Unicastelo Universidade Camilo Castelo Branco

Faculdade de Ciências Empresariais
Curso de Administração: Habilitação Empresas

A utilização da tecnologia da informação (e-commerce, e-business e e-procurement), nas empresas localizadas na região leste da cidade de São Paulo no bairro de Itaquera

Bárbara Munhoz Elias Gonçalves Codinhoto Vanessa Bartolomeu Nunes Gonçalves

São Paulo 2008

Bárbara Munhoz Elias Gonçalves Codinhoto Vanessa Bartolomeu Nunes Gonçalves

A utilização da tecnologia da informação (e-business, e-commerce e eprocurement), nas empresas localizadas na região leste da cidade de São Paulo no bairro de Itaquera

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência para a obtenção do título de Bacharel em Administração habilitação: Empresas a Unicastelo Faculdade de Ciências Empresariais.

Profº. Orientador: José Abel de Andrade Baptista

São Paulo 2008

Bárbara Munhoz Elias Gonçalves Codinhoto Vanessa Bartolomeu Nunes Gonçalves

A utilização da tecnologia da informação (e-business, e-commerce e eprocurement), nas empresas localizadas na região leste da cidade de São Paulo no bairro de Itaquera

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência para a obtenção do título de Bacharel em Administração habilitação: Empresas a Universidade Camilo Castelo Branco - Unicastelo, Faculdade de Ciências Empresariais, desenvolvido sob a orientação do professor José Abel de Andrade Baptista.

Aprovado em -------/------- de 2008. Com Nota _______________. BANCA EXAMINADORA _______________________________________. Profº Orientador José Abel de Andrade Baptista _______________________________________. Profº Convidado (nome) ______________________________________. Profº Convidado (nome)

Dedicatória
Dedicamos aos nossos cônjuges, pais, filhos e amigos que nos apoiaram, não só na execução deste trabalho, mas em toda nossa jornada acadêmica.

AGRADECIMENTOS
Para elaborar este trabalho, tivemos a felicidade de obter apoio e ajuda de algumas pessoas. Queremos começar agradecendo a Deus, que nos proporcionou as condições físicas, mentais e espirituais necessárias e, em concordância com o Evangelho de São João 15:5 (Bíblia NVI) expressamos: “sem Ele não podemos fazer coisa nenhuma”. Somos gratos aos nossos cônjuges, pais e filhos, que estiveram presentes, ou sofrendo por nossa ausência, durante todo processo deste trabalho, em especial a Juliana C. Codinhoto, pela deliciosa alimentação, carinho e paciência dedicada ao grupo. Ao Prof. José Abel de Andrade Baptista, orientador e amigo, nosso profundo agradecimento, pelo direcionamento e estímulo. Aos colegas de curso pelo incentivo e troca de experiências, e a todos que colaboraram direta ou indiretamente para o êxito deste trabalho, o nosso sincero: “obrigado!”. Agradecimentos especiais a Lindalva G. Codinhoto, Lindomar S. Gonçalves, Ana Manuela B. Gonçalves, e Elizabete S. Munhoz.

“Notar cedo as mudanças ajuda-o a adaptar-se às maiores que ocorrerão” JOHNSON 2004, p. 10.

RESUMO

As mudanças estão presentes em toda história da humanidade, barreiras foram quebradas, limites superados e paradigmas desmistificados, é o que chamamos de evolução, sem ela, ainda viveríamos com os recursos da Pré-história. Este trabalho apresenta mudanças que ocorreram durante a evolução da comunicação, da tecnologia e do comércio, pois são componentes essenciais na matéria prima do atual Comércio Eletrônico. Nesses tempos de transformação constante e de situações imprevisíveis, é imperativo que as empresas saibam desenvolver capacidade de adaptar-se às mudanças exigidas pelo mercado, sob pena de ficar obsoletas ou de decretar sua morte. A pesquisa neste trabalho revela que grande parte das empresas no bairro de Itaquera não tem se adaptado a essas mudanças no comércio, no que diz respeito às ferramentas tecnológicas e-business, e-commerce e e-procurement, apesar da população ser predominantemente jovem, condição favorável ao comércio eletrônico, esse nicho é pouco explorado pelas empresas dessa região, podendo ficar estagnadas, devido à utilização de recursos obsoletos, e com crescimento limitado aos interesses de consumidores locais. A maior dificuldade apresentada pelas empresas em Itaquera para não aquisição dessa tecnologia foi o alto custo, mas as pesquisas e dados deste trabalho revelaram ser a falta de visão o fator relevante. As conclusões apresentadas mostram que a falta de informações e recursos, como o próprio computador, é uma das principais características para a inércia do progresso na tecnologia do comércio dessa região.

Palavras-chaves: comércio, eletrônico, e-business, e-commerce, e-procurement, comunicação e tecnologia.

SUMÁRIO Introdução........................................................................................................................ 10
Capítulo 1 – A Evolução da Comunicação, da Tecnologia e do Comércio.................... 16 1.1 – Comunicação......................................................................................................... 16 1.1.1 – Comunicação Primitiva............................................................................. 16 1.1.2 – A Comunicação nos Dias Atuais............................................................... 30 1.2 – Tecnologia............................................................................................................ 34 1.2.1 – Tecnologia Primitiva................................................................................. 34 1.2.2 – Tecnologia Moderna................................................................................. 39 1.2.3 – A Internet.................................................................................................. 46 1.3 – Comércio............................................................................................................... 47 1.3.1 – O Comércio na Pré-História...................................................................... 48 1.3.2 – Período Medieval...................................................................................... 54 1.3.2.1 – Feudalismo.................................................................................... 55 1.3.2.2 – Mercantilismo............................................................................... 55 1.3.2.3 – Capitalismo................................................................................... 56 1.3.3 – Idade Moderna.......................................................................................... 56 1.4 – Globalização.......................................................................................................... 58 1.5 – Evolução................................................................................................................ 59 Capítulo 2 – E-Business, E-Commerce e E-Procurement.................................................... 60 2.1 – Definições.............................................................................................................. 64 2.2 – E-BUSINESS.......................................................................................................... 66 2.2.1 – Vantagens e desvantagens do e-business.................................................. 69 2.3 – E-COMMERCE.................................................................................................... 71 2.3.1 – Vantagens e Desvantagens do e-commerce........................................... 73 2.3.2 – Direito do consumidor nas vendas pela Internet....................................... 77 2.4 – E-PROCUREMENT............................................................................................... 81 2.4.1 – Vantagens e desvantagens do E-Procurement.......................................... 85 2.5 – CUSTO.................................................................................................................. 87 2.6 – T-COMMERCE..................................................................................................... 91 Capítulo 3 – Pesquisa de Campo........................................................................................ 93 3.1 – Itaquera................................................................................................................. 94 3.2 – Pesquisa................................................................................................................ 94 CONCLUSÃO.......................................................................................................................108 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................... 108 SITES........................................................................................................................... 112

LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Hieróglifos representativos....................................................................................19 Quadro 2: Código Morse........................................................................................................ 25 Quadro 3: Sistema de e-procurement..................................................................................... 84

LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Figura 2: Figura 3: Figura 4: Figura 5: Figura 6: Figura 7: Figura 8: Figura 9: Evolução.................................................................................................................16 Corruptelas de Torokaná........................................................................................21 Bíblia de Gutenberg na Biblioteca do Congresso em Washington D.C................24 Réplica do rádio de Landell no século XIX...........................................................27 Telefone em forma de forca de Graham Bell - 1876.............................................29 Fotografias e esquema do telefone em forma de forca, Bell - 1876......................29 O primeiro celular da história................................................................................31 Evolução.................................................................................................................34 O Fogo....................................................................................................................36

Figura 10: A Roda...................................................................................................................37 Figura 11: O ENIAC................................................................................................................43 Figura 12: Primeiro Computador.............................................................................................43 Figura 13: O Comércio............................................................................................................51 Figura 14: Moedas Antigas......................................................................................................53 Figura 15: Cunhagem de Moedas............................................................................................53 Figura 16: Comércio Eletrônico..............................................................................................60 Figura 17: e-commerce............................................................................................................77

LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1: População Jovem.................................................................................................. 95 Gráfico 2: Porte das Empresas............................................................................................... 96 Gráfico 3: Formas de Pagamento........................................................................................... 96 Gráfico 4: Utilização da Internet........................................................................................... 97 Gráfico 5: Finalidade de Utilização da Internet..................................................................... 98 Gráfico 6: Possui Site............................................................................................................. 98 Gráfico 7: Por Que Não Possui.............................................................................................. 99 Gráfico 8: Comercializa pela Internet.................................................................................... 100 Gráfico 9: Por que adotou essa estratégia.............................................................................. 100 Gráfico 10: Por que a empresa não adotou essa estratégia?.................................................. 102 Gráfico 11: Empresas que Possuem as Ferramentas.............................................................. 103 Gráfico 12: Importância Competitiva Com a Utilização das Ferramentas............................ 103 Gráfico 13: Número de Computadores.................................................................................. 104 Gráfico 14: Efetivação de Vendas......................................................................................... 105 Gráfico 15: Satisfação com o Sistema de Vendas.................................................................. 105 Gráfico 16: Perspectivas de Melhorias.................................................................................. 106 Gráfico 17: Tipos de Estoques............................................................................................... 107

LISTA DE APÊNDICES
APÊNDICE 1 – Questionário para pesquisa exploratória no comércio de Itaquera.............. 118

LISTA DE INTEGRANTES
Barbara................................................................................................................................... 120 Elias........................................................................................................................................ 120 Vanessa.................................................................................................................................. 120 Abel (Orientador)................................................................................................................... 120

Introdução

No mundo globalizado atual, mudanças ocorrem a uma velocidade assustadora. O que é novidade “hoje”, já estará superado “amanhã”. A Internet ganha milhões de novos usuários a cada ano, e esse crescimento ocorre em ritmo acelerado. Com isso muitas tecnologias estão sendo criadas para proporcionar novos negócios, produtos e serviços a estes usuários. Quando o assunto é tecnologia, o ritmo se torna ainda mais frenético. Todos os dias novos produtos são lançados no mercado mundial: PC’s, notebook’s, Black Barry, MP5, celulares, softwares, entre outros, com tecnologia avançada e cada vez mais acessível. Será que em meio a esta evolução ainda existem empresas não informatizadas?

Partir da necessidade que sente o consumidor ou usuário em relação a alguma alteração expressiva é geralmente o caminho mais direto para determinar novos conhecimentos ou novas tecnologias que se imporão, bem como para montar um trabalho deliberado e sistemático que se volte para descobertas fundamentais. (DRUCKER, 1998, p. 633).

O processo de inovação é ascendente, o foco que anteriormente era voltado para a melhoria do produto, hoje está voltado diretamente para o mercado consumidor, como destaca o Guia RH (2008, p. 1):

Uma dica importantíssima é ter FOCO NO CLIENTE, isto é estar comprometido com o resultado e o sucesso do cliente, se comportando como se fosse um Consultor do Cliente, aquele que tem prazer em levar solução para os problemas do cliente. Outra dica importante é o relacionamento com o cliente, tendo a percepção de que tipo de cliente tem à sua frente e buscando a forma mais eficaz de se comunicar considerando as características principais daquele cliente. Cada ser humano é único e gosta de ser tratado como tal. O marketing de relacionamento é um diferencial que encanta o Cliente.

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O tema deste trabalho de conclusão de curso (TCC) é: A utilização da tecnologia da informação (e-commerce, e-business e e-procurement) nas empresas localizadas na região leste da cidade de São Paulo, no bairro de Itaquera.

Segundo Severino (2002, p. 76):

Tratando-se de trabalhos acadêmicos, com finalidades didáticas e propedêuticas, o tema escolhido ou delimitado deve deixar margem para a pesquisa positiva, bibliográfica ou de campo, com a necessária aprendizagem desses métodos de pesquisa, não sendo, portanto, o trabalho de pura criação mental do aluno.

Conforme Gil (2002, p. 61):

No entanto a escolha de um tema que de fato possibilite a realização de uma pesquisa bibliográfica requer bastante energia e habilidade do pesquisador. Primeiramente, deve-se considerar que a escolha de um tema deve estar relacionada tanto quanto for possível com o interesse do estudante. Para escolher adequadamente um tema, é necessário ter refletido sobre diferentes temas. O estudante não pode, para seu próprio bem, esperar que o orientador determine o tema da pesquisa.

Martins e Lintz (2000, p. 25) mostra que:

O tema é importante quando, de alguma forma, está relacionado a uma questão que polariza, ou afeta, um segmento substancial da sociedade. Um tema é original quando há indicadores de que seus resultados irão causar alguma surpresa. Isto é, se há possibilidade de encontrar novos resultados ainda não disseminados no ambiente científico-profissional.

Para que seja realizado o trabalho de conclusão de curso é necessário que haja um problema.

Toda argumentação, todo raciocínio desenvolvido num trabalho logicamente construído é uma demonstração que visa solucionar determinado problema. A gênese dessa problemática dar-se-á pela reflexão surgida por ocasião das leituras,

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dos debates, das experiências, da aprendizagem, enfim da vivência intelectual no meio do estudo universitário e no ambiente científico e cultural. (SEVERINO,

2002, p. 75).

De acordo com Gil (2002, p. 23):

...toda pesquisa se inicia com algum tipo de problema, ou indagação. Todavia, a conceituação adequada de problema de pesquisa não constitui tarefa fácil, em virtude das diferentes acepções que envolvem este termo. O Novo Dicionário Aurélio indica os seguintes significados de problema: questão temática proposta para que se lhe dê a solução; questão não solvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento; proposta duvidosa que pode ter numerosas soluções; qualquer questão que dá margem à hesitação ou perplexidade, por ser difícil de explicar ou resolver; conflito afetivo que impede ou afeta o equilíbrio psicológico do indivíduo.

Já Martins e Lintz (2000, p. 25) dizem que: “...problema é uma questão que mostra uma situação necessitada de discussão, investigação, decisão ou solução”.

O problema deste TCC é: “As ferramentas e-commerce, e-business e e-procurement, são utilizadas pelas empresas no bairro de Itaquera?”.

Havendo um problema há necessidade de hipóteses, sendo estas: • • • Não são utilizadas, pois desconhecem as tecnologias; Não são utilizadas devido ao custo para aquisição; Não possui as ferramentas, devido à falta de profissionais qualificados para o trabalho operacional; • • • São utilizadas, pois proporcionam um aumento nas vendas; São utilizadas, pois melhoram o relacionamento com os clientes; São utilizadas, pois reduzem custos.

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De acordo com Gil (2002, p. 26):

...consiste em oferecer uma solução possível, mediante uma proposição, ou seja, uma expressão verbal suscetível de ser declarada verdadeira ou falsa. A essa proposição dá-se o nome de hipótese. Assim, a hipótese é a proposição testável que pode vir a ser a solução do problema.

Conforme objetivo geral desta pesquisa está sendo proposto: Identificar as dificuldades das empresas na região de Itaquera na utilização da tecnologia de informação.

O objetivo específico desta pesquisa é analisar e conhecer a estrutura organizacional das empresas no que diz respeito à tecnologia da informação e, transmitir conhecimentos para a comunidade sobre a tecnologia.

Gil (2002, p. 162) indica que:

Objetivos e/ou hipóteses procede-se nesta parte à apresentação dos objetivos da pesquisa em termos claros e precisos. Recomenda-se, portanto, que em sua redação sejam utilizados verbos de ação, como identificar, verificar, descrever e analisar. Quando a pesquisa envolve hipóteses, é necessário deixar explícitas as relações previstas entre as variáveis.

A pesquisa deste trabalho de conclusão de curso será bibliográfica (livros, revistas, sites, teses, monografias, artigos) e exploratória (questionário realizado com as empresas na região de Itaquera).

Gil (2002, p. 44) classifica: “A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”.

Martins e Lintz (2000, p. 37) acentuam que:

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A pesquisa bibliográfica procura explicar e discutir um tema ou um problema com base em referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos etc. Busca conhecer e analisar contribuições científicas sobre determinado tema. A pesquisa bibliográfica é um excelente meio de formação científica quando realizada independentemente – análise teórica – ou como parte de investigações.

De acordo com Gil (2002, p. 41) as pesquisas exploratórias:

...têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado.

Percebe-se que nos dias atuais, as organizações dificilmente conseguem sobreviver no mercado competitivo sem o uso dos recursos tecnológicos, tais como Internet, e-mail, dispositivos de buscas, comércio eletrônico, que cada vez mais se tornam uma fonte prática e rápida de negócios.

Não há dúvidas entre os estudiosos que as organizações bem-sucedidas no século XXI, serão aquelas centradas no conhecimento com intenso fluxo de informação e pessoas treinadas participando de decisões.

Agora, com a Internet cada vez mais global e em escala, ela atrai mais recursos e se torna um tipo de ligação comum para dezenas de milhares de sistemas, e assim novas oportunidades de negócios surgem todos os dias, ferramentas como: e-business, e-commerce e e-procurement, passam a fazer parte do cotidiano das organizações.

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Com a globalização, a tecnologia está cada vez mais presente nas organizações, disponibilizando recursos que contribuem para que grande parte das organizações possa obter vantagens dos concorrentes em relação aos seus clientes pelo uso do comércio eletrônico. Sendo assim, entender os usos e impactos que a tecnologia da informação pode ter para o negócio passou a ser uma competência essencial para o sucesso profissional em qualquer área de atuação.

De acordo com Walton (1994), embora seja relativamente fácil adquirir a tecnologia da informação, quase nunca é simples incorporá-la com sucesso. Já que isso significa mudar a estrutura, a cultura, os processos e hábitos de uma empresa, é muito difícil encontrar líderes capazes de levar esse processo adiante. Para o autor, a definição da tecnologia da informação, abrange uma gama de produtos de hardware e software, que proliferam rapidamente com a capacidade de coletar, armazenar, processar e acessar números e imagens para o controle de equipamentos e processos de trabalho, e para conectar pessoas, funções e escritórios, tanto dentro das organizações quanto entre elas.

O presente estudo vem revelar se as empresas na região de Itaquera possuem, desconhecem ou encontram dificuldades na implantação das ferramentas e-business, ecommerce e e-procurement.

Faça conosco uma viagem no tempo e acompanhe as mudanças que ocorreram na comunicação, na tecnologia e no comércio. Veja como surgiu à escrita, conheça as “corruptelas de Torokaná”, e descubra porque o comércio eletrônico é tão importante para as empresas que querem manter a competitividade nos dias atuais.

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Capítulo 1 – A Evolução da Comunicação, da Tecnologia e do Comércio.

