APOSTILA DE L

A
T
E
X
Programa Especial de Treinamento
Telecomunicações
PET
TELE )))
Universidade Federal Fluminense
Niterói-RJ
2004
Prefácio
Tendo em vista as diretrizes do MEC em Pesquisa, Ensino e Extensão, o Programa Especial de
Treinamento do curso de Engenharia de Telecomunicações da Universidade Federal Fluminense
(UFF) desenvolveu um projeto de elaboração de apostilas, com o intuito de auxiliar os alunos
do curso no aprendizado de temas importantes a sua formação, mas ausentes em quaisquer
ementas de disciplinas; E, além disso, servir de material didático para o cursos de capacitação
que são dados pelos alunos do programa para os corpos dicente e docente da graduação.
Abaixo segue a lista de apostilas preparadas neste projeto:
HTML Linguagem de programação para hipertextos, principalmente empregada na con-
strução de páginas da Internet (webpages).
LaTeX Sistema de edição de texto largamente utilizado em meios acadêmicos e científicos,
bem como por algumas editoras nacionais e internacionais.
LINUX Introdução ao sistema operacional LINUX.
Linguagem C : Linguagem de programação amplamente utilizada em problemas de engen-
haria e computação.
MATLAB Ambiente de simulação matemática, utilizado em diversas áreas profissionais.
SPICE Ambiente de simulação de circuitos elétricos (analógicos e digitais), utilizado em
projeto de circuitos discretos e integrados.
Esta apostila destina-se a introduzir o usuário ao editor de texto LaTeX, explicando como
elaborar um documento com os comandos básicos do LaTeX, e não como instalar o programa
LaTeX.
Os comandos tratados nesta apostila permitem ao usuário elaborar um bom documento,
porém esta apostisla não pretende abordar a todos comandos existentes devido as diferentes
áreas onde o LaTeX pode ser usado e a quantidade de funções que são criados a todo mo-
mento (veja secção2.1.1). Para maiores informações e um estudo mais aprofundado ao LaTeX
consulte as referências bibliográficas no fim do documento.
Este documento é de distribuição gratuita, sendo proibida a venda de parte ou da
integra do documento.
i
Sumário
Prefácio i
1 O que é o L
A
T
E
X? 3
2 Documento 5
2.1 Estrutura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2.1.1 Pacotes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.2 Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2.1 Acentuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2.2 Sentenças e Parágrafos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.2.3 Alinhamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.2.4 Símbolos especiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.2.5 Traços (-) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.2.6 Estilos de letras e Tamanhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.2.7 Prevenindo a quebra de palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2.8 Notas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2.9 Fórmulas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2.10 Comentário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.11 Título do documento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.12 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.13 Secções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.14 Identação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.2.15 Listas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.2.16 Versos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.2.17 Símbolos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.2.18 Textos pré-formatados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
3 O ambiente matemático 15
3.1 Onde fica a fórmula ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
3.2 Construindo fórmulas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.1 Sobescritos e Sobrescritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.2 Frações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.3 Raízes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.4 Símbolos matemáticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.5 Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.6 Array . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3.2.7 Delimitadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1
Sumário Sumário
3.2.8 Fórmulas em várias linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3.2.9 Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
3.2.10 Empilhando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3.2.11 O comando phantom . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3.2.12 Espaçamento nas fórmulas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3.2.13 Teoremas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
3.2.14 Tipos especiais de letras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
4 Tabelas 24
4.1 Tabbing . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
4.2 Tabular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
4.2.1 Tabelas Longas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
5 Movendo informações 28
5.1 Referência cruzada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
5.2 Dividindo o arquivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
5.3 Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
5.4 Figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5.4.1 Subfiguras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
5.5 Sumário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
5.6 Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
5.7 Tipos de arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
6 Estrutura visual 38
6.1 Cabeçalho e Rodapé da página . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
6.2 Área de impressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
6.3 Espaços e Medidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
6.4 Caixas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
6.5 Cores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
6.6 Minipage . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
6.7 Novos comandos e ambientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
A Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando 48
B Símbolos matemáticos 50
C Outros símbolos 53
Referências Bibliográficas 54
Universidade Federal Fluminense 2 PET
TELE)))
Capítulo 1
O que é o L
A
T
E
X?
Antes de saber o que é o LaTeX é preciso conhecer o TEX. O TEX é um programa criado por
Donald Knuth na década de 70 com a finalidade de aumentar a qualidade de impressão com
base nas impressoras da época e é utilizado para processar textos e fórmulas matemáticas.
LaTeX é um programa que reúne comandos que utilizam o TEX como base de processa-
mento e foi criado por Leslie Lamport na década de 80 com o objetivo de facilitar o uso do
TEX através de comandos para diferentes funções.
É um editor de textos especialmente voltado para a área matemática contendo comandos
para montar as mais diversas fórmulas. Gera textos de alta qualidade tipográfica (espaçamento
entre palavras, combinação de letras etc...). Além de ser muito bom para fazer textos grandes
como livros.
O LaTeX é um processador baseado no estilo lógico. Os programas de processamento de
texto podem ser divididos em duas categorias:
Estilo visual Nestes processadores de texto, existe um menu na tela apresentando os recur-
sos que podem ser usados, sendo selecionados através do mouse. E o texto que você
digita aparece na tela da mesma forma que vai ser impresso. Isso é conhecido como
WHAT-YOU-SEE-IS-WHAT-YOU-GET (WYSIWYG). Ex: Word.
Estilo lógico Nesta categoria o processamento é feito em duas etapas distintas.
• O texto a ser impresso e os comandos de formatação são escritos em um arquivo
fonte com o uso de um editor, (isso não impede que também haja um menu na tela
onde os comandos podem ser selecionados, isto é apenas um adicional oferecidos
por fabricantes para facilitar a digitação).
• Em seguida este arquivo é compilado e gera uma arquivo de saída que pode ser
visualizado. Ex: HTML.
Os comandos LaTeX foram criados com base em diversos estudos sobre diagramação. Isto
foi importante para fazer com que o LaTeX entenda o que o autor deseja fazer, por exemplo,
como diferenciar um texto matemático de uma citação de fala. Segundo os estudos, existem
formas que permitem tornar o texto muito mais claro. O tamanho deve ter um limite ideal para
facilitar a leitura assim com o da fonte, o espaçamento das linhas, letras e palavras também
têm uma medida ideal.
Geralmente, quando o autor está trabalhando com a um processador visual, ele comete
muitos erros por não conseguir conciliar uma boa estética com uma estrura lógica e bem
3
Capítulo 1. O que é o L
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E
X?
compreensível. Utilizando o LaTeX, que é um processador lógico, o autor se preocupará
mais com o conteúdo. Dessa forma, seu texto não terá apenas uma boa estética e estrutura
coerente, mas também com um bom conteúdo. Além disso, com a troca de apenas um
comando, algo pode ser mudado futuramente com facilidade, o que deixa o documento muito
mais flexível.
Vamos ver o que acontece tecnicamente:
O autor escreve seu documento usando os comandos do LaTeX. O LaTeX entende o que o
autor quis dizer e transforma os comandos digitados em uma linguagem inteligível pelo TEX,
ou seja, o texto escrito em linguagem LaTeX é processado por um compilador seguindo as
regras dessa linguagem. Isto é, transforma um arquivo *.tex (que possui o código tex) em um
arquivo *.dvi (device independent). Este último é o documento pronto para ser visualizado.
Claro que não se pode esquecer que seu computador deve ter a biblioteca do LaTeX para
fazer isso. Alguns dos sistemas TEX, atuais, disponíveis no mercado são: fptex, pctex, miktex
(Windows) e tetex (Linux, embora provavelmente já o tenha instalado).
Esse arquivos *.dvi podem ser lidos independentemente da versão do editor usado, logo
pode ser lido em qualquer sistema, contanto que ele tenha um programa específico para lê-lo.
Outra vantagem do LaTeX é sua estabilidade, ou seja, a probabilidade de se encontrar um
bug nele e mínima e justamente por ser free software seu sistema é aberto, o que permite
que qualquer um corrija possíveis bugs ou que possa adaptá-lo às suas necesidades. A cada
momento surgem novos pacotes com funções criadas por usuários espalhados por todo o
mundo.
Universidade Federal Fluminense 4 PET
TELE)))
Capítulo 2
Documento
2.1 Estrutura
A linguagem LaTeX funciona a base de comandos que são iniciados com \ que é um marcador
( tags, de Tag languages).
Os comandos são escritos nas formas \comando ou \begin{comando}...\end{comando}.
Quando vem escrito nesta última forma, ele é chamado de ambiente.
O texto de cada tipo de documento começa com
\begin{document} e termina com \end{document}. Tudo o que vem antes disso é consid-
erado o preâmbulo e tudo o que vem depois de \end{document} é ignorado.
É no preâmbulo que são colocadas todas as imformações referentes às principais caracterís-
ticas que terá seu documento. Começa com \documentstyle{estilo} no caso do L
A
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E
X2.09
e com \documentclass{estilo} no caso do L
A
T
E
X2
ε
segunda edição.
No lugar de estilo é colocado o nome de um dos estilos pré-definidos, como:
article Textos pequenos;
report Relatórios;
book Livros, apostilas;
letters Cartas.
Obs: Os estilos não são apenas estes. Geralmente congressos, universidades e outros meios
disponibilizam outros estilos de formatação para apresentação de trabalhos. Isso mostra uma
das vantagens do LaTeX, que é a flexibilidade para se criar novas formatações que atendem a
diferentes nescessidades.
Podendo, também, ser selecionadas algumas opcões dentro do estilo escolhido, como:
• Tamanho: Padrão da letra: 11pt ou 12pt(pontos), o último é usado com mais fre-
quência;
• twoside: Que imprime em ambos os lados da página;
• oneside: Imprime em um só lado da página;
• twocolumn: Produz o texto disposto em duas colunas na página;
5
Capítulo 2. Documento 2.1. Estrutura
• onecolumn: Produz o texto disposto em uma coluna;
• landscape: Produz uma página na forma de paisagem;
• leqno: Isto faz com que a numeração das fórmulas sejam colocadas a esquerda em vez
de a direita;
• fleqn: Faz com que a fórmula fique localizada na margem esquerda em vez de estar
centralizada;
• openright: Faz com que os capítulos sejam iniciados apenas nas páginas ímpares;
• openany: Permite que os capítulos sejam iniciados nas páginas ímpar ou par.
• Tamanho da folha: Pode ser a4, letterpaper etc...
Obs: Existe o comando \twocolumn que inicia uma nova página produzindo duas colunas
nela a partir do ponto onde foi colocado no meio do texto. Caso isto não tenha sido declarado
no preâmbulo o comando \onecolumn faz o inverso. Para reverter à mesma maneira que está
no preâmbulo use o comando oposto.
Essas opções são colocadas entre colchetes sem espaço entre as palavras e com vírgula.
Ex:
\documentstyle[twocolumn,12pt,a4]{article}
\usepackage{pacote}
\begin{document}
.
.
.
\end{document}
2.1.1 Pacotes
Pode-se definir pacotes como um conjunto de arquivos que implementam uma determinada
característica adicional para os documentos escritos em LaTeX.
Quando o usuário quiser montar um documento um pouco mais elaborado, perceberá que
os comandos básicos que o LaTeX contém não são suficientes, sendo necessário, o uso de algo
que aumente a sua capacidade.
Alguns pacotes já vem como distribuição básica do LaTeX, outros podem ser encontrados
separadamente, veja a referência [4], pois a todo momento novos pacotes são criados por
usuários em todo o mundo.
Estes pacotes são inseridos no preâmbulo usando o comando
\usepackage[opcional]{pacote}
Ao longo de toda a apostila será apresentado pacotes com diferentes funções. Abaixo,
segue a lista com uma breve descrição de alguns deles. O funcionamento de cada um será
explicado posteriormente.
Os principais são:
graphicx Para inserir gráficos. Veja seção 5.4;
Universidade Federal Fluminense 6 PET
TELE)))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
color Para usar cor no seu texto. Veja secção 6.5;
babel Para traduzir nomes que aparecem em inglês na estrutura do documento. Ex: chapter,
section, tableofcontents, etc. Neste caso para que estas palavras sejam traduzidas para
o português use o comando opcional [brazil].
fontenc Permite que o LaTeX compreenda a acentuação feita direto pelo teclado. É usado
com o opcional [T1].
amsfonts Define alguns estilos de letras para o ambiente matemático;
fancyhdr Para fazer cabeçalhos personalizados.Veja secção 6.1.
Obs: Nem todos os pacotes são compatíveis com qualquer versão do LaTeX. Os criadores
sempre quando criam novos pacotes, tentam deixá-los compatíveis com qualquer versão do
LaTeX, porém alguas vezes isso não é possível.
É muito simples saber se seu sistema possui determinados pacotes, ou instalá-los, basta
consultar o manual dele. Caso o usuário esteja escrevendo algum documento e precise mudar
constantemente de computador, mas não sabe se o sistema deste possui o pacote que seu
documento precisa, é só copiar todos os arquivos do pacote e deixar no mesmo diretório em
que seu documento está. Quando o LaTeX está compilando o documento, o arquivo do pacote
será procurado no caminho padrão do sistema ou no prórpio diretório do seu documento.
Por exemplo, imagine que você esteja escrevendo um trabalho e que ele deva seguir um
determinado modelo que o congresso exija. Provavelmente, seu sistema não terá instalado o
pacote que faz isto. O que fazer então? É só pegar os arquivos deste pacote e deixar no mesmo
diretório do arquivo do trabalho. Quando compilar, o LaTeX lerá os arquivos deste pacote e
gerará o documento no formato desejado. E se for preciso mudar o sistema operacional, não
haverá problema algum, basta andar sempre com estes arquivos (que são pequenos, poucos
Kilobytes) junto com arquivos de seus documentos.
Cada pacote possui um manual com os comandos e suas funções. Alguns dos pacotes de-
scritos nesta apostila foram explicados de acordo com o manual deles que estavam disponíveis
no próprio sistema. Lembrando, basta um pouco de curiosidade para descobrir a quantidade
de recursos oferecidos pelo LaTeX. Basta ler o manual do sistema e descobrir como trabalhar
com pacotes. Há uma infinidade deles com as mais diferentes funções.
2.2 Texto
2.2.1 Acentuação
Quando o pacote fontenc não tiver sido declarado, a acentuação no LaTeX é feita com co-
mandos da seguinte maneira:
• \c{c} – ç
• \‘{e} – è
• \’{e} – é
• \^{e} – ê
Universidade Federal Fluminense 7 PET
TELE)))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
• \~{e} – ˜e
• \"{q} – ¨ q
Outros tipos de acentos estão no apêndice C.
2.2.2 Sentenças e Parágrafos
Estamos acostumados a visualizar o espaçamento entre palavras de acordo com o número de
vezes em que apertamos a tecla de espaçamento. Já no LaTeX, isso não importa dado que
sempre será contado apenas um independentemente da quantidade de espaços inseridos.
O primeiro parágrafo será iniciado sem indentação, como pode ser observado logo acima.
O comando \indent adiciona uma largura igual ao tamanho da indentação do paragrafo
normal e o comando \noindent retira a indentação do local onde ela deveria aparecer. Estes
comando funciona somente para alguns estilos.
Para ser fazer o próximo parágrafo basta pular uma linha ou utilizar o comando \par no
lugar em que será iniciado o novo parágrafo.
Para passar para a linha abaixo da qual se está digitando coloque \\ e a linha será quebrada
neste ponto. Ex:
observe que esta linha está\\
quebrada após o\\
uso das duas barras.
observe que esta linha está
quebrada após o
uso das duas barras.
Usando o comando \linebreak a linha é quebrada e a parte anterior ao comando fica
justificada.
Ex:
Esta linha está \linebreak justificada.
Esta linha está
justificada.
Quando é usado o comando \newpage o texto passa para a próxima página. O comando
\pagebreak[num] força a quebra da página, onde o argumento opcional [num] é um valor
inteiro de 1 a 4 que definem a prioridade do funcionamento do comando, onde 4 é o maior
valor. O comando \nopagebreak[num] faz o inverso de pagebreak, ou seja, impede a página
de ser quebrada no local onde o comando foi colocado.
Obs: Os comandos \\* e \\[medida] tem a mesma função do comando \\. A diferença
está no fato de que \\* impede que o texto mude de página na quebra daquela linha e
que \\[medida] quebra a linha,porém acrescentando o espaço que está determinado entre
colchetes. Veja as unidades de medida na secção 6.3
2.2.3 Alinhamento
Usando o ambiente center o texto poderá ser centralizado.
Com o ambiente flushleft o texto é alinhado a esquerda.
E com o ambiente flushright o texto é alinhado a direita.
Universidade Federal Fluminense 8 PET
TELE)))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
\begin{center}
texto
\end{center}
texto
\begin{flushleft}
texto
\end{flushleft}
texto
\begin{flushright}
texto
\end{flushright}
texto
Obs: As linhas são apenas para facilitar a visualisação.
2.2.4 Símbolos especiais
O LATEX possui 10 caracteres especiais com os quais são digitados comandos:
~,^,\ ,#, $, %, & , _ , { , }
Para que alguns desses apareçam no texto, ponha \ na frente. Veja a tabela de símbolos
no apêndice.
2.2.5 Traços (-)
Podem ser feitos três diferentes tamanhos de traços se digitados uma, duas ou três vezes ( - )
Ex:
- com -
– com --
— com ---
2.2.6 Estilos de letras e Tamanhos
As palavas podem ser colocadas em:
\textbf{negrito} negrito
\textsf{sans serif} sans serif
\textsl{slanted} slanted
\textsc{small caps} small caps
\texttt{letra de máquina} letra de máquina
\textrm{romano} romano
Os comandos \bf, \it, \sf, etc..., também podem ser usados e fazem parte do L
A
T
E
X2.09.
O texto inteiro também pode ter o tipo de letra diferente do romano, que é o padrão.
Basta usar os comandos:
• \sffamily - Para colocar o texto no tipo sans serif
• \ttfamily - Para colocar o texto no tipo letra de máquina
• \rmfamily - Para colocar o texto no romano
Universidade Federal Fluminense 9 PET
TELE)))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
A partir do ponto onde estes comandos forem colocados é que será mudado o estilo da
letra.
Obs: É possível que seu sistema possua outras fontes, basta consultar os pacotes que estão
instalados em seu computador.
E os tamanhos podem ser:
{\tiny{tamanho}} → tamanho
{\scriptsize{tamanho}} → tamanho
{\footnotesize{tamanho}} → tamanho
{\small{tamanho}} → tamanho
{\normalsize{tamanho}} → tamanho
{\large{tamanho}} → tamanho
{\Large{tamanho}} → tamanho
{\LARGE{tamanho}} → tamanho
{\huge{tamanho}} → tamanho
{\Huge{tamanho}} → tamanho
Usando os comandos para fazer ambientes pode-se mudar o tamanho e a forma das palavras
em vários paragráfos. Ex:\begin{huge}...\end{huge}.
2.2.7 Prevenindo a quebra de palavras
Pode acontecer quebra de alguma palavra na troca de linha ou página de forma errada, pois
o LaTeX não utiliza a regra de hifenização das palavras em português. Para evitar isso use
\mbox{palavra}
Há também outra maneira: colocar no preâmbulo o comando
\hyphenation{pa-la-vra} com a palavra dividida em sílabas da forma correta.
Mas é recomendável que só se faça este tipo de coisa quando tiver sido terminado o texto,
pois conforme o texto vai sendo digitado a disposição deste na tela pode mudar.
2.2.8 Notas
As notas de pé de página são produzidas com o comando \footnote{texto}
Ex: Esta frase tem uma nota no fim da página
1
.
Há também uma maneira de colocar as notas na margem da página. Basta colocar o
comando \marginpar{texto}. A nota ficará na altura da linha de texto em que foi colocada.
Ex: Esta senteça tem uma nota\marginpar{esta ...página} na margem. esta
é
a
nota
na
margem
da
página
2.2.9 Fórmulas
Nos textos podem ser inseridas fórmulas com os seguintes comandos:
• \(fórmula\)
• $fórmula$
1
esta é a nota do pé da página
Universidade Federal Fluminense 10 PET
TELE)))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
• \begin{math}fórmula\end{math}
A maneira como se faz as fórmulas e o resultado do uso de cada comando será vista mais
adiante no capítulo 3.
2.2.10 Comentário
Utilizando o caracter % no início de uma linha do código fonte de documento o LaTeX ignora
o que está escrito nela na hora de compilar. Esse caracter é considerado um marcador de
comentário.
Ex:
% este é o comentário no código fonte
2.2.11 Título do documento
É feito com os seguintes comandos:
\title{título}
\author{autor}
\date{data} -> este é opcional, se não usar é
colocada a data atual
\begin{document}
\maketitle
Caso tenha mais que um autor pode ser colocado da seguinte forma:
\author{primeiro \and segundo}
Outra maneira de se fazer o título é usando o ambiente titlepage que é colocado após o
ambiente document. Neste ambiente há a liberdade de montar a capa a maneira desejada,
sem precisar usar os comandos citados acima.
2.2.12 Resumo
Um parágrafo com o título de resumo pode ser feito usando o ambiente abstract. Geralmente
ele é colocado na página de título ou página separada, para que o autor dê uma breve explicação
sobre o documento. Ele só é válido nos estilos report e article.
2.2.13 Secções
Em textos um pouco mais longos podem haver varias secções. Então, o LaTeX contém alguns
comandos para dividir seu texto deixando-o mais organizado e com estrutura coerente. São
eles:
\part{parte}
\chapter{capítulo}
\section{secção}
\subsection{sub-secção}
Universidade Federal Fluminense 11 PET
TELE)))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
\subsubsection{sub-sub-secção}
\paragraph{parágrafo}
\subparagraph{subparágrafo}
Todas essa partes e sub-partes são numeradas seguindo uma estrutura lógica. Mas colo-
cando um asterisco após o comando não ocorre a numeração
Ex: \section*{secção}.
Obs: Os comandos part e chapter só podem ser usados com os estilos report ou book.
2.2.14 Identação
Para facilitar a leitura de algumas sentenças é necessário que as enfatize, o que é feito através
do ambiente:
\begin{quote}
sentença que está enfatizada
\end{quote}
Ex: Esta é uma das célebres frases de um dos maiores cientistas do século passado: Albert
Einstein.
"O importante é não parar de questionar. A curiosidade tem sua própria razão
para existir. Uma pessoa não pode deixar de se sentir reverente ao contemplar
os mistérios da eternidade, da vida, da maravilhosa estrutura da realidade. Basta
que a pessoa tente apenas compreender um pouco mais desse mistério a cada dia.
Nunca perca uma sagrada curiosidade".
Também pode ser usado o comando:
\begin{quotation}
sentença que está enfatizada
\end{quotation}
A diferença do anterior deste é que o último permite que seja enfatizado vários paragráfos,
devido a sua identação.
2.2.15 Listas
Na hora de se construir itens é que pode-se perceber uma das grandes facilidades propor-
cionadas pelo LaTeX, pois há comandos próprios pra isso.
Para listas:
• Somente com marcação, usa-se:
\begin{itemize}
\item primeiro item
\item segundo item
\item terceiro item
\end{itemize}
– primeiro item
– segundo item
– terceiro item
Universidade Federal Fluminense 12 PET
TELE)))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
São permitidos colocar alguns símbolos para fazer um marcador personalizado no item,
como: ♥ , ♦ , ♠ , ; , ¸ , † .Eles são colocados assim: \item[comando do simbolo]
texto. Veja como fazer estes símbolos no apêndice B.
\begin{itemize}
\item[$\clubsuit$]item com marca-
dor personalizado.
\end{itemize}
♣ item com marcador personalizado.
• Listas numeradas usa-se:
\begin{enumerate}
\item primeiro item
\item segundo item
\item terceiro item
\end{enumerate}
1. primeiro item
2. segundo item
3. terceiro item
• Para listas com descrição é usado:
\begin{description}
\item[item] descrição deste
\item[item] descrição deste
\end{description}
item descrição deste
item descrição deste
2.2.16 Versos
Para fazer a construção de um verso basta usar o ambiente:
\begin{verse}
verso
\end{verse}
Ex: Esta é a parte de uma poesia de Gonçalves Dias.
\begin{verse}\index{verse}
... \\
Nosso céu tem mais estrelas\\
Nossas várzeas têm mais flores\\
Nossos bosques têm mais vida\\
Nossa vida mais amores\\
...
\end{verse}
...
Nosso céu tem mais es-
trelas
Nossas várzeas têm mais
flores
Nossos bosques têm mais
vida
Nossa vida mais amores
...
Note que deve ser usado \\ para pular linhas. Note também a forma como acontece a
quebra da frase que não cabe na mesma linha.
Universidade Federal Fluminense 13 PET
TELE)))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
2.2.17 Símbolos
Alguns símbolos e caracteres de língua estrangeira podem ser gerados com o LaTeX.
Ex:
\c{o} = ¸ o
\S = §
\copyright = c _
Veja mais símbolos nos apêndices.
2.2.18 Textos pré-formatados
O LaTeX também permite que seja digitado algo da mesma forma que deverá apareçer na tela
ou trechos de texto que possuem muitos caracteres. Isso é feito com o ambiente verbatim.
Dentro desse ambiente pode ser digitado qualquer coisa, até mesmo os espaços são colocados
da mesma forma. Isto é muito útil na hora de digitar textos na forma de uma linguagem de
programação por possuir muitos caracteres, que também são usados para fazer comando em
LaTeX.
Usando o ambiente, seu texto ficará evidenciado em uma linha a parte, mas para que ele
continue na mesma linha em que está sendo digitado, use o comando \verb= seu texto = ,
onde este sinal de igual pode ser substituido por qualquer coisa desde de que não seja espaço,
asterisco ou letras.
Ex: texto \verb+{|@#$%+ texto, você verá: texto {|@#$% texto.
Se for usado verbatim ou \verb seguido de um asterisco, em vez dos espaços em branco
será colocado o símbolo: ␣.
Ex: \verb*=a b c d= a␣b␣c␣d
É importante lembrar que dentro do ambiente verbatim o comando que você colocar não
será considerado.
Universidade Federal Fluminense 14 PET
TELE)))
Capítulo 3
O ambiente matemático
3.1 Onde fica a fórmula ?
As fórmulas matemáticas podem ser digitadas tanto no meio de um texto ou em destaque:
• No meio do texto:
Segundo a equação:
$a^{2}= b^{2}+c^{2}$
concluímos que...
Segundo a equação: c
2
= /
2
+ c
2
concluí-
mos que...
Tem que ser usado $...$ para que a equação apareça no meio do texto. Além disso,
podem ser usados:
\( fórmula \) ou \begin{math} fórmula \end{math}
• Em destaque:
Segundo a equação:
\begin{equation}
a^{2}= b^{2}+c^{2}
\end{equation}
podemos concluir que...
Segundo a equação:
c
2
= /
2
+ c
2
(3.1)
podemos concluir que...
Outra maneira para fazer a equação apareçer em destaque é usando os ambiente:
\[ fórmula \] ou \begin{displaymath} fórmula \end{displaymath}
Neste modo a equação é numerada automaticamente de acordo com a secção. para que
isso não aconteça use o comando \nonumber dentro do ambiente.
15
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
3.2 Construindo fórmulas
3.2.1 Sobescritos e Sobrescritos
Sobrescrito – É feito usando: b^{e} onde b é a base e e o expoente.
Ex: 2^{5} →2
5
Sobescritos – É feito usando: b_{i} onde b é a base e i o índice.
Ex: 2_{5} →2
5
3.2.2 Frações
Podem ser feita usando:
• /
Ex: (a+b)/2→(c + /),2
• \frac{numerador}{denominador}
Ex:\frac{a+b}{2}→
a+b
2
3.2.3 Raízes
São feitas usando: \sqrt[]{} Ex:\sqrt[3]{8} →
3

