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ASSISTÊNCIA EM ONCOLOGIA

ADRIANA REGINA LEÃO TURMA: TEAN/109

JUNDIAI 2010 COLÉGIO TABLEAU

CUIDADOS PALIATIVOS NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM, COM PACIENTES ONCOLÓGICOS

Trabalho apresentado á disciplina de Assistência Oncologia do Curso de Técnico em Enfermagem para obtenção de nota e avaliação. Contém toda a matéria de Assistência em Oncologia.

Orientadora: Leandra Maia Diniz e Tânia Mussi Maia

DEDICATÓRIA

Jundiaí 2010

Dedico o presente trabalho à...

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JUNDIAI 2010 EPÍGRAFE As necessidades dos pacientes oncológico e em suas recomendações para prevenção e controle do câncer – é a prestação de cuidados paliativos aos pacientes fora de terapia 3 . financeiro. limpeza e os porteiros. Todos que sempre estiveram zelando para o meu aprendizado e crescimento tanto pessoal como profissional do Colégio Tableau de Jundiaí SP.Leandra Maia Diniz e Tânia Mussi Maia. às colaboradoras da secretaria. que contribuiu para o desenvolvimento do trabalho. aos meus pais que sempre estiveram do meu lado ajudando.

. Trazer uma melhor qualidade de vida ou ao menos o alivio da dor ou até mesmo a morte digna do paciente oncológico é uma função da enfermagem que mistura amor................................................ nos traz uma realidade pouco divulgada e mostrada para a sociedade........................................ dedicação......... que a orientação aos familiares e da comunidade................................ 10 4 ...................... vem à necessidade sempre desses profissionais de se atualizarem....................... profissionalismo....... torna-se uma necessidade imperiosa no nosso meio................................................... Tendo em vista cumprir com nossos objetivos e visando orientar o profissional de saúde que atua na área de cuidados paliativos............ 08 Estadiamento oncologico.............................................. Os cuidados paliativos e...................................... 07 Câncer no adulto..................... principalmente a enfermagem é que passa a maior parte junto ao paciente.......específica............................... o controle dos sintomas do doente e o alívio do sofrimento humano... em seu contexto social........... Os profissionais da saúde.......... Neste momento............................. são fatores importantes no cuidar e no alcance do equilíbrio psico-emocional indispensável à manutenção da vida compartilhada e digna............. Ressaltamos aqui a necessidade da iniciativa de se criar e manter serviços de cuidados paliativos com a oferta de assistência domiciliar...................... mais do que um desafio profissional e gerencial.............. 07 Etiologia e causas........ Isso.............................. Cuidados paliativos são cuidados ativos totais prestados a pacientes e às suas famílias quando se estabelece que o doente já não se beneficiará de tratamento................................................................................. 09 Metástases...... conhecimento e acima de tudo uma grande realização profissional.............................................. 10 Tipos de câncer............ 06 Câncer na infância. ÍNDICE Introdução................................... também......... a assistência direta aos pacientes oncológico........... o enfoque terapêutico é voltado para a qualidade de vida...............................

....................................... Em condições normais.............................................................. 5 ............ 22 Conclusão Pessoal................................................21 Intervenções na Unidade de Internação......... 11 Câncer de Pele............................ 14 Cuidados Paliativos na Assistência de Enfermagem.......................................................................................................................................................................................................... 13 Neoplasia de Colo Uterino......... 10 Neoplasia do Sistema Nervoso Central............................................................................... 12 Câncer Colorretal...................................... 16 Controle dos Sintomas.............................................................................................................................................................................................. 10 Leucemias (LLA/LLC/LMA/LMC)...................................................... 13 Neoplasia das Vias Urinarias......... 13 Neoplasia Cabeça e Pescoço........................................................................................... 10 Neoplasia Maligna de Pulmão.......................................................................................................... 13 Neoplasia Maligna de Mama.................................................................................... 19 Intervenções da Enfermagem no Ambulatório.................................................................................................................................................................. 17 Ações da Enfermagem............................................................................................................................................ 26 Anexos.................................................................................................. esse processo é ordenado e controlado e é responsável pela formação.................... crescimento e regeneração dos tecidos saudáveis do corpo.................................................Sarcoma de Partes Moles.............. 27 Bibliografia.................................................... 28 INTRODUÇÃO O corpo humano é formado por milhões de células que se reproduzem através de um processo chamado divisão celular................................................................... 11 Sarcoma de Kaposi.................................................................................... 12 Câncer no sistema digestivo.................................... 14 Consulta de Enfermagem.............................................