1.1 – Comunicação.

Verifica-se que desde os primórdios da humanidade o homem busca comunicar-se com seus semelhantes. Para Abril (2005, p. 1) “A fala surge quando gestos, expressões faciais e o ‘uga-uga’ da pré-história não são mais suficientes”. A comunicação era muito limitada, pois o homem não conseguia passar uma mensagem precisa aos seus descendentes. O passo seguinte foi desenvolver uma linguagem escrita, os primeiros rascunhos dessa escrita começam a surgir com as pinturas rupestres, desenhos que o homem primitivo pintava nas paredes das cavernas.

1.1.1 – Comunicação Primitiva

Segundo Branco (2008, p.1), “O homem primitivo usava de toda a sua imaginação e criatividade para poder se fazer entender pelos outros homens e, com a sua evolução gradativa, foi também sendo aperfeiçoada a sua forma de comunicação”.

Figura 1:

Evolução

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Fonte: Capag (2008, p. 1)

A figura 1 ilustra o contraste entre a linguagem primitiva das cavernas e a tecnologia moderna. Conforme História da Arte (2008, p. 1), no período Paleolítico a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo, o artista pintava os seres, um animal, por exemplo, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Para eles, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual se procurava interferir na captura de animais, ou seja, o pintor-caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. As pinturas rupestres eram feitas em rochedos e paredes de cavernas.

De acordo com História da Arte (2008), ainda existem pelo Mundo de hoje várias cavernas que preservam as pinturas rupestres. Na caverna de Altamira na Espanha se encontra quase uma centena de desenhos feitos há cerca de 14.000 anos. Na caverna de Lascaux na França, existem pinturas com cerca de 17.000 anos. Ainda na França, encontra-se a caverna de Chauvet, suas pinturas retratam ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos. As pinturas encontradas na gruta de Rodésia, África tem mais de 40.000 anos. O Brasil também possui suas telas de pedra primitiva, no Parque Nacional Serra da Capivara - Sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Nessa região encontra-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres.

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A busca pela escrita continua, em um período posterior as pinturas rupestres, os egípcios criaram os hieróglifos que, segundo a Discovery Brasil (2008, p.1): “Champollion provou que elas eram uma mistura complexa de ilustrações, sons fonéticos e letras alfabéticas, e que a linguagem do Egito Antigo é relacionada ao Cóptico, que ainda existe na Igreja Cristã Cóptica”. Para esses pesquisadores, quando Champollion decodificou a linguagem do Egito Antigo, abriu um mundo de conhecimento, os hieróglifos eram representações ilustrativas das palavras que elas representavam.

Vick (2005) aponta para 3.400 a.C. como a data aproximada para o surgimento dos hieróglifos egípcios. Ela afirma que os hieróglifos mais recentes são as inscrições feitas num pilar do portão de um templo em Philae no ano de 396. A escrita com hieróglifos era usada principalmente em textos formais inscritos em paredes de templos e de tumbas, em alguns deles os hieróglifos são muito detalhados e coloridos, em outros se encontram apenas os contornos, na escrita diária, usava-se o hierático, uma espécie de escrita hieroglífica simplificada.

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Quadro 1: Hieróglifos representativos Fonte: Numa Boa (2008, p. 2)

De acordo com Numa Boa (2008), as vogais mostradas no quadro 1 eram articuladas de uma forma mais áspera e, na época, consideradas consoantes. Aos poucos, foi desenvolvido o alfabeto, que variava de idioma para idioma. “Ao juntar as letras, o homem criava palavras e, ao juntar palavras, criava frases, transmitindo assim a sua história e as suas idéias aos seus semelhantes e descendentes”.

No início, a escrita era feita através de desenhos: uma imagem estilizada de um objeto significava o próprio objeto. O resultado era uma escrita complexa (havia pelo menos 2.000 sinais) e seu uso era bastante complicado. Assim, os sinais tornaram-se gradativamente mais abstratos, tornando o processo de escrever mais objetivo. Finalmente, o sistema pictográfico evoluiu para uma forma escrita totalmente abstrata, composta de uma série de marcas na forma de cunhas e com um número muito menor de caracteres. Esta forma de escrita ficou conhecida como cuneiforme (do grego, em forma de cunha) e era escrita em tabletes de argila molhada, usando-se uma espécie de caneta de madeira com a ponta na forma de cunha. Quando os tabletes endureciam, forneciam um meio quase indestrutível de armazenamento de informações. (10EMTUDO, 2008, p. 1)

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Com o surgimento da escrita muita coisa mudou, o homem passou a registrar com mais clareza suas memórias, para que seus descendentes conheçam sua história, como descreve o Geocities (2008, p. 2).

Que se pense, por exemplo, na importância representada pela escrita ao ser introduzida por civilizações como a Sumeriana, a Egípcia e a Chinesa. Ela passou a ocupar o espaço privilegiado no qual se assentava a tradição oral, substituindo a efemeridade pela permanência, introduzindo novos hábitos. A partir de então, o homem não precisou mais se preocupar com a questão do apagamento das memórias, suas lembranças não mais dependiam da transmissão oral, passaram a ser registradas pela escrita, e estas, perpetuadas nos meios de registro utilizados em cada época.

Mesmo os povos mais primitivos, que não desenvolveram uma linguagem escrita, encontraram outros meios de se comunicar e enviar mensagens. Compreende-se que os tambores exerciam diversos papéis nas civilizações primitivas. Além da produção de música para rituais e festas, os tambores, devido à sua grande potência sonora, também foram usados como meios de comunicação. Segundo o Almanaque da Comunicação (2008), um dos meios mais primitivos de comunicação à distância que se tem notícia, são as corruptelas de Torokaná, utilizado por diversos povos indígenas. A figura 2 mostra foto desse instrumento primitivo, conhecido também como Trocano ou Trocana, corruptelas de Torokaná é o seu nome original.

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Figura 2: Corruptelas de Torokaná. Fonte: Almanaque da Comunicação (2008, p. 1).

Segundo os autores, o primeiro a descrever a existência do grande tambor talhado em um só tronco de madeira, foi o naturalista Von Martius, no seu relato de viagem ao Brasil em 1820. As corrupitelas de Torokaka possibilitavam emitir sinais (através de códigos estruturados na base da quantidade de golpes e seu espaçamento) que podiam ser percebidos num raio de 10 quilômetros.

O Trocano era uma tora de madeira escavada a fogo, dois ou três metros de cumprimento e meio metro de diâmetro. Ficava dentro de um buraco suspenso com tiras de cipó, o que permitia que fosse baixado ou elevado e com isso regulava-se a intensidade da mensagem. O som era feito com bastões, as extremidades envolvidas em goma elástica. Comunicação primitiva, ainda que limitada, criatividade do homem para superar as distâncias. (ALMANAQUE DA COMUNICAÇÃO, 2008, p. 1).

Com o desenvolvimento, o homem aprimorou seus recursos, das corruptelas vieram os tambores que, segundo o PMF (2008, p. 1) são utilizados desde as eras mais remotas da

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humanidade. Os autores acreditam que os primeiros tambores foram feitos com o uso de troncos ocos de árvores tocadas com as mãos ou pedaços de pau, como a foto apresentada na Figura 2:. Eles também acrescentam que posteriormente, quando o homem aprendeu a caçar e utilizar as peles de animais na fabricação de roupas, utensílios domésticos e outros objetos, descobriram que esticar uma pele sobre o tronco produz um som mais forte. Os tambores tinham várias funções nas civilizações primitivas, desde músicas para rituais e festas, como também, meios de comunicação.

Examina-se que os índios americanos encontraram um meio criativo para a comunicação à distância, eles usavam sinais de fumaça para se comunicar, mas era um meio precário e sujeito a erros, conforme descreve o Geocities (2008, p.1):

...existia uma codificação qualquer, talvez semelhante ao nosso antigo código Morse que definia letras, palavras ou significados. Aquele tipo de comunicação era algo realmente primitivo, pois que os sinais que eram enviados poderiam ser alterados pelo vento. Imagine por exemplo que duas grandes bolas de fumaça significassem *perigo*, e que uma grande bola e uma pequena bola significasse *tudo calmo*. Se um índio emitisse duas grandes bolas, o vento poderia se encarregar de alterar uma das bolas grandes transformando-a em pequena, e o sinal sairia errado.

Observa-se que na Idade Média os arautos foram muito utilizados na comunicação à distância, de acordo com Michaelis (1998), os arautos anunciavam as decisões dos reis e outros governantes, eram mensageiros encarregados de transmitir mensagens ao povo, apregoavam casamentos reais ou aclamações dos reis. Eles liam as mensagens em alta voz nas praças pública, o Aurélio (1993, p.41) acrescenta: “Nas monarquias medievais, oficial que fazia as publicações solenes, anunciava a guerra e proclamava a paz”.

Com o aperfeiçoamento da escrita, mensagens podiam ser enviadas por cartas a grandes distâncias, surgiram então os correios, Sakall (2008) expõe que a origem do Correio

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ocorre desde o tempo mais remoto, quando o homem sentiu a necessidade de contato com seus semelhantes, mesmo que eles estivessem distantes, segundo ele:

“Enquanto articulava os sons guturais em busca de uma linguagem, o homem das cavernas já procurava utilizar certos instrumentos como tambores, sinais de fumaça ou deixava marcas para transmitir suas mensagens, originando o que a evolução classificou de ‘meios de comunicação’. Entre os meios de comunicação hoje existentes, a história dos correios remonta aos mais antigos impérios do Oriente, já existindo no Egito 4.700 anos antes de Cristo, em uma época em que os ‘velozes’ mensageiros – os sigmanacis – levavam as mensagens a pé, a cavalo ou montados, em camelos”.

Para o autor, durante muito tempo a forma mais eficaz de vencer as distâncias, foram os correios que, ainda hoje desempenham um papel importantíssimo para nossa comunicação, pois além de cartas, é possível também, enviar diversas encomendas através de seus serviços.

Constata-se que outro benefício que veio com o surgimento da escrita foram os livros, a princípio eram escritos à mão e de forma artesanal. O livro também é uma forma de comunicação primitiva, o BPERJ (2008, p. 1) diz que o surgimento dos primeiros livros feitos pelo homem foi há cerca de 5.000 anos, na Mesopotâmia, eles eram feitos de barro e podiam ter os mais diferentes formatos. Os registros eram feitos em placas que podiam ser redondas, quadradas, retangulares etc. conforme descreve seus pesquisadores: “Os antigos egípcios escreviam seus livros em papiro, desde 3.700 AC”. Segundo eles, os livros eram preparados a partir de uma planta chamada Papyrus, abundante às margens do Rio Nilo. Outros povos da antigüidade, também, registravam seus escritos em papiro, ele era fabricado a partir do caule que era cortado verticalmente, prensado e emendado; depois de seco era alisado e estava pronto para receber a escrita. As folhas de papiro eram armazenadas em rolos que chegavam a medir 20 metros, na Índia, os livros eram feitos em folhas de palmeira, cozidas. Os autores ainda acrescentam que:

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Com o surgimento do pergaminho no século II depois de Cristo, houve um grande progresso na fabricação de livros, por tratar-se de um material bem mais durável. O pergaminho era fabricado a partir da pele, bem esticada, de animais jovens, especialmente, cabritos e carneiros. O papel [...] foi inventado pelos chineses, porém, já era conhecido pelos árabes desde o século VIII e introduzido na Europa, no século XIII, datando de 1.270 a construção do primeiro moinho para sua fabricação, na Itália. Todas essas formas de apresentação do livro tinham em comum o fato de serem escritos à mão e confeccionados para pouquíssimas pessoas. Apenas as elites podiam ter acesso a eles que, além de serem produzidos em pequena quantidade, eram muito caros. Por volta de 1451, Johann Gutenberg inventou a imprensa. A partir dessa invenção, foi possível fazer muitos livros iguais em muito menos tempo.

O livro tornou-se popular, com a invenção da prensa gráfica, que segundo a Barsa (1987) foi criada na ultima década do século XIV, por Johann Gutenberg de Mainz, ele multiplica o poder da comunicação e reproduz, facilmente, os livros. Gutenberg foi um inventor alemão que se tornou famoso pela sua contribuição para a tecnologia da impressão e tipografia, ele inventou uma liga para os tipos de metal e tintas à base de óleo, além de uma prensa gráfica, inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas na fabricação de vinho. Acredita-se que a imprensa foi uma das maiores invenções da humanidade. O primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia, esse processo que se iniciou por volta de 1.450, só terminou cinco anos depois, em Março de 1.455. A figura 3 apresenta um exemplar da Bíblia de Gutenberg na Biblioteca do Congresso em Washington.

Figura 3:

Bíblia de Gutenberg na Biblioteca do Congresso em Washington D.C Fonte: Wikipédia (2008, p. 1)

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Junto com a invenção de Gutenberg, surge também a imprensa, que ganha proporção gigantesca, as informações passam a circular com maior velocidade através dos grandes jornais. Conforme UFSC (2008), a imprensa, que se espalhou pelo Mundo, chegou ao Brasil em 1808 com os pioneiros jornais Correio Braziliense e Gazeta do Rio de Janeiro. Hoje, com algumas alterações em sua forma original, os livros e jornais ainda são, além de eficientes formas de comunicação e ensino, uma rica fonte histórica.

Samuel Morse, no século XIX, descobriu que era possível enviar mensagens instantâneas para o outro lado do Mundo, conforme Salgado (2008, p. 2):

Samuel Morse apesar de não ter sido o verdadeiro inventor do Código Morse foi sem dúvida o grande dinamizador de todo o sistema de comunicações que passou a haver. Sem dúvida alguma durante os séculos XIX e XX foi uma grande forma de comunicação tanto nos Estados Unidos como na Europa.

Quadro 2: Código Morse. Fonte: Student (2008, p. 2)

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O quadro 2 apresenta o Código Morse, linguagem que era utilizada para se transmitir mensagens através do telégrafo. Fitezgerald e Dennis (2005, p. 4) asseguram: “Em 1837, Samuel Morse exibiu o funcionamento de um sistema de telégrafo; hoje poderíamos considerar isto como o primeiro sistema eletrônico de comunicação de dados”.

O rádio foi outra invenção muito importante, pois as mensagens podiam ser enviadas através de ondas invisíveis no ar. Conforme Microfone (2008), James Clerck Maxwell, na Inglaterra, demonstrou teoricamente em 1963 a provável existência das ondas

eletromagnéticas, a princípio o rádio era um tipo de telégrafo sem fio, algo já bastante útil e inovador para a época. Muitos outros cientistas e professores se dedicaram a melhorar seu funcionamento, entre eles, Oliver Lodge (Inglaterra) e Ernest Branly (França), por exemplo, que inventaram o “coesor”, um dispositivo que melhorava a detecção. Para os autores, não se imaginava, até então, a possibilidade do rádio transmitir mensagens faladas, através do espaço.

O Brasil também deu sua contribuição para o desenvolvimento do rádio, segundo Microfone (2008, p.1): “um Padre-cientista gaúcho, chamado Roberto Landell de Moura, nascido em 21 de janeiro de 1861, construiu diversos aparelhos importantes para a história do rádio e que foram expostos ao público de São Paulo em 1893”. Eles asseguram que em 1900 o Padre Landell de Moura obteve do governo brasileiro a carta patente nº 3279, que lhe reconhece os méritos de pioneirismo científico, universal, na área das telecomunicações. Landell embarcou para os Estados Unidos, onde, em 1.904, recebeu três cartas patentes do “The Patent Office at Washington”, para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras. O Padre Landell de Moura foi precursor nas transmissões de vozes e ruídos. A figura 4 mostra réplica do rádio do padre-cientista no século XIX.

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Figura 4:

Réplica do rádio de Landell no século XIX. Fonte: Microfone (2008, p. 2)

Com a junção de som e imagem surge o televisor, com isso, o homem eleva a comunicação a um estágio de excelência, Tudo Sobre TV (1998, p.1) comenta: “A idéia de trabalhar com imagens está ligada a história da civilização. Já nos tempos primitivos, o homem deixava suas impressões em forma de desenhos para que gerações posteriores pudessem aprender ou os reverenciar”. Nota-se que atualmente, com a televisão, que já faz parte do dia-a-dia de muitas pessoas, não apenas as gerações futuras de uma região, mas todo planeta pode ter acesso as imagens e sons registrados em uma determinada situação. Essas transmissões, que podem ser transmitidas em tempo real, ou “ao vivo” em uma linguagem mais usual, para todo Mundo, como vemos em jogos olímpicos ou copas do Mundo.

Segundo a Barsa (1987, vol. 15, p. 60): “Em 1875, o norte-americano G. R. Carey inventou e construiu um sistema televisor rudimentar, utilizando-se do dispositivo hoje conhecido como célula fotoelétrica”, O aparelho de Carey demonstrou certos princípios básicos da televisão, mas era preciso uma instalação complicada de fios, fotocélulas e lâmpadas elétricas, além de ser pouco prático. Os autores acrescentam que modificações e

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aperfeiçoamento se sucederam e já no princípio do século XX, pesquisadores introduziram notáveis melhorias no que concerne às câmaras eletrônicas.

“Em 1926 vários inventores já contavam com aparelhos que transmitiam imagens em movimento, a curta distância. [...] As primeiras estações de televisão com programas regulares começaram a funcionar na Europa em 1936, e nos EUA em 1941” (BARSA, 1987, vol. 5, p. 442).

Percebe-se que um dos mais relevantes passos, na história da comunicação, foi dado por Alexandre Graham Bell que, em 1876, inventou o telefone. Hoje as pessoas conseguem conversar entre si a grandes distâncias, podendo falar e ouvir as respostas simultaneamente e em tempo real, porém, para atingir este estágio de comunicação, o telefone passou por vários testes e modificações. De acordo com o Museu do Telefone (2008), em 3 de junho de 1875, Graham Bell solicitou a Watson que construísse um novo aparelho, ele construiu dois exemplares, um deles era de uma estrutura de madeira que tinha uma espécie de tambor mantendo todas as partes do dispositivo nas posições corretas. Devido ao formato dessa estrutura, esse dispositivo recebeu o apelido de “telefone da forca”, como vemos nas figuras 5 e 6.