8
Se for omitido o termo [ ] automaticamente a raíz será quadrada.
3.2.4 Símbolos matemáticos
O LaTeX possui vários símbolos para montar fórmulas como integrais, somatórios, letras es-
peciais etc...
Ex:
\int→
_
\exists→∃
\infty→∞
Veja mais no apêndice B.
3.2.5 Funções
O LaTeX também possui símbolos de funções.
Ex:
\log10 →log 10
\sin60 →sin 60
Veja como usar sobescritos em algumas funções como limite e somatório.
Universidade Federal Fluminense 16 PET
TELE)))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
\[
\lim_{x\rightarrow\infty} \frac{x^{3}}{e^{x}}
\]
\[
\sum_{n=0}^{\infty} a_{n}^{2}
\]
$\sum_{n=0}^{\infty} a_{n}^{2}$
lim
x→∞
r
3
c
x

n=0
c
2
n


n=0
c
2
n
Os intervalos são colocados da mesma forma que se põe sobre e sobescritos. E repare
na diferença da disposição dos intervalos quando é usado fórmula em destaque e no meio do
texto.
Ex:
\[
f(t)= \frac{A}{2} + \frac{jA}{2 \pi }
\sum_{\stackrel{-\infty}{n
\neq 0}}^{\infty} \frac{1}{n} \, e^{jn2\pi t}
\]
)(t) =
¹
2
+


−∞
n=0
1
:
c
jn2πt
No apêndice B há uma lista com as funções.
3.2.6 Array
É um ambiente que separa os itens em linhas e colunas. A posição do item em relação à
sua coluna é especificado por uma simples letra (c-centro, r- direita, l-esquerda). As linhas
são separadas usando \\ e as colunas com o simbolo &. Após a última coluna não deve ser
colocado &. Também não deve se esquecer de colocar algo para indicar que é um ambiente
matemático.
Ex 1:
\begin{equation}
\begin{array}{lr}
x & y \\
z & w \\
\end{array}
\end{equation}
r µ
. u
(3.2)
Ex 2:
Universidade Federal Fluminense 17 PET
TELE)))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
\begin{equation}
\int_{-L}^{L} sen \frac{m \pi x}{2}\,sen \frac{n \pi x}{2}\,dx =
\left \{
\begin{array}{cc}
0, & m \neq n \\
1, & m = n \\
\end{array}
\right.
\end{equation}
_
L
−L
:c:
:πr
2
:c:
:πr
2
dr =
_
0. : ,= :
1. : = :
(3.3)
Através dos seguintes comandos opcionais:
t A linha do topo do array se mantém na mesma altura da linha do texto anterior e posterior.
b A linha debaixo do array se mantém na mesma altura da linha do texto anterior e posterior.
Vamos ver um exemplo para que fique mais claro.
Deve ser lembrado que estes são comandos opcionais, logo devem ser colocados entre
colchetes.
Ex 3:
\[
x -
\begin{array}[t]{c}
a\\
b
\end{array}
-
\begin{array}[b]{c}
x\\
y
\end{array}
\]
r − c
/

r
µ
3.2.7 Delimitadores
São símbolos que limitam a expressão como parentêses, chaves e colchetes. É usado \left
para a limitar parte esquerda e \right para a parte direita. Fazendo a combinação destes
símbolos com o ambiente array podem ser construídas as matrizes.
Ex:
\[
\left(
\begin{array}{c}
x\\
y
\end{array}
\right)
\]
_
r
µ
_
Universidade Federal Fluminense 18 PET
TELE)))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
Ex:
\begin{equation}
\frac{d}{dt}\left ( \begin{array}{c}
u \\ v
\end{array} \right) = \left ( \begin{array}{cc}
-1 & -2 \\
0 & -1 \\
\end{array} \right ) \left ( \begin{array}{c}
u \\ v
\end{array} \right)
\end{equation}
d
dt
_
n
·
_
=
_
−1 −2
0 −1
__
n
·
_
(3.4)
No lugar de ( , ) ,no exemplo acima, poderiamos ter colocado: { , } [ , ] , |. Quando um
ponto ( . ) for usado ápós left ou right não aparecerá delimitador, observe o uso disto na
equação 3.3
3.2.8 Fórmulas em várias linhas
É uma combinação do ambiente array com o ambiente matemático de equação, chamado de
equanarray. Também são usados & e \\ com a opção de usar \nonumber para não numerar
as fórmulas e de deixar de usar os argumentos c,l,r.
Ex 1:
\begin{eqnarray}
x & = & m + n + p \\
y & = & z + w + u \nonumber \\
x & & p + n
\end{eqnarray}
r = : + : + j (3.5)
µ = . + u + n
r j + : (3.6)
Repare no espaço em branco na última linha entre os & e o resultado disso. E também no
uso de \nonumber.
Para que nenhuma equação seja numerada é só usar o ambiente {eqnarray*}.
Ex 2:
\begin{eqnarray*}
\int_{-L}^{L} f(x)\,dx &=& a_{0} \int_{-L}^{L}dx +
\sum_{m=1}^{\infty} a_{m}
\int_{-L}^{L} cos \frac{m \pi x}{2}\, dx \\
&+& \sum_{m=1}^{\infty} b_{m}
\int_{-L}^{L} sen \frac{m \pi x}{2}\, dx
\end{eqnarray*}
Universidade Federal Fluminense 19 PET
TELE)))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
_
L
−L
)(r) dr = c
0
_
L
−L
dr +

m=1
c
m
_
L
−L
co:
:πr
2
dr
+

m=1
/
m
_
L
−L
:c:
:πr
2
dr
Como visto anteriormente, cada equação recebe uma diferente referência. Porém, se o
usuário desejar usar a mesma referência para todas as equações é só utilizar o pacote chamado
subeqnarray.
No preâmbulo deve ser colocado:
\usepackage{subeqnarray}
E lugar do ambiente eqnarray use subeqnarray.
Ex:
\begin{subeqnarray}\label{eq:sub}
\slabel{sub1} a^2& =& b^2 + c^2\\
\slabel{sub2} a &=& b - 5
\end{subeqnarray}
Faz:
c
2
= /
2
+ c
2
(3.7a)
c = / −5 (3.7b)
A primeira equação possui o número (\ref{sub1}) 3.7a, a segunda (\ref{sub2}) 3.7b.
Já se quisermos nos referir ao conjunto de equações é só usar (\ref{eq:sub}) 3.7.
3.2.9 Linhas
Com o comando \overline{fórmula} é criada uma linha acima de uma fórmula e com
\underline{fórmula} um linha abaixo da fórmula. Também podem ser feitas outros tipos
diferentes de linhas usando:
\overbrace{xyz} →
¸..¸
rµ.
\underbrace{xyz}→ rµ.
.¸¸.
\widetilde{xyz}→ ¯ rµ.
\widehat{xyz}→ ¯ rµ.
\overleftarrow{xyz}→
←−−
rµ.
\overrightarrow{xyz}→
−−→
rµ.
\overline{xyz}→rµ.
Há também a possibilidade de se colocar sobre e sobescritos fazendo:
\overbrace{xyz}^{a} →
a
¸..¸
rµ.
Universidade Federal Fluminense 20 PET
TELE)))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
Ex:
(¹ 1) + (¹ + 1) =
(¹ 1) (¹ + 1) =
(¹ 1) (¹ + 1) =
(¹ 1 ¹) (¹ 1 1) = ¹ 1 1
\begin{eqnarray*}
\overline{\overline{(\overline{A} \cdot B)} +
\overline{(A + \overline{D})}} &=& \\
\overline{\overline{(\overline{A} \cdot B)}}
\cdot \overline{\overline{(A + \overline{D})}} &=& \\
(\overline{A} \cdot B) \cdot (A + \overline{D}) &=& \\
(\overline{A} \cdot B \cdot A) \cdot
(\overline{A} \cdot \overline{B} \cdot \overline{D}) &=&
\overline{A} \cdot B \cdot \overline{D}
\end{eqnarray*}
o comando \underline serve para sublinhar e também pode ser usado sem a necessidade
de estar em um ambiente matemático.
Ex:\underline{palavra} palavra
3.2.10 Empilhando
Usando o comando \stackrel é possível colocar um símbolo ou texto acima de outro.
\stackrel{símbolo acima}{símbolo abaixo}.
Ex:
239
92
l

