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Coleção Fábulas Bíblicas Volume 32 - A Bíblia Sagrada, Puro Lixo

Coleção Fábulas Bíblicas Volume 32 - A Bíblia Sagrada, Puro Lixo

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Este livro, a Bíblia, tem perseguido até a morte, os mais inteligentes, os melhores. Este livro obstruiu e dificultou o progresso da espécie humana. Há qualquer coisa neste livro que seja de algum benefício para o homem? Eu ataco este livro porque ele é inimigo da liberdade, a maior obstrução ao progresso da humanidade. Robert Green Ingersoll (1894)
Este livro, a Bíblia, tem perseguido até a morte, os mais inteligentes, os melhores. Este livro obstruiu e dificultou o progresso da espécie humana. Há qualquer coisa neste livro que seja de algum benefício para o homem? Eu ataco este livro porque ele é inimigo da liberdade, a maior obstrução ao progresso da humanidade. Robert Green Ingersoll (1894)

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Coleção Fábulas Bíblicas Volume 32

BÍBLIA SAGRADA
PURO LIXO

Mitologia e Superstição Judaico-cristã

Este livro, a Bíblia, tem perseguido até a morte, os mais
inteligentes, os melhores. Este livro obstruiu e dificultou o
progresso da espécie humana. Há qualquer coisa neste livro
que seja de algum benefício para o homem? Eu ataco este
livro porque ele é inimigo da liberdade, a maior obstrução ao
progresso da humanidade. Robert Green Ingersoll (1894)



JL
jairoluis@inbox.lv


3

Sumário
Introdução .................................................................................. 5
1 - Leia a Bíblia >>> ................................................................... 10
2 - Sobre a Bíblia Sagrada ............................................................ 17
1 - A origem da Bíblia ............................................................ 18
2 - Seria o Velho Testamento “inspirado”? ................................ 21
3 - Os dez mandamentos ....................................................... 25
4 - Qual o valor de tudo isso? ................................................. 30
5 - Jeová é o Deus do amor? .................................................. 41
6 - A administração de Jeová .................................................. 43
7 - O Novo Testamento .......................................................... 45
8 - A filosofia de Cristo .......................................................... 56
9 - Cristo é um exemplo para nós? .......................................... 59
10 - Por que deveríamos colocar Cristo acima da espécie
humana? .............................................................................. 61
11 - Inspiração ..................................................................... 64
12 - A verdadeira Bíblia ......................................................... 68
3 - Pense sobre a verdadeira “Palavra de Deus” .............................. 70
Diversas categorias de Bíblias ................................................. 70
1 - Velho Testamento ............................................................ 71
2 - Escritos perdidos do Novo Testamento, mas mencionados. .... 72
3 - Os livros da Apócrifos Bíblia (Escritos do Velho Testamento) .. 72
4 - Escrito eliminado do Novo Testamento, mas mencionado. ..... 73
5 - Textos perdidos, mas mencionados em História Eclesiástica .. 73
6 - Algumas destes podem ser referência nos escritos de Marcião,
150 d.C., e Muratória, 170 d.C. ............................................... 74
7 - Escritos Apócrifos que não mais existem ............................. 74
8 - Modernas descobertas de textos considerados totalmente
perdidos ............................................................................... 76
4 - Versões da bíblia >>> ............................................................ 78
As Bíblias mais antigas, os códices .......................................... 78
1 - Em Hebraico ....................................................................... 80
2 - Em Aramaico ...................................................................... 81
3 - Em Grego ........................................................................... 81
4

4 - Em Latim: .......................................................................... 82
5 - Em Siríaco .......................................................................... 83
6 - Em Copta, armênio e outros idiomas ..................................... 84
7 - Em inglês ........................................................................... 86
8 - Em Alemão ......................................................................... 87
9 - Em Espanhol ....................................................................... 87
5 - O mais famoso conto do mundo ............................................... 89
1 - David e Salomão .............................................................. 91
2 - Judá ............................................................................... 93
3 - A invasão de Judá ............................................................ 94
6 - Ressurreição dos mortos - Plágio do paganismo ......................... 98
7 - Mais bobagens do Cristianismo >>> ....................................... 107
Mais conteúdo recomendado ................................................. 108
Livros recomendados ........................................................... 109
Fontes: .............................................................................. 118







5

Introdução

Não existe “A Bíblia”, mas uma interminável quantidade de
versões e edições modificadas, revisadas, corrigidas, fiel etc. Isto
por si só já elimina a tal “inspiração” divina, que hoje é mais
motivo de piada que qualquer outra coisa. Só para começar a
complicar, se “a Bíblia” é realmente inspirada por Deus, qual
destas é a inspiração divina?
1. A Bíblia do judaísmo rabimista e do judaísmo caraíta, possui
39 livros.
2. A Bíblia do judaísmo ebionita, possui 40 livros.
3. A Bíblia da igreja ortodoxa síria contém 61 livros.
4. A Bíblia do protestanismo contém 66 livros.
5. A Bíblia da igreja católica romana, contém 73/75 livros.
6. A Bíblia da igreja ortodoxa grega, contém 80 livros.
7. A Bíblia da igreja ortodoxa etíope, contém 91 livros
Aqui listamos apenas as principais usadas atualmente, porque se
incluirmos as edições antigas a lista ficará bem maior (leia mais
adiante em Versões da Bíblia). Agora responda com sinceridade:
quem vai acreditar ou ter a coragem de defender um livro que
prega que o Sol gira em torno da Terra? E não adianta reclamar,
este é um fato “científico bíblico” amplamente pregado pelos
cristãos até o século 19. Somente com o surgimento da ciência
moderna – que devastou os mitos bobos da Bíblia - é que os
cristãos entraram em pânico e começaram a inventar
interpretações aos borbotões, para tentar convencer-nos de que
as asneiras da Bíblia eram outra coisa e não simplesmente
asneiras escritas por ignorantes da idade do bronze.
6


Não adianta inventar interpretações, pois o geocentrismo foi
defendido e pregado pelos cristãos até praticamente o século 20.
Parece que eles ainda tinham esperança de que a ciência estaria
errada e a Bíblia certa. Bem, a Bíblia estava errada nisto e em
tudo que alega ser inspiração divina, o que faz de Deus um
analfabeto literal. Não há nada a fazer quanto a isto, exceto
inventar milhões de interpretações engraçadas para as asneiras
ridículas ditas por “Deus”.

7


Modelo geocêntrico segundo Bartolomeu Velho, 1568.


Veja algumas provas do pensamento científico bíblico em pleno
século 17:

1 - Decisão da Igreja Católica contra Galileu Galilei, 1616.
“A doutrina de que a Terra não é o centro do universo, nem imóvel,
mas move-se inclusive com uma rotação diária, é absurda, tanto
filosoficamente como teologicamente falsa, e no mínimo um erro de
fé.”
2 – Cardeal Bellarmino, 1615, durante o julgamento de Galileu
8

“Afirmar que a terra gira em torno do sol é tão errôneo quanto
afirmar que Jesus não nasceu de uma virgem”.
3 - Decreto de condenação da obra de Copérnico, 05 de março de
1616.

“... Também chegou ao conhecimento desta congregação que a
doutrina de Pitágoras - que é falsa e totalmente contrária à Sagrada
Escritura – sobre o movimento da terra e da imobilidade do sol, que
também é ensinado por Nicolaus Copernicus em “De Revolutionibus
orbium coelestium”, e por Diego de Zuniga em “Sobre Jó”, está agora
se espalhando no exterior e sendo aceita por muitos... Portanto, para
que esta opinião não possa insinuar-se em maior profundidade em
detrimento da verdade católica, a Sagrada Congregação decretou que
a obra já referida de Nicolaus Copernicus “De Revolutionibus Orbium”,
e a de Diego Zuniga, ”Sobre Jó”, sejam suspensas até que sejam
corrigidas”.

Aqui não adianta inventar interpretações. Por 17 séculos os cristãos
ensinaram que o Sol gira em torno da Terra com base na palavra de
Deus. E o pai (antissemita e inspirador de Hitler) dos protestantes
também pensava da mesma forma:

4 - Martinho Lutero em um de seus “Table Talks”, 1539.
“As pessoas deram ouvidos a um astrólogo novato (Copérnico) que
lutou para provar que a terra é que gira, não os céus ou o firmamento,
o sol e a lua… Este louco quer contrariar toda a ciência da astronomia.
MAS AS SAGRADAS ESCRITURAS NOS DIZEM (Josué 10:13) QUE
JOSUÉ ORDENOU QUE O SOL PARASSE E NÃO A TERRA”.

Aqui não resta a menor dúvida de que o geocentrismo era aceito
incondicionalmente como conhecimendo científico divinamente
inspirado pelo Espírito santo. Não há o que discutir.
9


O mais lamentável é que queimavam vivo quem tivesse o
atrevimento de contrariar esta ciência divina maravilhosa. Em
pleno século 18, os cristãos ainda assassinavam pessoas por
exercer o seu livre-arbítrio, sua liberdade religiosa, de opinião e
de pensamento. E faziam isso somente para defender asneiras
como estas, que seriam a palavra perfeita e inerrante de Deus. O
Deus que não sabia que é a Terra que gira e que a Lua não tem
luz própria como o Sol, apesar de ter criado tudo.





10

1 - Leia a Bíblia >>>

Imagine que nós somos bons amigos. Um dia eu te digo:
 — Nossa! Você não vai acreditar no livro que eu
estou lendo!
 — Sobre o que é?
 — É um manual para ter uma vida melhor. É também um
guia para se criar uma sociedade melhor para nós mesmo
e nossas crianças. Isto mudou a minha vida!
 — O livro parece ser muito importante. Quem escreveu?
 — Parece que o autor é a pessoa mais inteligente
do universo.
 — Isso é maravilhoso! Se o autor é a pessoa mais
inteligente do universo, o livro deve ser absolutamente
brilhante. Mal posso esperar para lê-lo. Você tem uma cópia
com você?
11

 — Mas é claro! Eu o carrego comigo aonde quer que eu vá!
Aqui, dê uma olhada você mesmo…

Você abre o livro numa página aleatória e encontra isto:
Levítico 20
1.Disse mais o Senhor a Moisés: 2.Também dirás aos filhos de Israel:
Qualquer dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros peregrinos em
Israel, que der de seus filhos a Moloque, certamente será morto; o
povo da terra o apedrejará. 3.Eu porei o meu rosto contra esse
homem, e o extirparei do meio do seu povo; porquanto eu de seus
filhos a Moloque, assim contaminando o meu santuário e profanando
o meu santo nome. 4.E, se o povo da terra de alguma maneira
esconder os olhos para não ver esse homem, quando der de seus filhos
a Moloque, e não matar, 5.eu porei o meu rosto contra esse homem,
e contra a sua família, e o extirparei do meio do seu povo, bem como
a todos os que forem após ele, prostituindo-se após Moloque.
6.Quanto aquele que se voltar para os que consultam os mortos e para
os feiticeiros, prostituindo-se após eles, porei o meu rosto contra
aquele homem, e o extirparei do meio do seu povo. 7.Portanto
santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus.
8.Guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor, que vos
santifico. 9.Qualquer que amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe,
certamente será morto; amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu
sangue será sobre ele. 10.O homem que adulterar com a mulher de
outro, sim, aquele que adulterar com a mulher do seu próximo,
certamente será morto, tanto o adúltero, como a adúltera. 11.O
homem que se deitar com a mulher de seu pai terá descoberto a nudez
de seu pai; ambos os adúlteros certamente serão mortos; o seu
sangue será sobre eles. 12.Se um homem se deitar com a sua nora,
ambos certamente serão mortos; cometeram uma confusão; o seu
sangue será sobre eles. 13.Se um homem se deitar com outro homem,
12

como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação;
certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.

Você não sabe o que dizer. Você olha pra mim e diz:
 — Eu pensei que você tinha dito que este livro foi escrito
pela pessoa mais inteligente do universo. Se nós formos
fazer tudo o que o autor diz, teremos que matar metade
das pessoas do país. Deveríamos matar cada um que
amaldiçoou seu pai ou mãe, todo mundo que cometeu
adultério, e cada homossexual.
 — Bem, este é o Velho Testamento, sabe? O livro na
verdade são dois, e a parte “velha” do livro não conta
de verdade.
 — Está me dizendo que a pessoa mais inteligente do
universo uma vez queria que matássemos cada adúltero e
homossexual, mas então mudou de ideia? E isso ajuda em
alguma coisa? Se a “parte velha” não conta mais, então
porque você passou quando eu pedi para ver o livro?
 — Bem, partes desse livro contam.
 — Você não acabou de dizer que não contava?
Então você abre o livro em outra página qualquer e encontra isto:
Êxodo 21
2.quando comprares um escravo hebreu, ele servirá seis anos; no
sétimo sairá livre, sem pagar nada. 3.Se entrou sozinho, sozinho
sairá; se tiver mulher, sua mulher partirá com ele. 4.Mas, se foi o seu
senhor que lhe deu uma mulher, e esta deu à luz filhos e filhas, a
mulher e seus filhos serão propriedade do senhor, e ele partirá
sozinho. 5.Porém, se o escravo disser: ‘Eu amo meu senhor, minha
mulher e meus filhos; não quero ser alforriado’, 6.seu senhor o levará
13

então diante de Deus e o fará aproximar-se do batente ou da ombreira
da porta, e furar-lhe-á a orelha com uma sovela; desta sorte o escravo
estará para sempre a seu serviço. 7.Se um homem tiver vendido sua
filha para ser escrava, ela não sairá em liberdade nas mesmas
condições que o escravo. 8.Se desagradar ao seu senhor, que a havia
destinado para si, ele a fará resgatar; mas não poderá vendê-la a
estrangeiros depois de lhe ter sido infiel. 9.Se a destinar ao seu filho,
tratá-la-á segundo o direito das filhas. 10.Se tomar outra mulher, não
diminuirá nada à primeira, quanto à alimentação, aos vestidos e ao
direito conjugal. 11.Se lhe recusar uma destas três coisas, ela poderá
partir livre, gratuitamente, sem pagar nada.”
12.“Aquele que ferir mortalmente um homem, será morto. 13.Porém,
se nada premeditou, e Deus o fez cair em suas mãos, eu lhe fixarei
um lugar onde possa refugiar-se. 14.Mas, se alguém, por maldade,
armar ciladas para matar o seu próximo, tirá-lo-ás até mesmo do meu
altar, para matá-lo. 15.Aquele que ferir seu pai ou sua mãe, será
morto. 16.Aquele que furtar um homem, e o tiver vendido, ou se este
for encontrado em suas mãos, será morto. 18.Quando, em uma
contenda entre dois homens, um dos dois ferir o outro com uma pedra
ou com o punho, sem matá-lo, mas o obrigar a ficar de cama,
19.aquele que feriu não será punido, se o outro se levantar e puder
passear fora com seu bastão. Mas indenizá-lo-á pelo tempo que
perdeu e os remédios que gastou. 20.Se um homem ferir seu escravo
ou sua escrava com um bastão, de modo que ele morra sob sua mão,
será punido. 21.Se o escravo, porém, sobreviver um dia ou dois, não
será punido, porque ele é propriedade do seu senhor.

Novamente você fica estupefato. Aqui o autor do livro está
defendendo a escravidão, a marcação e a surra indiscriminada dos
escravos. Você fica sem saber o que dizer. Você olha para mim
por um momento e diz:
14

 — Você deve estar brincando, né? Aqui a “pessoa mais
inteligente do universo” está dizendo que escravidão é OK
e que nós podemos espancar nossos escravos.
Você abre em outra página aleatória e encontra isto:
1 Timóteo 2
8. Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando as
mãos puras, superando todo ódio e ressentimento. 9. Do mesmo
modo, quero que as mulheres usem traje honesto, ataviando-se com
modéstia e sobriedade. Seus enfeites consistam não em primorosos
penteados, ouro, pérolas, vestidos de luxo, 10. e sim em boas obras,
como convém a mulheres que professam a piedade. 11. A mulher ouça
a instrução em silêncio, com espírito de submissão. 12. Não permito
à mulher que ensine nem que se arrogue autoridade sobre o homem,
mas permaneça em silêncio. 13. Pois o primeiro a ser criado foi Adão,
depois Eva. 14. E não foi Adão que se deixou iludir, e sim a mulher
que, enganada, se tornou culpada de transgressão. 15. Contudo, ela
poderá salvar-se, cumprindo os deveres de mãe, contanto que
permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade.

— Isso é algum tipo de piada? Pois não permito que a mulher
ensine, nem tenha domínio sobre o homem… Isso é totalmente
machista! No país, há milhões de mulheres professoras e nós
temos mulheres trabalhando nas corporações e no governo.
Nenhuma pessoa inteligente diria que mulheres precisam ficar em
silêncio. Conforme você segue as páginas, percebe que o livro é
totalmente machista do início ao fim. Você continua abrindo o livro
em páginas aleatórias e quase tudo o que encontra é puro
absurdo. Não faz sentido algum, é irrelevante, repugnante ou
moralmente condenável. Se você é um cientista é ainda pior, pois
bem na primeira linha aparece isto:
15

Gênesis 1
1 - No princípio criou Deus os céus e a terra.

Isso não é verdade. No início, um evento natural criou o universo
como nós conhecemos ou ele sempre existiu, e a Terra não se
formou até bilhões de anos depois. A história da criação do
Gênesis está completamente errada. Simplesmente leia o Gênesis
e você verá. Por exemplo, a Bíblia diz que a luz e as trevas foram
criadas depois da água, mas antes do Sol. Todo mundo sabe que
o Sol surgiu primeiro, depois o planeta e a sua rotação (que é o
que faz a luz e as trevas ocorrerem diariamente) e então a água,
e tudo isso ocorreu por milhões de anos. Há muitos outros
problemas com a Bíblia:
1. O homem não surgiu do barro através de um ser mitológico.
O homem evoluiu de outras espécies como qualquer outro
ser vivo há centenas de milhões de anos.
2. A Bíblia fala sobre um dilúvio mundial que cobriu a Terra
com água e matou tudo, mas sabemos que isso nunca
aconteceu. Os registros arqueológicos desmentem.
3. Nunca houve uma Torre de Babel.
E a lista continua. A Bíblia é cientificamente absurda de
mil maneiras.
Pergunte-se esta simples questão:
1. Por que, quando você lê a Bíblia, você não fica admirado?
2. Por que um livro escrito por um ser onisciente não te deixa
com a sensação de maravilha e espanto?
3. Se você está lendo um livro escrito pelo criador do universo
onipotente, onisciente e benevolente, não se esperaria ficar
16

paralisado pelo brilho, pela claridade e pelo conhecimento
do autor?
4. Não se esperaria que o livro te intoxicasse com uma prosa
incrível e por ideias espetaculares?
5. Não se esperaria do autor algo que os cientistas não foram
capazes de descobrir ainda?
No entanto, quando você abre a Bíblia e efetivamente a lê,
descobre que nada é como aquilo descrito. Em vez de nos deixar
maravilhados, a Bíblia nos deixa estonteados com todas as ideias
absurdas e retrógradas que contém. Se você ler o que a Bíblia
efetivamente diz, você percebe que a Bíblia é ridícula. Os
exemplos acima apenas arranham a superfície de todos os
problemas que a Bíblia apresenta. Se formos honestos conosco
mesmos, será óbvio que um Deus “onisciente” não tem
absolutamente nada a ver com este livro. O motivo pelo qual a
Bíblia contém tantos absurdos é porque Deus não existe. A
Bíblia é um livro escrito há milhares de anos por pessoas
ignorantes. Um livro que defende assassinatos, escravidão e
machismo não tem mais lugar na sociedade de hoje.