Alexander Graham Bell desenvolve o conceito do telefone na casa do seu pai em Brantford, Ontário, Canadá, em 1874. Mas isto tomou dele e do seu assistente Tom Watson outros dois anos de trabalho em Boston, para que desenvolvessem o primeiro telefone capaz de transmitir conversação compreensível em 1876.; mais tarde, naquele ano, Graham Bell fez primeiro interurbano (de aproximadamente 10 milhas) de Paris, Ontário, para o seu pai em Brantford. (FITEZGERALD E DENNIS, 2005, p. 4)

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Figura 5:

Telefone em forma de forca de Graham Bell - 1876. Fonte: Museu do Telefone (2008, p. 1)

Figura 6:

Fotografias e esquema do telefone em forma de forca, Bell - 1876 Fonte: Museu do Telefone (2008, p. 1)

O telefone proporcionou outros meios de comunicação, como o exemplo do fax, que o Aurélio (1993, p. 246) define como: “Aparelho eletrônico que envia e recebe, por meio de telefone, cópias de imagens ou mensagens escritas”. Segundo Fitezgerald e Dennis (2005, p. 4): “Em 1841, um escocês chamado Alexander Bain utilizou eletroímãs para sincronizar relógios escolares. Dois anos depois, ele patenteou um telégrafo de impressão o antecessor das máquinas de fax atuais”.

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1.1.2 – A Comunicação nos Dias Atuais

Atualmente, com o recurso dos satélites, as comunicações não têm fronteiras, eles retransmitem sinais por todo o Planeta. Segundo a Discovery Brasil (2008) a URSS lançou em 4 de outubro de 1957 o primeiro satélite artificial, chamado de Sputnik 1, que pesava cerca de 84 kg e emitia sons em determinadas freqüências, alguns meses depois, os americanos lançaram o Explorer 1, seu primeiro satélite, que só pesava 14kg e foi capaz de descobrir um cinturão magnético que protege a Terra da radiação solar, o Cinturão de Van Allen.

Ao unir satélites e telefones foi criada a tão popular telefonia móvel, hoje os celulares fazem parte do nosso cotidiano e estão espalhados por toda parte. De acordo com a Globo.com (2008, p. 1): “A indústria de telefonia celular brasileira registrou em janeiro de 2008 a adição de 1,88 milhão de linhas, numa expansão de cerca de 22% sobre o número registrado no mesmo mês do ano passado”. Eles afirmam que a quantidade de aparelhos no país já ultrapassa 122 milhões de unidades. O aumento é superior ao registrado entre 2006 e 2007, de 15%. Essa tecnologia possibilita a comunicação com alguém do outro lado do Mundo mesmo estando em movimento.

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Figura 7: Fonte:

O primeiro celular da história

Click Informação (2008, p. 1)

De acordo com Click Informação (2008), o MTA, apresentado na figura 7, foi o primeiro celular, criado no dia 16 de outubro de 1956, pesava 40 kg e operava na faixa dos 160MHz, ele ficou conhecido como sistema automático de telefonia móvel, ou MTA. O equipamento, inventado pela Ericsson, era instalado em automóveis, barcos, entre outros, bem diferente dos pequenos aparelhos portáteis de hoje, ainda que com a mesma funcionalidade. No entanto, os celulares portáteis só surgiram 17 anos depois e ainda levaram mais 10 anos até serem postos no mercado americano e europeu, como descreve Viegas (2006, p. 1):

A primeira chamada de um telefone celular foi realizada em 03 de abril de 1973, em Nova Iork, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Martin Cooper, da Motorola. Somente dez anos depois, o celular chegou ao mercado americano e europeu, pesando 794 gramas e custava aproximadamente 4.000 mil dólares. Devido ao seu peso ganhou o apelido de “tijolo” pelos consumidores. O celular chegou ao Brasil em 1990. Na época, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país contava com 667 aparelhos.

O avanço da comunicação não parou por ai, atualmente com a Internet, o homem chegou ao auge da comunicação, uma verdadeira revolução tecnológica. Percebe-se que a Internet trouxe muitas facilidades e progresso, mas também deixou muitas pessoas a margem deste gigantesco processo. Hoje a Internet é um veiculo de comunicação muito importante,

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pois é um sistema de comunicação interativa de mão dupla. Ela cruza as fronteiras de uma forma tão simples que as informações são trocadas sem que as pessoas estejam necessariamente conscientes de que estão em países diferentes. Segundo Davenport (1998), o e-mail (correio eletrônico) foi o primeiro “serviço” a ser inventado, em 1972, embora demorasse algum tempo até que a sua utilidade fosse totalmente compreendida. O conceito de páginas Web foi inventado somente em 1993, esta tecnologia utilizada na Internet foi a responsável pela verdadeira explosão de número de utilizadores, computadores, e redes ligadas. Até essa altura, os utilizadores da Internet apenas trocavam e-mail, descarregavam ficheiros e utilizavam serviços baseados em texto, hoje em dia existe a integração da comunicação de voz, vídeo e de dados, às vezes chamada de convergência. Gerald & Dennis (2005, p. 222) comentam que:

No passado, os sistemas de telecomunicações utilizados para transmitir sinais de vídeo (por exemplo, TV a cabo), voz (como telefonemas) e dados (como dados de computador e e-mail) eram completamente separados. Uma rede era utilizada para dados, uma para voz e uma para TV a cabo. Isto está mudando rapidamente. A integração de voz e dados é em grande parte completa nas W ANs (Wide Area Network – rede geograficamente distribuída).

Com a Banda Larga, ou broadband, a comunicação pela Internet se tornou muito veloz, como afirma FitzGerald & Dennis (2005, p.22): “um circuito de 1 Pbps poderia baixar todo o conteúdo atual da Internet em menos de 10 minutos. Claro que hoje nenhum computador no Mundo poderia armazenar tanta informação”. Em conformidade com Gerald & Dennis (2005), o termo comunicação broadband (faixa larga ou banda larga) com freqüência tem sido utilizado para se referir a estes novos circuitos de comunicação de alta velocidade. Broadband é um termo técnico que se refere a um tipo específico de transmissão de dados que é utilizado por um destes circuitos (o DSL). Entretanto, o seu verdadeiro

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significado técnico foi englobado pelo seu uso na imprensa popular para se referir a circuitos de alta velocidade em geral (1 Mbps ou mais).

Constata-se que estar na Internet possibilita que uma empresa passe a aparecer como uma organização atualizada e sofisticada, ou seja, o fato de uma organização não estar na Internet pode significar, daqui a pouco tempo, como desatualizada e despreparada para competir. A Internet revolucionou a comunicação entre pessoas e corporações, a Rede Mundial de Computadores (Internet) trouxe maior agilidade e democratizou a publicação de informações. Silva Junior (2001, p. 178) afirma:

Existem várias ferramentas que auxilia na interação e comunicação entre a empresa e o consumidor. A web marketing é utilizada como uma ferramenta de comunicação e distribuição muito popular, por causa da sua funcionalidade, ela propicia uma maior interatividade com os consumidores.

Para o autor o número de empresas que possuem presença visível na Internet está crescendo de uma forma assustadora, portanto, aquela que não se atualizar estará fadada ao fracasso. Os meios de comunicação possuem dois pontos de vista distintos: a comunicação em pequena escala, e a comunicação em larga escala ou comunicação de “massa”. Os canais mais comuns de comunicação em massa são: Televisão, Rádio, Jornal, Revistas, Internet, todos eles têm como principal função informar, educar e entreter de diferentes formas, com conteúdos selecionados e desenvolvidos para seus determinados públicos. Ele acrescenta que em ambos os casos, o ser humano passou a utilizar utensílios que passaram a auxiliar e a potencializar o processo de produção, envio e recepção das mensagens. A tecnologia passou a fazer parte da comunicação humana, assim como, passou a participar da maioria das atividades desenvolvidas pela humanidade.

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1.2 – Tecnologia.

O objetivo neste tópico não é fazer uma abordagem exaustiva sobre tecnologia, mas apenas destacar algumas das principais mudanças tecnológicas em uma ordem cronológica, para traçar uma linha desde os tempos primitivos até os dias atuais. A figura 8 ilustra de maneira simbólica essa evolução.

Figura 8: Evolução Fonte: Geocities (2008, p. 1)

Para Geocities (2008, p. 1). “A história da tecnologia é a história das ferramentas e das técnicas úteis para fazer coisas práticas”. Eles também definem: “Tecnologia (do grego τεχνη — ‘ofício’ e λογια — ‘estudo’) é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento”.

1.2.1 – Tecnologia Primitiva.

De acordo com Cavalcante (1995), a princípio o homem buscava ferramentas que o auxiliassem em sua própria sobrevivência e, assim juntava o que podia para modificar os

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elementos naturais a fim de encontrar uma nova utilização. Os primeiros inventos eram apenas ferramentas rudimentares, mas aos poucos se tornariam chaves que abririam as portas para o futuro, conforme comenta Faria (1968, p. 11):

A expressão tecnologia tem para aqueles que não a conhecem um sentido mágico, como sendo o conjunto de invenções existentes, constituindo uma verdadeira gazua que abre as portas do futuro. O seu verdadeiro sentido é difícil de ser precisado e muitos a aceitam como sendo o conjunto integrado de ciências e técnicas que permite ao homem interferir no processo universal de vida.

Compreende-se que é praticamente impossível falar da evolução da tecnologia sem mencionar o fogo e a roda, eles foram marcos significativos na evolução tecnológica. Acredita-se que o fogo tem fascinado a humanidade durante milhares de anos, Chagas (2006) comenta que uma das grandes conquistas do homem pré-histórico foi aprender a fazer e a controlar o fogo. No inverno e em épocas gélidas, ele protegeu o ser humano do frio mortal. O homem passou a não temer mais as trevas da noite. Segundo o autor, o fogo serviu como proteção aos primeiros hominídeos, afastando os predadores, depois, o fogo começou a ser empregado na caça, usando tochas rudimentares para assustar a presa, encurralando-a. O ser humano pré-histórico aprendeu a cozinhar os alimentos em fogueiras, tornando-os mais saborosos e saudáveis, pois o calor matava as muitas bactérias existentes na carne. Extraindo a energia dos materiais da natureza ou moldando a natureza em seu benefício, o fogo passou a ser usado para fazer melhor os objetos de barro (a cerâmica) e, mais tarde, a obter os metais. Fizeram também do fogo um destruidor do ambiente e uma arma para matar o seu semelhante, por isso, o fogo ainda fascina e amedronta. Ao mesmo tempo em que nos remete ao passado longínquo, o fogo também é o presente, a modernidade, nos motores dos automóveis, dos jatos e dos foguetes. O autor acrescenta que, o petróleo, motor do mundo atual, é seu principal alimento. Vários materiais que utilizamos hoje, como o vidro, a

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porcelana, o cimento armado, os metais, os plásticos etc., são fabricados com fogo. Ele é usado desde o paleolítico, possivelmente pelo homo erectus há 800.000 anos

Figura 9: O Fogo Fonte: Arikah (2008, p. 1)

Observa-se que o fogo, como foto na figura 9, também foi o maior responsável pela sobrevivência do ser humano e pelo grau de desenvolvimento da humanidade, apesar de que, durante muitos períodos da história, o fogo foi usado no desenvolvimento e criação de armas e como força destrutiva.

Para muitos cientistas a roda é o maior invento de todos os tempos, segundo Carro Antigo (2008), acredita-se que seus inventores foram os povos que habitavam a antiga Mesopotâmia, atual Iraque, acerca de 6.000 anos atrás e tornou-se uma das tecnologias mais famosas e úteis do Mundo. Ela foi originada do rolo (um tronco de árvore), mais tarde, este rolo se transformou em disco, representou o primeiro meio usado pelo homem para impedir o atrito de arrasto entre dois planos. A evolução das rodas dos automóveis se originou das rodas das antigas carruagens puxadas a cavalos, e eram idênticas. A roda é também o princípio básico de todos os dispositivos mecânicos. A civilização sumeriana, que floresceu as margens do rio Eufrates há cerca de 6.000 anos, sabia usá-la (como está gravado em um baixo-relevo

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de UR), os egípcios pareciam familiarizados com ela desde 1.700 a.C., a roda era completamente desconhecida na Oceania antes da chegada dos primeiros europeus.

Figura 10: A Roda Fonte: Carro Antigo (2008, p. 1)

Segundo os autores, as rodas dos carros tinham o aro coberto de borracha sólida, e por isso eram muito duráveis, mas também muito rígidas. Na segunda metade do século XIX, John Boyd Dunlop, um cirurgião veterinário escocês, tornou a bicicleta de seu filho muito mais confortável inventando o pneumático: um tubo de borracha, contendo ar sob pressão, cobria o aro. Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização, pelo qual a borracha adquire durabilidade e elasticidade. Pouco depois de 1920 foram introduzidos os pneus de baixa pressão, e alguns deles duravam cinco vezes mais que os anteriores.

Nos primórdios da humanidade todos os pesos eram transportados pelo próprio Homem, de acordo com sua limitada capacidade física. [...] Impulsionado pela necessidade, o ser humano inventou a roda e começou a construir veículos que, puxados por animais domésticos, multiplicava a capacidade da carga transportada de uma única vez. (RODRIGUES, 2001, p. 17)

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Percebe-se que a tecnologia foi estudada e desenvolvida em todas as épocas, e para praticamente todas as finalidades. Segundo Faria (1968, p.16), a princípio o homem tentou resolver o problema da “lei de menor esforço”, transferindo para dispositivos mecânicos suas habilidades, depois criou máquinas automáticas, na esperança de encontrar o ócio que tanto desejava. Mas, descobriu que era preciso continuar trabalhando para programar, controlar e conservar a máquina automática que trouxe tantas modificações à sociedade. O autor comenta:

O homem é um animal paradoxal, pois encerra em si uma ambivalência que se reflete em todos os aspectos de nossa civilização. Cumprindo os postulados do hedonismo (sombra e água fresca), procura de todas as formas fugir ao trabalho e acaba criando máquinas que aumentam o trabalho e complicam a vida, tornando o homem civilizado escravo do seu próprio engenho.

Souza (2008, p. 1) acrescenta: “A tecnologia moderna é capaz de realizar a produção sem emprego. O diabo é que a economia moderna não consegue inventar o consumo sem salário”. Nota-se a existência de um conflito, pois a tecnologia, que de um lado facilita a vida do homem, por outro lado causa transtorno, exige uma atualização constante do conhecimento e elimina a mão de obra desqualificada. De acordo com Faria (1968), a evolução tecnológica atingiu os consumidores que, estimulados por uma propaganda sistemática, na maioria das vezes vinculada a interesses do poder econômico, passaram a desejar bens e serviços mais complexos do que a sua inteligência, formação e treinamento permitiam produzir, aumentando a insatisfação geral. Segundo os autores, muitos consumidores conhecem e desejam o que não podem possuir, o resultado é frustração e revolta. observa-se que a evolução tecnológica não trouxe frustração apenas para consumidores, muitos comerciantes também não conseguiram se adequar as novas tecnologias. Observa-se que diante desse cenário de incertezas, é imprescindível estar preparado para sobreviver às constantes

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mudanças, conforme declaração de Charles Darwin: “Não são os mais fortes da espécie que sobrevivem, nem os mais inteligentes, mas sim os que respondem melhor e mais rapidamente às mudanças” (E-COMMERCE, 2008, p. 1).

À medida que os fabricantes lutam por melhor posicionamento no mercado, desenvolvem em seus laboratórios produtos e técnicas mais aperfeiçoadas. Vários produtos novos ajudaram a melhorar as condições da vida humana. Os computadores podem ser citados como recente exemplo disso. A tendência é a sociedade encaminhar para uma condição de maior tempo para o lazer, deixando para as máquinas todo o trabalho de rotina. (CASAS, 2001, p. 33).

1.2.2 – Tecnologia Moderna

Com base na ordem cronológica apresentada pela Discovery Brasil (2008, p. 1-2) “Um resumo da história da tecnologia moderna”, apresenta-se fases da evolução tecnológica, com destaque a alguns pontos relevantes para a comunicação e o comércio.

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1705 – Primeiro motor a vapor (Thomas Newcomen) 1768 – Nicholas Joseph Cugnot constrói um vagão a vapor. 1769 – James Watt aprimora o motor a vapor de Newcomen. 1774 – A primeira calculadora de massa (Phillipe Matthäus Han) 1775 – Primeiro submarino (David Bushnell) 1780 – Invenção da copiadora (James Watt) 1785 – O tear mecânico é inventado (Edmund Cartwright) 1793 – Telégrafo (Claude Chappe)

Conforme pesquisa apresentada na página nº 24 e na página nº 25 do capítulo 1.

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1800 – Primeira bateria (Alessandro Volta) 1804 – Primeira locomotiva a vapor (Richard Trevithick) 1810 – Impressão (Frederick Koenig) 1821 – Motor Elétrico (Michael Faraday) 1825 – Primeira linha de Estrada de ferro na Inglaterra. 1827 – Primeira turbina de água e patente para a primeira hélice de navio (Josef Ressel) 1854 – Invenção da lâmpada de luz incadescente (Heinrich Goebel)

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1859 – O motor a gás é desenvolvido (Etienne Lenoir) 1861 – Primeiro telefone (Johann Philipp Reis)

Conforme pesquisa apresentada na página nº 298 e na página nº 29.

Em 1863 surgiu o Rádio (James Clerck Maxwell), pesquisa apresentada na página nº 27

“Foi na segunda metade do século XIX que os trabalhos teóricos e práticos dos cientistas Bernhard Riemann, James Maxwell, Henrichi Hertz e outros demonstraram ser possível a transmissão ‘sem fio’ de ondas eletromagnéticas” (VARGAS, 1994, p. 323).

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1875 – Invenção da geladeira (Carl von Linde) 1876 – Aplicação de patente para o telefone (Alexander Graham Bell) - Motor de quatro-tempos (Nicolaus August Otto) 1877 – Invenção do fonógrafo (Thomas Alva Edison) 1879 – Primeira locomotiva elétrica (Werner von Siemens) 1881 – Fornecimento de energia com alta freqüência de corrente alternada (George Westinghouse) 1883 – Desenvolvimento da turbina a vapor (Carl de Laval) 1886 – Primeiro automóvel (Karl Benz)

Considera-se que o automóvel também foi um grande passo para Tecnologia Moderna, pois “encurtou” as distâncias e gerou novas possibilidades para o comércio. Segundo a BARSA (1987), os primeiros trabalhos visando criar automóveis foram realizados no século XVIII simultaneamente por várias pessoas e em diversos países. No entanto, o crédito pela invenção do primeiro veículo a andar por meio de sua própria energia foi para o francês Nicolas Cugnot em 1769. Era um trator de três rodas, movido a vapor, destinado a arrastar canhão. Sua caldeira era montada sobre a única roda dianteira, andava a aproximadamente 4 km/h e tinha que parar de poucos em poucos metros para formar e acumular vapor. Houve

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outros veículos a vapor depois desse, alguns mais eficientes, mas nenhum satisfazendo o mínimo das necessidades de um transporte mais rápido e versátil que os trens. De acordo com os autores, em 1885, o alemão Karl Benz colocou pela primeira vez na estrada um veículo automóvel equipado com motor de combustão interna de razoável segurança e por isto alguns o consideram o “pai do automóvel”. Esse foi realmente o primeiro automóvel que se pode reconhecer como tal. Mas, foi em 1886, com o alemão Gottlieb Daimler, patenteando um motor de combustão interna de alta rotação, que o automóvel se mostrou realmente viável.