representado pelas células em atividade metabólica ou em duplicação. infecciosos ou mesmo os crescimentos celulares benignos). enquanto que as neoplasias correspondem às formas de crescimento não controladas e são denominadas. e sim como tecido maligno. não deve ser equivocadamente considerada como tal. que invadem tecidos e órgãos. por razões variadas. desordenado. Com a evolução do conhecimento. sofrem uma “metamorfose” onde tecnicamente chamamos de câncer ou neoplasias. o que. com efeitos agressivos sobre o hospedeiro”. De acordo com o comportamento biológico os tumores podem ser agrupados em dois tipos: benignos. Todas as estruturas orgânicas apresentam um parênquima. A hiperplasia. então. morfológicos: Os tumores benignos tendem a apresentar crescimento lento e expansivo determinando a compressão dos tecidos vizinhos. de “tumores”. modifica-se a definição. mesmo que ela se encontre presente. torna-se difícil. na grande maioria dos casos. formando o que se conhece como tumor.Em contrapartida. Essas células perdem a capacidade de limitar e controlar o seu próprio crescimento passando. o que leva a formação de uma pseudo cápsula fibrosa. verificam-se formas de crescimento celular controlada e não controladas. na prática. Várias classificações foram propostas para as neoplasias. que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo e tende à autonomia e à perpetuação. No organismo. pois ela se baseia na morfologia e na biologia do processo tumoral. infiltrativo e destrutivo não permite a formação desta pseudo cápsula. a metaplasia e a displasia são exemplos de crescimento controlado. O resultado desse processo desordenado de crescimento celular é uma produção em excesso dos tecidos do corpo (que podem ser processos inflamatórios. Um dos pontos mais importantes no estudo das neoplasias é estabelecer os critérios de diferenciação entre cada uma destas lesões. existem situações nas quais estas células. A mais utilizada leva em consideração dois aspectos básicos: o comportamento biológico e a histogênese. A primeira dificuldade que se enfrenta no estudo das neoplasias é a sua definição. algumas vezes. o crescimento rápido. Estes critérios serão discutidos a seguir e são. Já nos casos dos tumores malignos. A mais aceita atualmente é: “Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido. é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células. e um 6 . a multiplicarem-se muito rapidamente e sem nenhum controle. e malignos.

de grau variável com a velocidade do crescimento e a “idade” tumorais. observa-se que. eles apresentam uma desproporção entre o parênquima tumoral e o estroma vascularizado. representado pelo tecido conjuntivo vascularizado. cujo objetivo é dar sustentação e nutrição ao parênquima. pela capacidade infiltrativa e pelo alto índice de duplicação celular. sendo que os benignos. por isso que raramente apresentam necrose e hemorragia.atinge uma a cada 600 crianças e adolescentes até os 15 anos. As duas propriedades principais das neoplasias malignas são: a capacidade invasivo e destrutiva local e a produção de metástases. Por isso muitas vezes a descoberta é demorada. que muitas vezes crescem e se multiplicam mais depressa que nos adultos. possuem estroma e uma rede vascular adequada. pela rapidez e desorganização do crescimento. Por definição. pois ele não passa.estroma. O tumor sempre será benigno. Os tumores também têm estas estruturas. para outros órgãos Exemplos: Células Malignas Crescimento Semelhante ao tecido original metástases Desordenadas e rápidas Diferenciado Células Benignas Lentas Semelhante Sim Não Câncer na infância: O câncer infantil é raro . 7 . Isto acarreta áreas de necrose ou hemorragia. a metástase constitui o crescimento neoplásico à distância. As manifestações clinicas são geralmente parecidas com os sinais e sintomas de outras doenças típicas na infância. No caso dos tumores malignos. por exibirem crescimento lento. Nas crianças. sem continuidade e sem dependência do foco primário. as células cancerosas têm origem de células embrionárias primitivas.

citoplasma e núcleo). podendo ser internas ou externas ao organismo. O sistema utilizado é o TNM que significa: ``T´´ tamanho do tumor. Causas Externas: em todos os casos. e por isso ele passa agir de forma desordenada. estando ambas inter-relacionadas. ESTADIAMENTO ONCOLÓGICO É um sistema utilizado mundialmente de classificação anatômica do tumor. pois através dos seus comandos é que a célula realiza suas funções. o metabolismo. Quando uma neoplasia esta se instalando. principalmente na divisão celular (mitose) As causas do câncer são variadas. Dentro do núcleo. ETIOLOGIA Sabemos que as células humanas. Causas Internas: São na maior parte dos casos. Essa classificação ajuda a definir o tratamento do paciente.Câncer no adulto: Depende do tipo de câncer. ou seja. ``N´´ o 8 . toda essa informação genética que as células precisam para sobreviver (DNA). O núcleo é a parte mais importante da célula. são compostas de três partes (membrana plasmática. mas na maioria das vezes. significa que houve um dano na molécula do DNA celular. de 80 á 90 % dos cânceres estão associados a fatores ambientais. os cânceres não se manifestam em sua fase inicial. exposição excessiva solar e alguns tipos de vírus. Alguns deles são bem conhecidos cigarros. são geneticamente pré determinadas e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.

M – metástases a distancia Mx – metástases ainda não determinadas M0 – metástases a distancia ausentes M1 – presenças de metástases a distancia T 1.número de linfonodos e o ``M´´ são as metástases (números). o tumor primário se desprende e migra para os órgãos através do sangue. Esses tecidos constituem cerca de 50% do peso corporal do adulto e 9 . Existem duas formas de ocorrer à metástase: via linfática onde as células se desprendem do tumor primário e migram através do sistema linfático aos órgãos e via hematogênica é a mais rara de acontecer. Já se sabe que alguns tipos de tumores como mama metastatizam para o pulmão e cérebro. 3. TIPOS DE CÂNCER Sarcoma de Partes Moles – São tumores raros. Apresenta-se como uma das principais causadoras de óbito dos pacientes. Conforme abaixo: T – Tumor Primário Tx – Tumor não determinado T0 – Tumor primário ausente Tis – Tumor in situ N – Linfonodos Regionais Nx – linfonodos não podem ser determinados N0 – ausência de linfonodos N 1. 2. 3. excetuando-se os ossos. Correspondem a um grupo de tecidos localizados entre a epiderme e as vísceras.4 – Aumento do tamanho do tumor. 2.4 – aumento dos linfonodos envolvidos. Metástases – É a disseminação de células cancerosas a partir do tumor primário para outros órgãos. o de colo uterino metastatizam para o reto e abdômen e assim por diante.