24min
−→
293
93
`j

+
0
−1
β
$_{92}^{239}U^{*} \stackrel{24 min}{\longrightarrow} _{93}^{293}Np^{*} +
_{-1}^{0}\beta $
3.2.11 O comando phantom
Este comado é bastante útil quando for desejável escrever algo alinhado em sob e sobrescritos.
Ex:
U_{ij}^{\phantom{i}n} −→l
n
ij
U_{ij}^{n} −→l
n
ij
Note o alinhamento da letra n com as letras i e j, quando é usado o comando phantom.
3.2.12 Espaçamento nas fórmulas
No modo matemático o TeX ignora os espaços dados colocando o espaço que convêm a ele,
mas como alguns autores gostam de mudar isso há alguns comandos especiais de espaçamento:
\, pequeno espaço \; grande espaço
\: médio espaço \! espaço negativo(backspace)
Universidade Federal Fluminense 21 PET
TELE)))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
É bom deixar o TEX colocar o espaço que ele quer, mas como nem tudo é perfeito deve-se
ficar atento quando houver símbolos de integral, derivada, raízes e quocientes, pois geralmente
o TEX confunde a estrutura lógica.
Ex: µdr é visto como o produto de três variáveis pelo TEX, logo quando digitar isso
coloque espaço para que se compreenda que é uma derivada µ dr → y\,dx.
3.2.13 Teoremas
Geralmente um texto matemático possui teoremas, proposições e etc. Para isso o LaTeX tem
um comando que define um ambiente com este tipo de estrutura.
Em primeiro lugar através deve ser feita uma declaração com o comando:
\newtheorem{ambiente}{título}[numeração],
onde ambiente é um nome qualquer que pode ser dado para posterior uso como o ambiente,
título é uma denominação que irá aparecer como: teorema, lei, axioma, etc... e numeração é
a seqüência da numeração que este ambiente irá receber como chapter, section, é opcional.
Este comando pode ser colocado em qualquer parte do seu documento.
Em seguida deve ser usado o ambiente com o nome escolhido para escrever o texto.
\begin{ambiente}[nome do teorema]
texto
\end{ambiente}
Ex:
\newtheorem{ambiente}{Lei}
[chapter]
.
.
.
\begin{ambiente}[Lenz]
O sentido da corrente...
origem.
\end{ambiente}
Lei 3.1 (Lenz) O sentido da corrente in-
duzida é aquele que produz um fluxo mag-
nético que se opõe à variação do fluxo
magnético que lhe deu origem.
A numeração seguirá a mesma seqüência quando for usado novamente o mesmo ambiente.
3.2.14 Tipos especiais de letras
Dentro do ambiente matemático também há a possibilidade de se mudar os tipos de letras da
seguinte forma:
$\mathrm{X Y Z}$ →XYZ
$\mathcal{X Y Z}$ →A¸Z
$\mathbf{X Y Z}$ →XYZ
$\mathsf{X Y Z}$ →XYZ
$\mathtt{X Y Z}$ →XYZ
$\mathit{X Y Z}$ →XYZ
$\mathbb{N I Z Q}$ →NIZQ.
Universidade Federal Fluminense 22 PET
TELE)))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
Este precisa do pacote amsfonts. Para isso basta colocar este comando \usepackage{amsfonts}
no preâmbulo.
Universidade Federal Fluminense 23 PET
TELE)))
Capítulo 4
Tabelas
Os ambientes tabbing e tabular são os que permitem alinhar o texto em colunas, mas há
algumas diferenças entre eles:
• O ambiente tabbing pode ser usado somente no modo de texto; e Tabular pode ser
usado em qualquer modo (matemático, texto ...).
• O TEX inicia uma nova página no meio do tabbing mas não no meio do tabular.
• O TEX determina automaticamente a altura e largura da tabela, enquanto no tabbing
isso é decretado pelo usuário.
4.1 Tabbing
Neste ambiente você alinha as colunas através de marcações inserindo \= para indicá-las. Na
linha de baixo, põe-se \> para indicar que está relacionada com a primeira coluna. Já para
relacionar com segunda a coluna, põe-se \> duas vezes, ou seja, a linha comecará a partir do
segundo marcador \=.
Ex:
isto é um exemplo,
onde começa a próxima
palavra
na última linha ?
\begin{tabbing}
isto é \= um exemplo, \\
\> onde começa \= a próxima \\
\> \> palavra \\
na última linha ?
\end{tabbing}
Note o uso do \>
É importante lembrar que o TEX considera um ou mais espaços como um único espaço,
portanto vamos ver um exemplo de erro muito comum cometido neste ambiente:
\begin{tabbing}
coluna \= curta \\
coluna grande \> maior que curta
\end{tabbing}
coluna curta
coluna grande maior que curta
24
Capítulo 4. Tabelas 4.2. Tabular
Pode ser visto que "maior que curta" ficou por cima de "grande". Por que será, já que foi
dado espaço suficiente na linha de cima? Recordando: não importa quantos espaços sejam
dados, só será considerado um. Uma dica para evitar que isso ocorra é: colocar a palavra que
é maior na primeira linha e elimine-a usando \kill. Este comando faz com que a linha seja
considerada na compilação, no entanto não apareça na tela.
Ex:
\begin{tabbing}
coluna grande \= maior que curta \kill
coluna \> curta \\
coluna grande \> maior que curta
\end{tabbing}
coluna curta
coluna grande maior que curta
4.2 Tabular
Este é semelhante ao array só diferindo pelo fato de poder ser usado em qualquer modo, não
apenas matemático.
Vamos ver um exemplo para entender os comandos.
\begin{tabular}{|c|l|rc|}
\hline
jan & fev & mar & abr \\ \hline
mai & jun & jul & ago \\ \cline{1-1} \cline{3-4}
set & out & nov & dez \\ \hline \hline
\end{tabular}
• As letras c, l e r significam centro, esquerda e direita respectivamente (center, left e
right). Isto indica a posição do texto em relação a célula.
• As barras verticais (|) separando c, l e r são para fazer linhas verticais na tabela.
• \hline É para fazer linhas horizontais ao longo da tabela.
Repetindo várias vezes os mesmos comandos ( | e \hline) seguidamente formam-se
várias linhas.
• \cline{coli-colj} Faz linhas horizontais apenas entre as colunas i e j.
• & Divide os elementos de cada linha.
• \\ Indica o início de uma nova linha na tabela.
jan fev mar abr
mai jun jul ago
set out nov dez
A largura da coluna pode ser determinada utilizando o comando p{medida}, ele deve ser
colocado no lugar das letras c, l ou r
Ex:
Universidade Federal Fluminense 25 PET
TELE)))
Capítulo 4. Tabelas 4.2. Tabular
col 1 col 2 coluna com 3 cm
col 1 col 2 podemos colocar
um frase nesta
coluna e ela será
quebrada quando
o tamanho for
maior que 3 cm.
isso não acontece nesta coluna ! col 2
Há também a possibilidade de se montar uma tabela com multicolunas, ou seja, uma célula
grande pode ser construída com o agrupamento de células vizinhas em uma linha. É feito com
o comando \multicolumn{n}{pos}{item}. Vamos ver o que significa isso na prática.
Primeiro, para a construção de uma tabela, é preciso que se saiba o número máximo de
colunas que ela terá para colocá-las no argumento situado após tabular. Conforme o comando
citado acima, n é o número de colunas da tabela inteira que a multicoluna irá ocupar, pos é a
posição que ficará o texto (r l c) e item é o texto que será digitado. É o mesmo que construir
uma tabela dentro da outra.
Ex:
\begin{tabular}{|l|ll|} \hline
segunda & \multicolumn{2}{|c|}{terça}\\ \hline
10 & 15 & 20 \\
15 & 10 & 25 \\ \hline
\end{tabular}
segunda terça
10 15 20
15 10 25
A tabela é transformada em elemento flutuante, ou seja, ela será colocada pelo LaTeX no
local de melhor visualisação quando o ambiente tabular é colocado dentro do ambiente table.
Para definir o local da página em que a tabela ficará situada pode-se colocar:
h- Ficará onde foi digitado;
b- Ficará na parte inferior da página;
t- Ficará na parte superior da página;
p- Ficará em página separada.
Ex:
\begin{table}[b]
\begin{tabular}{}
tabela
\end{tabular}
\end{table}
Entretanto, pode ser que o LaTeX não o aceite por motivos estéticos.
4.2.1 Tabelas Longas
Algumas vezes pode haver a nescessidade de se usar grandes tabelas que ocupam mais que
uma página, porém o ambiente tabular não permite que a tabela seja quebrada de acordo com
a página.
O pacote longtable permite que isso seja feito através do ambiente longtable que deve ser
usado no lugar de tabular. Neste caso não é nescessário utilizar o ambiente table para tornar
Universidade Federal Fluminense 26 PET
TELE)))
Capítulo 4. Tabelas 4.2. Tabular
a tabela em um elemnto flutuante. E os comandos do ambiente longtable são os mesmos do
tabular.
Lembre-se que deve-se inserir o pacote no preâmbulo
\usepackage{longtable}
Ex:
\begin{longtable}{|c|c|}
\hline
& & \\
.
.
.
& & \\
\hline
\caption{Tabela Longa}
\end{longtable}
Universidade Federal Fluminense 27 PET
TELE)))
Capítulo 5
Movendo informações
Neste capítulo será visto como trabalhar com informações no documento através de referência
cruzada, bibliografia, citação, inclusão de outros arquivos e figuras, sumário, etc...
5.1 Referência cruzada
Um dos motivos para as figuras, secções, equações e tabelas serem numeradas é para posterior
referência delas no texto. Por exemplo, escrevendo diretamente : "consulte a equação 10"
pode ocorrer um problema, pois caso seja acrescentada futuramente outra equação antes
dessa seu número não será 10, mas sim 11. Logo, a referência estará errada. Para que não
aconteça isso pode-se criar um código para aquela equação com o comando \label{código}
e referenciá-la com o comando \ref{código}.
Ex:
\begin{equation}
a^{2}+ b^{2}=c^{2} \label{Eq:pitágoras}
\end{equation}
Consulte a \ref{Eq:pitágoras} que é a equação de Pitágoras.
c
2
+ /
2
= c
2
(5.1)
Consulte a 5.1 que é a equação de Pitágoras.
Conforme for sendo acrescentada mais referências será preciso rodar o LaTeX mais de uma
vez para que ele atualize a lista.
Também pode ser usado \pagref{...} para referência de páginas. E para referênciar
partes do documento como capítulos e secções basta fazer o mesmo que é feito com a equação.
Ex:
\section{Referência cruzada \label{sec:rc}}.
Uma dica para não se perder com a quantidade de códigos diferentes é na hora de colocar
referência identificá-la com: eq:(equação), fig:(figura), tab:(tabela), teo:(teorema)....
É preciso compilar o LaTeX duas vezes, na primeira ele guarda a informação em um arquivo
auxiliar e na segunda ele vai até este arquivo buscar esta informação e colocar no documento.
28
Capítulo 5. Movendo informações 5.2. Dividindo o arquivo
5.2 Dividindo o arquivo
Quando o arquivo fica muito grande é importante que ele seja dividido em arquivos menores,
para que o tempo de processamento seja menor,e que no final seja reunido novamente. Isso é
feito da seguinte forma:
\includeonly{lista de arquivos separados por
vígula sem .tex no preâmbulo}
\include{arquivo sem .tex na ordem desejada
dentro do ambiente \textit{document}}
Ex:
\includeonly{introducao,formatacao,capa}
. . .
\include{capa} ...
%\include{formatacao} ...
%\include{introducao} ...
Usando \input no lugar de \include, o arquivo é inserido no meio da página onde foi
colocado, ao contrário do \include que inicia uma nova página.
O LaTeX faz automaticamente o ajuste de numeração na hora em que reúne os arquivos.
Obs: Os arquivos que serão inseridos no documento não devem ter os comandos que
aparecem no preâmbulo, nem \begin e \end{document}.
Outra vantagem de separar os arquivos é que a compilação pode ser feita separadamente
para cada parte do documento, para isso basta colocar o símbolo de comentário, %, como
feito no exemplo acima, e só será compilado aquela parte que está sem o símbolo. Isto facilita
a localização de erros.
5.3 Bibliografia
Uma das maneiras de fazer a bibliografia é utilizar o ambiente : thebibliography. E cada
referência começa com \bibitem{livro} e o comando \cite{livro} faz as referências no
meio do documento.
\begin{thebibliography}{n}
\bibitem{ref}{Livro}
\end{thebibliography}
Onde n é o número máximo de itens de referência que terá o documento, ref é o código de
referência do livro e livro são os dados do livro. Este ambiente deve ser colocado no final do
documento.
BibTeX
A outra maneira é através do utilitário BibTeX.
Ele permite que sejam montados dados bibliográficos para posterior uso em seus documen-
tos.
Universidade Federal Fluminense 29 PET
TELE)))
Capítulo 5. Movendo informações 5.3. Bibliografia
É usado \cite para citações no meio do texto, mas em vez de digitar a lista diretamente
no documento, é usado o comando \bibliography{nome} com o nome dos arquivos que
contém o banco de dados.
Antes de saber com fazer isso, vamos ver como o LaTeX e o BibTeX interagem. Quando o
documento é compilado pelo latex é criado um arquivo com extensão .aux que contém todas as
informações de referência cruzada. Quando seu documento tiver os comandos \bibliography
e \bibliographystyle, este arquivo *.aux guardará as informações de citações e argumentos
deste comando. Em seguida quando o documento é compilado pelo bibtex, todas essas
imformações são lidas e é criado um novo arquivo com extensão .bbl contendo os comandos
que produziram a lista. A próxima vez em que o documento for compilado pelo latex o
comando \bibliography lê o arquivo *.bbl e gera a lista bibliográfica.
Como fazer:
• Primeiramente deve-se escrever um arquivo (é importante ressaltar que este é um arquivo
separado do documento principal) contendo os dados bibliográficos baseado nos tipos
pré-definidos pelo LaTeX. Os principais são:
article São os artigos de jornais ou revistas.
book Um livro.
inbook Parte de um livro (capítulo, páginas, etc...).
manual Documento técnico.
Os principais campos que devem ser preenchidos são:
author Autor
title Título
year Ano
publisher Editora
address Endereço (cidade, estado...).
Consulte a referência [1] para encontrar mais tipos.
Tipo@{código de referência,
AUTHOR= "nome",
TITLE = " Título ",
PUBLISHER = "Editora",
ADDRESS = "Endereço",
. . .
YEAR = "Ano" }
Geralmente as interfaces gráficas disponíveis para o trabalho com o LaTeX, já dispoli-
bilizam opções em uma forma completa, cabendo ao usuário somente o preenchimento
dos campos. Consulte o manual do seu editor.
Salve este arquivo com extensão .bib na mesma pasta onde está o documento;
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TELE)))
Capítulo 5. Movendo informações 5.3. Bibliografia
• Insira o comando \bibliographystyle{estilo} no preâmbulo do documento e o
comando \bibliography{arquivo sem .bib} no local onde deverá apareçer a bibli-
ografia.
Os estilos podem ser:
plain É o mais usado. As entradas são colocadas em ordem alfabética.
unsrt As entradas aparecem na ordem de citação no meio do texto.
abbrv Semelhantes aos anteriores, mas vem com nomes abreviados.
Obs: Só apareçerão na lista bibligráfica as referências que foram citadas, para que elas
apareçam na lista, sem precisar de serem citadas no texto use o comando:
\nocite{nome dos códigos separados por vírgula}.
• Para gerar a bibliografia deve-se compilar o latex, em seguida o bibtex e o latex nova-
mente.
Por exemplo:
É criado um arquivo contendo a descriçao da referência, como feito abaixo:
@book{ apos:tex,
author = {Programa Especial de Treinamento},
title ={Apostila de \LaTeX},
publisher = {Universidade Federal Fluminense},
address = {Niterói - Rio de Janeiro,
year ={2004}
}
O arquivo é então salvo na mesma pasta com um nome qualquer e extensão .bib. Ex:
livros.bib
É inserido no preâmbulo o documento o comando: \bibliographystyle{estilo}. E
no fim do documento o comando: \bibliography{arquivo sem .bib}.
Ex:
\bibliographystyle{plain}
.
\begin{document}
.
.
\bibliography{livros}
\end{document}
Feito isso, é só rodar o latex - bibtex -
Universidade Federal Fluminense 31 PET
TELE)))
Capítulo 5. Movendo informações 5.4. Figuras
5.4 Figuras
Para inserir figuras deve-se colocar no preâmbulo o pacote graphicx e depois usar o comando
que permite inserir figura. Inicialmente, a extensão de figura que o LaTeX aceitava era so-
mente: EPS (Encapsulated PostScript), por ser mais usada. Porém, a nescessidade de inclusão
de figuras com extensões diferentes era grande, então, alguns usuários do LaTeX criaram pa-
cotes que permitiam a inserção de outros formatos de figuras além do .eps. É usado o ambiente
figure para poder tornar a figura um elemento flutuante, dar um título à figura e usar um código
para referência.
\begin{figure}[argumento de posição como no table]
\includegraphics[medidas]{nome do arquivo}\\
\caption{título da figura}\label{código de referência}
\end{figure}
As medidas são os parâmetros:
• width Largura;
• height Altura;
• angle Rotaciona a figura no sentido horário.
• scale Muda a escala da figura.
Figura 5.1: Gráfico
\usepackage{graphicx}
...
\begin{document}
...
\begin{figure}[h]
\centering % este comando é usado para centralizar a figura
\includegraphics[width=4cm, height=6cm, angle=30]{grafico.jpg}\\
\caption{Gráfico}\label{fig:exem}
\end{figure}
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TELE)))
Capítulo 5. Movendo informações 5.4. Figuras
Figuras .pdf Se o pacote graphicx for usado com o opcional [pdftex] fica possível inserir
figuras no formato *.pdf, neste caso o documento não poderá ser compilado com o latex e
sim com o pdflatex. Deve-se conferir se seu sistema oferece este recurso.
Ex:
\usepackage[pdftex]{graphicx}
...
\begin{document}
...
\begin{figure}[h]
\centering
\includegraphics{grafico.pdf}\\
\caption{Gráfico}\label{fig:exem}
\end{figure}
Compilando com o pdftlatex é gerado diretamente o documento no formato .pdf ao invés
de .dvi.
Figuras .jpg, .png, .pdf Para inserir figuras neste formato deve-se em primeiro lugar
inserir comando dvipdfm como argumento opcional da classe do documento.
\documentclass[dvipdfm]{report}
Para inserir a figura é necessário transformá-la do formato original (.jpg, .png, .pdf) para
o formato .bb (bounding box). Como fazer?
Suponha que o nome da arquivo seja grafico.jpg. Para transformá-lo em gráfico.bb
basta abrir o Command Prompt e digitar:
ebb grafico.jpg
Isto transforma o arquivo de .jpg em .bb.
Obs: A figura não aparecerá no documento .dvi. É preciso que se transforme-o em .pdf.
Para fazer isso, abra o Command Prompt e digite:
dvipdfm documento.dvi
Supondo que o nome do arquivo seja documento.
5.4.1 Subfiguras
Existe um pacote chamado subfigure que permite o ambiente figure possuir mais que uma
figura.
Antes de qualquer coisa deve-se declarar no preâmbuo o comando:
\usepackage{subfigure}
Veja o exemplo abaixo para entender o uso do comando.
Ex:
\begin{figure}[h]
\subfigure[Primeira\label{fig:pri}]{\includegraphics{fig1.jpg}}
\subfigure[Segunda\label{fig:seg}]{\includegraphics{fig2.jpg}}
\center{\subfigure[Terceira\label{fig:ter}]{\includegraphics{fig3.jpg}}}
\caption{Conjunto de figuras}\label{fig:conj}
\end{figure}
Universidade Federal Fluminense 33 PET
TELE)))
Capítulo 5. Movendo informações 5.5. Sumário
(a) Primeira (b) Segunda
(c) Terceira
Figura 5.2: Conjunto de figuras
O título de cada uma das figuras 5.2 \ref{fig:conj} é colocado entre colchetes, assim
como seu código de referência. A terceira figura 5.2(c) \ref{fig:ter} esta dentro do
comando \center para ficar centralizada.
5.5 Sumário
O sumário é feito, facilmente, através de um único comando: \tableofcontents, que deve
ser colocado logo após \begin{document}, e o sumário é gerado automaticamente.
Ex:
...
\begin{document}
\tableofcontents
....
Caso haja alguma secção, figura ou tabela sem a numeração (por exemplo, quando é
colocado o nome da secção com asterisco: \section*. Veja: 2.2.13) é possível que ela
apareça no sumário usando o comando
\addcontntsline{arquivo}{secção}{nome}, onde arquivo é a extensão da lista que deverá
entrar (veja 5.7), secção é o título secção, capítulo e nome é o nome que apareçerá na lista,
pode ser o mesmo título.
Ex:
Universidade Federal Fluminense 34 PET
TELE)))
Capítulo 5. Movendo informações 5.6. Índice
\tableofcontents
...
\addcontentsline{toc}{chapter}{Prefácio}
Os comandos \listoffigures e \listoftables geram um lista de figuras e lista de
tabelas, respectivamente.
É preciso compilar o arquivo duas vezes para que seja visualizado o sumário a cada mudança.
5.6 Índice
Uma das maneiras de produzir o indice remissivo é utilizando o ambiente theindex onde cada
entrada é feita usando \item, a subentrada usando \subitem e a subsubentrada usando
\subsubitem. Este ambiente produz o índice em duas colunas. O comando \indexspace
faz um espaço vertical entre as entradas.
Ex:
\item babel 14
\item Color 44
\subitem \verb=\=textcolor 56, 32
\subsubitem color 45
\indexspace
\item article 15
Faz
babel 14
Color 44
\textcolor 56, 32
color 45
article 15
O índice remissivo também pode ser criado facilmente da seguinte forma:
O programa MakeIndex Este é um programa que faz índice em um documento gerado
pelo LaTeX.
Primeiro coloque no preâmbulo o pacote makeidx e o comando \makeindex. E no local
onde deverá aparecer o índice ponha o comando: \printindex.
Para marcar os itens que apareceram no índice use o comando: \index{item}, onde
item é a palavra que aparecerá no índice (entrada). Isso faz aparecer o item ao lado da
página onde ele está localizado. Subentradas também podem ser geradas da seguinte forma:
\index{item!item!item}. O ponto de exclamação serve para separar as entradas das suben-
tradas.
Ex:
Universidade Federal Fluminense 35 PET
TELE)))
Capítulo 5. Movendo informações 5.7. Tipos de arquivos
\documentclass[a4,12pt,oneside]{article}
\usepackage[T1]{fontenc}
\usepackage[brazil]{babel}
\usepackage{makeidx}
\makeindex
\begin{document}
...
\index{babel}
...
\index{Color!\verb=\=textcolor!color}
...
\index{Classe!book!article}
\printindex
\end{document}
Usando o exemplo acima, na impressão deverá aparecer no índice remissivo o seguinte:
babel, 12
Classe
book
report, 7
Color
\textcolor
color, 30
Para gerar o índice é preciso:
• Compilar o documento pelo latex para que ele gere um arquivo com extensão .idx;
• Em seguida compilar pelo makeindex com o nome do arquivo com extensão .idx para
que ele gere um novo arquivo com extensão .ind;
• E compilar pelo latex novamente.
Sempre que houver uma mudança deve-se fazer esta etapa de compilação.
5.7 Tipos de arquivos
Quando o documento é compilado, vários arquivos serão criados com o mesmo nome do
documento. A lista abaixo dá uma breve explicação do significado de cada extensão de
arquivo.
.tex Este é o arquivo principal, onde está o código fonte escrito.
.dvi Este é o arquivo pronto para ser visualizado e transformado em ps para imprimir. É o
arquivo independente de dispositivo (device independent).
Universidade Federal Fluminense 36 PET
TELE)))
Capítulo 5. Movendo informações 5.7. Tipos de arquivos
.aux É onde está localizada as informações de referência cruzada.
.toc Armazena os títulos das secções (Table of contents).
.lof Armazena os títulos das figuras (List of figures).
.lot Armazena os títulos das tabelas (List of tables).
.idx Contém o índice remissivo.
.log É o relatório da compilação feita, com os erros.
.bbl É o arquivo escrito pelo BibTex.
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TELE)))
Capítulo 6
Estrutura visual
Neste capítulo será visto conceitos básicos sobre como modificar a formatação padrão .
6.1 Cabeçalho e Rodapé da página
A página é formada por 3 partes: cabeçalho (topo da página), corpo (o texto) e rodapé (parte
inferior da página). As características do cabeçalho e do rodapé da página são definidas pelo co-
mando \pagestyle, enquanto que a numeração é definida com o comando \pagenumbering.
Os quatro estilos principais da página são feitos usando o comando \pagestyle{estilos},
onde os estilos são:
plain A página possui apenas numeração no rodapé;
empty Produz cabeçalho e rodapé vazio , sem numeração;
headings Depende do estilo do documento.
A página da frente (ímpar) vem com a secção no caso de book e subsecção no caso
de article. Quando a página estiver definida como oneside aparecerá nas páginas, o
capítulo no caso de book e secção no caso de article. Caso não haja secções só aparece
a numeração no cabeçalho;
myheadings É especificado pelo usuário o que estará escrito no topo com os comandos:
• markboth – Quando o documento estiver em twoside
\markboth{página par}{página ímpar};
• markright – Quando o documento estiver em oneside
\markright{páginas pares e ímpares}.
Nos locais onde estão escritos página par e/ou ímpar é que deveram ser escritas
as palavras que aparecerão no cabeçalho.
A numeração da página é feita automaticamente com algarismos árabes, mas, para mudá-
los, use o comando:
\pagenumbering{roman} Os números são colocados em romano;
Roman em romano maiúsculo;
alph em letras comuns e
38
Capítulo 6. Estrutura visual 6.1. Cabeçalho e Rodapé da página
Alph em letras comuns maiúscula.
Se \pagenumbering for colocado no meio do texto, a numeração a partir daí será iniciada
novamente com o novo estilo de numeração declarado.
O pacote fancyhdr Os comandos que foram vistos acima são úteis, porém limitados. Um
pacote que adiciona recursos ao estilo da página é o fancyhdr .
Com ele pode-se, entre outras coisas:
• Dividir o rodapé e cabeçalho em 3 partes diferentes, e
• Inserir linhas;
Em primero lugar deve-se inserir o pacote através do comando: \usepackage{fancyhdr}
no preâmbulo, no caso do L
A
T
E
X2e. E no caso do L
A
T
E
X2.09 insira fancyhdr como um argumento
opcional da classe do documento: \documentstyle[fncyhdr,12pt,a4]{book}
Após isso defina no preâmbulo o estilo da página através do comando \pagestyle{fancy}.
Para páginas ímpares (ODD)
RO esquerda CO (cabeçalho)centro LO direita
corpo da página
RO esquerda CO (rodapé) centro LO direita
Para páginas pares (EVEN)
RE esquerda CE (cabeçalho)centro LE direita
corpo da página
RE esquerda CE (rodapé) centro LE direita
Cada campo é definido pelos seguintes comandos:
• \fancyhead[parâmetro]{informação}
• \fancyfoot[parâmetro]{informação}
O usuário pode definir como informação o que quiser, ou colocar também o comando
\thepage que diz onde o número da página vai aparecer.
O parâmetro é a indicação de em qual campo a informação irá aparecer. Por exemplo,
observe a tabela 6.1. As letras O e E dizem respeito às páginas ímpares e pares, respecti-
vamente. C, R e L, significam centro, direita e esquerda, respectivamente. Através de cada
combinação dessas letras é que fica especificado onde a imformação estará.
Utilizando os comandos:
\renwcommand{\headrulewidth}{medida} e \renwcommand{\footrulewidth}{medida}
Universidade Federal Fluminense 39 PET
TELE)))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.2. Área de impressão
Para páginas ímpares (ODD)
Capítulo Secção
corpo da página
Número da página
Para páginas pares (EVEN)
Secção Capítulo
corpo da página
Número da página
é possível estabelecer a largura das linhas do cabeçalho e rodapé, respectivamente, através da
medida dada.
Caso não seja usado nehum desse comandos, o padrão que será gerado será:
Este padrão é produzido da seguinte forma:
\fancyhead[LE,RO]{\slshape \rightmark}
\fancyhead[LO,RE]{\slshape \leftmark}
\fancyfoot[C]{\thepage}
Repare que \rightmark está se referindo à secção e \leftmark, ao capítulo. Caso o
usuário queira, estes comandos também podem servir como informação.
O exemplo abaixo mostra como foi feito o cabeçalho desta apostila:
\pagestyle{fancy}
\fancyhead[LO,LE]{\textit\nouppercase\leftmark}
\fancyhead[RO,RE]{\textit\nouppercase\rightmark}
\fancyfoot[LO,LE]{\textsc{\uff}}
\fancyfoot[RO,RE]{\pet}
\fancyfoot[CO,CE]{\thepage}
\renewcommand{\footrulewidth}{0.4pt}
\renewcommand{\headrulewidth}{0.4pt}
O comando \nouppercase utilizado acima tem a função de colocar os capítulos e secções
em letras minúsculas.
6.2 Área de impressão
A página em qualquer documento em LaTeX possui uma determinada configuração que de-
pende de vários paramêtros, isto é, comandos que agem em determinadas parte da página. A
figura 6.1 mostra todos esses comandos.
Cada tipo de classe de documento e papel escolhido tem um tamanho padrão para a
impressão. Mas, é possível mudar esse tamanho. Uma das maneiras é através dos comandos:
Universidade Federal Fluminense 40 PET
TELE)))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.3. Espaços e Medidas
\addtolength{padrão}{medida} – Ele adicionará o medida que escolhida ao padrão de
medida do documento, e;
\setwidth{padrão}{medida} – Fixa a medida escolhida para o padrão. O comando
anterior adiciona uma medida enquanto esse dá uma nova medida.
padrão são os comandos:
• \textwidth A largura padrão do texto na página;
• \textheight A altura padrão do texto na página;
• \columnsep A largura do espaço entre as colunas quando twocolumn estiver como
opção de estilo;
• \columnseprule A largura da linha vertical colocada entre as colunas do texto usando
twocolumn. O padrão é largura zero, por isso não aparece a linha normalmente;
• \oddsidemargin É a distância da borda esquerda do papel para a margem esquerda do
texto menos uma polegada, em páginas ímpares quando twoside estiver declarado;
• \evensidemargin É o mesmo que \oddsidemargin só que para páginas pares;
• \marginparwidth Largura das notas marginais;
• \topmargin A distância da margem superior do papel para o topo do cabeçalho da
página menos uma polegada;
• \headheight A altura da caixa que contém o cabeçalho.
E a medida pode ser colocada em centímetros ou outra medida citada na secção 6.3.
Ex: \addtolength{\textheight}{3cm} adicionará 3 centímetros à altura área de im-
pressão da página
Este comando deve ser colocado no preâmbulo.
6.3 Espaços e Medidas
Através dos seguintes comandos pode ser dado espaçamento entre linhas e palavras:
• \hspace{medida} - Põe espaço entre as palavras, onde a medida pode ser em:
– (cm) Centímentros;
– (in) Polegada (1i: = 2.54c:);
– (pt) Ponto (1i: = 72.27jt);
– (ex) Medida equivalente a altura da letra x;
– (em) Medida relativa a largura da letra M.
É melhor que se use as duas últimas medidas por elas serem baseadas na fonte usada
no documento.
Ex:
Este espaço\hspace{10em} tem 10em
Este espaço tem 10em.
Universidade Federal Fluminense 41 PET
TELE)))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.3. Espaços e Medidas
Figura 6.1: Medidas da página
Universidade Federal Fluminense 42 PET
TELE)))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.3. Espaços e Medidas
• \vspace{medida} - Põe espaço vertical entre as linhas.
• \hrulefill -Produz uma linha horizontal.
Ex:
Linha \hrulefill horizontal .
Linha horizontal.
• \rule[elevação]{largura}{altura} – Faz um retângulo com as medidas elevação
acima ou abaixo da linha , largura e altura
Ex:
texto \rule[0.5ex]{5em}{0.7ex} texto
texto texto
• \dotfill Produz linha horizontal pontilhada.
Ex:
linha \dotfill pontilhada.
linha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pontilhada.
• \hfill Produz um espaço em branco com tamanho proporcional ao número de palavras
na linha.
• \vfill Adiciona espaçamento vertical na página proporcionalmente ao número de linhas
que ela possui.
O tamanho da linha nos comandos fill são ajustados de acordo com a quantidade de
palavras na linha ou página. Linha horizontal menor que a anterior.
Obs: Outros padrões de medida de espaço utilizado pelo LaTeX e podem servir de base
para outras medidas de outros comandos são:
• \parindent É o tamanho da indentação no parágrafo normal.
• \parskip É o espaço vertical entre os parágrafos.
• \baselineskip É a distância entre o topo de uma linha e o topo da linha de baixo.
• \linewidth É igual ao comando ceto quando estiver em ambientes como quote e os de
lista onde ele define a largura destes ambientes. Seu valor não pode ser mudado, mas
serve com padrão para outras medidas.
Esses três primeiros padrões podem ser mudadas no seu documento colocando no preâm-
bulo o comando:
\addtolength{padrão}{medida}, onde padrão é a medida que será mudada e medida
é o novo espaço.
Universidade Federal Fluminense 43 PET
TELE)))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.4. Caixas
6.4 Caixas
Usando o comando \fbox{palavra} É construída uma caixa ao redor da palavra. Exemplo .
E através do comando \framebox[medida][posição]{palavra} pode-se controlar o tamanho
da caixa.
Ex: texto \framebox[6ex][r]{palavra} texto.
texto palavra texto.
Usando o comando \makebox da mesma forma que \framebox também é criada uma
caixa, só que sem linha.
Ex: texto \makebox[6ex][r]{palavra} texto.
texto palavra texto.
O comando \raisebox{altura}{palavra} faz uma caixa onde a palavra é elevada uma
altura escolhida, podendo também ser uma medida negativa (para baixo - ).
Ex: texto \raisebox{1.0ex}{palavra} texto.
texto
palavra
texto.
6.5 Cores
Primeiramente, para usar cor é preciso que se ponha no preâmbulo o comando \usepackage{color}.
Isso é para o LaTeX carregar o pacote color e reconhecer os comandos de cores. Veja alguns
comandos:
• \definecolor{nome}{modelo}{parâmetro} - Este define a cor, onde nome é o nome
da cor, modelo é o modelo da cor com o principaL sendo: rgb (red, green, blue) e
parâmetro é o código da cor segundo o modelo usado. Ex: \definecolor{azul}{rgb}{0,0,1}
define a cor azul.
O padrão rgb é o mais usado devido ao seu grande número de combinação de cores
feita com os códigos: peso da cor vermelha, peso da cor verde, peso da cor azul, onde
os números variam entre 0 e 1.
• \textcolor{cor}{palavra} - Muda cor da palavra selecionada. A cor pode ser escrita
diretamente em inglês ou usar o definecolor definindo o nome da cor em português.
Ex:
\definecolor{verdemar}{rgb}{0.59,0.78,0.65}
\textcolor{verdemar}{texto em cor personalizada}
texto em cor personalizada
• \color{cor} - Muda a cor do texto inteiro. Para mudar apenas um trecho do texto
use chaves neste trecho.
Ex:
{\color{blue}{trecho do texto}}
trecho do texto
• \pagecolor{cor} - Muda a cor do fundo da página.
Universidade Federal Fluminense 44 PET
TELE)))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.6. Minipage
• \colorbox{cor}{texto} Gera uma caixa com o fundo da cor que foi escolhida. Para
fazer uma caixa em um grande pedaço de texto use minipage, veja secção 6.6.
Ex:
\colorbox{red}{palavra}
palavra
• \fcolorbox{bcor}{ccor}{texto} - Gera uma caixa com ccor e borda bcor.
Ex:
\fcolorbox{verdemar}{green}{palavra}
palavra
Importante: dependendo do visualizador de DVI as cores não serão vistas, mas se converter
em PS ou PDF , apareçerá normalmente.
6.6 Minipage
Esse é um ambiente que cria uma área com formato de uma página, com largura desejada
através do comando:
\begin{minipage}[posição t ou b]{largura}
texto
\end{minipage}
O texto pode conter outros ambientes, po-
dendo colocar até notas de pé de página
a
, mas esta nota não apareçerá no fim
da página comum. Há também possibili-
dade de se colocar moldura com o comando
\fbox{ambiente minipage} e também tra-
balhar com os comandos de cores sem prob-
lema, através de combinações. Os argumen-
tos b e t permitem o alinhamento do topo (t)
e do fim (b) da minipage em relação a linha
do texto, deve ser usado quando há uma outra
minipage do lado.
a
esta nota aparece no fim da minipágina
\begin{minipage}[t]{0.5\textwidth}
O texto pode conter ... de página ...
\footnote{esta nota
...ipágina}, ... do lado.
\end{minipage}
Outra posibilidade de colocar moldura é usando tabular, onde os itens serão as minipáginas.
Universidade Federal Fluminense 45 PET
TELE)))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.7. Novos comandos e ambientes
6.7 Novos comandos e ambientes
O LATEX também permite que seja modificado o nome de algum comando para o nome
escolhido ou crie uma macro, ou seja, um comando que sintetize outros comandos. Isso é
feito através de \newcommand{novo comando}{definição}
Ex: Se o texto deve ter escrito a mesma frase várias vezes ao longo dele, seria útil usar
algo que resumisse isso. Então, querendo digitar: Universidade Federal Fluminense, coloca-se
no preâmbulo
\newcommand{\uff}{Universidade Federal Fluminense}. Depois é só usar \uff para
aparacer a frase: Universidade Federal Fluminense.
Pode-se também montar um comando que tenha uma estrutura em que os argumentos
variem. Ex:
\newcommand{\vt}[3]{\emph{vetor}$(#1;#2;#3)$}
os vetores \vt{5x}{3x}{7x} e \vt{9w}{8w}{3w} são ...
Faz
os vetores vetor (5r; 3r; 7r) e vetor (9u; 8u; 3u) são ...
Vamos ver o que significa cada coisa:
• \vt É o nome dado ao novo comando.
• O [3] É o numero de argumentos que variam. No caso as 3 coordenadas.
• #1;#2;#3 Indica o local em que aparecerá os argumentos.
• \vt{}... é o uso do comando onde em cada chaves são colocados os argumentos.
Para fazer ambientes há uma pequena diferença:
\newenvironment{emphit}{\begin{itemize}\em}{\end{itemize}}
\begin{emphit}
\item este é o novo item enfatizado
\end{emphit}
Faz:
• este é o novo item enfatizado
O que foi feito:
• emphit É o nome do novo ambiente.
• itemize É o ambiente base pois geralmente os novos ambientes são feitos a partir de um
existente.
• \emph Faz o texto do item ficar enfatizado.
Também podem ser definidos ambientes com argumentos variaveis, assim como comandos.
Ex: No preâmbulo colocando:
Universidade Federal Fluminense 46 PET
TELE)))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.7. Novos comandos e ambientes
\newenvironment{meuambi}[1]
{\begin{center}
\fbox{\rule{1ex}{1ex}\hspace{15ex}{#1}\hspace{15ex}
\rule{1ex}{1ex}}}
{\end{center}}
E no meio do texto:
\begin{meuambi}
{Exemplo}
\end{meuambi}
Será visto o seguinte ambiente:
Exemplo
Universidade Federal Fluminense 47 PET
TELE)))
Apêndice A
Utilizando o LaTeX através de um
Terminal de Comando
Geralmente, os usuários costumam utilizar o sistema LaTeX através de editores de textos
específicos e que já possuem em sua interface os comandos de compilação através de ícones,
bastanto clicá-los para que se tenha os arquivos gerados em .dvi, .pdf, etc... Porém, há
casos em que é nescessário utilizar o LaTeX diretamente através de um terminal de comando,
principalmente para os usuários de Linux, que possui ainda poucas opções de bons editores.
Este capítulo tem a intenção de mostrar ao usuário alguns comandos básicos para o com-
pleto trabalho com o LaTeX.
Suponha que o arquivo principal chama-se: arquivo.tex e que o arquivo que contenha a
lista bibliográfica se chame: refer.bib .
DVI Para comilar o arquivo e gerar um documento em .dvi, digite:
latex arquivo.tex
PS Para transformar o .dvi em .ps, digite:
dvips arquivo.dvi
PDF Para transformar o .dvi em .pdf, digite:
dvi2pdf arquivo.dvi
Para gerar transformar o documento de .tex diretamente para .pdf, compile o arquivo dig-
itando:
pdflatex arquivo.tex
48
Apêndice A. Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando
BIBTEX Para gerar o arquivo em .dvi contendo a lista bibliográfica do arquivo .bib, digite:
latex arquivo.tex
bibitex refer.tex
latex arquivo.tex
MAKEINDEX Para gerar o arquivo em .dvi contendo indíce remissivo utilizando o pacote
makeidx , digite:
latex arquivo.tex
makeindex arquivo.idx
latex arquivo.tex
Universidade Federal Fluminense 49 PET
TELE)))
Apêndice B
Símbolos matemáticos
Todos esse símbolos são usados apenas em ambientes matemáticos, portanto para inserí-los
no meio de um texto use $ ... $.
lim \lim arg \arg cot \cot
liminf \liminf ker \cos coth \coth
arccos \arccos lg \lg max \max
arcsin \arcsin cosh \cosh csc \csc
arctan \arctan ln \ln min \min
det \det exp \exp hom \hom
sec \sec sinh \sinh tan \tan
dim \dim gcd \gcd inf \inf
sin \sin sup \sup tanh \tanh
Tabela B.1: Funções
ˆ \hat{} ˇ \check{} ˘ \breve{} ´ \acute{}
` \grave{} ˜ \tilde{} ¯ \bar{} \vec{}
˙ \dot{} ¨ \ddot{}
Tabela B.2: Acentos matemáticos
50
Apêndice B. Símbolos matemáticos
← \leftarrow ←− \longleftarrow ↑ \uparrow
⇐ \Leftarrow ⇐= \Longleftarrow ⇑ \Uparrow
→ \rightarrow −→ \longrightarrow ↓ \downarrow
⇒ \Rightarrow =⇒ \Longrightarrow ⇓ \Downarrow
↔ \leftrightarrow ←→ \longleftrightarrow ¡ \updownarrow
⇔ \Leftrightarrow ⇐⇒ \Longleftrightarrow ¸ \Updownarrow
→ \mapsto −→ \longmapsto ¸ \nearrow
← \hookleftarrow → \hookrightarrow ¸ \searrow
÷ \leftharpoonup ÷ \rightharpoonup ¸ \swarrow
÷ \leftharpoondown ÷ \rightharpoondown ¸ \nwarrow
= \rightleftharpoons
Tabela B.3: Setas
≤ \leq ≥ \geq ≡ \equiv [= \models
≺ \prec ~ \succ ∼ \sim ⊥ \perp
_ \preceq _ \succeq · \simeq [ \mid
¸ \ll ¸ \gg · \asymp | \parallel
⊂ \subset ⊃ \supset ≈ \approx \bowtie
⊆ \subseteq ⊇ \supseteq