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1895 – Descoberta de Raios-X (Wilhelm Conrad Röntgen) - Invenção do cinematógrafo (Auguste e Louis Jean Lumière) 1896 – Descoberta da radioatividade (Antoine Henri Becquerel) 1897 – Invenção do tubo de raio de catódio (Karl Ferdinand Braun) - Diesel constrói o motor Diesel. 1903 – Primeiro vôo motorizado (Orville and Wilbur Wright)

Nota-se que há controvérsia no dado apresentado pela Discovery Brasil (2008), em relação ao primeiro vôo motorizado, alguns consideram Santos Dumont como o inventor do avião, outros defendem que foram os irmãos Wright. Essa é uma discussão de décadas e não é o objetivo deste trabalho sanar esse dilema.

Em conformidade com a Wikipédia (2008), Santos Dumont foi o primeiro a decolar a bordo de um avião, impulsionado por um motor aeronáutico, ele foi o primeiro a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e da população parisiense. Em 23 de outubro de 1906, o brasileiro voou cerca de 60 metros e a uma altura de dois a três metros com seu 14 Bis, no Campo de Bagatelle em Paris. Em 12 de novembro, repetiu o feito diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a uma altura de 6 metros. O vôo do 14-Bis foi o primeiro verificado pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar na Europa, e possivelmente a primeira demonstração pública de um

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veículo levantando vôo por seus próprios meios, sem a necessidade de uma rampa para lançamento. Por isso, Santos Dumont é considerado por parte da comunidade científica e aeronáutica e principalmente em seu país de origem, o Brasil, como o “Pai da Aviação”.

1913 – Linha de montagem para a fabricação de carro (Henry Ford)

Conforme Silva (2004), na sua linha de montagem implantada em 1913, Ford estabeleceu um processo de trabalho contínuo, que produzia um carro a cada 84 minutos. A empresa Ford assombrou o Mundo pela velocidade de fabricação, pelo preço de venda (bastante reduzido para a época) e pela grandiosa produção anual, o que ocorreu pela introdução do conceito de eficiência como objetivo da administração.

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1930 – Primeira turbina a gás para aviões. 1931 – Primeiro microscópio de elétron (Ernst Ruska) 1938 – O átomo de urânio é separado (Otto Hahn and Fritz Straßmann) 1941 – "Z3", o primeiro computador em funcionamento (Konrad Zuse)

O primeiro computador do Mundo, segundo Inforquali (2008), foi o ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer), desenvolvido pelos professores John Mauchly e J. Presper Eckert. Em 1943, eles propuseram ao exército norte-americano, em plena II Guerra Mundial, a construção deste primeiro computador, com o objetivo de auxiliar nos cálculos de precisão necessários para a balística. O projeto foi concluído em 14 de Fevereiro de 1946 e patenteado em 26 de Junho de 1947 com o registro n.º 3.120.606. O ENIAC era de proporções gigantescas, possuía uma infinidade de peças e pesava 30 toneladas. A Figura 11: (O ENIAC), e a Figura 12: (Primeiro Computador), apresentam fotos do primeiro computador que, segundo os autores, consumia 200 000 watts de potência e

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ocupava várias salas. Eles afirmam: “Era tão grande que tinha de ser disposto em U com três painéis sobre rodas, para que os operadores se pudessem mover à volta dele”.

Figura 11: O ENIAC Fonte: Inforquali (2008, p. 1)

Figura 12: Primeiro Computador Fonte: Inforquali (2008, p. 2-3)

Segundo Las Casas (2001, p. 34): “Os computadores também estão revolucionando o mercado. Além de maior agilidade, proporcionam informações necessárias para um bom

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desempenho. Hoje, é comum falar em varejo virtual, escritório virtual etc., assuntos estes que pareciam ficção anos atrás”.

1948 – Transistor (William B. Shockley, John Bardeen e Walter Brattain)

Segundo Vargas (2008), os computadores só chegaram ao Brasil em 1950, quase uma década após o “Z3” ter entrado em funcionamento e, graças ao papel nacionalista assumido pelas Forças Armadas brasileiras, em 1970, iniciaram-se as atividades industriais no Brasil, para produção de computadores nacionais. O autor comenta: “Surge, assim, a utilização dos computadores principalmente em engenharia, pois, essa época coincide com o início dos grandes projetos no país – utilização essa que foi incrementada à medida que os projetos se tornavam maiores”. Essa expansão industrial, além de receber os incentivos governamentais, apóia-se na pesquisa universitária e tem aval dos professores, cientistas e tecnólogos que se especializaram na área.

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1954 – Primeira estação de energia nuclear em Obninsk perto de Moscou. 1955 – Fibra Óptica (Narinder Singh Kapany, London) 1957 – O primeiro satélite é lançado, o "Sputnik 1" (USSR)

De acordo com CDCC (2008, p. 1) da USP - SC, a história dos satélites começou 31 anos antes do lançamento “Sputnik 1” (apresentado na página nº 30), para eles:

A história da astronáutica começa com o desenvolvimento dos primeiros foguetes e satélites. Não fossem os testes do americano Robert Goddard com o primeiro foguete de combustível líquido da história, que subiu apenas 12 metros em 16 de março de 1926, o homem nunca teria chegado a Lua, os meteorologistas dificilmente teriam emprego, e provavelmente muitas pessoas ainda acreditariam que os marcianos poderiam invadir a Terra a qualquer momento.

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1961 – Primeiro humano no espaço e primeira órbita da Terra (Yuri Gagarin, União Soviética) 1964 – Circuito integrado (Jack Kilby para Texas Instruments) 1969 – Primeira aterrissagem do homem na lua ("Apollo 11", EUA) 1970 – Desenvolvimento do microprocessador (Intel) - Primeira calculadora de bolso. 1977 – Apple II, o primeiro computador completo. 1979 – Compact Disc (CD) para armazenar áudio digitalmente (Sony & Philips) 1981 – Primeiro computador pessoal da IBM.

Com a chegada do Computador pessoal, ou PC (do inglês personal computer), a revolução tecnológica ganhou proporções gigantescas, pois agora, não somente nas empresas, mas também em residências, pessoas em quase todo o Mundo utilizam seus PC’s. Segundo a Folha Online (2008), o PC da IBM, criado há 25 anos, pesava 12 quilos e tinha a mesma capacidade de uma calculadora atual.

Uma dessas companhias obteve modestos benefícios com os computadores pessoais. A Resource Company, que participa na exploração e distribuição em larga escala de recursos naturais, introduziu PCs para auxiliar seu grupo de contabilidade com várias centenas de funcionários a controlar as receitas e impostos, associados a milhares de arrendamentos de tamanhos variados. Carroll e Perin concluíram que após dois anos os microcomputadores “haviam encontrado um lugar importante nos processos de trabalho da contabilidade”. Muitos usuários informaram ter obtido reduções de tempo na execução de antigas tarefas, mas explicaram que o conteúdo de seu trabalho não havia sido alterado. Cerca de 20% do pessoal disse que o tempo liberado pelos PCs era utilizado para a localização de problemas e para fazer análises mais aprofundadas. Alguns relataram ter assumido novas responsabilidades, mas outros estavam preocupados com a possibilidade de sobrecarga dos PCs. Em geral, parecia que o uso dos PCs havia se consolidado. (WALTON, 1993, p. 185).

Conclui-se que, em meio a esse avanço tecnológico, está cada vez mais difícil uma empresa encarar esse cenário sem fazer uso da tecnologia. Laudon e Laudon (2006) afirmam que, embora os gerentes e os administradores não necessitem ser especialistas em tecnologia de computador, devem ter um conhecimento básico dos papéis do hardware na infra-estrutura da tecnologia de informação (TI) da empresa para tomar decisões tecnológicas que promovam o desempenho e a produtividade organizacionais.

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• •

1992 – Primeiro livro em CD-ROM (a Bíblia) 1993 – Invenção da Internet.

1.2.3 – A Internet

Conforme Fitzgerald & Dennis (2004, p. 8): “A Internet é um dos desenvolvimentos mais importantes na história de sistemas de informação e de sistemas de comunicação, porque é um sistema de informação e um sistema de comunicação”. De acordo com os autores, a Internet foi iniciada em 1969, pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, como uma rede de quatro computadores chamada de ARPANET. O seu objetivo era conectar uma cadeia de computadores operados por diversas universidades, que faziam pesquisa militar. A rede original cresceu à medida que mais computadores e mais redes de computadores eram conectados a ela. Por volta de 1974, havia apenas 62 computadores conectados a rede. Segundo eles, em 1983, a Internet dividiu-se em duas partes, a Milnet, dedicada somente às instalações militares e a Internet, dedicada aos centros de pesquisa das universidades, que tinha na época cerca de 1.000 computadores host ou servidores. Em 1985, o governo canadense completou sua rede BITNET para conectar todas as universidades canadenses, de costa a costa, e fornece conexão para a Internet americana. Em 1986, a National Science Foundation dos Estados Unidos criou a NSFNET para conectar as principais universidades norte-americanas. Ao final de 1987, havia 10.000 servidores na Internet e 1.000 na BITNET. O desempenho começou a cair devido ao aumento do tráfego na rede. Assim em 1987, a National Science Foundation decidiu melhorar o desempenho construindo um novo backbone de alta velocidade para a rede NSFNET. Ela arrendou circuitos de alta velocidade de várias IXCs e, em 1988, conectou 13 redes de Internet regionais contendo 170 LANs (redes locais) e 56.000 servidores. O National Research Council do Canadá fez o mesmo em

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1989, e substituiu a BITNET por uma rede de alta velocidade chamada de CA*net, que utilizava a mesma linguagem de comunicação que a Internet. Ao final de 1989, havia quase 200.000 servidores na Internet combinada dos Estados Unidos e Canadá.

Observa-se que atualmente a Internet está em praticamente todo o Mundo, muito mais que as primeiras ferramentas rudimentares, as pequenas “chaves” citada na página nº 34, a Internet se tornou uma porta aberta ao Mundo, uma comunicação livre que ultrapassa fronteiras sem possuir passaportes. Aos poucos a Internet ganhou proporções gigantescas, incorporada as redes de computadores de diversos países ao redor do Mundo.

A Internet teve a intensificação de sua utilização com fins comerciais nos anos 90, advinda especialmente do surgimento da WWW, e trouxe consigo outras possibilidades, como as Intranets, ou redes corporativas, e redes do tipo Extranet, que ligam as Intranets de parceiros de negócio, via Internet (TURBAN et al., 1999). Com isso, intensificou-se a utilização do Comércio Eletrônico (CE), [...] a definição dada por Turban et al. (1999): ele refere-se ao processo de comprar, vender ou trocar produtos, serviços e informações via redes de computadores, incluindo a Internet. É preciso enfatizar que o CE é visto de forma ampla, não envolvendo somente transações de compra e venda, mas também de todo tipo de troca de informações e de virtualização dos processos de negócio da empresa. Com isso, Turban et al. (1999) equivale o seu conceito de CE ao de e-business. (VASCONCELLOS, et al., 2005).

1.3

– Comércio.

MICHAELIS (1998, p. 279) define comércio da seguinte forma:

Comércio sm 1 Negócio, tráfico que se faz comprando e vendendo. 2 O fato de vender mercadorias. 3 O ato de comprar mercadorias para as revender ou de fazer operações para este fim. 4 Relações de negócios. 5 A classe dos comerciantes. 6 relações sexuais ilícitas. 7 A vila (distrito), no linguajar campônio.

Para a Barsa (1987, vol. 5, p. 419) comércio é: “Troca de mercadorias, geralmente envolvendo o seu transporte a grandes distâncias”. Os autores acrescentam que, “comércio é

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compra e venda de bens e serviços resultantes da divisão social do trabalho”. Através dos atos de comércio os produtos da indústria e da agricultura são postos em circulação, alcançando os centros consumidores. Tendo como base a troca, o comércio promove a transferência de mercadorias de umas pessoas para outras, deslocando-as de regiões onde existem em abundância para aquelas em que são escassas ou insuficientes para satisfazer o consumo. Os atos de comércio são praticados com fins lucrativos. O comércio desempenha, desde a antiguidade, importantes funções econômicas:

• • • •

Abastece os mercados com produtos de que necessitam os consumidores; Contribui para o desenvolvimento da produção e do consumo; Estimula a expansão dos meios de transporte e comunicações; e Estabelece o intercâmbio cultural entre as diferentes comunidades.

1.3.1 – O Comércio na Pré-História

Averigua-se que antes de surgir à prática do comércio, o homem usava a força, para se apropriar do que necessitava para sobreviver. Segundo Oliveira (1991), na Pré-História não havia poder político claramente determinado a sociedade organiza-se sem classes. O trabalho era organizado apenas pela apropriação e pelas necessidades pessoais. Nesse período, em suas horas vagas, o ser humano ocupava-se com a produção de instrumentos de caça e pesca para serem usados no trabalho.

Observa-se que a história do comércio tem início com busca do ser humano em satisfazer suas necessidades. A partir do momento em que se ampliam as necessidades e essas

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são compartilhadas por mais pessoas, as condições do comércio são modificadas. De acordo com Freitas (2008), o fato de pessoas viverem em grupo faz com que as atividades de comércio destinem-se à busca de comida e à produção necessária de valores de uso operada em nível de economia natural. Em toda a vida civilizada os seres humanos criaram suas subsistências e, posteriormente um excedente com a finalidade de trocar ou vender. Essa relação demonstra claramente uma negociação comercial, o comércio.

Pesquisa-se que as relações comerciais foram praticadas pelas sociedades mais primitivas apesar de não haver mercadorias propriamente dita e mesmo vivendo da coleta e da caça ainda assim essas realizavam negociações comerciais, a troca, que foi por muito tempo a única forma de realização do comércio.

Há quem defenda ser a filosofia das relações de troca entre as nações a mútua cooperação ou mesmo a integração econômica. Todavia, acreditamos tratar-se de uma troca de interesses compensados na satisfação de necessidades e na aquisição de divisas. Mas, de qualquer modo, os acordos internacionais de comércio revelam as mesmas teorias, pois, se de um lado eles promovem as trocas entre as nações, de outro dificultam a mobilidade de outros fatores, bilateralmente. Como exemplo de tais acordos temos o Mercado Comum Europeu (MCE) e a Associação LatinoAmericana de Integração (ALADI). (BCB, 2008, p. 1)

Segundo Oliveira (1991), as terras eram públicas e a exploração delas era uma concessão do Estado, obrigando os trabalhadores rurais a concentrarem-se numa vida aldeã. O comércio era baseado na troca da mercadoria por outras que dos aldeões necessitassem. Logo, não havia moeda corrente e o comércio era uma prática que se concentrava na subsistência. Ele ainda comenta que o homem trabalhava para produzir o que consumia, sejam roupas, alimentos ou moradia. Para Barsa (1987, vol. 5, p. 419-420): “A história do comércio está ligada ao desenvolvimento das técnicas de transporte e comunicações”. De acordo com os autores o comércio de grande distância foi praticado, inicialmente, através de rotas nos desertos, ao longo das quais mercadores viajavam juntos, formando caravanas. As primeiras

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transações ocorreram entre núcleos nos vales da Mesopotâmia e Egito, o comércio limitava-se ao escambo (troca) voluntário de produtos, que ocorriam entre dois ou mais indivíduos. O escambo, troca direta de produtos, negociações de algumas mercadorias, como tintas, tecidos e artigos de metal, que representava diferentes valores mediante as necessidades de cada um. Objetos de metal, de cerâmica e tecido eram trocados por prata, cobre e estanho, de procedência ocidental. Só mais tarde, no século VIII a.C., os gregos introduziram a moeda nas relações de troca, fato que abriu amplas perspectivas à circulação dos bens.

“A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor” (BCB, 2008, p. 1).

Segundo os autores, os romanos, sempre mais voltados para as atividades agrícolas, somente após a consolidação da supremacia de Roma sobre a Grécia começaram a dar atenção ao comércio. A fim de proteger o comércio por vias marítimas, os imperadores romanos chegaram a combater a pirataria no Mediterrâneo, ao mesmo tempo em que providenciaram a melhoria dos portos, construção de armazéns, estradas etc.

Entende-se que escambo consiste na troca de bens por outros bens concernente a necessidade dos proprietários dos bens, especialmente quando não existia a moeda. Inicialmente, o homem produzia tudo de que necessitasse em sua terra, o que excedia ele trocava com aqueles que produziam o que ele não tinha, entendido como o início do comércio. Segundo Oliveira (1991, p. 56): “Ao constituir as primeiras sociedades, ou povos, o trabalho era recompensado por mercadorias (escambo), constituindo um sistema de trocas”.

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As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se apresentam em estado natural, variando conforme as condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados. (BCB, 2008, p. 1).

Figura 13: O Comércio Fonte: BCB (2008, p. 2-3)

Verifica-se que devido às dificuldades para realizar trocas diretas, a sociedade encontrou uma forma de contornar o problema, surgiu, assim, a mercadoria com função de dinheiro, reconhecida como Moeda-Mercadoria, entre elas gado, café, ouro e sal, conforme figura 13.

De acordo com o Banco Central do Brasil, BCB (2008, p. 1): “Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras. Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas–mercadorias”. Entre elas destacam-se:

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O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte.

O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos.

O Metal, por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, se elegeu como principal padrão de valor.

No Brasil, entre outras, circularam o cauri – trazido pelo escravo africano –, o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido à quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos.

Segundo o BCB (2008), as primeiras moedas eram fabricadas por processos manuais, conforme ilustrado na figura 14, e os primeiros metais utilizados para confecção foram: ouro, prata e cobre.

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Figura 14: Moedas Antigas Fonte: BCB (2008, p. 4)

“Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.” (BCB, 2008, p. 4).