porem tem vários tipos de leucemias. resultase na produção descontrolada de blastos e conseqüente leva-se o bloqueio da produção normal dos glóbulos vermelhos. Esta doença começa na medula óssea e se espalha para outras partes do corpo. tendões e outros. estriados. Ocorre em pacientes geralmente acima de 50 anos e mais comuns em homens Grupo II – Células Brancas – Leucemias Mileóides Leucemia Mileóides Aguda (LMA): Caracteriza-se pelo crescimento descontrolado e exagerado das Leucemia Mileóides Crônica (LMC): é uma doença que acomete uma maior parte dos adultos. Há vários sub-tipos de leucócitos. tecido gorduroso. Neoplasia Maligna de Pulmão . São divididas em dois grupos: Grupo I – Células Brancas – Leucemias Linfocíticas Leucemia Linfocíticas Aguda (LLA): É um câncer das células brancas.A neoplasia maligna do pulmão (NMP) é atualmente uma das principais causas de morte.são representados por vasos sangüíneos. sendo o consumo de tabaco responsável por cerca de 90% de mortes por esta patologia. no seu conjunto.). atômio. linfáticos. berílio. níquel. músculos lisos. cloreto de vinila e fins genéticos. produz o crescimento descontrolado das células linfocíticas na medula.p. linfócitos imaturos na medula óssea. cádmio. Ou seja. radônio. aumentando assim o numero de linfócitos no sangue. os leucócitos. de sarcomas de partes moles (s. são denominadas. Leucemias: é um câncer das células brancas do sangue. é a produção do numero de glóbulos brancos no sangue. brancos e plaquetas Leucemia Linfocíticas Crônica (LLC): As alterações dos níveis do DNA. asbesto. As neoplasias malignas que reproduzem os componentes das partes moles. Essa neoplasia também é causada por agentes químicos – arsênio.m. sendo rara 10 .

Ocorrem entre 45 e 55 anos. Surgem em qualquer região dos hemisférios cerebrais. Há um bloqueio na produção de células normais. Outros tipos de câncer de pele: Carcinoma Basocelular: O carcinoma basocelular é se origina na camada profunda da epiderme. migrando para o sangue. Melanoma: É um câncer que se origina nas células produtoras de pigmentos da pele (melanina). os quais possuem funções específicas no corpo.células. as células da medula óssea denominada blastos. É caracterizada por um aumento do baço. ao amadurecer se transformam em diversos tipos de glóbulos. mais comuns em homens e pode evoluir para o líquor. Inicia-se 11 . havendo uma deficiência dos glóbulos vermelhos (anemias) plaquetas e glóbulos brancos. Os indivíduos que se expuseram excessivamente à radiação solar e principalmente as pessoas com peles claras ou com tendências genéticas. Estes blastos não amadurecem e se multiplicam. e uma alta contagem de plaquetas. A grande causa é a hipertensão intracraniana que obtem lesões. Ocorrem nas áreas onde são expostas geralmente. A LMA é considerada uma das leucemias mais graves. Normalmente. em crianças. acontece entre 20 a 40 anos. Giloma maligno: inclui o astrocitoma e o Glioblastoma. região do sistema nervoso central). Neoplasias do Sistema Nervoso Central: Pinealoma: mais comum em região pineal (próximo ao hipotálamo. Começam Carcinoma Epidermóide: O carcinoma epidermóide se se origina na camada média da epiderme. Câncer de Pele: O câncer de pele é a forma mais comum de câncer. e a mais com probabilidades de cura. Os blastos que estão se transformando em glóbulos brancos do tipo granulócitos. são comuns em adultos. uma alta contagem da maioria dos neutrófilos e outros tipos de granulócitos.

Câncer no Sistema Digestivo: Uma ampla variedade de tumores pode-se desenvolver ao longo do trato digestivo. alguns desses cânceres são malignos e outros benignos. Judias ou Italianas. Cresce o tumor elevado e firme. Européias.como nódulos e crescem lentamente. um tumor do músculo liso. envolve os vasos sanguíneos e órgãos internos. podendo levar o paciente ao óbito. 12 . geralmente na pele. como alguns deles são précancerosos. No entanto. Estômago: É improvável que os tumores benignos causem problemas clínicos. parecendo uma verruga. mas pode desenvolve-se em qualquer parte da pele ou locais como boca em geral. Alguns no entanto sangram ou tornam-se cancerosos. principalmente os Africanos frequentemente de origens e indivíduos com AIDS ou HIV. ossos e cérebro as conseqüências são graves e irreversíveis. homens. Esôfago: O tumor benigno mais freqüente do esôfago é o Leiomioma. Intestino Delgado: Os pólipos do intestino grosso e do reto são tumores que geralmente benignos.O Sarcoma de kaposi pode assumir duas formas: 1º forma: Geralmente a primeira 2º forma: Afeta as crianças e fase atinge geralmente os idosos. Geralmente a forma do Sarcoma cresce muito rapidamente. Geralmente ocorre em áreas expostas ao sol. e frequentemente. O alcoolismo e o tabagismo aumentam as chances. Quando atingidos em superfícies como rosto. qualquer que seja ele e onde ele esteja. Geralmente a inflamação de ulceras agravam o problema. Na maioria dos casos o prognostico é ótimo. os médicos geralmente optam pela remoção total. Os pólipos é um crescimento do tecido da parede intestinal. podendo produzir metástase. Sarcoma de Kaposi: É um câncer que se se origina nos vasos sanguíneos. Cresce muito lentamente sobre a pele. como um pequeno tumor cutâneo sobre a pele normal. O câncer no esôfago.