= \cong \smile
_ \sqsubseteq _ \sqsupseteq ,= \neq · \frown
∈ \in ÷ \ni
.
= \doteq
¬ \vdash ¬ \dashv ∝ \propto
Tabela B.4: Símbolos de relação
± \pm ∩ \cap \diamond ⊕ \oplus
∓ \mp ∪ \cup ´ \bigtriangleup ¸ \ominus
\times ¬ \uplus _ \bigtriangledown ⊗ \otimes
÷ \div ¯ \sqcap \triangleleft ¸ \oslash
∗ \ast . \sqcup \triangleright ¸ \odot
- \star ∨ \vee < \vartriangleleft _ \bigcirc
◦ \circ ∧ \wedge \vartriangleright † \dagger
• \bullet ¸ \setminus _ \trianglelefteq ‡ \ddagger
\cdot / \wr _ \trianglerighteq H \amalg
Tabela B.5: Símbolos de operação binária
Universidade Federal Fluminense 51 PET
TELE)))
Apêndice B. Símbolos matemáticos
Minúscula
α \alpha θ \theta o o τ \tau
β \beta ϑ \vartheta π \pi υ \upsilon
γ \gamma ι \iota ¬ \varpi φ \phi
δ \delta κ \kappa ρ \rho ϕ \varphi
c \epsilon λ \lambda ¸ \varrho χ \chi
ε \varepsilon j \mu σ \sigma ψ \psi
ζ \zeta ν \nu ς \varsigma ω \omega
η \eta ξ \xi
Maiúscula
Γ \Gamma Λ \Lambda Σ \Sigma Ψ \Psi
∆ \Delta Ξ \Xi Υ \Upsilon Ω \Omega
Θ \Theta Π \Pi Φ \Phi
Tabela B.6: Letras Gregas
ℵ \aleph / \prime ∀ \forall ∞ \infty
\hbar ∅ \emptyset ∃ \exists ¯ \Box
ı \imath ∇ \nabla \neg ♦ \Diamond
, \jmath

\surd : \flat ´ \triangle
/ \ell · \top ¡ \natural ♣ \clubsuit
℘ \wp ⊥ \bot ; \sharp ♦ \diamondsuit
' \Re | \| ¸ \backslash ♥ \heartsuit
· \Im ∠ \angle ∂ \partial ♠ \spadesuit
\mho

\sum

\prod

\coprod
_
\int
_
\oint

\bigcap

\bigcup

\bigsqcup
_
\bigvee
_
\bigwedge

\bigodot

\bigotimes

\bigoplus

\biguplus . . . \dots
\cdots
.
.
. \vdots
.
.
.
\ddots
Tabela B.7: Símbolos variados
Universidade Federal Fluminense 52 PET
TELE)))
Apêndice C
Outros símbolos
Acentos
ò \‘{o} õ \~{o} ˇo \v{o} ¸ \c{}
ó \’{o} ¯o \o= ő \H{o}
.
\d{}
ô \^{o} ˙ o \.{o} ´ o \t{o}
¯
\b{}
ö \"{o} ˘o \u{o}
Símbolos estrangeiros
œ \oe å \aa ł \l ¿ ?‘
Œ \OE Å \AA Ł \L ¡ !‘
æ \ae ø \o ß \ss
Æ \AE Ø \O
Tabela C.1: Símbolos estrangeiros e acentos
† \dag ¶ \P . \checkmark Y \yen
‡ \ddag c _ \copyright ± \maltese & \&
§ \S £ \pounds ¡ \circledR % \%
# \# _ \_ $ \$ L
A
T
E
X \LaTeX
{ \{ } \} L
A
T
E
X2
ε
\LaTeXe T
E
X \TeX
Tabela C.2: Símbolos diversos
53
Referências Bibliográficas
[1] Lamport, Leslie, L
A
T
E
X: A Document Preparation System, User’s Guide & Reference
Manual, Addison-Wesley Plubshing Company, 1986.
[2] T. Oitker, H.Partl, I. Hyna, E.Schlegl, The Not so short introduction to L
A
T
E
X2
ε
, Tradução
D. A. Polli, USP, 2000.
[3] H. Kopka e P. W. Daly, A guide to L
A
T
E
X2
ε
, Document preparation for beginners and
advanced users, Adisson-Wesley Plubshing Company, 1995.
[4] CTAN (Comprehensive TeX Archive Network), www.ctan.org, Este site é referência
mundial para materiais relacionados ao LaTeX.
[5] TeX-Br, http://biquinho.furg.br/tex-br/, Página dos usuários brasileiros de LaTeX.
[6] Site-LaTeX, www.vila.bol.sitelatex.com.br, Contém vários links relacionados ao
LaTeX.z
54
Índice Remissivo
(, 19
), 19
., 19
[, 19
21
$, 15
%, 11
&, 17, 25
_, 16
center, 8
flushleft, 8
flushright, 8
\(, 15
\), 15
\,, 21
\:, 21
\;, 21
\Huge, 10
\LARGE, 10
\Large, 10
\[, 15
\\*, 8
\\, 8, 13, 17, 25
\\[], 8
\], 15
\addcontntsline, 34
\addtolength, 41, 43
\author, 11
\baselineskip, 43
\bibitem, 29
\bibliography, 30
\bibliographystyle, 30
\caption, 32
\centering, 32
\chapter, 12
\cite, 29
\cline, 25
\color, 44
\colorbox, 45
\columnsep, 41
\columnseprule, 41
\date, 11
\definecolor, 44
\documentclass, 5
\documentstyle, 5
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\fancyhead, 39
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\footnote, 10
\footnotesize, 10
\footrulewidth, 40
\frac, 16
\framebox, 44
\headheight, 41
\headrulewidth, 40
\hfill, 43
\hline, 25
\hrulefill, 43
\hspace, 41
\huge, 10
\hyphenation, 10
\include, 29
\includegraphics, 32
\includeonly, 29
\indent, 8
\indexspace, 35
\infty, 16
\input, 29
\int, 16
\item, 35
\kill, 25
\label, 28, 32
\large, 10
\left, 18
\leftmark, 40
55
Índice Remissivo Índice Remissivo
\lim, 16
\linebreak, 8
\linewidth, 43
\listoffigures, 35
\listoftables, 35
\makebox, 44
\makeindex, 35
\maketitle, 11
\marginpar, 10
\marginparwidth, 41
\markboth, 38
\markright, 38
\mathbb, 22
\mathbf, 22
\mathcal, 22
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\mathtt, 22
\mbox, 10
\newcommand, 46
\newenvironment, 46
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\nonumber, 15
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\overleftarrow, 20
\overline, 20
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\rule, 43
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\subsubsection, 12
\sum, 16
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\underline, 20
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\verb, 14
\vfill, 43
\vspace, 43
\widehat, 20
\widetilde, 20
^, 16
p{ }, 25
], 19
Universidade Federal Fluminense 56 PET
TELE)))
Índice Remissivo Índice Remissivo
\setwidth, 41
abbrv, 31
abstract, 11
adress, 30
ambiente, 5
amsfonts, 7
angle, 32
array, 17
article, 5, 30
author, 30
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makeindex , 36
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Tag Languages, 5
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title, 30
titlepage, 11
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Universidade Federal Fluminense 57 PET
TELE)))
Índice Remissivo Índice Remissivo
unsrt, 31
verbatim, 14
width, 32
year, 30
Universidade Federal Fluminense 58 PET
TELE)))

Prefácio
Tendo em vista as diretrizes do MEC em Pesquisa, Ensino e Extensão, o Programa Especial de Treinamento do curso de Engenharia de Telecomunicações da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolveu um projeto de elaboração de apostilas, com o intuito de auxiliar os alunos do curso no aprendizado de temas importantes a sua formação, mas ausentes em quaisquer ementas de disciplinas; E, além disso, servir de material didático para o cursos de capacitação que são dados pelos alunos do programa para os corpos dicente e docente da graduação. Abaixo segue a lista de apostilas preparadas neste projeto: HTML Linguagem de programação para hipertextos, principalmente empregada na construção de páginas da Internet (webpages). LaTeX Sistema de edição de texto largamente utilizado em meios acadêmicos e científicos, bem como por algumas editoras nacionais e internacionais. LINUX Introdução ao sistema operacional LINUX. Linguagem C : Linguagem de programação amplamente utilizada em problemas de engenharia e computação. MATLAB Ambiente de simulação matemática, utilizado em diversas áreas profissionais. SPICE Ambiente de simulação de circuitos elétricos (analógicos e digitais), utilizado em projeto de circuitos discretos e integrados. Esta apostila destina-se a introduzir o usuário ao editor de texto LaTeX, explicando como elaborar um documento com os comandos básicos do LaTeX, e não como instalar o programa LaTeX. Os comandos tratados nesta apostila permitem ao usuário elaborar um bom documento, porém esta apostisla não pretende abordar a todos comandos existentes devido as diferentes áreas onde o LaTeX pode ser usado e a quantidade de funções que são criados a todo momento (veja secção2.1.1). Para maiores informações e um estudo mais aprofundado ao LaTeX consulte as referências bibliográficas no fim do documento.