17

2 - Sobre a Bíblia Sagrada


Alguém tinha que dizer a verdade sobre a Bíblia. Os padres não
ousariam, porque seriam expulsos de seus púlpitos. Professores
nas escolas não ousariam porque assim, perderiam seus salários.
Políticos não ousariam, eles seriam derrotados nas urnas. Editores
não ousariam, perderiam seus leitores. Comerciantes não
ousariam, perderiam seus clientes. Homens da alta sociedade não
ousariam, perderiam prestígio. Nem balconistas ousariam, eles
seriam dispensados. Então, decidi eu mesmo fazer isto.
Há milhões de pessoas que acreditam que a Bíblia seja a palavra
inspirada de Deus, milhões que creem que este livro é um cajado
e um guia, conselheiro e consolador, que ele preenche o presente
18

com paz e o futuro com esperança, milhões que creem que ele é
a fonte da lei, da justiça e da piedade, que através de seus sábios
e benignos ensinamentos o mundo conquistou sua liberdade,
riqueza e civilidade. Milhões que imaginam que este livro é uma
revelação da sabedoria e do amor de Deus na mente e coração do
homem, milhões que têm este livro como uma tocha que
conquista a escuridão da morte e que derrama seu brilho numa
outra vida, uma vida sem lágrimas.
Eles se esquecem da sua ignorância e selvageria, do seu ódio à
liberdade, da sua perseguição religiosa; eles se lembram do céu,
mas esquecem das masmorras do sofrimento eterno. Eles
esquecem que este livro aprisiona a mente e corrompe o coração.
Esquecem que ele é inimigo da liberdade de pensamento.
Liberdade é minha religião. Liberdade de mãos e mentes, de
pensamento e trabalho. Liberdade é uma palavra odiada pelos reis
e abominada pelos papas. É uma palavra que abala coroas e
altares. É uma palavra que já deixou coroados sem súditos e as
mãos estendidas da superstição sem esmolas. Liberdade é o fruto
da justiça. O perfume da piedade. Liberdade é semente e solo, o
ar e a luz. O orvalho e a chuva do progresso, amor e alegria.

1 - A origem da Bíblia

Algumas famílias de viajantes, pobres, esfarrapados, sem
educação, arte ou poder; descendentes daqueles que foram
supostamente escravizados por centenas de anos; ignorantes
como os habitantes da África Central e recém-fugidos dos seus
supostos senhores no deserto do Sinai. Seu comandante era
Moisés, um homem que havia sido educado pela família do faraó
que havia aprendido a mitologia e as leis do Egito. Com o
propósito de controlar seus seguidores, ele fingiu que fora
19

instruído por Jeová, o deus dos fugitivos. Tudo o que acontecia
era atribuído à interferência do seu Deus. Moisés dizia que
encontrara esse Deus cara a cara; que no topo do Monte Sinai ele
recebera as tábuas de pedra nas quais, pelos dedos de Deus, os
dez mandamentos haviam sido escritos, e que Jeová havia dito
quais os sacrifícios e cerimônias que o agradavam e quais as leis
que deveriam governar esse povo.
 Deste modo a religião judaica e o código de leis foram
estabelecidos.
 Nunca foi dito que esta religião e esse código de leis se
estenderiam a toda à humanidade.
Naquela época esses andarilhos não tinham qualquer
relacionamento com outros povos. Não existia linguagem escrita,
eles não sabiam ler ou escrever. Não havia meios de levar essas
mensagens a outros povos, assim elas ficaram enterradas no
linguajar dessas tribos ignorantes, miseráveis e desconhecidas
por mais de dois mil anos. Muitos séculos depois de Moisés, o
líder, estar morto, muitos séculos depois que todos os seus
seguidores já não mais existissem, o Pentateuco foi escrito,
trabalho de muitos escribas, e para dar força e autoridade,
disseram que Moisés fora o autor.
 Sabemos hoje que o Pentateuco não foi escrito por Moisés.
 Cidades que não existiam na época em que Moisés teria
vivido são mencionadas.
 Dinheiro, cunhado séculos após sua morte, é citado.
Então, muitas regras não se aplicavam aos viajantes do deserto:
leis sobre agricultura, sobre o sacrifício de bois, ovelhas e bezerro,
sobre tecelagem de roupas, sobre colheitas, sobre o preparo de
sementes, sobre casas e templos, sobre cidades e refúgios, e
20

sobre muitos outros assuntos que nada diziam respeito a
migrantes famintos do deserto e das pedras.
Hoje admitem muitos Teólogos inteligentes e honestos que Moisés
não foi o autor do Pentateuco, mas todos admitem que ninguém
saiba quem eram os autores, quem escreveu qual daqueles livros,
este ou aquele capítulo e linha. Sabemos que os livros não foram
sequer escritos numa mesma geração. Que não foram escritos por
uma só pessoa. Que estão repletos de erros e contradições.
1. Sabe-se que Josué não escreveu o livro que leva seu nome
porque trata de eventos que ocorreram muito tempo após
sua morte.
2. Ninguém conhece ou finge conhecer o autor de Juízes; o
que sabemos é que foi escrito séculos após os Juízes
deixarem de existir.
3. Ninguém conhece o autor de Ruth. Ninguém conhece o
autor nem do primeiro e segundo livro de Samuel; o que
sabemos é que Samuel não escreveu os livros que levam
seu nome. No capítulo 28 do primeiro Samuel é citada a
invocação do espírito de Samuel – que estava morto - pela
bruxa de Endor.
4. Ninguém sabe quem foi o autor do primeiro e segundo livro
de Reis ou o primeiro e segundo livro de Crônicas; tudo o
que sabemos é que esses livros são de nenhum valor.
5. Sabemos que os Salmos não foram escritos por David. Nos
Salmos a escravidão é citada, mas isto não aconteceu até
quinhentos anos após David ter ido dormir com seus pais.
6. Sabemos que Salomão não escreveu os livros de Provérbios
ou Cânticos; que Isaías não foi o autor do livro que leva seu
nome; que ninguém sabe o autor de Eclesiastes, Jó, Ester,
ou qualquer outro livro do Velho Testamento, com exceção
de Ezra.
21

7. Sabemos que Deus não é mencionado ou de qualquer outra
maneira citado no livro de Ester. Sabemos também que o
livro é cruel, absurdo e impossível.
8. Deus não é mencionado nos Salmos de Salomão, o melhor
livro do Velho Testamento.
9. E sabemos que Eclesiastes foi escrito por um não crente.
Sabemos que os judeus não decidiram quais livros eram
inspirados ou autênticos até o segundo século depois de Cristo.
Sabemos que a ideia da inspiração teve um crescimento gradual
e que a inspiração havia sido determinada por aqueles que tinham
certos objetivos a atingir.

2 - Seria o Velho Testamento “inspirado”?

1. Para ser inspirado, deveria ser um livro que nenhum
homem ou grupo de homens, poderia produzir.
2. Deveria conter a perfeição da Filosofia.
3. Deveria estar de acordo com todo fato da natureza.
4. Não deveria conter nenhum erro de Astronomia,
Geologia ou qualquer assunto da Ciência.
5. Sua moralidade deveria ser a mais alta e pura.
6. Suas leis e regras para a conduta deveriam ser as mais
justas, sábias, perfeitas e perfeitamente adaptadas aos
fins desejados.
7. Não deveria conter nada que faça o homem cruel,
vingativo ou infame.
8. Deveria ser cheio de justiça, pureza, honestidade,
piedade e espírito de
liberdade.
22

9. Deveria ser avesso à opressão, guerra, escravidão e
avidez, ignorância, credulidade e superstição.
10.Deveria desenvolver a mente e civilizar o homem.
11.Deveria satisfazer o cérebro e o coração dos mais sábios
e inteligentes.
12.E deveria ser verdadeiro.
Será que o Velho Testamento satisfaz estes parâmetros?
 Há algo no Velho Testamento -- em História, teoria, lei,
moralidade, ciência -- acima e além das ideias, crenças,
costumes e preconceitos existentes naqueles povos entre
os quais os autores viveram?
 Há qualquer raio de luz de qualquer fonte sobrenatural?
Os antigos hebreus acreditavam que a Terra era o centro do
Universo, e que o sol, a lua e as estrelas eram manchas no céu.
 Com isto a Bíblia concorda.
Pensavam que a terra era plana, com quatro cantos; que o céu, o
firmamento, era sólido, o piso da casa de Jeová.
 A Bíblia ensina o mesmo.
Imaginavam que o sol girava em torno da Terra e que, parando o
sol, o dia se prolongaria.
 A Bíblia concorda com isto.
Acreditavam que Adão e Eva seriam o primeiro homem e mulher;
que eles haviam sido criados alguns anos antes e que eles, os
hebreus, eram seus descendentes.
 Isto a Bíblia ensina.
23

Se alguma coisa é ou pode ser certa, é que os escritores da Bíblia
estavam enganados sobre a criação, Astronomia, Geologia; sobre
as causas dos fenômenos, a origem do mal e as causas da morte.
1. Agora é preciso admitir que se fosse um Ser Infinito o autor
da Bíblia, ele deveria saber todos os fatos, todas as ciências
e não cometeria qualquer erro.
2. Se, no entanto, há erros, desvios, falsas teorias, mitos
ignorantes e asneiras na Bíblia, ela só pode ter sido escrita
por seres finitos; ou seja, por pessoas ignorantes e
equivocadas.
3. Nada pode ser mais claro que isto.
Por séculos a Igreja sustentou que a Bíblia era absolutamente
certa; que não continha nenhum erro; que a história da criação
era verdadeira; que sua Astronomia e Geologia estavam de acordo
com os fatos; que os cientistas que discordassem do Velho
Testamento eram infiéis e ateus. Hoje as coisas mudaram.
Cristãos educados admitem que os escritores da Bíblia não fossem
tão inspirados como a ciência. Eles agora dizem que Deus, ou
Jeová NÃO inspirou os escritores desse livro com o propósito de
ensinar o mundo sobre Astronomia, Geologia ou qualquer outra
Ciência. Eles agora admitem que os homens inspirados que
escreveram o Velho Testamento não sabiam coisa alguma de
ciência e que eles escreveram sobre a terra, as estrelas, o sol e a
lua de acordo com a ignorância da época. Foram necessários
muitos séculos para forçar os Teólogos a admitir isto.
Relutantemente, cheios de malícia e ódio, os pregadores se
retiraram de campo, deixando a vitória com a ciência.
Então eles assumiram outra tática;
Eles passaram a afirmar que os autores da Bíblia eram inspirados
em questões espirituais e morais; que Jeová queria informar seus
24

filhos seus desígnios e seu infinito amor; que Jeová, vendo seu
povo mau, ignorante e depravado, queria fazê-lo piedoso, justo,
sábio e espiritual, e que a Bíblia é inspirada em leis, na religião
que ela ensina e em suas ideias de governo.
Essa é a situação atual. Estaria a Bíblia mais próxima de seus
supostos ideais de justiça, piedade, moralidade ou religião do que
de suas concepções de ciência? Ou sua moral?
1. Ela apoiou a escravidão.
2. Sancionou a poligamia.
3. Poderia o diabo fazer pior?
É ela piedosa?
Na guerra, ela estendia a bandeira negra; comandava a
destruição, o massacre de tudo, do idoso, do doente e
desesperançado, de esposas mulheres grávidas e bebês.
Seriam suas leis inspiradas?
Centenas de ofensas eram punidas com a morte. Pegar em
ferramentas de trabalho no domingo, assassinar seu pai na
Segunda, eram crimes iguais. Não há na literatura código de leis
mais sangrento. As leis da vingança e retaliação eram as leis de
Jeová. Um olho por um olho, um dente por um dente, um membro
por um membro.
Isto é selvageria, não Filosofia.
Seria justa e racional?
A Bíblia é o oposto da tolerância religiosa e da liberdade religiosa.
Quem discordasse da maioria era apedrejado até a morte.
Investigação era um crime. Maridos eram ordenados a denunciar
e ajudar na matança de esposas não crentes.
25

1. É inimiga da arte. "Não farás imagem esculpida". Isto é a
morte da arte.
2. A Palestina jamais produziu um pintor ou escultor.
Será a Bíblia civilizada?
Ela apoia a mentira, roubo, furto, assassinato, venda de carne
estragada a estrangeiros e até o sacrifício de seres humanos a
Jeová.
Será ela filosófica?
Ensina que pecados de uma pessoa sejam transferidos a um
animal, um bode. Faz da maternidade uma ofensa para a qual a
oferta de um pecado teve de ser feito.
1. Era mau parir um menino e duas vezes mau parir uma
menina.
2. Fabricar o óleo que era usado pelos padres era uma ofensa
punida com a morte.
3. O sangue de um pássaro morto em água corrente era tido
como medicinal.
Mancharia um Deus civilizado seu altar com o sangue de ovelhas,
cordeiros, cabritos e humanos? Transformaria seus padres em
carniceiros? Sentiria prazer em sentir cheiro de carne queimando?

3 - Os dez mandamentos

Alguns advogados cristãos e alguns juízes estúpidos e eminentes
têm dito e ainda dizem, que os dez mandamentos são a fundação
de toda a lei.
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Nada poderia ser mais absurdo. Muito antes de esses códigos
serem ditos, houveram códigos de leis na Índia e Egito, leis contra
assassinato, perjúrio, furto, adultério e fraude. Essas leis são tão
antigas quanto à sociedade humana; tão antigas como o amor à
vida; tão antigas quanto à indústria; quanto à ideia de
prosperidade; tão antigas quanto o amor humano.
Todos os mandamentos que eram bons, eram antigos; todos os
que eram novos, eram tolos. Se Jeová fosse civilizado, deixaria de
fora o mandamento sobre guardar os sábados e em seu lugar
colocaria: "Não escravizarás teu semelhante". Ele omitiria aquele
que fala de juramento e colocaria: "O homem terá apenas uma
mulher, e a mulher, apenas um homem". Deixaria de lado aquele
sobre imagens esculpidas e colocaria: "Não provocarás guerras de
extermínio e só desembainharás tua espada em legítima defesa".
Se Jeová fosse civilizado, como seriam melhores aqueles
mandamentos.
Tudo o que chamamos de progresso, a emancipação do homem,
o trabalho, a substituição da pena do encarceramento pela pena
de morte, o fim da poligamia, o estabelecimento da liberdade de
expressão, os direitos de consciência; em suma, tudo o que tende
à civilização do homem; todos os resultados da investigação,
observação, experiência e livre pensamento; tudo o que se
conseguiu em benefício do homem desde o fim da idade das
trevas, tem sido feito apesar do Velho Testamento. Deixe-me
agora exemplificar a moralidade, a misericórdia, a filosofia e a
bondade do Velho Testamento.

A história de Acã
27

Josué tomou a cidade de Jericó. Depois da queda da cidade ele
declarou que todo o espólio seria dado a Jeová. Apesar da
ordem, Acã escondeu em suas vestes prata e ouro.
1. Depois Josué tentou tomar a cidade de Ai. Ele falhou e
muitos de seus soldados foram mortos. Josué procurou as
causas da derrota e descobriu o tesouro oculto nas roupas
de Acã, duzentos pesos de prata e uma cunha de ouro.
Então Acã confessou.
2. Então Josué aprisionou os filhos e as filhas de Acã, seu gado
e ovelhas e os apedrejou até a morte e enterrou seus
corpos.
3. Nada indica que os filhos e filhas cometeram qualquer
crime. Certamente as ovelhas e gado não mereciam ser
trucidados para pagar os crimes de seu dono. Esta é a
justiça e a piedade de Jeová!
Após cometer esses crimes, com a ajuda de Jeová, ele
capturou a cidade de Ai.

A história de Elias
"E ele veio para Betel, e quando ele andava pelo caminho, saíram
pequenas crianças da cidade e zombaram dele e disseram-lhe:
“sobe, calvo”.
"E ele se virou, olhou para eles, e os amaldiçoou em nome do
Senhor. E então, duas ursas vieram da mata e devoraram
quarenta e duas das crianças".
Esta era a atuação do bom Deus, o piedoso Jeová!

28

A história de Daniel
O rei Dario honrou e exaltou Daniel e os príncipes nativos tiveram
ciúmes. Então eles induziram o rei a assinar um decreto para
efeito de que, qualquer homem que fizesse qualquer petição a
qualquer deus ou homem, com exceção do rei Dario, por trinta
dias, seria atirado ao covil dos leões.
Depois esses homens descobriram que Daniel, com sua face
voltada para Jerusalém, rezava três vezes ao dia para Jeová.
Então Daniel foi atirado ao covil dos leões; uma pedra foi colocada
na entrada do covil e selada com o selo real. O rei dormiu mal. Na
manhã seguinte ele foi ao covil e chamou Daniel. Daniel
respondeu e disse ao rei que Deus mandara seus anjos e fechara
as bocas dos leões. Daniel foi liberado vivo e o rei se converteu
ao Deus de Daniel.
 Dario, que acreditava num Deus verdadeiro, mandou os
homens que acusaram Daniel, junto com suas esposas e
filhos para o covil dos leões.
"E os leões os dominaram e quebraram todos os seus ossos em
pedaços e os reuniram no fundo do fosso."
1. O que fizeram as viúvas e as crianças?
2. Como ofenderam ao rei Dario, que acreditava em Jeová?
3. Quem protegeu Daniel? Jeová!
4. Quem deixou de proteger as inocentes viúvas e crianças?
Jeová!

A história de José
O faraó teve um sonho que foi interpretado por José.
29

De acordo com essa interpretação, deveriam ocorrer sete anos de
fartura, seguidos de sete anos de fome. José avisou o faraó para
comprar todo o excedente de sete anos de fartura e armazenar
tudo para os anos de fome.
 O faraó nomeou José como Ministro ou agente e ordenou
que adquirisse o excesso de produção daqueles anos de
fartura.
 Então veio a fome. O povo recorreu ao faraó em busca de
ajuda. O faraó recomendou que procurassem José e
fizessem o que ele mandasse.
 José vendeu milho para os egípcios até que seu dinheiro
acabasse, até que ele ficasse com tudo.
 Então o povo disse: "Dê-nos milho e nós pagaremos com
gado".
 José então lhes deu milho até que todo o seu gado, cavalos
e carneiros fossem dados a ele.
 Então o povo disse: "Dê-nos milho e nós lhe daremos
nossas terras".
 José então deu milho até que toda a terra havia sido dada.
 Mas a fome continuava e o povo lhes deu seus próprios
corpos e se tornaram servos do faraó.
Então José deu a eles sementes e fez um acordo com eles para
que dessem para sempre um quinto do que produzissem para o
faraó.
1. Quem habilitou José a interpretar o sonho do faraó? Jeová!
2. Ele sabia de antemão que José usaria sua informação para
extorquir e escravizar o povo do Egito? Sim.
3. Quem produziu a fome? Jeová!
É perfeitamente subentendido que os judeus não consideravam
Jeová o mesmo Deus dos egípcios, o Deus de todo o mundo. Este
30

era seu Deus e seu somente. Outras nações possuíam deuses,
mas este era o maior de todos.
 Ele odiava outras nações e deuses e abominava todas as
religiões, com exceção da adoração dele mesmo.