além de câncer das glândulas salivares. é denominado de câncer de cabeça e pescoço. Câncer Colorretal: é uma neoplasia maligna que afeta o intestino grosso e/ou o reto. que formam um tumor. Este tipo de câncer é um dos mais freqüentes. Neoplasia Maligna das vias Urinarias: Câncer de Câncer de Câncer do rim . da tireóide. de transmissão pelos genes. da mucosa e do revestimento da cavidade oral. e que dependendo do grau de invasão desta. Neste conjunto incluem-se todos os tumores malignos das vias aéreas (VAS) e digestivas superiores: cânceres de laringe. pode comprometer outros órgãos. quer diretamente. muitas vezes com características diferentes. Neoplasia Maligna de Mama: O câncer de mama propriamente dito é um tumor maligno.Tumores Benignos: são proliferações anormais das células nervosas e to tecido conjuntivo muscular. O câncer é uma doença não contagiosa. acometendo a parede intestinal. obesidade. da faringe.É a Os tumores testículo e do tumor maligno quarta neoplasia renais pênis São 13 . localizada no epitélio da cérvice uterina. ou seja. câncer de boca (ou oral ou bucal). e em geral está relacionado ao sedentarismo. podendo se desenvolver na porção média delgada e inferior.É o bexiga . Tumores Malignos: é um câncer que se se origina no sistema linfático. está atrás apenas das doenças infecciosas e parasitárias e doenças cardiovasculares. oriunda de alterações celulares que vão evoluindo de forma imperceptível. É a terceira causa de morte na população mundial. da cavidade nasal e dos seios paranasais.Câncer do próstata . mas que pode ter um fator familiar. Isso quer dizer que o câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células. Isso pode ocorrer em um período que varia de 10 a 20 anos. quer através de metástases. Neoplasia Maligna de Colo Uterino: O câncer de colo de útero é uma neoplasia maligna. terminando no carcinoma cervical invasor. tabagismo etc. Neoplasia de Cabeça e Pescoço: o conjunto de afecções malignas que se desenvolvem na face e no pescoço.

psicossocial e espiritual. após o câncer da próstata. e apoio à família após o óbito. proporcionalidade terapêutica. A assistência paliativa é norteada em cinco princípios éticos relevantes aos pacientes com doença avançada: veracidade. CUIDADOS PALIATIVOS NA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM A Organização Mundial da Saúde (OMS) conceitua cuidados paliativos como uma abordagem que visa a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. combinando cuidado clínico. com a agravante de ter maior incidência em pessoas jovens em idade produtiva. contribuindo para um melhor controle de sintomas e proporcionando aos pacientes uma sobrevida com qualidade. Esse tipo de cuidado tem enfoque nas necessidades e não nos diagnósticos desses pacientes. tumores menos freqüentes. Essa abordagem é feita através da prevenção e o alívio do sofrimento. mais freqüente em homens é a segunda do trato urogenital. pesquisa e ensino para o efetivo controle de sintomas e controle da dor. que põem em risco a vida. Representa a segunda causa de morte por câncer no homem. que 14 . avaliação correta e tratamento da dor e outros problemas de ordem física. Neoplasias Malignas da Infância: O comportamento clinico e biológico da criança com câncer é muito diferente a do adulto. proporcionando suporte aos familiares para os cuidados ao paciente durante o processo de adoecimento e morte. correspondem a das neoplasias que acometem os seres humanos. duplo-efeito. que possibilite uma abordagem holística do paciente com doença incurável. desenvolvido por equipe interdisciplinar. Apesar da necessidade de formação em cuidados paliativos para os profissionais. Essas ações podem ser realizadas em hospital ou sob assistência domiciliar. prevenção e justiça. apesar dos agravos da doença. hematopoéticos.mais freqüente no sexo masculino. que enfrentam problemas associados a doenças. nervoso e conjuntivo. Geralmente são comuns tendem ocorrer em tecidos. por meio de identificação precoce. A paliação está indicada a todos os pacientes com doenças crônicodegenerativas. Os cuidados paliativos como um conjunto de ações. As ações paliativas devem ser implementadas em todos os níveis de atenção à saúde.

