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MÁQUINAS TÉRMICAS
Aulas 15-16
Compressores Alternativos
• Introdução, descrição, tipos, características.
•Termodinâmica: diagrama do ciclo, processo de
compressão isentrópico, politrópico, isotérmico,
cálculo da potência, cálculo do calor rejeitado no
processo.
• Compressor a pistão de um estágio, de vários
estágios, resfriamento intermediário.
•Eficiência, diferentes definições.
• Coeficiente de espaço morto, rendimento
volumétrico.
Nesta aula serão discutidos os compressores alternativos, além da
importância do tema em si, devido a grande popularidade e múltiplos
usos deste tipo de máquinas, esta aula serve como introdução ao tema
de máquinas alternativas, que continuará depois com motores
alternativos.
Será dada uma descrição dos mesmos, apresentando esquemas de
compressores de diversas marcas.
Serão discutidos os aspectos termodinâmicos, a partir do diagrama do
ciclo, serão discutidos os diferentes tipos de processos de
compressão:isentrópico, politrópico, isotérmico. Será apresentado
também o cálculo da potência e do calor rejeitado no processo, para
compressores de um estágio e de múltiplos estágios. Serão discutidas
as vantagens/desvantagens dos compressores de múltiplos estágios,
com e sem resfriamento intermediário, assim como a pressão ótima
inter-estágios.
Diferentes tipos de eficiências serão discutidos: adiabática, politrópica,
isotérmica e exergética.
Serão apresentados também os conceitos de espaço morto e
rendimento volumétrico.
2
Os compressores se dividem em quatro grandes grupos:
- os alternativos ou a pistão, que inclui os de diafragma, são aqueles nos quais o gás é
movimentado pelo movimento linear de um pistão num espaço confinado, cilíndrico ou
não.
- as turbomáquinas, são aqueles em que energia cinética é conferida ao gás mediante
palhetas rotativas confinadas numa carcaça. A energia cinética é transformada depois
em energia de pressão. Esta categoria inclui os de fluxo axial, radial e os centrífugos.
- os rotativos, como os de hélice, de lóbulos rotativos ou outros tipos, nestes o ar é
impelido pela ação de lóbulos rotativos ou por outro tipo de impelidor.
- os ejetores. Estes últimos pertencem a uma outra categoria, são estáticos, sem peças
móveis, e funcionam na base da energia de uma corrente de gases a alta velocidade e
alta pressão, que “suga”, numa câmara, uma outra corrente de menor pressão e
velocidade. (1)
Os compressores de fluxo axial e radial já foram discutidos numa aula anterior, nesta
aula serão discutidos os alternativos, dos quais existem dois tipos, os a pistão e os de
diafragma.
A figura do slide foi tirada do site da empresa KOBELCO e ilustra a faixa de trabalho dos
diferentes tipos de compressores. Como se observa, os alternativos são adequados para atingir
altas pressões, até 100 MPa, embora as vazões sejam mais restritas, até 20.000 Nm3/h.
(1) Classificação obtida em:” Build your working knowledge of process compressors”, Edward
T. Livingston, Chemical Engineering Progress, February, 1993, p. 27 – 36.
3
A informação do slide anterior pode ser contrastada com a deste obtida na
publicação (1).
Neste gráfico podem ser melhor identificadas as faixas de trabalho dos
diferentes tipos de compressores:
-De diafragma: pressões até 300 MPa, vazões até uns 200 Nm3/h.
-De pistão: pressões até uns 400 MPa e vazões até 5.000 Nm3/h.
- centrífugos: pressões até uns 70 MPa e vazões até uns 350.000 Nm3/h.
-Axiais: pressões de até 10 bares e vazões até 1.000.000 Nm3/h
O aspecto mais importante a ser lembrado é que os compressores a
pistão são utilizados quando se requer altas pressões e que eles
trabalham com vazões menores que os outros tipos. Razões de pressão
de 10:1 ou 11:1 podem ser atingidas num único estágio, desejando
pressões maiores, devem ser utilizados vários estágios de compressão
(compressores ou cilindros/compressores trabalhando em série).
(1)” Build your working knowledge of process compressors”, Edward T.
Livingston, Chemical Engineering Progress, February, 1993, p. 27 – 36.
4
Compressor alternativo a pistão – BURTON CORBLIN
virabrequim cruzeta Cilindro + pistão
válvulas
Neste slide são mostrados os elementos básicos de um compressor alternativo:
- O virabrequim: que transforma o movimento rotativo de um eixo de um motor
elétrico num movimento linear.
- a cruzeta: que guia o movimento do eixo do pistão.
- O pistão, normalmente com anéis de vedação.]
- Um cilindro, onde a compressão acontece.
- Uma ou mais válvulas de sucção e uma ou mais válvulas de descarga. Estas
válvulas regulam o fluxo de gás que entra e sai do cilindro.
Observar que o compressor acima é provido de uma câmara horizontal. Na
realidade são duas câmaras horizontais, uma para cada lado, com um único
virabrequim. No slide seguinte pode-se apreciar um com câmaras verticais.
Além disso, apresenta também duas câmaras pelas quais passa o eixo dos pistão.
Este é um tipo especial de compressor, estas câmaras, presssurizadas, servem
para evitar a fuga de gases ambientalmente perigosos.
Os compressores podem funcionar com e sem um fluido lubrificante. No slide
próximo veremos um que utiliza fluido lubrificante.
5
Compressor Alternativo a Pistão - MYCOM
1 - Resfriamento do Cabeçote,
por água ou líquidos refrigerantes
2 - Molas de Segurança, para prevenir
danos na câmara de descarga
3 - Mecanismo da Placa de Válvulas:
com tampa ranhurada, e tensão
controlada da mola de levantamento e
amortecimento.
4 - Pistões e Camisas de Cilindros,
removíveis.
Os anéis de compressão e óleo
asseguram o selo entre o pistão e a
parede do cilindro, permitindo lubrificação
5 - Filtro de Óleo
6 - Resfriamento de Óleo por água
ou refrigerante (líquido expandido)
7 - Carter
8 - Virabrequim
9 - Mecanismos de Controle de
Capacidade: controlado hidraulicamente
por intermédio de válvula manual ou
automaticamente por válvula solenóide.
10 - Gaxetas
O desenho apresentado acima foi tirado do site da MYCOM, utilizados nos
produtos da MAYEKAWA DO BRASIL, REFRIGERAÇÃO LTDA.
Trata-se de um compressor tipicamente utilizado em refrigeração.
No desenho podem visualizar-se as diferentes peças que constituem um
compressor alternativo. Neste caso trata-se de um compressor de dois cilindros
(4), que é resfriado no cabeçote, mediante uma camisa, por água ou líquidos
refrigerantes. Outra forma de resfriamento pode ser através de aletas, com
aletas externas na tampa e nos lados, que permitem o resfriamento por
convecção natural.
Se verá depois, ao discutir os aspectos termodinâmicos do funcionamento de
compressores, porquê a refrigeração é importante.
Os pistões estão ligados ao virabrequim (8), através de uma haste.
O carter (7) é o invólucro, fechado, que contém todas as partes móveis, na sua
parte inferior armazena o óleo lubrificante. O sistema de lubrificação inclui uma
bomba, um filtro de óleo, e um sistema de resfriamento do óleo.
Estes compressores podem ser utilizados para amônia ou para refrigerantes
fluorocarbonados, segundo informa o fabricante.
Como nos motores de carro, o fluido lubrificante “banha” o pistão, e pode ser
arrastado pelo gás que está sendo pressurizado. Em alguns casos isto pode ser
tolerado, em outros não. Os compressores que trabalham “a seco” são
normalmente 30 % mais caros que os lubrificados. Os que trabalham “a seco”
são mais difíceis de construir.
6
Compressores Alternativos a Pistão – MYCOM
Detalhe das válvulas e o pistão
1 - mola helicoidal do cabeçote
2-porca do assento da válvula de descarga nº2
3-porca do assento da válvula de descarga nº1
4 - caixilho da válvula de descarga
5 - parafuso do assento da válvula de
descarga
6 - mola da válvula de descarga
7 - disco da válvula de descarga
8 - guia do caixilho
9 - assento da válvula de descarga
10 - placa da válvula de sucção
11 - mola da válvula de sucção
12 - disco da válvula de sucção
13 - anel do pistão
14 - camisa do cilindro
15 - pistão
16 - biela
17 - pino do pistão
18 - mola do pino de levantamento
19 - pino do levantamento
20 - anel do came
21 - anel trava para camisa do cilindro
Um outro aspecto importante é o das válvulas de sucção e descarga,
estas podem ser de diferentes tipos: de palhetas, de canal, de disco ou
unidireccionais, são automáticas, com a abertura e o fechamento
provocados pelas diferenças de pressão entre as faces de sucção e
descarga.
O detalhamento da construção das molas de segurança e da placa de
válvulas do compressor MYCON é mostrado no slide.
Assim como os pistões dos motores de carro, estes têm camisas
removíveis e anéis de compressão, que asseguram o selo entre o pistão
e a parede do cilindro. Este selo é importante para evitar o arraste de
óleo de lubrificação pelo ar ou gás que está sendo comprimido.
7
Compressor de diafragma
diafragma
óleo
Este compressor é alternativo e trabalha na base da mudança de posição de um
diafragma metálico.
A área em amarelo corresponde a um espaço ocupado por um fluído que atua
como fluido de trabalho (normalmente, um óleo). Este fluido é comprimido pelo
pistão, e por sua vez, comprime o diafragma, provocando seu deslocamento.
O compressor de diafragma é particularmente útil para trabalhar com gases
perigosos ou corrosivos, devido à sua estanqueidade, o gás comprimido é
completamente isolado, não há chance dele se misturar a lubrificantes.
Existem compressores híbridos, com seus primeiros estágios a pistão e o último
de diafragma.
8
HP: 2-15 10-60 CFM 120-175 PSI RPM 810-1215
Compressores a pistão, Schulz
Neste slide e os que seguem são apresentadas figuras de diferentes
tipos de compressores/fabricantes.
Para conseguir uma compressão mais alta se combinam vários cilindros
em série, ou estágios de compressão. Estes cilindros podem ser
dispostos em diferentes formas, como se observa no desenho.
Os compressores Schultz possuem de um a três cilindros, dispostos em
“V”, são de um único estágio ou dois estágios e o resfriamento é feito
através de aletas, por convecção natural.
Os compressores de dois estágios são denominados assim porque o ar
entra no primeiro cilindro e passa depois para um segundo cilindro. O
compressor pode possuir um resfriador intermediário do ar, este é
resfriado quando sai do primeiro cilindro, antes de entrar no segundo.
Mais adiante serão discutidas as características termodinâmicas deste
tipo de processo.
Esta marca de compressores utiliza válvulas de sucção/descarga de tipo
de palhetas.
Como se observa no slide, as características dos compressores variam
de um modelo a outro, a potência consumida varia de 2 a 15 HP, a
vazão de ar vá de 10 a 60 pés cúbicos por minuto, a pressão pode ser
de 120 a 175 libras força por polegada quadrada e a rotação varia de
810 a 1215 revoluções por minuto.
9
Compressores a pistão, SCHULZ
Um estágio
3 HP
15 CFM
120 PSI (max)
1215 RPM
Dois estágios
15 HP
60 CFM
175 PSI (max)
1065 RPM
Dados mais detalhados de dois tipos de compressores SCHULZ.
1 HP = 745,7 W
CFM = cubic feet per minute = pés cúbicos por minuto = 4,7195 * 10-4
m3/s
PSI = Pound per square inch = libra por polegada quadrada = 6894,76
Pa
RPM = revoluções por minuto
10
Four stage, 6000 psi, air-cooled
dimensions 30" wide x 28" deep x
38" high
Control Systemcomplete
On/Off Switch; magnetic starter
motor overload protection;
auto start and stop pressure
switch;
high air temperature shutdown.
Hour Meter
gauge panel with a gauge for each
stage
Emergency Stop PalmButton
Muffler/Reservoir for
Auto Condensate Drain System
Low oil level switch
Cartridge Change Indicator (CCI)
Control System
Moisture Monitor (ppm/dewpoint)
Compressor/Purifier
Cadet CPM
No slide é mostrado um compressor da marca CADET.
Podemos observar aqui algumas outras características. Este
compressor é de quatro estágios, produz ar a uma pressão de 6000
libras por polegada quadrada, e é resfriado a ar. Possui alguns
dispositivos de controle: de sobrecarga do motor, de temperatura do ar,
de pressão, de nível de óleo.
A pressão de cada estágio é medida e possui um sistema de drenagem
da água condensada, devido à umidade do ar na entrada, com um
monitor de umidade, de ponto de orvalho.
11
Compressores CORKEN
vertical
horizontal
Os compressores Corken trabalham com todo tipo de gases: gás natural, ar,
amônia, argônio, diversos hidrocarbonetos, bióxido e monóxido de carbono, etc.
Modelos especiais, do tipo vertical, trabalham sem lubrificação a óleo, para
evitar a contaminação do gás com óleo lubrificante.
Os de tipo vertical trabalham na faixa de 6,8 a 102 m3/hora. Modelos especiais
atingem 171 m3/hora, estes utilizam óleo lubrificante.
Os verticais podem ser de um ou dois estágios. O de um estágio trabalha com
uma razão de compressão de 5:1, o de dois estágios é utilizado para mais alta
compressão, até 9:1. O de dois estágios é oferecido também com resfriamento
a água no cilindro e no cabeçote deste.
O compressor horizontal pode ser de 1 a 4 estágios, com razão de compressão
de 5:1 e 9:1, dependendo do modelo, pode chegar a prover uma pressão de
114,8 bar e prover uma vazão de até 380 m3/hora. É fabricado comdiferentes
tamanhos de cilindros, de 2 pol. a 8 pol. , em arranjos de diferentes
combinações. Possui uma bomba de óleo lubrificante e um filtro de óleo. É
oferecido também com cilindros resfriados a água. O espaço morto na parte
superior do cilindro pode ser variado com o compressor em funcionamento, de
modo a ajustar a razão de pressão do mesmo em operação. Para maior
flexibilidade de operação, permite reconfigurar os estágios de compressão, e
inclusive, mediante uma válvula de fechamento, os cilindros podem passar a
operar como de simples efeito.
12
Ciclo termodinâmico
1
2
3
4
Vmax
Vmin
p
V
sucção
descarga
c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o
e
x
p
a
n
s
ã
o
No desenho estão indicados os quatro processos que constituem o ciclo
termodinâmico no compressor.
O ponto 3 corresponde ao momento em que o pistão se encontra no
ponto morto superior. O volume mínimo, que corresponde a esta posição
se denomina volume morto. Neste momento começa o movimento do
pistão para baixo, é a expansão do próprio ar ou gás contido no volume
morto, com a conseqüente queda de pressão. No ponto 4 se abre a
válvula de admissão do ar ou gás, entrando uma nova carga de ar/gás,
ao mesmo tempo que entra a nova carga o pistão se desloca até o
volume máximo, no ponto 1. Neste momento se fecha a válvula de
admissão e começa a compressão da carga, processo que vai até o
ponto 2. No ponto 2 abre-se a válvula de descarga, o pistão se desloca
de 2 a 3, expulsando a carga do cilindro, da qual fica apenas uma
pequena massa no volume morto do cilindro.
Os processos de expansão e compressão são idealmente isentrópicos,
se não houver geração de irreversibilidade nem perda de calor. Na
prática isto não acontece, sendo ambos politrópicos.
13
3
1
2
4
COMPRESSOR
Diagrama
pressão - volume
P
V
O diagrama apresentado no slide corresponde a um processo real, foi
tirado no compressor do Laboratório de Ensino do Departamento de
Energia (FEM/UNICAMP).
Como pode observar-se o diagrama real é bastante próximo do ideal,
notadamente se afasta no ponto 4, onde a pressão dentro do cilindro cai
um pouco abaixo da atmosférica (externa) no momento da sucção de
nova carga, subindo logo depois um pouco acima. Na descarga, de 2
para 3 se observa uma leve queda na pressão. O máximo valor da
pressão é obtido no ponto 2.
O processo de compressão é politrópico. O coeficiente politrópico pode
ser obtido a partir da curva 1-2.
14
∫ ∫ ∫ ∫
+ + + ·
1
4
4
3
3
2
2
1
pdV pdV pdV pdV W
total
Cálculo do trabalho:
análise de sistema fechado
1
2
3
4
Vmax
Vmin
p
V
sucção
descarga
c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o
e
x
p
a
n
s
ã
o
n n n
v p v p v p · ·
2 2 1 1 n<k, politrópico
[ ] [ ]
1 1 2 2
2
1
1 1 1
2
1
2
1
1 1
1 1
2
1
2 1
1
1
1
V p V p
n
V
n
V p
V
dV
V p dV
V
V p
pdV W
n
n
n
n
n

