Ervas do Sítio

(www.ervasdositio.com.br)

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

Índice Histó ria das Ervas e Condimentos Introduçã o Brasil As Plantas e os Primó rdios da Colonizaçã o Martius e sua Flora brasiliensis Algumas Plantas Medicinais Descritas por Martius China Egito Europa Idade Mé dia Renascimento Idade Moderna Gré cia Í ndia Mundo á rabe Palestina e Babilô nia Roma O Mundo Má gico das Plantas A Magia do Reino Vegetal Teoria das Assinaturas A Energia Vegetal Utilizaçã Energé tica das Plantas o Astrologia e Cabala Encantamentos e Rituais Alguns Usos Encantató rios das Plantas Botânica Um Pouco de Histó ria As Plantas com Flores e sua Constituiçã o Sementes Raiz Caule Folhas Flores Frutos As Famí lias das Plantas Medicinais Cultivo e Processamento Plantio Cuidados Colheita Processamento Acondicionamento

Pá g. 01 02 02 05 06 07 07 09 10 11 12 13 14 15 15 17 17 18 19 20 22 22 24 25 25 25 26 27 28 29 31 32 35 39 40 41

i PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

Pá g. A Cura Pelas Plantas As Plantas Medicinais Princí pios Ativos Propriedades Medicinais Preparações Caseiras Preparados de Base Preparados Avançados Uso das Plantas na Medicina Homeopatia Antroposofia Vé dica Chinesa Terapia Alimentar Terapias Alternativas Aromaterapia Terapia Floral Aura-soma Perfumes e Aromaterapia Perfumes Um pouco de Histó ria Maté rias-primas Principais fontes de maté rias-primas naturais Forma dos ingredientes em perfumaria Notas de Perfumes Fixadores Principais Fragrâncias Aromaterapia Um Pouco de Histó ria Ó leos essenciais Principais Ó leos Essenciais Utilizaçã dos Ó leos Essenciais o Beleza e Bem-estar A Beleza e as Plantas Medicinais A Fitocosmé tica A Pele Riscos de Usos das Ervas Medicinais Teste para Alergia Os Cabelos Beleza Caseira Ingredientes Auxiliares Materiais e Equipamentos Usos Cosmé ticos das Plantas Medicinais Boca Cabelos e Couro Cabeludo Corpo Dentes Lá bios Mã os Músculos Olhos Pele 42 43 44 47 47 50 53 53 53 54 55 57 58 59 59

60 60 62 62 63 64 64 67 67 68 70 72 72 73 73 74 74 75 75 76 77 77 78 79 79 79 79 80 80 81

ii PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

com .Pá g. Pernas e Pé s Usos Gerais Nutriçã e Culiná ria o Os Condimentos Valores Nutricionais dos Condimentos Os Minerais As Vitaminas A Terapia dos Condimentos Açã Terapêutica o Algumas Dicas Muito Ú teis Armazenamento Utilizaçã o Cuidados Especiais Molhos e Temperos Glossá rio 82 82 82 83 84 84 85 87 88 89 90 90 94 (www.fineprint.br) iii PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.com.ervasdositio.

O homem moderno. com a ingestão de ervas. as plantas já existiam havia mais de 400 milhões de anos. em grande parte comprovado pela ciência moderna. deixando acumular até os nossos dias um vasto e inestimá vel conhecimento sobre as ervas. em cada parte do mundo. religião. Com o passar do tempo. escritos e sí mbolos. Da forma como os conhecemos hoje. foi compilando suas diferentes experiências de forma empí rica. Nos rituais da antigü idade. uma planta medicinal era descoberta simplesmente por apresentar uma morfologia semelhante a alguma parte do corpo humano e. a princí pio. já eram usados havia milhares de anos em perfumes e aromatizantes raros. Essa classificaç ão se tornou possí vel. como desenhos em cavernas. també m foram empregadas desde o iní cio dos tempos para a elaboraç ão de cosmé ticos naturais. o estudo da botânica evoluiu. durante longos perí odos. sóganhou forma e vida cerca de 50 mil anos atrá s. dentifrí cios e sabões. Muitas vezes. principalmente com as plantas. classificando e catalogando as espé cies em funç ão de seu uso para os mais diversos fins. usando essas té cnicas.com .Introduç ã o No momento em que o primeiro ser humano surgiu no planeta. pois o homem foi desenvolvendo um senso aguç ado e. aos poucos. 1 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. A sá lvia era utilizada para branquear os dentes: bastava criar o há bito de mascar suas folhas. os chamados "Iniciados no Misté rio" eram preparados. uma espé cie de algas primitivas. devido aos seus poderosos ó leos essenciais. Há registros antigos. que revelam uma ligaç ão muito í ntima do homem com a natureza. As ervas aromá ticas. perfumes. As plantas també m sempre tiveram um papel muito importante na cultura. A mirra. o corpo. dos caules ou troncos e das raí zes. Eles evoluí ram a partir dos organismos eucariontes fotossintetizantes. elas eram designadas como "dá divas dos criadores" e vistas com grande respeito e admiraç ão por muitas civilizaç ões. em especial. o Homo sapiens. a mente e o espí rito dos magos e sacerdotes estariam purificados para a comunicaç ão direta com os mundos superiores. no perí odo Siluriano. esté tica e alimentaç ão dos povos. assim. por exemplo. pela observaç ão direta da forma das plantas: o formato das folhas. Acreditava-se que.fineprint. As espé cies tidas hoje como medicinais ou tó xicas começ aram a ser classificadas pelo uso prá tico dos antigos habitantes da Terra. medicina. A partir de então começ ou a fazer uso das plantas. os primeiros vegetais apareceram durante a Era Paleozó ica. o benjoim e a lavanda. Em relatos e documentos antigos. alé m de banhos e inalaç ões por meio de incensos feitos de plantas consideradas má gicas. Cada civilizaç ão. associada a ele no processo de cura.

Essas aventuras empreendidas pelos naturalistas. Pouco. que servia como purgativo. que era utilizada pelos í ndios contra indigestões. bem como determinar longitudes e latitudes para a elaboraç ão de mapas. Thevet (francês) e Jean de Lé ry (francês. a utilizaç ão das plantas – não só como alimento. o milho. 1454-1512). a uva. é . no entanto. e por isso são usadas para pescar. dando origem aos paleoí ndios amazônicos. o grão-de-bico. a começ ar pelas observaç ões feitas na Ilha de Santa Cruz pelo escrivão Pero Vaz de Caminha. Andr. 1534-1611): Foram os primeiros a explorar a fauna e a flora do paí s. inclusive alguns brasileiros. da esquadra de Pedro Á lvares Cabral. Manuel. a hortelã-pimenta. Possivelmente. podendo facilmente ser apanhados à mão. contribuí ram sobremaneira para a descriç ão de milhares de espé cies de plantas e animais do Brasil. de acordo com uma citaç ão do pesquisador Newton Freire-Maia. Essas expediç ões tinham o intuito de conhecer e explorar as riquezas naturais do paí s. Maceradas. falou das frutas nativas como a banana. para aliviar nevralgias e para o reumatismo e as doenç as nervosas. que realizaram grandes expediç ões cientí ficas ao Brasil. dos quais derivaram as principais tribos indí genas do paí s. Lé ry.Brasil As plantas e os primórdios da colonizaç ã o O Brasil tem uma das mais ricas biodiversidades do planeta. descrevendo. o palmito e a mandioca. a cevada. O timbó de acordo com o Auré lio.com . do ruibarbo-do-brejo. 2 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. a couve. se conhece sobre esse perí odo. o marmelo. o trigo. Anchieta citou també m verduras como a taioba-roxa. Um pouco mais tarde. usado para curar feridas. são lanç adas na á gua. da ipecacuanha-preta. Quase tudo que se sabe da flora brasileira foi descoberto por cientistas estrangeiros. Conheç a algumas dessas expediç ões: 1501-1570 – Amé rico Vespú cio (italiano. especificamente. "plantas e animais. entre 1560 e 1580. Descreveu em detalhes alimentos como o feijão. os esquisitos frutos dos tró picos e as aves vistosas de nossas florestas". e da cabriú va-vermelha. há cerca de 12 mil anos. especialmente os naturalistas. Outro fato que chamou a atenç ão do missioná rio foi a utilizaç ão dos timbó pelos í ndios. mas també m como fonte terapêutica – começ ou desde que os primeiros habitantes chegaram ao Brasil. e logo os peixes começ am a boiar. Exaltou també m as qualidades do capim-rei. uma "designaç ão gené rica para leguminosas e sapindá ceas que induzem efeitos narcó ticos nos peixes. com milhares de espé cies em sua flora e fauna. o padre José de Anchieta detalhou melhor as plantas comestí veis e medicinais do Brasil em suas cartas ao Superior Geral da Companhia de Jesus. o cará . s especialmente da espé cie Erythrina speciosa. a lentilha. o citrus e o melão. e mostrou a importância que os í ndios davam às pinhas das araucá rias. em sua famosa Carta a El Rei D. Deixados na á gua. a alface.fineprint. os peixes se recuperam. As primeiras informaç ões sobre os há bitos dos indí genas sóvieram à luz com o iní cio da colonizaç ão portuguesa. desde o descobrimento pelos portugueses até o final do sé culo XIX. Anchieta falou muito em uma "erva boa". podendo ser comidos sem inconveniente em outra ocasião". do bá lsamo-da-copaí ba. Das plantas medicinais. que era o principal alimento dos í ndios. conhecer a geologia e a geografia do Novo Mundo. a mostarda.

em 1822. junto com outro naturalista. Minas Gerais. descreve vá rias espé cies de plantas brasileiras. Spix publicou os livros O desenvolvimento do Brasil desde o descobrimento até o nosso tempo (1821) e Viagem pelo Brasil (1823-1831). especificamente. 1756-1815): Ficou conhecido pelo cognome de "Humboldt brasileiro". Peru e Mé xico). Publicaram rio na Europa o livro Histó ria natural do Brasil e descreveram de forma detalhada os há bitos dos brasileiros em relaç ão ao uso das plantas medicinais. pois conheceu inú meras plantas medicinais pelo paí s. De botânica. Humboldt viajou entre 1799 e 1804 por vá rios paí ses latinos (Venezuela. em Portugal. em caminhos muitas vezes abertos com facão por seus acompanhantes escravos. Brasil. Faziam parte de uma comissão de naturalistas que acompanhou a duquesa Leopoldina d’ ustria. 1802. Espí rito Santo. São Paulo. 1816-1822 – Augustin Franç ois Cé sar Provenç al de Saint-Hilaire (francês. de Paris. 1638-1644 – Jorge Marcgrave (alemão. zooló gicos e mineraló gicos para o Real Museu da Ajuda. 1794-1868): Chegaram ao paí s em 1817. Nessa obra. ensinaram aos europeus suas receitas naturais. 1803 et 1804. Na sua jornada coletou material suficiente para escrever 30 volumes da monumental obra Voyage aux ré gions é quinoxiales du nouveau continent. Cuba. publicou o livro Narrativa de uma viagem feita à terra do Brasil també m dita Amé rica (1578). publicou um livro sobre o Brasil. Colômbia. mais do que os pajé s indí genas. percorrendo os estados do Rio de Janeiro. 1800 – Friedrich Heinrich Alexander. obras até hoje consultadas na biblioteca de botânica da Universidade de Paris. 1801. Martius publicou quase dez livros sobre o Brasil. fait en 1799. Em parceria com o historiador francês Jean Ferdinand Denis (1798-1890). para estudar a fauna e a flora brasileiras. o Barão von Humboldt (alemão. mulatos e caboclos — os quais. 1610-1644) e Guilherme Piso (holandês): Vieram a convite de Maurí cio de Nassau. em 1638.com . Leia um texto de Saint-Hilaire. 1816-1821 – Hyppolyte Taunay (francês): Preparador do barão e naturalista Georges Cuvier. o austrí aco Johann von Natterer (1787-1843). Histó das plantas mais notá veis do Brasil e do Paraguai (1824) e Flora do ria Brasil Meridional (1825).fineprint. Marcgrave construiu o primeiro observató astronômico da Amé rica (1639). Goiá s. durante a invasão de Portugal pelas tropas de Junot. 1800. 1779-1853): Botânico. Equador. que se tornou Á a primeira imperatriz do Brasil ao se casar com D. Estudaram profundamente a fauna e a flora brasileira. 1783-1792 – Alexandre Rodrigues Ferreira (brasileiro.pastor calvinista e escritor. descobrindo espé cies novas. Nos sertões. Viajou a cavalo ou em lombo de burro. foram dois: Gê neros e espé cies de palmeiras (1823-1832) e a 3 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. 1817-1835 – Johann-Baptist von Spix (zoó logo alemão. marechal do exé rcito de Napoleão. Boa parte de sua obra foi pilhada pelos franceses em 1808. ficou no Brasil entre 1816 e 1822. especialmente os chá s e ungü entos receitados pelos curandeiros negros. veio ao paí s em 1816 com a finalidade de coletar espé cimes vegetais para o Jardin des Plantes. enviando um grande nú mero de manuscritos e espé cimes botânicos. acabou servindo como mé dico para diversas comunidades. Conheceu as nascentes do Jequitinhonha e do São Francisco até Rio Claro. Realizou extensas investigaç ões em todos os ramos das ciências naturais. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Pedro I. Coletou cerca de 7 mil espé cies vegetais e publicou mais tarde os livros Plantas usuais do povo brasileiro (1824). o francês Aimé Bonpland. 1769-1859): Na companhia de outro naturalista. 1781 — 1827) e Karl Friedrich von Phillip Martius (botânico alemão.

que substituí ram Rugendas. ou desenvolvimento genealó gico da espé cie à qual ele pertence". Apesar de não poupar crí ticas à misé ria e à condiç ão dos escravos no Brasil. esteve na proví ncia de Minas Gerais. e a loucura de Langsdorff. ficou pouco mais de quatro meses no Brasil. 1822-1829 – Georg Heinrich von Langsdorff (alemão. 4 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. 1825-1892): Co-descobridores da Teoria da Evoluç ão. Darwin fez um relato emocionado sobre as florestas da Amé rica. viajando por outros rios da Amazônia. passou algumas horas do dia 20 de fevereiro na Ilha Fernão de Noronha (atual Fernando de Noronha). pois o frio das margens do Bá ltico prejudicava sua saú de. 1848-1859 – Alfred Russel Wallace (inglês. peixes e crustá ceos. por causa do clima. Retornou para a Inglaterra em 1859. Entre 1825 e 1829. Na volta. com a morte do jovem Taunay. Manteve correspondência assí dua com Haeckel e Darwin. aparentemente provocada por febres tropicais. 1801-1880): Estudou a fauna e a flora. 1821-1897): Emigrou para o Brasil. em 1832. Alé m dos desenhos e manuscritos. Em 1824. onde Rugendas abandonou a expediç ão. para as quais contratou o artista Johann Moritz Rugendas (1802-1859). Spix e Martius voltaram para a Europa em 1820. A viagem terminou tragicamente. enquanto Natterer ficou até 1835. Decidiu morar no Brasil.712 espé cies de animais e vegetais. depois que seu brigue (embarcaç ão de dois mastros). que o considerava "o prí ncipe dos observadores".fineprint. os naturalistas chegaram juntos ao Pará em 1848 e tomaram rumos diferentes. o bió logo Georg Freyriss (1789-1825) e o botânico Ludwig Riedel (1790-1861). onde estudou a fauna e um pouco da flora. no qual descreve muitas ervas medicinais usadas pelas populaç ões ribeirinhas do Solimões. muitas delas novas para a ciência. o acervo remetido para a Rú ssia durante a viagem incluí a cerca de 100 mil amostras de espé cies da flora tropical. Voltou ao Rio de Janeiro em 1813. chamado Helen. mas suas pesquisas eram predominantemente de ordem paleontoló gica. sofreu um incêndio e naufragou pró ximo à cidade de Belé m. morando durante oito anos no vilarejo de Tefé . 1809-1882): Viajando ao redor do mundo a bordo do Beagle. ou desenvolvimento do indiví duo. o barão de Langsdorff empreendeu uma viagem ao Amazonas. percorreu novamente a costa brasileira. alé m do mesmo grupo de cientistas. o da ontogenia: "A ontogenia. Publicou o livro The naturalist on the river Amazonas (1863). Entre 1824 e 1825. Bates seguiu pelos rios Negro e Solimões. 1823-1913) e Henry Walter Bates (inglês. em Lagoa Santa (MG).monumental Flora brasiliense (1840-1868). É criador de um conceito importantí ssimo para a gené tica e a teoria da evoluç ão. 1852-1897 – Fritz Mü ller (alemão. traduzido para o português em 1944. iniciou uma sé rie de viagens pelo Brasil patrocinadas pelo czar Alexandre I. mas perdeu sua valiosa coleç ão na saí da do paí s. onde se dedicou à agricultura e à descriç ão de inú meras espé cies de plantas. levando uma coleç ão de 14. 18 dias em Salvador (29 de fevereiro a 18 de març o) e três meses no Rio de Janeiro (4 de abril a 5 de julho). Leia um trecho do relato de Darwin. passando por Salvador (1° a 5 de agosto) e Recife (12 a 19 de agosto). 1825-1830 e 1835-1880 – Peter Wilhelm Lund (dinamarquês. acompanhado pelos artistas franceses Aimé -Adrien Taunay (1803-1828) e Antoine Hercule Florence (1804-1879). é a recapitulaç ão breve e rá pida da filogenia. Na ida da viagem. 1832-1836 – Charles Darwin (inglês. Wallace ficou no paí s somente até 1852. passou pela primeira vez pelo litoral brasileiro em 1803. afogado no Rio Guaporé . como cônsul da Rú ssia. entre 1831 e 1836. de Charles Darwin. 1774-1852): Mé dico e naturalista. indo morar em Blumenau. em viagem de circunavegaç ão.com .

Aqui estudou. Martius sistematizou as plantas medicinais brasileiras usando três crité rios: nome da famí lia a que pertence a planta. entre eles Histó fí ria sica do vale do Amazonas. onde faleceu dez anos mais tarde. traduzido para o português em 1908 por Alberto Loefgren.800 novas espé cies de peixes — mais do que as conhecidas no Atlântico. 1807-1873): També m foi discí pulo de Cuvier em Paris. publicou os livros Lagoa Santa: Contribuiçã o para a geografia fitobioló gica (1892). atual Alemanha. em seu livro Systema de maté ria mé dica vegetal brasileira. o dobro das do Mediterrâneo e dez vezes mais do que as espé cies que Lineu conhecia em todo o mundo.fineprint. o autor reuniu três sé culos de conhecimentos sobre a flora brasileira em 90 tí tulos de autores e idiomas diferentes. Maravilhas da natureza da Ilha de Marajó e Á lbum das aves amazônicas (1900-1906). Aos 23 anos. conhecidas e usadas pelo povo brasileiro no sé culo 19.811 estampas feitas pelos melhores desenhistas da é poca. e as descreveu cientificamente. Para chegar à redaç ão final deste livro. onde fundou o Museu Goeldi (1900). 1865-1866 – Jean-Louis Rodolphe Agassiz (suí co. de histó ria natural. o princí pio ativo dominante (conhecido na é poca) e a 5 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Veio ao Brasil na Thayer Expedition. 1859-1917): Chegou ao Brasil para trabalhar no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Com a queda da monarquia. rica e detalhadamente ilustrados por 3. Entre suas obras estão Aspectos da natureza do Brasil. e As comunidades vegetais (1895). Voltou para a Suí ç a em 1907. sendo descobridor de 160 novos gêneros e 5. Martius e sua Flora brasiliensis O botânico alemão Karl Friedrich von Phillip Martius nasceu em Erlange. Catalogou e classificou inú meras plantas medicinais. primeiro livro de ecologia do mundo. Leia um trecho de Flora brasiliensis. optou pelo estudo da botânica relacionada à medicina. financiada pelo milioná rio americano Nathaniel Thayer. 1884-1907 – Emile Auguste Goeldi (suí ç o. a convite do governo imperial. importantí ssima para o estudo da botânica e da quí mica farmacêutica do Brasil. Sua grandiosa obra Flora Brasiliensis. durante o curso de medicina. De volta à Europa. Voltou para a Alemanha em junho de 1820. Geografia do Brasil e O Rio Amazonas (1867) e ainda Uma viagem pelo Brasil (1868). Veio para o Brasil custeado pelo governo de seu paí s. depois fixou residência nos Estados Unidos. coletou mais de 15 mil amostras de espé cies da flora nativa. Publicou diversos livros sobre o Brasil. Sua preocupaç ão nessa obra era fornecer informaç ões confiá veis e precisas para que os poucos mé dicos existentes no Brasil pudessem usar as plantas nativas. em vez de importar remé dios da Europa. Colaborou també m nos trabalhos relativos à questão de limites do Brasil com a Guiana Francesa. onde estudou muito a vegetaç ão do cerrado.com .1863-1866 – Eugênio Warming (dinamarquês): Morou por três anos em Lagoa Santa (MG). encontrando 1. em 1794. Viajou pela região estudando a fauna amazônica e realizando expediç ões arqueoló gicas. transferiu-se para Belé m. foi escrita em 40 volumes. Estudou principalmente a fauna ictioló gica da Amazônia.689 novas espé cies de plantas. rebatizado em 1931 por Museu Paraense Emí lio Goeldi.

grafia dos nomes das plantas, que algumas vezes aparecem escritos com nome popular. Os remé dios caseiros també m foram incluí dos em sua classificaç ão. Confira alguns trechos do livro Systema de maté ria mé dica vegetal brasileira: "É mais eficaz uma planta usada fresca, colhida na é poca certa e a parte certa, do que seca e guardada por anos nas gavetas das boticas. Tenho toda a confianç a que o progresso da medicina está també m apoiado na doutrina do medicamento especí fico, e quanto mais estudarmos o valor medicinal das espé cies, melhor trataremos da cura das doenç as." "As suas virtudes (dos remé dios caseiros) somente serão acreditá veis pela continuaç ão da sua fama entre os habitantes. Por isso considerei não haver razão para deixá -los fora deste trabalho, até para que possam ser apreciados por analogias com outros remé dios, e que muitas vezes, na falta do principal, tornam-se extremamente ú teis." "Muito se engana quem acredita que todas as plantas medicinais brasileiras de que o povo faz uso foram indicadas pelos í ndios. Pelo menos metade delas foram indicadas pelos colonos e pelos habitantes pretos. E aos í ndios, poucas perguntas fizemos a respeito do uso de plantas medicinais. Os que sabem são, na grande maioria das vezes, velhos e mulheres velhas que fazem as vezes de mé dicos, mas sujeitos a tradiç ões obscuras." "Um grande nú mero das plantas mencionadas de fato já era de conhecimento e uso dos í ndios brasileiros, em conseqü ência de suas virtudes medicinais. Tais como: as espé cies falsas e verdadeiras de ipecacuanha, a contra-erva, a spigelia, o bá lsamo de copaí ba, a resina de jataí das espé cies de Himenea, as sementes de anda e de urucum." "Reunidas todas as plantas, terá o mé dico à sua disposiç ão como que legiões inteiras preparadas para combater as molé stias, e até mesmo será tal a superabundância de remé dios, e os seus diversos princí pios ativos, que antes por excesso do que por falta terá o colega de pensar para decidir o que receitar. É por meio da observaç ão do perí odo e forma de colheita que nasce o conhecimento de que os mé dicos precisam para distinguir e conhecer as circunstâncias em que as plantas devem ser colhidas e usadas, assim como é feito pelos mé dicos europeus."
Algumas plantas medicinais descritas por Martius

idas e Assa-peixe: Boehmeria caudata, erva usada em banhos contra as dores de hemorró Pilea muscosa, planta musgosa com espinhos em forma de dardos, usada na Bahia contra a disú ria (dificuldade para urinar). Umbaú ba: Planta do gênero Cecropia, da famí lia das morá ceas. Conhecida també m por ambaí ba ou ambaú ba. O suco da C. peltata (amabitinga) é refrigerante, empregado (com leite ou cozido com cevada e aç ú car) contra a diarré ia e a gonorré ia. Aguara ciunha-aç u ou jacua-acanga: Tiaridium indicum, planta usada como desobstruente e mundificante (purificante), empregada nas feridas, e ú lceras e outras afecç ões cutâneas provenientes do calor. Cipó -chumbo: Do gênero Cuscuta (C. racemosa Humboldt, C. umbellata e C. miniata Martius), o suco dessa planta é usado contra irritaç ões pulmonares, tosses com

6 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

expectoraç ão sangü í nea e rouquidão. A planta dessecada é colocada em feridas. Conté m mucilagem e tanino.

China
A sabedoria milenar da China inclui um vasto conhecimento sobre as plantas. Os chineses, já em tempos remotos, classificavam as plantas de acordo com seu uso na alimentaç ão e na fitoterapia. Os taoí stas tinham grande devoç ão à natureza, prezavam a harmonia e o respeito a tudo o que é vivo. Eles tinham como base filosó fica e religiosa a completa solidariedade entre o homem e a natureza. Na culiná ria, a China acabou sendo uma grande escola para o Oriente e, mais tarde, para o Ocidente. Os chineses sempre foram há beis na criaç ão de novos pratos, repletos de criatividade, temperos e condimentos inusitados para os tempos antigos, como o gengibre, o alho e as sementes de gergelim. Na China Antiga, a medicina era caracterizada por uma riqueza excepcional quanto aos detalhes. Para os chineses, o nú mero cinco tinha um simbolismo especial, pois caracterizava o Universo com seus cinco elementos (metal, madeira, fogo, terra e á gua) e com os cinco principais ó rgãos do corpo humano (coraç ão, pulmões, rins, fí gado e baç o). Alé m disso, faziam relaç ões entre as plantas, cores e os ó rgãos do corpo humano. Os historiadores costumam dizer que os chineses eram mais pró ximos da sabedoria do que da ciência. Os documentos mé dicos mais antigos de que temos notí cia são dos chineses, que, já por volta de 3700 a.C., diziam em seus tratados de medicina que para cada doenç a havia uma planta que seria seu remé dio natural. A primeira farmacopé ia chinesa teria sido escrita por Shen Nung, um imperador sá bio que viveu entre 3700 e 2600 a.C. O imperador foi o primeiro a preparar os extratos de ervas, chegando a fazer ensaios e aná lises da composiç ão, dos efeitos e das propriedades dos extratos, que eram dados com precauç ão aos doentes. Seu trabalho foi registrado em um livro preservado até hoje, o "Ervaná rio de Shen Nung". Diz a lenda que o imperador podia observar com facilidade o que acontecia em seus ó rgãos, especialmente quando tomava algum de seus preparados de ervas, porque tinha o abdômen transparente. Nos dias de hoje, a medicina chinesa mostra-se ainda muito rica no que diz respeito ao uso das plantas na saú de. Muitas das ervas de alto poder cosmé tico que estão sendo estudadas e usadas atualmente são provenientes da China e já eram usadas havia algum tempo por aquele povo. A medicina chinesa influenciou muito, de iní cio, a medicina japonesa. Esta acabou, mais tarde, trilhando seu pró prio caminho, sempre com a prevalência do uso de produtos vegetais e animais nos processos terapêuticos. Por fim, os japoneses – que catalogaram mais de 800 variedades de ervas em suas prá ticas terapêuticas – contribuí ram para influenciar a medicina do Ocidente.

Egito
A civilizaç ão egí pcia teve seu apogeu em mais ou menos 3000 a.C. Já nessa é poca os egí pcios tinham uma alimentaç ão elaborada. Ao que parece, foram eles que inventaram a forma moderna de preparar pães e, nas grandes comemoraç ões, chegavam a apresentar mais de 40 tipos, feitos com trigo, leite, ovos, mel e outros ingredientes.

7 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

Os governos do Antigo Egito deixaram registrados nos papiros a especial atenç ão que davam à alimentaç ão. Os alimentos eram quase sempre preparados de forma ritualí stica e as refeiç ões constituí am momentos muito especiais, onde todas as pessoas se reuniam, discutiam assuntos e comiam calmamente. Essa caracterí stica peculiar pode ser comprovada pelas inscriç ões nas paredes das tumbas, feitas de forma cuidadosa, mostrando grandes recipientes cheios de alimentos, sempre ligados a sí mbolos espirituais. Na prá tica, os egí pcios construí ram câmaras especiais em homenagem aos seus deuses, onde eram colocadas oferendas de alimentos como grãos, bebidas e ervas de alta qualidade. No Antigo Egito, a medicina sempre esteve vinculada à astrologia, e havia uma forte relaç ão entre as plantas medicinais, planetas e signos correspondentes. Os egí pcios utilizavam as plantas condimentares de muitas formas, deixando-as até mesmo nas tumbas dos faraó e personalidades importantes para que estes fizessem uma viagem s segura aos outros planos de existência. São comuns as citaç ões dos papiros relatando a adoraç ão que o povo tinha pelas plantas. O mais famoso deles é o Papiro Ebers, datado de 1550 a.C., que conté m centenas de fó rmulas má gicas e remé dios populares usados na é poca. Esse papiro está exposto no Museu de Leipzig, na Alemanha, e conté m uma coletânea de aproximadamente 125 plantas, entre elas o anis, a alcaravia, a canela, o cardamomo, a mostarda, as sementes de gergelim, o aç afrão e as sementes de papoula. A histó ria da aspirina també m pode ser traç ada a partir do Antigo Egito, onde se combatiam inflamaç ões com um extrato obtido da casca do salgueiro. Esse extrato é que, mais tarde, permitiu a sí ntese do á cido acetilsalicí lico – lanç ado comercialmente pela empresa alemã Bayer, em 1899, com o nome de aspirina. Na civilizaç ão egí pcia, a cosmé tica també m atingiu o ní vel de arte, voltada exclusivamente para engrandecer a beleza e o refinamento exó tico que já reinava em todo o povo. Nos grandes templos, as essências perfumadas e os incensos eram oferecidos diariamente como presentes aos deuses para que estes, por sua vez, mantivessem a proteç ão sobre o grande faraóe todo o seu povo. As mulheres dessa é poca já dispunham de grande quantidade de elementos para seu embelezamento, o qual era extremamente valorizado em todos os estratos da sociedade. Óleos e bá lsamos perfumados eram dispersos no corpo ou misturados ritualisticamente em banhos. Muitas plantas eram cadastradas como elementos ricos de promoç ão do bem-estar fí sico, tais como a camomila, que era usada em ó leos de massagem para acalmar dores musculares ou simplesmente para se obter um profundo relaxamento. Suas flores eram dispersas també m nas á guas mornas das banheiras, proporcionando momentos ú nicos de prazer. De acordo com o historiador e egiptó logo francês Pierre Montet, os cuidados com a aparência fí sica tiveram seu auge no reinado dos Ramsé s (por volta de 800-700 a.C.). Nesse perí odo, era comum banhar-se em á guas perfumadas pelo menos de manhã e antes das principais refeiç ões. Os habitantes tinham o há bito de despejar a á gua sobre a cabeç a e ficar dentro de uma bacia com areia e ervas aromá ticas purificadoras.