Este documento é de distribuição gratuita, sendo proibida a venda de parte ou da integra do documento.

i

Sumário
Prefácio
A 1 O que é o LTEX?

i 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 5 6 7 7 8 8 9 9 9 10 10 10 11 11 11 11 12 12 13 14 14 15 15 16 16 16 16 16 16 17 18

2 Documento 2.1 Estrutura . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.1 Pacotes . . . . . . . . . . . . . 2.2 Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.1 Acentuação . . . . . . . . . . . . 2.2.2 Sentenças e Parágrafos . . . . . 2.2.3 Alinhamento . . . . . . . . . . . 2.2.4 Símbolos especiais . . . . . . . . 2.2.5 Traços (-) . . . . . . . . . . . . 2.2.6 Estilos de letras e Tamanhos . . 2.2.7 Prevenindo a quebra de palavras 2.2.8 Notas . . . . . . . . . . . . . . 2.2.9 Fórmulas . . . . . . . . . . . . 2.2.10 Comentário . . . . . . . . . . . 2.2.11 Título do documento . . . . . . 2.2.12 Resumo . . . . . . . . . . . . . 2.2.13 Secções . . . . . . . . . . . . . 2.2.14 Identação . . . . . . . . . . . . . 2.2.15 Listas . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.16 Versos . . . . . . . . . . . . . . 2.2.17 Símbolos . . . . . . . . . . . . 2.2.18 Textos pré-formatados . . . . . . 3 O ambiente matemático 3.1 Onde fica a fórmula ? . . . . . . . 3.2 Construindo fórmulas . . . . . . . 3.2.1 Sobescritos e Sobrescritos . 3.2.2 Frações . . . . . . . . . . . 3.2.3 Raízes . . . . . . . . . . . 3.2.4 Símbolos matemáticos . . . 3.2.5 Funções . . . . . . . . . . 3.2.6 Array . . . . . . . . . . . . 3.2.7 Delimitadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

1

. . . . . . . . . . . . . 25 4. . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 28 29 29 32 33 34 35 36 38 38 40 41 44 44 45 46 48 50 53 54 6 Estrutura visual 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . A Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando B Símbolos matemáticos C Outros símbolos Referências Bibliográficas Universidade Federal Fluminense 2 TELE))) PET . . . . . . . .3 Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4. . . . . 6. . . 5.1 Referência cruzada . . . . . . . . . . . . . .Sumário 3. . . . . . . . . . . .12 3. . . . . . .2.1 Tabbing .2. . . . .2. . . . . . . . .6 Minipage . 6. .2 Dividindo o arquivo 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13 3. . . . . . . . 24 4. . . . Tipos especiais de letras . . . 19 20 21 21 21 22 22 4 Tabelas 24 4. . . . .2 Área de impressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . .1 Tabelas Longas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . O comando phantom . .1 Subfiguras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sumário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7 Tipos de arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .8 3. . . . . . . 5. . . . . . 5. . . . . . . .1 Cabeçalho e Rodapé da página 6. . 26 5 Movendo informações 5. . . . . . . . . Empilhando . . . . . . . . . . .11 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .6 Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Espaçamento nas fórmulas Teoremas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Caixas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2. . . . . . .3 Espaços e Medidas . .5 Sumário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6. . . . . . . . . . . . . . .2. . 5. . . . . . . . . . . .9 3. . . . . . . .2 Tabular . . . . . .2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7 Novos comandos e ambientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14 Fórmulas em várias linhas Linhas . . . . . .2. . .4 Figuras . . . . . . . . . . .10 3.5 Cores . . . . . . . . . . . .

sendo selecionados através do mouse.. O TEX é um programa criado por Donald Knuth na década de 70 com a finalidade de aumentar a qualidade de impressão com base nas impressoras da época e é utilizado para processar textos e fórmulas matemáticas. É um editor de textos especialmente voltado para a área matemática contendo comandos para montar as mais diversas fórmulas. combinação de letras etc.Capítulo 1 A O que é o L TEX? Antes de saber o que é o LaTeX é preciso conhecer o TEX. quando o autor está trabalhando com a um processador visual. ele comete muitos erros por não conseguir conciliar uma boa estética com uma estrura lógica e bem 3 . Além de ser muito bom para fazer textos grandes como livros.). • O texto a ser impresso e os comandos de formatação são escritos em um arquivo fonte com o uso de um editor. Gera textos de alta qualidade tipográfica (espaçamento entre palavras. existe um menu na tela apresentando os recursos que podem ser usados. O LaTeX é um processador baseado no estilo lógico. Ex: HTML. Geralmente. letras e palavras também têm uma medida ideal. Isso é conhecido como WHAT-YOU-SEE-IS-WHAT-YOU-GET (WYSIWYG).. o espaçamento das linhas. Estilo lógico Nesta categoria o processamento é feito em duas etapas distintas. Os comandos LaTeX foram criados com base em diversos estudos sobre diagramação. isto é apenas um adicional oferecidos por fabricantes para facilitar a digitação). como diferenciar um texto matemático de uma citação de fala. (isso não impede que também haja um menu na tela onde os comandos podem ser selecionados. E o texto que você digita aparece na tela da mesma forma que vai ser impresso. Isto foi importante para fazer com que o LaTeX entenda o que o autor deseja fazer. por exemplo. • Em seguida este arquivo é compilado e gera uma arquivo de saída que pode ser visualizado. LaTeX é um programa que reúne comandos que utilizam o TEX como base de processamento e foi criado por Leslie Lamport na década de 80 com o objetivo de facilitar o uso do TEX através de comandos para diferentes funções. existem formas que permitem tornar o texto muito mais claro. O tamanho deve ter um limite ideal para facilitar a leitura assim com o da fonte. Os programas de processamento de texto podem ser divididos em duas categorias: Estilo visual Nestes processadores de texto. Segundo os estudos. Ex: Word.

mas também com um bom conteúdo.A Capítulo 1. disponíveis no mercado são: fptex. A cada momento surgem novos pacotes com funções criadas por usuários espalhados por todo o mundo. transforma um arquivo *. o que deixa o documento muito mais flexível. ou seja. embora provavelmente já o tenha instalado). O LaTeX entende o que o autor quis dizer e transforma os comandos digitados em uma linguagem inteligível pelo TEX. Isto é. a probabilidade de se encontrar um bug nele e mínima e justamente por ser free software seu sistema é aberto.tex (que possui o código tex) em um arquivo *. que é um processador lógico. Esse arquivos *. o autor se preocupará mais com o conteúdo.dvi podem ser lidos independentemente da versão do editor usado. o que permite que qualquer um corrija possíveis bugs ou que possa adaptá-lo às suas necesidades. seu texto não terá apenas uma boa estética e estrutura coerente. pctex. atuais. Claro que não se pode esquecer que seu computador deve ter a biblioteca do LaTeX para fazer isso. Utilizando o LaTeX. Outra vantagem do LaTeX é sua estabilidade.dvi (device independent). ou seja. Universidade Federal Fluminense 4 TELE))) PET . Dessa forma. contanto que ele tenha um programa específico para lê-lo. Alguns dos sistemas TEX. Além disso. miktex (Windows) e tetex (Linux. o texto escrito em linguagem LaTeX é processado por um compilador seguindo as regras dessa linguagem. O que é o LTEX? compreensível. Este último é o documento pronto para ser visualizado. logo pode ser lido em qualquer sistema. com a troca de apenas um comando. algo pode ser mudado futuramente com facilidade. Vamos ver o que acontece tecnicamente: O autor escreve seu documento usando os comandos do LaTeX.

report Relatórios.09 A X 2 segunda edição.1 Estrutura A linguagem LaTeX funciona a base de comandos que são iniciados com \ que é um marcador ( tags.Capítulo 2 Documento 2.. Obs: Os estilos não são apenas estes. É no preâmbulo que são colocadas todas as imformações referentes às principais caracterísA ticas que terá seu documento. universidades e outros meios disponibilizam outros estilos de formatação para apresentação de trabalhos.. o último é usado com mais frequência. que é a flexibilidade para se criar novas formatações que atendem a diferentes nescessidades. • oneside: Imprime em um só lado da página. letters Cartas. como: • Tamanho: Padrão da letra: 11pt ou 12pt(pontos). Geralmente congressos.\end{comando}. O texto de cada tipo de documento começa com \begin{document} e termina com \end{document}. Os comandos são escritos nas formas \comando ou \begin{comando}. Quando vem escrito nesta última forma. e com \documentclass{estilo} no caso do LTE ε No lugar de estilo é colocado o nome de um dos estilos pré-definidos. 5 . book Livros. Podendo. Isso mostra uma das vantagens do LaTeX. Tudo o que vem antes disso é considerado o preâmbulo e tudo o que vem depois de \end{document} é ignorado. ser selecionadas algumas opcões dentro do estilo escolhido. ele é chamado de ambiente. • twoside: Que imprime em ambos os lados da página. • twocolumn: Produz o texto disposto em duas colunas na página. como: article Textos pequenos. de Tag languages). apostilas. também. Começa com \documentstyle{estilo} no caso do LTEX2.

letterpaper etc. • Tamanho da folha: Pode ser a4..1. • openright: Faz com que os capítulos sejam iniciados apenas nas páginas ímpares.a4]{article} \usepackage{pacote} \begin{document} .1 Pacotes Pode-se definir pacotes como um conjunto de arquivos que implementam uma determinada característica adicional para os documentos escritos em LaTeX. .12pt. Para reverter à mesma maneira que está no preâmbulo use o comando oposto. Ex: \documentstyle[twocolumn. Quando o usuário quiser montar um documento um pouco mais elaborado. Universidade Federal Fluminense 6 TELE))) PET . Veja seção 5. Estes pacotes são inseridos no preâmbulo usando o comando \usepackage[opcional]{pacote} Ao longo de toda a apostila será apresentado pacotes com diferentes funções. veja a referência [4]. segue a lista com uma breve descrição de alguns deles. • openany: Permite que os capítulos sejam iniciados nas páginas ímpar ou par.. Essas opções são colocadas entre colchetes sem espaço entre as palavras e com vírgula. • leqno: Isto faz com que a numeração das fórmulas sejam colocadas a esquerda em vez de a direita. • landscape: Produz uma página na forma de paisagem. • fleqn: Faz com que a fórmula fique localizada na margem esquerda em vez de estar centralizada.1. Documento 2. Caso isto não tenha sido declarado no preâmbulo o comando \onecolumn faz o inverso. outros podem ser encontrados separadamente. sendo necessário. Estrutura • onecolumn: Produz o texto disposto em uma coluna.Capítulo 2. Obs: Existe o comando \twocolumn que inicia uma nova página produzindo duas colunas nela a partir do ponto onde foi colocado no meio do texto.4. . pois a todo momento novos pacotes são criados por usuários em todo o mundo. O funcionamento de cada um será explicado posteriormente. o uso de algo que aumente a sua capacidade. perceberá que os comandos básicos que o LaTeX contém não são suficientes. \end{document} 2. Abaixo. Alguns pacotes já vem como distribuição básica do LaTeX. Os principais são: graphicx Para inserir gráficos.

2 2. basta consultar o manual dele. E se for preciso mudar o sistema operacional. Caso o usuário esteja escrevendo algum documento e precise mudar constantemente de computador. a acentuação no LaTeX é feita com comandos da seguinte maneira: • \c{c} – ç • \‘{e} – è • \’{e} – é • \^{e} – ê Universidade Federal Fluminense 7 TELE))) PET . seu sistema não terá instalado o pacote que faz isto. Alguns dos pacotes descritos nesta apostila foram explicados de acordo com o manual deles que estavam disponíveis no próprio sistema. Quando compilar. etc. basta andar sempre com estes arquivos (que são pequenos. poucos Kilobytes) junto com arquivos de seus documentos. Veja secção 6.1. o arquivo do pacote será procurado no caminho padrão do sistema ou no prórpio diretório do seu documento.2. Neste caso para que estas palavras sejam traduzidas para o português use o comando opcional [brazil].1 Texto Acentuação Quando o pacote fontenc não tiver sido declarado. Documento 2. ou instalá-los. Os criadores sempre quando criam novos pacotes. Por exemplo. Cada pacote possui um manual com os comandos e suas funções.5. Obs: Nem todos os pacotes são compatíveis com qualquer versão do LaTeX. porém alguas vezes isso não é possível. section. é só copiar todos os arquivos do pacote e deixar no mesmo diretório em que seu documento está. É muito simples saber se seu sistema possui determinados pacotes. fontenc Permite que o LaTeX compreenda a acentuação feita direto pelo teclado. 2. tableofcontents. basta um pouco de curiosidade para descobrir a quantidade de recursos oferecidos pelo LaTeX. tentam deixá-los compatíveis com qualquer versão do LaTeX. o LaTeX lerá os arquivos deste pacote e gerará o documento no formato desejado. Quando o LaTeX está compilando o documento. O que fazer então? É só pegar os arquivos deste pacote e deixar no mesmo diretório do arquivo do trabalho. fancyhdr Para fazer cabeçalhos personalizados. Texto color Para usar cor no seu texto.Capítulo 2.2. imagine que você esteja escrevendo um trabalho e que ele deva seguir um determinado modelo que o congresso exija. Lembrando. É usado com o opcional [T1].Veja secção 6. Basta ler o manual do sistema e descobrir como trabalhar com pacotes. Há uma infinidade deles com as mais diferentes funções. amsfonts Define alguns estilos de letras para o ambiente matemático. mas não sabe se o sistema deste possui o pacote que seu documento precisa. babel Para traduzir nomes que aparecem em inglês na estrutura do documento. Provavelmente. não haverá problema algum. Ex: chapter.

Obs: Os comandos \\* e \\[medida] tem a mesma função do comando \\. Texto • \~{e} – ˜ e ¨ • \"{q} – q Outros tipos de acentos estão no apêndice C. Estes comando funciona somente para alguns estilos. O comando \pagebreak[num] força a quebra da página.3 Alinhamento Usando o ambiente center o texto poderá ser centralizado. Usando o comando \linebreak a linha é quebrada e a parte anterior ao comando fica justificada. observe que esta linha está quebrada após o uso das duas barras.3 2. Ex: observe que esta linha está\\ quebrada após o\\ uso das duas barras.2. isso não importa dado que sempre será contado apenas um independentemente da quantidade de espaços inseridos. como pode ser observado logo acima. Para passar para a linha abaixo da qual se está digitando coloque \\ e a linha será quebrada neste ponto. Universidade Federal Fluminense 8 TELE))) PET . onde 4 é o maior valor. O comando \indent adiciona uma largura igual ao tamanho da indentação do paragrafo normal e o comando \noindent retira a indentação do local onde ela deveria aparecer. Documento 2. 2.Capítulo 2. linha está Quando é usado o comando \newpage o texto passa para a próxima página. E com o ambiente flushright o texto é alinhado a direita. Ex: Esta linha está \linebreak justificada. Para ser fazer o próximo parágrafo basta pular uma linha ou utilizar o comando \par no lugar em que será iniciado o novo parágrafo. Com o ambiente flushleft o texto é alinhado a esquerda. impede a página de ser quebrada no local onde o comando foi colocado. O comando \nopagebreak[num] faz o inverso de pagebreak.2. onde o argumento opcional [num] é um valor inteiro de 1 a 4 que definem a prioridade do funcionamento do comando.porém acrescentando o espaço que está determinado entre colchetes. Já no LaTeX. Esta justificada.2. A diferença está no fato de que \\* impede que o texto mude de página na quebra daquela linha e que \\[medida] quebra a linha. O primeiro parágrafo será iniciado sem indentação.2 Sentenças e Parágrafos Estamos acostumados a visualizar o espaçamento entre palavras de acordo com o número de vezes em que apertamos a tecla de espaçamento. Veja as unidades de medida na secção 6. ou seja.

2. %.2.. { . que é o padrão.4 Símbolos especiais O LATEX possui 10 caracteres especiais com os quais são digitados comandos: ~. $.\ ..Para colocar o texto no tipo letra de máquina • \rmfamily .2. _ .6 Estilos de letras e Tamanhos As palavas podem ser colocadas em: \textbf{negrito} \textsf{sans serif} \textsl{slanted} \textsc{small caps} \texttt{letra de máquina} \textrm{romano} negrito sans serif slanted small caps letra de máquina romano A Os comandos \bf. } Para que alguns desses apareçam no texto. Texto \begin{center} texto \end{center} \begin{flushleft} texto \end{flushleft} \begin{flushright} texto \end{flushright} Obs: As linhas são apenas para facilitar a visualisação. 2. Basta usar os comandos: • \sffamily .Capítulo 2. ponha \ na frente. O texto inteiro também pode ter o tipo de letra diferente do romano.2. também podem ser usados e fazem parte do LTEX2.Para colocar o texto no romano Universidade Federal Fluminense 9 TELE))) PET .^. etc. \sf.5 Traços (-) Podem ser feitos três diferentes tamanhos de traços se digitados uma.Para colocar o texto no tipo sans serif • \ttfamily . duas ou três vezes ( .. Veja a tabela de símbolos no apêndice.) Ex: – — com com -com --- 2. texto texto texto 2. & . Documento 2.#.09. \it.

basta consultar os pacotes que estão instalados em seu computador.7 Prevenindo a quebra de palavras Pode acontecer quebra de alguma palavra na troca de linha ou página de forma errada. pois conforme o texto vai sendo digitado a disposição deste na tela pode mudar. Há também uma maneira de colocar as notas na margem da página. esta é a 2. A nota ficará na altura da linha de texto em que foi colocada. 2.2. Ex: Esta senteça tem uma nota\marginpar{esta .. Basta colocar o comando \marginpar{texto}. pois o LaTeX não utiliza a regra de hifenização das palavras em português.9 Fórmulas nota Nos textos podem ser inseridas fórmulas com os seguintes comandos: na margem • \(fórmula\) da página • $fórmula$ 1 esta é a nota do pé da página Universidade Federal Fluminense 10 TELE))) PET . Documento 2.2.2.Capítulo 2..página} na margem.. Mas é recomendável que só se faça este tipo de coisa quando tiver sido terminado o texto.. Obs: É possível que seu sistema possua outras fontes. 2.8 Notas As notas de pé de página são produzidas com o comando \footnote{texto} Ex: Esta frase tem uma nota no fim da página 1 . E os tamanhos podem ser: {\tiny{tamanho}} {\scriptsize{tamanho}} {\footnotesize{tamanho}} {\small{tamanho}} {\normalsize{tamanho}} {\large{tamanho}} {\Large{tamanho}} {\LARGE{tamanho}} {\huge{tamanho}} {\Huge{tamanho}} → → → → → → → → → → tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho Usando os comandos para fazer ambientes pode-se mudar o tamanho e a forma das palavras em vários paragráfos. Ex:\begin{huge}. Texto A partir do ponto onde estes comandos forem colocados é que será mudado o estilo da letra.\end{huge}.2. Para evitar isso use \mbox{palavra} Há também outra maneira: colocar no preâmbulo o comando \hyphenation{pa-la-vra} com a palavra dividida em sílabas da forma correta.

10 Comentário Utilizando o caracter % no início de uma linha do código fonte de documento o LaTeX ignora o que está escrito nela na hora de compilar. o LaTeX contém alguns comandos para dividir seu texto deixando-o mais organizado e com estrutura coerente.12 Resumo Um parágrafo com o título de resumo pode ser feito usando o ambiente abstract. 2. Ele só é válido nos estilos report e article. Ex: % este é o comentário no código fonte 2. São eles: \part{parte} \chapter{capítulo} \section{secção} \subsection{sub-secção} Universidade Federal Fluminense 11 TELE))) PET .2.2. 2. 2. Texto • \begin{math}fórmula\end{math} A maneira como se faz as fórmulas e o resultado do uso de cada comando será vista mais adiante no capítulo 3. Esse caracter é considerado um marcador de comentário. sem precisar usar os comandos citados acima.2.Capítulo 2.2. Neste ambiente há a liberdade de montar a capa a maneira desejada.2. Documento 2.11 Título do documento \title{título} \author{autor} \date{data} -> este é opcional. para que o autor dê uma breve explicação sobre o documento.13 Secções Em textos um pouco mais longos podem haver varias secções. Geralmente ele é colocado na página de título ou página separada. Então. se não usar é colocada a data atual \begin{document} \maketitle É feito com os seguintes comandos: Caso tenha mais que um autor pode ser colocado da seguinte forma: \author{primeiro \and segundo} Outra maneira de se fazer o título é usando o ambiente titlepage que é colocado após o ambiente document.