,
_

¸
¸

·
+ −
· · · ·
+ −

∫ ∫ ∫
Da mesma forma:
[ ]
3 3 4 4
4
3
4 3
1
1
V p V p
n
pdV W −

,
_

¸
¸

· ·


[ ]
2 3 2
3
2
3 2
V V p pdV W − · ·


[ ]
4 1 1
1
4
1 4
V V p pdV W − · ·


p2=p3,
p1=p4
O trabalho correspondente a um ciclo completo pode ser calculado
somando o correspondente a cada processo.
Assim temos que o trabalho 1 – 2, correspondente à uma compressão é
menor que zero, devido a que ele é fornecido ao sistema.
O mesmo acontece no período de descarga, de 2 para 3.
Na expansão, de 3 para 4, que corresponde ao retrocesso do pistão, o
sistema fornece trabalho (há uma expansão).
O mesmo acontece na sucção, do ponto 4 ao 1.
De 1 a 2 temos um processo politrópico, substituímos a pressão na
integral pela sua expressão segundo a equação de processos
politrópicos, e depois integramos.
De 2 para 3 temos um processo a pressão constante.
De 3 para 4 o processo é também politrópico.
De 4 para 1 é a pressão constante.
15
[ ] [ ] [ ] [ ]
4 4 1 1 3 3 4 4 2 2 3 3 1 1 2 2
1
1
1
1
V p V p V p V p
n
V p V p V p V p
n
pdV W
total
− + −
,
_

¸
¸

+ − + −
,
_

¸
¸

· ·

De onde, lembrando que p1=p2 e p3=p4:
[ ] [ ] { }
1 4 1 3 2 2
1
V V p V V p
n
n
pdV W
total
− + −

,
_

¸
¸

· ·

Reunindo os resultados dos quatro processos:
1
2
3
4
Vmax
Vmin
p
V
sucção
descarga
c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o
e
x
p
a
n
s
ã
o
O trabalho líquido, calculado nas últimas equações é representado pela
área dentro da curva, ele é negativo, o sistema absorve trabalho.
Se fizermos o cálculo com o volume total em cada ponto, o trabalho será
aquele fornecido à carga de ar/gás que entra e sai do cilindro no
processo, ou seja à massa de ar/gás succionada pelo pistão no seu
movimento de retrocesso.
No slide seguinte veremos como calcular a massa succionada.
16
Cálculo da massa de ar / gás
succionada pelo pistão
Massa succionada pelo pistão = m1- m4
1
2
3
4
Vmax
Vmin
p
V
sucção
descarga
c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o
e
x
p
a
n
s
ã
o
1 1
1
1 1
1
V
RT
V p
m ρ · ·
4 4
4
4 4
4
V
RT
V p
m ρ · ·
[ ] [ ]
1 4 1
1
4 1
4 1
1
1
ρ
ν
V V
V V
V V
RT
p
m
suc
− ·

