emissão de telecomunicações.

BASTIDOR: Caixa metálica. com porta e fecho por chave ou mecanismo de trinco inviolável. CAIXA PRINCIPAL DE COLUNA: Caixa da coluna montante que permite a ligação desta à caixa de entrada. para processar os sinais a serem distribuídos. CABLAGEM: Ver sistemas de cablagem. para ligação das tubagens de entrada de cabos em Moradias Unifamiliares. onde se alojam os dispositivos de repartição e transição ou se efectua a passagem/derivação (caixas de passagem) ou a terminação de cabos (caixas de aparelhagem). ou mecanismo de trinco inviolável. encarregada da concepção do projecto da especialidade de telecomunicações. CAIXA DE APARELHAGEM: Caixa destinada a alojar as tomadas de utilizador. CABLAGEM HORIZONTAL (“horizontal Cabling”): Sistema de cablagem para a ligação entre o ponto de distribuição e a tomada de telecomunicações.ARQUITECTURA DE REDE: Forma de estruturação de uma rede de telecomunicações. onde estão inseridos os dispositivos de repartição ou transição. BER: Ensaio para a medida da relação entre o número total de bits transmitidos e bits com erros. ATENUAÇÃO: Quantidade de energia perdida pelo sinal através da sua propagação no cabo (também designada por perdas por inserção). CABO HORIZONTAL (“horizontal Cable”): Cabo de ligação entre o ponto de distribuição e a tomada de telecomunicações. BLOCO DE TUBAGEM: Bloco com formação de tubagem incluindo a envolvente em cimento ou areia. 11 . CAIXA DE PASSAGEM: Caixa destinada a facilitar o enfiamento de cabos. Não há lugar a repartição neste tipo de caixas. por conta do Dono da Obra. com porta e fecho com chave. incluindo os vários níveis funcionais. devidamente habilitada. CAIXA: Elemento integrante das Redes de Tubagem. onde se ligam todos os circuitos de terra de protecção das ITED. ATRASO DIFERENCIAL: Ensaio que mede a diferença do atraso de propagação entre pares do mesmo cabo. CAIXA DE ENTRADA DE MORADIA UNIFAMILIAR (CEMU): Caixa de acesso restrito. ATRASO DE PROPAGAÇÃO: Ensaio que mede o tempo que o sinal demora a propagar-se no cabo. CAIXA DE ENTRADA: Caixa de acesso restrito para ligação das tubagens de entrada de cabos às ITED. AUTOR DO PROJECTO DE OBRA: Pessoa singular ou colectiva. CABEÇA DE REDE: Equipamento que é ligado entre antenas receptoras ou outras fontes de sinal e a restante rede de cabos. BARRA DE SUPORTE: Elemento metálico colocado nas paredes das câmaras de visita para apoio dos suportes. BARRAMENTO GERAL DE TERRAS DAS ITED: Superfície em material condutor. A principal finalidade do projecto é a definição desta arquitectura. as interfaces e os protocolos utilizados para garantir a comunicação entre os diversos pontos e a transferência fiável de informação. com características modulares facilmente referenciáveis e geralmente pré-cablado. pág. geralmente em cobre. localizada no ATE.

CAMINHOS DE CABOS: Elementos abertos para suporte. pág. CONTINUIDADE: Ensaio para verificação da continuidade eléctrica dos condutores. singular ou colectiva. COLUNA MONTANTE: Conjunto de condutas (tubos ou calhas) e caixas interligados a toda a altura do edifício. CUSTO: Medida monetária do consumo de recursos necessários à execução de uma infraestrutura. através do qual é possível instalar. A topologia das Colunas (troços verticais e horizontais) depende das características do edifício. COLUNA: Associação particular de Condutas. numa ou em várias derivações. ventilado ou fechado. os eventuais curto-circuitos ou circuitos abertos. CORDÃO OU CHICOTE: Cabo com pelo menos uma terminação para ligações em painéis de ligação. dedicada a um tipo de cablagem.CALEIRA: Espaço para alojamento de cabos localizado no pavimento ou no solo. geralmente no exterior dos edifícios. CANAL (“Channel”): Meio de transmissão constituído por um sistema de cablagem e respectivos chicotes de ligação para a interligação entre equipamentos activos visando a disponibilização de um determinado serviço de telecomunicações. DERIVADOR: Dispositivo que permite utilizar uma parte do sinal que circula numa linha de transmissão. nomeada pelo Dono da Obra para executar as tarefas de coordenação relativas à Segurança e Saúde. DEGRAU: Elemento metálico colocado nas paredes laterais das câmaras de visita para facilitar o acesso às mesmas. podendo ser compartimentada. fazendo parte integrante da rede colectiva de tubagens. CONDUTA: Elemento de uma Rede de Tubagens constituído por um invólucro alongado e contínuo. CÂMARA DE VISITA MULTI-OPERADOR (CVM): Compartimento ou caixa de acesso aos troços de tubagem subterrâneos. COEFICIENTE DE FRICÇÃO: Relação entre o peso de um objecto que desliza sobre outro e a força que os mantém em contacto numa situação de repouso (atrito). COMPOSTOS HALOGENADOS: Contendo halogéneo. estas últimas designam-se por subcondutas. geralmente no exterior dos edifícios. CÂMARA DE VISITA (CV): Compartimento ou caixa de acesso aos troços de tubagem subterrâneos. com dimensões que não permitem a circulação de pessoas mas no qual os cabos instalados são acessíveis em todo o seu percurso durante e após a instalação. Caixas e Dispositivos de Derivação num edifício. para seu uso exclusivo. nestas circunstâncias. Nas Calhas compartimentadas. 12 . retirar e ligar cabos e proceder a trabalhos de manutenção. através do qual é possível instalar. COORDENADOR EM MATÉRIA DE SEGURANÇA E SAÚDE: Pessoa. Uma Conduta pode albergar várias condutas. que dispõe de tampa amovível e em que o processo de inserção de cabos não inclui o enfiamento. cada compartimento é equivalente a uma subconduta. apoio e/ou protecção de cabos num sistema de encaminhamento de cabos. CALHA: Conduta para utilização em instalações à vista. retirar e ligar cabos e proceder a trabalhos de manutenção. DIÂMETRO NOMINAL: Diâmetro comercial ou diâmetro externo. pares trocados ou invertidos. delimitador de um espaço destinado ao encaminhamento de cabos. CORETE: Zona oca da Construção (Vertical ou Horizontal) dedicada à passagem do(s) troço(s) principal(ais) das Redes Colectivas de Tubagem.

FISCAL DA OBRA: Pessoa. no cumprimento de uma determinada tarefa. reconstruído. ESTEIRA: Suporte constituído por uma base contínua. EQUIPAMENTO TERMINAL: Equipamento localizado na extremidade dos circuitos e destinado a enviar ou receber directamente informações ou comunicações. cuja passagem se faz abaixo do nível do solo. por conta do Dono da Obra. DISPOSITIVO DE TRANSIÇÃO: Dispositivo passivo para a interligação entre cabos de redes distintas. para protecção contra possíveis riscos que possam colocar em causa a sua segurança ou saúde. singular ou colectiva. ampliado ou transformado. cuja passagem se faz acima do nível do solo. FOGO: Local distinto e independente dentro de um edifício.DIRECTOR DA OBRA: Técnico que assegura a direcção efectiva da Obra. num edifício de carácter permanente. dotada de abas e sem tampa. O FEXT (“Far End Cross Talk”) mede a perda de sinal (em dB). DISPOSITIVO DE REPARTIÇÃO: Dispositivo passivo para interligação entre cabos de diferentes redes e os cabos de uma rede determinada. na zona de dobragem (Fig 7). EQUIPAMENTO ACTIVO: Equipamento de telecomunicações que necessita. DOCUMENTAÇÃO GERAL DO PROJECTO: Conjunto formal. EXCENTRICIDADE: Deformação num tubo após dobragem. que considerando a maneira como foi construído. para o seu funcionamento. de ser alimentado electricamente. incluindo o estaleiro. encarregada do controlo da execução da obra. ELFEXT : Ensaio que consiste na medida (em dB) da diferença entre o FEXT e a atenuação de um par de cobre. compartimento. ENTRADA SUBTERRÂNEA: Entrada de cabos no edifício. por conta da qual a obra é realizada. ENGELHAMENTO: Deformação resultante da alteração do material na parte inferior do tubo. constituído por uma divisão ou conjunto de divisões e seus anexos. singular ou colectiva. ENTRADA DE CABOS: Condutas que permitem a passagem dos cabos de entrada. DONO DA OBRA: Pessoa. se destina a servir de pág. ENTRADA AÉREA: Entrada de cabos no edifício. DISPOSITIVO TERMINAL: Dispositivo passivo para ligação de um cabo a um equipamento terminal de utilizador. EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL (EPI): Conjunto dos meios e equipamentos destinados ao uso pessoal e individual dos trabalhadores. EXEQUIBILIDADE: Atributo de um projecto que se traduz em ser passível de realização com os meios (materiais e humanos) disponíveis e de acordo com as regras estabelecidas. ESPAÇO DE TELECOMUNICAÇÕES: Sala. explícito e completo de documentos necessários à execução de um projecto. ESPAÇADEIRA: Elemento para posicionamento dos tubos a colocar na mesma secção do traçado de tubagem. ELEMENTO DE SINALIZAÇÂO: Elemento que acompanha um traçado de tubagem para sinalizar a existência de infra-estruturas de telecomunicações no subsolo. 13 . que ocorre quando um sinal gerado numa extremidade de um par de cobre é recebido numa outra extremidade de um outro par de cobre. armário ou caixa de acesso restrito para instalação de equipamentos e estabelecimento de interligações com a Rede Exterior.

JUSANTE (PARA JUSANTE): Na direcção do cliente de telecomunicações. INCLINAÇÃO: Relação. entre os pontos de maior e menor cota no eixo do tubo na vertical e a projecção dos mesmos pontos. esteja ou não o edifício constituído em regime de propriedade horizontal. contendo Caminhos de Cabos ou outros espaços fechados apropriados para passagem de cabos e suas ligações. JUNTA DE DERIVAÇÃO: Junta. geralmente com o mesmo n. Iodo e Astato). pág. FORMAÇÃO DE TUBAGEM: Conjunto de tubos solidarizados entre si. por não se justificar ou não ser possível a instalação da respectiva ITED. JUNTA A DIREITO: Junta. utilizada para derivação parcial do n. com 3 ou mais cabos.º de pares. INSTALAÇÃO ENTERRADA: Instalação embebida ao nível do subsolo. 14 . MONTANTE (PARA MONTANTE): Na direcção do operador de telecomunicações. MEDIDAS DE PROTECÇÃO COLECTIVA: Medidas para protecção de um conjunto de trabalhadores. em pares de cobre. LIGAÇÃO PERMANENTE (“permanent link”): Meio de transmissão constituído por um sistema de cablagem e respectivas interfaces que permitem a ligação de equipamentos activos. INSTALAÇÃO TEMPORÁRIA: Instalação preparada para a ligação às redes públicas por um período limitado. normalmente instalados no subsolo. INCIDENTE: Acontecimento perigoso que ocorre em circunstâncias semelhantes ao acidente de trabalho. mas que não origina quaisquer ferimentos ou morte. com o intuito de reduzir os riscos a que esse grupo pode estar sujeito. em valor absoluto.º de pares.habitação de uma família ou ao alojamento de uma empresa. Nesta ligação não são considerados os chicotes para a ligação a estes equipamentos. com apenas dois cabos. e cuja dimensão permite a livre circulação de pessoas. não inserida na construção. medida em percentagem. NÍVEL DE SINAL: Medida da quantidade de sinal. INSTALAÇÃO À VISTA: Elementos de uma Rede de Tubagens. Essas medidas devem ser desencadeadas antes de se iniciar uma qualquer operação. A medida é efectuada junto ao “transmissor”. Cloro. através de uma abertura com tampa. GEORREFERENCIAÇÃO: Representação coordenadas geográficas e geodésicas. GANHO: Relação expressa em dB entre a potência de saída e a potência de entrada de um equipamento ou sistema. em pares de cobre. GALERIA: Compartimento ou corredor. na horizontal. da localização de objectos por recurso a HALOGÉNEO: Elementos do Grupo VII da tabela periódica (Fluor. geralmente. mas solidária com esta mediante a utilização de acessórios de fixação adequados. INSTALAÇÃO EMBEBIDA: Elementos de uma Rede de Tubagens completamente inserida na construção e cujo o acesso não é possível sem recurso à destruição de material da construção. onde a indução é mais elevada. NEXT: Ensaio que tem como objectivo detectar possíveis induções electromagnéticas entre condutores de pares diferentes. como resultado de uma acção ou inacção. INSTALAÇÃO EMBUTIDA: Elementos de uma Rede de Tubagens inserida na construção mas acessível. Brómio.

ou de encastrar. devidamente assinado e datado pelo instalador e pelo projectista. que são recebidos num determinado par. PSNEXT: Ensaio que consiste na medida (em dB) da soma dos NEXT de outros pares. bem como a sua interligação interna. PONTO TERMINAL: Extremo da instalação individual de cliente onde se prevê a ligação de qualquer equipamento de telecomunicações. PEDESTAL: Suporte para fixação de armários exteriores. REDE DE TUBAGENS DE DISTRIBUIÇÃO: Parte da Rede de Tubagens de uma Urbanização. em caso de aceitação. PASSAGEM AÉREA DE TOPO: Tubagem que permite a passagem de cabos para ligação às antenas dos sistemas do tipo A. que assegura o tráfego de entrada/saída de um conjunto de extensões. subscrito pelo dono da obra. pág. RAIO DE CURVATURA: Raio do arco da circunferência que se sobrepõe ao arco do eixo do tubo. 15 . correspondente a um ângulo com lados perpendiculares às partes rectas do tubo adjacentes à curva. PROPOSTA DE ALTERAÇÃO: Documento com a indicação sobre as alterações a efectuar. PERDAS POR RETORNO: Ensaio que permite medir a perda de potência de um sinal. POLEIA: Elemento metálico ou em fibra de vidro. exclusive.OVALIZAÇÃO: Relação entre os eixos da elipse que resulta da deformação da secção do tubo quando dobrado incorrectamente. que pode ser de encaixe nas barras de suporte. É limitada a montante pelos secundários dos RG inclusive e a jusante pelo primeiro dispositivo de derivação para uso exclusivo de cada cliente. Pequena central telefónica privada para interligação dos telefones. PROJECTISTA: Autor do projecto de obra (ver). que assegura a ligação entre a rede de condutas principal e o acesso a cada lote ou edifício. PSELFEXT: Ensaio que consiste na medida (em dB) da soma das diferenças entre FEXT e a atenuação dos vários pares que são recebidos num determinado par de cobre. PAINEL (“patch panel”): Dispositivo destinado à ligação de equipamento activo por intermédio de chicotes. devido a desadaptações de impedância. com interligação a uma câmara ou caixa por intermédio de tubos. POSTO DE TRABALHO: Local de uso profissional onde se encontra normalmente instalado equipamento terminal de cliente. que são recebidos num determinado par. POSTO PRIVADO DE COMUTAÇÃO AUTOMÁTICA: Sistema de comutação privado. PONTO DE FRONTEIRA: Ponto de Distribuição entre redes de edifício e redes de operadores públicos de comunicações electrónicas. PSACR: Ensaio que consiste na medida (em dB) da soma dos ACR de outros pares. REDE COLECTIVA DE CABOS: Rede de cabos destinada a servir vários clientes. de um determinado recinto ou edifício. usualmente. B e FWA. REDE COLECTIVA DE TUBAGENS: Rede de Tubagens limitada a montante pelas Condutas de Acesso (inclusive) e que termina nos Armários de Telecomunicações Individuais (exclusive). PONTO DE DISTRIBUIÇÃO (PD): Zona de união ou de derivação entre redes de cablagem. e que serve para posicionamento e suporte dos cabos e juntas no interior das câmaras de visita.

REDE INDIVIDUAL DE CABOS: Rede de cabos de um fogo ou que seja propriedade de uma única entidade. ou vindos do exterior. REPARTIDOR GERAL DE EDIFÍCIO (RGE): Dispositivo RITA. amplificação e distribuição de sinais em radiofrequência. recepção. REPARTIDOR GERAL DE FIBRA ÓPTICA (RG-FO): Dispositivo que faz a interligação dos cabos de fibra óptica dos diversos operadores. como se ele estivesse em curto-circuito nas extremidades. recepção. para registo de informação com localização espacial e geo-referenciação. à rede de distribuição em cabo coaxial do edifício. que pode surgir em função das condições de ambiente físico e do processo de trabalho.REDE DE TUBAGENS PRINCIPAL: Parte da Rede de Tubagens de uma Urbanização. com porta e fecho por chave. pág. facilitando o seu enfiamento ou aposição e interligação.SIG: Conjunto de ferramentas e procedimentos computacionais. à rede de cabos de pares de cobre do edifício. equalização. e a continuidade para servir outras áreas de expansão. caixas e armários destinado à passagem. de difusão por satélite. SISTEMA DE SMATV: Sistema colectivo de captação. apto a provocar lesões à integridade física do trabalhador. à rede de cabos de fibra óptica do edifício. RESISTÊNCIA DE LACETE: Ensaio que mede a resistência combinada de um par de cobre. ou vindos do exterior. REDE INDIVIDUAL DE TUBAGENS: Rede de Tubagens limitada a montante pelo ATI (inclusive) e que termina nas caixas de aparelhagem que servem a fracção ou unidade individual. REPARTIDOR GERAL DE CABO COAXIAL (RG-CC): Dispositivo que faz a interligação dos cabos coaxiais dos diversos operadores. ou vindos do exterior. para elaboração de cadastros de Redes de Tubagem. RISCO: Probabilidade da ocorrência de um determinado acontecimento. SISTEMA DE MATV: Sistema colectivo de captação. alojamento e terminação dos cabos. SISTEMA DE GEORREFERENCIAÇÃO DE REDES DE TUBAGEM: Conjunto de informações georreferenciadas por recurso a técnicas computacionais. de modo a possibilitar a realização da função desejada. de difusão terrestre. REGRAS TÉCNICAS: Conjunto de princípios reguladores de um processo destinado à obtenção de resultados considerados úteis para uma decisão ou acção de carácter técnico. equalização. semelhante ao actual Repartidor Geral de Par de Cobre. analógicos ou digitais. SALA TÉCNICA: Espaço de Telecomunicações em compartimento fechado. amplificação e distribuição de sinais em radiofrequência. RELAÇÃO PORTADORA RUÍDO (C/N): Ensaio que consiste na medida da relação entre a portadora e o ruído. que garante o encaminhamento para aceder aos lotes e edifícios dessa urbanização. REPARTIDOR GERAL DE PAR DE COBRE (RG-PC): Dispositivo que faz a interligação dos cabos de pares de cobre dos diversos operadores. analógicos ou digitais. 16 . REQUISITOS FUNCIONAIS: Aspectos particulares a que uma infra-estrutura deve obedecer. REDE DE TUBAGENS: Sistema de condutas. SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA . caminhos de cabos. apropriado para alojamento de equipamento e estabelecimento de interligações e cujas dimensões permitem a permanência de pessoas.

TÉCNICO RESPONSÁVEL DA OBRA: Técnico responsável pela direcção técnica da obra. cabo coaxial e fibra óptica). ATI: Armário de Telecomunicações Individual. AM: “Amplitude Modulation”. TUBOS DE ACESSO: Tubos que permitem a ligação do edifício ao seu exterior. Modulação em amplitude. cujo processo de inserção dos cabos é efectuado por enfiamento. BGT: Barramento Geral de Terras das ITED. TOMADA DE TELECOMUNICAÇÕES (TT): Dispositivo que permite a ligação do equipamento terminal de cliente à rede de distribuição de sinais de telecomunicações. ou que para ser dobrado carece de dispositivo mecânico apropriado. terminados nas respectivas Tomadas de Telecomunicações. TUBO COM PAREDES INTERIORES LISAS: Tubo cuja secção tem o perfil interior uniforme. SUPORTE: Poleia (ver). 1. ATI ou CEMU. revestido ou não com outro material. TUBO MALEÁVEL: Tubo que. num fogo residencial. TUBO RÍGIDO: Tubo que não pode ser dobrado. ou um desses elementos e um edifício. TAMPA: Elemento metálico. ATE: Armário de Telecomunicações de Edifício.SISTEMAS DE CABLAGEM OU CABLAGEM (“CABLING”): Conjunto de cabos de telecomunicações e respectivos dispositivos de ligação que no seu todo constituem um sistema. TOMADA ÓPTICA: Dispositivo que permite a ligação do equipamento terminal de cliente à rede de fibra óptica. BPA: Bloco Privativo de Assinante. UNIÃO: Acessório destinado a promover a ligação entre duas condutas consecutivas. TAMPÃO: Acessório destinado a manter a estanquicidade dos tubos. Relação entre atenuação e diafonia. TUBO CORRUGADO: Tubo cujo perfil da secção na longitudinal não é uniforme. TROÇO DE TUBAGEM: Conjunto de tubos interligando dois elementos da Rede de Tubagens. TUBAGEM: Rede de Tubagens (ver). TUBO FLEXÍVEL: Tubo facilmente dobrável manualmente e adequado para dobragens frequentes. ATU: Armário de Telecomunicações de Urbanização. que se caracteriza pela chegada de dois cabos de cada uma das tecnologias (par de cobre. TUBO: Conduta de secção circular destinada a instalações embutidas ou à vista. BER: “Bit Error Rate”. destinado a vedar ou permitir o acesso às câmaras de visita. nos termos do Regime de Licenciamento de Obras Particulares. ZONA DE ACESSO PRIVILEGIADO: Local. não é adequado para dobragens frequentes. podendo ser dobrado manualmente com uma força razoável. permitindo a passagem de cabos até aos ATE. pág. 17 .2 ACRÓNIMOS E SIGLAS ACR: “Attenuation to Crosstalk Ratio”.

Deriva de CCCB (Commands. Marcação multifrequência. CVM: Câmara de Visita Multi-operador DAB: “Digital Audio Broadcasting”. CATI: Caixa de Apoio ao ATI. ITED: Infra-estruturas de Telecomunicações em Edifícios. DVSS: Domótica. Relação portadora ruído. Circuito fechado de televisão. EMC: “Electromagnetic Compatibility”. CC: Cabo coaxial. ETS: Espaço de Telecomunicações Superior. CM-PC: Coluna Montante de Pares de Cobre. ITUR: Infra-estruturas de Telecomunicações em Urbanizações. DC: Corrente Contínua. CR: Cabeça de Rede. CV: Câmara de Visita. DSL: “Digital Subscriver Line”. CM-CC: Coluna Montante de Cabos Coaxiais. FM: “Frequency Modulation”. CCTV: “Closed Circuit Television”. FI: Frequência Intermédia. EPI: Equipamento de Protecção Individual. CM: Coluna Montante. pág. DST: Descarregador de Sobretensão para cabos coaxiais. COFDM: “Coded Orthogonal Frequency Division Multiplexing”. Compatibilidade Electromagnética. EN: “European Norm”. CCIR: Comité Consultivo Internacional de Radiodifusão. CEMU: Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar. ELFEXT: “Equal Level Far End Crosstalk Loss”. 18 . CATV: “Community Antenna Television”. FTTH: “Fiber To the Home”. Controls and Communications in Buildings). FO: Fibra Óptica. FTA: “Free To Air”. ETI: Espaço de Telecomunicações Inferior. FTP: “Foiled Twisted Pair”.C/N: “Carrier to Noise Ratio”. Modulação em frequência. DTH: “Direct To Home”. ETP: Espaço de Telecomunicações Privado. Recepção Satélite Doméstica. DTMF: “Dual-Tone Multi-Frequency”. Videoporteiro e Sistemas de Segurança. Norma Europeia.

PPCA: Posto Privado de Comutação Automática. Conector local. MATV: “Master Antenna Television”. Fibra óptica multimodo. MICE: “Mechanical. RF: Radio Frequência. pág. RC: Repartidor de Cliente. REF: Relatório de Ensaios de Funcionalidade. QE: Quadro Eléctrico. RG: Repartidor Geral.LC: “Local Connector”. RG-CC: Repartidor Geral de Cabo Coaxial. RGE: Repartidor Geral do Edifício. QPSK: “Quadrature Phase Shift Keying”. PAT: Passagem Aérea de Topo. RG-FO: Repartidor Geral de Fibra Óptica. OS: “Single mode”. PVC: Policloreto de vinilo. RG-PC: Repartidor Geral de Par de Cobre. PAL: “Phase Alternating Line”. NICAM: “Near Instantaneous Companded Audio Multiplex”. OTDR: “Optical Time Domain Reflectometer”.Condições ambientais. RG-SCIE: Regulamento Geral de Segurança Contra Incêndio em Edifícios. PSELFEXT: “Power Sum Equal Level Far End Crosstalk Loss”. Terminação óptica de rede. Fibra óptica monomodo. RC-CC: Repartidor de Cliente de Cabo Coaxial. Environmental”. NEXT: “Near-End crosstalk loss”. PSACR: “Power Sum Attenuation to Crosstalk Ratio”. 19 . QSC: Quadro de Serviços Comuns. PSNEXT: “Power Sum Near End Crosstalk Loss”. MPEG: “Moving Picture Experts Group”. PC: Par de Cobre. QAM: “Quadrature Amplitude Modulation”. ONT: “Optical Network Termination”. OM: “Multimode”. Climatic and chemical. RC-PC: Repartidor de Cliente de Par de Cobre. PSK: “Phase Shift Keying”. RC-FO: Repartidor de Cliente de Fibra Óptica. PD: Ponto de Distribuição. Ingress. RNG: Redes de Nova Geração.

Deriva de ICT (Information and Communication Technologies). SIG: Sistema de Informação Geográfica. 1. 20 . ZAP: Zona de Acesso Privilegiado. UHF: “Ultra High Frequency”.3 ORGANIZAÇÃO DO MANUAL ITED O esquema seguinte permite uma interpretação visual do Manual ITED. Deriva de BCT-B (balanced). Deriva de BCT-C (coaxial). TV: Televisão. TCD: Tecnologias de Comunicação por Difusão. Relatório técnico. SC/APC: “Subscriber Connector” / “Angled Physical Contact”. RTIEBT: Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão. SMATV: “Satellite Master Antenna Television”.RT: Relatório Técnico. pág. VHF: “Very High Frequency”. TCD-C: Tecnologias de Comunicação por Difusão. Deriva de BCT (Broadcast and Communication Technologies). TPT: Terminal Principal de Terra. SFTP: “Screened Foiled Twisted Pair”. TT: Tomada de Telecomunicações. TR: “Technical Reports”. TCD-PC: Tecnologias de Comunicação por Difusão. SSTP: “Shielded Twisted Pair”. TIC: Tecnologias de Informação e Comunicação. TDT: Televisão Digital Terrestre. em cabo de par de cobre. em cabo coaxial. STP: “Screened Shielded Twisted Pair”. UTP: “Unshielded Twisted Pair”. recorrendo à conjugação de imagens em cabeçalho com o conteúdo de cada capítulo. SCIE: Segurança Contra Incêndio em Edifícios.

adicionais ao capítulo 4.Protecções e Ligações de Terra: esquemas e ligações de terra a respeitar. 15 . Videoportaria e Sistemas de Segurança: aplicações práticas de sistemas interligáveis às ITED. 7 . Segurança e Saúde: regras específicas de segurança aplicáveis aos instaladores ITED. 17 .Edifícios Residenciais. 4 . baseadas nas condições mecânicas. caracterizando os tipos de cablagem e os tipos de edifícios.Telecomunicações em Ascensores: regras de projecto e instalação das infra-estruturas de telecomunicações a instalar nos ascensores. climáticas. para aplicação das RNG. Especiais e Mistos: regras específicas de projecto para cada um dos tipos de edifícios considerados.Requisitos Técnicos Gerais: visão global da constituição das infra-estruturas dos edifícios. de penetração. Estabelecem-se os requisitos técnicos dos materiais e dos equipamentos. pág.2 . de Escritórios.Regras Genéricas de Instalação: capítulo aplicável à instalação. 11. 16 . com regras obrigatórias e genéricas para todos os tipos de edifício considerados.Higiene. 14 . 5 .Adaptação dos edifícios construídos à fibra óptica: regras de alteração das infra-estruturas dos edifícios já existentes. 9. onde se estabelecem as regras obrigatórias. 3 .Ensaios: capítulo dedicado aos ensaios das infra-estruturas. 6 . aplicáveis a todos os edifícos.Regras Genéricas de Projecto: capítulo dedicado ao projecto.Domótica. 21 . Industriais. 12 e 13 . Comerciais. 10. químicas e electromagnéticas.MICE: classificações ambientais. 8.

º 123/2009. que incluem a cablagem e a respectiva acomodação.ª edição do Manual ITED às Normas Europeias é de importância fundamental. . As Normas Europeias têm em consideração a existência de quatro fases de implementação de infra-estruturas de telecomunicações em edifícios: a) Planeamento. . bem como outras consideradas importantes para as ITED. com introdução de novos serviços. 22 . b) Especificações detalhadas.1 ÂMBITO DE APLICAÇÃO Os presentes requisitos técnicos gerais aplicam-se aos edifícios novos ou a reconstruir. baseada na aplicação prática da 1. A aproximação da 2. bem como as que estão em actualização. durante a vida da cablagem instalada.ª edição do Manual ITED. bem como àqueles que possam estar sujeitos a alterações. d) Operação – manutenção da conectividade e dos requisitos de transmissão especificados. pág. . conforme aplicável.Preparação dos edifícios para a introdução das Redes de Nova Geração – RNG.Novas Normas Europeias e actualização das existentes. a especificidade do ambiente de instalação e a garantia de qualidade dos requisitos a aplicar. c) Instalação – de acordo com os requisitos e especificações técnicas. ou com as infra-estruturas de urbanização. A figura seguinte permite estabelecer relações entre as Normas Europeias que fazem parte das séries 50173 e 50174. nomeadamente através das RNG. tanto em termos de tubagem como de cablagem. Estão indicadas as Normas Europeias (EN) e os Relatórios Técnicos (TR) em vigor. de onde se destacam os seguintes: . Adequa-se agora o regime ITED a um contexto de modernização crescente das infra-estruturas de telecomunicações em edifícios.Ampla disponibilização de redes de fibra óptica. 2.ª edição do Manual ITED tem por base vários pressupostos. Nesta fase têm-se em conta o tipo de serviços. nos termos previstos no Decreto-Lei n. aproximando-o ainda mais do cliente final e dos operadores que pretendam fornecer serviços de telecomunicações avançadas aos edifícios. à data de edição deste Manual. de 21 de Maio. num contexto adequado de plena liberalização. São definidas as diferentes tecnologias a instalar nos edifícios.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2 REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS O presente capítulo define os tipos de edifício e as respectivas fronteiras com as redes públicas de telecomunicações.Revisão de conceitos e procedimentos. 2.2 CONTEXTO NORMATIVO A necessidade da presente 2. em vigor desde 1 de Julho de 2004. São caracterizados os materiais e equipamentos a aplicar nas ITED.

23 .REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS EN 50098-1:1998 EN 50173-2:2007 EN 50098-2:1996 EN 50173-3:2007 EN 50173-1:2007 prEN 50173-1:A EN 50173-4:2007 EN 50173-5:2007 prTR 50173-6 TR 50173-99-1:2007 prTR 50173-99-1 EN 50174-1:2000 prEN 50174-1:2008 EN 50174-2:2000 prEN 50174-2:2008 EN 50310:2006 prEN 50310 EN 50174-3:2003 EN 50346-A1:2007 prEN 50346-A2:2008 EN 50173-1: Tecnologia de informação – requisitos gerais de cablagem EN 50173-2: Tecnologia de informação – cablagem em empresas e escritórios EN 50173-3: Tecnologia de informação – cablagem em zonas industriais EN 50173-4: Tecnologia de informação – cablagem em habitações EN 50173-5: Tecnologia de informação – cablagem em centros de dados TR 50173-6: Tecnologia de informação – suporte aos sistemas existentes TR 50173-99: Tecnologia de informação – cablagem de suporte a 10 GBASE-T EN 50098-1: Infra-estruturas de cliente – acesso básico RDIS EN 50098-2: Infra-estruturas de cliente – acesso primário RDIS e interface de redes EN 50174-1: Tecnologia de informação – instalação de cablagem .especificações e garantia de qualidade EN 50174-2: Tecnologia de informação – instalação de cablagem – planeamento e instalação em edifícios EN 50174-3: Tecnologia de informação – instalação de cablagem – planeamento e instalação no exterior EN 50310: Sistemas de terra em edifícios com tecnologias de informação EN 50346: Tecnologia de informação – testes à cablagem instalada Figura 1 – Principais EN aplicáveis ao ITED pág.

2.1 1 16 100 E F TCD-PC DVSS 6 7 - 250 600 1000 0.1. B.1 PAR DE COBRE A tabela seguinte caracteriza as Classes de Ligação e as Categorias dos materiais para sistemas em Par de Cobre (PC): PAR DE COBRE Classe de Ligação A B C D Categoria dos materiais 5 Frequência máxima (MHz) 0. 24 . C e D não são permitidas nas ITED.3 INFRA-ESTRUTURAS GENÉRICAS As infra-estruturas genéricas são elementos básicos de qualquer rede de telecomunicações.5 m 25 m 50 m Tabela 2 – Distâncias máximas das TCD pág.1 Tabela 1 – Caracterização das Classes e das Categorias em PC NOTA IMPORTANTE: As Classes de Ligação A. M ou H): PAR DE COBRE Perdas de inserção máxima a 1GHz TCD-PC-L Classe de Ligação TCD-PC TCD-PC-M TCD-PC-H 9.3. sendo o ponto de partida para o desenvolvimento de qualquer projecto de telecomunicações.6 dB 33. Aplicam-se a todos os tipos de edifícios e topologias.2 dB Distância máxima do canal 12.1 CARACTERIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE CABLAGEM 2. Na tabela seguinte indicam-se as distâncias máximas das TCD em função da Classe (L.3.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2.9 dB 17. Têm por base as Normas Europeias EN50173 e EN50174.

OS1.1. 2.7 dB 100 m Tabela 4 – Classes de ligação da TCD-C NOTA IMPORTANTE: As Classes TCD-C-L e TCD-C-M não são permitidas.3.1 dB Distância máxima do canal 32 m 76 m 21. OM2. OS2 Tabela 5 – Classes de fibra óptica pág. OS2 OF-300 OF-500 OF-2000 OF-5000 OF-10000 OS1. OS1. tal como especificadas na EN50173: FIBRA ÓPTICA Classe de Ligação OF-25 OF-50 OF-100 OF-200 Categoria OP1. OH1 OM1. OS2 OM1.2 CABO COAXIAL A Classe TCD-C caracteriza-se da seguinte forma: CABO COAXIAL Classe de Ligação Frequência máxima (MHz) 3000 TCD-C Tabela 3 – Caracterização da TCD-C CABO COAXIAL TCD-C-L Classe de Ligação TCD-C TCD-C-M TCD-C-H Perdas de inserção máxima a 1GHz 8. OH1 OP2. OS2 OS1. OP2. OM2. OP2 OP1. OM3.6 dB 17. 25 .3. OM2. OS2 OM1. OP2 OP1. OM3. OM3.3 FIBRA ÓPTICA Classes de fibra óptica.1.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2. OS1.

OF-100 e OF-200 não são permitidas. neste caso o ATU (Armário de Telecomunicações de Urbanização). dois pontos de ligação com as redes de operador ou de urbanização. NOTA IMPORTANTE: As categorias multimodo não são permitidas. assim.3. de uma forma genérica. Este tipo de edifício possui. através da cablagem mais conveniente. Neles se alojam os dispositivos e equipamentos que permitem a flexibilização das ligações. no caso do ATI. os PD serão constituídos por bastidores. A moradia unifamiliar. O esquema seguinte caracteriza. possui também a CEMU. considerar-se-á a existência de um outro PD. O PD caracteriza-se como sendo um local de uniões ou derivações entre redes. permitindo a interligação da rede do edifício com as redes provenientes do exterior. para além do ATI. Permite o manuseamento das ligações. 2. ou permitindo a escolha do sinal que se quer transmitir para cada Tomada de telecomunicações (TT). 26 . OF-50. a lógica dos Pontos de Distribuição: Para montante Habitação Escritórios Comércio Indústria Especiais e Mistos Para jusante Utilizador ITUR privada ou via pública Edifícios Rede Colectiva Rede Individual Operadores (ITUR privada) ATU CVM ATE ATI Equipamento Terminal Operadores (via pública) Tomada de telecomunicações Figura 2 – Pontos de distribuição A correcta interligação de todos os PD existentes num edifício. facilitando alterações ao encaminhamento dos sinais. Nas situações consideradas adequadas. permite a passagem e a distribuição dos sinais provenientes dos operadores públicos de comunicações electrónicas. no caso do ATE.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS NOTA IMPORTANTE: As Classes OF-25. No caso das ITUR privadas (Infra-estruturas de Telecomunicações em Urbanizações). Existem dois Pontos de Distribuição típicos num edifício. bem como a implementação de redes de dados geridas pelos proprietários e as administrações dos edifícios.2 ARQUITECTURA FUNCIONAL O elemento básico de qualquer rede de telecomunicações é o Ponto de Distribuição (PD). o ATE e o ATI. tal como a seguir se esquematiza: pág.

considerem-se as seguintes classificações: pág.6).2. 27 .REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Para montante Para jusante Utilizador ITUR privada ou via pública Moradia Rede Individual Operadores (ITUR privada) ATU CVM CEMU ATI Equipamento Terminal Operadores (via pública) Tomadas de Telecomunicações Figura 3 – Pontos de Distribuição numa moradia unifamiliar 2. através da acomodação em tubos. de forma a não permitir acessos indevidos (ver ponto 2. 2. nomeadamente em termos de espaço. Para uma melhor compreensão do conceito de tubagem.3 ACOMODAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E DISPOSITIVOS Todos os equipamentos e dispositivos que constituem as redes de cabos devem estar alojados convenientemente. energia eléctrica e controlo ambiental. calhas ou caminhos de cabos. As salas técnicas especificas para alojamento de equipamentos devem ter as condições adequadas.3. ao mesmo tempo que devem estar protegidos de acções externas.3.5.4 ACOMODAÇÃO DE CABOS DE TELECOMUNICAÇÕES Os cabos são instalados numa tubagem que permite a sua protecção. de acordo com a classificação MICE (ver ponto 3) do edifício onde estão inseridos.

28 . A tabela seguinte caracteriza alguns locais de instalação: pág. Deve ser tomado em consideração o tipo de local de instalação. pelo que a tubagem deve permitir a remoção fácil dos cabos e a subsequente instalação de novos. adequando convenientemente a tubagem ao ambiente MICE considerado.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS TUBOS CONDUTAS CALHAS CORETES ESTEIRAS CAMINHOS DE CABOS CALEIRAS REDE DE TUBAGENS OU TUBAGEM GALERIAS COLECTIVAS CAIXAS INDIVIDUAIS BASTIDORES ATE ARMÁRIOS ATI ATU CEMU Figura 4 .Tubagem A constante evolução tecnológica implica que durante a vida útil do edifício exista a necessidade de actualização das redes de cabos.

aligeiradas ou madeira Gesso cartonado ou estrutura metálica Tabela 6 – Locais de instalação Na utilização de tubos. considerem-se as duas tabelas seguintes. aligeiradas ou madeira Tijolo. Itong.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS LOCAL DE INSTALAÇÃO Enterrado Laje Parede Parede em gaiola Saliente Esteira Corete Tecto Tecto em gaiola DESCRIÇÃO Abaixo da superfície do solo Lajes de betão armado. 29 . onde são especificados os tipos de tubos e a respectiva adaptação ao local de instalação: TIPO DESIGNAÇÃO CORRENTE RESISTÊNCIA Média COMPRESSÃO/CHOQUE 750 Newton / 2 Joule 1250 Newton / 6 Joule 750 Newton / 2 Joule 1250 Newton / 6 Joule 750 Newton / 2 Joule 1250 Newton / 6 Joule 750 Newton / 2 Joule 1250 Newton / 6 Joule ABREVIATURA VD-M VD-F ERM/ Isogris-M ERM/ Isogris-F MC-M MC-F MA-M MA-F Rígido isolante VD Forte Média ERM/Isogris Forte Maleável isolante Corrugado com manga interior lisa (MC) Média Forte Média Anelado (MA) a) Forte a) Cumprindo as EN 50086-2-2 ou EN 50086-2-4 Tabela 7 – Tipos de tubos pág. ou alvenaria Gesso cartonado ou estrutura metálica Instalação saliente ou exterior às paredes ou tectos Esteiras plásticas ou metálicas Ocos de construção. verticais ou horizontais Lajes de betão armado.