8 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

a Europa Medieval sofreu uma forte mudanç a dos há bitos alimentares. que esfregava em suas pernas uma loç ão à base de mirra para perfumá -las. muitas vezes chamada de Idade das Trevas. que os utilizavam apenas para a medicina e a prá tica espiritual. provavelmente contendo cinzas e argila. Alé m de tudo isso. Os cabeleireiros eram há beis em inventar penteados exuberantes. eram correntes ainda os cuidados com as unhas dos pé s e das mãos e o uso de verniz para cobri-las.Juntavam. ó de moranga fresca leo e grama ciperá cea. A tinta tinha aç ões anti-sé pticas eficazes. Um conhecido cosmé tico antigo para tratar das rugas era um creme feito à base de olí bano. substâncias dissolventes das gorduras da pele. fragrâncias ambientais. As especiarias antes usadas na alimentaç ão foram praticamente esquecidas. Os egí pcios preocupavam-se muito com o odor de seus corpos e. impediam o desenvolvimento de inflamaç ões nos olhos. As mulheres costumavam pintar ao redor dos olhos fazendo com que parecessem mais alongados. A toalete diá ria era usada com requinte. por fim. os pães e as frutas. da 18a Dinastia. e havia uma preocupaç ão excessiva com o asseio geral e com a maquilagem.com . Contudo. que as tornava um artigo de luxo. refogados e decoraç ão de pratos culiná rios. A rainha Cleó patra obrigava suas servas a espalhar diariamente em todo o seu corpo determinados aromas que. costumavam fazer uma mistura de terebentina e incenso contra os cheiros fortes do suor. devido ao seu alto preç o no mercado. o Egito era salpicado de perfumes raros e delicados. há algumas citaç ões de condimentos que ainda permaneceram na culiná ria nesse perí odo. alé m de servirem de recheios. Existiu na é poca um perfume especial chamado de "cyprinum". feito com o ó essencial extraí do das flores da hena. acabaram seduzindo o grande general romano Marco Antônio. dando-se preferência para as carnes. Isso porque a origem dos melhores condimentos era 9 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. No reinado da rainha Cleó patra. alé m de perfumes diversos. Essa preocupaç ão deu origem ao desenvolvimento da arte da perfumaria. rio a Europa saiu do domí nio do Impé rio Romano e entrou na Idade Mé dia. incensos e receitas mé dicas. que. Europa/Idade mé dia Com a queda de Alexandria. por sua vez. do Paraí so. O conhecimento das ervas e dos condimentos ficou retido nas mãos dos religiosos.fineprint. cera. Eram empregados sobretudo para disfarç ar o forte salgado das carnes em conserva. O olí bano també m era tido em alta consideraç ão e usado no Egito em perfumes. criar tinturas ú nicas e produzir bonitas perucas coloridas. Os religiosos acreditavam que esses produtos eram oriundos do Jardim do É den. Conta a histó que o ria olí bano era proveniente da Terra de Punt. amante do imperador romano Jú lio Cé sar. tão comuns naquela é poca. até então o empó de especiarias mais famoso do Oriente. que se tornou seu marido. Os cabelos. atual Somá lia. fumigaç ões. Os vegetais passaram a ser muito pouco consumidos. alé m de embelezar. leo Outra rainha apaixonada pelos ó leos e aromas foi Hatshepsut. eram perfumados com essências nobres. Nessa é poca. então. feitos à base de ingredientes exó ticos que eram trazidos de outras regiões do Oriente.

. curandeiros e parteiras. ele não escrevia suas observaç ões em latim. Nessa é poca. Esse costume estendeu-se até o começ o do s sé culo XX e abriu um grande espaç o para a utilizaç ão dessa planta em diversos produtos. fundador da alquimia. a botânica deu um grande salto.). a pimenta-branca era o fruto de uma á rvore que nascia numa grande floresta pró xima às montanhas dos Cá ucasos. e tinha a audá cia de comparar importantes estudos mé dicos com a sabedoria popular. terra. De acordo com ele. para o desenvolvimento dos 10 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Dentre outras coisas. Sua atuaç ão foi ainda maior quando ordenou que todas as "plantas ú teis" passassem a ser cultivadas nas hortas imperiais da Alemanha. eram empregadas na pele do rosto para clarear e eliminar sardas.C.com .. No sé culo XVI.é a amiga do mé dico e o prazer do cozinheiro". juntamente com a filosofia teosó fica. foi o precursor dos conceitos modernos da influência có smica sobre as plantas e suas relaç ões com os quatro elementos – á gua.fineprint. Apesar de o mundo estar passando por um perí odo sombrio para a cultura e a ciência. o imperador dos francos e lombardos. Muitas preciosidades antigas haviam sido destruí das na é poca da Inquisiç ão. restringindo-se poré m sua conotaç ão mí stica. fogo e ar. O que sobrou da Idade Mé dia foram apenas retalhos de uma grande histó ria má gica e cientí fica. as plantas seguiram seu uso na beleza.C. foi o trabalho minucioso dos religiosos dos grandes mosteiros que permitiu que o conhecimento das plantas pudesse ser passado para as geraç ões seguintes. pois as plantas voltaram a ser catalogadas em grandes arquivos. També m era muito conhecido o uso da alfazema. que tentavam explicar de alguma forma sua procedência. provocando as mais diversas especulaç ões. dizia ainda que o fogo havia expulsado as cobras para que as pimentas pudessem ser colhidas. os monges cultivavam as ervas em hortos e passavam grande parte do tempo fazendo có pias de manuscritos antigos que guardavam a histó ria e a utilizaç ão das plantas medicinais. A botânica secreta de Paracelso até hoje exerce grande atraç ão sobre estudiosos do assunto e foi base. por volta de 1500 d. principalmente com os incêndios provocados em diversas bibliotecas secretas. um suí ç o chamado Philippus Aureolus Theophrastus – mais tarde conhecido como Paracelso – viajou por toda a Europa à procura de plantas e minerais. Paracelso. para limpar e perfumar os dedos engordurados de carne. Bartholomeu de Glanville. histó rias fantá sticas e lendas. Alé m disso. um enciclopedista inglês.sempre um misté rio. mas principalmente ouvindo feiticeiros. cheia de serpentes. Sua infusão era colocada em potes charmosos nas mesas de refeiç ão logo apó os grandes banquetes. Na Idade Mé dia. Para grande escândalo das pessoas cultas. Carlos Magno (768-814 d. Europa/Renascimento Com o fim da Idade Mé dia e o iní cio do Renascimento. curar a caspa e eliminar piolhos. as folhas de salsa eram usadas para fazer crescer os cabelos.. escurecidas então pelo fogo! De qualquer forma. acreditava que a pimenta-do-reino era resultante do chamuscamento da pimenta-branca no fogo. Para ilustrar isso. fez uma interessante definiç ão do que era para ele uma erva aromá tica: ". no sé culo XVI. mas em linguagem comum.

A dedicaç ão aos estudos das ervas e aromas é hoje um ponto muito forte da atual Inglaterra. incondicionalmente. que herdou muitos conhecimentos importantes de seus ancestrais. fez muitas viagens pelo mundo e acabou alcanç ando a Ilhas Maurí cio. Afirmam alguns historiadores que foi o alto preç o da pimenta-do-reino no mercado europeu que estimulou a expediç ão do navegador português Vasco da Gama. limão. portanto. guerras e ria lutas pelo poder e monopó lio. os europeus haviam entrado em decadência em relaç ão aos há bitos de higiene.fineprint. os portugueses e espanhó quando encontraram o caminho que levava às Í is. denominado "pomatum". que reinou de 1485 a 1603. do gengibre. em Paris. A quebra do monopó veneziano. no entanto. Na Grã-Bretanha. Um famoso creme de beleza feito à base de polpa de maç ã e folhas de alecrim. a lavanda e o hissopo. noz-moscada e cravo-da-í ndia. assim como a inveja do poder de Veneza foi o motivo pelo qual Espanha e Portugal saí ram em busca do cravo-daí ndia. que logo se espalharam por vá rias regiões. lio Assim. Começ ou uma fase ascé tica. onde encontrou milhares de sementes de noz-moscada e de muitas outras espé cies. o ponto forte foi o desenvolvimento da perfumaria. com lindos projetos de jardins. Por volta de 1379. surgiu nessa é poca e se tornou muito popular por volta do sé culo XVI na Europa. a famí lia anglo-galesa Tudor. No final da Idade Mé dia. eram capazes de fazer desaparecer as manchas. da noz-moscada e da pimenta-do-reino. se iniciou com as grandes navegaç ões. incorporando-se à culiná ria de muitos povos. as marcas e o descoloramento da pele. Pesquisador exí mio de especiarias. fizeram chegar ao continente europeu muitos condimentos exó ticos. muitos estudiosos. elaborada à base de folhas de erva-cidreira. feitas com folhas. em que os cuidados com a alma inibiram o gosto pelo tratamento e pela beleza fí sica. Os paí ses do continente europeu estavam cansados dos altos preç os das especiarias e saí ram em busca de novas partes do mundo. tinha grande devoç ão às ervas e plantas. elaborados mais tarde por Rudolf Steiner. Na Franç a. que os condimentos eram s. que definitivamente acabou com o poderio dos comerciantes do Oriente. que envolviam plantas aromá ticas perenes. Essas plantas eram utilizadas na preparaç ão de apetitosas saladas. medicina e beleza. Dentre outras coisas. quando misturadas ao nitrato. Europa/Idade moderna Na Idade Moderna. dizia que as pimentas. Com o fim da Idade das Trevas. como o alecrim. houve a maior evoluç ão da arte da perfumaria. a exemplo de Paracelso. o tomilho.conceitos biodinâmicos da agricultura antroposó fica. Nessa região desenvolveram-se exí mios jardineiros. capazes de curar todos os tipos de doenç as com seus potentes ó leos essenciais. flores e frutos. O mé dico e astró logo inglês Nicholas Culpeper (?-1654) desenvolveu estudos vastos que atravessaram os tempos até chegar a nó Ele afirmava. que era necessá ria para disfarç ar o mau cheiro e há lito das pessoas. Mas foi um explorador francês. as monjas da Abadia de Saint-Juste criaram a famosa Á gua de Carmen. Conclusão: os 11 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. a histó dos condimentos foi marcada por muito sangue. voltaram a se dedicar de corpo e alma ao estudo da botânica.com . ndias. de nome Pierre Poivre (1719-1786). frescos ou desidratados. Nesse perí odo.

pois é muito difí cil imaginar uma paella espanhola sem aç afrão. alamedas cobertas de flores. em ervas.condimentos se espalharam velozmente pela Europa. Para os gregos. Não se pode negar que os condimentos exerceram grande influência na cozinha europé ia. As especiarias trazidas da Í ndia e de outras civilizaç ões distantes també m tiveram um papel importante na culiná ria da Gré cia Antiga.C. influenciaram de forma considerá vel os há bitos alimentares e terapêuticos de algumas civilizaç ões. por exemplo. normalmente envolvida em fá bulas e mitos.). com seu perfume embriagador e delicado. como fidelidade. enfim. a alimentaç ão era considerada monó tona e desinteressante e as especiarias acabaram tendo um papel importante na inovaç ão de sabores e aromas. arbustos e á rvores. O filó sofo Aristó teles (384-322 a. mais precisamente da região mediterrânea. O historiador grego Heró doto (484-426 a. que a utilizaç ão de flores secas de cardo-mariano teria o poder de coagular o leite para a fabricaç ão de queijo. o manjericão.fineprint. como o alecrim. 12 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. conhecido como o Pai da Histó ria. da alfazema. descreveu em seus documentos diversos alimentos que eram conservados com vinagre e especiarias. os preç os no mercado baixaram e.com . pois havia na é poca um intenso intercâmbio de produtos com o Oriente. nobreza.) e seu discí pulo e amigo Teofrasto (370-286 a. as plantas eram divididas segundo seu porte. Gré cia As plantas da Europa. as plantas aromá ticas tinham o seu simbolismo: cada erva possuí a um significado especial. por exemplo. Era o caso.) criaram o primeiro sistema cientí fico de classificaç ão botânica. amor e prazer. Nessa é poca. Acreditava ele. Os filó sofos eram extremamente interessados no estudo do espí rito e do corpo. por meio dos navegadores e comerciantes. as plantas aromá ticas se tornaram disponí veis para todas as classes sociais. aromas diversos pairando no ar e mú sicas melodiosas que acalmavam os ânimos mais agitados. Foi o iní cio da popularizaç ão dos condimentos.C. permitindo a meditaç ão profunda dos religiosos. A medicina da Gré cia Antiga tinha um cará ter má gico e sacerdotal. Os cuidados de saú de da populaç ão eram feitos em santuá rios de cura espalhados por todos os lugares que dispunham de banhos especiais. em todas as cozinhas. Esses conceitos mais tarde foram levados para a Europa Ocidental e para as cortes da Franç a medieval. A primeira a receber essa influência foi a civilizaç ão grega. De acordo com esse sistema. um goulash hú ngaro sem a pá prica ou ainda um steak au poivre francês sem a pimenta-do-reino. era comum o emprego de ervas na preparaç ão de ungü entos e bá lsamos para massagear a pele dos heró e guerreiros quando retornavam das is batalhas.C. Os há bitos de higiene corporal e mental eram sempre baseados no uso e experimentaç ão de misturas das mais diversas plantas. com a introduç ão na dieta de condimentos que nasciam de forma espontânea nos campos. Nessa é poca. As folhas de louro eram usadas tanto em banhos para limpar o corpo como na forma de incensos para purificar o ar dos grandes templos. a manjerona e a salsa. vales e montanhas.

A utilizaç ão de plantas medicinais nessa é poca era muito comum na alimentaç ão e na aromatizaç ão de bebidas. Havia, por exemplo, um licor de á gua de rosas que era misturado com ervas aromá ticas e ingerido apó as refeiç ões. s Nos escritos de Aristó fanes, poeta cômico ateniense (meados de 450 a.C.) encontram-se citaç ões de numerosos vegetais frescos e condimentos usados em sua é poca, a exemplo do . alho, anis, cardo-mariano, rá bano, tomilho e alho-porró Hoje em dia, o cardo-mariano tem seu uso restrito à terapêutica. No herbaná rio do mé dico grego e farmacologista Pedanius Dioscó rides (512 d.C.) há informaç ões sobre o uso de um ó feito à base de lí rios, que tinha o poder de melhorar a leo aparência da pele. Sua obra principal, De matéria médica, foi a fonte mais clá ssica para a terminologia da botânica moderna até o sé culo 16. Outros cosmé ticos vegetais eram utilizados para esse fim, elaborados à base de acá cia, tamareira, alfarrobeira, zimbro, romãzeira, palma, sicômoro, anêmona, assa-fé tida, genciana, benjoim e outros, misturados a trigo, aipo, alho, cebola, pepino, melão e cevada.

Índia
Uma das mais antigas civilizaç ões, a Í ndia sempre teve sua medicina dirigida para o uso das plantas e dos produtos de origem natural. A sabedoria hindu está toda registrada nos Vedas, um acervo escrito em sânscrito. O Yajur-veda, que é uma das divisões dos Vedas, conté m muitas informaç ões voltadas para a medicina e sua é tica, com a predominância do uso de ervas e produtos naturais. Na Í ndia do ano 1000 a.C. encontramos o apogeu das ervas medicinais e má gicas. O principal objetivo da medicina hindu era prolongar a vida, e a principal fonte de conhecimento eram as ervas, filhas diletas dos deuses. Só podiam ser colhidas por pessoas puras e piedosas, e deviam crescer longe da vista humana e do pecado. Eram usadas basicamente de duas maneiras, uma para limpar o corpo e estimular as secreç ões e outra como sedativo. Charoka, famoso mé dico indiano e profundo conhecedor da astronomia, dividiu a medicina em oito partes, uma delas dedicada ao rejuvenescimento. Dentro de seus estudos, Charoka divulgou mais de 500 remé dios elaborados à base de plantas e os recomendou també m para prolongar a vida e reduzir o peso em casos de obesidade. A histó ria da Í ndia també m se mostra bastante rica em relaç ão à utilizaç ão de condimentos e especiarias, empregados desde tempos imemoriais em dietas alimentares especiais para o tratamento e prevenç ão geral de doenç as. No tempo do rei Asoka (273232 a.C.), um dos grandes imperadores do paí s, os enfermeiros eram obrigados a ter um conhecimento aprofundado da arte culiná ria e do preparo de remé dios. É muito clara a relaç ão direta existente entre a medicina e a alimentaç ão nessa é poca. Esses conhecimentos e prá ticas curativas, pela importância que tiveram, foram a base só lida para a formaç ão da medicina ayurvé dica e da fitoterapia, hoje expandidas pelo mundo todo. AÍ ndia é um paí s que apresenta uma culiná ria muito diversificada, diferindo de região para região. É considerada a mais aromá tica de todas as culiná rias do mundo, tendo como base a mistura de condimentos chamada de "masala". Os condimentos mais

13 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

comuns são o cominho, o cravo-da-í ndia, a canela, a mostarda em grão, a pimenta-doreino, o aç afrão, o cardamomo e o gengibre. As preparaç ões culiná rias indianas são mundialmente conhecidas pelo seu cará ter picante e bem-temperado, devido à grande utilizaç ão da pimenta, do gengibre e do caril, també m conhecido por curry, que é elaborado pela mistura de vá rios condimentos. O caril acabou tendo sua fama espalhada també m no Ocidente, incluindo o Brasil, onde poucos conhecem realmente sua completa composiç ão. Apesar de as pimentas serem ingredientes sempre presentes nos preparados, é bom lembrar que elas sóforam realmente introduzidas no paí s no sé culo XVI por mercadores portugueses. Devido ao tamanho territorial e à diversidade de clima existente no paí s, indo do temperado ao tropical, a Í ndia sempre teve condiç ões de cultivar diversas espé cies aromá ticas, que deram uma enorme contribuiç ão culiná ria ao mundo. Essas espé cies eram comercializadas em vá rias regiões do mundo pelos navegadores, mantendo essa tradiç ão de exportaç ão de seus produtos até a atualidade. Para o hindu, a utilizaç ão apropriada e criteriosa dos condimentos é vista, ainda hoje, como uma arte complexa e especial. Em sua cultura, principalmente por ser um povo extremamente religioso, consideram o alimento um presente de Deus para a manutenç ão do corpo fí sico. Ocorre també m o surgimento de lendas e histó rias ao redor de algumas plantas, que acabaram se tornando um tabu para algumas sociedades. É o caso da cebola, do alho, do nabo e dos cogumelos, que não faziam parte da alimentaç ão cotidiana das classes mais elevadas da sociedade indiana. Outra curiosidade é que na Í ndia, apó as refeiç ões, tem-se por há bito mascar folhas de s "paan", també m conhecido por bé tel, que atua como digestivo e calmante. Encontra-se à venda normalmente em forma de tabletes enriquecidos com substâncias exó ticas como aç afrão, almí scar, fumo socado com á gua de rosas e mesmo folhas de coca.

Mundo árabe
A Ará bia tem uma histó marcante no que diz respeito aos condimentos. Muito de sua ria prosperidade foi baseado no comé rcio de especiarias, feito por enormes carregamentos para as regiões do Ocidente. A famosa histó das Mil e Uma Noites é um rico arquivo ria de citaç ões de diversas ervas condimentares de efeito afrodisí aco e com propriedades má gicas. Os á rabes introduziram e popularizaram no Ocidente muitos condimentos, tais como o anis, o cominho, a canela, a noz-moscada e outros, os quais acabaram se incorporando à culiná ria espanhola. As especiarias alcanç avam altos valores no mercado da é poca e eram normalmente reservadas ao consumo das classes privilegiadas da sociedade. Uma libra de gengibre, por exemplo, valia uma ovelha. Com uma libra de cravos-da-í ndia era possí vel comprar uma vaca. Um saco de pimenta-do-reino, valiosí ssima, chegava a valer a vida de um homem. A medicina á rabe, como em todas as outras civilizaç ões antigas, també m era ligada à religião. Dava-se també m muita importância à higiene pessoal e eram rotineiros os banhos. De acordo com um dos versí culos do Alcorão, a essência da vida era constituí da por abluç ões, perfumes e oraç ões.

14 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

As mulheres dos haré ns do norte da Á frica e do Oriente Mé dio, principalmente as turcas, perfumavam seus há litos e eliminavam o odor desagradá vel do corpo com banhos e loç ões feitas com as sementes do feno-grego.

Palestina e Babilô nia
A tradiç ão simbó lica das plantas na Antiga Palestina sempre esteve vinculada a citaç ões bí blicas e suas respectivas interpretaç ões. O Antigo Testamento cita cerca de cem espé cies de plantas, entre elas ervas, á rvores e flores, utilizadas não sóna alimentaç ão, mas també m na medicina – como a mandrá gora – e de forma ornamental. Muitas dessas espé cies eram usadas como condimentos para enriquecer o aroma e o sabor de pratos feitos nas cerimônias religiosas. Podemos encontrar referências, por exemplo, da utilizaç ão do coentro, do alho, da cebola, do alho-porró do aç afrão, do cominho e da canela, entre outros. Na Antiga Palestina, , cerca de 1.800 a.C., há outra referência bí blica: os descendentes de Abraão que rumavam a Canaã, conduzidos por Moisé s, eram alimentados apenas pelo maná , que encontravam no deserto. Maná era o nome dado à resina da tamareira que, ao amanhecer, pendia como gotas de orvalho nas pedras e ervas, doces como o mel. Para o povo judaico, o alimento desempenha até os dias de hoje funç ão muito importante nas cerimônias religiosas, apresentando um rico simbolismo. É interessante notar que os há bitos e preceitos alimentares judaicos influí ram muito na formaç ão de preconceitos gastronômicos em vá rias partes do mundo. Na civilizaç ão judaica antiga, os sacerdotes acreditavam num Deus ú nico e não havia lugar para superstiç ões. A higiene era um fator importante e definida pela Lei Mosaica, que ditava preceitos da é poca. Com seus conhecimentos, os judeus deixaram um rico legado no que diz respeito à higiene e à medicina preventiva. Eram comuns també m os banhos purificadores e ritualí sticos, com o uso abundante de plantas e aromas. Os perfumes eram imensamente apreciados e usados com reverência não só pelos religiosos, mas també m por toda a populaç ão. Em descobertas recentes, foi encontrado no mar Morto, juntamente com os famosos manuscritos, um frasco intacto de bá lsamo perfumado. Na Babilônia, uma das mais conhecidas referências do uso de plantas medicinais está ligada ao rei Nabucodonosor, que mandou construir os Jardins Suspensos – a 7a Maravilha do Mundo Antigo. De acordo com registros histó ricos, Nabucodonosor teria ordenado a plantaç ão de alecrim e aç afrão nos jardins, junto com rosas.

Roma
Em Roma, a presenç a das plantas medicinais e aromá ticas també m foi marcante. Podese dizer até que foram os romanos que definitivamente deram aos condimentos seu verdadeiro papel na culiná ria. Apesar de algumas civilizaç ões terem ensaiado seu uso, foram os romanos que mais utilizaram os condimentos e ervas na cozinha. Alé m disso, eles estavam por todos os lados: nos pratos, na decoraç ão, nas bebidas, nos incensos etc. Guirlandas de ervas aromá ticas eram primorosamente elaboradas para enfeitar as festas e os banquetes, acreditando-se que isso evitaria a ressaca, tão tí pica daqueles excessos.

15 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com

a sá lvia. como os perfumes feitos à base de hortelã-pimenta (para os braç os). a mostarda.C. Acreditava-se ainda que a polpa da maç ã era capaz de eliminar verrugas. a salsa. As anotaç ões do naturalista e escritor latino Plí nio (sé culo I d. que depois se espalhou pelo mundo inteiro. de manjerona (para as sobrancelhas) e de alecrim (para os cabelos). dentre eles Hipó crates. o tomilho. ó leos. ora colorindo-o.C. Usavam em abundância as essências aromá ticas. Os filó sofos e poetas gregos e romanos. a medicina antiga foi formada com base na grega.. pú blicas e em pré dios do Estado.com . Foi Avicena (980-1037). Os homens e as mulheres preocupavam-se muito com os cuidados do corpo e não abriam mão de poderosos tratamentos elaborados com plantas. De acordo com eles. quem descobriu o mé todo de destilaç ão para extrair os ó leos essenciais das plantas aromá ticas. suavizar e desobstruir a pele. Em Roma. indicado especialmente para casos de inflamaç ão.Na concepç ão do poeta latino Oví dio (meados de 20 a. Os balneá rios eram espalhados por todas as partes. Os escritos filosó ficos antigos mostravam quão í ntima era a relaç ão do homem com a natureza. Ainda em Roma. o coentro. usada juntamente com a lanolina em cremes de beleza para o rosto e corpo. Com a queda de Roma no sé culo 5 d. o anis. os banhos de leite e as má scaras de beleza feitas de frutas e ervas. Dentre elas. Teocrastos e Horá cio. 16 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. o mundo islâmico passou a dominar o comé rcio do Oriente. o alho. É o caso da maç ã.) mencionam algumas plantas que eram cultivadas em hortas e consumidas na alimentaç ão da é poca.fineprint. a pimenta-do-reino. també m eram empregadas na beleza.C. cosmé tico que ficou famoso atravé s dos tempos pelos benefí cios que trazia à pele. As frutas. podemos destacar a cebola. Acreditava-se que os banhos de ervacidreira tinham o poder de devolver a juventude. pomadas e ungü entos.). a hortelã. Nos primeiros anos da era cristã. um renomado mé dico do Oriente. dava-se també m muita importância ao asseio pessoal e à higiene. como não podia deixar de ser. os primeiros alimentos do homem foram as ervas. tinham um interesse especial por produtos que alteravam a coloraç ão do rosto. o mé dico Galeno utilizava ó leos vegetais especiais para preparar o "ceratum refrigerans". dar energia e prevenir a calví cie. o manjericão. em residências particulares. há informaç ões sobre um famoso ó leo de lí rios usado para aquecer. que normalmente eram misturadas a fermento e farinha. alé m de ter sido fundador de um sistema ú nico de medicina. Em Roma. o cominho. o famoso botânico e herborista Dioscó rides divulgou muitos trabalhos sobre o poder curativo das plantas. absorvendo muitos de seus conhecimentos. ora branqueando-o. Os perfumes també m eram bastante utilizados pelos romanos. as sementes de alcaravia e de papoula.

Teoria das assinaturas A Teoria das Assinaturas baseava-se no antigo prové rbio "similia similibus curantur". Esses espí ritos. possuem inteligência instintiva e apresentam-se fisicamente nas mais variadas formas. por isso. no qual eles dizem contatar esses espí ritos. que dominam a terra. detectando assim as doenç as e as desordens presentes no corpo do paciente. Seu suco vermelho era comparado ao do sangue humano e. os gnomos. nos templos budistas e em determinadas confrarias derviches.com . ou seja. usado como depurativo.fineprint. pajé s e xamãs costumam. entrar em um estado alterado de consciência. 17 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. por mera curiosidade. 1493-1541) acreditava que tudo o que é criado pela natureza reproduz a imagem da virtude a que lhe é atribuí da. que comandam de elementais. As tradiç ões esoté ricas mostram uma infinidade de utilizaç ões das forç as ocultas existentes nas plantas. chamados lfides. Um exemplo vivo disso é a romã. Assim. Esses fenômenos psí quicos persistem nos dias de hoje. por meio de algumas plantas. a Teoria das Assinaturas foi de grande valia para ajudar os homens a encontrar a cura para seus males no meio natural. ela representa uma forma de conservar e resgatar o conhecimento das comunidades de tradiç ão oral. que reinam sobre as á guas.A magia do reino vegetal A magia do reino vegetal baseia-se nos espí ritos das plantas. Os curandeiros. as ondinas. Hoje. com o poder de curar. essa teoria associa o uso medicinal e nutritivo de uma planta ao seu formato e cor. Suas sementes. auxiliando no reconhecimento das plantas cujas propriedades medicinais foram colocadas em evidência anteriormente. tamanhos e cores. De acordo com os mí sticos. Temos as sí as forç as do ar. quando ainda não se dispunha de té cnicas para estudar as plantas com maior profundidade. A magia foi muito discutida e praticada na Antigü idade. Os elementais são seres que habitam o plano astral. são ligados aos elementos da natureza. matar. eram utilizadas para tratar de dores de dente. "o semelhante cura o semelhante". Todos eles têm a tarefa de proteger e cuidar do reino vegetal. deixando-nos como legado informaç ões preciosas nos livros sagrados das antigas religiões. e as salamandras. mesmo a distância. popularmente chamado de transe. que comandam o fogo. principalmente nas tribos indí genas e selvagens remanescentes. com formato de pequenos dentes e dispostas como tal na polpa do fruto. esses seres são capazes de curar e de proporcionar visões incrí veis àqueles que comungam com sua existência. O mé dico e alquimista suí ç o conhecido como Paracelso (Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim. que ainda hoje são discutidas e empregadas em seitas secretas e també m por pessoas comuns. Antes das descobertas cientí ficas dos sé culos XVIII e XIX. encantar e envenenar pessoas e animais.

todos os seres existentes em nosso planeta possuem uma aura de energia que envolve e circunda o corpo material. justamente porque algumas delas possuem qualidades transmutadoras que propiciam a modificaç ão da vibraç ão atômica. explicando por que o uso da planta para a cura de uma doenç a será ou não positiva.A energia vegetal De acordo com a ciência esoté rica. apresentando diferentes cores e intensidades. De acordo com a sua energia. 18 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Assim. No caso das plantas. aparelhos especiais permitem que se detecte a camada energé tica que as reveste e que fornecem. por meio de incensos e fumigaç ões.fineprint. de alguma forma. um direcionamento no seu uso terapêutico. Muitas plantas são empregadas popularmente para a limpeza energé tica de ambientes e pessoas. Outros mé todos de pesquisa demonstram a diferenç a energé tica no campo de uma planta em funç ão do tipo de cultivo que ela teve. a planta pode ser usada també m para equilibrar as emoç ões e sentimentos das pessoas. plantas que foram cultivadas com o uso de adubos orgânicos teriam um campo de energia mais equilibrado e luminoso do que aquelas produzidas com a ajuda de aditivos agroquí micos. Essa aura é carregada de acordo com a vibraç ão do corpo que a rege. devolvendo a harmonia.com . Esses aparelhos medem até mesmo a afinidade de uma planta com determinada pessoa.

com .Utilizaç ã o Energé tica das Plantas Nome da Planta Alecrim Alfazema Anis-estrelado Arnica Artemí sia Arruda Babosa Beldroega Camomila Cânfora Catinga-de-mulata Capuchinha Carqueja Confrei Dente-de-leão Erva-cidreira Guiné Hortelã-pimenta Mil-folhas Sabugueiro Sá lvia Tanchagem Cor da Aura Verde-ró sea Azul-í ndigo e rosa Azul-clara e rosa Vermelha Verde e amarela Vermelha Laranja Mistura de cores Amarela e violeta Rosa e violeta Amarela Laranja e verde Amarela e verde Verde. laranja e rosa Verde e laranja Verde e violeta Vermelha Verde. rosa e violeta Laranja e verde Verde-clara Laranja. sem esperar retorno das aç ões 19 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint. verde e í ndigo Verde escuro Funçã o terapê utico-energé tica Ajuda a perdoar má goas Aumenta a autoconfianç a Ajuda na entrega dos sentimentos e no desprendimento das emoç ões Promove a concentraç ão de pensamentos e idé ias dispersas Estimula a aç ão e a manifestaç ão das idé ias Limpa a aura das sujeiras astrais Ajuda no desligamento mental Dá equilí brio para iniciar novas fases da vida Ajuda a cultivar a paciência e a confianç a Promove o desprendimento material Limpa a aura das sujeiras astrais Promove o sentimento de integridade e equilí brio Limpa o corpo das velhas emoç ões Estimula o sentimento de seguranç a pessoal Traz coragem para enfrentar os obstá culos Ajuda na tomada de decisões importantes da vida Limpa o corpo de energias negativas Libera as energias presas promovendo o desprendimento delas Purifica o corpo de traumas e sentimentos negativos Ajuda na tomada de rá pidas decisões Dá ânimo para colocar em movimento todas as energias do corpo Estimula a iniciativa.

bergamota. Virgem) Jú piter (Sagitá rio) Vênus (Touro. girassol. erva-de-gato. erva-cidreira. zimbro. cipreste. crisântemo. alfazema. cerefó hortelã-pimenta. andrá gora arruda. laranja-azeda. coentro. funcho. tomilho. urtiga. beladona. cedro. avelã. citronela. erva-de-gato. lí rioflorentino. oliveira. gerânio. canela. violeta. poejo. manjericão.fineprint. incenso. papoula. grupal ou mesmo planetá ria. briônia. ló tus Babosa. figueira Begônia. as deusas e os deuses mitoló gicos e os significados das cartas do tarô. datura. quer seja individual. carvalho. amêndoa. verbena. peônia. cá lamo-aromá tico. artemí sia. celidônia. os signos astroló gicos. trigo. rosa-branca. visco. abacaxi. couve mil-folhas. benjoim. acônito. violeta. absinto. rosa. narciso. alcachofra Aneto. os tons musicais. segurelha. cânhamo. canela. anis. azedinha. marroiobranco borragem. estoraque.com . cenoura. alcachofra. malva. limão. camomila. sândalo. cebolinha. camomila. agnocasto. coentro. hortelãpimenta.Astrologia e cabala A astrologia estuda a relaç ão dos astros com a vida humana. confrei. laranja. patchouli. couve. capuchinha. hipé rico. agrimônia. sá lvia. cânfora. salsa. tanchagem. gengibre. pinho. erva-moura. lio. hamamé lis. lí rio-dovale. Escorpião) Mercú rio (Gêmeos. aç afrão. camomila-romana. raiz-forte. alho. estramônio. genciana. calêndula. nabo. Relaç ã o das Plantas com os Planetas e Signos (uma mesma planta pode se relacionar com mais de um planeta e/ou signo) Plantas e Signos Plantas Amêndoa-amarga. musgo. laranja. maç ã Caruru. vetiver. morango. pêra. ervilha-de-cheiro. louro. angé lica. manjerona. os planetas. murta. oré gano. cipreste Sol (Leão) Lua (Câncer. aveia. aveia. mirra. dente-de-leão. Já a cabala é uma ciência antiga que estuda todos os tipos de correspondências entre os aromas. sândalo. olí bano. jasmim. Peixes) Marte (Á ries. beladona. Libra) Urano (Aquá rio) Plutão (Escorpião) 20 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. rosavermelha. pimenta-da-jamaica. lú pulo arruda. as cores. cú rcuma. alecrim. cavalinha. abró tano. bé tula. rosa-vermelha. cevada. cravo-da-india. acanto. sândalo-branco. Libra) Saturno (Capricó rnio. jasmim. cana-de-aç ú car. pêssego. nogueira. narciso. bá lsamo. leví stico. magnó mirra. patchouli. tanchagem. mirra. camomila. lia. hissopo. pêssego. noz-moscada. mostarda. lú pulo.