4 - Qual o valor de tudo isso?

Gênesis

Poderia algum estudioso do Cristianismo explicar o Gênesis?
Sabemos que não é verdadeiro. Ele se contradiz por si só. Há duas
citações da criação, no primeiro e segundo capítulos. Na primeira
versão, pássaros e bestas tinham sido criados antes do homem.
1. Na Segunda, o homem foi criado antes das bestas e
pássaros.
2. Na primeira, aves foram feitas da água.
3. Na Segunda, aves foram criadas da terra.
4. Na primeira, Adão e Eva foram criados juntos.
5. Na Segunda, Adão foi feito; depois as bestas e pássaros; e
então, Eva é criada de uma das costelas de Adão.
Essas histórias são muito mais antigas do que o
Pentateuco.
1. Segundo os persas: Deus criou o mundo em seis dias, um
homem chamado Adama, uma mulher chamada Eva, e
então descansou.
2. Os etruscos, gregos, egípcios, chineses e hindus tiveram
seu Jardim do Éden e a árvore da vida.
31

3. Então os persas, babilônicos, nubianos, os povos do sul da
Índia, todos tinham sua história da tentação do homem e
da serpente astuta.
4. Os chineses acreditavam que o mal caiu sobre a terra por
desobediência de uma mulher.
5. E até os habitantes do Taiti acreditavam que o primeiro
homem fora criado da terra e a primeira mulher dos seus
ossos.
Todas estas histórias são igualmente alegadamente importantes
para o mundo e todos os deuses igualmente inspirados.
1. Sabemos também que a história do dilúvio é muito mais
antiga que o livro do Gênesis e sabemos, além disso, que
ela não é verdadeira.
2. Sabemos que esta história do Gênesis fora copiada dos
caldeus. Aí se encontra tudo sobre a chuva, a arca, os
animais, a pomba que fora enviada três vezes e a montanha
na qual a arca descansou.
3. Então os chineses, persas, hindus, gregos, mexicanos e
escandinavos tinham substancialmente a mesma história.
4. Sabemos hoje que o conto da Torre de Babel não passa de
uma fábula infantil e ignorante.
O que restaria então deste inspirado livro do Gênese?
1. Há uma palavra sequer para desenvolver a mente e o
coração?
2. Há qualquer pensamento elevado, qualquer grande
princípio, alguma coisa de poético, qualquer palavra que se
abra num florescer?
3. Há algo além de tristes relatos detalhados de fatos que
jamais aconteceram?
32

4. Há alguma coisa no Êxodo calculado para tornar o homem
mais nobre, generoso e gentil?
5. Seria bom ensinar as crianças que Deus torturou o gado
inocente dos egípcios, levou-os à morte por pedradas para
pagar os erros do faraó?
6. Tornar-nos-ia mais piedosos a crença de que Deus matou
os primogênitos dos egípcios, os primogênitos de um povo
pobre e sofrido, das pobres meninas trabalhando nos
moinhos por causa da maldade de um rei?
7. Podemos crer que os deuses dos egípcios operavam
milagres? Poderiam eles transformar água em sangue e
bastões em serpentes?
Êxodo

No Êxodo não há uma só linha que seja de valor ou
pensamento original. Sabemos se é que sabemos algo, que este
livro foi escrito por selvagens, selvagens que acreditavam em
escravidão, poligamia e guerras de extermínio. Sabemos que a
história contada é impossível e que os fatos não aconteceram.
Este livro admite que haja outros deuses além de Jeová.
1. Então, neste livro abençoado, ensina-se a obrigação do
sacrifício humano, o sacrifício de bebês.
2. No 22º capítulo há esta ordem: "29. As tuas primícias, e os
teus licores não retardarás; o primogênito de teus filhos me
darás”.
Seria o Êxodo um auxílio ou um obstáculo para a espécie humana?
Tirem do Êxodo as leis comuns a todas as nações e será que
resta alguma coisa de valor?
33

Levítico

1. Haverá algo de importância no Levítico? Há algum capítulo
que valha a pena ler? Que interesse há para nós as vestes
dos padres, as cortinas e castiçais do Tabernáculo, as
pinças e pás do altar e o óleo usado pelos levitas?
2. Para que serve o código cruel, a punição assustadora, as
maldições, as
falsidades e os milagres deste livro ignorante e infame?
Números

E o que há no livro dos Números com seus sacrifícios, água de
ciúmes, suas flores e fina farinha, seus óleos e candelabros, suas
cebolas e manás para instruir a humanidade? Que interesse
teríamos nós na rebelião de Corá, a água da separação, as cinzas
da novilha vermelha, a serpente em brasa, a água que sobe e
desce montanha, seguindo o povo durante quarenta anos, do
jumento inspirado do profeta Balaão? Teriam esses absurdos e
crueldades, esta superstição selvagem e infantil, ajudado a
civilizar a humanidade?
Josué

Há alguma coisa em Josué, com suas guerras, assassinatos e
massacres, com suas espadas pingando com o sangue de
mulheres e crianças, com suas mutilações, suas fraudes e sua
fúria, seu ódio e vingança que contribuíram para melhorar o
mundo?
1. Não chocará cada capítulo, o coração de um homem bom?
2. Será este um bom livro para crianças lerem?
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O livro de Josué é tão impiedoso como a fome, tão feroz como o
coração de uma besta selvagem. É uma história, uma justificação,
uma santificação para todo o tempo.
Juízes

O livro dos Juízes é sobre o mesmo assunto, nada mais que guerra
e derramamento de sangue; a história horrível de Jael e Sísera;
de Gideão e suas trombetas e cântaros; de Jefté e sua filha, que
ele matou para agradar a Jeová. Aqui encontramos a história de
sansão, no qual um deus-sol é transformado em gigante.
 Leia este livro de Juízes, leia sobre o trucidamento de
mulheres, viúvas, mães e bebês, leia seus milagres
impossíveis, seus crimes sem compaixão e todos praticados
de acordo com as ordens de Jeová, e diga se este livro foi
feito para nos fazer piedosos, generosos e ternos.
Rute

Admito que a história de Rute seja, sob alguns aspectos, uma
história bela e tocante; que é contada com naturalidade, e que
seu amor por Naomi era profundo e puro. Mas em matéria de
namoro, dificilmente aconselharíamos nossas filhas a seguir o
exemplo de Rute. Lembramos ainda que Rute era uma viúva.
Samuel

1. Há algo que valha a pena ser lido no primeiro e segundo
livros de Samuel?
2. Seria possível a um profeta de Deus despedaçar um rei
cativo?
35

3. Seria a história da arca, sua captura e recuperação, de
importância para nós?
4. Seria justo e misericordioso matar cinquenta mil homens
apenas por terem olhado para uma caixa?
5. Para que nos interessam as guerras de Saul e Davi, a
história de Golias e a feiticeira de Endor?
6. Por que Jeová teria assassinado Uzá por ter colocado sua
mão para segurar a arca?
7. E perdoado Davi por ter assassinado Urias e roubado sua
esposa?
De acordo com "Samuel", Davi fez um censo do povo. Isto gerou
a ira de Jeová e como punição ele permitiu que Davi escolhesse
entre sete anos de fome, uma viagem de três meses perseguindo
inimigos ou três dias de pestes. Davi, tendo confiança em Deus,
escolheu três dias de pestes; e então, Deus, o piedoso, para
vingar os erros de Davi, matou setenta mil homens inocentes.
Diante das mesmas circunstâncias, o que o diabo teria
feito?
Reis

 Há alguma coisa no primeiro e no segundo livro de Reis que
sugira a ideia de inspiração?
Quando Davi está morrendo ele diz a seu filho Salomão para
matar Joabe e que “não o deixe envelhecer e descer em paz à
sepultura“. Como seu último suspiro, ele mandou a seu filho matar
Simei e que “apesar de ele já ser idoso, faça-o descer
ensanguentado à sepultura". Tendo expressado essas palavras
ternas e amorosas, o bom Davi, o homem do coração de Deus, foi
dormir com seus pais. Que necessidade teriam homens inspirados
de contar a história da construção do templo, a história da visita
36

da rainha de Sabá ou contar o número das viúvas de Salomão?
Que temos a ver com a atrofia da mão de Jeroboão, a profecia de
Jeú, a história de Elias e o corvo? Podemos acreditar que Elias
trouxe faíscas do céu ou que ele viajou para o paraíso numa
carruagem de fogo? Podemos crer na multiplicação do óleo da
viúva por Elias, que um exército foi atacado por cegueira ou que
um machado flutuou na água? Tornar-nos-ia mais civilizados ler
sobre a decapitação dos setenta filhos de Acabe, o arrancamento
dos olhos de Zedequias e o assassinato de seus filhos?
 Há qualquer palavra nesse livro destinada a tornar o
homem melhor?
Crônicas

Primeira e segundo Crônicas é a repetição do que foi dito no
primeiro e segundo Reis. As mesmas velhas histórias, um pouca
acrescentado, um pouco resumido, mas nada de melhor ou pior.
Ezra

O livro de Ezra é de nenhuma importância. Conta-nos que Ciro, o
rei da Pérsia, proclamou a construção de um templo em Jerusalém
e declarou ser Jeová o real e único Deus. Nada podia ser mais
absurdo. Ezra nos conta sobre o retorno do cativeiro, a construção
do templo, a dedicação, umas poucas orações, e isto é tudo.
 Este livro não tem qualquer importância. Nenhuma
utilidade.
Neemias

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Neemias é o mesmo. Conta a história da construção da muralha,
as queixas do povo com os impostos, a lista daqueles que
voltaram da Babilônia, um catálogo daqueles que moravam em
Jerusalém e a dedicação às muralhas. Nenhuma palavra de
Neemias vale a pena ser lida.
Ester

Então vem o livro de Ester; nele é dito a nós que o rei Assuero
fora intoxicado; que ele mandara que a sua esposa Vasti se
apresentasse a ele e seus hóspedes. Vasti recusou-se a aparecer.
Isto enfureceu o rei e ele ordenou que de cada província fosse
trazida a mais bela moça para ele para que ele escolhesse uma
para o lugar de Vasti. Entre algumas, foi trazida Ester, uma judia.
Ela foi escolhida e se tornou a esposa do rei. Então, um cavalheiro
de nome Hamã quis que todos os judeus fossem mortos, e o rei,
desconhecendo que Ester fosse dessa raça, assinou um decreto
para que os judeus fossem mortos. Através da interferência de
Mordecai e Ester, o decreto foi anulado e os judeus foram salvos.
Hamã preparou uma forca para que Mordecai fosse enforcado,
mas a boa Ester agiu para que Hamã e seus dez filhos fossem
enforcados na forca que Hamã tinha construído e os judeus foram
autorizados a assassinar mais de setenta e cinco mil súditos do
rei.
 Esta é a história inspirada de Ester.


No livro de Jó nós encontramos alguns sentimentos elevados,
alguns sentimentos sublimes e tolos, algumas das maravilhas e
belezas da natureza, as alegrias e tristezas da vida; mas a história
é infame.
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Salmos

Alguns dos Salmos são bons, muitos são indiferentes, uns poucos
são infames. No meio deles há uma mistura de vícios e virtudes.
Há versos que elevam e versos que degradam. Há orações de
perdão e de vinganças. Na literatura humana nada há de mais
cruel e infame que o Salmo 109.
Provérbios

Nos Provérbios há muita sagacidade, muita piedade e máximas
prudentes, muitos ditados sábios. As mesmas ideias são
expressas de diferentes formas, a sabedoria da economia e do
silêncio, o perigo da vaidade e da preguiça. Alguns são triviais,
outros tolos e muitos sábios. Esses provérbios não são generosos
nem altruístas. Provérbios do mesmo tipo são conhecidos em
todas as nações.
Eclesiastes

Eclesiastes é o mais profundo dos livros da Bíblia. Foi escrito por
um não crente, um filósofo, um agnóstico. Tire os trechos
acrescentados e ele fica semelhante aos pensamentos do século
dezenove. Neste livro estão as passagens mais poéticas e
filosóficas da Bíblia.
Após atravessar um deserto de crimes e mortes, depois de ler o
Pentateuco, Josué, Juízes, Samuel, Reis e Crônicas é deleitoso
atingir este bosque de poesia chamado "Os filhos de Salomão".
Um drama de amor de amor humano; um poema sem Jeová, um
poema nascido do coração e verdadeiro para os instintos divinos
da alma.
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"Eu durmo, mas minha alma está desperta."
Isaías

Isaías é o trabalho de muitos. Seu palavrório, seu imaginário
vago, suas profecias e maldições, seus bramidos contra reis e
nações, suas gargalhadas da sabedoria humana, seu ódio à
alegria, nada tem que melhore o bem estar do homem. Neste livro
relatam-se os mais absurdos dos milagres. A sombra do relógio
desceu dez graus para informar a Ezequias que Jeová havia
adicionado quinze anos à sua vida.
Neste milagre, o mundo, girando do leste para o oeste na
velocidade de mais de mil milhas por hora, é não só parado, mas
ele gira na direção contrária de modo que a sombra do relógio de
sol retorna dez graus!
 Há neste mundo algum homem ou uma mulher inteligente
que acredite nesta falsidade absurda?
Jeremias

Jeremias não contém nada de importância, nenhum fato de valor;
nada além de falsidades, lamentações, grasnados, gemidos,
maldições e promessas; nada além de fome de oração,
prosperidade dos maus, a ruína dos judeus, do cativeiro e retorno,
e enfim, Jeremias, o traidor no tronco e na prisão.
Lamentações

E Lamentações é simplesmente a continuação dos delírios do
mesmo pessimismo insano; nada além de pó e trapos e cinzas,
lágrimas e gemidos, delírios e ofensas.
40

Ezequiel

E Ezequiel -- o manuscrito carcomido, profetizando vitórias e
derrotas, com visões de carvão em brasa, e querubins, e rodas
com olhos, e a figura do caldeirão fervendo, a ressurreição de
ossos secos.
 É de nenhum valor.
Como Voltaire, digo que qualquer um que admire Ezequiel
deveria ser compelido a jantar com ele.
Daniel

 Daniel é um sonho distorcido, um pesadelo.
O que pode ser feito deste livro, com cabeças de ouro, com peito
e braços de prata, com barriga e coxas de brasa, com pernas de
aço, com pés de aço e argila; com suas inscrições nos muros, seus
covis de leões, com sua visão de cordeiro e bode?
Há algo que possa ser aprendido de Oseias e sua esposa? Há
alguma utilidade em Joel, Amós e Obadias? Podemos ter algum
benefício em Jonas e sua cabaça? É possível que Deus seja o
verdadeiro autor de Mica e Naum, de Habacuque e Sofonias, de
Ageu e Malaquias, e Zacarias, com seus cavalos vermelhos, seus
quatro chifres, seus quatro carpinteiros, suas rodas voadoras,
suas montanhas de brasa e a pedra com quatro olhos?
1. Há qualquer coisa neste livro que seja de algum benefício
para o homem?
2. Teria ele nos ensinado a cultivar o mundo, construir casas,
tecer roupas, preparar alimento?
41

3. Teria ele nos ensinado a pintar quadros, fazer esculturas,
construir pontes, navios, ou qualquer coisa de bonito e útil?
4. Conseguimos nossas ideias de governo, de liberdade de
ideias, liberdade de pensamento, do Velho Testamento?
5. Conseguimos tirar de qualquer destes livros um fiapo que
seja de ciência?
6. Haveria nestes "Livros Sagrados" uma linha, uma palavra
que melhorasse a saúde, a inteligência e a felicidade da
Humanidade?
7. Há alguma coisa no Velho Testamento tão prazeroso de ler
como "Robinson Crusoé", "As viagens de Gulliver", "Peter
Willkins e sua esposa voadora"?
8. Saberia o autor do Gênesis mais sobre a natureza que
Humboldt, ou Darwin, ou Haeckel?
9. O que é conhecido como o Código Mosaico seria tão sábio
e piedoso como o código das nações civilizadas?
10.Eram os escritores de Crônicas e Reis tão bons
historiadores, tão bons escritores como Gibbon ou Drapper?
11.Pode-se comparar Jeremias e Habacuque com Dickens ou
Thackeray?
12.Podem ser os autores dos salmos e Jó comparados a
Shakespeare?
13.Por que deveríamos atribuir o melhor ao homem e o pior a
Deus?


5 - Jeová é o Deus do amor?

Poderiam estas palavras provir de um coração de amor?
42

E o SENHOR teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir,
totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás
piedade delas; Deuteronômio 7:2.
Males amontoarei sobre eles; as minhas setas esgotarei contra
eles. Consumidos serão de fome, comidos pela febre ardente e de
peste amarga; e contra eles enviarei dentes de feras, com ardente
veneno de serpentes do pó. Por fora devastará a espada, e por
dentro o pavor; ao jovem, juntamente com a virgem, assim à
criança de peito como ao homem encanecido. Deuteronômio
32:23-25.
Sejam órfãos os seus filhos, e viúva sua mulher. Sejam
vagabundos e pedintes os seus filhos, e Busquem pão fora dos
seus lugares desolados. Lance o credor mão de tudo quanto
tenha, e despojem os estranhos o seu trabalho. Não haja ninguém
que se compadeça dele, nem haja quem favoreça os seus órfãos.
Salmos 109:9-12.
E comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas
filhas, Deuteronômio 28:53.
O Senhor te ferirá de fraqueza, febre e inflamação, febre ardente
e secura, carbúnculo e mangra, flagelos que te perseguirão até
que pereças. o céu que está por cima da tua cabeça será de
bronze, e o solo será de ferro sob os teus pés. Em lugar da chuva
,necessária à tua terra, o Senhor dar-te-á pó e areia, que cairão
do céu sobre ti até que pereças. Deuteronômio 28:22-24.
Serás maldito na cidade e maldito nos campos. Deuteronômio
28:16. (leia do 15 ao 68, 53 VERSÍCULOS DE MALDIÇÕES)
Embriagarei de sangue as minhas flechas, minha espada se
saciará de carne, Deuteronômio 32:42.