MC-F MA-M. destinados ao exercício de actividades industriais. 30 . tribunais. conservatórias e gabinetes de profissões liberais. MA-F VD-M VD-F VD-M.zona de acesso público Esteira Corete Tecto Tecto em gaiola a) TIPOS DE TUBO A APLICAR VD-F. ERM/Isogris-M. pág.zona de acesso privativo Saliente . de acordo com a classificação constante dos pontos seguintes: 2. MC-F VD-F. nomeadamente escritórios de empresas ou instituições. para uma mais completa caracterização dos tubos a utilizar nas ITED. 2.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS LOCAL DE INSTALAÇÃO Enterrado Laje Parede Parede em gaiola Saliente . ERM/Isogris-M. 2. equipamentos ou outros bens.2. de atendimento ao público ou de serviços diversos. MC-F VD-M.1 RESIDENCIAIS Edifícios destinados à habitação unifamiliar ou multifamiliar. MA-F a) a) Cumprindo as EN 50086-2-2 ou EN 50086-2-4 Tabela 8 – Aplicação de tubos Recomenda-se ser consultado o ponto 2.4 CARACTERIZAÇÃO DOS TIPOS DE EDIFÍCIOS Os edifícios são caracterizados pelo uso a que se destinam.4.4. MC-M MA-M. ERM/Isogris-F.4. incluindo os espaços comuns de acessos e as áreas não residenciais reservadas ao uso exclusivo dos residentes.4 INDUSTRIAIS Edifícios de acesso restrito ao público em geral.4. MC-M VD-F. 2.2 ESCRITÓRIOS Edifícios onde se desenvolvem actividades administrativas.2. ERM/Isogris-M. ERM/Isogris-F. MC-M VD-M.5. ERM/Isogris-F. produtos. ocupados por estabelecimentos comerciais onde se exponham e vendam materiais.3 COMERCIAIS Edifícios abertos ao público. destinados a ser usados ou consumidos no exterior desse estabelecimento. 2. repartições públicas.

4. praças de touros. exibição de audiovisuais.5. quer pela sua localização.5.4. exposições. com ou sem internamento. ou de património classificado.4. discotecas. produtos. Considere-se a classificação dos pontos seguintes: 2. jardinsde-infância. 2.8 HOTELARIA pág. reuniões. 2. auditórios. teatros. Exemplos: cinemas. Admite-se limitações na adopção de soluções técnicas. quer pela própria construção.4.2 ARMAZÉNS Edifícios destinados à recolha e ao armazenamento de todo o tipo materiais.5. 2. templos e igrejas. 2. resíduos.4. Exemplos: escolas públicas e privadas de todos os níveis de ensino.4. fora da via pública. Exemplos: hospitais.5. sempre que se ponha em causa aspectos de preservação de valores patrimoniais ou estéticos. Esta classificação poderá estar devidamente caracterizada pelos municípios onde se localizam.3 ESTACIONAMENTOS Edifícios destinados à recolha de veículos. 2. exposições e culto religioso.4 ESCOLARES Edifícios que recebem público. conferências. centros médicos ou de enfermagem.4. em regime permanente ou temporário. e desde que devidamente fundamentados pelo projectista. centros de formação e de ocupação de tempos livres. laboratórios de análises clínicas.5. clínicas.5 HOSPITALARES Edifícios que recebem público e que são destinados à execução de acções de diagnóstico. Incluem-se nesta tipologia os edifícios onde se exerçam actividades lúdicas ou educativas para crianças e jovens. salas de conferência. ensino e formação. Os edifícios poderão ter um carácter polivalente e desenvolver actividades lúdicas.7 ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS Edifícios que recebem público. 2.5.6 LARES DE IDOSOS Edifícios que recebem público e que se destinam à prestação de cuidados e actividades próprias da terceira idade. onde se ministrem acções de educação. ou à prestação de cuidados de saúde.5.5 EDIFÍCIOS ESPECIAIS Os edifícios especiais são aqueles que não são passíveis de enquadramento directo nas tipologias dos pontos anteriores.4. centros de saúde.1 HISTÓRICOS Edifícios de especial importância histórica. 31 .4. substâncias.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2. destinados a espectáculos. lixos ou equipamentos. policlínicas. bem como creches.5. 2. fisioterapia. ou por instituições que atribuam classificações patrimoniais. salas de jogo. consultórios.

parques zoológicos e botânicos. campos de jogos.15 OUTROS Poderão existir outros edifícios. ginásios. residenciais.4.5. fornecendo alojamento temporário. 32 . kartódromos. 2.4. alojamento turístico. o projectista elabora o projecto que considerar mais adequado. oceanários.9 RESTAURANTES Edifícios que recebem público.5.4. Com base na caracterização apresentada dos edifícios especiais. marítimo.13 MUSEOLOGIA E DIVULGAÇÃO Edifícios destinados à exibição de peças de património. ferroviário. autódromos. recebendo ou não público.5. 2. possam ser considerados especiais. pavilhões desportivos. hipódromos. ocupados por estabelecimentos comerciais de todos os ramos de actividade comercial. parque de campismo e caravanismo. piscinas. que pela sua dimensão ou complexidade tecnológica. Exemplos: museus.12 DESPORTIVOS E DE LAZER Edifícios destinados a actividades desportivas e de lazer. 2. Exemplos: estádios. pensões. bem como nas regras gerais de projecto estabelecidas no capítulo 4. galerias de arte. aquários. fluvial ou aéreo.14 BIBLIOTECAS E ARQUIVOS Edifícios destinados a arquivo documental. pág. 2. 2. pistas de patinagem. 2. 2.4.5. cultural ou técnico.6 MISTOS Edifícios que pela sua utilização específica possam ser enquadrados em mais do que uma tipologia.11 GARES DE TRANSPORTE Edifícios ocupados por gares. 2. exercendo actividades de restauração.5. embora não sendo directamente enquadráveis em nenhum dos tipos anteriores.4. destinados a acederem a meios de transporte rodoviário. divulgação de carácter científico. Exemplos: hotéis. picadeiros.10 CENTROS COMERCIAIS Edifícios que recebem público. parques aquáticos.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Edifícios que recebem público.4.5.4.5.4.

lote ou data de fabrico (semana e ano) Tabela 10 . A caracterização apresentada abrange classes e categorias que podem estar obsoletas face aos mínimos obrigatórios.6 EN 60811-1-1 0.6 e Cat.) Indelével. EQUIPAMENTOS E LIGAÇÕES Neste ponto estabelecem-se as especificações técnicas genéricas de materiais e equipamentos. 33 . nomeadamente da EN50173. 2. consoante sejam compostos por:  Condutor unifilar – Cabo Sólido.7 DIÂMETRO DO CONDUTOR 0.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2.5mm a 0.6 e Cat. As características Eléctricas e Mecânicas são assinaladas na tabela seguinte. CATEGORIA DO CABO CABOS SÓLIDOS EN 50288-5-1 EN 50288-6-1 7 EN 50288-4-1 CABOS FLEXÍVEIS EN 50288-5-2 EN 50288-6-2 EN 50288-4-2 6 Tabela 9 .Características eléctricas dos Cabos de Par de Cobre. nomeadamente nas alterações aos edifícios já construídos.7mm a 1. Cat.7 pág. vulgarmente utilizados em infra-estruturas de telecomunicações.7mm a 1. Mantém-se a sua referência por uma questão de coerência e enquadramento técnico.6mm – Cat.1.7 ≥ 2xn (n=2.1 CABLAGEM 2..5 CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DE MATERIAIS. Cat. cumprindo a Normalização Europeia aplicável a este tipo de materiais.1 CABOS DE PAR DE COBRE Nas ITED serão admitidos apenas cabos de Categoria 6 e 7.4mm – Cat.5.5. fabricante.Características mecânicas dos Cabos de Par de Cobre. Faz-se referência a diversos tipos de implementação de cablagem.3.. metro a metro.65mm EN 50288-X-1 EN 50288-X-2 EN 50288-X-2 Sólido Tipo de condutor Entrançado Diâmetro do condutor com isolamento Número de condutores Marcação na bainha 0. pelo que não poderão ser utilizadas.. para uma melhor compreensão dos conceitos provenientes das Normas Europeias.  Condutor multifilar – Cabo Flexível.

Uma primeira de alumínio+polyester envolve o conjunto dos pares que compõem o cabo.  FTP (Foiled Twisted Pair) – O cabo possui uma lâmina de alumínio+polyester a envolver o conjunto dos pares que o compõem.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Estes dois tipos de cabos – Sólido e Flexível – obrigam a distintos e diferenciados tipos de aplicações. A segunda camada é constituída por malha de alumínio e envolve o conjunto dos pares que compõem o cabo. Não está aconselhada a utilização de cabos deste tipo em Cordões. com uma camada de alumínio + polyester. envolve a primeira. constituída por malha de alumínio. e onde não se devem atingir comprimentos superiores a 5 metros. os cabos par de cobre poderão ser classificados em:  UTP (Unshielded Twisted Pair) – Nenhum tipo de blindagem metálica envolve os condutores ou grupo de condutores. onde se exige flexibilidade e frequência no manuseamento.  STP (Shielded Twisted Pair) – Os pares de cobre são envolvidos de uma forma individualizada. Figura 5 – Cabos de pares de cobre. Dependo da sua construção.  SSTP (Screened Shielded Twisted Pair) .  SFTP (Screened Foiled Twisted Pair) – O cabo caracteriza-se por possuir duas camadas de blindagem. pág. 34 . e relacionada com o grau de blindagem que se pretende. sólidos e flexíveis Os cabos do tipo Sólido serão utilizados em ligações permanentes e longas.Uma primeira camada de alumínio+polyester envolve os pares de uma forma individualizada. A segunda.

7 Figura 7 – Exemplo de cabo UTP.1. não enterrado.  Polietileno Negro.1 CORDÃO (PATCH CORD) pág.1. Cat 6 Dependendo do ambiente de aplicação. 2.  Composto LSFH (Low Smoke. 35 . admitem-se as seguintes bainhas externas:  PVC. Free Halogen). Cat. para aplicações em exterior.  Polietileno Negro.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 6 – Exemplo de cabo SSTP. cobrindo um composto de Petro Gel. para aplicações interiores. para aplicações em interiores de edifícios que recebem público.5.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS

Este dispositivo estabelece ligações num painel, sendo constituído por um cabo com conectores macho em ambos os extremos. Deve cumprir com as especificações técnicas da EN50173-1. Os valores limite devem ser obrigatoriamente cumpridos, mesmo quando o cordão seja sujeito a esticões, flexões, torções, curvas, ingressos de poeiras ou pressões.

Figura 8 – Cordão (patch cord)

Os cordões suportam melhor o trabalho mecânico a que possam estar sujeitos, quando são constituídos por fios flexíveis, atendendo aos apertados raios de curvatura a que normalmente são submetidos.
2.5.1.1.2 CONECTORES

Pontos extremos de um canal que possibilitam a flexibilização da ligação. São conectores do tipo RJ45, 4 pares de cobre, macho ou fêmea. A sua categoria deve ser a mesma, ou superior, à dos restantes elementos do canal. Devem possuir um ponto de ligação para malha de blindagem e/ou fio de massa, caso o cabo a utilizar no canal o possua. Fichas e tomadas que sejam constituintes de um canal devem ser compatíveis com os equipamentos de Categoria mais baixa que compõem esse canal. Como se pode constatar, a existência não permitida de elementos de categoria 5 afecta negativamente o canal
CORDÃO FICHA
Cat.5

CATEGORIA DO CONECTOR
Cat.5 Cat.5 Cat.5 Cat.5

Cat.6
Cat.5

Cat.7
Cat.5

Cat.6 Cat.7

Cat.6 Cat.6

Cat.6 Cat.7

Tabela 11 – Compatibilidade retroactiva

Figura 9 – Conector RJ 45 fêmea e conector RJ 45 macho
pág. 36

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS

2.5.1.1.3

CONECTORIZAÇÃO

Existem dois métodos de ligação dos 4 pares aos respectivos conectores, A e B, tal como se indica na figura seguinte:

Figura 10 – Esquemas de ligações em pares de cobre

Para além das recomendações do fabricante, que devem ser tomadas em consideração, o instalador deve tomar todas as precauções de forma a nunca destorcer os pares mais do que o necessário, de forma a compatibilizar o cabo com o conector. Destorcer os pares mais do que o necessário, mesmo que de seguida se proceda a um entrançar do par, não é uma acção correcta. O procedimento a seguir deve ser o efectuar um corte no cabo e proceder de novo à preparação dos condutores para a cravação.
2.5.1.1.4 CLASSES E CATEGORIAS DOS PARES DE COBRE

São especificadas as seguintes Classes para redes de Cabos de Par de Cobre:

PAR DE COBRE Classe de Ligação
A B C D

Categoria dos materiais
5

Frequência máxima (MHz)
0,1 1 16 100

E F

6 7

250 600

Tabela 12 – Classes dos pares de cobre

pág. 37

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS

A escolha de componentes é determinada pela Classe das aplicações a serem suportadas pela cablagem.  Componentes de Categoria 6 devem garantir uma ligação de Classe E;  Componentes de Categoria 7 devem garantir uma ligação de Classe F.
2.5.1.1.5 DEFINIÇÕES

Ligação Permanente Troncal Consideram-se as ligações e dispositivos de ligação necessários – cordões e pontes - para a infra-estrutura a existir na parte vertical entre:  RG-PC e RC-PC, em edifícios de habitação;  RG-PC e Distribuidor de Piso, em edifícios para uso profissional;  Distribuidores de Piso, num mesmo edifício. Ligação Permanente Horizontal Consideram-se as ligações e acessórios de ligação necessários – cordões e pontes - para a infra-estrutura a existir na parte horizontal entre:  ATI e pontos terminais de utilizador, em edifícios de habitação;  Distribuidor de Piso e tomadas, em edifícios para uso profissional;  Distribuidor de Piso e Pontos de Consolidação, em edifícios para uso profissional. Ponto de Consolidação Ponto de ligação que poderá existir numa ligação horizontal, servindo de zona de flexibilidade e/ou transição na ligação às tomadas de telecomunicações (TT).

Figura 11 – Exemplo de Ponto de Consolidação

Canal Qualquer via de transmissão passiva composta por equipamento de aplicação específica ou existente entre equipamento específico e interface de rede externa. Cabos e ligações de diferentes categorias podem ser utilizados num mesmo canal, no entanto a performance da ligação será determinada pela categoria do componente de mais baixa performance. Em função das categorias, tipos de cabos de par de cobre utilizados, tipo de conector e classe de ligação esperada, assumem-se nos quadros seguintes os comprimentos máximos possíveis para:  Ligações Permanentes Troncais:

pág. 38

A) Apresenta um canal contendo apenas uma interligação e a Tomada de Telecomunicações (TT). dos cordões e pontes X – Relação entre atenuação (dB/m) dos cordões e a atenuação (dB/m) do cabo da ligação permanente C – Comprimento do cabo do Ponto de Consolidação Y .Redução de comprimento para salvaguarda de desvios nas perdas de inserção. Neste caso o ATI liga directamente à tomada. pág.TT Interligação – PC . ou um Ponto Multi-Utilizador. O canal inclui cordões de ATI e cordões de tomada. Sejam cordões ou pontes.2% por ºC para cabos blindados e 0.Relação entre atenuação (dB/m) do cabo do Ponto de Consolidação e a atenuação (dB/m) do cabo da ligação permanente * . Para temperaturas superiores consultar os fabricantes. Tabela 14 – Ligações permanentes horizontais As figuras seguintes apresentam configurações de implementação relacionadas com a cablagem horizontal.4% por ºC (20ºC a 40º C) e 6% por ºC (>40º até 60ºC) para cabos não blindados.TT Ligação cruzada . 39 .TT Ligação cruzada – PC . se o comprimento ultrapassar 100m) A A B 2000 2000 B 260-FxX 260-FxX C 185-FxX 190-FxX D 111-FxX 115-FxX E 105-3*-FxX 107-3*FxX F 105-3*-FxX F – Combinação dos comprimentos dos equipamentos de ligação. dos cordões e pontes X – Relação entre atenuação (dB/m) dos cordões e a atenuação (dB/m) do cabo da ligação permanente Tabela 13 – Ligações permanentes troncais  Ligações Permanentes Horizontais: Máxima distância horizontal Modelo de ligação Item Classe D Interligação .TT A B C D 109-FxX 107-FxX 107-FxX-CxY 105-FxX-CxY Classe E 107-3*-FxX 106-3*-FxX 106-3*FxX-CxY 105-3*-FxX-CxY Classe F 107-2*-FxX 106-3*-FxX 106-3*-FxX-CxY 105-3*-FxX-CxY F – Combinação dos comprimentos dos equipamentos de ligação.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS COMPRIMENTO MÁXIMO DA LIGAÇÃO PERMANENTE TRONCAL Classe Categoria do componente (ligações limitadas por Delay ou Skew podem não ser conseguidas. os tratamentos são idênticos. Para temperaturas de funcionamento acima de 20º. a distância deve ser reduzida 0.

um ponto de consolidação e a TT.A B) Apresenta um canal contendo uma interligação. pág. 40 .REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 12 – Configuração de implementação da cablagem horizontal . Figura 13 – Configuração de implementação da cablagem horizontal . os tratamentos são idênticos.B C) Apresenta um canal contendo uma interligação. As perdas de inserção deste cabo podem diferir das dos cabos de ligação permanente e dos flexíveis. O canal inclui cordões de ATI e cordões de tomada. Sejam cordões ou pontes. Sejam cordões ou pontes. Neste caso o ATI liga directamente à tomada. no entanto existe uma interligação intermédia no próprio ATI. Em adição aos cordões. os tratamentos são idênticos. O canal inclui cordões de ATI e cordões de tomada. uma interligação adicional e a Tomada de Telecomunicações (TT). Neste caso o ATI liga directamente ao ponto de consolidação e daí à tomada. esta figura apresenta um cabo no ponto de consolidação.

Em adição aos cordões. O efeito da temperatura deve ser tido em consideração. cabos de pontos de consolidação. Estas implementações estão baseadas no desempenho dos componentes a 20ºC.D A fim de harmonizar os cabos a utilizar. o comprimento dos cabos usados num canal são determinados pelas equações da tabela das ligações permanentes horizontais.C D) Apresenta um canal contendo uma interligação. O canal inclui cordões de ATI e cordões de tomada. Neste caso o ATI liga directamente ao ponto de consolidação e daí à tomada. 41 . Figura 15 – Configuração de implementação da cablagem horizontal . um ponto de consolidação. pertencente a um cordão. Sejam cordões ou pontes. a TT e uma ligação adicional.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 14 – Configuração de implementação da cablagem horizontal .  Os cabos utilizados para os cordões apresentam uma atenuação de inserção comum. pontes e cordões de equipamentos de diferentes atenuações. os tratamentos são idênticos. No quadro assume-se que:  Um cabo flexível. pág. cordões. passando por uma ligação intermédia no próprio ATI. apresenta uma atenuação de inserção superior à de um cabo utilizado para a ligação horizontal permanente. esta figura apresenta um cabo no ponto de consolidação. As perdas de inserção deste cabo podem diferir das dos cabos de ligação permanente e dos flexíveis.

para outros pontos da rede.1 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS MÍNIMAS Considera-se que os cabos coaxiais a utilizar nas ITED devem ser.  Um ponto multi-utilizador deve servir um máximo de 12 postos de trabalho.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS As especificações seguintes são de aplicação obrigatória:  O comprimento físico de um canal.1.2 CABOS COAXIAIS 2.  Quando seja utilizado um ponto multi-utilizador. A tabela seguinte caracteriza as especificações técnicas mínimas a que os cabos coaxiais.5. utilizando componentes de categoria superior a Cat. dada a existência de múltiplas ligações muito próximas. os comprimentos dos cordões de interligação não devem ser superiores a 20m. devem obedecer. não deve exceder 100m. o cabo horizontal deve ter mais do que 15m. 2. dos cordões e total de conexões. pág. com o intuito de reduzir os efeitos de NEXT e Return Loss (perda de retorno).6. no mínimo.2. 42 .  O comprimento físico do cabo horizontal permanente não deve exceder 90m e terá de ser menor. a utilizar nas ITED.  Quando seja utilizado um ponto de consolidação. da categoria TCD-C-H. na cablagem horizontal. dependendo do comprimento dos cabos dos pontos de consolidação. poderá ser possível a existência de canais com comprimentos superiores.1.  O comprimento máximo dos cordões individuais não deve exceder os 5m.5.

5A ≥ 85dB ≥ 75dB ≥ 65 dB Perdas por retorno 470 ≤ f < 1000 1000 ≤ f < 3000 10 47 100 200 300 400 500 600 700 800 Atenuação em 100 metros (dB) 860 900 1000 1200 1400 1600 1900 2150 2300 2500 2700 3000 Resistência máxima: condutor central + condutor externo Mínima passagem admissível Atenuação de blindagem (EMC Classe A) de corrente CC CC 30≤ f <1000 1000≤ f <2000 2000≤ f <3000 pág.97 19.91 34.62 18.96 11.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS CARACTERÍSTICAS ELÉCTRICAS Impedância FREQUÊNCIA (MHz) F=100 5 ≤ f < 470 VALOR 75Ω ±3Ω 20dB 18dB 12dB 1.66 37.29 6.91 31.59 9Ω / 100m 0.26 8.18 17.12 12. 43 .65 16.98 4.98 14.48 23.31 35.68 27.74 20.82 32.77 25.45 29.25 21.

Polietileno Negro. Polietileno Negro.  Dependendo do ambiente de aplicação admitem-se as seguintes bainhas externas: o o o o PVC. para aplicações de cabo de exterior entubado (CEMU . cobrindo um composto de PetroGel que se encontre a sobrepor a malha. para aplicações em exterior.) Cobertura do dieléctrico Velocidade de propagação Diâmetro condutor central Total de elementos coaxiais num cabo Diâmetro exterior do cabo Gama de temperatura Mínimo raio de curvatura durante a instalação Mínimo raio de curvatura instalado VALOR ≥ 70% 82% 0.º do lote ou data de fabrico (semana e ano) Tabela 15 – Especificações técnicas mínimas dos cabos coaxiais OBSERVAÇÕES ADICIONAIS:  Os diâmetros exteriores devem ser minimizados. para aplicações interiores.6mm a 1. não enterrado. Free Halogen).7mm ≥1 ≤ 12mm Instalação: 0ºC a +50ºC Funcionamento: -20º C a +60º C 10 vezes o diâmetro externo 5 vezes o diâmetro externo Indelével Metro a metro Marcação Indicação do fabricante N. pág. por exemplo). Materiais com propriedades LSFH (Low Smoke.ATI. para aplicações interiores em edifícios recebendo público. 44 .REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS CARACTERÍSTICAS ELÉCTRICAS (CONT.

com intervalo máximo de ½ metro entre colorações.1 CABEÇA DE REDE As Cabeças de Rede (CR) são conjuntos de equipamentos que são colocados entre o sistema de recepção – antenas receptoras ou outras fontes de sinal – e a rede de distribuição. Figura 17 – Cabo coaxial marcado É da responsabilidade do projectista optar por cabos coaxiais de qualidade superior. pág.5. O conceito de CR está associado aos RG-CC de MATV e SMATV.1.5.3 DISPOSITIVOS DE REDES COAXIAIS 2. principalmente nas situações em que:  Os cálculos de atenuação assim o determinem.  Haja necessidade de tele-alimentar via cabo coaxial os sistemas de re-amplificação. ou poderá ser de marcação contínua ou descontínua. 2.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 16 – Cabo coaxial  Cor da bainha externa em concordância com o serviço que lhe está associado.3. de acordo com o quadro seguinte. equalização e amplificação dos sinais a distribuir. Este conjunto tem como principal função a recepção. ou outro considerado adequado:  A coloração do cabo poderá abranger integralmente a bainha. 45 .  O tipo de conector associado ao elemento da rede assim o determine. sempre que a infra-estrutura ou a solução tecnológica assim o exijam.1.

o pág. Os sinais passarão. através de processadores com Controlo Automático de Ganho (CAG). nomeadamente. canais de satélite livres. via terrestre ou satélite. 46 . etc. pelo menos. videoporteiro. de grau 1 o Trata-se de uma CR cujos sinais de saída servirão pelo menos uma CR de cada um dos graus inferiores (2 e 3) instaladas a jusante. Modulação de sinais próprios (videovigilância.) em Banda Lateral Vestigial (BLV). recebidos. dependendo essencialmente da dimensão da rede que servirão:  CR1 – Cabeça de Rede Local ou Remota.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 18 – Esquema funcional de uma cabeça de rede As CR têm três graus de qualidade. por três sistemas de amplificação antes de atingirem os pontos terminais da rede Tomadas Coaxiais. As CR1 permitem:   Tratamento dos sinais externos.

trata-se de uma Central cujos sinais de saída servirão pelo menos uma Central de Grau inferior (3) instalada a pág.Amplificador de Coluna (Re-amplificação) o Como ponto de Recepção e Tratamento de Sinais. sendo constituída por equipamento amplificador ou regenerador de sinal. denominado Amplificador de Coluna.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 19 – CR1 e modulação de sinal de videoporteiro  CR2 – Cabeça de Rede de Distribuição. Figura 20 . de grau 2 o Como ponto de re-amplificação de sinais provenientes de uma CR1. 47 .

Tomadas Coaxiais.Amplificador de apartamento o Como ponto de Recepção e Tratamento de Sinais. canais de satélite livres. que cumpram os valores Relação Portadora/Ruído e Relação Portadora/Interferência. denominado Amplificador de Apartamento. etc. por dois sistemas de amplificação antes de atingirem os pontos terminais da rede .REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS jusante. 48 . pág. Os sinais passarão assim.) em Banda Lateral Vestigial. Modulação de sinais próprios (videovigilância. trata-se de uma CR cujos sinais de saída servirão directamente os pontos terminais da rede . Figura 21 – CR2 o Torna-se fundamental que as CR2 apresentem:  Tratamento dos sinais externos.Tomadas Coaxiais. videoporteito. Figura 22 . pelo menos.   CR3 – Cabeça de Rede de Recepção Individual. através de sistemas selectivos. de grau 3 o Como ponto de Reamplificação de sinais provenientes de uma CR2. recebidos via terrestre. sendo constituída por equipamento amplificador ou regenerador de sinal.

dentro da banda de resposta para a qual foi dimensionado.3.5. quando alimentado local ou remotamente. Modulação de sinais próprios (videovigilância. Vários tipos de amplificador poderão ser parte integrante de um sistema coaxial.5.  Apresentar indicações sobre o Modelo e o Fabricante.3. cumpridores dos valores Relação Portadora/Ruído e Relação Portadora/Interferência. 49 . canais de satélite livres. assinalados nas tabelas. sendo o ruído introduzido desprezável. captados na antena.  2. etc.  Blindagem Classe A.1. recebidos via terrestre.) aconselhável em Banda Lateral Vestigial. 2.  Impedância característica de 75. e que poderá ser sempre utilizado quando os níveis de sinal. tem como função amplificar os sinais de radiofrequência presentes na sua entrada.2 PRÉ-AMPLIFICADOR Dispositivo de elevada sensibilidade.1. videoporteiro. estes dispositivos têm como principal função elevar os níveis de potência dos sinais recebidos. Fr ≤ 2.  Amplificador de Linha.  Estarem preferencialmente incluídos na caixa de ligações da antena. Serão colocados o mais próximo possível das antenas de recepção e caracterizam-se por:  Apresentar baixa figura de ruído. sejam inferiores a 60dBV. Destacam-se e identificam-se três modelos e conceitos. associado normalmente à recepção terrestre. pág. Com um factor de ruído bastante baixo.3 AMPLIFICADOR Acessório activo que. pela frequência e importância com que são utilizados:  Amplificador de Banda Larga Selectivo.  Amplificador Monocanal.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 23 – CR3 o Torna-se fundamental que estas CR3 apresentem:  Tratamento dos sinais externos.5dB. através de sistemas selectivos.

não é. que não passam para a rede de distribuição os sinais parasitas indesejados existentes no espectro hertziano terrestre e cuja diferença de grandeza. na saída do sistema de amplificação. Os sinais parasitas são frequências que resultam da interacção entre as diversas portadoras amplificadas e devem sempre apresentar.4 AMPLIFICADOR DE BANDA LARGA SELECTIVO Equipamento a instalar na CR. e respeitará a seguinte fórmula de redução: Vout max  VoutDIN 45000 B  7.1. deve o sistema de amplificação filtrar e não contribuir para potenciar interferências na rede. onde se garante a potência de saída necessária para a rede de distribuição. nas bandas de TV e FM. Na saída destes poderá conseguir-se uma relação mínima Portadora/Interferência igual ou superior aos valores apresentados na tabela seguinte. comum a vários ou todos os canais. PORTADORA / RUÍDO FM-TV ≥ 15dB FM-Rádio ≥ 38dB AM-TV ≥ 43dB COFDM-DAB ≥ 18dB COFDM-TV ≥ 25dB Tabela 16 – Relação Portadora/Ruído A máxima potência de saída possível deste equipamento amplificador estará limitada. desde logo. Os Amplificadores de Banda Larga Selectivos apresentam a particularidade de serem constituídos por um primeiro bloco. possibilitando a necessária selectividade e equalização dos canais passantes para a rede e por um segundo bloco. para os diferentes tipos de modulação.3. 50 . banda completa e multibanda de TV-AM (não para amplificador de canal) 66dB 80dB Grau 2 54dB 66dB Grau 3 54dB 66dB Tabela 17 – Relação portadora/interferência pág.5 log10 n  1 Em que n representa o número de canais (largura de banda máxima de 8MHz) a amplificar. entre estes e os sinais úteis – Relação Portadora/Ruído.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2. na amplificação. RELAÇÃO MÍNIMA PORTADORA/INTERFERÊNCIA Grau 1 Amplificadores de canal e conversores de frequência Amplificador e conversor de frequência multicanal de sub-banda. Amplificação e Equalização dos serviços recebidos por antena terrestre. A selectividade garante. inferior aos valores apresentados na tabela seguinte. pelo número de canais a amplificar pelo mesmo. valores pelos menos 54dB inferiores aos das portadoras úteis. e também por sinais parasitas ou ruído. Esta rejeição de sinais indesejados é possível com recurso a sistemas selectivos e filtrados. Estando o espectro hertziano terrestre.5. independente por canal ou por grupo de canais. que tem como principais funções a Selectividade. densamente ocupado por sinais úteis. dependendo do Grau da CR.

2.1.862MHz activa (Pendente e Ganhos reguláveis). não garanta os níveis de qualidade nas tomadas finais. ainda. Para redes interiores definem-se dois tipos:  Amplificadores de Coluna                    Banda de frequências 5 – 2400MHz. Cada módulo deve permitir. Via-de-retorno 5 – 65MHz activa (Ganho regulável). Via-directa 950 . a rede TCD-C. mínimo 2. Via-directa 950 . Banda de frequências 5 – 2400MHz. Impedância característica 75 Blindagem Classe A.5. Terminal de ligação de condutor de terra. Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas. dos serviços recebidos por antena terrestre. pág. Via-de-retorno 5 – 65MHz. permitindo-se ainda que um só módulo possa ser transparente a um grupo de canais adjacentes.2150MHz activa (Ganho regulável). Indicação do modelo e do fabricante. Indicação do modelo e do fabricante.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2. Impedância característica 75 Blindagem Classe A. Na CR deve existir um igual número de módulos amplificadores monocanais.5. Amplificação e Equalização. Terminal de ligação de condutor de terra.5mm2. Analógicos + Digitais. com equipamentos activos denominados Amplificadores de Linha. Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas.1.6 AMPLIFICAÇÃO DE LINHA INTERIOR Quando pela sua dimensão e complexidade.5mm2.2400MHz activa (Pendente e Ganhos reguláveis). servida pela CR (presente em um dos ATE). é essencial a definição de pontos estratégicos na rede para a colocação de sistemas de reamplificação de sinal.5 AMPLIFICADOR MONOCANAL Equipamento a instalar na CR que terá como principais características a Selectividade.3. um ajuste do nível de saída.862MHz activa (Ganho regulável). Conectores de teste RF na entrada e saída. Desta forma garante-se elevada rejeição aos canais ou bandas adjacentes parasitas. ou a uma banda de canais muito estreita. Via-directa 88 . 51  Amplificadores de Apartamento . uma vez que a banda de resposta é adaptada a apenas um canal. Define-se como sendo um dispositivo com Selectividade elevada. de forma a garantir uma possibilidade de equilíbrio entre todos as portadoras que pertencem ao plano de frequências previsto para a instalação. mínimo 2.3. Via-directa 88 . os mesmos que os canais de recepção terrestre a amplificar.

É caracterizado por:   Permitir o reposicionamento. com a largura de banda adequada. Dependendo da tecnologia associada. dentro da banda de funcionamento para que está preparado. 52 . Áudio Esquerdo. de seguida. pág. Processar a frequência de entrada directamente a uma frequência de saída.7 PROCESSADOR Equipamento a instalar na CR. poderá cumprir os seguintes requisitos mínimos:      Modulação em Banda Lateral Vestigial.1. garantindo desta forma a estabilidade dos sinais na rede.1. em frequência. possui fundamentalmente as seguintes entradas:     Vídeo banda base. normalmente utilizado para gerar emissões próprias. compatível com CR1. o que não o torna universal em termos de possibilidade de conversão de uma qualquer frequência de entrada.3. Mono. qualquer frequência de entrada para qualquer frequência de saída. MODULADOR 2. garantido assim: o o Uma pureza espectral na saída. tais como emissões provenientes de sistemas de vídeo-vigilância. universalmente. de sinais de rádio frequência presentes na sua entrada. A possibilidade de processar. compatibilizando-se assim com CR1.3.5. Um modulador associado a uma CR1 ou CR2. de qualquer sinal de rádio frequência presente na sua entrada. Áudio Direito. É caracterizado por:   Permitir o reposicionamento.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2.8 Equipamento a instalar na CR. em frequência.5. Possibilidade de ajuste e regulação do nível de saída. esta a uma frequência de saída. videoporteiro. ou de sistemas de desmodulação de Sinais Terrestres ou de Satélite. analógica ou digital. numa qualquer frequência de saída. normalmente utilizado para tratamento de sinais de recepção externa. que interessa distribuir a todos os pontos terminais da instalação. independentemente das oscilações que possam ocorrer na entrada. Possibilidade de ajuste do volume de áudio.9 Equipamento a instalar na CR. Processar a frequência de entrada a uma frequência intermédia e. normalmente utilizado para tratamento de sinais de recepção externa.  Possuir um sistema de Controlo Automático de Ganho (CAG). com a largura de banda adequada. CONVERSOR 2.3.5. juntamente com os restantes sinais. PAL B/G. em redes comunitárias ou individuais. Stream ASI. Sistema de distribuição de canais CCIR.1. se a modulação de saída for analógica. Stereo Dual ou Stereo Nicam (norma 728).

 Possibilidade de ligação franca. Áudio Mono. é uma opção do projectista. 53 .  Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas.3. dependendo da qualidade do serviço a prestar ao utilizador final. da atenuação de inserção na banda de frequências de resposta. A modulação de sinais digitais comprimidos em MPEG-2 ou MPEG-4.1.  Passagem DC.  Impedância característica 75  Blindagem Classe A. Stereo Dual ou Stereo Nicam (norma 728). PAL B/G. Sendo simétrico. Possibilidade de ajuste do volume de áudio.  Indicação: o o o o do modelo. da entrada e das saídas.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS  Possibilidade de gerar um sinal de teste. Um modulador associado a uma CR3. os sinais presentes em todas as suas saídas equivalem-se em potência e são uma fracção da potência de entrada. do fabricante. mínimo 2. poderá cumprir os seguintes requisitos mínimos:       Aconselhável a Modulação em Banda Lateral Vestigial.  Isolamento RF entre saídas ≥ 20 dB. com saída formato COFDM ou 64QAM.  Terminal de ligação de condutor de terra. Aconselhável a possibilidade de gerar um sinal de teste. direccionada no sentido saída – entrada. para os quais se encontra dimensionado e aconselhado pelo fabricante. pág. Devem apresentar as seguintes características:  Banda de frequências 5 – 2400MHz.5. se a modulação de saída for analógica. garantido condutividade eléctrica e excelente fixação mecânica aos cabos coaxiais. 2. Aconselhável a possibilidade de ajuste e regulação de nível de saída.10 REPARTIDOR SIMÉTRICO DE INTERIOR Acessório passivo que poderá ser utilizado nas redes coaxiais. como elemento divisor de sinais de rádio frequência (5 – 2400 MHz) em duas ou mais direcções. 300mA mínimo.5mm2. Sistema de distribuição de canais CCIR.

os sinais de rádio frequência da entrada. dependendo do modelo. Este baixo valor de atenuação está relacionado com o facto de o sinal se continuar a propagar pela coluna principal.  Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas.3.11 REPARTIDOR ASSIMÉTRICO DE INTERIOR Acessório passivo. As restantes saídas. para os quais se encontra dimensionado e aconselhado pelo fabricante. afectados pelo valor da atenuação de derivação. mínimo 2.  Isolamento RF entre saídas ≥ 20dB. 8 ou mais.5.3. onde a potência do sinal de saída é superior às restantes.  Impedância característica 75  Blindagem Classe A.  Possibilidade de ligação franca.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 24– Repartidor simétrico de interior 2. garantido condutividade eléctrica e excelente fixação mecânica aos cabos coaxiais. Neste caso admite-se a existência de saídas privilegiadas.12 DERIVADOR DE INTERIOR Acessório passivo com dupla funcionalidade. Esta ou estas saídas devem ser convenientemente assinaladas no chassis do dispositivo. 54 .  Terminal de ligação de condutor de terra. 2. 2. com as mesmas características que o repartidor simétrico. com excepção da equivalência de potência disponível em todas as suas saídas.1. 6.  Indicação: o do modelo.  Passagem DC (300mA mínimo) entre entrada e saída de passagem.5mm2. Devem apresentar as seguintes características:  Banda de frequências 5 – 2400 MHz.5. chamam-se saídas de derivação e apresentam. pág.1. com o mínimo de perdas possível. nos seus terminais. Apresenta uma saída de passagem onde os sinais presentes na entrada saem afectados de uma baixa atenuação de passagem. 4.

ou outras. via cabo coaxial. onde se disponibilizam sempre os Sinais Terrestres em combinação com a polaridade de satélite seleccionada.5mm2. cujas saídas são remotamente controláveis via cabo coaxial. 24. 4xN entradas de Satélite. Caracterizam o Multiswitch:    1 Entrada Terrestre passiva. 32. 55 .13 COMUTADOR (MULTISWITCH) Dispositivo. Alimentação local 230Vac ou alimentação remota via cabo coaxial. 16. do fabricante. Impedância característica 75 Blindagem Classe A. por cada uma das saídas.1.  Entradas de satélite seleccionadas independentemente. 12. Figura 25– Derivador de interior 2. 8.  4.5. da entrada e das saídas derivadas e de passagem. pág.3. Unicable.        Entradas identificadas de acordo com um código de cores. permitindo ao utilizador final seleccionar instantaneamente um determinado serviço de satélite que esteja presente numa das entradas deste dispositivo. 6. Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas. Saídas numeradas. 5 – 862MHz. ou mais saídas.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS o o o da atenuação de derivação na banda de frequências de resposta. DODECA. Indicação do modelo e do fabricante. e designações. Terminal de ligação de condutor de terra. mínimo 2. 950 – 2150MHz. através de comandos que respeitam as normas DiSEqC. ou conjunto de dispositivos.