· − ·
Mas T1=T4 e p1=p4:
Da mesma forma:
[ ] [ ]
2 3 2
2
3 2
3 2
2
2
3 2
ρ
ν
V V
V V
V V
RT
p
m m m
des
− ·

· − · − ·
E que: massa descarga = massa sucção
{ }
1 1 2 2
1
ν ν p p m
n
n
pdV W
suc total

,
_

¸
¸

· ·

[ ] [ ] { }
1 4 1 3 2 2
1
V V p V V p
n
n
pdV W
total
− + −

,
_

¸
¸

· ·

Lembrando que:
Obtém-se:
A massa succionada pelo pistão em cada revolução do virabrequim pode
ser calculada, levando em conta que ela será igual à diferença das
massas que estejam no cilindro nos pontos 1(final da expansão) e
4(início da expansão), utilizando a equação dos gases ideais obtem-se a
equação acima. A diferença (V1-V4) nos dá o volume de ar succionado,
a diferença (V1-V3) nos dá o volume total de ar/gás contido no cilindro,
esta diferença é denominada cilindrada.
Para manter um funcionamento em regime permanente é necessário
que a massa de ar/gás succionada seja igual à de descarga. Isto foi
utilizado para obter a última expressão do trabalho, que seria à
correspondente ao trabalho consumido a cada ida e volta do pistão.
17
Análise em regime permanente (sistema aberto)
[ ]
e
p
pi
n
n
i i
e
i
e
i
n
n
i i e eixoi
p
n
p
m
p
dp
p m dp m w
/ 1 1
/ 1
/ 1
/ 1
/ 1 1



− · − · − ·
∫ ∫
ν
ν ν
& & &
[ ] [ ]
i e i i e e e eixoi
T T R
n
n
m p p
n
n
m w −

,
_

¸
¸

− · −

,
_

¸
¸

− ·

1 1
& &
ν ν
Considerando que o ar/gás entra na condição i e sai do
compressor na condição o, temos:
Processo isotérmico: n=1

,
_

¸
¸
− ·

,
_

¸
¸
− · − · − ·
∫ ∫

i
e
i
e
i i
e
i
i i e eixoi
p
p
RT m
p
p
p m
p
dp
p m dp m w ln ln
2
1
& & & & ν ν ν
As equações acima demonstram que se é feita uma análise de tipo
sistema aberto, ou seja, considerando o compressor como um volume
de controle, obtemos o mesmo resultado que antes (análise de sistema
fechado), por kilograma de ar/gas que passa pelo sistema.
Observar que a expressão para o cálculo do trabalho de eixo é diferente
à expressão do cálculo do trabalho num sistema fechado, porque?
Também são utilizadas as equações para processos politrópicos e a
equação de estado para os gases ideais.
Lembrar que nos casos em que é usada a equação dos gases ideais
deve ser testado se ela é válida dentro das condições do processo.
Embaixo foi obtida a expressão para o cálculo do trabalho num processo
de compressão isotérmico.
No slide seguinte faremos uma comparação entre os diferentes tipos de
processos para concluir qual deles é mais conveniente e deve ser
procurado num compressor.
18
p
v
n=1
n n=k
T
S
p1
p2
Tipos de processos na compressão
No slide estão representados os processos básicos possíveis numa
compressão:
n=1 , isotérmico
n , politrópico em geral
n=k, isentrópico
n> k, adiabático, porém com geração interna de entropia.
Da inspeção do diagrama p-v é evidente que o processo que requer
menos potência é o isotérmico, daí que os compressores são
refrigerados de alguma forma, mediante aletas ou com uma camisa
onde circula um fluído refrigerante, que pode ser água ou um outro fluído
térmico.
No processo politrópico, quanto menor seja o valor de “n”, menor será a
potência requerida. O valor de “n”depende do resfriamento e das
características do processo.
O coeficiente “k” depende do tipo de gás e da sua temperatura , para o
ar têm um valor de 1,4 a temperatura ambiente, para o argônio é de
1,667 (alto) o do metano é mais baixo, 1,299, o do octano é ainda
menor: 1,044. Todos os valores de “k” reportados são à temperatura
ambiente.
19
Cálculo do calor rejeitado: processos politrópicos
h w q ∆ · −
( ) ( )
1 2 1 2
1
T T
n
nR
T T c w h q
p rev rev


− − · + · ∆
v p
c c R − ·
v
p
c
c
k ·
( )
( )
1 2
1
T T
k n
k n
c q
p rev



·
Num processo isotérmico:

,
_

¸
¸
− · ·
1
2
1
p
p
ln RT w q
rev rev
n n
v p v p
2 2 1 1
·
A primeira equação no slide não é outra coisa que a primeira lei da
termodinâmica, para uma kilograma de ar/gás que passe pelo
compressor.
Na segunda equação utilizou-se o subíndice “rev” para indicar que
podemos calcular o calor e o trabalho com as expressões com que os
substituímos no caso em que os processos sejam reversíveis.
Na expressão do calor rejeitado para um processo politrópico se observa
que para n=k, teremos um processo adiabático reversível, isentrópico
por tanto, caso no qual o calor rejeitado é nulo.
A última equação corresponde a um processo isotérmico, caso no qual
não há variação de entalpia no ar/gás, motivo pelo qual o calor rejeitado
será igual ao trabalho entregue ao ar/gás.
20
c
s
sc
w
w
· η
Eficiência
Isentrópica
Isotérmica
c
T
sc
w
w
· η
politrópica
c
p
pc
w
w
· η
sc pc Tc
η η η < <
Para um mesmo processo:
( ) ( )
c c
ex
w
s s T h h
w
Ex Ex
1 2 0 1 2 1 2
− − −
·

· η
Como se observa acima, é possível arbitrar diferentes definições de eficiência
para um compressor.
Nas definições propostas, no denominador sempre aparece o trabalho de eixo
real fornecido ao compressor, que pode ser determinado por exemplo medindo a
potência elétrica consumida, ou se for possível, a potência mecânica consumida.
(A potência elétrica será um pouco maior que a mecânica, já que temos perdas
na transmissão).
No numerador da eficiência isentrópica é calculado o trabalho que seria entregue
a uma processo que se inicie nas mesmas condições do estudado e que seja
isentrópico, com a mesma pressão na saída que o processo real (a temperatura
será diferente).
No processo isotérmico e comparado o trabalho real com o trabalho requerido por
um processo isotérmico com as mesmas condições iniciais que o estudado e a
mesma pressão final (a temperatura final deste processo ideal será igual à inicial).
No processo politrópico o cálculo é feito a partir da determinação de “n”para o
processo real, porém, outras perdas possíveis não são consideradas, daí a
eficiência é sempre menor que 1.
A eficiência exergética compara a variação de exergia no processo real com o
trabalho fornecido ao mesmo.
21
Determinação do coeficiente politrópico
Variáveis medidas : T1, p1, T2, p2
n n
p p
2 2 1 1
ν ν ·
p
RT
· ν
n n
T
T
p
p

,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸

1
2
1
1
2
Tomando logaritmos nos dois lados da última expressão:

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·
2 1
1 2
1
2
1
2
1
2
1
2
ln
ln
ln ln
ln
T p
T p
p
p
T
T
p
p
p
p
n
O coeficiente politrópico é uma característica importante do processo.
Como vimos antes, além de depender do tipo de gás que está sendo
comprimido, também depende das condições do próprio processo,
particularmente da perda de calor que esteja acontecendo, ou seja, da
forma de resfriamento, até da forma do cilindro e das próprias
temperaturas e pressões envolvidas.
Experimentalmente é possível determina-lo medindo as pressões e
temperaturas na entrada e saída do fluído que está sendo comprimido.
Porém, esta determinação é aproximada, a melhor forma de fazer isto é
trabalhando com o diagrama termodinâmico experimental, determinando
o trabalho entregue ao fluído em cada movimento do pistão. Integrando
com valores experimentais de pressão ponto – a -ponto, no diagrama
real.
22
Coeficiente de espaço morto
n
máxima
V
V
p
p

,
_

¸
¸

3
1
1
( )
3 1
3
V V
V

· ε
ε
ε
ε
+
· + · +

·
+ −
·
1
1
1
1
3
3 1
3
3 3 1
3
1
V
V V
V
V V V
V
V
n
máxima
p p

,
_

¸
¸
+

ε
ε 1
1
1 3
V V V
cc
− ·
L
D
V
cc
4
2
π ·
3
1
2
4
COMPRESSOR
Diagrama
pressão - volume
P
V
O coeficiente de espaço morto é uma característica importante de um
compressor.
Pelas equações colocadas acima se observa que a pressão máxima
teórica depende do coeficiente de espaço morto Da análise da equação
obtida surge a reflexão que quanto maior seja o coeficiente de espaço
morto, menor será a pressão máxima teórica, por tanto, menor será a
pressão máxima atingível pelo compressor.
Um outro parâmetro característico é a cilindrada, que corresponde ao
volume varrido pelo pistão no seu percurso.
O coeficiente de espaço morto está ligado ao rendimento volumétrico
aparente, como se verá no slide seguinte.
23
Rendimento volumétrico
1
ν
η
/ V
m
m
m
cc
suc
max
suc
vol
· ·
Real:
Aparente:
3 1
4 1
V V
V V
volap


· η
1
2
3
4
Vmax
Vmin
p
V
sucção
descarga
c
o
m
p
r
e
s
s
ã
o
e
x
p
a
n
s
ã
o
n /
p
p
V
V
V
V V
1
1
2
3
3
4
3 4