43

Também eu me rirei do vosso infortúnio e zombarei, quando vos
sobrevier um terror, Provérbios 1:26.
Viriam estas maldições, estas ameaças de um coração
amoroso ou de uma boca de selvageria?
1. Era Jeová bom ou mau?
2. Por que colocaríamos Jeová acima de todos os deuses?
3. Poderia a mente medrosa e ignorante do homem criar
um monstro pior?
4. Teriam os bárbaros de qualquer país, em qualquer
tempo, adorado um deus mais cruel?
Brahma era milhares de vezes mais nobre, assim como Osíris,
Zeus e Júpiter. E também o ser supremo dos astecas, para quem
eles ofereciam apenas o perfume das flores. O pior deus dos
hindus com o colar de crânios e sua pulseira de cobras vivas, era
terno e piedoso comparado com Jeová. Comparado com Marco
Aurélio, como Jeová fica pequeno. Comparado com Abraham
Lincoln, como é cruel e desprezível esse deus.

6 - A administração de Jeová

Ele criou o mundo, os anfitriões do céu, o homem, a mulher e os
colocou no jardim. Então a serpente os enganou e eles foram
expulsos para conseguir seu próprio pão.
Jeová ficou frustrado.
Então ele tentou outra vez. Ele tentou durante seis mil anos
civilizar seu povo.
Nenhuma escola, nenhuma Bíblia, ninguém ensinando o povo a
ler e a escrever. Nada de Dez Mandamentos. O povo tornou-se
44

pior e pior até que a piedade de Jeová mandou o dilúvio e afogou
todo o seu povo com exceção de Noé e sua família, oito no total.
Então ele começou novamente e mudou seus métodos. A
princípio, Adão e Eva eram vegetarianos. Após o dilúvio, Jeová
disse: "Toda a criatura que vive será carne para vós", inclusive
cobras e besouros.
E falhou novamente! E na torre de Babel ele dispersou seu
povo.
Descobrindo que ele não seria bem sucedido com todo o povo, ele
pensou que poderia conseguir com uns poucos, então ele
selecionou Abraão e seus descendentes. De novo ele falhou e seu
povo escolhido foi capturado pelos egípcios e escravizado por
quatrocentos anos.
Então ele tentou mais uma vez. E os resgatou dos egípcios
e os direcionou para a Palestina.
Então ele modificou sua tática e permitiu que eles comessem
apenas animais com cascos e que ruminassem.
Novamente ele falhou.
As pessoas o odiavam e preferiam a escravidão no Egito em vez
da liberdade com Jeová. Então ele os manteve vagando e quase
todos que saíram do Egito morreram. Então ele fez nova tentativa.
Levou-os à Palestina e os deixou ser governados pelos juízes.
Isto também foi um erro. Nenhuma escola, nenhuma Bíblia. Então
ele tentou os reis, e os reis eram na maioria idólatras. E o povo
escolhido foi conquistado e levado como escravo pelos babilônios.
Outro fracasso.
45

Então eles retornaram e ele tentou os profetas, rezadores e
curandeiros, mas o povo foi ficando pior e pior. Nenhuma escola,
nenhuma ciência, nenhuma arte, nenhum comércio. Então Jeová
fez-se carne, nasceu de uma mulher, viveu entre aquele povo que
ele vinha tentando civilizar por vários milhares de anos. E essas
pessoas, seguindo as leis que Jeová lhes ensinara, lançaram
contra este Jeová-homem, este Cristo, blasfêmias, julgaram-no,
condenaram-no e o mataram.
Jeová falhou novamente.
Então ele desistiu dos judeus e voltou sua atenção para o resto do
mundo. E agora os judeus, desertados por Jeová, perseguidos
pelos cristãos, são um dos povos mais prósperos da terra.
Mais uma vez Jeová falhou. Que administração!

7 - O Novo Testamento

Quem escreveu o Novo Testamento? Estudiosos cristãos admitem
que não saibam. Eles admitem que se os quatro evangelhos
fossem escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João eles teriam sido
escritos em hebraico. E, no entanto, nenhum manuscrito destes
evangelhos em hebraico foi jamais encontrado. Todos os
manuscritos mais antigos são em grego. Então, teólogos educados
admitem que as Epístolas de Tiago e Judas fossem escritas por
pessoas que nunca haviam visto um dos quatro evangelhos.
Nessas Epístolas, em Tiago e Judas, nenhuma referência é feita a
nenhum evangelho e a nenhum dos milagres descritos neles.
A primeira menção que foi feita de um dos evangelhos foi cento e
oito anos depois do nascimento de Cristo e os quatro evangelhos
foram pela primeira vez citados e nomeados no início do terceiro
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século, mais ou menos cento e setenta anos após a morte de
Cristo. Hoje sabemos que havia muitos outros Evangelhos além
dos quatro conhecidos, alguns dos quais, perdidos. Havia o
Evangelho de Paulo, dos egípcios, dos hebreus, da perfeição, de
Judas, de Tadeu, da infância, de Tomás, de Maria, de André, de
Nicodemus, de Marcião e muitos outros.
Então havia os Atos de Pilatos, de André, de Maria, de Paulo, de
Tecla e de muitos outros; e um livro chamado Pastor de Hermas.
A princípio, nem todos desses livros eram considerados
inspirados. O Velho Testamento era tido como divino; Mas os
livros conhecidos hoje como o Novo Testamento eram
considerados como produção humana. Sabemos hoje que se
desconhecem os autores dos quatro evangelhos. A questão é,
eram os autores desses evangelhos inspirados? Se fossem
inspirados, os quatro evangelhos deveriam ser verdadeiros, se
fossem verdadeiros, deveriam concordar entre si.
 Os quatro Evangelhos não concordam.
Mateus, Marcos e Lucas não sabiam nada sobre expiação, nada
sobre salvação pela fé. Eles conheciam apenas os evangelhos das
boas ações, da caridade. Ensinavam que se perdoássemos os
outros, seríamos perdoados por Deus.
 Com isto o Evangelho de João não concorda.
Neste Evangelho ensina-se que devemos acreditar no Nosso
Senhor Jesus Cristo; que devemos nascer de novo; que devemos
beber o sangue e comer a carne de Cristo. Neste Evangelho
encontramos a doutrina da expiação, na qual Cristo morreu por
nós e sofreu em nosso lugar. Este Evangelho desvia-se muito dos
outros três. Se os outros são verdadeiros, o de João é falso. Se o
Evangelho de João foi escrito por um homem inspirado, os
47

escritores dos demais não eram inspirados. Disto não há como
escapar. Os quatro não podem ser verdadeiros.
 É evidente que há várias inserções ou interpolações nos
Evangelhos.
Por exemplo, no 28º capítulo de Mateus é dito o efeito que os
soldados da tumba de Cristo foram subornados para dizer que os
discípulos de Jesus roubaram seu corpo enquanto eles, os
soldados, dormiam.
 Isto é claramente uma interpolação. É uma quebra na
narrativa.
O 10º versículo poderia ser seguido pelo 16º. O 10º versículo diz:
"Então Jesus disse a eles, 'Não tenhais medo; ide até meus
companheiros para que vão até Galileia e lá eles me verão". O 16º
verso diz: "Então os onze discípulos foram até a Galileia numa
montanha que Jesus havia citado." A história sobre os soldados
contida nos versículos 11º, 12º, 13º, 14º, 15º, são interpolações
-- uma continuação -- também. O 15º versículo demostra isto.
Decimo quinto versículo: "Então eles pegaram o dinheiro e fizeram
o que foram ensinados. E estes ensinamentos são conservados
entre os judeus até nossos dias." Certamente esta citação não
tem nada do Evangelho original, e certamente o 15º versículo não
foi escrito pelos judeus. Nenhum judeu teria escrito isto: "E este
ensinamento é conservado entre os judeus até os nossos dias”.
VEJA COMO É FÁCIL PERCEBER A INTERPOLAÇÃO EM AZUL:
Mateus 28:10-16

10. Então Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos
que vão à Galileia, e lá me verão.
11. E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à
48

cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas
que haviam acontecido.
12. E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho
entre si, deram muito dinheiro aos soldados,
13. Dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e,
dormindo nós, o furtaram.
14. E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o
persuadiremos, e vos poremos em segurança.
15. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam
instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia
de hoje.
16. E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte
que Jesus lhes tinha designado.


Marcos, João e Lucas nunca ouviram que os soldados haviam sido
subornados pelos padres; ou, se ouviram, não acharam que
valesse a pena mencionar. Então, a citação da ascensão de Jesus
em Marcos e Lucas foram interpolações.
 Mateus não falou nada sobre a ascensão.
Certamente não poderia haver milagre maior, enquanto Marcos,
que estava presente, que viu o Senhor subir, ascender e
desaparecer...
 ...não achou que valesse a pela citar.
Por outro lado, as últimas palavras de Cristo, segundo Mateus,
contradizem a ascensão:
 "Senhor, estarei convosco para sempre, até o fim dos
tempos".
49

Para João, que estava presente, se Cristo realmente ascendeu,
não disse coisa alguma sobre o assunto.

Então, sobre a ascensão, os Evangelhos não concordam.
Marcos mostra a última conversa que Cristo teve com os
discípulos, que seria a seguinte:

"Ide para o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Aquele
que crer e for batizado, será salvo; mas aquele que não crer será
condenado. E estes sinais deverão seguir aqueles que creem: em
meu nome deverão expulsar demônios; eles deverão falar línguas
novas. Poderão pegar em serpentes, e se eles beberem qualquer
líquido venenoso, não lhes farão mal; eles deverão colocar as
mãos sobre os doentes e eles sararão. Então, depois que o Senhor
falou para eles, ele subiu aos céus e sentou à direita de Deus."
 É possível que esta descrição tenha sido escrita por alguém
que testemunhou este milagre?
Este milagre é descrito por Lucas assim:
 “E eis que ele os abençoou, afastou-se e subiu ao céu.”
 "Brevidade é a alma do saber."
Em Atos é ensinado que:
 "Quando ele tinha falado, quando eles viram, ele tinha
partido, e uma nuvem o levou para longe de suas vistas."
Nem Lucas, nem Mateus, nem João, nem os escritores dos Atos
ouviram uma palavra da conversa atribuída a Cristo por Marcos.
 O fato é que a ascensão de Cristo não foi aplaudida pelos
discípulos. Em princípio, Cristo era um homem, nada mais.
50

Maria era sua mãe, José, seu pai. A genealogia do seu pai, José,
é dada para mostrar que ele era do sangue de Davi.
 Então, a alegação era de que ele era o filho de Deus, e que
sua mãe era uma virgem, e que ela permaneceu virgem até
sua morte.
 Então, a afirmação foi feita de que Cristo ressurgiu dos
mortos e ascendeu corporalmente aos céus.
 Passaram-se muitos anos para que estes absurdos se
apossassem da mente dos homens.
Se Cristo ressurgiu dos mortos, por que ele não apareceu a seus
inimigos? Por que ele não chamou Caifás, o sumo sacerdote? Por
que não fez outra entrada triunfal a Jerusalém?
Se ele ressuscitou realmente, por que não fez isto em público, na
presença de seus perseguidores? Por que este, o maior dos
milagres, tinha de ser feito em segredo, num canto?
Este era um milagre que poderia ser visto por grande multidão,
um milagre que não poderia ter sido simulado, um que poderia ter
convencido centenas de milhares.
 Depois da história da ressurreição, a ascensão se tornou
uma necessidade. Eles tinham que se livrar do cadáver.
 Então, há muitas outras interpolações nos Evangelhos e nas
Epístolas.
Novamente eu pergunto: seria o Novo Testamento verdadeiro?
Alguém hoje crê que o nascimento de Cristo foi uma saudação
celestial; que uma estrela guiou os reis magos do leste; Que
Herodes ordenou o assassinato dos bebês de Belém abaixo de dois
anos?
51

 Os Evangelhos são recheados de citações de milagres.
Teriam eles realmente ocorrido?
 Mateus cita vinte e dois milagres; Marcos, quinze; Lucas,
dezoito; e João, sete.
De acordo com os Evangelhos, Cristo curava doenças, expulsava
demônios, curou cegos, alimentou multidões com cinco pães e
dois peixes, andou sobre as águas, amaldiçoou uma figueira,
transformou água em vinho, e ressuscitou mortos.
 Mateus é o único que fala sobre a estrela e os reis magos,
o único que conta sobre a matança dos bebês.
 João é o único que não diz nada sobre a ressurreição de
Lázaro.
 Lucas é o único que cita a ressurreição da viúva do filho de
Naim.
 Como é possível comprovar esses milagres?
 Os judeus, os povos entre os quais dizem que aconteceram,
não acreditam neles.
 Os doentes, os paralíticos, os leprosos, os cegos que foram
curados não se tornaram seguidores de Cristo.
 Aqueles que ressuscitaram dos mortos nunca foram vistos
novamente.
Acreditará um homem inteligente na existência de demônios?
 As pessoas que escreveram três dos Evangelhos,
certamente acreditavam.
 João não disse nada sobre Cristo expulsando demônios,
mas Mateus, Marcos e Lucas deram muitos exemplos.
Será que algum homem hoje crê que Cristo expulsava demônios?
 Se seus discípulos disseram que ele expulsou, estavam
enganados.
52

 Se Cristo afirmou que expulsou, então ele foi um louco ou
um impostor.
Se as citações das expulsões de demônios são falsas, então os
que narraram eram ignorantes ou desonestos. Se eles escreveram
por ignorância, então não eram inspirados. Se eles sabiam que
estavam citando algo de falso, se eles sabiam ou não, eles não
eram inspirados.
Naquela época acreditava-se que paralisia, epilepsia, surdez,
loucura e muitas outras doenças eram causadas por demônios;
que demônios tomavam posse e viviam dentro do corpo de
homens e mulheres. Cristo acreditava nisto, ensinou isto a outras
pessoas e fingiu que curava doenças expulsando demônios dos
doentes e insanos. Nós sabemos, se é que sabemos algo, que
doenças não são causadas pela presença de demônios. Nós
sabemos, se é que sabemos algo, que demônios não residem no
corpo das pessoas.
Se Cristo disse e fez o que os escritores dos Evangelhos dizem
que ele disse e fez, então Cristo estava enganado. Se estava
enganado, então certamente não era um deus. Se estava
enganado, certamente não era inspirado.
Seria verdade que o diabo tentou subornar Cristo?
É verdade que o diabo levou Cristo para o topo do templo e tentou
induzi-lo a pular no chão?
Como podem estes milagres ser estabelecidos?
 Os chefes não escreveram nada
 Cristo não escreveu nada
 e o diabo permaneceu em silêncio.
 Como podemos saber que o diabo tentou subornar Cristo?
53

 Quem escreveu o fato? Não sabemos.
 Como os escritores obtiveram a informação? Não sabemos.
Alguém há uns setecentos anos, afirmou que o diabo tentara
subornar Deus; que o diabo levou Deus para o alto do templo, que
tentou induzir Deus a pular no chão e que Deus era
intelectualmente muito superior ao diabo. Estas são todas as
evidências que possuímos.
 Há algo na literatura mundial mais perfeitamente idiota?
Pessoas inteligentes não acreditam mais em feiticeiras, magos,
fantasmas e diabos, e eles estão perfeitamente satisfeitos com o
fato de que cada palavra do Novo Testamento sobre expulsão de
demônios é falsa.
 Podemos crer que Cristo ressuscitou os mortos?
Uma viúva, moradora de Naim está seguindo seu filho em cortejo
para a tumba. Cristo detém o funeral e levanta o morto e o
devolve aos braços de sua mãe. Este jovem desapareceu. Dele
nunca mais se ouviu falar. Ninguém teve o menor interesse em
saber sobre o homem que retornou do mundo dos mortos. Lucas
é o único que conta a história. Talvez Mateus, Marcos e João nunca
ouviram falar, ou não acreditaram, ou não se lembraram do fato.
 João disse que Lázaro ressuscitou dos mortos;
 Marcos e Lucas não dizem nada sobre isto.
Foi algo de mais maravilhoso que a ressurreição do filho da viúva.
Ele já havia sido colocado na tumba havia dias. O rapaz estava
ainda no caminho para a cova, mas Lázaro já estava lá. Ele já
começara a apodrecer. Lázaro não despertou o mínimo interesse.
Ninguém perguntou a ele sobre o outro mundo. Ninguém lhe pediu
notícias sobre os amigos falecidos. Quando ele morreu pela
54

Segunda vez, ninguém disse: "Ele não tem medo. Ele já percorreu
esta estrada outra vez e já sabe para onde está indo”.
Nós não acreditamos nos milagres de Maomé, e na verdade eles
são alegados do mesmo modo. Não temos nenhuma confiança nos
milagres atribuídos a Joseph Smith e, no entanto as evidências
são até melhores. Se um homem hoje aparecesse afirmando que
ressuscita os mortos e finge que expulsa demônios, é tido como
louco. E o que dizer, então de Cristo? Se quisermos salvar sua
reputação, seríamos compelidos a afirmar que ele nunca tentou
ressuscitar os mortos; que ele nunca afirmou que expulsava
demônios.
 Temos que levar em consideração que esses relatos
ignorantes e absurdos foram inventados pelos seus
seguidores com o objetivo de deificar seu mestre.
 Naqueles tempos de ignorância, as falsidades adicionavam
mais fama a Cristo. Mas hoje, elas põem em perigo o seu
caráter e diminuem os autores dos Evangelhos.
Podemos crer hoje que a água se transformou em vinho? João
conta este milagre bobo e afirma que os outros discípulos estavam
presentes; entretanto, Mateus, Marcos e Lucas não falam nada
sobre o fato.
Tome-se o caso do homem curado pelas águas da piscina de
Betsedá. João diz que um anjo turvou a água da piscina de
Betsedá e que dissera que o primeiro de mergulhasse na água
turva, seria curado.
 Alguém pode crer que um anjo foi até a piscina e turvou a
água?
 Alguém acredita que o primeiro pobre coitado a tocar na
água curou?
55

Entretanto, o autor do Evangelho acreditou e citou estes absurdos.
Se ele estava enganado sobre este milagre, certamente estava
também sobre todos os outros que contou.
 João é o único que cita este milagre da piscina.
Provavelmente os outros evangelistas não creram na
história.
Como podemos julgar estes supostos milagres?
Nos dias dos discípulos e por muitos séculos depois, o mundo era
cheio do sobrenatural. Quase tudo que acontecia era tido como
sobrenatural. Deus era o governador do mundo. Se as pessoas
eram boas, Deus mandava semente, e colheita; mas se eles eram
más ele mandava enchentes, granizo e fome. Se algo maravilhoso
ocorria, era exagerado até se transformar num milagre.
Da ordem de eventos, da inquebrável cadeia de causas e efeito,
as pessoas não tinham qualquer conhecimento ou nenhum
pensamento.
 Milagre é o símbolo e o fogo da fraude.
 Nenhum milagre jamais foi realizado.
 Nenhum homem honesto e inteligente jamais fingiu fazer
milagres, nem fingirá.
Se Cristo tivesse realizado os milagres atribuídos a ele; se ele
tivesse curado os paralíticos e loucos; se ele tivesse dado audição
aos surdos; visão aos cegos; se ele tivesse limpado os leprosos
com uma palavra e com um toque dado vida e movimento a um
membro paralisado; se ele tivesse dado pulso, movimento, calor
e pensamento à argila fria e sem vida; se ele tivesse conquistado
a morte e resgatado dela suas pálidas presas, nenhuma palavra
contra teria sido exclamada, nenhuma mão erguida, exceto em
56

louvor e honra. Em sua presença todas as cabeças seriam
descobertas, todos os joelhos ao chão.
Nenhum homem disse: "Eu era cego e este homem me deu visão."
Tudo era silêncio.