prosperidade Saturno — aristocracia. dinamismo. nozmoscada Á rtemis Hermes Afrodite Ares Zeus Hera Bergamota. sutileza Plutão — carisma. forç a fí sica. estoraque Abró tano. gardênia. pureza. cedro. gengibre. sá lvia esclaré ia Artemí sia. fidelidade. cú rcuma. cá lamo-aromá tico Narciso Benjoim. laranja-azeda Ciperá cea. gerânio. sorte. cumaru. cânfora anis. feno. mirra. aná lise. renovaç ão. encanto. eloqü ência Vênus — romance. cânfora. violeta. canela. funcho. magnó ervilha-de-cheiro lia. canela. orquí dea. magnó lia Urano Posêidon Hades arruda. cá lamo-aromá tico. emotividade. patchouli. gerânio erva-cidreira. laranja. alfazema. fougere Begônia. verbena. canela. vitalidade Lua — devoç ão. jasmim.Relaç ã o das Plantas com as Notas Musicais Notas Musicais Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si Plantas e seus Aromas Sândalo. camomila. olí bano. babosa. cravo-da-í ndia Aipo. violeta. laranja-azeda. conservadorismo Urano — imaginaç ão. amêndoa-amarga. alfazema. alecrim. eucalipto. autoridade.com . fantasia. lideranç a. patchouli. cravo.fineprint. pinho. cominho. coentro. energia. disciplina Jú piter — sucesso. pimenta Absinto. cravo-da-í ndia Relaç ã o das Plantas com os Deuses Mitológicos Deuses Mitoló gicos Apolo Planeta Regente— Qualidades Sol — ambiç ão. camomila. intuiç ão. datura 21 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. olí bano Acá cia. citronela. hortelã-pimenta. nobreza. hissopo. seduç ão Marte — desejo ardente. hortelã-pimenta. Cipreste. ginseng. proteç ão Mercú rio — autoexpressão. imaginaç ão. lí rio-florentino. valeriana. abacaxi. estoraque. sá lvia. aç afrão. sândalo Arnica. cipreste. camomila. citronela. espiritualidade. originalidade Netuno — misté rio. rosa. feitiç o. jasmim. rosa. zimbro. pepino. poder Plantas e seus Aromas Acá cia. bergamota. bá lsamo-de-tolu.

glicí nia. gerânio. urze. lí rioflorentino. zimbro. cumaru. assa-fé tida. magnó mirra. pimenta-da-jamaica. ló tus. camé lia. erva-cidreira. espada-de-são-jorge.Encantamentos e rituais Um dos pontos mais explorados no reino da magia das plantas é o seu uso como elemento facilitador em determinadas situaç ões de nossas vidas. Para promover amizades: ervilha-de-cheiro. cânfora. cacto. erva-cidreira. pimentas cá psico. olí bano. bergamota. sá lvia esclaré ia. abó bora. Para estimular a clarividência: aç afrão. muitas vezes misturados em complexas fó rmulas má gicas. sá lvia. giesta. Para ajudar na meditaç ão: ênula. laranja-azeda. Esse uso é feito por meio de encantamentos e rituais que empregam. cá lamo-aromá tico. mimosa. restando apenas informaç ões dispersas e pouco consistentes que ainda assim provocam grande curiosidade na maioria das pessoas. leví stico. rosa. Para limpar os ambientes de energia negativa: cânfora. Para estimular a mente: Babosa. bergamota. louro. Para purificar os altares e untar equipamentos ritualí sticos: falsa-acá cia. erva-cidreira. baunilha. noz-moscada. alecrim. Para estimular sonhos profé ticos: peônia. pimenta-do-reino. sândalo. rosa. coentro. ALGUNS USOS ENCANTATÓ RIOS DAS PLANTAS Como afrodisí aco: cravo-da-í ndia. jacinto. Para atrair um amor: ervilha-de-cheiro. laranja-azeda. ilangueilangue. camé lia. baunilha. bá lsamo-de-tolu. alquimistas.com . Para atrair sorte: canela. cedro. guiné . baunilha. gengibre. manjericão. louro. hissopo. Para trazer paz e harmonia às relaç ões: gardênia. hissopo. aipo. jasmim. hissopo. verbena. amarí lis. violeta. Para melhorar as finanç as: camomila. cenoura. estoraque. flor de datura. alfazema. botânicos e sacerdotes do passado. zimbro. ló tus. noz-moscada. abró tano. 22 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. violeta. alfazema. narciso. citronela. giesta. canela. ciperá cea. hortelã-pimenta. olí bano. madressilva. cipreste. coentro. alé m das plantas. bé tula. jasmim. Esses conhecimentos nos foram legados pelos herboristas.fineprint. ênula. hortelã-pimenta. cravo-de-defunto. jasmim. cardamomo. arruda. os minerais e os elementos animais. benjoim. cumarina. Para atrair sucesso e promoç ão na carreira: azalé ia. sá lvia esclaré ia. cipreste. Seus conhecimentos por vezes se perderam. lia. jacinto. mirra. Para proteger contra magia negra e negatividade: alecrim. cumarina. patchouli. patchouli. comigo-ningué m-pode. sândalo. capim-limão. jacinto. cá lamo-aromá tico. funcho. urze. anis-estrelado. gerânio. rosa. hissopo. flor de maracujá . anis-estrelado.

USO DAS PLANTAS EM BANHOS MÁGICOS Banhos da Felicidade • manjerona (folhas) • Cravo-branco (flor) • alecrim (folhas) • canela (casca) • Jasmim-estrela (flores) • 1/2 xí cara (café ) de á lcool de cereais Banhos para Tirar Mau-olhado • Alho (dentes) • alecrim (folhas) • arruda • Guiné (folhas) • Rosa-branca (flor) • Espada-de-são-jorge (folhas) • Sal grosso (um punhado) USO DAS PLANTAS EM DEFUMAÇÕ ES Proteç ão do Lar • Lá grima-de-nossa-senhora (raiz) • alecrim (folhas secas) • Alho (casca) • Incenso de igreja (resina em grãos) • Carvão vegetal Limpeza do corpo • canela (folhas) • Erva-doce (sementes) • Cravo-da-í ndia (flores secas) • Limão (casca desidratada) • Carvão vegetal USOS DAS PLANTAS EM BANHOS DE CANDOMBLÉ Contra Feitiç os • arruda (folhas) • Guiné (folhas) • Espada-de-são-jorge • Sal grosso Proteç ão contra Perigos • Espada-de-são-jorge (folhas) • Comigo-ningué m-pode (folhas) • Guiné (folhas) • arruda (folhas) • Hortelã-levante (folhas) Proteç ão no Amor • Rosa-branca (flores) • Jasmim-estrela (flores) • Lí rio-branco (flores) • erva-cidreira 23 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com .

os nomes cientí ficos das espé cies são compostos por duas palavras: a primeira. o norte-americano Arthur Cronquist (1919-1992). Essa classificaç ão. a humanidade foi aprendendo a classificar e catalogar as espé cies de acordo com seu uso para os mais diversos fins. mas també m a filogenia (histó evolucioná ria) e ria a composiç ão quí mica das espé cies. (gênero Aloe. era feita por meio da observaç ão direta da forma das plantas: o formato das folhas. espé cie Aloe vera. para facilitar a adaptaç ão à nomenclatura atual 24 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. de preferência na á gua corrente: em rios ou no mar. sempre que nos referirmos às famí lias botânicas colocaremos em destaque o sistema mais recente.Depois dos banhos ou defumaç ões. catalogada por Lineu). por dois botânicos. mudou seu pró prio nome para Carolus linnaeus. introduziu um sistema que leva em consideraç ão não apenas a morfologia. para a sua classificaç ão. Desde o tempo de Lineu até hoje. poré m. mentalizando que todos os pedidos vão ser realizados e todas as coisas ruins estão sendo definitivamente levadas embora pela forç a das á guas. em muitos casos. dos troncos das á rvores e das raí zes. refere-se ao gênero a que pertence a espé cie. o nome cientí fico da babosa. o binômio é seguido pela abreviatura do nome do autor que classificou a espé cie. Lineu catalogou inú meras espé cies.com . O sistema de Engler. centenas de anos mais tarde. O segundo. a segunda. Dessa forma. O primeiro sistema de classificaç ão das espé cies vegetais (e també m animais) foi criado pelo naturalista e mé dico sueco Lineu — Carl von Linné (1707-1778) — . agrupando-as em famí lias com caracterí sticas semelhantes. Com o tempo. Em nosso site. Na á rea cientí fica. dos caules. a adaptaç ão para o sistema de Cronquist. em minú scula e sem significado isolado. O naturalista. considerado o "pai da histó ria natural". Registros antigos mostram que a botânica já era estudada há milhares de anos. cujo sistema també m era baseado exclusivamente em caracterí sticas morfoló gicas das plantas. baseando-se em caracterí sticas morfoló gicas dos seres vivos. O primeiro foi o alemão Adolf Engler (1844-1930). com inicial maiú scula. estrutura e composiç ão. em sintonia com sua inovadora criaç ão. Essa etapa faz parte do ritual e deve ser executada com a mesma concentraç ão mental usada durante o tratamento. Um pouco de história A botânica (do grego "botá ne": planta. é Aloe vera L. por exemplo.fineprint. vegetal) é o ramo da ciência que estuda e classifica as plantas em funç ão de sua forma. o sistema de Cronquist logicamente é o mais utilizado atualmente. o de Cronquist. por ser o mais completo. recomenda-se que a pró pria pessoa recolha as folhas e cinzas e as jogue fora. Quando possí vel. inicialmente. apresenta nomes que já estão fixados de tal modo pelo uso que tornam difí cil. define determinada espé cie. e propôs ainda o mé todo binomial — em latim ou com palavras latinizadas — para padronizar os nomes das espé cies em todo o mundo. O sistema de classificaç ão de Lineu foi aperfeiç oado.

induz a princí pio a formaç ão da radí cula. que é a configuraç ão mais primitiva da planta. As plantas com flores e sua constituiç ã o Para compreendermos melhor o imenso mundo das plantas. A direç ão do seu crescimento — influenciada em grande parte por hormônios vegetais — é oposta à da parte verde. que começ am a se desenvolver. começ a a despertar para a vida. de uma espé cie a outra. á gua ou rocha. bem definidas. já formado e unido à raiz. torna-se o eixo central de sustentaç ão do vegetal e carrega os elementos de formaç ão da planta. O desenvolvimento segue. mas não se diferencia tanto. alongada ou arredondada. A germinaç ão. só um olho muito experiente pode distinguir a que espé cie pertence a plantinha. O caule. oval. Nessa fase inicial de embrião e plântula. A amê ndoa é a parte mais importante da semente. diferentemente da folha. as novas sementes. Mas a plântula.com . A plântula rapidamente se torna verde e muitos a chamam de folha germinativa. Tudo se inicia num pequenino ó rgão chamado semente. de onde extrai todos os nutrientes que são enviados ao resto do vegetal. As sementes são geralmente muito resistentes e conseguem manter a sua vitalidade por muitos e muitos anos. Normalmente. é o tecido que recobre a amêndoa. Sementes As sementes decompõem-se em duas partes bá sicas: o tegumento e a amê ndoa. ou seja. com diferentes formas e cores. já que abriga as reservas nutritivas e o embrião. seja terra. també m chamado de casca. no processo denominado germinaç ão. que conté m todas as informaç ões necessá rias para a formaç ão e a perpetuaç ão da planta. um pequeno embrião. endurecendo rapidamente. A raiz pode apresentar diversas formas. a primeira ligaç ão da planta com a terra. em sua forma pequena. exige diferentes condiç ões ambientais. É um ó rgão vital que pode renovar-se e expandir-se com muita facilidade. umidade especí fica e profundidade na terra. variando de espé cie para espé cie. aquela que dá origem ao processo formativo da planta. sem nervuras ou bordos denteados. vamos acompanhar passo a passo o seu desenvolvimento. o que nos mostra sua intensa ligaç ão com a terra. que já está totalmente pronto dentro da semente. como temperatura adequada.fineprint. Raiz A raiz é o ó rgão da planta responsá vel pela nutriç ão e fixaç ão da planta ao meio em que ela vive. O processo de transformaç ão se inicia e temos então a formaç ão da plântula. Dentro dos frutos. etapa por etapa. aparenta ainda muita simplicidade. ao longo dos ramos. a raiz se direciona ao escuro interior da terra. 25 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. logo em seguida. O tegumento. quanto a parte aé rea da planta. Quando a superfí cie da semente recebe diretamente a luz solar. completando o ciclo da vida vegetal. Vêm as flores. A radí cula formada no iní cio do processo morre para dar lugar às raí zes laterais. daremos entre parênteses a classificaç ão mais tradicional de acordo com Engler.e. que vão crescer e fixar a planta no solo. depois os frutos. Surgem as pequenas folhas. O embrião.

ou de crescimento. A regiã o lisa. A regiã o pilí fera é basicamente uma á rea de absorç ão de á gua e sais minerais atravé s dos pêlos. s é a parte localizada entre os nó As gemas são locais que dão origem ao desenvolvimento s. regiã o lisa (ou de crescimento). Essa parte ainda é responsá vel pela produç ão dos elementos vegetativos e armazenamento de nutrientes. A constituiç ão do caule é simples. é uma á rea que. caracterizada pela presenç a de nó entre-nó e gemas.com . Partes da raiz A coifa é o revestimento protetor da ponta da raiz. O nóé o local onde se inserem as folhas. O caule 26 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. flores e frutos. É no caule que se encontram os canais de conduç ão da seiva. Caule O caule é o ó rgão da planta responsá vel pela sustentaç ão das folhas. A regiã o suberosa. torna-se mais espessa. terciá rias e assim por diante. impedindo assim a penetraç ão de microorganismos. apó a queda s dos pêlos absorventes.A raiz é composta por coifa. dependendo da espé cie. promovendo o crescimento da raiz. regiã o pilí fera e regiã o suberosa (ou de ramificaç ão). O entre-nó s.fineprint. é responsá vel pela multiplicaç ão e desenvolvimento celular. inicia-se a formaç ão das raí zes secundá rias. Nessa região. ou de ramificaç ão. de partes vegetativas da planta. que irão alimentar e manter viva a planta.

Os espinhos são outras adaptaç ões. Caules Subterrâneos : Bulbo (Cebola) Tubé rculo (Batata) Rizoma com brotos Ainda sobre os caules. 27 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Cada espé cie possui folhas de formato e tamanho particulares.Os caules podem ser classificados. Os caules subterrâneos.Clique aqui para ver a imagem. que são um elemento fundamental para a sua identificaç ão e classificaç ão. Os caules aé reos são todos aqueles que crescem em sentido radial.com . assim como as raí zes.fineprint. muitas vezes. em aé reos. sem luz solar. como os troncos das á rvores. alteraç ões em sua estrutura para se adaptar ao meio onde estão inseridos. As folhas possuem diversas funç ões na planta. Folhas Nos pontos dos caules onde existem as gemas irão surgir estruturas que chamamos de folhas. imersos na terra. Os caules aquá ticos não possuem uma classificaç ão exclusiva e podem seguir o esquema apresentado pelos caules aé reos. assim como as raí zes. é interessante salientar que eles apresentam. subterrâneos e aquá ticos. indo em direç ão à luz. quanto ao seu há bitat. a exemplo das batatas (tubé rculos) e das cebolas (bulbos). Eles podem tornar-se achatados e laminares. contêm normalmente uma grande reserva nutritiva e podem ser utilizados na alimentaç ão humana. principalmente relacionadas com a respiraç ão. de material endurecido e pontiagudo. presentes no gênero Citrus. Desenvolvem-se. à semelhanç a das folhas.

que é a parte mais atraente da flor. um muro ou qualquer apoio horizontal. pecí e bainha. Veja as ilustraç ões das caracterí sticas das folhas: • Formato das Folhas • Borda das Folhas • Á pice das Folhas • Base das Folhas • Inserç ão das Folhas no Caule As folhas podem ainda sofrer metamorfose foliar em funç ão do meio. temos a corola. pela presenç a da clorofila.A folha é formada por limbo. Por vezes. elas se alteram radicalmente nos diferentes está gios de desenvolvimento. que são responsá veis pela reproduç ão da planta. O cá lice é o cí rculo mais externo protetor. encontram-se no interior das flores. Há vá rias maneiras de classificá -lo. 28 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. estame e pistilo. Partes da folha O bordo do limbo apresenta també m diversas formas que podem ocorrer na margem ou de forma mais aprofundada. A natureza també m é capaz de formar elementos curiosos e algumas vezes deparamos com ramos de uma mesma planta que possuem folhas diferentes. formado por sé palas. O androceu e o gineceu. Em seguida. Sempre colorida e vistosa. muitas vezes també m pelo aroma.com . corola. que servem como defesa do vegetal contra predadores. Flores Os elementos que compõem uma flor são semelhantes em todas as espé cies vegetais: cá lice. Algumas delas não apresentam um dos olo elementos e são chamadas de incompletas. Apesar de apresentarem variaç ões de forma. O limbo é normalmente de coloraç ão verde. Isso está ligado ao có digo gené tico da planta ou ao ambiente em que ela se encontra. Outro exemplo são as gavinhas. ou para melhor exercer suas funç ões. e possui duas faces (superior e inferior). cor e tamanho. pois sua variedade é imensa. é fá cil identificá -los quando se observa atentamente uma flor.fineprint. seja outra planta. é ela que atrai os polinizadores. que ajudam o vegetal a se fixar a algum suporte. que nada mais são do que folhas modificadas. É o caso dos espinhos.

Os frutos secos deiscentes aparecem principalmente na forma de cá psula (muitos carpelos) e legume (apenas um carpelo que se abre em duas valvas na maturaç ão). que podem se apresentar em nú mero variado. Eles s compõem-se de pericarpo e semente. Os frutos podem ainda ser classificados de acordo com a sua forma. protegendo suas sementes no interior (frutos indeiscentes). nas quais as estruturas podem estar em nú mero e posiç ão variados. é formado pelo conjunto dos estames. o ó rgão masculino reprodutivo. Frutos Os frutos são formados pelo desenvolvimento do ová rio da flor apó a fecundaç ão. quando contêm os dois ó rgãos reprodutivos.fineprint. mesocarpo (parede do meio) e endocarpo (parede interna). Partes da flor As estruturas florais agrupam-se de diversas maneiras no ramos.O androceu. As flores podem ser hermafroditas. Os frutos carnosos são do tipo baga e drupa. A isso dá -se o nome de inflorescência. Os frutos secos e indeiscentes podem ser do tipo cariopse (com semente totalmente presa ao pericarpo). O pericarpo é a parede do fruto. aquê nio (semente parcialmente presa ao pericarpo) e sâmara (com expansões achatadas que permitem sua dispersão). quando alcanç am a maturidade. Os frutos podem ser secos ou carnosos e apresentar uma ou mais sementes.com . 29 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. formada por epicarpo (parede mais externa). Outros frutos permanecem fechados. unissexuadas ou bissexuadas. para a liberaç ão das sementes (frutos deiscentes). Tanto os frutos secos como os carnosos podem abrir-se. O gineceu está na parte mais interna da flor e é oó rgão reprodutor feminino.

Frutos Simples Secos Deiscentes: Sí liqua Folí culo Cá psula Legume Frutos Simples Secos Indeiscentes: Sâ mara Cariopse Lomento Aquê nio Noz Frutos Simples Carnosos Deiscentes: Fechado 30 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint.com .

pois é ele que irá evitar confusões na hora de identificar uma planta com exatidão. Pode-se dizer que todas as plantas têm algum potencial medicinal.Frutos Simples Carnosos Indeiscentes:: Drupa Baga (tipo pepônio) As famí lias das plantas medicinais As plantas medicinais podem ser encontradas em praticamente todas as famí lias botânicas. Outras irão ainda entrar para essa extensa lista à medida que despertarem o interesse dos cientistas para o seu estudo farmacoló gico.fineprint.com . É muito importante conhecer as espé cies medicinais pelo seu nome cientí fico. mas algumas plantas apresentam esses princí pios ativos naturais em maior concentraç ão do que outras. Essas unidades são escritas na lí ngua latina e são as seguintes: Unidades Fundamentais de Classificaç ã o • Reino: Plantae • Divisão: radical + terminaç ão phyta • Classe: radical + terminaç ão opsida ou atae • Ordem: radical + terminaç ão ales • Famí lia: radical + aceae • Gênero: substantivo em latim com inicial em letra maiú scula • Espé cie: gênero + designaç ão com a inicial em letra minú scula + abreviatura do nome do autor Como exemplo. a classificaç ão da planta chamada alecrim é a seguinte: • Reino: Plantae • Divisão: Magnoliophyta • Classe: Magnoliopsida • Ordem: Lamiales • Famí lia: Lamiaceae • Gênero: Rosmarinus • Espé cie: Rosmarinus officinalis L. as plantas são classificadas segundo unidades de classificaç ão chamadas de tá xon. Por esse có digo. Para cada 31 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. As famí lias mais representativas das plantas medicinais são apresentadas de acordo com a sua classificaç ão dentro do Có digo Internacional de Nomenclatura Botânica.

Existem també m dois está gios intermediá rios: subarbustivas e subarbó reas. que vivem em ambientes encharcados. o que dificulta a sua distinç ão. Por isso. arbó reas e trepadeiras. as plantas estão agrupadas em três categorias: anual. por si só é suficiente para que se tenha êxito no cultivo dos vegetais. A PLANTA Existem milhares de espé cies de plantas medicinais e condimentares em todo o mundo. Nesse caso. As trepadeiras necessitam de suportes tais como caibros ou mourões. Conhecer esse fator permitirá a definiç ão das té cnicas de plantio e de conduç ão do cultivo. nas mais diversas regiões de nosso paí s e do mundo. Mas nem sempre o papel da natureza. Em relaç ão ao há bito. É o caso da planta chamada hortelã. vezes é necessá rio colaborar com os fatores naturais. por exemplo. fincados ao solo e ligados por fios de arame encapado. Quanto ao porte. bianual e 32 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. são necessá rios alguns conhecimentos bá sicos sobre morfologia e fisiologia das plantas. encontramos muitas espé cies com o mesmo gênero. as plantas podem ser terrestres. ú mido ou pequenos tanques construí dos artificialmente. aquá ticas e aé reas (trepadeiras). que pertence ao gênero Mentha e possui mais de cinco espé cies semelhantes comerciais. armazenamento e processamento. Quanto ao ciclo de vida. Isso irá definir uma sé rie de padrões de cultivo. é importante saber o nome cientí fico de cada uma delas e as pequenas diferenç as morfoló gicas que elas apresentam. é preciso saber exatamente o porte e o há bito. arbustivas. Plantas com hastes muito flexí veis podem facilmente ser tutoradas para crescer de maneira harmoniosa com estacas amarradas a elas com cuidado. o ciclo de vida e ainda as formas pelas quais cada espé cie poderá ser propagada. faz-se necessá rio um local de brejo. colheita. os fatores ambientais que influenciam no processo de crescimento das ervas.fineprint.espé cie existe uma gama enorme de nomes populares. levando-se em conta a drenagem e a umidade caracterí sticas. Muitas . por meio da observaç ão. as plantas podem ser herbá ceas. tais como o espaç amento entre as plantas. Para quem quer iniciar o plantio de ervas medicinais e condimentares. Em outros casos. por exemplo. os diferentes tipos de solo. Há també m as ervas de há bito intermediá rio ao terrestre e ao aquá tico. entendendo a ló gica da perpetuaç ão de cada espé cie para propiciar um ambiente adequado à reproduç ão dos espé cimes. bem como os melhores mé todos de adubaç ão.com . Isso sóa prá tica poderá ensinar. manuseio e cultivo. Plantio O desabrochar de uma planta é sempre um milagre da vida. e cada uma delas possui suas particularidades morfoló gicas e fisioló gicas. assim como a escolha do tipo de solo ideal. Para as plantas aquá ticas. que são atribuí dos de forma aleató ria. a altura que poderão atingir e o dimensionamento da sombra que irá formar.

Outro problema é que pode ocorrer muita variaç ão entre as plantas. As ervas de ciclo anual geralmente brotam na primavera. que tem ser arrancado do solo para tal. de acordo com a sua semelhanç a. Algumas vezes pode-se induzir esse processo. colhe-se a planta em menor espaç o de tempo. A propagaç ão por ó rgãos vegetativos tem a vantagem de produzir plantas idênticas à planta-mãe e ainda reduzir o ciclo da cultura. Estaquia: Consiste na retirada de partes vegetativas da planta com tecido meristemá tico (estacas). originando plantas com maior produtividade em ó leos essenciais. o plá stico é retirado e a parte com iní cio de enraizamento é retirada. bulbilhos. pois podem ocorrer cruzamentos entre as espé cies que são desfavorá veis à produç ão do fá rmaco. em seguida. Bulbilhos subterrâneos: Este tipo de propagaç ão é feito pela separaç ão dessas gemas do bulbo central da planta-mãe. ou seja. Algumas espé cies. A propagaç ão por sementes é interessante quando se objetiva a produç ão em larga escala. É preciso conhecer a temperatura ideal. como o esfagno. Ela apresenta algumas desvantagens. A propagaç ão via semente exige algumas condiç ões especí ficas para cada espé cie. Quando a planta está no está gio avanç ado de seu desenvolvimento.com . sem danos. crescem no verão e florescem e frutificam no inverno. podendo chegara até 4 mil anos de existência. densa e. Brotaç ões ou rebentos: São utilizados de brotos que se localizam ao longo do caule. e dividi-las em diversas mudas. ela se apresenta volumosa. as raí zes começ am a se desenvolver. para que germine de forma apropriada. como ser submetidas a baixas temperaturas.fineprint. envolvendo-o com um substrato que mantenha a umidade. podemos arrancar do solo partes dela. para romper o tegumento da semente. mergulhando as estacas em soluç ão 33 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. com as raí zes. como o tomilho. Nesse caso. que poderão enraizar e produzir brotos quando colocadas em um substrato. brotaç ões ou rebentos. Para não ter problemas de cruzamentos indesejá veis. Conheç a os principais mé todos desse tipo de propagaç ão: Divisão das touceiras: Só poderá ser feita em plantas que têm esse tipo de formaç ão. a umidade e a profundidade em que deve ser colocada no solo. à exposiç ão à luz ou ainda à escarificaç ão. Alporquia: Pode ser empregada em espé cies lenhosas.perene. rizomas. Para ervas como o alecrim e o ruibarbo. a erva se propaga pela divisão de touceiras. alporquia e por meio da estaquia de raí zes. que podem ser separados da planta-mãe e enraizados em substrato adequado. Algum tempo depois. ramos e folhas. Algumas necessitam de determinados estí mulos. colocando um plá stico preso ao redor do conjunto. É feita pelo corte de um anel ao redor da casca do tronco ou ramo. são favorecidas por esse tipo de propagaç ão. dificultando a colheita. encerrando o ciclo com a dispersão de suas sementes. e. a propagaç ão vegetativa é bastante aconselhada. nesse momento. colhe-se o tomilho separadamente. da planta-mãe. As de ciclo perene completam seu desenvolvimento em um perí odo superior a dois anos. devido à sua precocidade. MÉ TODOS PROPAGATIVOS A propagaç ão das plantas pode ser realizada por sementes ou por ó rgãos vegetativos.