"O importante é não parar de questionar. usa-se: \begin{itemize} \item primeiro item \item segundo item \item terceiro item \end{itemize} – primeiro item – segundo item – terceiro item Universidade Federal Fluminense 12 TELE))) PET . Uma pessoa não pode deixar de se sentir reverente ao contemplar os mistérios da eternidade.2.15 Listas Na hora de se construir itens é que pode-se perceber uma das grandes facilidades proporcionadas pelo LaTeX. pois há comandos próprios pra isso. A curiosidade tem sua própria razão para existir. Para listas: • Somente com marcação. Obs: Os comandos part e chapter só podem ser usados com os estilos report ou book. Nunca perca uma sagrada curiosidade". devido a sua identação. da vida.14 Identação Para facilitar a leitura de algumas sentenças é necessário que as enfatize. Documento 2. Também pode ser usado o comando: \begin{quotation} sentença que está enfatizada \end{quotation} A diferença do anterior deste é que o último permite que seja enfatizado vários paragráfos.Capítulo 2. Mas colocando um asterisco após o comando não ocorre a numeração Ex: \section*{secção}.2. 2. o que é feito através do ambiente: \begin{quote} sentença que está enfatizada \end{quote} Ex: Esta é uma das célebres frases de um dos maiores cientistas do século passado: Albert Einstein. Texto \subsubsection{sub-sub-secção} \paragraph{parágrafo} \subparagraph{subparágrafo} Todas essa partes e sub-partes são numeradas seguindo uma estrutura lógica.2. Basta que a pessoa tente apenas compreender um pouco mais desse mistério a cada dia. da maravilhosa estrutura da realidade. 2.

† . ♦ . terceiro item item descrição deste item descrição deste 2. primeiro item 2. segundo item 3.Eles são colocados assim: \item[comando do simbolo] texto.2. Note que deve ser usado \\ para pular linhas... \begin{verse}\index{verse} .. Veja como fazer estes símbolos no apêndice B. \end{verse} . ♠ . Texto São permitidos colocar alguns símbolos para fazer um marcador personalizado no item. \end{itemize} • Listas numeradas usa-se: \begin{enumerate} \item primeiro item \item segundo item \item terceiro item \end{enumerate} • Para listas com descrição é usado: \begin{description} \item[item] descrição deste \item[item] descrição deste \end{description} 1. § . Universidade Federal Fluminense 13 TELE))) PET .. como: ♥ .. Nosso céu tem mais estrelas Nossas várzeas têm mais flores Nossos bosques têm mais vida Nossa vida mais amores .2.16 Versos Para fazer a construção de um verso basta usar o ambiente: \begin{verse} verso \end{verse} Ex: Esta é a parte de uma poesia de Gonçalves Dias.Capítulo 2... . Note também a forma como acontece a quebra da frase que não cabe na mesma linha.. \item[$\clubsuit$]item com marcador personalizado. \begin{itemize} ♣ item com marcador personalizado. \\ Nosso céu tem mais estrelas\\ Nossas várzeas têm mais flores\\ Nossos bosques têm mais vida\\ Nossa vida mais amores\\ . Documento 2.

Ex: texto \verb+{|@#$%+ texto. que também são usados para fazer comando em LaTeX. você verá: texto {|@#$% texto. em vez dos espaços em branco será colocado o símbolo: .18 Textos pré-formatados O LaTeX também permite que seja digitado algo da mesma forma que deverá apareçer na tela ou trechos de texto que possuem muitos caracteres.2. onde este sinal de igual pode ser substituido por qualquer coisa desde de que não seja espaço. Isto é muito útil na hora de digitar textos na forma de uma linguagem de programação por possuir muitos caracteres. 2. Ex: \c{o} = o ¸ \S = § \copyright = c Veja mais símbolos nos apêndices. até mesmo os espaços são colocados da mesma forma. Dentro desse ambiente pode ser digitado qualquer coisa. Usando o ambiente. Se for usado verbatim ou \verb seguido de um asterisco. Universidade Federal Fluminense 14 TELE))) PET .2. mas para que ele continue na mesma linha em que está sendo digitado.2. Texto 2. asterisco ou letras. seu texto ficará evidenciado em uma linha a parte.17 Símbolos Alguns símbolos e caracteres de língua estrangeira podem ser gerados com o LaTeX. Documento 2. Isso é feito com o ambiente verbatim. Ex: \verb*=a b c d= a b c d É importante lembrar que dentro do ambiente verbatim o comando que você colocar não será considerado. use o comando \verb= seu texto = .Capítulo 2.

Capítulo 3 O ambiente matemático
3.1 Onde fica a fórmula ?

As fórmulas matemáticas podem ser digitadas tanto no meio de um texto ou em destaque: • No meio do texto:

Segundo a equação: $a^{2}= b^{2}+c^{2}$ concluímos que...

Segundo a equação: a2 = b2 + c2 concluímos que...

Tem que ser usado $...$ para que a equação apareça no meio do texto. Além disso, podem ser usados: \( fórmula \) ou \begin{math} fórmula \end{math} • Em destaque:

Segundo a equação: \begin{equation} a^{2}= b^{2}+c^{2} \end{equation} podemos concluir que...

Segundo a equação: a 2 = b2 + c2 podemos concluir que... (3.1)

Outra maneira para fazer a equação apareçer em destaque é usando os ambiente: \[ fórmula \] ou \begin{displaymath} fórmula \end{displaymath} Neste modo a equação é numerada automaticamente de acordo com a secção. para que isso não aconteça use o comando \nonumber dentro do ambiente.

15

Capítulo 3. O ambiente matemático

3.2. Construindo fórmulas

3.2
3.2.1

Construindo fórmulas
Sobescritos e Sobrescritos

Sobrescrito – É feito usando: b^{e} onde b é a base e e o expoente. Ex: 2^{5} → 25 Sobescritos – É feito usando: b_{i} onde b é a base e i o índice. Ex: 2_{5} → 25

3.2.2

Frações

Podem ser feita usando: • / Ex: (a+b)/2→ (a + b)/2 • \frac{numerador}{denominador} Ex:\frac{a+b}{2}→ a+b 2

√ São feitas usando: \sqrt[]{} Ex:\sqrt[3]{8} → 3 8 Se for omitido o termo [ ] automaticamente a raíz será quadrada.

3.2.3

Raízes

3.2.4

Símbolos matemáticos

O LaTeX possui vários símbolos para montar fórmulas como integrais, somatórios, letras especiais etc... Ex: \int→ \exists→ ∃ \infty→ ∞ Veja mais no apêndice B.

3.2.5

Funções

O LaTeX também possui símbolos de funções. Ex: \log10 → log 10 \sin60 → sin 60 Veja como usar sobescritos em algumas funções como limite e somatório.

Universidade Federal Fluminense

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TELE))) PET

Capítulo 3. O ambiente matemático

3.2. Construindo fórmulas

\[ \lim_{x\rightarrow\infty} \frac{x^{3}}{e^{x}} \]

x3 x→∞ ex lim

\[ \sum_{n=0}^{\infty} a_{n}^{2} \] $\sum_{n=0}^{\infty} a_{n}^{2}$
∞ n=0

a2 n
n=0

a2 n

Os intervalos são colocados da mesma forma que se põe sobre e sobescritos. E repare na diferença da disposição dos intervalos quando é usado fórmula em destaque e no meio do texto. Ex: \[ f(t)= \frac{A}{2} + \frac{jA}{2 \pi } \sum_{\stackrel{-\infty}{n \neq 0}}^{\infty} \frac{1}{n} \, e^{jn2\pi t} \] A jA f (t) = + 2 2π No apêndice B há uma lista com as funções.

n=0

−∞

1 jn2πt e n

3.2.6

Array

É um ambiente que separa os itens em linhas e colunas. A posição do item em relação à sua coluna é especificado por uma simples letra (c-centro, r- direita, l-esquerda). As linhas são separadas usando \\ e as colunas com o simbolo &. Após a última coluna não deve ser colocado &. Também não deve se esquecer de colocar algo para indicar que é um ambiente matemático. Ex 1: \begin{equation} \begin{array}{lr} x & y \\ z & w \\ \end{array} \end{equation} Ex 2: x y z w

(3.2)

Universidade Federal Fluminense

17

TELE))) PET

sen \frac{n \pi x}{2}\.dx = \left \{ \begin{array}{cc} 0.Capítulo 3. \end{equation} nπx mπx sen dx = 2 2 −L Através dos seguintes comandos opcionais: sen L 0. m = n 1. chaves e colchetes. Ex 3: \[ x x \begin{array}[t]{c} x− a − y a\\ b b \end{array} \begin{array}[b]{c} x\\ y \end{array} \] 3. Deve ser lembrado que estes são comandos opcionais. Fazendo a combinação destes símbolos com o ambiente array podem ser construídas as matrizes. Construindo fórmulas \begin{equation} \int_{-L}^{L} sen \frac{m \pi x}{2}\. O ambiente matemático 3.3) t A linha do topo do array se mantém na mesma altura da linha do texto anterior e posterior. b A linha debaixo do array se mantém na mesma altura da linha do texto anterior e posterior. logo devem ser colocados entre colchetes. & m = n \\ \end{array} \right. Vamos ver um exemplo para que fique mais claro. & m \neq n \\ 1. Ex: \[ \left( x \begin{array}{c} y x\\ y \end{array} \right) \] Universidade Federal Fluminense 18 TELE))) PET . m = n (3. É usado \left para a limitar parte esquerda e \right para a parte direita.7 Delimitadores São símbolos que limitam a expressão como parentêses.2.2.

E também no uso de \nonumber. ) .4) No lugar de ( . poderiamos ter colocado: { . chamado de equanarray .dx &=& a_{0} \int_{-L}^{L}dx + \sum_{m=1}^{\infty} a_{m} \int_{-L}^{L} cos \frac{m \pi x}{2}\. Quando um ponto ( .6) Repare no espaço em branco na última linha entre os & e o resultado disso. Para que nenhuma equação seja numerada é só usar o ambiente {eqnarray*}.2. Também são usados & e \\ com a opção de usar \nonumber para não numerar as fórmulas e de deixar de usar os argumentos c. ] . |. dx \end{eqnarray*} Universidade Federal Fluminense 19 TELE))) PET .r. observe o uso disto na equação 3.no exemplo acima.2. Ex 2: \begin{eqnarray*} \int_{-L}^{L} f(x)\. dx \\ &+& \sum_{m=1}^{\infty} b_{m} \int_{-L}^{L} sen \frac{m \pi x}{2}\.5) (3.l. Ex 1: \begin{eqnarray} x & = & m + n + y & = & z + w + x & & p + n \end{eqnarray} p \\ u \nonumber \\ x = m+n+p y = z+w+u x p+n (3. } [ .Capítulo 3. ) for usado ápós left ou right não aparecerá delimitador.3 3. Construindo fórmulas Ex: \begin{equation} \frac{d}{dt}\left ( \begin{array}{c} u \\ v \end{array} \right) = \left ( \begin{array}{cc} -1 & -2 \\ 0 & -1 \\ \end{array} \right ) \left ( \begin{array}{c} u \\ v \end{array} \right) \end{equation} d dt u v −1 −2 0 −1 u v = (3. O ambiente matemático 3.8 Fórmulas em várias linhas É uma combinação do ambiente array com o ambiente matemático de equação.

a segunda (\ref{sub2}) 3.7a) (3. No preâmbulo deve ser colocado: \usepackage{subeqnarray} E lugar do ambiente eqnarray use subeqnarray.Capítulo 3. 3. Porém. se o usuário desejar usar a mesma referência para todas as equações é só utilizar o pacote chamado subeqnarray.2. O ambiente matemático 3.9 Linhas Com o comando \overline{fórmula} é criada uma linha acima de uma fórmula e com \underline{fórmula} um linha abaixo da fórmula.2. Também podem ser feitas outros tipos diferentes de linhas usando: \overbrace{xyz} → xyz \underbrace{xyz}→ xyz \widetilde{xyz}→ xyz \widehat{xyz}→ xyz − − \overleftarrow{xyz}→ ← xyz − → \overrightarrow{xyz}→ − xyz \overline{xyz}→ xyz Há também a possibilidade de se colocar sobre e sobescritos fazendo: a \overbrace{xyz}^{a} → xyz Universidade Federal Fluminense 20 TELE))) PET . Construindo fórmulas L L ∞ L f (x) dx = a0 −L ∞ −L dx + m=1 L am −L cos mπx dx 2 + m=1 bm −L sen mπx dx 2 Como visto anteriormente. Ex: \begin{subeqnarray}\label{eq:sub} \slabel{sub1} a^2& =& b^2 + c^2\\ \slabel{sub2} a &=& b .5 \end{subeqnarray} Faz: a 2 = b2 + c2 a = b−5 (3. cada equação recebe uma diferente referência.7b) A primeira equação possui o número (\ref{sub1}) 3.7a.7. Já se quisermos nos referir ao conjunto de equações é só usar (\ref{eq:sub}) 3.7b.

grande espaço \! espaço negativo(backspace) Universidade Federal Fluminense 21 TELE))) PET . Construindo fórmulas Ex: (A · B) + (A + D) = (A · B) · (A + D) = (A · B) · (A + D) = (A · B · A) · (A · B · D) = A · B · D \begin{eqnarray*} \overline{\overline{(\overline{A} \cdot B)} + \overline{(A + \overline{D})}} &=& \\ \overline{\overline{(\overline{A} \cdot B)}} \cdot \overline{\overline{(A + \overline{D})}} &=& \\ (\overline{A} \cdot B) \cdot (A + \overline{D}) &=& \\ (\overline{A} \cdot B \cdot A) \cdot (\overline{A} \cdot \overline{B} \cdot \overline{D}) &=& \overline{A} \cdot B \cdot \overline{D} \end{eqnarray*} o comando \underline serve para sublinhar e também pode ser usado sem a necessidade de estar em um ambiente matemático.2.Capítulo 3.11 O comando phantom Este comado é bastante útil quando for desejável escrever algo alinhado em sob e sobrescritos.2.2.2. pequeno espaço \: médio espaço \. Ex:\underline{palavra} palavra 3.10 Empilhando Usando o comando \stackrel é possível colocar um símbolo ou texto acima de outro. \stackrel{símbolo acima}{símbolo abaixo}. O ambiente matemático 3. mas como alguns autores gostam de mudar isso há alguns comandos especiais de espaçamento: \. quando é usado o comando phantom. Ex: U_{ij}^{\phantom{i}n} −→ Uijn n U_{ij}^{n} −→ Uij Note o alinhamento da letra n com as letras i e j. 3. 239 ∗ 24min 293 ∗ 92 U −→ 93 N p 0 −1 β Ex: + $_{92}^{239}U^{*} _{-1}^{0}\beta $ \stackrel{24 min}{\longrightarrow} _{93}^{293}Np^{*} + 3.12 Espaçamento nas fórmulas No modo matemático o TeX ignora os espaços dados colocando o espaço que convêm a ele.

3.2. . é opcional. Este comando pode ser colocado em qualquer parte do seu documento.. etc..dx. Ex: ydx é visto como o produto de três variáveis pelo TEX. section. lei. \begin{ambiente}[Lenz] O sentido da corrente. pois geralmente o TEX confunde a estrutura lógica. Em primeiro lugar através deve ser feita uma declaração com o comando: \newtheorem{ambiente}{título}[numeração]. raízes e quocientes. onde ambiente é um nome qualquer que pode ser dado para posterior uso como o ambiente. axioma. Universidade Federal Fluminense 22 TELE))) PET . mas como nem tudo é perfeito deve-se ficar atento quando houver símbolos de integral. 3. \end{ambiente} Lei 3.1 (Lenz) O sentido da corrente induzida é aquele que produz um fluxo magnético que se opõe à variação do fluxo magnético que lhe deu origem.Capítulo 3.2.. e numeração é a seqüência da numeração que este ambiente irá receber como chapter. .13 Teoremas Geralmente um texto matemático possui teoremas. Construindo fórmulas É bom deixar o TEX colocar o espaço que ele quer. Em seguida deve ser usado o ambiente com o nome escolhido para escrever o texto. O ambiente matemático 3..14 Tipos especiais de letras Dentro do ambiente matemático também há a possibilidade de se mudar os tipos de letras da seguinte forma: $\mathrm{X Y Z}$ → XYZ $\mathcal{X Y Z}$ → X YZ $\mathbf{X Y Z}$ → XYZ $\mathsf{X Y Z}$ → XYZ $\mathtt{X Y Z}$ → XYZ $\mathit{X Y Z}$ → XYZ $\mathbb{N I Z Q}$ → NIZQ. título é uma denominação que irá aparecer como: teorema. proposições e etc. origem.2. Para isso o LaTeX tem um comando que define um ambiente com este tipo de estrutura. A numeração seguirá a mesma seqüência quando for usado novamente o mesmo ambiente. derivada. logo quando digitar isso coloque espaço para que se compreenda que é uma derivada y dx → y\. \begin{ambiente}[nome do teorema] texto \end{ambiente} Ex: \newtheorem{ambiente}{Lei} [chapter] .

2. Para isso basta colocar este comando \usepackage{amsfonts} no preâmbulo. Universidade Federal Fluminense 23 TELE))) PET . Construindo fórmulas Este precisa do pacote amsfonts.Capítulo 3. O ambiente matemático 3.

Ex: isto é um exemplo. a linha comecará a partir do segundo marcador \=. 4. Na linha de baixo.. ou seja.. \\ palavra \> onde começa \= a próxima \\ na última linha ? \> \> palavra \\ na última linha ? \end{tabbing} Note o uso do \> É importante lembrar que o TEX considera um ou mais espaços como um único espaço.1 Tabbing Neste ambiente você alinha as colunas através de marcações inserindo \= para indicá-las. portanto vamos ver um exemplo de erro muito comum cometido neste ambiente: \begin{tabbing} coluna coluna grande \end{tabbing} \= curta \\ \> maior que curta coluna curta coluna grandeque curta maior 24 . • O TEX determina automaticamente a altura e largura da tabela. e Tabular pode ser usado em qualquer modo (matemático. • O TEX inicia uma nova página no meio do tabbing mas não no meio do tabular. Já para relacionar com segunda a coluna. põe-se \> duas vezes. texto . enquanto no tabbing isso é decretado pelo usuário. \begin{tabbing} onde começa a próxima isto é \= um exemplo. mas há algumas diferenças entre eles: • O ambiente tabbing pode ser usado somente no modo de texto.Capítulo 4 Tabelas Os ambientes tabbing e tabular são os que permitem alinhar o texto em colunas.). põe-se \> para indicar que está relacionada com a primeira coluna.

• As barras verticais (|) separando c. Tabular Pode ser visto que "maior que curta" ficou por cima de "grande". no entanto não apareça na tela. l e r são para fazer linhas verticais na tabela. jan fev mai jun set out mar abr jul ago nov dez A largura da coluna pode ser determinada utilizando o comando p{medida}. Tabelas 4. \begin{tabular}{|c|l|rc|} \hline jan & fev & mar & abr \\ \hline mai & jun & jul & ago \\ \cline{1-1} \cline{3-4} set & out & nov & dez \\ \hline \hline \end{tabular} • As letras c. Por que será. Vamos ver um exemplo para entender os comandos. • \hline É para fazer linhas horizontais ao longo da tabela. l ou r Ex: Universidade Federal Fluminense 25 TELE))) PET . \\ Indica o início de uma nova linha na tabela. ele deve ser colocado no lugar das letras c. esquerda e direita respectivamente (center.Capítulo 4. Uma dica para evitar que isso ocorra é: colocar a palavra que é maior na primeira linha e elimine-a usando \kill.2 Tabular Este é semelhante ao array só diferindo pelo fato de poder ser usado em qualquer modo.2. left e right). Isto indica a posição do texto em relação a célula. • \cline{coli-colj} Faz linhas horizontais apenas entre as colunas i e j. Ex: \begin{tabbing} coluna curta coluna grande \= maior que curta \kill coluna grande maior que curta coluna \> curta \\ coluna grande \> maior que curta \end{tabbing} 4. já que foi dado espaço suficiente na linha de cima? Recordando: não importa quantos espaços sejam dados. Este comando faz com que a linha seja considerada na compilação. só será considerado um. Repetindo várias vezes os mesmos comandos ( | e \hline) seguidamente formam-se várias linhas. l e r significam centro. • • & Divide os elementos de cada linha. não apenas matemático.

b. p. é preciso que se saiba o número máximo de colunas que ela terá para colocá-las no argumento situado após tabular.Ficará na parte inferior da página. porém o ambiente tabular não permite que a tabela seja quebrada de acordo com a página. para a construção de uma tabela. pode ser que o LaTeX não o aceite por motivos estéticos. t.Capítulo 4. ou seja. pos é a posição que ficará o texto (r l c) e item é o texto que será digitado. Tabelas 4. isso não acontece nesta coluna ! col 2 Há também a possibilidade de se montar uma tabela com multicolunas. ela será colocada pelo LaTeX no local de melhor visualisação quando o ambiente tabular é colocado dentro do ambiente table. Conforme o comando citado acima. 4. Para definir o local da página em que a tabela ficará situada pode-se colocar: h.Ficará em página separada.Ficará na parte superior da página. O pacote longtable permite que isso seja feito através do ambiente longtable que deve ser usado no lugar de tabular. Vamos ver o que significa isso na prática. Neste caso não é nescessário utilizar o ambiente table para tornar Universidade Federal Fluminense 26 TELE))) PET . Tabular col 1 col 1 col 2 col 2 coluna com 3 cm podemos colocar um frase nesta coluna e ela será quebrada quando o tamanho for maior que 3 cm. Primeiro. uma célula grande pode ser construída com o agrupamento de células vizinhas em uma linha.Ficará onde foi digitado.1 Tabelas Longas Algumas vezes pode haver a nescessidade de se usar grandes tabelas que ocupam mais que uma página. Ex: \begin{table}[b] \begin{tabular}{} tabela \end{tabular} \end{table} Entretanto. Ex: \begin{tabular}{|l|ll|} \hline segunda & \multicolumn{2}{|c|}{terça}\\ \hline 10 & 15 & 20 \\ segunda terça 15 & 10 & 25 \\ \hline \end{tabular} 10 15 20 15 10 25 A tabela é transformada em elemento flutuante. É o mesmo que construir uma tabela dentro da outra. n é o número de colunas da tabela inteira que a multicoluna irá ocupar.2. É feito com o comando \multicolumn{n}{pos}{item}.2. ou seja.