Figura 15: Cunhagem de Moedas Fonte: BCB (2008, p. 5)

Segundo os autores, a cunhagem de moedas em ouro e prata se manteve durante muitos séculos, sendo as peças garantidas por seu valor intrínseco, isto é, pelo valor comercial do metal utilizado na sua confecção. Assim, uma moeda na qual haviam sido utilizados vinte gramas de ouro, era trocada por mercadorias neste mesmo valor. A figura 15 mostra exemplares dessas moedas.

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1.3.2 – Período Medieval

Pesquisa-se que a decadência de Roma, sob o impacto das invasões dos bárbaros, provocou acentuada redução no volume do comércio peninsular, o qual foi, pouco a pouco, transferindo-se para o Mediterrâneo oriental, onde Constantinopla surgia como entreposto mercantil de ligação entre a Europa e a Ásia. Segundo a Barsa (1987, vol. 5, p. 419-420), “Ao contrário dos centros comerciais romanos, as principais cidades bizantinas desenvolveram suas próprias manufaturas”. Além disso, os mercadores locais tinham a seu favor um sistema bancário avançado, tendo chegado inclusive a utilizar os títulos de crédito. Sob o reinado de Justiniano I (527 -565) adotou-se uma política comercial francamente favorável aos interesses do império, estabelecendo-se pesada taxação sobre a importação e a exportação de determinadas mercadorias. A supremacia comercial dos empórios bizantinos estendeu-se praticamente até a época das cruzadas, quando entraram em declínio, dando lugar ao surgimento de novos centros comerciais na Europa ocidental (Veneza e Gênova).

Oliveira (1991) relata que os primeiros ofícios surgiram depois da expansão romana e eram ofícios independentes e pequenas formações agrárias. Neste período, o trabalho rural sofria as conseqüências da má divisão das terras e ainda persistia o uso coletivo, pois em Roma havia pouca atividade rural e muitas terras eram exploradas pelos escravos. Com a crise do Império Romano, passou a ser inviável a compra de escravos e a terra passou a ser oferecida a famílias, em pequenos arrendamentos. Segundo o autor: “Por volta de 509 a.C., instala-se em Roma o sistema econômico fundado na apropriação gentílica da terra”. A base desta apropriação é o ager privatus que consiste na propriedade da terra pelo patriciado, ou seja, pelos que pertenciam às classes mais abastadas de Roma. Estes emprestavam a terra a famílias que lhe pagavam com o produto dela. A partir das conquistas, também se instala o

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regime do ager publicus que é o uso das terras advindas das conquistas romanas como forma de ocupação da mesma e proteção contra invasores.

Contudo, explica Oliveira, apesar das terras conquistadas e da expansão territorial, não houve avanço na prática artesanal dentro de Roma ou de suas colônias, pois os trabalhadores destes lugares continuavam fabricando artigos para o consumo doméstico. Com a introdução da pirâmide social na Roma Antiga (aproximadamente ano 1.400), aos menos favorecidos foram atribuídos trabalhos sem remuneração, em contrapartida, recebiam moradia e alimentação para a sua subsistência. Predominavam os deveres do trabalhador, sem direito algum. Após as invasões bárbaras, houve a passagem do escravismo para o servilismo. O escravismo não era viável em razão dos preços dos escravos.

1.3.2.1

– Feudalismo

Verifica-se que o Feudalismo foi o último processo das formações pré-capitalistas. Por meio do senhorio (dominador da terra), havia a sujeição do trabalhador ao senhor feudal para o qual servia e dele recebia apenas a parte que lhe pertencia para o sustento.

No Feudalismo, o artesanato é praticado em caráter doméstico, mas até esta produção é sujeita a encargos pesados, impostos pelos donos dos feudos. O artesanato urbano é realizado por fiandeiros e tecelões, sob controle de pequenos mercadores e mestres de ofício, que vêm do campo. (OLIVEIRA, 1991, p. 49).

1.3.2.2

– Mercantilismo

Averigua-se que o Mercantilismo é o grande responsável pelas transformações que fizeram com que toda Europa passasse do regime Feudalista ao regime Capitalista, adotado

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até o final do século XIX.

“O aspecto positivo do Mercantilismo foi ter favorecido a expansão das manufaturas. Na França, recebeu o nome de Colbertismo pelo fato de ter sido preconizado por Colbert, ministro de Luís XIV”. (BARSA, 1987, vol. 10, p. 511).

Para Oliveira (1991), a transição do Feudalismo ao Capitalismo corresponde cronologicamente ao período compreendido entre o século XIV – XV e XVIII-XIX.

1.3.2.3

– Capitalismo

Segundo Michaelis (1998, p. 220), o Capitalismo é: “Influência ou domínio do capital”. Conforme a Barsa (1987), no conceito clássico, capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção são de propriedade privada. O conjunto dos reflexos sociais, de natureza jurídica, política e cultural da sociedade capitalista, também são definidos como capitalismo. De acordo com os autores, a era do capitalismo comercial vai do século XII ao século XVIII, período em que surgiu e se desenvolveu o capitalismo moderno, caracterizado pelo predomínio da empresa mercantil e financeira sobre a industrial. O capitalismo financeiro desenvolveu-se através dos empréstimos, bem como pela formação de sociedades comerciais, sempre com a cobrança de juros.

1.3.3 – Idade Moderna

Verifica-se que, com a expansão do mercado consumidor e a expansão crescente da população na Idade Moderna, a manufatura torna-se insuficiente e a burguesia enriquecida

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cria a indústria urbana, criadora do mercado consumidor. A eliminação do controle do Estado e das corporações, por meio da Revolução Industrial, pouco a pouco leva o trabalhador rural a tornar-se trabalhador livre, e a apropriação dos meios de trabalho passam aos burgueses, que compravam a força de trabalho destes trabalhadores em troca de um salário.

No último quartel do séc. XX, acentuou-se o papel desempenhado pelas grandes companhias que reúnem capitais de vários países - as chamadas 'multinacionais' - e controlam setores vitais da economia. A estrutura do capitalismo sofreu profundas alterações, relacionadas com os avanços tecnológicos, com a crescente complexidade das relações internacionais, a corrida armamentista e outros fatores. Não obstante, o capitalismo continuou se ajustando com grande vitalidade, e sua capacidade de enfrentar os desafios encontrados excedeu as expectativas de muitos analistas e teóricos. (BARSA, 1987, vol. 5, p. 78).

Segundo Freitas (2008, p. 1), a idéia do comércio é que ambos os parceiros sintam-se beneficiados, caso contrário não participariam da troca, pois sentiriam que toda a troca tem implícita a exploração de uma das partes. O comércio, entre localidades, existe principalmente porque há diferenças no custo de produção de um local para outro. Sendo assim, uma troca entre localidades aos preços de mercado beneficia a ambos. Para o autor:

No decorrer do tempo o homem promoveu uma série de evoluções, dentre essas estavam a criação de mecanismos comerciais para facilitar o fluxo de mercadorias e um melhor entendimento nesse sentido, então foram produzidas as moedas, bancos, as financeiras, bolsas de valores entre outras. O comércio exerceu uma colaboração muito importante nas sociedades, no desenvolvimento de novas tecnologias, técnicas e principalmente na responsabilidade de implantação de infra-estrutura como estradas, ferrovias, portos, pontes, com a intenção de facilitar o fluxo de mercadorias em nível planetário, até resultar no processo de globalização.

Observa-se que atualmente a troca de bens e serviços é realizada através do dinheiro. O comércio está a nossa volta em milhões de formas diferentes. Ao fazer uma compra na venda da esquina, estamos participando do comércio. Da mesma forma, se colocar alguns bens em frente a sua casa para vendê-los, você estará participando do comércio por um ângulo

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diferente. Se você trabalhar para uma empresa que faz um produto, é outro vínculo com a cadeia do comércio.

Os comerciantes modernos costumam negociar com o uso de um meio de troca indireta, o dinheiro. É raro fazer-se troca direta hoje em dia, principalmente nos países industrializados. Como consequência, hoje podemos separar a compra da venda. A invenção do dinheiro (e subsequentemente do crédito, papel-moeda e dinheiro não-físico) contribuiu grandemente para a simplificação e promoção do desenvolvimento do comércio. O dinheiro é o meio usado na troca de bens, na forma de moedas ou notas (cédulas), usado na compra de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras, emitido e controlado pelo governo de cada país, que é o único que tem essa atribuição. É também a unidade contábil. Seu uso pode ser implícito ou explícito, livre ou por coerção. (WIKIPEDIA, 2008, p. 1)

1.4

– Globalização

Observa-se que a globalização é marcada pela expansão mundial de grandes corporações, com isso, é feita uma ruptura das barreias existentes entre diferentes países. Para Albertin (1999, p. 220) isso se demonstra nitidamente na Internet, “com o desenvolvimento do comércio eletrônico, a globalização se expandiu de forma democrática, onde todos poderiam romper com as barreias impostas pela localização geográfica”.

A globalização pode ser caracterizada pelas mudanças ou conjunto de transformações que são resultantes do passar dos anos. O ponto principal dessa cadeia de mudanças é a centralização dos mercados em um grupo que acabam sendo analisados e comercializados pelas corporações internacionais. CARVALHO (1987, p. 23)

Laudon e Laudon (2006, p. 23) afirmam que “A disponibilidade global da Internet para a troca de transações entre compradores e vendedores alimentou o crescimento do comércio eletrônico”

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1.5

– Evolução

e.vo.lu.ção sf 1 Progresso. 2 Transformação lenta e progressiva de uma idéia, fato, ação etc. 3 Processo pelo qual todo organismo vivo, a partir de um estado rudimentar e por meio de uma série de alterações gradativas, vai adquirindo as características que o distinguem. 4 Qualquer movimento destinado a efetuar um novo arranjo, pela passagem de uma posição a outra, dos componentes de um grupo (integrantes de uma escola de samba, dançarinos, patinadores etc.). (MICHAELIS, 1998, p. 521).

De acordo com a Faculdade de Tecnologia Álvares de Azevedo, FAATESP (2008), hoje em dia a Tecnologia de Informação é um dos meios reconhecidos capazes de incrementar a produtividade e a competitividade dos setores produtivos do país e, conseqüentemente, apoiar seu desenvolvimento econômico e social. Segundo eles, as sociedades têm procurado, durante séculos, melhorar ou criar novas oportunidades de negócios, com todos os recursos disponíveis, cada qual em sua época. Para a FAATESP, hoje não é diferente, ao unir as experiências do passado ao desenvolvimento tecnológico, do rádio, da televisão, do telefone, do fax, do computador e da Internet, se criou uma imensidão de novas técnicas e métodos utilizados para facilitar as operações das empresas e disponibilizá-las em tempo hábil, seus produtos ou serviços. Assim surgiu uma nova forma de comércio: O Comércio Eletrônico.

A expansão do comércio eletrônico é uma realidade. Diversos segmentos empresariais utilizam-se desta ferramenta visando praticidade e redução de custos, além da expansão de clientes e aumento das receitas. Sua utilização permite às empresas oferecerem a seus clientes serviços 24 horas por dia em virtualmente todo lugar. O setor bancário brasileiro é um dos ramos que mais tem investido e desenvolvido este canal. Através dos sites na internet os clientes realizam as mais diversas operações, como pagamentos de contas, transferências de numerário, contratações de empréstimos, entre outras. (ABC, 2008, p.1)

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Capítulo 2 – E-Business, E-Commerce e E-Procurement.
No capítulo anterior verificou-se a evolução em três importantes linhas da humanidade: a comunicação, a tecnologia e o comércio. Neste capítulo serão exploradas as ferramentas tecnológicas e-business, e-commerce e e-procurement.

A figura a seguir ilustra uma relação entre as compras convencionais e as compras através de transações on-line, que apesar de processos diferentes, possuem a mesma finalidade e já faz parte do cotidiano de diversas organizações e pessoas do Mundo todo.

Figura 16: Comércio Eletrônico Fonte: Sensible (2008, p. 1)

No sub-tópico 1.1.1 (– Comunicação Primitiva), nota-se que uma mensagem enviada através de um recurso ineficaz, pode passar ao receptor uma informação totalmente distorcida, a mensagem de fumaça utilizada pelos índios americanos, corria o risco de ser modificada pelo vento e perdia sua serventia em dias chuvosos e à noite. Percebe-se que os mesmos princípios se aplicam a comunicação de uma marca ou de uma empresa, que também podem

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sofrer alterações se não forem propagadas com clareza. De acordo com Carvalho (1999, p. 80), “a comunicação humana representa um sério desafio para nossas empresas e seus liderados”, segundo o autor, o processo de comunicação se divide em três partes, “emissor (aquele que transmite uma mensagem), receptor (aquele que recebe uma mensagem), e a mensagem propriamente dita”. Se essas partes não forem coesas o suficiente, a mensagem se torna obscura.

De acordo com O’Brien (2006) entende-se que a tecnologia de informação é a corrente sanguínea que alimenta os processos de negócios, e nesta seção, examinaremos como a tecnologia de informação atinge freqüentemente problemas realmente difíceis nas empresas e que sempre apresenta muitas facetas, tornando-se uma peça chave para importantes decisões.

A corruptela de Torokaná, instrumento indígena de comunicação à distância, apresentado na página nº 21, tinha suas limitações, o som emitido só alcançava um raio de dez quilômetros, e ainda, a própria palavra “corruptela”, segundo o Aurélio (1993, p. 150) significa: “modo errado de escrever ou pronunciar palavra ou locução”. Considera-se que várias empresas ficam estagnadas, devido à utilização de recursos obsoletos, e com crescimento limitado aos interesses de consumidores locais. Parafraseando o Aurélio (1993, p. 150): “modo errado de comercializar ou se apresentar ao mercado”.

Observa-se que os meios de comunicação, com o passar do tempo foram aprimorados ou substituídos por outros melhores, os sons de tambores com baixa propagação e difícil interpretação, pinturas rupestres escondidas em cavernas, hieróglifos, entre outros, são recursos que se tornaram obsoletos. Compreende-se que muitas práticas utilizadas hoje no comércio também estão se tornando ultrapassadas e limita o processo de crescimento.

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Segundo Levitt (1972, p. 03), “A visão curta de muitas empresas, que as impede de definir adequadamente suas possibilidades de mercado”, acrescentando, Runners (2006) relata que a miopia é um defeito refrativo do olho, no qual a luz focaliza na frente da retina. Pessoas com miopia geralmente podem ver objetos próximos claramente, porém os distantes aparecem borrados. A miopia é o problema de olhos mais comum no Mundo que não atinge somente pessoas, mas também organizações.

O artigo de Miopia em Marketing foi escrito por Theodore Levitt a fim de aprimorar os assuntos relativos à visão míope das empresas no Mundo atual. Nas décadas de 50 e 60 os clientes eram tidos pelas empresas como um grupo homogêneo cujas necessidades e desejos seriam todos iguais. De acordo com o autor, esse tipo de comportamento vigorava nos meios empresariais pelo consumo demasiado aliado à ausência de concorrência significativa, porém, em decorrência das inovações tecnológicas e de mudanças mundiais, essa relação de produção e de consumo teve seu pólo invertido. Se anteriormente eram os fabricantes os senhores dessa relação, estes se sentiam apoiados em situação extremamente favorável, hoje, as situações tornaram-se bem diferentes.

Conclui-se que, com opções variadas e com a facilidade de tecnologia de informação, é de se esperar que além da verdadeira revolução que presenciamos no contexto da comunicação, da tecnologia e do comércio, fenômenos como a retração no consumo em decorrência ao período de recessão econômica, possa gerar clientes bem mais seletos no momento da compra de qualquer produto oferecido pelas empresas ou organizações. Nota-se que quase tudo evoluiu e continua a evoluir em ritmo maior e mais intenso do que em qualquer outra época. As descobertas e invenções ocorrem a cada minuto pelo Mundo. Aquilo

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que se inventa hoje, daqui a poucos meses vai estar superado por algo mais moderno, demonstrando que o tempo de vida útil de inovação caiu consideravelmente.

Conforme Johnson (2004, p. 10): “quaisquer que sejam as partes de nós que escolhemos utilizar, todos nós dividimos algo em comum: a necessidade de encontrar nosso caminho no labirinto e ser bem-sucedido em períodos de mudanças”.

Considera-se que nesses tempos de mudança constante e de situações imprevisíveis, é imperativo que as empresas saibam desenvolver grande capacidade de adaptar-se às mudanças exigidas pelo mercado, sob pena de ficar obsoletas ou de decretar sua morte. É importante que as empresas repensem sua atuação em função de seus clientes. O comércio eletrônico trouxe vantagens evidentes, se comparadas com as formas tradicionais de comércio. A expectativa é que o comércio eletrônico ofereça algo a mais, ou que supere o modelo tradicional, e cative cada vez mais os consumidores.

Hoje achamos as comunicações de dados algo comum, mas foram pioneiros como Samuel Morse, Alexandre Graham e Thomas Edison que desenvolveram os sistemas elétricos e eletrônicos básicos, os quais no final das contas evoluíram em redes de voz e de comunicação de dados. (FITEZGERALD e DENNIS, 2005, p. 4).

Oliveira (1991, p.79) complementa que a evolução do comércio e da comunicação dáse com a expansão crescente dos mercados na Idade Moderna, sendo que a própria manufatura torna-se insuficiente para atender às exigências do consumo. A produção é acelerada pela inovação tecnológica, financiada pela burguesia enriquecida, o autor afirma que: “Surge a grande indústria urbana criadora do mercado mundial, que por sua vez, acelerou prodigiosamente o desenvolvimento do comércio, da navegação, dos meios de comunicação”.

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2.1 – Definições

Verifica-se que o significado do "e", abreviatura de “eletronic”, utilizado em vários conceitos tão em moda hoje em dia, como se observa nas ferramentas e-business, ecommerce, e-procurement, traz a idéia de produtos que podem ser acessados através da Internet.

Para Laudon e Laudon (2006), comércio eletrônico é um processo de compra e venda de bens e serviços, com transações comerciais computadorizadas, utilizando a Internet, redes e outras tecnologias digitais. Suas ferramentas abrangem também as atividades de apoio a essas transações de mercado, como propaganda, marketing, atendimento ao cliente, entrega e pagamento. Substituindo os procedimentos manuais e em papel por alternativas eletrônicas e usando fluxos de informações de maneiras novas e dinâmicas, o comércio eletrônico pode acelerar a requisição de pedidos, a entrega e o pagamento dos bens e serviços, reduzindo, ao mesmo tempo, os custos de operação e de estoque da empresa.

A seguir, destacam-se algumas definições apresentadas pela Wikipédia (2008, p. 1), referente às três principais ferramentas tecnológicas pesquisadas neste capítulo.