curativos e cuidados com ostomias. atendimento ambulatorial. uma formação mais diferenciada em cuidados paliativos é um componente fundamental para a organização e a qualidade desses tipos de cuidados e recursos específicos. Consulta de enfermagem É importante tanto o paciente como a família estarem orientados sobre o controle de sintomas relacionados ao tratamento oncológico. O paciente em cuidados paliativos tem necessidades especiais. assim como sua família e cuidadores. que visa a assegurar a resposta mais eficaz às necessidades do paciente e da família.desempenham funções assistenciais. o investimento maior é com recursos humanos multiprofissionais. A equipe técnica composta por médicos. as necessidades de diminuição de sofrimento e aumento de conforto. assistentes sociais. é importante observar que implica aos profissionais a aquisição de conhecimentos e habilidades técnicas. internação hospitalar e visita domiciliar. O objetivo é proporcionar condições necessárias para a resolução das questões pendentes. Os cuidados visam à promoção de conforto e são basicamente voltados para higiene. e atenção sobre analgesia. com ênfase na assistência integral. à melhoria na qualidade de vida e à adesão dos familiares. Portanto a abordagem interdisciplinar é imprescindível para o manejo adequado dos sintomas que causam desconforto ao paciente. fisioterapeutas. dessa forma. Sendo assim. A vida dos pacientes com doença em estágio avançado pode ser melhorada de modo considerável com a implementação de uma quantidade pequena de recursos tecnológicos. apesar de cuidados relativamente simples. ainda é escassa essa formação em bases curriculares e aperfeiçoamento. No entanto. com vistas a preservar a qualidade de vida até o final. terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos conta com o apoio de voluntários. 15 . A Unidade de Cuidados Paliativos oferece atendimento nas seguintes modalidades assistenciais: atendimento de emergência 24 horas. atendendo a critérios científicos. enfermeiros. nutricionistas. passando pela reorganização das rotinas familiares. controle da dor e dos sintomas inerentes à doença oncológica avançada e/ou ao tratamento instituído. alimentação. A assistência paliativa é voltada ao controle de sintomas. cuidadores e congêneres nos cuidados. O atendimento paliativo é realizado por uma equipe multidisciplinar. preservando a autonomia do paciente e visando. sem função curativa. adequação do ambiente domiciliar. observando-se. portanto. grupos religiosos e cuidadores. Desse modo. psicólogos.

mas não obrigatoriamente. para lidar com as dificuldades diárias em cuidar de paciente com doença oncológica avançada. e ser resolutivo em suas ações. conforto. Esse indivíduo. geralmente membro da família. Portanto as informações e orientações prestadas ao paciente e família. Essa orientação visa a reforçar os benefícios da terapêutica instituída e propor bem-estar aos pacientes. têm que ser direcionadas ao controle dos sintomas. Para isso é feito o treinamento do grupo familiar. é importante não esquecer que o cuidar envolve ações interativas. baseadas no respeito e conhecimento dos valores do indivíduo que está sendo cuidado. aquele(s) indivíduo(s) com melhor perfil para assumir o papel de cuidador. entre outros cuidados básicos. apesar dos agravos e limitações decorrentes da doença. Deve-se destacar a importância da integração da equipe multiprofissional com o grupo familiar. de acordo com suas necessidades e capacidade funcional. Com a finalidade de promover e fortalecer o trabalho interdisciplinar. curativos. Porém. É necessário ter consciência sobre a importância da família e do paciente com doença oncológica avançada.através de informações verbais e escritas pelo profissional que os assiste. apoio emocional. estruturando uma relação dinâmica que busca. proporcionando medidas de conforto. higiene. e é fornecido o apoio necessário ao enfrentamento do luto antecipado. identificado como cuidador (que em muitos casos acaba abdicando de suas atividades pessoais). que melhor se adapte ao paciente. promover o que há de saudável. cada profissional da equipe deve exercer suas funções através de atenção integral e ativa aos pacientes e suas famílias. no contexto de cuidados paliativos. é necessário exercer a habilidade de educar para a saúde. procurando identificar. pois funciona como verdadeiro agente terapêutico. administração das medicações. para poder promover assistência apropriada e de modo adequado às necessidades do paciente. é o individuo. O “cuidador”. entre os membros da família. que assume todos os cuidados relacionados ao paciente no que se refere à alimentação. 16 . deve ser considerado como membro coadjuvante da equipe de cuidados paliativos. fornecendo informações indispensáveis e servindo de ligação direta entre a equipe assistencial e o paciente. É preciso que tanto o paciente quanto seu cuidador compreendam todas as ações e a importância de sua realização para a continuidade do plano terapêutico. A enfermagem realiza a visita e os cuidados paliativos. através de avaliação global do paciente. de forma sistemática. dando ênfase aos problemas pertinentes à sua especialidade. de maneira clara e objetiva. contribuindo para uma integração da equipe.