,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸
·
3 1
1
1
2
3 3 3 1
V V
p
p
V V V V
n /
volap

,
_

¸
¸
− + −
· η
n /
volap
p
p
1
1
2
1

,
_

¸
¸
− + · ε ε η
( )
3 1
3
V V
V

· ε
Efeito do fator de compressibilidade sobre o rendimento volumétrico

,
_

¸
¸
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
− + ·
2
1
/ 1
1
2
1
z
z
p
p
n
volap
ε ε η
O rendimento volumétrico real é obtido a partir da determinação de : (i)
vazão de fluído que entra (ou sai) no (do) compressor, (ii) número de
batidas do pistão por minuto (considerando o número de revoluções do
motor e possíveis reduções), (iii) cilindrada total (considerando o número
de cilindros funcionando em paralelo).
O rendimento volumétrico aparente é obtido a partir da informação do
coeficiente de espaço morto (informação do fabricante ou medição “in
loco”) e das pressões de entrada e saída no compressor, medidas
experimentalmente.
O rendimento volumétrico depende do coeficiente de espaço morto e da
razão de compressão, entre outros fatores.
A eficiência volumétrica é importante, porque está relacionada em forma
direta a o menor ou maior consumo de potência do compressor.
A eficiência volumétrica é influenciada por diversos fatores: razão de
compressão, fatores de compressibilidade dos gases na entrada e na saída
(coeficiente z da equação dos gases reais), espaço morto no cilindro, perdas nas
válvulas, fugas nos anéis do pistão, expoente politrópico ou adiabático na
equação de compressão, vapor de água presente nos gases.
Na última equação se mostra a equação da eficiência volumétrica corrigida com
o fator de compressibilidade. Lembrar que este fator leva em conta o
afastamento dos gases do comportamento ideal, que deve ser considerado a altas
pressões.
24
G
A eficiência volumétrica é influenciada por diversos fatores: razão de compressão, fatores de
compressibilidade dos gases na entrada e na saída (coeficiente z da equação dos gases reais),
espaço morto no cilindro, perdas nas válvulas, fugas nos anéis do pistão, expoente politrópico ou
adiabático na equação de compressão, vapor de água presente nos gases.
O gráfico acima tenta mostrar o efeito da variação do espaço morto no processo de compressão.
Os valores de 5, 10 e 15 % correspondem a valores do espaço morto (coeficiente epsilon do
slide anterior, em %). A linha cheia ABC corresponde a um espaço morto de 5 %, se o espaço
for maior, a compressão acontecerá segundo as linhas pontilhadas. Se observa que a linha cheia
ABC é mais íngreme que as pontilhadas, o máximo valor de pressão(ponto C) é atingido antes
quando o espaço morto é menor. Ao mesmo tempo, a linha cheia DEFA, que corresponde à
admissão, é também mais íngreme para o processo com menor espaço morto. Isto significa que
o gás entra e sai do cilindro mais rápidamente quando o volume morto é menor.
No diagrama também é apresentado o efeito das válvulas, quando a pressão incrementa ao longo
da AB, e o valor desejado é obtido, a válvula de exaustão é aberta, a pressão chega ao seu
máximo valor em C, e o gás é enviado ao tubo de descarga. O processo de descarga consiste
numa série de ondas de pressão que degeneram até que o pistão atinge o ponto D. Os gases que
não foram expelidos se expandem, e o pistão retrocede, de D até E e F. A válvula de admissão é
aberta, novo gás é admitido, até o pistão atingir a posição A.
Observar que devido à forma que funciona o processo, a eficiência volumétrica depende das
razões de volume: (AG – AE)/AG.
Desenho e informações tirados dos textos:
” Build your working knowledge of process compressors”, Edward T. Livingston, Chemical
Engineering Progress, February, 1993, p. 27 – 36.
Burton Corblin Technical Bulletin. Bulletin BCTB -101: Basics of gas compression. (Burton
Corblin, Langhorne, PA, USA)
25
Quantidade de vapor presente numa massa de ar
Umidade relativa:
100
) (
%
T P
P
UR
satv
pv
·
Razão de umidade ou umidade absoluta:
v p total
v p
v
ar
ar p
v p
ar
vapor
P P
P
R
R
P
P
m
m




seco
622 , 0

· · · φ
Lei de Dalton:
T R m V P
T R m V P
ar ar p
v v p
·
·
ar
v
kg/kmol 97 , 28
/ 02 , 18
·
·
ar
v
R
kmol kg R
Se se conhece a umidade relativa do ar que está entrando num compressor é
possível calcular a pressão parcial do vapor na mistura.
Com o dado da pressão parcial do vapor e conhecendo o valor da pressão
atmosférica total, pode ser calculada a razão de umidade, como indicado acima,
que nos informa a quantidade de kg de vapor que se tem por cada kg de ar que
entra.
A umidade absoluta permanecerá a mesma ao longo do processo, mas as
pressões mudam no compressor, a pressão total fica maior e a pressão parcial do
vapor muda devido à mudança de temperatura. A máxima pressão parcial que o
vapor de água pode ter na mistura é a de saturação correspondente à temperatura
(este valor é obtido das tabelas de vapor saturado).
Se houver inte-rresfriamento nos estágios do compressor, haverá condensação
do vapor de água.
26
Exemplo
Ar inicialmente a 1 bar , 25 °C e com 60 % de umidade relativa é
comprimido até 6 bares, sendo depois resfriado, atingindo uma
temperatura final de 40 °C, o que acontecerá com a água
contida inicialmente na mistura?
Rar = MolarMass( 'Air')
Rv = MolarMass ('Steam')
mar = 1
UR1 = 60
Ptotal1 = 1
T0 = 25
Psat1 = P( 'Steam', T=T0, x=1)
Pv1 =
UR1
100
· Psat1
φ =
Rar
Rv
·
Pv1
Ptotal1 – Pv1
φ =
mv
mar
Ptotal2 = 6
T2 = 40
φ =
Rar
Rv
·
Pv2
Ptotal2 – Pv2
Psat2 = P( 'Steam', T=T2, x=1)
Pv2
Psat2
· 100 = UR2
Este exemplo pretende mostrar como pode ser calculada a água líquida que com
certeza se formará numa corrente de ar úmido inicialmente pressurizada e
depois resfriada.
As equações implementam os cálculos mostrados no slide anterior, foi obtida a
pressão parcial do vapor na mistura e a umidade absoluta, a partir das condições
iniciais.
Depois, baseando-se no princípio que a umidade absoluta permanece constante,
e com o dado da nova pressão total e também nova temperatura da mistura, foi
calculada a nova pressão de saturação do vapor, assim como o novo valor da
umidade relativa.
27
mv=0.03117 [kg/s]
phi=0.03117 [kg vapor/kg ar]
UR2=154.6 % “valor impossível,
parte da água condensará”
Psat1=0.03169 [bar]
Psat2=0.07381 [bar]
Pv1=0.01901 [bar]
Pv2=0.1141 [bar]
T0=25 [C]
T2=40 [C]
UR1=60 %
Ptotal1=1 [bar]
Ptotal2=6 [bar]
mar=1 [kg/s]
Dados iniciais
Rar=28.97 [kg/kmol]
Rv=18.02 [kg/kmol]
Pesos moleculares
Pressões de vapor:
Resultados:
Como pode observar-se, a quantidade inicial de massa de vapor não era grande,
apenas 0,03117, por cada kg de ar seco entrando, mas mesmo assim,
aproximadamente 1/3 dela será condensada.
Devido a este efeito é que os condensadores devem ser sempre provistos de um
dreno.
28
Exemplo: dois compressores em série, sem resfriamento,
efeito do coeficiente politrópico
Trabalho total [kJ/kg]
Trabalho compressor 2
Trabalho compressor 1
n1=n2
T1=300K
P1=100 kPa
Pi=200 kPa
P2=1000 kPa
1,00 1,05 1,10 1,15 1,20 1,25 1,30 1,35 1,40 1,40
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
220
240
260
280
300
n1
wtotal

O exemplo numérico apresentado no slide pretende mostrar o efeito do
coeficiente politrópico no consumo de energia num compressor.
Foram considerados dois cilindros (ou compressores) trabalhando em
série, porém, sem resfriamento intermediário.
Como se observa, a medida que o coeficiente politrópico aumenta,
aumenta o consumo de energia, o efeito é mais marcante no segundo
compressor devido a que foi considerada uma relação de pressões mais
alta (5:1) para ele, para o primeiro compressor foi considerado (2:1).
29
0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000
0,0000
50,0000
100,0000
150,0000
200,0000
250,0000
pin
wtotal