3. podendo utilizar-se outro tipo de configurações. Características técnicas da tomada tripla:  Passagem DC (mínimo 350mA) na saída SAT. 56 .  Terminal SAT (terminal “F” fêmea) – gama de frequências 950 – 2400MHz. Sendo uma tomada tripla poderá possuir três pontos de ligação coaxial. e um tipo “F”.230MHz. do fabricante e da entrada.1.  Terminal Rádio (terminal IEC fêmea. normalmente dois IEC.  Impedância característica 75  Blindagem Classe A. A configuração das tomadas adiante referidas não é estanque. na saída SAT. devidamente assinalados como:  Terminal TV (terminal IEC macho) – gama de frequências 47 .5. normalmente IEC.  Isolamento RF entre saídas ≥ 20dB. FM + DAB) – gama de frequências 88 .14 TOMADA COAXIAL DE TELECOMUNICAÇÕES Acessório passivo a ser instalado como ponto terminal da rede coaxial.  Indicação do modelo.  Terminal SAT (terminal IEC fêmea) – gama de frequências 950 – 2400MHz.862MHz. mínimo 350mA. com outros tipos de pontos de ligação. pág.862MHz. desde que sejam cumpridas as especificações técnicas para este tipo de equipamentos.  Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas. devidamente assinalados como:  Terminal TV (terminal IEC macho) – gama de frequências 5 . Caso se trate de uma tomada dupla. poderá possuir dois pontos de ligação coaxial.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Multiswitch 5x8 Figura 26 – Comutador matricial (multiswitch) 2. Características técnicas da tomada dupla:  Passagem DC.

nestas tomadas (duplas e triplas). Está prevista a utilização de tomadas coaxiais que permitem a transmissão de dados. 2. que o obriga a progredir ao longo da extremidade do cabo.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS  Impedância característica 75.  Isolamento RF entre saídas ≥ 20dB. como Tomadas de Telecomunicações Mistas.  Cravar – O conector fica solidário com o cabo coaxial através de um movimento rectilíneo de progressão ao longo da extremidade do cabo. NOTA IMPORTANTE: Este tipo de conexões não é permitido. em pontos de flexibilidade. NOTA IMPORTANTE: Este tipo de conexões não é permitido. Atingido o limite da progressão. designadas. onde se conectam pontes coaxiais entre estas e os terminais de utilizadores (STB. neste caso.6 ou.).5. Admitem-se soluções que integrem. pág. o qual terminará as duas extremidades do cabo coaxial que os une. etc. São os tipos de ligações presentes nas tomadas coaxiais de telecomunicações. a parte inferior do conector é cravada com uma ferramenta própria que altera o corte circular do conector para um corte hexagonal. 57 .3.52 Apresenta-se como o tipo de conector aconselhável em pontos onde a ligação terá que ser fácil e pontualmente desfeita. Figura 27 – Conectores IEC Conector Coaxial TIpo “F” Apresenta-se como uma solução para ligações permanentes entre cabo coaxial e equipamentos das redes TCD-C. Os Conectores tipo “F”. terminais de ligação para a rede par de cobre em conectores RJ45. do fabricante e da entrada.1. terminais SC/APC. Cat. dependendo do modo como são colocados no cabo coaxial. poderão ser de:  Roscar – O conector fica solidário com o cabo coaxial através de um movimento circular.15 CONECTORES A interligação entre qualquer um dos equipamentos acima descritos pode requerer a utilização de um acessório que se denomina conector.  Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas. Conector “IEC” – Conector tipo 9. normalmente através de conectores do tipo “F”. para a rede de fibra. Televisores. ou seja.  Indicação do modelo.  Blindagem Classe A.

que este conector possui. tornando assim o acto de ligação mais prático de desenvolver.5. o conector sofre uma compressão longitudinal. desde que cumpram. possibilita-se a utilização da conexão “F” macho rápido. Figura 28 – Acção de compressão Para ligações tipo “F” que requeiram alguma alteração ou manuseio pontual (nos ATE e nos ATI. por acção de uma parte cónica interior. normalmente associados a repartidores ou derivadores.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS  Compressão – O conector fica solidário com o cabo coaxial através de um movimento rectilíneo de progressão ao longo da extremidade do cabo. bem como outras constantes deste Manual.3. tipo “F” macho rápido 2. 58 .16 OUTROS TIPOS DE CONECTORES E LIGAÇÕES Outros tipos de ligações e conectores são permitidos. no mínimo. Atingido o limite da progressão. quando se utiliza o conector tipo “F” recto. cuja cápsula da extremidade possui um sistema de mola em vez da típica rosca do “F”. que encurta o seu comprimento e ao mesmo tempo aperta a bainha do cabo coaxial. Este último tipo de acção – Compressão – é a única permitida nas ligações a cabos coaxiais. Trata-se de um conector angular. por exemplo).1. normalmente a 90º. pág. as especificações técnicas dos dois quadros seguintes. Figura 29 – Conector angular.

5.4.00 2000 23.1.00 200 23.1 ESTRUTURAS DE CABOS Tight Buffer (Presa) – Neste tipo de estrutura.  Perdas de Retorno (Return Loss) de acordo com as especificadas. 59 .  Isoladas em DC se o ponto a carregar assim o recomendar.89 2400 0.00 Tabela 19 – Perdas por retorno mínimas admitidas numa conexão 2. são agrupadas com um elemento de tracção que irá dar-lhes resistência mecânica. As fibras ópticas. utilizadas em determinado canal de transmissão.90 3000 16.20 200 0.3.5. Todos os cabos de fibra óptica devem cumprir os requisitos da norma EN 60794-1-1. 2.00 2400 19.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 30 – Conexão associada a outro tipo de dispositivos FREQUÊNCIA (MHz) Máxima atenuação de Inserção (dB) 5 0.63 2000 0. Para além dos tipos de cabos referidos no presente Manual.1.4 CABOS DE FIBRA ÓPTICA Os cabos de fibra óptica são definidos em termos da sua construção física (diâmetros de núcleo/bainha) e categoria. As fibras.10 Tabela 18 – Máxima atenuação de inserção admitida numa conexão FREQUÊNCIA (MHz) Perdas por retorno (dB) 5 23. Sobre este conjunto é aplicado uma bainha externa que irá proteger o cabo contra danos físicos (outer jacket). desde que cumpram a referida Norma Europeia e as presentes especificações técnicas. Adaptar-se-ão ao tipo de conector intrínseco ao dispositivo a carregar e apresentarão as seguintes características:  Impedância característica de 75  Blindagem Classe A. após receberem este revestimento.06 100 0.1.04 10 0. poderão considerar-se outros.00 100 23.17 CARGA TERMINAL Componente a instalar em todas as saídas não utilizadas dos repartidores e derivadores da rede coaxial. as fibras recebem um revestimento secundário de nylon ou polyester que é extrudida directamente sobre a fibra (aramid yarn). pág. 2.5. devem ter a mesma especificação técnica de construção e pertencerem à mesma categoria. MATV e CATV.00 10 23.00 1000 23.98 3000 1.28 1000 0.

Uma estrutura deste tipo permite um número muito maior de fibras por cabo. com características de isolamento relativamente a humidades externas. Groove (sulco)– Numa estrutura tipo groove as fibras ópticas são acomodadas soltas em uma estrutura interna do tipo estrela. pág. tornando-se um conjunto compacto. Este conjunto é então empilhado sobre si.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Bainha exterior Reforço em Aramida Revestimento Alustado Figura 31 – Cabo de fibras ópticas Tight Buffer Loose Tube (Solta) – As fibras são alojadas dentro de um tubo cujo diâmetro é muito superior ao das fibras (loose buffers).  Pouca resistência mecânica à compressão. Dentro deste tubo é aplicado um gel derivado de petróleo.5. isola as fibras das tensões externas presentes no cabo. Neste tipo de cabos as fibras podem chegar às 3000.1.4. sem halogéneos e com reduzida opacidade de fumos (LSFH). dotando o cabo de uma grande capacidade. 2. flexão ou variações de temperatura.  Alguns cabos são revestidos com material termoplástico retardante à chama.  Apropriados à interligação de equipamentos. A função básica deste elemento é dar resistência mecânica ao conjunto. Esta estrutura apresenta ainda um elemento de tracção ou elemento tensor inserida no seu interior. As fibras são agrupadas horizontalmente e envolvidas por uma camada de plástico. formando uma estrutura compacta que é inserida na estrutura groove.2 TIPOS DE CABOS Cabos de fibra óptica para interior (indoor):  Desenvolvidos para interior. Isto.  Elevada flexibilidade. tais como tracção. 60 .  Totalmente dieléctricos. por si só. Ribon (fita) – Este tipo de estrutura é derivada da estrutura tipo groove.

7.  Protecção anti-humidade. 5.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 1.  Boa resistência mecânica à tracção.  Protecção anti-humidade. 1. 8. 4. 2.  Excelente resistência mecânica à compressão axial. 61 .  Instalação pelo método de tracção ou sopragem. Bainha exterior Elemento de tracção Bainha interior Fibra óptica Figura 32 – Cabo de fibras ópticas para interior Cabos de fibra óptica de exterior para conduta:  Com protecção anti-roedores.  Protecção das fibras ópticas contra ataques biológicos. pág. Bainha exterior Fio de rasgar Protecção contra roedores Bainha interior Cableamento Tubo Loose Fibra óptica Tensor central (dieléctrico) Geleia Enchimento Figura 33 – Cabo de fibras ópticas para conduta Cabos de fibra óptica para enterrar:  Instalação directamente enterrada no solo. 9. 4. 6.  Protecção anti-roedores.  Protecção das fibras ópticas contra mudanças ambientais. 3. 2.  Totalmente dieléctricos. 3. 10.

9. Bainha exterior Fita de aço corrugado Fio de rasgar Bainha interior Cableamento Tubo Loose Fibra óptica Tensor central (dieléctrico) Geleia Enchimento Figura 34 – Cabo de fibras ópticas de enterrar Cabos ADSS (All Dieletric Self Supporting Cable):  Instalação aérea ou auto sustentada. pág. 2. 8. 7.  Desenvolvidos com sistema de sustentação (cordão de aço). 1.  Totalmente dieléctrico.  Bainha externa retardante à chama. 4. 5.  Existem especificações para pequenos.  Protecção anti-humidade. 5.  Alguns têm protecção anti-balística. 8. 10. 6. 10. 9. Bainha exterior Fio de rasgar Elemento de tracção Bainha interior Cableamento Tubo Loose Fibra óptica Tensor central (dieléctrico) Geleia Enchimento Figura 35 – Cabo de fibras ópticas ADSS Cabos auto-sustentados:  Instalação aérea ou auto sustentada. 6. 4. 7.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 1. 62 . médios e grandes vãos.  Alguns têm protecção anti-balística. 2. 3. 3.

2 Tipo B1.1 Tipo B1. 6. 3. bem como as respectivas características técnicas associadas.2_c Tipo B1.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 1. Elemento de sustentação Bainha exterior Cableamento Tubo loose Elemento central dieléctrico Fibra óptica Enchimento Geleia Figura 36 – Cabo de fibras ópticas auto-suportado Nos quadros seguintes são indicadas algumas Normas relevantes para as fibras ópticas. 63 . IEC 60793-2-50:2004 Tipo B1. 2.b G655a G655b Tipo B1.1 IEC 60793-2-50:2008 Tipo B1. 5.2_b ITU-T G652a. 7.3 Tipo B2 Tipo B1.3 Tipo B2 Tipo B4 - Tipo B4_c Tipo B4_d Tipo B4_e Tipo B5 Tipo B6_a Tipo B6_b G655c G655d G655e G656 G657a G657b Tabela 20 – Equivalência de Normas de fibra óptica pág. 8. 4.d G653a.b G654a G654b G654c G652c.

Este tipo de cabo deve cumprir integralmente as características referidas neste Manual. ao longo de uma linha tangente a ambas. dispositivos e cabos. São permitidos apenas nas redes individuais. permanecendo. A fim de minimizar os riscos em caso de incêndio.3µm) 245µm (+/. ou mesmo perigosos.nm 6ps/km.nm 20ps/km.10µm).REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Fibra ITU-T G. onde a partilha da tubagem pelas diferentes tecnologias é permitida.5 CABOS MISTOS OU HÍBRIDOS Os cabos mistos. das tecnologias correspondentes.2 TUBAGEM A Rede de Tubagens. nomeadamente quando sujeitos a combustão.4 a 1dB/km de 0.1.18 a 1. coaxial e fibra. ou simplesmente designada como Tubagem. Face à necessidade destes conjuntos serem desfeitos.652 2.3 (8 a 10)µm (+/.5.5dB/km 3.5. cujas bainhas exteriores estão continuamente solidárias. 2.2. 64 . 2% 1µm de 0.10%) 125µm (+/.4. simples. de forma idêntica às restantes três tecnologias consideradas: par de cobre.nm Tabela 21 – Fibra ITU-T G. com as propriedades mecânicas e eléctricas correspondentes a idênticos cabos. 2.5ps/km. caracteriza-se como o elemento das ITED que permite o alojamento e a protecção dos equipamentos.25 a 0. sem recurso a qualquer tipo de instrumento.1 CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS SOBRE MATERIAIS CONSTITUINTES DA TUBAGEM Os materiais a serem utilizados como constituintes da Rede de Tubagens não devem ter características que se traduzam em comportamentos indesejáveis. pág.652 1. Acrilato curado com UV. cada um deles.OS1 E OS2 Cada fibra deve cumprir com a norma EN60793-2-50:2004.1.27µm 9. só é permitida a utilização de materiais nas Redes de Tubagem que sejam não propagadores de chama.3 CABOS MONOMODO .5. de iguais ou diferentes tecnologias.652 FIBRA MONOMODO STANDARD Comprimento de onda de corte Diâmetro do campo modal Diâmetro da bainha Recobrimento de silicone (coating) Erro de circularidade da bainha Erro de concentridade do campo modal Atenuação para 1300nm Atenuação para 1550nm Dispersão cromática 1285-1330nm Dispersão cromática 1270-1340nm Dispersão cromática a 1550nm ITU-T G. 2. os cabos poderão ser separados. ou híbridos. são conjuntos de dois ou mais cabos.5.

[3 a 6] Isolamento eláctrico: [Condutor(1). tal como especificado na EN50086. 50. 40. e devem constar da respectiva marcação. Os quatro primeiros dígitos desta classificação são obrigatórios para referenciar o tubo.-45ºC. 65 .1J.20J. Material isolante flexível ou maleável.6J.NÃO. Isolante(2)] Comportamento na dobragem [Rígido(1). usualmente.[125N.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2.90ºC] 3 . juntamente com a referência do fabricante. os seguintes: 20. Material isolante maleável.2. 25. Maleável autorecuperável(3) . Os tubos susceptíveis de aplicação nas ITED têm a seguintes características:      Material isolante rígido.-25ºC.105ºC] 4 – Forte/Alto(a) – [1250N.5.2J.120ºC] 5 – Mto Forte/Mto Alto(a) – [4000N.+5ºC. com paredes interiores enrugadas. 60ºC] 2 – Fraco(a)/Baixo(a) – [320N.-5ºC. tipo anelado.Médio(a) – [750N. CORES 1 –Excepto laranja e vermelho 2 . Metálico rígido. com paredes interiores lisas e paredes exteriores lisas ou corrugadas.0.150ºC] Figura 37 – Classificação dos tubos NOTA:  A indicação dos 4 primeiros dígitos é facultativa.2 TUBOS Os tubos classificam-se recorrendo a uma sequência numérica de 12 dígitos. 90 e 110mm. com paredes interiores lisas. pág. Material isolante flexível. Maleável(2). Os diâmetros externos (equivalente a diâmetros nominais. 32. 2 – SIM] Resistência à tracção: [ 1 a 5 ] Resistência à corrosão de tubos metálicos: [1 a4] Vulnerabilidade à penetraçãop de líquidos (água) Min. conforme diagrama da figura seguinte.IPX0 EN 60529 [0 a 7] Vulnerabilidadae à penetração de corpos sólidos (Min=IP3X : EN 60529)) . 75.Laranja 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Resistência à carga (suspensa) : [1 a 5] Propagação de chama [1 . com paredes interiores lisas ou enrugadas.-15ºC.5J. 63.Flexível(4)] Obrigatório Temperatura de utilização (Max) [ºC] Temperatura de utilização (min) [ºC] Resistência ao choque [J] Resistência à compressão [N] 1 – Mto Fraco(a)/Mto Baixo(a) . com paredes interiores lisas. comerciais) dos tubos (dn) são.

podem utilizar-se tubos de interior não liso. nomeadamente paredes ou tectos. consoante a respectiva função: Passagem Aérea de Topo (PAT): tubos de material isolante. sempre que as colunas sejam constituídas por tubos. e tubos rígidos para instalações à vista com classificação 4332. vulgo anelado. não propagador de chama. evitando obstruções de novos enfiamentos. não propagador de chama. Nas Redes Colectivas e Individuais de Tubagem. Os acessórios para tubos rígidos são: curvas. desde que cumpram as EN50086-2-2 ou EN50086-2-4. permitindo a passagem de cabos até aos ATE. com classificação 3321.33 NOTA IMPORTANTE: Os tubos com diâmetro externo inferior a 20mm não são permitidos. 66 . Devem estar devidamente estendidos e fixados. Considera-se a classificação 4421 para cofragens. uniões e dispositivos de fixação (abraçadeiras). com paredes interiores lisas e classificação 3332.  Em zonas ocas. Terão de obedecer aos seguintes requisitos mínimos. de material isolante e paredes interiores lisas pág. Os tubos devem estar protegidos relativamente à penetração de corpos sólidos inferiores a 1mm e inserção de líquidos limitada a “projecção de água”. com paredes interiores lisas para instalações embebidas.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS O diâmetro interno mínimo admissível (dim) dos tubos vem dado por: dim = dn / 1. os requisitos mínimos são:  Tubos de material isolante e não propagador de chama. com paredes interiores lisas. Também poderão ser constituídos por metal rígido.Tubos rígidos e curva para tubo rígido. rígidos ou maleáveis. placas de betão e paredes cheias com betonagem. o seu diâmetro externo mínimo deve ser de 40mm. ATI ou CEMU. Figura 38 . Na Rede Colectiva de Tubagens. Os tubos de acesso caracterizam-se como sendo os tubos que permitem a ligação do edifício ao seu exterior. rígidos ou maleáveis. Entrada subterrânea: tubos de material não-metálico. com protecção relativamente à penetração de corpos sólidos e líquidos correspondentes ao grau IP55 e classificação 4432. resistente à corrosão. com igual índice de penetração. rígidos ou maleáveis.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 39 . quer por questões de estética. 67 .2. ou por outro método adequado.Tubo anelado As uniões entre tubos poderão ser fixadas por colagem. As calhas são condutas cuja utilização está limitada a instalações à vista.5. Na tabela seguinte apresentam-se as características técnicas mínimas das calhas: pág. Nas ITED não são admitidos tubos pré-cablados. com vista a evitar a abertura em enfiamentos posteriores. no caso de alterações a edifícios já construídos. quer pela facilidade de instalação e acesso aos cabos. 2.3 CALHAS Nas instalações à vista das redes individuais poderá ser privilegiada a utilização de calhas relativamente aos tubos. onde não seja viável a instalação de tubos embebidos em parede. A utilização de calhas é uma solução.Uniões para tubo rígido e abraçadeira para tubo rígido Figura 40 – Tubo maleável e tubo corrugado. tida como conveniente. Devem estar em conformidade com a norma EN50085. de paredes interiores lisas Figura 41 .

5mm de diâmetro. exterior e interior).REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS CALHAS TÉCNICAS Rede Colectiva Material Temperatura de instalação e utilização Retenção da tampa Protecção contra danos mecânicos Protecção contra penetração de corpos sólidos Ensaio do fio incadescente Resistência à propagação de chama Rede Individual Metálico ou não metálico -5ºC a +60ºC Abre somente com ajuda de utensílio 2 Joule Protecção a corpos de diâmetro superior a 1 mm Protecção a corpos de diâmetro superior a 1 mm 960 ºC Não propagador e LSFH Tabela 22 – Características técnicas das calhas técnicas Em zonas não acessíveis ao público. 68 .  Os ângulos (plano. Cantoneiras para correcção de curvatura nas esquinas. nomeadamente nos locais situados a mais de 2. devendo a solução encontrada ser fundamentada tecnicamente e justificada pelo projectista. admite-se a dimensão mínima de 12. pág. Admite-se a utilização de calhas metálicas. atribuídos à protecção contra a penetração de corpos sólidos. nomeadamente em alguns edifícios especiais. A dimensão mínima do compartimento de uma calha a utilizar na rede colectiva é de 500mm2.5m do solo. nas situações em que é exigida uma protecção física suplementar dos sistemas de cablagem. Além dos elementos de fixação. os acessórios genéricos a utilizar num sistema de calhas são:  Tampas finais (topos).  Os elementos de derivação (Ts).

69 .Derivação em T para calha e calha com derivações pág.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 42 – Calha e canto de calha Figura 43 – Topo e abraçadeira para cabos em calha Figura 44 .

chão falso. definido na vertical.4 CAMINHOS DE CABOS Os caminhos de cabos são constituídos por estruturas metálicas ou de plástico (Esteiras ou Escadas). Podem estar nessas condições os tectos falsos. 70 . tipicamente de secção em „U‟ (espaços abertos).REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 45 – Calha com quatro compartimentos e cantoneira de ângulo exterior para protecção de cabos Figura 46 – Coluna e transição com calhas. tectos e pavimentos. os caminhos de cabos devem estar limitados à instalação em zonas não acessíveis ao público. ou fora do volume de acessibilidade. acima de 2. salas técnicas ou outras zonas específicas.50m a partir da superfície. Em todos os casos. dedicados à passagem de cabos ao longo de paredes.5.2. calha e cantoneira para ângulo exterior 2. o material de que são constituídos os sistemas de caminhos de cabos deve satisfazer os seguintes requisitos mínimos: pág. Caracterizados como elementos abertos. tais como galerias e caleiras.

No que respeita à sua funcionalidade na Rede de Tubagens.  Caixas da Rede Individual de Tubagens. ou em partes ocas de paredes amovíveis. entre a CEMU e o ATI. pág. As caixas podem ser metálicas.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS ESTEIRAS Rede Individual Material Temperatura de instalação e utilização Protecção contra danos mecânicos Ensaio do fio incadescente Resistência à propagação de chama Metálico ou não metálico -5ºC a +60ºC 2 Joule 960 ºC Não propagador e LSFH Tabela 23 – Características técnicas das esteiras Figura 47– Esteira.2. atravessamento de cabos. ou para passagem de cabos entre diferentes edifícios de uma mesma ITED.5. ou ser parte da construção. corta-fogo para caminho de cabos 2. ou de material plástico. tendo em conta a Rede de Tubagens onde estão inseridas:  Caixas da Rede Colectiva de Tubagens. as caixas são designadas como:  Caixas de Entrada. Admite-se a existência de CV para interligação entre o ATE e o ATI. As caixas de aparelhagem não utilizadas devem ser fechadas com tampa apropriada.5 CAIXAS Consideram-se os seguintes tipos de Caixas.  Caixas de Passagem (dentro da mesma Rede de Tubagens). devem ser adequadas àquele tipo de construção e referenciadas em cor diferente.  Caixas de Aparelhagem (terminação na Rede Individual de Tubagem). 71 . As caixas da rede individual para utilização em paredes de gesso cartonado.

As dimensões mínimas das Caixas da rede colectiva são as que a seguir se indicam: pág. ou seja. e dispor de pelo menos duas entradas para tubo de 25mm. das caixas para rede individual de tubagens Sempre que possível devem ser instaladas caixas de aparelhagem com a profundidade de 63mm. As caixas de passagem devem estar equipadas com tampas adequadas. facilitando a manobra e ligação dos cabos. excepto caixas de aparelhagem Montagem embebida: 0.5J Montagem à vista: 2J Objectos muito pequenos (< 1mm) Sim Sim Não Protecção contra impactos mecânicos Penetração contra corpos sólidos estranhos e água Preparadas para montagem de dispositivos de ligação e distribuição Protecção contra propagação de chama Tabela 24 – Requisitos mecânicos das caixas das redes colectivas e individuais Os requisitos dimensionais das caixas são considerados úteis. Os requisitos dimensionais mínimos das caixas da rede individual são os seguintes: TIPO Aparelhagem Passagem LARGURA [mm] 53 160 ALTURA [mm] 53 PROFUNDIDADE [mm] 55 80 Tabela 25 . As caixas de aparelhagem devem estar preparadas para receber tubo de diâmetro externo 20mm. Recomenda-se a existência de entradas em 32mm. 72 .REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Os requisitos mecânicos mínimos exigíveis para as caixas são: Rede Colectiva de Tubagens Material Temperatura de instalação e utilização Marcação para identificação (de forma indelével) Metálico ou não metálico Rede Individual de Tubagens Material não metálico (excepto em situações justificadas) entre -10ºC e 60ºC Palavra´Telecomunicações‟ na face exterior da porta 2J Palavra ´Telecomunicações‟ na face exterior da tampa ou em alternativa a letra „T‟. internas. É possível fazer associações de caixas de aparelhagem mediante a utilização de acessórios de encaixe adequados. medidas internas.Dimensões mínimas.

ou de gesso cartonado Figura 49. 73 . das Caixas para Rede Colectiva de Tubagem As dimensões mínimas da Caixa de Moradia Unifamiliar (CEMU) são 230 x 230 x 110mm.5 150 4. Figura 48 .Dimensões mínimas.Caixa de aparelhagem simples e para paredes ocas amovíveis.0 200 830 Tabela 26 . internas.Encaixe para caixas de aparelhagem e caixa de passagem para cofragens de betão pág. Estas caixas devem cumprir os requisitos mínimos exigíveis para as Caixas da Rede Colectiva de Tubagens.0 160 900 1070 1240 10.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS LARGURA [mm] 150 250 400 500 700 ALTURA [mm] 200 300 420 600 PROFUNDIDADE [mm] 100 120 SECÇÃO NOMINAL DO TERMINAL DE 2 TERRA [mm ] 2. nomeadamente no que concerne ao dispositivo de fecho.

são definidos diversos dispositivos de fecho a utilizar nas instalações ITED. onde pág.3 ARMÁRIOS E ESPAÇOS DE ALOJAMENTO DE EQUIPAMENTOS 2. CEMU e caixas nas redes colectivas – adoptar um dispositivo de fecho com chave universal. b) ATI.Caixa para ATE e CEMU 2. e em função do local e tipo de acessibilidade.5.Caixa de passagem para Rede Individual e para montagem de tubos em caixa de passagem Figura 51 .1 ZONAS TÉCNICAS DE INSTALAÇÃO DE TELECOMUNICAÇÕES Espaço de Telecomunicações Inferior (ETI) – sala. do tipo RITA.2. compartimento. ATE.  Outro tipo de dispositivo ou fechadura. armário ou caixa de acesso restrito. bastidores na rede individual e caixas da rede individual – adoptar um dispositivo de fecho através de fechadura triangular. adequado ao compartimento a isolar.5. Recomendam-se as seguintes utilizações: a) Salas Técnicas. 74 .3. aparafusamento ou fecho de pressão.6 DISPOSITIVOS DE FECHO Visando assegurar a segurança e o sigilo das comunicações. 2.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 50 .5. para a instalação de equipamentos e estabelecimento de ligações.  Fecho de chave triangular. Podem ser utilizados 3 tipos de fechadura:  Fechadura normalizada do tipo RITA.

REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS

normalmente é instalado o ATE (Armário de Telecomunicações de Edifício), para a interligação com as redes provenientes do exterior. Espaço de Telecomunicações Superior (ETS) – sala, compartimento, armário ou caixa de acesso restrito, para instalação de equipamentos e estabelecimento de ligações, para recepção e processamento de sinais sonoros e televisivos dos Tipos A, B e FWA. Espaço de Telecomunicações Privado (ETP) – sala, compartimento, armário ou caixa para a instalação de equipamentos e estabelecimento de ligações, onde normalmente é instalado o ATI (Armário de Telecomunicações Individual), para a interligação com a rede colectiva ou com as redes provenientes do exterior. A localização do ETI e do ETS deve ter em consideração a localização das colunas montantes. O ETI pode ser coincidente com a caixa principal de coluna, com a caixa de entrada de cabos, ou com o ATE inferior. 2.5.3.2 ARMÁRIOS Os armários de telecomunicações são constituídos por caixas e pelos respectivos equipamentos e dispositivos alojados no seu interior. Os armários devem ser providos de legendas indeléveis, escritas nas estruturas convenientes, de modo a que os trabalhos de execução das ligações e posterior exploração e conservação sejam feitas de forma fácil e inequívoca.
2.5.3.2.1 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES DE EDIFÍCIO – ATE

O Armário de Telecomunicações de Edifício (ATE) permite as seguintes funções:    De interligação e de concentração com as redes públicas de telecomunicações ou com as redes provenientes das ITUR; De gestão das diferentes redes de cabos de pares de cobre, coaxiais e de fibra óptica; De integração das valências dos sistemas de domótica, videoporteiro e sistemas de segurança.

O ATE faz parte da rede colectiva de tubagens, tem acesso condicionado e é nele que se alojam os Repartidores Gerais (RG) das três tecnologias previstas, designadamente:    Par de cobre: RG-PC; Cabo coaxial: RG-CC; Fibra óptica: RG-FO.

Todos os edifícios com dois ou mais fogos devem ser dotados de um ATE. Na maior parte das situações, o ATE poderá estar desdobrado em dois armários, o ATE superior e o ATE inferior, facilitando assim a entrada dos cabos de telecomunicações e flexibilizando as redes ao tipo de edifício. Este desdobramento é dinâmico, devendo o projectista adoptar a solução mais conveniente para o edifício. De uma forma geral considera-se o seguinte:  O ATE inferior, localizado no ETI, deve albergar os repartidores gerais: o RG-PC, o RG-CC de CATV e o RG-FO.  O ATE superior, localizado no ETS, deve albergar o RG-CC de MATV. Nas situações em que não existam partes comuns no edifício, como por exemplo nas moradias desenvolvidas em altura (andar-moradia), poderá ser considerada a existência de um ATE
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REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS

exterior, com índice de protecção adequado às condições a que possa estar sujeito. Este ATE exterior poderá ser localizado na fachada do edifício, ou no muro limite da propriedade, ou em qualquer outro local que seja comum; a opção tomada deve ser devidamente justificada pelo projectista. A possível inexistência de Quadro Eléctrico de Serviços Comuns inviabiliza a instalação de tomadas eléctricas no interior do ATE. Nesta situação é admissível a existência de CEMU para os fogos residenciais e de ATE para os outros tipos de fracções. O ATE deve disponibilizar, ainda, espaço suficiente para o acesso de, no mínimo, duas redes de operadores de comunicações electrónicas, por cada uma das três tecnologias referidas, ou seja, 2 operadores em par de cobre, 2 operadores em cabo coaxial e 2 operadores em fibra óptica. Para a definição do tipo e dimensionamento do ATE dever-se-ão considerar as seguintes possibilidades:    Armário bastidor; Armário único; Armário compartimentado/multi-armário.

Para estas diversas opções devem ser considerados os seguintes requisitos mínimos:  Armário bastidor: As dimensões devem ser definidas em função da dimensão, características e objectivos pretendidos para as instalações;  Armário único: Para edifícios até 40 fracções autónomas, o armário único deve ter como dimensões mínimas 800x900x200mm (Altura x Largura x Profundidade). Para edifícios com mais de 40 fracções, as dimensões do armário devem ser definidas em função da dimensão, características e objectivos pretendidos para as instalações, e nunca inferiores às dimensões referidas no parágrafo anterior.  Armário compartimentado/multi-armário: A solução armário compartimentado/multi-armário deve observar as seguintes dimensões mínimas:

Número de fogos

Alojamento do RG-FO (A x L x P) [mm] 600x600x200 600x600x200 600x600x200 600x600x200

Alojamento do RG-PC ou do RG-CC (A x L x P) [mm] 400x600x200 500x600x200 1050x600x200 1200x600x200

Até 5 de 6 a 12 de 13 a 25 de 26 a 40 mais de 40

Definição em função da dimensão, características e objectivos pretendidos para as instalações, e nunca inferiores às anteriores

Tabela 27 – Relação entre as dimensões das caixas a utilizar e o número de fracções
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REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS

Figura 52 – Exemplo de compartimentação ou multi-armários ATE

O ATE superior contém pelo menos um RG-CC, que garante a recepção e distribuição de sinais de radiodifusão sonora e televisiva. Neste caso prevê-se a existência de um barramento suplementar de terras, que será interligado ao Barramento Geral de Terras das ITED (BGT). É obrigatória a existência de energia eléctrica no ATE superior. Para efeitos de tele-contagem, recomenda-se a interligação do ATE aos armários dos contadores de água, gás e electricidade. Para a fixação dos dispositivos às caixas dos ATE, estas devem ser providas de uma das seguintes soluções:    Fundo vertical de material plástico rígido adequado, com a espessura mínima de 10mm; Fundo vertical em PVC extrudido, ou similar, de 12mm de espessura; Perfis metálicos ou não metálicos com cursor, presos ao fundo vertical da caixa, comprimento correspondente à largura útil da caixa, e fundo metálico com malha reticulada e perfurada, com capacidade de aparafusamento de suporte; Em qualquer dos casos a solução adoptada não deve reduzir a profundidade da caixa em mais de 30mm.

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Cor laranja. imunizado de forma a evitar disparos intempestivos). para cabo coaxial.Cor azul. com capacidade de aparafusamento O ATE contém obrigatoriamente o Barramento Geral de Terras das ITED (BGT).REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 53 – Exemplos de fundos plásticos dos ATE Figura 54 – Fundos metálicos com malha reticulada e perfurada. No caso de se adoptar a solução de fixação dos dispositivos através de perfis metálicos. por exemplo). localizado no quadro eléctrico de origem do circuito. pág. para fibra-óptica. 78 . .Cor verde. . para pares de cobre. estes devem ser ligados ao BGT. Cada um dos ATE deve disponibilizar circuitos de energia 230V AC. . com os secundários dos três repartidores gerais instalados. onde se considera: . no mínimo. As ligações das terras de protecção das infra-estruturas são efectuadas no BGT. para passagem conjunta das 3 tecnologias. Em qualquer situação. 50Hz. Os circuitos de tomadas devem estar protegidos por um aparelho de corte automático (sensível à corrente diferencial residual de elevada sensibilidade (30mA. um circuito com 4 tomadas eléctricas com terra.Cor cinzenta. Deve ser disponibilizado. para fazer face às necessidades de alimentação eléctrica. O BGT é por sua vez interligado ao barramento geral de terras do edifício. os ATE devem prever espaço para a colocação de uma eventual ventilação forçada. Na figura seguinte representa-se o esquema de um ATE. É obrigatória a criação de condições de ventilação por convecção dos ATE.

Sempre que o RG-PC for instalado em bastidores.3. o que se recomenda. a disposição destas unidades deve ser definida. ou outros elementos. 79 . RG-PC – REPARTIDOR GERAL DE PARES DE COBRE O RG-PC é composto por:    Primário. Secundário.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 55 – ATE com os secundários dos Repartidores Gerais 2. ou às redes de urbanização onde estiver inserido. Cabos Coaxiais e de Fibra Óptica. constituído por conectores de oito condutores do tipo RJ45. na categoria adequada. cujo dimensionamento e instalação é da responsabilidade da entidade que ligar o edifício às redes públicas. Nas figuras seguintes são apresentados dois exemplos de ligações de um RG-PC.5.2 REPARTIDORES GERAIS O ATE deve conter os Repartidores Gerais de Pares de Cobre. ou réguas de derivação por cravamento. Cordões. descrita e desenhada pelo projectista. que garantam a interligação entre o primário e o secundário.2. pág.

utilizando dois andares de blocos de ligação de categoria 6 pág. 80 . utilizando um andar de bloco de ligação de categoria 6 Figura 57 – Exemplo de esquema de ligação de pares de cobre do primário e secundário do RG-PC.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 56 – Exemplo de esquema de ligação de pares de cobre do primário e secundário do RG-PC.

do tipo F-F. geridas pelos proprietários e administrações dos edifícios. pág. cujo dimensionamento e instalação é da responsabilidade da entidade que ligar o edifício às redes públicas. Cabe à entidade que liga o edifício às redes públicas de telecomunicações. ou de uma urbanização. 81 . ou às redes de urbanização onde estiver inserido. obriga à sua colocação em unidades modulares adicionais às definidas para o primário. RG-PC Secundário Cat. e 4 pares de cobre Os operadores públicos de comunicações electrónicas só poderão ligar os seus pares de cobre aos clientes que tenham contratado os seus serviços. O RG-PC poderá estar preparado para ser utilizado na transmissão de dados de redes locais. a responsabilidade de instalação ou colocação destes órgãos de protecção. RG-CC – REPARTIDOR GERAL DE CABOS COAXIAIS O RG-CC é composto por:   Primário.6 Figura 58– Unidade modular do secundário do RG-PC Figura 59 – Exemplo de unidades modulares em par de cobre. ou às redes da urbanização. quando necessária. constituído por uniões coaxiais.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS A utilização de órgãos de protecção. Secundário. categoria 6 Figura 60 – Exemplos de cordões de ligação de 1. 2.

e outro no ATE inferior. podendo ser efectuada das seguintes formas:     Cabo individual de cliente com ligação directa. do secundário do RG-FO ao primário do RC-FO de cada fracção. ponto a ponto. ou outros elementos. estando um normalmente localizado no ATE superior. com distribuição descendente (associado a MATV ou SMATV). desde que devidamente justificado pelo projectista. Cabo de coluna com pré-conectorização.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS  Cordões. No esquema seguinte está indicada uma possível constituição de um RG-CC. com distribuição ascendente em estrela (associado a CATV). A distribuição da rede colectiva de fibra óptica é efectuada em topologia estrela. que obriga à fusão das fibras. pontes. ou à sua ligação mecânica. Cabo de coluna sem pré-conectorização. Nos edifícios com 2 ou mais fogos devem existir dois RG-CC. apenas na terminação que vai ligar ao RG-FO. que garantam a interligação entre o primário e o secundário. RG-CC Operador 1 Secundário 1ºA 7 dB Operador 2 Figura 61 – Esquema de um possível RG-CC a colocar no ATE RG-FO – REPARTIDOR GERAL DE CABOS DE FO O secundário do RG-FO deve ser realizado com recurso a um painel de acopladores SC/APC para ligar. a cada fogo. de preferência pré-conectorizado. no mínimo. duas fibras. Na figura seguinte é indicado um exemplo de RG-FO: pág. 82 . Poderá considerar-se a utilização de cabo de coluna.

Para além de criar condições físicas de transmissão e flexibilização. pelo que deve estar preparado para receber do exterior as tecnologias de comunicação disponíveis suportadas em pares de cobre. o ATI interliga os cabos provenientes da CEMU à rede individual. de interligação entre a rede colectiva e a rede individual de cabos. há muito aplicado em bastidores de cablagem estruturada. comutadores (switchs). o elemento de centralização e flexibilização de toda a estrutura de telecomunicações. como conversores electro-ópticos. pág. 83 .2. necessário dotar o ATI da capacidade de albergar equipamentos activos. roteadores (routers). sendo normalmente constituído por uma ou duas caixas e pelos dispositivos (activos e passivos). faz coexistir de forma associada equipamentos activos. No caso das moradias unifamiliares. distribuindo-os por diferentes áreas. o ATI será constituído por um armário bastidor. Posto Privado de Comutação Automática (PPCA). no interior da referida moradia.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS RG-FO 2 FIBRAS POR FRACÇÃO Secundário Primário OP1 Primário OP2 1 CABO (2XFO) POR FRACÇÃO ENTRADA DE CABOS Figura 62 – Exemplo de RG-FO Figura 63 – Exemplos de caixas tipo para o RG-FO e respectivas interligações 2.3. O ATI é. Este conceito. Preferencialmente.3 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL – ATI O Armário de Telecomunicações Individual (ATI) faz parte da rede individual de tubagens. entre outros. poderá permitir complementá-las com equipamentos que possibilitem a codificação/descodificação e gestão de sinalização de suporte a serviços. que façam o interface com as redes de acesso e a gestão interna de serviços.5. ao nível do fogo individual. Torna-se. portanto. cabo coaxial e fibra óptica.

com uma tomada eléctrica com terra e um barramento de ligações de terra. em classe E. sempre que tecnicamente possível. por convecção. os denominados Repartidores de Cliente (RC). preferencialmente na zona lateral ou na zona superior do ATI. O ATI deve estar equipado. interligada com a primeira. desde o secundário do RG-PC até à tomada TT de ETHERNET. Hub/Switch). no seu interior. deve prever-se a existência da designada Caixa de Apoio ao ATI (CATI). No caso da moradia unifamiliar. bares. No caso de ser independente. Esse espaço poderá fazer parte integrante do corpo do ATI ou ser independente.  Cabo coaxial.  Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos activos (Router. O ATI deve ser facilmente acessível. de forma a minimizar o impacto visual. recomendando-se uma altura de colocação não inferior a 1. etc. e respectiva interligação ao ATE.REQUISITOS FUNCIONAIS NUM CENÁRIO MULTI-OPERADOR (VOZ OU VOZ/DSL):  Possibilitar a distribuição do serviço telefónico fixo de. Router. pág. O ATI contém 3 repartidores.  Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos activos (modem DSL. bastidor ou armário. A CATI será colocada na zona que o projectista considerar mais favorável. efectua-se entre a CEMU e a TT de ETHERNET. Existirão assim 3 RC: o RC-PC (par de cobre). é obrigatória.5m a contar da sua base em relação ao pavimento.  Fibra óptica. com configuração similar a este. O ATI poderá ser constituído por uma ou mais caixas. onde são alojados os equipamentos de recepção das três tecnologias provenientes da rede colectiva ou CEMU. pelo menos. O ATI deve ter espaço para alojar. A criação de condições de ventilação deste espaço. onde terminam os cabos provenientes das tomadas de telecomunicações (TT) em pares de cobre. As tecnologias a suportar são:  Par de cobre. no mínimo. deve ser garantida a adequada ventilação do ATI. nomeadamente nas salas destinadas a vigilantes. Hub/Switch). para colocação dos equipamentos activos. 2 equipamentos activos. que permitem a distribuição dos sinais pelas TT. possibilitar o estabelecimento de um canal de comunicação. no mínimo. Dada a eventual existência de equipamento activo com dissipação de calor. onde termina o cabo que chega de montante e o secundário. bem como os RC. piscinas. este mesmo canal. nesses espaços. ATI (PAR DE COBRE) . 84 . RC-CC (cabo coaxial) e RC-FO (fibra óptica). ATI (PAR DE COBRE) – CONSTITUIÇÃO DO RC-PC  O RC-PC é constituído por dois painéis de ligação: o primário.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Considera-se a possibilidade de existência de ATI para os serviços colectivos comuns a um edifício. localizada na ZAP.. ginásios. 2 operadores por todas as TT.REQUISITOS FUNCIONAIS NUM CENÁRIO DE OPERADOR (ETHERNET):  No caso dos fogos residenciais. ATI (PAR DE COBRE) . facilitando assim a existência de sistemas de telecomunicações. localizada na ZAP.

3. um para CATV e outro para MATV/SMATV. no mínimo.4 CAIXA DE ENTRADA DE MORADIA UNIFAMILIAR – CEMU A Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar (CEMU) é destinada aos edifícios residenciais de um fogo – Moradia Unifamiliar . em cabo coaxial e fibra óptica. entre as redes públicas de telecomunicações ou provenientes de uma ITUR. Hub/Switch). As dimensões mínimas. Hub/Switch).REQUISITO DE ESPAÇO O espaço reservado aos equipamentos activos. uma delas designada de Entrada 1 e a outra designada de Entrada 2. 2 – Caixa de passagem para as redes de operador que terminam no ATI.  Tecnologia cabo coaxial: Modem cabo. HUB/switch. ATI (FIBRA ÓPTICA) . ATI . ATI (FIBRA ÓPTICA) – CONSTITUIÇÃO DO RC-FO  O primário do RC-FO (Repartidor de Cliente de Fibra Óptica) será constituído por dois adaptadores SC/APC. para cabos de pares de cobre. por todas as TT.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS ATI (CABO COAXIAL) – CONSTITUIÇÃO DO RC-CC  Construído com base em repartidores. Router. No caso da moradia unifamiliar. poderá ter em consideração a existência dos seguintes equipamentos: Equipamentos que devem ser tidos em consideração:  Tecnologia par de cobre: Modem DSL. Router. e a rede individual de cabos. estes canais estão garantidos entre o secundário do RC-FO e as 2 tomadas de FO da ZAP. por 2 adaptadores. Router.sendo destinada ao alojamento de dispositivos de derivação ou transição.  Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos activos (ONT. 85 .2. ATI (CABO COAXIAL) .5.  Tecnologia fibra óptica: ONT. que terminam as duas fibras. no ATI e na CATI. Router. Esses adaptadores terminarão os dois cordões que ligam às duas tomadas ópticas (localizadas na ZAP).  Possibilitar o estabelecimento de uma rede local com base em equipamentos activos (modem cabo. 2.REQUISITOS FUNCIONAIS DO ATI:  Possibilitar dois canais de comunicação desde o secundário do RG-FO até às 2 tomadas de FO (localizadas na ZAP). da CEMU. devem ser: pág.REQUISITOS FUNCIONAIS  Possibilitar a distribuição dos sinais de CATV e MATV. Esta caixa tem 2 funções: 1 – Alojamento dos dispositivos de transição. Router. HUB/switch. internas. provenientes do RG-FO ou do exterior (caso da moradia unifamiliar).  Prever a ligação a uma tomada SAT (localizada na ZAP). HUB/switch.  O secundário será constituído.

desde que se garantam condições de espaço e de correcta instalação Os bastidores utilizados nas ITED terão as dimensões adequadas aos equipamentos a instalar e devem satisfazer os seguintes requisitos mínimos:   Existência de uma porta com fechadura. Como mínimo entende-se que contenha o seguinte:  1 dispositivo de ligação e distribuição com capacidade para ligação de 4 pares de cobre.2. dadas as suas excelentes capacidades face a outras soluções técnicas. de Cat.5.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Altura 230 mm Largura 230 mm Profundidade 110 mm Tabela 28 – Dimensões mínimas. para cabos de pares de cobre. para jusante.5 BASTIDORES DE CABLAGEM ESTRUTURADA A utilização de bastidores de cablagem estruturada é sempre preferível. Deve ser equipado de régua em pág. ou das ITUR.  Figura 64 – Exemplo de uma CEMU 2. Constituído por um armário em dimensões adequadas. dotado com perfis ajustáveis. com acessibilidades facilitadas. à rede individual. equipadas com interruptor ligar/desligar e filtro de rede.6.3. Para montante são ligados os cabos de operador ou provenientes de uma ITUR. Podem ser utilizados em qualquer espaço adequado à colocação de equipamentos de telecomunicações. internas. eventualmente por rotação por parte do armário e porta frontal. da CEMU No interior da CEMU estão alojados os dispositivos. de modo a garantir restrição de acesso. que permitem a ligação das redes públicas de telecomunicações. fornecida através de circuitos devidamente protegidos com disjuntores diferenciais. o cabo de pares de cobre. que se dirige ao ATI. Deve possuir alimentação eléctrica. Será também equipado com prateleiras de apoio para Hub/router/switch. ligados a réguas de tomadas com terra. 86  . A este bloco é ligado.

Os cabos devem ser agarrados a intervalos regulares. categoria 6. FTP ou STP. destinadas à ligação dos cabos Cat. Os equipamentos activos de gestão da rede serão também ligados à rede de tomadas RJ 45 ou a ligadores onde estão ligadas as extensões provenientes da central. A passagem dos cabos deve ser feita com muito cuidado. para ligações nos bastidores. de forma a serem evitadas as dobras que poderão causar a diminuição das propriedades eléctricas dos cabos. dotados com réguas de tomadas RJ 45. caso exista.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS perfis de alumínio e tampas terminais em PVC. existentes para o efeito nos painéis passivos. Ser equipado com painéis passivos com fichas fêmea RJ 45. às tomadas RJ45 e aos painéis passivos existentes no bastidor. Os painéis passivos devem suportar a identificação das tomadas RJ 45. bem como guias para arrumação dos cordões de interligação. de preferência blindadas. equipado com painéis passivos. Deve possuir guias para acondicionamento da cablagem fixa. para ligação no bastidor ou ainda para ligação de equipamentos às tomadas RJ45. As blindagens dos cabos devem ser interligadas. sendo a ligação. com o número de tomada a que correspondem. Entre cada 2 painéis de interligação poderá ser colocado um guia. nas extremidades e nos pontos de derivação. e em conformidade com os equipamentos instalados. Devem dispor de boas características mecânicas que lhes confiram durabilidade e resistência a múltiplas utilizações. ou eventualmente. os cabos devem formar um seio. com a finalidade de diminuir o esforço de tracção. sendo equipados com guias de “patch”. As TT em par de cobre. Deve ser garantido o isolamento por separação física dos cabos UTP. de 3m. entre a ficha RJ45 e o cabo. em relação a cabos de energia. 87 . de 2m. Os cabos UTP. exclusivamente para eventual ligação dos equipamentos às tomadas RJ45. sendo o raio de curvatura igual ou superior a 5 vezes o diâmetro do cabo. em quantidade suficiente para o encaminhamento dos cordões de ligação entre os equipamentos activos e os painéis passivos (patch core).   Ventilação obrigatória. No bastidor será feita a ligação do tensor metálico a contactos de terra. para ligação dos equipamentos às tomadas RJ45. devem ter comprimentos: de 1m. FTP ou STP. ligando-se depois ao terminal de terra do RG-PC ou ao bastidor de telecomunicações. interrupções ou derivações. com o mínimo de quatro tomadas com terra e interruptor luminoso. Os cabos serão identificados de forma clara e indelével.            pág. correctamente vulcanizada. Os cabos de pares de cobre a instalar devem ser ligados sem emendas.6. de 5m. Nas caixas de passagem ou repartição. serão servidas a partir do bastidor de telecomunicações. somente para ligação do bastidor. distribuídas pelos diversos compartimentos do edifício.

Painel de operadores (coaxial).6. para os pares de cobre. Painel de distribuição horizontal de cabo coaxial.  Painel de distribuição de fibra – Conectores SC/APC. cumprindo os requisitos da classe E.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS  O cabo a utilizar deve ser do tipo UTP. instalado dentro do bastidor com funções de ATE. preferencialmente. O BGT ficará. no mínimo. até 2400MHz.Bastidor de parede e sistema de ventilação pág. Na utilização de cabos coaxiais deve estar preparado para frequências de trabalho. 88 . Painel de distribuição horizontal de cobre – RJ 45 Cat. Painel de operadores (cobre e fibra). e Figura 65 – Esquema típico de um bastidor com funções de ATE Figura 66. categoria 6. Zona para equipamentos activos alimentação (4x tomadas eléctricas).

6 SALAS TÉCNICAS Espaços de Telecomunicações.3. Baseiam-se no tipo de edifício e no número fixo de cabos. definido como a quantidade de cabos que passa pela coluna montante. As portas devem abrir para fora. 89 .5. assim. em compartimentos fechados e com requisitos apropriados para alojamento de equipamentos e dispositivos. no local de maior ocupação.Tipos e dimensões das Salas Técnicas Os Graus de Complexidade dos edifícios são definidos na EN50174-1. Os tipos e dimensões das Salas Técnicas constam da tabela seguinte: TIPO DE SALA TÉCNICA S0 S1 S2 S3 Nº DE FOGOS até 32 de 33 a 64 de 65 a 100 mais de 100 DÍMENSÕES MÍNIMAS [cm] 300 x 100 300 x 200 300 x 300 600 x 300 Tabela 29 .2. cumprindo. os regulamentos de segurança aplicáveis.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Figura 67 – Mini-bastidores típicos adaptados às três tecnologias de telecomunicações 2. Considere-se a seguinte tabela: NÍVEL DE COMPLEXIDADE DA INFRA-ESTRUTURA TIPO DE EDIFÍCIO Escritórios Industriais Residenciais Mistos NÚMERO FIXO DE CABOS 2 a 10 1 1 1 2 11 a 100 2 2 2 3 101 a 1000 3 3 3 3 > 1000 4 4 4 4 Tabela 30 – Níveis de complexidade dos edifícios pág.

 Recomendação de uma cota que garanta que a sala se encontra acima do nível freático. Considera-se ainda.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS Tendo em conta os graus de complexidade estabelecidos. As Salas Técnicas devem obedecer aos seguintes requisitos mínimos:  Altura mínima de 2.  Porta dupla. contígua ou não ao edifício e devidamente identificada.  Um extintor. considera-se obrigatória a existência de Sala Técnica sempre que: a) O Grau de Complexidade do edifício for 3 ou 4.  Revestimento do chão com características anti-estáticas e anti-derrapantes.  Caixa de Entrada de Cabos localizada na Sala Técnica. Sistema de Caminho de Cabos Caixa de Entrada de Cabos Figura 68 .  Iluminação adequada à execução de trabalhos que exijam esforço visual prolongado. pág. nos restantes edifícios.  Sistema de ventilação. b) O número de fogos seja superior a 64.  Marcação na porta de forma indelével da palavra “Sala Técnica”. em construção separada. que na construção das Salas Técnicas seja considerado:  Ambiente controlado. dependerá da sua especificidade. 90 . de modo a garantir uma temperatura entre 18 e 24ºC e uma humidade relativa entre 30 e 55%.  Paredes rebocadas e pintadas com tinta plástica.Sala Técnica com Sistema de Caminho de Cabos Admite-se a existência de Salas Técnicas localizadas fora do edifício.2 m. com carácter de recomendação.  Instalação eléctrica com pelo menos um circuito de tomadas e um circuito de iluminação com sistema de corte e protecção. A construção de Salas Técnicas. cabendo ao projectista decidir sobre a sua existência.

donde se destacam os seguintes: Antena de FM (88 – 108MHz) assegura a captação das emissões de rádio em Frequência Modulada. também poderão estar localizados na CEMU. onde se efectua a interligação entre cabos de redes distintas. canal 2. e os Arquipélagos dos Açores e Madeira. A antena de VHF – BI (47 – 68 MHz) assegura a captação. das emissões da RTP1. Os órgãos de protecção devem ser tripolares. quer o secundário são constituídos por estruturas modulares associadas a uma tecnologia específica.3. A antena de VHF . das emissões da RTP1 em grande parte do território Continental. A interligação entre os cabos do primário e do secundário é estabelecida por meio de cordões. No caso das moradias unifamiliares. Os dispositivos de transição entre a Rede Colectiva e a Rede Individual fazem parte do ATI ou do bastidor com funções de ATI. onde a emissão dos canais regionais se faz nesta banda (RTPA e RTPM). para a captação da emissão da RTP1. Poderão ser instalados órgãos de corte e descarga de sobretensões. nos primários convenientes.2. 91 .5. para ligação a cabos de pares de cobre.BIII (174 – 230MHz) assegura a captação.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2. às derivadas dos contactos com linhas de energia ou às resultantes de indução electromagnética. Figura 69 . pág. conhecida como banda de FM. módulos de tomadas para cabo coaxial e módulos de tomadas para ligação de cabos de fibra óptica. ou emissor da Lousã canal 3. até ao switch off. nas zonas do território Continental servidas pelos emissores do Muro. Normalmente é apenas necessária uma das antenas. TERMINAIS E DE PROTECÇÃO Os dispositivos de transição e de repartição são dispositivos passivos. pelas razões atrás assinaladas.4 ANTENAS DE MATV E EMISSORES NACIONAIS Existem vários tipos de antenas de MATV. até ao Switch off (cessação das emissões analógicas televisivas terrestres). comutadores ou por outros dispositivos considerados adequados.Tomada óptica para calha e caixa para tomada óptica (55mm de profundidade) 2. São montados em módulos de tomadas ou réguas de ligação.7 DISPOSITIVOS DE TRANSIÇÃO. de modo a estabelecer a ligação à terra das correntes associadas às descargas atmosféricas. acima descritas. São excepções o emissor de Palmela que emite a TV2.5. devidamente acomodados. Quer o primário. A entrada do dispositivo (ligação da rede a montante) designa-se por primário e a saída do dispositivo de saída (ligação à rede a jusante) designa-se por secundário. REPARTIÇÃO. Lousã e Muro.

deixando de existir entradas aéreas. de forma a albergar a tubagem proveniente do edifício. caso se trate de uma antena que responda à BV. instaladas no topo dos edifícios. prevendo a ligação às redes públicas de telecomunicações.2. esta mesma antena assegura a captação das emissões digitais.BIV + BV (470 – 862 MHz) assegura a captação. Em simultâneo com as emissões analógicas. NOTA IMPORTANTE: A construção de entradas aéreas é proibida.2. esta antena assegura normalmente a captação da RTP1. A rede de tubagens do edifício termina.6 do presente documento. numa Câmara de Visita Multi-operador (CVM). a instalar junto à entrada do edifício. As fronteiras de cablagem das ITED são os secundários dos Repartidores Gerais (RG) ou os secundários dos Repartidores de Cliente (RC). SIC e TVI em todo o território Continental. no território continental e arquipélagos. obrigatoriamente.REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS A antena de UHF . pág. A referida CVM deve estar devidamente dimensionada. Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. A PAT serve exclusivamente para a passagem de cabos das antenas. Os referidos dispositivos são parte integrante das ITED. das emissões da TV2 (excepto Palmela onde se trata da RTP1). Os edifícios só permitem entradas de cabos por via subterrânea. 2.6 FRONTEIRAS DAS ITED Os edifícios podem estar implantados na via pública ou em ITUR públicas ou privadas. O dimensionamento das fronteiras das ITED consta do ponto 4. até ao switch off. 92 . para o caso das moradias unifamiliares.

digamos 3. o projectista poderá considerar mecanismos adicionais de protecção e o instalador adoptar práticas apropriadas para que tal componente seja manuseável e utilizável. 93 . Os parâmetros que caracterizam o grau de exigência ambiental (EN50173-1) são: pág. Nível 2 (MÉDIO) e Nível 3 (ALTO).CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE 3 CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE O conceito MICE estabelece um processo sistemático para a descrição das condições ambientais. aos projectistas e instaladores.Exequibilidade técnica. em que é exigível um nível de protecção mecânica elevado. em condições aceitáveis de custo. conforme representado na figura seguinte: Projecto Custo dos materiais e execução Prescrições adicionais Nível de exigência ambiental Exequibilidade técnica Baixo Média Alto Figura 70 – Espaço de conciliação do projecto Como exemplo consideremos um sistema de cablagem. .Condições ambientais. e um dos componentes apenas se encontra disponível no mercado. para diferentes níveis de exigência ambiental. a selecção dos materiais utilizáveis. Nestas condições. com propriedades características do nível 2. . Esta concepção permite. no ambiente caracterizado por nível 3. com base em três níveis de exigência: Nível 1 (BAIXO). Tal ponto de equilíbrio poderá ser encontrado dentro de um espaço de conciliação.Custo dos materiais e da execução. consoante o tipo de utilização de um determinado espaço. O projectista deve procurar um compromisso tendo em conta os seguintes vectores: .

I – Propriedades relativas ao Ingresso ou penetração de corpos sólidos ou de líquidos. C – Propriedades Climáticas e comportamento perante agentes químicos.CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE M – Propriedades Mecânicas. acopladores. 94 .2 INGRESSO OU PENETRAÇÃO (I) Os níveis de exigência ambiental associados ao ingresso ou penetração de corpos sólidos.] Resistência ao choque [J] Resistência à torção -2 -2 BAIXO M1 40 1.0 50 Conforme especificações do componente e EN50174-2 45 para a=25 1 1100 para a=150 10 2200 para a=150 30 Conforme especificações do componente e EN50174-2 Tabela 31 – Caracterização ambiental para graus de exigência mecânicos Para o caso específico dos elementos de ligação (fichas. devem estar em conformidade com os valores definidos na tabela seguinte: Nível de exigência PROPRIEDADES DE INGRESSÃO Penetração/Ingresso de corpos sólidos (partículas) Penetração/ingresso de líquidos BAIXO I1 IP2X IPX0 MÉDIO I2 IP6X IPX5 ALTO I3 IP6X IPX5 / IPX7 Tabela 33– Caracterização ambiental para graus de exigência de ingresso pág. ou de líquidos. 3.1 MECÂNICAS (M) Na tabela seguinte estão definidos os níveis de exigência mecânica a utilizar na caracterização ambiental para sistemas de cablagem: Nível de exigência PROPRIEDADES MECÂNICAS Impacto (aceleração) [ms ] Vibração (amplitude da oscilação de 2 a 9 Hz) [mm] Vibração (amplitude da aceleração de 9 a 500 Hz) [ms ] Resistência à tracção Resistência à compressão [N sobre a mm (linear) min.0 20 ALTO M3 250 15. E – Propriedades Electromagnéticas.5 5 MÉDIO M2 100 7. etc) consideram-se os seguintes níveis de exigência particulares (EN50173-1): PROPRIEDADES MECÂNICAS Resistência à tracção (entre ficha e cabo) [N] M1 25 M2 300 M3 500 Tabela 32 – Caracterização ambiental para graus de exigência mecânicos – elementos de ligação 3.

25 a +70 1.05/< 0.1 <0.5/< 1.01/< 0. estão caracterizadas na tabela seguinte: Nível de exigência PROPRIEDADES CLIMÁTICAS Temperatura ambiente [ºC] Taxa de mudança de temperatura [ºC min-1] Humidade relativa [%] Irradiação solar [Wm ] Contaminação por substâncias estranhas (poluição líquida) [ppm] Cloreto de sódio (sal marinho) Óleos (concentração em ambiente seco) líquidas -2 BAIXO C1 -10 a +60 0.2/< 1.3 <0.01 <0.0 Tabela 34 – Caracterização ambiental para graus de exigência climáticos pág.1/< 0.3 <0.0 <0.3 <0.002/< 0.03 <0.03 <0.3 < 0.1 5 a 85 (sem condensação) 700 MÉDIO C2 .002/< 0.40 a +70 3.1 <0.3 < 0.003/< 0.005 <1/< 5 <0.3 <0. 95 .0 <0.1/< 1.03 >0.0 5 a 95 (com condensação) 1120 0 0 <0.1/< 0.1/< 1.05 <0.005 >5x104 (solução aquosa não gelatinosa) pep temporária (condensação) média/pico <0.5 <0.001/< 0.3 CLIMÁTICAS E QUÍMICAS (C) As propriedades climáticas e o comportamento perante agentes químicos que caracterizam os níveis de exigência ambiental para os sistemas de cablagem.001 -/< 0.0005/<0.005 média/pico <10/< 50 <5/< 15 <5/< 15 <0.01/< 0.01/< 0.005/< 0.6/< 3.06 /< 0. incluindo os dispositivos de ligação.05/< 0.05/< 0.5 >5x104 (solução aquosa gelatinosa) pep frequente Estearato de sódio (sabão) não Detergentes Soluções de material condutor Contaminação por substâncias estranhas (poluição gasosa) [ppm] Sulfureto de hidrogénio Dióxido de enxofre Trióxido de enxofre (pep) Cloro seco (< 50% humidade) Cloro húmido (>50% de humidade) Cloreto de hidrogénio Fluoreto de hidrogénio Amónia Óxidos de azoto Ozono gasosas 0 não média/pico <0.CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE 3.02/< 0.01 <0.025/< 0.0 5 a 95 (com condensação) 1120 ALTO C3 .0 <50/< 250 <5/< 10 <0.06 <0.05 <10/< 50 <0.0 <0.

relativas a sistemas de cablagem. 96 .667 C) [kV] por BAIXO E1 4 8 3 (80 a 1000) Radiação RF (modulação de -1 amplitude) [Vm (intervalo [MHz])] Condução RF [V] Diferença de potencial de transição CA (corrente alterna) [V] Diferença de potencial de transição à terra [V] Campo magnético (50 Hz) [Am ] Campo magnético (60 a 20000 Hz) -1 [Am ] -1 MÉDIO E2 4 8 3 (80 a 1000) 3 (1400 a 2000) 1 (2000 a 2700) 3 (150 kHz a 80 MHz) 1000 1000 3 pep ALTO E3 4 8 10 (80 a 1000) 3 (1400 a 2000) 1 (2000 a 2700) 10 (150 kHz a 80 MHz) 2000 2000 30 pep Descarga electrostática no ar (0. Exposição a radiação UV Presença de óleos Humidade Irradiação Agressão química Vibração ÁREA DE APLICAÇÃO CLASSE AMBIENTAL TÍPICA Indústria química Aeroporto Mina Estação Eléctrica Indústria do aço Indústria alimentar                    M2I3C2E2 M3I3C2E3 M3I3C1E1       M3I3C2E3 M3I3C2E3 M3I3C2E1 Tabela 36 – Exemplos de Classes Ambientais pág. Nível de exigência PROPRIEDADES ELECTROMAGNÉTICAS Descarga electromagnética contacto (0.132 C) [kV] 3 (1400 a 2000) 1 (2000 a 2700) 3 (150 kHz a 80 MHz) 500 500 1 pep Tabela 35 .Caracterização ambiental para graus de exigência electromagnéticos 3.5 CLASSES AMBIENTAIS Na tabela seguinte estão descritos alguns espaços de utilização e as correspondentes Classes Ambientais típicas. PROPRIEDADES Presença de água ou outros líquidos Campo Electromagn.4 ELECTROMAGNÉTICAS (E) Na tabela seguinte estão definidas as propriedades electromagnéticas que caracterizam os níveis de exigência ambiental para os sistemas de cablagem.CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS – O CONCEITO MICE 3. incluindo os dispositivos de ligação.

sem prejuízo da utilização de outras consideradas mais evoluídas.1 ELABORAÇÃO DO PROJECTO ITED As regras seguintes têm por objectivo estabelecer procedimentos normalizados no que diz respeito à elaboração de projectos ITED. A solução apresentada deve contemplar as partes colectivas e individuais. equipamentos passivos e activos. expressas pelo dono de obra. definir as redes de tubagens. As regras de cada tipo de edifício estão presentes nos seguintes pontos: Tipo de edifício Residenciais Escritórios Comerciais Industriais Especiais Mistos Referência Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Capítulo 11 Capítulo 12 Capítulo 13 Tabela 37 – Referência aos capítulos com regras específicas de projecto As presentes regras são entendidas como mínimas. pág. A elaboração de um projecto é apoiada num conjunto de metodologias e regras. e conforme oferta disponível no mercado. dispositivos. Estes procedimentos devem estar de acordo com a legislação em vigor (Decreto-Lei n. O projecto técnico ITED define um conjunto de soluções de telecomunicações. com base nas necessidades e perspectivas do dono de obra. com o objectivo de satisfazer necessidades funcionais específicas. bem como o respectivo orçamento. elaborar medições e mapas de quantidades de trabalhos. Poderá. Na figura seguinte está representado o diagrama do processo associado à elaboração de um projecto.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 4 REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO Este ponto estabelece as regras de projecto aplicáveis a todos os edifícios. redes de cabos. devida e justificadamente dimensionados. igualmente. materiais. cumprindo as regras técnicas deste manual ITED. estabelecer as arquitecturas de rede a aplicar. 97 . O projectista deve. baseadas nas regras técnicas do presente Manual e nas necessidades de existência de serviços.º 123/2009. 4. de uma forma geral. de 21 de Maio) e com as Normas Europeias aplicáveis. assim.

Número e características dos fogos. EXEQUIBILIDADE: Atributo de um projecto que se traduz em ser passível de realização com os meios (materiais e humanos) disponíveis e de acordo com as regras estabelecidas. definidas em reunião prévia com o dono de obra. de modo a possibilitar a realização das funções desejadas. . PREÇO: Valor do consumo de recursos técnicos e materiais. . DOCUMENTAÇÃO GERAL DO PROJECTO: Conjunto formal.Localização do edifício. REGRAS TÉCNICAS: Conjunto de princípios reguladores de um processo.Tecnologias e topologias de rede a utilizar. MÉTODO: Princípios de boas práticas de engenharia. de acordo com as Classificações Ambientais MICE.1.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO Condicionantes Exequibilidade Ambiente Preço Dados e Requisitos Funcionais do Edifício PROJECTO Documentação Geral do Projecto LEGENDA: DADOS E REQUISITOS FUNCIONAIS: Aspectos particulares a que uma infra-estrutura deve obedecer. incluindo a mão-de-obra.Definição dos interfaces de rede. pág. destinado à obtenção de resultados considerados úteis para uma decisão ou acção de carácter técnico. 4. 98 Regras Método .1 DADOS E REQUISITOS FUNCIONAIS As informações mínimas necessárias à elaboração de um projecto ITED são: . com vista à simplificação dos processos e eficácia funcional. AMBIENTE: Conjunto das características específicas do meio envolvente. explícito e completo de documentos necessários à execução de um projecto. . necessários à execução de uma infra-estrutura.Tipo de edifício (Utilização). .

2 CONDICIONANTES Um projecto ITED é desenvolvido a partir da avaliação dos requisitos funcionais e dos seguintes tipos de condicionalismos: . etc.Facilidade de verificações e ensaios. 4.Protecção (Sigilo.Obrigatoriedades regulamentares impostas neste Manual ITED. .1. bem como as soluções encontradas para as ultrapassar.Âmbito do projecto. . Estes factores devem ser considerados nas diferentes fases da vida de um edifício ITED: .Instalação . 99 . segurança.Tempo e facilidade de execução.Rastreabilidade. pág.1 EXEQUIBILIDADE Os principais factores (lista não exaustiva) que podem ter implicações em termos de exequibilidade de um projecto são: .Tecnologias disponíveis. . etc. .Durabilidade.Necessidade de equipamentos activos (dimensões.).Recomendações provenientes deste Manual ITED. .Utilização / Manutenção Todas as condicionantes em termos de „exequibilidade‟ devem constar da Memória Descritiva. .Custo dos materiais e da execução. características. etc. tecnologias.Sistemas de cablagem.Necessidades especiais do utilizador e do dono de obra. .Disponibilidade de materiais e ferramentas. como sejam as acessibilidades e a utilização adequada de novas tecnologias. .).Classe ambiental associada à utilização do edifício (Classificações MICE).REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 4.Exequibilidade técnica (meios. .Posicionamento dos elementos na rede. .). . . .2. . .1.

para a avaliação do factor custo e para uma correcta análise custo/benefício. pelo que o projectista ITED tem a obrigação do cumprimento das boas práticas desse acto.1. 4. tipo de materiais. .1. 100 . Fase 2: Efectuar os cálculos necessários ao dimensionamento da tubagem e da cablagem ITED. 4. . Um projecto ITED deve ser realizado em 4 fases: pág. O projecto é um acto de engenharia.Simplificação de cálculos.Uma clara interpretação do projecto. Assim. que a instalação se encontra de acordo com o projecto. principalmente pelo instalador.4 MÉTODO As boas práticas de engenharia têm por base o emprego de conhecimentos e métodos adequados às seguintes situações: . Fase 4: Assegurar.2.3 REGRAS As regras são as que constam no presente Manual e que constituem as Prescrições e Especificações Técnicas ITED. bem como a relação com os outros factores condicionantes.1. os eventuais requisitos pedidos pelo dono de obra e as características mínimas definidas. aplicando as Regras Técnicas estabelecidas.2 AMBIENTE No que respeita às condicionantes ambientais: ver o ponto 3 do presente manual (Classes Ambientais) 4. constante do ponto 4. se existirem.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO O instalador poderá constatar a não exequibilidade de alguma parte ou partes do projecto. tendo em conta os materiais disponíveis no mercado. delinear a estrutura de redes. equipamentos activos e passivos a aplicar. com o uso de ferramentas adequadas. . as características do edifício.1. 4. o projectista deve equacionar as diferentes alternativas possíveis e o custo associado a cada uma delas.2. por si ou por seu mandatário.5 FASES DO PROJECTO Fase 1: Analisar os Requisitos Funcionais e Condicionantes do projecto.Responsabilidade na indicação das melhores soluções ao dono de obra. Fase 3: Elaborar a Documentação Geral do Projecto.Adaptação permanente do projectista a novas realidades tecnológicas.3 CUSTO Os condicionalismos associados aos custos dos materiais e da execução têm normalmente um impacto relevante na elaboração de um projecto. Nestas condições deve ser consultado o Procedimento de Alteração do projecto.6. 4.1.

Esta designação coincide com o diâmetro comercial. Entre cada dois troços de tubo consecutivos poderá intercalar-se uma caixa de passagem. na separação entre as cablagens de telecomunicações e os cabos e condutores isolados de energia eléctrica. ii. preferencialmente. As curvas junto às caixas de aparelhagem poderão não contar para o efeito anterior. DIÂMETRO INTERNO = DIÂMETRO ÚTIL As regras básicas do projecto ITED são as seguintes: a) É recomendado que o traçado das tubagens seja predominantemente recto e os percursos efectuados. salvo se se conseguir garantir a correcta instalação e passagem da cablagem. desde que se garanta a correcta manobra e enfiamento de cabos. c) Admite-se. 101 . calculado de acordo com a fórmula dos diâmetros de tubagem. salvo disposição em contrário.2 4. os diâmetros referidos são considerados externos. Cada curva diminuirá o comprimento máximo do troço em 2 metros. deve realizar-se de maneira a garantir as distâncias. equivalente ao diâmetro nominal. conforme se indica: pág. para cada troço de tubo. deve ser efectuado de modo a garantir as seguintes distâncias mínimas (mm) em relação a canalizações metálicas: i. na horizontal e na vertical. bem como dos caminhos de cabos.1 PROJECTO DAS REDES DE TUBAGEM REGRAS GERAIS O projectista deve tomar em consideração o definido no ponto 2.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 4. com recurso ao aumento de diâmetro do tubo utilizado.2.2 relativamente aos materiais e dispositivos a utilizar na composição das Redes de Tubagem.5. e) O percurso das condutas (tubos e calhas). d) O percurso das condutas (tubos e calhas). a execução de um máximo de 2 curvas. Salienta-se a designação de diâmetro externo dos tubos. b) Um troço de tubo corresponde a um tubo com 12 m de comprimento. 200mm nos percursos paralelos. 50mm nos pontos de cruzamento. Ao longo do presente Manual. DIÂMETRO EXTERNO = DIÂMETRO NOMINAL = DIÂMETRO COMERCIAL O diâmetro interno refere-se ao diâmetro útil.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO Separação mínima entre cabos [mm] Cabos de TIC Cabos de Energia Sem separação. no caso dos tubos. CONDUTAS DE ACESSO a) No ETS. ou separação nãometálica 200 50 30 0 Com separador de alumínio 100 20 10 0 Com separador metálico 50 5 2 0 Não blindado Blindado Não blindado Blindado Não blindado Não blindado Blindado Blindado Tabela 38 – Separação entre cabos de energia e telecomunicações É proibida a passagem de cabos de telecomunicações e de energia nos mesmos tubos. a classificações métricas. No caso da utilização de calhas. b) No ETI.6 d) A ligação por via subterrânea às CVM. pelos dois tipos de cabos referidos. em qualquer caso. os tubos da PAT devem ter o diâmetro externo mínimo de 40mm. no seguinte caso:  Nos troços de ligação às TT. c) Os tubos das condutas de acesso subterrâneo. desde que a separação mínima. Se a distância referida for superior a 35 metros. de ligação às CVM. no caso das calhas. seja garantida. apenas os últimos 15 metros podem admitir a não manutenção das distâncias referidas na tabela. poderá o projectista pronunciar-se sobre a melhor forma de encaminhamento. não devem ter curvas com ângulo inferior a 120º. Em alguns tipos de caminhos de cabos. quando não for realizada através de tubos. e a secção interna da divisória (secção útil). As dimensões destes tubos estão definidas na tabela do ponto 4. deve ter o dimensionamento mínimo útil idêntico ao considerado para estes.2. desde que a distância seja inferior a 35 metros. deve ser considerado o diâmetro interno. devendo ser um dos compartimentos exclusivo dos cabos de energia. Não existe a necessidade de separação entre os cabos eléctricos e os de telecomunicações. entre cabos de telecomunicações e de energia. g) Todos os elementos ou acessórios roscados devem obedecer. a proibição da partilha do mesmo tubo ou do mesmo compartimento de calha. f) Para efeito do cálculo da capacidade das condutas.8m. Mantém-se.2. pág. ou esteiras. a profundidade mínima de enterramento é de 0. 102 . exclusivamente. estas devem ter divisórias.

d) Deve prever-se uma caixa de colunas por cada piso ou secção (distribuição principal na horizontal). e) A localização das caixas nas colunas montantes deve ter em conta a melhor distribuição dos cabos. f) A inclinação no sentido ascendente dos tubos das condutas de entrada. f) A ligação da rede colectiva à rede de cliente é assegurada por um único tubo. devendo também recorrer-se a CV de passagem. ter acesso directo. sempre que ocorram derivações na tubagem ou mudanças de direcção significativas. devem ser considerados compartimentos com capacidade equivalente (aproximadamente 500 mm2). sempre que existam colunas e entradas de fogos no piso. tal como indicado na figura seguinte: Tubos 10mm PC CC FO 10mm Figura 71 – Distâncias dos tubos às laterais das caixas c) Deve existir uma coluna montante. com diâmetro externo fixo de 40mm ou equivalente. no entanto. devem ser montados de modo a que a base que suporta os cabos se situe a uma altura não inferior a 2. pelo que se recomenda que o seu topo esteja a pág. quando construídas em tubos. 103 . Não devem.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO e) Admite-se. No caso de utilização de calhas. As colunas colectivas devem estender-se a todos os pisos do edifício. g) Sempre que se recorra à utilização de Caminhos de Cabos.5m. por cada tecnologia adoptada (três condutas). ou entre a CEMU e o ATI. nas eventuais ligações através do subsolo entre diferentes edifícios de uma mesma rede. um comprimento máximo de 50m para cada troço de tubo. por aplicação das fórmulas para cálculo dos diâmetros de tubos. no mínimo. em galerias ou áreas de passagem/permanência de pessoas. pelo que devem ser colocadas de modo a minimizar o número de cruzamentos e curvas. a distância entre as geratrizes externas dos tubos laterais e a extremidade da caixa deve ser no mínimo de 10mm. estes devem ter um diâmetro externo mínimo de 40mm. quer na PAT quer na entrada de cabos do ETI. não deve ser inferior a 10%. REDE COLECTIVA DE TUBAGENS a) Nas colunas colectivas. h) Todas as caixas da Rede Colectiva devem ser instaladas em zonas colectivas do edifício. b) Nas caixas de colunas que utilizem tubos.

preferencialmente próximo do quadro de energia. de acordo com o projecto. gás e electricidade. i) j) Deve prever-se a ligação do ATE aos contadores de água. ou bastidor equivalente. k) l) m) É obrigatória a indicação da localização. para ligação a electroválvulas ou outros dispositivos de domótica e segurança. REDE INDIVIDUAL DE TUBAGENS a) A Rede Individual de Tubagens deve ser concebida de modo a permitir a instalação de três redes de cabos (pares de cobre. e) A capacidade dos tubos ou calhas deve ser calculada com base nas fórmulas 1 e 2. funcionalmente acessível. k) As caixas da rede colectiva devem estar identificadas. através do ATI. para pés-direitos superiores a 3m. e a 0. 104 . coaxial e fibra óptica) com topologia em estrela.2. das caixas de aparelhagem.50m do tecto. admitindose a possibilidade de partilha de condutas para a passagem dos cabos. a instalação de um ATI. devem os elevadores ser considerados como fracções autónomas. Do ATI sairão as condutas para as caixas de passagem individuais e para as caixas de aparelhagem. no mínimo. A Rede Individual de Tubagem poderá contemplar as condutas necessárias para a interligação. que albergam as TT. quando aplicável.5m do nível do chão. gás e electricidade. devendo a sua localização ser devidamente justificada pelo projectista.5. sejam eles em PC. aos sistemas de videoporteiro e televigilância. esta altura poderá não ser respeitada. ou de capacidade equivalente. CC ou FO. ou calha de capacidade equivalente. b) Recomenda-se a utilização de caixas de aparelhagem que possibilitem a instalação de tomadas mistas ou de espelho comum. na instalação em calhas. quando aplicável. medida no centro. pág. deve ser instalado no local que melhor sirva os interesses dos utilizadores. ao qual deve ficar interligado por meio de tubo com diâmetro não inferior a 20mm. Para efeito do dimensionamento da rede de tubagens. f) g) O diâmetro externo mínimo dos tubos a utilizar nas Redes Individuais de Tubagem é de 20mm. no caso de serem utilizadas calhas. por cada fogo ou unidade de distribuição interna autónoma. para efeito de telecontagem. h) O ATI. nas plantas dos fogos. As caixas de aparelhagem devem ser instaladas a uma altura mínima de 30cm acima do pavimento. A Rede Individual de Tubagem deve contemplar. c) A profundidade mínima para as caixas de aparelhagem é de 55mm. d) Os materiais a utilizar nas Redes Individuais de Tubagem devem estar em conformidade com o exposto no ponto 2.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 2. ou até a sistemas fotovoltaicos. ou um bastidor considerado equivalente. para pésdireitos inferiores a 3m. i) j) Poderá prever-se a ligação do ATI aos contadores de água.

2 DIMENSIONAMENTO DOS ELEMENTOS DA REDE DE TUBAGENS Na figura seguinte apresenta-se o esquema geral de tubagens de um edifício ITED.2. ATE (SUPERIOR) ATI Caixa de Coluna ATI ATI Caixa de Coluna ATI ATE (INFERIOR) CV Figura 72 – Rede colectiva e individual de tubagem pág.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 4. com a tubagem colectiva e individual. 105 .

tal como referido na EN 50086: Diâmetro Externo dos tubos [mm] 40 50 63 75 90 110 Diâmetro Interno (Di) mínimo [mm] 30 37 47 56 67 82 Tabela 39 – Diâmetro externo versus diâmetro interno mínimo Para efeito de selecção dos tubos e respectivas capacidades.2. 8 assegura capacidade de manobra para enfiamento dos cabos. deve ser considerada a seguinte fórmula: 2 2 2 𝑆𝑢 ≥ 2 𝑠1 + 𝑠2 + ⋯ + 𝑠𝑛 Su: secção útil da calha ou do compartimento sn: secção do cabo n. tanto para as redes colectivas. em função dos fogos.2. deve ser utilizada a seguinte fórmula. pág. Para efeito de dimensionamento de calhas.8 𝑑1 + 𝑑2 + ⋯ + 𝑑𝑛 Di: diâmetro interno dn o diâmetro externo do cabo n Fórmula 1 – Cálculo do diâmetro interno dos tubos O factor 1.1 TUBOS E CALHAS Na tabela seguinte estão indicados os valores dos diâmetros internos mínimos a que devem obedecer os tubos normalizados. 106 . como individuais: 2 2 2 𝐷𝑖 ≥ 1.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 4. Fórmula 2 – Cálculo da secção útil da calha Os gráficos das figuras seguintes permitem obter valores indicativos da capacidade dos tubos e calhas.

Ø6. Cat. aplicando a fórmula 90 82 80 2 2 2 𝐷𝑖 ≥ 1.6. 107 . aplicando a fórmula 90 82 80 2 2 2 𝐷𝑖 ≥ 1.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 100 Diâmetro da coluna PC em função do número de FA 1 cabo UTP.8 𝑑1 + 𝑑2 + ⋯ + 𝑑𝑛 110 Diâmetro Interior do Tubo 90 60 56 50 47 40 37 30 75 63 50 40 20 SaturaçãoSatu ral 10 0 1 5 10 15 20 25 30 35 40 42 45 50 55 60 65 Fracções Autónomas/ Unidades Figura 74 – Diâmetro da coluna CC em função do número de fogos Diâmetro Nominal do Tubo 70 67 Diâmetro Nominal do Tubo 70 67 pág.5mm por FA.8 𝑑1 + 𝑑2 + ⋯ + 𝑑𝑛 110 Diâmetro Interior do Tubo 90 60 56 50 47 40 37 75 63 50 40 30 20 SaturaçãoSatu 10 ral 0 1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 46 50 55 60 65 Fracções Autónomas/ Unidades Figura 73– Diâmetro da coluna PC em função do número de fogos 100 Diâmetro da coluna CC em função do número de FA 1 cabo coaxial Ø7mm por FA.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 100 Diâmetro da coluna FO em função do número de FA 1 cabo Ø4. 108 . por compartimento.5mm por FA. aplicando a fórmula 90 82 80 2 2 2 𝐷𝑖 ≥ 1.8 𝑑1 + 𝑑2 + ⋯ + 𝑑𝑛 110 Diâmetro Interior do Tubo 90 60 56 50 47 40 75 63 50 40 37 30 20 10 0 1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 Fracções Autónomas Figura 75– Diâmetro da coluna FO em função do número de fogos Capacidade das calhas. na Coluna Montante (uma coluna) 5000 4000 Secção útil do compatimento [mm²] 2 2 2 𝑆𝑢 ≥ 2 𝑠1 + 𝑠2 + ⋯ + 𝑠𝑛 3000 2000 1000 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 Fracções Autónomas Figura 76 – Capacidade das calhas Diâmetro Nominal do Tubo 70 67 pág.

bem como um diagrama da cablagem a efectuar. isto é. pág.2. os respectivos módulos. de baixo para cima e da esquerda para a direita.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 4. O projectista poderá. em qualquer situação. na parte inferior esquerda do bastidor.2. 4. Deve ser elaborado um diagrama. 109 . deve ser considerado o seu desdobramento (mais de uma caixa). em substituição das caixas normalizadas. de facto. quer pelo número de equipamentos activos a instalar.2. A opção de recurso a caminhos de cabos deve ser precedida de uma análise cuidada da classe ambiental do local e respectivos condicionantes.4 BASTIDORES Sempre que.2 CAMINHOS DE CABOS O dimensionamento dos caminhos de cabos deve ser efectuado tendo em conta os dados e as regras disponibilizadas pelos fabricantes para esse efeito. não for possível a utilização de uma caixa para o ATE. deve estar de acordo com as tabelas referentes aos tipos de edifício. A ligação da alimentação eléctrica aos armários montados em bastidores poderá ser efectuada nos módulos com referência mais baixa. os bastidores (vista frontal) poderão ser numerados da esquerda para a direita (se existir mais do que um bastidor) e em cada bastidor devem estar identificados. Assim. Nestas condições. só devem ser utilizados acessórios que façam parte do mesmo sistema. „sistemas de caminhos de cabos‟ e não elementos individualizados. com referência aos respectivos módulos e posição dos equipamentos a instalar. bem como o respectivo dimensionamento.2. 4. optar sempre pela utilização de bastidores. Os caminhos de cabos são.3 CAIXAS A distribuição das caixas de coluna ao longo das colunas montante. quer pelas dimensões necessárias à instalação dos RG.2.2. A localização dos RG e equipamentos a instalar em bastidores deve ser referenciada através de endereços (normalizados ou a definir pelo projectista) de modo a facilitar a respectiva identificação. A posição dos dispositivos e equipamentos instalados em cada bastidor poderá estar identificada através de etiquetas. A utilização de bastidores. deve ser considerada sempre que for construída uma sala técnica. por cada bastidor. por ordem crescente.

5 SALAS TÉCNICAS O projecto da Sala Técnica deve ser efectuado tendo em consideração as características mínimas e as dimensões definidas em 2.2. onde são ligadas as condutas de acesso do edifício.5. Na tabela seguinte estão dimensionadas as ligações subterrâneas dos edifícios às respectivas CVM. A escolha da CVM.2.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO EQUIPAMENTO ACTIVO ab 1 2 3 ab BASTIDOR 2. são normalmente realizadas em tubos adequados à instalação subterrânea.3.6. 110 . pelo que importa caracterizar as suas características mínimas. Um diagrama da Sala Técnica representando os Bastidores e Armários a instalar.2. 4. implica um dimensionamento adequado face às tubagens a instalar. ou similares.6 DIMENSIONAMENTO DAS LIGAÇÕES ÀS CVM Embora possam existir casos em que as ligações dos edifícios são efectuadas por galerias. POS 3b REPARTIDOR ALIMENTAÇÃO n ALIMENTAÇÃO Bastidor 1 Bastidor 2 Vista Frontal Figura 77 – Disposição de bastidores 4.2. bem como as interligações entre eles e o quadro de energia. de construção obrigatória: pág. deve fazer parte das peças desenhadas que integram a Documentação Geral do Projecto.2.

a partir dos secundários do RG-PC e do RC-PC. e recurso a cabos de fibra óptica monomodo.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO DIMENSIONAMENTO DAS LIGAÇÕES À CVM. são entendidas como mínimas. Admite-se. comerciais.  Redes de Fibras Ópticas (FO) com distribuição em estrela. como mínimo. As redes de cablagem a utilizar nas partes colectivas e individuais contemplam três tipos:  Redes de Pares de Cobre (PC) com distribuição em estrela. no mínimo. 4. pág. até 2. categoria 6. deve existir uma interligação. através de dois tubos a dimensionar pelo projectista.  Redes de Cabos Coaxiais (CC) com distribuição em estrela. em casos devidamente justificados pelo projectista.3 PROJECTO DAS REDES DE CABLAGENS As regras que se apresentam. e recurso a cabos de 4 pares de cobre. e recurso a cabos e equipamentos preparados para transmissão. industriais e especiais TUBOS 2 X Ø40 3 X Ø50 3 x Ø63 3 X Ø75 4 X Ø75 A definir pelo projectista (no mínimo 4 x Ø90) A definir pelo projectista (no mínimo 3 x Ø50) Tabela 40 – Dimensionamento das ligações à CVM Para o caso dos edifícios localizados em zonas onde a distribuição das redes públicas de comunicações electrónicas é predominantemente aérea. para as redes de MATV e SMATV. a partir dos secundários do RG-CC e do RC-CC. desde a CVM até ao provável local de transição da rede aérea para subterrânea. a partir dos secundários do RGFO e do RC-FO. para execução do projecto das Redes de Cablagens. adaptando-a aos serviços de recepção satélite e terrestre requeridos para o edifício. POR TUBOS TIPO DE EDIFÍCIO Moradia unifamiliar Edifícios residenciais de 2 a 4 fogos Edifícios residenciais de 5 a 10 fogos Edifícios residenciais de 11 a 22 fogos Edifícios residenciais de 23 a 44 fogos Edifícios residenciais com mais de 44 fogos Edifícios de escritórios. mas nunca inferiores a Ø40 mm. o desenvolvimento noutro tipo de topologia.4GHz. podendo utilizar-se soluções tecnicamente mais evoluídas. 111 .

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO REDES DE CABLAGEM Pares de Cobre (Cat.6) Sem garantia da Classe Classe E Cabos Coaxiais (TCD-C-H) Facultativo: opção do projectista Obrigatório Fibra Óptica (OS1 e OS2) Facultativo: opção do projectista 2 tomadas FO na ZAP Edifícios Moradia (CEMU . As caixas de aparelhagem. pág. 112 .3. Recomenda-se o uso generalizado de tomadas mistas.1 REDES DE PARES DE COBRE Aconselha-se o recurso a bastidores de cablagem estruturada.ATI) Residenciais Individual Colectiva Classe E MATV e CATV a definir pelo projectista MATV e CATV a definir pelo projectista MATV e CATV a definir pelo projectista MATV e CATV a definir pelo projectista MATV e CATV a definir pelo projectista MATV e CATV 2 fibras para cada ATI Individual Escritórios Colectiva Classe E a definir pelo projectista Classe E 4 fibras para cada ATI Individual Comerciais Colectiva Classe E a definir pelo projectista Classe E 2 fibras para cada ATI Individual Industriais Colectiva Classe E a definir pelo projectista Classe E 4 fibras para cada ATI Individual Especiais Colectiva Classe E a definir pelo projectista Classe E a definir pelo projectista Individual Mistos Colectiva Classe E a definir pelo projectista Classe E a definir pelo projectista Tabela 41 – Redes de cablagem 4. obrigatoriamente de fundo superior a 55 mm. com valorização do aspecto estético. devem estar adaptadas a este tipo de tomadas. ou de espelho comum. tornando-se assim mais fácil a instalação.

Figura 78 – Esquema de RG-PC pág. A rede de cabos segue a topologia estrela. como mínimo.1. para categoria 6.1 REDES COLECTIVAS DE PARES DE COBRE Na rede colectiva de pares de cobre devem ser utilizados cabos e componentes adaptados à Categoria 6.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 4. desde que também cumpram categoria 6. 113 . como mínimo. Outra solução será a localização cuidada do RG-PC. Para comprimentos de cabos de par de cobre superiores a 100 m. desde o ATE até aos ATI. ou com réguas de terminais. conforme o exemplo abaixo apresentado. Cat. O secundário do RG-PC poderá ser projectado com recurso a painéis ou caixas de interligação com conectores de oito contactos do tipo RJ45. As redes colectivas serão calculadas com base no lançamento de 1 cabo de 4 pares de cobre.6.3. de forma a minimizar as distâncias aos RC-PC. admite-se a criação de Pontos de Distribuição intermédios. de forma a garantir Classe E de ligação. garantindo-se assim a Classe E entre PD. para cada fogo.

114 .Primário do RG-PC com RJ45 e secundário com réguas de interligação 4. pág. instalação e ligação do primário do RG-PC é da responsabilidade dos operadores públicos de comunicações electrónicas. como mínimo.2 REDES INDIVIDUAIS DE PARES DE COBRE Na rede individual de pares de cobre devem ser utilizados cabos e componentes adaptados à Categoria 6. entre o secundário do RCPC e as TT. de forma a garantir Classe E de ligação.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO Figura 79 – Esquema de RG-PC O fornecimento do material. Figura 80 .1. A distribuição a partir do secundário do RC-PC segue uma topologia em estrela.3.

Para a distribuição de sinais provenientes de redes de CATV. Serão calculadas. para cada fogo. a distribuição será feita em estrela. Devido à dimensão de determinados edifícios. como mínimo. devidamente identificado. esta rede caracteriza-se por fazer corresponder um cabo coaxial. Via de Retorno entre os limites de 5 – 65 MHz (inclusive). As redes colectivas serão calculadas com base no lançamento de 2 cabos coaxiais. em concordância com a zona onde se integra o edifício. como mínimo. a cada um dos utilizadores do edifício. a fim de se cumprirem os requisitos recomendados nas tomadas do utilizador final.3. 4. pelo menos.2.3. existente no secundário do RG-CC. Os cálculos das atenuações devem ser efectuados para as da via directa e via de retorno. as atenuações dos cabos e dispositivos entre o secundário de RGCC e a tomada mais desfavorável.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO 4. poderá ser necessário o desdobramento do RG-CC.  Em caso de necessidade. associados. por fogos. de acordo com a normalização europeia aplicável.2 REDES DE CABOS COAXIAIS 4.  Via Directa entre os limites de 88 . os sistemas de distribuição CATV poderão possuir equipamento Activo – amplificadores – compatível com as bandas de frequências ocupadas.4 GHz. Existirão tantos pontos de ligação quantos os ATI existentes no edifício. existente no ATI. Tratando-se de uma rede que servirá um qualquer operador de CATV. a um ATI de utilizador final. o seu cálculo e composição devem seguir pressupostos e compromissos que garantam a igualdade de acesso entre fornecedores de serviço:  O ATE inferior deve prever espaço para a instalação dos primários de.1. com a outra extremidade ligada ao primário do RC-CC. desde o ATE até aos ATI.3.2.  O secundário do RG-CC no ATE inferior possuirá pontos de ligação em conectores “F” fêmea. Desenvolvida normalmente desde o ATE inferior. pág. estimar da necessidade de o ATE ter que possuir um sistema de distribuição associado ao Operador CATV3. 115 .  Cumpre ao projectista.1 REDES COLECTIVAS DE CABOS COAXIAIS Na rede colectiva de cabos coaxiais devem ser utilizados cabos e componentes adaptados à frequência de 2. Este cabo possui uma extremidade ligada a um conector tipo “F” fêmea. Os cálculos efectuados devem ser indicados no projecto. 2 operadores.1 PROJECTO DE CATV A rede de CATV é obrigatória. cada um deles.862 MHz (inclusive).

e em simultâneo.será servida legalmente por satélite.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO Figura 81 – Exemplo de distribuição de CATV À disposição do operador estarão as possibilidades de interligação a um único ponto. obrigatória para edifícios de duas ou mais fracções autónomas.  ZONA DIGITAL-B: zona não abrangida pela cobertura hertziana terrestre.3. pelo que importa dotar os edifícios de sistemas de recepção e distribuição de sinais de radiodifusão digital.  Switch off – Cessação das emissões analógicas televisivas terrestres. Considerem-se as seguintes definições. para uma melhor caracterização de conceitos e soluções a adoptar na recepção e distribuição de MATV.2 PROJECTO DE MATV – SISTEMAS DIGITAIS E ANALÓGICOS As emissões digitais por via hertziana terrestre. oficialmente prevista pelo operador.2. onde habita cerca de 87% da população em Portugal. Os edifícios ITED poderão estar localizados em quatro locais distintos:  ZONA DIGITAL-A: zona de cobertura hertziana digital. têm progressivamente substituído os sistemas analógicos de difusão. A recepção é garantida por sistemas de recepção e distribuição digitais do tipo A.1. 116 . no ATE. 4.  Simulcast (emissão simultânea) – Espaço temporal durante o qual permanecerão disponíveis. com as emissões dos canais generalistas pág. oficialmente reconhecida pelo operador como área cuja população – cerca de 13% do total nacional . bem definido. onde se inclui a Televisão Digital Terrestre (TDT). as emissões Analógicas e Digitais de Televisão. poderá ligar ou desligar o seu cliente. efectuar as medidas que entender convenientes.

cujos valores estejam dentro dos limites apresentados na tabela seguinte.  É da responsabilidade do projectista a análise da localização do edifício. o projecto fará referência a essa situação como justificação para a não existência de antenas exteriores nos sistemas de MATV.  Em zonas de cobertura interior. É obrigatória a elaboração dos cálculos para que se cumpram os valores assinalados como recomendados. recolhida pelo projectista e que fará parte do projecto. A recepção é garantida por sistemas de recepção e distribuição analógicos do tipo A. definidas pelo operador. de forma a adaptá-lo de uma forma correcta ao tipo de emissão existente.  A recepção de MATV digital. pág.  ZONA ANALÓGICA-A: zona sem recepção digital.  ZONA DIGITAL-I: zona de cobertura interior – áreas ou localidades.  Em zonas de cobertura digital não é obrigatória a instalação de qualquer tipo de sistema de recepção analógico. para este caso. o projecto só necessita de contemplar sistemas de recepção e distribuição digitais.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO pertencentes ao MUX A. A recepção é garantida por antena colectiva de interior. em zonas de cobertura interior. O sistema mínimo. sem recurso a antenas externas. como zonas onde a recepção dos serviços digitais por via hertziana é passível de ser efectuada com recurso a equipamento de interior. analógica ou digital. far-se-á com recurso a antenas internas e um sistema de distribuição colectivo a partir do ATE. O sistema de MATV tem como objectivo servir todos os pontos terminais da instalação – tomadas de telecomunicações (TT) – com níveis de sinal e de qualidade.  Em zonas de emissão simultânea (Simulcast). 117 . Deve existir uma garantia. A recepção é garantida por sistemas de recepção e distribuição digitais do tipo B. em como o edifício se encontra na referida zona de cobertura. fará a recepção da TDT.

com especial cuidado na análise do tipo de cobertura. ou grupo de canais. sendo desta forma assegurada a imunidade a ruído branco e a compatibilidade com a recepção de Sinais Digitais Terrestres. 118 . na banda de UHF. RTP1. Nesse caso. a receber e a distribuir.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO NÍVEL DE SINAL (dBµV) 5 – 862MHz Limites Recomendado Inferior-Superior AM-TV 64 QAM-TV FM-TV QPSK-TV FM-Rádio DAB-Rádio COFDM-TV 50 40 50 40-70 30-70 45-70 65 50 57-80 45-70 50 50 47-77 47-77 Recomendado Inferior-Superior 950 – 2150MHz Limites Modulação Tabela 42 – Níveis de sinal de MATV/SMATV O sistema de MATV inclui as antenas. analógica ou digital. SIC e TVI. Existem zonas do território português servidas por retransmissores que transmitem os 4 canais Analógicos. As antenas de MATV. o projectista poderá considerar a existência de um sistema de SMATV. Nestes casos. As antenas estarão adaptadas à zona de recepção do edifício. Não se recomenda a utilização de antenas mistas (VHF + UHF). dispositivos associados e elementos de protecção contra descargas de sobretensão.222 MHz). cumprindo os limites da Classe A. Devem apresentar uma caixa de ligações blindada. pág. devem estar adaptadas à gama de frequências. A existência de um sistema de SMATV requer um projecto. É critério do projectista complementar o sistema de captação com a antena para a Rádio Digital Terrestre (DAB . os sistemas de captação necessitarão apenas de uma antena de UHF. na definição do sistema de recepção satélite:  Operadores de satélite (serviço DTH). Na ausência de cobertura por cabo. Devem apresentar 75 de impedância característica. no terminal de ligação ao cabo coaxial. principalmente se o local onde se encontra o edifício for coberto por essa tecnologia. devem ser tidos em conta os seguintes critérios. TV2. preparadas para a recepção de sinais terrestres.

a instalação do mastro deve ser efectuada durante a construção da cobertura do edifício. desde que seja composto por lanços de torres.  Conjunto de 2 chumbadouros. devidamente suportados. Fixação das Antenas O sistema de MATV. terminando no mastro de 3m. pág.  O sistema de ligação à terra é da responsabilidade do instalador da rede eléctrica do edifício. espaçados de 50cm. A título de exemplo são apresentados todos os possíveis tipos de antenas: Figura 82– Escalonamento das antenas ao longo do mastro de fixação Recomenda-se. Por imperativo de uma correcta recepção de sinal. 119 . de acordo com a figura seguinte. como mínimo. As antenas devem ser escalonadas ao longo de um mastro.  Recepção da TDT por sistemas de antenas parabólicas – ZONA DIGITAL-B. através de um sistema de 3 pontos no mínimo. o sistema de fixação pode ir para além de 3m de altura. a instalar preferencialmente na cobertura do edifício. as seguintes características técnicas para o mastro de fixação das antenas:  Altura mínima de 1m e máxima de 3m.  Diâmetro mínimo de 40mm e parede com espessura mínima de 1. ou previamente chumbados no betão da parede. fixados a uma empena perpendicular ao plano de terra.5mm. correctamente relacionada com o diagrama de radiação do satélite (footprint) a captar.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO  Dimensão das antenas parabólicas. será constituído pelas respectivas antenas e o sistema mecânico de fixação das mesmas.

estando sujeita a todas as regras do presente Manual. Só assim se garante a captação de todos os satélites. 120 . independentemente do grau. deverá considerar-se a rede de cabo coaxial destinada à distribuição de sinais SMATV limitada a montante por uma Cabeça de Rede (RG-CC/SMATV). e apresentando como pontos terminais Tomadas Coaxiais ou Cabeças de Rede. ou prevista a sua fixação. será cuidadosamente fixado de acordo com os seguintes critérios:  O sistema deve estar fixado. d – Distância da antena ao obstáculo a – Altura do obstáculo Figura 83 – Orientação SUL das antenas parabólicas Caso o sistema esteja na proximidade de obstáculos. Quando existir fará parte do projecto técnico. com emissão para território nacional. e dependendo do ângulo de abertura a SUL onde serão instalados. Com o objectivo de se simplificar o processo de ajuste dos sistemas de amplificação existentes na ITED. As CR1 devem ser ajustadas com base nas principais condicionantes seguintes: pág. Figura 84 – Antenas parabólicas na proximidade de obstáculos A rede de SMATV não é obrigatória.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO O sistema de captação de sinais de satélite. numa zona da cobertura do edifício com abertura de 180º para SUL. composto por tantas antenas quantas as que o projectista definir como necessárias. a distância entre os respectivos pontos de fixação vai depender dos respectivos diâmetros das antenas e alturas de fixação das mesmas.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO  Serão ajustadas com uma pendente inversa. Aos 2150MHz não se admite uma diferença de atenuação superior a 20dB entre os valores das tomadas mais e menos favorecidas. Entende-se por pendente (Tilt) a diferença.2. de igual valor absoluto à pendente provocada pela rede de distribuição. Os pendentes (Tilt) dessas curvas devem cumprir. o nível destes últimos deverá ser ajustado com um nível entre 12 a 20dB abaixo do nível dos sinais analógicos. Para o cálculo da pendente deverá ter-se em conta a atenuação da rede entre o RG-CC/SMATV e as saídas das tomadas menos favorecidas (com menor sinal.  Menos favorecida (-F).2.2 REDES INDIVIDUAIS DE CABOS COAXIAIS A rede individual de cabos coaxiais inicia-se no secundário RC-CC do ATI. dos vários fogos autónomos. para uma mesma tomada. 4. A rede individual é constituída por uma única rede coaxial. de acordo com as bandas respectivas.3. de igual valor absoluto à pendente provocada pela rede de distribuição. originando nesta última níveis de sinal equilibrados. em dB. Entende-se por tomada coaxial menos favorecida aquela cuja ligação permanente possui maior atenuação. entre o valor da atenuação aos 5MHz e o valor da atenuação aos 862MHz. nas tomadas correspondente às ligações com menos atenuação referenciadas no projecto. com base na seguinte principal condicionante:  Serão ajustadas com uma pendente inversa. os seguintes limites:  Entre os 5 e os 862MHz não se admite um valor de pendente superior a 15dB. sempre e quando não se prejudique a respectiva C/N e os níveis mínimos exigidos para a tomada.  Entre os 950 e os 2150MHz não se admite um valor de pendente superior a 20dB. 121 .  Aos 862MHz não se admite uma diferença de atenuação superior a 12dB entre os valores das tomadas mais e menos favorecidas. em dB. Entende-se por tomada coaxial mais favorecida aquela cuja ligação permanente possui menor atenuação. Serão calculadas as atenuações da cablagem entre o secundário de RC-CC e as TT de cada fogo. originando nesta última níveis de sinal equilibrados. admite-se uma diferença de atenuação igual ou inferior a 15 dB.  Quando sinais analógicos e digitais partilhem a mesma rede de distribuição e sejam adjacentes. Os cálculos das atenuações efectuadas devem ser indicados no projecto. Entendese por pendente (Tilt) a diferença. O projecto deve ser executado de modo a que as atenuações nesta cablagem não excedam a atenuação máxima referida. Caso a CR possua equipamento com Controlo Automático de Ganho capaz de compensar oscilações (positivas ou negativas) dos sinais recebidos via terrestre ou satélite.1 dos Ensaios. pág. para as frequências de teste que constam no ponto 14. para uma mesma tomada. Para cada fogo devem ser assinaladas as tomadas de acordo com o seguinte:  Mais favorecida (+F). As CR de grau inferior que dependam de uma CR1 devem ser ajustadas. sendo a distribuição em estrela até às tomadas de cliente. normalmente associado a uma maior distância ao RC-CC). entre o valor da atenuação aos 950MHz e o valor da atenuação aos 2150MHz. nas tomadas correspondente às ligações com menos atenuação referenciadas no projecto.

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO

Deve ser indicado o resultado do somatório da atenuação até ao primário do RC-CC, incluindo o próprio RC-CC, calculado tal como o referido anteriormente, e a atenuação desde o secundário do RC-CC até à tomada -F de cada fogo. Este valor deve ser indicado no primário do RG-CC, pois é essencial para os operadores públicos de comunicações electrónicas poderem ajustar as suas redes à rede do edifício.

4.3.3

REDES DE FIBRA ÓPTICA

O projecto da rede de fibras ópticas do edifício deve definir o tipo de RG-FO a instalar, o tipo de cabos a utilizar na instalação da rede colectiva, a terminação no primário do ATI e a ligação deste pelo menos até às 2 tomadas ópticas da ZAP. 4.3.3.1 REDE COLECTIVA A Rede Colectiva de fibras ópticas é constituída pelo secundário do RG-FO, pelos cabos de distribuição no edifício e pela terminação no RC-FO. O secundário do RG-FO, tal como está descrito, deve conter a terminação de duas fibras por fracção em conectores de tipo SC/APC, apenas acessível aos operadores através da parte externa dos acopladores terminais.

Figura 85 - Parte externa dos acopladores

Existem várias formas de implementação do RG-FO, como seja através de um módulo de edifício que constitui o secundário do RG-FO, e de sucessivos módulos de igual estrutura que vão sendo acrescentados pelos operadores à medida que vão chegando com as suas redes ao edifício, como se exemplifica nas figuras seguintes. Neste caso o projectista apenas deve reservar espaço para a colocação destes módulos, conforme indicado nas características do ATE.

pág. 122

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO

Cabo(s) de cliente

Cabos dos operadores

Figura 86 - RG-FO

A implementação do secundário do RG-FO em bastidor é uma alternativa que se aconselha, com recurso a cassetes de acomodação de fibras e suportes adequados da conectorização.

Figura 87 - Acomodação de fibras ópticas

Cada operador terá espaço disponível para colocar as suas terminações de FO. As terminações do secundário do RG-FO associado ao edifício e do primário associado ao operador devem, por questões de compatibilidade, ser do tipo SC/APC. Recomenda-se que os compartimentos sejam modulares, devendo o projectista definir qual o tipo de compartimento a instalar para o secundário do RG-FO, projectando espaço para pelo menos 2 operadores, idêntico ao do utilizado para a rede do edifício. Os cabos da rede colectiva serão individualizados para cada fracção, sendo os cabos individuais de cliente conectorizados localmente através de fusão com “pigtails”, ou com recurso a conectorização mecânica.

pág. 123

REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO

Os cabos de cliente devem ser do tipo G657 A ou B, devido à elevada imunidade a curvaturas mais exigentes.

1234-

Fibra Óptica (ITU-T G.657A) Diâmetro 0,9mm Envolvente de aramida Bainha retardante à propagação da chama (LSFH)

Figura 88 – Cabo individual de cliente com duas fibras

Podem também utilizar-se cabos de distribuição, com ou sem pré-conectorização, que permitem a extracção ou derivação de fibras por andar. A pré-conectorização ou, em alternativa, a ligação através da fusão de conectores manufacturados em ambiente industrial, é sempre aconselhável, já que a qualidade é maior que na conectorização manual e as perdas naturalmente menores, possibilitando orçamentos de potência mais vantajosos, embora não determinantes, uma vez que as maiores perdas estão nos divisores de distribuição (splitters); estes ganhos contribuem para um melhor projecto e consequente instalação de maior qualidade. As perdas totais poderão ser calculadas tendo em conta a estrutura adoptada para a rede colectiva e individual, a forma de conectorização e de ligação de fibras, somando todas as fontes de atenuação, desde o conector do secundário do RG-FO, a considerar: PT = PC + PJ + PCB
PT - Perdas totais PC - Perdas nos conectores (pré-conectorizados ou com conectorização de campo) PJ - Perdas associadas a junções por fusão ou mecânicas PCB - Perdas nos cabos.

Em que: PC = N x ACM + M x ACC
N – N.º de conectores pré-conectorizados ou manufacturados ACM - Atenuação associada a cada conector manufacturado em dB M – N.º de conectores conectorizados manualmente no local ACC – Atenuação associada a cada conector mecânico e instalado manualmente em local em dB

Deve considerar-se sempre o valor indicado pelo fabricante e só em caso de inexistência do mesmo, justificada, deve considerar-se 0,5dB como perda máxima.
pág. 124

Conectores de campo PJ = N x AJF + M x AJM N – N. A utilização de coeficientes universais tem o inconveniente de se desactualizarem com frequência e não raras vezes conduzirem a soluções projectadas que diferem muito das soluções implementadas. devem ser obtidos junto dos fabricantes que se enquadram na solução definida pelo projectista. e os conectores do ATI e da tomada são conectorizados manualmente. A perda total é dada como se segue: pág. por descarga eléctrica controlada. em que se utiliza cabo individual de cliente do tipo G657A a interligar o RG-FO ao ATI. a considerar em cada um dos casos.Junta por ligação mecânica e junta por fusão Pcb = N x Acb N – n. os conectores do secundário do RG-FO são pré-conectorizados e ligados ao cabo por fusão térmica. pelo que se desaconselham. em anexo. No caso exposto.º de fusões AJF – Atenuação por junta com fusão (realizada com recurso a máquinas específicas de corte e fusão. que realizam a ligação de fibras com perdas mínimas). 125 .REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO fibra a ligar terminação preparada em fábrica gel de união Figura 89 . M – N. Os valores típicos de atenuação.º de km de cabo Acb – Atenuação típica do cabo em dB por km.º de ligações mecânicas em dB AJM – Atenuação por junta mecânica em dB Figura 90 .

05 + 0.  Memória descritiva e justificativa das opções tomadas. de acordo com a complexidade e necessidades do edifício. 126 . importância.1dB Pcb= N x Acb = 0.758dB em que: PC= N x ACM + M x ACC = 2 x 0.35 = 0. natureza. nomeadamente quanto à sua concepção.4 = 0.  Coordenadas de localização geográfica (GPS). função.02km x 0.4 DOCUMENTAÇÃO GERAL DO PROJECTO O projecto ITED deve integrar o seguinte:  Fichas Técnicas.008 = 1.65 + 0. pág.  Planta topográfica de localização do edifício (escala maior ou igual a 1:5000). cuidados a ter com os materiais a utilizar e protecção de pessoas e instalações. nomeadamente as que derivam de condicionantes específicas do edifício.008dB Figura 91 – Esquema de um edifício em FO 4.3 + 3 x 0. A memória deve conter todas as informações e esclarecimentos necessários à interpretação do projecto.65dB PJ = N x AJF+ M x AJM = 1 x 0.6 + 1.05 = 1.1 = 0.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO PT = PC + PJ + PCB = 1.

4. É permitida a indicação de marcas e modelos. a respectiva Planta e Diagrama com a localização dos bastidores e armários e interligações. passando este a ser obrigatoriamente parte integrante da documentação geral do projecto. tomando em consideração a quantidade. dimensões e tipos de condutas. 4. deve estar relacionada com a inexequibilidade do mesmo.º do Decreto-Lei n. elaborando uma Proposta de Alteração. caixas de passagem e o traçado das respectivas interligações. em escala tecnicamente adaptada à instalação.  Quadros de dimensionamento de cabos para cada tecnologia. tipo e local de instalação dos equipamentos terminais. Neste caso o projectista procederá à alteração do projecto. modelos e tipos a instalar na ITED.  Esquemas das Redes de Cabos. pág. tanto colectiva com individual. elaborada pelo projectista inicial. de 21 de Maio.  Das referidas plantas deve constar a localização das entradas de cabos.º 123/2009. encontrar uma solução para o problema.  Diagramas dos RG do edifício.  Inscrição nos esquemas das capacidades dos dispositivos. o instalador promove a referida alteração. caso existam. e o disposto no capítulo 6 do presente Manual.  Elaboração de orçamento de execução. com indicação de quantidades.  Esquema de terras e da alimentação eléctrica das ITED.  Caso exista Sala Técnica. no âmbito das arquitecturas e dimensionamentos das redes de tubagem e cabos.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO  Plantas de cada um dos pisos ou secções que constituem o edifício.  Esquemas da Rede de Tubagens. Quando detectados os casos acima referidos. com o traçado das condutas e localização das caixas de aparelhagem. A alteração ao projecto. devidamente fundamentada. deve implicar a realização de um documento (Aditamento ao Projecto). podendo existir motivos técnicos relacionados com uma alteração da sua finalidade. No caso de projectos de alteração ou ampliação de uma ITED existente. e de caixas.  Diagramas dos bastidores de cablagem estruturada. nomeadamente quando à funcionalidade inicialmente prevista. desde que se mencione a possibilidade de equivalência. a Documentação Geral do Projecto da ITED instalada. capacidade dos cabos e classe ambiental considerada. obrigatoriamente contactado pelo instalador. em estreita colaboração com o dono da obra. dos ATE.º e 84. assinatura e data). dos ATI.  Lista de Material. deve o projectista ter em conta o determinado nos artigos 83. 127 . As Fichas Técnicas validadas devem ser apensas à Documentação Geral do Projecto. ou mesmo da totalidade do projecto. Esta Proposta de Alteração poderá não ser acolhida se o projectista. tanto colectivas como individuais.5 ASPECTOS ADMINISTRATIVOS O projectista deve apresentar as Fichas Técnicas devidamente validadas (nome. adaptados à correcta montagem e instalação.  Termo de Responsabilidade. da PAT.6 PROCEDIMENTO DE ALTERAÇÃO DE PROJECTO A necessidade de alteração de partes.

Deve. pelo(s) requerente(s) da respectiva Proposta de Alteração. sejam referenciados no livro de obra. de 21 de Maio. Em qualquer situação o dono de obra pode contratar um outro projectista. nos termos dos procedimentos acima referidos. nomeadamente quando não for possível contactar o projectista inicial. As alterações adoptadas devem estar de acordo com o estipulado no presente Manual. 128 . ser alertado o director técnico da obra de modo a que a proposta de alteração. Caso se encontre solução adequada. ou a sua recusa. nos termos do Decreto-Lei n. devem os requerentes entrar em contacto com este (o inicial). ainda.º 123/2009. e respectivos aditamentos.º 123/2009. após contacto com os respectivos requerentes. nos termos do Decreto-Lei n. de modo a que seja autorizada a execução do respectivo aditamento. nos termos do Código de Direitos de Autor. deve ser fundamentada tecnicamente. A não-aceitação da proposta de alteração. de 21 de Maio. para a elaboração de um projecto completamente novo. Se por algum motivo de força maior a Proposta de Alteração for posta à consideração e aceite por um projectista que não o inicial. deve ser elaborado o respectivo aditamento. devendo este propor em alternativa uma solução adequada para a resolução dos problemas. sob sua autorização e aprovação. por parte do projectista inicial.REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO O referido aditamento deve ser realizado pelo projectista inicial ou. quando habilitados tecnicamente para o efeito. pág. por forma a acautelar possíveis violações às regras de autoria do projecto.

6. terminado numa tomada RJ45 ou noutro dispositivo considerado adequado. pág. ou a um ATI para os serviços comuns. de um cabo de pares de cobre de Cat. Os cabos de telecomunicações dedicados aos ascensores utilizarão a Rede de Tubagens colectiva.TELECOMUNICAÇÕES EM ASCENSORES 5 TELECOMUNICAÇÕES EM ASCENSORES Os ascensores devem ser servidos por cablagem. nomeadamente à casa das máquinas. em pares de cobre. ou por outro sistema considerado conveniente. a partir do RG-PC. Na instalação de cabo em pares de cobre deve prever-se a chegada à zona mais conveniente. 129 .

quer em PC quer em CC. 2. de acordo com as prescrições e especificações técnicas da 1.São elegíveis. 130 .ITED As infra-estruturas de telecomunicações construídas ao abrigo do Decreto-Lei n. todos os espaços pertencentes à rede colectiva de tubagens. acedem a todos os clientes. para garantir o espaço necessário à instalação dos primários.ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS. por parte dos dois operadores. tal como ilustra a figura seguinte. O espaço deve ter capacidade para a instalação do secundário e dos primários. Requisitos a observar na elaboração do projecto da rede colectiva de cabos de fibra óptica: 1. das caixas da CM-PC e CM-CC e respectivos tubos de reserva.1 ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS CONSTRUÍDOS À FIBRA ÓPTICA PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS . deve ter-se em conta o espaço existente em cada uma das caixas. O projectista deve efectuar a escolha do espaço de acordo com os seguintes critérios:  Deve ser privilegiada a escolha do ATE. CM-PC CM-CC  ATE Parte do RG-FO Parte do RG-FO RG-PC RG-CC Cabo de FO operador 1 Cabo de FO operador 2 Figura 92 – Desdobramento do RG-FO nas caixas do ATE pág. Está garantido o acesso a todos os fogos. podendo o secundário do RG-FO ser desdobrado por cada uma delas. de dois operadores. Caso este seja constituído por 2 caixas. nomeadamente as dimensões do ATE. À FIBRA ÓPTICA 6 6. devem ser obrigatoriamente consideradas na elaboração do projecto e instalação da cablagem de fibra óptica.º 59/2000.ª edição do manual ITED.O projectista deve ter em conta a rede colectiva de tubagens existente. dado que as tubagens colectivas. para albergar o RG-FO. pelo menos.

deve ser considerado como alternativa ao ATE inferior.ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS. poderá ser prevista a sua instalação nas caixas das CM-PC e CM-CC imediatamente adjacentes. para albergar o primário do segundo operador. desdobramento do primário de 2. 131 . ATE Superior RG-CC RG-FO Cabo de FO operador 2 Cabo de FO operador 1 CM-PC CM-CC Figura 93 – Instalação do RG-FO no ATE superior  Caso não exista espaço no ATE.º operador pág. CM-PC CM-CC ATE RG-CC Primário RGFO operador 1 Secundário RG-FO Cabo de FO operador 1 RG-PC Cabo de FO operador 2 Figura 94 – Instalação do RG-FO no ATE inferior. quando exista. À FIBRA ÓPTICA  O ATE superior.

a distribuição dos dispositivos referentes ao RG-FO.ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS. 132 . Requisitos a observar na elaboração do projecto da rede individual de cabos de fibra óptica: pág. 4. Deve ser privilegiada a utilização de cabos pré-conectorizados que possibilitam uma instalação rápida e fiável. Deve ser tida em consideração a reserva de espaço destinada aos primários do RG-FO. 3. para a instalação de uma caixa multi-operador. 7. à medida que o serviço seja contratado.O cabo proveniente do secundário do RG-FO deve ser terminado. no ATI. caso exista.O projecto das Redes de Cablagens deve ser baseado na topologia estrela. 8. em peça desenhada. sendo comum a todos os operadores. a caixa de entrada de cabos. O dimensionamento dos primários é da responsabilidade dos operadores. poderá ser eleito um espaço colectivo do edifício (ex: garagem).A rede de tubagens e cablagem instalada fará parte integrante das infra-estruturas de telecomunicações do edifício e será partilhada por todos os operadores. 5.O projecto deve apresentar. Caixa de Entrada de Cabos ATE RG-CC RG-PC RG-FO Cabo de FO operador 2 Cabo de FO operador 1 Tubos de entrada de cabos Figura 95 – Instalação do RG-FO em caixa de entrada de cabos  Desde que seja garantida a interligação com o ATE. Os cabos individuais de cliente serão de duas fibras terminados em conectores do tipo SC-APC. em adaptadores ou caixa terminal adequados. ligação directa do secundário do RG-FO a cada ATI. À FIBRA ÓPTICA  Em alternativa ao ponto anterior poderá ser considerada. 6.O dimensionamento do secundário do RG-FO deve ser calculado em função do número de fracções autónomas que constituem o edifício.Os cabos individuais de cliente poderão ser instalados de forma faseada. no espaço eleito.

devem ser obrigatoriamente consideradas na elaboração do projecto e instalação da cablagem de fibra óptica. com recurso às redes individuais de cabos de pares de cobre e/ou coaxiais. poderá ser instalada uma tomada de fibra óptica numa das divisões da fracção. Em alternativa. nomeadamente as dimensões da caixa do RGE. O Projectista deve efectuar a escolha do espaço de acordo com os seguintes critérios: • Deve ser privilegiada a escolha da caixa do RGE. ATI Switch Secundário DDC Cabo de FO proveniente do RGFO Cabo s p a ra d e p a re s li toma gação ás das d e PC Tomadas de PC Cabo de pares de cobre para ligação ao Switch Tomada de FO. poderá ser prevista a sua instalação nas caixas de coluna imediatamente adjacentes. pág. caixas de coluna e respectivos tubos.O Projectista deve ter em conta a Rede de Tubagens existente. A utilização de tomadas mistas é uma opção a tomar em consideração para o aproveitamento da tubagem existente.2 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS .ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS. 2.São elegíveis para albergar o RG-FO todos os espaços pertencentes à rede colectiva de tubagens. instalada na caixa de aparelhagem “F” Cabo de FO para a ligação ao ONT ONT Figura 96 – Exemplo de distribuição do sinal num fogo com infra-estrutura ITED 6. À FIBRA ÓPTICA 1. prevista para ligações futuras. Caso não exista espaço suficiente. pelo menos.RITA As infra-estruturas de telecomunicações em edifícios construídas de acordo com o Regulamento das Instalações Telefónicas de Assinante – RITA .A distribuição dos serviços pelas restantes divisões deve ser efectuada no ATI. Requisitos a observar na elaboração do projecto da rede colectiva de cabos de fibra óptica: 1. deve ser instalada uma tomada de fibra óptica na caixa de aparelhagem “F”. de dois operadores.O projectista deve ter em consideração a utilização da rede individual de tubagens existente para a passagem de cabos de fibra óptica. O espaço deve ter capacidade para a instalação do secundário e dos primários. 133 . Caso não exista espaço no ATI para a colocação do equipamento activo de cliente (ONT). 2.

para a ligação do ONT.Cabo de Fibra óptica (FO) . 6. Deve ser tida em consideração a reserva de espaço destinada aos primários do RG-FO. deve ser instalada preferencialmente na tubagem existente.Tomada óptica .O projectista deve ter em consideração a utilização da rede individual de tubagens existente para a passagem do cabo de fibra óptica. em adaptadores ou caixa terminal adequados.O dimensionamento do secundário do RG-FO deve ser calculado em função do número de fracções autónomas que constituem o edifício. a distribuição dos dispositivos referentes ao RG-FO. 7. 4. no espaço eleito. desde a caixa do BPA. Os cabos serão de duas fibras. O dimensionamento dos primários é da responsabilidade dos operadores. sendo comum a todos os operadores. em peça desenhada.O projecto deve apresentar. Para a distribuição dos serviços pelas restantes divisões com recurso a cablagem. 134 .Cabo de pares de cobre RITA .Tomada PC RITA .O cabo proveniente do secundário do RG-FO deve ser terminado no interior da fracção na caixa do BPA. Requisitos a observar na elaboração do projecto da Rede individual de cabos de fibra óptica: 1. À FIBRA ÓPTICA • Na eventualidade de não existir espaço na rede colectiva de tubagens. 8.A rede de tubagens e cablagem instalada fará parte integrante das infra-estruturas de telecomunicações do edifício e será partilhada por todos os operadores. com interligação obrigatória. à medida que o serviço seja contratado.Os cabos individuais de cliente poderão ser instalados de forma faseada.ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS. até a uma tomada de fibra óptica a instalar numa das divisões.Tomada PC cat 6 . Caixa BPA BPA ONT Legenda: . deve ser considerada a instalação de uma caixa multi-operador junto à caixa do RGE. terminados em conectores do tipo SC-APC.Cabo de pares de cobre (PC) cat 6 . 3.Tubagem da infra-estrutura RITA existente Figura 97 – Exemplo de distribuição do sinal num fogo com infra-estrutura RITA pág. 5.O projecto das Redes de Cablagens deve ser baseado na topologia estrela. Deve ser privilegiada a utilização de cabos pré-conectorizados que possibilitam uma instalação mais rápida e fiável.Calha .

sempre que possível. até a uma tomada de fibra óptica a instalar numa das divisões. O ATE a instalar.3 PROJECTO DE ALTERAÇÃO DE EDIFÍCIOS PRÉ-RITA Nos edifícios em que não existe qualquer infra-estrutura colectiva de telecomunicações. deve ser executada de acordo com as boas práticas de instalação e com as regras de arte. sendo comum a todos os operadores. a tubagem da coluna montante e as caixas de piso. pág.A rede de tubagens e cablagem instalada fará parte integrante das infra-estruturas de telecomunicações do edifício e será partilhada por todos os operadores. deve contemplar. quer na rede colectiva.O projecto deve apresentar em peça desenhada a distribuição dos dispositivos referentes ao RG-FO. para a ligação do ONT. deve ser instalada em tubagem adequada. Requisitos a observar na elaboração do projecto da Rede individual de cabos de Fibra óptica: 1. à medida que o serviço seja contratado. Neste caso implica o dimensionamento do ATE que irá albergar o RG-FO. tomadas de energia eléctrica. O dimensionamento dos primários é da responsabilidade dos operadores. junto à entrada do edifício. 3. na parte respeitante à tecnologia de acesso por fibra óptica. Deve ser privilegiada a utilização de cabos pré-conectorizados que possibilitam uma instalação rápida e fiável.O projecto das Redes de Cablagens deve ser baseado na tipologia estrela. Requisitos a observar na elaboração do projecto da rede colectiva de cabos de fibra óptica: 1.O projectista deve ter em consideração a utilização de tubagem adequada para a passagem do cabo de fibras ópticas.O cabo proveniente do secundário do RG-FO deve ser terminado. em adaptadores ou caixa terminal adequados. 4. 2. 135 . quer na individual. 5. Deve ser tida em consideração a reserva de espaço destinada aos primários do RG-FO. deve apresentar as características de protecção adequadas. A tubagem a considerar. para a passagem da fibra óptica. preferencialmente. À FIBRA ÓPTICA 6. no interior da fracção. O dimensionamento da rede colectiva de tubagens deve ser efectuado de acordo com as regras estipuladas para os edifícios novos ou a reconstruir. o projectista deve efectuar uma avaliação das partes comuns do edifício e decidir a melhor forma de implementar uma rede colectiva de tubagens. Para a distribuição dos serviços pelas restantes divisões com recurso a cablagem. 6. salvaguardando os pormenores estéticos de modo a minimizar o impacto visual. Os cabos serão de duas fibras terminados em conectores do tipo SCAPC.ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS.4 INSTALAÇÃO DAS ALTERAÇÕES A instalação deve ter em conta o projecto técnico. 6. desde a caixa terminal.Os cabos individuais de cliente poderão ser instalados de forma faseada.O dimensionamento do secundário do RG-FO deve ser calculado em função do número de fracções autónomas que constituem o edifício.

poderão ser reformuladas as redes existentes por forma a serem utilizados cabos de dimensões inferiores e com características técnicas idênticas.ADAPTAÇÃO DOS EDIFÍCIOS JÁ CONSTRUÍDOS. Em caso de impossibilidade poderá utilizar-se a entrada aérea. Poderão. devem ser adoptadas estratégias de modo a aumentar o espaço disponível. mas existam zonas colectivas. de modo a disponibilizar o espaço necessário a passagem dos cabos de FO. mas o espaço disponibilizado pela mesma não seja suficiente. Assim sendo. Nos edifícios onde não exista qualquer Coluna Montante (CM) para a passagem de cabos de FO. recorrendo sempre que possível ao lambril das escadas e caixilhos das portas para o acesso às fracções autónomas. 3. deve ser construída uma entrada subterrânea para o efeito. poderá considerar-se a utilização das zonas individuais para passagem de cabos da rede colectiva. poderão ser utilizadas calhas ou tubos à vista. Nos edifícios onde não existam zonas colectivas para a instalação da CM. esta deve ser executada. admite-se a alteração da disposição dos dispositivos das redes existentes no edifício. Assim sendo. Nos edifícios onde não exista qualquer Coluna Montante (CM). À FIBRA ÓPTICA Requisitos a observar na instalação da rede colectiva de cabos de fibra óptica: Ligação à rede pública de telecomunicações 1. minimizando o impacto visual. de modo a avaliar a possibilidade da reformulação das redes de acesso. Requisitos a observar na instalação da rede colectiva de cabos de fibra óptica: 1. Caso a entrada aérea e subterrânea não existam. Nos casos em que não exista qualquer tipo de tubagem para telecomunicações. caso exista. desde que a funcionalidade das respectivas redes não seja posta em causa. de modo a disponibilizar o espaço necessário a passagem dos cabos de FO. a cablagem de FO deve encaminhar-se por forma a causar o mínimo impacto visual. Assim sendo. poderá ser estabelecido o contacto com os operadores que se encontrem ligados ao edifício. A ligação à rede pública de telecomunicações deve ser efectuada através da entrada subterrânea. 3. desde que exista esse acordo com os ocupantes legais dos fogos. 4. pág. Em alternativa. nomeadamente no ATE e caixa do RGE. utilizando cabos de dimensões inferiores e com características técnicas idênticas. 136 . ser alterados os dispositivos de ligação e distribuição por outros de características idênticas mas de dimensões menores e a concentração de vários dispositivos num. a coluna deve ser executada de modo a preservar a estrutura do edifício. poderão ser utilizadas calhas com recurso aos rodapés e aros de portas existentes e a passagem junto das paredes até um ponto aceitável de acomodação dos equipamentos activos. ou caso o espaço disponível para a passagem de cabos não seja suficiente. ainda. 2. No espaço destinado à colocação do RG-FO. Nos edifícios onde exista Coluna Montante (CM). Soluções a ter em consideração para a instalação do RG-FO e rede colectiva de cabos de FO 1. 2.

devido ao movimento de regressão do eixo no sentido da sua posição inicial.1 DEFINIÇÕES ESPECÍFICAS DE CARACTERÍSTICAS DE TUBOS ÂNGULO DE CURVATURA DO TUBO: Ângulo suplementar (c) do Ângulo de Dobragem. por efeito de mola. Os edifícios seguem as prescrições técnicas adaptadas aos vários tipos (capítulos 8 a 13). INCLINAÇÃO: Relação. em valor absoluto. A instalação adequada de uma Rede de Tubagens apoia-se num conjunto de regras associadas aos materiais a manipular e às acções a efectuar sobre estes materiais. etc. Pode ser estático ou de escorregamento.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO 7 REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO As presentes regras aplicam-se a todos os tipos de edifícios. numa situação de repouso (atrito). medido no sentido da força que a origina. na zona de dobragem. . COEFICIENTE DE FRICÇÃO: Relação entre o peso de um objecto que desliza sobre outro e a força que os mantém em contacto.entre a projecção dos mesmos pontos. entre as seguintes distâncias: . ENGELHAMENTO: Deformação resultante da alteração do material na parte inferior do tubo. ÂNGULO DE RETORNO (springback angle): Ângulo que deve ser deduzido ao ângulo de curvatura.1 INSTALAÇÃO DE REDES DE TUBAGEM As regras aqui referidas têm por objectivo estabelecer procedimentos normalizados e boas práticas de instalação de Redes de Tubagem nos edifícios.entre os pontos de maior e menor cota no eixo do tubo. 137 .1. tais como dobragens. independentemente da sua caracterização ou tipologia. Para além deste Manual. medida em percentagem. fixações. devem ser obrigatoriamente cumpridas as regras específicas de instalação dos fabricantes dos materiais e equipamentos. 7. ÂNGULO DE DOBRAGEM DO TUBO: Ângulo (d) entre o eixo do tubo antes da dobragem e o eixo do tubo depois da dobragem. considerando um ambiente seco ou lubrificado. pág. tal como a seguir se indica: Tipo de edifício Residenciais Escritórios Comerciais Industriais Especiais Mistos Referência Capítulo 8 Capítulo 9 Capítulo 10 Capítulo 11 Capítulo 12 Capítulo 13 Tabela 43 – Referência aos capítulos de dimensionamento 7. na vertical (a). cortes. na horizontal (|b|).

OVALIZAÇÃO: Relação entre os eixos da elipse que resulta da deformação da secção do tubo quando dobrado incorrectamente. RAIO DE CURVATURA: Raio do arco da circunferência que se sobrepõe ao arco do eixo do tubo.Inclinação pág. Eixo d c d = ângulo de dobragem c = ângulo de curvatura F= Sentido da Dobragem F Eixo Figura 98 – Ângulos de dobragem e de curvatura Inc lin aç ão =a / |b a | [% ] b Figura 99 . 138 . expressa na medida do desvio dos eixos da secção exterior e interior do tubo. correspondente a um ângulo com lados perpendiculares às partes rectas do tubo adjacentes à curva.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO EXCENTRICIDADE: Deformação num tubo. após dobragem. É um valor normalmente fornecido pelo fabricante.

Dmin D emax e = espessura do tubo antes da dobragem Figura 102 – Ovalização e Excentricidade pág.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO D 90º RC 90º D= Diâmetro Exterior RC=Raio de Curvatura > 6 x D Figura 100 – Raio de curvatura a= ângulo de retorno a Figura 101 – Ângulo de retorno Excentricidade [%] = emin emax .emin e Ovalização [%] = Dmax . 139 .

é de 30% e a ovalização não deve ultrapassar os 20%. 140 . no âmbito das ITED. conforme previsto no capítulo 16. f) As operações de dobragem dos tubos devem ser efectuadas por recurso a máquina de dobragem ou ferramenta adequada à secção do tubo. por ligação ao BGT.2 INSTALAÇÃO DOS ELEMENTOS DA REDE DE TUBAGENS 7. d) Os instaladores e outros prestadores de serviços.2 do presente manual. nomeadamente na PAT. ao longo de toda a parte curva da dobragem. c) Para todos os elementos metálicos das Redes de Tubagem deve ser assegurada a ligação à terra.Engelhamento 7. devem ser tomadas as precauções necessárias de modo a evitar a entrada de água e humidade.1.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO Figura 103 . Figura 104 – Mola de dobragem g) A excentricidade máxima admissível. equipamentos e outros dispositivos que não se destinem a assegurar os serviços previstos no âmbito das ITED. b) Nas condutas de acesso. estão sujeitos ao dever de salvaguarda do sigilo das comunicações. b) Não é admissível a instalação.2. CONDUTAS DE ACESSO a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto e as prescrições específicas. pág.1. e) Em todos os trabalhos de instalação é obrigatório o uso de Equipamento de Protecção Individual (EPI) . A inclinação mínima a que devem estar sujeitos os tubos da PAT é de 45º.1 INSTALAÇÃO DE CONDUTAS REGRAS GERAIS a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto e as prescrições específicas. de cabos. nas Redes de Tubagem. nos tubos dobrados.

da responsabilidade do instalador. e) Nas condutas de acesso subterrâneo. c) As condutas que atravessem as juntas de dilatação dos edifícios devem estar dotadas de acessórios articulados. g) Os tubos não utilizados devem ser tapados nas extremidades e protegidos de modo a evitar a infiltração de humidade nos edifícios. à saída do tubo. devem permitir a execução de uma ansa no cabo. b) O resultado de todas as inspecções deve constar do Relatório de Ensaios de Funcionalidade (REF). pág. d) As redes de tubagem embebidas devem ser inspeccionadas antes do enchimento dos roços ou cobertura com reboco. REDES COLECTIVAS E INDIVIDUAIS DE TUBAGEM a) Devem ser respeitados os requisitos e o dimensionamento constantes do projecto e das prescrições específicas. Jusante (Edifício) 120º Montante Figura 106– Acesso subterrâneo f) Todos os tubos devem estar livres de rebordos e de arestas vivas que possam danificar o revestimento dos cabos. quer dos cabos quer dos tubos. além do cumprimento dos requisitos aplicáveis. os tubos devem ter um ângulo de curvatura maior do que 90º e inferior a 120º. para drenagem de água. i) Nos acessórios de fixação dos elementos da Rede de Tubagens. O sistema de tampão a utilizar deve garantir que não seja fácil a sua deterioração. os raios de curvatura. ou elásticos adequados. h) Os tubos e as calhas devem ter as paredes interiores lisas.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO c In lin aç ão ≥ º 45 Cabo coaxial Antena Montante Ansa Figura 105 – Tubos da PAT d) Na PAT. pode-se utilizar sistemas de aperto mecânico com parafusos. que constituem as condutas de acesso. 141 . para suportar as variações dimensionais associadas.

no pavimento. salvo se se conseguir garantir a correcta instalação e passagem da cablagem. r) Os rodapés podem ser substituídos por sistemas de calhas técnicas. devem ser utilizadas cantoneiras ou outro sistema adequado de protecção da bainha dos cabos. q) As calhas poderão ser fixadas por parafusos.2 INSTALAÇÃO DE CAIXAS a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto e as prescrições específicas. ou seja. b) As caixas instaladas à vista (salientes da parede) não devem ser de remoção fácil. f) A montagem de caixas de aparelhagem. sendo esta suficientemente robusta para não ser destruída pela passagem de pessoas ou deslocação de objectos. bucim. para cada troço de tubo.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO f) Nas instalações à vista que utilizem tubos.1. 7. Entre cada dois troços de tubo consecutivos deve intercalar-se uma caixa de passagem. n) O acesso aos cabos não poderá ficar limitado pelo facto de se utilizarem calhas pintadas. devem ser isentos de rebarbas e de arestas vivas. pág. ou peças de material moldado. deve ser de 10 mm. k) Não é permitida a instalação de tubagem com ângulos rectos. a execução de um máximo de 2 curvas. l) A colocação das tubagens deve ter em conta as boas práticas de encaminhamento. Neste caso. para passagem de tubos ou calhas. g) As caixas de aparelhagem de montagem no pavimento devem estar munidas de tampa. estes poderão ser fixos com braçadeiras com um espaçamento mínimo de 500 mm. e) A distância mínima entre as geratrizes exteriores dos tubos. deve estar sujeita a precauções adicionais. d) Os tubos e calhas para ligação de caixas não devem ficar salientes no interior destas. Cada curva diminuirá o comprimento máximo do troço em 2 metros. a fixação das calhas deve ser a adequada ao espaço onde vai encaixar. de modo a ter em conta os obstáculos e a possibilitar acções de manutenção. nos sistemas de calhas. ou extremo das calhas e a face lateral das caixas. e devem terminar sem rebarbas ou arestas vivas. nomeadamente os suportes para fixação dos cabos. p) Nos ângulos (esquinas exteriores e interiores) do percurso das calhas. de modo a evitar infiltrações de humidades e de poeiras. o ângulo de dobragem inferior a 90º. devem ser compatíveis com o tipo de calha. Para contornar essa situação deve ser instalada uma caixa de passagem.2. h) Os ângulos de curvatura nos tubos devem ser sempre iguais ou superiores a 90º. i) Um troço corresponde a um tubo com 12 m de comprimento. com boquilha. m) Na instalação de tubos e calhas não deve existir lugar a descontinuidades nos diferentes troços. com um espaçamento mínimo de 500 mm. por sobredimensionamento da tubagem. 142 . j) Admite-se. c) Os cortes a efectuar nas caixas. g) O raio de curvatura dos tubos deve ser superior ou igual a 6 vezes o diâmetro externo dos tubos. o) Os acessórios a utilizar.

7.1. 7. Com o intuito de facilitar o enfiamento dos cabos. bem como as constantes do projecto.3 INSTALAÇÃO DE CAMINHOS DE CABOS a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto e as prescrições específicas. . Em qualquer dos casos.1% na longitudinal (flecha entre apoios). devendo ser ignifugo e hidrófobo. 2 .3 ENFIAMENTO DE CABOS Os principais métodos de enfiamento de cabos em tubos são: 1 . o lubrificante não poderá ter na sua composição produtos químicos que possam afectar os tubos ou o isolamento dos cabos.5% na transversal (flecha produzida na base). A operação de enfiamento deve ser executada com perícia e com cuidados especiais. com o comprimento (L) do mesmo tubo. para evitar a alteração das características mecânicas e técnicas dos cabos. nas Salas Técnicas.4 INSTALAÇÃO DE ARMÁRIOS E BASTIDORES A montagem destes elementos e as ligações a efectuar devem ter em conta as suas prescrições específicas. Só é permitida a utilização de acessórios que façam parte do sistema do caminho de cabos utilizado.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO 7.1. 143 . flexíveis e correctamente dimensionadas em comprimento e resistência à tracção.2. As guias a utilizar devem ter a extremidade boleada e dispor de características próprias para redução do atrito. d) Devem ser tomadas em conta as flechas máximas admissíveis para os caminhos de cabos em esforço: .Inserção do cabo no tubo por recurso a jactos de ar comprimido (técnica de sopro ou sopragem). b) As instalações devem ser executadas de acordo com as instruções de montagem do fabricante e tendo em conta as cargas de trabalho declaradas.1.Por tracção do cabo. na posição horizontal: pág.2. normalmente utilizado em enfiamento de cabos de fibra óptica. c) Os caminhos de cabos metálicos não devem ter descontinuidades que possam afectar a ligação à terra das estruturas constituintes do sistema. puxado através de guia adequada.2. deve ser executada em conformidade com os requisitos específicos. No enfiamento por tracção devem ser utilizadas guias plásticas ou de metal. 7.5 INSTALAÇÃO DE SALAS TÉCNICAS A instalação dos equipamentos e componentes das Redes de Tubagem. A seguinte expressão matemática relaciona a força de tracção necessária ao enfiamento de um cabo num tubo. bem como com a documentação do projecto. a tracção poderá ser efectuada por recurso a tubos com pré-lubrificação nas paredes interiores ou utilização de material lubrificante disponível para o efeito.1.

7. Recomenda-se a consulta aos fabricantes de cabos para obtenção do valor do COF. de forma indelével. O COF estático dos materiais plásticos mais utilizados é de aproximadamente 0. devem ser identificados por recurso a marcações que facilitem a sua identificação. é o coeficiente de fricção (COF). nomeadamente as caixas. Poderão ser utilizadas etiquetas plásticas.. deve ter-se em conta os parâmetros para o ajuste das mesmas. em moldura apropriada.5. 144 . b) Os cabos devem ser instalados de forma a serem respeitadas as instruções técnicas dos fabricantes.01.SE APLICÁVEL Desdobramento da coluna (00. ) – SE APLICÁVEL Coluna ou Troço (A. As derivações da coluna montante devem ser identificadas..SE APLICÁVEL Figura 107 – Identificação das caixas da coluna montante Adicionalmente. excepto nos materiais em que marcação é efectuada pelo fabricante. pág.3 INSTALAÇÃO DE REDES DE CABOS a) Devem ser respeitados os requisitos constantes do projecto. . P o peso por metro de cabo e L o comprimento do tubo. Todas as caixas devem ser identificadas. cada entrada e saída de tubagem deve ser correctamente identificada. 7.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO L Fi Fo = Fi + µ x P x L Fo em que Fo e Fi são as tensões de tracção à saída e entrada do tubo.2 INSTALAÇÃO DAS CABEÇAS DE REDE DE MATV/SMATV Na instalação das Cabeças de Rede. CC (cabo coaxial) ou FO (fibra óptica). 7.. com a palavra „Telecomunicações‟ na rede colectiva ou com a letra „T‟ na rede individual. o instalador deve preparar e afixar. ou fita com impressão mecânica. nomeadamente as saídas para os ATI. de modo a referir o tipo de tecnologia a que corresponde: PC (par de cobre). Nas ITED que disponham de Sala Técnica.) . o diagrama das Redes (Cabos e Tubagem) com identificação dos PD.3. respectivamente. nomeadamente do RG-CC/MATV. colunas e saídas de distribuição. no interior das caixas da rede colectiva. das caixas. Para este ajuste poderá recorrer-se a um medidor de nível. Nas caixas da rede colectiva deve ser utilizada a seguinte nomenclatura: add /sdd Piso ou secção .OBRIGATÓRIO Referência do piso abaixo do nível térreo (Sinal .1 MARCAÇÃO Os elementos das redes de tubagem.) ..1.B.

tal como é indicado no esquema de terras do ponto 15. devidamente presos. ou em outros eventos limitados no tempo. congressos. de forma a conhecer-se o seu encaminhamento e o cliente a que se destina. em fichas técnicas apropriadas. no que se refere à segurança de pessoas e bens. k) Todos os cabos instalados numa rede individual têm obrigatoriamente que estar ligados a TT. destinada a evitar a propagação de incêndios.4 INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS Podem ser estabelecidas instalações com carácter temporário. d) Os cabos devem possuir uma folga de passagem no interior das caixas. de forma a mais facilmente poderem ser acomodados e presos. dos elementos relevantes para identificação das tubagens e da ligação dos cabos nas ITED.7. durante a realização de exposições. 145 . em estaleiros e outras situações a considerar pelos proprietários dos edifícios. f) Deve ser garantida a continuidade das ligações de terra. i) Na utilização das tubagens das colunas montante deve ser respeitada a organização e a separação por tecnologias. ou pela administração do conjunto de edifícios. e) Os cabos de passagem devem estar agrupados por tecnologia. não interferindo com as derivações de cliente da coluna montante. Este tipo de instalações deve ser desmantelado após o término do prazo do evento. 7.REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO c) As passagens de cabos nas coretes não deve afectar a vedação térmica. g) Deve ser assegurada a distância correcta a canalizações metálicas e a cabos de energia eléctrica. As Instalações Temporárias devem satisfazer as prescrições do presente manual. pág. mediante documento que ateste a não interferência com outros serviços. h) As saídas não utilizadas das redes coaxiais devem ser terminadas em cargas de impedância característica de 75Ω.5 DOCUMENTAÇÃO O instalador deve efectuar o registo. 7. e serão autorizadas pelos proprietários dos edifícios ou dono da obra. j) Os cabos da rede colectiva devem ser numerados e etiquetados.

ou equivalente  1 caixa de coluna em todos os pisos com fogos.1 cabo (instalação facultativa) TCD-C-H CATV/MATV . parqueamentos.1 cabo por fogo Garantia da Classe E Categoria 6 UTP 4 Pares . EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS: REDES DE CABOS . a escolha dos materiais deve ter em conta as regras MICE.  Em qualquer situação.  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. ou equivalente. como mínimo. Tabela 44 – Redes de cabos a instalar nos edifícios residenciais EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS: REDE DE TUBAGENS . Dimensões internas Colectiva mínimas: 400x400x150mm.1 cabo por TT Garantia da Classe E Cabos Coaxiais CATV e MATV (≥ 2fogos) TCD-C-H CATV .  PAT: 2 tubos de Ø40mm.1 cabo por fogo MATV .  Nas kitchnettes integradas na sala. ou equivalente. halls. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 8 EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS As redes de cabos e de tubagens a instalar. ou equivalente. ou similares. obrigatoriamente.  A rede de MATV segue a topologia que melhor se ajustar ao edifício. Para além das regras técnicas definidas.  Nas situações em que um único fogo se desenvolve por vários pisos. Moradia  PAT: 1 tubo de Ø40mm.1 cabo por fogo TCD-C-H CATV . Individual  Tubo de Ø20mm. quartos e cozinha. a topologia de distribuição em estrela. recomendando-se a distribuição em estrela. obrigatoriamente. devidamente justificadas pelo projectista.  A CEMU deve ser instalada numa zona de acesso público. para jusante dos PD considerados (ATE e ATI). nos edifícios residenciais. é obrigatória a instalação de 1 tomada RJ45+TV. de acordo com as condições de execução da instalação.  Ligação CEMU – ATI: 2 tubos de Ø40mm. comum às 3 tecnologias. ou equivalente de Ø40mm. só é obrigatória a instalação de uma caixa de coluna num dos pisos.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Colectiva Moradia (CEMU .  A tomada ZAP é de instalação obrigatória nos edifícios residenciais.1 cabo Categoria 6 UTP 4 Pares . e 1 tomada RJ45. não é obrigatória a instalação de tomadas de telecomunicações.  Nas casas de banho. são as constantes das tabelas seguintes. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. Tabela 45 – Rede de tubagens a instalar nos edifícios residenciais pág. não é obrigatória a instalação de tomadas de telecomunicações. OF-300 (instalação facultativa) OS1 1 cabo de 2 fibras para a ZAP OF-300  A rede de pares de cobre.  Ligação a cada ATI através de 1 tubo de Ø40mm. 146 . ou equivalente Ø40mm.  Nas salas. ou equivalente. arrecadações.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica Coluna montante com 1 tubo Coluna montante com 1 tubo de Coluna montante com 1 tubo de Ø40mm.1 cabo por TT Fibra Óptica OS1 1 cabo de 2 fibras por fogo OF-300 OS1 1 cabo de 2 fibras.ATI) Individual Categoria 6 UTP 4 Pares . excepto em situações consideradas especiais e incontornáveis. ou equivalente.

A obrigatoriedade anteriormente expressa concretiza-se na chegada. nomeadamente a possibilidade de injecção de sinal na rede individual: Figura 108 – Exemplo de uma tomada ZAP Figura 109 – Utilização de uma tomada ZAP pág. bem como a sua utilização e funcionalidade. a um ponto comum.  É fundamental a escolha de uma boa localização para a ZAP.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO.1 ZONA DE ACESSO PRIVILEGIADO – ZAP As fracções autónomas residenciais possuem. Esse local é designado por Zona de Acesso Privilegiado (ZAP) e localiza-se na divisão mais adequada. obrigatoriamente. 147 . provenientes do ATI:  Os 2 cabos PC terminam em 2 tomadas RJ45.  1 cabo de 2 FO termina em 2 tomadas de fibra óptica. um local onde se concentram as três tecnologias (PC.  Os 2 cabos CC terminam em 2 tomadas coaxiais. no entendimento do projectista e de acordo com as preferências do dono da obra. de 2 cabos de cada uma das tecnologias. na configuração que o projectista considerar mais favorável. privilegiando a integração das tomadas num mesmo espelho. As figuras seguintes exemplificam o que poderá ser uma possível tomada ZAP. CC e FO). PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 8.

ou equivalente  1 caixa de coluna em todos os pisos com fogos. onde não exista definição dos postos de trabalho.  Em qualquer situação.  Em áreas de “open space”.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Coluna montante com 1 tubo de Ø40mm.1 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS COM ZONAS COLECTIVAS EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS COM ZONAS COLECTIVAS REDES DE CABOS . ou equivalente.1 cabo por fogo 1 cabo de 4 fibras por fogo Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Individual UTP 4 Pares . deste tipo. só é obrigatória a instalação de uma caixa de coluna num dos pisos.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Colectiva Cabos Coaxiais CATV e MATV(≥ 2fogos) TCD-C-H CATV .1 cabo por TT A definir pelo projectista A definir pelo projectista Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre.1 cabo por fogo MATV . para jusante dos PD considerados. Tabela 46 – Redes de cabos a instalar em edifícios de escritórios. ou equivalente. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 9 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS Para além das regras técnicas definidas. deve acautelar-se que cada ponto não sirva mais de 12 postos de trabalho e que o comprimento máximo do cabo de ligação ao equipamento não ultrapasse 20m. Tabela 47 – Rede de tubagens em edifícios de escritórios. Individual  Tubo de Ø20mm. comum às 3 tecnologias (dimensões mínimas 400x400x150).1 cabo por fogo Fibra Óptica Categoria 6 OS1 UTP 4 Pares . a topologia de distribuição em estrela. 148 . com zonas colectivas pág. ou bastidor (caso as necessidades do fogo o justifiquem).  Devem existir 2 tomadas de PC em cada posto de trabalho.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO. ou equivalente Colectiva Cabos Coaxiais Coluna montante com 1 tubo de Ø40mm. 9.  A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada. ou equivalente.  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. através de 1 tubo de Ø40mm. ou equivalente Fibra Óptica Coluna montante com 1 tubo de Ø40mm. pressupõe a consulta da norma EN50173-2. de acordo com as condições de execução da instalação.  Ligação a cada ATI. Em alternativa poderá considerar-se uma tomada de PC e 2 tomadas de FO (conectores SC). obrigatoriamente. Caso o edifício não se desenvolva em altura deve ser possível o acesso fácil à cablagem. poderá considerar-se que as tomadas possam estar localizadas num ponto comum.  Nas situações em que um fogo se desenvolve por vários pisos. com zonas colectivas EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS COM ZONAS COLECTIVAS REDE DE TUBAGENS . a escolha dos materiais deve ter em conta as regras MICE. Nesta situação. A execução do projecto de um edifício.

ou equivalente.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Cabos Coaxiais Pares de Cobre Fibra Óptica CATV Categoria 6 OS1 TCD-C-H Ligações entre PD UTP 4 Pares – 1 cabo por PD 1 cabo de 4 fibras por PD CATV – 1 cabo por PD Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Ligações a partir UTP 4 Pares . a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. ou equivalente 2 Ligações entre  1 PD (bastidor) em cada piso.2 EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS REDES DE CABOS . pressupõe a consulta da norma EN50173-2.  Devem existir 2 tomadas de PC em cada posto de trabalho. partir dos PD  Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e a TT (cablagem horizontal). Ligações a  Utiliza-se tubo de Ø20mm. Tabela 48 – Redes de cabos em edifícios de escritórios. onde não exista definição dos postos de trabalho.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. Tabela 49 – Rede de tubagens em edifícios de escritórios.1 cabo por TT A definir pelo projectista A definir pelo projectista dos PD Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre. deve acautelar-se que cada ponto não sirva mais de 12 postos de trabalho e que o comprimento máximo do cabo de ligação ao equipamento não ultrapasse 20m. sem zonas colectivas EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS REDE DE TUBAGENS . a topologia de distribuição em estrela.  A execução do projecto de um edifício. Em alternativa poderá considerar-se uma tomada de PC e 2 tomadas de FO (conectores SC).  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 9. Caso a área seja superior a 1000m devem ser instalados PD adicionais. 149 . Nesta situação. ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm.  A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada. As dimensões mínimas dos PD são definidas pelo projectista. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre 1 tubo de Ø40mm. ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. ou equivalente. deste tipo. sem zonas colectivas pág. obrigatoriamente.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO.  Em qualquer situação. para jusante dos PD considerados.  Em PD cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica. comum às tecnologias. poderá considerar-se que as tomadas possam estar localizadas num ponto comum.  Em áreas de “open space”.

ou equivalente Cabos Coaxiais Coluna montante com 1 tubo de Ø40mm.1 cabo por fogo MATV .PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Cabos Coaxiais CATV e MATV (≥ 2fogos) TCD-C-H CATV .  Deve ser instalada uma caixa com dimensões adequadas para alojar dispositivos necessários à execução das redes de cabo e realização dos respectivos ensaios. a topologia de distribuição em estrela. Individual  Em qualquer situação.  Ligação a cada ATI. 150 . PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 10 EDIFÍCIOS COMERCIAIS Para além das regras técnicas definidas.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO.1 cabo por fogo Fibra Óptica Categoria 6 OS1 UTP 4 Pares . de acordo com as condições de execução da instalação.  Nas situações em que um fogo se desenvolve por vários pisos. 10. a escolha dos materiais deve ter em conta as regras MICE.1 cabo por fogo 1 cabo de 2 fibras por fogo Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Individual UTP 4 Pares . comum às 3 tecnologias (dimensões mínimas 400x400x150). está dependente do fim a que se destina o fogo. através de 1 tubo de Ø40mm. a definir pelo projectista. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. ou equivalente Fibra Óptica Coluna montante com 1 tubo de Ø40mm.1 EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM ZONAS COLECTIVAS EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM ZONAS COLECTIVAS REDES DE CABOS . Tabela 51 – Rede de tubagens em edifícios comerciais com zonas colectivas pág. Colectiva Tabela 50 – Redes de cabos em edifícios comerciais com zonas colectivas EDIFÍCIOS COMERCIAIS COM ZONAS COLECTIVAS REDE DE TUBAGENS . obrigatoriamente. ou bastidor (caso as necessidades dos fogos o justifiquem). ou equivalente Colectiva  1 caixa de coluna em todos os pisos com fogos. ou equivalente. para jusante dos PD considerados. de preferência de 12 em 12m. ou equivalente  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Coluna montante com 1 tubo de Ø40mm. Caso o edifício não se desenvolva em altura deve ser possível o acesso fácil à cablagem. bem como das necessidades do cliente. só é obrigatória a instalação de uma caixa de coluna num dos pisos.1 cabo por TT A definir pelo projectista A definir pelo projectista Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre e a rede de fibra óptica seguem. Dentro do fogo devem ser previstos os dispositivos necessários à execução das redes de cabo e realização dos respectivos ensaios.  O projecto da rede individual de cabos. PAT: 2 Tubos de Ø40mm.  A rede de CATV deve seguir uma topologia adequada à função e dimensão do edifício. onde se inclui a definição do número de tomadas e o tipo de ATI.  Utiliza-se tubo de Ø20mm. ou equivalente.

para jusante dos PD considerados.  O projecto das redes de cabos a partir dos PD. onde se inclui a definição do número de tomadas. está dependente do fim a que o edifício se destina. ou equivalente  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos Ligações a partir  Utiliza-se tubo de Ø20mm. deste tipo.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Cabos Coaxiais CATV Fibra Óptica Categoria 6 OS1 TCD-C-H UTP 4 Pares – 1 cabo por PD 1 cabo de 4 fibras por PD CATV – 1 cabo por PD Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Ligações a partir UTP 4 Pares .1 cabo por TT A definir pelo projectista A definir pelo projectista dos PD Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre. ou equivalente dos PD  Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem horizontal).  A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada. ou equivalente 2 Ligações entre  1 PD (bastidor) em cada piso. pressupõe a consulta da norma EN50173-2. comum às 3 tecnologias. a topologia de distribuição em estrela. Tabela 53 – Rede de tubagens de edifícios comerciais sem zonas colectivas pág.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. PD  Em cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem.2 EDIFÍCIOS COMERCIAIS SEM ZONAS COLECTIVAS EDIFÍCIOS COMERCIAIS SEM ZONAS COLECTIVAS REDES DE CABOS . ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm. As dimensões mínimas dos PD são definidas pelo projectista. bem como das necessidades do cliente. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 10.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre 1 tubo de Ø40mm. Ligações entre PD Tabela 52 – Redes de cabos de edifícios comerciais sem zonas colectivas EDIFÍCIOS COMERCIAIS SEM ZONAS COLECTIVAS REDE DE TUBAGENS .  Em qualquer situação. Caso a área seja superior a 1000m devem ser instalados PD adicionais. obrigatoriamente. 151 .  A execução do projecto de um edifício.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO. ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.

para jusante dos PD considerados.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Categoria 6 Ligações entre UTP 4 Pares . obrigatoriamente.1 cabo por fogo Fibra Óptica OS1 1 cabo de 4 fibras por PD OF-300 Categoria 6 Ligações a partir UTP 4 Pares .  A execução do projecto de um edifício.  Em qualquer situação.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Cabos Coaxiais Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm.  A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada. Ligações a partir dos Pontos de Distribuição Intermédios (PDI)  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos. ou equivalente equivalente equivalente Ligações entre PD e  1 PD (bastidor) em cada piso e um PDI (bastidor) comum às 3 tecnologias (dimensões Pontos de mínimas a definir pelo projectista). a escolha dos materiais deve ter em conta as regras MICE.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. Em alternativa poderá considerar-se uma tomada de FO (conector LC). ou 1 tubo de Ø40mm.  Utiliza-se tubo de Ø20mm. de acordo com as condições de execução da instalação.  Deve existir 1 tomada de PC para cada equipamento a instalar de acordo com as necessidades do cliente.1 cabo por fogo PD e PDI Garantia da Classe E Cabos Coaxiais CATV e MATV (≥ 2fogos) TCD-C-H CATV .1 cabo por TT A definir pelo projectista A definir pelo projectista dos PDI Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre. ou 1 tubo de Ø40mm. Tabela 54 – Redes de cabos em edifícios industriais EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS REDE DE TUBAGENS . Tabela 55 – Rede de tubagens em edifícios industriais pág. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. estes PD Distribuição poderão ser coincidentes.  Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PDI e as TT (cablagem intermédia). deste tipo.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO. a topologia de distribuição em estrela. 152 . ou equivalente. EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS REDES DE CABOS .1 cabo por fogo MATV . Caso as dimensões do edifício o justifiquem. pressupõe a consulta da norma EN50173-3. Intermédios (PDI)  Em cada um dos PD deve existir energia eléctrica. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. ou equivalente. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 11 EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS Para além das regras técnicas definidas.

GARES DE TRANSPORTE. Recomenda-se a utilização de tubagem livre de halogéneos. de acordo com as condições de execução da instalação. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.1 HISTÓRICOS Este tipo de edifícios. desde que devidamente fundamentados pelo projectista. requer uma instalação cuidada.2 EDIFÍCIOS VÁRIOS ARMAZÉNS. dos PD  Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem horizontal). Tabela 57 – Rede de tubagens em edifícios vários pág.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO. obrigatoriamente. A escolha dos materiais e equipamentos deve ter em conta a preservação das características deste tipo de edifícios.  O projecto da rede de cabos a partir dos PD.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Ligações entre PD 1 tubo de Ø40mm. sempre que se ponham em causa aspectos de preservação de valores patrimoniais ou estéticos. ou equivalente  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.  Em qualquer situação. ou equivalente. onde se inclui a definição do número de tomadas. a topologia de distribuição em estrela. RESTAURANTES. dada a especificidade dos mesmos. de elevado valor patrimonial. Admitem-se limitações na adopção de soluções técnicas. Tabela 56 – Redes de cabos em edifícios vários VÁRIOS REDE DE TUBAGENS . para jusante dos PD considerados. 12.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Cabos Coaxiais Pares de Cobre Fibra Óptica CATV Categoria 6 OS1 Ligações entre TCD-C-H UTP 4 Pares – 1 cabo por PD 1 cabo de 4 fibras por PD PD CATV – 1 cabo por PD Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Ligações a partir UTP 4 Pares . 153 . a escolha dos materiais deve ter em conta as regras MICE. ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm. ou equivalente  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. 12. ESPECTÁCULOS E REUNIÕES PÚBLICAS.1 cabo por TT A definir pelo projectista A definir pelo projectista dos PD Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre. está dependente das necessidades do cliente. Devem ser instaladas as tubagens e cablagens de acordo com o tipo de edifício. MUSEOLOGIA E DIVULGAÇÃO VÁRIOS REDES DE CABOS . PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 12 EDIFÍCIOS ESPECIAIS Para além das regras técnicas definidas. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. DESPORTIVOS E DE LAZER. tal como o disposto nos pontos presentes. ESTACIONAMENTOS. Ligações a partir  Utiliza-se tubo de Ø20mm.

Tabela 58 – Redes de cabos em edifícios escolares EDIFÍCIOS ESCOLARES REDE DE TUBAGENS . ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm. ou equivalente.1 cabo por TT A definir pelo projectista dos PD CATV . laboratórios. salas de reuniões. devem ser instalados PD adicionais (dimensões mínimas a PD definir pelo projectista). Ligações a partir  Utiliza-se tubo de Ø20mm.  Em qualquer situação. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 12.  O projecto da rede de cabos a partir dos PD. dos PD  Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem horizontal). a topologia de distribuição em estrela.  Recomenda-se a instalação de 1 rede de distribuição de MATV.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Cabos Coaxiais Pares de Cobre Fibra Óptica CATV Categoria 6 OS1 Ligações entre TCD-C-H UTP 4 Pares – 1 cabo por PD 1 cabo de 4 fibras por PD PD CATV – 1 cabo por PD Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Ligações a partir TCD-C-H UTP 4 Pares .  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos. para jusante dos PD considerados.1 cabo por TT Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre.  Deve ser prevista uma tomada de PC e CC por divisão.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO. ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. refeitórios e bares.  Em cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica. Tabela 59 – Rede de tubagens em edifícios escolares pág.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre 1 tubo de Ø40mm.3 ESCOLARES EDIFÍCIOS ESCOLARES REDES DE CABOS . ou equivalente. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. está dependente das necessidades do cliente.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. ou equivalente  1 PD (bastidor) em cada piso comum às tecnologias. onde se incluem as salas de aula. 2 Ligações entre  Caso a área seja superior a 1000m . obrigatoriamente. onde se inclui a definição do número de tomadas. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. 154 .

para jusante dos PD considerados.  Em qualquer situação. ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. ou outras de especial importância. Tabela 61 – Rede de tubagens em edifícios hospitalares pág.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre 1 tubo de Ø40mm.  Nas salas de operações. ou equivalente  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.4 HOSPITALARES EDIFÍCIOS HOSPITALARES REDES DE CABOS .PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Cabos Coaxiais CATV Fibra Óptica Categoria 6 OS1 TCD-C-H UTP 4 Pares – 1 cabo por PD 1 cabo de 4 fibras por PD CATV – 1 cabo por PD Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Ligações a partir TCD-C-H Em salas de especial importância UTP 4 Pares .  Deve ser prevista uma tomada de PC e CC por divisão. Ligações a partir  Utiliza-se tubo de Ø20mm.1 cabo por TT (a definir pelo projectista) Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre. obrigatoriamente.  O projecto da rede de cabos a partir dos PD.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. a topologia de distribuição em estrela.  Recomenda-se a instalação de 1 rede de distribuição de MATV.  A escolha da Classe de Ligação de FO depende da distância do canal considerada.1 cabo por TT dos PD CATV . 155 . deve existir como mínimo uma tomada de FO. onde se inclui a definição do número de tomadas. Ligações entre  Caso a área seja superior a 1000m2. devem ser instalados PD adicionais (dimensões mínimas a PD definir pelo projectista). está dependente das necessidades do cliente. ou equivalente  1 PD (bastidor) em cada piso comum às tecnologias. dos PD  Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem horizontal). PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 12. salas de espera e salas técnicas (operações. ou equivalente. ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas.  Em cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica. por exemplo). Ligações entre PD Tabela 60 – Redes de cabos em edifícios hospitalares EDIFÍCIOS HOSPITALARES REDE DE TUBAGENS . onde se incluem quartos.

156 .  Em qualquer situação. ou equivalente  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos Ligações a partir  Utiliza-se tubo de Ø20mm.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre 1 tubo de Ø40mm. Poderá prever-se.1 cabo por TT A definir pelo projectista dos PD CATV . como seja em quartos e salas. 1 tomada (recomendam-se duas) de PC e 1 tomada de CC por divisão. Ligações entre PD Tabela 62 – Redes de cabos em lares de idosos e hotelaria LARES DE IDOSOS E HOTELARIA REDE DE TUBAGENS . ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. está dependente das necessidades do cliente. ou equivalente dos PD  Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e as TT (cablagem horizontal).REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO.1 cabo por TT Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm.  Em cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.  O projecto da rede de cabos a partir dos PD. a topologia de distribuição em estrela. para jusante dos PD considerados. ou equivalente  1 PD (bastidor) em cada piso comum às tecnologias. onde se inclui a definição do número de tomadas.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Cabos Coaxiais CATV Fibra Óptica Categoria 6 OS1 TCD-C-H UTP 4 Pares – 1 cabo por PD 1 cabo de 4 fibras por PD CATV – 1 cabo por PD Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Ligações a partir TCD-C-H UTP 4 Pares .5 LARES DE IDOSOS E HOTELARIA LARES DE IDOSOS E HOTELARIA REDES DE CABOS .  A escolha da Classe de Ligação de FO depende da distância do canal considerada.  Recomenda-se a instalação de 1 rede de distribuição de MATV. Tabela 63 – Rede de tubagens em lares de idosos e hotelaria pág. no entanto. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 12. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. obrigatoriamente. Ligações entre  Caso a área seja superior a 1000m2. devem ser instalados PD adicionais (dimensões mínimas a PD definir pelo projectista).

ou equivalente. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem. para jusante dos PD considerados. ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm. 157 . uma tomada de PC e outra de CC. partir dos PD  Deve considerar-se uma distância máxima de 90m entre o último PD e a TT (cablagem horizontal).PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Cabos Coaxiais Pares de Cobre Fibra Óptica CATV Categoria 6 OS1 TCD-C-H Ligações entre PD UTP 4 Pares – 1 cabo por PD 1 cabo de 4 fibras por PD CATV – 1 cabo por PD Garantia da Classe E OF-300 Categoria 6 Ligações a partir UTP 4 Pares . poderá considerar-se que as tomadas possam estar localizadas num ponto comum.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre 1 tubo de Ø40mm. As dimensões mínimas dos PD são definidas pelo projectista.  Em qualquer situação.6 BIBLIOTECAS E ARQUIVOS BIBLIOTECAS E ARQUIVOS REDES DE CABOS . deve acautelar-se que cada ponto não sirva mais de 12 postos de trabalho e que o comprimento máximo do cabo de ligação ao equipamento não ultrapasse 20m. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 12.1 cabo por TT A definir pelo projectista A definir pelo projectista dos PD Garantia da Classe E  A rede de pares de cobre. comum às tecnologias.  Recomenda-se a existência de.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO.  Em áreas onde não exista definição dos postos de trabalho. ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. Tabela 64 – Redes de cabos em bibliotecas e arquivos EDIFÍCIOS DE ESCRITÓRIOS SEM ZONAS COLECTIVAS REDE DE TUBAGENS . Ligações a  Utiliza-se tubo de Ø20mm. Tabela 65 – Rede de tubagens em bibliotecas e arquivos pág.  A execução do projecto de um edifício.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. pressupõe a consulta da norma EN50173-2. Nesta situação. Caso a área seja superior a 1000m devem ser instalados PD adicionais.  A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada. no mínimo. deste tipo. ou equivalente 2 Ligações entre  1 PD (bastidor) em cada piso. obrigatoriamente.  Em PD cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica. ou equivalente  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos. nas salas de reuniões e audiovisual. a topologia de distribuição em estrela.

devidamente previstas pelo projectista. para jusante dos PD considerados. o que poderá obrigar a condutas de acesso directas. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. do Manual ITED.  Utiliza-se tubo de Ø20mm.1 cabo por fogo Pares de Cobre Deve ser executada de Deve ser executada de acordo acordo com o definido no com o definido no capítulo 8 capítulo 8 Deve ser executada Deve ser executada conforme conforme o tipo de fogo o tipo de fogo considerado e considerado e de acordo de acordo com o definido nos com o definido nos capítulos respectivos capítulos respectivos Fibra Óptica OS1 1 cabo de 2 fibras por fogo OF-300 Deve ser executada de acordo com o definido no capítulo 8 Deve ser executada conforme o tipo de fogo considerado e de acordo com o definido nos capítulos respectivos Colectiva Individual (parte residencial) Individual (parte não residencial)  A rede de pares de cobre. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem.6. obrigatoriamente.  Ligação a cada ATI. ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm. comum às 3 tecnologias (dimensões mínimas 400x400x150). a topologia de distribuição em estrela.  Deve ser instalada uma caixa com dimensões adequadas para alojar dispositivos necessários à execução das redes de cabo e realização dos respectivos ensaios. ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. ou equivalente Colectiva  1 caixa de coluna em todos os pisos.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO. ou bastidor (caso as necessidades do fogo o justifiquem). Tabela 67 – Rede de tubagens de edifícios mistos com fogos residenciais e não residenciais pág. Este acesso está relacionado com uma utilização ou exploração autónoma.  A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada. Para além das regras técnicas definidas. Individual  Em qualquer situação.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Edifícios Residenciais Pares de Cobre 1 tubo de Ø40mm. 13. através de 1 tubo de Ø40mm. 158 .  PAT: 2 Tubos de Ø40mm.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Cabos Coaxiais CATV e MATV (≥ 2fogos) Categoria 6 TCD-C-H UTP 4 Pares . Poderão existir condições especiais. ou equivalente. de acordo com as condições de execução da instalação.1 cabo por fogo CATV . ou equivalente  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos. dadas as especificidades dos fogos.6.1 EDIFÍCIOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS EDIFÍCIOS MISTOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS REDES DE CABOS . Tabela 66 – Redes de cabos de edifícios mistos com fogos residenciais e não residenciais EDIFÍCIOS MISTOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS REDE DE TUBAGENS . ou equivalente. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 13 EDIFÍCIOS MISTOS Tal como o referido no ponto 3. estes edifícios resultam na combinação de mais do que um tipo dos anteriormente caracterizados. nomeadamente quando exista a necessidade de acessos individuais separados.1 cabo por fogo Garantia da Classe E MATV . a escolha dos materiais deve ter em conta as regras MICE.

As dimensões mínimas dos PD são definidas pelo projectista.  PAT: 2 Tubos de Ø40mm. ou equivalente Cabos Coaxiais 1 tubo de Ø40mm.1 cabo por fogo 1 cabo de 4 fibras por PD fogo MATV .  Em PD cada ponto de distribuição deve existir energia eléctrica.REGRAS ESPECÍFICAS DE PROJECTO. do PD  Deve ser instalada uma caixa com dimensões adequadas para alojar dispositivos necessários à execução das redes de cabo e realização dos respectivos ensaios.1 cabo por CATV . Tabela 68 – Redes de cabos de edifícios mistos com fogos não residenciais EDIFÍCIOS MISTOS COM FOGOS RESIDENCIAIS E NÃO RESIDENCIAIS REDE DE TUBAGENS .  Em qualquer situação.  A escolha da classe da ligação de FO depende da distância de canal considerada. 159 . ou equivalente. ou equivalente 2 Ligações entre  1 PD (bastidor) em cada piso. comum às tecnologias. ou equivalente Fibra Óptica 1 tubo de Ø40mm. obrigatoriamente. Caso a área seja superior a 1000m devem ser instalados PD adicionais. para jusante dos PD considerados.PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Pares de Cobre Ligações entre PD Cabos Coaxiais CATV e MATV (≥ 2fogos) Fibra Óptica Categoria 6 TCD-C-H OS1 UTP 4 Pares . ou equivalente. Ligações a partir  Utiliza-se tubo de Ø20mm.2 EDIFÍCIOS COM MISTURA DE VÁRIOS TIPOS DE FOGOS NÃO RESIDENCIAIS EDIFÍCIOS MISTOS COM FOGOS NÃO RESIDENCIAIS REDES DE CABOS .PRESCRIÇÕES MÍNIMAS Edifícios Residenciais Pares de Cobre 1 tubo de Ø40mm. PARA CADA TIPO DE EDIFÍCIO 13. a rede de fibra óptica e a rede de CATV seguem.  A tubagem é partilhada por todos os tipos de cabos.1 cabo por fogo OF-300 Garantia da Classe E Deve ser executada Deve ser executada conforme o Deve ser executada conforme o tipo conforme o tipo de fogo Ligações a partir tipo de fogo considerado e de de fogo considerado e de acordo considerado e de acordo com do PD acordo com o definido nos com o definido nos capítulos o definido nos capítulos capítulos respectivos respectivos respectivos  A rede de pares de cobre. a topologia de distribuição em estrela. o dimensionamento das condutas deve ser efectuado através das fórmulas respectivas. Tabela 69 – Rede de tubagens de edifícios mistos com fogos não residenciais pág.

Para avaliar a garantia da classe da ligação.  ELFEXT. devem ser tidos em consideração os valores limite para os vários parâmetros.  PSNEXT.  ACR. um Relatório de Ensaios de Funcionalidade (REF). localizada na ZAP Classe a garantir Colectiva Classe E Individual Classe E Cat.  PSELFEXT.  PSACR. que constam da norma EN50173:2007.  Atraso diferencial. como mínimo. 160 .ENSAIOS 14 ENSAIOS Os ensaios das ITED são da responsabilidade do instalador que constituirá. devem ser realizados obrigatoriamente os ensaios dos seguintes parâmetros:  Continuidade. 6 Colectiva e individual Classe E Cat.  Atenuação. neste caso a Classe E.  NEXT.  Resistência de lacete. assim. 6 Rede de Cabos Pontos de ensaio Secundário do RG-PC ao primário do RC-PC Secundário do RC-PC à Tomada de Telecomunicações Ensaio realizado entre o secundário do RG-PC e a tomada identificada como “Ethernet”.  Atraso de propagação. 14. pág.1 ENSAIOS DE REDES DE PARES DE COBRE Os ensaios obrigatórios. 6 Tabela 70 – Ensaios obrigatórios nas redes PC Para a garantia da Classe E de ligação. a realizar pelo instalador. O instalador deve ter em consideração o projecto técnico e os requisitos do presente Manual.  Perdas por retorno. Para a realização dos ensaios deve considerar-se o seguinte:  A configuração adequada do equipamento de teste e medida para a Classe de ligação a ensaiar. tal como consta do ponto 14. são os seguintes: Categoria mínima instalada Cat.6.

nomeadamente a existência de pós e impurezas nos pontos de ensaio.Exemplo de um ensaio entre um RC-PC e a tomada “Ethernet” da ZAP 14.  A influência de factores externos.ENSAIOS  Os adaptadores de teste e medida devem ser conectorizados de fábrica. Figura 110. para além das condições ambientais (MICE). são os seguintes: Rede de Cabos CATV MATV SMATV Pontos de ensaio Secundário do RG-CC às TT Secundário do respectivo RG-CC às TT Classe a garantir TCD-C-H TCD-C-H Tabela 71 – Ensaios obrigatórios nas redes de CATV e MATV/SMATV Para a garantia da classe da ligação devem ser realizados obrigatoriamente os seguintes ensaios: pág.2 ENSAIOS EM REDES DE CABOS COAXIAIS Os ensaios obrigatórios a realizar pelo instalador. 161 . nas redes de CATV e MATV/SMATV.

do ATI aTT – atenuação introduzida pela TT Tabela 73 – Atenuações máximas na rede de CATV.O Gerador de Ruído é ligado directamente ao medidor de nível. Para a realização deste ensaio poderá ser utilizado o seguinte método.ENSAIOS Classe a garantir Rede de cabos CATV TCD-C-H MATV/SMATV Ensaios a realizar Tipo de ensaio Atenuação total entre o secundário do RG-CC e as TT . Os cordões não devem ser substituídos durante todo o ensaio. Frequências de teste (MHz) 60 90 750 Atenuação máxima em 100m (dB) 6 + aRC + aTT 7 + aRC + aTT 22 + aRC + aTT aRC – atenuação introduzida pelo RC-CC de CATV. até às tomadas de telecomunicações (TT) das fracções autónomas. e medidos na tomada coaxial conveniente.5m de comprimento cada. Desta forma não devem ser excedidos os valores das atenuações máximas que constam da tabela seguinte. tal como definidos na EN50173. calculadas para o comprimento máximo de 100m. cumpridos.Garantia do nível de sinal recomendado nas TT. deve efectuar-se o ensaio de atenuação desde o secundário do RG-CC/CATV. ou não. Para esta ligação devem ser utilizados dois cordões coaxiais. 162 . por 100m Para avaliar se os valores das atenuações são. Ensaio suplementar obrigatório em todas as redes coaxiais Resistência de lacete Tabela 72 – Ensaios obrigatórios de CATV e MATV/SMATV 14. .1 REDE DE CATV Deve ser cumprida a Classe de ligação TCD-C-H para as frequências teste de 60. com o mínimo de 0. pág. .2. utilizando um Gerador de Ruído e um Analisador/Medidor de nível: 1 .BER (“Bit Error Rate”) para sinais digitais.Relação Portadora/Ruído (C/N). 90 e 750MHz. A calibração será concluída com o registo de referência.

A bidireccionalidade da rede deve ser garantida. deve ser analisada com o objectivo de detectar conexões defeituosas ou desadaptações de impedância.Após ser efectuada esta calibração. 14. Analógicos ou Digitais. O RG-CC/MATV/SMATV deve ser devidamente ajustado. presentes na saída do respectivo RG-CC/MATV/SMATV (Cabeça de Rede). de acordo com os parâmetros que constam do projecto. em frequência obtida na tomada. Rádio e Sinais internos modulados. de modo a garantir os valores mínimos que constam das tabelas seguintes. em cada tomada da instalação:  O Nível de Sinal. através dos ensaios convenientes. Os valores são obrigatoriamente registados no REF. A atenuação nas diversas frequências de teste será a diferença entre o registo de referência e o valor medido nas TT. No entanto. para sinais digitais.  O BER.  A Relação Portadora/Ruído (C/N). 163 . devem ser medidos e registados. sendo o medidor colocado numa TT.2 REDE DE MATV/SMATV Para todos os canais de TV Terrestre ou Satélite. Admite-se que no processo de medida possam ser utilizados adaptadores ou transições de conexões numa das extremidades de cada cordão coaxial. 3 – A curva de resposta. o gerador de ruído será ligado ao RG-CC/CATV. através do medidor de campo.ENSAIOS Figura 111 – Calibração do sistema de medida 2 . nunca deve ser utilizado mais do que um por cordão.2. pág.

ENSAIOS NÍVEL DE SINAL (dBµV) 5 – 862MHz Limites Recomendado Inferior-Superior AM-TV 64 QAM-TV FM-TV QPSK-TV FM-Rádio DAB-Rádio COFDM-TV 50 40 50 40-70 30-70 45-70 65 50 57-80 45-70 50 50 47-77 47-77 Recomendado Inferior-Superior 950 – 2150MHz Limites Modulação Tabela 74 – Níveis de sinal nas TT das redes de MATV/SMATV RELAÇÃO PORTADORA/RUÍDO C/N (dB) C/N FM-TV C/N FM-Rádio C/N AM-TV C/N QPSK-TV C/N 64 QAM-TV C/N COFDM-DAB C/N COFDM-TV C/N 8PSK Banda de frequência 5 – 862MHz 950 – 2150MHz 15 38 43 11 28 18 25 11 Tabela 75 – Relação C/N mínima nas redes de MATV/SMATV pág. 164 .

3 ENSAIO DA RESISTÊNCIA DE LACETE – REDES COAXIAIS Para garantir o cumprimento do valor máximo da resistência óhmica das redes de cabos coaxiais. sendo realizada junto do ATI. utilizando a saída de TV. Classe da ligação TCD-C-H Resistência máxima do lacete 5Ω + RTT RTT: Resistência óhmica da tomada coaxial Tabela 77 – Resistência máxima do lacete Este ensaio será realizado tal como se ilustra na figura seguinte. ou outro dispositivo funcionalmente equivalente. Para efectuar a medida poderá ser utilizado um ohmímetro. instalado para a tomada coaxial escolhida. consistindo na realização de um curto-circuito à saída de FI (Frequência Intermédia). deve ser feita uma análise à rede de distribuição até à tomada onde ocorra a falha. ou até acrescentar. com um dispositivo que garanta a continuidade entre o condutor central e o condutor externo da tomada. em discordância com as especificações técnicas deste Manual. até uma tomada TT. desde um ATI ou bastidor. pág. da tomada de TV. se encontrarem fora dos limites definidos nas tabelas anteriores.13mm de diâmetro. Este tipo de ensaio vai despistar o uso de cabos coaxiais de fraca qualidade. Essa continuidade deve ser garantida com um elemento condutor sólido (não flexível). No caso dos valores. Para tal deve ser aplicado o procedimento que se descreve no Anexo B Procedimento em caso de falha nos ensaios das redes coaxiais 14. Caso a tomada não possua esta saída. deve proceder-se da mesma forma. normalmente numa saída assinalada com SAT (950 – 2400 MHz). ligado através de um adaptador conveniente. 165 . novos parâmetros às tabelas indicadas. resultantes dos vários ensaios efectuados. Será lida a resistência óhmica da ligação em cabo coaxial (condutor central + condutor externo).2.ENSAIOS BER (Valores medidos na entrada do descodificador de Reed–Solomon) Parâmetro BER QAM BER QPSK BER COFDM-TV BER 8PSK Valor Melhor que 9x10 Melhor que 9x10 Melhor que 9x10 Melhor que 9x10 -5 -5 -5 -4 Tabela 76– Parâmetros BER A eventual existência de novas técnicas de transmissão poderão alterar. o instalador deve obrigatoriamente proceder a um ensaio de despistagem por amostragem numa ligação. em cobre. com um mínimo de 1.

das quais se destacam as seguintes:  Resistência óhmica da tomada TV diferente da apresentada pelo fabricante – confirmar com fabricante e/ou distribuidor do produto. Apenas se considera a existência de fibras ópticas monomodo. repetindo-se o ensaio. quando considerado adequado. do cabo coaxial. elevada. A existência de não conformidades torna obrigatória a realização do mesmo ensaio nas restantes fracções autónomas. Figura 112 – Ensaio da resistência de lacete 14. pág. Caso o valor medido seja superior.  Ensaios de reflectometria.3 ENSAIOS EM CABOS DE FIBRAS ÓPTICAS  Atenuação (Perdas de Inserção). São obrigatoriamente ensaiados os seguintes parâmetros: Para a medida destes parâmetros devem ser efectuados os seguintes ensaios:  Ensaio de perdas totais. e na rede individual. ajustando com este novo valor. 166 . O cabo deve ser substituído. No caso das fracções autónomas residenciais as TT encontram-se na ZAP. Os valores dos parâmetros medidos devem estar dentro dos limites definidos na EN50173:2007.  Resistência óhmica (condutor central + condutor externo). desde o ATI até às tomadas de FO.ENSAIOS Esta medida deve ser igual ou inferior a 5Ω + Resistência Óhmica da TT. Os ensaios devem ser efectuados na rede colectiva. devem ser analisadas as causas para que tal aconteça.  Comprimento. desde o RG-FO até ao ATI.

com possibilidade de medida de potência óptica nos comprimentos de onda pretendidos.2dB/junta. 3. A diferença (para cada comprimento de onda) entre os dois valores de potência da radiação óptica é o valor da perda (em dB). Para o efeito utilizam-se dois equipamentos:  Fonte de luz (emissor).º de conectores Njuntas – n. Os valores medidos não devem ultrapassar a perda máxima admissível para a ligação. Estes equipamentos devem cumprir os requisitos da norma EN61280-4-2. que poderá ser calculada com base na seguinte fórmula: Perda máxima admissível (PTotal) = Pc + Pj + Pf Pc = Pconect x Nconect [dB] (Perda nos conectores) Pj = Pjunta x Njuntas [dB] (Perda nas juntas) Pf = Pfibra x Ltotal [dB] (Perda na fibra) Nconect – n. 2. a perda máxima admissível será dada por: PTotal [dB] = Pconect x Nconect + Pjuntas x Njuntas + Pfibra x Ltotal O valor do parâmetro “Pconect” será o seguinte:  Conectores do tipo PC/APC ≤ 0. Em caso de inexistência deste valor. O conjunto destes dois equipamentos é habitualmente denominado por Conjunto de Medida de Nível Óptico. 167 .  Receptor óptico. Medição da potência óptica (em dBm) de referência (para cada um dos comprimentos de onda relevantes).3dB.3. O valor do coeficiente “Pfibra” será fornecido pelo fabricante do cabo de fibras ópticas.1 ENSAIOS DE PERDAS TOTAIS O ensaio de perdas totais mede a atenuação da fibra óptica na faixa de comprimentos de onda onde os equipamentos funcionam. que será injectada na fibra óptica. Medição da potência óptica (em dBm) após a luz ter percorrido toda a fibra óptica sob ensaio. O valor do parâmetro “Pjuntas” será:  0.º de juntas Ltotal – comprimento total da ligação Logo. No máximo poderá ser de 0.5dB. devem ser utilizados os seguintes coeficientes de atenuação para cabos de fibras ópticas monomodo: pág.ENSAIOS 14. Os ensaios devem ser executados nos seguintes comprimentos de onda:  Fibras Monomodo – 1310/1550nm O teste deve ser efectuado em duas etapas: 1. dotada dos comprimentos de onda onde se pretende medir a atenuação óptica.

ENSAIOS

Categoria dos cabos

Comprimento de onda (nm) 1310

Coeficientes de atenuação - Pfibra (dB/km) 1 1 0,4 0,4

OS1 1550 1310 OS2 1550

Tabela 78 – Coeficientes de atenuação

Os ensaios de perdas totais poderão ser executados nos dois sentidos, sendo o valor real a média aritmética das duas medições. Estes valores devem ser registados na tabela de perdas totais, constante do REF.

14.3.2

ENSAIOS DE REFLECTOMETRIA (OTDR)

Os ensaios de reflectometria são executados com recurso a um aparelho denominado “OTDR” (Optical Time Domain Reflectometer). Os ensaios de reflectometria permitem caracterizar os seguintes pontos:           A atenuação numa junta/conector; A atenuação total em distâncias específicas (troços de fibra); Perdas de retorno de eventos reflectivos; Perdas de retorno do Link; Distância dos eventos; O comprimento da fibra em teste; A regularidade da ligação. O tempo em que o pulso é enviado na fibra; A largura de pulso; A velocidade com que o pulso se desloca na fibra óptica.

As unidades e respectivos valores conhecidos pelo OTDR são:

Num ensaio de OTDR deve proceder-se ao seguinte: 1. Configuração do equipamento Preenchimentos dos campos de identificação do ensaio a efectuar: o o o Identificação da ligação ou troço de fibra em ensaio. IOR – Índice óptico de refracção – Este valor é dado pelo fabricante do cabo; Pulse width - Largura de Pulso – Quanto menor for o comprimento de cabo a ensaiar menor será o valor deste parâmetro. Em caso de dúvida deve-se colocar este parâmetro no modo automático; Distance Range – Comprimento da fibra a ensaiar – O valor deste parâmetro deve ser o mais próximo possível do total de fibra a ensaiar;
pág. 168

Indicação dos parâmetros ópticos do OTDR:

o

ENSAIOS

o o o

Tempo de medida – Quanto maior for este valor, melhor será a precisão do ensaio. Em caso normal utiliza-se um tempo médio de 10s; Threshold (Splice Loss) – Colocar o menor valor de atenuação possível (0,01dB); Threshold (Return Loss) – 70 dB (o limiar de detecção de Perdas de Retorno deve ser um valor maior que 60dB. Note-se que quanto maior for o valor, menor será o sinal de retorno; Threshold (fiber end) – 10 dB.

o

2. Conectar uma bobine de carga, entre o OTDR e o conector da ODF a ensaiar, e iniciar o ensaio. 3. Os ensaios devem ser executados nos seguintes comprimentos de onda: o Cabos Monomodo:   1310nm 1550nm

4. Analisar os resultados obtidos e guardar o ensaio. 5. Em caso de se detectar algum valor diferente do esperado, deve-se analisar pormenorizadamente o ensaio e corrigir a anomalia detectada. Se esta anomalia não for de fácil resolução, deve-se anotar a mesma para posteriormente se tomarem medidas correctivas. 6. Deve verificar-se se todos os ensaios foram gravados.

14.4
14.4.1

ENSAIO DA REDE DE TUBAGENS
MEDIDAS MÉTRICAS

Este tipo de ensaio destina-se às redes de tubagens das ITED. Devem ser verificados comprimentos, alturas, espaçamentos, raios de curvatura, diâmetros e outras medidas consideradas necessárias, de modo a cumprir com o disposto no projecto e nas prescrições técnicas. Utilizar-se-ão equipamentos para aferição de medidas métricas, tais como fitas métricas e paquímetros, que não estão sujeitos a calibração.

14.5

EQUIPAMENTOS DE ENSAIO E MEDIDA

Na tabela seguinte são indicados, a título de referência, os equipamentos necessários ao ensaio das ITED, de acordo com os tipos de cablagem definidas. De notar que poderão existir equipamentos análogos aos indicados e que podem cumprir as mesmas funções.

pág. 169

ENSAIOS

TECNOLOGIA

ENSAIOS E RESPECTIVOS EQUIPAMENTOS – Requisitos Mínimos

Para todos os ensaios: Pares de cobre  Equipamento para a certificação de cablagens estruturadas, com capacidade de certificação até à classe E de ligação

Atenuação, Nível de sinal, C/N e BER:  Analisador/Medidor de nível, com capacidade para efectuar medidas das grandezas em causa, para frequências dos 5 aos 2150 MHz; Coaxial  Gerador de ruído, com capacidade de gerar ruído nas frequências dos 5 aos 2150MHz.

Resistência de lacete:  Ohmímetro

Para todos os ensaios:  Equipamento para a certificação de cablagens estruturadas, com a capacidade de ensaio dos vários parâmetros da cablagem em fibra óptica monomodo Fibra óptica

Em alternativa: Atenuação:  Emissor e medidor de potência óptica Comprimento e atraso na propagação:  Reflectómetro (OTDR)

PARA TODAS AS TECNOLOGIAS  Equipamentos de aferição de medidas métricas: fitas métricas e paquímetros

Tabela 79 – Equipamentos de ensaio

Todos os equipamentos indicados, excepto os de medidas métricas, estão sujeitos à calibração especificada pelo fabricante. As calibrações devem ser efectuadas de acordo com um plano de calibrações, baseado na aptidão ao uso e nas recomendações do fabricante. A calibração do equipamento, pela aptidão ao uso, é entendida como a calibração das funções que são utilizadas no uso normal do equipamento. Não se torna assim necessário calibrar as funções que não são utilizadas nos ensaios das ITED.

pág. 170

de acordo com o exposto neste capítulo. uma cópia do projecto e de tudo o mais que julgou necessário à concretização da instalação.  Os resultados dos ensaios em tabelas adequadas de acordo com o tipo de cablagem e de rede a que os mesmos dizem respeito.º de série. com indicação da marca.ENSAIOS 14. nomeadamente por não possuir os equipamentos necessários. e também da data e hora a que o ensaio foi realizado. constituindo. pág. com o projecto de alterações.  Especificações  técnicas de referência. nomadamente condições MICE. Ensaios efectuados. metodologias e interfaces de teste utilizados com indicação clara dos pontos onde as medidas foram efectuadas. 171 . resultados. o Relatório de Ensaios de Funcionalidade – REF.REF O instalador deve medir e registar os ensaios exigidos aos vários tipos de cablagem. onde regista o seguinte:    Identificação do técnico que realizou os ensaios. nomeadamente com o presente Manual ITED. O instalador deve manter.º de inscrição no ICPANACOM ou nas associações públicas de natureza profissional. cobrindo a instalação a 100%. Os factores que possam por em causa o cumprimento integral das Prescrições Técnicas ou do projecto. com indicação numa ficha de inspecção dos pontos verificados. poderá contratar os serviços de uma entidade com essa capacidade. Termo de responsabilidade da execução da instalação. n.6 RELATÓRIO DE ENSAIOS DE FUNCIONALIDADE . Na impossibilidade do instalador fazer os ensaios das ITED. assim. sendo o caso. em que o instalador ateste a observância das normas técnicas em vigor. em anexo ao REF. O REF contém o registo dos ensaios efectuados.  As   anomalias detectadas e as medidas correctivas associadas às mesmas. modelo. quando aplicável. Equipamento utilizado nas medições. que constituirá o cadastro da obra. contactos e n. O instalador deve preparar o REF. data de calibração. Garantia da conformidade da instalação com o projecto inicial ou. da sua inteira responsabilidade.

de modo a permitir que as correntes originadas por defeitos ou descargas atmosféricas sejam rapidamente dissipadas e não resultem em tensões perigosas. 172 . interferências e a implementação prática da rede de terras de acordo com a legislação actual. condensadores e bobinas. para este tipo de instalações. Uma corrente é sempre acompanhada por um campo magnético. 15. o sistema de terras deve ser projectado tendo em consideração esses efeitos. um circuito pode ser descrito em termos de uma rede eléctrica como sendo constituído por resistências. O esquema eléctrico e de terras. no domínio da alta-frequência. O modo diferencial é o desejado. se estes simples aspectos não foram tidos em consideração. a interferência pode ser reduzida. No entanto. originadas por defeitos eléctricos ou descargas atmosféricas. o meio de transmissão e o circuito que é afectado. ou seja. dos equipamentos eléctricos e dos dispositivos de protecção contra sobretensões. a corrente circula da fonte para carga através de um condutor e retorna através do outro condutor. está-se perante um sinal indesejado em que o fluxo da corrente circula no mesmo sentido em pág. no final deste capítulo. Pelo menos cinco aspectos básicos devem ser considerados: Ruído – A eliminação dos problemas da interferência electromagnética envolve a identificação da fonte de ruído (seja interna ou externa). Para tal. o modo diferencial e o modo comum. No modo comum. aplicável aos edifícios. Deste modo. Existem diferentes fontes de perturbação electromagnética que podem afectar a operação destes sistemas de telecomunicações. Deste modo.  Redução do ruído eléctrico: um bom sistema de terras ajuda a reduzir o ruído eléctrico. podem diferenciar-se dois tipos de fluxo de corrente. Correntes de modo comum . enquanto que uma tensão é sempre acompanhada por um campo eléctrico. através de terras de baixa impedância e ligação à terra de equipamentos que permitam contactos directos que possam resultar em tensões perigosas. Campos electromagnéticos – Para uma análise em baixa frequência.  Protecção do equipamento e do edifício: por ligação directa à terra. Ao longo dos pontos seguintes existem recomendações claras do que se considera ser um bom sistema de terras. podem originar o ruído. as propriedades de radiação do circuito não podem ser desprezadas. A existência de duas referências pode dar origem a diferenças de potencial que. podem ocorrer problemas de interferências. este sistema deve ter por objectivo as seguintes funções:  Segurança de pessoas: evitando potenciais perigosos de toque e de passo. apresenta as obrigatoriedades consideradas mínimas. De modo a atenuar este tipo de problemas.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA 15 15. alterando um ou mais componentes. será efectuada uma análise considerando os problemas associados às descargas atmosféricas.2 IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE TERRAS O sistema de terras deve ter sempre em consideração não só o sistema de telecomunicações mas também o sistema eléctrico de potência. há que ter uma atenção especial às fontes de perturbação electromagnética. Tendo identificado a origem do problema. No caso particular dos sistemas de telecomunicações. por sua vez. de baixa impedância.Quando num circuito se consideram dois condutores (condutor da fonte para a carga e retorno).1 PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA INTRODUÇÃO O presente capítulo tem por objectivo apresentar uma solução para o sistema de terras das infra-estruturas de telecomunicações em edifícios. Potencial da terra – Para cada circuito deve existir um único referencial.

deve ser considerada a impedância de terra. dependem. é originada pelas descargas de origem atmosférica. que é a impedância entre o sistema de terras e a terra de referência para uma determinada frequência de funcionamento. o sistema de terras deve ter em consideração os seguintes aspectos:  Ajudar à dissipação da energia proveniente das descargas atmosféricas. Assim. dos seguintes parâmetros:  Impedância da terra.3 ELÉCTRODOS DE TERRA A ligação entre os condutores e a terra é efectuada através dos designados eléctrodos de terra. que entra em conta com a estrutura onde o equipamento está instalado.  Configuração do eléctrodo de terra. Este fenómeno não só pode causar interferências como. e retorna através de um terceiro condutor (normalmente um condutor de terra). inclusivamente. o próprio equipamento e os cabos de rede. Através desta figura é possível verificar que a resistência da terra reduz com o aumento de profundidade do eléctrodo. A Figura seguinte apresenta a variação da resistência de terra para um eléctrodo do tipo barra. Estas correntes de modo comum causam normalmente numerosos problemas de interferência. 173 . causar danos nos equipamentos de telecomunicações. que pode afectar os sistemas de telecomunicações. no sentido de minimizar os efeitos das fontes de perturbação electromagnética. pág.  Proporcionar a segurança no caso de algo provocar tensões perigosas nas massas dos equipamentos. A reactância do sistema de terras é a reactância do condutor de terra e as partes metálicas do eléctrodo de terra. e em maior quantidade. As camadas mais próximas da superfície são mais sensíveis às variações das estações do ano e podem inclusive sofrer a influência das geadas. A resistência de terra depende da profundidade a que o eléctrodo se encontrada enterrado. as medidas de protecção devem ser baseadas numa análise de risco minuciosa. 15. Este fenómeno deve-se ao facto do conteúdo da humidade do terreno ser mais estável. envolvendo os sistemas de terras. essencialmente. A baixas frequências esta reactância é desprezável quando comparada com a resistência de terra. Protecção contra descargas atmosféricas – Uma das fontes de perturbação electromagnética mais importante.  Estar devidamente ligado de modo a permitir um ponto de equipotencialidade.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA ambos os condutores.  Proporcionar uma referência estável para os equipamentos de telecomunicações de modo a minimizar o ruído durante o seu funcionamento. Quanto às propriedades eléctricas de uma ligação à terra. nas camadas mais profundas do terreno. Em circuitos de corrente alternada. Deste modo.

) ou vertical. varetas. chapas e perfis). etc. 174 . A sua colocação pode ser horizontal (linear.  Combinado (associação de diversos tipos simples)  Malha (fitas metálicas formando uma malha)  Fundações (pilares metálicos interligados por estruturas metálicas) Os eléctrodos de terra do tipo simples são colocados debaixo da superfície da terra a uma determinada profundidade. O comprimento dos elementos do eléctrodo deve ser muito superior à profundidade de enterramento. tubos. a) Horizontal linear b) Horizontal anel c) Vertical linear Figura 114 .Eléctrodos de terra do tipo simples. Na colocação dos eléctrodos de terra simples devem ser observadas as regras seguintes:  Eléctrodos horizontais: Devem ser colocados debaixo da superfície da terra a uma profundidade de 0. anel. progressivamente crescente em função da profundidade. Existem diversos tipos de eléctrodos de terra. nomeadamente:  Eléctrodos simples (cabos nus.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA Figura 113.6m a 1m. pág. varões.Exemplo da resistência de dissipação de um eléctrodo de terra constituído por uma barra longitudinal.

