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Caso de Estudo - Caldeira a Óleo Combustivél

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USO ECONÓMICO DE CALDEIRAS A ÓLEO

Luís Silva 31752 João Baptista 31514 Fábio Gomes 31740 Pedro Santos 31572

Submetido a

Dra. Isabel Simões de Carvalho

Produção e Gestão de Energia Mestrado em Engenharia Mecânica, Perfil Energia

ISEL
Instituto Superior de Engenharia de Lisboa Área Departamental de Engenharia Mecânica 06 de Junho de 2011

.............................................................Índice A Caldeira ................................................................................................................................................................................................................ 11 Anexos .. ........................................................Relação Ar/Combustível ........................ 3 Alterações de Rendimento da Caldeira ................................................................................ 4 1º ....................................................................... 11 Resposta ....... 3 Perguntas Caso de Estudo Caldeira a Gasóleo (fuelóleo). 4 Respostas ........................ 5 2º Recuperação da Descarga de Fundo ................................................................................ 16 .....................................................................................................................

Neste caso de estudo é analisada uma caldeira flamotubular.A Caldeira Custos mínimos são obtidos quando as caldeiras operam em alta eficiência térmica. do gás de exaustão – 232ºC Temp. o ano todo Pressão de vapor (pressão manometria) – 7 bar Temperatura do vapor – 170 ºC (vapor saturado) Custo do óleo combustível – 3.2 U. que apresenta as seguintes características:            Perdas nos gases de exaustão – 18% Perdas por radiação – 4% Perdas por descarga de fundo – 3% Rendimento da caldeira – Temp. e 25% de água recuperada a 38ºC. Alterações de Rendimento da Caldeira Cálculos simples permitem-nos conhecer as possíveis economias ou perdas em função da alteração do rendimento da caldeira. Este caso de estudo visa a examinar as varias perdas e indicar como podem ser minimizadas.5ºC Produção de vapor ⁄ ⁄ .S Dollar / Gallon Assume-se que a água da rede está a 10 ºC. a óleo combustível. da água de alimentação – 15. .

Média/Alta . . a percentagem do peso dos gases de combustão vai aumentar também. por sua vez se a quantidade de ar for baixa.Baixa .Baixa/Média .Relação Ar/Combustível  Com o aumento do excesso de ar. sabendo que a razão de excesso de ar anda entre os 10 e 20 % qual a razão ideal recorrendo a equação estequiometria? Definir cinco temperaturas a trabalhar: . não se dá a queima total do óleo. Observar as diferentes curvas e definir um setpiont de excesso de ar para trabalhar.Perguntas: Caso de Estudo Caldeira a Gasóleo (fuelóleo). 1º . Traçar gráfico final de perdas (ou rendimento) VS Temperatura de gases de escape. o que leva a diminuir o rendimento da caldeira. para um setpiont de excesso de ar definido.Média .Alta    Traçar gráficos de perdas (ou rendimento da caldeira) com o excesso de ar entre os 10 – 20% (condições típicas para operação eficiente de queimadores de óleo). o que leva a um desperdício de combustível.

Para uma temperatura teórica definida dos gases de exaustão podemos concluir que.Respostas Após um estudo teórico podemos constatar que uma caldeira a óleo funciona num intervalo de 10 % a 20 % de excesso de ar. quanto maior for o excesso de ar melhor será a queima do combustível.Relação Entre a Percentagem de Excesso de Ar . de um modo geral. que por sua vez levará a um aumento das perdas de exaustão. 1 . De seguida apresenta-se uma aproximação através da relação entre a percentagem de excesso de ar com a temperatura do gás de exaustão para estimar a menor percentagem de perdas dos gases de exaustão. Mantendo os valores de 4% para as perdas de radiação e de 3% para as descargas de fundo temos para:  Combustível Óleo Leve Óleo Combustível Leve 60 50 40 30 20 10 0 0 5 10 15 20 25 Gases de Exaustão t=200ºC Gases de Exaustão t=800ºC Gases de Exaustão t=400ºC Gases de Exaustão t=1000ºC Gases de Exaustão t=600ºC Gráfico. os três tipos de óleo.

podemos sugerir que para óleos leves. Deste modo. Para as temperaturas de 600ºC. Já para a temperatura mais baixa. Em conclusão. Assim o rendimento da caldeira. que se encontra no eixo das coordenadas. há medida que a temperatura dos gases de exaustão aumentam.5 %. as temperaturas mais reduzidas de exaustão de gás são as mais indicadas. significando numa redução da eficiência térmica da caldeira.O gráfico apresenta no eixo das ordenadas a percentagem de perdas. qualquer percentagem de perdas é inferior à temperatura acima. 800ºC e 1000ºC torna-se evidente que não é aconselhável trabalhar.7 % de perdas sendo o rendimento da caldeira de 78%. as perdas também aumentam. Verificamos que para as cinco temperaturas a tendência é de aumentar consoante o aumento da percentagem de ar. podemos constatar que. para 400ºC e 15 % excesso de ar. Temperaturas entre os 200ºC e 300ºC são as mais indicadas porque podemos variar no intervalo antes referido de excesso de ar. Assim. Com 15 % de excesso de ar obtemos 22. para um excesso de ar de 20 % obtemos 14. de 200ºC. seria de 70. Temperatura teoricamente ideal: 250ºC Excesso de ar teoricamente ideal: 15 % . Para a temperatura de 400ºC achamos razoável trabalhar até 15 % de excesso de ar.5 % de perdas por exaustão.