Trabalho total [kJ/kg]
Trabalho compressor 2
Trabalho compressor 1
n1=n2=1,2
T1=300K
P1=100 kPa
P2=1000 kPa
Exemplo: dois compressores em série, sem resfriamento,
efeito da pressão intermediária
Neste exemplo foram considerados também dois compressores em
série, tentando mostrar o efeito da pressão intermediária entre eles.
Como se observa, a medida que o trabalho do compressor 2 decresce, o
do 1 aumenta, porém, não de forma linear. Como não foi considerado
resfriamento intermediário, não se observa vantagem no fato do
processo acontecer em dois estágios no lugar de um só, o trabalho total
resulta constante para todos os casos considerados.
No caso em que houvesse resfriamento intermediário, a melhor
situação, com mínimo consumo de potência corresponderia ao valor
ótimo da pressão intermediária, igual à raíz quadrada do produto das
pressões inicial e final, 316,23 kPa no caso.
30
Exercício 1
Considere dois compressores trabalhando em série, com resfriamento
intermediário entre os dois. O resfriamento atua de tal forma que esfria o
gás que sai do primeiro compressor até este retornar à temperatura de
entrada no primeiro, antes deste ingressar no segundo compressor.
Assuma que os processos de compressão são isentrópicos.
Sejam: P1 e T1 a pressão e temperatura de entrada no primeiro
compressor, P2 e T2 a pressão e temperatura de saída do segundo
compressor, Px e Tx a pressão e temperatura intermediárias, na saída do
primeiro compressor.
Determine o valor ótimo de Px em função das outras variáveis para obter
um consumo mínimo de potência no compressor.
Lembre que o mínimo de uma função corresponde ao valor nulo da
derivada no ponto, e a um valor negativo para a segunda derivada no
mesmo ponto.
31
EXERCÍCIO 2
Ar entra num compressor a 95 kPa e 27ºC, e sai a 600 kPa e 277ºC. A
vazão de ar é de 1,4 m
3
/s. Desprezando mudanças de energia
cinética e potencial no gás, calcule:
a) A temperatura a que o ar teria que sair se o processo fosse
adiabático reversível (isoentrópico).
b) A potência teórica necessária se o processo fosse isentrópico.
c) O coeficiente politrópico do processo.
d) A perda de calor que aconteceu no compressor.
e) A potência teórica utilizada no compressor.
f) A potência teórica utilizada se o processo no compressor fosse
isotérmico.
Compare as respostas b), e) e f), tire conclusões.
32
EXERCÍCIO 3
Ar entra num compressor de dois estágios, a 100 kPa e 27ºC., e é
comprimido a 900 kPa.
A razão de compressão através de cada estágio é a mesma, e o ar
é resfriado até sua temperatura inicial entre os dois estágios.
a) Supondo que o processo de compressão seja isentrópico,
determine a potência necessária no compressor para um fluxo
mássico de 0,02 kg/s.
Qual seria a resposta para um compressor de um único estágio?
Compare as duas respostas.
b) Supondo que o ar entra a 60 % de umidade, calcule a água que
será necessário drenar no trocador de calor intermediário.

Os compressores se dividem em quatro grandes grupos: - os alternativos ou a pistão, que inclui os de diafragma, são aqueles nos quais o gás é movimentado pelo movimento linear de um pistão num espaço confinado, cilíndrico ou não. - as turbomáquinas, são aqueles em que energia cinética é conferida ao gás mediante palhetas rotativas confinadas numa carcaça. A energia cinética é transformada depois em energia de pressão. Esta categoria inclui os de fluxo axial, radial e os centrífugos. - os rotativos, como os de hélice, de lóbulos rotativos ou outros tipos, nestes o ar é impelido pela ação de lóbulos rotativos ou por outro tipo de impelidor. - os ejetores. Estes últimos pertencem a uma outra categoria, são estáticos, sem peças móveis, e funcionam na base da energia de uma corrente de gases a alta velocidade e alta pressão, que “suga”, numa câmara, uma outra corrente de menor pressão e velocidade. (1) Os compressores de fluxo axial e radial já foram discutidos numa aula anterior, nesta aula serão discutidos os alternativos, dos quais existem dois tipos, os a pistão e os de diafragma. A figura do slide foi tirada do site da empresa KOBELCO e ilustra a faixa de trabalho dos diferentes tipos de compressores. Como se observa, os alternativos são adequados para atingir altas pressões, até 100 MPa, embora as vazões sejam mais restritas, até 20.000 Nm3/h. (1) Classificação obtida em:” Build your working knowledge of process compressors”, Edward T. Livingston, Chemical Engineering Progress, February, 1993, p. 27 – 36.

2

A informação do slide anterior pode ser contrastada com a deste obtida na publicação (1). Neste gráfico podem ser melhor identificadas as faixas de trabalho dos diferentes tipos de compressores: -De diafragma: pressões até 300 MPa, vazões até uns 200 Nm3/h. -De pistão: pressões até uns 400 MPa e vazões até 5.000 Nm3/h. - centrífugos: pressões até uns 70 MPa e vazões até uns 350.000 Nm3/h. -Axiais: pressões de até 10 bares e vazões até 1.000.000 Nm3/h O aspecto mais importante a ser lembrado é que os compressores a pistão são utilizados quando se requer altas pressões e que eles trabalham com vazões menores que os outros tipos. Razões de pressão de 10:1 ou 11:1 podem ser atingidas num único estágio, desejando pressões maiores, devem ser utilizados vários estágios de compressão (compressores ou cilindros/compressores trabalhando em série).

(1)” Build your working knowledge of process compressors”, Edward T. Livingston, Chemical Engineering Progress, February, 1993, p. 27 – 36.

3

Este é um tipo especial de compressor. Os compressores podem funcionar com e sem um fluido lubrificante. .] . No slide seguinte pode-se apreciar um com câmaras verticais.Um cilindro.O pistão. uma para cada lado. . . normalmente com anéis de vedação.Uma ou mais válvulas de sucção e uma ou mais válvulas de descarga.Compressor alternativo a pistão – BURTON CORBLIN válvulas virabrequim cruzeta Cilindro + pistão Neste slide são mostrados os elementos básicos de um compressor alternativo: . Além disso. apresenta também duas câmaras pelas quais passa o eixo dos pistão. onde a compressão acontece. Estas válvulas regulam o fluxo de gás que entra e sai do cilindro. servem para evitar a fuga de gases ambientalmente perigosos. No slide próximo veremos um que utiliza fluido lubrificante.a cruzeta: que guia o movimento do eixo do pistão. estas câmaras. com um único virabrequim. presssurizadas. 4 . Observar que o compressor acima é provido de uma câmara horizontal.O virabrequim: que transforma o movimento rotativo de um eixo de um motor elétrico num movimento linear. Na realidade são duas câmaras horizontais.

Resfriamento de Óleo por água ou refrigerante (líquido expandido) 7 .Pistões e Camisas de Cilindros. Trata-se de um compressor tipicamente utilizado em refrigeração. por água ou líquidos refrigerantes. removíveis. e pode ser arrastado pelo gás que está sendo pressurizado.Filtro de Óleo 6 .Mecanismos de Controle de Capacidade: controlado hidraulicamente por intermédio de válvula manual ou automaticamente por válvula solenóide. Os anéis de compressão e óleo asseguram o selo entre o pistão e a parede do cilindro.Gaxetas O desenho apresentado acima foi tirado do site da MYCOM. permitindo lubrificação 5 .Molas de Segurança. por água ou líquidos refrigerantes 2 . e tensão controlada da mola de levantamento e amortecimento. fechado. Os compressores que trabalham “a seco” são normalmente 30 % mais caros que os lubrificados. O sistema de lubrificação inclui uma bomba. Estes compressores podem ser utilizados para amônia ou para refrigerantes fluorocarbonados. 5 . No desenho podem visualizar-se as diferentes peças que constituem um compressor alternativo. REFRIGERAÇÃO LTDA. utilizados nos produtos da MAYEKAWA DO BRASIL. O carter (7) é o invólucro.Virabrequim 9 . Se verá depois. um filtro de óleo. Outra forma de resfriamento pode ser através de aletas. em outros não. 4 . que permitem o resfriamento por convecção natural.MYCOM 1 .Carter 8 . através de uma haste. Os pistões estão ligados ao virabrequim (8). porquê a refrigeração é importante. que é resfriado no cabeçote. para prevenir danos na câmara de descarga 3 .Mecanismo da Placa de Válvulas: com tampa ranhurada. Neste caso trata-se de um compressor de dois cilindros (4). o fluido lubrificante “banha” o pistão. com aletas externas na tampa e nos lados. Como nos motores de carro. e um sistema de resfriamento do óleo. Em alguns casos isto pode ser tolerado.Resfriamento do Cabeçote. segundo informa o fabricante. na sua parte inferior armazena o óleo lubrificante.Compressor Alternativo a Pistão . Os que trabalham “a seco” são mais difíceis de construir. 10 . ao discutir os aspectos termodinâmicos do funcionamento de compressores. mediante uma camisa. que contém todas as partes móveis.

Compressores Alternativos a Pistão – MYCOM Detalhe das válvulas e o pistão 1 .mola da válvula de descarga 7 .camisa do cilindro 15 .mola da válvula de sucção 12 . Este selo é importante para evitar o arraste de óleo de lubrificação pelo ar ou gás que está sendo comprimido.parafuso do assento da válvula de descarga 6 .anel do pistão 14 . 6 .anel trava para camisa do cilindro Um outro aspecto importante é o das válvulas de sucção e descarga.disco da válvula de sucção 13 .pistão 16 . são automáticas. estes têm camisas removíveis e anéis de compressão.pino do levantamento 20 .anel do came 21 . de disco ou unidireccionais.mola do pino de levantamento 19 .assento da válvula de descarga 10 .mola helicoidal do cabeçote 2-porca do assento da válvula de descarga nº2 3-porca do assento da válvula de descarga nº1 4 .pino do pistão 18 .disco da válvula de descarga 8 . que asseguram o selo entre o pistão e a parede do cilindro. Assim como os pistões dos motores de carro.caixilho da válvula de descarga 5 .guia do caixilho 9 . de canal. com a abertura e o fechamento provocados pelas diferenças de pressão entre as faces de sucção e descarga.placa da válvula de sucção 11 .biela 17 . estas podem ser de diferentes tipos: de palhetas. O detalhamento da construção das molas de segurança e da placa de válvulas do compressor MYCON é mostrado no slide.