E-Business
E-business, acrónimo do inglês Electronic Business, é o termo que se utiliza para identificar os negócios efetuados por meios eletrônicos, geralmente na Internet. Muitas vezes é associado ao termo comércio eletrônico. O que é e-business de fato? Pode-se definir e-business como negócios feitos através da Internet no sentido mais amplo da palavra negócio, desde contatos diretos com consumidores, fornecedores como também análises de mercado, análises de investimentos, busca de informações sobre o macroambiente, pesquisa de mercados, etc. Conjunto de sistemas de uma empresa que se interligam e interagem com os sistemas de diversas outras empresas servindo como a infra-estrutura do e-Commerce (comércio eletrônico).

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E-Commerce
Comércio eletrônico ou e-commerce, ou ainda comércio virtual, é um tipo de transação comercial feita especialmente através de um equipamento eletrônico, como, por exemplo, um computador. O ato de vender ou comprar pela Internet é em si um bom exemplo de comércio eletrônico. O mercado mundial está absorvendo o comércio eletrônico em grande escala. Muitos ramos da economia agora estão ligadas ao comércio eletrônico.

De acordo com a Wikipédia (2008, p. 1), existem diversas modalidades de comércio eletrônico:

B2B
Business to Business - B2B é o nome dado ao comércio praticado por fornecedores e clientes empresariais, ou seja de empresa para empresa. O conceito do e-commerce B2B, ou comércio eletrônico entre empresas, pode ser definido como a substituição dos processos físicos que envolvem as transações comerciais, por processos eletrônicos.

B2C
Business to Consumer (B2C), também Business to Consumer, é o comércio efetuado diretamente entre a empresa produtora, vendedora ou prestadora de serviços e o consumidor final. Esse mercado é composto por todos os consumidores que adquirem bens e serviços para uso próprio ou domiciliar, isto é, não existe objetivo comercial para o que adquiriram.

C2C
C2C (do inglês Consumer to Consumer) é uma referência ao comércio eletrônico que se desenvolve entre usuários particulares da Internet. Aqui o comércio de bens ou serviços não envolve produtores e sim consumidor final com consumidor final, sem intermediários.

G2C
Acrônimo de Government to Citizen, ou literalmente, do governo para Cidadão, é uma relação comercial pela Internet entre governo (estadual, federal ou municipal) e consumidores. Exemplos: o pagamento via Internet de impostos, multas e tarifas públicas. Podemos definir como portais orientados a serviços prestados ao público por meios de sítio oficial que disponibilizam desde serviços, empregos e educação à guia do consumidor para serviços prestados ao cidadão.

G2B
O G2B, ou Government to Business, é a relação de negócios pela Internet entre governo e empresas. Por exemplo: as compras pelo Estado através da Internet por

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meio de pregões e licitações, tomada de preços, etc. São as transações entre empresa e governo. Os exemplos comuns de B2G são licitações e compras de fornecedores.

B2E
Business-to-Employee (B2E), vertente de B2C e B2B, é uma modalidade de marketing voltado para dentro das organizações, onde o advento Internet e Intranet dá aos colaboradores a mesma agilidade de acesso à informação que dá aos compradores. Ainda em fase embrionária, esse conceito se traduz, atualmente, em eRecruitment e e-Learning. A tradução literal seria "Negócio com o colaborador" e remete ao trabalho da informação interna de maneira estratégica, desde sua elaboração, disponibilização e atualização, inserida no contexto e no plano de Marketing interno.

Segundo Ribeiro (1998), o comércio eletrônico é o ato de comprar e vender via Internet, e por isso, acaba se tornando uma ferramenta para as empresas, consumidores e dirigentes, que vêem nesse segmento de mercado uma forma de cortar custos. O comércio eletrônico é relativamente algo recente. Ele difundiu-se a partir da década de 80 com a popularização da Internet. As primeiras transações de dados pela Internet foram realizadas na década de 70 nos Estados Unidos, com a criação dos fundos eletrônicos de transferência (EFT).

E-Procurement
“O e-procurement é o termo usado para definir a relação eletrônica que se estabelece entre uma empresa e seus fornecedores. Nesta relação eletrônica inclui-se a possibilidade de pesquisar produtos, comparar preços e características técnicas, averiguar sobre o stock, consultar e solicitar informações, fazer encomendas e comprar online”. (GRANDES EMPRESAS, 2008, p. 1).

Nos sub-tópicos a seguir serão abordadas com mais detalhes as ferramentas e-business (2.2 abaixo), e-commerce (2.3 na página nº 71) e e-procurement (2.4 na página nº 81).

2.2 – E-BUSINESS

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Segundo Imasters (2008), o termo e-business tem registro desde 1995, nome dado a uma revista on-line, mas foi em uma campanha criada pela Ogilvy & Mather em 1997, que a IBM popularizou o e-business. Ela associou o termo à nova oportunidade em negócios altamente conectados, ligando o termo diretamente a Internet. Na verdade o e-business é muito mais que isto, ele pode ser definido como sistemas de informação que auxiliam os processos de negócio. Estes sistemas podem ser desde B2C e B2B até CRM, Supply Chain Management (SCM) e gerenciadores de conteúdo. O termo varia de autor para autor, mas a essência é esta.

Existem inúmeras aplicações de negócios eletrônicos (e-business), tais como o comércio eletrônico, banco eletrônico, ensino a distância, leilões etc. (AMOR, 2000). Dentre estas aplicações estão os mercados eletrônicos (e-marketplaces), cujo objetivo principal é intermediar - ou mediar - através de um portal na Internet vários compradores e vários fornecedores na realização de transações de negócios. Seria incorreto definir um mercado eletrônico como “o portal”, pois, além da presença virtual, é necessária também toda uma estrutura para gerir e operacionalizar suas tarefas. (VASCONSELLOS, 2005, p. 2)

Para Bete e Reis (2008), as empresas que querem se manter e expandir por meio do ebusiness, visando vantagens competitivas, precisam utilizar os portais corporativos como mecanismo de sobrevivência. Eles podem facilitar e simplificar o acesso de clientes, funcionários, parceiros, investidores, acionistas e fornecedores à companhia. É uma interface personalizada e segura. Os portais corporativos são excelentes soluções para as empresas, permitem a integração de dados e contribuem para que o atendimento aos clientes e fornecedores seja realizado de uma forma personalizada.

Verifica-se que o e-business é um conjunto de soluções que permite fazer negócios online aproveitando os recursos da Internet com seu alcance mundial, onde a empresa fica

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exposta em uma “vitrine global”. O e-business modifica a maneira de conduzir os negócios, reduz custos associados a processos e fornece melhores serviços cada vez mais rápidos.

Conforme Franco Junior (2001, p. 281), e-business permite a empresa:

Divulgar-se a milhões de pessoas em todo o Mundo;

Melhorar sua comunicação interna e com clientes, representantes e fornecedores;

Vender produtos e serviços pela Internet a outras empresas e ou consumidores finais.

Com isso a empresa reduz custos operacionais, melhora o fluxo de informações, agrega valor aos negócios da empresa, explora o marketing um-a-um que dificilmente se alcança da maneira tradicional e melhora o atendimento aos clientes.

Albertin (2000) compara o e-business com um "Iceberg", onde em seu topo (a parte externa), ficaria o e-commerce, a parte visível do e-business, e em sua base (a parte submersa na água, e maior parte), ficariam os processos integrados do e-business, pois este tem muito mais partes além do e-commerce, que inicialmente era a única parte aparente, e por sua vez confundem-se os conceitos.

De acordo com o autor, basicamente, classifica-se os sistemas a seguir como partes internas do e-business, os quais podem ser classificados em seis grupos funcionais, onde embora sejam partes internas do e-business, não são exclusivamente internas à empresa, são integradas por processos, que muitas vezes se relacionam externamente à empresa, são elas:

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e-commerce (Comércio Eletrônico);

SCM - Supply Chain Management (Gerenciamento de Cadeia de Fornecimento);

ERP - Enterprise Resourse Planning (Planejamento de Recursos Empresariais);

CRM - Customer Relationship Management (Gerenciamento de relacionamentos com o Cliente);

e-procurement (Sistema Eletrônico de busca de Itens p/ Fornecimento);

DSS - Decision Support System (Sistema de Suporte às Decisões).

Albertin (2000) afirma que os processos acima são tão importantes ao e-business que se uma das partes falharem todo o processo estará comprometido.

2.2.1 – Vantagens e desvantagens do e-business

Laudon e Laudon (2006, p.111) destacam algumas das principais vantagens do ebusiness:

• integração: sistemas conectados como ERP (Planejamento de Recursos Empresariais) e SCM (Gerenciamento de Cadeia de Fornecimento) facilitam a troca de informações;

70

• agilidade: informações em tempo real sobre o seu negócio facilitam a tomada de decisão;

• transparência: todas as etapas envolvidas estão disponíveis para o nível gerencial.

Os autores afirmam que a Internet introduziu grandes mudanças na maneira como as empresas conduzem seus negócios, que gerou uma significativa queda no custo de desenvolvimento, transmissão e armazenagem de informação, ao mesmo tempo em que a informação se tornou mais amplamente disponível. Eles também enfatizam que os benefícios de integrar a informação por meio da empresa, criando uma infra-estrutura de tecnologia de informação, na qual as informações possam fluir sem descontinuidade de um setor para o outro da organização e os Stakeholders (clientes, fornecedores e parceiros de negócios).

Como desvantagens, ou fatores críticos que trazem dificuldades para a implementação do e-business, Fromsoft (2008, p. 2) aponta:

necessidade de domínio das novas tecnologias;

necessidade de domínio de várias ferramentas;

ambientes heterogêneos (Unix, Linux, NT, etc.);

confiabilidade e velocidade no tratamento dos dados;

necessidade de acesso aos dados corporativos;

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necessidade de reaproveitamento de transações e processos;

conhecimento do negócio (regras de negócios) das aplicações.

2.3 – E-COMMERCE

O e-commerce está mudando a forma de concorrer, a velocidade da atuação e a natureza da liderança, devido à facilitação das interações, dos produtos e dos pagamentos dos clientes para as empresas e das empresas para os fornecedores. Conforme a Revista Eletrolar News (Agosto, 2005), o e-commerce, que chegou ao Brasil no ano de 2000, tornou-se um mercado próspero que cresce 40% a 50% ao ano. Os editores da revista acrescentam: “O ecommerce, que em seu início vendia livros e CDs, mudou nos últimos anos. A cesta de produtos se expandiu e hoje as vendas estão muito ligadas à sazonalidade”.

Para Laudon e Laudon (2006, p. 23):

Um mercado eletrônico é um sistema de informação que interliga muitos compradores e vendedores para trocar informações, produtos, serviços e pagamentos. Utilizando computadores e redes, esses sistemas funcionam como intermediários eletrônicos, com custos mais baixos para as transações típicas de mercado, como compatibilizar compradores e vendedores, determinar preços, fazer pedidos de mercadorias e pagar faturas (Bakos. 1998). Compradores e vendedores podem completar suas transações de compra e venda de maneira digital, independentemente de sua localização.

De acordo com Garcia Junior (2001), o comércio eletrônico pode ser definido como o ato de comercializar produtos pela Internet, ou seja, comprar ou vender produtos, com rapidez

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em relação aos serviços do comércio tradicional. O e-commerce tornou-se uma importante ferramenta para as organizações.

O comércio eletrônico é a realização de toda a cadeia de valores dos processos de negócio em um ambiente eletrônico, por meio da aplicação intensa das tecnologias de comunicação e de informação, atendendo os objetivos do negócio. Os processos podem ser realizados de forma completa ou parcial, incluindo as transações negócioa-negócio, negócio-a-consumidor e intra-organizacional, em uma infra-estrutura de informação e comunicação predominantemente pública, de acesso fácil, livre e de baixo custo. (ALBERTIN, 1999, p. 220)

Segundo Carvalho (1987), comércio eletrônico é a difusão de produtos e dados que pode ser acessado em uma velocidade incompreendida. Para ele, não existem limites para o comércio eletrônico, pois ele pode transcender todos os limites propostos pelo homem, para que haja conectividade nesse segmento de comércio, basta que haja uma rede de computadores, sendo que as mais notórias são as redes globais.

Todos os negócios hoje em dia competem em dois mundos: um mundo físico de recursos inerentes que podemos ver e tocar, e um mundo virtual feito de informação. Este segundo tem possibilitado o crescimento do comércio eletrônico, ao quais estes autores se referem como marketspace, para distingui-lo do mundo físico que é denominado marketplace. Desse modo, quaisquer fornecedores podem atuar em escala global, e com isso, o consumidor também sai lucrando, pois terá a opção de escolher vários fornecedores diferentes. (RAYPORT E SVIOKLA, 1995, p. 186).

Conforme Laudon e Laudon (2006), o e-marketplace abastece um ambiente digital no qual clientes e comerciários podem se reunir, buscar e oferecer produtos. Pode acolher ao comércio eletrônico B2B e B2C, gerando receitas com as comissões de transação.

Nota-se que o

comércio

eletrônico possibilita uma maior interação

do

produto/consumidor/empresa. Conforme Albertin (1999) desde o seu surgimento até os dias atuais, o comércio eletrônico tem auxiliado as corporações em vários âmbitos, tanto no que diz respeito à transação de informações, quanto à negociação e relação com o consumidor.

73

Somente a partir da década de 90, surgiram os primeiros softwares contribuindo com a popularização da Internet, que começou a criar o âmbito de comércio eletrônico atual.

Percebe-se que atualmente, devido o fácil acesso à Internet, o comércio eletrônico tem ampliado as formas de vender um produto ou serviço. As empresas americanas serviram de exemplo para as empresas brasileiras quando o assunto é venda pela Internet. Observa-se que surgiram empresas especializadas na criação de serviços e ferramentas para os sites que disponibilizam a opção de compra on-line. Os sites têm como objetivo principal focar a agilidade no atendimento ao internauta sem perder a qualidade de um atendimento pessoal e atender um grande número de clientes e fornecedores, de forma rápida, prática e segura.

2.3.1 – Vantagens e Desvantagens do e-commerce

Segundo Laudon e Laudon (2006, p. 147),

A tecnologia pode ser uma faca de dois gumes. Um grande trunfo dos sistemas de computadores atuais é a facilidade com que a informação digital pode ser analisada, transmitida e compartilhada entre muitas pessoas. Mas, ao mesmo tempo, essa poderosa capacidade cria novas oportunidades para desobedecer a leis ou tirar benefícios dos outros.

Shapiro e Varian (1999, p. 68) apresentam algumas vantagens em trabalhar esse segmento de comércio:

Em primeiro lugar, o aumento da competitividade e qualidade de serviço, pois o

acesso não é restrito ao público local, e traz comodidade aos consumidores que podem acessar o sistema a qualquer hora e em vários lugares.

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Em segundo lugar, está a customização em massa de produtos e serviços

personalizados, já que as empresas estão concentradas em obter as informações necessárias de cada consumidor;

Em terceiro lugar, a economia substancial de custos e redução de preços, ou seja,

qualquer negociação envolvendo interações rotineiras entre pessoas oferece a oportunidade de redução nos custos, a qual pode ser repassada para os clientes.

Em quarto lugar, o comércio eletrônico também oferece a oportunidade para

produtos e serviços inteiramente novos.

De acordo com Shapiro e Varian (1999, p. 69) existem sete problemas referentes ao comércio eletrônico:

O primeiro trata-se da globalização, conforme os autores, as empresas podem

negociar com clientes de todo o Mundo com uma enorme facilidade. Porém, a falta de informação pode dificultar a negociação.

O segundo aponta as questões tributárias. Considerando que o comércio eletrônico

pode ser um sistema gerador de novos negócios, ele ainda não possui uma legislação adequada, onde é determinada uma tributação de impostos justa.

O terceiro trata da prioridade para os bens, que podem ser distribuídos

eletronicamente, e rapidamente copiados.

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O quarto problema se refere à privacidade e segurança. O comércio eletrônico

pode estar presente em redes abertas, onde o sistema pode não ser confiável. As principais preocupações dos clientes em realizar transações on-line são: fraude no cartão de crédito; pagar por informações antes gratuitas; falta de privacidade; intangibilidade e invisibilidade das empresas vendedoras.

O quinto trata da unificação dos provedores de acesso. Para alcançar o potencial

máximo do comércio eletrônico os provedores precisam estar unificados, desta maneira os usuários terão acesso universal a todos os produtos e serviços disponibilizados na Internet,

O sexto aponta a falta de habilidade no uso do comércio eletrônico. O

conhecimento do sistema é um fator essencial para o seu crescimento.

E por fim, o sétimo trata da logística. Os autores ressaltam que, cabe a logística

observar as dificuldades nas operações para que não ocorram falhas nos processos.

Conforme se verificou nesse tópico, os recursos da Internet podem aumentar a competitividade mercadológica das empresas. Por exemplo: ao criar uma rede que permite aos clientes a realização de seus pedidos via Internet, sem necessitar a presença do vendedor, a empresa tem uma vantagem competitiva em comparação com a concorrência que não desfrute desta ferramenta, e proporciona atendimento mais ágil a seus clientes.

[...] uma empresa que vende os seus produtos/serviços pela Internet tem a chance de obter uma margem lucrativa superior a concorrência que não possui o serviço de comércio eletrônico, já que a Internet oferece ferramentas atrativas para o cliente. (SHAPIRO, 1999, p. 18).

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Segundo O’Brien (2001), existem vários fatores que consolidam e ampliam o comércio eletrônico. O autor afirma que cada empresa deve procurar formas e métodos de atrair os seus clientes de modo on-line. Principalmente no desempenho e na eficiência do atendimento, da personalização e na socialização. Ele ainda ressalta que para obter o sucesso, esses sites devem apresentar alguns diferenciais, como:

Qualidade e rapidez nos serviços oferecidos;

Demonstrar aos clientes a sua importância para a empresa;

Os sites devem ser atrativos e funcionais;

Os sites devem apresentar promoções, descontos ou cupons, que acabam atraindo

os clientes a comprarem pela Internet;

• Internet.

Transmitir segurança e confiabilidade, para o cliente efetivar a compra pela

A figura abaixo representa a sinergia do homem com a tecnologia moderna, presente nas ferramentas tecnológicas, tema deste trabalho, que facilitam o dia-a-dia das organizações, agilizam processos e viabilizam negócios.

77

Figura 17: e-commerce Fonte: Equanet (2008, p.1)

2.3.2 – Direito do consumidor nas vendas pela Internet

Um dos problemas que se difundiram junto com o surgimento do comércio eletrônico, foi à legislação existente. Não havia normas ou leis que legalizasse e apresentasse garantias para o consumidor e para a empresa. Em 1990, foi incluso no Código de Defesa do Consumidor artigos que tratam sobre o comércio on-line.