amigos) garantem a continuidade do tratamento adequado. Fadiga: A fadiga é um dos sintomas mais prevalentes em cuidados paliativos. os indivíduos que experimentam a dor quando o câncer está fora de possibilidades de cura têm como fatores atenuantes as repercussões psicossociais relacionadas à degradação da imagem devido a mutilações. alguns sintomas tornam-se exacerbados e um manejo adequado torna-se indispensável na terapêutica a ser proposta. a orientação e o treinamento de cuidadores informais (familiares. relaxamento. principalmente.Controle de sintomas Com a progressão da doença. o medo do sofrimento e da morte. como por exemplo a depressão. a fadiga pode estar relacionada aos aspectos cognitivo. incluindo a dor fantasma devido à amputação. plexos ou compressão da medula espinhal). 17 . problemas afetivos e. ser resultante do tratamento (pós-cirúrgico. A estimulação do autocuidado e a orientação sobre as limitações impostas pela dor são imprescindíveis para atenuar o sofrimento do paciente. A equipe de enfermagem deve avaliar e registrar o quadro álgico dos pacientes em todas as modalidades de atendimento (ambulatorial. cadenciais. como: massagem. Além das questões físicas. emocional. na internação hospitalar e na visita domiciliar). Proporcionar técnicas não-farmacológicas para o controle da dor. Pode ser causada diretamente pelo tumor (metástase óssea. incapacidade laborativa. aplicando escalas e questionários. uma vez que os sintomas causam desconforto ao paciente e também afetam a família. sendo de grande intensidade em 25% a 30% dos casos. Dor: A dor manifesta-se em 70% a 90% dos pacientes com doenças avançadas. Finalmente. As intervenções são necessárias para que se possa prestar o cuidado apropriado no tempo oportuno. de modo a promover o máximo de conforto e de qualidade de vida para o paciente com câncer. espiritual e social. diminuindo drasticamente o foco de atenção à doença. infecciosas. invasão de nervos periféricos. atentando para o comportamento e as expressões verbais e não verbais dos doentes. as perdas materiais. degenerativas). pós-quimioterapia e pós-radioterapia) ou por motivos não relacionados à doença oncológica (afecções metabólicas. Ela favorece a manifestação de outros sinais e sintomas característicos. Geralmente. aplicação de calor e frio e reduzir a demanda de analgésicos.

conseqüentemente.Essa característica multifatorial torna a fadiga um sintoma duradouro em pacientes com câncer avançado. provocando desconforto intenso. promover qualidade de vida e minimizar as perdas desnecessárias de energia. Alguns fatores favorecem a constipação. asma. capaz de provocar compressão intestinal e conseqüente suboclusão intestinal. bem como na avaliação da região abdominal. alterações gasométricas. presente em 71% dos casos. o prognóstico. Dispnéia: A dispnéia é um sintoma freqüente no câncer avançado. visceromegalias. promovendo adaptações no dia-a-dia. derrame pleural recorrente. metástases pulmonares. além de outras co-morbidades que podem colaborar para a sua gravidade. Muitas vezes. e efeitos metabólicos ou adversos de medicações. bem como às alterações provenientes do centro regulador da fome no hipotálamo. dentre eles. a dispnéia no paciente oncológico ocorre na situação de desgaste metabólico presente na síndrome de anorexia-caquexia. como opióides e antidepressivo tri cíclico ou compressão medular. enemas ou supositórios. Constipação intestinal: A constipação intestinal é um sintoma freqüente em cuidados paliativos. anemia. ascite grave. Anorexia: A anorexia é um dos sintomas mais comuns na doença oncológica avançada. Está relacionada a diversos fatores. em especial quando este compromete órgãos abdominais. são fatores que provocam a perda do apetite e contribuem para o desenvolvimento da síndrome da anorexia e caquexia (SAC). Pode estar relacionada a alterações do paladar e ao olfato. ou até mesmo o próprio trato gastrintestinal. É importante estar atento ao hábito intestinal do paciente. 18 . as mudanças orgânicas decorrentes da presença do câncer avançado. Portanto as medidas farmacológicas e não-farmacológicas devem ser implementadas a fim de manter a capacidade funcional do paciente. medo e ansiedade para a maioria dos pacientes e também representando a proximidade da morte. além dos distúrbios relacionados à digestão e à absorção dos alimentos. sempre que representarem benefício efetivo para o paciente. piorando o desempenho status e. é necessário o uso de laxativos. tais como: Redução da ingestão de fibras e líquidos e imobilidade. doenças neuromusculares e desequilíbrio emocional. doença pulmonar obstrutiva crônica e insuficiência renal. como: insuficiência cardíaca congestiva. A constipação e a obstrução intestinal. Em geral.

Para um controle eficiente. • Explicar a importância de relatar a qualidade da dor e outros sintomas associados para facilitar a elucidação da fonte álgica (nociceptiva. que. muito comum nas metástases ósseas.Essas medidas são preventivas e devem ser iniciadas na terapia farmacológica com opióides. incluindo localização. Controle da dor: • Fazer anamnese detalhada do quadro álgico. comprometem a qualidade de vida do paciente por serem volumosas. são medidas essenciais para que ele possa se sentir confortável. fatores de melhora e piora. como conseqüência da doença avançada ou efeito adverso de outras medicações utilizadas para controle de outros sintomas. no qual o paciente sinta-se acolhido. muitas vezes. alimentos frios. Podem estar associados à estase gástrica e às alterações nos movimentos peristálticos. entre outros (dor total). periodicidade da dor. não subestimando suas queixas e nem projetando valores pessoais sobre elas. em alguns casos. higiene oral adequada e uso de medicações antieméticas. exsudativas e. amanutenção do curativo limpo e seco externamente e a promoção de ambiente terapêutico tranqüilo. como raiva. • Explicar a quantificação da dor. uma vez que podem ocorrer devido ao tratamento com radioterapia ou quimioterapia. agravando a desidratação e piorando o prognóstico. isolamento social. grau de enfrentamento da doença e sentimentos relacionados. lembrando que a única autoridade da dor é o paciente. experiências prévias com dor. O controle do odor e do exsudato. destacam-se dietas fracionadas. Ações de enfermagem Lesões fungóides: Em cuidados paliativos. qualidade. é comum a presença de lesões tumorais ulceradas. incluindo: mecanismo de ação das drogas. através da Escala Visual Analógica (EVA). • Orientar sobre a farmacoterapia. ambiente terapêutico. medo. Com relação às medidas para controle. Náuseas e vômitos são comuns na hipercalcemia. elas apresentam dor. é necessário o reconhecimento de sua etiologia. a título de prevenção da constipação intestinal. necessidade de seguir a prescrição médica quanto à dosagem e 19 . sangramento e odor fétido. degradação da imagem corporal. neuropática ou mista). Náuseas e vômitos: Náuseas e vômitos são sintomas comuns em câncer avançado e afetam diretamente a qualidade de vida do paciente. Levarem consideração sua cultura. religião. interferências nas atividades diárias.