8 - A filosofia de Cristo

Milhões asseguram que a filosofia de Cristo é perfeita, que ele foi
o mais sábio que já pregou. Vejamos:
Não resistas ao mal. Se atingido numa face, oferece a
outra. >>>
Há alguma sabedoria, alguma filosofia nisto? Cristo tira da
bondade, da virtude, da verdade, o direito à autodefesa. O vício
se torna o dono do mundo e o bom se torna vítima do infame.
Nenhum homem tem direito à autodefesa, defender sua
propriedade, sua esposa e crianças. Governar se torna impossível
e o mundo estará à mercê dos criminosos. Há algo mais absurdo
que isto?
Ama teus inimigos. >>>
É possível isto? Será que qualquer ser humano já amou seu
inimigo? Será que Cristo amou os seus quando ele os chamou
como hipócritas e raça de víboras? Não podemos amar aqueles
que nos odeiam. Ódio no coração dos outros não semeia amor nos
nossos. Não resistir à maldade é absurdo; amar nossos inimigos
é impossível.
Não se preocupem com suas próprias vidas >>>
57

A ideia é de que Deus tomaria conta de nós como ele tomava
conta de pardais e lírios. Será que há um menor sentido nesta
crença absurda? Será que Deus cuida de alguém?
Podemos viver sem nos preocupar com o sofrimento? Arar,
semear, cultivar, colher, é se preocupar com o sofrimento. Nós
planejamos e trabalhamos para o futuro de nossas crianças, para
as gerações que estão por vir. Sem essas preocupações não
haveria nenhum progresso, nenhuma civilização. O mundo
retornaria às cavernas e às masmorras da selvageria.
Se teu olho direito te ofende, tira-o fora. >>>
Por quê? Por que é melhor que uma parte do corpo pereça a
permitir que o corpo inteiro seja mandado para o inferno. Existe
alguma sabedoria em aconselhar a retirar um olho ou amputar
sua mão? É possível extrair desses ensinamentos esdrúxulos o
menor grão de bom senso?
Não jurais; nem pelos céus, porque este é o trono de Deus;
nem pela terra, porque esta é o seu apoio; nem por
Jerusalém, porque esta é a sua cidade sagrada. >>>
Aqui achamos a astronomia e a geologia de Cristo. O céu é o trono
de Deus, o monarca; a terra é o seu apoio. Um apoio que gira na
velocidade de milhares de milhas por hora e viaja pelo espaço a
uma velocidade de mais de mil milhas por minuto!
 Onde os Cristãos pensavam que o céu ficava?
 Por que seria Jerusalém uma cidade santa?
 Seria pelo fato de que seus habitantes eram ignorantes,
rudes e supersticiosos?

Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-
58

lhe também a capa. >>>

Há qualquer ensinamento, qualquer filosofia, qualquer bom
senso nesta ordem? Não seria tão idiota quanto dizer: "Se um
homem obtém um processo contra ti de cem dólares, dá a ele
duzentos"? Só um louco seguiria este conselho.
Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer
paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o
homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora
contra sua sogra; >>>
Se isto é verdade, como o mundo seria melhor se ele ficasse de
fora dele.
 É possível que aquele que disse "Não resistas a ofensas",
veio trazendo uma espada?
 Aquele que disse "Ama teus inimigos" veio para destruir a
paz no mundo?
 Colocar pai contra filho, e filha contra mãe, que gloriosa
missão!
Ele trouxe uma espada e ela foi molhada por milhares de anos
com sangue de inocentes. Em milhares de corações ele semeou a
semente do ódio e vingança. Ele dividiu nações e famílias, apagou
a luz da razão, petrificou os corações dos homens.
E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs,
ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor
de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida
eterna. >>>

De acordo com os escritos de Mateus, Cristo, o compadecido, o
piedoso, exclamou estas terríveis palavras.
59

 Seria possível que Cristo tivesse subornado com uma vida
eterna de alegrias aqueles que abandonassem seus pais,
mães, esposas e filhos?
 Estaríamos nós para receber a felicidade eterna
abandonando aqueles que nos amam?
 Deveríamos arruinar um lar aqui para construir uma
mansão lá?
E, no entanto, é dito que Cristo é um exemplo para o mundo. Teria
ele abandonado seu pai e mãe? Ele disse, referindo-se à sua mãe:
"Mulher, o que tenho a ver contigo?"
Dai a César o que é de César >>>
Os fariseus disseram a Cristo: "É legal pagar tributo a César?"
Cristo disse: "Mostra-me a moeda do tributo. Eles trouxeram para
ele uma moeda. E eles disseram: É de César. E Cristo disse: Dá a
César o que é de César".
 Será que Cristo pensou que a moeda era de César apenas
porque possuía sua imagem estampada sobre ela?
 Pertenceria a moeda a César ou ao homem que a ganhara?
 Teria César o direito de requisitá-la só porque nela estava
estampada a sua imagem?
 Não nos parece que por esta conversa que Cristo não
entendia a real utilização e natureza do dinheiro?
Podemos ainda afirmar que Cristo tenha sido o maior dos
filósofos?

9 - Cristo é um exemplo para nós?

Ele nunca exclamou uma palavra pela educação. Ele nem sequer
60

insinuou nada sobre ciência. Ele nunca defendeu a indústria,
economia e fez qualquer esforço para melhorar nossas condições
neste mundo. Ele era inimigo do bem sucedido e do rico. O rico
foi mandado para o inferno, não porque fosse mau, mas porque
era rico. Lázaro foi para o céu, não porque fosse bom, mas porque
era pobre.
Cristo nunca se importou com escultura, pintura, música e
nenhuma arte. Nunca disse nada sobre obrigações de nação a
nação, nada sobre os direitos do homem; nada sobre liberdade
intelectual ou liberdade de expressão. Não disse coisa alguma
sobre a santidade do lar; nenhuma palavra sobre a vida
doméstica; nenhuma palavra em favor do casamento, em honra
da maternidade.
Ele nunca casou. Vagava sem lar, de lugar em lugar com uns
poucos discípulos. Nenhum parecia engajado em qualquer
trabalho que fosse útil e pareciam viver de esmolas. Todas as
ligações humanas eram vistas com desprezo; este mundo era
sacrificado em favor de um próximo; todos os esforços humanos
eram desencorajados. Deus ajudaria e protegeria.
Por fim, no crepúsculo da vida, Cristo, reconhecendo que se
enganara chorou: "Meu Deus, meu Deus! Por que me
abandonastes"?
Temos consciência de que o homem depende de si mesmo. Ele
deve preparar a terra; ele deve construir sua casa; ele deve arar
e plantar; ele deve inventar; ele deve trabalhar com as mãos e
mente; ele deve suplantar as dificuldades e obstáculos; ele deve
conquistar e escravizar as forças da natureza de modo que ela
faça o trabalho para o mundo.

61

10 - Por que deveríamos colocar Cristo acima da espécie
humana?

1. Era ele mais gentil e piedoso, mais modesto que Buda?
2. Era ele mais sábio, enfrentou a morte com mais calma que
Sócrates?
3. Foi ele mais paciente, mais caridoso que Epicuro?
4. Foi ele um maior filósofo, mais profundo pensador que
Epicuro?
5. De que maneira foi ele superior a Zoroastro?
6. Foi ele mais gentil que Lao-Tsé, mais universal que
Confúcio?
7. Foram suas ideias de direitos humanos e deveres
superiores a Zenão?
8. Expressou ele maiores verdades que Cícero?
9. Era sua mente mais sutil que a de Espinoza?
10.Era sua mente igual à de Kepler ou Newton?
11.Foi ele mais grandioso na morte, e mais sublime que Bruno?
12.Foi ele, em inteligência, em força e beleza de expressão em
profundidade nos pensamentos, em riqueza de exemplos,
em aptidão para a compaixão, em conhecimento da mente
e coração do homem, de todas as paixões, esperanças e
medos, igual a Shakespeare, o maior da espécie humana?
Se Cristo fosse de fato um Deus, ele saberia todo o futuro. Diante
dele um panorama surgiria da história futura.
1. Ele saberia como suas palavras seriam interpretadas.
2. Ele saberia quais crimes, quais horrores, quais infâmias
seriam cometidas em seu nome.
3. Ele saberia que as chamas famintas da perseguição
subiriam pelos membros de inúmeros mártires. Ele saberia
62

disto; milhares e milhares de bravos homens e mulheres
iriam perecer nas masmorras escuras, cheias de dor.
4. Ele saberia que sua igreja ia inventar e produzir os
instrumentos de tortura; que seus seguidores iam usar o
chicote e a lenha, as correntes e a tortura. Ele veria o
horizonte do futuro lúgubre com as chamas dos autos da fé
da inquisição.
5. Ele saberia que seus ensinamentos se espalhariam como
fungos venenosos de cada texto. Ele veria as inúmeras
ignorantes seitas brigando umas contra as outras.
6. Veria milhares de homens, sob as ordens de padres,
construindo prisões para seus semelhantes.
7. Ele veria milhares de cadafalsos pingando o sangue dos
mais nobres e bravos.
8. Ele veria seus seguidores usando os instrumentos de dor.
Ouviria seus gemidos, veria suas faces pálidas, na agonia.
Ouviria todos os gritos, lamentos e choros de todos os que
sofriam, multidões de mártires.
9. Ele conheceria os comentários seriam escritos em seu
nome, com espadas, para ser lidas com a luz da fogueira.
Ele saberia que a inquisição seria instalada baseada em
palavras atribuídas a ele.
10.Ele teria visto as interpolações, os acréscimos, as
falsificações, que a hipocrisia relataria e escreveria.
Ele veria todas as guerras que se desencadeariam, e saberia que
em cima desses campos de morte, além dessas masmorras, além
desses instrumentos de tortura, além dessas execuções, além
dessas fogueiras, por mil anos tremularia a bandeira sangrenta da
cruz.
1. Ele saberia que a hipocrisia vestiria batina e seria coroada,
que a crueldade e credulidade mandariam no mundo;
2. saberia que a liberdade seria banida do mundo;
63

3. saberia que papas e reis, em seu nome, escravizariam
almas e corpos dos homens;
4. saberia que eles perseguiriam e destruiriam os
descobridores, os pensadores, os inventores;
5. saberia que a igreja apagaria a santa luz da razão e deixaria
o mundo sem uma estrela.
Veria seus discípulos cegando os olhos dos homens, esfolando-os
vivos, amputando suas línguas, procurando por seus nervos mais
doloridos.
1. Saberia que em seu nome seus seguidores
comercializariam carne humana;
2. Que berços seriam vendidos e os seios das mulheres
ficariam sem os seus bebês, em troca de ouro.
E, no entanto, ele morreu com os lábios sem voz.
1. Por que ele não falou?
2. Por que ele não disse a seus discípulos e ao mundo: "Não
torturarás, não aprisionarás, não queimarás em meu nome.
Não perseguirás teu semelhante."?
3. Por que ele não disse claramente: "Eu sou o filho de Deus."
ou "Eu sou Deus"?
4. Por que não explicou a Trindade?
5. Por que não explicou a forma de batismo que mais o
agradava?
6. Por que ele não escreveu suas regras?
7. Por que não quebrou os grilhões dos escravos? Por que nem
mencionou se o Velho Testamento era ou não era um
trabalho inspirado de Deus?
8. Por que ele não escreveu por si só o Novo Testamento?
9. Por que deixou suas palavras entregues à ignorância,
hipocrisia e acaso?
64

10.Por que não disse nada de positivo, definitivo ou satisfatório
sobre o outro mundo?
11.Por que ele não transformou a esperança lacrimejante no
céu no conhecimento orgulhoso sobre outra vida?
12.Por que ele não nos falou nada sobre os direitos humanos,
direito à liberdade de mãos e mentes?
13.Por que ele foi para a morte de maneira dúbia, deixando o
mundo à mercê da miséria e da dúvida?
Eu direi a você. Ele era apenas um homem e não sabia.

11 - Inspiração

Não antes do terceiro século supunha-se ou acreditava-se que os
livros compondo o Novo Testamento eram inspirados. Devemos
lembrar que havia grande número de livros, de Evangelhos,
Epístolas, Atos e entre estes, os "inspirados" eram escolhidos por
homens "não inspirados". Entre os "Pais do Cristianismo" havia
grandes diferenças de opinião sobre quais seriam os livros
inspirados; havia muitas discussões cheias de ódio. Muitos livros
que hoje são considerados espúrios eram tidos nos primórdios
como divinos, e alguns dos hoje considerados inspirados eram
considerados espúrios. Muitos dos antigos cristãos e alguns dos
pais da igreja repudiaram o Evangelho de João, as Epístolas aos
hebreus, Tiago, Pedro e o Apocalipse de São João. Por outro lado,
muitos deles tinham os Evangelhos dos hebreus, dos egípcios, os
Ensinamentos de Pedro, as Epístolas de Barnabé, o Pastor de
Hermas, Revelação de Paulo, as Epístolas de Clemente, o
Evangelho de Clemente como livros inspirados, igualáveis aos
melhores.
65

De todos esses livros e de muitos outros, os cristãos
escolheram quais eram os "inspirados".
Os homens que fizeram a seleção eram ignorantes e
supersticiosos. Eram crentes convictos no miraculoso. Pensavam
que doenças podiam ser curadas colocando-se sobre o paciente
um lenço que supunham ter pertencido a um apóstolo ou os ossos
de um morto. Acreditavam na fábula de fênix e que as hienas
mudavam de sexo todos os anos. Seriam os homens que fizeram
a seleção há muitos séculos, inspirados? Seriam eles, ignorantes,
supersticiosos, estúpidos e maliciosos, mais qualificados para
julgar a "inspiração" que os estudantes do nosso tempo? Por que
teríamos de seguir suas opiniões? Não poderíamos nós mesmos
escolher? Erasmo, um dos líderes da Reforma declarou que a
Epístola aos hebreus não havia sido escrita por Paulo e negava a
inspiração do segundo e terceiro livros de João e também do
Apocalipse de João. Lutero tinha a mesma opinião. Declarou que
Tiago era uma Epístola de palha e negou a inspiração do
Apocalipse. Zwinglio rejeitou o livro do Apocalipse e até Calvino
negou que Paulo fosse o autor de Hebreus. A verdade é que os
protestantes não concordaram sobre quais livros eram inspirados
até o ano de 1647, na Assembleia de Westminster.
Para provar que um livro é inspirado você precisa provar a
existência de Deus. Deve provar também que este Deus
pensa, age, objeta, tem fins e meios. Isto é um tanto difícil.
É impossível conceber um deus infinito. Não havendo conceito de
um ser infinito, é impossível dizer se todos os fatos que sabemos
tendem a provar ou não a existência de tal ser. Deus é uma
suposição. Se a existência de Deus é admitida, como poderemos
provar que ele inspirou os escritores dos livros da Bíblia? Como
pode um homem estabelecer a inspiração de outro? Como pode
um homem estabelecer que ele próprio seja inspirado? Não há
66

como provar o fato da inspiração. A única evidência é a palavra
de alguns homens que não poderiam de maneira alguma saber
sobre a questão. O que é inspiração? Usaria Deus o homem como
instrumento? Usá-lo-ia para escrever suas ideias? Tomá-lo-ia
posse das nossas ideias para destruir nosso arbítrio? Eram esses
escritores controlados parcialmente, de modo que seus erros, sua
ignorância e seus preconceitos foram diminuídos pela sabedoria
de Deus? Como poderíamos separar os erros do homem da
sabedoria de Deus? Poderíamos fazer isto sem sermos nós
mesmos inspirados? Se os escritores originais eram inspirados,
então os tradutores deveriam também sê-lo e também as pessoas
que nos dizem o significado da Bíblia.
Como pode um ser humano saber que ele é inspirado por um ser
infinito? Mas de uma coisa podemos ter certeza: um livro inspirado
deveria de todas as maneiras exceder todos os livros já escritos
por homens não inspirados. Deveria estar acima de tudo, deveria
conter a verdade, cheio de sabedoria, beleza.
Muitos sacerdotes me questionam como posso ser tão mau em
atacar a Bíblia.
Vou dizer a você:
1. Este livro, a Bíblia, tem perseguido até a morte, os mais
inteligentes, os melhores. Este livro obstruiu e dificultou o
progresso da espécie humana.
2. Este livro envenenou as fontes do aprendizado e desviou as
energias do homem.
3. Este livro é inimigo da liberdade, o suporte da escravidão.
4. Este livro semeou as sementes do ódio dentro de famílias e
nações, alimentou as chamas da guerra e empobreceu o
mundo.
67

5. Este livro é o livro de cabeceira de reis e tiranos, o
escravizador de mulheres e crianças.
6. Este livro corrompeu parlamentos e cortes.
7. Este livro fez de colégios e universidades os professores do
erro e os inimigos da ciência.
8. Este livro encheu a cristandade com seitas cruéis, cheias de
ódio e guerreiras.
9. Este livro ensinou homens a matar seus semelhantes por
motivos religiosos.
10.Este livro fundou a Inquisição, seus instrumentos de
tortura, construiu as masmorras, nas quais os bons e justos
pereceram, forjou as correntes que rasgavam suas carnes,
erigiu os patíbulos onde eles eram assassinados.
11.Este livro juntou pilhas de lenha nos pés dos homens justos.
12.Este livro baniu a razão da mente de milhões e encheu os
asilos com os insanos.
13.Este livro fez pais e mães derramar o sangue de seus bebês.
14.Este livro foi a justificativa que se dava para separar a mãe
escrava de seu bebê.
15.Este livro encheu os navios mercantes e fez da carne
humana mercadoria.
16.Este livro acendeu as fogueiras que queimaram as "bruxas"
e "feiticeiras".
17.Este livro preencheu a escuridão com fantasmas e os corpos
de homens e mulheres com demônios.
18.Este livro poluiu a alma humana com o infame dogma do
sofrimento eterno.
19.Este livro fez da credulidade a maior das virtudes e a
investigação o pior dos crimes.
20.Este livro encheu as nações com eremitas, monges e
freiras, com piedosos e inúteis.
21.Este livro colocou santos sujos e ignorantes acima e
filósofos e filantropos.
68

22.Este livro ensinou o homem a desprezar as alegrias da vida
para que pudesse ser feliz numa outra, desperdiçar este
mundo em benefício de um próximo.
Eu ataco este livro porque ele é inimigo da liberdade, a maior
obstrução ao progresso da humanidade.
Deixe-me fazer uma pergunta aos sacerdotes: Como vocês
podem ser tão maus em defender este livro?

12 - A verdadeira Bíblia

Por milhares de anos vem o homem escrevendo a Bíblia
verdadeira, que vem sendo escrita dia a dia, e que nunca acabará
enquanto o homem tiver vida. Todos os fatos que sabemos, todos
os fatos registrados, todas as descobertas e invenções, todas as
máquinas maravilhosas com rodas e alavancas que parecem
pensar, todos os poemas, cristais da mente, flores do coração,
todas as canções de amor e alegria, de sorrisos e lágrimas, todos
os dramas do mundo da imaginação, todas as maravilhosas
pinturas, milagres de forma e cor, de luz e sombra, de
maravilhosos mármores que parecem falar e respirar, os segredos
revelados pelas pedras e estrelas, pela poeira e pelas flores, pela
chuva e pela neve, pelo gelo e pela chama, pela corrente de vento
e pela areia do deserto, pela altura da montanha e pela
profundeza do mar.
Toda a sabedoria que prolonga e enobrece a vida, tudo o que evita
ou cura doenças, ou conquista a dor, todas as justas e perfeitas
leis e regras que guiam e dão forma às nossas vidas, todos os
pensamentos que alimentam as chamas do amor, a música que
transfigura, captura e encanta as vitórias de corações e mentes,
os milagres que as mãos têm conquistado, as mãos destras e
69

ágeis daqueles que trabalham para mulheres e crianças, as
histórias de feitos nobres, de homens bravos e úteis, de amorosas
esposas de fé, de insaciáveis mães, de conflitos pelos direitos, do
sofrimento na luta pela verdade, de tudo de melhor que os
homens e mulheres do mundo já disseram, pensaram e fizeram
ao longo de todos os anos. Estes tesouros da mente e do coração,
estas são as Sagradas Escrituras da espécie humana.
Tradução e adaptação do texto – About the Holy Bible by Robert
Green Ingersoll (1894)













70

3 - Pense sobre a verdadeira “Palavra de Deus”

Você tem certeza de que sua bíblia contém os verdadeiros
evangelhos e a verdadeira mensagem de Deus e não apenas
mensagens humanas selecionadas por humanos segundo seus
interesses?

Diversas categorias de Bíblias
O website http://www.solascriptura-tt.org/Bibliologia-
Traducoes/index.htm dá uma ideia da impossibilidade de qualquer
cristão ter esperança de encontrar a “palavra verdadeira de Deus”
hoje em dia. Sua única opção é aceitar a versão bíblica de sua
facção cristã ... e existem milhares. Parece mais fácil acertar na
megasena que encontrar a Bíblia verdadeira.
A Bíblia como um todo, aliás, não apresentou sempre a forma
como é hoje conhecida. Vários textos, chamados hoje de
“apócrifos”, figuravam anteriormente na Bíblia, em contraposição
aos canônicos reconhecidos pela Igreja. Maria Helena de Oliveira
Tricca, compiladora da obra Apócrifos, Os Proscritos da Bíblia, diz:
“Muitos dos chamados textos apócrifos já fizeram parte da Bíblia,
mas ao longo dos sucessivos concílios acabaram sendo
eliminados. Houve os que depois viriam a ser beneficiados por
uma reconsideração e tornariam a partilhar a Bíblia. Exemplos: O
Livro da Sabedoria, atribuído a Salomão, o Eclesiástico ou Sirac,
as Odes de Salomão, o Tobit ou Livro de Tobias, o Livro dos
Macabeus e outros mais. A maioria ficou definitivamente fora,
como o famoso Livro de Enoch, o Livro da Ascensão de Isaías e os
Livros III e IV dos Macabeus.”. Foi necessária uma cuidadosa
triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais
acentuadas. A discutível origem dos Evangelhos, explica porque
71

os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena
de Jesus.
 Não é razoável supor que uma “palavra divina” possa ser
alterada assim tão fácil e impunemente por mãos humanas.
 Não precisa ser um gênio para perceber que não existe e
jamais existiu palavra de deus algum, mas a palavra da
igreja e dos religiosos, nada mais que isso.
Veja esta lista de livros apócrifos do Antigo e do Novo Testamento
que, provavelmente, não esgota todos os livros escritos ou
existentes, porém, demonstra a quantidade de livros escritos com
a intenção de “completar” a Bíblia.

1 - Velho Testamento

 1. Livro do Convênio (Êxodo 24:4, 7)
 2. Livro das Guerras (Números 21:14)
 3. Livro de Jasher (Josué 10:13) e (2 Samuel 1:18)
 4. Livro dos Estatutos (1 Samuel 10:25)
 5. Livro dos Atos de Salomão (1 Reis 11:41)
 6. Livro de Natã (1 Crônicas 29:29) (2 Crônicas 9:29)
 7. Livro de Gade (Mesmo do número 6)
 8. Profecias de Aías (2 Crônicas 9:29; 2:15; 13:22)
 9. Visões de Ido (Mesmo do número 8)
 10. Livro de Semaías (2 Crônicas 12:15)
 11. Livro de Jeú (2 Crônicas 20:34)
 12. Atos de Uzias, Escrito por Isaías (2 Crônicas 26:22)
 13. Livros dos Videntes (2 Crônicas 33:19)
 14. Profecias de Enoque Jude 14
 15. Comentários de Mateus de Nazaré (Mateus 2:23)
72


2 - Escritos perdidos do Novo Testamento, mas mencionados.

 16. Epístola Perdida de Paulo (1 Coríntios 5:9)
 17. Segunda epístola perdida de Paulo (Efésios 3:3-4)
 18. Terceira epistola perdida de Paulo (Colossenses 4:16)
 19. Epístola perdida de Judas

3 - Os livros da Apócrifos Bíblia (Escritos do Velho Testamento)

 20. Tobit
 21. Judite
 22. Adição do livro de Ester
 23. Sabedoria de Salomão
 24. Eclesiásticos ou a Sabedoria de Jesus
 25. Baruque
 26. A Carta de Jeremias
 27. Oração de Azarias
 28. Canção dos Três Judeus (estes são os livros perdidos
de Daniel)
 29. Susana
 30. Sino e o Dragão
 31. I Macabeus
 32. II Macabeus
 33. III Macabeus
 34. IV Macabeus
 35. I Esdras
 36. II Esdras
 37. Oração de Manassés
73

 38. Salmo 151

4 - Escrito eliminado do Novo Testamento, mas mencionado.

 39. Livro de Maria
5 - Textos perdidos, mas mencionados em História Eclesiástica
De 337 d.C., pelo bispo Eusébio de Cesareia, o qual os suprimiu
por considerá-los “heresias”.

 40. Atos de Paulo
 41. Atos de André
 42. Atos de João
 43. O Proto-Evangelho
 44. Infância I
 45. Infância II
 46. Cristo e Abgarus
 47. Nicodemos
 48. O Credo dos Apóstolos
 49. Laodiceanos
 50. Paulo e Sêneca
 51. Paulo e Theca
 52. Revelação de Pedro
 53. Epístola de Barnabas
 54. O Evangelho Perdido de Acordo com Pedro
 55. Evangelho de Tomé
 56. Evangelho de Matias
 57. Clemente I
 58. Clemente II
74

 59. Efésios II
 60. Magnésios
 61. Tralianos
 62. Romanos II
 63. Filadelfos
 64. Smaraneas
 65. Policarpo
 66. Filipenses (II)
 66. Evangelho referido somente pela letra Q
6 - Algumas destes podem ser referência nos escritos de Marcião,
150 d.C., e Muratória, 170 d.C.

 67. Sheppard de Hermas
 68. Hermas I (Visões)
 69. Hermas II (Mandamentos)
 70. Hermas III
 71. Cartas de Herodes e Pilatos (Ref. para o julgamento de
Cristo)
7 - Escritos Apócrifos que não mais existem
Eles são mencionados e referidos em outros, mais recentes, no
século 4º d.C.
 72. O Evangelho de André
 73. Outros livros abaixo de André
 74. Evangelho de Afiles
 75. O Evangelho de Acordo com os Doze Apóstolos
 76. O Evangelho de Barnabé
 77. Os Escritos de Bartolomeu, o Apóstolo
 78. O Evangelho de Bartolomeu
 79. O Evangelho de Basilides
75

 80. O Evangelho de Cernithus
 81. A Revelação de Cernithus
 82. Uma Epístola de Jesus Cristo para Pedro e Paulo
 83. Vários outros livros abaixo do nome de Cristo
 84. Uma Epístola de Cristo (produzido por Maniqueu)
 85. Um Hino, ensinado por Cristo para seus Discípulos
 86. O Evangelho de Acordo com os Egípcios
 87. Os Atos dos Apóstolos II
 88. O Evangelho de Ebionitas
 89. O Evangelho de Encratites
 90. O Evangelho de Eva
 91. O Evangelho de Acordo com Hebreus (ou Hebreus II)
 92. O Livro de Helkesaites
 93. O Falso Evangelho de Hesíquius
 94. O Livro de Tiago
 95. Os Atos de João
 96. Evangelho de Jude
 97. Evangelho de Acordo com Judas Iscariotes
(recentemente descoberto, causando furor no meio
teológico.
 98. Atos do Apóstolo Leucius
 99. Atos do Apóstolo Lentitus
 100. Atos do Apóstolo Leontius
 101. Atos dos Apóstolos Leuthon
 102. Os Falsos Evangelhos, publicado por Lucianus
 103. Atos dos Apóstolos (usado por Manichees)
 104. O Evangelho de acordo com ou de Marcion
 105. Livros abaixo de Mateus:
 - O Evangelho de Matias
- As Tradições de Matias
- O Livro de Matias
- O Evangelho de Merinthus
 106. Evangelho de Acordo com os Nazarenos
76

 107. Os Atos de Pedro e Thecla
 108. As Pregações de Pedro e Paulo
 109. As Revelações de Paulo
 110. O Evangelho da Perfeição
 111. Atos Adicionais de Pedro
 112. A Doutrina de Pedro
 113. O Evangelho de Pedro (não confundir com o Evangelho
de acordo com Pedro)
 114. O Julgamento de Pedro
 115. As Pregações de Pedro
 116. As Revelações de Pedro
 117. Os Atos de Filipe
 118. O Evangelho de Filipe
 119. O Evangelho de Scythianus
 120. Os Atos dos Apóstolos, por Seleucus
 121. A Revelação de Estêvão
 122. O Evangelho de Titan
 123. O Evangelho de Tadeu
 124. Os Atos e o Evangelho de Tomé
 125. O Evangelho da Verdade
 126. Contra a Heresia
 Números 66 (abaixo) e 72 a 126 somente existem nas
referências, eles nunca foram encontrados, mas estão
sendo ou foram conhecidos. Conhecidos porque muitos
cristãos antigos referiam-se a eles em suas cartas (não
oficiais, como as Epístolas) e outros tantos escritos
religiosos. Alguns eruditos ainda debatem a legalidade
destes escritos:
8 - Modernas descobertas de textos considerados totalmente
perdidos

77

Escrituras Bíblicas
 127. Livro de Moisés
 128. Livro de Abraão (127 e 128, foram encontrados em
tumbas egípcias em 1830)
 129. Profecia de José do Egito 2 Néfi 3
 130. Profecia de Zenoque 1 Néfi 19
 131. Profecia de Neum (mesmo # 130)
 132. Profecia de Zenos (mesmo # 130)

Você pode descartar todos esses como falsos, não contendo a
palavra de Deus, ou precisa confiar cegamente na sua facção
religios cristã? É mais do que óbvio que jamais existiu palavra de
deus algum, mas a palavra da igreja e dos parasitas religiosos aos
seus seguidores cegos. Se existisse a palavra de algum deus, ela
seria perfeita e absolutamente impossível de ser esquecida ou
alterada de maneira alguma. Seria algo maravilhoso à primeira
vista e eternamente.
Quem decide o que é a palavra de deus e em que o crente
deve acreditar é a sua igreja e mais ninguém.
Veja mais sobre apócrifos:
 Lista de apócrifos.
 101 livros apócrifos.



78

4 - Versões da bíblia >>>

Se a Biblia é realmente inspirada por Deus, qual destas é a
inspiração divina?
1. A Bíblia do judaísmo rabimista e do judaísmo caraíta,
possui 39 livros.
2. A Bíblia do judaísmo ebionita, possui 40 livros.
3. A Bíblia da igreja ortodoxa síria contém 61 livros.
4. A Bíblia do protestanismo contém 66 livros.
5. A Bíblia da igreja católica romana, contém 73/75 livros.
6. A Bíblia da igreja ortodoxa grega, contém 80 livros.
7. A Bíblia da igreja ortodoxa etíope, contém 91 livros
As versões são traduções das supostamente “Sagradas Escrituras”
que jamais foram vistas. Os crentes adoram dizer que não são
diferentes versões, mas nelas se acrescentam, modificam,
omitem e insinuam milhares de coisas diferentes; dependendo de
qual versão se escolha.
E se não fosse pouco, as “versões” mais antigas que existem são
dois códices do século IV, escritos em grego e que adicionam
textos e capítulos que não aparecem em nenhum dos
pergaminhos dos evangelios, os quais teriam sido escritos entre
70 e 125 DC, datas também questionadas por vários estudiosos.

As Bíblias mais antigas, os códices
Se denomina códice (do latim codex, -icis, ‘tableta de madeira
encerada para escrever’ e posteriormente ‘livro’) a um documento
com o formato dos livros modernos, de páginas separadas, unidas
79

por uma costura e encadernadas. Embora tecnicamente qualquer
livro moderno seja um códice, este termo secundário latino é
utilizado normalmente para livros escritos a mão, manuscritos,
manufaturados no período que abrange desde finais
da Antiguidade pré-clássica até o fim da Idade Média.

1 - Códice sinaiticus
O Códice Sinaitico ou Codex Sinaiticus (Londres, Biblioteca
Britânica, Add. 43725; Gregory-Aland nº א (Aleph) ou 01) é um
manuscrito uncial do século IV da versão grega da Bíblia, escrito
em scriptio continua entre os anos 330 e 350. Originalmente
continha a totalidade de ambos os testamentos, mas só chegaram
até nossos dias dois pedaços da Septuaginta, a totalidade do Novo
Testamento, a Epístola de Barnabé e fragmentos do Pastor de
Hermas (o que sugere que estes últimos dois textos poderian ter
sido considerados parte do cânon bíblico pelos editores do codex).
Junto com o Codex Alexandrinus e o Codex Vaticanus, o Codex
Sinaiticus é um dos manuscritos de maior valor para a crítica
textual do Novo Testamento em sua versão grega, assim como a
Septuaginta.

Na maior parte do Novo Testamento, o Codex Sinaiticus está de
acordo com o Codex Vaticanus e com o Codex Ephraemi
Rescriptus, confirmando um tipo de texto alexandrino; entretanto,
em João 1:1-8,38, mostra maior coincidência com o Codex Bezae
(que possui maiores semelhanças com um tipo de texto
ocidental). Um exemplo destacável de concordância entre os
textos do Sinaiticus e do Vaticanus é que ambos omitem a frase
“sem causa” em Mateus 5:22.

80

Mateus 5:22
Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar
contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão:
Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu
do fogo do inferno.

Ainda hoje as Bíblias não entram em acordo, pois umas trazem o termo
e outras não (fato que ocorrem com outras milhares de expressões), o
que é fatal para a credibilidade da Bíblia como fonte inspirada por um
suposto deus.

2 - Codex Vaticanus
O Codex Vaticanus (Bibl. Vat., Vat. gr. 1209; Gregory-Aland
no. B/03) é um dos mais antigos manuscritos conservados da
Bíblia, ligeiramente anterior ao Codex Sinaiticus, e provavelmente
copiado, como aquele, durante o século IV. Está escrito em grego,
em pergaminho, com letras unciais em formato scriptio contínua,
e está na Biblioteca Vaticana. É chamado Códice Vaticano, como
é evidente, pelo lugar em que está guardado, embora ninguém
saiba como chegou ali.
Algumas traduções mais conhecidas:

1 - Em Hebraico
O Pentateuco Samaritano
Não é propriamente uma versão, mas o texto hebraico que foi
conservado en letras samaritanas.
81


2 - Em Aramaico
Os Targuns aramaicos
Em hebraico: תרגום, plural: tárgumim. Originalmente eram uma
tradução ao aramaico da Bíblia hebraica (Antigo testamento)
produzidas ou compiladas no antigo Israel e Babilônia desde o
período do Segundo Templo (século V AEC aprox.) até começos
da Idade Média (finais do primeiro milênio).
3 - Em Grego
A Septuaginta
A tradução ao grego do Tanak (Antigo testamento), foi produzida
gradualmente durante três séculos: 250AEC e seguintes. O nome
LXX (70), em latim Septuaginta, se deve a que costumavam
arredondar para 70 o número total de seus 72 supostos
tradutores. A Carta de Aristeas apresenta como um suposto fato
histórico a lenda que, por instruções de Ptolomeo II Filadelfo (284-
246AEC), monarca grego do Egito, 72 sábios judeus alexandrinos
trabalharam em separado e isoladamente sobre a formação de um
compêndio dos textos sagrados do povo judeu.
Entretanto, hoje saibamos que um dos critérios de autoridade
mais frequentemente implementados nestes contextos histórico-
geográficos, consistia em atribuir aos textos sagrados alguma
suposta origem que pudesse remontar a atos extraordinários.
Embora em geral se tratassem de textos originários de línguas
semíticas, (hebraico e aramaico), se acredita que pelo menos
alguns destes escritos pudessem ter sido redigidos de forma
original em língua grega.
82

Em geral se acredita que a LXX teria sido formada com o expresso
fim de cultivar a fé das comunidades de israelitas piedosos que
viviam na Diáspora, mas que se comunicavam na língua grega
comum (koiné). Naquela época, residia em Alexandria uma
numerosa comunidade de imigrantes judeus e israelitas.
Entretando, dado que a ordem teria supostamente partido do
rei Ptolomeo II Filadelfo, também é provável que a finalidade dela
fosse prover a Biblioteca de Alexandria de um compêndio de
textos sagrados judaicos e israelitas.
4 - Em Latim:
A Vulgata
Versión latina de ambos os testamentos realizada por Jerônimo de
Estridão.
Jerônimo (depois São Jerênimo) secretário de Dâmaso, fez a
primeira tradução autêntica ao latim (ano 405), a Vulgata,
baseando-se na Septuaginta, na Héxapla de Orígenes e textos em
Hebraico e aramaico. (El nombre Vulgata se había originalmente
aplicado a la versión popular del Septuagint, muy divulgada en los
siglos II y III).
Durante os 12 séculos seguintes, o texto da Vulgata foi
transmitido cada vez com menor precisão. O Concílio de Trento
reconheceu a necessidade de um texto latino autêntico, e
autorizou o exame das versões corruptas que haviam perdurado.
Em 1546, durante a primeira fase do Concílio, se decretou que la
Vulgata sería o único texto latino autorizado para a Bíblia. Esta
revisão é o texto em latim básico que os especialistas utilizan. A
divisão em capítulos e versículos, que o crente moderno está tão
83

acostumado, foi um desenvolvimento tardio. A numeração dos
capítulos data de 1227 e a dos versículos de 1558.