Há espé cies tolerantes. para completar seu ciclo de vida. o vento pode ser facilmente barrado com o uso de quebra-ventos ou com o cultivo protegido por estufa. outras de dias mais curtos. FATORES AMBIENTAIS O clima. prejudicando a polinizaç ão pelos insetos. A latitude – a distância que uma região tem em relaç ão à linha do Equador – está relacionada com a inclinaç ão da Terra e as influências das correntes marí timas sobre a temperatura. Em geral. vindas do sudeste asiá tico ou do continente africano. ramos ou folhas. menor desenvolvimento de á rea foliar ou ainda plantas suscetí veis a pragas e doenç as. Ao optar pelo cultivo de determinada espé cie. Em baixadas. mas algumas vezes ele é extremamente prejudicial.fineprint. como o aç afrão-da-í ndia. pois promove o tombamento dos ramos e das flores. a presenç a de ventos. 34 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Mas. O tipo de clima está especialmente relacionado com o comportamento de cada espé cie vegetal ante a exposiç ão à luz (fotoperí odo). que produz maior teor de alcaló ides quando cultivado em latitude norte. O tamanho das estacas é variá vel de acordo com a espé cie. maior será a produç ão dos ó leos essenciais: isso está relacionado com o aumento da produç ão de glicosí deos e carboidratos pela planta.enriquecida de hormônio indutor da formaç ão das raí zes. em primeiro lugar é preciso verificar se a á rea escolhida para o plantio conta com um clima adequado ao seu desenvolvimento. A estaquia pode ser feita por meio de raí zes. em menor escala. quanto maior a altitude. adaptam-se bem ao nosso clima tropical. de clima temperado ou subtropical. Algumas plantas se desenvolvem melhor em determinadas latitudes. Outras. poderá haver decré scimo na produç ão de princí pios ativos naturais. como é o caso do estramônio. enquanto para as plantas mais lenhosas as estacas ideais devem ter aproximadamente 20 centí metros de comprimento. A altitude – altura de uma região em relaç ão ao ní vel do mar – costuma interferir na alteraç ão da estrutura vegetal da planta e na produç ão de princí pios ativos naturais. A maior parte das plantas medicinais comercializá veis atualmente é oriunda de paí ses do hemisfé rio norte. O importante é saber se as plantas selecionadas para o cultivo são ou não tolerantes a ventos e como sua á rea de cultivo se comporta em relaç ão a isso ao longo do ano. rizomas. De qualquer forma. em geral. as estacas das plantas herbá ceas de menor porte devem ter cerca de 5 centí metros. Algumas plantas precisam de dias mais longos.com . a canela e a pimenta-do-reino. fragilizadas e com baixa defesa natural. a produç ão maior é de alcaló ides. principalmente no que diz respeito aos ó leos essenciais. Caso contrá rio. a altitude e a latidude são fatores ambientais decisivos para o desenvolvimento das plantas. como acontece com a beladona e o funcho. O vento é outro fator que influencia o crescimento das plantas.

pode-se interferir nele e melhorar sobremaneira suas condiç ões. A adubaç ão orgânica. quí mica e composiç ão bioló gica). Não existe um solo ideal para cultivar plantas medicinais. opta-se por um solo de textura intermediá ria. a mais empregada atualmente no cultivo de plantas medicinais. No caso das plantas medicinais. Conhecendo-se bem um solo. Para tanto. elas normalmente exigem um solo com acidez entre 5. sem uma visão de cultivo em larga escala. Mas a adubaç ão em excesso. interrompendo o escoamento das á guas das chuvas. a irrigaç ão e a poda. Os solos apresentam diversos aspectos fí sicos: podem apresentar textura arenosa. na forma de grânulos.com .fineprint. doenç as e plantas competitivas.5 e 6. na maioria dos casos. com poucos nutrientes disponí veis para as plantas. de maneira artificial. Alguns solos muito á cidos (pH muito baixo) devem ser corrigidos. ou inadequada. processo de adiç ão de cá lcio ao solo. fazem-se necessá rios alguns cuidados para garantir a formaç ão de ervas saudá veis e com quantidade adequada de princí pios ativos. por meio da calagem. Cuidados Antes do plantio e durante o desenvolvimento das plantas medicinais e condimentares. Quando se pretende cultivar diversas espé cies num mesmo terreno. Solos com baixo teor de nutrientes e desequilibrados formam plantas fracas e suscetí veis a pragas e doenç as. porosidade. ADUBAÇ Ã O A adubaç ão pode ser feita de diversas formas. antes de iniciar um cultivo. o magné sio – ao solo. A falta de adubo normalmente gera plantas fracas e suscetí veis ao ataque de pragas e doenç as. antes da adubaç ão. Os solos brasileiros normalmente são bem á cidos. geralmente pela mistura de calcá rio à terra. 35 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. A declividade do solo é importante para a elaboraç ão do plano de plantio. també m pode prejudicar a produç ão de princí pios ativos naturais da planta. Entre esses cuidados estão a adubaç ão. é feita adicionando-se ao solo substâncias orgânicas que irão melhorar as caracterí sticas gerais do solo (textura. No caso das plantas medicinais.5 (mais pró ximos do solo neutro. tanto em suas caracterí sticas fí sico-quí micas quanto em sua declividade. pois. deve-se em primeiro lugar coletar amostras desse solo para submeter a uma aná lise quí mica dos seus componentes. A adubaç ão mineral consiste na adiç ão de minerais – como o nitrogênio. pois cada espé cie exigirá condiç ões especí ficas para seu desenvolvimento. pois solos com grande declive exigem a utilizaç ão de curvas de ní vel para conter a erosão e a lixiviaç ão de nutrientes do solo. o fó sforo. As curvas de ní vel constam da construç ão de degraus de plantio feitos no sentido contrá rio ao declive. pó ou lí quida. de pH 7). elas possuem crescimento rá pido e são colhidas em grandes quantidades.O SOLO Os solos têm um efeito decisivo no desenvolvimento da planta. bem como a renovaç ão de culturas e o controle de pragas. é necessá ria uma reposiç ão constante dos nutrientes. areno-argiloso. argilosa ou intermediá ria. o potá ssio.

pois. mas també m para incrementar o aroma e o nú mero de colheitas. O hú mus de minhoca. plantando-se as espé cies em á reas que antes eram ocupadas por outras. Isso porque os pró prios princí pios ativos naturais produzidos têm a funç ão de 36 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. É empregada principalmente em arbustos. lixo orgânico da cozinha e outros. embora mais caro. de acordo com a espé cie.Na adubaç ão orgânica pode-se utilizar esterco bem curtido. assim como a resistência a pragas e doenç as. Esse é o momento adequado para se renovar a cultura. bagaç o de cana-de-aç ú car.com . é també m muito eficaz como adubo. caso contrá rio.fineprint. A poda de remoç ão de ramos produtivos visa eliminar a floraç ão para que se exalte a parte vegetativa (as folhas). A poda de formaç ão é realizada quando a planta está se formando. eliminando ramificaç ões indesejá veis que prejudiquem o porte e a estrutura geral da planta. misturando-o no solo cerca de 20 dias antes do plantio. CONTROLE DE PRAGAS. oriundo dos dejetos dos animais criados na propriedade. formado por cascas de frutas. de acordo com as ervas medicinais cultivadas. Nesse caso. pode-se utilizar a rotaç ão das culturas. Um produto mais elaborado é o composto orgânico. vinda de nascentes limpas e puras. DOENÇ AS E PLANTAS COMPETITIVAS As plantas medicinais geralmente não apresentam problemas muito sé rios com pragas e doenç as. não apenas para aumentar seu volume. Alé m de reciclar os nutrientes do solo. PODAS Existem vá rios tipos de poda. A irrigaç ão deverá ser feita sempre nos horá rios menos quentes do dia. na é poca do outono ou inverno. a de formaç ão e a de restauraç ão. essa prá tica auxilia també m na reduç ão dos problemas com infestaç ão de pragas e doenç as. RENOVAÇ Ã O DA CULTURA As plantas medicinais têm seu auge de produç ão de fá rmacos em é pocas diferentes. A poda de restauraç ão serve para proporcionar plantas mais vigorosas no pró ximo cultivo. capim. a produç ão tende gradativamente a declinar. é importante saber se a á gua utilizada na irrigaç ão é de boa qualidade. IRRIGAÇ Ã O No cultivo de plantas medicinais e aromá ticas. Alé m da quantidade. de acordo com a espé cie. O composto tem a capacidade de aumentar o vigor da planta e sua qualidade. palha de milho e arroz. á rvores e trepadeiras. Faz-se a poda da planta de 5 a 10 centí metros acima do solo. Depois desse perí odo. poderá ocorrer a queima das folhas pela irradiaç ão solar ou até a proliferaç ão de fungos.5 a 3 kg/m2. Ele é rico em nutrientes e ajuda o solo a se reestruturar. a á gua deverá estar sempre disponí vel na quantidade apropriada a cada espé cie. cinzas. Recomenda-se a aplicaç ão de 1. As mais comuns são a poda de remoç ão de ramos produtivos.

da sá lvia e da losna. 150 gramas de fumo-de-rolo picado em 5 litros de á gua. e o plantio das mudas deve ser feito na é poca indicada para cada espé cie. recomenda-se a utilizaç ão de inseticidas naturais. Coe e engarrafe. quer seja por substâncias tó xicas presentes. alé m de eliminar os agentes polinizadores. Outro fator importante é evitar o cultivo de uma sóespé cie em grandes á reas. Infusão de cebolinha verde: Pique um maç o de cebolinha verde e despeje á gua fervida. É o caso da menta. pois eles podem interferir nos processos de formaç ão dos fá rmacos. O solo també m deve ser mantido sempre em boas condiç ões. bem nutrido. Algumas plantas. pois tende a diminuir o í ndice de infestaç ão de pragas e doenç as. 37 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. como a calda de fumo. um excelente inseticida natural. Veja as receitas de inseticidas naturais. Para atacar as pragas. caules retorcidos. mexendo sempre. cobertura branca aveludada e outros. simples de preparar. Receitas de inseticidas naturais e outros mé todos alternativos contra as pragas: Á gua de cebola: Cozinhe por alguns minutos a casca da cebola. Coe. pulgões. As plantas doentes apresentam sintomas patoló gicos como folhas enrugadas. No momento da pulverizaç ão. por 30 minutos.proteger a planta de agressores e predadores. com o espaç amento correto. Á gua de samambaia: Ferva. durante 30 minutos. o controle de pragas pode ser feito manualmente por meio da cataç ão manual. deixe esfriar tampado e pulverize. têm o poder de afastar pragas gerais. Pulverize sobre as partes da planta infestadas por cochonilhas. á caros e cochonilhas. em proporç ões iguais. Mas existem alguns elementos que costumam gerar problemas na cultura de plantas medicinais. A primeira medida preventiva contra as pragas e doenç as é a aquisiç ão de mudas sadias e bem formadas. Calda de fumo com sabão: Prepare a calda de fumo como explicado acima e adicione. ovos. Tampe e espere aproximadamente 20 minutos. Nunca se deve utilizar defensivos quí micos. que se mostram muito eficazes.com . e estes devem ser eliminados. Calda de fumo: Cozinhe. espere esfriar e pulverize sobre as partes da planta infestadas por cochonilhas. Em á reas maiores. 500 gramas de folha fresca em 1 litro de á gua. O consorciamento de culturas é uma boa opç ão. Deixe esfriar e aplique por meio de pulverizaç ões nas plantas atacadas por pulgões.fineprint. retirando das plantas larvas. quando plantadas nos canteiros. misture partes iguais do preparado e á gua. o mais recomendado é a utilizaç ão de preparados naturais. 150 gramas de sabão em pedra dissolvido em 5 litros de á gua. quer seja pelo aroma. pois gera desequilí brios no ecossistema. Pragas Em pequenas á reas.

Essa soluç ão deverá ser jogada no solo. casca de ovo moí da e carvão vegetal e coloque a mistura ao redor dos canteiros e nas linhas transversais. Outro mé todo simples é o plantio de mil-folhas nos canteiros. Macerado de alho: Macere 4 dentes de alho em 1 litro de á gua e deixe 15 dias em repouso. Plantas auxiliares: O cultivo de gergelim e batata-doce pró ximo às plantas medicinais produz substâncias tó xicas para as formigas e saú vas. tais como moderar as adubaç ões com esterco. No caso de bacté rias e fungos. pois causam necrose e podridão dos tecidos da planta. Pulverize sobre as partes da planta infestadas por cochonilhas. Existem algumas medidas profilá ticas para controlar as infestaç ões. bacté rias ou fungos. deve-se evitar o uso de irrigaç ão por aspersão. como capuchinha.fineprint. ou então manchas de coloraç ão diversa. aconselha-se a eliminaç ão total das plantas afetadas. Um bom bactericida natural é feito a partir de uma pedra de cânfora diluí da em um balde de á gua. que atrai as lagartas para ela. besuntadas em ó de câmbio. Pulverize leo sobre as plantas afetadas. Doenç as As doenç as nas plantas medicinais podem ser causadas por ví rus. No caso de infestaç ão por ví rus. Soluç ão de enxofre: Usadas para o caso de infestaç ão por á caros. Os fungos apresentam diversos sintomas nas plantas. Plantas-iscas: No caso de infestaç ão por lagartas. Para que não haja a proliferaç ão de doenç as no cultivo. pulgões e lagartas. Mistura contra saú vas e formigas cortadeiras: Misture farinha de osso. deixados de molho em á gua por aproximadamente 20 minutos e pulverizados em seguida nas plantas. com a queima do material. Dilua esse macerado em 10 litros de á gua e pulverize sobre as plantas infestadas por pulgões. Pulverize nas plantas afetadas. 38 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.Extrato de urtiga: Misture 500 gramas de folhas frescas e 1 litro de á gua e deixe curtir por 2 dias.com . Receita contra besouros prejudiciais: Ao lado da plantaç ão. mas principalmente formam uma camada aveludada. de coloraç ão branca ou negra. pode-se utilizar alguns mé todos de combate e controle da infestaç ão. coloque placas amarelas. Um bom fungicida natural é feito a partir de ramos picados de cavalinha ou camomila. As bacté rias são microorganismos não visí veis a olho nu mas sua aç ão pode ser claramente identificada. Pode-se ainda plantar catinga-demulata e hortelã-pimenta. Pode-se també m utilizar plantas-iscas. a cataç ão manual é o melhor mé todo de controle. com 45º de inclinaç ão: elas atraem os besouros e estes leo ficam presos na placa. Misture enxofre e á gua na proporç ão de 750 gramas de enxofre para 100 litros de á gua. Óleo mineral emulsioná vel: Misture 8 litros de ó mineral e 2 litros de á gua.

O combate deve ser feito com enxada ou manualmente em pequenos canteiros. també m chamadas de mato ou ervas daninhas. Se não for feita de forma adequada.No caso de infestaç ão por nemató ides. Caso contrá rio.fineprint. Colheita CUIDADOS E PRODUTIVIDADE A colheita é a ú ltima fase do processo de produç ão de plantas medicinais e condimentares no campo. feijão. deixadas para secar longe dos canteiros e recolocadas como cobertura morta. É nessa hora que ele poderá medir o resultado dos esforç os empreendidos em todas as etapas produtivas anteriores. Confira a produtividade de algumas ervas: 39 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. consulte a Enciclopé dia das Plantas. ser colocadas em recipientes que não s machuquem nem amassem o material durante o transporte para a secagem. que libera uma substância inibidora da aç ão dos nemató ides. Isso se aplica també m a plantas que cresceram ao longo de rodovias. milho. tais como soja. Plantas competitivas Quando se cultivam plantas medicinais. Para saber o momento ideal de colheita das principais ervas. As plantas competitivas devem ser retiradas com as raí zes. que irá auxiliar o solo a manter sua umidade. denotando diminuiç ão da qualidade do produto. As ferramentas para a colheita devem ser selecionadas para cada espé cie e bem limpas apó cada corte. Cada espé cie deve ser colhida a seu tempo. pode-se usar mé todos de combate como a rotaç ão de culturas e o plantio de cravo-de-defunto. Plantas medicinais que cresceram nas imediaç ões de outras culturas de interesse econômico.com . Alé m disso. então. A maioria das plantas medicinais produz por ano cerca de 1 a 3 toneladas de maté ria seca por hectare. Em caso de cultivos comerciais. as sementes ainda estarão viá veis e poderão infestar a á rea toda. que foram tratadas com agroquí micos. ainda poderão causar um sombreamento indesejá vel. As plantas devem. é preciso sempre fazer a limpeza da terra dos canteiros para que não haja infestaç ão por plantas competitivas. que inibem o desenvolvimento e crescimento das plantas. pois podem ter sofrido contaminaç ões por poeira ou mesmo por gases expelidos pelos veí culos. o produtor deve ter em mente a produtividade esperada do plantio. no momento em que há maior concentraç ão do princí pio ativo natural desejado. absorvendo os nutrientes do solo ou liberando substâncias chamadas alelopá ticas. As ervas daninhas competem com as plantas medicinais. Mas isso deve ser feito somente se as plantas forem extirpadas antes da frutificaç ão. deverão ser evitadas para a colheita. pode pôr a perder todo o material produzido. Outro problema é que a presenç a delas no meio do material medicinal seco pode reduzir o preç o de venda.

para que ela murche nem perca a qualidade final. É bom evitar també m apertar.com .Espé cie Alecrim Beladona Calêndula Capim-limão Carqueja Espinheira-santa Guaco Hortelã-pimenta Melissa Mil-folhas Quebra-pedra Sá lvia Sete-sangrias Tanchagem QUALIDADE NA COLHEITA Rendimento (tonelada de maté ria seca/hectare) 1.04 da parte aé rea 1. Processamento SECAGEM Depois da colheita. areia.00 de folhas 2.04 da parte aé rea A maneira correta de colher uma erva é determinante para a qualidade do produto final. inteiras e limpas (as ervas medicinais não podem ser lavadas apó a colheita).82 de folha 2. em que altura a planta deverá ser cortada. Terra.10 da parte aé rea 2. as ervas medicinais e condimentares devem ser levadas imediatamente para o local destinado à secagem.70 de folha 3. insetos. doenç as. ervas daninhas.30 de flor 24. rasgos nem bolores ou fermentaç ões.33 da parte aé rea 2.96 da parte aé rea 0. 40 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. rompimentos.40 da parte aé rea 1. pois elas normalmente são fracas ou doentes. Deve-se dar preferência às partes vistosas. assim como a parte da planta que interessa. deve-se previamente fazer a separaç ão definitiva das impurezas existentes.0 de folhas 5.fineprint. s manchas.67 de folha 1. folhas imperfeitas. poeira – tudo deve ser separado e descartado. ou seja. amassar ou machucar a planta. As plantas com imperfeiç ões devem ser evitadas. Antes do produto fresco ser carregado para um secador. Um fator importante é saber o modo certo de corte. sem a presenç a de pragas.95 de folha 1.58 da parte aé rea 2. Outro cuidado fundamental é não permitir a coleta de plantas daninhas juntamente com as partes destinadas ao uso ou à comercializaç ão.

É o caso de espé cies da famí lia Apiaceae.Apesar de a secagem apresentar vá rias vantagens.fineprint. Uma maneira simples para detectar isso é pegar um punhado das folhas nas mãos e amassar: elas devem se desmanchar na mão. fermentaç ões e outras) ocorram no interior dos tecidos da planta. A secagem das plantas medicinais deve manter uma mé dia de velocidade. Na secagem natural. impedindo que a á gua que está no interior dos tecidos da planta saia para a superfí cie e seja evaporada. que devem ser bem arejados. O ponto ó timo de secagem de cada planta deve ser respeitado para evitar a perda de princí pios ativos naturais. Para secar pequenas quantidades de ervas em casa. As plantas medicinais nunca deverão ser secas diretamente ao sol. permite que reaç ões bioquí micas (reaç ões enzimá ticas. que geralmente se desenvolvem em ambientes ú midos. é possí vel usar um desidratador. é mais difí cil saber o dia em que a planta alcanç ou o ponto ideal. um aumento de vida ú til do material. As plantas não devem ser espremidas dentro da embalagem e precisam ser mantidas distanciadas das plantas de outras espé cies. as plantas deverão ser homogeneamente espalhadas sobre a superfí cie secante. virando rapidamente pó . Acondicionamento O armazenamento das plantas medicinais deve ser feito em locais bem arejados. limpos. A secagem bem-feita també m garante qualidade na armazenagem. secando as plantas em menor tempo. evitando a deterioraç ão da erva e promovendo. que provoca reaç ões bioquí micas indesejá veis no interior de suas cé lulas. é poca de colheita e previsão de validade. em camadas de no má ximo 5 centí metros de espessura. escuros e de forma organizada. Essa perda acontece quando a erva é submetida ao excesso de calor. aparelho encontrado em casas especializadas em maté rias-primas para decoradores. evitando o aparecimento de fungos. e revolvidas a cada 2 ou 3 dias. pois isso causaria muitos danos e perda de seus valores bioquí micos. mas sem estar crocantes. FORMAS E TEMPO DE SECAGEM A secagem pode ser feita de maneira natural. diminuindo sua qualidade final. Se for muito lenta. nem muito rá pida nem muito lenta. principalmente se forem aromá ticas. Isso significa que as plantas têm de estar acondicionadas em sacos de juta de fios grossos e de malha bem apertada e identificadas por etiquetas com seu nome.com . O correto é secar uma espé cie de cada vez. causa um tensionamento da epiderme da planta. que agilizam o processo. protegidos do sol e sem umidade. algumas plantas perdem boa parte de suas propriedades medicinais durante o processo e devem ser consumidas preferencialmente frescas. O objetivo da secagem é eliminar uma alta porcentagem de á gua retida nas cé lulas vegetais. que poderá ser armazenado e utilizado até a pró xima colheita. Se for muito rá pida. Para o 41 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. assim. contando apenas com a evaporaç ão do ar. De qualquer forma. tanto no secador artificial quanto nos locais para secagem natural. ou em secadores artificiais.

Está mais do que comprovado pela ciência que as plantas devem ser usadas com parcimônia e muito cuidado. é importante sempre procurar um mé dico para que ele possa fazer a prescriç ão adequada das plantas para o seu problema pessoal. Os insetos. As frestas do chão e das paredes podem ser vedadas.armazenamento por tempo indeterminado. deve-se fazer inspeç ões perió dicas. predispondoas a fermentaç ões e até à formaç ão de bolores. Entre esta. podem levar à morte. també m chamadas de princí pios ativos naturais. quantidade de á gua. como os gorgulhos. danificam as ervas de muitas formas: se as ervas forem destinadas à venda. removendo restos das outras culturas.de que o uso das plantas pode també m trazer conseqü ências desastrosas. para evitar a entrada de organismos estranhos ou mesmo de umidade. a presenç a de insetos pode até causar a recusa do produto por parte do cliente. tais como caixas. alé m de curar. 42 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. As Plantas Medicinais Plantas medicinais são aquelas capazes de curar doenç as e promover o equilí brio geral do organismo humano. Para controlar os insetos. A luz pode descolorir as folhas e flores. altitude e latitude. Um grande nú mero de princí pios ativos naturais pode ser aproveitado na forma medicinal para tratar diversas enfermidades. caixotes e toné is de madeira inodora. agindo contra predadores. A poeira dá um aspecto sujo e mal cuidado às ervas. solo. á caros e traç as. elas també m podem causar intoxicaç ões e envenenamentos. mas nunca ú mida. A temperatura deve ser baixa. encontram-se substâncias especiais que ajudam na adaptaç ão das plantas ao meio em que vivem. aconselha-se usar recipientes hermé ticos. têm a sua produç ão influenciada por diversas condiç ões ambientais. é essencial para a obtenç ão de princí pios ativos na proporç ão e concentraç ão desejadas. A umidade causa o apodrecimento do material.com . O emprego de té cnicas de cultivo adequadas. recomenda-se que o local de armazenagem seja pré via e criteriosamente limpo. besouros. Não podemos nos esquecer. a luz. no entanto. que levam em conta todos os fatores que promovem o desenvolvimento da planta. com uma simples dose. Isso porque. retirando caixotes e caixas sem uso atual. devolvendo-nos o bem-estar. a umidade. Existem plantas extremamente tó xicas que. como tipo de clima. Alguns fatores ambientais – como o ar. Evite a auto medicaç ão. Por isso. impedindo o desenvolvimento de outros vegetais ao seu redor ou ainda protegendo a planta contra doenç as e pragas. a poeira e os insetos – podem prejudicar o armazenamento consideravelmente. Essas substâncias. Para prevenir a má influência desses fatores. O ar pode oxidar as ervas.fineprint. Todos os vegetais produzem uma sé rie de substâncias quí micas durante o seu metabolismo.

assim como os sabões. Antraquinonas: São compostos derivados de metil-antraquinona e exercem uma aç ão irritante sobre as mucosas do intestino grosso. incluindo a hemolí tica. diluí dos em á gua. Saponinas: são compostos de natureza heterosí dica que. entre outras. Papaveraceae (papaverá ceas). Mucilagens e Gomas: São polissacarí deos que. Essas substâncias são exsudadas ico pelos caules e raí zes.fineprint. lí quido-viscosos. Amarilidaceae (amarilidá ceas). entre outras. São volá teis e não se misturam com á gua. Têm aç ão anti-sé ptica e estimulante. As mucilagens têm o poder de absorver grande quantidade de á gua. aumentando o peristaltismo intestinal. Euphorbiaceae (euforbiá ceas). Taninos: São compostos fenó licos com poder de precipitar proteí nas. a fluidificante do muco e a tônica. Elas exercem aç ão protetora do tubo gastrintestinal. aumentando assim de volume. numa mistura de á lcoois. rosa e azul aos vegetais. a expectorante. tais como colagoga. Rosaceae (rosá ceas).Princí pios ativos Os princí pios ativos naturais são agrupados de acordo com a sua estrutura quí mica e funç ão medicinal. bactericida. formam soluç ões viscosas e adesivas. queratolí tica. Dentro de cada um desses grupos. As resinas normalmente são só lidas e os bá lsamos. benzó e terpenos diversos. Têm aç ão anti-sé ptica. laxativa suave. Eles têm aç ão adstringente. antiinflamató e sedativa da tosse. protetora das mucosas do tubo digestivo. Por terem uma atividade bioló gica muito grande. entre outras. citostá tica e protetora. antiespasmó dica e antitumoral.com . Os grupos mais importantes são: Alcaló ides: São compostos orgânicos nitrogenados. de composiç ão complexa. Glicosí deos Cardiotônicos: São compostos tó xicos e devem ser usados em doses mí nimas. Aparecem principalmente nas famí lias botânicas Buxacaceae (buxá ceas). 43 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. quando diluí dos em á gua e agitados. anti-sé ptico e cicatrizante. aldeí dos. Bá lsamos e Resinas: São compostos de natureza complexa originados da mistura de é steres de á cido cinâmico. ria Óleos Essenciais: São compostos aromá ticos. Flavonó ides: São compostos relacionados com o grupo quí mico flavona e normalmente dão cor amarela. Malvaceae (malvá ceas) e Asteraceae (compostas). Solanaceae (solaná ceas). podemos encontrar um nú mero praticamente infinito de substâncias e derivados. As saponinas exercem aç ões variadas. Têm aç ão tônica sobre a musculatura do coraç ão. Eles têm aç ões diversas. geralmente de estrutura quí mica complexa. controladas em laborató rios. Exercem aç ão protetora sobre os vasos sangü í neos e capilares e antiinflamató ria. cetonas e é steres. Liliaceae (liliá ceas). Myrtaceae (mirtá ceas). devem ser usados com muito cuidado e com dosagens feitas em laborató rio. produzem espuma abundante. terpenos. Estão amplamente presentes principalmente nas flores e nos frutos das famí lias botânicas Rutaceae (rutá ceas).

Combate as hemorró idas. Analgé sica. Anti-helmí ntica. Bé quica. Aquele que impede a formaç ão de tumores. Alivia os espasmos. Combate o corrimento vaginal. Antiflogí stica. torna menos denso. B Balsâmica.Propriedades Medicinais A Abortiva. Estimula o apetite. fungos e ví rus). Antiviró tica. união. Combate a gonorré ia (o mesmo que antiblenorrá gica). Antiemé tica. Promove insensibilidade à dor. Anti-hemorroidal. Afrodisí aca. Reduz as secreç ões das glândulas sebá ceas. Antiirritante. Reduz a capacidade reprodutiva. Suprime o suor. Impede a formaç ão de tumores malignos. Antimalá rica. O mesmo que antiinflamató rio. Elimina os venenos. ligaç ão. Antité rmico. Combate a febre.fineprint. Antialé rgica. Provoca constriç ão. Combate os sintomas da inflamaç ão. Antiblenorrá gica. Anti-reumá tica. Destró os ví rus. Combate a blenorragia (gonorré ia). Combate o escorbuto. Combate a sí filis. Antineoplá sica. Antiperspirante. Combate o reumatismo. 44 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Ajuda a tratar da tosse (o mesmo que bé quica). Combate a diabete. Adelgaçadora. Que causa expulsão do feto. Antiescorbútica. i Anti-sifilí tica. Aperiente. Anti-sé ptica. Combate microrganismos patogênicos (bacté rias. Antioxidante. Diminui a dor. Combate o envelhecimento. Elimina os sintomas da alergia. Antimicrobiana. Antiedê mica.com . Antiidade. Combate os vômitos. Combate o estí mulo e excitaç ão das atividades da pele. i Antitó xica. Antidiarré ica. Anti-histé rica. Anesté sica. Impede o acú mulo de lí quidos provenientes do sangue. Combate a malá ria. Afina. Antidiabé tica. Estimula o desejo sexual. Combate a lepra. Anti-seborré ica. Antileucorré ica. Antilepró tica. Antigonorré ica. Adstringente. Combate a histeria. Antitussí gena. Destró os microorganismos e limpa a pele. Impede a oxidaç ão das cé lulas da pele. Combate os vermes intestinais. Antitumoral. ameniza. Antiespasmó dica. Antifertilidade. Suaviza. Ajuda a tratar da tosse (o mesmo que antitussí geno). Antiinflamató ria. Combate a diarré ia.

Descongestionante. Estimula o fluxo da bí lis. Que inibe o crescimento celular. Estimula a digestão. Tira o mau cheiro. Digestiva. Estomá quica. Desobstruente.fineprint. Conservante. Combate os fungos. Combate hemorragias. Torna forte. Desinfetante.C Calmante. Promove a liberaç ão das secreç ões das vias respirató rias. Fotomutagê nica. Substância que em contato com o sol torna-se tó xica. Eupé ptica. Despigmentadora. Hepatoprotetor. Depurativa. s Citostá tica. Diuré tica. Condicionante. 45 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Aç ão protetora no fí gado. E Emenagoga. Excitante. Carminativa. Emé tica. Fortalecedora. Elimina manchas e sardas da pele. Regulador das funç ões. Cardiotônica. Tira o inchado e a obstruç ão dos tecidos. Que libera um canal ou vaso. Amolece e abranda uma inflamaç ão dos tecidos. Limpa as toxinas do sangue. Estimula a menstruaç ão. Facilita as atividades do estômago. Substância que em contato com o sol causa mutagênese (processo que dá origem às mutaç ões).com . Catá rtica. Provoca vômito. Aç ão enfraquecedora. H Hemostá tica. Desodorante. Amolece e abranda as inflamaç ões das mucosas. Emulsificante. Ativa e excita determinadas funç ões na pele. Diaforé tica. Emoliente. Esfoliativa. Impede a deterioraç ão dos produtos cosmé ticos por microrganismos. Expectorante. Aç ão purgante energé tica. Estimula a secreç ão de urina. Cicatrizante. Estimula a eliminaç ão de gases gastrointestinais. Estimulante. Estabiliza uma emulsão (substância de consistência leitosa). Recupera os tecidos da pele apó uma danificaç ão. Fototó xica. D Demulcente. O mesmo que antité rmico. dá mais forç a. Tonifica o coraç ão. Colagoga. Desinfecciona e livra de contaminaç ões. Fungicida. F Febrí fuga. Depressora. Provoca a descamaç ão de cé lulas mortas da superfí cie da pele. O mesmo que digestiva. Que acalma e seda as dores e irritaç ões da pele (o mesmo que lenitivo). Estimula a transpiraç ão. Promove estí mulos.

Provoca a evacuaç ão. Higienizante. L Laxante. Refrescante. Que afasta. R Reconstituinte. S Sedativa. Hidratante.fineprint. Devolve os nutrientes para a pele. remoç a. P Parasiticida. mas de forma mais suave. Relaxante. Nutritiva. Regeneradora celular. Que recupera. Que devolve a vida. Que torna jovem. Hipocolesterolê mica. tranqü iliza. Sialagoga.Hepatotó xico. Que traz frescor e alí vio. Hipotensora. Impede a formaç ão de queratina. irritaç ão. de forma mais agressiva que o laxante. Devolve os minerais à pele. Q Queratolí tica. Repelente. Patogê nica. Provoca a salivaç ão. Lenitivo. Dissolve as molé culas de gordura. Que acalma. Restaura as forç as. Substância que umidifica e unta os tecidos. Trata a pele com uma substância que devolve a umidade natural. Hipertensora. I Irritante. Que causa vermelhidão da pele. Rejuvenescedora. Induz à reproduç ão das cé lulas da pele. Lubrificante. O mesmo que calmante. Cessa com uma inflamaç ão sem supuraç ão. Provoca a evacuaç ão. Induz ao sono ou à inconsciência. Asseia a pele tornando-a saudá vel. Que devolve o vigor. N Narcó tica. Aumenta a pressão sangü í nea. Diminui a tensão muscular. Reduz o colesterol sangü í neo. Revigorante. Reduz a pressão sangü í nea. Remineralizante. Lipolí tica. Restauradora. Combate os parasitas. 46 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.com . Capaz de produzir doenç as. Que provoca estí mulo. Tó xico para o fí gado. Rubefaciente. Revitalizante. Resolutiva. Purgativa.

Os vidros utilizados devem estar escrupulosamente limpos. Vulnerá ria. devem ser sempre de ó tima qualidade.Suavizadora. Vasoprotetora. juntamente com a planta. como estamos falando de chá s que serão tomados para curar alguma coisa ou pelo menos aliviar alguma dor. Modo de fazer: 1. umedece. Deixe cozinhando por 15 a 30 minutos. lavados com detergente e depois postos para secar no forno. não podem ser vidro muito fino). Protege os vasos sangü í neos. os produtos utilizados. O mesmo que diaforé tica. Tranqüilizante. 3. V Vasoconstritora. como os cuidados com o recipiente. Que torna suave. as outras preparaç ões caseiras exigem sempre cuidado e limpeza. como raí zes. Preparaç ões caseiras Ensinar a fazer um chá pode parecer ridí culo e até ofensivo. Que cura feridas. Provoca a dilataç ão dos vasos sangü í neos. Provoca a contraç ão dos vasos sangü í neos. porque é ló gico que qualquer pessoa pode fazer uma bebida com á gua quente e um punhado de ervas frescas ou secas. Mas. 2. Separe as partes da planta que lhe interessam e lave-as cuidadosamente. que deve ser de vidro ou porcelana. que deve ser pelo menos filtrada para diminuir um pouco a quantidade de produtos quí micos adquiridos no tratamento. Encha uma panela com á gua mineral e leve ao fogo.com . rizomas. Que envenena. Supurativo. Que estica.fineprint. U Umectante. casca e talos. sementes. como os ó leos vegetais. Vesicante. dentro de uma assadeira (por isso. revigora. Tônica. Vasodilatadora. • PREPARADOS DE BASE • PREPARADOS AVANÇADOS PREPARADOS DE BASE Decocç ão: Recomenda-se usar as partes de tecidos mais grosseiros da planta. Da mesma forma. Sudorí fera. Por fim. Tó xica. e com a á gua. 47 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Que molha. Estimula a eliminaç ão de pus. T Tensoativa. No caso de se querer usar partes mais tenras. é preciso deixar no má ximo por 10 minutos no cozimento. Que dá energia. O mesmo que sedativa. Que provoca a formaç ão de vesí culas e bolhas. certas regras bá sicas deverão ser seguidas.