o vapor de água irá condensar na chaminé. ou seja. 2 . Para a temperatura mais elevada de 325ºC verifica-se que. para um excesso de ar de 20 %. Deste . a caldeira pode também trabalhar com uma temperatura maior de gases de exaustão. ou seja. No entanto. Com este óleo a caldeira pode trabalhar com uma maior percentagem de excesso de ar. o que não é desejável. Este valor parece ser elevado. Verificamos que a percentagem de perdas variam pouco com a temperatura. que para um excesso de ar de 20%. Para a temperatura de 275ºC verifica-se um decréscimo na tendência para os 15% de excesso de ar. Combustível Óleo Médio e Leve Óleo Combustível Médio e Leve 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 0 5 Gases de Exaustão t=125ºC Gases de Exaustão t=275ºC 10 15 20 25 Gases de Exaustão t=175ºC Gases de Exaustão t=325ºC Gases de Exaustão t=225ºC Gráfico. o rendimento da caldeira seria de 73. Para a temperatura mais reduzida de 125ºC verifica-se. o rendimento da caldeira seria de 82. Pensamos que a temperatura ideal se situará entre os 325ºC e os 275 ºC.4 %. o que leva à conclusão que para esta temperatura o limite é mesmo os 18 %.Relação Entre a Percentagem de Excesso de Ar O seguinte gráfico é idêntico ao anterior embora o tipo de óleo seja diferente. o que leva a querer que a temperatura é demasiado reduzida.4%. para esta temperatura verifica-se uma tendência para o aumento das perdas a partir do 18 % de excesso de ar.

estimamos que a temperatura desejável será cerca de 300ºC e 15 % de excesso de ar.modo. Temperatura teoricamente ideal: 300ºC Excesso de ar teoricamente ideal: 15 % . que leva a um rendimento aproximado da caldeira de 75%.

 Combustível óleo pesado Óleo Combustível Pesado 25 20 15 10 5 0 0 5 Gases de Exaustão t=125ºC Gases de Exaustão t=275ºC 10 15 20 25 Gases de Exaustão t=175ºC Gases de Exaustão t=325ºC Gases de Exaustão t=225ºC Gráfico. Temperatura teoricamente ideal: 300ºC Excesso de ar teoricamente ideal: 17 % . Deste modo. As temperaturas de 125ºC e de 175ºC parecem-nos reduzidas para assegurar a não condensação do vapor na chaminé.Relação Entre a Percentagem de Excesso de Ar Para este tipo de combustível verifica-se que há uma baixa relação entre a percentagem de excesso de ar com o aumento de temperatura. pensamos que seja seguro e aconselhável trabalhar com temperaturas superiores a 300ºC com a percentagem de excesso de ar entre os 10% e os 18%. estima-se que o rendimento da caldeira seja de 77%. Para uma temperatura de 300ºC e com um excesso de ar de 17%. 3 .

.Em conclusão. garantindo o desejável para que não haja condensação na chaminé e nas tubagens. podemos referir que um óleo pesado trabalha com temperaturas mais elevadas e com percentagens de excesso de ar superiores.

e para isso iremos ao enunciado que nos foi fornecido. Resposta Para respondermos a esta pergunta. para economizar combustível e assim obter um melhor rendimento global da caldeira? Diga também qual é a poupança em $. vamos descobrir qual é a potência da caldeira através dos seguintes dados: ̇ ̇ ( ) ( ) . tirar os seguintes dados: ̇ ̇ ̇ ̇ ̇ ̇ ̇ Assim. através da descarga de fundo. temos que primeiro descobrir quais os caudais com que vamos trabalhar. obtemos os seguintes valores para a caldeira: ̇ ̇ ̇ Agora.2º Recuperação da Descarga de Fundo De que maneira é possível utilizar a energia desperdiçada.

com a instalação deste permutador: ̇ Assim.5ºC para 19. iremos verificar qual será o aumento espectável de ocorrer na temperatura de alimentação. com esta informação disponível. 3% da energia da caldeira é perdida através das descargas de fundo. Iremos estimar a utilização de um permutador com uma eficiência de 80%.Como sabemos que 1 caloria equivale a 4. é que através de um aumento do rendimento seja necessária uma menor potência para produzir vapor nas mesmas condições. . Assim. e que J/s equivale a W. de forma a aumentarmos a temperatura de alimentação. para utilização desta energia perdida.2ºC apenas com um reaproveitamento. conseguimos subir a temperatura de alimentação da caldeira de 15. Segundo o enunciado. Agora. nas condições normais de funcionamento. O nosso objectivo. obtemos como valor final: Esta é a potência da nossa caldeira. com o rendimento especificado.184 Joules. a energia retirada através do permutador é: Sendo que o permutador apenas reaproveita 80% da energia perdida: Esta é a energia que iremos reaproveitar no nosso cálculo.