7 . A área em amarelo corresponde a um espaço ocupado por um fluído que atua como fluido de trabalho (normalmente. provocando seu deslocamento. comprime o diafragma. com seus primeiros estágios a pistão e o último de diafragma. O compressor de diafragma é particularmente útil para trabalhar com gases perigosos ou corrosivos.Compressor de diafragma diafragma óleo Este compressor é alternativo e trabalha na base da mudança de posição de um diafragma metálico. o gás comprimido é completamente isolado. um óleo). e por sua vez. Existem compressores híbridos. devido à sua estanqueidade. não há chance dele se misturar a lubrificantes. Este fluido é comprimido pelo pistão.

por convecção natural. 8 . Mais adiante serão discutidas as características termodinâmicas deste tipo de processo.Compressores a pistão. Os compressores de dois estágios são denominados assim porque o ar entra no primeiro cilindro e passa depois para um segundo cilindro. antes de entrar no segundo. O compressor pode possuir um resfriador intermediário do ar. a vazão de ar vá de 10 a 60 pés cúbicos por minuto. Esta marca de compressores utiliza válvulas de sucção/descarga de tipo de palhetas. Os compressores Schultz possuem de um a três cilindros. Para conseguir uma compressão mais alta se combinam vários cilindros em série. como se observa no desenho. são de um único estágio ou dois estágios e o resfriamento é feito através de aletas. ou estágios de compressão. Como se observa no slide. este é resfriado quando sai do primeiro cilindro. Schulz HP: 2-15 10-60 CFM 120-175 PSI RPM 810-1215 Neste slide e os que seguem são apresentadas figuras de diferentes tipos de compressores/fabricantes. Estes cilindros podem ser dispostos em diferentes formas. a pressão pode ser de 120 a 175 libras força por polegada quadrada e a rotação varia de 810 a 1215 revoluções por minuto. a potência consumida varia de 2 a 15 HP. as características dos compressores variam de um modelo a outro. dispostos em “V”.

76 Pa RPM = revoluções por minuto 9 .Compressores a pistão. SCHULZ Um estágio 3 HP 15 CFM 120 PSI (max) 1215 RPM Dois estágios 15 HP 60 CFM 175 PSI (max) 1065 RPM Dados mais detalhados de dois tipos de compressores SCHULZ. 1 HP = 745.7 W CFM = cubic feet per minute = pés cúbicos por minuto = 4.7195 * 10-4 m3/s PSI = Pound per square inch = libra por polegada quadrada = 6894.

com um monitor de umidade. e é resfriado a ar. A pressão de cada estágio é medida e possui um sistema de drenagem da água condensada. 6000 psi. de pressão. de temperatura do ar. de ponto de orvalho. magnetic starter motor overload protection. Possui alguns dispositivos de controle: de sobrecarga do motor. Hour Meter gauge panel with a gauge for each stage Emergency Stop Palm Button Muffler/Reservoir for Auto Condensate Drain System Low oil level switch Cartridge Change Indicator (CCI) Control System Moisture Monitor (ppm/dewpoint) No slide é mostrado um compressor da marca CADET. Podemos observar aqui algumas outras características.Compressor/Purifier Cadet CPM Four stage. devido à umidade do ar na entrada. high air temperature shutdown. de nível de óleo. 10 . Este compressor é de quatro estágios. produz ar a uma pressão de 6000 libras por polegada quadrada. air-cooled dimensions 30" wide x 28" deep x 38" high Control Systemcomplete On/Off Switch. auto start and stop pressure switch.

11 . . É fabricado com diferentes tamanhos de cilindros. O de um estágio trabalha com uma razão de compressão de 5:1. de 2 pol. mediante uma válvula de fechamento. e inclusive. permite reconfigurar os estágios de compressão. estes utilizam óleo lubrificante. amônia. Modelos especiais atingem 171 m3/hora. argônio. É oferecido também com cilindros resfriados a água. O espaço morto na parte superior do cilindro pode ser variado com o compressor em funcionamento. Possui uma bomba de óleo lubrificante e um filtro de óleo. para evitar a contaminação do gás com óleo lubrificante.Compressores CORKEN horizontal vertical Os compressores Corken trabalham com todo tipo de gases: gás natural. diversos hidrocarbonetos. dependendo do modelo. Modelos especiais. ar. com razão de compressão de 5:1 e 9:1. do tipo vertical. Os de tipo vertical trabalham na faixa de 6. a 8 pol. etc. o de dois estágios é utilizado para mais alta compressão. de modo a ajustar a razão de pressão do mesmo em operação. até 9:1. Os verticais podem ser de um ou dois estágios.8 bar e prover uma vazão de até 380 m3/hora. pode chegar a prover uma pressão de 114. Para maior flexibilidade de operação. em arranjos de diferentes combinações. O de dois estágios é oferecido também com resfriamento a água no cilindro e no cabeçote deste. os cilindros podem passar a operar como de simples efeito. trabalham sem lubrificação a óleo.8 a 102 m3/hora. bióxido e monóxido de carbono. O compressor horizontal pode ser de 1 a 4 estágios.

no ponto 1.Ciclo termodinâmico p 3 descarga 2 são res mp co Vmin No desenho estão indicados os quatro processos que constituem o ciclo termodinâmico no compressor. expulsando a carga do cilindro. sendo ambos politrópicos. O volume mínimo. Na prática isto não acontece. Neste momento começa o movimento do pistão para baixo. ão ns pa ex sucção 4 1 Vmax V 12 . processo que vai até o ponto 2. com a conseqüente queda de pressão. O ponto 3 corresponde ao momento em que o pistão se encontra no ponto morto superior. No ponto 2 abre-se a válvula de descarga. que corresponde a esta posição se denomina volume morto. ao mesmo tempo que entra a nova carga o pistão se desloca até o volume máximo. Os processos de expansão e compressão são idealmente isentrópicos. No ponto 4 se abre a válvula de admissão do ar ou gás. entrando uma nova carga de ar/gás. da qual fica apenas uma pequena massa no volume morto do cilindro. Neste momento se fecha a válvula de admissão e começa a compressão da carga. o pistão se desloca de 2 a 3. é a expansão do próprio ar ou gás contido no volume morto. se não houver geração de irreversibilidade nem perda de calor.

notadamente se afasta no ponto 4. Como pode observar-se o diagrama real é bastante próximo do ideal. onde a pressão dentro do cilindro cai um pouco abaixo da atmosférica (externa) no momento da sucção de nova carga. de 2 para 3 se observa uma leve queda na pressão. subindo logo depois um pouco acima. O coeficiente politrópico pode ser obtido a partir da curva 1-2. Na descarga.3 P 2 COMPRESSOR Diagrama pressão . foi tirado no compressor do Laboratório de Ensino do Departamento de Energia (FEM/UNICAMP). O máximo valor da pressão é obtido no ponto 2.volume 1 4 V O diagrama apresentado no slide corresponde a um processo real. 13 . O processo de compressão é politrópico.

De 2 para 3 temos um processo a pressão constante. Na expansão. Assim temos que o trabalho 1 – 2. e depois integramos. Da mesma forma: W 3→ 4 = ∫ pdV = 1 − n [p V   3  1  4 4 − p3V3 ] p1=p4 W4→1 = ∫ pdV =p [V 4 1 1 1 − V4 ] O trabalho correspondente a um ciclo completo pode ser calculado somando o correspondente a cada processo. politrópico Vmin W1→2 = ∫ 2 1 pdV = ∫ 2pVn 1 1 1 V 3 dV = p1V1n ∫ 2 dV 1 Vn = 2 p1V1n  1  V − n +1 1 =  [p2V2 − p1V1] −n+1  1− n  [ ] W2→3 = ∫ pdV =p [V 2 2 3 − V2 ] 4 p2=p3. correspondente à uma compressão é menor que zero.Cálculo do trabalho: análise de sistema fechado Wtotal = p 3 descarga 2 o ssã pre com são an exp ∫1 pdV + ∫2 pdV +∫3 pdV + ∫4 pdV 2 3 4 1 sucção 4 1 Vmax V n n p1v 1 = p2v 2 = p v n n<k. O mesmo acontece na sucção. substituímos a pressão na integral pela sua expressão segundo a equação de processos politrópicos. do ponto 4 ao 1. de 2 para 3. De 1 a 2 temos um processo politrópico. 14 . de 3 para 4. que corresponde ao retrocesso do pistão. O mesmo acontece no período de descarga. De 3 para 4 o processo é também politrópico. o sistema fornece trabalho (há uma expansão). devido a que ele é fornecido ao sistema. De 4 para 1 é a pressão constante.

o sistema absorve trabalho. ele é negativo. No slide seguinte veremos como calcular a massa succionada. 15 . Se fizermos o cálculo com o volume total em cada ponto. o trabalho será aquele fornecido à carga de ar/gás que entra e sai do cilindro no processo. lembrando que p1=p2 e p3=p4: Wtotal = ∫ pdV = 1 − n {p [V   2  n  2 − V3 ] + p1[V4 − V1 ]} O trabalho líquido.Reunindo os resultados dos quatro processos: p 3 descarga 2 o ssã pre com são an exp sucção 4 1 Vmax V Wtotal = pdV = ∫ Vmin  1   1 [  [p2V2 − p1V1] + [p3V3 − p2V2 ] +   p4V4 − p3V3 ] + [p1V1 − p4V4 ] 1 − n  1 − n  De onde. ou seja à massa de ar/gás succionada pelo pistão no seu movimento de retrocesso. calculado nas últimas equações é representado pela área dentro da curva.

levando em conta que ela será igual à diferença das massas que estejam no cilindro nos pontos 1(final da expansão) e 4(início da expansão). Para manter um funcionamento em regime permanente é necessário que a massa de ar/gás succionada seja igual à de descarga.m4 p 3 descarga 2 o ssã pre com m1 = p1V1 = ρ 1V1 RT1 m4 = p 4V 4 = ρ 4V 4 RT 4 msuc = Vmin Mas T1=T4 e p1=p4: p1 [V1 − V 4 ] = V1 − V4 = [V1 − V4 ]ρ1 RT1 ν1 p2 [V2 − V3 ] = V2 − V3 = [V2 − V 3 ]ρ 2 RT2 ν2 2 2 são an exp sucção 4 1 Vmax V Da mesma forma: mdes = m2 − m3 = Wtotal = Lembrando que: ∫ pdV = 1 − n {p [V    n  − V3 ] + p1[V 4 − V1 ]} E que: massa descarga = massa sucção Obtém-se: Wtotal = ∫ pdV = n − 1m    n  suc {p 2ν 2 − p1ν 1} A massa succionada pelo pistão em cada revolução do virabrequim pode ser calculada. esta diferença é denominada cilindrada. que seria à correspondente ao trabalho consumido a cada ida e volta do pistão. a diferença (V1-V3) nos dá o volume total de ar/gás contido no cilindro. Isto foi utilizado para obter a última expressão do trabalho. A diferença (V1-V4) nos dá o volume de ar succionado. utilizando a equação dos gases ideais obtem-se a equação acima.Cálculo da massa de ar / gás succionada pelo pistão Massa succionada pelo pistão = m1. 16 .