Para cascas. Reserve uma panela de vidro com á gua mineral fria. Você poderá usar vá rias plantas misturadas. talos e sementes. : Modo de fazer: 1.com . Separe as partes desejadas da planta. Quando alcanç ar a fervura. flores e partes mais tenras. diluí do em ó carreador. Proceda a secagem em estufa ou de acordo com as instruç ões dadas anteriormente. Recomenda-se usar as folhas. No caso de partes mais grosseiras. Óleo de massagem: Usa-se a tintura ou o ó essencial. é necessá rio picar bem miú do e deixar a soluç ão em repouso por mais tempo. Escolha um ó carreador puro.4. Pó Usado como veí culo de diversos preparados. Para raí zes e rizomas. Maceraç ão: Pode-se usar qualquer parte da planta. Modo de fazer: 1. Modo de fazer: 1. deixe por 24 horas. 3. deixe por 15 horas. ativar a circulaç ão. 3. ou sóflores). No caso de se querer usar partes mais grosseiras da planta. 3. Coloque de molho as partes desejadas por até 24 horas.fineprint. Serve leo leo para massagear o corpo relaxando os mú sculos doloridos. Misture o ó carreador com a tintura da planta ou com o ó essencial. 2. 3. Encha uma chaleira com á gua mineral e leve ao fogo. retire do fogo e deixe a panela tampada por mais alguns s minutos antes de usar. numa leo leo proporç ão de três gotas de ó leo essencial para cada colher (sopa) de ó leo carreador. leo 2. Pomada: Uso tó pico para massagear partes do corpo e tratar de problemas de pele e musculares. 48 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. promover a eliminaç ão de toxinas pela pele e a drenagem linfá tica. 2. Infusão: Conhecida popularmente por chá . Separe as partes da planta que lhe interessam e lave-as cuidadosamente. 4. deixe por 10 horas. Separe as partes da planta que lhe interessam e lave-as cuidadosamente. Para folhas. picar em pedaç os bem pequenos. flores e tecidos tenros. de acordo com o seu tipo de pele. desligue e mergulhe nela as partes da planta. Apó esse tempo. Aplique na pele com massagens suaves. Triture em um moedor até alcanç ar a granulaç ão desejada. 2. Modo de fazer: 1. Tampe a chaleira e deixe a soluç ão abafada por cerca de 5 a 10 minutos. desde que sejam provenientes de ó rgãos vegetais idênticos (ou sófolhas.

Lave cuidadosamente a fruta. o vinagre ou a glicerina.fineprint. No caso da laranja e do limão. Modo de fazer: 1. 3. Deixe esfriar um pouco e junte 1 colher de sopa do vegetal bem picado. até obter um lí quido homogêneo. acondicione em latinhas ou potinhos de creme. Suco: Usado para remineralizar o corpo. amêndoa ou uva. Recomenda-se diluir previamente em á gua mineral. por aproximadamente 15 dias consecutivos. 3. Quando estiverem cozidos. leo sempre com 1 colherinha de chá de ó de germe de trigo). Se a pomada ficar muito dura. use um espremedor de frutas. Junte ao ó 1 colher de sopa de cera de abelhas ralada. retire-os do fogo e passe-os pelo espremedor para obter uma consistência pastosa. juntamente com um pouquinho de á gua mineral. Escolha os ó leos essenciais desejados. Se preferir. 4. 3.Modo de fazer: 1. 5. 2. Quando estiver fria. A extraç ão dos princí pios ativos da planta é feita por solventes. hidratar e refrescar. Modo de fazer: 1. Cozinhe a vapor os vegetais e/ou as frutas. O sal grosso serve para ser utilizado na á gua da banheira e o sal marinho. Por ser um preparado muito concentrado. 2. ativando a circulaç ão e promovendo a limpeza e a eliminaç ão de toxinas. Tintura: Esse preparado é usado quando não é possí vel extrair os princí pios ativos da planta por meio de infusão ou decocç ão. a vodca. Escolha a planta desejada e transforme-a em pó . aumente a quantidade de ó leo. Pingue as gotas que achar necessá rio (você sentirá o aroma e sua intensidade) numa porç ão de sal grosso ou sal marinho. Modo de fazer (tintura alcoó lica): 1. de granulaç ão mais fina. 2. 2. 4. Purê: Usado para fazer má scaras de beleza e tratar da pele e cabelos. você poderá coar a soluç ão. Sal aromá tico: Preparado com o uso de ó leos essenciais. 49 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Agite bem o vidro todos os dias. 3.com . Leve ao liquidificador. Se ficar mole é porque a cera foi pouca. legume ou verdura. Em uma panelinha pequena e de preferência usada somente para este fim. leo 3. nunca deve ser usado diretamente sobre a pele. Retire a casca e pique em pedaç os pequenos. que podem ser o á lcool de cereais. coloque 50 g de ó vegetal de boa qualidade (de gergelim. Coloque-a em um vidro escuro e cubra com a soluç ão alcoó lica. Modo de fazer: 1. Deixe o fogo bem baixo ou use uma panela de banho-maria e mexa até a cera estar bem derretida (cerca de 2 ou 3 minutos). Aplique diretamente no local ou utilize em algum preparado avanç ado. depois de fazer a mistura. pode ser usado com uma esponja natural para friccionar o corpo todo. coloque tudo num vidro bem fechado e deixe o sal aromá tico maturar por mais ou menos 15 dias antes de usar. leo 2.

20 minutos. umedecer e estimular a circulaç ão. 3. 2. Espere amornar e então faç a o bochecho ou o gargarejo. Aplique no local. 2. 4. Não á utilize de forma alguma frutas á cidas. Escolha a planta que será usada e deixe o preparado pronto com antecedência. 3. na forma de pó . No entanto. PREPARADOS AVANÇADOS Banho de imersão: Recomenda-se usar decocç ão. ó leos essenciais. Repita esse processo pelo menos três vezes ao dia. mau há lito e gengivas fracas. 4. ó leos. Modo de fazer: 1. aftas. pois podem causar queimaduras no rosto. Encha uma banheira com á gua de acordo com a temperatura desejada. Jogue fora a soluç ão. Despeje na banheira a substância até que sentir o aroma impregnando o ambiente. você poderá també m usar as plantas secas. Para tanto. Imerja o corpo na á gua e fique nela por. 3. O objetivo é refrescar e hidratar a leo leo pele. que poderá ser a infusão feita de alguma planta medicinal ou ainda uma tintura diluí da em á gua. 2. Em momentos de muito calor e secura da pele. Promova a trituraç ão dos elementos.4. transforme-os em purê. se não dispuser de plantas frescas. coe bem a soluç ão e acondicione em um vidro escuro bem s fechado em local sombreado.com . de acordo com o efeito desejado. Misture tudo em á gua quente ou em algum outro lí quido. Coloque tudo em um pequeno borrifador. borrife no rosto e no pesco ç o. diretamente sobre a pele. 4. Modo de fazer: 1. tratar de extremidades frias (mãos e pé s) e eliminar as toxinas do corpo. O objetivo é tratar de problemas gerais da boca. Modo de fazer: 1.fineprint. Borrifo d’ gua (spray): Usa-se a infusão ou suco coado. Pode ser feito em diferentes temperaturas. lí ngua rachada. tintura ou extrato alcoó lico. Outra opç ão é usar á gua de coco ou ainda á gua mineral misturada com algumas gotas de ó leo essencial de sua preferência. sal aromá tico. não se esqueç a de que é preciso antes diluir o ó essencial em um pouquinho de ó carreador. Escolha o tipo de lí quido desejado. inflamaç ões e reaç ões alé rgicas. 50 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. O banho morno é indicado para relaxar o corpo e a musculatura e acalmar irritaç ões na pele. Modo de fazer: 1. 3. Separe as partes da planta que lhe interessam e lave-as cuidadosamente. Prepare a infusão ou a decocç ão. Cataplasma: Recomenda-se usar as plantas em estado fresco. dentes manchados. Bochecho e gargarejo: Usa-se a infusão ou a decocç ão. Apó esse perí odo. O banho quente ajuda a estimular a circulaç ão. como inflamaç ão das mucosas. 2. no má ximo. feito com á gua mineral. O objetivo do cataplasma é aquecer o local em que é aplicado. No caso de legumes e frutas.

para ajudar a manter a umidade e a temperatura em equilí brio. dor muscular. Quando alcanç ar uma temperatura suportá vel. Aplique sobre o local afetado quando a mistura atingir uma temperatura suportá vel. Você poderá ainda adicionar um pouco de cera de abelhas para dar uma consistência mais pastosa. feito de algodão puro. Analise o problema a ser tratado e escolha a temperatura ideal. O outro. você precisa ter dois panos. 20 minutos. É indicado para acalmar e tirar leo as dores de pé s cansados e inchados. Ungü ento: Usa-se a planta em estado fresco. inchaç o nas pernas. luxaç ão e dor muscular. relaxar e descongestionar. que leo deverá ser diluí do previamente em ó carreador e depois diluí do em á gua. ferva leo uma chaleira de á gua mineral. Escalda-pé s: Recomenda-se usar infusão. Indicado para casos de contusão. Triture a planta no cadinho para extrair dela um lí quido escuro. feito de flanela.com . 3. torç ão.Compressa ú mida: Recomenda-se usar a infusão. despeje a á gua fervida na bacia e então pingue o ó leo. leo 2. mergulhe os pé s nela e relaxe. Usa-se compressa fria para tratamento de contusão. Seu efeito pode até se propagar por todo o corpo. Você pode usar també m o ó essencial. Mergulhe o pano de algodão no lí quido. 4. 4. 2. no má ximo. Aplique diretamente sobre a pele e cubra em seguida com o pano de flanela. de acordo com o efeito desejado. Coloque o lí quido em uma bacia. Para usar o ó leo essencial. decocç ão ou ó leo essencial. Misture esse lí quido em um pouco de gordura vegetal. torç ão. 2. 3. sua decocç ão ou ainda use sua tintura diluí da em á gua. No caso de se usar o ó essencial. Mantenha os pé s mergulhados por. 4. Modo de fazer: 1. Retire do fogo e despeje o conteú do numa vasilha. a decocç ão ou a tintura. Serve para limpar a pele. Modo de fazer: 1. Escolha a planta que será utilizada e prepare sua infusão. vai direto em contato com a pele. Para fazer a compressa. Ferva uma chaleira de á gua mineral. diluí do previamente em um pouquinho de ó carreador. mantendo o corpo sempre bem aquecido. 5.fineprint. estimular a circulaç ão. Um deles. Aqueç a bem o lí quido que será usado. 2. 3. descongestionar e acalmar. Modo de fazer: 1. previamente diluí do em um pouco de ó leo leo carreador. A compressa morna é usada principalmente para acalmar peles irritadas e avermelhadas e relaxar mú sculos doloridos. 51 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. vai por cima do primeiro. sal aromá tico. A compressa quente é usada para estimular a circulaç ão do corpo e ajudar na eliminaç ão de toxinas pela pele. Pingue de 5 a 8 gotas de ó essencial. olhos e pele congestionados e problemas inflamató rios gerais. Pode ser feita em diferentes temperaturas. Modo de fazer: 1. 3. Vaporizaç ão: Usa-se principalmente o ó leo essencial. Escolha a planta e lave-a cuidadosamente. Leve tudo ao fogo baixo e mexa até derreter e obter uma mistura homogênea.

leo Feche bem com tampa e deixe descansar por pelo menos um mês. Quando estiver fria. Junte 1 colher (sopa) da planta bem picada. 52 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Deixe esfriar um pouco. Aplique em seguida no local. em seguida. Cubra a cabeç a e a vasilha com uma toalha limpa e deixe o vapor agir por alguns minutos. coloque num vidro camadas alternadas de sal grosso e da planta seca bem amassada com as mãos e complete com ó vegetal de boa qualidade. Cataplasma: Faç a a trituraç ão da planta e misture em á gua quente ou em algum outro lí quido. As outras maceraç ões devem ser filtradas e usadas como as tinturas homeopá ticas. e aguarda-se certo tempo. aqueç a a mistura em banho-maria e coe. o chá está pronto. Óleo aromá tico: No processo a frio. até se obter uma mistura homogênea. abafadas. Deixe esfriar naturalmente. As flores ou folhas da planta são lanç adas em uma chaleira com á gua quase em ebuliç ão (apague o fogo neste momento) e. juntamente com as ervas.4. Suco: Os vegetais são triturados com um lí quido no liquidificador. Aplique no local e cubra com um pano de flanela para manter a temperatura. Se a pomada ficar muito dura. raí zes. filtre com cuidado. Purê: Os vegetais são cozidos e passados em seguida pelo espremedor para obter uma consistência pastosa. sempre mexendo até formar um creme homogêneo. coloque num vidro a planta seca amassada com as mãos e complete com ó vegetal. caules e sementes. A maceraç ão com á gua não deve ser tomada depois de 12 horas por causa da formaç ão de bacté rias.com . aumente a quantidade de ó leo. ó leo. amêndoa ou uva) e 1 colher (chá ) de leo ó de germe de trigo. Junte ao ó 1 colher (sopa) de cera de abelha ralada. em pequenas quantidades. : Pomada: Em uma panela pequena e de preferência usada somente para este fim. vinagre etc. diretamente sobre a pele. No processo a quente. Misturam-se as ervas na á gua. acondicione em latinhas ou potinhos de creme. Se ficar mole. leo Pó A planta é seca e triturada até atingir a granulaç ão desejada. vinho. Deixe o leo leo fogo bem baixo ou use uma panela de banho-maria e mexa até a cera estar bem derretida (cerca de 2 ou 3 minutos). coloque 50 g de ó vegetal de boa qualidade (de gergelim. Compressa ú mida: Prepare a infusão ou a decocç ão da planta e banhe um pano de algodão com esse lí quido. Coloque tudo na chaleira e deixar cozinhando em á gua fervente (em fogo baixo) por 15 a 30 minutos ou o tempo que for necessá rio para sentir bem o cheiro da planta. Sal aromá tico: Mistura-se sal fino ou marinho com a planta bem picada. Manteiga aromá tica: A manteiga é colocada para se liquefazer em banho-maria. Decocç ão: É feita com as partes duras da planta: cascas. Depois. Maceraç ão: A maceraç ão não vai ao fogo. que pode ser de algumas horas a vá rias semanas. Infusão ou tisana: Conhecida popularmente como chá . Depois de 5 a 10 minutos. é porque a cera foi pouca. Em seguida.fineprint.

Apó a extraç ão de seus princí pios medicinais. o homem é constituí do de mais três estruturas: a vital (ou eté rica). Uso das plantas na medicina Homeopatia As bases cientí ficas da terapêutica homeopá tica foram lanç adas há cerca de 200 anos pelo mé dico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843).com . provocaria o surgimento dos mesmos sintomas de doenç a. elas s são submetidas a sucessivas diluiç ões e dinamizaç ões que. derrame sobre as ervas que já estão amassadas dentro do mesmo vidro de boca larga usado para os ó leos. segundo a teoria. seja humano ou animal. Sua visão é de que. procurando não só curar a enfermidade. ele leva em consideraç ão tanto essa energia como as condiç ões fí sicas do paciente. Existe uma relaç ão recí proca entre esses três sistemas que muda ao longo da vida. prevenindo assim o surgimento de novos problemas. feche o vidro e deixe descansando por cerca de 30 dias. a aní mica (ou astral) e a espiritual (o "Eu").Tintura: Deixa-se a planta submersa em á lcool de cereais por aproximadamente 15 dias. A medicina antroposó fica considera que. agrupam-se em três sistemas funcionais e anatômicos diferentes: o neuro-sensorial (concentrado principalmente na região da cabeç a). Isso significa que a pessoa doente é tratada com uma substância que. por sua vez. Filtre antes de usar. Uma alteraç ão nessas mudanç as atravé s do tempo leva a um desequilí brio que é a causa primá ria das doenç as. Essas estruturas.fineprint. sempre agitando o frasco para promover a mistura. num indiví duo sadio. As plantas são os componentes da maioria dos mais de 2 mil remé dios homeopá ticos. como també m promover o equilí brio total. harmonizando todas as vibraç ões. Antroposofia A medicina ampliada pela antroposofia foi apresentada pelo filó sofo eslovênio Rudolf Steiner (1861-1925) na dé cada de 1910 como uma compreensão da medicina sob um ponto de vista espiritual. Quando o mé dico homeopata faz um diagnó stico. As plantas entram na elaboraç ão de diversos produtos da medicina antroposó fica. A homeopatia tem uma visão muito ampla do indiví duo. Vinagre e vinho aromá ticos: Use o mesmo modo de preparo que o dos ó leos aromá ticos a quente. quando estiver quase em ebuliç ão. Ungü ento: Triture a planta fresca até extrair dela um caldo. alé m de um corpo fí sico. alé m do corpo fí sico. Misture a esse caldo um pouco de gordura vegetal. promovem a liberaç ão da energia vital da planta que irá atuar em profundidade no corpo. levando ao fogo até derreter e obter uma pasta homogênea. o rí tmico (cujo centro funcional se encontra na região torá cica) e o metabó lico. Utilize vinagre de boa qualidade (de vinho branco ou maç ã). Depois de esfriar um pouco. A homeopatia se baseia no tratamento das doenç as pelo uso de um "semelhante" – similia similibus curantur. seja por meio de tinturas ou extratos. que 53 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. O mé dico antroposó fico faz o diagnó stico e o tratamento do paciente levando sempre em consideraç ão essas quatro estruturas essenciais. leve-o ao fogo e. todos os elementos vivos apresentam uma energia não material chamada de energia vital.

o clima onde crescem. com folhagens densas. Quando os sintomas surgem. o modo como se desenvolvem. é necessá rio reduzir o dosha correspondente com o uso de recursos apropriados. o ideal é que o indiví duo tenha esses três doshas em equilí brio. As plantas Kapha são normalmente grandes. Pitta e Kapha. seu tamanho. Os produtos antroposó ficos são sempre elaborados de forma muito natural. ou indiana. Doshas. retenç ão de fluidos. sem o uso de corantes. A melhor forma de manter os doshas equilibrados é cultivando há bitos harmoniosos. espasmos. O uso das plantas está fundamentado não sóno seu efeito terapêutico.com . e absorvem muita á gua. as plantas devem ser cultivadas de acordo com os princí pios da agricultura biodinâmica. As plantas Pitta têm flores vistosas. tremores. mas també m na identificaç ão delas dentro de um dos doshas. poré m. em inflamaç ão. descarga de mucos. O desequilí brio do Vata traduz-se em dores. febre. são os três princí pios bá sicos que ligam a mente ao corpo: Vata. ondas de calor. palavra sânscrita que pode ser traduzida por "tipos". são luminosas e muitas vezes venenosas. com ramos esparsos. observando sua forma.fineprint. sua textura. sua origem. em congestão. Para a medicina vé dica. azia. Para serem usadas como ingredientes da farmá cia antroposó fica. letargia. 54 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.vão desde cosmé ticos até os remé dios propriamente ditos. que pode ser corrigido elevando o dosha em questão. elas devem ser analisadas nos seus mí nimos detalhes. Vé dica A medicina vé dica. De modo geral. A fitoterapia só deve ser utilizada nos casos que exijam intervenç ões mais radicais. Em conseqü ência. a medicina da saú de e da longevidade. sua cor. seu sabor e aroma. todos eles são de alta tolerância para pessoas sensí veis e não agridem o meio ambiente. Para identificar as plantas quanto à sua aç ão sobre os doshas. o tipo de solo e todas as condiç ões ambientais. Do Pitta. O uso continuado desses recursos gera desequilí brio no sentido oposto. as plantas Vata têm o caule retorcido ou curvo. de casca rugosa e folhas de textura á spera. Do Kapha. conservantes e perfumes artificiais. é conhecida como Ayurveda.

relacionada ao sabor e à sua natureza energé tica. eleva Pitta Harmoniza Vata / Pitta / Kapha Reduz Vata / Kapha. sempre fazendo uso dos elementos da natureza (ar. ou segundo a sua forma. eleva Vata Reduz Pitta / Kapha. as plantas são classificadas segundo a sua essência. eleva Vata Reduz Vata / Kapha. eleva Vata Reduz Pitta / Kapha Reduz Vata / Kapha. O estudo e a compreensão dos mecanismos de aç ão das plantas são considerados imprescindí veis para quem quiser se aprofundar na á rea de medicina natural. o Chi percorre o corpo dentro de canais invisí veis denominados meridianos e polariza-se em duas correntes opostas e complementares. Na fitoterapia chinesa.fineprint.com . para promover a manutenç ão de uma relaç ão harmônica do homem com o universo. eleva Pitta Reduz Pitta / Kapha. eleva Vata Reduz Pitta / Kapha Reduz Vata / Kapha. eleva Pitta Reduz Pitta / Kapha. eleva Vata Chinesa A medicina chinesa é praticada há milhares de anos. com suas estaç ões e ciclos. eleva Pitta Reduz Pitta / Kapha. eleva Pitta Reduz Vata / Kapha. o Yin e o Yang. a parte do corpo humano sobre o qual age a planta etc. eleva Pitta Harmoniza Vata / Pitta / Kapha Reduz Pitta / Kapha. relacionada à parte do vegetal usada como remé dio. Existem ainda outras maneiras de relacionar as plantas aos elementos naturais. de acordo com a sua cor. chamada de Chi.Nome da Planta Abacateiro Aipo Alcachofra Alfazema Alho Arnica Babosa Calêndula Erva-cidreira Gengibre Hamamé lis Louro Mil-folhas Pimentão Rosa Salsa Tanchagem Urtiga Verbena Açõ es sobre os DOSHAS Harmoniza Vata / Pitta / Kapha Eleva Vata / Pitta Reduz Pitta / Kapha. do qual demos apenas uma pá lida idé ia. eleva Vata Reduz Pitta / Kapha. Essa harmonia é observada em funç ão do equilí brio da energia vital. á gua. Quando o equilí brio entre essas forç as é rompido. A fitoterapia chinesa consiste num vasto campo de conhecimentos milenares. surgem as doenç as. fogo e terra). eleva Vata Reduz Vata / Kapha. 55 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. De acordo com a filosofia chinesa.

beldroega. patchouli. ruibarbo. hortelã-pimenta. limão. violeta Cânfora. violeta Reino animal e mineral Picante Salgado Relaç ã o de algumas plantas quanto à sua essê ncia – natureza energé tica Energia Fria Quente Refrescante Morna Neutra Nome da Planta Beldroega. cavalinha. tussilagem. ló tus. funcho. cavalinha. pimenta-do-reino. jujuba. bardana. tangerina Angé lica-chinesa. canela. violeta Amora. tussilagem Artemí sia. dente-deleão.fineprint. jujuba. ló tus.Relaç ã o de algumas plantas quanto à sua essê ncia – sabor Sabor Á cido Amargo Doce Nome da Planta Alcaç uz. ameixa-preta. mirra 56 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. noz. dente-de-leão. benjoim. pimenta-do-reino Amora. mostarda. cravo-da-í ndia. funcho. ló tus. milho. tanchagem. sândalo Alcaç uz. capim-limão. feno-grego. tanchagem Bardana. ruibarbo. bardana. arroz. cú rcuma. menta. canela. cá lamo-aromá tico.com . peônia. capim-limão. beldroega. lá grima-denossa-senhora. dente-de-leão. laranja. cavalinha. cevada. gengibre. cravo-da-í ndia. laranja-azeda. gengibre. arroz.

A maioria dos alimentos. laranja-azeda. pimentado-reino Arroz. As plantas são as principais fontes dessas propriedades. patchouli. alé m do seu cará ter nutritivo e energé tico. capim-limão. ló tus Cravo-da-í ndia.Relaç ã o de algumas plantas quanto à sua forma – parte do vegetal usada como remé dio Sabor Raiz/Rizoma Caule Folha Flor Fruto Semente Partes aé reas Nome da Planta Alcaç uz. gengibre.). violeta Terapia Alimentar Os alimentos que ingerimos diariamente influenciam a nossa qualidade de vida e afetam a nossa saú de. podendo ser utilizadas na forma de condimentos. jujuba. cavalinha. Existem diferentes escolas alimentares (como a macrobió tica.com . noz. 57 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. dente-de-leão. zedoá ria Benjoim. possui també m propriedades terapêuticas de grande valor. mas ningué m discute que a dieta mais saudá vel é sempre aquela que mais se aproxima da natureza. Todas as correntes mé dicas admitem hoje que uma alimentaç ão equilibrada e saudá vel é provavelmente o fator isolado mais importante para a prevenç ão das doenç as e desequilí brios orgânicos.fineprint. artemí sia. tussilagem Bardana. cultivados de forma natural (sem o uso de agrotó xicos. ginseng. sândalo Amora. babosa. jujuba. fertilizantes quí micos ou hormônios) e processados sem o acré scimo de aditivos (corantes e outros). chá s e sucos. mirra. cevada. ruibarbo. a vegetariana etc. tanchagem Beldroega. cú rcuma. feno-grego. empregando alimentos integrais. funcho. castanha.

fineprint. 58 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Com a ativaç ão desses metabolismos.com . atingem determinadas regiões do cé rebro que. ativam metabolismos especí ficos do corpo. quando aspirados. ocorre a reestruturaç ão das condiç ões gerais do organismo. os aromas. Segundo a aromaterapia. devolvendo o equilí brio e a harmonia perdidos. por sua vez.Propriedades terapê uticas de algumas frutas e verduras Frutas Abacate Abacaxi Banana Caju Coco Laranja Limão Maçã Mamão Melancia Morango Uva Propriedades Terapê uticas Digestiva Depurativa e diuré tica Antidisenté rica Tônica Vermí fuga e antidisenté rica Depurativa e desintoxicante Depurativa Digestiva e tônica Digestiva Diuré tica Diuré tica e remineralizante Diuré tica e depurativa Verduras Acelga Agrião Alface Brócolis Couve Espinafre Repolho Salsa Propriedades Terapê uticas Antianê mica e antiinflamatória Tônica e depurativa Diuré tica e calmante Laxativa e emoliente Antianê mica e antiescorbútica Antianê mica Antiemé tica Diuré tica e depurativa Terapias alternativas Aromaterapia Procura tratar as doenç as e desequilí brios emocionais por meio dos aromas de ó leos essenciais extraí dos das plantas aromá ticas.

O primeiro frasco mostra a nossa tarefa na vida. de qualquer idade. desalento. Os florais de Bach agem de forma suave. s Segundo os seus seguidores. A parte superior do frasco consiste de uma cor em base oleosa e a parte de baixo. E o quarto mostra as perspectivas futuras. a terapia floral pode ser usada por qualquer pessoa. a terapia floral aplica-se especialmente a estados de ânimo. cada um deles contendo ingredientes vegetais e minerais que produzem duas cores. De acordo com o Dr. Não apresentam efeitos colaterais nem contra-indicaç ões. Hoje. se pudermos conhecer o significado das cores e compreender as razões pelas quais damos preferência a algumas delas. desespero.fineprint. Desse modo. ervas. teremos uma compreensão maior sobre nó mesmos. preocupaç ão excessiva com os outros.com . trepadeiras) que foram criteriosamente escolhidos.Terapia floral É uma terapia que procura relacionar a enfermidade com o tipo de personalidade do paciente. Bach. emocional e espiritual da humanidade. o desinteresse pela vida. a sensibilidade excessiva às influências e opiniões alheias. e até mesmo por animais. Aura-soma É uma variante da cromoterapia que nasceu em 1984 por inspiraç ão da farmacêutica inglesa Vicky Wall. Foi desenvolvida e criada pelo mé dico inglês Edward Bach (1886-1936). Escolhendo uma combinaç ão de quatro frascos. com centros de pesquisa que desenvolvem remé dios a partir de plantas especí ficas de cada região do globo. de uma cor em base d’ gua. O segundo aponta as principais dificuldades. nascida em 1918. a solidão. é possí vel. O princí pio bá sico é que. a aura-soma é uma terapia holí stica na qual o poder das cores. os da Argentina e tantos outros. cria-se uma emulsão na qual as duas cores combinam-se por alguns instantes. arbustos. tais como o medo. promovendo transformaç ões na psique humana. a indecisão. Segundo os seus teó ricos e praticantes. Esses remé dios são elaborados usando a essência floral extraí da de diversos vegetais de vá rios portes (á rvores. temos os florais californianos. criar um quadro da nossa vida. 59 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. O terceiro indica o quanto já caminhamos. segundo os terapeutas de aura-soma. a terapia floral tornou-se conhecida no mundo inteiro. que relacionou 38 remé dios para equilibrar todos os estados de ânimo humanos. a aura-soma articula-se em torno de 98 pequenos frascos. cristais e aromas naturais se combinam com a luz para equilibrar a parte fí sica. á Quando o frasco é agitado. Na prá tica.

e o reino vegetal continua sendo a principal fonte de maté rias-primas para a arte da perfumaria. fontes de ingredientes para os perfumes. Neste site você conhecerá um pouco mais desse universo. ria Desde que surgiu na face da Terra. raí zes. encontrando a harmonia perfeita entre diferentes aromas. que podem ser usadas na composiç ão dos buquês.fineprint. Hoje existe uma gama infinita de perfumes. apó o surgimento da s alquimia. rizomas. O reino vegetal possui mais de 4 mil substâncias aromá ticas. os ó leos essenciais – ou essências. É bem possí vel que a idé ia de aprisionar os aromas extraí dos da natureza.). em escala bem menor. o ser humano já podia sentir odores e aromas. obtida da 60 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. sementes. botões. A perfumaria desenvolveu-se bastante a partir do sé culo XVI. os persas e os gregos. No Novo Testamento e na histó de ria outras civilizaç ões antigas. Nesse sé culo houve um grande avanç o tecnoló gico e a protociência alquí mica contribuiu sobremaneira para a evoluç ão dos processos de extraç ão de essências das substâncias naturais. derivado de uma glândula do veado-almiscarado macho e da algá lia. no entanto. É o caso de fragrâncias como o âmbar-cinzento. frutos. feijões. Esses ó leos são extraí dos dos vegetais principalmente pelo processo de destilaç ão de gomas e resinas odorí feras. especialmente das plantas aromá ticas e de alguns animais. vagens. os mesopotâmios.C. O perfumista normalmente mistura diversos odores. ainda nos tempos primitivos. do almí scar. e as essências mais raras geralmente são sintetizadas artificialmente. não se baseia em apenas uma essência. talvez tenha surgido logo que o primeiro fogo foi aceso. especialmente a relaç ão dos perfumes com a festa de aromas criados pela natureza. Um perfumista experiente costuma utilizar uma paleta com leo cerca de 400 fragrâncias. galhos e da pró pria madeira. dando origem aos perfumes. Alguns animais també m são. como os egí pcios. folhas frescas ou secas. Maté rias-primas As plantas são os principais fornecedores da maté ria-prima bá sica dos perfumes. A criaç ão de um perfume.Perfumes Um pouco de história A milenar histó da perfumaria se confunde com a pró ria pria histó da humanidade. mas muitas delas são carí ssimas e fornecem quantidades mí nimas de ó essencial.com . A esses perfumes misturados dá -se o nome de buquês. nozes. O Antigo Testamento já se referia a um "altar de perfumes" e aos "segredos do incenso sagrado" há 4 mil anos (por volta de 2000 a. flores. muitas vezes associados a rituais mí sticos e religiosos e també m à prá tica terapêutica (veja Histó ria das ervas e dos condimentos). multiplicam-se os exemplos da utilizaç ão dos perfumes. retirado da cachalote.