eletrólitos e medicamentos tanto no ambiente hospitalar quanto em atendimento domiciliar. Nesta fase avançada da doença a via intravenosa. Intervenções de enfermagem no ambulatório 20 . portanto. de vias alternativas para suporte clínico. necessitando. A infusão de fluidos isotônicos e/ou medicamentos por via subcutânea é denominada hipodermóclise ou terapia subcutânea e tem como objetivo a reposição hidroeletrolítica e/ou terapia medicamentosa.horário da administração. implementar novos fármacos ou mesmo alterar a linha de tratamento para obtenção de resultados satisfatórios. pode estar prejudicada. a desidratação e a terapêutica com agentes esclerosastes. como a caquexia. • Monitorar o paciente para avaliar a eficácia do tratamento e a necessidade de reajustar dosagens. A hipodermóclise pode ser implementada como via alternativa em pacientes que necessitam de suporte clínico para reposição de fluidos. muitas vezes. enfatizando os possíveis efeitos colaterais e seu controle. devido às condições clínicas do paciente. Terapia subcutânea ou hipodermóclise Pacientes em cuidados paliativos freqüentemente apresentam condições que impossibilitam a manutenção adequada de níveis de hidratação e nutrição.

Procedimentos: • Atendimento de urgência nos casos de dor intensa.Com o paciente O primeiro contato do paciente com o enfermeiro ocorre na consulta de enfermagem. subcutânea e transdérmica. • Orientação para administração de analgésicos e opióides por via oral. realizada a avaliação da dor. Será elaborado um plano de intervenções para ser executado no domicílio. não profissional de saúde. • Preparo do paciente para procedimentos invasivos. Com o cuidador Provedor de cuidados. • Fornecimento de material descartável de consumo. como: seringas. • Implementação de diário do paciente sobre dor. Incluir outros membros da família para fazer o rodízio de cuidadores. O acompanhamento de efeitos colaterais e da eficácia analgésica será feito através de telefonemas para o domicílio do paciente. • Orientação ao paciente para prevenção e tratamento da constipação intestinal. Serviço Social ou Fisioterapia quando necessário. • Administração de opióides por via subcutânea e via transdérmica. Procedimentos: • Encaminhamento para o Serviço de Nutrição. como bloqueio de nervos periféricos. • Orientação quanto ao manuseio de bomba infusora para analgesia. Intervenções na unidade de internação 21 . responsável pela execução e manutenção dos cuidados ao paciente no domicílio. agulhas e gazes. aplicação de instrumentos de medida para aferir a dor e exame físico. na qual serão levantados os problemas. • Orientação quanto à manipulação do cateter peridural para analgesia.

à presença de infiltrado tumoral. ventilação mecânica. curativos de lesões dolorosas.São freqüentes na enfermaria os episódios de dor aguda relacionados ao pós-operatório. diagnostico Prescrição de enfermagem 22 . que estiverem causando desconforto. pós-operatório de cirurgias extensas. como: fixação de sondas. • Monitoração dos pacientes com analgesia por bomba infusora. • Monitoração da dor nos pacientes com uso de opióides e adjuvantes. aos deslocamentos do paciente para exames radiológicos e para sessões de radioterapia. • Monitoração da dor nos pacientes com cateter peridural. devem ser minimizados. entre outras condições. Todos os fatores ambientais e físicos. • Esclarecimento ao paciente e à família sobre o quadro doloroso. pois serão fatores agravantes ao quadro doloroso. Também são identificados desconfortos. • Atendimento de urgência nos casos de dor intensa. Procedimentos: • Avaliação da dor e registros de enfermagem em impresso padrão. dreno tubular torácico.

freqüência dos episódios. o tratamento e a resposta esperada quando tiver obtido alívio . relacionada à: . Administrar o opióides no caso de dor forte. intensidade da queixa álgica.Dificuldade para movimentar o quadril .Perguntar ao paciente sobre a localização da dor.Dor aguda caracterizada por relato verbal de dor cervical e no crânio. Se houver mudança das características da dor.Fazer a reavaliação da eficácia analgésica 30 minutos após a administração de analgésicos .Orientar a equipe diariamente quanto à administração do analgésico antes do banho no leito e antes do paciente ser transportado para ser submetido à radioterapia e exame radiológico .Perda dos movimentos de membros inferiores .Compressão medular cervical . sustentando a cabeça durante os cuidados higiênicos -Permitir que o paciente fale sobre o seu sofrimento -Orientar o cuidador quanto ao 23 . Administrar a morfina conforme a via de administração e posologia prescrita.Registrar em impresso padrão .Movimentar o paciente com delicadeza e em bloco. solicitar atendimento do médico assistente ou plantonista. . solicitar avaliação médica.Desconforto no pescoço e face com a pressão do colar cervical . de moderada a intensa. Solicitar que forneça uma nota para a sua dor de 0 a 10 neste momento. o que melhora e o que piora sua dor. fazendo o resgate de doses Informar ao paciente sobre as possíveis causas do quadro álgico.Hipotonia do tônus muscular Avaliação diária da dor: .Caso não haja resposta analgésica nas primeira três horas.