7% face à economia de 1% anteriormente obtida.2 38 100 % 25 ⇔ Utilizando agora o gráfico 9 “combustível utilizado por aproveitamento do condensado” do enunciado. apenas através da recuperação dos condensados.Agora.5 19. iremos interpolar com os dados fornecidos deste problema. consoante um aumento da temperatura de alimentação. utilizando a mesma metodologia do problema 8 em que é admitida uma maior percentagem da recuperação de condensado a 38ºC. podemos ver que obtemos uma economia do combustível de 1. . para determinar a % de condensado que iremos obter com este valor: T ºC 15.

Observamos assim um aumento de 0.7%. 3 – Combustível Economizado por Aproveitamento do Condensado Para converter este valor em custos reais. como pode ser observado na seguinte figura: Gráfico. como sabemos que uma economia no combustível reflecte directamente a redução no custo investido neste. obtemos o seguinte valor: . que diz que para uma economia de 3. menos a economia antiga. podemos utilizar o exemplo da figura 8. Como a nossa economia útil pode ser definida pela nova economia.2% útil existe uma poupança de 1920000$ aa.

e dependendo do custo de instalação do permutador.Com este valor. como já foi dito.976 kW que determina a nova percentagem perdida através da descarga da fundo: ( ) Obtemos assim. 0. podemos verificar se o investimento será viável. Em energia. e do rendimento deste.6%.4%. .4% para 77. existe uma poupança de 18. ao invés dos 3% de perdas anteriores. Este novo valor irá aumentar a eficiência da caldeira em 2.

Anexos ÓLEO COMBUSTÍVEL LEVE % DE EXCESSO DE AR 10 12.5 22 22.5 15 17.5 % DE EXCESSO DE AR 10 12.5 13 12.5 % DE EXCESSO DE AR 10 12.7 13.5 % DE EXCESSO DE AR 10 12.7 13.5 33 34.5 Gases de Exaustão t=800ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 41 42 42.5 32 32.7 Gases de Exaustão t=400ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 21.5 13 12.8 43.5 15 17.5 13.9 14 14.5 20 % DE CO2 14 13.7 13.7 13.5 20 % DE CO2 14 13.5 .5 15 17.5 20 % DE CO2 14 13.7 13.5 % DE EXCESSO DE AR 10 12.5 13 12.5 Gases de Exaustão t=1000ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 50 52 52.5 15 17.5 13 12.5 53 54 % DE CO2 14 13.5 Gases de Exaustão t=600ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 31.5 15 17.3 14.5 42.5 20 Gases de Exaustão t=200ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 13.5 23 23.5 20 % DE CO2 14 13.5 13 12.

7 13.4 10.2 12.5 20 % DE CO2 14.5 10.2 13 % DE EXCESSO DE AR 10 12.5 15 17.5 20 % DE CO2 14.6 Gases de Exaustão t=175ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 12.5 15 17.8 16.2 19.2 13 % DE EXCESSO DE AR 10 12.2 16.8 19 19.5 20 % DE CO2 14.7 Gases de Exaustão t=275ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 16.2 13 % DE EXCESSO DE AR 10 12.5 16.5 14.2 13 % DE EXCESSO DE AR 10 12.1 13.1 13.3 10.5 15 17.5 15 17.ÓLEO COMBUSTÍVEL MÉDIO E LEVE % DE EXCESSO DE AR 10 12.7 13.6 14.2 10.6 12.1 13.6 14.4 14.1 12.6 14.7 Gases de Exaustão t=225ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 14.6 14.1 13.6 14.6 % DE CO2 14.7 13.2 14.1 13.7 18.7 13.5 20 Gases de Exaustão t=125ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 10.6 14.9 17 Gases de Exaustão t=325ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 18.5 20 % DE CO2 14.5 15 17.7 13.2 13 .4 12.

4 14.5 20 % DE CO2 14.9 13.5 15 17.4 18.4 % DE EXCESSO DE AR 10 12.6 18.2 18.5 14.7 13.2 13.4 % DE EXCESSO DE AR 10 12.2 Gases de Exaustão t=175ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 11.4 % DE EXCESSO DE AR 10 12.7 13.2 13.5 20 % DE CO2 14.4 16.8 19.4 .5 14.2 13.9 13.5 15 17.2 14.5 15 17.1 10.3 Gases de Exaustão t=225ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 13.4 % DE EXCESSO DE AR 10 12.2 16.5 20 % DE CO2 14.6 16.5 14.5 20 % DE CO2 14.5 14.6 Gases de Exaustão t=275ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 16 16.7 13.9 12 12.5 15 17.1 % DE CO2 14.2 12.9 10 10.2 13.8 11.5 14.5 15 17.7 13.ÓLEO COMBUSTÍVEL PESADO % DE EXCESSO DE AR 10 12.8 Gases de Exaustão t=325ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 18.9 13.8 9.7 14 14.9 13.9 13.5 20 Gases de Exaustão t=125ºC % PERDAS NOS GASES DE EXAUSTÃO 9.7 13.2 13.

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