Alteraç ões de peso. Os perfumes orientais. vêm as "eaux de parfum". ou gato-de-algá lia. cí trico. assim como centenas de ó leos à base de flores no buquê final. Os aldeí dicos são misturas mais modernas. e caracterizam-se por aromas de rosa ou notas florais lenhosas com cará ter de talco. chipre. O Quelques Fleurs é um exemplo de floral. Existe ainda outra classificaç ão. Entre os cí tricos. oriental. são as mais volá teis. que são as fragrâncias com maior concentraç ão de ó leos essenciais e. O Chanel nº5 e o Arpege são famosos aldeí dicos. em geral. e pode significar a presenç a de uma ú nica essência floral. ao contrá rio das peles secas. independentemente da "forç a" dos perfumes. que são as que contêm a maior proporç ão de á lcool e. absorvem as substâncias do perfume com maior facilidade. De acordo com os ingredientes usados. por exemplo. mudanç as de há bitos alimentares ou o uso de antibió ticos també m podem interferir no cheiro do perfume. as colônias são os representantes mais tí picos. os perfumes femininos são classificados por famí lias de odores. No entanto. aldeí dico. indo do mais forte para o mais fraco. por isso. couro/animal e fougere (feto). Na seqü ência. que depende da concentraç ão de essência em relaç ão ao solvente do perfume. com notas balsâmicas ou lenhosas que dão uma doç ura pronunciada à fragrância. as "eaux de toilette" e as colônias. com ó leos essenciais naturais ou sinté ticos mais complexos. as caracterí sticas da pele e alguns fatores do ambiente influenciam na maneira como a fragrância reage com a quí mica da pessoa que a usa. retendo-as de forma mais duradoura.com . De acordo com essa sistemá tica. verde.secreç ão glandular da civeta. vá lida tanto para os masculinos quanto para os femininos. como o Youth Dew e o Tabu. têm cará ter fundamentalmente eró tico. 61 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Os verdes. que ajuda a manter um cheiro mais persistente na pele à medida que ela seca.fineprint. os mais fortes são os perfumes propriamente ditos. há um solvente (geralmente á lcool) e um fixador. O termo floral é pouco especí fico. Os perfumes vendidos comercialmente são normalmente compostos por três elementos: alé m dos materiais fragrantes. As peles oleosas. mais caras. como o Chanel nº19 e o Lauren de Ralph Lauren. variam de frescos e leves até aromas balsâmicos mais ricos. São oito famí lias: floral. e ainda de chifres de bú falos ou de zebus.

mirra. lavanda. é ter ou clorofó rmio. hortelã-pimenta. como os ingredientes concretos. são normalmente 62 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. jasmim.Principais fontes de maté rias primas naturais Plantas. mimosa. laranja-da-terra. hortelã. Concretos: Produtos manufaturados mais densos e menos refinados. alecrim. eucalipto e patchuli Anis. eucalipto. salsa. cominho. angé lica.com . santonina. gualté ria. oré gano. gá lbano. aneto. ilangue-ilangue. cenoura. cá lamo. cedro e cipreste Bé tula. olí bano e opopânace Angé lica. junquilho. coentro. Mas existem outros. bergamota. loureiro. cascarilha e cá ssia Amêndoa. poejo. lí rio-florentino. sândalo e sassafrá s Pinheiros (diversas espé cies). pau-rosa. bé tula. canela. louro e patchuli Aloé s. rosa. bá lsamo-de-tolu. cró ton. cedro. mandarina. estoraque. cidra. jacinto. cardamomo. cá ssia. gengibre. valeriana e vetiver Absinto. resedá . guaiá tico. tangerina e toranja Citronela. Conheç a cada um deles: Essências: São os ó leos essenciais (princí pios odorí feros extraí dos de vá rias partes das plantas) diluí dos em á lcool. elemi. manjericão. esclareia.fineprint. ligú stica. limão. gerânio. narciso. sofia e palma-rosa Aneto. cânfora. cedro. bá lsamo-doperu. funcho. absolutos resinosos e os resinó ides. taná sia. funcho. cajepute. camomila. mostarda e salsa Louro-cereja. tomilho e verbena Óleos de ervas Forma dos ingredientes em perfumaria As essências são os ingredientes mais comuns – e mais baratos – da arte da perfumaria. tuberosa e violeta Canela. absolutos. erva-prí ncipe. né roli. juní pero e pimenta-da-jamaica Bá lsamo-de-meca. cravo. costo. copaí ba e lá udano Má stique. agulhas e galhos Óleos de cascas Óleos de frutas frescas Óleos de capim Óleos de semente Óleos de folhas secas Óleos de frutas secas Óleos de bá lsamos Gomas Raí zes e rizomas Acá cia. lima. estragão. arbustos e á rvores frutí feras Óleos de folhas Óleos de madeiras Folhas. arruda.

Notas principais: Chamadas també m de la note de depart. Todas as substâncias insolú veis em á lcool são filtradas antes da evaporaç ão do solvente. Eles são extraí dos de tecidos mortos das plantas. Notas bá sicas: Tão importantes quanto as notas principais. desenvolvendo cristais de componentes aromá ticos quase puros quando deixados em repouso. Resinó ides: Ingredientes lí quidos viscosos. pois seu preparo exige grandes quantidades de vegetais raros e valiosos. folhas e raí zes. o gá lbano e o olí bano são algumas das fontes de resinó ides. As notas de perfumes são as principais. os perfumes també m são compostos pela sintonia de três notas. gomas-resinas e ó leos-resinas. as notas principais são as primeiras sentidas pelo olfato. ervas. cerá ceos e não-cristalinos. representando a essência que seca e permanece na pele por mais tempo. Alguns são extratos de cerá ceos. a fim de exaurir o concreto. são as primeiras a se volatilizarem quando o frasco é aberto ou quando o perfume é aplicado – por isso são imediatamente percebidas pelo olfato. no entanto são as mais marcantes. às quais são submetidos mais de uma vez. mas també m as primeiras que se perdem da memó ria. semi-só lidos ou só lidos extraí dos de resinas. Diferem dos concretos por serem produzidos a partir de material orgânico não-celular. Notas de perfumes Assim como as notas musicais se harmonizam na criaç ão de uma melodia. preparados a partir de hidrocarbonetos de origem vegetal. As bá sicas são as ú ltimas a serem percebidas pelo olfato. Absolutos resinosos (ou resinó ides alcoó licos): Extraí dos com á lcool diretamente de fontes naturais como gomas-resinas e ó leos-resinas. Notas intermediá rias: Conhecidas també m por notas corporais. Quando o perfume é jogado sobre um papel mata-borrão. flores. Ao secar. Alguns exemplos desse tipo de absoluto são a resina lí quida de carvalho. De maneira geral.só lidos. solú veis em gordura. elas revelam não só o efeito fixador dos ó leos essenciais. são ligeiramente menos caracterí sticas que as notas principais e se conservam menos na pele do que as notas bá sicas. as intermediá rias e as bá sicas. a qual se perde facilmente.fineprint. mas també m possí veis adulteraç ões do perfume. o absoluto resinoso de lá udano e a resina de lí rio-florentino. O absoluto resinoso é extraí do com á lcool aquecido.com . que representam os ó leos essenciais que se juntam para formar a atmosfera final do buquê. 63 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Os concretos são extratos insolú veis em á gua. Costumam ser extraí dos a temperaturas não muito altas. tais como cascas de á rvores. São muito caros. Absolutos: Extratos concretos altamente concentrados e completamente solú veis em á lcool. deixando a primeira impressão do odor. A mirra. são as que se fixam na pele durante mais tempo. depois destilado sob pressão a vá cuo para recuperar todo o á lcool. as notas intermediá rias revelam seu odor caracterí stico.

o almí scar vem sendo substituí do por essências sinté ticas nos ú ltimos anos. A nota corpó é leo rea tenaz. mas não interferem na taxa de evaporaç ão dos outros componentes do perfume. Mas esse papel não pode eclipsar o aroma de cada essência. Algá lia Substância mole e pastosa. A artemí sia cresce també m no sudeste da União Sovié tica. Zaire. Quênia e Haiti. As essências de melhor qualidade são as provenientes do Tibete. també m chamado de civeta (Viverra civetta). ou de chifres de bú falos e bois da raç a zebu. O almí scar e a algá lia são bons fixadores estimulantes.Fixadores Como os ó leos essenciais são muito volá teis. no norte da Á frica. proporcionam ao perfume maior durabilidade. uma bolsa situada no invó lucro do ó rgão 64 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.com . pois é um excelente fixador. eles retardam o processo de evaporaç ão por meio do efeito fí sico de absorç ão. Falsos fixadores: Substâncias inodoras com alto ponto de ebuliç ão. verde. O veado-almiscarado vive na Sibé ria. Fixadores estimulantes: Carregam o odor do perfume e. O ó de amyris é um leo exemplo. evaporam-se rapidamente.. a ponto de influenciar a composiç ão dos perfumes. Almí scar Extraí da do veado-almiscarado macho. A essência é extraí da preferencialmente do macho da civeta. no Brasil e nos estados norte-americanos do Oregon. que rendem toneladas de essência por ano. fortalecem os outros ingredientes. Indoné sia. a algá lia é retirada da secreç ão glandular do gato-de-algá lia. Costumam "roubar" algumas qualidades do perfume. China. Os fixadores são menos evanescentes que as essências e formam um corpo em torno do qual o perfume será construí do. Malá sia. e de outras espé cies de Moschus. Conheç a os principais tipos de fixadores: Fixadores verdadeiros: Devido às suas densas e complexas molé culas.fineprint. O ó essencial leo é produzido na glândula prepucial do almí scar. Somá lia. cá lida é seco-lenhosa. Em resultado. Exemplo: lí quen de carvalho. Fixadores arbitrá rios: Conservam sua nota bá sica durante todas as fases de secagem. Principais Fragrâncias Absinto O ó leo de absinto é extraí do por destilaç ão da erva seca da artemí sia (Artemisia absinthium) e produzido na Europa central e meridional. A algá lia fresca tem cheiro desagradá vel. A civeta també m habita regiões da Í ndia. mas funciona bem no buquê quando usada em quantidade mí nima. Tem odor acentuadamente herbá reo. geralmente dos espé cimes que vivem na Etió pia. os perfumistas usam substâncias fixadoras na hora de criar e produzir os buquês. cá lido e profundo e sua nota principal é fresca e lembra o ó de cedro. mas també m escondem pequenos erros na composiç ão. tenacidade e capacidade de difusão. Michigan. o Moschus moschiferus L. com seu efeito siné rgico. Indiana e Wisconsin. O benjoim é um exemplo. que aumentam como um todo o ponto de ebuliç ão do perfume. só que nesses paí ses a quantidade de algá lia produzida é menor. ou seja. por razões ecoló gicas e de economia. Coré ia e em toda a China.

é que se extrai o âmbar-cinzento. mas a essência natural é mais doce e suave. poré m um pouco mais á spero. 65 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Existe em forma sinté tica. Seu aroma é doce. O almí scar costuma "dar vida" ao perfume. a lula. Estoraque Goma-resina recolhida da casca das á rvores Liquidambar orientalis. e suas notas podem variar de secas e lenhosas a leo animais. retirado da Styrax benzoides craib. Outros locais produtores são o Quênia. vivas ou mortas. o norte da Í ndia. é fresco e penetrante. O aroma do jasmim difere de acordo com o paí s de origem. é circundada por uma substância agressora cinzenta. O aroma do âmbar-cinzento é difí cil de ser definido. é uma das notas florais mais importantes para a composiç ão dos perfumes. almiscarado e semelhante ao cheiro do mar. tais como o juní pero e o cipreste. por exemplo. da Califó rnia e do Texas. depois que eles ingerem lulas (Elodone moschatta). dando uma fragrância discreta. sendo amplamente cultivado nas regiões temperadas. enquanto o egí pcio é mais cá lido e lânguido e o italiano é uma mistura das duas fragrâncias. vêm. do J. Ao chegar ao sistema digestivo da cachalote. em Honduras e na Guatemala. A essência é produzida pelos machos da cachalote de espé cie Phiseter catadon L. mas há outros gêneros relacionados. Cedro O tipo de cedro mais usado para a produç ão de essências é o Juniperus virginiana. tem odor balsâmico e levemente animal. Os mais usados são o benjoim da Tailândia. O de Sumatra é semelhante. O benjoim da Tailândia tem um aroma doce e balsâmico. suave. mas os especialistas costumam dizer que ele é "terroso. que tem um bico có rneo indigerí vel. respectivamente. cujo crescimento de cé lulas é anormalmente grande.sexual masculino desse cerví deo. Paquistão. nativa da Anató e lia da Á sia Menor. grão de cumaru.com . semelhante ao almí scar. originá rio de Laos e de Tonkin e secretado pela planta Styrax tonkinensis. odorantissimun. Japão e os estados norte-americanos do Oregon. Encontrada no mercado na forma de resinó ide. embora mostre sua forç a mesmo se usado em pequenas quantidades. O Jasminun officinalis cresce em qualquer clima. absoluto e ó leo.fineprint. Essas massas semidigeridas são encontradas junto às baleias. o chipre (composto també m por âmbar-cinzento. no Golfo Pé rsico e no Pací fico austro-asiá tico. O ó de jasmim é extraí do leo das flores brancas do Jasminun grandiflorum. O jasmim francês. mas seu cheiro é desagradá vel em altas concentraç ões. São ingredientes importantes na composiç ão de um dos perfumes mais populares da atualidade. plantas nativas da Í ndia. levemente animal e persistente. e Liquidambar styraciflua. lí rio-florentino e rosa). Benjoim Goma-resina usada como fixador e para dar corpo ao aroma. Os principais ó leos de cedro. Dessa massa. o âmbar-cinzento hoje é boicotado pelos perfumistas por motivos ecoló gicos. regurgitada pela cachalote. por isso é usado como fixador em grande parte dos perfumes. officinalis ou do J. Jasmim Assim como a rosa. Âmbar-cinzento Considerado uma das maté rias-primas mais valiosas da perfumaria. Os aromas de cedro dependem da á rvore fornecedora do ó essencial. baunilha. e o benjoim de Sumatra. Afeganistão. especialmente na costa da Á frica. Hoje elas costumam ser coletadas diretamente dos intestinos de cachalotes capturadas. suave e penetrante". do estado americano da Virgí nia e do Marrocos.. bolorento. uma variedade americana que cresce també m no Mé xico. com uma nota caracterí stica de baunilha. o de cedro-vermelho e o de cedro-do-atlas (retirado da espé cie Cedrus atlantica).

lembrando o cheiro da flor de laranja e da folha de laranja-da-terra. A verdadeira mirra vem da espé cie Commiphora myrrha. Í ndia. que se prendem a raí zes de outras á rvores. Sí ria. Usada na forma de ó essencial. Marrocos e Estados Unidos. China e Japão. Bulgá ria.com . Os ó leos produzidos na Indoné sia são destilados també m na Europa e nos Estados Unidos. Os destilados no Ocidente têm uma caracterí stica nota principal com doç ura frutosa. em Seychelles. Patchuli leo Derivado da planta Pagostemon cablin. almiscarado. onde são produzidas as maiores quantidades da essência. Olí bano Goma-resina aromá tica extraí da da casca de á rvores do gênero Boswellia. As essências de sândalo provêm da Í ndia (Madras e Misore. As pé talas de rosa são colhidas ao nascer do sol. composto també m por jasmim e vetiveril. absolutos e ó leos e possui uma nota principal semelhante ao limão. do Sudão e do sul da Ará bia. São á rvores parasitas. da Etió pia. Madagascar. Turquia. É produzido basicamente no sul da Ará bia. de gerânio-rosa e de folhas de rosa. Malá sia. A planta també m é cultivada na Sumatra. absoluto e leo resinó ide. entre outros ingredientes. China. a qual produz o melhor tipo de sândalo). da Indoné sia e ilhas pró ximas. é um importante e versá til ó na perfumaria. pia O olí bano é encontrado na forma de resinó ides. També m é um excelente fixador. a Somá lia. e destiladas imediatamente para preservar seu aroma. de onde é transportado para Bombaim e daí exportado para a Europa. na Á frica e na Í ndia.Mirra A mirra é uma goma-resina exsudada naturalmente pela casca de á rvores e arbustos do gênero Commiphora. tem um cará ter ligeiramente amargo e adstringente. mas elas també m são usadas na produç ão de ingredientes concretos. alé m do Timor e de Celebes. Rosa As melhores essências de rosas são os ó leos absolutos de rosa de Grasse.fineprint. acrescida de uma nota suave de incenso. e atingem cerca de 12 metros de altura. União Sovié tica. quando ainda estão molhadas de orvalho. suave e quase rosá ceo. Sândalo Retirados de plantas da espé cie Santalum alba com mais de 30 anos de idade. Um dos perfumes mais famosos que contêm esse tipo de fragrância é o Chanel nº5. de rosa da Bulgá ria. O sândalo tem aroma doce.2 e 6 metros de altura encontradas em colinas secas e rochosas da Somá lia. de rosa marroquina e turca. As rosas mais apreciadas pelos perfumistas são as originá rias da Franç a. o nordeste da Á frica e a Etió també m produzem essências de boa qualidade. alé m de notas lenhosas mais suaves. originá rio das Filipinas e da Indoné sia. encontradas no Oriente Mé dio. 66 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. do Sri Lanka. doce e pesado. O oeste da Í ndia. á rvores entre 1. semelhante ao vinho. O patchuli tem aroma semelhante ao da mirra. o que provoca uma essência diferente das destiladas na pró pria Indoné sia.

entre muitas outras. pois antigamente não havia distinç ão entre medicamentos naturais e perfumes. ou seja. Eles são geralmente obtidos pelos processos de destilaç ão a vapor. em recipientes opacos de vidro e em lugares frescos e secos. leo Os ó leos essenciais são usados na terapêutica há muito tempo. Gattefossé divulgou. ou tratamento por meio dos aromas. ele é absorvido pelos nervos olfativos. assumindo uma coloraç ão escura. o primeiro do gênero e que é usado até os dias de hoje como referência no assunto. em 1928. a receita de uma loç ão de cenoura revitalizante. chegamos ao iní cio do sé culo 20. insetos nocivos e ataque de predadores ou para atrair insetos para a polinizaç ão de suas flores. Quase uma dé cada depois. No organismo humano.Aromaterapia Um pouco de história A aromaterapia. podem oxidar e resinificar. 67 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Dando um salto no tempo para alcanç armos a aromaterapia moderna. indo diretamente leo para o cé rebro. É por isso que os aromas são ria muito indicados no tratamento de doenç as psicossomá ticas. por exemplo. É daí que vem o nome "perfumum". é steres. usada até hoje. os ó leos essenciais são incolores ou de cores claras. O hipocampo é relacionado ao comportamento. doenç as oriundas de distú rbios psicoló gicos. Por isso. é conhecida desde tempos muito remotos. Com o tempo. Ó leos essenciais Os principais componentes bioquí micos de aç ão terapêutica das plantas medicinais são os chamados ó leos essenciais. eles são produzidos por motivos variados. os aromas exercem um mecanismo muito interessante. À medida que a essência for sendo consumida. como defesa contra fungos. os ó leos essenciais devem ser guardados sempre ao abrigo da luz. Curandeiros e chefes tribais queimavam as ervas aromá ticas e uma nuvem de fumaç a carregada com o seu cheiro se espalhava pelo ar. aldeí dos. que irão caracterizar as fragrâncias. quando o quí mico René -Maurice Gattefossé descobriu que as plantas medicinais continham propriedades anti-sé pticas maiores do que os produtos quí micos utilizados na é poca. ela deve ser transferida para outro frasco menor. extraç ão por solvente ou alta pressão. o que altera a sua qualidade. duas ou três is delas. As tampas devem estar bem apertadas e os frascos sempre cheios. Quando estão frescos. fenó e hidrocarbonetos – havendo sempre a prevalência de uma. Presentes em vá rias partes das plantas. onde atinge uma região chamada de hipocampo. ele lanç ou o livro Aromatherapie. Uma de suas descobertas foi a importância do ó de lavanda como cicatrizante para leo queimaduras (ele descobriu isso depois que queimou sua mão gravemente) e como neutralizante de venenos da aranha viú va-negra e de algumas cobras e insetos. os ó leos essenciais são compostos formados por centenas de substâncias quí micas – como á lcoois. produz um ó leo essencial muito rico em uma substância extremamente fungicida. à memó e à emoç ão. Quando aspiramos um ó essencial. mantendo o clima mí stico necessá rio para suas prá ticas e ensinamentos.fineprint. Nas plantas. O tomilho. Essas receitas encontram-se em seu trabalho Formulary of cosmetics.com . para que o ó não perca sua qualidade.

o sistema lí mbico. os componentes presentes nos ó leos essenciais aumentam a circulaç ão perifé rica do corpo. durante perí odos curtos e sempre com orientaç ão de um profissional. É eficaz como afrodisí aco. como calos. atraindo o sexo oposto. É relativamente tó xico e. exigem muita cautela.Atingindo outra região do sistema nervoso. ainda. é destilada da erva medicinal Matricaria chamomilla. do sistema pulmonar e. e as glândulas sexuais. servindo leo para tratar problemas nos pé s. Cajepute: Tem cheiro forte de cânfora e é usado basicamente em inalaç ões de vapor. para problemas digestivos e como anti-sé ptico e cicatrizante. Alfazema (lavanda): Ajuda a tranqü ilizar o sistema nervoso. a glândula pituitá ria. contra afecç ões respirató rias como gripe. é indicado nos casos de cãibras. este ó leo essencial é um ingrediente clá ssico das á guas-de-colônia. Em conseqü ência. na forma concentrada. A camomila azul. deve ser usado em pequenas quantidades.fineprint. o mau humor. Alivia dores de cabeç a. problemas digestivos e tosses espasmó dicas. que també m é um ó timo estimulante. Ela possui 68 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. pois podem també m causar sé rios danos quando usados de forma incorreta. é revigorante e refrescante. O ó tem um cheiro suave de ervas e uma coloraç ão viva. É um dos ó leos mais usados em aromaterapia.com . peles grossas e verrugas. é um tônico contra a estafa. que controla a agressividade. Eles têm o poder de alterar o comportamento da circulaç ão sangü í nea. os ó leos essenciais. Tem aç ão rejuvenescedora. agindo sobre a emoç ão. Alecrim: E estimulante da mente e memó a apatia e a ansiedade. sinusite e dor de garganta. Usado em banhos e massagens. Bergamota: Dotado de um agradá vel perfume de frutas. tosse. seguranç a e autoconfianç a são os principais predicados deste aroma. indicado para pessoas que se sentem derrotadas no fí sico e na mente. age contra acnes. Camomila: Existem dois tipos de ó de camomila: azul e romana. De modo geral. especialmente em banhos e massagens relaxantes. a secreç ão dos hormônios. visto o seu amplo espectro de aç ão. Principais óleos essenciais ria. a leo "verdadeira". do sistema cardiovascular. Anis: Com perfume fresco e adocicado. podendo ser utilizado em queimaduras. Arruda: Contra o mau-olhado e as energias negativas. os aromas seguem para três regiões: o hipotá lamo. rugas e queda capilar e també m equilibra os cabelos oleosos. Isso mostra como é ampla a aç ão dos aromas sobre o nosso organismo. Excelente també m para trazer tranqü ilidade ao relacionamento. Calêndula (tagetes): Destilado de um tipo de calêndula que cresce apenas no norte da Í ndia e sul da Á frica. feridas. por isso. que tem aç ão direta sobre as glândulas supra-renais. dermatites e qualquer tipo de inflamaç ão na pele. do aparelho uriná rio. Almí scar: Determinaç ão. do aparelho digestivo. picadas. aliviando dores de cabeç a e diminuindo a insônia.

Ú til para tonificar os sistemas respirató circulató e digestivo. Dá vigor fí sico.fineprint. atua no crescimento pessoal. doce e temperado. revigorando a memó e a autoconfianç a. usado no tratamento de problemas de pele. Cardamomo: Com um cheiro quente e temperado. a essência de cedro é muito usada em misturas de ó leos para massagens. é um ótimo repelente contra insetos. Proporciona sentimentos de sucesso e honradez e alivia as tensões nervosas. a flatulência e a diarré ia. concede maior liberação de energia e ajuda a resolver casos amorosos abalados. alé m de proporcionar um bom relacionamento social. Tem aç ão calmante. Possui propriedades semelhantes às da camomila azul. Eucalipto : Ajuda a reequilibrar o lado emocional e as energias do corpo. é indicado no tratamento de ansiedade e estresse e tem efeito regulador na produç ão natural de ó leos da pele.com . combate a ná usea. Canela: Óleo de aroma forte.propriedades antiinflamató rias e é usada no tratamento de dores estomacais. Cedro: Com um perfume suave de madeira e bá lsamo. podendo ser utilizado por pessoas com pele seca. do Capim-limão: Obtido pela destilação de dois tipos de gramí oeste da África e da Indoné sia. a fim de aliviar os sintomas da gripe. atuando no desenvolvimento interior e na compreensão. É um poderoso bactericida. combatendo a inquietaç ão e as má goas. é usado há mais de 3 mil anos pela medicina oriental. aumentando a disposiç ão para o trabalho. é bom para a pele. Usada també m como calmante e para despertar a virtude da paciência. Hamamé lis: Indicado para meditaç ão. oleosa ou acné ica. Flor-do-campo: Aroma que desperta diretamente a parte do intelecto. pois atrai sorte e determinaç ão para resolver problemas. pelos efeitos mais brandos. sendo també m indicado no tratamento de flatulência e indigestão. contra dores no corpo e possui efeito diuré tico brando. neas naturais da Í ndia. A camomila-romana é destilada da planta Anthemis nobilis. menstruais. Calmante e refrescante. prosperidade e coragem. é indicada para crianç as ou para pessoas com pele sensí vel. contra a hipersensibilidade e os acessos de raiva e proporciona sucesso nos negó cios. Pode ser usada no tratamento de peles e cabelos oleosos e caspa e é també m indicada contra resfriados e como expectorante. 69 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. fresco e adocicado. mas. agindo contra a angú stia. ria Gerânio: Estimulante do corpo e da mente. Ajuda a digestão. Campestre: Tônico para trazer sorte e ganhos financeiros. inflamaç ão ou irritaç ão na pele e insônia. da sinusite e de tosses c om muco. rio Câ nfora: Contra o pensamento negativo. Erva-doce: Possui um suave aroma de anis. Floral: Revigora o entusiasmo e o poder de realizaç ões. O ó leo emana um aroma semelhante à cânfora. Cravo-da-í ndia: Possui fortes efeitos estimulantes e propriedades analgé sicas. poros dilatados e acne. sendo muito ú til para inalaç ões. Afasta as afliç ões da alma. bom para massagem corporal e peles secas. rio. atrai sorte e aumenta a coragem e a audá cia.

Usado tradicionalmente no tratamento de hipertensão (pressão alta). aumenta a concentraç ão e facilita a meditaç ão. ajuda na concentraç ão do trabalho e estudos. No leo caso de aromatizadores com velas (lamparina aromatizadora). Rosa: Associado ao amor. alivia no descanso do corpo. afrodisí aco. expectorante e tônico. desperta sentimentos fraternais. É empregado ainda como antibacteriano e para tonificar o sistema imunoló gico. Jasmim: Equilibra as diferenç as do casal. é excelente para combater o estresse e os sintomas de TPM (Tensão Pré -Menstrual). Calmante e refrescante. Pinho: Purificador. como gripes. Tomilho: Destilado principalmente na Espanha e em Israel.Hortelã: Refrescante e relaxante. bronquite e resfriados. proporciona forç a e vitalidade. Madeira do Oriente: Aroma sedutor. ticas e efeito relaxante sobre o sistema Ilangue-ilangue: Tem cheiro forte de flores exó nervoso. é usado també m em massagens para pele seca e no tratamento de cistite. para o tratamento de peles secas e envelhecidas e para massagem corporal. aumentando a resistência do organismo. desfaz a inibiç ão. proporciona a inspiraç ão da mente e da emoç ão. Sândalo: Purificador do corpo e da alma. tem aç ão sedativa e age sutilmente no inconsciente. Usados para tratar doenç as como asma. Com um aroma suave. estimulante e refrescante. foi ofertado para o Menino Jesus pelos reis magos. dê preferência às de cerâmica ou de barro e adicione 1 colher (sopa) de á gua morna com algumas gotas de ó leo essencial. sendo excelente para tratar de infecç ões da pele.com . a falta de confianç a e solta a imaginaç ão. Tem propriedade descongestionante. Tem perfume suave e refrescante de madeira. asma e bronquite. depurativo. Usado ainda contra problemas circulató rios. 70 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. como indigestão e gases. sendo eficaz no tratamento de problemas respirató rios. Receita: Para os sprays.fineprint. resfriados. varizes e para tratamentos esté ticos corporais e drenagem linfá tica. angú stia e inseguranç a. é antidepressivo. Indicado ainda como cicatrizante. sendo usado no tratamento de enxaqueca e diversos problemas digestivos. provoca alegria e desprendimento. Tem propriedade bactericida e afrodisí aca. Usado para massagens. adicione algumas gotas de ó essencial em um borrifador com á gua. combatendo a depressão. é estimulante e pode ser usado para aliviar dores musculares. Opium: Difusor de afetividade. Desperta o humor e as energias adormecidas. tônico. do aparelho respirató e das vias uriná rias. rio Utilizaç ã o dos óleos essenciais AROMATIZAÇÃ O Sprays ou velas para aromatizar o ambiente. atrai energias positivas. sendo um afrodisí aco que estimula o chacra sexual. combate a sensaç ão de solidão. Usado como antidepressivo. Mirra: Um dos aromas mais antigos de que se tem notí cia. agindo principalmente nos mú sculos. libera energias retidas por inibiç ão.

intensificando sua aç ão como relaxantes. espalhando o ó na á gua. Coloque uma leo mú sica relaxante e fique imerso na banheira por cerca de 20 minutos. A associaç ão entre a aromaterapia e a massagem facilita a penetraç ão dos ó leos essenciais na pele. dores estomacais e bronquite. utilize de 3 a 5 gotas de ó essencial. Receita: Numa banheira com á gua morna. No caso de compressas quentes. Receita: Coloque de 5 a 10 gotas de ó essencial em um recipiente com á gua morna ou fria. resfriados e cansaç o. Outra alternativa é colocar 3 ou 4 gotas de ó em um lenç o e cheirá -lo freqü entemente. usado para o tratamento de doenç as intestinais e urogenitais. ou seja. de leo acordo com a indicaç ão acima. enxaquecas. Mexa delicadamente a á gua. dores nas pernas. mantenha a á rea sempre coberta e aquecida. Para preparar o ó de leo massagem. leo 71 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. leo MASSAGENS Tipo de terapia milenar. tônicos. artrites. có licas menstruais. pois a associaç ão entre á gua e ó penetra fundo na pele. eficiente contra dores de cabeç a. Atuam leo també m no olfato. Para leo leo preparar uma receita suficiente para uma massagem. Coloque leo uma toalha cobrindo a cabeç a e o recipiente e inale o vapor por alguns minutos. dores de dente e de ouvido. Receita: Prepare o ó para massagem cerca de 24 horas antes de utilizá -lo e faç a um teste de leo alergia para ter certeza de que não haverá reaç ões alé rgicas. misture os ó leos essenciais a uma base de ó vegetal na proporç ão de 1% a leo 3%.com . As compressas frias são indicadas contra dores de cabeç a. adicione 2 ou 3 gotas de essência para cada colher (sopa) de ó vegetal. dores musculares. INALAÇÕES / VAPORIZAÇÕES Os vapores de ó leos aromá ticos são eficazes para o tratamento do sistema respirató rio. acrescente de 5 a 10 gotas do ó essencial de sua leo preferência. torç ões e tendinites. Existem dois outros tipos de banhos aromá ticos: escalda-pé s. No caso de peles sensí veis.fineprint. Receita: Adicione de 5 a 8 gotas de ó essencial em um recipiente com á gua fervente. proporcionando efeitos psicoló gicos que estimulam diversos ó rgãos. Misture bem e embeba essa soluç ão em uma toalha e aplique sobre a á rea afetada. com a finalidade de equilibrar e curar o corpo. leo COMPRESSAS As compressas quentes são ú teis para o tratamento de reumatismo. sedativos ou estimulantes. na qual a energia é mobilizada por meio do toque. dilua a essência em 1 ou 2 colheres (chá ) de ó leo vegetal ou de mel.BANHOS O banho com ó leos essenciais é uma terapia muito eficiente. No caso de escalda-pé s ou banhos de assento. de 20 a 60 gotas de ó essencial para cada 100 ml de ó vegetal. febre. sendo facilmente transportados pelo organismo. e banho de assento.

