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Ponto Sobre o PUA e a Refer

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Assembleia de Freguesia de 31/1/012 - Plano de Urbanização de Alcântara .-

Como sabem o Plano de Urbanização de Alcântara foi formalmente apresentado no passado mês de Maio e esteve em discussão pública durante o mês de Junho. Nesta discussão pública foram realizadas 3 reuniões: - A primeira realizada por uma colectivo de cidadãos, nas instalações da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha, uma promovida CML e pela Junta de Freguesia de Alcântara, nestas instalações e ainda uma outra promovida pela CML e e Junta de Freguesia dos Prazeres. Pelo meio realizou-se uma reunião promovida pela nossa Junta apenas para debater o projecto da Refer. Dizer-vos que durante a discussão publica foram entregues à CML cerca de 20 contributos , entre os quais do colectivo de cidadãos e da Associação de Moradores Alcântara Rio. Nenhuma das autarquias envolvidas entregou qualquer contributo escrito. A CML aprovou em Julho uma versão deste Plano, com 7 votos favoráveis, 8 abstenções e 2 votos contra. Em 28 de Setembro este Plano voltou a ser votado na CML, tendo então obtido 7 votos a favor e 10 abstenções. Recentemente, a CML enviou para a Assembleia Municipal o Plano aprovado em Setembro, aguardando o seu agendamento para discussão e votação. Seria expectável que a Junta tivesse providenciado a entrega a todos nós da proposta que foi entregue na Assembleia Municipal para que cada um de nós pudesse ter a oportunidade de avaliar as mudanças previstas. Independentemente de muitos dos eleitos em Alcântara não terem estado em nenhuma das sessões publicas onde estas matérias foram analisadas e discutidos, pareceu-me que no quadro das competências legais da Assembleia de Freguesia, se deveria pronunciar sobre este Plano, na medida que terá um forte impacto em toda a vida da freguesia Foi por essa razão que no dia 7 de Outubro enviei um email ao Sr Presidente da Assembleia de Freguesia levantando esta questão, resposta que infelizmente não tive e que apenas com o requerimento tivesse sido possível trazer a este órgão uma apreciação

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Penso que enquanto eleitos locais, estamos muito atrasados. E lamento publicamente que desde o inicio do mandato não se tenha realizado qualquer debate temático sobre temas importantes da freguesia, como foi equacionado publicamente pelo Sr Presidente desta Assembleia. Mas isso foi no calor do inicio, onde até eram previsíveis reuniões descentralizadas…. E digo que estamos atrasados, porque sabendo que as competências do Urbanismo são do Município, nada inviabiliza que os autarcas debatam e proponham ao Município a visão do que entendem como sendo o melhor para a sua freguesia. E podíamos já ter feito esse debate. O que queremos afinal para o futuro da nossa freguesia Em termos de equipamentos, em termos de ocupação de áreas, modos de vida, espaços verdes, mobilidade dos cidadãos, estacionamento, cultura, etc No fundo falamos da sustentabilidade da freguesia e nas práticas de boa vizinhança. Apesar do que se tem verificado nos últimos 20 anos com o fecho de empresas ou o fecho de algumas escolas, continuamos a ter um potencial significativo que pode e deve ser valorizado.

No passado Mês de Setembro, o colectivo de cidadãos reuniu no salão desta Junta de Freguesia um conjunto de conceituados técnicos que confirmaram com exemplos técnicos e científicos dos perigos que correm as obras subterrâneas em todo o Vale de alcantara, por este ser um leito de cheias. E é precisamente neste leito que está prevista a ligação ferroviária desnivelada da linha de Cascais à linha de cintura e ao Porto de Lisboa. Uma estimativa do investimento da actual proposta do PUA, apresentado pela CML, totalizaria, caso fossem concretizadas todas as obras só do sector dos transportes, das que lá estão assinaladas, qualquer coisa como acima dos mil milhões de euros, dos quais caberia à CML ter que resolver um vasto conjunto de obras de que destaco: - os viadutos rodoviário e pedonal entre a Avª Brasília e Rua de Cascais; - eliminação de 4 restaurantes das Docas, - Duas enormes rotundas – uma no acesso ao Alvito e outra no Largo de

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Alcântara; - prolongamento da Rua Luís de Camões, rasgando e atravessando os terrenos da Carris, podendo vir a transformar este eixo numa via rápida de escoamento de transito; - Construção das linhas amarela e vermelha do metro, - Construção de um funicular ao Alvito e abertura desta Estação, - Alargamento da 24 de Julho nos últimos 500 m, - Retirada da Linha de Comboio à superfície, - Criação de Interface na Rua Fradesso da Silveira e eliminação do 1º troço da Avª da Índia, para além da eliminação do actual viaduto do nó de Alcântara, - Parques de estacionamento do largo do Calvário, no Mercado da Rosa Agulhas e nos terrenos da CML na Avª 24 de Julho. O actual governo anunciou que este projecto não será considerado para este ano e provavelmente para os próximos, admitindo que poderá cair em definitivo. Acontece que a CML aprovou um Plano totalmente subordinado a esta obra da Refer , para além de ter um conceito que também se subordina á construção imobiliária, num período em mais de 150.000 novas casas não conseguem ser vendidas e os bancos estejam a braços coma venda em leilão de milhares de casa por falta de procura; que existam outros muitos milhares de casas à espera de reabilitação e ainda outras tantas encerradas por inércia dos senhorios. A questão da mobilidade é também muito preocupante neste Plano dado que as soluções projectadas podem facilmente prejudicar a mobilidade nas saídas e entradas da freguesia

( distribuir a intervenção feita na AML em Novembro)

Dizem alguns que caso este Plano não seja aprovado Alcântara está condenada a ficar estagnada, sendo uma forma subtil de pressão. Nós dizemos que existem alternativas. Para isso seria essencial que os eleitos desta Assembleia pudessem debater, não na aceitação cega do que a CML aprovou para Alcântara, mas sim na defesa do que melhor pode servir a freguesia.

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Neste pressuposto, não apresentámos nenhuma moção neste ponto da ordem de trabalhos. Fica feito o desafio para que com mais elementos técnicos, com possibilidade de ouvirmos e participarmos no contraditório, pudéssemos vir a debater no concreto este Plano, analisando cada uma das propostas apresentadas, mas acima de tudo o que será melhor para a nossa freguesia.

Este é um dos motivos que nos leva a solicitar à bancada do PS que retire a sua moção e ajude a criar condições para um debate mais profundo e sério sobre o PUA antes que a AML venha a deliberar sobre o mesmo, convidando em especial para este debate, todas e todos os moradores , individuais e colectivos, que em Junho emitiram pareceres sobre este Plano. Uma reflexão em que o único interesse a defender será o da nossa freguesia.

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