Tabular a tabela em um elemnto flutuante. .2. . Tabelas 4. & & \\ \hline \caption{Tabela Longa} \end{longtable} Universidade Federal Fluminense 27 TELE))) PET . E os comandos do ambiente longtable são os mesmos do tabular.Capítulo 4. Lembre-se que deve-se inserir o pacote no preâmbulo \usepackage{longtable} Ex: \begin{longtable}{|c|c|} \hline & & \\ .

na primeira ele guarda a informação em um arquivo auxiliar e na segunda ele vai até este arquivo buscar esta informação e colocar no documento. tab:(tabela). a referência estará errada. inclusão de outros arquivos e figuras. Conforme for sendo acrescentada mais referências será preciso rodar o LaTeX mais de uma vez para que ele atualize a lista. citação. etc.} para referência de páginas.1 que é a equação de Pitágoras. pois caso seja acrescentada futuramente outra equação antes dessa seu número não será 10..1) 28 . Também pode ser usado \pagref{. (5. Logo.. Ex: \begin{equation} a^{2}+ b^{2}=c^{2} \label{Eq:pitágoras} \end{equation} Consulte a \ref{Eq:pitágoras} que é a equação de Pitágoras.. teo:(teorema). 5. E para referênciar partes do documento como capítulos e secções basta fazer o mesmo que é feito com a equação. sumário. bibliografia. secções. mas sim 11. Por exemplo.. É preciso compilar o LaTeX duas vezes.. fig:(figura). Uma dica para não se perder com a quantidade de códigos diferentes é na hora de colocar referência identificá-la com: eq:(equação). Para que não aconteça isso pode-se criar um código para aquela equação com o comando \label{código} e referenciá-la com o comando \ref{código}.. escrevendo diretamente : "consulte a equação 10" pode ocorrer um problema..1 Referência cruzada Um dos motivos para as figuras. equações e tabelas serem numeradas é para posterior referência delas no texto. a 2 + b2 = c2 Consulte a 5.Capítulo 5 Movendo informações Neste capítulo será visto como trabalhar com informações no documento através de referência cruzada. Ex: \section{Referência cruzada \label{sec:rc}}.

. %\include{introducao} . %. \include{capa} .Capítulo 5... Isto facilita a localização de erros.e que no final seja reunido novamente.. Movendo informações 5. Obs: Os arquivos que serão inseridos no documento não devem ter os comandos que aparecem no preâmbulo. o arquivo é inserido no meio da página onde foi colocado. ref é o código de referência do livro e livro são os dados do livro. ao contrário do \include que inicia uma nova página. O LaTeX faz automaticamente o ajuste de numeração na hora em que reúne os arquivos. para isso basta colocar o símbolo de comentário. Universidade Federal Fluminense 29 TELE))) PET . . BibTeX A outra maneira é através do utilitário BibTeX.2. \begin{thebibliography}{n} \bibitem{ref}{Livro} \end{thebibliography} Onde n é o número máximo de itens de referência que terá o documento.capa} . e só será compilado aquela parte que está sem o símbolo. . %\include{formatacao} . como feito no exemplo acima.. Ele permite que sejam montados dados bibliográficos para posterior uso em seus documentos. para que o tempo de processamento seja menor. Isso é feito da seguinte forma: \includeonly{lista de arquivos separados por vígula sem . Dividindo o arquivo 5.2 Dividindo o arquivo Quando o arquivo fica muito grande é importante que ele seja dividido em arquivos menores. 5. Este ambiente deve ser colocado no final do documento.formatacao.3 Bibliografia Uma das maneiras de fazer a bibliografia é utilizar o ambiente : thebibliography.tex na ordem desejada dentro do ambiente \textit{document}} Ex: \includeonly{introducao. Usando \input no lugar de \include.. nem \begin e \end{document}.tex no preâmbulo} \include{arquivo sem . Outra vantagem de separar os arquivos é que a compilação pode ser feita separadamente para cada parte do documento. E cada referência começa com \bibitem{livro} e o comando \cite{livro} faz as referências no meio do documento.

PUBLISHER = "Editora".. Os principais campos que devem ser preenchidos são: author Autor title Título year Ano publisher Editora address Endereço (cidade.. Movendo informações 5.bib na mesma pasta onde está o documento. Como fazer: • Primeiramente deve-se escrever um arquivo (é importante ressaltar que este é um arquivo separado do documento principal) contendo os dados bibliográficos baseado nos tipos pré-definidos pelo LaTeX. mas em vez de digitar a lista diretamente no documento. Salve este arquivo com extensão . Tipo@{código de referência. . Quando o documento é compilado pelo latex é criado um arquivo com extensão .aux que contém todas as informações de referência cruzada.Capítulo 5. A próxima vez em que o documento for compilado pelo latex o comando \bibliography lê o arquivo *. Bibliografia É usado \cite para citações no meio do texto. YEAR = "Ano" } Geralmente as interfaces gráficas disponíveis para o trabalho com o LaTeX. book Um livro. Quando seu documento tiver os comandos \bibliography e \bibliographystyle. etc. . TITLE = " Título ". manual Documento técnico. Universidade Federal Fluminense 30 TELE))) PET . este arquivo *. todas essas imformações são lidas e é criado um novo arquivo com extensão . já dispolibilizam opções em uma forma completa..bbl contendo os comandos que produziram a lista.). Os principais são: article São os artigos de jornais ou revistas. vamos ver como o LaTeX e o BibTeX interagem.bbl e gera a lista bibliográfica. ADDRESS = "Endereço". .). estado.. Consulte a referência [1] para encontrar mais tipos. é usado o comando \bibliography{nome} com o nome dos arquivos que contém o banco de dados. Em seguida quando o documento é compilado pelo bibtex. Consulte o manual do seu editor.aux guardará as informações de citações e argumentos deste comando. AUTHOR= "nome". cabendo ao usuário somente o preenchimento dos campos. inbook Parte de um livro (capítulo.3. páginas. Antes de saber com fazer isso.

year ={2004} } O arquivo é então salvo na mesma pasta com um nome qualquer e extensão .bibtex - Universidade Federal Fluminense 31 TELE))) PET . sem precisar de serem citadas no texto use o comando: \nocite{nome dos códigos separados por vírgula}. \begin{document} . mas vem com nomes abreviados.bib É inserido no preâmbulo o documento o comando: \bibliographystyle{estilo}. Ex: livros.bib. author = {Programa Especial de Treinamento}. As entradas são colocadas em ordem alfabética. \bibliography{livros} \end{document} Feito isso. Obs: Só apareçerão na lista bibligráfica as referências que foram citadas. para que elas apareçam na lista. Os estilos podem ser: plain É o mais usado. address = {Niterói . title ={Apostila de \LaTeX}. unsrt As entradas aparecem na ordem de citação no meio do texto. publisher = {Universidade Federal Fluminense}.bib} no local onde deverá apareçer a bibliografia. abbrv Semelhantes aos anteriores. E no fim do documento o comando: \bibliography{arquivo sem . .3. em seguida o bibtex e o latex novamente. • Para gerar a bibliografia deve-se compilar o latex.Rio de Janeiro. Por exemplo: É criado um arquivo contendo a descriçao da referência. Bibliografia • Insira o comando \bibliographystyle{estilo} no preâmbulo do documento e o comando \bibliography{arquivo sem .bib}. como feito abaixo: @book{ apos:tex. é só rodar o latex .Capítulo 5. Movendo informações 5. Ex: \bibliographystyle{plain} .

Movendo informações 5. Porém. Figura 5. a nescessidade de inclusão de figuras com extensões diferentes era grande. então. É usado o ambiente figure para poder tornar a figura um elemento flutuante.. dar um título à figura e usar um código para referência. • angle Rotaciona a figura no sentido horário. a extensão de figura que o LaTeX aceitava era somente: EPS (Encapsulated PostScript).eps. por ser mais usada. \begin{figure}[argumento de posição como no table] \includegraphics[medidas]{nome do arquivo}\\ \caption{título da figura}\label{código de referência} \end{figure} As medidas são os parâmetros: • width Largura. Inicialmente. angle=30]{grafico.1: Gráfico \usepackage{graphicx} .Capítulo 5. Figuras 5.4. • height Altura. \begin{document} . \begin{figure}[h] \centering % este comando é usado para centralizar a figura \includegraphics[width=4cm. • scale Muda a escala da figura.. alguns usuários do LaTeX criaram pacotes que permitiam a inserção de outros formatos de figuras além do ..jpg}\\ \caption{Gráfico}\label{fig:exem} \end{figure} Universidade Federal Fluminense 32 TELE))) PET . height=6cm.4 Figuras Para inserir figuras deve-se colocar no preâmbulo o pacote graphicx e depois usar o comando que permite inserir figura..

.4. Para fazer isso. .pdf. Deve-se conferir se seu sistema oferece este recurso.dvi Supondo que o nome do arquivo seja documento..Capítulo 5.jpg}}} \caption{Conjunto de figuras}\label{fig:conj} \end{figure} Universidade Federal Fluminense 33 TELE))) PET .jpg}} \center{\subfigure[Terceira\label{fig:ter}]{\includegraphics{fig3.jpg. 5.png. Para transformá-lo em gráfico.pdf ao invés de .jpg em .pdf Para inserir figuras neste formato deve-se em primeiro lugar inserir comando dvipdfm como argumento opcional da classe do documento. .bb (bounding box). .pdf) para o formato .bb basta abrir o Command Prompt e digitar: ebb grafico. neste caso o documento não poderá ser compilado com o latex e sim com o pdflatex.bb.dvi.jpg. Figuras Figuras . abra o Command Prompt e digite: dvipdfm documento.jpg}} \subfigure[Segunda\label{fig:seg}]{\includegraphics{fig2.jpg. Ex: \usepackage[pdftex]{graphicx} . Obs: A figura não aparecerá no documento ..png. Ex: \begin{figure}[h] \subfigure[Primeira\label{fig:pri}]{\includegraphics{fig1.jpg Isto transforma o arquivo de . Movendo informações 5. Antes de qualquer coisa deve-se declarar no preâmbuo o comando: \usepackage{subfigure} Veja o exemplo abaixo para entender o uso do comando. Figuras .pdf.pdf Se o pacote graphicx for usado com o opcional [pdftex] fica possível inserir figuras no formato *.dvi.pdf}\\ \caption{Gráfico}\label{fig:exem} \end{figure} Compilando com o pdftlatex é gerado diretamente o documento no formato .4. \documentclass[dvipdfm]{report} Para inserir a figura é necessário transformá-la do formato original (.. Como fazer? Suponha que o nome da arquivo seja grafico. \begin{document} . \begin{figure}[h] \centering \includegraphics{grafico.1 Subfiguras Existe um pacote chamado subfigure que permite o ambiente figure possuir mais que uma figura.. É preciso que se transforme-o em .

secção é o título secção. Veja: 2. que deve ser colocado logo após \begin{document}. assim como seu código de referência.. e o sumário é gerado automaticamente. Sumário (a) Primeira (b) Segunda (c) Terceira Figura 5. capítulo e nome é o nome que apareçerá na lista.5.7). quando é colocado o nome da secção com asterisco: \section*. facilmente.2(c) \ref{fig:ter} esta dentro do comando \center para ficar centralizada.13) é possível que ela apareça no sumário usando o comando \addcontntsline{arquivo}{secção}{nome}. pode ser o mesmo título. Ex: Universidade Federal Fluminense 34 TELE))) PET .. figura ou tabela sem a numeração (por exemplo. 5.2.2: Conjunto de figuras O título de cada uma das figuras 5. \begin{document} \tableofcontents . Caso haja alguma secção. A terceira figura 5. através de um único comando: \tableofcontents.. Movendo informações 5. Ex: .2 \ref{fig:conj} é colocado entre colchetes.5 Sumário O sumário é feito. onde arquivo é a extensão da lista que deverá entrar (veja 5..Capítulo 5..

Movendo informações 5. 32 \subsubitem color 45 \indexspace \item article 15 Faz babel 14 Color 44 \textcolor 56. O comando \indexspace faz um espaço vertical entre as entradas. E no local onde deverá aparecer o índice ponha o comando: \printindex. 5. O ponto de exclamação serve para separar as entradas das subentradas. Subentradas também podem ser geradas da seguinte forma: \index{item!item!item}. respectivamente.6 Índice Uma das maneiras de produzir o indice remissivo é utilizando o ambiente theindex onde cada entrada é feita usando \item. Índice \tableofcontents . Ex: \item babel 14 \item Color 44 \subitem \verb=\=textcolor 56.. Ex: Universidade Federal Fluminense 35 TELE))) PET . onde item é a palavra que aparecerá no índice (entrada). \addcontentsline{toc}{chapter}{Prefácio} Os comandos \listoffigures e \listoftables geram um lista de figuras e lista de tabelas. Este ambiente produz o índice em duas colunas.6. a subentrada usando \subitem e a subsubentrada usando \subsubitem.. É preciso compilar o arquivo duas vezes para que seja visualizado o sumário a cada mudança. Para marcar os itens que apareceram no índice use o comando: \index{item}. Isso faz aparecer o item ao lado da página onde ele está localizado. Primeiro coloque no preâmbulo o pacote makeidx e o comando \makeindex.Capítulo 5. 32 color 45 article 15 O índice remissivo também pode ser criado facilmente da seguinte forma: O programa MakeIndex Este é um programa que faz índice em um documento gerado pelo LaTeX.

7 Color \textcolor color. • E compilar pelo latex novamente. \index{Classe!book!article} \printindex \end{document} Usando o exemplo acima.idx para que ele gere um novo arquivo com extensão .tex Este é o arquivo principal.7 Tipos de arquivos Quando o documento é compilado.. • Em seguida compilar pelo makeindex com o nome do arquivo com extensão . 12 Classe book report.oneside]{article} \usepackage[T1]{fontenc} \usepackage[brazil]{babel} \usepackage{makeidx} \makeindex \begin{document} . Movendo informações 5. . É o arquivo independente de dispositivo (device independent). 5..12pt. 30 Para gerar o índice é preciso: • Compilar o documento pelo latex para que ele gere um arquivo com extensão ..ind. Universidade Federal Fluminense 36 TELE))) PET ..dvi Este é o arquivo pronto para ser visualizado e transformado em ps para imprimir.Capítulo 5. A lista abaixo dá uma breve explicação do significado de cada extensão de arquivo... na impressão deverá aparecer no índice remissivo o seguinte: babel. \index{Color!\verb=\=textcolor!color} . vários arquivos serão criados com o mesmo nome do documento.idx.7. Tipos de arquivos \documentclass[a4. onde está o código fonte escrito. \index{babel} . Sempre que houver uma mudança deve-se fazer esta etapa de compilação. .

.idx Contém o índice remissivo. .bbl É o arquivo escrito pelo BibTex. Tipos de arquivos . com os erros.7.Capítulo 5. Movendo informações 5.log É o relatório da compilação feita.toc Armazena os títulos das secções (Table of contents).lof Armazena os títulos das figuras (List of figures).aux É onde está localizada as informações de referência cruzada. . . . .lot Armazena os títulos das tabelas (List of tables). Universidade Federal Fluminense 37 TELE))) PET .

Roman em romano maiúsculo. enquanto que a numeração é definida com o comando \pagenumbering. Os quatro estilos principais da página são feitos usando o comando \pagestyle{estilos}. empty Produz cabeçalho e rodapé vazio . sem numeração. As características do cabeçalho e do rodapé da página são definidas pelo comando \pagestyle. o capítulo no caso de book e secção no caso de article. myheadings É especificado pelo usuário o que estará escrito no topo com os comandos: • markboth – Quando o documento \markboth{página par}{página ímpar}. onde os estilos são: plain A página possui apenas numeração no rodapé. A numeração da página é feita automaticamente com algarismos árabes. headings Depende do estilo do documento.Capítulo 6 Estrutura visual Neste capítulo será visto conceitos básicos sobre como modificar a formatação padrão . Caso não haja secções só aparece a numeração no cabeçalho. Nos locais onde estão escritos página par e/ou ímpar é que deveram ser escritas as palavras que aparecerão no cabeçalho. alph em letras comuns e 38 . A página da frente (ímpar) vem com a secção no caso de book e subsecção no caso de article. para mudálos. corpo (o texto) e rodapé (parte inferior da página). mas. Quando a página estiver definida como oneside aparecerá nas páginas.1 Cabeçalho e Rodapé da página A página é formada por 3 partes: cabeçalho (topo da página). 6. use o comando: \pagenumbering{roman} Os números são colocados em romano. estiver em twoside • markright – Quando o documento estiver em oneside \markright{páginas pares e ímpares}.

no caso do LTEX2e. As letras O e E dizem respeito às páginas ímpares e pares. entre outras coisas: • Dividir o rodapé e cabeçalho em 3 partes diferentes.12pt. Cabeçalho e Rodapé da página Alph em letras comuns maiúscula. Para páginas ímpares (ODD) RO esquerda CO (cabeçalho)centro corpo da página RO esquerda CO (rodapé) centro LO direita LO direita Para páginas pares (EVEN) RE esquerda CE (cabeçalho)centro corpo da página RE esquerda CE (rodapé) centro LE direita LE direita Cada campo é definido pelos seguintes comandos: • \fancyhead[parâmetro]{informação} • \fancyfoot[parâmetro]{informação} O usuário pode definir como informação o que quiser. Com ele pode-se. E no caso do LTEX2. ou colocar também o comando \thepage que diz onde o número da página vai aparecer. respectivamente.Capítulo 6. Por exemplo. a numeração a partir daí será iniciada novamente com o novo estilo de numeração declarado. O parâmetro é a indicação de em qual campo a informação irá aparecer. significam centro. Através de cada combinação dessas letras é que fica especificado onde a imformação estará. C. direita e esquerda. O pacote fancyhdr Os comandos que foram vistos acima são úteis.09 insira fancyhdr como um argumento opcional da classe do documento: \documentstyle[fncyhdr. observe a tabela 6.1. Se \pagenumbering for colocado no meio do texto. e • Inserir linhas. Estrutura visual 6. porém limitados. respectivamente.a4]{book} Após isso defina no preâmbulo o estilo da página através do comando \pagestyle{fancy}.1. R e L. Um pacote que adiciona recursos ao estilo da página é o fancyhdr . Em primero lugar deve-se inserir o pacote através do comando: \usepackage{fancyhdr} A A no preâmbulo. Utilizando os comandos: \renwcommand{\headrulewidth}{medida} e \renwcommand{\footrulewidth}{medida} Universidade Federal Fluminense 39 TELE))) PET .

ao capítulo. Caso não seja usado nehum desse comandos.RE]{\textit\nouppercase\rightmark} \fancyfoot[LO. o padrão que será gerado será: Este padrão é produzido da seguinte forma: \fancyhead[LE.LE]{\textsc{\uff}} \fancyfoot[RO.4pt} \renewcommand{\headrulewidth}{0. Caso o usuário queira. é possível mudar esse tamanho.2 Área de impressão A página em qualquer documento em LaTeX possui uma determinada configuração que depende de vários paramêtros. respectivamente. estes comandos também podem servir como informação.1 mostra todos esses comandos. Mas.4pt} O comando \nouppercase utilizado acima tem a função de colocar os capítulos e secções em letras minúsculas. 6.Capítulo 6. Uma das maneiras é através dos comandos: Universidade Federal Fluminense 40 TELE))) PET . isto é. Cada tipo de classe de documento e papel escolhido tem um tamanho padrão para a impressão. Área de impressão Secção Capítulo é possível estabelecer a largura das linhas do cabeçalho e rodapé. O exemplo abaixo mostra como foi feito o cabeçalho desta apostila: \pagestyle{fancy} \fancyhead[LO. através da medida dada.LE]{\textit\nouppercase\leftmark} \fancyhead[RO.2. Estrutura visual Para páginas ímpares (ODD) Capítulo corpo da página Número da página Para páginas pares (EVEN) Secção corpo da página Número da página 6.CE]{\thepage} \renewcommand{\footrulewidth}{0. comandos que agem em determinadas parte da página.RO]{\slshape \rightmark} \fancyhead[LO.RE]{\slshape \leftmark} \fancyfoot[C]{\thepage} Repare que \rightmark está se referindo à secção e \leftmark.RE]{\pet} \fancyfoot[CO. A figura 6.