A cosmetologia moderna tem dado atenç ão especial à fitocosmé tica. bem-estar e. pois os processos enzimá ticos transformam continuamente as substâncias presentes nos tecidos orgânicos da planta. As plantas medicinais de uso cosmé tico são coadjuvantes que nos oferecem infinitas possibilidades. tais como alimentaç ão saudá vel. beleza. O belo é sinônimo de equilí brio. inerentes ao ser humano. Sob esse prisma espiritual. ú til e honesta. como a poluiç ão.com . acima de tudo. atividades fí sicas moderadas. uma vida produtiva. tempo para o lazer. A ciência tem feito descobertas muito interessantes. correç ões que estabeleç am o equilí brio natural da pele e proteç ão contra agentes agressores. Mas a beleza é mais do que isso: é deixar fluir do nosso interior os sentimentos. feita das mais diversas formas. quanto mais avanç amos. nas ú ltimas dé cadas. suas cores e seus princí pios medicinais ativos convergem para nos proporcionar alí vio. pensamentos e emoç ões nobres. para entrar em sintonia com a natureza. Iniciar o processo de transformaç ão de dentro para fora. a presunç ão e o narcisismo patoló gicos. em razão dos princí pios orgânicos e enzimas que as plantas fornecem. Os cosmé ticos são produtos que desempenham diversas funç ões na pele. mudar o comportamento interno para que as cé lulas de nosso corpo recebam a mensagem da perfeiç ão e voltem a funcionar aos poucos de acordo com os seus mecanismos ideais. alegria.fineprint. Erroneamente. a descoberta da beleza presente em cada um de nó leva-nos a uma s verdadeira sensaç ão de euforia. Seus aromas. A fitocosmé tica A fitocosmé tica trata de produtos cosmé ticos compostos por plantas com princí pios medicinais ativos. o vento e o sol. Outros fatores també m auxiliam na busca pela beleza interna e externa. sobre a saú de. O uso das plantas medicinais na beleza e na esté tica está praticamente todo embasado na aplicaç ão tó pica. pois percebemos nesse instante que somos energias vitais contribuintes para a formaç ão da grande forç a có smica que rege o universo. momentos de relaxamento e meditaç ão. tais como limpeza. As novas descobertas cientí ficas parecem comprovar a sabedoria das civilizaç ões antigas no que diz respeito ao uso das plantas e elementos naturais na manutenç ão da saú de e da beleza. muitos confundem beleza com valores menos nobres da alma.A beleza e as plantas medicinais Muitas vezes a beleza nada mais é do que um estado de espí rito. relacionando-a com a vaidade. Aí está a grande chave para a busca da beleza. repleta de grandes surpresas. mais persiste a sensaç ão de que estamos ainda no iní cio de uma longa jornada. de harmonia e de perfeiç ão da forma e do espí rito humanos. Aplicaç ão tó pica significa o uso dos 72 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Poré m. a beleza e o rejuvenescimento. O grande inconveniente dos produtos em estado natural é que eles se decompõem com grande rapidez.

essa alteraç ão pode se dar apenas num primeiro contato com a substância ou pode exposiç ão secundá ria ou repetida ao mesmo agente irritante. por exemplo. Irritaç ão: A pele se torna avermelhada. Dermatite alé rgica: É parecida com a dermatite de contato. Outras substâncias têm uma funç ão mais localizada. caindo em seguida na corrente sangü í nea. uma é de interesse especial aqui: a eliminaç ão e a absorç ão de substâncias. Ela serve de barreira segura contra o ataque de microorganismos. Resumindo. A pele A pele é o maior ó rgão do corpo e desempenha funç ões muito importantes. ainda. A pele divide-se em três camadas bem distintas: a epiderme. seja por meio de ó leos. pode-se criar produtos realmente eficazes. a pele está sujeita a diversas reaç ões provocadas pelas substâncias aplicadas em sua superfí cie. como uma pequena parede revestida de pedras ou tijolos. As respostas negativas são caraterizadas por inflamaç ões e alergias. com o conhecimento adequado da aç ão terapêutica das plantas. As substâncias ativas presentes nas plantas são carregadas por meio da pele para dentro do sistema corporal. Entre tantas funç ões. diferente da alergia. Veja as mais freqü entes: Ardor: É uma sensaç ão transitó ria. essencial ao organismo. é a pele que permite a adaptaç ão ao meio em que se vive. a derme e a hipoderme. cremes ou ainda por uma grande variedade de veí culos cosmé ticos.com . Dermatite de contato: Dá uma forte sensaç ão de coceira na região quando a pele entra em contato com uma substância tó xica. Assim. só que seu mecanismo de exteriorizaç ão é diferenciado. que é a camada mais exterior. a proteç ão e a regulagem da temperatura corporal. pois é induzida pelo antí geno da substância usada com o anticorpo especí fico dentro do sistema de defesa do organismo. e que pode ser també m considerada uma irritaç ão. e vencem todos os obstá culos até penetrar completamente no corpo. realiza a sí ntese de vitamina K. ou entre elas. recompondo e regenerando os tecidos da região especí fica onde são aplicadas. Essas três camadas são interligadas e formadas por cé lulas. loç ões. banhos. depois se infiltram nas cé lulas.ingredientes na pele. normalmente liberada por glândulas especiais presentes nas plantas. nos cabelos e no corpo em geral.fineprint. na qual são transportadas para todo o corpo. sejam elas bené ficas ou não. que produzirão efeitos muito bené ficos na pele. Isso explica a aç ão terapêutica das plantas que serão abordadas adiante. Muitas vezes os fitocosmé ticos são mais eficazes do que os produtos industriais. Primeiro as substâncias entram em contato com a epiderme. é responsá vel pela eliminaç ão e absorç ão de substâncias e. 73 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. fica claro que. como. Riscos de uso das ervas medicinais Na hora do processo de absorç ão das substâncias ativas.

Os cabelos podem se apresentar nas mais diversas cores e podem ser naturais ou artificiais. pode envolver com uma bandagem. de crescimento. Alé m disso. chamada de folí culo piloso. Algumas vezes. muitas vezes. em contato com a parte de dentro do braç o. A primeira delas é a funç ão ornamental. Nesse caso.fineprint. Os cabelos são compostos por fios que surgem pela invaginaç ão da superfí cie da pele do couro cabeludo. leo seja ele uma planta. antes de utilizar qualquer ingrediente natural. Assim. aç ão de hormônios e doenç as do couro cabeludo. Alé m da funç ão puramente esté tica. como cor. mais sensí vel. e portanto. por causa da inativaç ão do folí culo piloso. onde a pele é mais fina. até o repouso. até confundida com ela é a dermatite alé rgica. Espere por alguns minutos e veja se ocorre alguma reaç ão adversa. É a atividade dessas glândulas que irá definir a oleosidade dos cabelos. Para fazer um simples teste de reaç ão alé rgica. cheiro e textura. responsá veis pela secreç ão de sebo. a causa está relacionada ao estresse e/ou ao excesso de oleosidade causado por distú rbios orgânicos. Os fios não crescem de forma indefinida. 74 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. como vermelhidão. O problema mais freqü ente nos cabelos é a caspa. O couro cabeludo. cada uma apresenta uma sensibilidade ú nica quando exposta a variadas substâncias quí micas. os cabelos també m possuem funç ões bem definidas no organismo. que promovem a lubrificaç ão dos fios e impedem a evaporaç ão de sua umidade natural. mas passam por um ciclo de crescimento que vai desde sua fase ativa. é provido de glândulas sebá ceas. a dermatite é acompanhada de coceira e queda de cabelos. Por isso. Em caso positivo. mas pode acontecer també m de os fios caí rem e não serem repostos. é importante fazer um teste para verificar se você apresenta alergia a algum componente. coceira ou irritaç ão.Teste para alergia A pele de cada pessoa possui caracterí sticas diferentes. valem o bom senso e o cuidado. predominantemente na parte frontal da cabeç a. Os cabelos Assim como a pele. A cor natural é definida pela hereditariedade e se dá pelo depó sito de melanina nos fios. Se quiser. Essa inativaç ão ocorre principalmente nos homens e é causada por diversos fatores. Algumas substâncias podem provocar uma hipersensibilizaç ão em certos tipos de pele devido a sua composiç ão quí mica e outras podem causar danos à pele se utilizadas concomitantemente com a exposiç ão solar. não utilize mais a planta ou o produto. junte uma colher (sopa) de á gua fervente a uma colher (sopa) do material na forma de pó Misture até formar uma pasta e coloque . Tão comum quanto a caspa e. ó essencial ou produto natural. proporcionando maior beleza à aparência. A caspa é considerada uma anomalia do couro cabeludo. juntamente com o couro cabeludo. no qual ocorre uma descamaç ão contí nua de pele seca. flor. os cabelos. servem de filtro contra os raios solares. como hereditariedade. podendo se expandir para as orelhas. Os cabelos estão sempre se renovando. ló bulo do nariz e o limite entre a pele do rosto e o couro cabeludo. É causada por agentes externos como fungos (leveduras) e bacté rias. por sua vez.com . devido à imensa variedade de produtos hoje disponí veis no mercado. elementos comuns na flora presente na cabeç a dos seres humanos. na qual també m ocorre a descamaç ão do couro cabeludo.

aquelas que se adaptam melhor a você. você receba um aconselhamento té cnico de quem realmente entende do assunto. É obtida de fontes animais e vegetais. Com a prá tica. se você não é do tipo de pessoa que gosta de fazer experimentos caseiros. hoje a fitocosmé tica já colocou no mercado uma infinidade de produtos de alta qualidade que podem ser usados com seguranç a. Pró polis: Tem aç ão antimicrobiana e desinfetante quando usado no tratamento de afecç ões da pele. 75 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.com .fineprint. Cera de abelha: Usada para engrossar e dar consistência aos cremes. complicaç ões. É obtida em regiões onde a terra mostra-se rica em minerais. Alé m disso. Leite: Tem aç ão emoliente quando usado em banhos.Beleza caseira As plantas podem ser utilizadas na beleza em diversos preparados caseiros. você acabará tendo a sua lista pessoal de plantas ú teis. É obtida da gordura da lã dos carneiros. Glicerina: Tem aç ão emoliente e umectante quando usada em má scaras faciais. No entanto. Vaselina: Tem aç ão umectante e é usada em cremes para peles ressecadas. Ingredientes auxiliares Argila: Tem aç ão tensora e mineralizante quando aplicada em má scaras. definindo seu tipo de pele e os problemas que a estão afetando. Com essa lista. na forma de tinturas. É um tipo de parafina. que a maioria das plantas pode ser encontrada nas farmá cias naturais. de forma prá tica e rá pida. Lanolina: Tem aç ão emoliente quando usada na preparaç ão de cremes de beleza. extratos e pó que permitirão a prá tica da fitocosmé tica sem maiores s. Iogurte: Tem aç ão emoliente e levemente adstringente quando usado em má scaras. antes de se arriscar nas misturas. você poderá criar milhares de maneiras de tirar proveito das plantas. Mel: Promove o amaciamento e nutriç ão da pele quando usado em má scaras. O ideal é que. que são mais fá ceis de adquirir e que não causam reaç ões adversas em sua pele. lembre-se. Ovos: Ajudam a dar brilho aos cabelos.

Bolsa de á gua quente: Usada para aquecer os mú sculos em associaç ão com as compressas feitas de ó essencial. leo Cadinho de porcelana: Recipiente para triturar ervas frescas e secas. É importante que sejam sempre limpas com á gua fervente apó as preparaç ões. Funil: Serve para facilitar a colocaç ão dos fitocosmé ticos lí quidos em recipientes de boca estreita. Facas: Usadas para cortar os ingredientes. limão e toranja. s Conta-gotas: Usado para dosagem de substâncias concentradas. Etiquetas: São importantes para identificar os potes e vidros que contenham fitocosmé ticos. principalmente de ó leos essenciais e tinturas.com .fineprint. Não esqueç a de colocar a data de fabricaç ão e a validade. Liquidificador: Usado para triturar e liquidificar os preparados fitocosmé ticos. Bandagens: Usadas para fazer compressas e testes de alergia. Descascador de legumes: Usado para retirar a casca dos legumes e frutas de forma rá pida e prá tica. Espremedor de legumes: Usado para transformar os legumes em purê. 76 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Espá tula: Usada para mexer e misturar ingredientes. Colheres de pau (tamanhos variados): Usadas para diversos fins. Medidor: Usado como base de medida na elaboraç ão de receitas. limpeza e tonificaç ão da pele e assepsia de ferimentos. Misturador: Serve para homogeneizar os preparados. Bacia para os pé s: Pode ser de plá stico ou vidro e é usada nos escalda-pé s. Chaleira: Recipiente para ferver á gua e preparar infusões e decocç ões. Coador: Usado para filtrar substâncias fitocosmé ticas que contenham partí culas.Materiais e equipamentos Algodão: Muito usado para compressas nos olhos. Balanç a pequena: Usada para pesar os ingredientes naturais na formulaç ão de receitas fitocosmé ticas. tanto de lí quidos como de produtos em pó . Espremedor de frutas: Usado para retirar o suco de frutas tais como laranja.

Pode ser de plá stico ou inox.com . Tecidos de flanela: Usados para fazer compressas ú midas. malva. sá lvia e tanchagem Alecrim. Compre potes de diversos tamanhos e que contenham tampa plá stica vedadora. alfazema. permitindo que durem por mais tempo. Usos cosmé ticos das plantas medicinais Boca Afta Inflamaç ão das mucosas Limpeza Mau há lito Calêndula. loç ões. cravo-da-í ndia. sá lvia e tanchagem Cravo-da-í ndia. Adquira em vá rios tamanhos. Potes de plá stico: Usados para acondicionar os produtos como cremes. transformando-os em pó . cavalinha e tanchagem Cravo-da-í ndia. promovendo a retenç ão dos minerais e vitaminas presentes. ratânia. limão. Vidros escuros: Servem para acondicionar os preparados. Compre vidros com fechamento hermé tico. Vasilhas de vidro: Usadas para a preparaç ão dos fitocosmé ticos. má scaras esfoliativas e outros. pois reduzem a aç ão da luminosidade. eucalipto. mil-folhas. bergamota. mirra. Tá buas de cortar legumes e frutas: Use de preferência tá buas de madeira. Ralador: Serve para ralar legumes. Panela de cozimento a vapor: Usada para cozinhar os vegetais e legumes.Moedor: Serve para triturar os ingredientes. que devem ser lavadas logo apó o uso com á gua fervente.fineprint. raí zes e rizomas. mil-folhas. malva. Panelas (tamanhos variados): Usadas para preparar as receitas. hortelã-pimenta e tomilho 77 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. s Tecidos de algodão puro: Usados para fazer compressas ú midas. sendo també m usadas no fogo.

camomila. alfazema. alfazema. hamamé lis. camomila e macela Alecrim. bé tula. hera. arnica. bardana. jaborandi. jojoba. confrei. jojoba e sá lvia esclaré ia Arnica. cajepute. sá lvia e urtiga Camomila. milho. alfazema. bardana. cavalinha. babosa.com . macela e urtiga Abacate. jaborandi. bé tula e urtiga Amêndoa-doce e jojoba Arnica. noz. bé tula. karitê. calêndula. amêndoa-doce. maç ã. jojoba. sá lvia. capim-limão. babosa. arnica. urtiga e zimbro Abacate. babosa. milfolhas e salsa Alecrim. dente-de-leão e macela Alecrim. cravo-da-í ndia e sá lvia Calêndula. babosa.fineprint. bé tula. amêndoa-doce. bardana. limão. hamamé lis. gerânio e laranja-azeda Alecrim. jaborandi e jojoba Abacate. alecrim. sá lvia e urtiga Alecrim. amêndoa-doce. cavalinha. limão. jojoba. hena. jaborandi e urtiga Limão e maç ã 78 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.Cabelos e couro cabeludo Cabelos brancos e grisalhos (tingimento) Cabelos castanhos (tratamento) Cabelos claros (tratamento) Cabelos escuros (tratamento) Cabelos normais (tratamento) Cabelos oleosos (tratamento) Cabelos opacos Cabelos quebradiç os Cabelos secos Calví cie Caspa Cuidados gerais e limpeza Estimular o crescimento Pontas fracas Queda de cabelos Resí duos Hena e í ndigo Alecrim. camomila.

cipreste. cacau e camomila Mirra. hamamé lis. centela. ilangue-ilangue. ratânia e sá lvia 79 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. sá lvia esclaré ia.com . guaraná . limão e zimbro Amêndoa-doce e rosa-mosqueta Abacaxi. pinho. centela. hera e hortelã-pimenta Alfazema. pinho. sá lvia. erva-cidreira. vetiver e zimbro Alga-marinha. cavalinha e oliva Babosa. palma-rosa. bé tula. arnica. bé tula. hera e hortelã-pimenta Alecrim. anis. ginseng-brasileiro. laranja-azeda. karitê. sândalo. gengibre. bergamota. aveia. laranja-azeda e oliva Cacau. mil-folhas e zimbro Banho aromá tico Celulite Circulaç ão perifé rica deficiente Drenagem linfá tica Estrias Gordura localizada Massagem relaxante Dentes Fortalecimento da gengiva Placa bacteriana Lá bios Desidrataç ão Mã os Ressecamento Unhas quebradiç as Abacate. jasmim. patchouli. cânfora. alfazema. hortelã-pimenta. cipreste. rosa-mosqueta. sá lvia e tanchagem Mirra. bé tula. cânfora. ginseng. bé tula. citronela. fucos. centela. alga-marinha.Corpo Alecrim. segurelha e tomilho Alfazema.fineprint. laranja-azeda. alfazema. erva-cidreira. mirra. cânfora. hissopo. ratânia. cipreste.

gengibre e zimbro Arnica.com . arnica. macela e pepino Alecrim. jasmim. cânfora e confrei Arnica e bé tula Arnica 80 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. pinho e sá lvia Arnica. ilangue-ilangue. cavalinha. bergamota. macela e sá lvia esclaré ia Alecrim. camomila. louro. macela. confrei. camomila. malva e sabugueiro Camomila e macela Alecrim. bé tula. camomila.Músculos Aquecimento Contusão Dor Pancada Tensão Torç ão Olhos Cansaç o Inchaç o e olheiras Irritaç ão Vermelhidão Alfazema.fineprint. cânfora e confrei Alecrim. alfazema. hamamé lis. laranja-azeda. calêndula.

milfolhas. babosa. dente-de-leão Amêndoa-doce. calêndula. tanchagem. limão. tussilagem e verbasco Alfazema. camomila. patchouli. macela. mil-folhas.fineprint. artemí sia. cenoura. sabugueiro. urtiga Alfazema. hamamé lis. calêndula. hamamé lis e hortelãpimenta Aveia. babosa e camomila Aveia. copaí ba. melaleuca. cipreste e limão Inflamaç ão Limpeza Manchas e sardas Pó s-barba Pó s-depilaç ão Pó s-sol Proteç ão solar Psorí ase Queimadura Queimadura de sol Rachadura Rejuvenescimento Verrugas 81 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. camomila. centela. calêndula. confrei. calêndula. sabugueiro e violeta Bé tula. cânfora. sá lvia e tanchagem Batata.com . cavalinha. morango e pepino Babosa. cenoura. calêndula. camomila. pepino. ginseng-brasileiro. mil-folhas. batata. artemí sia. erva-cidreira. gergelim e urucum Bé tula. hamamé lis. calêndula e camomila Abacate. cânfora. malva. cânfora. erva-cidreira. babosa. limão. camomila. abosa. camomila. bé tula. camomila. dente-deleão. estoraque. segurelha e tanchagem Alfazema. oliva e rosa-mosqueta Babosa. limão. calêndula. camomila e mil-folhas Alecrim. calêndula. centela e confrei Amêndoa-doce.Pele Acne Alergia Assadura Dermatite Eczema Feridas Alfazema. erva-cidreira. rosa e uva Amêndoa-doce. cânfora. dente-de-leão. cânfora. ginseng. babosa. batata. copaí ba. tanchagem e tomilho Limão. camomila. macela. calêndula e hamamé lis babosa. pepino. salsa. bergamota. rosa-mosqueta. limão. hamamé lis e laranja-azeda Alho.

temperos – termo derivado da palavra em latim "temperare". Os condimentos també m são conhecidos como ervas aromá ticas. coco. benjoim. cedro. simplesmente. castanha-da-í ndia e hamamé lis Pinho e sá lvia Ressecamento dos joelhos e Abacate. eucalipto e hortelã-pimenta Citronela e eucalipto Laranja-azeda e oliva Calêndula. e em tempos remotos até mesmo para disfarç ar carnes e comidas já em processo de deterioraç ão. plantas aromá ticas ou. relacionam diferentes fontes gustativas e olfativas ou. maç ã. Muitas vezes. macela e oliva cotovelos Ressecamento dos pé s Varizes Usos gerais Agente bactericida Agente fungicida Agente viró tico Picada de insetos Repelente de insetos Sauna Bá lsamo-do-peru. cânfora. bergamota. tepescuite e verbasco Alfazema. limão. à medida que novos condimentos iam sendo descobertos e introduzidos na 82 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.com . os condimentos eram relacionados a lendas. religião. limão. hamamé lis. os temperos eram chamados de especiarias e tiveram uma funç ão muito especial no desenvolvimento econômico de todo o mundo: vendidos a preç o de ouro. os condimentos são apreciados desde as antigas civilizaç ões. pau-rosa. mirra e segurelha Alho. cajepute. ainda. plantas condimentares. cânfora. citronela. que significa "colocar em relaç ão". tendo sido incorporados à cultura de todos os povos. eucalipto. erva-cidreira. chegaram a gerar batalhas sangrentas entre povos que disputavam seu controle comercial. relacionam o lado fí sico e o lado espiritual do homem. rosa e tomilho Alfazema. sá lvia e segurelha Citronela.fineprint. rosa e ruibarbo Benjoim. castanha-da-í ndia e hamamé lis Os condimentos Usados para realç ar o gosto e o aroma dos alimentos. Os há bitos alimentares das civilizaç ões també m foram evoluindo ao longo dos sé culos. mitos e magia. As interpretaç ões da origem desse termo são muitas: os temperos relacionam o ser humano ao alimento. Antigamente.Pernas e pé s Frieiras Inchaç o Mau cheiro dos pé s Calêndula.

experimentar e se tornar mestre de sua pró pria intuiç ão. seus poderes terapêuticos vêm sendo estudados pela ciência. alé m da importância culiná ria dos temperos. podendo ser usadas. para a harmonia geral do indiví duo. As plantas medicinais aromá ticas – os condimentos – são as que exercem maior atraç ão para o consumo. paladar e visão. Os condimentos podem ser relacionados a três dos cinco sentidos corporais: olfato. no contexto atual.fineprint. aprendendo a preparar suas pró prias misturas. pelo aroma e pelo aspecto apetitoso que conferem ao alimento. de forma definitiva. Alé m disso. os aromas ajudam a aumentar o apetite e estimulam o metabolismo em geral. ou ainda. que preparar alimentos é muito mais do que apenas cozinhar. Todos os vegetais. Os olhos també m têm influência sobre o despertar do apetite. Valores nutricionais dos condimentos A alimentaç ão não-saudá vel. senso que permite ao organismo definir diferentes aromas. de forma a melhorar as condiç ões gerais de saú de. viajando suas histó rias e mitos.culiná ria. caracterí stica das civilizaç ões modernas. em sua maior parte. Agora você pode conhecer um pouco melhor esse mundo má gico-cientí fico dos condimentos. de alguma doenç a ou infelicidade que tenha sido marcante. onde o desequilí brio alimentar é generalizado na populaç ão. Hoje. indispensá veis para o perfeito metabolismo do corpo. vitaminas e energia. de forma direta na alimentaç ão humana e animal. é preciso se conscientizar para uma mudanç a gradual dos há bitos alimentares. visto na forma negativa. Muitas vezes. muitas delas são ricas fontes de minerais. positiva ou não. É criar. O paladar é o senso humano que permite identificar substâncias que se dissolvem na á gua e que. tem-se mostrado a principal vilã no desenvolvimento de doenç as crônicas e reduç ão drá stica dos mecanismos de defesa do organismo. minerais e princí pios ativos naturais. da comida da mãe ou de alguma pessoa querida. Os tratados mé dicos mais antigos já citavam a importância de uma alimentaç ão adequada para contribuir. de forma decisiva. as comidas têm o poder de ativar memó rias dos bons tempos da infância. compreendendo seu poder curativo e se convencendo. Os condimentos dão um toque muito especial à produç ão visual dos pratos culiná rios. As plantas chamadas medicinais são as que possuem esses compostos em maior concentraç ão. em maior ou menor escala. aos poucos e de alguma forma. O olfato. pelo sabor. está ligado també m ao processo de defesa e perpetuaç ão da espé cie. transformam-se em forç as de sentimento dentro das pessoas. pois há fortes indí cios de que as plantas condimentares sejam capazes de influenciar o organismo de forma definitiva. pois são fontes riquí ssimas de vitaminas.com . As plantas têm papel importante na manutenç ão desse estado saudá vel. estimulando o organismo pelas diferentes cores e formas que agregam em si. possuem compostos quí micos especiais que desencadeiam processos bioquí micos e metabó licos de grande dimensão no organismo humano. 83 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Assim. Nos alimentos.

Condimentos associados ao manganês: aç afrão. papoula e segurelha. Ferro (Fe) – previne e cura a anemia ferropriva e tem o poder de aumentar a imunidade do corpo e melhorar o desempenho fí sico. Condimentos ricos em zinco: aipo. cravo-da-í ndia. gengibre. alho-poró cardamomo. Selênio (Se) – antioxidante. funcho. aumenta a imunidade e reduz o colesterol sangü í neo. imunoestimulante.fineprint. coentro. anis. o derrame. cravo-da-í ndia. funcho. canela. estragão. feno-grego. salsa e segurelha. e salsa. manjericão. Cobre (Cu) – mostra fortes indí cios de atuar contra o câncer. coentro. AS VITAMINAS Á cido pantotênico – ligado ao complexo B. alcaravia. cominho. cominho. També m é considerado um tônico geral e excelente para combater a fadiga. Manganês (Mn) – exerce uma aç ão antioxidante no organismo. alho-poró anis e pá prica. Só dio (Na) – juntamente com o potá ssio. cominho. Condimentos que têm mais ferro: coentro.com . . manjericão. cebola. cú rcuma. gengibre. cominho. Condimentos ricos em magné sio: aipo. Alé m disso. funcho. Condimentos ricos em fó sforo: aipo. Ervas aromá ticas ricas em potá ssio: aç afrão. manjerona e pimenta-doreino. oré gano. há indí cios de que ele pode ajudar a retardar o envelhecimento. cá lculos renais e biliares e dá forç a muscular. Plantas condimentares mais ricas em cobre: aipo. alcaravia. També m é excelente para melhorar o desempenho de atletas. 84 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. mostarda-branca e salsa. incrementa a energia e capacidade atlé tica do corpo. cú rcuma. pá prica. Magné sio (Mg) – ajuda a prevenir doenç as cardiovasculares. louro. gergelim. mostarda-branca e papoula. Condimentos ricos em só dio: o tempero chili. gengibre e . manjericão. oré gano. gengibre. Os condimentos ricos nesse mineral são: aipo. Potá ssio (K) – previne a pressão alta e. papoula. Zinco (Zn) – excelente para aumentar a imunidade do corpo. salsa.OS MINERAIS Cá lcio (Ca) – sua ingestão regular permite a boa formaç ão da ossatura do corpo e previne problemas ligados à osteoporose. conseqü entemente. mostarda-branca. sá lvia e segurelha. desintoxicante e antiinflamató rio. estragão. coentro. tem papel importante sobre a regulaç ão do equilí brio hí drico das cé lulas de nosso corpo. Condimentos ricos em selênio: alho. de proteger o corpo de doenç as cardiovasculares e de ter aç ão antiinflamató ria. a visão e o olfato. coentro. aumentando a resistência do organismo. pimenta e salsa. cravo-da-í ndia. Ajuda ainda na prevenç ão do câncer de có e reduz a lon hipertensão. Fó sforo (P) – fundamental para quem pratica atividades fí sicas. Tem fama de melhorar o paladar. coentro. manjericão. Encontrado em condimentos como alecrim. contribui para o bom funcionamento do cé rebro e é necessá rio para o metabolismo da glicose. coentro. anis.

alivia a enxaqueca e melhora quadros de artrite. Condimentos ricos em vitamina B1: coentro. previne o câncer. cravo-da-í ndia. Vitamina B6 – excelente para aumentar a imunidade geral do organismo. prevenir doenç as das gengivas e ainda proteger o organismo contra a aç ão dos radicais livres. 85 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Há estudos mostrando que ela exerce uma aç ão protetora contra o câncer e contra a anemia. possuem compostos especiais que desencadeiam processos bioquí micos e metabó licos no organismo humano. de grande dimensão. gengibre. Ajuda a proteger o corpo da aç ão de radicais livres. coentro. manjericão. manjerona. tem aç ão contra o câncer e é excelente no combate de doenç as de pele. Estudos recentes têm mostrado que ela pode proteger o organismo de alteraç ões metabó licas causadas pelo alcoolismo. raiz-forte. salsa e tomilho. em maior ou menor escala. tempero chili. gengibre. Condimentos ricos em vitamina A: alecrim. oré gano. é capaz de prevenir o desenvolvimento de câncer. mostardabranca. cominho. Condimentos ricos em niacina: tempero chili. pá prica e sá lvia. cú rcuma. protege o corpo contra distú rbios neuroló gicos. de forma direta na alimentaç ão humana e animal.Vitamina A – també m chamada de beta-caroteno. pá prica. funcho. Condimentos ricos em vitamina C: aç afrão. Vitamina B1 (tiamina) – responsá vel pela conversão do aç ú car do sangue em energia bioló gica. ajudando a prevenir o envelhecimento precoce. em grande parte. aumenta o vigor e a imunidade do corpo. sá lvia e segurelha. Vitamina B3 (niacina) – uma das melhores vitaminas para a proteç ão de doenç as cardí acas e reduç ão do colesterol sangü í neo. hortelã-pimenta. manjerona. é muito ú til no controle do diabetes. manjericão. Tem uma aç ão protetora contra o câncer. aumentar a habilidade mental e diminuir os riscos de desenvolvimento de doenç as cardí acas. alé m de participar de muitas reaç ões metabó licas. louro. pá prica e pimenta. reduz os sintomas da tensão pré -menstrual. estragão. gengibre. oré gano.fineprint. é a vitamina ligada à visão noturna. aumentar a imunidade do organismo contra gripes e resfriados. visto que aumenta a absorç ão de ferro. pimenta e salsa. cú rcuma. A terapia dos condimentos Todos os vegetais. raiz-forte. Plantas ricas em vitamina B6: alho. coentro. pá prica. De forma geral. coentro. papoula. Condimentos ricos nessa vitamina: aç afrão. manjerona. papoula e pimenta. tratamento do herpes e outras infecç ões. podendo ser usadas. alcará via. mostarda-branca. estragão. cravo-da-í ndia. Vitamina B2 (riboflavina) – considerada a amiga do esportista. pimenta e sá lvia. estragão. reduzir o colesterol sangü í neo. ajuda a controlar alguns tipos de diabetes e tem sido muito usada para aliviar sintomas da tensão pré -menstrual. cebola. louro. manjericão.com . pois protege o corpo de lesões oxidativas e melhora o desempenho. tempero chili. As plantas medicinais são as que possuem esses compostos em maior concentraç ão. pimenta. doenç as neuroló gicas. Vitamina C (á cido ascó rbico) – consumida regularmente. Ela també m aumenta a imunidade do organismo. coentro. aumentar o poder de cicatrizaç ão de feridas. Plantas condimentares ricas em vitamina B2: pá prica. Vitamina E – vitamina antioxidante. manjericão.