revezamento com outros cuidadores -Orientar o cuidador para elevar a cabeceira a 45° do paciente durante Dependência caracterizada pela as refeições incapacidade de: alimentar-se. -Observar as reações do paciente quanto à aceitação e transição dessa etapa Emocional -Observar distensão abdominal. como: retorno para o domicílio. assegurando-lhe a continuidade do tratamento. fazer a higiene pessoal. reencontro com seus filhos e amigos -Reforçar com o paciente e com o cuidador sua transferência para a Unidade de Cuidados Paliativos. freqüência cardíaca. no leito e à mudança de decúbito -Aferir os sinais vitais quatro vezes ao dia: pressão arterial. prognóstico e doença e do tratamento antiálgico. tomar -Orientar o paciente a ingerir os banho. -Reforçar pontos fortes. relacionada -Orientar a equipe quanto ao banho à tetraplegia. alimentos vagarosamente vestir-se e arrumar-se. freqüência respiratória. temperatura axilar e Escala Visual Analógica (EVA) -Permitir que paciente e o familiar estejam esclarecidos sobre o diagnóstico e tratamento Conhecimento do paciente e do -Reforçar informações acerca da familiar sobre doença. tratamento -Explicar ao paciente e cuidadora sobre sua transferência para a Unidade de Cuidados Paliativos. A 24 .

Risco de constipação Eliminação urinária prejudicada partir de 3 dias sem evacuar. proceder com cateterismo vesical de demora 25 . -Manter dieta laxativa e ingestão de água -Administrar supositório de glicerina Verificar presença de retenção urinária: se for identificada. deverá ser feito toque retal seguido de lavagem intestinal.

lidam com esses pacientes. escolas e atividades que buscam o bem estar dos mesmos. A OMS explicita que as terapias paliativas não apressam nem adiam a morte. ao longo do ciclo da vida e inserir na sua prática diária o atendimento holístico e humanizado. assim como o quadro clínico do paciente. principalmente quando fica claro que a assistência curativa já não é tão satisfatória. O cuidado paliativo ao longo dos anos vem desenvolvendo formas criativas de tentar e enfrentar os problemas mais complexos. depressão e estresse. emocionais. os grupos de risco. no sentido de lazer e recreação. Muitos investimentos já foram realizados em termos de estudos sobre os trabalhos e as habilidades. amigos. ansiedade. Por se tratar de uma doença tão “assustadora” é difícil à aceitação. pacientes e cuidadores ao lidar com questões existenciais. Por sua vez é de suma importância de adotarmos a terapia paliativa e programar esses cuidados para beneficiar as crianças. me despertou uma tamanha curiosidade em estudar mais profundo as causas do câncer. E dependendo do estágio. Além de ser angustiante e difícil estar em um ambiente hospitalar. espirituais. “O que a enfermagem tem a fazer é colocar o paciente na melhor condição para que a natureza aja sobre ele´”. assim como oferecer apoio aos familiares do portador de câncer. do viver e morrer. o que implica um enfoque holístico. mas também as preocupações psicológicas. Técnicos ou Auxiliares de Enfermagem de prover o melhor em termo de alívio dos sintomas dos pacientes. progressão da doença. Sem dúvida a terapia paliativa é muito mais ampla e profunda do que a mera “sintomatologia”. as formas de tratamento curativo ou não e como os profissionais de saúde. a terapia curativa não é tão suficiente e eficaz. integram os aspectos psicossocial e espiritual nos cuidados do paciente. oferecendo apoio para que o mesmo viva ativamente até morrer e ainda disponibilizam todo um sistema de apoio para ajudar a família com a situação durante a doença do paciente no processo do luto. 26 . perda. Objetivo fundamental da enfermagem é promover o bem-estar do paciente e da família proporcionando-lhe um desenvolvimento harmonioso. ou seja. tanto à família quanto o paciente em si. luto. sociais e espirituais. longe da família. a fim de aprimorar a assistência às famílias.Sempre que falamos em câncer associamos a palavra ao sofrimento e a certeza de morte eminente. Tudo isso pode ser aprendido e é nosso dever como Enfermeiros. O estudo tem como objetivo demonstrar a importância da equipe de enfermagem no tratamento oncológico no que diz respeito a cuidados paliativos. principalmente a enfermagem. considera não só o aspecto físico.

Anexo – Ficha Complementar para Autorização de Quimioterapia e Radioterapia 27 .

wikipedia.BIBLIOGRAFIA www.com www.com.gov.com.br www.scielo.unicamp.br Livros: Tratado de Enfermagem Volume I e II Apostila do Técnico de Enfermagem – Colégio Tableau Ações de Enfermagem para o controle oncológico – 2008 28 .com.inca.br www.google.br www.