É melhor que se use as duas últimas medidas por elas serem baseadas na fonte usada no documento. padrão são os comandos: • \textwidth A largura padrão do texto na página.Põe espaço entre as palavras. • \columnsep A largura do espaço entre as colunas quando twocolumn estiver como opção de estilo.3 Espaços e Medidas Através dos seguintes comandos pode ser dado espaçamento entre linhas e palavras: • \hspace{medida} .27pt).Capítulo 6. – (ex) Medida equivalente a altura da letra x. • \columnseprule A largura da linha vertical colocada entre as colunas do texto usando twocolumn. Ex: \addtolength{\textheight}{3cm} adicionará 3 centímetros à altura área de impressão da página Este comando deve ser colocado no preâmbulo.54cm). • \oddsidemargin É a distância da borda esquerda do papel para a margem esquerda do texto menos uma polegada. por isso não aparece a linha normalmente. • \topmargin A distância da margem superior do papel para o topo do cabeçalho da página menos uma polegada. • \headheight A altura da caixa que contém o cabeçalho. • \evensidemargin É o mesmo que \oddsidemargin só que para páginas pares. E a medida pode ser colocada em centímetros ou outra medida citada na secção 6. Ex: Este espaço\hspace{10em} tem 10em Este espaço tem 10em. – (in) Polegada (1in = 2. Espaços e Medidas \addtolength{padrão}{medida} – Ele adicionará o medida que escolhida ao padrão de medida do documento. • \marginparwidth Largura das notas marginais. Universidade Federal Fluminense 41 TELE))) PET .3. e. O padrão é largura zero. O comando anterior adiciona uma medida enquanto esse dá uma nova medida. 6. • \textheight A altura padrão do texto na página.3. – (em) Medida relativa a largura da letra M. Estrutura visual 6. \setwidth{padrão}{medida} – Fixa a medida escolhida para o padrão. – (pt) Ponto (1in = 72. em páginas ímpares quando twoside estiver declarado. onde a medida pode ser em: – (cm) Centímentros.

1: Medidas da página Universidade Federal Fluminense 42 TELE))) PET . Espaços e Medidas Figura 6.Capítulo 6.3. Estrutura visual 6.

pontilhada. . • \linewidth É igual ao comando ceto quando estiver em ambientes como quote e os de lista onde ele define a largura destes ambientes. • \vfill Adiciona espaçamento vertical na página proporcionalmente ao número de linhas que ela possui. . . . . . .7ex} texto texto texto • \dotfill Produz linha horizontal pontilhada. largura e altura Ex: texto \rule[0. . . Esses três primeiros padrões podem ser mudadas no seu documento colocando no preâmbulo o comando: \addtolength{padrão}{medida}. . . . . . Obs: Outros padrões de medida de espaço utilizado pelo LaTeX e podem servir de base para outras medidas de outros comandos são: • \parindent É o tamanho da indentação no parágrafo normal. Ex: linha \dotfill pontilhada. . . . Universidade Federal Fluminense 43 TELE))) PET . . . . Estrutura visual 6. . . . . mas serve com padrão para outras medidas. • \parskip É o espaço vertical entre os parágrafos. . . . Seu valor não pode ser mudado. • \baselineskip É a distância entre o topo de uma linha e o topo da linha de baixo. onde padrão é a medida que será mudada e medida é o novo espaço. .3. . . O tamanho da linha nos comandos fill são ajustados de acordo com a quantidade de palavras na linha ou página. . . . linha . . . . . . . .Capítulo 6. . . . . Ex: Linha \hrulefill horizontal . . • \hfill Produz um espaço em branco com tamanho proporcional ao número de palavras na linha. . .5ex]{5em}{0. Espaços e Medidas • \vspace{medida} . . . . . Linha horizontal. • \hrulefill -Produz uma linha horizontal. . . . . . . . . • \rule[elevação]{largura}{altura} – Faz um retângulo com as medidas elevação acima ou abaixo da linha .Põe espaço vertical entre as linhas. . Linha horizontal menor que a anterior. . . . . .

). Exemplo . A cor pode ser escrita diretamente em inglês ou usar o definecolor definindo o nome da cor em português. texto palavra texto. Universidade Federal Fluminense 44 TELE))) PET . O comando \raisebox{altura}{palavra} faz uma caixa onde a palavra é elevada uma altura escolhida. green. Estrutura visual 6. Ex: {\color{blue}{trecho do texto}} trecho do texto • \pagecolor{cor} . Usando o comando \makebox da mesma forma que \framebox também é criada uma caixa.0.Muda a cor do texto inteiro. blue) e parâmetro é o código da cor segundo o modelo usado. peso da cor verde.59.Este define a cor.65} \textcolor{verdemar}{texto em cor personalizada} texto em cor personalizada • \color{cor} . 6.4.0. peso da cor azul.4 Caixas Usando o comando \fbox{palavra} É construída uma caixa ao redor da palavra. Para mudar apenas um trecho do texto use chaves neste trecho. Caixas 6.5 Cores Primeiramente.Capítulo 6. O padrão rgb é o mais usado devido ao seu grande número de combinação de cores feita com os códigos: peso da cor vermelha. texto palavra texto. Ex: texto \framebox[6ex][r]{palavra} texto.78. Veja alguns comandos: • \definecolor{nome}{modelo}{parâmetro} . Isso é para o LaTeX carregar o pacote color e reconhecer os comandos de cores. Ex: \definecolor{verdemar}{rgb}{0. modelo é o modelo da cor com o principaL sendo: rgb (red.0. E através do comando \framebox[medida][posição]{palavra} pode-se controlar o tamanho da caixa. onde os números variam entre 0 e 1. Ex: \definecolor{azul}{rgb}{0. texto palavra texto. onde nome é o nome da cor. Ex: texto \raisebox{1.0ex}{palavra} texto. só que sem linha.Muda cor da palavra selecionada. • \textcolor{cor}{palavra} . Ex: texto \makebox[6ex][r]{palavra} texto. para usar cor é preciso que se ponha no preâmbulo o comando \usepackage{color}. podendo também ser uma medida negativa (para baixo .1} define a cor azul.Muda a cor do fundo da página.

6 Minipage Esse é um ambiente que cria uma área com formato de uma página.6. através de combinações. Para fazer uma caixa em um grande pedaço de texto use minipage. Estrutura visual 6. Ex: \colorbox{red}{palavra} palavra • \fcolorbox{bcor}{ccor}{texto} . deve ser usado quando há uma outra minipage do lado.5\textwidth} O texto pode conter . a esta nota aparece no fim da minipágina \begin{minipage}[t]{0. Minipage • \colorbox{cor}{texto} Gera uma caixa com o fundo da cor que foi escolhida. do lado. onde os itens serão as minipáginas. mas se converter em PS ou PDF . apareçerá normalmente.... Os argumentos b e t permitem o alinhamento do topo (t) e do fim (b) da minipage em relação a linha do texto..Gera uma caixa com ccor e borda bcor.. com largura desejada através do comando: \begin{minipage}[posição t ou b]{largura} texto \end{minipage} O texto pode conter outros ambientes. 6. Ex: \fcolorbox{verdemar}{green}{palavra} palavra Importante: dependendo do visualizador de DVI as cores não serão vistas. mas esta nota não apareçerá no fim da página comum.. Universidade Federal Fluminense 45 TELE))) PET . \end{minipage} Outra posibilidade de colocar moldura é usando tabular.6. de página . Há também possibilidade de se colocar moldura com o comando \fbox{ambiente minipage} e também trabalhar com os comandos de cores sem problema. . podendo colocar até notas de pé de página a . veja secção 6... \footnote{esta nota .Capítulo 6.ipágina}.

Isso é feito através de \newcommand{novo comando}{definição} Ex: Se o texto deve ter escrito a mesma frase várias vezes ao longo dele. Depois é só usar \uff para aparacer a frase: Universidade Federal Fluminense.7 Novos comandos e ambientes O LATEX também permite que seja modificado o nome de algum comando para o nome escolhido ou crie uma macro. Então. • \vt{}.. 7x) e vetor (9w. Para fazer ambientes há uma pequena diferença: \newenvironment{emphit}{\begin{itemize}\em}{\end{itemize}} \begin{emphit} \item este é o novo item enfatizado \end{emphit} Faz: • este é o novo item enfatizado O que foi feito: • emphit É o nome do novo ambiente.#2. • itemize É o ambiente base pois geralmente os novos ambientes são feitos a partir de um existente. seria útil usar algo que resumisse isso. 3w) são . Estrutura visual 6.#2. No caso as 3 coordenadas.. coloca-se no preâmbulo \newcommand{\uff}{Universidade Federal Fluminense}. ou seja. assim como comandos.Capítulo 6. 3x. querendo digitar: Universidade Federal Fluminense.. Ex: \newcommand{\vt}[3]{\emph{vetor}$(#1. • \emph Faz o texto do item ficar enfatizado. Ex: No preâmbulo colocando: Universidade Federal Fluminense 46 TELE))) PET . • O [3] É o numero de argumentos que variam. • #1.. Pode-se também montar um comando que tenha uma estrutura em que os argumentos variem..7.#3 Indica o local em que aparecerá os argumentos. 8w.. Também podem ser definidos ambientes com argumentos variaveis.#3)$} os vetores \vt{5x}{3x}{7x} e \vt{9w}{8w}{3w} são . Vamos ver o que significa cada coisa: • \vt É o nome dado ao novo comando. um comando que sintetize outros comandos. Novos comandos e ambientes 6. é o uso do comando onde em cada chaves são colocados os argumentos. Faz os vetores vetor (5x.

Estrutura visual 6. Novos comandos e ambientes \newenvironment{meuambi}[1] {\begin{center} \fbox{\rule{1ex}{1ex}\hspace{15ex}{#1}\hspace{15ex} \rule{1ex}{1ex}}} {\end{center}} E no meio do texto: \begin{meuambi} {Exemplo} \end{meuambi} Será visto o seguinte ambiente: Exemplo Universidade Federal Fluminense 47 TELE))) PET .Capítulo 6.7.

tex 48 .dvi em . Este capítulo tem a intenção de mostrar ao usuário alguns comandos básicos para o completo trabalho com o LaTeX.pdf.dvi PDF Para transformar o .dvi. digite: latex arquivo.tex e que o arquivo que contenha a lista bibliográfica se chame: refer. principalmente para os usuários de Linux. Porém.bib .tex diretamente para .Apêndice A Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando Geralmente.. os usuários costumam utilizar o sistema LaTeX através de editores de textos específicos e que já possuem em sua interface os comandos de compilação através de ícones. bastanto clicá-los para que se tenha os arquivos gerados em . Suponha que o arquivo principal chama-se: arquivo..pdf.dvi Para gerar transformar o documento de . .tex PS Para transformar o . digite: dvips arquivo. há casos em que é nescessário utilizar o LaTeX diretamente através de um terminal de comando. DVI Para comilar o arquivo e gerar um documento em .dvi.dvi em .ps. etc. digite: dvi2pdf arquivo. que possui ainda poucas opções de bons editores. compile o arquivo digitando: pdflatex arquivo.pdf.

tex bibitex refer.tex MAKEINDEX Para gerar o arquivo em .Apêndice A.tex latex arquivo.tex makeindex arquivo. Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando BIBTEX Para gerar o arquivo em .idx latex arquivo.bib.dvi contendo indíce remissivo utilizando o pacote makeidx . digite: latex arquivo.tex Universidade Federal Fluminense 49 TELE))) PET .dvi contendo a lista bibliográfica do arquivo . digite: latex arquivo.

2: Acentos matemáticos 50 . $. lim lim inf arccos arcsin arctan det sec dim sin \lim \liminf \arccos \arcsin \arctan \det \sec \dim \sin arg ker lg cosh ln exp sinh gcd sup \arg \cos \lg \cosh \ln \exp \sinh \gcd \sup cot coth max csc min hom tan inf tanh \cot \coth \max \csc \min \hom \tan \inf \tanh Tabela B. portanto para inserí-los no meio de um texto use $ .1: Funções ˆ \hat{} ˇ \check{} ˘ \breve{} ´ \acute{} ` \grave{} ˜ \tilde{} ¯ \bar{} \vec{} ˙ \dot{} ¨ \ddot{} Tabela B.Apêndice B Símbolos matemáticos Todos esse símbolos são usados apenas em ambientes matemáticos...

4: Símbolos de relação ± \pm \mp × \times ÷ \div ∗ \ast \star ◦ \circ • \bullet · \cdot ∩ ∪ ∨ ∧ \ \cap \cup \uplus \sqcap \sqcup \vee \wedge \setminus \wr \diamond \bigtriangleup \bigtriangledown \triangleleft \triangleright \vartriangleleft \vartriangleright \trianglelefteq \trianglerighteq ⊕ ⊗ † ‡ \oplus \ominus \otimes \oslash \odot \bigcirc \dagger \ddagger \amalg Tabela B.Apêndice B.3: Setas ≤ ⊂ ⊆ ∈ \leq \prec \preceq \ll \subset \subseteq \sqsubseteq \in \vdash ≥ ⊃ ⊇ \geq \succ \succeq \gg \supset \supseteq \sqsupseteq \ni \dashv ≡ ∼ ≈ ∼ = = . Símbolos matemáticos ← ⇐ → ⇒ ↔ ⇔ → ← \leftarrow \Leftarrow \rightarrow \Rightarrow \leftrightarrow \Leftrightarrow \mapsto \hookleftarrow \leftharpoonup \leftharpoondown \rightleftharpoons ←− ⇐= −→ =⇒ ←→ ⇐⇒ −→ → \longleftarrow \Longleftarrow \longrightarrow \Longrightarrow \longleftrightarrow \Longleftrightarrow \longmapsto \hookrightarrow \rightharpoonup \rightharpoondown ↑ ⇑ ↓ ⇓ \uparrow \Uparrow \downarrow \Downarrow \updownarrow \Updownarrow \nearrow \searrow \swarrow \nwarrow Tabela B.5: Símbolos de operação binária Universidade Federal Fluminense 51 TELE))) PET . = ∝ \equiv \sim \simeq \asymp \approx \cong \neq \doteq \propto |= ⊥ | \models \perp \mid \parallel \bowtie \smile \frown Tabela B.

6: Letras Gregas ℵ ı  ℘ \aleph \hbar \imath \jmath \ell \wp \Re \Im \mho \int \bigsqcup \bigotimes \cdots ∅ √ ⊥ ∠ ··· . Tabela B. .Apêndice B. \forall \exists \neg \flat \natural \sharp \backslash \partial \prod \bigcap \bigwedge \biguplus \ddots ∞ ♦ ♣ ♦ ♥ ♠ . Símbolos matemáticos α β γ δ ε ζ η Γ ∆ Θ \alpha \beta \gamma \delta \epsilon \varepsilon \zeta \eta \Gamma \Delta \Theta θ ϑ ι κ λ µ ν ξ Λ Ξ Π Minúscula \theta o \vartheta π \iota \kappa ρ \lambda \mu σ \nu ς \xi Maiúscula \Lambda Σ \Xi Υ \Pi Φ o \pi \varpi \rho \varrho \sigma \varsigma τ υ φ ϕ χ ψ ω \tau \upsilon \phi \varphi \chi \psi \omega \Sigma \Upsilon \Phi Ψ Ω \Psi \Omega Tabela B.... \infty \Box \Diamond \triangle \clubsuit \diamondsuit \heartsuit \spadesuit \coprod \bigcup \bigodot \dots . .7: Símbolos variados Universidade Federal Fluminense 52 TELE))) PET . \prime \emptyset \nabla \surd \top \bot \| \angle \sum \oint \bigvee \bigoplus \vdots ∀ ∃ ¬ \ ∂ .

2: Símbolos diversos 53 .{o} o \t{o} ˙ \b{} ¯ ˘ \u{o} o Símbolos estrangeiros å \aa ł \l ¿ ?‘ Å \AA Ł \L ¡ !‘ ø \o ß \ss Ø \O ò ó ô ö œ Œ æ Æ \‘{o} \’{o} \^{o} \"{o} \oe \OE \ae \AE Tabela C.1: Símbolos estrangeiros e acentos † ‡ § # { \dag \ddag \S \# \{ ¶ c £ _ } \P \copyright \pounds \_ \} $ A L TEX 2ε \checkmark \maltese \circledR \$ \LaTeXe & % A X L TE TEX \yen \& \% \LaTeX \TeX Tabela C.Apêndice C Outros símbolos Acentos õ \~{o} ˇ \v{o} ¸ \c{} o ¯ \o= o ő \H{o} . \d{} o \.

1986.org. [4] CTAN (Comprehensive TeX Archive Network). [6] Site-LaTeX. USP. A [3] H. A [2] T. H.furg.com. E.br.bol. Document preparation for beginners and advanced users. 1995. A. A guide to LTEX 2ε . http://biquinho.br/tex-br/. Contém vários links relacionados ao LaTeX. Tradução D. Este site é referência mundial para materiais relacionados ao LaTeX.z 54 .Partl.sitelatex. Leslie.vila.Schlegl. [5] TeX-Br. Adisson-Wesley Plubshing Company. Oitker. www. Kopka e P.ctan. Addison-Wesley Plubshing Company. User’s Guide & Reference Manual. Polli. Hyna. I. Página dos usuários brasileiros de LaTeX. 2000. LTEX: A Document Preparation System. W. www. Daly.Referências Bibliográficas A [1] Lamport. The Not so short introduction to LTEX 2ε .

30 \bibliographystyle. 40 \hfill. 16 \item. 19 21 $. 15 \. 11 &. 41. 34 \addtolength. 29 \includegraphics. 19 . 10 \left. 32 \chapter. 43 \evensidemargin. 5 \documentstyle. 10 \Large. 32 \large. 10 \[. 21 \.. 45 \columnsep. 43 \author. 16 \input. 15 \\*. 21 \:. 8 \indexspace. 25 \\[]. 39 \fancyhead. 8 flushleft. 29 \cline. 25 \color. 5 \dotfill. 35 \infty. 8 \\. 19 ). 35 \kill. 11 \baselineskip. 12 \cite. 13. 8 \]. 41 \fancyfoot. 10 \LARGE. 41 \huge. 10 \footrulewidth. 43 \hline. 29 \indent. 16 center. 30 \caption.. 8 \(. 8. 11 \definecolor. 25 \label. 40 \frac. 43 \hspace. 28. 43 \bibitem. 45 \footnote. 18 \leftmark. 44 \fcolorbox. 25 \hrulefill. 17. 40 55 . 10 \footnotesize. 41 \headrulewidth. 10 \hyphenation. 44 \colorbox. 25 _. 17. 29 \int. 41 \columnseprule. 29 \bibliography. 16 \framebox. 15 \addcontntsline. 39 \fbox. 41 \date.. 32 \centering. 15 %.Índice Remissivo (. 32 \includeonly. 19 [. 8 flushright. 10 \include. 44 \documentclass. 44 \headheight. 15 \). 21 \Huge.

34 \textbf. 40 \oddsidemargin. 38 \pageref. 12 \parindent. 41 \ttfamily. 40 \rmfamily. 9 \textsf. 16 \tableofcontents. 39 \tiny. 12 \sum. 11 \topmargin. 16 \stackrel. 35 \listoftables. 34 \subitem. 21 \printindex. 9 \rule. 35 \maketitle. 8 \linewidth. 16 p{ }. 20 \overrightarrow. 8 \paragraph. 10 \marginparwidth. 12 \sffamily. 8 \newtheorem. 44 \makeindex. 41 \thepage. 10 \title. 19 Universidade Federal Fluminense 56 TELE))) PET . 20 \pagebreak. 14 \vfill. 35 \makebox. 43 \scriptsize. 10 \sqrt. 20 \widetilde. 25 ]. 22 \mathtt. 22 \mathbf. 12 \phantom. 18 \rightmark. 43 \listoffigures. 38 \mathbb. 6 \verb. 22 \noindent. 22 \mathit. 9 \textsl. 41 \onecolumn. 38 \markright. 22 \mathcal. 20 \overline. 20 \usepackage. 41 \textrm. 44 \textheight. 35 \subsubsection. 44 \pagenumbering. 8 \normalsize. 43 \part. 12 \subsection. 20 \overleftarrow. 9 \twocolumn. 8 \nonumber. 46 \newpage. 10 \nouppercase. 16 \linebreak. 6 \overbrace. 41 \markboth. 9 \texttt. 43 \parskip. 28 \right. 35 \subparagraph. 20 \underline. 15 \nopagebreak. 28 \pagestyle. 22 \mathsf. 22 \mbox. 44 \ref. 35 \raisebox. 6 \underbrace. 8 \pagecolor. 9 \slabel. 20 ^. 9 \textcolor. 20 \small. 43 \vspace.Índice Remissivo Índice Remissivo \lim. 11 \marginpar. 9 \textwidth. 43 \widehat. 9 \textsc. 10 \newcommand. 22 \mathrm. 10 \section. 46 \newenvironment. 12 \subsubitem. 38 \par. 21 \subfigure.

26 Pacotes. 6 letters. 32 t. 6 pdftex. 33 plain. 29 theindex. 6 oneside. 6 openright. 5 longtable. 38 height. 15 matriz. 30 quotation. 6 leqno. 5 teorema. 29 book. 25 Tag Languages. 7 graphicx. 7. 32 in. 25. 12 quote. 41 fancyhdr. 18 minipage. 41 color. 5. 5 pt. 24 table. 26 report. 18. 5 twoside. 26 tabular. 7. 24. 35 MakeIndex. 38 enumerate. 25. 31. 31 onecolumn. 12 l. 6 fontenc. 18. 13 displaymath. 30 author. 26 makeidx. 19 equation. 6 p. 7 angle. 5. 30 math. 26 headings. 17. 32 h. 39 figure. 25. 45 myheadings. 11 adress. 6. 26 cm. 33 em. 5 ex. 13 eqnarray. 35 title. 26 babel. 33 fleqn. 15 dvipdfm. 5 openany. 5 Universidade Federal Fluminense 57 TELE))) PET . 31 abstract. 41 inbook. 30 c. 5 rgb. 30 ambiente. 30 b. 32 array. 30 titlepage. 15 estilos. 17. 26 tabbing. 35 makeindex . 41 empty. 44 scale.Índice Remissivo Índice Remissivo \setwidth. 20 eqnarray*. 36 manual. 7 bibtex. 41 abbrv. 22 thebibliography. 5 amsfonts. 26 landscape. 41 publisher. 11 twocolumn. 32. 44 description. 30 itemize. 17. 12 r. 19. 38 nocite. 38 preâmbulo. 17 article.

14 width. 31 verbatim. 30 Universidade Federal Fluminense 58 TELE))) PET . 32 year.Índice Remissivo Índice Remissivo unsrt.

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