Segundo a Lei nº. 8.078/90, do Código de defesa do Consumidor dá respaldo para os consumidores e fornecedores que realizarem qualquer tipo de transação ou compra pela Internet.

Os artigos 18, 19 e 20 dão à garantia dos direitos do consumidor quando adquirem algum produto, e o mesmo apresente qualquer tipo de problema, sendo diferenciado daquele indicado pelo site na hora da compra:

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Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

III - o abatimento proporcional do preço.

§ 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor.

§ 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder

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comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial. § 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1° deste artigo, e não sendo possível a substituição do bem, poderá haver substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo.

§ 5° No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o consumidor o fornecedor mediato, exceto quando identificado claramente seu produtor.

§ 6° São impróprios ao uso e consumo:

I - os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos; II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação;

III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.

Art. 19. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou de mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

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I - o abatimento proporcional do preço;

II - complementação do peso ou medida;

III - a substituição do produto por outro da mesma espécie, marca ou modelo, sem os aludidos vícios;

IV - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos.

§ 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do artigo anterior.

§ 2° O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais.

Art. 20. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I - a execução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível;

II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

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III - o abatimento proporcional do preço.

§ 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados, por conta e risco do fornecedor.

§ 2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade.

“O comércio eletrônico é a realização de toda a cadeia de valores dos processos de negócios em um ambiente eletrônico, por meio da aplicação intensa das tecnologias de comunicação e de informação, atendendo aos objetivos de negócio” (E-COMMERCE, 2007, p. 1).

2.4 – E-PROCUREMENT

Segundo Saab (2000) o e-procurement refere-se a todos os processos relativos a compras de bens e serviços sobre a Internet, tem uma perspectiva comercial ou de transação.

Acredita-se que e-procurement deve crescer fortemente num futuro próximo, pois, proporciona importante facilidade e diminui as barreiras organizacionais. Conforme o autor esta ferramenta permite a comunicação, colaboração e acesso às planilhas de informação dentro das organizações. Ela está destinada a realizar a integração de sistemas e processos entre a empresa e seus fornecedores, substituindo o mecanismo de compras atuais por um

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processo automatizado com maior grau de segurança, eficiência e um menor custo, além de tratar-se de uma solucionadora ferramenta tecnológica de business-to-business.

Do ponto de vista de compras da empresa, o Business-to-Business é um meio de facilitar a gestão de procurement (ou compras) a reduzir preço de compra e tempo gasto na procura e pedido. A palavra em questão tem uma conotação mais ampla do que compras, pois envolve todo o processo de compra, transporte, estoque e recebimento (SAAB, 2000, p. 22).

Franco (2003) evidencia certos benefícios para a empresa com a utilização do eprocurement, tais como: reduz significativamente os custos de compras; estabelece relações adaptáveis, eficientes e colaborativas com fornecedores; possibilita monitorar o

comportamento do comprador; melhora as fontes ao descobrir mais fornecedores; permite acesso flexível às informações de compras a qualquer momento, em qualquer lugar.

“Graças ao seu acesso fácil, sua conectividade mundial e seu baixo custo, a Internet tem conhecido um crescimento exponencial, devendo, possivelmente, ser um dos veículos de comunicação mais utilizados no próximo século”. (VARGAS 1996, p. 73).

Identificou-se que e-procurement significa procura eletrônica. Seu objetivo é, através de um sistema informatizado, determinar no seu departamento quais os fornecedores possíveis para certo material. Por exemplo, ao necessitar de um produto específico, o e-procurement permite buscar a cotação na Internet. O sistema mostra quais os fornecedores possíveis para esse determinado item, qual o preço praticado para cada um deles. Com isso, a empresa pode obter rapidamente a melhor cotação para a mercadoria.

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“Através do posicionamento estratégico na Internet através de sites, as empresas buscam alternativas para esta nova realidade, onde supõe-se a alteração das relações entre a organização, clientes, fornecedores e concorrentes”. (JANISSEK, 1999, p. 39).

Verifica-se que tradicionalmente, quando uma empresa vai cotar determinado item, ela o faz com três fornecedores, este hábito do mercado nem sempre garante o melhor preço, além do tempo gasto no processo. Com o e-procurement não importa se são três ou mais fornecedores, pois as possibilidades de se conseguir um preço melhor são maiores, todo o trabalho de coleta de preços é transferido para os fornecedores, reduzindo as atividades internas do setor de compras, afetando favoravelmente o chamado custo total de aquisição.

Como diz uma frase popular: “não basta vender bem, é preciso comprar bem”. O eprocurement é um novo campo comercial na Internet, essa ferramenta permite que mesmo empregados que não atuem na área de compras realizem os pedidos através da Internet.

De acordo com a MCT (2005), a Deloitte Consulting divulgou em 25 de outubro de 2001 os resultados de uma pesquisa nacional chamada “E-procurement: tendências, desafios e melhores práticas”. Foram entrevistadas 60 empresas no Brasil, dentre elas multinacionais de diversos setores, com operação em regiões geográficas diferentes e número variado de receita anual e de funcionários. As empresas afirmaram nessa pesquisa que a combinação de Strategic Sourcing, e-Sourcing e e-procurement pode resultar em maior redução de custos, ao mesmo tempo em que melhora a eficiência do processo de compras e do relacionamento com fornecedores. De fato, quase 80% das empresas pesquisadas estão conduzindo programas de e-procurement combinados com o de Strategic Sourcing (Estratégia de Redução de Custos de Aquisição).

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Quadro 3: Sistema de e-procurement Fonte: Methodus (2008, p. 1)

Para a Methodus (2008), a empresa compradora deve estabelecer critérios, um perfil corporativo para guiar as compras. No sistema de e-procurement, como no sistema tradicional, o empregado frente uma necessidade, realiza um pedido. Este pedido passa por um filtro interno dentro da empresa, após isso, o empregado fica à espera de uma autorização. Se a autorização chega, o pedido segue o seu curso, aqui acabam as coincidências, conforme representado no quadro 3.

Nota-se que no sistema tradicional, as compras são centralizadas em um departamento. Com o e-procurement, a gestão dos pedidos de material vem do local da empresa em que se gera a necessidade de compras. Os autores explicam que a implantação do e-procurement, faz

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com que as necessidades de compra sejam satisfeitas em tempo recorde, evitando atrasos que podem afetar a produtividade.

2.4.1

– Vantagens e desvantagens do E-Procurement

Para Davila (2008), alguns analistas previam que as transações B2B, das quais o eprocurement faz parte, aumentariam de US$ 600 bilhões em 2000 para cerca de US$ 6,3 trilhões em 2004. O autor constatou que esse quadro não se concretizou, segundo ele, observações recentes do mercado mostram que as ações para adotar e integrar tecnologias de e-procurement aos processos correntes da empresa, ocorrem num passo muito mais lento. Uma das razões para isso é que os investidores associam as tecnologias de e-procurement e os modelos de B2C responsáveis pelo volume de consumo na Internet, em meados de 2000. O autor ainda conclui que muitas empresas norte-americanas estão adotando tecnologias de eprocurement sem entender os possíveis efeitos de colaboração interorganizacional e de rede que essa tecnologia pode trazer para a empresa.

Davila (2008) também destaca alguns benefícios do e-procurement:

redução dos custos de compras e do tempo de ciclo de compra;

aumento da coerência entre políticas e procedimentos de compra;

disponibiliza a descentralização do processo da compra e permite a informação e

análise das despesas com aquisição de bens e serviços;

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permite a negociação de descontos a fornecedores;

padroniza e agrega catálogos e melhora relações com os fornecedores;

oferece vantagens competitivas através de novas tecnologias.

Davila (2008) identificou três grandes barreiras ao uso de e-procurement por parte de empresas americanas em seu estudo conforme relacionados:

quanto ao software de e-procurement: problemas de integração com os sistemas

existentes; falta de padrões para desenvolvimento de software voltado a e-commerce; falta de fornecedores com acesso ao sistema de procurement da empresa;

portais de troca: não há número suficiente de fornecedores para criar um

marketplace eficiente: hesitação por parte de fornecedores em participar de portais de procurement com foco em preço baixo; e

leilões virtuais: desconforto com relação a leilões em contraposição ao

comprometimento que resulta em relações de parceria e colaboração entre fornecedor comprador; pressão sobre preço, o que pode diminuir qualidade e serviços de garantia; inabilidade em identificar itens adequados para leilão.

Marketplaces (2008, p.2) acrescenta: “As duas principais razões apontadas para a nãocompra online são o fato de a empresa compradora ou dos fornecedores não estarem online, ou simplesmente não estarem preparados”. Segundo eles, estas duas razões são seguidas por

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contratos de longa duração com fornecedores e pelo fato de algumas práticas de negócios estarem demasiadas “estabelecidas”, existindo por isso certa resistência à mudança. Além desta dificuldade, as empresas que já utilizam ou estão a implementar o e-procurement apontaram ainda outras: dificuldade de utilização e compreensão dos produtos, integração com os sistemas atuais, formação dos colaboradores e migração dos fornecedores para a internet.

2.5 – CUSTO

Verifica-se que ao encomendar a criação de um site de e-commerce, o lojista pode contratar um desenvolvedor (mais barato) ou um fornecedor no modelo ASP.

A implantação de uma loja virtual é uma etapa importantíssima na montagem de um negócio bem–sucedido na internet. Nesse momento, normalmente o empreendedor tem que decidir entre duas alternativas: criar sua loja virtual por meio da contratação de um desenvolvedor ou utilizar uma solução no modelo ASP (Application Service Provider), na qual são utilizados o software e a infra–estrutura de um fornecedor. (FELIPINI, 2005, p.1)

Conforme revela pesquisa do Amenworld (2008), quase metade das pequenas empresas que gostariam de ter uma presença online não conseguem devido a problemas técnicos e de custo. Foram consultadas 384 pequenas empresas e, destas, 49% que desejam ter uma loja virtual acreditam que irão encarar barreiras “insuperáveis” para tal. Estas empresas têm como seu maior obstáculo a falta de conhecimentos técnicos para tal. Além disso, se preocupam em encontrar o produto correto para vendas online, e não acham que possuem tempo de manter uma loja virtual. O custo envolvido com especialistas e para manter o site também é uma barreira. Apenas 11% das empresas afirmaram não enxergar obstáculos para estabelecer uma loja virtual. “O valor das vendas na internet deve dobrar nos próximos cinco

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anos, mas muitas empresas estão desistindo de vender online após descobrir a complexidade e os custos envolvidos para ingressar na rede”, declarou um executivo do Amenworld, Andrew Fassnidge. Ele acredita, contudo, que as questões técnicas em breve não serão mais um problema.

A Peabirus (2008, p.1) comenta: “Foi-se o tempo em que as empresas com lojas virtuais eram muito caras ou não mereciam confiança. A sua empresa ou loja pode ter hoje uma loja virtual a um custo muito acessível”. Para eles, em pouco tempo uma empresa pode ter disponível uma ferramenta completa que lhe permite aumentar seu mercado potencial e realizar vendas para todo o Brasil e Exterior. A Peabirus descreve:

Cada loja criada nos sistemas atuais possui um site administrativo de acesso exclusivo aos usuários cadastrados pelo lojista. Através deste site, acessado através de um ambiente seguro, é feito todo o gerenciamento da loja-virtual e das vendas, desde a inclusão de produtos, acompanhamento dos pedidos e a emissão de dezenas de relatórios. Os recursos do sistema foram aprimorados e multiplicaram-se, permitindo ao lojista associado utilizar-los para gestão completa de seu negócio online.

Constata-se que para uma empresa ter sua Loja Virtual, mostrando seus produtos, características, fotos, preços, podendo emitir pedido, loja administrada pela própria empresa, e ainda com a possibilidade de oferecer um meio de pagamento para os seus clientes. Ao invés de desenvolver um projeto personalizado de loja virtual, em que pagará um alto custo, as empresas podem se utilizar esses recursos através de um portal especializado, onde obterá os mesmos resultados.

De acordo com a TopShop (2008), a estrutura de preços para quem quer montar uma loja virtual (e-commerce), varia de acordo com o estilo de design adotado e a quantidade de produtos a serem comercializados, começando de um patamar mínimo de 20 produtos, e

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crescendo em faixas de dez em dez produtos. Segundo eles, o próprio lojista virtual pode montar e administrar seu negócio pela Internet, definindo a estrutura desejada para a loja, o cadastramento dos produtos, as condições de pagamento, preços, enfim a montagem completa da loja virtual.

Uma loja virtual com até 20 produtos à venda, na TopShop, tem custo de R$ 250,00 para taxa de instalação e R$ 99,00 a locação mensal (Não inclui valores correspondentes a serviços adicionais de montagem da loja, manutenção mensal, digitalização de imagens, apenas os serviços básicos do TopShop). No valor mensal está incluído todas as alterações e manutenções realizadas pelo próprio lojista, sem a intervenção do pessoal do TopShop. Os preços das mensalidades são compostos por uma parte fixa, correspondente à tabela de produtos, e outra parte variável, correspondente a 5% sobre o valor total das transações realizadas no mês, ou ainda se a loja subir de patamar de faixa de produtos que estiver colocando à venda. De acordo com sua necessidade e conveniência, o lojista pode contratar, adicionalmente, serviços especiais de:

• Digitalização de imagens: A partir de imagens convencionais enviadas pelos lojistas à administração do TopShop. Será cobrado valor por digitalização e adequação ao layout da loja no TopShop.

• Assessoria para instalação da loja: Serviços adicionais, contratados pelo lojista junto ao TopShop, ou à sua rede de representantes credenciados. Valor a ser estabelecido de acordo com a demanda de tempo necessária.

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• Assessoria para a manutenção da loja: Serviços adicionais, contratados pelo lojista junto ao TopShop, ou à sua rede de representantes credenciados. Valor a ser estabelecido de acordo com a demanda de tempo necessária.

Já no portal da Multisities (2008), o custo para ter uma loja como esta é de R$ 400,00 para taxa de instalação e R$ 99,00 a locação mensal.

De acordo com a Saiti (2008, p. 1), existem opções para montar uma loja virtual na Internet sem custos de instalação e manutenção. Eles apresentam dois modelos de negócio em que as empresas que oferecem a loja eletrônica têm lucratividade com o serviço, mas este ganho não vem diretamente de pagamento de aluguel da loja:

O primeiro caso é o da empresa F2B, uma empresa que presta o serviço de meios

de pagamento. Eles fazem o papel de intermediários entre a loja e empresas de cartão de crédito e bancos. Assim, o lojista poderá aceitar todos os principais cartões de crédito, poderá emitir boletos e aceitar pagamentos por débito nos principais bancos através do F2B. O serviço é prestado a pessoas físicas e jurídicas. A vantagem é que o lojista não precisará ter conta nestes bancos ou assinar contratos com cada um deles. Não passará por toda a burocracia exigida e nem terá custos com implantação e manutenção da tecnologia que estas instituições exigem. Tudo isto é provido pelo F2B que cobra uma mensalidade por isto. O diferencial do F2B é que eles estão oferecido gratuitamente a estrutura e tecnologia para que a empresa monte sua loja online, sem qualquer custo. Esta loja já será integrada com o sistema de pagamentos do F2B. Mesmo sendo pessoa física ou empresa você poderá receber pagamentos através do VISA, AMEX, VISA ELECTRON, débito em conta do Banco do Brasil, Bradesco e Itaú. Para ter uma loja basta abrir uma conta no F2B. A loja é limitada a 50 produtos. O lojista pode personalizar cores, fotos, textos, etc. Já vem com toda tecnologia de

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segurança que uma loja deste tipo precisa. Neste caso o F2B ganhará com os percentuais por venda realizada utilizando os meios de pagamentos deles. Por isto a loja é fornecida gratuitamente.

Outro modelo de negócio é o oferecido pelo site www.lojasgratis.com.br. Eles

fornecem a estrutura simplificada para montar uma loja online. Em troca eles colocam uma publicidade nas laterais da loja que podem exibir anúncios de produtos relacionados aos do lojista, só que de empresas concorrentes. A Saiti acrescenta: “Como é de graça vale a pena abrir uma conta e testar”.

2.6 – T-COMMERCE

Segundo a revista TI (2008) t-commerce é o comércio eletrônico televisivo, baseado na TV digital interativa. A TV digital não é apenas uma imagem mais nítida ou a possibilidade de se acessar milhares de canais. Seu grande potencial é a interatividade, é permitir que o espectador “fale” com a TV. A idéia é explorar este canal de comunicação, permitindo a comercialização de qualquer produto, ao simples apertar de um botão do controle remoto. A revista afirma: “Algumas pesquisas apontam montantes bilionários de propaganda e comércio interativo quando a TV digital estiver plenamente operacional e disseminada”.

Conforme Kiso (2008, p. 1), “A idéia de usar o controle remoto na TV digital interativa para compras é uma possibilidade próxima, se superados alguns impedimentos que não têm a ver exatamente com tecnologia”. Percebe-se que o controle remoto será o próximo grande alvo para o varejo. Segundo o autor muitos canais de compras já estão testando a tecnologia

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que permite que os telespectadores comprem sem sair do sofá. Para ele,o t-commerce (television commerce), que é mais um passo do e-commerce, já poderá estar disponível em algumas televisões a cabo e satélite ainda neste ano.

De acordo com Claudio Nossa (2004, p. 1), “interatividade” é a palavra de ordem no mundo virtual. Este ambiente que permite tornar o fluxo da comunicação bi–direcional e obter feedback através do mesmo meio. Nossa acrescenta: “Realmente é a coisa mais fantástica para um profissional de comunicação: ter resposta quase que instantânea após um apelo e ainda poder mensurar a taxa de retorno”.

O e-thesis (2008) espera para o ano de 2008, um aumento de internautas classes C, D e E, devido à TV digital, facilidades de concessão de crédito; aumento de ofertas; mix de produtos que atendam a públicos diversificados; privilegiar as classes A e B, que continuarão a liderar as compras; e se apurar nas melhores práticas.

“A TV digital terá a característica feroz de ser um veículo de massa e criar apelos para compras por impulso. O brasileiro terá nas mãos uma verdadeira máquina de consumo fantasiada pela emoção da interatividade”. (CLAUDIO NOSSA, 2008, p. 1)

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Capítulo 3 – Pesquisa de Campo.