Com a utilização das fitas obtém-se uma maior superfície de contacto com a terra. Com o aumento da profundidade do enterramento do eléctrodo também diminui. Uma das vantagens deste tipo de eléctrodo é que as partes pág. apresenta uma distribuição do potencial de superfície desfavorável. conseguindo-se deste modo uma terra mais adequada às altas frequências. Contudo. Figura 116 . Este tipo de eléctrodos permite reduzir a resistência à terra e melhorar a distribuição do potencial de superfície.Eléctrodos de terra do tipo combinado. a resistência de contacto com a terra. O eléctrodo do tipo fundação é constituído por troços de metal condutor embebidos no cimento das fundações do edifício. Uma vez que este sistema necessita de uma superfície de terra muito reduzida é recomendado para as áreas com elevada densidade de edificações ou nas superfícies cobertas por asfalto ou cimento. debaixo do solo. Figura 115. embora ligeiramente. Os eléctrodos do tipo malha são constituídos por um conjunto de varetas ou fitas. Este tipo de eléctrodos favorece a distribuição de potencial.  Eléctrodos verticais: O topo do eléctrodo deve estar enterrado. é mais susceptível às mudanças da constituição do solo. Normalmente devem ser montados através de um conjunto de varetas de comprimento de 1.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA Com o aumento da profundidade do enterramento do eléctrodo diminuem as tensões de passo e as tensões de toque.5m. Neste tipo de eléctrodos a resistência de terra é mais estável quando comparada com os horizontais. a uma profundidade típica de 1m. colocados sucessivamente uns sobre os outros através de um martelo mecânico. O efeito de proximidade das várias varetas permite reduzir a resistência.Eléctrodos de terra do tipo malha. Os eléctrodos de terra do tipo combinado são constituídos por eléctrodos do tipo horizontal e vertical. colocadas horizontalmente no solo. O comprimento típico situa-se entre os 3m e os 30m. no entanto. 175 .

uma vez o edifício construído. Durante a fase inicial da construção de um edifício.4 CONSIDERAÇÕES PARA A MINIMIZAÇÃO DOS EFEITOS DAS FONTES DE PERTURBAÇÃO ELECTROMAGNÉTICA Tal como foi referido nos pontos anteriores. Das diferentes fontes de perturbação electromagnética. existem diversas fontes de perturbação electromagnética que podem afectar a operação dos sistemas eléctricos e dos sistemas de telecomunicações. pág. Figura 117 .Eléctrodos de terra do tipo fundação. Contudo. conforme se pode verificar pela figura seguinte. 15. para a protecção dos sistemas de telecomunicações contra descargas atmosféricas deve efectuar-se uma análise dos seus efeitos. 176 . as descargas atmosféricas constituem uma das mais importantes que podem afectar os sistemas de telecomunicações. a sua implementação não é dispendiosa. Os sistemas de terra são de extrema importância para a atenuação destes efeitos. Este tipo de eléctrodo é considerado como uma solução muito prática para o sistema de terras do edifício. Através destes trabalhos verificou-se que as correntes originadas pelas descargas atmosféricas apresentam uma forma de onda do tipo impulso. Deste modo. Têm sido realizados diversos trabalhos experimentais no sentido de se poderem caracterizar as descargas de origem atmosférica.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA metálicas não necessitam de uma protecção adicional anticorrosiva. a substituição ou modificação do sistema de terras torna-se normalmente muito dispendiosa.

Normalmente. a tensão gerada por uma descarga atmosférica pode atingir valores muito elevados. para garantir a protecção das instalações é necessário utilizar descarregadores de sobretensões e uma estrutura de ligação à terra. Deste modo.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA Figura 118 .E. interligado com outros. 177 . é necessário garantir que a impedância do circuito de terras seja muito reduzida. Outro dos factores que pode afectar os sistemas de telecomunicações é a tensão de referência dos respectivos equipamentos. Para se obter uma tensão de referência estável. possa funcionar correctamente.) demonstram que 50% das descargas atmosféricas apresentam uma corrente de pico de 33 kA e 5 % uma corrente superior a 85kA. Contudo. O rápido crescimento da corrente pode dar origem a uma tensão muito elevada. representado pelo condutor de terra. A taxa de crescimento da corrente pode atingir valores superiores 65 kA/s. que poderá ser obtida a partir da seguinte expressão: V   di  2  L   R i   dt  2 onde L é a indutância dos condutores de descarga e do eléctrodo de terra [H] R é a resistência do eléctrodo de terra [] Dependendo da corrente de descarga e das propriedades do sistema de terras.Forma de onda típica de uma descarga atmosférica. A interferência electromagnética é outro dos fenómenos que pode afectar os sistemas de telecomunicações. muitos destes equipamentos também são sensíveis a esses mesmos efeitos. os equipamentos eléctricos e electrónicos produzem alguma radiação electromagnética. procura-se que a totalidade do sistema de terras. Deste modo. Para que um equipamento. essa diferença deve ser suficientemente baixa para não causar mau funcionamento ao equipamento. seja basicamente uma superfície equipotencial. Os valores obtidos com origem no Comité da Protecção de Descargas Atmosféricas da Comissão Electrotécnica Internacional (Technical Committee 81 da I. Contudo. a tensão de referência deve ser estável para todos os equipamentos. pág.C. por vezes muito superiores à tensão da rede eléctrica. Na prática é extremamente difícil obter uma diferença de potencial entre todos os pontos de terra igual a zero.

nomeadamente:  Caminhos de cabos e calhas metálicas.1 SISTEMAS DE TERRAS DE PROTECÇÃO TERRAS DA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA As Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT). A ligação das massas à terra deve ser efectuada pelo condutor de protecção incluído em todas as canalizações e ligado ao circuito geral de terras através dos quadros. De acordo com a secção 413 das RTIEBT. pág. Nessas Regras são estabelecidas condições que conduzem à definição de critérios para ligação à terra de outro tipo de instalações.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA Um dos factores que permite atenuar esse fenómeno é o sistema de terras utilizado. através da ligação de condutores entre todas as partes metálicas e o barramento principal de terra. São também objecto de referência. nas RTIEBT. É de salientar que os cabos ligados às estruturas metálicas permitem que essas estruturas se comportem como condutores de terra paralelos. o sistema de terras separado foi abandonado e as normas internacionais prescrevem agora um sistema de terras único.5. instalados nos quadros. aprovadas pela Portaria nº 949-A/2006. A rede de terras de uma instalação deve apresentar uma estrutura que será tipicamente constituída por anel de terras como eléctrodo.  Estruturas metálicas de quadros e equipamentos. do tipo dos condutores activos e de secção igual à dos condutores de neutro. podem estabelecer-se critérios para a ligação à terra das Instalações de Telecomunicações. como é o caso das instalações de equipamentos informáticos. o modo de ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das Instalações Telefónicas. com vista à protecção das pessoas contra contactos indirectos. No entanto. O capítulo seguinte apresenta algumas das considerações constantes da regulamentação nacional em vigor. estabelecem alguns conceitos e critérios para a definição das redes de terras de protecção e de equipotencialização das instalações eléctricas em edifícios.5 15. terra para a rede eléctrica. condutores de terra (prumadas) e condutores de protecção. No sentido de reduzir este tipo de interferência sobre os equipamentos é necessário reduzir as malhas de terra. Indirectamente.  Elementos metálicos acessíveis e estrutura metálica do edifício. tais como. No passado foram utilizados sistemas de terra separados.  Canalizações metálicas de abastecimento de água e de gás. 178 . a protecção de pessoas contra contactos indirectos é assegurada pela ligação à terra de todas as massas metálicas normalmente sem tensão. Outra das acções conducentes à protecção de pessoas consiste em dotar os edifícios de ligações equipotenciais com a rede de terras de protecção. Assim. 15. Os condutores de protecção serão sempre de cor verde/amarelo. terra para as descargas atmosféricas e terra de sinal. embora associada à utilização de aparelhos de corte automático sensíveis à corrente diferencial – residual. através desta ligação é possível reduzir a impedância da malha formada pelo cabo e pela rede de terras.

4 . Estas regras aplicam-se às instalações situadas a jusante do ponto de ligação do equipamento.Massa.Elemento condutor. podem ocasionar aquecimentos excessivos.Eléctrodo de terra. As RT 707. Consideram nomeadamente que uma terra sem ruído é uma ligação à terra na qual o nível das interferências transmitidas a partir de fontes externas não causa defeitos de funcionamento inaceitáveis no equipamento de tratamento da informação ou em equipamento análogo. T Figura 118 . também. 3 .Condutor da ligação equipotencial principal. ao circularem nos condutores de protecção e nos eléctrodos de terra.Terminal principal de terra. pág. podendo. C .Condutor de terra. De algum modo estes critérios podem ser condicionantes para a ligação à terra dos equipamentos de Telecomunicações. Na figura seguinte (extraída da figura 707A das RTIEBT) apresenta-se o exemplo referido nas regras técnicas sobre este assunto.Condutor de protecção. L . também apresentam critérios para a ligação à terra dos equipamentos de tratamento da informação com as instalações fixas dos edifícios.Condutor de equipotencialidade.Canalização metálica principal de água. 15.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA 1 . T . C 1 1 1 M 4 2 . na secção 707. degradações locais ou perturbações) em consequência do cumprimento das regras de antiparasitagem (por exemplo.Constituição de um circuito de terra. os equipamentos de telecomunicações).545 apresentam também critérios para terras sem ruído.5. 3 M . 179 . 1 A L 2 A . Explicitam que os equipamentos para o tratamento da informação devem ser ligados ao terminal principal de terra.2 LIGAÇÃO À TERRA DE EQUIPAMENTOS DE INFORMAÇÃO As Regras Técnicas. aplicar-se a instalações que não sejam de tratamento da informação desde que tenham correntes de fuga de valor elevado (estas.

se de cobre. 15. não é permitida a ligação a eléctrodos de terra diferentes de massas simultaneamente acessíveis. todas as instalações devem estar ligadas ao mesmo sistema de terras e equipotencializadas. como pode ser o caso dos eléctrodos que não sejam anéis de fundação dos edifícios.5. neste caso.” Em síntese. Esta condição implica que. pode afirmar-se que as implicações das Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão são as seguintes: pág. das RT.” “Se as características e as disposições do eléctrodo de terras das massas da instalação eléctrica não forem adequadas às correntes resultantes de uma descarga atmosférica. num determinado edifício.Ligações à terra nas instalações de equipamentos de tratamento de informação. Os dois eléctrodos de terra devem. se de outro material. ou de secção equivalente. De acordo com o indicado na secção 413.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA Condutores de protecção das outras instalações Barra de terra Quadro de alimentação Blindagem Aos equipamentos informáticos Terminal principal de terra Condutor de protecção isolado Barra de terra (isolada) do equipamento informático Eléctrodo de terra Figura 119 .Anexo V. deve ser utilizado um eléctrodo de terra especial para os descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas. b) O condutor de ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas seja ligado directamente ao terminal principal de terra do edifício por meio de um condutor que não seja identificado pela cor verde -amarela.amarela.1. ser interligados por um condutor de equipotencialidade de secção não inferior a 6 mm2. identificado como condutor de protecção pela cor verde .3 LIGAÇÃO À TERRA DOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÃO DAS INSTALAÇÕES TELEFÓNICAS Nas Regras Técnicas . Desse anexo transcrevemos alguns trechos que nos parecem mais significativos: “Os descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas podem ser ligados aos eléctrodos de terra das massas das instalações eléctricas desde que sejam respeitadas simultaneamente as seguintes condições: a) A resistência do eléctrodo seja compatível com as condições exigidas para a ligação à terra dos descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas. 180 . apresentam-se os critérios para a ligação entre os descarregadores de sobretensão das instalações telefónicas e as instalações fixas dos edifícios.

. 15. devem estar ligados à terra com eléctrodo dedicado mas equipotencializados com a terra geral do edifício. que todavia estarão equipotencializadas com a terra.Cada um dos sistemas.Toda a estrutura metálica (vigas.Os equipamentos de telecomunicações devem ser ligados à terra geral do edifício. se de outro material. Para além do pressuposto anterior. .  Condutores de terra. devem ser colocados eléctrodos ligados nos pontos correspondentes às ligações à estrutura metálica das sapatas das fundações. perfis. Em cada um dos vértices das fundações do edifício poderá ser colocado um eléctrodo deste tipo.Tubos em cobre  20mm x 2m.Todos os sistemas e equipamentos de telecomunicações. 3 .) constitutiva do edifício deve estar equipotencializada com a terra. 181 .Varetas em cobre ou aço. Na ligação das prumadas ao anel poderá ser colocado um eléctrodo de terra do tipo vareta. constituído por cabo cobre nu (secção ≥ 25 mm2) ou fita de aço galvanizado (secção ≥ 100 mm2). etc. enterrado ao nível das fundações do edifício. a sua secção não será inferior a 6 mm2. 2 . As dimensões mínimas (diâmetro x comprimento) destes eléctrodos devem ser: .Tubos em aço  55mm x 2m. As secções mínimas serão de 25mm2 se em cobre. Esta ligação poderá existir em cada piso do edifício. 4 .6 SISTEMA DE TERRAS RECOMENDADO De acordo com os pressupostos anteriormente referidos recomenda-se. tubo ou chapa. através de um ligador amovível.  15mm x 2m.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA 1 . Esta ligação à estrutura metálica das sapatas deve ser efectuada de modo a que a distância máxima entre ligações não exceda os 10 m. em edifícios ocupando áreas do solo relativamente elevadas (superiores a 1000m2). se de cobre. devem estar devidamente ligados ao eléctrodo de terras de fundações do edifício. independentemente de possuírem também eléctrodos de terra dedicados. com origem no eléctrodo.  Condutores de protecção e de equipotencialidade.  Vareta. associada à rede de terras da instalação eléctrica do edifício. Efectuam também a ligação entre a rede de terras das telecomunicações com a rede geral de terra do edifício. e deste aos barramentos de terra dos armários de telecomunicações. para a rede de terras das telecomunicações. ou de secção equivalente. tais como pára-raios. e que será ligado a intervalos regulares à estrutura metálica das sapatas de modo a obter um anel com uma impedância de terra não superior a 1 . As chapas em aço devem ter dimensões mínimas de espessura de 2mm e superfície de contacto com a terra de 1m2. ligado por soldadura aluminotérmica. para interligação com o anel de terras através de soldadura aluminotérmica. Destinam-se a efectuar a ligação dos condutores de terra à estrutura do edifício. pág. a seguinte estrutura:  Anel de terras. desde que com componentes metálicos (normalmente sem tensão). que ligarão ao terminal principal de terra do edifício.

1 PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS Esta protecção será efectuada através de sistema de pára-raios do edifício caso exista. o regulamento de instalações eléctricas não considera algumas das propostas aqui referidas para o sistema de terras das telecomunicações. não se entra em consideração com a resistividade do terreno. No entanto. Na figura seguinte é apresentado um esquema geral do sistema de terras para um edifício. os sistemas de antenas devem estar preparados para este tipo de protecção. ligado por soldadura aluminotérmica.  Nos edifícios é previsto uma malha de terras.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA 15. no ponto anterior. pág. uma malha de terras. Neste ponto de ligação poderá ser colocado um eléctrodo de terra do tipo vareta. 182 . Tal como foi referido. pelo que a ligação à estrutura não é condicionada por este fenómeno. Nesta situação. também não se considerando obrigatória a ligação a todos os pilares do edifício. No caso de tal não existir. nomeadamente:  Não é obrigatório. Assim. as antenas devem ser ligadas directamente ao anel de terras. não é obrigatória a ligação de um eléctrodo de terra em cada um dos vértices das fundações do edifício. em moradias.6.

183 . que deve ser seguido como uma obrigatoriedade mínima.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA 15.7 ESQUEMA ELÉCTRICO E DE TERRAS A figura seguinte representa um edifício ITED. ao nível do esquema eléctrico e de terras. ATE superior PAT Cabo coaxial Cobertura Caixa Coluna Piso 1 Caixa Coluna Rés do Chão ATE inferior Terminal Principal de Terra Ligador amovível Figura 120 – Esquema eléctrico e de terras pág.

pág. 3G 2. A ligação do mastro das antenas à terra é obrigatória.Tomada de corrente a 230V/50Hz. . ATI – Armário de Telecomunicações Individual. de 2. aprovadas pela Portaria n. inferior à tensão admitida para o equipamento instalado no ATE-superior. ATE – Armário de Telecomunicações de Edifício.5 – 3 condutores de cobre. 4. de acordo com o estabelecido no ponto 559.Terminal de equipotencialidade.5mm2 de secção cada um. O ligador amovível das ITED (normalmente entre o BGT e o TPT) é facultativo. 184 . O dimensionamento dos condutores de protecção é entendido como mínimo. BGT – Barramento Geral de Terras das ITED. quando existam. 3.º 949-A/2006. 5. O DST garante uma tensão de escorvamento para a terra. 2.PROTECÇÕES E LIGAÇÕES DE TERRA LEGENDA DO ESQUEMA ELÉCTRICO E DE TERRAS Gx – Condutor de protecção com “x” mm2 de secção. DST – Descarregador de sobretensão para cabos coaxiais. . NOTAS 1. QE – Quadro de Entrada de fogo. A ligação do DST à terra deve ser efectuado directamente ao mastro das antenas. O circuito eléctrico dos ATE será proveniente dos quadros de serviços comuns. sendo um de protecção.4 das Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT).

Deve existir em obra uma mala de Primeiros Socorros e uma lista com os números de contacto mais importantes para os casos de emergência. após as ocorrências graves. a entrega dos Certificados de Aptidão Médica actualizados e adequados para a função que irá desempenhar no decurso de toda a obra. até 4 horas. socorros exteriores. com formação adequada para o efeito). que encaminhará uma cópia da participação/inquérito da ocorrência às entidades proprietárias pela obra. Quando sejam verificados acidentes graves. Este tipo de acidentes (grave e/ou mortal) tem de ser comunicado à ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho). independentemente de elaboração de uma participação de sinistro à Companhia de Seguros. SEGURANÇA E SAÚDE 16 HIGIENE. igualmente. pode ser necessária a suspensão de todos os trabalhos na frente de obra onde ocorreu o acidente. Primeiros Socorros A prestação dos Primeiros Socorros é da competência e da responsabilidade dos Empreiteiros que. devem manter em obra os meios necessários (materiais e humanos. de imediato. em sua posse. pág. 185 . Em caso de acidente grave. Deve ser comunicada. nas 24 horas seguintes à ocorrência. ou eventualmente lesões pessoais.HIGIENE. para o efeito. dando as seguintes informações:   Nome da Empresa. devem ser chamados. para qualquer trabalhador. exemplares dos formulários da participação de acidentes à Companhia de Seguros. devem ser comunicados de imediato e verbalmente ao Responsável de Segurança e Saúde. nos restantes casos. No que concerne aos Acidentes de Trabalho. a sua análise e uma eventual implantação das medidas correctivas consideradas necessárias. de imediato. É. Todas as participações/inquéritos de acidentes devem ser entregues ao Coordenador de Segurança e Saúde da obra. onde constem as medidas colectivas de forma a prevenir a ocorrência de futuros casos semelhantes.1 PROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO OU DOENÇA PROFISSIONAL Acidentes de Trabalho Um acidente de trabalho deve ser comunicado verbalmente ao Responsável de Segurança e Saúde presente em obra. Localização do acidente. é imprescindível a entrega de comprovativos da existência e validade dos seguros de Acidente de Trabalho. Doenças Profissionais Todos os casos de Doença Profissional que sejam detectados pelo Médico de Trabalho têm de ser comunicados à Coordenação de Segurança e Saúde da obra. e até 12 horas. Incidentes Todos os incidentes que originem danos materiais. mesmo independente. de forma a permitir a condução do inquérito do acidente. onde conste o número da respectiva apólice de Acidentes de Trabalho. por escrito. tal ocorrência aos responsáveis. obrigatório que a situação das Vacinas Anti-Tetânicas esteja regularizada. O Responsável de Segurança e Saúde deve ter. 16. SEGURANÇA E SAÚDE Organização dos processos dos trabalhadores É necessário.

tidos em consideração. a comunicação ao IDICT (Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho) e assegurar que não são destruídas as eventuais provas e evidências que estejam associados ao respectivo acidente. Consumo de drogas ou álcool Posse. calçado de protecção com palmilha e biqueira de aço. Todo o equipamento e material afecto à obra tem que ter a aprovação. Em trabalhos em altura é obrigatória a utilização do cinto de segurança tipo arnês com cordões de gancho de engate rápido. distribuição. ser protegidas de todo e qualquer perigo. É crucial nestas situações manter a calma. até à sua chegada. O acidente e/ou incidente deve ser comunicado. Têm de ser estabelecidos. se for necessário. com possibilidade de amarração permanente do trabalhador. Será utilizado. de imediato. de fato de trabalho. em simultâneo. quer na sua organização. Tipo de suspeita dos ferimentos. mesmo um visitante. 186 .2 MEDIDAS DE PROTECÇÃO Equipamento de Protecção Individual (EPI) É obrigatório o uso generalizado em obra. Em caso de acidente grave ou mortal. participado às autoridades legais competentes. a constar de fichas de avaliação fundamentais para a elaboração do Plano de Segurança e Saúde (PSS). igualmente. Ensaios de Instalações e Máquinas / Equipamentos Os procedimentos de ensaios a todas as instalações e equipamento têm como objectivo assegurar o seu bom funcionamento e em condições de segurança. outro tipo de EPI. a ser entregues posteriormente ao Responsável de Segurança da Obra. ser entregues posteriormente ao Responsável de Saúde em Obra para efeitos de validação e controlo. ou uma Revisão e Inspecção Geral Periódica de Manutenção. os intervenientes devem assegurar que os equipamentos e materiais a utilizar reúnem todas as condições de segurança. Utilização e Controlo. os locais de intervenção podem apresentar diversos condicionalismos específicos. Regras Gerais de Segurança a respeitar em cada projecto Em cada projecto. proceder. consumo ou venda de drogas e álcool. bem como substâncias derivadas. Estas só podem removidas por pessoal com formação adequada. para serem tomadas acções destinadas a minimizar ou eliminar esses riscos. deve ser efectuado o levantamento e caracterização dos riscos presentes. Antes do início dos trabalhos. pelos diversos Sub-empreiteiros Planos de Verificação. Estimativa do número das pessoas acidentadas. consentimento e inspecção prévia das entidades competentes. devendo. De forma a avaliar esses mesmos condicionalismos. 16. que viole esta regra será imediatamente expulso e. Um qualquer interveniente.HIGIENE. sempre que as tarefas a efectuar assim o exijam. SEGURANÇA E SAÚDE    Tipo de acidente. quer igualmente na execução dos trabalhos. são expressamente proibidas dentro da área que congrega a obra. e ser entregue à Coordenação de Segurança e Saúde a participação/inquérito do mesmo. pág. As vítimas de acidente só devem ser removidas do local se houver perigo de agravamento do acidente e das lesões nas vítimas. Existem equipamentos que requerem a elaboração de uma Lista de Verificação. capacete de francalete e luvas.

os meios disponíveis para o combater. caso achem adequado. igualmente os Subempreiteiros encarregados de informar tanto os seus trabalhadores como outros intervenientes dos riscos que podem surgir durante a execução dos trabalhos. sempre que possível. os responsáveis pela escolha dos meios e métodos que visem assegurar a segurança.HIGIENE. em cada instalação. a implementação de sinalização de segurança adequada. em caso de possíveis riscos. SEGURANÇA E SAÚDE Protecções Colectivas É obrigação dos diversos Subempreiteiros a instalação de equipamentos de protecção colectiva. que podem ser alterados. pelas entidades responsáveis máximas da obra. pág. São os Subempreiteiros. sem consentimento prévio da Coordenação de Segurança e Saúde em Obra. Prevenção de Incêndios É explicitamente proibido foguear ou fazer lume em qualquer espaço da obra. deve ser dado o alarme e utilizados. protecção e condições de higiene do seu pessoal. 187 . É obrigatória a existência de extintores nas frentes de trabalho onde decorrer tarefas com risco de incêndio. a criação de acessos e sinalização dos locais de trabalho e. São. Sempre que seja detectado um princípio de incêndio.

operadores e ocupantes possam usufruir dos edifícios em plenitude. A utilização e o fim a que se destina cada edifício determinam a instalação e implementação de diferentes medidas de protecção. tem exigências de protecção e segurança muito diferentes das de um edifício residencial ou industrial. . desenvolvidos e implementados sistemas. regulamentada pelo Regulamento Geral de Segurança Contra Incêndio em Edifícios (RG-SCIE). evacuação de emergência. por exemplo. VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA INTRODUÇÃO: Para que os investidores. detecção de gases combustíveis e monóxido de carbono. controlo de acessos.Sistemas automáticos de detecção de incêndios.Detecção de gases tóxicos e inundações. mais complexa e exigente componente de segurança nos edifícios. baseados em sistemas coerentes de detecção e extinção de incêndios. 188 . de forma a assegurar e controlar os aspectos de segurança das instalações. A utilização de sistemas inteligentes dentro dum edifício tem vários objectivos.º 220/2008. . é um aspecto fundamental na segurança de edifícios.1.Alarmes com capacidade de transmitir informações à distância. devem ser estudados. economia e qualidade de vida: .1 SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO A protecção e segurança contra incêndio é a principal. controlo de acessos. esta não é única componente. Independentemente do risco ou complexidade de cada instalação.DOMÓTICA. A segurança contra incêndio em edifícios está enquadrada pelo Decreto-Lei n. capazes de garantir o conforto e a segurança dos ocupantes e a protecção de bens. No entanto.Utilização de energias renováveis.  Conforto.Telecontrolo e controlo à distância. estes devem satisfazer requisitos arquitectónicos. videovigilância e alarmes técnicos.Regulação automática de temperatura e humidade.Controlo de acessos.Televigilância e videoporteiro. . nas suas vertentes de redução e protecção do risco. vídeo vigilância por circuito fechado de televisão. .1 DOMÓTICA. . de segurança e económicos. publicado pela Portaria 1532/2008. funcionais. ecológicos. de 29 de Dezembro. que aprovou o regime jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios (SCIE). A principal componente da segurança em edifícios é a segurança contra incêndios. alarme contra roubo e intrusão. gestão de alarmes técnicos e gestão técnica centralizada. 17. pág. VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA 17 17. . . sendo outras a segurança contra intrusão. Um edifício recebendo público. de 12 de Novembro. A implementação de sistemas integrados de protecção e segurança.Ajuste automático de iluminação natural e artificial. destacando-se os seguintes:  Segurança de pessoas e bens: . equipamentos e ocupantes.

ascensores. de aquecimento. às condições de comportamento ao fogo. sinalização e iluminação de segurança. de detecção de gases. A Portaria n. dos equipamentos e sistemas de segurança e de autoprotecção. e da reacção ao fogo dos materiais.º 64/2009. ventilação e condicionamento de ar. comércio. designadamente no que se refere às condições gerais e específicas de SCIE referentes às condições exteriores comuns. de isolamento e protecção. de segurança contra incêndio em edifícios e recintos.1. a definição de equipamentos e sistemas de segurança. estabelece o regime de credenciação de entidades para a emissão de pareceres. VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA O Regulamento Geral de Segurança Contra Incêndio em Edifícios determina as disposições técnicas gerais e específicas. e meios de primeira intervenção em caso de incêndio. nomeadamente sistemas de detecção. Um outro aspecto importante é a gestão das instalações técnicas. alarme e alerta de incêndio. INPUTS Figura 121 – Arquitectura de um Sistema Automático de Detecção de Incêndio 17. pág. de sistemas de extinção e de controlo de fumo. a garantia de evacuação em caso de alarme. de evacuação. Os aspectos principais de segurança contra incêndio em edifícios são a correcta selecção e definição da resistência ao fogo dos elementos de construção. instalações de armazenamento e utilização de líquidos e gases combustíveis. os projectos de SCIE e os projectos das restantes especialidades a concretizar em obra. realização de vistorias e de inspecções das condições de Segurança Contra Incêndio em Edifícios (SCIE).2 SEGURANÇA CONTRA INTRUSÃO A instalação de Sistemas Automáticos de Detecção de Intrusão encontra-se generalizada. de 22 de Janeiro. às condições das instalações técnicas. 189 .DOMÓTICA. confiabilidade e baixo preço. a que devem obedecer os projectos de arquitectura. motivada pela necessidade de proceder à protecção de pessoas e bens. A figura seguinte apresenta a arquitectura geral de um sistema automático de detecção de incêndio. pelo seu elevado grau de fiabilidade. nomeadamente as instalações de energia eléctrica. serviços e indústria. no sector residencial.

190 .1. pois para além de bens de elevado valor comercial. accione meios sonoros (Sirene). A sua base de funcionamento é a abertura de portas apenas a utilizadores autorizados.DOMÓTICA. Figura 122 – Arquitectura de um Sistema Automático de Detecção de Intrusão 17. com vista à dissuasão dos actores do acto. complementando o funcionamento destes sistemas. etc…). VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA A instalação dos sistemas de segurança contra intrusão não pode ser entendida apenas numa perspectiva puramente monetária. ligados ou não a Centrais de Recepção de Alarmes. podendo o acesso ser permitido ou negado de acordo com parâmetros pré-ajustados. cuja perda um seguro contra furtos não cobre. em caso de intrusão (tentativa de entrada concretizada ou não). O sistema de controlo de acessos pode ser interligado a sistemas de detecção de intrusão e sistemas de circuito fechado de televisão. podendo também ocorrer danos físicos e/ou psicológicos nos ocupantes das instalações. Um sistema automático de detecção de intrusão é um equipamento ou conjunto de equipamentos integrados entre si. com o intuito de vigiar determinado espaço e que.3 CONTROLO DE ACESSOS O controlo de acessos é um elemento complementar mas fulcral de qualquer sistema integrado de segurança. A figura seguinte apresenta a arquitectura geral de um sistema automático de detecção de intrusão. pág. luminosos (Flash) ou ainda electrónicos (Comunicadores Telefónicos. podem ser sujeitos a danos de bens de baixo valor comercial mas de elevado valor estimativo. tais como locais ou horários de acessos.

Não têm por isso uma missão de vigilância com detecção automática. .DOMÓTICA. flexibilidade. . Embora existam dispositivos pertencentes ao CCTV que podem fazer a detecção de intrusão.Registo automático de entradas e saídas de pessoas.Limitação de acesso a viaturas a locais determinados. em função das suas atribuições e do horário. A figura seguinte apresenta a arquitectura geral de um sistema de controlo de acessos. pág.Definição de áreas de acesso. quer como elementos isolados de vigilância. .Definição de direitos de acesso por área.Alarme em caso de entrada forçada em zonas com acesso condicionado. mas sim de vigilância de suporte para intervenção humana. 191 . mas antes sistemas de vigilância. os sistemas de CCTV não são habitualmente designados de sistemas de segurança. Figura 123 – Arquitectura de um Sistema de Controlo de Acessos 17.4 VIDEOVIGILÂNCIA É cada vez maior o recurso à videovigilância através de sistemas de circuitos fechados de televisão (Closed Circuit Television – CCTV). que posteriormente poderão ser consultadas. quer como elementos de complemento da vigilância humana. As funções principais dos sistemas de controlo de acessos são: . . Além de uma vigilância em tempo real.Seguimento e localização de pessoas. fiabilidade. . VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA As principais vantagens dos sistemas de controlo de acessos são a segurança.Definição de horários de acesso. os sistemas de CCTV permitem a gravação e arquivo de imagens. .1. conforto e a possibilidade de integração com outros sistemas através da gestão técnica centralizada.

tubagem. fixação e segurança. etc. constituído pelos elementos de interligação dos sistemas de aquisição de imagem. do tipo bastidor. sistemas de controlo e comandos.2 CONFORMIDADE E CERTIFICAÇÃO Todas as opções técnicas possíveis de utilização devem ser baseadas em equipamentos em conformidade com as Normas Europeias aplicáveis. bem como pelo elemento responsável pela gravação. sistemas de detecção e controlo de inundação. interligação ou passagem: Será possível inserir uma central de alarme dentro de um ATI.DOMÓTICA. ventilação e ar condicionado. suportes e caixas. 17. pelo grupo anterior. 192 . É constituída pelos elementos de conversão da zona visualizada num sinal de vídeo. sistemas de bombagem e sistemas de elevação e a sua integração com os sistemas de segurança atrás descritos. pares de cobre. AFNOR (França). 4) Monitorização da imagem: Constituído pelos equipamentos de recepção do sinal de vídeo. Deve também existir a necessária homologação de entidades certificadoras internacionais.etc. utilizando o ATI como ponto de localização. 3) Processamento do sinal. pág. proveniente do grupo de recolha e pelas unidades que executam comandos no sistema. observável pelo olho humano e que permite a visualização das imagens. LPCB (Reino Unido). 17. VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA A estrutura geral de um sistema de CCTV pode ser dividida em quatro grupos principais: 1) Recolha de imagem: Corresponde às unidades que fazem a transformação do sinal óptico (imagem). em sinal eléctrico. que voltam a fazer a transformação do sinal eléctrico em sinal óptico. tais como a VDS (Alemanha). quadros eléctricos e seus componentes. é outro aspecto extremamente importante na garantia da segurança dos edifícios e dos seus ocupantes 17. como sejam os sistemas de iluminação. estendendo-se a todos os componentes activos do sistema e ao sistema global no seu conjunto. sistemas de aquecimento. A transmissão do sinal pode ser realizada por cabo coaxial. controlo e comando e gravação da imagem: Constituído pelo conjunto de equipamentos responsáveis pelo processamento e visualização da imagem. caso possua as medidas mínimas interiores de 500x430x135mm. como por exemplo a EN54.1. assim como aos demais acessórios – cablagem.5 ALARMES TÉCNICOS A gestão de equipamentos terminais. com as devidas condições de precaução para a sua identificação. As ligações do ATI às centrais devem sempre terminar em TT.3 INTERLIGAÇÃO COM UM EDIFÍCIO ITED Situações a ter em consideração numa instalação de um sistema de segurança (Central de Alarme) e de videoporteiro. Esta certificação de conformidade deve ser abrangente. até à zona de visualização. lentes. fibra-óptica ou microondas. 2) Transmissão do sinal: Responsável pelo transporte do sinal recolhido. e que fazem selecção e comutação de imagem. e monitorização de imagem. É composto por câmaras.

a actuação sobre os mesmos. além da tomada de conhecimentos dos eventos de cada sistema. 193 . com etiquetas transparentes.5.4 TRANSMISSÃO À DISTÂNCIA Para realizar a transmissão à distância de alarme. Os sistemas de gestão técnica centralizada são sistemas dotados de interface e software adequados. a definição de prioridades de alarme. pelo menos. . A gestão da informação resultante dos diversos sistemas de segurança é realizada de uma forma integrada e centralizada. 17. dentro do ATI ou bastidor técnico. é uma tarefa extremamente complicada e consumidora de tempo e recursos.5 17. como avarias ou mudanças de estado. Caso já exista uma qualquer instalação de segurança e videoporteiro no edifício em construção. e especificação de procedimentos de resposta ao conteúdo da mesma. em relação a outro tipo de eventos.4 Números de telefone memorizáveis. num único sistema. Deve possuir as seguintes características básicas essenciais: . a criação de rotinas para a gestão da informação. A figura seguinte apresenta a integração de valências num sistema de gestão técnica centralizada: pág. 2 tubos de Ø25mm como mínimo obrigatório e paredes de interior liso. 17. também. anteriormente descritos. que poderá ser usado para efectuar chamadas ou para enviar mensagens de alerta.DOMÓTICA. VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA Todos os cabos de comunicação para os sistemas de segurança e domótica devem ser obrigatoriamente identificados para o serviço em causa. as caixas destes sistemas de segurança e videoporteiro serão interligados aos ATI por intermédio de. deve ser utilizado um comunicador telefónico. . bandeiras de sinalização. Os sistemas de gestão técnica centralizada possibilitam. ainda. permitindo.Filtro de protecção contra descargas atmosféricas.Marcação por pulsos (Pulse) ou multifrequência (DTMF). que permitem a integração das diversas valências de segurança nos edifícios. identificador de cabos ou braçadeiras. placas ou mangas de identificação.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS GESTÃO TÉCNICA A recepção e o manuseamento das enormes quantidades de informação provenientes dos diversos sistemas de segurança. e quando se preveja a existência de uma interligação com os sistemas de comunicações do edifício. Permite. a duplicação de postos de segurança locais e a monitorização e controlo à distância.

deve ainda possuir um traçado. Um outro aspecto importante potenciado pelos sistemas de gestão técnica é a possibilidade de integração de funcionalidades de utilização racional de energia. 194 . assim como a promoção da melhoria dos resultados de exploração dos edifícios. que se traduz em economias de energia e custos de exploração e manutenção mais reduzidos. para além do reforço da segurança das pessoas. instalações e bens. Assim. de modo a sofrer os menores danos possíveis em caso de incêndio e estar protegida contra transitórios de tensão provocados por descargas atmosféricas. será sempre de considerar que a instalação eléctrica do sistema de detecção.DOMÓTICA. para além de satisfazer os regulamentos eléctricos em vigor. VIDEOPORTEIRO E SISTEMAS DE SEGURANÇA Figura 124– Integração de valências num sistema de gestão técnica centralizada A gestão técnica centralizada de edifícios incrementa a segurança das instalações e ocupantes. pág. Por fim. a gestão técnica centralizada permite uma gestão mais racional e eficiente das instalações. potenciando o aumento dos níveis de satisfação dos utilizadores. de eficiência energética e de gestão da manutenção das instalações. sistemas e equipamentos.

195 .5 mm) Objectos muito pequenos (< 1mm) Poeiras ligeiras Poeiras médias Poeiras abundantes Desprezável Penetração de líquidos Gotas de água Chuva Projecção de água Jactos de água Massas de água ou jactos fortes de água Imersão temporária Imersão prolongada Grau de protecção mínimo IP0X IP3X IP4X IP5X ou IP6X IP5X ou IP6X IP5X ou IP6X IPX0 IPX1 IPX3 IPX4 IPX5 IPX6 IPX7 IPX8 Tabela A1 – Graus de protecção pág.ANEXO A – GRAUS DE PROTECÇÃO Classificação dos graus de protecção em relação a influências externas (IPxx) .EN 60529 Classe de influências externas Desprezável Penetração de corpos sólidos Pequenos objectos (<= 2.

será utilizado um equipamento Gerador de Ruído (5 – 2150MHz) e um Medidor/Analisador de campo. tal como ilustra a figura seguinte. geralmente edifícios com uma CR1 e outras de Grau Inferior. como Hospitais. Para a realização dos ensaios devem ser utilizados cordões coaxiais para a ligação aos equipamentos de teste e medida. O RG-CC deve ser desligado da rede de distribuição do edifício. deve ser tida em conta a resposta em frequência da rede de distribuição para duas das tomadas coaxiais. Centros Comerciais. Serão as tomadas:  Mais favorecida (+F). pág. identificando possíveis desadaptações de impedância e falhas de instalação. ligando-se o Gerador de Ruído à saída do mesmo. estando estes pontos identificados desde a fase de projecto como +F e -F.ANEXO B – PROCEDIMENTO EM CASO DE FALHA NOS ENSAIOS DAS REDES COAXIAIS Este procedimento consiste na análise das curvas de resposta da rede de distribuição. De seguida serão efectuados ensaios nas tomadas mais e menos favorecidas do fogo em causa. O medidor será ligado nas tomadas. Admite-se que durante o processo de medida possam ser utilizados adaptadores ou transições de conectores. Para a obtenção das curvas de resposta. Entende-se por tomada coaxial menos favorecida (-F) aquela cuja ligação permanente possui maior atenuação. devem ser devidamente identificadas as tomadas +F e –F.5m de comprimento cada. existentes no fogo onde ocorra a falha. Assim sendo. numa das extremidades de cada cordão coaxial. para as faixas de frequências 5-862 MHz e 950 -2150 MHz. devidamente assinaladas no projecto. No entanto. 196 . nunca devem ser utilizados mais do que um por cordão. Edifícios de Escritórios. respectivamente. Entende-se por tomada coaxial mais favorecida (+F) aquela cuja ligação permanente possui menor atenuação. No caso particular de edifícios especiais. tal como descrito anteriormente.  Menos favorecida (-F). com um mínimo 0. Através desta análise pretende-se caracterizar quais as causas das divergências entre os valores. servidas por cada CR.

conforme ilustra a figura seguinte: Figura B2– Registos dos valores nas tomadas +F e -F pág. 197 .Figura B1 – Ensaios nas tomadas +F e -F Os valores para as tomadas +F e –F. medidos para as bandas 5 aos 862MHz e 950 aos 2150MHz. serão registados no medidor de campo.

na banda 5-862 MHz. registada numa qualquer tomada. evitando desta forma constrangimentos funcionais da instalação.  Pode existir um curto-circuito na rede coaxial. 198 . O instalador deve rectificar a anomalia. na banda 950-2150 MHz. Figura B3 – Zona de funcionamento estimada para a zona de distribuição No caso da tendência da curva. tal como ilustra a figura seguinte. pág.  ± 4dB entre frequências adjacentes em ± 36 MHz. sobretudo com pontos cujo valor de atenuação difira de:  ± 3dB entre frequências adjacentes em ± 8 MHz. deve ser ligada a saída do RG-CC à rede de distribuição. devem estar dentro dos limites assinalados acima. Após a correcção da anomalia. diferir da esperada. onde se inclui a tomada em falha.A zona entre as curvas das tomadas +F e -F é a zona de funcionamento estimada para a rede de distribuição. apresentando uma tendência idêntica à da figura seguinte.  Pode existir um elemento na rede coaxial avariado. BER e C/N. efectuando-se novas medidas dos níveis de sinal. As curvas de registo respeitantes às restantes tomadas da fracção. significa que:  Algum elemento da rede coaxial não cumpre com a impedância característica de 75.  Na rede pode existir uma saída não ligada e não carregada a 75.

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