Cada uma delas apresenta uma funç ão muito especí fica.As plantas medicinais aromá ticas. são contra-indicados em quantidades elevadas. Com fins terapêuticos. recomenda-se a eliminaç ão de cebola. Outro caso de restriç ão é o de pessoas com pele acné ica e problemas de gastrite e ú lcera estomacais. sempre com orientaç ão mé dica. Pesquisas demonstram. os condimentos entram como coadjuvantes no processo de equilí brio do corpo. podendo agravar o problema. da canela. o ideal é procurar sempre um profissional capacitado que possa fornecer recomendaç ões individuais para a utilizaç ão criteriosa e positiva dos condimentos na alimentaç ão. do aç afrão e muitos outros. Pimentas e temperos fortes. por exemplo. à vida sedentá ria e à falta de descanso. pois têm aç ão muito estimulante e aquecedora no organismo. cebolinha. pode desencadear um resultado positivo na produç ão de insulina no corpo. dica muito ú til para os diabé ticos. que a adiç ão regular de canela e cú rcuma na alimentaç ão. A adiç ão geral de condimentos pode até ser feita. A cebola també m mostra alguns efeitos antitumorais. caso do aipo. Nesse ponto. De modo geral. por si só contribuindo para um bom processo digestivo. No nosso organismo. as plantas aromá ticas podem ser usadas na alimentaç ão de forma regular e em pequenas quantidades. são as que exercem maior atraç ão para o consumo na alimentaç ão. mas sempre seguindo crité rios bem especí ficos. Outra aç ão positiva dos condimentos é que a maioria deles tem cará ter alcalino. com uma tendência muito constante ao á cido – devido. O estresse causa uma liberaç ão de grande quantidade de adrenalina na corrente sangü í nea. també m com que os nutrientes passem de maneira mais harmônica para a circulaç ão. Basicamente. poré m. nesse caso.com . os temperos també m se têm mostrado muito bené ficos. desencadeando a produç ão de substâncias á cidas pelo corpo e a eliminaç ão excessiva de vitaminas e sais minerais pela urina. ajudam no balanç o á cido-base do metabolismo corporal. ou condimentares. o que aumenta a ativaç ão das defesas naturais. fazendo s. O alho. principalmente. contudo. do alho-poró da cebola. há uma falta de equilí brio freqü ente entre o á cido e o bá sico. o que aumenta a oxigenaç ão das cé lulas. do anis-estrelado. Em situaç ões especiais de saú de fí sica. Esses fatores acabam. Essa condiç ão á cida deixa o organismo com uma baixa resistência às doenç as. 86 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. das pimentas. Alguns condimentos servem ainda para facilitar a digestão e evitar a fermentaç ão intestinal. incrementando o sabor e o aroma dos alimentos. Alé m de serem fontes de vitaminas e minerais. tem-se mostrado eficaz no tratamento complementar do câncer de estômago.fineprint. alho e alho-poró da dieta. mas podem ser agrupadas de acordo com a aç ão em um mesmo tempero. como é o . Em casos especiais. são contra-indicadas em algumas situaç ões. em pequenas quantidades diá rias. Algumas plantas. Pessoas com câncer e Aids e mulheres gestantes e lactantes devem utilizar os condimentos de forma parcimoniosa. predispondo-o a infecç ões. a ingestão de pequenas quantidades diá rias de condimentos na alimentaç ão desencadeia uma maior salivaç ão e produç ão de á cidos digestivos estomacais. ao estresse.

manjericão. hortelã-pimenta. canela. pois durante a desidrataç ão. angé lica. baunilha. as plantas condimentares.fineprint. poderão desencadear as seguintes aç ões bené ficas: AÇ Õ ES BENÉ FICAS Antiá cida Antidisenté rica Antiemé tica Antiescorbú tica Antiespasmó dica Antiinflamató ria Antioxidante Anti-sé ptica Antitumoral Antiulcerogênica Antiviró tica Aperiente Bactericida Carminativa Colagoga Depurativa Digestiva CONDIMENTOS Alcaravia. cá lamo-aromá tico.com . canela. feno-grego. cardamomo. nozmoscada. cravo-da-í ndia. Alho e hortelã-pimenta Aç afrão. cominho. Aç ã o terapê utica De maneira geral. salsa. salsa Aç afrão. louro. angé lica. feno-grego. recomenda-se a utilizaç ão do condimento na forma fresca. manjerona. hortelã-pimenta. urucum e zimbro Alho e cebola Alho. anis e coentro Anis. Isso pode ser facilmente notado nas diferenç as de aroma. cebolinha. alcaparra. manjerona. cebola. cerefó cominho. cebola. lio. cú rcuma. louro. papoula. . coentro. sá lvia e segurelha Alho. papoula e tomilho Cardamomo. anis. aneto. manjericão. mostarda e noz-moscada Diuré tica 87 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. angé lica. cravo-da-í ndia e hortelã-pimenta Aipo. raiz-forte. alho. gengibre. quando utilizadas na dieta com fins terapêuticos. pá prica. alcaparra. funcho. cardamomo. erva-cidreira. papoula e pá prica Gengibre Cebola. angé lica. cravo-da-í ndia. angé lica. hissopo. sempre há perdas e alteraç ões de alguns compostos existentes. estragão. estragão. por mais criteriosa que seja. estragão. alho-poró aneto. gengibre e hortelã-pimenta Aneto.A forma como a planta condimentar é usada na dieta també m irá definir seu potencial terapêutico. tomilho e zimbro Cú rcuma. sabor e cor de uma infusão feita com ervas frescas e outra feita com ervas secas. Todos Alcaparra. canela. pimenta-da-jamaica. cerefó coentro e salsa lio. manjerona. hissopo. aneto. gengibre e hortelã-pimenta. Quando o objetivo do consumo de ervas aromá ticas é estritamente terapêutico. noz-moscada e pá prica Aipo e cú rcuma Cebola. cominho. cá lamo-aromá tico. canela. noz-moscada. alcaparra.

cebola. canela. 3. bem ventilado e longe dos raios solares. e não usado como prá tica habitual.Estimulante Estomá quica Galactagoga Hepato-protetora Hipoglicêmica Hipotensora Laxativa Tônica Vermí fuga Aneto. pá prica. estragão. poejo e sá lvia Aipo. baunilha. O armazenamento no refrigerador deve ser restrito. Como regra geral. estragão. estragão. oré gano. Armazene os condimentos em local seco. hissopo. antes de começ arem a se deteriorar. hortelã-pimenta. cerefó cravo-da-í ndia. longe do fogo. canela. os condimentos ainda resistem por mais tempo – de 3 a 5 anos –. No caso de ramos folhosos. louro e noz-moscada Aipo. cravo-da-í ndia. cá lamo-aromá tico. esté via. feno-grego. evitando que entrem ar e umidade. cú rcuma. gergelim. Para conseguir manter os condimentos frescos por mais tempo. mostarda. alecrim.fineprint. feno-grego. fazendo com que percam o aroma com maior rapidez. alcaparra. No geral. pimenta-do-reino e urucum Aipo. hortelã-pi Algumas dicas muito úteis Armazenamento 1. O calor. funcho. cardamono. funcho e gengibre Alho. a umidade e a luz são inimigos dos temperos. baunilha. gergelim. 88 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. conserve-os no congelador em um recipiente muito bem fechado. inadequado para a conservaç ão dos condimentos. alho. 2. cebola. louro. cebola. quando desidratadas. Embora o local mais prá tico para armazenar seus temperos seja logo pró ximo ao fogão.com . feno-grego. dependendo das condiç ões de armazenamento. cebolinha. as ervas condimentares folhosas. se acondicionados em sacos de papel bem fechados. raiz-forte e urucum . podem manter seu aroma e sabor por cerca de um ano. esté via. manjericão e segurelha Alcaparra. Aipo. lio. gengibre. O refrigerador é um ambiente muito ú mido. melhor ainda dentro de armá rios fechados. eles podem ser deixados no refrigerador por uma semana. dê preferência a um lugar fresco. louro e noz-moscada Alcaparra. salsa e urucum Alho-poró feno-grego.

Alguns condimentos são consagrados no uso "pó s-cozimento" e devem sempre estar disponí veis na mesa para uso imediato. como o chili em póe o curry. Para reduzir o problema.fineprint. Tente substituir os condimentos usuais por outros novos. 11. Use a criatividade e experimente. cebolinha e cebola. Como regra geral para pratos que devem passar por um longo cozimento. canela e cravo-da-í ndia são especialmente indicados para pratos doces. Misturas já consagradas podem ser usadas livremente. como alho. 3. Quando for temperar os pratos. manjerona por oré gano. Isso fará o sabor se desprender ainda mais. Não use condimentos frescos na mesma quantidade que os desidratados. Raí zes e troncos devem ser fervidos de 1 a 3 minutos para o desprendimento dos princí pios ativos naturais.com . inventando receitas diferentes. Se você não tem prá tica na utilizaç ão de condimentos. faç a uma quantidade pequena. podem irritar estômagos sensí veis. dê uma leve tostada no forno com temperatura mé dia. mas seja cuidadoso para não queimar as ervas. seguidas de um rá pido abafamento. Antes. empregados com cuidado em pratos salgados. O ideal é acrescentá -las no final da preparaç ão. podem ser fervidas. 13. 8. 1/2 colher (sopa) de condimentos é suficiente para temperar até quatro porç ões. 9. como as pimentas. O uso dos condimentos deve sempre ser restrito. 6. 7. Plantas de sabor picante. o gengibre. Flores e folhas não devem ser cozidas e fervidas junto com os alimentos. pois não perdem o sabor. alho e pimenta-do-reino são condimentos universais e podem realç ar o sabor e o aroma de qualquer prato. Se possí vel. do alho desidratado em póe da pimenta desidratada em pó . você poderá começ ar a criar seus temperos pró prios e misturas mais exó ticas. sempre armazenando em recipientes ou potes muito bem fechados e limpos. algumas vezes. comece suas experiências usando no má ximo quatro tipos de condimentos diferentes em um prato. sá lvia por tomilho. Quando for preparar temperos misturando vá rios condimentos. 2. Muito tempo no cozimento faz os temperos alterarem o sabor e perderem o aroma. Baunilha. sementes de anis por funcho etc. É o caso da pimenta-do-reino. moa ou triture o condimento apenas na hora em que for usá -lo. pois perdem seus princí pios volá teis. De maneira geral. 4. 5. cozinhe ou refogue-as muito bem para perder o excesso de enxofre. você pode usar condimentos desidratados na proporç ão de metade da quantidade que normalmente usaria se eles estivessem frescos. adicione os temperos menos de uma hora antes de o prato ficar pronto. o alho e a cebola. 12. Plantas sulforosas. 10. por exemplo. podendo ser. Com a experiência. necessá ria apenas para algumas semanas.Utilizaç ã o 1. lembre-se de que os condimentos servem apenas para dar um toque especial e não para deixar o gosto e o aroma pesados e enjoativos. Na maior parte dos casos. Cebola. Substitua. 14. 89 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.

reprovar e aproveitar. feiras ou quitandas. pois o mais instigante é a liberdade para criar. Algumas plantas e condimentos perdem suas propriedades. podemos dizer que os alimentos têm afinidades especiais a determinados condimentos. No caso de condimentos comprados em supermercados.com . 5.fineprint. misturar. 4. Mas isso não é uma regra geral. ovos. Os produtos industriais normalmente contêm aditivos para aumentar a durabilidade. Elas contêm substâncias irritantes que podem queimar a pele. provar. doces e frutas podem desenvolver um aroma e um gosto muito mais apurado. muito da magia da arte condimentar e da culiná ria estaria perdido. sem adiç ão de agroquí micos. dê preferência ao preparo caseiro. Molhos e temperos A má gica combinaç ã o dos condimentos De maneira geral. principalmente as regiões mais sensí veis. Se for usar condimentos frescos. cheio de requinte e misté rio.Cuidados especiais 1. se quiser. No caso de misturas de condimentos. como olhos e boca. mas. Se fosse. Use a criatividade. usando apenas plantas cultivadas organicamente. Caso você as toque. fique atento ao aspecto fí sico da planta. 3. aproveite as indicaç ões abaixo e não tenha medo de errar! 90 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. verduras. mudam de cor e alteram seu aroma com o passar do tempo. bolores ou manchas. que podem ter efeito tó xico cumulativo. assim como ingredientes inertes. 2. que não pode apresentar diferenç as de coloraç ão. lave em seguida as mãos em á gua corrente. que alteram o peso da maté ria condimentar com o intuito de diminuir o custo de produç ão das indú strias. É recomendado ainda remover sempre as sementes internas sem tocá -las. Carnes. preste atenç ão no prazo de validade. Tenha muito cuidado quando for manusear as pimentas vermelhas. colhidos na hora ou não. Tenha sempre certeza da qualidade do produto e de sua procedência.

segurelha e tomilho Aç afrão. cominho. manjerona e sá lvia Aç afrão. estragão. coentro. sá lvia. manjerona. gengibre e salsa Manjericão. feno-grego. manjericão. alho. manjericão. anis. oré gano. sá lvia. cebolinha-francesa. sá lvia e tomilho Alecrim. salsa. sá lvia. aneto. oré gano. cardamomo. alecrim. manjerona. hortelã-pimenta. manjerona e tomilho Funcho. mostarda. feno-grego. manjerona e sá lvia Alecrim. aneto. manjerona. alho. gengibre.fineprint. coentro. sá lvia. gengibre. oré gano. oré gano. anis. estragão.Carnes e seus condimentos companheiros Tipos de carne Coelho Cordeiro Fí gado Frango Ganso Pato Peixe Peru Porco Presunto Vaca Vitela Condimentos Alecrim. cominho. salsa. manjerona. segurelha e tomilho 91 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. oré gano e tomilho Alecrim. alho. segurelha e tomilho Alecrim.com . aneto. estragão. segurelha e tomilho Aneto. manjerona e sá lvia Alecrim. salsa e sá lvia Alcaravia. alecrim. estragão. anis.

estragão. cominho. louro. sá lvia e tomilho Alecrim. manjerona. manjericão.Tipos de verduras e legumes Abó bora Abobrinha Alcachofra Aspargos Batatas Berinjela Bró colis Cenoura Cogumelos Couve-de-bruxelas Couve-flor Ervilha Espinafre Feijões Lentilha Milho Nabo Repolho Tomate Condimentos Alcaravia. manjericão e manjerona Estragão e segurelha Aneto. cominho e funcho Estragão. manjericão. sá lvia e tomilho Alho. anis.fineprint. salsa. oré gano e tomilho Manjericão. aneto. manjerona e segurelha Alcaravia. manjerona e tomilho 92 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. cominho. gengibre e salsa Coentro. hortelã-pimenta e manjerona Alcaravia.com . anis. alecrim. cebola. sá lvia e segurelha Alcaravia. louro e salsa Aç afrão. sá lvia e tomilho Aneto. manjerona. cardamomo e canela Alecrim. aneto. cebola. manjerona. aneto. cú rcuma e segurelha Alcaravia. salsa e segurelha Aneto. cebolinha. estragão e sá lvia Alho. salsa e sá lvia Alho. aneto. estragão. funcho. oré gano e tomilho Aneto.

cebola. alho. gengibre e hortelã-pimenta Alcaravia. salsa e tomilho Alecrim. oré gano. sá lvia. cravo-da-í ndia. raiz-forte. manjericão. canela. anis.fineprint. cebola. segurelha e tomilho Alecrim. manjerona. hissopo e hortelã-pimenta Alcaravia. cú rcuma. sá lvia e tomilho Aç afrão. estragão.com . estragão. canela. angé lica. canela.Frutas e outras comidas Arroz Frutas Frutas em compota Queijos Ovos e omeletes Saladas Sobremesas doces Sopas Sorvetes cremosos Condimentos Aç afrão. funcho. alecrim. esté via e sá lvia Alcaravia. anis. alcaravia. cravo-da-í ndia. baunilha. manjerona. coentro. funcho. funcho. alecrim. salsa e tomilho Baunilha. salsa. pimenta-do-reino. aipo. baunilha. cravo-da-í ndia. salsa e sá lvia Alecrim. hissopo. anis. alho. canela e cravo-da-í ndia 93 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. funcho.

Acidificante: Torna á cido o meio em que está inserido. Adstringente: Provoca constriç ão. Agroquí micos: Nome gené rico dado aos produtos quí micos usados na agricultura convencional. Antidiabé tico: Combate a diabete.com . Afecçã o: O mesmo que doenç a. 94 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. torna menos denso. Acne: Erupç ão na pele que aparece pelo acú mulo de secreç ões que afetam as glândulas sebá ceas. Afrodisí aco: Estimula o desejo sexual. Anesté sico: Promove insensibilidade à dor. Alterna: Quando as folhas num ramo nascem de forma alternada. Antiescorbútico: Combate o escorbuto. Anticorpo: Substância produzida pelo corpo em reaç ão à introduç ão de substâncias estranhas a ele. ligaç ão. Antiemé tico: Combate os vômitos. Antidiarré ico: Combate a diarré ia. Adelgaçador: Afina. Abscesso: Pus que se acumula nos tecidos da pele originado por inflamaç ões. união. Antialé rgico: Elimina os sintomas da alergia. uma gasosa e outra lí quida. Abortivo: Que causa expulsão do feto.Abluçõ es: O mesmo que lavagem. Analgé sico: Diminui a dor. Afta: Pequena ulceraç ão nas mucosas da boca. de um lado e do outro. Antiedê mico: Impede o acú mulo de lí quidos provenientes do sangue. Aé rea: Parte do vegetal que vive e se desenvolve em contato com o ar. Antiblenorrá gica: Combate a blenorragia (gonorré ia).fineprint. Aerossol: Produto cosmé tico no qual existem duas fases.

fungos e ví rus). Antimicrobiano: Combate microrganismos patogênicos (bacté rias. Antineoplá sico: Impede a formaç ão de tumores malignos. Antité rmico: Combate a febre.Antiespasmó dico: Alivia os espasmos. Antitumoral: Aquele que impede a formaç ão de tumores. Antiidade: Combate o envelhecimento. Antilepró tico: Combate a lepra. Anti-sé ptico: Destró os microrganismos e limpa a pele.com . i Anti-sifilí tico: Combate a sí filis. Antifertilidade: Reduz a capacidade reprodutiva. Antitó xico: Elimina os venenos. Anti-reumá tico: Combate o reumatismo. Antiinflamató rio: Combate os sintomas da inflamaç ão. Anti-helmí ntico: Combate os vermes intestinais. Antiirritante: Combate o estí mulo e excitaç ão das atividades da pele. Antimalá rico: Combate a malá ria. Antitussí geno: Ajuda a tratar da tosse (o mesmo que bé quica). Antiperspirante: Suprime o suor. Antiflogí stica: O mesmo que antiinflamató rio. Antigonorré ico: Combate a gonorré ia (o mesmo que antiblenorrá gica). Anti-hemorroidal: Combate as hemorró idas. Anti-histé rico: Combate a histeria. Antí geno: Substância que ao entrar no corpo provoca a produç ão de anticorpos. 95 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Antioxidante: Impede a oxidaç ão das cé lulas da pele. Antileucorré ico: Combate o corrimento vaginal. Anti-seborré ico: Reduz as secreç ões das glândulas sebá ceas.fineprint.

Bulbo: Tipo de caule subterrâneo ou aé reo.fineprint. Baga: Fruto indeiscente. larga. modificada e de coloraç ão viva. ameniza.com . que se completa em dois anos. Aperiente: Estimula o apetite. que se completa no espaç o de um ano. Axilar: Situado ou nascido na axila. carnudo e suculento (exemplo: tomate). Bainha: Parte da base da folha. Assadura: Inflamaç ão na pele devido ao atrito e ao calor. odor agradá vel. Batedura: Efeito de batida. Bochecho: Lí quido que se coloca na boca e agita entre as bochechas.Antiviró tico: Destró os ví rus. Aquê nio: Tipo de fruto simples. Arranhã o: Ferida superficial na pele. da germinaç ão até a produç ão de frutos. com caule ramificado desde a base. Bactericida: Elimina bacté rias. que envolve o ramo. Bacté ria: Microrganismo constituí do somente por uma cé lula. Bolha: Vesí cula que se forma na pele pelo atrito constante. i Anual: É o ciclo de uma planta. Brá ctea: Folha pequena. seco e indeiscente (exemplo: caju). Balsâmico: Suaviza. Arbustivo: Porte dos arbustos. Assepsia: Limpeza. da germinaç ão até a produç ão de frutos. Arbó rea: Porte das á rvores. Bé quico: Ajuda a tratar da tosse (o mesmo que antitussí geno). 96 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Aromá tico: Possui aroma. Bianual: É o ciclo de uma planta.

Carminativo: Estimula a eliminaç ão de gases gastrointestinais. Contra-indicaçã o: Condiç ão ou sintoma que torna desaconselhá vel o uso das plantas. Cosmé tico: Produto destinado a limpeza. conservaç ão. Cá psula: Fruto seco deiscente. s Ciclo vegetativo: Perí odo da planta compreendido desde a germinaç ão da semente até a morte da planta adulta. Calmante: Que acalma e seda as dores e irritaç ões da pele. Citostá tico: Inibe o crescimento celular. Cardiotônico: Tonifica o coraç ão. Coceira: Sensaç ão desagradá vel na pele causada por um agente irritante que faz o indiví duo esfregar as unhas no local. Celulite: Inflamaç ão do tecido celular causada pela má circulaç ão e acú mulo de gorduras e toxinas. pró ximas e num mesmo eixo. Colá geno: Fibras formadoras do tecido conjuntivo a pele. Calo: Endurecimento da pele causado pelo atrito constante. Condicionante: Regulador das funç ões. Contusã o: Lesão produzida por uma forte pancada. Corante: Aquele que dá cor. Cicatrizante: Recupera os tecidos da pele apó uma danificaç ão. Capí tulo: Tipo de inflorescência com flores pequenas. Conservante: Impede a deterioraç ão dos produtos cosmé ticos por microrganismos. odorizaç ão e maquilagem da pele. Cancerogê nica: Substância que causa o desenvolvimento de câncer. Cravo: Afecç ão do folí culo sebá ceo da pele. alcanç ando diferentes alturas. sé sseis. 97 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.com . Caule: Parte aé rea do vegetal que dá sustentaç ão às folhas e ramos.Cacho: Tipo de inflorescência onde as flores tem pedú nculo longo e são dispostas num eixo comum.fineprint. Cosmetologia: A ciência dos cosmé ticos. Colagogo: Estimula o fluxo da bí lis.

98 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Drupa: Fruto carnoso indeiscente com endocarpo lenhoso (exemplo: manga). Desintoxicar: Eliminar substâncias tó xicas. Diuré tico: Estimula a secreç ão de urina. Dermatose: Doenç as da pele.fineprint. Desobstruente: Que libera um canal ou vaso. Depressora: Aç ão enfraquecedora. Depurativ: Limpa as toxinas do sangue. Detergente: Substância que purifica e clareia. Desinfetante: Desinfecciona e livra de contaminaç ões.Deiscê ncia: Abertura de qualquer ó rgão.com . Dermatite: Inflamaç ão da pele. Edema: Acú mulo de lí quido nos tecidos do corpo. Desvitalizado: Sem vida. Desodorante: Tira o mau cheiro. Despigmentador: Elimina manchas e sardas da pele. Eczema: Inflamaç ão da pele com vesí culas. Demulcente: Amolece e abranda as inflamaç ões das mucosas. Emenagogo: Estimula a menstruaç ão. Desidratado: Sem á gua. Efeito colateral: Resultados adversos advindos do uso de uma substância. Diaforé tico: Estimula a transpiraç ão. Drenagem linfá tica: Remove os excessos de linfa estagnados nos tecidos do corpo. Digestivo: Estimula a digestão. crostas ou exsudatos provocada por diversas causas. Drenagem: Escoamento de lí quidos. Descongestionante: Tira o inchado e a obstruç ão dos tecidos.

Ferida: Destruiç ão da pele ou da mucosa. Excitante: Promove estí mulos. Fixador: Substância que quando adicionada a perfumes evita que o aroma volá til de outras essências se perca. Estame: Órgão masculino da flor. Esteticista: Especialista em assuntos de beleza e uso de cosmé ticos.Emé tico: Provoca vômito. Emulsificante: Estabiliza uma emulsão (substância de consistência leitosa). Espá dice: Tipo de inflorescência onde a flor é envolvida por uma grande brá ctea (exemplo: antú rio). Estria: Linha fina que forma um sulco na superfí cie da pele. Febrí fugo: O mesmo que antité rmico. Essê ncia: Óleo fino e aromá tico extraí do de determinados vegetais. Fitocosmé tica: Cosmé tica que utiliza basicamente elementos vegetais na composiç ão de seus produtos. É tnico: Termo usado na esté tica e cosmé tica para designar caracterí sticas do tipo de cabelo da raç a negra. Enzimá tico: Que conté m propriedades catalí ticas especí ficas. Eupé ptico: O mesmo que digestivo. Fibra: Estrutura alongada que se distribui em feixes para a formaç ão dos tecidos. Envelhecimento: Perda da frescura e do viç o. 99 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint. Expectorante: Promove a liberaç ão das secreç ões das vias respirató rias. Estomá quico: Facilita as atividades do estômago. O mesmo que demulcente. Estimulante: Ativa e excita determinadas funç ões na pele. Emoliente: Amolece e abranda uma inflamaç ão. Esfoliativo: Provoca a descamaç ão de cé lulas mortas da superfí cie da pele. Enxagüató rio: Lí quido para lavagem secundá ria da boca.com .

normalmente entre os dedos. 100 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Furúnculo: Inflamaç ão em volta de um pêlo ou glândula sebá cea. Fragrância: Aroma agradá vel. Gel: Sistema coloidal constituí do de fase lí quida e só lida que apresenta caracterí sticas semelhantes aos dos só lidos. Higienizante: Asseia a pele tornando-a saudá vel. Fotomutagê nico: Substância que em contato com o sol causa mutagênese. Hepatoprotetor: Aç ão protetora no fí gado.fineprint. Foliculite: Inflamaç ão dos poros da pele. Haste: Caule flexí vel tí pico das plantas herbá ceas. Hidratante: Trata a pele com uma substância que devolve a umidade natural. Hermafrodita: Flor que possui os dois sexos. Hepatotó xico: Tó xico para o fí gado. Hemostá tico: Combate hemorragias.Flá cido: De consistência mole ou frouxa. Fungicida: Combate os fungos. Fricçã o: Ato de esfregar. Fototó xico: Substância que em contato com o sol torna-se tó xica. Glândula sebá cea: Cé lula ou agrupamento de cé lulas que se destinam à produç ão de substância de consistência gordurosa expelida para o exterior da pele. Frieira: Afecç ão da pele causada por diversos fatores localizada nos pé s. dá mais forç a.com . Fortalecedor: Torna forte. Fungo: Organismo vegetal formado por filamentos. Gé rmen: Micró bio. Gestante: Mulher no perí odo de gestaç ão (gravidez). Fluidos: Diz-se de qualquer lí quido. masculino e feminino.

Linfa: Lí quido transparente que circula no corpo atravé s dos vasos linfá ticos. Insuficiê ncia cardí aca: Falta de capacidade do coraç ão de desempenhar suas funç ões. Micose: Doenç a na pele causada por fungos. Maté ria orgânica: Resí duos vegetais em decomposiç ão. Inflamaçã o: Conjunto de reaç ões da pele devido a aç ão de algum microrganismo patogênico. Lanceolada: Na forma de lanç a.Hipersensibilizaçã o: Qualidade de hipersensí vel. 101 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Levedura: Designaç ão geral de determinados tipos de fungos. Hipocolesterolê mico: Reduz o colesterol sangü í neo. Hipotensor: Reduz a pressão sangü í nea. Laxante: Provoca a evacuaç ão. mas de forma mais suave. Infecçã o: Contaminaç ão. Lubrificante: Substância que umidifica e unta os tecidos. Hipertensor: Aumenta a pressão sangü í nea. Impetigo: Inflamaç ão da pele com pú stulas insufladas. Indeiscente: Não abertura de qualquer ó rgão. Melanó cito: Cé lulas de melanina. Inflorescê ncia: Distribuiç ão das flores no ramo. Lipolí tico: Dissolve as molé culas de gordura.fineprint. Lanolina: Gordura obtida da lã do carneiro. Irritante: Que provoca estí mulo.com . Lenitivo: O mesmo que calmante. Laquê : Produto para vaporizar do cabelo para fixar o penteado. irritaç ão.

Pé -de-atleta: Micose nos pé s causada pelo fungo do gênero Epidermophyton. batida. Pellets: Pedaç os laminares desidratados obtidos dos vegetais. Poro: Pequeno orifí cio da pele. Obesidade: Enfermidade caracterizada pelo excesso de peso. Peciolado: Com pecí olo. Narcó tica: Induz ao sono ou à inconsciência. Nervaçã o peniné rvea: Nervura principal que origina as secundá rias e estas as terciá rias. Placa dental: Deposiç ão de sedimentos nos dentes causada pela falta de higiene e aç ão de microrganismos. Pseudocaule: Haste semelhante a um caule constituí da de bainhas foliares. 102 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www.fineprint. Patogê nico: Capaz de produzir doenç as. pH: Potencial Hidrogeniônico. Peroxidaçã o lipí dica: Oxidaç ão no mais alto grau dos lipí deos. Í ndice que mede a acidez das substâncias.com .Mousse: Substância de consistência leve que serve para dar volume e forma aos cabelos. ó rgão que une o limbo foliar à bainha. Óleo carreador: Óleo que serve de base para a elaboraç ão de diversos cosmé ticos e para essências aromaterapêuticas. Pancada: Choque. Nervaçã o: forma de disposiç ão das nervuras na folha. Parafina: Mistura incolor de hidrocarbonetos saturados só lidos extraí dos do petró leo. ou diretamente ao caule. Parasiticida: Combate os parasitas. Nó dulo: Pequeno nó . Opaco: Sem brilho. Nutritivo: Devolve os nutrientes para a pele. Princí ativo: Substância quí mica produzida no metabolismo secundá rio dos vegetais e pio dá o cará ter medicinal das plantas.

Regenerador celular: Reproduz as cé lulas da pele. Queratina: Proteí na insolú vel presente nos tecidos. Pubescente: Que apresenta pêlos finos e curtos. Queimadura: Ferimento ou lesão na pele causada pelo sol ou fogo. Purgativa: Provoca a evacuaç ão. Rá cimo: sinônimo de cacho. Radiaçã o ultra-violeta: Raios enviados pelo sol. Raiz adventí cia: Qualquer raiz não procedente da principal. remoç a. Refrescante: Que traz frescor e alí vio. Restaurador: Que recupera. Purê : Substância de consistência pastosa feita a partir de frutas e legumes espremidos. de forma mais agressiva que o laxante. Rejuvenescedor: Que torna jovem. Ranço: Degradaç ão dos ó leos e gorduras em contato com o ar que causa cheiro e sabor caracterí sticos. Relaxante: Diminui a tensão muscular. Repelente: Que afasta.Psicossomá tico: Problemas orgânicos causados por influências psí quicas. Psorí ase: Doenç a da pele caracterizada pela formaç ão de placas que se descamam. Ramificado: Com vá rios ramos. Queratolí tico: Impede a formaç ão de queratina.com . Remineralizante: Devolve os minerais a pele.fineprint. Resolutiva: Cessa com uma inflamaç ão sem supuraç ão. Reconstituinte: Restaura as forç as. Resina: Secreç ão viscosa extraí da do caule ou de outras partes dos vegetais. 103 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Queló ide: Massa de tecido conjuntivo originada na cicatrizaç ão pó s-cirú rgica da pele.

Supurativo: Estimula a eliminaç ão de pus. Textura areno-argilosa: Quando o solo conté m mais areia que argila. Ruga: Prega ou dobra da pele. Tensoativo: Que estica. Talco: Produto feito do mineral silicato de magné sio pulverizado. Seborré ia: Secreç ão excessiva das glândulas sebá ceas. Sânscrito: Idioma indiano. sem pedí culo ou base de sustentaç ão. Sudorí fera: O mesmo que diaforé tica. 104 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Tireó ide: Glândula de secreç ão interna situada na frente da laringe. Rizoma: Caule que acumula substâncias de reserva da planta.Revigorante: Que devolve o vigor. Sebo: Mistura de lipí deos excretados pelas glândulas sebá ceas que conté m á cidos graxos livres. normalmente subterrâneo. Sarda: Pequenas manchas castanhas que surgem na pele de pessoas claras devido ao acú mulo excessivo de melanina. Sé ssil: Diretamente inserido. triglicerí deos e colesterol.fineprint. causada pelo envelhecimento. solo mais solto. Revitalizante: Que devolve a vida. Sedativa: Que acalma. Seiva: Lí quido de composiç ão complexa que circula pelos vasos condutores da planta. Rubefaciente: Que causa vermelhidão da pele. Spray: Jato de um lí quido que se espalha como né voa sobre a pele. Sialagoga: Provoca a salivaç ão. Tintura: Soluç ão alcoó lica que conté m os princí pios ativos extraí dos da planta.com . Suavizador: Que torna suave. Sinergia: Associaç ão. tranqü iliza.

Ví rus: Molé culas invisí veis no microscó ó pio ptico que causam diversas doenç as. tí pica dos feijões. Tó xica: Que envenena. Tumor: Massa constituí da pela multiplicaç ão desgovernada e cé lulas em um tecido. Varizes: Dilataç ões das veias. Verniz: Soluç ão de goma ou resina natural usada para recobrir superfí cies. Vasoprotetor: Protege os vasos sangü í neos. Tônus: Estado normal de elasticidade e resistência da pele. Vasodilatador: Provoca a dilataç ão dos vasos. exuberância. Vagem ou Legume: Embalagem das sementes. Vesicante: Que provoca a formaç ão de vesí culas e bolhas. Tônico: Que dá energia.fineprint. Tranqüilizante: O mesmo que sedativa. Vulnerá rio: Que cura feridas. Verruga: Saliência da pele originada por causas variadas.com . Urticá ria: Erupç ão da pele com placas congestivas mais ou menos salientes. Umectante: Que molha.Tirosinase: Enzima. Umbela: Tipo de inflorescência com pedicelos de igual tamanho que saem do mesmo ponto. Viço: Vigor. Traumatismo: Choque violento. 105 PDF created with FinePrint pdfFactory trial version http://www. Torçã o: Deslocamento muscular. Ungüento: Substância de consistência gordurosa para uso externo. Vasoconstritor: Provoca a contraç ão dos vasos. umedece.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful