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A INCRÍVEL ERA DO SILÊNCIO

A INCRÍVEL ERA DO SILÊNCIO

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A INCRÍVEL ERA DO SILÊNCIO Ah...esses moços, pobres moços...talvez nunca os tenham visto diretamente na tela.

Eles foram os gênios absolutos da imagem em movimento. Pertencem à geração dos meus avós, constituem o apogeu e o esplendor dos inquietos anos 20 e 30. Mas eu os vi: Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks, Buster Keaton, Mary Pickford. O reflexo intenso da arte que eles foram capazes de produzir invadiu a minha geração, na segunda metade do século XX. Com lirismo, com elegante ingenuidade, com graça e humor, capturaram a imaginação do mundo, arrebataram multidões às casas de espetáculo e encheram nossos corações de lágrimas, de riso e de pura emoção. Criaram um novo código gestual, uma nova simbologia do olhar, simplesmente do nada inventaram uma forma de expressão única e inconfundível: a linguagem do cinema mudo. Os jurados do último Globo de Ouro (69th Annual Golden Globe Awards) em Beverly Hills, na Califórnia, no último fim de semana prestaram um tributo a essa incrível era do silêncio. Concederam o prêmio de melhor filme para "The Artist" (O Artista), um filme de tela reduzida (como antigamente), em preto e branco, com um alucinante e ininterrupto fundo musical - e com absolutamente nenhum diálogo falado. É o filme mais cotado para o Oscar. Sem dúvida, uma notável celebração do passado.

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