Análise em regime permanente (sistema aberto) Considerando que o ar/gás entra na condição i e sai do compressor na condição o. temos: & w eixoi → e = − m ∫ e i & νdp = − mν i p 1/ n i ∫ e i dp ν p 1/ n 1− 1/ n & = −m i i p 1 − 1/ n p1 / n [ ] pe pi n  n  & & w eixoi →e = − m [ peν e − piν i ] = − m  R [Te − Ti ]  1− n   1− n  Processo isotérmico: n=1 & w eixoi →e = − m ∫ e i & νdp = − mν i p i ∫ 2 dp 1 p & = − mν i pi ln e p p  i  p &  = − mRT ln e  p   i     As equações acima demonstram que se é feita uma análise de tipo sistema aberto. ou seja. Observar que a expressão para o cálculo do trabalho de eixo é diferente à expressão do cálculo do trabalho num sistema fechado. 17 . Lembrar que nos casos em que é usada a equação dos gases ideais deve ser testado se ela é válida dentro das condições do processo. obtemos o mesmo resultado que antes (análise de sistema fechado). considerando o compressor como um volume de controle. porque? Também são utilizadas as equações para processos politrópicos e a equação de estado para os gases ideais. por kilograma de ar/gas que passa pelo sistema. Embaixo foi obtida a expressão para o cálculo do trabalho num processo de compressão isotérmico. No slide seguinte faremos uma comparação entre os diferentes tipos de processos para concluir qual deles é mais conveniente e deve ser procurado num compressor.

politrópico em geral n=k. isentrópico n> k. daí que os compressores são refrigerados de alguma forma. que pode ser água ou um outro fluído térmico. 1. Da inspeção do diagrama p-v é evidente que o processo que requer menos potência é o isotérmico. Todos os valores de “k” reportados são à temperatura ambiente. para o ar têm um valor de 1. o do octano é ainda menor: 1. porém com geração interna de entropia. 18 . quanto menor seja o valor de “n”. para o argônio é de 1.4 a temperatura ambiente. O coeficiente “k” depende do tipo de gás e da sua temperatura . adiabático.667 (alto) o do metano é mais baixo. menor será a potência requerida.Tipos de processos na compressão p2 p n n=k T p1 n=1 v S No slide estão representados os processos básicos possíveis numa compressão: n=1 . mediante aletas ou com uma camisa onde circula um fluído refrigerante.044. isotérmico n .299. No processo politrópico. O valor de “n”depende do resfriamento e das características do processo.

caso no qual o calor rejeitado é nulo. caso no qual não há variação de entalpia no ar/gás. 19 . motivo pelo qual o calor rejeitado será igual ao trabalho entregue ao ar/gás. para uma kilograma de ar/gás que passe pelo compressor. A última equação corresponde a um processo isotérmico.Cálculo do calor rejeitado: processos politrópicos q − w = ∆h n n p1v 1 = p2v 2 qrev = ∆ h + w rev = cp (T2 − T1 ) − nR (T2 − T1 ) n −1 R = c p − cv qrev = cp k= cp cv n−k (T − T ) (n − 1)k 2 1 Num processo isotérmico: p  qrev = w rev = − RT1 ln  2  p   1 A primeira equação no slide não é outra coisa que a primeira lei da termodinâmica. isentrópico por tanto. Na expressão do calor rejeitado para um processo politrópico se observa que para n=k. teremos um processo adiabático reversível. Na segunda equação utilizou-se o subíndice “rev” para indicar que podemos calcular o calor e o trabalho com as expressões com que os substituímos no caso em que os processos sejam reversíveis.

no denominador sempre aparece o trabalho de eixo real fornecido ao compressor. porém. Nas definições propostas. outras perdas possíveis não são consideradas. já que temos perdas na transmissão). No processo politrópico o cálculo é feito a partir da determinação de “n”para o processo real. a potência mecânica consumida.Eficiência Isentrópica η sc = ws wc wT wc wp wc ηTc < η pc < η sc Isotérmica ηsc = η pc = politrópica Para um mesmo processo: ηex = Ex 2 − Ex 1 (h2 − h1 ) − T0 (s2 − s1 ) = wc wc Como se observa acima. ou se for possível. daí a eficiência é sempre menor que 1. é possível arbitrar diferentes definições de eficiência para um compressor. (A potência elétrica será um pouco maior que a mecânica. No processo isotérmico e comparado o trabalho real com o trabalho requerido por um processo isotérmico com as mesmas condições iniciais que o estudado e a mesma pressão final (a temperatura final deste processo ideal será igual à inicial). A eficiência exergética compara a variação de exergia no processo real com o trabalho fornecido ao mesmo. com a mesma pressão na saída que o processo real (a temperatura será diferente). No numerador da eficiência isentrópica é calculado o trabalho que seria entregue a uma processo que se inicie nas mesmas condições do estudado e que seja isentrópico. 20 . que pode ser determinado por exemp lo medindo a potência elétrica consumida.

Como vimos antes. até da forma do cilindro e das próprias temperaturas e pressões envolvidas. 21 . particularmente da perda de calor que esteja acontecendo. Experimentalmente é possível determina-lo medindo as pressões e temperaturas na entrada e saída do fluído que está sendo comprimido. Porém. determinando o trabalho entregue ao fluído em cada movimento do pistão. ou seja. da forma de resfriamento. p1. p2 n n p1ν 1 = p2ν 2 ν= RT p  p2    p   1 n −1 T  = 2 T   1 n Tomando logaritmos nos dois lados da última expressão: p  p  ln 2  ln 2  p  p   1  1 n= =  p2   T2   p2T1  ln  − ln  ln p  T  pT    1  1  1 2 O coeficiente politrópico é uma característica importante do processo. também depende das condições do próprio processo. T2. no diagrama real. Integrando com valores experimentais de pressão ponto – a -ponto.Determinação do coeficiente politrópico Variáveis medidas : T1. além de depender do tipo de gás que está sendo comprimido. esta determinação é aproximada. a melhor forma de fazer isto é trabalhando com o diagrama termodinâmico experimental.

que corresponde ao volume varrido pelo pistão no seu percurso. Pelas equações colocadas acima se observa que a pressão máxima teórica depende do coeficiente de espaço morto Da análise da equação obtida surge a reflexão que quanto maior seja o coeficiente de espaço morto. Um outro parâmetro característico é a cilindrada.volume ε= V3 (V1 − V3 ) 1 V pmáxima  V1  ≅  V  p1  3 n 4 V1 V1 − V3 + V3 V1 − V3 1 1+ ε = = + 1 = + 1= V3 V3 V3 ε ε  1+ ε  pmáxima ≅ p1   ε  Vcc = V 3 − V1 n Vcc = π D2 L 4 O coeficiente de espaço morto é uma característica importante de um compressor.3 Coeficiente de espaço morto P 2 COMPRESSOR Diagrama pressão . O coeficiente de espaço morto está ligado ao rendimento volumétrico aparente. 22 . como se verá no slide seguinte. por tanto. menor será a pressão máxima atingível pelo compressor. menor será a pressão máxima teórica.

Lembrar que este fator leva em conta o afastamento dos gases do comportamento ideal. espaço morto no cilindro. medidas experimentalmente. A eficiência volumétrica é importante. 23 . fugas nos anéis do pistão. O rendimento volumétrico aparente é obtido a partir da informação do coeficiente de espaço morto (informação do fabricante ou medição “in loco”) e das pressões de entrada e saída no compressor. vapor de água presente nos gases. O rendimento volumétrico depende do coeficiente de espaço morto e da razão de compressão. que deve ser considerado a altas pressões. porque está relacionada em forma direta a o menor ou maior consumo de potência do compressor. perdas nas válvulas. Na última equação se mostra a equação da eficiência volumétrica corrigida com o fator de compressibilidade.p 3 descarga 2 Rendimento volumétrico o ssã pre com são an exp Real: ηvol = m suc m suc = m max Vcc / ν 1 ηvolap = V1 − V4 V1 − V3 1/ n sucção 4 Vmin 1 Vmax V Aparente: V  p  V4 = V3  4  = V3  2  V  p   3  1 p V1 − V3 + V3 − V3  2   p   1 ηvolap = V1 − V3 ηvolap = 1 + ε − ε  p 2   p   1 1/ n 1/ n ε= V3 (V1 − V3 ) Efeito do fator de compressibilidade sobre o rendimento volumétrico 1/ n   z  p ηvolap = 1 + ε − ε  2    1   p     1    z2  O rendimento volumétrico real é obtido a partir da determinação de : (i) vazão de fluído que entra (ou sai) no (do) compressor. (ii) número de batidas do pistão por minuto (considerando o número de revoluções do motor e possíveis reduções). A eficiência volumétrica é influenciada por diversos fatores: razão de compressão. fatores de compressibilidade dos gases na entrada e na saída (coeficiente z da equação dos gases reais). expoente politrópico ou adiabático na equação de compressão. (iii) cilindrada total (considerando o número de cilindros funcionando em paralelo). entre outros fatores.

a compressão acontecerá segundo as linhas pontilhadas. February. expoente politrópico ou adiabático na equação de compressão. O gráfico acima tenta mostrar o efeito da variação do espaço morto no processo de compressão. Os valores de 5. p. Os gases que não foram expelidos se expandem. 1993. No diagrama também é apresentado o efeito das válvulas. USA) 24 . fatores de compressibilidade dos gases na entrada e na saída (coeficiente z da equação dos gases reais). a pressão chega ao seu máximo valor em C. Isto significa que o gás entra e sai do cilindro mais rápidamente quando o volume morto é menor. Desenho e informações tirados dos textos: ” Build your working knowledge of process compressors”. Ao mesmo tempo. de D até E e F. e o gás é enviado ao tubo de descarga. o máximo valor de pressão(ponto C) é atingido antes quando o espaço morto é menor. A linha cheia ABC corresponde a um espaço morto de 5 %. perdas nas válvulas. que corresponde à admissão. Se observa que a linha cheia ABC é mais íngreme que as pontilhadas. PA. é também mais íngreme para o processo com menor espaço morto. e o valor desejado é obtido. vapor de água presente nos gases. (Burton Corblin. novo gás é admitido. Chemical Engineering Progress. quando a pressão incrementa ao longo da AB. 10 e 15 % correspondem a valores do espaço morto (coeficiente epsilon do slide anterior. e o pistão retrocede. Bulletin BCTB -101: Basics of gas compression. a válvula de exaustão é aberta. até o pistão atingir a posição A. se o espaço for maior. a linha cheia DEFA. fugas nos anéis do pistão. Observar que devido à forma que funciona o processo. Edward T. espaço morto no cilindro. em %). 27 – 36. Burton Corblin Technical Bulletin. Livingston.G A eficiência volumétrica é influenciada por diversos fatores: razão de compressão. Langhorne. A válvula de admissão é aberta. a eficiência volumétrica depende das razões de volume: (AG – AE)/AG. O proc esso de descarga consiste numa série de ondas de pressão que degeneram até que o pistão atinge o ponto D.

A máxima pressão parcial que o vapor de água pode ter na mistura é a de saturação correspondente à temperatura (este valor é obtido das tabelas de vapor saturado). Com o dado da pressão parcial do vapor e conhecendo o valor da pressão atmosférica total.02 kg / kmol Rar = 28. A umidade absoluta permanecerá a mesma ao longo do processo. que nos informa a quantidade de kg de vapor que se tem por cada kg de ar que entra.97 kg/kmol φ= mvapor mar seco = Pp v R ar Pp v = 0. como indicado acima. 25 . Se houver inte-rresfriamento nos estágios do compressor. a pressão total fica maior e a pressão parcial do vapor muda devido à mudança de temperatura. mas as pressões mudam no compressor.622 Pp ar Rv Ptotal − Pp v Se se conhece a umidade relativa do ar que está entrando num compressor é possível calcular a pressão parcial do vapor na mistura.Quantidade de vapor presente numa massa de ar Umidade relativa: UR % = Ppv Psatv (T ) 100 Razão de umidade ou umidade absoluta: Lei de Dalton: Pp vV = mv Rv T Pp ar V = mar R arT Rv = 18. haverá condensação do vapor de água. pode ser calculada a razão de umidade.

T=T0. atingindo uma temperatura final de 40 °C. sendo depois resfriado. assim como o novo valor da umidade relativa. Depois. a partir das condições iniciais.Exemplo Ar inicialmente a 1 bar . x=1 ) · 100 = UR2 = P ( 'Steam'. 25 °C e com 60 % de umidade relativa é comprimido até 6 bares. x=1 ) UR1 · Psat1 100 Psat2 Pv2 Psat2 Este exemplo pretende mostrar como pode ser calculada a água líquida que com certeza se formará numa corrente de ar úmido inicialmente pressurizada e depois resfriada. foi calculada a nova pressão de saturação do vapor. foi obtida a pressão parcial do vapor na mistura e a umidade absoluta. baseando-se no princípio que a umidade absoluta permanece constante. e com o dado da nova pressão total e também nova temperatura da mistura. 26 . o que acontecerá com a água contida inicialmente na mistura? φ = Rar Rv mv mar · Pv1 Ptotal1 – Pv1 Rar = MolarMass ( 'Air') Rv = MolarMass ('Steam') mar = 1 UR1 = 60 Ptotal1 φ = Ptotal2 = 6 T2 = 40 φ = = 1 T0 = 25 Psat1 Pv1 = Rar Pv2 · Rv Ptotal2 – Pv2 = P ( 'Steam'. As equações implementam os cálculos mostrados no slide anterior. T=T2.

a quantidade inicial de massa de vapor não era grande.03169 [bar] T0=25 [C] T2=40 [C] UR1=60 % Ptotal1=1 [bar] Ptotal2=6 [bar] mar=1 [kg/s] Pesos moleculares Rar=28.03117 [kg vapor/kg ar] UR2=154.02 [kg/kmol] Psat2=0. por cada kg de ar seco entrando.97 [kg/kmol] Rv=18. aproximadamente 1/3 dela será condensada. mas mesmo assim.1141 [bar] Resultados: mv=0.03117 [kg/s] phi=0.07381 [bar] Pv1=0. parte da água condensará” Como pode observar-se. apenas 0. 27 .03117.6 % “valor impossível.Dados iniciais Pressões de vapor: Psat1=0.01901 [bar] Pv2=0. Devido a este efeito é que os condensadores devem ser sempre provistos de um dreno.

00 1.10 1. a medida que o coeficiente politrópico aumenta. Foram considerados dois cilindros (ou compressores) trabalhando em série.40 Trabalho total [kJ/kg] Trabalho compressor 2 Trabalho compressor 1 n1=n2 T1=300K P1=100 kPa Pi=200 kPa P2=1000 kPa O exemplo numérico apresentado no slide pretende mostrar o efeito do coeficiente politrópico no consumo de energia num compressor.35 1. efeito do coeficiente politrópico 300 280 260 240 220 200 180 160 140 wtotal 120 100 80 60 40 20 0 1.15 1.05 1. porém. 28 .25 1. Como se observa.20 n1 1. aumenta o consumo de energia.30 1. para o primeiro compressor foi considerado (2:1). sem resfriamento intermediário. o efeito é mais marcante no segundo compressor devido a que foi considerada uma relação de pressões mais alta (5:1) para ele.Exemplo: dois compressores em série. sem resfriamento.

0000 0 100 200 300 400 500 pin 600 700 800 900 1000 Trabalho total [kJ/kg] Trabalho compressor 2 Trabalho compressor 1 n1=n2=1. porém. sem resfriamento. No caso em que houvesse resfriamento intermediário.0000 200. o do 1 aumenta. 29 .0000 50.23 kPa no caso.0000 0. a medida que o trabalho do compressor 2 decresce.Exemplo: dois compressores em série. tentando mostrar o efeito da pressão intermediária entre eles. o trabalho total resulta constante para todos os casos considerados.0000 150. com mínimo consumo de potência corresponderia ao valor ótimo da pressão intermediária. igual à raíz quadrada do produto das pressões inicial e final. 316. não se observa vantagem no fato do processo acontecer em dois estágios no lugar de um só. a melhor situação.0000 wtotal 100. não de forma linear. Como não foi considerado resfriamento intermediário. efeito da pressão intermediária 250. Como se observa.2 T1=300K P1=100 kPa P2=1000 kPa Neste exemplo foram considerados também dois compressores em série.

Px e Tx a pressão e temperatura intermediárias. antes deste ingressar no segundo compressor. Assuma que os processos de compressão são isentrópicos. Lembre que o mínimo de uma função corresponde ao valor nulo da derivada no ponto. na saída do primeiro compressor. O resfriamento atua de tal forma que esfria o gás que sai do primeiro compressor até este retornar à temperatura de entrada no primeiro. P2 e T2 a pressão e temperatura de saída do segundo compressor. 30 . com resfriamento intermediário entre os dois.Exercício 1 Considere dois compressores trabalhando em série. Determine o valor ótimo de Px em função das outras variáveis para obter um consumo mínimo de potência no compressor. Sejam: P1 e T1 a pressão e temperatura de entrada no primeiro compressor. e a um valor negativo para a segunda derivada no mesmo ponto.

b) A potência teórica necessária se o processo fosse isentrópico. Desprezando mudanças de energia cinética e potencial no gás. A vazão de ar é de 1. calcule: a) A temperatura a que o ar teria que sair se o processo fosse adiabático reversível (isoentrópico).EXERCÍCIO 2 Ar entra num compressor a 95 kPa e 27ºC. d) A perda de calor que aconteceu no compressor. tire conclusões. Compare as respostas b). e) A potência teórica utilizada no compressor.4 m3/s. f) A potência teórica utilizada se o processo no compressor fosse isotérmico. e sai a 600 kPa e 277ºC. c) O coeficiente politrópico do processo. e) e f). 31 .

a 100 kPa e 27ºC. e o ar é resfriado até sua temperatura inicial entre os dois estágios. 32 . b) Supondo que o ar entra a 60 % de umidade.. determine a potência necessária no compressor para um fluxo mássico de 0.EXERCÍCIO 3 Ar entra num compressor de dois estágios.02 kg/s. calcule a água que será necessário drenar no trocador de calor intermediário. Qual seria a resposta para um compressor de um único estágio? Compare as duas respostas. a) Supondo que o processo de compressão seja isentrópico. A razão de compressão através de cada estágio é a mesma. e é comprimido a 900 kPa.

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