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SIDA - cartaz ilustrativo

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Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Biologia.
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07/08/2013

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Síndrome de Imunode ciência Adquirida / AIDS

Catarina Oliveira, João Maia, Joaquim Dias e Pedro Ferro, 12ºB

SIDA

A SIDA, uma das principais causas de morte por doenças infecciosas, foi, durante muitos anos, relacionada com a homossexualidade, tendo sido apelidada de “peste gay”. Actualmente, e apesar de afectar milhões de indivíduos em todo o mundo, o preconceito em torno deste tema permanece, agravando a culpa e o medo nos seropositivos. Neste trabalho, pretendemos caracterizar, classi car e expor o ciclo de vida do VIH, vírus responsável pelo desenvolvimento da SIDA, apresentar os modos de transmissão, de forma a determinar se a homossexualidade terá alguma relação com a doença, apresentar métodos de diagnóstico deste agente, analisar a sua distribuição mundial e evolução ao longo do tempo e, ainda, abordar medidas de tratamento e de controlo da infecção.

LIGAÇÃO E ENTRADA Quando o VIH entra na corrente sanguínea, ocorre a fusão das membranas celular e vírica através da ligação a dois receptores especí cos – CD4 e um co-receptor colocado próximo. De seguida, o vírus lança enzimas víricas – transcriptase reversa, integrase e proteases - e o seu RNA para o citoplasma da célula hospedeira. TRANSCRIÇÃO REVERSA A trancriptase inversa, a partir do RNA do vírus, origina uma dupla cadeia de DNA. INTEGRAÇÃO DO DNA O DNA vírico integra-se no DNA humano, através da integrase. Este, ao ser transcrito, leva à formação de proteínas víricas. MATURAÇÃO VÍRICA As proteínas e o RNA vírico juntam-se na membrana da célula, formando um vírus imaturo, libertando-se para a corrente sanguínea. Os linfócitos T, fundamentais para o sistema imunológico – reconhecendo e destruindo microrganismos estranhos –, não sobrevivem, habitualmente, desintegrando-se devido ao elevado número de vírus germinado ou porque o sistema imunológico, ao reconhecer as proteínas víricas, destrói as células dani cadas. Dentro do vírus, a protease estrutura as proteínas víricas, tornando-o maduro.

MODO DE TRANSMISSÃO
O VIH pode transmitir-se através de sémen, uidos vaginais, sangue e leite materno. Assim, a infecção pode ocorrer, por exemplo, após relações sexuais, sem preservativo, com uma pessoa contaminada, pela partilha de seringas com um infectado ou durante a amamentação, se a mãe for seropositiva. O teste diagnóstico mais comum, denominado ELISA – com uma taxa de sucesso superior a 99%-, baseia-se na detecção de anticorpos em circulação, produzidos contra o VIH. Para a realização deste teste, há que ter atenção ao período de Janela Imunológica - tempo compreendido entre a aquisição da infecção e o momento em que o organismo começa a produzir anticorpos para o VIH-, que varia de seis a doze semanas após a aquisição do vírus. Existe, ainda, uma metodologia diferente – Western blot – onde se detectam proteínas do VIH como p24, gp120, entre outras.

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS

DIAGNÓSTICO

+ 1 000 000 500 000 - 1 000 000 100 000 - 500 000 50 000 - 100 000 10 000 - 50 000 - 10 000

BIOLOGIA DO AGENTE ETIOLÓGICO/ CICLO DE VIDA
Família: Retroviridae Subfamília: Orthoretrovirinae Género: Lentivirus Espécie: HIV

Estimativa
1 000 900 800 700 600 500 400 300 30 200 100 0

de

pessoas

com VIH,

actualmente.

SINTOMATOLOGIA
Uma a quatro semanas após o contágio, ocorre a fase aguda da infecção, com sintomas semelhantes aos de uma gripe. Face à resposta do sistema imunitário, os sintomas desaparecem, mantendo-se o risco de transmissão - o que pode prolongar-se por vários anos. Na fase sintomática da infecção, ainda sem critérios de SIDA, o doente revela uma depressão do sistema imunológico – cansaço, perda de peso e falta de apetite. Na fase seguinte da doença, designada por SIDA, ocorre uma grave imunode ciência, aparecendo tumores e infecções em vários órgãos.

homens

mulheres

O VIH é constituído por moléculas de RNA com uma única cadeia. O seu núcleo é revestido por proteínas, designadas por envelope, e por enzimas com funções na replicação vírica. Existem dois tipos de vírus da imunode ciência humana: VIH-1 e VIH-2: - O VIH-1 é mais “agressivo” com o sistema imunitário; - O contágio é mais frequente através do VIH-1; - Os medicamentos existentes são mais e cazes para o VIH-1. - O período assintomático da infecção é, em média, de dez anos para o VIH-1 e de trinta anos para o VIH-2. No exterior do organismo humano, o VIH tem a capacidade de sobreviver cerca de uma hora à temperatura ambiente, dado que, para se multiplicar é necessária a sua entrada no sistema sanguíneo:
Receptor CD4 Membrana Celular

1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005

Óbitos por SIDA, em Portugal.

TRATAMENTO E CONTROLO
Não foi, ainda, encontrada cura para a SIDA. Os tratamentos existentes, compostos, normalmente, por mais do que um medicamento, reduzem a carga vírica e atrasam os danos no sistema imunológico, embora se mantenha o risco de transmissão. A prevenção baseia-se no uso de preservativos, na certi cação que qualquer injecção é usada com material descartável e estéril e que as regras de segurança no rastreio de sangue são cumpridas. A SIDA é uma doença infecciosa que compromete o sistema imunológico, devido à acção do VIH nos linfócitos T. Este vírus é transmitido através das mucosas sexuais, pelo sangue e durante a amamentação, o que nos leva a concluir que é possível o convívio com um seropositivo, sem risco de infecção, e que qualquer indivíduo pode ser vítima de SIDA, independentemente da sua orientação sexual. O VIH pode permanecer num organismo por muitos anos, sem apresentar sintomas evidentes. As realizações dos testes de diagnóstico, nomeadamente a ELISA, são essenciais para o conhecimento da doença. Apesar do maior acesso à informação e da consciência de que a SIDA, actualmente, não tem cura, o número de indivíduos afectados continua alto, o que mostra que o uso de preservativos e de seringas descartáveis continuam a ser métodos de prevenção alheios a grande parte da população mundial.
Bibliogra a:
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+infecciosas/sida.html; http://www.who.int/hiv/en/; http://liberdadedeexpressao.multiply.com/journal/item/133 http://www.girafamania.com.br/montagem/aids-explica.html http://www.roche.pt/sida/ http://www.sida.pt http://en.wikipedia.org/wiki/AIDS

Transcriptase reversa

VIH
RNA viral DNA viral
Bicamada lípidica gp 120 p24 RNA gp 41 p17

Integrase
Integração

Núcleo celular

Transcrição
RNA viral abandona o núcleo

Citoplasma

Integrase Transcriptase reversa

Tradução
Protease

Proteína viral
Reconstrução

RNA viral

Protease NOVO VÍRUS

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