5 - Em Siríaco
El siríaco es un idioma semítico emparentado con el arameo y se
empleaba en Edesa y la Mesopotamia occidental hasta que el
árabe lo suplantó en el Siglo XIII D.C.
Diatessarão de Taciano (séc II DC)
Taciano ou Tatiano, convertido em Roma e discípulo de Justino
Mártir, preparou uma harmonia dos quatro evangelhos
entrelaçando os materiais para formar uma história contínua.
Realizou sua obra ao redor de 180DC e foi o primeiro a realizar
uma mistura deste tipo entre os evangelhos. Nesta obra
Taciano defende a morte da alma, onde na morte do homem, não
morre só o corpo, mas também a alma (como se existisse algo do
tipo), e na ressurreição (outra lenda pagã) ocorre uma nova
criação da alma do nada.
Das diferentes obras mencionadas por Eusébio, só se existem
duas, o Diatessarão e o Discurso aos gregos, que é uma apologia,
mais que uma apología, é um escrito polêmico e muito apaixonado
no quela despreza toda a cultura grega, inclusive as belas artes.
A doutrina de Taciano se baseava no encratismo, que consiste em
uma rigorosa abstinência sexual, não admitiam nenhum tipo de
casamento, pretendiam acabar com a raça humana, que
consideravam filha do pecado, que lhe privou de sua condição
gloriosa. Buscavam desvincular-se da carne e eram rigorosos no
84

campo da alimentação, abstendo-se de comer carne e de beber
vinho, sustituindo este por água nas eucaristias.
Taciano carrega as tintas sobre o pecado de Adão e diz que se
deve voltar à condição anterior a Adão. O pecado de Adão é
imperdoável, por Cristo podemos chegar ao perdão, mas Adão não
pode ser perdoado.

Siríaca antiga (séc. II).
A Siríaca antiga contém a maior parte dos quatro Evangelhos. A
Siríaca Curetoniana é uma cópia da siríaca antiga produzida no
século V. O original foi levado do Egito ao Museu Britânico, de
Londres em 1842.
Siríaca Peshitta (séc. IV)
O Novo Testamento Peshitta (“simples”), revisão da versão siríaca
antiga, realizada provavelmente por Rabbula, chegou a ser a
“versão autorizada” da igreja siríaca.
Versão Filoxênia (princípios do séc. VI, 508DC)
A Versão Filoxênia é outra das versões siríacas. Às vezes,
chamada de Heracleana porque alguns creem que foi reeditada
por Tomás de Heracleia.

6 - Em Copta, armênio e outros idiomas
O copta era o idioma dos primitivos cristãos egípcios. Foi derivado
do idioma dos faraós, mas não era escrito em hieroglifos e sim em
caracteres semelhantes aos gregos.
85

Gótica (século IV)
Ulfilas (“Lobezno”, pequeño lobo), personagem do século IV,
produziu a versão gótica, inventou um alfabeto e reduziu o gótico
(dialeto germânico) a idioma escrito. O célebre Códice de Prata –
escrito em vitela púrpura com tinta prateada, se encontra na
universidad de Uppsala, data do século V ou VI e contém partes
dos quatro Evangelhos. A Gótica é uma tradução fiel embora os
seis manuscritos que existem estejam incompletos.
Armênia (século IV)
A Armênia, feita para os cristãos armênios no século IV, foi
chamada de “Rainha das versões” por sua beleza e exatidão.
Mesrop, soldado que se tornou missionário, e Sahak, realizaram a
tradução. Assim como Ulfilas, Mesrop inventou um alfabeto. A
versão armênia foi revisada algunas vezes depois do século V.
Georgiana (aprox. séc. V)
A versão georgiana foi a Bíblia dos antigos povos da Geórgia,
localizados na região montanhosa entre os mares Negro e Cáspio.
Ouviram falar do evangelho cristão no século IV, mas sua
tradução provavelmente não foi feita até o século V.
Etiope (aprox. séc. IV ou V)
Pouco se sabe sobre a origem do cristianismo na Etiópia (v.
Hechos 8:26-39). Também se desconhece exatamente quando
obtiveram a Bíblia, mas talvez tenha sido no século IV ou V. O
mais antigo exemplar desta versão é do século XIII. A maioria
procede dos séculos XVI e XVII.
86

Nubia (data desconhecida)
Núbia estava localizada entre Egito e Etiópia. A partir do século
III e até o século XIV estes povos abraçaram o cristianismo, após
o Islã se tornou a sua religião. Da versão núbia existem apenas
fragmentos do século X ou XII; não se sabe quando foi feita a
versão original.
Sogdiana (data desconhecida)
A versão Sogdiana (Asia central) é muito incompleta e pouco se
sabe a seu respeito.
Árabe antigo (data desconhecida).
As traduções em árabe antigo foram realizadas no século VIII por
João, bispo de Sevilha; no século X por Isaac Velásquez, de
Córdoba; e no século XIII, no Egito. Não se sabe se existiram
traduções anteriores ao século VIII.
Eslavo antigo (cerca del siglo IX).
No século IX, segundo a tradição, os irmãos gregos Cirilo e
Metódio, missionários aos eslavos, começaram uma tradução dos
evangelhos. Há uns doze manuscritos da versão em eslavo antigo
dos Evangelhos, procedentes dos séculos XI ao XIV.

7 - Em inglês
1. Juan Wycliffe e seus sócios utilizavam o texto latino (1380
– 93).
87

2. Bíblia de Tyndale em inglês (nunca foi publicada
completa).
3. Bíblia de Coverdale, Miles Coverdale fez a primeira Bíblia
completa em inglês, (1535)
4. A Bíblia de Mateus (1537)
5. A Grande Bíblia, primeira bíblia autorizada em inglês
(1539)
6. Bíblia de Estudos de Genebra (1560)
7. Biblia de Reims – de Douai (1582, 1609)
8. King James (1611)
9. Versão Revisada Inglesa (1881 – 85)
10.Versão Padrão Americana (1946 – 57)
11.Nova Bíblia Inglesa (1961 – 70)
12.Bíblia de Jerusalém (1966)
13.Nova Bíblia Americana (1970)
14.Versão Inglesa de Hoje (1966 – 76)
15.Versão Padrão Revisada (1946 – 1971)
8 - Em Alemão
1. Biblia de Lutero, de Martinho Lutero
9 - Em Espanhol
2. Enzinas 1543;
3. Reina 1569;
4. Reina Valera 1602;
5. Reina Valera 1858;
6. Reina Valera 1862;
7. Reina Valera 1865;
8. Reina Valera 1909;
9. Reina Valera 1960;
10.Reina Valera 1977;
88

11.Reina Valera 1995;
12.Reina Valera Atualizada;
13.Nácar-Colunga;
14.Biblia dlas Américas;
15.Nova Versão Internacional;
16.Versão Popular;
17.A Bíblia Jerusalém, também em espanhol














89

5 - O mais famoso conto do mundo

Yavé, Javé, Jeová, Senhor, Deus, etc., o Deus todo-poderoso e
sem nome, único e verdadeiro, criou o homem; tempos depois,
devido à perversão humana, destruiu a humanidade, deixando
uma única família para repovoar a terra e, novamente, escolheu
uma família para formar seu povo santo, que exterminava os
povos “inimigos da verdade”.
Só recentemente, esse maravilhoso conto foi desmascarado pelas
análises arqueológicas.
“Das três ciências que estudam a Bíblia, a arqueologia tem se
mostrado a mais promissora. Ela é a única que fornece dados novos”,
diz o arqueólogo israelense Israel Finkelstein, diretor do Instituto
de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv e autor do livro The Bible
Unearthed (A Bíblia desenterrada), publicado em 2001. A obra
causou um choque em estudiosos de arqueologia bíblica, porque reduz
os relatos do Antigo Testamento a uma coleção de lendas inventadas
a partir do século VII AEC. O Gênesis, por exemplo, é visto como uma
epopeia literária. O mesmo vale para as conquistas de Davi e as
descrições do império de Salomão. (Superinteressante, julho/2002).”

Não há registro arqueológico ou histórico da existência de Moisés
ou dos fatos descritos no Êxodo. A libertação dos hebreus,
escravizados por um faraó egípcio, foi incluída na Torá
provavelmente no século VII AEC, por obra dos escribas do
Templo de Jerusalém, em uma reforma social e religiosa. Para
combater o politeísmo e o culto de imagens, que cresciam entre
os judeus, os rabinos inventaram um novo código de leis e
histórias de patriarcas heroicos que recebiam ensinamentos
diretamente de Jeová. Tais intenções acabaram batizadas de
“ideologia deuteronômica”, porque estão mais evidentes no livro
90

Deuteronômio. A prova de que esses textos são lendas
estaria nas inúmeras incongruências culturais e
geográficas entre o texto e a realidade. Muitos reinos e
locais citados na jornada de Moisés pelo deserto não
existiam no século XIII AEC, quando o Êxodo teria
ocorrido. Esses locais só viriam a existir 500 anos depois,
justamente no período dos escribas deuteronômicos. Também não
havia um local chamado Monte Sinai, onde Moisés teria recebido
os Dez Mandamentos. Sua localização atual, no Egito, foi escolhida
entre os séculos IV e VI, por monges cristãos bizantinos, porque
ele oferecia uma bela vista. Já as Dez Pragas seriam o eco de um
desastre ecológico ocorrido no Vale do Nilo quando tribos
nômades de semitas estiveram por lá.
Vejamos agora o caso de Abraão, o patriarca dos judeus.
Segundo a Bíblia, ele era um comerciante nômade que, por volta
de 1850 AEC, emigrou de Ur, na Mesopotâmia, para Canaã (na
Palestina). Na viagem, ele e seus filhos comerciavam em
caravanas de camelos. Mas não há registros de migrações de Ur
em direção a Canaã que justifiquem o relato bíblico e, naquela
época, os camelos ainda não haviam sido domesticados. Aqui
também há erros geográficos: lugares citados na viagem de
Abraão, como Hebron e Bersebá, nem existiam então.
 Hoje, a análise filológica dos textos indica que Abraão foi
introduzido na Torá entre os séculos VIII e VII AEC. (Mais
de 1.000 anos após a suposta viagem).
Então, como surgiu o povo hebreu? Na verdade, hebreus e
cananeus são o mesmo povo. Por volta de 2.000 AEC, os cananeus
viviam em povoados nas terras férteis dos vales, enquanto os
hebreus eram nômades das montanhas. Foi o declínio das cidades
cananeias, acossadas por invasores no final da Idade do Bronze
91

(300 AEC a 1000 AEC), que permitiu aos hebreus ocupar os vales.
Segundo a Bíblia, os hebreus conquistaram Canaã com a ajuda
dos céus: na entrada de Jericó, o exército hebreu toca suas
trombetas e as muralhas da cidade desabam, por milagre.
 Mas a ciência diz que Jericó nem tinha muralhas nessa
época. A chegada dos hebreus teria sido um longo e pacífico
processo de infiltração.

1 - David e Salomão

Há pouca dúvida de que Davi e Salomão existiram. Mas há muita
controvérsia sobre seu verdadeiro papel na história do povo
hebreu. A Bíblia diz que a primeira unificação das tribos hebraicas
aconteceu no reinado de Saul. Seu sucessor, David, organizou o
Estado hebraico, eliminando adversários e preparando o terreno
para que seu filho Salomão pudesse reinar sobre um vasto
império. O período salomônico (970 AEC a 930 AEC) teria sido
marcado pela construção do Templo de Jerusalém e a
entronização da Arca da Aliança em seu altar.
Não há registros históricos ou arqueológicos da existência de Saul,
mas a arqueologia mostra que boa parte dos hebreus ainda vivia
em aldeias nas montanhas no período em que ele teria vivido (por
volta de 1000 AEC) – assim, Saul seria apenas um entre os muitos
líderes tribais hebreus. Quanto a David, há pelos menos um
achado arqueológico importante: em 1993 foi encontrada uma
pedra de basalto datada do século IX AEC com escritos que
mencionam um rei Davi.
Por outro lado, não há qualquer evidência das conquistas de
David narradas na Bíblia, como sua vitória sobre o gigante
92

Golias. Ao contrário, as cidades cananeias mencionadas
como destruídas por seus exércitos teriam continuado sua
vida normalmente. Na verdade, David não teria sido o grande
líder que a Bíblia afirma. Seu papel teria sido muito menor. Ele
pode ter sido o líder de um grupo de rebeldes que vivia nas
montanhas, chamados “apiru” (palavra de onde deriva a palavra
“hebreu”) – uma espécie de guerrilheiro que ameaçava as cidades
do sul da Palestina.
 Quanto ao império salomônico cantado em verso e prosa
na Torá hebraica, a verdade é que não foram achadas
ruínas de arquitetura monumental em Jerusalém ou
qualquer das outras cidades citadas na Bíblia.
O principal indício de que as conquistas de David e o
império de Salomão são, em sua maior parte, invenções é
que, no período em que teriam vivido, a arqueologia prova
que a cultura Cananeia (que, segundo a Bíblia, teria sido
destruída) continuava viva.
 A conclusão é que David e Salomão teriam sido apenas
pequenos líderes tribais de Judá, um Estado pobre e
politicamente inexpressivo localizado no sul da Palestina.
Na verdade, o grande momento da história hebraica teria
acontecido não no período salomônico, mas cerca de um século
mais tarde. Entre 884 e 873 AEC, foi fundada Samária, a capital
do reino de Israel, no norte da Palestina, sob a liderança do rei
israelita Omri. Enquanto Judá permanecia pobre e esquecida, no
sul, os israelitas do norte faziam alianças com os assírios e viviam
um período de grande desenvolvimento econômico. A arqueologia
demonstrou que os monumentos normalmente atribuídos a
Salomão foram, na verdade, erguidos pelos omridas. Ou seja: o
93

primeiro grande Estado judaico não teve a liderança de Salomão,
e sim dos reis da dinastia omrida.
Enriquecido pelos acordos comerciais com Assíria e Egito, o rei
Ahab, filho de Omri, ordena a construção dos palácios de Megiddo
e as muralhas de Hazor, entre outras obras. Hoje, os restos
arqueológicos desses palácios e muralhas são o principal ponto de
discórdia entre os arqueólogos que estudam a Torá.
 Muitos ainda os atribuem a Salomão, numa atitude muito
mais de fé do que de rigor científico, já que as datações
mais recentes indicam que Salomão nunca ergueu
palácios.

2 - Judá

Entender a história de Judá é fundamental para entender todo o
Velho Testamento. Até o século VIII AEC, Judá era apenas uma
reunião de tribos vivendo numa região desértica do sul da
Palestina. Em 722 AEC, porém, os assírios resolvem conquistar as
ricas planícies e cidades de Israel – o reino do norte, mais
desenvolvido economicamente e mais culto. Judá, no sul, que não
pareceu interessar aos assírios, pôde continuar independente,
desde que pagasse tributos ao império assírio. Assim, enquanto
no norte acontece uma desintegração dos hebreus, levados para
a Assíria como escravos, no sul eles continuam unidos em torno
do Templo de Jerusalém. Judá beneficiou-se enormemente da
destruição do reino do norte. Jerusalém cresceu rapidamente e
cidades como Lachish, que servia de passagem antes de chegar a
Jerusalém, foram fortificadas. Era o momento de Judá tomar a
frente dos hebreus. Para isso, precisaria de duas coisas: um rei
forte e um arsenal ideológico capaz de convencer as tribos do
94

norte de que Judá fora escolhida por Deus para unir os hebreus.
Além disso, era preciso combater o politeísmo que voltava a
crescer no norte. Josias foi o candidato a assumir a posição de rei
unificador. Durante uma reforma no Templo de Jerusalém, em seu
governo, foi “encontrado” (na verdade, não há dúvidas de que
o livro foi colocado ali de propósito) o livro Deuteronômio,
com todos os ingredientes para uma ampla reforma social e
religiosa. O livro possui até profecias que afirmam, por exemplo,
que um rei chamado Josias, da casa de David, seria escolhido por
Deus para salvar os hebreus. Ungido pelo relato do livro, o
ardiloso Josias consegue seu objetivo de centralizar o poder, mas
acaba morto em batalha.

3 - A invasão de Judá

Judá revolta-se contra os assírios e o rei da Assíria, Senaqueribe,
invade a região, destruindo Lachish e submetendo Jerusalém. A
destruição de Lachish, narrada com riqueza de detalhes na Bíblia,
também aparece num relevo encontrado em Nínive, a antiga
capital assíria. E as escavações comprovaram que a Bíblia e o
relevo são fieis ao acontecido. “Ou seja: nesse caso, a arqueologia
provou que a Torá foi fiel aos fatos” (Superinteressante,
julho/2002). Enquanto a narrativa bíblica enfatiza a suspensão do
cerco a Jerusalém (graças à intervenção miraculosa de YAVÉ)
como um triunfo, as fontes assírias e as descobertas arqueológicas
retratam outro cenário nada animador para os hebreus. O relato
de Senaquerib sobre sua campanha contra Judá é conciso e
objetivo:
"Quanto a Ezequias, o judeu, ele não se submeteu ao meu jugo. Eu
montei cerco em 46 de suas cidades fortificadas e em incontáveis
95

pequenas aldeias; a tudo conquistei usando rampas de acesso que nos
colocaram perto das muralhas (...). Eu expulsei 200.150 pessoas,
jovens e velhos, homens e mulheres, cavalos, mulas, jumentos,
camelos, gado grande e pequeno além da conta, e a tudo considerei
como pilhagem de guerra. Ele mesmo eu o fiz prisioneiro em
Jerusalém, na sua residência real, como um pássaro numa gaiola. (...)
Suas cidades que eu saqueei, eu as tomei de seu país e as dei todas
a Motinti, rei de Ashdod, a Padi, rei de Eglon, e a Sillibel, rei de Gaza.
Dessa maneira, eu reduzi seu país, mas ainda aumentei meu tributo".

Mesmo que possa haver algum exagero no número apresentado
pelo rei, as escavações arqueológicas demonstram que os assírios
promoveram uma campanha sistemática de cerco e pilhagens,
iniciada através das áreas agrícolas nos contrafortes do Sefelá, e
depois em direção à região montanhosa, até alcançar a capital do
reino, Jerusalém. Vestígios desenterrados pelos arqueólogos
confirmam os sombrios relatos assírios como, por exemplo, na
importante cidade judaica de Azeca, que foi tomada de assalto,
pilhada e, em seguida, devastada. Pior para Ezequias, foi a
tomada de Laquis, situada na área agrícola mais fértil de Judá, de
vital importância para a economia do reino. A cidade foi
completamente destruída, após um cerco cujos detalhes estão
ilustrados no grande relevo de parede encontrado no palácio de
Senaqueribe, em Nínive. Escavações realizadas pelos britânicos,
na década de 1930, e por pesquisadores israelenses, na década
de 1970, revelaram a dramática batalha ali travada e os esforços
desesperados dos defensores de Laquis para deter o feroz assalto
assírio. Nas cavernas próximas à cidade, foram encontradas
sepulturas coletivas com cerca de 1.500 corpos de homens,
mulheres e crianças. Duas testemunhas contemporâneas, os
profetas Isaias e Miquéias descrevem os horrores que se abateram
sobre o povo de várias cidades, atribuindo-os à punição divina:
96

Miqueias 1:10-11
“10.Não contem isso em Gate, e não chorem. Habitantes de Bete-Ofra,
revolvam-se no pó. 11.Saiam nus e cobertos de vergonha, vocês que
moram em Safir. Os habitantes de Zaanã não sairão de sua cidade.
Bete-Ezel está em prantos; foi-lhe tirada a proteção. 12.Os que vivem
em Marote se contorcem de dor aguardando alívio, porque a desgraça
veio da parte do Senhor até às portas de Jerusalém”.