Neste trabalho, procurou-se pesquisar algumas empresas do setor do comércio de Itaquera em vista que o número de empresas na região é amplo, portanto o tamanho da amostra é de 51 empresas.

O método de coleta dos dados foi através de questionário de pesquisa respondido no ato da visita pelos proprietários e gestores das empresas objetos de pesquisa.

A análise dos resultados desenvolveu-se através de um estudo exploratório dos dados colhidos para cada uma das questões do questionário de pesquisa.

Nesta análise de resultados, verificou-se cada uma das questões. Finalizando a análise inicial dos dados, tabularam-se os problemas apontados pelos respondentes, os quais foram indicados como respostas se as hipóteses apresentadas na introdução desta pesquisa são verdadeiras ou falsas, sendo estas:

• • •

Não são utilizadas, pois desconhecem as tecnologias; Não são utilizadas devido ao custo para aquisição; Não possui as ferramentas, devido à falta de profissionais qualificados para o trabalho operacional;

• • •

São utilizadas, pois proporcionam um aumento nas vendas; São utilizadas, pois melhoram o relacionamento com os clientes; São utilizadas, pois reduzem custos.

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3.1 – Itaquera

Segundo a AIRI (2008, p. 1), “A palavra Itaquera deriva do guarani e quer dizer ‘Pedra a dormir’ (Ita-Aker). Até o século XIX, o local era conhecido por Caaguassu”. Já o site do bairro, Itaquera (2008, p. 1) diz: “Em Itaquera, por volta de 1620, apareceram as primeiras referências à “Roça Itaquera” (Ita=pedra e quera=dura), localizada nas proximidades de Aldeia de São Miguel”. Os autores acrescentam que no final do século XVII, passou a ser citada como São Miguel, no fim do século XVIII, como território de integrante da Freguesia da Penha e por último como bairro do Distrito de São Miguel. Só em 1920 tornou-se “Distrito Autônomo”. Foi dado ao bairro o nome Itaquera devido à existência de muitas pedras no local. “Os índios que habitavam esta área deram o nome ao local, que significa ‘Pedra Dura’”. (Itaquera, 2008, p. 1), os autores atribuem grande parte do desenvolvimento do bairro a forma clássica de loteamento e vilas. AIRI (2008, p. 2) acrescenta: “Com o crescimento acelerado da cidade, a migração em massa, Itaquera e os bairros vizinhos sofreram tumultuada e vultosa expansão. Foram surgindo as Cohab’s e deste modo Itaquera alcança atualmente cerca de 700.000 habitantes e a região 3.500.000”.

O diagnóstico mostra também que do total de empresas existentes na região (cerca de 8,3 mil formais) 68% têm menos de 5 empregados, 40% dos chefes de família não possuem carteira assinada, 11% dos domicílios abrigam algum tipo de negócio, formal ou informal. A pesquisa foi realizada em 502 domicílios e 304 empresas, além de entrevistas com lideranças e entidades locais, levantamento de dados secundários, projetos, ações e programas já existentes na região. (ASN, 2008, p. 1)

3.2 – Pesquisa

Nota-se em pesquisa no site do bairro de Itaquera (2008) que a população na sua maioria tem faixa etária entre 20 e 45 anos, para SPMETROPOLE (2008) o número de jovens

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na região de Itaquera representa cerca de 50% da população. Já a ASN (2008) afirma que uma pesquisa realizada em conjunto pelo SEBRAE em São Paulo e a Fundunesp (Fundação para o Desenvolvimento da Universidade Paulista) em 2004, revelou que a população em Itaquera é predominantemente jovem (57% com até 30 anos), conforme gráfico abaixo.

Gráfico 1:

População Jovem

De acordo com o Jornal do Brasil (2008), pesquisa do IBGE revela que 32,1 milhões de brasileiros usaram a Internet em 2005. O estudo também mostrou que a maior proporção de usuários está entre os jovens, três de cada dez adolescentes, entre 15 a 17 anos de idade, utilizam o serviço, enquanto na faixa acima dos 40 anos o número de internautas cai para menos de um em cada 10. Compreende-se que a população jovem tem maior probabilidade de comprar pela Internet, sendo essa, a faixa etária predominante em Itaquera.

A pesquisa exploratória foi realizada tendo como base um questionário aplicado a 51 empresas da região de Itaquera, conforme anexo 1

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Gráfico 2:

Porte das Empresas

Nota-se na pesquisa, em relação à questão 2, que a maioria das empresas na região de Itaquera são de pequeno porte, como apresenta o gráfico 2, sendo essa fatia 75% das entrevistadas.

Gráfico 3:

Formas de Pagamento

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De acordo com os dados apresentados no gráfico 3, percebe-se que a forma de pagamento através de cartões tem crescido muito em Itaquera, equiparando-se ao dinheiro, com uma pequena diferença de 8%. Há uma grande aceitação do chamado “dinheiro de plástico” nessa região, sendo esse o principal meio de pagamento nas transações de ecommerce. As informações dos gráficos 3 e 1 revelam características potencialmente fortes para o comércio eletrônico.

Gráfico 4:

Utilização da Internet

O gráfico 4 mostra que as empresas nessa localidade, ainda não focam a Internet como um meio viável para seus negócios. Apesar de 63% das empresas entrevistadas utilizarem a Internet, apenas 18% utiliza para efetivar suas vendas (e-commerce), conforme mostra o gráfico 5, e dos 27% que usa a Internet para compras, somente 12% (gráfico 11) emprega o eprocurement.

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Gráfico 5:

Finalidade de Utilização da Internet

Conclui-se que um número pouco expressivo dessas empresas investe nesse nicho de mercado. De acordo com o gráfico 5, somente o e-business se mostrou mais aceito entre os entrevistados, com 39% que utiliza para divulgação e 27% faz uso para relacionamento com o cliente.

Gráfico 6:

Possui Site

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Embora o gráfico 6 evidencie que 53% das empresas na amostra possuem sites, observa-se que somente 39% (gráfico 5) a utilizam com a consciência de ser este uma ferramenta de divulgação.

Gráfico 7:

Por Que Não Possui

Na questão 6 da pesquisa exploratória, foi perguntado aos entrevistados, o porquê de não possuírem site, dentre os 47% que não tem essa ferramenta tecnológica, o “custo alto” se sobressaiu como o principal motivo para as empresas não trabalharem com página na

Internet. Outros 21% responderam que não confia no sistema, e 13% julgam desnecessário para a empresa a utilização de site.

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Gráfico 8:

Comercializa pela Internet

Nota-se pelo gráfico 8 que apenas a terça parte das empresas entrevistadas comercializa pela Internet e, segundo as informações do gráfico 11, somente 18% possuem o e-commerce, ou seja, dos 33% que negociam pela Internet, 15% fazem isso sem o uso de um sistema tecnológico apropriado (e-commerce).

Gráfico 9:

Por que adotou essa estratégia

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Evidencia-se pelo gráfico 9, que todas as hipóteses afirmativas, relacionadas à utilização do comércio eletrônico são verdadeiras, embora em baixo percentual, ou seja, 33%, conforme o gráfico 8. Percebe-se que o maior foco no uso dessa ferramenta está ligado ao aumento nas vendas (40%). De acordo com a Revista Eletrolar News (Agosto, 2005), “os fatores que levam ao crescimento da venda via Internet são o número de novos consumidores, aqueles que experimentam, acertam e tornam-se fiéis ao comércio eletrônico”. Segundo eles, o público que está amadurecendo para este canal e os mais jovens não têm barreiras, pois eles já adquiriram o que Pedro Guasti, Diretor Geral da e-bit Tecnologia e Marketing, denomina como “DNA Digital”. Para os editores, não são pequenos os números, já que se trata de um canal de 3,5 milhões de pessoas, acessível para cerca de 13% da população do País e que pertence às classes sociais A e B.

Entre os entrevistados que afirmam comercializar pela Internet, um terço deles acredita que essa prática melhora o relacionamento com os clientes. Conforme comprova a ebit (2008), empresa criada com o objetivo de auxiliar outras empresas a atrair, manter e rentabilizar os seus clientes, alavancando a utilização da Internet como um poderoso canal de relacionamento. O Diretor Geral da e-bit, diz que a expectativa da empresa, que também faz pesquisas de pós venda para avaliar a satisfação do consumidor, é crescer 30% e atingir um faturamento de R$ 2,3 milhões. Averigua-se que as empresas que se apropriaram dessa tecnologia, tem alcançado resultados favoráveis.

Outros 20% tem investido no comércio eletrônico, pois acreditam que essa tecnologia ajuda na redução de custos. De acordo com a Associação Brasileira de Custos, ABC (2008, p. 1): “A expansão do comércio eletrônico é uma realidade. Diversos segmentos empresariais

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utilizam-se desta ferramenta visando praticidade e redução de custos, além da expansão de clientes e aumento das receitas”. Conclui-se que estão corretas as empresas que adotaram essa ferramenta com o foco na redução de custos, embora a tecnologia seja mais abrangente.

Gráfico 10:

Por que a empresa não adotou essa estratégia?

Entende-se pelos dados apresentados no gráfico 10, que as hipóteses relacionadas a não utilização do comércio eletrônico, também são verdadeiras, com um percentual mais expressivo das empresas pesquisadas (67%). O “alto custo” aparece como principal motivo para as empresas não utilizarem o e-commerce, com 30%. Aquelas que desconhecem a tecnologia ou que tem dificuldade para entregar o produto a clientes que compram pela Internet, se nivelam com 16%. Outros 11%, atribuem a falta de profissionais qualificados, como motivo de não terem adotado essa estratégia de negócios. Apenas 5% não adotaram por trabalharem unicamente por representantes. A pesquisa ainda revelou outros motivos não previstos, como: falta de necessidade, política da empresa, entre outros, que somaram 23% das respostas.

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Gráfico 11:

Empresas que Possuem as Ferramentas

Quanto às empresas que possuam alguma das ferramentas, verificou-se que, cerca de metade das entrevistadas não possuem nenhum dos recursos apresentados no gráfico 11. A ferramenta tecnológica que mais aparece na pesquisa, com 51%, é o e-business, que em quase a maioria absoluta, é unicamente devido aos sites das empresas. O e-commerce, que possibilita a concretização de negócios inteiramente pela Internet, aparece com apenas 18%. E por último, vem o e-procurement, que auxilia as cotações e concretizações de compras, que é utilizado por 12% das empresas na amostra.

Gráfico 12:

Importância Competitiva Com a Utilização das Ferramentas

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Em conformidade com gráfico 12, percebe-se que a pouca utilização das ferramentas tecnológicas, e-commerce, e-business e e-procurement, é em boa parte, devido a importância atribuída a esses recursos. A maioria das empresas julgou “pouco importante” ou “importante” o uso das ferramentas, empatando em 41% da amostra, apenas 18% atribuiu “muito importante” para competitividade, que corresponde aos 18% que possuem o ecommerce no gráfico 11.

Gráfico 13:

Número de Computadores

Embora a utilização de computadores, para as mais variáveis situações, seja algo comum nas empresas modernas, 24% das entrevistadas ainda não utilizam esse recurso. O gráfico 13 apresenta os resultados da pesquisa, sendo que predomina as empresas que possuem de 1 a 3 computadores com 41%.

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Gráfico 14:

Efetivação de Vendas

100%

Quanto à efetivação das vendas, nota-se que todas as empresas participantes da amostra, realizam suas vendas pessoalmente, sendo que: 88% efetivam exclusivamente pessoalmente e, 12% também utilizam outros meios, como Internet (10%) e televendas (2%).

Gráfico 15:

Satisfação com o Sistema de Vendas

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De acordo com o gráfico 15, mais da metade das empresas se mostraram satisfeitas com o atual sistema de vendas que representa 67%. Um terço dos entrevistados não está satisfeito, entre estes, conforme gráfico 16, 27% pretende implantar o e-business, e 22% querem aderir ao e-commerce e ao e-procurement, como melhoria aos sistemas de TI.

Gráfico 16:

Perspectivas de Melhorias

De acordo com o gráfico 17, a maioria das empresas entrevistadas mantém estoque no próprio estabelecimento (86%). O canal direto de distribuição, “do fornecedor para os clientes”, também conhecido como House to House, é utilizado por 6% e, somente 4% dos pesquisados trabalham com centros de distribuição.

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Gráfico 17:

Tipos de Estoques

Para estudos futuros, recomenda-se aplicar a este trabalho em outras região, pesquisa abrangendo um número maior de empresas.

108

CONCLUSÃO A pesquisa bibliográfica permitiu resgatar a história sobre a evolução da comunicação, da tecnologia e do comércio, e observou-se que as mudanças estão sempre presentes, com seus desafios e paradigmas. No mundo moderno, com o computador e a Internet, o homem pode romper fronteiras e se conectar a todo planeta. Mudanças relevantes não só aconteceram na comunicação, na tecnologia e no comércio, mas estão presentes em praticamente todas as áreas. Sabemos ser necessário estar sempre disposto a aprimorar o conhecimento, ainda mais quando se diz respeito à Tecnologia da Informação, uma área que se transforma diariamente, conforme Jhonson (2004, p.10): “Notar cedo as mudanças ajuda-o a adaptar-se às maiores que ocorrerão”. O mercado está em constante evolução, as empresas nem assimilaram bem toda complexidade que envolve as ferramentas e-business, e-commerce e e-procurement, e já está surgindo o t-commerce, que vem aprimorar e expandir ainda mais o comércio eletrônico.

Observamos, no gráfico 1, que a população de Itaquera é predominantemente jovem, e entendemos que essa condição é favorável ao comércio eletrônico, sendo esse pouco explorado pelas empresas dessa região.

Concluímos que o problema apresentado para pesquisa foi respondido através das hipóteses levantadas neste trabalho. Embora em percentuais diferentes, a pesquisa de campo pôde comprovar que todas as hipóteses são verdadeiras, predominando as negativas ao uso das ferramentas pelas empresas em Itaquera, que corresponde a 67% da amostra.

Ao confrontar os dados dos gráficos 4, 5 e 11, concluímos que um baixo percentual das empresas na região de Itaquera utiliza o e-commerce (18%) e o e-procurement (12%).

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Somente o e-business se sobressaiu na pesquisa, com 39% que o aplicam para divulgação e 27% fazem uso para relacionamento com o cliente.

Comparando o gráfico 11 com o gráfico 13, podemos afirmar que as dificuldades enfrentadas pelas empresas em Itaquera vão além da não utilização das ferramentas ebusiness, e-commerce e e-procurement, pois 24% das entrevistadas não possuem o principal recurso da Tecnologia da Informação, o computador.

Em resposta ao objetivo geral desta pesquisa, o alto custo foi apresentado como a maior dificuldade. Mas, as pesquisas neste trabalho em concordância com Levitt (1972), revelaram ser a falta de visão, ou visão “míope”, o fator relevante. Concluímos que a falta de informações e recursos são os pontos principais entre as características para a inércia na tecnologia do comércio nessa região. Em relação ao objetivo específico, a pesquisa exploratória e análise dos gráficos possibilitaram conhecer boa parte da estrutura organizacional das empresas entrevistadas, no que diz respeito à tecnologia da informação e, vai aqui, a nossa contribuição para os empresários: nossas pesquisas revelaram que há meios de adquirir ferramentas de e-business e e-commerce sem custo. Quanto ao e-procurement, já existem sites que oferecem vantagens semelhantes.

Seria interessante, para novos trabalhos, que houvesse uma pesquisa mais profunda com relação ao gráfico 10, referente às empresas que desconhecem as ferramentas tecnológicas apresentadas neste trabalho de conclusão de curso, e quais as dificuldades para entregar o produto.

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APÊNDICE 1.

Questionário para pesquisa exploratória no comércio de Itaquera.

1. Qual o ramo de atividade desta empresa? R:_________________________________________________________________________ 2. Qual o porte desta empresa? ( ) Pequena ( ) Média

( ) Grande Porte.

3. Quais as formas de pagamento disponíveis aos clientes? ( ) Cartão ( ) Cheque ( ) Dinheiro ( ) Boleto ( ) Outros__________________________ 4. A empresa utiliza a Internet? (caso não utiliza, pule para questão 12) ( ) Sim ( ) Não 5. Com qual finalidade a empresa utiliza a Internet? ( ) Compra ( ) Correspondência ( ) Venda ( ) Divulgação ( ) Pesquisa ( ) Operações bancárias 6. A empresa possui site? ( ) Sim. ( ) Não, por quê? ( ) Falta de Profissional

( ) Relacionamento com clientes ( ) Comunicação on-line [ex. MSN] ( ) Outros______________________

( ) Custo Alto

( ) Não Confia ( ) Desnecessário

7. A empresa comercializa pela Internet? ( ) Sim Por que você adotou essa estratégia comercial? ( ) Aumenta as Vendas ( ) Melhora o Relacionamento com os Clientes ( ) Reduz Custos ( ) Outros__________________________________________________________________ ( ) Não Por que você não adotou essa estratégia comercial? ( ) Desconhecem a Tecnologia ( ) Alto Custo ( ) Dificuldade para Entregar o Produto ( ) Política da Empresa ( ) Desnecessário ( ) Outros_______________________ 8. A empresa possui: E–Commerce (comércio eletrônico) E–Business (negócio eletrônico) E–Procurement (cotações, encomendas e compras on-line)

( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não ( ) Sim ( ) Não

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9. Em sua opinião, qual a importância competitiva para a organização em relação a questão anterior? ( ) Pouco Importante ( ) Importante ( ) Muito Importante. 10. Quantos computadores a empresa possui neste estabelecimento? ( ) Nenhum ( ) 01 a 03 ( ) 04 a 06 ( ) 08 a 09 ( ) 10 ou Mais 11. Como são realizadas as vendas em sua empresa? ( ) Pela Internet _______% ( ) Pessoalmente _______% ( ) Televendas _______% ( ) Outros__________________________________________________________________ 12. A empresa está satisfeita com o sistema de venda atual? ( ) Sim. Por quê? ____________________________________________________________ ( ) Não. Por quê? ____________________________________________________________ 13. Há perspectiva para implantação ou melhoria das ferramentas de TI? Quais? ( ) Não Há ( ) E–Commerce (comércio eletrônico) ( ) E–Business (negócio eletrônico) ( ) E–Procurement (cotações, encomendas e compras on-line) 14. Como a empresa armazena suas mercadorias? ( ) Não possui estoque. ( ) No estabelecimento ( ) Repassa direto do fornecedor para os clientes ( ) Centro de distribuição ( ) Outros__________________________________________________________________

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INTEGRANTES

Barbara

Elias

Vanessa

ORIENTADOR
Prof. Abel

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