O sofrimento humano e as perdas materiais dos hebreus foram
resultantes da decisão do rei Ezequias de se rebelar contra a
Assíria, de quem Judá se tornara tributária desde a destruição do
Reino de Israel. Ainda que Jerusalém não tenha caído, amplas
regiões do reino foram devastadas, a valiosa terra agrícola de
Sefelá foi entregue por Senaqueribe às cidades da Filisteia
(Palestina), muitos hebreus foram aprisionados e deportados e o
tributo devido à Assíria tornou-se bem mais alto do que era pago
antes da rebelião.
Ezequias recebera de seu antecessor um reino próspero. O que
ele legou ao seu filho e sucessor, Manassés, diminuiria
consideravelmente de tamanho e de poder. Foi um desastre do
qual o Reino de Judá jamais se recuperou plenamente.
Uma história cheia de erros, mencionando lugares inexistentes,
como comprovado hoje pela arqueologia, já não precisaria de
mais nada para ser classificada como mito. Por cima disso, parece
que ninguém se deu conta de que, se Josias tivesse realmente
sido um rei escolhido por um deus todo-poderoso para
unificar o seu povo eleito, ele não teria sido morto pelo
exército egípcio (2 Crônicas, 35: 20-24), e o povo escolhido
não teria sido submetido pelos assírios. O deus todo-
poderoso se mostrou impotente diante da Assíria. Só
97

mesmo a fé, “certeza da existência das coisas que não se vê”, é
capaz de manter em bilhões de mentes humanas a convicção de
que esses contos são “a verdade”.

















98

6 - Ressurreição dos mortos - Plágio do paganismo

Uma lenda pagã é a base do cristianismo
Obviamente, hoje todo mundo sabe que “ressurreição” pertence
ao reino da fábula, mas infelizmente milhões de ignorantes semi-
analfabetos são iludidos com esse tipo de lenda pelos parasitas da
fé. O mais engraçado é que esta lenda infantil da ressurreição é a
base do Cristianismo bíblico. Sem a ressurreição o cristianismo
desmorona como um castelo de cartas à mais suave brisa, pois
nada passa a ter o menor sentido.

A ressurreição dos mortos é uma doutrina cristã herdada de
judeus que, por sua vez, adotaram das crenças babilônicas e
persas. Não é encontrada no livro da lei mosaica, não está entre
os patriarcas nem entre os profetas, com exceção de Daniel, cujo
livro, ao que tudo nele indica, foi criado muito tempo depois do
cativeiro babilônico; e algum esboço em Isaías. Daniel é o único
livro que tem uma linguagem bem parecida com a cristã. Isso nos
dá a maior certeza de que a ressurreição é um produto da mente
humana e não do deus dos hebreus, um ser onisciente que teria
99

guiado um povo desde o começo do mundo, se ignorarmos os
povos que já existiam antes dele ser inventado.
 Embora o Velho Testamento apresente casos de pessoas
ressuscitadas, a lei mosaica não apresentou nenhuma
promessa de recompensa em outra vida após a morte.

A “lei” apresentou um deus severo e extremamente intolerante
com outras religiões, com promessas e ameaças nesta vida:
Deuteronômio 5:9
“porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a
iniquidade dos pais nos filhos, até à terceira e quarta geração daqueles
que me odeiam.”

E não prometia nada mais além do que se pudesse conceder aqui
na terra:
Deuteronômio 5:16
“Honra a teu pai e a tua mãe, como o SENHOR teu Deus te ordenou,
para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra
que te dá o SENHOR teu Deus.”

Em relação ao pós-morte, encontramos algumas opiniões:
Jó diz:

Jó 14:13-14
“13. Oxalá me escondesses no Seol, e me ocultasses até que a tua ira
tenha passado; que me determinasses um tempo, e te lembrasses de
100

mim! 14. Morrendo o homem, acaso tornará a viver? Todos os dias da
minha lida esperaria eu, até que viesse a minha mudança.”

Era assim que ele acreditava:

Jó 14:12
“Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais
céus, não acordará nem despertará de seu sono”.

Eis uma resposta ainda mais clara:
Jó 7:9-10
“Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura
nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu lugar
o conhecerá mais”


Salomão, se tiver sido mesmo o autor do Eclesiastes, não
acreditava na existência de consciência após a morte; pois o livro
atribuído a ele diz:
Eclesiastes 9:5-6
“Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa
nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque
a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor
como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em
diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do
sol.”

101

A NOVA JERUSALÉM (para os judeus, não para os cristãos)
prometida pelo profeta Isaías ainda não continha nenhuma
perspectiva de ressurreição dos mortos. Era muito diferente
daquela apresentada nas visões de João no Apocalipse:

Isaías 65:17-25
“17. Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá
lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: 18. Mas
alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio
para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo.
19. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais
se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. 20. Não haverá mais
nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os
seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de
cem anos será amaldiçoado. 21. E eles edificarão casas, e as
habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. 22. Não
edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros
comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e
os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas
mãos: 23. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade;
porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus
descendentes estarão com eles. 24. E acontecerá que, antes de
clamarem eles, eu responderei; e estando eles ainda falando, eu os
ouvirei. 25. O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá
palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem
dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.”

Assim vemos que as promessas de Jeová, do Antigo Testamento,
não eram nada após a morte, mas prosperidade aqui na Terra. E
a morte continuaria existindo como sempre.
102

No profeta Isaías, até já encontramos alguns textos falando de
ressurreição, todavia não falam de uma ressurreição de todos os
mortos e um juízo final como no cristianismo:

Isaias 26:14
“Os falecidos não tornarão a viver; os mortos não ressuscitarão; por
isso os visitaste e destruíste, e fizeste perecer toda a sua memória”
Isaias 26:19
“Os teus mortos viverão, os seus corpos ressuscitarão; despertai e
exultai, vós que habitais no pó; porque o teu orvalho é orvalho de luz,
e sobre a terra das sombras fá-lo-ás cair”

Lendo todo o texto, percebe-se que não o profeta estava falando
de uma ressurreição dos mortos em um dia de juízo final como se
fala no Novo Testamento; tanto que, ao se referir a Israel, fala
que “teus mortos ressuscitarão” e, ao se referir aos
inimigos, diz “os mortos não ressuscitarão”. Se o autor
destas palavras já acreditava que os hebreus fossem ressuscitar,
também achava que os outros povos não teriam a ressurreição.
Só posteriormente é que devem ter desenvolvido essa ideia de
que os maus ressuscitam para ser punidos.
 Por outro lado, apesar da crença expressa na lei mosaica,
nos livros que seguem ao Pentateuco e na maioria dos
profetas, a crença na ressurreição já aparece bem
cristalizada em Daniel.
As profecias de Daniel apresentam coisas muito coincidentes com
o cristianismo, além da promessa de recompensa após a morte e
ressurreição. No último capítulo está escrito que, em sua última
visão, disse ter recebido a mensagem angélica:
103

Daniel 12:13
"Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará, e
então, no final dos dias, você se levantará para receber a herança que
lhe cabe".

Há informações de que os primeiros contatos dos hebreus com a
crença na ressurreição dos mortos se deu sob o domínio babilônico
e medo-persa. E o texto acima parece ter sido escrito nos dias da
vitória de Judas Macabeu e da restauração do santuário profanado
por Antíoco Epífanes.

“O reino unificado de Judeia e de Israel teve o seu último período de
esplendor com Salomão (século X AEC), após a sua morte foi o mesmo
dividido. No final do século VIII AEC Israel foi conquistado pela Assíria,
sendo muitos dos seus habitantes levados para a Assíria, tendo aí
desaparecido, sendo hoje conhecidas como as dez tribos perdidas de
Israel. O reino da Judeia manteve a sua independência a troco de um
pesado tributo. Cerca de 150 anos mais tarde, os babilónios tomam a
sua capital - Jerusalém -, e arrasam-na (586 AEC), levando consigo
grande número de prisioneiros. No seu cativeiro na Babilónia os
judeus absorveram aí muitos conceitos novos que vieram a
incorporar no judaísmo: Ressurreição dos Mortos, Inferno,
Demónios, Apocalipse, etc. A partir de meados do século VIII AEC.
o judaísmo entra num período de grande produção doutrinária,
conhecido pelo “tempo dos profetas”. Estes afirmam de forma clara a
universalidade e unicidade de Deus.” (Carlos Fontes, Origem da
Filosofia).

Está escrito que o próprio Jesus, para convencer os saduceus de
sua doutrina da ressurreição, não apresentou nenhuma afirmação
antiga que falasse diretamente dela, mas disse:
104

Mateus 22:31-32
“E, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que foi dito por
Deus: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó?
Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos”

Por que Jesus não citou Daniel?

Os saduceus sempre argumentaram que não poderiam aceitar
essa crença, porque ela não faz parte da lei e das promessas de
Yavé aos patriarcas. Ao que nos parece, eles não consideram as
profecias de Daniel como palavras de Yavé.
 Assim, só mesmo este argumento inconsistente poderia ser
apresentado por “Jesus”.
A grande diferença que os religiosos não querem ver entre o Velho
e o Novo Testamento é que:
1. No Velho, Jeová prometia prosperidade aqui na Terra.
2. No Novo, Jesus prometeu recompensa após a morte e
ressurreição.
Compare-se a Nova Jerusalém de Isaías (Isaías 65:17-25) e a
Nova Jerusalém de João (Apocalipse 21 e 22).
Isaías 65:17-25
17 - Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá
lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão: 18 - Mas
alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio
para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo.
19 - E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais
se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor. 20 - Não haverá mais
nela criança de poucos dias, nem velho que não tenha cumprido os
105

seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; mas o pecador de
cem anos será amaldiçoado. 21 - E eles edificarão casas, e as
habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. 22 - Não
edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros
comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e
os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas
mãos: 23 - Não trabalharão debalde, nem terão filhos para
calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e
os seus descendentes estarão com eles. 24 - E acontecerá que, antes
de clamarem eles, eu responderei; e estando eles ainda falando, eu
os ouvirei. 25 - O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão
comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão
mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.

Entre outras diferenças:
1. Na primeira, haveria muita prosperidade, mas tudo dentro
na normalidade terrena, com pecado e morte;
2. Na segunda, a imortalidade e a inexistência do pecado.
A ressurreição foi introduzida nas cabeças dos hebreus em época
bem posterior ao começo da formação da Bíblia. Aí está a maior
prova de que a ressurreição não procede do “deus” dos hebreus,
mas do pensamento de outros povos entre os quais eles viveram.
É algo como se o deus dos hebreus tivesse gostado do sistema de
recompensa dos deuses babilônios e persas e adotado a ideia,
como um meio melhor de fazer justiça ao seu tão sofrido povo,
inclusive aqueles patriarcas e profetas que não tiveram em vida
essa esperança.


106


Como a “nova lei” é uma farsa, a ressurreição, obviamente,
também.




107

7 - Mais bobagens do Cristianismo >>>


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Desmascarando de maneira simples, com a Bíblia e com o raciocínio
lógico mais básico possível, todas as mentiras do cristianismo, usadas
para enganar e explorar pessoas bobas e ingênuas com histórias falsas,
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108

Mais conteúdo recomendado






109

Livros recomendados

570 páginas

317 páginas

198 páginas

Mentiras Fundamentais da
Igreja Católica é uma
análise profunda da Bíblia,
que permite conhecer o
que se deixou escrito, em
que circunstâncias, quem o
escreveu, quando e, acima
de tudo, como tem sido
pervertido ao longo dos
séculos. Este livro de Pepe
Rodriguez serve para que
crentes e não crentes
encontrem as respostas
que sempre buscaram e
posaam ter a última
palavra. É uma das
melhores coleções de
dados sobre a formação
mitológica do cristianismo
no Ocidente. Um a um,
magistralmente, o autor
revela aspectos mais
questionáveis da fé
judaico-cristã.


Com grande rigor histórico
e acadêmico Fernando
Vallejo desmascara uma fé
dogmática que durante
1700 anos tem derramado
o sangue de homens e
animais invocando a
enteléquia de Deus ou a
estranha mistura de mitos
orientais que chamamos de
Cristo, cuja existência real
ninguém conseguiu
demonstrar. Uma obra que
desmistifica e quebra os
pilares de uma instituição
tão arraigada em nosso
mundo atual.

Entrevista com o autor
AQUI.

Originally published as a
pamphlet in 1853, and
expanded to book length in
1858, The Two Babylons
seeks to demonstrate a
connection between the
ancient Babylonian
mystery religions and
practices of the Roman
Catholic Church. Often
controversial, yet always
engaging, The Two
Babylons comes from an
era when disciplines such
as archeology and
anthropology were in their
infancy, and represents an
early attempt to synthesize
many of the findings of
these areas and Biblical
truth.


110


600 páginas

600 páginas

312 páginas

“Dois informadíssimos volumes de Karlheinz Deschner
sobre a política dos Papas no século XX, uma obra
surpreendentemente silenciada peols mesmos meios de
comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a compreensão do surgimento de algumas
monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
País Basco”.
Fernando Savater. El País, 17 de junho de 1995.
“Este segundo volume, como o primeiro, nos oferece uma
ampla e sólida informação sobre esse período da história
da Igreja na sua transição de uma marcada atitude de
condescendência com regimes totalitários conservadores
até uma postura de necessária acomodação aos sistemas
democráticos dos vencedores ocidentais na Segunda
Guerra Mundial”.
Gonzalo Puente Ojea. El Mundo, 22 de outubro de 1995.
Ler online volume 1 e volume 2 (espanhol). Para
comprar (Amazon) clique nas imagens.

"Su visión de la historia de
la Iglesia no sólo no es
reverencial, sino que, por
usar una expresión
familiar, ‘no deja títere con
cabeza’. Su sarcasmo y su
mordaz ironía serían
gratuitos si no fuese porque
van de la mano del dato
elocuente y del argumento
racional. La chispa de su
estilo se nutre, por lo
demás, de la mejor
tradición volteriana."
Fernando Savater. El
País, 20 de mayo de
1990

111


136 páginas

480 páginas

304 páginas
De una manera didáctica,
el profesor Karl Deschner
nos ofrece una visión crítica
de la doctrina de la Iglesia
católica y de sus trasfondos
históricos. Desde la misma
existencia de Jesús, hasta
la polémica transmisión de
los Evangelios, la
instauración y significación
de los sacramentos o la
supuesta infalibilidad del
Papa.
Todos estos asuntos son
estudiados, puestos en
duda y expuestas las
conclusiones en una obra
de rigor que, traducida a
numerosos idiomas, ha
venido a cuestionar los
orígenes, métodos y
razones de una de las
instituciones más
poderosas del mundo: la
Iglesia católica.

“Se bem que o cristianismo
esteja hoje à beira da
bancarrota espiritual,
segue impregnando ainda
decisivamente nossa moral
sexual, e as limitações
formais de nossa vida
erótica continuam sendo
basicamente as mesmas
que nos séculos XV ou V, na
época de Lutero ou de
Santo Agostinho. E isso nos
afeta a todos no mundo
ocidental, inclusive aos não
cristãos ou aos anticristãos.
Pois o que alguns pastores
nômadas de cabras
pensaram há dois mil e
quinhentos anos, continua
determinando os códigos
oficiais desde a Europa até
a América; subsiste uma
conexão tangível entre as
ideas sobre a sexualidade
dos profetas
veterotestamentarios ou de
Paulo e os processos penais
por conduta desonesta em
Roma, Paris ou Nova York.”
Karlheinz Deschner.
"En temas candentes como
los del control demográfico,
el uso de anticonceptivos,
la ordenación sacerdotal de
las mujeres y el celibato de
los sacerdotes, la iglesia
sigue anclada en el pasado
y bloqueada en su rigidez
dogmática. ¿Por qué esa
obstinación que atenta
contra la dignidad y la
libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.
112


1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua: Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios
113


7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III
Sua obra mais ambiciosa, a “História
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Trata-
se da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por
uma corte em Nuremberg acusado de difamar a Igreja. Ganhou o
processo com uma sólida argumentação, mas aquela instituição reagiu
rodeando suas obras com um muro de silêncio que não se rompeu
definitivamente até os anos oitenta, quando as obras de Deschner
começaram a ser publicadas fora da Alemanha (Polônia, Suíça, Itália e
Espanha, principalmente).

114


414 páginas

639 páginas
LA BIBLIA DESENTERRADA
Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico israelita, director del
instituto de arqueología de la
Universidad de Tel Aviv y co-
responsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le debe igualmente importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos sobre los primeros
israelitas en tierra de Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras de Cisjordania.
Es un libro que es necesario conocer.
EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII
¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un Concordato con Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.
El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.


115


513 páginas

326 páginas
480 páginas
En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres casados,
algunos de los cuales
renunciaron a sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes, sadistas y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante sus días
vendiendo objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron
padres de hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...
Santos e pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim, uma de suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas em nenhum
momento soa incompleto
ou deixa lacunas.


Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están de plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida de Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor de ficción
histórica al que proponen
escribir un bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.
116


576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul Johnson's
exceptional study of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar and author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.



La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico
Richard Elliott
Friedman que se ocupa
del proceso por el cual los
cinco libros de la Torá
(Pentateuco) llegaron a
ser escritos. Friedman
sigue las cuatro fuentes
del modelo de la hipótesis
documentaria pero se
diferencia
significativamente del
modelo S de Julius
Wellhausen en varios
aspectos.


An Atheist Classic! This
masterpiece, by the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.






117


391 páginas

PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA
En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir esos comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento
jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.

Robert Ambelain, aunque defensor de
la historicidad de un Jesús de carne y
hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y Los
Secretos del Gólgota) de un Jesús para
nada acorde con la descripción oficial
de la iglesia sino a uno rebelde: un
zelote con aspiraciones a monarca que
fue mitificado e inventado, tal y como
se conoce actualmente, por Paulo,
quién, según Ambelain, desconocía las
leyes judaicas y dicha religión, y quien
además usó todos los arquetipos de las
religiones que sí conocía y en las que
alguna vez creyó (las griegas, romanas
y persas) arropándose en los
conocimientos sobre judaísmo de
personas como Filón para crear a ese
personaje. Este extrajo de cada religión
aquello que atraería a las masas para
así poder centralizar su nueva religión
en sí mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al imperio
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había
concedido dicho imperio (el consejo
judío).
118

Fontes:

Bíblia Sagrada
About the Holy Bible by Robert Green Ingersoll (1894)
http://www.ateoyagnostico.com/2010/07/14/versiones-de-la-biblia/







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